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A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. Os parlamentares aprovaram um requerimento de urgência para que a proposta siga direto para o plenário. Antes, a proposta teria de passar também pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal. O relator e presidente da CI, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o alcance do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade. Agora no g1 O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento. A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos. O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento. Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista. Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências. Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula. Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado. Fachada de um prédio da Anvisa. Divulgação/Ascom

Imagem ilustrativa de um hamburguer vegetal com fibra de caju. Divulgação O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma lei que proíbe o uso do termo "carne vegetal" para produtos à base de plantas, com o objetivo de proteger os seus pecuaristas, informou a agência de notícias France Presse. Apesar disso, o bloco continua permitindo o uso de denominações como "hambúrguer vegetariano" e "salsicha vegetal", após um acordo alcançado em março entre eurodeputados e representantes dos Estados-membros. A proibição – que ainda precisa da aprovação definitiva dos Estados-membros – representa uma vitória para os pecuaristas, que argumentam que os alimentos de origem vegetal que imitam a carne podem induzir os consumidores ao erro e prejudicar seu setor. "Esta é uma vitória para nossos produtores, para sua experiência e para a transparência que se deve aos consumidores", afirmou Celine Imart, produtora de cereais e deputada francesa de direita que impulsionou a proposta. ➡️ O texto restringe o uso da etiqueta genérica "carne", assim como uma longa lista de termos que incluem "vitela", "porco", "frango", "peru", "pato" e "cordeiro". Além disso, define claramente a carne como "partes comestíveis de animais", proibindo também seu uso para produtos cultivados em laboratório ou à base de células. Oposição à medida Os varejistas do setor de alimentos na Alemanha, o maior mercado europeu de produtos alternativos de origem vegetal, tinham se oposto a este veto, junto com ambientalistas e defensores dos consumidores. O cantor Paul McCartney também havia se manifestado em defesa dos bifes à milanesa de soja e das salsichas de tofu. ➡️ O consumo, na União Europeia (UE), de alternativas vegetais aos produtos feitos com carne quintuplicou desde 2011, segundo dados da organização de consumidores BEUC, impulsionado pela preocupação com o bem-estar animal, o impacto ambiental da pecuária e questões de saúde. No entanto, o debate ainda não foi concluído. A nova norma será aplicada, em um primeiro momento, até o final do próximo ano. Para o período seguinte, já estão em curso as negociações sobre a organização comum de mercado da UE para os produtos agrícolas, que é revista a cada sete anos. Agora no g1

Cerca de 3,3 milhões de trabalhadores já autorizaram as instituições financeiras a consultar seu saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o abatimento de R$ 3,88 bilhões em dívidas dentro do Desenrola 2.0 — programa para reduzir o endividamento da população brasileira. Autorizar a instituição financeira a consultar o saldo não significa, necessariamente, que será feita a negociação com uso do FGTS. Dos trabalhadores que fizeram o pedido, 94,3% são optantes do saque-aniversário, sendo que 86,9% tem antecipações de recursos ativas. Esses pedidos ainda estão sendo avaliados pela Caixa Econômica Federal. O prazo para requerimento foi aberto em 25 de maio. Até 12 de junho, segundo o Ministério do Trabalho, foi aprovada a liberação de R$ 10 milhões, referentes a 17,1 mil operações. Os valores serão repassados aos bancos com os quais a dívida será abatida em 25 de junho. Pelas regras do programa, as pessoas podem usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa transfere o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Agora no g1 Desde o fim de maio, os trabalhadores já podem consultar o saldo do FGTS para utilizá-lo no Novo Desenrola. Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias. Como funciona O trabalhador consulta seu saldo e autoriza o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação. Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira. Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora. Desenrola 2.0 Desenrola Brasil Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Lançado em maio, o programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. Nele, são renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). ➡️ Os juros são de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. ➡️O governo está usando um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Foram transferidos R$ 5,7 bilhões até o fim de maio, mas a operação está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Balanço divulgado no início de junho mostra que foram renegociados, até aquele momento, R$ 20 bilhões. Haviam sido feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Com isso, a dívida recuou de R$ 20 bilhões para R$ 2,7 bilhões.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira (16) que o governo pretende suspender os subsídios aos combustíveis caso seja confirmado o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, previsto para ser assinado na sexta-feira (19), segundo anúncios feitos por líderes dos dois países. Em entrevista à GloboNews, Guimarães afirmou que a redução das tensões no Oriente Médio deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, tornando desnecessária a manutenção das medidas adotadas pelo governo para conter o impacto dos combustíveis sobre o consumidor. Atualmente, o governo concede diferentes formas de subvenção ao setor: Gasolina: o subsídio é de R$ 0,44 por litro, valor que corresponde a cerca da metade dos tributos federais incidentes sobre o combustível (PIS/Cofins e Cide, que somam R$ 0,89 por litro). Diesel: o benefício é de R$ 1,12 por litro. A medida foi adotada após o fim da isenção total dos tributos federais sobre o combustível. Diesel importado: a União e os estados mantêm um mecanismo de compensação para incentivar as importações e garantir o abastecimento do mercado nacional. Governo fixa em R$ 0,44 subsídio por litro da gasolina Segundo o ministro, a eventual queda dos preços internacionais também esvaziaria a necessidade de aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê medidas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026. “Se o acordo de paz for assinado — e essa é a nossa expectativa para sexta-feira —, nós retiraremos da tramitação na Câmara o PLP 114. Isso vai ser um alívio muito grande”, afirmou Guimarães. LEIA TAMBÉM: Preços do petróleo caem após anúncio do acordo de paz entre Irã e EUA e reabertura do Estreito de Ormuz A perspectiva de entendimento entre Estados Unidos e Irã reduziu os temores do mercado sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. Com isso, o preço da commodity registrou forte queda nesta terça-feira. O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou cerca de 5% e passou a ser negociado na faixa entre US$ 81 e US$ 83, o menor patamar em três meses. O mercado financeiro reagiu ao anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por mediadores internacionais envolvidos nas negociações, reforçando a expectativa de normalização da oferta global de energia. A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle

Foto de 15 de dezembro de 2016 de um restaurante da Pizza Hut, em Nova Orleans, EUA. AP Photo/Gerald Herbert A controladora Yum Brands anunciou nesta terça-feira (16) a venda da rede de pizzarias Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões. A gestora de investimentos LongRange Capital comprará a operação da rede fora da China, por cerca de US$ 1,5 bilhão, enquanto a Yum China Holdings ficará com os negócios no país asiático por aproximadamente US$ 1,2 bilhão. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Pizza Hut enfrenta dificuldades há anos. Em fevereiro, a Yum Brands informou que estudava vender a rede e fechar 250 restaurantes nos Estados Unidos, em meio ao aumento da concorrência e lojas consideradas ultrapassadas. A rede foi fundada em 1958, na cidade de Wichita, no estado do Kansas. A PepsiCo comprou a rede em 1977, mas separou sua divisão de restaurantes — que se tornou a Yum Brands — em 1997. “Sob a administração da LongRange e da Yum China, a Pizza Hut estará bem posicionada para crescer no futuro, com proprietários que têm ampla experiência no setor de restaurantes”, afirmou o CEO da Yum Brands, Chris Turner, em comunicado. Agora no g1 A Yum Brands, dona também das redes KFC e Taco Bell, iniciou em novembro uma revisão estratégica para avaliar alternativas para a Pizza Hut, após a rede registrar queda nas vendas em lojas comparáveis. “A Pizza Hut há muito tempo é o elo mais fraco do portfólio da Yum”, afirmou Neil Saunders, diretor-geral da consultoria GlobalData, em comunicado. “Apesar dos esforços para revitalizar a marca e fechar unidades com baixo desempenho, ficou cada vez mais claro que recolocar a divisão em trajetória de crescimento exigiria um nível de investimento e paciência que a Yum simplesmente não está disposta a assumir.” Segundo Saunders, a venda permitirá que a Yum Brands concentre seus esforços nas marcas com desempenho de vendas mais forte. Com sede em Louisville, no estado de Kentucky, a Yum Brands espera concluir as duas transações no terceiro trimestre deste ano. As ações da companhia registravam leve queda antes da abertura do mercado.

Novo recurso de IA do Facebook cria respostas com base em postagens de usuários da plataforma Divulgação / Meta A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou na segunda-feira (15) o lançamento do "AI Mode", uma ferramenta de busca dentro do Meta AI que vai dar respostas baseadas em conteúdos compartilhados publicamente por outras pessoas em aplicativos da empresa. A novidade, segundo a companhia, busca oferecer perspectivas e experiências reais, em vez de exibir apenas uma lista de resultados de busca, como o Google. Ao fazer uma pergunta em linguagem natural, o sistema processa discussões e opiniões de usuários para formular uma resposta direta. O mecanismo é impulsionado pela tecnologia Muse Spark e visa facilitar a localização de recomendações e opiniões compartilhadas na rede social. O g1 perguntou à Meta se o recurso já está disponível no Brasil e se haverá moderação do que é exibido e aguarda reposta. Agora no g1 Novos recursos criativos Além da busca, a atualização traz recursos criativos baseados em inteligência artificial para facilitar a criação e o compartilhamento de conteúdo. O sistema atualizou as sugestões do rolo de câmera com novos modelos de recorte para colagens, capazes de reunir de forma automática registros como encontros de amigos realizados no último mês. Novo recurso de IA do Facebook faz colagens com fotos do usuário e amigos Divulgação / Meta A ferramenta também adicionou novos efeitos de transição para produzir montagens de vídeo estilizadas com apenas um toque. De acordo com a Meta, essas sugestões de fotos e vídeos obtidas a partir do rolo de câmera funcionam de forma estritamente opcional. O recurso exige a autorização prévia do usuário para operar e pode ser completamente desativado a qualquer momento por meio das configurações de privacidade do aplicativo. Novo recurso de IA do Facebook permite trocar roupas e acessórios em fotos Divulgação / Meta Também foram lançados filtros de fotos que permitem alterar virtualmente o vestuário, os penteados e os acessórios dos usuários com o auxílio da tecnologia. No caso de torcedores, a função permite vestir digitalmente a camisa de um time de preferência. Para utilizar o recurso, basta tocar no ícone de edição de inteligência artificial nos Stories e escolher a opção "Wear It", ou acessar a foto de perfil e selecionar a mudança de guarda-roupa nas ferramentas de estilo.

Líderes que participam de cúpula do G7 na França posam juntos O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posaram nesta terça-feira (16) para a tradicional "foto de família" durante a cúpula do G7, sediada na cidade de Evian, na França. O encontro acontece em meio a tensões entre Brasil e EUA por conta da aplicação pelo governo Trump de novas tarifas contra produtos brasileiros. ➡️ A chamada "foto de família" é a fotografia oficial tirada em encontros de chefes de Estado e de governo. O nome vem da ideia de reunir todos os participantes em uma única imagem e serve como um símbolo de unidade. Além de Trump e Lula, também participaram da foto: o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; a presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. Enquanto eles conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião (veja no vídeo abaixo). Não há informação até a última atualização desta reportagem se os presidentes brasileiro e norte-americano se falaram na abertura da cúpula. Trump e Lula não se cumprimentam durante foto oficial da cúpula do G7 Contexto: o G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia - participam das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para a cúpula. Veja fotos da cúpula: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) participa de foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters Foto oficial da cúpula do G7 na França. Reuters/Isabel Infantes Trump e Macon na cúpula do G7 Mandel Ngan / AFP Macron e Lula se cumprimentam antes da foto oficial Mandel Ngan / AFP Cúpula do G7 na França Reuters e AFP

Oleoduto de Druzhba, que passa pela Ucrânia e leva petróleo russo para países da Europa. Foto de 2022. REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de Arquivo O presidente americano Donald Trump disse nessa terça-feira (16) que "em breve" os EUA poderão voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia. A declaração foi feita a jornalistas, durante uma reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, na França. Trump afirmou que os Estados Unidos podem, agora, deixar expirar as isenções relacionadas ao petróleo russo, após fecharem um acordo para encerrar a guerra com o Irã. “Em breve poderemos fazer isso, porque o petróleo já está fluindo”, disse. Em março, Trump tomou uma medida controversa, ao aliviar as sanções à Rússia, em meio à crise no Oriente Médio, para evitar uma disparada nos preços da energia. Na época, a decisão provocou críticas dos aliados europeus. EUA e Irã assinam pré-acordo pelo fim da guerra, diz agência Acordo com o Irã Os Estados Unidos e o Irã, que estavam em guerra desde o fim de fevereiro, anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para encerrar o conflito. O anúncio não significa, porém, o fim automático da guerra. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles. Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do programa nuclear iraniano. Outras questões, como a navegação no Estreito de Ormuz e a compensação financeira do Irã, não estão completamente esclarecidas até o momento. A íntegra do acordo será conhecida na sexta-feira (19), quando haverá uma cerimônia para assinatura do documento em Genebra, na Suíça. Em meio ao anúncio, o barril de petróleo Brent era negociado abaixo do valor de US$ 80 dólares pela primeira vez desde o início de março, depois que Trump anunciou que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto até sexta-feira. Quais os pontos ainda a esclarecer do acordo entre EUA e Irã Irã na Copa: após empatar com Nova Zelândia, seleção iraniana enfrenta entraves ao deixar os EUA

Roblox Kids, para crianças menores de 9 anos, Roblox Select, para jogadores de 9 a 15 anos, e Roblox 'padrão', para pessoas com mais de 16 anos Divulgação/Roblox A plataforma de jogos Roblox começou a liberar nesta terça-feira (15) dois novos tipos de conta para menores de 16 anos. A atualização ficará disponível para usuários do serviço em todo o mundo. Jogadores de 9 a 15 anos serão direcionados para a versão Roblox Select, e menores de 9 anos usarão a Roblox Kids. Maiores de 16 anos continuarão na versão padrão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os recursos chegam após a Roblox entrar na mira de autoridades. No Brasil, investigações apontaram que a plataforma permitiu jogos com apologia a facções criminosas e simulações de ataques a escolas, por exemplo. Com a mudança, será preciso provar a idade por selfie para abrir jogos voltados a adultos. Crianças e adolescentes só poderão acessar versões restritas da plataforma. Agora no g1 Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outras Menores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais As versões Select e Kids dão acesso somente aos jogos que passaram por processo de revisão para garantir que são adequados a cada faixa etária. Os novos tipos de conta já tinham sido lançados em maio para usuários na Austrália, na Indonésia, na Holanda e na Nova Zelândia. Além de restringir o número de jogos disponíveis, as novas versões limitam o acesso ao chat, em uma tentativa de evitar interações indevidas entre menores de idade e adultos. Segundo a Roblox, usuários que não fizerem a verificação não poderão abrir a versão padrão da plataforma nem os recursos de chat, independentemente da idade. A verificação por selfie tinha sido liberada em janeiro, quando passou a ser exigida para liberar acesso ao chat. O mecanismo gerou protestos virtuais, com "cartazes" que se tornaram memes como "Quero injustiça". O processo é parecido ao usado para autorizar transações em aplicativos de bancos. O serviço analisa a selfie e, então, faz uma estimativa de sua idade, que pode ser contestada com o envio do documento de identidade. Estas são as diferenças entre as versões da plataforma: Roblox Kids (5 a 8 anos) tem jogos com classificação mínima ou leve, chat desativado por padrão e uma cor de fundo diferente para pais saberem rapidamente se as crianças estão na versão correta; Roblox Select (9 a 15 anos) tem jogos com classificação mínima, leve ou moderada e chat limitado a amigos de confiança e de faixa etária semelhante; Roblox "padrão" (a partir de 16 anos) tem acesso a todos os jogos, exceto aos de conteúdo restrito, voltados somente a maiores de 18 anos. As regras da Roblox definem que jogos com classificação mínima podem ter violência leve ocasional, sangue irreal e medo leve. Jogos com classificação leve podem incluir violência e medo leves repetidos, sangue irreal pesado e humor vulgar leve. Jogos com classificação moderada podem incluir violência, humor vulgar e medo moderados, sangue realista leve e conteúdo de jogo de azar não jogável. E jogos com classificação restrita podem ter violência intensa, sangue muito realista, humor grosseiro moderado, temas românticos, presença de álcool, linguagem forte e interações prolongadas com IA. Mudança nos controles parentais A Roblox tem recursos para adultos definirem o que crianças acessam na plataforma, além de controlarem o tempo de uso e os gastos em itens na plataforma. Com o lançamento das versões Kids e Select, será possível bloquear e aprovar jogos para filhos de até 15 anos – até então, o limite era para crianças de 12 anos. Para isso, é preciso vincular contas de pais ou responsáveis às de crianças na Roblox. Veja como fazer: Acesse "Configurações" na conta da criança; Selecione "Controle dos pais"; Selecione "Adicionar pai/mãe"; Insira seu e-mail; Siga as instruções para vincular a conta. Plataforma de jogos Roblox Oberan Copeland @veryinformed.com/Unsplash

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal negativo visto na primeira hora de pregão e passou a operar em alta nesta terça-feira (16), com um avanço de 0,13% perto das 10h30, cotado a R$ 5,0734. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda de 0,49% no mesmo horário, aos 169.587 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã continua a gerar expectativa nos mercados financeiros. O entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o tratado também deixa "bem claro" que Teerã não terá armas nucleares. Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo operavam em queda nesta terça-feira. Perto das 10h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 3,19%, cotado a US$ 80,52. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 3,88% no mesmo horário, a US$ 77,62 por barril. ▶️ A "Superquarta", momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros, também fica no radar. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). ▶️Na agenda de indicadores, o destaque fica para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas no varejo brasileiro recuaram 1,5% em abril na comparação com o mês anterior. Em relação a um ano antes, houve alta de 1%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,09%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -7,69%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,42%; Acumulado do mês: -1,82%; Acumulado do ano: +5,89%. Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos) Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social. "O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump. Quais os pontos ainda a esclarecer do acordo entre EUA e Irã Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente. Segundo a mídia internacional, o memorando de entendimento deve prever: um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local; o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias; que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz; que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente; que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear. Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense. Mercados globais Os mercados financeiros continuavam em uma toada positiva, em meio ao otimismo em relação ao acordo entre EUA e Irã. Em Wall Street, os três principais índices operavam em alta. O Dow Jones avançava 0,92% perto das 10h30, enquanto S&P 500 avançava 1,65% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 3,07 Na Europa, o dia também era positivo para os mercados acionários nesta terça-feira. Entre os destaques, o alemão DAX subia 0,31% perto das 10h30, enquanto o francês CAC-40 avançava 0,70% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 0,62%. Na Ásia, as ações fecharam mistas nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam dados da economia chinesa e com suporte do setor de tecnologia. O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 0,15%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,11%. Já o Hang Seng teve queda de 1,40%. No Japão, o Nikkei subiu 0,1%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve valorização de 2,11%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Parlamento Europeu Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (16) uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado, informou a agência de notícias Reuters. A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho. Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus. Corte de Comércio dos EUA diz que tarifas globais de 10% de Trump são ilegais

Lula fez sua primeira reunião bilateral às margens do G7 com Emmanuel Macron, presidente da França e anfitrião do evento Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira (16/06) sua participação oficial no G7 – o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta. Lula foi convidado para o evento, que acontece em Évian-les-Bains, na França, pelo presidente francês, Emmanuel Macron. É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões. Quem também está na pequena cidade francesa na fronteira com a Suíça para o encontro é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A presença dos dois líderes no mesmo local ampliou as expectativas para possíveis interações, em um momento de novo tensionamento da relação diante da possibilidade da aplicação de uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras. Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump — e interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca. Os dois líderes, porém, podem se cruzar durante as reuniões ampliadas da cúpula ou nos corredores do evento. Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, conquistar a atenção do presidente americano deve ser um grande desafio para o governo brasileiro, que concorre com outras diversas lideranças mundiais em meio a grandes crises globais, tal como as guerras no Irã e na Ucrânia e a instabilidade nas relações transatlânticas causada pela política isolacionista trumpista. Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A participação do Brasil no fórum do G7 abre ainda as portas para um diálogo mais próximo com a União Europeia (UE). Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no país, em um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro. Lula e Trump se encontraram pela última vez na Casa Branca em maio Ricardo Stuckert / PR Um encontro com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, está previsto para esta terça-feira. Segundo interlocutores, a reunião bilateral foi um pedido dos próprios europeus. O presidente brasileiro já se encontrou com Macron, na tarde de segunda-feira. Os dois trataram de cooperação em defesa, tecnologia e sobre as expectativas para a cúpula. Após a reunião, Lula compartilhou imagens dos dois nas redes sociais e afirmou que o fórum é uma oportunidade para o Brasil representar o Sul Global e reafirmar "seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo". Líderes do G7 se reúnem na França As prioridades do G7 Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, Lula pode encontrar dificuldades para navegar entre as lideranças do G7 em um momento em que as atenções do mundo estão voltadas para outros temas além daqueles priorizados pelo governo brasileiro. Por um lado, o foco da comunidade internacional são os dois grandes conflitos atuais: no Irã e na Ucrânia. Os EUA e a República Islâmica anunciaram na noite de domingo (14/06) a conclusão de um acordo de paz para encerrar o conflito entre os dois países, que começou em 28 de fevereiro. A assinatura do pacto está prevista para a próxima sexta-feira (19/06), quando também se espera a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado desde meados de abril. Até agora, porém, há poucos detalhes sobre o acordo – e muitas dúvidas sobre a possibilidade dele se manter de pé, diante da volatilidade da região e dos muitos anos de negociações fracassadas entre EUA e Irã. Por se tratar de um acordo preliminar, que possivelmente terá mais desdobramentos nos próximos dias, o tema ainda deve ganhar grande destaque na agenda dos líderes das sete maiores economias industrializadas do mundo em Évian, diz Clarissa Forner, professora de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A expectativa é que Trump use o fórum para promover suas conquistas com o acordo, aponta a especialista. Além disso, diz, o presidente americano deve cobrar a Europa por mais apoio aos EUA diante dos embates no Oriente Médio. "As prioridades norte-americanas serão ainda muito balizadas pelas questões relacionadas à guerra com o Irã, principalmente no sentido de pressionar, como tem sido praxe, por maior envolvimento europeu nos esforços militares", destaca Forner. Lula chegou a Évian-les-Bains no final da manhã de segunda-feira no horário local Ricardo Stuckert / PR Lauren Sukin, professora de Política Externa dos EUA da Universidade de Oxford, aponta ainda que com o encaminhamento das negociações, a reversão dos efeitos econômicos da guerra ganha mais destaque. "Existem preocupações não apenas em relação à cadeia de suprimentos de combustíveis e segurança energética, mas também com a produção de fertilizantes e a segurança alimentar, além de uma vasta gama de outras questões relacionadas à cadeia de suprimentos que foram afetadas pela guerra", diz a analista. Já os europeus querem aproveitar as conversas no G7 para pressionar os Estados Unidos por mais protagonismo na ajuda prestada à Ucrânia diante da invasão russa, dizem os especialistas. Esse tem sido um tema constante na relação da UE com Trump desde que o presidente americano suspendeu a ajuda militar ao governo do presidente Volodymyr Zelensky no ano passado. Além de tudo isso, o G7 passa por um momento de crise interna, aponta Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV. "O G7 vive uma profunda crise, com muitas dúvidas sobre sua relevância devido à crise na relação transatlântica", disse. Segundo Stuenkel, os Estados Unidos possuem hoje uma postura hostil em relação à maioria dos outros governos dos G7, especialmente quando se trata do Canadá e do Reino Unido. Isso significa que há pouco espaço "para criar consensos", afirma. "E a presença do Brasil não mudará esse quadro de fragmentação geral", diz. Esta é a décima vez que Lula participa do fórum anual do G7, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A UE participa como membro institucional. Além do Brasil, estão entre os convidados extras deste ano Ucrânia, Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar. Brasil 'escanteado'? Nesse contexto, as pautas de interesse imediato do Brasil com os EUA podem ficar em segundo plano, segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil. Para Lauren Sukin, da Universidade de Oxford, um encontro com Lula provavelmente não está na lista de prioridades de Trump no fórum. "Mas a administração Trump nem sempre planeja essas cúpulas com a mesma precisão que administrações anteriores, então ainda pode ter algum espaço sobrando na agenda, a depender de como a cúpula se desenrola", afirma. Por outro lado, afirma a especialista americana, a administração americana tem atuado para reduzir a dependência de outros países da China e o tema pode ser uma forma de atrair a atenção de Trump. "Assim, é possível que o Brasil, ao destacar, por exemplo, suas vantagens em minerais críticos ou novas oportunidades de investimento, se torne atraente para o governo Trump, principalmente se os temas forem apresentados como uma forma de se desvincular da China", diz. Uma fonte no Ministério de Relações Exteriores afirma ainda que não há espaço em uma cúpula do G7 para discutir temas específicos da relação Brasília e Washington, como as ameaças de taxação e a designação de organizações criminosas como terroristas. Ainda segundo esse interlocutor, que pediu para não ser identificado, essa nunca foi a expectativa do governo brasileiro em Évian. Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul em janeiro de 2026 AFP via Getty Images Já uma discussão sobre o veto à carne brasileira pela UE poderia ser abordada na reunião com os representantes de Bruxelas. Os especialistas ouvidos pela reportagem afirmam, porém, que um avanço ainda é improvável neste momento. "Acho pouco provável que possa haver uma reversão rápida" da medida, avalia Oliver Stuenkel. A decisão europeia de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil foi oficializada na semana passada. Segundo a Comissão Europeia, o país não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais. "Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou antes do evento o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que acompanha diretamente as tratativas. Para Oliver Stuenkel, é comum que decisões como a da UE sejam tomadas após um grande acordo comercial — como o que entrou em vigor de forma provisória entre o bloco e o Mercosul em maio —, como uma forma de defender os produtores locais. "[O acordo] foi uma grande derrota para a agricultura europeia", diz o pesquisador da Universidade Harvard. "O veto é uma espécie de reação política para abafar essa mobilização." Mas ainda que Lula volte ao Brasil sem um encontro cara a cara com Trump ou representantes da União Europeia durante o G7, isso não significa necessariamente que a viagem para o fórum tenha sido um desperdício de tempo, apontam os analistas ouvidos pela reportagem "Há outros espaços possíveis de reivindicações e de negociação que extrapolam a relação com os EUA e isto pode ser muito positivo, na verdade", diz Clarissa Forner, da UERJ. "Explorar essas outras alternativas me parece ser parte importante do cálculo da delegação brasileira." "No caso dos EUA, me parece menos provável que haja avanços significativos, neste momento, mas um possível encontro bilateral entre os presidentes ou os contatos entre delegações podem abrir margem para outras negociações futuras, especialmente no campo tarifário." Sul Global, IA e minerais críticos Lula já tem reuniões bilaterais costuradas com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o primeiro-ministro do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi. Ambas devem acontecer ainda na tarde desta terça, no horário local. Também hoje, o presidente brasileiro discursa durante uma sessão sobre solidariedade internacional aos países em desenvolvimento. A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade. Na quarta-feira (17/06), em outra sessão de líderes, Lula participa de sessão sobre crescimento econômico equilibrado, na qual deve defender a necessidade de reforma da governança global, especialmente em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU). A pauta é considerada importante para a diplomacia brasileira e é frequentemente discutida por Lula em fóruns internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), chegando no hotel onde acontece a cúpula do G7 em Évian-les-Bains Getty Images Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA). Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Arthur Mensch, da Mistral, participam juntamente com outros oito representantes da indústria tecnológica do fórum. O Brasil tem interesse em influenciar esse debate para garantir que este não seja um tópico dominado pelos países do Norte Global e pela China, aponta Oliver Stuenkel. O governo Lula também tem demandado maior regulação da atuação de empresas do setor tecnológico. Segundo fontes do Ministério de Relações Exteriores, há um desejo de apresentar os avanços do Brasil na área, com alterações promovidas no Marco Civil da Internet, como exemplo para o resto do mundo. A Presidência francesa também espera assinar, ao final do fórum em Évian, um entendimento sobre a diversificação das cadeias de minerais críticos. Interessa a Lula e sua delegação explorar o tema, segundo o próprio governo brasileiro. O Brasil já vem discutindo com lideranças estrangeiras a questão da industrialização do setor, como uma forma de garantir mais investimentos para que o país não seja apenas exportador e a matéria prima vendida ganhe mais valor agregado. Mas uma fonte no Itamaraty afirmou que os rascunhos do documento apresentados até o momento podem não se alinhar totalmente com a visão brasileira sobre o formato de cooperação internacional na área. Não há ainda, no entanto, uma decisão final do governo Lula sobre a possibilidade de endossamento do texto.

Colheita de soja no Rio Grande do Sul. Reuters Os leilões de propriedades rurais retomadas por credores estão crescendo rapidamente em todo o Brasil, segundo dados compilados para a Reuters, à medida que a inadimplência no campo chegou a quase um quinto dos empréstimos em circulação. A queda nos preços dos grãos, os juros elevados e o aumento dos custos dos insumos, somados aos impactos de um clima cada vez mais imprevisível, têm levado a falências e à perda de propriedades rurais no país, disseram produtores e analistas à Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para agravar a situação, agricultores brasileiros se preparam para a possível ocorrência de um “super El Niño”, que pode prejudicar a produtividade das safras e reduzir ainda mais a renda no campo. Além disso, a alta nos preços dos fertilizantes durante a guerra no Irã levou muitos agricultores a reduzir os planos de novos plantios. Agora no g1 O Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados pela inadimplência, após as enchentes catastróficas de 2024, associadas ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, segundo estudo publicado em janeiro na revista “NPJ Natural Hazards”, da editora Nature. As dívidas com problemas de pagamento no crédito rural mais que quadruplicaram em dois anos, chegando a R$ 171,2 bilhões no início deste ano, segundo dados do Banco Central. Já a parcela de empréstimos em atraso no crédito rural subiu para 19,6%, ante 5,5% dois anos antes. "Este momento de endividamento no campo é um momento extremamente delicado", disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura do Brasil, Guilherme Campos, à Reuters. Venda de propriedades rurais Os credores têm intensificado a execução de garantias e tomado mais terras agrícolas em caso de inadimplência, o que elevou o número de propriedades levadas a leilão, segundo dados do site Leilão Imóvel obtidos pela Reuters. O volume desses leilões chegou a 14.219 propriedades rurais em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. As propriedades retomadas e leiloadas por meio de processos extrajudiciais — mais rápidos — quase dobraram, chegando a 2.398 no ano passado. O Leilão Imóvel passou a acompanhar cerca de 7% mais leiloeiras em 2025, o que significa que os dados não são totalmente comparáveis, explicou o cofundador André Figueiredo, à Reuters. Ainda assim, as maiores leiloeiras compartilham dados desde 2019, o que indica uma tendência clara de piora nas condições financeiras dos produtores, afirmou. "O volume de imóveis rurais aumentou bastante", disse ele, acrescentando que as regiões voltadas para a produção de soja e outros grãos foram as mais afetadas. Os pedidos de recuperação judicial do setor agrícola cresceram 56% em 2025, após mais que dobrarem em 2024, segundo dados da Serasa Experian. Clima turbulento Os produtores ainda enfrentam dificuldades para se recuperar de uma série de choques recentes, disse o responsável pelo setor de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, à Reuters. Segundo ele, fatores como o clima adverso, a queda nos preços das exportações agrícolas — especialmente da soja — e a taxa básica de juros, que subiu de 2% para 15% em cinco anos, têm dificultado o pagamento das dívidas. "A perspectiva para frente não é boa", acrescentou ele. "Os juros ficaram muito altos e não sabe onde vão ficar os preços das commodities. A chance de choques por problemas climáticos é muito alta." Um agricultor do Rio Grande do Sul, que pediu para não ser identificado, afirmou que tem dificuldade para lidar com juros “impagáveis” após perdas causadas por eventos climáticos extremos. Segundo ele, um credor já tomou posse de mais da metade da fazenda da família. "A mudança climática, ela é expressiva, ela é evidente. Nós não estamos conseguindo produzir uma hora por muita chuva e outra hora por muito sol. Então eu te digo assim: o fator clima é o fator que nos colocou nessa posição."

Gustavo Pessoa, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro Arquivo pessoal Até agora, somente um brasileiro se inscreveu para participar da audiência pública que pode influenciar os próximos rumos da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Gustavo Pessoa é professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro. A audiência está prevista para 6 de julho e antecede a decisão final do governo dos EUA sobre possíveis medidas comerciais. Empresas, associações, governos e outros interessados poderão apresentar seus posicionamentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O processo é conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que investiga práticas relacionadas a produtos brasileiros e ainda está na fase de coleta de informações. A investigação abrange diferentes temas, entre eles o desmatamento ilegal, a pirataria, falhas na aplicação de leis anticorrupção e o PIX — sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central que passou a ocupar papel central na apuração. ⚖️ As inscrições seguem abertas até 22 de junho. As manifestações enviadas passam a integrar oficialmente o processo e podem influenciar os próximos desdobramentos da investigação. Pessoa afirma que decidiu se inscrever porque considera que o debate sobre o PIX deixou de tratar apenas de um meio de pagamento e passou a envolver a infraestrutura do sistema financeiro. Para ele, o processo exige explicações técnicas e espaço para diferentes pontos de vista. "É importante que aparecesse alguém de forma independente para tentar explicar isso de uma forma um pouco melhor e até apontar uma forma de resolver a questão no campo técnico." Em entrevista ao g1, o economista comenta os questionamentos dos EUA sobre o PIX, discute o papel do BC como regulador e operador do sistema e afirma que transparência e diálogo institucional podem ser mais eficazes do que medidas comerciais amplas. g1 – Você pediu para participar da audiência pública da USTR em um momento em que há poucas inscrições. O que motivou essa iniciativa e que contribuição acredita poder levar ao debate? Gustavo Pessoa: Sou professor de Economia na FGV e pesquiso falhas sistêmicas no sistema financeiro. Então, é um tema que já venho pesquisando há bastante tempo. E essa questão do PIX é muito sensível porque, se analisarmos hoje, mais de 54% de todas as transações no Brasil são realizadas via PIX. Então, a discussão deixou de ser apenas uma questão de meio de pagamento e virou uma questão de infraestrutura. E tudo o que se refere à infraestrutura, com mais da metade de todos os processamentos passando por ele, cria uma questão de potencial risco sistêmico. Hoje, o PIX transaciona mais de duas vezes o PIB do Brasil — estamos falando de algo em torno de R$ 25 trilhões por ano, o que faz dele uma ferramenta importantíssima. A segunda questão é que pode existir um conflito de interesse entre o Banco Central, que é o regulador, e também o provedor desse serviço. É claro que essa investigação é muito mais ampla do que apenas a questão do PIX. Ela envolve práticas comerciais, a questão do etanol e outros temas, mas eu tenho certeza de que o cerne de tudo é a questão do PIX. Eu quis me inscrever nesse processo para trazer uma visão mais técnica e independente, porque sabemos que grande parte da discussão é uma questão política entre governos. Então, é importante que apareça alguém de forma independente para tentar explicar isso um pouco melhor e até apontar uma forma de resolver a questão no campo técnico. g1 – Um dos principais questionamentos da USTR é o fato de o Banco Central atuar, ao mesmo tempo, como regulador e operador do PIX. Quais seriam os possíveis problemas dessa estrutura e até que ponto essa preocupação é legítima? Existe uma problemática porque o Banco Central está adquirindo uma nova função que não tinha. Até então, tinha o papel de regular as instituições financeiras. Agora, a partir do momento em que oferece um serviço diretamente aos cidadãos, acaba sendo uma espécie de concorrência para outros meios de pagamento e outras instituições financeiras. Então, a partir do momento em que oferece um novo serviço, ele também tem que dar a mesma transparência que outro operador daria. O que seria isso? Espaço para a competição, mais transparência e um certo backup contra falhas. Então, ele tem que dar certos resguardos que até então não precisava oferecer, mas isso ocorre porque assumiu uma nova função perante a sociedade. Eu acredito que eles tenham tudo isso para fazer. É questão, claro, de se organizar e mostrar que existe uma governança para ofertar esse novo serviço. Mas também é importante que haja transparência e que se mostre toda essa capacidade de operacionalizar o sistema. g1 – No documento de inscrição, você propõe a criação de um "teste de neutralidade para pagamentos digitais". O que significa neutralidade nesse contexto e como esse teste poderia ser aplicado, na prática, para avaliar um sistema como o PIX? Sim. Inclusive, nos documentos que anexo a esse processo, eu falo que a gente deveria instituir um sistema de teste de neutralidade. Basicamente, seria testar cinco questões. Uma delas seria em relação ao acesso: testar se todas as empresas, sejam brasileiras, norte-americanas ou de outros países, têm acesso a esse meio de pagamento, o PIX. Então, verifica-se se o acesso é igual para todas as empresas ou se existe alguma discriminação. A outra questão é a interoperabilidade [capacidade de diferentes sistemas e plataformas trocarem informações e funcionarem entre si]. Então, vê-se a questão técnica: se as APIs funcionam tanto para o PIX quanto para o cartão de crédito, se atendem aos requisitos de cibersegurança e tudo mais. Outra questão é a transparência, verificando se regras relacionadas a taxas, supervisão e padrões de aplicação funcionam da mesma maneira. Outra é em relação aos dados, porque hoje quem cuida dos dados do PIX é o Banco Central. No caso do cartão de crédito, são as operadoras. Elas seguem uma série de regulamentações e normas para garantir a proteção desses dados. Então, também é importante mostrar isso. E a última questão é a integridade dos dados, envolvendo suporte, prevenção à lavagem de dinheiro, o "conheça seu cliente" e a parte de compliance. Então, tudo aquilo que o Banco Central exige das operadoras de cartão de crédito, débito etc., será que ele também faz com o PIX? É importante dar mais clareza sobre isso para o público em geral. g1 – Você argumenta que medidas específicas seriam mais eficazes do que tarifas amplas para lidar com preocupações relacionadas aos pagamentos digitais. Que tipo de compromisso regulatório ou institucional poderia responder às preocupações dos EUA sem comprometer os benefícios do PIX? Quando você lê o processo, ele parece sério e apresenta hipóteses válidas, mas eles estão esperando respostas. É claro que é uma questão muito ampla, mas o processo dá espaço ao direito de defesa. Então, eu acredito que, apresentando essas respostas e mostrando como o BC tem compromisso com a transparência, com a integração de outros sistemas e com a não discriminação de participantes, isso seria muito bem recebido. E, claro, eu acho que deve ser criado um fórum de comunicação mais claro envolvendo o Banco Central, o Ministério da Fazenda e o Departamento de Comércio dos EUA, porque isso envolve questões muito maiores. g1 – O PIX costuma ser comparado ao UPI, da Índia, que movimenta um volume ainda maior de transações. Na sua avaliação, por que o sistema brasileiro acabou se tornando alvo dessa investigação dos EUA? O nosso sistema bancário é muito diferente. A nossa realidade social também é muito diferente. E o sucesso do PIX é muito maior. O Brasil tem uma conexão maior com os outros países da América Latina porque é um líder regional e consegue dialogar com esses países. Então, me parece que é muito mais uma questão geopolítica e geoestratégica do que qualquer outra coisa. A atenção se voltou para o PIX porque somos a nação mais parecida com os EUA em meios de pagamento, em termos de sociedade e de mercado. Então, eles conseguem nos comparar com eles, algo que não conseguem fazer da mesma forma com a Índia ou a China. g1 – O que você espera dessa audiência? Acredita que haverá espaço para que contribuições técnicas, como a sua, sejam consideradas pelas autoridades americanas? Como pesquisador e professor, a gente sempre tenta falar aquilo que estudou e o que considera correto. Agora, se o outro lado vai compreender ou abrir espaço, é outra questão. A gente fica com o dever de expor aquilo que nos parece minimamente plausível. Caso aconteça alguma coisa e eu seja chamado para o "hearing", vou com o maior prazer e vou me colocar à disposição. A questão que me fica é que a gente tem que seguir todos os protocolos, mesmo que eles pareçam inertes. Caso a gente não faça uma defesa, podemos ser acusados de não ter nos defendido. Abriu-se uma investigação, esperou-se uma resposta e não houve uma defesa. Esse tipo de coisa não pode acontecer. Bem ou mal, nós temos instituições muito sólidas, um Itamaraty muito qualificado e um Ministério da Fazenda com ótimos servidores. Então, é importante utilizar todo o espaço oficial que a gente tenha. Porque, se ficarmos dependendo apenas de conversas não oficiais, de pronunciamentos e tudo mais, podemos perder oportunidades de mostrar substância de verdade. Nós temos um trabalho técnico e documentos para apresentar. Não é só achismo. Então, temos que sair da retórica e partir realmente para o posicionamento. Se isso vai dar certo ou não, é outra questão. Mas é importante mostrar substância em todos os canais oficiais que tenhamos disponíveis. Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A 'guerra silenciosa' entre China e Panamá por controle de portos no Canal Getty Images via BBC A história da empresa CK Hutchison Holdings e do Panamá se transformou em um dos maiores conflitos geopolíticos ligados ao Canal do Panamá nos últimos anos. O embate envolve duas superpotências, Estados Unidos e China, uma hidrovia por onde passa até 6% do comércio mundial e alguns dos mais importantes operadores portuários do planeta. E a exclusão dessa empresa chinesa sediada em Hong Kong da administração de dois portos provocou o que parece ser uma dura punição por parte de Pequim, em meio à crescente disputa por influência entre Estados Unidos e China na América Latina. "Desde 8 de março de 2026, e ainda hoje, a China vem retendo navios mercantes de bandeira panamenha em um ritmo sem precedentes, justificando a medida como inspeções do Estado do porto", explica a Ambrey Analytics, divisão de inteligência da empresa britânica de segurança marítima Ambrey. Somente em abril, a China reteve 136 embarcações registradas sob bandeira panamenha, número 6,4 vezes superior à média de 2025. Em março, foram 96 navios, cerca de 74% de todas as retenções realizadas pela China naquele mês. Somando todas as embarcações imobilizadas desde o início do ano, o total chega a 272. "As retenções são justificadas por deficiências técnicas e costumam durar entre um e cinco dias, mas interrompem escalas e aumentam os custos", explica a empresa de análise. A situação coincide com uma decisão da Suprema Corte do Panamá que retirou da CK Hutchison a concessão de dois terminais de contêineres no Canal do Panamá. Um deles é o porto de Balboa, o segundo mais movimentado do país em volume de contêineres. O outro é o porto de Cristóbal. Ambos ficam em áreas adjacentes ao canal. Por sua localização estratégica, em cada extremidade das entradas do canal pelo Pacífico e pelo Atlântico, esses dois portos despertavam especial preocupação na administração Trump, que transformou o tema em prioridade de sua agenda logo após assumir a Casa Branca. A pressão americana atingiu seu ponto máximo quando Trump ameaçou o governo panamenho com retomar à força o controle do canal — administrado pelo país centro-americano desde 1999 — alegando interferência chinesa. Panamá rompoe acordo com a China 'Um ato de má-fé' Não há evidências públicas de que o governo chinês exerça qualquer controle sobre o canal. No entanto, empresas chinesas têm presença significativa na região e, ao longo dos anos, realizaram investimentos relevantes na hidrovia e em sua infraestrutura. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou repetidamente que não existe "absolutamente nenhuma interferência chinesa" no canal. Mas, no fim de janeiro, a Suprema Corte panamenha declarou inconstitucional a concessão de 1997 — e sua renovação em 2021 — que permitia à Panama Ports Company, subsidiária da CK Hutchison, operar os terminais. As autoridades da China e de Hong Kong manifestaram oposição à decisão e a classificaram como um "ato de má-fé". Já a CK Hutchison, que administrou os portos durante quase 30 anos, acusou as autoridades panamenhas de confiscarem ilegalmente seus ativos e iniciou uma arbitragem internacional contra o país, reivindicando uma indenização superior a US$ 2 bilhões por perdas e danos. Pequim argumenta que a decisão da Justiça panamenha foi motivada pela pressão dos Estados Unidos, e não por um processo judicial independente. Enquanto isso, a Autoridade Portuária Nacional do Panamá assumiu o controle dos dois portos, e as represálias chinesas começaram do outro lado do mundo. A punição a navios panamenhos que chegam a portos chineses é o estágio mais recente de uma escalada de tensões entre China e Estados Unidos, intensificada por disputas sobre infraestrutura portuária estratégica e o controle de rotas comerciais fundamentais. "Por meio dessas detenções em massa de navios de bandeira panamenha, Pequim está enviando uma mensagem direta e prática: decisões que afetem os interesses de empresas chinesas ou ligadas a Hong Kong terão um custo tangível e imediato", afirmou à BBC News Mundo Alicia García-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do banco de investimentos Natixis e pesquisadora sênior do centro de estudos europeu Bruegel. Uma mensagem clara Para García-Herrero, as retenções vão muito além da burocracia portuária. Elas representam uma forma de pressão econômica assimétrica destinada a gerar atrasos, custos e transtornos reais ao comércio marítimo. "O objetivo é dissuadir outros países de adotarem medidas semelhantes e lembrar que Pequim reage quando considera que seus 'direitos legítimos' foram violados", afirma. A construção do canal foi concluída em 1914 e ele permaneceu sob controle dos Estados Unidos até 1977 Getty Images via BBC Evan Ellis, professor e pesquisador de estudos latino-americanos do Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos, concorda. "Parece bastante evidente que o assédio chinês a navios de bandeira panamenha faz parte de uma mensagem mais ampla que a China está enviando ao governo do Panamá, assim como a outros governos, sobre o preço de não cooperar com Pequim ou de adotar medidas que prejudiquem suas empresas", diz. "A atuação da China neste caso específico parece um pouco mais explícita e abrangente do que vimos em respostas a ações de outros governos", acrescenta o analista. O aumento das retenções faz parte de uma resposta chinesa mais ampla, que também inclui a suspensão dos serviços de contêineres da COSCO em Balboa, a convocação de executivos da Maersk e da MSC — as duas maiores empresas de transporte marítimo do mundo — para reuniões em Pequim, além da paralisação de novos investimentos chineses no Panamá. "Há tentativas documentadas de pressionar a Maersk e a Mediterranean Shipping Company para que suas subsidiárias não aceitem os contratos concedidos para as operações temporárias dos portos que estão sendo retirados da Hutchison", afirma Ellis. A BBC News Mundo entrou em contato com o Conselho de Estado da República Popular da China e com a embaixada chinesa em Londres para conhecer sua posição sobre o tema, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem. Ofensiva em várias frentes A razão para essa ofensiva chinesa em diversas frentes é que o Canal do Panamá representa um ponto crítico na estratégia marítima do gigante asiático, conectando dois oceanos e servindo como porta de entrada privilegiada para a América Latina. "Os terminais de Balboa e Cristóbal eram peças importantes da rede global de portos que Pequim construiu para garantir rotas de abastecimento, reduzir a dependência de pontos controlados por terceiros e ampliar sua influência comercial no Hemisfério Ocidental", explica García-Herrero. Por isso, perder o controle operacional desses terminais representa um revés para sua capacidade logística e de projeção econômica em uma área que Washington historicamente considera parte de sua esfera de influência. Shengyu Wang, pesquisador assistente do Centro de Análise da China do Instituto de Política da Sociedade Asiática, que conversou com a BBC, lembra que os interesses empresariais chineses e o Estado chinês nem sempre atuam como um único ator. Por isso, ele acredita que as represálias chinesas também podem ter como alvo a própria CK Hutchison Holdings. Em março de 2025, a empresa anunciou um acordo para vender a maior parte de seu negócio portuário global — incluindo os portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá — a um consórcio liderado pela BlackRock e pela MSC por cerca de US$ 20 bilhões, algo que pode ter desagradado Pequim. "A tentativa de vender esses ativos portuários pode ter criado um problema para o governo chinês. Na visão de Pequim, o fato de uma empresa ligada à China vender ativos portuários estratégicos sem consultar as autoridades pode ser interpretado como um desafio ao Estado", afirma o analista. O Canal do Panamá é importante para a China porque representa um ponto estratégico do comércio mundial Getty Images via BBC Disciplinar empresas A reação inicial talvez não tenha como alvo apenas o Panamá ou os Estados Unidos. "Ela também pode refletir o esforço de Pequim para disciplinar empresas ligadas à China e demonstrar que acordos estratégicos de infraestrutura não podem ser desfeitos de uma maneira que prejudique o Estado chinês", acrescenta. As retenções de navios também provocaram forte insatisfação nos Estados Unidos, já que embarcações de bandeira panamenha transportam uma parcela significativa da carga conteinerizada americana. Por isso, "essas ações podem acarretar consequências comerciais e estratégicas importantes para o transporte marítimo dos Estados Unidos", afirmou a Comissão Marítima Federal americana em comunicado. O fato é que ainda não ocorreu uma mudança em massa de registros de embarcações para fora do Panamá. A maioria dos navios mercantes que utilizam a bandeira panamenha pertence a armadores estrangeiros que buscam evitar regulamentações marítimas mais rígidas impostas por seus próprios países. O Panamá opera um sistema conhecido como registro aberto. Sua bandeira oferece vantagens como processos de registro mais simples — muitas vezes feitos online — e a possibilidade de contratar mão de obra estrangeira mais barata. No entanto, a Ambrey Analytics afirma que empresas chinesas de leasing marítimo estão exigindo que armadores transfiram seus registros para outros países, deixando de usar a bandeira panamenha, como condição para financiar a construção de novos navios. Isso poderá gerar impactos de longo prazo para o registro naval panamenho. Outros castigos da China à América Latina "Tudo isso se encaixa em um padrão mais amplo de coerção chinesa discreta que vem se desenvolvendo há anos e que possivelmente é até mais agressiva do que a pressão normalmente exercida pelos Estados Unidos", afirma Ellis. O analista argumenta que a China costuma preferir mecanismos indiretos de pressão em vez de sanções comerciais formais. Como exemplo, ele cita a suspensão das compras de óleo de soja da Argentina após ações antidumping movidas contra empresas chinesas pelo Congresso argentino em 2010. "Ou as ameaças contra a Guiana quando seu governo cogitava permitir que Taiwan abrisse um escritório de representação comercial no país sul-americano em 2020, bem como a suspensão das compras de castanhas e outros produtos da Guatemala quando o presidente eleito Bernardo Arévalo declarou que pretendia manter a cooperação com Taiwan", lembra. As cerejas e as uvas chilenas também conhecem esse tipo de pressão. A China alegou problemas fitossanitários para interromper as importações desses produtos, em "um lembrete sutil do poder da China de deixar de comprar produtos estratégicos", conclui Ellis.

Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre o tema Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, jogadores e o técnico Carlo Ancelotti apontaram a ansiedade como um dos principais fatores para o desempenho abaixo do esperado da Seleção. “Um pouco de ansiedade, acho que sim. Na primeira etapa, eles saíam da pressão e faziam transições perigosas. Podíamos ter mais controle”, afirmou Ancelotti. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além do treinador, os laterais Danilo e Ibañez também citaram a ansiedade como complicador da performance da seleção na estreia. Em competições de alto nível, fatores emocionais podem influenciar tomada de decisão, concentração e rendimento. Na Copa do Mundo, a pressão não aparece apenas quando as partidas começam. Ela iniciam antes da estreia, atravessa treinos, disputas por convocação e acompanha os atletas até nos momentos em que ninguém está olhando. Mas essa lógica já não pertence apenas ao esporte. 👷 A sensação constante de avaliação, a necessidade de entregar resultados rapidamente, o medo de falhar, a comparação permanente e a dificuldade de "desligar" da performance também faz parte da rotina de milhões de profissionais fora dos estádios. Mas, embora os desafios tenham se tornado cada vez mais parecidos, a forma de lidar com eles segue caminhos diferentes. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, no esporte de elite a preparação psicológica deixou de ser um complemento e passou a integrar a rotina de treinamento dos atletas, sendo tratada como parte estratégica do desempenho. Já nas empresas, a saúde emocional ainda costuma aparecer como uma resposta tardia, geralmente quando o desgaste já se tornou um problema. A própria atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em 26 de maio, reflete uma tentativa de mudar essa lógica ao exigir que as empresas identifiquem, previnam e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, assédio e pressão excessiva. Esse descompasso ajuda a explicar por que a pressão contemporânea tem produzido efeitos cada vez mais concretos. Um levantamento global Work Relationship Index, da HP, mostra que apenas 29% dos profissionais estão na chamada “Zona Saudável” de trabalho, enquanto 34% já se encontram na “Zona Crítica”, faixa associada a desgaste emocional significativo. O estudo também classifica os profissionais em "Zona de Atenção", que representa um estágio intermediário, marcado por sinais iniciais de alerta e desgaste. O estudo ouviu 18,2 mil profissionais de 14 países, incluindo o Brasil, onde 71% afirmam que as exigências no trabalho aumentaram no último ano. O cenário também aparece nas estatísticas oficiais. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil concessões de benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social. Ansiedade, depressão e reações ao estresse grave lideram os afastamentos. O jogador Fernandinho, do Brasil, se lamenta após o terceiro gol da Alemanha, marcado por Toni Kroos, durante a semifinal da Copa do Mundo em Belo Horizonte. Os alemães venceram por 7x1 e se classificaram para a final Natacha Pisarenko/AP/Arquivo Como o cérebro interpreta a pressão Para o pesquisador da USP Gustavo Drago, que participou da preparação de atletas olímpicos em Pequim, Londres e Rio, o ponto de interseção entre esporte e trabalho está justamente na natureza da pressão e na forma como ela é percebida. Ao acompanhar atletas de 16 modalidades, ele observou que pessoas submetidas exatamente às mesmas condições reagiam de maneiras completamente diferentes, do ponto de vista fisiológico, emocional e comportamental. ⚽ Um dos exemplos mais claros aparece na comparação entre competir “em casa” e “fora de casa”. Para alguns atletas, o ambiente adverso era interpretado como uma ameaça. Essa percepção gerava uma resposta biológica mensurável, com aumento do cortisol, alterações no sistema imunológico e comportamentos mais hesitantes, como menor intensidade física e decisões menos assertivas. Outros reagiam de forma oposta. Diante da mesma pressão, encaravam o contexto como um estímulo, o que estava associado ao aumento da testosterona livre, maior intensidade e respostas mais competitivas. Esse princípio está diretamente ligado ao conceito de "cérebro preditivo", segundo o qual o cérebro não reage apenas ao ambiente, mas às previsões que faz sobre ele. A lógica, segundo Drago, ajuda a entender por que ambientes corporativos semelhantes podem gerar experiências tão diferentes entre profissionais. Duas pessoas podem trabalhar sob a mesma meta, na mesma equipe e com o mesmo gestor, mas, enquanto uma mantém estabilidade emocional, a outra entra em estado contínuo de alerta, explica o pesquisador. E esse estado tem custo cognitivo. Quando o cérebro interpreta o ambiente como uma ameaça constante, ele desloca recursos mentais para a autoproteção, explica o pesquisador. A atenção deixa de estar totalmente voltada à tarefa e passa a ser dividida com pensamentos de erro, julgamento, rejeição ou medo de perda de espaço. ⚠️ Na prática, isso reduz a criatividade, prejudica a tomada de decisão, aumenta a ansiedade e favorece comportamentos defensivos, como procrastinação, perfeccionismo excessivo e dificuldade de inovar. No esporte, esse mecanismo pode fazer um atleta hesitar em um momento decisivo. No trabalho, pode se traduzir em profissionais tecnicamente capazes que não conseguem performar sob pressão. Para Drago, esse é um dos pontos mais críticos do ambiente corporativo atual: a permanência prolongada em estado de alerta. "O cérebro humano interpreta a insegurança constante como ameaça, e isso compromete diretamente a performance", afirma. Avaliação permanente O sócio-líder de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, observa que essa dinâmica é reforçada por estruturas organizacionais que intensificam a avaliação contínua e metas de curto prazo. “Tanto no esporte quanto no ambiente corporativo existe uma combinação de pressão por desempenho e sensação constante de avaliação”, afirma. Segundo ele, o problema se agrava em culturas nas quais o erro é tratado como falha de caráter, e não como parte do processo de aprendizagem, o que amplifica o medo, a autocobrança e a insegurança. 🤳Essa pressão ganhou novas camadas com a hiperconectividade, segundo Brehmer. Se antes havia uma separação mais clara entre momentos de cobrança e de descanso, hoje a avaliação parece permanente. Atletas convivem com julgamento em tempo real nas redes sociais. Profissionais lidam com métricas constantes, exposição digital e comparação contínua em plataformas profissionais. O resultado é uma sensação de que é preciso performar o tempo todo. E é exatamente nesse ponto que o esporte se distancia, não pela ausência de pressão, mas pela existência de preparo. ➡️ No alto rendimento, não se espera que o atleta apenas “aguente” a pressão. Ele é treinado para lidar com ela antes mesmo de ela ocorrer. Existe uma preparação estruturada que inclui técnicas de visualização, controle emocional, foco atencional e recuperação após o erro. O objetivo é reduzir a imprevisibilidade e tornar situações críticas mais familiares do ponto de vista mental. ➡️ No ambiente corporativo essas estratégias começam a ganhar espaço, mas ainda de forma menos sistemática, afirma Brehmer. A visualização, por exemplo, permite que o cérebro antecipe cenários e reduza a sensação de ameaça. Ao ensaiar mentalmente uma apresentação ou negociação, o profissional aumenta a previsibilidade e diminui a reatividade. Outra estratégia central é o direcionamento da atenção para variáveis controláveis. No esporte, um nadador pode se concentrar no número de braçadas, no ritmo e na respiração. No trabalho, isso significa focar o preparo, a clareza de raciocínio, a qualidade técnica e a execução, e não o julgamento externo ou o medo de falhar. Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, esse deslocamento tem efeito direto no cérebro: reduz o estado de ameaça e aumenta a capacidade de concentração e eficiência mental. Goleiro Hugo Souza ficou fora da convocação para a Copa de 2026 GIF/ Hugo Souza Frustrações Outra semelhança entre o esporte de alto rendimento e o mundo corporativo está na forma como as pessoas lidam com frustrações e expectativas não atendidas. No esporte, ficar fora de uma convocação pode gerar ruptura emocional após anos de preparação. No trabalho, situações como não conseguir uma promoção ou perder uma oportunidade estratégica produzem impacto semelhante. “Muitas pessoas constroem parte da identidade em torno da performance”, afirma Drago. 🚨 O risco surge quando a frustração deixa de ser interpretada como um episódio e passa a ser incorporada como definição pessoal. É a transição do "não consegui" para o "não sou capaz". Para os especialistas, essa mudança marca a passagem da frustração saudável para a destrutiva, aquela que afeta a autoestima, aumenta a ansiedade e pode favorecer quadros de adoecimento mental. No esporte, a convivência com derrotas é parte estruturante da formação. Atletas aprendem desde cedo que perder faz parte do processo e desenvolvem mecanismos para transformar a frustração em adaptação. No ambiente corporativo, essa cultura ainda é menos consolidada. “Muitas organizações ainda estão centradas na ideia de sucesso imediato, e não de evolução contínua”, afirma Brehmer. Essa diferença se estende a outro ponto fundamental: a recuperação. Recuperação x produtividade No esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como pausa improdutiva. Ele faz parte da própria estratégia de desempenho. Monitoramento fisiológico, controle de carga, acompanhamento psicológico e técnicas de recuperação são utilizados justamente para evitar queda de rendimento e burnout. A lógica é simples: pressão sem recuperação reduz a performance. No ambiente corporativo, porém, ainda predomina a associação entre produtividade e disponibilidade constante. Hiperconectividade, jornadas extensas e dificuldade de desconexão criam um cenário em que o estado de alerta deixa de ser exceção e passa a ser padrão. Brehmer defende ainda que 'o cérebro humano não foi feito para operar continuamente sob ameaça". Os efeitos aparecem de forma progressiva: ansiedade, insônia, queda de concentração, redução da criatividade, exaustão emocional e aumento do risco de burnout. Além disso, ambientes marcados por insegurança psicológica tendem a reduzir a inovação e a qualidade das decisões, porque os profissionais passam a agir para evitar erros, e não para gerar resultados. Segundo Drago, uma das principais discussões dos próximos anos será justamente compreender que a performance sustentável não nasce apenas da cobrança. Ela depende de fatores como confiança, autonomia, segurança psicológica e senso de pertencimento. Em outras palavras, depende daquilo que o esporte aprendeu antes.

Rebecca, criadora de conteúdo no OnlyFans, foi alvo de mensagens abusivas e violência Gus Palmer/BBC Aviso: esta reportagem contém relatos de violência que podem ser perturbadores para alguns leitores Rebecca, criadora de conteúdo na plataforma OnlyFans, afirma que entrou para uma agência depois que lhe prometeram ajudar a aumentar seus ganhos na rede social voltada para conteúdo adulto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em vez disso, segundo ela, foi vítima de abusos, recebeu ameaças contra a filha e teve homens mascarados enviados à sua casa para agredi-la. "Eles eram adoráveis no começo." A mulher de 29 anos, do sul do País de Gales, diz que seus novos empresários afirmavam que ela era bonita e que "nunca tinham visto uma garota" como ela. Mas, em poucas semanas, eles se tornaram "bastante controladores", passando a insultar sua aparência e a proibi-la de sair com amigos, conta ela no documentário OnlyFans: Inside the Machine (OnlyFans: Por dentro da Máquina, em tradução livre), da BBC Three (em inglês). Agora no g1 Segundo Rebecca, o comportamento abusivo se intensificou depois que ela alterou os dados de acesso à conta, preocupada com a possibilidade de a agência, que tinha acesso ao perfil, bloqueá-la. "Vou acabar com você e com sua filha", dizia uma das mensagens enviadas para ela e vistas pela BBC. Um tijolo foi arremessado contra a janela de sua casa e, algumas semanas depois, dois homens mascarados apareceram no local. Um deles entrou na residência e, segundo Rebecca, a estrangulou e a jogou "escada acima e abaixo". Ela mostrou à reportagem da BBC fotografias de hematomas nas pernas e no pescoço. Seu relato faz parte de um padrão de acusações contra agentes que se apresentam nas redes sociais como gestores de contas de OnlyFans, conhecidos pela sigla OFM (OnlyFans Managers). Eles prometem ajudar os criadores de conteúdo a expandir seus negócios na plataforma, mas informações obtidas pela BBC mostram que, em alguns casos, atuam de forma exploratória e fazem ameaças. Ouvimos 60 criadores de conteúdo do OnlyFans no Reino Unido e nos infiltramos em um dos maiores grupos privados de agentes no Telegram, chamado OFM Empire, que reúne 24 mil membros. Ali, encontramos orientações sobre como recrutar criadores, assumir o controle de suas contas e lucrar com isso, muitas vezes recorrendo à ameaça de violência. Um dos usuários chamou essa estratégia de "método cafetão". A plataforma OnlyFans tem conhecimento de preocupações relacionadas a gestores de contas excessivamente exploradores há pelo menos quatro anos, quando denúncias envolvendo agências começaram a aparecer na imprensa internacional. Mas, pela primeira vez, nossa investigação se concentra no Reino Unido, onde a plataforma OnlyFans está sediada. Segundo especialistas em direitos humanos e advogados que tiveram acesso às conclusões da BBC, a plataforma não está fazendo o suficiente para proteger os criadores de conteúdo contra exploração. "O que a Rebecca viveu reúne sinais amplamente reconhecidos de exploração: controle, coerção, pressão financeira e impossibilidade de sair livremente", afirma à BBC Eleanor Lyons, comissária independente contra a escravidão moderna do Reino Unido. "É algo que o governo precisa examinar com mais atenção. Podemos estar diante de uma plataforma que facilita a exploração e os abusos." Um porta-voz do OnlyFans afirmou que "a acusação de que a empresa 'fecha os olhos' [para esses problemas] é infundada". Segundo esse porta-voz, a companhia leva a segurança dos usuários "extremamente a sério" e investe "pesadamente" em medidas para proteger a sua comunidade. Ele acrescentou ainda que a plataforma cumpre todas as obrigações previstas na Lei de Segurança Online do Reino Unido. "A relação do OnlyFans é com seus criadores de conteúdo e fãs. Não temos vínculo nem endossamos terceiros, incluindo agências de gestão." "Infelizmente, não podemos revisar nem influenciar relações contratuais que os criadores escolham estabelecer fora da plataforma, porque não fazemos parte desses acordos." Gia Clarke e Lily Phillips são criadoras de conteúdo bem-sucedidas no OnlyFans, mas afirmam que as mulheres na plataforma podem estar vulneráveis à exploração Gus Palmer/BBC Mais de 4,6 milhões de criadores de conteúdo em todo o mundo publicam vídeos e fotos para assinantes pagantes no OnlyFans. A plataforma fica com 20% da receita. Um dos casos de maior sucesso das redes sociais no Reino Unido, a empresa que opera o OnlyFans, a Fenix International, registrou lucro antes de impostos de US$ 684 milhões (cerca de R$ 3,8 bilhões) em seu balanço mais recente. Ao mesmo tempo, cresceu em torno da plataforma um ecossistema global de gestores de contas conhecidos como OFMs. Eles prometem atrair mais assinantes e aumentar os ganhos dos criadores. Em troca, ficam com uma parte da receita, geralmente 50%. 'Relação de servidão' Gia Clarke, criadora de conteúdo britânica que publica no OnlyFans desde o lançamento da plataforma, há dez anos, diz receber mais mensagens de pessoas que se apresentam como agentes do que de fãs. "A ideia [dos OFMs] é muito boa. O problema é que há gente demais sem qualificação atuando nessa área. Como não existe regulamentação, as modelos não sabem em quem confiar", afirma. Ela descreve alguns desses gestores como "predatórios". Contratos entre criadores de conteúdo e esses agentes ou gestores obtidos pela BBC mostram gestores ficando com até 70% dos ganhos. Muitos exigem acesso total às contas e impõem multas a quem tenta encerrar os contratos antes do prazo. "Eles [OFMs] estão se aproveitando da situação, o que quase coloca esses criadores em uma relação de servidão com agentes e agências, presos a contratos injustos", afirma Matt Jury, do escritório especializado em direitos humanos McCue Jury & Partners. Sophie Kemp, chefe da área de direito público do Kingsley Napley, concorda. "Isso não parece, de forma alguma, uma relação contratual justa. Esses contratos parecem ser o primeiro passo em direção à exploração dos criadores de conteúdo." A BBC encontrou conversas como esta no Telegram BBC Vários dos 60 criadores de conteúdo ouvidos pela BBC afirmaram que seus gestores acessaram as suas contas e mentiram sobre os ganhos obtidos para ficar com uma parcela maior do dinheiro. Um deles disse que o gestor alterou a sua senha para impedi-lo de acessar a conta. Outro afirmou que seu gestor trocou os dados bancários cadastrados, fazendo com que os pagamentos fossem depositados diretamente na conta dele. Táticas semelhantes são discutidas abertamente no canal OFM Empire, no Telegram. "Crie um e-mail e uma senha para o [OnlyFans] dela. Assim, ela não consegue entrar", escreveu um usuário. "Tenho acesso à plataforma de pagamentos em nome dela usando o e-mail que criei. Tenho a senha. Tenho controle total de tudo." Segundo um porta-voz do OnlyFans, a plataforma adota "processos rigorosos de verificação de novos usuários, controles de pagamento e monitoramento contínuo das contas". Ele afirmou que, quando surgem preocupações sobre uma conta, o OnlyFans restringe imediatamente o acesso, abre uma investigação e toma medidas para garantir que o criador de conteúdo esteja no controle do perfil. Mas, quando uma repórter da BBC criou uma conta usando uma fotografia verificada, ela conseguiu cadastrar os dados bancários de um colega para receber pagamentos de teste. O OnlyFans informou à BBC que, "no Reino Unido, quando um criador solicita um saque, os prestadores terceirizados responsáveis pelos pagamentos realizam verificações para confirmar o titular da conta bancária. Quando essa checagem não é concluída com sucesso, o pagamento é rejeitado". Rebecca afirma que decidiu mudar a senha de sua conta no OnlyFans depois que uma amiga, representada pelo mesmo gestor, teve seus dados de acesso alterados sem consentimento e foi impedida de entrar na própria conta. Ela diz que, em seguida, passou a receber ligações e mensagens abusivas. "Ele estava me enviando o meu próprio endereço e dizendo que iria arrastar eu e minha filha pelos cabelos", relata Rebecca. "Até logo, sua vadia", dizia outra mensagem mostrada por ela à BBC. Poucos dias depois, segundo ela, um tijolo foi arremessado contra a janela de sua casa. Rebecca afirma que chamou a polícia, mas estava com medo demais para mencionar a agência ligada ao OnlyFans. Ela também relata ter sido agredida três semanas depois, quando dois homens mascarados apareceram em sua residência. "Um [deles] estava em cima de mim, me estrangulando, enquanto eu tentava alcançar o telefone para ligar para alguém porque achei que aquele era o fim. Depois que mostraram o que queriam mostrar, pararam e foram embora." Rebecca está convencida de que o gestor está por trás dos dois episódios. "Não tenho problemas com mais ninguém", afirma. Rebecca não é a única criadora de conteúdo que afirma ter sofrido ameaças. Outra mulher, que pediu para não ser identificada, conta que inicialmente concordou em repassar entre 35% e 40% de seus ganhos ao gestor da conta, mas depois concluiu que a porcentagem era alta demais. "Ele me disse que, se eu quisesse reduzir [o] percentual, teria que pagar 10 mil libras (cerca de R$ 74 mil), por todo o tempo e esforço que investiu em mim." Quando ela se recusou, disse que o gestor respondeu que ela "receberia o que merecia". "Será que ele vai aparecer na minha casa? Vai apagar minha conta? Ele costumava contar histórias sobre o que tinha feito com outras garotas, como conseguiu derrubar as contas delas ou enviou advogados às suas casas", afirma. "Toda semana recebia uma mensagem estranha: 'Você vai receber o que merece. Espere para ver, está chegando'", conta. Desde então, ela rompeu com esse gestor. Leanne, de 33 anos, assinou um contrato que dava ao gestor acesso à sua conta, autorização para alterar o endereço de e-mail vinculado ao perfil e direito a 50% de seus ganhos, já descontada a parte cobrada pela plataforma. O contrato, obtido pela BBC, também estabelecia que ela deveria atender aos pedidos de conteúdo dos assinantes em até 24 horas. Leanne afirma que deixou claro, ao assinar o acordo, que não produziria vídeos sexualmente explícitos. Ainda assim, segundo ela, o gestor a pressionava constantemente para fazê-los. Por fim, aceitou gravar um vídeo desse tipo "para fazê-los calar a boca", desde que ele não fosse vendido aos seguidores por menos de US$ 250 (cerca de R$ 1.400). Ela diz ter se sentido "fisicamente nauseada" depois da gravação e afirma que nem sequer assistiu ao vídeo. Leanne não produz mais conteúdo para o OnlyFans Gus Palmer/BBC Mais tarde, Leanne descobriu que o vídeo havia sido vendido por menos de US$ 40 (cerca de R$ 220). "Isso me fez sentir tão nojenta e tão humilhada", afirma. Ela não publica mais conteúdo no OnlyFans. O OnlyFans já tinha conhecimento de preocupações relacionadas a OFMs excessivamente exploradores por meio da cobertura da imprensa. Mas a BBC também identificou pelo menos uma criadora de conteúdo que tentou alertar diretamente a empresa. Riley informou a plataforma sobre discussões no grupo OFM Empire que sugeriam que agentes estavam comprando e vendendo contratos de criadores de conteúdo sem que eles soubessem. "As táticas desses grupos se tornam cada vez mais exploratórias", escreveu ela em um e-mail enviado à equipe de suporte do OnlyFans em 2024, visto pela BBC. A plataforma pediu que ela apresentasse provas. Riley então enviou links para o OFM Empire e capturas de tela de mensagens publicadas no fórum. Posteriormente, ela foi informada de que não havia evidências suficientes para que o OnlyFans tomasse alguma providência. O OnlyFans afirmou à BBC que "quaisquer pessoas mal-intencionadas que estejam explorando criadores de conteúdo" devem ser denunciadas à plataforma e, quando necessário, à polícia, para que "possam ser responsabilizadas e para que medidas apropriadas sejam tomadas para proteger nossa comunidade de criadores". Lyons, comissária independente contra a escravidão moderna do Reino Unido, afirma que o OnlyFans tem a obrigação legal de proteger os usuários contra conteúdo ilegal e de agir rapidamente para removê-lo quando toma conhecimento dele. "É alarmante que casos de exploração estejam sendo denunciados e aparentemente não recebam uma resposta adequada", diz Lyons após analisar os e-mails enviados por Riley. "Isso levanta sérias dúvidas sobre se o OnlyFans está cumprindo suas obrigações legais de proteger os usuários." Lyons afirma que já está dialogando com o Ofcom, órgão regulador da segurança online no Reino Unido, e com formuladores de políticas públicas, que, segundo ela, "precisam prestar muito mais atenção" ao problema. Ela acrescenta que esses agentes ou gestores deveriam estar sujeitos a uma fiscalização mais rigorosa e possivelmente a um sistema de licenciamento. O Ofcom informou à BBC que os relatos das vítimas apresentados nesta investigação são "profundamente preocupantes". "Plataformas e aplicativos regulados, como o OnlyFans, devem avaliar o risco de seus serviços serem utilizados para facilitar a prática de crimes", afirmou o órgão em nota. "No entanto, delitos cometidos inteiramente fora do ambiente digital não estão abrangidos pela Lei de Segurança Online." Lily Phillips, uma das criadoras de conteúdo britânicas mais bem remuneradas do OnlyFans, afirma que a falta de regulamentação dos OFMs cria "um ambiente perigoso, no qual pessoas vulneráveis podem ser exploradas". "As pessoas percebem quanto dinheiro é possível ganhar no OnlyFans. Então todo mundo quer uma fatia desse mercado, especialmente os homens... eles querem uma parte", afirma. Kemp, do escritório de advocacia Kingsley Napley, afirma que o OnlyFans tem um dever de cuidado em relação aos criadores de conteúdo e que, com base nas evidências reunidas pela BBC, acredita que "é apenas uma questão de tempo até que o OnlyFans enfrente ações por negligência movidas por criadores que sofreram danos". Rebecca diz que queria provar que sua antiga agência estava errada ao fazer sucesso por conta própria no OnlyFans. Hoje, ela é representada por uma agência em que o conteúdo é gerenciado por mulheres, o que, segundo ela, a faz "se sentir muito melhor". Rebecca afirma que trabalhar como criadora de conteúdo no OnlyFans "não é algo para sempre" e espera que, um dia, tenha ganhado dinheiro suficiente para talvez abrir sua própria escola de equitação.

Importados de até US$ 50 voltam a pagar imposto em 2027 A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50, zerada neste ano com o fim da "taxa das blusinhas", retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. 🔎A CBS substituirá o antigo imposto de importação, que tinha alíquota de 20% para encomendas internacionais de baixo valor. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. O valor da CBS, que está sendo calculado pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), será fixado por resolução do Senado em dezembro deste ano. A CBS terá a mesma lógica para produtos nacionais e importados, com aplicação das mesmas alíquotas. O imposto não depende do limite de US$ 50, regra do imposto de importação. A cobrança começou em 2026 (fase de testes, com tributo destacado) e passa a valer com alíquota cheia em 2027. Estimada em 9,43% Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Entretanto, nos meses seguintes foram feitas novas exceções à cobrança do imposto cheio, como carnes e medicamentos — que elevaram a alíquota. A área econômica não fez nova projeção, mas cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027. O valor da CBS está sendo calculado com o objetivo de manter o atual patamar da carga tributária sobre o consumo, de modo que o governo federal não perca arrecadação. Além da CBS, o governo também contará com a receita do imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, para manter a carga tributária atual. As alíquotas do imposto seletivo para cada produto (álcool, refrigerantes, cigarros e veículos poluentes, entre outros) ainda serão definidas pelo Congresso Nacional. Se o governo fixar alíquotas menores para o imposto do pecado, terá de cobrar uma alíquota mais alta na CBS para manter o atual patamar da carga tributária global sobre o consumo. Alíquota dependerá de imposto do pecado, a ser definido pelo Congresso Nacional Saulo Cruz/Agência Senado ➡️Além da CBS, os estados também continuarão taxando as encomendas internacionais, como já acontece atualmente. As alíquotas do ICMS estadual sobre importações abaixo de US$ 50 variam de 17% a 20%. ➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios. ➡️Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações. Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, corrige uma "situação não isonômica" – dada a isenção para importados de baixo valor. "Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS", acrescenta o IDV, em nota. Fazenda não se manifesta Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025. Reuters O g1 questionou o Ministério da Fazenda sobre a cobrança da CBS nas compras internacionais de baixo valor a partir de 2027 e se o governo entende que, ao taxar produtos nacionais e importados com a mesma alíquota, haverá isonomia tributária. O ministério não respondeu às perguntas. A área econômica confirmou apenas que o trabalho está sendo realizado "de forma dialogada" com o TCU e tendo como base as premissas definidas pela EC 132/23 e pela LC 214/25, ou seja, na definição da futura alíquota do tributo (a ser fixada até o fim de 2026). Taxa das blusinhas Em maio deste ano, em meio à corrida eleitoral, o governo decidiu revogar a taxa das blusinhas. A mudança foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e regulamentada por uma portaria do Ministério da Fazenda. 'Taxa das blusinhas': pesquisa interna que apontou rejeição de 70% foi determinante para revogação improvisada por Lula A taxa das blusinhas havia sido instituída em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Com isso, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. ➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo. Setor produtivo defende o imposto ➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor. Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. "O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto. Ajuda para contas públicas A "taxa das blusinhas" também rendeu recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas. Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.

Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários AP Photo/Lee Jin-man A operação da Starbucks na Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira (15) que fechará todas as lojas do país mais cedo no dia 22 de junho para realizar um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social. A medida ocorre após uma forte reação negativa a uma campanha de marketing amplamente interpretada como ofensiva às vítimas de uma repressão militar contra manifestantes pró-democracia em 1980. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O grupo Shinsegae, que detém 67,5% da Starbucks Korea, informou que executivos e funcionários da sede participarão de um treinamento conduzido por professores de história e sociologia. Já as unidades em todo o país fecharão às 15h na próxima segunda-feira (22), para que os colaboradores possam assistir à gravação da sessão. A crise começou quando a rede tentou promover uma linha de copos térmicos de aço inoxidável chamada “SS Tank”, declarando o dia 18 de maio como “Tank Day”. A data marca o aniversário do levante pró-democracia de 1980 na cidade de Gwangju, no sul do país, que foi violentamente reprimido pelo governo militar da época, com uso de tropas, tanques e helicópteros, deixando centenas de mortos e feridos. Agora no g1 A campanha gerou ainda mais indignação ao usar o slogan “Bata na mesa!”, interpretação associada a uma declaração policial de 1987 que tentou encobrir a morte por tortura do estudante ativista Park Jong-chol. Na ocasião, autoridades afirmaram falsamente que ele teria morrido após investigadores “baterem na mesa”. Diante da reação imediata do público, o grupo Shinsegae cancelou a campanha em poucas horas e demitiu o CEO da Starbucks Korea. O presidente do grupo, Chung Yong-jin, fez um pedido de desculpas em rede nacional, enquanto a polícia abriu uma investigação após denúncias de familiares das vítimas do massacre de Gwangju. Chung também participará de um treinamento separado com executivos das empresas do grupo, previsto para 24 de junho. Chung Yong-jin, presidente do Grupo Shinsegae, curva-se em sinal de desculpas em Seul, Coreia do Sul, na terça-feira, 26 de maio de 2026 AP/Lee Jin-ma Segundo a empresa, a decisão de fechar todas as lojas mais cedo, pela primeira vez desde a chegada da Starbucks ao país em 1999, e promover o treinamento em larga escala demonstra a seriedade com que o grupo encara a controvérsia e sua intenção de evitar novos episódios semelhantes. A repressão em Gwangju ocorreu meses após o general Chun Doo-hwan assumir o poder em um golpe no fim de 1979. Registros oficiais apontam cerca de 200 mortos, embora ativistas afirmem que o número real seja muito maior. O governo também prendeu dezenas de milhares de pessoas, sob a alegação de combater distúrbios sociais. A indignação popular com a ditadura de Chun levou a grandes protestos nacionais em 1987, forçando a adoção de eleições presidenciais diretas, marco considerado o início da transição democrática da Coreia do Sul.

Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, caso as novas tarifas propostas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) entrem em vigor, 31,6% das exportações brasileiras para os EUA passarão a ser taxadas em 37,5%, ante os atuais 10%. A mudança representa um aumento de 27,5 pontos percentuais. Outros 3,6% dos embarques brasileiros para o mercado norte-americano seriam submetidos a uma tarifa de 12,5%, frente aos 10% cobrados atualmente, uma elevação de 2,5 pontos percentuais. Isso porque, no início deste mês, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas norte-americanas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Évian-les-Bains, na França, para participar da reunião de líderes dos países do G7. O governo brasileiro trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião da cúpula. Na avaliação do Palácio do Planalto, a proposta de uma tarifa adicional, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociação. Já a sobretaxa vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado é vista por integrantes da equipe brasileira como uma decisão praticamente consolidada. Agora no g1 Entre os pontos citados estão o PIX, o combate ao desmatamento ilegal, a pirataria e supostas falhas na aplicação de leis anticorrupção. Como resultado, o USTR propôs a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O órgão, contudo, elaborou uma lista de exceções para itens considerados estratégicos pelos Estados Unidos, como carne bovina, frutas, café, aeronaves e minerais de terras raras, entre outros. Segundo a CNI, 35,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos seriam alcançadas pelas novas medidas. Quando consideradas também as tarifas setoriais já aplicadas com base na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, a parcela das exportações sujeitas a algum tipo de sobretaxa poderia chegar a 54,1%. As medidas, porém, ainda não entrarem em vigor. Antes de uma decisão final, a proposta ainda passará por consulta pública e por audiências conduzidas pelas autoridades norte-americanas. Produtos mais afetados Entre os produtos mais afetados está o ferro-gusa. Atualmente sujeito a uma tarifa de 10% com base na Seção 122, o produto passaria a enfrentar uma alíquota de 37,5% caso a proposta seja implementada. Em 2024, as exportações brasileiras de ferro-gusa para os Estados Unidos somaram US$ 1,5 bilhão. 5 produtos que podem ser impactados com tarifa de 37,5% Ferro gusa não ligado; Açúcar de cana em forma sólida; Sebo não comestível; Álcool etílico não desnaturado; Molduras de madeira padrão de pinho. 5 produtos que podem ser impactos com tarifa de 12,5% Minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas; Lajes de quartzito; Óleos essenciais de frutas cítricas de laranja; Silício; Pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução. O levantamento considera as listas de exceções publicadas pelo USTR e mantém isentas as exportações que já estão sujeitas às medidas da Seção 232, conforme relatórios divulgados pelo órgão. O que é a investigação comercial dos EUA? A investigação contra o Brasil foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo, criado pelo Congresso dos EUA, permite ao governo americano investigar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores americanos. A legislação dá ao USTR o poder de investigar possíveis barreiras comerciais e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como a imposição de tarifas sobre produtos importados. O mecanismo já foi utilizado em diferentes disputas comerciais, especialmente contra a China. Em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, os EUA aplicaram tarifas sobre mais de US$ 120 bilhões em produtos chineses com base nessa legislação. Parte dessas tarifas continua em vigor, e chegou a ser ampliada durante o governo de Joe Biden. Paralelamente, o USTR concluiu uma investigação sobre trabalho forçado em quase 90 países. O Brasil foi incluído entre as nações que, segundo o órgão, não adotam ou não aplicam, de forma efetiva, restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Nesse caso, a proposta é a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%, com isenção para 1.655 códigos. Quando as duas medidas incidem simultaneamente sobre determinados produtos, a tarifa adicional total pode alcançar 37,5%. Por que o Brasil virou alvo dessa investigação? Segundo o relatório final do USTR, as seguintes práticas do governo brasileiro "oneram ou restringem" o comércio com os EUA: Comércio digital e serviços de pagamento (PIX): o texto afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o USTR, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. Regulação de redes sociais: o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global, além de proibirem a divulgação dessas decisões. O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site. Tarifas preferenciais desleais: o governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com México e Índia. Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente; Desmatamento ilegal: o documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema; Acesso ao mercado de etanol: o órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA; Proteção da propriedade intelectual: os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria. O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses. Combate à corrupção: a representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção. O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. Indústria extrativista de minério de ferro Leandro Grandi/Agência Vale

TikTok REUTERS O estado americano da Flórida abriu nesta segunda-feira (15) um processo contra o TikTok, alegando que a empresa viola uma lei estadual ao deixar menores de 14 anos criarem contas na plataforma. A ação também acusa o TikTok de deturpar dados sobre conteúdo violento ou sexual ao qual crianças têm acesso na rede social. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse que o TikTok engana pais de crianças de forma consciente. "Temos tolerância zero para empresas que priorizam o lucro em detrimento da segurança das crianças", afirmou. A lei da Flórida, conhecida como H.B. 3, exige que redes sociais proíbam o acesso de menores de 14 anos e que usuários de 16 anos obtenham consentimento dos pais antes de abrir uma conta. A regra começou a valer em janeiro de 2025. Agora no g1 Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos O processo busca uma ordem judicial que obrigue a rede social controlada pela chinesa ByteDance a fazer alterações para se adequar à lei, bem como a pagar indenização por danos financeiros. O TikTok enfrenta processos abertos por mais de 25 estados americanos, que alegam que o aplicativo é projetado para viciar jovens, levando a uma crise de saúde mental entre crianças e adolescentes. Processos abertos por indivíduos e distritos escolares dos EUA também acusam TikTok e rivais como a Meta, dona do Instagram e do Facebook, de impactar negativamente usuários mais jovens. As empresas negam as alegações e dizem tomar medidas para mantê-los seguros.

Pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) Reprodução O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta segunda-feira (15) que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, deverá ajudá-lo na elaboração de propostas para as áreas econômica e social de sua pré-campanha à Presidência da República. A declaração ocorreu durante sua participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil. “Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social”, declarou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Segundo o blog da Ana Flor, a ex-presidente da Caixa se licenciou por seis meses da Legend, empresa em que trabalha, para se dedicar ao projeto. Daniella afirmou que pretende ajudar a formular um modelo econômico “mais austero e virtuoso” e já vinha atuando informalmente nos contatos de Flávio para difundir propostas econômicas. Agora no g1 Daniella foi nomeada presidente da Caixa por Jair Bolsonaro em junho de 2022, após a saída de Pedro Guimarães, que deixou o cargo depois da divulgação de denúncias de assédio sexual. LEIA TAMBÉM Flávio Bolsonaro diz que Bolsa Família é 'direito adquirido': 'Ninguém tem direito de tocar nesse programa' Antes de assumir o banco, ela era secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e integrava, desde o início do governo Bolsonaro, a equipe do então ministro Paulo Guedes, de quem era considerada uma das principais assessoras. Daniella Marques em entrevista enquanto era presidente da Caixa Economica Federal Eraldo Peres/AP Na ocasião de sua indicação para a Caixa, Daniella afirmou que pretendia fortalecer a governança do banco e criar uma força-tarefa para investigar as denúncias de assédio. Ela comandou a instituição até o início do governo Lula. O senador destacou a experiência dela na Caixa, especialmente em iniciativas voltadas a mulheres empreendedoras. “Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como”, afirmou. Segundo Flávio, Daniella poderá contribuir com propostas de microcrédito, educação financeira e redução da burocracia para facilitar a abertura e a manutenção de pequenos negócios.

O navio de patrulha HSwMS Carlskrona acompanha um navio cargueiro perto do litoral da Suécia, como parte da missão da Otan Sentinela do Báltico AFP via BBC O Kremlin afirma que a Rússia está "imune" às sanções impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a duas das suas maiores companhias de petróleo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O que mantém as exportações russas de petróleo por via marítima é uma "frota fantasma": navios petroleiros "zumbis" transportam milhões de barris de petróleo para compradores em busca de barganhas de todo o mundo, evitando as sanções. A frota tem outros clientes além da Rússia, como aiatolás iranianos, generais venezuelanos e até comerciantes oportunistas e inescrupulosos do Ocidente, que se preocupam mais com o lucro do que com as ameaças ao meio ambiente, à segurança e, em alguns casos, à liberdade da tripulação, abandonada com cada vez mais frequência em navios que permanecem isolados no mar por meses ou até anos. Mas a atividade da frota fantasma atingiu seu pico após a invasão da Ucrânia, em 2022. E o principal beneficiário desta marinha secreta é o regime de Vladimir Putin. Ela serve não só para contrabandear o principal produto de exportação da Rússia, trazendo receita para financiar a "máquina de guerra" russa, nas palavras de Trump, mas também para operações "híbridas" de espionagem e sabotagem contra países da Otan na Europa e os oleodutos e cabos submarinos que os conectam. Agora no g1 A Rússia é um dos três maiores exportadores de petróleo do mundo, ao lado dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Em 2024, a Rússia extraiu cerca de 10% do petróleo do mundo, segundo a Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos. Antes da guerra na Ucrânia, quase todas as suas exportações de petróleo por via marítima eram realizadas por meio de petroleiros ocidentais, principalmente da Grécia. As operações comerciais eram realizadas na Suíça e o seguro era contratado em Londres. Mas, agora, até quatro a cada cinco petroleiros que transportam petróleo russo não contam com seguro reconhecido por uma das 12 companhias de seguro mútuo do Grupo Internacional de Clubes de Proteção e Indenização, que cobrem cerca de 90% de todas as cargas marítimas, segundo analistas da empresa de informações financeiras S&P Global. Analistas calculam que, atualmente, a frota fantasma transporte 80% das exportações de petróleo da Rússia por via marítima, desafiando as sanções do Ocidente AFP via BBC Os dados indicam que a frota fantasma, agora, transporte 80% do petróleo russo, desafiando as sanções do Ocidente. "A Rússia formou uma frota fantasma de petroleiros, que permite ao país se esquivar das sanções", segundo o economista sênior do Instituto Kiev School of Economics, Benjamin Hilgenstock. "Mas eles também são velhos, não recebem manutenção adequada e, provavelmente, não contam com cobertura de seguro suficiente contra vazamentos de petróleo." "E o que ocorre é que cerca de 75% das exportações de petróleo da Rússia por via marítima precisam sair dos portos do mar Báltico e do mar Negro", prossegue o economista, "o que significa que esses navios atravessam as águas europeias várias vezes por dia." A maior parte do petróleo iraniano é transportada para terminais como este, na província chinesa de Shandong Getty Images via BBC Cerca de um a cada cinco petroleiros no oceano faz parte da frota fantasma, segundo a S&P. São navios corroídos, que navegam sob bandeiras obscuras, para contrabandear petróleo de países objeto de sanções. Destes, 50% transportam apenas petróleo russo e seus derivados, 20% apenas do Irã e 10%, apenas da Venezuela. Mas os 20% restantes não são afiliados a nenhum país e transportam petróleo produzido por mais de um dos países sancionados. A maior frota, que serve a Rússia, o Irã e a Venezuela, tem como destino principal a Índia e a China, os países mais populosos do mundo e os maiores importadores de petróleo e derivados por via marítima. Compradores de petróleo russo em menor quantidade incluem a Turquia, Singapura e os Emirados Árabes Unidos. Para encobrir seus rastros, os navios da frota fantasma usam diversos artifícios: eles realizam transferências de petróleo para outras embarcações em águas internacionais, onde o acompanhamento das autoridades portuárias é menor; às vezes, essas transferências ocorrem sob mau tempo, para ocultar a origem da carga os navios também desligam ou manipulam seu sistema automático de identificação, que transmite dados como sua posição, velocidade, rota, nome, bandeira e tipo de navio; às vezes, eles falsificam suas localizações de forma tão desastrada que são mostrados como se estivessem "navegando em terra", como ocorreu com o navio Black Pearl, na série de filmes Piratas do Caribe (2003-2017) eles são transformados em "navios fantasmas", ocultando dados do proprietário, alterando sua bandeira de registro, navegando sem bandeira ou até alterando o nome do petroleiro várias vezes por mês outros passam a ser "navios zumbis", transmitindo números de registro da Organização Marítima Internacional que, na verdade, são atribuídos a navios programados para desmonte, como se usassem a identidade de uma pessoa morta O número de navios com bandeiras falsas cresceu em pelo menos 65% entre janeiro e agosto de 2025, segundo a empresa de análises marítimas Windward. Ela estima que a frota fantasma compreenda, agora, 1,3 mil navios. Os serviços de registro de bandeiras também dispararam. Muitos são simplesmente fraudes. Embora outros sejam tecnicamente legais, os países emitentes são novos neste setor e não possuem disposição ou capacidade de monitorar o uso de suas bandeiras. "Segundo a regulamentação da navegação global, os Estados emissores das bandeiras detêm a tarefa de garantir que os padrões técnicos sejam seguidos e que haja seguro adequado contra vazamentos de petróleo", segundo Hilgenstock. "Mas, em relação à frota fantasma da Rússia, estamos falando de jurisdições que, simplesmente, não são confiáveis para desempenhar esta função." Em outubro de 2025, um petroleiro com bandeira do Benin, suspeito de servir de plataforma de lançamento de drones misteriosos que forçaram o fechamento de aeroportos na Dinamarca, foi detido perto do litoral da França. Inicialmente, o promotor público de Brest, na França, Stéphane Kellenberger, declarou à agência de notícias France-Presse que a detenção ocorreu devido à "recusa da tripulação a cooperar" e à "falta de justificativa para a nacionalidade do navio". O navio se chamava Boracay e havia recentemente mudado de nome. Antes, ele se chamava Pushpa e já havia sido batizado como Odysseus, Varuna e Kiwala — e navegado com sete bandeiras diferentes. Ao ser interceptado pela marinha francesa, ele transportava 750 mil barris de petróleo provenientes do terminal petrolífero russo de Primorsk, perto de São Petersburgo, para Vadinar, no oeste da Índia. Houve também incursões suspeitas de drones russos nos céus de três aliados da Otan: Suécia, Noruega e Alemanha. E, no dia 6 de novembro de 2025, o aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, foi forçado a fechar temporariamente, quando drones foram identificados em locais próximos e em outras regiões do país, incluindo uma base militar. A Rússia nega que esteja travando uma "guerra híbrida" contra aliados da Ucrânia. Como resultado da investigação sobre o Boracay, países da Otan lançaram a missão Sentinela do Báltico. "Os capitães dos navios precisam entender que potenciais ameaças à nossa infraestrutura terão consequências, incluindo possíveis abordagens, apreensões e prisões", afirmou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. O Reino Unido, Dinamarca, Suécia e Polônia afirmam que estão inspecionando documentos de seguro no Canal da Mancha, nos estreitos dinamarqueses, no golfo da Finlândia e no estreito entre a Suécia e a Dinamarca. Já a Estônia, Finlândia, Alemanha, Islândia, Letônia, Lituânia, Holanda e Noruega concordaram em "interceptar e deter" navios fantasmas da Rússia, em resposta a diversos cortes de cabos e incidentes submarinos sem explicação, perto de infraestrutura crítica instalada no mar Báltico. Mas os navios da frota fantasma só podem ser interceptados nos portos ou em águas territoriais, uma zona estreita a 12 milhas náuticas (cerca de 22 km) do litoral. Em águas internacionais, a interceptação é muito mais difícil, especialmente porque o Ocidente é o principal defensor da liberdade de navegação no mundo. E, segundo o princípio de "passagem inocente", os Estados só podem interceptar navios que eles acreditem ameaçar a sua segurança. Políticos russos reivindicam que eventuais ações hostis contra petroleiros transportando petróleo produzido no país sejam considerados um ataque à Rússia. E, quando a Estônia tentou deter um petroleiro que navegava sem bandeira entre a Estônia e a Finlândia, em maio de 2025, Moscou enviou um jato de combate para voar em torno dele. Mas a frota fantasma pode representar uma ameaça ainda maior do que à segurança global. As principais empresas de navegação normalmente aposentam os petroleiros com cerca de 15 anos de serviço. E, aos 25, eles são normalmente transformados em sucata. Mas os navios da frota fantasma não são aceitos para desmantelamento. E, em dezembro de 2024, autoridades russas tiveram dificuldades para conter até 5 mil toneladas de petróleo, que vazaram de dois petroleiros de 50 anos danificados em uma forte tempestade de fim de semana, no estreito de Kerch. Um importante cientista russo considerou o vazamento a pior "catástrofe ambiental" do país no século 21. "Esta é a primeira vez em que houve vazamento de óleo combustível nessas quantidades", declarou a um jornal russo o chefe da Academia Russa de Ciências, Viktor Danilov-Danilyan. Empresas de fachada em jurisdições como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos — algumas delas, financiadas por empresas petrolíferas russas, segundo o jornal Financial Times — compram navios no fim da sua vida útil, desestabilizando o mercado e desestimulando o investimento em novos petroleiros. Em seguida, um rápido processo de compra e venda por anônimos ou empresas recém-formadas obscurece o rastreamento dos navios. E a manutenção dos petroleiros é tão ruim quanto a sua regulamentação, deixando os navios sujeitos a vazamentos e falhas mecânicas. Transponders quebrados ou desligados também aumentam o risco de colisão com outros navios em águas rasas. Mas este negócio clandestino e de alto risco é extremamente lucrativo. Um petroleiro capaz de atravessar o canal de Suez com 15 anos de idade custa cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 202 milhões), segundo a corretora Xclusiv Shipbrokers. Já a S&P afirma que uma única viagem de um mês transportando petróleo russo do mar Negro para a Índia pode render para o seu dono mais de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,2 milhões). Os donos de navios fantasmas embolsam os lucros, repassando os possíveis prejuízos para o resto do mundo. Afinal, sem a cobertura de seguro, alguém terá que pagar pelos danos no caso de acidentes ou vazamentos de óleo. E, mesmo quando as sanções forem levantadas, a marinha fantasma continuará navegando e formando novos grupos em outros setores do transporte marítimo. Já estão surgindo os esboços de uma "Frota Fantasma 2.0", segundo a publicação especializada Lloyd's List. Ela menciona, como exemplo, um navio porta-contêineres chinês chamado Heng Yang 9, identificado repetidas vezes em rotas entre a Ucrânia ocupada pela Rússia e Istambul, na Turquia. Com colaboração e edição de Olga Sawczuk, do Serviço Mundial da BBC

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma ação movida pela xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, que acusava a OpenAI, de Sam Altman, de se apropriar de segredos comerciais da companhia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A juíza Rita Lin, de São Francisco, afirmou que a xAI não conseguiu comprovar que a OpenAI incentivou o ex-engenheiro da empresa Xuechen Li a obter informações confidenciais de forma indevida. Segundo a magistrada, também não há evidências de que Li tenha revelado segredos comerciais da xAI durante uma apresentação feita enquanto participava de um processo de recrutamento da OpenAI. Lin encerrou o processo de forma definitiva, afirmando que seria "inútil" permitir que a xAI continuasse com a ação. Em fevereiro, ela já havia rejeitado uma versão anterior do processo. Agora no g1 Apresentada originalmente em setembro do ano passado, a ação alegava que ex-funcionários da xAI levaram informações confidenciais da empresa, incluindo códigos-fonte relacionados ao chatbot Grok, ao deixarem seus cargos para trabalhar na OpenAI. A decisão de segunda-feira (15) representa a segunda derrota judicial de Musk contra a OpenAI em quatro semanas. Em 18 de maio, um júri federal decidiu contra o homem mais rico do mundo em seu processo de US$ 150 bilhões, no qual acusava a OpenAI e Altman de "roubarem uma instituição de caridade" ao traírem a missão original da empresa como uma organização sem fins lucrativos para enriquecerem a si mesmos. A xAI integra o grupo SpaceX, controlado por Elon Musk e com atuação nas áreas espacial, de satélites e de inteligência artificial. Os advogados da xAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A OpenAI e seus advogados também não responderam imediatamente a pedidos semelhantes. O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Rotina de trabalho A ação da xAI se baseava em uma apresentação feita por Li antes de ser recrutado pela OpenAI. A empresa de Musk afirmou que a OpenAI tentou obter segredos relacionados ao lançamento do Grok 4, previsto para julho de 2025. Segundo a acusação, a empresa sabia que uma futura atualização do ChatGPT “não conseguiria competir” em raciocínio complexo e estaria “atrasada” em técnicas como aprendizado por reforço e pós-treinamento, nas quais Li teria expertise. A juíza, porém, afirmou que é rotina pedir a candidatos que discutam experiências profissionais anteriores e que não há evidências de que a OpenAI tenha pressionado Li a revelar informações confidenciais. “Sustentar o contrário poderia expor empregadores a responsabilidades legais sempre que questionassem o histórico profissional de um candidato”, escreveu o juiz Lin. A OpenAI afirmou que Li nunca trabalhou para a empresa e que jamais obteve segredos da xAI. Ao pedir o arquivamento do processo, os advogados da OpenAI afirmaram: “A OpenAI não precisa nem quer segredos comerciais de ninguém, especialmente da xAI, que está fracassando no mercado e perdendo talentos em ritmo acelerado.” Li é processado separadamente pela xAI e nega qualquer irregularidade.

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se mostrou favorável a discutir possíveis ajustes na forma como a inflação é calculada no Brasil, argumentando que estudiosos apontam uma defasagem na lista de itens usados para medis a alta de preços. Em podcast produzido pela Warren Investimentos, Durigan afirmou que o modelo atual ainda dá mais importância a itens que perderam relevância, enquanto outros, que ganharam peso nos últimos anos, têm menor representação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O nosso modelo, por exemplo, dá peso para coisas que hoje não têm mais o peso que tinham anteriormente, e coisas que hoje têm peso, assinatura de streaming, serviço de nuvem às vezes já pesam muito mais do que algo que estava na metodologia há décadas", afirmou. A entrevista foi gravada na sexta-feira (12) e divulgada nesta segunda-feira (15). Agora no g1 O ministro também disse ver com bons olhos o debate sobre aprimoramentos no boletim Focus, do Banco Central, para que a pesquisa ganhe mais transparência. O Focus é um relatório divulgado pelo BC que reúne projeções do mercado para inflação, juros e economia. Na entrevista, Durigan afirmou que não mexeria na meta de inflação, atualmente em 3%, embora avalie que o modelo de meta de inflação contínua (em que a meta é válida o tempo todo, e não apenas em um período específico) adotado pelo governo ainda não tenha sido plenamente compreendido pela sociedade e por estudiosos. Ao abordar o elevado nível de juros no país, Durigan apontou as oscilações no dólar e o baixo nível de poupança como fatores que impactam negativamente a política de juros do país. "A questão da poupança é um elemento importante, a volatilidade no mercado de câmbio brasileiro é outro mecanismo que a gente ouve muito, ainda que não se diga muito isso, tem um prêmio de risco que o Brasil tem que pagar para garantir alguma estabilidade", disse. O ministro também reconheceu que a política fiscal influencia diretamente os juros da economia e defendeu conter o avanço das despesas obrigatórias para abrir espaço para investimentos. Ele voltou a afirmar que o governo insistirá nas negociações para que o Congresso Nacional não aprove pautas-bomba, de elevado impacto fiscal, que poderiam afetar a inflação, a carga tributária e o nível dos juros. Caso as medidas sejam aprovadas, segundo o ministro, o governo deverá vetá-las e poderá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). A equipe econômica estimou na semana passada que propostas em tramitação no Congresso somam um custo extra estimado em R$ 111 bilhões por ano para as contas públicas, incluindo medidas como a renegociação de dívidas rurais, a elevação do teto do Simples Nacional e o aumento de pisos salariais de categorias profissionais.

Flávio escolhe ex-integrante do Governo Bolsonaro para campanha Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-assessora especial do Ministério da Economia durante a gestão Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro, Daniella Marques passou a fazer oficialmente parte do time que elabora o programa econômico do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ao blog, Daniella afirmou que se licenciou por seis meses da empresa que trabalha, a Legend, para “ajudar o Brasil”. Segundo ela, a ideia é propor um modelo econômico “mais austero e virtuoso”. A informação de que Daniella estava se licenciando da empresa para se dedicar ao programa de governo de Flávio foi antecipada pelo jornal "O Globo". Ao blog, Daniella se disse "indignada" com os gastos do atual governo em ano eleitoral. Ela já vinha atuando informalmente nos contatos de Flávio para difundir ideias econômicas. Ao trazer um nome próximo a Paulo Guedes para seu plano econômico, Flavio tenta atrair o mercado financeiro, em especial depois da crise sobre o filme "Dark Horse" e dos recursos pedidos por Flávio a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Com Daniella Marques, o pré-candidato do PL também tenta melhorar sua imagem com o eleitorado feminino. Quem é Daniella Marques? Daniella Marques, ex-presidente da Caixa na gestão Jair Bolsonaro Eraldo Peres/AP Próxima de Paulo Guedes, a ex-presidente da Caixa tem experiência na área de gestão independente de fundos de investimentos. Foi sócia do ex-ministro na Bozano Investimentos, onde atuou como Diretora de Compliance e Operações e Financeiras (COO e CFO). Ela tem formação de administradora de Empresas pela PUC-RJ com MBA em Finanças pelo Ibmec. Também foi diretora-executiva da Oren Investimentos; e, na Mercatto Investimentos, diretora de Risco e Compliance, Sócia e Gestora de Renda Variável. Na gestão Bolsonaro, Daniella Marques também atuou na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Ela entrou no governo do político do PL, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes, em janeiro de 2019.

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon O fundador, presidente e gestor de portfólio da Baron Capital, Ron Baron, afirmou nesta segunda-feira (15) que comprou US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em ações da SpaceX na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da companhia, na sexta-feira (12) da semana passada. Com isso, o bilionário elevou sua participação na empresa para US$ 25 bilhões (R$ 127,1 bilhões), considerando todos os fundos geridos por ele. "Acredito que vamos ganhar centenas de bilhões de dólares [com o investimento]", afirmou Baron em entrevista ao canal americano CNBC. Baron é conhecido no mercado financeiro por ser um dos maiores fãs de Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla. Segundo a Forbes, o gestor de fundos ficou bilionário ao investir em empresas de Musk. Agora no g1 "O que eles fizeram não é algo que qualquer outra empresa consiga fazer", disse Baron à CNBC. "Eles estão pelo menos 10 anos à frente de qualquer concorrente, seja na fabricação de foguetes, satélites ou na construção de redes". De acordo com Baron, sua expectativa é que o valor de mercado da SpaceX aumente muito nos próximos dez anos, ficando entre US$ 20 trilhões (R$ 101,7 trilhões) e US$ 40 trilhões (R$ 203,3 trilhões). No fechamento dos mercados na última sexta-feira, a empresa valia US$ 2,1 trilhões (R$ 10,7 trilhões). Ainda segundo a Forbes, Tesla e SpaceX são as duas empresas com as maiores participações de Baron, seguidas pela empresa de seguros Arch Captial Group, a companhia de tecnologia Gartner e o fornecedor de dados imobiliários comerciais CoStar Group. Quem é Ron Baron Com uma fortuna estimada em US$ 8 bilhões (R$ 40,7 bilhões), Baron é a 455ª pessoa mais rica do mundo em 2026, segundo a Forbes. De acordo com a revista, o bilionário é presidente e fundador da Baron Funds, empresa de gestão de ativos fundada em 1982 e que administra cerca de US$ 53 bilhões (R$ 269,4 bilhões) em recursos. Ainda segundo a Forbes, Baron é dono de uma das maiores propriedades nos Hamptons, região litorânea de alto padrão no estado de Nova York. O custo da sua residência era de, inicialmente, US$ 152 milhões (R$ 772,6 bilhões) — valor que deve ter aumentado nos últimos anos. Baron é filho de um engenheiro e de uma agente de compras do governo federal, e gostaria de ter sido médico, mas não conseguiu entrar na faculdade de medicinia. Segundo a Forbes, Baron é conhecido no mercado financeiro por ser um grande fã do bilionário e empresário Elon Musk. Em 2024, por exemplo, o principal fundo de sua empresa, o Baron Partners Fund detinha cerca de 40% de seus ativos investidos na Tesla e outros 17% investidos na SpaceX.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027 por conta de um "gatilho" existente na regra das contas públicas. A declaração foi dada durante participação no podcast Warren Política, conduzido pelo economista Felipe Salto. "Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Agora no g1 Entenda O arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, foi aprovada em 2023, no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita a despesa 70% da alta da receita, ou a 2,5% ao ano (acima da inflação). ➡️No fim de 2024, porém, o Congresso Nacional aprovou um reforço à regra, definindo que, em caso de déficit primário, ficará proibida a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos ou benefícios tributários. 🔎 O déficit primário ocorre quando receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, sem considerar os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário ocorre quando as receitas com impostos ficam acima das despesas – também desconsiderando juros da dívida. A regra diz que a medida será adotada no ano seguinte ao que for registrado rombo nas contas do governo. E só poderá ser interrompida quando houver superávit primário. Como foi registrado déficit fiscal em 2025, os gastos serão contidos por esse gatilho em 2027. ➡️O resultado negativo nas contas também é um estopim para acionar limites ao aumento de gastos do governo com pessoal (salários e encargos sociais, por exemplo, de servidores ativos, inativos e pensionistas). 📈 Segundo a proposta, até 2030, estas despesas não poderão ter crescimento superior ao piso de reajuste das despesas permitido pelo arcabouço fiscal — 0,6% ao ano acima da inflação. Dario Durigan Washington Costa/MF Acordo com servidores Em 2024, o governo fechou um acordo com servidores do Executivo contemplando reajustes salariais aprovadas ou em discussões no âmbito das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação, além das reestruturações de carreiras O acordo abrangeu, à época, 98,2% dos servidores do governo federal. Os acordos contemplam aumentos salariais para os servidores em 2025 e 2026, com diferentes índices de correção. Algumas categorias fecharam negociações posteriormente, contemplando tabém reajustes escalonados. Naquele ano, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que os acordos não só garantiriam a reposição inflacionária para todo o mandato do presidente Lula, como haveria, ainda, um ganho real (acima da inflação esperada para os quatro anos).

Mobly faz acordo para comprar controle da Tok&Stok. Reprodução/ Mobly / Tok&Stok O Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, afirmou nesta segunda-feira (15) que a Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia e de suas subsidiárias. 🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando. A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial em maio deste ano, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, citando uma dívida superior a R$ 1 bilhão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na ocasião, a companhia informou que a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito. Agora no g1 Segundo a empresa, esse cenário reduziu as vendas e afetou o caixa do grupo. A Toky também afirmou que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo. A companhia afirmou que o objetivo do pedido é preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar as obrigações financeiras. 'Risco de dano irreparável' No pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o Grupo Toky solicitou medidas urgentes para evitar o colapso das operações e garantir a continuidade das atividades, citando "risco de dano irreparável" nas operações da companhia. Um dos principais pedidos da empresa é a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões em valores de vendas feitas no cartão de crédito que estão retidos pela SRM Bank. Segundo o grupo, o bloqueio desses valores afetou o caixa da empresa e colocou em risco pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários. A companhia também pediu à Justiça a suspensão, por 180 dias, de cobranças e ações por dívidas enquanto tenta renegociar os débitos com credores (o chamado “stay period”). Outro ponto do pedido é a manutenção de contratos e serviços considerados essenciais para o funcionamento da empresa. O grupo quer impedir interrupções em operações de logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água. O que é o Grupo Toky O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil. A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais. A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração. A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas. Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país. O grupo também reúne a marca Guldi, voltada ao segmento de colchões. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Logo da marca coberto no estádio. Reprodução/X A Levi’s ironizou, no último domingo (14), a cobertura do logo da marca no Levi’s Stadium — estádio localizado em São Francisco e que leva o nome da empresa como parte de um contrato de naming rights. A medida foi uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) durante a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Pelas regras da entidade, estádios que tenham marcas em seus nomes são obrigados a esconder os logotipos e são rebatizados durante o torneio — o Levi’s Stadium, por exemplo, foi chamado de “San Francisco Stadium” para o Mundial. Agora no g1 Em uma publicação nas redes sociais, a Levi’s compartilhou imagens do logo coberto por um pano branco, acompanhadas de frases que fazem parte de uma tendência na internet e ironizam a situação. A ideia é sugerir que, mesmo com o nome oculto, as pessoas ainda reconheceriam o estádio como o Levi’s Stadium. Veja abaixo: Initial plugin text A empresa também aproveitou para mudar sua foto de perfil nas redes sociais, adotando a imagem do logo coberto por um pano branco. Após as mudanças, seguidores da Levi’s nas redes sociais entraram na brincadeira e elogiaram a estratégia de marketing da marca. Levi's muda imagem de perfil para o logo coberto com um pano branco. Reprodução/Instagram

Fachada da Roku em um prédio no Texas, nos EUA. Mike Blake/Reuters A Fox Corporation anunciou nesta segunda-feira (15) que firmou um acordo para a compra da Roku, plataforma e sistema operacional de televisões, voltada a facilitar o acesso a serviços de streaming. A aquisição será feita por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias (com direito a voto), em um negócio de aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 111,8 bilhões). O preço pago por ação será de US$ 160 (R$ 813,23). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A transação combina o conteúdo de esportes, notícias e entretenimento da Fox e o serviço Tubi com a plataforma de streaming, o The Roku Channel, dados primários da companhia e relacionamento direto com mais de 100 milhões de lares. A empresa resultante da fusão se tornará a terceira maior do setor de televisão dos EUA em termos de participação de audiência, informaram as empresas. Agora no g1 "Juntas, Fox e Roku criarão uma empresa de mídia e tecnologia de última geração em grande escala, posicionada na interseção de duas das forças mais importantes que estão remodelando o consumo de vídeo: a primazia duradoura dos esportes e notícias ao vivo e o crescimento contínuo do streaming", afirmou a empresa em comunicado feito ao mercado. A Roku é uma das primeiras empresas a levar plataformas de streaming como Netflix e YouTube para a televisão por meio de dispositivos conectados e smart TVs. Seus negócios são impulsionados principalmente pela receita de publicidade e assinaturas de aplicativos de streaming em sua plataforma. A publicidade é o maior componente, com receita de US$ 613 milhões (R$ 3,1 bilhões) no primeiro trimestre — um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Após a conclusão, os atuais acionistas da Fox deverão deter cerca de 73% da empresa resultante da fusão e os acionistas da Roku, cerca de 27%. A expectativa é que o negócio seja concluído no primeiro semestre de 2027. Segundo o presidente-executivo e diretor-executivo da Fox Corporation, Lachlan Murdoch, a combinação "transformará o escopo" da empresa e deve trazer uma mudança "significativa" no perfil de crescimento. "Executamos essa aquisição a partir de uma posição de solidez financeira — mantendo nosso balanço patrimonial com grau de investimento, enquanto oferecemos aos nossos acionistas um programa ininterrupto de retorno de capital na forma de recompra de ações e dividendos", afirmou em nota. Ainda de acordo com a empresa, a expectativa é que a transação acelere a estratégia digital da Fox, contribua para o aumento do fluxo de caixa. A empresa espera economizar cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) por ano com redução de custos, além de ter a chance de aumentar suas receitas. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (15), com avanço de 0,09%, cotado a R$ 5,0666. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã traz alívio para os mercados financeiros nesta segunda-feira. A expectativa é que o memorando seja assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Nenhuma das duas partes informou o conteúdo do tratado, mas, segundo a imprensa americana, o entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,76%, cotado a US$ 83,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuou 4,86% no mesmo horário, a US$ 80,75 por barril. ▶️ Outro destaque da semana fica com a chamada "Superquarta" — momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam suas decisões de juros. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,09%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -7,69%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,42%; Acumulado do mês: -1,82%; Acumulado do ano: +5,89%. Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos) Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social. "O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump. Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente. Segundo a mídia internacional, o memorando de entendimento deve prever: um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local; o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias; que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz; que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente; que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear. Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense. Mercados globais Com o otimismo em torno de um possível fim do conflito no Oriente Médio, as bolsas globais fecharam em alta nesta segunda-feira. Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,96%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite subiram 1,67% e 3,07%, respectivamente. Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 atingiu uma máxima recorde nesta segunda-feira, com praticamente todos os setores registrando ganhos. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, teve um avanço de 1,05%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,40% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,39%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se fecharam em alta nesta segunda-feira. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 2,4%. Já o Hang Seng teve alta de 0,5%. No Japão, o Nikkei subiu 4,99%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 5,20%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou na sexta-feira (12) a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões, concluindo que a operação não representa risco à concorrência nos mercados de streaming, televisão ou cinema. A decisão dá mais um aval regulatório à fusão, embora o acordo ainda enfrente análises de outros órgãos e possíveis ações judiciais nos Estados Unidos e no exterior. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Em comunicado, a divisão antitruste do Departamento de Justiça informou que a transação não ameaça a competição no setor de mídia e entretenimento. Com isso, a Paramount ganha mais um sinal verde enquanto tenta evitar uma contestação do negócio por estados americanos. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 A empresa ainda aguarda uma decisão da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), que analisa um pedido relacionado aos investimentos estrangeiros que financiam a aquisição. Senadores americanos levantaram preocupações sobre a participação de fundos soberanos do Oriente Médio e de empresas chinesas na operação. O acordo, avaliado em US$ 110 bilhões, criará um dos maiores grupos de mídia do mundo, reunindo ativos como HBO, CNN, CBS e grandes estúdios responsáveis por franquias como Harry Potter e Missão: Impossível. A Paramount sustenta que a fusão aumentará a concorrência com gigantes do streaming, como a Netflix e a Disney, e nega que o negócio represente problemas antitruste. Apesar da aprovação do Departamento de Justiça, a operação continua enfrentando resistência. Estados como Califórnia e Nova York preparam uma ação judicial para tentar barrar a compra, segundo fontes ouvidas pela Reuters na semana passada. Além disso, a fusão também está sob análise de reguladores no Reino Unido e na União Europeia. A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) britânica abriu uma investigação para avaliar os impactos do negócio sobre a concorrência, enquanto autoridades europeias também examinam a operação. O acordo enfrenta ainda críticas de profissionais de Hollywood, incluindo atores, diretores, roteiristas e produtores, que temem perda de empregos e redução da diversidade de produções após a integração das empresas. Analistas consultados pela Reuters já esperavam que o Departamento de Justiça não contestasse a transação. Entre os fatores apontados estão as conexões políticas da Paramount: Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai do CEO da empresa, David Ellison, mantém laços com o presidente Donald Trump, e a companhia contratou ex-integrantes da administração republicana. *Com informações da Reuters

O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,30%. Esta é décima quarta semana seguida de aumento. Os economistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste e nos próximos anos (veja mais abaixo nessa reportagem). As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Com o acordo de paz anunciado neste domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 84 por barril. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,11% para 5,30%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,03% para 4,10%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,65% para 3,68%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Agora no g1 Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,50% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor dos juros no decorrer deste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou de 11,50% para 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 10,25% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,91% para 1,96%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%. Imagem de arquivo - Produto Interno Bruto (PIB) Fernando Brito/G1 Taxa de câmbio O mercado financeiro elevou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar.

Paquistão anuncia acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã As bolsas de valores ao redor do mundo subiram nesta segunda-feira (15) depois que Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A notícia reduziu a preocupação dos investidores e também provocou uma forte queda no preço do petróleo. Na Ásia, as bolsas fecharam em forte alta, e o clima de otimismo também impulsionou a abertura dos mercados na Europa. Veja como reagiram os principais mercados: 🛢️ Petróleo O barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 83,24, em queda de 4,68% perto das 14h40. No mesmo horário, o WTI, referência nos EUA, recuava 5,10%, para US$ 80,55. Ambos os contratos caíram para seus níveis mais baixos desde 10 de março nesta segunda, após uma queda de mais de 3% na sexta-feira (12). 📉 Bolsas da Europa: DAX, da Alemanha, fechou em alta de 1,05% FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,39% O CAC 40, da França, teve alta de 0,40% 💵Dólar, Ibovespa e Wall Street Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham ganhos. Perto das 14h40, o Dow Jones avançava 1,36%, o S&P 500 tinha alta de 1,91% e o Nasdaq Composite subia 3,05%. Já o dólar havia apagado as perdas vistas pela manhã e operava com alta de 0,05% no mesmo horário, cotado a R$ 5,0642. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 0,01%, aos 171.150 pontos, acompanhando o otimismo dos mercados internacionais. (Veja mais detalhes do dia no mercado) 📉 Fechamento das principais bolsas asiáticas: Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,6% Nikkei 225, do Japão, subiu 5% Kospi, da Coreia do Sul, subiu 5,2% Sensex, da Índia, subiu 1,2% Taiex, de Taiwan, subiu 2,8% Entenda o acordo entre EUA e Irã Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz para encerrar quase quatro meses de conflito. O entendimento foi confirmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e por autoridades iranianas. Segundo o anúncio, as partes concordaram com um cessar-fogo e com a reabertura do Estreito de Ormuz. Trump também informou que autorizou o fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos e defendeu a retomada do fluxo de petróleo pela região. A assinatura oficial do acordo está prevista para sexta-feira (19), na Suíça. Até lá, o governo iraniano afirma que começará a aplicar o cessar-fogo, mas a implementação completa do pacto dependerá da formalização do documento. Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, informações divulgadas por autoridades e pela imprensa indicam que o acordo deve incluir a suspensão gradual de algumas sanções contra o Irã e o compromisso de manter negociações sobre o programa nuclear iraniano. As discussões sobre esse tema devem continuar pelos próximos 60 dias. Operadores de câmbio observam monitores na sala de negociações de moedas estrangeiras na sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul. Ahn Young-joon / AP

Donadl Trump ao lado de Melania Trump no UFC Casa Branca Evan Vucci / Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que a França corre o risco de enfrentar uma nova guerra comercial com os americanos. Em entrevista exclusiva publicada pelo jornal The New York Post, o líder da Casa Branca declarou que, a menos que Paris elimine o imposto digital sobre as gigantes de tecnologia dos EUA, Washington "não terá outra escolha" a não ser impor tarifas de 100% sobre os vinhos franceses. Segundo a matéria, Trump fez o alerta de forma direta ao presidente francês Emmanuel Macron. O americano exige que a taxa de 3% cobrada sobre as empresas do Vale do Silício seja abandonada. Caso contrário, a indústria vinícola francesa sofrerá barreiras devastadoras no mercado dos EUA, que atualmente responde por um quinto das vendas globais do setor, movimentando anualmente mais de US$ 2 bilhões. "Pedi a ele que não cobrasse das empresas americanas, e se o fizerem, não terei outra escolha senão impor uma tarifa de 100% sobre todos os champanhes e vinhos provenientes da França", disse Trump em entrevista ao The New York Post. "Tudo o que [Macron] precisa fazer é eliminar o imposto sobre vendas, e ele não teria esse tipo de pressão." O ultimato do presidente norte-americano prepara o terreno para um confronto acirrado na cúpula do G7 nesta segunda-feira (15), em Évian-les-Bains, na França. O encontro anual reúne sete das democracias mais ricas do mundo (Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido) para definir regras globais de comércio, segurança e economia. Agora no g1 Impasse diplomático e o imposto 'GAFAM' Conforme a reportagem do The New York Post, as declarações de Trump desmentem o Palácio do Eliseu. Na semana passada, o gabinete de Macron havia afirmado que as duas nações tinham resolvido discretamente a longa disputa sobre a taxação de tecnologia. Uma fonte próxima ao presidente francês chegou a dizer a jornalistas que o tema "não estava mais em debate", informação que um funcionário do governo americano imediatamente classificou como "imprecisa", segundo o jornal. O imposto sobre serviços digitais da França, conhecido como imposto GAFAM, está em vigor desde 2019 e estabelece uma taxa de 3% sobre a receita local de empresas como Alphabet (controladora do Google), Amazon, Meta e Apple. Como incide sobre a receita bruta e não sobre os lucros, a medida afeta severamente as companhias americanas, tendo arrecadado cerca de US$ 700 milhões no ano passado, segundo dados do Ministério das Finanças francês obtidos pelo The New York Post. Em outubro, a pressão aumentou quando a Assembleia Nacional francesa votou por dobrar o imposto para 6%, mirando exclusivamente as maiores empresas globais, embora a medida tenha sido vetada por ministros posteriormente. O então Ministro da Economia da França, Roland Lescure, já havia alertado na época que um imposto "desproporcional" provocaria represálias "desproporcionais" dos EUA. Emmanuel Macron em coletiva de imprensa antes do G7 Emma Da Silva/Pool via REUTERS A retaliação agora ganha força retomando a proposta de tarifa de 100% formulada originalmente pelo Representante Comercial dos EUA em 2019. Ao ser procurado pelo The New York Post, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, limitou-se a indicar um memorando presidencial de fevereiro de 2025, o qual afirma que empresas americanas não iriam mais “sustentar economias estrangeiras falidas por meio de multas e impostos exorbitantes”. O documento determinou que o Departamento do Tesouro e o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, avaliem a reabertura de uma investigação formal sobre a taxa francesa. Histórico de pressões tarifárias Esta não é a primeira vez que a indústria de bebidas da França entra na mira do presidente americano como instrumento de pressão política. Em janeiro de 2026, Trump já havia ameaçado aplicar uma tarifa ainda maior, de 200%, sobre os vinhos e champanhes franceses. Naquela ocasião, a estratégia buscava forçar o presidente Emmanuel Macron a aderir ao "Conselho da Paz", uma iniciativa proposta por Washington para atuar em conflitos mundiais, como a guerra em Gaza, mas que Paris sinalizava recusar. Paralelamente, o cerco regulatório e fiscal da Europa contra o Vale do Silício tem se intensificado globalmente nos últimos anos. Órgãos reguladores do continente vêm aplicando multas bilionárias e abrindo investigações contra empresas como Google, Apple, Meta, Microsoft e TikTok, sob acusações que envolvem a violação de leis de mercados digitais, regras de privacidade, segurança de dados e práticas antitruste.

Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta segunda-feira (15). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de julho e agosto. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. Marcello Casal Jr.

Os Estados Unidos e o Irã acertaram no domingo (14) um acordo de paz para encerrar o conflito de quase quatro meses entre os dois países —a assinatura está prevista para sexta-feira (19). Segundo o Irã, o Estreito de Ormuz pode ser aberto dentro de 30 dias. O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante período de conflito teve forte impacto na economia global. O anúncio do acordo de paz, aliás, derrubou os preços do petróleo na abertura do pregão de segunda-feira. Veja abaixo outros detalhes sobre o estreito. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 'Artéria' do trânsito mundial de petróleo O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia. O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. Getty Images via BBC Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita buscam rotas alternativas para não depender do estreito. O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024). Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (14), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 11,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 16 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 06 - 17 - 27 - 57 - 58 5 acertos: 30 apostas ganhadoras, R$ 49.965,61 4 acertos: 3.082 apostas ganhadoras, R$ 801,69 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3018 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Uso de drones na agricultura brasileira passou de 3 mil para 25 mil equipamentos em quatro anos TV TEM/Reprodução O uso de drones na agricultura brasileira saltou de 3 mil para 25 mil equipamentos entre 2021 e 2024. O aumento de mais de dez vezes em quatro anos ocorre porque a tecnologia traz economia de insumos e reduz perdas nas lavouras. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as aeronaves alcançam áreas maiores de cultivo e evitam o "amassamento" das plantas, que normalmente ocorre com a passagem de tratores. Essa redução de perdas chega a 7% na soja e a 4% no arroz. Para operar os equipamentos, é necessário seguir regras estabelecidas por diferentes órgãos. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) define as normas para aplicação de agrotóxicos. Já o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é responsável por autorizar o acesso ao espaço aéreo. O Mapa também exige que os operadores responsáveis por pulverizar as lavouras façam um curso preparatório. Além disso, os profissionais devem manter um registro atualizado no ministério. Veja a reportagem exibida no programa em 14/06/2026: Drones ganham espaço na agricultura e ajudam em pesquisas sobre qualidade do solo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Novas tecnologias reduzem erros e desperdício no agro no interior de SP Reprodução/TV TEM A chegada do "Agro 5.0" está transformando o trabalho no campo com novas tecnologias de automação no interior de São Paulo. Produtores rurais utilizam aplicativos e robôs para automatizar processos, cortar custos e aumentar a produtividade. Em Guararapes (SP), uma fazenda usa um aplicativo para monitorar 11 mil cabeças de gado. As informações do pasto vão direto para o escritório no formato digital. O coordenador de pecuária, Antônio Avelino Mateus, afirma que o sistema permitiu correções rápidas e reduziu em 90% as chances de erros. A propriedade vende 1 mil touros e 700 fêmeas reprodutoras (matrizes) por ano, além de produzir material genético. O aplicativo armazena o histórico completo de cada animal: Peso e data de nascimento; Consumo de ração; Histórico de medicações. Para o coordenador administrativo, Fernando Barbosa, o monitoramento digital ajuda a identificar problemas genéticos nos animais de forma ágil. A consultora de pesquisa, Ana Carolina, explica que o sistema é atualizado constantemente com base no dia a dia da fazenda, o que traz mais precisão e agilidade para o banco de dados. Em Araçatuba (SP), uma fazenda experimental utiliza robôs movidos a energia solar. O uso das máquinas reduziu em 90% o desperdício de defensivos agrícolas (agrotóxicos). Os robôs identificam as plantas daninhas e aplicam o produto apenas onde é necessário. Segundo a especialista em sustentabilidade Patrícia Dias, a técnica evita o desperdício e diminui o consumo de combustível dos tratores, já que as máquinas dependem apenas do sol. Além de garantir uma produção mais sustentável, a chegada dessas novas tecnologias exige que os trabalhadores do campo passem por treinamentos para operar os novos sistemas. Novas tecnologias reduzem erros e desperdício no agro no interior de SP Reprodução/TV TEM Veja a reportagem exibida no programa em 14/06/2026: Drones ganham espaço na agricultura e ajudam em pesquisas sobre qualidade do solo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

O piloto de avião que voou 17 anos sem licença Getty Images Um ex-piloto da Air Canada está sendo acusado de ter transportado milhares de passageiros em voos comerciais sem a devida licença por 17 anos, segundo autoridades canadenses. A polícia da província de Ontário disse que o piloto, Geoffrey Wall, de 59 anos, estava voando com credenciais falsas desde que foi promovido a capitão em 2009. Ele agora enfrenta várias acusações relacionadas a fraudes. A Air Canada disse que o piloto foi imediatamente afastado de suas funções assim que os documentos falsos foram descobertos no ano passado. "A empresa comunicou voluntariamente o caso a Transport Canada", disse a companhia aérea. As cinco profissões mais desejadas do mundo e quanto elas pagam A empresa afirmou que a segurança dos passageiros nunca esteve em risco, observando que todos os pilotos passam por treinamentos de competência a cada seis meses. Nick Milinovich, da Polícia Regional da cidade de Peel, disse que Wall voava com a Air Canada havia 27 anos, tendo iniciado sua carreira em 1998. O piloto teria falsificado suas credenciais desde 2009, quando foi promovido ao cargo de comandante, segundo a polícia. Para essa função, os pilotos são obrigados a possuir uma licença de piloto de transporte aéreo (ATPL), obtida em parte por meio da aprovação em uma série de exames escritos. "Isso seria muito semelhante a um médico que tem licença para exercer medicina de família, mas está realizando cirurgias cerebrais em seu consultório", disse Milinovich. Nos últimos 17 anos, a polícia afirmou que Wall pilotou vários tipos de aeronaves Boeing e realizou um total de 900 voos domésticos e internacionais, recebendo milhões de dólares em salários — tudo, supostamente, sem as credenciais adequadas. As autoridades disseram que a suposta fraude foi descoberta no ano passado durante uma avaliação de rotina, quando inconsistências foram identificadas na documentação da licença do piloto acusado — o que levou a uma investigação por parte da Transport Canada, o departamento federal de transporte do Canadá. A Polícia Regional de Peel iniciou na época uma investigação criminal contra Wall, que incluiu um mandado de busca e uma análise da licença, que a polícia confirmou ser falsificada. Wall foi acusado em 1º de junho de sete crimes, incluindo fraude, falsificação de documentos e posse de marca falsificada. A Air Canada afirmou que o piloto possuía treinamento completo com uma licença válida de piloto comercial, mas não tinha a ATPL exigida para operar como comandante sob as regulamentações canadenses. Em comunicado, a companhia aérea acrescentou que "trata este assunto com a máxima seriedade" e afirmou que concluiu uma auditoria de seus pilotos, não tendo encontrado outros casos de descumprimento. Questionado sobre por que a suposta fraude de Wall permaneceu por anos sem ser detectada, Milinovich observou que infratores podem se tornar "muito habilidosos" em "artifícios". "Não é incomum que a fraude continue por anos e anos", disse. "Eventualmente ela é descoberta, e é nesse momento que nós nos envolvemos." Wall deverá comparecer perante um tribunal em 29 de junho.

Imagem ilustrativa de carne bovina. Cindie Hansen A preocupação de que pessoas desenvolvam infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos é um dos motivos que levou a União Europeia (UE) a exigir de seus importadores maior controle sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais. ➡️ Na pecuária, antimicrobianos são usados para tratar infecções, prevenir doenças, conter surtos, promover crescimento ou melhorar o desempenho dos animais. No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro. A decisão não foi motivada por irregularidades encontradas no produto nacional, mas pelo fato de o Brasil não ter apresentado a tempo a documentação exigida pela UE. No fundo, o que o bloco quer é que o país prove que está fiscalizando e rastreando o uso dessas substâncias. Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia. Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus. A seguir, entenda: O que a União Europeia está exigindo? A UE mira uma substância específica? Qual a relação entre antibióticos usados em animais e a saúde humana? O que a União Europeia está exigindo? O uso de antimicrobianos na pecuária é um tema antigo dentro da UE, que começou a ser debatido na década de 1990 e que culminou em uma série de regulamentos nos anos seguintes. Em 2006, por exemplo, o bloco proibiu o uso de qualquer antibiótico na ração animal como promotor de crescimento. A partir de 2019, o bloco ampliou essas exigências com a publicação de novos regulamentos que estabeleceram critérios mais rigorosos para a produção de carne, leite, ovos e outros produtos de origem animal destinados ao mercado europeu. Pelas regras, os países que exportam para a União Europeia não podem utilizar: antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais; e/ou antimicrobianos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos. Por trás dessas exigências, está o receio de que o uso de antimicrobianos em animais favoreça o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia desses medicamentos no tratamento de infecções em pessoas. (saiba mais abaixo) Em 2022, inclusive, a UE classificou a resistência aos antimicrobianos (RAM) como uma das principais ameaças à saúde humana. O tema também faz parte de uma campanha da União Europeia chamada One Health (Uma só saúde), lançada em 2023, e que defende ações integradas para a saúde humana, animal e ambiental, por considerar que elas estão diretamente conectadas. A UE mira uma substância específica? Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia afirmou que a decisão de excluir o Brasil de sua lista não está relacionada a uma substância específica. A exigência se aplica a qualquer produto usado como promotor de crescimento e/ou que faça sobreposição a medicamentos voltados para combater doenças em humanos. Uma das substâncias mais utilizadas no Brasil para melhorar o desempenho bovino é a monensina, conta André Bartocci, presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, vinculada ao Ministério da Agricultura. A monensina não está na lista da UE de antimicrobianos reservados à medicina humana, mas é usada no Brasil para aumentar o rendimento dos animais e, por isso, pode ser atingida pela medida. Bartocci esclarece que ela não é um hormônio de crescimento, mas um aditivo alimentar que contribui indiretamente para o ganho de peso dos bovinos ao melhorar a sua digestão. 🔎 A monensina modula a fermentação no rúmen, inibindo determinados grupos de bactérias e favorecendo microrganismos que tornam o aproveitamento dos nutrientes mais eficiente. Com isso, o animal consegue extrair mais energia da mesma quantidade de alimento, o que pode resultar em maior ganho de peso. Ao g1, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que a monensina tem o seu uso autorizado na União Europeia como aditivo alimentar em aves, frangos e perus, sob o nome de Coxidin, usado para combater uma doença parasitária intestinal, chamada coccidiose. A substância, assim como qualquer outra na UE, não pode ser usada como promotor de crescimento. A EMA detalhou ainda que a monensina também era utilizada na União Europeia em um medicamento veterinário chamado Kexxtone, indicado para prevenir a cetose — um distúrbio metabólico que pode afetar vacas leiteiras no período próximo ao parto e reduzir a produção de leite. O produto consistia em um dispositivo colocado no rúmen do animal para liberar monensina gradualmente ao longo do tempo. Em 2024, porém, a autorização do medicamento foi suspensa após a identificação de falhas de qualidade. Em alguns casos, bovinos regurgitaram o dispositivo antes que toda a substância fosse liberada, destacou a agência. Segundo Bartocci, não está claro qual será o tratamento dado à monensina pela UE em relação ao Brasil. A economista e médica veterinária Lygia Pimentel, sócia da consultoria Agrifatto, tem a mesma avaliação. Ela acrescenta que o uso de antibióticos na pecuária brasileira não é feito de forma indiscriminada e que há regras para a utilização. “O uso de antibióticos de uso terapêutico é permitido, o que é normal, caso contrário o animal morre sofrendo por alguma infecção, por exemplo. É necessário respeitar o período de carência, que é o tempo exigido entre a última aplicação do medicamento e o abate do animal para consumo", diz Pimentel. “Cada antibiótico tem um período específico de carência. Isso garante que não haja resíduos de medicamento na carne acima dos limites tolerados pela saúde humana”, destaca. Apesar da dúvida em relação à monensina, Leonardo Munhoz, doutor em Direito Agroambiental e advogado do VBSO, afirma que o foco da União Europeia está, principalmente, em substâncias que também são utilizadas na medicina humana. Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de algumas delas, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina. “Esses antimicrobianos pertencem às mesmas famílias de medicamentos utilizados em seres humanos ou selecionam mecanismos de resistência que podem comprometer antibióticos importantes da medicina", reforça Leonardo Weissmann, infectologista do hospital Emílio Ribas. Munhoz conta que a avoparcina, por exemplo, foi proibida pela UE como promotor de crescimento em animais em 1997, devido ao receio de que seu uso favorecesse o surgimento de bactérias resistentes à vancomicina, usada na medicina humana. A virginiamicina e a bacitracina também foram proibidas no bloco nos anos 1990, o que, na avaliação dele, mostra que as normas brasileiras estão atrasadas. Para Munhoz, o país deveria ter se antecipado às mudanças, sobretudo porque já conhecia, desde 2019, as novas exigências impostas pela UE aos países exportadores. Qual a relação entre antibióticos usados em animais e a saúde humana? Weissmann, do Hospital Emílio Ribas, afirma que o maior risco para a saúde humana no uso de antimicrobianos em animais não está no consumo de carne com resíduos de antibióticos, mas na disseminação de bactérias resistentes e dos genes que conferem essa resistência. Ele explica que quando um antimicrobiano é usado em um animal, ele não age apenas sobre as bactérias causadoras de doença, mas entra em contato com bilhões de outras que vivem naturalmente no intestino, na pele e no ambiente da criação. "As bactérias sensíveis morrem, mas aquelas que possuem mecanismos de resistência sobrevivem e se multiplicam", diz. "O problema é que essas bactérias resistentes podem sair da fazenda e chegar às pessoas por diferentes caminhos: pelo contato direto com os animais, pelo meio ambiente (água, solo e dejetos), pelos trabalhadores rurais e até pela cadeia de produção dos alimentos", destaca. Segundo ele, essas bactérias podem causar infecções em seres humanos que se tornam mais difíceis de tratar, exigindo antibióticos mais potentes, mais caros e, às vezes, menos eficazes. "Imagine uma criação de bovinos em que muitos animais recebem antibióticos. Com o tempo, podem surgir bactérias resistentes no intestino desses animais. Essas bactérias podem contaminar o ambiente por meio das fezes, alcançar cursos d'água, outros animais e seres humanos. Se uma dessas bactérias causar uma infecção em uma pessoa, o antibiótico que normalmente funcionaria pode não ter mais efeito", exemplifica.

Países do G7 pedem desescalada do conflito entre Israel e Irã REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool O aumento das exportações da China, a deterioração das contas dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na Europa têm preocupado o G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo. O temor é que esse cenário aumente as tensões comerciais e deixe a economia global mais vulnerável a crises financeiras. O assunto tem sido uma das prioridades da França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, os desequilíbrios entre o comércio mundial e a circulação de capital entre os países atingiram níveis "insustentáveis". O tema estará na pauta da cúpula de líderes prevista para esta semana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No mês passado, os ministros das Finanças do G7 concordaram que é necessária uma ação coordenada — algo que há anos é difícil de alcançar no grupo mais amplo do G20. Eles também alertaram que, sem uma resposta conjunta, esses desequilíbrios podem evoluir para uma crise financeira. Entenda nesta reportagem quais são as principais preocupações das maiores economias do mundo. Agora no g1 Um mundo de poupanças e gastadores Os saldos em conta corrente, indicador que mede a entrada e a saída de recursos de um país — incluindo importações, exportações, rendimentos de investimentos e ajuda externa —, mostram um desequilíbrio crescente desde a pandemia de Covid-19. Depois de cair nos anos seguintes à crise financeira global de 2008 e 2009, o superávit da China voltou a atingir níveis recordes. Ao mesmo tempo, a zona do euro manteve sua posição de credora do restante do mundo, enquanto os EUA continuam dependentes de capital estrangeiro para financiar seu consumo. Na prática, isso significa que a poupança acumulada em alguns países está sendo usada para financiar o consumo em outros — principalmente nos EUA, hoje o principal destino desses recursos. China: excedentes gerados por causa da supercapacidade O modelo de crescimento da China, baseado nas exportações, vem sendo cada vez mais criticado. Para os críticos, os incentivos do governo elevaram a produção a níveis muito superiores ao consumo interno do país. A posição da China nas contas internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Desde a pandemia, o superávit em conta corrente — quando um país recebe mais recursos do que gasta no exterior — saltou para o recorde de US$ 735 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento das exportações, apesar das tarifas mais altas impostas pelos EUA. A demanda interna fraca e o forte crescimento das exportações de produtos industrializados ampliaram o superávit chinês. Críticos, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que uma moeda mantida artificialmente desvalorizada favorece as exportações do país. Eles também argumentam que empresas chinesas recebem subsídios em escala superior à observada na maioria das economias desenvolvidas. Em dezembro, Macron afirmou que, se as principais economias não se reequilibrarem por meio da cooperação, a Europa "não terá outra escolha" a não ser adotar medidas protecionistas. ➡️ Protecionismo é o conjunto de políticas que busca favorecer a produção nacional e limitar a concorrência estrangeira. Isso pode ser feito por meio de tarifas de importação, subsídios a empresas locais ou outras medidas de incentivo à economia doméstica. Pequim rejeita as críticas e afirma que suas empresas são competitivas. O governo chinês também diz que defenderá seus interesses diante de qualquer barreira comercial. Déficit persistente dos EUA Em contrapartida, os EUA continuam sendo o principal motor do consumo global. O país gasta mais do que produz, reflexo do alto consumo das famílias e da baixa taxa de poupança. Esse padrão foi reforçado por políticas de aumento de gastos e cortes de impostos. Somados aos estímulos adotados em momentos de crise e às despesas da pandemia, esses fatores elevaram o déficit federal. Essa combinação torna os EUA dependentes de recursos vindos do exterior. Na prática, o país usa a poupança acumulada por economias superavitárias para financiar seus gastos internos. Embora essa dinâmica ajude a sustentar o crescimento global, ela também aumenta as tensões comerciais. Isso porque autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits que se repetem há décadas. Europa: excedente impulsionado por subinvestimento Enquanto o excedente da China está ligado ao excesso de produção, o da Europa tem outra origem: o baixo nível de investimentos dentro do bloco e a elevada taxa de poupança. Segundo um relatório divulgado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, os países europeus precisam transformar mais da poupança das famílias em investimentos produtivos — como obras, tecnologia e expansão de empresas. Caso contrário, correm o risco de ficar ainda mais atrás dos EUA e da China. Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos do que nos EUA, especialmente na área de tecnologia. Economistas afirmam que o baixo nível de investimento reduz a atividade econômica dentro da Europa. Como consequência, parte da poupança acaba sendo aplicada em outros países em busca de melhores retornos, contribuindo para o superávit das contas externas da zona do euro.
Gabiroba gigante: conheça fruta rara da Mata Atlântica que só existe no ES A gabiroba gigante, uma fruta endêmica da Mata Atlântica, que é encontrada em poucos locais da Região Serrana do Espírito Santo, possui vários benefícios para a saúde, além de ser utilizada de várias formas na gastronomia. A gabiroba pode virar de geleia e brigadeiro a ceviche e cachaça. A fruta verde de polpa amarelada e sabor cítrico é indicada por nutricionistas para controle da saúde intestinal, benefícios para os ossos, função muscular e regularidade cardíaca, além de ser rica em fibras e vitamina C. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A árvore da gabiroba precisa de alguns fatores essenciais para frutificar, como temperaturas mais amenas, tempo úmido e polinização de abelhas, especialmente as sem ferrão, como as uruçu-capixaba. Essa espécie é encontrada apenas no Espírito Santo. Nessa reportagem, você vai conhecer curiosidades sobre a fruta, benefícios para a saúde e algumas receitas para preparo. Algumas curiosidades sobre a fruta: 🍋 A fruta é cítrica e lembra o limão, mas com sabor mais marcante e 4x mais ácido; ⛑️ Segundo nutricionistas, a gabiroba é rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio; 🚽 Ajuda na saúde intestinal; ⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas; 🗓️ Colheita entre julho a agosto; 🍨 Vira de sorvetes a ceviche; ☁️ Prefere temperaturas mais amenas; 🌳 Possui o nome "gigante" por ser a maior das outras espécies de gabiroba. Gabiroba gigante é fruto endêmico da Mata Atlântica e pode ser encontrado em alguns locais na Região Serrana do Espírito Santo Adenilson Panzini A "super" gabiroba De acordo com a pesquisadora do Instituto Mata Atlântica (Inma), Nara Mota, existem pelo menos 35 espécies de gabiroba no Brasil. Conhecida também como guabiroba, muitos tipos são encontrados no cerrado e também na Mata Atlântica. Mas a gabiroba gigante possui esse nome por ser uma das maiores da espécie, cada fruto pode pesar mais de 400 gramas. "Trata-se de uma espécie rara, pouco coletada. Começa frutificar com três anos de vida, o que para uma árvore é muito rápido. O tronco tem casca rugosa e se descama, assim como outras espécies da família (jabuticaba, pitanga, araça)", explicou. A gabiroba dá o maior dos frutos das espécies das Campomanesia, podendo a chegar a 12 cm de diâmetro, enquanto as espécies próximas podem atingir no máximo 8 cm de diâmetro. "Por isso, o nome super-gabiroba ou gabiroba gigante", completou a pesquisadora. Benefícios para a saúde Segundo a nutricionista Danielle Laporte, a gabiroba é rica em compostos bioativos que atuam como antioxidantes, combatendo os radicais livres e prevenindo o envelhecimento celular. "Essa propriedade ajuda a reduzir o estresse oxidativo e a proteger o corpo contra diversas doenças. Ela também tem alto teor de vitamina C, o que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. É rica em fibras que ajudam na saúde intestinal. E também como tem muitas fibras ajuda a diminuir a absorção de gorduras e açúcares, auxiliando na saúde cardiovascular", comentou. A gabiroba também é rica em potássio, cálcio e magnésio, que são essenciais para a saúde óssea, função muscular e regularidade cardíaca. Fruta versátil Por ser uma fruta de sabor cítrico, pode ser implementada facilmente em vários pratos na gastronomia. A fruta é versátil e pode virar de geleias a bolos e até cachaça. O chef Ricardo Silva possui um restaurante em Vargem Alta, na Região Serrana do estado, e já implementou vários pratos com a fruta. "É uma fruta que tem um índice de acidez maravilhoso, sabor fantástico, a suculência, e ela é bem dinâmica, você consegue trabalhar e usar em muita coisa na cozinha. A gabiroba é 4 vezes mais ácida que o limão, ela dá uma explosão na sua boca. Quando o público experimenta é um choque de realidade, é uma cosia muito bacana, porque eles não conheciam. Algumas pessoas tem memória afetiva e os mais novos ficam maravilhados pelo sabor", destacou. Doces e pratos feitos com gabiroba gigante no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Outras possibilidades de pratos feitos com a gabiroba são: ceviche, caponata, suco, cachaça, geleia, bombom, brigadeiro, mousse e bolo. Adenilson Panzini é empresário no setor de rochas, conheceu a fruta há 30 anos, e plantou um pé em sua propriedade em Vargem Alta. Na época da colheita entre os meses de junho a agosto, o empresário retirar os frutos e os congela. Atualmente, a árvore, que já é um pé adulto, gera mais de 100 kg da fruta. Com todo esse material, o empresário de 56 anos guarda grande parte da fruta no freezer e realiza doações para escolas e chefs que fazem pratos com a gabiroba. Adenilson disse que, pela raridade da gabiroba, um quilo chega a valer R$ 100. Receita de ceviche de gabiroba (pelo Chef Ricardo Silva) Ingredientes: Água de coco, limão, gengibre, tilápia, cebola roxa, coentro, azeite, mel de uruçu, pimenta calabresa, sal e palmito pupunha. Instruções: Corte a tilápia em cubos. Adicione água de coco, limão e gengibre para saborizar o peixe. Depois acrescente a cebola roxa, misture os ingredientes. Depois coloque o coentro, azeite, pimenta e misture. Em seguida cortar a gabiroba em pedaços, com casca mesmo, e acrescentar no prato. Finalizar com pupunha. Gabiroba gigante no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA). Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO). Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois. O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões. Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares. Para que serve tanto dinheiro? A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano. A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário. Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento. Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões. Quem está na frente? Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes. A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo. "Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista. Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente. "Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio", afirma Rolfes. Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda. "A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional. Uma disputa de egos Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade. Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada. Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados. Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras. Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável. Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem". "Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI". Corrida pela AGI Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar". Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens". No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo. A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.

Produção de gramado para estádios envolve máquinas e agrônomos especializados Quando a bola começa a rolar no campo, os holofotes se voltam para os craques. Mas existe outro time, longe das câmeras, responsável por garantir que o espetáculo aconteça sem tropeços: o dos agrônomos e produtores rurais que trabalham para manter os gramados em condições ideais. O cultivo da grama, conhecido como gramicultura, é relativamente recente no país e se desenvolveu principalmente nos últimos 20 anos, conta o agrônomo Rafael Froes, responsável por uma fazenda em São José dos Campos (SP). No local, um dos estagiários conta, inclusive, que só foi ter contato com a atividade durante a experiência profissional e que os cursos de agronomia ainda dão pouca atenção a esse setor. Apesar de recente, a atividade ganhou espaço no país. Hoje, o Brasil conta com cerca de 25 mil hectares de cultivo comercial de grama, com São Paulo liderando a produção nacional. O Globo Rural visitou a propriedade onde Froes trabalha para conhecer de perto essa cadeia produtiva (veja vídeo acima). A fazenda ocupa 400 hectares — área equivalente a cerca de 400 campos de futebol — e produz aproximadamente 2 milhões de metros quadrados de gramado por ano. De onde vem a grama Como funciona o cultivo Diferentemente de culturas como soja e milho, que possuem períodos definidos de plantio e colheita, o cultivo da grama demanda trabalho contínuo ao longo de todo o ano. Froes explica que boa parte da propriedade possui onde trabalha possui solo de turfa, que é mais escuro e rico em matéria orgânica, o que favorece o desenvolvimento da cultura. Por conta dessas características, a grama cultivada nesse tipo de solo já apresenta coloração verde intensa e demanda menos adubação nos primeiros meses após o plantio. A produção exige uma série de manejos, incluindo aplicação de calcário, adubos químicos e controle de pragas com herbicidas. Após a colheita, a área cultivada passa por um processo de regeneração. Com irrigação, adubação e aplicação de defensivos, o terreno pode voltar a produzir entre um ano e um ano e meio depois. Formatos de comercialização A grama pode ser vendida em diferentes formatos. Um deles é por meio de mudas conhecidas como sprigs, opção mais barata, mas que exige um plantio mais técnico e acompanhamento especializado. Nesse sistema, as mudas são comercializadas sem solo, reduzindo riscos de contaminação por sementes de plantas invasoras. As mudas produzidas na fazenda são da variedade Bermuda Tifway 419, utilizada principalmente em grandes áreas, como campos de polo e golfe. Outro formato de venda bastante comum é em placas. A grama Esmeralda, por exemplo, muito utilizada em paisagismo e campos amadores, é cortada nesse sistema, ou seja, em formatos de placas, com raízes e terra. Após o plantio, as raízes começam a se integrar ao solo em poucos dias. Também existem os chamados Big Rolls. Nesse sistema, uma máquina corta e enrola grandes tapetes de grama. Os rolos têm 75 centímetros de largura por 30 metros de comprimento, facilitando a instalação. A variedade utilizada nesse formato é a Bermuda Tahoma 31, que apresenta melhor desempenho em áreas com maior sombreamento. Escolha da grama e manutenção O agrônomo Mateus Ortega, que trabalha para a Federação Paulista de Futebol (FPF) e cuida do estádio Jaime Cintra, em Jundiaí (SP), conta que a qualidade de um gramado começa pela escolha da variedade adequada. Para campos profissionais, a recomendação é utilizar gramas de alta performance, com maior resistência ao pisoteio e crescimento acelerado para permitir uma recuperação mais rápida após as partidas. Já para quem deseja montar um campo em sítios ou quintais, a indicação é diferente. Nesse caso, a grama Esmeralda aparece como uma alternativa por exigir menos cortes e apresentar boa adaptação a diferentes condições. Após os jogos, os sinais de desgaste ficam evidentes. Mudanças bruscas de direção, carrinhos e disputas pela bola deixam marcas no gramado, que precisam ser corrigidas rapidamente para preservar a qualidade da superfície. Para recuperar as áreas danificadas do gramado, os profissionais utilizam um equipamento semelhante a um garfo para puxar a grama das laterais em direção ao centro do buraco, reduzindo as cicatrizes deixadas pelo jogo. Em seguida, aplicam uma fina camada de areia para corrigir os pequenos desníveis que permanecem na superfície e, por fim, realizam um novo corte para garantir que o gramado fique totalmente uniforme. O trabalho realizado nas lavouras e nos estádios impacta diretamente quem está em campo. O jogador Lucas Silva conta que a qualidade do gramado interfere na velocidade da bola e pode influenciar até mesmo o desgaste físico dos atletas. Segundo ele, campos em más condições aumentam o impacto sobre joelhos e tornozelos, contribuindo para lesões ao longo da carreira.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena teve mudanças no cronograma neste fim de semana por conta da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. De acordo com o sistema de apostas da Caixa, o sorteio ocorrerá apenas às 11h deste domingo (14). Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (11), ninguém acertou as seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 12 milhões. Tradicionalmente, os sorteios da Mega-Sena realizados aos sábados acontecem à noite, no mesmo dia do encerramento das apostas. A alteração ocorre no dia da estreia do Brasil no Mundial. A Mega-Sena deste sábado não é o único sorteio adiado. Também foram remarcadas as modalidades Loteria Federal, Mega-Sena, Super Sete, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Timemania e +Milionária previstas para os dias de jogos do Brasil — 13, 19 e 24 de junho. Os sorteios que deveriam acontecer no dia 19 foram remarcados para o dia 20, às 8h30, e o do dia 24 acontece no dia 25, também às 8h30. Sorteio da Loteria Federal desta quarta (29) Reprodução / Caixa g1 transmite ao vivo O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters O Nubank explicou, em comunicado enviado à imprensa neste sábado (13), os motivos que levaram ao envio, por engano, de uma mensagem anunciando a liquidação extrajudicial da instituição financeira. De acordo como o comunicado, o "episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente". "Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão", diz a nota. LEIA TAMBÉM: Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando O que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank Agora no g1 Ainda de acordo com o comunicado, a situação atingiu um grupo pequeno de clientes e "não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos serviços". A instituição voltou a pedir desculpas pela situação e disse que comunicou os clientes impactados. "Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável", diz. Em uma publicação nas redes sociais, a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou o episódio como "bizarro". Junqueira afirmou que a mensagem foi disparada devido a um erro operacional interno. Segundo ela, um colaborador enviou um "pull request" (PR), termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em códigos, que acabou acionando acidentalmente um protocolo de emergência da plataforma. Nubank envia notificação com mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades Reprodução “Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu. “Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.” A executiva disse que o problema afetou apenas uma pequena parcela dos clientes – cerca de 20 mil pessoas – e que a equipe agiu rapidamente para corrigir a falha. Ela também pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que o episódio causou incômodo dentro da própria empresa. "Ficamos bravos com isso", escreveu. Após a repercussão, o Nubank reforçou que a notificação foi enviada por engano e que suas operações seguem funcionando normalmente. Cristina Junqueira afirmou ainda que a empresa já adotou medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e classificou o episódio como um aprendizado para a equipe. Leia a nota do Nubank na íntegra: "O Nubank reforça que o episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente. Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão. A ocorrência atingiu um grupo pequeno de clientes e não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos nossos serviços, que seguiram normalmente. Desde o início, o Nubank tratou o caso com transparência, comunicou os clientes impactados inclusive utilizando seus canais abertos. Também adotou prontamente todas as medidas necessárias para a correção imediata do problema e para evitar uma nova ocorrência. Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável."

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena terá mudanças no cronograma neste fim de semana, por conta da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. De acordo com o sistema de apostas da Caixa, o sorteio ocorrerá apenas às 11h de domingo (14). Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (11), ninguém acertou as seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 12 milhões. Tradicionalmente, os sorteios da Mega-Sena realizados aos sábados acontecem à noite, no mesmo dia do encerramento das apostas. A alteração ocorre no dia da estreia do Brasil no Mundial. A Mega-Sena deste sábado não é o único sorteio adiado. Também foram remarcadas as modalidades Loteria Federal, Mega-Sena, Super Sete, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Timemania e +Milionária previstas para os dias de jogos do Brasil — 13, 19 e 24 de junho. Os sorteios que deveriam acontecer no dia 19 foram remarcados para o dia 20, às 8h30, e o do dia 24 acontece no dia 25, também às 8h30. Sorteio da Loteria Federal desta quarta (29) Reprodução / Caixa g1 transmite ao vivo O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Nubank envia notificação com mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades Reprodução A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou como "bizarro" o episódio que levou alguns clientes da instituição a receberem uma notificação informando, de forma equivocada, uma liquidação extrajudicial do banco. O alerta foi enviado na sexta-feira (12) e gerou preocupação entre usuários ao mencionar, inclusive, procedimentos para recuperação de recursos por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em publicações nas redes sociais, Junqueira afirmou que a mensagem foi disparada devido a um erro operacional interno. Segundo ela, um colaborador enviou um "pull request" (PR), termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em códigos, que acabou acionando acidentalmente um protocolo de emergência da plataforma. LEIA TAMBÉM: Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando O que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank Agora no g1 “Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu. “Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.” A executiva disse que o problema afetou apenas uma pequena parcela dos clientes – cerca de 20 mil pessoas – e que a equipe agiu rapidamente para corrigir a falha. Ela também pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que o episódio causou incômodo dentro da própria empresa. "Ficamos bravos com isso", escreveu. Após a repercussão, o Nubank reforçou que a notificação foi enviada por engano e que suas operações seguem funcionando normalmente. Cristina Junqueira afirmou ainda que a empresa já adotou medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e classificou o episódio como um aprendizado para a equipe.

Imposto de importação federal sobre encomendas foi revogado em meados de maio Jornal Nacional O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação de janeiro até meados de maio com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal. O valor ingressou nos cofres públicos no decorrer deste ano, antes de chamada "taxa das blusinhas" ser revogada em meio à corrida eleitoral. Na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, com mais dias (pois considera maio de 2025 inteiro), houve uma alta de 15,4%. Naquele período, foram arrecadados R$ 1,84 bilhão com o imposto. Em 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, um recorde. ➡️Apesar do fim da cobrança do imposto de importação do governo federal, os estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com uma alíquota que varia de 17% a 20%. ➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmaram que o fim do imposto teve impacto imediato nos preços. Na prática, a medida afeta diretamente compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Governo acaba com a 'taxa das blusinhas': e agora? Como foi a taxa das blusinhas? ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Setor produtivo defendia o imposto ➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor. Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. "O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o ambiente corporativo nas próximas semanas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. (veja o calendário de jogos) Apesar de muitas empresas flexibilizarem horários ou liberarem funcionários durante as partidas, isso não é uma obrigação legal. Especialistas recomendam que os trabalhadores consultem previamente as regras internas da empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo profissionais de recursos humanos ouvidos pelo g1, o principal desafio no ambiente corporativo é equilibrar descontração e profissionalismo. Isso porque excessos e gafes podem prejudicar a imagem profissional. Para os trabalhadores que vão acompanhar os jogos durante o expediente, o g1 preparou abaixo um QUIZ para ajudar a descobrir que tipo de torcedor você é no ambiente de trabalho — além de dicas práticas sobre como se comportar durante as partidas. Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Entusiasmo com limite Gritos excessivos, provocações, palavrões, abandono das atividades e uso exagerado do celular estão entre os comportamentos que mais geram desconforto e podem prejudicar a imagem profissional do trabalhador. Especialistas afirmam que ações como transmissão dos jogos, bolões e decoração temática podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que não comprometam entregas, atendimento e respeito entre colegas. “A descontração não é um passe livre para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Eles também alertam que nem todos gostam de futebol e que o ambiente deve continuar inclusivo e respeitoso. Outro ponto de atenção é o uso do celular. Conferir o placar rapidamente pode ser aceitável, mas o excesso pode transmitir desatenção e falta de comprometimento. Entre as principais recomendações estão alinhar horários com a liderança, evitar exageros na torcida, respeitar colegas, retomar rapidamente as atividades após os jogos e manter postura profissional mesmo durante momentos de confraternização. Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo: 🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor. 🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo. 👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos. 👩🏽💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes. 📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional. ⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo. 😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho. 😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina. 🧘🏼♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade. 💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional. 🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando. A startup GetNinjas já está enfeitada para a Copa do Mundo; funcionários verão jogos em telão Marcelo Brandt/G1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes A corrida espacial do século XXI não coloca Estados Unidos e China em lados opostos apenas na Lua. Ela também opõe dois modelos distintos de financiamento para tecnologias consideradas estratégicas no tabuleiro geopolítico. De um lado, Pequim avança por meio de empresas estatais, planejamento de longo prazo e recursos públicos. Do outro, a SpaceX conseguiu US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões) diretamente em Wall Street para financiar projetos que vão de redes globais de comunicação à inteligência artificial e à infraestrutura orbital. (entenda mais a seguir) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a abertura de capital da companhia de Elon Musk acontecendo em um momento em que as duas maiores economias do planeta disputam liderança em áreas consideradas decisivas para as próximas décadas, o IPO amplia a participação do mercado financeiro em uma corrida tecnológica e geopolítica que extrapola o espaço. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering, em inglês) é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A mesma corrida, modelos de financiamento diferentes Durante boa parte da história da exploração espacial — especialmente na Guerra Fria —, o avanço tecnológico foi financiado principalmente pelos governos. Tanto os EUA quanto a então União Soviética trataram o setor como uma questão de interesse nacional, destinando recursos públicos ao desenvolvimento de foguetes, satélites e missões tripuladas. ➡️ Nos EUA, esse modelo continua presente. Criada em 1958, a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) é financiada pelo orçamento federal aprovado anualmente pelo Congresso. Para 2026, por exemplo, os parlamentares destinaram à agência US$ 24,4 bilhões (R$ 124,5 bilhões), valor equivalente a cerca de 0,35% dos gastos do governo americano. Parte desses recursos financia programas conduzidos pela própria Nasa, mas outra parcela chega ao setor privado por meio de contratos. A missão Artemis II, por exemplo, contou com a participação de empresas como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin no desenvolvimento de equipamentos e sistemas. Gif mostra astronautas da missão Artemis em gravidade zero Reprodução Nos últimos anos, porém, o modelo americano passou a incorporar um novo elemento. Além de trabalhar em parceria com o governo, empresas privadas passaram a recorrer ao mercado financeiro para financiar projetos próprios de expansão. A SpaceX talvez seja hoje o exemplo mais visível dessa transformação. 📡 A companhia construiu a rede Starlink, ampliou sua presença em contratos governamentais e militares, e incorporou ativos ligados à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, Musk ampliou sua influência dentro do governo americano na gestão de Donald Trump, na qual chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês). Para Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), projetos como o Starship, futuros centros de processamento de dados em órbita e iniciativas ligadas à infraestrutura lunar exigem uma escala de recursos que dificilmente pode ser sustentada apenas por investidores privados tradicionais. Além disso, segundo ele, a companhia já ocupa uma posição estratégica para os interesses americanos, o que amplia a relevância de seus planos de expansão. "Vale notar que Musk faz isso num momento em que a SpaceX já opera, há muito, como infraestrutura estratégica do Estado americano: lança satélites do Pentágono, sustenta o principal sistema de comunicações militares orbitais e tornou-se peça decisiva em conflitos como o da Ucrânia." Por outro lado, na China, a lógica permanece mais concentrada no Estado: o programa espacial é conduzido a partir de metas definidas pelo governo, com participação de empresas estatais e investimentos públicos de longo prazo voltados à ampliação da presença chinesa no espaço. É justamente nesse ponto que o IPO da SpaceX se torna mais do que uma operação financeira. Enquanto o modelo chinês continua apoiado principalmente em recursos estatais, a empresa de Musk, pretende recorrer ao mercado financeiro para financiar uma nova etapa de crescimento. Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP, observa que essa movimentação acontece em um momento de acirramento da disputa tecnológica entre EUA e China. Na avaliação dele, a SpaceX ocupa uma posição singular porque reúne, sob o mesmo grupo, áreas consideradas estratégicas na disputa entre as duas maiores potências do planeta. Segundo o professor, essa competição se concentra hoje em três frentes principais: a exploração espacial; o controle de sistemas de comunicação; e a capacidade de processamento necessária para o desenvolvimento da inteligência artificial. “Quando observamos essas três dimensões, em conjunto, fica claro que a SpaceX não é apenas uma empresa de foguetes. Ela está presente em áreas fundamentais para qualquer país que pretenda disputar liderança tecnológica — seja na corrida espacial, na conectividade global por meio da Starlink ou no avanço da inteligência artificial”, afirma. China e SpaceX aceleram corrida espacial China corre para alcançar os americanos — e a própria SpaceX Se a SpaceX se tornou a principal vitrine do modelo americano de exploração espacial, a China aparece hoje como sua principal concorrente. A disputa envolve desde missões lunares até redes de satélites e capacidade de lançamento. Um levantamento do astrofísico Jonathan McDowell, pesquisador do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, mostra que a China foi a segunda maior potência espacial do mundo em número de lançamentos orbitais em 2025, com 92 missões. O resultado coloca o país bem à frente de outras potências espaciais, como a Rússia, mas ainda distante da liderança americana. No mesmo período, os EUA realizaram 181 lançamentos — quase o dobro do total chinês. Mais do que isso: sozinha, a SpaceX respondeu por 170 missões, número superior ao registrado por qualquer outro país. Veja abaixo: EUA ampliam vantagem sobre a China na corrida espacial Arte/g1 Segundo Franco Granda, analista sênior da PitchBook, a competição tende a se intensificar à medida que os dois países avançam em seus programas lunares. “A SpaceX trabalha com a meta de realizar uma missão lunar não tripulada em 2027, enquanto Pequim pretende levar astronautas chineses à superfície da Lua até 2030.” A disputa pelas constelações de satélites A disputa, porém, não acontece apenas no espaço sideral. Ela também está em curso na órbita terrestre, onde a SpaceX construiu uma vantagem difícil de ignorar. ➡️ Mais do que uma disputa por presença no espaço, trata-se de uma competição pelo controle das redes de comunicação que poderão sustentar serviços de internet, defesa e inteligência artificial nas próximas décadas. Os dados compilados por McDowell mostram que, no final do ano passado, a rede Starlink concentrava cerca de dois terços de todos os satélites ativos do planeta. Dos 14,1 mil equipamentos em operação, aproximadamente 10 mil pertenciam ao sistema da SpaceX. A diferença também aparece no ritmo de lançamento de satélites para essas redes orbitais. Somente em 2025, os EUA fabricaram e colocaram em órbita cerca de 3,4 mil satélites de comunicação de grande porte, quase todos destinados à constelação Starlink (3.267). No mesmo período, a China lançou 195 satélites da mesma categoria. Só que Pequim tenta reduzir essa distância. Segundo a PitchBook, o país concentrou seus esforços em dois grandes projetos: a Guowang, constelação estatal com previsão de aproximadamente 13 mil satélites, e a Qianfan, iniciativa comercial planejada para reunir mais de 1.296 unidades. Além da escala industrial, a China conta com uma vantagem geopolítica importante fora do círculo tradicional de aliados dos EUA. Segundo os especialistas consultados pelo g1, o país vem combinando capacidade industrial, preços subsidiados e relações diplomáticas construídas por meio da iniciativa Cinturão e Rota — megaprojeto global de infraestrutura, comércio e cooperação que reúne mais de 150 países parceiros, com maior presença na África, Ásia e América Latina. Essa capilaridade internacional, porém, não elimina os obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas em outros mercados. Restrições geopolíticas e regras de exportação adotadas por países ocidentais — especialmente aliados históricos dos EUA — dificultam o acesso a contratos comerciais em diversas regiões. “O setor comercial da China ainda está de cinco a dez anos atrás da SpaceX em termos de reutilização, e a segmentação geopolítica significa que os mercados chinês e ocidental são, na prática, arenas competitivas separadas”, observa Granda. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 Reuters/Maxim Shemetov

Ronaldo durante a Copa do Mundo de 2002 Reprodução/TV Globo A Seleção Brasileira enfrenta o Marrocos neste sábado (13) e começa uma nova jornada rumo ao hexa. A trajetória na Copa do Mundo de 2026 poderá ser acompanhada de perto com redes sociais, alertas em tempo real e imagens de altíssima definição. É um avanço enorme em relação ao ano do último título mundial do Brasil. Em 2002, a experiência de assistir a Copa e interagir na internet com outras pessoas envolvia transmissões de TV com qualidade mais baixa e conexões mais lentas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na época do penta, a velocidade da internet no Brasil costumava ficar limitada a algo em torno de 56 kbps. Hoje, a banda larga no país é centenas de vezes mais rápida, alcançando 221 Mbps em média, segundo dados divulgados no início de maio pela consultoria Ookla. A antiga internet por conexão discada usava a linha telefônica e fazia cobrança por pulsos elétricos. O preço da tarifa variava ao longo do dia e, por isso, muitas pessoas optavam por navegar à noite ou nos fins de semana, quando a rede era menos concorrida. Agora no g1 E, no lugar de telas finas, computadores usavam monitores de tubo (a mesma tecnologia de televisões da época). Aparelhos até então avançados, como iPod e PlayStation 2, já existiam, mas ainda não eram populares no Brasil. Relembre como foi assistir à Copa de 2002. Sem redes sociais As opções para trocar mensagens pela internet eram bem mais restritas em 2002. Não existiam nem mesmo serviços que ficaram extremamente populares no Brasil e já foram descontinuados, como Orkut e Skype. Sem plataformas como Instagram, WhatsApp ou X, a saída era buscar serviços como ICQ, mIRC e bate-papos online. Também era possível interagir por meio de correntes de e-mail. ICQ no Windows 98 Reprodução/Isaac Mor O ICQ, por exemplo, chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001. Cada um deles tinha um número de identificação e usava o código para adicionar amigos. Com o passar dos anos, o serviço perdeu espaço para o MSN Messenger, que tinha mais recursos e era mais acessível aos usuários por estar instalado em novos computadores da Microsoft. O Windows do papel de parede A Copa de 2002 foi a primeira com o Windows XP, lançado um ano antes. O sistema da Microsoft ficou marcado por seu papel de parede padrão, que mostra um gramado verde contrastando com o céu azul. Computadores com 512 MB de RAM e 30 GB de armazenamento eram considerados avançados. Hoje, essas especificações são facilmente superadas até mesmo pelos smartphones mais básicos. Papel de parede 'Bliss' ficou famoso no Windows XP Reprodução E até ações simples, como ouvir música, eram bem diferentes. A iTunes Store, loja da Apple para baixar músicas, ainda não havia sido lançada, e a saída era copiar faixas dos CDs ou usar serviços como Kazaa. Para ouvir por aí, era preciso recorrer a um discman. O iPod até já havia sido lançado antes do penta, mas era caríssimo. O Windows XP permaneceu como o sistema de computador mais usado do mundo até 2012, quando foi finalmente superado em número de usuários pelo Windows 7, lançado três anos antes. Os dados são da empresa de análise de mercado Net Applications. Hoje, o Windows 11 é o sistema da Microsoft com mais usuários. Mas a plataforma mais usada em todo o mundo é o Android, presente na maioria dos smartphones, além de tablets, computadores, relógios inteligentes e smart TVs. Celular 'tijolão' Se hoje os celulares mais conhecidos são o iPhone 17 e o Galaxy S26, quem dominava em 2002 era o Nokia 3310. Ele ganhou o apelido de "tijolão" devido a sua capacidade de seguir funcionando após inúmeras quedas. O aparelho tinha tela monocromática de 1,5 polegada, teclas numéricas que também serviam para escrever mensagens e suporte para 4 jogos. Um deles era o clássico "snake", o famoso jogo da cobrinha. Nokia 3310 Kevin Steinhardt/Flickr Mas enquanto o antigo modelo tinha armazenamento de 1 kb, a capacidade dos celulares mais novos é centenas de milhões de vezes maior, considerando o espaço de 256 GB. O Nokia 3310 vendeu 126 milhões de unidades e se tornou um dos celulares mais populares da história. O sucesso foi tão grande que, em 2017, a HMD Global, que assumiu o controle da marca, relançou o aparelho. Grande hit de vendas, o Motorola V3 só seria lançado dois anos depois. Até então, o celular "flip" mais famoso da merca era o StarTAC, que teve várias gerações desde seu lançamento em 1996. Motorola StarTAC Reprodução/Mobile Phone Museum

Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre o tema Horas antes da convocação oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza apareceu diante da câmera do próprio canal no YouTube tentando controlar a ansiedade. Cercado de amigos e familiares, acompanhava ao vivo a lista anunciada por Carlo Ancelotti. Nos últimos meses, Hugo vinha sendo chamado com frequência pelo treinador italiano e atravessava uma das fases mais consistentes de sua carreira. Então, os nomes começaram a ser anunciados: Alisson, Ederson e Weverton. E não o dele. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 👨💻 A repercussão foi imediata. O que se viu ali foi a reação de alguém percebendo que um dos maiores objetivos da carreira não se concretizaria. Esse sentimento também foi vivido recentemente pelo lateral-direito Wesley, que viu o sonho da primeira Copa acabar antes mesmo de começar. Convocado para o torneio, ele sofreu uma lesão no último amistoso da Seleção, contra o Egito, e acabou cortado da competição Nas redes sociais, afirmou que encarava o momento "de cabeça erguida" e que voltaria ainda mais forte. Os dois casos ilustram formas diferentes de uma mesma experiência: lidar com a frustração quando um objetivo profissional muito aguardado fica pelo caminho. Não é à toa que histórias como essas despertam tanta identificação. Goleiro Hugo Souza ficou fora da convocação para a Copa de 2026 GIF/ Hugo Souza Segundo especialistas ouvidos pelo g1, isso acontece porque as situações vividas por Hugo e Wesley dialogam com experiências que acontecem diariamente fora dos gramados. Elas se repetem quando um profissional espera uma promoção que não vem. Quando alguém passa meses em um processo seletivo e recebe uma negativa. Quando anos de preparação parecem insuficientes diante de uma rejeição difícil de explicar racionalmente. No esporte, porém, esse tipo de frustração costuma ocorrer diante de milhões de pessoas. Como lidar com a frustração profissional? Enquanto o público acompanha quem garantiu uma vaga na Seleção Brasileira, há também outro lado da convocação: o dos atletas que precisam reorganizar emocionalmente a própria trajetória após ficarem de fora da competição mais importante da carreira. Essa reorganização não é simples. Principalmente porque, tanto no esporte quanto no ambiente corporativo, desempenho e identidade muitas vezes acabam se confundindo, explicam especialistas. O pesquisador da USP Gustavo Drago, que já atuou no planejamento e monitoramento da preparação de delegações que disputaram os Jogos Olímpicos de Pequim, Londres e Rio de Janeiro, afirma que uma das questões que mais chamaram sua atenção ao longo da carreira foi perceber como pessoas submetidas às mesmas pressões podem reagir de formas completamente diferentes. 🕵️♀️ Segundo ele, estudos mostram que alguns atletas, em jogos fora de casa, interpretavam o ambiente adverso como uma ameaça. A pressão da torcida, as provocações e a sensação de hostilidade vinham acompanhadas de alterações fisiológicas relevantes, como aumento de cortisol, insegurança e comportamentos mais hesitantes em campo. Outros, porém, viam aquele ambiente como estimulante e apresentavam respostas físicas ligadas à competitividade, maior intensidade e decisões mais corretas. Esse processo ajuda a entender por que rejeições profissionais afetam as pessoas de maneira tão diferente, explica Drago. Na avaliação do pesquisador, o sofrimento não surge apenas da negativa em si, mas também da interpretação que cada pessoa constrói sobre ela. Quando um atleta fica fora de uma convocação importante, ou quando um profissional perde uma promoção aguardada, a sensação frequentemente ultrapassa a frustração pontual. Em muitos casos, passa a atingir diretamente a autoestima, a identidade e a percepção de valor pessoal. Segundo Drago, isso acontece porque muitas pessoas constroem a própria identidade em torno do desempenho. A carreira deixa de ser apenas uma dimensão da vida e passa a funcionar como medida de reconhecimento, competência e pertencimento. Quando o resultado esperado não se concretiza, existe o risco de a pessoa deixar de enxergar a situação como um episódio específico e passar a interpretá-la como uma definição permanente sobre si mesma. Na avaliação do pesquisador, é justamente aí que está a diferença entre uma frustração saudável e outra destrutiva. A primeira provoca dor, mas ainda permite aprendizado, adaptação e continuidade. Já a segunda transforma a rejeição em uma narrativa de incapacidade. “O problema começa quando a pessoa deixa de enxergar a rejeição como um episódio e passa a enxergar aquilo como definição de valor pessoal", afirma Drago. Atletas aprendem a se reorganizar após derrotas, enquanto no meio corporativo há uma cobrança irreal por crescimento linear contínuo. Pexels Mercado de alta performance A discussão ganha ainda mais complexidade em um mercado de trabalho cada vez mais orientado pela lógica da alta performance. Muitos ambientes corporativos passaram a reproduzir uma dinâmica semelhante à do esporte de alto rendimento, marcada por cobrança contínua, pressão por resultados e exigências constantes. A diferença, conta Drago, é que o esporte costuma oferecer estruturas de suporte emocional e recuperação que raramente existem na mesma proporção dentro das empresas. 🧘♂️ Enquanto atletas contam com acompanhamento psicológico, controle de carga, períodos de descanso e preparação mental, muitos trabalhadores convivem apenas com a exigência permanente por produtividade. De acordo com o pesquisador, o cérebro humano tende a funcionar melhor quando o desafio vem acompanhado de um mínimo de segurança psicológica. Quando o medo de errar se torna permanente, a mente entra em modo de autoproteção, o que pode reduzir a espontaneidade, a criatividade e a capacidade de decisão. "O medo constante de falhar faz o cérebro entrar em modo de autoproteção". No esporte, segundo Drago, um atleta excessivamente preocupado em não falhar pode hesitar em momentos decisivos. No ambiente corporativo, isso costuma se manifestar como perfeccionismo extremo, procrastinação, insegurança constante e dificuldade de inovar. Já para o sócio de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, a intensidade emocional dessas rejeições também está diretamente ligada ao investimento feito ao longo da trajetória. 🏆 Segundo ele, tanto no esporte quanto nas empresas há um acúmulo de expectativas, dedicação e esforço em torno de determinados objetivos. Quando eles não se concretizam, muitas pessoas sentem não apenas frustração, mas também uma espécie de desvalorização simbólica da própria caminhada. Brehmer avalia que o esporte oferece uma lição importante sobre reconstrução emocional, já que atletas aprendem desde cedo que derrotas, cortes e recusas fazem parte do processo competitivo. Permanecer paralisado pela frustração pode comprometer a continuidade da carreira, ressalta o especialista. Por isso, eles desenvolvem a capacidade de reorganização emocional, ajuste de rota e retomada da preparação. “As promoções não conquistadas, projetos recusados ou vagas perdidas não precisam ser interpretados como fracassos definitivos, mas como parte de um processo contínuo de desenvolvimento e reposicionamento.” No ambiente corporativo, porém, essa relação com o fracasso costuma ser mais difícil. Existe uma expectativa silenciosa de crescimento linear, como se carreiras bem-sucedidas fossem construídas sem interrupções, recusas ou perdas de espaço. Segundo Brehmer, a frustração deixa de ser saudável quando passa a afetar de forma contínua a motivação, a autoestima e o funcionamento cotidiano. 🚣♀️ A pressão constante por desempenho também evidenciam como as discussões sobre recuperação emocional ainda enfrentam resistência dentro das empresas, segundo os especialistas. Drago afirma que, no esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como perda de tempo, mas como parte estratégica da performance. Nenhum atleta sustenta intensidade máxima sem recuperação física e mental adequada. No ambiente corporativo, porém, ainda persiste uma cultura que associa comprometimento à hiperdisponibilidade, ao excesso de horas trabalhadas e à produtividade contínua. Para o pesquisador, isso cria um paradoxo cada vez mais evidente: empresas exigem criatividade, clareza emocional, inovação e decisões rápidas de profissionais submetidos a níveis constantes de exaustão. O resultado, segundo ele, é o aumento da ansiedade, do burnout, da insônia, do esgotamento emocional e da perda de qualidade de vida. "Não existe alta performance na presença de esgotamento crônico (...) sustentabilidade emocional deveria ser entendida como estratégia de performance, e não como benefício secundário". Brehmer concorda e defende que organizações capazes de equilibrar cobrança por resultados com segurança emocional tendem a formar equipes mais resilientes e preparadas para lidar com a pressão. “O esporte mostra que recuperação não é pausa improdutiva, mas parte estratégica da consistência (...) organizações que compreendem isso tendem a formar equipes mais resilientes, inovadoras e menos vulneráveis ao esgotamento", conclui. Edema muscular deve afastar Neymar até a Copa; entenda o que é

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta sexta-feira (12) a suspensão global de dois de seus modelos mais recentes, o Fable 5 e o Mythos 5, após receber uma determinação do governo dos Estados Unidos baseada em questões de "segurança nacional". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a companhia, a ordem impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic. Diante da abrangência da medida, a empresa decidiu desativar imediatamente os dois modelos para todos os usuários. Em comunicado, afirmou que "o efeito dessa ordem é que precisamos desativar imediatamente o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os nossos usuários, a fim de garantir o cumprimento" da determinação. Os demais sistemas da companhia seguem disponíveis normalmente. Initial plugin text A decisão está entre as medidas mais amplas já adotadas pelo governo americano para restringir o acesso a ferramentas avançadas de inteligência artificial. Ela foi anunciada apenas alguns dias após o lançamento público do Fable 5 e cerca de dez dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que cria mecanismos para avaliar possíveis riscos à segurança nacional antes da divulgação de novos sistemas de IA. Agora no g1 Anthropic questiona justificativa do governo americano Embora tenha cumprido a determinação, a Anthropic questionou a forma como o processo foi conduzido. Segundo a empresa, a diretiva foi recebida na tarde de sexta-feira e não apresentava informações detalhadas sobre quais seriam os riscos identificados pelas autoridades. A companhia afirmou acreditar que a preocupação do governo esteja relacionada a uma possível forma de contornar algumas das barreiras de segurança do Fable 5. Após analisar a demonstração apresentada pelas autoridades, a empresa concluiu que a técnica apontada permitia identificar apenas um número limitado de falhas já conhecidas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros sistemas disponíveis no mercado. A Anthropic também informou que submeteu o Fable 5 a uma série de testes antes do lançamento, em parceria com órgãos governamentais, organizações independentes e equipes internas. De acordo com a empresa, os resultados indicaram que as proteções adotadas no modelo são mais eficazes do que as utilizadas em versões anteriores. No comunicado, a companhia afirmou discordar da retirada de um produto amplamente disponibilizado ao público com base em um método específico de contornar suas proteções. "Acreditamos que o governo deveria ter a capacidade de bloquear implantações inseguras, como parte de um processo legal transparente, justo, claro e fundamentado em fatos técnicos", declarou. "Esta ação não está em conformidade com esses princípios." A empresa classificou o episódio como um "mal-entendido" e disse estar trabalhando para restabelecer o acesso aos dois modelos "o mais breve possível". Até o momento, o governo americano não divulgou detalhes adicionais sobre as preocupações que motivaram a restrição. *Com informações das agências de notícias Associated Press e AFP Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA Reuters/Dado Ruvic/Illustration

O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores. Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um "número restrito de servidores" e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados. A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo g1. Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Agora no g1 Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício. De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas. "A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações", diz trecho da portaria. "O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça", completou o tribunal, em nota. O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) Divulgação/TCU

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP MrBeast, maior youtuber do mundo, alcançou um marco inédito nesta sexta-feira (12) ao se tornar o primeiro criador de conteúdo individual a ultrapassar a marca de 500 milhões de inscritos na plataforma. A informação foi celebrada pelo próprio Youtube em seu site oficial. Quem é MrBeast Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social. MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo. Um de seus vídeos, ele chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas. Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras. Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos EUA em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo. O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões. O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo. Acusação de assédio moral Em abril deste ano, uma brasileira afirmou ter sofrido assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou na empresa do youtuber na empresa do youtuber, a MrBeast Industries. Lorrayne Mavromatis expôs o caso em um vídeo publicado em seu Instagram. "Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos", relatou ela. VEJA TAMBÉM Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil

SpaceX abre capital e Musk fica trilionário O IPO da SpaceX surpreendeu até os investidores mais otimistas. Segundo a Bloomberg, investidores de varejo — pessoas físicas — enviaram mais de US$ 70 bilhões em pedidos para participar da oferta. Com a demanda acima do esperado, as ações da SpaceX subiam quase 30% em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12) e eram negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) por volta das 14h50. Na esteira, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história. No fechamento do dia, a alta perdeu força e encerrou em 19,2%. A empresa de Elon Musk chegou à bolsa após precificar seu IPO em US$ 135 por ação e captar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 386,1 bilhões). Antes mesmo do início das negociações, porém, os sinais de interesse já chamavam a atenção em Wall Street. A expectativa era de que esse grupo recebesse pelo menos 20% das ações distribuídas no IPO. Ainda assim, a procura superou com folga a quantidade de papéis disponível. ▶️ Na prática, isso significa que muitos investidores receberam menos ações do que solicitaram ou ficaram completamente de fora da oferta. Parte dessa demanda migrou para o mercado aberto assim que as negociações começaram, o que aumentou a procura pelos papéis e ajudou a impulsionar as cotações. SpaceX lança Starship, nave mais poderosa do mundo Reprodução A tese por trás da SpaceX O movimento ajuda a explicar por que a estreia da SpaceX era acompanhada com tanta atenção. A lógica é simples: quando há mais compradores do que ações disponíveis, os preços tendem a subir até que a oferta e a demanda encontrem um ponto de equilíbrio. O interesse pela companhia também reflete a posição singular da SpaceX no mercado. ▶️ Embora tenha encerrado 2025 com receita próxima de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido de cerca de US$ 4,9 bilhões, a empresa é vista por muitos investidores menos pelos resultados atuais e mais pelo potencial de crescimento de seus negócios. Hoje, a SpaceX reúne atividades que vão além dos lançamentos espaciais. A empresa controla a rede de internet via satélite Starlink, atua em projetos ligados à inteligência artificial por meio da xAI e desenvolve o Starship, foguete considerado peça-chave de seus planos para reduzir os custos de acesso ao espaço. Saiba mais sobre o IPO da SpaceX abaixo: IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão? Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). Uma liquidação extrajudicial é uma medida aplicada a instituições financeiras em situação de insolvência ou com graves problemas financeiros. O objetivo é encerrar as atividades da empresa de forma organizada, preservar o patrimônio disponível e garantir o pagamento dos credores. LEIA TAMBÉM: Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando 🔍 Insolvência é quando as dívidas de uma empresa ou de pessoa física superam seu ganhos, logo não é possível arcar com os compromissos financeiros. Quando a liquidação é decretada, a instituição deixa de operar e é retirada do Sistema Financeiro Nacional. A partir desse momento, suas atividades são interrompidas e todas as dívidas e obrigações passam a ser consideradas vencidas. Os bens e recursos da instituição são então utilizados para quitar, na medida do possível, os débitos com credores, seguindo a ordem de prioridade prevista na legislação. Nesses casos, clientes que tenham até R$ 250 mil em investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que funciona como uma espécie de seguro para correntistas, poupadores e investidores. O fundo garante o ressarcimento de aplicações financeiras até os limites estabelecidos pelas regras da instituição. O que aconteceu com o Nubank As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente. O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que "o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente". O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Procurado, o Nubank afirmou que "lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes" e informou que o episódio decorreu de um erro operacional pontual, que está sendo investigado internamente. "O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade", diz a nota enviada pelo banco. O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu. Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações. Agora no g1 Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text *Esta reportagem está em atualização

Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Elon Musk se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft. Vale destacar que, antes mesmo de se tornar um trilionário, Musk já liderava a lista da revista Forbes de pessoa mais rica do mundo. (conheça a trajetória dele). Após a estreia da SpaceX na bolsa, a Forbes passou a classificar Elon Musk como o primeiro trilionário da Terra e estimou sua fortuna em US$ 1,1 trilhão na manhã desta sexta-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com alta expectativa, as ações da SpaceX disparavam quase 30% em sua estreia, sendo negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) perto das 14h50. "Ele criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. Só a Starlink (braço da SpaceX) acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma ao g1 Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures. Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Matt Rourke/ AP Foto Quem é Elon Musk, agora um trilionário Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Ele viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos. Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia. Musk aprendeu a programar sozinho e criou jogos na adolescência. Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021 Patrick Pleul/Reuters Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas online. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq. Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros online e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal, que acabou virando o nome do negócio. Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações. Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo. Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial. Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já apostou nos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neurociência. Elon Musk comprou a rede social Twitter em outubro de 2022, após uma negociação de cerca de seis meses marcada por disputas e tentativas de desistência. O acordo foi fechado por US$ 44 bilhões e deu a ele o controle total da plataforma. A trajetória começou em março daquele ano, quando Musk adquiriu 9,2% das ações da empresa e se tornou seu maior acionista individual. Meses depois, ele questionou a quantidade de contas falsas na rede social e tentou abandonar o negócio, mas o Twitter recorreu à Justiça para exigir o cumprimento do acordo. A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez. Em 2021, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time". Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011. Quais são as empresas de Musk ⚡TESLA Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China Yilei Sun/Reuters Desde 2004, Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que ele começou a ganhar atenção da mídia. A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje. Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar. Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores. 🚀SPACEX Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial AFP/Inspiration4 Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens. O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço. Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais. Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic. O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023. 🛰️ STARLINK Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida. A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo. OUTROS NEGÓCIOS 🧠 NEURALINK: ele também está envolvido na startup de neurociência que quer "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento. A Neuralink já fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia. O agora trilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável. 🤖 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Musk também foi um dos fundadores da OpenAI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do ChatGPT. Musk, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de IA, a xAI. em 2023. Em fevereiro deste ano, a SpaceX anunciou a compra da xAI. Com a operação, a empresa de foguetes também passou a controlar o X, já que a rede social atualmente faz parte da estrutura da companhia de inteligência artificial. 🚅 TRANSPORTE: Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop"). Tem muitos filhos e mãe é tiktoker CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. REUTERS/Go Nakamura/Pool A biografia "Elon Musk" , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o "Fantástico", em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson. Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, sobretudo com o avanço da IA. Daí a ideia de colonização em Marte, uma das missões que ele prevê para a SpaceX. Isso também explicaria por que o empresário tem tantos filhos. A LETRA X - O trilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla, ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk. Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o trilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk. E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus. O site "Business Insider" também reportou que, em 2021, ele teria tido gêmeos com Shivon Zills, uma executiva da Neuralink, a startup de Musk no campo da neurociência. O autor da biografia do trilionário disse que conheceu as crianças, chamadas Azure e Strider, e postou uma foto delas com o casal. Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men). O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou. Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA. Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e "pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma". MÃE E MODELO - A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e 1,5 milhão no X, onde costuma defender o filho. Kimbal Musk, irmão mais novo de Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla. Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022 Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP AUTISMO - Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve. "Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?" Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: "Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de 'modo demoníaco', muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez." Colecionador de polêmicas Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X. Já apresentou por uma noite o programa de humor americano "Saturday Night Life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube. Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018 Reprodução/YouTube No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar "terremotos" nos mercados de ações e de criptomoedas. Ele já foi até punido por isso por autoridades americanas, após um post sobre a Tesla, em 2018. Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021. A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes. Musk acabou devolvendo o perfil a Trump depois de comprar a plataforma, em 2022. Durante a pandemia, também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina. Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo. O trilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói". A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk. Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão

Imagem ilustrativa de uma colheita de gengibre. Reprodução/TV TEM Ednildo Torres, de Camaçari (BA), quer começar a cultivar gengibre e procurou o Globo Rural em busca de orientações sobre o plantio. Para ajudar o produtor, a recomendação é consultar uma publicação do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que reúne informações sobre a cultura. No capítulo 2 do material, é possível encontrar orientações sobre preparo do solo, plantio das mudas e os principais cuidados com a lavoura. 📱Acesse aqui O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar

Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 Paulo Whitaker/Reuters Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente. O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que "o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente". O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Procurado, o Nubank afirmou que "um erro operacional pontual, já identificado e solucionado", provocou o envio de mensagens indevidas a parte de seus clientes. Segundo o banco, "a instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade". "Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos." O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu. Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações. Agora no g1 Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text *Esta reportagem está em atualização

Lula diz que motoristas de app estão deixando a 'invisibilidade' O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12), no Palácio do Planalto, uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos. Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação. Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha também contemplará motoristas celetistas. "O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade. Vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem, mais ou menos, 1 milhão de trabalhadores nessa situação", afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento. Durante discurso, Lula celebrou a presença de motoristas de app no Palácio do Planalto, afirmando que a categoria está deixando a "invisibilidade". Ele também defendeu a realização de campanhas educativas no trânsito e afirmou que o governo vai negociar com as concessionárias de motos o fornecimento de capacete para os motociclistas. Regras básicas Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos: seis meses de atividade; e um histórico mínimo de 100 corridas realizadas. O processo de adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, disponível a partir desta sexta, no qual o usuário autorizará o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil. Segundo o governo, poderão ser financiados: motos flex – até 160 cilindradas bicicletas e autoprop0elidos elétricos - até 1000 Watts motos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts Cada motorista poderá adquirir um veículo por meio da nova linha de financiamento. Taxas e prazos Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de: 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens; e de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres. O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses. Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552. Os recursos para a linha de crédito, segundo o governo, tem origem no Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Já o Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação. Para viabilização do programa, foi assinada uma medida provisória, um decreto e uma resolução do FIIS. Na cerimônia no Planalto, Lula anunciou que as primeiras 25 mil motos financiadas por mulheres junto ao BB serão acompanhadas de um capacete gratuito para as motociclistas. O petista também aproveitou o Dia dos Namorados para fazer uma fala sobre a necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher. Linha de crédito para empresas Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança Thiago Gadelha/SVM O governo Lula também anunciou uma linha de financiamento para empresas com o objetivo de expansão da infraestrutura de serviço de troca de bateria e de sistemas de recarga de motos elétricas. Itens pré-determinados: baterias, postos de troca de bateria. E capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. Essa linha também prevê taxa de 12,5%, prazo de 48 meses e carência de dois meses. O limite da linha será de R$ 70 milhões. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, anunciou a realização de feirões para negociação de motos. "No dia 13 de julho, vamos colocar no calendário, vamos ter polos de feirões, locais para convidar as concessionárias, para fazer uma feira para participar, para fazer que a agilidade aconteça", afirmou Vieira.

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon A SpaceX atingiu US$ 2,1 trilhões em valor de mercado em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12). O movimento reflete o entusiasmo em torno da empresa liderada por Elon Musk e a coloca no caminho para se tornar a sexta maior companhia de capital aberto dos Estados Unidos. As ações tinham previsão de abrir em torno de US$ 175, cerca de 30% acima do preço de US$ 135 definido na oferta inicial (IPO). Isso indicava uma estreia forte para a maior abertura de capital já realizada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A euforia em torno da estreia dá lugar a um grande desafio para os sistemas de negociação de Wall Street. Bolsas, corretoras e instituições financeiras se preparam para um volume muito alto de ordens, após a empresa levantar US$ 75 bilhões e atingir imediatamente uma avaliação de US$ 1,77 trilhão, tornando-se uma das maiores dos Estados Unidos. Essas instituições também trabalham para evitar problemas técnicos como os que afetaram a estreia da Meta em 2012. Como a SpaceX é vista como um teste para uma nova geração de grandes aberturas de capital, o mercado observa atentamente o interesse dos investidores antes das próximas ofertas de empresas de inteligência artificial, como Anthropic e OpenAI. As ações, com preço fixado em US$ 135 cada, provavelmente não serão negociadas até o meio do pregão, pois a bolsa ainda coleta ordens de compra e venda. Os coordenadores da oferta adiam o início das negociações até que haja equilíbrio entre oferta e demanda. "Esperamos que a SpaceX registre um salto imediato nas negociações devido ao entusiasmo em torno do negócio, talvez acima de 20%", disse Samuel Kerr, diretor global de mercados de capitais da Mergermarket. "Qualquer valor inferior me deixaria, na verdade, preocupado." A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, e o diretor financeiro, Bret Johnsen, tocaram o sino de abertura da Nasdaq às 10h30 (horário de Brasília). A listagem histórica consolidou Musk como o primeiro trilionário e levou a SpaceX ao grupo das empresas mais valiosas do mundo — mesmo com um prejuízo de quase US$ 5 bilhões no ano passado e uma receita muito menor do que a de outras gigantes de tecnologia com valor de mercado semelhante. "Eu dei à SpaceX 10% de chance de ter sucesso", disse Musk no Texas, pouco antes do início do pregão. O desempenho das ações também servirá como teste para o chamado “prêmio Musk”, visto como um fator que sustenta a avaliação de mais de US$ 1 trilhão da Tesla, apesar das pressões enfrentadas durante o período em que o empresário teve participação ativa no governo do presidente Donald Trump. Maior IPO do mundo A oferta pública recorde marca a realização das ambições de longa data de Musk no setor espacial e tecnológico. Ela também se destacou por mudar a dinâmica das aberturas de capital em Wall Street e atrair um grande número de investidores pessoa física para o mercado. Com US$ 75 bilhões arrecadados, a operação superou em mais de duas vezes o valor obtido na oferta pública inicial recorde da Saudi Aramco, em 2019. Isso deve tornar a SpaceX a primeira empresa dos Estados Unidos a estrear já valendo US$ 1 trilhão, além de colocá-la como a sétima maior do país em valor de mercado. "Elon brinca dizendo que fazemos o impossível, só que com atraso", disse a diretora operacional da SpaceX, Gwynne Shotwell, à CNBC em uma entrevista. A avaliação pode subir ainda mais se os coordenadores da oferta decidirem vender ações adicionais, o que costuma ocorrer até 30 dias após o lançamento. Embora a SpaceX possa levar algum tempo para entrar no S&P 500, a expectativa é de uma inclusão rápida no Nasdaq 100. Isso deve torná-la rapidamente relevante para fundos passivos e ETFs que seguem o índice, criando uma nova fonte de demanda por suas ações. A inclusão deve ocorrer em cerca de um mês, seguindo as novas regras de entrada rápida da Nasdaq, bem menos do que o prazo tradicional, que pode chegar a um ano. Analistas avaliam que a estreia da SpaceX pode levar investidores a reorganizar suas carteiras, com possível pressão de venda sobre outras grandes empresas de tecnologia, à medida que recursos sejam direcionados para as ações da companhia. Oportunidade de mercado de US$ 28,5 trilhões Apesar de todo o entusiasmo em torno da oferta, determinar o valor real da SpaceX ainda é uma tarefa difícil. A SpaceX afirma que seu mercado potencial chega a US$ 28,5 trilhões, o que considera ser o maior da história. Com liderança no setor espacial — segundo a empresa, responsável por mais de quatro quintos das cargas lançadas em órbita nos últimos três anos — e com as receitas do Starlink, alguns investidores veem uma base sólida para crescimento. John Belton, gestor de portfólio da Gabelli Funds, afirmou que a melhor comparação para a SpaceX é a Tesla, empresa de veículos elétricos de Musk, já que ambas combinam um negócio já estabelecido com planos ambiciosos para o futuro. As ações de empresas do setor espacial subiam no pré-mercado, com Intuitive Machines, Planet Labs e Satellogic registrando altas entre 3,3% e 4,5%.

As pessoas se reúnem para assistir a uma transmissão ao vivo com o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, em Nova York REUTERS/Jeenah Moon A SpaceX, empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial do bilionário Elon Musk, estreou na Nasdaq, bolsa de valores de tecnlogia de Wall Street, nesta sexta-feira (12). Avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 9 trilhões), essa é maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história. Diante da alta demanda, bolsas de valores ao redor do mundo passaram a oferecer ativos vinculados aos papéis da companhia aos investidores. No Brasil, a B3 disponibiliza nesta sexta-feira o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da SpaceX — um certificado negociado no país que representa as ações da empresa no exterior. Entenda a diferença entre BDR e ação. Na prática, isso significa que investidores brasileiros poderão aplicar em ativos ligados à companhia sem precisar abrir conta no exterior ou realizar remessas internacionais e operações de câmbio. Na bolsa brasileira, o BDR da SpaceX será negociado sob o código SPCX34. Segundo a B3, embora a ação da SpaceX no IPO tenha preço inicial estimado em US$ 135 (cerca de R$ 694,95), o BDR terá paridade de 1 para 15 — ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3. Com isso, o investidor poderá acessar a empresa por um valor entre R$ 50 e R$ 70. Agora no g1 Qual a diferença entre um BDR e uma ação? Enquanto a ação representa uma parte do capital de uma empresa — ou seja, ao comprar o papel, o investidor se torna sócio e pode, em alguns casos, ter direito a voto —, o BDR é um certificado de depósito de valores mobiliários. Isso significa que o BDR é um investimento negociado no Brasil que representa ações de empresas no exterior. Na prática, funciona como um “recibo”: uma instituição financeira compra a ação lá fora e emite esse certificado para que o investidor possa negociá-lo aqui, em reais. Com isso, os BDRs estão sujeitos tanto à variação das ações no exterior quanto às oscilações do câmbio — que também impactam o preço — e à volatilidade dos mercados internacionais. "No caso de empresas de tecnologia e crescimento, como a SpaceX, esses movimentos podem ser ainda mais relevantes", diz a B3 em nota. 📈 Veja o passo a passo para investir em um BDR: Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker). Busque pelo código de negociação (ticker) da empresa. No caso de BDRs, esse código costuma ter o número "34" no final. Escolha a quantidade de BDRs que deseja comprar. Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento. Envie a ordem de compra e confirme a operação. A negociação acontece na própria B3, em reais. Existem outras formas de investir em empresas americanas? Outra alternativa para quem quer investir em empresas americanas são os ETFs — fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência ou de um setor da economia. Ao comprar um ETF negociado na bolsa brasileira que replique o S&P 500, um dos principais índices de Wall Street, por exemplo, o investidor faz a transação em reais e, na prática, passa a investir em um conjunto de empresas americanas de uma só vez. 📈 Veja o passo a passo para investir em um ETF: Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker). Busque pelo código de negociação (ticker) do ETF. No Brasil, esses códigos geralmente terminam em “11”. Escolha a quantidade que deseja comprar. Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento. Envie a ordem de compra e confirme a operação. Outra opção seria a alocação de recursos em fundos de investimento, que são carteiras geridas por profissionais e que podem contar com diferentes ativos, incluindo ações internacionais em alguns casos. 📈 Veja o passo a passo para investir em um fundo de investimento: Acesse a sua conta na corretora de investimentos ou no banco. Na aba de “fundos de investimento”, busque por carteiras que invistam em ações no exterior. Defina o valor que pretende investir ou a quantidade de cotas que deseja comprar. Confirme a operação. ⚠️ Fundos de investimento também podem cobrar taxas de administração e de performance. Vale destacar que ambos os investimentos envolvem risco, já que estão ligados a ativos de renda variável e, portanto, sujeitos tanto às oscilações dos mercados no exterior quanto à variação do câmbio. Além disso, investidores que querem ter investimentos em empresas específicas, como a SpaceX, no entanto, a presença nos ETFs ou fundos não é garantida, já que depende da composição das carteiras.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores AFP via Getty Images As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta. O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções. De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado. Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028. Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques. E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo. Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã "com muita força". Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente. Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia. Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA. Donald Trump recebeu um Prêmio da Paz da Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 PA Wire via BBC Gianni Infantino, presidente da Fifa, já pediu cessar-fogos durante Copas do Mundo. Se o Mundial ajudar a acelerar movimentos de desescalada, poderá haver impacto concreto nos preços da energia, no abastecimento e na economia mundial. Se a Copa do Mundo pode de fato influenciar o maior conflito econômico do mundo, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que outra peça do quebra-cabeça econômico está se desenrolando diante dos olhos dos torcedores do mundo todo. Trata-se de uma reorganização completa da economia do futebol e também de um dos exemplos mais visíveis de como algumas das maiores economias mundiais operam cada vez mais. Torcedores sob pressão "O futebol não é nada sem os torcedores", disse certa vez o lendário Jock Stein, ex-técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo. Alguns torcedores, no entanto, presentes na maior festa do mundo, terão pagado valores até então inéditos por jogos que podem acabar sem importância competitiva, além de desembolsar praticamente o preço normal de um ingresso apenas para pegar o trem até o estádio. É o caso da passagem da New Jersey Transit: normalmente custa US$ 12,90 (cerca de R$ 66) ida e volta, mas sairá por US$ 100 (cerca de R$ 510) durante o torneio. Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores. Para começar, ele acontece em grande parte em estádios de futebol americano emprestados para o evento (um quarto dos jogos será no Canadá e no México), com a modalidade da bola oval deixando a sua marca, talvez de forma permanente. Esta Copa transforma o futebol em um jogo altamente rentável para a Fifa, organizadora do torneio. Em termos econômicos, esta pode ser a Copa do Mundo de maior impacto da história, mas não pelo motivo convencional de impulsionar a atividade econômica nos países-sede ou estimular gastos movidos pelo entusiasmo nos países cujas seleções avançam na competição. O ex-técnico da Escócia Jock Stein ficou famoso pela frase: "O futebol não é nada sem os torcedores" Daily Mirror/ Getty Images via BBC 🔎 Em vez disso, esta Copa é um estudo de caso do que é conhecido como economia em forma de K nas economias avançadas tradicionais do mundo, situação em que diferentes grupos da sociedade têm resultados financeiros muito distintos que, quando representados em um gráfico, esses resultados formam uma linha diagonal para cima (como na letra K), e outra diagonal para baixo (também como na letra K). E isso se baseia em uma tentativa de revolução econômica no mecanismo de preços, que claramente atribui mais valor a certo tipo de torcedor: aquele que está na linha ascendente desse gráfico. É importante dizer que a Fifa tem uma visão muito diferente e ressalta que essa receita abundante com ingressos será redistribuída, ao estilo Robin Hood (em referência ao personagem que roubava dos ricos para dar aos pobres), para desenvolver o futebol nos países mais pobres do mundo. O maior torneio Este torneio é muito, muito grande. Terá os maiores estádios, o maior número de jogos de longe, já que a competição foi ampliada de 32 para 48 seleções, provavelmente a maior audiência televisiva global já registrada para qualquer evento e a maior extensão territorial já vista, de Vancouver, no Canadá, à Cidade do México. É possível que a seleção campeã tenha de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro da Terra. Depois, há os preços de ingressos. Em comparação com o custo de assistir ao futebol de elite em qualquer outro contexto, os valores cobrados para acompanhar os jogos são astronômicos. Há ingressos de cinco dígitos em dólares para a final, além de cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.100) como preço típico aproximado para um jogo de grupo considerado mais atraente no início do torneio, e até as "pechinchas" custam algumas centenas de dólares (ou milhares de reais) em partidas sem grande prestígio. É uma mina de ouro para a economia. E este também é o maior teste em escala já feito de uma tentativa de mudar o mecanismo de preços para eventos desse tipo. A precificação dinâmica, que ajusta os preços para cima conforme a demanda aumenta, já foi vista em ingressos para shows e em alguns eventos esportivos, mas nunca nessa escala. Nos EUA, eles podem chamar o jogo de soccer, mas esta é, sem dúvida, a economia do futebol americano. Na NFL (liga de futebol americano), os preços dos assentos são definidos com base na gestão de receita: maximizar a arrecadação é mais importante do que lotar o estádio. O esporte nos EUA é precificado no topo do mercado de luxo, a tal ponto que muitos estádios estão reduzindo a sua capacidade, reconstruídos por bilhões de dólares com camarotes e lounges de hospitalidade onde antes havia arquibancadas. Muitos estádios da NFL adotam preços dinâmicos voltados para aumentar a arrecadação, e não necessariamente para preencher todos os assentos Reuters via BBC A oferta dessas experiências é limitada pela duração da temporada. Na NFL, são apenas nove jogos em casa, cerca de metade do número das principais ligas europeias de futebol. Por isso, na NFL, cada partida conta ainda mais. A precificação dinâmica deu aos times um método para extrair receita de forma intensa, especialmente porque, pelas regras da NFL, as enormes receitas de TV são divididas de maneira mais igualitária do que no futebol. Com todos os 11 estádios da Copa do Mundo nos EUA sendo arenas da NFL, o futebol americano deixa sua marca sobre seu xará bastante diferente. Tudo isso é muito diferente dos torneios anteriores. Uma parte essencial da lógica de sediar uma Copa era ajudar a impulsionar novas obras de infraestrutura, incluindo transporte e construção ou reforma de estádios. A Copa de 2026 se apresentou como um torneio de poucos ativos, que evitaria elefantes brancos caros como Miyagi, no Japão, o Green Point, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e o estádio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores corrigidos pela inflação) em Manaus, no meio da Amazônia. Muitas vezes, os custos foram bancados pelos orçamentos de investimento dos contribuintes dos países-sede. Em troca, esses países calculavam que os investimentos valeriam a pena como exercícios de promoção nacional em um mundo mais globalizado. Mas os três estádios tiveram dificuldade para atrair uso regular suficiente depois dos torneios. A Copa de 2026 inverteu em grande parte essa lógica, com uma pequena exceção no México. A Fifa alugou os estádios, em sua maioria pagos por torcedores de futebol americano, e passou a maximizar agressivamente as receitas com preços no estilo dos EUA. Enquanto os torneios anteriores tiveram grandes custos de construção pagos por contribuintes e por empréstimos, os custos de 2026 estão sendo pagos pelos espectadores. E as receitas arrecadadas devem disparar, graças ao aumento no número de jogos, ao tamanho dos estádios e, claro, a esses preços impressionantes dos ingressos. Ainda não está claro quanto será arrecadado com ingressos e hospitalidade. A previsão inicial era de que a receita mais que triplicasse, passando de US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) na Copa do Mundo de 2022, no Catar, para mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,3 bilhões). Richard Sheehan, professor de economia e especialista em finanças do esporte da Universidade de Notre Dame, nos EUA, acredita que a receita total com ingressos e hospitalidade do torneio deste ano possa superar US$ 7 bilhões (em torno de R$ 35,7 bilhões), um aumento de sete vezes. Ele parte do pressuposto de que a receita com ingressos por partida não apenas dobrará em relação aos US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões) da última Copa do Mundo, mas aumentará quase cinco vezes, para US$ 71 milhões (cerca de R$ 362 milhões). A Fifa arrecadou US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) com venda de ingressos e hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar Reuters via BBC Poderia ser uma mina de ouro para as cidades-sede mais afortunadas, os donos dos estádios, as seleções e os jogadores, mas provavelmente não será. Ao contrário do que aconteceu na Copa dos EUA de 1994, as cidades não participam dessa crescente receita com ingressos. Os estádios foram alugados por um valor fixo. A premiação já está definida. E as cidades terão de arcar com os custos de sediar o torneio. Alan Rothenberg, que presidiu o comitê organizador da Copa do Mundo dos EUA de 1994, explicou ao Serviço Mundial da BBC: "A estrutura é completamente diferente. Então, na verdade, não dá para comparar. Em 1994, a Fifa ficou com as receitas internacionais de marketing e televisão e depois entregou toda a organização do torneio à Federação de Futebol dos EUA, que criou uma entidade separada para administrá-lo". "Assim, havia uma entidade neste país, administrada por nós. Recebemos algumas categorias atrativas de patrocínio, oportunidades de licenciamento e também o direito de vender ingressos", disse Rothenberg. Em 2026, algumas cidades reagiram tentando recuperar os custos de segurança e transporte para sediar o torneio. O preço dos trens de Nova York foi multiplicado por dez, antes de ser ligeiramente reduzido para US$ 98 (cerca de R$ 500). A ligação ferroviária de Boston custa US$ 80 (aproximadamente R$ 408). Estacionar o carro? As tarifas oficiais chegam a US$ 175 (em torno de R$ 892), e até US$ 225 (cerca de R$ 1.147). É uma realidade muito distante do transporte gratuito oferecido a quem tinha ingresso em torneios no Catar, em 2022, na Alemanha, em 2006, no Japão, em 2002, e na França, em 1998. No Japão, voluntários locais se espalharam pelas rotas entre as estações de trem-bala e os estádios, com moradores se curvando diante dos torcedores, oferecendo comida e, em algumas ocasiões, depois que os últimos trens haviam partido, pagando táxis para que eles voltassem para casa. Segundo Alan Rothenberg, organizador da Copa de 1994 nos Estados Unidos, o modelo financeiro do torneio era muito diferente do adotado hoje Getty Images via BBC Após a reação negativa, a Fifa passou a destacar a liberação de alguns ingressos a preços mais baixos, como US$ 60 (aproximadamente R$ 306), a serem distribuídos pelas associações nacionais. A novidade mais notável foi a tentativa de incorporar o mercado secundário, a revenda de ingressos, conhecida como cambismo no Brasil, touting no Reino Unido e scalping nos EUA, ao sistema de venda da própria Fifa. Quase todos os torcedores podem recolocar seus ingressos à venda sem limite máximo de preço, com a Fifa ficando com uma taxa de 15% tanto do vendedor quanto do comprador. Também houve ingressos distribuídos por meio de um sistema de colecionáveis digitais ligados a criptoativos, construído na blockchain da Fifa. A entidade afirma que está capturando o prêmio antes obtido por cambistas e destinando esse valor a si própria e à comunidade global do futebol. Os bilhões de dólares extras em caixa irão inicialmente para as reservas da Fifa, sob a promessa de que os recursos serão distribuídos à família global do futebol. A entidade cita esse tipo de financiamento de base como um dos fatores que ajudaram Cabo Verde a se classificar para a competição deste ano, graças à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do futebol de base. A Fifa costuma distribuir esses recursos de desenvolvimento de forma igualitária entre suas 211 associações filiadas, o que significa que a pequena Montserrat recebe da entidade uma quantia equivalente a 2,5% de seu PIB anual, ou US$ 500 (cerca de R$ 2.550) por pessoa. O modelo de distribuição igualitária existe desde os anos 1990 e foi ampliado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, como parte de sua promessa eleitoral. Ele é impulsionado pelo sistema de "um país, um voto", que também passou a ser usado para escolher os países-sede da Copa do Mundo a partir deste ano. A Fifa afirma que investimentos no futebol de base ajudaram Cabo Verde a se classificar para a Copa do Mundo de 2026 Reuters via BBC Tudo isso aconteceu antes de a precificação dinâmica ganhar força. Se as estimativas da Needham estiverem corretas, a receita anual média da Fifa, de US$ 3,9 bilhões (em torno de R$ 19,9 bilhões), agora supera o orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é mais ou menos equivalente ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU). "O que estamos vendo agora na Copa do Mundo é provavelmente a primeira introdução real da precificação dinâmica em sua forma mais dinâmica, mais completa... Basicamente, a Fifa está pegando todas as possibilidades de revenda especulativa e trazendo tudo para dentro de seu próprio sistema", disse Needham. Por enquanto, esse modelo de preços torna incerto o valor exato da receita que será arrecadada, mas os ingressos estão criando um volume muito grande de dinheiro. Em tese, esses recursos serão bem-vindos pela vasta maioria dos países menores, que nunca se classificarão para a Copa do Mundo nem enviarão torcedores capazes de pagar esses preços, mas que formam o eleitorado nas eleições presidenciais da Fifa e nas decisões sobre sedes do torneio. A galinha dos ovos de ouro está brilhando neste momento em termos de valor. Mas, com a abertura da Copa do Mundo, há um risco decorrente dessa comercialização extrema. Os estádios ficarão cheios? Haverá exércitos de torcedores das 48 seleções criando o tipo de atmosfera que teria agradado Jock Stein, o lendário técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo? A Fifa terá de repetir o que aconteceu em seu Mundial de Clubes no ano passado e cortar o preço dos ingressos para até US$ 11 (em torno de R$ 56) a fim de ocupar os assentos? Nesse ponto, ainda não está claro se o modelo de precificação dinâmica da Fifa prioriza maximizar a receita ou garantir que todos os ingressos sejam vendidos. No mês passado, Infantino disse a uma conferência econômica que "temos de aplicar preços de mercado" e que o futebol precisava se adaptar a esse "mercado muito especial". É evidente que permitir preços ilimitados na revenda e adotar sucessivas rodadas agressivas de aumentos puxados pela demanda é uma escolha. Um modelo muito diferente O modelo europeu adotado por clubes como o francês Paris Saint-Germain, bicampeão europeu, combina ingressos de temporada muito baratos atrás dos gols, nas duas extremidades do estádio, com preços corporativos extraordinários para os assentos mais próximos da linha do meio-campo. A ideia é que o público corporativo seja atraído em parte pelo espetáculo e pelo barulho de grupos como torcidas organizadas atrás dos gols, nos setores mais baratos. O risco para a Copa do Mundo é que tudo isso se perca. Há alguns sinais de que o modelo de preços da Copa do Mundo enfrenta reação negativa. Houve quedas nos preços de revenda para jogos de menor demanda: dois ingressos com valor de face de US$ 620 (aproximadamente R$ 3.160) podiam ser comprados por 171 libras (R$ 1.170) no próprio site de revenda da Fifa, 64% mais barato. Poucos desses bilhetes de trem de US$ 98 (cerca de R$ 500) foram vendidos em Nova Jersey. Autoridades em Nova York, em Nova Jersey, na Califórnia e na União Europeia começaram a analisar reclamações sobre as estratégias de venda de ingressos. "Um labirinto de confusão, falsa escassez e preços impossivelmente altos", disse Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey e principal autoridade de acusação do Estado que sediará a final no mês que vem. Ainda não está claro se o Estado tem jurisdição sobre uma "entidade sem fins lucrativos" sediada na Suíça. A Fifa não quis comentar. A questão em aberto é se a Fifa levou esse experimento de preços a um ponto de ruptura. Parece improvável que os torcedores das cidades-sede da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, tolerem valores desse tipo. Autoridades britânicas e irlandesas já descartaram esse modelo para a Eurocopa de 2028, que sediarão e que reunirá as principais seleções de futebol da Europa. Isso ocorre em um momento em que a inteligência artificial (IA) pode viabilizar a próxima grande inovação na precificação de serviços: preços personalizados para diferentes indivíduos, com base em seus dados. Alguns clubes da Premier League estão testando a precificação dinâmica para parte dos assentos, com o objetivo de aumentar receitas. Isso contraria o modelo tradicional do torcedor fiel que compra um carnê de temporada por preço fixo. Se o experimento da Fifa parecer bem-sucedido, poderá encorajar donos de clubes europeus ligados à NFL, dos EUA, a tentar precificar ingressos de forma semelhante, especialmente para financiar novos estádios. A economia em K O modelo da NFL, dos EUA, foi aplicado a um evento que pertence ao mundo. A "economia em K" dos EUA, com forte crescimento para os 10% mais ricos, responsáveis por até metade de todo o consumo, segundo analistas da Moody's, e estagnação ou retração nos demais níveis de renda, pode ficar visível nos estádios. A precificação dinâmica é uma tecnologia que busca esse grupo de 10% e transforma uma experiência que um dia foi de massa, acessível a trabalhadores comuns, em um nicho alimentado pelo boom da tecnologia. A esperança mais ampla de muitos países-sede é que efeitos tradicionais de entusiasmo ajudem a impulsionar a confiança do consumidor e os investimentos no futebol. Pesquisas já mostraram alguns efeitos, especialmente em países-sede com bom desempenho, além de impactos negativos nas bolsas quando seleções são eliminadas. Os dados mais recentes de emprego nos EUA trouxeram alguns sinais de dezenas de milhares de novas vagas criadas, especialmente em hospitalidade, ligadas à Copa do Mundo. No entanto, o impulso geral para a economia será limitado pelo tamanho da economia americana e pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA). Um jogo entre Jordânia e Argélia dificilmente atrairá em São Francisco as atenções hoje voltadas para a inteligência artificial e os trilhões de dólares desse mercado. Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, a principal cidade dos EUA que desistiu de sediar jogos da Copa do Mundo, parece se sentir justificado pela decisão. A Fifa ficou com toda a receita dos ingressos, e já há reclamações de que as reservas de hotéis em algumas cidades-sede estão abaixo do esperado. Muitos dos estádios que receberão partidas estariam lotados com shows de rock se não fosse o torneio. À primeira vista, o impacto econômico nos EUA de uma Copa que utiliza estádios já existentes e direciona a maior parte do aumento da receita de ingressos para a Fifa pode ser limitado. O potencial benefício econômico estaria concentrado em um aumento da confiança dos consumidores. No Reino Unido, boas campanhas de Inglaterra e Escócia podem servir de alento após anos de crises políticas e econômicas sucessivas. Varejistas e empresas do setor de hospitalidade certamente se preparam para um forte aumento nas vendas. Durante a Copa da Rússia, em 2018, analistas da Kantar calcularam que houve 13 milhões de visitas extras a supermercados, à medida que as pessoas faziam compras para acompanhar os jogos em casa. Mas também existe a possibilidade de que os desafios de produtividade do Reino Unido não sejam ajudados pelas partidas disputadas durante a madrugada. A próxima segunda-feira já foi declarada feriado bancário na Escócia para ajudar o país a lidar com o jogo da seleção escocesa contra o Haiti, marcado para as 2h da manhã (horário local). Para muitos, o torneio será uma bem-vinda pausa do fluxo incessante de notícias, ainda que as particularidades da Casa Branca de Trump possam acabar oferecendo uma oportunidade econômica mais ampla. A economia mundial de hoje é muito diferente, e isso compõe o pano de fundo desta festa do futebol. A Fifa conduz um experimento de preços relevante e controverso que pode mudar o esporte. Ao mesmo tempo, uma Copa do Mundo tão incomum talvez consiga amenizar um pouco a sensação de desordem que marca o cenário global atual. É mais uma esperança do que uma expectativa, um sentimento bastante familiar para qualquer torcedor inglês ou escocês.

Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta O Instagram e o Facebook apresentam instabilidade na manhã desta sexta-feira (12). Usuários relatam dificuldades para acessar as redes sociais, principalmente pelas versões web, nos navegadores. "Instagram tá fora? Tô tentando postar lá, mas não carrega", escreveu um usuário no X. "Instagram caiu logo hoje, no Dia dos Namorados. Que coisa boa", ironizou outro. "Facebook caiu, Instagram caiu. Ai que ódio, sempre o Twitter salvando...", comentou outra pessoa. (veja repercussão). "Estamos cientes de que as pessoas estão tendo dificuldades para acessar nossos serviços atualmente. Estamos trabalhando nisso", afirmou Andy Stone, chefe de comunicação da Meta, em uma publicação no X. "Estamos voltando, embora possa demorar um pouco para tudo voltar totalmente ao normal", completou. Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew O problema começou por volta das 10h45 (horário de Brasília). O Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços online, registrou um pico de relatos de instabilidade no Instagram, no Facebook e também no WhatsApp, todos pertencentes à Meta. A imprensa internacional também tem repercutido a queda dos serviços da Meta, o que indica que o problema pode ter alcance global. Página do Instagram não carrega na web. Reprodução/Instagram Repercussão e memes Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Instagram exibe localização exata de usuários no Brasil e depois remove recurso

Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%, mostram dados do IBGE, divulgados nesta sexta-feira (12). Apesar da desaceleração, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebibas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA, ao registrar alta de 1,33%. Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. As maiores altas foram observadas na batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%. Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril. A seguir, veja o ranking dos 20 alimentos que mais encareceram ou baratearam em maio. Alimentos que mais encareceram Batata-inglesa: +44,69% Pepino: +44,3% Tomate: +20,62% Cebola: +16,8% Morango: +16,6% Cenoura: +8,93% Feijão-carioca (rajado): +6,44% Leite de coco: +5,14% Filé-mignon: +4,48% Carne-seca e de sol: +4,09% Picanha: +3,97% Sal: +3,76% Couve-flor: +3,66% Brócolis: +3,65% Banana-da-terra: +3,27% Peito: +3,18% Mamão: +2,97% Peixe-sardinha: +2,79% Melão: +2,78% Lagarto redondo: +2,63% Alimentos que mais baratearam Abobrinha: -11,43% Laranja-lima: -9,87% Peixe-cavala: -9,37% Peixe-palombeta: -9,21% Peixe-serra: -9,03% Laranja-baía: -7,4% Pimentão: -6,99% Maracujá: -6,23% Peixe-anchova: -5,29% Açaí (emulsão): -5,19% Peixe-castanha: -5,08% Peixe-corvina: -4,08% Banana-d'água: -4,01% Inhame: -3,99% Batata-doce: -3,71% Peixe-pescada: -3,71% Peixe-dourada: -3,6% Peixe-cação: -3,2% Caranguejo: -2,7% Polpa de fruta (congelada): -2,5% Depois do grupo de alimentação, a Habitação foi o que mais impactou a inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês. Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 1,33%; Habitação: 1,22%; Artigos de residência: 0,08%; Vestuário: 0,62%; Transportes: -0,46%; Saúde e cuidados pessoais: 0,90%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,00%; Comunicação: 0,23%. A inflação da habitação em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês. Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Hyundai i20 chega como HB20 moderno e maior A Hyundai apresentou nesta sexta-feira (12) seu principal lançamento de 2026: o hatch i20. Em um momento em que a maior parte das montadoras aposta em SUVs de diferentes tamanhos no mercado brasileiro, a marca coreana lança mais um compacto para dividir espaço com um de seus campeões de vendas, o HB20. O mercado, inclusive, chegou a especular que o i20 poderia substituir o HB20. A Hyundai, porém, afirma que os dois modelos vão conviver em harmonia, sem disputar o mesmo público. Para isso, o novo hatch aposta em um visual mais moderno, acabamento interno mais refinado e preços que vão de R$ 99.990 a R$ 139.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Fabricado em Piracicaba (SP) e exportado para outros mercados, o carro tem linhas mais marcadas e adota a nova moda da faixa de LED que conecta os faróis na dianteira. Na traseira, as lanternas também são interligadas, mas tem um desenho geral mais parecido com o HB20. Galerias Relacionadas As rodas são de 17 polegadas, o que acompanha o estilo mais agressivo. O i20 também é um pouco maior que o HB20: tem 12 centímetros a mais de comprimento, seis de largura, dois de altura e cinco de entre-eixos. Mas as diferenças mais importantes estão no interior. O novo volante dispensa o tradicional "H" da marca. O i20 também traz um novo painel digital, mais bonito e com mostradores fixos, além de uma central multimídia bem aumentada, agora com 12,3 polegadas. Mesmo que a pegada seja mais tecnológica que o HB20, os botões físicos ainda predominam. Os comandos do ar-condicionado ganharam nova disposição e formam uma espécie de torre, ligando o console central à central multimídia. Quem tem estatura mediana e se senta no banco traseiro dificilmente encosta os joelhos no assento da frente. O porta-malas comporta 346 litros de bagagem, 46 litros a mais que o do HB20. E aí terminam as diferenças. O i20 terá versões de motor 1.0 aspirado e 1.0 turbo, praticamente idênticas às possibilidades encontradas no irmão menor. Agora, são 115 cv de potência, combinados a 17,5 kgfm de torque. A perda de 5 cv mantém a experiência ao conduzir já conhecida de quem dirigiu um HB20. A posição ao volante também é praticamente a mesma, mantendo uma das principais qualidades do modelo: a sensação de um hatch leve e ágil. Galerias Relacionadas O ajuste da suspensão do i20 privilegia o conforto, uma tradição da Hyundai que vai dos modelos mais básicos aos SUVs. Tanto nas ondulações do circuito fechado em Tuiuti (SP) quanto em trechos de terra e cascalho, a suspensão do i20 absorveu melhor os impactos do que a de rivais como Volkswagen Polo e Fiat Argo. Ao mesmo tempo, mantém a firmeza esperada de um hatch em curvas mais fechadas. A calibração do câmbio automático também é um acerto. Ao puxar com mais força em uma subida, o i20 reduz rapidamente uma marcha para a retomada e é preciso no momento de engatar a próxima marcha para soltar a aceleração. Além disso, o atraso entre o comando do acelerador e a resposta do carro é pequeno e não chega a incomodar quem busca reações mais rápidas. Por que apostar em um hatch? O Brasil vive a era dos SUVs. Desde o ano passado, mais da metade dos carros zero quilômetro vendidos no país pertence ao segmento, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Hyundai i20 divulgação/Hyundai Por isso, todos os lançamentos recentes e importantes do mercado automotivo foram SUVs. As montadoras que apostaram em hatches nos últimos anos preferiram mudanças pontuais. A Chevrolet renovou o Onix sem grandes transformações, enquanto o Volkswagen Polo está há bastante tempo sem alterações relevantes. Surge a pergunta: qual a estratégia da Hyundai? Ao g1, Maurício Jordão, gerente de relações públicas e imprensa da montadora, afirmou que o i20 deve disputar espaço com SUVs de entrada, e não com outros hatches. “Se você pegar no line-up das outras marcas, você até tem essa proximidade entre um SUV menor, um SUV compacto e aí depois você tem os SUVs maiores. A Hyundai tem o HB20 e já tem o Creta. E é esse nicho do Kardian, do Pulse, do Tera, que o [i20] aqui vai entrar”, afirma Jordão. Sobre a proximidade do HB20, o executivo afirma que o espaço interno será um dos principais diferenciais do novo modelo. "A Hyundai não costuma deixar as versões muito próximas para tirar o mesmo preço. Então, se você olhar uma diferença de R$ 1.500 ou R$ 2.000, pode ser que o consumidor escolha pelo pacote de equipamentos", complementou.

Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo com uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,39% para 4,72%. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,20%. Em maio do ano passado, a inflação oficial havia registrado alta de 0,26%. 🎯 Com o resultado, o índice fica acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua, e o cumprimento é acompanhado mês a mês, com base na inflação acumulada em 12 meses. O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Houve alta de 1,33% no mês. 🍽️ Segundo o IBGE, o principal fator foi a alimentação no domicílio, subgrupo dos produtos in natura. A alta de 1,65% foi o maior salto para o mês de maio desde 2008. Na sequência, aparecem os grupos Habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês. Veja o resultado dos grupos do IPCA Alimentação e bebida: 1,33%; Habitação: 1,22%; Artigos de residência: 0,08%; Vestuário: 0,62%; Transportes: -0,46%; Saúde e cuidados pessoais: 0,90%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,00%; Comunicação: 0,23%. Alimentação mais cara As maiores altas do subgrupo Alimentação no domicílio foram da batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%. Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços da Alimentação fora do domicílio subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril. O grupo Habitação teve alta de 1,22% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês. Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%. Queda dos combustíveis alivia inflação dos transportes O grupo Transportes foi o único a registrar queda de preços em maio, com recuo de 0,46%, puxado principalmente pela redução no valor dos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos. Os destaques foram: ⛽ Gasolina: -1,46% 🚛 Óleo diesel: -2,34% 🌽 Etanol: -6,20% 🚗 Gás veicular: 5,81% Apesar da queda dos combustíveis, alguns itens do grupo ficaram mais caros. As passagens aéreas avançaram 3,20% em maio, após forte redução no mês anterior, enquanto as tarifas de ônibus urbanos, metrô e ônibus intermunicipais sofreram impactos de reajustes e mudanças nas políticas de gratuidade em algumas cidades brasileiras. Inflação mantém BC sob pressão Economistas avaliam que o IPCA de maio, acima das expectativas do mercado, reforça o cenário de inflação persistente e pode limitar o espaço para mudanças na política monetária do Banco Central. Na última reunião, em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. O novo corte da taxa aconteceu em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. 🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, fatores como mercado de trabalho aquecido, atividade econômica resiliente, alta dos preços de alimentos e energia e o risco de eventos climáticos mantêm a inflação em alta. “Esses fatores deixam o Banco Central com pouco espaço para reduzir os juros nos próximos meses, afirmou.” Kayo também alertou que, se a inflação continuar acima do teto da meta pelos próximos meses, o Banco Central deverá cumprir a exigência prevista no regime de metas. “Se as projeções se confirmarem, a carta aberta se torna inevitável”, disse. Carlos Lopes, economista do Banco BV, afirmou que o resultado “consolida um quadro negativo para a inflação” e ressaltou que, embora a guerra no Oriente Médio já comece a gerar impactos, “grande parte dessas pressões ainda vem de uma demanda doméstica bastante aquecida”. “Há pressão de custos e problemas de oferta impactando os preços dos alimentos”, afirmou. Ele acrescentou que bens industriais e serviços também seguem pressionados e resumiu o cenário dizendo que “não há muitos pontos da inflação que não tragam algum sinal de preocupação”. Para o economista do Banco BV, esse ambiente mantém em aberto os próximos passos do Banco Central. “Nossa avaliação é que o Banco Central deve seguir com mais um ajuste de 0,25 ponto percentual, mas consideramos plausível que a autoridade monetária avalie uma pausa imediata, dado o quadro bastante complicado da inflação”, disse. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda de 0,77% nesta sexta-feira (12), cotado a R$ 5,0618.Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,21%, aos 171.132 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados da inflação brasileira estão no centro das atenções nesta sexta-feira. O índice subiu 0,58% em maio, em desaceleração em relação a abril (0,67%). Os dados reforçam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, momento em que o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciam suas decisões de juros. 🔎 O dado é importante porque quanto maior é a inflação e os sinais de que os preços devem subir, maior é também a chance de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa básica (Selic) inalterada. Juros em patamares elevados por mais tempo tendem a limitar a inflação e a desacelerar a economia. ▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã também ficam no radar e trazem alívio para o petróleo. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os "pontos finais" de um acordo com Teerã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste final de semana. O país do Oriente Médio, no entanto, ainda nega uma decisão final — o que tem aumentado o ceticismo no mercado em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,84%; Acumulado do mês: +0,38%; Acumulado do ano: -7,78%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,25%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: +6,21%. Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã As indicações de que os Estados Unidos e o Irã voltaram a negociar começaram na tarde de ontem. O presidente Donald Trump, cancelou os ataques ao Irã, após negociadores terem chegado a um consenso sobre "pontos finais" para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que um tratado poderia ser assinado ainda no final de semana. (acompanhe os principais acontecimentos) Ainda segundo Trump, Teerã teria concordado com o compromisso de não buscar armas nucleares e com a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Washington colocaria fim ao bloqueio naval no canal. Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar que uma decisão final estivesse tomada e classificou as notícias sobre o tema como "especulativas" — o que aumentou o ceticismo do mercado sobre uma resolução rápida ou definitiva do conflito. Segundo Teerã, apesar de grande parte do texto do acordo de fato estar pronta, Washington teria feito exigências excessivas. "O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense", informou a agência de notícias da República islâmica (IRNA), na véspera. "O Irã negociará o programa nuclear exclusivamente dentro da estrutura dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irã de enriquecer urânio e a retenção de material enriquecido [...] serão enfatizadas com vistas à sua inclusão no acordo final", completou a agência. Estreia da SpaceX na bolsa de NY A SpaceX estreou nesta sexta-feira (12) na bolsa Nasdaq avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Logo no início das negociações, as ações abriram a US$ 150, acima do preço de US$ 135 definido no IPO, e chegaram a subir cerca de 11%, elevando o valor de mercado da companhia para aproximadamente US$ 1,96 trilhão (cerca de R$ 9,95 trilhões). Com essa valorização, a empresa de Elon Musk passou a figurar entre as mais valiosas do mundo. A oferta pública inicial também entrou para a história ao levantar US$ 75 bilhões, mais que o dobro do recorde anterior, registrado pela Saudi Aramco em 2019. Apesar da forte demanda dos investidores, a aposta na SpaceX pode parecer contraditória. Embora tenha realizado o maior IPO da história, a empresa ainda registra prejuízo. Em 2025, faturou US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões), mas encerrou o ano com um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões). Segundo especialistas consultados pelo g1, o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. Veja mais nesta reportagem: IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão? LEIA MAIS SpaceX vale US$ 1,75 trilhão? Os riscos por trás do IPO mais aguardado do mercado Trilionário? Fortuna de Elon Musk pode superar riqueza de 46% da população mundial após IPO da SpaceX A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas Mercados globais Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta, conforme investidores avaliavam a possibilidade de um acordo de paz no Oriente Médio e a estreia da SpaceX na Nasdaq. O índice Dow Jones avançou 0,70%, enquanto o S&P 500 subiu 0,50% e o Nasdaq teve alta de 0,31%. Na Europa, as bolsas de valores fecharam em forte alta nesta sexta-feira após o aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. Com isso, o índice europeu STOXX 600 avançou 1,9% no dia e acumulou alta de 1,7% na semana. Entre as principais bolsas, Londres subiu 1,63%, Frankfurt ganhou 1,76%, Paris avançou 1,83%, Milão teve alta de 1,97%, Madri registrou valorização de 2,59% e Lisboa fechou com ganho de 0,76%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se recuperaram nesta sexta-feira. O Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%. Já o Hang Seng teve alta de 1,9%. No Japão, o Nikkei subiu 2,81%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 4,63%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

Relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. Pexels Era julho de 2025. Durante um show do Coldplay, as câmeras do estádio flagraram um CEO e uma executiva de uma empresa de tecnologia juntos na plateia. Ao perceberem que estavam aparecendo nos telões, os dois tentaram se esconder. Em poucos minutos, as imagens já circulavam pelo mundo. Nos dias seguintes, o episódio dominou conversas nas redes sociais, nos escritórios e até fora deles. Segundo reportagens publicadas posteriormente, os dois viviam processos de separação de seus respectivos parceiros naquele período. O caso expôs um relacionamento que vinha sendo mantido de forma reservada e chamou atenção para uma situação comum no mundo corporativo: relacionamentos que existem, mas permanecem fora do radar de colegas e, às vezes, da própria empresa. 🤐 A discrição, porém, não significa necessariamente que haja algo errado. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não proíbe relacionamentos amorosos entre funcionários da mesma empresa. Ainda assim, manter o namoro em sigilo, pelo menos nos primeiros meses, continua sendo uma escolha comum entre muitos casais. 💭 Mas o que explica esse comportamento? O receio está apenas nas fofocas e nos julgamentos dos colegas? Ou há motivos mais profundos para manter um relacionamento em segredo? Nesta reportagem, entenda: O problema não está na lei O que diz a legislação O que as empresas podem regular Quando há diferença de cargos O desafio que vai além do romance Como equilibrar amor e carreira Dia dos Namorados: por que a data não é tão romântica quanto você imagina? O problema não está na lei À primeira vista, pode parecer contraditório. Se a legislação brasileira não proíbe relacionamentos entre colegas de trabalho, por que tantas pessoas ainda têm receio de assumir a relação? Para a presidente da ABRH-SP e CEO da Umanni, Eliane Aerea, a resposta está menos na legislação e mais na cultura das organizações. "Esse medo vai além da questão legal e está ligado à cultura corporativa e à forma como as organizações funcionam", afirma. Segundo ela, o receio surge da incerteza sobre como a informação será recebida dentro da empresa. Ao tornar um relacionamento público, muitos profissionais passam a se perguntar se continuarão sendo avaliados apenas pelo desempenho ou se a vida pessoal passará a influenciar a forma como são vistos por colegas e líderes. "As pessoas temem que o relacionamento ofusque suas competências técnicas e suas entregas. Há o medo do julgamento dos pares, do surgimento de fofocas e, principalmente, de que a relação seja interpretada como um potencial conflito de interesses", explica. Na avaliação da especialista, a insegurança está ligada à possibilidade de que o relacionamento mude a forma como a trajetória profissional será vista dali em diante. Em muitos casos, essa preocupação aumenta quando não existem regras claras. "Muitas empresas ainda não têm políticas transparentes sobre o tema. Quando não existe uma orientação clara, o espaço é ocupado pelo medo de retaliações silenciosas, como perder oportunidades de promoção ou ser isolado pelos colegas." Uma das principais preocupações de quem assume um relacionamento no trabalho é perder o controle sobre a forma como será visto pelos colegas. Antes de a relação se tornar conhecida, as interações costumam ser vistas apenas sob a ótica profissional. 🔓 Depois disso, o cenário pode mudar. Conversas reservadas passam a chamar atenção, almoços juntos despertam curiosidade, reuniões ganham novas interpretações e até situações rotineiras podem ser vistas de outra forma, explica Eliane. Em outras palavras, dois profissionais passam a ser vistos também como um casal. Com isso, comportamentos comuns podem ganhar interpretações diferentes. O resultado é uma sensação de vigilância constante, o que ajuda a explicar por que muitos relacionamentos permanecem em segredo por tanto tempo. "Qualquer discordância técnica em uma reunião pode ser interpretada como uma briga de casal. Já a concordância pode ser ser vista como favorecimento", afirma a especialista. Segundo Eliane, um dos receios mais comuns é que conquistas deixem de ser atribuídas ao desempenho profissional e passem a ser associadas ao relacionamento. Essa preocupação é ainda maior quando um dos parceiros é promovido, assume uma função estratégica ou passa a liderar projetos importantes. "Se um dos parceiros é promovido ou recebe um projeto importante, o casal teme que os colegas atribuam o sucesso ao relacionamento, e não ao mérito", afirma a presidente da ABRH-SP. Por isso, muitos casais optam por manter a relação reservada até que ela esteja mais consolidada. A decisão não serve apenas para preservar a privacidade, mas também para proteger a reputação profissional. Embora esses receios possam atingir qualquer profissional, eles nem sempre afetam homens e mulheres da mesma forma, destaca a presidente da ABRH-SP. ♀️ Segundo a especialista, mulheres em relacionamentos no ambiente corporativo costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência, credibilidade e desempenho. Na prática, isso significa que promoções, aumentos salariais e novas responsabilidades podem ser recebidos com mais desconfiança quando envolvem mulheres. "Esse viés de gênero é uma realidade que as organizações precisam reconhecer e combater ativamente." Além disso, quando um relacionamento começa, poucas pessoas pensam em como ele pode terminar, lembra Eliane. Diferentemente de outros casais, colegas de trabalho não podem simplesmente se afastar após uma separação. Eles continuam compartilhando reuniões, projetos, metas e, muitas vezes, o mesmo espaço físico. Por isso, um relacionamento no trabalho costuma ser encarado com mais cautela. O receio não está apenas na relação em si, mas nos impactos que um eventual término pode trazer para a dinâmica profissional, especialmente quando os dois atuam na mesma equipe ou dependem um do outro para executar tarefas, analisa Eliane. O que diz a legislação Apesar das preocupações, especialistas reforçam que relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. A advogada trabalhista Cristina Pena explica que a intimidade e a vida privada são direitos garantidos pela Constituição Federal. Por isso, uma empresa não pode impedir que funcionários mantenham um relacionamento. "Proibir as pessoas de se apaixonarem é inconstitucional. Fere os direitos fundamentais da personalidade", afirma. Na prática, isso significa que o relacionamento, por si só, não pode justificar punições ou demissões. Também não existe obrigação legal de comunicar o namoro à empresa, salvo situações específicas previstas em políticas internas relacionadas a conflitos de interesse. O que as empresas podem regular Embora não possam proibir relacionamentos, as empresas podem estabelecer regras de convivência no ambiente de trabalho. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, essas normas devem tratar do comportamento profissional, e não da vida privada. As organizações podem limitar demonstrações públicas de afeto durante o expediente, criar mecanismos para evitar conflitos de interesse e estabelecer protocolos para relacionamentos com diferença hierárquica. O objetivo é preservar a produtividade, a imparcialidade e o bom funcionamento das equipes. Quando há diferença de cargos Se relacionamentos entre colegas já atraem atenção, o cenário se torna mais delicado quando existe diferença hierárquica. Nesses casos, a principal preocupação não é o relacionamento em si, mas a percepção de justiça nas decisões. Promoções, avaliações e distribuição de oportunidades precisam continuar sendo vistas como imparciais. Segundo a presidente da ABRH-SP, esse tipo de situação exige atenção redobrada de líderes e do setor de recursos humanos. "Nesses cenários, é fundamental haver comunicação clara, transparência e critérios objetivos para as decisões." Em alguns casos, as empresas optam por realocações internas para evitar questionamentos. O desafio que vai além do romance Existe ainda um aspecto menos visível nessa discussão. Em empresas que lidam com informações estratégicas, projetos confidenciais ou dados sensíveis, relacionamentos exigem cuidados adicionais. Segundo Eliane, o tema também envolve questões de confidencialidade. Quando duas pessoas mantêm um relacionamento e atuam em áreas relacionadas, cresce a necessidade de respeitar acordos de sigilo e protocolos internos. O objetivo não é impedir relações pessoais, mas garantir que informações estratégicas continuem protegidas. Como equilibrar amor e carreira Para a presidente da ABRH-SP, a ideia de separar completamente vida pessoal e profissional não corresponde à realidade. "Somos seres integrais. A separação absoluta entre vida pessoal e profissional é um mito." Para ela, o desafio está em estabelecer limites saudáveis. Isso exige maturidade emocional, boa comunicação e acordos claros entre o casal. Uma recomendação comum é evitar levar problemas pessoais para o trabalho e impedir que questões profissionais dominem a vida fora dele. A especialista também destaca a importância de ambientes organizacionais mais seguros. Em vez de proibir relacionamentos, as empresas podem investir em políticas claras, critérios transparentes e uma cultura que valorize resultados.
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.
A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.
Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.
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Dia dos Namorados: por que a data não é tão romântica quanto você imagina? Entre buquês, presentes e declarações apaixonadas, o Dia dos Namorados parece girar apenas em torno do amor. Mas sua origem no Brasil revela um objetivo bem mais prático: movimentar o comércio. A data, comemorada em 12 de junho, foi criada em 1948 como uma estratégia de marketing para aumentar as vendas em um dos meses mais fracos do mercado. O publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr., criou a data a pedido de uma loja que queria melhorar os resultados, segundo a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP). Além de ser uma época de vendas fracas, o dia 12 de junho foi escolhido por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido na cultura popular como o santo casamenteiro. A primeira campanha publicitária que lançou a data no Brasil usava o slogan: "Não é só com beijos que se prova o amor!". "Foi uma ideia muito legal porque está intimamente ligada ao negócio. Segundo pesquisas, seis em cada 10 brasileiros acham a data importante", afirma o Antônio Fadiga, vice-presidente da ABAP. A ideia deu certo, e logo outros lojistas aderiram à campanha. Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio no Brasil, de acordo com o Sebrae. Apesar de ser uma celebração importante para o comércio, o governo federal não considera a data feriado nem ponto facultativo. É interessante notar que, em outros países, o dia para celebrar o amor é em fevereiro: o Valentine's Day. O Dia dos Namorados foi criado para impulsionar as vendas durante o mês de junho Arquivo Pessoal Por que Santo Antônio é o santo casamenteiro? A data escolhida para comemorar o Dia dos Namorados foi a véspera da celebração de Santo Antônio, famoso por ser o santo casamenteiro. Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu em 1195, em Portugal, e tem forte ligação com a Igreja no Brasil. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele é padroeiro ou titular de três arquidioceses e 11 dioceses. Ele ficou conhecido como santo casamenteiro porque, segundo relatos, ajudou uma jovem de Nápoles, no sul da Itália, que queria se casar, mas não tinha dinheiro para o dote, explica o padre Elílio de Faria Matos Júnior, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG). Segundo o padre, Santo Antônio entregou à jovem um bilhete para que ela desse a um comerciante. No bilhete, ele pedia que o comerciante desse à moça moedas de prata com o mesmo peso do papel. "Julgando irrisório o peso do papel, o comerciante aceitou, mas, quando colocou o bilhete num dos pratos da balança, foi preciso colocar no outro 400 escudos de prata”, contou o padre, em entrevista ao g1. Foi então que, conforme a crença católica, o comerciante se lembrou de que havia prometido esse valor ao santo. Assim, a jovem recebeu a quantia e pôde se casar. Desde então, muitos fiéis pedem a ajuda de Santo Antônio para casar, fazendo simpatias como colocá-lo de cabeça para baixo, tirar o menino Jesus de seus braços ou procurar sua imagem em bolos, entre outras promessas. Ex governador de São Paulo publicou um homenagem ao pai, criador do Dia dos Namorados no Brasil Instagram/ Reprodução Qual a origem do Valentine’s Day? Nos Estados Unidos e na Europa, o equivalente ao Dia dos Namorados é o Valentine's Day (Dia de São Valentim), celebrado em 14 de fevereiro. Existem várias histórias sobre a origem da data, mas a mais conhecida é a do bispo Valentim, que, no século III, no Império Romano, realizava casamentos mesmo com a proibição do imperador. Na época, por causa das guerras, o imperador Cláudio II proibiu os casamentos, acreditando que homens solteiros eram melhores soldados. Mesmo assim, o bispo Valentim continuou realizando cerimônias e, ao ser descoberto, foi condenado. Influenciadora chinesa viraliza ao mostrar produtos à venda por apenas 3 segundos em lives

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA). Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO). Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois. O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões. Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares. Para que serve tanto dinheiro? A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano. A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário. Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento. Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões. Quem está na frente? Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes. A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo. "Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista. Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente. "Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio", afirma Rolfes. Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda. "A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional. Uma disputa de egos Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade. Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada. Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados. Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras. Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável. Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem". "Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI". Corrida pela AGI Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar". Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens". No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo. A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito Reuters Os bancos poderão adotar horário especial de atendimento nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 coincidirem com o expediente das agências. A medida também vale para postos de atendimento bancário e tem como objetivo adequar o funcionamento das instituições aos horários das partidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na primeira fase do torneio, porém, os jogos do Brasil estão marcados para 19h e 21h30 (horário de Brasília), após o encerramento do atendimento ao público na maior parte das instituições financeiras. Caso a Seleção avance para fases com partidas disputadas durante o horário comercial, os bancos poderão operar com expediente reduzido. Nessas situações, os horários de atendimento serão os seguintes: Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h; Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h; Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento. A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial. "O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. O funcionamento dos canais eletrônicos não será afetado: Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.

Quer faturar mais na Copa? Veja estratégias para atrair clientes durante o torneio A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores, mas também o consumo. Durante o torneio, alguns setores ganham vantagem e registram crescimento expressivo nas vendas, enquanto outros enfrentam queda no fluxo de clientes. Bares e restaurantes estão entre os principais beneficiados. O faturamento pode crescer até 76%, impulsionado pelo hábito do brasileiro de transformar o jogo em encontro e o encontro em consumo, segundo um estudo do Data-Makers. O setor de alimentação fora do lar costuma se destacar durante a Copa por reunir grupos para assistir às partidas. Para ampliar o faturamento, a estratégia passa por investir na experiência, combinando ambiente, serviço e oferta de produtos. Entre as ações mais comuns estão: 📽️ transmissão com telões e som de qualidade 🌭 criação de combos e promoções temáticas 🌮 cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções 📋planejamento de entregas antes do início das partidas A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo. Supermercados e lojas de conveniência se beneficiam com o aumento do consumo dentro de casa. Os chamados “kits torcida”, com alimentos e bebidas, ganham força nesse período. Além disso, a Copa impulsiona a venda de itens como televisores, smartphones, móveis e produtos temáticos, como camisas da seleção e bandeiras. Em jogos decisivos, esses itens costumam registrar picos de demanda. Quem perde movimento durante os jogos Nem todos os segmentos se beneficiam. Parte do varejo físico, especialmente lojas de rua e shoppings, pode enfrentar queda no fluxo de clientes durante as partidas. Isso ocorre porque o consumidor direciona sua atenção quase exclusivamente aos jogos, deixando compras e serviços para outros momentos. O momento da venda é determinante para o faturamento durante a Copa. Dados indicam que o ticket médio pode subir até 69,2% nas duas horas que antecedem os jogos, mas cai 61,3% com o início das partidas. Isso reforça a importância de antecipar o consumo. Empresas que conseguem atrair o cliente antes do jogo têm mais chances de aumentar as vendas. Clima de Copa do Mundo toma conta das ruas no nosso país. mais.opovo.com.br Estratégias para reduzir a queda Negócios que tendem a perder movimento podem adaptar a oferta para redistribuir a demanda ao longo do dia. Algumas alternativas incluem: oferecer descontos ou benefícios em horários alternativos incentivar compras antecipadas vender créditos para consumo futuro, com bônus ao cliente Essas ações ajudam a minimizar períodos de baixa e manter o fluxo de receita. Redes sociais viram segunda tela Mesmo durante as partidas, há uma oportunidade importante: o celular. Ainda segundo dados do Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros devem usar redes sociais enquanto assistem aos jogos, o que transforma essas plataformas em canais estratégicos de comunicação. Empresas podem aproveitar esse comportamento para publicar conteúdos em tempo real, reagir a lances e engajar o público enquanto o jogo acontece. Ter materiais preparados com antecedência ajuda a ganhar agilidade. Apesar das oportunidades, é preciso cuidado com o uso de marcas oficiais. ⚠️ Empresas não podem utilizar símbolos ou logotipos da Fifa sem autorização. A recomendação é investir em referências indiretas, como cores e elementos ligados ao universo do futebol, evitando riscos legais.

Governo Lula anunciou segunda fase do Desenrola Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos diretamente para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas lançado em um ano eleitoral. Até o fim de maio, haviam sido transferidos R$ 5,7 bilhões ao chamado Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo privado no qual o governo também realiza aportes, que vai garantir a renegociação das dívidas dos trabalhadores. ➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. ➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos. ➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias". 🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las. Governo Federal anuncia nova edição do programa de renegociação de dívidas O que diz o governo ➡️Questionado pelo g1 se o uso dos recursos dos trabalhadores sem trânsito formal pelo orçamento para uma política pública em um ano eleitoral não configura desrespeito à lei, o Ministério da Fazenda informou que esses são "valores estritamente privados e que manterão essa condição mesmo após sua transferência ao FGO [fundo que garante as operações do Desenrola 2.0]". "Importa notar que o Desenrola 2.0 compreende uma iniciativa do governo federal em parceria com o setor privado, sendo que as renegociações de dívidas inadimplentes também interessam às instituições financeiras participantes na medida em que aumentam as perspectivas de reembolso sobre empréstimos que, em geral, possuíam baixa capacidade de recuperação ou já estavam totalmente provisionados", acrescentou o Ministério da Fazenda. Casos semelhantes O TCU concluiu no início de junho um processo sobre a realização de despesas públicas por meio de recursos que não transitam diretamente pelo orçamento da União, algo que, segundo o tribunal, "pode acarretar a perda de credibilidade e de transparência da gestão orçamentária e fiscal da União". Foram analisados: Retenção pela Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA) de parte de sua receita para funcionamento da empresa pública federal, antes do repasse ao fundo social. O TCU determinou que os pagamentos sejam realizados em "plena consonância com o arcabouço jurídico-normativo que rege as finanças públicas, em especial os princípios orçamentários da Unidade". Programa gás do povo: TCU questionou a utilização de recursos fora do orçamento, numa operação intermediada pela Caixa Econômica Federal. Após críticas do presidente do tribunal no ano passado, o governo incorporou os gastos da política formalmente dentro da peça orçamentária em 2026. Multas ambientais do Ibama: TCU investigou a conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente quando o autuado executa o projeto, ou são destinados a outros projetos aprovados. O tribunal determinou que o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente "adotem medidas para garantir que os recursos oriundos da conversão de multas na modalidade indireta observem o rito orçamentário e financeiro da União". Honorários advocatícios da AGU: TCU questionou o pagamento de "honorários de sucumbência" pela parte derrotada a um Conselho Curador, que repassa os valores aos servidores públicos por fora do orçamento federal. No ano passado, foram pagos mais de R$ 6 bilhões. O tribunal registrou o risco de os recursos se tornarem um "orçamento paralelo e sem controle para a execução de despesas que não possuem qualquer relação com a remuneração de servidores públicos", mas observou que o caso está sendo tratado em outro processo. Com isso, não fez recomendação. Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (IFES) de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs): TCU criticou a possibilidade de realizar despesas custeadas com receitas próprias e recursos de convênios e conclui que brechas legais e operacionais, embora legalmente amparadas, fragilizam o controle e a transparência das despesas públicas, e determinou medidas para aumentar a transparência dessas operações. Contas vinculadas às concessões de serviços públicos: questiona porque somente 25% do valor da outorga da privatização de parte da BR-040 foi para o Tesouro Nacional, sendo os 75% restantes alocados em conta vinculada à concessão, sob gestão indireta da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Há um processo sobre isso em análise, sem decisão de mérito. Nesta semana, o TCU aprovou com ressalvas as contas do governo em 2025. Entre os pontos com restrições, está justamente a destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) por fora do orçamento da União. O Ministério da Fazenda, por sua vez, afirmou que essas operações "foram implementadas seguindo a legislação e entendimentos jurídicos vigentes". "De todo modo, o Ministério da Fazenda respeita as orientações do Tribunal com o objetivo de aumentar a transparência sobre a condução das respectivas políticas públicas e apoiará sua efetivação, naquilo que couber em suas competências regimentais", acrescentou o Ministério da Fazenda.

Álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini. Reprodução/Panini Os colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 ganharam uma novidade nesta quinta-feira (11). A Panini abriu a pré-venda de um pacote complementar de figurinhas que permite atualizar a coleção com jogadores convocados após o lançamento inicial do álbum. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 📺 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Chamado de Update Set, o kit reúne 120 novos cromos. A maioria deles é dedicado a atletas que ficaram fora da versão original da coleção, mas acabaram incluídos nas listas finais das seleções classificadas para o Mundial. Entre os nomes que passam a integrar o álbum estão o atacante Neymar, da Seleção Brasileira, o goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, e o zagueiro Pau Cubarsí, da Espanha. Segundo a Panini, o objetivo é oferecer aos colecionadores uma forma de manter a coleção alinhada às equipes que efetivamente disputarão a Copa do Mundo de 2026. O pacote inclui atletas que ganharam espaço nas seleções nacionais durante o ciclo preparatório para o torneio. Agora no g1 O Update Set está disponível em pré-venda no site da editora por R$ 119,90. O produto é composto por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. A iniciativa segue um modelo adotado pela empresa em grandes competições recentes, permitindo que o álbum reflita as mudanças ocorridas entre o lançamento da coleção e a divulgação das convocações oficiais das seleções.

Decolagem da Starship em 22 de maio de 2025 Reprodução/SpaceX A SpaceX estará no centro das atenções dos mercados financeiros com sua estreia na bolsa de valores nesta sexta-feira (12/06). A empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial (IA) liderada por Elon Musk planeja arrecadar até US$ 75 bilhões (R$ 388 bilhões) com a venda de quase 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada. A empresa pode bater o recorde de maior Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da história, desbancando a posição que era da gigante do petróleo Saudi Aramco, que, em 2019, abriu seu capital e arrecadou US$ 26 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A SpaceX pode ainda se tornar a sétima maior empresa de capital aberto dos EUA. Como apenas 4% de seu capital social estará disponível, a avaliação total seria de impressionantes US$ 1,8 trilhão. A SpaceX pretende usar os recursos da IPO para financiar seus projetos ambiciosos, como a instalação de data centers de IA no espaço e missões a Marte. Agora no g1 Ambições da SpaceX Fundada em 2002, a SpaceX fez, ao longo dos anos, avanços significativos em tecnologias espaciais, como foguetes reutilizáveis, emergindo como a principal provedora de serviços de lançamento do mundo. O objetivo final da empresa é colonizar Marte e estabelecer uma civilização no planeta vermelho. Mais perto da Terra, a SpaceX opera a Starlink, uma enorme rede de cerca de 8 mil satélites, que oferece serviços de internet banda larga para consumidores, governos e clientes corporativos. A Starlink é atualmente o único negócio lucrativo da empresa. No início do ano, a SpaceX expandiu para a inteligência artificial ao se fundir com a xAI, que Musk criou em 2023 para desafiar empresas do setor como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic. Musk almeja instalar gigantescos data centers no espaço movidos a energia solar e utilizar o frio vácuo do espaço para resfriamento sem custos, o que permitiria que as instalações contornassem as restrições energéticas e de temperatura que enfrentam na Terra. SpaceX, ainda uma empresa deficitária Em seu prospecto de IPO, a SpaceX destacou um mercado potencial de US$ 28,5 trilhões para seus produtos, por estar em posição única para oferecer serviços integrados de IA e internet baseados no espaço. Essa avaliação altíssima gera, no entanto, preocupações, principalmente pelo fato de a empresa ser deficitária. No ano passado, a SpaceX faturou US$ 18,7 bilhões, mas registrou um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. A empresa afirmou que não espera se tornar lucrativa tão cedo. Ela também possui uma dívida considerável, que chegou a cerca de US$ 29 bilhões no final de março. Levando-se em conta seus dados financeiros, a SpaceX seria avaliada em cerca de 94 vezes sua receita anual, um prêmio enorme em relação às ações de grandes empresas de tecnologia altamente lucrativas, como Apple, Alphabet ou Nvidia. Após avaliar as finanças da SpaceX, a Morningstar, uma empresa de serviços financeiros com sede nos EUA, avaliou a empresa em US$ 780 bilhões – um valor significativamente menor do que o da avaliação da IPO de US$ 1,8 trilhão. A empresa afirmou que a perspectiva para a SpaceX é "muito incerta" e que o sucesso dependerá de a plataforma de IA orbital da empresa funcionar e oferecer vantagens significativas em termos de custos operacionais em comparação com a computação terrestre. O que está por trás da febre das ações da SpaceX? O interesse dos investidores, tanto individuais quanto institucionais, parece enorme, com relatos recentes sugerindo que a IPO já está com demanda superior à oferta. Muitos apoiadores de Musk citam como razões para investir a visão do bilionário para a SpaceX e seu sucesso em transformar a Tesla em uma gigante global dos setores automotivo e tecnológico. A maioria das IPOs oferece apenas cerca de 5% a 10% do total da oferta para investidores individuais, de acordo com a empresa de serviços financeiros Fidelity. Mas a SpaceX reservou uma parcela muito maior de ações – até 30%, ou US$ 22,5 bilhões – para investidores individuais. "Muitos investidores individuais desconhecem que cerca de 25% das IPOs caem no primeiro dia de negociação, e uma porcentagem ainda maior cai em horizontes mais longos", afirmou à DW Jay Ritter, especialista em IPOs e professor de finanças da Universidade da Flórida. "Mas as instituições estão dispostas a atribuir altas avaliações à SpaceX e às grandes empresas de IA porque outras no setor de tecnologia demonstraram capacidade de crescer e se tornarem extremamente lucrativas", acrescentou, apontando para nomes como Alphabet, Nvidia e alguns outros com lucros anuais superiores a US$ 100 bilhões. "Se elas não tivessem feito isso, haveria muito mais preocupação com as avaliações", enfatizou Ritter. "Mas essas outras empresas, incluindo Microsoft e Broadcom, abriram o capital com avaliações muito mais baixas e, portanto, tinham maior potencial de valorização para os investidores." A bolsa de valores Nasdaq também alterou suas regras em maio para permitir que grandes estreantes, como a SpaceX, passem a integrar seu índice em até 15 dias de negociação, em vez dos três meses anteriormente exigidos. A mudança significa que os fundos de investimento passivos que acompanham o índice Nasdaq 100 precisarão comprar ações da SpaceX mais cedo. Musk mantém controle rígido sobre a SpaceX Especialistas alertam que as ações da SpaceX podem ser mais voláteis quando começarem a ser negociadas, pois a empresa disponibilizou apenas cerca de 4% de seu capital para a IPO. O fato de muitos investidores disputarem uma oferta limitada de ações pode gerar fortes oscilações de preços. Mesmo após a IPO, Musk manterá um controle rígido sobre a empresa. O bilionário detém atualmente cerca de 42% da SpaceX, mas após a abertura de capital, uma estrutura especial de ações de dupla classe garante que ele retenha cerca de 82% do poder de voto total no conselho da empresa, o que significa que ninguém poderá demiti-lo. A empresa também restringe a capacidade dos acionistas de entrar com ações coletivas, exigindo que eles apresentem os casos em um tribunal comercial especializado do Texas. Se um juiz se recusar, as disputas são encaminhadas para arbitragem privada, uma disposição vista como uma severa limitação dos direitos dos investidores. A Morningstar alertou que o domínio de Musk sobre a SpaceX também é um fator de risco e que os acionistas minoritários terão capacidade limitada de influenciar as decisões da empresa. "Essa concentração de poder de decisão em um único indivíduo cria riscos de governança que exigem consideração cuidadosa", observou.

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes A SpaceX deve estrear nesta sexta-feira (12) na bolsa de valores de Nova York avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passaria a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo. A forte aposta de investidores de Wall Street na SpaceX pode parecer contraditória. Apesar de estar prestes a realizar o maior IPO da história, com uma captação estimada em US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões), a empresa ainda opera no vermelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2025, a receita de US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões) não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões). Especialistas consultados pelo g1 explicam que o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. A empresa deixou de ser vista apenas como uma fabricante de foguetes e passou a ser associada ao potencial de integração entre as operações de inteligência artificial da xAI e os serviços da rede global de internet via satélite da Starlink. "Musk criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. A Starlink sozinha acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures. Segundo Rylan Chase, analista de mercado da EBC Financial Group, os investidores que apostam na empresa estão pagando antecipadamente pelo potencial de expansão da conectividade da Starlink, pela futura monetização do foguete Starship e pela tese de infraestrutura de inteligência artificial criada pela combinação com a xAI. Os mais céticos temem que os planos de Elon Musk sejam ambiciosos demais para corresponder às expectativas. No documento de preparação para a estreia na bolsa, a SpaceX afirma que pretende construir uma base permanente na Lua e, no longo prazo, estabelecer uma colônia em Marte capaz de abrigar até 1 milhão de pessoas. As pretensões não param aí: a companhia também projeta desenvolver centros de processamento de dados em órbita alimentados por energia solar e impulsionar uma "economia espacial" baseada em fábricas, sistemas de energia e infraestrutura operando fora da Terra. Você quer acordar de manhã e pensar que o futuro vai ser grandioso — e é disso que se trata ser uma civilização espacial. Trata-se de acreditar no futuro e de pensar que ele será melhor do que o passado. E não consigo imaginar nada mais empolgante do que sair por aí e estar entre as estrelas. IPO da SpaceX pode colocar empresa no top 10 global Arte/g1 Quanto maior o salto, maior o tombo Por mais que a SpaceX deva fazer uma estreia avassaladora na bolsa, suas ações podem sofrer duros baques ao longo do tempo. Como muitos investidores apostam em planos ambiciosos para o futuro da empresa, qualquer decepção pode derrubar seu valor de mercado. Na avaliação de Chase, da EBC Financial Group, os investidores não estão olhando apenas para os resultados atuais da companhia. Quem aceita pagar US$ 135 (R$ 688,64) por ação está mirando em várias frentes de crescimento ao mesmo tempo, e não apenas no negócio espacial. 🚀 A SpaceX passou a reunir negócios de telecomunicações, inteligência artificial e infraestrutura tecnológica em uma mesma empresa. 📡 A Starlink se tornou a principal fonte de receita da companhia, enquanto outros projetos passaram a fazer parte de sua estratégia de crescimento para os próximos anos. 🤖 A xAI funciona como o braço de inteligência artificial da empresa, integrando o chatbot Grok aos dados da rede social X e à infraestrutura da Starlink. Ainda assim, o analista avalia que o valor de mercado projetado para a empresa é alto, mesmo em comparação com companhias que crescem rapidamente. Pelas contas dele, a avaliação equivale a cerca de 109 vezes toda a receita obtida pela empresa no ano passado. "É um ponto de partida excepcionalmente elevado para qualquer IPO de grande porte", diz. Mas muitos analistas avaliam que esse era o caminho natural. Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em inteligência artificial, afirma que a empresa chegou a um ponto em que suas ambições exigem um volume de recursos difícil de obter apenas por meio de rodadas privadas de investimento. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de uma empresa. Nesse processo, a companhia vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Segundo Machado Dias, a receita gerada pela Starlink convive com projetos que exigem investimentos elevados e podem levar anos para dar retorno. Em outras palavras, se a Starlink ajuda a sustentar as receitas da empresa, os demais projetos ajudam a explicar por que a SpaceX continua registrando prejuízos bilionários. "O Starship, os data centers orbitais e a guinada em direção à industrialização lunar demandam um tipo de capital que só o mercado público consegue oferecer." O caixa da SpaceX tem solução? Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo A avaliação de Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa especializada em pesquisas de mercado para startups e companhias privadas, aponta na mesma direção: a SpaceX usa os recursos gerados pelos lançamentos e pela Starlink para financiar uma estratégia que vai além da expansão de seus serviços atuais. 🌐 Entre os projetos citados por ele está a Terafab, uma fábrica de chips planejada para o Texas que poderá custar até US$ 119 bilhões (R$ 607 bilhões). A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla na qual a companhia busca controlar diferentes etapas de sua cadeia tecnológica, da fabricação de semicondutores à operação de satélites. 🛰️ Outro foco é a chamada computação orbital, conceito que prevê o processamento de dados diretamente no espaço por meio de uma futura rede de satélites voltada para aplicações de inteligência artificial. "A empresa utiliza o fluxo de caixa dos lançamentos e da Starlink para financiar sua visão de longo prazo", resume Asplund. Por isso, a avaliação trilionária da empresa depende principalmente do que ela conseguirá entregar nos próximos anos. Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, reforça a visão de que a companhia precisa se apresentar como uma "plataforma que reúne conectividade, transporte espacial e inteligência artificial". Segundo ele, a aposta dos investidores se apoia em três grandes expectativas para o futuro: 📡 Expandir a Starlink para além da internet via satélite Uma das principais apostas é a tecnologia conhecida como "direct-to-cell", que permite conectar celulares comuns diretamente aos satélites da empresa, sem a necessidade de antenas ou outros equipamentos específicos. O analista estima que esse mercado possa alcançar 1,1 bilhão de usuários até 2040 e gerar mais de US$ 42 bilhões (R$ 214,2 bilhões) por ano. Nesse cenário, avalia o analista, a Starlink deixaria de ser apenas uma rede de internet via satélite e passaria a ter um papel mais amplo no ecossistema digital, oferecendo conexão para celulares, veículos e outros dispositivos. Gif mostra decolagem da nave Starship Reprodução 🚀 Tornar o acesso ao espaço mais "barato" A segunda aposta está ligada ao Starship, foguete de nova geração da companhia. A expectativa da consultoria é que a reutilização total da nave reduza os custos de lançamento em até 80%, permitindo transportar mais carga ao espaço por uma fração do custo atual. Isso poderia ampliar a capacidade da Starlink e viabilizar negócios que hoje esbarram no alto custo para chegar ao espaço. Por isso, segundo Granda, parte importante do valor atribuído à SpaceX está ligada à expectativa de que o Starship ajude a impulsionar a economia espacial nos próximos anos. 🤖 Construir infraestrutura para inteligência artificial A terceira aposta envolve a xAI e os projetos de inteligência artificial reunidos pelo grupo. Segundo informações divulgadas pela própria companhia em seu prospecto de abertura de capital, a divisão de inteligência artificial gerou receita de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões) em 2025, mas registrou prejuízo operacional de US$ 6,3 bilhões (R$ 32,1 bilhões). Os números refletem o forte ritmo de investimentos da operação. Apenas os gastos com infraestrutura e ampliação da capacidade de processamento consumiram mais de US$ 12,7 bilhões (R$ 64,8 bilhões) no período. ➡️ Entre os projetos estão grandes centros de processamento de dados e iniciativas que preveem levar parte dessa infraestrutura ao espaço. Para Granda, a avaliação trilionária da SpaceX está menos ligada aos resultados atuais e mais à expectativa de retorno desses projetos nos próximos anos. "O preço pode parecer caro olhando apenas para os números atuais, mas os investidores estão pagando hoje pela economia de 2030", resume. A engrenagem trilionária por trás da SpaceX Arte/g1

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes Mais de meio século depois do primeiro passo humano na Lua, a SpaceX tenta convencer investidores de que o próximo grande salto será econômico. Embora ainda não existam minas, fábricas ou centros de processamento de dados operando fora da Terra, parte da avaliação de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões) atribuída à companhia — que estreia na bolsa nesta sexta-feira (12) —, reflete a expectativa de que atividades desse tipo se tornem economicamente viáveis nas próximas décadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa visão aparece de forma explícita nos documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Neles, a empresa de Elon Musk define o espaço como "a maior fronteira econômica da história humana" e argumenta que a queda dos custos de lançamento está abrindo caminho para uma nova fase de expansão produtiva além da Terra. 🌐 Entre os projetos citados estão sistemas de geração de energia solar na superfície lunar, a extração de gelo para a produção de combustível, o aproveitamento de recursos minerais e a construção de fábricas capazes de produzir satélites e componentes eletrônicos. 🚀 Os planos incluem ainda um sistema de lançamento eletromagnético a partir do satélite natural, numa espécie de "catapulta gigante" projetada para enviar cargas ao espaço sem a necessidade de foguetes. Por mais futuristas que pareçam — dignas de um filme de ficção científica —, essas iniciativas refletem uma revisão das ambições da empresa e uma reorientação de sua estratégia para os próximos anos. Isso porque, durante anos, o empresário sul-africano apresentou Marte como o grande objetivo da expansão humana no espaço e o destino final dos planos da SpaceX. Agora, porém, a Lua ganha protagonismo como etapa prioritária da estratégia em seus planos mais imediatos. “A justificativa de Musk é técnica, [pois] janelas de lançamento da Lua são a cada dez dias, em vez de 26 meses de Marte”, explica Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o docente, a mudança também garantiu uma espécie de aderência ao “calendário do investidor institucional”, uma vez que a Lua pode permitir testar tecnologias, construir uma base operacional e acumular avanços de forma mais rápida, compatível com os horizontes de retorno esperados pelos investidores. O foguete que precisa funcionar… para todo o resto acontecer Há, porém, um elemento que conecta praticamente todas as ambições da SpaceX para a Lua: nenhuma delas existe sem o Starship, foguete desenvolvido pela companhia. Não à toa, o veículo aparece nos planos da empresa menos como um produto comercial e mais como o que a companhia define como infraestrutura capaz de sustentar uma futura economia espacial. Segundo a própria SpaceX, o projeto foi concebido para transportar grandes volumes de carga e tripulação de forma recorrente e economicamente viável. Há também a aposta na capacidade de reabastecimento em órbita, considerada uma peça-chave para missões mais longas e para a expansão das atividades além da Terra. Na avaliação de Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, o Starship representa uma mudança estrutural na forma como o espaço pode ser explorado economicamente. Para ele, o foguete inaugura uma nova etapa na trajetória da SpaceX, em que as missões espaciais deixam de funcionar como iniciativas pontuais e passam a se aproximar de uma lógica industrial baseada em escala, frequência e reutilização. Cápsula da SpaceX chega à Estação Internacional REUTERS/Nasa ➡️ O principal obstáculo histórico do setor sempre foi o custo de colocar pessoas e equipamentos em órbita. A proposta da empresa de Musk é inverter essa equação: transformando o acesso ao espaço em uma atividade mais previsível e rotineira. A expectativa da consultoria é que a combinação entre reutilização e maior capacidade de carga reduza drasticamente os custos de lançamento ao longo do tempo. Se isso acontecer, projetos que hoje parecem economicamente inviáveis poderão ganhar escala e viabilizar uma presença mais permanente fora da Terra. "Não se trata apenas de chegar à Lua. Trata-se de criar a infraestrutura necessária para permanecer lá e operar em escala", observa Granda. O que se ganharia produzindo coisas no espaço? Se a economia lunar ainda soa como um conceito distante, Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa de pesquisa e inteligência de mercado focada em startups, procura responder à pergunta que costuma separar visão de negócio de ficção científica: onde estaria o retorno financeiro de tudo isso? Segundo a consultoria, a queda dos custos de acesso ao espaço pode abrir caminho para atividades produtivas que hoje permanecem inviáveis. Parte dessa oportunidade estaria justamente em produzir fora da Terra. Em alguns casos, o ambiente de vácuo e microgravidade não seria apenas um local alternativo de produção, mas uma vantagem. ➡️ A gravidade terrestre pode gerar impurezas e deformações em materiais sensíveis. Em órbita, esses efeitos tendem a ser reduzidos, permitindo fabricar produtos com características difíceis de reproduzir em solo. Entre os exemplos citados por Asplund estão medicamentos produzidos em microgravidade, fibras ópticas especiais usadas em telecomunicações e lasers, além de wafers de silício — lâminas que servem de base para a fabricação de semicondutores. 💊 A estimativa da consultoria é que apenas o mercado de medicamentos produzidos nessas condições possa movimentar US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) até 2030. 🔬 No caso das fibras ópticas do tipo ZBLAN, cuja fabricação é favorecida pela ausência de gravidade, o potencial de mercado nesse período é estimado em US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões), enquanto o segmento global de wafers de silício supera US$ 150 bilhões (R$ 765,2 bilhões). 🚀 Já no turismo espacial se espera que a reutilização de veículos como o Starship reduza gradualmente os custos de acesso à órbita, ampliando um mercado que a Sacra projeta em quase US$ 4 bilhões (R$ 20,4 bilhões) até 2032. "As pessoas costumam imaginar o espaço apenas como um lugar para lançar satélites. Mas a lógica da próxima etapa é usar o ambiente espacial para fabricar produtos que seriam mais difíceis ou mais caros de produzir na Terra", afirma Asplund. Outro segmento apontado pelo especialista envolve as futuras estações espaciais privadas. Com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se aproximando do fim de sua vida útil, a expectativa é que parte dos recursos hoje destinados à sua manutenção seja direcionada para plataformas comerciais em órbita. Segundo a Sacra, essa transição pode abrir caminho para uma nova geração de laboratórios, fábricas e centros de pesquisa operados por empresas privadas. Para a SpaceX, porém, o potencial do espaço não se limita à manufatura. Nos documentos apresentados à SEC, a companhia afirma que vê o espaço não apenas como um local para fabricar produtos, mas também como uma futura base para sustentar a expansão da inteligência artificial. ➡️ A empresa argumenta que o crescimento da inteligência artificial exige volumes cada vez maiores de energia e processamento, pressionando a infraestrutura terrestre. Como resposta, planeja desenvolver uma rede de satélites capazes de funcionar como centros de processamento de dados em órbita, alimentados por energia solar. Segundo a companhia, essa arquitetura reduziria parte dos custos associados aos grandes centros de dados terrestres. Em órbita, o calor dos equipamentos poderia ser dissipado diretamente para o espaço, diminuindo a necessidade de estruturas convencionais de refrigeração. “O espaço oferece o potencial de acesso a uma fonte de energia praticamente ilimitada e um ambiente operacional capaz de sustentar computação de alta densidade de forma contínua. Isso inclui vantagens estruturais para geração de energia, resfriamento dos equipamentos e operações ininterruptas à medida que a capacidade aumenta”, afirma a empresa em seu prospecto de abertura de capital. A SpaceX diz que pretende iniciar a implantação dessa estrutura a partir de 2028. Mais uma vez, o Starship aparece como peça central, já que a companhia considera o foguete indispensável para transportar ao espaço os equipamentos necessários para sustentar essa rede. Nos cálculos de Asplund, o movimento também representa uma tentativa de disputar uma parcela do mercado global de serviços em nuvem, estimado em US$ 200 bilhões (R$ 1,02 trilhão). Ele ressalta que a empresa mantém conversas com o Google para avaliar a possibilidade de hospedar conjuntamente centros de processamento de dados em órbita. “Caso avance, a parceria serviria como uma validação da demanda corporativa por infraestrutura de computação espacial e poderia ajudar a garantir as primeiras receitas do programa de constelação de satélites voltados à inteligência artificial”, afirma. Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo Quanto vale uma economia que ainda não existe? Embora Franco Granda projete que a economia espacial global possa alcançar US$ 1,8 trilhão (R$ 9,18 trilhões) até 2035, ele adota uma postura cautelosa quando analisa algumas das iniciativas mais ambiciosas da SpaceX. Projetos como data centers orbitais e uma futura base industrial na Lua aparecem na análise como possibilidades de longo prazo — não como fontes concretas de receita para os próximos anos, cuja realização ainda depende de uma série de avanços tecnológicos, operacionais e econômicos. "A ideia não é dizer que esses projetos são impossíveis. A questão é que eles estão muito além de qualquer horizonte de planejamento de curto prazo", avalia o analista sênior da PitchBook. 🌙 Ele considera propostas como a Moonbase Alpha — um assentamento lunar voltado à produção industrial — conceitualmente plausíveis, mas agressivas em cronograma. A avaliação é que a construção de uma estrutura permanente na Lua seria um projeto medido em décadas, não em anos. Por isso, Granda atribui receita praticamente zero a iniciativas como bases lunares e computação orbital em seus modelos financeiros atuais. “A SpaceX será apresentada [aos investidores] tendo a Starlink como motor de geração de caixa, complementada por diversas apostas de valorização futura, como a escala proporcionada pelo Starship, a conectividade direta para dispositivos móveis e a computação orbital”, afirma. Mas, para a própria SpaceX, a economia lunar também não parece ser o ponto final dessa história. Nos documentos apresentados à SEC, a própria companhia descreve o satélite natural como uma etapa intermediária rumo a objetivos ainda mais amplos, incluindo o conceito de civilização Kardashev Tipo II (entenda mais abaixo). Da economia lunar à civilização movida pela energia solar Arte/g1

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes O bilionário Elon Musk será mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial — cerca de 3,8 bilhões de pessoas — com a entrada de sua empresa aeroespacial e de inteligência artificial (IA), a SpaceX, no mercado de ações, segundo análise publicada nesta quinta-feira (11) pela ONG humanitária Oxfam. A fortuna pessoal de Musk, como proprietário da rede social X, deverá ultrapassar 1 trilhão de dólares com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX, que o tornará o primeiro trilionário do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para se ter uma ideia, se Musk gastasse 1 milhão de dólares por dia, levaria 2.740 anos para gastar 1 trilhão de dólares, supondo que esse valor não rendesse nenhum juro. "Essa concentração extrema de riqueza é sintomática de décadas de políticas pró-bilionários que lhes permitiram ditar as regras econômicas a seu favor", afirmou a Oxfam em nota. Nabil Ahmed, diretor sênior de justiça econômica da Oxfam América, disse que a ascensão do magnata ao status de trilionário "é um novo marco para a oligarquia e um dia sombrio para a democracia". "Concentração de riqueza incompatível com uma democracia saudável" "Musk será um trilionário apoiado pelo governo, cuja fortuna foi impulsionada por uma era de políticas públicas regressivas", enfatizou a Oxfam. O relatório observou que um trilhão de dólares "nas mãos de um só homem" é incompatível com a ideia de "uma economia acessível e uma democracia saudável", visto que "a desigualdade econômica gera desigualdade política". Em seu relatório, a Oxfam destacou que um imposto de 10% sobre a fortuna estimada em um trilhão de dólares de Musk poderia eliminar a pobreza extrema no mundo por um ano, aliviando as vidas de mais de 800 milhões de pessoas. E ele ainda seria um dos dez bilionários mais ricos do mundo mesmo se doasse 100 dólares para cada pessoa no planeta. Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo Laços próximos com o governo Trump A organização ressalta que grande parte da fortuna de Musk se baseia não apenas no apoio governamental que recebeu no passado, mas também no fato de que, durante seu período no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele "supostamente se aproveitou da situação para proteger e aumentar" essa riqueza. A SpaceX obtém um quinto de sua receita do governo federal dos EUA, diz o relatório, acrescentando que sua IPO "encherá os bolsos" de funcionários da administração republicana, bem como de empresas de capital de risco, indivíduos com conexões políticas e altos executivos da empresa. A empresa programou para esta sexta-feira a maior IPO da história, superando o recorde estabelecido pela petrolífera saudita Aramco em 2019. Com essa operação, sua capitalização de mercado poderá chegar a aproximadamente 1,77 trilhão de dólares, o que a deixará entre as dez maiores empresas de capital aberto do mundo, mas ainda atrás de Nvidia, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Amazon.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em 30 de abril de 2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria A Venezuela concedeu, nesta quinta-feira (11), uma licença à britânica Shell para a exploração e exportação de gás, somando-se às transnacionais que retornam ao país graças a uma recente reforma da lei de hidrocarbonetos que abriu o setor ao investimento estrangeiro. A presidente interina Delcy Rodríguez impulsionou em janeiro uma nova lei de hidrocarbonetos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana. O governo de Rodríguez firmou acordos com várias das principais petroleiras do mundo, entre elas a britânica BP e a espanhola Repsol. Com essa licença, a Shell poderá explorar o campo Loran, que contém sete jazidas de gás natural, seis delas transfronteiriças com Trinidad e Tobago, informou a presidência da Venezuela em comunicado. Agora no g1 Segundo Rodríguez, essa concessão “vai permitir que a Venezuela dê um passo muito importante em seu desenvolvimento gasífero e também como exportadora de gás”. Ela apontou que esse campo de gás ficou abandonado por 23 anos. Após a aprovação da reforma da lei de hidrocarbonetos no fim de janeiro, Washington começou a flexibilizar as sanções contra a Venezuela. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e também é rico em gás natural. Peter Costello, presidente de Exploração e Produção da Shell, afirmou que “a assinatura desses acordos é uma conquista maravilhosa para a Venezuela e para a Shell e ressalta a nossa parceria de longa data”. Especialistas do setor petrolífero têm apontado que a Venezuela desperdiça bilhões de pés cúbicos de gás, o que provoca perdas econômicas e graves danos ambientais. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters

Mega-Sena, concurso 3017: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3017 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (11), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 6,75 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e acumulou para R$ 12 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 06 - 26 - 28 - 32 - 45 5 acertos: 36 apostas ganhadoras, R$ 31.988,67 4 acertos: 2.575 apostas ganhadoras, R$ 737,17 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3017 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Trump exibe tabela com tarifas que devem ser cobradas pelos EUA REUTERS Um tribunal de apelações dos Estados Unidos prorrogou, nesta quinta-feira (11), a suspensão de uma decisão que havia declarado ilegal a tarifa global de 10% imposta pelo presidente Donald Trump, permitindo que o governo continue aplicando a cobrança enquanto o recurso é analisado. Trump impôs a tarifa aduaneira temporária de 10% em fevereiro, pouco depois de a Suprema Corte ter anulado a maior parte de suas tarifas gerais. A decisão da Corte representou um revés para o presidente, que havia transformado essas tarifas em um símbolo da política econômica de seu segundo mandato. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Em maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos proibiu a aplicação das tarifas a um grupo específico de autores da ação, o que levou o governo Trump a recorrer da decisão. Desde então, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal dos Estados Unidos concedeu uma suspensão temporária da ordem do Tribunal de Comércio, medida que foi prorrogada nesta quinta-feira. Ao anunciar a decisão, o tribunal de apelações afirmou que “o governo federal demonstrou de forma suficiente que provavelmente terá êxito no mérito da questão”, entre outros fundamentos. A tarifa de 10%, aplicada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, está prevista para expirar no fim de julho, a menos que o Congresso decida prorrogá-la. O governo Trump já iniciou esforços para implementar, até essa data, novas tarifas de caráter mais duradouro.
Pautas-bomba em discussão no Congresso podem ter impacto fiscal bilionário nas contas públicas
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento informaram nesta quinta-feira (11) que nove proposições em tramitação no Congresso Nacional representam, em conjunto, um impacto fiscal estimado em R$ 111 bilhões por ano.
O valor reúne estimativas elaboradas por órgãos técnicos do Poder Executivo e dizem respeito as chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso.
🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

O Ministério da Fazenda refez os cálculos sobre o impacto da aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise pelo Congresso Nacional, a nova estimativa é de R$ 111 bilhões por ano. O valor diz respeito ao impacto fiscal de nove projetos em tramitação. Interlocutores da pasta haviam informado inicialmente ao g1 que o impacto superaria R$ 2 trilhões em dez anos. Segundo novas estimativas divulgadas nesta quinta-feira (11), o efeito será o equivalente a quase R$ 1 trilhão no mesmo período. Ainda assim, o impacto é maior do que a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. 🔎 Pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias Veja o impacto estimado de cada medida PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano. PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030. PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais. PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano. Com exceção da PEC das Igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes. "As estimativas combinam renúncias de receita e despesas obrigatórias, incluindo equalização de taxas juros e impactos previdenciários, que afetam as contas públicas de maneira direta. As médias anuais pressupõem distribuição uniforme dos custos, sem atualização monetária, de modo que o impacto efetivo em cada exercício pode ser superior", dizem os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, em nota. Pressão sobre taxa de juros O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião. Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro. O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10). O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes contra o aumento de gastos. Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos. Dario Durigan Washington Costa/MF

Jogadores usam chuteiras rosas na estreia da Copa do Mundo de 2026. Reprodução / Caixa Quem acompanhou a partida entre México e África do Sul, primeira da Copa do Mundo de 2026, pode ter percebido que a maioria dos jogadores está usando chuteiras rosas — cor que deve ser tendência para o Mundial. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Elas podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.500. 🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Segundo o site Footy Headlines, especializado em equipamentos de futebol, "é uma coincidência surpreendentemente grande que todas as principais marcas tenham lançado novos produtos em um tom vibrante de rosa." Veja abaixo quanto custam as chuteiras rosas dessa Copa do Mundo. Casemiro, Raphinha e Luiz Henrique durante a goleada do Brasil por 6 a 2 contra o Panamá Mauro Pimentel/AFP Adidas Adidas F50 Elite New Balance New Balance Tekela “Pure Ambition” Nike Nike Mercurial Vapor 17 Elite Nike Phantom 6 Elite Low Nike Tiempo Maestro Elite Puma Puma Future 9 Ultimate Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira? Puma Ultra 6 Ultimate Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Na Copa do Mundo, não grite "gol" com atraso

Wilton Pereira Sampaio na abertura da Copa do Mundo de 2026 rende memes Reprodução A presença do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul rendeu memes nas redes sociais. "Nossa Anitta" e "É a lenda Wilton Pereira Sampaio", destacaram algumas das publicações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A internet também brincou com o fato de Wilton ter expulsado dois jogadores da África do Sul e um do México. Em uma delas, que tirou o sul-africano Themba Zwame de campo, o brasileiro anunciou a decisão em inglês no sistema de som do estádio Azteca. Antes dele, o brasileiro já tinha aplicado um cartão vermelho para o sul-africano Sphephelo Sithole. Ele também deu o primeiro cartão amarelo desta Copa do Mundo, para Mokoena, da África do Sul. Wilton é acompanhado por assistentes brasileiros: Bruno Pires e Bruno Boschilla. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio durante abertura da Copa do Mundo de 2026 Reuters/Henry Romero

Labubu: o que é boneco que virou febre mundial A abertura da Copa do Mundo 2026 do México, transmitida nesta quinta-feira (11), contou com personagens inusitados: os bonecos Labubu, que foram febre em 2025, principalmente por conta da internet. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung. Eles são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu após abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção. Mas por que eles estavam na abertura da Copa? A Fifa, entidade responsável pela realização do torneio, e a Pop Mart, dona da marca Labubu, firmaram uma parceria em março deste ano que resultou em versões do boneco exclusivas para a Copa. Além dos bonecos especiais, a parceria também inclui lojas nos países-sede do torneio e outros itens especiais que estão à venda. Bonecos Labubu Reprodução/Pop Mart LEIA TAMBÉM Abertura da Copa teve shows de Shakira, Maná e J Balvin Copa do Mundo 2026: abertura tem memes sobre Shakira, Labubu, RBD e mais Labubus no Brasil As vendas dos bonecos originais no Brasil começaram apenas no último dia 5. Segundo a Candide, empresa brasileira que lançou os bonecos em parceria com a organização chinesa, a operação da Pop Mart no Brasil conta com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99. Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país. Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

Torcedor vestido como Chapolin Colorado durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 Reuters/Hannah Mckay A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 aconteceu nesta quinta-feira (11), antes da partida de estreia entre México e África do Sul. Já nos primeiros instantes do evento, a internet reagiu sobre a presença de Shakira, que cantou com o nigeriano Burna Boy a música oficial do torneio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A abertura também chamou atenção pela presença de dois bonecos Labubu, que se tornaram febre mundial nos últimos meses. E, claro, não faltaram postagens com referências à cultura pop mexicana, como Chaves e a banda RBD. Árbitro brasileiro expulsa três, anuncia decisão em inglês e rende memes Initial plugin text s Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text , Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Agora no g1 Labubu na abertura da Copa Reprodução

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, em uma decisão motivada pelo avanço da inflação na zona do euro em meio aos efeitos econômicos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2% para 2,25%. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e marca a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio. "A guerra no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias, e a decisão de aumentar as taxas de juros é sólida em uma série de cenários que descrevem como o choque pode evoluir e afetar as perspectivas de médio prazo para a zona do euro", afirmou o BCE em comunicado. A instituição destacou que o cenário permanece incerto, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico da região. Agora no g1 Inflação na zona do Euro A preocupação da autoridade monetária ganhou força após a inflação da zona do euro acelerar para 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Ao mesmo tempo, a instituição revisou para cima suas projeções para os preços ao consumidor em 2026, passando de 2,6% para 3%. Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o conflito no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias e aumentando o grau de incerteza para a economia europeia. Segundo ela, a decisão de elevar os juros foi unânime entre os integrantes do conselho da instituição. Lagarde classificou o aumento como um sinal necessário diante do cenário atual. A dirigente também argumentou que permitir que a inflação saia do controle poderia tornar ainda mais difícil o retorno à estabilidade de preços nos próximos anos. A decisão ocorre em um momento delicado para a economia da zona do euro. Embora o BCE tenha reduzido apenas marginalmente sua projeção de crescimento para 2026 — de 0,9% para 0,8% —, empresas e famílias já enfrentam custos mais elevados de energia em decorrência da guerra. Parte dos economistas, contudo, questiona a eficácia da medida. A avaliação é que a atual aceleração da inflação está ligada principalmente à oferta de energia, e não ao excesso de demanda na economia. Agir preventivamente Apesar das críticas, o BCE sinalizou que considera necessário agir preventivamente. A experiência da crise inflacionária iniciada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, continua influenciando as decisões da instituição. Na época, o banco central foi acusado por parte do mercado de ter demorado para reagir à escalada dos preços. Lagarde evitou antecipar quais serão os próximos passos da política monetária europeia. Ainda assim, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas relacionadas à guerra tem levado investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos próximos meses. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters

Venda das bandeiras dos países que participam da Copa do Mundo 2026, em Beirute, no Líbano. Joseph EID / AFP O número de golpes na internet envolvendo a Copa do Mundo aumentou. Com o início dos jogos nesta quinta-feira (11) e a expectativa pela estreia do Brasil no próximo sábado (13), um levantamento da Kaspersky apontou a criação de 25 sites fraudulentos que promovem falsos bolões e apostas esportivas apenas em junho. A empresa também apontou crescimento no número de sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas, que passou de 164 em maio para 180 em junho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Kaspersky, os fraudadores atraem vítimas ao oferecer bolões online com promessas de prêmios elevados ou facilidades nas apostas. Além da perda financeira direta, há risco de roubo de dados pessoais e sensíveis por meio de formulários de cadastro. De acordo com o pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, os cibercriminosos têm explorado a tradição cultural relacionada à Copa do Mundo no Brasil para criar sites falsos. Agora no g1 "Pela pressa e desatenção para participar da brincadeira, o torcedor acaba entregando seu dinheiro via PIX e dados pessoais valiosos em cadastros maliciosos, gerando prejuízos imediatos e futuros, com o uso dos dados fornecidos em novas fraudes digitais”, afirmou em nota. Golpes também se estendem a viagens e transmissões Ainda segundo a Kaspersky, outros segmentos também registram aumento de sites fraudulentos. Produtos e viagens De acordo com a empresa, os fraudadores criam domínios que imitam grandes marcas e oferecem ingressos, pacotes turísticos de última hora e hospedagens nas cidades-sede por preços muito abaixo do mercado. O objetivo é induzir pagamentos rápidos via Pix ou capturar credenciais de plataformas legítimas de viagem. Streaming pirata Com a alta demanda para assistir às partidas ao vivo, muitos torcedores buscam alternativas gratuitas na internet. Os cibercriminosos aproveitam esse interesse para criar sites de streaming piratas, tática que se espalha rapidamente por anúncios e redes sociais. Para liberar o suposto sinal do jogo, essas páginas exigem o download de falsas extensões ou plugins de vídeo. Na prática, a transmissão nunca acontece, e o objetivo é infectar o aparelho da vítima com programas maliciosos capazes de roubar credenciais de e-mail e redes sociais, monitorar dados bancários e até assumir o controle total do dispositivo para exibir anúncios abusivos. Redes públicas de internet Para quem viaja para acompanhar os jogos nos estádios, o Wi-Fi gratuito também pode esconder riscos, alerta a Kaspersky. Um estudo realizado pela empresa nas três cidades-sede do México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) analisou mais de 84 mil redes de Wi-Fi e revelou que 17% das redes abertas são inseguras, com criptografia fraca ou inexistente. Conectar-se a essas redes sem proteção coloca em risco dados bancários e senhas de turistas. Veja como se proteger Desconfie de bolões desconhecidos: participe apenas de bolões organizados por pessoas conhecidas, como amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou por plataformas e marcas consolidadas e verificadas. Atenção aos métodos de pagamento: desconfie de sites que exigem pagamentos rápidos via Pix para “garantir vaga” em bolões com promessas de retorno financeiro irreal. Compre e aposte apenas em canais oficiais: para apostas esportivas, utilize apenas plataformas regulamentadas e evite clicar em links recebidos por WhatsApp ou redes sociais que prometem bônus exagerados de boas-vindas. Proteja sua conexão Wi-Fi: se estiver viajando, evite realizar transações financeiras ou acessar aplicativos bancários em redes públicas. Sempre que possível, utilize uma rede privada virtual (VPN) para criptografar seus dados. Use soluções de segurança: tenha sempre um antivírus confiável instalado no celular e no computador para bloquear tentativas de phishing e acesso a sites falsos de apostas e streaming.

Para ser modificado, escapamento de moto precisa estar dentro do que permite lei Sérgio Oliveira/EPTV A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que quer endurecer as punições para motoristas e motociclistas flagrados com escapamentos adulterados para produzir mais barulho. A proposta prevê o enquadramento da infração como gravíssima (hoje é classificada como grave), com multa, retenção do veículo até a regularização e punições mais severas em caso de reincidência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O projeto de lei agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado. O texto em discussão alteraria o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir de forma explícita os veículos com sistema de escapamento modificado para amplificação sonora. Pela proposta, quem for flagrado com descarga livre ou silenciador defeituoso, inoperante ou adulterado estará sujeito à penalidade máxima prevista para infrações de trânsito. A infração deixaria de ser grave e passaria a ser gravíssima. Os pontos na CNH subiriam de 5 para 7 pontos e a multa sairia de R$ 195 para R$ 293. Agora no g1 Em caso de reincidência no período de 12 meses, a multa seria aplicada em dobro e o motorista poderia ter o direito de dirigir suspenso por seis meses. Além disso, segundo a proposta, a ocorrência deverá ser comunicada ao órgão ambiental competente para apuração de eventual crime de poluição sonora. O projeto também propõe alteração na Lei de Crimes Ambientais para incluir como infração a poluição sonora causada pela adulteração do sistema de escapamento de veículos automotores com o objetivo de produzir ruído acima dos limites legais. A comprovação, segundo o texto, poderá ser feita por meio de inspeção veicular ou medição técnica com decibelímetro. Escapamento da Gintani para Porsche 911 GT3 não tem silenciadores e aumenta ruído Divulgação / Gintani A proposta ainda prevê aumento da pena quando a infração ocorrer em áreas hospitalares, escolares ou residenciais entre 22h e 6h. Nesses casos, a punição poderá ser ampliada entre um terço e metade. De autoria do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), o projeto 4086/2025 foi apresentado com o argumento de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir a prática. "Escapamentos adulterados em motos frequentemente ultrapassam os 100 decibéis, equiparando-se ao som de disparos de armas de fogo. Tais ruídos causam não apenas desconforto, mas distúrbios psicológicos, problemas cardíacos, insônia e estresse crônico", justifica o deputado no projeto. Após a aprovação na comissão, o texto seguirá para análise das demais etapas de tramitação na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado. Se aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República.

Lula durante conversa com jornalistas em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco Mundial reduziu, nesta quinta-feira (11), sua previsão de crescimento para a economia brasileira em 2026 para 1,9%, uma redução de 0,1 ponto percentual (p.p.) em comparação à projeção de janeiro. Para os próximos anos, a projeção da instituição foi de 2% para 2027 — queda de 0,3 p.p. ante a previsão anterior — e de 2,2% para 2028. As informações são do relatório semestral “Perspectivas Econômicas Globais” do banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As projeções para a economia global também pioraram. Segundo o Banco Mundial, a previsão de crescimento passou para 2,5% em 2026 devido à guerra no Oriente Médio. O valor representa uma queda em relação à previsão de janeiro, de 2,6%, e é a mais baixa observada desde o início da pandemia de Covid no final de 2019. A instituição também afirmou que a expansão pode desacelerar para apenas 1,3% caso as interrupções no abastecimento de energia se revelem mais graves e sejam acompanhadas de tensões significativas nos mercados financeiros. Agora no g1 Segundo o relatório, o crescimento global atingiu 2,9% em 2025, um aumento de 0,2 p.p. em relação à estimativa de janeiro. Impactos da guerra O Banco Mundial também reduziu as previsões para dois terços dos países como resultado da guerra, com os maiores cortes afetando os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países do Oriente Médio cujas exportações de energia foram duramente afetadas pelo conflito. A perspectiva da instituição surge no momento em que a guerra iniciada em 28 de fevereiro se arrasta pelo quarto mês. O conflito provocou um aumento acentuado nos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, renovou as pressões inflacionárias em todo o mundo e alimentou expectativas de uma política monetária mais restritiva em muitos países. Os preços dos fertilizantes também subiram acentuadamente, gerando preocupações sobre uma grave crise no abastecimento de alimentos. Os preços do petróleo fecharam quase US$ 2 mais altos na quarta-feira (10), depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país atacaria o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz fosse finalizado, após uma das mais significativas trocas de tiros desde o cessar-fogo de abril. O Banco Mundial afirmou que sua previsão básica pressupõe um preço médio do petróleo Brent de US$ 94 para o ano, alta de 36% em relação a 2025, e que as piores interrupções no abastecimento de energia diminuiriam até o final de julho, com a inflação global estimada em 4%. O banco afirmou que o crescimento pode desacelerar para 2,1% se as interrupções no abastecimento de energia se prolongarem e os preços do petróleo ficarem em média em US$ 115 por barril este ano, o que pode elevar a inflação para 4,4%. As perspectivas se agravariam ainda mais, com o crescimento desacelerando para apenas 1,3%, se o choque energético afetar os mercados financeiros, resultando em preços mais baixos da energia, maior volatilidade e menor confiança, afirmou. “Esses cenários de risco mostram como as perspectivas podem se deteriorar rapidamente se as pressões de energia e financeiras se reforçarem mutuamente”, disse Ayhan Kose, vice-economista-chefe do Banco Mundial. Se o choque energético desencadear um choque no mercado financeiro, a confiança pode se deteriorar rapidamente, afirmou ele. Crescimento é inferior ao da última década O crescimento global deve melhorar para 2,8% em 2027 e 2028, mas isso permanece 0,4 ponto percentual abaixo das taxas médias observadas durante a década de 2010 devido a uma série de fatores, incluindo crescimento populacional mais lento, crescimento mais fraco do investimento privado, queda do investimento público, aumento da dívida pública e expansão mais lenta do comércio, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. “A economia mundial está muito menos resiliente hoje do que em 2008 e mesmo em comparação com 2018”, disse Gill a repórteres, prevendo que os próximos anos serão marcados por alta incerteza política, pressões inflacionárias e taxas de juros elevadas. O crescimento fraco nas economias em desenvolvimento estagnou o progresso em direção aos níveis de renda das economias avançadas, com dezenas de países em desenvolvimento, excluindo China e da Índia, enfrentando uma “década perdida” na qual não viram progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório. As economias em desenvolvimento foram mais duramente afetadas pela guerra, com o banco projetando agora um crescimento de 3,6% neste ano — o menor nível pós-pandemia —, ante 4,4% em 2025. O banco manteve ainda sua previsão de crescimento de 2,2% para a economia dos EUA em 2026, mas afirmou que esse número pode cair para 2,1% em 2027 e 2% em 2028. A zona do euro deve crescer 0,8% em 2026, ante 1,4% em 2025. O Banco Mundial projetou um crescimento do PIB de 4,2% na China em 2026, uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual, após crescimento de 5% em 2025. O Banco Mundial reduziu sua previsão para o crescimento do PIB no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão em 2,7 pontos percentuais, para 1,6% em 2026, ante 4% em 2025, mas afirmou que o crescimento na região pode se recuperar para 5% em 2027.

Pescados. Divulgação/Decon O setor pesqueiro brasileiro vive um momento decisivo. Neste mês de junho, auditores da União Europeia (UE) têm visitas programadas no Brasil avaliando condições da produção nacional, visando às exportações do país que são barradas no bloco desde 2017. Um aval positivo pode retomar um mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, em um segmento que segue enfrentando desafios da pesca ilegal e vê ainda uma crescente ameaça das condições climáticas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 À DW Brasil, um representante da Comissão Europeia reafirmou que, atualmente, não existem estabelecimentos brasileiros aprovados e autorizados a exportar produtos da pesca para a UE. A auditoria será realizada entre 8 a 19 de junho em uma série de estados para avaliar os sistemas de controle em vigor que regem a produção de produtos da pesca destinados à exportação para o bloco. A Comissão apontou que não pode antecipar resultados da auditoria, como o caso de futuros passos em um eventual aval positivo. Agora no g1 Em 2017, o bloco fez questionamentos sobre o processo de pesca brasileiro, em especial relacionado às condições das embarcações. Prevendo um banimento das exportações de pescado nacional, o governo brasileiro se antecipou e decidiu pela suspensão de envios naquele ano. Em maio de 2018, a UE confirmou o banimento completo, que tem efeito até hoje. Até então, o bloco tinha importações relevantes de peixes como a tilápia, cuja pele é usada na indústria cosmética, e, principalmente, lagosta e atum. Até então, 14% das exportações de pescados do Brasil tinham a UE como destino. As exportações de pescados brasileiros apresentaram uma concentração de envios aos Estados Unidos e avanço de países asiáticos na esteira da decisão. No ano passado, a postura tarifária do presidente Donald Trump levantou temores no setor, que busca diversificar parceiros. Ecos da "Guerra da Lagosta" As disputas entre Brasil e europeus pela pesca da lagosta vem desde os anos 60. Naquela época, a captura ilegal destes crustáceos por embarcações francesas no litoral do Rio Grande do Norte (RN) resultou em uma intensa mobilização naval e tensões militares entre as duas partes, num episódio de tensão diplomática que ficou foi apelidado de "Guerra da Lagosta", e que durou entre 1961 e 1963. Desde então, a pesca predatória do animal se intensificou na região Nordeste, o que levou a variação conhecida como lagosta vermelha a perder mais de 80% de sua população, segundo estimativas feitas em 2019 pela ONG Oceana. Medidas com relação ao tamanho dos animais que podem ser capturados, visando manter sua capacidade reprodutiva, e limites no período em que a pesca pode ocorrer, o chamado defeso, que proíbe a atividade em certos meses, foram tomadas. Além disso, desde 2023, há cotas anuais para a quantidade do crustáceo que pode ser capturado. À época, a ONG Oceana descreveu a medida como uma "vitória em uma das mais valiosas pescarias do país”, que envolve 15 mil famílias pescadoras. "Após décadas de esforços, essa conquista é o resultado de estudos e debates, que é agora considerado como primeiro passo para garantir um futuro promissor à pescaria”, publicou. Por sua vez, desafios persistem. "Ainda temos muita precariedade, os barcos na região são basicamente artesanais. Há pouca rastreabilidade, incluindo de temperatura e manuseio", afirma Caroline Vieira Feitosa, professora do Labomar da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em sua visão, ocorre hoje um defeso para "inglês ver" na captura, o que contribui para certificações, mas mantém a ameaça. Em 2025, foi realizada pelo Ibama a maior apreensão de armadilhas para captura de lagostas já realizada em território nacional, no Ceará. Os materiais popularmente conhecidos como marambaias estavam prontos para serem lançados ao mar antes do fim do defeso. A estimativa foi de que cerca de 300 toneladas de lagosta deixaram de ser capturadas ilegalmente com as armadilhas apenas em 2025. Segundo a professora Feitosa, em muitos casos, a indústria absorve apenas os animais mais desejáveis, e dentro dos parâmetros exigidos, o que garante a certificação para os envios. Desta forma, a pesca irregular de lagostas que ainda não cumpriram com as expectativas reduzidas persiste, ameaçando o estoque. Com atravessadores e empresários, o lucro das capturas de um animal que pode valer centenas de reais em pratos de capitais do Sudeste e ainda mais no exterior é pouco revertido aos pescadores locais, aponta Feitosa. "A pesca hoje sobrevive pela raridade das lagostas, já que com isso, o animal vai ficando mais caro", pontua. Atum e associados No caso do atum, comercializado para sushi e shasimi, que conta com produção mais ampla na UE, o professor Humberto Hazin da Universidade Federal Rural do Semiarido (Ufersa) vê um cenário com outras variáveis. "A UE é forte nesta pesca e visa proteger sua produção”, aponta. Além disso, para o animal chegar fresco, a distância a ser percorrida para enviar ao bloco pode aparecer como outro fator que reduz a competitividade do produto brasileiro. Segundo ele, um tempo maior de deslocamento tende a piorar a qualidade na qual o peixe chega ao destino final, o que acaba reduzindo seu apreço no mercado. No caso dos envios aos Estados Unidos, Hazin aponta que aviões chegam a ser mobilizados logo após as embarcações com atum chegarem do mar para garantir menor tempo de entrega. A pesca de atuns é controlada pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins no Atlântico (ICCAT), da qual o Brasil faz parte. Por sua vez, a atividade em sua forma irregular está ligada à chamada pesca de associados, o que significa que, em meio à captura do atum, outros animais podem ser retirados do mar. Em dezembro de 2025, o Ibama realizou a chamada operação Tuna no RN. Dentre as espécies ameaçadas pelas atividades estavam 36 espécies de tubarões, além de aves e tartarugas, abrangendo um total de 52 espécies atingidas pela captura de atuns. As apreensões totalizaram mais de duas toneladas. Criação de tilápias em Minas Gerais. O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações Maurício Frighetto/DW "Estamos buscando mais longe" Nos últimos anos, com a presença do fenômeno El Niño, o impacto do avanço das temperaturas na pesca marítima vem sendo observado com preocupação. Em 2026, com prognósticos apontando para um "Super El Niño" com potencial de elevar as temperaturas do Pacífico Equatorial em até 3 graus, o alerta é ainda maior. "Com 0,5 graus de aumento de temperatura já pode haver alteração nas rotas migratórias dos peixes", afirma Hazin. Segundo o professor, expedições recentes de pesca anteciparam retorno e com muito menos pescado do que costumava ser recolhido. "Voltaram com quase nada e antes do planejado", aponta. No caso da lagosta, apesar de não haver grande migração em caso de mudanças de temperatura, o aquecimento do oceano pode levar a importantes efeitos no ecossistema em que estes animais vivem. "Houve grande mortalidade nos recifes durante as últimas ondas de calor", aponta Feitosa. Segundo ela, uma percepção comum no meio da pesca é a de que as populações do crustáceo não estão se recuperando, e sim que os pescadores "estão buscando cada vez mais longe" os animais. Em sua visão, é possível que já haja algum impacto das diferenças climáticas nesta configuração. Fora dos mares O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações. Há a avaliação de que as restrições deveriam se aplicar às irregularidades na pesca, e não à produção de animais como tilápia e camarão. Assim, há expectativa de que haja sinais favoráveis ao segmento, mesmo em caso de apenas uma liberação parcial. Além disso, a redução de tarifas ao setor em razão do acordo Mercosul-UE é vista como outra oportunidade. "Estamos preparados para a missão da UE", afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros. Ele lembra que dezenas de países seguem os protocolos do bloco, e que uma sinalização positiva pode ampliar ainda novos mercados para uma produção que vem crescendo, especialmente no caso da tilápia, em que o país é hoje o quarto maior produtor mundial. Neste caso, Feitosa lembra outras questões de rastreabilidade para além da pesca que podem ser levantadas pela UE. O uso de pesticidas em localidades com potencial de afetar os cultivos seria uma destas outras preocupações.

O termo "pauta-bomba" usado no contexto político-econômico, principalmente em meio a votações no Congresso Nacional, tem aparecido com mais frequência nos últimos dias no noticiário diante de seguidas aprovações de propostas nas duas Casas. ➡️ Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação. 💵 Nesse contexto, essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas e podem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, em ano eleitoral, pode gerar desgaste na imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Cálculos iniciais do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação dessas propostas em análise no Congresso Nacional. Nos últimos dias, tanto na Câmara como no Senado houve aprovação de pautas com essas características, mas que ainda não passaram em definitivo por todos os trâmites no Legislativo (entenda mais abaixo). CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias 🔎 Há ainda um pano de fundo nesse cenário: a relação desgastada entre governo e Congresso, principalmente com o Senado. Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se distanciaram desde que o senador ajudou a articular a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inclusive, tem falado publicamente sobre o assunto e encampado uma luta contra as pautas-bomba, já que tentava negociar as propostas com o Congresso. Agora, o ministro já fala em vetar ou acionar o Supremo em casos como o da criação de linha especial de crédito rural voltada à renegociação de dívidas de produtores. Prédio do Congresso Nacional e o presidente Lula. Jornal Nacional/ Reprodução / Wallison Breno/PR Efeito trilionário Segundo interlocutores do Ministério da Fazenda, as principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, quase R$ 1 trilhão nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo). ATUALIZAÇÃO: O Ministério da Fazenda havia informado, inicialmente, que as propostas em tramitação no Congresso teriam um impacto superior a R$ 2 trilhões por ano. Na noite desta quinta-feira, porém, divulgou estimativas revisadas indicando um efeito de R$ 111 bilhões por ano decorrente de nove projetos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano. PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030. PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais. PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano. Veja o impacto estimado pela área econômica Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião. Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro. O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda a sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta (10) que as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", afirmou Durigan. O ministro da Fazenda, segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta. Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR