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Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução Quem aderir ao Desenrola Adimplentes, lançado nesta segunda-feira (29), terá o CPF bloqueado nas plataformas de apostas (bets) por seis meses. A mesma regra vale para os participantes do Fies Empreendedor, outra linha de crédito anunciada no mesmo evento, no Palácio do Planalto. "Beneficiários do Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses", informou o ministro da fazenda, Dario Durigan. A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras. Agora no g1 Como funciona o bloqueio O bloqueio será automático para quem aderir às novas linhas de crédito e impedirá o acesso às plataformas de apostas regulamentadas no país durante o período de seis meses. A medida atinge tanto os trabalhadores informais que renegociarem dívidas pelo Desenrola Adimplentes quanto os ex-alunos do Fies que buscarem crédito para empreender. Quem pode aderir O Desenrola Adimplentes é voltado para quem ainda não está inadimplente, mas paga juros altos em financiamentos. O foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies que queiram empreender. A expectativa é alcançar até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês. Para os estudantes do Fies, os juros podem chegar a 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas. Onde buscar As linhas de crédito estarão disponíveis, inicialmente, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Os bancos privados ainda vão decidir se aderem ou não às condições. Leia mais aqui.

Apesar do pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à madrasta e da tentativa do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, de estancar a crise provocada pelo vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o conflito na família do ex-presidente Jair Bolsonaro segue movimentando as redes sociais. Michelle já não segue mais os enteados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Eduardo, por sua vez, ainda acompanha a madrasta no Instagram, mas passou a republicar, em seu perfil no X, conteúdos com críticas a ela. O deputado cassado compartilhou a defesa da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, que descreveu o marido como "leve, respeitoso e carinhoso". Eduardo também repostou um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, no qual ele acusa Michelle de fazer "birra" por não ter sido escolhida como sucessora de Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto (leia mais abaixo). RELEMBRE: Vídeo de Michelle sobre Flávio: entenda a crise e o racha na família Bolsonaro Agora no g1 O ex-deputado e a madrasta mantinham uma relação próxima. Em janeiro de 2025, os dois chegaram a viajar juntos aos Estados Unidos para a posse do presidente norte-americano Donald Trump. No vídeo que publicou na quarta, Michelle faz uma menção a quem atua contra ela do exterior, uma clara referência a Eduardo Bolsonaro. Michelle chegou a atribuir a esse núcleo publicações que a citam sem o sobrenome Bolsonaro, apenas com o de solteira: Michelle Firmo. Com Carlos, o desgaste é mais antigo. Em março deste ano, durante uma entrevista, Michelle disse ter perdoado o vereador pelos conflitos antigos, mas descartou qualquer reaproximação: "Já perdoei, mas não quero conviver", disse, na época. A mãe dos três irmãos, Rogéria Bolsonaro, publicou uma mensagem compartilhada por Eduardo, Carlos e Flávio — que continua sendo seguido por Michelle e está no centro das tensões: "Eu sei os homens que criei, dignos e honrados. Venceremos!", escreveu. Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Montagem / g1 Trechos bíblicos Na última quinta (25), no fim do dia, Michelle compartilhou um trecho bíblico sobre o "falso testemunho" não ficar impune. Na sexta (26), foi a vez de Fernanda Bolsonaro publicar um versículo de Provérbios sobre a "testemunha falsa que profere mentiras" e "o que semeia contendas entre irmãos": "Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16–19). LEIA TAMBÉM: Crise com Michelle complica estratégia de Flávio Bolsonaro para ampliar eleitorado, dizem analistas Libras, Estrela de Davi e honrarias: o cenário do vídeo de Michelle Bolsonaro Quem é quem na confusão que gerou racha entre Michelle e Flávio Bolsonaro

Montagem mostra Lisa Cook e Donald Trump SAUL LOEB and ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP A Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu o presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913. 🔎 Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29). A decisão foi apertada: cinco ministros votaram para barrar a demissão, contra quatro a favor. Agora no g1 O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e o também conservador Brett Kavanaugh formaram a maioria, ao lado dos três juízes liberais. Já Clarence Thomas, Samuel Alito, Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett divergiram. A decisão se soma a outro julgamento relevante, de 20 de fevereiro, quando a Corte derrubou grande parte das tarifas globais de Trump. Roberts, que redigiu a decisão da Corte, afirmou que Trump "deixou de conceder a Cook as proteções processuais às quais ela tinha direito por lei. "Sem essas proteções, ela não poderia contestar adequadamente as acusações que o presidente fez contra ela", afirmou. Os membros do Conselho de Governadores do Federal Reserve "não servem por mera liberalidade do presidente; em vez disso, cumprem mandatos escalonados de 14 anos e só podem ser destituídos 'por justa causa'", acrescentou Roberts. Em agosto, Trump citou suspeitas não comprovadas de fraude imobiliária ao tentar demitir Cook — a primeira mulher negra a ocupar o cargo. Ela afirma que a medida foi motivada por divergências sobre a condução dos juros por parte do Fed. Os juízes também rejeitaram um pedido do Departamento de Justiça para liberar a demissão imediata, enquanto segue o processo aberto por Cook. Ela nega as acusações. O Fed é o banco central mais influente do mundo e define o custo do crédito nos Estados Unidos e, indiretamente, em outros países. A instituição tem sido alvo de críticas de Trump desde seu retorno à presidência, em janeiro de 2025. Cook tinha mandato até 2038 e foi indicada pelo ex-presidente Joe Biden em 2022. A pressão de Trump sobre Cook e uma investigação separada contra o então presidente do Fed, Jerome Powell, representam o maior desafio recente à independência do banco central. O mandato de Powell como presidente do Fed terminou em 15 de maio, mas ele segue no conselho. Kevin Warsh, indicado por Trump, foi confirmado pelo Senado e assumiu o cargo dias depois. O que diz a lei sobre o Fed Ao criar o Fed, em 1913, o Congresso aprovou a chamada Lei da Reserva Federal. A norma prevê proteção contra interferência política e estabelece que membros do conselho só podem ser demitidos pelo presidente por “justa causa”. O termo, no entanto, não é claramente definido na lei. Trump tentou demitir Cook em 25 de agosto de 2025, ao publicar uma carta nas redes sociais citando acusações levantadas por Bill Pulte, chefe da Agência Federal de Financiamento Imobiliário e aliado do presidente. As alegações envolviam imóveis da diretora em Michigan e na Geórgia. Pulte escreveu nas redes sociais: “Acredito que Lisa Cook será indiciada por fraude hipotecária”. Em setembro, a juíza federal Jia Cobb decidiu que a tentativa de Trump de demitir Cook sem aviso prévio ou possibilidade de defesa provavelmente violou seu direito ao devido processo legal, garantido pela Constituição dos EUA. Segundo a magistrada, as acusações também não seriam motivo suficiente para a demissão, já que se referem a fatos anteriores ao mandato dela. O Tribunal de Apelações em Washington também rejeitou o pedido de Trump para suspender a decisão. Pressão política sobre o Fed A disputa ocorre em um momento de forte pressão política sobre o banco central. Trump tem pressionado o banco central a reduzir os juros mais rápido e de forma mais intensa no combate à inflação. Ele também criticou repetidamente Jerome Powell por não atender a essas demandas. O caso levanta dúvidas sobre a autonomia do Fed para definir os juros sem interferência política — algo considerado essencial para manter a inflação sob controle. Como integrante do conselho do Fed, Cook participa das decisões sobre juros ao lado de outros diretores e dos presidentes dos bancos regionais da instituição. Em decisões recentes, a Suprema Corte tem ampliado o poder do presidente sobre agências federais e pode rever um precedente de 1935 que protege esses órgãos contra demissões políticas. Ainda assim, a Corte indicou que o Fed pode ser tratado como uma exceção. Em decisão de maio de 2025, os ministros destacaram que o banco central tem estrutura e histórico distintos. Limites ao poder de Trump Tanto o caso de Cook quanto a disputa sobre as tarifas expõem as consequências da postura mais agressiva de Trump ao ampliar os limites do poder presidencial desde seu retorno ao cargo, em janeiro de 2025. Trump também usou o poder executivo para promover mudanças rápidas em áreas como imigração, serviço militar e emprego federal. Até agora, a Suprema Corte tem permitido que a maioria dessas medidas avance, mesmo sob questionamentos judiciais, embora a decisão sobre as tarifas tenha sido uma exceção relevante. No caso das tarifas, o tribunal derrubou um dos principais pontos da agenda econômica de Trump ao invalidar taxas impostas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA. As medidas haviam sido justificadas com base em uma lei de 1977 voltada a situações de emergência — algo inédito entre presidentes americanos. Trump reagiu com críticas duras à decisão, dizendo estar “absolutamente envergonhado” de alguns ministros. Ele também chamou indicados republicanos da Corte — incluindo dois escolhidos por ele — que votaram contra sua posição de “tolos” e “lacaios” dos democratas. Como em outras disputas legais, o governo defendeu uma interpretação mais ampla dos poderes presidenciais no caso de Cook. Segundo esse entendimento, bastaria ao presidente apontar um motivo para a demissão para que a decisão estivesse dentro de sua “discricionariedade”. Os advogados de Cook argumentaram que dar esse poder ao presidente poderia comprometer a independência do Fed, gerar instabilidade nos mercados e abrir precedente para interferência política na definição de juros. Pressão sobre Powell e investigação arquivada Assim como Cook, Jerome Powell classificou a ação do governo contra ele como uma tentativa de pressão sobre o Fed. O caso envolvia uma investigação sobre possíveis estouros de orçamento na reforma de dois prédios históricos da instituição, em Washington. Em 13 de março, um juiz bloqueou as intimações emitidas por um promotor nomeado por Trump, ao considerar que a apuração poderia representar uma tentativa indevida de pressionar o banco central a reduzir os juros. A investigação foi arquivada em 24 de abril. Trump já chamou Powell publicamente de “imbecil”, “grande perdedor” e “muito incompetente”. Em janeiro, Trump nomeou Kevin Warsh para liderar o Fed. Ele já havia feito parte da diretoria da instituição. A cerimônia de posse contou com a presença de ministros da Suprema Corte, como Clarence Thomas e Brett Kavanaugh. O Departamento de Justiça arquivou a investigação após críticas de aliados republicanos, que apontaram o caso como um ataque à independência do Fed. No ano passado, Bill Pulte pediu ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação criminal contra Cook por suspeita de fraude hipotecária. Não há indicação de que o caso tenha avançado. Enquanto Pulte insistia nas acusações, a Reuters apurou que familiares dele adotaram prática semelhante em declarações de residência. Esse tipo de benefício garante desconto em impostos a imóveis usados como residência principal. A autoridade tributária local informou que Cook não violou as regras, apesar das alegações.
Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda
Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada pSaber se você ganha bem ou mal vai além do valor que aparece no contracheque.
Para a economia, a renda é um conceito relativo: pode ser medida por critérios diferentes, como onde você se encontra na distribuição de renda do país, o seu poder de compra e o quanto resta ao fim de cada mês. É o custo de vida que revela quanto o seu rendimento realmente vale.
A estabilidade também entra na conta. Entradas esporádicas de dinheiro não sustentam um padrão de vida no longo prazo. No fim das contas, o que faz diferença é o equilíbrio do orçamento: há quem ganhe muito, gaste mal e viva no aperto, enquanto uma renda mais modesta, porém bem administrada, oferece mais previsibilidade e tranquilidade.
Neste vídeo, você confere as três formas principais de avaliar se ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

Cabine acústica portátil vira negócio e atende nicho de profissionais de voz O que começou como uma solução improvisada durante a pandemia se transformou em um negócio para o ator e engenheiro de som Diego Rodda, em São Paulo. Ao precisar gravar dublagens fora de estúdios profissionais, ele desenvolveu uma cabine acústica portátil — hoje vendida para locutores, dubladores e músicos. A ideia nasceu da necessidade. Com produções exigindo gravações remotas, Diego decidiu criar uma estrutura compacta que garantisse qualidade sonora dentro de casa. Em cerca de 25 dias, ele desenvolveu o primeiro modelo. “Eu sempre projetei cabines grandes para estúdios, mas nunca tinha reduzido. Resolvi estudar mais a fundo e criar uma solução que fosse leve e portátil”, afirma. De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN Com investimento inicial de cerca de R$ 4 mil, o protótipo evoluiu rapidamente. A primeira encomenda veio por indicação de uma colega — e foi o ponto de virada para transformar a ideia em negócio. Hoje, as cabines são personalizadas conforme o ambiente e o tipo de uso, com preços a partir de R$ 1.800. Há diferentes modelos, desde versões abertas até estruturas com maior isolamento acústico, além de opções compactas para mesa. Diego concentra todas as etapas do negócio: cria, fabrica, vende e atende os clientes. A divulgação é feita principalmente no boca a boca, estratégia que já resultou na venda de 55 unidades em 2025 e faturamento médio de cerca de R$ 15 mil por mês. “Hoje vale a pena financeiramente. A cada cabine, eu penso em como reduzir custos e facilitar para o cliente”, diz. A portabilidade é um dos principais diferenciais. As cabines podem ser montadas por uma única pessoa em poucos minutos e transportadas com facilidade, o que amplia o uso em diferentes ambientes. Com a demanda crescente, o empreendedor planeja expandir a operação e contratar funcionários. Para ele, o negócio é resultado direto da necessidade de criar soluções. “A criatividade vem da necessidade. Quando você precisa, você cria”, afirma. De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN Studioum Soluções Acústicas 📍 Endereço: Rua Juiciã, 17, Imirim São Paulo/SP – CEP: 02463-060 📞 Telefone: (11) 9-7864-7393 📧 E-mail: diegorodda@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/diegorodda/

O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o chamado Desenrola Adimplentes, programa voltado para a população que ainda não está com dívidas bancárias vencidas, mas que paga juros mais elevados em seus financiamentos. De acordo com o governo, o foco são trabalhadores informais e, também, estudantes com crédito do Fies empreendedores. A expectativa do governo é de que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e até 100 mil integrantes do Fies. "Estamos falando do informal, que não acessa consignado CLT, consignado do servidor público e do INSS. Que não tem garantia própria. É o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) sem garantia que o trabalhador informal toma e tem uma das taxas de juros mais cara do país. Estamos olhando para esse trabalhador que já honra com juros mais altos. Que vai seguir honrando com taxa de juros mais baixa", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Agora no g1 A nova modalidade do programa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Palácio do Planalto. "Beneficiários do Desenrola Adimplentes e FIES Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por 6 meses", informou o governo federal. Essa é uma nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105, com débitos junto às instituições financeiras, além de agricultores, empresas de pequeno porte e devedores do Fies. Durante a apresentação nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também mencionou as novas regras para o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A modalidade foi regulamentada na última sexta-feira (26). Onde buscar o crédito Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, as linhas de crédito poderão ser buscadas, de início, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Ele explicou que os bancos privados ainda vão decidir se vão aderir ou não às condições dessas novas linhas de crédito. "Não há decisão de adesão unanime dos integrantes da Febraban [Federação Brasileira de Bancos]. Cada banco vai olhar. O perfil de público que vai ofertar. São linhas que operam hoje com taxa de juros elevada a um público que acaba, com muito sacrifício, honrando as operações", disse Ceron. "Mesmo um cliente de outra instituição, pode fazer sua análise de risco no BB e Caixa e migrar suas operações", acrescentou o secretário da Fazenda. Trabalhadores informais Segundo a equipe econômica, a medida abrange trabalhadores informais, não incluindo trabalhadores CLT, aposentados, pensionistas nem servidores. Além de refinanciar o débito antigo, será possível ter, ainda, um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original. Valerá para: Crédito Pessoal Não Consignado Ao menos 4 parcelas já pagas Em dia ou com no máximo 90 dias de atraso Saldo igual ou inferior a R$ 15 mil Na renegociação, as condições serão as seguintes: Taxa máxima de juros: 1,99% a.m. Prazo: equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação do prazo até no máximo 6 meses, a depender do prazo remanescente da dívida original Limite da Prestação: Nova prestação de no máximo 90% da prestação da dívida original Estudantes empreendedores O Ministério da Fazenda informou, ainda, que haverá novas linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes no Fies. Segundo o governo, parte relevante do público alvo conclui cursos associados à profissões autônomas, necessitando de capital inicial para exercer suas atividades, sendo que parte já possui CNPJ. O objetivo financiar atividade empreendedora. O graduado, estando adimplente há pelo menos 36 meses, sem nenhuma renegociação, poderá buscar o crédito. Os juros poderão ser de até 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de R$ 80 mil para pessoas físicas. O prazo máximo será de 96 e 60 meses, respectivamente. Governo federal anuncia Desenrola Adimplentes, nova fase de programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução

TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à qual a Globonews teve acesso recomendou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atualize as tecnologias usadas para conceder benefícios automaticamente e busque melhorias nesse processo. 🔎A concessão automática de benefícios é quando um pedido de aposentadoria, pensão ou auxílio é analisado por um robô, sem passar por um servidor do INSS. Esse tipo de análise começou em 2017 e ganhou espaço ao longo dos anos. No ano passado, cerca de 11 tipos de benefícios diferentes já passavam por esse tipo e análise. Entre eles, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) para idosos e pessoas com deficiência. No início de 2024, apenas 15,7% dos benefícios passavam pela concessão automática. No mesmo mês de 2025, mais da metade dos benefícios já eram analisados pela automação (veja imagem abaixo). Mesmo com o percentual crescente de concessões automáticas, a auditoria do TCU aponta que elas ainda não foram suficientes para reduzir a fila do INSS e nem o tempo que o segurado fica esperando para ter o benefício concedido. Entre as dificuldades, segundo o relatório do TCU, estão uma equipe reduzida para cuidar da automação e uma limitação na atuação da Dataprev, a empresa de tecnologia responsável por operar sistemas do INSS. De acordo com a auditoria, a maior parte dos serviços é feita por sistemas desenvolvidos no início da década de 1990, o que dificulta a integração com sistemas mais modernos. Concessões de benefícios do INSS por modalidade. Reprodução/GloboNews O Tribunal de Contas da União destaca a importância de seguir tendo a concessão automática como prioridade, pelo potencial de redução de fila. Mas recomenda que, para isso, o INSS atualize as tecnologias usadas e busque melhorias nesse processo. O INSS afirmou, em nota, que tem implementado as recomendações do TCU e tem tido avanços significativos nos últimos meses. Destacou também que tem mantido reuniões semanais com a Dataprev. RELEMBRE: Vazamento de dados do INSS atingiu 2,8 milhões de CPFs, diz Dataprev; 98% eram de falecidos Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Indeferimentos indevidos A autarquia ainda ressalta que não há indeferimentos indevidos de forma automática e que, quando há necessidade de uma análise complementar, o requerimento é enviado para um servidor. No entanto, a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo (OAB-SP), Joseane Zanardi, afirma que há sim indeferimentos indevidos — isto é, benefícios que deveriam ter sido concedidos, mas foram negados. Segundo a advogada, um dos problemas estaria no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todo o histórico de trabalho de uma pessoa. O INSS puxa informações do CNIS para a conceder benefícios. Se as informações estão erradas nesse cadastro, por consequência, o INSS fará uma leitura equivocada. Atualmente, é possível solicitar a correção em dados do CNIS ligando na Central 135 do INSS. Mas segurados relatam dificuldades em se comunicarem por esse telefone, como demora no atendimento e má qualidade das ligações. "Se esse serviço estivesse disponível na plataforma ‘Meu INSS’, no site, a correção ficaria um pouco mais fácil, porque falar no telefone 135 é muito difícil", diz a advogada Zanardi. A presidente da Comissão de Direto Previdenciário da OAB-SP também destaca que são necessários investimentos por parte do governo federal para uma melhoria nesse cadastro de informações. “Nós já solicitamos através de vários ofícios e conversas com o INSS que sejam feito esforços para que o Cadastro Nacional de Informações seja corrigido, mas até o momento isso não tem sido efetivado. O que falta é investimento em sistemas que conversem que façam a integração das informações corretamente."

Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Divulgação/Petrobras O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira (26) produção média de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo. O volume foi alcançado três dias após o campo registrar 1,1 milhão de barris diários, impulsionado pela entrada de novas plataformas. A informação foi divulgada pela Petrobras à Reuters. “O novo recorde foi alcançado com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que ainda estão em fase de aumento gradual da produção até atingir a capacidade máxima (‘ramp up’) de 180 mil barris por dia cada uma”, afirmou a companhia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo, conta com oito unidades de produção em operação: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Ao todo, o campo terá 12 FPSOs em operação. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, e a plataforma Búzios 12 está em processo de licitação, segundo a Petrobras. Agora no g1 Preços do petróleo no mercado internacional O aumento da produção vem em um momento de pressão nos preços do petróleo no mercado internacional. Apesar de a commodity ter caído mais de 10% na última semana, em meio ao maior otimismo por conta do memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, uma escalada das tensões no último final de semana voltou a pressionar as cotações. Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30). Com a escalada das tensõeso barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,96% perto das 11h desta segunda-feira (29), cotado a US$ 72,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,23% no mesmo horário, a US$ 70,08 o barril.

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo O El Niño pode trazer um alívio incomum para partes da América Latina. Brasil e Argentina estão entre os países menos expostos à alta dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno e podem até se beneficiar de melhores condições para as safras, segundo a Oxford Economics. O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras de grãos e chuvas mais intensas em outras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um relatório que analisa os riscos em 20 mercados emergentes, a Oxford classificou a América do Sul como a região menos vulnerável. Brasil e Argentina aparecem como os países “menos expostos” e com maior chance de se beneficiar de condições mais favoráveis para culturas como milho e soja. Segundo a Oxford, o principal risco para a América Latina não é a falta generalizada de grãos, mas aumentos pontuais nos preços de alimentos frescos. Agora no g1 Chuvas mais intensas podem favorecer a produção de grãos em partes do Brasil e da Argentina. Por outro lado, inundações podem interromper o abastecimento de hortaliças, tubérculos, frutas e peixes. O Peru é um dos países mais expostos, devido à possível queda na atividade pesqueira. Essas variações de preço podem ser intensas, segundo a Oxford, mas tendem a ser temporárias. Em geral, bancos centrais tratam esses movimentos como pontuais, e não como riscos persistentes de inflação.

Estreito de Ormuz Reuters/Stringer Produtores do Oriente Médio continuam embarcando petróleo e gás natural liquefeito (GNL), mesmo após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo — e a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, segundo dados do setor de transporte marítimo. O volume de transporte de energia pelo estreito caiu depois de ataques a um navio de contêineres na quinta-feira e a um petroleiro no sábado. Os episódios provocaram novas retaliações e colocaram em risco o acordo de paz provisório entre Washington e Teerã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No domingo (28), porém, uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que os dois países concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a via, considerada estratégica para o comércio global. Na segunda-feira, um quarto superpetroleiro de grande porte (VLCC), com capacidade para transportar 2 milhões de barris, foi flagrado carregando petróleo no terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, segundo dados da LSEG, empresa de informações financeiras e de mercado. Agora no g1 A operação ocorre mesmo após a queda, no domingo (28), de um helicóptero da empresa, que deixou 14 mortos, e cuja causa do acidente ainda é desconhecida. Outros três superpetroleiros carregaram petróleo e entraram em “modo oculto” após deixar o terminal no fim de semana, segundo os dados. O termo se refere a navios que desligam seus sistemas de rastreamento para reduzir o risco de ataques enquanto navegam pela região. Um desses navios reapareceu na segunda-feira (29), depois de deixar o estreito, e segue agora em direção ao Japão, segundo os dados. Dois superpetroleiros entraram no estreito no domingo e atracaram em um terminal nos Emirados Árabes Unidos para carregar petróleo bruto, segundo dados da LSEG. A Saudi Aramco se recusou a comentar. A Abu Dhabi National Oil Company informou que, por política interna, não divulga detalhes sobre a localização, os movimentos ou as rotas de suas embarcações. Irã aumenta exportações de petróleo após alívio de sanções O Irã também acelerou os embarques de petróleo após os Estados Unidos suspenderem, por 60 dias, as sanções sobre suas exportações. Teerã realizou carregamentos simultâneos em seus dois terminais de exportação na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, no sábado (27), pela primeira vez em quase uma semana, segundo a empresa de monitoramento marítimo Windward. Dados da Kpler, empresa de dados sobre fluxo de petróleo, mostram que os superpetroleiros de bandeira iraniana Dan e Hawk entraram no estreito no sábado (27). Ao mesmo tempo, cerca de 8 milhões de barris de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos e do Catar foram transportados em quatro navios do mesmo tipo durante o fim de semana. A Companhia Nacional de Petróleo do Irã não respondeu a pedidos de comentário. O aumento das exportações a partir do Golfo — região responsável por cerca de um terço do abastecimento global — está pressionando os preços do petróleo. O Brent, principal referência internacional do preço do petróleo, caiu 10,6% na semana passada, na terceira queda semanal consecutiva, embora os ataques do fim de semana tenham feito as cotações subirem na segunda-feira. “Se o Estreito continuar operando de forma instável nas próximas semanas e meses, o preço do petróleo está em um nível razoável e com tendência de queda”, afirmou o analista da IG Markets, Tony Sycamore, à Reuters. “No entanto, se houver risco de uma escalada mais ampla do conflito a partir desses episódios de violência do fim de semana, então os preços do petróleo estão baixos demais.” Catar e Emirados mantêm exportações de gás apesar da tensão No mercado de gás natural liquefeito (GNL), dois navios-tanque vazios voltaram a aparecer nos dados de rastreamento a oeste do estreito em 26 de junho, após terem desaparecido dos sistemas. Ao mesmo tempo, outros dois navios carregados com GNL deixaram o Estreito de Ormuz. O navio Al Kharaitiyat segue em direção ao Kuwait após carregar no terminal de Ras Laffan, no Catar. Já outra embarcação da QatarEnergy, o Al Kharsaah, aguarda ao largo do país, segundo dados de rastreamento da Kpler. O navio Mraweh, controlado pela ADNOC, carregou na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos, em 21 de junho, e deve entregar a carga no terminal de Dahej, na costa oeste da Índia, em 5 de julho, segundo a Kpler. Já o Al Hamla, da QatarEnergy, transporta uma carga embarcada em Ras Laffan em 18 de junho e deve chegar à China em 3 de julho, de acordo com dados da LSEG e da Kpler. A QatarEnergy não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem.

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 42,2 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um déficit primário de R$ 66,6 bilhões (com a correção). Agora no g1 Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a piora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das despesas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento da arrecadação. Segundo o governo, as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9,4% em maio, para R$ 251 bilhões. Os principais aumentos foram: Despesas livres do governo (+R$ 16,7 bilhões); Benefícios Previdenciários (+R$ 4,9 bilhões); Outras Despesas Obrigatórias (+R$ 2,0 bilhões). Já as receitas registraram alta real de 5,5% em maio deste ano, para R$ 198 bilhões. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado Parcial do ano No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 44,4 bilhões. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 32,9 bilhões. A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos cinco primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,06 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,1 trilhão entre janeiro e maio deste ano, com uma alta real de 13% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a subir nesta segunda-feira (29) e operava em alta de 0,22% perto das 13h20, cotado a R$ 5,1783. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1859. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha uma queda de 0,22% no mesmo horário, aos 172.912 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova trégua entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções desta segunda-feira (29), após os dois países trocarem ataques na última sexta-feira (26), acusando um ao outro de violar o cessar-fogo. Na tarde de domingo (28), Washington e Teerã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. Ainda assim, a escalada das tensões traz um novo dia de alta para o petróleo no mercado internacional. Perto das 13h20, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 1,76%, cotado a US$ 73,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,56% no mesmo horário, a US$ 70,79 o barril. ▶️Na agenda da semana, novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA ficam no radar, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países. ▶️Em sua última edição, divulgada nesta segunda-feira (29), o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou a manutenção das estimativas para a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) para este ano em relação à semana passada. Para a atividade econômica, a previsão subiu de 1,98% para 1,99%. O documento reúne as projeções de diversos agentes do mercado financeiro para a economia brasileira. ▶️As ações da Cosan estavam entre as maiores perdas do Ibovespa nesta segunda-feira, após a companhia informar que avalia uma alternativa para sua participação na Rumo. A decisão vem em meio à estratégia da companhia para melhorar o capital. A empresa contratou o BTG Pactual como assessor financeiro. Perto das 12h30, as ações da Cosan caíam quase 3%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,03%; Acumulado do mês: +2,47%; Acumulado do ano: -5,86%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,95%; Acumulado do mês: --0,28%; Acumulado do ano: +7,55%. Trégua e tensões entre EUA e Irã Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30). Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta, após a suspensão dos ataques entre Washington e Teerã. Perto das 13h20, o Dow Jones tinha alta de 0,42%, enquanto o S&P 500 subia 0,84% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,38%. Já na Europa, as bolsas operavam majoritariamente em queda. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, caía 0,18% perto das 13h20, enquanto o CAC-40, da França, tinha perdas de 0,21% no mesmo horário e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha uma desvalorização de 0,23%. Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de saúde, consumo e inteligência artificial. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,21%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 1,16%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganhos de ,1,57%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 0,20%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters

Lâmpadas e luminárias de tecnologia LED vendidas e fabricadas no Brasil terão de atender a novos padrões mínimos de eficiência energética a partir de 2028. As regras foram constam no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29) e valem para produtos fabricados, importados e comercializados no país. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Agora no g1 As exigências serão implementadas em duas etapas. A primeira entra em vigor em 2028, quando os produtos deverão atingir eficácia luminosa limite de 120 lm/W. Em 2030, sobe para 140 lm/W. 💡 A tecnologia LED é considerada mais eficiente porque consome menos energia para produzir a mesma quantidade de iluminação em comparação com lâmpadas convencionais. Além disso, esses produtos têm vida útil maior, o que reduz os custos com manutenção, reposição e descarte. Segundo estimativas técnicas, a regulamentação poderá gerar uma economia acumulada entre 283 e 432 terawatts-hora (TWh) até 2040. O volume de energia economizado seria suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no período. Além dos novos índices mínimos de eficiência, a resolução define como será calculado o desempenho energético de cada produto, considerando suas características técnicas, e estabelece os procedimentos que fabricantes e importadores deverão seguir para comprovar o cumprimento das novas exigências. Instalação luz poste iluminação LED Santa Fé Uberaba 11-08-2023 Prefeitura de Uberaba/Divulgação Período de transição Os produtos que não atenderem aos novos padrões ainda poderão ser comercializados durante o período de adaptação previsto na norma. 💡Os comerciantes terão três anos, na primeira etapa, e cinco anos, na segunda, contados a partir da publicação da resolução, para esgotar os estoques. Segundo o governo, o prazo foi definido para permitir que os produtos já fabricados ou importados sejam comercializados ou retirados gradualmente do mercado, evitando impactos imediatos para empresas e consumidores. "Ao estabelecer padrões mínimos de desempenho para produtos LED, a regulamentação da eficiência energética fortalece a transição energética brasileira ao promover um mercado mais moderno, competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais, estimulando a inovação, reduzindo os custos de energia para as famílias, aumentando a eficiência no uso dos recursos energéticos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país", avalia o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao g1. Lâmpadas excluídas da medida Ao todo, 16 tipos de lâmpadas e luminárias de tecnologia LED foram excluídos da regulamentação, ou seja, não precisam atender aos índices mínimos. Entre elas estão lâmpadas e luminárias com tecnologia LED destinadas exclusivamente ao uso em: atmosferas explosivas, geração de ozônio, equipamentos médico-hospitalares, veterinários ou odontológicos, cultivo de plantas e outros.

Torcedores se reúnem em Manaus para a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, em 24 de junho de 2026. Reuters Ponto de encontro de torcedores brasileiros durante a Copa do Mundo, os bares também têm motivos para acompanhar de perto a campanha da seleção. O primeiro desafio do Brasil no mata-mata será nesta segunda-feira (29), às 14h, diante da seleção do Japão. Quem vencer avança às oitavas de final. Quem perder, dá adeus ao Mundial. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para os proprietários de bares, que esperam casas cheias durante os jogos, a classificação significa mais do que comemoração: representa também um impulso no faturamento. "Se o Brasil chegar à final, certamente será muito positivo para o setor", afirma o empresário Juarez Alves, fundador e proprietário do Bar do Juarez, que tem seis unidades na capital paulista. "É bom não só pelos negócios, mas também porque a gente torce pela seleção." Agora no g1 A estreia do Brasil, disputada em um sábado, pouco alterou o movimento na rede de bares de Juarez. Os dois jogos seguintes da fase de grupos, porém, superaram as expectativas. Na visão do empresário, as partidas em dias úteis geram um impacto maior do que as disputadas nos fins de semana. "No jogo de quarta-feira [contra a Escócia], o faturamento chegou a ficar 50% acima do registrado em um dia normal", diz. "Todas as nossas unidades lotaram." O que vale é jogo do Brasil A Copa do Mundo tem, ao todo, 104 partidas. A seleção brasileira, caso chegue à final, disputará oito. São justamente essas as datas cruciais para os estabelecimentos. Marco Antonio Moreschi Rossi, um dos proprietários do "noPorto Gastrobar", na zona sul de São Paulo, afirma que os jogos de outras seleções tiveram pouca relevância para o movimento. "Só tivemos uma demanda específica para o jogo entre Colômbia e Portugal, disputado no sábado (27), quando um grupo de 15 colombianos reservou espaço para assistir à partida com a gente", diz. No "noPorto", o cenário tem sido semelhante ao do Bar do Juarez: a estreia da seleção registrou baixa adesão, mas o público e o faturamento cresceram a partir da segunda partida. "A sexta-feira foi muito boa pra nós. O faturamento aumentou 80% em relação a um dia comum. Já no jogo da quarta-feira, contra a Escócia, a alta foi de 90%", afirma Marco Antonio. Se as partidas do Brasil determinam os ganhos, quanto mais longe a seleção chegar, maior tende a ser o faturamento, independentemente dos jogos das outras seleções. O empresário estima que, se a equipe disputar a final do Mundial, o faturamento adicional pode chegar a R$ 80 mil neste mês de Copa. O valor equivale a cerca de 60% da receita mensal do estabelecimento, que normalmente varia entre R$ 140 mil e R$ 160 mil. noPorto Gastrobar quase dobrou o faturamento durante a partida entre Brasil e Escócia. Divulgação/noPorto Gastrobar Seleção ajuda, mas média da Copa não é tão alta O cenário otimista pode variar de bar para bar. Antes do início da Copa, uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicava que a maioria dos estabelecimentos esperava elevar o faturamento em até 20% com a competição. O percentual está dentro das estimativas da rede de bares Juarez. Apesar do pico nos dias de jogos da seleção, o empresário projeta que, no balanço do mês, a Copa eleve a receita entre 10% e 20% em relação a um período comum. "Existem dois principais efeitos: em um dia, você bomba, com o público consumindo mais. No dia seguinte, há um 'efeito ressaca', que reduz o movimento", explica Juarez. O empresário lembra que outros eventos, como feiras setoriais e congressos empresariais, costumam atrair público com mais frequência ao bar. "São, muitas vezes, cinco dias seguidos com público de fora da cidade. Isso é muito bom para o fluxo", diz. No noPorto Gastrobar, onde as projeções são mais otimistas, a Copa tem servido como uma oportunidade de fortalecimento do negócio, explica Marco Antonio. "Muitos clientes antigos acabam retornando. Além disso, tem muita gente que vem de fora do bairro. É uma oportunidade para conhecerem nosso projeto, nosso modelo de negócio", afirma. Unidade do Bar do Juarez no Brooklin, na zona sul de São Paulo. Divulgação/Giuliano Agnelli Comportamento do consumidor O g1 mostrou, antes da estreia da seleção, que as vendas no comércio popular de São Paulo dispararam após o anúncio da convocação de Neymar para a Copa. Segundo Marco Antonio, o mesmo ocorreu no bar. "Até o anúncio, nada se movimentou. Depois, passamos a ver muita gente interessada em assistir aos jogos com a gente. Foi o estopim", diz. Não à toa, os estabelecimentos têm investido em telões, drinks temáticos e atrações para manter o público além do horário dos jogos. No caso do noPorto, foram contratados DJs e música ao vivo. Segundo o proprietário, porém, o resultado do investimento foi um pouco frustrante: oito em cada 10 torcedores que fizeram reservas chegaram 15 ou 20 minutos antes dos jogos e foram embora assim que eles terminaram. "Por outro lado, o ticket médio foi bastante elevado", explica. Ou seja, enquanto os consumidores estavam no espaço, o consumo ficou acima da média, o que garantiu os bons resultados. Oportunidades para o setor O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que a Copa representa mais oportunidades para o setor, especialmente em um momento em que muitos estabelecimentos ainda passam por recuperação financeira. "Datas e eventos de grande mobilização ajudam a fortalecer o caixa das empresas, aumentar o fluxo de clientes e melhorar o desempenho de um setor que ainda convive com desafios de margem e endividamento", diz. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo

Fábrica de chips da Samsung Electronics em Pyeongtaek, Coreia do Sul. Samsung Electronics/Divulgação via REUTERS A China e a Coreia do Sul prometeram aumentar seus esforços para promover um maior apoio ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA) em seus respectivos países. Segundo a mídia estatal informou nesta segunda-feira (29), o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a China deve defender os princípios básicos de segurança da IA e reforçar a supervisão, pedindo esforços intensificados para promover avanços no setor. Já a Coreia do Sul lançou megaprojetos abrangentes no setor de chips e inteligência artificial (IA), com o presidente Lee Jae-myung prometendo consolidar uma liderança industrial esmagadora por meio de investimentos superiores a US$ 576 bilhões ao longo dos próximos anos. O anúncio marca a ofensiva mais ousada de Lee para alinhar as ambições de IA e semicondutores do país com sua promessa de reduzir as disparidades regionais e revitalizar as economias fora da região metropolitana de Seul. Lee esteve acompanhado pelos líderes da Samsung Electronics e da SK Hynix, as duas maiores fabricantes de chips de memória do mundo, durante o anúncio transmitido pela televisão. "Devemos assegurar os elementos centrais da IA mais rápido do que qualquer outro país", declarou o presidente. "Semicondutores, IA física e data centers de IA formam o triplo eixo para o nosso grande salto à frente." Agora no g1 A Samsung e a SK Hynix investirão 800 trilhões de wons (US$ 517,87 bilhões) junto a fornecedores para construir duas novas fábricas de chips cada na região sudoeste da Coreia do Sul, informou o mandatário. Lee acrescentou que a cidade de Gwangju, no sudoeste, e a província de Jeolla do Sul também investirão entre 5 e 20 trilhões de wons nos projetos, com uma previsão de outros 81 trilhões de wons destinados a um polo de encapsulamento de chips na região de Chungcheong, próxima a Seul. Segundo Lee, o sudoeste abrigará grandes complexos de produção de chips aproveitando a energia abundante e subutilizada da região. "Para atender à demanda rapidamente crescente por semicondutores, precisamos concluir com agilidade os centros de produção que estão atualmente em construção", afirmou. "Ao mesmo tempo, devemos garantir uma capacidade de produção esmagadora de forma antecipada por meio de novos investimentos em larga escala, inclusive na região sudoeste. Os complexos existentes em torno de Yongin e Pyeongtaek já atingiram o limite." Representantes de outras companhias, incluindo LG Electronics, HD Hyundai Robotics, Korea Electric Power Corp e Korea Water Resources Corp também compareceram ao evento, segundo o gabinete presidencial. Presidente defende plano Lee Jae-myung JUNG YEON-JE / AFP Os chips de memória de alta largura de banda produzidos pela Samsung Electronics e pela SK Hynix tornaram-se cruciais na corrida global para o desenvolvimento de sistemas avançados de IA. Ambas as empresas já operam grandes instalações de semicondutores na região metropolitana de Seul e arredores. O ministro da Indústria sul-coreano, Kim Jung-kwan, afirmou no evento que o país irá dobrar a produção de memórias de acesso aleatório dinâmico (DRAM) em cinco anos, antecipando para meados da década de 2030 a construção de fábricas na região metropolitana de Seul. A DRAM é um tipo de memória utilizada para alimentar eletrônicos como notebooks e smartphones, e a HBM é produzida através do empilhamento de várias camadas de DRAM. Lee defendeu a proposta do polo de chips no sudoeste em uma série de publicações no X no fim de semana, rejeitando as críticas de que a medida beneficiaria um reduto eleitoral progressista. Em vez disso, ele classificou a estratégia como uma "política de sobrevivência nacional" para atenuar desequilíbrios regionais e expandir a capacidade para a era da IA. "A criação de um ecossistema industrial de semicondutores no [sudoeste] não é um favor especial para uma região específica", escreveu Lee em uma publicação. "Trata-se da criação adicional do centro industrial de semicondutores mais racional, por meio de decisões das empresas envolvidas e sob total apoio do governo." Especialistas do setor avaliam que diversificar o investimento em chips para além de Seul pode aliviar gargalos de infraestrutura, mas alertam que a construção de fábricas de última geração exige vastos recursos de eletricidade e água, logística avançada, redes densas de fornecedores e mão de obra altamente qualificada — elementos que podem não avançar rápido o suficiente em uma nova região para atender à explosiva demanda por IA. Políticos da oposição criticaram duramente o plano, questionando se a proposta tem motivações políticas, dado que 85% dos eleitores da região apoiaram Lee na eleição presidencial do ano passado. O anúncio ocorre em um momento de queda na popularidade de Lee, cuja taxa de aprovação recuou pela sexta semana consecutiva, atingindo 46,5%, de acordo com o instituto de pesquisas Realmeter. *Com informações da agência de notícias Reuters

Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros O Brasil passará a emitir CNPJs em um novo formato: além de números, a identificação das empresas também incluirá letras. A mudança, anunciada pela Receita Federal, faz parte do processo de modernização do sistema tributário nacional. A intenção é ampliar a quantidade de combinações possíveis, evitando o esgotamento do formato atual (exclusivamente numérico) que já identifica cerca de 60 milhões de estabelecimentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estrutura com 14 caracteres será mantida, mas passará a permitir a inclusão de letras entre os dígitos. O novo modelo começará a ser adotado gradualmente a partir de julho, e será aplicado apenas a novas inscrições. Ou seja, empresas já existentes manterão seus CNPJs atuais, sem necessidade de substituição. A seguir, o g1 esclarece as principais dúvidas sobre essa mudança. O que é o CNPJ alfanumérico? Por que isso está sendo feito? Quando começa? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal Volte ao índice. 2. Por que isso está sendo feito? De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. Volte ao índice. 3. Quando começa? A emissão de CNPJs com letras começará em julho deste ano, de forma gradual. Segundo a Receita, será elaborado um calendário para definir quais tipos de empresas ou atividades econômicas adotarão primeiro o novo formato. Esse calendário, no entanto, ainda não foi divulgado pela Receita. Volte ao índice. 4. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. Volte ao índice. 5. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). Volte ao índice. 6. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A recomendação é que as empresas se preparem com antecedência. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. Volte ao índice. 7. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. Volte ao índice. 8. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. Volte ao índice. 9. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. Volte ao índice. 10. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Volte ao índice. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Receita federal Crédito editorial: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock Entenda o que são nanoempreendedores

Carne de Wagyu se destaca pelo marmoreio elevado Divulgação O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira (29), é o berço do wagyu, boi famoso pela carne mais cara do mundo, cujo quilo pode ultrapassar R$ 1.000 no Brasil. Toda a fama da carne wagyu vem do marmoreio: a gordura intramuscular que dá à peça um visual semelhante ao mármore e é responsável por sua maciez. Uma das variedades mais famosa do wagyu é o Kobe Beef, mas, para receber esse nome, o animal precisa nascer, crescer e ser abatido na província japonesa de Hyogo, além de cumprir rigorosos critérios de qualidade. No Brasil, é possível encontrar diversos cortes do wagyu, como a picanha, o ancho, o chorizo, a fralda, entre outros. E o preço do quilo vai variar conforme o marmoreio: quanto maior, mais caro. Mais ovelhas do que gente? Faça o QUIZ e descubra curiosidades das seleções Vai fazer churrasco na Copa? Picanha, peito e filé-mignon puxam alta da carne; saiba por quê Preço da carne vermelha faz consumidores repensarem o churrasco Esse boi toma cerveja? O wagyu ficou famoso por conta das "mordomias" que recebia antigamente, como beber cerveja e receber massagem. Esse tratamento todo especial era muito praticado no Japão, mas não existe mais na maioria das fazendas e nem é mais visto nos grandes confinamentos do país. Acreditava-se que a cerveja facilitaria a digestão do animal, ao provocar relaxamento, enquanto a massagem atuaria como drenagem linfática, ajudando na infiltração de gordura para a formação marmoreio. Antigamente, no Japão, boi japonês tinha muitas "mordomias", como beber cerveja e receber massagem, como mostra imagem de reportagem de 2015 Reprodução/Globo Rural Mas nada disso tem comprovação científica, afirma Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu). A maciez e o sabor únicos da carne são dados, na verdade, pela própria genética do wagyu. "O que nós precisamos é dar as condições ideais para que o boi expresse a sua genética, o que significa, por exemplo, proporcionar uma dieta balanceada. O segredo está em uma alimentação rica em amido, pois é dele que o boi vai tirar energia para transformar em marmoreio", diz Steinbruch. Sai cerveja, entra cevada Carne de wagyu tem gordura entremeada na carne Rafael Miotto/G1 Os grãos ricos em amido são milho, sorgo, arroz, trigo e a própria cevada. Alguns bois wagyu no Brasil, apesar de não beberem a "cervejinha" diretamente, se alimentam das sobras dessa indústria. "O que alguns criadores dão é a borra que sobra do processo de fermentação da cevada porque é uma boa fonte de proteína, um excelente alimento para os bovinos", diz Steinbruch. Já a massagem pode servir para dar bem-estar aos animais, mas, nas grandes fazendas, não é algo comum, diante do tamanho do rebanho. Origem e chegada ao Brasil Boi wagyu na Fazenda Yakult Divulgação O nome do animal vem de “wa”, que significa "do Japão", e “gyu”, que quer dizer "gado". Os primeiros ancestrais do wagyu moderno chegaram ao Japão por volta do século 2, vindos da península coreana. Descendentes do gado Hanwoo, eram utilizados como bois de tração, responsáveis por arar a terra e movimentar moinhos de grãos, conta a associação WagyuBrasil. Justamente pela sua força e resistência física, desenvolveram a característica que os tornou famosos: a elevada quantidade de gordura entre as fibras musculares. Esse rebanho permaneceu isolado no Japão até 1868, quando a Restauração Meiji deu início ao desenvolvimento do wagyu moderno. A partir daí, criadores japoneses realizaram cruzamentos com raças importadas até chegar às linhagens conhecidas atualmente. Em 1976, os primeiros exemplares de wagyu deixaram o Japão rumo aos Estados Unidos. E, na década de 1990, começaram a se espalhar pelo mundo. No Brasil, ele chegou em 1992, através da dona de uma famosa marca de bebida: a Yakult, que trouxe a raça pura japonesa. Mais de três décadas depois, a empresa continua entre as maiores produtoras de wagyu do Brasil. Hoje, o rebanho brasileiro é formado tanto por animais puros quanto por cruzamentos com outras raças. Segundo a ABCWagyu, o país tem cerca de 5 mil wagyus puros e outros 30 mil animais cruzados.

Adversário da Seleção: Japão empata com a Suécia e enfrenta o Brasil na segunda fase Após derrotar a Escócia na fase de grupos, a seleção brasileira terá pela frente, nesta segunda-feira (29), um adversário que desperta interesse não apenas dentro de campo. O Japão chega à segunda fase da Copa do Mundo de 2026 levando consigo um dos casos mais estudados da economia mundial. Quarta maior economia do planeta, o país permanece entre os líderes globais em inovação e na produção de bens de alta tecnologia. Ao mesmo tempo, convive há décadas com crescimento econômico modesto e desafios estruturais que limitam uma expansão mais acelerada. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador do Peterson Institute for International Economics (PIIE), explica que esse cenário começou a tomar forma após o estouro das bolhas imobiliária e do mercado de ações, entre meados da década de 1980 e o início dos anos 1990. A partir dali, o Japão entrou em um longo período de baixo crescimento e inflação muito baixa — em alguns momentos, até de queda generalizada dos preços, fenômeno conhecido como deflação. Ao mesmo tempo, a baixa taxa de natalidade, a redução da população em idade ativa e o envelhecimento acelerado passaram a pressionar o mercado de trabalho e as contas públicas. 📉 Esse conjunto de fatores ficou conhecido entre economistas como "Japanificação", termo usado para descrever economias que convivem por longos períodos com crescimento fraco, inflação persistentemente baixa e dificuldade para recuperar o dinamismo. Mais de três décadas depois, porém, parte desse quadro começou a mudar. A inflação voltou a se aproximar da meta do Banco do Japão (BoJ), permitindo que a autoridade monetária abandonasse a política de juros negativos. Hoje, a taxa básica está em 1% ao ano. "Pela primeira vez, desde que o envelhecimento populacional se acelerou no início dos anos 1990, o Japão pode ter um caminho plausível para desenvolver pressões sustentadas de salários e preços impulsionadas internamente", afirma Kirkegaard. Kazuo Ueda, presidente do Banco Central do Japão (BoJ), participa de uma coletiva de imprensa após uma reunião de política monetária em Tóquio, Japão, em 23 de janeiro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon Quebra-cabeça econômico A melhora recente, no entanto, não eliminou as características que fazem da economia japonesa um caso singular. O país mantém uma das menores taxas de desemprego do mundo — tendo alcançado 2,5% em abril —, e tem um PIB per capita estimado em cerca de US$ 35,7 mil pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Também continua entre as economias mais inovadoras do planeta: de acordo com o Global Innovation Index 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), ocupa a 12ª posição no ranking e lidera indicadores ligados à sofisticação industrial e à cooperação entre universidades e empresas. Em 2023, destinou 3,44% do Produto Interno Bruto (PIB) — cerca de US$ 145 bilhões — à pesquisa e desenvolvimento. Ainda assim, sua economia cresce, em média, apenas 1% ao ano há cerca de três décadas. É essa combinação que pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Internacional, da Universidade Harvard, definem como um "quebra-cabeça econômico". Apesar do crescimento modesto, o Japão lidera o Índice de Complexidade Econômica desde 1981, reflexo da capacidade de produzir bens de alto valor agregado. "A história econômica do Japão não é apenas sobre estagnação. É também a história de uma economia que redirecionou seu conhecimento produtivo para além de suas fronteiras", resumem os pesquisadores. Demografia e o freio do crescimento No entanto, parte desse "quebra-cabeça" passa pela transformação demográfica do país. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que, em 2026, quase 30% dos japoneses têm mais de 65 anos, enquanto a taxa de fertilidade permanece próxima de 1,2 filho por mulher. 👉 Com menos pessoas em idade ativa para trabalhar, o potencial de crescimento da economia diminui e aumentam as pressões sobre os gastos públicos, especialmente com aposentadorias e saúde. E talvez poucos indicadores traduzam melhor esse desafio do que a dívida pública japonesa. Mesmo em trajetória de queda gradual, o FMI projeta que ela permanecerá acima de 200% do PIB em 2026, uma das maiores proporções do mundo. Pessoas caminham por um distrito comercial em Tóquio, Japão, em 16 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon Parte dessa trajetória reflete as escolhas feitas pelo país para lidar com o envelhecimento da população. Em vez de promover um ajuste fiscal mais intenso ou elevar significativamente a carga tributária, o governo passou a financiar uma parcela crescente das despesas com aposentadorias e saúde por meio da emissão de dívida. O envelhecimento levou muitas empresas japonesas a mudar sua estratégia de crescimento: com um mercado doméstico cada vez menor e mais envelhecido, ampliaram investimentos no exterior e passaram a gerar receitas crescentes com propriedade intelectual, pesquisa e desenvolvimento e dividendos de subsidiárias internacionais. Os efeitos da mudança demográfica também aparecem no mercado de trabalho. Dados do FMI mostram que o setor de serviços responde por cerca de 70% do valor agregado da economia japonesa e concentra algumas das maiores dificuldades para contratar trabalhadores. Além disso, profissionais com mais de 60 anos estão cada vez mais presentes em atividades como serviços e construção. Esse cenário ajuda a explicar por que os ganhos de produtividade variam entre os diferentes setores da economia. ⚙️ Enquanto a indústria manufatureira avançou nas últimas décadas com inovação e melhorias na organização da produção, serviços voltados ao mercado doméstico — como saúde, comércio, hotéis e alimentação — registraram uma evolução mais lenta. Apesar disso, o economista Kyoji Fukao, professor da Universidade Hitotsubashi, afirma que essa diferença não é recente. Em um estudo sobre as causas estruturais das chamadas "duas décadas perdidas" do Japão, ele argumenta que os ganhos de produtividade obtidos pela indústria não foram reproduzidos em boa parte dos serviços, onde modelos de gestão mais eficientes demoraram a ser adotados. "O crescimento da produtividade permaneceu lento no Japão, já que as grandes empresas mais produtivas não ampliaram sua participação de mercado. Além disso, a segurança no emprego tem prioridade no Japão e, como resultado, os custos de abrir e fechar estabelecimentos são elevados", afirma.

Em meados de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por um corte tímido na Selic, que é a taxa básica de juros: uma redução de 0,25 ponto percentual. A decisão unânime do Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano e a ata da reunião sinalizou que os cortes podem parar por aí. A definição da taxa de juros é a ferramenta que o BC tem para cumprir uma de suas atribuições, que é perseguir a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano – essa meta é definida por um conselho formado pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo próprio BC. Atualmente, o Brasil tem o maior juro real do mundo – que é a diferença entre a taxa básica e a inflação, que está em 4,72% no acumulado dos últimos 12 meses). Neste episódio, Natuza Nery promove um debate com os economistas André Galhardo e Felipe Salto para responder a duas questões principais: a meta de inflação 3% ao ano é viável para o Brasil hoje? E o que o país precisa fazer para ter condições de conviver com juros menores? Convidados: André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, professor e coordenador universitário do curso de Ciências Econômicas e autor do livro ‘O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico’; e Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, professor do IDP, ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Como o Banco Central acompanha a meta de inflação O que você precisa saber: Banco Central admite inflação acima da meta, mas diz que 'melhores práticas' recomendam não reagir a choques de oferta Balanço de riscos para a inflação está assimétrico para o lado altista, nota BC em ata BC vê inflação acima da meta até fim do ano e prevê ter de escrever nova carta aberta por descumprir objetivo Dólar recua a R$ 5,17, com foco na inflação de Brasil e EUA; Ibovespa avança Galípolo assume falha na comunicação do Copom, mas diz que papel do BC não é gerar consenso no mercado Mercado eleva previsão de inflação para 2026 e projeta só mais um corte de juros, a 14% em agosto O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito Reuters A Seleção Brasileira enfrenta o Japão nesta segunda-feira (29), pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Como a partida será disputada às 14h, durante o horário de funcionamento das agências, os bancos terão atendimento ao público em horário especial. Nesta segunda, as agências e os postos de atendimento bancário funcionarão das 9h às 12h. A mudança busca adequar o expediente das instituições ao horário do jogo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como o Brasil avançou para a segunda fase da Copa e as partidas podem ocorrer durante o horário comercial, os bancos poderão adotar expediente reduzido quando os jogos coincidirem com o funcionamento das agências. Nesses casos, os horários de atendimento ao público serão: Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h; Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h; Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento. A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial. "O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. O funcionamento dos canais eletrônicos não será afetado: Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) investiga a possibilidade de "publicidade enganosa ou abusiva" por parte da CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo. "A utilização de estratégias promocionais associadas a eventos esportivos de grande apelo popular, a oferta de vantagens promocionais vinculadas à realização de apostas, a divulgação de odds majoradas acompanhadas de comentários destinados a reforçar sua atratividade e a associação entre a prática de apostas e valores afetivos ligados ao futebol constituem circunstâncias que justificam a análise acerca de sua compatibilidade com os princípios do jogo responsável, da transparência, da boa-fé e da proteção da vulnerabilidade do consumidor", afirmou o órgão. O documento com a íntegra dos motivos que levaram a Senacom a investigar o canal foi protocolado na quinta-feira passada (25) e divulgado neste domingo (28). Agora no g1 Em nota, a CazéTV afirma que passará a adotar um padrão "mais conservador" para a publicidade de apostas no canal, "preservando a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos". "O mercado de apostas esportivas no Brasil é recente e está em constante amadurecimento. Como parte desse processo, decidimos adotar, a partir de agora, um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas. Na prática, as ativações desse segmento passarão a seguir um formato mais tradicional de publicidade, preservando a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos". No documento, a Senacon ainda afirmou que deve analisar a "participação de narradores e comentaristas" na divulgação das ações publicitárias de casas esportivas por usarem "expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas". "A inserção de mensagens promocionais no contexto da transmissão esportiva, a participação de narradores e comentaristas na divulgação das ofertas, a utilização de expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas podem exigir a verificação acerca da adequada identificação da natureza publicitária do conteúdo, bem como da existência de elementos técnicos e informacionais aptos a justificar as mensagens transmitidas ao público consumidor", diz a notificação. Dentre os motivos apontados, o órgão cita três exemplos durantes as transmissões de partidas da Copa do Mundo pelo canal, apenas da segunda rodada. ➡️O primeiro foi na partida entre Inglaterra e Gana durante a veiculação de propaganda durante uma das pausas na partida para hidratação; ➡️ Outro caso apontado foi durante o jogo Argentina e Áustria em que "os comentaristas da CazéTV destacavam que a plataforma ofereceria ao apostador uma 'segunda chance', reforçando a atratividade da oferta e incentivando a adesão imediata à promoção anunciada"; ➡️O último exemplo trazido foi da partida entre Uruguai e Cabo Verde, em que a "ação publicitária da operadora construída a partir da associação entre a paixão do povo brasileiro pelo futebol e a realização de apostas esportivas, contendo incentivo para que os espectadores realizem apostas por meio da referida plataforma". Casimiro Miguel, criador da CazéTV Reprodução - Instagram A Senacon ainda aponta uma portaria do Ministério da Fazenda a respeito de ações de publicidade e propaganda relacionadas a apostas que "observem os princípios da responsabilidade social, do jogo responsável, da transparência e da informação adequada ao consumidor". "A norma veda, entre outras condutas, ações publicitárias que sugiram a obtenção de ganho fácil, encorajem práticas excessivas de aposta, contenham chamadas para ação sugerindo ato imediato por parte do apostador, contenham informações falsas ou enganosas, veiculem afirmações enganosas sobre probabilidades de ganho, induzam à crença de que apostar constitui sinal de sucesso, virtude, coragem ou maturidade [...]", afirmou. A secretaria deu ainda o prazo de cinco dias para que a empresa esclareça se as campanhas publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo foram produzidas, integral ou parcialmente, pela própria empresa, por agências terceirizadas ou pelas operadoras de apostas anunciadas, indicando a participação dos envolvidos. Além disso, a empresa terá que esclarecer: se as peças publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 são definidas exclusivamente pelos agentes operadores de apostas, a partir de relação contratual firmada entre as partes, e se as opiniões e incentivos promovidos pelos comentaristas se restringem a reproduzir o que foi definido contratualmente com o agente operador contratante; quais os procedimentos internos adotados pela empresa para análise jurídica, regulatória e de conformidade das peças publicitárias relacionadas a apostas de quota fixa antes de sua veiculação; se houve avaliação específica quanto à compatibilidade das peças publicitárias objeto da presente averiguação com os princípios do jogo responsável e da proteção do consumidor, encaminhando os respectivos registros, pareceres ou documentos comprobatórios; Recomendação Conar Nesta sexta-feira (26), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a suspensão de três propagandas de casas de apostas veiculadas em ações de merchandising na CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo. A recomendação se refere a três peças específicas, já exibidas, ligadas às empresas KTO, Betnacional e Bet365. Segundo o Conar, os anúncios traziam ofertas de modalidades específicas de apostas apresentadas por narradores, apresentadores e comentaristas durante os jogos. 🔎Na prática, a suspensão liminar do Conar funciona como uma medida preventiva: três peças específicas de bets, já exibidas na CazéTV, devem sair do ar até a análise final do caso. Depois da manifestação das empresas, o Conselho de Ética avalia se houve irregularidade e pode arquivar os processos, pedir ajustes ou recomendar a retirada dos anúncios. O conselho também destacou que, desde dezembro de 2023, o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária tem regras específicas para anúncios de apostas. Essas normas preveem que a publicidade do setor deve ser clara sobre seu caráter comercial, não pode induzir o consumidor a erro sobre chances de ganho, deve evitar pressão para apostar e precisa proteger públicos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.

Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. SEBASTIEN BOZON / AFP Apesar de os brasileiros estarem cada vez mais familiarizados com ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que a tecnologia substitua empregos diminuiu, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27). Entre as pessoas que já ouviram falar de IA, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de perder a profissão para a tecnologia. Há um ano, esse percentual era de 56%. Já a parcela dos que dizem não ter nenhum medo aumentou de 41% para 49%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Ao mesmo tempo, o uso da inteligência artificial no trabalho também cresceu. Entre os entrevistados que conhecem a tecnologia, 24% afirmam utilizá-la em atividades profissionais, ante 17% no ano passado. O levantamento também aponta o uso da IA para pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e criação de imagens e vídeos (4%). A pesquisa foi realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por outro lado, os entrevistados demonstram resistência ao uso da inteligência artificial em decisões que afetam diretamente a vida das pessoas. A pesquisa mostra que 79% consideram inadequado o uso da IA em processos de contratação e demissão. Além disso, 68% rejeitam a tecnologia para decisões sobre tratamentos médicos, e 67% são contra seu uso na concessão de crédito.

Onde de calor extremo avança para o leste da Europa Mais de 1,3 mil mortes acima do esperado foram atribuídas à onda de calor que atinge a Europa, informou neste domingo (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente sob condições de calor extremo, que já pressionam os sistemas de saúde, afetam a infraestrutura e sobrecarregam as redes elétricas em diferentes países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a organização atua em conjunto com países e parceiros para enfrentar os impactos do calor extremo. Ele destacou que a estratégia está centrada em três eixos: preparação, prevenção e fortalecimento das respostas dos sistemas de saúde. Cientistas apontam que este já é o episódio de calor mais intenso registrado no continente. Desde 20 de junho, o calor extremo também levou vários países a registrar temperaturas recordes. Na França, os termômetros ultrapassaram os 40°C em diferentes regiões ao longo da semana, e já há registros de mortes associadas às altas temperaturas (veja mais abaixo). Na Alemanha, a temperatura chegou a 41,5°C no sábado, a maior já medida no país. O serviço meteorológico alemão ainda alertou que os termômetros poderiam se aproximar dos 42°C. Na República Tcheca, a temperatura chegou a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C neste domingo. Em Basileia, na Suíça, os termômetros marcaram 39°C, estabelecendo pelo terceiro dia seguido um novo recorde para o mês de junho. Já a Dinamarca registrou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições no país. Initial plugin text Hospitais, transporte e energia são afetados Na França, a agência de saúde pública registrou cerca de mil mortes acima do esperado desde 24 de junho. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve aumento das mortes em domicílio, principalmente na região de Paris. A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, afirmou ao jornal "La Tribune" que os efeitos do calor extremo podem continuar sendo sentidos por até dez dias, mesmo após a queda das temperaturas. Em entrevista à emissora "BFM", ela alertou que "o episódio ainda não acabou". Na Espanha, 212 mortes registradas em um intervalo de quatro dias também foram associadas ao calor extremo. Em diferentes países, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais adotaram medidas para atender ao aumento da demanda e reduzir os riscos à população. Em Paris e Viena, por exemplo, os atendimentos de emergência aumentaram. Ao mesmo tempo, festivais, eventos ao ar livre e manifestações foram cancelados, adiados ou adaptados por causa das altas temperaturas e dos alertas meteorológicos. Os efeitos também chegaram à infraestrutura e ao setor de energia. Segundo a Reuters, o aquecimento das águas do rio Danúbio levou a usina nuclear de Paks, na Hungria, a reduzir a geração de eletricidade para manter a água usada no resfriamento dos reatores dentro dos limites de segurança. Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram as regras para cancelamento de viagens devido ao risco de deformação dos trilhos. O calor também provocou rachaduras em trechos de rodovias. Uma mulher com um leque perto da Torre Eiffel durante onda de calor em Paris, em 20 de junho de 2026 REUTERS/Sarah Meyssonnier Mudanças climáticas e os riscos econômicos Além dos impactos imediatos, especialistas alertam para consequências econômicas de longo prazo. Cientistas avaliam que uma onda de calor dessa magnitude seria praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela ação humana. Além disso, eventos como esses tendem a se tornar mais frequentes, mais duradouros e mais intensos. 🌡️ O episódio atual foi favorecido por um padrão atmosférico conhecido como "bloqueio ômega", que mantém uma massa de ar quente sobre uma mesma região por vários dias, dificultando a chegada de frentes frias. Além dos impactos imediatos, especialistas também alertam para os efeitos econômicos das ondas de calor. Em entrevista à Deutsche Welle, a economista Katharina Utermöhl, pesquisadora de políticas econômicas da seguradora Allianz, afirma que temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade, aumentam o consumo de energia e elevam o número de afastamentos por problemas de saúde. "Acima de 30 graus, a produtividade cai 3% por grau adicional, enquanto os custos de energia aumentam 1,2% por grau." Para a economista, o calor extremo deixou de ser apenas um evento climático passageiro e passou a representar um desafio permanente para a economia. Um estudo da Allianz estima que, se episódios de calor intenso se tornarem mais frequentes, as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 poderão chegar a US$ 131 bilhões. *Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI O que é o 'domo de calor' que está causando temperaturas extremas na Europa Reteurs *Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI

Jovens desafiam êxodo rural e assumem negócios da família no interior de SP TV TEM/Reprodução O número de jovens entre 15 e 24 anos vivendo na zona rural de Araçoiaba da Serra (SP) despencou 66% em duas décadas. O avanço do êxodo rural acendeu o alerta entre os produtores locais sobre quem vai administrar as propriedades e as lavouras no futuro. Para tentar reverter essa tendência e fixar as novas gerações no campo, o curso "Jovem Empreendedor do Agro", do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), começou a capacitar filhos de produtores para darem continuidade ao legado das famílias. O produtor Paulo Mota viveu esse desafio de perto. O filho dele, Raphael, decidiu contrariar as estatísticas e escolheu permanecer no campo. Atualmente, o jovem trabalha no dia a dia da lavoura ao lado do pai, que orienta seus passos na produção. A iniciativa do Senar foca em jovens como Raphael e o estudante João Paulo, filho dos produtores Jomar e Regina Bello. De acordo com o instrutor Valber Rodrigo de Oliveira Santos, o objetivo das aulas é mostrar que o agro moderno exige gestão e oferece uma carreira promissora para a juventude. O curso foca em mudar a visão sobre o empreendedorismo rural ao destacar que o trabalho no campo vai muito além do esforço manual. Com a chegada de tecnologias como o uso de drones e sistemas de gestão digital, o setor tem atraído os jovens pelas oportunidades de inovação e tecnologia. Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026: Número de jovens no campo diminui no interior de SP e acende alerta para sucessão no agro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Feicorte, em Presidente Prudente (SP) Isabela Gomes/g1 A força da pecuária brasileira esteve em evidência durante a 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP). Considerada a maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina, o evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, empresários e investidores em uma programação voltada à inovação, à genética animal e às perspectivas de mercado para um dos setores mais importantes do agronegócio nacional. Em uma região que concentra mais de 2,3 milhões de cabeças de gado — cerca de 20% do rebanho paulista —, a feira apresentou novas tecnologias, promoveu leilões, julgamentos de animais e abriu espaço para debates sobre os desafios que impactam diretamente a pecuária brasileira, como as exigências sanitárias internacionais e as barreiras comerciais impostas por alguns mercados importadores. "As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos", explica a sommelier de carnes, Larissa Morales. "Tivemos seis leilões durante toda a Feicorte, a gente consegue cumprir esse objetivo de fazer com que o evento seja uma ferramenta de fomento dessa cadeia produtiva e de fomento da rentabilidade de todos", completa Larissa. Entre os destaques desta edição estiveram raças bovinas conhecidas pelo alto valor agregado da carne. Uma delas foi o Wagyu, cuja principal característica é o elevado nível de marmoreio, responsável pela maciez e pelo sabor diferenciado do produto. "O Wagyu é um taurino asiático, originário do Japão. O animal puro, um pouco mais delicado, mais sensível ao carrapato, ao calor, mas a gente vem apostando muito no cruzamento como ferramenta para usar essa genética e contribuir na qualidade da carne. Nos sistemas que já estamos habituados a trabalhar aqui no Brasil, o cruzamento vem se dando muito bem e dando resultados muito bons", conta a representante comercial, Sueli Francelino Almeida. Outro atrativo foi a presença da raça Texas Longhorn, famosa pelos chifres que podem ultrapassar dois metros de comprimento e pela capacidade de adaptação a condições climáticas extremas. Os animais despertaram a curiosidade dos visitantes e mostraram alternativas para sistemas produtivos em diferentes regiões do país. Desafios e oportunidades para o setor Além das oportunidades de negócios, a Feicorte também foi palco para discussões sobre o futuro da pecuária brasileira. Entre os temas debatidos estiveram o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e, em contrapartida, as restrições impostas pela União Europeia à importação de carne brasileira. Questões que afetam diretamente um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano. Com a presença de expositores de diferentes regiões do país e uma programação voltada à inovação, a Feicorte reforçou o papel da pecuária como uma das principais forças do agronegócio nacional e mostrou como tecnologia, genética e conhecimento seguem transformando a atividade no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026: Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas
O figo não é uma fruta, como muita gente imagina. Na verdade, ele é uma flor invertida, que abriga um sistema capaz de digerir a vespa-do-figo.
Apesar disso, o figo não é considerado uma planta carnívora. Isso porque a digestão faz parte de um mecanismo de defesa, explica Paulo Minatel Gonella, professor do Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
Na natureza, o figo precisa ser polinizado para produzir sementes férteis. Como o pólen fica no interior da flor, apenas a vespa-do-figo consegue alcançá-lo, entrando por uma pequena abertura.
Já as plantas carnívoras, em geral, vivem em solos pobres em nutrientes. Portanto, elas vão capturar os insetos como uma fonte de complementação, principalmente de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes fundamentais para que elas sobrevivam, explica Gonella.
🦟É possível comer um figo com vespa? O consumidor dificilmente irá encontrar o inseto na fruta que comprou no supermercado. Isso porque o produto comercializado se reproduz de uma forma diferente e não precisa mais da polinização.
Ao longo dos anos, os pesquisadores foram reproduzindo figos geneticamente com as características que mais agradavam ao consumidor. Como resultado, o alimento para consumo só possui flores internas femininas e não precisa de sementes férteis, explica o professor da UFSJ.
Além disso, os figos são ensacados durante seu desenvolvimento, evitando que as vespas entrem e que pássaros se alimentem com eles — na natureza, os pássaros são os responsáveis por espalhar as sementes.
Como as sementes não são férteis, para cultivar o figo, os agricultores o reproduzem por meio de clonagem e estaquia, uma técnica que usa estacas para multiplicação das espécies, promovendo o enraizamento de partes da planta no solo, podendo ser ramos, raízes ou folhas.
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Ronaldo final Copa 2002 Agência AP Em 2002, o Brasil comemorou um dos momentos mais marcantes de sua história esportiva: a conquista do pentacampeonato mundial de futebol, com a vitória sobre a Alemanha e dois gols de Ronaldo na final da Copa do Mundo. Mas, enquanto a seleção fazia a festa no Japão, os brasileiros conviviam com um cenário econômico desafiador. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Era um período de inflação elevada, dólar em disparada, juros altos e muitas incertezas por conta das eleições presidenciais que levariam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto pela primeira vez. Ainda assim, quem viveu aquela época provavelmente se lembra da sensação de entrar em uma padaria, abastecer o carro ou comprar um ingresso de cinema pagando valores que hoje parecem irreais. Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades sobre 2002 para relembrar como era o Brasil no ano do penta e entender por que comparar preços do passado com os de hoje exige olhar também para a inflação e o contexto econômico. Com Neymar convocado, comércio popular comemora alta nas vendas para a Copa Preços menores não significam poder de compra À primeira vista, os valores cobrados há mais de duas décadas chamam a atenção. O litro da gasolina, por exemplo, custava em média R$ 1,77. O etanol saía por cerca de R$ 0,94 e o diesel por R$ 1,07, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O carro zero-quilômetro mais barato do país era o Fiat Uno Mille de três portas, vendido por R$ 13.577. (veja como era o mercado de carros em 2002) Várias versões do Fiat Mille ficaram marcadas pelos preços baixos nos anos 1990 e começo dos anos 2000 Divulgação / Stellantis Propaganda mostra o preço de um Peugeot 206 em 2002 Divulgação Reportagem de janeiro de 2002 mostra o aumento nos preços da gaslina no país Acervo/TV Globo Outros itens do dia a dia também tinham preços bastante diferentes dos atuais: Preço médio da cesta básica em 2002 Acervo/TV Globo Aumento da tarifa na Grande São Paulo e ABC Paulista, em dezembro de 2002 Acervo/TV Globo Exemplo do preço de um telefone sem fio em 2002 Divulgação Valor do ingresso de cinema no Cine Bijou, primeira sala de cinema da cidade de São Paulo Acerto/TV Globo Propaganda mosra os preços dos celulares em 2002 Reprodução Propaganda GM em 2002 Divulgação Apesar dos números parecerem baixos hoje, o dinheiro também rendia menos para muitas famílias. Os salários tinham menor poder de compra em um ambiente de inflação acelerada e juros elevados. A inflação mudou o valor do dinheiro Panfleto de supermercado no início dos anos 2000 Reprodução/internet É comum ouvir relatos nostálgicos sobre o custo de vida no início dos anos 2000. A comparação, no entanto, pode ser enganosa quando considera apenas o preço nominal dos produtos e ignora a renda e a inflação do período. 🔎 Valor nominal é o preço registrado no momento, sem ajustes, enquanto o valor real leva em conta a inflação e mostra o poder de compra desse dinheiro ao longo do tempo. Para o economista e professor de finanças da Fundação Vanzolini Marcos Crivelaro a leitura correta depende do poder de compra, e não apenas dos valores exibidos na etiqueta. O principal erro das comparações nostálgicas, segundo o especialista, é separar o preço do contexto de renda da época. Em 2002, o salário mínimo era de cerca de R$ 200. Hoje, é R$ 1.621,00 por mês. "A inflação impacta o valor real do dinheiro fazendo com que ele perca valor ao longo do tempo, o que significa que uma mesma unidade monetária (como R$ 1,00) não consegue comprar em 2026 as mesmas coisas que comprava em 2002", explica Crivelaro. "No entanto, focar apenas no aumento dos preços é uma 'ilusão', pois o preço é apenas um número, enquanto o poder de compra conta a história completa." Na avaliação dele, a análise econômica deve responder não quanto um produto custava, mas quantos bens cabiam no salário. Quando a relação entre preços e renda é considerada, o cenário muda em relação à percepção comum do passado. O economista destaca que até hábitos de consumo mudaram. "Em 2002, reunindo os amigos para ver Brasil e Alemanha, você poderia consumir quase metade de um salário mínimo num churrasco. Hoje o churrasco custa mais caro, mas proporcionalmente pesa menos no orçamento doméstico. Você consegue até comer mais do que comia antes", afirma. Além da inflação, o início dos anos 2000 era marcado por um ambiente econômico mais difícil. O país tinha juros bastante elevados, crédito escasso, renda média menor e maior instabilidade cambial. (veja mais abaixo) “Muitos produtos pareciam mais baratos, mas eram mais difíceis de comprar. O acesso ao consumo era mais restrito”, afirma. Para Crivelaro, a comparação direta entre preços de épocas diferentes tende a distorcer a realidade ao ignorar fatores como renda e crédito. "A nostalgia não é um indicador econômico confiável", afirma. Panfleto de ofertas do supermercado Guanabara, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2002 Reprodução Um ano de dólar alto e juros elevados O ano do penta ficou marcado por um cenário econômico turbulento no Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 1,5% em relação ao ano anterior, enquanto a taxa de desemprego alcançava 11,7%, segundo a antiga Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. No cenário doméstico, a proximidade das eleições presidenciais assustou investidores e provocou forte volatilidade no mercado financeiro. O dólar chegou perto de R$ 4 durante o período eleitoral, atingindo aproximadamente R$ 3,95 em outubro, e encerrou o ano cotado em torno de R$ 3,55. Lembrando que é necessário considerar a inflação: R$ 4 da época seria o equivalente a R$ 15 de hoje. A desvalorização do real pressionou a inflação, que chegou a 12,53% no ano e reduziu o poder de compra da população. Para conter esse movimento e estabilizar o câmbio, o Banco Central elevou a taxa Selic para cerca de 25% ao ano. Os juros elevados encareceram empréstimos e financiamentos, restringindo o consumo e os investimentos. O país ainda sentia os efeitos da crise energética de 2001, que havia provocado racionamento de eletricidade, enquanto o cenário internacional era marcado por tensões no Oriente Médio e pelo risco de guerra no Iraque — fatores que impulsionavam o preço do petróleo e aumentavam a aversão global ao risco. Com isso, investidores retiravam recursos de mercados emergentes, pressionando ainda mais o câmbio brasileiro. Apesar das dificuldades, a desvalorização do real favoreceu as exportações e permitiu ao país encerrar o ano com um expressivo superávit comercial. Para Marcos Crivelaro, esse contexto ajuda a explicar por que a percepção de que “tudo era mais barato” pode ser enganosa. “O Brasil de 2002 era muito diferente. O dólar estava pressionado, os juros eram altíssimos, o crédito era escasso e a renda média da população era menor. Muitos produtos pareciam baratos, mas também eram mais difíceis de comprar”, afirma. Entre a festa do penta e as mudanças políticas Enquanto milhões de brasileiros comemoravam o penta, o país vivia um período de incertezas econômicas e de transição política. Nas eleições daquele ano, Lula venceu José Serra (PSDB) e foi eleito presidente. O governo que tomou posse em 2003 herdaria uma série de desafios, como controlar a alta dos preços, recuperar a confiança dos investidores, estimular a atividade econômica, administrar o aumento da dívida pública e a redução do fluxo de capitais estrangeiros. Antes mesmo da eleição, porém, a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) precisou recorrer novamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar a turbulência financeira. Em agosto de 2002, o Brasil negociou um pacote de ajuda de US$ 30,4 bilhões — o maior já aprovado pela instituição até então — com o objetivo de reforçar as reservas internacionais e assegurar que o país pudesse cumprir seus compromissos financeiros. Naquele momento, o Brasil tinha cerca de US$ 37,8 bilhões em reservas internacionais e uma dívida externa de aproximadamente US$ 165 bilhões. O acordo com o FMI veio acompanhado de compromissos de manutenção da disciplina fiscal e do controle da inflação, além de restaurar a confiança dos mercados em meio à volatilidade do câmbio e às incertezas do período eleitoral. * Com colaboração de Jeferson Alves Ferreira, Angela Celeste, Giulia Tartari/Acervo TV Globo

Mensageiros de corretoras se aglomeram em torno de um jornal após a primeira quebra da bolsa de valores de Wall Street, em 24 de outubro de 1929 Getty Images via BBC Para muitos economistas, os indicadores atualmente registrados pela Bolsa de Valores de Nova York — e já há algum tempo — são desconcertantes. Apesar de vários anos de conflito na Ucrânia e no Oriente Médio, com o fechamento repentino do estreito de Ormuz, que causou caos no mercado global de energia, o mercado de ações continua em alta. Em fevereiro, o índice Dow Jones — que representa a média do valor das 30 maiores empresas americanas — ultrapassou sua máxima histórica de 50 mil pontos e agora em junho já havia ultrapassado os 52 mil. No final de maio, o índice S&P 500 conseguiu manter uma alta sustentada no preço de suas ações por nove dias consecutivos — algo raro em Wall Street — e, graças à explosão da inteligência artificial, o índice Nasdaq continua a atingir recordes históricos. Embora esse aumento possa, teoricamente, ser um bom sinal para a economia americana, alguns começam a traçar paralelos com os anos que antecederam a maior crise financeira da história: a quebra da Bolsa de Valores de 1929. O podcast da BBC More or Less conversou com Andrew Ross Sorkin, autor de 1929: Por dentro da maior crise da história de Wall Street - e como ela abalou o mundo (Companhia das Letras) e Too Big to Fail (Grande demais para quebrar, em tradução livre) para analisar as semelhanças e diferenças entre a situação atual e o período anterior à quebra de 1929. Sorkin ressalta como pessoas estavam se endividando para investir antes do crash de 1929 Getty Images via BBC BBC - Para aqueles de nós familiarizados com a história das finanças, nenhuma data é mais significativa do que 1929. Mas para aqueles que, felizmente, se esqueceram: o que foi a Grande Quebra da Bolsa de Valores de Wall Street? Andrew Ross Sorkin - A Grande Quebra da Bolsa de Valores de 1929 é considerada a primeira e mais severa quebra da bolsa de valores dos EUA. A década de 1920 foi uma época de grande prosperidade e dinamismo. Surgiram os automóveis, o rádio e todo aquele entusiasmo pelas novas tecnologias que iriam mudar o mundo. Além disso, foi a primeira vez que pessoas comuns puderam investir na bolsa de valores. Elas observaram o mercado subir constantemente. E, em outubro de 1929, ele quebrou; e quebrou com uma força tremenda. BBC - Eu queria ter uma ideia da magnitude dessa quebra. Ela é chamada de "Grande Quebra". É correto dizer que foi a maior crise financeira da história? Existe alguma maneira de quantificá-la? Sorkin - Acredito que, se analisarmos não apenas o ano de 1929, mas o período entre 1929 e 1933, observaremos uma queda de aproximadamente 90% no valor total do mercado. Vale ressaltar que, curiosamente, em 1929 — apesar de todos nos lembrarmos daquele ano como uma grande quebra —, a bolsa de valores fechou com uma queda de apenas 17%. Mas... Entre outubro e novembro de 1929, o mercado caiu quase 50%. Portanto, se alguém fechasse os olhos e simplesmente comparasse o início com o fim do ano, poderia pensar que nada havia acontecido; além daquela extraordinária queda de 50% que ocorreu em um momento em que pessoas comuns estavam investindo na bolsa de valores pela primeira vez, muitas vezes assumindo níveis consideráveis de dívida, em alguns casos com uma relação dívida/patrimônio líquido de 10 para 1. BBC - Esse aspecto merece ser explorado mais a fundo. Então, se eu tiver US$ 100, pegar emprestado US$ 1 mil para comprar ações por esse valor e essas ações caírem para US$ 500, terei perdido cinco vezes mais dinheiro do que realmente possuía. Sorkin - E você tem um grande problema. Isso explica o que considero o primeiro dominó em uma série de eventos que levam — como acabamos de mencionar — à queda de 90% até 1932 ou 1933. E, aliás, em 1932, a taxa de desemprego também chegou a 25%. A quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 teve um impacto imenso nas economias dos EUA e do mundo Getty Images via BBC BBC - Uma das suas funções, Andrew, é aparecer na televisão falando sobre finanças. E enquanto você fala, números aparecem na parte inferior da tela: se o mercado de ações está subindo ou caindo, o preço de ações individuais, o dólar, o petróleo bruto... Há uma disponibilidade de dados absolutamente onipresente. É verdade que em 1929 já existia o teletipo, que imprimia os preços das ações, mas a situação era muito diferente. O que era diferente, e a falta de dados naquela época tornou a situação melhor ou pior? Sorkin - Eu diria que a falta de dados — e, mais importante, a falta de dados em tempo real — não era apenas um problema. Na verdade, em alguns casos, pode ser descrito como o fator que desencadeou a crise. Em alguns casos, estávamos literalmente com quatro, cinco ou seis horas de atraso. Quando você vê aquelas famosas fotos em preto e branco de milhares de pessoas durante a Grande Depressão, reunidas em volta da Bolsa de Valores de Nova York — talvez você as tenha visto ao longo dos anos — você pode ter se perguntado: "O que eles estão fazendo? Por que todas essas pessoas estão na rua?" Todas aquelas pessoas tinham ido a Wall Street para tentar descobrir, pessoalmente, o que havia acontecido com seu dinheiro. Elas não sabiam quais eram os preços das ações. Porque se você estivesse em uma corretora — digamos, na Quinta Avenida, perto da Rua 40 — você poderia estar com três horas de atraso; e esqueça se você estivesse na Europa ou em um navio em algum lugar. E, aliás, as pessoas negociavam de navios. Você poderia estar com até dois dias de atraso. Então, uma das coisas que aconteceram foi que as pessoas perceberam o quão desincronizado estava o sistema de cotações das ações e disseram: "Vou vender tudo; não consigo nem participar disso." Em outubro de 1929, o terror tomou conta dos investidores na Bolsa de Valores de Nova York Getty Images via BBC BBC - Existe alguma maneira de saber o quão vulnerável você está numa crise? Quero dizer, da perspectiva de um historiador, você pode analisar índices e gráficos, mas existe alguma maneira de perceber isso no momento em que acontece? Sorkin - Veja bem, o que eu sempre observo é a dívida. Para mim, a alavancagem do sistema é o fósforo que acende o fogo. É por isso que o que eu sempre observo — seja no momento ou em retrospectiva — é o quanto de dívida existe no sistema em um determinado momento, porque é isso que geralmente desencadeia a crise e frequentemente contribui para inflar o múltiplo. Então, essa é outra coisa que você pode analisar: qual é o múltiplo em um determinado momento. Você pode usar a relação preço/lucro (P/L) ou qualquer outra métrica para tentar entender como uma ação está sendo avaliada em comparação com outras. BBC - E quando falamos de "múltiplo", um exemplo clássico é simplesmente perguntar: quão cara está essa ação em relação aos lucros que a empresa gera? Se a empresa lucra US$ 1 por ano e a ação está cotada a US$ 10, o múltiplo é 10. Se a empresa lucra US$ 1 por ano por ação e a ação vale US$ 100, então o múltiplo é 100. Esforços têm sido feitos para traçar esses múltiplos preço/lucro (ou índices P/L) a longo prazo. Sorkin - Se você observar os gráficos daquela época, verá que se parece com uma montanha; você consegue ver o pico. Olhando para trás, fica claro. Embora, se você estivesse lá na época, talvez não tivesse percebido que era o pico. BBC - Bem, você sabe que subiu. O que você não sabe é se vai subir mais. Sorkin - Exatamente. Você não sabe se está no topo da montanha ou se a montanha vai continuar crescendo... acima da linha das árvores, por assim dizer. Aliás, "montanhas" semelhantes podem ser vistas na década de 1970 e também no final da década de 1990. 'As pessoas vieram a Wall Street para tentar descobrir pessoalmente o que tinha acontecido com o seu dinheiro', explica Andrew Ross Sorkin. Getty Images via BBC BBC - Na verdade, gostaria de abordar esse tópico porque uma das razões pelas quais 1929 é tão interessante — é uma história fascinante como você a conta — é que também nos diz algo sobre o presente e outras crises. Se observarmos aquela "montanha", como o pico atingido em 1929 se compara, digamos, com a década de 1970, a bolha da internet ou mesmo os dias atuais? Sorkin - Bem, parece alto, mas comparado a esses outros picos, é um pico mais baixo, por assim dizer. No entanto, se analisarmos a evolução naquele período, vemos como ele sobe constantemente. E então vemos a queda, como uma verdadeira montanha-russa... embora eu esteja misturando metáforas agora. BBC - Em 1929, o gráfico atinge um pico muito íngreme, um pouco acima de 30. Ou seja, o preço das ações equivale a 30 vezes a média dos lucros dos dez anos anteriores. Depois, cai e nunca mais se aproxima desse valor. Mais tarde, no final da década de 1990 e início dos anos 2000 — durante o boom da internet —, sobe ainda mais, ultrapassando a marca de 40. Depois, cai novamente. Agora, ultrapassou a marca de 40 mais uma vez. Esta é apenas a segunda vez na história que atingiu um nível superior ao pico anterior à quebra de 1929. Podemos tirar alguma conclusão disso? Sorkin - Sem dúvida. Podemos concluir que é provável que, em algum momento — embora não saibamos quando —, haverá outra quebra. E essa é a grande questão existencial para todos nós. Uma forte reavaliação dos preços das ações durante a década de 1970 levou à temida 'estagflação': alta inflação, baixo crescimento e desemprego em disparada. Getty Images via BBC

As redes sociais estão sob intenso escrutínio jurídico Getty images via BBC Quando as redes sociais começaram a dominar a internet há 20 anos, foram amplamente aclamadas como uma tecnologia revolucionária que conectaria pessoas de diferentes origens e tornaria a informação mais acessível. Hoje, empresas como a Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, o Google, proprietário do YouTube, e o Snapchat, juntamente com redes relativamente mais recentes como o TikTok, o Discord e a plataforma de jogos sociais Roblox, enfrentam milhares de processos nos EUA sob a alegação de que, em vez disso, estão prejudicando seus usuários, principalmente as crianças. Em conjunto, o resultado dos processos, seja por meio de acordos extrajudiciais ou veredictos de júri contra as empresas, pode mudar para sempre a forma como as plataformas sociais operam. "Isso criou um cenário que não só observadores jurídicos estão acompanhando, mas também reguladores e legisladores", disse Eric Talley, advogado e professor da Faculdade de Direito de Columbia. Talley observa que a forma como essa crescente onda de processos contra as plataformas está influenciando a percepção pública mais ampla provavelmente afetará as eleições políticas nos próximos anos, impactando leis e regulamentos novos e revisados. Muitos dos casos estão tramitando em tribunais da Califórnia, onde estão sediadas as principais plataformas de mídia social. Conhecido como o "efeito Califórnia", as mudanças legais e políticas implementadas no Estado tendem a levar a mudanças em todo o país. "Não há mais como negar que existe um problema com a segurança infantil nas plataformas", disse Alexis Shore Ingber, especialista em direito da comunicação e professora da Universidade de Syracuse. "Estamos vendo um ponto de inflexão. Esses casos são significativos." Este ano, a Meta e o YouTube sofreram uma derrota sem precedentes em um caso movido por uma jovem que alegou ter sido viciada em mídias sociais na infância, o que contribuiu para seus problemas de saúde mental e emocional. As empresas foram condenadas por um júri a pagar a ela um total de US$ 6 milhões (R$ 31 milhões) em indenização. Ambos os escritórios de advocacia disseram discordar do veredicto e pretendem recorrer. A Meta também perdeu um caso maior no Novo México, movido pelo procurador-geral daquele Estado, que acusou a empresa de enganar o público ao afirmar que suas plataformas eram seguras para crianças, apesar dos problemas conhecidos de exploração sexual de jovens nelas. A Meta afirmou que também planeja recorrer dessa decisão. Durante os anos em que esses casos foram apresentados e resolvidos, a Meta lançou mudanças em suas plataformas com o objetivo de torná-las mais seguras para jovens usuários. Mas alterações mais amplas nas plataformas — em como elas são projetadas, funcionam e até mesmo são acessadas — provavelmente levarão anos e passarão por várias decisões judiciais desfavoráveis. Entre este ano e o próximo, a Meta e as outras principais plataformas de mídia social enfrentarão mais julgamentos, nos quais os júris poderão considerar uma série de alegações de jovens usuários, seus pais, distritos escolares e procuradores estaduais, que alegam uma série de efeitos nocivos na forma como as plataformas de mídia social são projetadas e operam. Até mesmo um bilionário está preparado para levar a Meta a julgamento por hospedar anúncios que enganam pessoas e roubam seu dinheiro. Então, quais casos realmente importam? A BBC analisou dezenas de casos nos EUA para encontrar os poucos processos contra empresas de mídia social e jogos sociais que estão a caminho de julgamento no próximo ano ou mais e que podem ter um impacto significativo nos negócios e operações das plataformas. De acordo com Adam J. Schwartz, um advogado que também fundou uma ferramenta online de revisão de documentos, os seguintes processos "são os casos emblemáticos que definirão o tom e o teor para moldar a lei no futuro". Escolas x plataformas Um dos processos contra empresas de redes sociais envolve mais de 1.000 escolas na Califórnia Getty images via BBC Um extenso litígio multidistrital (MDL, como é conhecido esse tipo de processo nos EUA) na Califórnia inclui alegações de mais de 1.000 distritos escolares no país. De forma geral, as escolas acusam o Instagram, o YouTube, o Snapchat e o TikTok de serem intencionalmente projetados para serem viciantes, o que supostamente prejudicou crianças mental e emocionalmente por meio do uso excessivo das plataformas. As escolas alegam que lidar com os efeitos nocivos das mídias sociais lhes custou dinheiro e recursos, e que as plataformas devem ser consideradas um "incômodo público" e responsabilizadas por afetar o bem-estar das crianças. Embora um julgamento com júri para algumas das alegações dos distritos escolares esteja marcado para começar em fevereiro — depois que as plataformas recentemente fizeram um acordo com um distrito escolar que seria o primeiro a ser julgado —, todos os casos podem levar mais alguns anos para serem resolvidos completamente. Caso os resultados dos tribunais sejam desfavoráveis às plataformas, tudo, desde a forma como as plataformas exibem o engajamento do usuário até quem elas permitem nas plataformas, pode mudar. Um porta-voz do YouTube disse: "As alegações nessas queixas simplesmente não são verdadeiras." Uma porta-voz do Snapchat disse: "Discordamos fundamentalmente das alegações — não temos como alvo escolas." A Meta se recusou a comentar e o TikTok não respondeu a um pedido de comentário. Na terça-feira (23/06), o YouTube chegou a um acordo com um jovem de 15 anos no Estado da Flórida, que tinha movido um processo semelhante contra a plataforma. "Essa questão foi resolvida amigavelmente, e nosso foco continua voltado para o desenvolvimento de produtos adequados para cada faixa etária e controles parentais que cumpram essa promessa", declarou o porta-voz do Google, José Castañeda, em comunicado à BBC. Povo do Estado da Califórnia x Meta Advogados da Califórnia e do Colorado lideraram um grupo de 29 Estados ao entrar com uma ação judicial em 2023 contra a Meta e o Instagram. O julgamento está marcado para agosto. Os Estados estão acusando a Meta de violações da Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA), uma lei federal. A lei, promulgada em 2000, foi criada para proteger crianças menores de 13 anos de serem alvo de empresas que operam online. A Meta já forneceu mais de 2 milhões de documentos ligados a esse caso, de acordo com os registros do tribunal. Os Estados querem que a Meta melhore seus mecanismos de controle para impedir que menores de 13 anos usem suas plataformas e remova os dados que coletou anteriormente de usuários menores de idade, além de uma série de outras mudanças. A Meta usa esses dados para práticas como segmentação de anúncios e treinamento de seus modelos e ferramentas de inteligência artificial (IA). Um porta-voz da empresa se recusou a comentar o caso. Menor de idade não identificado x Roblox e Discord Roblox e Discord enfrentam um processo judicial relacionado ao design e marketing de suas plataformas AFP/Getty images/BBC Este processo contra a Roblox e o Discord foi movido por um menino de 13 anos em um tribunal estadual em San Mateo, Califórnia. O menino alega que foi aliciado por um predador sexual por meio de ambas as plataformas. Posteriormente, o homem envolvido foi preso por seus crimes contra mais de duas dúzias de crianças. O processo argumenta que ambas as plataformas foram projetadas com falhas e se envolveram em marketing enganoso sobre a segurança para usuários jovens e, portanto, devem ser responsabilizadas pelos danos sofridos pelo jovem cuja identidade não foi divulgada. A Roblox, que é uma plataforma focada em jogos com muitos recursos de mídia social, e o Discord tentaram levar o caso para arbitragem, que é um processo legal privado fora do sistema judicial. O tribunal recusou, mas o caso está atualmente suspenso aguardando o recurso das empresas contra essa decisão. Caso a Roblox e o Discord percam seus recursos, o caso poderá ir a julgamento ainda este ano. Um veredicto judicial contra as plataformas pode trazer mudanças na restrição de idade e na capacidade de estranhos interagirem com usuários jovens por meio de mensagens e salas de bate-papo da plataforma. Uma porta-voz do Discord se recusou a comentar. Um representante da Roblox não respondeu ao pedido de comentário. Forrest x Meta Nem todos os casos contra plataformas de redes sociais que vão a julgamento têm a ver com danos contra crianças. Andrew Forrest, um bilionário australiano, processou a Meta na Califórnia em 2022 pelo suposto fracasso da empresa em combater anúncios fraudulentos que enganam os australianos em investimentos falsos que supostamente proliferaram no Facebook usando seu nome e imagem. Com alegações que incluem uso indevido de sua imagem e enriquecimento ilícito — porque a Meta ganha dinheiro com anúncios em sua plataforma —, independentemente do objetivo ou resultado, o processo de Forrest pode ser um dos mais significativos. Ele está pedindo ao tribunal que determine que a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações não pode ser usada como defesa pela Meta no caso. Meta está argumentando que está protegida das reivindicações de Forrest pela Seção 230. Promulgada em 1996, a Seção 230, como é normalmente chamada, essencialmente dá imunidade legal às plataformas para qualquer coisa que ocorra nelas. Se o tribunal finalmente ficar do lado de Forrest, poderá derrubar décadas de defesas das plataformas online. Um porta-voz da Meta não quis comentar o caso.

Feira paraibana de empreendedores criativos em João Pessoa Teeteto/Thiago Nozi O microempreendedor individual (MEI) apresenta um custo elevado aos cofres públicos, gerando um rombo que pode chegar na casa de centenas de bilhões de reais em décadas, e por isso deve ter as regras atuais revistas — no sentido de reduzir os benefícios existentes para manter a "sustentabilidade" da Previdência Social. A recomendação foi feita pelo especialista em Previdência Social Rogério Nagamine em estudo publicado no último mês pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), uma organização sem fins lucrativos, independente e apartidária. Ela vai no mesmo sentido de relatório publicado ainda em 2022 pelo Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP), um colegiado interministerial coordenado pelo antigo Ministério da Economia. O órgão segue atuante até hoje no governo Lula, sob coordenação do Ministério do Planejamento – as recomendações nem sempre são levadas adiante. (veja mais abaixo) O tema está em evidência após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar na última semana que o governo vai enviar um projeto de lei ao Legislativo na direção contrária, para ampliar o benefício existente. A ideia é corrigir o limite de enquadramento para valor próximo a R$ 130 mil até 2028. Durigan já tinha dito que o governo concorda também com a contratação de mais um funcionário por MEI. ➡️O alto custo do MEI é um dos fatores que pressionam o endividamento do setor público que, pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), já supera 90% do PIB — bem acima do de nações emergentes, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro. Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI O que é o MEI Criado no final de 2008, o microempreendedor individual está inserido no Simples Nacional e se baseia em um regime simples para formalizar quem trabalha por conta própria, como autônomos e pequenos negócios. Atualmente, há cerca de 16,6 milhões de MEIs ativos no país. 🔎O MEI contribui para a Previdência, mas está isento dos demais impostos e contribuições federais, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Também seguirá isento dos futuros impostos sobre o consumo da reforma tributária, como a CBS federal e o IBS dos estados e municípios. A contribuição gera direito a benefícios de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez ou incapacidade permanente, pensão por morte, auxílio-doença (incapacidade temporária) e salário-maternidade. Mesmo com contribuição reduzida, o programa tem registrado, desde seu início, elevada taxa de inadimplência. O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae No início do programa, em 2008, a alíquota cobrada era de 11% para a previdência social, valor que caiu para 5% em 2011. Também houve, naquele momento, definição de que essa alíquota simbólica de 5% passasse a ser o piso previdenciário para o segurado facultativo de baixa renda. 🔎Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil. O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, além das demais faixas do Simples Nacional, também, a contratação de mais um funcionário. As alterações nas regras fazem parte das negociações do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aprovação de mudanças na escala 6x1. Impacto nas contas públicas De acordo com o especialista em Previdência Social, Rogério Nagamine, apesar da boa intenção na criação do MEI, que é aumentar a formalização na economia, há indícios que o programa tem acentuado o desequilíbrio financeiro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — "já sobrecarregado pelo rápido e intenso envelhecimento populacional". "Há também indícios que o programa está gerando não necessariamente formalização de trabalhadores, mas migração de segurados de planos mais equilibrados do ponto de vista atuarial, como empregados com carteira, para esquemas mais desequilibrados, como MEI. Há necessidade de revisão estrutural urgente do programa", avalia Nagamine, no estudo. Economista Rogério Nagamine Reprodução/TV Globo Com as regras atuais, ele estimou que o MEI deve gerar um déficit atuarial – ou seja, o rombo projetado no longo prazo da Previdência Social – de cerca de R$ 711 bilhões em sete décadas. Se o limite de faturamento for ampliado para R$ 130 mil ano, o rombo aumentará em cerca de R$ 60 bilhões neste período, sem considerar ganho real do salário mínimo. Diante desses números, o economista Rogério Nagamine recomenda: Limitar o acesso ao MEI a trabalhadores de baixa renda, definindo-se critério específico para caracterizar “baixa renda”; Elevar a alíquota do MEI para 11% do salário mínimo (como era até 2011), o que geraria um aumento da arrecadação estimado em R$ 7 bilhões no ano de 2025; Introduzir contribuição patronal previdenciária para empresas ou pessoas jurídicas que contratam o MEI como forma de desincentivar a (pseudo) pejotização com intuito de evasão previdenciária; Reforma da previdência que diminua o déficit atuarial do MEI pelo lado da despesa, por exemplo, igualando ou, pelo menos, diminuindo, a diferença de idade de aposentadoria urbana entre homens e mulheres. Já o relatório do CMAP de 2022, no último ano de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, também trazia análises semelhantes. O Conselho concluiu, em 2022, que o MEI possui importância fundamental na formalização de microempreendedores e na inclusão social, mas acrescentava que o desenho atual, com contribuição previdenciária de 5%, "além de não se mostrar custo-efetivo em relação ao desenho inicial, introduziu também um risco à sustentabilidade do sistema previdenciário devido aos elevados subsídios embutidos". No documento, o governo estimava um déficit acumulado de: R$ 186,8 bilhões em 20 anos; R$ 437 bilhões em 30 anos; R$ 728,8 bilhões em 40 anos; e R$ 1,07 trilhão em 75 anos. "Por fim, observa-se que resultado atuarial estimado para o MEI totaliza um déficit de R$ 435,7 bilhões", diz o relatório. A projeção, oficial, foi feita pela Secretaria de Previdência, do então Ministério do Trabalho e Previdência. Estimativa de déficit atuarial do MEI Reprodução de estudo do CMAP O documento do CMAP recomendava: Realizar estudos para avaliar a aderência entre a atual alíquota (de 5%) de contribuição do MEI e o seu valor original (alíquota de contribuição de 11%), de forma a corrigir distorções entre as alíquotas em relação ao Plano Simplificado de Previdência Social (PSPS) e melhorar a sustentabilidade do sistema. Propor alterações legais e normativas que introduzam a obrigação do envio de informações (via eSocial) sobre todos os trabalhadores autônomos trabalhando por empreitada (situação permitida a todo MEI) ou prestando serviços por meio de cessão ou locação de mão-de-obra ao estabelecimento (situação excepcional permitida a um grupo restrito de serviços). O que diz o Ministério da Fazenda O g1 entrou em contato com o Ministério da Fazenda e questionou: se a ampliação do limite do MEI não vai no sentido contrário de reequilibrar as contas públicas; qual o impacto da proposta na perda de arrecadação; se o projeto tem a ver com o calendário eleitoral; e se o governo não considera que seria importante, em algum momento, revisar o benefício existente para o MEI. O Ministério da Fazenda, porém, não respondeu aos questionamentos. Informou apenas que o "assunto relacionado à possível faixa de ampliação do MEI ainda está em análise, pois os estudos técnicos estão em curso". O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já afirmou a jornalistas que o MEI não pode ser utilizado para fraudes trabalhistas e que o micrompreendedor não pode ter características de trabalhadores com carteira assinada. Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, diz que MEI não pode ser usado "como fraude trabalhista" Divulgação/MTE Para o ministro, há situações em que isso aconteceria – ele cita como exemplo o caso de um hospital que fizesse uma licitação para terceirização de alguma atividade e a empresa terceirizada contratasse MEIs como funcionários formais. Segundo o ministro, isso poderia "arrebentar" recursos como com a Previdência, o FGTS e o Sistema S. Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação sobre pejotização na economia, não permita que isso aconteça. "Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. Não é o enfermeiro, não é o gari. Isso é fraude trabalhista, não é o gerente. O conceito de debate do que é PJ e não precisa ficar claro, o Supremo tem a responsabilidade de não cometer a irresponsabilidade de permitir contratar PJ como empreendedor. Tem que caracterizar o que é empreendedor", disse Marinho a jornalistas.

Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Todo mundo gosta de trazer lembrancinhas quando volta de viagem, mas sabia que nem todo alimento pode entrar no Brasil? Desde o dia 4 de fevereiro, novas regras do Ministério da Agricultura passaram a definir quais alimentos podem entrar no país na bagagem de viajantes e quais exigem autorização. O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passa a integrá-la este ano. A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada. O Ministério explica que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana. A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento. Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo. Veja quais alimentos não podem estar na sua bagagem Arte g1 Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa. A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido. Fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura Divulgação Como obter a autorização? Para entrar no país com esses alimentos, é preciso fazer um registro na Declaração Eletrônica e Bens do Viajante (e-DBV). Depois, é necessário ir até a unidade do Vigiagro, no controle aduaneiro, para finalizar o processo. Além disso, quando o Ministério da Agricultura entender que é o caso de um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação. Nessa categoria, é preciso informar: a descrição dos bens agropecuários que serão importados, incluindo a quantidade, a forma de acondicionamento e o país de origem e de procedência; o modal de transporte, podendo ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre (por lago), rodoviário e ferroviário; a via de transporte autorizada, especificada como bagagem acompanhada; o local de ingresso no território nacional; a identificação do viajante que transportará os bens agropecuários, contendo nome completo, CPF e número do passaporte; o prazo de validade da autorização de importação. Neste caso, a autorização deverá ser encaminhada eletronicamente pelo Serviço Técnico emissor às Unidades do Vigiagro nos locais de ingresso. Se um produto irregular é apreendido, ele deve ser destruído. Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto. A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora Produtos autorizados Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação. Alguns exemplos são: extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies, exceto suínos. carnes (exceto suína) e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados; derivados de suínos enlatados; gelatinas; leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite; doce de leite; leite em pó ou soro; manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite; iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas; hidrolisado de proteína do leite e lactose; queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha); bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes; amêndoas torradas e salgadas; bebidas destiladas e fermentadas; vinagres; sucos; óleos vegetais; geleias, conservas; demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno. Presunto Ibérico: carne de porco só entra no Brasil com autorização, exceto se for enlatada Foto de Hawksbill.24 Veja também: Vacas uruguaias à beira da morte em navio desembarcam na Líbia, e ONG pede investigação sobre saúde dos animais Tarifaço de Trump: veja a nova lista de produtos brasileiros que ficam de fora das tarifas de 40% Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras

'Guerra' por ingressos para turnê do BTS vira pesadelo para fãs que caíram em golpes online Big Hit Music Quando a jovem indonésia Vevee entrou no Ticketmaster em 9 de junho, ela acreditava que sua espera de anos para ver o grupo BTS estava finalmente chegando ao fim. Como milhões de fãs em todo o mundo, a jovem de 26 anos achava que estava pronta para a batalha que é conseguir ingressos online. Ela até tirou o dia de folga do trabalho. A extensa turnê global do grupo faria uma parada em sua cidade — a capital da Indonésia, Jacarta — e, como fã de longa data, ela não conseguia imaginar perder isso. Sentada diante do computador, com os olhos fixos no número da fila que definiria seu destino, Vevee esperou por horas. Quando chegou sua vez, recebeu a notícia de que os ingressos tinham se esgotado. Mas houve um novo processo de venda. E ela tentou de novo, mas — de novo — sua sorte não mudou. "Parecia impossível porque a demanda era simplesmente absurda", diz à BBC. Determinada a garantir seu lugar, Vevee encontrou uma conta revendendo ingressos no X e gastou US$ 1,2 mil em quatro assentos VIP. Isso equivale a cerca de dois meses do seu salário. Mas logo depois pararam de responder. "Assim que enviei o dinheiro, sumiram. É horrível. Estou muito triste e de coração partido", diz a jovem de 26 anos. J-Hope, do BTS, entrou na 'trend' do 6-7, ao ritmo da musiquinha viral em português Fãs desesperados no Sudeste Asiático, onde o BTS fará 15 dos 88 shows, perderam mais de US$ 100 mil enquanto golpistas se aproveitam da enorme demanda por ingressos. Tem sido um mês de altos e baixos para os fãs da banda, que se autodenominam Army ("Exército"). Felizes em ver o BTS de volta aos palcos após a pandemia e um hiato de três anos, mas frustrados com a competição extremamente acirrada pelos ingressos, eles se tornaram alvos fáceis para golpistas. Na Tailândia, parlamentares estão analisando uma petição feita por 126 fãs que foram enganados - eles querem ajuda para entrar em uma "fila de espera". Golpistas também se infiltram em grupos de fãs online, prometendo acesso exclusivo ou preços mais baixos. Assim que o dinheiro é transferido, eles desaparecem. Alguns chegam a oferecer "procurações" — geralmente usadas para transferir decisões legais a outra pessoa — para convencer as vítimas de que os ingressos são autênticos. Essas são táticas conhecidas o suficiente para que as autoridades tenham emitido vários alertas. Mesmo assim, os fãs continuam sendo enganados. Vevee no show de 2019 do BTS em Bangkok Arquivo pessoal Golpistas fingem urgência A turnê, que começou em abril e vai até 2027, passará por 34 cidades. O BTS e sua gravadora Hybe poderão faturar quase US$ 2 bilhões com o retorno, vindos de shows, produtos, licenciamento, vendas de álbuns e receitas de streaming, disseram analistas à agência Reuters. Em toda a Ásia, o número de pessoas disputando ingressos superou em 15 vezes a quantidade disponível, segundo a BBC. Novas datas continuam sendo adicionadas devido à impressionante demanda. Na semana passada, Jacarta e Bulacan, nas Filipinas, confirmaram um terceiro show cada. Quando a nova data foi anunciada, Vevee decidiu "brigar por esses ingressos novamente", mas por meios oficiais, ao contrário da última vez, quando o pânico falou mais alto, explica ela. "Eu estava prestes a entrar em uma reunião de trabalho e estava com muito medo de que outra pessoa conseguisse os ingressos. Só queria transferir o dinheiro rapidamente para garantir", diz. "Se eu tivesse parado um momento para me acalmar, talvez tivesse percebido os sinais de alerta." Fãs do BTS colaram cartazes com os títulos de suas músicas favoritas antes do primeiro show de retorno em março na Coreia do Sul Getty Images Em Singapura, a polícia recebeu pelo menos 62 denúncias envolvendo ingressos para shows do BTS desde 1º de junho, com prejuízos de mais de 68 mil dólares de Singapura (cerca de R$ 270 mil). A empresa de comércio eletrônico Carousell suspendeu a revenda de ingressos em sua plataforma, e a proibição ficará em vigor até 22 de dezembro, data do último show do BTS em Singapura. Na semana passada, a polícia da Malásia disse ter recebido 28 denúncias de pessoas que afirmam ter sido enganadas ao tentar garantir ingressos. As autoridades estão tentando rastrear "contas laranja" envolvidas nas transações, segundo informaram. Nos primeiros anos, os shows do BTS aconteciam principalmente na Coreia do Sul, Japão e nos EUA. À medida que a banda foi ficando mais famosa pelo mundo, a agenda de shows se expandiu para mais regiões da Ásia, Europa, Oriente Médio e América Latina. Mas a atual Arirang World Tour é a primeira vez que o grupo realiza vários shows em cinco países do Sudeste Asiático — Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia. Os ingressos na região custam entre US$ 100 e US$ 300. O pacote mais caro inclui acesso à passagem de som antes do show, assentos premium e produtos do BTS. Para fãs como Vevee — que acompanharam o grupo em seus altos, baixos e depois em sua ascensão meteórica — assistir à nova turnê é algo especial. Juraluk Kunaruk (primeiro da direita) no Parlamento tailandês Supplied by Juraluk Kunaruk Vevee diz que tinha 14 anos quando descobriu o BTS, cerca de um ano após a estreia do grupo em 2013. Ela gostava da música, mas também dos sete integrantes — RM, Jin, Suga, J-Hope, V, Jimin e Jungkook — que descreve como "muito genuínos". Em 2019, ela voou sozinha para Bangkok para assistir ao BTS em sua última turnê mundial. Ela conta que foi sua primeira viagem sozinha e que não conhecia ninguém no show, mas recebeu "muita ajuda" de outros fãs. "Foi realmente uma experiência inesquecível e maravilhosa." Sete anos depois, quando soube que o BTS iria a Jacarta, começou a economizar. "Eu me preparei muito para conseguir esses ingressos, mas, sinceramente, não sou só eu. Todo army se prepara intensamente para isso." Ela diz que alguns fãs alugaram computadores em cibercafés por uma semana inteira porque não podiam correr o risco de não conseguir um lugar no dia das vendas. Eles acreditam que as altas velocidades de conexão dos computadores poderiam aumentar suas chances. "Na Indonésia, não estamos apenas lutando pela guerra dos ingressos", diz Vevee. "Lutamos para garantir o melhor cibercafé e até para alugar celulares de última geração. É uma guerra em todas as frentes." E quando perdem, ficam desanimados. "Agora que a parada nas Filipinas finalmente foi confirmada, depois do que parece uma eternidade, dói saber que pessoas que esperaram quase uma década podem não ter a chance de vê-los", escreveu um fã filipino no Threads. "Alguns de nós não estão apenas tentando ir a um show. Estamos tentando finalmente ver as sete pessoas que apoiamos há anos." Também há fãs que não querem depender apenas da sorte. Na semana passada, Juraluk Kunaruk apresentou uma queixa no Parlamento da Tailândia em nome de 126 vítimas, cada uma das quais transferiu centenas de dólares para o mesmo usuário do X dias antes da venda de ingressos. O usuário havia prometido ajudar a conseguir bons lugares. Mas no dia em que as vendas começaram, a conta no X desapareceu. "Eu vinha acompanhando essa conta há bastante tempo. Eles tinham muitas avaliações e seguidores, então pareciam confiáveis. Os preços também eram razoáveis", diz Juraluk, que perdeu 25 mil baht (US$ 760 ou R$ 3,9 mil) ao pagar pelo que achava serem pacotes VIP. Nas últimas duas semanas, a jovem de 23 anos passou horas viajando de sua cidade natal até Bangkok para se reunir com parlamentares. "Os deputados prometeram que vão tentar recuperar nosso dinheiro. Então ainda tenho esperança", diz. Ela também não desistiu do show: "Ainda quero ir porque não sei quando terei outra oportunidade de vê-los". Isso não é surpreendente, já que golpes afetaram shows extremamente populares no passado, incluindo a Eras Tour, de Taylor Swift. Alguns fãs pediram à produtora Live Nation e a seus parceiros de venda de ingressos que se esforcem mais para prevenir contra golpes. A Ticketmaster, subsidiária da Live Nation responsável pela venda de ingressos da turnê do BTS em muitos países, diz que já "reforçou a luta contra cambistas e bots com nova tecnologia de IA e regras mais rigorosas". Por exemplo, os ingressos serão verificados com base nos endereços de e-mail dos participantes, enquanto fãs com ingressos revendidos podem ser impedidos de entrar no dia do show. Os fãs devem "comprar ingressos apenas por meio de fontes oficiais", disse uma porta-voz da Ticketmaster à BBC. "O site do artista sempre poderá orientar os fãs no caminho correto." Mas fãs decepcionados parecem incapazes de resistir ao que parece ser uma última chance de conseguir ingressos. Cookie, uma fã nas Filipinas, recorreu a uma pessoa que vendia ingressos depois de não conseguir comprá-los em duas ocasiões. Ela achava que tinha sido cuidadosa. "Adicionei ela no Facebook, verifiquei a conta, o que estudou, de onde era", diz a atendente de suporte ao cliente de 30 anos. "Assim como outras vítimas ouvidas pela BBC, Cookie não teve mais resposta após o pagamento: a golpista a bloqueou no Facebook, e ela nunca recebeu os ingressos." Cookie diz sentir vergonha por ter caído em golpe Supplied "Eu me sinto envergonhada. Nem contei à minha família ou aos meus amigos mais próximos o que aconteceu", diz Cookie. "Não quero ser julgada ou ouvir 'você é burra'. Foi um ato desesperado, porque eu realmente queria estar lá." Vevee tentou novamente sabendo que seria "uma batalha difícil", porque o show mais recente em Jacarta acontece no aniversário de um dos integrantes, V. Ela falhou na primeira tentativa na pré-venda na sexta-feira. "Parece que simplesmente todo mundo está tentando esse último show." Sem ingressos e em lágrimas, ela traçou uma estratégia para a venda geral do dia seguinte. Ela e seus amigos se dividiram por Jacarta e "cada um tentou comprar ingressos de locais diferentes, usando diferentes conexões de internet e contas". E desta vez funcionou. Ela conseguiu os ingressos.

Grosso da arrecadação na América Latina é bancado pelos mais pobres, aponta Oxfam Eva Usi/DW Ao priorizar a tributação do consumo em vez da renda, governos da região perpetuam a desigualdade, em vez de reduzi-la, apontam especialistas. Os impostos financiam escolas, hospitais, estradas e aposentadorias e, em teoria, também deveriam ajudar a diminuir as desigualdades. No entanto, na América Latina — uma das regiões mais desiguais do mundo —, os sistemas tributários parecem não cumprir esse papel. "Na América Latina e no Caribe, a política fiscal arrecada pouco, de forma injusta, e aprofunda a extrema desigualdade", afirma a Oxfam em sua publicação Riqueza sem controle, democracia em risco: por que a América Latina e o Caribe precisam de um novo pacto fiscal. Segundo a organização internacional de combate à pobreza, "a estrutura tributária funciona de maneira contrária ao que deveria: desperdiça seu potencial de redistribuição e protege aqueles que mais têm". Para Verónica Paz Arauco, diretora de programas da Oxfam na região, o resultado é evidente: "Hoje, quem sustenta o sistema tributário são, proporcionalmente, os que menos têm", afirma à DW. "Os lares de baixa e média renda o financiam principalmente por meio de impostos sobre o consumo", explica. "Enquanto uma pessoa pertencente aos 50% mais pobres pode destinar cerca de 45% de sua renda ao pagamento de impostos, o 1% mais rico contribui com menos de 20%", critica. Impostos arrecadados em relação ao PIB divulgação/DW O gráfico acima, que mostra a participação da arrecadação tributária no Produto Interno Bruto (PIB) dos países da América Latina e do Caribe, revela outra desigualdade: em comparação com os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como o “clube dos países ricos”, a região arrecada significativamente menos impostos. A diferença é ainda mais evidente quando comparada às nações que lideram o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD): Islândia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Irlanda e Suécia. Nesses países, a participação dos impostos no PIB supera 35% e chega a cerca de 45% na Dinamarca. As únicas exceções são a Suíça (27,2%) e a Irlanda (21,7%). Quem tem mais paga menos Boa parte da arrecadação fiscal na América Latina vem de impostos sobre o consumo, enquanto tributos sobre renda, lucros e patrimônio têm um peso muito menor. Em outras palavras, a região tributa mais o consumo do dia a dia do que as grandes rendas e fortunas. "As famílias de menor renda têm menos poupança, por isso destinam proporcionalmente mais de sua renda ao consumo. Isso faz com que os impostos sobre o consumo tenham um efeito regressivo", explica, em entrevista à DW, Ricardo Cantú Calderón, pesquisador do Centro de Investigação Econômica e Orçamentária (CIEP), no México. "A tributação se baseia em impostos que aprofundam a desigualdade", afirma à DW, no mesmo sentido, a economista María Julia Eliosoff, diretora de projetos econômicos da Fundação Friedrich Ebert na Argentina. Trata-se de "uma situação de injustiça muito clara", avalia. No entanto, esse desequilíbrio não se explica apenas pelo fato de que quem tem menos destina uma parte maior de sua renda ao pagamento de impostos. Também pesa a forma como as rendas mais altas e o patrimônio são tributados — ou deixam de ser. "Uma parte importante da renda das pessoas mais ricas vem do capital, que continua sendo insuficientemente tributado, e existem amplos benefícios fiscais", aponta Verónica Paz Arauco, da Oxfam. Cantú Calderón, do CIEP, concorda e acrescenta que pessoas com grandes patrimônios podem recorrer a estratégias financeiras que lhes permitem obter tratamentos tributários mais favoráveis. Eliosoff concorda e destaca que a arrecadação sobre o patrimônio é quase inexistente na região. Mas aumentar a tributação sobre quem ganha mais não poderia desestimular o investimento e comprometer o crescimento, como argumentam alguns? Para Cantú, essa ideia “não tem muito fundamento”. “No curto prazo, os investidores reagem, mas no longo prazo isso se ajusta”, afirma. Economia informal também é desafio para a arrecadação A esse cenário soma-se outro desafio estrutural da região: a alta informalidade no mercado de trabalho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), praticamente um em cada dois trabalhadores da América Latina e do Caribe (46,7%) atuava na informalidade no primeiro semestre de 2025. "Essa situação limita a arrecadação, especialmente em impostos diretos e contribuições sociais, e empurra os Estados a depender mais de impostos indiretos como o IVA [Imposto sobre Valor Agregado de produtos e serviços]", afirma Arauco, da Oxfam. O peso das grandes fortunas O debate sobre quem paga impostos ganha outra dimensão quando se observa a concentração de riqueza. A fortuna conjunta dos bilionários da América Latina e do Caribe chega a 622,9 bilhões de dólares — valor quase equivalente ao PIB combinado de Chile e Peru. Dados da Oxfam indicam ainda que, neste século, a riqueza desse pequeno grupo cresceu 16 vezes mais rápido do que a economia da região. Bilionários na América Latina e Caribe divulgação/DW Arauco, da Oxfam, explica que a ausência de tributação — ou a tributação insuficiente — sobre a riqueza acumulada pelos mais ricos se reflete diretamente na falta de recursos para serviços públicos essenciais, como saúde, educação e sistemas de cuidado. Como tornar o sistema tributário mais justo? "A chave não é eliminar os impostos sobre o consumo, mas garantir que sejam os melhores possíveis", sustenta em entrevista à DW Julián Folgar, economista do Banco Mundial para a Argentina e professor de Finanças Públicas. "Reformas que ampliem a base tributária, reduzam tratamentos preferenciais injustificados e melhorem o cumprimento das regras podem gerar ganhos simultâneos em equidade, eficiência e arrecadação", detalha. O desafio para a América Latina, portanto, não é apenas arrecadar mais, mas construir sistemas tributários mais progressivos, capazes de reduzir as desigualdades sem comprometer o crescimento econômico. No fim, o debate não se resume a quanto arrecadar, mas também a quem paga essa conta.
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.
A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.
Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
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Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A classificação da Seleção Brasileira para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026 reacende uma dúvida comum entre trabalhadores: quem vai assistir ao jogo desta segunda-feira (29), às 14h, pode sair mais cedo do trabalho? Na prática, a resposta depende do empregador. Apesar de muitas empresas flexibilizarem a jornada durante a Copa, a legislação não obriga a liberação dos funcionários durante as partidas da Seleção. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por isso, trabalhadores precisam ficar atentos às regras da empresa para evitar descontos no salário, compensação de horas ou outras sanções (veja como funciona). Já para os servidores públicos, as regras variam conforme a esfera de governo. E para os servidores públicos? No governo federal, a regra é diferente. Uma portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autoriza, em caráter excepcional, a alteração do horário de trabalho nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Isso, porém, não significa que o governo federal tenha decretado ponto facultativo. Os órgãos federais deverão continuar funcionando normalmente, e a liberação dos servidores depende da organização de cada órgão, sem prejuízo da prestação dos serviços, especialmente dos considerados essenciais. No jogo desta segunda-feira (29), marcado para as 14h, os servidores federais poderão deixar o trabalho a partir das 11h, desde que haja autorização do órgão e as horas não trabalhadas sejam compensadas entre 3 de agosto e 30 de setembro. Quem não fizer a compensação poderá ter desconto proporcional na remuneração. Para servidores estaduais e municipais, as regras variam conforme a administração local. Estados e prefeituras podem decretar ponto facultativo, reduzir o expediente ou liberar os servidores mais cedo para acompanhar a partida, desde que haja norma específica. Entre as 27 capitais brasileiras, 21 decretaram ponto facultativo ou reduziram o expediente na próxima segunda-feira. Outras quatro ainda não haviam divulgado como será o funcionamento das repartições públicas até a última atualização desta reportagem. A data também coincide com o Dia de São Pedro, feriado em duas capitais. (veja a lista abaixo) Capitais com ponto facultativo ou expediente reduzido Aracaju (SE) Belém (PA) Belo Horizonte (MG) Brasília (DF) Campo Grande (MS) Cuiabá (MT) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) João Pessoa (PB) Macapá (AP) Manaus (AM) Natal (RN) Recife (PE) Rio Branco (AC) Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA) Palmas (TO) Porto Alegre (RS) Porto Velho (RO) São Paulo (SP) Teresina (PI) Vitória (ES) Capitais onde é feriado de São Pedro São Luís (MA) Boa Vista (RR) Capitais sem decreto Curitiba (PR) Florianópolis (SC) Maceió (AL) O que é ponto facultativo? No ponto facultativo, os órgãos públicos podem dispensar os servidores do trabalho sem prejuízo da remuneração, mantendo apenas os serviços considerados essenciais. A medida costuma ser adotada em dias úteis próximos a feriados ou em ocasiões específicas, como eventos de grande impacto nacional. No setor privado, porém, o ponto facultativo não obriga as empresas a dispensarem seus funcionários. A decisão cabe a cada empregador. Quais são os próximos jogos do Brasil? A dúvida pode voltar a se repetir nas próximas fases da Copa. Se chegar até a final, o time comandado por Carlo Ancelotti vai disputar cinco jogos até a decisão do título. Desses, quatro estão marcados para dias úteis. ⚽ Veja abaixo o caminho do Brasil até a final: 16 avos de final: 29 de junho (segunda-feira), às 14h Oitavas de final: 5 de julho (domingo), às 17h Quartas de final: 11 de julho (sábado), às 18h Semifinal: 15 de julho (quarta-feira), às 16h Final: 19 de julho (sábado), às 18h 🔍 O sábado é considerado dia útil tanto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quanto pela Constituição Federal. Por isso, as mesmas regras sobre jornada e liberação dos empregados também se aplicam às partidas disputadas nesse dia. A startup GetNinjas já está enfeitada para a Copa do Mundo; funcionários verão jogos em telão Marcelo Brandt/G1

Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree A segunda fase da Copa do Mundo tem início neste domingo (28) com a primeira partida dos 16 avos de final. Das 48 seleções que entraram na competição, 16 foram eliminadas na primeira fase. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas se engana quem pensa que os times voltam para os seus países de mãos abanando. As equipes ainda faturam, mesmo tendo sido eliminadas. Quanto ganha quem cai na fase de grupos? Inicialmente, a Fifa havia divulgado que as equipes que fossem classificadas para o torneio, mas fossem eliminadas na fase de grupos, receberiam US$ 9 milhões (aproximadamente R$ 46,7 milhões). Contudo, em abril deste ano, a entidade informou que a quantia havia aumentado para US$ 10 milhões (R$ 51,77 milhões). Além disso, todas as seleções classificadas para o Mundial tiveram direito a US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 12,9 milhões) para custear a preparação antes do torneio. Na prática, isso significa que nenhuma seleção deixará a competição com menos de US$ 12,5 milhões em receitas garantidas (R$ 64,7 milhões). Com dois gols, Vini Jr é decisivo e Brasil ganha embalo na Copa do Mundo Acompanhe a Copa pelo ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Sobre a Copa de 2026 A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. Ao todo, 16 cidades recebem partidas do torneio, a grande maioria nos EUA. Confira a seguir quantos jogos cada país vai sediar: Estados Unidos: 78 jogos (incluindo todas as fases eliminatórias a partir das quartas de final e a grande final). México: 13 jogos (incluindo o jogo de abertura no Estádio Azteca). Canadá: 13 jogos.

Mega-Sena, concurso 3024: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3024 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 6,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 23 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 13 - 39 - 42 - 44 - 47 - 49 5 acertos: 38 apostas ganhadoras, R$ 32.595,94 4 acertos: 2.123 apostas ganhadoras, R$ 961,71 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3024 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Fachada de um restaurante Wendy's nos EUA AFP Na última semana, as ações da rede de fast food norte-americana Wendy's subiram mais de 40%. E parte desse crescimento tem ligação com a rede social Reddit. Postagens viralizaram em fóruns ligados à economia na plataforma. Isso porque a empresa foi apontada como uma boa oportunidade de recuperação após perder 36% do seu valor de mercado nos últimos 12 meses, segundo a "CNBC". Ainda segundo o canal de notícias dos EUA, a Wendy's virou meme no fórum wallstreetbets com a tag "We need to save Wendy’s" (ou "Precisamos salvar a Wendy's", em tradução literal). O r/wallstreetbets é uma comunidade do Reddit, centrada no mercado financeiro. Até a última atualização desta reportagem, o fórum tinha 4,4 milhões de membros. Outro fator apontado como importante na alta das ações foi a nomeação de Steven Cirulis como novo diretor financeiro e de estratégia da rede. Agora no g1 O que é o Reddit? O Reddit funciona como um grande fórum on-line, que é dividido entre diversas comunidades (chamadas de subreddits). A plataforma é um dos sites mais visualizados dos Estados Unidos. Paralelo com o caso GameStop A GameStop, uma tradicional rede de lojas de videogames com um modelo de negócio considerado obsoleto, foi destaque do mercado acionário dos Estados Unidos em 2021, com seu valor de mercado passando de US$ 1,3 bilhão no final de 2020 para US$ 22,5 bilhões no ano seguinte. Num movimento orquestrado em um fórum de discussão do Reddit, os investidores fizeram a ação da companhia disparar de US$ 19,26 no final de dezembro para impressionantes US$ 380 na máxima registrada nesta quarta na Bolsa de Nova York (Nyse) – uma alta de mais de 1.800%. Os integrantes do wallstreetbets decidiram comprar as ações da empresa para desafiar os analistas e os investidores de Wall Street, que previam que os papéis da GameStop perderiam valor diante dos últimos resultados – e que fizeram seus investimentos com base nessas previsões. Com a compra em massa de ações da GameStop, os papéis da companhia passaram a se valorizar, prejudicando quem apostava contra a empresa no mercado financeiro.

50 mil pessoas ainda estão soterradas na Venezuela, projeta ONU Os danos físicos causados pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última semana podem alcançar os US$ 6,7 bilhões (R$ 34,6 bilhões), o equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB), do país sul-americano. A avaliação é preliminar e se baseia em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais, disse o órgão. A projeção também inclui perdas de bens — como moradias —, mas não abrange os impactos econômicos mais amplos causados pelo desastre. As informações são do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). AO VIVO: Veja as últimas atualizações do terremoto ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Um novo balanço divulgado pelo governo venezuelano neste sábado (27) indicou que o número de mortos por conta dos terremotos já ultrapassou os 1,4 mil. Além disso, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o desastre ainda deixou mais de 3 mil feridos e 3,1 mil pessoas desabrigadas. Casas danificadas pelos terremotos permanecem de pé três dias após os tremores atingirem Catia La Mar, Venezuela. Matias Delacroix/AP Photo A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas. Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores. "Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil. Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos. Venezuela recebe ajuda internacional Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro. "Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores. Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela levando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira. Os terremotos Entenda terremoto na Venezuela Arte/g1 Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas. Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado. Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido. Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos EUA estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.

Casimiro Miguel, criador da CazéTV Reprodução - Instagram O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recomendou, na sexta-feira (26), a suspensão de três propagandas de casas de apostas veiculadas em ações de merchandising na CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo. A recomendação se refere a três peças específicas, já exibidas, ligadas às empresas KTO, Betnacional e Bet365. Segundo o Conar, os anúncios traziam ofertas de modalidades específicas de apostas apresentadas por narradores, apresentadores e comentaristas durante os jogos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os processos foram abertos na quinta-feira (25), a partir de uma queixa de consumidor. O conselho informou que vai analisar se as peças poderiam levar o público a erro sobre informações essenciais das ofertas, como a chance real de ganho nas apostas. A CazéTV foi procurada pelo g1, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Agora no g1 “As representações questionam principalmente se o teor dos anúncios levaria a erro sobre a informação essencial da oferta, da possibilidade e probabilidade de ganho, podendo infringir o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP) e a legislação em vigor”, diz a nota do Conar. 🔎 Na prática, a suspensão liminar do Conar funciona como uma medida preventiva: três peças específicas de bets, já exibidas na CazéTV, devem sair do ar até a análise final do caso. Depois da manifestação das empresas, o Conselho de Ética avalia se houve irregularidade e pode arquivar os processos, pedir ajustes ou recomendar a retirada dos anúncios. “Embora as ofertas objeto dos anúncios em análise já tenham expirado, versando sobre jogos em transmissões ao vivo, a recomendação indica associação possivelmente irregular, constituindo relevante baliza até a apreciação de mérito da matéria”, afirmou o Conar. O conselho também destacou que, desde dezembro de 2023, o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária tem regras específicas para anúncios de apostas. Essas normas preveem que a publicidade do setor deve ser clara sobre seu caráter comercial, não pode induzir o consumidor a erro sobre chances de ganho, deve evitar pressão para apostar e precisa proteger públicos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Quais são os próximos passos As empresas envolvidas terão prazo regimental de cinco dias corridos para apresentar manifestação de defesa. Depois disso, os casos serão analisados pelo Conselho de Ética do Conar. O Conselho de Ética reúne cerca de 200 integrantes. Cada processo é analisado por um relator e, depois, levado a um grupo de conselheiros. A decisão é coletiva e tomada por pelo menos 12 integrantes. Na análise, o conselho pode arquivar o caso, recomendar mudanças no anúncio, pedir cortes em trechos específicos ou recomendar a retirada integral da peça. Também pode haver advertência ao anunciante. As partes ainda podem recorrer em duas instâncias, mas as recomendações do Conar devem ser cumpridas no menor prazo possível. Pelo prazo interno do conselho, a decisão em primeira instância costuma ocorrer em até cerca de 40 dias a partir da abertura do processo, mas o relator não tem prazo fixo para apresentar o caso. O que é o Conar? O Conar é uma entidade privada de autorregulamentação da publicidade. O órgão não é ligado ao governo e não aplica multas, mas analisa denúncias sobre campanhas e pode recomendar mudanças, suspensão ou retirada de anúncios considerados irregulares. O conselho é formado por representantes do mercado publicitário, como anunciantes, agências e veículos de comunicação, além de representantes dos consumidores. As decisões do Conar não têm força de lei, mas costumam ter efeito prático no mercado. RELEMBRE: Conar decide arquivar processo contra propaganda que recriou Elis Regina com inteligência artificial Conar abre representação contra live de Gusttavo Lima por propaganda irregular de bebida Conar diz que Pabllo Vittar 'optou por não se defender' em caso sobre clipe de 'Parabéns'

Austrália proíbe acesso a redes sociais para menores de 16 anos O governo australiano informou neste sábado (27) que vai dobrar a multa para plataformas que desrespeitarem a proibição de redes sociais para menores de 16 anos para US$ 68 milhões (R$ 351,5 milhões). O objetivo, segundo as autoridades australianas, é conter a evasão generalizada das restrições, impostas no final de 2025. O eSafety, órgão regulador de internet da Austrália, começou a investigar o Facebook, o Instagram, o TikTok, o YouTube e o Snapchat por suspeitas de violação da lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. O anúncio marcou a primeira avaliação pública do governo sobre o cumprimento da lei, que está sendo acompanhada por outros países. A baixa adesão de redes pode prejudicar planos de outras autoridades que estudam restrições semelhantes. Redes sociais alimentam problemas de saúde mental em adolescentes, diz estudo Adobe Stock As cinco plataformas foram sinalizadas em março deste ano por conta de um possível descumprimento, informou a chefe do eSafety, Julie Inman Grant, que destacou que o órgão está reunindo evidências para possíveis penalidades. "Embora as plataformas tenham tomado algumas medidas iniciais, estou preocupada, por meio de nosso monitoramento de conformidade, que algumas possam não estar fazendo o suficiente para cumprir a lei australiana", afirmou Grant, em comunicado, na época. A lei da Austrália que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais diz que as plataformas podem ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos (R$ 178 milhões) cada uma em caso de descumprimento. A regra vale para Instagram, Facebook, Threads, TikTok, Snapchat, YouTube, X, o fórum Reddit e as plataformas de transmissões ao vivo Kick e Twitch. Elas se encaixam no critério de plataformas que têm como único propósito ou propósito significativo de permitir a interação online entre usuários e a publicação de conteúdos por usuários. Proibição das redes sociais para menores de 16 anos na Austrália pode deixar crianças isoladas? O órgão regulador destacou que elas também podem sofrer danos à reputação se foram consideradas culpadas de violar a lei. "Estamos adotando uma postura de fiscalização", afirmou Grant. Dados do setor apontaram recentemente que um em cada cinco dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usava redes sociais mesmo com a proibição, o que levantou dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade. A eSafety disse ter encontrado falhas graves na forma como as redes sociais estavam agindo perante a proibição, incluindo pedidos de novas verificações para crianças que já tinham declarado ter menos de 16 anos. A análise também apontou que as plataformas permitem fazer vários testes de idade até que a criança consiga um resultado superior a 16 anos, oferecem canais inadequados para denúncias de contas de menores e mantêm proteções insuficientes contra cadastros de crianças. O órgão regulador afirmou que cada plataforma recebeu uma notificação que apresenta as preocupações atuais e as expectativas de melhoria.

Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA Reuters/Dado Ruvic/Illustration Após duas semanas de um bloqueio sem precedentes, o governo dos Estados Unidos reautorizou o modelo de inteligência artificial (IA) mais poderoso da Anthropic. A autorização, no entanto, vale apenas para um pequeno círculo de parceiros exclusivamente americanos, o que deve permitir que Washington recupere o controle da tecnologia, que é considerada estratégica para o país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Anthropic, o desbloqueio condicional do Mythos 5 beneficiará inicialmente apenas um grupo restrito de "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA. A empresa afirmou que trabalha para restaurar o acesso a eles "o mais rápido possível". Parceiros estrangeiros, particularmente agências estatais de cibersegurança na Europa e na Ásia, permanecem com o acesso negado. O destino do Fable 5, uma versão do Mythos para o grande público limitada em relação à cibersegurança e a ataques biológicos e químicos, também permanece incerto. Agora no g1 A empresa, cujas relações com o governo Trump têm sido turbulentas há meses, afirmou na sexta-feira (26) que continua em negociações com o governo para "expandir o acesso ao Mythos 5 e disponibilizar o Fable 5 novamente" ao público em geral. Em 12 de junho, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, forçou abruptamente a Anthropic a cortar o acesso de todos os cidadãos estrangeiros a estes dois modelos de ponta, citando a segurança nacional depois que falhas foram descobertas. A retirada forçada de um modelo com tecnologia de ponta por um governo, algo inédito, suscitou uma onda de críticas e questionamentos em todo o mundo, reavivando o debate sobre a dependência tecnológica de inúmeros países em relação aos Estados Unidos. Desde então, "a Anthropic tem trabalhado com o governo dos EUA para reduzir os riscos associados aos modelos em questão. Estes esforços produziram avanços significativos", escreveu Howard Lutnick na sexta-feira em uma carta à empresa citada por vários meios de comunicação. "Trabalhamos diligentemente para garantir que os Estados Unidos continuem sendo o líder mundial em IA, preservando ao mesmo tempo a nossa segurança", sublinhou o porta-voz do Departamento do Comércio, Benno Kass. O bloqueio havia sido ordenado após notificação da Amazon sobre a vulnerabilidade dos sistemas de segurança do Fable 5. Clientes validados pelo governo Essa reativação condicional ocorre no mesmo dia em que a principal concorrente da Anthropic, a OpenAI, lançou seu novo modelo, o GPT-5.6, também com acesso restrito e validado cliente a cliente pelo governo dos EUA. "Este não é exatamente o processo que consideramos ideal", declarou Sam Altman, diretor da OpenAI, embora tenha afirmado que o governo "está, de modo geral, fazendo um bom trabalho em uma situação muito difícil". Essas intervenções do Executivo, dentro de um arcabouço legal ainda vago e controverso, consagram a mudança adotada pelo governo Trump. O governo americano era anteriormente dominado por opositores a qualquer regulamentação da IA, que argumentavam que isso prejudicaria a concorrência com a China. Sob pressão das capacidades sem precedentes dessas ferramentas, Trump acabou assinando um decreto no início de junho que estabelece uma revisão federal de modelos avançados de IA antes de sua comercialização. No entanto, o texto estipula que a revisão é "voluntária" e não vinculativa. Alguns observadores veem no controle do governo dos EUA um desenvolvimento que provavelmente favorecerá modelos de código aberto, de download gratuito e modificáveis, como o chinês DeepSeek, tornando-os mais atraentes para clientes que desejam evitar dependências e restrições.

Juros caem pouco no consignado CLT em 9 meses O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado regulamentou, nesta sexta-feira (26), o uso de parte do FGTS como garantia no Consignado CLT, o Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo com desconto direto no salário para trabalhadores com carteira assinada. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A regra permite que o trabalhador ofereça como garantia até 10% do saldo do FGTS, até 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa e até 35% das verbas rescisórias, como saldo de salário, férias proporcionais, 13º salário proporcional. A taxa de juros dessas operações será limitada a 1,99% ao mês. Entidades sugerem cautela e alertam para risco de trabalhador usar verba da demissão para pagar consignado CLT Veja perguntas e respostas sobre o consignado CLT O que é o Consignado CLT? É uma modalidade de empréstimo para trabalhadores com carteira assinada, com desconto das parcelas diretamente na remuneração mensal. O desconto precisa respeitar a margem consignável prevista em lei, que limita o comprometimento da renda líquida do trabalhador. Como era antes e como ficou? Antes, o consignado CLT já existia, mas se o trabalhador fosse demitido, o desconto em folha era interrompido, porque não havia mais salário vinculado ao contrato. O empréstimo continuava existindo e poderia voltar a ser descontado se a pessoa conseguisse um novo emprego formal. Agora, com a nova regra, o trabalhador pode autorizar o uso de parte do FGTS, da multa rescisória e de outros valores da rescisão como garantia. Em caso de demissão sem justa causa, esses recursos poderão ser usados para quitar ou abater a dívida, dentro dos limites previstos. Agora, quanto do FGTS pode ser usado como garantia? Pelas novas regras, o trabalhador poderá usar: até 10% do saldo do FGTS; até 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa; até 35% das verbas rescisórias, como salários proporcionais, férias, 13º salário e outros valores previstos. Esses valores funcionam como garantia da operação. O dinheiro sai do FGTS no momento da contratação? Não. Segundo o governo, a medida não representa saque automático do FGTS nem cria novos descontos imediatos para o trabalhador. Os recursos permanecem depositados na conta vinculada e só poderão ser usados nas situações previstas em lei, como em caso de demissão sem justa causa. Para pedir crédito, o uso do FGTS como garantia é obrigatório? Não. O uso das garantias é facultativo. O trabalhador decide se quer ou não usar parte do FGTS, da multa rescisória ou das verbas rescisórias como garantia. Também cabe ao trabalhador definir quanto deseja comprometer, dentro dos limites permitidos. O que acontece se o trabalhador for demitido? Em caso de demissão sem justa causa, o banco poderá usar as garantias oferecidas para quitar ou abater a dívida. Isso significa que parte do FGTS, da multa rescisória ou das verbas rescisórias que o trabalhador receberia poderá ser usada no pagamento do empréstimo, conforme as regras do contrato e os limites autorizados. Qual é a taxa de juros? A taxa de juros das operações com uso do FGTS como garantia será limitada a 1,99% ao mês. Esse percentual é o teto da modalidade. Em um empréstimo de R$ 1 mil, por exemplo, isso equivale a até R$ 19,90 de juros em um mês. O valor final da dívida, porém, depende do prazo, do número de parcelas e do custo efetivo total cobrado pelo banco. Todo trabalhador terá a mesma taxa? Não necessariamente. A taxa efetiva dependerá da avaliação do banco, que pode considerar fatores como valor da garantia, tempo de trabalho, histórico de crédito e perfil do cliente. Como funcionam as propostas? Pela Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o acesso às informações necessárias para receber propostas de instituições financeiras habilitadas. Nos aplicativos dos bancos, a funcionalidade será liberada conforme as instituições aderirem ao sistema e forem habilitadas. Depois de receber as ofertas, o trabalhador pode comparar as condições, como taxa de juros, valor das parcelas e prazo de pagamento. Há diferença entre contratar pela Carteira de Trabalho Digital e pelo aplicativo do banco? Sim. Quando a operação for contratada pela Carteira de Trabalho Digital, o banco deve apresentar uma proposta de crédito em que o valor corresponda a 100% da garantia oferecida. Quando a contratação for feita pelos aplicativos dos bancos, as instituições devem apresentar uma proposta em que o valor corresponda a 50% da garantia. Conecta+ auxiliará as empresas nas operações com cartão de crédito como análise das transações, identificação de cobranças imprevistas e recuperação de valores – Crédito: Divulgação. Conecta+ auxiliará as empresas nas operações com cartão de crédito como análise das transações, identificação de cobranças imprevistas e recuperação de valores – Crédito: Divulgação.

Imagem ilustrativa de carne bovina. George Piskov/Pexels Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre deste ano. A picanha, queridinha do brasileiro no churrasco, acumulou alta de 10,66%, enquanto a alcatra avançou 9,48%. O filé-mignon também registrou forte aumento, de 10,2%, segundo a prévia da inflação de junho divulgada pelo IBGE. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outros cortes importantes também tiveram altas expressivas. O peito bovino ficou 10,9% mais caro e o acém, 9,33%. As menores variações foram registradas no patinho (6,61%) e no cupim (5,75%). Veja abaixo quanto subiu cada corte. Veja o quanto subiu cada corte de carne bovina. Arte/g1 Por que a carne ficou mais cara A corrida dos frigoríficos para exportar carne bovina à China antes do fim das cotas enxugou a oferta interna, encarecendo os preços no Brasil. "A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo", diz Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. ➡️ Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%. O consumidor brasileiro pode até ter algum alívio nos próximos meses, com a redução temporária do ritmo de compras da China. Mas a tendência é de nova alta de preços até o fim de 2026, impulsionada pelo El Niño, pelo aumento da demanda nos EUA e pela volta da China ao mercado brasileiro. QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Oferta menor pesa mais que consumo Mesmo em época de Copa, Iglesias afirma que os preços da carne têm sido muito mais influenciados pela redução da oferta no Brasil do que por um aquecimento muito forte da demanda interna. "Um dos grandes problemas que temos em 2026 é o baixo poder de compra do brasileiro e o alto nível de endividamento. Esse cenário tem sido agravado pelos jogos de apostas, que têm tirado muito dinheiro de circulação da economia, inclusive do consumo de produtos básicos e alimentos", afirma Iglesias. Em relatório mensal, a Consultoria Agro do Itaú BBA também destacou o ritmo acelerado das exportações como principal fator de pressão nos preços. "Apesar de uma oferta de gado terminado um pouco maior que a do ano anterior, a demanda de exportação absorveu bem a produção desde o início do ano", diz. "Com a corrida para o preenchimento da cota chinesa, os envios ao país asiático cresceram 24% na comparação entre janeiro e maio de 2026 e o mesmo período de 2025. A China respondeu por 51% do total embarcado", detalha. Nas projeções da Safras & Mercado, o Brasil deve atingir 98% da cota de exportação para a China até o final deste mês, restando pouco espaço para exportações sem tarifa adicional em julho. "A ausência temporária da China vai trazer um efeito negativo sobre os preços da arroba, mas, no mercado doméstico, vai ter um aumento de disponibilidade de carne, o que vai ajudar nos preços internos nesse período", diz Iglesias. "O problema está no último trimestre do ano, porque será um período de demanda muito aquecida no Brasil, nos EUA, além da retomada da demanda chinesa. Além disso, tem o El Niño, que tende a enxugar a oferta de gado terminado a pasto", destaca. "Em linhas gerais, vamos ter um quadro de restrição de oferta com uma demanda muito aquecida. Ou seja, os preços tendem a subir bastante", prevê Iglesias. E a União Europeia? Questionado sobre os impactos da suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia, Iglesias diz que isso deve ter pouca influência em preço. "A Europa representa apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina. Já não é o cliente voraz que foi no passado. Ainda assim, o bloco tem uma importância simbólica por ser o que chamamos de 'mercado vitrine'. As decisões adotadas pelos europeus costumam servir de referência e acabam sendo replicadas por outros países", diz. "Portanto, o impacto tende a ser mais um arranhão na imagem do Brasil do que propriamente uma perda relevante de volume exportado", acrescenta. ➡️ No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro. UE oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Com a classificação em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira avança para o mata-mata e isso já começa a mexer com a rotina de quem trabalha em horário comercial. Se chegar até a final, o time comandado por Carlo Ancelotti vai disputar cinco jogos até a decisão do título. Desses, quatro estão marcados para dias úteis. ⚽ Veja abaixo o caminho do Brasil até a final: 16 avos de final: 29 de junho (segunda-feira), às 14h Oitavas de final: 5 de julho (domingo), às 17h Quartas de final: 11 de julho (sábado), às 18h Semifinal: 15 de julho (quarta-feira), às 16h Final: 19 de julho (sábado), às 18h 🔍 Sábado é considerado dia útil tanto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, quanto pela Constituição Federal de 1988. A estreia na fase eliminatória acontece nesta segunda-feira (29), às 14h. E isso reacende um cenário bem conhecido no Brasil durante a Copa: empresas que reorganizam escalas, ajustam o expediente e, em muitos casos, liberam os funcionários para acompanhar os jogos. Apesar de a flexibilização da jornada ser comum durante a Copa, as empresas não são obrigadas por lei a liberar os funcionários em dias de jogo. Por isso, muitos trabalhadores ficam em dúvida sobre como agir e temem ser surpreendidos por descontos no salário, necessidade de compensar horas ou até punições. ➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa. Folga ou não? O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo. Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição. A liberação de funcionários, quando ocorre, depende exclusivamente da decisão da empresa. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente. Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra. Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho. O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente. A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa. Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”. Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente. Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado. Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa. O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana Marcos Serra Lima/g1 Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido. Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos. Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência. Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina. “Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma. Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes. Seleção brasileira vence amistoso contra Senegal Isabel Infantes/Reuters

Príncipe Andrew: de 'filho preferido' da rainha a vergonha da família real Já imaginou o que faria com R$ 898,28 milhões por ano? Esse foi o valor destinado à monarquia britânica no ano fiscal de 2025-26, segundo o relatório financeiro da Sovereign Grant. Considerando a cotação da libra a R$ 6,80, a subvenção pública somou £ 132,1 milhões. Os recursos foram usados para custear as atividades oficiais da Casa Real e a reforma do Palácio de Buckingham. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Do total, £ 72,1 milhões (R$ 490,3 milhões) foram destinados às despesas regulares da Royal Household, enquanto £ 60 milhões (R$ 408 milhões) financiaram o programa de modernização do Palácio de Buckingham. O relatório informa que o aumento temporário da subvenção foi aprovado para viabilizar a reforma do palácio, considerada urgente devido às condições da infraestrutura elétrica, hidráulica e de aquecimento. Segundo o documento, esses sistemas não passavam por uma modernização completa desde o período posterior à Segunda Guerra Mundial, o que aumentava o risco de falhas graves, como incêndios e inundações. Palácios concentram a maior parte dos gastos Rei Charles III faz tradicional discurso no Parlamento em meio à crise no governo britânico Jornal Nacional/ Reprodução Os gastos com propriedades e manutenção representaram a maior despesa do período. Segundo o relatório, foram desembolsados £ 67,5 milhões (R$ 459 milhões). Desse total, £ 28,2 milhões (R$ 191,76 milhões) correspondem à manutenção e conservação dos palácios ocupados pela família real, enquanto £ 39,3 milhões (R$ 267,4 milhões) foram destinados ao programa de reforma de Buckingham. O projeto recebeu aprovação inicial de £ 369 milhões (R$ 2,5 bilhões) e, de acordo com o documento, terá seu último aporte de recursos em 2026-27. A folha de pagamento da Casa Real somou £ 37 milhões (R$ 251,6 milhões) no exercício. Desse total, £ 33,7 milhões (R$ 191,76 milhões) foram destinados a salários, e £ 3,3 milhões (R$ 22,44 milhões) a outros custos relacionados aos funcionários. O relatório informa que a Royal Household empregou, em média, 563 funcionários em tempo integral durante o período. Já as viagens oficiais do rei e de outros membros da família real que exercem funções institucionais custaram £ 3,3 milhões.

A drosera captura as suas presas a partir do visual. Suas gotas colantes se assemelham a orvalhos. É o gênero com o maior número de plantas, ao lado das utricularias. Arquivo Julio Santiago - UFMG Nem sempre as armadilhas das plantas carnívoras são óbvias e visíveis como a boca de uma Nephentes ou as garras de jaula da famosa dionaea ou apanha-moscas, uma das espécies mais conhecidas no Brasil. Suas artimanhas também podem aparecer na forma de um 'belo orvalho' – que, na verdade, é uma cola – ou até mesmo na de um 'abrigo' debaixo da terra ou da água, que, de repente, pode sugar as presas. As capturas das plantas carnívoras também vão muito além dos insetos: algumas podem comer larvas, vermes, protozoários, sapos e até roedores ou pássaros mais distraídos. Veja abaixo um infográfico sobre cada tipo de armadilha. Plantas carnívoras Arte g1/ Luisa Blanco Nessa reportagem, você ainda pode conferir: Por que as plantas carnívoras comem insetos? Elas conseguem capturar animais maiores? Qual é a maior do mundo? Plantas carnívoras são venenosas? Podem 'morder' o dedo? Quantas espécies existem e quais estão ameaçadas de extinção no Brasil? Por que as plantas carnívoras precisam comer insetos? Dionaea capturando inseto; planta usa a armadilha da jaula. Arquivo pessoal/Julio Santiago - UGMG A síndrome carnívora se desenvolveu como um mecanismo de sobrevivência de plantas localizadas em ambientes com solo pouco fértil, explica Julio Santiago, mestrando em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os insetos, contudo, são uma fonte complementar de nutrientes, e não a principal. "A principal fonte de energia das plantas carnívoras ainda é o sol, pois, assim como a maioria das plantas, elas fazem fotossíntese", ressalta o professor Paulo Gonella, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Os insetos servem, na verdade, para complementar nutrientes que existem em pouca quantidade no solo onde vivem as plantas carnívoras, como o nitrogênio e o fósforo. A larva de mosca que consegue roubar a comida de planta carnívora Podem capturar animais maiores, como ratos e pássaros? Sim, mas de forma acidental e não são todas as espécies que conseguem. As Nephentes, por exemplo, têm estruturas para capturar animais um pouco maiores por causa do seu formato semelhante a um jarro. "Os insetos são as presas principais das plantas carnívoras. Pequenas aves ou roedores são presas eventuais, que podem cair na armadilha atraídas pelos próprios insetos capturados ou pelo açúcar que a planta libera", diz Gonella. A depender do tamanho do bicho, as plantas podem até apodrecer por causa da dificuldade de digerir uma quantidade muito alta de nutrientes. Nephentes pode capturar de forma acidental animais um pouco maiores, mas sua presa principal é o inseto. Arquivo Julio Santiago - UFMG Qual é a maior do mundo? Há duas espécies que estão, até o momento, entre as maiores do mundo, e que podem atingir até 1,5 metro de altura: a Drosera magnifica e a Nephentes rajah, diz Santiago. A Drosera magnifica é originária do estado de Minas Gerais, enquanto a Nephentes rajah, da Ilha de Bornéu, do Sudeste Asiático. Veja também: conheça o limão-caviar, que custa quase R$ 800 por quilo Como funciona uma fábrica de insetos Plantas carnívoras são venenosas? Podem 'morder' o dedo? Nenhuma planta carnívora que se tem conhecimento é venenosa ou tóxica e tampouco tem interesse na carne humana. "[Se você colocar o dedo], pode até estimular [a planta], mas não o suficiente para prender. Em muitos casos, nem vai estimular, porque a sinalização química [que incentiva a captura] está relacionada à quitina, uma proteína presente no exoesqueleto dos insetos", explica Santiago. No momento em que o inseto pousa em uma planta carnívora, há uma sinalização química da presença quitina que faz o vegetal reconhecer a presença de um alimento promissor. De onde vem a tangerina Espécies pelo mundo e ameaça de extinção No mundo, há cerca de 860 espécies de plantas carnívoras conhecidas, sendo que a maior parte delas são dos gêneros Drosera, Utricularia e Nephentes. Os dados são do estudo "Conservação das plantas carnívoras na Era da Extinção", publicado em 2020 por Gonella e outros autores, na revista científica Global Ecology and Conservation. O Brasil é o segundo país com o maior número de espécies (cerca de 130), perdendo apenas para a Austrália, que tem aproximadamente 250. Quando se trata das que estão ameaçadas de extinção, há, hoje, cerca de 193, o que representa 20% do total das espécies. Dessas, 28 estão no Brasil, das quais 13 são classificadas como "criticamente ameaçadas". O Brasil é o país com o maior número de espécies nesse estado, mostra o estudo de Gonella, que adota critérios de classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Planta carnívora do gênero philcoxia só existe no Brasil e está criticamente ameaçada de extinção. Suas armadilhas são subterrâneas. Divulgação/PNAS O gênero Philcoxia, que só existe no Brasil – mais especificamente nos biomas Cerrado e Caatinga –é o que mais preocupa, pois 100% dele está ameaçado, conta o professor da UFSJ. Essas plantas crescem em areias muito brancas e dão flores de cor lilás. Elas se alimentam de pequenos vermes que vivem no solo, a partir de armadilhas adesivas em folhas que ficam debaixo da terra. Outro gênero em risco no Brasil é a Drosera, com 40% de plantas ameaçadas. "O Brasil tem uma responsabilidade muito grande na conservação de suas espécies carnívoras. Um dos principais fatores que está causando isso [a ameaça de extinção] é a destruição dos habitats para conversão para a agricultura", diz Gonella. "O uso de fertilizantes e pesticidas na agricultura tornam o solo mais rico do que eles são originalmente, fazendo com que outras espécies invadam esses locais e acabem competindo pelos habitats das plantas carnívoras", acrescenta. À direita, a parte de cima de uma utricularia e, à esquerda, sua parte subaquática. Leonhard Lenz/Miguel Porto De onde vem o espumante Conheça o limão exótico que custa quase R$ 800 o quilo

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. Michael Dwyer/AP Os Estados Unidos têm avançado rapidamente rumo a um futuro impulsionado pela inteligência artificial, mas sem um plano claro para evitar o que pode resultar em perdas massivas de empregos. Enquanto críticos alertam para cenários catastróficos dignos de filmes de ficção científica, defensores da tecnologia afirmam que a IA criará tanta riqueza que não há motivo para preocupação com milhões de demissões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma nova organização sem fins lucrativos, criada por integrantes dos dois principais partidos políticos dos EUA, pretende garantir que o país aproveite os ganhos econômicos prometidos pela inteligência artificial sem deixar os trabalhadores para trás. Batizada de RAISE US, a iniciativa começa com mais de US$ 500 milhões para investir em novas formas de educação e capacitação profissional. A estratégia prioriza parcerias com estados e grandes empregadores, em vez do governo federal. Agora no g1 Fundada pela ex-secretária de Comércio Gina Raimondo, democrata, e pelo ex-governador de Indiana Eric Holcomb, republicano, a organização pretende testar programas e incentivos para ajudar trabalhadores americanos a migrarem para novas carreiras em uma economia cada vez mais automatizada pela inteligência artificial. "Estamos falando de um nível de desemprego que pode desestabilizar nosso país e nossa democracia", afirmou Raimondo em entrevista. "Se queremos liderar o mundo em IA, precisamos agir para garantir que nossa democracia não desmorone." Programas começam em quatro estados Inicialmente, a RAISE US trabalhará com governos de Arkansas, Connecticut, Maryland e Utah, além de algumas das maiores empresas e organizações filantrópicas dos Estados Unidos. A proposta é desenvolver políticas que aproximem escolas e empregadores, para que trabalhadores demitidos possam ser direcionados rapidamente para novas vagas, preferencialmente com salários mais altos. O grupo também estuda mudanças em impostos corporativos e outros incentivos para estimular empresas a manterem seus funcionários empregados. "Coisas boas costumam acontecer quando você transforma quem não tem em quem tem", disse Holcomb. Entre as empresas parceiras da iniciativa estão Amazon, Microsoft, Anthropic, OpenAI Foundation e Bank of America. Também participam UPS, General Motors, Eli Lilly, Mastercard, AMD, Cisco e IBM. Raimondo, ex-governadora de Rhode Island e uma das principais responsáveis pela política de IA durante o governo Biden, será a diretora-executiva da organização. O conselho consultivo reúne nomes como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Paul Ryan, o investidor bilionário Stephen Schwarzman, a presidente da central sindical AFL-CIO, Liz Shuler, além dos economistas David Autor, Erik Brynjolfsson e Raj Chetty. IA pode substituir trabalhadores em fábricas e escritórios Uma análise divulgada em abril pela Boston Consulting Group (BCG) estima que cerca de metade dos empregos nos Estados Unidos será transformada pela inteligência artificial nos próximos anos. Segundo o estudo, até 25 milhões de postos de trabalho podem ser eliminados no país ao longo dos próximos cinco anos. Já o Goldman Sachs estimou, em março, que 25% das horas trabalhadas nos EUA poderão ser automatizadas pela IA. Mais do que uma ferramenta de busca aprimorada ou geradora de vídeos e imagens, a inteligência artificial pode colocar caminhões autônomos nas estradas, criar fábricas operadas por robôs e substituir profissionais de escritório, advogados e até médicos. O presidente Donald Trump demonstrou pouca preocupação com a possibilidade de a tecnologia eliminar empregos. Questionado na terça-feira (23), antes de visitar uma fábrica da Mack Trucks, na Pensilvânia, se a IA poderia tirar o trabalho dos caminhoneiros, respondeu: "No momento, não." Trump aposta na expansão dos data centers e das usinas de energia voltadas à inteligência artificial como motores para geração de empregos e crescimento econômico. Embora os investimentos em IA tenham impulsionado a economia, o setor industrial perdeu 68 mil empregos, enquanto o transporte rodoviário eliminou 28,3 mil vagas desde o início do segundo mandato de Trump, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics). "Hoje temos muitos empregos disponíveis e nosso maior problema é encontrar pessoas para ocupá-los", afirmou Trump. "Estamos indo muito bem." Educação e políticas trabalhistas estão defasadas Especialistas em inteligência artificial alertam que o sistema educacional e as políticas de proteção ao trabalhador foram desenhados para uma economia do século XX e não estão preparados para a velocidade e a escala das mudanças provocadas pela IA. "A inteligência artificial está transformando vários setores simultaneamente, mais rápido do que qualquer instituição consegue responder", afirmou Vivienne Ming, neurocientista e autora do livro Robot-Proof: When Machines Have All the Answers, Build Better People ("À prova de robôs: quando as máquinas têm todas as respostas, forme pessoas melhores"). Segundo Ming, embora a riqueza gerada pela IA possa criar demanda por novos trabalhadores, as habilidades necessárias na nova economia vão muito além de profissões como encanador ou pedreiro. "O que realmente importa é curiosidade e flexibilidade intelectual", disse. Ela afirma que nem o sistema educacional nem as políticas de trabalho estão desenvolvendo o capital humano necessário para a era da inteligência artificial. Raimondo afirmou que a organização pretende usar os estados como laboratórios para testar ideias que, no futuro, possam ser transformadas em políticas nacionais pelo Congresso, incluindo mudanças mais profundas no sistema tributário e na educação. "Não tenho muita esperança de que o Congresso tome medidas ousadas sobre esse tema nos próximos anos, e acho que não podemos esperar tanto tempo", disse. "A história mostra que, quando o governo federal finalmente age, costuma olhar para o que já deu certo nos estados. Tenho bastante confiança de que eles vão observar o trabalho que estaremos fazendo", completou. Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro. A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha. Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Reuters/Sam Navarro Na próxima segunda-feira (29), a seleção brasileira de Carlo Ancelotti enfrentará o Japão pela Copa do Mundo de 2026. Para além de ser a primeira partida de mata-mata das equipes, há outra coisa que difere esse jogo dos demais: ele será o primeiro a acontecer em horário comercial de um dia últil, às 14h. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para quem quer acompanhar a trajetória da equipe canarinho rumo ao hexa, a partida no início da tarde pode ser um impeditivo por coincidir com o horário de trabalho de muitos brasileiros Mas, afinal, o trabalhador pode se ausentar do serviço ou reduzir a jornada para assistir ao jogo entre Brasil x Japão? ➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa. Folga ou não? O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo. Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição. A liberação de funcionários, quando ocorre, depende exclusivamente da decisão da empresa. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente. Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra. Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho. O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente. A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa. Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”. Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente. Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado. Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa. O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana Marcos Serra Lima/g1 Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido. Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos. Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência. Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina. “Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma. Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes. Quando serão os próximos jogos do Brasil? Caso a seleção avance na competição, trabalhadores e empregadores terão de se programar. Isso porque uma eventual semifinal do Brasil está marcada para as 16h (de Brasília) de 15 de julho, uma quarta-feira. As demais partidas da equipe na fase eliminatória, porém, serão disputadas aos finais de semana. Confira quando a seleção brasileira deve jogar no mata-mata da Copa: 16 avos de final: com a liderança do Grupo C, o Brasil enfrentará o Japão, segundo colocado do grupo F. A partida está prevista para 29 de junho (segunda-feira), às 14h (de Brasília), em Houston. Oitavas de final: caso avance, a seleção brasileira enfrentará o vencedor do confronto entre o segundo colocado do Grupo E e o segundo colocado do Grupo I. A partida está prevista para 5 de julho (domingo), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey/Nova York. Quartas de final: se chegar entre os oito melhores, o Brasil voltará a campo em 11 de julho (sábado), às 18h (de Brasília), em Miami. Semifinal: em caso de classificação, a seleção disputará a semifinal em 15 de julho (quarta-feira), às 16h (de Brasília), em Atlanta. Terceiro lugar: caso o Brasil perca a semifinal, disputará a terceira colocação em 18 de julho (sábado), às 16h (de Brasília), em Miami. Final: se avançar até a decisão, o Brasil jogará a final da Copa do Mundo em 19 de julho (domingo), às 16h (de Brasília), em Nova York/Nova Jersey.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.023 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 7 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (27), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a maior parte das manifestações inscritas para a audiência pública sobre a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil deve se manifestar de forma contrária à adoção de novas tarifas. A tendência, segundo a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, é que as tarifas sejam mantidas, ainda que possam sofrer ajustes pontuais durante a conclusão do processo. Dos 80 inscritos para falar na audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), 66 devem se posicionar contra a medida. Os demais participantes, que representam setores norte-americanos do etanol, siderurgia, pecuária e madeira, apoiam a aplicação das tarifas. O levantamento, obtido pelo g1, utilizou dados públicos do USTR. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Agora no g1 A audiência faz parte da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo dos Estados Unidos apurar práticas de outros países consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores norte-americanos. No início deste mês, o governo americano concluiu a investigação afirmando que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas dos Estados Unidos. A partir desse diagnóstico, o USTR propôs a elevação de tarifas sobre produtos brasileiros. A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Uma semana antes, ele já havia mencionado a possibilidade na carta em que anunciou uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras. Interlocutores no governo afirmam que essas audiências públicas convocadas pelo USTR são um espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Trata-se de uma sessão em que as pessoas submetem documentos e pedem para se manifestar. O formato se assemelha, no entendimento do governo, a uma audiência pública do Congresso Nacional, e não um espaço de negociação entre os Estados. Segundo projeção da CNI, se a proposta for implementada, 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passarão a ser tributadas em 37,5%, ante os atuais 10% — aumento de 27,5 pontos percentuais. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Na avaliação da gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, a tendência é que as tarifas sejam mantidas, ainda que possam sofrer ajustes pontuais durante a conclusão do processo. Para Constanza, a projeção elaborada pela entidade considera o estágio atual da investigação e eventuais mudanças, se ocorrerem, devem ser "marginais", sem alterar a direção da política comercial adotada pelos Estados Unidos. "A nossa leitura é que esse ajuste pode ser marginal, mas não de direção em relação às tarifas. Mas é claro, isso precisa a gente estar monitorando e ver. Então, assim, eu acho que a nossa estratégia continua a mesma, de demonstrar quão nocivos, negativos são os efeitos, não só para o Brasil, mas também para os Estados Unidos", complementou ao g1. Por isso, segundo Negri, a estratégia da indústria brasileira continua sendo demonstrar que as tarifas terão efeitos negativos não apenas para o Brasil, mas também para empresas e setores da própria economia norte-americana. Ela destaca que diversos segmentos dos Estados Unidos já vêm manifestando preocupação com os impactos das medidas sobre seus próprios negócios. A especialista defende que a negociação continua sendo o melhor caminho para evitar prejuízos às empresas dos dois países. Para a entidade, as medidas propostas não encontram justificativa econômica, já que os Estados Unidos registram superávit comercial na relação com o Brasil e as duas economias mantêm uma relação de complementaridade. Planalto não acredita em reversão Sob reserva, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço e que o governo vai tentar esgotar as negociações, mostrando os números do comércio entre os dois países e apresentando argumentos técnicos. No entanto, a avaliação é que a decisão do USTR tem motivações políticas e não técnicas. Assim, dizem avaliar que, no máximo, pode haver alguma exceção ou eventual redução de taxa, mas não a reversão da medida. Segundo esses integrantes do Palácio do Planalto, há uma "linha de diálogo" entre os dois governos, que deve ser mantida, com reuniões entre representantes dos presidentes Lula e Donald Trump. No Ministério das Relações Exteriores, integrantes da diplomacia brasileira dizem que os documentos do USTR demonstram como a investigação com base na seção 301 tem caráter político e não técnico nem comercial. Segundo relatos à GloboNews, os documentos recebidos pelo Itamaraty relativos às alegações iniciais, de julho de 2025, são "praticamente iguais" aos da recomendação final, de junho de 2026. Para integrantes do Itamaraty, isso mostra que todos os argumentos técnicos apresentados aos EUA ao longo do último ano pelos negociadores brasileiros foram desconsiderados, como os números que demonstram a queda no desmatamento no governo Lula em comparação com o governo Bolsonaro. Uma delegação brasileira, formada por integrantes como os chefes das áreas econômica e ambiental do Itamaraty, chegou a ir a Washington para apresentar os dados, e o entendimento da diplomacia é que todos os questionamentos foram respondidos com dados, mas acabaram ignorados.
Pai é preso no Espírito Santo após revelar intenção de matar filho ao ChatGPT O pai preso no Espírito Santo por planejar a morte do filho de 8 anos foi denunciado após conversar sobre o caso com o ChatGPT. A OpenAI, criadora do assistente de inteligência artificial, informou o ocorrido ao FBI, que repassou as informações às autoridades brasileiras. O homem foi preso em 19 de junho, um dia antes da data que havia escolhido para cometer o crime. Antes, escreveu no ChatGPT que estaria com uma arma, uma corda e veneno e que realizaria atentados em espaços públicos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Procurada pelo g1, a OpenAI disse que seus sistemas são feitos para manter as pessoas seguras e que o caso mostra a importância dessas medidas. "Quando identificamos conversas que indicam um risco iminente e crível de dano a outras pessoas, podemos notificar as autoridades competentes", disse a empresa. Pai que planejava matar o filho no Espírito Santo disse ao ChatGPT que ofereceu R$ 50 mil a pistoleiro Reprodução/PCES Nas mensagens, o homem escreveu que tentou contratar um pistoleiro por R$ 50 mil para matar o filho, mas que a proposta foi recusada após informar que a vítima era uma criança. "Queria saber de onde vem essa vontade de matar as pessoas. Eu gosto de ver outra pessoa sofrer", disse, em uma das mensagens. Assistentes como o ChatGPT monitoram tudo o que é dito em conversas, ainda que a maior parte da revisão seja feita por sistemas automatizados, disse Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "No caso do pai do Espírito Santo, a fronteira foi cruzada porque havia vítima identificada, método, meios e data próxima. Ou seja, o alerta disparado foi de máxima severidade", afirmou. Veja mensagens de pai ao ChatGPT enquanto planejava matar o filho de 8 anos Como o ChatGPT detecta casos suspeitos A OpenAI diz que começa a análise por meio de sistemas automatizados, que incluem modelos de IA capazes de categorizar conteúdos e fazer análises mais complexas sobre o contexto da conversa. A etapa inclui ainda bancos de dados que reúnem arquivos já sinalizados, como acontece nos casos de exploração sexual infantil, e listas de termos proibidos na conversa. Caso a conversa seja sinalizada por esses mecanismos, ela é enviada para moderadores humanos. Eles analisam a atividade para indicar se houve violação de políticas e se o usuário realmente pode cometer um ato de violência. Os moderadores podem classificar a atividade como um caso de baixo risco ou desativar a conta e entrar em contato com pessoas e organizações mais capazes de resolver a situação, como aconteceu no Espírito Santo. O ChatGPT-4o foi anunciado e lançado pela OpenAI em 13 de maio de 2024 NurPhoto via Getty Images A empresa chegou a ser processada em 2025 sob a acusação de contribuir para suicídio de um jovem de 16 anos nos Estados Unidos, em vez de adotar salvaguardas como direcioná-lo a linhas de apoio para situações de crise. Em comunicado de abril de 2026, a companhia disse trabalhar para o ChatGPT rejeitar pedidos para facilitar casos de violência, ao mesmo tempo em que busca fazer o serviço diferenciar casos problemáticos de perguntas neutras por razões históricas ou educacionais, por exemplo. "Alguns riscos de segurança só ficam evidentes com o tempo: uma única mensagem pode parecer inofensiva, mas o padrão mais amplo em uma conversa longa – ou em várias conversas – pode sugerir algo mais preocupante", disse a OpenAI. Comunicação com autoridades Denúncias a autoridades são comuns em casos identificados em redes sociais, mas não acontecem com frequência quando surgem em assistentes como o ChatGPT. Este foi apenas o terceiro caso do tipo no Brasil, disse o delegado Breno Andrade à TV Gazeta, afiliada da Globo no Espírito Santo. A tendência é que o número aumente à medida que mais pessoas usam esses sistemas como blocos de notas ou como parceiros para relatar o que estão fazendo, disse Álvaro Machado Dias, da Unifesp. Mas a notificação para o FBI, e não para uma autoridade brasileira, é inadequada, disse o especialista. Segundo ele, o canal correto seria a Polícia Federal ou o Ministério da Justiça, ainda que seja possível entender a lógica da OpenAI, com sede nos Estados Unidos e contato com autoridades americanas. "O crime seria no Brasil, a vítima estava no Brasil, o suspeito estava no Brasil, e a prisão dependia do Estado brasileiro. Quem presta serviço aqui não pode tratar o Brasil como mercado consumidor e os Estados Unidos como foro natural de todo conflito", afirmou. Veja mensagens enviadas por pai ao ChatGPT enquanto planejava matar o filho de 8 anos no Espírito Santo Reprodução/PCES Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras precisam oferecer um canal direto para receber esse tipo de alerta, o que permite agilizar a investigação, destacou. "A rapidez é decisiva porque a IA comprime a distância entre intenção, plano e execução". Para o professor, não há dúvidas de que comunicar o caso para autoridades foi a decisão correta. "As pessoas falam com o ChatGPT como quem fala com um terapeuta ou um advogado, mas a IA não é nem uma coisa nem outra, e portanto não carrega segredo profissional nenhum". Veja mensagens enviadas por pai ao ChatGPT enquanto planejava matar o filho de 8 anos Como foi a investigação O FBI, equivalente americano à Polícia Federal, encaminhou a denúncia ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que direcionou o material à Polícia Civil do Espírito Santo. As informações foram enviadas, então, à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos do Espírito Santo, que realizou a prisão em cumprimento a mandados judiciais. O delegado Ícaro Olímpio disse que o homem negou a acusação, mas foi detido com base no histórico de conversas com o ChatGPT fornecido pela OpenAI. "Nós tivemos elementos o suficiente para poder prevenir esse crime grave que estava prestes a acontecer", afirmou. "Temos convicção de que nós evitamos o que seriam atos de extrema violência".

Aplicativo da Uber conta com botão de alerta para motoristas e passageiros O Banco do Brasil e a Uber anunciaram nesta sexta-feira (26) uma parceria para oferecer benefícios extras aos motoristas da plataforma que financiarem veículos por meio do Programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos. A parceria prevê o pagamento de cashback a cada 12 parcelas quitadas em dia. O benefício é calculado de forma progressiva e pode chegar ao equivalente a 3,5 parcelas do financiamento, dependendo do valor contratado, do prazo e da pontualidade nos pagamentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na prática, o incentivo reduz ainda mais o custo do financiamento, somando-se às taxas de juros mais baixas oferecidas pelo programa. Ao todo, a linha de crédito disponibiliza até R$ 30 bilhões para o setor. Desse total, pelo menos R$ 3 bilhões são reservados para mulheres e outros R$ 3 bilhões para taxistas. Durante o lançamento do programa, no início deste mês, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a parcela do financiamento pode ser equivalente à metade do valor pago na locação de um veículo. “Quem eventualmente financiar R$ 100 mil para comprar um carro desse valor, hoje, paga em torno de R$ 4.200 por mês pela locação de um veículo de até R$ 100 mil. Financiando em até 72 meses, a parcela ficará em R$ 2.500”, disse. Quem tem direito? Para ter direito ao benefício, é preciso financiar um veículo novo pelo Banco do Brasil, manter as prestações em dia e realizar, em média, pelo menos 240 viagens por mês pela plataforma da Uber. Como funciona o Move Brasil O Programa Move Brasil permite financiar veículos novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos elétricos, híbridos, flex e movidos a etanol. O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses, com carência de até seis meses. As taxas de juros partem de 0,91% ao mês para mulheres e de 0,99% ao mês para homens, o que amplia as possibilidades de renovação da frota com veículos mais eficientes e de menor impacto ambiental. Veja o passo a passo de como participar: Cadastro e consentimento: cadastre-se na plataforma oficial do governo clicando aqui e autorize que sejam avaliadas suas informações pessoais, elas são necessárias para verficar se você atende aos requisitos do programa; Confirmação da participação: depois, em até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma, você será informado se atende ou não aos requisitos. Segundo o MDIC, a aprovação do cadastro na plataforma não garante à linha de financiamento, estando sujeito à análise de crédito dos bancos; Solicitação de financiamento: se você recebeu uma confirmação de participação do programa, já pode procurar os bancos com quais tenha relacionamento. Carro de Uber, aplicativo, transporte Erik Mclean/Pexels

A bandeira tarifaria para o mês de julho será a amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (26). Com isso, a conta de luz dos brasileiros continua com o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevados", afirmou a agência reguladora. Como funciona o sistema de cores Agora no g1 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Conta de luz Neoenergia Elektro

Banco Central muda regras do Pix por aproximação O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025 em comparação ao ano anterior, totalizando 30,1 bilhões de operações. Os dados são da nova Pesquisa de Tecnologia Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta sexta-feira (26). O número é quase três vezes maior do que o de pagamentos de contas, que somaram 9,9 bilhões de transações no período — um aumento de 99% em relação a 2024. Veja a evolução dos demais meios de pagamento nos canais digitais: Cartão de crédito: cresceu 2%, para 2,14 bilhões de transações; Cartão de débito: cresceu 20%, para 60 milhões de operações; Transferências/TED: caíram 8% no período, para 960 milhões de operações. A pesquisa também mostra que 83% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, como aplicativos de celular e internet banking. Apenas pelo celular, o volume de operações cresceu 169% nos últimos cinco anos, alcançando 187,5 bilhões de transações. Bancos intensificam investimentos em inteligência artificial O aluguel de equipamentos de TI é uma das soluções mais procuradas pelos clientes Amazoncopy Inteligência Artificial Entre as prioridades tecnológicas apontadas pelas instituições financeiras, a cibersegurança aparece no topo da lista, citada por 100% dos bancos participantes da pesquisa. Em seguida vêm computação em nuvem (84%), inteligência artificial generativa (84%), inteligência artificial (80%), blockchain (32%) e computação quântica (8%), área multidisciplinar que reúne conceitos de física, matemática e ciência da computação. Apesar do interesse crescente, o estudo aponta que cerca de 60% das instituições ainda estão nas fases iniciais de adoção da inteligência artificial. No caso da IA generativa, esse número é ainda maior, o que mostra que os bancos ainda estão testando a tecnologia e aprendendo como aplicá-la no dia a dia. Segundo a pesquisa, esse cenário indica que o uso dessas ferramentas deve crescer bastante nos próximos anos, marcando uma nova fase de evolução tecnológica no setor bancário. Os investimentos em tecnologia cresceram 58% nos últimos cinco anos. Para 2026, a expectativa é de um aporte de R$ 50,1 bilhões, valor 8% superior aos R$ 46,8 bilhões investidos em 2025. A expansão também deve impulsionar o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, a expectativa é de crescimento médio de 22% na demanda por profissionais de tecnologia da informação (TI), indicando um aquecimento do setor. Como registrar uma chave PIX PIX Divulgação A chave PIX funciona como uma espécie de "apelido" da conta bancária, permitindo identificar o destinatário de uma transferência sem a necessidade de informar todos os dados bancários. O cliente pode cadastrar como chave o CPF ou CNPJ, o número do celular, um endereço de e-mail ou uma chave aleatória (EVP). O cadastro facilita o envio e o recebimento de dinheiro, tornando as transações mais rápidas e práticas, mas não é obrigatório. "Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo sem uma chave PIX, será preciso informar todos os dados bancários do destinatário para realizar a transação", informa a Febraban. Os quatro tipos de chaves PIX disponíveis são: CPF ou CNPJ; Endereço de e-mail; Número de telefone celular; Endereçamento Virtual de Pagamentos (EVP): sequência alfanumérica de 32 caracteres gerada pelo Banco Central, que permite realizar transações sem a necessidade de compartilhar dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail, com terceiros.

O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado publicou nesta sexta (26) uma resolução com regras para o trabalhador com carteira assinada dar, como garantia, recursos de sua conta vinculada no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obter crédito com desconto em folha de pagamento — o chamado Consignado CLT. Anunciada desde o início da modalidade, em março do ano passado, a regulamentação e a adequação de sistemas para uso do FGTS como garantia demorou 15 meses para entrar em vigor, às vésperas do período eleitoral. 🔎 Com a regulamentação, os trabalhadores poderão usar até 10% do saldo do FGTS como garantia e até 100% da multa rescisória na demissão sem justa causa – o que equivale a 40% dos depósitos feitos na conta vinculada. Também poderão usar como garantia 35% das verbas rescisórias (proporção de salários, férias, 13º e outras verbas previstas). 🔎 Os empréstimos são descontados da remuneração mensal do trabalhador, respeitado o limite legal da margem consignável (de até 35% da renda líquida para empréstimos e financiamentos). ➡️A novidade já está disponível na Carteira de Trabalho Digital. Nos aplicativos das instituições financeiras, a possibilidade de uso do FGTS como garantia será liberada à medida em que as instituições forem aderindo e se habilitando. Quando a operação for contratada na Carteira de Trabalho Digital, o banco tem que, necessariamente, fazer uma proposta de crédito no qual o valor da corresponda a 100% da garantia dada. Quando a operação for contratada nos aplicativos dos bancos, as instituições têm que, necessariamente, fazer uma proposta de crédito no qual o valor da corresponda a 50% da garantia. Carteira Digital do trabalhador Reprodução ➡️Entidades de defesa do consumidor, como o Procon SP e o Idec, entretanto, pedem cautela com o uso do FGTS como garantia (veja mais aqui). Juros limitados ➡️A taxa de juros destas operações está limitada a 1,99% ao mês, valor que está é quase metade da média de taxa de juros cobrada em abril (nas operações sem garantia do FGTS). Veja as taxas de juros cobradas em abril mais abaixo nessa reportagem. "Nos dois canais de acesso (carteira digital ou aplicativos dos bancos), o limite de juros é de 1,99% ao mês. Na CTPS, o trabalhador está autorizando todas instituições, e não é só o banco no qual o trabalhador tem clientela, a oferecer proposta. Há cerca de 100 instituições habilitadas", afirmou Carlos Augusto Gonçalves Júnior, secretário de Proteção ao Trabalhador do Ministério do Trabalho. "Funciona como um leilão reverso (com cada banco oferecendo suas propostas e condições). Ele vai escolher em até 24 horas e fecha a autorização. Vai para o ambiente do canal próprio, assina o contrato, que é averbado na plataforma em até 7 dias", explicou ele. Agora no g1 Segundo o governo, a ideia é que a garantia do FGTS barateie os juros cobrados nesta operação, uma vez que os bancos terão mais segurança ao conceder os empréstimos. "A iniciativa busca ampliar a concorrência entre as instituições financeiras e favorecer a oferta de crédito com juros mais baixos, além de contribuir para a redução da inadimplência nas operações de crédito consignado", informou o Ministério do Trabalho. ➡️Em 15 meses de funcionamento, o Consignado CLT viabilizou mais de R$ 130 bilhões para 10 milhões de trabalhadores com contratos ativos, dos quais quase R$ 110 bilhões em novos contratos. A diferença são contratos antigos que migraram para a nova plataforma. Comparação com aposentados e servidores Sem a regulamentação do uso das garantias, a taxa de juros média da modalidade ao setor privado operou, durante esse primeiro ano de vigência, no dobro dos empréstimos consignados aos servidores públicos e aos aposentados e pensionistas. ➡️Em abril deste ano, última informação disponibilizada pelo Banco Central, o juro do consignado CLT somou 3,79% ao mês, contra 1,8% ao mês dos aposentados e 1,8% ao mês dos servidores públicos. Mas a taxa do empréstimo da linha CLT ao setor privado ficou menor do que o cheque especial (7,61% ao mês) e cartão de crédito rotativo (14,95% ao mês), ambos registrados também em abril. De acordo com ranking disponibilizado pelo Banco Central, em sua página na internet, entre 28 de maio e 3 de junho, a taxa de juros da modalidade aos trabalhadores do setor privado varia de 1,61% a 5,62% ao mês. ➡️ As taxas médias divulgadas pelo BC não garantem que esse será o juro final para os trabalhadores. O valor efetivo dependerá da análise de risco feita pelas instituições financeiras, considerando fatores como garantia oferecida, tempo de trabalho e histórico de crédito. ➡️ Especialistas recomendam que os trabalhadores pesquisem amplamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, incentivando a concorrência entre os bancos antes de contratar um empréstimo. "A utilização do FGTS como garantia cria uma camada adicional de segurança para as operações e tende a tornar o mercado mais competitivo. Quando o risco diminui, existe espaço para condições mais favoráveis ao consumidor", avaliou Alexandre Matos, CEO da Vip Promotora. Entidades recomendam cautela Entidades de defesa do consumidor, entretanto, recomendam cautela ao trabalhador ao oferecer parte de seu FGTS como garantia a empréstimos bancários. A Proteste, por exemplo, lembra que, ao utilizar o FGTS como garantia, o trabalhador pode comprometer seus direitos trabalhistas sem perceber. ➡️Pelas regras, os bancos que ofertarem crédito consignado aos trabalhadores do setor privado, os celetistas, com uso do FGTS como caução poderão executar essas garantias no caso de demissão sem justa causa, ou seja, pegar os valores. "Em caso de demissão, as verbas rescisórias podem não cobrir o valor total da dívida. Por isso, tome bastante cuidado", orienta a Proteste (Instituto de Defesa do Consumidor). Especialistas do Procon de São Paulo reforçam que os interessados precisam compreender muito bem as regras desta nova modalidade e avaliar a real necessidade do empréstimo, analisando se a contratação não irá comprometer o orçamento e gerar uma situação de endividamento. “Esta retenção de parte do FGTS como garantia para um empréstimo mais barato, deve ser bastante planejada pelo consumidor, para que não se torne uma dificuldade, já que para os trabalhadores da iniciativa privada o Fundo representa uma reserva financeira estratégica”, alertou Luiz Orsatti Filho, diretor Executivo do Procon-SP, no ano passado. ➡️O Ministério do Trabalho, por sua vez, explicou que a utilização das garantias é facultativa e depende exclusivamente da decisão do trabalhador, que poderá escolher se deseja ou não utilizar parte de suas verbas rescisórias e do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas operações de crédito. Também caberá ao trabalhador definir quando e quanto deseja comprometer. "O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforça que a medida não representa saque automático do FGTS nem cria novos descontos imediatos para o trabalhador. Os recursos permanecem depositados na conta vinculada e somente poderão ser utilizados como garantia nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, respeitando os limites autorizados em lei", informou o governo. O empréstimo consignado CLT pode ser consultado no app Carteira de Trabalho Digital Pegatroco/Divulgação

Mais de 2,5 mil famílias podem perder desconto na conta de luz A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta-feira (26), uma nova regulamentação para o mercado de gás natural. As regras permitem que diferentes empresas negociem o uso de estruturas essenciais do setor, como terminais de gás natural liquefeito (GNL), gasodutos e unidades de processamento, em condições iguais de acesso. Na prática, a medida pode aumentar a competitividade do mercado de gás nos próximos anos e, indiretamente, beneficiar o consumidor. Embora o uso residencial esteja concentrado no gás encanado, o principal impacto deve ocorrer na indústria, que utiliza o gás natural como fonte de energia. Com custos menores de produção, parte desse ganho pode chegar ao consumidor ao longo do tempo. 🔎 A mudança busca aumentar a concorrência no mercado de gás ao facilitar o acesso de novas empresas a essa infraestrutura, hoje concentrada nas mãos de grandes agentes do setor. Com mais competição, o mercado pode se tornar mais eficiente. O efeito, porém, não é imediato nem significa uma redução automática nas tarifas. "Essa sempre foi uma infraestrutura muito concentrada, então essa abertura de fato aumenta a concorrência. Porém, essa medida regulatória deve levar algum tempo para chegar ao bolso do consumidor", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar. O especialista compara a lógica da medida à privatização do setor de telecomunicações, em que os serviços ficaram mais baratos após o aumento da concorrência. A regulamentação coloca em prática um trecho da Nova Lei do Gás, sancionada em 2021, e faz parte de um conjunto de medidas para reduzir a concentração do mercado e estimular a entrada de novos investidores. Entre as empresas que operam parte dessa infraestrutura estão Petrobras, Eneva e GNA. A Petrobras também participa da rede de escoamento da produção de gás em parceria com Shell, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, além de operar unidades de processamento. Segundo a ANP, a nova regra estabelece critérios para tornar o acesso a essas estruturas mais transparente e garantir condições iguais a todos os interessados. Antes de ser aprovada, a proposta passou por análise de impacto regulatório, consulta pública e audiência pública. O que muda? Decreto pretende fomentar cadeia de petróleo e gás natural em Sergipe ASN Entre as principais mudanças está a exigência de que as empresas que administram terminais de gás mantenham separadas, na contabilidade, as atividades de operação desses terminais das demais atividades do grupo. A norma também estabelece regras para a negociação do uso dessa infraestrutura, define quais informações deverão ser divulgadas aos interessados e cria mecanismos para evitar que parte da capacidade fique ociosa enquanto outras empresas não conseguem acesso. A agência também informou que dará preferência à mediação e à conciliação para resolver conflitos entre empresas durante as negociações. Esta é a primeira regulamentação da ANP sobre o tema. Uma segunda norma ainda será publicada para definir como serão solucionados os conflitos relacionados ao acesso às infraestruturas essenciais do setor.

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (26) impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos de qualquer país que passe a cobrar imposto sobre serviços digitais de empresas americanas. "Diversos países europeus vêm discutindo a implementação iminente de um Imposto sobre Serviços Digitais para empresas americanas. Alguns desses países estão perto de realmente fazer isso", comentou em sua rede social Truth Social. "Que esta declaração sirva para deixar claro que qualquer país que imponha tal imposto será imediatamente alvo de uma tarifa de 100%. [...] Essa tarifa se sobreporá a acordos comerciais feitos com o país, tenham eles sido implementados, assinados ou não", declarou. Segundo ele, a tarifa será imediatamente imposta, caso algum implemente impostos sobre serviços digitais. Trump pode declarar apoio público a Flávio Bolsonaro Na semana passada, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que não cederia à pressão de Donald Trump nem revogaria o imposto sobre serviços digitais cobrado das gigantes americanas de tecnologia. Antes de viajar para a cúpula do G7, Trump havia advertido que os Estados Unidos "não teriam outra escolha" a não ser impor tarifas de 100% sobre os vinhos franceses caso Paris não eliminasse esse imposto. A França aplica, desde 2019, uma alíquota de 3% sobre a receita obtida com serviços digitais por empresas que faturam mais de 25 milhões de euros no país e mais de 750 milhões de euros em todo o mundo.

Rei Charlles III, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordesda Grã-Bretanha, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordes CHRIS JACKSON / POOL / AFP O rei Charles III tornou-se o primeiro monarca britânico a divulgar publicamente quanto pagou em impostos. Desde que assumiu o trono, em setembro de 2022, ele desembolsou cerca de 30 milhões de libras (aproximadamente R$ 207,5 milhões), provenientes de suas receitas privadas. O dado faz parte de um conjunto de informações que ajudam a entender como a família real britânica se financia: uma combinação de recursos públicos, rendimentos de propriedades históricas e fortunas pessoais. Dotação anual A Sovereign Grant é a principal verba pública destinada ao rei para custear suas funções oficiais. Ela cobre: manutenção das residências reais salários de funcionários viagens oficiais do monarca e membros da família real em representação da Coroa Entre 2025 e 2026, o valor foi de cerca de US$ 174,5 milhões (aproximadamente R$ 905,4 milhões). Para 2026-2027, a previsão subiu para US$ 182 milhões (cerca de R$ 944,3 milhões), impulsionada principalmente pelas obras de renovação do Palácio de Buckingham. Já para 2027-2028, a dotação deve cair para US$ 132 milhões (cerca de R$ 685 milhões). No mesmo período, os custos com pessoal aumentaram cerca de US$ 44,5 milhões (aproximadamente R$ 230,9 milhões). Entre as viagens mais caras recentes estão: a visita de três dias do príncipe William à Arábia Saudita a viagem de quatro dias do rei Charles III e da rainha Camilla à Itália Os custos de segurança, no entanto, não entram na Sovereign Grant e são pagos separadamente pelo governo. Cálculo da atribuição A Sovereign Grant é vinculada ao desempenho financeiro do Crown Estate, o patrimônio imobiliário da Coroa. O valor corresponde atualmente a 12% dos lucros gerados dois anos antes, percentual que pode ser revisado ao longo do tempo. Nos últimos anos, o aumento da dotação foi impulsionado por receitas extraordinárias, especialmente com o arrendamento de áreas marítimas para parques eólicos. Crown Estate: o patrimônio da Coroa O Crown Estate é uma empresa pública independente que administra um vasto portfólio imobiliário da monarquia. Ele inclui: imóveis em áreas nobres de Londres terras rurais zonas costeiras o Castelo de Windsor direitos sobre o fundo do mar na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte O patrimônio é estimado em cerca de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 114,1 bilhões). Embora associado à Coroa, o Crown Estate não pertence ao monarca como propriedade privada. Ele também não pode ser vendido nem administrado diretamente pela família real. No ano encerrado em março de 2026, o fundo registrou lucro líquido de US$ 643 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), queda em relação ao ano anterior. Na Escócia, os ativos são administrados separadamente pelo Crown Estate Scotland, com receitas destinadas ao governo escocês. Rendas dos ducados Além dos recursos públicos, a família real recebe rendimentos privados dos chamados ducados: Ducado de Lancaster: rendeu ao rei cerca de US$ 33,3 milhões (R$ 172,7 milhões) Ducado da Cornualha: rendeu ao príncipe William cerca de US$ 28,5 milhões (R$ 147,8 milhões) Esses patrimônios históricos geram receita principalmente por meio de aluguel de terras agrícolas e imóveis comerciais e residenciais. Apesar de não administrarem diretamente os bens no dia a dia, o rei e o herdeiro definem diretrizes e aprovam decisões estratégicas. Os ducados também não podem ser vendidos. O vice-almirante Sir Tony Johnstone-Burt, mestre da casa do Soberano, segura um pequeno ventilador a bateria para o rei Carlos III da Grã-Bretanha durante uma recepção da Semana do Clima de Londres CHRIS JACKSON / POOL / AFP Impostos pagos pelo rei Desde 1993, o monarca britânico passou a pagar impostos voluntariamente sobre rendas privadas, prática iniciada no reinado de Elizabeth II. Embora não haja obrigação legal, o gesto é considerado uma forma de transparência. Desde a morte da rainha Elizabeth II, Charles III e o príncipe William declararam ter pago, juntos, cerca de US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 342,5 milhões) em impostos. A divulgação ocorre em meio a maior escrutínio público sobre as finanças da monarquia, especialmente após debates sobre gastos com reformas de palácios.- Fortuna pessoal - Os membros da família real também possuem patrimônio pessoal. O rei é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas de sua mãe. Os bens transmitidos diretamente de um monarca ao seu sucessor estão isentos do imposto sobre sucessões. Agora no g1 Fortuna pessoal Além dos recursos institucionais, membros da família real possuem bens privados. O rei Charles III, por exemplo, é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas da rainha Elizabeth II. Esses bens, quando transferidos entre monarcas, são isentos de imposto sobre herança. Familia real britânica a caminho da cerimônia de Natal na Igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham AP Photo/Jon Super

Foto Pexels Antes de investir em um minhocário, vale a pena conhecer as técnicas de criação e manejo desses animais. Pensando nisso, a Embrapa disponibiliza gratuitamente um guia para quem deseja iniciar na atividade. A publicação reúne informações sobre os principais modelos de minhocários, a espécie de minhoca mais indicada para a produção de húmus e dicas de alimentação e manejo dos animais. O material também explica como produzir húmus, um adubo orgânico de alta qualidade obtido a partir da decomposição da matéria orgânica pelas minhocas. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos

Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram No início, era apenas uma ideia. Mas ela não saía da cabeça dele, então Juan Manuel Sosa pegou uma caneta e rabiscou possíveis rotas em seu pequeno caderno. Etapas, distâncias, pernoites. Ver Lionel Messi ao vivo em um estádio, talvez na sua última Copa do Mundo de 2026? Talvez em Dallas, no estado do Texas? ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quando ficou claro que a seleção argentina disputaria dois jogos da fase de grupos lá, Juan ficou empolgado. Ingressos? Ele não tinha. Apenas uma Kombi convertida em uma casa sobre rodas. E uma rota que, de alguma forma, também passava pela América do Norte. Casa sobre rodas: uma Kombi de 1981 Até aquele momento, ele e sua esposa Pam já haviam viajado por 16 países da América Latina. De sua cidade natal, Buenos Aires, partiram primeiro para o ponto mais ao sul da Argentina: Ushuaia — a cidade conhecida também como "o Fim do Mundo". E de lá seguiram novamente rumo ao norte, passando por Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México. Destino final: o estado do Alasca, nos EUA. "Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel", brinca Juan. Afinal, eles já estão há oito anos na estrada com seu motorhome. Dois dias antes de iniciar a viagem, os dois se casaram e cancelaram o contrato de aluguel do apartamento em Buenos Aires. Desde então, é uma aventura sobre quatro rodas, que atravessou inúmeros desafios, desde simples avarias até a pandemia de COVID. Agora no g1 Mas Juan confia profundamente na engenharia alemã. Quando o veículo falha, solta fumaça ou engasga, ele mesmo geralmente pega as ferramentas e vira um mecânico autodidata. A perua Volkswagen foi batizada de "Rumba": tipo T2, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, ano 1981. Modelos mais antigos assim já são cultuados. A "Rumba" é equipada com uma pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel. Na parte frontal do para-brisa, um adesivo de Messi, daqueles de álbum de figurinhas. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram 80 mil quilômetros rodados "Conversamos muito com a Rumba. Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança", diz Pam. "Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos." Quando chegaram pontualmente para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, já tinham, rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem. Ambos deixaram seus empregos: Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa. Eles financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão e através de algumas publicações patrocinadas nas redes sociais, que também trazem algum retorno financeiro. "Viagens assim também trazem dificuldades, não quero romantizar", diz Pam. "Mas apreciamos a liberdade." Isso inclui mudanças de planos. Ao chegar ao Tampão de Darién, uma região perigosa entre Colômbia e Panamá formada por pântanos, floresta densa e montanhas, precisaram pegar uma balsa. Não há estradas ali. A espontaneidade é a regra para o casal: quando a Copa do Mundo de 2022 aconteceu no Catar, eles estavam no Paraguai, mas voltaram temporariamente para casa para celebrar o título da Argentina. "Foi uma loucura", diz Juan. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram Ingressos inesperados para a Copa Na verdade, eles planejavam já estar no Alasca em junho de 2026. Mas o segundo jogo do grupo da Argentina contra a Áustria em Dallas nunca saiu do caderno de Juan. Eles desaceleraram um pouco e eis que, no último domingo (21/06), estavam ali, no grande encontro dos torcedores argentinos, um dia antes do jogo, em um parque no centro de Dallas. Alguns americanos, que desciam de SUVs com ar-condicionado sob 35 graus, observavam curiosos. A Kombi azul-claro chamava muita atenção, e fãs de futebol perguntavam o tempo todo sobre a viagem. Um desconhecido achou a história tão incrível que convidou os dois espontaneamente para o jogo – ele tinha dois ingressos sobrando. "Achei que ele estava brincando", diz Pam. Mais tarde, descobriram que ele também era argentino, trabalhava nos EUA e tinha contatos com o clube de Messi na Major League Soccer, o Inter Miami. No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, mas depois ainda marca dois gols durante o jogo e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. É um dia histórico: com 18 gols em Copas, Messi supera Miroslav Klose (16) e se torna o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. "Fico arrepiada só de pensar", conta Pam dias depois. "Foi simplesmente mágico", diz Juan. Seu caderno já está guardado novamente na Kombi. Ele cuida dele como um tesouro — para as próximas ideias de viagem. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram

Veja a cronologia do conflito entre Michelle e filhos de Jair Bolsonaro A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro deu sinal de que faria uma publicação crítica à aliança da campanha do senador Flavio Bolsonaro com Ciro Gomes, no Ceará, e chegou a ser procurada pelo enteado na manhã de quarta-feira (24), antes de divulgar os vídeos. No início da tarde de segunda-feira (22), Michelle fez uma postagem na rede social X anunciando o vídeo que publicaria no Instagram: "Nunca foi para tirar o PT, e sim por projeto de poder: já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publica-lo em breve", escreveu ela na publicação, sobre uma reprodução de entrevista de Ciro Gomes com título "Os dois sao iguais", em que o candidato ao governo do Ceará equipara Lula a Bolsonaro e os filhos. Post de Michelle publicado na segunda-feira (22/6) às 14h Reprodução Segundo duas fontes da campanha de Flávio, o senador foi alertado e ligou na manhã de quarta-feira (24) para Michelle, mas a esposa do pai não respondeu. Horas depois, veio o vídeo em duas partes em que Michelle relata que Flávio a humilhou e teria dito que ela "chegou ontem" e "não entende de política". Os vídeos foram publicados no Instagram na quarta por volta de 16h30. Outra fonte próxima da família diz que Jair Bolsonaro sabia que Michelle gravaria um vídeo em defesa própria, mas não tinha conhecimento dos ataques aos filhos, em especial Flávio, pré-candidato à Presidência pelo PL. O vídeo teria sido gravado na sala da presidência do PL Mulher. Michelle Bolsonaro em postagem sobre Flávio Bolsonaro. Reprodução pessoal Flávio pediu desculpas Nesta semana, Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro. A crise envolve divergências dentro do PL sobre a articulação do partido no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone. Na postagem, Flávio diz que Michelle gravou vídeos após não retornar mensagem dele, afirmou estar de "coração aberto" e que não teve a intenção de ofendê-la. "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", afirmou o senador em suas redes sociais. Flávio fez duas publicações: um texto no X (ex-Twitter), na quarta-feira (24), e, nesta quinta-feira (25), publicou um vídeo com a mesma mensagem no Instagram. A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha.

O rei Charles III durante um almoço com autoridades no Palácio de Buckingham. TOBY MELVILLE / POOL / AFP O rei Charles III pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o monarca pagou 11,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 80,3 milhões). Essa é a primeira vez que o pagamento de impostos pessoais do rei é divulgado. Segundo o Palácio de Buckingham, o valor pago por Charles III desde sua ascensão ao trono já ultrapassa os 30 milhões de libras (R$ 205,9 milhões), o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado. Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo) Agora no g1 Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança. A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios. Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido. O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete. Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca. De onde vem a fortuna do rei e da família real? Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões). O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026. Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos. Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra. O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza. Outras rendas privadas O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda. Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate. A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões). *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press.
Segundo o Financial Times, a União Europeia estuda impor uma taxa para a exportação de sucata de alumínio. A medida busca prevenir a saída desse metal valioso para os Estados Unidos e países da Ásia.
A reportagem do periódico britânico diz que, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o plano prevê a cobrança de uma taxa de 15% sobre a exportação do material.
Agora no g1
Esta será a primeira vez que serão aplicadas cobranças sobre mercadorias que saem do bloco econômico. A previsão é que as taxas entrem em vigor no dia 9 de setembro. A proposta precisa ser aprovada por uma maioria dos estados-membros da União Europeia.
Segundo a reportagem, a associação European Aluminium, que representa os produtores, informou que as exportações de sucata de alumínio da União Europeia atingiram o recorde de 1,27 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma alta de cerca de 50% desde 2019. A maior parte do volume foi destinada para a Índia e para a China.

Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE. O índice representa estabilidade em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões). Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Apesar da estabilidade, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Segundo o instituto, o cenário indica continuidade de um mercado de trabalho estruturalmente forte, com boa capacidade de absorção de mão de obra. “A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre. Ainda assim, atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,6% Taxa de subutilização: 13,3% População desocupada: 6,1 milhões População ocupada: 102,7 milhões População fora da força de trabalho: 66,5 milhões População desalentada: 2,4 milhões Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,0 milhões Trabalhadores informais: 38,3 milhões De acordo com o IBGE, a população ocupada chegou a 102,7 milhões. O total representa leve alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com 840 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,6%, com variação de 0,2 ponto percentual no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável no ano (58,6%). A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,1 milhões no trimestre encerrado em maio, com queda de 5,7% no trimestre. Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,5 milhões de pessoas. O contingente ficou estável no trimestre, mas cresceu 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado (mais 1,1 milhão de pessoas). Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,4 milhões. O número representa queda de 10,2% no trimestre e 14,6% no ano. 🔎 Para o IBGE, o desalentado é alguém que está desempregado há muito tempo, já enviou currículos sem resposta e passa a acreditar que não vai conseguir emprego — então para de procurar. Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,2%, com queda de 0,3 ponto percentual no trimestre e de 0,4 ponto percentual no ano (2,6%). Taxa de subutilização atinge menor nível da série histórica Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de pessoas com dificuldade para conseguir trabalho ou que estão em empregos abaixo do desejado caiu para 13,3%, o menor nível da série histórica, segundo o IBGE. O indicador recuou em relação ao trimestre anterior (14,1%) e também caiu na comparação com o ano anterior (14,9%), mostrando melhora no aproveitamento da mão de obra. De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a queda recorde na subutilização mostra que “esse colchão de trabalhadores que pode ser absorvido pelo mercado está diminuindo cada vez mais”. “A taxa de subutilização de 13,3% mostra que esse grupo de reserva está se esgotando. Isso porque havia um contingente muito maior de pessoas nessa condição durante a pandemia, quando chegou perto de 30%”, afirma. “Isso indica que o mercado de trabalho está aquecido. Com menos gente disponível para ser absorvida, a tendência é de pressão por aumento de remuneração e melhoria das condições de trabalho. É uma dinâmica de oferta e demanda.” Esse cenário também aparece em outros dados: o número de pessoas nessa situação caiu para 15,1 milhões, com queda tanto no trimestre quanto no ano. Já quem trabalha menos horas do que gostaria somou 4,1 milhões de pessoas, também em queda. Outro ponto positivo foi a redução do número de pessoas que desistiram de procurar emprego: os chamados desalentados somaram 2,4 milhões, menor que no trimestre anterior e também abaixo do registrado no ano passado. Formalidade x informalidade No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre: 💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, estável no trimestre e no ano; 📄Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, estável no trimestre e na comparação anual; 🧑💻 Trabalhadores por conta própria: 26,0 milhões, estável no trimestre e no ano; 🏠 Trabalhadores domésticos: 5,4 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 328 mil pessoas no ano. Já a taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, praticamente estável em relação aos períodos anteriores, indicando que a fatia de trabalhadores sem carteira ou vínculo formal ainda segue alta no país. Renda no mercado de trabalho A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,8 milhões no trimestre, um aumento de 381 mil pessoas (0,4%) em relação ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O levantamento também mostra melhora na renda do trabalho. O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.726, permanecendo estável no trimestre, mas com crescimento de cerca de 4% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimento, que é a soma de todos os ganhos do trabalho no país, atingiu R$ 377,7 bilhões, também estável no trimestre e maior na comparação anual. Na comparação com o trimestre anterior, o IBGE aponta crescimento em dois grandes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio: alta de 3,0%, o equivalente a mais 177 mil pessoas ocupadas; Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: alta de 3,1%, com mais 591 mil pessoas; Nos demais setores analisados, o levantamento indica que não houve variações significativas no período, mantendo estabilidade na ocupação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,20% nesta sexta-feira (26), cotado a R$ 5,1669. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em alta de 0,76%, aos 173.295 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados do mercado de trabalho de maio foram o destaque da sessão desta sexta-feira. Após a prévia da inflação brasileira indicar alta de preços em junho, os novos dados da Pnad mostraram uma leve queda da taxa de desemprego na comparação trimestral, de 5,8% para 5,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado (6,2%), houve uma queda de 0,6 ponto percentual (p.p.). ▶️ No mercado acionário, o setor de tecnologia seguiu no centro das atenções. Bolsas globais têm sido penalizadas pela queda generalizada dos papéis do setor, em meio a dúvidas sobre a capacidade de retorno dessas empresas e diante dos altos gastos com inteligência artificial. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,03%; Acumulado do mês: +2,47%; Acumulado do ano: -5,86%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,95%; Acumulado do mês: --0,28%; Acumulado do ano: +7,55%. Desemprego e inflação A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE. O índice teve uma leve queda frente ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%. No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma leve queda em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões). Na véspera, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. Os dois indicadores ajudam o Banco Central a definir os próximos passos na condução da taxa básica de juros (Selic). E nos Estados Unidos? Os dados da inflação americana também segue no radar dos investidores, que continuam em busca de novos sinais sobre qual deve ser a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), na próxima reunião de política monetária. Por lá, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Fed, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street encerraram em queda. Investidores seguem atentos às ações de fabricantes de chips, conforme avaliam retornos e gastos em inteligência artificial. O Dow Jones recuou 0,11%, enquanto o S&P 500 teve queda de 0,26% e o Nasdaq Composite registrou perdas de 0,24%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 1,29%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,55% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,21%. Na Ásia, as bolsas da região tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, puxada pela onda de vendas no setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu, 3,03%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,26%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 1,76%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 4,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 5,81%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar Pexels

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A regra amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem comprometer a saúde mental dos empregados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada. Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho. O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas às regras da NR-1 sobre riscos psicossociais.Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias. A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A entidade argumenta que a NR-1 não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, essa falta de objetividade pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras. A decisão também amplia os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições apenas para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade. As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo. Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1 (veja abaixo o que muda). A decisão ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma. Na segunda-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação no STF pedindo que a regulamentação estabeleça critérios objetivos e garanta segurança jurídica para empresas e trabalhadores. Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para proteger a saúde dos trabalhadores e acompanha uma preocupação crescente, no Brasil e no exterior, com os impactos do trabalho sobre a saúde mental. No entanto, em uma análise preliminar, o ministro entendeu que ainda há dúvidas sobre quais condutas são exigidas das empresas e em quais situações elas podem ser punidas. Por isso, determinou a abertura de uma conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. A expectativa é que, nesse período, governo, empregadores e demais participantes discutam formas de tornar as regras mais objetivas, sem reduzir a proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ao fim da conciliação, o processo voltará ao relator para nova análise. Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que "a manifestação da AGU será apresentada nos autos do processo". Já o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a decisão do ministro André Mendonça tem caráter temporário e não afasta a obrigação das empresas de prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Segundo o órgão, a suspensão das multas previstas em dispositivos da NR-1 não altera a proteção à saúde mental dos trabalhadores, garantida pela Constituição, pela CLT e por normas internacionais. O MPT acrescentou que continuará atuando na prevenção e fiscalização desses riscos e orientou as empresas a manterem medidas de identificação, avaliação e prevenção de fatores que possam afetar a saúde mental dos empregados. (veja nota completa abaixo) O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF O que muda? As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais. Ficam suspensas, por 90 dias, multas, autuações e outras sanções baseadas nos dispositivos questionados da norma. Também ficam suspensos, durante esse período, os efeitos de sanções já aplicadas com base nesses dispositivos. A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto. Pressão e adiamento A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas. Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano. Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma. Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1. Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis. Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações. O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista. A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. O que diz o MPT "O Ministério Público do Trabalho (MPT) avalia a decisão do Ministro André Mendonça, na ADPF 1.316, como uma medida de caráter pontual e transitório, que não afasta a proteção jurídica da saúde mental no trabalho nem o dever de prevenção dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A decisão restringe, por tempo determinado, a eficácia sancionatória (multas e interdições pela Auditoria-Fiscal do Trabalho) de dispositivos específicos da NR-1, mas reafirma, de forma expressa, a necessidade de assegurar a máxima efetividade dos direitos fundamentais das pessoas trabalhadoras, entre eles o direito ao meio ambiente laboral seguro e saudável, inclusive sob a perspectiva psicossocial. Na prática, a decisão não compromete a missão do MPT de atuar na prevenção e no enfrentamento de riscos no ambiente do trabalho, aí compreendidos aqueles relacionados à saúde mental. A base normativa que impõe a gestão integral dos riscos é robusta e não se limita à NR-1, achando-se materializada na Constituição Federal, na CLT e em normas internacionais, especialmente as Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como as de n. 155, 161, 187 e 190. Portanto, a atuação institucional permanece íntegra, por meio dos instrumentos previstos no ordenamento jurídico. É importante acrescentar que o próprio STF reconhece que a NR-1 permanece válida como referência técnica a ser observada pelas organizações e que a fiscalização deve continuar sendo exercida. Além disso, a decisão consigna que a medida cautelar não impede a aplicação de sanções pela própria Auditoria-Fiscal do Trabalho, com fundamento em outras normas que tutelam a saúde e a segurança no trabalho. Nesse cenário, a orientação do MPT é clara: as empresas devem seguir adotando medidas efetivas de identificação, avaliação e prevenção de fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, integrando a proteção da saúde mental aos programas de segurança e saúde no trabalho. Para trabalhadores e trabalhadoras, é fundamental que continuem reportando situações de risco e buscando os canais institucionais de proteção. A tutela jurídica permanece plenamente vigente e exigível. Por fim, o MPT destaca que a decisão do STF reforça a centralidade do direito fundamental ao trabalho em condições seguras e saudáveis, incluindo o aspecto psicossocial, e que continuará atuando de forma técnica e firme para assegurar a efetividade desse direito". Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

O Ministério da Fazenda vai impor regras para a exibição de propagandas de casas de aposta, as chamadas bets, durante transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2026. Pela nova norma, qualquer propaganda de bet durante a Copa ou após as partidas terá que incluir mensagens de conscientização no final da veiculação, em um formato semelhante às propagandas de bebidas alcóolicas. Por exemplo: "jogue com responsabilidade", "apostas são atividades com riscos de perdas financeiras", "apostar pode causar dependência", "saiba quando apostar e quando parar", ou "aposta é assunto para adultos". A determinação tem como base uma definição do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). As restrições estarão em vigor já na segunda fase da competição, que começa no domingo (28), segundo a Fazenda. A seleção brasileira estreia no mata-mata contra o Japão na segunda-feira (29) às 14h França x Noruega e Espanha x Uruguai: veja os jogos de hoje e onde assistir Brasil garante liderança do Grupo C da Copa do Mundo Segundo informações do Ministério da Fazenda obtidas pela GloboNews, as novas normas serão publicadas em formato de medida provisória (MP) da Presidência da República. Em conversa com jornalistas reunidos em Pequim, nesta sexta-feira (26), o ministro Dario Durigan afirmou que a pasta ianda estuda outras medidas para limitar a quantidade de propaganda de apostas durante os jogos. No entanto, ele não detalhou o conteúdo das restrições, que ainda estão em fase de estudo. Limitação a bets ilegais Na última sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal. O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais aqui). Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC O que diz o Conar Segundo a instituição, as propagandas de apostas deverão ser veiculadas de forma socialmente responsável, por se tratar da divulgação de um serviço com restrições de uso e inadequado para determinados públicos. O texto proíbe que as peças publicitárias, por meio de textos, imagens ou slogans, incentivem a prática de apostas, estimulem o jogo excessivo, a repetição contínua ou comportamentos considerados irresponsáveis. As regras também determinam que a publicidade dê atenção especial à proteção de crianças, adolescentes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade.

Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26). A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global. Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país. Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente. No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia. O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor. Acordos e tarifas No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas. Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome. A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm. Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa. As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea. "Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada. A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação". A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho. "Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025

Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo. A empresa também era investigada no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por ter relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. (entenda mais abaixo) Na prática, isso significa que a instituição terá suas atividades encerradas sob supervisão do BC, sem passar por um processo de recuperação convencional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a autoridade monetária, a medida foi tomada porque a empresa apresentava uma situação financeira comprometida e teria cometido graves violações das normas que regulam o funcionamento de instituições do setor. O Banco Central informou ainda que continuará investigando o caso para apurar responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outros órgãos competentes. Agora no g1 Além disso, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Sefer ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira. Apesar da decisão, o BC destacou que a Sefer tem participação pequena no Sistema Financeiro Nacional. A instituição está enquadrada no segmento S4, destinado a empresas de menor porte, e representa menos de 0,0004% dos ativos do sistema financeiro e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros. Procurada, a Sefer não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. O que é a Sefer Investimentos? Fundada em 1994 e controlada pela holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., a Sefer Investimentos atua no mercado financeiro oferecendo serviços como administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos. Em seu site institucional, a empresa afirma ter mais de 30 anos de atuação e prestar serviços para dezenas de fundos de investimento, além de administrar US$ 22 bilhões em ativos (o equivalente a R$ 114,2 bilhões). A distribuidora é associada à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) desde 2005 e afirma seguir códigos de autorregulação do mercado de capitais. A entidade, porém, registra que a instituição já foi alvo de um procedimento de apuração de irregularidades encerrado em 2017. Sefer foi alvo da Operação Compliance Zero Antes de ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, a Sefer Investimentos esteve entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano. A investigação apura a suposta participação de fundos e corretoras de investimento em um esquema de fraude bilionária que teria sido liderado pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, todos os investigados negaram ter cometido irregularidades. Em nota divulgada à época, a Sefer também afirmou que não havia praticado qualquer ato ilícito e declarou atuar exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios. Além disso, a empresa apareceu como uma das principais credoras citadas no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor. O conglomerado informou dever cerca de R$ 430 milhões à corretora, mas a Sefer contestou essa informação e afirmou que não era credora do grupo.

IBGE Tânia Rêgo/Agência Brasil O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. As oportunidades estão distribuídas em dois editais distintos. O primeiro oferece 8.238 vagas para cargos operacionais e de supervisão de nível médio, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já o segundo reúne 1.414 vagas para funções de qualidade e áreas especializadas, destinadas a candidatos de níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 2.932 a R$ 5.255,40. Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Agora no g1 Em ambos os editais, estão previstas reservas de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas, 5% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As inscrições, assim como as datas das provas, variam conforme o edital. Isso porque cada processo seletivo é organizado por uma banca diferente. Abaixo, veja as principais diferenças entre eles: Resumo das diferenças entre os editais 1º edital: 8,2 mil vagas temporárias Neste primeiro edital, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções para trabalhar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os salários variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além dos benefícios. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do processo seletivo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53. ➡️ VEJA O PRIMEIRO EDITAL COMPLETO O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. A principal diferença deste edital é o perfil dos cargos. As vagas são voltadas principalmente para atividades de coleta de dados, supervisão de equipes, apoio administrativo e suporte tecnológico das operações censitárias. Confira a distribuição das vagas: Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem: ter pelo menos 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos homens; possuir aptidão física e mental para o exercício da função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. A prova objetiva terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato no ato da inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE, respeitado o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cronograma 1º de julho — Encerramento das inscrições; 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova; 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva; 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar; 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva; 18 de dezembro — Resultado final da seleção. IBGE: veja cargos, salários, datas e como se inscrever em seleção com mais de 8 mil vagas 2º edital: 1,4 mil vagas temporárias Neste segundo edital, são oferecidas 1.414 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. ➡️ VEJA O SEGUNDO EDITAL COMPLETO Do total de oportunidades, 1.020 vagas são destinadas ao cargo de Analista Censitário e 394 ao de Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função: Agente Censitário de Qualidade (ACQ) — exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932; Analista Censitário (AC) — exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40. Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Os contratados também terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. As vagas para Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo e outras especialidades. Os contratos terão duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade das operações censitárias, até o limite de 48 meses. As inscrições começaram em 17 de junho e seguem até as 23h59 de 15 de julho, pelo site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para Agente Censitário de Qualidade e de R$ 37,50 para Analista Censitário. O edital também prevê isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea que cumpram os requisitos estabelecidos. As provas objetivas terão duração de quatro horas e serão aplicadas em todas as capitais do país e no Distrito Federal no dia 30 de agosto. Os exames serão realizados em turnos diferentes: Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ); Tarde: Analista Censitário (AC). Cronograma 15 de julho — Encerramento das inscrições; 24 de agosto — Divulgação do cartão de convocação da prova; 30 de agosto — Aplicação da prova objetiva; 31 de agosto — Divulgação do gabarito preliminar; 25 de setembro — Resultado definitivo da prova objetiva; 6 de novembro — Resultado final da seleção. IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO

Como a água está transformando o antigo "corredor da miséria" em Goiás "Eu ajoelhei e pedi muito a Deus para que me desse água". A frase da agricultora Júlia Pereira de Andrade resume a realidade que, durante anos, marcou a vida de milhares de famílias no Vão do Paranã, no nordeste de GO. Em um assentamento da reforma agrária em Flores de Goiás, ela passou dois anos sem água dentro da própria propriedade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A gente tinha que sair para buscar água para tomar banho e fazer o uso doméstico. Foram dois anos assim. No momento em que eu consegui perfurar esse poço, que eu vi água dentro da minha chácara, para mim foi o bem maior que Deus me deu", conta. A água que um dia faltou para as necessidades mais básicas hoje irriga pés de maracujá e manga que garantem renda à família. A história de Júlia simboliza a transformação em curso numa região historicamente conhecida como "Corredor da Miséria", apelido associado aos altos índices de pobreza e às secas frequentes. Com investimentos em irrigação, assistência técnica e fruticultura, agricultores familiares do Vão do Paranã estão conseguindo produzir durante todo o ano e mudar a realidade econômica de suas propriedades. E tudo isso por causa de um projeto desenvolvido pela Condevasf (veja reportagem completa acima). Vão do Paranã, no nordeste de Goiás, antes conhecido por muitos como o "corredor da miséria", começa a colher os frutos de um investimento que leva água e tecnologia a pequenos assentamentos da reforma agrária. Globo Rural De corredor da miséria a polo de fruticultura: irrigação transforma vida de agricultores no Vão do Paranã, em Goiás Reprodução Globo Rural Do campo à geladeira: por que há tanto desperdício de alimentos, enquanto milhões passam fome no Brasil 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil

Conheça os principais tipos de mel produzidos no Brasil Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão. 🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária. “O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural. Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos). Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis. Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mel de abelhas com e sem ferrão Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo. Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel. Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga. Os principais tipos de mel Mel de diferentes espécies de abelhas e de diferentes floradas Cristiano Menezes 🐝Méis de abelha sem ferrão Borá Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe. Jataí Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país. Mandaçaia É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste. Tiúba ou Uruçu-cinzenta Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará. 🐝Méis de abelha com ferrão Laranjeira Mel de laranjeira exibido no programa Bem-Estar em 2013 Reprodução/Bem Estar De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Eucalipto De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste. Bracatinga Reportagem especial sobre o mel de bracatinga no programa Globo Repórter (2018). Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil. Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A). Silvestre Quando rotulado como silvestre, significa que o mel é produzido a partir de diversas flores. É encontrado em todo o Brasil, especialmente em apiários próximos a vegetação nativa. Cipó-uva Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais. No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas Pexels/Pixabey De onde vem o que eu como: Mel

Qual iPhone antigo vale mais a pena em 2025? A quinta-feira (25) não está sendo fácil para o consumidor. Duas gigantes da tecnologia anunciaram aumentos significativos nos preços de seus produtos. A Apple elevou os preços de iPads e MacBooks, alegando que já não consegue absorver a forte alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Já a Microsoft, dona da marca Xbox, informou que, a partir de 1º de agosto, os consoles ficarão até 33% mais caros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Apple esclareceu que o reajuste, impulsionado pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial, não afeta o iPhone, principal produto da empresa. Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para competir com modelos mais baratos equipados com Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (cerca de R$ 3.634, sem impostos). Entre os principais reajustes anunciados pela Apple estão: MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A empresa também aumentou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%. MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) Shannon Stapleton/Reuters Xbox também sobe de preço Para os gamers, o reajuste também pesa no bolso. Segundo a Microsoft, os consoles Xbox terão aumento de US$ 100 nos modelos de 512 GB e de US$ 150 nas versões de 1 TB. “Além disso, descontinuaremos o modelo de 2 TB”, informou a empresa em nota. Os novos preços são: Xbox Series S 512 GB: de US$ 399,99 para US$ 499,99 (de cerca de R$ 2.080 para R$ 2.600); Xbox Series S 1 TB: de US$ 449,99 para US$ 599,99 (de cerca de R$ 2.340 para R$ 3.120); Xbox Series X Digital 1 TB: de US$ 599,99 para US$ 749,99 (de cerca de R$ 3.120 para R$ 3.900); Xbox Series X 1 TB (com leitor): de US$ 649,99 para US$ 799,99 (de cerca de R$ 3.380 para R$ 4.160). Os aumentos dão continuidade aos reajustes iniciados no ano passado. Em outubro de 2025, a Microsoft já havia elevado o preço dos consoles entre US$ 20 e US$ 70 nos Estados Unidos. “Infelizmente, os custos de armazenamento e memória para consoles aumentaram mais de 2,5 vezes, e esperamos que eles dobrem novamente até o segundo semestre de 2027”, afirmou a companhia. Jogos online no Xbox Unsplash/Sam Pak O que explica os reajustes? Os anúncios mostram que nem mesmo a Apple, considerada uma referência em eficiência de cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que começa a afetar toda a indústria de eletrônicos. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips voltados à inteligência artificial, como a Nvidia. A estratégia elevou os lucros dessas fabricantes, mas reduziu a oferta de componentes para produtores de computadores, smartphones e outros eletrônicos. “Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido”, afirmou a Apple em comunicado. “Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos.” A Microsoft afirma que a crise também atinge em cheio o mercado de consoles. “Toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual crise de componentes, mas os efeitos são especialmente severos para os consoles”, disse a empresa. Segundo a companhia, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos, os consoles normalmente não são vendidos com lucro, mas por um preço inferior ao seu custo de fabricação.
Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni
O governo brasileiro criou um novo protocolo para tentar manter a carne bovina nacional no mercado da União Europeia.
A medida busca atender às novas exigências do bloco, que passará a cobrar, a partir de 3 de setembro, garantias de que os animais destinados à exportação não receberam antimicrobianos em nenhuma fase da vida.
Sem conseguir comprovar esse requisito até o momento, o Brasil continua fora da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia após essa data.
Para atender à nova exigência, o Ministério da Agricultura publicou, em 29 de maio, uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos.
A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu.
➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos.
Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor ainda está em fase de adaptação e, até o momento, não há propriedades certificadas sob o novo protocolo.
"O protocolo é recente. O que está acontecendo agora é que os produtores estão procurando as certificadoras para iniciar o processo", afirma a entidade.
Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária
No centro da disputa
O principal desafio está na cadeia da carne bovina e envolve a monensina, uma substância amplamente utilizada na alimentação de bovinos confinados.
Em um confinamento no Gama (DF), cerca de 2 mil animais estão na fase final de engorda. Até o abate, cada um deve atingir aproximadamente 500 quilos. Para isso, recebem diariamente uma dieta balanceada, composta por farelo de algodão, derivados de milho e soja, além de suplementos minerais.
É justamente nesse núcleo mineral que costuma estar a monensina.
"Ela é uma aliada nossa porque melhora a conversão alimentar. Sem o produto, a gente não consegue o mesmo ganho de peso", afirma a pecuarista responsável pela propriedade.
Quando utilizada como medicamento, a monensina ajuda a controlar parasitas que causam diarreia, principalmente em bezerros. Na alimentação, porém, sua função é melhorar a eficiência digestiva dos animais.
"Ela reduz a população de bactérias menos eficientes e favorece o desenvolvimento de bactérias benéficas no trato digestivo", explica o médico-veterinário Álvaro de Castro.
Custo e incerteza
A adequação às novas regras exigirá investimentos por parte dos produtores.
"O produtor vai analisar se o prêmio pago por esse mercado compensa o investimento necessário. Se compensar, ele vai atender. Se não compensar, não faz sentido entrar para ter prejuízo", avalia uma pecuarista.
Em Bela Vista de Goiás, a produtora Luana Peixoto engorda cerca de 100 animais destinados à exportação. Entre os principais mercados estão a China e a União Europeia.
Os animais serão abatidos no fim de agosto, mas a pecuarista ainda não sabe se conseguirá embarcar a produção para o bloco europeu.
"Neste momento, a gente ainda não sabe quais serão os próximos passos. Vamos focar no mercado chinês, mas esperamos uma definição dos órgãos brasileiros e da União Europeia", afirma.
Para se adequar às novas exigências, ela terá de substituir a monensina utilizada na alimentação do rebanho e buscar uma nova certificação.
"A gente teria que substituir esse produto que usamos hoje na fazenda e correr atrás desse processo de certificação", diz.
Há alternativas?
Segundo especialistas do setor, existem alternativas à monensina, como óleos essenciais, probióticos e outros aditivos naturais.
A indústria de nutrição animal afirma que já vem se adaptando às exigências internacionais.
"O custo desses produtos é muito próximo ao dos aditivos tradicionais. A eficiência depende muito da dieta, do manejo e do perfil de cada propriedade. É um trabalho que precisa ser planejado para garantir resultados no campo", explica o diretor comercial de uma empresa do setor.
Negociações continuam
Em nota, a Comissão Europeia informou que continua negociando com o Brasil, mas ressaltou que as regras que restringem o uso de antimicrobianos foram definidas em 2023 e que os países exportadores tiveram tempo suficiente para se adequar.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências do bloco e que uma missão técnica europeia deve visitar o Brasil no segundo semestre para avaliar os avanços e concluir o processo de habilitação.
O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar

Gmail e outros serviços do Google apresentaram instabilidade Stephen Phillips via Unsplash O Google começou a permitir no Brasil as mudanças em endereços do Gmail (o que fica antes de "@gmail.com"). A novidade tinha sido liberada em abril para usuários nos Estados Unidos. A opção de mudar endereços chega mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu o executivo, em abril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Usuários que mudarem de endereço no Gmail usarão a nova versão para fazer login em serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas. Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como mudar seu endereço no Gmail Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador e faça o login, se não estiver conectado. Em testes do g1, a página apresentou o botão "Alterar e-mail da Conta do Google". Basta clicar sobre ele, digitar o novo endereço no campo "Nome de usuário" e selecionar "Mudar o e-mail". Durante a mudança, é preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém. E, se ela não estiver disponível para você, o Google informará que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta". Mudança de endereço do Gmail Reprodução Com a alteração, você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e poderá ser usado para acessar a sua conta. O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses. Como mudar nome no Gmail Para continuar com seu endereço de e-mail, mas mudar como outras pessoas veem o seu nome, siga estes passos: Acesse o Gmail pelo computador; Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito); Clique em "Ver todas as configurações"; Selecione "Contas e importação" ou "Contas"; Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações"; Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail; Clique em "Salvar alterações".
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro. A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha. Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Um operador de câmbio passa por uma tela que exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) e a taxa de câmbio entre o dólar americano e o won sul-coreano na sala de operações cambiais da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul Ahn Young-joon / AP As bolsas da Ásia fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), lideradas pelos mercados do Japão e da Coreia do Sul, em meio a uma onda de venda de ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 4,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 7,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,9%, e o índice Shanghai Composite, da China, caiu 2,1%. A queda ocorre após uma sequência de fortes valorizações impulsionadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. No início da semana, tanto o Nikkei quanto o Kospi haviam atingido máximas históricas. Segundo analistas, o movimento desta sexta não reflete uma piora nas perspectivas para o setor de IA, mas sim uma realização de lucros. Isso acontece quando investidores vendem ações que subiram muito para garantir os ganhos obtidos, prática comum após períodos de forte valorização. Avanço das ferramentas de inteligência artificial aumenta riscos da exposição de imagens de crianças nas redes A correção também foi influenciada pela volatilidade recente nos mercados globais, que têm reagido rapidamente a novidades envolvendo inteligência artificial, além de outros fatores, como o reajuste de preços anunciado pela Apple. Na quinta-feira (25), as bolsas dos Estados Unidos fecharam sem direção única. Enquanto diversas empresas de inteligência artificial voltaram a registrar alta, as ações da Apple caíram após a companhia anunciar aumento de preços em vários de seus produtos. A venda em massa desta sexta não significa que a inteligência artificial esteja "distribuindo dividendos" ou que o setor tenha perdido força. O movimento indica apenas que parte dos investidores optou por embolsar os lucros acumulados depois da forte valorização recente das ações do setor. Micron supera Meta e Tesla impulsionada pela IA A fabricante de chips de memória Micron Technology ultrapassou, nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, por um breve período, também o da Tesla, após divulgar uma previsão financeira acima das expectativas para o quarto trimestre. As ações da empresa subiam 18,4%, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. No mesmo momento, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão. Na quarta-feira (24), a Micron projetou receita e lucro para o quarto trimestre acima das estimativas do mercado, o que impulsionou a recuperação das ações após uma recente queda. Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters A empresa também informou que seus clientes já comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. A Micron ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse grupo. As fabricantes de chips de memória vêm sendo impulsionadas pelo interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os investimentos das grandes empresas de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial. *Com informações da AP e Reuters.

Andé Mendonça Luiz Silveira/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu que a investigação sobre o filme Dark Horse deve ficar com o ministro André Mendonça “As circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção, ao Ministro André Mendonça. Com efeito, os episódios que são referidos nesta “comunicação de crime” coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria do Ministro André Mendonça. Em consulta aos dados públicos disponíveis do registro processual citado no parecer ministerial, verifica-se que a PET nº 15.612 tramita com restrição de publicidade e foi autuada em 6.3.2026. Precedeu, portanto, a “comunicação de crime” em exame”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu, em parecer, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve ser o relator de um pedido para investigar valores para o filme "Dark Horse" solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes que levou à condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça. Lindbergh apresentou o pedido nesse caso por entender que houve uma atuação internacional de Eduardo pelo financiamento do filme. Agora no g1 Antes de decidir sobre a abertura, ou não, da investigação, Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria- Geral da República (PGR). Para Paulo Gonet, há uma conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as apurações do caso Master, que já estão sob a relatoria de Mendonça. Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

Mega-Sena, concurso 3023: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3023 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2,5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 7 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 22 - 25 - 30 - 31 - 39 - 60 5 acertos: 7 apostas ganhadoras, R$ 117.144,19 4 acertos: 807 apostas ganhadoras, R$ 1.674,92 G1 | Loterias - Mega-Sena 3023 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3023 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 Edilson Rodrigues/Agência Senado O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assumiu, nesta quinta-feira (25), a responsabilidade pela comunicação da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que gerou dúvidas no mercado. O BC informou que, mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos — um dos principais parâmetros para as decisões sobre os juros —, optou por manter o ciclo de queda da Selic na semana passada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Nesta semana, o mercado reagiu mal à ata do Copom, que indicou que o BC manteria os juros inalterados mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos. A interpretação foi de que o Banco Central adotaria uma postura menos rigorosa no combate à inflação. Galípolo afirmou que o Copom preferiu não reagir a eventos incertos, como a guerra no Oriente Médio. "A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que a gente queria em um espaço conciso, é absolutamente minha". O BC justificou a decisão afirmando que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a variações de preços provocadas por choques de oferta. Copom corta 0,25 pp e traz Selic a 14,25% ao ano Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, o principal ponto da ata, divulgada na última terça-feira (23), foi o fato de o Comitê "afirmar que o balanço de riscos agora apresenta assimetria altista, algo que não havia sido mencionado no comunicado da decisão". Segundo o economista, essa mudança sinaliza uma tentativa de adotar um tom mais duro. No entanto, a ata também traz elementos que apontam na direção oposta. "Apesar de as projeções do Banco Central permanecerem acima da meta, o Comitê julgou mais adequado considerar trajetórias de juros que evitassem maior volatilidade", explica o especialista. Em outras palavras, o BC avaliou que interromper o ciclo de cortes da Selic neste momento poderia representar um aumento excessivo dos juros, desacelerando a economia além do necessário para controlar a inflação no longo prazo. "É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo [...] que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço muito apertado e conciso do próprio comunicado", afirmou Galípolo. O presidente também ressaltou que "a função do Banco Central não é produzir consenso entre as opiniões do mercado". Os dois lados da moeda Durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, Galípolo afirmou que o Banco Central enfrenta hoje dois tipos de pressão: o desgaste provocado pelo nível elevado dos juros e a cobrança por sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. "Existe uma primeira ordem de crítica que vem de setores da economia, da sociedade e da política, inerente ao fato de convivermos há tanto tempo com uma taxa de juros algumas centenas de pontos-base acima da taxa neutra", explicou. Segundo ele, a Selic permanece em um patamar significativamente alto desde que assumiu o comando da instituição. "É protocolar que a gente tenha críticas de setores que se contraponham a essa taxa", reiterou. Após comentar essa "exaustão" em relação aos juros elevados, Galípolo abordou a segunda fonte de pressão: a demanda do mercado por maior previsibilidade. "Em momentos de maior incerteza, é normal esse desejo por guidance [sinalização], por indicações do que o Banco Central fará no futuro. É normal esse tipo de pedido, mas nenhum outro banco central está fazendo isso, e nem a literatura recomenda essa prática justamente por causa do ambiente de incerteza", afirmou. Segundo o presidente do BC, antecipar os próximos passos da autoridade monetária pode reduzir a eficácia da política de juros. Por isso, ele defendeu que uma comunicação mais clara não deve ser confundida com a antecipação das decisões futuras. "Uma coisa não pode ser confundida com a outra", pontuou. "O Banco Central vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando achar que não interessa divulgá-la antecipadamente. Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque essa decisão será tomada daqui a 40 dias, na próxima reunião", concluiu Galípolo.

União e Governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o processo que poderia analisar o empréstimo bilionário que o governo do Distrito Federal pretende contratar para socorrer o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Relator do caso, o ministro Jhonatan de Jesus avaliou que a competência para esse acompanhamento é do Tribunal de Contas do Distrito Federal, e não do TCU. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "Considerando que o negócio jurídico em testilha está sendo estruturado diretamente entre o Governo do Distrito Federal e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), associação civil de direito privado, sem que haja a demonstração de atos de gestão envolvendo recursos públicos federais", disse Jhonatan de Jesus. Como antecipou o g1, a área técnica do TCU já havia concluído que a Corte não tem competência legal para analisar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões pretendido pelo governo distrital. O Tribunal de Contas do DF, por sua vez, já recebeu representação de um deputado distrital apontando possíveis irregularidades no empréstimo. O pedido ainda está em análise na área técnica e não tem relator designado. Socorro bilionário Fachada do banco BRB. Reprodução/TV Globo O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). A lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o socorro o empréstimo foi sancionada nesta quarta-feira (24). O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Como contragarantia, porém, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). ➡️ Contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro. Governo Lula e DF fazem acordo bilionário para socorrer BRB Por que o BRB está em crise? A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. LEIA TAMBÉM: CASO MASTER: PGR recusa delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso BRASÍLIA: Daniel Vorcaro é transferido para cela na Papudinha Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela Algumas pessoas na Venezuela receberam alertas de tremores pelo celular antes de dois terremotos atingirem o norte do país na última quarta-feira (24). O abalo deixou mais de 180 mortos e 1.500 feridos. As notificações foram enviadas pelo recurso de alertas antecipados de terremotos disponível no Android, sistema operacional do Google. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A venezuelana Jessie Figueira disse ao g1 que recebeu um alerta cerca de 30 segundos antes de sentir o tremor. "Terremoto próximo: você poderá sentir tremores. A magnitude inicial estimada é de 6,2 a cerca de 357 quilômetros de distância", indicou um dos alertas compartilhados nas redes sociais. Android enviou alerta momentos antes de terremotos na Venezuela Reprodução O Google explica que usa os próprios celulares Android para monitorar tremores ao redor do planeta. "Essa abordagem usa os mais de 2 bilhões de smartphones Android em uso no mundo como mini-sismômetros, criando a maior rede de detecção de terremotos do planeta", diz a empresa em seu site. A empresa que, desde 2021, identificou mais de 18 mil tremores com esse mecanismo. Cerca de 2 mil terremotos tiveram intensidade suficiente para o envio dos alertas e levaram a 790 milhões de alertas nos dispositivos dos usuários. Como o Android identifica terremotos O sistema usa o acelerômetro do celular, sensor que mede a vibração e a aceleração dos aparelhos – é o mesmo que gira a tela automaticamente quando o dispositivo é virado de lado. Registros fora do padrão indicam que um lugar pode ter sido atingido por um terremoto. O sinal é enviado junto da localização aproximada para um servidor do Google que combina dados de vários aparelhos para confirmar o tremor. Prédio danificado após terremoto em La Guaira, na Venezuela REUTERS/Maxwell Briceno As notificações são disparadas em casos de terremotos de magnitude 4,5 ou superior. Na Venezuela, foram dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados com intervalo de menos de um minuto em áreas muito populosas. Além da magnitude, o Google considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada (MMI), que mede efeitos práticos de terremotos. A escala vai de 1 a 12, sendo 1 para tremores não sentidos e 12 para abalos com destruição generalizada. O Android pode fazer alertas de atenção, para terremotos com intensidade MMI 3 e 4, como aconteceu na Venezuela, e alertas de ação, voltados para tremores com intensidade MMI acima de 5, explica o Google. Android envia alertas de ação e de atenção por meio de sistema de detecção de terremotos Divulgação/Google

Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica As contas de luz de agosto terão um alívio de R$ 767,2 milhões com o chamado "bônus de Itaipu", segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quinta-feira (25). Pelos cálculos da Aneel, consumidores com consumo médio mensal de 116 kWh — próximo à média dos beneficiários — devem receber um crédito de cerca de R$ 9,16. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bônus de Itaipu é um crédito distribuído anualmente a milhões de consumidores residenciais e rurais. O valor é calculado com base no saldo da conta de comercialização da energia gerada pela usina hidrelétrica binacional no ano anterior. Em 2025, o saldo da conta de Itaipu chegou a R$ 1,29 bilhão. Agora no g1 Antes da distribuição do crédito aos consumidores, R$ 524,4 milhões foram descontados do total para formar uma reserva técnica financeira para 2026. Segundo a Aneel, esse mecanismo foi criado para reduzir os impactos de variações no fluxo de caixa e na tarifa da usina. A homologação dos valores está prevista para a reunião da diretoria da Aneel na próxima terça-feira, conforme a pauta divulgada nesta quinta-feira. A agência ainda não informou qual será o impacto do bônus na conta de luz de cada consumidor.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que vários outros países têm sistemas instantâneos de pagamentos semelhantes ao PIX brasileiro, e avaliou que isso é algo que terá de ser aceito e incorporado pelos demais. Ele deu a declaração ao responder uma pergunta sobre a investigação dos Estados Unidos à ferramenta brasileira, que pode resultar em aumento de tarifas. Novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor. "Do ponto de vista do relatório dos Estados Unidos, o Banco Central vem disponibilizando gente e tempo para estar auxiliando nas explicações necessárias ao governo americano. O PIX coloca o Brasil em uma posição que em poucas coisas o Brasil tem essa possibilidade de estar na fronteira do que há de mais moderno e é exemplo pro resto do mundo, e o PIX é um deles", disse Galípolo. Agora no g1 Segundo ele, porém, vários outros países têm um sistema instantâneo de pagamentos parecido com o brasileiro. "Vários países do mundo vêm aqui entender como a gente fez e copiar. Mas o Brasil não é o único que tem. Hoje, vários países têm", declarou. "Me parece que é um processo de evolução meio natural, a gente está vendo vários outros bancos centrais e autoridades tentarem seguir esse movimento. Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado", conclui o presidente do Banco Central. Críticas dos EUA Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes. As censuras fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas. De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio. Reação do governo brasileiro A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: "O PIX é do Brasil". Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas. "Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O PIX é do Brasil'. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", afirmou Lula, na ocasião. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em imagem de maio de 2026 Edilson Rodrigues/Agência Senado
O diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, defendeu nesta quinta-feira (25) a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic, de 14,5% para 14,25% ao ano na semana passada, reiterando que a política de juros não deve reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta".
🔎Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços e, portanto, são insensíveis a mudanças na taxa básica de juros da economia.
Ele comparou os choques de oferta a um "hematoma", e explicou, em seguida, que uma eventual elevação da taxa de juros neste momento não reabriria o Estreito de Ornuz — que estava fechado nos últimos meses por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. Seu fechamento foi um dos principais fatores a impulsionar a inflação corrente, e as expectativas para o futuro, por pressionar os preços dos combustíveis.
"É como um hematoma, leva uma pancada e fica roxo. Tem sua dinâmica, sua inércia, não tem muito o que você pode fazer no caminho para tirar ele, não tem um remédio que pode tomar. Desaparece se não houver outro choque", disse Pichetti, sobre a natureza dos chamados "choques de oferta".
"Se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não ia abrir estreito de Ormuz, não ia fazer o El Nino mudar de ideia e deixar de nos visitar esse ano. Mas causaria volatibilidade", acrescentou o diretor do Banco Central.
Ele reiterou que a autoridade monetária segue perseguindo o chamado "horizonte relevante" da política de juros, ou seja, perseguir a meta de 3%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, considerando a inflação encerrada um ano e meio adiante (18 meses).
Pichetti explicou que a instituição citou, em seus comunicados oficiais sobre o corte da taxa de juros, o primeiro trimestre de 2028, embora esse não fosse o horizonte relevante (que, nesse Copom, é o ano de 2027 fechado), para mostrar que as projeções recuavam mais fortemente nesse período pela dissipação do choque de oferta na economia (conflito no Irã e El Nino).
"Foi uma situação especial que levou a gente a chamar a atenção a isso. Ali era um hematoma desaparecendo. A gente não esta alongando o horizonte relevante, a não pretendemos fazer isso. Foi uma situação muito especial que levou a gente a chamar a atenção a isso", disse o diretor do BC.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado.
Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período.
O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom.
O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos".

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Paramount Skydance Corp. está preparada para se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às preocupações da União Europeia sobre concorrência em relação à aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, disse à Reuters, nesta quarta-feira (25), uma fonte familiarizada com o assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta, que será apresentada na próxima terça-feira (30), foi elaborada após uma reunião com autoridades europeias de defesa da concorrência, segundo a fonte. Caso seja formalizada, a medida estenderá em dez dias úteis o prazo preliminar da Comissão Europeia para analisar o negócio, passando de 7 para 21 de julho. Agora no g1 Em fevereiro, a Reuters noticiou com exclusividade que a aquisição deveria receber aval da União Europeia sem grandes obstáculos, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário. Segundo a fonte, essa possibilidade foi descartada porque os reguladores não identificaram problemas nesse segmento. A venda da parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures pode aliviar as preocupações manifestadas por exibidores de cinema na Europa. Procurada, a Paramount afirmou que não comenta processos regulatórios em andamento. A operação também está sendo analisada em um procedimento separado, previsto no Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, já que a oferta conta com financiamento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L'imad Holding Company, de Abu Dhabi, e da Autoridade de Investimento do Catar. A expectativa é que a Paramount obtenha aprovação sem restrições nessa etapa. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição, afirmando que é improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores. Apesar disso, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos preparam uma ação judicial para tentar barrar a operação, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o assunto.

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra e saiba o que dizem os acionistas de referência da companhia. Relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise Agora no g1 Veja a lista de alvos Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência das Americanas; Paulo Alberto Lemann, acionista de referência das Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann; Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro das Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital; José de Castro Araújo Rudge Filho e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, diretor executivo do Bradesco e membro do conselho de administração da Alelo S.A.; André Juaçaba de Almeida, sócio e vice-presidente executivo do Santander; e Alexandre Lian Abdo, chefe de Banking e Corporate Finance do Santander. Quem é Paulo Alberto Lemann? Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira. Paulo Alberto foi conselheiro de administração das Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho. Quem é Carlos Alberto Sicupira? O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência das Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes. A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. Veja o que dizem os acionistas de referência. Quem é Eduardo Saggioro Garcia? Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração das Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho. O que diz as Americanas? Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. Veja a nota das Americanas na íntegra: "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." O que dizem os acionistas de referência? Em nota, os acionistas de referência se disseram "surpreendidos" pela operação da PF, reiterando que as investigações ao longo dos últimos anos indicam que a antiga diretoria da companhia continuamente os enganou e induziu a erro. Veja a nota na íntegra: "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar."

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão. Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda. Agora no g1 A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo. As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, informou nesta quinta-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 241 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de maio desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Efeito petróleo ▶️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em maio também é resultado da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. ▶️Somente em maio, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 4,1 bilhões. Já a arrecadação sobre a extração do produto subiu R$ 8 bilhões. "O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IOF e do IRPJ e da CSLL", informou a Receita. "Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de maio e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto", prosseguiu. Moedas, trocado, dinheiro, troco, real Freepik Parcial do ano Nos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,32 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,34 trilhão de janeiro a maio, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,26 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 Agora no g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas. Distrito Federal tem a maior média salarial As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13. O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Veja abaixo qual é o salário médio no seu estado: Média salarial por estado brasileiro. Arte/g1

Quem paga mais no Brasil? Veja quais estados pagam os melhores salários médios O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45, e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Os dados são de 2024 e se referem aos salários médios do pessoal ocupado assalariado nas empresas que possuem matriz nas unidades federativas do Brasil. Quais estados pagam mais? Arte/g1 Procure pelo seu estado: Agora no g1 Seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas. Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. Jornal Nacional/ Reprodução

Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração Os jovens brasileiros estão entrando mais cedo no mercado de trabalho, mas permanecem menos tempo nos empregos e enfrentam dificuldades para construir uma trajetória estável entre estudo e trabalho. O Brasil tem 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos. Desse total, 13,9 milhões estão ocupados, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do CIEE divulgados nesta quinta-feira (25). Na outra ponta, 6,2 milhões de jovens não estudam nem trabalham. São os chamados "nem-nem", grupo que representa 18,7% dessa população. Em relação ao fim de 2025, quando eram 5,5 milhões, esse contingente cresceu 12,7%. Apesar disso, a realidade dos jovens é diversa. Ao todo, 12,8 milhões apenas estudam e outros 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho. Juntos, eles representam mais da metade dos jovens do país. 39% apenas estudam; 29,1% apenas trabalham; 13,2% estudam e trabalham. A taxa de desemprego também ajuda a explicar esse cenário. Entre jovens de 18 a 24 anos, ela é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, chega a 25,1%. Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares Entre os jovens empregados, a maioria está no mercado formal, que concentra 57,8% das vagas. Ainda assim, mesmo com mais oportunidades e mais empregos com carteira assinada, o principal desafio mudou. Antes, o maior desafio era conseguir o primeiro emprego. Agora, é permanecer nele. Entre os jovens que trabalham, 84% ocupam funções que exigem pouca qualificação. Apenas 2,15 milhões atuam em áreas técnicas ou em cargos que exigem ensino superior. Essa realidade também se reflete nos salários. Cerca de 7,8 milhões ganham até um salário mínimo e meio, enquanto outros 2,7 milhões recebem até um salário mínimo. As ocupações mais comuns reforçam esse cenário: Balconistas e vendedores (1,24 milhão); Escriturários (1,07 milhão); Auxiliares da construção civil (394 mil); Recepcionistas (391 mil); Caixas (367 mil). Um dos sinais mais claros dessa instabilidade é o pouco tempo de permanência nos empregos. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, 52% ficam menos de um ano na mesma função. Segundo o MTE, trocar de emprego com frequência faz parte da realidade, principalmente no início da vida profissional. Salários baixos, funções de menor qualificação, contratos temporários e a busca por melhores oportunidades ajudam a explicar esse movimento. A carga de trabalho também pesa. Jovens de 18 a 24 anos trabalham, em média, 38,6 horas por semana, praticamente o mesmo que a média geral. Entre adolescentes, são 27,3 horas, muitas vezes conciliadas com a escola. 🔎 O resultado é um ciclo que se repete: o jovem entra no mercado de trabalho, mas nem sempre permanece tempo suficiente para ganhar experiência, crescer profissionalmente ou conquistar melhores oportunidades. 250812_info_cartas-trabalho-e-carreira-genz-desk Arte g1 / Dhara Assis Mudança geracional Essa diferença de comportamento fica mais clara na comparação entre gerações, como já mostrou o g1 em outras reportagens. É o caso de Aurélio Santana e Raphaella Abrahão. Os dois têm algo em comum: trabalharam em seis empresas ao longo da vida, mas em momentos muito diferentes. Hoje com 66 anos, Aurélio representa uma geração em que a estabilidade era sinônimo de sucesso. Ele trabalhou por 43 anos na mesma empresa, a Anfavea. Raphaella, de 22 anos, pertence à geração Z e tem outra visão sobre o trabalho. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes. “Estabilidade nunca foi meu objetivo. Prefiro estar em lugares onde eu possa aprender e me desenvolver”, diz Raphaella. A comparação mostra uma mudança na forma de encarar a carreira. No passado, permanecer muitos anos na mesma empresa era sinal de realização. Hoje, muitos jovens valorizam mais o aprendizado rápido, a flexibilidade e um trabalho que faça sentido para suas vidas. Aurélio tem uma visão diferente. “O importante é chegar ao fim da carreira com segurança financeira, saúde e poder ajudar a família. Olhar para trás e ver que você teve uma trajetória útil. Isso é sucesso”, afirma. O fenômeno do 'job hopping' Essa mudança tem até nome: job hopping, expressão usada para definir a troca frequente de emprego em um curto período. 🔎 Para muitos jovens, isso não é um problema, mas uma estratégia. Mudar de emprego pode ser uma forma de aprender mais rápido, aumentar a renda e buscar ambientes com os quais se identificam. Os principais motivos para deixar um emprego se repetem: novas oportunidades, falta de reconhecimento, ambiente de trabalho ruim, estresse, saúde mental e pouca flexibilidade. “Minha geração não quer ficar 20 anos no mesmo lugar. Eu fico enquanto estiver aprendendo e entregando resultado. Job hopping não é indecisão, é buscar algo que faça sentido”, diz Raphaella. Especialistas explicam que esse comportamento não depende apenas do trabalhador. Ele também reflete mudanças no mercado, hoje mais instável, com novas formas de contratação e menos garantias. Hoje, o desafio não é apenas entrar no mercado de trabalho, mas permanecer tempo suficiente para transformar experiência em uma carreira consistente.

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) Shannon Stapleton/Reuters A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) aumentos nos preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida não afeta o iPhone, principal produto da empresa. Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para disputar mercado com modelos mais baratos de Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (de cerca de R$ 3.114 para R$ 3.634, na conversão). O reajuste mostra que nem mesmo a Apple, considerada referência pela eficiência de sua cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que já começa a afetar o mercado de eletrônicos. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips de IA, como a Nvidia, o que elevou seus lucros, mas reduziu a oferta para fabricantes de computadores e smartphones. Agora no g1 "Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos." Entre os principais reajustes: MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A empresa também elevou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%. Rivais podem subir preços ainda mais Analistas avaliam que outras fabricantes de eletrônicos podem precisar promover reajustes ainda maiores que os da Apple, já que a empresa possui relações mais fortes com fornecedores e conseguiu adiar parte do impacto. "O cenário para memória é difícil e continuará estruturalmente apertado no futuro previsível", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. A Apple já havia alertado, em abril, que o aumento dos custos de memória começaria a pressionar suas margens de lucro a partir do fim de junho. "Esperamos custos significativamente maiores com memória", disse o CEO Tim Cook durante teleconferência com analistas. Segundo ele, esse impacto tende a aumentar nos próximos trimestres. Tim Cook, CEO da Apple Reprodução Próximo alvo pode ser o iPhone A Apple não informou quais outras medidas está adotando para conter a alta dos custos além dos reajustes de preços. Especialistas acreditam que os iPhones também deverão ficar mais caros nos próximos meses. "O iPhone não escapará; o aumento de preço está a caminho", disse Nabila Popal, diretora sênior de pesquisas da IDC. Segundo ela, a Apple anunciou primeiro os reajustes dos Macs e iPads para que, no lançamento da próxima geração de iPhones, o foco fique nas novidades dos aparelhos, e não nos preços. Explosão dos preços da memória Segundo a consultoria TrendForce, os preços da memória DRAM — usada na maior parte dos dispositivos eletrônicos — subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual. A disparada, apelidada por especialistas de "RAMageddon", é consequência do boom na construção de data centers de IA. Empresas como a Nvidia fecharam contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção. Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (cerca de R$ 114,4 bilhões) em contratos de fornecimento de longo prazo para garantir memória a seus clientes. A expectativa é que o aumento dos custos pressione as vendas de eletrônicos em 2026. A IDC projeta que o mercado global de smartphones registre sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto as vendas de computadores deverão recuar 11,3%. "O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais." Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as vendas da Apple e levou parte do mercado a revisar para cima as projeções para o setor de PCs. Com o aumento para US$ 699 (R$ 3.634), porém, o notebook perdeu a vantagem de US$ 100 (R$ 520) que tinha sobre o novo Dell XPS 13, lançado no mês passado pelo mesmo preço (US$ 699, ou R$ 3.634), além de passar a custar mais do que alguns Chromebooks da Lenovo e da Asus.

Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência das Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Entre os alvos estão: os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios. Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles: José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander. O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões. Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista (entenda mais abaixo). Paulo Alberto Lemann, acionista das Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta. LEIA MAIS: Sicupira, Saggioro e filho de Lemann: quem são os alvos da PF no caso de fraude nas Americanas O que dizem os citados Os acionistas de referência afirmaram, em nota, que foram surpreendidos pela operação da Polícia Federal e sustentam que tanto eles quanto o Conselho de Administração foram enganados e induzidos ao erro pela antiga diretoria da empresa, com base nas investigações conduzidas ao longo dos últimos anos (leia notas na íntegra). Eles dizem que a ação faz parte do curso normal das apurações e reiteram que vêm colaborando com as autoridades desde que tiveram conhecimento das fraudes, em janeiro de 2023. As defesas também informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial e aguardam mais informações para eventual manifestação. O Bradesco, por sua vez, informou que acompanha a situação e está à disposição das autoridades. Já o Itaú afirmou que não é investigado no caso, mas que colabora com as autoridades desde 2023, fornecendo informações. Em nota, o banco diz ter comprovado à Justiça a regularidade de sua atuação, destacando que recusou pedidos da antiga gestão das Americanas para alterar documentos, e reiterou que agiu com rigor e confiança no trabalho das autoridades. O Santander também se posicionou. O banco informou que "está ao lado das partes prejudicadas" envolvendo as fraudes e que segue colaborando com as autoridades. A instituição acrescentou que reitera o compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações. As Americanas também informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. “A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou. Lojas Americanas Divulgação Conhecimento prévio Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos das Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado. De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos. “Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF. “As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou. Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo Descoberta da fraude A fraude contábil das Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial. Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia. O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa. Notas Nota das Americanas "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." Nota dos acionistas das Americanas "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar." Nota do Itaú “Em relação à operação realizada hoje, o Itaú Unibanco, embora não seja investigado, esclarece que colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas. As investigações oficiais já demonstraram que a varejista foi palco de uma das maiores fraudes corporativas do País. O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços. A instituição reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista." Nota do Santander "O Santander informa que está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com as autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações. A instituição reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações."

Braskem tenta renegociar dívidas com credores financeiros. Divulgação/Braskem A Braskem informou nesta quinta-feira (25) que começou a negociar com bancos e outros credores financeiros para reestruturar suas dívidas. A petroquímica também entrou com um pedido de Tutela de Urgência Cautelar — que garante uma proteção temporária e evita que a situação financeira da empresa piore enquanto ela tenta concluir as negociações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado ao mercado, a companhia informou que as medidas visam "preservar um ambiente estável" para que a petroquímica continue com as negociações "em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada". Agora no g1 A Braskem informou, ainda, que seu conselho de administração também aprovou a adoção de medidas protetivas no exterior se necessário, “A mediação e o pedido de tutela de urgência têm escopo limitado [à área financeira] e não afetam as obrigações da companhia com fornecedores, clientes e outros parceiros”, disse a empresa em nota. A crise financeira na Braskem A Braskem, petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht), está há anos no mercado em busca de um novo comprador. A negociação é considerada estratégica para a empreiteira, que enfrenta um processo de recuperação judicial desde as investigações da Operação Lava Jato. Em maio, a Novonor recebeu uma proposta não vinculante do fundo de Tanure para aquisição do controle da companhia. A empreiteira detém 50,1% do capital votante da petroquímica. No entanto, a crise ambiental em Maceió (AL) envolvendo a companhia pode dificultar ainda mais a venda. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. A atividade provocou o afundamento do solo em diversos bairros e levou à evacuação de cerca de 60 mil pessoas. Em 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange. Vale lembrar que a Braskem é uma sociedade entre a Novonor e a Petrobras. Em 2019, a Novonor, ainda sob o nome Odebrecht, deu entrada na recuperação judicial com uma dívida total de R$ 98,5 bilhões. A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras. A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes, medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes registrado em março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024. Ou seja, a dívida da empresa é mais de 10 vezes maior que o lucro que ela gera. O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta — classificada como um “ponto de partida” do qual se fabricam muitos produtos químicos e plásticos — por gás e a produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho. Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo. Ele acrescentou que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre uma eventual venda de ativos nos Estados Unidos. A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 45,4 bilhões, na cotação atual), com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030. Ao final de junho, a posição de caixa (total de dinheiro disponível), excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) , sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta semana a primeira lista dos chamados devedores contumazes em sua página na internet, ou seja, relativa a contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias. Essa lista inicial, entretanto, contém apenas duas empresas: Menendez Amerino e Bellavana Indústria, Comércio, Importação, Exportação de Tabacos, do setor fumageiro. A Receita Federal lembrou que as primeiras notificações a contribuintes caracterizados como possíveis devedores contumazes foi feita em abril, justamente a empresas do setor fumageiro, com 13 empresas notificadas. Eles devem mais de R$ 25 bilhões em tributos. O Fisco informou que novas empresas serão agregadas com o passar do tempo. No caso do setor de combustíveis, a Receita estima que os débitos superem R$ 30,6 bilhões. Agora no g1 "Com a publicação, os contribuintes passam a se sujeitar às restrições estabelecidas na Lei Complementar, como o impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais, de participação em licitações promovidas pela administração pública e de propositura de recuperação judicial", explicou o órgão. Além disso, haverá a declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes e o cancelamento dos Selos adquiridos em programas de conformidade", prosseguiu. As empresas foram classificadas como devedores contumazes, explicou o órgão, por inadimplência substancial, reiterada e injustificada no recolhimento de tributos, segundo os termos da lei complementar 225, aprovada pelo Congresso Nacional. "O enquadramento ocorreu ao término do processo administrativo, que assegurou notificação prévia e prazo de 30 dias para regularização ou apresentação de defesa, garantindo o contraditório e a ampla defesa", mencionou o Fisco. "Os contribuintes que não se regularizaram nem se manifestaram no prazo da LC foram declarados revéis e formalmente considerados devedores contumazes. Os primeiros contribuintes nessa situação são do setor fumageiro", completou. A fachada da Superintendência da Receita Federal. Pillar Pedreira/Agência Senado

Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prévia de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que havia sido de 0,62%. O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,44%. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,26%. Assim como no mês anterior, os maiores aumentos vieram da alimentação e da habitação. Agora no g1 Segundo o IBGE, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Entre os demais itens, houve variação menor: Transportes teve leve queda de 0,03%, enquanto Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 0,74% Habitação: 0,72% Artigos de residência: 0,36% Vestuário: 0,45% Transportes: -0,03% Saúde e cuidados pessoais: 0,47% Despesas pessoais: 0,34% Educação: -0,02% Comunicação: 0,36% O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de maio (1,38%) para junho (0,74%), mas ainda foi o que mais pesou no índice, com impacto de 0,16 ponto percentual. A alimentação dentro de casa subiu 0,87% em junho, abaixo dos 1,73% registrados em maio. O destaque foi a batata inglesa, que voltou a registrar a maior alta, assim como no mês anterior. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +29,42% 🍅 Tomate: +17,27% 🫘 Feijão-carioca: +14,29% 🧅 Cebola: +9,54% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: ☕ Café moído: −3,69% 🍏 Frutas: -0,96% Já a alimentação fora de casa subiu 0,40% em junho, abaixo dos 0,51% registrados em maio. Dentro desse grupo, a refeição ficou mais cara em ritmo menor, passando de 0,57% em maio para 0,39% em junho. Já o lanche teve leve aceleração, saindo de 0,37% para 0,45% no mesmo período. Energia elétrica ainda pressiona preços de habitação O grupo Habitação desacelerou, passando de 1,03% em maio para 0,72% em junho. No entanto, a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, continua pesando no bolso do brasileiro e foi o item que mais influenciou o resultado da inflação. Essa alta ocorreu, entre outros fatores, pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes nas tarifas em diferentes cidades, aplicados entre abril e maio. Entre os aumentos, estão: 💡Belo Horizonte (5,21%) 💡Recife (3,86%) 💡Fortaleza (5,59%) 💡Salvador (4,78%) No caso da taxa de água e esgoto, a alta foi de 0,35%, influenciada por reajustes em Curitiba (2,52%) e Brasília (3,97%). Já o gás encanado subiu 0,13%, resultado de um reajuste seguido de uma redução tarifária no Rio de Janeiro. Higiene pessoal mais cara, transporte estável No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os maiores aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal (1,03%), com destaque para o perfume (2,22%). Também pesou o reajuste dos planos de saúde, que subiram 0,35% no mês. A alta reflete a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reajustes de até 5,11% em contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, com vigência a partir de maio de 2026. O grupo de Transportes ficou praticamente estável em junho, com leve queda de 0,03%. Dentro do grupo, houve altas em: ✈️ Passagens aéreas: +7,24% 🚌 Ônibus urbano: +1,18% 🚗 Automóveis novos: +0,42% Já a queda dos combustíveis (-1,22%) ajudou a puxar o resultado para baixo. Entre os combustíveis: ⛽ Gás veicular: + 3,78% ⛽ Etanol: -5,30% ⛽ Gasolina: -0,73% ⛽ Óleo diesel: -1,47% No caso do ônibus urbano, houve impacto de reduções e gratuidade em algumas cidades em dias específicos, como domingos e feriados em capitais como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Regionalmente, a maior alta foi em Brasília (0,93%), influenciada pela passagem aérea e pela gasolina. Já os menores resultados foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador (0,28%), onde quedas em itens como hospedagem, taxas e combustíveis ajudaram a conter o índice.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1773. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,87%, aos 171.990 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Já nos EUA, o índice PCE, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou 4,1% no mês de maio (veja mais abaixo). ▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios levou a commodity para o menor valor desde o início do conflito. Nesta quinta-feira, porém, a commodity voltou a subir após um navio de carga ser atingido por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. Com isso, o barril do petróleo Brent, referência internacional, teve alta de 2,06%, a US$ 75,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,25%, para US$ 71,92. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Inflação no Brasil e nos EUA IPCA-15 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras. No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo. Veja mais na reportagem abaixo: Prévia da inflação sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz Inflação americana Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior. "Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments. O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%. Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam. Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros. Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores repercutindo novos indicadores econômicos e a continuidade da queda dos preços do petróleo. No final das negociações, o Dow Jones avançou 0,14%. Já o S&P 500 caiu 0,01%, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%. Na Europa, os mercados fecharam em alta nesta quinta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,79%. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, liderou os ganhos, com alta de 1,03%, seguido pelo FTSE 100, de Londres, que avançou 0,65%, e pelo CAC 40, de Paris, que registrou valorização de 0,55%. Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik