Qual o endereço do seu site?

exemplo: meusite.com.br

www.

Logo do site

  • Início
  • Quem somos
  • Produtos
  • Contrate Online
  • Proposta
  • Contato
Seguro de vida individual - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro saúde - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de auto - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro residência - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de equipamentos portáteis - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio automóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio imóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo

g1 > Economia

Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história

Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história Leslie Von Pless/NASA O mundo enfrenta "a maior crise energética de sua história", provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas perturbações no comércio de hidrocarbonetos, afirmou nesta quinta-feira (30) o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Assim como aconteceu com a invasão russa da Ucrânia em 2022, o conflito no Oriente Médio evidenciou a forte dependência mundial dos combustíveis fósseis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, disparou os preços do barril de petróleo a níveis não vistos em quatro anos. O Brent do Mar do Norte chegou a ser cotado nesta quinta-feira a US$ 126 dólares (R$ 629), enquanto os Estados Unidos também impõem um bloqueio naval aos portos iranianos. O prolongado fechamento dessa passagem marítima crucial para o comércio mundial ameaça causar problemas de abastecimento e escassez a longo prazo. Em uma conferência da AIE em Paris, onde o organismo tem sua sede, Birol assegurou que esse encarecimento está "colocando muita pressão em muitos países". "O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história", disse ele durante uma conferência na capital francesa dedicada às energias renováveis. "Os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades", insistiu. Nesse mesmo fórum, o presidente da cúpula climática COP31, que será realizada na Turquia no fim do ano, Murat Kurum, chamou a "acelerar a transição para as energias limpas". "Agora sabemos claramente que a economia mundial precisa mudar seu modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas", afirmou Kurum, segundo a tradução de um intérprete de seu discurso em turco.
30/04/2026 10:42:29 +00:00
Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 após Trump indicar que manterá bloqueio em Ormuz

Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo Getty Images via BBC O preço do petróleo bruto Brent ultrapassou os US$ 125 por barril (cerca de R$ 624,73) no início desta quinta-feira (30), à medida que a estagnação nas negociações entre EUA e Irã levantou dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e um fim permanente para a guerra no Irã. O petróleo Brent para entrega em junho saltou 6,2%, para US$ 125,36, e o Brent para entrega em julho subiu 3,1%, para US$ 113,85. O petróleo de referência dos EUA subiu 2,3%, para US$ 109,38 por barril. Antes do início da guerra no final de fevereiro, o Brent era negociado em torno de US$ 70 por barril. A guerra no Irã, que está em sua nona semana, ainda não apresenta um caminho claro para o fim. Os EUA mantiveram o bloqueio aos portos iranianos enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, impulsionando os preços do petróleo. Relatos de quarta-feira sugerindo uma possível escalada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, dissiparam as esperanças de um fim rápido para o conflito. "O colapso das conversas entre EUA e Irã, juntamente com o relato de que o presidente Trump rejeitou a proposta do Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, faz com que o mercado perca a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo", escreveram os estrategistas do ING Bank, Warren Patterson e Ewa Manthey, em nota de pesquisa. Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã com montagem de explosões em publicação na rede social em 29 de abril de 2026. Reprodução/Donald Trump no Truth Social Os preços do petróleo variam dependendo do tipo de óleo, onde é negociado e sob quais termos, para contratos futuros. Por algumas medidas, o Brent atingiu seu nível mais alto desde o pico de US$ 147,50 por barril em 2008, durante a crise financeira global. Com a guerra abalando os mercados mundiais, o dólar americano subiu para 160,51 ienes japoneses, seu nível mais alto em quase dois anos. A moeda fechou a 160,44 ienes na quarta-feira. O dólar ganhou força frente a outras moedas principais em parte devido ao seu status de porto seguro para investidores em tempos de risco, e em parte porque as taxas de juros dos EUA permaneceram relativamente altas, enquanto o Federal Reserve se esforça para equilibrar a necessidade de impulsionar a economia com os preços mais altos resultantes da guerra. A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária na quarta-feira deu suporte adicional ao dólar. Analistas disseram que autoridades japonesas provavelmente interviriam no mercado caso o iene caísse muito mais. O euro caiu de US$ 1,1675 para US$ 1,1663. Os contratos futuros dos EUA e as ações na Ásia recuaram após um desempenho morno em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,6%, para 58.967,07, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,1%, para 6.615,51. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, para 25.772,50, e o índice Composto de Xangai operou em alta de 0,1%, a 4.109,99. A atividade fabril da China para abril desacelerou ligeiramente, mas permaneceu em território de expansão pelo segundo mês, apesar do choque energético global provocado pela guerra no Irã, mostrou uma pesquisa oficial. O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,3%, para 8.665,50. O Taiex de Taiwan recuou 0,1% e o Sensex da Índia perdeu 1,2%. Na quarta-feira, as ações dos EUA fecharam mistas. O índice S&P 500 caiu menos de 0,1%, para 24.673,24. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, para 48.861,81, enquanto o Nasdaq avançou menos de 0,1%, para 24.673,24. As ações da Starbucks saltaram 8,4% após resultados melhores que o esperado, e a Visa subiu 8,3% pelo mesmo motivo. Em outras negociações, o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed anunciar que estava adiando cortes nas taxas de juros.
30/04/2026 05:45:26 +00:00
Você conhece a sapucainha? Fruta exótica da Mata Atlântica tem sementes tóxicas e consumo exige cuidado

Que fruta é essa? Uma fruta de aspecto exótico despertou a curiosidade do produtor rural Flávio Aganete, de Caeté (MG). Ao encontrar o exemplar em sua propriedade, ele buscou identificar a espécie e descobriu que se tratava da sapucainha, uma árvore nativa da Mata Atlântica. Também chamada de “fruta-de-babado” ou “fruta-de-cutia”, a sapucainha exige cautela, pois suas sementes são tóxicas, alerta o agrônomo Chukichi Kurozawa, consultor do Globo Rural. Quem deseja experimentar a polpa da fruta precisa retirar cuidadosamente as sementes. Mas, diante do risco, a recomendação geral é evitar o consumo. A sapucainha também se destaca no paisagismo. A árvore produz flores bonitas e pode ser uma excelente opção ornamental, contribuindo tanto para a beleza de propriedades quanto para a preservação da flora nativa. Sapucainha: sementes da fruta são tóxicas. Globo Rural
30/04/2026 05:00:38 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-sena O concurso 3.001 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 130 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (30), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (28), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/04/2026 03:01:28 +00:00
Presença digital virou regra para trabalhadores? Veja dicas de como não errar nas redes sociais

Como as redes sociais viraram vitrine obrigatória para profissionais de todas as áreas Médicos, advogados, professores, juízes e até pedreiros: profissionais de diversas áreas estão cada vez mais ativos nas redes sociais. O que antes se concentrava apenas no LinkedIn, agora também ocupa espaços em outras plataformas como o TikTok e Instagram. 🤔 Mas porque isso vem acontecendo? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa tendência é reflexo da “plataformização do trabalho”, processo em que as plataformas digitais moldam as práticas profissionais e redefinem as formas de visibilidade. Ou seja: esse fenômeno faz com que os trabalhadores sejam praticamente obrigados a estar ativos nas redes sociais. LEIA TAMBÉM: Funcionário pode ser obrigado a gravar vídeos para as redes sociais da empresa? Profissionais ouvidos pelo g1, que supostamente não seriam obrigados a ter presença nas redes sociais, relatam que estavam “quase escondidos” no mercado antes de começarem a compartilhar o trabalho nessas plataformas. Mas essa prática exige cuidados. Veja abaixo o que dizem especialistas sobre o assunto. 💡Uso das redes sociais de forma ética e estratégica Luana Carvalho, diretora de comunicação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), afirma que é importante tomar alguns cuidados ao compartilhar conteúdo do trabalho nas redes. Por isso, o profissional: 🚫 Não pode publicar dados confidenciais; 🚫 Evite compartilhar produtos ou serviços que são lançamentos; 🚫 Não postar a tela do computador; 🚫 Não divulgar reuniões estratégicas; 🚫 Evitar abordar assuntos polêmicos; 🚫 Tomar cuidado com erros de português; 🚫 Não compartilhar notícias falsas; 🚫 Não postar informações que exponham pessoas específicas sem autorização; ‼️Se for apontar algo que enxerga de errado na empresa ou na profissão, faça isso em tom mais genérico. Sem “falar mal” de nenhuma empresa ou pessoa específica; ‼️ Cuidado com o humor. Ele é uma excelente ferramenta de comunicação e conexão. Mas é importante analisar o tom do humor utilizado para não passar uma imagem infantil. De acordo com a especialista, é um “desafio criar bons conteúdos com frequência sem exagerar na hora de expor situações do cotidiano e impactar negativamente em alguma dessas frentes de trabalho”. É importante checar se a empresa ou cliente tem alguma política própria de restrições em relação à conteúdos compartilhados. Inclusive contratos de prestação de serviço podem ter esse tipo de cláusula. A especialista ainda defende o que pode ser postado (sem medo): ✅ Reflexões próprias, que são originadas da sua vivência, mas não como se fosse uma verdade absoluta; ✅ Sugestões, dicas de estudo e conteúdo para quem se interessa na área que você trabalha; ✅ Contar histórias de outras pessoas desde que sejam autorizadas ou contadas de uma forma que seja impossível de identificar os personagens; ✅ Expectativas e planos de carreira e trabalho. Compartilhar metas e seu dia a dia de estudo, organização e trabalho. ✍🏽Dicas para quem está começando Para quem pensa em produzir conteúdos sobre a profissão nas redes sociais, a especialista Luana Carvalho traz algumas dicas, como: 📲 Defina qual objetivo ao postar conteúdo nas redes: Ter isso muito claro e se lembrar o tempo todo. É muito fácil cair nas métricas de vaidade das mídias digitais, como seguidores e número de curtidas. 📈 Evite cair nas métricas: Engajamento não é a métrica mais relevante para fechar negócios, conseguir clientes ou promoções. Tem muito mais relação com conseguir atingir as pessoas certas. 👩🏽‍💻Com um objetivo claro, tudo fica mais leve: Ter esse objetivo claro desde o primeiro dia faz com que criar conteúdo seja muito mais leve e deixa a escolha das estratégias muito mais assertivas. 📝 Busque referências alinhadas ao seu propósito: Vale conhecer e seguir orientações de especialistas que também têm objetivos parecidos com o seu. Assim você tem acesso às estratégias que funcionam no seu caso. ➡️ Investir no aprendizado: Faça cursos e sempre esteja atualizado. O mercado criativo está em constante evolução com novas ferramentas técnicas que exigem um portfólio em constante atualização. 😎 Crie uma presença online que seja capaz de ser uma extensão do seu portfólio e habilidades. Tenha um portfólio de “Instagram”, performer como um TikToker e planeje a sua carreira como profissional do Linkedin. 🤞🏽 Invista em networking: busque conexões com outros profissionais on e offline. LEIA MAIS Conheça os 'blogueiros CLTs', que mostram a rotina e os perrengues de trabalho nas redes sociais ‘Fotos que me pagaram para editar’: como fotógrafos e designers faturam até R$ 30 mil por mês no TikTok Conheça o ‘Chronoworking’, método de trabalho que segue o ritmo biológico
30/04/2026 03:01:27 +00:00
Como fazer a declaração anual de MEI?

O empreendedor que não apresentou a declaração no prazo pagará multa de até 20% do valor dos tributos devidos Reprodução O prazo para os Microempreendedores Individuais (MEIs) entregarem a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) vai até o fim de maio de 2026. O envio é obrigatório e deve ser feito anualmente pelo Portal do Empreendedor. Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. LEIA MAIS Como declarar renda obtida por 'freelas', trabalho autônomo ou informal? É #FAKE que o limite de faturamento de MEI tenha subido para R$ 130 mil ao ano Mais de 1 milhão de MEIs podem ser excluídos do Simples Nacional por causa de dívidas
30/04/2026 03:01:26 +00:00
Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs?

Licença-paternidade ampliada: veja o que muda No fim de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria um novo benefício previdenciário para trabalhadores sem vínculo formal de emprego. A medida amplia gradualmente o período de afastamento, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. (Veja abaixo como vai funcionar) A nova legislação regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia o alcance da licença. Agora, também passam a ter acesso ao benefício microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais. A principal mudança para esses trabalhadores é a criação do chamado salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante renda durante o afastamento em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente. Na prática, trabalhadores fora do regime formal também terão a renda assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento. Segundo a advogada trabalhista Ana Luísa Santana, a medida corrige uma lacuna histórica. “Não se trata de licença no sentido clássico, porque não há empregador, mas de um benefício pago pela Previdência. Isso permite que o MEI ou o autônomo se afaste das atividades sem ficar totalmente sem renda”, explica. Para especialistas, a principal inovação está no reconhecimento da paternidade como um evento protegido pela Previdência Social, mesmo para quem não tem vínculo formal de emprego. Antes, esses trabalhadores precisavam continuar trabalhando ou arcar integralmente com a perda de renda nesse período. Agora, passam a ter uma proteção semelhante à dos empregados formais. Brasil amplia licença-paternidade Freepik Como vai funcionar o benefício? Para trabalhadores com carteira assinada, o pagamento continua sendo feito pela empresa, que depois é ressarcida pela Previdência Social. Já no caso de MEIs, autônomos, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, o valor será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o Ministério da Previdência Social, as regras para concessão do salário-paternidade devem seguir a mesma lógica do salário-maternidade. No caso dos trabalhadores avulsos, o pagamento será feito pelo sindicato da categoria ou pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), já que esses profissionais têm direitos equiparados aos dos empregados com carteira assinada. Já os contribuintes individuais — categoria que inclui os microempreendedores individuais (MEIs) — deverão solicitar o benefício diretamente ao INSS. De acordo com a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o benefício terá valor equivalente à renda mensal do segurado, calculado com base nas contribuições feitas à Previdência Social. No caso dos MEIs, que normalmente contribuem sobre o salário mínimo, o valor tende a seguir esse piso. Já para contribuintes individuais com recolhimentos maiores, o pagamento será proporcional à base de contribuição. Segundo o Ministério da Previdência Social, não há valor mínimo de contribuição nem carência para acessar o salário-paternidade. O requisito é ter qualidade de segurado no momento do nascimento, da adoção ou da guarda. Na prática, MEIs e autônomos que contribuem regularmente para o INSS já têm direito ao benefício, seguindo a mesma regra do salário-maternidade. Quando começa a valer? A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029. Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação. Pela lei, a ampliação será feita em etapas: 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028; 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029. ➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa. A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo. Veja perguntas e respostas sobre a nova lei nesta reportagem: Licença-paternidade ampliada: veja o que muda e os próximos passos após sanção de Lula
30/04/2026 03:01:25 +00:00
Veja os serviços e como funciona o Contrata+Brasil, plataforma que conecta MEIs às contratações públicas

Tela do site 'Contrata+Brasil', lançado pelo governo federal PR/Reprodução O "Contrata+Brasil" funciona como um "marketplace" de pequenas contratações públicas. A plataforma permite que os órgãos públicos divulguem demandas pontuais e recebam propostas de profissionais cadastrados no município. A ferramenta foi criada para serviços de manutenção e pequenos reparos, respeitando o limite de R$ 13.098,41, valor máximo permitido para contratações de pronto pagamento, sem licitação. Nesta quinta-feira (30), o governo federal ampliou o número de serviços disponíveis no Contrata+Brasil. A iniciativa passou de 47 para 107 atividades, o que pode beneficiar cerca de 1,3 milhão de profissionais em todo o país. O anúncio foi feito pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), durante evento promovido pelo Sebrae. Com a mudança, a plataforma deixa de focar apenas em pequenos reparos e passa a incluir uma variedade maior de atividades, como serviços de mecânica, costura, instalação de redes de computadores e reciclagem de materiais. Entre os serviços mais comuns estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de ar-condicionado e instalações elétricas. Os profissionais enviam propostas, e o governo seleciona a de menor preço. Segundo o governo, a ampliação deve facilitar o acesso de pequenos negócios ao mercado público e aumentar a geração de renda. A expectativa é que mais categorias consigam ofertar serviços diretamente ao Estado, com menos burocracia. Desde a criação, há pouco mais de um ano, o Contrata+Brasil já movimentou mais de R$ 20 milhões em recursos públicos e gerou mais de 6.500 oportunidades. Atualmente, 740 municípios estão aptos a usar a plataforma, e 357 já realizaram contratações. Veja abaixo os serviços disponíveis: Como funciona a contratação? Publicação da demanda: quando precisa de um serviço, o órgão público publica a demanda na plataforma. Aviso aos prestadores: o sistema envia automaticamente a oferta aos MEIs habilitados na região, por aplicativo de mensagem. Envio de propostas: os interessados informam valor e prazo para execução do serviço. Escolha do contratado: o órgão seleciona a proposta com base principalmente em preço e prazo. Prazos: o prazo para contratação é de até cinco dias e o pagamento ocorre em até cinco dias após a execução do serviço. O modelo dispensa etapas do formato tradicional, como editais, estudos técnicos preliminares (ETP) e termos de referência (TR), que já são padronizados previamente pelo governo federal. Segundo o governo, hoje uma contratação direta pode levar cerca de dois meses e uma licitação, até seis meses. Apesar de serviços como pintura, elétrica, hidráulica e pequenos reparos já serem comuns na administração pública, a participação de MEIs ainda é baixa: dos cerca de 16 milhões de microempreendedores em atividade no país, apenas 70 mil estão cadastrados como fornecedores do governo federal. ‘Contrata mais Brasil’: conheça a plataforma que conecta MEIs às contratações públicas Sou MEI, como posso me cadastrar? Para MEIs que prestam serviços como pintura, elétrica, gesso ou reformas, a plataforma é uma oportunidade de trabalhar diretamente com órgãos públicos. Veja o passo a passo: Acesse a plataforma: Entre no site gov.br/contratamaisbrasil e clique em “Entrar com GOV.BR”. Complete o cadastro: Informe seus dados pessoais e os serviços que você pode oferecer. Adicione sua empresa: Vá em “Minhas Empresas”, clique no símbolo de “+” e informe o CNPJ do MEI. Preencha os dados e atividades: Complete as informações da empresa — o número de WhatsApp é essencial — e selecione as atividades exercidas. Acesse as oportunidades: Consulte as demandas publicadas pelos órgãos públicos e, se necessário, envie perguntas pelo sistema. Envie sua proposta: Escolha o serviço desejado e informe o valor cobrado. A proposta pode ser ajustada enquanto a oportunidade estiver aberta. Acompanhe o resultado: Após o encerramento do prazo, o órgão público seleciona a melhor proposta. Sempre que surgir uma nova oportunidade compatível com os serviços e a região do empreendedor, o MEI recebe um alerta por WhatsApp. Todos os profissionais também precisam estar registrados no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores (Sicaf). Para simplificar esse processo, desde 13 de fevereiro, basta informar o número do CNPJ na plataforma "Contrata+Brasil" para concluir automaticamente o registro, com integração direta ao sistema. A mudança elimina a necessidade de preencher dados em dois cadastros, já que a plataforma busca as informações nas bases do governo e realiza o credenciamento obrigatório de forma automática. Para auxiliar os microempreendedores, o Sebrae lançou um curso online e uma cartilha com orientações sobre a plataforma. Avaliação e controle Após a execução do serviço, contratantes e contratados avaliam a experiência na plataforma. Empresas mal avaliadas ou que não cumprirem o contrato podem sofrer sanções, incluindo a exclusão do sistema. MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos Segundo o Ministério do Empreendedorismo, não há limitações legais que impeçam alguém com o nome sujo de se cadastrar como MEI Unsplash/Reprodução
30/04/2026 03:01:18 +00:00
Por que o ouro perdeu brilho em meio à guerra no Oriente Médio?

Barras de ouro Reuters O ouro costuma ser visto como um investimento de proteção em momentos de instabilidade nos mercados. Mesmo assim, os volumes de investimento no metal caíram no primeiro trimestre, segundo dados divulgados na quarta-feira (29) pelo Conselho Mundial do Ouro. De acordo com a entidade, os investimentos em ouro recuaram 5% no período, apesar de o metal ter atingido uma máxima histórica em janeiro. Naquele momento, a busca por proteção aumentou diante da fraqueza do dólar e das incertezas em torno da condução da política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O relatório também aponta que "fortes saídas de capital em março reverteram grande parte das entradas de janeiro e fevereiro" nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro, uma forma simples de investir nesse metal. Segundo o conselho, esse movimento ocorreu principalmente em fundos baseados nos EUA. Juan Carlos Artigas, especialista do Conselho Mundial do Ouro, afirma que o metal costuma ser um dos primeiros ativos vendidos quando investidores precisam levantar recursos rapidamente. Vídeos em alta no g1 "Muitas vezes, como o ouro é tão amplamente aceito, ele é a primeira coisa a ser vendida quando é preciso ter acesso a dinheiro ou liquidez." Tensões no Oriente Médio O cenário se intensificou após ataques de Israel e dos EUA ao Irã. Em resposta, Teerã bloqueou o trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A medida fez os preços do petróleo e do gás dispararem e aumentou a volatilidade nos mercados, levando muitos investidores a buscar recursos para cobrir perdas ou ajustar suas posições. Outro fator que pesou sobre o mercado foi a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), eleve as taxas de juros para conter a inflação. Esse movimento fortalece o dólar e tende a tornar o ouro mais caro para investidores que utilizam outras moedas. Apesar da queda no volume comprado, o valor das aquisições subiu 62%, refletindo a forte alta dos preços do metal. O ouro chegou a quase US$ 5.600 por onça no fim de janeiro e registrou média de US$ 4.873 por onça ao longo do trimestre. Mesmo com essa valorização, os preços elevados reduziram a demanda por joias. O setor também foi afetado pela guerra, já que o Oriente Médio é um importante centro logístico para o transporte desses produtos.
30/04/2026 03:01:12 +00:00
Vai trabalhar no feriado de 1º de maio? Veja quais são os seus direitos

1º de maio é feriado nacional? O que a lei garante para o trabalhador Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima sexta-feira (1º): o Dia do Trabalhador. A data, considerada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso. O Dia do Trabalhador entrou para a história após uma greve operária nos Estados Unidos, durante a Revolução Industrial, que reivindicava a jornada de 8 horas diárias e melhores condições de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como a data cai em uma sexta-feira, quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo. Enquanto alguns terão a oportunidade de aproveitar o tempo livre, outros seguirão trabalhando normalmente. A legislação trabalhista autoriza o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais (veja quais abaixo). ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Vai trabalhar no feriado de 1º de maio? Veja quais são os seus direitos Marcelo Camargo/Agência Brasil 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia. " Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão. O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, a próxima possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
30/04/2026 03:01:11 +00:00
Imposto de Renda 2026: os erros mais comuns na declaração e como evitar a malha fina

Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 termina em um mês, no dia 29 de maio. Contribuintes precisam ficar atentos ao preenchimento dos dados, já que erros podem atrasar ou até impedir o pagamento da restituição. 🔎 Isso porque a malha fina ocorre quando a Receita Federal retém a declaração para análise e correção de divergências identificadas no cruzamento de informações com outras bases de dados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A seguir, veja os erros mais comuns que levam à malha fina — e como evitá-los. Segundo o guia elaborado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pela Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), entre os principais equívocos cometidos pelos contribuintes estão: Omissão de rendimentos: Deixar de informar salários, rendimentos de aluguéis, bancos ou investimentos é um dos erros mais frequentes. Erros com dependentes: Falhas na inclusão de dependentes ou esquecimento de rendimentos deles — como bolsas de estágio, pensões ou investimentos — também são motivos comuns de inconsistência. Erros no preenchimento de valores de criptoativos ou a omissão de ganhos com apostas (bets), quando o total anual ultrapassa R$ 28.467,20, podem gerar problemas com o Fisco. Além disso, quem opta pelo modelo completo e declara deduções sem apresentar recibos válidos corre risco de cair na malha fina. Rendimentos de aluguel: quando apenas uma das partes declara (locador ou locatário), o risco de cair na malha fina é alto. Nos casos com intermediação de imobiliárias, os dados são enviados à Receita Federal via Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB) — e qualquer divergência de valores pode atrasar a restituição. Divergência com dados de terceiros: bancos, empregadores, planos de saúde e profissionais de saúde também reportam informações ao Fisco. Se os valores não coincidirem com os declarados pelo contribuinte, a declaração pode ser retida. Despesas médicas inconsistentes: declarar valores sem comprovação, sem documentos de suporte ou que não são dedutíveis pode levar à retenção. Dados bancários incorretos: informar conta errada ou de titular diferente pode atrasar o pagamento da restituição, mesmo que não haja outras pendências. Como evitar problemas com o Fisco Existem algumas medidas ajudam a reduzir o risco de inconsistências e garantir uma declaração mais segura: ▶️Use a declaração pré-preenchida: A ferramenta é considerada uma das formas mais seguras de evitar erros, já que importa automaticamente dados de rendimentos, despesas médicas, imóveis e operações financeiras já informadas à Receita Federal. Mas é preciso conferir todos os dados para evitar questionamentos. Cabe ao contribuinte garantir a correção dos números. ▶️Organize e guarde documentos: Todos os comprovantes de rendimentos e recibos de despesas dedutíveis (como saúde, educação e previdência) devem ser guardados por pelo menos cinco anos. ▶️Acompanhe alertas do sistema: O programa do IRPF 2026 conta com alertas automáticos que indicam possíveis inconsistências durante o preenchimento. ▶️Consulte o e-CAC: Após o envio, é possível acompanhar a situação da declaração pelo portal e-CAC e identificar pendências com mais rapidez. Caso o contribuinte identifique algum erro após o envio, a recomendação é corrigir os dados o quanto antes por meio de uma declaração retificadora. Em situações mais complexas ou com dúvidas, buscar o apoio de um contador pode ajudar a evitar inconsistências e garantir o preenchimento correto. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Freepik
30/04/2026 03:01:07 +00:00
VÍDEO: Após derrota, Messias recebe cumprimentos na liderança do governo no Senado

Após derrota, Messias recebe cumprimentos na liderança do governo no Senado Após o Plenário do Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Messias recebeu cumprimentos de aliados na liderança do governo no Senado. Veja o vídeo acima. Messias não acompanhou a votação no Plenário. O advogado-geral estava acompanhado de lideranças e ministros do governo. Após a derrota, Messias foi abraçado pela esposa, pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelo ministro da articulação política, José Guimarães. Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Ana Flor: Clima é de tristeza na sala onde está Jorge Messias com governistas Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo. Jorge Messias tem nome rejeitado no Senado Geraldo Magela/Agência Senado A nova indicação precisará ser validada pelo Senado. Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome. Durante a sabatina na CCJ, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo.
29/04/2026 22:39:20 +00:00
Receita da Alphabet cresce mais de 20%, com melhor trimestre da história de unidade de nuvem após boom de IA

Google Arnd Wiegmann/Reuterus A Alphabet, empresa controladora do Google, reportou nesta quarta-feira (29) lucro e receita trimestrais que superaram as estimativas de Wall Street. O crescimento de 22% acontece depois de investimentos corporativos em inteligência artificial proporcionando à sua divisão de computação em nuvem a melhor alta em um trimestre desde o início do boom da IA. A receita total atingiu US$ 109,9 bilhões no primeiro trimestre do ano, enquanto previsões compiladas pela LSEG apontavam US$ 107,2 bilhões. O lucro operacional da unidade de nuvem triplicou, passando para US$ 6,6 bilhões no primeiro trimestre, de US$ 2,2 bilhões um ano antes. Vídeos em alta no g1 A receita do Google Cloud cresceu 63%, para US$ 20 bilhões no período, acima da expansão de 50,1% apontada pela média das projeções de analistas compiladas pela LSEG. Essa taxa de crescimento é a maior desde que a empresa passou a divulgar separadamente a receita do segmento, em 2020, segundo dados da LSEG. “2026 começou de forma extraordinária. Nossos investimentos em IA e nossa abordagem integrada de ponta a ponta estão impulsionando todas as áreas do negócio”, afirmou o CEO Sundar Pichai, referindo-se a todas as camadas da cadeia de tecnologia de IA, incluindo chips, data centers, modelos de IA e ferramentas para desenvolvedores. A carteira de contratos da unidade de nuvem quase dobrou na comparação trimestral, de acordo com a empresa, para mais de US$ 460 bilhões. A companhia disse que contava com 350 milhões de assinaturas pagas distribuídas entre o YouTube, seu serviço de armazenamento em nuvem, o serviço avançado de IA Google One e outros produtos. A carteira de pedidos da unidade de nuvem quase dobrou em relação ao trimestre anterior, segundo a empresa, ultrapassando US$460 bilhões. Leia também: UE diz que Meta falha em impedir crianças de usar Facebook e Instagram Investimento em IA A forte demanda por serviços de IA baseados em nuvem continua superando a oferta em todo o setor, levando as gigantes de tecnologia a acelerar investimentos em data centers, chips avançados e equipamentos de rede. Os investimentos (capex) da Alphabet mais do que dobraram em relação a um ano antes, para US$ 35,67 bilhões, mas ficaram ligeiramente abaixo da estimativa de US$ 36,06 bilhões. A empresa informou no trimestre passado que planeja investir entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em capex neste ano. Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta devem gastar juntas bem mais de US$600 bilhões neste ano para expandir a capacidade de IA. Saiba também: Documentos mostram que apenas Elon Musk pode demitir Elon Musk da SpaceX, diz agência Famílias de vítimas processam dona do ChatGPT por massacre que deixou 8 mortos no Canadá México reconhece 'cachorro caramelo' como raça mexicana e provoca reação de brasileiros na
29/04/2026 22:14:39 +00:00
Apesar de corte na Selic, Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista

Como a Selic mexe com tudo na sua vida O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,33%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A liderança do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,67%. O México aparece na terceira posição, com juros reais de 5,09%. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os preços globais mudou a dinâmica das projeções de inflação. Com isso, o cenário reconfigurou diversas posições no ranking, consolidando o Brasil na segunda colocação. A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, caiu para a 39ª posição do ranking, com juro real de -1,15% — refletindo, em parte, a dificuldade do país em conter a inflação. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Queda da Selic Nesta quarta-feira, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Trata-se do segundo corte consecutivo. O movimento ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que tem gerado pressão inflacionária ao redor do mundo. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição. Veja abaixo: Turquia: 37% Argentina: 29% Rússia: 14,5% Brasil: 14,50% Colômbia: 11,25% México: 6,75% África do Sul: 6,75% Hungria: 6,25% Índia: 5,25% Indonésia: 4,75% Chile: 4,50% Filipinas: 4,5% Austrália: 4,1% Israel: 4% Hong Kong: 4% Polônia: 3,75% Reino Unido: 3,75% Estados Unidos: 3,75% República Tcheca: 3,50% China: 3% Malásia: 2,75% Coreia do Sul: 2,5% Nova Zelândia: 2,25% Canadá: 2,25% Alemanha: 2,15% Áustria: 2,15% Espanha: 2,15% Grécia: 2,15% Holanda: 2,15% Portugal: 2,15% Bélgica: 2,15% França: 2,15% Itália: 2,15% Taiwan: 2% Suécia: 1,75% Dinamarca: 1,6% Cingapura: 1,02% Tailândia: 1% Japão: 0,75% Suíça: 0% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB
29/04/2026 21:34:51 +00:00
Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. Copom reduz juros e selic vai a 14,50% ao ano 🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O novo corte da Selic acontece em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. O tema foi mencionado pelo Copom no comunicado sobre a decisão. "No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", diz o texto. A disparada do petróleo já está impulsionando os preços dos combustíveis no Brasil. Por conta disso, há analistas que defendem uma parada no ciclo de corte dos juros. Copom O Copom é formado pelo presidente do BC e por oito diretores da autarquia. Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram maioria no colegiado, ou seja, eles são responsáveis diretamente pela decisão tomada. Na reunião desta semana, o Diretor de Administração, Rodrigo Alves Teixeira, não participou Banco Central do Brasil (BC) Marcello Casal/Agência Brasil Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%.
29/04/2026 21:34:49 +00:00
TCU manda INSS suspender concessão de novos empréstimos pessoais consignados até ajustes internos

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira (29), que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda imediatamente concessão de novos empréstimos pessoais consignados até que as travas de segurança e controles internos estejam adequados no sistema eConsignado. A Corte de Contas também mandou suspender novas concessões de crédito consignado nas modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício” até que o tribunal volte a decidir sobre o tema. Segundo o ministro relator, Marcos Bemquerer, as medidas são necessárias diante do risco iminente de danos ao erário e aos segurados do INSS, visto que a ausência desses controles permite a ocorrência de fraudes críticas, como consignações em nome de pessoas falecidas, contratações sem suporte contratual ou com identificação biométrica prejudicada, entre outros. 🔎A decisão foi dada no contexto de uma representação que apontou indícios de práticas abusivas e fraudulentas em empréstimos consignados, impulsionadas pelo vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas do INSS. Vídeos em alta no g1 Em nota, o Ministério da Previdência Social afirmou que, assim como o INSS, ainda não foi notificado da decisão que "o Ministério e suas entidades vinculadas reiteram sua postura de total transparência e colaboração com os órgãos de controle". A Dataprev também afirmou que ainda não foi notificada, que tão logo seja comunicada "adotará as medidas necessárias ao cumprimento dos prazos definidos pela Corte" e que "trabalha continuamente na evolução e no aprimoramento dos sistemas, com foco na segurança, na integridade dos dados e na eficiência operacional." (veja a íntegra das manifestações no fim da reportagem) Modalidades Atualmente, há três modalidades de consignação de empréstimos em benefícios previdenciários operadas pelo INSS: cartão de crédito consignado, cartão consignado em benefício e empréstimo pessoal consignado. Em relação ao “empréstimo pessoal consignado”, o ministro destacou fragilidades como a realização de empréstimo pessoal consignado “sem envio da documentação contratual exigida ou sem comprovação da autorização da consignação, indicação de conta corrente para depósito não correspondente à conta de pagamento do benefício, dentre outros. Fachada do Tribunal de Contas da União Jornal Nacional/ Reprodução Ao TCU, o INSS explicou que, diferentemente dos contratos tradicionais, as modalidades de crédito consignado e cartão consignado de benefício possuem um cronograma diferente de pagamentos, com o saldo devedor variando conforme o uso do limite disponível. Ainda segundo o órgão, por causa dessa característica rotativa, a fiscalização é limitada. O INSS informou ao TCU, ainda, que não possui visibilidade sobre a composição detalhada das faturas, a evolução dos encargos financeiros ou a confirmação de que os valores foram efetivamente disponibilizados ao segurado, limitando-se ao controle da regularidade formal da averbação. "A confirmação de que o sistema eConsignado permite a averbação de descontos sem a documentação mínima necessária e a incapacidade operacional do INSS em fiscalizar o volume massivo de contratos configura afronta aos princípios da legalidade e da eficiência administrativa", destacou o ministro Bemquerer, em seu voto. "A fumaça do bom direito é especialmente densa nas modalidades de cartão de crédito e cartão de benefício, onde a opacidade das operações é maior", complementou o relator, mencionando a Operação Sem Desconto, que descortinou uma fraude sistêmica na concessão de benefícios previdenciários. O ministro do TCU Marcos Bemquerer Divulgação/TCU Além das suspensões, o TCU determinou que a DataPrev priorize a execução de demandas, abertas entre novembro de 2025 e março de 2026, considerando que a demora na implementação de ajustes sistêmicos básicos prolonga "injustificadamente" a exposição de milhões de beneficiários a práticas abusivas e erros operacionais. O INSS e o DataPrev terão que apresentar, em 45 dias, relatório técnico que comprove a plena eficácia das travas de segurança para mitigar as irregularidades apontadas neste momento processual. O Banco Central, INSS, DataPrev terão 30 dias para apresentar alternativas mais adequadas para a efetiva fiscalização dessas consignações. Outro lado Manifestação do Ministério da Previdência Social: A Previdência Social reafirma que o aprimoramento da segurança nas operações de crédito consignado e a proteção dos dados dos beneficiários são prioridades centrais da atual gestão. O Ministério da Previdência Social e o INSS não foram formalmente notificados sobre a referida decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). O Ministério e suas entidades vinculadas reiteram sua postura de total transparência e colaboração com os órgãos de controle. Assim que houver a notificação oficial, os termos da decisão serão analisados com celeridade para que sejam tomadas as medidas necessárias. Manifestação da Dataprev: A Dataprev é uma empresa pública de tecnologia, parceira estratégica do Governo Federal na manutenção e ampliação de iniciativas de digitalização, automação de processos e transformação digital dos serviços públicos. Sobre o questionamento apresentado, a empresa informa que: 1. Até o momento, a empresa não recebeu o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), desta quarta-feira (29). Tão logo seja notificada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), adotará as medidas necessárias ao cumprimento dos prazos definidos pela Corte; 2. A Dataprev reforça que trabalha continuamente na evolução e no aprimoramento dos sistemas, com foco na segurança, na integridade dos dados e na eficiência operacional.
29/04/2026 21:18:29 +00:00
No Rio, Jeep Avenger mostra novo design antes de chegada ao mercado brasileiro; veja FOTOS

Novo Jeep Avenger nas ruas do Rio de Janeiro Divulgação/Jeep A nova versão do Jeep Avenger, com design renovado, fez sua estreia mundial com uma aparição nas ruas do Rio de Janeiro, segundo a fabricante. O SUV, que chega ao mercado brasileiro ainda em 2026, percorreu a cidade no contexto do evento "Todo Mundo no Rio", que tem como principal destaque o show gratuito da cantora Shakira na Praia de Copacabana no próximo sábado (2). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com dimensões menores que as do Renegade, o Jeep Avenger chegará como o SUV mais acessível da marca, com produção nacional em Porto Real (RJ). Ele havia sido apresentado pela marca no Salão do Automóvel do ano passado. A Jeep ainda não confirmou a data exata de lançamento do novo SUV no mercado nacional. Veja apresentação do Jeep Avenger no Salão do Automóvel de 2025: Jeep Avenger é apresentado no Salão do Automóvel 2025 Veja o novo Jeep Avenger nas ruas do Rio: Novo Jeep Avenger nas ruas do Rio de Janeiro Divulgação/Jeep Novo Jeep Avenger nas ruas do Rio de Janeiro Divulgação/Jeep Novo Jeep Avenger nas ruas do Rio de Janeiro Divulgação/Jeep Novo Jeep Avenger nas ruas do Rio de Janeiro Divulgação/Jeep Como é o novo SUV da Jeep O Avenger é mais compacto que o Jeep Renegade, medindo 4,08 metros de comprimento, ante 4,27 metros do antigo modelo. Também é mais baixo (1,53 metro contra 1,69 metro), mais estreito (1,77 metro contra 1,80 metro) e tem entre-eixos levemente menor (2,56 metros contra 2,57 metros). Por dentro, o acabamento é mais simples. Há mais plástico, o que reduz as áreas com toque macio. Em compensação, o porta-malas do Avenger é maior: tem capacidade para até 380 litros, ante 351 litros do Renegade. Entre as novidades, o modelo traz o ChatGPT integrado à central multimídia, capaz de oferecer respostas mais naturais às perguntas feitas pelos ocupantes do veículo. Sob o capô, o Jeep Avenger traz o motor 1.0 turbo da Stellantis, o mesmo usado em modelos como Fiat Pulse, Fastback e Peugeot 208. Nesse conjunto, o propulsor entrega 130 cv de potência e 25 kgfm de torque, podendo funcionar com gasolina ou etanol. A transmissão é automática do tipo CVT, com sete marchas simuladas.
29/04/2026 20:04:58 +00:00
MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na 'lista suja' do trabalho escravo no PA

MPT pede condenação de R$ 118 milhões à JBS no Pará O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da multinacional JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões pelo trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária. O g1 solicitou posicionamento da empresa, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. O MPT entrou com uma ação civil pública contra a empresa na Vara do Trabalho de Xinguara, no sul do Pará, após constatar que ela possui, na cadeia produtiva, mão de obra em condições análogas às de escravo ao adquirir produtos de fazendas que estão na 'lista suja' do trabalho escravo. Ainda segundo o MPT, houve resgate de 53 trabalhadores em propriedades de pecuaristas no Pará diretamente vinculados à JBS e flagrados por trabalho escravo nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025. "Mesmo tendo ciência da situação, a empresa manteve transações comerciais com esses fornecedores incluídos na 'Lista Suja' do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), demonstrando um padrão sistemático de negligência”, diz o MPT. JBS é multada pela CGU em R$ 170 milhões - Goiás Divulgação/JBS De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu, segundo o MPT, transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações do grupo especial de fiscalização móvel, ocorridas nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte. Para o MPT, a JBS, na "condição de empresa líder, tinha o dever de monitorar todas as etapas de sua cadeia produtiva no estado, adotando práticas para prevenir, identificar e corrigir violações aos direitos trabalhistas fundamentais, conforme imposto pelo ordenamento jurídico nacional e internacional". A ação cita que o valor estabelecido de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 118.941.340,55, é correspondente ao total das transações comerciais com fornecedores flagrados por trabalho análogo à escravidão no período investigado. Além disso, segundo o MPT, também foi pedido à justiça trabalhista a "imposição de obrigações de fazer e de não fazer em relação à própria empresa, eventuais subsidiárias, filiais, subcontratadas, fornecedores diretos ou indiretos localizados no Pará, inseridos na cadeia produtiva da pecuária, a partir de mais de 40 diretrizes". "Reação em Cadeia" A ação civil pública é resultado do Projeto Reação em Cadeia, implementado pelo MPT para rastrear e responsabilizar empresas líderes de cadeias produtivas que se beneficiam, nas relações comerciais, do trabalho em condições análogas à escravidão. O MPT informou que instaurou o procedimento para implementar o projeto na cadeia da pecuária no Pará, focado no gado bovino, quando identificou "empresas no processamento de carne bovina que estariam se beneficiando, direta ou indiretamente, de relações comerciais com fornecedores envolvidos em trabalho escravo". O órgão trabalhista afirmou também que o rastreamento da cadeia da JBS na pecuária ocorreu a partir do cruzamento de dados fiscais com informações constantes na “Lista Suja do MTE”. Houve também análise de Relatórios de Fiscalizações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), mapeando fluxos comerciais entre fornecedores e produtores de carne bovina no Estado do Pará. Os documentos das transações financeiras entre a JBS S.A. e os empregadores que figuraram na “Lista Suja” do trabalho escravo foram incluídos aos relatórios da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE/MPT). Essas transações, segundo o MPT, foram consultadas em sites como Ministério da Agricultura e Pecuária e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O cruzamento de dados revelou que a JBS S.A. "manteve relações comerciais regulares e duradouras com fornecedores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas às de escravo, adquirindo insumos para sua atividade econômica, consistente na produção e comercialização de gêneros alimentícios, dentre eles, carne bovina", diz ainda o MPT. Atividade agropecuária O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi puxado pela agropecuária, que cresceu 11,7% no período. A JBS é a maior produtora de frango e carne bovina do mundo. O MPT pontuou que, somente no Pará, a empresa possui atividades em seis fábricas e um centro de distribuição nos municípios de Marituba, Tucumã, Marabá, Santana do Araguaia, Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras. São cerca de 4 mil empregados, além de parcerias com mais de 2 mil pecuaristas, que são responsáveis pelo fornecimento de animais e produtos derivados. O Pará é o 4º estado com mais operações de resgate de pessoas em condições análogas à escravidão, segundo MPT. No Brasil, foram mais de 2,7 mil pessoas resgatadas em 2025. O setor da pecuária bovina "acumula o maior número de trabalhadores resgatados em todo o país, estando constantemente associado, na região amazônica, ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras e à ocupação de territórios indígenas", afirma o MPT. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
29/04/2026 20:01:53 +00:00
Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda

Técnica gavage para produção de foie gras Jerry ツ on Visualhunt O Projeto de Lei 90/20, que proíbe a produção e venda de itens obtidos por meio de alimentação forçada de animais, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, na terça-feira (28). Agora, o texto pode seguir para sanção presidencial, já que foi criado pelo Senado e analisado em caráter conclusivo, sem alteração pelas comissões permanentes da Câmara. Com a proposta, passariam a ser proibidos pratos como o foie gras, que é o fígado gordo de pato ou ganso na culinária francesa. Se a lei for sancionada, quem descumprir pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos de animais. Esse tipo de produto é obtido com a técnica chamada "gavage". Nela, um tubo é colocado na garganta da ave para forçar a alimentação e aumentar o fígado. Vídeos em alta no g1 A proposta quer proibir o uso do método tanto para produtos in natura quanto enlatados. Segundo o relator, o deputado Fred Costa (PRD-MG), a técnica aumenta a taxa de mortalidade dos animais em até 25 vezes. O autor do projeto, o senador Eduardo Girão (Novo - CE), afirmou que esse tipo de produção já é proibido em países como Argentina, Austrália e Índia. O senador também lembrou que a cidade de São Paulo aprovou uma lei semelhante em 2015. No entanto, a norma foi considerada inconstitucional pela Justiça, que entendeu que municípios não podem legislar sobre esse tipo de produto. Foie gras Valeria Boltneva via pexels Leia também: Crise dos fertilizantes: quase metade do adubo importado vem de países em conflito, diz relatório Governo estuda exportar sobras de energia hidrelétrica à Argentina e ao Uruguai Coxinha fica em 7º lugar no ranking de melhores comida de rua da América do Sul
29/04/2026 19:57:29 +00:00
Powell diz que permanecerá no Fed como diretor após o fim do mandato como presidente

Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que permanecerá como diretor do banco central dos Estados Unidos após 15 de maio, quando seu mandato se encerra. "Após o término do meu mandato como presidente, continuarei a atuar como diretor por um período a ser determinado", afirmou, acrescentando que pretende manter "um perfil discreto" no cargo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O anúncio foi feito em coletiva de imprensa após o Fed revelar sua decisão de manter a taxa básica de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Esta foi a última reunião em que o Fed definiu os juros com Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja no comando do Fed já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário. “Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, afirmou Powell, reforçando que a intenção dele não é "interferir" na liderança. A afirmação tem um contexto: é praxe que presidentes do Fed também deixem o cargo de diretor ao fim do mandato. Neste caso, a decisão de Powell foge ao padrão. O atual presidente do BC tem mandato na instituição até 2028 e, portanto, pode seguir na diretoria até o término do governo Trump. Ao longo dos últimos anos, o presidente dos EUA elevou o tom das críticas a Powell, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”. Em entrevista a jornalistas, o chefe do BC americano afirmou nesta quarta-feira que está preocupado com ataques ao Fed que, segundo ele, “ameaçam a capacidade de conduzir a política monetária sem considerar fatores políticos”. VEJA A LINHA DO TEMPO DAS CRÍTICAS DE TRUMP: 'Mula', 'cabeça oca', 'estúpido': insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell Oito anos à frente do Fed O mandato de Powell na presidência se encerra oficialmente em 15 de maio, após oito anos no cargo. Sua trajetória foi marcada por grandes choques econômicos, como a pandemia de Covid-19 — que, além das perdas humanitárias, desorganizou a economia global e provocou uma disparada nos preços ao redor do mundo. Mais recentemente, outros fatores ampliaram a pressão sobre o banqueiro central. Entre eles estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, o tarifaço global promovido por Trump e a recente escalada das tensões no Oriente Médio, com EUA e Israel em conflito contra o Irã. Em comum, esses episódios sustentam um ambiente de inflação persistente — dor de cabeça constante para os chefes dos bancos centrais. 🔎 O Fed tem um mandato duplo: controlar a inflação e sustentar o mercado de trabalho. Sua principal ferramenta é a taxa de juros. Quando os preços aceleram, o banco central sobe os juros para conter o consumo e o crédito. Quando a economia perde força, a estratégia é reduzir as taxas para estimular a atividade. Diante desse cenário, os juros do país atingiram, em 2023, o maior nível desde 2001. A partir do fim de 2024, o referencial passou a cair, e hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Ofensivas de Trump É nesse contexto que Donald Trump passou a disparar críticas contra Powell. O presidente dos EUA fez sucessivas investidas e pressões públicas para que o Fed reduzisse os juros. A lógica é simples: juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, o que tende a esfriar a atividade econômica — efeito que pode se traduzir em maior insatisfação dos consumidores e impacto político na popularidade do governo. Como mostrou o g1, críticas a presidentes de bancos centrais não são exclusividade de Trump. No Brasil, o presidente Lula (PT) também se posicionou contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — ainda que sem o tom de ofensas adotado pelo republicano. Fim da investigação sobre Powell O Departamento de Justiça dos EUA decidiu, na última sexta-feira (24), encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Fed, sob a gestão de Jerome Powell. A decisão, anunciada pela procuradora federal Jeanine Pirro, elimina um dos fatores que vinham sendo usados como justificativa para travar a confirmação, no Senado, de Kevin Warsh para o comando do banco central. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado. Powell foi investigado por suspeita de ter mentido ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed, especialmente após o aumento relevante do valor do projeto, estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões). Nenhuma acusação formal foi apresentada. A investigação foi iniciada pelo governo Trump justamente em um momento de escalada da pressão do republicano por cortes nos juros. Após a decisão de juros nesta quarta-feira, a atenção se volta para os rumos da política monetária americana com a saída de Powell do comando da instituição.
29/04/2026 19:12:25 +00:00
Trabalhadores poderão usar 20% do FGTS para pagar dívidas; governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do fundo

Governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do FGTS para reduzir endividamento O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), disse nesta quarta-feira (29), que devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas. Marinho afirmou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos. O ministro afirmou que haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões a ser resgatado do FGTS para essa finalidade. No entanto, o ministro calcula que serão efetivamente utilizados os cerca de R$ 4,5 bilhões. 💳 Essa medida faz parte do pacote que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar nos próximos dias para reduzir o endividamento das famílias e empresas do país. Um dos pilares do pacote será a renegociação de dívidas que a população tem com bancos. 💵 Essa medida que envolve o FGTS deverá atender a quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês. 💰 Além disso, para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos – isso depois que a renegociação for feita e o trabalhador autorizar o repasse. A liberação deverá ser feita enquanto durar o programa, o que, de acordo com ele, pode ser por um período de três meses. Segundo Marinho, isso não compromete as atividades do fundo, pois ele tem um patrimônio de mais de R$ 700 bilhões. Desconto nas dívidas No caso da renegociação direta com os bancos, o governo diz que haverá um desconto de, no mínimo, 40% do valor devido. E que isso poderá chegar a 90%. O ministro também afirma que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online. O governo já havia lançado um programa semelhante, o Desenrola, para reduzir o endividamento da população, mas os débitos voltaram a subir. “É preciso que faça educação financeira para que a gente adote mudança de padrão de comportamento em relação ao endividamento”, disse o ministro. Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores. “Nesse momento estamos debruçados, consolidando medidas, Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará a medida na semana seguinte, talvez na segunda-feira ou na sequência”, disse Marinho. Integrantes do governo trabalham nos ajustes finais para que as ações sejam apresentadas, inicialmente, pelo presidente Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30), véspera do 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador. No entanto, se ainda for necessário um prazo para que bancos e órgãos públicos se alinhem para colocar as medidas em prática, o presidente deverá manter a menção ao programa contra o endividamento no discurso. Mas o detalhamento do plano só ocorrerá na segunda-feira (4) de maio, ou posteriormente. Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução Impacto eleitoral Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz. O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros. A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.
29/04/2026 18:46:17 +00:00
Trump comemora saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

Saída dos Emirados Árabes Unidos abala Opep e levanta risco de efeito dominó O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres na Casa Branca, na quarta-feira (29), que considera ótimo que os Emirados Árabes Unidos estejam saindo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), informou a agência de notícias Reuters. ""Acho que, no fim das contas, é uma coisa boa para baixar o preço da gasolina, do petróleo, de tudo", disse Trump. "Eles estão tendo alguns problemas na Opep." Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio. (saiba mais abaixo) A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito. 🔎O que são a Opep e a Opep+? A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional. SAIBA MAIS: Por que a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep é importante Aliado dos EUA A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou. Leia também: Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar Saída em meio à crise energética A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Saiba também: Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja MAPA
29/04/2026 18:43:08 +00:00
Tesouro diz que faltam dados para União garantir crédito para o BRB, mas afirma que regras atuais impedem concessão

BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, confirmou nesta quarta-feira (29) que o órgão recebeu um pedido do governo do Distrito Federal relacionado a um empréstimo bilionário para o Banco de Brasília (BRB). Segundo Leal, no entanto, o documento não traz todas as informações necessárias para que o pedido seja formalmente analisado. ➡️O governo do DF é o acionista majoritário do BRB e tenta pegar R$ 6,6 bilhões emprestados junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recompor o patrimônio do banco, abalado pelo escândalo do Banco Master. ➡️O governo distrital tenta convencer a União a oferecer garantia nesse empréstimo -- o que poderia melhorar as condições de negociação do crédito. Daniel Leal indicou, sem dizer explicitamente, que o pedido de garantia da União deve ser rejeitado em razão da baixa "Capacidade de Pagamento" do Distrito Federal. BRB ainda busca solução financeira para cobrir fraudes do Master ➡️A "Capacidade de Pagamento" (Capag) é uma análise da situação fiscal dos estados nacionais que querem contrair novos empréstimos com garantia da União. Como mostrou o g1, o Distrito Federal tem nota "C" no Capag. E o Tesouro Nacional só avaliza operações para estados e municípios com notas melhores, "A" ou "B". Para melhorar essa capacidade de pagamento, o secretário do Tesouro Nacional explicou que o Distrito Federal teria de ingressar no chamado Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Nesse plano, os entes federativos são incentivados a implementar medidas de ajuste para equilibrar suas contas e retomarem os investimentos por meio de operações de crédito com garantia da União. Há um problema, no entanto: os governos não podem aderir ao PEF em 2026, último ano de mandato. Ou seja, o Distrito Federal teria que melhorar sua nota de gestão fiscal, sem a ajuda do principal mecanismo disponível, para só então contar com a garantia da União. "O que eu posso falar é só sobre critérios técnicos que vão ser analisados pelo Tesouro. Não tenho como antecipar nada de força maior, politica, ou de interesse da nação. Posso comentar a análise técnica que [o Tesouro] vai realizar com base na legislação", afirmou. Defesa diz que ex-presidente do BRB pretende fazer delação premiada Questionado sobre uma mudança nessas regras para permitir o aval ao governo do DF, o secretário do Tesouro disse que é "difícil dizer onde pode ter reanálise do pleito". Leal indicou que algumas dessas regras estão em portarias do Ministério da Fazenda, mas outras estão inscritas na legislação. Ou seja, não podem ser mudadas sem passar pelo Legislativo.
29/04/2026 18:23:58 +00:00
Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em última decisão com Powell na presidência

Jerome Powell, presidente do Fed Kevin Lamarque/Reuters O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global continuaram em destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esta é a 11ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano. O que disse o Fomc O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a atividade econômica dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, enquanto a criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses. O colegiado destacou que a inflação "está elevada, refletindo, em parte, o recente aumento nos preços globais de energia", em meio à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. (leia mais abaixo) "Os desdobramentos no Oriente Médio estão contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas. O Comitê está atento aos riscos", diz o texto. O Fomc afirmou ainda que "continuará monitorando as implicações das novas informações recebidas para a perspectiva econômica" e que está "preparado para ajustar a política monetária, conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance de seus objetivos". Impactos da guerra no Oriente Médio Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120, o maior nível desde 2022. Na tarde desta quarta-feira, o barril do tipo Brent era cotado a US$ 118,70, o que representa uma alta de mais de 60% desde o início do conflito. Diante do cenário, Trump passou a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais aqui) Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre os preços de diversos produtos nos EUA. O cenário preocupa, em especial, o Fed, que tem mandato duplo: controlar a inflação e manter o mercado de trabalho aquecido. "O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e em trazer a inflação de volta à meta de 2%", declarou o Fomc nesta quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 3,3% no acumulado em 12 meses. Nos dados mais recentes, os preços nos EUA subiram 0,9% em março, no maior aumento desde maio de 2024, influenciados pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia. A pressão é reforçada pelos combustíveis: dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu mais de 40% desde que o republicano iniciou a guerra. 🚢 O fator central da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros. O fluxo da commodity na região passou a preocupar Trump, que chegou a pedir apoio de outros países para monitorar e “cuidar” da passagem — solicitação rejeitada por aliados europeus e asiáticos. Na sequência, o presidente determinou que a Marinha dos EUA bloqueasse a passagem de navios petroleiros ligados ao Irã que ainda circulavam pela área. Com isso, o estreito segue no centro da disputa, tanto sob o ponto de vista geopolítico quanto econômico. Fim do mandato de Powell Esta é a última reunião de decisão de juros com Jerome Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo. A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado por Trump, esteja à frente da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário. Apesar do fim do mandato como presidente, Powell afirmou nesta quarta que permanecerá como diretor do Fed. Ele tem mandato até janeiro de 2028. “Continuarei a servir como diretor por um período ainda a ser determinado”, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira. “Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, acrescentou. O economista pode seguir na diretoria até o término do governo Trump, que, ao longo dos últimos anos, elevou o tom das críticas ao atual chefe da instituição, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”. RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE POWELL À FRENTE DO FED: Pressão e ofensas de Trump: Superquarta terá última decisão de Powell à frente do Fed; relembre É praxe que presidentes do Fed também deixem o cargo de diretor ao fim do mandato. Em meio aos embates com Donald Trump, Powell afirmou nesta quarta que, ao permanecer na instituição, não pretende interferir na provável liderança de Kevin Warsh. “Minha intenção não é interferir”, disse. “Fui diretor por quase seis anos e, como alguém prestes a deixar a presidência, entendo como é difícil construir consenso." Busca por cadeiras No segundo semestre de 2025, Trump intensificou as críticas ao Federal Reserve e passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria da instituição. Em setembro, o republicano nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída e deixou o cargo em agosto. Além disso, há o nome de Warsh, indicado para chefiar a instituição. Paralelamente, a Suprema Corte ainda analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed , além do presidente da instituição. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Mais uma vez, a decisão de juros nesta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, outros nove diretores votaram para manter a taxa inalterada — três deles, no entanto, divergindo do tom do comunicado. Apenas Stephen Miran, nomeado por Trump, se posicionou a favor de um corte de 0,25 ponto percentual. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters
29/04/2026 18:00:28 +00:00
DF envia ao Ministério da Fazenda pedido de garantia para empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC ao BRB

Governadora do DF, Celina Leão reprodução/CLDF A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), formalizou ao governo federal o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). O pedido consta em ofício enviado ao Ministério da Fazenda na terça-feira (28), ao qual o g1 teve acesso. No documento, o DF solicita aval para contratar a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com objetivo de reforçar o capital do banco público. ➡️ Celina Leão também enviou um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (28) para pedir uma reunião, ainda esta semana, sobre a crise do BRB. Até a tarde desta quarta, não havia confirmação do encontro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à operação Compliance Zero. "Esses eventos produziram efeitos diretos sobre a geração de caixa esperada e demandaram reforço de provisões, pressionando a posição de liquidez e os indicadores prudenciais da instituição", diz o documento assinado por Celina e pelo secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira. O empréstimo seria tomado pelo governo do DF, acionista controlador do BRB, e repassado ao banco para sanear a crise patrimonial vivida pela instituição desde as transações malsucedidas com o Banco Master. Em nota, o GDF afirmou que a iniciativa integra uma lista de medidas para “garantir a estabilidade do BRB” (veja a nota na íntegra abaixo). Impasse fiscal Tribunal de Contas tem 9 processos para apurar o tamanho do rombo no BRB A movimentação ocorre apesar de o Distrito Federal estar atualmente com nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal de estados e municípios. ➡️ Como mostrou o g1, essa classificação impede que a União atue como garantidora em novas operações de crédito — prerrogativa restrita a entes com notas A ou B. Na prática, a ausência de garantia federal dificulta a obtenção de empréstimos em condições mais vantajosas, com juros menores e prazos mais longos. O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez (veja detalhes abaixo) que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, indicam o risco de aquele governo dar o calote em um empréstimo. ➡️ A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B). ➡️ O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês. Com isso, o DF perdeu a garantia da União para novas operações de crédito. O que diz o GDF "O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos. A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
29/04/2026 17:58:30 +00:00
Brasil cria 228,2 mil vagas de emprego formal em março, quase três vezes mais que 2025

O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (29) a criação de mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março. O resultado é quase três vezes maior que o saldo registrado em março do ano passado, quando foram registrados 79.994 empregos, e o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, iniciada em 2020. O setor de serviços foi o que mais criou emprego com carteira assinada no mês passado (152.391 vagas), seguido por construção civil (38.316 vagas). No acumulado de janeiro a março, o Brasil gerou mais de 613 mil vagas formais de trabalho neste ano. Isso representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 675.119 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o país criou menos emprego formal neste ano do que em 2025 por causa das altas taxas de juros. "Confirmando o que estamos falando, desde 2024, que entraríamos diminuição da velocidade de crescimento. [...] O juro está muito alto e isso reduz a geração de emprego", afirmou. Vídeos em alta no g1 Saldo para meses de março: 2020: - 294.960 (negativo, fechamento de vagas) 2021: 154.226 2022: 99.168 2023: 195.028 2024: 245.599 2025: 79.994 Saldo para o acumulado de janeiro a março: 2020: 34.471 2021: 806.569 2022: 620.072 2023: 537.605 2024: 726.578 2025: 675.119 2025: 613.373 Emprego por estados Em março, as unidades da federação que tiveram maior número de vagas formais criadas foram São Paulo, com 67.876 postos criados; Minas Gerais, com 38.845; e Rio de Janeiro, com 23.914 postos. No acumulado do ano, o resultado foi maior em São Paulo, com 183,1 mil vagas criadas; Minas Gerais, com 70,6 mil; e Santa Catarina, com 59,4 mil. Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital Agência Brasil
29/04/2026 17:52:04 +00:00
Contas do governo têm déficit de R$ 73,8 bilhões em março, pior resultado para o mês da história

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 73,8 bilhões em março, informou Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 1,59 bilhão (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o pior resultado para meses de março desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997, ou seja, em 30 anos. ➡️De acordo com o governo, a piora no resultado negativo está relacionada, principalmente, pela antecipação no pagamento de precatórios (sentenças judiciais) neste ano. Vídeos em alta no g1 "Em 2026, esses pagamentos [de precatórios] concentraram-se em março, enquanto no ano anterior ocorreram majoritariamente em julho", informou o Tesouro Nacional. Pagamento de precatórios eleva despesas 📈Segundo o Tesouro Nacional, as despesas totais do governo somaram R$ 269,88 bilhões em março deste ano, com uma alta real de 49,2% no período. A maior parte desse forte aumento de despesas, por sua vez, está relacionada, justamente, pelo cronograma de pagamentos de precatórios (sentenças judiciais). Este fator, de acordo com o Tesouro Nacional, impactou fortemente as rubricas de: Sentenças Judiciais e Precatórios (+R$ 34,9 bilhões), Benefícios Previdenciários (+R$ 28,6 bilhões), e de Pessoal e Encargos Sociais (+R$ 11,3 bilhões). A elevação nos gastos com benefícios previdenciários e pessoal também foram influenciadas, em menor proporção, pelo aumento na base de segurados, pela política de valorização do salário mínimo e pelos reajustes salariais concedidos ao funcionalismo público. Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017 Edilson Rodrigues/Agência Senado Receitas também sobem 📈 Em março, também houve um aumento real de 7,5% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 196,1 bilhões. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as Receitas Administradas, os maiores impactos positivos vieram: do IOF (+R$ 2,8 bilhões), fomentado pelo aumento na arrecadação associada às operações de crédito, seguro e câmbio, refletindo o aumento efetuado no ano passado; do Imposto de Importação (+R$ 2,3 bilhões), que conjugou crescimento no volume importado e elevação na alíquota média efetiva; do Imposto sobre a Renda (+R$ 2,3 bilhões) e da CSLL (+R$ 1,4 bilhão), impulsionados por aumentos no lucro presumido, na declaração de ajuste e no IRRF-Capital (aplicações de renda fixa); e da Cofins (+R$ 1,5 bilhão), com destaque para o setor de serviços. Parcial do ano No acumulado dos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 17,09 bilhões. Com isso, houve uma forte piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 58,75 bilhões (valor corrigido). A piora nas contas do governo no primeiro trimestre deste ano também está relacionada com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (sentenças judiciais). 📈 No primeiro trimestre deste ano, houve um aumento real de 4,2% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 626,41 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 643,52 bilhões entre janeiro e março deste ano, com uma alta real de 23,3% no período Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
29/04/2026 17:32:42 +00:00
Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar

Plataforma de petróleo em Sergipe Jeová Luiz/TV Sergipe Os preços do petróleo subiam pelo 8º dia seguido nesta quarta-feira (28) e alcançavam o maior patamar em quase quatro anos, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio. Além do impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, investidores também continuavam a avaliar a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo. Segundo dados da Bloomberg, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 6,90% perto das 14h50, cotado a US$ 118,94 o barril. Mais cedo, chegou a ser cotado em US$ 119,68 — maior patamar desde 10 de junho de 2022, quando alcançou US$ 122,01. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 6,86% no mesmo horário, a US$ 106,79. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Veja a cotação do petróleo: 🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel. O avanço nos preços da commodity ganharam força pela manhã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho". "O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump. Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias. Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. A escalada das tensões se soma, ainda, à saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, anunciada na véspera. A decisão causou um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região. A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação. "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito. *Com informações da agência de notícias Reuters.
29/04/2026 15:59:58 +00:00
Caiado diz que é 'agro raiz' e critica políticos que se aproximam do setor por conveniência

Caiado diz que é 'agro raiz' e critica quem se aproxima do setor por conveniência Sem mencionar nomes, o pré-candidato à presidente Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quarta-feira (29) os políticos que, por conveniência, se dizem alinhados com o agronegócio em época de eleição. "Eu posso dizer a você que eu sou um agro raiz. Eu não sou uma geração que tem sabor de agro, mas não é agro raiz, entendeu? Alguns que se propõem a entender do agro em períodos de campanhas eleitorais, são aqueles que eu os denomino sabor agro", disse o ex-governador de Goiás. A declaração foi dada em Ribeirão Preto (SP), onde Caiado esteve para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que, assim como outros grandes eventos do setor, tem sido frequentada por pré-candidatos que buscam apoio do segmento nas eleições 2026. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ao longo desta semana, os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo-MG) também estiveram na feira do interior de São Paulo. O ex-governador de Goiás disse que atua em defesa do setor há décadas, desde quando, segundo ele, o agronegócio era demonizado, e reiterou que não é a primeira vez que visita a Agrishow. "Estou nessa luta em defesa do setor produtivo primário da agropecuária brasileira no direito de propriedade desde 1986. Depois na Constituinte, depois mais 24 anos no Congresso, depois como governador do Estado. (...) Agro raiz mesmo, na essência, aí realmente, nós começamos essa luta há muitos anos e vimos aí a superação da classe." Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 'Você não aprende a governar na cadeira da Presidência' Durante a visita, o ex-governador também criticou os políticos que se utilizam do prestígio nas redes sociais para se eleger, mas que, segundo ele, não têm competência para governar. "Espero que as pessoas que muitas vezes alimentam a sua popularidade por rede social e TikTok, que aquele que está assistindo, faça uma reflexão e pesquise o que ele já fez. Porque você, para se sentar na cadeira da Presidência da República, não pode ser apenas você dizer na rede social que você vai consertar as coisas. Vem cá, mas você já fez alguma coisa? Você já mostrou que você é capaz disso? Porque escrever no papel ou falando é muito fácil." Nesse contexto, ele mencionou que Lula voltou ao poder por problemas na gestão depois de 2018, quando o Brasil estava sob o comando de Jair Bolsonaro. "Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Você tem que ter mais responsabilidade com isso. Então, este é o momento. Por que nós perdemos as eleições em 2022? Porque não tiveram as entregas. Então, você já aprovou esses dois modelos. Você quer repetí-los?" Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Terras raras Ainda durante a passagem pelo interior de São Paulo, Caiado defendeu um memorando que assinou com grupos estrangeiros para a exploração das terras raras, com minérios visados por potências como EUA e China, em Goiás, estado que governou até o fim de março. "Terras raras é o que é mais demandado no mundo hoje. Então, calma lá, isso não pode ser assim, eu não posso estar vendendo uma tonelada de minério concentrado por 50 dólares", disse. Segundo ele, o objetivo foi garantir que a atividade resulte em um maior valor agregado para as exportações a partir da separação de materiais, em vez da comercialização que já ocorre com minérios brutos como nióbio e cobre. O ex-governador argumentou que, antes de dar autorização ambiental para a atividade no estado, foi o próprio governo federal quem deu a concessão para a mineradora Serra Verde, e que apenas buscou dar uma melhor destinação econômica para a exploração por meio de tecnologia própria. "O que Goiás está fazendo é dizer: 'Olha, o minério que está saindo aqui do subsolo foi autorizado pelo governo federal a uma empresa de capital americano e inglês e vocês, governo federal, autorizaram. A hora que ela sai daqui, ela vai de forma bruta para a China. Eu falei: 'Calma lá. O que eu quero é que vocês separem o produto aqui no Brasil." Palco político no interior de SP Caido foi o um dos políticos que, nesta semana, visitaram a Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026. Antes dele, também passaram pelo evento o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB). Acompanhado por autoridades, e diante de críticas do segmento com relação a problemas como altas taxas de juros e endividamento, ele anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas. LEIA TAMBÉM Zema afirma que equilíbrio de poderes depende de Supremo 'sem rabo preso' Em primeira agenda conjunta com Tarcísio, Flávio Bolsonaro critica atuação de Lula no agro Alckmin anuncia programa para diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira, em um primeiro ato pré-eleitoral conjunto entre o governador, que acena com a tentativa de buscar a reeleição, e do senador, que anunciou sua pré-candidatura à presidência da República. Durante o evento, eles fizeram críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário. Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele. Agrishow 2026: Visitantes poderão encontrar o que há de mais novo em máquinas e implementos agrícolas em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026
29/04/2026 15:58:14 +00:00
Comissão do Senado dos EUA aprova indicação de Trump para o Fed

Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do Federal Reserve, o Fed Kevork Djansezian/AFP Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para liderar o Federal Reserve, abriu caminho nesta quarta-feira (29) para suceder Jerome Powell, em meio aos esforços da Casa Branca para exercer controle sobre o banco central mais poderoso do mundo. A Comissão Bancária do Senado aprovou o encaminhamento da indicação de Warsh ao plenário da Casa, que é controlado pelos republicanos. Todos os 13 republicanos do comitê apoiaram Warsh. O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, retirou sua oposição após o Departamento de Justiça encerrar, na sexta-feira (24), uma investigação criminal contra Powell, que Tillis considerava uma ameaça à independência política do Fed. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vídeos em alta no g1 Os 11 democratas do comitê, que dizem duvidar da promessa de Warsh de definir políticas sem levar em conta os desejos do presidente, votaram contra ele. A votação ocorreu no momento em que Powell lidera o que provavelmente será sua última reunião de definição de política monetária como chefe do Fed. Espera-se que o Comitê Federal de Mercado Aberto deixe sua taxa básica de juros inalterada, na faixa atual de 3,50% a 3,75%, dada a inflação ainda elevada e a pressão de alta sobre os preços decorrente da interrupção do fornecimento global de petróleo devido à guerra do Irã. Há poucas dúvidas de que o Senado confirmará a indicação de Warsh, um advogado de 56 anos. Financista e ex-diretor do Fed, ele prometeu uma "mudança de regime" para o banco central. Segundo Trump, ele executará fará os cortes de juros que o presidente americano deseja. Incerteza sobre Powell O mais cedo que o Senado poderá votar a indicação de Warsh será na semana de 11 de maio. Se a votação for realizada nessa data, Warsh poderá tomar posse em 15 de maio, quando termina o mandato de liderança de Powell. O que não está claro é se a ascensão de Warsh significaria a saída de Powell do Fed, ou se o atual chefe do banco central permanecerá como membro da sua diretoria -- e, se o fizer, se Trump levará adiante sua ameaça de tentar demiti-lo. Uma medida desse tipo certamente atrairia uma contestação legal, assim como a tentativa do presidente, no verão passado, de demitir a diretora do Fed Lisa Cook. O mandato de Powell na diretoria vai até janeiro de 2028. Os chefes do Fed quase sempre deixam o cargo para dar lugar a seus sucessores, e Powell é um advogado cuja adesão à regularidade é profunda. Mas ele considerou que a investigação criminal do governo era uma intimidação política e parte dos esforços do governo Trump para influenciar a forma como o Fed define as taxas de juros. Powell disse no mês passado que não deixará o Fed até que a investigação criminal seja concluída com "finalidade", e que ele ainda pode permanecer no cargo se achar que isso é melhor para o banco central e para o país. A Procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, disse na sexta-feira que não hesitará em retomar sua investigação "caso os fatos o justifiquem". Os democratas do Senado Elizabeth Warren e Dick Durbin classificaram essa declaração na sexta-feira como uma ameaça de "futuras investigações infundadas" sobre Powell ou qualquer outro diretor do Fed.
29/04/2026 15:58:11 +00:00
Documentos mostram que apenas Elon Musk pode demitir Elon Musk da SpaceX, diz agência

Vídeos em alta no g1 Ninguém pode destituir Elon Musk dos cargos de diretor-executivo (CEO) e presidente do conselho da SpaceX sem o consentimento do próprio bilionário. A informação aparece em um trecho do documento preparado pela empresa para sua abertura de capital (IPO, na sigla em ingês), analisado pela Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o documento, Musk “só pode ser removido do nosso conselho ou dessas posições pelo voto dos detentores de ações Classe B” — papéis com direito a dez votos cada. Após o IPO, essas ações ficarão sob controle dele. Na prática, isso significa que qualquer decisão sobre sua saída dependeria de uma votação dominada pelo próprio Musk. O documento acrescenta que, se ele “mantiver uma parcela significativa de suas ações ordinárias Classe B por um longo período, poderá continuar controlando a eleição e a destituição da maioria do nosso conselho”. Como funciona a estrutura de ações da SpaceX? A regra faz parte da estrutura acionária que a SpaceX pretende adotar ao abrir capital. Nesse modelo, a empresa terá duas classes de ações — uma para investidores do mercado e outra com maior poder de voto, destinada a pessoas ligadas à companhia (entenda mais abaixo). Esse tipo de estrutura é comum em empresas de tecnologia lideradas por fundadores. Mesmo nesses casos, porém, o conselho de administração normalmente mantém a autoridade formal para substituir o diretor-executivo. Especialistas em governança corporativa dizem que o impacto da regra dependerá dos detalhes dos documentos legais da empresa. Consideradas em conjunto, as disposições dariam a Musk poder para barrar qualquer tentativa de removê-lo do comando da empresa. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber A própria SpaceX alertou investidores de que essa estrutura “limitará ou impedirá sua capacidade de influenciar questões corporativas e a eleição de nossos diretores.” “Essa disposição não é comum. Normalmente, a remoção do CEO é uma decisão do conselho, e controladores contam com seu poder para substituir o conselho”, afirmou Lucian Bebchuk, professor da Faculdade de Direito de Harvard que pesquisa governança corporativa, direito e finanças. A SpaceX e Musk não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. Estruturas semelhantes já foram adotadas Estruturas com diferentes classes de ações tornaram-se frequentes em empresas de tecnologia que abriram capital nos últimos anos. O Facebook, que estreou na bolsa em 2012, concedeu ações com maior poder de voto a investidores pré-IPO, incluindo Mark Zuckerberg. Com o tempo, esse poder ficou mais concentrado à medida que alguns investidores venderam suas participações. Aberturas de capital mais recentes, como a da Figma, concentraram ainda mais essas ações com maior poder de voto diretamente nos fundadores. 🚀 No caso da SpaceX, as ações serão divididas entre Classe A, destinadas aos investidores do mercado, e Classe B, com maior poder de voto para pessoas ligadas à empresa. Musk manterá a maioria dos votos, o que liga o controle do conselho e da gestão às ações que ele possui, informou a Reuters anteriormente. Esse modelo difere do adotado pela Tesla, que tem apenas uma classe de ações. A SpaceX está registrada no Texas, seguindo o movimento da Tesla, que Musk transferiu para o estado depois que um tribunal de Delaware anulou seu pacote de remuneração de US$ 56 bilhões por comandar a montadora. O pacote de compensação foi restabelecido pela Suprema Corte de Delaware no fim do ano passado.
29/04/2026 14:22:55 +00:00
Famílias de vítimas processam dona do ChatGPT por massacre que deixou 8 mortos no Canadá

Homenagem às vítimas do massacre que deixou nove mortos em uma escola de Tumbler Ridge, no Canadá, em fevereiro de 2026 Christinne Muschi/The Canadian Press via AP Familiares das vítimas de um dos massacres mais mortais da história do Canadá entraram com um processo contra a OpenAI, dona do ChatGPT, e contra o CEO Altman, em um tribunal dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (29). No ataque que aconteceu em fevereiro, em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, uma atiradora matou oito pessoas, incluindo várias crianças, e cometeu suicídio em seguida. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Segundo a alegação dos familiares, a empresa identificou a atiradora Jesse Van Rootselaar representava um risco oito meses antes do ataque, mas não alertou a polícia. Na semana passada, um jornal de Tumbler Ridge publicou uma carta aberta em que Altman disse estar “profundamente arrependido” pelo fato de a conta da atiradora não ter sido comunicada às autoridades. Vídeos em alta no g1 Veja mais: Altman pede desculpas por não ter alertado a polícia sobre atiradora de massacre no Canadá Flórida abre investigação contra ChatGPT por ataque a tiros que matou duas pessoas Os processos, apresentados no tribunal federal de São Francisco, acusam os chefes da OpenAI de não avisarem a polícia para evitar que viesse à tona a quantidade de conversas violentas no ChatGPT. Segundo deles, esse aviso também poderia prejudicar os planos da empresa de abrir capital na bolsa, com uma oferta pública inicial de quase US$ 1 trilhão. Em um comunicado, a OpenAI classificou o tiroteio como “uma tragédia” e disse que a empresa tem uma política de tolerância zero para o uso de suas ferramentas na facilitação de atos violentos. “Como compartilhamos com as autoridades canadenses, já fortalecemos nossas salvaguardas, incluindo a melhoria de como o ChatGPT responde a sinais de angústia, conectando pessoas com suporte local e recursos de saúde mental, reforçando como avaliamos e escalamos ameaças potenciais de violência e aprimorando a detecção de reincidência de violadores de políticas”, disse a empresa. Onda de processos Esses casos fazem parte de um aumento de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial, acusadas de não impedir conversas em chatbots que, segundo os autores, levam à automutilação, problemas de saúde mental e violência. Estas são as primeiras acusações nos Estados Unidos que afirmam que o ChatGPT contribuiu para a realização de um massacre. Jay Edelson, advogado dos autores do processo, informou que pretende entrar com mais 20 ações judiciais contra a OpenAI nas próximas semanas, representando outras pessoas afetadas pelo ataque. Vítimas do ataque em escola e casa em cidade do Canadá Divulgação/RCMP.CA Equipe de segurança da OpenAI foi ignorada, dizem ações Jesse Van Rootselaar, que teve conversas com o ChatGPT citadas nos processos, atirou em sua mãe e meio-irmão em casa antes de matar uma assistente educacional e cinco alunos entre 12 e 13 anos em sua antiga escola, em 10 de fevereiro, segundo a polícia. Van Rootselaar, que tinha 18 anos, cometeu suicídio em seguida. Entre os autores do processo estão familiares das vítimas da escola e uma menina de 12 anos que sobreviveu após ser atingida por três tiros, mas permanece em terapia intensiva. Segundo uma das denúncias, em junho de 2025, sistemas automáticos da OpenAI identificaram conversas no ChatGPT em que a atiradora falava sobre situações de violência com armas. Integrantes da equipe de segurança sugeriram avisar a polícia depois de concluírem que ela era uma ameaça real e imediata, conforme a denúncia, que menciona um artigo do Wall Street Journal de fevereiro sobre debates internos na empresa. No entanto, Sam Altman e outros dirigentes da OpenAI teriam desconsiderado a orientação da equipe de segurança, e a polícia não foi avisada, segundo o processo. A conta da atiradora foi bloqueada, mas ela conseguiu abrir outra conta e continuou usando o ChatGPT para planejar o crime, de acordo com o processo. Depois que o artigo do Wall Street Journal foi publicado, a empresa afirmou que a conta foi identificada por sistemas que detectam “usos indevidos de nossos modelos para atividades violentas”, mas que o caso não se encaixava nos critérios internos para avisar as autoridades. Em um texto publicado na terça-feira (28) em seu blog, a OpenAI informou que prepara seus sistemas para rejeitar pedidos que possam “facilitar significativamente a violência” e avisa as autoridades quando as conversas mostram “um risco iminente e crível de dano a outros”, contando com especialistas em saúde mental para analisar situações mais delicadas. A empresa declarou que está sempre melhorando seus sistemas e formas de identificação de riscos, levando em conta o uso da plataforma e opiniões de especialistas. Os processos pedem uma indenização em valor não divulgado e uma decisão judicial que obrigue a OpenAI a mudar suas regras de segurança, incluindo a criação de procedimentos obrigatórios para avisar as autoridades. Uma das vítimas chegou a entrar com um processo no Canadá, mas desistiu e optou por processar na Califórnia, disse o representante das famílias. OpenAI enfrenta ações na Justiça Os processos ligados ao tiroteio em Tumbler Ridge ocorrem após diversas ações judiciais contra a OpenAI em tribunais estaduais e federais dos EUA nos últimos meses, alegando que o ChatGPT incentivou comportamentos perigosos, suicídio e, em pelo menos um caso, um assassinato seguido de suicídio. Esses casos, que ainda estão em fases iniciais, vão obrigar os tribunais a discutir qual é a responsabilidade de uma plataforma de IA na promoção da violência e se a empresa pode ser responsabilizada por seus próprios atos ou pelos atos de quem usa o serviço. A OpenAI negou as acusações feitas nos processos e, no caso do assassinato seguido de suicídio, afirmou que o responsável já tinha um histórico de problemas mentais. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, informou no início deste mês que está investigando criminalmente o envolvimento do ChatGPT em um tiroteio que aconteceu em 2025 na Universidade Estadual da Flórida.
29/04/2026 14:12:57 +00:00
Quem é Diogo Guillen, ex-diretor do BC que assume a chefia econômica do Itaú

Diogo Guillen, diretor de política econômica do Banco Central, durante a apresentação do Relatório de Política Monetária. Raphael Ribeiro/BC O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (28) uma mudança no comando de sua área de pesquisa econômica. Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central do Brasil, será o novo economista-chefe do banco a partir de 1º de julho de 2026. Ele substituirá Mário Mesquita, que deixa o cargo após quase dez anos à frente das áreas de macroeconomia e pesquisa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Guillen assume a função após cumprir período de quarentena. Formado pela PUC-Rio e com doutorado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o economista tem passagem recente pelo setor público, onde atuou como diretor de Política Econômica do Banco Central entre 2022 e 2025. Antes disso, integrou a área econômica da Asset do próprio Itaú entre 2015 e 2021. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 De acordo com o banco, a transição prevê que Mesquita permaneça como consultor, contribuindo com as funções macroeconômicas durante o período de adaptação. Sócio do banco e economista-chefe desde julho de 2016, ele foi responsável por fortalecer a reputação da instituição em análises econômicas, liderando a consolidação do time de macroeconomia e a reestruturação da área de pesquisa. "Ao longo de sua trajetória no banco, Mário desempenhou papel central no fortalecimento da reputação do Itaú em análises econômicas, liderando a consolidação do time de Macro e a reestruturação do Research, sendo reconhecido pela profundidade, equilíbrio e credibilidade junto a clientes e investidores, no Brasil e nos mercados internacionais", afirmou o Itaú, em nota. Trajetória A nomeação de Diogo Guillen para o Itaú Unibanco marca um retorno ao banco onde construiu parte relevante de sua trajetória no setor privado. Itaú Asset Management (2015–2021): Antes de ir para o setor público, Guillen escalou posições na gestora do banco, atuando como economista-chefe e, posteriormente, como head de ciência de dados. Nessa fase, liderou as áreas de pesquisa econômica para o Brasil e exterior. Gávea Investimentos (2013–2015): Atuou como Economista sênior em uma das gestoras mais tradicionais do país. Seus primeiros passos no mercado financeiro foram dados na Ventor Investimentos e na Galanto Consultoria, onde já demonstrava o potencial que o levaria a postos de comando. Na Universidade de Princeton, recebeu a bolsa por mérito William G. Bowen e foi laureado com o prêmio Harry G. A. Seggerman ‘49, concedido por excelência em economia internacional. Durante esse período, também participou do Lindau Meeting of Nobel Laureates. Antes disso, graduou-se e concluiu o mestrado na PUC-Rio, onde figurou entre os melhores alunos do curso, com prêmios acadêmicos e bolsas de destaque. Sua formação inclui ainda experiências internacionais como pesquisador visitante no Federal Reserve de Minneapolis e no National Bank of Belgium. Além da atuação no mercado e no setor público, Guillen se dedicou à publicação acadêmica com artigos publicados em periódicos como a Revista Brasileira de Economia e a Economics Letters. Na área acadêmica, Guillen também teve passagem pela docência, com atuação como professor no Insper até 2021 e na PUC-Rio até 2018, período em que lecionou disciplinas ligadas à macroeconomia e economia monetária e participou da formação de alunos de pós-graduação. Transição monetária A atuação de Diogo Guillen como diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, entre 2022 e 2025, foi marcada por um perfil técnico e discreto, com foco na formulação de cenários e no suporte às decisões de política monetária. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Diogo Guillen integrou a diretoria de política econômica do Banco Central do Brasil até dezembro de 2025, quando se encerrou seu mandato. À frente de uma das áreas mais estratégicas da autoridade monetária, foi responsável por coordenar análises de inflação, atividade econômica e expectativas de mercado — insumos que orientam as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. Sua gestão coincidiu com um período de transição na política monetária, marcado pela passagem do ciclo de alta de juros no pós-pandemia para o debate sobre o início dos cortes na taxa básica. Nesse contexto, a diretoria teve papel relevante na construção do cenário base utilizado pelo BC para calibrar o ritmo e o momento das mudanças nos juros. Guillen foi um dos últimos integrantes da diretoria indicados ainda no governo Bolsonaro. Com a autonomia do Banco Central, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2021, o presidente e os diretores da instituição passaram a ter mandatos fixos de quatro anos, sem possibilidade de substituição antes do término.
29/04/2026 13:06:49 +00:00
Em julgamento, Musk diz que OpenAI, dona do ChatGPT, era sua ideia e que não buscava lucro

Elon Musk é interrogado por seu advogado Steven Molo durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 28 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. REUTERS/Vicki Behringer Em depoimento na terça-feira (28), no julgamento que opõe Elon Musk à OpenAI, o bilionário afirmou ser o criador do projeto que hoje controla o ChatGPT e disse que nunca pensou em lucrar com a empresa, segundo informações da agência Reuters. A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, gira em torno da alegação de que a organização teria traído sua missão original de atuar como entidade sem fins lucrativos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Eu tive a ideia, o nome, recrutei as pessoas-chave, ensinei tudo o que sei e forneci todo o financiamento inicial", disse Musk. "Foi especificamente concebido como uma instituição de caridade que não beneficia nenhuma pessoa individual. Eu poderia ter criado uma empresa com fins lucrativos, mas escolhi não fazer isso", completou ele. Vídeos em alta no g1 "Se permitirmos o saque de uma instituição de caridade, toda a base da filantropia nos Estados Unidos será destruída", afirmou Musk no primeiro dia do julgamento. "Essa é a minha preocupação." William Savitt, advogado da OpenAI, disse que Musk queria "as chaves do reino" e só entrou com o processo após fracassar em seus objetivos. Segundo ele, o bilionário iniciou, em 2023, seu próprio negócio de inteligência artificial, a xAI, hoje parte da SpaceX. "O que importa para ele é estar no topo", disse Savitt em sua declaração inicial. "Estamos aqui porque o Sr. Musk não conseguiu o que queria", completou. Já o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que os réus da OpenAI é que estariam motivados por interesses financeiros, à medida que a empresa passou a atrair investidores, incluindo a Microsoft, que investiu US$ 10 bilhões em janeiro de 2023. Entenda a treta Elon Musk reage em um tribunal federal durante um intervalo do julgamento em seu processo sobre a conversão da OpenAI para lucro e conversão com fins lucrativos, em Oakland, Califórnia. REUTERS/Manuel Orbegozo Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza". Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI. Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos. O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020. A defesa da OpenAI Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023. A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa. Em comunicado intitulado "A verdade sobre Elon Musk e a OpenAI", divulgado nesta segunda (27), a OpenAI contra-atacou. No texto, a empresa afirma que as ações do bilionário são motivadas por "ciúmes, arrependimento por ter abandonado a OpenAI e desejo de descarrilar uma concorrente". "Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos. Ele está usando seu processo para atacar a fundação sem fins lucrativos OpenAI, que é focada em trabalhos em áreas como ciências da vida e na cura de doenças para o benefício de todos", diz o comunicado. De 'Projeto Manhattan' a disputa de egos Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões. Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite. Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica. Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global. O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão. Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações). *Com informações da agência de notícias Reuters. Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans
29/04/2026 12:08:31 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5, com tensões no Oriente Médio e decisões de juros no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (29) em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0014. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,0129. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos. O impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã mantiveram o Oriente Médio no centro das atenções, em meio a incertezas sobre eventuais impactos na oferta de petróleo e na economia global. As decisões de juros no Brasil e nos EUA também ficam no radar. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Pela manhã, o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho". "O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump. Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias. ▶️ Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. A escalada das tensões entre os dois países, somada à saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados do grupo, voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 17h20, o barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 7,51% segundo dados da Bloomberg, cotado a US$ 119,62. Mais cedo, chegou a bater US$ 120,22 — maior patamar desde 2002. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 8,15% no mesmo horário, a US$ 108,07. ▶️ No noticiário econômico, as decisões de juros dos bancos centrais dos EUA e do Brasil ganhavam destaque. No Brasil, a expectativa é que o Banco Central mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%. Já no caso americano, o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) decidiu manter as taas de juros na faixa de 3,50% e 3,75%. Essa foi a última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) com Jerome Powell à frente da instituição — o banqueiro central deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Trump. ▶️ Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (29) a criação de mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março. O resultado é quase três vezes maior que o saldo registrado em março do ano passado, quando foram registrados 79.994 empregos, e o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, iniciada em 2020. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,07%; Acumulado do mês: -3,42%; Acumulado do ano: -8,88%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -3,14%; Acumulado do mês: -1,45%; Acumulado do ano: +14,66%. Guerra no Oriente Médio O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares. As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região. Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones. Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança. 🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Decisões de juros Copom O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). 🔎A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano — o que marcaria o segundo corte consecutivo. A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil. Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros. O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços. Hoje, o mercado projeta inflação de cerca de 4% para o próximo ano, acima do centro da meta. Fed O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. A gestão de Powell foi marcada por choques relevantes, como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tensões mais recentes no Oriente Médio, que mantiveram a inflação sob pressão. Nesse cenário, o Fed alternou ciclos de alta e queda de juros para tentar equilibrar controle de preços e atividade econômica. Nos últimos anos, Powell também enfrentou forte pressão política de Donald Trump, que criticou duramente a condução da política monetária e cobrou cortes mais rápidos nos juros. As críticas vieram acompanhadas de ataques públicos e até de uma investigação sobre gastos do Fed, que acabou sendo encerrada sem acusações. Com a saída de Powell, cresce a expectativa sobre a possível mudança de direção na política monetária americana, especialmente com a indicação de um novo presidente alinhado ao governo, Kevin Warsh. Mercados globais Os mercados globais tiveram um dia misto nesta quarta-feira, com desempenho positivo na Ásia e majoritariamente negativo nos Estados Unidos e na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única. Enquanto o Dow Jones recuou 0,57% e o S&P 500 caiu 0,04%, o Nasdaq teve ganhos de 0,04%. Já na Europa, os índices encerraram a sessão no nível mais baixo em três semanas, em meio a balanços corporativos mistos, preocupações sobre os efeitos econômicos da guerra no Irã e cautela antes da decisão de juros do Fed. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,60%. Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, recuou 1,16%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,27% e o CAC-40, de Paris, perdeu 0,39%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado. O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor. Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos. Dólar Heloise Hamada/G1
29/04/2026 12:00:33 +00:00
Tecnologia lançada no interior de SP pode transformar colheita de pimenta-do-reino; entenda

Tecnologia nacional pode transformar colheita de pimenta-do-reino Uma tecnologia nacional lançada na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), promete transformar a produção de pimenta-do-reino por meio de um processo de mecanização da colheita. "O equipamento vem atender uma demanda muito clara do mercado, dos produtores, que é uma eficiência operacional, um aumento de rentabilidade, de produtividade e o cuidado com o grão", afirma Joel Backes, diretor comercial da MIAC, empresa responsável pela inovação. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do mundo, atrás apenas do Vietnã, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com uma produção estimada em 125 mil toneladas em 2024 e valor de R$ 3,67 bilhões, a cultura vem ganhando espaço como alternativa de diversificação no campo. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O Espírito Santo é o maior produtor de pimenta-do-reino do país, responsável por cerca de 60% da safra nacional, seguido pelo Pará e pela Bahia. Apesar da relevância no cenário global, a produção ainda carrega um desafio histórico, a colheita manual. É justamente nesse ponto que uma inovação aposta na transformação da dinâmica do setor e impulsionar a atividade no Brasil. “Atendendo a esse mercado, a gente teve um desenvolvimento de três anos focado nesse nicho. A gente teve a experiência com o cliente, de escutar as dores e desenvolver o produto”, afirma. Máquina lançada na Agrishow mecaniza colheita de pimenta-do-reino e pode reduzir custos com mão de obra. Divulgação/MIAC Como é a realidade da colheita no país A produção da pimenta-do-reino começa a partir do segundo ano após o plantio, com maior produtividade a partir do terceiro. A colheita acontece entre julho e novembro e geralmente é feita quase totalmente de forma manual. “Era totalmente manual, não existia nenhuma mecanização da colheita. O produtor colhe, coloca em baldes para depois transportar todo o produto até o beneficiamento”, explica Backes. Esse modelo exige grande quantidade de mão de obra e eleva os custos de produção, além de impactar a eficiência logística dentro das propriedades. Máquina brasileira inédita Para enfrentar esse gargalo, a empresa lançou a BP Master, uma recolhedora trilhadora de pimenta-do-reino considerada inédita no mundo. O equipamento é acoplado ao trator e realiza, de forma mecanizada, etapas que antes eram feitas manualmente “A máquina tem um sistema de alimentação contínua, através de uma lona, colocada entre as ruas das plantas de pimenta. Os operadores colhem o cacho da pimenta, jogam sobre a lona e através de um cilindro de trilha, uma peneira, a gente faz toda a trilha do grão, separando o grão de toda a massa folhar, trazendo um ganho operacional imenso”, explica Backes. Além disso, como o equipamento mantém a integridade do grão de pimenta, há um aumento na qualidade do produto e consequentemente um ganho logístico na propriedade. Isso porque ele transporta apenas o grão, e não mais o caule e toda a massa folhar que acompanha o momento da colheita. O CEO explica que, em um hectare, que hoje pode exigir até 100 pessoas trabalhando, a máquina permite fazer o mesmo trabalho com cerca de 20 pessoas. “O produtor sente no bolso imediatamente, porque, por exemplo, reduzindo 50% da mão de obra, e além, até 20% de ganha de produtividade nessa operação, o custo cai pela metade só na mão de obra, então ele rentabiliza de forma imediata”, afirma Backes. Equipamento nacional lançado na Agrishow mecaniza colheita de pimenta-do-reino Divulgação/MIAC Setor em expansão Atualmente, cerca de 90% da pimenta-do-reino produzida no Brasil é exportada, principalmente para mercados asiáticos e europeus. O setor movimenta bilhões e vem crescendo nos últimos anos, mesmo sem mecanização. Apesar do avanço, um dos principais desafios ainda é a adaptação dos produtores à nova tecnologia, já que muitos estão acostumados ao modelo tradicional. “Nos últimos três anos, a produção praticamente dobrou. Com a mecanização, a tendência é crescer ainda mais. A maior barreira é a quebra de paradigma, um produtor que estava acostumado a vida toda fazer isso de forma manual, mas com suporte técnico e assistência no campo, essa transição tende a acontecer”, afirma Backes. Agrishow 2026: Maior feira de tecnologia agrícola da América Latina tem 900 expositores este ano Érico Andrade/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026
29/04/2026 11:01:00 +00:00
Por que a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep é importante

Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo Getty Images via BBC A saída abrupta dos Emirados Árabes Unidos (EAU) da Opep, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, é um movimento relevante. O país aderiu à Opep em 1967, antes mesmo de se tornar um Estado-nação, em 1971. A Opep reúne principalmente exportadores de petróleo do Golfo e, por décadas, influenciou o preço do barril ao ajustar a produção e estabelecer cotas entre seus membros. Teve papel central nas crises do petróleo dos anos 1970, que transformaram a política energética global. A Opep foi formada em 1960 como um cartel, com o objetivo de controlar a oferta mundial de petróleo e seu preço. Hoje, as nações da Opep produzem cerca de 30% do petróleo bruto do mundo. Em 2016, quando os preços do petróleo estavam particularmente baixos, a Opep se uniu a 10 outros produtores de petróleo para criar a Opep+, com 23 membros que somam cerca de 40% da produção global. O Brasil participa de discussões da Opep+, mas não aderiu aos compromissos do grupo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que a saída dos Emirados Árabes da Opep pode representar para economia global? Embora a produção da Opep seja liderada pela Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos detêm a segunda maior capacidade ociosa de produção. Em outras palavras, são o segundo principal "produtor de ajuste", com capacidade de elevar a produção para ajudar a conter eventuais aumentos dos preços, por exemplo. Foi justamente esse papel que levou a reavaliar sua posição no longo prazo. Em termos simples, os Emirados Árabes Unidos querem usar a capacidade em que investiram. As cotas da Opep limitavam a produção dos Emirados Árabes Unidos a algo entre 3 milhões e 3,5 milhões de barris por dia. Na prática, o país vinha se sacrificando, com perda de receita, por causa de exigências do acordo com a Opep. O momento da decisão indica impactos da guerra com o Irã. A tensão crescente no Golfo afetou a relação dos Emirados Árabes Unidos com o Irã e pode agravar o desgaste com a Arábia Saudita. Para a Opep, este é um golpe relevante, num momento em que já se questiona a coesão do grupo no longo prazo. Não é só uma questão de os Emirados Árabes Unidos buscarem níveis próximos de 5 milhões de barris por dia, caso consigam escoar plenamente sua produção por mar ou oleodutos. Há também o risco de reação da Arábia Saudita, possivelmente com uma guerra de preços, algo que a economia mais diversificada dos Emirados Árabes Unidos poderia suportar, mas que outros membros mais pobres não conseguiriam. Muito dependerá da resposta da Arábia Saudita. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos discutem a construção de novos oleodutos a partir dos campos de Abu Dhabi, contornando o estreito de Ormuz e direcionando a produção ao porto de Fujairah, hoje subutilizado. Já existe um oleoduto em operação, mas será preciso ampliar a capacidade para dar conta do aumento da produção e de mudanças duradouras na circulação e no custo do transporte de petróleo no Golfo. No momento, com o tráfego marítimo no estreito de Ormuz afetado por um bloqueio duplo, esse não é o principal fator a influenciar os mercados, que impactam os preços de petróleo, gás, combustíveis, plásticos e alimentos. Embora o foco esteja no barril a US$ 110 (cerca de R$ 550), não se pode descartar a possibilidade de queda para perto de US$ 50 (aproximadamente R$ 250) no próximo ano, por exemplo, se a situação no estreito for resolvida a tempo das eleições legislativas nos EUA ainda este ano. A Opep hoje tem menos peso no mercado global do que nos anos 1970. Sua participação no comércio internacional de petróleo caiu cerca de 85% para cerca de 50%. O petróleo também é menos central para a economia mundial. A organização ainda exerce influência, mas não tem mais o poder de impor suas condições ao restante do mundo. Lembro-me de ouvir do líder da Opep, o ex-ministro do petróleo da Arábia Saudita, Sheikh Yamani: "A Idade da Pedra não terminou porque o mundo ficou sem pedras. A era do petróleo não vai terminar porque o mundo ficará sem petróleo". A frase antecipa um cenário em que os hidrocarbonetos são substituídos por outras fontes de energia. Uma forma de entender a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep é como um sinal da redução da dependência global em relação ao petróleo. Há outros sinais à vista: os investimentos da China em eletrificação ajudaram a aliviar no país o impacto do aumento dos preços do petróleo e do gás durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Segundo algumas estimativas do mercado, o processo de eletrificação na China de carros, caminhões e trens reduziu a demanda por petróleo em 1 milhão de barris por dia. Vale lembrar que a China é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA. Como essa tendência de eletrificação tem acelerado em outros países, a demanda global por petróleo pode atingir seu ápice em breve. Sob esse ponto de vista, faz sentido extrair o máximo valor possível (e o mais rápido possível) das reservas de petróleo antes que a demanda despenque. Os Emirados Árabes Unidos têm poder de fogo financeiro e uma economia parcialmente diversificada por meio de serviços financeiros e do turismo. Muito vai depender do que será o "novo normal" se e quando cessar o conflito na região. A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep pode desencadear um efeito dominó em outros países do grupo, elevando a pressão sobre a Arábia Saudita. Quando os cargueiros voltarem a transitar pelo estreito de Ormuz novamente, ou se os Emirados Árabes Unidos redobrarem suas tentativas de construir novos oleodutos, o petróleo vai fluir dos Emirados Árabes Unidos como nunca, sem qualquer restrição ligada a compromissos com a Opep. A medida terá poucos efeitos nos bloqueios atuais. Mas pode mudar tudo depois. A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep pode redefinir o mercado global de petróleo. Os efeitos podem, a médio prazo, derrubar o preço do barril. Como disse, no curto prazo, os preços continuarão atrelados à crise no Golfo, especialmente no estreito de Ormuz. O bloqueio marítimo é hoje o principal fator de pressão sobre o mercado. Mas o cenário pode mudar rapidamente. Caso a situação se normalize, há espaço para uma queda relevante nos preços. Por isso, não se descarta a possibilidade de que ele possa estar mais próximo de US$ 50 (cerca de R$ 250) em algum momento no próximo ano — se a situação no estreito for resolvida, por exemplo, a tempo das eleições de meio de mandato nos EUA ainda este ano, quando o controle do Congresso americano pode passar das mãos do Partido Republicano (ao qual o presidente Donald Trump pertence) para o Partido Democrata (de oposição ao governo Trump). O preço dos combustíveis e a inflação serão centrais nessa disputa eleitoral. Existe, portanto, a possibilidade de o barril recuar significativamente em relação aos níveis atuais. Para ampliar a discussão sobre a saída dos Emirados Árabes da Opep, Renata Lo Prete entrevista Edmar Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio
29/04/2026 10:26:38 +00:00
O que está por trás da disputa entre os ex-amigos Elon Musk e Sam Altman, do ChatGPT, nos tribunais dos EUA

Elon Musk e Sam Altman Getty Images via BBC A amarga rivalidade entre Elon Musk e o CEO da OpenAI, Sam Altman, já dura anos, mas tem se manifestado principalmente nas redes sociais na forma de acusações, respostas e provocações. Na segunda-feira (27), Musk voltou a atacar Altman em uma publicação no X, chamando-o de "Scam Altman" (Altman golpista, em tradução livre). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Contudo, desde a terça-feira (28), o confronto entre os bilionários da tecnologia passou a ganhar um palco de maior repercussão: um tribunal federal na Califórnia, onde a disputa deve concentrar atenções em um julgamento com duração de um mês. O tribunal vai analisar a ação movida por Musk, que acusa Altman — com quem cofundou a OpenAI — de tê-lo enganado em milhões de dólares e de ter traído a missão original sem fins lucrativos da empresa responsável pelo ChatGPT. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O próprio Musk e Altman estão entre os que devem depor em um caso no qual o futuro da inteligência artificial pode estar em jogo. E, embora um deles deva sair vencedor, é bem possível que nenhum dos dois saia ileso. A batalha já foi comparada a dois boxeadores pesos-pesados subindo ao ringue. Um observador, inclusive, a descreve como um confronto entre King Kong e Godzilla. "Musk e Altman são figuras gigantescas, colossais e tão distantes da realidade cotidiana", afirma Sarah Federman, professora da Universidade de San Diego e especialista em resolução de conflitos. "E é justamente isso que torna tão fascinante assistir enquanto entram em choque." Um júri composto por nove pessoas, que prestaram juramento na segunda-feira, ajudará a definir o desfecho do caso sob a supervisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers. A magistrada afirmou que a enorme riqueza, o poder e a fama que Musk e Altman levam ao tribunal federal de Oakland não lhes garantirão "nenhum tratamento especial". Musk também entrou com ações contra a OpenAI, seu cofundador e presidente Greg Brockman, além da Microsoft, que, segundo ele, ajudou no plano de monetizar a empresa. A Microsoft, no entanto, nega as acusações. Musk pede bilhões de dólares no que seus advogados chamam de "ganhos indevidos", valor que ele quer destinar ao financiamento do braço sem fins lucrativos da OpenAI, além de mudanças na empresa, incluindo a saída de Altman. A OpenAI, por sua vez, afirma que Musk é movido por inveja e arrependimento por ter deixado a empresa. E, com a corrida rumo à inteligência artificial geral (AGI) avançando a todo vapor, a empresa acusa Musk de tentar atrapalhar um de seus principais concorrentes. A origem da briga Musk e Altman cofundaram a OpenAI em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, com a missão de garantir que a AGI beneficiasse toda a humanidade. A AGI é, em termos gerais, definida como uma inteligência artificial capaz de superar a inteligência humana. Na época da fundação da OpenAI, Musk já era uma figura de enorme destaque. Era visto como um tecnólogo incansável que, à frente da Tesla, ajudou a popularizar os veículos elétricos, enquanto desenvolvia tecnologias inovadoras de foguetes reutilizáveis na SpaceX. Altman, por sua vez, era bastante conhecido dentro do Vale do Silício, embora ainda pouco fora dele. Como líder da influente incubadora Y Combinator, suas opiniões — frequentemente publicadas nas redes sociais, em tom quase oracular — eram acompanhadas de perto por fundadores de startups. Os dois foram apresentados por um investidor do Vale do Silício em 2012. Altman, então na casa dos 20 anos, e 14 anos mais jovem que Musk, acabou apresentando a ideia da OpenAI ao empresário. O desenvolvimento responsável da inteligência artificial era um dos pilares centrais da proposta. Dentro da OpenAI, os dois mantiveram uma relação cordial, unidos pela crença no potencial da tecnologia. Durante uma participação conjunta em uma conferência em 2015, Musk afirmou que a IA era a tecnologia que "mais poderia transformar a humanidade", mas alertou que também era "realmente obscura" e "repleta de desafios". Mas o que começou como uma organização sem fins lucrativos acabou sendo transformado em uma entidade com fins lucrativos — de forma ilegal, segundo Musk. Já a OpenAI afirma que, em 2017, houve um acordo entre Musk e os demais envolvidos de que a criação de uma estrutura com fins lucrativos seria o próximo passo lógico "para avançar a missão". A empresa diz que rejeitou a proposta de Musk de assumir o cargo de CEO com "controle absoluto". Musk deixou a OpenAI em 2018, após uma disputa de poder com Altman. "Pessoal, já me cansei disso", escreveu Musk em um e-mail alguns meses antes de sua saída. "Ou vocês seguem por conta própria ou continuam com a OpenAI como uma organização sem fins lucrativos. Não vou mais financiar a OpenAI até que haja um compromisso firme de vocês em permanecer assim, ou então serei apenas um tolo basicamente bancando gratuitamente a criação de uma startup." Em 2022, a OpenAI deu início à revolução da IA voltada ao consumidor com o lançamento do ChatGPT, que rapidamente ganhou popularidade e alcançou 100 milhões de usuários ativos mensais em poucos meses. Desde então, Musk criou sua própria startup de inteligência artificial, a xAI, responsável pelo chatbot Grok, que ficou atrás dos concorrentes. Ao entrar com a ação em 2024, Musk alegou que a OpenAI havia se desviado de sua missão original e passado a priorizar a "maximização de lucros" para a Microsoft. Ele afirmou ter doado cerca de US$ 40 milhões à OpenAI, após ter sido manipulado pelos envolvidos, que, segundo ele, o traíram ao tentar transformar a organização em uma entidade majoritariamente com fins lucrativos. Batalha de titãs da tecnologia Desde que a ação foi movida, a animosidade entre Musk e Altman tem vindo a público com frequência. No ano passado, Musk e um consórcio de investidores ofereceram US$ 97,4 bilhões para comprar os ativos da OpenAI. A empresa havia sido avaliada em US$ 157 bilhões em uma rodada recente de financiamento (e agora se aproxima de uma possível abertura de capital, ou IPO, com valor estimado em cerca de US$ 850 bilhões). A OpenAI rejeitou a oferta, e Altman respondeu na plataforma X — rede social de Musk, anteriormente conhecida como Twitter —: "não, obrigado, mas compramos o Twitter por US$ 9,74 bilhões, se você quiser". "Vigarista", retrucou Musk em um comentário na publicação. Mensagens privadas com Mark Zuckerberg também mostram Musk perguntando ao chefe da Meta se ele estaria "aberto à ideia de fazer uma oferta pela propriedade intelectual da OpenAI comigo e outros?". O interesse de Musk em comprar a empresa pode acabar confundindo o cenário do julgamento, afirma Dorothy Lund, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Columbia. "Musk já tentou assumir o controle da OpenAI várias vezes. Foi rejeitado", disse à BBC. "Por isso, não é absurdo pensar que suas motivações possam ser um pouco questionáveis neste caso. A própria juíza responsável pelo processo, Yvonne Gonzalez Rogers, já chamou atenção para isso." Detalhes pitorescos Também é esperado que o tribunal ouça o depoimento do CEO da Microsoft, Satya Nadella, dos ex-cientistas da OpenAI Mira Murati e Ilya Sutskever, e da ex-integrante do conselho da OpenAI Shivon Zilis, que é mãe de quatro dos filhos de Musk. Nos preparativos para o julgamento, vieram à tona detalhes curiosos da vida privada dos bilionários envolvidos, enquanto seus advogados travam disputas acaloradas sobre quais provas e testemunhos devem ou não ser apresentados ao júri. Por exemplo, a juíza decidiu que não será permitido mencionar no tribunal o suposto uso, pelo chefe da Tesla, de "rhino ket" — como a ketamina é chamada na gíria do Vale do Silício. A equipe jurídica de Musk também virou notícia. Um de seus advogados tem trabalhado como palhaço nas horas vagas, segundo o Business Insider. Outro, que também atua como produtor em Hollywood, teve o perfil publicado recentemente pela revista Vanity Fair. O que está em jogo O que está em jogo neste caso é de grande magnitude para Musk e para a OpenAI — e, potencialmente, para todos nós. No fim de 2023, Musk defendia uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial. Em meio a essa onda de preocupação com o ritmo acelerado dos avanços tecnológicos, Altman chegou a ser afastado temporariamente do cargo de CEO da OpenAI, após suspeitas de que teria enganado membros do conselho. Agora, com a xAI — empresa que foi recentemente adquirida pela SpaceX, sua companhia de foguetes que se prepara para abrir capital —, Musk está profundamente envolvido na corrida rumo à inteligência artificial geral (AGI). "Se Musk vencer, isso pode significar a derrota de um concorrente-chave na corrida pela AGI", afirmou Rose Chan Loui, diretora executiva do Centro Lowell Milken de Filantropia e Organizações Sem Fins Lucrativos da UCLA. "Quem vencer essa corrida terá um enorme poder." Chan Loui avalia que Musk tenta se posicionar como a pessoa mais adequada para representar, de forma justa, os interesses da OpenAI enquanto organização sem fins lucrativos. "Embora eu reconheça que ele trouxe visibilidade ao tema, há preocupação de que não seja imparcial, já que lidera sua própria e grande empresa de IA", disse. Para Sarah Federman, autora do livro Corporate Reckoning, a credibilidade de quem move esse tipo de ação é um fator central. O julgamento entre Musk e Altman ocorre justamente no momento em que o público começa a compreender melhor como a inteligência artificial está sendo integrada ao dia a dia. Ambos foram pioneiros em levar essa tecnologia ao grande público. O processo pode lançar nova luz sobre suas ambições e intenções em relação ao desenvolvimento de uma tecnologia que já é utilizada por uma parcela crescente da população mundial. Em King Kong contra Godzilla, "todos os mortais lá embaixo tentam escapar enquanto esses gigantes se enfrentam", diz Federman. "No fim, um vence, mas o que fica é um rastro com o qual o resto de nós terá de conviver."
29/04/2026 10:14:12 +00:00
BYD se prepara para lançar nova picape no Brasil para competir com Fiat Toro; veja modelo

BYD exibe maquete da nova picape que chega ao mercado para competir com Fiat Toro A BYD colocou no radar do público o lançamento de uma nova picape durante a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio do Brasil, que acontece até sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP). Uma maquete em tamanho natural do modelo que vem sendo chamado de Mako pode ser vista no estande da montadora no evento. Ela será lançada para brigar com modelos da Fiat e da Ford. Segundo o supervisor de comunicação da BYD Victor François, o protótipo é uma espécie de spoiler e ainda pode passar por alterações. O utilitário com caçamba terá variações que visam atender tanto o público do campo quanto da cidade. "A ideia é que a partir da Shark, nosso showcase de caminhonetes, a gente vá desdobrando outros modelos para outros nichos de mercado, com diferentes enfoques e posicionamentos", diz. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 O lançamento amplia o leque de picapes da montadora no país. Atualmente, a BYD tem o modelo Shark, vendido a R$ 344.990 na tabela sugerida da BYD. Shark, em inglês, quer dizer tubarão. Mako é uma raça veloz da espécie. De acordo com François, a Mako deve estar nas lojas com preço mais acessível. A ideia é que ela concorra com modelos como Fiat Toro e Ford Maverick, que custam a partir de R$ 159 mil nas concessionárias. A Shark é a única do mercado das picapes que segue o formato híbrido. A previsão é que a Mako tenha a mesma característica e uma versão 4x4. "Por enquanto, informações técnicas eu não posso abrir ainda, mas o mercado vai gostar muito do que a BYD vai lançar. A princípio, a marca só trabalha com carros elétricos e híbridos, então, seguindo a linha da Shark, a gente está falando aí de um modelo híbrido", afirma. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 François diz que a BYD estuda o modelo híbrido flex para lançamentos futuros. A expectativa é que a Mako também seja produzida em Camaçari (BA), como o Dolphin Mini e o Song Pro. "A princípio, a nossa fábrica na Bahia tem capacidade para produzir todos os modelos, então a gente vai estudando a aceitação de mercado. A ideia é que a gente possa produzir todos os modelos dos top sellers na Bahia, mas a princípio está no radar." LEIA TAMBÉM: Zema afirma que equilíbrio de poderes depende de Supremo 'sem rabo preso' Robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA Tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas; entenda Agrishow 2026: Veja FOTOS da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026
29/04/2026 09:34:13 +00:00
Lembra dele? Honda Civic desaparece das lojas e o g1 descobre quem são os culpados; VÍDEO

Por que o Honda Civic sumiu das ruas? E o Honda Civic, hein? Essa é uma pergunta que se ouve desde o ano passado, como se o sedã fosse aquele primo que sempre estava nas festas de família e, de repente, sumiu. Todo mundo quer saber por onde ele anda. Pois bem: o Honda Civic continua nas lojas e ainda aparece no site da marca por R$ 266 mil. Porém, em 2026, apenas sete unidades foram emplacadas, segundo números da Fenabrave. A versão esportiva, Type-R, vendeu oito unidades no mesmo período. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O que aconteceu com ele? Um carro que já foi produzido no Brasil, que esteve entre os sedãs médios mais vendidos e desejados do país, é hoje apenas uma lembrança do que já foi. Para entender essa história, o g1 vai mostrar a nova geração do sedã, que agora é híbrida, e explicar quem são os responsáveis por fazer o Civic deixar de ser aquela figurinha fácil que a gente sempre via no trânsito. E já adiantamos: há mais que um responsável. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Recheado de equipamentos Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que o Civic vem muito bem equipado e com muita tecnologia. Basta observar as listas para ver os equipamentos de segurança e tudo que vem de série no veículo. Não deve em nada para qualquer outro modelo na mesma faixa de preço de R$ 260 mil. Mas é justamente aí que a Honda se torna responsável pelo baixo desempenho de vendas do Civic. O cliente imagina o sedã competindo ombro a ombro em preço com o Corolla, seu rival histórico. Mas agora a diferença de preço é de R$ 60 mil. Então, a Honda colocou o Civic numa prateleira que os clientes não alcançam. E o g1 perguntou para a marca justamente a razão dessa estratégia. O que levou a Honda a subir o Civic de patamar? “Os projetos de desenvolvimento seguem uma estratégia global e, dentro desse contexto, a nova geração do Civic passou a ser oferecida exclusivamente com tecnologia híbrida no Brasil. A opção por essa estratégia evidenciou os diferenciais do sistema e:HEV, elevando significativamente o nível de eficiência, desempenho e sofisticação do Civic. Por consequência, a percepção do consumidor em relação ao produto também foi alçada a um patamar muito superior. O conjunto híbrido da Honda é reconhecido por entregar um equilíbrio excepcional entre performance e baixo consumo, posicionando o Civic como uma referência em seu segmento por conta do nível mais elevado de tecnologia, segurança e experiência. Assim, o reposicionamento ocorreu não apenas em função de uma decisão comercial, mas também por refletir a evolução tecnológica do modelo e do alinhamento global da marca.” Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Paz interior A cabine transmite uma paz instantânea. Em poucos minutos todos os comandos já fazem sentido. Os materiais em tom escuro dão seriedade à experiência. Isso combina com as opções de cores para a carroceria oferecidas no Brasil: preto, azul muito escuro e... só. O espaço no banco traseiro é bom, mas dá para entender o consumidor que prefere um SUV mais generoso. O porta-malas tem trava com acionamento elétrico que abre sozinho, mas não fecha como vários utilitários esportivos. Outro atributo que já está ficando comum nessa faixa de preço. Galerias Relacionadas Caráter esvaneceu O que é legal ao dirigir o Civic é perceber o DNA da Honda na construção, na solidez e no acerto da suspensão. Porém, se você tem na memória o Civic da geração anterior, talvez fique desencantado com este modelo. Ela seguia um projeto mais tradicional e simples, com motor 2.0 de 150 cavalos, mas era muito focada em proporcionar uma sensação de condução diferente da oferecida pelo campeão Corolla. E essa era uma estratégia que fazia sentido. Quando existe um líder disparado, a melhor tática nem sempre é tentar imitá-lo, mas sim oferecer uma alternativa para um público que busca características diferentes. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem ótima calibração de direção e suspensão Divulgação / Honda O Corolla sempre foi um carro voltado para uma direção neutra, extremamente confortável e pensado para passar despercebido em suas sensações. Está claro que o brasileiro gosta dessa proposta, tanto que o modelo vende muito bem. Já o Civic anterior seguia outro caminho. Não era necessariamente mais potente ou mais forte. A diferença estava na sensação ao volante, na calibração, na suspensão, na forma como a carroceria se comportava nas curvas. Além disso, o design também reforçava essa proposta: linhas mais ousadas, caimento de teto quase de cupê e uma proporção de porta-malas mais curta. Tudo isso entregava uma opção mais jovial para quem não se identificava com o visual mais sisudo do Corolla. Agora, com este novo Civic, essa história mudou. Ele parece quase uma versão em escala menor do Accord. (compare com o sedã modelo 2021 abaixo) Honda Accord 2021 visto de perfil foi a inspiração para o Honda Civic Divulgação / Honda E não foi apenas o design e a proporção que ele herdou do irmão maior. Também adotou uma postura mais "aristocrática", mais voltada a transportar seus passageiros com conforto, quase como um chofer, do que a oferecer uma experiência marcante ao motorista. Talvez, ao considerar preço e posicionamento, o Civic tenha renunciado a parte da sua essência. E, por isso, abriu mão de um de seus argumentos para ser uma alternativa ao Corolla. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem proporções mais sóbrias nesta geração Divulgação / Honda Híbrido com vida própria Debaixo do capô está um dos principais responsáveis por aumentar o preço do Civic: um excelente conjunto híbrido. Ele combina um motor 2.0 com injeção direta e ciclo Atkinson (mais voltado para eficiência de combustível) que gera 143 cavalos, com um motor elétrico de 184 cavalos. Além disso, há ainda um segundo motor elétrico, responsável pela recuperação de energia durante as desacelerações, recarregando as baterias de íon de lítio. Na prática, o carro alterna entre três modos de funcionamento: o modo totalmente elétrico, o modo híbrido, em que os dois motores trabalham juntos, e o modo somente a combustão. Essa variação depende do relevo, da intensidade com que o motorista acelera e também do nível de carga das baterias. Dentro do carro, com ele em movimento, tudo funciona muito bem, e os números de consumo são realmente impressionantes, comparáveis aos de carros 1.0. O único ponto que causa estranheza aparece em situações de trânsito intenso, como engarrafamentos. O motor a combustão entra em funcionamento apenas para manter o nível de carga das baterias, mesmo com o carro parado. O giro mais alto causa a sensação de que o motorista está acelerando sem sair do lugar, o que pode parecer um pouco estranho para quem passa na calçada. Você talvez seja cúmplice Bom, o segundo responsável pelo desaparecimento do Civic é o próprio cliente brasileiro. Se observarmos o último ano de fabricação da geração anterior do Civic no Brasil, em 2021, o sedã vendeu pouco mais de 19 mil unidades. Naquele mesmo ano, o HR-V, SUV da Honda, mesmo em sua geração anterior, já vendia 38,4 mil unidades. Bem mais que o Civic. No ano passado, em 2025, a nova geração do HR-V ultrapassou mais de 60 mil unidades vendidas. E agora a Honda também conta com o WR-V, que tem dimensões muito próximas, utiliza o mesmo motor e câmbio das versões de entrada do HR-V e já chama atenção no showroom. Ou seja: o cliente brasileiro não deixou de comprar Honda. Ele apenas deixou de comprar o Civic. Agora, esse consumidor prefere os SUVs da marca japonesa. A explicação, portanto, é simples e dispensa qualquer teoria da conspiração: a Honda apenas tomou a decisão de concentrar esforços no tipo de produto que percebeu que o brasileiro realmente quer comprar. E, nesse contexto, coincidiu o fato de que o Civic, nesta nova geração, já não fazer tanto sentido econômico para o mercado brasileiro, especialmente considerando o baixo volume de vendas. A própria Honda disse ao g1 em comunicado que percebeu o mesmo movimento. g1 – A Honda acredita que o mercado de sedãs médios diminuiu enquanto o de SUVs cresceu? "Globalmente — e isso já há vários anos —, os SUVs de diferentes portes, estilos e faixas de preço passaram a dominar a preferência dos consumidores. No Brasil, seguimos a mesma tendência, com os SUVs ganhando cada vez mais espaço no mercado. Em retrospecto, sim, é possível dizer que o mercado de sedãs médios é um dos que foram alterados com a popularização dos SUVs." Acontece em várias marcas Esse, aliás, não é um fenômeno exclusivo da Honda. A Toyota já vê o Corolla Cross vender significativamente mais que o Corolla sedã. Não por acaso, também lançou o Yaris Cross como uma alternativa de SUV posicionada logo abaixo. Da mesma forma, não é coincidência que a Toyota tenha lançado o novo RAV4 com preço reduzido em sua versão de entrada. Afinal, o consumidor brasileiro que está disposto a pagar na faixa dos R$ 300 mil, hoje, em grande parte não está mais buscando sedãs. Está comprando SUVs e, principalmente, SUVs de marcas chinesas. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Outro patamar Portanto, muitas pessoas que passaram os últimos 30 anos admirando o Civic terão de se resignar. Viam o Honda como um dos carros mais vendidos do Brasil. Usavam o Civic como referência de sedã ideal para quem gosta de uma tocada mais esportiva. Agora, resta manter essa fantasia no imaginário. Com isso, sobra ao Civic Type-R carregar a bandeira do modelo. Ele é inacessível para a maioria, e acaba servindo mais como pôster ou papel de parede de celular. Ver o nome Civic adormecer na preferência popular (quem sabe, ele ainda pode voltar no futuro) não é exatamente uma novidade. Nos últimos anos, vimos o nome Gol ser colocado na geladeira pela Volkswagen. A Fiat já não produz mais o Uno. E a General Motors abandonou nomes como Corsa, Astra, Vectra, Cruze e tantos outros carros que fizeram sucesso, marcaram época e hoje já não estão mais presentes. Também é importante lembrar que, atualmente, nomes têm muito mais função estratégica e de marketing para as montadoras do que necessariamente ligação com a essência original. A Toyota, por exemplo, já não vê problema em usar o nome Corolla tanto em versões esportivas quanto em um SUV com o sobrenome Cross. A Chevrolet resgata nomes conhecidos e os reposiciona em novas propostas. Sonic era nome de hatch e agora é usado num SUV compacto. A Ford faz o mesmo ao colocar Mustang em um carro elétrico e transformar Maverick em uma picape híbrida. Talvez esse sentimento de saudosismo e decepção ao ver o Civic nessa condição seja apenas um sinal de que nós, estamos nos tornando uma geração “antiga” dentro do mercado automotivo.
29/04/2026 08:01:16 +00:00
Agrishow 2026: robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA

Agrishow 2026: robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA O avanço da tecnologia no agronegócio brasileiro já não está apenas nos tratores ou softwares de gestão. Robôs autônomos, apresentados como novidades da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do país, em Ribeirão Preto (SP), começam a ganhar espaço nas lavouras, prometendo transformar como o produtor monitora, cuida e protege suas plantações. Entre as inovações está uma tecnologia desenvolvida com inteligência artificial e energia solar para diminuir custos com mão de obra e insumos, além de promover a sustentabilidade. “Hoje, a gente sai de uma agricultura de precisão para uma agricultura autônoma. Nós chamamos essa máquina popularmente de robô, mas é uma Inteligência Artificial física, responsável não só por entender todo o cenário que acontece no campo, mas também agir. Essa é a grande disrupção, que é conseguir entender, analisar, tomar as melhores decisões e agir”, explica Léo Carvalho, diretor de estratégia global da Solinftec. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Atualmente, a "família" de robôs é composta por quatro máquinas, duas lançadas na Agrishow. A tecnologia atua no cultivo de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural Divulgação/Solinftec Robô que 'vive' na lavoura Diferente de máquinas tradicionais, que entram e saem da área de produção, os robôs ficam no campo 24 horas por dia, sete dias por semana. Movidos a energia solar, monitoram continuamente cada parte da lavoura e de forma remota. Na prática, isso significa que uma área de 200 hectares pode ser analisada como se fosse dividida em 2 mil pequenos talhões, permitindo um acompanhamento detalhado e individualizado. “Eles moram no campo. Isso permite constantemente capturar informações e atingir a necessidade em tempo real. Esse conceito traz autonomia e liberdade para o produtor para que ele possa tomar decisões mais rapidamente”, afirma Carvalho. Essa presença constante permite identificar problemas ainda no início, como falhas no plantio, surgimento de plantas daninhas ou infestação de pragas. Menos herbicida e mais precisão Um dos principais ganhos da tecnologia está na redução do uso de herbicidas. Com câmeras de alta precisão e sistemas de visão computacional, os robôs conseguem diferenciar a cultura principal das plantas daninhas e aplicar o produto apenas onde é necessário. “O produtor precisa de alguma forma conseguir produzir mais com menos insumos, menos tempo e menos gasto de energia. Os nossos robôs fazem essa aplicação localizada, reduzindo o uso de insumos de uma forma sustentável, já que hoje a sustentabilidade é um grande diferencial”, explica o diretor. Além da economia, a prática reduz impactos ambientais, preservando a microbiologia do solo e diminuindo a pegada de carbono da produção. LEIA TAMBÉM Agrishow: entenda por que Índia virou 'cliente de ouro' do agro paulista Agrishow: Tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas; entenda Agrishow 2026: Veja FOTOS da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina Robô que 'mora' no campo é uma das novidades da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Divulgação/Solinftec Retorno rápido O desenvolvimento da tecnologia levou em conta não apenas a inovação, mas também o retorno financeiro para o produtor. Além disso, a proposta é oferecer equipamentos de fácil manutenção e operação, reduzindo a dependência de assistência técnica especializada. “A gente trabalha com a lógica de payback em até um ano ou um ano e meio. Hoje, o produtor só investe em tecnologia se ele vê resultado claro”, explica. Com a combinação de inteligência artificial, robótica e energia limpa, a tecnologia representa um novo passo na evolução do agronegócio, que busca aumentar a produtividade sem ampliar a área plantada. “A agricultura do futuro não depende de máquinas maiores, mas de soluções mais eficientes. O produtor está mais criterioso e busca tecnologias que realmente façam diferença no custo e na produção”, conclui Carvalho. Agrishow 2026: Feira em Ribeirão Preto, SP, acontece até o dia 1º de maio Érico Andrade/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026
29/04/2026 07:01:46 +00:00
Jornadas longas, insegurança e assédio no trabalho causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT

Problemas como estresse, assédio e jornadas longas causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT Freepik/Reprodução Mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde associados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, insegurança no emprego e assédio. O dado é de um relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o estudo, esses fatores estão diretamente relacionados a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio. Ao todo, os riscos psicossociais levam à perda de quase 45 milhões de anos de vida saudável por ano, considerando doença, incapacidade ou morte prematura. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além do impacto na saúde, o problema também pesa na economia. A OIT estima que esses riscos gerem perdas equivalentes a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB) global por ano. O relatório, intitulado “O ambiente psicossocial de trabalho: tendências globais e orientações para a ação”, foi preparado para o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento destaca o impacto crescente da forma como o trabalho é planejado, organizado e gerido na saúde dos trabalhadores. De acordo com a organização, o ambiente psicossocial envolve a estrutura do trabalho, a forma de gestão, as relações interpessoais e as políticas adotadas pelas empresas — elementos que influenciam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores. O relatório aponta três dimensões principais: A natureza do trabalho, como nível de exigência e adequação às habilidades; A organização e gestão, incluindo carga de trabalho, autonomia e apoio; E as políticas e práticas do ambiente profissional, como jornadas, remuneração e prevenção ao assédio. Quando mal administrados, esses fatores aumentam o risco de adoecimento. A OIT também destaca que mudanças recentes, como a digitalização, o uso de inteligência artificial e a expansão do trabalho remoto, estão transformando o ambiente profissional. Essas transformações podem agravar riscos existentes ou criar novos desafios caso não sejam acompanhadas por políticas adequadas. “Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde no trabalho no mundo moderno”, afirmou Manal Azzi, líder da equipe de políticas de segurança e saúde da OIT. Segundo ela, melhorar o ambiente de trabalho é essencial não só para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores, mas também para fortalecer a produtividade, o desempenho das organizações e o desenvolvimento econômico sustentável. O relatório reforça que esses riscos podem ser prevenidos, desde que suas causas estruturais sejam enfrentadas. Entre as recomendações estão a melhoria da organização do trabalho, o fortalecimento das políticas de saúde e segurança e o incentivo ao diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores. NR-1 No Brasil, o governo já reconheceu o avanço desses riscos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais. A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025 — ano em que, como o g1 mostrou, o país bateu recorde de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos. Após pressão de entidades empresariais, a implementação foi adiada para maio de 2026. Agora, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) avalia um novo adiamento. O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença. A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais. O MTE informou que ainda não tem uma definição e que deve divulgar uma decisão em breve. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
29/04/2026 06:00:43 +00:00
O que é a taxa Selic — e como ela afeta juros, emprego e investimentos

Como a Selic mexe com tudo na sua vida A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla significa “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, mas, na prática, representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor. Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro. Isso reduz empréstimos, investimentos e contratações, esfria o consumo e ajuda a conter a inflação. Quando ela cai, o crédito fica mais barato e estimula investimentos, contratações e o consumo. Neste vídeo, você vai entender como a Selic afeta a sua vida — e, às vezes, você nem percebe. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/04/2026 06:00:35 +00:00
A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump - O Assunto #1709

Os Emirados Árabes Unidos decidiram, após quase 60 anos de alinhamento, sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada após “várias discussões” e “reflexões” sobre o cenário internacional do petróleo e entra em vigor no dia 1º de maio. O cenário por trás dessa saída envolve a falta de respostas a um evento que se prolonga há quase dois meses: a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A decisão ocorre em um momento delicado para o setor, marcado pela volatilidade dos preços, rearranjos geopolíticos e disputas cada vez mais intensas por influência sobre o fluxo global de energia. Em Washington, o movimento é visto como uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico recorrente da atuação da Opep. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o analista internacional Tanguy Baghdadi para analisar os efeitos dessa mudança no mercado do petróleo e na geopolítica do conflito. Convidado: Tanguy Baghdadi é professor de Política Internacional e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Rio. O que você precisa saber: Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo Para analistas, saídas dos Emirados da Opep pode enfraquecer grupo e reduzir controle sobre preços do petróleo Saída dos Emirados Árabes da Opep e Opep+: o que são os grupos e como esles podem afetar seu bolso Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes saírem do grupo O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery. Colaborou neste episódio Felipe Turioni. Arábia Saudita quer petróleo caro, Emirados Árabes Unidos querem produzir mais O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo Getty Images via BBC
29/04/2026 03:30:33 +00:00
MEI ou Microempresa? Entenda regras para cada tipo de negócio

O Cartão do Empresário está disponível também para quem é Microempreendedor Individual (MEI). Pexels No Brasil há diversos enquadramentos empresariais. Além de MEIs, Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP), mais recentemente surgiu a figura dos nanoempreendedores. Cada uma dessas categorias possui características únicas, como limite de faturamento, número de funcionários e impostos a serem pagos. Confira as principais diferenças na tabela abaixo. Comparação de Categorias de Negócios Para ajudar a entender as regras e os benefícios desses quatro tipos de formalização de pequenos negócios, o g1 conversou com especialistas em direito empresarial. Abaixo, você confere mais detalhes sobre: Nanoempreendedores Microempreendedores Individuais (MEIs) Microempresas (ME) Empresas de Pequeno Porte (EPP) Nanoempreendedores Entenda o que são nanoempreendedores Os nanoempreendedores são uma nova categoria, prevista na reforma tributária sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse grupo será formado por pessoas físicas que operam em pequena escala e possuem uma receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil (metade do limite dos MEIs). 🧑‍🌾 Trabalhadores informais, como vendedores ambulantes, jardineiros, cozinheiros, artesãos e agricultores familiares, são alguns exemplos que se enquadram nessa categoria. Profissionais autônomos em setores informais, como mototaxistas, também podem ser incluídos. Os empreendedores enquadrados nesse grupo não pagarão o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual criado pela reforma tributária, que substitui o ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI. A ideia é evitar que pequenos empreendedores sejam sobrecarregados com impostos, mantendo-os na formalidade, explica o advogado Carlos Schenato. A isenção não significa que eles não pagarão nenhum imposto a partir de 2026. Contribuições previdenciárias e impostos sobre propriedade ainda podem ser cobrados. O regime dos nanoempreendedores promete ser mais simplificado, com menos burocracia e foco na autodeclaração. Não será exigida a emissão de notas fiscais em todas as transações, reduzindo custos administrativos, afirma o advogado Leonardo Roesler. Outra diferença é que o nanoempreendedor não precisa registrar uma personalidade jurídica, e pode atuar como pessoa física. O MEI e outras modalidades, como Empresário Individual (EI), exigem a obtenção de um CNPJ. 🔎 Como o governo vai qualificar os nanoempreendedores? O controle será feito por sistemas integrados de cadastramento e monitoramento do faturamento anual. O governo deve usar plataformas digitais específicas ou otimizar o sistema do MEI. Volte ao índice. Microempreendedores Individuais (MEIs) Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm limite de receita bruta anual maior, chegando a R$ 81 mil. Mas eles também fazem parte do regime do Simples Nacional, que unifica diversos impostos. O MEI é ideal para quem deseja iniciar um negócio e sair da informalidade. Ao se cadastrar, a empresa obtém um CNPJ, além de adquirir obrigações e direitos de uma pessoa jurídica. Para se tornar MEI, o empreendedor não pode ter participação em outra empresa e pode empregar, no máximo, um funcionário. A adesão não impede que a pessoa tenha um emprego formal simultaneamente. A formalização é simples e pode ser feita em poucos minutos, totalmente online. Primeiro, é necessário obter uma senha de acesso ao gov.br, portal de serviços do governo federal. Quem não tem a senha deve clicar em "Fazer Cadastro". Depois, com a senha em mãos, acessar o Portal do Empreendedor, consultar se a atividade exercida é permitida ao MEI, clicando em "Quem pode ser MEI?". Se a atividade for permitida, clicar em "Quero ser MEI" e depois em "Formalize-se". Por fim, preencher o cadastro online. Embora a formalização seja gratuita, os MEIs precisam pagar uma taxa mensal, recolhida pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que varia conforme a atividade exercida. As contribuições mensais foram reajustadas em fevereiro. Veja os valores atualizados: R$ 75,90 para o MEI em geral (5% do salário mínimo), R$ 182,16 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo). Os MEIs que atuam no comércio e na indústria pagam R$ 1 a mais referente ao ICMS, enquanto os ligados a serviços pagam R$ 5 a mais, referentes ao ISS. ⚠️ ATENÇÃO: O DAS inclui a contribuição previdenciária e os impostos devidos pelos MEIs. O valor total do documento tem acréscimo de R$ 1 para atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) e de R$ 5 para atividades sujeitas ao ISSQN (prestação de serviços). Estar formalizado como MEI traz diversas vantagens, começando pelo baixo custo mensal. O empresário fica isento dos tributos federais, como imposto de renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL, tendo como única despesa o pagamento mensal do DAS. Além disso, o MEI se torna segurado da Previdência Social, garantindo direitos como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, auxílio-maternidade e pensão por morte para a família. Outra vantagem é a facilidade para o negócio, pois o MEI ganha maior credibilidade com os clientes, acesso a descontos na compra de produtos e matéria-prima, e a possibilidade de ter uma maquininha de cartão de crédito. A formalização também melhora a relação com os bancos, permitindo ao MEI abrir conta bancária e ter acesso a crédito com juros mais baixos, graças ao CNPJ. Volte ao índice. Microempresas (ME) A Microempresa (ME) é destinada a negócios com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 360 mil. A ME possui uma estrutura mais flexível que o MEI, permitindo uma maior diversidade de atividades comerciais. As microempresas podem optar por três regimes de pagamento de impostos: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. O Simples Nacional costuma ser mais vantajoso para muitas MEs, pois simplifica o pagamento de diversos impostos de uma só vez. Além disso, as MEs podem contratar mais funcionários. Empresas de comércio e serviços podem ter até nove empregados, enquanto as do setor industrial podem ter até 19 funcionários. As MEs podem ser constituídas como Sociedade Empresária Limitada (Ltda.), Sociedade Simples, Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) ou Empresário Individual (EI). Nas duas primeiras, é possível ter sócios no negócio. Para abrir uma microempresa, é necessário definir o tipo jurídico e realizar uma consulta de viabilidade para verificar a disponibilidade do nome escolhido. O registro é feito na Junta Comercial do estado, com a apresentação de documentos como contrato social e cópias dos documentos dos sócios. Volte ao índice. Empresas de Pequeno Porte (EPP) A Empresa de Pequeno Porte (EPP) é aquela com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Elas são incluídas no Simples Nacional, um regime tributário que favorece a atividade da companhia. As EPPs têm uma limitação no número de funcionários, variando de 10 a 99, dependendo do setor. As EPPs do setor de exportação têm direito a um faturamento anual superior ao limite das demais, até R$ 4,8 milhões. Para se tornar uma EPP, é indispensável contratar um contador para realizar o processo de legalização. É necessário definir a natureza jurídica da empresa, escolher um nome exclusivo, indicar as áreas de atuação conforme o CNAE, verificar restrições para a instalação do empreendimento, elaborar o Contrato Social, registrar a empresa na Junta Comercial, realizar a inscrição municipal e estadual, e efetuar a Conectividade Social no site da Caixa Econômica Federal. O registro da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é opcional. Volte ao índice.
29/04/2026 03:01:30 +00:00
Como consultar se o FGTS do empregado está sendo pago?

Governo avalia liberar parte do FGTS para o pagamento de dívidas O recolhimento do FGTS é responsabilidade do empregador e constitui um direito constitucional aos trabalhadores. Mas é importante que o profissional acompanhe se os depósitos estão sendo realizados corretamente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Caso não saiba o saldo disponível, confira a seguir o passo a passo de como consultá-lo: Como consultar o saldo FGTS? Trabalhadores e trabalhadoras podem consultar seu saldo do FGTS pelo aplicativo do fundo ou, para quem é cliente da Caixa Econômica Federal, pelo internet banking, que pode ser acessado pelo computador ou em dispositivos móveis (tablet ou celular). Veja o passo a passo para cada modalidade: ▶️ Pelo aplicativo FGTS: Baixe o aplicativo do FGTS na loja do seu celular (Android ou iOS). Acesse o aplicativo; Faça o cadastro no aplicativo e utilize seu CPF e a senha para fazer login. Se fora a primeira vez, deve ser criada uma senha para os acessos, conforme instruções no aplicativo FGTS. Depois, basta seguir os passos de verificação de identidade solicitados. Para quem já tem cadastro no app, basta fazer o login para acessar. Clique na opção “Meu FGTS” ou em “ver todas as suas contas”; Selecione a conta FGTS desejada para visualizar o extrato. Para gerar um documento em formato PDF, clique em “gerar extrato PDF”. Para consultar os dados do contrato, clique em “dados do contrato”. Dentro do aplicativo, logo na parte superior da página principal aparece a opção "Saldo Total". Para verificar o saldo, é preciso clicar no botão de olho, onde está escrito "Toque para exibir o saldo". Logo abaixo, há o quadro "Resumo do Seu FGTS", em que é possível verificar o extrato completo, pelos pagamentos realizados por todas as empresas em que a pessoa já trabalhou ou ainda trabalha. ▶️ Pelo internet banking da Caixa (para clientes do banco): Acesse o Internet Banking no computador ou aplicativo Caixa; Faça login na sua conta para acessar os serviços do FGTS; Clique em “Benefícios e Programas” ou "Serviços ao Cidadão"; Clique em “Extrato do FGTS”; Clique em “FGTS”; Clique em “Extrato do FGTS”; Digite os números do PIS e do CPF; Insira sua senha; No menu, selecione “FGTS” e, em seguida, “Extrato Completo”. ▶️ Serviço de SMS: Cadastre-se gratuitamente para receber informações sobre os depósitos e o saldo do FGTS em seu celular por SMS; A Caixa envia mensagens mensais com os depósitos feitos pelo empregador e semestrais com o saldo atualizado; No aplicativo, vá em "Meu Perfil" e depois em "Notificações do App I SMS" e faça a Adesão; No Internet Banking, vá a "Caixa celular" > "Notificações SMS" > "Mensagens de Celular" > "Adesão"; Confirme o número de telefone para receber as informações sobre depósitos e saldos do FGTS por SMS. O que é o FGTS? O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é direito de toda pessoa com contrato de trabalho formal, trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais. Trata-se de um valor de 8% do salário que é depositado pelo empregador, mensalmente, em nome do funcionário. O saque do FGTS é permitido em situações específicas estabelecidas por lei, como demissão por justa causa, compra da casa própria e doença grave do trabalhador ou de seu dependente. Caso o empregador não esteja depositando o FGTS, o trabalhador deve procurar uma Delegacia Regional do Trabalho (DRT), pois o responsável pela fiscalização das empresas é o Ministério do Trabalho.​ CNPJ passará a ter letras e números; veja quem será afetado e o que muda
29/04/2026 03:01:29 +00:00
Quais descontos podem ser feitos no salário? Veja regras para saúde e vale-refeição

Trabalhador pode ter desconto no salário pelo plano de saúde ou vale-refeição? Planos de saúde, vale-refeição e outros benefícios extras têm ganhado cada vez mais peso na disputa por talentos. Mas afinal, eles são obrigação das empresas ou apenas um diferencial competitivo? Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não tem a obrigação de fornecer vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado. Porém, se houver a liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, além da previsão em contrato de trabalho, eles passam a ser obrigatórios para todos os trabalhadores da empresa. “As normas coletivas podem estabelecer a obrigatoriedade, valores, formas de concessão e condições de utilização, a possibilidade ou não de descontá-los do salário do empregado, além de limites para esse desconto”, explica a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi. Por outro lado, especialistas em gestão de pessoas defendem que os benefícios são importantes para atrair colaboradores. Segundo Luiz Eduardo Drouet, conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), os profissionais priorizam cada vez mais as melhores condições de trabalho. “Empresas que oferecem melhores benefícios conseguem atrair os melhores talentos e as que não seguem este caminho têm muito mais dificuldade para contratar bons profissionais, e convivem com uma rotatividade superior de colaboradores”, completa o especialista. Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição Marcos Serra Lima/g1 O g1 conversou com especialistas no assunto, e explica abaixo o que diz a lei sobre descontos desconto no salário referentes ao plano de saúde ou vale-refeição: 💸 Como funciona o desconto do vale-refeição/alimentação? 🤔 Posso ser demitido por uso indevido do vale-refeição/alimentação? 🚫 Existe um valor máximo de desconto do plano de saúde? 📝 Como funciona a coparticipação? 🚑 Fiz um procedimento caro, e agora? 💸 1. Como funciona o desconto do vale-refeição/alimentação? O vale-alimentação e o vale-refeição são regulamentados pela lei federal 6.321/1976, que institui o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O benefício também é previsto no artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em ambas as leis, os descontos referentes ao vale-refeição/alimentação devem ser previstos em norma coletiva ou acordo individual por escrito com o empregado. Porém, o valor não pode ultrapassar 20% do salário do funcionário. Segundo a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi, os descontos precisam ser previstos em cláusula no contrato de trabalho ou com autorização expressa em caso de adesão ao recebimento do benefício. Esses valores precisam ser descritos no holerite, e todos os funcionários da empresa precisam estar cientes. No caso do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), são oferecidos incentivos fiscais para incentivar as empresas a concederem os benefícios. “A empresa que realize a adesão voluntária ao PAT, pode fornecer o vale-alimentação/refeição ao funcionário e, em troca, recebe uma série de incentivos fiscais, como a dedução no Imposto de Renda”, completa a advogada trabalhista Luciana Guerra Fogarolli. Volte ao início. 🤔2. Posso ser demitido por uso indevido do vale-refeição/alimentação? Sim. Esse é um benefício precisa ser utilizado apenas com a finalidade destinada, ou seja: refeição e alimentação do trabalhador, conforme previsto pela lei federal 14.442/22, que prevê expressamente que: “As despesas destinadas aos programas de alimentação do trabalhador deverão abranger exclusivamente o pagamento de refeições em restaurantes e estabelecimentos similares, e a aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais”. Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, ao receber o benefício, o funcionário precisa ser informado com muita clareza todas as regras e políticas do vale-refeição/alimentação da empresa. O mau uso do benefício pode levar o trabalhador a ser demitido por justa causa, e trazer implicações até mesmo para o empregador. Veja abaixo alguns exemplos que podem ser caracterizados como uso indevido: Deixar que outras pessoas utilizem o vale; Vender ou trocar o vale por dinheiro; Comprar produtos que não sejam alimentícios, como utensílios domésticos, bebidas alcóolicas, cigarros, entre outros. “O empregador, além de deixar muito claras as regras de uso do benefício, deve observar a gradatividade das penalidades de advertência e suspensões, antes de tomar a decisão drástica de dispensar o trabalhador por justa causa”, afirma a especialista. No ano passado, mais de 20 funcionários da Meta foram demitidos por comprarem itens de casa com o dinheiro do vale refeição. Eles usaram parte dos US$ 70 (cerca de R$ 390) que ganhavam por dia para comprar produtos como sabão em pó, pasta de dente e taças de vinho. Volte ao início. 🚫 3. Existe um valor máximo de desconto do plano de saúde? Quando se trata do plano de saúde, que é regulamentado pela lei federal 9.656/98, não existe um limite mínimo ou máximo para desconto no salário do trabalhador. Na prática, costuma-se adotar o parâmetro de que o valor descontado não ultrapasse 30% do salário líquido do empregado. Além disso, a orientação Jurisprudencial (OJ) nº 18 da Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabelece que todos os descontos salariais somados não podem ultrapassar 70% do salário base do empregado. Isso porque, os valores debitados não podem comprometer o sustento e sobrevivência do trabalhador. As normas, acordos ou convenções coletivas também podem estabelecer os valores e limites de descontos referentes ao plano de saúde. “Qualquer desconto do salário (para pagar uma parte ou valor mensal do plano) deve ser autorizado pelo empregado, por escrito, como cláusula no seu contrato de trabalho. Outra possibilidade é o funcionário assinar termo de adesão ao benefício ou à política de concessão do benefício”, completa Maria Fernanda Redi. Volte ao início. 📝 4. Como funciona a coparticipação? Na prática, existem duas formas de mais comuns que a empresa disponibiliza o plano de saúde para o trabalhador. São elas: ➡️ Com coparticipação: a empresa paga a mensalidade do convênio, e os colaboradores arcam com parte dos valores dos procedimentos realizados. ➡️ Sem coparticipação: a empresa arca com o valor integral do plano de saúde dos funcionários, que ficam livres de qualquer despesa. Em ambos os casos, o valor debitado também deve ser previamente autorizado por escrito pelo empregado. No plano com coparticipação, o trabalhador deve arcar com até 40% dos custos por consulta, procedimento ou exame realizado. Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, é muito comum algumas empresas aderirem a coparticipação do empregado nesses benefícios, através de descontos da remuneração, que podem ser simbólicos ou não, dependendo do que foi acordado. Volte ao início. 🚑 5. Fiz um procedimento mais caro, e agora? Em planos que existem a coparticipação, procedimentos mais caros (como parto ou cirurgias) pode ter um valor variado de desconto conforme as regras do plano de saúde ou acordos feitos em convenção coletiva. “Mesmo com a aplicação do percentual de coparticipação, o custo final para o trabalhador é geralmente bem menor do que o valor total do procedimento. No entanto, ainda pode representar um impacto significativo na renda do empregado”, explica Luciana Guerra Fogarolli. Para o trabalhador não ter a renda comprometida, é comum que a empresa permita o parcelamento do valor da coparticipação em procedimentos mais caros. Dessa forma, o desconto mensal não ultrapassa o limite de 30% do salário líquido do trabalhador. "Essa prática visa proteger a subsistência do empregado, respeitando o equilíbrio entre o benefício e a capacidade financeira do segurado", completa a advogada trabalhista. Volte ao início. VEJA TAMBÉM Fui demitido, e agora? Veja dicas do que fazer Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração
29/04/2026 03:01:28 +00:00
Mesmo com riscos inflacionários e tensão no Oriente Médio, Banco Central deve cortar taxa de juros nesta quarta

Copom se reúne nesta quarta-feira para definir juro básico; decisão sai após as 18h Jornal Nacional/ Reprodução O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (29) e deve efetuar nova redução na taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Se confirmada, será a segunda diminuição seguida no juro. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Se levado adiante, o novo corte da Selic acontecerá em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. Mercado eleva projeção de inflação com guerra no Oriente Médio A disparada do petróleo já está impulsionando os preços dos combustíveis no Brasil. Por conta disso, há analistas que defendem uma parada no ciclo de corte dos juros. A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta-feira. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%. O que dizem analistas De acordo com Gustavo Sung, economista-chefe Suno Research, o Copom deve dar continuidade ao processo de corte dos juros de "forma gradual", baixando a Selic para 14,5% ao ano. "O nível atual de juros reflete o forte aperto implementado nos últimos anos, que já mostra efeitos sobre a atividade econômica e garantiu à autoridade monetária uma margem de segurança para conduzir esse processo, com credibilidade. Ainda assim, o Comitê tende a adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo. Essa abordagem considera as incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação", avaliou Sung, da Suno Research. De acordo com análise do Itaú, o BC deve baixar o juro para 14,5% ao ano e não deve realizar mudanças significativas de comunicação. "O comitê deve enfatizar serenidade e cautela na condução da política monetária, adicionando que os passos futuros do processo de calibração seguirão guiados pela evolução dos dados e pela avaliação contínua do balanço de riscos, além de incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e extensão no tempo dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", avalia o Itaú.
29/04/2026 03:01:27 +00:00
Funcionário pode ser obrigado a gravar vídeos para as redes sociais da empresa?

Empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela Se você usa o TikTok ou Instagram, sem dúvidas já deve ter esbarrado com vídeos que iniciam com o seguinte bordão: “oi divos e divas”, e ainda traz algumas expressões como “babadeiro”, “iconic”, “faraônico” e “aesthetic”. O g1 já contou como gírias da geração Z vêm sendo adotadas por empreendedores para viralizar nas redes sociais, divulgar promoções e atrair clientes. Embora os vídeos sejam divertidos, existe cuidado para não expor os funcionários a situações constrangedoras ou de risco. É importante saber que um funcionário NÃO é obrigado a gravar vídeos para o TikTok ou qualquer rede social se não quiser ou se essa função não fizer parte de seu contrato. Essa prática pode configurar desvio de função, como explica Paulo Renato Fernandes, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. “Quando há desvio de função, o empregado tem direito a receber um adicional. Além disso, há a questão do direito de imagem, que é garantido por lei e precisa ser autorizado. Nesse caso, também é possível solicitar indenização pelo uso da imagem”, explica o professor. O empregador deve solicitar aos funcionários uma autorização por escrito para o uso de imagem, especificando onde os vídeos serão exibidos. Mesmo quando essa atividade já consta no contrato, o advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga recomenda obter autorização do funcionário a cada nova campanha publicitária (veja mais o que diz a lei sobre o tema). Segundo o advogado, o empregado pode processar a empresa e pedir indenização se se sentir obrigado, induzido ou coagido de alguma forma a participar dos vídeos. ➡️ Mas quem deve aparecer nesses conteúdos? Para Tainá Alves, do Sebrae, o ideal é que o próprio empreendedor participe, pois isso gera credibilidade e conexão. “Se o empreendedor não tiver interesse, perfil ou aptidão para aparecer, e nenhum colaborador quiser participar da produção de conteúdo, é possível contratar microinfluenciadores”, explica. 📲 Os microinfluenciadores são criadores de conteúdo com número relativamente pequeno de seguidores (geralmente entre 1 mil e 100 mil). Esses influenciadores, geralmente locais ou de nicho, têm engajamento mais real com comunidades específicas. Segundo Tainá Alves, costumam gerar mais retorno do que grandes influenciadores. 'Eles criam comunidades autênticas e engajadas, formadas por pessoas realmente interessadas nos temas que tratam. Por isso, é fundamental pesquisar e escolher microinfluenciadores alinhados ao perfil do negócio', explicaTainá Alves, coordenadora de Relacionamento Digital do Sebrae. Outro ponto destacado pela especialista é a importância da Geração Z, nativa digital. Mesmo sem grande poder de compra, esse grupo influencia decisões familiares e deve ser incluído nas estratégias de comunicação. Além disso, a GenZ será o público do futuro. Por isso, é essencial fidelizar esse grupo. “Eles buscam propósito, impacto social e conteúdo autêntico. É com eles que as marcas precisam começar a dialogar desde já”, conclui Tainá. Loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, ganhou visibilidade e se consolidou como marca local graças à forte presença online. Reprodução/Tiktok Empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela Reprodução/Tiktok LEIA TAMBÉM: MEI, Microempresa, EPP ou Nanoempreendedor? Entenda regras para cada tipo de negócio As investidoras que querem provar que empresas lideradas por mulheres dão mais lucro
29/04/2026 03:01:25 +00:00
Pressão e ofensas de Trump: Superquarta terá última decisão de Powell à frente do Fed; relembre

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, terá nesta quarta-feira (28) sua última reunião de decisão de juros no comando do banco central dos Estados Unidos. A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja à frente da instituição já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O nome de Warsh será analisado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar do fim do mandato como presidente, Powell ainda tem cadeira garantida no Fed e pode permanecer como diretor até janeiro de 2028. É praxe que o presidente deixe o cargo ao fim do mandato. A decisão dele, no entanto, ainda não foi anunciada publicamente. O economista poderia seguir na diretoria até o término do governo Trump, que, ao longo dos últimos anos, elevou o tom das críticas ao atual chefe da instituição, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”. E a ofensiva não ficou apenas na narrativa. O republicano chegou a determinar a abertura de uma investigação contra Powell sobre os custos das reformas na sede do Fed — encerrada pelo próprio Departamento de Justiça dos EUA na última semana. (leia mais abaixo) Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Oito anos à frente do Fed O mandato de Powell se encerra oficialmente em 15 de maio, após oito anos no cargo. Sua trajetória foi marcada por grandes choques econômicos, como a pandemia de Covid-19 — que, além das perdas humanitárias, desorganizou a economia global e provocou uma disparada nos preços ao redor do mundo. Mais recentemente, outros fatores ampliaram a pressão sobre o banqueiro central. Entre eles estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, o tarifaço global promovido por Trump e a recente escalada das tensões no Oriente Médio, com EUA e Israel em conflito contra o Irã. Em comum, esses episódios sustentam um ambiente de inflação persistente — dor de cabeça constante para os chefes dos bancos centrais. 🔎 O Fed tem um mandato duplo: controlar a inflação e sustentar o mercado de trabalho. Sua principal ferramenta é a taxa de juros. Quando os preços aceleram, o banco central sobe os juros para conter o consumo e o crédito. Quando a economia perde força, a estratégia é reduzir as taxas para estimular a atividade. Diante desse cenário, os juros do país atingiram, em 2023, o maior nível desde 2001. A partir do fim de 2024, o referencial passou a cair, e hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Ofensivas de Trump É nesse contexto que Donald Trump passou a disparar críticas contra Powell. O presidente dos EUA fez sucessivas investidas e pressões públicas para que o Fed reduzisse os juros. A lógica é simples: juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, o que tende a esfriar a atividade econômica — efeito que pode se traduzir em maior insatisfação dos consumidores e impacto político na popularidade do governo. Como mostrou o g1, críticas a presidentes de bancos centrais não são exclusividade de Trump. No Brasil, o presidente Lula (PT) também se posicionou contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — ainda que sem o tom de ofensas adotado pelo republicano. A pressão de Trump contra Powell começou logo nos primeiros meses do atual mandato do presidente dos EUA. As ofensivas verbais, porém, se intensificaram em julho de 2025, quando o chamou de “estúpido” e “cabeça oca”, afirmando que a política monetária estava “prejudicando as pessoas”. VEJA A LINHA DO TEMPO DAS CRÍTICAS: 'Mula', 'cabeça oca', 'estúpido': insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell Fim da investigação sobre Powell O Departamento de Justiça dos EUA decidiu, na última sexta-feira (24), encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Fed, sob a gestão de Jerome Powell. A decisão, anunciada pela procuradora federal Jeanine Pirro, elimina um dos fatores que vinham sendo usados como justificativa para travar a confirmação, no Senado, de Kevin Warsh para o comando do banco central. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado. Powell foi investigado por suspeita de ter mentido ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed, especialmente após o aumento relevante do valor do projeto, estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões). Nenhuma acusação formal foi apresentada. A investigação foi iniciada pelo governo Trump justamente em um momento de escalada da pressão do republicano por cortes nos juros. Nesta quarta-feira, a previsão é de que o Fed mantenha a taxa básica na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, segundo estimativas do mercado financeiro. A expectativa, agora, se volta aos rumos da política monetária americana após a saída de Powell do comando da instituição. * Com informações da agência de notícias Reuters
29/04/2026 03:01:15 +00:00
O que significa a saída dos Emirados Árabes da Opep

Opep JN Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram nesta terça‑feira (28) sua retirada, a partir de 1º de maio, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à qual pertenciam há seis décadas, assim como da aliança Opep+. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que são a Opep e a Opep+? A Opep é um organismo econômico intergovernamental fundado em 1960 por Arábia Saudita, Venezuela, Irã, Iraque e Kuwait. Sua criação foi motivada pela queda do preço oficial do petróleo bruto, fixado de forma unilateral pelas grandes petrolíferas internacionais conhecidas como as "Sete Irmãs”, que dominavam o mercado do petróleo. A Opep surgiu como um contrapeso a esse domínio, com o objetivo de coordenar e unificar as políticas petrolíferas de seus países membros, além de defender suas receitas provenientes da exportação de petróleo. Até agora, a Opep era composta por 12 países: os cinco fundadores, além de Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria, Líbia, Guiné Equatorial, Congo e Gabão. A Opep tem sede em Viena e realiza conferências ministeriais ordinárias duas vezes por ano, embora nos últimos anos esses encontros tenham ocorrido apenas de forma virtual. Desde dezembro de 2016, existe também a aliança Opep+, que reúne os países do grupo e outros 10 grandes produtores de petróleo, inclusive o Brasil, sob liderança da Rússia. O Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento do Mercado (JMMC) da Opep+ se reúne virtualmente a cada dois meses. Vídeos em alta no g1 Quais são os motivos oficiais da saída dos EAU? Segundo o governo dos Emirados, a decisão é motivada pelos "interesses nacionais” e pelo compromisso do país de contribuir para atender às necessidades urgentes do mercado, em um contexto de volatilidade geopolítica causada por perturbações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, que afetam a oferta. O ministro da Energia e Infraestrutura dos EAU, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei, afirmou que a retirada "reflete uma evolução política alinhada com os fundamentos do mercado no longo prazo”. Em que contexto geopolítico ocorre a saída? A retirada acontece em meio à guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, que provocou o bloqueio do Estreito de Ormuz e ataques a instalações energéticas na região. Segundo a própria Opep, a produção de petróleo do grupo caiu em março quase 8 milhões de barris por dia (mbd), uma redução de 27,5% em relação a fevereiro, devido ao conflito e ao bloqueio. A saída dos EAU ocorre em um momento de máxima tensão entre os países vizinhos do Golfo Pérsico, que foram acusados por Abu Dhabi de não fazerem frente aos ataques iranianos contra a infraestrutura energética da região. Frustração com vizinhos influenciou decisão? Os Emirados aparentemente se sentem pouco apoiados pelos países vizinhos nessa crise do Irã. O assessor diplomático do presidente dos EAU, Anwar Gargash, criticou abertamente no início da semana os países do Conselho de Cooperação do Golfo. “Em 2000, assinamos um acordo de defesa conjunta”, afirmou Gargash. “E agora precisamos constatar que a posição dos países do Conselho de Cooperação do Golfo – embora seja verdade que tenham se apoiado mutuamente em termos logísticos – foi, do ponto de vista político e militar, historicamente a mais fraca.” “Essa é mais uma mensagem política do que econômica”, afirma Marc Ayoub, especialista em energia do Instituto Tahrir, citado pelo portal de notícias Tagesschau, da televisão pública alemã ARD. "Isso mostra que os Emirados não estão satisfeitos com a liderança da Opep. É um recado para a Arábia Saudita e um indicador do estado das relações saudita‑emiradenses, seja no campo político ou econômico, especialmente nas questões de energia.” A decisão é um golpe direto no principal vizinho e tradicional potência do Golfo: a Arábia Saudita. Com a saída da Opep, os Emirados também devem deixar claro que estão se aproximando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – inclusive adotando seu estilo de agir, priorizando seus próprios interesses em detrimento de aliados de longa data ou organizações multilaterais. Talvez também por acreditarem que, dessa forma, possam obter maior proteção de Washington. O que acontecerá com a política petrolífera dos EAU? As autoridades emiradenses afirmaram que, após deixar a Opep, o país continuará atuando de forma responsável, aumentando a produção de maneira gradual. O ministro da Energia reiterou o compromisso dos EAU com a segurança energética e com a garantia de um fornecimento confiável. Antes do início da guerra, o país produzia cerca de 3,4 milhões de barris por dia e possui reservas comprovadas de até 113 bilhões de barris, a sexta maior do mundo. Quais são as implicações para a Opep e a Opep+? O anúncio dos Emirados ocorre em um momento de elevada volatilidade nos mercados de energia. Com a saída da Opep, os EAU não precisarão mais cumprir as cotas de produção impostas pelo grupo, o que pode levá‑los a exportar mais petróleo do que antes. Isso poderia moderar os preços em um mercado fortemente pressionado pela guerra e pelo conflito em torno do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo exportado para o mercado internacional. A retirada dos Emirados representa um desafio para seu grande vizinho, a Arábia Saudita, que domina a Opep+ junto com a Rússia. No passado, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita tiveram diversas disputas sobre os níveis de produção de cada país membro da Opep. Com a saída dos EAU, a Arábia Saudita passa a ser o único país da Opep com potencial relevante para aumentar a produção. A grande questão será se Riad conseguirá manter unido o que restar da organização. O último país importante a deixar o grupo foi o Catar, em 2019, para focar mais na produção de gás natural. Outros países que abandonaram a Opep nos últimos anos foram Angola (2023) e Equador (2020). Quais os efeitos no mercado de petróleo? De acordo com o especialista em energia Marc Ayoub, os efeitos provavelmente serão principalmente de longo prazo. "Não terá um grande impacto nos mercados no curto prazo, porque o Estreito de Ormuz está fechado. Mas, no futuro, assim que as exportações se normalizarem, os Emirados Árabes Unidos poderão levar muitos barris ao mercado sem restrições", afirma o analista.
29/04/2026 03:01:09 +00:00
Vale tem lucro de US$ 1,9 bilhão no 1° trimestre, alta de 36%

Mineradora Vale. Washington Alves/ Reuters A Vale, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, informou nesta terça-feira (28) um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no volume de vendas e pela alta nos preços de seus principais produtos. Ainda assim, o lucro da mineradora ficou ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas, que era de US$ 2 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Neste mês, a companhia havia informado um aumento de 3,9% no volume de vendas de minério de ferro entre janeiro e março, em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Além desse avanço, o preço médio do principal produto da companhia também subiu 5,5% no período. "Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio", afirmou o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, em nota. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 A companhia reportou um lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de US$ 3,83 bilhões, alta de 23% em relação ao ano anterior, após o volume de vendas de minério de ferro no primeiro trimestre ter atingido o maior patamar para o período desde 2018. A receita líquida de vendas avançou 14%, para US$ 9,26 bilhões, impulsionada também pelo aumento nos volumes vendidos de níquel e cobre. "Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ativos, demonstrando a força de nossas operações", destacou Pimenta. Um dos destaques foi registrado na operação S11D, no Pará, que teve a maior produção de minério de ferro para um primeiro trimestre. De acordo com Pimenta, o "portfólio flexível" da companhia permitiu à empresa "capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto", enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando a competitividade. O custo caixa C1 do minério de ferro, entretanto, subiu 12% na comparação anual, para US$ 23,6 por tonelada, principalmente impactado pela apreciação do real frente ao dólar. Os custos all-in do minério de ferro ficaram em US$ 55,4 por tonelada no trimestre, 8% maiores ano contra ano. Na Vale Metais Básicos, que reúne ativos de níquel e cobre, o CEO disse que a empresa colheu resultados das iniciativas de otimização de ativos, "resultando em maior produção e menores custos". A companhia informou ainda um fluxo de caixa livre recorrente de US$ 813 milhões, aumento de US$ 309 milhões na comparação anual. Já dívida líquida expandida chegou a US$ 17,8 bilhões ao fim do trimestre, um aumento de US$ 2,2 bilhões na comparação com o trimestre anterior. Segundo a Vale, a alta foi influenciada pelo pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensado pela geração de caixa livre, conforme explicou no balanço financeiro. Investimentos Os investimentos totalizaram US$ 1,09 bilhão no primeiro trimestre, queda de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas em linha com a projeção anual da companhia, de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026, segundo a empresa. Os aportes em projetos de crescimento somaram US$ 182 milhões, recuo de 42%, principalmente devido à redução de desembolsos no segmento de soluções de minério de ferro. A queda reflete o avanço do projeto Capanema e o estágio mais adiantado do projeto Serra Sul +20, cuja entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2026. A Vale informou que a construção do projeto Serra Sul +20, de minério de ferro, continua avançando e já atingiu 86% de execução física. "Os testes de carga do transportador de correia foram iniciados em março. A construção do britador de compactos está 91% concluída, com as obras civis finalizadas", afirmou a companhia. Se os investimentos em projetos de crescimento caíram, os aportes para manutenção aumentaram 5% na comparação anual, para US$ 907 milhões, com recursos destinados ao projeto de cobre Bacaba e iniciativas nas operações de pelotização e ferroviária.
29/04/2026 00:21:16 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.001: prêmio acumula e vai a R$ 130 milhões

Concurso 3.001 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.001 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça (28), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou os seis números, 92 apostas acertaram cinco e 5.877 acertaram quatro números. O prêmio principal acumulou, e a estimativa é de que chegue a R$ 130 milhões no próximo sorteio, marcado para quinta-feira (30). Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 13 - 32 - 36 - 43 - 60. 5 acertos - 92 apostas ganhadoras: R$ 41.209,18. 4 acertos - 5.877 apostas ganhadoras: R$ 1.063,34. Mega-Sena, concurso 3001 Reprodução / Caixa O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
29/04/2026 00:02:54 +00:00
Escala 6x1: CNI entrega manifesto a Hugo Motta contra mudanças na jornada de trabalho

Presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que debate sobre o fim da escala 6x1 será uma das prioridades do ano legislativo de 2026 Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com as 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais, entregou um manifesto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressando preocupação com o avanço da tramitação das propostas que acabam com a escala 6x1. A Comissão Especial que vai analisar o tema será instalada nesta quarta-feira (29). Motta anunciou nesta teça-feira (28) os deputados que comandarão a comissão. O deputado Alencar Santana (PT-SP) será o presidente do colegiado e o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) o relator. No manifesto, a CNI afirmou que, embora o debate seja legítimo, as propostas "podem provocar impactos severos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais". De acordo com a CNI, estimativas indicam que a redução da jornada pode elevar os custos com empregados formais em até R$ 267 bilhões por ano. "Não estamos falando apenas de horas trabalhadas. Estamos falando de competitividade em um país que já convive com desafios estruturais para produzir e competir, alto custo de produção e insegurança jurídica" , disse a entidade no manifesto. O relator será o responsável por consolidar uma proposta para ser votada pela Casa a partir de duas sugestões apresentadas pela deputada Érika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele tem, entretanto, liberdade para construir um texto independente e totalmente novo em relação às propostas, desde que consiga o aval de maioria da comissão, que será composta por 38 deputados. Motta afirmou que pretende votar a PEC em plenário ainda em maio, em homenagem ao Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio. Antes, o presidente da Câmara disse que todo o setor produtivo precisará ser ouvido antes da construção do texto final. "Toda e qualquer sugestão ao texto é válida e a comissão vai debater. Não vai ser a vontade de um partido ou de um grupo que prevalecerá. Será a vontade média da casa", disse Motta, antes de receber o documento da CNI.  No manifesto entregue ao presidente da Câmara, a CNI declarou ainda que "mudanças estruturais na legislação trabalhista precisam ser construídas com base em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica". "A indústria deve participar desse debate para contribuir no estabelecimento de soluções equilibradas, que fortaleçam o ambiente de negócios, ampliem oportunidades de emprego para os brasileiros e promovam a sustentabilidade econômica de longo prazo do país", completou a CNI. Entenda as diferenças entre as propostas Há duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei sobre o mesmo assunto. São, portanto, três textos de diferentes autorias tramitando sobre o mesmo tema, com o objetivo central de abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. Veja: a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra; a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor. o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional.
28/04/2026 22:39:00 +00:00
Cade investiga alinhamento de preços de passagens aéreas após indícios de atuação coordenada entre Latam e Gol

Movimentação intensa de passageiros para remarcação de passagens no Aeroporto de Congonhas RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça-feira (28) que instaurou um processo administrativo para apurar possíveis condutas anticoncorrenciais no mercado brasileiro de transporte aéreo doméstico de passageiros, envolvendo a Gol e a Latam. Segundo o órgão, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a apuração vai examinar "indícios de possível alinhamento de preços em rotas de elevada relevância comercial". "A Superintendência-Geral iniciou a investigação em 2023 e envolveu o exame do uso de ferramentas de precificação e de bases de dados de mercado, com emprego de técnicas avançadas de análise de dados pela equipe do Projeto Cérebro. As apurações indicam a existência de padrão persistente de interdependência entre os movimentos de preços das empresas", afirmou o órgão. O Cade afirmou que a análise buscou verificar se o comportamento dos preços dessas empresas era compatível com dinâmica da concorrência ou refletia mecanismos das empresas para manipular o mercado com o uso de algoritmos e compartilhamento de dados. O que dizem as empresas Em nota, a Gol afirmou que apresentou "todas as informações solicitadas pelo Cade e que continua à disposição do órgão". "A companhia reitera que sempre defendeu a livre concorrência e a liberdade tarifária entre todos os competidores. A Gol nega e repudia qualquer prática que fira tais princípios", diz a nota. A Latam afirmou que "sempre atua em conformidade com as melhores práticas de compliance, transparência e integridade". "A Latam repudia categoricamente qualquer hipótese de postura contrária à livre concorrência, valor inegociável para a companhia", disse a empresa. Vídeos em alta no g1 🔎 A abertura do processo não representa julgamento definitivo e tem por finalidade aprofundar a apuração, assegurar o contraditório e permitir o exame completo do conjunto de evidências. A decisão final sobre o andamento da investigação caberá ao Tribunal do Cade. A Superintendência-Geral também analisou contratos firmados por Latam e Gol com empresas que: fornecem serviços de inteligência tarifária, distribuem conteúdo; e fornecem soluções de precificação dinâmica. Segundo o Cade, essas ferramentas trazem "riscos de troca de informações comercialmente sensíveis, reduzindo a incerteza concorrencial e ampliando a capacidade coordenação". "A Superintendência-Geral destacou que, em mercados concentrados e com alta transparência informacional, o uso convergente de ferramentas algorítmicas e de infraestruturas comuns de dados pode aumentar riscos concorrenciais", disse o Cade. Com a instauração do processo administrativo, as empresas serão notificadas para apresentar defesa e indicar as provas que entenderem cabíveis.
28/04/2026 20:27:22 +00:00
Acordo entre Mercosul e União Europeia é oficializado e passa a valer em 1º de maio

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura do decreto de promulgação do Acordo Mercosul-UE Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (28) o decreto que promulga o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A medida encerra a etapa interna brasileira de incorporação do tratado ao ordenamento jurídico. No Brasil, o acordo deve começar a valer de forma provisória a partir de 1º de maio, permitindo o início da aplicação gradual de suas regras entre os blocos. A promulgação ocorre após a aprovação do texto pelo Congresso Nacional e a troca de notificações entre Brasil e União Europeia, que já haviam concluído os trâmites necessários para essa fase inicial de implementação. As negociações entre os dois blocos duraram 27 anos e resultaram em um tratado que abre caminho para a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Vídeos em alta no g1 Durante discurso, o presidente Lula ressaltou a demora para a conclusão do acordo. "Quando o acordo vem dos colonizadores para colonizados, vem com mais rapidez, mas quando colonizados resolvem levantar cabeça e dizer que eles têm direitos, as coisas criam mais dificuldades porque aí nós viramos competitivos com produtos que são produzidos em outros países", disse. Lula afirmou que o acordo "foi feito a ferro, suor e sangue". "Tem muita coisa que querem evitar, que o Brasil cresça, dispute, coloque seus produtos no mercado estrangeiro. E ele veio no momento para reforçar a ideia consagrada do multilateralismo", disse. O presidente brasileiro citou a taxação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado e disse que o Brasil, "ao invés de ficar chorando o leite derramado", procurou novos parceiros. "Está cheio de gente querendo vender, gente querendo comprar. Brasil hoje não é uma republiqueta, o Brasil é um grande país. Se o Brasil aprender a se respeitar, a gente vai negociar em igualdade de condições em qualquer país do mundo", afirmou Lula. Maior zona de livre comércio Com o decreto, o Brasil conclui sua parte no processo de ratificação interna de um acordo que envolve cerca de 720 milhões de pessoas e economias que somam mais de US$ 20 trilhões. ➡️No país, a medida deve impactar o comércio exterior com redução gradual de tarifas de importação e exportação, maior acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e abertura ampliada para bens e serviços europeus. A expectativa é de aumento da concorrência e estímulo a investimentos em diferentes setores da economia. Apesar da resistência de alguns países e setores dentro da União Europeia, o acordo segue com previsão de entrada em vigor provisória e passa a valer a partir de 1º de maio no Brasil. Isso ocorre porque a aplicação inicial pode ser feita de forma parcial, após a conclusão dos trâmites executivos entre os blocos, permitindo o início das regras comerciais enquanto o processo de ratificação completa ainda segue em discussão nas instâncias europeias. Resistência europeia Congresso promulga acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia Apesar do avanço, o acordo ainda enfrenta resistência dentro da União Europeia, especialmente de países e setores ligados ao campo e a questões ambientais. No entanto, essas divergências não impedem o início da aplicação provisória do tratado. Isso porque a entrada em vigor inicial pode ocorrer de forma parcial, após a conclusão dos trâmites executivos entre os blocos, enquanto a ratificação completa segue em análise no Parlamento Europeu. Após a aprovação entre os Estados-membros, a ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que o país pode adotar medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário francês seja prejudicado pelo acordo. Agricultores europeus comemoram em Estrasburgo, na França, a decisão do Parlamento Europeu de levar acordo comercial UE-Mercosul à Justiça, no dia 21 de janeiro de 2026 Yves Herman/Reuters Aprovação do acordo A presidência brasileira no Mercosul tinha como prioridade a conclusão do tratado. Após intensas negociações entre os países do bloco e a União Europeia, o acordo foi assinado em janeiro deste ano, já durante a presidência paraguaia do Mercosul, marcando um avanço decisivo nas tratativas. Além da etapa no Brasil, o acordo ainda precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, conforme seus próprios processos legislativos. Somente após a ratificação de todos os membros o tratado entrará em vigor de forma plena. Até lá, sua aplicação pode ocorrer de maneira gradual, conforme o avanço dos trâmites em cada país.
28/04/2026 19:59:33 +00:00
Após troca de presidente, INSS lança programa para tentar reduzir fila; veja medidas

A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira, anunciou nesta terça-feira (28) um pacote de medidas para tentar reduzir a fila de espera e melhorar o atendimento no órgão. A iniciativa reúne ações de gestão, ampliação da capacidade operacional e reforço no quadro de pessoal. (veja mais detalhes) 📊 Batizado de "Acelera INSS", o conjunto de medidas tem como objetivo reduzir o número de requerimentos analisados fora do prazo de 45 dias para menos de 400 mil em 90 dias. Atualmente, o INSS tem cerca 1,06 milhão de pedidos nesta situação. O anúncio aconteceu após a troca de presidente no órgão, que é responsável pela previdência pública no Brasil. Ela assumiu o lugar de Gilberto Waller, que assumiu o INSS em um esforço do governo para melhorar os processos no órgão após o esquema de corrupção envolvendo descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. (entenda a saída) Ana Cristina Silveira é próxima do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), de quem era secretária-executiva. Wolney assumiu o ministério após a saída de Carlos Lupi (PDT), de quem também era secretário-executivo. Lupi deixou a pasta em meio à pressão causada pelas fraudes. Vídeos em alta no g1 As medidas do INSS Entre as medidas previstas estão a intensificação de mutirões a partir de maio, a nomeação de novos servidores e ajustes em processos internos para dar mais agilidade à análise dos benefícios. Segundo o INSS, já estão em andamento as seguintes medidas: ajustes no fluxo de requerimentos para evitar retrabalho (prazo de até 30 dias); priorização da Avaliação Social do Benefício de Prestação Continuada (BPC); reprocessamento de pedidos do BPC com uso de biometria; automação da concessão de salário-maternidade; implementação de sistemas automatizados de BI com verificação de endereço; revisão do controle de prazos do BPC. A fila de espera do INSS é um dos principais gargalos da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meados de abril, ele trocou o comando do órgão porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral. Dados mais recentes mostram que, em março, a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões de solicitações. Apesar da redução, o volume é o mesmo registrado no mesmo mês de 2025. Em abril, a fila teve outra queda, para 2,5 milhões de pedidos. O INSS afirma que o acúmulo tem como causas estruturais o alto índice de reincidência de requerimentos e a capacidade operacional insuficiente no órgão. Aplicativo "Meu INSS" Reprodução/TV Globo Troca de comando Em meados de abril, Lula decidiu trocar o comando do INSS. Servidora de carreira do órgão, Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência. Graduada em direito, Ana está no INSS desde 2003, onde ingressou no cargo de analista do seguro social. Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário. Ocupou a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) de abril de 2023 até fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta do Ministério. Sua trajetória inclui, ainda, a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Lula decidiu fazer a troca porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral. Demissão de Waller O antecessor de Ana, Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social. Ele passou a ocupar a função uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 🔎 As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Na ocasião, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e demitido em abril. Em novembro, foi preso. Outros cinco servidores da cúpula do órgão também foram afastados por decisão judicial, e posteriormente, detidos pela polícia. A demissão e a nova gestão do órgão foi anunciada em nota pelo Ministério da Previdência Social no dia 13 de abril. "A partir desta segunda-feira (13), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ser liderado por Ana Cristina Viana Silveira. Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto. Ana Cristina substitui Gilberto Waller, que esteve à frente da instituição nos últimos 11 meses", diz o texto. A nota acrescenta ainda que "a escolha de uma servidora com visão sistêmica — que compreende o fluxo previdenciário desde o atendimento nas agências até a fase recursal — marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e qualidade do atendimento aos segurados."
28/04/2026 19:43:39 +00:00
EUA ordenam suspensão de envio de máquinas à 2ª maior fabricante de chips da China, diz agência

EUA e China marcam disputa no avanço da IA Reprodução/ TV Globo O Departamento de Comércio dos Estados Unidos ordenou que diversas empresas do setor de semicondutores interrompam o envio de determinadas ferramentas à Hua Hong, a segunda maior fabricante de chips da China. A informação é da Reuters. A medida, adotada na semana passada, é a mais recente tentativa de desacelerar o desenvolvimento de chips avançados no país, segundo duas fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela agência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O departamento enviou cartas a algumas empresas informando sobre novas restrições a ferramentas e outros materiais destinados às instalações da Hua Hong, que autoridades americanas acreditam poder produzir os chips mais avançados da China, segundo as fontes. Entre as empresas que teriam recebido a carta estão grandes fabricantes de equipamentos para chips dos EUA, como Lam Research, Applied Materials e KLA, todas com forte presença no mercado chinês. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 A Reuters informou, em março, que o grupo Hua Hong havia desenvolvido tecnologias avançadas de fabricação que poderiam ser usadas na produção de chips de inteligência artificial — um marco nos esforços de Pequim para ampliar a autossuficiência tecnológica. A unidade de fabricação sob contrato do grupo, a Huali Microelectronics, se preparava para adotar um processo de produção de 7 nanômetros em sua planta em Xangai, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A SMIC, maior fabricante contratada de chips da China, é atualmente a única empresa do país capaz de produzir chips com tecnologia de 7 nanômetros, segundo a reportagem. A empresa não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. As cartas do Departamento de Comércio também visam impedir envios à Huali, segundo as fontes. As ações da KLA, Lam e Applied caíram entre 4% e 6% após a divulgação das cartas pela Reuters. Já os papéis da Hua Hong recuaram 3,5% na terça-feira. EUA buscam proteger liderança em chips de IA Nos últimos anos, o Departamento de Comércio tem restringido o envio de equipamentos dos EUA para fábricas chinesas que produzem chips avançados, como parte de um esforço para preservar a liderança tecnológica do país na produção de chips de inteligência artificial e outros semicondutores, por razões de segurança nacional. As cartas recentes dão continuidade a essa política, mas podem aumentar as tensões com a China antes da reunião prevista, em maio, entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Empresas americanas de equipamentos para chips e outros fornecedores podem perder bilhões de dólares em vendas, disse uma das fontes, especialmente se abastecem fábricas em construção ou em processo de modernização para produzir chips mais avançados. As restrições podem desacelerar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, embora a Hua Hong possa substituir os equipamentos por alternativas de fornecedores estrangeiros ou locais. Um porta-voz do Departamento de Comércio se recusou a comentar. A Hua Hong não respondeu imediatamente a pedidos de comentário feitos pela Reuters. Lam Research, Applied Materials e KLA também não se manifestaram.
28/04/2026 18:56:45 +00:00
Petrobras pode aumentar preço da gasolina nas refinarias se houver redução de tributos, diz CEO

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (28) que a estatal poderia aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso a última proposta do governo federal para reduzir impostos sobre combustíveis seja aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo a executiva, esse eventual reajuste de preços não deve chegar ao consumidor final. Isso porque, assim como ocorreu com o diesel, em março deste ano, esse "desconto" bancado pelo governo abriria espaço para que a empresa eleve os preços nas refinarias sem que o impacto seja repassado às bombas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Na prática, além do valor cobrado pela Petrobras, o preço dos combustíveis na saída das refinarias também é composto por tributos federais e outros fatores. Com isso, a companhia aposta na redução desses impostos como uma forma de ampliar sua margem de lucro sem provocar um aumento no preço final pago pelo consumidor. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O governo anunciou na semana passada um projeto de lei complementar para permitir que a arrecadação de receitas extras, decorrentes da alta do preço do petróleo, seja usada para reduzir tributos sobre combustíveis, como o PIS e o Cofins. "Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor", explicou Chambriard. A executiva reiterou, no entanto, que a empresa não vai transferir ao consumidor brasileiro a "ansiedade" do momento, em meio às incertezas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. "Aguardamos o projeto do PIS e Cofins na gasolina, o que para nós também é suficiente neste momento", disse a jornalistas, após um evento no Rio de Janeiro. Segundo Chambriard, a companhia ainda não sofre pressão imediata para reajustar os preços da gasolina porque o país produz grande parte do volume consumido internamente, sem depender de importações — o que tende a reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado doméstico. O Brasil importa volumes proporcionalmente maiores de diesel do que de gasolina. Já nos combustíveis do ciclo Otto, o país conta ainda com a oferta de etanol, que complementa o abastecimento tanto na forma hidratada, usada diretamente nos veículos flex, quanto na forma anidra, misturada à gasolina fóssil. 🔎 O ciclo Otto se refere aos motores usados em carros a gasolina e etanol, como os veículos flex, que funcionam por ignição por faísca, diferente dos motores a diesel. *Com informações da agência de notícias Reuters.
28/04/2026 18:24:07 +00:00
GM espera aumento do lucro com reembolso de tarifas de Trump nos EUA

Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA. Rebecca Cook/ Reuters A General Motors aumentou sua previsão de lucros para este ano, apoiada na perspectiva de um mercado automotivo resiliente nos Estados Unidos e na expectativa de restituição das tarifas de importação impostas pelo presidente americano, Donald Trump. (entenda mais abaixo) A maior montadora dos EUA em vendas reportou um lucro antes de juros e impostos de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no primeiro trimestre do ano, acima das estimativas dos analistas, segundo dados da LSEG. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para 2026, a montadora aumentou sua perspectiva de lucro em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) — valor que corresponde ao montante que a empresa espera recuperar com o reembolso das tarifas americanas. Com isso, a companhia projeta um lucro entre US$ 13,5 bilhões e US$ 15,6 bilhões (R$ 67,3 bilhões a R$ 77,8 bilhões) no ano. Apesar da melhora na projeção para 2026, a companhia reforçou que as tarifas americanas ainda devem ter um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões) no resultado do ano. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Segundo a GM, as tarifas comerciais impostas por Trump e os custos mais elevados de energia, ligados à guerra com o Irã, estão pesando sobre os resultados — mesmo com margens maiores, impulsionadas por regras mais flexíveis de controle de poluição e economia de combustível nos EUA, introduzidas pelo presidente americano no ano passado. A GM também alertou que a inflação provocada pela guerra deve continuar pressionando seus negócios. “A principal questão que estamos observando é a evolução do conflito com o Irã”, disse a presidente‑executiva Mary Barra, ao citar o aumento dos custos de commodities e logística. A empresa afirmou ainda que desviou remessas planejadas de 7.500 SUVs do Oriente Médio por causa do conflito. A estimativa da montadora é que a inflação em matérias‑primas, semicondutores e logística reduza os lucros entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões) neste ano — cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) a mais do que o projetado no fim do ano passado. *Com informações da agência de notícias Reuters.
28/04/2026 18:12:06 +00:00
Aprovação de Trump cai em meio a preocupações com o custo de vida e a guerra com o Irã, aponta pesquisa

Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes. Jonathan Ernst/Reuters A aprovação do governo de Donald Trump continua em queda nos EUA e atingiu o nível mais baixo de seu mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Preocupações com o custo de vida no país e com a guerra contra o Irã influenciaram a queda de aprovação. O levantamento mostra que 34% dos americanos aprovam o desempenho de Trump, porcentagem menor do que os 36% registrados em meados de abril. Já a aprovação sobre como Trump conduz as medidas que afetam o custo de vida dos americanos caiu de 25% para 22% entre as duas pesquisas. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, foi realizada ao longo de quatro dias e concluída na segunda-feira (27). O levantamento foi conduzido em todo o país, de forma online, ouviu 1.014 adultos norte-americanos e apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais. Vídeos em alta no g1 A maioria das respostas foi coletada ‌antes ‌do ataque a tiros na noite de sábado (25), durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, onde Trump deveria ‌discursar. Os promotores federais acusaram o atirador de ‌tentar ‌assassinar o presidente. A posição de Trump perante a população ​dos EUA tem apresentado uma tendência de queda desde que ⁠ele assumiu ​o cargo em janeiro de 2025, quando 47% dos norte-americanos o aprovavam. Sua popularidade ⁠sofreu uma queda desde que EUA ⁠e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o que levou a um aumento nos preços da gasolina.
28/04/2026 17:26:40 +00:00
O Brasil é a 'bola da vez' na economia?

O Brasil é a 'bola da vez' na economia? BBC O Brasil voltou aos radares dos investidores estrangeiros. É o que apontam instituições financeiras e analistas internacionais, diante da disparada nos preços do petróleo, alta dos juros e valorização do real. Um relatório do Bank of America (BofA), uma das principais instituições financeiras americanas, questiona se o país pode ser o "próximo ouro", em referência ao recente bom desempenho do ativo no mercado financeiro global. Outra análise, do banco de investimentos Goldman Sachs, indica que o Brasil tem se destacado como um dos principais beneficiários da alta nos preços do petróleo provocada pelo conflito entre EUA, Israel e Irã e o fechamento do estreito de Ormuz. Ao elevar a projeção de crescimento da economia brasileira 1,6% para 1,9% em 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também apontou o país como um dos que podem ser favorecidos no curto prazo pela crise, por ser exportador líquido de energia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bom momento do Brasil, aliás, chegou às reuniões de primavera organizadas pelo FMI em Washington D.C. em meados de abril, segundo interlocutores. O colóquio é um dos dois grandes encontros globais anuais da instituição e reúne ministros das finanças, presidentes de bancos centrais, gestores de fundos, executivos e outros participantes do setor financeiro global. "O Brasil tem sido apontado como um dos locais mais atraentes do mundo emergente", disse Martín Castellano, chefe de pesquisa para a América Latina do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em entrevista à BBC News Brasil. "Mas naturalmente, muito se tem discutido sobre as próximas eleições e seus possíveis impactos nas políticas econômicas [do país]." Vídeos em alta no g1 Como o Brasil se beneficia da guerra? Há uma leitura comum de que o Brasil — e a América Latina como um todo — tem se beneficiado de um pano de fundo global positivo para os países emergentes. À primeira vista, pode parecer contraditório que um conflito com efeitos negativos para a economia mundial favoreça, ainda que marginalmente, nações específicas. Mas há uma explicação clara: o papel desses países, incluindo o Brasil, como exportadores de commodities, especialmente energia. Com as interrupções na oferta de petróleo e as incertezas nesse mercado provocadas pela guerra no Oriente Médio, os preços do combustível subiram mais de 30% desde o final de fevereiro, antes do início da guerra. Energia mais cara também encarece transporte, produção industrial e alimentos — especialmente em países dependentes de importações. Por isso, economias importadoras de commodities tendem a ser as mais prejudicadas, enfrentando inflação mais alta, desvalorização cambial e perda de renda. Para os exportadores de energia ou commodities, porém, o cenário pode ser outro. No caso do Brasil, que é considerado pelo FMI um exportador líquido de energia — ou seja, vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra — preços internacionais altos significam ganhos maiores. Esse efeito melhora os chamados "termos de troca" (a relação entre preços de exportação e importação), e pode impulsionar o crescimento econômico. Preços do combustível subiram mais de 30% desde o final de fevereiro, antes do início da guerra. Reprodução Por tudo isso, o FMI considerou em seu relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado em abril, que a guerra deve ter "um pequeno efeito líquido positivo" sobre o Brasil em 2026, elevando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual. "É importante destacar também que o Brasil é um dos países com altíssima participação de energias renováveis, o que representa outro fator atenuante", afirmou a vice-diretora no Departamento de Pesquisa do FMI, Petya Koeva Brooks, em um pronunciamento à imprensa durante as reuniões nos EUA na semana passada. Atraindo investimentos Para instituições financeiras como o Bank of America (BofA) e o Goldman Sachs, esse cenário também ajuda a consolidar o país como atrativo para investimentos estrangeiros. Mas além do peso das commodities na economia local, o Brasil se tornou destaque neste momento por conta das altas taxas de juros e o enfraquecimento do dólar. Segundo o relatório publicado pelo Bank of America (BofA) em 14 de abril, "os investidores seguem confortáveis em manter exposição ao real brasileiro e às ações brasileiras". A percepção, de acordo com os economistas do BofA, é de que o aumento nas previsões de inflação diante dos impactos da guerra e da alta do petróleo devem manter os rendimentos atrativos, já que o Banco Central pode encontrar mais dificuldades para acelerar o ritmo de cortes de juros. A avaliação veio após reuniões com clientes em Nova York, às vésperas dos encontros do FMI e do Banco Mundial, que também organiza discussões com investidores todos os anos em abril. Analistas do Goldman Sachs também apontaram em um diagnóstico de 15 de abril que o Brasil segue sendo um foco interessante para investimentos por conta do impulso das matérias-primas. O banco afirma, porém, que setores domésticos que vêm sofrendo com a crise global, como os ligados ao crescimento local (bancos, varejo, construção), podem ver sua situação melhorar à medida que os cortes de juros forem aplicados. Mas a conclusão é positiva. "Na América Latina, o Brasil se destacou como beneficiário da alta dos preços do petróleo", dizem os economistas. "Com avaliações, em nossa opinião, atrativas em relação ao nível das taxas, e com expectativas de novos cortes na taxa e alta sensibilidade do mercado acionário às taxas de juros, esperamos que as ações brasileiras tenham um desempenho superior", afirma o relatório. Até 22 de abril, o capital estrangeiro na Bolsa de Valores (B3) somou R$ 64,42 bilhões neste ano, mais que o dobro do registrado em todo o ano de 2025 (R$ 25,47 bilhões), segundo dados da consultoria Elos Ayta. Isso significa que 61,2% de tudo que entrou na bolsa brasileira em 2026 veio do exterior, uma tendência de elevação do fluxo internacional observada desde 2023. Mais recentemente, porém, o mercado acionário brasileiro vem atravessando um período de certa turbulência. O Ibovespa, principal índice da B3, registrou uma desvalorização acentuada de aproximadamente 10 mil pontos em um curto intervalo de tempo, após atingir a máxima histórica em 14 de abril. Analistas afirmam que o episódio deve ser visto mais como um ajuste típico de fluxo após um período de alta prolongado do que um sinal de alerta estrutural para a economia brasileira. Segundo um relatório do banco Santander, o movimento de venda de ações recente foi provocado principalmente por rotação global de fluxo, e não por deterioração dos fundamentos domésticos. Uma estimativa do Instituto de Finanças Internacionais indica ainda que, a cada aumento de US$ 10 no preço do petróleo, o Brasil recebe cerca de US$ 4 bilhões adicionais em entradas de dólares nas contas externas. "Isso representa aproximadamente 0,2% do PIB em termos de ingresso adicional de recursos", afirma Castellano. Para o economista e seus colegas do IIF, a alta no preço das commodities também afeta positivamente o crescimento no país. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução do preço médio das matérias-primas disparou desde o início da guerra. O índice da Sondagem Industrial, que mede a variação do preço das commodities, saltou 10,8 pontos entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, passando de 55,3 pontos para 66,1 pontos. O indicador não ficava tão alto desde o segundo trimestre de 2022, quando o fluxo de comércio global ainda se recuperava dos efeitos da pandemia de covid-19. O Brasil, que tem uma base de exportações mais diversificada do que outros países da América Latina, se beneficia especialmente desse movimento, diz Martín Castellano. "Outro fator que considero importante é que a economia brasileira é relativamente fechada, portanto não está tão exposta a choques globais", avalia. "Além disso, acredito que os investidores entendem que o governo brasileiro lidou bem com o choque das tarifas [impostas pelos] EUA, conseguiu negociar e o impacto foi relativamente limitado", diz Castellano. Depois de impor tarifas elevadas contra produtos brasileiros — em alguns casos chegando a 40% ou 50%, sob o argumento de desequilíbrios comerciais e questões políticas — o governo de Donald Trump reverteu parte dessas medidas em novembro passado. Há um temor, porém, de que o governo americano esteja se preparando para anunciar uma nova onda de tarifas, que podem ter o Brasil como alvo mais uma vez. 'A tempestade perfeita' para o real O momento de crise no Oriente Médio também foi definido como "a tempestade perfeita" para o real pelo pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-estrategista-chefe de câmbio do Goldman Sachs, Robin Brooks. Segundo Brooks, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã pode ser o gatilho para uma das maiores valorizações do real dos últimos anos. Em artigo do início de abril, ele projetou que o dólar poderia ficar abaixo de R$ 4,50. Brooks lembra o que ocorreu em 2022 como um precedente. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o petróleo do tipo Brent subiu 40% no primeiro trimestre e o real se valorizou 20%, tornando-se a moeda de melhor desempenho entre os emergentes. "Assim que os mercados perceberam que as coisas não iriam sair do controle, o real brasileiro — a personificação de uma moeda de beta alto [ou seja, uma moeda que tende a demonstrar alta sensibilidade aos ciclos econômicos globais e ao apetite por risco] — decolou de forma significativa", aponta Brooks. Para ele, esse movimento está se repetindo agora. O real foi a moeda que mais se valorizou em relação ao dólar no mundo em 2026 até o momento. No acumulado do ano, a alta foi de 10,4% até 17 de abril, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Como país exportador e autossuficiente de petróleo, o Brasil tem se beneficiado diretamente da entrada adicional de dólares, o que pressiona a moeda nacional para cima. O cenário também é reflexo da procura dos investidores estrangeiros pelo país, seja por meio da bolsa de valores ou de títulos de renda fixa, dizem os especialistas. "O Brasil, assim como vários outros países, busca consolidar o apelo de sua moeda por meio de uma economia bem administrada", aponta Colin Lewis, professor da LSE (London School of Economics and Political Science), no Reino Unido. Segundo o economista, contribuem para isso outros bons indicadores econômicos atuais do Brasil, tais como um mercado de trabalho aquecido e a previsão de crescimento de 1,9% estimada pelo FMI. "(O primeiro-ministro britânico) Keir Starmer adoraria ter um crescimento de 2% no Reino Unido", brinca Lewis. A última previsão do FMI é que a economia britânica deverá crescer apenas 0,8% em 2026, abaixo da projeção anterior de 1,3%. "O Brasil está bem conectado globalmente e projetando sua imagem como um parceiro comercial confiável e previsível", acrescenta o economista britânico em entrevista à BBC Brasil. É apenas passageiro? Mas por quanto tempo esse cenário positivo pode se manter? Para Martín Castellano, do IIF, o avanço do Brasil em relação à produção de petróleo significa que as altas internacionais no preço da commodity devem continuar a beneficiar, ou pelo menos não afetar intensamente, o país. O economista destaca a mudança estrutural da última década: "o Brasil era um importador líquido de energia até 2017, mas após mudanças significativas no setor e alterações nas políticas, o país emergiu como um exportador líquido de petróleo bruto". Em 2024, pela primeira vez na história, o petróleo foi o produto que o Brasil mais exportou, superando até a soja. No ano passado, o feito se repetiu e o país se consolidou como o sétimo exportador do mundo. No entanto, a indústria nacional importa cerca de 10% da gasolina e até 25% do diesel que consome, por conta da falta de capacidade das refinarias locais. Ainda assim, os choques causados por variações internacionais no preço dos combustíveis afetam muito menos o país atualmente do que no passado. As exportações também auxiliam no crescimento da economia. "Analisando todo o contexto global, o Brasil é percebido como uma economia bastante bem administrada, o que indica certa confiança nas mudanças estruturais que vêm ocorrendo internamente", avalia Colin Lewis. Por outro lado, afirmam os especialistas, uma mudança nas taxas de juros pode sim afastar investidores estrangeiros, apesar de melhorar o acesso doméstico a crédito e aquecer a economia internamente. Em março, o Banco Central cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos, reduzindo a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Atualmente, o mercado já espera uma nova redução, possivelmente para 14,5% ao ano. Outros dois fatores também podem interferir no atual cenário: as eleições presidenciais marcadas para outubro e o preço global dos fertilizantes. A incerteza em relação ao cenário eleitoral e o futuro das políticas públicas pode afastar alguns investidores, apontam os especialistas. Após o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em dezembro do ano passado, o principal índice da Bolsa brasileira mergulhou em fortes perdas, indicando uma possível aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro. "Lula tem uma bagagem, mas de qualquer forma os mercados já o conhecem", avalia Lewis. E segundo Martín Castellano, há uma preocupação específica com o futuro das políticas fiscais no país. "A política fiscal tem sido uma espécie de calcanhar de Aquiles de longa data para a economia brasileira", diz, apontando as mudanças constantes nessa frente e falta de disciplina como motivos que podem afastar investidores. Além disso, afirma, um aumento brusco no preço global dos fertilizantes pode ter um impacto negativo no setor agropecuário e no custo dos alimentos, neutralizando parte do ganho em outros setores. O setor dos fertilizantes é visto como um alvo invisível da guerra no Irã, principalmente a ureia, um composto nitrogenado essencial para o cultivo em escala. Para o Brasil, que tem a cadeia do agronegócio como propulsora da economia e não produz seus próprios fertilizantes, o baque pode ser grande. "O Oriente Médio fornece aproximadamente um terço das importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados. Ao mesmo tempo, o Irã responde por cerca de 20% das exportações brasileiras de milho, deixando a economia vulnerável a potenciais interrupções no fornecimento e no comércio", aponta o relatório do IIF sobre possíveis desdobramentos da crise para o Brasil.
28/04/2026 16:52:37 +00:00
Correios: balanço prévio aponta prejuízo de R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre de 2026

Dados do balancete contábil da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, obtidos com exclusividade pelo g1, apontam um prejuízo prévio de R$ 3,4 bilhões já no 1º trimestre de 2026. Nesse mesmo período do ano passado, esse valor foi de R$ 1,7 bilhão. 🔎Um balancete contábil nada mais é que um demonstrativo provisório com uma fotografia de como estão as receitas, despesas, bens e dívidas de uma empresa até um determinado momento — normalmente ao fim de um mês ou trimestre. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de a estatal divulgar oficialmente as informações contábeis. E, segundo os Correios, as demonstrações contábeis referentes ao 1º trimestre de 2026 "ainda estão em processo de fechamento". Enquanto as receitas registradas até 31 de março de 2026 se mantiveram estáveis, os gastos subiram nesse mesmo período (entenda mais abaixo). Receitas: R$ 4,1 bilhões em 2025 e R$ 4 bilhões em 2026; Despesas: R$ 6,4 bilhões em 2025 e R$ 7,4 bilhões em 2026. Vídeos em alta no g1 Entretanto, esse aumento nas despesas já era previsto pelo departamento financeiro da estatal, que estimou gastos totais de R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026. 🔎Ou seja, houve uma redução de R$ 200 milhões (3%) nos gastos reais em comparação à estimativa. Na semana passada, os Correios divulgaram o resultado de 2025, com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos. O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução Perfil das despesas Nos gastos, a despesa com pessoal — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios por ter afetado diretamente a situação financeira da empresa — permaneceu controlada no primeiro trimestre de 2026. Os dados contábeis apontam que esses gastos mantiveram certa estabilidade, saindo de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,6 bilhões no mesmo período deste ano — um aumento de R$ 80 milhões de um ano para o outro. Os grupos de despesas que justificaram o aumento dos gastos foram os das despesas financeiras e com provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais que, posteriormente, viram precatórios. 🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica. As despesas financeiras tiveram um aumento expressivo de 312%, passando de R$ 224 milhões em 2025 para R$ 925 milhões em 2026. Nessa rubrica entram gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões tomados pela estatal no fim do ano passado, cuja previsão é de gerar um custo total de R$ 22,4 bilhões em juros. Já as despesas com provisões e perdas ficaram acima do previsto. Enquanto a estimativa inicial era de R$ 1,2 bilhão, o valor executado chegou a R$ 1,4 bilhão. O montante também representa uma alta de 66,7% em relação às despesas registradas em 2025, que somaram R$ 834 milhões. Perfil das receitas As receitas com prestação de serviços e venda de produtos permaneceram praticamente estáveis, com uma leve redução de R$ 84 milhões na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e 2026. O principal impacto veio da queda nas receitas com encomendas internacionais. Até 31 de março de 2025, os Correios haviam registrado R$ 393 milhões nesse tipo de receita. Nos três primeiros meses de 2026, o valor caiu para R$ 156 milhões — R$ 237 milhões (60,3%) a menos do que no mesmo período do ano anterior. O desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais. O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. Em 2024, os Correios registraram R$ 3,9 bilhões em receitas com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões em relação a 2023. No ano seguinte, o valor despencou para R$ 1,3 bilhão, uma queda de R$ 2,6 bilhões em comparação com 2024. Com isso, essa fonte de receita, que chegou a representar 22% do total em 2023, passou a responder por apenas 7,8%. A estatal também registrou redução nas receitas com encomendas gerais, de 5,4%, o equivalente a R$ 128 milhões. Em contrapartida, houve aumento expressivo nas receitas de outros serviços. O principal destaque foi a área de logística, cuja receita saltou de R$ 103 milhões para R$ 258 milhões em 2026, crescimento de 150%. Em seguida, aparecem os serviços de conveniência, que avançaram 56%, passando de R$ 32,6 milhões para R$ 50,9 milhões. Também houve alta nas receitas com malotes, de 19,2%, e com mensagens — geralmente cartas de comunicação entregues em domicílios —, que cresceram 11,4%, ou R$ 124,8 milhões, saindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,2 bilhão.
28/04/2026 16:37:49 +00:00
Democratas pedem a Trump que proíba montadoras chinesas de fabricar ou vender carros nos EUA

Câmara dos Representantes dos EUA. Office of the Speaker of the House Mais de 70 democratas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pediram na terça-feira (28) ao presidente Donald Trump que não permita que montadoras chinesas construam ou vendam carros nos Estados Unidos. Os legisladores, liderados pelos representantes Debbie Dingell e Ro Khanna, pediram a Trump para manter uma proibição que conta com forte apoio de montadoras americanas e estrangeiras, além de outros grupos do setor automotivo. Em janeiro, o presidente dos EUA disse estar aberto à ideia de montadoras chinesas construírem veículos no país. “Se quiserem entrar e construir uma fábrica e contratar você, seus amigos e seus vizinhos, isso é ótimo, eu adoro isso”, afirmou Trump, ao Detroit Economic Club. Vídeos em alta no g1 No início deste mês, três senadores democratas fizeram uma carta antes da cúpula de Trump com o presidente chinês Xi Jinping, que acontece no próximo mês. “A indústria automobilística americana não deve ser cedida a um concorrente estratégico com intenção de dominação global”, diz a carta. “Pedimos que o senhor tome medidas claras e decisivas para garantir que montadoras chinesas não sejam autorizadas a entrar no mercado dos Estados Unidos sob nenhuma forma.” O governo de Joe Biden impôs regulamentações que, na prática, proíbem montadoras chinesas de vender automóveis nos EUA em janeiro de 2025, citando preocupações de segurança nacional relacionadas à capacidade dos veículos de coletar dados sensíveis de proprietários americanos. Também existem altas tarifas para carros chineses, mas os consumidores americanos têm demonstrado maior interesse nesses veículos, segundo pesquisas recentes. A Casa Branca afirmou neste mês que “embora o governo esteja sempre trabalhando para garantir mais investimentos no renascimento industrial dos Estados Unidos, qualquer ideia de que comprometeríamos nossa segurança nacional para isso é infundada e falsa.” No mês passado, associações do setor automotivo representando quase todas as grandes montadoras pediram ao governo dos EUA que mantenha as montadoras chinesas fora do país. Também no mês passado, o senador republicano Bernie Moreno, de Ohio, disse que irá propor uma legislação para isolar o mercado americano, de modo que “nunca haja um cenário em que um automóvel chinês entre em nosso mercado — seja hardware, software ou parcerias.”
28/04/2026 16:26:21 +00:00
Preços do petróleo sobem ao maior patamar em um mês, após saída dos Emirados Árabes da Opep

Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Os preços do petróleo voltaram a avançar nesta terça-feira (28) e alcançaram o maior nível em um mês, após o anúncio de saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo. Perto das 13h15, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 2,80%, cotado a US$ 111,26 o barril. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 112,53 — maior nível desde 27 de março, quando bateu US$ 112,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 3,65% no mesmo horário, a US$ 99,89. 🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O avanço nos preços da commodity ganharam força pela manhã, após os Emirados Árabes Unidos anunciarem sua saída da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, causando um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região. LEIA MAIS Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja ranking Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolso Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo Para analistas, saída dos Emirados da Opep pode enfraquecer grupo e reduzir controle sobre preços do petróleo A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação. "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito. Veja a cotação do petróleo após o anúncio: País é aliado dos EUA A decisão foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, que são um importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticaram outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de vários ataques do Irã durante o conflito. A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao aumentar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos valores do petróleo, dizendo que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã, durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou. *Com informações da agência de notícias Reuters.
28/04/2026 16:21:36 +00:00
Free flow: veja como pedir de volta dinheiro da multa de pedágio eletrônico

Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral Nesta terça-feira (28), o governo anunciou que vai suspender 3,4 milhões de multas de rodovias no sistema de pedágio eletrônico, conhecido como free flow. Quem foi multado tem até 200 dias para pagar o valor do pedágio devido e se livrar da multa. A partir desta quarta-feira (29), o sistema do Senatran vai indicar as multas como “suspensas”. O tema já vinha sendo discutido pelo número elevado de reclamações. Neste mesmo período de 200 dias, os motoristas continuarão pagando o pedágio eletrônico, mas não serão autuados. A medida visa dar um prazo para concessionárias, Estados e motoristas se familiarizarem com o novo sistema. Quem já pagou a multa pode pedir restituição. A devolução dos valores não será automática. O motorista precisa solicitar e o processo vai proceder no órgão de trânsito competente. Vídeos em alta no g1 Como recorrer da multa do pedágio eletrônico No caso da multa freeflow, o usuário precisa entrar com recurso, provar que fez o pagamento do pedágio e solicitar a restituição da multa. O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. No caso do free flow, a multa já foi aplicada e o motorista precisa explicar isso no recurso. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Aqui é preciso provar que foi pago o pedágio devido. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. A estimativa é que a devolução das multas deve alcançar R$ 93 milhões por parte do governo federal. "Eu liguei para cada governo estadual avisando dessa situação. Que existe a possibilidade de haver um complemento por parte do Estado para a restituição do valor", explicou George Santoro, ministro dos Transportes e presidente do Conselho Nacional de Trânsito.
28/04/2026 15:17:17 +00:00
Governo suspende mais de 3 milhões de multas em pedágio 'free flow' e dá prazo para tarifas vencidas

O Ministério dos Transportes anunciou, nesta terça-feira (28), a suspensão de 3,4 milhões de multas em rodovias no sistema de pedágio eletrônico, chamado de free flow. 🔎O free flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade (entenda mais aqui). A medida dá aos motoristas até 200 dias para quitar débitos do pedágio eletrônico e suspende a aplicação de multas no sistema free flow durante esse período. Ou seja, os usuários terão até 16 de novembro para pagar o que devem sem a cobrança de multas. 🚦Quem pagar as tarifas dentro deste prazo também poderá recuperar os pontos perdidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de 17 de novembro, porém, quem estiver com tarifas em aberto terá que arcar com o pedágio e a multa por atraso. O não pagamento de pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Via Dutra terá sistema de pedágio eletrônico sem parada O novo formato será adotado em um regime de transição. Segundo o governo, a medida tem como objetivo assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas. As concessionárias, por sua vez, terão 100 dias, a partir da deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para ajustarem seus sistemas e concluírem a integração de dados. O objetivo é que, com essa adequação, a cobrança esteja disponível na Carteira Digital de Trânsito. 🚨Nos casos em que o motorista já tiver feito o pagamento de multa de trânsito, ele poderá entrar com pedido de ressarcimento junto ao órgão de fiscalização de cada estado responsável pela autuação, desde que efetuado o pagamento da tarifa de pedágio correspondente, dentro do prazo de 200 dias. Quando comprovado o pagamento da tarifa de pedágio, o usuário terá direito ao ressarcimento do valor da multa. O governo estima que o valor a ser ressarcido seja aproximadamente R$ 93 milhões. LEIA MAIS: Free flow: veja como pedir de volta dinheiro da multa de pedágio eletrônico Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a previsão é que o governo publique nesta quarta-feira (29) uma resolução que trata do tema.  "Amanhã, quando a gente publicar as multas já vão aparecer suspensas no sistema do Senatran, isso é muito importante para que as pessoas não tenham dúvidas de que as novas regras estarão em vigor", afirmou Santoro.  Ao ser questionado sobre o porquê da medida, o ministro afirmou que partiu de uma avaliação do governo que o free flow não tinha sido bem comunicado. Pedágio em Guarapari, Espírito Santo - imagem de arquivo Reprodução/Ecovias Capixaba 🚗 O que é free flow? O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias. Pórticos com sensores, leitores de TAGs (transponders) e câmeras que leem placas (ANPR) são instalados em pontos da rodovia. Sempre que passa por um desses pórticos, o veículo é registrado eletronicamente, e a identificação pode ocorrer por etiqueta eletrônica (TAG) ou leitura da placa. Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária. O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.
28/04/2026 14:40:08 +00:00
Para analistas, saída dos Emirados da Opep pode enfraquecer grupo e reduzir controle sobre preços do petróleo

Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+ — que reúne aliados estratégicos do grupo — nesta terça-feira (27) cria uma nova dinâmica no mercado global da commodity e pode afetar os preços no futuro. A decisão ocorre em meio ao choque energético provocado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e representa um duro golpe para os grupos exportadores de petróleo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultados pela Reuters avaliam que o impacto não deve ser significativo no momento, já que a principal preocupação do mercado de petróleo não é a produção, mas o entrave logístico após o fechamento do Estreito de Ormuz. “O anúncio de hoje não altera nada nesse aspecto”, afirmou à Reuters o estrategista sênior de pesquisa da Pepperstone, Michael Brown. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 "A meta de produção pré-conflito dos Emirados Árabes Unidos, de 5 milhões de barris por dia em 2027, agora pode se mostrar mais provável de ser alcançada, o que ajudará os preços do petróleo bruto a se normalizarem mais rapidamente assim que o conflito chegar ao fim", completou. Ainda assim, segundo especialistas, a decisão pode reduzir a capacidade da Opep de gerir os preços do petróleo no mercado internacional. "Essa saída levanta uma questão estratégica: se outros produtores começarem a priorizar a participação de mercado em detrimento da disciplina de cotas, a capacidade da Opep de gerir mercados (...) poderá ser cada vez mais questionada", alertou o especialista do Saxo Bank, Ole Hansen, à Reuters. Atualmente, a Opep exerce grande influência sobre os preços do petróleo ao coordenar oferta e demanda entre os países produtores e exportadores da commodity. ➡️ Funciona assim: Em vez de definir um preço fixo para a commodity, o grupo firma acordos de produção para ajustar a quantidade de petróleo disponível no mercado. São estabelecidas metas (ou cotas) para cada país que, quando cumpridas, ajudam a elevar ou reduzir os preços. Assim, quando há excesso de oferta no mercado global, o grupo reduz a quantidade de barris disponíveis, o que tende a pressionar os preços para cima. Já em períodos de maior demanda, a produção pode ser ampliada para conter altas mais intensas. Entre os países exportadores, os Emirados Árabes Unidos são o 4º maior produtor de petróleo do mundo e detêm a 5ª maior reserva da commodity. (veja o mapa e a lista abaixo) "A saída dos Emirados Árabes Unidos representa uma mudança significativa para a Opep. Juntamente com a Arábia Saudita, é um dos poucos membros com capacidade ociosa relevante — mecanismo por meio do qual o grupo exerce influência no mercado", explicou o analista da Rystad, Jorge Leon, à Reuters. Com isso, afirmou Leon, a principal implicação da decisão é uma Opep "estruturalmente mais fraca" no longo prazo. “Fora do grupo, os Emirados Árabes Unidos teriam tanto o incentivo quanto a capacidade de aumentar a produção. Isso levanta questões mais amplas sobre a sustentabilidade do papel da Arábia Saudita como principal estabilizadora do mercado e aponta para um setor potencialmente mais volátil, à medida que a capacidade da Opep de suavizar desequilíbrios de oferta diminui”, completou. Especialistas explicam que, apesar dos impactos negativos no longo prazo, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar o grupo não surpreendeu o mercado, já que o país discorda da política geral da Opep há anos. Segundo o analista sênior do Centro Carnegie Rússia-Eurásia, Sergey Vakulenko, os Emirados Árabes Unidos projetam aumentar a produção em até 30%, avanço que seria difícil de alcançar dentro das limitações impostas pela organização. “Agora, provavelmente, é o momento menos prejudicial para anunciar essa decisão. Os preços do petróleo estão elevados e há escassez real devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Quando a passagem for reaberta, a demanda deve continuar alta, já que os países estarão recompondo as reservas consumidas desde fevereiro, o que tende a sustentar os preços”, avaliou Vakulenko à Reuters. Maiores produtores de petróleo do mundo Arábia Saudita: 8,96 milhões de barris/dia Iraque: 3,86 milhões de barris/dia Irã: 3,26 milhões de barris/dia Emirados Árabes Unidos: 2,92 milhões de barris/dia Kuwait: 2,41 milhões de barris/dia Nigéria: 1,35 milhão de barris/dia Líbia: 1,14 milhão de barris/dia Venezuela: 921 mil barris/dia Argélia: 907 mil barris/dia Congo: 260 mil barris/dia Gabão: 224 mil barris/dia Guiné Equatorial: 57 mil barris/dia LEIA MAIS Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja ranking Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolso Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo *Com informações da agência de notícias Reuters
28/04/2026 14:22:35 +00:00
Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo

Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo Getty Images via BBC Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua saída dos grupos Opep e Opep+, que reúnem as principais nações produtoras de petróleo, após quase 60 anos. Os EAU afirmaram que a decisão reflete sua "visão estratégica e econômica de longo prazo e seu perfil energético em evolução". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão é vista como um golpe para o grupo, com um analista descrevendo a saída de um dos seus membros mais importantes como "o começo do fim da Opep". O ministro da Energia do país do Golfo afirmou que, por não ter mais obrigações com os grupos, o país terá mais flexibilidade. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Os Emirados Árabes Unidos aderiram à Opep em 1967 e sua saída deixará o grupo dos produtores de petróleo com 11 membros. LEIA TAMBÉM Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolso Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja ranking Saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep acende alerta sobre preços do petróleo à frente Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Financial, disse que este é "o começo do fim da Opep". "Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a Opep perde cerca de 15% de sua capacidade e um de seus membros mais obedientes." De acordo com os dados mais recentes da Opep, os Emirados Árabes Unidos produzem 2,9 milhões de barris de petróleo por ano. A Arábia Saudita, líder de fato da Opep, produz 9 milhões de barris de petróleo. "A Arábia Saudita terá dificuldades para manter o restante da Opep unida e, efetivamente, terá que assumir a maior parte do trabalho pesado em relação à conformidade interna e à gestão do mercado sozinha", disse Kavonic, acrescentando que outros membros da Opep podem seguir o mesmo caminho. "Isso representa uma reconfiguração geopolítica fundamental do Oriente Médio e dos mercados de petróleo", acrescentou. A Opep foi formada em 1960 por cinco países: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Seu objetivo tem sido coordenar a produção para fornecer receita estável para seus membros. O número de países no grupo tem flutuado ao longo dos anos, mas além dos cinco membros fundadores, hoje também fazem parte Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e República do Congo.
28/04/2026 14:22:17 +00:00
INSS restringe pedidos de aposentadoria, pensão e BPC para reduzir fila; entenda a nova regra

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor. INSS/Divulgação O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a proibir novos pedidos de aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o mesmo tipo de benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo. A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova regra altera procedimentos da norma anterior que regula a concessão de benefícios previdenciários e estabelece que o segurado não poderá fazer um novo pedido para o mesmo tipo de benefício enquanto o anterior estiver pendente. 🔎 Antes da nova regra, o INSS seguia uma norma que organizava os pedidos, mas não proibia de forma clara a realização de um novo pedido para o mesmo benefício enquanto o primeiro estava em análise ou dentro do prazo de recurso. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Com isso, era possível fazer um novo pedido mesmo com o anterior em andamento — seja para corrigir erros, incluir documentos ou tentar acelerar a análise. A partir de agora, será considerado “processo em curso” aquele cujo prazo para apresentação de recurso administrativo ainda não terminou. Ou seja, após uma negativa do INSS, o segurado terá que aguardar o prazo de recurso — geralmente de 30 dias — antes de fazer um novo pedido do mesmo benefício. 🚨 A restrição, no entanto, não se aplica a pedidos de revisão, que podem ser solicitados normalmente. Em nota, o INSS afirmou que “a medida tem como objetivo aprimorar os fluxos de análise e tornar mais eficiente o atendimento aos segurados”. "Na prática, ela busca evitar a multiplicidade de pedidos idênticos para o mesmo CPF — o que gera retrabalho administrativo e impacta negativamente o tempo de análise de todos os requerimentos." Segundo o instituto, há um “desequilíbrio estrutural relevante” na fila de pedidos, apesar do esforço contínuo para ampliar a capacidade de análise e de um “volume crescente de solicitações duplicadas”. Dados internos do INSS mostram que, do total de pedidos, 41,41% são reapresentados entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo, e 22,47% entre 91 e 180 dias. Em categorias como salário-maternidade urbano, a taxa de reincidência no mesmo dia chega a 8,45%. "Essa prática de abertura sucessiva de novos processos para o mesmo CPF, antes de esgotada a via recursal, gera múltiplos protocolos para a mesma demanda e sobrecarrega o sistema — em detrimento de quem ainda aguarda uma primeira análise", afirmou o órgão, em nota. Objetivo é reduzir fila A medida ocorre em meio aos esforços do governo para reduzir a fila de análise de benefícios, que hoje acumula milhões de pedidos. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo instituto, a fila de espera por benefícios como aposentadorias, pensões e o BPC recuou de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano. A pressão sobre o tema levou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trocar o comando do órgão, com a saída de Gilberto Waller e a nomeação da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira. Segundo o blog de Valdo Cruz, o presidente Lula decidiu pela demissão de Waller porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo e devem ser exploradas na campanha eleitoral. Gilberto Waller teve papel importante na reorganização do INSS após o escândalo de desvios em aposentadorias e pensões. No entanto, na avaliação de Lula, não conseguiu avançar de forma suficiente na redução das filas, um dos principais compromissos da atual gestão. Durante a campanha de 2022, Lula prometeu zerar a fila do INSS, mas o volume de pedidos continuou elevado. A nova presidente, Ana Cristina Silveira, é vista como alguém com experiência técnica para agilizar os processos. Antes de assumir o cargo, ela atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.
28/04/2026 14:18:27 +00:00
Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja MAPA

Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 Reuters Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Opep e da Opep+, grupos que reúnem os principais países exportadores de petróleo. O país tem a 5ª maior reserva conhecida do produto no mundo. Segundo boletim de 2025 da Opep, os Emirados têm uma reserva estimada em 113 bilhões de barris. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris — o equivalente a 17% do volume conhecido. Em seguida, aparecem Arábia Saudita (267 bilhões), Irã (209 bilhões) e Iraque (145 bilhões). O Brasil ocupa atualmente a 14ª posição no ranking, com cerca de 16 bilhões de barris. (veja mapa abaixo) Vídeos em alta no g1 🔎 O que são a Opep e a Opep+? A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional. Decisão dos Emirados acende alerta sobre preços do petróleo Como fica a Opep com a saída dos Emirados Árabes do grupo Emirados têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo Decisão inesperada O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e afirmou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região. A inesperada saída de um membro da Opep desde 1967 ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação. "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, devido à situação no estreito. País é aliado dos EUA A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito. A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.
28/04/2026 14:12:36 +00:00
Saída dos Emirados Árabes da Opep e Opep+: o que são os grupos e como eles podem afetar seu bolso

Vídeos em alta no g1 A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Opep+ a partir de 1º de maio reacendeu o debate sobre o papel desses grupos no mercado global de petróleo — e sobre como suas decisões influenciam os preços da energia no mundo. O anúncio foi confirmado pelo ministro de Energia do país, Suhail Mohamed al-Mazrouei, que afirmou que a decisão foi tomada após uma revisão das estratégias energéticas dos Emirados Árabes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dada a importância da decisão, o g1 explica como funcionam esses grupos, que reúnem alguns dos maiores produtores do mundo, e por que suas decisões podem influenciar os preços globais — inclusive em países como o Brasil. O que você vai encontrar nesta reportagem: O que é a Opep O que é a Opep+ Como esses grupos influenciam o preço do petróleo Como isso pode afetar os bolsos dos brasileiros? O que é a Opep A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, conhecida como Opep (Opec, na sigla em inglês), foi criada em 1960 por países produtores com o objetivo de coordenar a produção de petróleo e influenciar os preços no mercado internacional. Hoje, os integrantes da organização respondem por cerca de 30% da produção mundial de petróleo. No grupo, no entanto, há grandes diferenças no volume produzido por cada país. Dados do último Boletim Estatístico Anual da Opep mostram como a produção de petróleo se distribui entre os países-membros: Arábia Saudita: 8,96 milhões de barris/dia Iraque: 3,86 milhões de barris/dia Irã: 3,26 milhões de barris/dia Emirados Árabes Unidos: 2,92 milhões de barris/dia Kuwait: 2,41 milhões de barris/dia Nigéria: 1,35 milhão de barris/dia Líbia: 1,14 milhão de barris/dia Venezuela: 921 mil barris/dia Argélia: 907 mil barris/dia Congo: 260 mil barris/dia Gabão: 224 mil barris/dia Guiné Equatorial: 57 mil barris/dia Voltar ao índice. O que é a Opep+ Em 2016, diante de um período de preços baixos do petróleo, a Opep ampliou a coordenação ao firmar parceria com outros grandes produtores. Dessa aproximação surgiu a Opep+, que reúne 23 países exportadores de petróleo. Além dos integrantes da Opep, o grupo passou a incluir outros grandes produtores, como: Rússia Cazaquistão Azerbaijão Omã Bahrein Brunei Malásia Sudão Sudão do Sul México Juntas, essas nações respondem por cerca de 40% da produção global de petróleo. Voltar ao índice. Como esses grupos influenciam o preço do petróleo Os países da Opep e da Opep+ se reúnem regularmente para decidir quanto petróleo será colocado no mercado internacional. A ideia é ajustar a oferta à demanda global. Quando a procura por petróleo cai, o grupo pode reduzir a produção, diminuir a oferta e ajudar a sustentar os preços. Em momentos de maior demanda, também pode aumentar a produção, o que tende a aliviar pressões sobre o mercado. Por isso, mudanças na composição desses grupos — como a saída dos Emirados Árabes Unidos — são acompanhadas de perto por investidores e governos, já que podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo no mundo. Voltar ao índice. Como isso pode afetar os bolso dos brasileiros? Mudanças na Opep e na Opep+ costumam ser acompanhadas de perto pelos mercados porque podem influenciar o preço do petróleo no mundo — e isso, por consequência, tende a repercutir no custo dos combustíveis em diferentes países, incluindo o Brasil. Isso ocorre porque o valor do barril é um dos fatores considerados pela Petrobras ao definir os preços de produtos como gasolina, diesel, gás natural e gás de cozinha (GLP) no mercado interno. Ainda assim, é cedo para medir qual será o impacto concreto da saída dos Emirados Árabes Unidos nos preços no país. Primeiro, será preciso observar se a reação do mercado representa apenas uma oscilação momentânea ou se o movimento pode alterar de forma mais duradoura o equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo. Além disso, o preço pago pelos consumidores brasileiros depende de outros fatores além do petróleo internacional. Entre eles estão a cotação do dólar, a política de preços adotada pela Petrobras e o nível de impostos que incidem sobre os combustíveis. Voltar ao índice. Logo da Opep (que é Opec na sigla em inglês) durante reunião informal de membros da organização em Argel, capital da Argélia, nesta quarta-feira (28) Reuters/Ramzi Boudina
28/04/2026 14:03:58 +00:00
Arrecadação federal soma R$ 229 bilhões em março, com alta de 5% e bate recorde para o mês
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 229,2 bilhões em março deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 4,99% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 218,4 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de março desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️Segundo a Receita Federal, o recorde pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Primeiro trimestre Nos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 777,12 bilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 784,24 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 749,9 bilhões. O montante também é o recorde histórico para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
28/04/2026 14:00:33 +00:00
BYD tem maior queda de lucro em seis anos com diminuição das vendas na China

Fábrida da BYD em Szeged, Hungria Divulgação / BYD A montadora chinesa de veículos elétricos BYD teve a maior queda no lucro trimestral em seis anos, mostrou um documento enviado ao mercado nesta terça-feira (28), pressionada por vendas fracas no mercado doméstico e pela intensificação da concorrência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A maior vendedora de veículos elétricos do mundo, conhecida por seu foco em modelos mais acessíveis com preços abaixo de 150 mil yuans (US$ 21.931,43), enfrenta pressão de rivais como Geely e Leapmotor. O lucro líquido da BYD no primeiro trimestre caiu 55,4% em relação ao ano anterior, para 4,1 bilhões de yuans (US$ 599,46 milhões), aprofundando a queda de 38,2% registrada no quarto trimestre, segundo os dados. A receita recuou 11,8%, para 150,2 bilhões de yuans, estendendo a sequência de retração para o terceiro trimestre consecutivo. Salão de Pequim: Brasil terá 1 mil carregadores ultrarrápidos da BYD com recarga em 9 minutos até 2027; VÍDEO Vídeos em alta no g1 “A BYD precisa que os volumes de vendas domésticas ganhem força sequencialmente no segundo trimestre e que haja uma recuperação mais sustentada e de participação de mercado no terceiro trimestre para que o lucro geral melhore”, disse Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações da China na Macquarie Capital. A pressão aumentou à medida que a China reduz os subsídios de troca para carros elétricos de entrada e híbridos plug-in. As vendas totais da BYD caíram pelo sétimo mês consecutivo em março, apesar do crescimento contínuo e forte nas remessas para o exterior. Olhando para o exterior Com as vendas domésticas enfrentando uma desaceleração prolongada, a BYD está mirando agressivamente os mercados internacionais, com foco em tecnologia avançada ou na localização da produção. A maior concorrente chinesa da Tesla afirmou estar confiante em atingir sua meta de vendas no exterior de 1,5 milhão de veículos até 2026 — ou até mais — o que implicaria um crescimento superior a 40% em relação a 2025, embora não tenha divulgado uma meta total de vendas. Vincent Sun, analista da Morningstar, projetou que as exportações da BYD devem crescer entre 25% e 30% neste ano, enquanto as vendas totais de veículos devem avançar cerca de 12%. No entanto, Hsiao afirmou que as vendas no exterior podem não ser suficientes para compensar totalmente a fraqueza no mercado doméstico caso as tendências atuais persistam. Buscando recuperar sua vantagem tecnológica, a BYD está apostando ainda mais em tecnologia de carregamento ultrarrápido, com o objetivo de atrair motoristas fiéis a carros movidos a gasolina ao reduzir as preocupações com o tempo de recarga. A BYD iniciou na sexta-feira a pré-venda do seu SUV elétrico de grande porte Datang, durante o Salão do Automóvel de Pequim, juntando-se a uma lista crescente de montadoras chinesas que miram o segmento premium e intensificam a concorrência com marcas europeias de luxo.
28/04/2026 13:45:43 +00:00
Guerra no Oriente Médio: Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026

Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos. Damian Dovarganes/AP Photo Os preços da energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto em quatro anos, caso os impactos mais graves da guerra no Oriente Médio terminem em maio, afirmou o Banco Mundial nesta terça-feira (28). Os preços das commodities também podem subir ainda mais caso as hostilidades na região se intensifiquem e as interrupções no fornecimento durem mais do que o esperado, afirmou o banco em sua mais recente edição do relatório Perspectivas dos Mercados de Commodities. Segundo as projeções, a estimtiva é de um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido à alta dos preços da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo como Banco Mundial, as projeções pressupõe que os volumes de transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz — por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróelo — devem retornar gradualmente para níveis próximos aos observados antes da guerra até outubro, mas ressaltou que os riscos estão “notavelmente inclinados” para preços mais altos. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Os preços do petróleo continuaram a subir na terça-feira, enquanto os esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã estagnaram e o Estreito de Ormuz permaneceu, em grande parte, fechado, restringindo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da importante região produtora do Oriente Médio aos compradores globais. Os ataques à infraestrutura energética e as interrupções no transporte marítimo no estreito — que, antes da guerra, representava cerca de 35% do comércio global de petróleo bruto transportado por via marítima — desencadearam o maior choque de oferta de petróleo já registrado, segundo o Banco Mundial. O banco afirmou que os preços do petróleo Brent (referência internacional) permaneceram mais de 50% acima, em meados de abril, do nível registrado no início do ano. A previsão é que o preço médio do barril de Brent alcance US$ 86 em 2026, uma alta significativa em relação aos US$ 69 por barril estimados para 2025. Segundo o Banco Mundial, os preços do petróleo Brent podem atingir uma média de até US$ 115 por barril neste ano, caso instalações críticas de petróleo e gás sofram novos danos com a guerra e os volumes de exportação demorem a se recuperar. Os contratos futuros do petróleo Brent para junho eram negociados em torno de US$ 109 por barril na terça-feira, após registrarem o maior fechamento desde 7 de abril, na véspera. “A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro, com o aumento dos preços da energia; depois, com a alta dos preços dos alimentos; e, por fim, com o avanço da inflação, o que elevará as taxas de juros e encarecerá ainda mais o endividamento”, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. Segundo ele, o choque atingirá os mais pobres com mais força, agravando os problemas de países em desenvolvimento já altamente endividados. Pressão no abastecimento de alimentos O Banco Mundial também prevê que os preços dos fertilizantes aumentem 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante nitrogenado sólido mais utilizado, produzido a partir da conversão do gás natural em amônia e dióxido de carbono. O aumento dos preços dos fertilizantes tende a intensificar a pressão sobre o abastecimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando as futuras safras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais 45 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar aguda ainda neste ano, caso a guerra se prolongue. O Banco Mundial afirmou que a inflação nas economias em desenvolvimento deverá atingir uma média de 5,1% em 2026, no cenário-base — acima dos 4,7% registrados no ano passado e um ponto percentual superior às projeções feitas antes da guerra. Caso o conflito se prolongue, a inflação pode chegar a 5,8% nesses países. O crescimento econômico também sofreria um impacto significativo, segundo o banco. As economias em desenvolvimento agora devem crescer apenas 3,6% em 2026, abaixo da projeção de 4% feita antes da guerra.
28/04/2026 13:34:34 +00:00
Austrália prevê taxa a Google, Meta e TikTok se não fecharem acordo por uso de notícias de jornais do país

Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial AP/Reuters O governo da Austrália anunciou nesta terça-feira (28) que gigantes da tecnologia como Meta, Google e TikTok podem enfrentar taxações caso não negociem pagamentos a veículos de mídia locais pelo uso de notícias em suas plataformas. A proposta prevê a criação de um "Incentivo de Negociação de Notícias", que tributaria as empresas em 2,25% sobre suas receitas locais se não houver acordos diretos. O dinheiro arrecadado seria destinado a empresas de notícias para impulsionar o jornalismo australiano. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Segundo a Ministra das Comunicações, Anika Wells, a medida é uma questão de justiça, já que as grandes plataformas lucram com o trabalho jornalístico que enriquece seus feeds. Wells explicou que, caso uma plataforma decida não fechar acordos, o governo recolherá o valor da taxa e fará o repasse às organizações de notícias com base no número de jornalistas empregados. O projeto prevê ainda compensações maiores para acordos feitos com veículos de mídia de pequeno porte. Vídeos em alta no g1 A nova regra deve entrar em vigor no ano fiscal que começa em 1º de julho de 2025 e será aplicada a empresas com serviços "significativos" de busca ou redes sociais e receita local acima de 250 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 179,3 milhões). Ferramentas de inteligência artificial não estão incluídas neste pacote, pois possuem regulamentação própria. A proposta recebeu apoio de grandes grupos de mídia do país, como a News Corp Australia e a emissora pública ABC, que classificaram o plano como um passo crítico para a sustentabilidade do setor. Por outro lado, a Meta criticou a medida, afirmando que a proposta não passa de um "imposto sobre serviços digitais" e que o modelo criaria uma indústria dependente de subsídios governamentais. O Google também manifestou oposição, rejeitando a necessidade da taxa, enquanto o TikTok preferiu não comentar. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também rebateu possíveis preocupações sobre reações negativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração se opõe a impostos sobre serviços digitais. Albanese afirmou que a Austrália é uma nação soberana e que seu governo tomará decisões baseadas no interesse nacional do país. ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio
28/04/2026 12:55:01 +00:00
Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

Navio petroleiro REUTERS/Tatiana Meel Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ a partir de 1º de maio, movimento que representa um forte golpe para o grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e afirmou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região. 🔎O que são a Opep e a Opep+? A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional. A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vídeos em alta no g1 Decisão dos Emirados acende alerta sobre preços do petróleo Como fica a Opep com a saída dos Emirados Árabes do grupo Emirados têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação. "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, devido à situação no estreito. País é aliado dos EUA A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito. A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.
28/04/2026 12:45:52 +00:00
IPCA-15 acelera para 0,89% em abril, com pressão de alimentos e combustíveis

IPCA-15 acelera para 0,89% em abril O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,89% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,37% em 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O número ficou próximo das projeções de economistas, que esperavam uma alta de 0,95% no mês e inflação acumulada de 4,45% em 12 meses. Em abril de 2025, a variação havia sido menor, de 0,43%. 🎯 Mesmo assim, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, alimentação e transportes concentraram as maiores altas. Alimentação e bebidas subiu 1,46% e teve o maior peso no resultado do mês. Na sequência aparece transportes, com alta de 1,34%. Juntos, esses dois grupos responderam por cerca de 65% da alta do IPCA-15 em abril. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 1,46% Habitação: 0,42% Artigos de residência: 0,48% Vestuário: 0,76% Transportes: 1,34% Saúde e cuidados pessoais: 0,93% Despesas pessoais: 0,32% Educação: 0,05% Comunicação: 0,48% Preço dos alimentos acelera em abril No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,46% em abril, a maior pressão veio dos alimentos consumidos em casa. A chamada alimentação no domicílio passou de uma alta de 1,1% em março para 1,77% em abril. Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o resultado reflete uma combinação de fatores que afetaram o custo de alguns produtos ao longo do mês. “O movimento reflete tanto choques de oferta, fatores climáticos, quanto possíveis repasses da alta dos combustíveis para os custos logísticos”, afirma. Entre os itens que mais encareceram no último mês estão: 🥕 Cenoura: +25,43% 🧅 Cebola: +16,54% 🥛 Leite longa vida: +16,33% Já algumas quedas ajudaram a amenizar o resultado, como: 🍎 Maçã: −4,76% ☕ Café moído: −1,58% Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, parte da pressão recente também está ligada a ajustes comuns em determinados períodos do ano, sobretudo em alimentos frescos. “A alimentação no domicílio segue bastante pressionada no curto prazo, em parte por reajustes sazonais, especialmente na parte dos in natura”, diz. Gasolina e diesel pressionam preços de transportes O grupo transportes também registrou aumento mais forte de preços em abril. A alta passou de 0,21% em março para 1,34%, influenciada principalmente pelo encarecimento dos combustíveis — que os economistas destacam estar ligado ao cenário internacional. “O resultado reflete os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação doméstica, especialmente por meio dos combustíveis”, diz Sung, lembrando que a alta do petróleo tende a gerar impactos indiretos em diferentes cadeias produtivas. No período, os preços desse conjunto de produtos saíram de uma leve queda de 0,03% para uma alta de 6,06%. Os combustíveis tiveram peso relevante na prévia da inflação de abril, com destaque para a alta do diesel e da gasolina. ⛽ Gasolina: +6,23% 🚛 Óleo diesel: +16% 🌽 Etanol: +2,17% 🚗 Gás veicular: −1,55% Já Barbosa também observa que os preços dos combustíveis vêm subindo nos postos mesmo sem um reajuste oficial da Petrobras até agora. “Por hora, não vimos nenhum tipo de reajuste da Petrobras e mesmo assim os preços nos postos estão subindo, o que acabou contribuindo para o resultado do índice”, diz. Além dos combustíveis, outros itens ligados ao transporte tiveram comportamentos diferentes ao longo do mês. O preço das passagens aéreas, por exemplo, registrou queda após a forte alta observada em março. Em abril, o subitem passou de um aumento de 5,94% para uma redução de 14,32%. Já no transporte público, os preços tiveram variações mais moderadas. As tarifas de ônibus urbano subiram 0,44% no período. O custo das corridas de táxi teve alta de 0,08%, enquanto as passagens de ônibus intermunicipal avançaram 0,14%. Também houve aumento no item integração do transporte público, que reúne sistemas que permitem ao passageiro usar mais de um meio de transporte com a mesma tarifa. Nesse caso, a alta foi de 0,90% em abril. A elevação dos preços dos combustíveis sem reajuste oficial da Petrobras está sob análise e pode ser considerada irregular. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que avalia os indícios de possíveis irregularidades apontados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a fim de verificar se há elementos suficientes para a abertura de uma investigação. Na última sexta-feira (13), a estatal anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro do diesel para as distribuidoras. A medida foi divulgada um dia após o governo federal apresentar um pacote de R$ 30 bilhões com o objetivo de conter os impactos da alta do preço do petróleo. Na foto, posto de combustível em Osasco na grande São Paulo, na manhã desta terça-feira (17). ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
28/04/2026 12:00:47 +00:00
Dólar tem leve queda e fecha a R$ 4,98, com Oriente Médio e petróleo no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em leve queda de 0,01% nesta terça-feira (28), cotado a R$ 4,9817. A sessão foi marcada por voltilidade, com a moeda americana chegando a R$ 5,0155 na máxima e R$ 4,9722 na mínima do dia. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,51%, aos 188.619 pontos. As tensões no Oriente Médio seguem no centro das atenções, em meio à dificulade de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Ao mesmo tempo, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou preocupações sobre a oferta global da commodity. (entenda mais abaixo) 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã segue trazendo incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio e seus efeitos na economia global. Na segunda-feira, o governo iraniano apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz. A proposta está em análise pela Casa Branca e a expectativa é que o presidente Donald Trump e seus assessores apresentem uma resposta ou possíveis contrapropostas nos próximos dias. ▶️ Ainda no cenário internacional, os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo, a partir de 1º de maio. A decisão ocorre em meio ao choque energético provocado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e representa um duro golpe para os grupos exportadores de petróleo. Após o anúncio, os preços do petróleo subiram ao maior patamar em um mês. O barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 2,73% perto das 17h, cotado a US$ 111,19. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 112,53 — maior nível desde 27 de março, quando bateu US$ 112,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 3,70% no mesmo horário, a US$ 99,94. ▶️ No Brasil, a prévia da inflação de abril (IPCA-15) subiu 0,89% no mês e acumulou 4,37% em 12 meses. O resultado veio abaixo das expectativas de economistas, que projetavam alta de 0,95% no mês e de 4,45% no acumulado anual. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,32%; Acumulado do mês: -3,80%; Acumulado do ano: -9,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,11%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: +17,06%. Petróleo na mira dos investidores Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (28), renovando preocupações com o mercado global de energia. A alta reflete principalmente a combinação de dois fatores: dificuldades no transporte marítimo, em meio ao impasse político entre EUA e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, e a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de sair da Opep e da Opep+. ⚓ No centro dessa situação está o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico para outras regiões do mundo. 🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos. ⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta. Além disso, investidores também avaliaram a decisão dos (EAU) de sair da organização de países exportadores de petróleo. Segundo espeicalistas consultados pela Reuters, apesar de a medida não trazer impactos significativos no momento, há preocupação sobre quais são os efeitos da decisão na capacidade da Opep de gerir os preços do petróleo no mercado internacional. "Essa saída levanta uma questão estratégica: se outros produtores começarem a priorizar a participação de mercado em detrimento da disciplina de cotas, a capacidade da Opep de gerir mercados (...) poderá ser cada vez mais questionada", alertou o especialista do Saxo Bank, Ole Hansen, à Reuters. Atualmente, a Opep exerce grande influência sobre os preços do petróleo ao coordenar oferta e demanda entre os países produtores e exportadores da commodity. ➡️ Funciona assim: Em vez de definir um preço fixo para a commodity, o grupo firma acordos de produção para ajustar a quantidade de petróleo disponível no mercado. São estabelecidas metas (ou cotas) para cada país que, quando cumpridas, ajudam a elevar ou reduzir os preços. Assim, quando há excesso de oferta no mercado global, o grupo reduz a quantidade de barris disponíveis, o que tende a pressionar os preços para cima. Já em períodos de maior demanda, a produção pode ser ampliada para conter altas mais intensas. Entre os países exportadores, os Emirados Árabes Unidos são o 4º maior produtor de petróleo do mundo e detêm a 5ª maior reserva da commodity. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda nesta terça-feira, em meio às incertezas sobre os preços do petróleo e o conflito no Oriente Médio. Novas preocupações sobre o "boom" da inteligência artificial também pressionaram ações de tecnologia para baixo na sessão, conforme investidores aguardam a divulgação de novos resultados corporativos do setor. O Dow Jones caiu 0,05% enquanto o S&P 500 recuou 0,46% e o Nasdaq teve queda de 0,90%. Na Europa, o fechamento foi majoritariamente em queda. O STOXX 600 recuou 0,4%, para 606,58 pontos, enquanto o DAX perdeu 0,27%, a 24.018,26 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,11%, a 10.332,79 pontos, e o CAC 40 caiu 0,46%, para 8.104,09 pontos. Na Ásia, o movimento foi majoritariamente negativo. Em Xangai, o Shanghai Composite Index caiu 0,19%, aos 4.078 pontos, enquanto o CSI 300 Index recuou 0,27%, a 4.758 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng Index perdeu 0,95%, encerrando aos 25.679 pontos. Entre os demais mercados asiáticos, o Nikkei 225 caiu 1%, aos 59.917 pontos, enquanto o KOSPI avançou 0,39%, para 6.641 pontos. Notas de dólar em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia. Hafidz Mubarak/Reuters
28/04/2026 12:00:33 +00:00
Irã suspende exportação de aço, e Aramco, gigante do petróleo, mantém interrupção de venda de gás até fim de maio

Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025 Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço, enquanto a Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, continua com os embarques de gás paralisados. Ambas as medidas permanecem em vigor até 30 de maio. Cerca de 25% a 30% da produção de aço do Irã foi desativada após danos a instalações, informou o jornal estatal iraniano Etemad no domingo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já a suspensão das exportações de gás pela Saudi Aramco foi reportada pela agência de notícias Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com o assunto. Segundo a agência, a empresa iraniana teria informado aos seus clientes que os embarques da instalação de gás de Juaymah, no leste da Arábia Saudita, ficarão suspensos durante o mês de maio, mas a Aramco se recusou a comentar. Vídeos em alta no g1 As exportações de GLP da Saudi Aramco estão interrompidas desde o desabamento de uma estrutura de suporte na instalação, antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O incidente elevou os preços e forçou compradores a buscar alternativas de fornecimento. A Saudi Aramco informou a alguns compradores que ainda não conseguiu realizar os reparos necessários em Juaymah. Isso significa que, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, não há previsão de entregas no próximo mês, acrescentaram. Irã e o aço No Irã, as exportações de aço também estão interrompidas. Grandes produtores do país, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra. A consequente interrupção na produção gerou impactos significativos em setores como construção, automotivo e infraestrutura. Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensarem a escassez e reduzirem a demanda especulativa, de acordo com a agência de notícias iraniana Tabnak. No início de abril, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company disse que levaria entre 6 e 12 meses para restaurar as operações após os danos às instalações. O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, acrescentou o Etemad. Espera-se que os danos tenham consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.
28/04/2026 11:48:03 +00:00
Devedor Contumaz: Receita envia notificações a empresas de cigarros que devem mais de R$ 25 bilhões

Receita notifica empresas de cigarros com dívidas de R$ 25 bilhões A Secretaria da Receita Federal iniciou nesta terça-feira (28) o envio das primeiras notificações a contribuintes que podem ser caracterizados como devedores contumazes, ou seja, que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias. De acordo com o órgão, estão sendo enviadas notificações para 13 empresas do setor de fabricação de cigarros que devem mais de R$ 25 bilhões. Deste total, sete devedores já estão com o CNPJ inapto por omissão de obrigações. "A escolha desse setor para o início das notificações se deve à enorme contaminação desse mercado por devedores contumazes, com enfraquecimento da função inibidora do consumo pela tributação", informa o Fisco. "De fato, 7 empresas devedoras respondem por aproximadamente 12% do mercado produtor de cigarros. Ademais, há fortes indícios de ocultação dos reais proprietários e lavagem de dinheiro, em alguns casos", afirma o texto. Polícia encontra fábrica clandestina de cigarros em Salto Reprodução / TV TEM LEIA TAMBÉM: Entenda o que acontece com o ‘devedor contumaz’ após projeto de lei ser sancionado Após serem notificados, a Receita Federal informou que os contribuintes terão prazo de 30 dias para regularizar os débitos, adequar o patrimônio informado ou apresentar defesa administrativa, com a possibilidade de demonstrar elementos que afastem a caracterização como devedor contumaz. Caso não haja regularização ou acolhimento da defesa, os contribuintes poderão estar sujeitos às medidas previstas na lei sancionada pelo presidente Lula. Entre elas estão: a inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público (Cadin); a vedação à celebração de transação tributária; o impedimento de usufruir de benefícios fiscais e de recuperação judicial; e a declaração de inaptidão do CNPJ. Devedor Contumaz O projeto do Devedor Contumaz, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional após amplo debate, enquadra empresas que usam a inadimplência de tributos reiterada e injustificada como estratégia de negócio. Ao agir dessa forma, vendem mais barato seus produtos e prejudicam a concorrência. "A caracterização como reiterada ocorre quando há irregularidade em quatro períodos de apuração consecutivos ou seis alternados, nos últimos 12 meses. Já a inadimplência é tida como injustificada quando não existem motivos objetivos capazes de afastar a contumácia, como situações excepcionais ou comprovadas dificuldades transitórias", explicou o Fisco. A Receita Federal informou que a nova lei não tem como objetivo penalizar empresas que enfrentam dificuldades financeiras legítimas, mas sim coibir práticas reiteradas de inadimplência estratégica. "Com a medida, o poder público busca fortalecer a justiça fiscal, preservar um ambiente concorrencial saudável e incentivar o cumprimento voluntário das obrigações tributárias, em consonância com os princípios da legalidade, isonomia e transparência", concluiu o órgão.
28/04/2026 11:22:09 +00:00
Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser retirados e realocados

Na China, governo é dono da terra e moradores vivem sob concessão de 70 anos; entenda Como mostra a série "Entre Dois Mundos", do Fantástico, na China, ninguém é dono definitivo da terra onde vive. No sistema chinês, toda a terra pertence ao Estado. Quem compra um apartamento, recebe uma concessão de uso válida por 70 anos. Dentro desse prazo, caso o governo decida que uma área será transformada, os moradores podem ser obrigados a deixar o local. Nesses casos, há duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro. Foi o que aconteceu com a senhora Wang e o filho, Lawrence. Eles moravam perto do centro de Xangai, em um apartamento pequeno, até serem informados de que a região seria demolida para dar lugar a novos empreendimentos. A decisão veio do governo. Em troca, a família recebeu um imóvel novo, localizado a cerca de uma hora e meia da antiga casa — agora maior, com três quartos e infraestrutura moderna. “A maioria das pessoas aceita a mudança”, conta Lawrence. Segundo ele, muitos moradores veem a realocação como uma oportunidade de melhorar de vida, já que os novos apartamentos costumam ser mais espaçosos e novos. Mas há quem não concorde. Os mais velhos, que passaram a vida inteira no mesmo bairro, sentem o peso da ruptura. "Acontece com algumas pessoas mais velhas, que moram no mesmo lugar desde a infância, com vizinhos antigos, amigos e parentes por perto. Se você muda para um lugar novo, essas relações se rompem", diz Wang. China ou EUA: quem vai liderar o futuro? Série estreia mostrando as diferenças entre Xangai e Nova York Lawrence Wen, chefe de cozinha Reprodução/TV Globo Esse modelo é uma das engrenagens que explicam a rapidez das obras chinesas. Com um único partido no poder há décadas, o país consegue planejar e executar grandes projetos sem os embates políticos, disputas judiciais e interesses privados comuns em democracias ocidentais. Em Xangai, bairros inteiros são redesenhados como peças de um grande quebra-cabeça urbano. Quarteirões antigos cercados por arranha-céus indicam que a vez deles de desaparecer pode chegar a qualquer momento. LEIA TAMBÉM: Megaprojetos em tempo recorde: como China foi de cenário de pobreza a referência global em infraestrutura China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York Na China, governo é dono da terra e moradores vivem sob concessão de 70 anos; entenda Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: De Nova York a Xangai: uma viagem nos trilhos da disputa entre EUA e China
28/04/2026 10:59:13 +00:00
Megaprojetos em tempo recorde: como China foi de cenário de pobreza a referência global em infraestrutura

De Nova York a Xangai: uma viagem nos trilhos da disputa entre EUA e China A experiência de sair de um aeroporto e chegar ao centro da cidade em poucos minutos ajuda a traduzir o ritmo das transformações urbanas na China. Em Xangai, um trem de levitação magnética — que não toca os trilhos — pode atingir mais de 400 km/h e conecta diferentes pontos da metrópole em questão de minutos. Mais do que uma inovação tecnológica, o sistema virou símbolo de um modelo de desenvolvimento baseado em três pilares: velocidade, escala e planejamento. Veja acima o vídeo da série 'Entre Dois Mundos', no Fantástico. Nas últimas décadas, o país asiático saiu de um cenário de pobreza para se tornar referência global em infraestrutura. Aeroportos, linhas de metrô e estações ferroviárias são construídos em ritmo acelerado e, muitas vezes, replicados em diferentes regiões com padrões semelhantes — como peças de um grande sistema. Segundo especialistas, a lógica por trás desse avanço está na capacidade de planejar e executar projetos de longo prazo sem interrupções políticas. Com o mesmo grupo no poder há décadas, o país consegue alinhar decisões estratégicas e manter continuidade nas obras, algo mais difícil em democracias com alternância de governo e disputas políticas. A escala também é um fator determinante. Grandes projetos são pensados para atender milhões de pessoas e replicados em diversas cidades, o que reduz custos por unidade. Na prática, isso significa que obras complexas podem ser concluídas em poucos anos e com orçamento menor do que projetos semelhantes em países ocidentais. A combinação entre velocidade e escala impacta diretamente o custo final. Especialistas explicam que quanto mais rápido uma obra é concluída, menores são os gastos com atrasos, revisões e mudanças de projeto — um problema comum em grandes empreendimentos ao redor do mundo. Além disso, o uso intensivo de dados tem ganhado espaço no planejamento urbano chinês. Informações sobre deslocamento, consumo e comportamento da população ajudam autoridades a tomar decisões sobre onde investir e como expandir a infraestrutura, tratando as cidades como sistemas dinâmicos em constante adaptação. Apesar dos avanços, o modelo também levanta questionamentos. A rapidez na execução muitas vezes vem acompanhada de decisões centralizadas, que podem incluir a realocação de moradores para dar lugar a novos projetos. Em alguns casos, famílias são transferidas para áreas mais distantes, com compensações financeiras ou novos imóveis — um processo que nem sempre ocorre sem resistência. Especialistas destacam que esse é o principal dilema do modelo chinês: a capacidade de transformar rapidamente o espaço urbano, mas com menor peso para decisões individuais. Em contrapartida, países com processos mais participativos enfrentam maior lentidão, custos elevados e entraves políticos. China ou EUA: quem vai liderar o futuro? Série estreia mostrando as diferenças entre Xangai e Nova York China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York Trem mais rápido do mundo na China Reprodução/TV Globo Hoje, cidades como Xangai se tornaram vitrines desse modelo, reunindo arranha-céus, sistemas de transporte modernos e obras que impressionam pela escala. Ao mesmo tempo, expõem um debate mais amplo sobre o futuro das metrópoles: até que ponto é possível equilibrar eficiência, custo e participação social no desenvolvimento urbano. A resposta, ainda em construção, ajuda a explicar por que a infraestrutura se tornou peça central na disputa global por influência e desenvolvimento no século 21. O que explica avanço acelerado da infraestrutura na China o que explica avanço acelerado da infraestrutura na China
28/04/2026 07:01:29 +00:00
Brasil registra recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025; caminhoneiros lideram óbitos

Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025 O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos no ano, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento foi elaborado com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no eSocial, que reúnem dados oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho no país. A base considera apenas trabalhadores com vínculo formal, ou seja, com carteira assinada. Acidentes de trabalho no Brasil Arte/g1 Após a queda observada em 2020, em meio à retração econômica provocada pela pandemia de Covid-19, os acidentes voltaram a crescer de forma contínua. Entre 2020 e 2025, houve aumento de 65,8% nos registros de acidentes e de 60,8% nas mortes. (veja comparativo abaixo) Embora a taxa de incidência – que relaciona o número de acidentes ao total de trabalhadores formais – tenha recuado ao longo da década, o avanço no número absoluto de casos indica que a expansão do emprego formal não foi acompanhada por melhorias equivalentes nas condições de segurança. Para o auditor-fiscal do trabalho e diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT, Alexandre Scarpelli, os dados reforçam a urgência de ampliar a proteção aos trabalhadores. “Os números evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental fortalecer a cultura de prevenção, aprimorar as condições de trabalho e ampliar a atuação integrada entre governo, empregadores e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Desigualdade regional Em números absolutos, São Paulo concentra o maior volume de acidentes e mortes, reflexo do tamanho da economia. Ao todo, em 10 anos, são 2.219.859 acidentes (34,4% do total nacional) e 6.517 óbitos (23,7%). Os estados do Sul e Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes, padrão associado ao peso industrial e do setor de serviços formais nessas regiões. Por outro lado, estados como Tocantins, Mato Grosso e Maranhão apresentam as maiores taxas de letalidade, indicando maior gravidade dos acidentes. Total de acidentes de trabalho por estado Arte/g1 Mato Grosso se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade. O estado está entre os três primeiros tanto na taxa de acidentes quanto na de letalidade, reunindo o maior risco ocupacional do país. Com 1.257 óbitos e taxa de letalidade de 9,24, cerca de 1 em cada 100 acidentes resulta em morte — o dobro da média nacional. O perfil econômico, fortemente baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, ajuda a explicar o risco elevado. Já nas regiões Norte e Nordeste, há o que o estudo chama de “letalidade oculta”: apesar do menor volume de acidentes, estados como Tocantins, Maranhão, Pará, Rondônia e Piauí registram algumas das maiores taxas de mortes, indicando que os acidentes nessas regiões tendem a ser mais graves. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Saúde lidera acidentes; transporte concentra mortes A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia. Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional. Acidentes e mortes por setor Arte/g1 Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média. A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial. Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo. Acidentes e mortes por ocupação Arte/g1 Mudança no perfil dos acidentes O estudo também aponta transformações importantes no perfil dos acidentes de trabalho. Os acidentes típicos, ocorridos durante a execução da atividade profissional, representam cerca de 65% do total, mas os acidentes de trajeto ganharam peso ao longo dos anos. As doenças ocupacionais tiveram um pico atípico em 2020, impulsionadas pelos casos de Covid-19 reconhecidos como relacionados ao trabalho, especialmente entre profissionais da saúde. Outro destaque é o crescimento da participação feminina. As mulheres passaram a representar 34,2% dos acidentes registrados, com aumento de 48% ao longo da década, especialmente em setores como saúde, serviços e administração pública. Para o Ministério do Trabalho, os números reforçam a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção no país. “Os dados mostram que ainda há um longo caminho até garantir ambientes de trabalho seguros. É fundamental aprimorar as condições laborais e ampliar a atuação integrada entre governo, empresas e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o estudo. Apesar da recuperação econômica e da formalização do emprego, o cenário indica que o crescimento sem investimento em segurança cobra um preço elevado: milhares de vidas interrompidas e milhões de trabalhadores afastados todos os anos. Acidente em Araquari na quinta-feira (25) PRF/Divulgação Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
28/04/2026 06:00:43 +00:00
Crise dos fertilizantes: quase metade do adubo importado vem de países em conflito, diz relatório

Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano, aponta relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. Foto de Kashif Shah O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo, líder na produção e exportação de soja, carne bovina, café e açúcar. Ainda assim, depende fortemente de um dos principais produtos que sustentam essa atividade: os fertilizantes. Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano. Com isso, tornou-se o maior importador mundial da matéria-prima, segundo um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, elaborado por Carlos Cogo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além disso, cerca de 45% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm de países com alta propensão à instabilidade política ou violência motivada por fatores geopolíticos, como Rússia, Bielorrússia, Irã, Nigéria, entre outros. Um dos efeitos dessa dependência é a maior vulnerabilidade do Brasil a aumentos repentinos de preços. Um exemplo recente foi a disparada dos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Esse cenário deve aumentar os custos de produção da próxima safra e, mais adiante, pressionar os preços dos alimentos no Brasil. O impacto só não será imediato porque boa parte dos plantios e colheitas deste ano utilizou adubos comprados antes da guerra. Vídeos em alta no g1 Choque externo expõe fragilidade A consultoria afirma que a dependência do Brasil de países em conflito deixou de ser um “risco teórico” e já se "materializou com força em episódios recentes". "O conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, foi o teste mais severo da vulnerabilidade do agronegócio brasileiro até então", diz a Cogo. Ele relembra que, com as sanções econômicas impostas à Rússia — responsável por cerca de 23% das importações brasileiras de fertilizantes —, os preços dispararam. Naquele momento, o custo do insumo subiu para os produtores brasileiros, mas o clima favorável garantiu uma safra recorde e evitou o repasse ao consumidor. "O conflito entre Israel e Irã trouxe um novo choque ao mercado", destaca. "A paralisação de fábricas iranianas de ureia — que produzem cerca de 9 milhões de toneladas por ano — e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram em aproximadamente 20% a oferta global de fertilizantes nitrogenados", acrescenta. Entre o início da guerra e o dia 16 de abril, o preço da ureia subiu 67%, segundo dados da StoneX Brasil. Dependência por tipo de fertilizante POTÁSSIO O potássio é o nutriente com maior grau de dependência de importação, mostra o relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. O Brasil produz internamente apenas cerca de 4% do que consome e importa os outros 96% de países como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Nessa categoria, o cloreto de potássio é o principal produto importado. ➡️ O cloreto de potássio é usado nas principais culturas do país, como soja, milho, cana-de-açúcar e café, além de outras, como algodão, arroz, feijão, citros e banana. Ele fortalece as plantas, aumenta a resistência a pragas e à seca e melhora a formação de grãos e frutos. "O Brasil possui reservas conhecidas de potássio, mas sua exploração em escala comercial ainda é limitada", afirma o relatório. "O caso mais emblemático é o da Mina de Autazes, no Amazonas, cujo projeto poderia suprir até 20% da demanda nacional. No entanto, o empreendimento enfrenta, há anos, um processo de licenciamento ambiental complexo, envolvendo questões relacionadas a territórios indígenas e aos impactos ambientais na região", acrescenta. NITROGÊNIO A dependência de nitrogênio também é elevada, em torno de 95%. A ureia, principal fonte desse nutriente, é quase totalmente importada. ➡️ A ureia é utilizada em plantios como milho, cana-de-açúcar, trigo, arroz e café. Ela estimula o crescimento das folhas e a formação de grãos. "A produção industrial de nitrogênio no Brasil é onerosa. O processo mais utilizado é a síntese de Haber-Bosch, que converte gás natural e nitrogênio atmosférico em amônia, base para a produção de ureia", diz Cogo. "O principal entrave está no custo do gás natural no país, historicamente mais elevado do que nos principais produtores, como Rússia, Estados Unidos e países do Oriente Médio, onde esse insumo energético é mais abundante e barato", detalha. O analista afirma que a Petrobras já operou unidades de fertilizantes nitrogenados no país, conhecidas como FAFENs (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados). “Em 2013, a empresa vendeu essas unidades, o que levou à perda de grande parte da capacidade nacional de produção de ureia”, diz. Em janeiro de 2026, a Petrobras anunciou a retomada das operações das FAFENs da Bahia, em Camaçari, e de Sergipe, em Laranjeiras, além de aprovar a reativação da unidade Araucária Nitrogenados (ANSA), no Paraná. FÓSFORO O Brasil tem uma dependência menor de fósforo, em torno de 72%. ➡️ O fósforo é usado em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Ele estimula o desenvolvimento das raízes e garante o bom estabelecimento das plantas, especialmente nas fases iniciais do cultivo. "O país possui reservas expressivas de rocha fosfática, concentradas principalmente em Minas Gerais, Goiás e Ceará, e as explora com relativa regularidade", diz Cogo. Entre os projetos de destaque está a mina de Itataia, em Santa Quitéria (CE), com reservas estimadas em 8,9 milhões de toneladas. "Outros complexos em operação, como o da EuroChem em Serra do Salitre (MG), inaugurado em 2024 com capacidade de 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, voltadas exclusivamente ao mercado interno, indicam que o segmento de fósforo apresenta um caminho de expansão mais viável", destaca o relatório.
28/04/2026 05:00:55 +00:00
Abono salarial do PIS/Pasep: após mudanças, 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício até 2030

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL O Ministério do Trabalho estima que 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial em cinco anos, entre 2026 e 2030, por conta da mudança nas regras para a concessão do benefício. 🔎O abono salarial é um benefício anual concedido a trabalhadores que atendem a certos critérios, incluindo a participação em programas como PIS e Pasep. O número de trabalhadores que perderá o benefício sobe ano a ano, progressivamente. A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional neste mês pela equipe econômica. Pelas regras que vigoraram até 2025, o abono foi pago anualmente, no valor de até um salário mínimo, a trabalhadores que: receberam até dois salários mínimos no ano-base do abono; trabalharam com carteira assinada por ao menos 30 dias no ano-base; cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. ▶️Com as mudanças propostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de 2024, e aprovadas pelo Congresso Nacional, essa regra começou a mudar a partir deste ano. A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação. Por outro lado, o salário mínimo terá ganho real (acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal). A regra de transição vai chegar a um ponto em que, para ter acesso ao abono salarial, o trabalhador só poderá ganhar um salário mínimo e meio. Ou seja, o acesso ficará mais restrito. "Sobre as novas regras que começam a vigorar em 2026, o governo busca garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a responsabilidade fiscal a longo prazo. A transição gradual permite que o mercado de trabalho e os trabalhadores se adaptem à nova realidade, focando o benefício na parcela da população com menor renda e assegurando que o abono salarial cumpra seu papel social de forma eficiente e equilibrada", diz o Ministério do Trabalho. Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer Projeções do governo ▶️Pelo fato de o abono salarial ser corrigido apenas pela inflação em 2026, terá direito ao benefício o trabalhador que recebeu, em 2024, 1,96 salário mínimo, e não mais, dois salários mínimos. Com isso, 559 mil trabalhadores deixarão de ter acesso ao benefício neste ano. ▶️Em 2027, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,89 salário mínimo. Deste modo, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 1,58 milhão. "Para o exercício de 2027, estima-se que receberão o abono salarial trabalhadores com rendimento médio de até 1,89 salário mínimo, com reduz em 1.585.923 o número de trabalhadores que seriam beneficiados no caso de pagamento para os trabalhadores com remuneração média de até dois salários mínimos, com economia de gastos estimada em R$ 2,2 bilhões", diz o Ministério do Trabalho. Em 2028, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,83 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 2,58 milhões. Em 2029, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,79 salário mínimo. Deste modo, 3,51 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício em 2029. Em 2030, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,77 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 4,56 milhões. Aumento de gastos Apesar da economia prevista nos próximos anos com a retirada de trabalhadores que teriam direito ao benefício, pela regra anterior, o governo estimou que os valores pagos continuarão crescendo por conta do aumento no número de pessoas com carteira assinada. A expectativa é de que o número de trabalhadores celetistas avance de 59,86 milhões em 2026 para 67 milhões de trabalhadores em 2030. Com isso, o gasto anual com o abono salarial saltará, segundo as projeções do Ministério do Trabalho, de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030. Por conta do alto volume de gastos, o abono salarial é frequentemente citado por analistas como um benefício que deve ser aprimorado, ou até mesmo encerrado, pelo fato de não estar focado necessariamente na população mais pobre. De acordo com análise do economista Fabio Giambiagi publicada em 2022, o abono salarial: não combate o desemprego, pois quem recebe o abono está empregado; não combate a miséria, porque quem recebe o abono não está entre os 20% mais pobres do país. "Ele [abono salarial] ajuda a reduzir a informalidade? Não, porque quem recebe o benefício já está no mercado formal", concluiu Giambiagi, em artigo. Estudo promovido pela equipe econômica de Paulo Guedes, que comandava a Economia na gestão Jair Bolsonaro, também apontou que, do ponto de vista distributivo, a maioria do benefício tende a se concentrar nas camadas de renda média da população. "Consequentemente, o abono tem pouco efeito sobre o nível geral de desigualdade e pobreza da economia, embora contribua para uma redução da desigualdade dentro do grupo de trabalhadores formais", diz o estudo. A equipe de Paulo Guedes chegou a cogitar mudanças no abono salarial para destinar mais recursos ao Renda Brasil, programa de transferência de renda, mas a iniciativa foi abortada por Bolsonaro.
28/04/2026 05:00:54 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 115 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-sena O concurso 3.001 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 115 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (27), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
28/04/2026 03:01:14 +00:00
Entenda por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos

Blog mostra o que fazer caso o WhatsApp não consiga receber e enviar informações pelo Wi-Fi. REUTERS/Thomas White O WhatsApp confirmou recentemente mais uma atualização em sua lista de sistemas operacionais compatíveis: a partir de 8 de setembro de 2026, o aplicativo funcionará apenas em telefones que rodam o sistema Android 6.0 ou superior. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 5.0 ou 5.1 do Android perderão acesso ao aplicativo, como já aconteceu com sistemas anteriores. O WhatsApp costuma fazer revisões periódicas dos sistemas compatíveis com o seu serviço. Isso porque a Meta, dona do WhatsApp, prioriza uma lista de versões mais recentes de sistemas operacionais e que tenham mais usuários. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Vídeos em alta no g1 A Meta não divulga uma lista oficial dos aparelhos que deixarão de suportar o app de mensagens. O que ela informa é com quais sistemas ele é compatível. O Google, criador do sistema Android, o mais popular no mundo, e a Apple, responsável pelo iOS, que roda nos iPhones, costumam lançar uma nova versão todo ano, que é disponibilizada para modelos mais recentes. E mantêm, por algum tempo, versões anteriores, que atendem a aparelhos que não são tão novos. Atualmente, o WhatsApp é compatível com os sistemas: Android versão 5.0 e posterior; a partir de setembro, apenas com versão 6.0 e posterior iOS versão 15.1 e posterior Como verificar o sistema operacional do seu celular 🤖 No Android, siga este passo a passo (os termos podem ter algumas mudanças conforme a marca): Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" (ou "Sobre o telefone"); Em alguns modelos, é necessário clicar em "Informações do software" na sequência; Verifique a "Versão do Android"; 🍎 No iPhone (iOS), siga este passo a passo: Toque no ícone "Ajustes"; Depois, clique em "Geral" e "Atualização de Software"; Em seguida, verifique a última versão instalada. 👉 Caso o WhatsApp não seja compatível com o sistema instalado, é preciso atualizar para uma versão mais recente ou transferir a conta para um aparelho que suporte um sistema compatível com o app. Por que celulares antigos perdem suporte? O WhatsApp deixa de oferecer suporte para softwares mais antigos e com menos usuários porque, segundo a Meta, eles podem não abranger as atualizações de segurança mais recentes do aplicativo ou não incluir funcionalidades necessárias para operar o WhatsApp. A lista de versões de sistemas operacionais que são compatíveis com o WhatsApp é mantida na Central de Ajuda do app e atualizada anualmente. A Meta diz ainda que, antes de deixar de oferecer suporte para um sistema operacional, exibirá uma notificação no WhatsApp. "Também exibiremos alguns lembretes solicitando que você atualize o sistema", informa o app. WhatsApp lança modo avançado de segurança
28/04/2026 03:01:05 +00:00
Fragilidade dos cofres do DF remonta a 2015 e foi agravada por crise do BRB, diz estudo da UnB

Palácio do Buriti Reprodução/ Agência Brasília Um estudo do ObservaDF, vinculado à Universidade de Brasília (UnB), aponta que a fragilidade dos cofres públicos do Distrito Federal remonta a 2015 – mas foi fortemente agravada pela crise do Banco de Brasília (BRB) com o Master. O relatório analisa a evolução das contas públicas do DF entre 2015 e 2024 e conclui que, embora o governo não apresente um alto nível de endividamento, enfrenta sérios problemas de fluxo de caixa. 🔎 O fluxo de caixa é a previsão de circulação do dinheiro, ou seja, dos movimentos de entrada e saída de recursos. Um fluxo de caixa problemático, neste caso, é aquele que já prevê gastar todo o dinheiro que vai arrecadar, ou até mais – sem deixar recursos para obras, investimentos e imprevistos. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp. Ibaneis Rocha diz que arrecadação do GDF caiu De acordo com o estudo, o DF consome praticamente toda a receita que arrecada, o que limita investimentos e reduz a capacidade de resposta a choques econômicos – como a crise aberta pelas transações malsucedidas do BRB com o Banco Master. O estudo indica que o GDF pode enfrentar um impacto fiscal bilionário devido à crise. Os principais motivos para esse risco são: as operações problemáticas envolvendo o Banco Master, que envolveram recursos do governo; a necessidade de capitalizar o BRB, que vem perdendo solidez; o papel do GDF como acionista controlador do banco; a pressão dessa operação de resgate sobre as contas públicas. Miriam Leitão: BRB é o caso mais concreto de corrupção no Master Situação fiscal do DF O objetivo do relatório foi analisar a situação fiscal do Governo do Distrito Federal (GDF) no período de 2015 a 2024, abrangendo as administrações conduzidas pelos governadores Rodrigo Rollemberg (2015–2018) e Ibaneis Rocha (2019–2024). Durante o governo Rollemberg, o Distrito Federal enfrentou uma crise fiscal. Em 2015, o GDF identificou um déficit de R$ 6,5 bilhões para cobrir as despesas. Isso levou o DF a atrasar salários, negar reajustes e cortar investimentos. As despesas superaram a arrecadação, resultando em um déficit de cerca de R$ 2,5 bilhões nas contas públicas do DF – isso, só no primeiro ano. À época, o governo afirmou que as dívidas eram da gestão anterior, do governador Agnelo Queiroz (PT), que havia gasto mais e empenhado despesas sem ter os recursos necessários. De acordo com o estudo, em 2024, o DF registrou o quarto pior resultado do país em disponibilidade de caixa líquida entre os estados, evidenciando a dificuldade de manter reservas financeiras para honrar compromissos e enfrentar imprevistos. O documento afirma que a situação se agravou em 2026, último ano de mandato de Ibaneis Rocha (MDB), com sinais claros de "pressão sobre o caixa". Logo no começo do ano, o governo publicou decreto que criou limite mensal para gastos públicos. Na última semana, a governadora Celina Leão editou novo decreto determinando corte em contratos. BRB ainda busca solução financeira para cobrir fraudes do Master Embora a capital apresente um baixo nível de endividamento, o estudo revelou que quase toda a sua receita é consumida por despesas correntes, resultando em uma classificação negativa de sua capacidade de pagamento (Capag). 🔎Conforme noticiado pelo g1, o DF está com nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal, e não poderá usar a União como garantidora de um eventual empréstimo. O relatório enfatiza ainda que esse choque fiscal é particularmente grave porque o DF já apresenta uma fragilidade fiscal de fluxo. O DF opera com disponibilidade de caixa negativa e poupança corrente próxima de zero. Na prática, isso significa que a capital federal não tem margem financeira para absorver um impacto patrimonial da magnitude que o BRB pode representar. As estimativas ainda estão sendo concluídas, mas apontam um possível rombo de até R$ 13 billhões. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
28/04/2026 03:00:58 +00:00
FGTS para abater dívidas, desconto de até 90% e mais: o que se sabe sobre o pacote do governo para reduzir o endividamento

O que se sabe sobre o pacote do governo para reduzir o endividamento O governo federal vai permitir o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por brasileiros endividados, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (27). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A iniciativa integra um conjunto de medidas que busca reduzir o nível de endividamento no país. Atualmente, 80,4% das famílias estão nessa situação, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 🔎 Após encontrar entraves jurídicos, o governo havia desistido de liberar recursos do fundo para o abatimento de dívidas. A proposta, no entanto, foi retomada. Veja abaixo o que se sabe sobre o novo pacote do governo: O que as medidas preveem? Quem poderá aderir? Qual o objetivo das medidas? Terei desconto no pagamento das dívidas? Haverá restrições quanto ao uso do FGTS? Como o governo quer viabilizar o uso do FGTS? Quando as medidas entrarão em vigor? Como ficam as bets? O que as medidas preveem? Em linhas gerais, incluem a liberação do uso do FGTS e a renegociação de dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial. Como mostrou o g1, o uso do crédito rotativo do cartão — a modalidade mais cara do mercado financeiro — subiu quase 10% no primeiro trimestre. Esse tipo de crédito é apontado como um dos principais fatores do alto nível de endividamento da população brasileira. Voltar ao início. Quem poderá aderir? O recorte ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo. O g1 apurou, no entanto, que o novo programa voltado à negociação de dívidas será direcionado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105,00). Voltar ao início. Qual o objetivo das medidas? A proposta do governo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e aliviar o peso das dívidas no orçamento doméstico. A iniciativa ocorre no mesmo ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorre à reeleição. Segundo Durigan, a iniciativa prevê, como diretriz geral, a redução de dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial. Voltar ao início. Terei desconto no pagamento das dívidas? Sim. O novo programa prevê descontos no processo de renegociação e condições mais favoráveis de pagamento, com potencial de reduzir significativamente o valor das dívidas. Em alguns casos, a redução pode chegar a cerca de 90%. O ministro da Fazenda afirmou que se reuniu com os presidentes dos principais bancos do país, incluindo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para discutir a medida. "Conversamos também sobre o compromisso dos bancos com boas práticas, tanto na oferta de crédito futuro quanto do ponto de vista da educação financeira e dos projetos e programas que temos", disse. Voltar ao início. Haverá restrições quanto ao uso do FGTS? Sim. Durigan afirmou que o governo pretende impor limites ao uso do fundo, vinculando o saque ao pagamento das dívidas. "Será um saque vinculado ao pagamento da dívida do programa, mas não necessariamente maior do que a dívida", afirmou o ministro, sem dar mais detalhes. Voltar ao início. Como o governo quer viabilizar o uso do FGTS? Após enfrentar dificuldades jurídicas, o governo federal estuda editar uma Medida Provisória (MP) para permitir o uso do FGTS no abatimento de dívidas, segundo o blog da Ana Flor. Com a medida, o Executivo ganharia tempo enquanto o Congresso Nacional analisa o texto. 🔎 As MPs têm força de lei assim que são publicadas, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade. O Legislativo pode alterar ou rejeitar o conteúdo proposto pelo Executivo. Na prática, a MP daria segurança jurídica à iniciativa e passaria a valer imediatamente após a assinatura do presidente da República, mesmo que a análise pelo Congresso se estenda, inclusive em razão do ano eleitoral. Voltar ao início. Quando as medidas entrarão em vigor? Não há data definida. Segundo o ministro da Fazenda, o pacote será apresentado ao presidente Lula nesta terça-feira (28), e o anúncio oficial deve ocorrer ainda nesta semana. O blog da Ana Flor informou que o governo pretende aproveitar o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, para divulgar o programa, mesmo que a implementação fique para um momento posterior. Voltar ao início. Como ficam as bets? O governo estuda formas de restringir as apostas online para pessoas endividadas. O objetivo, segundo o ministro da Fazenda, é evitar novos ciclos de endividamento. "As instituições financeiras elogiaram muito a medida que anunciei na semana passada, que proíbe os mercados de predição, para que não se tornem um problema ainda maior para a sociedade brasileira. A gente chegou a um bom consenso técnico", afirmou nesta segunda-feira. Na semana passada, o governo bloqueou 27 plataformas de chamadas apostas de “predição”, que envolvem previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Voltar ao início. Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução
28/04/2026 03:00:43 +00:00
Carteira de pedidos da Embraer chega a US$ 32,1 bilhões e bate recorde pela 6ª vez seguida

Embraer Divulgação/Embraer A Embraer, empresa aeronáutica com sede em São José dos Campos, no interior de São Paulo, fechou o primeiro trimestre de 2026 batendo mais um recorde: a carteira de pedidos da empresa atingiu US$ 32,1 bilhões. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (27). Na cotação atual, o valor equivale a pouco mais de R$ 159,9 bilhões. No fim do ano passado, a empresa também havia batido recorde. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ao todo, a carteira de pedidos consolidada da Embraer cresceu 21,6% na comparação anual no primeiro trimestre deste ano. Segundo a empresa, a aviação comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 15 bilhões, representando alta de 50% na comparação anual. Vídeos em alta no g1 Confira abaixo o balanço por segmento: Aviação comercial: US$ 15 bilhões Aviação executiva: US$ 7,6 bilhões Serviços e Suporte: US$ 5,1 bilhões Defesa e Segurança: US$ 4,4 bilhões Segundo o balanço divulgado pela empresa nesta segunda-feira, a aviação executiva entregou 29 aeronaves no primeiro trimestre deste ano, sendo 15 jatos Phenom 300, nove jatos Praetor 500, quatro Praetor 600, além de um Phenom 100. Jato executivo Phenom da Embraer. Divulgação/Embraer Já a aviação comercial fez 10 entregas, sendo 6 aviões E175, além de três aeronaves modelo E195-E2 e uma aeronave E190-E2. A Defesa & Segurança entregou cinco aeronaves, sendo quatro A-29 Super Tucano e um KC-390 Millennium. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
27/04/2026 21:08:14 +00:00
Grupo brasileiro JHSF compra operação de aviação executiva nos Estados Unidos

O modelo Phenom 300 liderou entregas na aviação executiva da Embraer. Reprodução/TV Vanguarda A JHSF Participações, empresa brasileira que reúne um dos maiores ecossistemas voltados à alta renda da América Latina, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai comprar a operação de aviação executiva da Embassair, em Miami, nos Estados Unidos. A decisão está alinhada à estratégia do grupo de expansão internacional no setor e ao fortalecimento de seus negócios de renda recorrente. Segundo comunicado divulgado aos investidores, a operação da Embassair é totalmente dedicada ao atendimento de clientes de aviação executiva no Opa-Locka Executive Airport — um dos principais destinos de voos internacionais do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, também pertencente à JHSF. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 “[A compra possibilita] à JHSF extrair sinergias operacionais, oferecendo vantagens aos seus clientes e gerando valor em ambos os ativos”, afirmou a companhia em nota. Além da atuação na aviação executiva, o grupo também mantém negócios nos setores imobiliário, gastronômico e de shopping centers, reunindo marcas como Fasano, Chloé, Fratelli Rossetti, e Shopping Cidade Jardim. A operação foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo de investimento estruturado e gerido pela JHSF Capital, gestora de recursos do grupo. *Com informações da agência de notícias Reuters
27/04/2026 20:18:37 +00:00
Governo estuda editar MP para agilizar uso do FGTS para abatimento de dívidas

Governo quer MP para agilizar uso do FGTS por endividados O governo federal estuda editar uma Medida Provisória (MP) para viabilizar uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de dívidas, informaram ao blog fontes envolvidas no planejamento das ações. Na semana passada, o Planalto tinha desistido da proposta de usar o FGTS por ser alertado que seria necessário destravar dificuldades jurídicas. Com a MP, o governo ganha tempo enquanto o Congresso Nacional analisa. 🔎 O que são Medidas Provisórias? As MPs têm força de lei assim que publicadas, mas precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perderem a validade. O Legislativo tem a prerrogativa de alterar ou rejeitar o texto proposto pelo Executivo. O governo quer lançar já nos próximos dias um programa que ajude a população endividada a reduzir ou quitar seus débitos diretamente com os bancos, a juros menores. Ao longo do final de semana, técnicos do governo avançaram em um desenho que permite uma utilização de um percentual do valor que o trabalhador tem no FGTS. Uma MP daria segurança jurídica e, mesmo que o Congresso demore a aprovar, por conta do ano eleitoral, já passaria a valer no momento da sua assinatura pelo presidente da República. O governo quer aproveitar o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, para anunciar o programa ainda nesta semana, mesmo que ele só esteja disponível mais adiante. Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução Nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda Dario Durigan, disse que o governo vai permitir a utilização de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em programa que está sendo estruturado para brasileiros endividados. Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou que haverá restrições quanto à utilização dos recursos do fundo para abater dívidas. "A limitação que vai ter para a garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então um saque limitado, dentro do programa. Um saque vinculado ao pagamento da dívida do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida", explicou. Durigan afirmou, após reunião com representantes do setor financeiro, que apresenta as ideias sobre o programa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (28). O anúncio, ainda segundo o ministro da Fazenda, deve ser feito esta semana.
27/04/2026 20:18:01 +00:00
Agência internacional rebaixa nota da Enel e cita risco de empresa perder concessão em SP

Subestação da Enel no Cambuci, em São Paulo Amanda Perobelli/Reuters A agência internacional de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta segunda-feira (27) a nota da Enel Americas, controladora da Enel em São Paulo, e apontou como principal motivo o risco de a empresa perder a concessão de distribuição de energia no estado. A nota caiu de Baa2 para Baa3, que ainda é considerada segura para investidores, mas já no limite do chamado grau de investimento. A perspectiva negativa indica que, se o cenário piorar, a empresa pode perder esse selo e passar a ser vista como de maior risco. 🔍 A Moody’s é uma agência dos Estados Unidos que avalia o risco de empresas e governos não pagarem suas dívidas. Suas notas indicam o nível de confiança do mercado: quanto mais alta, menor o risco. Quando a nota cai, como no caso da Enel, isso sinaliza mais desconfiança e pode encarecer o acesso a crédito. Segundo a Moody’s, a piora na avaliação está diretamente ligada à decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de abrir um processo que pode levar à caducidade do contrato da Enel Distribuição São Paulo — ou seja, à perda da concessão antes do prazo. Vídeos em alta no g1 No início do mês, a diretoria colegiada da Aneel aprovou a abertura de um processo que pode encerrar antecipadamente o contrato com a concessionária. A agência considerou insatisfatório o desempenho da Enel diante de uma série de apagões prolongados nos últimos anos – o mais recente, em dezembro passado, deixou 4,4 milhões de clientes sem luz. No relatório, a Moody’s também cita uma sequência de apagões de grande escala em São Paulo, principalmente durante eventos climáticos extremos, e críticas à demora no restabelecimento da energia. Além disso, a agência reguladora suspendeu a análise de renovação antecipada do contrato, o que aumenta a incerteza sobre a permanência da empresa no estado. LEIA TAMBÉM: Entenda o que acontece se o contrato da Enel em SP for encerrado Concessão em SP A distribuidora em São Paulo é um dos principais ativos da Enel Americas. Segundo a agência, o contrato responde por cerca de 20% de todo o lucro operacional da companhia. Outras concessões no Brasil, como as do Ceará e do Rio de Janeiro, também enfrentam incertezas, embora já tenham recebido sinalização técnica favorável à renovação. Juntas, elas representam cerca de 13% do resultado da empresa. Ainda segundo a Moody’s, a companhia terá vencimentos de dívida nos próximos anos, além de precisar manter investimentos elevados — estimados em até US$ 3 bilhões por ano, ou cerca de R$ 15 bilhões — para melhorar a rede e reduzir falhas no serviço. Procurada, a Enel não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Carro de energia da Enel faz reparos em poste de luz da Avenida Sapopemba, Zona Leste de SP. Rodrigo Rodrigues/g1 Ranking A Enel São Paulo foi a distribuidora de energia que regrediu mais posições no ranking de avaliação das concessionárias de grande porte da Aneel em 2025. A companhia ficou na 30ª colocação entre as 33 empresas com mais de 400 mil clientes no país, nove posições abaixo da registrada no ano anterior. A avaliação do órgão regulador levou em conta a frequência e a duração das interrupções no fornecimento de energia, consolidadas no índice de Desempenho Global de Continuidade (DGC). Segundo a Aneel, no geral, a qualidade dos serviços melhorou no ano passado em comparação com 2024. Em média, os consumidores ficaram 9,3 horas sem luz no ano, uma redução de 9,2%. O resultado da Enel, porém, foi negativo. O DGC da empresa passou de 0,8 em 2024 para 0,9 no ano passado – indicadores mais altos refletem mais frequentes e mais longas no fornecimento de energia. Com sede na capital paulista, a Enel SP atende a mais de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana.
27/04/2026 20:09:07 +00:00
WhatsApp deixará de funcionar em celulares Android antigos em setembro; saiba se seu telefone será afetado

Blog mostra o que fazer caso o WhatsApp não consiga receber e enviar informações pelo Wi-Fi. REUTERS/Thomas White O WhatsApp deixará de funcionar em telefones celulares que utilizam sistema Android mais antigos a partir de 8 de setembro de 2026, quando o app só será compatível com modelos que rodam o Android 6.0, lançado em 2015, ou versões mais recentes. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 5.0 ou 5.1 do Android perderão acesso ao aplicativo, como já aconteceu com sistemas anteriores. Em sua Central de Ajuda, o WhatsApp exibe a mensagem: "a partir do dia 8 de setembro de 2026, o WhatsApp será compatível apenas com Android 6 e posterior. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Vídeos em alta no g1 Para continuar usando o aplicativo, a pessoa precisa atualizar o sistema Android ou transferir a conta para um aparelho com uma versão mais recente. 👉 Veja abaixo como conferir a versão do seu Android e se há atualização disponível: Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" (ou "Sobre o telefone"); Em alguns modelos, é necessário clicar em "Informações do software" na sequência; Verifique a "Versão do Android"; No momento, segundo a Central de Ajuda do WhatsApp, não há alterações para quem usa iPhone. O requisito continua sendo o iOS versão 15.1 e posterior ou superior. Por que isso acontece? O WhatsApp está sempre fazendo correções de falhas, principalmente de segurança, e incluindo novas funcionalidades no aplicativo. Nem sempre esses modelos mais velhos conseguem suportar essas atualizações. Vale lembrar que as atualizações de segurança são constantes em qualquer aplicativo e fundamentais para evitar que o usuário — e especialmente seus dados pessoais — fiquem vulneráveis. A empresa explica que, anualmente, faz uma revisão dos sistemas Android e iOS (iPhone) mais antigos e com menor número de usuários. Com base nesse levantamento, a empresa pode definir uma nova versão mínima exigida para o funcionamento do app. A Meta não divulga uma lista oficial dos aparelhos que deixarão de suportar o app de mensagens. O que ela informa é com quais sistemas ele é compatível. WhatsApp lança modo avançado de segurança
27/04/2026 20:08:42 +00:00
Governo vai liberar uso de FGTS em programa para brasileiros endividados, diz Durigan

Governo quer MP para agilizar uso do FGTS por endividados O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27) que o governo vai permitir, com restrições, a utilização de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em um programa que está sendo estruturado para reduzir o nível de endividamento dos brasileiros. Durigan afirmou, após reunião com representantes do setor financeiro, que vai apresentar as ideias sobre o programa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (28). O anúncio, ainda de acordo com o ministro da Fazenda, deve ser feito nesta semana. Governo havia recuado da medida O governo havia desistido da proposta de liberar recursos do FGTS para o abatimento de dívidas por ter encontrado dificuldades jurídicas na operação. Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou que o governo avalia impor uma limitação à utilização do fundo, vinculando o saque ao pagamento da dívida. "A limitação que vai ter para a garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então um saque limitado, dentro do programa. Um saque vinculado ao pagamento da dívida do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida", explicou. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR Redução de juros O Ministério da Fazenda negocia com os bancos medidas para reduzir o endividamento das famílias e empresas brasileiras. Uma nova fase do programa Desenrola, que permitiu renegociação de dívidas, seria uma forma de ajudar famílias endividadas devido aos juros altos e às dívidas que se avolumam. Segundo Durigan, a iniciativa prevê, como diretriz geral, a redução de dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial. No processo de renegociação, haverá descontos para reduzir os juros no endividamento dos brasileiros. A redução poderá chegar a cerca de 90%. "Tive a honra de me reunir com os CEOs dos principais bancos, inclusive do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, e a gente passou em revista todos os pontos do programa. A área técnica me acompanhou, eu arbitrei os pontos finais e vou levar para o presidente amanhã para que ele, nos próximos dias, anuncie esse programa", declarou o ministro. O g1 apurou que a nova fase do programa será direcionada aos brasileiros que recebem até cinco salários mínimos. A ideia é diminuir o comprometimento da renda familiar e aliviar o peso das dívidas no orçamento doméstico neste ano em que o presidente Lula concorre à reeleição. Governo quer limitar bets O ministro da Fazenda voltou a dizer que o governo estuda formas de restringir as apostas online àqueles que estão endividados. O objetivo, segundo ele, é evitar novos ciclos de endividamento. "As instituições financeiras também têm grande apoio a esse ponto, elogiaram muito a medida que anunciei na semana passada, que proíbe os mercados de predição, para que eles não se tornem um problema ainda maior para a sociedade brasileira. A gente chegou a um bom consenso técnico", afirmou. Na semana passada, o governo bloqueou 27 plataformas de chamadas apostas de “predição”, que fazem previsões atreladas a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.
27/04/2026 19:35:33 +00:00
'Comprem agora': ministro espanhol alerta que guerra pode disparar preço de passagens aéreas

Avião da Ryanair no aeroporto de Eindhoven, na Holanda REUTERS/Piroschka van de Wouw Enquanto líderes mundiais evitam tratar publicamente dos impactos econômicos diretos da guerra no Oriente Médio, um ministro europeu decidiu quebrar o silêncio. Na segunda‑feira (27), o ministro espanhol da Indústria e do Turismo, Jordi Hereu, fez um alerta incomum à população: comprar passagens aéreas o quanto antes, antecipando uma escalada de preços tida como inevitável, impulsionada pelo encarecimento do petróleo e do querosene de aviação. Impulsionada pela guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã, a ameaça de subida meteórica no preço do querosene pode provocar uma alta generalizada das tarifas aéreas, sobretudo no início do verão no hemisfério norte.  Vídeos em alta no g1 A advertência, feita em entrevista ao jornal econômico Expansion, colocou no centro do debate um tema sobre o qual governos e companhias vinham falando apenas em tom técnico – ou evitando deliberadamente: o risco concreto de aumento abrupto do transporte aéreo, e até de cancelamentos em cadeia por falta de combustível. Turismo recorde, mas com base frágil A Espanha vive um paradoxo. Em 2025, o país recebeu um número recorde de 97 milhões de turistas, alta de 3,5% em relação a 2024, consolidando‑se como um dos principais destinos turísticos do mundo. Segundo Jordi Hereu, o país poderia manter um ritmo de crescimento semelhante em 2026, sustentado pela forte demanda internacional. Mas esse cenário otimista começa a ser tensionado por um fator externo sobre o qual o setor não tem controle: o custo do combustível de aviação. O ministro foi explícito ao afirmar que a alta do querosene ameaça elevar as tarifas aéreas e pressionar negativamente a demanda, sobretudo em voos de média e longa distância. “Comprem agora” A recomendação feita por Hereu foi direta e pouco usual para um integrante de governo: “O que recomendamos é que as pessoas comprem seus bilhetes desde já, porque é verdade que as companhias aéreas estão usando atualmente querosene comprado há algum tempo. Existe, portanto, um risco real de flutuação dos preços.” O ministro acrescentou que já é evidente que os preços subiram e que isso pode afetar a disposição dos consumidores em viajar, apesar da força do turismo espanhol. Ele afirmou ainda que autoridades espanholas e europeias estão tomando medidas para evitar uma escassez de combustível, sinalizando que o problema já é tratado como estrutural, e não hipotético. Segundo a organização europeia Transport & Environment, a alta recente do petróleo já acrescentou mais de US$ 100 (cerca de € 85) ao custo de voos de longa distância com origem na Europa. Esse aumento tende a ser repassado ao preço final das passagens, alimentando uma espiral de reajustes em plena temporada alta. As companhias aéreas, até agora, vinham absorvendo parte do impacto graças a contratos de compra antecipada de combustível. Mas esse amortecedor tem data de validade. Companhias começam a cancelar voos O cenário deixou o plano teórico e entrou na prática. A Transavia, companhia de baixo custo do grupo Air France‑KLM, confirmou que vai ajustar sua malha aérea em maio e junho para otimizar custos diante da disparada do preço do querosene, consequência direta da guerra no Oriente Médio. A empresa informou que será obrigada a cancelar parte dos voos previstos para maio e junho de 2026, ainda que essas cancelamentos representem menos de 2% da programação total nesse período. Segundo a Transavia, os clientes afetados estão sendo avisados individualmente por SMS e e‑mail, com direito, conforme a escolha, a remarcação sem custo, crédito ou reembolso integral. Para a maioria dos voos cancelados, uma alternativa de remarcação em até 24 horas está sendo oferecida. Em declaração à AFP no domingo, confirmando informação divulgada pela rádio RMC, um porta‑voz da companhia afirmou que, “em razão do contexto geopolítico atual no Oriente Médio e de suas repercussões sobre o preço do combustível de aviação, a Transavia França está adaptando sua programação de voos e é obrigada a proceder ao cancelamento de vários voos previstos para os meses de maio e junho de 2026”. Ryanair alerta: junho é o ponto crítico O diretor‑executivo da Ryanair, Michael O’Leary, afirmou que não se espera escassez de querosene em maio na Europa, mas que junho já é uma incógnita. Segundo ele, as próprias petroleiras admitem não conseguir garantir totalmente o fornecimento para esse período. O’Leary foi direto ao associar os preços elevados à condução do conflito: “Enquanto a guerra no Oriente Médio continuar e Trump continuar a lidar com isso tão mal, os preços do combustível permanecerão necessariamente mais altos.” Segundo o executivo, 10% a 20% do abastecimento da Ryanair está em risco. Ele destacou que o Reino Unido é o país mais exposto a cancelamentos, por depender em parte de fornecimento do Kuwait, diretamente impactado pelo bloqueio de Ormuz. A França, por ora, afirma não enfrentar dificuldades imediatas de abastecimento, mas o governo admitiu que poderá liberar parte de seus estoques estratégicos se surgirem problemas de volume. A declaração foi feita pela porta‑voz do governo francês, Maud Bregeon, em 19 de abril. Mesmo assim, a incerteza cresce, principalmente em relação ao mês de junho. Dependência europeia do Golfo e o bloqueio do estreito de Ormuz O problema estrutural é conhecido: a Europa importa normalmente cerca de metade do seu querosene dos países do Golfo. Desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, no fim de fevereiro, essa dependência se tornou um ponto crítico. O estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% de toda a produção mundial de hidrocarbonetos, está bloqueado por Teerã, interrompendo fluxos logísticos essenciais para o abastecimento energético global — e, por consequência, para a aviação civil. Em Bruxelas, o comissário europeu Dan Jorgensen reconheceu que a União Europeia está se aproximando “muito rapidamente” de uma potencial crise de abastecimento, com o risco concreto de um verão marcado por passagens mais caras e cancelamentos de voos. Com AFP
27/04/2026 19:14:43 +00:00
Globoplay vence prêmio de excelência em serviços ao cliente em 2026

Logo do Globoplay TV Globo O Globoplay venceu o Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente 2026, no segmento Telecomunicações – TV por Assinatura e Streaming. A premiação reconhece empresas que se destacam na experiência do consumidor, com base em avaliações práticas em múltiplos canais de relacionamento e no cruzamento de dados estratégicos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado reforça o compromisso do Globoplay em oferecer uma jornada integrada, fluida e eficiente, que combina tecnologia, uso de dados e proximidade em todos os pontos de contato. “Receber este prêmio reconhece o trabalho consistente de todo o time do Globoplay, que atua diariamente para tornar a experiência do usuário cada vez mais simples, personalizada e humanizada", diz Isabela Gonçalves, diretora de experiência de Produtos Digitais da Globo. "Colocar o usuário no centro das decisões é essencial para evoluir continuamente cada etapa da jornada, em todos os canais de relacionamento”, acrescenta. Além da vitória no segmento, o Globoplay também concorre ao título de Empresa do Ano, por voto popular, o que reflete a avaliação direta dos consumidores sobre a qualidade dos serviços. A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de maio de 2026, em São Paulo. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1
27/04/2026 19:06:20 +00:00
Governo estuda exportar sobras de energia hidrelétrica à Argentina e ao Uruguai

Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra Divulgação / Axia Energia O governo pretende propor uma nova modalidade de exportação do Brasil para a Argentina e o Uruguai, baseada na venda antecipada de energia que ainda será gerada, mecanismo conhecido como “vertimento turbinável antecipado”. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As informações constam em documentos da consulta pública aberta pelo governo nesta segunda-feira (27). 🔎 Essa modalidade permite antecipar a venda de energia que poderia ser produzida com água excedente dos reservatórios e que, sem essa medida, acabaria sendo desperdiçada. A medida permitiria gerar receita com uma energia que hoje não é usada para atender ao consumo do país e ajudaria a aliviar o excesso de energia disponível — situação que gera prejuízos às usinas solares e eólicas e dificulta a operação do sistema elétrico nacional. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A ideia já vinha sendo defendida por grandes geradores de energia elétrica, que vinham discutindo com o governo, nos últimos anos, formas de viabilizá-la. O Brasil criou, em 2022, regras para exportar aos países vizinhos a geração hidrelétrica excedente com base em vertimentos “iminentes” — e não futuros, como está sendo proposto agora. 🔎 Vertimentos iminentes são sobras de água que devem ocorrer em breve. Já os vertimentos futuros são excedentes previstos para os próximos meses, com tempo para planejamento. Essa primeira modalidade de exportação, no entanto, só foi usada em 2023, quando um período de chuvas abundantes levou as usinas hidrelétricas a abrirem seus vertedouros. Desde então, esse tipo de operação somou um benefício financeiro de R$ 788,2 milhões. Segundo a proposta anunciada nesta segunda-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá autorizar a exportação antecipada pelas hidrelétricas quando houver previsão de sobra futura de água capaz de gerar energia. Essa nova modalidade poderá ocorrer a partir da operação, pelo ONS, de usinas localizadas nos subsistemas Sul e Norte, preservando a energia de subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, considerados essenciais para garantir o abastecimento do país. A proposta considera dois períodos distintos ao longo do ano, definidos pelo ciclo de chuvas no Norte, que influencia o volume de geração das grandes hidrelétricas da região. No primeiro intervalo, de junho a novembro, correspondente ao período seco no Norte, quando normalmente as hidrelétricas da região não vertem água, poderá ocorrer a exportação antecipada, desde que haja bons níveis de água nos reservatórios do Sul do país. Já no segundo intervalo, de dezembro a maio, período mais chuvoso no Norte, a ideia é recuperar o nível de armazenamento do Sul após a exportação realizada no intervalo anterior, ampliando o uso das hidrelétricas do Norte e reduzindo a geração no Sul A modalidade abre uma oportunidade relevante para os geradores hidrelétricos, ao permitir evitar desperdícios de recursos por falta de demanda, e também deve trazer benefícios ao sistema brasileiro e aos consumidores, afirmou Marisete Dadald Pereira, presidente da Abrage, associação que reúne grandes investidores do setor, como Axia, Engie Brasil, CTG Brasil e Auren. Segundo ela, a entidade vinha mostrando ao governo que o Brasil já poderia ter exportado aos países vizinhos seus excedentes hidrelétricos nos últimos anos, assim como ocorreu com a energia termelétrica. "Em um sistema cada vez mais renovável, o desafio não é só gerar energia limpa, mas evitar que ela seja desperdiçada", disse Pereira, acrescentando que a fonte hidrelétrica costuma ser a primeira a ter sua geração reduzida pela ONS, por permitir ajustes mais rápidos no volume produzido. A nova modalidade de exportação antecipada dependerá da adesão de geradores hidrelétricos interessados e não incluirá usinas que operam sob o regime de cotas — modelo em que a energia é destinada ao mercado regulado — nem a Itaipu Binacional. A operação será conduzida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
27/04/2026 18:26:30 +00:00
Governo impõe limites contra 'juros abusivos' do crédito consignado privado

Gerenciamento das finanças: estudo mostra que idosos são plenamente capazes de cuidar do seu dinheiro Dave Dugdale is licensed under CC BY-SA 2.0. O governo federal passou a prever punições para bancos que cobrarem taxas de juros “muito acima” da média do mercado no crédito consignado privado, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (27). 🔎 A modalidade prevê o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento dos trabalhadores — o que funciona como garantia para o empréstimo. Por isso, o consignado costuma ter juros mais baixos do que outras linhas de crédito. A decisão foi tomada no fim da última semana pelo Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado. A medida não estabelece um teto específico de juros, mas define uma taxa de referência para o cálculo das cobranças. “As instituições financeiras não poderão praticar taxas de juros muito acima dessa referência. As que não cumprirem as determinações poderão ser notificadas e até suspensas do programa Crédito do Trabalhador”, disse o ministério em nota. Veja o que muda com nova regra para quem tem desconto direto no salário ou na aposentadoria Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Atualmente, a taxa média de juros dessas operações é de 3,66% ao mês, segundo o ministério. A medida também limita a 1 ponto percentual a diferença entre os juros nominais do contrato e o custo efetivo total, que inclui tributos e seguro. “Entendemos que o teto atual de juros deve ficar próximo de 4,98% ao mês. Assim, o custo efetivo total máximo permitido seria de cerca de 5,98%”, avaliou o BTG Pactual em relatório, citando surpresa negativa com a decisão. Segundo o banco, embora o governo não tenha imposto uma taxa máxima para a modalidade, como ocorre no consignado do INSS, a medida “cria um precedente” e gera incerteza sobre a evolução da média dos juros ao longo do tempo. Lançado em março de 2025, o programa Crédito do Trabalhador busca estimular a concessão de crédito com desconto em folha para trabalhadores do setor privado e tem impulsionado a demanda por essa modalidade de financiamento. De acordo com o ministério, o programa já movimentou R$ 121 bilhões em empréstimos consignados, alcançando 9 milhões de trabalhadores em operações feitas por 97 instituições financeiras. Também nesta segunda-feira, dados do Banco Central (BC) mostram que o endividamento das famílias alcançou 49,9% em fevereiro, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2005. A iniciativa voltada ao consignado será integrada a outra ação do governo, a ser anunciada nesta semana, voltada à renegociação de dívidas. A medida ocorre em meio ao aumento da inadimplência no país, o que pode afetar a percepção de bem-estar das famílias em um ano eleitoral, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve tentar a reeleição.
27/04/2026 17:47:55 +00:00
Links
  • Quem somos
PROPOSTA ONLINE

Solicite uma cotação

Sem sair de casa receba a recomendação do seguro ideal pra você.

  • Whatsapp!
  • Ligue agora!
    (11) 2777-6042
  • Fale conosco
    envie um e-mail
  • Solicite uma
    proposta
  • Conheça nossos
    produtos / serviços

Idealecorp Corretora de Seguros

1 - 00000-000 - São Paulo/SP

  • (11) 2777-6042
  • (11)99954-4417

[email protected]

Desenvolvido com Webbiz