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g1 > Economia

Exportação de petróleo pelo Brasil registra maior volume em quase 3 anos

A exportação de petróleo do Brasil cresceu 13,3% em janeiro ante o mesmo mês do ano anterior, para o maior volume mensal em quase três anos, após a entrada de quatro novas plataformas em importantes campos do pré-sal em 2025, mostraram dados oficiais do governo nesta quinta-feira (5). No total, o Brasil exportou 10,57 milhões de toneladas no primeiro mês do ano, contra 9,33 milhões de toneladas no mesmo período de 2025, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na história, o volume só perde para março de 2023, quando o Brasil exportou 11 milhões de toneladas de petróleo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Do lado da receita, entretanto, houve uma queda de 7,8% nas vendas externas de petróleo em janeiro na comparação anual, a US$ 4,3 bilhões (R$ 22,6 bilhões), diante de um recuo nos preços da commodity. No primeiro mês de 2026, o preço do petróleo vendido pelo Brasil foi de US$ 407,4 (R$ 2.142,11) por tonelada, um recuo de 18,6% ante o mesmo período de 2025. Na véspera, relatório da consultoria Rystad Energy apontou que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com uma produção prevista acima de 4,2 milhões de barris por dia. O crescimento das vendas externas do Brasil vem após o país ter batido um recorde na produção de petróleo em 2025 de 3,770 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 12,3% ante o ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta semana. No ano passado, a Petrobras colocou três novas plataformas em operação, sendo duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos os ativos importantes produtores do pré-sal da Bacia de Santos. A norueguesa Equinor, por sua vez, iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, também em Santos. Exploração de petróleo em Sergipe Agência Sergipe
05/02/2026 20:06:00 +00:00
Mesmo com tarifaço dos EUA, superávit da balança comercial sobe 86% em janeiro e chega a US$ 4,32 bilhões

A balança comercial registrou superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (5). 🔎O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. Segundo dados oficiais, houve um aumento de 85,8% no saldo positivo na comparação com o mesmo mês de 2025 (+US$ 2,34 bilhões). Esse é o melhor resultado para meses de janeiro desde 2024, quando foi contabilizado um saldo positivo de US$ 6,2 bilhões. Também foi o segundo melhor resultado para meses de janeiro de toda série histórica, que tem início em 1989. 💵De acordo com o governo, em janeiro: As exportações somaram US$ 25,15 bilhões, com alta de 3,8% na média por dia útil; As importações somaram US$ 20,1 bilhões, com queda de 5,5% na média por dia útil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Destaques das exportações em janeiro Óleos brutos de petróleo: US$ 4,3 bilhões, com queda de 7,8% Minério de ferro: US$ 2,05 bilhões, com recuo de 8,6% Carne bovina: US$ 1,3 bilhão, com aumento de 42,5% Café não torrado: US$ 1,01 bilhão, com queda de 23,7% Celulose: US$ 957 milhões, com queda de 6,1% Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. Bruno Leão/Sedecti LEIA TAMBÉM: Taxa das blusinhas: Receita Federal arrecada recorde de R$ 5 bilhões em 2025, mesmo com queda de encomendas internacionais Tarifaço dos Estados Unidos Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,4 bilhões em janeiro deste ano, contra US$ 3,22 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um recuo de 25,5%. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,07 bilhões em janeiro deste ano, com queda de 10,9% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,44 bilhões). Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 668 milhões no primeiro mês de 2026. O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio. Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes. Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta segue tarifada. A situação da balança comercial brasileira em janeiro só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, México e Oriente Médio. Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA, apesar de o Brasil ter registrado queda de exportações para a União Europeia e com o Mercosul no primeiro mês deste ano. Exportações para outros blocos e regiões em janeiro: China: +17,4%, para US$ 6,47 bilhões; Mercosul: -13,5%, para US$ 1,45 bilhão; União Europeia: -6,2%, para US$ 3,92 bilhões; México: +24,4%, para US$ 411 milhões; Oriente Médio: +31,6%, para US$ 1,78 bilhão.
05/02/2026 18:00:29 +00:00
Bitcoin cai abaixo dos US$ 70 mil e registra menor nível desde a reeleição de Trump

Ilustração mostra representação de bitcoin. Dado Ruvic/ Reuters A cotação do bitcoin operava em queda nesta quinta-feira (5), e a moeda digital era negociada abaixo de US$ 70 mil pela primeira vez desde a eleição de Donald Trump, em novembro de 2024. O republicano é um defensor da criptomoeda. Após ser negociado brevemente a US$ 69.821,18 (ou R$ 367.800 reais), o bitcoin caía 3,26%, a US$ 70.256 (R$ 370.100), por volta das 9h, prolongando a queda associada à menor disposição dos investidores para ativos considerados mais arriscados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O valor das criptomoedas disparou após a eleição de Trump, visto como um grande incentivador do setor. Um mês depois, o bitcoin — a criptomoeda de maior valor de mercado — chegou a superar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil (R$ 526 mil), um recorde celebrado publicamente por Trump. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fiel à reputação de forte oscilação, o bitcoin voltou a subir e alcançou a cotação recorde de US$ 126.251,31 (R$ 665 mil), antes de passar por uma queda. Nos últimos dias, no entanto, o bitcoin foi afetado por um clima mais pessimista em vários mercados, especialmente nas ações do setor de tecnologia e também no mercado de metais preciosos. Além disso, a criptomoeda enfrenta incertezas sobre regras do setor, diante da análise de um projeto sobre moedas digitais nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, que está travada no Senado. “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.
05/02/2026 16:43:38 +00:00
Denúncias de consignado não contratado no INSS crescem 113% em 2025

Queixas de consignado no INSS disparam 113% em 2025 O número de denúncias de crédito consignado do INSS não contratado cresceu 113% em 2025. Foram registradas 19.888 reclamações desse tipo no site Consumidor.gov, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2024, haviam sido registradas 9.319 reclamações desse tipo. Reclamações sobre consignados do INSS GloboNews Empréstimos que estão sendo cobrados, mas nunca foram solicitados, representam 25,7% do total de reclamações de segurados do INSS na plataforma, dentro do tema de crédito consignado. Entre 2019 e 2025, foram mais de 111 mil reclamações desse tipo. Reclamações sobre consignados do INSS GloboNews Outro alvo de denúncias de aposentados e pensionistas são os cartões de crédito consignado não solicitados, como a chamada RMC (Reserva de Margem Consignável). Nesse modelo, após a contratação de um empréstimo, um valor mínimo é descontado diretamente do benefício do segurado. Entre 2019 e 2025, foram registradas 11,8 mil reclamações de cartões não solicitados — mais de 3 mil apenas no ano passado. Os empréstimos consignados descontados diretamente do benefício do INSS foram criados para facilitar o acesso ao crédito para os segurados. O Instituto, no entanto, não é remunerado por esse serviço e ainda arca com custos para viabilizar a operação. Em janeiro, o INSS firmou um acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para retomar a cobrança de valores das instituições financeiras que oferecem empréstimos consignados vinculados a benefícios do INSS. A cobrança está prevista em lei, mas havia deixado de ser feita desde 2022. Com a retomada, a previsão é de que o INSS receba R$ 148,4 milhões. Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos Reprodução/TV Globo
05/02/2026 15:30:28 +00:00
Lula diz que conversou com filho citado em CPMI do INSS: 'Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS — que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria "pagar o preço". "Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda", contou. Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter "decidido ficar no Brasil para se defender". As declarações foram dadas durante uma entrevista para o portal UOL. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Convocação barrada Em dezembro, A CPI mista do INSS rejeitou por 19 votos a 12 a convocação de Lulinha na comissão. Ele entrou na mira de parlamentares da oposição após a publicação de reportagens que afirmaram que o filho de Lula teria recebido dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a afirmar que Lulinha teria sido contratado para atuar como uma espécie de lobista em favor de Antunes. Fábio Luís Lula da Silva não é investigado no esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. Nova convocação Em entrevista a jornalistas nesta quinta, o presidente da CPMI afirmou que pretende colocar em votação um novo requerimento pedindo a convocação de Lulinha para esclarecimentos. "Está previsto não só do filho do presidente, mas também do próprio irmão, de pessoas ligadas à publicidade do Partido dos Trabalhadores. Eu vou trazer de volta", pontuou Carlos Viana. "Esses requerimentos vão ser colocados na primeira oportunidade. Cada parlamentar votará de acordo com a sua consciência", prosseguiu. Lula durante conversa com jornalistas em Brasília Adriano Machado/Reuters CPMI do INSS As investigações sobre fraudes no INSS se desenvolveram a partir da descoberta de descontos irregulares e operações não autorizadas que afetaram aposentados e pensionistas. A CPMI do INSS busca esclarecer como esses descontos foram realizados sem consentimento e entender a atuação do órgão na fiscalização desses processos, ouvindo dirigentes e solicitando documentos para mapear a extensão das irregularidades e os mecanismos que permitiram que elas ocorressem. Com o avanço das apurações, surgiram indícios de um esquema mais amplo, envolvendo irregularidades em contratos e falhas de controle, o que levou o colegiado a aprofundar a análise de reclamações de beneficiários, documentos apresentados para justificar cobranças e eventuais responsabilidades administrativas. As diligências seguem em curso, com depoimentos reagendados e novas frentes de investigação abertas para dimensionar o impacto das fraudes e identificar os responsáveis.
05/02/2026 15:04:40 +00:00
Lula diz que recebeu Vorcaro e afirma que não haverá posição política 'pró ou contra' Master

Lula diz que recebeu Vorcaro e afirma que não haverá posição política 'pró ou contra' Master O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (5) que já se reuniu com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, assim como fez com dirigentes de outras instituições financeiras, e garantiu que não haverá interferência política a favor ou contra as investigações no caso. Questionado em entrevista ao portal "Uol" sobre uma eventual relação com Vorcaro, o petista afirmou que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente. Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo. "Eu chamei o [presidente do BC, Gabriel] Galípolo, chamei Rui Costa, que é da Bahia, que conhecia ele, e ele então me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessado em derrubar ele, não sei das quantas...", relatou. "O que eu disse pra ele: 'não haverá posição política pró ou contra o Banco Master.' O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. você fique tranquilo, que a política não entrará na investigação do seu banco, o que entrará será a competência técnica do Banco Central pra saber se está errado, se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem. E é isso que está sendo feito", acrescentou Lula. Segundo Lula, no encontro em 2024, interesses privados não entraram na pauta. O presidente também disse que reuniões com empresários fazem parte da rotina institucional do cargo. Lula fala no evento dos 3 anos da defesa da democracia Reprodução Lula disse também que, após o encontro, reuniu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para uma conversa. O objetivo era reunir informações sobre o caso porque, segundo ele, estavam diante da "primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção, da lavagem de dinheiro neste país". "É uma chance extraordinária. Não me importa que envolva política, que envolva partido, que envolva banco. Quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade de dar um rombo, talvez o maior rombo econômico deste país", acrescentou. O caso Master envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Ele é alvo de investigações da Polícia Federal, após denúncias de fraudes financeiras envolvendo ativos do banco. Caso Master O Banco Master foi liquidado por decisão do Banco Central em novembro do ano passado, após operação da PF contra Vorcaro. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Além de suspeitas de operações fraudulentas envolvendo o próprio banco, o caso também alcança o BRB e outras instituições financeiras, como o Rioprevidência. O ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, também já prestou serviços de consultoria à instituição.
05/02/2026 15:02:57 +00:00
EUA concedem empréstimo de US$ 565 milhões a mineradora brasileira de terras raras

O governo dos Estados Unidos fechou um acordo de financiamento no valor de US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, informou a empresa nesta quinta-feira (5). O tratado também dá ao governo americano o direito de adquirir uma participação minoritária na companhia. O acordo faz parte de um amplo pacote anunciado na última quarta-feira (4) pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, para criar um bloco comercial preferencial para minerais críticos e definir preços mínimos, à medida que Washington intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais para a manufatura avançada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Serra Verde utilizará o financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir a produção, informou em comunicado. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mina da Serra Verde, de capital fechado, é rica em terras raras pesadas, ao contrário de muitos outros depósitos ocidentais. O produto da Serra Verde apresenta elevada concentração de disprósio e térbio — dois minerais críticos — além de outros elementos de terras raras fundamentais para componentes de alta tecnologia utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, segundo a empresa. A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027. A Serra Verde é propriedade dos grupos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis. Busca por minerais críticos O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros. Segundo a agência de notícias Reuters informou na véspera, o governo se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington e que, se for interesse do governo dos EUA, o tema poderá ser colocado à mesa. À Reuters, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais "em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país". Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos. Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American. No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento. Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões (R$ 52,4 milhões) em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque
05/02/2026 14:53:05 +00:00
Governo Trump finaliza mudança que permite demissão de 50 mil servidores de carreira

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo de Donald Trump concluiu nesta quinta-feira (5) a reformulação do sistema de serviço civil dos Estados Unidos. Segundo comunicado oficial, a mudança dá ao presidente o poder de contratar e demitir cerca de 50 mil servidores federais de carreira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança, divulgada pelo Escritório de Gestão de Pessoal (Office of Personnel Management), cumpre uma promessa de campanha de retirar garantias trabalhistas de servidores que, na avaliação da equipe do presidente, estariam “influenciando” decisões do governo. Essa é a maior mudança nas regras do funcionalismo público americano em mais de um século. Durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump se referiu a essa reformulação como “Schedule F”. Segundo o comunicado, caberá a ele decidir quais cargos do governo perderão essas garantias. Trump conversa com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters "Uma Única Voz" Em fevereiro do ano passado, Trump havia assinado uma ordem que prevê punições, incluindo demissão, para de servidores federais que não forem fiéis à agenda de política externa estabelecida por ele. O texto, intitulado "Uma Única Voz para as Relações Exteriores dos EUA", estabelece que o Departamento de Estado promova uma reforma no Serviço Diplomático americano "para garantir uma força de trabalho comprometida com a implementação fiel da política externa do Presidente". De acordo com a ordem, funcionários que falharem na aplicação das diretrizes impostas por Trump serão investigados por descumprimento da disciplina profissional e poderão, inclusive, ser demitidos. O decreto determina ainda que todas as agências relacionadas à política externa criem mecanismos para garantir que os servidores implementem "fielmente" as ordens de Trump. Pela ordem, caberá ao secretário de Estado, Marco Rubio, desenvolver novos critérios de recrutamento, avaliações de desempenho e padrões que assegurem o cumprimento das políticas presidenciais. Embaixadas sob aviso No ano passado, antes da assinatura da ordem executiva, a emissora americana ABC News reportou que embaixadas dos EUA ao redor do mundo foram instruídas a se prepararem para cortes de servidores. O governo também exigiu que os diplomatas entreguem listas com os nomes de todos os funcionários que trabalham nas missões dos EUA em outros países, segundo a reportagem. Desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump afirma que suas políticas são prejudicadas pelo chamado "deep state" — uma suposta rede de burocratas que permaneceriam no governo para minar sua agenda. Durante a campanha presidencial de 2024, ele prometeu reformular profundamente o funcionalismo público, removendo servidores que considera desleais. O decreto assinado nesta quarta-feira se alinha a essa promessa. *Com informações da agência de notícias Reuters
05/02/2026 14:39:55 +00:00
Nova CNH: brasileiros deixaram de gastar R$ 499 milhões com renovação automática, diz ministério

Com as novas regras da CNH, em vigor desde o fim de 2025, 685.325 motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas chegou a R$ 499,2 milhões. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre as regiões do Brasil, o Sudeste lidera o ranking de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O top 5 dos estados do país com mais renovações gratuitas é o seguinte: São Paulo: 182.884 renovações; Paraná: 51.402 renovações; Bahia: 31.109 renovações; Goiás: 26.835 renovações; Pará: 12.388 renovações. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 122,17. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Acre, a taxa é de R$ 89,75. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.
05/02/2026 14:21:47 +00:00
O petisco 'humilde' da Coreia que virou febre global e atingiu preço recorde em 2026

A Coreia do Sul é conhecida como a maior produtora e exportadora mundial de 'gim', uma alga marinha seca, preta, crocante, geralmente em folha e de formato quadrado Getty Images via BBC Preta, crocante, geralmente em folha e de formato quadrado, a alga marinha seca, conhecida também como "gim", é um alimento básico e modesto presente nas mesas do dia a dia em toda a Coreia do Sul. Mas, à medida que a sua popularidade global cresce, a alta dos preços começa a preocupar os apreciadores do produto no país. Lee Hyang-ran vende "gim" há 47 anos. "No passado, as pessoas de países ocidentais achavam que os coreanos comiam algo estranho que parecia um pedaço de papel preto", disse a vendedora, que está na casa dos 60 anos, falando de uma pequena barraca de mercado no centro de Seoul. "E nunca achei que venderia 'gim' para eles. Mas agora todos vêm aqui e compram". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Coreia do Sul é conhecida como a maior produtora e exportadora mundial de "gim", abastecendo mercados da Ásia, da América do Norte e da Europa. Alguns chegam a se referir ao produto como o "semicondutor preto" do país, uma referência à grande participação sul-coreana na indústria global de semicondutores (fundamentais para abastecer tudo, de máquinas de lavar a iPhones, de jatos militares a veículos elétricos). As exportações cresceram de forma constante nos últimos anos e, em 2025, as exportações sul-coreanas de algas marinhas secas da Coreia do Sul atingiram o recorde de US$ 1,13 bilhão (cerca de R$ 5,65 bilhões), segundo o Korea Maritime Institute (KMI). E, à medida que a demanda aumenta, os preços também sobem. Conhecido localmente como um lanche ou ingrediente acessível, o "gim" costumava custar cerca de 100 won (cerca de R$ 0,30) por folha em 2024, sendo normalmente vendido em pacotes de 10 folhas ou mais, por cerca de US$ 0,60 por pacote (aproximadamente R$ 3). Mas, no mês passado, o preço de uma única folha "gim" ultrapassou 150 won (cerca de R$ 0,55), um recorde histórico no país. "Os produtos premium custam agora até 350 won por folha [em torno de R$ 1,30]", disse Lee. Lee Hyang-ran vende 'gim' há 47 anos na Coreia do Sul BBC Kim Jaela, na casa dos 30 anos, costuma comprar "gim" em grandes quantidades, cerca de 500 folhas pequenas por vez, o suficiente para durar vários meses. Mas ela disse que talvez isso precise mudar, diante de como o "gim" ficou caro. Ela faz a maior parte das compras de supermercado pela internet e checava os preços no celular durante a entrevista. "Meu Deus, realmente ficou mais caro em alguns dólares! Felizmente, eu consigo aguentar mais algumas semanas com dois pacotes de "gim", mas, se eu vir o mesmo preço ou um valor ainda maior depois, provavelmente não vou repor", disse. Um alimento básico coreano O apetite mundial por "gim" reflete uma crescente demanda global por produtos sul-coreanos, impulsionada por influências culturais como o K-pop (música coreana) e os K-dramas (séries de televisão). À medida que públicos de diferentes países se envolvem mais profundamente com esse tipo de entretenimento, cresce também o interesse pela culinária coreana, um movimento que as empresas ao redor do mundo já perceberam. Em 2023, o gimbap da rede americana de supermercados Trader Joe's, um rolinho de arroz coreano envolto em alga, viralizou e teve os estoques esgotados em todo o país pouco depois do lançamento. "Eu conheci o 'gim' porque é uma comida típica coreana que aparece com frequência nos K-dramas", disse Miki, uma visitante japonesa de 22 anos, em entrevista à BBC. "No Japão, temos algo parecido chamado 'nori', mas o sabor é totalmente diferente. O 'gim' é mais leve e crocante e geralmente é grelhado com óleo de gergelim e sal, enquanto o nori costuma ser temperado com molho de soja." Viola, uma visitante de 60 anos do Brooklyn, em Nova York (EUA), afirmou que come o "gim" como um lanche. "Eu simplesmente coloco na boca como se fosse uma batata frita", disse, acrescentando que o produto parece uma "alternativa mais saudável". "De países asiáticos a ocidentais, mais pessoas estão se familiarizando com o 'gim', o que aumenta a demanda global", disse Lee Eunhee, professora de estudos do consumidor da Inha University (Coreia do Sul). "Para atender à demanda externa, os preços no mercado interno estão sendo pressionados para cima." Kim Namin, de 29 anos, administra uma fábrica de processamento de "gim" temperado com 30 anos de tradição familiar em Wando, uma ilha no sul da Coreia do Sul conhecida pela produção de abalones (moluscos marinhos) e algas marinhas. A fábrica compra a alga crua, grelha com óleo e sal e a corta no formato retangular familiar vendido nas lojas. Nos últimos cinco anos, a maior parte da produção foi exportada para mercados internacionais. "Não há fábricas de 'gim' suficientes para acompanhar o aumento da demanda", disse Kim, acrescentando que a família agora considera expandir as operações. Ele afirmou ainda que o "gim" é um alimento altamente sensível a preço na Coreia do Sul, historicamente associado à acessibilidade. Mesmo aumentos marginais no custo são fortemente percebidos pelos consumidores e tendem a provocar resistência pública, outro motivo para o foco crescente em mercados externos. Autoridades governamentais e especialistas afirmam que o aumento de preços é impulsionado por múltiplos fatores, incluindo a inflação geral, a alta dos custos de mão de obra e a queda da produção em outros países. Ainda assim, muitos concordam que o crescimento da demanda global continua sendo o principal motor da alta. Em uma tentativa de apaziguar os consumidores domésticos, as empresas, em conjunto com o governo, estão adotando medidas para conter os custos. O Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul prometeu monitorar de perto a situação para estabilizar os preços. Empresas alimentícias sul-coreanas como a Pulmone também planejam criar um centro de pesquisa e desenvolvimento de algas em terra firme, permitindo a colheita ao longo de todo o ano. De volta a Seul, o mercado fervilha de turistas, e os negócios vão bem para Lee. "O 'gim' está vendendo como água… especialmente o usado para fazer gimbap", disse. "Fico feliz que o 'gim' coreano esteja ficando popular."
05/02/2026 14:10:11 +00:00
Ibovespa sobe aos 182 mil pontos, de olho em dados econômicos e balanços corporativos; dólar avança
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa, tinha ganhos na última hora do pregão, no patamar dos 182 mil pontos. O dólar, por sua vez, fechou a sessão em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,2538. ▶️ Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia é a divulgação do relatório de emprego Jolts. O documento mostrou que o número de vagas em aberto no país caiu 386 mil em dezembro, para 6,5 milhões, nível mais baixo desde setembro de 2020. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda econômica teve a divulgação da balança comercial de janeiro. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o mês registrou um superávit (quando as exportações superam as importações) de US$ 4,3 bilhões — avanço de 85,8% em comparação ao mesmo mês de 2025. ▶️ A divulgação de balanços de empresas também toma a atenção dos investidores. No Brasil, o foco está nos resultados do Bradesco, que serão divulgados no fim da tarde. Ontem, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado positivo fazia as ações do banco subirem mais de 2% no pregão. Em Wall Street, a Alphabet, controladora do Google, projetou gastos com inteligência artificial bem acima do esperado, o que voltou a desanimar investidores em relação ao futuro do setor de tecnologia. Agora, as atenções se voltam para os resultados do Bradesco no Brasil e da Amazon nos EUA. Ambas as empresas divulgam seus números após o fechamento do mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +0,12%; Acumulado do ano: -4,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,19%; Acumulado do mês: +0,19%; Acumulado do ano: +12,77%. Temporada de balanços A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados por aqui. O resultado do Santander, na véspera, trouxe uma queda de 2% nas ações do banco. A instituição registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas teve uma queda no resultado antes do pagamento de impostos. Já o Itaú teve um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015. O resultado, divulgado pelo banco na noite de ontem, foi bem recebido pelo mercado nesta quinta-feira. As ações do banco avançavam mais de 2% na sessão. Agora, as atenções se voltam para o Bradesco por aqui e para a Amazon nos EUA. Ambas as empresas devem divulgar seus números de 2025 ainda hoje, após o fechamento dos mercados. Bolsas globais Em Wall Street, as bolsas americanas devem abrir em leve queda, pressionadas principalmente pelas perdas das empresas de tecnologia. O clima ficou mais pesado após a Alphabet, controladora do Google, sinalizar que seguirá aumentando os investimentos em projetos de inteligência artificial, mesmo depois de divulgar um crescimento robusto no lucro do último trimestre — uma indicação de que os gastos elevados devem continuar pressionando os resultados no curto prazo. Antes da abertura do mercado, os contratos futuros já indicavam esse tom mais defensivo, com o S&P 500 recuando 0,1%, o Nasdaq em queda de 0,2% e o Dow Jones operando próximo da estabilidade. Na Europa, os principais índices acionários da região caíram nesta quinta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido as taxas de juros inalteradas. A instituição não deu pistas sobre seu próximo passo na condução de política monetária. Balanços corporativos também ficaram no radar. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou e m queda de 1,05%, na maior perda diária em mais de dois anos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,46%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,29%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,90%. Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com desempenho desigual, influenciadas pela queda expressiva nos preços dos metais preciosos e pela onda de vendas no setor de tecnologia, que se espalhou por diversos mercados. No fim das negociações, o índice de Xangai recuou 0,64% e o CSI300 caiu 0,60%. Em Hong Kong, o Hang Seng destoou e avançou 0,14%. Entre outros mercados da região, o Nikkei, no Japão, caiu 0,9%, o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 3,86%, e o Taiex, de Taiwan, perdeu 1,51%. Já a bolsa de Cingapura teve leve alta de 0,21%.
05/02/2026 12:00:40 +00:00
Taxa das blusinhas: Receita Federal arrecada recorde de R$ 5 bilhões em 2025, mesmo com queda de encomendas internacionais
Consumidor reduz compras internacionais após criação da Taxa das Blusinhas O governo arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões em imposto de importação em 2025 com as encomendas internacionais, de acordo com informações da Secretaria da Receita Federal. Em 2024, recorde anterior, a arrecadação totalizou R$ 2,88 bilhões. 💵Segundo o Fisco, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais. ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Consumidor reduz compras internacionais após criação da Taxa das Blusinhas Queda de encomendas O recorde na arrecadação das encomendas internacionais aconteceu apesar da queda das remessas do exterior, que somaram 165,7 milhões de encomendas no ano passado, contra 189,15 milhões em 2024. "Embora tenha havido uma queda na quantidade total de remessas, esse fator pode ser atribuído ao fim do fracionamento (por exemplo, foi detectada uma única pessoa física sendo responsável pelo envio de mais de 10 milhões de remessas) e também ao aumento do volume de compras efetuadas dos produtos nacionais comercializados pela Internet", argumenta a Receita Federal. Segundo o governo: Houve um aumento de mais de 2,7 milhões de pessoas físicas efetuando até três compras internacionais em 2025; Houve redução na quantidade de pessoas físicas com um volume superior a cinco encomendas internacionais por ano passado. ➡️Os gastos totais com encomendas internacionais, por sua vez, subiram para R$ 18,6 bilhões (novo recorde) no último ano, contra R$ 15 bilhões em 2024. Remessa Conforme Criado em 2023, o Remessa Conforme é um programa para regularizar a importação de mercadorias. O imposto que incide sobre essas compras ficou conhecido popularmente como a "taxa da blusinha". No começo, compras até US$ 50 dólares eram isentas do imposto de importação, mas tinham que ser declaradas à Receita. Até então, o índice de mercadorias declaradas era considerado pequeno. Ainda em 2023, no entanto, os estados instituíram um ICMS de 17% para essas compras. Em agosto de 2024, o governo brasileiro, em conjunto com o Congresso Nacional, instituiu uma alíquota de 20% para as compras do exterior de até US$ 50. Ao mesmo tempo, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado. Posição da Receita Federal Questionada pelo g1, a Receita Federal informou que o Remessa Conforme é uma "estratégia inovadora para regularizar o expressivo volume de compras internacionais feitas via internet". "Com o PRC [Programa Remessa Conforme] o governo conseguiu elevar drasticamente o registro de declarações de importação e combater a evasão fiscal, ao mesmo tempo em que acelerou o prazo de entrega dos produtos. O número de encomendas 'não PRC' [fora do programa] no Brasil caiu de 16 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025", informou o Fisco. Antes do Remessa Conforme, diz o governo, havia ausência de declarações formais em 98% dos casos de remessas postais, o que "favorecia o uso das encomendas postais internacionais como meio de fracionamento de importações (várias encomendas do mesmo produto para o mesmo destinatário), com nítidos e crescentes prejuízos à economia nacional". "Empresas que anteriormente usavam o meio Postal para realização da última milha das entregas e, na prática, não serem tributadas passaram a operar diretamente no país, se estabelecendo como empresas de remessas expressas", acrescentou a Receita Federal. O órgão destacou outras mudanças que ocorreram com o início do Remessa Conforme: Agilidade na Entrega: Fisco diz que o tempo de entrega caiu pelo tratamento aduaneiro (na alfândega) dado aos produtos, além de liberação mais rápida por conta do pagamento antecipado de impostos. "Em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, o tempo total entre a compra e a entrega pode ser de apenas 3 dias", diz a Receita. Previsibilidade financeira: Órgão diz que o programa elimina a incerteza sobre o valor final do produto, pois os impostos são apurados no ato da compra. "O consumidor tem clareza sobre os valores, o que permite uma melhor gestão financeira e evita custos inesperados ou boletos extras para liberar o pacote". Segurança Jurídica e Comodidade: Receita avalia que o consumidor cumpre suas obrigações de pagar impostos automaticamente, sem a necessidade de interagir com o órgão ou com os Correios para liberar o produto. "O programa oferece maior segurança e rastreabilidade em todas as operações de importação", informou. Congresso debate fim da taxa das blusinhas ➡️A Câmara dos Deputados discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas". Em audiência pública no Congresso Nacional, no fim do ano passado, Edmundo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), diz que, segundo dados oficiais do Caged, nos 12 meses posteriores à implantação da taxa houve aumento de mais de um milhão de postos de trabalho. "É importante destacar que, nos meses que precederam a taxa das blusinhas, o setor estava em nível de faturamento negativo. A gente tinha por volta de -0,6% de atividade econômica, um declínio claro", afirmou o executivo, na ocasião. Segundo ele, a taxa contribuiu para o crescimento do setor e também para o aumento da arrecadação. O governo teve alta de cerca de 17% nesses 12 meses. Um estudo da LCA Consultoria Econômica – empresa especializada em análises econômicas –, apresentado também ao Legislativo, diz que a taxação, criada para proteger o varejo a e indústria nacionais, não surtiu o efeito esperado. "A taxa não teve impacto mensurável na geração de empregos e acabou penalizando principalmente os consumidores de baixa renda, que passaram a pagar mais caro nos produtos e a consumir menos", conclui o levantamento. 🔎O relatório foi feito feito a pedido da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia – Amobitec, que representa empresas de comércio internacional e delivery, como Shein e Amazon, e que participou do debate na Câmara.
05/02/2026 07:01:18 +00:00
O mercado de trabalho em transformação - O Assunto #1654

Em diversos setores da economia, empresas estão reformulado ofertas de emprego para atrair e reter trabalhadores em um mercado aquecido e com desemprego baixo – 5,6%, o menor da série histórica do IBGE. Benefícios mais amplos, bônus financeiros e mudanças na jornada de trabalho passaram a ser usados como estratégia para preencher vagas que seguem abertas. Do lado dos trabalhadores, a decisão de aceitar ou deixar um emprego tem sido cada vez menos guiada apenas pelo salário – flexibilidade virou a palavra-chave, num movimento reforçado pela expansão do trabalho por conta própria e da economia dos aplicativos. Para analisar esse cenário, Natuza Nery entrevista Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. Ele explica por que aumentou o equilíbrio de forças entre empregado e empregador e avalia os impactos do mercado de trabalho superaquecido nos dados macroeconômicos. Convidado: Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. O que você precisa saber: Falta de mão de obra faz empresas oferecerem mais benefícios para atrair funcionários IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025 O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Participou deste episódio Paula Paiva Paulo. Mais equilíbrio entre empregado e empregador O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil
05/02/2026 03:30:28 +00:00
Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? Os trabalhadores já podem consultar se têm direito ao abono salarial PIS-Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, a partir desta quinta-feira (5). Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa no dia 16 de fevereiro. A partir deste ano, o abono será pago por meio de calendário fixo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dessa vez, serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada e outros 217,2 mil servidores públicos. Os benefícios variam de R$ 136 a R$ 1.621. Veja abaixo todas as datas de 2026: o Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo
05/02/2026 03:01:03 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 144 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.969 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 144 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (5), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
05/02/2026 03:00:51 +00:00
TCU autoriza inspeção nos Correios para apurar possíveis irregularidades na gestão
O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, nesta quarta-feira (4), a realização de uma inspeção nos Correios para apurar possíveis irregularidades administrativas, financeiras, operacionais e institucionais na gestão da estatal. A empresa terá prazo de 20 dias para encaminhar as informações solicitadas à Corte de Contas. A medida atende a uma solicitação do Congresso Nacional para a realização de auditoria na empresa. Como já existem procedimentos em curso, o TCU decidiu instaurar uma inspeção para abarcar os questionamentos apresentados pelos parlamentares. Dentro do prazo estabelecido, os Correios deverão apresentar cópia do processo administrativo referente ao contrato de confissão de dívida firmado com o Postalis, no valor de R$ 7,6 bilhões, destinado a cobrir o déficit do plano de benefícios do fundo de pensão. O Tribunal também requer informações sobre a motivação do contrato, as análises realizadas, a origem da dívida, o valor efetivamente contratado e os montantes já pagos. Além disso, a estatal deverá encaminhar cópia de eventuais ações da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) relacionadas ao contrato de confissão de dívida da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com o Postalis, também no valor de R$ 7,6 bilhões, voltado ao equacionamento do déficit do plano de benefícios. O TCU solicitou ainda a apresentação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2020 entre Postalis, Correios e Previc, além de possíveis termos aditivos. Pelo acordo, o instituto se comprometeu a buscar alternativas para equacionar o déficit do fundo de pensão, evitando a liquidação do plano. Correios Em meio a uma crise econômico-financeira, os Correios acumulam mais de 13 trimestres consecutivos de prejuízo. No fim do ano passado, a estatal fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa. Os prejuízos vêm se acumulando ao longo dos últimos três anos, com queda de receitas e aumento de despesas. Cerca de 60% das despesas são com gastos de pessoal. Pesam também os precatórios — dívidas que a estatal é obrigada a pagar por decisões judiciais. No fim do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que a empresa ainda vai precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026.
05/02/2026 02:47:11 +00:00
Governo terá que apresentar justificativas 'consistentes' para eventuais cortes no orçamento de agências reguladoras
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira (4), que o governo federal apresente justificativas técnicas consistentes para eventuais congelamentos no orçamento das agências reguladoras federais, assegurando a preservação dos recursos destinados ao custeio e às atividades de fiscalização. Além disso, o Executivo terá prazo de 180 dias para apresentar um plano voltado à autonomia financeira dessas agências. A determinação foi dada no âmbito de uma auditoria operacional realizada pela Corte, cujo objetivo foi avaliar a estrutura organizacional, a gestão e os resultados de quatro agências reguladoras: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Mineração (ANM). Embora o escopo da auditoria tenha se concentrado nessas quatro autarquias, a decisão do TCU se estende a todas as 11 agências reguladoras federais. Em seu voto, o ministro relator, Jorge Oliveira, destacou que as restrições orçamentárias impactam de forma significativa as agências reguladoras em diferentes etapas da execução do orçamento de cada uma. Segundo ele, os efeitos começam ainda na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), quando as agências são obrigadas a reduzir sua programação para se adequarem aos limites fixados pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF). Em seguida, passam por cortes promovidos pelo Legislativo durante a tramitação do projeto ou pelo próprio Executivo. Por fim, enfrentam contingenciamentos na fase de execução orçamentária, em razão da situação fiscal da União. "Segundo apurado, a diferença entre os valores planejados pelas agências e os referenciais monetários informados pela SOF (ou seja, os limites para a elaboração das propostas orçamentárias dos órgãos setoriais quanto às suas despesas, conforme exemplo à peça 117) aumenta de forma progressiva, tendo alcançado montante significativo em 2025 (diferença de R$ 114 milhões no caso da ANP e R$ 84 milhões no caso da Aneel, por exemplo). Há, ainda, reduções em termos nominais no referencial monetário de 2025, em comparação com os exercícios anteriores, acentuando-se a diferença", afirmou o relator. Ao se manifestar, o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, afirmou que a medida não tem como objetivo criar uma "blindagem orçamentária" para as agências reguladoras. "Não se trata de isentá-las do processo de contingenciamento ou de dispensá-las de sua cota de sacrifício na busca pelo cumprimento das metas de resultado primário e pela responsabilidade fiscal, que são imperativos para todos os entes da Federação", disse Vital do Rêgo. "O que se busca é previsibilidade, racionalidade e transparência", acrescentou. "Isso força uma discussão qualificada sobre prioridades e impactos, em vez de um corte linear e sem critério, que muitas vezes compromete a capacidade do Estado de regular setores que, paradoxalmente, são fontes de arrecadação e de desenvolvimento econômico, como bem demonstrado no relatório", completou o presidente do TCU. Dados mencionados pelos ministros apontam que as agências reguladoras, juntas, arrecadam mais de R$ 130 bilhões por ano, enquanto o orçamento previsto para 2024 era de cerca de R$ 5 bilhões.
04/02/2026 23:43:33 +00:00
Brasil participa de reunião com vice-presidente dos EUA e avalia planos para aliança de minerais críticos, diz agência

Lula diz que Brasil não será exportador de minerais críticos: 'Quem quiser vai ter que industrializar o nosso país' O Brasil participou de uma reunião nos Estados Unidos nesta quarta-feira (4) em que o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, revelou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se integrará o grupo, segundo integrantes do Planalto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como poderia se dar uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro explicou que o Brasil está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado ao país. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada de forma célere. O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros. A fonte acrescentou que o governo brasileiro se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington e que, se o tema for de interesse dos Estados Unidos, poderá ser colocado à mesa. O Ministério de Minas e Energia afirmou à Reuters nesta quarta-feira que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais “em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país”. Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos. Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American. No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento. Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. LEIA TAMBÉM Argentina assina acordo sobre minerais críticos com os EUA, diz governo Milei Ibovespa despenca mais de 2% com cautela no exterior e correção após recordes New START: último acordo nuclear entre Rússia e EUA expira O vice-presidente dos EUA , JD Vance, discursa durante a Conferência Ministerial sobre Minerais Críticos no Departamento de Estado, em 4 de fevereiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst VÍDEOS: mais assistidos do g1
04/02/2026 22:58:17 +00:00
TCU vê baixo uso do FGTS e pedirá providências para o Ministério das Cidades
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar uma série de recomendações ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e ao Ministério das Cidades após uma auditoria apontar baixa execução dos recursos destinados a obras de saneamento básico, infraestrutura urbana e programas de apoio financiados pelo fundo. 🔎 Criado em 1966 e em vigor desde 1967, o FGTS funciona não apenas como uma reserva financeira para o trabalhador em casos como demissão sem justa causa, aposentadoria ou falecimento, mas também como um importante instrumento de fomento a políticas públicas nas áreas de saneamento e infraestrutura. A auditoria analisou os exercícios de 2020 a 2024 e envolveu um volume de recursos de R$ 743,7 bilhões — montante correspondente ao total de ativos do FGTS ao final de 2024, já descontados os investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto, que ficaram fora do escopo do trabalho. No saneamento básico, o levantamento mostrou que, dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para o programa Saneamento para Todos, apenas 46,5% foram efetivamente utilizados. A maior parte desses recursos foi direcionada à região Sudeste. Relator do processo, o ministro Jorge Oliveira destacou que as regiões Norte e Nordeste foram as mais prejudicadas pelo que classificou como um “descompasso”, justamente por serem as áreas que mais demandam políticas de universalização dos serviços de saneamento. "No orçamento para o período de 2020 a 2024, foram previstos cerca de 33% dos recursos para essas regiões, sendo que esse percentual cai para 20% quando se verificam os valores efetivamente realizados", disse em seu voto. "Destaco que, no exercício de 2024, nem sequer houve execução orçamentária do programa para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, conforme demonstrou a unidade instrutora, o que compromete os esforços para a redução das desigualdades regionais e para a melhoria da qualidade de vida da população", complementou. Ainda em relação ao saneamento básico, o ministro ressaltou que, apenas em 2024, do orçamento inicialmente previsto de R$ 6 bilhões, pouco mais da metade — R$ 3,45 bilhões — foi de fato investida. Para ele, o dado evidencia um "claro comprometimento da execução da política pública almejada". Diante desse cenário, o TCU vai recomendar que o Ministério das Cidades identifique as causas da baixa execução orçamentária e apresente soluções para reverter o quadro. Na área de infraestrutura, a situação foi considerada “ainda mais preocupante” quando comparada ao saneamento básico, especialmente nos programas voltados à infraestrutura urbana e aos transportes. Dos R$ 28 bilhões destinados ao setor com recursos do FGTS no período analisado, apenas R$ 3,4 bilhões foram efetivamente utilizados. Quanto aos programas de apoio financiados pelo FGTS — Pró-Moradia, FIMAC e Carta de Crédito Associativa (CCA) —, os técnicos apontaram que a execução foi prejudicada principalmente por dois fatores: a ausência de orçamento ou a execução orçamentária muito abaixo do planejado entre 2020 e 2024. Ao todo, estavam originalmente previstos R$ 7,2 bilhões em empréstimos para esses programas. No entanto, os créditos efetivamente concedidos somaram apenas R$ 780,6 milhões, o equivalente a cerca de 10,84% do valor planejado. Em 2022, os programas de apoio chegaram a não registrar nenhuma operação. Os auditores também identificaram que as propostas orçamentárias elaboradas pelo Ministério das Cidades não levam em conta a avaliação de indicadores de impacto socioeconômico gerados pelos financiamentos com recursos do FGTS. "Ou seja, as propostas orçamentárias apresentadas pelo MCid ao CCFGTS não contemplam uma análise socioeconômica das desigualdades entre as regiões e os ganhos sociais e o desempenho dos programas aprovados, gerando risco de aprovação de operações com baixos impactos, em detrimento de outras que poderiam gerar maiores retornos à sociedade, podendo ocasionar a subutilização dos recursos disponíveis", afirmou o ministro Jorge Oliveira. Diante disso, o TCU também recomendou que o Conselho Curador do FGTS aperfeiçoe a resolução sobre o tema, incluindo indicadores que permitam avaliar o impacto socioeconômico dos investimentos realizados com recursos do fundo e que esses resultados sejam considerados na elaboração do orçamento pelo gestor da aplicação.
04/02/2026 22:37:12 +00:00
Argentina assina acordo sobre minerais críticos com os EUA

Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters A Argentina e os Estados Unidos assinaram nesta quarta-feira (4) um acordo sobre minerais críticos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores argentino, o objetivo é fortalecer e dar mais segurança às cadeias de suprimento. Em comunicado, o governo de Javier Milei afirmou que a iniciativa deve impulsionar o crescimento econômico da Argentina. As exportações de mineração do país alcançaram US$ 6,04 bilhões em 2025, segundo o ministério. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O entendimento foi firmado durante uma reunião ministerial sobre minerais críticos convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O texto estabelece um acordo-base para fortalecer o abastecimento na mineração e no processamento desses insumos. De acordo com o governo argentino, a iniciativa busca consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas, criar um ambiente favorável à atração de investimentos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global e ao avanço de novas tecnologias. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O comunicado destaca que, em 2025, impulsionadas por estímulos e pelas condições estabelecidas pelo Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), as exportações de mineração atingiram um recorde de US$ 6,037 bilhões, com crescimento interanual próximo de 30%. Nesse contexto, minerais críticos como lítio e cobre são apontados como setores estratégicos para o aumento das exportações, geração de divisas e criação de empregos qualificados, com impacto positivo nas economias regionais. A pasta afirmou ainda que, em um cenário de estabilidade macroeconômica e regras claras para investimentos, a mineração se consolida, ao lado da energia e da agroindústria, como um dos pilares do processo de transformação econômica do país. A Argentina projeta elevar suas exportações totais para cerca de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos, com participação crescente da mineração, que pode superar US$ 20 bilhões nesse período e alcançar mais de US$ 30 bilhões ao final da próxima década, segundo o comunicado. * Com informações da agência Reuters
04/02/2026 22:25:37 +00:00
#NÃO É BEM ASSIM: Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel, mas percentual pode ser atingido com soma de taxas

"44%" considera apenas uma das hipóteses g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que o governo Lula (PT) aprovou um "imposto de 44% para aluguel de imóveis". #NÃO É BEM ASSIM. selo não é bem assim arte 🟡 Como é o post? Publicado em 25 de janeiro no X, onde já teve mais de 3,5 milhões de visualizações, o post mostra uma imagem com a seguinte mensagem: "Agora: Governo aprova imposto de 44% para aluguel de imóveis. Nova lei de Lula altera a forma de tributação para locações de curto prazo no Brasil". A legenda diz: "Você que guardou um dinheirinho a vida toda e investiu em apezinho pra fazer Airbnb se ferrou. Você, que trabalha no mercado de imóveis residenciais, se ferrou. Você que depende de renda de aluguel se ferrou. Você que não votou no Lula se ferrou. Você que votou se ferrou também. O governo que gasta com regalias pra sua corja precisa aumentar o imposto que vc paga o tempo todo pra bancar os Tayayas da vida". ⚠️ Por que não é bem assim? Ao Fato ou Fake, a Receita Federal e advogados tributaristas negaram a existência de um único imposto de 44% sobre aluguéis "de curto prazo" (estadias inferiores a 90 dias). Por outro lado, especialistas lembram que até seria possível chegar a esse percentual – num cenário hipotético no qual sejam somadas a alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), de 27,5%, e a maior estimativa para o Imposto sobre o Valor Agregrado (IVA). Criado pela reforma tributária promulgada em dezembro de 2023, o IVA será implementado gradativamente nos próximos anos. A alíquota-base ainda é desconhecida – o que existe são projeções divulgadas pelo Ministério da Fazenda. Mesmo assim, os 44% citados no post viral afetariam um perfil bastante específico de locador: aquele que ganha mais de R$ 7.350 mensais, tenha renda superior a R$ 240 mil anuais em rendimentos com aluguéis e seja dono de mais de três imóveis alugados. O IVA previsto na reforma é composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios. No nível federal, o CBS substitui a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS); a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nos níveis estadual e municipal, o IBS substitui o Imposto sobre circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS); e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Também mudaram as regras para a tributação de aluguéis, que poderão estar sujeitos ao IVA dependendo da renda do locador e do tipo da locação (residencial de longo prazo ou de curta duração). Até 2025, a cobrança se orientava apenas pela tabela do IR. Veja abaixo os cenários possíveis para a tributação de aluguéis, considerando os perfis dos contribuintes: 💸Qual é o perfil do locador que deve pagar 60% do IVA? Em um documento compartilhado com o Fato ou Fake, a Receita Federal ressalta que a pessoa física interessada em fazer contratos de curto prazo, equiparados à hotelaria (estadias inferiores a 90 dias), será tributada pelo IVA se cumprir estas duas condições, simultaneamente: possuir mais de três imóveis locados; e ter receita anual obtida com os aluguéis superiores a R$ 240 mil por ano (esse valor será corrigido pela inflação). Leonardo Lucci, advogado tributarista no escritório Gaia Silva Gaede Advogados, explica: "A Reforma Tributária prevê a possibilidade futura de incidência do IVA sobre determinadas locações, especialmente aquelas realizadas por meio de plataformas digitais, desde que caracterizada atividade econômica habitual. Esses tributos ainda não têm alíquotas definidas em lei, mas as projeções técnicas trabalham com uma estimativa conjunta em torno de 28%". Com base nessas projeções, é possível calcular uma alíquota efetiva, mais elevada do que a atualmente praticada, sobre aluguéis de curta temporada: "Para a locação de curta temporada, o desconto no leva a uma carga efetiva em torno de 16,8%, considerando as alíquotas projetadas. O percentual próximo de 44% surge apenas de uma simulação, que soma a alíquota máxima do IRPF com a estimativa mais elevada de IBS/CBS aplicável à curta temporada. Não se trata de imposto único ou criado pela reforma, mas de uma hipótese que depende do perfil do contribuinte, da habitualidade da atividade e da natureza da locação". 💸 Qual é o perfil do locador que deverá pagar 30% do IVA? Pessoas físicas, com muitos imóveis e alta renda, que pretendem ofertar contratos de aluguel residencial de longa duração, serão tributadas pelo IVA conforme a seguinte regra: isenção completa do imposto para aluguéis de até R$ 600; e, no caso de o aluguel passar de R$ 600, locadores pagarão 30% do IVA sobre o excedente. 🔎 Um exemplo: Considerando um aluguel de R$ 1 mil, a taxa a ser paga recai apenas sobre a quantia que ultrapassar o limite de R$ 600, ou seja: R$ 400. Sobre esse valor, não se aplica a porcentagem cheia do IVA, mas apenas 30% da alíquota. Nesse cenário, a Receita Federal lembra que o locador continua sujeito às regras do IRPF, que não são modificadas pela reforma tributária. "A tributação dos aluguéis pela pessoa física via Imposto de Renda (IRPF) já existe há décadas e permanece inalterada, sujeita à tabela progressiva, cuja alíquota máxima é de 27,5%", diz o advogado Lucci. 💸 Qual é o perfil do locador que estará isento do IVA? Uma pessoa física será completamente isenta dos novos impostos da reforma tributária se: possuir até três imóveis locados; tiver renda anual abaixo de R$ 240 mil (esse valor de limite será corrigido anualmente pelo índice de inflação); ou ofertar aluguéis de até R$ 600 mensais. Nesse caso, as regras do IRPF também permanecem as mesmas. "44%" considera apenas uma das hipóteses g1 Veja também EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
04/02/2026 20:29:12 +00:00
Uso de chapéu no campo não foi proibido; veja o que diz a lei

Vaqueiro Lucas Ninno on Visualhunt "Chapéu não é enfeite, é cultura e tradição". Frases como essa são repetidas em vídeos nas redes sociais nos últimos dias. Os produtores rurais estão preocupados com uma série de notícias que afirmam que uma nova lei obriga o uso de capacete no lugar do acessório. Contudo, a informação não é verdadeira. A legislação que trata da segurança do trabalhador rural já existe há mais de 20 anos. Ela foi criada em 2005 e é conhecida como Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31). Segundo a norma, o empregador deve fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A escolha depende da atividade exercida e de análises técnicas sobre os riscos envolvidos. É considerado o uso de: 👩‍🌾chapéus como uma proteção contra o sol, chuvas e respingos; 👷🏻capacete para prevenir impactos causados por quedas ou objetos. Ou seja, o uso de ambos é previsto pela lei. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Em nota, o Ministério do Trabalho informou que a norma não determina o uso obrigatório e indiscriminado de capacete para todos os trabalhadores rurais. "Não há qualquer dispositivo normativo que determine sua adoção universal no meio rural. A norma prevê, na verdade, a implementação de medidas de prevenção proporcionais aos riscos identificados", diz a nota. Um dos objetivos da NR-31 é estabelecer regras para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) na propriedade, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O programa exige a identificação dos perigos nas atividades rurais e a definição das medidas para controlar esses riscos. "Assim, se em determinada atividade o risco avaliado for de trauma craniano por queda ou impacto (por exemplo, ocorre com os peões de rodeios), a medida de prevenção indicada no PGRTR poderá ser o uso do capacete de segurança, como EPI adequado", explica a CNA. Da mesma forma, quando há grande exposição ao sol, o chapéu é o equipamento mais indicado. Apesar de, ao longo dos anos, a NR-31 passar por atualizações, nenhuma delas determinou a proibição do chapéu pelo produtor rural, aponta a CNA. De mesmo modo, nenhuma profissão ou atividade específica é citada na lei e o uso dos equipamentos é sempre relacionado aos tipos de riscos que os profissionais são expostos. O Ministério do Trabalho explica que a prevenção de riscos segue três etapas: primeiro, a eliminação ou redução do risco na origem; depois, a adoção de medidas de proteção coletiva; e, por último, quando isso não for suficiente, o uso do EPI adequado. Todos os equipamentos de proteção devem ser fornecidos pelo empregador. Alguns vídeos que circulam no TikTok afirmam que não houve mudança na lei, mas sim uma alteração na interpretação da fiscalização, o que tornaria obrigatório o uso de capacete para peões. Segundo o Ministério do Trabalho, essa informação também não é verdadeira. Em nota, o diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, disse que a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho é "pautada por critérios técnicos e legais, com foco na proteção da saúde, da segurança e da vida dos trabalhadores, sem imposições arbitrárias ou desconectadas da realidade das atividades rurais". Leia também: Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas Entenda a regra que pode mudar nomes de alimentos no Brasil
04/02/2026 19:48:51 +00:00
ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Foz do Amazonas, diz agência

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração, segundo documento visto pela Reuters. "Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice [empecilho] ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício", disse a ANP. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A agência, contudo, afirmou que a Petrobras foi notificada de que a retomada deverá seguir alguns condicionantes, como a troca de todos os elementos de vedação usados nas conexões da tubulação por onde passam os fluidos e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos no procedimento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda o que aconteceu A Petrobras havia interrompido, em 6 de janeiro, a perfuração na na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Segundo a estatal, o vazamento, identificado no domingo (4 de janeiro), foi imediatamente contido e isolado. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas. O Ibama informou que já foi comunicado sobre o caso e que não houve vazamento de petróleo. 🔎 O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”. Ele é usado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comum em perfurações no mar. Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. Arte/g1 Em nota divulgada na época, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população. Exploração da Foz do Amazonas Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial — que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa exploratória. A atividade na região é duramente criticada por ambientalistas, enquanto especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção. A perfuração pela estatal começou imediatamente após o aval do Ibama. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses. Os efeitos concretos da iniciativa, portanto, só poderão ser observados após esse período. 🔎 Nesta fase, não há produção de petróleo: trata-se exclusivamente de pesquisa exploratória. Apesar disso, a etapa é vista como uma derrota para aqueles que são contra a exploração na região. Segundo a Petrobras, o processo prevê a coleta de dados geológicos para verificar a presença de petróleo e gás em escala comercial. A perfuração é realizada no bloco FZA-M-059, localizado em mar aberto, a cerca de 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas, em uma área de águas profundas. A área está localizada no extremo oeste da Margem Equatorial brasileira e tem cerca de 268 mil km², de acordo com a petroleira. A extensão abrange a plataforma continental, o talude e a região de águas profundas, até o limite entre as crostas continental e oceânica. A Margem Equatorial é vista como uma das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial para se tornar um novo “pré-sal”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Potencial exploratório O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil. Segundo o MME, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras. Fachada do prédio da Petrobras, no Centro do Rio Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
04/02/2026 19:41:07 +00:00
Nike é investigada por suposta 'discriminação' contra trabalhadores brancos

Nike em Pequim, China REUTERS/Tingshu Wang A Nike está sendo investigada por uma agência federal dos Estados Unidos por suspeita de discriminação racial contra trabalhadores brancos, segundo documento judicial divulgado nesta quarta-feira (4). A U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), órgão responsável por aplicar leis que proíbem a discriminação no ambiente de trabalho, informou que entrou com uma ação na Justiça federal para obrigar a empresa a fornecer informações relacionadas às acusações. De acordo com o processo, a agência investiga alegações de discriminação racial intencional associadas a políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da Nike. O documento afirma que a empresa pode ter adotado um 'padrão ou prática de tratamento desigual' contra funcionários, candidatos a vagas e participantes de programas de treinamento brancos. A investigação abrange decisões de contratação, promoção, rebaixamento e desligamento, incluindo seleção para demissões, programas de estágio e iniciativas de mentoria, desenvolvimento de liderança e outros programas de carreira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a EEOC, a investigação e a intimação expedida pelo órgão buscaram informações relacionadas às alegações, com alguns pedidos retroativos a 2018. Entre os dados solicitados estão critérios usados para selecionar funcionários em processos de demissão, informações sobre o monitoramento e uso de dados de raça e etnia dos trabalhadores — inclusive como fator na definição de remuneração de executivos — e informações sobre 16 programas que teriam oferecido oportunidades de mentoria, liderança ou desenvolvimento de carreira restritas por raça. A agência afirma que a Nike não forneceu todas as informações solicitadas pela intimação, o que levou ao ajuizamento da ação judicial para obrigar o cumprimento do pedido. O processo foi protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste do Missouri. Em nota, a presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que, quando há indícios relevantes de que programas de diversidade possam violar leis federais que proíbem a discriminação racial ou outras formas de discriminação ilegal, a agência adotará todas as medidas necessárias para investigar os fatos. A presidente também declarou que a legislação federal exige proteção a trabalhadores de todas as raças contra práticas discriminatórias. A EEOC informou ainda que tentou inicialmente obter o cumprimento voluntário dos pedidos de informação antes de recorrer à Justiça. O escritório distrital da agência em St. Louis tem jurisdição sobre Missouri, Kansas, Oklahoma, Nebraska e o sul de Illinois. A EEOC é a única agência federal autorizada a investigar e mover ações contra empresas privadas por violações das leis federais que proíbem discriminação no emprego. No setor público, a agência divide essa atribuição com a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Fim dos programas de diversidade? Como movimento dos EUA pode chegar ao Brasil
04/02/2026 18:41:59 +00:00
Embraer anuncia venda de carros voadores para empresa japonesa

Protótipo de carro voador. Reprodução/Eve Air Mobility A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, anunciou nesta semana que fechou um contrato para vender carros voadores para uma empresa japonesa de fretamento aéreo. O acordo prevê a venda de pelo menos duas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os eVTOLS, que popularmente são chamados de carros voadores. Além disso, o acordo permite que a compra possa ser ampliada, adquirindo mais 48 veículos no mesmo contrato. O anúncio da empresa brasileira ocorreu nesta terça-feira (3), durante um evento de aviação em Singapura, no continente asiático. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Imagens mostram 1° voo de protótipo de carro voador De acordo com a Embraer, a venda foi feita para a AirX, maior empresa pública de serviço de fretamento de helicópteros do Japão. Os veículos têm previsão de entrega para 2029 e vão fazer parte das operações de fretamento aéreo da empresa, em trajetos turísticos e regionais, como nas cidades de Tóquio e Osaka. Em nota, a fabricante dos eVTOLS destacou que o acordo representa um avanço para o desenvolvimento da mobilidade aérea urbana sustentável no Japão e disse que “o acordo reforça a presença global crescente da Eve e evidencia a demanda cada vez maior por soluções sustentáveis de mobilidade aérea em todo o mundo”. O voo inaugural dos carros voadores foi realizado em dezembro de 2025, na maior pista de aviação do hemisfério sul, que fica na planta da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Segundo a Eve, o voo inaugural inicia a fase de testes de voo dos carros voadores. Os eVTOLs ainda precisam da certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 Início da operação Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. Atualmente, há cerca de 3 mil unidades do carro voador encomendadas. A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045. Carro voador da Eve, subsidiária da Embraer Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
04/02/2026 17:00:43 +00:00
'Washington Post', de Jeff Bezos, promove demissões em massa e reduz um terço da equipe

Sede do Washington Post (Foto AP/Alex Brandon, Arquivo) O Washington Post, jornal americano que pertence ao bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, iniciou nesta quarta-feira (4) uma ampla rodada de demissões em massa. Os cortes atingem todos os departamentos do jornal, segundo a gravação de uma reunião interna obtida pela agência Reuters. Segundo a agência, a decisão foi comunicada aos funcionários pelo editor-chefe executivo, Matt Murray. Os cortes atingem as editorias internacional, de edição, cobertura local e esportes e devem reduzir em cerca de um terço o quadro de funcionários do jornal. A medida ocorre poucos dias depois de o jornal, fundado há mais de 145 anos, reduzir sua cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 diante do aumento das perdas financeiras. “Por muito tempo, operamos com uma estrutura muito ligada à época em que éramos quase um monopólio como jornal local”, afirmou Murray na ligação. “Precisamos encontrar um novo caminho e construir uma base mais sólida.” Entre os profissionais afetados estão a repórter responsável pela cobertura da Amazon, Caroline O’Donovan, a chefe do escritório do Cairo, Claire Parker, além de outros correspondentes e editores do Oriente Médio, segundo publicações feitas por elas na rede social X. Em nota à Reuters, o jornal afirmou que as demissões fazem parte de uma reestruturação ampla. “O Washington Post está adotando hoje medidas difíceis, porém decisivas, para o seu futuro. Essas ações buscam fortalecer a empresa e concentrar esforços em um jornalismo diferenciado, que nos distingue e, principalmente, envolva nossos leitores”, informou o comunicado. Todos os setores afetados No ano passado, o Washington Post anunciou mudanças em áreas administrativas e cortes de pessoal, afirmando que a redação não seria afetada. Em 2023, o jornal do fundador da Amazon ofereceu um plano de demissão voluntária após registrar prejuízo de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 525 milhões). “Se Jeff Bezos não está mais disposto a investir na missão que definiu este jornal por gerações e a servir os milhões que dependem do jornalismo do Post, então o jornal merece outro responsável”, afirmou o sindicato dos jornalistas do veículo (WaPo Guild) em publicação na rede X. Na semana passada, a equipe responsável pela cobertura da Casa Branca enviou uma carta a Bezos afirmando que as reportagens mais relevantes dependem da colaboração com setores ameaçados pelos cortes e que uma redação diversa é essencial em um momento de crise financeira. Jeff Bezos e a aquisição do Washington Post Jeff Bezos acena para fotógrafos na chegada a Veneza para seu casamento Guglielmo Mangiapane/Reuters Em agosto de 2013, Jeff Bezos comprou o jornal fundado em 1877 por US$ 250 milhões, em uma transação pessoal, sem envolvimento direto da Amazon. O bilionário adquiriu apenas a divisão de imprensa do grupo, que à época manteve outros negócios como a empresa educacional Kaplan e emissoras de rádio e TV. A venda foi motivada pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor de jornais, afetado pela queda de assinaturas e pela migração do público para a internet. O então presidente do grupo, Donald Graham, afirmou que Bezos poderia ser um dono mais adequado para conduzir o jornal nesse novo cenário. Na ocasião, Bezos prometeu preservar os valores editoriais do Washington Post e destacou que a internet transformava profundamente o negócio das notícias, exigindo inovação e experimentação. Ele manteve Katharine Weymouth como presidente executiva e editora do jornal. A compra ocorreu em meio a uma crise mais ampla da imprensa tradicional nos EUA, com outros jornais também sendo vendidos, como o Boston Globe. O Washington Post é um dos jornais mais influentes do país, conhecido por reportagens históricas como a investigação do caso Watergate. Nos últimos anos, o jornal enfrentou tensões internas após a decisão de não apoiar nenhum candidato na eleição presidencial de 2024, o que gerou críticas e a perda assinantes digitais. Em 2024, passou por mudanças editoriais com a nomeação de William Lewis como diretor-executivo e a reformulação da seção de opinião, que passou a priorizar temas como liberdades individuais e livre mercado. Veja os vídeos que estão em alta no g1
04/02/2026 16:46:16 +00:00
Em conversa com a China, Trump fala sobre comércio de petróleo, gás e produtos agrícolas entre países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (4) que conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, por telefone sobre o comércio entre os dois países. Em publicação em seu perfil no Truth Social, o republicano disse que a ligação foi "longa e detalhada" e que, além do comércio, também falaram sobre questões militares, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a situação atual com o Irã, o Taiwan, e sobre a viagem que Trump pretende fazer ao gigante asiático em abril. "[Falamos] sobre a compra de petróleo e gás dos Estados Unidos pela China, e sobre a China considerar comprar produtos agropecuários adicionais, incluindo o aumento da cota de soja para 20 milhões de toneladas na safra atual (eles se comprometerem com 25 milhões de toneladas para a próxima safra!)", escreveu Trump. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O republicano também afirmou que tanto o relacionamento dos EUA com a China quanto o seu relacionamento pessoal com Xi Jinping são "extremamente bons", reiterando que ambos os líderes sabem "o quão importante" é mantê-los assim. "Acredito que muitos resultados positivos serão alcançados nos próximos três anos da minha presidência relacionados ao presidente Xi e à República Popular da China", completou o republicano. Em resposta, o presidente chinês afirmou que está disposto a fazer coisas "boas e grandes" em prol da relação entre a China e os Estados Unidos, reiterando que o bom relacionamento entre os dois países é de "grande importância". As informações são da mídia estatal chinesa. O presidente chinês também disse que Trump deveria melhorar a comunicação e que os dois presidentes deveriam "lidar com as diferenças de forma adequada". Relações conturbadas A conversa entre os dois líderes aconteceu pouco tempo depois de o presidente chinês ter uma reunião virtual com o presidente russo, Vladimir Putin, e apenas dois dias após Trump ter anunciado a criação de um estoque estratégico de minerais críticos para conter a China. "Por anos, empresas americanas correram o risco de ficar sem minerais críticos durante interrupções de mercado", disse Trump durante evento no Salão Oval na última segunda-feira (2). "Hoje estamos lançando o que será conhecido como Project Vault [Projeto Caixa-Forte], para garantir que empresas e trabalhadores americanos nunca sejam prejudicados por qualquer escassez", acrescentou. Washington tem se mobilizado para contrabalançar o que os formuladores de políticas consideram manipulação chinesa nos preços de lítio, níquel, terras raras e outros minerais críticos, essenciais para a produção de veículos elétricos, armamentos de alta tecnologia e diversos outros produtos industrializados. Essa situação tem dificultado a operação das mineradoras americanas há anos. Terras raras: o que são, onde estão e por que os EUA se importam com elas *Com informações da agência de notícias Reuters. Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). Reuters/Evelyn Hockstein
04/02/2026 15:56:53 +00:00
Carro elétrico chinês montado no Brasil volta a ser tributado; alíquota deve chegar a 35% em 2027

O prazo previsto para isenção temporária do imposto de importação para veículos elétricos desmontados chegou ao fim em 31 de janeiro deste ano. Com isso, a modalidade volta a fazer parte do cronograma de elevação tarifária para carros elétricos híbridos e importados e deve atingir a alíquota de 35% a partir de janeiro de 2027. A resolução havia sido publicada após um pedido da chinesa BYD para que o governo reduzisse o imposto de importação sobre carros elétricos desmontados trazidos do exterior para serem montados no país. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida foi publicada em uma portaria pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em 1º de agosto de 2025, com vigência de seis meses, e abrangia tanto veículos parcialmente montados (SKD) quanto os completamente desmontados (CKD). Ruídos no mercado A decisão gerou ruídos no mercado. À época, quatro das principais montadoras em atividade no Brasil se uniram para pressionar o governo. Volkswagen, Stellantis, GM e Toyota assinaram uma carta conjunta, endereçada ao presidente Lula, pedindo que a isenção do imposto não fosse concedida. “Por uma questão de isonomia e busca de competitividade, essa prática deletéria pode disseminar-se em toda a indústria, afetando diretamente a demanda de autopeças e de mão de obra”, diz a carta assinada pelos presidentes das quatro empresas. Veja a íntegra da carta aqui. “Seria uma forte involução, que em nada contribuiria para o nível tecnológico de nossa indústria, para a inovação ou para a engenharia nacional. Representaria, na verdade, um legado de desemprego, desequilíbrio da balança comercial e dependência tecnológica.” A BYD também respondeu com uma carta. A empresa chinesa afirmou que sua chegada ao Brasil provocou uma reação negativa das montadoras tradicionais, e sugeriu que a real preocupação dessas empresas é perder a posição dominante no mercado e não conseguir competir com os preços e a tecnologia da marca. (leia a íntegra abaixo) “A reação da Anfavea [associação dos fabricantes] e seus associados, infelizmente, não é novidade. Trata-se do velho roteiro de sempre: diante de qualquer sinal de abertura de mercado ou inovação, surgem as ameaças de demissões em massa, fechamento de fábricas e o fim do mundo como conhecemos”, diz a BYD. “É uma espécie de chantagem emocional com verniz corporativo, repetida há décadas pelos barões da indústria para proteger um modelo de negócio que deixou o consumidor brasileiro como último da fila da modernidade.” A fúria contra os chineses A entrada em massa de veículos importados no Brasil é uma reclamação antiga da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que há anos defende uma maior previsibilidade regulatória e sem assimetrias que possam penalizar as fabricantes que atuam no país. Entre janeiro e dezembro de 2025, o emplacamento de novos carros importados ficou em 497.765 unidades, um aumento de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 466.505 novos carros. A BYD é a principal responsável por essa entrada expressiva no mercado brasileiro. Em 2024, o país já era o maior mercado internacional da montadora, absorvendo quase 20% de suas exportações globais. Quem opta por investir em uma fábrica no país geralmente começa com veículos semimontados. O modelo SKD é o que exige menos mão de obra local, já que os carros chegam quase prontos. Uma das principais vantagens desse esquema é aproveitar a mão de obra estrangeira e o desenvolvimento de tecnologias específicas para componentes que ainda não são produzidos no Brasil. É aí que está o ponto da polêmica entre a BYD e a Anfavea. A montadora chinesa entende que os modelos semimontados já caracterizam uma forma de produção em solo nacional e, por isso, defendia a redução do imposto. A Anfavea é contrária à ideia, pois suas montadoras associadas realizam toda a produção dentro do Brasil. Como são montados os carros com partes importadas Arte/g1 Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD
04/02/2026 14:35:48 +00:00
Itaú, Santander e Citi firmam acordos para encerrar disputas com governo e pagam R$ 2,4 bilhões em tributos

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) firmou acordos com Itaú, Santander e Citi que resultaram no pagamento de cerca de R$ 2,4 bilhões em tributos nas últimas semanas. As negociações fazem parte de um programa criado para incentivar a solução de disputas tributárias entre empresas e a União. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os acordos envolvem o encerramento de processos judiciais que se arrastavam há anos e geram impacto direto nas contas públicas. Segundo a PGFN, esse valor ainda pode crescer nos próximos meses, já que aproximadamente 70 pedidos de transação apresentados por empresas seguem em análise pelo órgão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Reforço fiscal De acordo com a coordenadora-geral de negociação da PGFN, Mariana Lellis, o montante recolhido corresponde ao valor líquido efetivamente pago aos cofres públicos. 👉 O cálculo considera descontos médios de 21% aplicados sobre multas, juros e encargos, concedidos pelo governo como incentivo para a resolução dos litígios. Além do reforço fiscal, Lellis destacou que os acordos foram negociados de forma individual, dentro do Programa de Transação Integral (PTI). O prazo para apresentação de propostas terminou em dezembro, mas ainda há pedidos em análise no órgão. Os descontos concedidos nesses casos variaram de 10% a 30% e foram definidos com base no potencial de recuperação dos créditos. Entre os critérios considerados estão o tempo de tramitação dos processos judiciais, o risco de derrota ou vitória do governo e os custos envolvidos na manutenção da cobrança. “Há um universo ainda muito maior de instituições financeiras… um universo muito maior de dívidas”, disse Lellis, ao comentar sobre negociações que ainda estão em curso. Segundo ela, esses casos tramitam sob sigilo. CPMF, PIS, Cofins e outros tributos Nos acordos ligados a disputas sobre a incidência da extinta CPMF em determinadas operações, o Santander pagou cerca de R$ 1 bilhão após os descontos aplicados. O Citi, por sua vez, desembolsou aproximadamente R$ 400 milhões. No caso do Itaú, as negociações envolveram discussões sobre a cobrança de PIS e Cofins sobre receitas financeiras. Embora o governo tenha vencido a disputa no Supremo Tribunal Federal, ainda não há decisão definitiva sobre a modulação dos efeitos do julgamento. Diante dessa incerteza, a PGFN optou pelo acordo para encerrar o processo judicial. O acordo do Itaú também incluiu débitos relacionados ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). No total, o banco pagou cerca de R$ 1 bilhão. Segundo a PGFN, também foi firmado um acordo com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), envolvendo disputas sobre PIS e Cofins. Nesse caso, o pagamento foi de R$ 140 milhões. Os valores, informou o órgão, foram pagos à vista pelas quatro instituições financeiras entre o fim de dezembro e o início deste ano. Santander, Citi e BDMG não responderam aos pedidos de comentário. O Itaú se manifestou por meio de nota, afirmando que mantém diálogo com as autoridades e atua dentro da legislação. Veja o comunicado na íntegra abaixo: "O Itaú Unibanco mantém diálogo permanente com as autoridades competentes e utiliza os instrumentos legais disponíveis para a resolução de disputas tributárias, sempre com total transparência e conformidade com a legislação vigente.” Fachada do Itaú Divulgação
04/02/2026 14:14:00 +00:00
Ouro encosta em US$ 5 mil com tensões entre EUA e Irã e incerteza sobre juros

O ouro voltou a subir nesta quarta-feira (4), dando sequência ao forte avanço registrado na véspera — o maior ganho diário do metal em 17 anos. A alta reflete a busca de investidores por ativos considerados mais seguros, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a incertezas sobre a política monetária americana. O ouro à vista avançou 0,4%, cotado a US$ 4.958,75 por onça, após ter subido 6% na sessão anterior. Já os contratos futuros do metal nos EUA, com vencimento em abril, registraram alta de 1%, negociados a US$ 4.983,49 por onça. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o movimento é resultado de uma combinação de fatores. “Há uma soma de riscos impulsionando a demanda, incluindo dúvidas sobre a independência do banco central americano e o aumento das tensões geopolíticas”, afirmou Nitesh Shah, estrategista de commodities da WisdomTree. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No campo geopolítico, as Forças Armadas dos EUA informaram na terça-feira que derrubaram um drone iraniano que se aproximou de forma considerada agressiva do porta-aviões Abraham Lincoln, no Mar da Arábia. O episódio ocorreu enquanto diplomatas tentavam viabilizar negociações nucleares entre os dois países. Além disso, declarações do presidente americano, Donald Trump, reacenderam preocupações sobre a autonomia do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na segunda-feira, ele afirmou que a investigação envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, deveria seguir até o fim. O ouro vem se recuperando após uma forte correção recente. Na segunda-feira, o metal acumulou queda próxima de 10%, prolongando as perdas da sexta-feira anterior, no maior recuo em dois dias em décadas. A pressão foi intensificada pela indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed e pelo aumento das exigências de margem para contratos futuros pela CME. Apesar da volatilidade, o ouro ainda acumula valorização superior a 17% no ano. Em busca de pistas Agora, o mercado aguarda a divulgação do relatório de emprego do setor privado nos EUA (ADP), prevista para mais tarde. O dado pode oferecer pistas sobre os próximos passos da política de juros do Fed. Atualmente, investidores projetam ao menos dois cortes de juros em 2026. “Com a expectativa de novos cortes de juros, o ambiente tende a favorecer o ouro”, afirmou à Reuters Giovanni Staunovo, analista do UBS. Segundo ele, os preços do metal devem subir ao longo do ano. Como o ouro não oferece rendimento, ele costuma se tornar mais atrativo quando os juros estão baixos ou em queda. Entre outros metais preciosos, a prata à vista subiu 3,58%, cotada a US$ 88,20 por onça. No início da semana, o metal havia recuado para a mínima de um mês, a US$ 71,33, após ter alcançado um recorde histórico de US$ 121,64 na semana passada. A platina avançou 0,74%, para US$ 2.225,20 por onça, enquanto o paládio subiu 0,48%, a US$ 1.767. Imagem de barra de ouro em foto de arquivo REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
04/02/2026 13:09:08 +00:00
Ibovespa despenca mais de 2% com cautela no exterior e correção após recordes

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, despencou 2,14% nesta quarta-feira (4), aos 181.708 pontos, puxado pela cautela de investidores no exterior e por uma correção — quando investidores aproveitam altas recentes para vender ações e lucrar. O dólar fechou estável, cotado a R$ 5,2495. No Brasil, os investidores reagiram mal à notícia de que o presidente Lula deverá confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para diretorias do Banco Central (BC). 🔎 A reação negativa reflete o receio do mercado de que as indicações abram espaço para decisões menos rígidas no controle da inflação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, o setor de tecnologia continuou em queda, aumentando a cautela dos investidores. Nesta quarta-feira, as maiores perdas eram das ações de empresas de software, à medida que o mercado avaliava possíveis ameaças da inteligência artificial para os negócios do setor. ▶️ Nos Estados Unidos, o relatório da ADP (Automatic Data Processing) mostrou a criação de 22 mil empregos no setor privado em janeiro, bem abaixo da expectativa do mercado, que previa 48 mil vagas. Já o índice de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços ficou estável no mês. Ambos os dados dão pistas sobre como está a economia americana e ajudam investidores a ajustar suas expectativas para os próximos passos dos juros nos EUA. ▶️ Ontem, Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Desde que assumiu uma cadeira no Fed, ele participou de quatro decisões sobre a taxa de juros do país. ▶️ No Brasil, o PMI de serviços, elaborado pela S&P Global, mostrou que o setor perdeu ritmo em janeiro, mesmo com o aumento de novos negócios e da atividade — o que levou empresas a reduzirem contratações e projeções de produção. Ainda assim, o índice permaneceu acima de 50 pontos, nível que indica crescimento do setor. ▶️ O Banco Central também divulgou novos dados de fluxo cambial, que mostram quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Em janeiro, o saldo foi positivo em US$ 5,086 bilhões. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +0,04%; Acumulado do ano: -4,36%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,19%; Acumulado do mês: +0,19%; Acumulado do ano: +12,77%. Temporada de balanços A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados por aqui. Entre os destaques ficou o Santander, que registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado. No entanto, o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e também menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Essas informações foram recebidas de forma negativa pelos investidores e teve impacto imediato no preço das ações. Os papéis do Santander registraram quedas de mais de 2% na sessão, movimento que se espalhou por todo o setor bancário. As ações de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também recuaram, refletindo um ambiente de maior cautela. 🔎 Como os bancos representam uma parcela importante do Ibovespa, essas quedas ajudaram a puxar o índice para baixo. Agora, o mercado acompanha as divulgações previstas para os próximos dias, que devem continuar influenciando o desempenho da bolsa. O Itaú Unibanco deve anunciar seus resultados ainda nesta quarta-feira, após o fechamento do pregão. Na sequência, entram na agenda empresas como Bradesco, Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil. Agenda econômica Criação de vagas no setor privado dos EUA A criação de vagas no setor privado dos EUA cresceu menos do que o esperado em janeiro, segundo o relatório nacional de emprego da ADP, divulgado nesta quarta-feira. De acordo com o levantamento, foram abertas 22 mil vagas no mês passado. O número ficou abaixo tanto do resultado de dezembro — revisado para 37 mil postos — quanto da expectativa do mercado, que projetava a criação de 48 mil vagas em janeiro. Inicialmente, o dado de dezembro havia sido informado como 41 mil. O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab. Historicamente, no entanto, ele nem sempre antecipa com precisão os números oficiais de emprego do setor privado divulgados pelo governo americano. Os dados oficiais de emprego referentes a janeiro deveriam ser publicados nesta sexta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA, mas a divulgação foi adiada em razão da paralisação parcial do governo federal. O shutdown durou três dias e foi encerrado na terça-feira. Apesar do ritmo mais fraco de criação de vagas, economistas avaliam que o mercado de trabalho segue em um cenário que eles descrevem como de “baixa contratação e baixa demissão”. Esse comportamento tem sido associado, entre outros fatores, às tarifas de importação e ao avanço do uso de inteligência artificial pelas empresas. PMI de serviços no Brasil O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Brasil, calculado pela S&P Global e divulgado nesta quarta-feira, recuou para 51,3 pontos em janeiro, após marcar 53,7 em dezembro. Apesar da queda, o indicador permaneceu acima do nível de 50 pontos, que separa crescimento de retração da atividade, sinalizando que o setor seguiu em expansão, embora em ritmo mais lento. A desaceleração foi influenciada pelo enfraquecimento na entrada de novos negócios. Em janeiro, o avanço dos pedidos ocorreu no ritmo mais lento do atual ciclo de três meses de crescimento. Empresas relataram redução da base de clientes e impacto negativo do corte de gastos em outros setores sobre a demanda por serviços. Entre os segmentos analisados, Finanças e Seguros lideraram o crescimento de novos pedidos. Houve também aumentos moderados em Serviços ao Consumidor e em Transporte, Informação e Comunicação. O único grupo a registrar queda nas vendas foi o de Imóveis e serviços empresariais. O relatório também apontou uma piora no nível de confiança das empresas. O sentimento positivo em relação ao desempenho nos próximos 12 meses caiu em janeiro para o menor nível em seis meses. Parte das companhias citou preocupações com políticas públicas e com as eleições deste ano, além de incertezas associadas às tensões geopolíticas. Esse cenário levou à interrupção das contratações no setor de serviços no início de 2026. Segundo a pesquisa, houve corte de postos de trabalho pela primeira vez em cinco meses. "A eliminação de vagas significa que as famílias têm menos dinheiro para gastar e, se persistir, a desaceleração pode rapidamente se espalhar dos serviços para outros setores", destacou a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. Em relação aos custos, as empresas relataram que as despesas aumentaram no ritmo mais lento desde maio de 2024. Já os preços cobrados pelos serviços subiram no menor ritmo observado nos últimos sete meses. Bolsas globais Os mercados globais encerraram o pregão desta quarta com sinais mistos, em um ambiente de cautela entre os investidores. Em Wall Street, o Dow Jones registrou um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente. Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento nesta quarta, embora com ganhos modestos. Entre os principais mercados, o CAC 40, da França, subiu 1,01%, o DAX, da Alemanha, caiu 0,72%, e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,85%. Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta. O avanço foi sustentado principalmente por ações dos setores de consumo e energia na China, que compensaram as perdas no segmento de tecnologia. Entre os índices asiáticos, o CSI300 avançou 0,83% e o SSEC, de Xangai, subiu 0,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,05%. No Japão, o Nikkei avançou 0,78%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,57%. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 0,29%, e, em Cingapura, o Straits Times encerrou o dia com ganho de 0,43%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
04/02/2026 12:00:38 +00:00
Presidente do BRB vai à Faria Lima para negociar venda de ativos comprados do Master

Presidente do BRB vai à Faria Lima para negociar venda de ativos comprados do Master O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, confirmou que decidiu vender as carteiras de crédito adquiridas do Banco Master para compradores na Faria Lima. Ele viaja nesta quarta-feira (4) para São Paulo, onde pretende negociar as transações presencialmente. Segundo o blog apurou, a diretoria do banco está em contato com players do mercado para tentar vender ativos de interesse, mas que o BRB não tem interesse em ficar. Por exemplo, um terreno próximo à região da Cidade Jardim, em São Paulo, localização nobre e de alto valor de mercado. A lista também inclui imóveis, restaurantes e outros bens que podem contribuir com a recomposição do caixa do banco após a aquisição de créditos de baixa qualidade. Na prática, o BRB está vendendo ativos com objetivo de reduzir riscos depois da crise envolvendo o Banco Master. A venda deve atrair principalmente fundos especializados em ativos problemáticos, que compram com grande desconto para tentar recuperar parte do valor depois. 🔎Também podem entrar na disputa bancos e gestoras de crédito, interessados apenas nos trechos mais “limpos” da carteira. Já os imóveis tendem a atrair investidores do setor imobiliário, com negociações separadas para ativos de maior valor, como os terrenos. Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo Após a liquidação extrajudicial do Master, uma operação da Polícia Federal passou a investigar um suposto esquema de fraudes bilionárias do banco de Daniel Vorcaro, em que o BRB teria comprado R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixa qualidade, pertencentes ao Master e sem garantia financeira. O banco administrado pelo governo do Distrito Federal vinha comprando créditos do Master desde 2024, na gestão da Presidência do BRB anterior, de Paulo Henrique Costa. Inclusive, chegou a anunciar um acordo para comprar o banco de Daniel Vorcaro em março de 2025, em uma operação estimada em R$ 2 bilhões. A transação, no entanto, foi vetada pelo Banco Central em setembro. Leia também: Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC A relação entre o BRB e o Master está entre os alvos de investigação da Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. O presidente do banco regional na época das negociações, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo e, posteriormente, demitido de forma definitiva. No lugar dele, assumiu Nelson Antônio de Souza, atual dirigente da instituição. Inquérito de fraudes financeiras A suspeita de fraudes financeiras na gestão do BRB também levou a PF a abrir um novo inquérito, especificamente sobre o caso, na última semana. A informação foi divulgada pela colunista Míriam Leitão, do jornal "O Globo", e o blog também teve acesso. O novo inquérito foi aberto porque há indícios de práticas de gestão fraudulenta além das já apontadas envolvendo a proposta de compra do Banco Master, na investigação de supostas fraudes financeiras relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro. A PF apura uma aquisição "pulverizada" — ou seja, fragmentada e dificultada de rastreamento — de ações do Banco de Brasília (BRB) por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. Segundo a investigação, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio do Master Maurício Quadrado e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos João Carlos Mansur compraram ações do BRB como pessoas físicas, mas por meio de vários fundos e estruturas intermediárias, o que teria dificultado a identificação dos reais compradores.
04/02/2026 12:00:31 +00:00
Elon Musk se torna a primeira pessoa a superar US$ 800 bilhões em patrimônio

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Elon Musk se tornou a primeira pessoa da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões) em patrimônio líquido após a SpaceX adquirir a empresa de inteligência artificial xAI. Segundo a Forbes, o negócio avaliou a empresa combinada em US$ 1,25 trilhão e elevou a fortuna do bilionário em US$ 84 bilhões, para um recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,4 trilhões). Antes da operação, Musk detinha cerca de 42% da SpaceX, participação avaliada em US$ 336 bilhões com base em uma oferta privada realizada em dezembro, que estimou a empresa em US$ 800 bilhões. Ele também possuía aproximadamente 49% da xAI, avaliada em US$ 122 bilhões após uma rodada de captação que atribuiu valor de mercado de US$ 250 bilhões à empresa neste mês. Após a fusão — que atribuiu US$ 1 trilhão à SpaceX e manteve a xAI em US$ 250 bilhões —, a Forbes calcula que Musk passou a deter 43% da companhia combinada, fatia avaliada em US$ 542 bilhões. Fusão cria empresa privada mais valiosa do mundo A fusão entre as duas empresas foi anunciada pelo bilionário na segunda-feira (2), antes do lançamento de um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A empresa resultante da fusão deve precificar as ações em cerca de US$ 527 (R$ 2.771) cada e alcançar uma avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,57 trilhões), segundo a Bloomberg. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da inteligência artificial e da exploração espacial. Em comunicado, Musk afirmou que a fusão tem como objetivo criar o “motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)”, ao reunir negócios que atuam em áreas como exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial. A aquisição da xAI pela SpaceX envolve duas das maiores empresas de capital fechado do planeta. Trata-se também de uma das uniões mais ambiciosas já feitas no setor de tecnologia, combinando um contratante de defesa e exploração espacial com um desenvolvedor de IA em rápido crescimento. A medida, no entanto, ainda deverá ser analisada. O acordo pode chamar atenção de reguladores e investidores sobre questões de governança, avaliação e potenciais conflitos de interesse. Isso se deve ao papel de liderança de Musk em várias empresas, bem como à possível movimentação de engenheiros, tecnologia proprietária e contratos entre as entidades. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber
04/02/2026 10:54:41 +00:00
Rússia diz não ver novidade em plano da Índia de diversificar fornecimento de petróleo

Os presidentes da Índia, Narendra Modi (à esq.), e da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro em Moscou em 2024. Evgenia Novozhenina/ Reuters O Kremlin disse nesta quarta-feira (4) que não vê nada de novo no anúncio da Índia de que vai diversificar suas fontes de petróleo, já que Nova Délhi sempre comprou óleo de diferentes países, incluindo a Rússia. O comentário vem depois de um anúncio de acordo do gigante asiático com os EUA. O ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, afirmou mais cedo que o país vai diversificar suas fontes de energia como estratégia diante das mudanças no cenário global, para garantir a segurança energética da população. A declaração de Goyal veio após o anúncio, na segunda-feira, de um acordo comercial entre Estados Unidos e Índia feito pelo presidente americano Donald Trump. Na ocasião, Trump falou sobre a possibilidade de Nova Délhi interromper a compra de petróleo russo, algo que a Índia não confirmou publicamente desde então. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Questionado sobre os planos de compra de petróleo da Índia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que todos sabem que a Rússia não é a única fornecedora de petróleo para o país. “Nós, e não apenas nós, mas todos os especialistas na área de energia internacional, sabemos muito bem que a Rússia não é a única fornecedora de petróleo e derivados para a Índia”, disse Peskov a repórteres. “A Índia sempre comprou esses produtos de outros países. Por isso, não vemos nenhum novo desdobramento aqui.”
04/02/2026 10:42:06 +00:00
Perda de patente militar: agravantes dificultam situação de Bolsonaro e Braga Netto no STM

MP Militar pede ao STM perda dos postos e patentes de Bolsonaro e outros condenados pela trama golpista Dentro do Superior Tribunal Militar (STM), o julgamento dos condenados por tentativa de golpe no STF é considerado imprevisível, mas dois dos réus que podem ter a perda de patente por indignidade determinada pelos ministros têm situação considerada mais grave: o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Braga Netto. Na análise do caso de Bolsonaro, segundo ministros, ex-ministros da Corte e especialistas na Justiça Militar afirmaram ao blog, pesará o antecedente de já ter sido julgado no STM por conduta irregular. Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes, por diferentes Conselhos de Justificação. Condenado por unanimidade na primeira instância, foi considerado não culpado em 1988 por maioria do STM. “Antecedentes pesam na análise dos ministros militares”, afirmou ao blog o professor da UFRJ e historiador Carlos Fico. “Sempre existe a aura de ser ‘uma segunda vez’”, diz ele. Comandante da Marinha, Almir Garnier, e Bolsonaro durante desfile militar em Brasília - imagem de arquivo Marcos Corrêa/PR No caso de Braga Netto, a imagem chamuscada dentro das Forças Armadas se dá pelos ataques orquestrados a militares do alto comando, na tentativa de mobilizar apoio para a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022, segundo mensagens e documentos encontrados pelos investigadores. Em tese, a decisão do STM é apenas dizer se pessoas que foram condenadas em última instância por ataque à democracia e tentativa de golpe de Estado não são dignas do oficialato. Uma reação aos crimes graves a que os cinco, agora réus no STM, foram condenados. Além deles, Mauro Cid foi condenado, mas a uma pena de até dois anos, que não leva o caso à análise do STM. A pena do tenente-coronel foi diminuída pelo acordo de colaboração. No tribunal, entretanto, o caso de Augusto Heleno e até de Almir Garnier será visto com cuidado por ministros militares. Heleno, pela saúde e idade, mas sobretudo por ser admirado dentro do tribunal. Já Garnier, lembra um analista que acompanha o tribunal, tem entre ministros ex-colegas de almirantado. “De qualquer forma, um ministro terá que buscar muitos argumentos para dizer que não concorda que aquelas pessoas são indignas para o oficialato mesmo com uma condenação porque conspiraram contra a democracia”, pondera.
04/02/2026 10:30:05 +00:00
Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC

Ex-presidente do Rioprevidência é preso após suspeitas envolvendo aplicações no banco Master Clientes que contrataram empréstimos ou serviços financeiros no Will Bank ou no Banco Master afirmam que passaram a encontrar dívidas registradas como ativas ou em atraso no Sistema de Informações de Créditos (SCR) do Banco Central. De acordo com os relatos, o Banco de Brasília (BRB) foi o responsável pelos registros. Há casos de dívidas já quitadas junto ao Master ou ao Will Bank e até de débitos que nunca existiram. 🔎 Os clientes perceberam a situação ao consultar o Registrato, sistema do BC que permite acessar relatórios com informações pessoais ou de empresas. Esses documentos reúnem dados que bancos e instituições financeiras compartilham com o Banco Central. São clientes que nunca tiveram conta no BRB. O vínculo se deu porque o banco vinha comprando carteiras de crédito do Master desde 2024 e chegou a anunciar um acordo para comprar o banco em março de 2025, em uma operação estimada em R$ 2 bilhões. A transação, no entanto, foi vetada pelo Banco Central em setembro. Após a liquidação extrajudicial do Master, uma operação da Polícia Federal passou a investigar um suposto esquema de fraudes bilionárias do banco de Daniel Vorcaro, em que o BRB teria comprado R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixa qualidade, pertencentes ao Master e sem garantia financeira. Como compensação pelas carteiras problemáticas vendidas anteriormente, o Master transferiu novas carteiras ao banco brasiliense. Nelas, parte dos empréstimos teria sido originada pelo Will Bank. É daí que, supostamente, teriam surgido os dados dos clientes que estão sendo notificados pelo BRB sobre essas dívidas. O g1 procurou o BRB para entender a situação. O banco informou que, após a liquidação do Will Bank, “deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas”. O banco também afirmou que, pelas regras, a instituição que originou os créditos — ou seja, que concedeu os empréstimos ou serviços financeiros — é responsável por acompanhar os pagamentos e repassar os valores correspondentes ao BRB. Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1 “Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante, de modo que o BRB ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem”, informou o BRB em nota. Veja a nota do BRB na íntegra ao final desta reportagem. O g1 tentou contato com Eduardo Bianchini, liquidante nomeado pelo Banco Central para o Will Bank e o Banco Master, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Relembre a tentativa do BRB de comprar do Banco Master: Relembre a tentativa do BRB de comprar o Banco Master O que está dentro da legalidade? Segundo Fabio Braga, sócio da área bancária e financeira do Demarest, é comum que bancos e financeiras vendam, transfiram ou cedam carteiras como parte de suas negociações. “Para isso, os bancos discutem a estrutura desses contratos e os custos envolvidos. Por quanto vou vender e qual será o desconto? Outro ponto importante é que, na negociação, também se define quem ficará responsável pela gestão dos pagamentos”, diz. Mas as instituições financeiras também têm obrigações com clientes e com os devedores dessas carteiras. “Pela legislação, a transferência de créditos exige que o consumidor seja notificado”, explica Pedro Ramunno, professor de direito empresarial do Mackenzie. “A ideia é que o consumidor saiba a quem deve pagar. Sem essa notificação, a cessão não produz todos os seus efeitos.” Segundo os especialistas, essa notificação deve ser feita por escrito e pode ocorrer por e-mail ou carta. Também pode ser realizada por meio de instrumentos públicos, como cartórios. Além disso, é necessário comprovar que o devedor tomou ciência da cessão, por meio de assinatura ou de outra prova clara de que foi informado. De quem é a responsabilidade nesse caso? Segundo os especialistas consultados pelo g1, não é possível afirmar com precisão o que ocorreu. Embora o BRB diga que deixou de receber informações do liquidante e, por isso, não conseguiu dar baixa nas operações, advogados avaliam que o banco público deveria ter feito uma verificação prévia dos dados — principalmente diante de sinais de maior risco nessas carteiras. De acordo com Bruno Balduccini, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, em casos de cessão de créditos, a instituição compradora passa a ser responsável por classificar os novos clientes em suas reservas para cobrir possíveis inadimplências. “A atualização deve ser imediata, porque o banco comprador passa a ter novos clientes que precisam ser classificados”, diz. Assim, também cabe ao BRB confirmar e validar as informações antes de repassá-las ao Banco Central. “O BRB não pode alegar que um terceiro seja responsável pelo registro de dívidas indevidas. O banco precisa fornecer informações corretas ao consumidor e não pode registrar uma situação de crédito equivocada”, explica Gustavo Kloh, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito do Rio de Janeiro. “Ele pode não ter culpa pelo problema, mas é responsável por apresentar uma solução”, completa. Impacto no score A falta de solução para o registro de dívidas indevidas já causou prejuízos aos clientes afetados. Um cliente que falou ao g1 sobre o caso e pediu para não ser identificado só percebeu o problema ao ter um financiamento imobiliário negado por uma instituição financeira, devido à pendência de uma dívida vencida. Ele entrou em contato com o BRB e abriu um chamado na ouvidoria do banco, que apresentou a justificativa de que os dados oficiais e atualizados ainda não haviam sido totalmente disponibilizados. As parcelas indevidas, no valor de R$ 10 mil, no entanto, continuavam sendo cobradas e registradas. O site Reclame Aqui registra ao menos uma centena de relatos semelhantes apenas em janeiro deste ano, enquanto outras 324 reclamações foram feitas entre agosto e dezembro de 2025. No mesmo período de 2024, houve 76 registros sobre o tema, um aumento de 326%. Os dados consideram o volume de reclamações feitas por consumidores sobre dívidas desconhecidas atribuídas ao BRB, mesmo sem nunca terem tido qualquer relacionamento com o banco. Alguns relatos também mencionam a existência de relacionamento anterior com instituições como o Will Bank e o Banco Master, e afirmam que as dívidas se referem a contratos já quitados ou inexistentes. “Ao consultar meu histórico financeiro, identifiquei a existência de uma dívida em atraso junto ao Banco BRB no valor de R$ 19.600,07, a qual não reconheço. [...] A informação disponível no registrato indica que se trata de um débito referente a cartão de crédito, porém nunca possuí cartão junto ao BRB, sendo que todos os meus cartões de outros bancos estão com suas faturas pagas e em dia”, escreveu um cliente. Outro cliente relata que fez um acordo de uma dívida em atraso com o Will Bank no fim de dezembro, mas, ao consultar seu Registrato no Banco Central, viu o débito vencido registrado em nome do BRB. “Antes de o Will Bank fechar, entrei em contato e informaram que já tinham repassado o acordo, mas ainda consta no Registrato”, conta. De acordo com os especialistas, a orientação é que os clientes entrem em contato com a instituição e solicitem, por escrito, o contrato, o valor atualizado, quem está cobrando e qual banco originou a dívida. “Se não há contrato, trata-se de uma cobrança indevida. Nesses casos, o consumidor deve formalizar a reclamação junto à instituição, gerar um protocolo e exigir a interrupção da cobrança”, diz Ramunno, do Mackenzie. Se a situação não for resolvida, o ideal é que o consumidor registre reclamações em órgãos competentes — como Procon e Consumidor.gov — e, se necessário, avalie recorrer à Justiça. “Pode ser que a situação seja regularizada com o tempo, mas isso pode demorar ou nem acontecer. Nesses casos, o consumidor pode ter que recorrer à Justiça, seja por meio do Juizado Especial ou da Justiça comum”, conclui Kloh. Veja a nota do BRB na íntegra O BRB informa que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB. Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante de modo que o Banco ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem. O BRB realizou conciliações internas e encaminhou comunicados ao liquidante solicitando a retomada do processo, por parte dele. O Banco destaca, ainda, que a compra das carteiras seguiu todas as regras e contratos, e lembra que toda operação de crédito é registrada no SCR. O Banco segue atuando junto ao liquidante para normalizar a situação, tomando medidas internas e está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação. Seguimos acompanhando o tema de perto e cobrando os responsáveis pelo envio das informações para que a normalização ocorra no menor prazo possível. Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo
04/02/2026 08:03:21 +00:00
Itamaraty abre inscrições para concurso de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22,5 mil

Palácio do Itamaraty Reprodução/ Agência Brasília O Itamaraty abre nesta quarta-feira (4), às 10h, as inscrições para o novo concurso de diplomata, com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. As oportunidades são para o cargo de terceiro secretário, que é o início da carreira de diplomacia. Esse processo seletivo é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática brasileira subordinada ao Ministério das Relações Exteriores em Brasília (DF). Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a banca organizadora do processo seletivo. Os participantes terão até as 18h do dia 25 de fevereiro para se inscrever. ➡️ ACESSE O EDITAL ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não é necessária uma formação específica para participar, mas é necessário ter algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. As provas serão realizadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. (veja cronograma completo abaixo) A primeira fase, com questões objetivas, está prevista para o dia 29 de março, em dois períodos (manhã e tarde). Já a segunda, serão distribuídas em dois finais de semana sucessivos: 25 e 26 de abril, além dos dias 2 e 3 de maio. Para participar, é necessário pagar uma taxa de inscrição de R$ 229, mas doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem pedir a isenção do pagamento. Das 60 vagas disponíveis, 15 são destinadas a pessoas pretas e pardas, três a pessoas com deficiência, duas a pessoas indígenas e uma a pessoas quilombolas. Haverá ainda a convocação adicional de 126 candidatas mulheres para a segunda fase do concurso, para "corrigir eventuais desigualdades e promover proporcionalidade entre pessoas candidatas do gênero masculino e do gênero feminino", segundo o edital. O concurso para diplomata exige conhecimento em várias disciplinas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país, afirma Jean Marcel Fernandes, coordenador do curso preparatório para concursos de diplomata do Gran Concursos. Filho de diarista e pedreiro, ex-garçom toma posse como diplomata; conheça trajetória O que faz um diplomata? Os diplomatas são servidores públicos concursados que representam o Estado brasileiro, assim como seus cidadãos, no exterior. Eles negociam os interesses do país em conferências internacionais e atendem os cidadãos brasileiros nos consulados, entre outras funções. E como é o concurso? No Brasil, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática brasileira subordinada ao Itamaraty. Neste ano, a seleção será feita em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A primeira fase do concurso consiste em uma prova objetiva, de caráter eliminatório, composta por 240 questões de certo ou errado das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; História do Brasil; História mundial; Geografia; Língua inglesa; Política internacional; Economia; Direito. Cada resposta correta soma 1 ponto, enquanto cada resposta em discordância com o gabarito subtrai 0,25 ponto. Itens sem marcação ou com marcação dupla recebem nota 0. A prova é aplicada em dois períodos, manhã e tarde, no mesmo dia, com duração de 3 horas e 30 minutos em cada turno. É eliminado o candidato que obtiver nota final inferior a 120 pontos. A segunda etapa da seleção, por sua vez, terá provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, com questões de: Língua portuguesa; Língua inglesa; História do Brasil; Política internacional; Geografia; Economia; Direito; Língua espanhola ou francesa. As provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa têm duração de quatro horas cada. Em Português, o candidato deve elaborar uma redação entre 65 e 70 linhas e um resumo de até 30 linhas. Já em Inglês, é exigida uma redação de 65 a 70 linhas e uma versão do português para o inglês, com extensão de 20 a 40 linhas. As provas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito têm duração de cinco horas cada. O formato padrão consiste em duas questões de até 60 linhas, valendo 30 pontos cada, e duas questões de até 40 linhas, valendo 20 pontos cada. Na prova de Língua Espanhola ou Língua Francesa, o candidato escolhe o idioma no ato da inscrição. A avaliação tem duração de quatro horas e exige a elaboração de um resumo de até 60 linhas e uma versão do português para o idioma escolhido, com 20 a 30 linhas. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve alcançar um mínimo de 480 pontos na soma total das provas escritas. Qualquer cidadão brasileiro nato com formação superior reconhecida pelo Ministério da Educação pode se tornar diplomata. No entanto, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) costuma exigir dos candidatos uma preparação de anos, pois tem cinco dias de provas sobre várias disciplinas, incluindo pelo menos duas línguas estrangeiras. Geralmente, são aprovados no concurso candidatos que se preparam por dois a três anos para as provas, afirma o professor Jean Marcel, que também é Ministro da Carreira de Diplomata e serve no Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles. Quem passa neste concurso ingressa na carreira diplomática inicialmente como terceiro-secretário e é matriculado em um curso do Instituto Rio Branco. Com o passar dos anos, o profissional pode receber promoções até chegar ao cargo mais alto, de embaixador. 📆 Cronograma do concurso Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde) Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril Aplicação da prova escrita: 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde) 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde) 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde) 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde) Resultado final da Segunda Fase: 03 de junho Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty
04/02/2026 03:01:05 +00:00
Simulador de aposentadoria do INSS volta a funcionar; veja como calcular benefício sem erros

O que muda nas regras da aposentadoria em 2026 Após uma semana com os canais de atendimento fora do ar e a suspensão dos atendimentos presenciais, os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a operar normalmente. Entre eles está o simulador de aposentadoria, que já pode ser acessado pelo site ou aplicativo a partir desta quarta-feira (4). A ferramenta faz sete tipos de cálculos, comparando as diferentes regras da Previdência para apontar quanto falta para atingir a idade mínima ou completar o número de contribuições exigidas. E, para quem está a até cinco anos da aposentadoria, o sistema também mostra uma previsão do valor do benefício. Apesar disso, especialistas em direito previdenciário alertam que, em muitos casos, o simulador não revela, automaticamente, as informações corretas. Isso porque os dados do contribuinte no CNIS, o Cadastro Nacional de Informações Sociais, de onde o sistema pega as informações para calcular o benefício, podem estar desatualizados ou incompletos. O simulador também não considera algumas particularidades dos contribuintes que garantem a aposentadoria mais cedo, como o caso de professores, de pessoas com deficiência ou que atuam expostas a algum agente nocivo à saúde. Por isso, antes de entrar com o pedido, é essencial checar e atualizar as informações do CNIS, no próprio site do INSS, e ter em mãos todos os documentos para comprovar possíveis condições especiais. Entenda, a partir dos tópicos abaixo, os problemas mais comuns no cadastro e como resolvê-los. Vínculos de trabalho sem data de saída; Empresa que não pagou o INSS; Aposentadoria especial, para professores, PCD e mais. Aposentadoria pelo INSS: veja como calcular valor do benefício e tempo de contribuição 'Feche' o vínculo de trabalho 🔒 O CNIS reúne os vínculos de trabalho, contribuições previdenciárias e salários do segurado. Um dos erros mais comuns nesse cadastro é a presença de vínculos trabalhistas abertos, explica a advogada Janaína Braga, do ecossistema jurídico Declatra. "Às vezes, a pessoa se desliga da empresa, mas a data de saída acaba não constando no cadastro. Então, a calculadora não computa aquele período e o tempo de contribuição aparece menor." Para solucionar esse problema, basta ajustar as datas manualmente no sistema (clicando no lápis), e o trabalhador poderá obter um resultado mais preciso no simulador do INSS, orienta Adriane Bramante, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP. Também é possível alterar os salários recebidos em cada período, se estiverem incorretos, e incluir contribuições autônomas ou possíveis vínculos de trabalho que não foram computados. "No caso de quem já trabalhava antes de 1976, quando o CNIS começou, o sistema não vai encontrar esse vínculo. Ou também pode não aparecer alguma empresa para a qual o trabalhador fez um serviço temporário", comenta Bramante. "Já em relação aos salários de antes de julho de 1994, o contribuinte nem precisa se preocupar em corrigir, porque eles não entram no cálculo do valor da aposentadoria", continua. Apesar da facilidade para alterar os dados no simulador, na hora de entrar, de fato, com o pedido de aposentadoria, o segurado vai precisar comprovar as informações incluídas, com a apresentação da carteira de trabalho ou outros documentos trabalhistas. "Ao apresentar a carteira de trabalho no pedido, com todas as páginas, o servidor que faz a análise vai poder fazer a correção no CNIS, se tiver qualquer erro", explica Janaína Braga. LEIA TAMBÉM Aposentadoria 2026: veja o que mudou Quando a empresa não pagou o INSS 🤦‍♀️ Outra situação que pode prejudicar o cálculo da aposentadoria no simulador é quando a empresa para o qual o segurado trabalhou não pagou corretamente o INSS ao longo dos anos, afirma Elimar Mello, sócio do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados. "Então, apesar de ter a anotação do vínculo na carteira de trabalho, não vai ter o registro no CNIS. Se a pessoa trabalhou 10 anos numa empresa que nunca recolheu, esses 10 anos não vão constar na calculadora." Nesse caso, para a simulação do benefício, também basta incluir as informações no sistema. Já para entrar com o pedido de aposentadoria, é necessário que o trabalhador apresente os registros do serviço na carteira de trabalho. "O recolhimento do INSS é obrigatório para as empresas, então, se o vínculo estiver na carteira de trabalho, isso é um meio para a pessoa provar que exerceu aquela atividade", explica Mello. É possível solicitar a aposentadoria pelo INSS por meio da internet g1 Outros tipos de aposentadoria 👩‍🏫♿ Em alguns casos, estar com o CNIS atualizado com os vínculos de trabalho, contribuições e salários não é suficiente para um cálculo preciso no simulador do INSS. Vários segurados possuem condições especiais de aposentadoria, ou seja, não precisam seguir as regras gerais da previdência de tempo de contribuição e idade mínima. É o caso de professores, pessoas com deficiência ou que trabalham expostas a agentes nocivos, por exemplo. Conheça as mais de 10 modalidades de aposentadoria pelo INSS "Considerando que estas situações possuem regras diferenciadas de forma de cálculo de tempo de contribuição que dependem de comprovação a serem feitas de acordo com cada atividade exercida, não é disponibilizada simulação para esses casos", explica o INSS. Assim, a recomendação é pesquisar atentamente as exigências das diferentes modalidades do benefício. E, se necessário, buscar ajuda de um advogado especialista em direito previdenciário. "É importante que a pessoa resgate todos os documentos dela: carteira de trabalho, termos de rescisão de contrato de trabalho, PPP (que descreve as condições de trabalho), holerites, tudo o que tiver de físico. A ferramenta vai te dar uma previsão, mas é preciso se preparar e procurar saber o que é melhor para si", finaliza Elimar Mello.
04/02/2026 03:01:03 +00:00
EUA devolveram à Venezuela o valor restante da primeira venda de petróleo após captura de Maduro, diz agência

Trump quer o petróleo da Venezuela. O plano vai funcionar? Reuters Os Estados Unidos pagaram à Venezuela a segunda parcela da primeira venda do petróleo venezuelano realizada pelo governo Trump em janeiro. A informação de que os US$ 200 milhões restantes foram repassados ao país foi divulgada pela agência de notícias Reuters, que ouviu um funcionário do governo norte-americano nesta terça (3). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A Venezuela recebeu oficialmente os US$ 500 milhões da primeira venda de petróleo venezuelano", disse o funcionário. Ele acrescentou ainda que o dinheiro será "distribuído em benefício do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA". Na última semana, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o envolvimento dos EUA na venda de petróleo venezuelano era um esforço de curto prazo destinado a estabilizar o país, manter o governo e ajudar a população. "Então, em essência, permitimos que a Venezuela usasse seu próprio petróleo para gerar receita para pagar professores, bombeiros e policiais e manter o funcionamento do governo, para que não tivéssemos um colapso sistêmico", disse ele. O acordo sobre a venda intermediada pelos EUA foi concretizado depois da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos EUA em 3 de janeiro. Após o ataque norte-americano, Trump afirmou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país. A primeira parcela desta venda, correspondente a US$ 300 milhões, foi paga no fim de janeiro, segundo Rubio. Na época, em depoimento ao Senado norte-americano, o secretário afirmou que a parte restante estava "parada em uma conta". Trump já havia afirmado que o dinheiro resultante das vendas ficaria sob sua responsabilidade, para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
04/02/2026 02:01:14 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.968: prêmio acumula e vai a R$ 144 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2968 O sorteio do concurso 2.968 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (3), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 144 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 10 - 11 - 22 - 26 - 36 - 46 5 acertos - 82 apostas ganhadoras: R$ 52.559,29 4 acertos - 6.705 apostas ganhadoras: R$ 1.059,53 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (5). Mega-Sena, concurso 2.968 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
04/02/2026 00:03:26 +00:00
BRB tem até sexta para dizer ao BC como vai recompor ao menos R$ 5 bilhões em seu balanço; entenda

Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB O Banco de Brasília (BRB) tem até a próxima sexta-feira (6) para apresentar ao Banco Central um plano de ações para "reforçar", em pelo menos R$ 5 bilhões, a composição e a robustez de seus próprios balanços. O valor exato da recomposição será detalhado no próprio documento. Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master. ➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. ➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Todas essas "inconsistências" fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB, até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para "socorrer" a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário. PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: CAMILA BOMFIM: PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta + CAMILA: BRB diz que entregou à PF e ao BC relatório com 'achados relevantes' de auditoria IMPACTO NA CAPITAL: governo do DF já sinalizou aporte para cobrir prejuízos com o banco Master PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta Investigação do Banco Master ➡️ O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. ➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. ➡️ O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
03/02/2026 23:55:44 +00:00
Diretor do Fed, Stephen Miran renuncia a cargo de conselheiro na Casa Branca, diz agência

Stephen Miran, indicado por Trump para diretoria do Fed. Reuters Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, renunciou nesta terça-feira (3) ao cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos (CEA) da Casa Branca. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em declaração de um porta-voz do governo. A agência também teve acesso à carta de renúncia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Miran estava em licença não remunerada de seu cargo no CEA desde que o presidente Donald Trump o indicou, no ano passado, para preencher uma vaga na diretoria do Fed. Na ocasião, ele substituiu a diretora Adriana Kugler, que renunciou repentinamente ao cargo no banco central americano. O mandato da vaga que ela ocupava estava previsto para terminar em 31 de janeiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Prometi ao Senado que, caso permanecesse no Conselho após janeiro, deixaria formalmente o Conselho de Assessores Econômicos”, afirmou Miran em carta de renúncia assinada nesta terça-feira. “Acredito que seja importante cumprir minha palavra enquanto continuo a exercer a função no Federal Reserve para a qual fui nomeado por você e pelo Senado.” Embora o mandato da vaga ocupada por Miran no Conselho do Fed tenha expirado em janeiro, ele pode permanecer em sua função no banco central até que um sucessor seja confirmado pelo Senado. Aliado no Fed No segundo semestre de 2025, Trump passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria do Federal Reserve. O nome de Miran foi aprovado pelo Senado americano em 15 de setembro. Desde que passou a ocupar a cadeira no Fed, o então conselheiro licenciado de Trump participou de quatro decisões sobre os juros no país. Na primeira, ainda em setembro, foi o único a votar contra a decisão da maioria de seus colegas, ao defender um corte maior nas taxas. Nas reuniões seguintes, Miran voltou a votar por cortes mais amplos, em linha com o desejo de Donald Trump de reduzir os juros no país. Após direcionar fortes críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell, Trump anunciou na última sexta-feira (30) a indicação do economista Kevin Warsh para comandar a instituição a partir de maio, quando termina o mandato de Powell. O nome de Warsh ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Enquanto isso, a Suprema Corte analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos três indicações para a diretoria do Fed. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. * Com informações da agência Reuters
03/02/2026 23:31:18 +00:00
Senado aprova criação do programa 'Gás do Povo', que prevê botijão de gás gratuito a famílias de baixa renda

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a criação de uma nova política que concede a famílias de baixa renda botijão de gás gratuito ou desconto na hora de comprá-lo. O texto, de iniciativa do governo federal, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por ser uma medida provisória (MP), a política já está em vigor, mas precisava do aval do Congresso para virar lei em definitivo. O texto já havia sido aprovado pelos deputados na noite de segunda-feira (2). Atualmente, o auxílio chamado de "Gás dos Brasileiros" já prevê um pagamento em dinheiro às famílias, o que foi preservado com o texto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A novidade do programa, que foi repaginado ganhou o nome de "Gás do Povo”, é a gratuidade direta do botijão de GLP (gás liquefeito de petróleo) nas revendas credenciadas. Com isso, as famílias receberão o botijão em mãos. Entenda o programa O Gás do Povo prevê que sejam beneficiadas as famílias com renda per capita mensal de até meio salário mínimo e que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em duas modalidades: A modalidade em dinheiro corresponderá a uma parcela, de no mínimo, metade do preço médio do botijão de 13 quilos; Na modalidade de gratuidade, o botijão será entregue diretamente em uma revenda varejista autorizada, limitado a um vínculo por família. 'Gás do Povo': recarga gratuita de botijão começa na segunda (24) em Teresina; veja como vai funcionar Divulgação Terão prioridade também para acessar ao programa pessoas atingidas por desastres, mulheres vítimas de violência doméstica e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. Como o governo vai diferenciar as famílias que devem receber o botijão das que terão direito ao desconto? Agora, como o programa terá dois tipos de benefícios, o governo criou regras para diferenciar quem terá direito a cada modalidade. A família com direito à gratuidade vai receber um vale que deve ser levado direto no ponto de troca credenciado para fazer a recarga do botijão de gás. Isso ocorre pois o preço do botijão varia de um estado para outro. Neste caso, a família só terá de pagar taxa se optar pela serviço de entrega. Quando o governo instituiu o programa, estimou que mais de 15 milhões de famílias e 50 milhões de pessoas teriam direito à gratuidade. Para acesso ao botijão de graça: a família precisa estar no Programa Bolsa Família e ter pelo menos duas pessoas cadastradas no CadÚnico; o governo vai definir todo mês a quantidade de famílias que vão ingressar nessa modalidade, de acordo com o orçamento disponível para o programa, e ainda considerando a taxa de cobertura possível para cada município; haverá critérios de desempate para escolha dessas famílias. O principal deles é se a renda familiar per capita é menor ou igual à da linha da pobreza. Outros exemplos de fatores que serão observados são: se a família está em risco de segurança alimentar, menor renda por pessoa, maior quantidade de integrantes de até seis anos, maior quantidade de membros menores que 16 anos; A família poderá acompanhar por um aplicativo a que terá direito. Famílias com duas ou três pessoas poderão fazer quatro recargas por ano. Famílias com quatro integrantes ou mais farão seis recargas, ou seja, o vale terá duração de dois meses. Outros pontos A MP também estabelece que: as lojas credenciadas poderão sofrer punições caso deixem de entregar o botijão a beneficiário cadastrado ou cobrar valores indevidos para entregar o gás. As sanções vão de advertência e multa que variam de R$5 mil a 50 mil até descredenciamento definitivo do programa; as cozinhas solidárias, que distribuem refeições gratuitas a populações em vulnerabilidade social e insegurança alimentar, também poderão ser contempladas na modalidade de gratuidade do Gás do Povo; os valores recebidos pelo Bolsa Família não serão computados na hora de eleger as famílias beneficiárias do Gás do Povo.
03/02/2026 20:41:44 +00:00
Refinarias dos EUA enfrentam aumento repentino na importação de petróleo venezuelano

Legislativo da Venezuela aprova flexibilização do controle estatal sobre petróleo As refinarias de petróleo da Costa do Golfo dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para absorver o rápido aumento dos embarques de petróleo venezuelano após o acordo de fornecimento de US$ 2 bilhões firmado no mês passado entre Caracas e Washington. O excesso de oferta tem pressionado os preços e deixado parte dos volumes sem comprador, segundo operadores do mercado e dados de embarque. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A demanda mais fraca nos EUA surge como um obstáculo inicial aos planos do presidente Donald Trump de direcionar a maior parte do petróleo venezuelano ao mercado americano. Essa estratégia ganhou força após a operação em Caracas que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no mês passado. Após o episódio, as tradings Vitol e Trafigura receberam licenças do governo dos EUA para negociar e vender milhões de barris de petróleo venezuelano. As duas empresas se juntaram à Chevron, que já tinha autorização para exportar o petróleo do país sul-americano. Inicialmente, algumas cargas foram vendidas a refinarias nos EUA e na Europa, mas o aumento simultâneo das exportações tem dificultado a busca por compradores suficientes, especialmente na Costa do Golfo. "Estamos todos enfrentando esse problema, em que há mais para vender e não há compradores suficientes", disse um dos operadores, citando a relutância das refinarias americanas em comprar petróleo venezuelano. Algumas refinarias estão reclamando que os preços, embora em queda, continuam altos em comparação com os graus pesados canadenses concorrentes. Atualmente, cargas de petróleo pesado venezuelano para entrega na Costa do Golfo estão sendo oferecidas com desconto de cerca de US$ 9,50 por barril em relação ao Brent, ante descontos entre US$ 6 e US$ 7,50 registrados em meados de janeiro. No mês passado, as exportações totais de petróleo venezuelano para os Estados Unidos quase triplicaram, chegando a 284 mil barris por dia, segundo dados baseados no movimento de navios. Antes das sanções impostas por Washington em 2019, os EUA importavam cerca de 500 mil barris diários do país. Esse volume caiu a zero em meados de 2025, após Trump revogar todas as licenças de comercialização e transporte. Segundo operadores, levará tempo até que as refinarias americanas consigam operar novamente em capacidade máxima com o petróleo venezuelano, já que algumas instalações precisam de ajustes para processar tipos mais pesados. O presidente-executivo da Phillips 66, Mark Lashier, afirmou que a empresa pode processar cerca de 250 mil barris por dia desse petróleo, desde que os preços sejam competitivos. A Chevron e a Trafigura não comentaram o assunto. A estatal venezuelana PDVSA e a Vitol não responderam aos pedidos de comentário. Maior concorrência A Chevron, cuja licença permite exportar petróleo venezuelano apenas para os Estados Unidos, elevou seus embarques para 220 mil barris por dia em janeiro, ante 99 mil em dezembro. O presidente-executivo da empresa, Mike Wirth, afirmou que a rede de refino da Chevron consegue processar até 150 mil barris diários dos tipos pesados da Venezuela, o que indica a necessidade de armazenar ou revender o excedente. Atualmente, a companhia produz cerca de 250 mil barris por dia na Venezuela e vê potencial para aumentar esse volume em até 50% nos próximos 18 a 24 meses, caso o governo americano autorize a expansão das operações. Dados recentes de monitoramento de navios mostram petroleiros fretados pela Chevron carregados com petróleo venezuelano aguardando dias para descarregar em portos dos EUA ou reduzindo a velocidade de navegação. Uma fonte familiarizada com as operações da empresa afirmou que atrasos provocados por um bloqueio dos EUA à Venezuela entre dezembro e janeiro exigiram a renegociação de datas de descarga, mas garantiu que todas as cargas foram vendidas antes da partida. Enquanto isso, Vitol e Trafigura exportaram cerca de 12 milhões de barris — o equivalente a aproximadamente 392 mil barris por dia — dos portos venezuelanos em janeiro, principalmente para terminais de armazenamento no Caribe. Grande parte desse volume ainda não foi vendida, segundo fontes. No total, as exportações de petróleo da Venezuela saltaram para cerca de 800 mil barris por dia no mês passado, ante 498 mil em dezembro. A China, que era o principal destino do petróleo venezuelano, deixou de receber cargas desde a captura de Maduro no início de janeiro. Após o episódio, os EUA afirmaram que passariam a controlar as vendas de petróleo da Venezuela por tempo indeterminado. Embora a China ainda tenha permissão para comprar o produto, autoridades americanas disseram que isso não deve ocorrer a preços considerados abaixo do valor de mercado. Pequim rejeitou o controle americano sobre as exportações venezuelanas. A estatal chinesa PetroChina, que era a maior compradora do petróleo do país, orientou comerciantes a suspenderem novas negociações enquanto avalia o cenário. Uma alternativa para escoar o petróleo venezuelano pode surgir na Índia. Na segunda-feira, Trump anunciou um acordo comercial com o país asiático que prevê redução de tarifas dos EUA em troca de menor compra de petróleo russo e maior aquisição de petróleo americano — e possivelmente venezuelano. No mês passado, a indiana Reliance Industries informou que estuda importar petróleo da Venezuela. Infraestrutura da PDVSA na região de Orinoco: Venezuela tem as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo, mas produz apenas uma fração do que já produziu no passado. REUTERS
03/02/2026 17:57:59 +00:00
Ouro sobe mais de 6% e registra maior avanço diário desde 2008; prata dispara

Incertezas geradas pela política externa de Trump voltam a pressionar o ouro Após dois dias de fortes quedas, os preços do ouro e da prata voltaram a disparar nesta terça-feira (3). O metal dourado teve sua maior valorização diária desde novembro de 2008, à medida que investidores voltaram a aproveitar níveis de preço mais baixos. O ouro à vista avançou mais de 6%, negociado a US$ 4.953,35 por onça. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado representa uma recuperação em relação à mínima registrada na véspera, de US$ 4.403,24. Ainda assim, ficou abaixo do recorde histórico alcançado na semana passada, de US$ 5.594,82. No mercado futuro, os contratos de ouro para entrega em abril subiam 6,8%, para US$ 4.968,70 por onça. A alta foi ainda mais intensa no mercado de prata: o metal avançou 10,8%, cotado a US$ 85,33 por onça, depois de ter sofrido uma queda de 27% na sexta-feira e novo recuo de 6% na sessão de segunda-feira. Para Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, as perdas recentes fazem parte de um ajuste dentro de uma tendência mais ampla. Segundo ele, os fatores que sustentaram a valorização do ouro nos últimos anos seguem presentes. Grant avalia ainda que o mercado pode passar por um período de estabilização, com o patamar de US$ 4.400 funcionando como referência de suporte e a região próxima de US$ 5.100 como um possível limite de resistência. Os metais preciosos haviam recuado nos últimos dias após a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio. A expectativa do mercado é de que Warsh apoie cortes de juros, mas adote uma postura mais restritiva em relação ao tamanho do balanço do banco central americano. Ativo de proteção aos investidores Outro fator que pesou sobre os preços foi a decisão da CME Group de elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos, o que tende a reduzir a alavancagem dos investidores. Apesar da volatilidade recente, analistas seguem projetando a continuidade do movimento de alta no médio e longo prazo, com possibilidade de novos recordes ao longo do ano. Jeffrey Christian, sócio-gerente da CPM Group, afirma que a expectativa é de retomada gradual da valorização, à medida que persistem as preocupações dos investidores com o cenário econômico e político. 🪙 O ouro costuma ser visto como uma forma de proteção em momentos de incerteza e, historicamente, tende a se beneficiar de ambientes de juros mais baixos. Em meio a isso, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informou que o relatório de emprego de janeiro não será divulgado nesta sexta-feira, em razão da paralisação parcial do governo federal. Entre outros metais, a platina à vista subiu 4,8%, negociada a US$ 2.227,85 por onça, enquanto o paládio avançou 2,9%, para US$ 1.755,00. * Com informações da agência de notícias Reuters Barras de ouro Fábio Venâncio / Tv Globo
03/02/2026 17:00:27 +00:00
Reforma tributária permitirá declaração pré-preenchida para empresas, diz secretário da Receita Federal

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta terça-feira (3) que a reforma tributária sobre o consumo permitirá, no futuro, que as empresas tenham um tipo de declaração pré-preenchida — algo que já existe para as pessoas físicas na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda. Durante reunião na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), ele afirmou que a nova plataforma tecnológica para operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços, que opera em fase de testes, sem gerar penalidades, digitalizará todos os documentos fiscais. Isso facilitará a prestação de informações. "A gente tem muito orgulho da declaração pré-preenchida [do IR]. A mesma lógica será para as empresas. Todos documentos serão fiscais. Por que preciso de novas declarações? A tendência no futuro é acabar com as declarações. A empresa vai emitir os documentos digitais, e há uma coisa lá que se chama apuração assistida. Que é exatamente a pre-preenchida. O empresário ou o contador vai entrar lá, ver se está tudo certo e dar o 'enter'", explicou Barreirinhas. No novo sistema, o chamado "split payment", ou seja, o pagamento imediato dos tributos, começará a ser feito a partir de 2027 no caso dos tributos federais. Até lá, a plataforma opera sem gerar cobrança efetiva (alíquota pequena de 1%, que será "destacada", ou seja, abatida em outros tributos). Assim que implementado, o sistema será focado nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Barreirinhas, o governo federal e os estados estão na reta final da construção da regulamentação, algo que ele espera concluir ainda neste ano. "Na regulamentação, tínhamos 100 pontos para serem resolvidos. Hoje, temos seis. Temos de ter um acordo. Faltam alguns pontos importantes, mas fáceis de resolver e, finalmente, publicarmos a regulamentação", disse. Desafio para empresas Reportagem do g1 mostrou, em novembro, que a reforma tributária sobre o consumo está exigindo ações na área de processos de gestão e de sistemas de emissão da nota fiscal por parte das empresas como forma de evitar problemas a partir de 2026. ➡️Especialistas ouvidos relataram que as empresas despreparadas poderiam ter desde mercadorias paradas e incapacidade do contas a pagar, liquidar a fatura, até a possibilidade de a empresa não aproveitar os créditos tributários, gerando um impacto direto no fluxo de caixa. ➡️Já a Receita Federal negou, no fim do ano passado., que haverá um aumento de complexidade na emissão das notas fiscais, e também afastou interpretações de que poderá haver um cenário caótico para as empresas a partir de 2026. Segundo o órgão, os campos das notas fiscais serão praticamente os mesmos de hoje, como: CNPJ ou CPF, de compradores ou vendedores, além da quantidade de produtos, valor da venda e códigos tributários, por exemplo. Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil
03/02/2026 16:21:27 +00:00
Walmart atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez

O Walmart se tornou o primeiro varejista da história a atingir US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões) em valor de mercado nesta terça-feira (3), após uma valorização de quase 26% no último ano. O salto aproximou a empresa de gigantes da tecnologia como Nvidia e Alphabet. A rede, sediada em Bentonville, Arkansas, nos Estados Unidos, tem se beneficiado de consumidores de maior renda que buscam a conveniência de entregas rápidas e visitam as lojas para adquirir itens não essenciais, como roupas e móveis. Nos últimos dez anos, as ações do Walmart subiram 468%, frente ao avanço de 264% do índice americano S&P 500. As famílias americanas, especialmente as de baixa e média renda, vêm enfrentando dificuldades financeiras devido à inflação persistente e ao desaquecimento do mercado de trabalho nos EUA. Tarifas mais altas e a incerteza gerada pela recente paralisação do governo também têm pressionado os gastos. Veja vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O novo marco ocorreu apenas duas semanas após o Walmart substituir a farmacêutica britânica AstraZeneca no índice Nasdaq, que é voltado para empresas de tecnologia e reúne as companhias não financeiras mais valiosas. A empresa tem apostado em inteligência artificial, investindo bilhões em automação da cadeia de suprimentos para manter as lojas abastecidas com produtos mais frescos e reduzir os prazos de entrega — uma resposta ao crescimento da demanda por compras de mantimentos online. “Eles deixaram de ser apenas um varejista tradicional com bons preços para realmente abraçar a tecnologia. Foi uma transformação digital profunda pela qual a empresa passou nos últimos cinco anos”, afirmou Eric Clark, diretor de investimentos da Accuvest Global Advisors, à Reuters. O Walmart se junta a uma lista de empresas americanas avaliadas em US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões) ou mais, incluindo: Nvidia, com US$ 4,5 trilhões (R$ 23,7 trilhões); Alphabet, com US$ 4,1 trilhões (R$ 21,6 trilhões); Apple, com US$ 3,9 trilhões (R$ 20,5 trilhões); Microsoft, com US$ 3,1 trilhões (R$ 16,3 trilhões); Amazon, com US$ 2,6 trilhões (R$ 13,7 trilhões); Meta, com US$ 1,8 trilhão (R$ 9,5 trilhões); Broadcom, com US$ 1,6 trilhão (R$ 8,4 trilhões); Tesla, com US$ 1,6 trilhão (R$ 8,4 trilhões); e Berkshire Hathaway, com US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões). Segundo Brian Mulberry, gestor sênior de carteiras da Zacks Investment Management, o Walmart está se consolidando como “a nova gigante da IA” graças à maneira como integra a tecnologia em suas operações — desde a redução de custos até a ampliação de sua participação de mercado. Fachada da Walmart em Encinitas, nos EUA Mike Blake/Reuters/File Photo
03/02/2026 16:04:26 +00:00
Josh D’Amaro será novo CEO da Walt Disney Company

Dana Walden e Josh D’Amaro Divulgação/Walt Disney Company A Walt Disney Company anunciou nesta terça-feira (3) que Josh D’Amaro será o novo diretor-presidente (CEO) do grupo a partir de 18 de março. Ele substituirá Bob Iger, que ocupa o cargo há quase duas décadas e seguirá como conselheiro sênior e membro do conselho até o fim do ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado, a Disney afirmou que a decisão foi tomada por unanimidade pelo conselho de administração da empresa. Atualmente, D’Amaro é chairman do segmento Disney Experiences, responsável pelos parques temáticos, hotéis e cruzeiros da companhia — a maior divisão do grupo, com receita anual de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) no ano fiscal de 2025 e cerca de 185 mil funcionários. “O Josh D’Amaro reúne uma combinação rara de liderança inspiradora e inovação, com um olhar estratégico para crescimento e profunda paixão pela marca Disney e por seus funcionários”, afirmou James Gorman, presidente do conselho da companhia. “Ele demonstrou uma visão clara para o futuro da empresa e uma compreensão profunda do espírito criativo que torna a Disney única.” O atual CEO, Bob Iger, também elogiou o sucessor. “Josh tem uma compreensão instintiva da marca Disney e do que conecta com o público, aliada ao rigor necessário para entregar projetos ambiciosos. Sua capacidade de unir criatividade e excelência operacional é exemplar”, disse. Além da mudança no comando, a Disney anunciou que Dana Walden, atual co-presidente do braço de entretenimento, assumirá o cargo de presidente e diretora criativa da companhia, função inédita na estrutura corporativa. Ela se reportará diretamente a D’Amaro e será responsável por coordenar a estratégia criativa em todas as áreas do grupo, incluindo cinema, televisão e streaming. Segundo a empresa, a transição é resultado de um processo de sucessão iniciado em 2023, conduzido por um comitê especial do conselho. D’Amaro e Walden passaram por um período de preparação que incluiu mentoria direta de Iger e avaliações internas. Em comunicado, D’Amaro afirmou estar honrado com a escolha. “Sou imensamente grato ao conselho por confiar a mim a liderança de uma empresa que significa tanto para milhões de pessoas. A força da Disney sempre veio de suas pessoas e da excelência criativa que define nossas histórias e experiências”, declarou. “Quero honrar o legado da companhia e, ao mesmo tempo, continuar inovando e gerando valor para consumidores e acionistas.” A mudança no comando ocorre em meio a um amplo processo de reestruturação da Disney. Desde que retornou ao cargo em 2022, Bob Iger promoveu uma reorganização interna da companhia, com foco em restaurar a disciplina financeira, fortalecer os estúdios de cinema, tornar o streaming rentável e reposicionar as plataformas dgitais de esportes do grupo Disney. A Disney também acelerou investimentos em seus parques e experiências, buscando novas fontes de crescimento após um período de forte transformação na indústria do entretenimento. Quem é Josh D’Amaro Josh D’Amaro será o novo CEO da Disney Divulgação Josh D’Amaro, de 54 anos, está na Disney desde 1998 e lidera desde 2020 o segmento Disney Experiences, que reúne parques temáticos, hotéis, cruzeiros e produtos de consumo. Ele supervisiona atualmente 12 parques e 57 hotéis em todo o mundo, além de projetos de expansão, como um novo parque em Abu Dhabi. Ao longo da carreira, esteve à frente de empreendimentos como "Star Wars: Galaxy’s Edge", "Avengers Campus" e "Mickey and Minnie’s Runaway Railway". Também lidera parcerias digitais, como a colaboração com a Epic Games para criar um universo da Disney dentro do jogo Fortnite. Formado em administração de empresas pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos (EUA), D’Amaro já foi presidente da Disneyland Resort e do Walt Disney World Resort. Antes disso, ocupou cargos nas áreas de finanças, estratégia, marketing e operações, tanto nos EUA quanto no exterior. Castelo da Cinderela, no Walt Disney World Resort. Twitter/Walt Disney World Veja os vídeos que estão em alta no g1
03/02/2026 13:54:52 +00:00
Caso Master: Haddad classifica situação como ‘muito grave’ e defende rastrear e recuperar o dinheiro

Haddad confirma indicação de Guilherme Mello para a diretoria do BC O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou nesta terça-feira (3) que a fraude envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após irregularidades, é muito grave. Segundo ele, o dinheiro desviado precisa ser recuperado. Haddad afirmou que o Ministério da Fazenda só tomou conhecimento do problema no Master no ano passado, quando o atual presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, assumiu o cargo. "Fico perplexo com o tamanho que o problema atingiu, uma proporção absurda. Espero que as investigações levem aos responsáveis. Está sendo visto como a maior fraude bancária da história do Brasil. Alguém tem que tomar a providência de recuperar esse dinheiro, de rastrear, e colocar em pratos limpos o que aconteceu. É muito grave", afirmou o ministro Haddad, em entrevista à Band News. Para o ministro da Fazenda, Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para chefiar o BC em janeiro de 2025, "herdou um abacaxi" e recebeu uma "crise já instalada" quando assumiu o cargo. Avaliou que o novo comandante da autoridade monetária "tomou as medidas necessárias". Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Getty Images "Galípolo tomou as medidas necessárias, inclusive com envolvimento do Ministério Público e Polícia Federal quando era o caso. Em crime, o BC não atua. Ele é o supervisor das instituições financeiras", disse Haddad. O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. Em depoimento, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse que banco de Daniel Vorcaro tinha apenas R$ 4 milhões em caixa quando foi liquidado, recursos insuficientes e incompatíveis para uma instituição de médio porte. Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. Segundo o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o BRB pode precisar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo causado por essas operações. Essa não foi a primeira vez que Haddad falou sobre o caso Master. No início do mês passado, o ministro também se posicionou defendendo a atuação do BC diante do episódio e cobrando providências.
03/02/2026 13:01:54 +00:00
Justiça suspende ações e bloqueios de bens contra empresas do Grupo Fictor

O que é o Grupo Fictor, que pediu recuperação judicial em SP A Justiça de São Paulo determinou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest. A decisão foi tomada pelo juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, após o grupo protocolar, no domingo (1º), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor. O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões. Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude. Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação prévia das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise. Segundo o despacho, as empresas afirmaram que a crise financeira teve origem em um forte abalo à reputação do grupo após o anúncio da intenção de compra do Banco Master, em novembro de 2025. O episódio associou o nome da companhia a escândalos financeiros e provocou uma corrida por resgates de investidores das Sociedades em Conta de Participação (SCPs), reduzindo o caixa das empresas. Por conta disso, além da recuperação judicial, a Fictor pediu, em caráter de urgência, a antecipação do período de proteção judicial para suspender cobranças e impedir novos bloqueios de bens. De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial. O juiz, no entanto, ressaltou que a medida não pode servir como proteção irrestrita do patrimônio das empresas. Por esse motivo, autorizou apenas parte do pedido, com efeitos válidos apenas para o futuro. A suspensão impede novos bloqueios que possam comprometer o funcionamento das companhias, mas não permite desfazer apreensões já realizadas nem liberar valores bloqueados, apenas impedir o saque desses recursos. Segundo o magistrado, a liberação imediata desses valores poderia provocar a perda de ativos antes da verificação da real situação financeira das empresas. Credores acusam a Fictor de fraude financeira Na decisão à qual a GloboNews teve acesso, credores da Fictor apontam indícios de que o grupo operaria um esquema de pirâmide financeira e citam investigações em andamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Polícia Federal. Um dos credores afirmou que a estrutura de Sociedades em Conta de Participação (SCPs) usada pela empresa serviria para encobrir contratos irregulares de investimento coletivo. Também foram levantadas suspeitas de confusão patrimonial entre as empresas do grupo. Segundo os credores, recursos captados por meio das SCPs teriam sido transferidos para empresas operacionais e para fundos administrados pela Fictor Asset, o que teria deixado a Fictor Invest sem recursos. Outra denúncia envolve a falta de lastro real nos ativos apresentados pela empresa — ou seja, a inexistência de bens concretos que sustentem o dinheiro captado, especialmente no caso de terras. O juiz observou inconsistências na lista de bens informada, apontando que áreas declaradas como próprias seriam, na prática, apenas arrendadas. Também foi mencionado um aumento de capital feito com ativos considerados de difícil recuperação. Os credores ainda argumentaram que as empresas não teriam viabilidade econômica e que o pedido de recuperação judicial seria uma tentativa de proteger o patrimônio de forma indevida. Diante da gravidade das acusações, o juiz determinou a realização de uma verificação prévia para apurar as reais condições de funcionamento das empresas, o fluxo de recursos dentro do grupo e a regularidade da documentação apresentada, a fim de evitar o uso do processo judicial para fins fraudulentos. Recuperação Judicial O pedido de recuperação judicial foi protocolado no domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou. Tentativa de compra do Banco Master A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, não havia sido registrado nenhum atraso de nenhuma natureza e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”. Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução
03/02/2026 12:43:07 +00:00
Ibovespa supera os 185 mil pontos e bate 9º recorde no ano; dólar cai a R$ 5,24

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa fechou em alta de 1,58% nesta terça-feira (3), aos 185.674 pontos, e atingiu seu nono recorde de fechamento em 2026. Mais cedo, o índice superou os 187 mil pontos, mas perdeu parte do fôlego. O dólar, por sua vez, encerrou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,2495. O bom desempenho da bolsa foi impulsionado, mais uma vez, pelo fluxo de investimentos estrangeiros. Conforme mostrou o g1, esses recursos têm sustentado a alta nos últimos meses. Nesta terça, a valorização das ações da Vale (+4,92%) também contribuiu para o índice. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento mostra que o Banco Central considera possível avaliar um ciclo de cortes nos juros a partir da reunião de março, após manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida. ▶️ Ainda no cenário doméstico, os dados da produção industrial indicaram queda da atividade em dezembro. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a produção recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024, ficando abaixo da expectativa de alta de 0,8%. (veja mais abaixo) ▶️ Na agenda política, o Palácio do Planalto enviou ao Congresso o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai. ▶️ Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório Jolts, que mostra o número de vagas abertas no mercado de trabalho, foi adiada devido à paralisação parcial do governo americano, que afetou o calendário de indicadores econômicos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +0,04%; Acumulado do ano: -4,36%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,38%; Acumulado do mês: +2,38%; Acumulado do ano: +15,24%. Ata do Copom A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março. Segundo o documento, essa avaliação levou em conta um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados já começam a ter efeito sobre os preços, ainda que com algum atraso. 🔎 A ata se refere ao encontro realizado na semana passada, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. 📈 O nível elevado dos juros segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que atingem de forma mais intensa a população de menor renda. O BC reforçou que, se o cenário esperado se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março. Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, para garantir que a inflação volte à meta ao longo do período relevante. A autoridade monetária, no entanto, não informou qual será o tamanho nem a duração do ciclo de cortes da Selic. De acordo com a ata, essas decisões dependerão da chegada de novos dados, que permitirão uma avaliação mais precisa das condições econômicas. No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica chegue a 12,25% ao ano. Agenda econômica Produção industrial o Brasil A produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a atividade recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024. Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve alta de 0,4%, o que interrompeu uma sequência de dois meses seguidos de resultados negativos. Apesar desse avanço pontual em relação ao ano anterior, o desempenho da indústria em 2025 foi contido. No acumulado do ano, o setor cresceu 0,6%, abaixo do resultado registrado em 2024, quando avançou 3,1%, e acima do observado em 2023, de 0,1%. No quarto trimestre de 2025, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. Já a média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, indicando perda de ritmo no fim do ano. Mesmo com essas oscilações, a produção industrial ainda se mantém ligeiramente acima do nível pré-pandemia, com alta de 0,6% em relação a fevereiro de 2020. Por outro lado, o setor segue distante do recorde histórico alcançado em maio de 2011, operando 16,3% abaixo daquele pico. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados fecharam em queda, com investidores de olho na divulgação de balanços financeiros, especialmente de empresas do setor de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,06 pontos, e o S&P 500 recuou 0,84%, aos 6.917,79 pontos. O Nasdaq, que tem forte presença de companhias de tecnologia, registrou perdas de 1,43%, aos 23.255,19 pontos. As bolsas europeias foram afetadas pela queda brusca nos metais preciosos no dia anterior, que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Apesar disso, ao longo do dia o ritmo dessas quedas diminuiu, ajudando os mercados europeus a se recuperar parcialmente. O índice STOXX 600 subiu 0,10%, recuperando-se da queda inicial. Na Alemanha, o DAX recuou 0,07%. Na França, o CAC 40 teve perdas de 0,02%, enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caiu 0,26%. Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de fortes perdas. No fechamento, a Bolsa de Xangai caiu 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos. Outros mercados também recuaram: o Nikkei caiu 1,2% (52.655 pontos), o Kospi despencou 5,26% (4.949 pontos), o Taiex caiu 1,37% (31.624 pontos), e o Straits Times perdeu 0,26% (4.892 pontos). Notas de dólar. Reuters
03/02/2026 12:00:40 +00:00
Volkswagen anuncia Tukan, nova picape para disputar mercado dominado pela Fiat

Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (3) a Tukan, primeira picape da marca a chegar ao mercado depois de quase 16 anos vendendo apenas a Saveiro e a Amarok. Ainda há poucas informações. Sabe-se que a Tukan será fabricada em São José dos Pinhais (PR) e tem lançamento previsto para 2027. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O ano também influenciou a escolha da cor de lançamento: amarelo. Em 2027, o Brasil sediará a Copa do Mundo feminina, e a Volkswagen é uma das patrocinadoras da seleção. Também é possível perceber que a Tukan será vendida na configuração de cabine dupla, indicada pela presença da maçaneta próxima à caixa de roda, no início da caçamba. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, ela já se diferencia da configuração atualmente oferecida pela Saveiro. Apesar de ter banco traseiro e ser chamada de cabine dupla, o modelo conta com apenas duas portas. A chegada da Tukan faz parte de um pacote de 21 lançamentos na América do Sul anunciados desde 2024, quando a Volkswagen investiu R$ 20 bilhões na região. Foram apresentados modelos como o Tera, novas versões do Nivus, T-Cross e Amarok, além dos esportivos Golf GTI e Jetta GLI. Além disso, a Tukan é uma resposta da Volkswagen, que apresenta bons números de emplacamentos entre SUVs e hatches, mas não repete o mesmo desempenho no segmento de picapes há mais de 23 anos. (veja mais abaixo) A marca já havia indicado publicamente que lançaria novos modelos de picapes, e este é o primeiro deles. Volkswagen faz ofensiva contra a Fiat Mais do que uma novidade para quem prefere picape, a Volkswagen precisa de fôlego para enfrentar o sucesso da rival Fiat Strada. O modelo é o veículo mais vendido do Brasil desde 2021, quando tomou o posto do Polo, segundo dados da Fenabrave. E a disputa vai além. A Saveiro nunca superou a Strada em toda a série histórica da Fenabrave, iniciada em 2003. Ao longo dos anos, o modelo da Volkswagen chegou a ocupar apenas a quinta posição entre os mais vendidos do país, ficando atrás de veículos de categorias e preços superiores, como Chevrolet S10, Fiat Toro e Toyota Hilux. No ano passado, a Strada registrou mais que o dobro de emplacamentos da Saveiro. Volkswagen confirma lançamento do novo Tiguan para março Durante o mesmo evento, a Volkswagen também indicou março como a data de lançamento de uma nova versão do Tiguan. A marca, porém, não deu detalhes sobre o SUV que, quando era vendido no Brasil, ocupava o posto de modelo mais caro e potente do catálogo. No México, onde o Tiguan já é vendido em uma versão atualizada, há pontos relevantes para um SUV que enfrentará concorrentes chineses com preços agressivos no mercado brasileiro. O principal destaque está no interior, que segue o padrão esperado para o veículo mais caro da marca e abandona o uso de plástico rígido em muitas das partes, presentes até no Taos. A central multimídia é grande e tem visual semelhante ao dos elétricos ID.4 e ID.Buzz, oferecidos no Brasil apenas por meio de locação. Ainda há poucas informações sobre a motorização, mas o presidente da Volkswagen, Ciro Possobom, afirmou ao g1 que todos os lançamentos de 2026 terão alguma versão eletrificada. Com isso, é possível esperar que tanto a Tukan quanto o Tiguan sejam oferecidos com motor a combustão e também em versões híbridas.
03/02/2026 12:00:33 +00:00
Haddad confirma indicação de Guilherme Mello para a diretoria do BC, mas diz que decisão ainda não foi tomada por Lula

Fernando Haddad durante coletiva sobre megaoperação contra o PCC Jorge Silva/Reuters O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (3) que realmente indicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o nome do atual secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, para a diretoria do Banco Central. Entretanto, ele acrescentou que a decisão ainda não foi tomada pelo presidente da República sobre o assunto. E criticou o vazamento da informação pela imprensa. Segundo Haddad, a indicação foi feita há três meses. "De lá para cá, não voltamos a conversar. E três semanas atrás, ele [Lula] disse para mim que ia nos chamar para conversar, mas ele não tomou a decisão. O vazamento, se a pessoa quis ajudar, não ajudou. Se quis atrapalhar uma sugestão, ela agiu mal para os envolvidos", declarou Haddad, durante entrevista à Band News. Divulgada neste fim de semana pela imprensa, a informação de que o atual secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Guilherme Mello tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. O ministro Haddad informou que também indicou a Lula, para a diretoria do BC, o professor catedrático da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Tiago Cavalcanti. Este possui Graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (1995), mestrado (1997) e doutorado (2001) pela Universidade de Illinois. Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo Mudanças no BC As vagas para a diretoria do Banco Central, cuja principal missão é controlar a inflação, tendo como instrumento a taxa básica de juros da economia, foram abertas no início deste ano quando os dois últimos diretores indicados por Jair Bolsonaro, Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro) e Diogo Guillen (Política Econômica), deixaram seus cargos. Com a autonomia do Banco Central, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2021, o presidente e os diretores da instituição são indicados pelo presidente da República para mandatos de quatro anos, não podendo ser substituídos antes do prazo. A atual diretoria do Banco Central já conta com maioria de integrantes indicada pela atual gestão petista desde o início de 2025. Até então, as críticas às decisões sobre a taxa de juros por parte do presidente Lula, principalmente ao ex-chefe da instituição, Roberto Campos Neto, eram mais agressivas. Mas até hoje integrantes do governo criticam o Banco Central. No fim do ano passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo não quis fazer comentários sobre as indicações dos futuros diretores do Banco Central. "Tenho por orientação não entrar na prerrogativa do presidente [Lula, responsável por indicar os nomes]. Perfil, quando, o presidente vai comunicar isso. Não cabe ao BC falar sobre prerrogativa do presidente. Mesmo que a gente participe [do debate], quem vai falar sobre isso é o presidente", informou Galípolo, na ocasião. Diretoria de Política Econômica O cargo de diretor de Política Econômica, cuja vaga foi aberta no começo deste ano, é considerado chave na fixação da taxa básica de juros da economia, que está no maior nível em quase 20 anos. Na semana passada, o BC indicou que iniciará o corte do juro em março, no próximo encontro do Copom - colegiado que determina o patamar da Selic. O diretor de Política Econômica tem o papel de apresentar, nas reuniões do Copom, a situação macroeconômica do país, cenários e projeções, e, também, recomendações sobre as diretrizes de política monetária e propor diretamente um nível para a taxa de juros. Ele também coordena a elaboração do Relatório de Política Monetária, das notas do Copom e dos Comunicados das decisões do colegiado que determina o nível da taxa de juros. Além disso, participa, em conjunto com o presidente do BC, das apresentações e entrevistas trimestrais sobre a política de juros.
03/02/2026 11:41:17 +00:00
Chanceler alemão diz que acordo UE-Mercosul entrará em vigor de forma provisória

Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira (02) que o acordo UE-Mercosul deverá entrar em vigor, de forma provisória, mesmo antes da análise pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. "A situação atual é que as tentativas de adiá-lo no último minuto, ou seja, no Parlamento Europeu, não serão bem-sucedidas", disse Merz num evento da empresa de valores mobiliários Deutsche Börse, em Eschborn. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este acordo comercial entrará em vigor provisoriamente no momento em que o primeiro Estado sul-americano o ratificar", completou. Paraguai deverá ser o primeiro Os quatro membros permanentes do Mercosul iniciarão o processo interno de ratificação do acordo em fevereiro, e o Paraguai quer concluir o processo até março. Brasil, Uruguai e Argentina esperam ter a ratificação finalizada dentro de poucos meses. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu levar o acordo perante o Tribunal de Justiça da UE para que este se pronuncie. A decisão paralisa a aplicação do acordo. Legalmente, a Comissão Europeia não tem a obrigação de esperar pelo Parlamento Europeu e poderia começar a aplicá-lo de forma provisória, uma vez que já foi assinado. O único requisito para sua implementação provisória é que algum dos países do Mercosul o ratifique. Assim que Brasil, Argentina, Uruguai ou Paraguai o fizerem, o acordo poderia começar a ser implementado entre a UE e os países sul-americanos que o tiverem ratificado. A Justiça europeia pode demorar de 18 a 24 meses para se pronunciar. Veja os vídeos que estão em alta no g1
03/02/2026 11:36:24 +00:00
Ata do Copom: BC confirma sinalização de corte de juros em março, mas não dá pistas sobre tamanho do ciclo

O Banco Central (BC) explicou que julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião, em março, após a análise de um "amplo conjunto de informações, incluindo a dinâmica recente da inflação e os sinais mais claros de transmissão da política monetária (a alta taxa de juros para a inflação), considerando suas defasagens". A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia foi mantida estável em 15% ao ano pela quinta vez seguida para conter as pressões inflacionárias. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. ➡️Na última semana, o BC já antecipou que, em se confirmando o cenário esperado, irá iniciar a flexibilização da política monetária (corte da taxa de juros) em sua próxima reunião, marcada para o mês de março, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta terça-feira (3), por meio da ata do Copom, a autoridade monetária, porém, não deu indicação de qual será o tamanho do ciclo de redução da taxa Selic. "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta, dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, permitindo uma avaliação mais precisa", informou o BC, na ata do Copom. ▶️O Banco Central citou, porém, o "contexto atual" de um ambiente de "melhora do cenário inflacionário corrente e expectativas de inflação "menos distantes da meta", que proporciona maiores evidências sobre a transmissão da política monetária [alta dos juros para conter a inflação]". ▶️A projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic comece a recuar justamente no mês de março deste ano, conforme indicado pelo BC, quando cairia para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a aposta do mercado é de que os juros serão reduzidos para 12,25% ao ano. Como o Banco Central atua? Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. Na semana passada, os economistas do mercado financeiro estimaram que a inflação de 2026 somará 3,99%, que será de 3,80% em 2027 e de 3,5% em 2028 e 2029. Ou seja, acima da meta central de inflação de 3% fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Na ata do Copom, o BC também reafirmou a necessidade da manutenção do patamar de juros em "níveis restritivos", ou seja, elevados, até que se consolide não apenas o processo de redução da inflação como também a ancoragem das expectativas do mercado, para os próximos anos, à meta, "dada a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho". "O Comitê avalia que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para se observar ganhos desinflacionários e, mais uma vez, reafirma o firme compromisso com o mandato do Banco Central de levar a inflação à meta", informou o BC. O Copom avaliou, ainda, que "perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo". Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters Desaceleração da economia O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. A explicação é que, com um ritmo menor de crescimento, há menos pressões inflacionárias, principalmente no setor de serviços. ➡️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em dezembro do ano passado, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. ➡️Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. Entretanto, acrescentou que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo Banco Central. "O Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta (...) A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso", informou o BC, na ata do Copom. Veja outros recados do BC O Copom avaliou que o ambiente externo "ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais". "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica", acrescentou. O BC reforçou a visão de que o "esmorecimento" no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal (contenção de gastos), o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia. "O Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas", concluiu. O Banco Central informou que "segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho", enfatizando a necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia.
03/02/2026 11:03:17 +00:00
Por que tantas indústrias estão trocando as capitais pelo interior do Brasil

A mineira Letícia Martins conseguiu conciliar o sonho de trabalhar numa indústria multinacional, com seu desejo de morar perto da família em Passos, no sul de Minas Cortesia Heineken Quando se formou engenheira de produção pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Letícia Lemos Martins pensava que nunca voltaria a morar em Passos, sua cidade natal no Sul de Minas, com 112 mil habitantes, segundo o último Censo. "Sempre imaginei que eu ia morar em algum grande centro, que ia arrumar um emprego legal e ficar por lá. Então, voltar para Passos não estava nos meus planos, mas eu tinha vontade, porque toda minha família está aqui, todas as pessoas que eu amo", conta a mineira de 26 anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os planos de Letícia mudaram quando ela soube que a fabricante de bebidas Heineken abriria uma nova fábrica em sua cidade natal. Inaugurada em novembro de 2025, com um investimento de R$ 2,5 bilhões, a cervejaria gerou mais de 2,2 mil empregos na fase de obras e emprega atualmente 350 pessoas, segundo a empresa. "Queria trabalhar numa multinacional, que é o sonho do engenheiro de produção. Então, surgiu a oportunidade de voltar para casa, e eu agarrei essa oportunidade." A chance de Letícia conciliar um sonho profissional com o desejo de morar perto da família foi possível devido a uma tendência crescente na indústria brasileira: a interiorização. Em 1985, dois terços dos empregos no setor estavam nas capitais e regiões metropolitanas, e um terço, no interior do país. Passadas quase quatro décadas, em 2022, a maioria dos empregos industriais brasileiros (54,4%) já estavam no interior, segundo dados do governo federal. A inversão da prevalência, com o interior dos Estados superando as regiões metropolitanas com a maioria dos empregos industriais em nível nacional, aconteceu em 2014 e vem ganhando força ano após ano. Entre os Estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém-publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 — e confirmaram com números uma "neoindustrialização" do país puxada pelas cidades do interior. Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos Estados do Centro-Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. A desindustrialização do Brasil Segundo os economistas da USP, a participação no emprego total do Brasil da indústria de transformação — aquela que transforma matérias-primas em produtos, diferentemente da indústria extrativa, focada na retirada de recursos da natureza, como mineração e petróleo, por exemplo — diminuiu de 27,7% para 15,1% entre 1986 e 2022. Esse movimento de desindustrialização aconteceu em duas fases: uma mais intensa, de 1986 (ano do auge da industrialização no Brasil, quando a parcela da indústria no emprego atingiu seu máximo) a 1998, e uma mais branda, de 2008 a 2022. A fase mais intensa foi impulsionada por diversos fatores, pontuam os economistas. Em primeiro lugar, eles citam a redução do investimento público em infraestrutura e estatais como parte de um esforço para conter a explosão da dívida externa herdada da ditadura militar, enfraquecendo o que havia sido até então um dos pilares da industrialização nacional. A hiperinflação que o país enfrentava neste período inibiu investimentos empresariais ao impactar o consumo das famílias e gerar muita incerteza entre os empresários quanto à estabilidade econômica. A súbita abertura comercial promovida pelo governo federal nos anos 1990 e a valorização da moeda brasileira com a implementação do Plano Real expôs a indústria nacional — até então, excessivamente protegida, na visão dos economistas — à competição estrangeira, sem uma fase de adaptação. A combinação desses fatores levou à eliminação de 1,67 milhão de postos de trabalho na indústria entre 1989 e 1998, resultando em uma redução de 27,2% no estoque de emprego formal do setor, mostra o estudo. Já a fase mais recente começou com a crise financeira mundial de 2008 e foi impactada ainda pelo baixo crescimento do Brasil neste século, pelo avanço da China nas exportações mundiais de manufaturados e pela recessão econômica de 2015 e 2016, fatores que ampliaram a competição com importados e inibiram investimentos no setor industrial, devido ao enfraquecimento do consumo. Nesse cenário, tanto capitais e regiões metropolitanas, como o interior dos Estados, se desindustrializaram nas últimas quatro décadas, com a indústria perdendo participação no total de empregos formais. Mas, no interior, essa desindustrialização foi mais branda, especialmente no Estado de São Paulo, o maior polo industrial do país, mostram os economistas. Por que a indústria está indo para o interior Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma "fuga de indústrias" para regiões menos concorridas. "Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos", exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. "O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa", diz ele. Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista — polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo —, agora floresce em outras partes do Brasil. Exemplo recente disso é a montadora chinesa GWM, que inaugurou em agosto uma nova fábrica em Iracemápolis, no interior paulista, distante cerca de 160 km da capital, após adquirir, em 2021, uma planta que pertenceu à Mercedes-Benz. Com investimentos planejados de R$ 10 bilhões no Brasil até 2032, a empresa espera gerar de 800 a mil postos de trabalho na nova fábrica, que deve produzir até 50 mil veículos por ano. A inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis contou com a presença de Lula e dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC) e Luiz Marinho (Trabalho) Divulgação/GWM via BBC A chegada da GWM a Iracemápolis permitiu à paulista Gabriele de Oliveira Pereira, de 27 anos, trocar a jornada 6x1 como estoquista em um supermercado em Piracicaba, por uma vaga de operadora de produção na indústria automotiva da cidade vizinha. "Meu salário dobrou", conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego, que conseguiu após fazer um curso de solda na Oficina de Sonhos, um projeto de capacitação profissional de Piracicaba. "Coloquei minhas contas em dia e, agora, consigo levar minha filha de 2 anos para passear, coisa que antes não podia proporcionar e que minha mãe não pôde proporcionar para mim, quando eu era mais nova." Entre os desafios do novo emprego, Gabriele cita a barreira da língua da chefia chinesa. "Alguns falam inglês, outros falam chinês. Só sei o básico, então, nos comunicamos pelo celular. E eles são bem trabalhadores e não gostam que fique parado, não." 'Meu salário dobrou', conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego em montadora Cortesia GWM via BBC Morceiro destaca ainda que outro fator que tem contribuído para a interiorização da indústria é a chamada "guerra fiscal", quando Estados ou municípios abrem mão de arrecadar impostos para atrair empresas a instalarem fábricas em seus territórios. No caso da planta da Heineken em Passos, por exemplo, o município isentou a cervejaria holandesa de pagar cerca de R$ 90 milhões em tributos municipais por até 15 anos, segundo informações da imprensa local à época da aprovação da chamada "Lei Heineken", criada especialmente para isso, em 2022. Já a GWM afirma que recebeu isenção de IPTU pela geração de empregos em Iracemápolis, além de estar inscrita no programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do governo federal, que concede incentivos para montadoras que investem em produção nacional e pesquisa e desenvolvimento. 'Não é suficiente para estancar a desindustrialização' Morceiro observa, porém, que esse movimento de "neoindustrialização" puxado pelo interior é insuficiente para compensar o processo maior de desindustrialização do Brasil como um todo. Por exemplo, enquanto os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são responsáveis juntos por 92,9% da desindustrialização do país, Estados que estão se industrializando com o impulso das commodities agrícolas, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dão uma contribuição pequena para atenuar esse processo, reduzindo em apenas 4,4% a desindustrialização de 1986 a 2022. "Esse movimento de interiorização permitiu com que a indústria ganhasse um fôlego para competir com os importados", diz Morceiro, já que a interiorização representa muitas vezes uma redução de custos para a indústria. "Mas não é suficiente para estancar a desindustrialização, é suficiente apenas para diminuir a intensidade [desse processo] no país." O economista destaca que a desindustrialização importa, porque a indústria é um setor que dá um forte impulso ao crescimento dos países. Isso é particularmente relevante para aqueles ainda em desenvolvimento e muito desiguais, como o Brasil. Indústria é um setor de forte impulso no crescimento dos países, diz economista Fábio Rezende via BBC "A indústria tem engrenagens mais fortes que outros setores. Quando ela cresce, a economia cresce mais, porque ela arrasta esse crescimento devido aos seus multiplicadores, às cadeias produtivas mais longas", diz Morceiro. "Durante a industrialização de qualquer país, a taxa de crescimento costuma ser a maior da sua história." Rafael Cagnin, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), observa que parte da desindustrialização das regiões industriais mais tradicionais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, também está relacionada ao avanço do setor de serviços nestes locais. "Rio e São Paulo, que são os polos industriais tradicionais, também são as regiões metropolitanas mais ricas", diz Cagnin. "Então, é possível que esse processo de desindustrialização, embora mais intenso, seja mais próximo de um processo 'normal' do enriquecimento dessas regiões e, consequentemente, da diversificação da estrutura produtiva em direção a serviços." Esse movimento também ocorre nos países ricos, de economia mais avançada, mas, no Brasil, especialistas avaliam que ocorre de forma precoce por ser registrado após poucos anos de vigor industrial e em um momento em que o país ainda era considerado de renda média, em vez de alta. Cagnin destaca ainda o papel do avanço da terceirização no processo de desindustrialização. "Parte daquilo que era emprego industrial tipicamente até os anos 1980 — segurança, reparos, limpeza, organização de estoques, pesquisa e desenvolvimento, marketing —, com o fenômeno da terceirização, acabou sendo transferido para fora da indústria", observa o diretor do Iedi. Pesa ainda para a desindustrialização (quando medida como a participação da indústria no emprego total do país, como fazem Morceiro e Tessarin) o avanço da automação, que é um processo positivo ao aumentar a produtividade da indústria, avalia Cagnin, mas que reduz a mão de obra necessária e, consequentemente, o peso do setor no mercado de trabalho. Como estimular a indústria nacional? Diante desse quadro, de desindustrialização dos polos tradicionais e avanço da indústria rumo ao interior do Brasil, o diretor do Iedi avalia que a política industrial nacional precisa atuar em duas frentes. A primeira delas é encontrar formas de incentivar a modernização dos parques industriais. "Isso implica criar condições no país de viabilização de investimentos. E o principal obstáculo que temos é custo de capital", diz o economista, destacando o papel dos juros elevados nesse alto custo. Com a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15%, maior patamar em 20 anos, fica mais caro para as empresas pegar dinheiro emprestado para investir em novas tecnologias e processos. Já para os parques mais recentes e modernos, muitos deles agora no interior, a principal preocupação deve ser com a capacidade logística, avalia o especialista. "É uma questão de como você vai adensar estes parques, ou seja, como criar outros setores em torno desses que já existem", afirma Cagnin. "Então, onde tem biocombustível, podemos fazer etanol de segunda geração [produzido a partir de resíduos como bagaço e palha de cana-de-açúcar, em vez do caldo]. A indústria de carne pode ir além do abate, esquartejamento, congelamento e exportação, processando ainda mais essa carne em outros produtos alimentares", exemplifica. "O desafio é tornar mais complexos esses polos industriais que já foram criados por esse interior." Segundo o economista, para isso, além de reduzir o custo para investir, são necessárias melhorias em redes de transporte, energia e combustíveis para escoar a produção para os mercados compradores e também ampliar a conexão entre esses diferentes polos. Gabriele, a funcionária da fábrica de automóveis que viu sua qualidade de vida melhorar ao conseguir um emprego na indústria, também avalia que fortalecer o setor seria importante. "Muita gente queria estar aqui também, mas é difícil, né? Muita gente pergunta se [a fábrica] está contratando", conta a operária. "Uma pessoa que nem eu, que sempre trabalhou em mercado, sempre em escala 6x1, é bastante libertador se sentir confortável trabalhando de segunda a sexta, tendo um horário bom, com pessoas que amam o que fazem. Venho trabalhar agradecendo a Deus todo dia pela oportunidade." Veja os vídeos que estão em alta no g1
03/02/2026 10:43:17 +00:00
Alckmin diz que expectativa sobre viagem de Lula a Washington é 'zerar' o tarifaço

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (3) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve frisar, durante a viagem aos Estados Unidos, a retirada das taxas sobre os produtos brasileiros que ainda estão sob os efeitos do chamado "tarifaço" norte-americano. Lula anunciou que pretende fazer uma viagem a Washington no próximo mês de março, para conversar presencialmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Alckmin, o tarifaço está entre as principais pautas da reunião presencial entre os dois chefes de Estado. "A expectativa [sobre a viagem] é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço, reduziu e hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço", afirmou o vice-presidente à TV Globo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Oficialmente, produtos brasileiros têm tarifas de 10%, assim como outros países. Mas, o governo Trump anunciou uma sobretaxa de 40%, o que resultou em 50% de taxação a produtos brasileiros exportados nos EUA. Em novembro, os EUA voltaram atrás e decidiram pela retirada da sobretaxa que incidia sobre alguns produtos dessa lista. Os anúncios trouxeram alívio para boa parte dos produtos do agronegócio, mas ainda afetam a principalmente a indústria, já que os produtos manufaturados seguem com sobretaxa de 40%. "Já avançou bastante, nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas, café... já muita coisa saiu [do tarifaço]. A ideia agora é focar bastante em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%", prosseguiu Alckmin. Veja aqui o que continua com as tarifas adicionais e o que deixou de ser taxado pelos EUA. Alckmindurante discurso na COP 30 AP Photo/Fernando Llano Outros temas em debate O governo brasileiro avalia que o próximo encontro presencial entre os presidentes Lula e Trump deve focar em temas que envolvem interesses bilaterais e a relação com a América Latina. Além do tarifaço, como explicado por Alckmin, fontes ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar outros dois assuntos principais: o combate ao crime organizado; a situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países.
03/02/2026 10:29:59 +00:00
Pressão, pouco reconhecimento e desgaste emocional: pesquisa mostra como os brasileiros se sentem no trabalho

Pesquisa mostra retrato do trabalho do Brasil A maioria dos trabalhadores brasileiros não mantém uma relação saudável com o trabalho, em um cenário marcado por pressão, altas demandas e sensação de pouco reconhecimento. É o que aponta a pesquisa global Work Relationship Index, da HP. Segundo o levantamento, apenas 29% dos profissionais estão na chamada "Zona Saudável". O Brasil ainda supera a média global. O dado mais preocupante, porém, está na outra ponta. A "Zona Crítica" passou a concentrar 34% dos profissionais, um aumento de 9% em comparação a 2024, indicando um avanço do desgaste emocional. O estudo também classifica os profissionais em "Zona de Atenção", que representa um estágio intermediário, marcado por sinais iniciais de alerta e desgaste. As três categorias funcionam como uma autoavaliação de como eles próprios percebem sua relação com o trabalho. Para a pesquisa, a HP ouviu 18.200 trabalhadores de escritório, entre trabalhadores do conhecimento, tomadores de decisão de TI e líderes empresariais de 14 países. No Brasil, foram entrevistadas 1,3 mil pessoas. 📊 A pressão diária aparece com clareza nos relatos: Para 71% dos brasileiros, as exigências e expectativas das empresas aumentaram no último ano. A percepção é de que o trabalho cobra mais, sem oferecer recompensas na mesma medida. Esse desequilíbrio afeta diretamente a forma como os profissionais se sentem dentro das organizações. Dos entrevistados, 39% dizem perceber que as empresas priorizam o lucro em detrimento das pessoas. A insatisfação também passa pelo modelo de trabalho. Segundo a pesquisa, 68% dos profissionais gostariam de passar menos dias presencialmente no escritório. O dado revela um descompasso entre o desejo por flexibilidade e as políticas adotadas por muitas empresas. brasileiros relatam desgaste com o trabalho Freepik Tecnologia ajuda, mas não chega a todos Em meio a esse cenário, a tecnologia surge como possível aliada para reduzir o desgaste no trabalho. Para a maioria dos profissionais, ferramentas digitais ajudam a ganhar tempo, organizar tarefas e equilibrar melhor as demandas do dia a dia. Não por acaso, 88% dos brasileiros afirmam que a tecnologia melhora o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. O uso de inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho. No Brasil, 90% dos profissionais dizem utilizar algum tipo de IA em suas atividades, o que reforça o papel cada vez mais central da tecnologia no ambiente corporativo. Ainda assim, a pesquisa mostra que os benefícios não são distribuídos de forma igual. O acesso à IA é mais frequente entre cargos de liderança: 49% dos tomadores de decisão de TI utilizam a tecnologia diariamente, enquanto entre os trabalhadores de escritório esse percentual cai para 25%. Outro ponto de atenção é a capacitação. Em 2025, 67% dos profissionais afirmam que suas empresas oferecem treinamento adequado para o uso de IA. Na edição anterior da pesquisa, esse índice era de 79%. Mesmo com essas limitações, o relatório aponta uma relação direta entre o uso da IA e uma experiência mais saudável no trabalho. Entre os profissionais que estão na "Zona Saudável", 44% utilizam inteligência artificial todos os dias. Já entre aqueles na "Zona Crítica", o uso é bem menor. Jovens sentem mais a pressão O desgaste é ainda mais presente entre os mais jovens. A Geração Z lidera a busca por novos modelos de trabalho e coloca flexibilidade, autonomia e acesso à tecnologia à frente do salário. Segundo o estudo, 90% desses profissionais aceitariam ganhar menos em troca desses fatores. O dado sinaliza uma mudança clara de valores em relação às gerações anteriores. Além disso, 57% dos jovens já têm uma fonte de renda extra. A estratégia ajuda a complementar os ganhos e oferece maior controle sobre o tempo. Esse movimento reflete tanto a pressão financeira quanto a tentativa de escapar de um modelo de trabalho visto como rígido e pouco recompensador. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que a convivência entre gerações pode ajudar a reduzir tensões. Profissionais das gerações X e Baby Boomers reconhecem o valor da troca intergeracional, especialmente no aprendizado de novas ferramentas digitais e em formas mais colaborativas de trabalhar. NR1, Saúde Mental e Burnout Divulgação
03/02/2026 08:03:20 +00:00
Como cientistas editam o DNA da soja para torná-la mais resistente ao calor

Pesquisadores do Paraná buscam soja resistente à seca e ao calor Ondas de calor afetam o plantio de diversos produtos ao longo do ano. Para evitar esse prejuízo, cientistas estão desenvolvendo uma variedade de soja resistente às altas temperaturas e com produtividade elevada. Essa adaptação é feita por meio da edição gênica, também chamada de edição genética. Na edição gênica, são usados genes da própria espécie, mas de variedades diferentes. Por exemplo, um gene de uma soja resistente à seca pode ser inserido em outra variedade mais produtiva, reunindo as duas características. O processo é diferente da transgenia. Nesse caso, a troca de genes ocorre entre espécies diferentes, como a inserção de um gene de bactéria na soja. A edição gênica também reduz o tempo de melhoramento genético. O processo tradicional, por cruzamentos, pode levar cerca de 15 anos. Com a edição genética, esse prazo cai para até dois anos, explica o pesquisador Alexandre Nepomuceno, agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Leia também: Cientistas alteram a genética do milho e deixam ele mais resistente a secas e altas temperaturas Como a edição do DNA é feita? ➡️Para fazer a edição gênica, o cientista começa escolhendo as variedades com as quais vai trabalhar. ➡️Em seguida, ele coleta folhas da planta e faz a extração com nitrogênio líquido, que rompe as células e libera o DNA. ➡️Com o DNA exposto, o pesquisador analisa a planta e identifica os genes de interesse. ➡️Depois, o gene escolhido é recortado e inserido na outra planta selecionada. ➡️Com isso, uma nova variedade de soja é criada. Prato do Futuro: pesquisa cria milho mais resistente ao calor Saiba também: Rebanho bovino dos EUA cai ao menor nível em 75 anos, afirma departamento de agricultura americano Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas
03/02/2026 06:00:59 +00:00
Gastos administrativos da máquina pública atingem maior valor em 9 anos em 2025
Gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo Os gastos administrativos para manter a máquina pública funcionando somaram R$ 72,7 bilhões em 2025, atingindo o maior patamar em nove anos. Os números, que são Secretaria do Tesouro Nacional, foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica tem início em 2011. Os dados mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da petista Dilma Rousseff, entre 2011 e meados de 2016 - quando sofreu o impeachment. Essas despesas foram menores nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2023. No ano passado, voltaram a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões. Entre essas despesas administrativas, estão: água; energia elétrica; telefone; serviços de limpeza; vigilância; apoio administrativo e operacional; combustíveis; tecnologia da informação; aluguel de imóveis e veículos; diárias e passagens; e serviços bancários. 💵O aumento dessas despesas reduz espaço para programas sociais, bolsas e universidades federais, entre outros (veja a lista mais abaixo nessa reportagem). ➡️A explicação é que a despesa com custeio da máquina pública está dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação). 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. 📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios. ➡️Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles: investimentos em infraestrutura; verbas para a defesa agropecuária; bolsas do CNPq e da Capes; emissão de passaportes; fiscalização ambiental e do trabalho escravo; Farmácia Popular; despesas administrativas; recursos para universidades federais; e recursos para agências reguladoras, entre outros. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que Lula enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições. "Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral", afirmou Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA. "Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece", disse Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.
03/02/2026 06:00:29 +00:00
Fique atento para não cair nesses cinco golpes em 2026

O conto do vigário do dinheiro esquecido é quase irresistível. Quem não se anima ao receber uma mensagem com um aviso do tipo: “Consulte se você tem valores a receber do Governo”, ou “CPF final X tem saque disponível”? Em uma economia difícil, as pessoas ficam vulneráveis e iscas como essa tendem a se tornar mais frequentes, alertam especialistas. Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso. Nos Estados Unidos, os números são impressionantes. De acordo com a Comissão Federal de Comércio, a quantidade de adultos acima dos 60 anos que denunciaram perdas de dez mil dólares ou mais em golpes quadruplicou entre 2020 e 2024. Já os prejuízos relatados acima de cem mil dólares saltaram de US$ 55 milhões para US$ 445 milhões no mesmo período. O pior é que os números reais são certamente muito maiores, devido à subnotificação. Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso Mohamed Hassan para Pixabay Quais “modalidades” serão mais recorrentes em 2026? Especialistas em fraude ouvidos pela AARP, a associação dos aposentados dos Estados Unidos, citam cinco tipos que exigem atenção redobrada: 1. Golpes de recuperação: Se ser enganado é horrível, imagine quando isso acontece duas vezes? Nos golpes de recuperação, criminosos prometem ajudar a pessoa a reaver um dinheiro perdido e cobram taxas por serviços inexistentes. Muitas vezes, o esquema está associado a outro: o de aliciamento financeiro, no qual bandidos cultivam um relacionamento on-line com o alvo a fim de atraí-lo para investimentos falsos, principalmente em criptomoedas. Quando a vítima percebe que foi lograda, muitas vezes diz que vai chamar a polícia. Os próprios delinquentes – que provavelmente gravaram as conversas – entram em contato semanas depois, passando-se por alguém da polícia, de uma organização de defesa do consumidor, de um escritório de advocacia ou de uma agência governamental. E atacam de novo. Como se proteger: Cuidado com taxas. Os pilantras podem cobrar antecipadamente por seus serviços falsos e pedir que você pague com cartões-presente, criptomoedas, transferências bancárias ou aplicativos de pagamento. Pesquise o nome da suposta empresa de recuperação usando palavras-chave como golpe, fraude ou reclamação. 2. Prisão digital: O processo é aterrorizante. Você recebe uma ligação informando ser alvo de uma investigação criminal. Falsos policiais então o interrogam em videochamadas, enquanto o ameaçam com acusações e o pressionam a pagar por acordos ou multas. A prisão digital é um problema enorme na Índia que está começando a se espalhar nos EUA. Os golpistas utilizam IA para criar vídeos deepfake e documentos falsificados, como ordens judiciais ou mandados de prisão, para dar credibilidade à coação. Ao contrário do golpe romântico, onde os patifes passam meses construindo uma relação com suas vítimas, aqui os malfeitores usam intimidação para roubar seu dinheiro. Como se proteger: Interrompa o contato – simples assim. Desligue. A polícia não telefona para as pessoas ameaçando prendê-las. Ordens judiciais ou mandados de prisão não são entregues por meio de telefonemas, e-mails ou mensagens de mídia social. 3. Golpe do “Olá, pervertido”: Criminosos enviam e-mail afirmando que hackearam seu computador e gravaram você visitando sites pornôs. Se não pagar, ameaçam compartilhar evidências de seu comportamento impróprio com sua lista de contatos. Como se proteger: Não morda a isca. A melhor coisa é excluir as mensagens e não responder. Nunca abra anexos de e-mails não solicitados. Mensagens de chantagem são frequentemente enviadas como PDFs para burlar os filtros de segurança. Mantenha a calma. Chantagistas podem exigir pagamento dentro de 24 horas, mas a urgência é uma tática para fazer você entrar em pânico e agir precipitadamente. 4. Falso romance: Os golpes românticos não são novos, mas preocupam por sua prevalência – e pela devastação emocional e financeira que causam. O padrão se repete: o picareta, conhecido como catfisher, assume uma identidade falsa e inicia um relacionamento virtual com a vítima por meio de aplicativos de namoro, de mensagens e redes sociais. Assim que estabelecem uma relação de confiança, pede dinheiro ou sugere investimentos em criptomoedas. Alguns golpistas tentam criar conexões aproveitando interesses mútuos facilmente descobertos nas mídias sociais. Se você está em um grupo de corrida, o vigarista dirá que é corredor também. Se viajou recentemente, o pilantra compartilhará experiência semelhante. Como se proteger: Permaneça na plataforma. Se o novo amigo ou amiga quiser tirar a conversa do aplicativo de namoro e ir logo para o WhatsApp, desconfie. Eles fazem isso para evitar o monitoramento de segurança dos apps. Aprenda a identificar o love bombing (bombardeio de amor). É uma tática comum de controle sobrecarregar o alvo com demonstrações exageradas de afeto, geralmente nos estágios iniciais de um relacionamento. Exija um encontro presencial. Se o interlocutor nunca pode se encontrar cara a cara, é um sinal de alerta. 5. Golpes de emprego: Quem está à procura de trabalho pode ficar mais suscetível a fraudes, incluindo vagas falsas em anúncios on-line. Alguns golpistas chegam a se passar por agências de recrutamento reais. O objetivo é obter dados pessoais ou exigir que você pague uma taxa para garantir a vaga. Como se proteger: Nunca pague para trabalhar. Se exigirem que você pague dinheiro para conseguir um emprego ou uma entrevista, é armadilha. Desconfie de grandes promessas. Garantias de ótimo pagamento e poucas horas para um trabalho remoto são boas demais para ser verdade. Cheque a fonte. Se um recrutador entrar em contato, verifique no site oficial da empresa se a vaga existe e se aquela pessoa realmente trabalha lá. Como evitar golpes cometidos pela internet
03/02/2026 04:00:30 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões nesta terça-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.968 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 130 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (3), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
03/02/2026 03:00:52 +00:00
Musk tem plano de ter data centers no espaço com compra da xAI pela SpaceX; entenda

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Elon Musk uniu duas de suas principais empresas nesta segunda-feira (2), após a SpaceX, fabricante de foguetes do bilionário, comprar a xAI, companhia dedicada à inteligência artificial, também controlada por Musk. A mudança faz parte de um plano ambicioso de Musk de lançar data centers (centros de processamento de dados) no espaço. “A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio. Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário. LEIA MAIS: SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de Musk Satélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto. Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX. Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol". Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”. Elon Musk David Swanson/Reuters Data centers no espaço O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters. Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial. Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações. "Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud. Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua. "É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
03/02/2026 03:00:37 +00:00
Trump lança estoque estratégico de minerais críticos de US$ 12 bilhões para conter a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) a criação de um estoque estratégico de minerais críticos, com US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA (U.S. Export-Import Bank). “Por anos, empresas americanas correram o risco de ficar sem minerais críticos durante interrupções de mercado”, disse Trump durante um evento no Salão Oval. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Hoje, estamos lançando o que será conhecido como Project Vault [Projeto Caixa-Forte], para garantir que empresas e trabalhadores americanos nunca sejam prejudicados por qualquer escassez", acrescentou. Washington tem se mobilizado para contrabalançar o que os formuladores de políticas consideram manipulação chinesa nos preços de lítio, níquel, terras raras e outros minerais críticos, essenciais para a produção de veículos elétricos, armamentos de alta tecnologia e diversos outros produtos industrializados. Essa situação tem dificultado a operação das mineradoras americanas há anos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O projeto reunirá US$ 2 bilhões de recursos privados e um empréstimo de US$ 10 bilhões do EXIM Bank para adquirir e armazenar minerais destinados a montadoras, empresas de tecnologia e outros fabricantes, afirmou Trump. O banco de exportação confirmou a aprovação do empréstimo nesta segunda-feira. As ações de empresas de terras raras e outros minerais críticos, como MP Materials e USA Rare Earth Inc, subiram após notícias de que um anúncio sobre a iniciativa de US$ 12 bilhões era iminente. A CEO da General Motors, Mary Barra, e o bilionário da mineração Robert Friedland, que representam produtores e consumidores de minerais críticos, estiveram presentes no evento no Salão Oval. O projeto atraiu o interesse de diversas empresas americanas de setores automotivo e tecnológico. Empresas de comércio de commodities, incluindo Hartree Partners, Traxys North America e Mercuria Energy Group, seriam encarregadas da compra das matérias-primas para o estoque, disse à Reuters um funcionário da administração Trump familiarizado com o plano. O Project Vault visa apoiar a indústria automobilística dos EUA, permitindo que as empresas mantenham os riscos fora de seus balanços. A logística do projeto foi comparada a uma associação da Costco, que possibilita compras em grandes volumes. Outro objetivo é garantir um estoque de minerais suficiente para 60 dias em caso de emergência, acrescentou o funcionário, destacando que a estocagem já estava em andamento. Uma estrutura executiva será criada para o projeto, e o EXIM deve ocupar um assento no conselho, disse o funcionário à Reuters. No mês passado, um grupo bipartidário de legisladores americanos propôs um projeto de lei para criar um estoque de US$ 2,5 bilhões em minerais críticos, com o objetivo de estabilizar os preços do mercado e estimular a mineração e o refino nacionais.
03/02/2026 00:50:27 +00:00
SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a movimentação nas empresas de Musk

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais. O negócio envolve ainda a Starlink, serviço de internet via satélite, e, junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona também da rede social X. "A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão", descreveu o bilionário em um comunicado. Segundo a imprensa americana, Musk pretende colocar a SpaceX na bolsa de valores ainda neste semestre. Isso também pode explicar a junção das demais empresas com ela, formando uma só companhia trilionária e impulsionando o valor das ações. Musk afirmou que a ideia por trás da fusão está no uso do espaço para acomodar os data centers (centros de dados) necessários para a computação usando a inteligência artificial. Satélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço? "A demanda global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres, nem mesmo no curto prazo, sem impor dificuldades às comunidades e ao meio ambiente", disse Musk. "No longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar." "Minha estimativa é que, dentro de 2 a 3 anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço", completou. Entenda abaixo a relação entre as empresas do bilionário: SpaceX Starship faz seu 11º lançamento Reprodução/SpaceX A empresa aeroespacial de Musk é responsável por missões que envolvem a Nasa, a agência espacial norte-americana, e também empreitadas privadas, inclusive do turismo espacial. Uma de suas principais inovações foi a criação de foguetes reutilizáveis, que tornaram as missões espaciais mais baratas. Atualmente, a SpaceX desenvolve a maior nave do mundo, a Starship, que já realizou diversos testes não tripulados. A ambição de Musk é realizar voos a Marte, onde o homem nunca foi, e colonizar o planeta. Veja como foi o pouso da 11ª missão da Starship, maior nave do mundo A agência Reuters diz que a SpaceX é, atualmente, a empresa de capital fechado (que não está na bolsa) mais valiosa do mundo, com US$ 800 bilhões. Se ela entrar na bolsa, será a segunda empresa do bilionário de capital aberto (com ações que podem ser vendidas ao público): atualmente, apenas a Tesla, fabricante de carros elétricos, está listada. Starlink Starlink é a divisão de internet via satélite da SpaceX Divulgação/SpaceX Braço da SpaceX, a Starlink oferece conexão de internet via satélite para áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura, além de também prover o serviço em cidades. A tecnologia também funciona em movimento, em meios de transporte como aviões, lanchas e barcos, carros, etc. Os satélites da Starlink são lançados no espaço por meio de foguetes da SpaceX. Atualmente, a Starlink tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra. xAI Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A xAI, voltada para inteligência artificial, é uma das empresas mais recentes de Musk, fundada em julho de 2023. Ela é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" da rede social X, que responde perguntas e gera imagens. Musk foi um dos fundadores da OpenAI, antes de o ChatGPT, criado pela startup, se tornar famoso. O bilionário deixou o negócio ainda em 2018 e passou a ser um crítico dessa empresa. Em março de 2025, Musk vendeu a rede social X para a xAI. Ele tinha comprado a plataforma um ano antes, depois de meses de vai e vem na negociação. Ao decidir colocar o X como parte da empresa de IA, Musk afirmou que a transação serviria para somar a experiência da xAI em inteligência artificial com o alcance da rede social. No começo do ano, a xAI anunciou que arrecadou US$ 20 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento. O valor superou a meta inicial de US$ 15 bilhões. Com valorização da xAI, Musk se aproxima de patrimônio inédito de US$ 800 bilhões Em novembro, a empresa era avaliada em US$ 230 bilhões, segundo o Wall Street Journal. Na última sexta-feira (2), a Tesla anunciou que investirá US$ 2 bilhões na xAI. Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, nos Estados Unidos, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA. A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla. Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok. A empresa afirmou que atualmente está treinando o Grok 5. X Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia, para marcar o início da nova gestão, em 2022 Reprodução/Twitter A rede social X, antigo Twitter, foi comprada por Musk em 2022 e teve seu nome mudado por ele. Na "era Musk", o X foi acusado de promover discursos de ódio e informações falsas. Como fez no comunicado desta segunda, sobre a compra da xAI pela SpaceX, Musk costuma defender que o X é um canal que promove a "liberdade de expressão". Em março de 2025, a plataforma foi vendida para a xAI, a empresa de inteligência artificial do bilionário. Ou seja, com a compra da xAI, a SpaceX passa a ser dona do X também. No início do ano, o Grok, ferramenta de IA criada pela xAI e disponibilizada na rede social, espertou uma polêmica mundial ao obedecer ordens de usuários do X para "despir" mulheres, alterando fotos que elas postavam nas redes. A ferramenta também foi acusada de gerar imagens sexualizada de menores de idade. Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas Musk chegou a dizer que não tinha conhecimento de nenhuma imagem de menores nus produzida pelo Grok. No mesmo dia, porém, a empresa anunciou que tomaria medidas para impedir que o Grok edite imagens com conteúdo sexual de pessoas reais. Antes disso, o Grok foi alvo de outras controvérsias e acusações, como omitir informações negativas sobre Musk. E a Tesla? Apesar de terem havido especulações de que a fusão da SpaceX com outras empresas de Musk envolveria também a fabricante de carros elétricos Tesla, isso não foi anunciado. No entanto, não é incomum que Musk, presidente-executivo da montadora, use a Tesla para concluir movimentações nas outras empresas que possui. Ele afirmou que vendeu ações da fabricante para financiar parte da compra do então Twitter, em 2022. Neste ano, Musk usou outras ações da Tesla para comprar a empresa de energia solar SolarCity. Na última sexta, a Tesla anunciou que investirá na xAI. A fabricante de carros também desenvolve robôs humanoides. Musk disse recentemente que a Tesla deverá começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027. E avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente. Robô humanoide da empresa de Elon Musk 'luta' Kung Fu O bilionário também comanda a empresa de túneis The Boring Co e a empresa de neurotecnologia Neuralink, que desenvolve implantes cerebrais. Elon Musk em imagem de maio de 2025 AP Foto/Evan Vucci
02/02/2026 22:11:26 +00:00
Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk A SpaceX, fabricante de foguetes de Elon Musk, anunciou nesta segunda-feira (2) a compra de outra empresa do bilionário: a xAI, dedicada à inteligência artificial. O movimento, segundo o próprio Musk, busca concretizar um de seus planos mais ambiciosos: o lançamento de data centers no espaço. “A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio. Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário. LEIA MAIS: SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de Musk Satélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto. Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço". "Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX. Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol". Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”. Data centers no espaço O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters. Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial. Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações. "Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud. Jeff Bezos, dono da Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua. "É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado. Elon Musk em foto de setembro de 2025 AP Photo/Julia Demaree Nikhinson Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
02/02/2026 22:07:08 +00:00
Elon Musk anuncia fusão entre SpaceX e xAI antes de mega IPO nos EUA

Elon Musk REUTERS/Nathan Howard Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a fusão entre sua empresa de foguetes, a SpaceX, e a de inteligência artificial, a xAI, antes de lançar um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A empresa resultante da fusão deve precificar as ações em cerca de US$ 527 (R$ 2.771) cada e alcançar uma avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,57 trilhões), segundo a Bloomberg. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da inteligência artificial e da exploração espacial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em comunicado, Musk afirmou que a fusão tem como objetivo criar o “motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)”, ao reunir negócios que atuam em áreas como exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial. "Isso marca não apenas o próximo capítulo, mas o próximo livro na missão da SpaceX e da xAI: escalar para criar um 'sol senciente' capaz de compreender o Universo e estender a luz da consciência até as estrelas", escreveu o bilionário. A aquisição da xAI pela SpaceX envolve duas das maiores empresas de capital fechado do planeta. Trata-se também de uma das uniões mais ambiciosas já feitas no setor de tecnologia, combinando um contratante de defesa e exploração espacial com um desenvolvedor de IA em rápido crescimento. Em janeiro, a xAI captou recursos com uma avaliação de US$ 230 bilhões. Já a SpaceX se preparava, em dezembro, para uma venda de ações que poderia avaliar a companhia em cerca de US$ 800 bilhões. Segundo a Reuters, a operação pode tornar a xAI uma subsidiária integral da SpaceX. Com isso, o valor de mercado da empresa de foguetes poderia superar US$ 1,5 trilhão (R$ 7,89 trilhões). A medida, no entanto, ainda deverá ser analisada. O acordo pode chamar atenção de reguladores e investidores sobre questões de governança, avaliação e potenciais conflitos de interesse. Isso se deve ao papel de liderança de Musk em várias empresas, bem como à possível movimentação de engenheiros, tecnologia proprietária e contratos entre as entidades. ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE EMPRESAS DE MUSK: O que faz a SpaceX Especializada no setor aeroespacial, a SpaceX opera foguetes e realiza lançamentos de satélites e missões tripuladas. A empresa leva astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) e também realiza missões privadas com tripulação. Além disso, possui a divisão de internet via satélite Starlink, que fornece conexão para áreas remotas e ajuda a gerar receita. A SpaceX realiza tanto missões privadas quanto contratos com a NASA, a agência espacial americana, e ficou famosa pelos foguetes reutilizáveis, que reduzem os custos de lançamento. A empresa mantém sua própria base de lançamentos em Boca Chica, no Texas, e se tornou uma das líderes mundiais em transporte espacial comercial.
02/02/2026 21:20:06 +00:00
FEMSA assume controle das lojas Oxxo no Brasil e encerra parceria com a Raízen

Loja de conveniência da rede Oxxo no bairro Swift, em Campinas Reprodução/EPTV A FEMSA anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle de 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil. A medida conclui a separação da joint-venture que o grupo mexicano mantinha com a Raízen no negócio. "Como resultado desta transação, a FEMSA manteve as lojas Oxxo no Brasil, bem como o centro de distribuição localizado em Cajamar, São Paulo", afirmou o grupo mexicano em comunicado ao mercado. "Os demais ativos e passivos do Grupo Nós (joint-venture com Raízen) foram alocados entre a FEMSA e a Raízen de acordo com suas respectivas atividades", acrescentou. A Raízen anunciou em setembro o fim da parceria com a FEMSA na Oxxo. Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na ocasião, a Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a FEMSA todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar. "Essa decisão está alinhada à estratégia de reciclagem e simplificação do portfólio de negócios da Raízen, permitindo maior foco e agilidade na execução de sua Oferta Integrada Shell", disse a Raízen, em nota da época. Em comunicado de setembro, a FEMSA declarou que o Oxxo Brasil é uma “prioridade estratégica” dentro de sua operação de varejo. "Ao dar o próximo passo para operar de forma independente, seguimos totalmente comprometidos com fortalecimento e expansão do OXXO neste mercado dinâmico. O Brasil segue sendo foco fundamental na estratégia de crescimento de longo prazo da FEMSA", disse José Antonio Fernández Garza, diretor geral da FEMSA Retail.
02/02/2026 21:02:19 +00:00
Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia

Economista Marco Lavagna, chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina. Reprodução/YouTube O chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), responsável por medir a inflação na Argentina, renunciou nesta segunda-feira (2) ao cargo que ocupava desde 2019, segundo uma fonte da instituição. Marco Lavagna deixou o cargo após comandar mudanças na forma como a inflação é calculada no país. O primeiro índice com as novas regras será divulgado em 10 de fevereiro. Os motivos da saída dele não foram divulgados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Consideramos a renúncia, apenas oito dias antes da divulgação do novo índice, extremamente surpreendente", disse Raúl Llaneza, representante dos trabalhadores do Indec. "Exigimos um Indec independente do poder político", declarou ao jornal La Nación. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Lavagna é um economista próximo ao líder da oposição peronista e ex-candidato à presidência, Sergio Massa. Sua permanência à frente do Indec, iniciada quando o presidente ultraliberal argentino Javier Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, representou um marco de transparência e credibilidade para a instituição responsável por divulgar os dados de inflação — cuja desaceleração o governo aponta como sua principal conquista. A inflação recuou de 211,4% em 2023 — ano em que Milei desvalorizou o peso pela metade — para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos. No entanto, a última medição, de dezembro, mostrou que os preços subiram 2,8%, uma tendência de alta que começou em junho do ano passado. Esses números correspondem à medição antiga, que foi atualizada para refletir com mais precisão as variações de preços na cesta de consumo, onde os gastos com moradia e serviços públicos têm um impacto maior. A metodologia anterior utilizava uma cesta de preços de 2004, sem considerar despesas com serviços de telefonia móvel, internet ou TV a cabo, entre outros. ENTENDA NA REPORTAGEM ABAIXO: A nova metodologia será baseada na pesquisa de renda e gastos das famílias de 2017-2018 e será ajustada às recomendações internacionais, segundo a agência. No final de 2025, houve várias renúncias no Indec em meio a um conflito sobre os baixos salários. Notas de pesos, na Argentina. Reuters
02/02/2026 19:52:18 +00:00
Fictor deve R$ 430 milhões a corretora da Faria Lima alvo da Compliance Zero

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP A corretora Sefer Investimentos DTVM, um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de janeiro deste ano, é uma das principais credoras do Grupo Fictor, segundo o pedido de recuperação judicial ajuizado pelo conglomerado nesta segunda-feira (2). De acordo o documento, a corretora com sede na Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, tem direito a receber R$ 430 milhões do grupo A segunda fase da Compliance Zero teve como alvo fundos e corretoras de investimentos supostamente envolvidos numa fraude bilionária liderada pelo Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Todos os investigados negam quaisquer irregularidades. O caso tramita, em fase de inquérito policial, no gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota enviada ao g1, a Sefer negou ser credora do Grupo Fictor e afirmou que atua exclusivamente como gestora e administradora de clientes terceiros e "que não realiza a concessão de crédito com recursos próprios". Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução O pedido de recuperação judicial do Fictor está sendo analisado pela 3° Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Nele, o grupo se compromete a pagar uma dívida de R$ 4,257 bilhões. O pedido de recuperação judicial é um instrumento jurídico regulado pela Lei de Falências, promulgada em 2005 e reformada em 2020. Ela prevê uma série de etapas, visando à preservação das empresas que tentam não falir, como a aprovação, pelos credores, de um plano de recuperação, que precisa ser homologado pela Justiça. O Grupo Fictor, por meio de um consórcio que também tinha a participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos, tentou comprar o Master, mas o negócio não se concretizou porque o banco foi liquidado pelo BC. A ideia do Grupo Fictor era adquirir o Master por meio de um aporte de R$ 3 bilhões. Impactado por uma forte crise de confiança, o conglomerado agora pede à Justiça, entre outras medidas, proteção contra ações de credores, para que possa quitar mais de R$ 4 bilhões em dívidas. De acordo com o pedido de recuperação judicial, além da corretora Sefer Investimentos DTVM, constam como credores principais do grupo: Investidores: R$ 2,765 bilhões American Express: R$ 891 milhões Bônus e comissão a consultores: R$ 10,5 milhões Recuperação judicial X processo de falência Na avaliação da advogada Giovanna Michelleto, especialista em reestruturação empresarial, insolvência e operações estruturadas, é preferível para os investidores credores do Fictor que a situação judicial do conglomerado seja resolvida no processo de recuperação judicial, e não após a sua eventual falência. "Para esse grupo, a falência não parece ser a melhor estratégia, por se tratar de um processo mais demorado e com a possibilidade de participação de um número muito maior de credores", explica a especialista. A advogada estima um prazo de seis meses a um ano só para a proposta de pagamento dos credores ser votada. O pedido de recuperação judicial é um instrumento jurídico regulado pela Lei de Falências brasileira, promulgada em 2005 e reformada em 2020. Ela prevê uma série de etapas, visando à preservação das empresas que tentam não falir, como a aprovação, pelos credores, de um plano de recuperação, que precisa ser homologado pela Justiça.
02/02/2026 18:48:44 +00:00
Trump fecha acordo comercial com a Índia: presidente americano reduziu tarifas para país asiático

Donald Trump e Narendra Modi Julia Demaree Nikhinson/AP e Adnan Abidi/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que fechou um acordo comercial com a Índia. Segundo ele, o país também concordou em parar de comprar petróleo da Rússia e passar a adquirir volumes muito maiores dos Estados Unidos e, possivelmente, da Venezuela. “Por amizade e respeito ao primeiro-ministro Modi e, conforme seu pedido, com efeito imediato, concordamos com um acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia, pelo qual os Estados Unidos cobrarão uma tarifa recíproca reduzida, diminuindo-a de 25% para 18%”, disse Trump em uma postagem nas redes sociais após uma ligação com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Modi também se comprometeu a comprar mais de US$500 bilhões em produtos de energia, tecnologia, agrícolas e outros dos Estados Unidos, acrescentou Trump. Uma autoridade da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos também vão retirar a tarifa adicional de 25% aplicada a importações da Índia, já que o país está reduzindo as compras de petróleo da Rússia. No encontro, Modi agradeceu ao presidente dos Estados Unidos por um acordo comercial entre os dois países, momentos depois de Trump anunciar um acordo que reduz as tarifas recíprocas sobre a Índia para 18%. “Feliz que produtos ‘Made in India’ agora terão uma tarifa reduzida de 18%”, escreveu Modi em uma publicação no X, acrescentando que espera trabalhar de perto com o presidente dos EUA. O primeiro-ministro indiano disse estar ansioso para "trabalhar" com Trump. “Estou ansioso para trabalhar de perto com ele para levar nossa parceria a patamares sem precedentes", escreveu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tarifas e comércio entre os países Em agosto do ano passado, o presidente americano anunciou tarifas de 50% sobre os produtos indiano, uma forma de punir o país por comprar petróleo da Rússia. A Índia é um dos principais importadores de petróleo russo, atrás apenas da China. À época, o presidente americano acusu Nova Délhi de ajudar Moscou a financiar sua guerra na Ucrânia. Com o aumento da tarifa, as relações entre Estados Unidos e Índia ficaram ainda mais tensas, o que dá a Nova Délhi um novo incentivo para melhorar os laços com Pequim, seu rival histórico. Em setembro, Trump também anunciou que a Índia teria oferecido reduzir a tarifa sobre produtos americanos a zero. “Eles agora ofereceram cortar suas tarifas a zero, mas está ficando tarde. Deveriam ter feito isso anos atrás", disse o presidente americano em sua rede social TruthSocial.
02/02/2026 17:21:07 +00:00
Baliza, carro automático e estacionamento: saiba o que muda no exame prático para tirar a CNH

Baliza, carro automático e estacionamento: saiba o que muda no exame prático da CNH Com a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, dá as diretrizes como o teste de direção deve ser realizado em todo o Brasil para candidatos que buscam a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O documento padroniza todas as etapas da prova e atualiza os critérios usados para avaliar motoristas ainda em formação. O g1 reúne as principais mudanças que afetam diretamente tanto quem já tem o exame de direção marcado quanto quem ainda planeja tirar a primeira CNH. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja os principais pontos que mudam com o novo manual: O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento; A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada; O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; Passa a valer um novo sistema de pontuação; O primeiro reteste passa a ser gratuito; O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático; Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação; Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real; Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas. O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto. "O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local", diz o manual. O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não: O volume de circulação de outros veículos; A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis; As condições de visibilidade do local; A sinalização existente no local; As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento. Voltar ao início. A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada. Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo. O manual lista infrações que acumulam pontos e podem levar à reprovação se o candidato: Finalizar o estacionamento com o carro a 50 centímetros ou mais da guia; Estacionar no acostamento, salvo por motivo de força maior; Estacionar em esquinas; Estacionar de forma a impedir a movimentação de outro veículo; Estacionar na contramão; Estacionar fora da marcação da vaga no chão; Estacionar sobre faixa de pedestres, ciclovia ou calçada; Estacionar em vagas reservadas a pessoas com deficiência ou a idosos, sem credencial; Indicar um sentido com a seta e estacionar no lado oposto. Voltar ao início. O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”. "Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame", diz o manual. As vagas reservadas para o estacionamento e a baliza dos carros precisam ter as dimensões do veículo acrescidas de 50% desse espaço. Assim, um carro com 4,5 metros de comprimento e 2 metros de largura será avaliado em uma vaga com 6,75 metros de comprimento e 3 metros de largura. Voltar ao início. Passa a valer um novo sistema de pontuação O foco da avaliação deixou de ser comportamentos técnicos isolados e passou a ser a capacidade do candidato de interagir com o ambiente real. Por isso, não existe mais uma única falta que reprova automaticamente o candidato. Agora, ele acumula pontos que, ao fim da avaliação, não podem ultrapassar 10. Estas são algumas das infrações leves, que somam 1 ponto cada: Demonstrar desatenção; Não fechar a porta durante o exame; Não liberar totalmente o freio de mão; Engatar marcha incorreta; Ultrapassar cortejo ou desfile militar; Usar farol alto em vias com iluminação pública. Já as infrações mais graves, que geram 6 pontos, incluem: Intimidar pedestres; Perseguir outro veículo com a intenção de interceptá-lo; Realizar arrancada brusca; Provocar derrapagem; Trafegar em faixa exclusiva de ônibus; Dirigir na contramão. Com isso, o candidato pode cometer uma infração grave, que vale seis pontos, e ainda assim não ser reprovado automaticamente. Nesse caso, restam quatro pontos disponíveis para outras infrações mais leves. Voltar ao início. O primeiro reteste passa a ser gratuito Em caso de reprovação, o candidato poderá realizar um novo teste sem pagar por outro exame prático. A depender da agenda do dia, esse novo exame de direção pode acontecer no mesmo dia, inclusive logo após a notificação da reprovação. Se a agenda do dia não permitir o reteste, o candidato poderá agendar uma nova tentativa em outra data. Voltar ao início. O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático O exame agora pode ser realizado em veículos com qualquer tipo de transmissão, seja manual ou automática. Quando o veículo for fornecido pelo órgão executivo de trânsito, cabe a ele garantir que o carro esteja estacionado no local da prova e em conformidade com as regras de trânsito, como estar devidamente emplacado, com os itens obrigatórios de segurança e, segundo o manual, “em condições de uso”. No caso de veículo do candidato, a responsabilidade é exclusiva dele. O candidato só pode estar no carro nas seguintes situações: Quando um instrutor devidamente autorizado estiver presente no veículo; Quando outra pessoa já habilitada dirigir o veículo e o posicionar no local da prova. Voltar ao início. Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP O manual estabelece que quatro servidores são responsáveis pela avaliação do candidato no momento do exame: Preposto: agente que acompanha o candidato na prova prática e é responsável por transmitir instruções durante o trajeto, indicar deslocamentos e assegurar a segurança do candidato. Comissão de Exame de Direção Veicular: formada por três agentes que, como uma banca avaliadora, participam do exame apenas para a avaliação técnica e a definição do resultado final. Todos os membros são servidores públicos, e ao menos um deles deve possuir habilitação na categoria da prova. Voltar ao início. Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real Segundo o manual, o percurso deve seguir critérios técnicos rigorosos para evitar “pegadinhas” para "induzir o erro do candidato ou para impor dificuldades artificiais dissociadas da finalidade do exame". "Não é admissível a adoção de trajetos ou situações intencionalmente estruturadas como armadilhas, com o objetivo de elevar indevidamente o grau de reprovação ou de submeter o candidato a desafios desproporcionais e incompatíveis com a avaliação da condução segura em vias públicas", diz o manual. Assim, o trajeto deve seguir uma progressão de dificuldades naturais de um ambiente real, permitindo que o candidato evolua de forma mais gradual. "Essa progressividade é especialmente relevante em razão do contexto avaliativo do exame, no qual o candidato se encontra submetido a maior carga de estresse e ansiedade," aponta o manual. Voltar ao início. Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas O manual aponta algumas situações que não são aceitas durante o teste de direção. São elas: Vias expressas ou de trânsito rápido; Estradas; Trechos com obras em andamento; Desvios provisórios; Sinalização temporária instável ou intervenções viárias que alterem de forma significativa a previsibilidade da circulação; Áreas com elevada concentração de carga e descarga; Zonas logísticas; Centros de abastecimento; Trechos com alto índice de veículos pesados; Túneis; Pontes; Viadutos; Passagens em desnível; Travessias ferroviárias; Ruas sem saída. O objetivo dessas restrições é evitar surpresas para o candidato, especialmente em situações para as quais ele não foi devidamente treinado. Segundo o manual, esses cenários dificultam excessivamente o trajeto e exploram situações excepcionais. Voltar ao início.
02/02/2026 16:30:29 +00:00
Novas regras de segurança do PIX entram em vigor nesta segunda

Os bancos serão obrigados a seguir novas regras de segurança do PIX, sistema de transferência em tempo real, a partir desta segunda-feira (2). Entra em vigor de forma obrigatória a versão 2.0 do chamado mecanismo de devolução do PIX para viabilizar a restituição em casos de fraude e de falha operacional. Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio. 🔎Com as novas regras, o sistema de devolução do PIX vai rastrear com mais precisão o caminho do dinheiro e permitir que valores desviados sejam recuperados mesmo após deixarem a conta original do golpista. Bancos são obrigados a rastrear dinheiro transferido por meio de golpes via pix O BC afirma esperar que a medida aumente a identificação de contas usadas em fraudes e a devolução de valores, ajudando a desestimular esse tipo de crime. O Banco Central também acredita que o compartilhamento dessas informações ajudará a impedir que essas contas sejam usadas em novas fraudes. "​Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação", disse o BC quando anunciou as alterações, no ano passado. Autoatendimento Desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras disponibilizam, no ambiente PIX nos respectivos aplicativos, funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. "Esse será o canal por meio do qual o usuário deve solicitar a devolução dos valores extraídos por meio de fraude. O autoatendimento do MED [mecanismo de devolução] dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima", informou o BC, em 2025. Usuários do PIX ganham nova ferramenta contra golpes e fraudes Reprodução/TV Globo
02/02/2026 16:22:10 +00:00
INSS reabre agências e canais digitais após modernização dos sistemas

Serviços do INSS ficarão indisponíveis a partir desta terça-feira (27) INSS/Divulgação O atendimento presencial do INSS foi retomado nesta segunda-feira (2) em todo o país, após ficar suspenso desde a quarta-feira passada para a modernização dos sistemas. O INSS informou que quem teve perícias e agendamentos desmarcados durante a suspensão terá prioridade no reagendamento ao longo desta semana. O governo também prevê mutirões de atendimento para reduzir os prejuízos causados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os serviços do aplicativo e do site Meu INSS, assim como o atendimento pelo telefone 135, também foram restabelecidos. O governo alerta que, nos próximos dias, o grande volume de acessos pode provocar lentidão, especialmente nos serviços que exigem biometria. O simulador de aposentadoria continua fora do ar e deve voltar a funcionar na quarta-feira. Falhas no Meu INSS Os principais canais de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficaram temporariamente fora do ar desde terça-feira (27). A interrupção atingiu o site e o aplicativo Meu INSS, além da Central Telefônica 135. Segundo o governo federal, a paralisação ocorreu por causa de uma manutenção programada nos sistemas previdenciários, conduzida pela Dataprev, empresa responsável pela tecnologia do órgão. O objetivo era realizar a modernização das plataformas digitais, com migração de dados para uma estrutura mais atual, considerada necessária para garantir mais estabilidade, segurança e capacidade de atendimento no futuro. A manutenção ocorre após uma sequência de instabilidades. Desde o dia 19, usuários relataram dificuldades para acessar o aplicativo e o site do Meu INSS, com erros de login e páginas que não carregavam. De acordo com a Dataprev, o sistema enfrentou um aumento considerado atípico no número de acessos. Enquanto a média diária costuma ser de cerca de 3,5 milhões de usuários, os acessos ultrapassaram 10 milhões em dois dias consecutivos. O pico foi atribuído a fatores como: Aumento do salário mínimo, que elevou a busca por informações sobre empréstimo consignado; Maior número de desbloqueios de crédito, que passaram a exigir biometria; Concentração de acessos após o anúncio da indisponibilidade programada. A instabilidade gerou reclamações nas redes sociais e levou muitos segurados a relatar dificuldades para emitir extratos e consultar benefícios. Medidas para reduzir impactos Para minimizar os prejuízos aos segurados, o INSS realizou mutirões de atendimento nos fins de semana anteriores, nos dias 17, 18, 24 e 25 de janeiro, com o objetivo de antecipar agendamentos que estavam marcados para o período da manutenção. Quem tinha atendimento previsto para os dias 28, 29 ou 30 poderá consultar uma nova data pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135 após a parada programada. O órgão informou que também garantirá o reencaixe em dias úteis para quem preferir. Em nota, o INSS afirmou que a suspensão temporária dos serviços é necessária para a modernização tecnológica e pediu compreensão à população, reforçando que a atualização busca evitar novos episódios de instabilidade como os registrados recentemente. Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados
02/02/2026 16:10:29 +00:00
Grupo Fictor: o que faz a empresa, que pediu recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master

O que é o Grupo Fictor, que pediu recuperação judicial em SP No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas. A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa. Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset. 🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos. 💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas. Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia. Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. A Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master. Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2). Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. A empresa afirma empregar mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente. Expansão internacional e atuação no esporte Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos. Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029. Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional. O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus. Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional. Recuperação Judicial O pedido de recuperação judicial foi protocolado neste domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou. Tentativa de compra do Banco Master A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”. Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução
02/02/2026 14:46:04 +00:00
Japão extrai lama rica em terras raras do fundo do mar para diminuir dependência da China

Dispositivo de mineração inserido em sedimentos submarinos perto de Minamitorishima, ao sul de Tóquio. SIP/Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre via AP O Japão anunciou nesta segunda-feira (2) que conseguiu perfurar e recuperar sedimentos marinhos profundos contendo minerais de terras raras no fundo do mar, perto de uma ilha remota, em um esforço para reduzir sua dependência da China. A embarcação de perfuração em águas profundas Chikyu coletou com sucesso o material a uma profundidade de quase 6.000 metros nas proximidades da ilha de Minamitorishima, informou a primeira-ministra Sanae Takaichi em uma publicação na rede X. O teste de recuperação de terras raras nessa profundidade é inédito no mundo, acrescentou. “É um primeiro passo rumo à industrialização de terras raras produzidas domesticamente no Japão”, afirmou Takaichi. “Faremos esforços para alcançar cadeias de suprimento resilientes para terras raras e outros minerais críticos, a fim de evitar dependência excessiva de um país específico.” Veja os vídeos que estão em alta no g1 A China controla a maior parte da produção global de terras raras pesadas, usadas na fabricação de ímãs potentes e resistentes ao calor em setores como defesa e veículos elétricos. O Japão tem enfrentado tensões crescentes com a China desde um comentário feito por Takaichi em novembro sobre uma possível participação japonesa em caso de ação militar chinesa contra Taiwan, a ilha autônoma que Pequim considera parte de seu território. A China suspendeu recentemente as exportações para o Japão de bens de uso duplo com potencial aplicação militar, aumentando a preocupação de que as terras raras possam ser incluídas. Embora 17 elementos sejam classificados como terras raras, o governo dos Estados Unidos identifica, no total, 50 minerais considerados críticos — categoria que inclui diversos outros minerais vistos como essenciais para a força econômica e militar do país. Funcionário mostra lama rica em terras raras coletada a bordo de uma embarcação e colocada em garrafas perto. SIP/Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre via AP Pesquisadores japoneses descobriram, na década de 2010, depósitos ricos em minerais críticos ao redor de Minamitorishima, incluindo áreas com alta concentração de terras raras que poderiam durar centenas de anos. No âmbito do Programa de Promoção da Inovação Estratégica, o Japão vem realizando pesquisas, desenvolvimento e estudos de viabilidade sobre depósitos de terras raras na região da ilha. “A recuperação bem-sucedida de sedimentos contendo elementos de terras raras é uma conquista significativa sob as perspectivas da segurança econômica e do desenvolvimento oceânico abrangente”, disse nesta segunda-feira o vice-secretário-chefe do Gabinete do Japão, Masanao Ozaki. Ele afirmou que avançar rumo à industrialização da mineração de lama rica em terras raras exigirá demonstrar todo o processo, da extração à separação e ao refino, além de verificar a viabilidade econômica, com base nos resultados dos testes em andamento. Detalhes, incluindo a quantidade de terras raras contida no material, ainda precisam ser analisados, disseram autoridades. O Chikyu, que significa “Terra”, partiu no mês passado rumo a Minamitorishima, localizada a cerca de 1.950 quilômetros a sudeste de Tóquio, e chegou ao local de extração em 17 de janeiro. O primeiro lote de sedimentos com terras raras foi recuperado em 1º de fevereiro, segundo a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre, responsável pela pesquisa. As Forças de Autodefesa do Japão informaram no ano passado que embarcações da Marinha chinesa foram avistadas nas proximidades de Minamitorishima.
02/02/2026 14:24:56 +00:00
Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo) À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Formação acadêmica Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. 🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI. Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. Envolvimento com o Banco Master A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então. A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo. "Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Recuperação judicial Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2) para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest. As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas. A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios. O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin
02/02/2026 13:44:56 +00:00
Rebanho bovino dos EUA cai ao menor nível em 75 anos, afirma departamento de agricultura americano

Preço da carne bovina em um supermercado dos EUA. AP Photo/Nam Y. Huh O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira (30), sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos para os consumidores após atingirem recordes no ano passado. O país tinha 86,2 milhões de bovinos e bezerros em 1º de janeiro, informou o USDA em um relatório semestral, depois que uma seca persistente levou os pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Isso representou uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior, quando o rebanho também atingiu seu nível mais baixo desde 1951. Os preços da carne bovina provavelmente permanecerão elevados por mais dois anos, porque esse é o tempo que levaria para criar gado pronto para abate, se os pecuaristas começarem a reconstruir seus rebanhos, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale. "Não há sinais de uma reconstrução de verdade", disse ele. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os altos preços dos alimentos contribuíram para derrubar a confiança do consumidor norte-americano em janeiro para o nível mais baixo em mais de 11 anos e meio, pressionando o presidente republicano Donald Trump a abordar a questão, o que ajudou a impulsionar os candidatos democratas a várias vitórias eleitorais em 2025. Em outubro, Trump prometeu tornar a carne bovina mais acessível. No entanto, os preços continuaram subindo para carne moída e bifes. Os preços de varejo da carne moída atingiram um recorde de US$ 6,69 por libra em dezembro, um aumento de mais de 2% em relação ao mês anterior e 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Os altos preços do gado também incentivaram os pecuaristas a vender animais para abate, em vez de mantê-los para reprodução. O número de vacas de corte caiu 1% em relação ao ano anterior, para 27,6 milhões de cabeças em 1º de janeiro, o menor desde 1961, de acordo com dados do USDA. O rebanho total também inclui vacas leiteiras, que muitas vezes acabam sendo abatidas para a produção de carne. A Tyson Foods, uma das quatro grandes processadoras de carne bovina, está fechando definitivamente uma fábrica em Nebraska que empregava cerca de 3.200 trabalhadores e reduzindo as operações em uma fábrica no Texas. A empresa deve divulgar seus resultados trimestrais na segunda-feira.
02/02/2026 12:32:00 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,25, após queda expressiva em janeiro; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (2), com avanço de 0,19%, cotado a R$ 5,2575. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também subiu, 0,79%, aos 182.793 pontos. ▶️ No Brasil, o dia começou com a divulgação do boletim Focus. Economistas reduziram a projeção de inflação para 2026, de 4% para 3,99%, enquanto a estimativa para 2027 permaneceu estável em 3,80%. (veja mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Ainda no noticiário doméstico, o Grupo Fictor protocolou no domingo (1) um pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest. A empresa atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master. ▶️ No campo político, o Congresso Nacional realiza sessão solene para a abertura do ano legislativo. A Câmara dos Deputados marcou para hoje a primeira sessão de votações de 2026, em que estão na pauta duas medidas provisórias: a MP 1.313/25, que institui o Programa Gás do Povo, e a MP 1.312/25, que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o setor rural. ▶️Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o mercado acompanha hoje a divulgação do PMI da indústria, indicador que serve de termômetro da atividade econômica Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,74%; Acumulado do mês: -4,39%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,40%; Acumulado do mês: +12,56%; Acumulado do ano: +12,56%. Boletim Focus O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), mostrou uma leve melhora nas expectativas do mercado para a inflação. Economistas reduziram a projeção para o IPCA de 2026 de 4% para 3,99%. 🔎 É a primeira vez desde dezembro de 2024 que a estimativa fica abaixo de 4% para 2026. As projeções para os anos seguintes permaneceram estáveis. Para 2027, o mercado segue estimando uma inflação de 3,8%. Para 2028 e 2029, a previsão continua em 3,5%. Mesmo após a taxa básica de juros, a Selic, ter sido mantida em 15% ao ano na semana passada — o maior patamar em quase duas décadas —, os analistas ainda apostam em um ciclo de queda dos juros ao longo do tempo. A projeção para o fim de 2026 permanece em 12,25% ao ano, o que indica uma redução de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual. Para o encerramento de 2027, a expectativa segue em 10,50% ao ano. Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,80%. O número é inferior à estimativa de cerca de 2,25% para 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% no ano passado — movimento que também refletiu os juros elevados no Brasil — e encerrado 2025 cotado a R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a moeda americana termine 2026 em R$ 5,50. Agenda econômica PMI do Brasil O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, divulgado nesta segunda-feira, indica piora das condições do setor no início do ano. Calculado pela S&P Global, o indicador recuou de 47,6 pontos em dezembro para 47,0 pontos em janeiro. 🔎 No PMI, a linha de 50 pontos funciona como um divisor: leituras acima desse nível sinalizam expansão da atividade, enquanto números abaixo indicam retração. 📉 Com o novo recuo, o resultado de janeiro representa o ritmo mais intenso de deterioração da indústria em quatro meses. Segundo a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, os dados reforçam uma tendência já observada nos meses anteriores. “Os primeiros dados do PMI de 2026 mostram os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, diante da persistente fraqueza da demanda”, afirmou, em nota. De acordo com a economista, a combinação entre redução dos pedidos em atraso, falta de novos projetos e a estratégia das empresas de manter estoques enxutos indica que a produção deve continuar em queda no curto prazo. A pesquisa aponta que tanto a demanda interna quanto a externa por produtos brasileiros recuaram de forma significativa em janeiro, afetando diretamente o volume de pedidos e a produção. Entre os segmentos analisados, os bens de capital — como máquinas e equipamentos — lideraram a queda da atividade. PMI dos EUA A indústria dos EUA voltou a crescer em janeiro pela primeira vez em um ano, impulsionada principalmente pela forte recuperação das novas encomendas. Apesar da melhora, o setor ainda enfrenta desafios, sobretudo por causa do aumento dos custos de matérias-primas e das pressões sobre as cadeias de abastecimento provocadas pelas tarifas de importação. Segundo o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da manufatura subiu para 52,6 em janeiro. É a primeira vez em 12 meses que o indicador supera a marca de 50 pontos — nível que separa crescimento de contração — e também o melhor resultado desde agosto de 2022. A manufatura responde por cerca de 10% da economia americana. Em dezembro, o PMI estava em 47,9, acumulando dez meses seguidos de retração. O avanço surpreendeu o mercado: economistas projetavam uma alta mais modesta, para 48,5 pontos. Parte da melhora observada em janeiro pode estar relacionada a mudanças na legislação tributária, que tornaram permanente a chamada depreciação acelerada, entre outras medidas voltadas ao investimento das empresas. Ainda assim, o desempenho da indústria está longe de representar uma retomada consistente. O setor não viveu o “renascimento” prometido pelo presidente Donald Trump com a adoção de tarifas comerciais. Ao longo de 2025, o emprego industrial encolheu em cerca de 68 mil vagas. Os dados do ISM mostram que o principal motor da melhora foi o aumento das encomendas. O subíndice de novos pedidos saltou de 47,4 em dezembro para 57,1 em janeiro, o nível mais alto desde fevereiro de 2022. Houve também avanço nos pedidos em atraso e uma leve recuperação das exportações. Por outro lado, o maior volume de pedidos pressionou as cadeias de suprimentos e elevou os custos de produção. Esse movimento aparece com clareza no indicador de preços pagos pelas empresas, que subiu de 58,5 para 59 pontos, em linha com as expectativas do mercado. O dado sugere que os preços dos produtos industriais ainda podem subir, o que ajuda a manter a inflação acima da meta de 2% do Federal Reserve por mais tempo. Bolsas globais Os mercados de Wall Street iniciaram a semana em queda, em um ambiente de maior cautela por parte dos investidores, em meio à desvalorização dos metais preciosos. Mas logo voltaram a subir. O índice S&P 500 fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionado por ganhos das fabricantes de chips e outras empresas relacionadas à inteligência artificial, enquanto companhias menores também registraram forte alta. De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,54%, para 6.976,28 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,55%, para 23.591,51 pontos. O Dow Jones subiu 1,06%, para 49.412,27 pontos. Na Europa, o tom também é de atenção redobrada, diante de uma semana marcada pela divulgação de resultados de empresas e por reuniões de bancos centrais. No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 1,03%, a 617,31 pontos. Entre os principais mercados, o DAX, da Alemanha, avançou 1,05%; o CAC 40, da França, ganhou 0,67%; e o FTSE 100, do Reino Unido, somou 1,15%. Já as bolsas asiáticas encerraram o pregão em forte queda, pressionadas pela desvalorização das commodities e por indicadores considerados fracos da economia chinesa. A bolsa de Xangai caiu 2,48%, aos 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, fechando aos 26.775 pontos. Outros mercados da região também fecharam no vermelho. No Japão, o Nikkei caiu 1,2%, aos 52.655 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi teve queda mais acentuada, de 5,26%, para 4.949 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 1,37%, aos 31.624 pontos, enquanto o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,26%, aos 4.892 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
02/02/2026 12:00:39 +00:00
Ações de empresa do Grupo Fictor caíram 60% desde a tentativa de compra do Banco Master

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas. A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias. Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master. Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 40% apenas nesta segunda-feira (2). Por volta das 13h, os papéis eram negociados a R$ 0,68. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Grupo Fictor Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa. Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset. 🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos. 💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas. Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia. Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. A empresa afirma empregar mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente. Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 Reprodução Expansão internacional e atuação no esporte Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos. Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029. Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional. O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus. Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional. Recuperação Judicial O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest, alegando dificuldades de liquidez após a crise envolvendo o Banco Master. Segundo a empresa, as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões, e o objetivo é reorganizar as finanças sem interromper as operações. A companhia atribui a crise ao episódio ocorrido em novembro de 2025, quando um consórcio liderado por um de seus sócios anunciou a compra do Banco Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar a liquidação da instituição. De acordo com o grupo, o caso afetou sua reputação e restringiu o acesso a crédito. Antes de recorrer à Justiça, a Fictor afirma ter iniciado um plano de reestruturação, com redução de estrutura física e de pessoal. As demais subsidiárias ficaram fora do pedido de recuperação judicial e devem manter suas atividades normalmente. Além dos negócios corporativos, a Fictor ganhou visibilidade nos últimos anos por meio de patrocínios esportivos. Reprodução
02/02/2026 11:52:11 +00:00
BC alertou Daniel Vorcaro em 2024 a sanar falta de liquidez do Master em 180 dias

Caso Master: em depoimento, diretor do BC diz que Master tinha só R$4 milhões em caixa quando foi liquidado O dono do Banco Master não pode dizer que foi surpreendido pelo processo que levou à liquidação da sua instituição. Em novembro de 2024, ainda sob o comando de Roberto Campos Neto, Daniel Vorcaro foi chamado pelo BC para receber um alerta de que tinha 180 dias para resolver os problemas de liquidez e governança. A informação foi publicada pelo “Estadão” e confirmada pelo blog. O prazo terminava em maio de 2025, quando o BC acabou descobrindo meses antes que o Master vendeu carteiras de crédito fraudulentas para o BRB. Desde novembro de 2024, o Master estava avisado que precisava resolver seus problemas de caixa. O Master, quando foi liquidado em novembro de 2025, tinha R$ 4 milhões em caixa, mais de R$ 100 milhões em compromissos a honrar no seu dia-a-dia, e uma dívida de R$ 2 bilhões de compulsórios que tinham de ser recolhidos ao Banco Central. Vorcaro alega que, em novembro do ano passado, estava fechando um negócio liderado pela Fictor, em conjunto com fundos árabes, para manter seu banco aberto. Por isso, acusa o BC de agir de forma precipitada. Agora, a Fictor pediu recuperação judicial. Além disso, os nomes dos fundos árabes nunca foram divulgados. Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas Jornal Nacional/ Reprodução A informação mostra, também, que ainda na gestão de Roberto Campos Neto o Banco Master estava sendo supervisionado de perto pelo Banco Central, exigindo que a instituição se reestruturasse para se manter aberto. O Master buscou compradores no mercado e acabou fechando um acordo com o BRB, que levou à compra de R$ 12,2 bilhões de carteiras de crédito fraudulentas pelo banco público de Brasília. As operações foram desfeitas por determinação do Banco Central, que acabou não aprovando a venda do banco privado para o BRB. A operação deve deixar um prejuízo ao banco de Brasília acima de R$ 4 bilhões, que terá de ser coberto pelo governo do Distrito Federal.
02/02/2026 11:37:50 +00:00
Boletim Focus: mercado financeiro passa a prever inflação abaixo de 4% para 2026

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4% para 3,99% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Essa é a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o mercado projeta um IPCA abaixo de 4% para este ano. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano na semana passada — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu de 9,88% para 10% ao ano. Dinheiro, real, notas de R$ 50 Marcelo Casal Jr./Agência Brasil Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
02/02/2026 11:26:30 +00:00
Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise ligada ao caso Banco Master

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tentativa de compra do Banco Master Reprodução TV Globo A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”. Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução
02/02/2026 11:10:57 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em fevereiro

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de fevereiro do Bolsa Família 2026 no dia 12. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para fevereiro de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 12/2 Final do NIS: 2 - pagamento em 13/2 Final do NIS: 3 - pagamento em 18/2 Final do NIS: 4 - pagamento em 19/2 Final do NIS: 5 - pagamento em 20/2 Final do NIS: 6 - pagamento em 23/2 Final do NIS: 7 - pagamento em 24/2 Final do NIS: 8 - pagamento em 25/2 Final do NIS: 9 - pagamento em 26/2 Final do NIS: 0 - pagamento em 27/2 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Março: de 18/3 a 31/3; Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
02/02/2026 03:00:57 +00:00
Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo

Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa dia 16 de fevereiro. O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo. Pelas regras do programa, o repasse deve ser feito no primeiro dia útil seguinte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. Veja abaixo o calendário com todas as datas de 2026: Entenda nesta reportagem: O que é o abono salarial? Como ficam as regras em 2026? Por que as regras mudaram? Como funciona o calendário unificado? Quem tem direito ao abono salarial? Quem não tem direito ao abono salarial? Qual é o valor? Como consultar? Como são os pagamentos? Canal de dúvidas O que é o abono salarial? O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base (dois anos antes). Assim como no ano passado, o calendário de pagamentos de 2026 também será unificado: todos receberão o abono de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Como ficam as regras em 2026? A partir de 2026, o critério para definir quem terá direito ao benefício será diferente. Até o ano passado, tinham direito ao benefício os trabalhadores que atuaram por pelo menos 30 dias no ano-base (dois anos antes) e receberam até dois salários mínimos por mês. Agora, após a aprovação de um pacote de corte de gastos pelo governo, foi criada uma regra de transição que, na prática, deve restringir gradualmente quem tem direito ao benefício. Na prática, funciona assim: A partir de 2026, o critério de renda para ter direito ao abono deixa de acompanhar o salário mínimo; O limite de renda para ter acesso ao benefício passa a ser corrigido apenas pela inflação (INPC); Porém, o salário mínimo continuará tendo ganho real, acima da inflação; Isso significa que todo ano, o trabalhador ganha reajuste maior no salário mínimo, mas o teto para receber o PIS/Pasep vai diminuindo e não acompanha esse crescimento. Ou seja: menos trabalhadores terão direito ao benefício a cada ano que passa. Em resumo, em vez de acompanhar o aumento do salário mínimo, o novo limite de renda passará a ser ajustado anualmente pela inflação. Com isso, a tendência é que, a cada ano, menos pessoas se enquadrem nos critérios para receber o benefício. A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono. Para ter direito ao benefício em 2026, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. Por que as regras mudaram? A nova regra de reajuste do salário mínimo leva em conta o aumento da inflação e o crescimento do PIB. Assim, o aumento do piso salarial tende a ser maior que a variação dos preços. Se o limite do PIS/Pasep continuasse vinculado ao salário mínimo, o número de pessoas com direito ao benefício cresceria a cada reajuste, ampliando os gastos do governo. A decisão de adotar a inflação como nova referência de corte mantém o benefício corrigido pelo custo de vida, mas evita a ampliação do número de pessoas com acesso ao pagamento. Segundo o governo, a intenção é preservar o abono para quem realmente ganha menos, garantindo a sustentabilidade do programa no longo prazo. Como funciona o calendário unificado? A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, que será a data-limite para o saque do abono. Com a adoção do calendário fixo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) deixa de precisar se reunir no fim de cada ano para aprovar o cronograma de pagamentos do ano seguinte. O banco de recebimento, a data e os valores — inclusive de anos anteriores — estarão disponíveis para consulta a partir de 5 de fevereiro, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no gov.br. Quem tem direito ao abono salarial? Apesar das mudanças, os requisitos para receber o abono continuam os mesmos. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos; Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base (2024); Ter recebido até o limite de renda estipulado para o ano (neste caso, R$ 2.765,93); E ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial. O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições. Quem não tem direito ao abono salarial? Empregado doméstico; Trabalhadores rurais empregados por pessoa física; Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física; Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica. Qual é o valor? O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. 🔎 O cálculo corresponde ao valor do salário mínimo vigente dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, apenas quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral de um salário mínimo. Com o aumento do salário mínimo, o valor do abono salarial passa a variar de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Veja histórico no gráfico abaixo: Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. Como são os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber: As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho. Ainda tem dúvidas? Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: [email protected] (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador). PIS-Pasep José Cruz/Agência Brasil
02/02/2026 03:00:56 +00:00
Senatran lança manual da prova prática da CNH e esclarece regras sobre a baliza

Contran acaba com o teste da baliza para candidatos a motorista em todo o Brasil A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançou neste domingo (1º) o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que estabelece regras nacionais para a prova prática de obtenção da CNH. A Senatran afirma que o documento, chamado de Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), está mais alinhado à realidade do trânsito brasileiro (acesse aqui). O órgão lembra que o exame de baliza "deixou de ser uma etapa obrigatória da prova prática" e que, de acordo com o manual, a "avaliação deixa de ser sobre uma manobra específica, feita em um espaço à parte e pouco representativa do dia a dia, e passa a observar o condutor em situação real de tráfego". "O que permanece [sobre a avaliação da baliza] é a finalização do percurso, momento em que o candidato deverá estacionar o veículo", completa. Baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados — e serão 11 em fevereiro "Um trajeto em via pública permite avaliar atenção, leitura do ambiente, respeito às regras, interação com outros veículos, pedestres e ciclistas, além do controle emocional. O foco deixa de ser a memorização de movimentos e passa a ser o comportamento ao volante, que é o que efetivamente impacta a segurança no trânsito", diz. Quatro estados brasileiros deixaram de exigir o teste de baliza durante a prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nesta sexta-feira (30), o estado de Sergipe também derrubou a obrigatoriedade. Em São Paulo, a obrigatoriedade caiu na última segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a medida. Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram ao g1 que aguardavam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste. O tema parece novidade, mas já são 10 estados brasileiros que não exigem a baliza na prova prática. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004. Já no estado de Mato Grosso a baliza deixou de ser obrigatória em janeiro, mas a mudança ocorre de forma gradual até 10 de fevereiro. O g1 procurou os 27 Detrans do país para consultar sobre a exigência da baliza na obtenção da carteira de motorista. Veja a lista de estados em que a baliza não faz mais parte da prova prática: São Paulo permite carros automáticos Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP Outra mudança promovida pelo Detran de São Paulo foi a permissão para que candidatos utilizem veículos automáticos durante a prova prática. Antes, isso só era permitido a candidatos que precisavam de algum tipo de adaptação no veículo. Para o Detran, a medida “reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta que apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual. Esse total representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil. Mudança divide especialistas Ao g1, a especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo. “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo", aponta a especialista. Para Laura, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo". Já a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina não acredita que a retirada da baliza seja, de fato, negativa. “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses", diz Bellina. A preocupação dela está voltada para outras mudanças no processo de obtenção da CNH, como a redução das aulas práticas e o fim da obrigatoriedade da autoescola.
01/02/2026 18:00:18 +00:00
Laranja: chuvas derrubam qualidade das frutas e esfriam mercado paulista em janeiro, analisa USP

Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP). Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo. "A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. [...] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada", explica o Centro de Pesquisas. Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro. Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês. O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal. Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura. "O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria", acrescentou. Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve Leia também Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
01/02/2026 12:43:12 +00:00
'Influencer da roça' viraliza ao compartilhar rotina no campo, no Paraná: 'Não faço roteiro nenhum'

‘Influencer da roça’ conquista mais de 330 mil seguidores mostrando rotina no campo Câmera na mão, sítio como cenário e uma boa dose de carisma. Esses foram os ingredientes que fizeram o estudante Lucas Gabriel da Silva, de 13 anos, viralizar nas redes sociais com vídeos da própria rotina na propriedade da família. Morador da área rural de Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná, o jovem é conhecido como Lucas Silva Aoba e compartilha conteúdos variados nas redes: ele mostra como é carpir a roça, como preparar um chimarrão “raiz”, além de uma série de vídeos em que ele contracena com animais – como a vaca Belinha, que tem mais de 3 mil fãs em perfil próprio. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Com a naturalidade que conquistou o público, o jovem acumula mais de 330 mil seguidores nas redes sociais. "Eu penso e falo, não faço roteiro nenhum", relata. Um dos vídeos que ele mostra como faz exercícios físicos enquanto roça o pasto soma mais de um milhão de visualizações, por exemplo. Segundo a mãe do influencer, Cirlene da Silva Teixeira, a família acompanha e monitora tudo o que Gabriel faz nas redes sociais. "No celular dele eu vejo tudo. Ele nunca esconde nada.”  E, embora o sucesso na internet, o jovem não quer sair tão cedo do campo. "Minha vontade é nunca ir embora daqui [...]. Quero fazer Medicina Veterinária, ou Agronomia, algo relacionado ao campo mesmo", disse. LEIA TAMBÉM: 'Guardiã' viaja pelo Paraná para preservar variedades raras de sementes crioulas de milho Estudantes do Paraná desenvolvem cimento com sobras de casca de laranja Colha-e-pague de morangos cria espaço acessível para pessoas com mobilidade reduzida na Grande Curitiba 'Influencer da roça' conquistou o público com a simplicidade e carisma RPC/Caminhos do Campo VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Campos Gerais e Sul.
01/02/2026 10:45:49 +00:00
Garoto apaixonado por cavalos coleciona premiações em provas de laço

O jovem laçador já participou de muitas provas, só no cavalete foram mais de 30 em 2025. Reprodução/TV TEM Paulinho, o jovem laçador, é apaixonado por animais como cães e gatos, mas tem um amor especial por cavalos. Ele passa horas cuidando dos animais no rancho da família: escova, faz carinho, trança o rabo e a crina. Essa proximidade com os cavalos começou cedo. Inspirado pelo pai, que participava de provas de laço em dupla, Paulinho decidiu seguir o mesmo caminho e começou a laçar ainda pequeno. O jovem já participou de muitas provas. Só no cavalete, foram mais de 30 competições em 2023, mesmo ano em que ele começou a competir montado no cavalo, laçando bezerros. A quantidade de fivelas (troféus das provas) mostra o talento do menino. Entre tantas conquistas, uma é especial: a fivela obtida em dupla com o filho do dono da competição. O cavalo preferido de Paulinho é o Jhonny, companheiro de todas as provas. Para que a interação entre cavaleiro e animal funcione bem, ele acredita que é preciso construir uma relação de respeito e cuidado fora das pistas. Antes de montar, Paulinho faz questão de preparar sozinho toda a traia, o conjunto de equipamentos usados para montar e guiar o cavalo. O sonho do pequeno campeão, de apenas 10 anos, é se tornar um profissional e aumentar ainda mais sua coleção de fivelas. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Garoto apaixonado por cavalos coleciona premiações em provas de laço VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
01/02/2026 10:30:35 +00:00
Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais

Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais TV TEM/Reprodução Em cada canteiro, aroma e beleza diferentes: da delicadeza da lavanda à robusteza da erva-baleeira, são 28 tipos de plantas cultivadas em uma área de seis hectares, em uma propriedade no município de Pindorama (SP). Todas são usadas para a produção de óleos essenciais. Os óleos têm conquistado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Extraídos de plantas aromáticas, podem ser usados para diferentes finalidades. Além da aromaterapia, também servem como matéria-prima na fabricação de cosméticos, medicamentos e alimentos. Alguns óleos se mostram eficientes no controle biológico de pragas em lavouras. O cuidado diário com as plantas cultivadas em solo irrigado permite que até espécies exóticas, como a lavanda francesa, se desenvolvam bem. Após a colheita, as plantas são levadas ao galpão onde ocorre a produção do óleo essencial. Nesta etapa, a erva-baleeira é triturada antes de ser colocada nas dornas. São quatro dornas, cada uma com capacidade para 500 litros. O processo de extração dura, em média, uma hora e é realizado pela técnica de arraste a vapor. Para garantir a qualidade do óleo, é preciso monitorar a temperatura e a pressão das caldeiras. Embora em menor quantidade, a produção de óleos essenciais também se tornou uma fonte de renda para o sítio em Pindorama. No local, o cultivo é orgânico. Entre as espécies plantadas estão capim-limão, manjericão, lavanda e malaleuca. Na propriedade, Dona Eunice faz a extração dos óleos em uma dorna com capacidade para 100 litros. Os óleos e hidrolatos são vendidos diretamente ao consumidor. Em cada vidrinho, um aroma e muitos benefícios extraídos da natureza. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
01/02/2026 10:30:34 +00:00
Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo

Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo TV TEM/Reprodução O sol ainda não nasceu e o grupo já está de pé, animado para trocar a correria da cidade pelo silêncio da roça. São moradores de grandes centros urbanos, curiosos com a vida pacata da zona rural, que buscam ar puro e tranquilidade. Para muitos, o passeio é uma pausa necessária em meio ao caos e ao estresse do dia a dia. A mudança de ambiente é sentida quase que instantaneamente, como conta o engenheiro Douglas Eller. “É muito bom você trocar a cidade pelo campo. Quando você deixa aquela correria e vem para um ambiente desse, de calmaria, bem próximo à natureza, parece que você está em outro planeta. A sensação de bem-estar é imediata”, comenta. Em Jundiaí (SP), as propriedades rurais estão abrindo as porteiras para receber esse público. O que antes era apenas produção agrícola, agora também se tornou turismo. Em um dos sítios, os visitantes tomam café da manhã feito no fogão a lenha e seguem de trator até a plantação para participar da colheita. Outra experiência que os visitantes podem ter é colher os produtos que são produzidos no local. O sítio recebe até 300 pessoas por fim de semana. Para o produtor Rafael Michelin, o turismo agrega valor à fruta e elimina intermediários, fortalecendo o negócio e garantindo o crescimento. “A gente acaba agregando valores na fruta, e além disso o consumidor que chega aqui para fazer a colheita tem uma fruta fresca de qualidade e aquela fruta que eles colhem no pé, tem esse prazer de retirar a fruta e saber de onde está vindo o alimento dele. Durante a semana o trabalho não para, a gente toma conta, cuida da plantação e aos finais de semana a gente traz o pessoal aqui para o campo”, comenta. Na cidade de Jundiaí (SP), o turismo rural atrai cerca de um milhão de pessoas por ano, movimentando a economia e preservando áreas agrícolas. Para turistas e produtores, a experiência mostra que abrir as porteiras é mais do que lazer, mas também uma maneira de manter esse caminho sustentável para o futuro do campo. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
01/02/2026 10:30:33 +00:00
Os latinos eleitores de Trump desiludidos com seu governo: 'Ele prometeu que os preços iriam cair, e não caíram'

Nos EUA, governo Trump expande poderes da polícia de imigração Quando Sam Negron, outrora um eleitor do Partido Democrata, foi às urnas para votar em Donald Trump (Partido Republicano) para presidente dos Estados Unidos, em 2024, tinha uma prioridade em mente: a economia. "Não gostei de pagar US$ 7 [cerca de R$ 37] por ovos", disse Negron, um policial estadual da Pensilvânia na cidade de Allentown, de maioria latina. "Mas, basicamente, eram todos os argumentos de campanha dele… tornar os EUA um país forte novamente." Negron, que migrou para o Partido Republicano em 2019 após décadas como democrata, não estava sozinho. ➡️ Na vitória presidencial decisiva em 2024, Trump contou com o apoio de milhões de eleitores latinos, que o ajudaram a cruzar a linha de chegada. Naquela eleição, Trump obteve a maior porcentagem de votos latinos já registrada por um republicano na história dos EUA, com 46% do eleitorado diverso votando a seu favor. Mas, um ano após o início desse mandato, surgem sinais de desgaste no apoio desse segmento. Uma nova pesquisa da CBS News, parceira da BBC nos EUA, indica que o apoio de latinos nos EUA a Trump caiu para 38%, uma queda significativa em relação ao pico de 49% registrado no início de fevereiro de 2025, após seu retorno à Casa Branca. O voto latino é vasto e diversificado, abrangendo comunidades de diferentes tamanhos, origens e poder econômico. Coletivamente, no entanto, os latinos formam o maior bloco de eleitores não brancos do país, totalizando mais de 36 milhões de pessoas. Os dados mostram que os ganhos de Trump entre esses eleitores em 2024 foram, em grande parte, resultado da insatisfação com a economia nos últimos anos do governo do então presidente americano, Joe Biden (Partido Democrata). Uma pesquisa do Pew Research Center indicou que 93% dos latinos que votaram em Trump consideraram a economia sua principal preocupação, enquanto a criminalidade com uso de violência e a imigração ficaram muito atrás. Essas mesmas questões podem agora voltar a ser um problema para Trump. Segundo a nova pesquisa da CBS, 61% dos latinos desaprovam a forma como Trump lida com a economia, enquanto 69% desaprovam seu manejo da inflação. A grande maioria afirmou que avalia o desempenho da economia dos EUA pelos preços. Já em 2020, Trump recebeu o apoio de muitos eleitores latinos e, na vitória da eleição de 2024, a comunidade foi ainda mais decisiva para o resultado. Getty Images via BBC O estrategista republicano Mike Madrid, crítico de Trump e um dos mais conhecidos observadores da política latina nos EUA, afirmou acreditar que os eleitores latinos se "voltaram completamente" contra Trump, principalmente por questões econômicas. Segundo Madrid, essa tendência se repete em relação ao cenário enfrentado pelos democratas nas eleições de novembro de 2024. "O deslocamento dos latinos para a direita foi mais resultado de eles deixarem o Partido Democrata [por causa da economia] do que de terem sido atraídos pelo Partido Republicano." "Muita gente por aqui votou em Trump desta vez, porque nada estava acontecendo com Biden", disse Moses Santana, morador de uma área de maioria latina no norte da Filadélfia (EUA), onde Trump conquistou apoio em 2024. "Mas a situação continua difícil… quem tem baixa renda claramente sente o impacto dos preços", acrescentou Santana, que trabalha em um centro de redução de danos de drogas. "Muitos acham que Trump tem grande responsabilidade pelos problemas deles". A avaliação de Santana foi confirmada por John Acevedo, corretor de imóveis de 74 anos e morador de Pasadena, na Califórnia (EUA). "A economia não vai bem. Os preços subiram", disse ele. "Ele prometeu que cairiam. Não caíram". Embora as autoridades da Casa Branca destaquem a queda nos preços da gasolina, a arrecadação com tarifas e o investimento estrangeiro como conquistas econômicas, pesquisas indicam que uma ampla parcela dos americanos continua preocupada com a desaceleração do mercado de trabalho, os preços altos e a questão da acessibilidade. De acordo com dados oficiais de dezembro de 2025, a inflação anual nos EUA era de 2,7%, e a inflação anual dos alimentos, especificamente, era de 3,1%. A meta de inflação do Banco Central americano (Fed) é de 2%. Isso significa que os preços não estão caindo, como afirmou Trump, mas aumentando em ritmo mais lento. (A título de comparação, o Brasil registrou em dezembro de 2025 uma inflação anual de 4,26%, e uma inflação anual dos alimentos de 2,95%. A meta do Banco Central brasileiro é de 3%). 'ESPANGLÊS', IGREJAS LATINAS E SLONGAN EM ESPANHOL: como Trump e Biden disputaram o voto latino nas eleições de 2023 https://g1.globo.com/mundo/eleicoes-nos-eua/2024/noticia/2024/06/22/espangles-igrejas-latinas-e-slogan-em-espanhol-como-trump-e-biden-correm-atras-do-voto-latino-nos-eua-que-inflou-e-migra-para-a-direita.ghtml Trump em uma cúpula latina realizada em seu clube de golfe na Flórida, dias antes da eleição de 2024. Getty Images via BBC Trump atribuiu repetidamente quaisquer problemas econômicos persistentes à gestão de Biden. A inflação atingiu 9,1% em junho de 2022, o nível mais alto em 40 anos, durante o governo Biden, quando as economias globais ainda lidavam com os efeitos da pandemia. O índice havia recuado ao final do mandato de Biden para 2,9%. O argumento do presidente Trump é algo que ao menos parte de seus eleitores latinos se dispõe a considerar. Lydia Dominguez, nascida no México, veterana da Força Aérea há 10 anos e integrante do Conselho Escolar do Condado de Clark, em Las Vegas, afirmou acreditar que tem sido "bem difícil" colocar a economia nos trilhos neste governo, apesar de considerar os esforços. "[Eles] certamente foram muito produtivos em atrair empresas e trazer fábricas para os EUA", disse, acrescentando que, embora os preços continuem altos, atribui a Trump o mérito de "dar mais autonomia" às empresas e aos seus funcionários. Mesmo entre alguns apoiadores fervorosos de Trump, as questões econômicas geram sentimentos ambíguos em relação ao presidente. É o caso de Amanda Garcia, pecuarista que mora perto de Rio Grande City, no Texas, na fronteira com o México. Embora esteja, de forma geral, satisfeita com o governo Trump, especialmente pelo tratamento das questões de fronteira e imigração, Garcia disse ter enfrentado interrupções de mercado provocadas pelas campanhas de tarifas do presidente americano. "Isso realmente afeta a economia e impacta a nós [pecuaristas] de outra forma", afirmou. "Às vezes, é só ele tuitar algo [sobre comércio], e isso irrita alguém, o que pode ter um efeito real. Não acho que ele perceba isso às vezes." Trump diz que não vai retirar agentes de imigração de Minnesota "de jeito nenhum" ➡️ Outros eleitores latinos manifestaram preocupação com as operações de fiscalização migratória de Trump, que incluíram ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em todo o país e a deportação de mais de 600 mil pessoas apenas entre janeiro e início de dezembro de 2024. "Sou contra tudo isso", disse Rebeca Perez, trabalhadora de restaurante na cidade de Oxnard, na Califórnia (EUA), que sofreu grandes operações de fiscalização em locais de trabalho em junho. "Este deveria ser um país livre para todos, mas não é." Perez acrescentou que, em Oxnard, um dos centros agrícolas da Califórnia, produtos foram desperdiçados nas fazendas porque os trabalhadores têm medo de comparecer ao trabalho. A pesquisa da CBS mostrou que 70% dos latinos desaprovam a forma como Trump lida com a imigração, bem acima da média nacional, de 58%. Embora os latinos estejam divididos quanto ao apoio às metas de deportação de Trump, 63% afirmaram não gostar da maneira como ele as está implementando. No entanto, vários latinos ouvidos pela BBC disseram apoiar as operações de imigração, justificando-as como uma forma de proteger empregos e meios de subsistência de imigrantes legais e cidadãos americanos. "Como ser humano, eu me solidarizo com eles. Eles são pobres em seus países", disse Sam Negron, agente estadual em Allentown. "Mas adivinha? Também sou pobre no meu." Assim como ocorre com a economia, a política migratória de Trump também gerou sentimentos contraditórios entre alguns daqueles que ainda o apoiam após um ano no cargo. Oscar Byron Sarmiento, um eletricista de Houston (EUA), afirmou que, embora considere que Trump esteja fazendo "um ótimo trabalho", também acredita que a repressão à imigração "foi um pouco extrema". "Há muitas pessoas boas. Imigrantes que respeitam a lei", disse. "Sim, estão aqui ilegalmente, mas não acho que precisemos persegui-los." Eles querem estar nos EUA e contribuir, acrescentou Sarmiento. "Seguem as regras. Como avós, mães, tias e tios. [...] Deixem essas pessoas em paz." ➡️ O estrategista político Mike Madrid afirmou que reduzir ou reverter índices de desaprovação preocupantes entre eleitores latinos provavelmente será um desafio para a Casa Branca de Trump antes das eleições de meio de mandato ainda este ano (quando parte das cadeiras do Congresso estarão em disputa). "Nós [latinos] temos o vínculo partidário mais fraco de todos os grupos e podemos rejeitar ambos os partidos quando eles falham conosco ou não são honestos", acrescentou Madrid. "Ambos os partidos podem ser culpados disso." Os problemas do presidente entre os latinos são reconhecidos até por muitos apoiadores de Trump, que esperam que sejam corrigidos a tempo. "Há preocupações crescentes", disse Crystal, esposa de Oscar Byron Sarmiento. "Neste momento, Trump está em queda, simplesmente porque não consegue se antecipar à narrativa." Reportagem adicional de Leire Ventas, da BBC News Mundo, e Angélica Casas. Veja os vídeos que estão em alta no g1
01/02/2026 09:36:02 +00:00
Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil

Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia Para muitos brasileiros, a ideia pode soar estranha. Mas o pênis bovino é um alimento afrodisíaco em países da Ásia, especialmente na China. No Brasil, o órgão — também conhecido como vergalho — tem um destino bem diferente: vira petisco para cães ou exportado, gerando receita adicional para frigoríficos de todo o país. 🍽️Culinária: na medicina tradicional chinesa, o pênis dos animais é considerado afrodisíaco para homens, incluindo o do boi. Isso porque, nesse conceito, alimentos feitos de determinados órgãos podem tratar essa mesma parte no organismo de quem o consome, explica Jiang Pu, consultora gastronômica do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina). Nessa cultura, o consumo do pênis prolonga o tempo da ereção e aumenta o desejo sexual. No país, é mais comum o uso de cabrito e de porco. O órgão de tigre também pode ser preparado com esse propósito e é considerado mais poderoso, afirma Pu. O pênis bovino também é valorizado por absorver bem temperos e caldos. O consumo pode acontecer de várias formas: in natura, cozido, ensopados, desidratado ou até mesmo em pó, sendo que o desidratado é o mais comum. 🐶Para o pet: o vergalho, segundo as marcas que vendem o alimento, ajuda a reduzir o tédio do animal, ao estimular o cachorro a roer, e contribui para a limpeza dos dentes. Leia também: China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? Segundo o chef Xiao Shan, comida preparada com pênis de animais aumenta a libido Wang Zhao/AFP Produzido em todo o Brasil A extração do pênis bovino é simples, informa Marcos de Paula, especialista em exportação da Sul Beef. Diferente do ser humano, o pênis do boi é interno e pode chegar até um metro de comprimento. Após a retirada, o vergalho é higienizado e tem suas membranas retiradas. Depois, cada peça é embalada individualmente. Para a venda, o pênis é desidratado. Com isso, o peso cai de cerca de 500 gramas para 200 gramas por unidade. "Do boi a gente só não aproveita o berro. E se bobear, o patrão manda fazer um CD com ele", brinca de Paula. Ele explica que todas as partes do boi são aproveitadas e comercializadas. A crina das orelhas, por exemplo, é usada para fazer pincéis. Os chifres viram berrantes, cuias de chimarrão ou são moídos para uso em extintores de incêndio. Já o sangue e as glândulas vão para a indústria farmacêutica, onde podem virar remédios ou vacinas. Outros miúdos também são usados na culinária, como os testículos e o cérebro do boi. Todos os frigoríficos do Brasil comercializam o pênis bovino, diz o especialista em exportação da Sul Beef. Deste modo, o número de bois abatidos é o mesmo de vergalhos produzidos, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Por exemplo, no 3° trimestre de 2025, o Brasil abateu mais de 5 milhões de bovinos machos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, produziu mais de 5 milhões de vergalhos. Vergalho bovino cru Divulgação / Sul Beef Saiba também: Parmesão e gorgonzola: quais alimentos feitos no Brasil poderão seguir com os mesmos nomes após o acordo UE-Mercosul Para onde vai o vergalho Atualmente, não há dados específicos sobre o volume exportado de pênis bovino. Isso ocorre porque, nos dados oficiais, o produto aparece na categoria de “miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas”, junto com outros órgãos, como o rim. Quando é processado, também pode entrar na categoria de “preparações alimentícias”, diz Andrade. Ao todo, o Brasil faturou US$ 231.752 com a venda de miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas para o exterior, segundo a Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura que reúne dados de exportação. Em Hong Kong, o valor da tonelada do produto pode chegar a US$ 6 mil, segundo o Imac. Segundo De Paula, o valor é superior a outros miúdos vendidos para a China. Por exemplo, o omaso, que é uma parte do estômago do boi, tem a sua tonelada comercializada por até US$ 5,5 mil e o bucho por até US$ 4 mil. O frigorífico Sul Beef, do Mato Grosso, divulgou que mais de 90% de suas vendas de vergalho vão para o mercado asiático. O restante vai para o setor pet, com foco no Brasil, no Paraguai e nos Estados Unidos. Mas o vergalho já foi mais popular entre os chineses. Isso porque o principal público é a população idosa, que hoje representa uma parcela menor. "É o mesmo caso, por exemplo, quando a gente pensa aqui no mercado nacional, alguns pratos mais tradicionais, como o caldo de mocotó e a buchada de bode, que usam muitos miúdos, já não são muito consumidos pelos jovens. Então o mesmo acontece na China. [...] Os jovens ocidentalizaram o hábito de consumo", explica Andrade. Para o diretor, o grande volume da produção brasileira é para petiscos para cachorros. Segundo ele, houve um crescimento dos cuidados com pets nos últimos anos. "Ele é um produto natural, rico em nutrientes para o animal e acabou sendo industrializado de uma maneira muito prática", afirma. No mercado interno, o preço médio do quilo chega a R$ 21, informa o Imac. O preço do produto pronto para o consumo do pet varia conforme o peso. Em uma pesquisa online realizada pelo g1 na quinta-feira (22), foram encontrados vergalhos de R$ 12 até R$ 80. Veja também: Trump quer punir quem fizer comércio com o Irã: quais produtos do agro o Brasil compra e vende para lá? Cachorro comendo petisco de vergalho bovino Divulgação / Natuka Cadeia especializada em pratos com pênis faz sucesso na China Wang Zhao/AFP
01/02/2026 09:01:15 +00:00
UE mira novos acordos comerciais diante das tarifas de Trump

Líderes do Mercosul e da UE participam da assinatura do acordo histórico. AFP Ao longo dos últimos 12 meses, países ao redor do mundo entraram em pânico com os tarifaços ou as ameaças de guerra comercial dos Estados Unidos. Os caprichos do presidente Donald Trump adicionaram instabilidade e um senso de urgência nos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A antiga ordem comercial global desapareceu, dando lugar a novos arranjos comerciais entre os países. Nas manchetes fala-se muito sobre a China, mas os vizinhos e maiores parceiros comerciais dos EUA, México e Canadá, não foram poupados. Do outro lado do Atlântico, a União Europeia também tem passado por uma montanha-russa de tarifas e está questionando parcerias de longa data. O desprezo que Trump demonstrou pelos parceiros europeus no Fórum Econômico Mundial em Davos acendeu mais um forte alerta. A imagem de parceiro comercial confiável Para contrabalançar a hostilidade dos EUA e mostrar que o bloco é um parceiro comercial confiável e uma alternativa aos Estados Unidos, a UE tem tentado fechar acordos que estão em andamento há muito tempo. Mas acordos comerciais são notoriamente complexos e levam tempo para entrarem em vigor, mesmo com vontade política. Em 17 de janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi a Assunção, no Paraguai, para assinar o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul . O acordo entre os 27 membros do bloco europeu e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai abrange um mercado de 700 milhões de pessoas. Uma vez em vigor, será uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. "Estamos enviando uma mensagem muito clara ao mundo de que os países do Mercosul e da União Europeia são a favor de tarifas baixas, de um comércio tranquilo, de mais qualidade e melhores preços para nossos consumidores", disse o comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, à DW, após a assinatura. Mas, só quatro dias depois, o Parlamento Europeu suspendeu o acordo ao votar por um longo processo de revisão pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Mesmo que partes do acordo sejam provisoriamente promulgadas, a decisão dos europarlamentares é um grande golpe para as pretensões comerciais da UE e cria o risco de os parceiros sul-americanos se retirarem do acordo em protesto. Nova tentativa na Índia A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parece ter tido mais sorte na cúpula UE-Índia desta terça-feira (27), em Nova Délhi. As duas partes finalizaram um acordo comercial histórico após quase duas décadas de negociações intermitentes, iniciadas em 2007, interrompidas em 2013 e retomadas em 2022. O acordo permitirá que a Índia abra seu vasto e protegido mercado, o mais populoso do mundo, ao livre comércio com a UE, que já é seu maior parceiro comercial. Esse pacto compreende um mercado de 2 bilhões de pessoas e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) global. O acordo prevê eliminar ou reduzir tarifas em 96,6% das exportações de bens da UE, uma abertura que poupará às empresas europeias cerca de 4 bilhões de euros anuais em impostos de importação e permitirá duplicar as exportações de produtos para o gigante asiático até o ano de 2032. "Pessoas em todo o mundo estão chamando este de a 'mãe de todos os acordos'", gabou-se o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. A UE leva a sério seus compromissos Como segundo maior mercado importador do mundo, a União Europeia não deveria ser um parceiro altamente cobiçado? O pesquisador Peter Chase, do escritório de Bruxelas do think tank americano German Marshall Fund, disse à DW que muitos países veem a UE como mais estável e confiável do que os Estados Unidos. "A UE é um bom parceiro de negociação, pois leva a sério os compromissos que assume em seus acordos comerciais", diz Chase. "E quer de fato construir novas relações comerciais com muitos países." Ainda assim, prazos longos e regras de ratificação complicadas podem atrapalhar. Interesses políticos também podem criar obstáculos, disse Chase, cujo trabalho se concentra nas relações econômicas da União Europeia com países terceiros. O acordo Mercosul-UE é um exemplo de como uma minoria pode fazer pressão e retardar o avanço. Essa minoria é liderada pela França, qu está preocupada sobretudo com o impacto da concorrência de produtos de fora sobre a agricultura francesa. UE acumula acordos A UE já tem acordos comerciais preferenciais com 76 países e demonstrou renovado interesse em aderir ao chamado Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP), um bloco de livre comércio de 12 nações da Ásia e da América que substituiu a Parceria Transpacífica (TPP) depois da saída dos Estados Unidos. Até o momento, o Reino Unido é o único membro europeu. Em 2025, a União Europeia conseguiu negociar uma atualização de seu acordo comercial com o México e finalizou as negociações para um acordo de comércio e investimento com a Indonésia. Acordos com a Malásia, as Filipinas e os Emirados Árabes Unidos estão em andamento. Além disso, o Acordo de Comércio e Cooperação UE-Reino Unido será revisto este ano. Essa será a primeira revisão completa do tratado desde que entrou em vigor, em 2021. Embora a auditoria tenha como objetivo apenas analisar a implementação, existe a esperança de que ela possa ajudar a melhorar uma relação tensa e servir de trampolim para uma cooperação mais estreita. E a OMC? Chase avalia que há algo mais urgente para a UE do que outro acordo comercial: a revitalização da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora a liberalização do comércio seja algo positivo, o que o mundo precisa é do restabelecimento do Estado de Direito, afirma. "Somente a UE pode ajudar a construir a coalizão de países necessária para isso", diz Chase, o que permitiria fazer frente ao "descumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos e à recusa de longa data da China em cumprir as promessas que fez quando aderiu". Veja os vídeos que estão em alta no g1
01/02/2026 09:00:56 +00:00
Prova da CNH: baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados brasileiros — e serão 11 em fevereiro

Contran acaba com o teste da baliza para candidatos a motorista em todo o Brasil Quatro estados brasileiros deixaram de exigir o teste de baliza durante a prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nesta sexta-feira (30), o estado de Sergipe também derrubou a obrigatoriedade. Em São Paulo, a obrigatoriedade caiu na última segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a medida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O tema parece novidade, mas já são 10 estados brasileiros que não exigem a baliza na prova prática. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004. Já no estado de Mato Grosso a baliza deixou de ser obrigatória em janeiro, mas a mudança ocorre de forma gradual até 10 de fevereiro. O g1 procurou os 27 Detrans do país para consultar sobre a exigência da baliza na obtenção da carteira de motorista. Veja a lista de estados em que a baliza não faz mais parte da prova prática: Na maior parte dos estados, a mudança começou após a publicação da Resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o Contran, a nova resolução “normatiza os procedimentos sobre a aprendizagem, a habilitação e a expedição de documentos de condutores e o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação”. A norma não menciona diretamente a baliza, mas prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, ainda não publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que deverá definir regras nacionais também para a prova prática. Por isso, os Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram à reportagem que aguardam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste. Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP São Paulo permite carros automáticos Outra mudança promovida pelo Detran de São Paulo foi a permissão para que candidatos utilizem veículos automáticos durante a prova prática. Antes, isso só era permitido a candidatos que precisavam de algum tipo de adaptação no veículo. Para o Detran, a medida “reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta que apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual. Esse total representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil. Mudança divide especialistas Ao g1, a especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo. “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo", aponta a especialista. Para Laura, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo". Já a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina não acredita que a retirada da baliza seja, de fato, negativa. “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses", diz Bellina. A preocupação dela está voltada para outras mudanças no processo de obtenção da CNH, como a redução das aulas práticas e o fim da obrigatoriedade da autoescola.
01/02/2026 08:01:01 +00:00
Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais; veja se a sua está na lista

Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde Mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Em 2025, mais de 500 mil pessoas precisaram se afastar do trabalho por motivos de saúde mental, segundo dados do Ministério da Previdência Social obtidos com exclusividade pelo g1. É a segunda vez consecutiva que o país bate esse recorde, após já ter alcançado a maior marca da década em 2024. Para entender como esse cenário se distribui no mercado de trabalho, o g1 analisou uma lista com mais de 2 mil profissões. O levantamento foi elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base nos dados do INSS. Ele considera o detalhamento mais recente disponível, que considera o período entre 2012 e 2024. No topo da lista estão profissões como: vendedor varejista, faxineiro, professor, enfermeiro, auxiliar de escritório, assistente administrativo e alimentador de linha de produção. Segundo especialistas, as profissões mais afetadas têm em comum contratos frágeis, pressão por metas, jornadas longas e maior exposição a riscos, como a violência urbana, caso de motoristas e vigilantes. Abaixo, consulte a sua profissão. Os dados fazem parte da plataforma SmartLab, uma iniciativa que analisa o cenário do mercado de trabalho, organizado pela OIT e MPT, com dados do governo federal. A lista inclui afastamentos com e sem acidentes de trabalho. Para o levantamento das profissões, a plataforma considerou todos os profissionais que pediram licença entre 2012 e 2024. Por que isso está acontecendo? Especialistas apontam que o avanço dos afastamentos por saúde mental reflete uma questão estrutural ligada à forma como o trabalho vem sendo organizado no país. As profissões que aparecem no topo do ranking são justamente aquelas com menor poder de negociação, menos margem para reorganizar a própria rotina e maior dependência do trabalho contínuo para garantir renda. Ao g1, o procurador do Ministério Público do Trabalho Raymundo Lima Ribeiro Júnior explica que a combinação entre contratos precários e sobrecarga ajuda a entender por que essas categorias são mais afetadas. A gente percebe que as categorias que têm contratos mais precários e rotatividade alta são as mais atingidas. Isso se soma com um volume imenso de trabalho que pressiona o trabalhador e afeta sua saúde mental. Temos investigações em empresas que controlam até mesmo o tempo de beber água e ir ao banheiro em algumas dessas funções Na mesma linha, a auditora fiscal do trabalho Odete Cristina Pereira Reis, responsável pela Coordenação Nacional de Fiscalização em Riscos Psicossociais, avalia que o ranking revela um padrão que vai além de casos isolados. Segundo ela, entre as características comuns a essas categorias, há ainda um agravante importante: a falta de autonomia do trabalhador. Quando o trabalhador tem pouca autonomia para realizar o seu trabalho, ele não consegue utilizar suas habilidades, inteligência e tem dificuldade para se desenvolver. Isso, principalmente quando associado a altas demandas, causa sofrimento podendo levar ao adoecimento mental. Os dois especialistas apontam que, de forma geral, os trabalhadores vêm sendo afetados por uma mudança estrutural e citam: Relações precárias de trabalho, com contratos precários, temporários e alta rotatividade; Medo do desemprego, que amplia a insegurança, reforçador para doenças de saúde mental; Profissões ligadas a metas de desempenho, com remuneração atrelada a resultados e oscilações do mercado; Volume excessivo de trabalho e jornadas prolongadas, muitas vezes sem reposição adequada de pessoal; Exposição à violência urbana na atividade do trabalho. Brasil tem recorde de afastamentos O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, bateu o recorde, pela segunda vez, em afastamentos por saúde mental. 📈 Somente em 2025, mais de 546.254 afastamentos do trabalho foram por questões de saúde mental. Isso representa um aumento de 15% em relação ao ano passado. A maior parte está concentrada em dois diagnósticos: ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. A lista feita pelo Ministério da Previdência considera as doenças que mais geraram concessões de benefício. Entre elas, também estão: transtorno bipolar, dependência química, estresse grave, esquizofrenia e alcoolismo. Comparado com o último ano, todas elas tiveram alta. Os dados abaixo se referem ao número de afastamentos, e não ao número de trabalhadores. Uma mesma pessoa pode ter mais de uma licença ao longo do ano, e cada afastamento é contabilizado separadamente. Licenças por saúde mental custaram quase R$ 4 bilhões O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não informa quanto de sua verba foi revertida em assistência à saúde mental nas licenças. Apesar disso, esclareceu que as pessoas passaram, em média, três meses afastadas, recebendo em média R$ 2.500. Considerando esses valores, o impacto pode ter chegado a até quase R$ 4 bilhões no ano de 2025. Desse valor, a maior parte foi paga às mulheres, que são maioria entre as licenças, representando quase 63% do total de afastamentos. ➡️ Na média salarial, as mulheres seguem recebendo menos: R$ 2.482,91, enquanto os homens recebem, em média, R$ 2.515,58. Não foi possível realizar recortes por raça ou escolaridade, já que essas informações não foram disponibilizadas pelo INSS. O custo revela que a saúde mental já não é apenas uma questão de saúde pública, mas também econômica. 🔴 A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos globalmente, todos os anos, devido à depressão e ansiedade. Isso representa uma perda de US$ 1 trilhão por ano. O psiquiatra especialista em trabalho, Wagner Gattaz, explica que sua consultoria fez uma pesquisa com mais de 150 mil trabalhadores para analisar a prevalência de doenças de saúde mental e o custo aos empregadores. Eles descobriram que os transtornos mentais representam um custo de 6% do total da folha de pagamento. Em algumas empresas, isso representa milhões. “Precisamos de medidas urgentes para frear esses números, que revelam o sofrimento de milhares de pessoas”, explica Gattaz. Atraso na NR-1 Quando o g1 noticiou pela primeira vez o recorde de afastamentos por saúde mental, o governo anunciava mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece as diretrizes de segurança e saúde no trabalho. Com a atualização, passaria a contemplar também os riscos psicossociais. 🔎 O que isso significa? O MTE passaria a fiscalizar as empresas, podendo inclusive aplicar multas caso encontrasse trabalhadores que estão passando por situações que incluem metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia e condições precárias de trabalho. As multas poderiam chegar a R$ 6 mil por empregado, dependendo do tipo e quantidade de infrações. No entanto, faltando um mês para o prazo para a implantação da medida, após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo voltou atrás e decidiu adiar. O novo prazo foi estabelecido para maio desse ano. Segundo fontes ouvidas pelo g1, ainda há pressão para que haja um novo adiamento e que as empresas alegam que, mesmo com o atraso, não houve tempo hábil para a implantação da medida. O g1 questionou o Ministério do Trabalho que informou que: “A posição do governo é objetiva: não haverá nova prorrogação”. Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1
01/02/2026 07:01:39 +00:00
Com volta dos trabalhos no Congresso, governo prioriza aprovação de acordo Mercosul-UE e pautas com potencial eleitoral

Congresso retoma trabalhos nesta segunda com eleições no radar e vetos para analisar O Congresso Nacional volta ao trabalho na próxima segunda-feira (2) com uma solenidade para deputados e senadores. A volta das atividades legislativas traz desafios para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente deve enviar uma mensagem ao Congresso com os projetos considerados prioritários para 2026. No texto, Lula também deve fazer um gesto de reconhecimento aos parlamentares pela parceria nas aprovações de interesse do Executivo no ano passado, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que foi aprovada por unanimidade. De olho no comércio exterior e na defesa do multilateralismo, o governo de Lula tem como prioridade máxima para o início deste ano a aprovação pelo Congresso do acordo Mercosul com a União Europeia assinado em 17 de janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. O tratado reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Já mirando na eleição deste ano, o Executivo deve intensificar as articulações para aprovar pautas populares e importantes no debate eleitoral. São elas: Segurança pública Fim da jornada 6x1 Regulamentação do trabalho por aplicativo Medidas provisórias Acordo Mercosul-UE A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou nesta semana que o governo trabalha para enviar ao Congresso nos primeiros dias de fevereiro o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia. O objetivo é fazer com que o pacto comercial entre logo em vigor. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já disse que, assim que o acordo chegar à Casa, "dará celeridade" na análise do tema. Segundo Gleisi Hoffmann, há sinalização dos líderes pela aprovação da proposta. Assinatura do tratado do acordo entre Mercosul e União Europeia Reprodução/TV Globo A decisão do Parlamento Europeu que enviou para a Justiça o acordo foi um revés para o Mercosul. E preocupa o Brasil, que detém o maior peso nas exportações para a Europa. No Executivo, a avaliação é que a judicialização pode atrasar o cronograma de ratificação e, na prática, comprometer a expectativa de funcionamento do acordo no segundo semestre, além de aumentar a insegurança jurídica em torno do texto negociado. A estratégia brasileira agora é tentar a vigência provisória. Na avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Comércio, Geraldo Alckmin, a aprovação do acordo pelo Congresso Nacional ajudará na Comissão Europeia para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial. O governo brasileiro entende que, mesmo tendo recurso judicial do Parlamento Europeu, já é possível colocar em prática a relação de comércio definida no acordo. A expectativa do governo é que, no segundo semestre do ano, o acordo já esteja em funcionamento. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Alckmin avaliam que o esforço agora se concentra na etapa de ratificação e que a entrada em vigor do acordo pode ampliar o acesso do Brasil a mercados estratégicos, impulsionar exportações e fortalecer a posição do país no comércio internacional. Alckmin diz que vai acelerar aprovação aqui no Brasil do acordo do Mercosul com a UE A votação do acordo não deve encontrar resistências na Câmara, segundo os parlamentares. Motta sinalizou aos deputados que, se houver procrastinação em alguma comissão temática, ele levará a proposta diretamente ao plenário por meio de um requerimento de urgência. “Avançou bem o debate. A oposição e o governo estão alinhados. É uma prioridade do país”, afirmou o deputado Mendonça Filho (União-PE). Segurança pública Motta sinalizou nesta semana que a Câmara vai avançar nos próximos dias nas discussões sobre a PEC da Segurança Pública. Segundo o presidente da Câmara, a previsão é que a proposta seja votada após o Carnaval. O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que vai debater possíveis ajustes no texto com as bancadas nas próximas semanas. Depois, a previsão é que o tema seja apreciado na Comissão Especial na semana de 23 de fevereiro e, após essa etapa, siga para plenário. 🔎A PEC da Segurança Pública é uma proposta do governo federal que busca ampliar a atuação da União no combate ao crime organizado e na coordenação das políticas de segurança no país. O texto cria mecanismos para integrar forças de segurança pública do país, incluindo: fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal; ampliação da cooperação com estados e municípios; possibilidade de atuação mais integrada das forças de segurança em crimes de alcance nacional, como tráfico de drogas, armas e atuação de facções. A proposta enfrenta resistência de governadores e alguns parlamentares que veem risco de interferência nas competências dos estados, mas é tratada pelo governo como peça-chave para enfrentar a escalada da violência e o poder das organizações criminosas. Lei Antifacção e PEC da Segurança na pauta da Câmara em 2026 Um líder de um partido do Centrão disse que o tom da conversa entre os líderes na reunião da última quarta-feira (28) aponta para a busca de consenso entre governo e o relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), para aprovação da PEC da Segurança. Segundo esse líder, o debate entre os deputados na Residência Oficial mostrou a boa-vontade do governo em negociar e do relator em fazer ajustes no texto. Um deputado da base afirmou que, embora o governo estique a linha, deve trabalhar pela construção de um acordo, porque já deu o discurso de “defensor de bandido” para a oposição ao votar contra o projeto Antifacção. O governo quer votar uma proposta mais parecida com a que foi enviada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Mendonça fez mudanças que desagradaram o Executivo. “A espinha dorsal do projeto precisa ser mantida”, afirmou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE). O deputado cita como exemplos o planejamento integrado das ações de segurança pública e a autonomia para a Polícia Federal (PF) enfrentar as facções nos estados. Os líderes presentes no encontro disseram que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está disposto a ajudar, o que deve agilizar a análise da proposta. No final da tarde de quarta, Motta recebeu o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na Residência Oficial. Mendonça afirmou que também vai se reunir com o ministro na próxima semana. A ideia é votar a proposta no plenário da Câmara nos dias 24 e 25 de fevereiro. “Não foi discutido muito mérito. Mas ficou claro que é uma prioridade do governo e do parlamento. Eu tenho uma adesão bastante significativa junto aos líderes. Não houve uma grande ponderação, mas o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), se mostrou disposto a levar o debate para junto do ministro”. Deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Apesar do otimismo em parte do centro e da base, a matéria deve sofrer resistência da oposição. O líder da oposição, Cabo Gilberto Nascimento (PL-PB), afirmou que a PEC só “cria confusão entre as categorias”. “A gente é contra. Não resolve em nada o problema da segurança pública. É só eleitoreiro. Não tem nada de concreto. Não ataca as facções. Não faz nada”, afirmou. Em outra frente, o governo também aposta no avanço das discussões sobre combate ao crime organizado. O tema está contemplado no projeto de Lei Antifacção, aprovado em dezembro no Senado. Já sobre essa proposta, Motta sinalizou que deve deixar para um segundo momento. No ano passado, o presidente da Câmara escolheu como relator do projeto o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, aliado do governador Tarcísio Gomes de Freitas. A decisão gerou tensão na relação do Planalto com Motta. O presidente Lula fez críticas diretas a Motta sobre sua escolha. A proposta cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e aumenta a punição, estabelecendo até 60 anos de prisão para lideranças e com possibilidade de agravantes, e dificulta a progressão de regime para membros de grupos criminosos. Também prevê que chefes de facções e milícias terão de cumprir as penas em presídios federais de segurança máxima. Câmara transferiu para 2026 votações da PEC da Segurança e do PL Antifacção O chamado PL Antifacção é uma das apostas do governo para endurecer o combate ao crime organizado no país. A proposta altera a legislação penal para ampliar instrumentos de investigação e punição contra organizações criminosas, com foco especial em facções que atuam de forma estruturada dentro e fora dos presídios. Entre os pontos estão o aumento de penas para líderes de facções, regras mais rígidas para progressão de regime e maior integração entre órgãos de segurança e inteligência. O projeto é apresentado pelo governo como complementar à PEC da Segurança Pública, mas enfrenta resistência no Congresso por envolver mudanças sensíveis no sistema penal e prisional. Muitos avaliam que o texto, apesar de ampliar o poder do Estado, pode gerar impactos no sistema prisional, já sobrecarregado. Há também críticas sobre a real eficácia do endurecimento penal no enfrentamento das facções e preocupações com possíveis violações de garantias individuais. Diante desse cenário, a tramitação tende a ser mais lenta, com pressão por alterações no texto antes de qualquer avanço. Entretanto, o PL Antifacção ganhou também um forte apelo eleitoral, justamente porque a segurança pública tem sido apontada como um dos pontos de maior fragilidade na imagem do governo. Aliados e integrantes da base aliada afirmam que avançar com medidas contra facções criminosas pode ajudar a responder às críticas de eleitores preocupados com violência e sensação de impunidade, além de sinalizar compromisso com a ordem pública. No entanto, essa mesma dimensão eleitoral intensifica o debate no Congresso, já que opositores veem na proposta uma tentativa de capitalizar politicamente sobre o tema, tradicionalmente associado às bandeiras da direita. Fim da escala 6x1 O fim da jornada de trabalho 6x1 virou um dos temas prioritários do governo Lula para este ano, podendo ser até um dos "motes" de campanha do presidente à reeleição. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal reúnem uma série de propostas que tratam do tema. Quaest: 72% apoiam o fim da escala 6x1 Nenhuma delas, no entanto, avançou à fase de votação. A resistência e as divergências em torno do assunto levaram ministros palacianos a entrar diretamente nas negociações. Empossado ministro da Secretaria-Geral da Presidência em outubro, Guilherme Boulos definiu o avanço do tema no Congresso como uma das prioridades da pasta responsável pelo diálogo do governo com os movimentos sociais. Ao lado da ministra Gleisi Hoffmann, ele é um dos principais articuladores do fim da escala 6x1. No início do ano passado, diante de uma mobilização popular, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma PEC para acabar com a escala 6x1. O texto nunca saiu da gaveta de Motta. No fim do ano, o governo decidiu apoiar o projeto de relatoria do deputado Leo Prates (PDT-BA), que propõe o fim da escala 6x1 e defende uma jornada de trabalho 5x2, com limite de 40 horas semanais. Atualmente a lei trabalhista prevê uma jornada máxima de 44 horas semanais. Protesto em maio de 2025 pediu o fim da escala 6x1 Hermínio Bernardo/TV Globo Uma outra proposta que chegou a avançar no fim do ano passado no Senado também tem sido vista com bons olhos pelo governo. Relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta de emenda à Constituição reduz a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A votação da proposta foi simbólica, e seguirá para análise do plenário do Senado. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o governo não descarta enviar um projeto para unificar as propostas que já estão em tramitação no Congresso sobre o tema e que a expectativa é pela aprovação ainda no primeiro semestre. Segundo ela, Motta “é simpático” em colocar o tema em discussão. Para Gleisi, o projeto tem apoio popular e, assim como a isenção do Imposto de Renda, deve ter o apoio de todo o parlamento. Líderes ouvidos pelo g1 disseram acreditar na aprovação do fim da escala 6x1 no Congresso neste ano, mas afirmaram que o texto só avançará se o “padrinho” ou a “madrinha” do projeto for neutralizada. “Haverá alguma mudança, porque necessariamente não dá para votar a escala 6x1 dando crédito a A,B ou C. Para que avance, precisa neutralizar o padrinho ou madrinha. Eu acredito que passa, mas precisa ser algo neutro”, afirmou um deputado de centro. A ideia é fazer da proposta uma demanda da sociedade sem que nenhum deputado colha os benefícios da sua aprovação em ano eleitoral. Na Câmara, quem alavancou o projeto foi a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). “Se for do PSOL, em ano eleitoral, para depois dizer que a Erika quem fez, a direita não vai deixar”, afirmou um parlamentar ouvido pelo g1. Uma saída ventilada é o envio de um projeto do Executivo à Câmara. Deputada Erika Hilton (PSOL) Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias Por outro lado, o líder do PDT, Mário Heringer (PDT-MG), afirmou que não dá para afastar a autoria da proposta. “Acredito que passa, mas não tem jeito isso [mudar autoria]. A dona do projeto é a Erika Hilton e pronto. Ela foi a primeira que falou no tema e isso está mais do que sabido. Não dá para mudar a narrativa”. Mesmo a oposição é cautelosa a respeito da pauta, tema que é popular e pode desgastar os parlamentares que votarem contrariamente em ano eleitoral. “Somos a favor de um diálogo com o setor que será afetado, tanto dos trabalhadores, como dos empregadores”, afirmou Cabo Gilberto Nascimento. Regulamentação do trabalho por aplicativo O governo deve se reunir nos próximos dias com Motta para discutir a regulamentação de aplicativos de transporte e entrega. Um grupo de trabalho, coordenado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, foi montado no Palácio do Planalto para elaborar propostas sobre o tema. Além da Secretaria-Geral e de representantes de entregadores e motoristas de aplicativo, o grupo reúne integrantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O objetivo é consolidar diretrizes que orientem a atuação do Executivo e contribuam para a tramitação de um projeto de lei no Congresso. O Executivo tem defendido três eixos centrais na regulamentação: a fixação de uma remuneração mínima por entrega ou corrida, com limite para o percentual apropriado pelas plataformas; a transparência dos algoritmos que definem valores pagos aos trabalhadores; e a garantia de acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal. A previsão é que o Executivo leve à Câmara um relatório produzido pelo grupo e que deve servir de subsídio ao projeto que tramita na Câmara relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). Espaço para descanso e suporte de condutores e entregadores de aplicativo é inaugurado em Fortaleza. TV Verdes Mares/ Reprodução Boulos e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pretendem se reunir em fevereiro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar o conteúdo da proposta. O documento será uma das bases levadas pelo governo para a negociação do texto final do projeto. O tema, no entanto, ainda está fora do radar e pode não avançar no primeiro semestre, segundo deputados. Um parlamentar avalia que o governo não deveria entrar na pauta em ano eleitoral por ser uma “bola dividida” com potencial para gerar “um mini efeito do Pix”. A fala é uma referência ao desgaste enfrentado pelo governo com a veiculação de notícias falsas a respeito de uma suposta taxação do sistema de pagamento. Medidas provisórias A Câmara inicia os trabalhos legislativos do ano com cinco medidas provisórias próximas do vencimento. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara e no Senado Federal. A medida provisória do Gás do Povo, bandeira do governo e publicada em setembro, perde a validade no dia 10 de fevereiro. Ela está na pauta para ser votada em 2 de fevereiro no plenário O programa vai oferecer gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Outra MP que precisa ser votada ainda em fevereiro para não perder validade é o que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora, chamada de Agência Nacional de Proteção de Dados. A MP vence em 25 de fevereiro e foi votada em uma comissão mista também em dezembro de 2025. Alçada à condição de autarquia especial, a agência passa a comprar estrutura da administração indireta, com autonomia funcional, técnica, decisória e administrativa. Além disso, outras três MPs abriram créditos extraordinários para ministérios e para operações financeiras. Embora o dinheiro já tenha sido liberado, porque as MPs tem validade a partir de sua edição, o texto costuma ser votado pelos parlamentares. Duas dessas medidas perdem validade no dia 9 de fevereiro e uma terceira “caduca” no dia 24 de fevereiro. Outras cinco medidas provisórias caducam em fevereiro, mas ainda não foram votadas na comissão mista.
01/02/2026 07:01:37 +00:00
Lojas podem limitar compra de itens em promoção? O que vale quando preço está errado? Veja seus direitos

Centenas de cervejas por R$ 16 mil: o que diz o Código de Defesa do Consumidor Uma promoção chamativa, um preço que parece irrecusável e um caixa que confirma o valor. A combinação deveria significar compra concluída, mas muitas vezes abre espaço para discussões, recusa de venda e até casos de polícia. Em períodos de liquidações, quando as etiquetas mudam rápido e os sistemas nem sempre acompanham, as dúvidas se multiplicam: o comércio precisa cumprir o que anunciou? E o que acontece quando ele alega erro? O debate voltou ao centro das atenções depois do caso que viralizou em Boa Vista (RR). Um supermercado se recusou a entregar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente, mesmo com o preço exibido em cartaz, conferência no leitor eletrônico e pagamento aprovado no caixa. A discussão terminou com a gerente detida e levada à delegacia. O episódio reacendeu uma pergunta que aparece sempre que o consumidor encontra um desconto bom demais ou uma diferença de valores entre prateleira e caixa: afinal, qual preço vale? 🤔 ➡️ Abaixo, advogados especialistas em direito do consumidor — que também atuam para empresas — explicam quando a oferta vira obrigação, o que é “erro grosseiro”, em quais situações a loja pode limitar a quantidade por cliente e por que uma etiqueta em moeda estrangeira, sem conversão, pode gerar punições. Quando o preço anunciado vira compromisso A regra geral no direito do consumidor é simples: o que o fornecedor anuncia integra a oferta e deve ser cumprido. O fundamento está no artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O texto diz que toda informação ou publicidade suficientemente precisa obriga quem a divulga e passa a integrar o contrato. Uma oferta costuma ser considerada válida quando traz elementos essenciais. O consumidor precisa conseguir identificar o produto, o preço e as condições de pagamento. Isso vale para cartaz na loja, etiqueta na gôndola, anúncio em encarte, vitrine, site ou aplicativo. “Em geral, o fornecedor é obrigado a cumprir o valor que anunciou. A oferta não é apenas uma promessa. Ela tem força contratual”, afirma Maria Eduarda Costa, advogada do Lopes Muniz Advogados. A advogada Betânia Miguel segue a mesma linha. Ela lembra que a informação divulgada ao consumidor, quando clara, vincula o fornecedor. Por isso, quando há divergência de valores no mesmo ambiente de compra, a orientação mais comum é que prevaleça o menor preço anunciado. O comércio pode se recusar a vender pelo preço anunciado? Pode, mas só em situações específicas. A principal é o chamado erro grosseiro, também conhecido como erro crasso. Ele ocorre quando o valor anunciado é tão fora do padrão que qualquer pessoa perceberia que houve equívoco. 🔎 Um produto que custa milhares de reais e aparece por um valor baixo entra nessa categoria. Nesse cenário, a Justiça costuma afastar a obrigação de cumprir o preço, porque o CDC não serve para justificar enriquecimento sem causa. “Quando o erro é gritante, a Justiça entende que o comércio não é obrigado a cumprir a oferta”, diz Maria Eduarda. Betânia reforça que a recusa só tende a se sustentar quando o erro é evidente. Mesmo assim, o fornecedor precisa demonstrar que houve uma falha justificável e que o consumidor não foi levado ao erro por uma estratégia de venda. A diferença central está em o valor ser compatível com a realidade. Promoções existem e podem ser bem fortes. Queimas de estoque também. Ou seja, se o preço anunciado parece compatível com uma promoção real, o argumento do erro perde força. Promoções: lojas podem limitar compras? Freepik Existe limite por cliente? Outra dúvida comum aparece em promoções com grande desconto. A loja pode limitar a quantidade por CPF? Pode exigir “uma unidade por cliente”? Pode impedir a compra de um volume maior? Segundo Maria Eduarda, a limitação na compra de itens é permitida, desde que exista uma justificativa e aviso prévio ao consumidor. Ela ressalta que o princípio da transparência exige que as regras estejam claras antes da compra. A base citada pela advogada está no artigo 39 do CDC. A norma veda, entre outras práticas, condicionar o fornecimento, “sem justa causa”, a limites quantitativos. Por isso, se o consumidor é surpreendido por uma restrição não informada ou sem justificativa plausível, a prática pode ser considerada abusiva. Restrições, como limite por CPF em oferta, precisam estar expostas de forma clara junto ao produto. A regra também precisa ser compreensível. O consumidor deve ver o limite antes de decidir colocar o item no carrinho. Betânia acrescenta que a quantidade comprada não invalida a oferta por si só. A restrição só se sustenta quando houver forte indício de má-fé. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando há tentativa de comprar um grande volume diante de um erro de preço notório e grosseiro. A loja pode negar por excesso de compras? O CDC permite que o fornecedor recuse atendimento a demandas “manifestamente excessivas”. Essa previsão aparece no artigo 39, inciso IX, e costuma ser usada para proteger o estoque e evitar que um cliente compre tudo e deixe os demais sem acesso. Esse argumento aparece com frequência em casos envolvendo revenda. Se a compra descaracteriza o consumo final, a discussão muda de natureza. O fornecedor pode sustentar que não se trata de uma relação típica de consumo e que a compra tem finalidade comercial. Mesmo assim, o contexto é decisivo. Se a loja recebeu o pagamento e autorizou a venda, ela enfraquece a própria justificativa. ✅ Para as especialistas, o caminho correto é definir limites antes, com aviso claro. A empresa não deve usar a quantidade como justificativa depois que a transação foi concluída. Etiqueta em dólar ou euro: o consumidor paga 'um para um'? Não. O consumidor não tem direito de pagar o valor nominal em moeda estrangeira como se fosse real. Se o produto está marcado como “US$ 100”, não vira automaticamente “R$ 100”. O que existe, segundo Maria Eduarda, é infração administrativa quando o comércio informa preço em moeda estrangeira sem conversão para real, com destaque adequado. Ela cita o dever de informação clara previsto no CDC e aponta que o preço deve ser expresso em moeda corrente nacional. Ela também destaca regras específicas: A Lei 10.962/2004 trata da forma de exibição de preços. A Lei 10.192/2001 proíbe estipular pagamento em moeda estrangeira em território nacional. E o Decreto 5.903/2006 considera infração informar preços em moeda estrangeira sem conversão para real em caracteres de igual ou maior destaque. Se houver divergência entre dois preços anunciados, a orientação é que o consumidor pague o menor valor. Para buscar esse direito, as advogadas sugerem documentar a etiqueta irregular com foto ou vídeo e registrar a recusa do estabelecimento quando ela ocorrer. Etiqueta em dólar ou euro: o consumidor paga 'um por um' em reais? Freepik Erro ou propaganda enganosa Outro ponto importante é separar erro justificável de propaganda enganosa. Eles podem parecer semelhantes, mas não são. No erro justificável, a falha costuma ser pontual. Ela pode ocorrer por digitação, troca de etiqueta, problema no sistema ou falta de sincronização entre o preço da gôndola e o do caixa. Não há intenção de atrair o consumidor com um valor falso. A loja erra, identifica e corrige. Já a propaganda enganosa, prevista no artigo 37 do CDC, ocorre quando o fornecedor usa informação falsa ou omite dado essencial e, com isso, induz o consumidor ao erro. Esse cenário é comum quando o preço vira isca para atrair público e, depois, o estabelecimento cria obstáculos para não cumprir o que divulgou. “Propaganda enganosa é a conduta deliberada ou negligente que induz o consumidor ao erro”, explica Betânia. O comportamento do fornecedor pesa nessa análise. Persistir no erro, manter o anúncio incorreto mesmo após perceber a falha ou tentar “consertar” a situação com justificativas contraditórias pode agravar o caso. E quando o pagamento já foi aceito? Aqui está uma das maiores confusões. Muita gente só descobre o problema depois que o cartão aprova e o comprovante é emitido. O que acontece, então? As especialistas explicam que, quando o pagamento foi aceito e processado, a compra se conclui. A relação de consumo se consolida. A partir desse ponto, como regra geral, a loja não pode cancelar unilateralmente. A conduta pode ser considerada abusiva, principalmente se não houver erro grosseiro evidente ou indício de má-fé. “Se o pagamento foi autorizado e a venda finalizada, a relação de consumo se consolidou. A partir daí, o fornecedor não pode simplesmente voltar atrás”, afirma Maria Eduarda. Betânia aponta que, em situações em que a loja insiste no cancelamento sem justificativa consistente, o consumidor pode buscar o cumprimento da oferta ou reparação. Ela lembra que o CDC prevê consequências quando há cobrança indevida, inclusive com possibilidade de restituição em dobro em determinadas situações. O que a loja deve fazer ao identificar erro de preço As especialistas defendem um procedimento simples e rápido. Ele reduz conflitos e diminui o risco de problemas legais. Retirar o anúncio ou a etiqueta incorreta: a correção precisa ser imediata e visível. Corrigir o sistema e alinhar os pontos de venda: etiqueta, leitor e caixa precisam mostrar o mesmo valor. Comunicar de forma clara: um aviso no local do produto e orientação ao time do caixa ajudam a evitar surpresa. Agir com boa-fé com quem já foi impactado: se o erro não for grosseiro e o consumidor já estiver no caixa, muitas vezes o mais seguro é honrar o preço para aquele caso e corrigir para os próximos, segundo as advogadas. Betânia também recomenda que o comércio registre internamente o ocorrido. Foto, relatório e histórico de alterações ajudam na checagem e na prevenção de novos casos. O que pode agravar o caso e virar infração grave? O preço errado costuma ser o início do problema. A forma como o estabelecimento reage pode levar o caso a um nível mais grave. As especialistas citam condutas que agravam a situação. Entre elas estão impedir o consumidor de levar um produto já pago, insistir na recusa de forma abusiva, constranger o cliente, manter publicidade incorreta mesmo após perceber o erro e alterar a etiqueta diante do consumidor para apagar evidências. Em alguns casos, a discussão pode avançar para apuração de crime contra as relações de consumo, além de multa administrativa. Quais são as penalidades? As consequências variam de acordo com o que aconteceu e com as provas. O caminho mais comum é a via administrativa, com multas aplicadas por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Também pode haver obrigação de cumprir a oferta, indenização por dano material e, em alguns casos, dano moral. Quando há conduta mais grave, como propaganda enganosa, o tema pode chegar à esfera criminal. Betânia lembra que, a depender do enquadramento, a empresa e os responsáveis pela decisão no momento podem ser responsabilizados. O que o consumidor deve fazer na hora As duas advogadas repetem um conselho básico: sem prova, a discussão vira palavra contra palavra. Com prova, o caminho fica mais objetivo. Tire foto da etiqueta, do cartaz e da gôndola. Faça print de anúncio no app ou no site, com data e hora. Guarde nota fiscal e comprovante de pagamento. Peça registro da reclamação no atendimento ou na gerência. Se a recusa persistir, procure Procon ou Juizado Especial. Elas também sugerem bom senso quando o erro for gritante. Se o valor é irreal e qualquer pessoa perceberia, aumenta a chance de o comércio ter respaldo para não cumprir.
01/02/2026 07:01:30 +00:00
Em encontro previsto para março, Lula e Trump devem falar sobre combate ao crime organizado, tarifaço e América Latina
No Panamá, Lula faz discurso com indiretas para Trump O governo brasileiro avalia que o próximo encontro presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump deve focar em temas que envolvem interesses bilaterais e a relação com a América Latina. Fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: o combate ao crime organizado; a continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; a situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países. A reunião entre os dois presidentes deve acontecer em março, ainda sem data definida. Os temas destacados por interlocutores do governo brasileiro também foram mencionados na última conversa por telefone entre Lula e Trump. Os dois conversaram na última segunda-feira (26) por quase uma hora por telefone. Segundo nota divulgada pela assessoria da Presidência, trataram de temas ligados à relação bilateral e à agenda global e celebraram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. A expectativa é que representantes das pastas envolvidas nos temas discutidos — como o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal — integrem a comitiva que irá a Washington. Camarotti: Lula tenta neutralizar discurso de relação difícil com Donald Trump Combate ao crime organizado Na conversa telefônica mais recente, Lula reiterou a proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro de 2025 para o fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. O presidente brasileiro manifestou interesse em ampliar a parceria nas áreas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de grupos criminosos e do intercâmbio de dados sobre transações financeiras. Segundo o Planalto, a iniciativa foi bem recebida por Trump. O governo brasileiro avalia que o tema da segurança pública também será central nas eleições de 2026 e que manter proximidade com Donald Trump pode ajudar a neutralizar uma eventual articulação da extrema-direita global para influenciar o pleito. A expectativa é lançar, de forma concreta, uma parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos. América Latina e Venezuela A abordagem sobre a situação na América Latina, segundo fontes da diplomacia brasileira, já estaria prevista em qualquer conversa entre os presidentes, por se tratar de uma questão territorial e geográfica. No entanto, acontecimentos recentes na Venezuela, como a captura de Nicolás Maduro pelo governo norte-americano, acenderam um alerta adicional. Lula e Trump também trataram da situação venezuelana na última conversa por telefone. Lula ressaltou a importância de preservar a paz e de trabalhar pelo bem-estar da população do país. A captura de Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro. A operação envolveu tropas de elite e enfrentamento direto com forças venezuelanas, mas foi concluída sem baixas norte-americanas. Maduro e sua esposa foram levados a um navio militar e, posteriormente, aos Estados Unidos, onde enfrentam acusações. Já no país, passaram por audiência e se declararam inocentes. Com a destituição do presidente, Delcy Rodríguez assumiu como líder do país. A crise gerou forte repercussão internacional. Lula condenou a ação militar dos EUA na Venezuela e afirmou que a operação ultrapassou os limites do que considera aceitável na relação entre países.
01/02/2026 07:01:10 +00:00
Investir em ouro é boa saída em tempos de turbulência na economia?

O preço do ouro bateu uma série de recordes nos últimos tempos, em meio à incertezas da geopolítica global. Reuters via BBC O preço do ouro ultrapassou os US$ 5 mil (cerca de R$ 26,4 mil) por onça troy (31,1034768 gramas) pela primeira vez na história, dando continuidade a uma alta inédita que fez o metal subir em mais de 60% em 2025. O aumento vem em um momento em que as tensões entre os Estados Unidos e a Otan em relação à Groenlândia fizeram crescer as preocupações mundiais em relação às incertezas financeiras e geopolíticas. A política comercial do presidente americano, Donald Trump, também vem preocupando os mercados. No sábado (24/1), ele ameaçou impor uma tarifa de importação de 100% ao Canadá, se o país celebrar um acordo comercial com a China. O ouro e outros metais preciosos são considerados ativos seguros para os investidores em tempos de incerteza. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na sexta-feira (23/1), a prata atingiu US$ 100 (cerca de R$ 530) a onça pela primeira vez, em novo aumento somado aos quase 150% do ano passado. Diversos outros fatores também alavancaram a demanda por metais preciosos. Eles incluem a inflação mais alta que o habitual, a fraca cotação do dólar americano, a compra dos metais por bancos centrais de todo o mundo e a expectativa de que o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) venha a reduzir novamente as taxas de juros este ano. 'As pessoas vão para o ouro' As preocupações com a economia podem ajudar a elevar o preço do ouro, mas a cotação do metal também tende a subir quando os investidores esperam redução das taxas de juros. Taxas mais baixas normalmente indicam menores retornos para investimentos como títulos do governo. Por isso, os investidores buscam ativos como o ouro e a prata. Grande parte do mercado espera que o Federal Reserve reduza sua principal taxa de juros duas vezes em 2026. "A relação é inversa porque o custo de oportunidade de manter o dinheiro em um título do governo, na verdade, não vale mais a pena. Por isso, as pessoas vão para o ouro", explica o estrategista de pesquisa Ahmad Assiri, da corretora australiana Pepperstone. Será que o ouro é realmente um porto seguro? Reuters via BBC As guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, além da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por Washington, também ajudaram a elevar o preço do ouro. Quando os mercados financeiros desabam, pode haver uma súbita "corrida do ouro", com um grande número de compradores (incluindo governos e investidores individuais) buscando comprar o metal precioso, segundo o historiador da economia Philip Fliers, da Universidade de Belfast, no Reino Unido. O ouro teve um ano de destaque em 2025. Muitos investidores migraram para os metais preciosos, gerando o maior aumento anual do preço do ouro desde 1979. Com os mercados financeiros assustados por diversas preocupações, como as tarifas de importação de Donald Trump e o receio de que as ações relacionadas à inteligência artificial estejam supervalorizadas, o ouro atingiu repetidos recordes de alta. Susannah Streeter é a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, uma plataforma de investimentos voltada a clientes de alto padrão. Ela afirma que o ouro "parece não conhecer fronteiras", em meio às atuais incertezas políticas. "A corrida para o porto seguro dourado continua, com o preço do metal precioso subindo cada vez mais", segundo ela. Streeter destaca as tensões comerciais geradas pela ameaça de tarifas de Trump contra o Canadá, que "deixaram os investidores inquietos". Disparada Nem todos os que investem em ouro compram o metal precioso em forma física. Alguns investidores colocam seu dinheiro em produtos financeiros, como fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs), que são atrelados ao ouro. "O ouro é um investimento 'seguro', mas isso não significa que ele não apresente riscos", explica Fliers. Em janeiro de 2020, no início da pandemia de covid-19, os preços do ouro dispararam. Mas, em março do mesmo ano, eles começaram a cair. "Quando a confiança nos ativos financeiros e na estabilidade política começa a oscilar, o ouro tende a reagir primeiro, como o principal metal monetário", explica a planejadora financeira Anita Wright, da empresa britânica Ribble Wealth Management. O ouro sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Reuters via BBC Da máscara mortuária do faraó Tutancâmon, no Egito Antigo, até o Banco de Ouro da nação Asante, em Gana, e os Tronos de Ouro do Templo Padmanabhaswamy, na Índia, o metal sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Um dos maiores apelos do ouro é sua relativa escassez. Foram mineradas até hoje apenas cerca de 216.265 toneladas do metal, segundo o Conselho Mundial do Ouro. Esta quantidade é suficiente para encher três a quatro piscinas olímpicas. A maior parte deste volume só foi extraída de 1950 para cá, com os avanços da tecnologia de mineração e a descoberta de novos depósitos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula que outras 64 mil toneladas de ouro ainda poderão ser extraídas das reservas subterrâneas. Mas a previsão é que o abastecimento do metal atinja um nível estável nos próximos anos. Compras em volume Não surpreende que muitas pessoas busquem o investimento em ouro como uma forma confiável de proteger seu patrimônio. O valor dos objetos e joias de ouro guardados em casa, muitas vezes, não é afetado pelas alterações dos mercados financeiros globais. "Quando você tem ouro, não está preso à dívida de outra pessoa, como um título ou ação, quando o desempenho de uma empresa define o desempenho" do investimento, explica Nicholas Frappell, chefe global de mercados institucionais da empresa ABC Refinery. "É uma ótima opção de diversificação, em um mundo com muitas incertezas." Mas qualquer grande investimento pode ficar à mercê das ações dos grandes operadores financeiros. Fliers suspeita que grande parte do recente aumento dos preços do ouro "seja causado pelos bancos centrais dos governos, aumentando seus estoques de ouro". Eles costumam comprar ouro em grandes volumes para ampliar suas reservas, fugindo de investimentos em ações em tempos de incerteza. Longo prazo No ano passado, os bancos centrais acumularam centenas de toneladas de lingotes nas suas reservas, segundo o Conselho Mundial do Ouro. "Existe um claro afastamento do dólar americano, o que beneficia imensamente o ouro", segundo Nikos Kavalis, diretor-gerente da consultoria de metais preciosos Metals Focus. No início deste ano, o ouro continuou a subir, mas Frappell alerta que as notícias, que "orientam o mercado", também poderão resultar na queda das cotações. "É preciso haver escopo para notícias inesperadas que poderão realmente ser positivas para o mundo, mas não necessariamente para o ouro", afirma ele. Ou seja, investir no metal precioso pode trazer seus riscos. "Ainda é uma estratégia arriscada especular no aumento do preço do ouro, pois, assim que os mercados se acalmarem e os governos recobrarem o juízo, as pessoas irão deixar novamente o ouro", explica Fliers. "Eu diria que o investimento em ouro é algo que se faz a longo prazo." Em muitas culturas, o ouro é comprado durante festivais ou oferecido como presentes em comemorações. Getty Images via BBC Mas nem todos compram ouro puramente por razões de investimento. Em muitas culturas, o metal é adquirido durante festivais ou oferecido como presente em comemorações, como casamentos. Na Índia, o festival anual Diwali é considerado uma ocasião auspiciosa para comprar metais preciosos que irão trazer sorte e riqueza. Segundo o banco de investimentos americano Morgan Stanley, as famílias indianas possuem US$ 3,8 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões) em ouro. Este valor equivale a 88,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já a vizinha China é o maior mercado consumidor de ouro do mundo. Muitos acreditam que comprar o metal traz boa fortuna. "Costumamos observar um pico sazonal da demanda perto do Ano Novo Chinês, como estamos verificando no momento, até certo ponto", explica Kavalis. Ele se refere ao Ano do Cavalo, que começa em fevereiro.
01/02/2026 05:00:37 +00:00
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