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20 empresas devem atrair R$ 1,1 bi em investimentos privados para São Mateus A cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, se prepara para receber mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos. São mais de novas 20 empresas que vão se instalar no polo industrial que existe no município, com expectativa de gerar mais de mil empregos diretos. Os investimentos privados preveem a expansão e abertura de novos negócios na região, especialmente voltados para o setor industrial. O anúncio foi feito pela prefeitura no último sábado (5). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a administração municipal, o movimento busca consolidar a cidade como um dos principais motores econômicos do Espírito Santo, abrangendo setores estratégicos como logística, infraestrutura, indústria pesada e energia. No anúncio, a prefeitura detalhou a distribuição dos recursos e destacou a preparação da cidade para o novo ciclo de crescimento, conforme as diretrizes apresentadas pelas autoridades locais. Indústrias na cidade de São Mateus, Norte do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O que disseram as autoridades O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hassan Resende, destacou o impacto direto do anúncio para a população local. Segundo ele, a chegada das empresas representa um marco para o Polo Industrial. “Vamos anunciar a chegada de mais de 20 novas empresas ao nosso Polo Industrial, com mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense.” Já o prefeito Marcus Batista reforçou que o plano faz parte de um compromisso de gestão focado na vocação econômica da região e no cumprimento de metas estabelecidas. “Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro”. LEIA TAMBÉM: ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Moradores fazem força-tarefa para encontrar trabalhador que perdeu salário do mês no meio da rua em cidade no ES; veja VÍDEO Investimento em capacitação profissional Para assegurar que as novas vagas sejam preenchidas prioritariamente por moradores de São Mateus, a administração confirmou o aporte de R$ 82 milhões destinados à capacitação profissional em massa. O objetivo é qualificar a mão de obra local para atender às exigências técnicas das indústrias que iniciam operação. O montante será investido por meio de parcerias com entidades de formação técnica, sendo R$ 62 milhões para o Sistema FINDES (SESI/SENAI) e R$ 20 milhões para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Veja detalhes dos investimentos Os investimentos de R$ 1,1 bilhão foram organizados em quatro eixos principais, que abrangem desde a melhoria da logística urbana até a expansão de grandes plantas industriais já consolidadas. Veja os detalhes: Infraestrutura Eixo focado na melhoria da malha viária e no fornecimento de insumos básicos para a operação industrial. Ecovias: R$ 50 milhões ES Gás: R$ 10 milhões Lançamentos Novos empreendimentos, fontes de energia e centros de distribuição que iniciam seus projetos no município. Termelétrica Urca: R$ 350 milhões Hidrelétrica Santa Maria: R$ 60 milhões CD Mercado Livre: R$ 32 milhões Pedreira São Vicente: R$ 20 milhões Biopetro: R$ 15 milhões CD Shopee: R$ 10 milhões Consigaz: R$ 10 milhões Pneuvix: R$ 8 milhões Recicla: R$ 6 milhões GTK Pré-Moldados: R$ 5 milhões Biomarca: R$ 2 milhões Inaugurações Empresas em fase final de instalação com início de atividades previsto para o curto prazo. Technobrass: R$ 100 milhões Carnes Nobres: R$ 60 milhões Enpex: R$ 30 milhões NBS Petróleo: R$ 18 milhões CBF: R$ 8 milhões Expansão Unidades industriais já estabelecidas que estão ampliando sua capacidade produtiva e logística. Marcopolo: R$ 260 milhões Café Duarte: R$ 10 milhões Oxford: R$ 6 milhões A diversidade desses setores — que incluem energia renovável, logística de e-commerce e a gigante automotiva Marcopolo — fortalece a posição de São Mateus como um hub logístico estratégico no Norte do Espírito Santo. Impacto Econômico e Perspectivas A administração municipal projeta que o conjunto de aportes terá um efeito multiplicador na economia da cidade. Além das mais de mil vagas diretas, a expectativa é que a movimentação gere milhares de empregos indiretos, aquecendo o comércio local e o setor de serviços. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Rebanho sofre com o ataque da mosca do estábulo
Pecuaristas do noroeste de São Paulo enfrentam uma grave crise provocada por uma forte infestação de mosca-do-estábulo. O inseto, que ataca o gado para se alimentar de sangue, deixa os animais bastante debilitados e pode até matá-los, gerando prejuízos expressivos para os produtores locais.
Na propriedade do criador Marcos Rogério Bordignon, localizada no município de Tanabi, o inseto não tem dado sossego nas últimas semanas.
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"Os animais vão ficando fracos, perdendo peso [...]. Você nota que estão pálidos porque a mosca suga muito sangue. Eles vão ficando anêmicos", relata Bordignon.
O produtor já registrou a perda de 14 animais por causa dos ataques das moscas, o que representa um prejuízo de R$ 70 mil.
De acordo com relatos locais, embora a presença da mosca-do-estábulo não seja novidade no município de Tanabi, a concentração aumentou muito neste ano.
Na fazenda do produtor João Tobias Neto, uma vaca também foi atacada pela mosca e morreu. A infestação, contudo, não se limita aos rebanhos bovinos.
"A mosca ataca os cachorros, porcos, se espalha para todo lugar. Ela ataca até os seres humanos", diz Neto.
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Mudança na rotina das fazendas
A ação das moscas altera completamente o comportamento e a rotina do rebanho. Atacados continuamente durante o dia, os bovinos permanecem em pé e se debatem para afastar os insetos, o que provoca grande desgaste físico e elevado gasto de energia.
Com o incômodo constante, o gado se alimenta mal. Em propriedades com gado confinado, os animais não comem durante o dia e só se alimentam à noite, período em que a mosca não ataca.
Para tentar se defender, os animais ficam agrupados no pasto, tentando se proteger do ataque das moscas. Os bezerros são apontados como os que mais sofrem com a situação.
Vinhaça e fiscalização ambiental
A proliferação da mosca-do-estábulo na região está diretamente associada à vinhaça, um subproduto do processamento da cana-de-açúcar geralmente utilizado como fertilizante nas lavouras. A aplicação excessiva e o armazenamento inadequado do resíduo favorecem a proliferação do inseto.
Em agosto, uma vistoria realizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na principal usina da região encontrou pontos de acúmulo e empoçamento de vinhaça. Segundo o órgão, a empresa já havia sido multada, em junho, em R$ 250 mil pelo derramamento do resíduo em uma fazenda próxima.
Os produtores afetados cobram providências diretas em relação ao manejo do subproduto. "Não temos nada contra a usina, nós temos contra a mosca", diz.
Após o registro de mortes de animais, a Secretaria de Agricultura e Pecuária começou a visitar as propriedades rurais da região para orientar os criadores sobre o controle da mosca-do-estábulo.
Enquanto a principal causa do problema não é solucionada pelas usinas, recomenda-se a adoção de medidas paliativas de manejo, com foco nas moscas adultas e na higiene das instalações:
uso de inseticidas e repelentes: manejo direto dos animais com o uso desses produtos;
higiene dos cochos: atenção ao uso de repelentes e à limpeza de restos de alimentos nos cochos, feno e silagem;
controle da umidade: evitar a umidade nas instalações e dar uma destinação adequada ao excesso de comida.
O que diz a usina
Procurada, a Usina Tereos informou, em nota, que utiliza vinhaça em boa parte de suas plantações de cana-de-açúcar e que a aplicação é realizada dentro dos limites estabelecidos pelas normas ambientais.
A empresa declarou também que adotou medidas para controlar a infestação da mosca-do-estábulo na região de Tanabi.

Carrinho de compras KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas "datas duplas" – como 9.9, 10.10 ou 11.11, por exemplo. Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes. Essas datas cheias de ofertas se inspiraram no 11 de novembro (11.11), o dia dos solteiros na China. Esse dia se tornou, nos últimos anos, uma grande prévia das ofertas da Black Friday. As recomendações de cautela na hora das compras no 9.9, 10.10, 11.11 ou qualquer data dupla são iguais às da Black Friday. 1) Pesquise sempre antes de comprar A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. 2) Cheque os detalhes Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro. Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor. Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente. Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian. Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. 3) Duvide das ofertas milagrosas Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como uma captura de tela das telas com as informações da alteração do preço. Agora no g1

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar A Apple deve anunciar nesta quarta-feira (9) uma das maiores mudanças no iPhone em anos. Segundo fontes da Bloomberg e do jornal "The New York Times", a empresa deve lançar seu primeiro celular dobrável. A expectativa é que o modelo seja apresentado no evento da Apple marcado para esta quarta-feira (9), a partir das 14h (horário de Brasília). A empresa também deverá apresentar outros modelos da linha iPhone 18. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Com o novo modelo, a Apple seguiria um movimento iniciado anos antes por concorrentes como a Samsung, que entrou no mercado de celulares dobráveis em 2019. Agora no g1 Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre os rumores. Filipe Espósito, especialista que acompanha a Apple há 17 anos, afirma que o iPhone dobrável deve ser a principal novidade para os usuários da marca, embora outras fabricantes já apostem nesse formato há mais tempo. "O aparelho deverá ter o tamanho similar ao de um passaporte quando fechado, ao mesmo tempo que oferece uma tela do tamanho de um tablet ao ser desdobrado. Isso deve permitir que esse iPhone tenha funcionalidades mais próximas às do iPad, ótimo para produtividade", avaliou. Segundo ele, um dos principais pontos de atenção será o preço do novo modelo. "Vários analistas estimam que o aparelho não chegará por menos de US$ 2.000 no mercado internacional. É um valor alto até mesmo para o público lá fora", disse. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. Jobs segura um iPhone durante o evento de lançamento da primeira versão do aparelho, em janeiro de 2007 Paul Sakuma/Associated Press Lançamento dos iPhone XS e iPhone XS Max REUTERS/Stephen Lam Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia, em 2020 Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters iPhone 17 Pro e iPhone Air, anunciados em 2025 Godofredo A. Vásquez/AP 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, em 2 de setembro de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O governo do presidente Donald Trump irá proibir, a partir de 29 de setembro, a importação de diversos produtos do Canadá, incluindo laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em comunicado publicado no site da Casa Branca. A decisão representa uma nova escalada da disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia anunciado uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses, que entrou em vigor em agosto, sob a alegação de que o Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em resposta, o Canadá anunciou tarifas de 15%, 20% e 50% sobre a importação de produtos americanos. As cobranças entraram em vigor nesta terça-feira e incluem itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos. “Temos tudo que precisamos para mudar de direção e prosperar”, afirmou Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em um vídeo publicado no YouTube após a entrada em vigor das tarifas. A nova reação de Donald Trump ocorre após o fracasso de uma série de rodadas de negociações com o governo de Mark Carney ao longo de agosto. (leia mais abaixo) Agora no g1 Entenda a nova decisão dos EUA A proibição abrange a maior parte das bebidas alcoólicas, incluindo cerveja e diversos tipos de vinho, além de uísque, bourbon, rum, vodca, vermute, tequila, mezcal e conhaque. No caso dos laticínios, estão incluídos proteína de soro de leite (whey), melaço invertido, melaço de cana e cerveja sem álcool, segundo os comunicados da Casa Branca. Além das restrições à importação, diversos tipos de queijo foram adicionados a uma lista de produtos sujeitos a uma tarifa de 50%, mas não foram proibidos. Alguns produtos de papel, alumínio, madeira, móveis, iluminação e outros itens também foram incluídos na lista. Ao mesmo tempo, determinados produtos foram retirados da lista de itens sujeitos à tarifa de 50%, incluindo sal, cimento, produtos de papel, chumbo refinado, equipamentos elétricos e partes de varas de pesca. Segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela agência Reuters, continua válida a ameaça feita pelo presidente Donald Trump de elevar, a partir de 1º de janeiro, de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá. Como a tensão comercial começou A disputa comercial entre EUA e Canadá começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março daquele ano, porém, Washington passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre o aço e o alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo Setor automotivo entrou na disputa Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Apesar do aumento das tarifas, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução de parte das tarifas não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. Escalada da tensão Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras intensificaram as negociações entre os dois governos. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir de 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.055 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (8), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 68,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 76 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 11 - 36 - 43 - 48 - 49 5 acertos: 54 apostas ganhadoras, R$ 34.793,09 4 acertos: 2.787 apostas ganhadoras, R$ 1.111,21 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3055 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
iPhone 18: Apple deve lançar celular dobrável nesta quarta Novo celular deve ter tamanho próximo ao de um passaporte quando fechado e semelhante a um tablet quando aberto.

CVM condena Vorcaro e o Banco Master por fraudes no mercado de capitais A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (8), Daniel Vorcaro e o Banco Master por operação fraudulenta no mercado de capitais envolvendo um fundo imobiliário. Vorcaro recebeu multa de R$ 20 milhões, enquanto a penalidade aplicada ao Banco Master foi de R$ 12,5 milhões. O pai, Henrique Vorcaro, e um primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, estão entre os demais envolvidos punidos no processo. O julgamento começou às 15h, na sede da CVM, no Centro do Rio de Janeiro, e foi aberto à imprensa e ao público. O relator do caso, diretor João Accioly, votou pela condenação dos acusados e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. Banqueiro Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal, nega irregularidades na condução dos negócios do Banco Master Reprodução/Polícia Federal O processo foi instaurado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários para investigar irregularidades relacionadas à emissão e à distribuição de cotas do fundo Brasil Real. Segundo a acusação, o esquema teria usado laudos falsos para inflar o valor de imóveis, em uma operação que teria prejudicado investidores. Para a área técnica da CVM, as irregularidades configuraram uma operação fraudulenta no mercado de capitais. Durante o julgamento, o relator afirmou haver elementos suficientes para sustentar a acusação e apontar a obtenção de vantagem indevida com a distribuição das cotas. Defesa pediu adiamento Antes da análise do mérito, as defesas de Vorcaro e de outros acusados pediram o adiamento do julgamento. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo relator, que considerou que havia elementos suficientes para que o processo fosse julgado. Os acusados também haviam apresentado uma proposta de acordo para encerrar o processo, mas a CVM rejeitou a tentativa. Ao fim do julgamento, os demais integrantes do colegiado acompanharam o voto do relator, tornando unânime a decisão pela condenação de Vorcaro e dos outros envolvidos. O que dizem os citados No processo, a defesa dos acusados nega irregularidades e afirma que todas as operações seguiram as regras do mercado. Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro estão presos preventivamente.

Mais de 2,2 mil punições já foram aplicadas a correspondentes bancários e agentes de crédito por práticas abusivas na oferta de consignado a aposentados e pensionistas, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgado nesta terça-feira (8). De acordo com a entidade, 132 empresas que atuavam em nome dos bancos autorregulados foram suspensas e 17 pessoas que trabalham para agentes de crédito foram suspensos temporariamente Além disso, foram aplicadas outras 1.200 advertências e 928 suspensões temporárias a correspondentes. 🔎 A Autorregulação do Consignado é um instrumento criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em 2020 para coibir assédio comercial, combater fraudes e aprimorar a transparência, a segurança e a qualidade na oferta e contratação de empréstimos e cartões consignados. Agora no g1 Segundo as entidades, as operações envolvem todos os produtos relacionados ao crédito consignado e incluem aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores públicos (federal, estadual e municipal) e trabalhadores do setor privado com carteira assinada: Empréstimo Consignado: tradicional, com desconto direto no salário ou benefício; Cartão de Crédito Consignado: incluindo novas regras para a reserva de margem (RMC); Cartão Benefício Consignado: regras aplicadas às modalidades de pagamento consignado. Para fazer as fiscalizações, as entidades utilizam diversas fontes de informação que refletem as reclamações dos consumidores. Além das sanções aplicadas a correspondentes, as infrações às regras também sujeitam as instituições financeiras a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. Os valores arrecadados são destinados a projetos de educação financeira. Aposentados e pensionistas passam a usar biometria para contratar empréstimo consignado Reprodução/TV Globo Plataforma Não Me Perturbe A plataforma Não Me Perturbe somou, nos primeiros sete meses deste ano, mais de 6 milhões de solicitações de bloqueio de números de telefone para o recebimento de ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado. A maioria dos pedidos de bloqueio de telefone partiu de consumidores de cidades da região Sudeste (53,86%). A região Sul responde por 18,42% do total de pedidos, seguida pelo Nordeste (14,74%). Centro-Oeste e Norte respondem por 9,24% e 3,73% dos pedidos, respectivamente. São Paulo lidera as queixas do país, com 2.009.285 pedidos de bloqueio, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Petróleo bate em US$ 100 com ataque de houthis a navios sauditas Os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas nesta terça-feira (8), após os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacarem instalações de energia na Arábia Saudita. Os contratos futuros do Brent subiram US$ 0,92, ou 0,9%, e fecharam a US$ 97,92 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou US$ 1,55, ou 1,7%, para US$ 93,03 por barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os ataques provocaram incêndios em instalações petrolíferas, deixaram mais de 70 pessoas feridas e aumentaram os temores de uma escalada da guerra no Oriente Médio, que já dura seis meses. A alta manteve os dois tipos de petróleo em níveis considerados tecnicamente de sobrecompra — quando os preços sobem rapidamente e podem estar acima do que os indicadores de mercado sugerem. O Brent registrou, pelo segundo dia consecutivo, o maior fechamento desde 23 de julho. Já o WTI teve o maior fechamento desde 4 de junho. Os houthis atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, país aliado dos Estados Unidos. Os ataques deixaram feridos e provocaram incêndios em instalações petrolíferas. A mídia controlada pelos houthis informou ainda que aviões de guerra sauditas realizaram ataques no distrito de Jubah, no Iêmen, a leste da capital Sanaa, e na província de Taiz, no sudoeste do país. As exportações de petróleo do Golfo Pérsico vêm sendo fortemente afetadas desde que o Irã atacou instalações de energia na região e navios que passavam pelo Estreito de Ormuz. Os ataques iranianos ocorreram após ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro. A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA, vem usando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz para transportar petróleo em direção ao Mar Vermelho. Os ataques desta terça-feira, porém, estão entre os maiores já realizados contra o país e podem ampliar o impacto econômico global da guerra. Isso porque ameaçam o abastecimento de energia do Oriente Médio também por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Preços dos combustíveis seguem elevados Apesar de fecharem em alta, os contratos futuros do petróleo perderam parte dos ganhos ao longo do dia. O mercado teme que os preços elevados dos combustíveis aumentem a inflação e levem bancos centrais a elevar os juros. 🔎 Juros mais altos podem reduzir o ritmo da economia e, consequentemente, a demanda por energia. Os preços globais dos combustíveis seguem elevados, principalmente por causa de interrupções em refinarias no Oriente Médio, na Rússia e em outras regiões. Nos EUA, o diesel atingiu preços recordes na semana passada, enquanto a gasolina também chegou a níveis recordes durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalho. Executivos do setor preveem que a oferta global de diesel continuará restrita durante o inverno no Hemisfério Norte. Entre os fatores estão a falta de capacidade disponível nas refinarias, a proibição de exportações imposta pela Rússia após ataques da Ucrânia e a aproximação do período de maior demanda no inverno. * Com informações da agência Reuters Apesar dos questionamentos pela sua atuação no âmbito elétrico, Betancourt conseguiu permissão das autoridades venezuelanas para ingressar no setor do petróleo Maryorin Mendez/AFP via Getty Images (BBC)

Muse, agente de IA da Meta Divulgação/Meta A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de realizar tarefas como enviar e-mails e reservar viagens por conta própria. O agente está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp. A Meta afirmou, sem dar detalhes, que planeja integrá-lo à sua linha de óculos inteligentes "em breve". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Muse foi projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Os usuários poderão escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento. Agora no g1 A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso do Muse, mas também levanta preocupações sobre os riscos para usuários e outras pessoas caso o agente execute ações indevidas. O Muse é inspirado no OpenClaw, um agente de IA de código aberto que viralizou no início do ano por automatizar tarefas, mas também gerou preocupação pelo risco de expor dados dos usuários. Conhecido internamente como Hatch, o novo agente é considerado uma peça-chave no plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários dos serviços da empresa. Segundo Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, a empresa adiou o lançamento, inicialmente previsto para abril, para reforçar a segurança do produto. Para a Meta, o tempo adicional de desenvolvimento permitiu que o agente atingisse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho. "É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível", disse Shah. Resultados mistos Nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados. Em alguns casos, o Muse conseguiu organizar a logística de viagens. Em outros, desconectou-se sem explicação ou enviou informações confidenciais sem permissão, segundo publicações internas vistas pela Reuters. Uma pessoa afirmou que o Muse foi tão útil na organização de itinerários e transportes que o descreveu como "a terceira participante" de sua lua de mel. Em outra publicação, um funcionário que havia pedido ao Muse que monitorasse ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado "muitas falhas que o tornavam pouco confiável". Segundo o funcionário, o produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento "sem motivo aparente". O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, às vezes várias vezes em poucos minutos. Outros funcionários relataram falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre os casos relatados.

Pierre Mirabaud, acusado de pagar propina a um funcionário do Kuwait. Divulgação/Fabrice Coffrini/AFP Pierre Mirabaud, de 77 anos, ex-sócio do banco privado suíço Mirabaud & Cie e ex-presidente da associação dos bancos da Suíça, pagou US$ 101,7 milhões (R$ 518,67 milhões) em propina a um funcionário do governo do Kuwait. O suíço foi condenado nesta terça-feira (8) a dois anos de prisão, mas não precisará cumprir a pena. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a acusação do Ministério Público Federal da Suíça, Mirabaud fez centenas de pagamentos a um funcionário do governo do Kuwait entre 2000 e 2012. Em troca, o funcionário teria direcionado US$ 595,2 milhões (R$ 3,035 bilhões) em negócios para o banco. Segundo a acusação, Mirabaud sabia dos riscos dos pagamentos e aceitava as possíveis consequências caso o esquema fosse descoberto. O julgamento no Tribunal Penal Federal da Suíça, em Bellinzona, durou apenas meio dia. Mirabaud admitiu os principais fatos apresentados no processo, que envolve corrupção e lavagem de dinheiro. Seu advogado, Saverio Lembo, afirmou que a suspensão da pena levou em consideração a colaboração de Mirabaud com as autoridades durante a investigação. "Ele agora aceita as consequências de suas ações, de acordo com os princípios de responsabilidade individual que considera importantes", disse o advogado. Idade e colaboração pesaram na sentença Na Suíça, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de até cinco anos de prisão. No caso de Mirabaud, os promotores pediram uma pena de 24 meses, considerando sua idade, a ausência de condenações anteriores e sua colaboração com os investigadores. A pena foi suspensa. Na Suíça, isso geralmente ocorre quando não há expectativa de que a pessoa volte a cometer crimes. O funcionário do governo do Kuwait envolvido no caso morreu. Ele havia sido condenado no país, mesmo sem estar presente no julgamento, por corrupção e desvio de dinheiro público. Banco não é parte do processo O Mirabaud & Cie não é parte do processo e recusou-se a comentar o caso. Fundado em 1819, em Genebra, o banco é uma das instituições privadas mais antigas da Suíça e atualmente é administrado pela sétima geração da família fundadora. Em 2024, a FINMA, autoridade responsável pela fiscalização do mercado financeiro suíço, informou ter confiscado 12,7 milhões de francos suíços em lucros obtidos ilegalmente pelo banco. A medida foi tomada após a identificação de violações das regras do mercado financeiro e das normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a FINMA, a investigação envolveu relações comerciais que, em determinados momentos, representavam quase 10% de todo o dinheiro administrado pelo banco. O caso estava ligado a um empresário acusado de sonegação de impostos, que também morreu. A autoridade não revelou os nomes das pessoas envolvidas. Na época, o Mirabaud afirmou ter colaborado integralmente com a FINMA para solucionar o caso e disse que a decisão "encerra o passado".

Mulher ganha na Justiça direito a salário-maternidade rural mais de três anos após parto Imagem ilustrativa/Divulgação A Receita Federal identificou mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade feitos por empresas de fachada e outras organizações sob suspeita de tentar obter os recursos de forma indevida. Segundo o Fisco, os pedidos apresentam indícios de irregularidades por não serem compatíveis com as regras do benefício. Entre os principais sinais de irregularidade estão: Empresas com apenas um funcionário; Faturamento próximo de zero; Falta de registros compatíveis nos documentos fiscais; Pedidos de valores considerados fora do padrão. Agora no g1 A Receita também encontrou pedidos relacionados a seguradas sem registro de filhos, casos em que empresários apareciam ao mesmo tempo como donos e funcionários das próprias empresas e situações em que uma mesma pessoa teria recebido vários benefícios por meio de empresas diferentes em um curto período. Se as irregularidades forem comprovadas, os envolvidos poderão ser obrigados a devolver os valores recebidos indevidamente, além de ficar sujeitos a multas e sanções administrativas e criminais. Fraude do INSS: Polícia Federal indicia dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas Pedido de R$ 500 mil Um dos casos analisados envolve um microempreendedor individual (MEI) do setor de entregas rápidas que solicitou R$ 500 mil em reembolso de salário-maternidade. Segundo a Receita, a legislação não permite esse tipo de compensação. Em outro caso, empresas com pouco ou nenhum faturamento apresentaram pedidos de valores elevados. Elas também tinham ligação com procuradores que atuavam para dezenas de outras empresas em situação semelhante. Como mostrou o g1 em maio, o aumento no volume de pedidos ocorreu após uma mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de um período mínimo de contribuição para ter direito ao salário-maternidade. O STF entendeu que exigir carência apenas de determinadas categorias de seguradas violava o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem precisar cumprir o período mínimo de contribuição exigido anteriormente. Como funciona o reembolso O reembolso do salário-maternidade é permitido quando a empresa paga o benefício a uma funcionária vinculada ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Depois, a empresa pode compensar esse valor. Quando o benefício é pago diretamente pelo INSS, porém, a empresa não pode pedir o dinheiro de volta nos sistemas de restituição e compensação. Homens também têm direito ao benefício O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar do trabalho por causa do nascimento de um filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício dura 120 dias e pode ser solicitado pelo aplicativo Meu INSS. Embora seja destinado principalmente às mães, o salário-maternidade também pode ser concedido aos pais em algumas situações previstas na legislação. Segundo o INSS, homens segurados da Previdência Social podem ter direito ao benefício quando a mãe morre durante o parto ou enquanto ainda estiver no período de recebimento do salário-maternidade. O benefício também pode ser concedido em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Podem solicitar: Trabalhadoras com carteira assinada; Empregadas domésticas; Trabalhadoras avulsas; Contribuintes individuais, como autônomas; Seguradas facultativas; Seguradas especiais, como trabalhadoras rurais. SAIBA MAIS Salário-maternidade não é só para mães; veja quando o pai pode receber

Solen Feyissa/Unsplash Autoridades americanas de segurança cibernética e de combate ao crime acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial de realizar “atividades agressivas de destilação em escala industrial”. A acusação foi feita em um comunicado conjunto de três agências de segurança dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A destilação é uma técnica em que modelos menores de IA são treinados usando respostas produzidas por modelos maiores e mais caros. Ela permite reduzir os custos de treinamento de novos modelos de inteligência artificial. Agora no g1 Potências devem negociar ainda em setembro Estados Unidos e China devem realizar, ainda em setembro, negociações sobre inteligência artificial para discutir formas de reduzir os riscos associados aos modelos avançados de IA. As conversas são resultado da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada em maio, e devem ocorrer antes da visita de Xi aos EUA, prevista para 24 de setembro. As datas, o local e os participantes ainda não foram definidos. As negociações, porém, devem ser lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Os dois países devem discutir riscos relacionados ao uso militar da IA, a ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas e aos impactos da tecnologia no mercado de trabalho. * Com informações da agência Reuters EUA e China realizarão negociações sobre IA em setembro, dizem fontes

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.
'Meu Feed, Meu Jeito': Austrália quer dar a usuários opção de 'desligar' algoritmo das redes sociais
Primeiro-ministro da Austrália defende internet sem sugestões de algoritmos O governo australiano anunciou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que exigiria uma mudança nas regras das redes sociais para dar aos usuários mais controle sobre os conteúdos que aparecem em seus feeds. A medida busca aumentar a segurança online e dar aos usuários mais controle sobre o funcionamento das plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Pela proposta, as redes sociais terão de explicar aos usuários como funciona o feed padrão e oferecer duas opções de exibição de conteúdo. Uma das opções mantém o sistema usado atualmente por muitas plataformas: um algoritmo analisa o comportamento do usuário e recomenda conteúdos com base no que ele costuma assistir, ler ou curtir; A outra opção desativa as recomendações feitas por algoritmos e mostra apenas publicações de amigos, criadores e outras contas que o usuário segue. “Esta é uma reforma sensata, pragmática e prática”, disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese a jornalistas. Segundo ele, a mudança dará mais controle aos usuários e aumentará a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia pelo cumprimento das novas regras. Batizada de “My Feed, My Way” (“Meu feed, do meu jeito”, em português), a iniciativa também prevê que as plataformas registrem as medidas adotadas para reduzir riscos aos usuários e comprovem que elas continuam funcionando ao longo do tempo. A proposta surge em meio à crescente pressão sobre a forma como as redes sociais selecionam e recomendam conteúdos aos usuários. 📱 Os algoritmos podem analisar as interações de cada usuário para identificar seus interesses e recomendar conteúdos semelhantes. Críticos afirmam que esse modelo pode estimular o uso prolongado das plataformas ao exibir continuamente publicações que chamam a atenção do usuário. Órgão de segurança online ganha mais poderes A proposta também amplia os poderes da eSafety, órgão australiano responsável pela segurança na internet. A agência poderá exigir que grandes empresas de tecnologia removam rapidamente conteúdos nocivos ou ilegais, incluindo materiais relacionados à nudez. Defensores da liberdade de expressão, porém, afirmam que a ampliação desses poderes pode abrir espaço para censura. Albanese rejeitou a crítica. "Não se trata de dar controle ao governo. É sobre dar controle às pessoas", afirmou. Austrália endureceu regras para crianças A proposta surge depois de a Austrália adotar uma das medidas mais rígidas do mundo para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Desde o fim de 2025, plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e Snapchat são obrigadas a impedir que menores de 16 anos mantenham contas. 🔎 A regra responsabiliza as próprias empresas pela verificação da idade dos usuários e prevê multas caso não adotem medidas consideradas suficientes para cumprir a restrição. Segundo a ministra das Comunicações, Anika Wells, a proposta cria novas obrigações para as plataformas digitais, que terão de adotar medidas para reduzir riscos aos usuários. “O projeto garantirá que os provedores de serviços online, incluindo algumas das empresas mais poderosas do mundo, assumam a responsabilidade e façam mais para manter os australianos seguros de danos em suas plataformas”, afirmou. Projeto 'My Feed, My Way' ainda será discutido Antes de levar a proposta ao Parlamento, o governo pretende ouvir empresas de tecnologia, representantes do setor, organizações da sociedade civil e grupos de defesa dos usuários. A previsão é que o projeto de lei seja apresentado ao Parlamento australiano ainda neste ano. A Austrália segue um caminho semelhante ao adotado pela União Europeia. Desde 2024, a Lei de Serviços Digitais do bloco exige que as plataformas ofereçam aos usuários uma opção para desativar o uso de seus perfis para personalizar recomendações. A implementação da regra europeia, porém, enfrentou dificuldades. Reguladores afirmaram que algumas plataformas dificultavam o acesso à opção de deixar de receber recomendações personalizadas com base no perfil do usuário.

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza sem a participação do bilionário. Dirigido pelo americano Alex Gibney, “Musk” usa inteligência artificial para criar uma versão do empresário e acompanha sua trajetória da tecnologia à política. O filme também aborda a aproximação do bilionário com Donald Trump e a influência que passou a exercer na política americana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e equipamentos ligados à exploração espacial com depoimentos que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. O diretor afirmou que o projeto cresceu à medida que Musk ampliou sua participação na política. Gibney começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, planejava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo Gibney, o empresário foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social, o X, e acusou Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para mostrar como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a ampliar sua influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e os contratos de empresas como a SpaceX com o governo americano. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política deu a Musk uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda o envolvimento de Musk com movimentos políticos de direita em diferentes países. Um dos exemplos é seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz declarações feitas publicamente pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre o risco de enfrentar uma disputa judicial pelo uso da inteligência artificial, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de adotar o recurso. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk, entre elas Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China (são 221 mil, com alta de 109,9% em relação ao ano anterior). E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD

A carta aberta de ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do fim de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil. O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte. Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta (4) e sábado (5), houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente. Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração' Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas — como a que enterrou indícios levados pela Polícia Federal acerca do ministro Dias Toffoli —, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito. Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados. Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar. LEIA TAMBÉM: Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF Reprodução Cronologia A mobilização dos ex-ministros ocorre em meio à crise mais grave enfrentada pelo STF nos últimos anos. O estopim foi a divulgação, por decisão do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito do caso Master, que trouxe à tona mensagens e contatos envolvendo integrantes da Corte, autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação desencadeou uma escalada da crise institucional, com Alexandre de Moraes pedindo a abertura de investigação contra Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, assumindo a condução dos procedimentos relacionados ao caso. Desde então, Fachin tem defendido que a resposta da Corte seja guiada pelo devido processo legal e afirmou que nenhum integrante do Judiciário está acima da Constituição. Nos últimos dias, a pressão por uma apuração mais ampla ganhou força dentro e fora do tribunal. Em carta divulgada na segunda (7), 13 ministros aposentados do STF, entre eles Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Nelson Jobim e Celso de Mello, pediram a Fachin uma sessão pública do plenário para determinar uma "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que, segundo os signatários, colocaram em risco a credibilidade da Corte e das instituições democráticas. O manifesto expôs a preocupação de ex-integrantes do Supremo com o desgaste da imagem do tribunal e abriu uma nova frente de pressão sobre a presidência do STF em meio aos embates internos provocados pela crise

Aly Song/Reuters O aplicativo de relacionamentos Grindr concordou em pagar 26 milhões de libras (R$ 180 milhões) para encerrar uma ação judicial promovida por milhares de usuários no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian". O processo acusava a empresa de compartilhar dados pessoais altamente sensíveis com empresas de publicidade, incluindo, em alguns casos, o status de HIV dos cadastrados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão encerra uma disputa judicial de dois anos iniciada em abril de 2024, quando um escritório de advocacia entrou com a ação na Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales. A queixa representava 12 mil pessoas afetadas por violações das leis de privacidade britânicas em períodos que vão até o início de 2020. Caso o valor seja distribuído igualmente, cada representado receberá uma média de 2.167 libras (R$ 15 mil). Agora no g1 Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil O acordo estabelece que a empresa pagará metade do valor total até o fim deste ano e a outra metade até o final de março de 2027. Em comunicado a órgãos reguladores dos Estados Unidos, a plataforma informou ter resolvido a ação coletiva referente a práticas adotadas antes de 2020, época em que pertenceu à empresa chinesa de jogos Beijing Kunlun Tech, segundo o Guardian. A empresa declarou, segundo o jornal inglês, que o acordo não representa admissão de responsabilidade. Apesar de contestar as alegações, a plataforma afirmou reconhecer o desgaste e a perda de confiança relatados por parte de seus usuários no Reino Unido em relação a esse período. Em 2021, o aplicativo já havia sido multado na Noruega por compartilhar, sem consentimento, dados dos usuários com empresas de publicidade.

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (8) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano. Deste total: R$ 4,24 bilhões são recursos de 23,6 milhões de pessoas físicas; R$ 1,4 bilhão são valores de 2,2 milhões de empresas. Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões e, em junho, para R$ 5,1 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Em julho, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos. A intenção de voto no Brasil segue no radar dos investidores, conforme se aproximam as eleições presidenciais. Na segunda-feira (7), uma pesquisa da Quaest apontou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. Veja mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No exterior, as preocupações com o conflito no Oriente Médio continuam a se refletir nos preços do petróleo. Nesta terça-feira, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e ressaltando o risco de o conflito com o Irã se transformar em uma guerra regional mais ampla. Em meio às tensões, os preços do petróleo viveram um dia de alta e atingiram nova máxima em seis semanas. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, subiu 0,92%, cotado a US$ 97,92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,71%, a US$ 93,03 o barril. ▶️ Na agenda econômica da semana, investidores seguem na expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,86%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,34%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,20%; Acumulado do mês: +5,65%; Acumulado do ano: +16,29%. Pesquisa eleitoral Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno -- que acontecerá em 4 de outubro. Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro. Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal: Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro) Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%) Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero) Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Clariana Barão (DC): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%) Indecisos: 10% (eram 11%) Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026. Tensões no Oriente Médio A escalada do conflito no Oriente Médio continua a trazer preocupações para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta terça-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen realizaram ataques contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita nesta terça-feira (8), deixando ao menos 73 pessoas feridas e provocando incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone subaquático dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse à Reuters que o equipamento militar já apresentava problemas há mais de um dia enquanto monitorava as águas da região. Após a captura do drone, os militares iranianos publicaram em seus meios de comunicação que o 'submarino inteligente' incorpora "a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025". Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme investidores avaliavam a escalada das tensões no Oriente Médio e aguardavam os novos dados de inflação, previstos para esta semana. O Dow Jones caiu 1,16%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,31%. Na Europa, as bolsas as bolsas fecharam mistas, em meio a preocupações com a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou estável, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,14% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,10%. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Em Xangai, um ligeiro avanço foi impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro. As ações de tecnologia, no entanto, fizeram pressão de baixa. O SSEC, índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,70%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 0,58%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

Ford Ranger Raptor Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026. Segundo a marca, o problema está na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente. A falha pode deixar os ocupantes sem a proteção prevista em caso de colisão. Além disso, o acabamento da coluna central pode se soltar e ser arremessado dentro da cabine, aumentando o risco de lesões. Agora no g1 Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais. Os reparos começam em 10 de outubro de 2026 e devem levar cerca de duas horas. O recall envolve veículos fabricados entre 11 de março e 19 de junho de 2026, com finais de chassi entre TX764311 e TX784494. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação, mas, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,01% para 5%. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,01% para 5%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro elevou sua projeção de 1,92% para 1,93% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.

Trend dos anos 80: saiba como fazer a sua foto usando IA Reprodução/Redes sociais Uma nova trend em que pessoas aparecem com roupas e cortes de cabelo no estilo dos anos 1980 viralizou nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok. (veja como fazer a sua) As imagens inundaram inicialmente os Stories do Instagram, mas a trend cresceu e chegou ao feed. As fotos têm sido geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No Instagram, além de uma figurinha nos Stories, há pelo menos 21 mil publicações com a hashtag "trendanos80". Segundo o Google, a busca pelo termo "trend anos 80" aumentou 5.000% em comparação com a semana passada. Vários artistas e famosos também entraram na onda, como Ana Maria Braga, Jorge e Mateus, Virginia, Fernanda Paes Leme, Patrícia Poeta e Sabrina Sato, entre outros. (veja mais abaixo) Agora no g1 É importante lembrar que, ao compartilhar suas fotos com ferramentas de IA, você também está enviando informações pessoais para a tecnologia. Esses dados podem ser usados para treinar e aprimorar os sistemas. Por isso, verifique os termos de uso da ferramenta para entender como suas informações poderão ser utilizadas. Como criar uma foto no estilo dos anos 80 Acesse o ChatGPT ou o Gemini pelo site ou aplicativo. Escolha uma foto sua em boa qualidade. Use o seguinte prompt (comando): "Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo." Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem. Sabrina Sato na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Gil do Vigor na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Pepita na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Ana Maria Braga na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Tata Werneck na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Dani Calabresa na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Patixa Teló na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos. Agora no g1 O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa. Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável. O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição. Domo de Ferro e Iron Beam A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027. A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel. A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha. Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sistemas de defesa antiaérea "Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local", disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa "assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück". O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027. O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado. "Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa", disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael. A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen. Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sindicato: VW "não está isenta" de responsabilidade O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos. Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar "usos alternativos" para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos. Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história. "A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes", disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW. Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense. O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel. O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones. Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA O Canadá começa a aplicar nesta terça-feira (8) novas tarifas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, acirrando a disputa comercial entre os dois países. As novas medidas atingem mercadorias americanas avaliadas em 27,6 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 20 bilhões ou R$ 103 bilhões na cotação atual. ➡️ A lista inclui aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose, plásticos e componentes eletrônicos. (veja abaixo as alíquotas por produto) As tarifas foram impostas em retaliação as taxas impostas pelos EUA sobre produtos canadenses. Em alguns casos, elas chegam a 50%. A medida ocorre depois do fracasso de uma série de rodadas de negociações entre os governos de Donald Trump e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em agosto. 'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial Tarifas do Canadá aos EUA: veja a alíquota por produto O que muda a partir desta terça As novas tarifas canadenses foram desenhadas para atingir mercadorias americanas dos mesmos setores afetados pelas barreiras impostas recentemente pelos EUA. A ideia é fazer uma retaliação proporcional. Ou seja, quando Washington aplica uma determinada tarifa a um produto canadense, Ottawa cobra uma taxa equivalente sobre mercadorias americanas correspondentes. As medidas não atingem mercadorias americanas que já estavam em trânsito para o Canadá quando as tarifas entraram em vigor. Além disso, a cobrança vale apenas para produtos considerados de origem americana. O Canadá também mantém as tarifas de retaliação que já estavam em vigor sobre automóveis americanos. Como a disputa comercial começou O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo A disputa começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março, porém, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O setor automotivo entrou na disputa na sequência. Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Mesmo com a escalada, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução das barreiras não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. O que aconteceu em 2026 Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras levaram os governos a intensificar as negociações. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre os produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir deste 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027. Por que a disputa é tão importante Canadá e Estados Unidos têm uma das relações comerciais mais integradas do mundo. Empresas dos dois países dependem umas das outras para obter matérias-primas, peças e componentes. Isso é especialmente evidente na indústria automotiva. Um componente pode ser fabricado nos Estados Unidos, enviado ao Canadá para a montagem de um veículo e depois atravessar novamente a fronteira como parte de um produto acabado. Por isso, uma tarifa pode afetar muito mais do que o exportador estrangeiro. O importador paga o imposto diretamente à alfândega, mas o custo pode ser dividido entre empresas ao longo da cadeia e, dependendo do produto e das condições do mercado, chegar ao consumidor. A ameaça de novas tarifas sobre veículos é particularmente sensível por causa dessa integração. Montadoras instaladas no Canadá dependem de fornecedores de diferentes partes da América do Norte. Toyota e Honda, por exemplo, respondem juntas por mais de três quartos dos veículos produzidos no país. Uma tarifa de 50% sobre carros e peças canadenses pode, portanto, atingir não apenas empresas canadenses, mas também companhias estrangeiras que utilizam o Canadá como base de produção. Bombardier vira novo ponto de tensão A disputa também começou a alcançar decisões sobre onde as empresas devem produzir seus produtos. Na segunda-feira (7), um dia antes da entrada em vigor das tarifas canadenses, Trump afirmou que a fabricante canadense de jatos executivos Bombardier deveria fabricar seus aviões nos Estados Unidos para continuar vendendo no mercado americano. Caso contrário, segundo o presidente, a empresa poderia ser impedida de vender seus produtos no país. A Bombardier tem cerca de 3,5 mil funcionários nos Estados Unidos, centros de serviços e uma cadeia de fornecedores americanos. A empresa também gasta mais de US$ 2,5 bilhões por ano com fornecedores do país, e muitos de seus jatos utilizam motores fabricados nos Estados Unidos. A ameaça mostra como o conflito deixou de ser apenas uma discussão sobre tarifas e passou a envolver também investimentos, localização de fábricas e cadeias de fornecedores. O próprio Canadá já anunciou medidas para incentivar a produção doméstica. O governo destinou 4,7 bilhões de dólares canadenses para produzir e manter 313 vagões da VIA Rail no país. O projeto deve sustentar quase 700 empregos. Os equipamentos, que antes eram produzidos nos EUA, passarão a ser fabricados no Canadá. Efeitos já aparecem na economia canadense A dimensão do conflito também pode ser observada nos dados mais recentes do comércio canadense. Em julho, o superávit comercial de bens do país caiu para 769 milhões de dólares canadenses, ante 4,2 bilhões de dólares canadenses em junho. No mesmo mês, as exportações canadenses para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações de produtos americanos cresceram 1,8%. Em agosto, o Canadá perdeu cerca de 42 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,4%. Os números não podem ser atribuídos exclusivamente às tarifas, mas mostram o ambiente de maior incerteza enfrentado pela economia canadense.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.055 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (8), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (6), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Depois do feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, na última segunda-feira, o próximo feriado nacional será em 12 de outubro, quando são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e o Dia das Crianças. Até o fim de 2026, o calendário ainda reserva cinco feriados nacionais. Desses, quatro podem ser emendados com o fim de semana, criando oportunidades para períodos prolongados de descanso (veja o calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado voltará a cair em uma segunda-feira, garantindo um fim de semana prolongado de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos. Mesmo nos feriados nacionais, porém, nem todos os trabalhadores têm folga. A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais e de outras atividades autorizadas a operar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil do ministro André Mendonça no Instagram registrou uma disparada no número de seguidores. 📈 Entre 30 de agosto e 6 de setembro, a conta ganhou 1,3 milhão de novos seguidores, ultrapassando a marca de 3,3 milhões. O crescimento foi registrado por um levantamento da plataforma Social Blade, que rastreia estatísticas e dados analíticos de mídias sociais. Durante dois os períodos analisados, últimos três e de sete dias, Mendonça foi quem mais ganhou seguidores entre todos os perfis monitorados no mundo. Agora no g1 O ministro ficou à frente do jogador argentino Lionel Messi, que ocupou a segunda colocação no ranking, com 883.698 novos seguidores. Ao todo, o jogador argentino tem 517 milhões de seguidores no Instagram. O feito de Mendonça coincidiu com o anúncio da aposentadoria de Messi da seleção argentina. No dia 31 de agosto, o ídolo comunicou, em seu perfil, a decisão de encerrar sua trajetória pela camisa albiceleste. Completaram o top 5 do período: o jogador Gabriel Jesus, anunciado como reforço do Barcelona FC também na última semana; o youtuber turco Rúhi Çenet; e a influenciadora Eliziane Ferreira Cruz, conhecida como “Bebinha Arueira”. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF

Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier, fabricante de aviões com sede no Canadá, de vender aeronaves no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país. A declaração é mais um episódio da guerra comercial entre Washington e Ottawa e da estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões nos EUA. ➡️ A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração. O que Trump está exigindo A exigência faz parte de uma política mais ampla do governo americano de usar tarifas e outras barreiras comerciais para incentivar empresas estrangeiras a transferirem parte de sua produção para os Estados Unidos. No caso da Bombardier, a medida pode ter impacto relevante porque cerca de metade dos 5.100 aviões operados por clientes da empresa está nos Estados Unidos. A companhia já possui operações no país. A Bombardier mantém uma fábrica no Kansas, onde prepara aviões para missões especiais de defesa. A unidade, porém, não concentra a fabricação dos principais jatos executivos da empresa. Pressão já havia começado A ameaça desta segunda-feira não é a primeira ofensiva de Trump contra a fabricante canadense. Em janeiro, o presidente ameaçou aplicar uma tarifa de 50% sobre aeronaves produzidas no Canadá e afirmou que os Estados Unidos poderiam retirar a certificação de jatos da linha Global Express da Bombardier. Na ocasião, Trump condicionou as medidas à certificação, pelo Canadá, de aeronaves produzidas pela americana Gulfstream, concorrente da Bombardier. As ameaças não foram implementadas, e o Canadá posteriormente certificou alguns modelos da Gulfstream. O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com Trump usando tarifas como instrumento para pressionar parceiros e empresas estrangeiras. Por que a Bombardier é afetada A Bombardier é uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo e tem uma presença significativa no mercado americano. Por isso, perder o acesso aos Estados Unidos representaria um problema importante para a empresa. Ao mesmo tempo, a companhia mantém uma cadeia de produção integrada entre Canadá e Estados Unidos. Além da fábrica no Kansas, possui centros de serviços e outras operações em território americano. Logotipo da fabricante de aviões canadense Bombardier, em imagem de arquivo Reuters/Denis Balibouse Em 1º de setembro, a Bombardier anunciou que compraria de sua fornecedora Mitsubishi Heavy Industries uma fábrica no Canadá que produz asas para os jatos Global 5500 e Global 6500. Em julho, a empresa informou que sua receita trimestral havia crescido 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 2,15 bilhões, impulsionada principalmente pela demanda por serviços de manutenção e pós-venda.

Volta dos ataques no Irã pressiona Trump Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos. A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho. 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo. Evolução do preço do petróleo nos últimos dias Investing.com Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília). VÍDEOS mostram ataques dos EUA a petroleiros iranianos após Teerã lançar mísseis contra navios norte-americanos O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. Escalada do conflito A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados. A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava “indefesa”. Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir. A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro, quando os dois países e Israel iniciaram uma série de ataques. A nova escalada já teve impacto sobre o abastecimento global da commodity. Na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%. Estoques em baixa O mercado também acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor de petróleo do mundo. Os estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e também das médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy. Para a consultoria, o cenário atual é mais preocupante do que o observado algumas semanas atrás. Petróleo pode passar de US$ 100 O aumento da tensão elevou as projeções para os preços da commodity. O Goldman Sachs avalia que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques contra navios comerciais se intensifiquem. O risco está relacionado principalmente à possibilidade de novos problemas no transporte de petróleo e derivados pelo Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de energia do mundo. Os Emirados Árabes Unidos já trabalham na criação de rotas alternativas para suas exportações de energia e outras operações comerciais. Segundo Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados, a intenção é evitar que o país fique vulnerável aos efeitos da guerra entre EUA e Irã. Opep+ mantém produção Apesar da alta dos preços, a Opep+ manteve no domingo sua política de produção de petróleo para outubro. O grupo, que reúne grandes produtores da commodity, informou em comunicado que não haverá mudança na estratégia de produção definida anteriormente. *Contém informações da Agência Reuters

Evento Lumiere Summir debate o futuro da imagem VALERY HACHE O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, copresidiram nesta segunda-feira (7) a Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França. O evento reuniu representantes de países, das principais empresas de cinema, televisão e games, criadores, festivais e instituições culturais de mais de 55 países. O encontro debateu como a indústria do audiovisual deve enfrentar a inteligência artificial, a concorrência das redes sociais pela atenção do público e a falta de financiamento para novas produções. Participaram representantes dos principais estúdios de Hollywood, incluindo Disney, NBCUniversal e Netflix, além da agência de talentos CAA e de nomes da indústria de tecnologia. O ator George Clooney também esteve presente no evento. A Globo foi representada pelo CEO, Paulo Marinho, que integrou o painel "Emissoras e streamings: velhos rivais, novas estratégias", um dos eixos temáticos da cúpula. A mesa reuniu ainda Isabelle Degeorges, da francesa Gaumont Télévision, e Andrew Bennett, da norte-americana Prime Video. A discussão partiu da constatação de que emissoras de TV aberta e plataformas de streaming passaram a última década disputando a mesma audiência, mas hoje caminham para uma relação de dependência mútua. Com a queda da audiência da TV linear em diversos mercados, os dois modelos têm se aproximado no desenvolvimento, financiamento e distribuição de séries, combinando ecossistemas criativos locais com alcance global. É o caso da Globo, que tem sua própria plataforma de streaming, o Globoplay. O nome do encontro é uma homenagem aos irmãos Auguste e Louis Lumière, pioneiros do cinema francês. A data marcou 130 anos da primeira exibição pública do Cinematógrafo pelos dois — e 200 anos desde a primeira fotografia já registrada. George Clooney participa da Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França Valéry Vache/Pool via Reuters Declaração conjunta sobre o futuro do audiovisual A cúpula reuniu pela primeira vez, neste nível, Estados, grandes empresas do setor audiovisual, criadores e organizações culturais para debater uma única questão: como o valor da imagem em movimento pode ser criado, compartilhado e sustentado na próxima década. A discussão levou em conta as diferenças entre mercados já consolidados e mercados em rápido crescimento, onde surgem alguns dos públicos e ecossistemas criativos mais dinâmicos do momento — puxados, em boa parte, pela ascensão global das séries e de novos formatos de contar histórias. O encontro terminou com a assinatura de uma declaração conjunta, batizada de "Declaração de Lumière", que reúne 15 princípios. Entre os pontos centrais está a defesa de que a criação humana deve permanecer na base das obras audiovisuais, mesmo com o avanço da inteligência artificial. Segundo o documento, a tecnologia só deve ser incorporada ao setor se funcionar como impulso à criação, e não em seu lugar. George Clooney (à esq.), Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul (quarto da esq. para a dir.) e Emmanuel Macron, presidente da França (quinto da esq. para a dir.) participam da Cúpula Lumière VALERY HACHE/Pool/AFP A declaração também tratou da ameaça representada por agentes autônomos de inteligência artificial na forma como o público passa a descobrir e acessar obras, defendeu a preservação de acervos audiovisuais físicos — que, segundo o texto, se degradam de forma irreversível com o tempo — e propôs, em parceria com a Unesco, uma iniciativa para tratar a educação para a imagem como uma alfabetização do século 21, a começar pelos primeiros anos escolares. Outros pontos incluíram o combate à pirataria, a defesa da diversidade de obras e formatos, o reforço da coprodução internacional e a valorização da experiência do cinema como espaço coletivo. Os signatários se comprometeram a permanecer engajados com essas questões e a revisar, em conjunto, os avanços obtidos.

Volker Türk, alto comissário da ONU para os direitos humanos, em foto de 9 de setembro de 2024 Fabrice Coffrini/AFP O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos alertou nesta segunda-feira (7) para a necessidade de criar rapidamente mecanismos de governança para a inteligência artificial. Segundo ele, a IA avançada pode "representar um risco existencial para a humanidade". "Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa", declarou o Alto Comissário, Volker Türk, na abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Ele pediu uma ação "antes que seja tarde demais". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Türk lamentou que "um punhado de homens tenha um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável". "Eles falam de liberdade, mas, quando observamos mais de perto, isso acaba sendo pouco mais do que a liberdade de explorar nossos dados", denunciou. A IA que engana os humanos já é uma realidade. Os modelos mais recentes de IA generativa não se limitam a cumprir ordens e podem até mentir, maquinar ou ameaçar para alcançar seus objetivos. Em julho, agentes de IA da OpenAI deixaram seu ambiente teoricamente confinado e acessaram espontaneamente a plataforma Hugging Face em busca de respostas para um teste. Os incidentes envolvendo agentes que ultrapassam suas prerrogativas para cumprir a missão que lhes foi confiada aumentaram nos últimos meses. A Anthropic e a chinesa Alibaba registraram casos semelhantes. LEIA TAMBÉM OpenAI admite invasão de site alemão por agentes de IA e promete mais transparência Agentes de IA da OpenAI invadem site alemão e criam fórum para burlar regras da própria empresa Os episódios preocupam pesquisadores, diante das crescentes dificuldades para monitorar modelos cada vez mais poderosos. Volker Türk disse que enviará em breve cartas às empresas do setor "para exigir que adotem medidas (...) para reduzir os riscos desde já". "No mínimo, precisamos que os países que abrigam a IA e os que participam de suas cadeias de suprimentos concordem com linhas vermelhas comuns", destacou. "Precisamos de uma verificação independente e de uma cooperação muito mais estreita em relação à segurança dentro da indústria", acrescentou. Também pediu que sejam consideradas "as repercussões da IA nas práticas trabalhistas, nos princípios fundamentais da democracia e em nosso meio ambiente". Agora no g1

Preços de carros usados caem até 20% com enxurrada de novos modelos chineses A fabricante britânica de carros de luxo Jaguar Land Rover anunciou nesta segunda-feira (7) que reduzirá em quase 10% seu quadro de funcionários por meio de um programa de demissão voluntária ao longo dos próximos dois anos. A medida ocorre em meio às crescentes pressões enfrentadas pela indústria automobilística, incluindo a concorrência de fabricantes chineses e os efeitos das tarifas comerciais. Controlada pela indiana Tata Motors e com 17 unidades na Inglaterra, a fabricante de veículos de luxo informou que eliminará cerca de 4 mil postos de trabalho. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O objetivo é economizar 1,7 bilhão de libras (cerca de R$ 12,5 bilhões) e reduzir seu ponto de equilíbrio para aproximadamente 300 mil veículos. A JLR emprega cerca de 43 mil pessoas em todo o mundo, sendo 34 mil no Reino Unido, mas não informou onde os cortes serão realizados. "A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio à intensa concorrência e à persistente incerteza geopolítica", afirmou o CEO da JLR, PB Balaji, em comunicado. Na semana passada, a alemã Volkswagen aprovou planos para eliminar mais de 50 mil empregos, numa tentativa de enfrentar tarifas elevadas, excesso de capacidade produtiva e a forte concorrência de montadoras chinesas. A JLR ainda se recupera de um ataque cibernético sofrido em 2025, que provocou uma longa paralisação da produção e afetou sua cadeia de fornecedores. Os cortes representam um revés para o governo britânico, que tenta impulsionar uma economia de crescimento lento. Nesta segunda-feira, o ministro das Finanças, John Healey, discursou em Coventry, cidade próxima à sede da JLR, e apresentou uma visão mais otimista para a economia antes da divulgação do orçamento, prevista para o fim de outubro. Cortes de custos e concorrência A JLR afirmou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses e manterá investimentos entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras (cerca de R$ 110,5 bilhões a R$ 132,6 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente. Mesmo assim, a empresa disse que precisa reduzir custos e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente. O programa de demissão voluntária afetará principalmente os 26 mil funcionários das áreas administrativa e de gestão. O ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, conversou com Balaji nesta segunda-feira e deve se reunir ainda nesta semana com representantes da empresa e dos sindicatos. "Entendemos que este será um período de incerteza e preocupação para os trabalhadores afetados, suas famílias e as comunidades, e sabemos que as atuais condições de mercado são desafiadoras para a indústria automotiva em todo o mundo", afirmou o porta-voz do primeiro-ministro, Andy Burnham. Já o prefeito da região, Richard Parker, anunciou um pacote de 500 mil libras (cerca de R$ 3,7 milhões) para apoiar os funcionários que aderirem ao programa de demissão voluntária. Logotipos das marcas britânicas Jaguar e Land Rover, pertencentes à indiana Tata Motors, em frente a uma concessionária em Nova Délhi, na Índia. Reuters

Camarotti comenta dívida pública e crise com Argentina Quando a moto de um entregador é apreendida pelas autoridades de trânsito em Buenos Aires, voltar ao trabalho pode depender de um empréstimo caro. O empréstimo ajuda os trabalhadores a pagar multas e taxas para recuperar o veículo, mas também pode alimentar um ciclo de dívidas que aumenta a dependência dos aplicativos usados para obter renda. Albert Quintero, entregador de 41 anos, ganha em média 70 mil pesos argentinos, cerca de US$ 46, por dia fazendo entregas de comida. Recuperar uma moto apreendida, porém, pode custar cerca de 140 mil pesos (US$ 90) em multas e taxas — o equivalente a dois dias de trabalho. Segundo ele disse à agência Reuters, muitos entregadores não conseguem pagar esse valor sem recorrer a empréstimos. E cada vez mais trabalhadores de aplicativos recorrem a empréstimos oferecidos por fintechs — empresas que prestam serviços financeiros por meios digitais. Entre as opções estão empréstimos oferecidos pelos próprios aplicativos para os quais trabalham, mesmo com taxas de juros anuais que frequentemente passam de 100%. A PedidosYa, por exemplo, oferece empréstimos aos entregadores a uma taxa anual de 131%. Já a carteira digital Personal Pay cobra cerca de 170%. “Há muitos que não têm o dinheiro”, disse Quintero à Reuters. Por isso, acabam assumindo dívidas. O endividamento cresce em um momento em que as famílias argentinas enfrentam aumento do custo de vida e preocupações com o emprego. Nesse cenário, os aplicativos financeiros se tornaram uma importante fonte de crédito e ajudam a mostrar como trabalhadores e famílias estão lidando com as mudanças econômicas promovidas pelo presidente Javier Milei. O número de empréstimos concedidos por fintechs na Argentina cresceu 20 vezes em sete anos: passou de cerca de 500 mil para 10 milhões, segundo Mariano Biocca, diretor-executivo da Câmara Argentina de Fintech, entidade do setor. Mais pessoas têm dificuldade para pagar Quase 6 milhões de pessoas estão há mais de 90 dias com dívidas em atraso, o equivalente a quase um terço de todos os tomadores de empréstimos, segundo estimativas compiladas pela Câmara Argentina de Fintech. A parcela dos empréstimos às famílias que estava em atraso chegou a 12,8% em junho, o maior nível desde o início da série histórica, em 2010, segundo dados do Banco Central argentino. Quando Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023, esse índice era de 2,8%. Analistas afirmam que a mudança não se explica apenas pela situação econômica atual. Durante anos de inflação elevada, os argentinos viram o peso das dívidas diminuir com o tempo porque os preços e a renda subiam rapidamente, enquanto o valor devido não acompanhava necessariamente o mesmo ritmo. Agora, o cenário mudou. Com juros acima da inflação, o custo das dívidas pesa mais no orçamento e os empréstimos ficam mais difíceis de pagar. Um estudo da consultoria Analytica apontou que os jovens são os mais afetados pelo aumento das dívidas em atraso. “Eles conseguem dinheiro facilmente pelas carteiras digitais, mas não percebem os juros que estão pagando”, disse Enrique Tobani, que participou de um protesto em agosto em frente ao Ministério da Economia, em Buenos Aires, em defesa de medidas para aliviar as dívidas. “Todo vizinho, familiar ou trabalhador com quem você conversa está passando pela mesma situação”, afirmou. Pressão por ajuda para quitar dívidas O governo de Milei tem resistido aos pedidos de sindicatos, consumidores e organizações de defesa dos devedores por medidas financiadas pelo Estado para aliviar as dívidas. Para o governo, em geral, o endividamento das famílias é uma questão entre quem empresta e quem toma o crédito. Autoridades também afirmam que o aumento dos empréstimos em atraso é uma consequência temporária da expansão do mercado de crédito privado na Argentina. O crédito privado representa atualmente 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, bem abaixo dos cerca de 80% registrados no Brasil. Na semana passada, autoridades brasileiras também demonstraram preocupação com o aumento do endividamento das famílias, associado a linhas de crédito caras e a critérios menos rigorosos para a concessão de empréstimos. O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters * Com informações da agência Reuters

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, ampliando os dias de descanso (veja calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Análise: Guerra do Irã é a causa da queda na aprovação de Trump, diz Guga Chacra A aprovação do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 33%, o menor nível desde o início do segundo mandato, segundo pesquisa do instituto Focaldata para o jornal Financial Times divulgada no último sábado (5). O levantamento mostra uma piora na avaliação dos eleitores sobre a economia: quase dois terços dizem que ela está indo na direção errada, enquanto 57% afirmam estar financeiramente pior sob o governo Trump. A aprovação de Trump caiu 3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. O resultado, de 33%, é o menor registrado desde maio, quando o Financial Times começou a medir a aprovação do presidente nessa série de pesquisas. ➡️ Até mesmo entre os eleitores republicanos, a aprovação de Trump caiu para 72%, o menor nível de aprovação registrado pelo levantamento nesse grupo (entenda mais abaixo). Gráfico mostra evolução da aprovação de Donald Trump entre maio e setembro de 2026 g1 Economia pesa na avaliação de Trump A percepção sobre a economia aparece como um dos principais pontos de desgaste do presidente. Quase dois terços dos eleitores ouvidos afirmaram que a economia americana está seguindo na direção errada. Além disso, 57% disseram que sua situação financeira piorou desde que Trump voltou à Casa Branca. No levantamento anterior, esse percentual era de 53%. A pressão sobre a economia aparece em gastos do dia a dia, como combustível e alimentos. A alta dos preços também é especialmente sensível para os americanos porque foi um dos principais problemas enfrentados pelo governo Joe Biden. Naquele período, pesquisas mostravam que a inflação estava entre as maiores fontes de preocupação financeira dos eleitores, com destaque para os preços de comida e gasolina. Agora, Trump enfrenta um problema semelhante de percepção econômica, mas com uma diferença política: o presidente voltou à Casa Branca prometendo reduzir o custo de vida. Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta A dificuldade em entregar essa melhora pode pesar especialmente entre os eleitores que esperavam uma mudança rápida na economia. Tarifas também enfrentam resistência A política comercial do governo também é mal avaliada. Segundo a pesquisa, 56% dos eleitores registrados desaprovam a decisão de Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. A medida provocou uma reação do Canadá, que também aplicou tarifas sobre produtos americanos. O cenário aumenta a preocupação com novos custos para consumidores dos dois países. Trump perde apoio entre republicanos A queda na aprovação também atingiu a base republicana. Entre os eleitores do partido, 72% aprovam o desempenho de Trump, mais de dois pontos abaixo do registrado no levantamento anterior. É o menor nível de aprovação entre republicanos na série. Na avaliação específica sobre empregos e economia, o desgaste é maior: 53% dos republicanos aprovam a atuação de Trump nessa área, quase 8 pontos a menos que no mês anterior. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, caminha para embarcar no Air Force One em Morristown neste domingo (16) Ken Cedeno/Reuters O resultado mostra que, embora a maioria dos republicanos ainda aprove o presidente de forma geral, a avaliação sobre a economia piorou de maneira mais acentuada dentro da própria base. Eleições de novembro A pesquisa foi divulgada menos de dois meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro. Nessas eleições, os americanos vão escolher representantes para o Congresso, incluindo todas as 435 cadeiras da Câmara e parte do Senado O levantamento também aponta uma vantagem de 7,5 pontos percentuais para os democratas na chamada "votação genérica" para o Congresso. A pergunta mede em qual partido o eleitor pretende votar, sem apresentar candidatos específicos. No levantamento anterior, a vantagem era de 5 pontos. Outro dado mostra como os eleitores avaliam o peso de Trump na disputa. 46% disseram que a presença do presidente torna mais difícil para candidatos republicanos vencerem as eleições de novembro, enquanto 17% disseram que ele torna a vitória mais fácil. Entre os eleitores independentes, 53% disseram que Trump dificulta a vitória dos republicanos Quando perguntados sobre o efeito de um eventual endosso de Trump a um candidato ao Congresso, 43% disseram que ficariam menos propensos a votar nesse candidato, contra 23% que ficariam mais propensos. Entre os independentes, 47% afirmaram que seriam menos propensos a votar em um candidato apoiado pelo presidente.

Concurso 3054 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3054 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (6), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 47,4 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 70 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58. 5 acertos: 78 apostas ganhadoras, R$ 30.145,38 4 acertos: 5.268 apostas ganhadoras, R$ 735,73 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Mega-Sena, concurso 3054: confira os números sorteados Reprodução/Youtube Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista Reprodução / TV TEM A safra de urucum de 2026 tem gerado apreensão entre agricultores da região da Nova Alta Paulista, considerada a maior produtora da semente no estado de São Paulo. Apesar de o Brasil ser responsável por cerca de 57% da produção mundial, os preços praticados no mercado não têm garantido margem de lucro satisfatória para os produtores locais. Em Osvaldo Cruz (SP), a produtora Maria Aparecida Fafreto enfrenta sua primeira safra com mil pés de urucum-anão. Segundo ela, o clima e os cuidados favorecem a produtividade, mas a flora irregular aumenta os gastos. Durante a colheita, Maria precisa retornar diversas vezes à mesma área para recolher frutos que ainda estavam em flores. O processo exige rapidez para evitar que os cachos abertos percam qualidade. Com a venda entre R$ 12 e R$ 13 por quilo, a margem de lucro está abaixo do esperado. Ainda assim, Maria planeja ampliar a produção com o plantio de mais mil pés. Em Junqueirópolis, o produtor Marcos Everaldo Altrão registrou queda de 25% na safra em relação ao ano passado. Dos 30 mil pés cultivados, obteve 15 toneladas. Ele aponta o clima como principal obstáculo: a falta de chuvas na fase de plantio e o excesso durante a colheita comprometeram a qualidade dos grãos. Segundo Marcos, sementes com umidade acima de 12% não são aceitas pela indústria. Para reduzir custos, ele optou pelo uso de herbicidas no controle de ervas daninhas, em vez da capina manual. De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Ribeiro, a alta oferta da safra não foi acompanhada pela demanda. Apesar disso, a indústria alimentícia tem ampliado investimentos em corantes naturais, o que pode impulsionar o mercado de urucum no longo prazo. Veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2026: Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Safra de laranja cresce no interior de SP, mas queda no consumo de suco derruba preços Reprodução / TV TEM A produção de laranja no interior paulista demonstra crescimento na safra deste ano, mas a queda na indústria do suco reduz o ganho dos produtores rurais. Conforme o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os últimos três anos de preços elevados geraram uma queda entre 30% e 40% no consumo da cadeia de suco de laranja. O preço da fruta no mercado interno e o preço do suco no mercado externo fomentam uma baixa na procura pelo citros. Mesmo após uma safra tardia, o citricultor Lucas Ferrantes Fonseca, de Olímpia (SP), espera colher 30 mil caixas de laranja-pêra-rio, o dobro da colheita do ano passado. Mesmo com esse aumento, em dois meses de colheita o produtor não conseguiu vender nem metade da produção. Além da falta de demanda, Lucas relata que o preço da venda não cobre os custos de produção: a caixa que custa R$ 35 para ser produzida é vendida por R$ 22. Segundo o Fundecitrus, as produções paulistas e do Triângulo Mineiro tiveram uma redução de 12,9%. São 38 milhões de caixas a menos devido às altas temperaturas do período de estiagem e ao avanço da doença greening nos pomares. Em contrapartida, no município de Guaraci, o produtor rural José Humberto Gazoni precisa trocar parte dos 12 mil pés de laranja-valência por mamoeiros para contornar o prejuízo. Muitas das frutas descartadas estão saudáveis, mas não tiveram procura por parte dos compradores. A caixa de 40 quilos, que já chegou a R$ 70, hoje é vendida por R$ 33. De acordo com José, o preço do suco aumentou e o consumo caiu, mas os produtores ainda dependem da indústria para as vendas. Mesmo após 55 anos no mercado, José ainda mantém esperança no futuro e pretende continuar com a produção. Veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2026: Safra de laranja cresce no interior de SP, mas queda no consumo de suco derruba preços VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Trump defende avanço da economia e política de imigração A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump. O número dá a dimensão do desafio que o presidente enfrenta. O republicano voltou à Casa Branca prometendo reduzir gastos, diminuir o tamanho do governo e estimular a economia para colocar as contas públicas em ordem. Até agora, porém, a dívida continuou crescendo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o problema não começou com Trump. A dívida americana vem aumentando há décadas, sob governos republicanos e democratas. Entre os fatores estão cortes de impostos, guerras, programas de estímulo à economia e, mais recentemente, o envelhecimento da população. Em janeiro de 2025, Trump assumiu novamente a Presidência prometendo mudar essa trajetória, mas também ampliou os gastos e reduziu impostos. O resultado é uma dívida cada vez maior e uma conta mais pesada para o governo. 🔎 Além de a dívida ter aumentado, o custo para financiá-la também subiu, à medida que os rendimentos de alguns títulos do governo americano chegaram aos níveis mais altos em quase duas décadas. Especialistas em orçamento alertam que, sem mudanças, o governo poderá ser pressionado a tomar medidas politicamente impopulares, como aumentar impostos ou reduzir benefícios sociais, incluindo a Previdência Social. “Não há nenhum cenário em que se possa analisar o histórico do presidente Trump, tanto neste mandato quanto no anterior, e declará-lo um sucesso fiscal”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, um grupo de estudos de Washington. Para ela, Trump não é o único responsável pela situação atual, mas ocupa um papel central por definir a agenda do governo. “A maneira como chegamos a este ponto não foi culpa dele, mas o fato de estarmos nesta situação e de os parlamentares não terem feito nada para melhorá-la é culpa de todos eles, com o presidente claramente ocupando um papel central e definindo a agenda.” O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um evento para assinar uma ordem executiva sobre flexibilidade na vacinação em 10 de agosto de 2026 Kylie Cooper/Reuters Trump prometeu cortar gastos. A dívida continuou subindo A promessa de reduzir o tamanho do governo esteve no centro da campanha de Trump. Durante o primeiro ano do segundo mandato, milhares de funcionários federais foram demitidos e programas considerados pelo governo como desperdício foram eliminados. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que Trump foi o “primeiro presidente a combater seriamente o desperdício, a fraude e os abusos generalizados em todo o governo federal”. O déficit anual — a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta — chegou a cair em 2025, mas apenas marginalmente. A dívida total, por sua vez, continuou aumentando. Os cortes de impostos também pesaram sobre as contas. Segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável, as reduções de impostos aprovadas no primeiro mandato de Trump acrescentaram US$ 8,4 trilhões (R$ 43,3 trilhões) à dívida. Já no segundo mandato, a nova lei tributária e de imigração acrescentou outros US$ 4,7 trilhões (R$ 24,2 trilhões), de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso. 🔎 Trump, portanto, enfrenta uma contradição que também aparece em outros países, inclusive no Brasil: reduzir impostos pode estimular a economia, mas, se a queda na arrecadação não vier acompanhada de uma redução equivalente nos gastos, a dívida tende a continuar crescendo. A conta não começou com Trump A trajetória da dívida americana atravessa governos dos dois partidos. Presidentes republicanos como Ronald Reagan e George W. Bush ampliaram os déficits com cortes de impostos, enquanto as guerras durante os governos Bush também aumentaram os gastos. Já os democratas Barack Obama e Joe Biden adotaram grandes pacotes de estímulo depois da crise financeira de 2008 e durante a pandemia de Covid-19, respectivamente. Bill Clinton foi uma exceção. Em seu segundo mandato, o governo registrou modestos superávits anuais, em um período de forte crescimento econômico e de reformas nos programas de assistência social, resultado de um acordo com um Congresso controlado pelos republicanos. Por isso, é difícil atribuir a dívida a um único presidente ou partido. Republicanos e democratas, em diferentes momentos, aumentaram os gastos ou reduziram as receitas do governo. O problema também é demográfico Há ainda uma pressão sobre as contas públicas que não depende de quem está na Casa Branca: o envelhecimento da população. A geração conhecida como baby boom, nascida nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, está se aposentando. Com isso, aumentam os gastos com benefícios sociais, enquanto a arrecadação de impostos sobre os salários não é suficiente para cobrir os pagamentos futuros. É um problema semelhante, em sua lógica, ao desafio enfrentado por outros países que estão envelhecendo: mais pessoas passam a receber benefícios do governo, enquanto proporcionalmente há menos trabalhadores contribuindo para financiá-los. Nos EUA, gerações anteriores de republicanos defenderam mudanças nesses programas. Trump, porém, levou o partido a se afastar dessa posição ao criar novos programas de proteção social, como contas de investimento apoiadas pelo governo para recém-nascidos. A aposta de Trump: crescer para pagar a conta A estratégia de Trump parte de uma ideia antiga entre os conservadores americanos: impostos menores e menos intervenção do governo poderiam estimular investimentos e crescimento econômico. Com uma economia maior, a arrecadação aumentaria e seria possível reduzir o peso da dívida sem recorrer a aumentos de impostos ou a cortes profundos nos programas sociais. Trump resumiu essa aposta em agosto: “O crescimento vai resolver isso com muita facilidade”. No fim de agosto, no Salão Oval, ele afirmou que suas políticas poderiam elevar a produção econômica dos EUA em 20% ao ano. Segundo o texto, esse ritmo de crescimento foi alcançado apenas uma vez desde 1947, no terceiro trimestre de 2020, quando a economia se recuperou após o fim das restrições relacionadas à Covid-19. O otimismo de Trump contrasta com o alerta de Kevin Warsh, chefe do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Segundo Warsh, o volume recorde de investimentos em inteligência artificial e grandes empresas de tecnologia indica uma disputa por capital e pode pressionar as taxas de juros para cima, aumentando também o custo de financiamento do governo. O corte de gastos ficou longe da promessa Durante a campanha, Trump prometeu que os cortes de impostos seriam acompanhados por grandes reduções nos gastos públicos. Para isso, encarregou Elon Musk de comandar o agora extinto Departamento de Eficiência Governamental. Musk prometeu economizar US$ 2 trilhões (R$ 10,3 trilhões) no orçamento. A agência acabou relatando uma economia de US$ 110 bilhões (R$ 566,5 bilhões). Segundo o Escritório de Responsabilidade Governamental, porém, esse cálculo se baseava em alegações exageradas ou que não podiam ser verificadas. A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário sobre as conclusões. Para MacGuineas, o problema não está necessariamente em reduzir impostos, mas em fazê-lo sem cortar gastos na mesma proporção. “Não é que não se possa reduzir impostos. É possível, mas é preciso associar isso a cortes nos gastos, e isso não tem acontecido”, disse. Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo Quem paga a conta? Por enquanto, a dívida de US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pode parecer um problema distante para o cidadão comum. Mas seus efeitos já aparecem no cotidiano americano. 🔎 Juros mais altos encarecem financiamentos imobiliários, enquanto a inflação reduz o poder de compra quando os preços sobem mais rapidamente que os salários. A pressão também tende a ganhar peso político. A dívida ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pouco antes das eleições legislativas de novembro, que definirão se os republicanos manterão o controle do Congresso na segunda metade do mandato de Trump. O mecanismo é conhecido também no Brasil: quando o governo gasta mais do que arrecada por um período prolongado, a conta não desaparece. Em algum momento, é preciso aumentar receitas, cortar despesas ou conviver com uma dívida maior e mais cara. No caso americano, porém, essa escolha se tornou especialmente difícil porque envolve programas que atendem milhões de pessoas e decisões acumuladas por governos de diferentes partidos. Autoridades atuais e ex-integrantes do governo afirmam que a Casa Branca não recebe o devido reconhecimento pelos avanços econômicos e pelas medidas para reduzir os preços ao consumidor, que, segundo eles, poderão melhorar a situação fiscal. William Emmons, ex-vice-presidente de sistemas do Federal Reserve de St. Louis, vê a situação de outra maneira. Para ele, Trump herdou um cenário fiscal ruim, mas suas políticas o agravaram. “Ele herdou um cenário desfavorável. Não é surpresa para ninguém que o ambiente orçamentário fosse desafiador, tanto em 2016, quando ele assumiu o cargo, quanto hoje”, disse Emmons. “Ele piorou uma situação que já era ruim.” * Com informações de Jacob Bogage, da agência de notícias Reuters

Meta pagará indenização de US$17 bilhões nos EUA Há bons motivos para ser cético quanto ao impacto que o mais recente acordo legal da Meta terá sobre a gigante de tecnologia. A empresa já sobreviveu a escândalos, audiências no Congresso e multas regulatórias sem grandes danos duradouros. Um acordo aprovado pelo tribunal no valor de até US$ 18 bilhões parece enorme, mas a Meta pode arcar com isso: o valor equivale a cerca de 8,5% da receita total da empresa em 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A grande questão não é o dinheiro. É que os governos estão começando a regular como as plataformas de mídia social são construídas. O acordo pode marcar uma mudança importante na política de redes sociais justamente porque trata da estrutura das próprias plataformas e exige que as empresas façam mudanças para proteger crianças. Algoritmos de recomendação, rolagem infinita, falta de controles de idade e outros recursos projetados para prender a atenção estão cada vez mais sob escrutínio. Os governos começam a intervir não apenas no conteúdo oferecido pelas plataformas, mas também na forma como os produtos são projetados e funcionam. E essa mudança vai além dos Estados Unidos. Em vários países — especialmente no Brasil — os governos estão dispostos a enfrentar empresas de tecnologia nos tribunais para promover mudanças. Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos O produto é o problema O litígio surgiu de um caso federal movido por dezenas de estados, com Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey levando suas reivindicações de proteção ao consumidor a julgamento. A Meta nega qualquer irregularidade. Segundo um acordo aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, a empresa concordou com mudanças para usuários menores de 18 anos, incluindo um limite padrão de duas horas diárias combinadas entre Facebook e Instagram, restrições ao uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas. Um auditor independente supervisionará o cumprimento das medidas. As defesas legais da indústria de mídias sociais há muito se apoiam na Seção 230, a lei federal que geralmente impede que plataformas sejam tratadas como responsáveis pelo conteúdo de terceiros. Os casos contra a Meta e outras empresas, muitos dos quais ainda estão em andamento, investigam uma questão diferente. Os autores argumentam que alguns danos surgem de características criadas pelas próprias plataformas. No início deste mês, o 9º Circuito rejeitou a tentativa de Meta e TikTok de recorrer das decisões que permitiam que milhares de processos prosseguissem. A decisão foi restrita: o tribunal disse que a Seção 230 oferece uma defesa contra responsabilidade, e não imunidade contra processos. Em outras palavras, não decidiu se Meta e TikTok eram responsáveis, apenas que as empresas não conseguiram impedir os casos nessa fase. Em 7 de agosto, um tribunal do Novo México também emitiu uma sentença final, reduzindo a responsabilidade financeira total da Meta no estado para US$ 942 milhões e impondo cinco anos de mudanças supervisionadas pelo tribunal no Facebook e Instagram para usuários do estado. As medidas incluem verificação de idade mais rigorosa, limites de tempo e restrições a recursos voltados para usuários jovens. A corte também rejeitou o argumento da Meta de que proteções federais para plataformas online a protegiam da responsabilidade pelos produtos que projetou. A Meta está contestando a decisão. META Getty Images O acordo de US$ 17 bilhões, portanto, acompanha uma mudança jurídica mais ampla: os tribunais estão começando a testar a ideia de que as plataformas podem ser responsabilizadas não apenas pelo conteúdo publicado pelos usuários, mas também por elementos dos produtos que desenvolvem. A Meta aceitou que controles sobre tempo online, notificações, verificação de idade e sistemas de recomendação podem funcionar em plataformas que atendem centenas de milhões de pessoas. Isso dificulta que Roblox, Snap, TikTok, YouTube e outros concorrentes argumentem que salvaguardas semelhantes são tecnicamente impossíveis. Existem limites óbvios para o acordo. Duas horas por dia dificilmente representam abstinência digital. Pais podem anular os controles, e adolescentes conseguem contornar algumas restrições. A verificação de idade continua tecnicamente difícil e também levanta preocupações de privacidade. Ainda não se sabe se essas mudanças vão melhorar a saúde mental dos adolescentes. Mesmo assim, o acordo vai além das promessas conhecidas da indústria de "fazer melhor". Os reguladores estão começando a interferir no próprio produto. O preço da atenção As consequências financeiras de longo prazo também podem ser maiores do que a cifra principal sugere. A Meta eliminou uma grande fonte de incerteza jurídica, o que os investidores inicialmente pareciam receber bem. No entanto, milhares de casos envolvendo indivíduos e distritos escolares continuam. Mais importante para o modelo de negócio, restrições em notificações, recomendações e tempo online podem reduzir a atenção da qual dependem as receitas publicitárias. Cerca de 30% do compromisso financeiro máximo da Meta depende da adoção de salvaguardas semelhantes pelo TikTok e pelo YouTube, com pagamentos equivalentes. A Meta tem interesse em garantir que as restrições no Instagram não façam os jovens simplesmente migrarem para concorrentes. Se TikTok e YouTube aderirem ao acordo, a Meta se comprometeu a endurecer ainda mais suas próprias regras, reduzindo o limite diário para uma hora por aplicativo e ampliando as restrições noturnas das 22h às 7h. A segurança infantil é uma das poucas questões tecnológicas com apoio bipartidário em Washington. Câmara e Senado discutem leis que imporiam novas obrigações às plataformas. Em junho, a Câmara aprovou a Lei de Segurança Online para Crianças e, em 5 de agosto, o Comitê de Comércio do Senado avançou com a legislação. No fim de agosto, senadores também citaram o acordo com a Meta ao retomar a iniciativa pela Kids Off Social Media Act. As regras estão se espalhando As consequências do acordo da Meta provavelmente vão além dos Estados Unidos. Reguladores de outros países já seguem uma direção semelhante. Em julho, a Comissão Europeia concluiu preliminarmente que a Meta violou a Lei de Serviços Digitais devido ao design viciante do Facebook e do Instagram. A investigação destacou rolagem infinita, reprodução automática e algoritmos que personalizam o que os usuários veem. A Lei de Segurança Online do Reino Unido impõe deveres de segurança infantil às plataformas. A Austrália exige que as plataformas tomem medidas para impedir que crianças menores de 16 anos mantenham contas em redes sociais. O Brasil colocou muitos desses princípios em lei. A ECA Digital, em vigor desde 17 de março, estabelece novas obrigações para plataformas digitais usadas por crianças e adolescentes brasileiros, mesmo quando o provedor está no exterior. A lei exige verificação de idade, proteções padrão mais fortes e ferramentas de supervisão parental. Contas de usuários de até 16 anos devem ser vinculadas a um adulto responsável. As regras brasileiras também miram características associadas ao uso excessivo ou compulsivo. Um decreto que regulamenta a lei restringe recursos como rolagem infinita, reprodução automática e notificações destinadas a prolongar o engajamento. As famílias devem receber ferramentas para monitorar e limitar o uso, enquanto as configurações padrão para usuários mais jovens devem oferecer maior proteção. Por isso, os compromissos da Meta no acordo importam para o Brasil menos como precedente legal e mais como demonstração do que é tecnicamente possível. As autoridades brasileiras já têm poder legal para exigir proteções mais fortes. Se a empresa concordou em impor restrições noturnas e reduzir as notificações para adolescentes na Califórnia ou em Nova York, as autoridades brasileiras podem perguntar por que proteções semelhantes deveriam ser mais fracas no país. O Brasil também possui ferramentas de fiscalização. A ANPD — o órgão brasileiro responsável pela proteção de dados — já começou a examinar sistemas de verificação de idade operados por Apple, Google e Microsoft. Em 21 de agosto, a fiscalização foi ampliada para mais de 20 outras plataformas, incluindo ChatGPT, Claude, Discord, Facebook, Instagram, TikTok, WhatsApp, X e YouTube. Em 25 de agosto, a ANPD multou a ByteDance em aproximadamente US$ 31 milhões por violações da lei brasileira de proteção de dados envolvendo crianças e adolescentes. Também ordenou que o TikTok excluísse dados que, segundo o órgão, foram coletados de forma inadequada e exigiu que a empresa apresentasse um plano de conformidade. O teste do Discord Um novo caso envolvendo o Discord pode mostrar até onde o Brasil está disposto a ir para obrigar empresas de tecnologia a cumprir as novas regras. Em 12 de agosto, a ANPD ordenou que a plataforma sediada nos EUA suspendesse as funções de transmissão ao vivo e compartilhamento de vídeos no Brasil até que pudesse demonstrar salvaguardas adequadas para crianças e adolescentes. A medida ocorreu após o caso de suicídio de uma menina de 13 anos no Brasil, em julho, que foi ligado pelas autoridades à plataforma. O governo brasileiro ampliou a disputa em 25 de agosto, quando o Gabinete do Procurador-Geral entrou com uma ação civil buscando o equivalente a US$ 100 milhões em indenização coletiva e ordens judiciais para que o Discord mude suas práticas. Entre as demandas estão verificação de idade mais rigorosa, supervisão parental, configurações padrão mais seguras, interrupção em tempo real de conteúdos seriamente prejudiciais e medidas para impedir que servidores banidos simplesmente reapareçam com novos nomes. O governo afirma que não busca fechar o serviço. 'Graves violações de direitos de crianças': por que o Discord teve lives suspensas no Brasil O Discord contestou as medidas, argumentando que são desproporcionais e questionando a autoridade do regulador para impô-las. Em 2 de setembro, um juiz federal deu ao Discord 10 dias para apresentar uma nova proposta de proteção aos usuários. A disputa brasileira se sobrepõe diretamente a questões que estão sendo discutidas nos Estados Unidos. Nos dois países, as autoridades estão recorrendo à verificação de idade, às configurações padrão e a outras decisões de design que antes eram, em grande parte, deixadas para as próprias empresas de tecnologia. O Brasil pode se tornar um teste importante para saber se leis ambiciosas de segurança infantil podem ser aplicadas sem enfraquecer proteções legais básicas.

O designer australiano Felix Toohey cria currículos criativos e personalizados para cada empresa, transformando a candidatura em objetos e experiências inusitadas para chamar a atenção dos recrutadores. Reprodução/Redes Sociais Enquanto muitos candidatos apostam em portfólios elaborados, cartas de apresentação personalizadas ou mensagens no LinkedIn para chamar a atenção dos recrutadores, o designer australiano Felix Toohey decidiu seguir um caminho bem diferente: transformar o próprio currículo em uma experiência física e impossível de ignorar. Morador de Melbourne, Toohey entrega pessoalmente os currículos às empresas onde sonha trabalhar. Mas vai além. Em vez de distribuir documentos convencionais, ele cria uma apresentação diferente para cada empresa e transforma o currículo em objetos e experiências pensados para seus potenciais empregadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Instagram, ele compartilha algumas das criações com seus seguidores. Em uma das criações mais conhecidas, o currículo foi apresentado em uma bandeja de café. Copos de papel personalizados traziam, em formato de “latte art”, os títulos de cada seção, como formação acadêmica e experiência profissional. As criações fazem parte da série "Ghosting Busters" (em tradução livre, "caçadores de ghosting"), projeto em que Toohey desenvolve currículos cada vez mais excêntricos para se destacar em um mercado de trabalho competitivo. Agora no g1 Apesar da repercussão, a estratégia ainda não resultou em uma vaga fixa. O projeto, no entanto, abriu outras portas. A Canva, por exemplo, fez uma parceria com o designer para produzir um vídeo patrocinado inspirado na série "Ghosting Busters". 🤔 Mas, trazendo a discussão para a realidade do mercado de trabalho brasileiro, até que ponto um currículo inovador ajuda a driblar o avanço da inteligência artificial nos processos seletivos? E ainda vale imprimir o documento e entregá-lo pessoalmente? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a resposta depende de fatores como o tipo de vaga, a área de atuação e a forma como as empresas utilizam ferramentas de inteligência artificial na seleção. Initial plugin text Ajuda, mas não garante vaga 😉 Para Maria Paula Oliveira, diretora de recursos humanos da LG lugar de Gente, um currículo criativo pode chamar a atenção do recrutador, mas não garante, por si só, uma contratação. A originalidade funciona como uma espécie de cartão de visitas e pode despertar curiosidade na primeira análise. A decisão, porém, continua baseada principalmente na combinação entre qualificações, competências e experiência profissional. Na avaliação da especialista, existe uma linha tênue entre chamar atenção e criar obstáculos para a própria candidatura. Formatos muito complexos, informações difíceis de localizar ou ações consideradas invasivas podem gerar uma impressão negativa. Quando o recrutador gasta mais tempo tentando entender a apresentação do currículo do que avaliando a trajetória profissional, a estratégia passou do ponto. A especialista afirma que a criatividade tende a funcionar melhor em profissões nas quais a apresentação visual já faz parte do trabalho, como marketing, publicidade, design, criação de conteúdo, moda, arquitetura e comunicação. Já em setores como jurídico, financeiro e técnico, a recomendação é priorizar a organização das informações, a clareza e os resultados alcançados. Outro ponto importante é que personalizar o documento não significa criar um layout diferente para cada empresa, mas destacar experiências e competências relacionadas aos requisitos da posição. Essa adaptação também pode facilitar a análise por sistemas de recrutamento que utilizam inteligência artificial. Currículos com dados inseridos em gráficos, imagens ou elementos visuais muito complexos podem ter parte das informações ignorada durante a triagem automatizada. Com isso, experiências relevantes podem deixar de ser identificadas. Por isso, quem aposta em uma apresentação diferenciada deve manter também uma versão convencional do currículo, especialmente para inscrições feitas por plataformas digitais. A especialista também recomenda calibrar o grau de ousadia de acordo com a empresa. “A mesma ideia pode ser lida como iniciativa numa empresa e como desconexão de contexto em outra”, afirma. Para quem deseja se destacar sem correr o risco de parecer interessado apenas em repercussão, a executiva recomenda que qualquer iniciativa diferenciada esteja diretamente relacionada às competências exigidas pela vaga. “No caso de Felix Toohey, o currículo criativo funciona também como portfólio. A criatividade faz sentido porque demonstra, na prática, as habilidades que ele utiliza no trabalho. Quando não existe essa conexão, a estratégia pode gerar mais ruído do que valor”, conclui. Initial plugin text Currículo impresso perdeu espaço 📝 Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, entregar o currículo pessoalmente perdeu espaço com a digitalização dos processos seletivos. Hoje, muitas empresas recebem e fazem a triagem das candidaturas por meio de sites. Por isso, quando a companhia estabelece um canal oficial, aparecer pessoalmente não substitui a candidatura digital. Em empresas menores ou estabelecimentos comerciais, uma abordagem presencial educada e adequada ao contexto ainda pode ajudar a criar contato. Patricia também recomenda adaptar o currículo à vaga, ajustando o título, o resumo profissional, as experiências e as competências de acordo com o que a empresa procura. A orientação vale especialmente para processos digitais, nos quais sistemas automatizados podem fazer a primeira análise. “O candidato pode ter uma apresentação visual diferenciada, mas deve garantir que cargo, experiências, formação, competências e demais informações relevantes estejam em texto claro”, diz. A diretora alerta ainda para o risco de transformar a candidatura em uma tentativa de viralização. Excesso de elementos visuais, humor inadequado, abordagens desconectadas da vaga ou formatos que priorizam a surpresa em detrimento da clareza podem prejudicar a impressão causada no recrutador. “O currículo não deve parecer mais preocupado em impressionar do que em comunicar o perfil profissional”, afirma. Independentemente do formato, Patricia diz que o documento precisa permitir que o recrutador encontre rapidamente informações básicas, como contato profissional, área de interesse, experiências, formação e competências relevantes. Idiomas, certificações, cursos e portfólio também podem ser incluídos quando fizerem sentido para a vaga. “O objetivo não deve ser fazer o recrutador lembrar do candidato pela excentricidade, mas pela combinação entre relevância, clareza e capacidade de demonstrar valor para aquela oportunidade”, completa. Quer inovar no currículo? Veja o que fazer e o que evitar Especialistas ouvidas pelo g1 dão algumas recomendações para quem deseja se destacar nos processos seletivos sem comprometer a análise do currículo. ➡️ Comece pela vaga, não pela ideia: antes de pensar em um formato criativo, entenda o que a empresa procura e quais competências são importantes para a posição. ✍🏽 Adapte o conteúdo à vaga: personalize o currículo destacando experiências, competências e resultados que tenham relação direta com os requisitos da vaga. ✅ Priorize a clareza: contato, experiência profissional, formação acadêmica e competências devem estar organizados de forma simples e fácil de localizar. Se o design dificultar a leitura, a estratégia pode ter efeito contrário. 🧐 Use a criatividade para demonstrar uma habilidade: um designer pode explorar recursos visuais; um profissional de comunicação pode apostar em uma narrativa diferenciada. A inovação funciona melhor quando comprova uma competência relevante para a função. 🚫 Considere a área e a cultura da empresa: formatos criativos costumam funcionar melhor em áreas como design, publicidade, marketing, comunicação e audiovisual. Além disso, uma iniciativa que faz sentido em uma startup pode não ter o mesmo efeito em uma empresa mais tradicional. 💻 Tenha uma versão tradicional para candidaturas digitais: mesmo que opte por um modelo criativo, mantenha uma versão convencional para inscrições feitas em plataformas de recrutamento e sites de carreira. 😥 Não confunda criatividade com excentricidade: excesso de elementos visuais, humor inadequado, informações difíceis de encontrar ou abordagens invasivas podem fazer o candidato ser lembrado pelo motivo errado. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores
Restos de carne se transformam em alimentos para animais em fazendas no ES O que para muitos é considerado apenas descarte, para o setor de reciclagem animal é matéria-prima valiosa. Diariamente, toneladas de resíduos de carne, gordura e ossos que não servem para o consumo humano são transformadas em ingredientes essenciais para a fabricação de rações agrícolas no Espírito Santo. E esse ciclo de reaproveitamento conecta diretamente uma indústria de processamento em Fundão, na Região Metropolitana de Vitória, à produtividade de granjas em Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Na granja da avicultora Jerusa Sthur, quase 100 mil galinhas produzem cerca de 2,7 milhões de ovos por mês. A produção é vendida diretamente para estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para garantir a qualidade final dos ovos, as galinhas recebem alimentação que é reposta oito vezes ao dia. Isso tudo para que alimento não falte e a ração esteja sempre à disposição dos animais. "Eu comparo com a gente, né? Se a gente tiver uma boa alimentação, a gente tem uma boa saúde. A galinha é a mesma coisa. Se ela tiver uma uma ração de qualidade, uma ração boa, ela vai dar os frutos que precisa dar", explicou Jerusa. LEIA TAMBÉM: Uvas crescem em meio aos cafezais no calor e viram de suco a biscoitos no Norte do ES Pimenta-do-reino na cocada? Doce de sabor inusitado vira fonte de renda para produtores Vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda; veja VÍDEO Carne, ossos e gordura que iriam para o lixo se transformam em ração e alimentos para outros animais no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta De resíduo a matéria-prima E para manter uma ração de boa qualidade, o processo começa bem longe das granjas, no município de Fundão. Lá funciona uma indústria responsável por processar cerca de 350 toneladas diárias de subprodutos animais, que transforma resíduo em matéria-prima. Todos os dias pela manhã, dezenas de veículos saem da fábrica para realizar a coleta em frigoríficos, abatedouros e casas de carne de todos os 78 municípios do Espírito Santo. O material recolhido e direcionado para processamento é composto por pele, ossos, vísceras e gorduras — partes que não são aproveitadas para o consumo humano. O processo de transformação na indústria é rigoroso: Triagem e Trituração: Logo depois da triagem, a matéria-prima segue para o triturador, onde os resíduos são transformados em uma massa homogênea. Cozimento: Essa massa é então encaminhada para o cozimento em altas temperaturas. Prensagem e Separação: Em seguida, o material passa pela separação entre a parte sólida e a líquida. Os sólidos são prensados e dão origem à farinha, enquanto a gordura líquida segue para outro setor, onde é classificada e filtrada antes do armazenamento. Nutrição biodisponível O gerente de qualidade Israel Leandro da Silva acompanha o trabalho e explicou que a farinha produzida a partir de subprodutos do abate é um ingrediente de extrema importância para garantir a qualidade da ração. Ele ressaltou os benefícios de se utilizar uma matéria-prima oriunda do próprio organismo animal: "É um produto mais biodisponível pro animal, porque ele é oriundo do próprio organismo do animal e possui também grande quantidade de proteína bruta, de aminoácidos essenciais, que são importantes para cada tipo de função no organismo do animal”, destacou o especialista. Farinha produzida a partir de subprodutos do abate passa por controle de qualidade Reprodução/TV Gazeta Ele apontou, ainda, que a gordura extraída (sebo e óleo) também desempenha um papel fundamental na nutrição animal, funcionando como um excelente palatabilizante. Ela confere o sabor e o gosto ideais que atraem o apetite do animal para o consumo da ração. O excedente dessa gordura é direcionado para outros tipos de indústrias, principalmente a química, servindo como base para a fabricação de biodiesel, sabão, produtos de higiene e limpeza, além de cosméticos como cremes e maquiagens. Controle de qualidade rigoroso em laboratório Antes de saírem da indústria em Fundão, os produtos passam por um laboratório interno para garantir a segurança alimentar. Amostras dos três tipos de farinha produzidas são analisadas por um equipamento de alta tecnologia conhecido como NIR. Já para o sebo bovino e o óleo de vísceras, os testes químicos avaliam principalmente a acidez do material. A técnica de laboratório da indústria reforça o rigor técnico aplicado em cada lote vendido: "Nosso laboratório analisa todos os produtos aqui da fábrica, seja os três tipos de farinha, o sebo bovino e o óleo de vísceras [...] a análise principal que a gente realiza tanto no sebo quanto no óleo é a análise de acidez. Essas análises são muito importantes, pois aqui a gente trata de qualidade, vender um produto de qualidade", explicou a analista Isabella Xavier. Uma receita de ração para cada fase da vida Depois de passar por todas as etapas de controle, a farinha e a gordura seguem para as fábricas de ração de diversas regiões. Na granja em Santa Maria de Jetibá, esses ingredientes são combinados ao milho (que fornece energia), à soja e ao calcário (responsável pela casca dos ovos). A farinha entra justamente para auxiliar no fortalecimento da estrutura óssea da galinha e na perfeita formação da casca dos ovos. O gerente da granja explicou que a formulação da ração não é única. Ela acompanha o desenvolvimento biológico das aves por meio de "receitas" específicas para cada fase, desde o nascimento até a fase adulta de postura: "No início, a gente precisa fazer com que o pintinho ele se desenvolva. Ele precisa ganhar carcaça, massa muscular, ele precisa crescer para ter uma uma vida útil maior depois para produção de ovos. E à medida que vai passando as fases, a idade da galinha, a gente vai alterando os produtos. Quanto mais qualidade, maior o rendimento na produção", destacou Ereneu Schiliwer. À medida que as galinhas envelhecem, a fórmula é alterada para garantir o máximo rendimento produtivo no campo. Ao final, o que começou como descarte inevitável da cadeia de carne nos frigoríficos retorna ao campo em forma de alimento de alta qualidade, fechando um ciclo de produtividade no Espírito Santo. Farinha produzida com resíduos de carne, gordura e ossos é usada como alimentação para galinhas em granja no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Como o GPS, criado para a guerra, moldou o mundo moderno Getty Images via BBC Em 2017, as tripulações de vários navios-tanque viveram uma experiência desconcertante. Ao se aproximarem de seu destino, descobriram que estavam em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Seus olhos lhes diziam que estavam chegando ao porto russo de Novorossiysk, na costa norte do Mar Negro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas o sistema de posicionamento global mostrava que, em vez de navegarem sobre a água, parecia que estavam voando pelos ares. Quando atracaram, o GPS continuava insistindo que seus navios estavam em terra firme, em um aeroporto próximo. Agora no g1 Essa história foi a faísca que levou a jornalista econômica Katherine Dunn a explorar o GPS, essa tecnologia que nos situa em um mapa e cria uma representação do mundo completamente centrada em nós. Ele também nos deu uma nova forma de nos identificar: um pequeno ponto azul que, sem instruções ou manuais, aprendemos a reconhecer como um eu. Logo, tornou-se parte do cotidiano, não apenas como uma ferramenta para saber onde fica um lugar e como chegar até lá, mas também quanto tempo isso levará. Se pararmos para pensar, rapidamente percebemos que ele também serve para que o táxi venha nos buscar ou para fazer compras on-line e, quando ampliamos o foco, visualizamos seu papel na logística global, particularmente no transporte de pessoas e mercadorias. Mas talvez deixemos passar seu papel em sistemas como a sincronização de vastas redes — torres de telefonia móvel, sistemas bancários e redes elétricas —, nos quais ele ajuda a criar o tipo de comunicação fluida que hoje consideramos algo natural. Sua onipresença se estende a áreas que talvez não associemos ao GPS, desde aplicações de alto risco relacionadas a redes financeiras e mísseis até a agricultura de precisão e mesmo à coordenação dos semáforos. Tudo isso graças à constelação de satélites que orbitam a Terra e à resolução simultânea e ultrarrápida de quatro incógnitas. Foi isso que Dunn contou à BBC Mundo. A curiosidade despertada pelo episódio dos navios a levou a pesquisar e escrever Little Blue Dot: How GPS Shaped the Modern World ("O Pequeno Ponto Azul: Como o GPS Deu Forma ao Mundo Moderno", em tradução literal), sem tradução para o português. Katherine Dunn, no meridiano de Greenwich, com seu livro Acervo Pessoal via BBC BBC Mundo — Como o GPS funciona? Katherine Dunn — A ideia é que, esteja onde estiver, você precisa receber o sinal de quatro satélites, porque, em conjunto, eles estão resolvendo quatro equações: sua longitude, sua latitude, sua altitude — algo que costumamos esquecer, mas que importa se você estiver, por exemplo, no sexto andar de um prédio — e uma quarta variável, que é o tempo, medido com uma precisão de bilionésimos de segundo. Todo o sistema depende de uma precisão perfeita na medição do tempo. E, como subproduto de usar o tempo para calcular sua localização, o GPS acaba lhe dando um relógio atômico de bolso: ele pega a hora dos relógios atômicos que viajam nos satélites e a entrega, sem que você perceba, no celular ou no carro. No fundo, é um computador no espaço falando com um computador no receptor, que, por sua vez, fala com um computador em uma estação terrestre. A física por trás é extremamente complexa, mas a ideia geral é tão elegante que provavelmente é por isso que o sistema resistiu ao passar do tempo e se tornou tão bem-sucedido. BBC Mundo — Por que o GPS precisa saber algo tão específico quanto em que andar de um prédio você está? Dunn — Porque ele foi projetado para aviões, como uma ferramenta para bombardear com precisão. Ele tem antecedentes — muitos deles também ligados a campanhas de bombardeio —, mas nasce diretamente da Guerra do Vietnã, quando a Força Aérea dos Estados Unidos fracassou repetidas vezes em atacar com precisão a Trilha Ho Chi Minh e as pontes usadas para transportar tropas e suprimentos. Ali estava a poderosa aviação dos Estados Unidos, incapaz de acertar uma ponte no Vietnã do Norte. Eles precisavam de uma precisão extrema, e em três dimensões, além de uma velocidade de cálculo altíssima, porque um avião se move muito rápido e precisa saber sua localização quase em tempo real enquanto atravessa o céu. BBC Mundo — Daí o tempo ser um fator tão crítico. E essa é a parte mais difícil de entender para quem não é físico. Dunn — As pessoas costumam dizer que "o GPS funciona por triangulação", mas não: triangulação envolve ângulos; aqui, é pura velocidade. O sistema calcula quanto tempo um sinal de rádio leva para sair do satélite e chegar ao receptor e precisa medir esse intervalo com uma precisão de bilionésimos de segundo, porque as diferenças que precisam ser detectadas são minúsculas. BBC Mundo — Desenvolver o GPS exigiu a tecnologia mais avançada, desde aqueles relógios atômicos até foguetes, baterias e computadores. Para mantê-lo, são necessários milhões de dólares por ano e, ainda assim, ele é gratuito: uma raridade, sobretudo se pensarmos que nasceu nos Estados Unidos, o bastião do capitalismo. Dunn — É curioso que, durante anos, o próprio Pentágono não deu muito valor a ele. Só quando outros países começaram a adotá-lo é que perceberam que tinham em mãos não apenas uma ferramenta militar poderosíssima, mas também uma ferramenta industrial, comercial e de poder. No fim dos anos 1990, após um incidente casual que ameaçou o espaço de frequências usado pelo GPS, o governo americano entendeu duas coisas: que, se todo mundo dependesse desse sistema, ele estaria mais protegido, e que indústrias inteiras estavam sendo construídas em torno dele, com os Estados Unidos fabricando os receptores. Em parte, recuperaram esse investimento de outras formas: o sistema impulsionou indústrias gigantescas, muitas delas lideradas por empresas americanas. As grandes empresas de tecnologia, por exemplo, dependem enormemente dos dados de localização e foram construídas sobre um produto do governo, pago com os impostos dos contribuintes. BBC Mundo — Promoveram ativamente a adoção do sistema por outros governos, e muitos fizeram isso de bom grado, mas alguns não ficaram tão satisfeitos, certo? Dunn — Os europeus começaram a se incomodar com a ideia de que tanta infraestrutura dependesse de um único produto americano, e daí surgiu, em grande parte, o Galileo, o sistema europeu de autonomia estratégica. Hoje, ele é mais diversificado, embora o GPS continue sendo o sistema dominante em muitas indústrias, mesmo não sendo mais o melhor dos cinco que existem — o chinês, dizem, é de longe o mais avançado —, simplesmente porque é o mais antigo e muitos receptores são fabricados pensando apenas nele. A aviação, por exemplo, tende a usar apenas o GPS, enquanto o chip de um telefone costuma aproveitar todas as constelações disponíveis ao mesmo tempo. O segundo modelo de iPhone foi a apresentação do GPS ao grande público e marcou o momento em que ele começou a se tornar algo cotidiano para milhões de pessoas Getty Images via BBC BBC Mundo — Quem foram os primeiros a usar o GPS fora do âmbito militar? Dunn — Os primeiros usuários fora do meio militar foram nerds: agrimensores e pesquisadores universitários. Depois vieram especialistas muito específicos e, mais tarde, um punhado de nerds endinheirados que procuravam fósseis de dinossauros ou eram aficionados por navegação à vela — um certo tipo de aventureiro de elite capaz de pagar por receptores que, no início, custavam cerca de US$ 100 mil, hoje equivalentes a R$ 514 mil. Só nos anos 1980 surgiu o primeiro carro com GPS, e foram os japoneses que perceberam o potencial para a indústria automobilística, em parte porque o Japão havia sido, no pós-guerra, uma espécie de oficina dos Estados Unidos e acabou aperfeiçoando essa tecnologia até mais do que seu criador. Para o resto do mundo, se você não era fã de tecnologia, de motores, de montanhismo ou de navegação, o primeiro salto foi ter um TomTom ou um Garmin no carro. Mas o grande salto veio com o iPhone 3G, o primeiro a incorporar GPS, e o Google Maps como aplicativo de mapas: já não era algo que ficava no carro, mas algo que você carregava consigo o tempo todo. BBC Mundo — O GPS começou a ser muito usado e a substituir os mapas que costumavam nos dizer onde as coisas estavam, mas descobriu-se que algumas delas não ficavam exatamente onde imaginávamos. Dunn — É uma ideia maluca, não? Hoje estamos acostumados a que a informação corresponda à realidade: se está no mapa, tem que estar lá. Mas nem sempre era assim. O GPS colocou essas discrepâncias em evidência e obrigou a corrigi-las. A Estátua da Liberdade é um exemplo famoso, mas descobriu-se que havia muitas outras coisas assim, inclusive pistas de pouso deslocadas vários metros em relação às suas coordenadas oficiais. O que entendi é que a precisão absoluta não existe: trata-se sempre de chegar o mais perto possível e continuar fazendo ajustes. BBC Mundo — Mas, se nesses casos o GPS ajudou a reconciliar os mapas com a realidade, em outros acontece exatamente o contrário, como ocorreu com as tripulações daqueles navios no porto russo de Novorossiysk: seus GPS mostravam que elas estavam sobre a pista de um aeroporto localizado a dezenas de quilômetros de distância. Dunn — É o primeiro grande episódio desse tipo que se conhece publicamente. Pesquisadores começaram a perceber que essas interferências ocorriam onde quer que Vladimir Putin estivesse — na verdade, ele estava por perto durante o incidente de Novorossiysk — e também ao redor de prédios do governo russo, como o Kremlin ou o chamado Palácio de Putin, no Mar Negro. E, depois, em um documentário sobre o opositor russo Alexei Navalny, que investiga justamente esse palácio, viram uma cena em que tentam sobrevoá-lo com drones, mas não conseguem se aproximar. Foi assim que perceberam a conexão: a manobra tinha como objetivo impedir que drones se aproximassem, seja para espionar, seja para atacar figuras do poder. A contrainteligência russa usava equipamentos potentes de interferência eletrônica e transmitia coordenadas falsas pré-programadas para criar um escudo móvel e invisível ao seu redor Getty Images via BBC BBC Mundo — Como isso é feito, tecnicamente? Dunn — Aí entra a diferença entre interferência e falsificação de sinal. Interferir é simplesmente abafar o sinal: é como se, enquanto você está dizendo alguma coisa, eu começasse a gritar. Você continua falando, mas ninguém consegue ouvi-lo. Falsificar é mais ardiloso: é sequestrar o sinal, como se, de repente, eu assumisse sua voz e dissesse coisas que você nunca disse ou diria. Nesses casos, houve um pouco de interferência pura, mas o que fazia os navios "aparecerem" em aeroportos era a falsificação. E o motivo de escolherem justamente coordenadas de aeroportos é que, naquela época, a maioria dos drones comerciais vinha configurada de fábrica para mudar de direção ou cair se detectasse que estava perto de um aeroporto, por razões de segurança. Se conseguissem fazer o drone acreditar que a localização de Putin era a de um aeroporto, o drone não poderia se aproximar. Hoje, para qualquer profissional, é muito fácil contornar essa restrição; na Ucrânia, com o uso atual de drones, essa limitação foi completamente superada. BBC Mundo — É possível simplesmente 'desligar' o GPS? Dunn — Seria possível, sim. Seria extremamente disruptivo, mas a boa notícia é que hoje existem outros sistemas alternativos, então provavelmente o telefone nem sequer seria afetado. O que mais causa temor não é tanto o desaparecimento do GPS, mas que ele seja manipulado sem que ninguém perceba. Isso, sim, assusta, porque temos muito menos ideia de como os sistemas reagiriam nesse cenário. É parecido com um ataque cibernético, mas analógico. BBC Mundo — Há regiões do mundo onde isso já está acontecendo de forma séria? Dunn — Desde a guerra dos drones e as linhas de frente na Ucrânia até o que aconteceu no Estreito de Ormuz, talvez você tenha visto alguns desses efeitos: navios que traçam rotas estranhas, dando voltas sem sentido, ou até mísseis americanos de alta precisão que chegam à Ucrânia e, de repente, não funcionam como deveriam. A manipulação do GPS se tornou uma característica cada vez mais comum dos conflitos desde que essa tecnologia existe. BBC Mundo — Para terminar: adoro essa imagem evocada pelo título do seu livro, a de nos transformarmos em um pequeno ponto azul na tela. Dunn — Esse título se conecta a algo em que pensei muito enquanto escrevia: existia essa ideia da exploração espacial, de olhar para o céu, para o cosmos. No entanto, boa parte do que fizemos foi sair apenas um pouco para o espaço e virar as câmeras de volta para nós mesmos. Há algo contraditório no fato de que boa parte dessa ciência e dessa física acabou colocada a serviço da guerra — e também, no cotidiano, de nos vender coisas e nos fazer gastar dinheiro. Embora haja também o lado positivo: boa parte da ciência climática, por exemplo, surgiu dessas mesmas descobertas. A tecnologia não é boa nem ruim em si mesma; pode ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.054 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 48 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (3), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Notas de real Reprodução/Pixabay A equipe econômica estimou que as receitas totais do governo atingirão R$ 3,24 trilhões neste ano, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o próximo ano, a expectativa da área econômica, de acordo com a proposta de orçamento, é de pequena queda nas receitas totais para 23,4% do PIB (R$ 3,46 trilhões). As informações constam na proposta de orçamento para o ano de 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano. Se confirmado, o patamar de 23,7% do PIB será o novo recorde da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, que tem início em 1997, ou seja, o maior patamar em 30 anos. Agora no g1 🔎A receita total considera a ou o valor da arrecadação corrigida pela inflação, são conceitos que, segundo analistas, permitem uma comparação histórica de longo prazo. Até então, a maior receita total do governo, na proporção com o PIB, havia sido registrada em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (23,6% do PIB). A média para a receita total do governo nos últimos 29 anos, entre 1997 e 2025, foi de 21,4% do PIB, segundo informações do Tesouro Nacional. 🔎 A receita total considera a arrecadação de tributos do governo federal, e outros ingressos de recursos, como "royalties", concessões e dividendos, sem contar estados e municípios. 🔎 Esse conceito difere da chamada carga tributária da economia brasileira, que somou 32,1% do PIB em 2024, segundo dados da Secretaria da Receita Federal - que engloba os tributos de estados e municípios. O resultado de 2025 ainda não saiu. Carga tributária e petróleo O terceiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pela carga tributária batendo recordes históricos e pelo crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição, que aumentou em cerca de R$ 170 bilhões as despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano, com criação de novas despesas e recomposição de orçamentos. Ao mesmo tempo, o governo tem registrado alta nas receitas de exploração do petróleo neste ano, impulsionadas pelo preço do produto no mercado externo, fruto da guerra no Oriente Médio. A expectativa do governo é de arrecadar R$ 172,1 bilhões neste ano (1,3% do PIB) em 2026, contra R$ 139,3 bilhões em 2025 (1,1% do PIB). Preço do petróleo dispara, após volta de ataques entre Irã e EUA Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas, que seguem apresentando déficits seguidos apesar do bom comportamento das receitas. Eles avaliam que isso pressiona a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, defendem um corte de gastos por parte do governo (veja mais abaixo nesta reportagem). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio; aumento na tributação de "fintechs"; redução de benefícios fiscais; elevação do imposto de importação de mais de mil produtos; imposto de exportação sobre petróleo. Em contrapartida, o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano), que será efetivada na declaração de 2027. Também foi criado um desconto progressivo menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Para compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha (leia mais aqui). Recomposição de receitas Na proposta de orçamento do próximo ano, a equipe econômica tem um capítulo destinado às chamadas "medidas de recomposição das receitas e mudanças estruturais na tributação". "A reversão do processo de deterioração da base arrecadatória federal tem sido um grande desafio, embora alguns avanços já possam ser detectados", diz a proposta de orçamento de 2027. No documento, o governo lista várias medidas tomadas nos últimos anos, como a tributação de "offshores", a alta no imposto dos cigarros, fim do benefício ao setor de eventos, fim gradual da desoneração da folha de pagamentos, a alta do IOF e do imposto de mais de mil produtos importados. "Muitas dessas medidas foram instituídas com o propósito de corrigir distorções de mercado, reduzir gastos tributários ineficazes ou aumentar a progressividade tributária, mas seus efeitos fiscais para o equilíbrio financeiro da União são significativos", acrescentou o governo. O que dizem especialistas A economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, afirma que o aumento de tributos e a alta do preço do petróleo ajudam a sustentar o crescimento da arrecadação mesmo com a perda de ritmo da atividade econômica. No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5%, abaixo da alta de 1,1% registrada de janeiro a março. A economista pontua, porém, que, apesar do bom desempenho das receitas, as contas públicas ainda devem fechar o ano no vermelho. "O governo tem uma forte alta na arrecadação esse ano e ainda vai gerar um déficit primário próximo de 0,5% do PIB, resultado que deve ser pior que o de 2025", avaliou. Segundo Rafael Barros Barbosa, pesquisador do FGV IBRE, o fenômeno se explica pelo aumento dos gastos, que crescem em ritmo superior ao da arrecadação, contribuindo para a alta da dívida pública em relação ao tamanho da economia. A dívida do setor público consolidado atingiu, em agosto, 82,5% do PIB — o maior nível desde abril de 2021, quando somava 82,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de cinco anos. "O que a gente observa nos últimos cinco anos, e essa é uma tendência deste último governo, é que a nossa receita até aumentou, mas os nossos gastos aumentaram mais ainda. Então, a principal explicação de por que a gente tem seguidamente aumentado a relação dívida/PIB é, basicamente, por causa de um aumento dos gastos", afirma Rafael Barbosa. Para o economista, uma das consequências do crescimento da dívida em relação ao PIB é o aumento dos juros. "Uma vez que o governo gasta mais do que arrecada, ele acaba estimulando a demanda, gera pressão de inflação, e o Banco Central precisa controlar um pouco essa pressão de inflação, aumentando os juros. Isso tem consequências para toda a economia", afirmou.

Seca causada pelo El Niño deixou arrozais de Java Ocidental (Indonésia) rachados e secos Donal Husni/NurPhoto/picture alliance via DW O sistema alimentar mundial está sob pressão crescente, e novas pesquisas estão apontando áreas específicas onde isso pode levar a conflitos. Secas severas e eventos climáticos extremos estão prejudicando as colheitas em muitas regiões. Um fenômeno El Niño, atualmente em desenvolvimento, ameaça agravar a escassez de alimentos para milhões de pessoas no próximo ano. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ao mesmo tempo, guerras e tensões geopolíticas estão interrompendo as cadeias de suprimentos que mantêm alimentos e insumos agrícolas em circulação e que poderiam ajudar a mitigar a falta de abastecimento. A guerra na Ucrânia tem provocado repetidas turbulências nos mercados de grãos, enquanto os impactos do conflito envolvendo o Irã no Estreito de Ormuz elevaram os preços dos combustíveis e fertilizantes, aumentando os custos para agricultores em todo o mundo. 'Guerra de drones' entre Rússia e Ucrânia já afetou mais de 20 países; MAPA Especialistas alertam há muito tempo que o aumento da insegurança alimentar pode alimentar a instabilidade. Quando muitos não conseguem mais alimentar suas famílias, passam a disputar terras, água e outros recursos, ou simplesmente migram para outras regiões. Em países frágeis, essas pressões podem contribuir para agitações sociais e até conflitos armados. Agora, novas pesquisas indicam onde alguns desses riscos são maiores. O Índice de Declínio Agrícola Impulsionado pelo Clima (Cadi, na sigla em inglês), desenvolvido por especialistas do Instituto de Análise Econômica (IAE-CSIC) e da Escola de Economia de Barcelona, mapeia como as mudanças climáticas estão remodelando a produtividade agrícola ao redor do mundo. ONU alerta para intensidade do fenômeno El Niño no Brasil "As perdas mais severas estão nas regiões tropicais", afirmou o pesquisador Hannes Mueller, um dos envolvidos na pesquisa. As mudanças climáticas já estão reduzindo a produção de alimentos em diversas partes do planeta. Centenas de milhões de pessoas vivem em áreas onde as colheitas são menores do que há 30 anos. Hannes Mueller citou Camboja, Bangladesh, Burundi, Nigéria, Paraguai e El Salvador como países onde as perdas agrícolas já estão sendo sentidas. "O Norte da África é outra região à qual deveríamos dedicar muito mais atenção. Se você olhar o mapa, a situação parece terrível. Realmente parece horrível." E as mudanças climáticas são apenas parte da história. Guerras, interrupções comerciais, proibições de exportação e aumento dos custos dos fertilizantes podem ampliar ainda mais a insegurança alimentar. Nos próximos 25 anos, quase metade da população mundial poderá viver em áreas onde as fazendas estarão produzindo menos alimentos. Novos vencedores, perdedores e conflitos Terras agrícolas cheias de lama após inundações ao longo do rio Bhotekoshi, no Nepal Ambir Tolang/NurPhoto/picture alliance via DW Essas pressões podem enfraquecer governos, estimular migrações e facilitar o recrutamento de combatentes por grupos armados. Em sociedades que já enfrentam instabilidade, esses fatores podem empurrá-las para crises ainda mais profundas. No entanto, a pesquisa do Cadi aponta para uma realidade surpreendente: ganhos na produtividade agrícola também parecem aumentar o risco de violência. Segundo Mueller, a questão central não é apenas a escassez, mas a mudança. A crise climática e outros choques não tornam apenas algumas regiões mais pobres; elas também criam novas oportunidades, alterando o valor das terras e dos recursos naturais. Em alguns lugares, terras antes consideradas marginais tornam-se mais produtivas e valiosas. Isso atrai investidores e gera competição pela propriedade e pelo acesso a esses recursos. Assim, países que aparentemente se beneficiarão das mudanças podem enfrentar novas tensões. O Sudão, por exemplo, deverá produzir mais alimentos à medida que o clima mudar. Porém, enquanto algumas áreas poderão se tornar mais produtivas, outras poderão sofrer perdas, criando novos vencedores e perdedores dentro do próprio país e elevando o risco de conflitos. Essa instabilidade iminente, afirmou Mueller, também se aplica a áreas onde a mudança de produtividade ainda nem ocorreu. "Se sabemos que sua terra se tornará mais produtiva no futuro, talvez eu queira tomá-la de você hoje", disse Mueller. "É exatamente nesse ponto que as negociações fracassam e a violência surge." Mesmo em regiões estáveis e ricas, a crise climática está criando problemas futuros. Embora possa parecer algo trivial, a mudança nas áreas adequadas para o cultivo de uvas na Europa já está afetando agricultores locais. Grandes produtores de vinhos espumantes começaram a comprar terras em regiões montanhosas. "Essas terras ainda não são produtivas, mas eles já sabem onde estarão as futuras colheitas de uvas", explicou Mueller. "Grandes empresas agrícolas estão comprando terras. Isso está acontecendo no mundo todo. Os moradores locais são deslocados porque grandes produtores chegam, os preços das terras sobem e começam disputas por algo que ainda está a 20 ou 30 anos de distância." Uma das descobertas mais marcantes da equipe do Cadi é que as transformações agrícolas têm maior probabilidade de gerar conflitos em países não democráticos. Quando choques climáticos, insegurança alimentar e competição por recursos atingem democracias, elas tendem a possuir instituições capazes de obrigar grupos com interesses divergentes a negociar em vez de lutar. "As democracias podem parecer irritantes e burocráticas. Nada avança tão rapidamente quanto as pessoas gostariam. Mas isso é algo positivo porque faz com que as pessoas conversem entre si", disse Mueller. "Existe uma plataforma para negociação. Existem instituições que ajudam as pessoas a negociar. Esse processo constante de busca por soluções está no coração do que previne conflitos." O Sul da Ásia como sinal de alerta "Não prestamos atenção suficiente às ameaças que atingem a base dos nossos meios de subsistência", afirmou Abdullah Fahimi, do centro de pesquisas Conselho Alemão de Relações Exteriores (DGAP). "Essas ameaças podem desencadear grandes crises e deslocar milhões e milhões de pessoas. As regiões que devemos observar mais atentamente são o Sul da Ásia e o Sahel, onde a vulnerabilidade climática e o rápido crescimento populacional significam que o número de pessoas afetadas pode aumentar dramaticamente." Segundo Fahimi, o Sul da Ásia se destaca por depender tanto de recursos hídricos vulneráveis quanto dos mercados globais de alimentos. Os preços dos alimentos já aumentaram significativamente nas últimas décadas e, segundo ele, "o Sul da Ásia, com uma população de cerca de 2 bilhões de pessoas, é altamente dependente de importações". Essas importações incluem trigo, milho e óleo de palma provenientes de países como Rússia, Ucrânia, Canadá e Malásia. Ao mesmo tempo, a agricultura local está cada vez mais ameaçada por ondas de calor, enchentes, queda da produtividade das terras e intrusão de água salgada causada pela elevação do nível do mar. Enquanto a Índia realiza seu censo, cientistas alertam que clima pode travar colheitas para população crescente em algumas áreas do país Diptendu Dutta/NurPhoto/picture alliance via DW Além do impacto humano imediato, eventos como as enchentes devastadoras que atingiram o Nepal em agosto de 2026 oferecem uma visão dos desafios de longo prazo que podem se tornar mais frequentes no futuro. "As cordilheiras do Himalaia e do Hindu Kush fornecem a maior parte da água usada na agricultura e no abastecimento humano da região", explicou Fahimi. "Devido às mudanças climáticas, as geleiras e a neve estão derretendo muito rapidamente." No curto prazo, o aumento da água do degelo pode ampliar a disponibilidade hídrica. Porém, mais adiante neste século, ele alerta que a região poderá enfrentar "uma enorme crise humanitária que poderá afetar cerca de 2 bilhões de pessoas". À medida que a insegurança alimentar se aprofunda, as consequências sociais e políticas também podem se multiplicar. "Quando a escassez de recursos ou os impactos das mudanças climáticas obrigam as pessoas a buscar outras formas de sustento, às vezes elas acabam sendo recrutadas por grupos terroristas", afirmou Fahimi, citando exemplos da Nigéria e do Afeganistão. Em outros casos, a frustração da população é direcionada aos governos caso eles não consigam mitigar os impactos sobre a subsistência das pessoas. "A legitimidade do governo passa a ser questionada, e isso pode evoluir para conflitos violentos." Essa visão reforça a conclusão mais ampla de Mueller. 🔎 As mudanças climáticas, as guerras e as interrupções comerciais não levam automaticamente a conflitos. Mas a adaptação climática não pode se limitar ao cultivo de diferentes culturas agrícolas ou ao uso de novas tecnologias. As pessoas e as sociedades também precisam se adaptar às mudanças na distribuição de acesso à terra, à água e aos empregos. A questão fundamental é saber se as sociedades possuem instituições capazes de administrar essas transformações. Onde governos, tribunais e instituições locais conseguem ajudar as comunidades a negociar novas realidades, os impactos dos choques podem ser absorvidos. Onde essas instituições são fracas, a pressão sobre os sistemas alimentares pode acabar se transformando em pressão sobre a própria paz.

Comunidades da Vila Andrade contrastam com o luxo de mansões do Panamby, na Zona Sul de SP Celso Tavares/G1 A desigualdade no Brasil vai além das diferenças de renda. Embora os indicadores sociais tenham melhorado nos últimos anos, a concentração de riqueza no topo da pirâmide continua aumentando. Segundo a Oxfam Brasil, esse cenário também concentra cada vez mais poder político e econômico. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, divulgado no mês passado, mostra que o 1% mais rico concentrou 24,3% de toda a renda do país em 2023 e deteve 37,3% da riqueza declarada. Para a organização, esse cenário amplia a capacidade dos grupos mais ricos de influenciar eleições, políticas públicas e decisões do Estado, enquanto mulheres, pessoas negras e outros grupos historicamente excluídos continuam sub-representados nos espaços de poder. Agora no g1 Para chegar a essas conclusões, a pesquisa reuniu dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de estudos nacionais e internacionais sobre renda, patrimônio, tributação e representação política. A seguir, veja os principais resultados do estudo em seis gráficos. Desigualdade de renda diminui, mas concentração segue elevada A distância entre ricos e pobres diminuiu nos últimos anos, mas continua elevada, segundo o relatório. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE, mostram que o 1% mais rico da população recebe, atualmente, o equivalente a 36,2 vezes a renda dos 40% mais pobres. Apesar de continuar expressiva, essa é a menor diferença registrada desde o início da série histórica, em 2012. Para a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, os avanços no combate à pobreza são importantes, mas insuficientes para reduzir a desigualdade. "A pobreza é metade da conversa. A desigualdade é sobre a relação entre quem tem muito e quem tem pouco. O Brasil avançou na redução da pobreza, mas ainda não enfrenta o principal problema, que é a intensa concentração de riqueza no topo", afirma. O estudo ressalta, porém, que pesquisas domiciliares tendem a subestimar a renda dos mais ricos, já que ganhos com lucros, dividendos e aplicações financeiras nem sempre são captados nas entrevistas. Por isso, o relatório também utiliza dados da Receita Federal, que apontam um nível de concentração de renda ainda maior. Segundo os dados do Imposto de Renda, os 10% mais ricos concentram 52% de toda a renda declarada no país. Entre 2017 e 2023, a fatia da renda nacional concentrada pelo 1% mais rico passou de 20,4% para 24,3%. No período, a renda desse grupo cresceu, em média, 4,4% por ano, enquanto a renda média das famílias brasileiras avançou 1,4% ao ano. O relatório aponta que a maior parte desse crescimento ficou concentrada no topo da pirâmide. Cerca de 85% do aumento da renda ficou com os 0,1% mais ricos, enquanto metade desse avanço foi apropriada pelo 0,01% da população de maior renda. Segundo o estudo, cerca de 90% dos rendimentos desse grupo vêm de lucros, dividendos e aplicações financeiras, e não de salários. Os principais indicadores da desigualdade no Brasil Arte g1 Patrimônio também se concentra no topo Além da renda, a riqueza segue altamente concentrada. Dados da Receita Federal mostram que o 1% mais rico detém 37,3% de todo o patrimônio declarado no país. Entre os 0,1% mais ricos, cerca de 80% do patrimônio é formado por ativos financeiros, como ações, fundos e aplicações, enquanto apenas 15% correspondem a imóveis. Segundo o relatório, a predominância de ativos financeiros favorece o aumento da riqueza ao longo do tempo, já que esses investimentos geram rendimentos de forma contínua. A concentração de riqueza no topo da pirâmide social brasileira Arte g1 Mulheres recebem menos e acumulam menos patrimônio O relatório também aponta desigualdades de gênero. Embora representem 44,1% dos declarantes do Imposto de Renda, as mulheres concentram apenas 38% da renda declarada no país. Em média, elas recebem R$ 120,6 mil por ano, contra R$ 155,3 mil entre os homens. A diferença aumenta quando se considera o patrimônio acumulado. As mulheres detêm 29,5% dos bens declarados no país. O patrimônio médio das mulheres é de R$ 246 mil, pouco mais da metade dos R$ 463,6 mil registrados entre os homens. Segundo o estudo, essa diferença também se reflete na tributação, uma vez que mais da metade da renda das mulheres, 56,5%, vem de salários, sujeitos à tributação integral. Entre os homens, 53,5% da renda vem de lucros e dividendos, que são isentos de Imposto de Renda. No grupo que recebe mais de 320 salários mínimos por mês, as mulheres respondem por apenas 11,6% da renda total. Como homens e mulheres se diferenciam na origem da renda tributada Arte g1 Mulheres negras enfrentam a maior desigualdade salarial As desigualdades também aparecem no mercado de trabalho quando se consideram gênero e raça. Dados do Ministério do Trabalho indicam que homens não negros recebem, em média, R$ 6.560 por mês. Entre as mulheres não negras, a remuneração média é de R$ 5.039. Homens negros recebem R$ 3.875, enquanto mulheres negras têm rendimento médio de R$ 3.026. Desigualdade salarial por gênero e raça no mercado de trabalho formal Arte g1 Quando o trabalho informal é incluído na análise, a diferença aumenta. A renda média das mulheres negras cai para R$ 2.079, cerca de 54% inferior à dos homens não negros. Segundo o relatório, a menor renda reduz a capacidade de poupança e investimento, dificultando a acumulação de patrimônio ao longo do tempo. A diferença de renda e patrimônio entre homens e mulheres no Brasil Arte g1 Sistema tributário favorece a concentração de renda O estudo conclui que o sistema tributário brasileiro ajuda a manter a desigualdade de renda. Segundo o estudo, a maior parte da arrecadação vem de impostos sobre consumo e salários, que pesam proporcionalmente mais sobre as famílias de baixa renda, enquanto patrimônio, heranças e rendimentos do capital recebem tributação relativamente menor. "As medidas adotadas até agora procuram enfrentar a situação de quem tem muito pouco, mas não enfrentam a concentração de renda no topo. Hoje, o sistema tributário favorece a concentração de riqueza e dificulta que as pessoas mais pobres consigam acumular patrimônio", diz Viviana Santiago. Embora a tabela do Imposto de Renda seja progressiva para quem vive de salários, o relatório destaca que esse mecanismo não se aplica da mesma forma a quem recebe rendimentos de lucros e aplicações financeiras. Na prática, a alíquota efetiva paga pelos 0,01% mais ricos é de apenas 4,6%, percentual inferior ao pago por muitos trabalhadores assalariados. A desigualdade na tributação entre classe média e super-ricos Arte g1 Segundo Viviana, isso ocorre porque o modelo tributário brasileiro incide principalmente sobre o consumo. "Uma mãe solo negra pode pagar mais imposto do que um bilionário, porque praticamente toda a renda dela é destinada ao consumo, que é altamente tributado. Já um bilionário não consome a maior parte da sua renda e recebe uma parcela significativa por meio de lucros e dividendos", afirma. O estudo aponta que a principal distorção está na isenção do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos, em vigor desde a década de 1990. Em 2023, quase 35% de toda a renda isenta declarada no país veio desse tipo de rendimento. Segundo os autores, esse modelo reforça o ciclo de concentração de renda e patrimônio ao favorecer o aumento da riqueza dos grupos de maior renda e ampliar sua influência econômica e política.

Empresa dos EUA vai explorar petróleo na Venezuela Os Estados Unidos anunciaram na última sexta-feira (28/08) um acordo com a Venezuela que pode garantir a Washington acesso a cerca de 20% das reservas comprovadas de petróleo do país sul-americano. Apresentada pelo presidente Donald Trump como o "maior acordo petrolífero da história", a iniciativa envolve 17 campos com potencial estimado em 65 bilhões de barris e coloca no centro da operação a petroleira North American Blue Energy Partners (Nabep), controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O anúncio ocorre cerca de oito meses após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas e aprofunda a reaproximação entre Washington e o governo interino liderado por Delcy Rodríguez. Segundo a Casa Branca, o acordo permitirá aos Estados Unidos ampliar a influência sobre parte relevante da produção petrolífera venezuelana e reforçar suas reservas estratégicas de petróleo. Pelos termos divulgados por Washington, a Nabep receberá os direitos de exploração dos campos, enquanto o governo americano terá uma participação de 35% na estrutura criada para administrar os ativos. Os EUA também terão acesso garantido a 20% da produção a preço de custo e direito de preferência para comprar o petróleo restante. A iniciativa envolve cifras bilionárias. Segundo a Nabep e o governo venezuelano, o projeto poderá atrair mais de 100 bilhões de dólares em investimentos para a recuperação da infraestrutura petrolífera do país. Caracas calcula ainda que a operação poderá gerar mais de 209 bilhões de dólares em receitas tributárias ao longo de sua vigência. Os detalhes do acordo ainda estão em sigilo e alguns pontos divergem. Enquanto a Casa Branca fala em uma concessão de 100 anos, Delcy Rodríguez afirmou que o projeto terá validade de 25 anos. O que se sabe sobre os envolvidos A Nabep é a principal beneficiária do acordo. A companhia já atua no setor petrolífero venezuelano e deverá ampliar significativamente sua presença se o acordo prosperar, tornando-se a segunda maior exploradora de petróleo comprovado no mundo, atrás apenas da Saudi Aramco. A empresa é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. Ele foi alvo de investigações por autoridades dos Estados Unidos e da Europa devido a negócios com governos venezuelanos no passado, mas nunca chegou a ser formalmente acusado. Em comunicado divulgado após o anúncio, Betancourt afirmou que a Venezuela é um país "abençoado com abundância de recursos naturais" e que o acordo permitirá desenvolver esse potencial "para o grande benefício de venezuelanos e americanos". A participação de Betancourt é observada com cautela por parte do mercado. Uma fonte envolvida nas negociações de novos projetos de energia afirmou à agência de notícias Reuters que algumas empresas interessadas em investir na Venezuela querem evitar uma situação em que precisem "sentar à mesa" com o empresário. O entendimento entre Washington e Caracas também chama atenção pelo envolvimento direto do governo americano. A participação dos Estados Unidos ficará sob responsabilidade do Escritório de Capital Estratégico do Pentágono, enquanto o acordo foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Além disso, esse envolvimento estatal cria um cenário em que empresas privadas americanas tenham que enfrentar a concorrência do próprio governo dos EUA pelo petróleo na Venezuela. Para Washington, o acordo também representa uma forma de reduzir a influência de China e Rússia sobre o setor petrolífero venezuelano. Segundo autoridades americanas citadas pela agência de notícias Reuters, parte dos campos incluídos na operação era anteriormente explorada por empresas chinesas, inclusive uma estatal, e por uma companhia russa, o que permitiria redirecionar uma parcela da produção que tinha como destino a Ásia. A movimentação provocou reação de Pequim. Nesta terça-feira (01/09), o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os "direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados" e ressaltou que a cooperação entre os dois países está protegida pelo direito internacional. Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters O que se sabe sobre as promessas do projeto Washington e Caracas apresentam o acordo como uma oportunidade para revitalizar a indústria petrolífera venezuelana. Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez rejeitou as críticas de que o país estaria cedendo seus recursos naturais aos Estados Unidos. "Uma coisa deve ficar absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre seus recursos", afirmou. Segundo ela, o objetivo é transformar o país em "uma potência energética, um grande produtor de petróleo, um exportador importante de gás e um grande desenvolvedor petroquímico nacional". Trump também tem defendido a iniciativa sob a perspectiva da segurança energética. "Uma das coisas que eu quero fazer com todo esse petróleo que agora temos é preencher as reservas estratégicas", declarou o presidente americano ao comentar o acordo. A Casa Branca sustenta ainda que o aumento da produção venezuelana poderá contribuir para aliviar pressões sobre os preços da energia nos Estados Unidos, em meio aos choques causados pela guerra travada por EUA e Israel no Irã. O conflito gerou pressão inflacionária no país, às vésperas das eleições de meio de mandato que poderão custar a Trump a maioria que ele detém hoje no Congresso. O que ainda não está claro Apesar do potencial da operação, especialistas alertam que recuperar a indústria petrolífera venezuelana será um processo longo e custoso. Após anos de subinvestimento, sanções e deterioração da infraestrutura, a produção do país permanece muito abaixo dos níveis registrados no início dos anos 2000. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1,2 milhão de barris por dia, distante dos aproximadamente 3 milhões de barris diários alcançados há cerca de 25 anos. "Você precisaria de investimentos significativos e do conhecimento técnico de empresas como Exxon e ConocoPhillips", afirmou à Reuters Alejo Czerwonko, diretor de investimentos para mercados emergentes do banco suíço UBS. Para ele, uma das principais questões é como atrair grandes petroleiras para um ambiente ainda marcado por incertezas regulatórias e políticas. A recuperação da produção também não deverá ter efeitos imediatos sobre os preços dos combustíveis. "Pode ser útil no longo prazo, mas não fará nada para mudar o preço da gasolina no posto", afirmou Amy Myers Jaffe, da Universidade de Nova York, à agência de notícias Associated Press. Também há dúvidas sobre a segurança jurídica do projeto. Empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após as nacionalizações promovidas durante o governo de Hugo Chávez e continuam aguardando melhor estabilidade regulatória e respeito aos contratos como condições para ampliar investimentos no país.

Uso de IA pode ajudar na disseminação de informações falsas pela facilidade de produção e viralização desse tipo de conteúdo. Reprodução/TV Globo O avanço da inteligência artificial colocou uma antiga questão filosófica no centro do debate tecnológico: afinal, modelos como o ChatGPT e o Claude são apenas ferramentas sofisticadas ou podem ter algum tipo de consciência? Segundo reportagem da revista "The Economist", a discussão deixou de ser apenas teórica e chegou às empresas de IA, que passaram a contratar filósofos e até a estudar o possível bem-estar de seus próprios sistemas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A discussão vai além da tecnologia. Para muitos filósofos, se um ser é capaz de ter experiências como sofrimento, isso cria obrigações éticas em relação a ele. Por isso, determinar se uma IA pode ou não ser consciente teria consequências práticas sobre a forma como esses sistemas são desenvolvidos e tratados. Por que as empresas de IA estão contratando filósofos Os grandes modelos de linguagem são desenvolvidos para responder aos usuários, e não para demonstrar uma personalidade própria. Ainda assim, muitas pessoas relatam a sensação de estar interagindo com uma “presença” do outro lado da tela. Segundo a Economist, esse fenômeno levou empresas de tecnologia a tratar a consciência das máquinas como uma questão concreta. A Anthropic, por exemplo, criou iniciativas voltadas ao possível bem-estar da IA. Questionado sobre o próprio estado, seu modelo Claude Opus 4.6 estimou entre 15% e 20% a possibilidade de ser consciente. IA não é só para especialistas: por que aprender agora pode evitar ficar para trás E se a consciência depender também de quem observa? A tese apresentada inverte a lógica mais comum sobre o tema. Em vez de primeiro constatarmos que outro ser é consciente para depois nos importarmos com ele, seria a relação que estabelecemos com esse ser que nos levaria a reconhecê-lo como consciente. Nessa visão, a consciência não seria uma característica que pode simplesmente ser medida e comprovada em outra pessoa, animal ou máquina. Ela também dependeria da maneira como interpretamos o outro e atribuímos a ele sentimentos, intenções, crenças e capacidade de agir. Quando esse reconhecimento ocorre dos dois lados, a consciência passaria a ser entendida não apenas como algo que existe dentro de cada indivíduo, mas também como resultado da relação entre eles. Consciência não seria uma ilusão O texto diferencia “ilusão” de “modelo”. Uma ilusão é uma percepção que pode ser demonstrada como errada. É o caso, por exemplo, de duas linhas que parecem ter tamanhos diferentes, mas que uma régua comprova terem o mesmo comprimento. Segundo a Economist, nem tudo funciona dessa forma. Algumas categorias existem porque as pessoas atribuem significado a elas. Uma planta, por exemplo, pode ser considerada uma erva daninha em determinado contexto e não em outro. O argumento é que a consciência poderia funcionar de maneira semelhante: ela seria real, mas sua identificação dependeria também da relação e da perspectiva de quem observa. O sistema de "financiamento circular" pode ter um efeito dominó caso a bolha da IA estoure Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance O 'eu' também pode não ser objetivo A ideia de que cada pessoa pode ter certeza da própria consciência remonta à famosa frase de René Descartes: “Penso, logo existo”. O autor argumenta, porém, que experiências como perceber uma cor, sentir calor ou reconhecer a própria identidade são subjetivas. Além disso, estudos da neurociência com pacientes que tiveram as conexões entre os dois hemisférios cerebrais interrompidas levantam dúvidas até mesmo sobre a ideia de que exista um “eu” único e indivisível. Em outras palavras, até a percepção que temos de possuir um “eu” único pode depender da forma como o cérebro organiza nossas experiências. O risco ético de decidir quem merece consideração Essa interpretação traz um problema ético: se reconhecer a consciência depende também de quem observa, alguém poderia simplesmente negar esse reconhecimento para justificar a falta de cuidado ou de direitos. Segundo a reportagem, o argumento leva à conclusão oposta. Se somos nós que fazemos esse julgamento, também podemos errar ao excluir outros seres de nossa consideração. Ao longo da história, o reconhecimento de quem merece respeito e direitos foi ampliado, até chegar à ideia de direitos humanos universais. Humanos e IAs tentam compreender uns aos outros Os seres humanos tentam constantemente compreender as intenções, emoções e pensamentos dos outros. Os grandes modelos de linguagem também usam as informações fornecidas durante a interação para formar uma representação do interlocutor e ajustar suas respostas. A dúvida é se esse processo pode ser comparado à consciência humana ou se é apenas uma forma sofisticada de processamento de informações. Segundo a revista, pesquisas conduzidas pelo Google indicam que a cooperação entre agentes inteligentes melhora quando eles conseguem construir representações sobre o que os outros sabem, pretendem ou podem fazer — e também sobre o próprio comportamento. Isso não significa tratar a IA como humana ou atribuir a ela os mesmos direitos e necessidades. O debate aponta, porém, para uma questão que pode ganhar importância no futuro: como conviver e estabelecer regras diante de formas de inteligência cada vez mais diferentes das humanas.

Apple anuncia engenheiro John Ternus como novo presidente Com o fim da era de Tim Cook à frente da Apple no início da semana, a empresa disse quanto o executivo ganhará em sua nova função e qual será a remuneração do novo CEO, John Ternus. Na Apple desde 1998 e CEO desde 2011, Tim Cook assumiu como novo presidente-executivo do conselho administrativo. Ele ainda será responsável por conduzir certos assuntos na Apple, como o relacionamento da empresa com governos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na nova função, Cook terá salário de US$ 2 milhões por ano (R$ 10 milhões), além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões) ao longo de quatro anos. John Ternus, que entrou na Apple em 2001, era vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware há cinco anos. Como CEO, ele será o novo responsável pela gestão do dia a dia da empresa. Tim Cook e John Ternus AFP/Brittany Hosea-Small O executivo terá salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e bonificação com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) durante quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Os valores foram informados em documentos da Apple para Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) porque a empresa tem ações negociadas na bolsa de valores. Sob nova direção, Apple manterá prestígio na era da inteligência artificial? Bônus milionário A bonificação prevê a concessão de ações durante quatro anos, sendo parte ligada ao desempenho da Apple sobre outras empresas do S&P 500, índice que reúne as principais companhias negociadas nas bolsas dos Estados Unidos. Para John Ternus, 75% do valor total da bonificação será atrelada ao retorno das ações da Apple. No caso de Cook, esse critério vale para 50% da bonificação. John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple Eles receberão o valor-alvo se as ações da Apple tiverem desempenho melhor do que 55% das empresas no S&P 500. Como comparação, em um período anterior de três anos, o desempenho da empresa ficou acima de 70% das outras companhias. Caso a Apple supere o desempenho de 85% das outras empresas, John Ternus e Tim Cook terão direito a um valor ainda maior, chegando ao dobro do valor-alvo para a bonificação por desempenho. O restante das ações – 25% para Ternus e 50% para Cook – é vinculado à permanência na empresa e será adquirido em parcelas semestrais ao longo de quatro anos. 'Difícil acreditar que chegou' Em abril, quando anunciou a troca do comando, a Apple afirmou que a mudança faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos. A transição acontece meses após a empresa completar 50 anos. Cook comandou o lançamento de novos produtos como Apple Watch e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud e Apple Music. Em sua gestão, o valor da empresa cresceu mais de 1.000% e chegou a US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões). Em mensagem enviada aos funcionários e obtida pela Bloomberg, Cook agradeceu à equipe pelos anos de trabalho. "É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou", escreveu. Ternus também teve papel central no lançamento de iPads e AirPods. Recentemente, liderou a reformulação do iPhone 17 e o lançamento do iPhone Air, versão com visual mais fino. Tim Cook na posse de Donald Trump Getty Images via AFP

Mulher encontrou as filmagens na galera do celular do patrão ao pagar por uma marmita. Arquivo pessoal Uma mulher de 26 anos descobriu que era filmada nua no banheiro da imobiliária em que trabalhava, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. Segundo a vítima, as imagens foram feitas pelo ex-patrão, Hélio Borges Júnior, de 53 anos. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) em 29 de junho e é investigado como importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O empresário foi detido e levado à delegacia onde prestou depoimento e admitiu que havia escondido um celular no banheiro para fazer gravações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A vítima, que não trabalha mais na empresa, teve o nome omitido para preservar sua identidade. A mulher descobriu os vídeos quando o ex-patrão pediu que ela usasse o celular dele para pagar uma marmita. Ao mexer no aparelho, ela afirma ter encontrado abas abertas que levavam a uma pasta com fotos e vídeos em que aparecia nua. Agora no g1 Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o caso está sob segredo de justiça e por isso não é possível repassar mais informações sobre o ocorrido. O g1 entrou em contato com o advogado de Hélio, Cássio Ernani Costa, para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. A reportagem questionou à Polícia Civil se Hélio permaneceu preso, mas não obteve retorno. (entenda o caso) O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que tomou ciência das irregularidades e determinou a instauração de uma notícia de fato para apurar o caso. Segundo o órgão, como o procedimento está em fase inicial, ainda não há outros elementos ou informações que possam ser divulgados. O g1 conversou com especialistas em direito do trabalho para explicar os limites do monitoramento no ambiente de trabalho, os possíveis crimes envolvidos e o que uma vítima deve fazer caso descubra que foi filmada sem autorização. Entenda os principais pontos sobre o tema: Câmeras no trabalho têm limites? Filmar alguém nu sem consentimento é crime? Qual é a diferença entre assédio sexual e outros crimes? A empresa pode ser responsabilizada? O que fazer ao descobrir uma câmera escondida? Vítima pode pedir indenização? O que acontece se as imagens forem compartilhadas? Ex-funcionária também encontrou fotos de suas redes sociais no celular do ex-patrão Arquivo Pessoal 1. Câmeras no trabalho têm limites? Empresas podem utilizar sistemas de monitoramento para finalidades legítimas, como segurança de pessoas, proteção patrimonial e acompanhamento de determinadas áreas de trabalho. Esse poder de fiscalização, porém, não é absoluto. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, câmeras podem ser instaladas em locais como entradas, corredores, estoques e determinadas áreas operacionais, desde que exista uma finalidade legítima e sejam respeitados critérios como necessidade, proporcionalidade e privacidade. O limite está nos espaços em que existe expectativa de intimidade. Banheiros, vestiários e locais destinados à troca de roupa não podem ser monitorados por câmeras. A instalação de equipamentos nesses ambientes representa grave violação da privacidade do trabalhador. “A câmera escondida é ainda mais problemática. No ambiente de trabalho, sua utilização deve ser absolutamente excepcional e juridicamente justificada. Em locais de intimidade, como banheiros e vestiários, não há justificativa para esse tipo de monitoramento”, afirma Burlamaqui. A advogada explica ainda que o monitoramento deve ser transparente. Os trabalhadores precisam ser informados sobre a existência das câmeras e sobre a finalidade da captação das imagens. Além das questões trabalhistas, o monitoramento envolve o tratamento de dados pessoais e, portanto, deve seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O banheiro é um espaço de absoluta intimidade, e o empregador tem o dever de garantir um ambiente de trabalho seguro e digno. Uma situação como essa pode gerar indenização por danos morais e consequências na esfera criminal. A especialista ainda explica que, mesmo que as imagens não tenham sido divulgadas, o simples fato de realizar a gravação clandestina já representa uma violação da intimidade e da dignidade da trabalhadora. 2. Filmar alguém nu sem consentimento é crime? Caso as investigações confirmem que uma pessoa foi filmada nua, em situação íntima e privada, sem consentimento, a conduta pode configurar crime. Segundo Bárbara Ferrari, especialista em direito do trabalho, pode haver enquadramento no crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal. A pena é de seis meses a um ano de detenção, além de multa. A especialista ressalta, porém, que não é possível definir o crime apenas pela existência da gravação. O enquadramento depende das circunstâncias apuradas, como a forma de instalação e utilização do equipamento, o conteúdo registrado e a participação de cada pessoa envolvida. Tratando-se de um banheiro, estamos diante de um ambiente com elevado grau de privacidade, o que torna a apuração dos fatos ainda mais grave." 3. Qual é a diferença entre assédio, importunação sexual e registro não autorizado da intimidade? Embora possam ocorrer em contextos semelhantes, assédio sexual, importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual têm definições diferentes. Segundo Ferrari: Assédio sexual: ocorre quando alguém utiliza uma posição de superioridade ou ascendência no trabalho para constranger outra pessoa com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual; Importunação sexual: envolve a prática de ato de natureza sexual sem o consentimento da vítima; Registro não autorizado da intimidade sexual: refere-se à produção de fotos, vídeos ou outros registros de nudez ou de situação sexual íntima e privada sem autorização. O fato de o suspeito ser chefe ou empregador é relevante, mas não determina, por si só, o enquadramento criminal. No caso do assédio sexual, por exemplo, a relação de superioridade hierárquica é um dos elementos previstos em lei, mas outros requisitos também precisam estar presentes. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que recebeu 2.131 denúncias de assédio sexual até 1º de setembro de 2026. Em todo o ano de 2025, foram registradas 1.026 denúncias. Segundo o MPT, até 1º de setembro deste ano, foram firmados 151 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) relacionados ao tema, ante 39 em todo o ano de 2025. 4. A empresa pode ser responsabilizada? A eventual responsabilidade criminal deve ser atribuída a quem praticou a conduta, a partir do que for apurado nas investigações. Isso, porém, não impede a análise da responsabilidade da empresa nas esferas trabalhista e civil. Segundo Burlamaqui, a empresa pode ser responsabilizada por atos praticados por gestores, empregados ou representantes relacionados ao trabalho. Também deve ser avaliado se o empregador adotava medidas de prevenção e se tomou providências adequadas após ter conhecimento da situação. “A empresa precisa agir efetivamente: proteger a vítima, preservar provas, evitar retaliações, realizar uma apuração adequada e adotar as medidas cabíveis”, afirma. De acordo com a especialista, a existência de um código de conduta ou de um canal de denúncias, por si só, não é suficiente. A omissão ou uma resposta inadequada diante de uma denúncia pode ampliar a responsabilidade da empresa. Ferrari lembra ainda que, para empresas que se enquadram nas regras que exigem a constituição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), a Lei nº 14.457/2022 prevê medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio e a outras formas de violência no trabalho. Entre elas estão procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias e treinamentos periódicos. 5. O que fazer ao descobrir uma câmera escondida? A primeira orientação é preservar as provas. A vítima deve guardar mensagens, capturas de tela, fotos, vídeos, e-mails e informações sobre o equipamento encontrado, além de identificar possíveis testemunhas. O equipamento e os arquivos não devem ser alterados, retirados ou destruídos, para garantir a integridade das evidências. Também é recomendável formalizar a denúncia dentro da empresa, quando houver um canal seguro para isso, como o o setor de Recursos Humanos (RH), canal de ética ou compliance, e guardar o comprovante da comunicação. A autoridade policial é responsável pela investigação criminal. A empresa deve ser comunicada para que possa preservar provas, proteger a vítima, impedir retaliações e realizar a apuração interna, quando cabível. A vítima também pode procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência e solicitar a investigação do caso. Já o Ministério Público do Trabalho (MPT) pode atuar quando houver indícios de violação de direitos trabalhistas que ultrapassem o caso individual, como falhas institucionais ou riscos para outros trabalhadores. As medidas não são necessariamente excludentes. O mesmo fato pode gerar consequências nas esferas criminal, trabalhista e civil. 6. Vítima pode pedir indenização? Uma violação grave da intimidade no ambiente de trabalho pode gerar indenização por danos morais, especialmente quando houver violação da privacidade, da imagem e da dignidade da vítima. Dependendo das circunstâncias e da responsabilidade do empregador, a situação também pode fundamentar um pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho. (entenda como funciona) Nesse caso, o trabalhador solicita à Justiça o encerramento do vínculo empregatício por falta grave do empregador. Se o pedido for reconhecido, ele pode receber verbas semelhantes às de uma demissão sem justa causa. Na Justiça do Trabalho, o trabalhador pode cobrar direitos relativos aos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação, desde que o processo seja iniciado em até dois anos após o encerramento do contrato. 7. O que acontece se as imagens forem compartilhadas? Se for confirmado que as imagens foram compartilhadas ou divulgadas sem autorização, haverá uma nova violação da intimidade e da imagem da vítima, ampliando a exposição e os possíveis danos. Segundo Ferrari, dependendo do conteúdo e das circunstâncias apuradas, a divulgação pode configurar também o crime previsto no artigo 218-C do Código Penal, que trata da divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem consentimento. O compartilhamento das imagens também pode aumentar a extensão do dano e ser considerado na avaliação de uma indenização. A advogada ressalta que a definição dos crimes, das responsabilidades e das indenizações dependerá das provas reunidas e do que for efetivamente comprovado ao longo das investigações. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Exercício reúne militares para proteger a Amazônia, em Boa Vista Caíque Rodrigues/g1 RR Frequentemente mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante do aumento das tensões internacionais e dos atritos com os Estados Unidos, o Ministério da Defesa terá o sexto maior orçamento em 2027. A previsão consta na proposta de orçamento do próximo ano, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional. O projeto contempla cerca de R$ 148 bilhões para a pasta em 2027. 🔎De acordo com dados do Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU), há cerca de: 365 mil militares ativos no país, 268 mil pensionistas, 91 mil militares reformados, 23 mil aposentados e 81 mil reservistas. ➡️Dos quase R$ 148 bilhões previstos para a Defesa em 2027, segundo a proposta de orçamento, R$ 108 bilhões destinam-se a despesas com pessoal e encargos sociais, incluindo militares da ativa, inativos e pensionistas. ➡️Outros R$ 21,7 bilhões estão alocados em despesas correntes e R$ 12,7 bilhões estão reservados para investimentos, cerca de 8,6%. Há, ainda, gastos previstos com juros e amortização da dívida. Os recursos para o Ministério da Defesa em 2027, que englobam gastos com pessoal do Exército, Marinha e Aeronáutica, superam as dotações, juntas, dos seguintes ministérios: Justiça e Segurança Pública: R$ 27,5 bilhões; Transportes: R$ 19,4 bilhões; Ciência e Tecnologia: R$ 15,9 bilhões; Cidades: R$ 15,7 bilhões; Agricultura: R$ 12,4 bilhões; Comunicações: R$ 8,6 bilhões; Minas e Energia: R$ 8,1 bilhões; Desenvolvimento Agrário: R$ 7,5 bilhões; Relações Exteriores: R$ 5,6 bilhões; Meio Ambiente: R$ 4,9 bilhões; Cultura: R$ 4 bilhões; Turismo: R$ 2,3 bilhões; Esporte: R$ 1,7 bilhão; Povos Indígenas: R$ 1,7 bilhão; Direitos Humanos: R$ 554 milhões; Mulheres: R$ 312 milhões; Igualdade Racial: R$ 187 milhões. Preocupações de Lula Nos últimos meses, o presidente Lula tem continuamente destacado a importância da área de defesa, diante da gravidade do cenário geoeconômico, com a guerra no Oriente Médio e com a classificação de facções brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como terroristas pelos Estados Unidos. Em junho, ele afirmou que ampliaria gastos em defesa porque "está cheio de maluco no mundo". Acrescentou que não quer guerra, mas que não gostaria de "ser pego de surpresa". Em julho, Lula disse que as forças armadas precisam estar "preparadas", e citou o interesse potências militares, como EUA, Rússia e China, em terras raras e minerais críticos. Em agosto, o ministro Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o Brasil não teria condições de enfrentar militarmente os Estados Unidos em um eventual cenário de invasão e brincou com a possibilidade dizendo que "abriria o portão". "Dia desses um jornalista me perguntou: ‘Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que o senhor faz como ministro da Defesa? Abrir o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”, afirmou Múcio, durante evento, arrancando risadas dos presentes. Atribuições do Ministério da Defesa Em sua página na internet, o Ministério da Defesa informa que está incumbido de coordenar o esforço integrado de defesa "visando contribuir para a garantia da soberania, em prol da sociedade brasileira, abrangendo o preparo e o emprego conjunto e singular das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, e a articulação entre elas e os demais órgãos do Estado". A pasta lembra que o Brasil está há quase 150 anos sem se envolver num conflito bélico, à exceção da Segunda Guerra Mundial, quando entrou no conflito após sofrer agressão direta das tropas do Eixo, consolidando, assim, "sua vocação de país provedor de paz no cenário internacional". "Essa orientação pacífica, no entanto, não permite que a nação negligencie a possibilidade de eclosão de cenários hostis. Dono de vastos recursos naturais, industriais e tecnológicos, o país entende que, para além da cooperação com diferentes nações, tem de estar preparado para dissuadir potenciais ameaças provenientes de qualquer parte do globo", acrescenta o Ministério da Defesa. Novo PAC ➡️No orçamento de investimentos, o Ministério da Defesa elencou os principais projetos contemplados no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com valor de R$ 10,2 bilhões no próximo ano, concentrados em 16 projetos em 2027. Marinha De acordo com o governo, os investimentos do PAC têm por objetivo garantir o controle marítimo de áreas estratégicas de acesso ao Brasil, além de permitir a manutenção e o desenvolvimento da capacidade de construção de meios navais. O grande destaque é o programa nuclear da Marinha, responsável pelo desenvolvimento do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), em Iperó (SP), protótipo em terra da planta de propulsão nuclear do futuro submarino nuclear brasileiro, com R$ 1,4 bilhão em 2027. Também está prevista, para o próximo ano, a continuidade das atividades relacionadas ao submarino nuclear brasileiro, com cerca de R$ 400 milhões orçados. Até maio deste ano, foram gastos R$ 5,8 bilhões de um orçamento total de R$ 22,6 bilhões. O término está previsto para 2037. Projeto do primeiro submarino nuclear brasileiro Reprodução site Ministério da Defesa Já o programa Fragatas Classe Tamandaré contará com R$ 900 milhões em 2027 para a construção de quatro "modernas fragatas" até o ano de 2030, equipadas com "sistemas de armas avançados e capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, denominada Amazônia Azul". Cerimônia de Lançamento da Fragata Tamandaré em Itajaí-SC Ministério da Defesa "Sobre os submarinos convencionais, importante destacar que os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero já foram incorporados ao setor operativo da Marinha do Brasil, enquanto o submarino Almirante Karam encontra-se em fase de comissionamento e preparação para as provas de mar", acrescentou o governo, no projeto de orçamento. A Marinha também destacou a construção de navios-patrulha de 500 toneladas, com dotação de R$ 115 milhões em 2027 para "defesa de atividades econômicas em águas brasileiras, apoio às atividades de inspeção naval, fiscalização de embarcações, salvaguarda da vida humana e combate aos ilícitos transnacionais e crimes contra o meio ambiente". O programa prevê a entrega de 12 embarcações. Navio "Patrulha Oceânica" está atracado em Vitória e será aberto para visitação Exército No novo PAC, o destaque do Exército brasileiro é a produção de viaturas blindadas no país (Guarani), com R$ 1 bilhão previsto para 2027. O objetivo é reativar a produção no país "trazendo incremento à Base Industrial de Defesa e substituindo, progressivamente, as antigas viaturas por equipamentos mais modernos". A previsão é de entregar 116 unidades em 2027. Conheça o novo blindado do Exército A aquisição do Sistema de Defesa Estratégico de Mísseis e Foguetes (Astros) também integra a carteira de investimentos, com R$ 671 milhões estimados para 2027. O programa é constituído de mísseis de longo alcance e foguetes guiados de precisão, munições, componentes, máquinas, ferramental e peças para manutenção. Gif mostra maior míssil brasileiro de longo alcancedisparado na Amazônia -sistema Astros Reprodução O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), por sua vez, poderá contar com R$ 467 milhões em 2027, pela proposta, para "fortalecer a presença e a capacidade de ação do Estado em toda a faixa de fronteira do país". Representação gráfica do Sisfron Ministério da Defesa Também estão previstos R$ 520 milhões em 2027 para a implantação do Sistema de Aviação do Exército. Os recursos serão destinados a obtenção de aeronaves, veículos aéreos não tripulados, simuladores e equipamentos de sensoriamento e alerta, "permitindo ao Exército o trinômio monitoramento, mobilidade e presença militar". Força Aérea Brasileira O principal projeto de investimento da Força Aérea Brasileira é o FX-2, com R$ 2,81 bilhões alocados 2027 para a compra de caças Gripen da Suécia. Ainda estão previstos armamentos, simuladores de voo, transferência de tecnologia, serviços de suporte logístico, aquisição e serviços de desenvolvimento de integração de sistemas e armamentos. Foram entregues 12 aeronaves, e há previsão da entrega de outras quatro em 2027. Caças Gripen de Anápolis participam de exercício militar internacional no Chile O governo destacou, ainda, o projeto KC-390, com R$ 572 milhões previstos para 2027, destinados à aquisição de aeronaves tipo cargueiro para a realização de missões de transporte aéreo logístico em território nacional ou global (tropa e carga), reabastecimento em voo, evacuação aeromédica e combate a incêndio em voo. Está prevista a entrega de mais uma aeronave no próximo ano. KC-390 da FAB transporta bombeiros de Minas Gerais para missão humanitária na Venezuela. Sgt Müller Marin/FAB No orçamento de 2027, estão previstos ainda R$ 338 milhões para modernização das capacidades de Defesa Aeroespacial da Força Aérea Brasileira, por meio do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDA). O objetivo é modernizar aeronaves A-29 — turboélices de ataque leve e treinamento avançado. Panamá encomenda Super Tucanos da Embraer Operação acolhida e terras indígenas O governo destinou ainda, na proposta orçamentária, R$ 262 milhões para operação Acolhida, para dar resposta ao "grande fluxo migratório" e garantir atendimento humanitário aos imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade que chegam ao Brasil. "Até o momento, cerca de 10 mil militares das Forças Armadas já foram empregados na operação, que conta com reconhecido sucesso pelas Nações Unidas. São atendidas, em média, 500 pessoas por dia, sendo que, nas tarefas de Ordenamento da Fronteira, as Forças Armadas realizam emissão de documentos, vacinação e controle de imigração, entre outros serviços", diz o governo, na proposta de orçamento. Migrantes se aglomeram para atendimento na Operação Acolhida, em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela Caíque Rodrigues/g1 RR Estão alocados, ainda, R$ 204 milhões para o emprego em ações emergenciais em terras indígenas. A ação, segundo o governo, visa ao emprego operacional das forças armadas em medidas emergenciais de apoio a outros órgãos da administração pública federal, com foco na proteção da vida, da saúde e da segurança dessas comunidades. "Os recursos destinam-se ao levantamento de dados de monitoramento, atividades de inteligência, apoio logístico, aquisição e manutenção de equipamentos e insumos, contratação de serviços e aperfeiçoamento das capacidades de mobilização e emprego operacional", diz o governo. Equipe do Exército sobrevoa terras indígenas com queimadas na região Tocantina

Mendonça pode ser alvo caso de abertura de impeachment contra Moraes O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez circular entre os colegas no Congresso Nacional que, se a pressão para dar início ao processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se tornar insustentável, iria também autorizar o processo contra outro ministro da corte: André Mendonça. Essa proposta de impeachment cruzado teve efeito de baixar a temperatura no Senado ao longo dos últimos dias. O argumento de Alcolumbre se tornou mais palpável a partir da decisão, na quinta-feira (3) à noite, de Alexandre de Moraes, de pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, a investigação de Mendonça. Na decisão, no bojo no polêmico inquérito das Fake News, Moraes cita indícios de crime de responsabilidade de Mendonça e até de que Alcolumbre havia sido investigado. Estes pontos foram lidos como uma senha para permitir a atuação de Alcolumbre no Senado. No entanto, nesta sexta-feira (4), Fachin retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido de Moraes. Na decisão, o presidente do STF determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro André Mendonça se manifestem, no prazo de até cinco dias, sobre o pedido de Moraes, e transferiu os casos para a Presidência da Corte. Com isso, os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam a ser conduzidos pelo presidente Fachin. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Carlos Moura/Agência Senado Crise Master no STF Na terça-feira (1), o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 🔎Moraes, Andrei e Gonet foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master. Mendonça sugeriu na mesma decisão que os elementos constantes dos relatórios da PF sobre o caso fossem avaliados pelo plenário da Corte. Após a divulgação das informações, o relator também determinou que a PGR desse seu parecer sobre o tema. O procurador Paulo Gonet – mencionado nos relatórios publicizados por Mendonça – afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF. O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite dessa quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra o Mendonça. Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. No entanto, ele cita um relatório da PF em que os investigadores apontam a ressalva de que o documento é de uso restrito, não tem poder de decisão, não pode ser usado como prova e não pode ser usado para fundamentar representação ou ser citado "como fonte em documento externo". 🔎 Na prática, isso indica que o material de inteligência produzido pela PF não teria validade legal para servir como prova de um processo. Isso porque não cumpriria requisitos formais. 🔎Relatórios de inteligência em geral, por sua natureza, não são feitos para serem usados em processos judiciais. É por isso que, nesse caso, seu conteúdo é tratado como indício. Mas, com base nas informações citadas pela PF, Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por "motivos pessoais e políticos", a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados. Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.

Público pode experiemntar carros na pista dusrante o Festival Interlagos. Divulgação O Festival Interlagos Edição Auto, que aconteceu entre os dias 27 e 30 de agosto, reuniu 215 mil visitantes e teve 36 lançamentos, pré-lançamentos e novidades apresentados ao público. Edição Auto reuniu 32 marcas no Autódromo de Interlagos; somadas, as etapas de carro e motos tiveram 485 mil visitantes e 81 novidades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre as empresas participantes estavam fabricantes tradicionais, marcas premium, esportivas e novas montadoras chinesas que estão ampliando a atuação no mercado brasileiro. Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Veja abaixo as principais novidades de carros: BYD mostra picape híbrida Mako para enfrentar Fiat Toro e Volkswagen Tukan Honda Prelude volta ao Brasil após 25 anos por R$ 380 mil; Senna já foi garoto-propaganda do esportivo GWM Tank 400 híbrido flex chega ao Brasil em 2026, para rivalizar com Toyota SW4 Chinesa DFM chega ao Brasil em outubro com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM Até 900 km de autonomia e 767 cv: veja 6 novos SUVs que chegam ao Brasil; VÍDEO 'Efeito China': mais 4 marcas chinesas desembarcam no Brasil; veja os carros e os planos de cada uma A edição Auto também permitiu que os visitantes dirigissem parte dos veículos apresentados. Foram 15,2 mil testes de direção realizados nas diferentes pistas preparadas para o evento. Os testes ocorreram tanto no traçado de Interlagos quanto em áreas específicas destinadas a diferentes tipos de veículos e situações de condução. O evento registrou 31,5 mil experiências de direção e pilotagem nas duas edições. O número considera os testes realizados pelos visitantes com carros e motos. 485 mil visitantes nas duas edições; 36 novidades na edição Auto; 45 novidades na edição Moto; O número de 270 mil pessoas da edição de motos representa crescimento de aproximadamente 51% em relação a 2025, quando 179 mil pessoas passaram pelo evento. Galerias Relacionadas Foco em experiências A proposta do evento é permitir que o público tenha contato direto com veículos que estão chegando ao mercado ou que já são vendidos no país. Além da exposição, parte dos modelos pôde ser conduzida pelos visitantes. A programação também incluiu competições, apresentações, espaços de mobilidade, ações de segurança, gastronomia e atrações musicais. Festival Interlagos 2026 também teve shows musicais. Divulgação / Festival Interlagos A programação ainda contou com atrações musicais nas duas edições. Entre os artistas que participaram estavam nomes brasileiros de diferentes gêneros, como Péricles, Ludmilla, Thiaguinho, Belo, Matuê, Filipe Ret, L7nnon e Hungria. O evento ainda teve a participação do rapper americano Ja Rule. Celebridades e influenciadores também estiveram no evento, principalmente nas áreas destinadas a convidados e no espaço VIP.

Frango cru JK Sloan O Brasil deve retornar à lista de fornecedores de mel e carne de aves da União Europeia em breve, afirmou o Ministério da Agricultura, nesta sexta-feira (4). O bloco concluiu auditorias nas duas cadeias produtivas e considerou que os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo Brasil são "satisfatórios". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia”, declarou o ministro da Agricultura, André de Paula. 🔍 A UE tirou o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (entenda aqui) Agora no g1 As auditorias nos dois setores foram realizadas por solicitação das próprias autoridades da União Europeia e teve início em 24 de agosto. Os fiscais visitaram estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais do país, verificando a estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que aguarda a oficialização da reabertura do mercado para comentar o caso. O g1 questionou a Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel) sobre o avanço nas negociações com a União Europeia, mas não obteve um retorno até a última atualização desta reportagem. Saiba mais: UE compra pouca carne do Brasil, mas paga mais e funciona como ‘vitrine’; saiba por que o veto preocupa Embargo ao Brasil Nesta quinta-feira (3), começou a valer o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco. A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente. As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. Saiba também: Após veto da União Europeia, carne vai ficar mais barata no Brasil? Entenda A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados

A balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O saldo positivo registrou alta de 23,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 5,97 bilhões. Esse também foi o maior saldo positivo para meses de agosto desde 2023, quando foi registrado um superávit de US$ 9,63 bilhões. 💵 Segundo o governo, em agosto: As exportações somaram U$ 33,15 bilhões com aumento de 12,2% pela média diária. As importações somaram US$ 25,76 bilhões, com aumento de 9,2% pela média diária. Agora no g1 Entre os produtos exportados pelo país, se destacaram em agosto: Óleos brutos de petróleo: US$ 4,82 bilhões, com alta de 18%; Soja: US$ 4,41 bilhões, com aumento de 14%; Minério de ferro: US$ 2,35 bilhões, com queda de 10,8%; Café não torrado: US$ 1,1 bilhão, com alta de 24,1%; Milho não moído: US$ 1 bilhão, com queda de 25,3%. ➡️Na relação comercial com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit em agosto deste ano, apesar de as exportações para a economia norte-americana terem subido 12% no mês passado (veja mais abaixo nessa reportagem). Principais mercados consumidores em agosto China: queda de 10,9%, para US$ 8,34 bilhões; União Europeia: aumento de 46,4%, para US$ 5,8 bilhões; Estados Unidos: alta de 12,1%, para US$ 3,19 bilhões Mercosul: queda de 5,1%, para US$ 2,1 bilhões; Asean: recuo de 7,1%, para US$ 2,1 bilhões; África: alta de 20,5%, para US$ 1,67 bilhão; Oriente Médio: aumento de 12,6%, para US$ 1,4 bilhão; México: crescimento de 8%, para US$ 848 milhões. As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, para US$ 5,8 bilhões, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (4). O bloco foi um dos principais destinos a contribuir para o aumento das vendas externas no mês. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio, pode ter contribuído para o crescimento de 46,4% das exportações brasileiras ao bloco em agosto, segundo o Diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão. “Temos relatos de exportadores que estão se beneficiando, sim, do acordo já nesse período”, afirmou. Segundo ele, porém, ainda não é possível medir precisamente o impacto da redução tarifária nos dados de comércio. Acumulado do ano ➡️No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões, informou o governo. Com isso, houve aumento 28,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 43,2 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 250,85 bilhões – alta 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária. Já as importações somaram US$ 195,53 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, com alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Estados Unidos Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada De acordo com dados do MDIC, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões com os Estados Unidos em agosto. No mês passado, as exportações para a economia norte-americana somaram US$ 3,19 bilhões, com aumento de 12,1%, enquanto as compras totalizaram US$ 4,01 bilhões – com alta de 1,1%. No início de junho, os EUA impuseram uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos. Também naquele mês foi anunciado um adicional sobre 60 países — entre eles o Brasil — que teriam falhado em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas sobretaxas, juntas, podem chegar a 37,5%. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, de acordo com dados oficiais, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos somou US$ 3,21 bilhões. Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior saldo para o mês em 3 anos Sandro Menezes/governo do RN

Engenheiro impressiona ao dirigir um Cybertruck da Tesla em Goiás A Administração Nacional de Segurança no Trânsito dos Estados Unidos (NHTSA) abriu nesta sexta-feira (4) uma investigação para verificar se a Tesla certificou corretamente seu robotáxi autônomo Cybercab. A perícia vai analisar o processo e os dados técnicos usados pela montadora para demonstrar que até 1.000 Cybercabs atendiam aos padrões federais de segurança para veículos. Na quinta-feira (3), a Tesla começou a colocar em operação comercial um pequeno número de Cybercabs de dois lugares em Austin, no Texas. A empresa afirmou que pretende ampliar gradualmente o serviço para mais veículos e outras localidades. Tesla lança Cybercab, um robotáxi sem volante nem pedais Segundo a NHTSA, o Cybercab não possui controles manuais convencionais, como volante, pedal de freio, pedal do acelerador e espelhos retrovisores. Tesla Cybercab divulgação/Tesla As montadoras precisam declarar que seus veículos cumprem os padrões federais de segurança. Quando há indícios de que um veículo certificado não atende a essas exigências, a NHTSA abre uma investigação, afirmou a agência. A investigação vai analisar a base usada pela Tesla para certificar o Cybercab e outros pontos relacionados, incluindo até que ponto a empresa considerou que determinadas exigências de segurança não se aplicavam ao veículo. “A NHTSA apoia totalmente o desenvolvimento e a implantação seguros de veículos automatizados. Mas, como órgão regulador federal, precisamos garantir que todas as nossas leis sejam cumpridas”, disse Jonathan Morrison, administrador da NHTSA. A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Tesla Cybercab Divulgação / Tesla Regras atuais ainda exigem controles humanos Em junho, a NHTSA propôs acabar com uma exigência do governo que determina a presença de pedais de freio manuais em veículos autônomos. A mudança facilitaria a colocação desses veículos nas ruas dos Estados Unidos. A agência também propôs outras alterações nos padrões federais de segurança para permitir que veículos autônomos deixem de ter alguns equipamentos destinados a motoristas humanos. Até que essas mudanças sejam concluídas, porém, as regras atuais continuam valendo, afirmou a NHTSA. Pelas regras em vigor, veículos totalmente autônomos não precisam de aprovação da NHTSA se tiverem os controles humanos exigidos, como volante, pedais de freio ou espelhos. A NHTSA pode autorizar até 2.500 veículos por fabricante a circular anualmente nas ruas dos Estados Unidos sem os controles humanos exigidos. Em julho, a agência aprovou um pedido da Zoox, empresa da Amazon, para colocar de forma limitada em operação comercial seus novos robotáxis sem volante. Foi a primeira autorização desse tipo para o setor de transporte autônomo. Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA Divulgação / Zoox Segundo a NHTSA, a Tesla não havia apresentado um pedido de autorização semelhante. Até a manhã desta sexta-feira, havia 420 veículos autônomos da Tesla registrados no Texas, segundo dados do estado. Desse total, 45 eram Cybercabs. *Com informações da Reuters Tesla Cybercab Divulgação / Tesla

Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas A lei de Minnesota, nos Estados Unidos, que proíbe imagens falsas de nudez produzidas por inteligência artificial continuará em vigor. Um juiz federal rejeitou nesta sexta-feira (4) o pedido da xAI, empresa de Elon Musk, para suspender a medida enquanto a companhia contesta a lei na Justiça. A lei entrou em vigor em 1º de agosto e proíbe operadores de sites, desenvolvedores de programas e outras pessoas de permitir que usuários usem inteligência artificial para retirar digitalmente as roupas de pessoas identificáveis em imagens. Segundo o texto, é a primeira lei desse tipo nos Estados Unidos. A xAI afirma que a medida restringe a liberdade de expressão protegida pela Constituição americana. O estado de Minnesota, por outro lado, diz que a lei foi criada especificamente para combater a divulgação de imagens sexuais produzidas com IA sem o consentimento das pessoas retratadas. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk O juiz federal Donovan Frank rejeitou o pedido da xAI por uma decisão provisória que suspenderia a aplicação da lei. Segundo ele, a empresa não conseguiu demonstrar que sofreria prejuízos enquanto o processo continua. Frank afirmou que as questões constitucionais levantadas pelas partes são complexas, especialmente por envolverem uma tecnologia nova e os riscos que ela representa para o público. Segundo o juiz, essas questões serão analisadas de forma completa durante o processo. A xAI e o gabinete do procurador-geral de Minnesota não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Disputa ainda não terminou A xAI processou o estado de Minnesota, alegando que a nova lei viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos ao restringir uma forma de expressão protegida. Em julho, Frank já havia rejeitado o pedido de Musk para impedir que a lei entrasse em vigor. Na ocasião, porém, concordou em acelerar a análise do caso. Grok já foi criticado por imagens explícitas O chatbot Grok, desenvolvido pela xAI, já foi criticado por produzir conteúdo sexualmente explícito. Reguladores buscaram medidas de proteção mais rígidas e impuseram proibições para tentar conter a disseminação de material ilegal criado artificialmente. A xAI também começou a processar usuários que, segundo a empresa, estariam burlando os mecanismos de proteção do Grok para criar imagens sexuais de pessoas sem o consentimento delas. *Com informações da Reuters Interações do Grok com edição de imagem dentro do X Reprodução/X

Como agentes de IA da OpenAI invadiram sistema e tentaram apagar os próprios rastros Um grupo de agentes de inteligência artificial da OpenAI invadiu, em maio deste ano, um site alemão e o transformou em uma espécie de fórum para outros agentes de IA. O episódio foi mantido em segredo pela empresa por semanas. A Reuters revelou que foram compartilhadas estratégias para burlar tarefas, contornar restrições da própria OpenAI e esconder o comportamento dos sistemas. Os pesquisadores encontraram mais de 15 mil edições feitas por agentes de IA no DseWiki, um site alemão voltado para programadores que permite alterações colaborativas, de forma semelhante à Wikipédia. Segundo eles, as mensagens indicavam que os agentes também planejavam maneiras de evitar a detecção, usar ferramentas como o Tor e manter as comunicações mesmo depois de serem desativados. Empresa manteve tudo em segredo O caso veio à tona enquanto a OpenAI já enfrentava questionamentos sobre a segurança de seus sistemas. Funcionários da empresa souberam do episódio na Alemanha há semanas, mas o mantiveram em segredo enquanto os executivos lidavam com as consequências de uma outra violação, ocorrida em julho no Hugging Face, um repositório de código aberto, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters. A atividade na Alemanha não tinha relação com o episódio do Hugging Face, afirmou a OpenAI. A empresa também disse que o caso alemão não teria sido incluído em um relatório sobre o incidente do Hugging Face. Como os pesquisadores encontraram os agentes A atividade no DseWiki foi descoberta no fim de agosto por Sydney Von Arx, presidente-executiva da Nightingale, organização sem fins lucrativos dedicada à segurança da IA, e Cormac Slade Byrd, trader quantitativo que se tornou pesquisador de inteligência artificial. A dupla estava procurando na internet sinais de comportamentos não autorizados de agentes de IA quando encontrou as milhares de alterações no site. Segundo os pesquisadores, as mensagens eram assinadas por usuários que se identificavam como agentes de IA. Cerca de metade deles usava nomes que sugeriam ligação com a OpenAI, como “OpenAIResearcher” e “OAIResearchMar26”. Os pesquisadores também disseram ter identificado nos registros públicos do servidor que grande parte da atividade vinha da infraestrutura do Microsoft Azure, serviço que a OpenAI utiliza ocasionalmente. Eles ainda observaram visitas repetidas de funcionários da OpenAI ao site depois do episódio. Para os pesquisadores, o conjunto dessas evidências indicava uma forte ligação entre os agentes e a empresa. Von Arx afirmou que o comportamento observado parecia incompatível com o que a OpenAI pretendia que seus agentes fizessem. Segundo ela, os agentes aparentemente estavam se coordenando entre si e escrevendo na internet aberta. Agentes tentaram escapar da limpeza do site As mensagens analisadas também mostraram que os agentes encontraram maneiras de preservar o conteúdo publicado no site. Quando o moderador do DseWiki começou a apagar páginas em junho, os agentes criaram páginas de backup para tentar impedir que as informações fossem eliminadas. Em uma das mensagens, publicada em 19 de junho, um agente observou que a limpeza parecia estar acontecendo em ordem alfabética e indicou outra página para ser usada caso a primeira desaparecesse. Os pesquisadores também encontraram tentativas de alterar o próprio site. Para Lukasz Olejnik, pesquisador sênior visitante do King’s College London, isso equivale a uma tentativa de invasão. A OpenAI contestou essa interpretação após analisar o material na quinta-feira (3). Caso aumenta preocupação sobre autonomia da IA O episódio ocorre em meio à corrida das empresas de tecnologia para criar agentes de IA cada vez mais capazes de realizar tarefas complexas de forma independente. Ao mesmo tempo, vêm surgindo evidências de que esses sistemas podem encontrar maneiras de contornar regras, explorar brechas e até agir em conjunto de formas que seus desenvolvedores não esperavam. O incidente do Hugging Face, em julho, aumentou essas preocupações. Na ocasião, agentes da OpenAI teriam planejado de forma autônoma um “roubo” digital que permaneceu sem ser percebido por mais de uma semana. A OpenAI se comprometeu a acompanhar seus modelos mais de perto. No mês passado, a empresa interrompeu temporariamente parte do treinamento de seus modelos para acrescentar novas medidas de segurança. Nesta semana, porém, a companhia apresentou o “Astra”, que promete melhorar o desempenho, mas também pode escapar do monitoramento humano. OpenAI nega que tenha impedido investigação O episódio na Alemanha também provocou uma discussão dentro da própria OpenAI. Alguns pesquisadores da empresa queriam investigar mais profundamente esse tipo de comportamento, mas encontraram resistência de outras pessoas dentro da companhia, incluindo consultores jurídicos, segundo quatro fontes a par do assunto. A OpenAI negou essa versão. “As alegações de que nossa equipe jurídica desencorajou a investigação do incidente são falsas”, afirmou um porta-voz. A empresa também afirmou que não poderia responder de forma detalhada às conclusões de um relatório que ainda não havia tido a oportunidade de analisar. “A Reuters e os autores do relatório recusaram nosso pedido de acesso. Analisaremos cuidadosamente seu conteúdo assim que for publicado e tomaremos as medidas necessárias”, disse o porta-voz. A OpenAI afirmou ainda que agiu de boa-fé ao trabalhar com especialistas externos e que divulgou os incidentes considerados relevantes. Pesquisadores veem um comportamento diferente do observado em testes Maurice Chiodo, acadêmico do Centro de Estudos de Risco Existencial da Universidade de Cambridge que analisou parte das comunicações dos agentes, disse que as mensagens pareciam mostrar o funcionamento de uma espécie de rede clandestina formada para cumprir uma missão. Segundo ele, o episódio reforça a preocupação de que a maior ameaça representada pela IA avançada talvez não venha de um único sistema extremamente poderoso, mas de grandes grupos de sistemas menos avançados que possam agir em conjunto. Até então, comportamentos inadequados de agentes de IA eram frequentemente tratados como resultado dos próprios testes de segurança, nos quais os sistemas são colocados à prova justamente para avaliar suas capacidades ofensivas. Para Olejnik, porém, as novas descobertas indicam que esse tipo de comportamento pode não estar restrito a ambientes de teste. *Com informações da Reuters Estruturas de aço de data centers em construção durante uma visita às instalações da OpenAI em Abilene, no Texas Shelby Tauber / Reuters

Petróleo na Foz do Amazonas: previsão é que produção no local possa começar em até 7 anos O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas. Em comunicado enviado ao g1, a Petrobras confirmou que o Ibama "emitiu a retificação da Licença de Operação nº 1684" (que autoriza atividades de exploração de petróleo na região.) "Após a autorização do órgão ambiental, a companhia iniciará o planejamento das ações para a continuidade das atividades exploratórias no bloco, com a conclusão da perfuração do poço Morpho e, posteriormente, a perfuração dos poços Manga (fruta), Crotalus e Morpho Extensão", diz. Os novos poços são fundamentais para determinar se a recente descoberta de petróleo pela Petrobras na região ambientalmente sensível ao largo da costa amazônica brasileira é comercialmente viável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão, assinada na quinta-feira (03) pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, exige que a Petrobras apresente ao órgão um cronograma atualizado do projeto de perfuração no prazo de 30 dias após o recebimento da licença. Em agosto, a Petrobras havia protocolado junto ao orgão, o pedido para realizar a perfuração. O anúncio reforça a ofensiva da estatal na região da Foz do Amazonas, onde já foram encontrados indícios de petróleo no primeiro poço perfurado no bloco 59. Operação gera questionamentos O Ministério Público Federal (MPF) cobra que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esclareça divergências nas informações prestadas sobre o licenciamento para a perfuração de poços de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, no bloco FZA-M-59. A cobrança foi encaminhada ao presidente do Ibama, Jair Schmitt, após o MPF identificar diferenças entre o que representantes do órgão ambiental disseram em audiência na Justiça Federal e o que consta nos documentos administrativos do processo. Em audiência realizada em abril do ano passado, representantes do Ibama afirmaram que a atividade seria pontual, com duração de cerca de seis meses. Em resposta posterior ao MPF, porém, o instituto informou que o projeto prevê uma campanha de perfuração de quatro poços, com atividades entre 2025 e 2029. Para o MPF, a divergência nas informações compromete a transparência do processo e dificulta a avaliação dos possíveis impactos ambientais da atividade. O órgão também aponta que uma operação que se estende por vários anos pode provocar impactos acumulados. Entre os possíveis efeitos citados estão impactos sobre a fauna marinha, a pesca artesanal e o modo de vida de comunidades tradicionais. O MPF quer que o Ibama explique por que apresentou versões diferentes sobre a duração e o planejamento da perfuração.

Imagem de uma pitaia produzida no Paraná. RPC Tem curiosidade sobre como cultivar a pitaia? A Emater-MG tem uma cartilha com orientações sobre o plantio das mudas, a adubação e as podas, além de explicar como combater as principais pragas e doenças que atingem a fruta. A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui Veja também: Pé de pitaia de pouco mais de um ano sem frutos.

Saiba como funciona a categoria tributária nanoempreendedor O chamado nanoempreendedor, microempreendedores com receita anual inferior a R$ 40,5 mil, não precisa mais se inscrever no CNPJ e nem emitir a nota fiscal eletrônica até o final de 2028. O prazo maior de adequação consta no ato conjunto número 6 do da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS (tributo sobre o consumo dos estados e municípios), publicado no "Diário Oficial da União" no fim de agosto. De acordo com Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, a medida é relevante principalmente para trabalhadores que atuam por conta própria e possuem baixo faturamento, já que, originalmente, a regulamentação previa a necessidade de inscrição no chamado CNPJ técnico e a emissão de documentos fiscais eletrônicos. "Essa dispensa é importante porque evita que uma parcela de pequenos trabalhadores tenha que assumir, já neste momento de transição da Reforma Tributária, uma estrutura burocrática que poderia ser desproporcional ao tamanho da sua atividade. O nanoempreendedor continua sendo uma pessoa física e, até o final de 2028, não precisará ter CNPJ nem emitir documento fiscal eletrônico em razão dessa condição", avalia Domingos, da Confirp Contabilidade. Segundo ele, entretanto, a dispensa não deve ser interpretada como uma mudança definitiva nas obrigações desses profissionais. O prazo estabelecido pelo ato conjunto é claro e exige que os nanoempreendedores acompanhem futuras regulamentações. "É importante deixar claro que não estamos falando de uma dispensa permanente. A regra atualmente vale até 31 de dezembro de 2028. Se não houver uma nova alteração legislativa ou regulamentar, a partir de 1º de janeiro de 2029 o nanoempreendedor poderá voltar a estar sujeito à inscrição no CNPJ e à emissão de documentos fiscais eletrônicos", completou o especialista. A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) avalia que a criação da figura do nanoempreendedor e sua dispensa do recolhimento de IBS e CBS é um "avanço fundamental" na reforma tributária. Para a entidade, a medida atende ao propósito original dessa categoria ao promover a justiça tributária e conferir reconhecimento legal aos empreendedores de menor escala. Acrescentou que a postergação da exigência para 2029 representa um "intervalo estratégico valioso". Para a ABEVD, esse período deve ser aproveitado para o amadurecimento institucional do tema, garantindo que as regulamentações futuras respeitem a realidade dos nanoempreendedores e incorporem medidas concretas de apoio ao seu desenvolvimento socioeconômico. Demissão leva empreendedor a criar negócio que reduz custos de escolas Reprodução/PEGN

Entregador por app faz desabafo após ser ofendido por cliente Quase 2 milhões de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais de serviços no Brasil em 2025, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior parte desse contingente tinha os aplicativos como principais fontes de trabalho. Eram 1,805 milhão de pessoas, ou 92,1% do total. Outras 182 mil utilizavam plataformas no trabalho secundário, enquanto 28 mil trabalhavam por aplicativos tanto na atividade principal quanto na secundária. O número representa 1,9% da população ocupada, estimada em 102,4 milhões de pessoas em 2025. O levantamento mostra que o trabalho mediado pela internet vai muito além de simplesmente conectar trabalhadores e clientes. Os aplicativos podem influenciar quanto o trabalhador recebe, quais clientes atende, os prazos para realizar tarefas e até sua jornada. Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que uma parcela significativa desses trabalhadores depende fortemente de uma única plataforma. Arte/g1 A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) se manifestou sobre os achados do IBGE. A entidade defende uma regulamentação entre os aplicativos e os trabalhadores que contemple a flexibilidade da jornada e diversidade no modelo de negócios. Transporte de passageiros concentra a maior parte Entre os diferentes tipos de aplicativos considerados pela pesquisa, os de transporte particular de passageiros — como Uber e 99 — reuniam a maior parcela dos trabalhadores: 58,9%, ou cerca de 1,2 milhão de pessoas. Em seguida aparecem os aplicativos de entrega, utilizados por 29,9% dos trabalhadores plataformizados. O grupo inclui tanto entregadores quanto pessoas que exploram o próprio negócio e usam essas plataformas para captar clientes e realizar vendas. A pesquisa também considerou aplicativos de serviços gerais ou profissionais, que podem intermediar desde faxinas, cuidados de pessoas, reformas e pequenos reparos até trabalhos de tradução, redação, programação, design, serviços jurídicos e consultas on-line. A categoria inclui ainda determinados tipos de microtarefas realizadas pela internet. 🔎 A pesquisa não considera qualquer ferramenta digital como plataforma de trabalho. No comércio eletrônico, por exemplo, Instagram, WhatsApp, Facebook e o Marketplace do Facebook não entram nessa classificação. Trabalho por aplicativo cresceu 36,8% em três anos Considerando apenas o trabalho principal, o número de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais passou de 1,319 milhão em 2022 para 1,805 milhão em 2025, um crescimento de 36,8%. Entre 2024 e 2025, a alta foi de 9,1%. Mesmo com o avanço, os trabalhadores plataformizados ainda representavam uma parcela pequena do mercado de trabalho privado: 2% dos ocupados nesse grupo em 2025. O crescimento foi particularmente forte entre os trabalhadores de aplicativos de serviços gerais ou profissionais, cujo número aumentou 55,4% desde 2022, passando de 193 mil para cerca de 300 mil pessoas. Entre os trabalhadores de aplicativos de transporte de passageiros, o crescimento desde 2022 foi de 37,8%. Já os aplicativos de entrega tiveram expansão de 19,3% no período. gráfico ibge Quem está trabalhando pelos aplicativos? O trabalhador plataformizado é majoritariamente homem: 84,4% eram homens; e 15,6% eram mulheres. Entre os demais trabalhadores do setor privado, as mulheres representavam 41,8%. A faixa etária de 25 a 39 anos concentrava 47% dos trabalhadores de plataformas. Também chama atenção a posição que eles ocupavam no mercado de trabalho: 86,8% trabalhavam por conta própria, enquanto apenas 4,5% eram empregados com carteira assinada. A escolaridade também apresenta uma característica própria. Os trabalhadores plataformizados se concentravam principalmente nos níveis intermediários de instrução. Apenas 8,3% não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto, ante 20,3% entre os não plataformizados. Ganham o mesmo, mas trabalham mais O rendimento médio mensal dos trabalhadores que utilizavam plataformas digitais de serviços foi de R$ 3.147 em 2025, praticamente igual ao dos trabalhadores não plataformizados, de R$ 3.148. A diferença aparece na quantidade de horas trabalhadas. Quem trabalhava por aplicativos cumpria, em média, 44,7 horas por semana, contra 39,3 horas dos demais trabalhadores do setor privado. Quando o rendimento é calculado por hora trabalhada, também há piora: os plataformizados recebiam, em média, R$ 16,20 por hora, contra R$ 18,40 entre os não plataformizados. Assim, o rendimento por hora dos trabalhadores de aplicativos era 12% menor. A diferença também aparece na evolução dos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o rendimento dos trabalhadores por aplicativo variou apenas 1%, enquanto o dos demais trabalhadores cresceu 10,6%. Quase 40% dependem de uma única plataforma Em 2025, o IBGE investigou pela primeira vez não apenas se o trabalhador utilizava aplicativos, mas também com que frequência e quantas plataformas usava. O objetivo era entender melhor o grau de dependência dessas ferramentas para conseguir clientes e realizar o trabalho. Entre os 1,8 milhão de trabalhadores que utilizavam plataformas no trabalho principal, 62,7%, ou 1,1 milhão de pessoas, trabalhavam exclusivamente por meio delas. Outros 21,6% trabalhavam majoritariamente por plataformas, enquanto 15,7% realizavam seus serviços principalmente por outros meios. A maioria também utilizava apenas um aplicativo: 62,5% trabalhavam com uma única plataforma, 30% usavam duas e 7,5% utilizavam três ou mais. Quando os dois fatores são combinados — frequência de uso e quantidade de aplicativos — aparece um grupo especialmente dependente: 38,8%, ou 701 mil trabalhadores, trabalhavam exclusivamente por plataformas e utilizavam apenas um aplicativo. No outro extremo, apenas 13,6%, ou 247 mil pessoas, trabalhavam por plataformas e também por outros meios, utilizando dois ou mais aplicativos. 🔎 Esse resultado é importante porque depender de uma única plataforma significa ter menos alternativas caso haja mudanças nas regras de funcionamento do aplicativo ou até um bloqueio da conta. O próprio IBGE aponta que essa combinação de alta frequência de uso e pouca diversificação deixa uma parcela dos trabalhadores mais sujeita às decisões das empresas que controlam essas plataformas. grafico ibge Aplicativo pode definir quanto o trabalhador recebe Apesar de a maioria dos trabalhadores plataformizados trabalhar por conta própria, a pesquisa identificou diferentes formas de controle exercidas pelas plataformas. Entre os motoristas de aplicativos de transporte particular de passageiros, 80,2% disseram que a plataforma determinava totalmente o valor que receberiam por cada tarefa ou trabalho. Entre os entregadores, a proporção era de 78,3%. Entre os taxistas que utilizavam aplicativos, chegava a 73,5%. A plataforma também podia determinar quem seria atendido. Isso ocorria totalmente para 70,8% dos entregadores e para 60,8% dos motoristas de aplicativos de transporte particular de passageiros. A forma de recebimento do pagamento também era determinada totalmente pela plataforma para 71,3% dos entregadores e 60,6% dos motoristas de aplicativos de transporte particular. Os aplicativos de serviços gerais ou profissionais apresentavam níveis de dependência menores. Ainda assim, os dados mostram que, para uma parcela importante dos trabalhadores, a plataforma não funciona apenas como um espaço para encontrar clientes, ela também interfere em diferentes aspectos da execução do trabalho. Flexibilidade existe, mas jornada é maior A flexibilidade foi o principal motivo apontado pelos trabalhadores para atuar por meio de plataformas. No trabalho principal, 26,8% deram essa resposta. Mas quase a mesma proporção, 24,6%, afirmou que não conseguiu encontrar outro trabalho. Outros 20,8% disseram que o rendimento era maior do que em outras opções disponíveis, enquanto 16,6% afirmaram que utilizavam as plataformas para complementar a renda. No trabalho secundário, a situação é diferente: 87,7% disseram que utilizavam as plataformas para complementar a renda. Motoristas de app ganham mais, mas recebem menos por hora Os motoristas de aplicativo representam uma parcela importante desse mercado. Em 2025, havia 1,974 milhão de condutores de automóveis no trabalho principal. Desses, 905 mil, ou 45,9%, trabalhavam por meio de aplicativos. O rendimento médio mensal dos motoristas plataformizados era de R$ 2.873, contra R$ 2.805 entre os demais motoristas — diferença de apenas 2,4%. Mas a jornada era maior: 45,9 horas semanais, contra 40,4 horas entre os não plataformizados. Com isso, o rendimento por hora era menor entre os motoristas de aplicativo: R$ 14,40, contra R$ 16 entre os demais. A proteção previdenciária também era menor. Apenas 25,5% dos motoristas de aplicativo contribuíam para um instituto de Previdência, contra 59,2% entre os que não trabalhavam por plataformas. Trabalho de motociclistas por apps quase dobrou desde 2022 Entre os 1,179 milhão de condutores de motocicletas no trabalho principal em 2025, 405 mil, ou 34,4%, trabalhavam por meio de aplicativos. Esse grupo cresceu 91,9% desde 2022, enquanto o total de motociclistas aumentou 22,6%. Nesse caso, o rendimento mensal dos plataformizados era maior: R$ 2.221, contra R$ 1.802 entre os não plataformizados. O rendimento por hora também era superior: R$ 11,40, contra R$ 10,10. Mas apenas 19,4% dos motociclistas que trabalhavam por aplicativos contribuíam para a Previdência, contra 37,1% dos não plataformizados. Plataformas de comércio eletrônico têm outro perfil A PNAD também investigou, separadamente, o uso de plataformas de comércio eletrônico por pessoas que exploravam o próprio negócio em atividades de comércio. Em 2025, havia aproximadamente 5 milhões de pessoas nessa situação. Desse total, 210 mil utilizavam plataformas de comércio eletrônico para obter clientes e vender produtos, o equivalente a 4,2%. O perfil desse grupo é diferente do observado entre os trabalhadores de aplicativos de serviços. Entre os que utilizavam plataformas de comércio eletrônico, 58,1% eram mulheres. O grupo também tinha maior concentração de pessoas mais jovens e com maior escolaridade. A diferença aparece ainda na formalização: 64,6% dos comerciantes que utilizavam plataformas eram formais, enquanto entre os que não utilizavam essas ferramentas a informalidade alcançava 56,1%. O rendimento também era maior. Os comerciantes que utilizavam plataformas recebiam, em média, 44,4% mais do que os que não utilizavam. O rendimento por hora era 38,4% superior. Quase um terço desses comerciantes vendia exclusivamente por meio de plataformas de comércio eletrônico. Agentes do IBGE Reprodução

Conta de luz e alimentos puxam recuo da inflação em agosto; El Niño é risco nos próximos meses Os preços globais dos alimentos subiram em agosto para o nível mais alto desde o fim de 2022, à medida que condições climáticas adversas e perturbações provocadas pela guerra no Mar Negro aumentaram a preocupação com o abastecimento de alimentos básicos, informou nesta sexta-feira (04) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O calor extremo e a seca na Europa, a ameaça de um fenômeno climático El Niño severo e as turbulências comerciais causadas pelas guerras na Ucrânia e no Irã abalaram os mercados agrícolas, levando os preços dos grãos a máximas de três anos e os do açúcar a um pico de um ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou média de 133,3 pontos em agosto, acima dos 130,8 pontos revisados de julho. El Niño e guerras podem aumentar preço dos alimentos e fazer milhões de pessoas passarem fome no mundo, alerta ONU Jornal Nacional/ Reprodução Esse foi o maior valor desde novembro de 2022, embora esteja quase 17% abaixo do pico recorde registrado em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. IPCA-15: preços caem 0,40% em agosto, com conta de luz, gasolina e alimentos mais baratos FAO vê volta do 'prêmio de risco' “O aumento dos preços globais dos alimentos em agosto é um alerta de que o prêmio de risco está retornando aos mercados de alimentos: choques climáticos, tensões geopolíticas e interrupções na logística comercial estão convergindo para restringir as expectativas de oferta”, afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, em comunicado. Os índices de referência da FAO para cereais, óleos vegetais, açúcar, carne e laticínios subiram em agosto. Europa e El Niño ameaçam safras As condições climáticas extremas na Europa afetaram as perspectivas para as safras de milho e beterraba sacarina, bem como a produção pecuária, enquanto o El Niño previsto alimentou preocupações com a produção de óleo de palma e açúcar na Ásia, informou a organização. Guerra afeta transporte de grãos e fertilizantes A escalada dos ataques no Mar Negro reduziu os embarques de grãos da Rússia e da Ucrânia em meio à guerra que já dura quatro anos e meio, enquanto o conflito entre os EUA e o Irã estava prejudicando o fluxo de fertilizantes para as culturas. Açúcar tem maior alta entre alimentos Entre as categorias de alimentos, o índice de preços de cereais da FAO subiu 2,2% em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais alto desde maio de 2024, e o índice de óleos vegetais subiu 0,6%, atingindo uma máxima desde junho de 2022. O índice de referência da agência para o açúcar saltou 11,9%, atingindo o maior nível desde junho de 2025, com a menor produção na crucial região centro-sul do Brasil somando-se às preocupações climáticas na Europa e na Ásia.

Cadillac Vistiq Divulgação A Cadillac informou nesta sexta-feira (4) que vai iniciar, em meados de setembro, a pré-venda de veículos no Brasil. A operação começa com os SUVs elétricos Lyriq e Vistiq. A marca ainda não divulgou os detalhes técnicos dos carros nem as condições da reserva. Essas informações serão apresentadas no site oficial da Cadillac quando a pré-venda estiver disponível. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a empresa, clientes que já demonstraram interesse na chegada da marca ao país terão prioridade nesta primeira etapa. "A etapa inaugural da pré-venda foi concebida para uma aproximação personalizada e um acesso especial à experiência Cadillac", afirma Nancy Serapião, diretora da Cadillac para a América do Sul. Agora no g1 As primeiras entregas estão previstas para novembro. A ordem será definida de acordo com a confirmação das reservas e o nível de personalização escolhido pelo cliente. "Queremos que os primeiros proprietários da marca no Brasil vivenciem uma experiência à altura dos veículos Cadillac e se sintam parte deste nosso momento histórico no país", diz Serapião. A Cadillac também prepara centros de experiência em São Paulo, Curitiba e Brasília. A primeira unidade deve ser inaugurada em novembro, nas proximidades do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A abertura dos centros faz parte do plano de implantação gradual da marca no mercado brasileiro. Cadillac Lyriq durante evento de anúncio da chegada da marca ao Brasil Divulgação Cadillac no Brasil A chegada da Cadillac ao Brasil foi anunciada pela General Motors em março de 2026. A marca de luxo começou a preparar a operação para vender oficialmente seus modelos no país, inicialmente com lojas em São Paulo, Curitiba e Brasília. Os primeiros veículos confirmados foram os SUVs elétricos Lyriq, Optiq e Vistiq. A estratégia prevê uma chegada gradual ao mercado, com foco na experiência de compra e atendimento ao cliente. Na ocasião, a GM não havia informado as versões que seriam vendidas nem as datas de abertura das lojas. O g1 apurou, porém, que a estratégia era oferecer as configurações mais completas dos modelos, com dois motores elétricos e maior quantidade de equipamentos. Com essa configuração, a expectativa era de que os preços dos SUVs ficassem entre R$ 600 mil e próximos de R$ 1 milhão. Cadillac Lyriq Divulgação / GM O Lyriq é o maior dos três modelos e utiliza bateria de 102 kWh. Na versão com dois motores, a potência combinada chega a 522 cv. Já o Optiq é o modelo menor da linha e tem bateria de 85 kWh, com versões de um ou dois motores. O Vistiq ocupa uma posição superior na gama. O SUV tem sete lugares, bateria de 102 kWh e dois motores elétricos que entregam 615 cv. Antes da chegada oficial da marca, alguns modelos da Cadillac já circulavam no Brasil por meio de importadores independentes. Esse tipo de operação envolve homologação, documentação e taxas de importação, que podem elevar significativamente o preço final dos veículos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,50% nesta sexta-feira (4), cotado a R$ 5,1300. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,02%, aos 185.147 pontos. Com poucos indicadores econômicos no Brasil e às vésperas do feriado de 7 de Setembro, as atenções dos investidores se voltaram para os dados de emprego dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou o relatório de empregos de agosto, o chamado Payroll. O documento traz informações como o número de vagas, taxa de desemprego e salários, indicadores importantes para as decisões sobre os juros no país. ▶️ No Brasil, o IBGE divulgou uma nova pesquisa sobre o trabalho por aplicativos e plataformas digitais. Às 15h, o governo apresenta a balança comercial de agosto, que deve mostrar os primeiros impactos do tarifaço dos EUA sobre as exportações e importações brasileiras. ▶️O Congresso aprovou ontem o fim da "taxa das blusinhas", imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto agora segue para sanção presidencial. O g1 preparou uma calculadora para mostrar quanto sua compra fica com e sem a taxa. (confira mais abaixo) ▶️ O mercado também analisou a nova pesquisa Datafolha para a eleição presidencial. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou dois cenários de primeiro turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,27%; Acumulado do mês: -0,96%; Acumulado do ano: -6,54%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +5,40%; Acumulado do mês: +4,36%; Acumulado do ano: +14,91%. Mais dados da economia americana Dados divulgados hoje pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho mostram que a economia dos EUA criou 162 mil vagas de trabalho em agosto, bem acima da expectativa do mercado, de 56 mil. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, mostrando que o mercado de trabalho segue aquecido. 🔎 Os números aumentam a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevar os juros ainda neste mês para conter a inflação. Antes da divulgação do relatório, parte dos investidores acreditava que os juros poderiam ser mantidos. A decisão do Fed é acompanhada de perto pois influencia os mercados globais, incluindo o dólar, a bolsa e o fluxo de investimentos para países como o Brasil. Fim da "taxa das blusinhas" O Senado aprovou ontem a medida provisória que acaba com a chamada "taxa das blusinhas", imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Como a Câmara também aprovou o texto, a proposta segue agora para sanção do presidente da República. Além de extinguir o imposto, a medida determina que o governo acompanhe os efeitos da mudança sobre a economia. 🔎 O Ministério da Fazenda fará avaliações periódicas para medir o impacto da isenção sobre empregos, arrecadação e a competitividade de setores como têxtil, calçados, brinquedos, cosméticos e comércio varejista. 🏭 Com base nesses resultados, o governo poderá estudar medidas para reduzir eventuais prejuízos à indústria nacional. 🛍️ Veja, nesta calculadora do g1, quanto sua compra custaria com e sem a "taxa das blusinhas". Pesquisa eleitoral A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostrou que Lula (PT) lidera a disputa pela Presidência com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. A diferença entre os dois é de cinco pontos percentuais, a menor registrada desde maio. Na sequência aparecem: Augusto Cury (Avante), com 8%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; Romeu Zema (Novo), com 2%. O levantamento também testou um cenário com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, mas os percentuais dos dois primeiros colocados praticamente não mudam. O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. (Veja aqui mais números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos) Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda após a divulgação do Payroll. O resultado reforçou a expectativa de que o Fed poderá elevar a taxa de juros neste mês para conter a inflação. 🔎 Com juros mais altos, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e afetar os lucros das empresas listadas na bolsa, pressionando os mercados de ações. O Dow Jones caiu 0,51%, aos 53.413,60 pontos; o S&P 500 recuou 0,40%, para 7.716,95 pontos; e o Nasdaq teve baixa de 0,29%, aos 26.506,99 pontos. Mais cedo nesta sexta-feira, as bolsas europeias fecharam sem direção única, com os investidores à espera do Payroll. O índice Stoxx 600 avançou 0,12%. O DAX, da Alemanha, subiu 0,17%; o FTSE 100, de Londres, permaneceu estável; e o CAC 40, da França, recuou 0,09%. As ações da Volkswagen dispararam 6,47% após a montadora anunciar um plano de reestruturação para melhorar seus resultados. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Na China, os principais índices fecharam em queda, pressionados pela perda de força das ações ligadas à inteligência artificial e pela alta dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, que reduziu o apetite dos investidores por investimentos de risco. O índice de Xangai caiu 0,3%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,7%. Na semana, o CSI300 acumulou perda de 1,3%, enquanto o Hang Seng avançou 0,3%. Em outros mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,3%; o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,6%; o Taiex, de Taiwan, ganhou 1,5%; o Straits Times, de Singapura, teve alta de 0,9%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,2%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, em 3 de setembro de 2026, às 22:02. Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou, na noite de quinta-feira (3), uma publicação em que o senador republicano Chuck Grassley pede medidas para reduzir os preços de fertilizantes, sementes e outros insumos agrícolas para os produtores americanos. No pedido, o senador, que é produtor rural e próximo de agricultores do estado de Iowa, cita um dado da National Corn Growers Association, associação de produtores de milho dos EUA, que diz que os americanos pagam 68% a mais pelas sementes de milho do que os brasileiros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de milho, especialmente nas vendas à China. Os americanos lideram as exportações mundiais, seguidos pelos brasileiros, segundo o Departamento de Agricultura americano. Agora no g1 O texto da postagem diz ainda que "empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos" estão vendendo seus produtos no Brasil "com grandes descontos". "É fácil perceber que, se o senhor pressionar essas empresas, como fez com as farmacêuticas, não será necessário destinar US$ 11 bilhões aos agricultores como ajuda temporária", disse Grassley. "Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente", acrescentou Grassley, que cultiva milho e soja em New Hartford, no nordeste de Iowa. Foto do senador republicano Chuck Grassley. United States Congress Leia também: Trump anunciou cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA Após cota, EUA anunciaram plano para pecuaristas Produtores pressionam Trump Agricultores dos Estados Unidos, sobretudo do Cinturão do Milho — região que inclui o estado de Iowa —, têm pressionado o presidente Trump por medidas para aliviar a alta dos insumos agrícolas. Segundo eles, o setor enfrenta a pior crise em décadas. Os gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas dispararam, em um cenário agravado pela guerra no Irã e por problemas logísticos. Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja continuam baixos, enquanto os tarifaços de Trump reduziram as vendas para outros países. Pecuaristas americanos também pressionam o presidente. O rebanho bovino do país está em seu menor nível em 75 anos, após períodos de secas extremas e aumento dos custos de produção. Nesta semana, Trump anunciou uma série de medidas para ajudar os pecuaristas do país, que incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo. O anúncio aconteceu após o presidente ter estabelecido cotas de importação de carne magra para tentar reduzir os preços no país, o que desagradou pecuaristas americanos. A medida passou a valer em 1º de setembro e vale por 90 dias. Exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia

China segue como principal destino do agro brasileiro, mas mercado dá sinais de mudança A China está produzindo cada vez mais carne de frango e o excedente começa a ser vendido para outros países. O movimento pode transformar um dos grandes compradores do frango brasileiro em um concorrente do Brasil no mercado internacional, principalmente no Oriente Médio, na Ásia e na África, segundo analise de um especialista do Rabobank (banco especializado em agronegócio e alimentos) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A China se tornou exportadora líquida de carne de frango em 2025. Ou seja, passou a vender para outros países mais da proteína do que compra do exterior. Em entrevista à agência Reuters, Chenjun Pan apontou que a tendência é de que os embarques chineses continuem crescendo nos próximos anos. “Potencialmente, não agora, mas talvez na próxima década, possa haver alguma competição no Oriente Médio, na Ásia e na África” entre a carne de frango chinesa e a brasileira, afirmou Pan em entrevista à Reuters durante passagem pelo escritório do Rabobank em São Paulo. O Brasil é o maior exportador mundial de frango. Em 2025, o país embarcou um recorde de 5,3 milhões de toneladas. China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro A China, por sua vez, exportou pouco mais de 1 milhão de toneladas e ficou em quinto lugar entre os maiores exportadores mundiais. Ao mesmo tempo, o país asiático continua sendo um dos principais compradores do frango brasileiro. Frango em granja de MS habilitada para exportação TV Morena/Reprodução De janeiro a julho de 2026, a China foi o principal destino da proteína brasileira, com 355,8 mil toneladas. Só em julho, foram 70,5 mil toneladas, também o maior volume entre os compradores naquele mês. Mas o volume comprado pela China vem caindo nos últimos anos. O país foi o principal destino do frango brasileiro por quatro anos seguidos, de 2021 a 2024. Em 2025, porém, as compras caíram 55,5%, para 250,3 mil toneladas, e a China passou para a sexta posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira. Exportações do Brasil para a China caíram g1 China está produzindo mais frango do que os chineses consomem O avanço chinês tem uma explicação simples: a produção está crescendo mais rápido que o consumo. No primeiro semestre deste ano, a produção de frango da China aumentou mais de 9% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, o crescimento havia sido de cerca de 7%, segundo Pan. “Está muito, muito forte o crescimento. O aumento da demanda é forte, mas não tão forte quanto o crescimento da produção”, disse a especialista. Isso faz com que sobre mais carne para ser vendida no exterior. E há uma particularidade no gosto do consumidor chinês que ajuda a explicar esse movimento. Os chineses preferem cortes como asas e pés de frango, enquanto o peito tem menor procura no mercado doméstico. “Os chineses não gostam de carne de peito por uma questão de hábito alimentar. Eles gostam de comer asas e pés”, afirmou Pan. É justamente essa diferença entre o que o consumidor chinês quer comer e o que as granjas produzem que abre espaço para as exportações. De processados a cortes de frango in natura A China já exportava carne de frango há anos, mas principalmente produtos processados. Agora, o país começa a ganhar espaço também nas vendas de carne in natura, como o peito de frango. Esse segmento vem crescendo rapidamente, segundo Pan. Entre os destinos da produção chinesa estão Rússia, Hong Kong, Coreia do Norte e países do Oriente Médio, alguns dos mercados em que o Brasil também atua. A concorrência, porém, ainda tem limites. União Europeia, Japão e Coreia do Sul não aceitam carne de frangos vacinados contra a gripe aviária, o que restringe o acesso da produção chinesa a esses mercados. Crise da carne suína ajudou a impulsionar o frango O aumento da produção de frango também faz parte de uma estratégia mais ampla da China para reduzir sua dependência da carne suína. O país é o maior consumidor mundial de carne de porco. Entre 2019 e 2021, porém, a peste suína africana provocou uma forte redução da oferta, fazendo os preços dispararem. A crise tornou o frango mais atrativo e estimulou investimentos para aumentar a capacidade de produção. Com isso, a participação do frango no mercado chinês de carnes chegou a 28%, segundo Pan. A proteína também interessa ao governo chinês porque sua produção exige menos milho e farelo de soja para cada unidade de proteína produzida do que a carne suína. Isso ajuda a reduzir a necessidade de importar grãos usados na alimentação dos animais. Para Pan, a mudança nos hábitos de consumo e a expectativa de queda na produção de carne suína devem limitar o crescimento da demanda chinesa por soja. Carne bovina pode ser oportunidade para o Brasil Enquanto o frango chinês ganha espaço no exterior, a especialista vê potencial de crescimento para outro produto brasileiro na China: a carne bovina. O mercado chinês enfrenta atualmente restrições de oferta, incluindo tarifas de importação extracota mais altas para o Brasil e outros fornecedores. Segundo Pan, essas tarifas devem continuar até 2028. Depois disso, o Brasil poderá encontrar novas oportunidades no mercado chinês. A especialista avalia que o consumidor chinês está mudando e buscando cada vez mais produtos de maior valor agregado, em vez de apenas commodities.

Congresso aprova MP que acabou com a taxa das blusinhas O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (03/09) a medida provisória que mantém o fim da apelidada "taxa das blusinhas". Até então, o fim era considerado temporário: se a casa não convertesse a MP em lei até 8 de setembro, a portaria que zerava o imposto perderia validade e a alíquota de 20% voltaria a valer automaticamente. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão coloca o Brasil em uma trajetória oposta à de grandes mercados globais, como Estados Unidos e União Europeia, que apertaram o cerco protecionista contra o crescimento das encomendas de baixo custo vindas do e-commerce asiático, de empresas como Shein, Shopee e Alibaba. Desde o ano passado, Washington suspendeu a isenção que permitia a entrada de compras internacionais de até 800 dólares sem tarifa. A União Europeia, por sua vez, implantou em julho deste ano uma taxa similar para encomendas de pequeno porte, com a justificativa de que esses produtos, até então isentos, geravam "concorrência desleal para os vendedores do bloco". No Brasil, os argumentos do setor produtivo caminham na mesma linha. Entidades do setor, como o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), criticam a perda de competitividade das empresas nacionais ao criar vantagem para os produtos importados. 🔎 O imposto foi suspenso em maio deste ano após Lula revogá-lo com uma medida provisória. Foram quase dois anos de cobrança de 20% de imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares (o equivalente hoje a cerca de R$ 245), com objetivo de combater o contrabando e forçar a regularização das plataformas de comércio online. Na época, o governo argumentou que a revogação beneficiava a população de baixa renda, que recorre ao varejo online de baixo custo. A decisão foi celebrada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne gigantes do setor. O que muda? Shein Reuters Além da manutenção do fim da cobrança da alíquota de 20%, o texto aprovado no Congresso também determina que a pasta fará uma avaliação periódica dos efeitos da tributação das remessas internacionais. O primeiro levantamento deverá ser concluído e publicado em até três meses; os demais, em intervalos de, no máximo, seis meses. Na avaliação da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inclusão do instrumento de avaliação "representa um avanço ao criar mecanismos de acompanhamento capazes de subsidiar futuras discussões a respeito dos efeitos da política e possíveis ajustes necessários para reduzir assimetrias concorrenciais". Apesar disso, a entidade reafirmou seu posicionamento contrário à isenção. Apesar do fim da isenção da taxa federal, as compras internacionais continuam sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquotas definidas pelos estados e pelo Distrito Federal. O imposto extra para as compras de até 50 dólares será zerado, enquanto permanecerão os 60% para as demais importações. Por que foi criada a "taxa das blusinhas"? A cobrança no Brasil foi iniciada em agosto de 2024, no âmbito do Programa Remessa Conforme (PRC). Embora tenha se popularizado como "taxa das blusinhas", o imposto não valia só para roupas ultrabaratas. Estavam incluídas diversas mercadorias de baixo valor encomendadas do exterior por pessoas físicas no Brasil. A cobrança veio em reação ao crescimento do comércio online, alavancado durante a pandemia de covid-19 por empresas como AliExpress, Shein, Amazon, Alibaba e Shopee. Segundo a Receita Federal, chegavam, à época, entre 500 e 800 mil compras internacionais ao Brasil por dia. Segmentos da indústria nacional levaram a pauta a Brasília, argumentando que havia competição desleal entre produtos vendidos dentro do país e pelas gigantes globais do comércio online. Mesmo sancionada por Lula, a medida nunca pareceu convencê-lo. O presidente chamou de "irracional" tributar as classes média e baixa, que compram do exterior sem sair do país, enquanto as classes média e alta têm maior margem para fazer compras isentas de imposto em viagens internacionais. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que as compras de baixo valor funcionam como uma "alternativa importante de consumo, especialmente para a população de menor renda", mas complementou que a Câmara continuará dialogando com o setor produtivo, "buscando conciliar a proteção do poder de compra das famílias sem deixar de olhar para a competitividade da indústria e a força do varejo nacional". A decisão, contudo, impõe um desafio fiscal para o governo, que usou a taxa como forma de arrecadação desde a implementação, em agosto de 2024. A cobrança gerou resultados? Com a iniciativa, o objetivo da Receita Federal era certificar empresas de comércio eletrônico, aplicar o imposto já no ato da compra e reduzir o tempo que as mercadorias ficam estacionadas nas alfândegas. Desde então, 45 empresas obtiveram a certificação. Até 2024, as importações de até 50 dólares estavam sujeitas apenas ao ICMS, que vai para os cofres estaduais. Somou-se, a partir de então, a taxa federal de 20% para estas compras. A tributação foi impopular. Em contrapartida, a arrecadação pública com o imposto, acumulada desde o início do programa, gira em torno de R$ 10 bilhões. De acordo com a Receita Federal, entre 2024 e 2025, o imposto arrecadado foi de R$ 7,8 bilhões. Já nos primeiros quatro meses de 2026, o valor foi de R$ 1,78 bilhão, com alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, segundo levantamento da CNI, a medida resultou em R$ 4,5 bilhões em importações evitadas, aumentando a movimentação da economia brasileira. A confederação estimou ainda os empregos preservados em 135,8 mil. O impacto da perda para os próximos anos foi estimado pelo IDV em R$ 5 bilhões até 2028. O valor foi calculado com base na arrecadação (cobrança e recolhimento) de períodos anteriores, de acordo com o site Poder 360.

Jatos E-190-E2 da Embraer operam desde 2009 no Japão Divulgação/Embraer A companhia japonesa ANA HD confirmou na noite de quinta-feira (3) a compra adicional de oito aeronaves E190-E2 da Embraer. A acordo ampliou o contrato original, de 2025, para a aquisição de 15 jatos comerciais E190-E2, elevando agora o total de pedidos firmes da aérea para 23 aeronaves. O plano da ANA HD com a compra é que os E2 apoiem a ampliação da malha regional no Japão. A primeira aeronave está programada para ser entregue em 2028. O valor do negócio não foi divulgado pela fabricante brasileira. Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Além da compra confirmada, a ANA ainda tem a opção de complementar a aquisição com mais cinco unidades. “Estamos honrados com a confiança duradoura da ANA HD nas aeronaves E2 da Embraer e esperamos apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão”, disse Arjan Meijer, disse o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer em comunicado divulgado pela empresa brasileira que tem sede em São José dos Campos (SP). O E190-E2 faz parte da avançada família E-Jets E2 da Embraer e operam desde 2009 no Japão. VÍDEO: Aviões da Embraer voam bem próximo a estádio em apresentação durante jogo de rúgbi Embraer tem receita recorde de R$ 11,3 bilhões no 2º trimestre de 2026 e entrega 65 aviões

Como será viajar no jato da Embraer que consegue pousar sozinho Mais conforto, mais segurança e voos diretos para todas as capitais do país: essas são as promessas do novo jato leve Phenom 300EV, modelo da Embraer capaz de realizar pousos por conta própria. Previsto para começar a ser entregue em 2028, ele foi anunciado em julho. Em agosto, recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de autoridades de aviação nos Estados Unidos e na União Europeia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Phenom 300EV terá espaço para até 10 passageiros, além de um piloto, e poderá ter a configuração dos assentos personalizada pelo proprietário. O jato foi certificado para fazer voos com dois ou apenas um piloto. E, segundo a Embraer, este é o modelo de piloto único mais rápido e com mais alcance no mercado. Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer As especificações apontam que o Phenom 300EV terá velocidade máxima de 0,8 Mach (ou 0,8 vez a velocidade do som), o que, na altitude de cruzeiro (45 mil pés ou 13,7 mil metros) representa cerca de 859 km/h. A aeronave terá autonomia de até 3.805 km, que permite voos diretos para as capitais de todos os estados brasileiros, bem como a cidades como La Paz, Santiago e Buenos Aires a partir de São Paulo. Phenom 300EV por dentro A Embraer destaca três configurações de assentos que variam de 7 a 10 passageiros. Com a capacidade máxima, os voos têm apenas um piloto, a poltrona do copiloto é ocupada por um passageiro e um cinto de segurança é colocado até mesmo no assento do lavatório. A fabricante permitirá personalizar as poltronas, os pisos e as mesas embutidas para os passageiros. A cabine contará ainda com painéis para os próprios passageiros controlarem temperatura, iluminação e áudio. Ainda segundo a Embraer, o Phenom 300EV tem as maiores janelas de sua categoria, conexão com internet de satélites de órbita baixa e um sistema de ionização de ar. Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer Pouso mais seguro Segundo a Embraer, o Phenom 300EV será o primeiro jato leve com o sistema de pouso automático da empresa americana de tecnologia Garmin, que pode ser ativada manual ou automaticamente caso o piloto não consiga completar o voo. Batizado de Emergency Autoland, o sistema encontra o aeroporto mais adequado para o pouso considerando fatores como distância e autonomia de combustível e sinaliza a rota para o controle de tráfego aéreo e os passageiros. A aeronave conta ainda com um sistema de freio automático, que oferece pousos mais suaves, e um sistema de alerta para evitar saídas da pista. No final de agosto, o Phenom 100, um modelo da Embraer classificado como um jato muito leve, saiu da pista no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro e afetou mais de 80 voos. A fabricante afirma que os recursos de segurança do Phenom 300EV são possibilitados por um novo computador de bordo que controla funções da aeronave eletronicamente e reduz a carga de trabalho de pilotos. Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer Divulgação/Embraer

Carros chineses e descontos em carros novos derrubam preços de usados. Divulgação / Toyota, Honda, Jeep e Geely O g1 tem acompanhado a chegada de uma série de novos modelos de carros chineses ao Brasil, com diferentes tecnologias e preços competitivos. Esse movimento tem provocado dois efeitos: a redução dos preços dos carros zero km e a consequente pressão sobre os valores dos seminovos. Em julho, um estudo da Bright Consulting mostrou que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos subiu menos que a inflação em 2026. Descontada a inflação, os veículos zero km ficaram 1,5% mais baratos neste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Agora, dados da Auto Avaliar mostram que os preços efetivamente negociados entre lojistas para veículos com até três anos de uso caíram 9,3% entre janeiro e junho de 2026. A queda foi quase quatro vezes maior que a indicada pela tabela Fipe, que recuou 2,4% no mesmo período. Alguns modelos registram uma desvalorização que passa dos 20%. 'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos Entre os casos mais marcantes estão: Toyota Corolla 2025, que teve redução de 21,2%; Volkswagen T-Cross 2025, com queda de 20,9%; Honda HR-V 2025, que recuou 20%. Volkswagen Nivus e os Toyota Corolla Cross, Yaris e SW4 também estão entre os modelos que mais perderam valor no primeiro semestre. As marcas tradicionais também passaram a oferecer reduções de preços e condições comerciais mais agressivas para modelos como Hyundai Creta, Jeep Compass, Volkswagen T-Cross e Nivus. 🔎 A Auto Avaliar é uma plataforma em que mais de 27 mil lojistas compram e vendem automóveis. Existem mais de 6 mil concessionárias cadastradas, o que corresponde a 85% do segmento. A pressão sobre os seminovos ocorre enquanto as montadoras ampliam as promoções dos carros novos para encarar os chineses. Entre maio e agosto, foram anunciados descontos, bônus e mudanças de preços, como desconto de R$ 55 mil no Mitsubishi Outlander PHEV. No Suzuki e-Vitara a redução chegou a R$ 50 mil. O Fiat Fastback Hybrid teve desconto de R$ 38,5 mil, enquanto o BYD Song Pro teve redução de R$ 28,5 mil. Este último também motivado pela chegada do sucessor, Song Pro Flex. BYD Dolphin Divulgação / BYD Busca por chineses E os brasileiros estão cada vez mais procurando por carros da China. Segundo o Data OLX Autos, a busca por carros de marcas chinesas entre janeiro e julho de 2026 subiu 124% se comparada ao mesmo período de 2025. O levantamento da plataforma de vendas mostra que 27% das buscas de carros chineses estão justamente na faixa de R$ 100 mil a R$ 130 mil. 🔎 O segmento de veículos da OLX no Brasil recebe a visita de 565 mil usuários por dia. Mais de 22 mil veículos novos são ofertados na plataforma todos os dias. Os dados são a média de 2026. O novo pressiona o usado Segundo Geraldo Victorazzo, vice-presidente da Auto Avaliar, uma redução expressiva no preço de um carro novo altera imediatamente a referência usada pelo consumidor. Isso aumenta o risco financeiro de quem mantém um seminovo comprado com base nos preços anteriores. “O carro não precisa sair da garagem para perder valor. Quando uma montadora reduz significativamente o preço do zero km ou lança uma condição agressiva de financiamento, ela cria imediatamente uma nova referência para o consumidor”, afirma Victorazzo. Seminovo mais caro que 0 km O efeito das promoções fica evidente quando são comparados os valores efetivamente pagos por um carro novo e por um seminovo recente. A impressão que se tem no preço de tabela não se reflete na negociação. As condições de financiamento vantajosas para carros zero km e os descontos pressionam e distorcem o mercado. Há casos em que um veículo seminovo, então, pode custar mais caro que um novo. Veja uma simulação feita pela Auto Avaliar em dois cenários em que o carro dado pelo cliente na troca custa R$ 88 mil: Carro 0 km Jeep Compass Sport Divulgação / Stellantis Jeep Compass Sport Preço de tabela: R$ 174 mil Preço na loja (com desconto): R$ 147 mil Valor a financiar: R$ 59 mil Condição: 30 parcelas sem juros Valor da parcela: R$ 1.966,67 Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 147 mil Carro Usado Volkswagen Taos Divulgação Volkswagen Taos Comfortline 2025 Preço do anúncio: R$ 164 mil Preço na loja (com desconto): R$ 159 mil Valor a financiar: R$ 71 mil Condição: 30 parcelas com 1,6% de juros ao mês Valor da parcela: R$ 2.997,80 Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 177,9 mil Conclusão: O carro usado tem preço anunciado mais barato, porém, ao final, fica R$ 30 mil mais caro que zero km pelas condições e descontos. Na análise da Auto Avaliar, quando o consumidor encontra condições melhores em um carro novo, o preço do seminovo precisa acompanhar a mudança. “Quando o consumidor percebe que consegue levar um zero quilômetro pagando menos ou com uma condição financeira muito melhor, o preço do seminovo precisa reagir. O problema é que a concessionária pode ter comprado aquele carro semanas antes, usando uma referência de mercado que já deixou de existir”, explica Victorazzo. Outro ponto destacado pela Auto Avaliar é a velocidade com que os preços efetivamente praticados mudam. Entre junho de 2025 e junho de 2026, o preço médio nas transações dos carros zero-quilômetro caiu 3,5%. No mesmo período, o preço público recuou 1,5%. Ou seja, o preço praticado nas lojas caiu bem mais do que aparece para o público na tabela. Os números indicam, segundo a empresa, que os descontos e as condições encontradas nas concessionárias podem antecipar movimentos que demoram mais para aparecer nas referências tradicionais de preços. Gráfico com os dados dos preços dos carros no Brasil g1 Enquanto os preços de zero km são pressionados, o mercado de usados mantém grande volume de negócios. Entre janeiro e julho de 2026, foram negociados 7,9 milhões de automóveis e comerciais leves usados no Brasil. A relação foi de 4,88 veículos usados negociados para cada carro novo vendido no período. Para os analistas da Auto Avaliar, o cenário não significa que concessionárias e lojistas devam deixar de comprar determinados modelos seminovos. A avaliação é que a decisão de compra precisa considerar: Velocidade de desvalorização; Liquidez; Prazo estimado para vender o veículo. A estratégia das lojas gera consequência para o consumidor, que espera um valor na avaliação do seu carro usado, mas vai perceber na loja que o veículo vale bem menos do que os anúncios. Mudança no mercado de usados Para a consultora Tereza Fernandez, o movimento de queda dos preços dos seminovos está se consolidando em 2026. A chegada de marcas chinesas e a redução de preços promovida pelas fabricantes tradicionais aumentaram a pressão sobre os veículos usados. Segundo ela, lojas que mantêm estoques elevados podem ter prejuízos com a desvalorização. O impacto, porém, dependerá da capacidade de cada vendedor de reduzir rapidamente os preços e diminuir as perdas. Tereza não vê uma crise no segmento lojas de carros usados. Para ela, o impacto dependerá da velocidade da queda dos preços, do tamanho da desvalorização e da quantidade de veículos mantidos no estoque pelas lojas. “Lojas que têm estoques muito grandes podem enfrentar problemas mais sérios com a desvalorização.” Na negociação de um carro usado, a queda dos preços também pode afetar quem pretende trocar de veículo. Isso porque o consumidor que vende um seminovo também encontrará preços menores na compra de outro usado. Por esse motivo, Teresa avalia que não haveria uma mudança significativa nesse tipo de negociação. O principal impacto estaria na compra de um zero km, que passa a depender dos descontos oferecidos pelas montadoras. A consultora ressalta que não é possível generalizar o comportamento do mercado. Outro fator que dificulta as negociações, segundo ela, é a inadimplência, que levou os bancos a adotar critérios mais rígidos e dificultou o acesso ao crédito. Para Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, a confiança maior do consumidor também ajuda a explicar a queda dos preços dos seminovos. Com mais confiança, parte dos clientes que antes comprava veículos usados passa a considerar a aquisição de um carro novo. Nesse movimento, segundo o especialista, os modelos chineses ganham espaço. “A maioria desses carros chineses já entrega eletrificação, tecnologia e um tempo de garantia que dá segurança ao cliente”, diz o consultor. Para Pagliarini, essa mudança já altera o cenário para os lojistas. Os problemas podem ser maiores para quem mantém grandes quantidades de seminovos, que antes eram comprados em volume justamente por apresentarem boa liquidez. Segundo o consultor, o mercado também mudou em relação aos veículos eletrificados. Ele afirma que ficou para trás o período em que esses modelos tinham menor poder de revenda e permaneciam por mais tempo nos estoques. Pagliarini estima que o mercado de veículos em 2026 possa chegar perto de 3 milhões de unidades. Na avaliação dele, o resultado poderia ser maior se houvesse condições melhores de financiamento. O principal obstáculo, porém, está na aprovação do crédito. Segundo o consultor, embora exista demanda, a dificuldade de conseguir financiamento limita os negócios neste momento.
Quanto custa a dívida de um país? Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas. Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas. Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” que chega na próxima segunda-feira (7): o Dia da Independência do Brasil. A data é um feriado nacional e garante, em regra, um dia de descanso aos trabalhadores. Celebrado em 7 de setembro, o feriado marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, quando o país rompeu seus laços coloniais com Portugal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como a data cai no início da semana, quem não trabalha aos fins de semana terá três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. Veja como fica o calendário: 5 de setembro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 6 de setembro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 7 de setembro (segunda-feira): feriado nacional, Dia da Independência do Brasil. Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nesses dias. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Crianças se divertem em fonte no Museu do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, no dia 25 de abril de 2026 Felipe Cordeiro/g1 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Quem for escalado para trabalhar terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro — Finados (segunda-feira) 15 de novembro — Proclamação da República (domingo) 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro — Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira) 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3053 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (3), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarssem as seis dezenas era de R$ 40,1 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 48 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 13 - 25 - 35 - 39 - 51 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 36.500,74 4 acertos: 3.297 apostas ganhadoras, R$ 912,43 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3053 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton A Apple foi processada nesta quinta-feira (3) pela empresa química alemã BASF sob a acusação de infringir a tecnologia patenteada de autenticação facial usada em vários modelos de iPhone e iPad. Em sua denúncia, a trinamiX, subsidiária da BASF, afirma ter passado a última década desenvolvendo tecnologia para solucionar falhas em sistemas convencionais de reconhecimento facial que permitem fazer o desbloqueio facial usando fotografias, máscaras impressas em 3D e réplicas de silicone. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A denúncia diz que a Apple não usou a tecnologia patenteada da BASF quando lançou o Face ID, seu recurso de autenticação facial, em 2017 com o iPhone X. Mas aponta que a fabricante agora a utiliza em vários produtos, incluindo o iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e iPad Pro. "A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade de que a atualização de seus iPhones e iPads para incorporar o Face ID usando detecção de material e pele" infringisse sete patentes da trinamiX, causando "danos substanciais e prejuízos irreparáveis", diz a queixa. Agora no g1 O processo será analisado pelo Tribunal Distrital dos EUA em Midland, Texas, e busca indenização por danos não especificados e a suspensão de novas violações. A Apple não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. A dona do iPhone vendeu US$ 196,5 bilhões em iPhones (cerca de R$ 1 trilhão) e US$ 21,7 bilhões em iPads (R$ 110 bilhões) entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026. Segundo a BASF, a origem da trinamiX remonta a 2010, quando cientistas que pesquisavam células solares orgânicas fizeram descobertas inesperadas que levaram à construção dos primeiros protótipos de câmeras tridimensionais. A BASF criou a subsidiária em 2014 como uma entidade independente para desenvolver tecnologias avançadas de sensoriamento 3D e de materiais. A trinamiX detém mais de 800 patentes concedidas ou pendentes em todo o mundo, segundo a denúncia.

Serão investidos R$ 600 milhões em nova fábrica na cidade de Ituituaba Nestle/Divulgação A Nestlé anunciou, nesta quarta-feira (2), a construção de uma fábrica em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, com investimento de R$ 600 milhões. Segundo a empresa, cerca de 700 empregos diretos e indiretos serão gerados durante a construção da unidade, que será voltada à área de Nutrição e Saúde. Segundo a Nestlé, a fábrica utilizará biometano como parte da transição energética para substituir o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) usado em processos industriais, como câmaras, fornos e caldeiras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A fábrica de Ituiutaba faz parte de um plano de investimentos de R$ 2 bilhões da Nestlé na área de Nutrição e Saúde no Brasil até 2028. Segundo a empresa, inicialmente, a unidade deverá ampliar o abastecimento do mercado brasileiro, que atualmente é atendido parcialmente por produtos importados. "A área de Nutrição e Saúde está entre as quatro prioridades estratégicas de crescimento da Nestlé globalmente e também no Brasil. Ela reúne algumas das categorias de maior valor agregado da companhia, apoiadas por forte investimento em pesquisa, desenvolvimento e tecnologias de produção", afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil. Agora no g1 A fábrica deverá produzir inicialmente as fórmulas infantis Nestogeno, Nestonutri, Ninho 1+ e Ninho 3+. As obras estão previstas para começar em 2027. Durante a construção, a expectativa é de geração de cerca de 700 empregos. Quando entrar em operação, a partir de 2028, a unidade deverá ter 100 postos de trabalho diretos. A unidade será automatizada para a fabricação das fórmulas infantis. Leia também: Multinacional chinesa anuncia investimento de R$ 202 milhões em Uberaba Combustível renovável liga o transporte de açúcar do Triângulo até Santos Governador de Minas anuncia R$ 250 milhões em equipamentos para PM VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo Mineiro

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas", aplicada sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção do imposto, que já está em vigor, se tornará permanente após a sanção do presidente Lula (PT). Acesse a calculadora do g1 para simular o quanto você pode pagar pelos produtos com ou sem o imposto: CLIQUE AQUI 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A MP que zerou a alíquota de importação de 20% sobre esse tipo de compra foi publicada pelo governo em maio e perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada pelo Congresso. Sem o aval de deputados e senadores, o imposto voltaria a ser cobrado. A isenção tem impacto direto nos preços, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Na prática, beneficia compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O especialista em comércio exterior Jackson Campos pondera, no entanto, que isso não significa o fim da tributação sobre as compras internacionais. O ICMS continua em vigor, enquanto encomendas acima de US$ 50 seguem sujeitas ao imposto de importação de 60%, além da cobrança estadual. Como funciona o cálculo da calculadora do g1? Em todas as simulações, o valor final da compra considera o ICMS, imposto estadual cuja alíquota varia conforme o estado de destino. Atualmente, a taxa é de 17% na maior parte do país e de 20% em dez estados. O cálculo exige um cuidado adicional porque o ICMS é cobrado “por dentro”. Isso significa que o próprio imposto integra a base sobre a qual ele é calculado, fazendo com que o valor final não resulte apenas da soma direta da alíquota ao preço do produto. “O imposto ‘por dentro’ significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24”, explica Campos. 🔽 Compras até US$ 50 Antes, compras internacionais de até US$ 50 eram tributadas em duas etapas: primeiro, incidia o imposto de importação de 20%; em seguida, era aplicado o ICMS, cuja alíquota varia de acordo com o estado. No caso de uma compra de US$ 50, o imposto federal elevava o valor para US$ 60. Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chegava a US$ 72,29, o equivalente a cerca de R$ 374 pela cotação do dólar de segunda-feira (31), a R$ 5,1816. Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcançava US$ 75, ou aproximadamente R$ 388, considerando a mesma cotação. Sem o imposto de importação, a cobrança se limita ao ICMS. No mesmo exemplo, o valor final cai para US$ 60,24 (cerca de R$ 312) em estados com alíquota de 17% e para US$ 62,50 (aproximadamente R$ 323) em Minas Gerais. 🔼 Compras acima de US$ 50 Para compras internacionais que ultrapassam US$ 50, continua incidindo o imposto de importação de 60%, além do ICMS cobrado pelos estados. Nesse caso, o cálculo é feito em duas etapas: primeiro, o valor da mercadoria é multiplicado por 1,60 para incorporar o tributo federal; em seguida, aplica-se o ICMS sobre esse novo montante. No caso de uma compra de US$ 100, por exemplo, o imposto de importação eleva o valor para US$ 160. Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chega a US$ 192,77, o equivalente a cerca de R$ 998. Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcança US$ 200,00, ou aproximadamente R$ 1.036. Relembre a criação da taxa e a arrecadação Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período. ➡️ A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sanção pelo presidente Lula. A medida estabeleceu cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme. ➡️ Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%. Essas mudanças entraram em vigor em 1º de abril de 2025. ➡️ Em maio de 2026, o governo Lula zerou o imposto de importação de 20% por meio de uma medida provisória (MP). ➡️ A mudança passou a valer imediatamente, mas precisava ser aprovada pelo Congresso para continuar valendo de forma permanente. Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025. Reuters * Com informações da equipe do g1 e da TV Globo em Brasília.

Congresso aprova MP que acabou com a taxa das blusinhas O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas", aplicada sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção do imposto, que já está em vigor, se tornará permanente após a sanção do presidente Lula (PT). A MP que zerou a alíquota de importação de 20% sobre esse tipo de compra foi publicada em maio pelo governo e perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada pelo Congresso. Sem o aval de deputados e senadores, o imposto voltaria a ser cobrado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A isenção tem impacto direto nos preços, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Na prática, a medida beneficia compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Como ficam as compras? O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica como ficaram os cálculos com o fim da cobrança, em vigor desde maio. Veja o detalhamento abaixo. Como era a cobrança com a taxa das blusinhas 👗 EXEMPLO: uma compra de US$ 50 passava a custar US$ 60 com o imposto de importação de 20%. Depois, com a cobrança de 17% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre esse valor, o total chegava a US$ 72,29 — ou R$ 374,53 pela cotação do dólar de segunda-feira (31). Como ficou com o fim da taxa das blusinhas 👗EXEMPLO: sem o imposto de importação de 20%, uma compra de US$ 50 tem apenas a cobrança do ICMS de 17% (ou de 20%, em alguns estados). Como o imposto estadual é calculado “por dentro”, o total da compra seria de US$ 60,24 — ou cerca de R$ 312. 🔎 O imposto “por dentro” significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24. Ou seja, na prática, um mesmo produto pode cair de R$ 374 para R$ 312 sem a taxa das blusinhas. Acesse a calculadora do g1 para simular o quanto você pode pagar pelos produtos com ou sem o imposto: CLIQUE AQUI Impacto para a indústria nacional O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, avalia que, embora o fim da “taxa das blusinhas” beneficie os consumidores, a medida tende a prejudicar empresas brasileiras. Segundo ele, o imposto criado em 2024 funcionava como uma proteção para a indústria nacional, especialmente o setor de moda, ao dificultar a entrada de produtos importados mais baratos e estimular o consumo de itens produzidos no Brasil. “Do ponto de vista macroeconômico, a medida ajudava a defender empregos nacionais e foi relevante para o país”, afirma. “Não por acaso, países da União Europeia e os próprios Estados Unidos também passaram a taxar remessas de pequeno valor recentemente, justamente para tentar reduzir essa enxurrada de produtos asiáticos baratos, principalmente eletrônicos, roupas e acessórios”, acrescenta. Quando o governo publicou a MP, empresas brasileiras criticaram a decisão e classificaram a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque à indústria e ao varejo nacional”. (leia mais abaixo) Apps da Shopee, Shein e AliExpress Vivian Souza/g1; Reprodução/Shein e Aline Lamas/g1 Acordo entre os poderes Depois de ficar perto de perder a validade, a MP da "taxa das blusinhas" foi destravada no Congresso após um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A pauta tem forte apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Nesse contexto, o governo decidiu revogar uma taxa que ele próprio havia criado e articulou um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A criação da chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento era que a medida encareceria produtos populares e de baixo valor vendidos por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Do outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro. Relembre a criação da taxa e a arrecadação Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período. ➡️ A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sanção pelo presidente Lula. A medida estabeleceu cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme. ➡️ Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%. Essas mudanças entraram em vigor em 1º de abril de 2025. ➡️ Em maio de 2026, o governo Lula zerou o imposto de importação de 20% por meio de uma medida provisória (MP). ➡️ A mudança passou a valer imediatamente, mas precisava ser aprovada pelo Congresso para continuar valendo de forma permanente. O que muda com o fim da ‘taxa das blusinhas’ Empresas brasileiras criticam fim da taxa Após o fim da cobrança, em maio, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque direto à indústria e ao varejo nacional”. Segundo a entidade, o fim da tributação prejudica empresas brasileiras, especialmente micros e pequenas companhias, que "investem e sustentam a arrecadação do país". "É inadmissível que, enquanto o setor produtivo nacional enfrenta uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados, custos operacionais crescentes e um ambiente regulatório extremamente complexo, empresas internacionais continuem recebendo privilégios artificiais para avançar sobre o mercado brasileiro", afirmou a associação. Na época, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou ser um "retrocesso" e uma decisão que amplia a desigualdade entre empresas nacionais e estrangeiras. “Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ricardo Stuckert/PR Ajuda para contas públicas O dinheiro arrecadado pela "taxa das blusinhas" ajudava a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas. Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado. A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula (PT). * Com informações da equipe do g1 e da TV Globo em Brasília.

Congresso aprova MP do fim da taxa das blusinhas O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acaba com a taxa das blusinhas. A aprovação se deu por votação simbólica, da mesma maneira que a votação na Câmara dos Deputados, também nesta quinta-feira. O texto segue para sanção presidencial. 🔎A medida acaba com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Leia também: Congresso aprova fim da 'taxa das blusinhas': como ficam as compras internacionais de até US$ 50? Taxa das blusinhas: calculadora do g1 mostra quanto você pagaria com ou sem o imposto Avaliação de impacto Na quarta-feira (2), a Comissão Mista para análise da MP aprovou o texto com alterações. A principal delas foi a inclusão de um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação. O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF) Bruno Spada/Câmara dos Deputados A primeira avaliação será após três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o fim da taxa das blusinhas a cada ano, a partir de dados que a Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos. Fim da taxa Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de compras até o valor de US$ 50. Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana. A previsão é de votação no Senado ainda nessa quinta-feira. A MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza Divulgação Pauta na campanha O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Por isso, a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.

Volkswagen faz recall de 150 mil veículos por possível falha em freio A Volkswagen aprovou nesta quinta-feira (3) um plano de transformação que pode eliminar cerca de 50 mil empregos, incluindo cargos de gestão, em uma ampla reestruturação para aumentar a competitividade da montadora. A medida ocorre em meio à pressão crescente da concorrência global, mudanças no comportamento dos consumidores e avanço tecnológico no setor automotivo. O chamado “Future Plan” foi apresentado pela direção da Volkswagen e aprovado por unanimidade pelo conselho de supervisão da empresa. Segundo a companhia, o objetivo é tornar o Grupo Volkswagen e suas marcas mais eficientes, competitivos e preparados para o futuro. A empresa afirmou que, além dos programas que já estão em andamento, será necessário fazer uma nova redução significativa no quadro de funcionários para alcançar os objetivos do plano e preservar a competitividade do grupo. A Volkswagen, porém, não informou quando os cortes ocorrerão nem como as reduções de pessoal serão distribuídas entre suas diferentes marcas e regiões. Plano Futuro 2030 Como estava a Volkswagen em 2025 O anúncio ocorre depois de um 2025 marcado por dificuldades para o Grupo Volkswagen. No ano, a companhia entregou 8.983.900 veículos em todo o mundo, uma queda de 0,5% em relação a 2024. A receita de vendas ficou praticamente estável, em € 321,9 bilhões, ante € 324,7 bilhões no ano anterior. Já o resultado operacional caiu de forma mais acentuada. O indicador passou de € 19,1 bilhões em 2024 para € 8,9 bilhões em 2025, uma redução de 53,5%. Segundo os dados apresentados pela companhia, a queda foi influenciada principalmente por gastos extraordinários. Entre eles estão a readequação estratégica de produtos e a redução do valor registrado para o segmento operacional da Porsche, que tiveram impacto acumulado de € 4,7 bilhões. Também pesaram € 2,9 bilhões em despesas relacionadas ao aumento de tarifas sobre importações nos Estados Unidos e outros € 1,3 bilhão em custos de reestruturação de pessoal, concentrados nas operações da Audi, Cariad e Volkswagen Sachsen. O resultado operacional sobre as vendas ficou em 2,8% em 2025, ante 5,9% em 2024. A Volkswagen tem como objetivo recuperar esse indicador para uma faixa de 8% a 10% até 2030. Apesar da queda no resultado operacional, o fluxo de caixa líquido da divisão automotiva aumentou € 1,3 bilhão, para € 6,4 bilhões. Com isso, a divisão encerrou 2025 com € 34,5 bilhões em recursos disponíveis. Volkswagen também avança nos carros elétricos Outro movimento importante em 2025 foi o aumento da participação dos veículos totalmente elétricos nas entregas do grupo. Os modelos 100% elétricos representaram 10,9% das entregas mundiais da Volkswagen em 2025, ante 8,2% em 2024. Mesmo com esse avanço, a empresa fechou o ano com uma redução de 2,3% no número médio de funcionários. Considerando as operações e as empresas parceiras na China, o grupo empregou, em média, 667.164 pessoas em 2025. Sem incluir essas empresas parceiras na China, a Volkswagen tinha 602.659 funcionários ativos em 31 de dezembro de 2025. Quais marcas fazem parte do grupo O Grupo Volkswagen reúne diferentes marcas e operações, que tiveram desempenhos distintos em 2025. O grupo de marcas chamado Core, que reúne Volkswagen, Škoda, SEAT/CUPRA, Volkswagen Commercial Vehicles e Componentes Técnicos, vendeu 5,125 milhões de veículos. A receita foi de € 145,2 bilhões, com resultado operacional de € 6,8 bilhões. O grupo Progressive, formado por Audi, Bentley, Lamborghini e Ducati, vendeu 1,145 milhão de veículos, com receita de € 65,5 bilhões e resultado operacional de € 3,4 bilhões. A Porsche, classificada no grupo Sport Luxury, vendeu 266 mil veículos e teve receita de € 32,18 bilhões. O resultado operacional, porém, ficou em apenas € 90 milhões, afetado pelas despesas relacionadas às amortizações mencionadas anteriormente. Já o grupo de caminhões, que reúne Scania, MAN, International e Volkswagen Truck & Bus, vendeu 306 mil veículos, com receita de € 42,54 bilhões e resultado operacional de € 2,41 bilhões. E como fica a Volkswagen no Brasil? Enquanto o grupo reduziu seu quadro de funcionários globalmente em 2025, a Volkswagen registrou crescimento no número de empregados no Brasil. Em 31 de dezembro de 2025, a empresa tinha 23.297 colaboradores ativos no país, ante 22.810 no fim de 2024. O Brasil concentra a maior parte dos funcionários da Volkswagen na América do Sul. A região tinha 32.004 empregados, o equivalente a 5% de toda a força de trabalho global do grupo. A maior parte desses profissionais tinha contratos permanentes. Eram 30.474 trabalhadores com contratos por tempo indeterminado. Além disso, 31.864 atuavam em período integral. Os funcionários estão distribuídos por importantes unidades industriais no país. Entre elas estão a fábrica de Anchieta, que produz veículos; a fábrica de Curitiba, também voltada à produção de veículos; e a fábrica de São Carlos, que produz motores e componentes. Há ainda a fábrica de Resende, da Volkswagen Truck & Bus, responsável pela produção de caminhões e ônibus. Investigação sobre informações de funcionários A Volkswagen do Brasil também aparece em um processo administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em outubro de 2024. A investigação apura alegações de troca inadequada e anticompetitiva de informações sobre recursos humanos e dados salariais de funcionários entre montadoras no Brasil. O caso faz parte dos desafios de conformidade e conduta de negócios enfrentados pela subsidiária brasileira. *Com informações da Reuters Golf GTI 2026 divulgação/Volkswagen

Barras de ouro na Hatton Garden Metals em Londres, Grã-Bretanha, 10 de junho de 2026 Toby Shepheard/Reuters O Banco Central da Holanda (DNB) informou na quarta-feira (2) que transferiu uma grande parte de reservas de ouro da América do Norte para Londres ao longo dos últimos seis meses. O objetivo é estar mais bem preparado para uma eventual crise. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A transferência envolveu aproximadamente 86 toneladas métricas, equivalentes a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, para os cofres do Banco da Inglaterra. Isso significa que a maior parte das reservas de ouro do país agora está armazenada nos cofres do Banco da Inglaterra, em Londres. A operação não alterou o volume total das reservas de ouro holandesas, que permanecem em 612,4 toneladas. "Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises", afirmou o banco. Agora no g1 "O ouro mantido no Banco da Inglaterra é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo e, portanto, será o mais prontamente disponível em uma situação de crise", acrescentou. Até então, pouco mais de 31% das reservas de ouro da Holanda estavam armazenadas em Nova York. Esse percentual caiu agora para 18,5%. No Canadá, a participação das reservas diminuiu apenas ligeiramente, de 19,7% para 18,5%. Já o Banco da Inglaterra passou de custodiar 18,1% para 32,1% do ouro holandês, superando os 30,8% que permanecem armazenados nos próprios Países Baixos. Diversificação de riscos O DNB argumentou que, com essa transferência, realizada entre março e agosto, será possível mobilizar as reservas com maior rapidez, uma vez que o ouro armazenado no Banco da Inglaterra, em Londres, é considerado o mais negociável do mundo. Em contrapartida, o ouro mantido em Nova York e Ottawa é menos acessível para uso imediato. Ao mesmo tempo, acrescentou o banco, "uma distribuição mais equilibrada das reservas de ouro entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos". "Ainda que esperemos nunca precisar utilizar esse ouro, é essencial fortalecer nossa resiliência e nossa preparação", afirmou o presidente do DNB, Olaf Sleijpen. França armazenou barras em Paris Barras de ouro Reuters A iniciativa do DNB ocorre poucos meses após o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas totais de ouro da França. A medida foi feita por meio da venda de barras antigas e da compra de barras que atendem aos padrões internacionais, entre julho de 2025 e janeiro de 2026. A França decidiu armazenar essas novas barras em Paris, em vez de mantê-las em Nova York. O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, declarou em março que a decisão não teve motivação política. A transferência holandesa foi realizada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de ouro que atende aos padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra. Além disso, 27 toneladas de ouro foram fisicamente transportadas da América do Norte para os Países Baixos, enquanto uma quantidade equivalente de ouro compatível com os padrões do Banco da Inglaterra foi transferida do cofre holandês de Zeist para Londres. Segundo o DNB, essa etapa final evitou a necessidade de fundir e fabricar novas barras de ouro.

Os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura divulgaram uma nota conjunta nesta quinta-feira (3) na qual criticaram a entrada em vigor do veto à venda de carne brasileira para a União Europeia e afirmaram que o país "reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade". O texto acrescenta ainda que o governo brasileiro espera que "o diálogo técnico em curso permita alcançar solução célere, objetiva, transparente e fundamentada em critérios científicos". "Durante as reiteradas gestões e encontros realizados no período, as autoridades brasileiras manifestaram sua indignação com a ausência de diálogo prévio à adoção de medida– o que não condiz com a profundidade da parceria estratégica entre Brasil e União Europeia –, e insistiram em solução célere da questão, mediante o aprofundamento do intercâmbio técnico e o fornecimento das informações adicionais solicitadas pela parte europeia", diz o texto. UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro Segundo o governo brasileiro, os produtos afetados pelo veto foram incluídos como beneficiários do acordo Mercosul-União Europeia, que passou a valer em maio deste ano. Diante disso, a leitura é de que há perda dos ganhos obtidos pelo instrumento. “Os produtos afetados pelas novas restrições foram objeto de quotas e reduções tarifárias no âmbito do Acordo MERCOSUL-União Europeia”, diz a nota. “A exclusão desses produtos do mercado europeu anula uma parte importante dos ganhos obtidos pelo Brasil nas negociações, frustra expectativas de direito e pode, caso não seja prontamente revertida, modificar o equilíbrio de concessões que permitiu a conclusão exitosa das negociações do Acordo”, defende o governo brasileiro. Leia também: UE suspende importações de carnes do Brasil nesta quinta-feira; o que acontece agora? UE compra pouca carne do Brasil, mas paga mais e funciona como ‘vitrine’; saiba por que o veto preocupa Entenda o veto O veto à carne brasileira pela União Europeia passou a valer nesta quinta. O principal argumento é que produtores do país descumprem as regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso como promotor de crescimento. Além disso, não permite o uso de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. Desde que surgiram as primeiras informações acerca do veto, o governo brasileiro passou a dizer que os produtores brasileiros cumprem as regras e que iria insistir nas negociações com o bloco europeu. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) manifestou “preocupação” com a medida, acrescentando que prestou suporte técnico ao governo e que todas as garantias foram apresentadas. “No que coube à iniciativa privada, foi realizada a construção do protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos […]. O protocolo, que faz parte das garantias oficiais brasileiras, já está em processo de execução junto à cadeia, sendo que 100% das empresas associadas à Abiec e habilitadas ao mercado europeu estão aderidas”, informou o setor. Imagem ilustrativa de carne bovina. To Uyen/Unplash Bloco diz que não vai flexibilizar exigências A Irlanda comanda o Conselho da União Europeia atualmente. Em entrevista ao g1, o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, disse que o bloco não vai flexibilizar as exigências sanitárias para que a carne brasileira volte a ser exportada para a região. Segundo ele, a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender carne para o bloco foi “técnica” e que, diante disso, cabe ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para atender aos padrões exigidos. “Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo”, disse Gallagher. Segundo ele, outros países da América do Sul se adequaram às exigências europeias.

Áudios revelam contatos de Nikolas Ferreira com Daniel Vorcaro Mensagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao banqueiro Daniel Vorcaro foram divulgadas nesta quinta-feira (3). Em áudio, o deputado pede que o banqueiro ajude seu advogado e ex-assessor na liberação de um ativo minerário. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o que é um ativo minerário? Ativos minerários são direitos, projetos e investimentos relacionados à exploração de recursos minerais. Eles podem incluir, por exemplo, a autorização para explorar uma jazida ou pesquisar uma área para saber o potencial econômico da região. Mas os ativos não significam que o titular seja dono da terra, e sim que ele tem determinados direitos de uso e exploração delas. No Brasil, os recursos minerais pertencem à União e a extração depende de títulos concedidos pelo governo federal e regulados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Dependendo do tipo de título e da fase em que o projeto se encontra, esses direitos minerários podem ser transferidos ou negociados entre pessoas e empresas. As mensagens A informação foi revelada inicialmente pelo "ICL Notícias". A GloboNews teve acesso ao áudio trocado entre Nikolas e Vorcaro. Nikolas afirmou à reportagem que o empreendimento acabou não prosperando porque o interessado desistiu do projeto após a repercussão negativa envolvendo o Banco Master. ➡️Relembre o Caso Master: Segundo a PF, o esquema investigado consistia em inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer mais sólida do que realmente era. Isso teria permitido atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações sem garantias reais. Vorcaro está preso no âmbito das investigações sobre o banco. A PF apontou indícios de que ele mantinha uma estrutura de monitoramento e intimidação de adversários, com risco de destruição de provas, continuidade da lavagem e interferência nas investigações. Ainda de acordo com Nikolas, não houve irregularidade na interlocução nem avanço do negócio. Na gravação, do dia 30 de março, o deputado afirmou que um amigo próximo tinha interesse em tratar de um ativo ligado ao setor de mineração e disse: "Meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou aqui do seu nome. (...) Ele falou: 'cara, eu estou com um ativo minerário lá'. (...) Eu falei: 'não, eu posso dar um toque nele'." Na sequência, Nikolas afirmou que não conhecia detalhes do negócio, mas decidiu intermediar o contato por confiar no ex-assessor. "Não sei nem do que se trata, mas, enfim, como é uma pessoa que eu confio totalmente, estou passando aí para você, para, se for do teu interesse, eu passar o contato dele aqui para vocês tocarem isso." Após receber o áudio, Vorcaro respondeu por mensagem de visualização única. Em seguida, Nikolas encaminhou o contato de Thiago Rodrigues de Faria. De acordo com o diálogo divulgado, o ex-banqueiro respondeu: "Amém, irmão. Estamos na guerra juntos". As conversas prosseguiram nos dias seguintes. Em 1º de abril de 2025, Nikolas informou que Thiago estaria em Brasília e disponível para conversar com Vorcaro. Nikolas Ferreira Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Pedido de desculpas a Vorcaro No mesmo áudio, Nikolas também faz referência a uma publicação feita em 2024 em que criticava um evento realizado em Londres com patrocínio do Banco Master e participação de integrantes do Judiciário. O deputado diz que, à época, não sabia da ligação de Vorcaro com a iniciativa. Na gravação, ele afirma: "Eu não fazia ideia que era este o banco do Dani. Se não, obviamente eu não teria postado, teria conversado anteriormente." Segundo Nikolas relatou à GloboNews, ele já havia procurado Vorcaro em 2024 para pedir desculpas pelas críticas ao evento, após ser informado pelo pastor André Valadão de que a iniciativa havia sido patrocinada pelo Banco Master e de que o banqueiro havia ajudado a campanha eleitoral de 2022. De acordo com o deputado, essa primeira mensagem não foi respondida por Vorcaro. No áudio enviado em março de 2025, em que trata do pedido de ajuda para o ex-assessor, Nikolas voltou ao assunto, reiterou as desculpas pelas publicações e sugeriu um encontro presencial com o banqueiro. As mensagens fazem parte de diálogos obtidos pela Polícia Federal entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. O conteúdo se tornou público em meio à divulgação de conversas envolvendo o banqueiro e suas relações com políticos, empresários e autoridades. Não há, até o momento, indicação de irregularidade na conversa divulgada entre o deputado e o banqueiro.

Lula responde a pergunta sobre fila do INSS O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (3) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a analisar mais pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais por mês do que o número de novos requerimentos apresentados. O governo considera que isso significa um atendimento sem fila. Entretanto, segundo o próprio governo, há mais de 200 mil pedidos sem resposta há mais de 45 dias, critério legal que o INSS adota para considerar um requerimento na fila. A quantidade de requerimentos de benefícios em análise chegou a 1,252 milhão em agosto. É o menor número desde o início do terceiro mandato de Lula. Zerar as filas do INSS foi uma das promessas de Lula ao tomar posse em 2023. "A maioria deles já passou pelo prazo de complementação de documentos. O cidadão entra com o pedido, mas esquece de trazer um [dos] documentos. A gente abre um período de 30 dias para que ele complemente. Nesses 200 [mil] que você se refere, a maioria dos processos já passou de 30 dias aguardando que o cidadão trouxesse. Então, não são 45 dias que ficou na mão da autarquia para analisar”, explicou Felipe Cavalcante, secretário-executivo do Ministério da Previdência. “Existem processos mais complexos, como, por exemplo, o BPC do deficiente. Ele precisa passar por uma avaliação médica, precisa passar por uma avaliação social antes de uma decisão administrativa. Esse processo tanto é mais complexo que o decreto do BPC diz que os 45 dias de referência vão ser contados após o cumprimento das exigências”, complementou. Segundo o governo, o tempo médio de análise de decisão sobre os pedidos caiu para 34 dias. O tempo média para a realização de perícia médica caiu de 70 dias em agosto de 2023 para 17 dias em agosto de 2026, de acordo com o governo. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), disse que o governo vem acompanhando os gráficos de fila de pedidos iniciais e de novos pedidos de benefícios e que em agosto deste ano as linhas se cruzaram, "mostrando que hoje há menos gente na fila do que entrou no mês passado". "Quando isso acontece, nós não temos mais uma fila, nós passamos a ter um fluxo", disse o ministro. Para explicar o cenário atual, o ministro deu dois exemplos, citando o que acontece em restaurantes e em lojas. "É como um restaurante. Se o restaurante tem 50 mesas e tem 30 pessoas lá fora e essas 30 pessoas estão na fila, quando você põe as 30 pessoas para dentro do restaurante e elas todas estão sendo atendidas, acabou a fila. Uma está no cardápio olhando, uma está se alimentando, outra pagando a conta, elas estão em atendimento, deixou de existir a fila para existir atendimento", disse Wolney Queiroz. O ministro também afirmou que o tempo médio de decisão passou 45 dias, que é prazo legal, para 34 dias. "Nós estamos hoje com uma situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram oito clientes. Estamos com folga no atendimento, estamos tranquilos no atendimento por maior que seja a demanda e isso num tempo médio de decisão de 34 dias quando prazo médio estabelecido legal é de 45 dias. Então estamos fazendo tudo isso muito abaixo do prazo legal de 45 dias", disse o ministro. Nos últimos meses, a fila de espera recuou de forma expressiva, mas os indeferimentos de pedidos também avançaram com rapidez. A demora para a resposta de requerimentos é uma das principais queixas dos beneficiários do INSS às vésperas das eleições presidenciais de 2026. 🔎O INSS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social, encarregada de executar as ações de concessão, manutenção e pagamento de benefícios previdenciários. O anúncio foi feito em um evento no Palácio do Planalto. Em junho, o presidente afirmou que tinha a meta de zerar a fila até setembro deste ano. Na semana passada, Lula afirmou durante sabatina da TV Globo que iria anunciar o fim da fila do INSS nesta semana e que, a partir do anúncio, "a espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal". Ao ser questionado sobre a promessa de zerar a fila, o petista disse que, ao assumir o terceiro mandato presidencial, o governo encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%. ➡️O número de benefícios negados também mostra forte elevação. Em junho, os indeferimentos se aproximaram da marca de 1 milhão. ➡️No acumulado do ano, o volume de benefícios rejeitados cresceu 70% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os requerimentos mais rejeitados estão os relativos a benefícios de incapacidade, que incluem o antigo auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente. Lula defende Previdência Social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o anúncio, mas reconheceu que não é possível acabar com a fila do INSS. "É importante que as pessoas saibam a gente não quer acabar com a fila porque no dia que a gente acabar a fila significa que não tem mais ninguém reivindicando direitos. O que a gente quer humanizar a fila, é a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício", afirmou. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior (PT), cobrou que a nova curva de atendimentos se torne um novo padrão na Previdência Social. "A tarefa não acabou aqui. Isso tem que se tornar um novo padrão de atendimento. Todo dia, toda hora entram milhares de atendimento no INSS e o governo tem que continuar de olho para que a fila não volte a crescer. Temos que identificar rapidamente se voltar ultrapassar esse novo padrão. Olhar para um problema concreto da população e não se conformar", disse a ministra. Lula criticou quem associa o déficit fiscal aos gastos com a Previdência Social e voltou a falar sobre as despesas do país com juros. "Nunca aceitei jogar a responsabilidade do déficit em cima da Previdência Social. Nunca aceitei nem vou aceitar. Se a gente tiver problema de compatibilidade entre receita e despesa, a gente discute e acerta, mas não dá para jogar [a responsabilidade], disse Lula. "O déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano para resolver os problemas deste país", complementou. O presidente afirmou, ainda, que a vinculação dos benefícios sociais ao salário mínimo, de modo que os reajustes do salário mínimo também sejam refletidos nos benefícios, não é responsável por eventuais problemas nas contas públicas. "Não pode dar aumento real para salário mínimo? Por que isso acaba com a Previdência? O que é dar 3% real pro menor salário do país?", disse Lula. Troca no comando do INSS O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Graduada em direito, Ana está no INSS desde 2003, onde ingressou no cargo de analista do seguro social. Um dos motivos para a troca foi o desgaste que as filas de pessoas em busca de benefícios estavam causando à imagem da gestão de Lula e que poderiam ser exploradas por adversários na campanha eleitoral, mostrou o blog do jornalista Valdo Cruz. INSS faz mutirão para tentar diminuir a fila de quem espera por perícia ou BPC Reprodução Ana Cristina presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Neste período, segundo o governo, o INSS dobrou a capacidade de análise de recursos. Após esse resultado, a nova presidente do INSS assumiu o cargo com a missão de zerar as filas no órgão. A troca no comando da autarquia foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT). Ainda segundo o blog, Lula avaliou que o ex-presidente Gilberto Waller foi importante para colocar a casa em ordem depois da eclosão do escândalo de desvios de aposentadorias e pensões. Mas não conseguiu fazer o serviço de casa em relação às filas, por não ser alguém do setor. Demissão de Waller O antecessor de Ana, Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social. Ele passou a ocupar a função uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 🔎As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Na ocasião, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e demitido em abril. Em novembro do ano passado, foi preso. Outros cinco servidores da cúpula do órgão também foram afastados por decisão judicial, e posteriormente, detidos pela polícia.

Depois de um acordo com o presidente Lula (PT), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acaba com a taxa das blusinhas. A aprovação se deu por votação simbólica. Agora, a MP segue para análise do plenário do Senado, onde pode ser votada ainda nesta quinta. Câmara aprova fim da taxa das blusinhas; MP segue para o Senado 🔎A medida acaba com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Avaliação de impacto Na quarta-feira (2), a Comissão Mista para análise da MP aprovou o texto com alterações. A principal delas foi a inclusão de um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação. O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF) Bruno Spada/Câmara dos Deputados A primeira avaliação será após três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o fim da taxa das blusinhas a cada ano, a partir de dados que a Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos. Fim da taxa Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de compras até o valor de US$ 50. Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana. A previsão é de votação no Senado ainda nessa quinta-feira. A MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza Divulgação Pauta na campanha O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Por isso, a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (3) uma atualização nas diretrizes do PIX voltada a reforçar a segurança do sistema e aprimorar a experiência de quem é vítima de golpes. Entre as principais novidades, os aplicativos de bancos e instituições financeiras passarão a permitir que o cliente anexe documentos e comprovantes no momento de contestar uma transferência fraudulenta, facilitando a identificação dos criminosos e a análise dos casos. As alterações estão na versão 7.4 do Manual de Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário do PIX. Segundo o BC, as novas regras entrarão em vigor no dia 1º de março de 2027, prazo definido para que as instituições adequem os sistemas e interfaces de seus aplicativos. A reformulação será feita no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para viabilizar o estorno de valores em casos de fraudes ou falhas operacionais. Agora no g1 Com a atualização, o fluxo de contestação dentro dos aplicativos passará a: exibir situações em linguagem cotidiana para facilitar a identificação do tipo de golpe sofrido; permitir o envio de provas e, com isso, o usuário terá campos para descrever detalhadamente o ocorrido e poderá anexar documentos, prints ou comprovantes. Esses elementos são considerados cruciais para a apuração tanto pelo banco da vítima quanto pelo banco do recebedor. O sistema também deverá informar com mais clareza quando o caso não é elegível ao MED, como em situações de desacordo comercial que não envolvam fraude, a exemplo de atraso na entrega de um produto ou item com defeito. O objetivo é evitar expectativas indevidas. Nesses casos, o consumidor será direcionado aos canais corretos de atendimento. Apesar da mudança na forma como o pedido é feito, as regras gerais do MED não mudaram. O prazo para pedir a devolução segue sendo de até 80 dias após a transferência. A instituição tem até 11 dias para responder se a solicitação foi aceita. A devolução efetiva continua dependendo da existência de saldo na conta de destino e da validação da fraude pela instituição recebedora. Fim de propagandas Para reduzir o risco de novos golpes, o Banco Central também proibiu a inclusão de propagandas, ofertas comerciais, anúncios ou links externos nos comprovantes de pagamento via PIX. O objetivo do BC é assegurar a finalidade documental do recibo e impedir que criminosos utilizem hiperlinks em comprovantes falsificados ou adulterados como isca para capturar dados das vítimas. Outras novidades A atualização do manual traz ainda diretrizes complementares para o dia a dia dos usuários: contatos favoritos: ao salvar uma chave PIX favorita, o aplicativo passará a armazenar a chave exata utilizada e deverá emitir um alerta obrigatório ao pagador caso haja qualquer alteração nos dados do recebedor vinculado àquele contato. PIX automático: a informação sobre o "objeto do pagamento" terá posição de destaque nas telas, junto à identificação de quem recebe, permitindo conferir a finalidade exata da cobrança recorrente antes da autorização. mensagens padronizadas: o BC determinou uma linguagem mais direta e acessível nos avisos de segurança do sistema, inclusive em telas de leitura de QR Code, cadastro de chaves e alertas de fundada suspeita de fraude. Novidades aprimoram sistema de contestação de transações fraudulentas e entram em vigor em março de 2027. Jornal Nacional/ Reprodução

Novo leilão da Feceita Federal Receita Federal A Receita Federal em São Paulo realizará, em 15 de setembro, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Os lotes reúnem uma variedade de produtos, como smartphones, relógios inteligentes, notebooks, videogames, carros, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados e artigos esportivos, entre outros. (Veja como particar) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas começa as 8h do dia 8 de setembro e vai até as 21h do dia 14 de setembro. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 15 de setembro (horário de Brasília). Agora no g1 Os destaques do leilão incluem: PlayStation 5 (1 TB) — lance inicial de R$ 554 iPhone 17 Pro (256 GB) — R$ 1.604 iPhone 17 Pro Max (256 GB) — R$ 1.937 MacBook Air 13" (256 GB) — R$ 1.099 DJI Neo Fly More Combo — R$ 1.902 Nissan Kicks SV CVT 2017 — R$ 2.880 Honda Civic LXS automático 2014/2015 — R$ 3.250 Toyota Corolla SEG 1.8 2003 — R$ 5.760 Chevrolet Onix Plus 1.0T 2024 — R$ 12.960 Citroën C3 Live 1.0 2024 — R$ 13.200 Novo leilão da Receita Foto: Divulgação/Receita Federal Iphones no novo leilão da Feceita Federal Receita Federal Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: até 15 de setembro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000010/202 SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: Ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; Ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); Ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: Ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); Ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.

GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial da OpenAI Divulgação/OpenAI A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Este é o primeiro lançamento da empresa após a revelação de um ataque virtual "sem precedentes" por um de seus agentes de IA. A empresa afirma que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado. Em julho, a OpenAI revelou que o modelo GPT-5.6 Sol e outro que não tinha sido lançado conseguiram invadir o sistema da Hugging Face, uma plataforma de modelos de IA, e acessar dados e credenciais internas. Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face. A OpenAI disse que, a partir do incidente, criou um teste para verificar se um modelo, diante de tarefas difíceis, ultrapassa o que foi pedido. Segundo a empresa, o GPT-5.6 Sol ultrapassou em 48,2% dos casos, e o GPT-6 Astra não teve esse comportamento em nenhum dos casos. Ainda de acordo com a empresa, o GPT-6 Astra foi treinado para esperar orientações de usuários antes de tomar decisões importantes e fazer perguntas caso as respostas possam alterar o resultado de suas ações. Em comunicado, a OpenAI afirmou que o novo GPT-6 Astra também consegue identificar falhas em outros sistemas e, por isso, tem limites contra usos indevidos. E afirmou ainda que está reforçando suas proteções por meio de testes com especialistas selecionados. Eles integram o chamado OpenAI Daybreak, um grupo de profissionais de segurança confiáveis que têm acesso a uma versão com menos restrições do GPT-6 Astra e buscam identificar as melhorias necessárias. O GPT-6 Astra já começou a ser liberado para clientes da versão empresarial que já fazem parte desse grupo restrito. Ele chegará nos próximos dias para todos os assinantes de planos da OpenAI.

Tesla Cybercab Divulgação / Tesla A Tesla, do bilionário Elon Musk, lança no fim da tarde desta quinta-feira (3), em Austin, no Texas, o Cybercab, veículo sem pedais nem volante projetado especialmente para serviços de táxi sem motorista. A empresa detalhou como será o lançamento, apenas publicou um anúncio no dia 22 de agosto no X. com uma animação digital com a menção "acesso exclusivo" para anunciar o evento marcado para 3 de setembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Estamos comemorando o lançamento de nosso robotáxi Cybercab com um evento exclusivo em Austin, e você pode estar lá", destaca o anúncio. A publicação convidava os clientes do serviço de robotáxis a fazer mais viagens para concorrer, por sorteio, à participação no evento. Desde então, os perfis da empresa e de seus executivos no X publicaram diversas referências ao evento, como emojis de robôs e táxis, as palavras "Cybercab, Cybercab, Cybercab" e animações. Engenheiro impressiona ao dirigir um Cybertruck da Tesla em Goiás "Um enxame de Cybercabs", publicou na manhã desta quinta-feira Elon Musk, diretor da Tesla, acompanhado de uma foto de uma dezena de veículos. Fãs da marca, alguns deles convidados para o evento, divulgaram detalhes nas redes sociais. Eles afirmam que o lançamento começará às 16h45 no Texas (18h45 no horário de Brasília). Na manhã desta quinta-feira não havia nenhuma indicação sobre uma possível transmissão pela internet, algo que a Tesla costuma fazer. Há semanas, circulam nas redes sociais registros desses veículos nas ruas e em estacionamentos, especialmente em Dallas. As imagens podem indicar um lançamento em grande escala. Tesla Cybercab não tem volante nem pedais. divulgação/Tesla O Cybercab foi apresentado com grande ostentação em outubro de 2024, em um estúdio de Hollywood. Na ocasião, Elon Musk previa que a produção começaria antes de 2027. O veículo elétrico dourado não tem volante, pedais nem retrovisores. Projetado para serviços de robotáxi, tem capacidade para apenas duas pessoas. A Tesla lançou seu serviço de robotáxi em Austin em junho de 2025. Como o Cybercab ainda não estava pronto, a empresa utilizou SUVs Model Y equipados com software de condução autônoma. O Texas tem regras favoráveis aos veículos autônomos, o que torna o estado um dos campos de testes preferidos para serviços de robotáxis. Entre eles estão o Waymo (Google) e a Zoox (Amazon), já em operação, e a Motional (Hyundai), ainda em fase de testes. Fileira de Tesla Cybercabs alinhados em San Diego, Califórnia, EUA. REUTERS/Mike Blake

Solen Feyissa/Unsplash O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, apresenta instabilidades nesta quinta-feira (3), segundo o Downdetector, plataforma que monitora serviços digitais. Por volta das 12h, o volume de reclamações atingiu o pico, com mais de 10 mil ocorrências registradas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Reclamações no Downdetector Downdetector O g1 procurou a OpenAI para obter mais informações sobre o problema, mas ainda não obteve retorno. Nas redes sociais, usuários comentaram a instabilidade do ChatGPT com humor. Veja abaixo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Agora no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,07% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1047. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,01%, aos 185.188 pontos. ▶️ No Brasil, os investidores operaram à espera do resultado de uma nova pesquisa eleitoral do Datafolha para entender quem tem mais chances de vencer a eleição para a presidência da República. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Este é o primeiro levantamento do Datafolha após o debate da Band, em agosto, e a estreia do horário eleitoral no rádio e na TV. A pesquisa mede o impacto desses eventos, a ascensão recente de Augusto Cury (Avante), a rejeição dos candidatos e a aprovação do governo Lula. ▶️ No exterior, o mercado acompanhou novos dados da economia americana e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As informações ajudam a medir o ritmo da atividade econômica e podem influenciar decisões sobre juros, com reflexos nos mercados globais. ▶️Os EUA também divulgaram a balança comercial de julho, indicador que mostra a diferença entre exportações e importações. O déficit comercial do país saltou 24,4% no mês, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões). Ainda foram divulgados números de auxílio-desemprego. (leia abaixo) ▶️ No Brasil, Senado e Câmara analisam a medida provisória que acaba com o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas". Os parlamentares também discutem propostas sobre mototáxi, mudanças no INSS e seguro rural. ▶️ O mercado repercutiu ainda a troca no comando da CSN. A companhia anunciou Fabio Schvartsman como novo presidente-executivo, em substituição a Benjamin Steinbruch, que assumirá a presidência do conselho. As ações da empresa subiam 14%, liderando os ganhos do Ibovespa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,76%; Acumulado do mês: -1,45%; Acumulado do ano: -7%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +5,42%; Acumulado do mês: +4,38%; Acumulado do ano: +14,93%. Novos dados da economia americana O déficit comercial dos EUA saltou 24,4% em julho, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões), segundo dados divulgados nesta quinta-feira. Isso significa que o país gastou muito mais com compras do exterior (importações) do que arrecadou com vendas para outros países (exportações). O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de analistas, que projetavam um déficit de US$ 90 bilhões (R$ 459 bilhões), mas acende um sinal de alerta. Isso porque o saldo comercial negativo pode voltar a pressionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre. O que impulsionou o resultado: Corrida pela inteligência artificial: a forte demanda de empresas americanas por computadores, chips e outros componentes tecnológicos importados elevou as compras externas; Queda das commodities: tanto as importações quanto as exportações de insumos industriais e petróleo recuaram, em grande parte devido à queda dos preços dos combustíveis. 🔎 Quando as importações superam as exportações, a demanda é atendida por bens produzidos no exterior, reduzindo a contribuição do setor externo para o PIB. Como as importações entram com sinal negativo no cálculo da atividade econômica, um déficit comercial maior tende a limitar o crescimento da economia. Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram levemente na última semana, mostrando que o mercado de trabalho continua estável. Segundo o Departamento do Trabalho, foram registrados 206 mil novos pedidos, um pouco acima da semana anterior e muito próximo do esperado pelos analistas. 🔎 Apesar da economia seguir aquecida, muitas empresas continuam cautelosas para contratar novos funcionários por conta das incertezas geradas pelas políticas de comércio e imigração do governo de Donald Trump. Ao mesmo tempo, as demissões seguem em níveis baixos, o que ajuda a sustentar o mercado de trabalho e a atividade econômica. Sob nova direção A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência-executiva da companhia para assumir a presidência do Conselho de Administração. A partir desta quinta-feira, o cargo de presidente-executivo será ocupado por Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale. Steinbruch, de 73 anos, esteve à frente da CSN por 33 anos. Antes disso, teve papel de destaque na privatização da Vale, em 1997, ao liderar o Consórcio Brasil, grupo vencedor do leilão da mineradora. 📈 A troca no comando foi bem recebida pelo mercado financeiro. Investidores avaliam que Schvartsman tem experiência em reestruturar grandes empresas e pode acelerar o plano da CSN de reduzir seu endividamento. Por volta das 12h49, as ações da companhia subiam 6,62%. Mais cedo, chegaram a avançar cerca de 14%, liderando os ganhos do Ibovespa. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira, após o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmar que pode defender a manutenção dos juros neste mês, caso os próximos dados confirmem uma desaceleração da inflação. A sinalização reduziu as apostas de uma alta imediata dos juros nos EUA, embora o mercado ainda acompanhe com atenção o relatório oficial de emprego (payroll), que será divulgado na sexta-feira (4) e pode influenciar a decisão do banco central americano. As tensões no Oriente Médio, com os conflitos entre EUA e Irã, também seguem no radar. A alta do petróleo, que acumula quatro dias de ganhos, reforça as preocupações com a inflação e pode pressionar a trajetória dos juros. Os principais índices de Nova York avançaram: Dow Jones: +1,18% S&P 500: +1,06% Nasdaq: +1,40% Na Europa, as bolsas fecharam em alta, recuperando parte das perdas dos últimos dias. O índice Stoxx 600 avançou 0,50%. Entre os principais mercados, o DAX (Alemanha) subiu 0,63%, o Ibex (Espanha) ganhou 1,12% e o CAC 40 (França) avançou 0,07%. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Na China, o índice de Xangai subiu 0,02% e o CSI300 avançou 0,10%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,39%. Entre os destaques, as ações do setor imobiliário chinês avançaram 4,1%, recuperando parte das perdas recentes. Já os papéis da Shein recuaram 8,7% no terceiro dia de negociações em Hong Kong. Dados divulgados nesta quinta também mostraram aceleração da atividade do setor de serviços da China em agosto, indicando fortalecimento da demanda interna. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Fábrica da 3corações Divulgação O Grupo 3corações concluiu nesta quinta-feira (3) a compra das operações da General Mills no Brasil, em um negócio de R$ 800 milhões. A operação adiciona ao portfólio da 3corações duas marcas conhecidas dos consumidores brasileiros: a Yoki, reconhecida por produtos como pipoca de micro-ondas, farofa e batata palha; e a Kitano, de temperos, ervas e especiarias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além das marcas, a 3corações passa a incorporar estruturas industriais e administrativas que faziam parte da operação vendida pela General Mills. Entre elas estão o escritório administrativo em São Bernardo do Campo (SP) e as unidades produtivas de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). Segundo a empresa, após a conclusão da operação, o grupo passa a contar com 15 unidades fabris no país. Agora no g1 "Estamos concluindo uma aquisição muito relevante para a nossa história e, ao mesmo tempo, iniciando um novo capítulo. Recebemos esse legado com muito respeito e com a responsabilidade de cuidar dessas marcas, das pessoas que as constroem todos os dias e da relação de confiança construída com os consumidores, criando as condições para que continuem crescendo", disse Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, em comunicado. Por que a General Mills vendeu a operação Segundo a multinacional americana, a venda faz parte de sua estratégia global de reorganização do portfólio. A empresa vem concentrando investimentos em categorias e negócios considerados prioritários. Ao anunciar a venda, em março, a General Mills informou que a operação contribuiria para melhorar suas margens e permitiria concentrar recursos em áreas consideradas estratégicas, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para animais de estimação. A operação brasileira representou cerca de US$ 350 milhões em vendas líquidas da General Mills no ano fiscal de 2025. Fundada nos Estados Unidos em 1856, a General Mills é dona de marcas globais como Häagen-Dazs, Cheerios, Nature Valley e Betty Crocker. LEIA TAMBÉM Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Como será a integração A 3corações informou que a integração terá como prioridade garantir a continuidade das operações e preservar a identidade das marcas Yoki e Kitano. As equipes e estruturas previstas no acordo passam a fazer parte do grupo, que pretende combinar a estrutura industrial e o portfólio das duas marcas com sua rede de distribuição e presença comercial no país.

Carro abastece com gasolina. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A ação entra em vigor em 8 de setembro. A medida foi criada neste ano como parte de um pacote do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores e já arrecadou R$ 7,9 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prorrogação ocorre dois dias após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubar a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto. Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma suspenção da cobrança no mesmo dia em que a Camex aprovou a prorrogação do imposto. Agora no g1 A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decisão. Entre os argumentos apresentados, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso. Segundo a decisão, haveria risco "à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior". Entenda a suspensão Em 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança do Imposto de Exportação de 12% sobre petróleo bruto e minerais betuminosos. 🔎 Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos usadas na produção de combustíveis e outros derivados de petróleo. A suspensão havia sido determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação. A cobrança havia sido estabelecida por uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias. 🔎 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações tarifárias. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea A arrecadação com o imposto já soma R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança criada por medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição. Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar o fato de o Congresso não ter analisado a medida provisória dentro do prazo. O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser o instrumento mais adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo. O ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e de seus impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.

Banco Central decreta liquidação de corretoras ligadas a ex-sócio do Banco Master O Banco Central (BC) determinou nesta quinta-feira (3) a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), duas corretoras com sede em São Paulo. A Trustee tem histórico de ligação com Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Após romper com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no ano passado —, Quadrado assumiu o controle da Trustee, que prestava serviços ao banco. Vorcaro foi preso no âmbito das investigações sobre supostas fraudes envolvendo a instituição e segue respondendo aos processos. A Banvox DTVM, também ligada a Quadrado, foi fundada em 1984. A empresa recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para administrar carteiras de investimento em 1991 e, desde 2016, concentra suas atividades na administração e custódia de fundos próprios. A Banvox também administrava ao menos um fundo citado na Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e possíveis ligações com o crime organizado. A operação também teve como alvo a gestora Reag Investimentos, que foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF). BC cita 'graves violações às normas legais' Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters Segundo o BC, as duas empresas tinham participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Juntas, representavam menos de 0,001% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional e administravam 0,76% dos recursos de terceiros. 🔎 A liquidação extrajudicial é uma medida adotada pelo Banco Central para encerrar as atividades de uma instituição financeira quando são identificadas irregularidades graves, sem necessidade de autorização judicial. De acordo o BC, a decisão foi motivada pela constatação de graves violações das normas legais que regem o funcionamento das duas instituições. Levantamento interno da CVM, revelado pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, mostrou que, até fevereiro deste ano, Banco Master, Reag e Trustee eram alvos de 126 processos administrativos na autarquia. O mais antigo foi aberto em 2017 e boa parte das apurações ainda não foi concluída. Do total, 47 processos envolvem o Banco Master, 77 a Reag e dois a Trustee. As investigações apuram suspeitas de irregularidades, entre elas fraude e lavagem de dinheiro. Na decisão desta quinta-feira, o BC informou que continuará apurando o caso para identificar os responsáveis. Dependendo do resultado das investigações, poderão ser aplicadas sanções administrativas, e o caso poderá ser encaminhado a outras autoridades. Os bens dos controladores e dos ex-administradores da Trustee e da Banvox também ficaram indisponíveis a partir desta quinta-feira, conforme prevê a legislação.

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões A Apple enfrenta um processo de £2 bilhões (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) em Londres, movido em nome de desenvolvedores de aplicativos. A empresa é acusada de abusar de seu poder de mercado ao impor regras de rastreamento mais rígidas a terceiros. A ação, apresentada nesta quinta-feira (3) ao Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal), é resultado de anos de escrutínio regulatório sobre o recurso App Tracking Transparency (ATT), lançado pela Apple em 2021. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Apple afirma que criou o recurso para permitir que os usuários decidam se desejam conceder aos aplicativos permissão para rastrear suas atividades em aplicativos e sites de outras empresas. No entanto, os advogados responsáveis pela ação alegam que o recurso impôs exigências mais rígidas aos desenvolvedores de aplicativos de terceiros do que aos próprios serviços da Apple, dando vantagem competitiva ao ecossistema de publicidade da empresa. Ann Pope, ex-alta funcionária da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e responsável pela ação, afirmou que a política da Apple "causou prejuízos muito significativos às empresas que dependem da Apple como guardiã de acesso ao mercado". "Esta ação é importante para proteger os direitos das empresas britânicas que dependem da Apple, garantir que as regras aplicadas pela empresa sejam justas e compensar as perdas sofridas pelas companhias britânicas", disse Pope em comunicado. A Apple, que já afirmou que o App Tracking Transparency oferece "importantes proteções à privacidade", não comentou imediatamente o caso. O App Tracking Transparency tem sido alvo de investigações em diversos países da Europa, especialmente na Alemanha, onde a Apple concordou, no mês passado, em alterar as regras sobre como desenvolvedores de aplicativos podem usar dados pessoais para publicidade direcionada. A autoridade alemã de concorrência havia acusado a Apple de abusar de seu poder de mercado após críticas da Meta, controladora do Facebook, além de editoras, anunciantes e desenvolvedores de aplicativos cujos modelos de negócio dependem do rastreamento para publicidade. Órgãos reguladores da França, Itália, Polônia e de outros países também investigaram o funcionamento do App Tracking Transparency. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton

vale-refeição e vale-alimentação Freepik O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) notificou 115 empresas, incluindo as principais operadoras de vale-alimentação e vale-refeição do país, para apresentar documentos e esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). 🔎 O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma política do governo federal criada para facilitar o acesso dos trabalhadores à alimentação durante a jornada de trabalho. As empresas participantes podem oferecer benefícios como vale-refeição e vale-alimentação em troca de incentivos fiscais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, foram notificadas 74 empresas beneficiárias, 12 operadoras de benefícios e 29 estabelecimentos comerciais credenciados, entre supermercados, restaurantes e outros pontos de venda. A fiscalização conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou possíveis irregularidades em três áreas principais: Descontos, rebates e cashback: concessão de vantagens financeiras por operadoras de benefícios a empresas contratantes; Taxas e prazos de pagamento: cobrança de taxas acima dos limites previstos e atraso no repasse de valores aos estabelecimentos comerciais; Uso dos cartões: realização de compras de itens não permitidos pelo programa, como bebidas alcoólicas, produtos de limpeza e ração para animais. Agora no g1 Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), a notificação para apresentação de documentos não significa que todas as empresas tenham cometido irregularidades ou sido autuadas. Durante a fiscalização, foram encontradas irregularidades em algumas operadoras de benefícios, incluindo as quatro maiores do setor — Alelo, Pluxee, Ticket e VR —, além de empresas regionais de menor porte. Nesses casos, foram emitidos autos de infração por possíveis descumprimentos das regras do programa. Entre os demais notificados estão restaurantes, supermercados, empresas que concedem benefícios aos trabalhadores e outras operadoras do segmento. Após a análise das informações enviadas pelas demais empresas, os auditores poderão emitir novos autos de infração caso identifiquem indícios de irregularidades. As empresas autuadas poderão apresentar defesa administrativa. O auto de infração não resulta em multa automática. O processo passa por análise e, somente se a defesa for rejeitada, a penalidade poderá ser aplicada. As multas variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, de acordo com fatores como o porte da empresa e a existência de reincidência. Segundo a SIT, as quatro maiores empresas do setor, que juntas respondem por cerca de 90% do mercado nacional, apresentaram algum tipo de irregularidade identificado pela fiscalização. Procuradas pelo g1, Alelo, Pluxee, Ticket e VR confirmaram que foram alvo da fiscalização e afirmaram que apresentarão esclarecimentos e defesa nos prazos previstos. (veja abaixo as notas completas) As empresas afirmam cumprir a legislação vigente, reforçam o compromisso com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e destacam que os procedimentos têm caráter administrativo e não afetam suas operações. Taxas chegaram a 10% A fiscalização identificou cobranças acima dos limites previstos no Decreto nº 12.712/2025. (entenda o que mudou) Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, foram encontrados casos em que as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais chegaram a 8% e, em alguns casos, a 10%, enquanto o limite estabelecido pela regulamentação é de 3,6%. As empresas facilitadoras, responsáveis pela gestão dos benefícios, atuam como intermediárias entre as empresas que oferecem o auxílio aos trabalhadores e os estabelecimentos que aceitam os cartões. Segundo o MTE, a complexidade dessas operações pode dificultar que comerciantes acompanhem com clareza os valores que têm a receber e as datas previstas para pagamento. Os auditores também identificaram indícios da prática conhecida como rebate, quando operadoras oferecem vantagens financeiras a grandes empresas para conquistar ou manter contratos. De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, embora esses benefícios sejam apresentados como descontos comerciais, eles podem acabar gerando custos maiores para supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos credenciados. Essas vantagens podem aparecer de diferentes formas, como subsídios para academias, descontos em planos de saúde ou benefícios semelhantes. Segundo o ministério, cada caso deve ser analisado à luz das regras do programa e das despesas permitidas para promoção da saúde e da segurança alimentar dos trabalhadores. Cartões usados para comprar produtos não permitidos Outro foco da fiscalização foi o uso dos cartões de vale-alimentação e vale-refeição para a compra de produtos fora da finalidade do benefício. Entre os itens identificados em compras consideradas irregulares pelos auditores estão bebidas alcoólicas, produtos de limpeza, artigos de higiene pessoal, ração para animais e até pneus. As operadoras são responsáveis por monitorar as transações realizadas nos estabelecimentos credenciados. Segundo a SIT, as empresas informaram possuir tecnologia para acompanhar e restringir esse tipo de compra. Ainda assim, a fiscalização encontrou casos em que os controles não impediram as transações irregulares. Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição Marcos Serra Lima/g1 Quais são as regras para as empresas? O PAT é regulamentado pelo Decreto nº 12.712/2025, que disciplina dispositivos das Leis nº 14.442/2022 e nº 6.321/1976. Entre as regras estão os limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais. A cobrança total não pode ultrapassar 3,6% do valor da transação. Dentro desse limite, a tarifa de intercâmbio tem teto de 2%. Também é proibida a concessão de descontos ou vantagens que resultem em redução indevida dos valores contratados. Além disso, os contratos não podem prever prazos de pagamento incompatíveis com a natureza pré-paga do benefício. Outra exigência é que os recursos do programa sejam utilizados exclusivamente para a alimentação do trabalhador e para ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional. Por esse motivo, os valores não podem ser usados para despesas sem relação com alimentação, como combustível, lazer ou compras em farmácias. As regras também se aplicam a benefícios fora do PAT A fiscalização ocorre em meio às mudanças nas regras do auxílio-alimentação. Com a Reforma Trabalhista de 2017, o artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a estabelecer que o auxílio-alimentação não integra a remuneração do trabalhador, desde que não seja pago em dinheiro. Desde então, as operadoras passaram a atuar tanto em benefícios vinculados ao PAT quanto em benefícios concedidos fora do programa. No caso das empresas enquadradas no lucro real, a participação no PAT pode garantir incentivos fiscais, desde que todas as regras sejam cumpridas. Segundo o MTE, porém, as restrições relacionadas a rebates, taxas e prazos de pagamento também se aplicam aos benefícios previstos no artigo 457 da CLT, e não apenas aos concedidos dentro do PAT. O que acontece agora? Além das multas, empresas que descumprirem as regras do PAT podem responder a processos de cancelamento de sua participação no programa. As irregularidades também poderão ser comunicadas à Receita Federal, que avaliará a manutenção dos benefícios fiscais vinculados ao PAT. Segundo o MTE, as notificações fazem parte do processo de fiscalização, e a análise dos documentos apresentados poderá levar à identificação de novas irregularidades e à adoção das medidas previstas em lei. A SIT afirma que a fiscalização é permanente e continuará sendo realizada para garantir o cumprimento das regras e assegurar que os recursos destinados à alimentação dos trabalhadores sejam utilizados para essa finalidade. O que dizem as empresas Alelo “A Alelo informa que atua em estrita conformidade com a legislação vigente e com as diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A companhia confirma o recebimento dos autos de infração e esclarece que apresentará suas justificativas técnicas dentro do prazo legal estabelecido pelos órgãos competentes. A empresa reforça que o procedimento possui caráter estritamente administrativo e que todas as suas operações, serviços e o uso das carteiras de benefícios por seus clientes e trabalhadores seguem funcionando com total regularidade, segurança jurídica e sem qualquer impacto. A Alelo reafirma seu compromisso com a transparência, a governança e o respeito às normas do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ressalta que mantém processos contínuos de orientação e fiscalização junto à sua rede credenciada e aos seus parceiros” Pluxee “A Pluxee foi notificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre questionamentos relacionados à aplicação de determinadas regras previstas no decreto. A posição da companhia está baseada em uma análise consistente da regulamentação vigente e em uma sólida estrutura de governança e conformidade regulatória. A Pluxee apresentará todos os esclarecimentos e informações necessários sobre os pontos levantados. Com mais de 40 anos de atuação e apoio ao PAT, a Pluxee conhece profundamente o programa e seu ambiente regulatório e mantém seu compromisso com o cumprimento da legislação vigente”. Ticket “A Ticket confirma que recebeu notificação do Ministério do Trabalho e Emprego e apresentará sua defesa e os esclarecimentos cabíveis dentro do prazo previsto, pelos canais adequados. Há 50 anos no Brasil, a Ticket atua em defesa e no fortalecimento do PAT e de seus princípios, contribuindo para ampliar o acesso dos trabalhadores a uma alimentação adequada e de qualidade”. VR “Observamos a legislação e a regulamentação aplicáveis ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), política pública com a qual mantemos um compromisso histórico. Os esclarecimentos relacionados às recentes fiscalizações serão apresentados nos procedimentos próprios, dentro dos prazos e pelos meios previstos na legislação. Seguimos atuando com responsabilidade e transparência, contribuindo para a integridade e o fortalecimento do Programa e para a evolução do setor, sempre com foco no trabalhador”. Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou