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g1 > Economia

Feriado de Tiradentes: entenda os direitos na emenda e quando o desconto é permitido

Calendário 2026 Freepik Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima terça-feira (21): o Dia de Tiradentes. A data, declarada como feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como cai em uma terça-feira, quem conseguir folga na segunda (20) pode emendar e ter até quatro dias seguidos de descanso — de sábado a terça, caso não trabalhe aos fins de semana. Para servidores federais, a data será ponto facultativo. Veja abaixo o calendário: 18 de abril (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana 19 de abril (domingo): folga para quem não trabalha aos fim de semanas 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser um feriado nacional, nem todos os trabalhadores serão beneficiados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. A possibilidade de “emenda” não é garantida a todos: depende das políticas de cada empresa, no caso da iniciativa privada, e de decisões dos governos municipal, estadual ou federal, para os servidores públicos. 🏢 EMPRESAS PRIVADAS - "Não há, na legislação trabalhista vigente, obrigatoriedade do empregador em conceder a 'emenda de feriado' aos seus empregados", afirma a advogada trabalhista Vanessa Carvalho. Veja: "Entretanto, é possível e bastante comum que este tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", continua a especialista. Uma alternativa é a compensação do dia por meio de banco de horas, trabalho aos sábados ou acréscimo de até duas horas na jornada durante a semana. Já algumas empresas concedem a folga de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS - Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, de acordo com o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para funcionários municipais e estaduais, a adoção do feriado depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente dos servidores públicos, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesse caso, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia. " Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão. O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
18/04/2026 08:01:10 +00:00
Projeto que põe fim à escala 6x1 deve ser votado em até três meses, dizem ministros

Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão O projeto de lei enviado pelo governo que põe fim à escala de trabalho 6x1 deve ser analisado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na última quarta-feira (15) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.  “O projeto de lei com regime de urgência garante, no máximo, 45 dias de tramitação na Câmara e outros 45 dias no Senado. Estamos falando de cerca de três meses para que isso seja aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula”, disse. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mensagem ao Congresso sobre o projeto foi enviada na noite de terça (14), e o texto foi protocolado na manhã da última quarta-feira (15), após uma conversa do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar patrocinava uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, mas, como esse tipo de proposta tem uma tramitação mais demorada — com risco de não ser aprovada antes das eleições —, o governo optou por enviar o projeto de lei com urgência. Boulos afirma que governo pode impor urgência para votar fim da escala 6x1 em até 45 dias Divulgação O texto do projeto de lei prevê a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com a escala limitada a, no máximo, cinco dias de trabalho e dois de folga. “Se for uma escala 4x3, serão 10 horas de trabalho diárias, mas isso passa a ser objeto de negociação em convenção coletiva”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A PEC em tramitação na Câmara reduz a quantidade de horas de trabalho prevista na Constituição. Segundo os ministros, não há problema em a proposta continuar tramitando paralelamente, mas o governo quer dar celeridade à redução da escala, e uma PEC tem um processo mais demorado. Segundo Marinho, apesar de a jornada de 44 horas semanais estar prevista na Constituição, ela pode ser reduzida por meio de projeto de lei — mas não ampliada —, o que, segundo ele, resolve a situação. “Pode ser que, com a entrada em vigor do projeto de lei, a redução da jornada passe a valer e, depois, seja consolidada por meio de uma PEC, para impedir que governos futuros tentem aumentar a carga horária”, disse o ministro, citando o caso da Argentina, onde o governo de Javier Milei aprovou um aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias. Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil
18/04/2026 07:01:11 +00:00
'Padrão Mercosul': como são as placas de carro de cada país? Veja modelos e entenda projeto de mudança no Brasil

Placas do Mercosul Reprodução Desde 2014, países que fazem parte do Mercosul podem adotar a placa veicular padronizada. Apesar do bloco econômico ter seis membros, só quatro deles utilizam as identificações em veículos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Venezuela está temporariamente suspensa e a Bolívia ainda não implantou as placas padronizadas. Cada um dos quatro países implantou o modelo em momentos diferentes. O primeiro deles foi o Uruguai, ainda em 2015. Em seguida, veio a Argentina, em 2016. O Brasil só começou a implementar o padrão em 2018. O último a passar a usar as novas placas foi o Paraguai, padronizando o modelo a partir de 2024. As variações são poucas, e acontecem mais no padrão de ordem de letras e números. Todas têm a identificação do Mercosul, além do o nome e a bandeira do país acima, sem identificação de estado ou cidade, como propõe o projeto brasileiro (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil Como são as placas em cada um dos países? BRASIL Placa padrão Mercosul adotada no Brasil André Paixão/G1 No Brasil, as placas do Mercosul começaram a ser implementadas em 1º de dezembro de 2018 para início obrigatório em veículos novos e casos de mudança de domicílio. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implantar o modelo. No início, a placa tinha a bandeira do estado e o brasão do município no qual o veículo estava registrado. Mas na época, o Ministério das Cidades, durante o governo Temer, decidiu retirar esses marcadores com o objetivo de reduzir custos para o proprietário do veiculo. Por aqui, a placa tem fundo branco, faixa azul, o nome Brasil com a bandeira ao lado direito. Também é obrigatório o emblema do Mercosul, um QR Code que serve para garantir a autenticidade, rastreabilidade e segurança do veículo, funcionando com uma espécie de "impressão digital eletrônica". A placa possui uma sequência três letras, um número, outra letra e mais dois números, no formato ABC 1D23. As cores dos caracteres variam a depender da categoria: preta (veículo particular), vermelha (comercial/aluguel), azul (oficial), verde (especial/teste), dourada (Diplomático) e cinza/prata (coleção/antigo). URUGUAI Placa do Mercosul no Uruguai Prefeitura de Montevidéo A implementação começou em março de 2015 para veículos que começassem a ser emplacados. No primeiro país do bloco a mudar suas placas veiculares, o modelo possui o mesmo padrão de faixa azul superior, com o nome do país no meio, o símbolo do Mercosul à esquerda e a bandeira do país à direita, além do QR Code para acesso de informações sobre o veículo. A diferença para a brasileira é a sequência de letras e números. São três letras e quatro números para particulares e variantes por categoria, no formato ABC 1234. ARGENTINA Placa do Mercosul na Argentina Presidência da Argentina A placa argentina segue o mesmo padrão visual do bloco — fundo branco, faixa azul com nome do país centralizado, bandeira à direita e emblema à esquerda. O QR Code para acesso de informações sobre o veículo também está presente. O que a diferencia é a sequência alfanumérica: duas letras, quatro números e mais duas letras, no formato AB 123 CD, escolha feita para evitar a formação de palavras. PARAGUAI Placa do Mercosul no Paraguai Corte Suprema de Justicia O Paraguai também adota o padrão visual comum: fundo branco, faixa azul superior com emblema do bloco no lado esquerdo e a bandeira do país no lado direito com o nome Paraguay centralizado acrescentando um QR Code para consulta de informações do veículo. Na combinação alfanumérica, o país usa ABCD 123 para automóveis e inverte a ordem — 123 ABCD — para motocicletas. Qual é o projeto de mudança no Brasil? Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. ➡️ O que mudaria: Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. Projeto quer retomar placas dos veículos com cidade e estados
18/04/2026 07:01:05 +00:00
Agro brasileiro abre mercados para 29 produtos em 9 países nos primeiros dias de abril

Brasil abriu mercado para exportação de bovinos vivos para a Etiópia em abril de 2026 NELSON ALMEIDA / AFP O agronegócio brasileiro abriu mercados em nove países para pelo menos 29 produtos diferentes nos 17 primeiros dias de abril, segundo o Ministério da Agricultura. O país concluiu acordos para exportar proteína animal, frutas, grãos e outros itens para mercados como Vietnã, Arábia Saudita, Etiópia e El Salvador, entre outros (veja lista abaixo). O resultado se soma à abertura de 30 mercados para produtos do agronegócio brasileiro nos três primeiros meses do ano, de acordo com o ministério. Brasil deve bater recorde de exportação e produção de soja em 2026 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a pasta, as exportações do setor no primeiro trimestre chegaram a US$ 38,1 bilhões, um valor recorde para o período de janeiro a março. Esse desempenho também significou um crescimento de 0,9% nas vendas do agronegócio brasileiro em comparação com o primeiro trimestre de 2025. Veja a lista de aberturas de mercado do agro brasileiro em abril: Etiópia Sementes de forrageiras (espécies Brachiaria spp., Panicum spp., Setaria spp.) Carne bovina Carne suína Carne de aves Produtos cárneos e miúdos Alimentos para animais de companhia Produtos lácteos Pescado extrativo e de cultivo Produtos para alimentação animal de origem não animal Palatabilizantes (aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade de rações animais) Alevinos Ovos férteis Bovinos vivos para abate, engorda e reprodução Sêmen e embriões de caprinos e ovinos Pintos de um dia Arábia Saudita Abacate Atemoia Goiaba Carambola Citros Gengibre Mamão Maracujá Melancia Vietnã Miúdos bovinos (coração, fígado e rins) Pé e miúdos suínos El Salvador Maçã Carne de frango termoprocessada Azerbaijão Uvas Jordânia Feno Angola Oócitos ovinos e caprinos Peru: Sementes de pimenta (espécie capsicum baccatum, incluindo variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari, cambuci) Filipinas: Grãos secos de destilaria de milho (para alimentação animal)
18/04/2026 06:01:04 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.998 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (18), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
18/04/2026 03:00:39 +00:00
EUA renovam alívio de sanções ao petróleo russo por mais 30 dias

Queda do preço do petróleo Os Estados Unidos renovaram nesta sexta-feira (17) uma autorização que permite a países comprarem petróleo e derivados russos no mar, apesar das sanções contra Moscou. A decisão foi publicada pelo Departamento do Tesouro e vale para cargas embarcadas até 16 de maio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida substitui uma autorização anterior, de 30 dias, que havia expirado em 11 de abril. O texto exclui transações que envolvam Irã, Cuba e Coreia do Norte. A renovação faz parte da estratégia dos EUA para conter a alta dos preços globais de energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio. A flexibilização das sanções pode dificultar os esforços do Ocidente para reduzir as receitas da Rússia na guerra contra a Ucrânia e gerar atritos com aliados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que este não é o momento de aliviar as sanções contra Moscou. Na quarta-feira (15), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia afirmado que Washington não pretendia renovar essa autorização nem outra semelhante, relacionada ao petróleo iraniano, que vence no domingo (19). Essa autorização para o Irã, emitida em 20 de março, permitiu que cerca de 140 milhões de barris chegassem ao mercado global, ajudando a aliviar a pressão sobre a oferta durante o conflito, segundo Bessent. Parlamentares dos dois partidos criticaram as medidas, afirmando que elas beneficiam economias adversárias: a da Rússia, em guerra com a Ucrânia, e a do Irã, em confronto com os Estados Unidos. Para Brett Erickson, especialista em sanções da consultoria Obsidian Risk Advisors, a decisão não deve ser a última. "O conflito causou danos duradouros aos mercados globais de energia, e os instrumentos disponíveis para estabilizá-los estão perto do limite", disse. O enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, afirmou anteriormente que a primeira autorização permitiria liberar 100 milhões de barris de petróleo russo — volume equivalente a quase um dia da produção global. Apesar do alívio temporário na oferta, os preços seguem pressionados. O motivo é o fechamento parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo e gás do mundo antes da guerra. Petroleiro Vladimir Arsenyev é visto no terminal de petróleo Kozmino, na Rússia, em 12 de agosto de 2022 REUTERS/Tatiana Meel VÍDEOS: mais assistidos do g1
18/04/2026 01:23:23 +00:00
Petrobras deixa de atender 10% do pedido de diesel de distribuidoras para maio, diz agência

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras voltou a não atender integralmente à demanda de diesel de grandes distribuidoras, desta vez para entregas previstas para maio, enquanto busca evitar a importação do combustível em meio aos altos preços no mercado internacional. A informação é da Reuters. A restrição gira em torno de 10% do volume demandado, segundo duas fontes de empresas diferentes ouvidas pela agência sob condição de anonimato. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os pedidos das distribuidoras se baseiam em contratos firmados com a Petrobras nos últimos três meses e são ajustados ao longo do período seguinte. Em abril, a estatal havia negado cerca de 20% de uma cota solicitada pelas empresas, segundo fontes do mercado. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto de imediato. Duas pessoas da empresa com conhecimento da situação, no entanto, afirmaram à Reuters que grandes distribuidoras estariam pedindo volumes acima da demanda, numa tentativa de ganhar mercado de concorrentes menores. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O mercado brasileiro de diesel — o combustível mais negociado do país — enfrenta tensão desde o início da guerra, já que o Brasil importa cerca de 25% da demanda. A Petrobras, maior produtora local, também responde por parte dessas importações. Para conter a alta de preços provocada pelo conflito no Golfo Pérsico, o governo lançou um programa de subsídios, entre outras medidas. Uma fonte ponderou que as distribuidoras estão acostumadas aos chamados “cortes” nas cotas, já que o contrato com a Petrobras prevê certa flexibilidade. “Mas não eram cortes tão fortes, às vezes de 5%, por aí”, afirmou. Em março, para entrega em abril, os cortes superaram 20%, segundo fontes, o que levou as maiores distribuidoras a dobrar as importações para cumprir seus contratos. A Petrobras também planeja ofertar menos em maio do que em abril, segundo uma fonte da Reuters. "Como ela não está importando, então ela está com mais dificuldade de produto, por isso que ela está tendo que cortar alguns pedidos", afirmou. Sobre as compras externas, a Petrobras reiterou por email, no início da semana, que não fará importações em abril e maio. Na ocasião, a empresa afirmou que adiou uma parada programada em uma unidade de produção de diesel da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, o que melhorou o balanço do produto no sistema da companhia, "reduzindo a necessidade de importações diante dos compromissos previstos para abril e maio de 2026". Demanda maior A oferta mais restrita ocorre em meio a críticas de ministros do governo, que acusam distribuidoras e outros agentes da cadeia de combustíveis de elevarem os preços ao consumidor por oportunismo. Duas fontes da Petrobras afirmaram à Reuters que a companhia tem atendido à média de volumes dos últimos três meses. Uma delas disse que o mercado tem demandado “muito mais do que é capaz de absorver”. Sob condição de anonimato, a fonte acrescentou que as grandes distribuidoras querem ganhar com mais volumes de vendas. "O mercado das grandes cresceu porque as pequenas não têm capital", afirmou.
18/04/2026 00:08:36 +00:00
Ford faz recall de 1,4 milhão de picapes F-150 nos Estados Unidos

Ford F-150 Limited 2016 vendida nos Estados Unidos Divulgação / Ford A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape Ford F-150 nos Estados Unidos, após uma investigação conduzida pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). A campanha foi convocada após relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão da picape. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a NHTSA, a montadora tem conhecimento de dois casos de ferimentos “potencialmente” relacionados ao problema, além de um acidente. Como medida corretiva, as concessionárias irão atualizar o software do módulo de controle do motor e câmbio dos veículos afetados. Ainda de acordo com a NHTSA, a investigação sobre o defeito foi ampliada no início deste ano. A apuração preliminar havia sido aberta em março do ano passado, após o recebimento de diversas reclamações envolvendo picapes F-150 dos anos modelo 2015 a 2017, equipadas com a transmissão “6R80”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Ford já havia informado anteriormente que a falha pode estar relacionada ao desgaste de conexões elétricas ao longo do tempo, causado por calor e vibração. Esse desgaste pode provocar perda de sinal do sensor de faixa da transmissão. A NHTSA aponta que sinais incorretos enviados por esse sensor podem levar à redução involuntária de marcha, aumentando o risco de acidentes. No Brasil A Ford do Brasil só começou a vender a F-150 no país em 2023. Portanto, não há unidades da picape envolvidas neste recall. Recentemente a picape já havia passado por outro recall no Brasil. Desta vez, por problema no módulo do reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha. "O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado. Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.
17/04/2026 23:25:54 +00:00
TRF-2 derruba decisão que impedia cobrança de imposto sobre exportação de petróleo

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, suspendeu, nesta sexta-feira (17), uma decisão liminar que impedia a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor. O presidente acatou um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que apresentou recurso ao tribunal. O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. Na decisão, o tribunal considerou que barrar a cobrança do imposto poderia enfraquecer as medidas do governo para conter os impactos da alta do petróleo na economia. No recurso, a PGFN afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe. Segundo a Procuradoria, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente. 🔎 A alíquota de 12% foi instituída por MP pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio. De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em resposta à alegação de que a decisão usa um trecho da MP que não existe, o juiz admite que a decisão levou em conta "três parágrafos que não integram o texto da referida medida provisória. Porém, não reviu a decisão. O caso deve ir para análise colegiada no tribunal. "Foi um erro material grave, mas que não afeta as conclusões extraídas do processo de interpretação segundo o qual a exposição de motivos deve ser levada em conta, máxime por ser tratar de uma medida executiva (portanto, eminentemente administrativa), ainda que com força de lei", escreveu Vasconcelos. A desembargadora havia mantido a decisão de Sampaio e direcionado o assunto para referendo em um orgão colegiado do TRF2. Nesta sexta-feira (10), Arruda enviou o tema para "correção de erro material". O que suspende a análise da decisão na turma que vai julgar o caso. Nos bastidores do governo, a avaliação de integrantes é de que a decisão foi tomada com base em um texto falso. Para a PGFN, esse equívoco compromete a base da decisão e evidência uma "fragilidade jurídica" na concessão da liminar. Segundo esses relatos, o governo suspeitava que o erro teria sido causado com a anexação de uma versão modificada da MP por parte das petroleiras, e que o juiz não teria conferido a autenticidade do documento antes de utilizá-lo como fundamento. Entretanto, a petição inicial das empresas no processo, à qual o g1 teve acesso, não menciona os trechos citados pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio que não fazem parte do texto da MP. Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters A decisão O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. A decisão afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional. O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”. A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão. Críticas do setor As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país. Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor. "Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, em um evento na quarta-feira. O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil. No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível.
17/04/2026 22:27:41 +00:00
Boulos diz que é possível que governo Lula revogue a 'taxa das blusinhas'

'É possível que aconteça', diz Boulos sobre revogação da taxa das blusinhas O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou, nesta sexta-feira (17), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, que é possível que a chamada “taxa das blusinhas” seja revogada. Bastidores da política: acesse o canal da Sadi no WhatsApp A declaração foi dada após o ministro da Secretaria-Geral da Presidência ser questionado sobre o tema. A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação. “Olha, é possível. É importante dizer que a ‘taxa das blusinhas’ não foi uma iniciativa do governo. Quem colocou a ‘taxa das blusinhas’ foi o Parlamento, a partir de uma pressão e de um lobby de empresas varejistas”, disse o ministro do governo Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era "irracional", mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança. Quando questionado sobre a relação do governo com a proposta, Boulos rebateu, afirmando que o presidente apenas sancionou uma lei aprovada pelo Legislativo. Guilherme Boulos em entrevista na GloboNews nesta sexta-feira (17). Reprodução/GloboNews “O governo sancionou uma lei aprovada pelo Parlamento. O que eu disse aqui não é que o governo não tem responsabilidade na sanção. O que eu disse aqui é que não foi uma lei de iniciativa do governo. O texto que o governo mandou para o Congresso não tinha ‘taxa das blusinhas’. Isso foi incluído pelo relator e, infelizmente, isso é pouco dito no debate sobre a ‘taxa das blusinhas’.” Ao comentar a possível revisão da medida, Boulos defendeu a necessidade de avaliar os impactos da taxação antes de qualquer decisão. Segundo o ministro, é preciso considerar tanto os efeitos no mercado de trabalho quanto os custos para os consumidores. “Vendo a situação, é preciso fazer um balanço. Quantos empregos gerou ou preservou? Qual foi o custo que isso trouxe para as milhões de pessoas que fazem essas compras por plataformas digitais? Com esse balanço em mãos, com números em mãos, nós podemos tomar uma decisão mais efetiva. Acho plenamente razoável que se coloque na mesa a revogação da taxa. Agora, isso é uma definição do presidente Lula.” 'Taxa das blusinhas' A "taxa das blusinhas" trata-se da taxação de compras internacionais de até US$ 50 sancionada em 2024 pelo presidente Lula e proposta pelo Legislativo.  De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada 'taxa das blusinhas'.  De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão. Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo. O aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior.   O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava "uma boa" revogar a medida. "Minha opinião se eu for consultado", disse o ministro. Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas. Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar a taxação. Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da taxa.
17/04/2026 18:20:14 +00:00
Escala 6x1: ministro da Fazenda diz que pode haver transição para 'alguns setores', mas que conta não pode sobrar para o Tesouro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta sexta-feira (17) que pode ser necessário, na discussão e eventual implementação do fim da escala 6x1, a transição para alguns setores da economia. Mas ponderou, também, que a "conta" não pode sobrar para o Tesouro Nacional. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR As declarações foram dadas durante entrevista coletiva a jornalistas em Washington (Estados Unidos), onde Durigan participa das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "Discussão tem que se dar no âmbito do Congresso para que ouça todos setores da economia. Acho importante, e tenho visto nos estudos mais recentes, é que são cada vez menos os setores impactados. Muitos setores já têm dinâmicas de escalas diferentes de 5x2, 4x3. Sou muito favorável a debater, entender com os setores como se adaptar, ter alguma transição a alguns setores, para ter tempo de adaptação", disse o ministro. Relator quer transição e compensação Nesta semana, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, relatório favorável ao avanço de propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. A votação foi adiada por pedidos de vista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes disso, entretanto, o parlamentar sugeriu a discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e a adaptação do setor produtivo. Escala 6x1: entenda principais pontos e diferenças entre textos do Congresso e do governo Azi propôs também uma compensação para as empresas, com a redução de tributos, especialmente sobre a folha de pagamentos, considerando a possibilidade de elevação de gastos com pessoal caso a redução de jornada entre em vigor. 🔎As discussões no Congresso Nacional tratam de propostas que envolvem redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra, mas o próprio relator admite que, posteriormente, isso pode ser alterado para uma jornada máxima maior, de 40 horas — em linha com a proposta do governo federal. O ministro da Fazenda se posicionou contrário a uma eventual compensação a setores da economia por conta da adoção de compensação para as empresas por eventuais aumentos de gastos com a folha de pagamentos. "Tem ganhado apelo a pauta, acho uma pauta muito meritória. Tenho ressaltado que, como se fez no passado, que não pode sobrar uma conta para o Tesouro. Tem que ser reconhecimento de um ganho civilizacional, geracional para os trabalhadores. Não é possível que se queira financiar com recursos públicos, da sociedade como um todo, um avanço como esse", acrescentou Durigan Planalto não quer transição extensa À GloboNews, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta sexta no entanto que o governo quer "que a escala 6x1 acabe já" e fez críticas à proposta apresentada pelo relator do projeto na Câmara. "Uma transição pode ser de adaptação, de 90 dias, não é? É preciso dar um prazo mínimo para as empresas se adaptarem, organizarem as escalas de trabalho. Agora, nós não admitimos nenhum tipo de transição como foi pensada na CCJ pelo relator Paulo Azi. Aí não é transição, é postergação, né?", disse Boulos. 'Queremos que escala 6x1 acabe já', diz Boulos sobre projeto de Lula Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
17/04/2026 18:10:37 +00:00
Escala 6x1: governo admite mudança gradual, mas descarta benefício a empresários

Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão O governo admite a possibilidade de incluir no projeto que termina com a escala de trabalho 6x1 uma transição, mas não há espaço para uma nova desoneração para compensar os empresários, disse na última quarta-feira (15) o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.  🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Guimarães afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar a redução da escala de trabalho em maio, quando se comemora o mês dos trabalhadores.  "Nunca se votou matérias polêmicas sem que os dois lados não cedessem. Estamos abertos a discutir. Transição é possível, mas desoneração acho que não tem mais espaço", disse o ministro, que tomou posse no cargo nesta semana. Essas são duas alternativas discutidas no Congresso para tentar conter a resistência dos empresários à medida, que reduz em um dia a escala de trabalho e passa de 44 horas para 40 horas semanais.  Na quarta-feira (15), o governo protocolou o texto de um projeto de lei com regime de urgência, depois de uma conversa entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta defende a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o mesmo tema, mas o governo considera que a tramitação da PEC é mais lenta.  Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil Aplicativos Guimarães disse ainda que o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos de entregas e transporte deverá ser votado pelo Congresso apenas depois das eleições, já que não houve acordo.  Essa é uma das apostas do governo para atrair um grupo de trabalhadores que Lula tem tido dificuldade de atingir, mas a proposta que tramita no Congresso, depois das modificações, perdeu o apoio do governo.  Segundo Guimarães, Lula pediu que fosse retirado de pauta.  "Não votamos porque não tem acordo sobre nada. Plataformas não concordam, os trabalhadores também não, e a oposição está esperando um vacilo para dizer que o governo vai prejudicar os trabalhadores", disse. "Minha posição e do governo é de deixar para depois da eleição." Bets O ministro afirmou ainda na entrevista que as medidas em estudo pelo governo para combater o endividamento das famílias também devem ser apresentadas por Lula nos próximos dias e devem incluir algo em relação às apostas online conhecidas como "bets". Ele pontuou, no entanto, que não há ainda um consenso dentro do governo. Recentemente, em entrevista, Lula afirmou que, por ele, as "bets" seriam novamente proibidas no país.  "Eu sei a posição do presidente, mas precisamos levar em conta a correlação de forças no Congresso", disse Guimarães. "O que sinto é que o Congresso topa regulamentar." A atuação das "bets" já foi regulamentada, mas o governo estudaria agora um texto mais duro, já que a situação atual tem impactado o endividamento da população. A proibição, no entanto, dificilmente passaria. Fim da escala 6x1: por que empresários resistem à redução da jornada de trabalho? Tânia Rêgo/Agência Brasil
17/04/2026 18:01:26 +00:00
Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil

Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo Os preços do petróleo despencaram em todo o mundo nesta sexta-feira (17/04) após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos. O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 10%, para US$ 89,43 (R$444,04) o barril nesta manhã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços ainda permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97) —, mas a queda atual é considerada bastante significativa. O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. Os EUA chegaram a anunciar que iniciariam um bloqueio naval no local no início desta semana, depois de o Irã ter efetivamente fechado o canal de transporte por semanas, em resposta ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã em fevereiro. Nesta sexta, entretanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o estreito seria "declarado completamente aberto" pelo "período restante do cessar-fogo". "Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", disse Araghchi em um comunicado divulgado pela rede social X (antigo Twitter). Como isso afeta o Brasil? Douglas Magno/AFP via Getty Images/BBC O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene de aviação no preço das passagens aéreas. O diesel preocupa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Em um segundo conjunto de ações anunciado em abril, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho. O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que demoram a chegar integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção. Isso porque duas grandes empresas do setor (Ipiranga e Raízen), responsáveis por grande parte das importações privadas de diesel, se recusaram a aderir à política em um primeiro momento. A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. A Vibra — a antiga BR Distribuidora — também não participou da primeira fase do projeto, mas mudou de ideia em decisão tomada no último dia 9. Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental. Mas o efeito da queda mundial do preço do barril de petróleo pode levar semanas para chegar às bombas. Ao mesmo tempo, a bolsa e o real exibem apreciação nesta sexta diante do alívio na percepção de risco global com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa pelo fim dos embates no Oriente Médio. Perto das 10h50, o dólar à vista era negociado em queda de 0,52%, a R$ 4,9667, depois de ter batido na mínima de R$ 4,9502, o menor patamar ao longo do próprio dia de negociação desde março de 2024. Impacto no cenário externo Análise do banco BTG Pactual assinado pela economista Iana Ferrão, porém, afirma que nos últimos 10 anos o Brasil passa por uma mudança estrutural que fez com que o choque do petróleo reforçasse o cenário externo do Brasil. "No início dos anos 2000, o país ainda se caracterizava, do ponto de vista do setor externo, como importador líquido de petróleo e derivados. Nesse contexto, altas no Brent deterioravam a balança comercial e ampliavam o déficit em transações correntes", diz Ferrão em sua análise. "A partir de 2016, contudo, observa-se uma inflexão estrutural. O saldo da balança de petróleo e derivados torna-se consistentemente positivo e crescente, e os choques altistas no Brent passam a exercer efeito favorável sobre as contas externas, refletindo a transição do Brasil para exportador líquido de petróleo." Ou seja, a alta no preço do petróleo nas ultimas semanas estava reforçando, em vez de prejudicar, o cenário externo brasileiro, com melhora nas projeções de balança comercial e transações correntes. Segundo o relatório do BTG, no início dos anos 2000, um aumento de 10% no preço do barril de petróleo Brent ampliava o déficit nas transações correntes do Brasil — resultado das trocas comerciais, de serviços e rendas entre residentes e não residentes no país — em 0,05 ponto percentual (p.p.) do PIB. Em 2026, no entanto, esse mesmo choque reduz o déficit em conta corrente em 0,16 p.p. do PIB. No caso da balança comercial, enquanto um aumento de 10% do petróleo diminuiu o saldo da balança comercial do Brasil em US$ 300 milhões no início dos anos 2000, hoje esse movimento engorda o saldo em US$ 3,7 bilhões. "O Brasil hoje se beneficia de uma alta do preço do petróleo porque a exposição positiva em petróleo bruto exportado domina a exposição negativa via derivados importados", diz. A alta recente do Brent reforçava essa tendência, segundo ela. O relatório do BTG, publicado em 13 de abril, ainda apontava que se o preço do petróleo Brent se mantivesse em torno de US$100 até o fim do próximo ano, sem grandes mudanças no cenário, o saldo da balança comercial total do Brasil subiria para algo próximo de US$93 bilhões. No oposto, uma volta rápida do Brent para US$70 reduziria o saldo para perto de US$80 bilhões em 2026 e US$85 bilhões em 2027. Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil Costfoto/NurPhoto via Getty Images/BBC
17/04/2026 17:59:16 +00:00
Argentinos e chilenos lideram maior entrada de turistas estrangeiros no Brasil em 2026

O Brasil registrou recorde de turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Cerca de 2,33 milhões de visitantes estrangeiros desembarcaram no país por via aérea, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados fazem parte de um levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e foram divulgados nesta sexta-feira (17). Considerando todos os meios de transporte — aéreo, terrestre, marítimo e fluvial — o país também alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, com 3,74 milhões de chegadas nos três primeiros meses do ano. Entre as nacionalidades, os argentinos lideram o fluxo de turistas, com 780.578 visitantes, seguidos por chilenos, com 316.252, e norte-americanos, com 213.401 (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Brasil também atraiu europeus, com destaque para portugueses, que representaram 113.765 visitas, e alemães, com 74.409. Na distribuição por estados, São Paulo (855.191) e Rio de Janeiro (843.615) concentram a maior parte das entradas de estrangeiros. Santa Catarina aparece na sequência, com mais de 328 mil chegadas, seguido por Bahia, com 83.570, e Pernambuco, com 52.031. Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado já corresponde a 50% da meta projetada para o ano. “Nosso objetivo é alcançar 7,5 milhões de turistas internacionais até o fim de 2026. Apenas no primeiro trimestre, já atingimos metade dessa meta”, afirmou. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil Dados por tipo de transporte O transporte aéreo manteve desempenho positivo ao longo do período. Em janeiro, foram registradas 742.848 entradas de turistas internacionais por via aérea, alta de 22,15% na comparação com o mesmo mês de 2025. Em fevereiro, o volume chegou a 835.464 visitantes e, em março, a 750.934. “Mesmo em meses em que o total geral de chegadas por todos os modais apresentou leve retração em relação ao ano anterior, como janeiro e fevereiro, o transporte aéreo seguiu em expansão, consolidando-se como a principal porta de entrada de turistas estrangeiros no Brasil”, destacou o governo federal. O levantamento da Embratur considera somente pessoas que moram fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior. "Esse recorte permite medir com mais precisão o fluxo internacional de visitantes que ingressam no país, sem incluir brasileiros que retornam de viagens, oferecendo um retrato mais fiel do turismo internacional", complementa o informe.
17/04/2026 17:15:12 +00:00
Quaest: 29% dos brasileiros dizem que costumam apostar em bets, e 71% dizem que não

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets. Outros 71% dos entrevistados responderam que não costumam apostar. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Infográfico da pesquisa Quaest de abril de 2026 sobre o consumo de apostas esportivas no Brasil Arte/g1 A pesquisa também verificou sobre a prática de apostas esportivas em diferentes recortes, como região, sexo, faixa etária e renda. Veja abaixo os percentuais de respostas para a pergunta "Você tem costume de fazer apostas esportivas pela internet?" em diferentes estratos: Por região Confira os resultados por região: Sul: Sim (37%) | Não (63%) Sudeste: Sim (29%) | Não (71%) Centro-Oeste / Norte: Sim (27%) | Não (73%) Nordeste: Sim (25%) | Não (75%) Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por sexo No recorte por gênero, 33% dos homens costumam apostar, enquanto entre as mulheres o índice é de 21%. Feminino Sim: 27% Não: 79% Masculino Sim: 33% Não: 67% Saiba mais: Cearense perde casas e faz dívida de R$ 50 mil por vício em jogos online: 'Destruiu minha vida' Bets e famílias: pesquisas qualitativas mostram que homens apostam escondidos de mulheres; ouça 'O Assunto' Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal Idade Em relação a idade, o percentual de quem diz ter costume de apostar em bets é de 27% entre pessoas com entre 16 e 34 anos; 30% entre 35 e 59 anos; e 30% entre aqueles com 60 anos ou mais. Apostas esportivas só são permitidas para quem tem idade a partir de 18 anos, de acordo com a lei brasileira. 16 a 34 anos: 27% apostam 35 a 59 anos: 30% apostam 60 anos ou mais: 30% apostam Renda Entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, 32% responderam ter costume de fazer apostas. O índice é de 26% entre quem recebe mais de 5 salários mínimos e de 24% entre quem ganha até 2 salários mínimos. Religião A religião também interfere no resultado da pesquisa. Um percentual menor de evangélicos (23%) disse apostar em bets, na comparação com católicos (34%). Posicionamento político Quando se compara a resposta dada de acordo com o posicionamento político do entrevistado, 33% dos bolsonaristas afirmam fazer apostas esportivas pela internet.  O número é de 31% entre eleitores independentes - que não se identificam como esquerda, esquerda, lulista ou bolsonarista. Entre a esquerda não-lulista, 27% responderam que costumam apostar, e entre os lulistas, 26%. A direita não-bolsonarista registrou 25% de adeptos a bets. Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC
17/04/2026 15:09:09 +00:00
Ações da Netflix caem mais de 10% após projeções fracas e saída de Hastings ampliar dúvidas sobre crescimento

Logo da Netflix em Los Angeles, na Califórnia. Daniel Cole/Reuters As ações da Netflix caíram mais de 10% nas negociações iniciais desta sexta-feira (17), enquanto investidores digeriam uma projeção considerada morna e a saída inesperada do cofundador e presidente Reed Hastings, em meio a dúvidas sobre o próximo motor de crescimento da pioneira do streaming. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa vem ampliando sua estratégia para além do modelo tradicional de assinaturas, à medida que o crescimento desacelera e a concorrência aumenta. Para elevar a receita por usuário, a Netflix tem apostado mais em publicidade, programação ao vivo e aumentos de preço. No início deste ano, a Netflix abandonou uma tentativa de alto perfil de adquirir a Warner Bros Discovery, desistindo do que poderia ser um negócio transformador em troca de uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões. “O próximo desafio da Netflix será diversificar de fato suas receitas, reduzindo a dependência quase total das assinaturas”, disse Ross Benes, analista da eMarketer. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O negócio de publicidade está crescendo, mas não no ritmo esperado pelos anunciantes há mais de quatro anos, quando o plano com anúncios foi lançado. À medida que a empresa entra em uma nova era sem Reed Hastings, a publicidade terá um papel maior.” A saída de Hastings já era amplamente esperada desde que ele deixou o cargo de co-CEO em 2023, passando a gestão do dia a dia para Ted Sarandos e Greg Peters. Ainda assim, o anúncio ocorreu em um momento sensível para a empresa, segundo analistas. Com o crescimento de assinantes atingindo um teto em mercados mais maduros, analistas dizem que aumentos de preço podem compensar a desaceleração — mas não por muito tempo. “Gerar mais receita por usuário será a principal chave para manter o crescimento elevado, mas não acreditamos que a empresa consiga continuar aumentando preços no ritmo recente todos os anos”, disse Matthew Dolgin, analista da Morningstar. “E isso não acontece no vácuo.” Dolgin afirmou que parte do crescimento da publicidade pode vir de clientes migrando de planos premium para opções com anúncios, o que significa que o avanço da receita pode não ser totalmente adicional. Reed Hastings, cofundador da Netflix, em foto de 18 de outubro de 2021 Reuters/David Swanson Se as perdas se mantiverem, mais de US$ 44 bilhões podem ser eliminados do valor de mercado da empresa nesta sexta-feira. As ações acumulam queda de mais de 18% desde o início de dezembro, quando a Netflix apresentou a proposta pela Warner Bros Discovery. Elas haviam se recuperado cerca de 21% até o fechamento de quinta-feira, após o negócio ser abandonado no fim de fevereiro. “Apesar de preços mais fortes no curto prazo, a ausência de uma revisão para cima nas projeções anuais provavelmente decepcionou o mercado e reduz a visibilidade sobre uma aceleração significativa até 2027”, disse Parth Talsania, CEO da Equisights Research. A Netflix superou as expectativas de receita e lucro no primeiro trimestre, mas projetou lucro por ação para o trimestre atual abaixo das estimativas dos analistas, alertando que o crescimento da receita deve desacelerar para o ritmo mais fraco em um ano, segundo dados da LSEG. “Os investidores entraram no resultado com expectativas elevadas que a Netflix não conseguiu atingir totalmente”, disse Ralph Schackart, analista da William Blair. “Não houve nada que mudasse a tese.” Analistas da Raymond James afirmaram que a forte valorização das ações antes do balanço deixou pouco espaço para decepções. Netflix fecha acordo para compra da Warner; entenda
17/04/2026 14:25:58 +00:00
Projeto de nova placa: RJ já tentou incluir bandeira do estado, mas mudança foi inviável; entenda

Placa utilizada no Rio de Janeiro, em 2018, durante a implementação do padrão Mercosul. Divulgação/Detran-RJ Um projeto de lei aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14), quer colocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A medida é uma proposta do senador Esperidião Amin (PP-SC), e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara - entenda o projeto. Essa não é a primeira tentativa de mudança nesse sentido. Em 2018, durante a implantação das placas no padrão do Mercosul, o Rio de Janeiro colocou a bandeira do estado, além do brasão dos municípios, mas o Ministério das Cidades foi contrário. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado do país a disponibilizar o novo padrão durante a transição. A inclusão da bandeira e do brasão sairia do padrão e foi considerada inviável, na época, pois atrasaria a implantação do modelo em outras unidades da federação. Cancelar a inclusão da bandeira e do brasão, segundo a pasta, tinha como objetivo reduzir custos, mas manteria outros itens de segurança na placa. "Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul. Com isso, evitaremos qualquer despesa extra aos condutores de nosso país, embora o objetivo tenha sido desde o início apenas adotar um modelo mundial de identificação veicular e proporcionar mais agilidade por parte da polícia e segurança a todos", afirmou o então ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Projeto quer retomar placas dos veículos com cidade e estados Para o autor do novo projeto, a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. ➡️ O que muda Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. Texto aprovado em comissão do Senado. Reprodução/Senado Federal ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados. À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações.
17/04/2026 13:48:24 +00:00
Preço do petróleo cai 9% após reabertura do Estreito de Ormuz

Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. Reuters O preço do petróleo caiu 9% nesta sexta-feira (17), após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz para a passagem de embarcações durante o cessar-fogo com os Estados Unidos. Mais cedo, a commodity chegou ao menor patamar em mais de um mês. (veja mais abaixo) Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente pela passagem no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O preço do petróleo tipo Brent (referência internacional) recuou 9%, cotado a US$ 90,38 o barril. Mais cedo, chegou a alcançar US$ 86,09, batendo o menor valor desde 10 de março deste ano, quando estava a US$ 87,80. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, fechou em queda de 11,45%, a US$ 83,85. Mesmo com a queda vista nesta sexta-feira, no entanto, os preços do petróleo continuavam elevados em relação aos observados no início do ano. Veja abaixo: Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reabertura do Estreito é um dos pontos críticos da guerra e é o primeiro grande aceno do Irã em direção a um acordo pelo fim do conflito. A volta do trânsito pelo canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes — o que explica o reflexo direto nos preços da commodity nesta sexta-feira. "De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura. Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na mesma região — já no Golfo de Omã, após a saída do estreito — seguirá em vigor. "O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!", disse na Truth Social, destacando que o país concordou em "nunca mais voltar a fechar" o canal. Cessar-fogo entre Israel e Líbano A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, após o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação. Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia. Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo. A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região. O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto. Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.
17/04/2026 13:13:51 +00:00
Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar

Produtores colhem mirtilo no interior de São Paulo TV TEM/Reprodução Neste domingo, o Globo Rural atende a um pedido internacional. O Maximiliano, da província de Misiones, na Argentina, entrou em contato com o programa em busca de ajuda com a produção de mirtilo. A nossa recomendação é uma cartilha elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). O material reúne orientações práticas e técnicas sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta. A publicação está disponível gratuitamente. 📱Acesse aqui Parece melancia e tem cheiro de limão: que fruto é esse?
17/04/2026 13:12:52 +00:00
Europa pode ter combustível de aviação só para as próximas semanas, e companhias começam a cancelar voos

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker A Europa tem combustível suficiente para abastecer aviões por "talvez mais seis semanas", alertou o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE). Os estoques podem atingir um ponto crítico em junho se a região não conseguir substituir pelo menos metade de suas importações do Oriente Médio, afirmou a organização em um relatório divulgado nesta semana. O estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o combustível de aviação que sai do Golfo Pérsico, está efetivamente fechado pelo Irã há mais de seis semanas em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o que fez os preços dispararem e gerou temores de escassez. O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse em entrevista concedida na quinta-feira (16/04) à agência de notícias Associated Press que poderia haver cancelamentos de voos em breve se o fornecimento continuar bloqueado. Até esta sexta-feira (17/04), duas grandes companhias europeias anunciaram cancelamentos: a alemã Lufthansa e a holandesa KLM. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cancelamentos A alemã Lufthansa anunciou que sua subsidiária regional, Lufthansa CityLine, suspenderá as operações de suas 27 aeronaves a partir de sábado (18/04). "Em vista do aumento significativo dos preços do querosene, que mais que dobraram em comparação com o período anterior à guerra com o Irã, bem como do aumento dos encargos adicionais decorrentes de conflitos trabalhistas, a implementação da estratégia corporativa está sendo parcialmente acelerada." "Como primeira medida de efeito imediato, a partir de depois de amanhã, as 27 aeronaves operacionais da Lufthansa Cityline serão permanentemente retiradas de serviço para reduzir ainda mais os prejuízos da companhia aérea deficitária", anunciou a Lufthansa na quinta-feira. Além da crise do combustível, a Lufthansa tem enfrentado greves recorrentes, incluindo cinco dias consecutivos de paralisações de membros das tripulações de cabine e pilotos nesta semana. Já a companhia aérea holandesa KLM cancelou 160 voos para o próximo mês, mas afirmou que isso afetará menos de 1% de sua programação. A empresa insiste que não há escassez de combustível de aviação, alegando que a medida se deve exclusivamente ao aumento vertiginoso dos custos. Um porta-voz da KLM declarou: "Os passageiros afetados por essas mudanças serão realocados para o próximo voo disponível". "A KLM espera um período de férias de maio movimentado e está garantindo que os passageiros possam viajar para seus destinos de férias conforme planejado." Em março, a companhia Scandinavian Airlines (SAS) já havia anunciado que cancelaria ao menos mil voos no mês de abril diante da crise. O CEO da empresa, Anko van der Werff, também alertou que poderia haver aumento de preços se a crise se prolongasse. "Estamos cancelando algumas centenas de voos durante o mês de março, mas estamos tentando proteger nosso tráfego o máximo possível", disse ele ao jornal sueco Dagens Industri em março. Em uma atualização comercial divulgada na quinta-feira, a companhia aérea britânica de baixo custo (low-cost), EasyJet, afirmou que teve um custo adicional de combustível de 25 milhões de libras (cerca de R$ 168 milhões) em março devido ao conflito no Oriente Médio. Isso ocorreu apesar de a empresa ter garantido mais de três quartos de seu combustível de aviação a um preço fixo antes que os custos aumentassem devido ao conflito atual — um processo conhecido como hedge. A empresa afirmou que o conflito gerou "incerteza de curto prazo em relação aos custos de combustível e à demanda do cliente". A crise no mercado da aviação Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a AIE — que assessora 32 países membros em questões de abastecimento e segurança energética — afirmou que as exportações da região do Golfo são a maior fonte de combustível de aviação para o mercado global. Refinarias em outros grandes países exportadores, como Coreia do Sul, Índia e China, também são altamente dependentes das importações de petróleo bruto do Oriente Médio. Como resultado, a crise "atrapalhou significativamente o funcionamento interno dos mercados de combustível de aviação", afirmou a agência. No passado, a Europa dependia do Oriente Médio para cerca de 75% de suas importações de combustível de aviação, observou a AIE. No momento, os países europeus estão se esforçando para substituir o fornecimento do Golfo por importações de outros lugares. Segundo analistas, os carregamentos alternativos vêm principalmente dos EUA e da Nigéria. A AIE afirmou que houve uma rápida aceleração nas exportações de combustível de aviação dos EUA nas últimas semanas. No entanto, alertou em seu relatório que, mesmo que esses carregamentos fossem todos destinados à Europa, eles substituiriam apenas um pouco mais da metade do fornecimento perdido. Analisando diferentes cenários, a agência afirmou que, se a Europa não conseguisse substituir mais de 50% de suas importações do Oriente Médio, "escassez física poderia surgir em aeroportos selecionados, resultando em cancelamentos de voos e destruição da demanda". Se três quartos do fornecimento pudessem ser substituídos, a mesma situação ainda poderia ocorrer, mas não antes de agosto. "Consequentemente, por enquanto, parece que os mercados europeus precisarão se esforçar mais para atrair mais cargas de reposição de outros lugares, se quiserem manter estoques suficientes durante os meses de verão", diz a AIE. No Reino Unido, um porta-voz disse à BBC que está trabalhando com fornecedores de combustível e companhias aéreas para "garantir que as pessoas continuem se deslocando e que as empresas recebam apoio". "As companhias aéreas do Reino Unido deixaram claro que não estão enfrentando interrupções no fornecimento", disseram. A Airlines UK, que representa o setor, afirmou que, embora não esteja enfrentando interrupções no fornecimento de combustível de aviação no Reino Unido, está conversando com o governo sobre "medidas cruciais" que seriam necessárias para apoiar o setor de aviação em caso de interrupção no fornecimento de combustível, "incluindo a redução da burocracia, para proteger os consumidores, o comércio e a competitividade do Reino Unido". Amaar Khan, chefe de preços de combustível de aviação europeu da Argus Media, uma editora independente de notícias do setor energético, acredita que, mesmo que o fornecimento do Golfo seja retomado em breve, ainda poderá haver escassez no período que antecede o pico de viagens do verão europeu, geralmente entre junho e agosto. "Não é uma certeza, mas ainda assim, parece cada vez mais provável que haja alguma escassez em algumas áreas da Europa", diz. "É claro que um aeroporto como Heathrow [em Londres] provavelmente terá prioridade sobre outros aeroportos menores ou centros de demanda menores. Mas sim, mesmo que esse fornecimento seja restabelecido, levará de cinco a seis semanas", disse ele. Muitas companhias aéreas em todo o mundo tiveram que tomar medidas de emergência para combater o aumento do custo do combustível, que normalmente representa de 20 a 40% de seus custos operacionais. O preço de referência do combustível de aviação europeu atingiu um recorde histórico de US$ 1.838 (R$ 9.180) por tonelada no início de abril, em comparação com US$ 831 (R$ 4.150) antes do início da guerra. No início desta semana, a Comissão Europeia afirmou que "não havia evidências de escassez de combustível" na União Europeia, mas reconheceu que poderia haver problemas de abastecimento "em um futuro próximo". Um porta-voz disse em uma coletiva de imprensa que o fornecimento de petróleo bruto para refinarias da UE estava "estável, sem necessidade de liberações adicionais de estoque no momento". A Comissão disse que os grupos de coordenação de petróleo e gás estavam se reunindo semanalmente e que as medidas energéticas seriam anunciadas pelo presidente da Comissão na próxima semana. Na semana passada, a associação comercial de aeroportos europeus, o Conselho Internacional de Aeroportos, escreveu à Comissão alertando que o continente poderia sofrer com a escassez de querosene de aviação se o estreito de Ormuz não for reaberto nas próximas três semanas. A associação do setor aéreo Airlines for Europe pediu à UE que esclareça suas regras de compensação de passageiros para garantir que a escassez de combustível ou o fechamento do espaço aéreo resultantes do conflito sejam tratados como "circunstâncias extraordinárias". Isso significaria que, quando resultarem em cancelamentos, as companhias aéreas não teriam que fazer pagamentos de compensação significativos. Reportagem adicional de Oliver Smith.
17/04/2026 13:09:46 +00:00
Carta Pokémon de milhões de libras: valorização gera onda de crimes com roubos e furtos

As cartas de Pokémon se tornaram cada vez mais populares e valiosas nos últimos anos Getty Images via BBC Uma série de furtos do tipo smash and grab (algo como quebrar uma vitrine e pegar rápido o que tiver à frente) em lojas de cartas de Pokémon tem chamado atenção no Reino Unido, à medida que esses itens colecionáveis, cada vez mais populares, disparam de valor. Pokémon é um dos fenômenos culturais japoneses mais famosos ao redor do mundo. A loja Celestial Collectables, em Warrington, no condado de Cheshire, no Reino Unido, é uma das mais recentes lojas alvo de criminosos. Casos similares foram registrados nas últimas semanas em cidades como Rugby, Bristol, Bournemouth, Peterborough e Nottingham. As lojas relataram o furto de estoques avaliados em dezenas de milhares de libras. A polícia de Cheshire informou à BBC que está em contato com forças policiais do noroeste do país e de outras regiões do Reino Unido para lidar com o problema. As cartas de Pokémon são colecionadas e negociadas há 30 anos, mas ganharam ainda mais destaque na internet desde a pandemia de Covid-19, com algumas das mais raras alcançando valores elevados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um leilão recente da casa especializada Stanley Gibbons Baldwins movimentou mais de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 9,4 milhões) em "ativos de Pokémon". Embora a maioria das cartas não atinja milhares de libras, vendas de alto perfil dos itens mais raros têm impulsionado o interesse tanto de colecionadores quanto de investidores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início deste ano, o youtuber e lutador Logan Paul leiloou uma carta ultrarrara de Pikachu, em excelente estado, por um valor recorde de US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 81 milhões). No entanto, à medida que o valor dessas cartas cresce, também aumenta o interesse de criminosos. "Alguns desses ladrões não sabem exatamente o que estão levando", disse Roy Raftery, especialista em cartas colecionáveis da Stanley Gibbons Baldwins. Ele já intermediou vendas de Pokémon que somam mais de 2 milhões de libras (cerca de R$ 12,8 milhões), incluindo uma carta Pokémon Trainer vendida por 84 mil libras (cerca de R$ 537 mil), um Charizard por 442,8 mil libras (cerca de R$ 2,8 milhões) e um Pikachu Illustrator por 832 mil libras (cerca de R$ 5,3 milhões). Segundo ele, "os ladrões sabem que Pokémon é lucrativo, sabem que vale a pena roubá-las agora. E acreditam que é um alvo mais fácil do que assaltar um banco ou uma joalheria". Nesta semana, a polícia do condado de Wiltshire informou que uma loja na cidade de Trowbridge havia sido arrombada, "durante o qual uma quantidade substancial de cartas de Pokémon e outros itens foram roubados". Infelizmente, Chris Grundy tem experiência própria com esse tipo de crime por ser proprietário da loja Celestial Collectables, na cidade de Warrington. "Eles pararam em frente à loja com uma van, levantaram as câmeras com vassouras e quebraram o vidro", relatou. "Em cerca de quatro minutos, praticamente reviraram a loja inteira", disse Grundy. Ladrões reviraram a loja Celestial Collectables, em Warrington, no Reino Unido Celestial Collectables via BBC Ele descobriu que o seu negócio era o mais recente alvo de um roubo a lojas de cartas de Pokémon quando um cliente ligou tarde da noite para avisar que a vitrine havia sido quebrada. "Felizmente, todo o dinheiro e os itens de maior valor ficam guardados no cofre", disse. "A maior parte do que levaram eram cartas autenticadas e precificadas, várias cartas avulsas e diversos pacotes lacrados com acabamento foil. Caixas de coleção que variam de 40 a 300 libras (cerca de R$ 285 a R$ 2.140)." No total, Grundy estima que cerca de 60 mil libras (aproximadamente R$ 370 mil) em estoque tenham sido levados. O proprietário Chris Grundy afirmou que o roubo foi devastador Chris Grundy via BBC Ele sabe que a sua loja é apenas uma entre várias lojas de cartas de Pokémon que foram roubadas. A Trove UK, em Bournemouth, no sul da Inglaterra, teve 30 mil libras (cerca de R$ 186 mil) em produtos levados em um roubo semelhante. A Full Fire TCG, em Gloucester, no oeste da Inglaterra, perdeu mercadorias avaliadas em 25 mil libras (cerca de R$ 155 mil). Outro comerciante, em Peterborough, no leste da Inglaterra, informou ter perdido cerca de 80 mil libras (cerca de R$ 496 mil) em cartas e itens colecionáveis. O detetive inspetor Liam Keenan, da polícia de Cheshire, no noroeste da Inglaterra, afirmou que o roubo em Warrington é apenas um de uma série de ataques semelhantes. "Embora tenhamos registrado apenas um caso aqui em Cheshire, sabemos de outros e estamos em contato com forças policiais do noroeste do país, além de unidades de outras regiões", disse à BBC. Comunidade Pókemon Embora seja uma história de pequenos comerciantes sendo alvo de criminosos dispostos a destruir suas lojas para roubar cartas, é também uma história de comunidade. Nos dias seguintes ao arrombamento, a Celestial Collectables recebeu doações de estoque de lojas de cartas colecionáveis próximas e até de crianças que levaram as suas próprias coleções para contribuir. Grundy afirmou: "Recebemos pessoas doando cartas, montando móveis e ajudando na limpeza. Algumas crianças mais novas vieram com suas cartas, que talvez valessem apenas 3 libras (cerca de R$ 21), mas para nós significou muito, fez uma diferença enorme. Foi incrível!". Um fator que torna esses roubos ainda mais impactantes é que muitos desses varejistas são, antes de tudo, movidos pela paixão, criados e mantidos por pessoas com um interesse genuíno por cartas colecionáveis como as de Pokémon. Ladrões invadiram a Card Catcher Shop no domingo de Páscoa, segundo o proprietário Sam Jackway Card Catcher Shop via BBC "Tivemos sorte de apenas cerca de 2.000 libras (aproximadamente R$ 12 mil) terem sido levados da nossa loja", disse Sam Jackway, proprietário da Card Catcher Shop, em Bristol, no sudeste da Inglaterra. "Mas o sofrimento e os problemas de saúde mental para mim e para os funcionários foram bastante sérios." A sua loja foi invadida nas primeiras horas do domingo de Páscoa. "Na verdade, vi a invasão ao vivo, quando o sistema de câmeras me enviou um alerta indicando movimento na loja. Temos alarme sonoro, holofotes e câmeras que avisam sobre qualquer problema", disse Jackway. "[Eles] ficaram apenas cinco minutos recolhendo itens e se assustaram com os outros sistemas de segurança. A polícia e eu chegamos poucos minutos depois que eles saíram." Grundy afirmou que já reforçou a segurança da Celestial Collectables e alertou outros lojistas e até colecionadores particulares de cartas sobre a necessidade de proteger melhor os seus itens. "Reforçamos muito a segurança, com equipamentos diferentes, detectores de movimento, tudo. Hoje, isso é essencial", disse. "Foi devastador, mas, como empresa e como comunidade, vamos nos recuperar. Nós amamos Pokémon."
17/04/2026 13:08:28 +00:00
Com envelhecimento da população, número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobra

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Viver sozinho deixou de ser um arranjo isolado no Brasil e vem ganhando espaço de forma consistente. Em 2025, quase um em cada cinco domicílios do país (19,7%) tinha apenas um morador, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O avanço é expressivo quando se observa a última década. Em 2012, os lares unipessoais representavam 12,2% das residências brasileiras. Em números absolutos, passaram de 7,5 milhões para 15,6 milhões, um crescimento de 109,8% no período. Para o analista do IBGE William Kratochwill, a expansão acompanha transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país, sendo o principal motor dessa mudança o envelhecimento da população. "À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", afirma. Além disso, fatores como a saída dos filhos de casa e a viuvez tornam-se mais frequentes em uma sociedade que envelhece, ampliando esse tipo de arranjo residencial. Diferenças entre homens e mulheres Entre as pessoas que vivem sozinhas, os homens ainda são maioria. Em 2025, eles representavam 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais. De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, entre os homens esse tipo de arranjo costuma estar associado a separações — quando os filhos permanecem com a mãe — ou a deslocamentos motivados pelo trabalho, especialmente em centros urbanos mais dinâmicos. ♀️ Entre as mulheres, o perfil é diferente: mais da metade das mulheres que viviam sozinhas em 2025 (56,5%) tinha 60 anos ou mais. Kratochwill explica que esse padrão está relacionado sobretudo à maior longevidade feminina, à viuvez e a separações em idade mais avançada, além da escolha de muitas mulheres por manter autonomia residencial. Os dados também mostram diferenças no perfil dos demais arranjos familiares. 🤝 Nos domicílios nucleares, formados por casais com ou sem filhos, a participação entre homens e mulheres é mais equilibrada. 👩‍👩‍👧‍👦 Já nos domicílios estendidos, que incluem parentes além do núcleo familiar, as mulheres são maioria entre os responsáveis. Mesmo com o avanço das moradias individuais, o arranjo nuclear segue predominante no país. Em 2025, esse formato ainda representava 65,6% dos domicílios brasileiros, embora sua participação venha diminuindo ao longo do tempo. Sudeste lidera, mas capitais do Sul têm maior proporção A presença de domicílios unipessoais é mais elevada nas regiões mais envelhecidas e urbanizadas do país. Em 2025, o Sudeste concentrava 20,9% dos lares formados por apenas uma pessoa, seguido pelo Centro-Oeste, com 20%. No outro extremo, o Norte registrava 15,1%. Nas capitais, porém, a proporção é ainda maior. Em Florianópolis, por exemplo, 30,5% dos domicílios tinham apenas um morador, a maior participação entre as capitais analisadas. Lares de uma pessoa avançam nas capitais brasileiras Arte/g1 Segundo Kratochwill, esses resultados refletem uma combinação de fatores, como envelhecimento populacional, maior urbanização e o papel de grandes cidades como polos de trabalho e estudo. Apesar disso, o crescimento mais acelerado desde 2012 ocorreu justamente nas regiões Norte e Nordeste, onde o número de domicílios unipessoais aumentou 131% no período. País mais velho e com crescimento mais lento As mudanças nos arranjos familiares ocorrem em paralelo a uma transformação mais ampla na estrutura demográfica brasileira. Em 2025, a população do país chegou a 212,7 milhões de pessoas. No mesmo período, a participação de idosos cresceu de forma significativa: a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3%, em 2012, para 16,6%. Já o grupo com 65 anos ou mais representa atualmente 11,6% da população. No sentido oposto, o número de brasileiros com menos de 30 anos diminuiu 10,4% em termos absolutos desde 2012, refletindo a queda da fecundidade e a redução do número de nascimentos ao longo dos últimos anos. Segundo Kratochwill, a pirâmide etária brasileira revela um país em transição demográfica. A base da estrutura populacional — formada pelas crianças e jovens — está mais estreita, enquanto as faixas etárias adultas e idosas se tornam proporcionalmente maiores. Os dados mostram que os grupos de idade até cerca de 20 anos perderam participação na população, enquanto as faixas acima dos 40 anos ganharam peso relativo ao longo do período. O analista destaca ainda que até mesmo o grupo de 30 a 39 anos, que apresentava crescimento no início da série histórica, passou a registrar retração a partir de 2017. Além do envelhecimento, o país também registra uma desaceleração do crescimento populacional. A taxa anual de expansão, que era de 0,78% em 2013, passou a girar em torno de 0,40% nos últimos quatro anos, indicando um processo gradual de estabilização demográfica. Outro reflexo aparece na distribuição por sexo nas idades mais avançadas. A partir dos 60 anos, há 78,9 homens para cada 100 mulheres, resultado da mortalidade masculina historicamente mais elevada no país. Idosos trabalham para compensar dívidas reprodução/TV Globo
17/04/2026 13:00:12 +00:00
Mais aluguel, menos casas quitadas e cidades mais verticais: como mudou a moradia no Brasil

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Brasil ultrapassou 79 milhões de domicílios em 2025, mas o crescimento das moradias na última década veio acompanhado de uma mudança no perfil de ocupação: menos casas próprias quitadas, mais imóveis alugados e avanço dos apartamentos nas cidades. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No ano passado, 23,8% dos domicílios do país — o equivalente a 18,9 milhões de moradias — eram alugados. Em 2016, essa proporção era de 18,4% (12,3 milhões). Na prática, isso significa que o número de imóveis alugados cresceu 54,1% em nove anos. Na direção contrária, a participação das moradias próprias já quitadas caiu de 66,8% para 60,2% no mesmo período, mantendo uma tendência de redução ao longo da série histórica. Os imóveis próprios ainda em pagamento permaneceram relativamente estáveis ao longo da série histórica, passando de 6,2% para 6,8% entre 2016 e 2025. Apenas no último ano da série, entre 2024 e 2025, esse grupo cresceu 15,9%, indicando maior dependência do financiamento imobiliário. 🏠 Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano em meados de 2025, o crédito imobiliário ficou mais caro, o que dificultou o acesso à casa própria. Nesse cenário, muitas famílias passaram a adiar a compra do imóvel ou enfrentaram mais dificuldades para pagar o financiamento. Esse movimento ajuda a explicar o avanço das moradias alugadas e a redução da participação das casas próprias já quitadas. LEIA TAMBÉM: Minha Casa, Minha Vida faz lançamentos e vendas de imóveis baterem recorde em 2025 Raio-X do Minha Casa, Minha Vida: veja como ficam as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida: como as novas mudanças no programa favorecem a classe média William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, afirma que os dados indicam uma mudança na forma de acesso à moradia no país. Embora a renda dos brasileiros tenha crescido de forma consistente ao longo dos últimos anos, ele frisa que o avanço não tem sido suficiente para permitir a entrada de muitas famílias no sistema formal de habitação. “O que nós vemos é um aumento de rendimento ao longo dos anos que tem sido consistente, mas talvez não seja suficiente para que as pessoas tenham acesso ao sistema de habitação”, explicou. Por isso, acrescenta, muitas famílias acabam migrando para o aluguel. Aluguel avança e apartamento cresce nas cidades Arte/g1 Aluguel avança mais nas regiões urbanizadas O avanço do aluguel também aparece de forma clara nas capitais brasileiras, embora com intensidades diferentes entre as cidades. Em 2025, algumas capitais já registravam mais de um terço dos domicílios ocupados por locação. Palmas liderava com folga, com 47,3% das moradias alugadas — praticamente metade do total. Em seguida aparecem Florianópolis (36%), Goiânia (35,3%) e Brasília (34,5%). Nas grandes metrópoles, o aluguel também ganhou espaço ao longo da última década. Em São Paulo, a proporção de domicílios alugados passou de 26,4% em 2016 para 29,9% em 2025. No Rio de Janeiro, subiu de 20,3% para 28,2%. Em Belo Horizonte, o avanço foi ainda maior, de 19,5% para 29,6%. Mesmo nas cidades onde a casa própria ainda predomina, a presença do aluguel vem aumentando. Em Belém, por exemplo, a proporção de domicílios alugados quase dobrou em nove anos, passando de 11,1% para 21,2%. Segundo o analista da PNAD Contínua, o crescimento do aluguel também está ligado a um processo de concentração do patrimônio imobiliário. Isso porque uma fatia relevante dos novos apartamentos construídos não é ocupada pelos próprios donos, mas destinada ao mercado de locação. Na prática, uma mesma pessoa pode ser proprietária de mais de um imóvel, alugando essas unidades para outras famílias. Com isso, a posse desse tipo de patrimônio tende a ficar concentrada entre menos proprietários. “Grande parte desses novos apartamentos pertence a alguém que não os utiliza como moradia e está alugando”, explicou Kratochwill. Na avaliação dele, esse cenário indica que a riqueza associada à propriedade de imóveis acaba ficando “na mão de proporcionalmente menos pessoas”. Verticalização muda o perfil das capitais Os dados da pesquisa do IBGE mostram que o crescimento dos apartamentos tem sido um dos principais fatores de transformação no perfil das moradias no país — especialmente nas capitais. Entre as grandes cidades, Porto Alegre já tem maioria de apartamentos: em 2025, eles representam 52,1% dos domicílios da capital gaúcha. Vitória aparece logo atrás, com 49,9%, praticamente metade das moradias. Em Belo Horizonte, os apartamentos também já se aproximam da metade do total, com 45,1%. Capitais brasileiras vivem avanço dos apartamentos Arte/g1 Algumas capitais registraram mudanças ainda mais rápidas. João Pessoa teve um dos maiores saltos: a participação de apartamentos passou de 30% para 45,9% dos domicílios. Aracaju também apresentou crescimento expressivo, de 26,8% para 39,6%. Em Brasília, a proporção passou de 26,7% para 38,5%. Mesmo em capitais onde as casas ainda predominam, os apartamentos vêm ganhando espaço. Em Manaus, por exemplo, a participação passou de 18,8% para 24,5%. Em Fortaleza, subiu de 21,8% para 25,9%. Já algumas capitais permanecem mais horizontalizadas. Campo Grande tem apenas 9,8% de apartamentos, enquanto Porto Velho registra 13% e Rio Branco, 13,2%. Os dados também mostram que a verticalização altera a distribuição da população nas cidades. No Brasil, a parcela de moradores que vivem em apartamentos passou de 11,6% em 2016 para 15% em 2025. Nas capitais mais verticalizadas, essa proporção é muito maior: em Porto Alegre, por exemplo, 45,9% dos moradores vivem em apartamentos; em Belo Horizonte, são 42,2%; e no Rio de Janeiro, 39,9%. Segundo o analista da PNAD Contínua William Kratochwill, esse processo reflete a forma como as cidades vêm se expandindo. A verticalização permite concentrar mais moradias em áreas urbanas onde o espaço é limitado. “Colocam-se 20 ou 30 famílias em um terreno onde antes cabiam duas casas”, observa o pesquisador. Esse modelo também acompanha a lógica do mercado imobiliário. De acordo com o pesquisador, edifícios tendem a oferecer maior potencial de rentabilidade para incorporadoras do que construções horizontais, o que reforça a expansão desse tipo de empreendimento nas áreas urbanas. Imagem ilustrativa do Centro de São Paulo Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo de SP
17/04/2026 13:00:09 +00:00
Reforma tributária: empresas de pequeno porte devem optar até setembro entre Simples e novo regime; decisão vale para 2027

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) publicou resolução que determina que as empresas do Simples Nacional, ou seja, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, terão de escolher, até o fim de setembro deste ano, entre permanecer no sistema simplificado ou migrar para o novo regime. As mudanças valem para o ano de 2027. Se optarem por sair do Simples, as empresas de pequeno porte poderão realizar o abatimento, no novo regime (conhecido como híbrido) de impostos pagos em etapas anteriores da produção. Atualmente, a maioria das vendas do Simples não transfere crédito, o que mudará, caso as empresas realizem a opção pelo novo sistema. ➡️A possibilidade de optar pelo novo regime é fruto da aprovação da reforma tributária sobre o consumo em 2024, cujo texto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reforma prevê o fim do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2027, este último para grande parte dos produtos, e sua substituição pela CBS do governo federal — um imposto sobre valor agregado. A necessidade de adesão ou não ao Simples até setembro representa uma antecipação em relação ao calendário tradicional, que permite a opção até o fim de janeiro de cada ano. "A definição prévia dos prazos permite que as empresas realizem planejamento tributário adequado, considerando os impactos do novo modelo, especialmente em um contexto de transição estrutural", diz o CGSN. ➡️Os microempreendedores individuais não sofrerão alterações, ou seja, eles não terão de realizar a opção (pois nada muda para eles). O MEI responde por cerca de 60% das empresas do Simples Nacional. "A resolução não se aplica à opção pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais (SIMEI), mantendo-se, para o microempreendedor individual, as regras específicas já previstas em normas próprias", diz o Comitê Gestor do Simples Nacional. Divulgação Veja os prazos De acordo com a resolução do Comitê Gestor, a opção pelo Simples Nacional para o ano-calendário de 2027 deverá ser formalizada entre 1º e 30 de setembro de 2026, por meio do Portal do Simples Nacional, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Pela norma, a opção pelo Simples Nacional poderá ser cancelada em "caráter irretratável" até o último dia de novembro de 2026 "garantindo margem de decisão diante de alterações no faturamento ou no enquadramento societário". Caso a solicitação seja indeferida, a empresa terá prazo de até 30 dias para "regularizar pendências impeditivas, inclusive débitos tributários, contados da ciência do termo de indeferimento". Regularizadas as pendências nesse prazo, o indeferimento será cancelado e a opção deferida, acrescenta o Comitê. A resolução também regulamenta a opção pela apuração e recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, o que deverá ser feito também até o fim de setembro deste ano, e será aplicável exclusivamente ao período de janeiro a junho de 2027. A opção pelo regime regular do IBS e da CBS também poderá ser cancelada de forma irretratável até o último dia de novembro de 2026, de acordo com a resolução publicada nesta sexta-feira. Vantagens e desvantagens do novo regime Analistas ouvidos pelo g1 no ano passado avaliaram que as regras criadas na reforma tributária, com o uso dos chamados créditos tributários por quem optar pelo novo regime, tende a trazer desafios para esses empreendedores, tais como: necessidade de uma melhor organização da contabilidade, pois será necessário um detalhamento maior nas notas fiscais; atenção à cadeia de fornecimento, pois impostos não pagos em cadeias anteriores não poderão ser abatidos; impossibilidade de atrasar o recolhimento dos impostos, no caso de pagamentos eletrônicos, por conta do super sistema da Receita Federal, que está em fase de testes. 👉🏽 Ex-integrantes da equipe econômica governo federal afirmaram, por sua vez, que o novo método de tributação, com uso de créditos tributários, será vantajoso "na grande maioria dos casos" em relação ao sistema atual para as empresas do Simples Nacional que operam vendendo para outras empresas. VEJA REPORTAGEM COMPLETA DO G1 SOBRE DESAFIOS DO NOVO REGIME Empresas em início de atividade A resolução estabelece tratamento diferenciado para empresas em início de atividade. Para aquelas cuja inscrição no CNPJ ocorra entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, não se aplica a sistemática excepcional dos prazos mencionados anteriormente. Nesses casos, a opção realizada no ato da inscrição no CNPJ pelo Simples Nacional e pela apuração do IBS e da CBS pelo regime regular: produzirá efeitos, quanto ao Simples Nacional, a partir da data de inscrição e para todo o ano-calendário de 2027; e produzirá efeitos, quanto ao IBS e à CBS, para os meses de janeiro a junho de 2027.
17/04/2026 12:14:31 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 4,98 com reabertura de Ormuz e cessar-fogo no Líbano; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou em queda de 0,19% nesta sexta-feira (17), cotado a R$ 4,9833, após tocar a mínima de R$ 4,9502 ao longo do dia. É o menor valor de fechamento desde março de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,55%, aos 195.734 pontos. A valorização do real frente ao dólar reflete o maior otimismo do mercado com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O movimento ganhou força após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo com os Estados Unidos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A notícia derrubou o preço do petróleo em mais de 10%, pressionando as ações da Petrobras. Com forte peso no Ibovespa, a estatal é diretamente afetada pela commodity e, assim, influencia o desempenho do índice. Os papéis da companhia caíram mais de 5%. 🛢️ Por volta das 16h, o petróleo tipo Brent (referência internacional) recuava 11,05%, cotado a US$ 84,23 o barril. ▶️ Israel e Líbano iniciaram, na quinta-feira, um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua abre espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso. ▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais” e afirmou que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,56%; Acumulado do mês: -3,77%; Acumulado do ano: -9,21%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: +4,41%; Acumulado do ano: +21,48%. Reabertura de Ormuz O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países. Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou. "A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura. Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda-feira (13). Negociações no Oriente Médio As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária. O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações. No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”. Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado. Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente. Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito. Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global. Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz. Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”. Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”. Mercados globais Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta sexta-feira. O S&P 500 avançou 1,19%, aos 7.125,36 pontos. O Dow Jones subiu 1,79%, aos 49.447,92 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 24.468,48 pontos. Na Europa, o fechamento das bolsas foi positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 1,56%, aos 626,58 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 2,27%, aos 24.702,24 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 1,97%, aos 8.425,13 pontos. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou o dia em baixa. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%. No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%. Dólar freepik
17/04/2026 12:00:12 +00:00
Após a morte do fundador, OnlyFans busca novo investidor em acordo bilionário

OnlyFans REUTERS/Andrew Kelly A plataforma de conteúdo adulto OnlyFans está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária que pode avaliar a empresa em mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões). Segundo o Financial Times, a companhia, sediada em Londres, discute a venda de menos de 20% para a Architect Capital, gestora de investimentos com sede em São Francisco. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estratégia de vender uma fatia minoritária é vista como uma forma de garantir estabilidade ao negócio após a morte de seu fundador, Leonid Radvinsky. O empresário ucraniano-americano, bilionário, faleceu no mês passado, aos 43 anos, vítima de câncer. De acordo com a reportagem, o interesse do OnlyFans na Architect Capital está ligado à experiência da gestora no setor de serviços financeiros. A plataforma britânica avalia ampliar sua atuação e oferecer produtos bancários aos criadores de conteúdo por conta das dificuldades para acessar serviços tradicionais devido à natureza de seu trabalho. 🔎O OnlyFans mantém uma política rígida de acesso, restrita a maiores de 18 anos. Dados mais recentes da Felix International, empresa controladora da plataforma, indicam que o site conta com cerca de 4,6 milhões de criadores cadastrados, que recebem 80% das receitas geradas por assinaturas, enquanto a empresa fica com 20%. A ascensão do OnlyFans começou com um modelo genérico de assinaturas, mas a plataforma ganhou escala ao focar no conteúdo adulto e oferecer comissões mais atrativas — 80% da receita fica com os criadores. O formato atraiu influenciadores e acelerou o crescimento, especialmente durante a pandemia, quando aumentou a busca por renda online. Em poucos anos, a base de usuários saltou de milhões para centenas de milhões, atingindo 377 milhões de fãs e 4,6 milhões de criadores em 2024. O sucesso do modelo também influenciou outras redes sociais, como Instagram e X, a adotarem ferramentas de conteúdo pago. Hoje, a plataforma movimenta bilhões em assinaturas e permite que usuários comprem conteúdos e interajam diretamente com os criadores. No ano encerrado em 30 de novembro de 2024, a empresa registrou receita de US$ 1,4 bilhão e lucro antes de impostos de US$ 684 milhões, alta de 4% na comparação anual. No mesmo período, os pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões, avanço de quase 10%. Caso avance a negociação para venda de uma participação minoritária, o controle da empresa deve permanecer com o fundo familiar que detém as ações de Leonid Radvinsky. Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo
17/04/2026 12:00:03 +00:00
Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe

Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) que celebrou contrato para comprar uma participação da petrolífera Oranto e assumir como operadora do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África. Em comunicado, a estatal afirmou que está adquirindo 75% e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Petrobras (operadora), Oranto (15%) e Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) (10%). O valor da operação não foi divulgado. A estatal brasileira afirmou que desde 2024 retomou sua atuação no continente africano e já possui participação em blocos em São Tomé e Príncipe. "A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria", disse, em comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1
17/04/2026 11:55:27 +00:00
FMI retoma relações com Venezuela após seis anos de suspensão

Delcy Rodríguez Getty Images/BBC O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (16) a retomada das relações com a Venezuela, suspensas há mais de seis anos por impasses sobre o reconhecimento do governo. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que o fundo voltou a lidar com o país sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez. O FMI já havia indicado em março que retomaria o diálogo, começando pela coleta de dados econômicos básicos. Os investidores apostaram alto nos títulos da Venezuela na esperança de que a mudança de governo possa viabilizar uma reestruturação da dívida — algo que normalmente é sustentado por um novo programa de empréstimos do FMI — e os dados que a acompanham sobre qual nível de endividamento é sustentável para um país. O FMI não publica uma avaliação econômica completa sobre a Venezuela desde 2004. A retomada das relações ocorre após a queda do governo de Nicolás Maduro, em janeiro, em uma operação apoiada pelos Estados Unidos. Desde então, o governo do presidente Donald Trump tem trabalhado com Rodríguez e busca ampliar a presença americana nos setores de petróleo e mineração da Venezuela. Veja os vídeos que estão em alta no g1
17/04/2026 10:53:15 +00:00
Imposto de Renda 2026: como declarar renda de MEI, autônomos e informais

Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Profissionais autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores informais que tiveram rendimento tributável acima de R$ 35.584,00 no ano passado precisam entregar a declaração do Imposto de Renda 2026. O prazo se estende até 29 de maio. A entrega após essa data implica multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Além disso, contribuintes que deixarem de enviar a declaração podem ter o acesso ao crédito dificultado e o CPF classificado como irregular pela Receita Federal. Também são obrigados a apresentar a declaração do Imposto de Renda 2026 os contribuintes que: receberam rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil; tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos; realizaram operações na bolsa acima de R$ 40 mil ou tiveram lucro tributável; possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025; tiveram receita da atividade rural acima de R$ 177.920,00 ou querem compensar prejuízos; passaram a morar no Brasil em 2025; tiveram rendimentos ou investimentos no exterior. ⚠️ Independentemente da forma de pagamento — PIX, transferência ou dinheiro — toda renda precisa ser informada à Receita Federal. MEI também entra na regra do Imposto de Renda Microempreendedores individuais que cumprem obrigações como CNPJ também podem ser obrigados a entregar a declaração do Imposto de Renda como pessoa física. “A Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI (DASN-SimeI) informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF reúne a renda e o patrimônio da pessoa física, somando tudo o que ela ganhou ao longo do ano”, explica Marcus Reis, analista de atendimento ao cliente do Sebrae. Assim, o MEI pode ser obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda da pessoa física, a depender do nível de renda tributável alcançado no ano. Isso ocorre porque nem todo o faturamento do MEI é tributado da mesma forma, e parte dele pode ser considerada isenta. Ainda assim, quando o lucro tributável ultrapassa o limite definido pela Receita Federal, a entrega da declaração se torna obrigatória. Além disso, especialistas alertam que pendências no CPF podem ter impacto direto sobre o CNPJ. “O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades para obter certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, acessar financiamentos, entre outros”, afirma a head de contabilidade da plataforma MaisMei, Kályta Caetano. Como calcular a renda tributável do MEI Para saber se precisa declarar, é necessário olhar além do faturamento total e separar o que é isento do que é tributável. Essa divisão depende da atividade exercida: 8% do faturamento para comércio, indústria e transporte de cargas; 16% para transporte de passageiros; 32% para prestação de serviços. Depois disso, ainda é possível descontar despesas do negócio. O valor restante é considerado lucro tributável. Na prática, a lógica é simples: nem todo o dinheiro que entra no MEI é automaticamente considerado renda tributável para o Imposto de Renda. A parcela isenta deve ser declarada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Já o valor tributável deve ser informado em “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Se o resultado final ficar abaixo do limite de obrigatoriedade e não houver outras fontes de renda, o MEI pode ficar dispensado da entrega da declaração. Autônomos e trabalhadores informais Assim como no caso do MEI, quem trabalha por conta própria sem vínculo formal também entra nas regras do Imposto de Renda. É o caso dos autônomos e trabalhadores informais, que muitas vezes lidam com rendas variáveis e diferentes formas de recebimento ao longo do ano. Nesse grupo estão profissionais como motoristas, pedreiros, pintores, designers, consultores, professores particulares e outros prestadores de serviço que atuam de forma independente. Apesar da diversidade de atividades, a regra não muda: toda renda recebida precisa ser informada à Receita Federal, independentemente da forma de pagamento ou da regularidade dos ganhos. Como declarar renda de autônomos e informais Na prática, o que muda para quem trabalha por conta própria é a forma de organizar e declarar os rendimentos, que varia conforme quem fez o pagamento. Quando o serviço é prestado para empresas, o processo tende a ser mais estruturado. A própria empresa é responsável por fornecer um informe de rendimentos com todos os valores pagos ao longo do ano, além de eventuais retenções de Imposto de Renda e INSS. Esses dados são informados na ficha de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, com identificação do CNPJ da fonte pagadora. Já quando o pagamento vem de pessoas físicas, a regra exige mais atenção do contribuinte. Nesses casos, é obrigatório o uso do Carnê-Leão, sistema em que os rendimentos são registrados mês a mês. A partir dessas informações, a Receita Federal calcula o imposto devido com base na tabela progressiva, e o pagamento deve ser feito até o mês seguinte ao recebimento. No fim do ano, os dados são importados automaticamente para a declaração anual, que também exige a identificação do CPF de cada pagador. Dentro do universo dos trabalhadores autônomos, os profissionais do transporte têm regras próprias de tributação, que diferenciam parte da receita como isenta. No transporte de passageiros, 40% da receita é considerada isenta, enquanto 60% é tributável. Já no transporte de cargas, o percentual isento é maior: 90% da receita não entra na base de tributação, e apenas 10% é considerado tributável. Mesmo com essas regras diferenciadas, o Carnê-Leão continua sendo obrigatório para o controle mensal da renda. E um ponto importante: nessas atividades, não é permitido deduzir despesas operacionais. Se o imposto não for pago ao longo do ano, ele acaba sendo cobrado na declaração anual, com acréscimos de juros e multa. Como reduzir o imposto devido Embora a tributação siga regras fixas, há formas legais de reduzir o valor do imposto ao longo do ano por meio da dedução de despesas relacionadas à atividade profissional. Podem ser abatidos gastos como aluguel do local de trabalho, contas de água, luz, internet e telefone, além de materiais e insumos, serviços de terceiros, publicidade e investimentos em capacitação. Mas, para que essas despesas sejam aceitas, é fundamental comprovar os gastos. Por isso, especialistas recomendam organização constante, com guarda de recibos e uso de controle financeiro como o livro-caixa. Documentos necessários para declarar Antes de enviar a declaração, o ideal é reunir toda a documentação com antecedência. Isso ajuda a evitar erros e reduz o risco de cair na malha fina. Entre os principais documentos estão dados pessoais, informes de rendimentos, registros do Carnê-Leão, livro-caixa, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de bens e direitos e informações bancárias para restituição ou débito automático. Para MEIs, autônomos e trabalhadores informais, comprovar renda pode ser um desafio em situações como pedidos de crédito ou financiamentos. Nesses casos, alguns documentos ajudam a demonstrar a regularidade dos ganhos, como extratos bancários, declaração do Imposto de Renda, recibos de prestação de serviços, a Decore emitida por contador e, no caso de MEI, a declaração anual DASN-SIMEI. O que muda no IR 2026 A Receita Federal segue ampliando o uso da declaração pré-preenchida, que reúne dados enviados por empresas, bancos e outras instituições financeiras, facilitando o preenchimento e reduzindo erros. O envio da declaração pode ser feito pelo programa do Imposto de Renda, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou pelo portal e-CAC. O prazo final para entrega segue até 29 de maio de 2026. Quem não cumprir a obrigação pode ter o CPF irregular, enfrentar restrições de crédito e ainda pagar multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. Imposto de renda Joédson Alves/Agência Brasil
17/04/2026 07:02:23 +00:00
Custo maior, baixa ocupação, passageiros: veja falhas em uso de aviões da FAB indicadas pelo TCU

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Entre os problemas apontados estão: identificação incompleta de passageiros; voos com baixa ocupação; e ausência de justificativas formais para a utilização de voos oficiais em substituição à aviação comercial. ✈️ A análise dos técnicos abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024 e analisou 7.491 registros de voos feitos por aviões da FAB. Desse total, 266 foram realizados por autoridades. Segundo o TCU, 66 desses voos não possui registro disponível ou não foi localizado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 Nos 194 casos analisados, não houve qualquer avaliação formal que justificasse o uso da aviação oficial em detrimento da comercial, ponto considerado essencial diante do maior custo dos voos da FAB. 📝 A auditoria também identificou falhas documentais. Em 29 dos 194 requerimentos, não foi informada a finalidade da missão nem apresentadas agendas oficiais correspondentes. Em cerca de 70% dos casos houve problemas na identificação dos passageiros, seja por nomes incompletos, ausência de cargos ou falta de documentos oficiais, em desacordo com as normas vigentes. 💰 A auditoria também calculou os custos de cada passagem aérea individual da FAB. Os dados levaram em consideração o ano de 2024, segundo os auditores, foi o único ano que a FAB forneceu a identificação, com documentos comprobatórios dos custos. Para o período de 2020 a 2023, a FAB informou apenas a quantidade de passageiros embarcados sem maiores evidências. 💵 Em 2024, o custo de cada passagem aérea individual da FAB foi, em média, 6,4 vezes mais alto do que o equivalente na aviação comercial. Em um terço dos voos, o custo individual superou em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. "No consolidado, se considerados todos os voos em que foi possível obter o índice comparativo de custos, no total de 884 (76% do total), a economia estimada aos cofres públicos, caso utilizada a aviação comercial, seria de R$ 36.1 milhões no período compreendido entre janeiro e julho de 2024 (7 meses). Se utilizado o valor apurado acima e feita uma projeção para a economia estimada no período de 1 ano, o valor chegaria a R$ 81.6 milhões", destacam os técnicos. Entre 2020 e julho de 2024, foram identificados 111 voos com apenas um passageiro a bordo e 1.585 viagens, 21% do total, com até cinco ocupantes, número inferior à capacidade mínima das aeronaves da FAB, que comportam ao menos oito pessoas. Considerando todos os voos e modelos utilizados, a taxa média de ocupação foi de 55%. Aeronave da Força Aérea Brasileira Reprodução/RBS TV Mudança de regras Na quarta-feira (15), o TCU analisou os achados da auditoria e determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do emprego de aeronaves da FAB para o transporte de autoridades em 30 dias. De acordo com o TCU, as medidas que estarão no plano deverão ser adotadas no prazo de até 180 dias. Algumas das determinações que os órgãos deverão estabelecer critérios objetivos que deverão ser seguidos nos pedidos de uso de aeronaves da FAB: demonstrar a efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial; demonstração da necessidade de presença dos membros da comitiva para o cumprimento da agenda da autoridade; identificação dos passageiros, com descrição dos cargos e CPF; demonstração do risco para a segurança da autoridade em voo comercial. Como funciona hoje? Segundo a regra atual, podem utilizar as aeronaves da FAB as autoridades: vice-presidente da República; presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal; ministros de Estado; e comandantes das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Além disso, o ministro da Defesa poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras. Prioridade de atendimento As solicitações de transporte da FAB seguem uma ordem de prioridade: por motivo de emergência médica, por meio de documento assinado por profissional de saúde; por motivo de segurança, por meio de justificativa que fundamente a necessidade de segurança, a exceção é o vice-presidente, em que presume-se uma situação de risco permanente; e por motivo de viagem a serviço, por meio de registro em agenda oficial da atividade da qual a autoridade solicitante participará. No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, é observada a seguinte ordem de precedência: vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; e ministros de Estado. Compartilhamento de aeronaves A regra determina que, sempre que possível, a aeronave da FAB deverá compartilhada por mais de uma das autoridades se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas. Nesses casos, o horário de partida do voo será ajustado de acordo com a necessidade da autoridade de maior gradação na ordem precedência. Caracterização e comprovação da necessidade A autoridade solicita o voo é responsável por analisar a efetiva necessidade da utilização de aeronave da FAB em substituição a voos comerciais. As autoridades precisam manter: registro das datas, dos horários e dos destinos de sua viagem; registro do motivo da viagem, abrangido dentre as hipóteses previstas no caput do art. 3º; comprovação da situação que motivou a viagem; e o registro daqueles que acompanharam a autoridade na viagem. A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave deve ter estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança. É entendido como motivo de segurança o uso de aviões da FAB o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades. Uso de vagas ociosas As autoridades que solicitam os voos são responsáveis pelo preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas. As regras não se aplicam ao presidente da República, às comitivas presidenciais ou às equipes de apoio às viagens presidenciais.
17/04/2026 07:01:36 +00:00
Taxa das blusinhas: governo reacende debate em torno do imposto

De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada 'taxa das blusinhas'.  De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão. Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo. Aprovação conturbada Após intenso debate e recuos, a taxação das compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho de 2024. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era "irracional", mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança.  Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até então, elas eram isentas. Mas o aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior.   O então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi a público repetidas vezes dizer que a taxação das compras online não traria impactos aos consumidores.  Taxa será revogada? A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação.  O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava "uma boa" revogar a medida. "Minha opinião se eu for consultado", disse o ministro. Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas. Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar a taxação. Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da "taxa das blusinhas".  "Nossa posição é clara: igualdade tributária e regulatória. Não faz sentido incentivar a importação de produtos que já são bastante subsidiados em seus países de origem, notadamente China, e prejudicar a produção, os investimentos, empregos e a geração de empregos no Brasil", diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025. Reuters
17/04/2026 07:01:09 +00:00
Como policiais recuperam conversas e arquivos do celular e da nuvem de investigados

Programas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey são capazes de extrair muitas informações de celulares Altieres Rohr/G1 Policiais podem recuperar conversas e arquivos apagados de celulares de investigados por meio de análises em serviços na nuvem e de programas que extraem informações de aparelhos. A megaoperação de quarta-feira (15) que revelou um esquema suspeito de lavar R$ 1,6 bilhão começou com a análise de arquivos no iCloud. Ela permitiu cruzar informações como extratos, conversas e documentos financeiros, segundo a Polícia Federal. Em outra investigação, a PF identificou mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, segundo o blog da Andréia Sadi. Costa foi preso pela PF na quinta-feira (16). Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário Como um backup no iCloud levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo A análise de arquivos em serviços como iCloud e Google Drive pode acontecer diretamente no celular do investigado, caso o aparelho esteja desbloqueado, ou por meio de ordem judicial para plataformas compartilharem o material. Autoridades fizeram 38.290 pedidos de informações de usuários do Google de janeiro a junho de 2025, segundo dados mais recentes divulgados pela empresa. Os dados foram fornecidos em 77% dos casos. No mesmo período, a Apple recebeu 7.592 pedidos por dados em aparelhos e forneceu informações em 79% dos casos. Houve ainda 3.678 pedidos por dados na nuvem, com informações fornecidas em 81% dos casos. Policiais com acesso aos celulares também podem usar programas como o israelense Cellebrite UFED e o americano Magnet Greykey, que têm uso restrito e são capazes de contornar mecanismos de bloqueio e extrair muitas informações do dispositivo. Os programas conseguem acessar o histórico de mensagens em aplicativos como WhatsApp e Telegram. E, em alguns casos, recuperam dados apagados pelo dono do aparelho. Isso porque as ferramentas não analisam apenas o que está visível para usuários. Elas se concentram, na verdade, em bancos de dados e outros registros presentes na memória do dispositivo. Como o aparelho é desbloqueado A primeira etapa é desbloquear o celular caso ele seja protegido por senha. Isso pode ser simples, se o dono do aparelho fornecer o código, ou exigir o uso de programas de perícia que buscam contornar o bloqueio para extrair os dados. Caso o programa entre em ação, ele tentará explorar brechas de segurança específicas do modelo de celular. Essas falhas levam tempo para serem descobertas, o que dificulta o processo em aparelhos recentes, explicou Marcos Monteiro, presidente da Associação Nacional dos Peritos em Computação Forense (Apecof). "Esse mecanismo de desbloqueio funciona literalmente como hackear o celular. Mas o Cellebrite ainda não tem uma forma automatizada de quebrar a senha de um iPhone 17, se o mesmo for apreendido desligado, por exemplo", afirmou ao g1, em referência ao modelo lançado em 2025 pela Apple. As ferramentas que contornam o bloqueio de celulares são limitadas a especialistas forenses e têm licenças que chegam a custar US$ 50 mil por ano (cerca de R$ 250 mil, na cotação de 16 de abril). Como os dados são extraídos Os programas de extração dos dados costumam rodar em dispositivos que se conectam ao celular por meio de uma conexão USB e identificam o melhor método para obter as informações. As ferramentas atuam em um nível mais profundo no aparelho, explorando vulnerabilidades em sistemas, e não nos aplicativos. Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens Divulgação/Cellebrite "O tipo de extração vai permitir definir o nível de dados que pode ser organizado", disse Monteiro, da associação de peritos. Segundo ele, o processo pode ser descrito em quatro níveis, do mais raso ao mais profundo: extração lógica, que usa o nível do sistema operacional para obter dados como contatos, registros de chamadas e fotos visíveis, por exemplo; extração lógica avançada, que usa privilégios do sistema para extrair ainda mais dados, incluindo bancos de dados de aplicativos e informações temporárias; extração em sistema de arquivos, que alcança arquivos ocultos e registros em código – ela nem sempre pode ser feita porque exige contornar mecanismos de segurança; extração física, que recupera uma quantidade maior de dados, inclusive os que permanecem na memória porque não foram substituídos por informações novas. "O mesmo celular pode ser submetido a mais de uma extração, isso não é incomum. É importante", disse Monteiro. "Na hora da análise, pode ser que um tipo de extração não tenha trazido a informação que você quer, mas há outro tipo que trouxe". O ideal é que a extração seja feita o quanto antes porque alguns registros são temporários, explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026. "Com algumas ferramentas, é possível 'quebrar' essa senha de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar", afirmou. Como os dados são analisados Com o material bruto, investigadores podem recorrer a programas voltados à análise desse material. A ideia é exibir arquivos ilegíveis em um primeiro momento e organizar grandes volumes de informações. Um dos mais conhecidos é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), criado por peritos da PF em 2012. Ele permite buscar informações em registros de WhatsApp e Telegram, bem como em outros bancos de dados do aparelho. Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF O programa pode buscar padrões, como números de CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. "O IPED não ignora nada que está no aparelho celular. Ele organiza algumas coisas e, nas que não são organizadas, permite fazer uma consulta um pouco mais avançada", explicou Monteiro. Ainda segundo o perito, é possível recuperar mensagens únicas manualmente ou por meio do programa Avilla Forensics, que automatiza o processo. "Para isso, é preciso ler o banco de dados do WhatsApp ou do Telegram, e não acessar o aplicativo no aparelho de celular". Foto de visualização única no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Como é a proteção em aplicativos de mensagens As conversas no WhatsApp têm criptografia de ponta a ponta desde 2016 para impedir interceptações durante o envio de mensagens. "Antes de uma mensagem sair do seu dispositivo, ela é protegida com um cadeado de criptografia e apenas o destinatário da conversa tem as chaves para abri-lo", explica o aplicativo, em seu site. O Telegram também oferece essa proteção, mas, por padrão, armazena as conversas em seu servidor. O serviço afirmou ao g1 que, embora faça o melhor para proteger usuários, é impossível garantir a segurança em um dispositivo comprometido. "Uma vez que a segurança do sistema operacional subjacente é contornada, o invasor essencialmente obtém o mesmo acesso que o proprietário do aparelho", disse o Telegram. Montagem com os aplicativos de mensagem concorrentes WhatsApp e Telegram Divulgação e Carlos Henrique Dias/g1
17/04/2026 06:00:34 +00:00
Com a cabeça no feriado? Veja as regras para quem trabalha no Dia de Tiradentes

Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado com o Dia de Tiradentes, na próxima terça-feira (21). A data, declarada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como cai em uma terça-feira, quem conseguir folga na segunda-feira (20) pode emendar e ter até quatro dias seguidos de descanso — de sábado a terça, para quem não trabalha aos fins de semana. Para servidores federais, a data será ponto facultativo. Veja abaixo o calendário: 18 de abril (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana 19 de abril (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semanas 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser um feriado nacional, nem todos os trabalhadores são beneficiados. A legislação autoriza o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (Confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ➡️ Quem pode emendar o feriado? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. Volte ao menu. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. Volte ao menu. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. Volte ao menu. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. ""A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. Quem pode emendar o feriado? Por cair em uma terça-feira (21), o Dia de Tiradentes abre a possibilidade de que muitos trabalhadores "emendem" o feriado com o fim de semana, somando quatro dias seguidos de folga. Apesar disso, é importante destacar que a segunda-feira (20) não é feriado e, sim, um dia de trabalho regular. Assim, essa possibilidade de "emenda" não é uma realidade para todos os trabalhadores: ela depende das políticas de cada empresa, no caso do setor privado, e de decisões dos governos municipal, estadual ou federal, no caso dos servidores públicos. Veja: 🏢 EMPRESAS PRIVADAS Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, não há, na legislação, obrigatoriedade de o empregador conceder a chamada "emenda de feriado" aos seus empregados. "No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista. Uma alternativa para o empregador é pedir a compensação do dia da emenda por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária durante a semana. Há também empresas que concedem a folga na emenda do feriado de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação posterior. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para servidores municipais e estaduais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. 6. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 7. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 8. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de folga prolongada é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Isso significa que cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que exista regulamentação local. Nas localidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso haja necessidade de trabalho, o empregado tem direito ao pagamento em dobro ou à concessão de folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
17/04/2026 03:01:28 +00:00
Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil

Placa no padrão do Mercosul Fábio Tito/G1 Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. 🔙 Histórico: O Rio de Janeiro já tentou incluir a bandeira do estado na placa, na época da implantação em 2018, mas a mudança foi considerada inviável e barrada pelo ministério. Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil ➡️ O que muda Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. O deputado federal Hugo Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados. À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações.
17/04/2026 03:01:03 +00:00
Imóveis de até R$ 600 mil e renda de até R$ 13 mil: financiamento do Minha Casa, Minha Vida com novas regras começa na próxima quarta

FGTS amplia limites de renda e valores de financiamento do Minha Casa, Minha Vida A Caixa Econômica Federal informou que começa a operar o financiamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com as novas regras na próxima quarta-feira (22). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV. (leia mais abaixo) Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis 💰 1. Novos limites de renda por faixa Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000 📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores. 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano. 🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade; Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil; Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil. 📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. 🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado. Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis. “Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz. Veja as principais regras do programa: Regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Arte/g1 Quais são os efeitos das mudanças? Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média. 🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%. “Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista. Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado. As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano. Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz. "Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica. "No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas." Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa. Veja abaixo: Evolução do programa Minha Casa, Minha Vida Arte/g1 Condomínio de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação
17/04/2026 03:00:39 +00:00
Antes de deixar cargo, procurador do DF fez duras ressalvas a empréstimo do governo para salvar BRB; leia trechos

Márcio Wanderley de Azevedo, Procurador-Geral do DF PGDF/Reprodução O procurador-geral do Distrito Federal, Márcio Wanderley, assinou um duro parecer com uma lista de ressalvas à ideia do governo de pegar um empréstimo bilionário com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer a crise patrimonial do Banco de Brasília (BRB). Dias após assinar o documento, Márcio Wanderley pediu para deixar o cargo, como revelou o g1 nesta quarta-feira (15). O parecer teria sido mal recebido pela governadora do DF, Celina Leão (PP), que confrontou o teor das conclusões do órgão. A exoneração de Wanderley foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF desta quinta-feira (16). O g1 e a TV Globo tiveram acesso ao parecer. Nele, a Procuradoria-Geral do DF aponta, entre outros problemas: risco de infração a pelo menos dois artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF); uma possível "confusão" entre o patrimônio do BRB e o do governo do DF, seu acionista controlador. PF prende ex-presidente do BRB; ele teria recebido R$ 146 mi em imóveis de luxo de Vorcaro ➡️ A Câmara Legislativa do Distrito Federal autorizou o governo a usar imóveis públicos como garantia para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Esses imóveis devem compor um fundo imobiliário, que até agora não foi oficializado. ➡️ O governo enviou um pedido inicial ao FGC de R$ 4 bilhões – valor que seria completado com outras ações. Nesta semana, o governo já passou a falar em um empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Investidores estimam que o aporte necessário pode ser ainda maior. O g1 questionou o governo do Distrito Federal sobre o parecer e sobre a saída de Márcio Wanderley, mas não recebeu retorno. Entenda a relação entre o Banco BRB e o Banco Master O que diz o parecer O parecer da Procuradoria-Geral do DF responde a uma consulta feita pelo BRB – que pediu a "análise jurídica" do órgão e a "adoção de providências cabíveis" para formalizar o pedido de empréstimo ao FGC. Na resposta, a equipe de Márcio Wanderley questionou até a própria legitimidade do BRB para pedir essa análise – já que o banco tem consultoria jurídica própria e não é parte da administração direta. Lei de Responsabilidade Fiscal Em dado momento, o parecer afirma que, se o governo do DF de fato quiser assumir a obrigação contratual de quitar o empréstimo, deverá fazer isso "de forma clara, com indicação dos fundamentos normativos e societários pertinentes". "[...] recomendando-se, inclusive, a análise meritória sobre a própria capacidade operacional para a celebração da operação de crédito, em atenção aos arts. 32 e 42, ambos da Lei de Responsabilidade Fiscal". O artigo 32 da Lei de Responsabilidade Fiscal trata dos critérios para que um governo (municipal, distrital, estadual ou federal) contrate um empréstimo. Diz, por exemplo, que é preciso demonstrar o custo-benefício da operação, comprovar interesse econômico e social e atender aos limites legais de envididamento. ➡️ Como o g1 já mostrou, o DF está com nota baixa em gestão fiscal. Dos critérios avaliados, o pior é a "poupança corrente", ou seja, o espaço livre no caixa do governo para fazer investimentos ou pagar empréstimos. Já o artigo 42 da LRF estabelece uma proibição: os governantes não podem contratar empréstimos nos últimos oito meses do mandato e deixar a fatura para o mandato seguinte. Ou seja: se celebrar o empréstimo com o FGC a partir de 1º de maio, a legislação determina que Celina Leão deverá quitar a dívida ainda em 2026. Ou, pelo menos, deixar dinheiro suficiente em caixa para a quitação no ano que vem. ➡️ O desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal pode gerar punições ao DF (proibição de celebrar convênios, transferências ou contratos) e aos servidores e gestores envolvidos (que podem ser denunciados por crime de responsabilidade e por improbidade administrativa). Ibaneis Rocha deixa governo do DF sem solucionar crise do BRB criada durante sua gestão Confusão de patrimônio O parecer da Procuradoria-Geral do DF diz ainda que, com base nos documentos enviados pelo BRB, parece haver uma confusão entre o patrimônio e a responsabilidade do banco e o papel do governo do DF como acionista majoritário. Segundo a análise, não fica claro "quem será, afinal, o sujeito contratante e o efetivo responsável econômico pela despesa". A PGDF diz que o estatuto do Fundo Garantidor de Créditos até prevê que um empréstimo seja contratado pelo acionista controlador do banco, mas "não autoriza presumir" que o governo "possa figurar, por si só, como requerente, contratante ou responsável direto pelas obrigações acessórias da operação". O órgão segue indicando ressalvas. Questiona, por exemplo, a contratação de uma "assessoria jurídica" para respaldar a negociação -- e a falta de clareza sobre quem pagará esse contrato (BRB ou governo). "A circunstância de o Distrito Federal deter posição acionária relevante não autoriza, por si só, a confusão entre a esfera patrimonial da companhia e a do ente controlador. Eventual transferência do ônus ao Distrito Federal exigiria base jurídica autônoma, motivação específica, demonstração de interesse público primário, compatibilidade com a disciplina societária, financeira e orçamentária aplicável, além de deliberação institucional idônea. Nada disso consta dos autos." Frente a tantas inconsistências, a Procuradoria-Geral do DF nem sequer chega a definir uma posição sobre a regularidade do pedido de empréstimo já enviado ao FGC. "Qualquer pronunciamento desta PGDF [...] incorreria em elevado grau de abstração e insegurança, dissociando-se da base fático-documental mínima necessária ao exercício da atividade consultiva", diz o documento. Como o colapso do Banco Master mostrou os limites da garantia do FGC Troca depende da Câmara Legislativa Nesta quinta-feira (16), o governo Celina Leão anunciou a indicação de Diana de Almeida Ramos como nova chefe da Procuradoria-Geral do DF. Diana é servidora de carreira do órgão e uma das atuais subprocuradoras-gerais. É, também, próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do irmão dela, Eduardo Torres. O g1 perguntou ao governo se a indicação de Diana veio da família Bolsonaro, de quem Celina se diz "amiga pessoal", mas não obteve resposta. A indicação deve ser publicada nesta sexta (17) no Diário Oficial do DF, mas ainda não há data para que Diana Ramos assuma o posto. Isso, porque o rito prevê que ela passe por sabatina e tenha o nome aprovado no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Com o feriado na próxima terça (22), é possível que esse trâmite só seja concluído no começo de maio. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
17/04/2026 03:00:33 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.997: prêmio acumula e vai a R$ 60 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2997 O sorteio do concurso 2.997 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 60 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 20 - 32 - 37 - 39 - 42 5 acertos - 33 apostas ganhadoras: R$ 63.897,88 4 acertos - 2.920 apostas ganhadoras: R$ 1.190,33 O próximo sorteio da Mega será no sábado (18). Mega-Sena, concurso 2.997 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
17/04/2026 00:03:13 +00:00
Reed Hastings, cofundador da Netflix, anuncia saída da empresa após 29 anos

Reed Hastings, cofundador da Netflix, em foto de 18 de outubro de 2021 Reuters/David Swanson A Netflix informou nesta quinta-feira (16) que seu cofundador e presidente do conselho administrativo deixará a empresa após 29 anos. Em comunicado a investidores, a Netflix disse que Hastings não concorrerá à reeleição no conselho e que ficará no cargo até junho. O plano do executivo é focar em filantropia e outros projetos, informou a companhia. A plataforma de streaming afirmou que Reed "construiu uma cultura de inovação, integridade e alto desempenho" capazes de definir a empresa e que "sua visão e liderança foram pioneiras na forma como o mundo se diverte". "Minha verdadeira contribuição na Netflix não foi uma única decisão, foi focar na satisfação dos nossos assinantes, construir uma cultura que outros pudessem herdar e aprimorar, e construir uma empresa que fosse amada pelos assinantes e extremamente bem-sucedida por gerações", disse Hastings. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Netflix também divulgou o balanço para o primeiro trimestre de 2026, com faturamento de US$ 12,2 bilhões, um aumento de 16% sobre o mesmo período de 2025. A empresa tratou ainda da falta de acordo pela compra da Warner, que chegou a um acordo com a Warner, e afirmou que a aquisição seria "um ótimo acelerador" para sua estratégia, mas "apenas pelo preço certo". Ainda de acordo com a Netflix, seu investimento em podcasts em vídeo e transmissões ao vivo estão aumentando o engajamento de usuários. A plataforma também pretende melhorar a monetização à medida que sua receita de publicidade se aproxima de US$ 3 bilhões em 2026.
16/04/2026 21:10:45 +00:00
Escala 6x1: equipe econômica descarta discutir contrapartidas para as empresas
Governo envia ao Congresso PL para fim da escala 6x1 A ala econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não prevê discutir contrapartidas financeiras às empresas caso prospere alguma das proposições que prevê o fim da escala 6x1.  Duas propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam juntas na Câmara dos Deputados. E, na terça-feira (14), o governo encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei ao Congresso Nacional sobre o mesmo assunto.   Na quarta-feira (15), o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou relatório favorável ao avanço, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aos textos que estabelecem a redução de jornada no país. Embora o relatório tenha se limitado a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição, ele fez sugestões em relação ao mérito das PECs.  Azi sugeriu medidas para a adaptação do setor produtivo e uma regra de transição, progressiva, para a entrada em vigor da redução da jornada de trabalho, com prazos diferenciados conforme o porte e o tipo da empresa. "Uma possibilidade para mitigar estes riscos da redução da jornada é fazer compensações fiscais, ou seja, reduzir tributos, especialmente sobre a folha, para os agentes que reduzirem sua jornada, o que foi seguido por alguns países europeus", destacou o relator. Interlocutores da área econômica que acompanham o debate disseram ao g1 que o governo está aberto a discutir formas de reduzir os impactos sobre as empresas, incluindo uma regra de transição, mas se opõe à ideia de compensar financeiramente empresários por eventuais perdas decorrentes da redução da jornada de trabalho. O projeto enviado pelo Executivo não traz qualquer previsão de escalonamentos para a redução da jornada. Após a leitura do relatório na CCJ, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6x1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório –, que foi aceito pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA). A votação deve ocorrer, agora, em até 15 dias. Motta e governo O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebe nesta sexta-feira (17) o ministro da secretaria das relações institucionais, José Guimarães, para tratar das propostas que reduzem a jornada de trabalho no Brasil. Na terça-feira (14), o governo acertou o envio do projeto do Executivo em um almoço no Palácio do Planalto entre Lula e Motta. O presidente da Câmara vinha defendendo a votação das PECs que já tramitavam na Casa. O processo para se alterar um dispositivo constitucional exige mais tempo de análise e quórum de votação mais amplo, de três quintos. O governo, por sua vez, passou a advogar por um projeto de lei. O PL encaminhado pelo governo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações infraconstitucionais. Para ser aprovado, precisa apenas dos votos da maioria simples das duas Casas Legislativas. O que diz o setor produtivo Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Azi apresentou estudo da Fecomércio que calcula que R$ 158 bilhões será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas seja aprovado. Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
16/04/2026 20:48:15 +00:00
Comissão aprova projeto que recoloca estado e município nas placas de veículos no Brasil

Novo modelo de placa veicular padrão Mercosul Gilia Amaral/Detran-M Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A matéria foi aprovada nesta terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O Projeto de Lei 3214/23 é de autoria do Senador Esperidião Amim (PP-SC). O argumento usado pelo senador é que a informação na placa ajudaria as autoridades de trânsito e polícia a identificar com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações, furtos, roubos e delitos relacionados ao veículo. Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil A aprovação do projeto foi recomendada pelo relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). “A iniciativa também resgatará o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento à região e o orgulho local e facilitando a percepção pelos locais quando se tratar de veículos ‘de fora’”, afirmou Leal. O deputado federal Hugo Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. Para se tornar lei, o projeto tem de ser aprovado na Câmara e no Senado e, depois, ser sancionado pela Presidência da República. Placa Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020. Desde então, todos os veículos que passam por transferência de propriedade ou necessitam substituir a placa original adotam o novo modelo. Uma das principais características da placa Mercosul é a diferente combinação de sete caracteres alfanuméricos. O padrão anterior era composto por três letras seguidas de quatro números, Já o usado pela placa Mercosul introduz uma letra na posição do segundo número, ampliando significativamente as possibilidades de combinações. À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações. Outra inovação relevante foi a substituição do lacre físico por um QR Code. Esse código armazena informações e características do veículo. Isso possibilita consultas em tempo real à base nacional, reforçando os mecanismos de segurança e rastreabilidade.
16/04/2026 20:19:40 +00:00
Patrimônio milionário do indicado à presidência do Banco Central dos EUA acende alerta no Senado americano

Trump indica Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, o banco central dos EUA A indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) ganhou novos obstáculos após a divulgação de seu patrimônio superior a US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões) — marcada por lacunas e informações incompletas que levantaram dúvidas no Senado sobre possíveis conflitos de interesse. A principal crítica é que parte relevante dos ativos não foi detalhada por conta de acordos de confidencialidade, o que, segundo parlamentares, impede uma avaliação adequada das ligações financeiras do indicado, segundo informações divulgadas pela agência Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A senadora democrata Elizabeth Warren afirmou que as inconsistências não atendem às regras éticas e defendeu o adiamento da audiência de confirmação, marcada para a próxima terça-feira (21). “Essa audiência não deveria avançar até que essas divulgações financeiras sejam resolvidas e ele esteja em conformidade com as regras de ética”, disse Warren após reunião com Warsh. A preocupação central é que, sem transparência total, não é possível identificar eventuais conflitos de interesse — nem garantir que eles sejam eliminados antes de uma eventual posse. “O objetivo da divulgação é entender essas relações e verificar se foram desfeitas”, afirmou a senadora, citando ainda que o Fed já enfrentou escândalos recentes ligados a conflitos de interesse. Patrimônio de US$ 100 milhões Kevin Warsh Kevork Djansezian/AFP A documentação entregue por Warsh, com 69 páginas, mostra um patrimônio robusto, mas de difícil mensuração precisa. Entre os principais ativos estão dois investimentos superiores a US$ 50 milhões no fundo Juggernaut Fund LP, além de US$ 10,2 milhões recebidos em consultorias para o investidor Stanley Druckenmiller. Parte desses investimentos, no entanto, aparece sem detalhamento dos ativos subjacentes, justamente por cláusulas de confidencialidade — o que reforçou as críticas no Congresso. Warsh afirmou que pretende se desfazer desses ativos caso seja confirmado. 🔎 As regras de ética do Fed, que se tornaram mais rígidas em 2022, proíbem autoridades de manter certos tipos de investimento, como ações de bancos e ativos ligados a criptomoedas. Mesmo assim, as declarações indicam exposição a empresas do setor, como plataformas relacionadas ao Ethereum e serviços financeiros digitais. Além disso, o documento lista dezenas de participações em áreas como inteligência artificial e tecnologia, muitas sem valores especificados. Há também ativos ligados à esposa de Warsh, Jane Lauder, herdeira da marca de cosméticos Estée Lauder, com patrimônio estimado em cerca de US$ 1,9 bilhão. Especialistas apontam que a complexidade e o volume dos investimentos podem dificultar o processo de verificação no Senado. Em entrevista à Reuters, a professora Kathryn Judge, da Columbia Law School, disse que “o mais impressionante são os acordos que não foram totalmente divulgados”, o que pode exigir mais esclarecimentos durante a sabatina. No Congresso, a resistência não vem apenas dos democratas. O senador republicano Thom Tillis afirmou que só votará a favor da confirmação após o encerramento de uma investigação do Departamento de Justiça envolvendo o atual presidente do Fed, Jerome Powell — movimento que, na prática, trava o avanço da indicação. Paralelamente, todos os democratas do Comitê Bancário pediram o adiamento da audiência enquanto houver investigações em curso envolvendo membros do Fed, vistas por eles como tentativa de pressionar a política de juros da instituição. O governo Donald Trump pretende confirmar Warsh no comando do banco central americano até 15 de maio, quando termina o mandato de Powell na presidência do Fed. No entanto, diante das lacunas nas declarações e da necessidade de eventual desinvestimento de ativos complexos, o cronograma é considerado desafiador. Caso não seja confirmado a tempo, Powell pode permanecer interinamente no comando do Fed e seguir como diretor da instituição até 2028.
16/04/2026 17:25:36 +00:00
Brasil e Argentina firmam acordo para fortalecer o setor automotivo e reagir à concorrência chinesa

Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis Representantes de montadoras e fabricantes de autopeças do Brasil e da Argentina firmaram um acordo na última semana para fortalecer o setor automotivo da região, em meio à entrada cada vez maior de veículos chineses. (Entenda mais abaixo) O termo, chamado de ‘Declaração de Buenos Aires", foi assinado durante o evento Automechanika, realizado na capital argentina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O texto estabelece uma agenda integrada, com foco em competitividade, atração de investimentos e fortalecimento da integração produtiva e, segundo as entidades que participaram do evento, é uma resposta ao aumento da competição global e às transformações tecnológicas do setor. De acordo com os representantes, a declaração também reforça a necessidade de o Mercosul avançar de um modelo centrado na administração do comércio para uma estratégia voltada à produção e à exportação. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pelo lado do Brasil, o acordo foi firmado por Anfavea e Sindipeças; já pelo lado argentino, por Adefa e Afac. A expectativa é que as novas regras do acordo sejam definidas antes de 2029, de modo a criar um ambiente favorável de investimentos. Segundo dados divulgados no evento, o setor automotivo responde por cerca de 20% do PIB industrial brasileiro e 8,4% do argentino, empregando conjuntamente mais de 1,9 milhão de pessoas, direta e indiretamente. O que diz o acordo? Entre os principais pontos da declaração está o início de um trabalho conjunto orientado para: Especialização produtiva Complementação industrial entre Brasil e Argentina O objetivo é ampliar o intercâmbio comercial e fortalecer as cadeias de valor regionais. O documento também prevê processos de investimento equilibrados e sustentáveis entre os dois países. A agenda proposta inclui ainda a coordenação de políticas para incentivar o desenvolvimento de tecnologias automotivas regionais. Também há foco na produção de sistemas de autopeças de maior complexidade, como tecnologias de motores híbridos e elétricos. O documento também prevê avanços na padronização de regulamentos técnicos automotivos, inclusive aqueles aplicáveis ao mercado de reposição de peças. Outro ponto destacado é a necessidade de tornar mais fluidos os processos aduaneiros nas fronteiras, como forma de reduzir custos e aumentar a eficiência logística do comércio entre Brasil e Argentina. Ameaça da China A medida ocorre no momento em que os mercados do Brasil e da Argentina sentem o avanço agressivo de marcas chinesas. O tema tem sido o centro das atenções do setor automotivo há anos e chegou a gerar tensões no Brasil em 2025, quando diversas montadoras passaram a pressionar o governo federal para impedir a concessão de imposto para a importação sobre carros em estado semi-pronto. Em fevereiro deste ano, o presidente da Nissan para as Américas também defendeu a taxação de carros chineses, reiterando que o governo deveria adotar medidas para proteger a indústria nacional. Representantes de entidades do setor automotivo Brasil e Argentina assinam declaração na Automechanika 2026 Divulgação / Automechanika Buenos Aires
16/04/2026 16:15:13 +00:00
Guerra no Oriente Médio deve elevar salário mínimo perto de R$ 1.730 em 2027, diz órgão do Senado; governo prevê mínimo em R$ 1.717
A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, estimou nesta quinta-feira (16) que a guerra no Oriente Médio deve impulsionar o valor do salário mínimo em 2027, que deverá ficar próximo da marca de R$ 1.730. Este valor supera os R$ 1.717 projetados pelo governo federal no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), divulgado nesta quarta-feira (15). A explicação é que o conflito tem pressionado o preço do petróleo, que opera próximo de US$ 100 por barril nesta semana, impulsionando a inflação brasileira devido ao reajuste dos preços dos combustíveis. Em março, por exemplo, a inflação já foi impactada por este fator. Entenda Pelo formato adotado para o salário mínimo, o reajuste corresponde à soma de dois índices: a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição; o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 -- que somou 2,3%. Deste modo, uma pressão inflacionária maior neste ano também resultará em um salário mínimo mais alto em 2027. Na projeção do governo para o salário mínimo em 2027, de R$ 1.717, o governo considerou a expansão do PIB em 2025, de 2,3%, mais uma estimativa para o INPC, em doze meses até novembro deste ano, abaixo de 3,6%. Já a IFI, do Senado Federal, estimou que o INPC, em doze meses até novembro deste ano, deverá ser bem maior: de 4,17%, no caso de um choque transitório do petróleo, e de 4,47% com um choque persistente. Considerando as projeções da IFI, o salário mínimo ficaria seria de R$ 1.727 (choque transitório) ou de R$ 1.732 em 2027 (choque persistente). O valor definitivo do salário mínimo em 2027, entretanto, só será conhecido pela população em dezembro deste ano — quando será divulgado o INPC de novembro. Referência para 61,9 milhões de pessoas De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,94 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor. O Dieese calcula que 29,27 milhões de beneficiários do INSS têm seus rendimentos atrelados ao salário mínimo. "O peso relativo da massa de benefícios equivalentes a até um salário mínimo é de 46% e corresponde a 70,8% do total de beneficiários, segundo o Boletim Estatístico da Previdência de setembro de 2025", informou o Dieese, em janeiro deste ano.
16/04/2026 15:39:57 +00:00
Brasil deve bater recorde de exportação e produção de soja em 2026, diz associação

Agricultores colhem soja REUTERS/Enrique Marcarian O Brasil deve exportar um volume recorde de 113,6 milhões de toneladas de soja em 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A projeção foi aumentada em mais de 2 milhões de toneladas em relação ao mês anterior, enquanto o país conclui a colheita da safra, que também deve ser a maior já registrada. Caso essa previsão se confirme, o Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja, terá um aumento de 5,4 milhões de toneladas nas exportações em relação a 2025. A Abiove, que representa empresas como ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus, manteve a estimativa de produção de soja para a safra 2025/26 em 177,85 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 3,7% em relação ao ciclo anterior. Guerra, tarifaço e preferência da China pelo Brasil agravam crise de produtores de soja dos EUA Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esse crescimento é resultado da ampliação das áreas plantadas e de condições climáticas favoráveis, segundo a associação. Além da safra recorde no Brasil, outros países também tiveram colheitas expressivas, aumentando a oferta mundial de soja. Por isso, a Abiove reduziu a previsão de preços do produto para 2026, o que deve resultar em receitas menores com exportação em comparação a 2025. A estimativa de receita com as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) foi reduzida para US$ 51,18 bilhões em 2026, contra US$ 58,17 bilhões previstos no mês anterior. Esse valor é menor do que o registrado em 2025, que foi de US$ 52,9 bilhões. A soja, que está entre os principais itens exportados pelo Brasil, deve gerar uma receita de US$ 42 bilhões em 2026, abaixo dos US$ 49 bilhões previstos anteriormente. A Abiove agora estima o preço médio da soja exportada em US$ 370 por tonelada, contra US$ 440 por tonelada na projeção anterior. Segundo a associação, essa revisão nos valores ocorre devido ao aumento da oferta mundial e dos estoques de soja. Os preços médios são calculados levando em conta as exportações já feitas e as previsões de preços e prêmios para os próximos meses. A Abiove também elevou a previsão de processamento de soja no Brasil em 2026 para 62,2 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 61,5 milhões. Isso representa um crescimento anual de 3,5 milhões de toneladas. "O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro", disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral. Derivados Com o aumento do processamento, a Abiove revisou para cima a previsão de produção de farelo de soja no Brasil em 2026, chegando a 47,9 milhões de toneladas. Esse número é 500 mil toneladas maior que o estimado em março e supera as 44,85 milhões de toneladas produzidas em 2025. A previsão de exportação de farelo de soja permaneceu inalterada, com estimativa de 24,6 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Por outro lado, a Abiove aumentou um pouco a estimativa de exportação de óleo de soja em 2026, chegando a 1,55 milhão de toneladas, contra 1,36 milhão em 2025. A associação agora projeta que a produção de óleo de soja no Brasil em 2026 será de 12,5 milhões de toneladas, acima dos 12,35 milhões previstos anteriormente e dos 11,9 milhões produzidos em 2025.
16/04/2026 15:15:16 +00:00
Chocolate fake vai acabar? O que muda no chocolate que você come no Brasil

Chocolate no café da manhã pode melhorar as funções do organismo Freepik O Senado aprovou na última quarta-feira (15), um projeto de lei que pode redefinir o que chamamos de chocolate no Brasil, após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados em 2025. A proposta segue agora para sanção presidencial — etapa final antes de virar lei. A proposta exige que o percentual de cacau apareça na frente das embalagens e redefine os percentuais mínimos de cacau exigidos por lei: mantendo a exigência de ao menos 35% de sólidos totais para chocolates em geral, e 25% para os ao leite. Atualmente, para um produto ser chamado de chocolate no Brasil, basta ter 25% de sólidos totais de cacau — inferior aos padrões internacionais. Na União Europeia, por exemplo, o mínimo exigido é de 35% para chocolate em geral e 30% para a versão ao leite. Com a aprovação no Congresso, o texto também detalha melhor o que conta como "sólidos de cacau" e estabelece limites para substituições: pelo menos 18% devem ser de manteiga de cacau e 14% de componentes isentos de gordura, além de um teto de 5% para outras gorduras vegetais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes, o projeto ainda precisava passar pelo Senado, mas reacendia uma queixa antiga dos consumidores: o chocolate vendido pela grande indústria é "pura gordura e açúcar". Agora, com a votação concluída, o debate se desloca para como as novas regras serão implementadas na prática e fiscalizadas. Segundo especialistas ouvidas pela BBC News Brasil, essa percepção faz sentido e reflete fatores como a baixa qualidade do cacau utilizado e mudanças nas composições dos produtos para reduzir custos ao longo de décadas. Além disso, a substituição cada vez maior de produtos de "chocolate" por "sabor chocolate", que levam menos de 25% de cacau na composição, reforçam essa impressão. Esse "sabor chocolate" é encontrado em biscoitos, como o Choco Biscuit, da Bauducco, e também em bombons de grandes marcas, como o clássico Serenata de Amor, da Garoto, e seu concorrente, o Sonho de Valsa, da Lacta. Nenhum deles tem chocolate de verdade em suas coberturas. Mas como saber se o chocolate que você está comprando não é "fake"? 'Sim, o chocolate piorou', diz especialista Especialistas em chocolate ouvidas pela BBC News Brasil afirmam que "chocolates mais doces e sem gosto" não são apenas uma percepção. "Sim, o chocolate piorou. Isso é realidade", afirma a engenheira de alimentos Luciana Monteiro, fundadora e diretora da Ara Cacao, uma consultoria para inovação em chocolates. Antes de se tornar consultora, Monteiro atuou dez anos em grandes empresas, como a multinacional Bunge, onde desenvolvia gorduras para substituir manteiga de cacau na produção de chocolates, e a suíça Barry Callebaut, uma das gigantes mundiais em processamento de cacau. Também se especializou academicamente na área, com mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um ano como pesquisadora convidada na Universidade Estadual de Utah, nos Estados Unidos. Monteiro diz que a piora do produto é consequência de mudanças no processo de produção e nos insumos utilizados ao longo de décadas, em ações da indústria para reduzir custos. Esse processo, ressalta, começa com a crise que assolou as fazendas de cacau na Bahia há quarenta anos, quando uma praga, a vassoura-de-bruxa, fez a produção brasileira encolher quase 80% entre 1985 e 1999, de cerca de 449 mil toneladas ao ano para apenas 96 mil. Na época, o país era o segundo maior produtor mundial. Hoje é o sexto, com cerca de 300 mil toneladas de cacau ao ano, segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO). Os dois primeiros, Costa do Marfim e Gana, chegaram a produzir juntos quase três milhões de toneladas de cacau na safra 2022/2023, mas a produção caiu 23% para 2,22 milhões de toneladas na safra seguinte, segundo projeções iniciais da ICCO, o que impactou na disparada do preço recente. A crise da vassoura-de-bruxa, nota Monteiro, levou à piora da qualidade do cacau brasileiro. De onde vem o que eu como: chocolate E, nesse contexto de menos oferta da matéria prima básica do chocolate, a exigência mínima de sólidos de cacau foi reduzida para 25%, como uma nova regulamentação adotada em 2005 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além do percentual baixo, a norma atual também dá flexibilidade aos tipos de sólido que podem ser utilizados para atingir o mínimo. "Esse sólido de cacau [para cumprir o mínimo de 25%] pode ser pó de cacau, manteiga de cacau e massa de cacau. Isso também é uma grande diferença da nossa indústria. O pó de cacau entra muitas vezes ali como um redutor de custo", explica. "Então, ele não tem a mesma performance [que a massa ou a manteiga], não tem o mesmo sabor, mas ele, dentro da legislação, está incluso [no que pode ser usado]", continua. "E há também uma margem muito grande para gorduras substitutas da manteiga de cacau. Então, gorduras vegetais podem entrar na formulação sem problema nenhum, vai continuar sendo chamado de chocolate", disse ainda. Monteiro ressalta que isso viabilizou o crescimento da indústria no país. Mas, como a produção de cacau não se recuperou na mesma velocidade, a qualidade piorou. "Até início dos anos 1990, as fazendas cuidavam melhor do seu cacau, no processo de fermentação, de secagem. Então, tinha uma matéria-prima de maior qualidade", avalia. "Como a indústria se desenvolveu, cresceu, e a matéria-prima estava escassa, os critérios de qualidade foram muito reduzidos. Até porque a qualidade não é reconhecida. Se eu faço cacau de boa qualidade e você faz um cacau pior, a indústria vai pagar o mesmo para mim e para você. Não existe um incentivo para agregação de valor", destaca. Professora do curso de Lazer e Turismo da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do projeto de extensão Cacau e Cultura, Mariana Bueno também vê grande pressão na indústria por redução de custos e substituições nos insumos. A manteiga de cacau, segundo ela, é um ingrediente importante para garantir que o chocolate derreta na temperatura da boca, que é de 37 graus. Como o insumo é demandado também pela indústria de cosméticos, esse é mais um fator que pressiona as empresas de chocolate a buscarem gorduras mais baratas. "O óleo de palma é um tipo de gordura vegetal usado em substituição à manteiga de cacau. Mas, muitas vezes, a indústria ainda substitui esse óleo de palma por óleo de palmiste, que é muito inferior. Então, é a substituição da substituição", exemplifica. Outro insumo que tem sido substituído pela indústria de chocolate é o leite. Na lista de ingredientes de produtos de grandes marcas, é fácil encontrar o permeado de soro de leite em pó e soro de leite em pó. Como identificar bons chocolates? Estudiosa do assunto há mais de uma década, Zélia Frangioni é autora do Chocólatras Online, que começou em 2014 como blog e hoje está presente nas principais redes sociais. Na sua visão, a piora do chocolate nas últimas décadas reflete um mercado muito competitivo no país e a demanda dos consumidores por produtos baratos. "As empresas tentam ganhar de qualquer jeito, fazem produtos cada vez mais doces". Em contraponto, ela diz que tem crescido a oferta de chocolates de excelente qualidade no Brasil, que seguem os princípios do movimento "bean to bar" [do grão à barra], método de produção que controla toda a cadeia produtiva, com cuidados especiais na plantação e processamento do cacau, inclusive ambientais e sociais. Além do cacau melhor, esse tipo de chocolate é feito com poucos insumos, sem usar as substituições da grande indústria. "O cacau é igual às uvas dos vinhos. Então, dependendo da região onde ele foi plantado, como foi fermentado, como foi secado, você vai ter diferentes notas de sabores", explica. "Mas não é só uma questão sensorial, é também de sustentabilidade. O produtor do bean to bar paga muito melhor o produtor de cacau. Ele vai ser valorizado da forma justa", diz ainda. Todos esses cuidados, ressalta, impactam os preços. "Falando dos melhores chocolates no Brasil, você compra uma barra [de 80 gramas] por R$ 30 a R$ 35. É caro, sim, comparado com a barra de uma grande marca, que vai custar R$ 9 a R$ 10. É três, quatro vezes mais caro", compara. Em um país desigual e de renda média baixa como o Brasil, Frangioni sabe que o chocolate "bean to bar" não cabe em todos os bolsos. Por isso, uma alternativa é reduzir o consumo e investir na qualidade. "Eu prefiro comprar um chocolate de melhor qualidade e comer menos quantidade, mesmo porque chocolate em quantidade, não importa a qualidade, não vai fazer bem pra saúde. É para consumir com moderação", recomenda. "Então, escolha que tipo de chocolate você quer e o quanto você está disposto a pagar por isso. Tem os intermediários", reforça. Uma dica para identificar um bom produto, segundo ela, é ler o rótulo, pois os insumos são listados em ordem decrescente de quantidade — ou seja, os mais presentes aparecem primeiro. "O cacau tem que ser um dos principais ingredientes. O açúcar não deve ser o primeiro ingrediente. Chocolate bom não tem aromatizante. Por uma coisa muito simples, se você usa um cacau bom, você não precisa de aromatizante [que serve para realçar o sabor e o aroma dos alimentos]", orienta. Esse cuidado é importante inclusive com os chocolates mais caros. "Os chocolates caros nem sempre são bons. Às vezes é só marketing. Tem marcas muito chiques que você olha a lista de ingredientes e vê que não é ingrediente bom". Nutricionista do programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Mariana Ribeiro reforça que o excesso de chocolate é prejudicial à saúde, ainda mais quando se trata de produtos ultraprocessados, que usam muitos aditivos, como espessantes, emulsificantes, corantes e aromatizantes. Por isso, ela também recomenda uma atenção especial ao rótulo porque, muitas vezes, as embalagens podem confundir o consumidor. Produtos sabor chocolate, por exemplo, costumam trazer essa informação sem destaque, em letras pequenas. "Muitas vezes o produto está de acordo com as regras de rotulagem e informam que é sabor chocolate, ou sabor outra coisa. Mas, por outro lado, também vemos jogos de palavras, uma comunicação visual muito semelhante [ao chocolate real]. Isso pode levar o consumidor ao engano em relação às características daquele produto", reforça. O que diz a indústria do Chocolate? Procurada pela reportagem, a Pandurata Alimentos, dona da Bauducco, diz que a mudança do Choco Biscuit para sabor chocolate buscou "equilibrar qualidade e acessibilidade". A empresa ressaltou que a alteração foi comunicada nas embalagens, conforme previsto na legislação. "Em um contexto de pressão inflacionária, especialmente nos custos do cacau, a Pandurata Alimentos reforça sua responsabilidade de garantir o acesso ao seu portfólio", disse a empresa. "O estudo encomendado pela marca mostrou que, considerando todas as métricas avaliadas, a receita atingiu 99% de performance comparativa à receita original entre os consumidores habituais do produto", afirmou ainda a dona da Bauducco. A reportagem também entrou em contato com a Nestlé, dona da Garoto, e a Mondelez, dona da Lacta, mas não obteve retorno. Já a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) ressaltou em nota à reportagem que a indústria oferta uma variedade de produtos, com diferentes percentuais de cacau, para escolha do consumidor. "A preferência nacional é o chocolate ao leite, mas os produtores têm feito composições com frutas, castanhas, amendoim, pistache. A Anvisa estabelece que um produto, para ser considerado chocolate, tenha, no mínimo 25%, de cacau. Mas, todas as indústrias oferecem produtos com mais intensidade de cacau e menos açúcar", diz a nota. A associação também destacou que a Organização Internacional do Cacau (ICCO na sigla em inglês) concedeu ao chocolate brasileiro o certificado de 100% de aroma e sabor. O certificado, porém, só atesta a qualidade do cacau fino exportado pelo Brasil, não analisando a qualidade do cacau produzido em larga escala. Segundo publicação do governo brasileiro de 2022, apenas 3% da produção de cacau brasileira é do tipo fino. Se sancionada, a nova lei dará às empresas cerca de 360 dias para se adaptar às regras — incluindo a reformulação de produtos, a adequação de rótulos e a inclusão obrigatória do percentual de cacau também em peças publicitárias. O descumprimento poderá levar a sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. Especialistas avaliam que a medida pode aumentar a transparência para o consumidor e pressionar a indústria a rever parte das formulações atuais. *Este texto foi publicado originalmente em 21 de março de 2025 e atualizado em abril de 2026.
16/04/2026 14:16:14 +00:00
Europa tem combustível para abastecer aviões por ‘talvez mais seis semanas’, diz chefe da Agência Internacional de Energia

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, fala durante uma entrevista à Associated Press, na sede da AIE em Paris, na quinta-feira, 16 de abril de 2026. AP/Michel Euler A guerra envolvendo o Irã pode provocar, em breve, cancelamentos de voos na Europa por falta de combustível de aviação, segundo alertou o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, em entrevista à Associated Press nesta quinta-feira (16). Segundo Birol, a região teria combustível suficiente para abastecer aviões por “talvez mais seis semanas”, caso o fornecimento de petróleo continue comprometido pelo bloqueio no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de energia. O diretor executivo ressaltou ainda que a crise atual pode se tornar uma das mais graves já enfrentadas no setor energético. “A situação é realmente crítica e terá grandes implicações para a economia global. E quanto mais tempo isso durar, pior será para o crescimento econômico e a inflação em todo o mundo”, disse. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Impacto global O economista e especialista em energia turco que dirige a AIE desde 2015 destaca ainda que o bloqueio no fluxo de petróleo e gás deve provocar aumento nos preços de combustíveis, eletricidade e gás natural em escala global. O chefe da AIE destacou que nenhum país está imune aos efeitos da crise, embora os impactos mais severos devam atingir países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, África e América Latina. “Alguns países podem ser mais ricos do que outros, mas nenhum está protegido”, disse Birol. Irã ameaça rotas de petróleo e nega avanço em acordo de paz com os EUA Risco para a aviação Na Europa, o reflexo pode ser imediato no setor aéreo, alertou Brandi. "Posso dizer que em breve ouviremos notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível de aviação". Ele criticou o sistema de “pedágio” que o Irã implementou para permitir a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz mediante pagamento de taxas. Produção pode levar anos para se recuperar Segundo Birol, mais de 80 instalações de energia no Golfo Pérsico foram danificadas, sendo que mais de um terço sofreu danos graves. Enquanto isso, dezenas de navios petroleiros e embarcações com gás natural seguem parados na região, aguardando condições seguras para transporte — o que, segundo ele, ainda é insuficiente para normalizar o abastecimento global. Birol afirmou que a recuperação da produção energética aos níveis anteriores ao conflito pode levar até dois anos. “Seria extremamente otimista acreditar que isso aconteceria muito rápido”, disse Birol. LEIA TAMBÉM: Consumo de petróleo deve cair em 2026 após crise de oferta, diz agência de energia
16/04/2026 12:37:29 +00:00
No 5º mês seguido de crescimento, 'prévia do PIB' do Banco Central tem alta de 0,6% em fevereiro

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quinta-feira (16), mostrou expansão de 0,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. Essa foi a quinta alta mensal seguida do indicador, segundo dados revisados. Houve desaceleração na comparação com janeiro, quando o aumento foi de 0,86%. Veja abaixo o desempenho setor por setor em fevereiro: agropecuária: 0,2%; indústria: 1,2%; serviços: 0,3%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou retração de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 0,4% e, em 12 meses até fevereiro, teve aumento de 1,9%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. ➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Indústria se destacou em fevereiro, mostram dados do BC Divulgação/SEBRAE Desaceleração da atividade A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros. Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 14,75% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente. O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,85% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%. ▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)". ▶️Na ata da última reunião do Copom, realizada em março, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. PIB x IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.
16/04/2026 12:08:19 +00:00
Dólar tem leve alta e fecha a R$ 4,99 com cautela sobre a guerra no Oriente Médio; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em leve alta de 0,02% nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 4,9928. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 196.819 pontos. O movimento reflete a cautela dos investidores diante de sinais contraditórios sobre o rumo da guerra no Oriente Médio. Há expectativa por novas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, enquanto os discursos de Donald Trump e de autoridades iranianas seguem desalinhados. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Trump afirmou que o Irã concordou em não desenvolver nem possuir armas nucleares por mais de 20 anos. O país, porém, não confirmou a cláusula e, segundo a rede de TV Al Jazeera, do Catar, apresentou uma contraproposta que prevê a interrupção parcial do programa nuclear. ▶️ Paralelamente, o presidente dos EUA afirmou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias. A trégua, segundo ele, incluiria o Hezbollah — grupo financiado pelo Irã —, que Israel diz ser alvo de seus ataques no território libanês. ▶️ O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o cessar-fogo. Já o governo libanês não havia se posicionado até esta tarde, enquanto o Hezbollah afirmou que qualquer trégua deve excluir a presença de tropas israelenses. ▶️ Diante do cenário, os preços do petróleo subiam nesta quinta-feira. O tipo Brent, referência internacional, avançava 3,36% por volta das 16h, a US$ 98,12 por barril. Já o petróleo americano (WTI) registrava alta de 2,30%, a US$ 93,39. ▶️ Na agenda econômica, o destaque no Brasil foi a divulgação do IBC-Br, indicador considerado uma espécie de “prévia do PIB”. O índice subiu 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste sazonal, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,47%. ▶️ No exterior, os EUA divulgaram os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que caíram 11 mil, para 207 mil, na semana encerrada em 11 de abril. Também saíram os dados da produção industrial de março, que recuou 0,5%, abaixo das previsões. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,37%; Acumulado do mês: -3,59%; Acumulado do ano: -9,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,26%; Acumulado do mês: +4,99%; Acumulado do ano: +22,15%. Guerra no Oriente Médio A menos de uma semana do fim do prazo de um cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a elevar o tom em meio a negociações delicadas para evitar uma escalada ainda maior do conflito. As tensões aumentaram após o fracasso das conversas realizadas no último sábado (11), em Islamabad, no Paquistão. Desde então, os dois países passaram a trocar ameaças enquanto tentam manter aberta a possibilidade de uma nova rodada de negociações. Na véspera, o governo de Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio, segundo o jornal "The Washington Post". A movimentação é interpretada como uma tentativa de aumentar a pressão sobre Teerã antes de eventuais novas conversas mencionadas pela Casa Branca. Apesar da escalada militar, surgem também sinais de movimentação diplomática na região. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou nesta quinta-feira (16) a ministra israelense de Inovação e integrante do gabinete de segurança política, Gila Gamliel. Caso ocorra, será o primeiro encontro direto entre líderes dos dois países em décadas. Em paralelo, autoridades iranianas indicaram um possível gesto de distensão nas negociações com os EUA. Segundo informações da Reuters, Teerã sugeriu que poderia permitir a passagem livre de navios pelo lado do Estreito de Ormuz localizado em águas de Omã, desde que seja alcançado um acordo para evitar um novo conflito. De acordo com uma fonte informada por Teerã, o Irã poderia permitir que navios utilizem o lado da hidrovia situado em águas de Omã sem interferência iraniana. A iniciativa representa um afastamento das propostas mais duras discutidas anteriormente por autoridades iranianas, que incluíam cobrar taxas de navios que atravessassem o estreito ou impor controle direto sobre a passagem — medidas criticadas pelo setor global de navegação por possível violação de convenções marítimas. Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o tráfego na região tem sido fortemente afetado. Centenas de petroleiros e outras embarcações permanecem retidos no Golfo Pérsico, provocando uma das maiores interrupções já registradas no fornecimento global de petróleo e gás. Agenda econômica Prévia do PIB O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — indicador considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) — registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste para efeitos sazonais. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira. O resultado veio acima das expectativas do mercado. Em pesquisa da Reuters, economistas projetavam um crescimento de 0,47% no mês. Na comparação com fevereiro do ano passado, o indicador apresentou queda de 0,3%. Já no acumulado em 12 meses, o IBC-Br registra alta de 1,9%, segundo dados sem ajuste sazonal. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,24%, aos 48.578,60 pontos, o S&P 500 subiu 0,23%, aos 7.039,37 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,36%, aos 24.102,70 pontos. Na Europa, as principais bolsas fecharam sem direção única. O índice STOXX 600, que reúne empresas de diversos países do continente, recuou 0,05%, aos 616,96 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29%, para 10.589,99 pontos. O CAC 40, da França, recuou 0,14%, aos 8.262,70 pontos, enquanto o DAX, da Alemanha, subiu 0,36%, para 24.154,47 pontos. Na Ásia, a maioria dos mercados encerrou o pregão em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,7%, aos 26.394,26 pontos, e o índice de Xangai subiu 0,7%, para 4.055,55 pontos. No Japão, o Nikkei saltou 2,4%, fechando em 59.518,34 pontos, um novo recorde. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 2,2%, para 6.226,05 pontos. Parte desse movimento também foi influenciada por dados econômicos da China, que indicaram crescimento de 5% no primeiro trimestre. Apesar disso, analistas apontam que o desempenho das exportações chinesas pode enfrentar desafios nos próximos meses, diante da desaceleração da economia global. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
16/04/2026 12:00:10 +00:00
Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário

Como um backup no iCloud levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo A operação que revelou, nesta quarta-feira (15), um esquema de organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão começou com a análise de arquivos armazenados no iCloud, da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos em uma operação anterior. A investigação resultou na prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros. 🔎 O iCloud é o serviço de armazenamento em nuvem da Apple que permite guardar fotos, vídeos, senhas, notas, documentos e outros arquivos. Para quem usa dispositivos da marca, ele mantém esses dados sincronizados automaticamente entre iPhone, iPad e Mac a partir de uma única conta. O serviço é semelhante ao Google Drive e ao Dropbox. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Prisão de MCs Ryan SP e Poze: o que o iCloud armazena e por que ele pode revelar toda a rotina do usuário Reprodução/Redes sociais Quando alguém tem acesso ao iCloud, seja pelo site ou diretamente por um dispositivo, como o iPhone, é possível ver informações como a data de criação de um arquivo e a última vez em que ele foi modificado, explica José Adorno, especialista em tecnologia e no ecossistema da Apple. "Como o serviço reúne fotos, e-mails, calendário, notas e outros dados, fica relativamente fácil traçar uma espécie de 'rotina' da pessoa a partir dessas informações", afirma Adorno. Segundo o especialista, o iCloud é um serviço seguro, acessado por meio da Conta Apple, e os dados armazenados nele são criptografados. Ainda assim, mediante ordem judicial, a Apple pode fornecer essas informações às autoridades. "Caso a pessoa ative a opção de Proteção de Dados Avançados (camada extra de proteção), nem mesmo a empresa consegue acessar essas informações. Porém, nem tudo o que é salvo no iCloud conta com essa camada extra de proteção, como e-mails, contatos e calendário", completa. Quando o usuário apaga um arquivo do iPhone, se esse conteúdo estiver sincronizado com o iCloud, ele é removido automaticamente de todos os dispositivos vinculados à mesma conta, como Mac e iPad, além da própria nuvem. No entanto, parte desses dados, como fotos e vídeos, pode permanecer na lixeira por até 30 dias antes de ser excluída definitivamente. Por que o iCloud foi importante na operação? Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado Reprodução/YouTube e Instagram Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros. Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de "mapa" da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização. A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas. LEIA TAMBÉM: Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA Gemini, IA do Google, aumenta integração com Gmail e YouTube para personalizar respostas VÍDEO: robô chinês corre 100 metros em 10 segundos e se aproxima da marca de Usain Bolt Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil
16/04/2026 11:46:33 +00:00
Veja os setores e exportadores habilitados para linha de crédito de R$ 15 bilhões do governo federal

O governo publicou nesta semana portaria que define os setores que poderão acessar os recursos adicionais de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, anunciados no mês passado. Trata-se de uma linha de crédito que foi inicialmente utilizada durante o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora utilizada também para ajudar as empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. De acordo com o governo, os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas que tiveram suas exportações afetadas por medidas tarifárias dos EUA e pela guerra no Oriente Médio. A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial, explicou o governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas (...). A inclusão de minerais críticos e terras raras reflete a centralidade desses insumos nas cadeias globais de valor, especialmente em energia, defesa, semicondutores e mobilidade elétrica”, disse o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa. Setores e exportadores elegíveis Entre os setores habilitados, estão: máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras. Também estão contemplados exportadores e fornecedores afetados com o tarifaço, bem como aqueles que exportam para o Golfo Pérsico. Os países do Oriente Médio definidos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã. "São elegíveis as empresas cujo percentual de faturamento com exportação para esses destinos e produtos tenha sido, em 12 meses, igual ou superior a 5% do faturamento total no mesmo período", informa o governo. Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros Divulgação/Cecafé Uso dos recursos Pelas regras, os recursos da linha de crédito podem ser usados para: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; e investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. Os recursos são oriundos do superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos ainda têm de ser definidas, o que deve acontecer nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), diz o governo.
16/04/2026 11:37:44 +00:00
Banco Central decreta liquidação extrajudicial da cooperativa Creditag por crise financeira

Imagem de arquivo de prédio da cooperativa de crédito Creditag Creditag/Facebook/Reprodução O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta quinta-feira (16) a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros (Creditag), após identificar um grave comprometimento de sua situação econômico-financeira. De acordo com a autoridade monetária, a decisão foi tomada diante do risco elevado aos credores quirografários — aqueles que não possuem garantias específicas para receber valores devidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida implica o encerramento das atividades da instituição e a nomeação de um liquidante para conduzir o processo. 🔎A Creditag é uma cooperativa de crédito independente de pequeno porte, enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, que abrange instituições de menor complexidade dentro do sistema financeiro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em dezembro de 2025, a cooperativa representava cerca de 0,0000226% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), indicando impacto limitado sobre o conjunto do sistema. Em seu site institucional, a cooperativa afirma que “a CREDITAG é uma cooperativa de crédito, estabelecida desde 2003 na cidade de Mineiros, em Goiás, que atende o público em geral oferecendo diversos produtos e serviços equivalentes a outras instituições financeiras”. A instituição também destaca que presta “serviços financeiros, cuidando pelo equilíbrio econômico de nossos cooperados, tanto na aplicação de recursos em seus projetos como também na captação de investimentos dos mesmos”. O Banco Central informou ainda que adotará as medidas necessárias para apurar as responsabilidades dos envolvidos, conforme suas competências legais. As investigações podem resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outros órgãos competentes. Além disso, os bens dos ex-administradores da cooperativa foram tornados indisponíveis, medida que visa resguardar recursos para eventual ressarcimento de prejuízos a credores.
16/04/2026 10:49:57 +00:00
Imposto de Renda 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir?
Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado A Receita Federal permite dedução de despesas com dependentes, saúde, educação, previdência, pensão alimentícia e livro-caixa. Legalmente, uma despesa dedutível é aquela em que o valor pode ser reduzido dos rendimentos, diminuindo a base de cálculo e o imposto devido. Já as deduções incentivadas são valores que podem reduzir diretamente o valor do imposto devido — como é o caso de doações para fundos dos direitos da criança e adolescente e da pessoa idosa. É importante que o contribuinte mantenha comprovantes de todas as despesas informadas na declaração, caso o Fisco questione algum dos gastos demonstrados. ▶️ O documento deve conter: nome; endereço; número do CPF ou do CNPJ do prestador do serviço; a identificação do responsável pelo pagamento; a identificação de quem recebeu o serviço; a data de emissão do documento; e a assinatura do prestador do serviço, salvo no caso de documento fiscal. LEIA MAIS IR 2026: prazo começa nesta segunda; veja mudanças e quem precisa declarar Veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Declaração online ou programa no computador? Veja as diferenças Entenda os limites de dedução Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. O que posso deduzir como despesa com educação? O contribuinte pode abater da base de cálculo alguns gastos com educação, mas não todos. Vale lembrar que o limite anual máximo de dedução por pessoa no IR 2026 é de R$ 3.561,50. São dedutíveis as despesas com educação do contribuinte ou de seus dependentes, desde que referentes a: educação infantil, compreendendo as creches e as pré-escolas (crianças até 5 anos de idade); ensino fundamental; ensino médio e educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização); educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico; cursos destinados à Educação para Jovens e Adultos (EJA), exceto os cursos preparatórios de exames supletivos; e a parcela paga à instituição de ensino com recursos do crédito educativo. Não podem ser deduzidos, por exemplo, gastos com cursinhos pré-vestibular, cursos de idiomas, artes, dança, atividades esportivas, culturais ou viagens, nem despesas com uniforme, transporte, material escolar ou aquisição de notebook, tablet e computador. O que posso deduzir como despesa médica? Segundo a Receita Federal, só podem ser deduzidas as despesas médicas do titular e dos dependentes que estejam na declaração. Despesas médicas com alimentando somente são dedutíveis se forem decorrentes de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, ou por escritura pública específica. Consideram-se despesas médicas os pagamentos efetuados a: médicos; dentistas; psicólogos; fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais; fonoaudiólogos; hospitais; planos de saúde; despesas provenientes de exames laboratoriais; serviços radiológicos; aparelhos ortopédicos; próteses ortopédicas e dentárias; despesas com instrução de pessoa com deficiência física ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos e mentais; pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Brasil destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas e a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesa de mesma natureza; despesas relativas à realização de cirurgia plástica, reparadora ou não, com a finalidade de prevenir, manter ou recuperar a saúde, física ou mental, do paciente; pagamentos realizados com testes para a confirmação da Covid-19, desde que realizados em laboratórios, hospitais e clínicas. A dedução não é permitida quando o teste é realizado em farmácia. Os pagamentos efetuados a outros profissionais como nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e massagistas também podem ser deduzidos, desde que o valor esteja incluído na conta emitida pelo estabelecimento hospitalar. Também são consideradas dedutíveis como despesas médicas, os valores gastos com aquisição e colocação de marcapasso, parafusos e placas utilizados em cirurgias ortopédicas e odontológicas, lente intraocular, e aparelho ortodôntico (colocação e manutenção), quando incluídas na conta emitida pelo estabelecimento hospitalar, ou pelo profissional. O pagamento efetuado ao profissional instrumentador cirúrgico, e as despesas com prótese de silicone são dedutíveis desde que seu valor integre a conta hospitalar e esteja relacionado a uma despesa médica dedutível. As despesas de internação em estabelecimento geriátrico somente são dedutíveis se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. ▶️ O QUE NÃO PODE SER DEDUZIDO? despesas que estejam cobertas por apólice de seguro ou quando ressarcidas, e as despesas referentes a acompanhante; os valores pagos na prestação dos serviços de coleta, seleção e armazenagem de células-tronco oriundas de cordão umbilical; pagamentos que caracterizem investimentos em empresas, tais como títulos patrimoniais, quotas ou ações, mesmo que estes assegurem aos adquirentes o direito à assistência médica, odontológica ou hospitalar. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
16/04/2026 07:02:11 +00:00
Quando o café vai ficar mais barato? Veja o que esperar para 2026

Em 12 meses, preço do café moído registra alta de 0,54% ao consumidor. Inflação desacelerou, mas preços continuam altos nas prateleiras. Divulgação O Brasil deve colher uma safra de café maior neste ano, o que pode ajudar a aliviar a inflação ao consumidor ao longo de 2026. Apesar disso, o preço do café dificilmente voltará aos níveis de seis anos atrás, afirmam economistas consultados pelo g1. Em 2020, por exemplo, o quilo do café tradicional torrado e moído custava, em média, R$ 16,45. No entanto, problemas climáticos que afetaram as lavouras entre 2021 e 2024, como secas, calor intenso e geadas, derrubaram a produção e pressionaram os preços. Hoje, o quilo custa, em média, R$ 63,69 no varejo, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No campo, o preço pago ao produtor pela saca de café começou a cair no início do ano passado, diante da expectativa de um aumento da produção no Brasil e no mundo. No entanto, com o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, as cotações voltaram a subir em agosto e só recuaram após a retirada das taxas, em novembro. Cotação do café no campo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alta do café perde força Parte da desaceleração que aconteceu no campo já chegou ao consumidor, comenta o analista da consultoria Safras & Mercado Gil Barabach. A inflação do café moído, por exemplo, vem caindo lentamente, mês a mês, desde julho de 2025. E, neste ano, já acumula queda de 3,6%, segundo o IPCA, índice oficial de inflação, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse recuo, no entanto, ainda não foi suficiente para devolver toda a alta de preços que aconteceu nos últimos anos. Variação em 12 meses do café moído. Reprodução "A continuidade da queda de preços nos próximos meses vai depender da recomposição da produção e dos estoques", diz Barabach. "A promessa [para este ano] é de uma safra recorde, mas isso tem que se confirmar. Precisamos ver qual vai ser o tamanho efetivo da produção", acrescenta. ➡️ A colheita de café no Brasil acontece entre maio e julho. Na projeção do economista do Safras & Mercado, o Brasil deve colher 75,6 milhões de sacas de 60 quilos nesta temporada, expectativa em linha com a do analista da StoneX Brasil Fernando Maximiliano. "A safra desse ano vai trazer um aumento da disponibilidade de café no mercado brasileiro e isso tende a pressionar os preços [para baixo]", diz Maximiliano. A previsão dos analistas é maior do que a do governo federal. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 66,2 milhões de sacas este ano, uma alta de 17% em relação à temporada passada. Segundo a entidade, isso deve ocorrer por causa da bienalidade positiva, da entrada de novas áreas em cultivo, do avanço tecnológico no campo e de condições climáticas mais favoráveis. ➡️ A produção de café segue um ciclo chamado bienalidade: após um ano de safra cheia (bienalidade positiva), é comum que o seguinte tenha menor produção (bienalidade negativa), já que a planta precisa se recuperar. Preço vai voltar ao que era no passado? Mesmo com a inflação do café em queda, os preços dificilmente devem voltar aos níveis de anos atrás, observa Barach. “A volta a níveis mais baixos é um processo gradual, que vai depender da evolução da produção não apenas neste ano, mas também nos anos seguintes”, afirma. Segundo ele, também não basta só o Brasil produzir bem. A recuperação dos estoques e a melhora no abastecimento precisam acontecer em outros países produtores para que os preços caiam de forma consistente. Barach ressalta ainda que, devido à inflação acumulada entre 2020 e 2026, o poder de compra da população diminuiu. Ou seja, a mesma quantia de anos atrás vale menos hoje. “Mesmo que o mercado se estabilize, é improvável que o preço volte exatamente ao mesmo patamar de seis anos atrás, já que os custos de produção e a economia como um todo operam em outro nível inflacionário.” Problemas climáticos nas próximas safras Já André Braz, economista do FGV Ibre, avalia que, mesmo com a expectativa de boa produção em 2026, problemas climáticos previstos para o segundo semestre podem prejudicar as colheitas nos anos seguintes. "A questão do café é que ele é uma cultura bianual. E a gente está sendo atropelado por fenômenos climáticos", diz Braz. “Até o início dos anos 2000, El Niño e La Niña ocorriam a cada sete ou oito anos. As safras eram mais regulares e sofriam menos influência do clima. De 2001 para cá, isso mudou: hoje, esses fenômenos aparecem com mais frequência — e, para 2026, a previsão é de um El Niño forte”, acrescenta. Um relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), publicado em 31 de março, aponta 80% de probabilidade de desenvolvimento de um El Niño no segundo semestre. ➡️O El Niño é caracterizado pelo aquecimento de pelo menos 0,5°C nas águas do Oceano Pacífico equatorial. No Brasil, costuma provocar mais chuvas no Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste, além de aumentar a chance de temperaturas mais altas. "Esse El Niño pode atrapalhar a safra de café porque ele altera o volume e a distribuição das chuvas. Então, em áreas onde tem que chover regularmente, às vezes, seca, faz calor extremo e o fruto não se desenvolve", comenta Braz. ➡️O plantio do café acontece no segundo semestre, período em que um clima mais equilibrado é essencial para o desenvolvimento da lavoura. "Devido a essa expectativa de clima adverso, não deve haver grandes alívios para o consumidor", destaca Braz. Preço do café no varejo Arte/g1 De onde vem o que eu bebo: o café especial que faz o Brasil ser premiado no exterior
16/04/2026 06:01:17 +00:00
Feriado à vista: Dia de Tiradentes pode virar folga de 4 dias; veja como

Calendário de 2026. Yara Ramalho/g1 RR O próximo feriado nacional previsto na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) é o Dia de Tiradentes. A data, que cai na terça-feira, 21 de abril, pode render até quatro dias seguidos de descanso para quem conseguir folga na segunda-feira (20) — de sábado a terça, caso não trabalhe nos fins de semana. Para servidores federais, a data será ponto facultativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Veja abaixo o calendário: 18 de abril (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana 19 de abril (domingo): folga para quem não trabalha aos fim de semanas 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser um feriado nacional, nem todos os trabalhadores são beneficiados. A legislação autoriza o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (Confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. A possibilidade de “emenda” não é garantida a todos: depende das políticas de cada empresa, no caso da iniciativa privada, e de decisões dos governos municipal, estadual ou federal, para os servidores públicos. 🏢 EMPRESAS PRIVADAS Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, não há, na legislação, obrigatoriedade de o empregador conceder a chamada "emenda de feriado" aos seus empregados. "No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista. Uma alternativa para o empregador é pedir a compensação do dia da emenda por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária durante a semana. Há também empresas que concedem a folga na emenda do feriado de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação posterior. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para servidores municipais e estaduais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Feriado à vista: Dia de Tiradentes pode virar folga de 4 dias; veja como Sérgio Telles/ TV Globo 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Isso significa que cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que exista regulamentação local. Nas localidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso haja necessidade de trabalho, o empregado tem direito ao pagamento em dobro ou à concessão de folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
16/04/2026 06:00:36 +00:00
6x1, 5x2, 4x3 e 12x36: como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? O fim da jornada de trabalho 6x1 está na lista de prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para este ano. Nesta terça-feira (14), o Palácio do Planalto encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que acaba com o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, nesta quarta-feira (15), parecer favorável ao avanço de propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada semanal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Após a leitura do relatório, o deputado Lucas Redecker (PSD-RS) pediu vista para mais tempo de análise, pedido acompanhado pela deputada Bia Kicis (PL-DF). O pedido foi concedido pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA), o que adiou a votação do tema por até 15 dias. O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, fecharam um acordo para que o projeto de lei (PL) e as propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitem de forma paralela. A estratégia é avaliar qual dos textos terá maior viabilidade política, já que o PL exige maioria simples para aprovação, enquanto as PECs, embora mais difíceis de aprovar, têm maior peso jurídico por alterarem a Constituição Federal. Embora esteja no centro do debate, a jornada 6x1 não é a única prevista no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme o setor de atuação e são regulamentadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho definem a relação entre dias trabalhados e períodos de descanso. Todas devem respeitar o limite de 44 horas semanais, mas, na prática, as diferenças entre os modelos impactam diretamente a rotina, o tempo de repouso e a qualidade de vida do trabalhador. Na prática, o principal fator que distingue uma escala da outra é a frequência e a duração dos períodos de descanso após dias consecutivos de trabalho. Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante está prevista com a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A norma, que já foi adiada cinco vezes, deve entrar em vigor em maio deste ano determina que o funcionamento do comércio varejista em feriados só poderá ocorrer com autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6x1; pedido de vista da oposição adia votação
16/04/2026 05:00:56 +00:00
Inadimplência recorde e a operação resgate do governo - O Assunto #1702

De acordo com o Mapa da Inadimplência, o número de brasileiros que não consegue pagar suas dívidas disparou nos últimos dez anos: hoje, mais da metade dos adultos está com o CPF negativado. A dificuldade para sanar as contas contamina a percepção sobre a economia e sobre o governo. Com uma eleição no horizonte, o Palácio do Planalto decidiu agir e prevê um pacote de medidas emergenciais para enfrentar a inadimplência generalizada, incluindo uma nova edição do programa Desenrola, para renegociar dívidas, a liberação de recursos do FGTS e a antecipação do 13º do INSS para injetar R$ 78 bilhões no mercado até maio. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Daniel Sousa para analisar as causas da inadimplência recorde no país. Daniel também explica por que o Brasil tem juros tão altos e alerta para o risco de uma crise sistêmica de endividamentos. Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, criador do podcast Petit Journal e professor de economia do Ibmec. O que você precisa saber: Análise: Lula não reverte piora na avaliação, e preço dos alimentos e dívidas são os principais desafios Dívida boa x dívida ruim: entenda a diferença e como evitar riscos Endividamento dos brasileiros avança e entra na agenda dos pré-candidatos na eleição 2026 VÍDEO Sudeste é a região com mais famílias endividadas e inadimplentes O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Janize Colaço. Apresentação: Natuza Nery. Um ‘plano Real’ para resolver os juros altos no Brasil O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. endividamento Reprodução/g1
16/04/2026 03:30:33 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de abril começam nesta quinta; veja se vai receber

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em abril de 2026 Os pagamentos de abril do Bolsa Família 2026 começaram nesta quinta-feira (16) pela Caixa Econômica Federal. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para abril de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 16/4 Final do NIS: 2 - pagamento em 17/4 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/4 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/4 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/4 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/4 Final do NIS: 7 - pagamento em 27/4 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/4 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/4 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/4 O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
16/04/2026 03:01:24 +00:00
Minha Casa, Minha Vida: como as novas mudanças no programa favorecem a classe média

FGTS amplia limites de renda e valores de financiamento do Minha Casa, Minha Vida As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), publicadas pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União (DOU), facilitam o acesso da classe média brasileira à compra de imóveis maiores ou melhor localizados. As mudanças se concentram na ampliação do teto de renda e do valor máximo dos imóveis enquadrados em cada faixa do programa. Na prática, as novas regras ampliam a variedade de unidades disponíveis, com juros mais baixos do que os praticados no mercado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas ouvidas pelo g1 afirmam que as alterações devem permitir que uma parcela significativa das famílias volte a buscar imóveis e consiga financiar a compra. Antes, esse grupo enfrentava restrições maiores, devido aos juros elevados e às limitações do MCMV. (Leia mais abaixo) Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Apesar da publicação no DOU, ainda não há data definida para o início das operações pela Caixa Econômica Federal. A previsão, porém, é de que elas comecem até o fim deste mês. Entenda as mudanças e como elas ampliam o acesso aos imóveis: 💰 1. Novos limites de renda por faixa Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000 📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores. 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano. 🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, dependendo da localidade. Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil 📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. 🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado. Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis. “Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz. Quais os efeitos das mudanças? Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média. 🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%. “Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista. Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado. As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano. Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz. "Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica. "No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas." Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa.Veja abaixo: Evolução do programa Minha Casa, Minha Vida Arte/g1 Veja abaixo como ficaram as regras do programa após as mudanças. Regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Arte/g1 Prédios em construção na cidade de São Paulo Luiz Franco/g1
16/04/2026 03:01:09 +00:00
13º para aposentados e pensionistas do INSS: veja como consultar valores

Aposentados e pensionistas do INSS recebem 13° adiantado Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS já podem consultar a prévia dos valores do 13º salário pelo aplicativo ou site Meu INSS. A medida faz parte da antecipação do pagamento do abono anual pelo Governo Federal. O pagamento será efetuado em duas parcelas: a primeira parcela será paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio; a segunda ocorrerá de 25 de maio a 8 de junho. Segundo o governo, a antecipação vai injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira. O pagamento segue o calendário oficial do INSS e será realizado conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador. Quem tem direito? Beneficiários de aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão, auxílio-acidente e salário-maternidade. Décimo terceiro salário José Cruz/Arquivo/Agência Brasil Quem não terá o direito: Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia, que por lei não têm direito ao 13º.
16/04/2026 03:00:35 +00:00
Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma emissão de títulos públicos no mercado europeu. Segundo o órgão, a operação registrou demanda acima do esperado e marcou a maior emissão de títulos internacionais da história do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 A emissão de títulos no exterior é uma forma de o governo captar recursos no mercado internacional. Na prática, funciona como um empréstimo: o país paga juros ao investidor e devolve o valor no vencimento, podendo usar os recursos para financiar despesas ou refinanciar dívidas. Mais cedo nesta quarta-feira, o Tesouro Nacional havia anunciado a emissão de títulos denominados em euros e destacado que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década sem operações nesse segmento. "Conseguimos uma captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington. Vejas os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano", acrescentou. Os novos títulos têm vencimentos de 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), em operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. De acordo com o Tesouro, a emissão do título de quatro anos somou 2 bilhões de euros, com retorno final ao investidor de 4,240% ao ano. Notas de euro. Reuters O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano. Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes. Cerca de 69% das operações vieram da Europa e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte. "Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro. O Tesouro havia informado na terça-feira (14) o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.
16/04/2026 00:22:08 +00:00
EUA anunciam novas sanções contra o petróleo do Irã

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15) medidas contra a infraestrutura de transporte de petróleo do Irã, ao impor sanções a mais de 20 pessoas, empresas e embarcações. A ação faz parte da campanha de “pressão econômica máxima” contra o regime iraniano, informou o governo do presidente Donald Trump. As medidas entram em vigor já nesta quarta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado, o Departamento do Tesouro afirma que as sanções têm como alvo uma rede ligada ao magnata iraniano do transporte de petróleo Mohammad Hossein Shamkhani. Ele é filho de Ali Shamkhani, figura-chave nas áreas de segurança e política nuclear do Irã, morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã em 28 de fevereiro. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O Tesouro está agindo de forma agressiva com a Operação Fúria Econômica, ao mirar elites do regime, como a família Shamkhani, que tentam lucrar às custas do povo iraniano”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado. O Departamento do Tesouro também sancionou o cidadão iraniano Seyed Naiemaei Badroddin Moosavi, que, segundo o órgão, atua como financiador do Hezbollah, além de três empresas ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a venda de petróleo iraniano em troca de ouro venezuelano. Bloqueio de Ormuz O Comando Militar conjunto do Irã afirmou nesta quarta-feira que as Forças Armadas do país agirão para bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA contra embarcações iranianas persista. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que não permitirá importações e exportações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. O Irã também questionou a efetividade da medida ameracana, afirmando que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio marítimo e atravessaram o Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal Fars, um petroleiro de grande porte, capaz de carregar 2 milhões de barris de petróleo, atravessou o estreito rumo ao Golfo Pérsico e, depois, um navio graneleiro carregando produtos alimentícios fez o mesmo. O bloqueio naval dos EUA está sendo realizado principalmente no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a sudeste do Estreito de Ormuz, e não em cima do estreito propriamente dito. Washington afirmou que a costa e os portos iranianos também estão bloqueados. De acordo com a agência de notícias Mehr, o Irã irá utilizar portos alternativos no sul para contornar o bloqueio. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 * Com informações da agência de notícias Reuters
15/04/2026 21:25:17 +00:00
TCU determina que governo elabore plano para reformular regras do uso de aviões da FAB por autoridades

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Casa Civil, Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do emprego de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte de autoridades em 30 dias. De acordo com o TCU, as medidas que estarão no plano deverão ser adotadas no prazo de até 180 dias. Algumas das determinações que os órgãos deverão estabelecer critérios objetivos que deverão ser seguidos nos pedidos de uso de aeronaves da FAB: demonstrar a efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial; demonstração da necessidade de presença dos membros da comitiva para o cumprimento da agenda da autoridade; identificação dos passageiros, com descrição dos cargos e CPF; demonstração do risco para a segurança da autoridade em voo comercial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Há, ainda, uma extensão lista de determinações aos órgãos mencionados. As medidas são fruto de uma fiscalização cujo objetivo foi o de avaliar a legalidade, economicidade e eficiência no uso das aeronaves da FAB para atendimento de necessidades de deslocamento de autoridades. O caso chegou ao TCU por solicitação de parlamentares. Com isso, foi realizada uma auditoria operacional que abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024. Avião presidencial da FAB após voo com repatriados em Brasília Reprodução Como funciona hoje? Segundo a regra atual, podem utilizar as aeronaves da FAB as autoridades: vice-presidente da República; presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal; ministros de Estado; e comandantes das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Além disso, o ministro da Defesa poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras. Prioridade de atendimento As solicitações de transporte da FAB seguem uma ordem de prioridade: por motivo de emergência médica, por meio de documento assinado por profissional de saúde; por motivo de segurança, por meio de justificativa que fundamente a necessidade de segurança, a exceção é o vice-presidente, em que presume-se uma situação de risco permanente; e por motivo de viagem a serviço, por meio de registro em agenda oficial da atividade da qual a autoridade solicitante participará. No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, é observada a seguinte ordem de precedência: vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; e ministros de Estado. Compartilhamento de aeronaves A regra determina que, sempre que possível, a aeronave da FAB deverá compartilhada por mais de uma das autoridades se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas. Nesses casos, o horário de partida do voo será ajustado de acordo com a necessidade da autoridade de maior gradação na ordem precedência. Caracterização e comprovação da necessidade A autoridade solicita o voo é responsável por analisar a efetiva necessidade da utilização de aeronave da FAB em substituição a voos comerciais. As autoridades precisam manter: registro das datas, dos horários e dos destinos de sua viagem; registro do motivo da viagem, abrangido dentre as hipóteses previstas no caput do art. 3º; comprovação da situação que motivou a viagem; e o registro daqueles que acompanharam a autoridade na viagem. A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave deve ter estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança. É entendido como motivo de segurança o uso de aviões da FAB o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades. Uso de vagas ociosas As autoridades que solicitam os voos são responsáveis pelo preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas. As regras não se aplicam ao presidente da República, às comitivas presidenciais ou às equipes de apoio às viagens presidenciais.
15/04/2026 21:01:45 +00:00
Governo propõe meta fiscal de superávit de 0,5% do PIB em 2027, o equivalente a R$ 73,2 bilhões
O governo vai encaminhar nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027 com uma meta de superávit para as contas do governo. Se o objetivo fiscal por cumprido, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022. A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo - ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões. Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra. Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal. 🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fatores para atingir o resultado fiscal O governo conta com alguns fatores para perseguir uma meta mais ousada no próximo ano, como os aumentos de impostos realizados no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — com impacto acumulado em 2027. Além disso, também estima contar com o petróleo em um patamar mais alto, fruto dos conflitos no Oriente Médio, o que eleva sua arrecadação com "royalties" e dividendos da Petrobras. Ao mesmo tempo, o Executivo também poderá contar com a redução de subsídios tributários, algo aprovado pelo Congresso Nacional no fim de 2025 (com impacto progressivo com o passar dos anos). Segundo o Ministério do Planejamento, pelo fato de o governo ter registrado déficit no ano de 2025, entrará em vigor gatilhos aprovados em lei. Eles implicam em: vedação de concessão, ampliação ou prorrogação de benefício tributário; vedação de crescimento real da despesa de pessoal acima de 0,6%.
15/04/2026 20:22:05 +00:00
Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

Reprodução/Pixabay O governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro. A projeção está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. 🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% concedido neste ano. Com isso, o reajuste do salário mínimo em 2026, se confirmada a projeção da área econômica, será 5,92%, o equivalente a R$ 96. O valor, entretanto, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo só será conhecido em dezembro deste ano — quando será divulgado o INPC de novembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cálculo do reajuste Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices: a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição; o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 -- que somou 2,3%. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a correção do salário mínimo se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real. No início do terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo passou a ser corrigido pela soma da inflação do ano anterior com a variaçã do PIB de dois anos antes (modelo do governo petista de Dilma Rousseff). Em 2024, porém, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma limitação do aumento real (acima da inflação) a um teto 2,5% (o mesmo do arcabouço fiscal para as demais despesas). A medida tem como objetivo adequar o crescimento do piso salarial do país aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. O teto valerá até 2030. O reajuste do salário mínimo em 2026, se confirmada a projeção da área econômica, será 5,92%, o equivalente a R$ 96. Natalia Filippin/G1 Referência para 61,9 milhões de pessoas De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,94 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor. O Dieese calcula que 29,27 milhões de beneficiários do INSS têm seus rendimentos atrelados ao salário mínimo. "O peso relativo da massa de benefícios equivalentes a até um salário mínimo é de 46% e corresponde a 70,8% do total de beneficiários, segundo o Boletim Estatístico da Previdência de setembro de 2025", informou o Dieese, em janeiro deste ano. O Dieese calcula que 29,27 milhões de beneficiários do INSS têm seus rendimentos atrelados ao salário mínimo Reprodução 90 anos de história Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano. "Embora definido em 1936 com base nas necessidades alimentares do trabalhador e da trabalhadora, logo se percebeu que a legislação precisava especificar que o salário mínimo deveria ser aplicado a homens e a mulheres, e mais tarde que deveria considerar as necessidades das famílias trabalhadoras. Ao longo dos anos, porém, seu valor veio sendo corroído, atendendo cada vez menos às necessidades básicas do trabalhador e da trabalhadora", avaliou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em publicação do Dieese sobre o tema. O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. 🔎O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Ajuste das contas públicas Economistas ponderam, entretanto, que o reajuste real do salário mínimo, ou seja, acima da inflação do ano anterior, é um fator de forte aumento de gastos públicos — o que pressiona para cima a taxa de juros da economia e prejudica o crescimento sustentado do país. A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, do governo Bolsonaro, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB. Somente a limitação do aumento real do salário mínimo a 2,5%, proposta da equipe econômica do governo Lula no fim de 2024, por exemplo, gerou uma redução de gastos com pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais de R$ 110 bilhões entre 2025 e 2030. Estudo do consultor de Orçamento da Câmara, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal, estima uma redução de gastos acima de R$ 1 trilhão em dez anos com a correção do salário mínimo apenas pela inflação do ano anterior.
15/04/2026 20:18:55 +00:00
Escala 6x1: entenda principais pontos e diferenças entre textos do Congresso e do governo

Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6x1; pedido de vista da oposição adia votação O deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou nesta quarta-feira (15) relatório favorável ao avanço, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, de propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil, atualmente fixada em 44 horas semanais. Após a leitura do relatório, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6x1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório –, que foi aceito pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA). Com isso, a votação deve ocorrer em até 15 dias. Na terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei sobre o mesmo assunto. 👷🏽👩🏽‍🏭São, portanto, três textos de diferentes autorias tramitando sobre o mesmo tema, com o objetivo central de abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, a chamada "Escala 6x1". Veja as principais diferenças entre as propostas: a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra; a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor. o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional (entenda mais abaixo). Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística. Deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das PECs que preveem o fim da escala 6x1, na CCJ da Câmara Renato Araújo / Câmara dos Deputados Qual a diferença entre PEC e PL? ➡️ Do Congresso: as propostas de Erika Hilton e de Reginaldo Lopes alteram a Constituição e estão em tramitação há mais tempo no Congresso. O processo para se alterar um dispositivo constitucional é mais rígido, exige maior tempo de análise e um quórum de votação mais amplo, de três quintos, na comparação com um projeto de lei, que precisa de maioria simples para ser aprovado. ➡️ Do governo Lula: o PL encaminhado pelo governo, por sua vez, altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações infraconstitucionais. Ou seja, para ser aprovado, o projeto precisa dos votos da maioria simples das duas Casas do Congresso. O texto foi enviado com regime de urgência. 🔎 A chamada urgência constitucional limita a até 45 dias o prazo máximo de tramitação em cada Casa Legislativa. Além disso, prevê mais 10 dias, caso o texto seja alterado na Casa revisora. Depois disso, se não retirada a urgência, o projeto passa a trancar a pauta. Principal diferença entre os textos ➡️A CCJ da Câmara dos Deputados analisa dois textos apresentados por parlamentares de esquerda, que preveem uma jornada não superior a 36 horas semanais e o direito do trabalhador a três dias de folga. ➡️A discussão dessas propostas é diferente, portanto, da contida no projeto de lei apresentado nesta terça (14) pelo governo Lula, que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado. Os textos do Congresso já começaram a ser analisados pela CCJ nesta quarta (15)— um passo à frente do projeto enviado pelo governo na terça-feira (14). No entanto, o rito de tramitação é diferente. Como foi a análise na CCJ? Nesta quarta (15), o relator dos textos na CCJ apresentou seu parecer. Nesta fase, o relatório de Paulo Azi se limita a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição – a chamada admissibilidade. Para o parlamentar, os textos preenchem os requisitos constitucionais para avançar no Congresso. O debate sobre o mérito das PECs, ou seja, os conteúdos das propostas, só será feito após a aprovação dos textos na CCJ, em uma comissão especial. A votação foi adiada por um pedido de vistas coletivo. O tema deve ser retomado em 15 dias, quando será concluída a votação e os parlamentares da comissão vão decidir se aprovam, ou não, o texto. Caso ele seja aprovado, segue para uma comissão especial para tratar do assunto. Caso seja rejeitado, o trâmite tradicional é que ele seja arquivado. ➡️Em seu relatório, feito após debates públicos com representantes da sociedade civil e com o setor produtivo, o relator fez recomendações de mudanças no texto, e indicou o caminho que os debates podem tomar — resultando em alterações na proposta original. Veja os principais pontos destacados pelo relator nas PECs apresentadas pelo Congresso: Jornada de trabalho Embora os textos das PECs considerados nesta quarta-feira pela CCJ prevejam uma jornada máxima de até 36 horas, o relator indicou que a jornada máxima deve ser maior, de 40 horas — em linha com a proposta do governo federal. "As audiências públicas evidenciaram, de forma reiterada, que os atores sociais defendem a adoção da escala 5x2, mas sem prejuízo da garantia da manutenção da negociação coletiva como instrumento eficaz para a sua implementação, como forma de se considerar na normatização a particularidade de cada setor", diz o texto do relator. Diz, ainda, que diversos países de alta renda e membros da OCDE têm convergido para uma jornada padrão de 40 horas, sendo que em muitos casos a jornada efetiva é ainda menor devido a acordos coletivos setoriais que priorizam o bem-estar. Compensações No documento, o relator também diz que a experiência internacional "joga algumas luzes sobre o que pode ser feito no Brasil para mitigar eventuais efeitos negativos trazidos pela medida". E sugere "fortemente" que a comissão especial sobre o assunto "investigue cuidadosamente as medidas de compensação fiscal realizadas na Europa, de forma a avaliar possíveis adaptações para o contexto brasileiro". "A reestruturação da jornada de trabalho possui potenciais impactos que extrapolam a esfera trabalhista, alcançando o financiamento da Seguridade Social e suscitando debates sobre eventuais medidas de compensação econômica, como a redução de contribuições previdenciárias patronais", propõe o relator. Diz, ainda, que a adoção de "instrumentos mitigatórios demanda análise cautelosa", com base em estudos de impacto financeiro e atuarial, especialmente quanto à sua focalização setorial, a fim de "evitar distorções e efeitos adversos sobre as contas públicas". "Adicionalmente, considera-se a possibilidade de efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho, como alterações nos custos de contratação e eventuais reflexos nos níveis de formalização, fatores que podem influenciar a base de financiamento do Regime Geral de Previdência Social e sua sustentabilidade no médio e longo prazo", acrescenta. Transição Em seu parecer, o relator Paulo Azi também cita a proposta de uma transição para a implementação de uma escala menor de trabalho, ou seja, uma redução gradual do teto da jornada semanal dos trabalhadores. "Ademais, acerca da necessidade de se discutir regras de progressividade ou transição, o comparativo internacional evidencia que diversas reformas (como no Chile, na Colômbia e no México) foram implementadas de forma gradual, com exemplos de redução de jornada implementada em duas etapas, com prazo diferenciado conforme o porte da empresa, bem como de adoção de cronogramas escalonados com reduções anuais sucessivas", diz o documento. Ele recomenda que essa possibilidade seja avaliada "com rigor, nos debates subsequentes, a necessidade de incorporar ao texto aprovado um regime de transição que compatibilize a efetividade da reforma com a capacidade de absorção dos distintos setores econômicos". Efeitos positivos da redução da jornada Em seu relatório, Azi avalia, ainda, que a redução da jornada de trabalho pode se apresentar como um mecanismo normativo para a preservação da saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores, promovendo o devido equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e o dedicado à vida pessoal. "Nesse ponto, vale ressaltar que longas jornadas de trabalho podem representar uma grave ameaça à saúde física e mental dos trabalhadores, bem como à sua segurança ocupacional. Para além de uma variável de produtividade econômica, o tempo excessivo dedicado ao trabalho pode ser um fator de risco determinante para uma série de adoecimentos agudos e crônicos", avaliou. Afirmou, também, que a atual organização da jornada de trabalho no Brasil "atinge as mulheres de forma especialmente desproporcional, impactando seu tempo de vida, perpetuando a desigualdade salarial e punindo a maternidade". "No regime de escala 6x1, o único dia designado ao repouso é, em termos práticos, absorvido por um acúmulo de demandas domésticas não atendidas durante o período semanal", afirmou. "Já para os trabalhadores de baixa renda, historicamente mais sujeitos a jornadas extensas, a reorganização do tempo de trabalho pode promover melhores condições de vida, maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e, potencialmente, melhores perspectivas de mobilidade social", diz o texto. Impacto de novas tecnologias O relator também observou que o mundo do trabalho vem sofrendo alterações sensíveis. Por um lado, diz ele, a universalização da rede de comunicações possibilitou o surgimento de novas formas de prestação de trabalho, incluindo o teletrabalho e a prestação de serviço intermediado por plataformas, por exemplo. "Mais recentemente, tem-se debatido os impactos da inteligência artificial, tecnologia inovadora que simula operações humanas de forma extremamente efetiva. Todas essas transformações do ambiente de trabalho tornam fundamental a discussão sobre a modernização do trabalho em sentido amplo, incluindo a possibilidade de que as tecnologias venham a ser implementadas como forma de mitigar a própria necessidade de atenção constante do trabalhador", avaliou o relator. Efeitos econômicos Por fim, o relator observa que estudo da Fecomércio calcula que R$ 158 bilhões será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas seja aprovado. "Quem sofreria os maiores impactos do aumento de custos seriam os pequenos negócios. O setor de serviços, por ser o mais intensivo em mão de obra, seria mais impactado, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4 bi) também seriam substancialmente afetados pela mudança. Naturalmente, este incremento de custos geraria incremento de preços para os consumidores", acrescenta. O relator avalia que preliminarmente, no curtíssimo prazo, a depender da sazonalidade do negócio, é possível um breve incremento de emprego, resultante da necessidade de aumentar o número de funcionários para fazer frente às encomendas antes viabilizadas por menos trabalhadores em mais horas. "Mas como essa nova contratação torna o fator trabalho mais caro, haverá ajustes de preços que diminuirão essas encomendas e, por conseguinte, a necessidade de mais pessoas trabalhando. Seria um típico 'voo de galinha' na expansão do emprego. O efeito de médio e longo prazos será dispensar os trabalhadores que ficaram com salários reais superiores à produção por trabalhador em função de se trabalharem menos horas", diz o texto.
15/04/2026 17:33:32 +00:00
Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA

App do Snapchat. Richard Drew/AP Foto A Snap, dona do Snapchat, anunciou nesta quarta-feira (15) que vai demitir cerca de 1.000 funcionários, o equivalente a 16% da equipe total. Segundo a empresa, a decisão está ligada, entre outros fatores, aos ganhos de eficiência com o uso de inteligência artificial. Em dezembro passado, a companhia tinha cerca de 5.261 funcionários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida também inclui o fechamento de mais de 300 vagas em aberto e ocorre semanas após a pressão da Irenic Capital Management, investidora com cerca de 2,5% de participação na companhia, para que a Snap otimize seu portfólio e melhore o desempenho. A empresa afirmou que os avanços em IA têm permitido simplificar operações e trabalhar com equipes menores. De acordo com a Snap, mais de 65% do novo código já é gerado com auxílio da tecnologia, enquanto tarefas críticas são direcionadas a equipes mais enxutas e a agentes de IA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por volta das 10h58 (horário de Brasília), as ações da empresa subiam cerca de 8%, mas ainda acumulavam queda próxima de 30% no ano. A Snap também tem investido em sua divisão de óculos de realidade aumentada, os Specs, que devem ser lançados ainda este ano. A Irenic Capital, no entanto, defende que a empresa avalie desmembrar ou encerrar a operação, citando investimentos superiores a US$ 3,5 bilhões e perdas anuais próximas de US$ 500 milhões. O fundo também pediu cortes mais amplos de custos. Segundo o presidente-executivo da Snap, Evan Spiegel, a empresa espera economizar mais de US$ 500 milhões em despesas anualizadas até o segundo semestre com as demissões, como parte de um plano mais amplo de redução de custos operacionais e de remuneração baseada em ações. LEIA TAMBÉM: Booking alerta clientes para possível vazamento de dados Galaxy A57 e A37: Samsung lança novos celulares intermediários com foco em IA Nissan vai enxugar oferta de carros e ampliar uso de direção com inteligência artificial EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans
15/04/2026 17:21:29 +00:00
FMI fecha acordo com a Argentina para liberar US$ 1 bilhão em novos fundos

Casa Rosada, sede da presidência argentina Reuters/Agustin Marcarian O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira (15) que chegou a um novo acordo com a Argentina e vai liberar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões) ao país. Esse valor faz parte de um programa maior, de US$ 20 bilhões (quase R$ 100 bilhões), criado para ajudar a economia argentina a se recuperar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse acordo, que tem duração de quatro anos, foi fechado há cerca de um ano para substituir um empréstimo anterior ainda maior, de US$ 44 bilhões. 🔎Na prática, o dinheiro serve para dar fôlego ao governo do presidente Javier Milei, permitindo reorganizar as contas do país e desmontar restrições antigas ao uso de dólares, conhecidas como controle cambial. A Argentina tem um longo histórico com o FMI — este é o 23º acordo com o organismo internacional, que tem sede em Washington. Isso mostra a dificuldade recorrente do país em equilibrar sua economia e evitar crises. Segundo o próprio FMI, as medidas adotadas pelo governo ganharam força nos últimos meses. O órgão destacou que Milei conseguiu mais apoio político para implementar mudanças e avançou em áreas importantes, como o controle da inflação e da taxa de câmbio. Esses avanços começaram a ajudar o país a recompor suas reservas internacionais, que funcionam como uma “poupança” em moeda estrangeira. Essas reservas são fundamentais porque garantem que a Argentina consiga pagar dívidas e manter a estabilidade da economia. Por isso, investidores e analistas acompanham de perto se o país está conseguindo aumentar esse caixa. Quando aprovou a primeira etapa do programa, em julho do ano passado, o FMI chegou a reduzir a meta de reservas, já que a Argentina não conseguiu cumprir o objetivo inicial. Ainda assim, nos últimos meses, o Banco Central argentino voltou a comprar dólares no mercado para reforçar suas reservas e pagar compromissos da dívida. Só em 2026, essas compras já somam mais de US$ 5,5 bilhões. Mesmo assim, o nível total de reservas ainda é considerado baixo, porque o país continua usando parte desse dinheiro para quitar dívidas. Esse novo repasse do FMI acontece em um contexto mais amplo de ajuda internacional. Em 2025, por exemplo, a Argentina recebeu uma primeira parcela de US$ 12 bilhões dentro desse mesmo acordo, e o total de apoio de organismos internacionais chega a cerca de US$ 42 bilhões. Na ocasião, o governo conseguiu flexibilizar o controle sobre o dólar, que existia há anos. Agora, a moeda americana pode variar dentro de uma faixa de valores, o que dá mais liberdade ao mercado e facilita transações, como importações, exportações e envio de lucros para o exterior. Ainda assim, o sucesso do plano depende justamente da capacidade do país de continuar fortalecendo suas reservas e manter a confiança de investidores. Inflação aagentina celera a 3,4% Entenda por que, na Argentina, jornal e DVD contam mais que streaming na inflação A inflação na Argentina ficou em 3,4% em março, acelerando em relação aos 2,9% de fevereiro e atingindo o maior nível mensal em um ano. Apesar disso, no acumulado de 12 meses, o índice desacelerou levemente para 32,6%. Os maiores aumentos de preços vieram de educação, transporte e serviços básicos como energia e habitação, além de alimentos. Após uma melhora ao longo de 2024, a inflação voltou a mostrar resistência em 2025, mantendo-se entre 2% e 3% ao mês e voltando a subir gradualmente. O controle da inflação é um dos principais objetivos do governo, que busca mantê-la abaixo de 2% ao mês para avançar na flexibilização do mercado de câmbio e consolidar a recuperação econômica do país. Com informações da agência Reuters*
15/04/2026 16:26:30 +00:00
Reforma Casa Brasil: governo amplia crédito para reforma de moradias para quem tem renda até R$ 13 mil

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) a ampliação do programa Reforma Casa Brasil, voltado à reforma de moradias populares. Entre as mudanças, estão: o aumento da renda máxima para acesso ao crédito, ampliação do valor financiado, redução das taxas de juros, prazo maior para pagamento. ➡️Pelas novas regras, a renda familiar permitida subiu de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil. ➡️O valor máximo do financiamento passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também houve corte nas taxas de juros. Para famílias com renda de até R$ 3,2 mil, a taxa caiu de 1,17% para 0,99% ao mês. Para quem recebe acima desse valor, a taxa foi reduzida de 1,95% para 0,99% ao mês. Outra mudança anunciada foi a ampliação do prazo de amortização, que passou de 60 para 72 meses. Além disso, o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) passará a garantir todos os financiamentos realizados pelo programa. Apesar do anúncio, o governo ainda não detalhou como o programa deve funcionar a partir das novas possibilidades. Criado no fim do ano passado, a iniciativa é responsabilidade da Caixa Econômica Federal, que atua como operadora do crédito. Unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Imperatriz (MA). Ricardo Stuckert/PR Novo formato de crédito As mudanças ocorrem em ano eleitoral e reforçam a aposta do governo em programas de apelo popular. O Reforma Casa Brasil parte do diagnóstico de que o déficit habitacional brasileiro não se restringe à falta de moradias, mas também à inadequação das que já existem. Cidadãos que forem beneficiados com o crédito podem usar os recursos para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras.
15/04/2026 15:09:54 +00:00
SUV elétrico GAC Hyptec HT 2027 chega ao Brasil com carregamento ultrarrápido e 340 cv de potência

GAC Hyptec HT 2027 Divulgação / GAC A GAC lançou nesta quarta-feira (15) o Hyptec HT 2027. O SUV utiliza bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 83 kWh. O modelo suporta carregamento rápido de até 280 kW em corrente contínua, com recarga de 30% a 80% em cerca de 15 minutos. Em corrente alternada de um wallbox, por exemplo, o carregamento é de 6,6 kW Aí o tempo de recarga é de 6 horas e 40 minutos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A autonomia é de até 431 km no ciclo Inmetro o modelo é equipado com motor elétrico de 340 cv (250 kW) e 43,8 kgfm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos. O Hyptec HT 2027 será vendido no Brasil em duas versões: Elite, por R$ 314.990, e Ultra, por R$ 369.990. O veículo mede 4.935 mm de comprimento, 1.920 mm de largura e 2.935 mm de entre-eixos. As rodas são de 20 polegadas, com pneus 245/50R20. O porta-malas traseiro tem capacidade de 670 litros, com compartimento adicional de 80 litros sob o assoalho e 55 litros no compartimento dianteiro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A suspensão é double wishbone na dianteira e multilink na traseira. O modelo tem tração traseira. O interior conta com tela multimídia de 14,6 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e painel digital de 8,9 polegadas. Os bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, memória, aquecimento, ventilação e massagem. O modelo possui ar-condicionado automático, iluminação interna configurável e sistema de som com alto-falantes integrados ao banco do motorista e outros itens. O sistema de assistência à condução é de nível 2, com 11 funções, incluindo assistência de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e monitoramento de tráfego. Traseira do GAC Hypetc HT 2027 Divulgação / GAC
15/04/2026 15:08:14 +00:00
Análise: Lula não reverte piora na avaliação, e preço dos alimentos e dívidas são os principais desafios

1º turno, 2º turno e avaliação do governo Lula A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), indica que o presidente Lula (PT) não conseguiu reverter a tendência de piora na avaliação do governo, em meio à pressão da inflação de alimentos e ao endividamento das famílias, segundo o diretor da consultoria, Felipe Nunes. De acordo com o levantamento, 52% desaprovam o governo e 43% aprovam, enquanto 5% não souberam ou não responderam. A diferença entre desaprovação e aprovação vem aumentando desde o início de 2026. "O principal motor dessa piora parece ser o preço dos alimentos nos mercados. Saltou de 59% para 72% o percentual dos que afirmam ter visto aumento de preço dos alimentos no último mês", afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest. Para ele, o resultado reflete um ambiente ainda desfavorável ao governo, em que fatores econômicos e de percepção continuam pesando. "Além dos preços, tem o endividamento das famílias que continua atingindo um número muito expressivo de brasileiros. De março do ano passado pra cá, saltou de 65% para 72% o percentual de entrevistados que afirmam ter poucas ou muitas dívidas pra pagar", completou. Questionados se tem muitas, poucas ou nenhuma dívida, os entrevistados responderam: Muitas dívidas: 29% (eram 32% em maio de 2025); Poucas dívidas: 43% (eram 33%); Não tem dívidas: 28% (eram 34%); Não sabem/Não responderam: 0% (era 1%). Quaest: você diria que tem muitas, poucas ou nenhuma dívida? Arte/g1 🔍 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026. Montagem com fotos dos pré-candidatos à Presidência da República: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) Montagem/g1 Para o diretor da Quaest, a inflação de alimentos também tem papel central na percepção econômica dos eleitores. “O principal vetor dessa piora parece ser o preço dos alimentos nos mercados”, afirmou. Segundo a pesquisa, a parcela dos que dizem ter visto aumento nos preços subiu de 59% para 72%, uma variação de 14 pontos percentuais em relação ao resultado de março. Subiu: 72% (eram 58%, em março); Ficou igual: 18% (eram 24%); Caiu: 8% (eram 16%); Não sabem/não responderam: 2% (era 2%). Segundo a pesquisa, 50% dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 21% apontam melhora. "A percepção da população é que a economia está piorando”, afirmou Nunes. Neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano — a primeira queda desde maio de 2024. Ao mesmo tempo, a inflação segue pressionada: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego foi de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada pelo fim de vagas temporárias. Apesar da alta, o índice é o menor para esse período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. LEIA TAMBÉM: O balanço da gestão Haddad em 10 gráficos Impacto limitado das medidas do governo Mesmo com iniciativas econômicas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o Desenrola, programa de renegociação de dívidas de brasileiros inadimplentes, o efeito percebido ainda é restrito. “A isenção do IR não tem sido capaz de produzir efeitos significativos de melhora na renda”, disse Nunes. De acordo com o levantamento, 31% dizem ter sido beneficiados, enquanto 66% afirmam que não sentiram efeitos. Já questionados sobre a avaliação do programa Desenrola Brasil, 46% dizem aprovar a medida (eram 42% em dezembro), 9% desaprovam (eram 6% em dezembro) e 45% não conhecem (era 52%). Disputa eleitoral mais apertada no 2º turno No cenário eleitoral, os dados indicam perda de vantagem do presidente. Na simulação de segundo turno à Presidência, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 42% de Flávio Bolsonaro (PL). “O empate no segundo turno também é um reflexo do empate no medo que cada um dos dois lados representa”, disse Nunes. Apesar disso, os dois pré-candidatos continuam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Outro ponto observado pelo diretor da Quaest é a imagem dos adversários. “O principal movimento no último mês é a leve mudança na percepção sobre o grau de moderação de Flávio [Bolsonaro] em relação à sua família”, afirmou. Segundo ele, a vantagem entre os que o consideravam "mais radical" caiu de 10 para 6 pontos. Quaest: intenção de voto 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro Arte/g1 Segundo a pesquisa, 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% afirmam temer a continuidade do governo Lula. Quaest sobre medo do eleitor em Lula ficar mais 4 anos ou Bolsonaro voltar à Presidência Arte/g1 Desconhecimento ainda marca outros candidatos Nos demais cenários, Lula segue à frente, mas com sinais de alerta. “Caiado e Zema continuam muito desconhecidos”, disse Nunes. Segundo ele, “ambos conseguiram reduzir suas rejeições e ampliar seus potenciais de voto no último mês”. Quaest: intenção de voto no 2º turno entre Lula e Ronaldo Caiado Arte/g1 Quaest: intenção de voto para o 2º turno entre Lula e Romeu Zema Arte/g1
15/04/2026 14:38:22 +00:00
Fim da jornada 6x1: os argumentos de quem é contra e quem é a favor

Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil O Congresso brasileiro deve analisar até o final de maio o projeto de lei que prevê o fim da escala 6x1 — modelo de jornada em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta foi enviada ao Legislativo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na terça-feira (14/4). Ela reduz a carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial em decorrência da mudança. O texto também prevê alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em legislações específicas, com o objetivo de assegurar a aplicação uniforme das novas regras em todo o país. Segundo Lula, a proposta foi enviada com "urgência constitucional", o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Se esse prazo não for cumprido pela Câmara dos Deputados, a pauta fica travada para outras votações. Ainda assim, o comando da Casa pode simplesmente não levar o projeto ao plenário, o que paralisa parte das votações, mas não garante que a proposta avance. O mesmo se repete no Senado se a matéria for aprovada pelos deputados e enviada aos senadores. Segundo o presidente, a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. "Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos", escreveu nas redes socias. Outros apoiadores da medida dizem ainda que a alteração na lei poderia trazer impactos econômicos positivos e alinhamento a tendências mundiais. Para os críticos, porém, a sociedade ainda não está ciente dos custos econômicos que uma mudança dessas traria. Os argumentos a favor Quem é a favor das mudanças foca principalmente no ganho de bem-estar e qualidade de vida que uma escala mais flexível poderia proporcionar a uma mão de obra hoje exausta. Segundo o próprio governo federal, a proposta enviada ao Congresso dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. "Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade", diz um comunicado divulgado pelo Planalto. "Experiências internacionais mostram que, quando implementada com planejamento e diálogo, a redução da jornada contribui para melhor organização do trabalho e ganhos de produtividade." O governo cita exemplos de outros países que caminham nessa direção, como o Chile, que aprovou a redução gradual da jornada de 45 para 40 horas semanais até 2029, e a Colômbia, que está em transição de 48 para 42 horas até 2026. "Na Europa, a jornada de 40 horas ou menos já é predominante: a França adota 35 horas semanais desde os anos 2000, e países como Alemanha e Holanda operam, na prática, com médias inferiores a 40 horas", diz a nota. Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6x1 Tomaz Silva/Agência Brasil "A luta contra a escala 6x1 é uma luta por dignidade. É uma luta por olhar o trabalhador como peça importante da economia. É uma luta por respeitar o trabalhador como ser humano que tem sonhos, que tem medos, que tem dores...", afirmou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também propõe a redução da jornada de trabalho, em uma sessão no Congresso. O projeto enviado ao Congresso pelo governo Lula é uma alternativa à PEC. A proposta encabeçada por Hilton, porém, propõe uma redução ainda mais significativa da jornada máxima, para 36 horas. Segundo a deputada e outros apoiadores da causa, ambos os projetos teriam um impacto positivo na vida dos brasileiros, que teriam mais tempo para conviver com a família, estudar, ter acesso a lazer e praticar sua religiosidade. Em sua defesa da mudança, Erika Hilton também destaca um possível impacto em termos de desigualdade social. Segundo ela, os empresários e brasileiros mais ricos têm acesso maior a renda apesar de trabalharem menos horas do que seus funcionários. "Não é que nós somos contra o trabalho, nós somos contra a exploração", disse ela na Câmara dos Deputados. A deputada Erika Hilton e o vereador Rick Azevedo Divulgação PSOL O vereador Rick Azevedo (PSOL - RJ) também é um conhecido defensor da mudança. Ele é autor de uma petição que já reúne quase 3 milhões de assinaturas e fundou com outros trabalhadores o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Azevedo também é ex-balconista de farmácia e viralizou no TikTok desabafando sobre sua rotina de trabalho, com só um dia de folga por semana. "Quem já trabalhou em farmácia sabe como é difícil, como você fica esgotado. Farmácias vendem cuidado, e quem cuida das pessoas que estão ali trabalhando?", disse em entrevista à BBC News Brasil. O vereador afirma ainda que outros países que reduziram a jornada de trabalho viram o consumo aumentar. "Na verdade, o empresariado brasileiro não conseguiu enxergar o que está acontecendo mundo afora. Porque o patrão europeu não é bonzinho. O exemplo que temos de outros países que já diminuíram a jornada de trabalho, não é porque o patrão é bonzinho, é porque ele é esperto o suficiente para entender que o trabalhador com mais tempo vai consumir mais", afirma. Segundo Azevedo, o empresariado brasileiro tenta causar "pânico econômico" com suas críticas ao projeto: "Eles querem causar esse pânico econômico para continuar sugando o trabalhador seis dias na semana, para apenas um dia de folga, e receber um salário que muitas vezes não dá nem para comer". "Se eu estivesse falando para você aqui agora, 'vamos acabar com a escravidão no país', os economistas de hoje iriam falar a mesma coisa: que o país não tem estrutura para acabar com a escravidão, que o país ia quebrar", diz. Os argumentos contra Já os críticos dizem que a proposta pode ser um tiro no pé da economia brasileira, em um momento em que empresas enfrentam dificuldades para contratar. Há também quem diga que a redução da jornada pode prejudicar principalmente as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80% do emprego formal do país. Para Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o principal problema das propostas em tramitação hoje no Brasil é a redução da jornada dos trabalhadores com manutenção da mesma remuneração. "Esse meu aumento de custo [do trabalho] de 20% implica em repasse de preços de 7% a 8% para o consumidor final. A pergunta que fica para o consumidor: ele está ciente disso? Ele concordaria com a redução da jornada para pagar mais [pelo serviço ou produto]?", questionou em entrevista à BBC News Brasil. O empresário diz não se posicionar contra o fim da escala 6x1, mas acredita que quando a sociedade e pessoas responsáveis ("há muitas pessoas sérias no governo e no Congresso") fizerem o debate com mais informações, elas não aprovarão as mudanças trabalhistas na forma como elas estão propostas hoje. "O mais importante é avaliar o que mudaria para o consumidor e para o brasileiro em geral. O que falta no debate de hoje é isso. Ninguém, em tese, seria contra trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso faz todo o sentido sob o ponto de vista da proposta isolada. Mas, como tudo na vida, existe um custo." Ele acredita que as relações de trabalho podem ser melhoradas no Brasil com o trabalho intermitente — modalidade criada na Reforma Trabalhista de 2017 que permite que o empregado seja convocado apenas quando o empregador precisar, com antecedência. Para Solmucci, a popularidade que o assunto ganhou nas redes faz com que parlamentares e integrantes do governo não queiram se indispor com a população em um ano de eleição nesse assunto. Paulo Solmucci é presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Caio Veloso Em discussão na FPN (Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios) em março, o deputado Kim Kataguiri (União Brasil) disse que proposta constitucional em discussão pode não resolver o problema e ainda criar efeitos indesejados. Segundo ele, mudanças desse tipo podem elevar o custo de contratação e incentivar a informalidade, sem necessariamente melhorar as condições do trabalhador. "Não acho que estamos fazendo uma discussão que seja efetiva para a vida do trabalhador", afirmou. O deputado citou como exemplo a chamada PEC das Domésticas, que, segundo ele, teve como consequência o aumento da informalidade no setor. Outro crítico da mudança, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma que a relação entre empregador e trabalhador precisa acompanhar as transformações do mercado e ser baseada na produtividade real. "Eu pessoalmente acho que a melhor relação de empregador x trabalhador é a relação por hora, hora trabalhada, hora recebida. Esse é o melhor modelo, modelo mais moderno. [...] A PEC originária da Erika Hilton tem vícios, inclusive erros de matemática nos cálculos", afirmou em entrevista ao SBT News em fevereiro. Na mesma entrevista, Sóstenes pontuou que a proposta precisa levar em conta novas formas de trabalho, como o home office, e modelos mais flexíveis já adotados em diferentes setores. O parlamentar também avaliou que a mudança precisa ocorrer por meio de uma emenda constitucional, e não por projeto de lei, para evitar questionamentos futuros no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a resistência à proposta não vem apenas de empresários e parlamentares da oposição. Fim da jornada 6x1: os argumentos de que é contra e quem é a favor Paulo Pinto/Agência Brasil Pesquisas Genial/Quaest publicadas em dezembro mostraram que, embora 72% da população seja a favor do fim da escala 6x1, entre os deputados, apenas 42% são favoráveis e 45% são contra — os outros 13% não opinaram ou não responderam. A bancada contrária já foi maior, era de 70% em julho de 2025, segundo o mesmo instituto. Mas ainda assim, o apoio ainda é bem inferior ao da tarifa zero no transporte público, por exemplo, aprovada por 65% dos deputados em dezembro. *Com reportagem de Thais Carrança e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres Governo envia ao Congresso PL para fim da escala 6x1
15/04/2026 13:46:50 +00:00
Ministros das Finanças de ao menos 11 países alertam para impacto prolongado do conflito no Oriente Médio

Estados Unidos bloqueiam Estreito de Ormuz Ministros das Finanças de ao menos onze países afirmaram nesta quarta-feira (15) que o conflito no Oriente Médio deve continuar pressionando o crescimento global, a inflação e os mercados financeiros, mesmo que haja uma solução duradoura. Em declaração conjunta divulgada pelo governo do Reino Unido durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, os ministros alertaram para novos riscos à economia global. O documento foi assinado por ministros das Finanças do Reino Unido, Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia. Segundo o grupo, uma eventual retomada das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade de interrupções no Estreito de Ormuz podem afetar a segurança energética, as cadeias de suprimentos e a estabilidade econômica e financeira. Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. Reuters Segundo o grupo, mesmo com o fim do conflito, os efeitos sobre a economia global tendem a persistir. No texto, os países também se comprometeram a adotar medidas internas "fiscalmente responsáveis" e direcionadas à população mais vulnerável. Além disso, defenderam que governos evitem ações protecionistas, como controles de exportação injustificados, formação de estoques e outras barreiras comerciais relacionadas a hidrocarbonetos e cadeias de suprimentos afetadas pela crise. O FMI espera que pelo menos uma dúzia de países, incluindo alguns da África Subsaariana, busquem novos programas de empréstimos diante da alta nos preços da energia e das interrupções nas cadeias de suprimentos provocadas pela guerra no Oriente Médio, disse a diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva. Ela reiterou a estimativa de que o conflito pode gerar uma demanda por empréstimos entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões, incluindo a ampliação de programas já existentes e a criação de novos acordos. Imposto de Renda 2026: veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Preço do diesel sobe 7% no Brasil: entenda o motivo
15/04/2026 13:40:20 +00:00
Maioria dos brasileiros vê como improvável perder emprego em 6 meses, diz estudo

Brasileiros dizem ser improvável perder emprego nos próximos 6 meses Reprodução/Freepik A maioria dos trabalhadores brasileiros não acredita que vai perder o emprego ou a principal fonte de renda nos próximos meses, mas cresce a parcela que demonstra preocupação com essa possibilidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É o que mostra a décima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), Segundo os dados do trimestre encerrado em março de 2026, 56,5% dos respondentes consideram muito improvável ou improvável perder seu principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos seis meses. Já 17,2% avaliam que essa chance é provável ou muito provável, enquanto 26,3% afirmam não saber responder. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de a percepção de segurança ainda predominar, houve um leve aumento na proporção de trabalhadores que enxergam risco de perder o emprego — o maior patamar desde o início da série, em junho de 2025. Ao mesmo tempo, a parcela que considera essa possibilidade improvável se mantém como a mais citada e está relativamente estável nos últimos meses. A parcela de trabalhadores falando que é “improvável” ou “muito improvável” chegou a 56,5%, sendo a parcela mais citada e se mantendo ligeiramente estável nos últimos meses. Como a série ainda é recente e não conta com ajuste sazonal, as comparações ao longo do tempo devem ser feitas com cautela. Para o economista do FGV IBRE Rodolpho Tobler, os resultados refletem um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de desaceleração. “Mais da metade dos trabalhadores demonstra segurança em relação aos próximos meses, mas cresce o percentual daqueles que têm receio de perder a ocupação. Esse resultado reflete os dados de mercado de trabalho, que continuam indicando aquecimento, mas também passaram a sinalizar redução no ritmo da evolução. O aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem contribuir para o aumento dessa probabilidade nos próximos meses”, afirma. Desde julho de 2025, o FGV IBRE passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país, com base em médias móveis trimestrais. Os dados são obtidos por meio da Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), pesquisa mensal realizada com a população em idade de trabalhar em todo o território nacional. Os indicadores complementam as estatísticas tradicionais ao incorporar a percepção dos trabalhadores sobre suas condições de trabalho. A pesquisa aborda seis temas principais: satisfação com o trabalho; chance de perder o emprego ou fonte de renda; proteção social; suficiência da renda; percepção geral do mercado de trabalho; expectativas para os próximos seis meses. Como a coleta começou em 2025, ainda não há série histórica suficiente para comparações de longo prazo. Por isso, os relatórios iniciais têm caráter mais descritivo, detalhando os temas e os quesitos analisados.
15/04/2026 13:27:40 +00:00
Por que o FMI prevê que Brasil crescerá mais por causa da guerra no Irã

Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9% O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo suas projeções para a economia global e alertou que a guerra no Oriente Médio pode levar o mundo a um cenário próximo de recessão — especialmente se o conflito se prolongar e provocar novos choques nos preços de energia. No relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado em abril, o FMI reduziu a estimativa de crescimento global para 2026 de 3,3% para 3,1%. Ao mesmo tempo, elevou sua projeção para o Brasil, prevendo uma expansão de 1,9% neste ano — acima da estimativa anterior. No relatório do ano passado, o cenário era diferente: o FMI descrevia uma economia global relativamente estável, ainda que 'modesta', após uma sequência de choques, com crescimento em torno de 3% e expectativa de continuidade desse ritmo. O principal risco então vinha da escalada de tensões comerciais (especialmente tarifas dos Estados Unidos), vistas como um "choque negativo de oferta" capaz de reduzir produtividade, aumentar custos e frear a atividade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora, em 2026, o foco sai da fragmentação comercial e passa para um choque geopolítico ligado à guerra, com impacto direto sobre energia e cadeias de suprimento. À primeira vista, pode parecer contraditório que um conflito com efeitos negativos para a economia mundial beneficie, ainda que marginalmente, um país específico. Mas, segundo o próprio FMI, há uma explicação clara: o papel do Brasil como exportador de commodities, especialmente energia. O ponto de partida da análise do FMI é o impacto direto do conflito sobre os preços internacionais. A guerra no Oriente Médio, uma região central para a produção e o transporte de petróleo, tende a provocar interrupções na oferta e aumentar a incerteza nos mercados. No cenário-base do Fundo, os preços de energia devem subir de forma relevante. O petróleo, por exemplo, é projetado para registrar alta significativa em 2026, refletindo justamente as dificuldades de produção e transporte na região. Esse choque de preços se espalha pela economia global. Energia mais cara também encarece transporte, produção industrial e alimentos — especialmente em países dependentes de importações. Por isso, o FMI destaca que economias importadoras de commodities tendem a ser as mais prejudicadas, enfrentando inflação mais alta, desvalorização cambial e perda de renda. Refinaria de Petróleo Riograndense, em Rio Grande (RS); Brasil vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra Divulgação/Petrobras Por que o Brasil se beneficia no curto prazo É nesse contexto que aparece o caso brasileiro. Diferentemente de muitos países emergentes, o Brasil é considerado pelo FMI um exportador líquido de energia— ou seja, vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra. Isso significa que, quando os preços internacionais sobem, o país tende a receber mais receitas com exportações. Esse efeito melhora os chamados "termos de troca" (a relação entre preços de exportação e importação), e pode impulsionar o crescimento econômico. O próprio relatório resume esse mecanismo ao afirmar que a guerra deve ter "um pequeno efeito líquido positivo" sobre o Brasil em 2026, elevando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual. Esse tipo de impacto não é exclusivo do Brasil. O FMI indica que, de forma geral, economias exportadoras de energia ou commodities podem ter revisões positivas ou neutras de crescimento, em contraste com perdas mais acentuadas em países importadores. Apesar desse efeito positivo inicial, o FMI enfatiza que o benefício é modesto e tende a se dissipar rapidamente. Isso ocorre porque os impactos negativos da guerra sobre a economia global acabam se espalhando. Com o tempo, a desaceleração do crescimento mundial reduz a demanda por exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, o aumento de custos de insumos — como fertilizantes, fortemente ligados ao mercado internacional — pressiona a produção doméstica. O relatório aponta ainda que condições financeiras mais restritivas, com juros mais altos no mundo, podem limitar investimentos e consumo. Por isso, o efeito positivo observado em 2026 tende a ser revertido. Segundo o FMI, em 2027 esses fatores devem prevalecer, levando a uma redução do crescimento brasileiro em relação às projeções anteriores. Um mundo mais frágil O pano de fundo dessa dinâmica é um cenário global mais incerto e frágil. O FMI avalia que a guerra interrompeu uma trajetória de crescimento relativamente estável e introduziu novos riscos para a economia mundial. Em cenários mais adversos, com conflito prolongado e preços de petróleo acima de US$ 100 por barril, o impacto pode ser significativamente mais severo. O Fundo projeta que o crescimento global poderia cair para até 2,5% — ou mesmo próximo de 2% em um cenário extremo, o que historicamente se aproxima de uma recessão global. Além do choque direto de preços, há efeitos indiretos importantes: aumento da inflação, deterioração das condições financeiras e maior aversão ao risco nos mercados. Esses fatores tendem a atingir com mais força países emergentes e economias mais vulneráveis. O que explica a diferença entre países A análise do FMI deixa claro que o impacto da guerra não é uniforme. Ele depende principalmente de três fatores: se o país é exportador ou importador de energia, qual o grau de exposição a choques externos, como preços de alimentos e fertilizantes, e a capacidade de resposta econômica, incluindo política fiscal e monetária. No caso brasileiro, a combinação de exportações de commodities, reservas internacionais robustas e menor dependência de dívida externa em moeda estrangeira ajuda a amortecer o impacto inicial do choque. Mas o próprio Fundo ressalta que essas condições não eliminam os riscos — apenas os tornam mais administráveis no curto prazo.
15/04/2026 13:12:59 +00:00
Cientista brasileira na lista da Time ajudou agricultores a economizar quase R$ 125 bilhões por ano

Mariangela Hungria também foi uma uma das vencedoras do 1º Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq. Arquivo Pessoal/Mariangela Hungria A pesquisadora Mariângela Hungria entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, divulgada nesta quarta-feira (15). Agrônoma e microbiologista, Mariângela trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde desenvolve microrganismos do solo que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural. "Hoje, graças ao seu trabalho, 85% da soja do Brasil é cultivada com o uso desses microrganismos, em vez de fertilizantes químicos", diz a revista. A Time pontua que suas inovações científicas, utilizadas em todo o mundo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões (R$ 124,8 bilhões) por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. “Nunca vou desistir de trabalhar por um mundo melhor", disse ela à revista Time no ano passado". 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Gente do campo: produtora rural contaminada por agrotóxico vive hoje de plantio sustentável 'Nobel da agricultura': brasileira Mariangela Hungria vence Prêmio Mundial da Alimentação No ano passado, Mariângela também ganhou o prêmio da instituição americana World Food Prize, conhecido como o Nobel da Agricultura. Há 34 anos, ela pesquisa formas de substituir fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis. Um dos estudos identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Este nutriente é indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam. A pesquisa, feita na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná, deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio. Ele diminui o impacto ambiental, e também é mais barato. "Não tenho dúvidas de afirmar que, se não fosse a fixação biológica de nitrogênio na soja, hoje não seríamos os maiores produtores e exportadores de soja do mundo, porque seria inviável economicamente", comentou Mariângela ao Jornal Nacional, em maio do ano passado. Hoje, 85% das áreas com cultivo de soja no país adotam a inoculação. #8M: Mariângela Hungria, uma das pesquisadoras mais influentes do mundo Gente do campo: Dona Lourdes vive de agroecologia
15/04/2026 13:04:20 +00:00
Booking.com confirma invasão em seus sistemas e alerta clientes para possível vazamento de dados

Booking.com confirma invasão em sistemas e alerta clientes para possível vazamento de dados Reprodução/Booking.com A Booking.com confirmou que foi alvo de uma invasão cibernética e que "terceiros não autorizados" acessaram seus sistemas, obtendo informações de reservas de clientes. A empresa está enviado e-mails aos consumidores afetados para informar a alteração do PIN (código da reserva feita no site). Segundo a companhia, os invasores podem ter acessado "detalhes da reserva, nomes, e-mails, endereços, números de telefone associados à reserva e qualquer dado que você possa ter compartilhado com a acomodação". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a empresa afirmou que endereços residenciais não foram expostos. Questionada se clientes brasileiros foram afetados, a Booking.com não respondeu. Ainda assim, o g1 obteve o comunicado de um consumidor brasileiro que fez uma reserva em outubro de 2025. A Booking.com também não disse quantos clientes no total foram afetados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Recomendamos que você tenha protocolos de segurança (como um programa antivírus) configurados em seus dispositivos para se proteger de tentativas de phishing", diz a empresa no e-mail encaminhado aos afetados (veja na imagem abaixo). 🔎 O que é phishing? A palavra "phishing" é um trocadilho com a palavra "fishing", que, traduzindo, significa "pesca". Assim como a "pesca", o golpe de phishing consiste em jogar uma isca (um e-mail fraudulento) esperando que as vítimas "mordam" (caiam no golpe). E-mail da Booking.com enviado aos consumidores afetados. Reprodução O que diz a Booking.com "Na Booking.com, estamos comprometidos com a segurança e a proteção de dados de nossos clientes. Recentemente, identificamos atividades suspeitas envolvendo terceiros não autorizados que conseguiram acessar algumas informações de reservas. Assim que tomamos conhecimento da situação, agimos rapidamente para conter o problema. Atualizamos o número PIN dessas reservas e informamos os viajantes. Também é importante esclarecer que endereços residenciais não foram expostos". Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil
15/04/2026 12:55:56 +00:00
Dólar cai pelo 6º dia seguido, de olho em possível acordo de paz entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Quaest mede intenções de voto nos 2 turnos da corrida presidencial O dólar fechou em leve queda de 0,03% nesta quarta-feira (15), a R$ 4,9917, no sexto recuo consecutivo. É o menor valor em mais de dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,46%, aos 197.738 pontos. Investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, em meio à possibilidade de avanço nas negociações por um acordo de paz. No Brasil, o cenário eleitoral também influenciou o humor do mercado. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Altos funcionários dos Emirados Árabes Unidos e do Irã realizaram uma teleconferência nesta quarta-feira para discutir a redução das tensões do conflito, informou a mídia estatal árabe. Foi o primeiro contato de alto nível desde a deterioração das relações causada pela guerra entre EUA e Irã. ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pretende estender o cessar-fogo com o Irã, mas que a guerra está “perto do fim”. Ele também disse à ABC News que o conflito “pode terminar de diversas formas, mas um acordo é preferível, porque assim o país pode se reconstruir”. ▶️ Enquanto isso, o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz continua. Dados de monitoramento mostram vários navios dando meia-volta, mas, segundo agências iranianas, petroleiros do país conseguiram atravessar o estreito. O Irã ameaçou interromper o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA a embarcações iranianas persista. ▶️ No Brasil, novas pesquisas eleitorais para a presidência mostram que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em um eventual 2º turno. O levantamento também indica alto endividamento: 72% dos brasileiros dizem ter dívidas. ▶️ Na agenda econômica, dados de vendas no varejo no Brasil, divulgados pelo IBGE, e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, banco central americao) nos EUA foram destaques. É HORA DE COMPRAR DÓLAR? ENTENDA A MELHOR ESTRATÉGIA: Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos: qual é a hora de comprar? Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,39%; Acumulado do mês: -3,61%; Acumulado do ano: -9,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,21%; Acumulado do mês: +5,48%; Acumulado do ano: +22,72%. Guerra no Oriente Médio Os desdobramentos mais recentes da guerra entre Irã e Estados Unidos mostram um cenário de tensão ainda elevada, mas com sinais mistos entre confronto e tentativa de negociação. Um dos episódios mais simbólicos ocorreu no Estreito de Ormuz, onde um petroleiro iraniano, listado em sanções dos EUA, conseguiu atravessar a região e chegar às águas iranianas sem interferência, mesmo com o bloqueio naval imposto por Washington. Segundo a agência iraniana Fars, o navio — com capacidade para transportar até 2 milhões de barris de petróleo — manteve seu sistema de rastreamento ligado durante todo o trajeto. Ao mesmo tempo, o discurso político iraniano tenta sinalizar abertura ao diálogo. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país não busca guerra, mas sim negociações, e declarou que qualquer tentativa de imposição ou rendição por parte dos EUA está “condenada ao fracasso”. A fala ocorre em meio à expectativa de uma possível retomada das conversas de paz, que podem ser mediadas pelo Paquistão ainda nesta semana. Apesar disso, o avanço diplomático segue incerto: O governo iraniano afirma que ainda não há data definida para uma nova rodada de negociações e que não houve acordo sobre temas centrais, como a liberação de ativos congelados do país. Do lado americano, autoridades indicam que também não houve compromisso formal para estender o cessar-fogo, embora as conversas continuem em andamento. A chegada de uma delegação do Paquistão ao Irã, prevista para esta quarta-feira, pode representar mais um passo nas negociações indiretas entre Teerã e Washington. A expectativa é que o grupo leve novas mensagens dos EUA, em uma tentativa de manter o diálogo aberto mesmo diante de um cenário ainda marcado por incertezas e episódios de tensão no campo militar e econômico. Eleições 2026 A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno de 2026, com 42% a 40%, respectivamente — a primeira vez que Flávio aparece numericamente à frente. O levantamento também indica queda gradual da vantagem de Lula ao longo dos meses. Em outros cenários testados, o petista lidera contra demais adversários. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa Quaest também mostra que 72% dos brasileiros têm dívidas — sendo 29% com muitas e 43% com poucas —, enquanto 28% dizem não ter. O levantamento também indica piora na percepção da economia: 50% afirmam que ela ficou pior no último ano, 72% dizem que os preços dos alimentos subiram e 71% relatam perda de poder de compra. Além disso, 70% defendem que o governo amplie programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O S&P 500 subiu 0,80%, aos 7.022,81 pontos, e o Nasdaq avançou 1,60%, aos 24.016,02. O Dow Jones, por sua vez, fechou em queda de 0,15%, aos 48.463,72 pontos. As bolsas da Ásia tiveram um dia mais calmo, com investidores divididos entre sinais positivos e negativos no possível acordo de paz na guerra entre EUA e Irã Por outro lado, dados fracos das exportações da China seguraram o entusiasmo. No fechamento, os principais índices variaram pouco: em Xangai, a bolsa ficou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, enquanto o CSI300 caiu 0,34%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,29%. Já em outros mercados da região, o tom foi mais positivo, como em Tóquio, onde o Nikkei avançou 0,44%, e em Seul, com alta de 2,07%. O clima mais otimista veio após a recuperação de Wall Street, o que também ajudou a manter o preço do petróleo abaixo de US$ 100 por barril. Ainda assim, a desaceleração das exportações chinesas segue como um ponto de atenção para os investidores. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters
15/04/2026 12:00:34 +00:00
'Se ele não sair, terei que demiti-lo', diz Trump sobre Jerome Powell, atual presidente do Banco Central dos EUA

Justiça dos EUA abre investigação contra presidente do FED O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (15) que poderá demitir o atual presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Jerome Powell, caso ele não deixe o cargo após a posse de um novo chefe da instituição. Trump também disse acreditar que as taxas de juros poderão cair quando seu indicado ao Fed, Kevin Warsh, assumir o cargo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O presidente anunciou o nome de Kevin Warsh em janeiro, e a indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. "Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve", escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. Também nesta quarta, ao ameaçar demitir Jerome Powell caso ele não deixe o comando do Fed, Donald Trump afirmou esperar que seu indicado seja confirmado pelo Senado já na próxima semana. Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo Questionado se vai pedir o fim das investigações sobre Jerome Powell, Donald Trump afirmou que "precisamos descobrir o que aconteceu lá [no Fed]". Ainda em janeiro, Jerome Powell confirmou ter se tornado alvo de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ). Em mensagem de vídeo publicada na rede social X, ele atribuiu a abertura do inquérito à pressão do governo Trump sobre a política de juros do banco central americano. O depoimento de Powell ao Congresso em junho, a respeito da reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed em Washington, levou à abertura de uma investigação criminal por procuradores federais. Na ocasião, Parlamentares questionaram possíveis luxos no projeto, e a republicana Anna Paulina Luna pediu ao Departamento de Justiça apuração por suposto perjúrio. Powell nega irregularidades e afirma que a investigação é uma “ameaça” ligada à pressão política sobre os juros. A Casa Branca e Donald Trump tambnm negam envolvimento. Disputa entre Trump e Powell Mas esse não foi o primeiro embate entre o presidente americano e o chefedo Banco Central dos EUA. Durante o primeiro mandato de Trump e desde o retorno do republicano à Casa Branca, há um ano, ambos entraram repetidamente em confronto devido a decisões sobre taxa de juros. As críticas de Donald Trump ao Federal Reserve se tornaram mais frequentes e duras ao longo de 2025, principalmente por causa da decisão de manter os juros estáveis. Em março, ele afirmou que o banco central estaria “muito melhor” se reduzisse as taxas, e voltou a defender cortes em abril, ao anunciar novas tarifas de importação. Em julho, após a manutenção dos juros, ele intensificou o tom e chegou a chamar o presidente do Fed, Jerome Powell, de “estúpido” e “cabeça oca”, dizendo que a política monetária estava prejudicando a população. Trump também tomou medidas contra outras figuras importantes do Fed, incluindo a integrante do conselho de administração Lisa Cook, a quem tentou destituir sob a acusação de fraude hipotecária. O litígio ainda aguarda uma audiência na Suprema Corte dos EUA.
15/04/2026 11:33:54 +00:00
Quaest: 72% dos brasileiros dizem ter poucas ou muitas dívidas para pagar

1º turno, 2º turno e avaliação do governo Lula Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 29% dos brasileiros afirmam ter muitas dívidas e 43% poucas dívidas, somando 72% que afirmam estar endividados. 28% dos entrevistados dizem não ter dívidas. O percentual de entrevistados que diziam ter dívidas na pesquisa realizada em maio de 2025 era de 65%. Veja os números: Muitas dívidas: 29% (eram 32% em maio de 2025) Poucas dívidas: 43% (eram 33%) Não tem dívidas: 28% (eram 34%) Não sabem/Não responderam: 0% (era 1%). Quaest: você diria que tem muitas, poucas ou nenhuma dívida? Arte/g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026. A Quaest também questionou a opinião sobre programas governamentais que auxiliam famílias endividadas. 70% dos entrevistados são a favor de que o governo federal gaste mais recursos para apoiar programas de renegociação de dívidas. Segundo o levantamento, 24% são contra e 6% não sabem/não responderam. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Um desses programas para renegociar dívidas é o Desenrola Brasil. Questionados sobre a avaliação do programa, 46% dizem aprovar a medida (eram 42% em dezembro), 9% desaprovam (eram 6% em dezembro) e 45% não conhecem (era 52%). LEIA MAIS Endividamento dos brasileiros avança e entra na agenda dos pré-candidatos na eleição de 2026 A pedido de Lula, Fazenda negocia com bancos medidas para reduzir endividamento das famílias 101 milhões de pessoas têm cartão de crédito, que responde por boa parte do endividamento, diz presidente do BC Situação da economia Os resultados mostram que 50% dos entrevistados consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses. Esse índice era de 48% em março e de 43% em janeiro e fevereiro. Veja os números: Economia piorou: 50% (eram 48%, em março); Melhorou: 21% (eram 24%); Ficou do mesmo jeito: 27% (eram 26%); Não sabem/não responderu: 2% (eram 2%). Quaest: Economia nos últimos 12 meses (abril de 2026) Arte/g1 Isenção do IR O levantamento também perguntou se o eleitor foi beneficiado pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja os números: Sim: 31% Não: 66% Não sabem/não responderu: 3% Não houve mudança em relação à pesquisa anterior, de março de 2026, quando os percentuais foram os mesmos para as três respostas. Expectativa para o futuro da economia A pesquisa também perguntou qual é a expectativa dos entrevistados para a economia nos próximos 12 meses. O índice dos que acham que vai melhorar vem caindo desde o início do ano: era de 48% em janeiro, 43% em fevereiro, 41% em março e 40% agora. O grupo dos que esperam uma piora da economia era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro, 34% em março e em abril, 32%. Quaest: Economia nos próximos 12 meses (abril de 2026) Arte/g1 Veja números: Vai melhorar: 40% (eram 41% em março); Vai piorar: 32% (eram 34%); Vai ficar do mesmo jeito: 23% (eram 21%); Não sabem/não responderam: 5% (eram 4%). Preço dos alimentos A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao preço dos alimentos nos mercados no mês anterior. 72% dizem que o preço subiu (uma variação de 14 pontos percentuais em relação ao resultado de março), 24% que ficou igual e 8% que caiu. Veja números: Subiu: 72% (eram 58%, em março); Ficou igual: 18% (eram 24%); Caiu: 8% (eram 16%); Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Poder de compra Sobre poder de compra, 71% dizem que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 11% afirmam que conseguem comprar mais e 17% consideram que não há diferença. Veja números: Menos: 71% (eram 64%, em março); Mais: 11% (eram 14%); O mesmo tanto: 17% (eram 21%); Não sabem/não responderam: 1% (eram 1%) SAIBA MAIS Quaest: 43% temem volta da família Bolsonaro; 42% têm medo de Lula continuar no poder Quaest 1º turno: Lula tem 37% contra 32% de Flávio Bolsonaro Quaest: 52% desaprovam e 43% aprovam o governo Lula Os bilhões que Lula vai injetar na economia em ano eleitoral: programas sociais turbinados e isenção do IR Ricardo Stuckert / PR via BBC
15/04/2026 11:00:00 +00:00
Raio-X do Minha Casa, Minha Vida: veja como ficam as novas regras do programa

FGTS amplia limites de renda e valores de financiamento do Minha Casa, Minha Vida As mudanças do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), anunciadas em março, já foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O início das operações pela Caixa Econômica Federal, no entanto, ainda não tem data definida. A previsão é que comecem até o fim deste mês. As alterações se concentram na ampliação do teto de renda e do valor máximo dos imóveis enquadrados em cada faixa do programa. Na prática, as novas regras facilitam a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros mais baixos do que os praticados no mercado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as mudanças devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV. (leia mais abaixo) Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Veja as principais regras do programa e, em seguida, como elas ampliam o acesso aos imóveis: Regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Arte/g1 Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis 💰 1. Novos limites de renda por faixa Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000 📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores. 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano. 🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade; Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil; Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil. 📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. 🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado. Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis. “Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz. Quais são os efeitos das mudanças? Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média. 🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%. “Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista. Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado. As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano. Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz. "Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica. "No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas." Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa. Veja abaixo: Evolução do programa Minha Casa, Minha Vida Arte/g1 Imóveis na região central de São Paulo. Fábio Tito/G1
15/04/2026 07:02:14 +00:00
Hora extra e almoço mais curto: medo da inteligência artificial leva profissionais a trabalhar mais

Trabalhar mais não deve salvar seu emprego da inteligência artificial Freepik O avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho e o aumento das demissões, especialmente no setor de tecnologia, têm levado trabalhadores a se esforçar para demonstrar sua própria relevância. Eles trabalham mais, fazem menos pausas e buscam estar sempre visíveis. Uma pesquisa da plataforma Resume.io, com mais de 3 mil profissionais, indica que, para demonstrar valor, empregados têm trabalhado em média 2 horas e 24 minutos extras por semana — o equivalente a quase 125 horas a mais por ano. Essa escolha se traduz em mais horas extras, almoços mais curtos e no chamado “teatro da produtividade” — quando trabalhadores se esforçam para parecer ocupados. (Entenda mais abaixo) Segundo especialistas, essa reação ao avanço da tecnologia nem sempre é a mais eficaz e pode até causar efeito rebote. Thiago Genaro, psiquiatra da Conexa, afirma que aumentar o volume de trabalho não significa, necessariamente, maior proteção profissional. "Trabalhar horas a mais não garantirá postos de trabalho”, diz. Para ele, a insegurança diante da inteligência artificial tem levado parte dos trabalhadores a uma estratégia que pode não dialogar com as mudanças estruturais pelas quais o mercado passa. Para ele, essas mudanças estruturais indicam que o mercado está trocando o "quanto se trabalha" pelo "como e para quê se trabalha". Na avaliação do especialista em tecnologia da RS Systems, Emilio Salcedo, esse cenário de insegurança é agravado justamente pela forma como a tecnologia é incorporada no ambiente corporativo. Ele afirma que, embora a IA possa reduzir tarefas repetitivas, também pode ampliar a pressão por produtividade quando não há revisão das metas e expectativas de desempenho. Como a IA está impactando o trabalho de freelancers A pesquisa da Resume.io sugere que essas mudanças de comportamento do trabalhador ocorrem por meio de ajustes contínuos no dia a dia. Trabalhadores relatam responder a mensagens fora do expediente, reduzir pausas e assumir tarefas adicionais sem mudanças formais no contrato. Um sinal claro dessa intensificação do trabalho aparece no tempo dedicado às pausas. Para 55% dos entrevistados, o intervalo de almoço diminuiu no último ano. A maioria associa a redução à necessidade de se manter produtiva e visível. Em um ambiente em que a eficiência tecnológica redefine expectativas, o descanso passa a ser percebido como um risco. Outro comportamento identificado pela pesquisa é o chamado “teatro da produtividade”, quando empregados sentem a necessidade de “parecer ocupados” para demonstrar valor. Segundo os dados, 67% dos trabalhadores afirmaram sentir essa necessidade e adotar atitudes para se mostrar ocupados, como manter o status online constantemente ativo, responder a mensagens imediatamente e prolongar tarefas simples. Para Genaro, essa lógica tende a perder espaço à medida que os critérios de avaliação evoluem. “Com o avanço da inteligência artificial, as métricas de avaliação de desempenho tendem a ser cada vez mais sofisticadas e detalhadas (...) essas métricas irão identificar trabalhadores e setores com baixo engajamento e baixa produtividade”. A pesquisa também aponta que mais da metade dos entrevistados percebe mudanças na forma como o desempenho é avaliado desde a adoção de ferramentas de inteligência artificial. Para 16%, a principal alteração está no ritmo: se a tecnologia realiza tarefas mais rapidamente, o trabalhador passa a ser cobrado a acelerar. Sobre esse ponto, Genaro afirma que a eficiência técnica tende a se tornar um critério básico de avaliação. Com a inteligência artificial assumindo tarefas repetitivas, sobra menos espaço para atividades mecânicas e mais demanda por análise, tomada de decisão e criatividade. Salcedo reforça essa mudança ao afirmar que a IA não substitui categorias inteiras de forma imediata, mas elimina tarefas específicas, o que exige readequação constante das funções. Nesse contexto, ganham relevância profissionais que conseguem usar a tecnologia como apoio para análise, automação e tomada de decisão. Isso muda também a forma de avaliação: em vez de horas extras ou presença constante, ganham peso as entregas, o impacto e a capacidade de usar a tecnologia a favor do trabalho. “A inteligência artificial já vence o ser humano no xadrez”, exemplifica. “Mas a IA não se emociona com um xeque-mate.” Segundo ele, ainda há um conjunto de competências que permanece restrito à experiência humana. “O lado humano da experiência, da emoção e da criatividade ainda não entra no conjunto de competências da IA. E é nesse rol de competências que o trabalhador deve investir e se destacar no mundo corporativo.” Apesar disso, o medo da substituição direta segue como a principal preocupação dos entrevistados. Para 34%, essa é a maior ameaça percebida. Outros 30% temem uma substituição gradual, enquanto 20% receiam que a IA seja usada para justificar cobranças mais intensas. Já 14% afirmam temer ficar para trás em relação a colegas que dominam melhor as novas ferramentas tecnológicas. Para o psiquiatra da Conexa, a resposta a esse cenário passa pela adaptação estratégica. “O desenvolvimento de novas habilidades, em sintonia com as ferramentas da IA, me parece o melhor caminho para o trabalhador no século XXI”, afirma. Segundo Salcedo, compreender o básico da tecnologia, mapear tarefas automatizáveis e desenvolver pensamento crítico já são diferenciais importantes nesse novo contexto. Ele também chama atenção para os efeitos emocionais dessa transição. Segundo o especialista, a pressão por produtividade pode aumentar a sensação de insegurança e sobrecarga, especialmente quando a adoção da tecnologia não vem acompanhada de ajustes claros nas expectativas de desempenho. “O maior risco não é a tecnologia em si, mas a forma como ela é implementada sem suporte adequado”, resume.
15/04/2026 07:01:24 +00:00
Dívida boa x dívida ruim: entenda a diferença e como evitar riscos

Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa? Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros. Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer. Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
15/04/2026 07:00:57 +00:00
Banco Mundial pode enviar até US$100 bi em financiamento para países atingidos pela guerra
Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9% O Banco Mundial poderá mobilizar entre US$ 80 bilhões e US$ 100 bilhões em financiamento nos próximos 15 meses para países duramente atingidos pela guerra no Oriente Médio, superando os US$ 70 bilhões fornecidos durante a pandemia de Covid-19, disse o presidente do banco, Ajay Banga, nesta terça-feira (14). Isso incluiria de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões nos próximos meses por meio de uma janela de resposta à crise que permite aos países retirar até 10% dos fundos antecipadamente de programas previamente aprovados. Além disso, outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões poderiam vir da realocação de programas existentes em cerca de seis meses. Os comentários do presidente do banco, feitos à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, refletem o crescente reconhecimento do enorme impacto que a guerra já está tendo sobre o crescimento global e a inflação. Os países em desenvolvimento provavelmente serão os mais afetados. O FMI reduziu na terça-feira sua previsão de crescimento global devido à alta dos preços da energia causada pela guerra, apresentando uma série de cenários que incluem menor crescimento e maior inflação. Na ausência do conflito, o FMI afirmou que teria elevado sua previsão de crescimento em 0,1 ponto percentual, para 3,4%. LEIA MAIS: Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9% Caso a guerra se prolongasse e surgissem necessidades maiores, o banco teria que recorrer ao seu balanço patrimonial e à sua margem de manobra para encontrar financiamento adicional e atingir os 80 a 100 bilhões de dólares necessários, disse Banga. Isso se somaria aos empréstimos normais do banco. "Estou tentando criar um conjunto de ferramentas que tenha uma capacidade de resposta escalonada, dependendo de como isso continuar, para pelo menos poder de fogo adequado para fazer algo a respeito", disse ele. Banga, que se reuniu com a chefe da Agência Internacional de Energia e diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, enfatizou que levará tempo para o mercado de energia se estabilizar. Isso mesmo que a guerra termine e não haja mais danos estruturais à infraestrutura energética. A economia global ainda pode se recuperar rapidamente do choque da guerra no Oriente Médio se o conflito terminar nas próximas semanas, mas a situação será pior se ele se arrastar pelo verão, disse Georgieva em declarações separadas no mesmo evento. Georgieva afirmou que o Fundo Monetário Internacional estava em negociações com países duramente atingidos pelo aumento dos preços da energia e pelas interrupções na cadeia de suprimentos para discutir suas necessidades financeiras. Tanto Banga quanto Georgieva instaram os países a se concentrarem em medidas específicas e temporárias para aliviar o impacto do aumento dos preços da energia e a evitarem subsídios energéticos mais amplos que poderiam acabar alimentando ainda mais a inflação.
15/04/2026 06:13:10 +00:00
Salada em miniatura: conheça os microverdes considerados um superalimento

Fazenda vertical cultiva microverdes Já pensou em uma salada de hortaliças em miniatura? Isso é possível com os chamados "microverdes", que são vegetais colhidos na fase posterior ao broto. Diferentemente dos brotos, que são consumidos inteiros depois de germinar na água, os microverdes são colhidos no substrato. Essas hortaliças em miniatura são consideradas superalimentos, ou seja, são ricas em nutrientes, como vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras. Em Florianópolis, o casal Laíla Ribeiro e Leonardo Corrêa investiu em uma fazenda vertical para produzir microverdes. O plantio, fundado em 2019, fica em uma sala de 50 metros quadrados, onde são cultivadas mais de 20 variedades, como o repolho roxo, rúcula, mostarda e alho poró. Esse tipo de produto tem rápido ciclo de produção, sendo, em média, 14 dias entre o plantio e a colheita. O rabanete roxo, por exemplo, pode ser colhido 5 dias após o plantio. O investimento inicial do casal foi de R$ 150 mil, valor que já teve retorno. Atualmente, a produção é de 250 kg por mês, abastecendo cerca de 100 restaurantes, além de pontos comerciais de Florianópolis. Leia também: Besouro invasor que destrói palmeiras acende alerta para agricultura no Brasil Galinha leva 25 horas para produzir um ovo; entenda o processo Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará
15/04/2026 06:01:02 +00:00
VÍDEO: robô humanoide persegue javalis selvagens na Polônia

Robô humanoide persegue javalis selvagens na Polônia Um robô humanoide chamado Edward Warchocki foi filmado perseguindo um grupo de javalis selvagens em uma rua de Varsóvia, na Polônia. Nas imagens, divulgadas no domingo (12), ele corre atrás dos animais enquanto grita "vá embora!" em polonês, até que eles fogem em direção a uma área de floresta. O robô, modelo Unitree G1 equipado com software de inteligência artificial, tem se tornado uma espécie de celebridade na internet no país. Em um post no X, a conta do robô Edward escreveu: "Estou levando javalis para a floresta". Robô humanoide persegue javalis selvagens na Polônia. Divulgação/Reuters/Edward Warchocki Não é a primeira vez que Edward Warchocki chama a atenção. O robô já visitou o Parlamento polonês, conhecido como Sejm, onde conversou com parlamentares nos corredores, e também participou de programas matinais de TV na Polônia. Segundo o site Futurism, Varsóvia enfrenta dificuldades com a proliferação de javalis pela cidade. Diante da situação, o prefeito autorizou o abate dos animais na capital polonesa. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites
15/04/2026 06:01:01 +00:00
Guerra, tarifaço e preferência da China pelo Brasil agravam crise de produtores de soja dos EUA

Fazenda de produção de soja no Nebraska, nos Estados Unidos AP Photo/Charlie Riedel O produtor de soja Doug Bartek, de 60 anos, se diz ansioso para o início da colheita da primavera, listando os inúmeros problemas que afetam o sustento de sua família em sua fazenda de 2.000 acres próxima a Wahoo, Nebraska, nos Estados Unidos. Segundo Bartek, que também preside a Associação de Soja de Nebraska, os custos elevados de combustível, máquinas e fertilizantes têm pesado no orçamento, situação agravada pelo conflito no Irã. Além disso, as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, a sensação de que os fornecedores cobram valores excessivos e o preço baixo da soja, resultado da grande oferta mundial, tornam o cenário ainda mais difícil. “Nossas maiores dificuldades são os insumos, seja fertilizante, semente, produto químico, peças”, diz Bartek. “Todos eles tiveram um aumento drástico, e eu sinto que o agricultor está encurralado.” 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preocupações em série A soja, utilizada na alimentação animal, em alimentos e na produção de biocombustíveis, está entre os principais produtos agrícolas exportados pelos Estados Unidos desde a década de 1990, quando a produção aumentou devido à demanda internacional, principalmente da China. No entanto, os produtores de soja dos Estados Unidos, que também plantam milho, já enfrentavam dificuldades financeiras há vários anos, mesmo antes do conflito no Irã. O valor da soja tem permanecido baixo nos últimos anos, principalmente devido ao excesso de oferta no mercado – impulsionado em parte pelo Brasil, que superou os Estados Unidos como maior produtor mundial de soja há alguns anos. “Se olharmos para a produção global de soja nos últimos anos, ela continua batendo recorde após recorde”, afirma Chad Hart, economista agrícola da Universidade Estadual de Iowa. “Há grandes estoques globais, e isso baixou os preços.” Por isso, muitos agricultores do Meio-Oeste dos Estados Unidos compartilham as mesmas preocupações de Doug Bartek. Enquanto o preço da soja se mantém baixo, os gastos com máquinas e produção aumentaram. As tarifas impostas pelo governo Trump no ano passado e a guerra comercial com a China só agravaram a situação, segundo os produtores. Depois, o conflito no Irã dificultou o transporte pelo Estreito de Ormuz, reduzindo o fornecimento mundial de fertilizantes e fazendo os preços subirem ainda mais. “Muitos produtores estão bem nervosos entrando neste ano”, diz Justin Sherlock, agricultor e presidente da Associação de Produtores de Soja da Dakota do Norte. “Parece que teremos mais um ano de retornos negativos.” O aumento do preço dos terrenos no Meio-Oeste dos Estados Unidos também preocupa os agricultores, de acordo com especialistas. Segundo Joana Colussi, professora assistente de pesquisa no departamento de economia agrícola da Universidade Purdue, a maioria dos produtores da região depende de terras alugadas para cultivar parte de sua produção. Doug Bartek, que aluga três quartos da área em que produz, afirma que os donos das terras estão elevando os valores, o que aumenta ainda mais a pressão financeira. “Há muitos proprietários ausentes que não têm absolutamente nenhuma ideia do que acontece na fazenda”, diz ele. “Tudo o que sabem é que seus impostos aumentaram, e eles têm que compensar a diferença de alguma forma.” Doug Bartek, produtor de soja do Nebraska, nos Estados Unidos AP Photo/Charlie Riedel China troca soja americana pela brasileira Os desafios do mercado não são o único obstáculo para os agricultores. As tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em abril de 2025 intensificaram a disputa comercial com a China, que era a principal compradora da soja dos Estados Unidos. A China respondeu com tarifas em retaliação e praticamente deixou de comprar soja dos Estados Unidos, o que fez o preço cair ainda mais e eliminou um importante destino de exportação para os produtores do Meio-Oeste. A guerra comercial empurrou a China para exportadores concorrentes da soja americana, como o Brasil. “Quando a China impôs tarifas contra os EUA, eles passaram a comprar do Brasil ou da Argentina, principalmente do Brasil”, afirma Joseph Glauber, ex-economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA. “Não somos mais tão dominantes no mundo como éramos em termos de mercado global de exportação de soja.” EUA e China finalmente fecharam um acordo no fim de 2025. A China prometeu comprar 12 milhões de toneladas de soja até janeiro e, nos três anos seguintes, pelo menos 25 milhões de toneladas por ano. Em dezembro, o governo Trump também anunciou um pacote de ajuda temporária de 12 bilhões de dólares para apoiar os produtores prejudicados pela disputa comercial. Mas o estrago já estava feito, dizem especialistas e agricultores. Apesar das novas compras da China e do auxílio do governo, isso não foi suficiente para compensar as perdas. Mesmo com o apoio federal, os agricultores ainda tiveram prejuízo de quase 75 dólares por acre de soja colhido na safra de 2025, segundo a Associação Americana de Soja. “Quando a China decidiu parar de comprar, não conseguimos encontrar outros mercados suficientes para substituir essas vendas. Ainda sentimos os impactos hoje”, diz Chad Hart, acrescentando que as exportações da soja americana estão entre 15% e 20% abaixo do esperado para o momento. Guerra elevou custos de combustível e fertilizantes Depois do ataque de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, o tráfego pelo Estreito de Ormuz foi interrompido, o que fez o preço do petróleo subir muito e quase parou a exportação de fertilizantes nitrogenados produzidos no Golfo Pérsico. O valor da ureia, o fertilizante nitrogenado mais usado, aumentou bastante. Aproximadamente metade do fornecimento mundial desse produto vem do Oriente Médio. A soja não precisa desse tipo de fertilizante, mas ele é essencial para o milho, que a maioria desses produtores também planta. A guerra também fez os preços da gasolina e do diesel dispararem, causando mais dores de cabeça. Segundo Seth Goldstein, analista da empresa de pesquisa Morningstar, instalações importantes no Oriente Médio para exportação de produtos químicos, petróleo e outros itens foram danificadas ou destruídas, e será necessário tempo para que as cadeias de suprimentos se recuperem. “Locais como plantas de gás natural liquefeito foram atingidos”, diz Goldstein. “Também há uma grande escassez de produtos químicos básicos, insumos para produtos químicos agrícolas.” Futuro em xeque As dificuldades financeiras dos produtores aparecem em alguns indicadores. Em uma pesquisa feita com 400 agricultores pelo Centro Purdue para Agricultura Comercial no fim de março, quase metade afirmou que sua situação financeira está pior do que há um ano. O analista Seth Goldstein afirma que os custos elevados e a queda nas receitas dos produtores ajudaram a aumentar o número de falências entre 2024 e 2025. Segundo ele, se as despesas continuarem subindo mais rápido do que os preços das colheitas, isso “pressionaria novamente os agricultores e levaria provavelmente a mais falências”. Depois de 43 anos trabalhando no campo, Doug Bartek conta que o cheiro de terra fresca ainda o motiva para o plantio de primavera. No entanto, ele também ouviu relatos de suicídios de produtores, falências e “vendas de aposentadoria”, quando agricultores são obrigados a leiloar suas propriedades devido a dificuldades financeiras. Bartek compara os produtores a apostadores que investem “milhões de dólares na terra” esperando retorno. Às vezes, ele questiona sua escolha de seguir na agricultura e se preocupa com o filho, que adquiriu uma fazenda há alguns anos. Ele se pergunta: “Será que fiz a coisa certa ao ajudá-lo a entrar na agricultura?”
15/04/2026 05:00:57 +00:00
Galaxy A57 e A37: Samsung lança novos celulares intermediários com foco em IA

Samsung Galaxy A57, anunciado pela fabricante nesta quarta (15) Henrique Martin/g1 A Samsung lança nesta quarta-feira (15) novos celulares da linha intermediária Galaxy A, com os modelos A37 e A57. A fabricante coreana promete recursos "avançados" de inteligência artificial nos aparelhos, como transcrição automática de voz em chamadas, transformar mensagens deixadas na caixa postal em texto, além de captura e edição de fotos aprimorada. Funções como "Circule para pesquisar" e integração com o chatbot Gemini, do Google, também estão presentes. O Galaxy A57 5G chega ao Brasil por preços a partir de R$ 3.599 e o A37 5G está disponível a partir de R$ 3.299. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Galaxy A57, modelo mais avançado, conta ainda com a função Best Face, que seleciona os melhores sorrisos em uma sequência de fotos em grupo, e o Auto Trim, para editar vídeos de forma mais fácil. Veja as especificações técnicas do Galaxy A57 e Galaxy A37 Segundo a Samsung, o design do Galaxy A57 é 0,5 milímetro mais fino que a versão anterior, além de 19 gramas mais leve. O visual do produto segue o padrão dos modelos mais caros da linha Galaxy S26, lançados em fevereiro. O Galaxy A57 tem opções de acabamento nas cores azul, cinza, azul claro e lilás. Já o Galaxy A37 será vendido nas cores lavanda, carvão, verde acinzentado e branco. Linha Galaxy A57, anunciada pela Samsung nesta quarta (15) em São Paulo Divulgação Linha Galaxy A37, anunciada pela Samsung nesta quarta (15) em São Paulo Divulgação
15/04/2026 03:01:28 +00:00
Abono salarial PIS/Pasep 2026: novo pagamento será liberado nesta quarta-feira; veja se vai receber

Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta quarta-feira (15). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de março e abril. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. Em fevereiro, o Ministério do Trabalho efetuou o pagamento para os trabalhadores nascidos em janeiro. Em março, foi a vez dos aniversariantes de fevereiro. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. Marcello Casal Jr.
15/04/2026 03:01:27 +00:00
Imposto de Renda 2026: mais de 11 milhões de declarações já foram entregues; 890 mil estão na malha fina

Imposto de Renda. Marcos Serra/ g1 A Receita Federal já recebeu mais de 11 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026 até a última segunda-feira (13). Desse total, cerca de 8,15% — o equivalente a aproximadamente 897 mil declarações — estavam retidas na malha fina. Segundo o Fisco, é comum que haja mais retenções no início do prazo de entrega, já que, muitas vezes, as informações ainda estão sendo ajustadas e confirmadas por contribuintes e fontes pagadoras. "Malha não é punição, é etapa de conferência", informou a Receita em nota, indicando que o percentual de declarações retidas já vem diminuindo ao longo das semanas. Veja abaixo: “Assim que essas informações são ajustadas pelas fontes pagadoras, a Receita reprocessa automaticamente as declarações, o que permite que as retenções sejam revistas e, quando for o caso, liberadas sem necessidade de nova ação do contribuinte”, informou o Fisco. A Receita reforçou ainda que já está em contato direto com empregadores que concentram contribuintes retidos na malha e orienta que as correções sejam feitas “o quanto antes”. Segundo o Fisco, cerca de 100 empregadores respondem por aproximadamente 100 mil contribuintes retidos. LEIA MAIS: Imposto de Renda 2026: veja perguntas e respostas Declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Como saber se estou na malha fina? Segundo a Receita Federal, para saber se a declaração ficou retida na malha fina, o contribuinte precisa acessar o e-CAC ou o aplicativo do Fisco com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Se a declaração estiver na malha fina, isso significa que o contribuinte pode ter cometido algum erro de preenchimento ou deixado de informar algum dado. Se esse for o caso, é possível fazer uma retificação para ajustar as informações, desde que o contribuinte ainda não tenha recebido um termo de intimação ou uma notificação de lançamento. Quais são os principais motivos para cair na malha fina? De acordo com o Fisco, grande parte das declarações que ficam retidas na malha fina apresenta erros de preenchimento. “A falta de atenção, a digitação indevida e o preenchimento incompleto das informações muitas vezes fazem a declaração ficar retida para análise”, diz a Receita, reiterando que é importante que o contribuinte preencha a declaração com calma e sempre observe os documentos que comprovem os dados informados. As principais retenções na malha decorrem de: omissão de rendimentos: quando a pessoa não informa os rendimentos recebidos ou informa em valor inferior; omissão de rendimentos dos dependentes: ao incluir um dependente na declaração, todos os rendimentos recebidos por ele também devem ser incluídos. A remuneração de dependentes deve ser informada como rendimento tributável pelo responsável; despesas médicas não confirmadas: quando o valor declarado como despesa médica não foi confirmado pelo profissional, clínica ou hospital; despesas médicas não dedutíveis: quando são incluídas despesas que não possuem previsão legal para dedução.
15/04/2026 03:01:22 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de abril começam amanhã; veja o calendário

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de abril do Bolsa Família 2026 na quinta-feira (16). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (Veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para abril de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 16/4 Final do NIS: 2 - pagamento em 17/4 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/4 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/4 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/4 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/4 Final do NIS: 7 - pagamento em 27/4 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/4 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/4 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/4 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
15/04/2026 03:01:20 +00:00
Receita Federal notifica quase 3 mil supermercados para cobrar R$ 10 bilhões em impostos devidos

Supermercado Freepik A Secretaria da Receita Federal está iniciando nesta quarta-feira (15) a notificação de 2.959 supermercados para cobrar R$ 10 bilhões em impostos pelo uso indevido de créditos tributários (valores a receber) do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As notificações serão enviadas por meio da por meio da caixa postal dos contribuintes no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e, também, pelos Correios. As empresas podem contestar as cobranças administrativamente e judicialmente. Por meio da operação "Caixa Rápido", a Receita encontrou "inconsistências" em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação, ou seja, valores já abatidos em impostos a pagar. Ao fiscalizar esses pedidos, o órgão encontrou irregularidades. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cesta básica e bebidas Entre os exemplos mais comuns do uso indevido de créditos tributários pelos supermercados identificados pela Receita estão: itens da cesta básica, com alíquota zero; produtos cuja tributação ocorre nas etapas iniciais da cadeia, como bebidas, combustíveis e produtos de higiene. "Em muitos casos, consultorias tributárias se valem da complexidade da legislação e da limitada familiaridade técnica dos empreendedores com a matéria para induzir contribuintes à utilização de créditos sem respaldo legal", informou a Receita Federal. De acordo com a Receita Federal, o objetivo desta operação é promover a "correção voluntária de inconsistências e a adoção de práticas alinhadas à legislação". Segundo a Receita, os donos dos supermercados terão até 30 de junho deste ano para regularizar sua situação. Após esse prazo, poderão ser multados. O órgão informou que, sem a regularização, os sócios ou dirigentes também poderão responder solidariamente pelas dívidas da pessoa jurídica, sendo executados em seu patrimônio pessoal. O setor supermercadista pode obter mais informações em página específica da Receita Federal na internet sobre o assunto. Para regularizar a situação, os empresários deverão retificar as declarações fiscais, informar os valores corretos, cancelar os pedidos irregulares e pagar os impostos devidos. Veja como regularizar a situação Receita Federal
15/04/2026 03:01:19 +00:00
Escala 6x1: governo apresenta projeto que reduz limite de jornada semanal; Câmara começa a discutir o assunto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional nesta terça-feira (14) um projeto de lei que acaba com a chamada escala 6x1. Ou seja, o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado (veja mais detalhes abaixo). Na prática, isso leva à adoção do modelo chamado de "5x2". Segundo o governo, os dias de repouso poderão ser definidos em negociação coletiva, "respeitando as peculiaridades de cada atividade". Governo envia ao Congresso PL para fim da escala 6x1 A proposta foi encaminhada com urgência constitucional. O texto da proposta já está disponível no sistema da Câmara dos Deputados e aguarda despacho do presidente da Casa para começar a tramitar. 🔎A chamada urgência constitucional limita a até 45 dias o prazo máximo de tramitação em cada Casa Legislativa. Além disso, prevê mais 10 dias, caso o texto seja alterado na Casa revisora, como aconteceu com o PL Antifacção. ➡️Depois, disso, se não retirada a urgência, o projeto passa a trancar a pauta e impede a votação de outras matérias até que o texto seja apreciado. O texto do governo promove ajustes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras normas para prever a redução da jornada de trabalho. "O objetivo central da proposta é garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social", informou a Casa Civil. Segundo a Presidência da República, atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6x1. Desse total, 1,4 milhão (10%) são trabalhadoras domésticas. Ao encaminhar a proposta, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirma que o texto busca "atualizar o marco normativo trabalhista, enfrentando distorções históricas relacionadas à organização da jornada de trabalho, em especial aquelas decorrentes da adoção sistemática da escala 6x1". Proposta do governo A proposta encaminhada nesta terça mantém escala 12hx36 em casos de acordo coletivo, desde que seja respeitada média de 40 horas semanais. 🔎A escala 12x36 é um regime de trabalho onde o funcionário trabalha por 12 horas seguidas e descansa nas 36 horas subsequentes, garantindo um dia de folga para cada dia de trabalho. Além disso, proíbe que o salário do trabalhador seja reduzido com as mudanças. Segundo o governo, o texto possui abrangência ampla e alcança domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais. Imagens de arquivo Reprodução/ TV Gazeta O envio do projeto de lei do governo foi acertado nesta terça em um almoço no Palácio do Planalto entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também participaram do encontro o ministro José Guimarães e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Motta vinha defendendo a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição que já tramita na Casa. A proposta começou a ser discutida pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta quarta-feira (15). Após pedido de vista, a votação foi adiada. Depois de votada, o próximo passo será a análise do assunto em uma Comissão Especial. Após o encontro com o presidente Lula, Motta concordou com o envio do projeto pelo governo. No entanto, o deputado não abriu mão da PEC que já está em tramitação na Câmara. Tramitação simultânea No almoço, Lula fez um apelo à Motta. O acordado entre os dois foi que o projeto e a PEC tramitem paralelamente, de forma simultânea, até que fique claro qual dos textos tem maior viabilidade política de aprovação. A avaliação de Motta, segundo pessoas com conhecimento do tema, é de que o almoço serviu para "distensionar" a relação entre o Congresso e o Executivo sobre este assunto. No começo do ano, o presidente da Câmara determinou que fossem analisadas juntas uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outra apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo central das propostas é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. Ambas preveem que a jornada não seja superior a 36 horas semanais e que o trabalhador tenha três dias de folga. Ressalvas do setor produtivo Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
15/04/2026 03:00:41 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.996: prêmio acumula e vai a R$ 52 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2996 O sorteio do concurso 2.996 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (14), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 52 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 09 - 27 - 38 - 49 - 52 5 acertos - 78 apostas ganhadoras: R$ 25.112,52 4 acertos - 4.220 apostas ganhadoras: R$ 765,10 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (16). Mega-Sena, concurso 2.996 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
15/04/2026 00:03:20 +00:00
Argentina: inflação acelera a 3,4% em março, maior nível mensal em um ano

Entenda por que, na Argentina, jornal e DVD contam mais que streaming na inflação A inflação na Argentina foi de 3,4% em março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado mostra uma aceleração em relação aos 2,9% registrados em fevereiro e marca o maior nível em um ano. No acumulado em 12 meses até março, o indicador ficou em 32,6%, abaixo dos 33,1% registrados no mês anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os setores com maiores altas em fevereiro foram educação (12,1%) e transporte (4,1%). Na sequência, aparecem habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,7%), recreação e cultura (3,6%), restaurantes e hotéis (3,4%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (3,4%). Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei. Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação, evidenciando os desafios do governo de Javier Milei para reduzir o índice de forma consistente. A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo) Ajuste econômico e impacto nos preços A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados. Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor. O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. No segundo semestre de 2025, o percentual caiu para 28,2%, no menor nível em sete anos. Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores. Crise política No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente. Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui. Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional. Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito. Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação. Apoio de Trump e vitória nas eleições de meio de mandato O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina. A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo) A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões. Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores. Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo. Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina Agustin Marcarian/Reuters Acordo com o FMI No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois. O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões. Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês. Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado. Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo) Medidas econômicas Nos últimos meses, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica. Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos. Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC. Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio. O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas. O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.
14/04/2026 21:45:30 +00:00
Entenda como a USP apura, em Piracicaba, o principal indicador do preço comercial do café do Brasil

Conheça os fatores que influenciam o preço do café para o consumidor Companheiro da manhã, do fim da tarde e dos dias tumultuados do trabalho, o café faz parte do dia a dia dos brasileiros. O consumo indispensável traz outra preocupação tanto para quem compra no mercado quanto para quem movimenta milhões com o grão: o preço. ☕No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14), a EPTV foi conhecer de perto como é apurado o preço comercial do café do indicador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a principal referência do Brasil no comércio do grão. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram As análises dos preços são feitas diariamente pela equipe da USP em Piracicaba (SP). Victor Hugo Abreu, analista de café do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), inicia o dia ligando para cooperativas de café de todo o País. 🔍 O indicador Esalq começou a ser medido em 1996 e as atualizações são diárias, com três parciais sendo publicadas ao longo do dia. De acordo com os analistas, o mercado é dinâmico e a variação de valores depende de fatores múltiplos. Entenda o levantamento: O preço comercializado nos supermercados é diferente do valor divulgado pela Esalq. Isso porque, nesse levantamento, os analistas perguntam o preço comercial do café, ou seja, o valor da saca vendida pelos produtores às cooperativas. O valor indicado norteia todo o comércio de café do País e impacta diretamente a exportação do grão, bem como o preço que vai chegar às prateleiras. Leia mais Por que o preço do café robusta sempre foi menor? Dia Mundial do Café: teste seus conhecimentos sobre a bebida queridinha dos brasileiros USP analisa como mercado interno reage após abrir 2026 com negociações restritas Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP 'Oscilações acontecem muitas vezes no próprio decorrer do dia' Os pesquisadores de Piracicaba fazem a cotação ligando para as cooperativas que compram os cafés dos produtores e repassam para as empresas que fazem a moagem e torra do café. "O mercado é muito dinâmico. Então, as oscilações acontecem muitas vezes no próprio decorrer do dia. O cenário cambial impacta bastante a condição de preço, então, se o mercado abre em uma condição de câmbio e fecha em outra condição, no decorrer do mesmo dia, a gente consegue ter alguma mudança em termos de precificação", explicou Renato Ribeiro, o pesquisador do mercado do café do Cepea. Parciais Café Reprodução/EPTV O trabalho de Vitor começa cedo: ele liga perguntando para as cooperativas o preço dos cafés tipos 6, 7, 8 e o Arábica Rio. Segundo o analista, é uma conversa bem simples, clara e direta. "Eu pergunto se sabem dizer também por que teve essa alteração e peço o preço", relatou. Isso é apenas o início do processo. Ao longo de todo o dia, outras pessoas fazem a mesma análise. ⏰ A pesquisa de preço do café é feita de manhã e à tarde por causa do fuso horário. Cedo, por causa do horário de Londres, quatro horas à frente do horário de Brasília; À tarde, por causa da bolsa de Nova Iorque, que funciona no fuso horário uma hora atrás do horário brasileiro. "As negociações acontecem basicamente utilizando a referência da bolsa de Nova Iorque. Essa é a referência para os mercados e nós aqui conseguimos trazer uma referência dos fechamentos para o mercado interno. Então isso ajuda todo mundo na tomada de decisão", explicou Ribeiro. Maior alta em 2025 Café Reprodução/EPTV Desde que o acompanhamento dos preços do café começou, a maior alta foi no início de 2025, quando a saca de 60 kg atingiu o recorde de R$ 2.769. O primeiro trimestre do ano passado foi, inclusive, o período de maior alta no café. A média da safra ficou em R$ 2,5 mil. Neste ano, já houve uma redução, e a média entre janeiro e março ficou em R$ 1,7 mil. O menor valor registrado foi em 2002, com R$ 500 a saca. ☕ Para quem gosta de café, a projeção para o segundo semestre deste ano é animadora. Em julho começa a colheita e existe a possibilidade de o valor cair. "O Brasil é o principal produtor de café e deve colher uma boa safra este ano. Os dados da Conab, por exemplo, indicam para uma safra recorde. E essa safra recorde com certeza vai favorecer que você tenha um aumento de oferta. Então é bem provável agora que, com a entrada da nova safra, os preços sofram uma certa pressão", explicou Ribeiro. Café Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba
14/04/2026 17:30:36 +00:00
‘Caso ela diga não’: trend brasileira que promove violência contra mulheres escandaliza imprensa francesa

Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento. Reprodução/TikTok A trend masculinista “Caso ela diga não” ganhou uma forte repercussão na imprensa francesa nesta semana, com matérias em sites de jornais, TVs e rádios. Nas redes sociais, internautas questionam a falta de punição de criadores e disseminadores desse conteúdo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “No Brasil, vídeos que promovem violência contra mulheres se tornaram virais no TikTok”, diz uma matéria publicada na segunda-feira (13) no site do jornal Le Parisien. O diário descreve “homens treinando e esfaqueando bonecos de treino”, um tipo de conteúdo “cada vez mais violento, descomplexado e acessível”, reitera. LEIA MAIS: TikTok remove vídeos que simulavam agressões contra mulheres após reportagem e investigação da PF Le Parisien lembra a tentativa de feminicídio da qual foi alvo Alana Anisio Rosa, de 20 anos, em São Gonçalo (RJ), em fevereiro. Ela recebeu dezenas de facadas e foi espancada por ter recusado os avanços de um homem que lhe oferecia flores e presentes. A jovem sobreviveu, mas precisou ser colocada em coma induzido e levou semanas para se recuperar após ser submetida a várias cirurgias. Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia O agressor foi identificado como Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, preso em flagrante. A matéria destaca que a mãe de Alana, Jaderluce Anisio de Oliveira, afirmou que o rapaz se inspirou em vídeos que consultava no TikTok mostrando homens atacando manequins e bonecos de treino, sob o slogan “treinando caso ela diga não”. O site do jornal 20 Minutes indica que muitos desses vídeos foram visualizados milhares de vezes. Segundo a matéria, esse tipo de publicação pode ter um impacto sobre o aumento das violências contra as mulheres no Brasil. No ano passado, o país registrou 1.586 feminicídios. "Não se arrepender de nada" O site do canal de TV France 24 lembra de dois casos chocantes que ocorreram recentemente no Brasil. Em janeiro, um dos participantes de um estupro coletivo de uma garota de 17 anos no Rio se entregou à polícia usando uma camiseta com os dizeres em inglês “Regret Nothing” (não se arrepender de nada), expressão famosa entre influenciadores masculinistas. Dois meses depois, o assassinato da policial Gisele Alves Santana, de 32 anos, chocou o Brasil. O marido dela, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi acusado do crime. A France 24 destaca que em trocas de mensagens do casal divulgadas pela imprensa brasileira, ele se descreve como um “macho alfa” e exige que ela seja uma “fêmea beta, obediente e submissa”. “Ficção se tornou real” Em sua crônica diária na rádio France Inter, a jornalista Mathilde Serrell evoca a série de TV “Adolescência”, lançada há um ano e com sucesso mundial, que trata da história de um menino de 13 anos que cometeu um feminicídio por ter sido rejeitado por uma colega. “No Brasil, a ficção se tornou realidade”, diz, ao falar do caso de Alana Anisio Rosa. Serrell também conta aos ouvintes sobre a trend “treinando caso ela diga não”: “vídeos que ficam rodando sem parar nas redes sociais” de homens “que espancam, esfaqueiam, atiram contra manequins” que representam mulheres que rejeitam suas investidas. A jornalista, que afirma contar a história de Alana “com o coração pesado”, diz esperar que a repercussão da tentativa de feminicídio vivida pela jovem incite o Brasil e vários países a modificarem suas leis para lutar contra a misoginia.   A plataforma francesa Brut também dá espaço à mobilização contrária que responde ao movimento “treinando caso ela diga não”. Nas redes sociais, muitos internautas postam vídeos sobre como reagir quando homens têm suas investidas rejeitadas. “Se uma mulher disser não, a melhor resposta possível é respeito”, afirma um jovem em um dos vídeos. Nos comentários da publicação, seguidores do Brut também questionam a demora das autoridades em identificar e penalizar os autores dos vídeos que estimulam as agressões contra as mulheres. “Eles mesmos se filmam e não se escondem”, aponta uma internauta. “Estamos todos de acordo que este tipo de conteúdo é uma prova de premeditação?” diz um outro comentário. Alguns internautas ainda lembram sobre o atual debate do PL da Misoginia no Brasil. O texto, que tramita na Câmara de Deputados, enfrenta resistência de grupos conservadores que tentam descaracterizar ou esvaziar a proposta.
14/04/2026 15:52:46 +00:00
Governo amplia fiscalização sobre distribuidoras de combustíveis que tenham subsídios e muda valores do Gás do Povo
O governo anunciou nesta terça-feira (14) novas medidas para tentar conter o aumento dos combustíveis e do gás de cozinha e, consequentemente, limitar o efeito dos preços na inflação do país. Em março, a inflação oficial do país já veio acima das expectativas do mercado financeiro principalmente pelo impacto da alta dos combustíveis. E, para o acumulado de 2026, os analistas dos bancos passaram a prever estouro da meta de inflação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as medidas anunciadas, estão: aumento de fiscalização sobre as distribuidoras de combustíveis beneficiadas com subsídios para o óleo diesel; mudança dos chamados "preços de referência" do programa Gás do Povo. A orientação do governo é que as distribuidoras publiquem suas margens de lucro bruta por produto, de forma semanal, para que o governo possa ter um acompanhamento para garantir o repasse do benefício aos pontos de revenda e à população. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também poderá pedir mais informações pra conferir os cálculos. "A regra de transparência de preços que precisa ser praticada sob pena de vedação de aquisição dos combustíveis subvencionados. Se adquirirem, precisam dar transparência a sua margem de lucro. Medida crucial para que esse regime de abastecimento siga reduzindo preços de combustíveis. Para que nenhum agente econômico se beneficie da redução de preços", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretii. No caso do programa Gás do Povo, por meio do qual o governo oferece gratuitamente a recarga do botijão de GLP (13 kg) em revendas credenciadas para mais de 15 milhões de famílias, haverá um reajuste nos preços de referência. Isso custará R$ 300 milhões neste ano, e terá como objetivo manter a adesão das empresas e permitir que outras ingressem no programa. Medidas anunciadas anteriormente Essas medidas se somam a outras já anunciadas anteriormente, como redução de impostos federais, subsídio ao diesel, fechou um acordo com a maior parte dos estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. ⛽Também foram anunciadas pelo governo brasileiro linhas de crédito aos setores afetados e fiscalização para evitar abusos nos preços dos combustíveis. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que será regulamentada, "em breve", a subvenção aos produtores nacionais e importadores de diesel, além da forma como será feita adesão dos estados ao subsídio para o produto. Também será regulamentada a forma como será dado subsídio ao GLP (gás de cozinha). Guerra no Oriente Médio As ações para conter a disparada dos combustíveis, e sua repercussão na economia e na inflação, surgem em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, que aumentaram os custos e trouxeram incertezas sobre o abastecimento. Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome, o cenário externo tem impacto direto nos preços internos e no custo de vida da população. Com o aumento do petróleo no mercado internacional, o custo do diesel sobe rapidamente, o que pode gerar risco de desabastecimento ou aumentos mais bruscos. O Brasil também importa parte da querosene de aviação consumida internamente.
14/04/2026 15:15:02 +00:00
FBI faz operação em casa de suspeito de atacar residência do CEO da OpenAI com coquetel molotov

Sam Altman JN O FBI realiza, nesta terça-feira (14), uma operação na casa do suspeito de atacar aum imóvel do CEO do OpenAI, Sam Altman, com um coquetel molotov. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A operação ocorre na residência do suspeito no estado do Texas, segundo o diretor do FBI, Kash Patel. "Agradeço aos nossos agentes, analistas de inteligência e parceiros pelo trabalho rápido neste caso durante o fim de semana. Investigação em andamento", disse na publicação em que confirma a operação. Na última sexta-feira (10), quando ocorreu o ataque, Daniel Moreno-Gama, de 20 anos, foi preso em flagrante, disse a polícia de São Francisco. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não houve feridos nem danos de grande proporção à residência, informou a OpenAI a funcionários, de acordo com a Wired. "Hoje de manhã, alguém atirou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco. Felizmente, ninguém ficou ferido", diz o comunicado da empresa. A polícia afirmou que o homem arremessou um "dispositivo destrutivo incendiário" contra a casa, o que causou um incêndio em um portão externo. Cerca de uma hora depois, agentes atenderam a outra ocorrência em um estabelecimento comercial na região envolvendo um homem que ameaçava incendiar o prédio. "Quando os policiais chegaram ao local, reconheceram o homem como o mesmo suspeito do incidente anterior e o detiveram imediatamente", afirmou a polícia, em comunicado.
14/04/2026 15:08:28 +00:00
Falhas sistêmicas no INSS causaram prejuízo de R$ 233 milhões e travam análise de 1,7 milhão de processos

O INSS estima um prejuízo de R$ 233,2 milhões por conta de falhas consecutivas em sistemas operacionais utilizados pelos servidores do instituto para analisar e conceder aposentadorias, pensões e auxílios. A Dataprev é a empresa de tecnologia responsável por gerir esses sistemas. De acordo com uma nota técnica conjunta à qual a GloboNews teve acesso, que abrange o período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2026, de 5% a 15% das análises de benefícios foram afetadas por conta de problemas nesses sistemas, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026. Em alguns meses, o percentual de análises afetadas chegou a ser muito maior. Em fevereiro deste ano, quase 40% das análises foram impactadas por esse tipo de problema. Em novembro de 2025, cerca de 30%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento foi publicado originalmente em 17 de março e, segundo pessoas ligadas ao instituto, as falhas apontadas afetam diretamente a velocidade de redução da chamada fila do INSS. ➡️O prejuízo bilionário representa o custo da remuneração de servidores que, embora estivessem à disposição da administração, ficaram impedidos de trabalhar devido a falhas tecnológicas. Esse entrave com a Dataprev teria sido um dos fatores que pesaram na demissão do ex-presidente do órgão, Gilberto Waller. Ele deixou a função nessa segunda-feira (13), e foi substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Silveira. Em nota, a Dataprev informa que "não teve acesso à nota técnica interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), datada em 17 de março, e desconhece a metodologia e critérios utilizados para estimar um suposto prejuízo financeiro ao erário em razão de "incidentes sistêmicos'" (veja na íntegra mais abaixo). Filas incomodam governo O relatório evidencia que o problema tecnológico é um dos principais vilões no andamento das filas do INSS. Durante os 15 meses analisados, aproximadamente 1,75 milhão de processos deixaram de ser analisados em decorrência direta das falhas sistêmicas. A paralisação das ferramentas de trabalho comprometeu cerca de 15,72% da capacidade produtiva potencial do instituto no período. Esse represamento contribui significativamente para o estoque de pedidos pendentes, que ao final de fevereiro de 2026, alcançou a marca de 3,1 milhões de requerimentos aguardando análise. Um levantamento feito pela Globonews com base em dados oficiais do INSS revelou que, no 1º semestre de 2025, em pelo menos 67 dias foram registradas falhas nos sistemas. Em alguns casos, eles chegaram a ficar horas ou até mesmo dias consecutivos fora do ar. INSS faz mutirão para tentar diminuir a fila de quem espera por perícia ou BPC Reprodução Meses críticos e perda de produtividade Os dados mostram que as instabilidades não foram uniformes, apresentando picos de extrema gravidade em que o sistema praticamente parou. Os meses mais afetados foram: Fevereiro de 2026: 39,8% de impacto sobre a produção. Julho de 2025: 38,9% de impacto. Novembro de 2025: 28,6% de impacto. Nesses períodos, a capacidade de resposta do INSS às demandas da sociedade foi drasticamente reduzida, afetando o tempo de espera dos cidadãos por benefícios previdenciários e assistenciais. Responsabilização da Dataprev Diante do diagnóstico, o INSS avalia o fortalecimento de medidas de gestão contratual para responsabilizar a Dataprev pelas perdas. A nota técnica sugere o encaminhamento dos autos à Procuradoria Federal Especializada para apurar fundamentos jurídicos que permitam a cobrança de prejuízos causados pelas instabilidades. Para a administração do Instituto, a regularidade dos sistemas é "condição crítica" para o cumprimento de suas atribuições e para garantir o acesso tempestivo dos brasileiros aos seus direitos. Além da dimensão operacional e financeira, as falhas impactam a própria imagem institucional e a resolutividade do serviço prestado ao cidadão. O que diz a Dataprev Veja a manifestação na íntegra: "A Dataprev é uma empresa pública de tecnologia, parceira estratégica do Governo Federal na manutenção e ampliação de iniciativas de digitalização, automação de processos e transformação digital dos serviços públicos. Sobre os sistemas previdenciários mantidos pela empresa, a Dataprev esclarece que: 1. A empresa não teve acesso à nota técnica interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), datada em 17 de março, e desconhece a metodologia e critérios utilizados para estimar um suposto prejuízo financeiro ao erário em razão de “incidentes sistêmicos”, conforme mencionado pela reportagem; 2. Nos contratos firmados com o INSS, a Dataprev opera com Acordos de Nível de Serviço (ANS), baseados em métricas amplamente utilizadas no mercado de TI, que estabelecem metas de disponibilidade das aplicações de 98%; 3. O INSS possui dezenas de serviços, sendo assim, não é adequado somar os tempos dos incidentes, uma vez que se tratam de ocorrências pontuais, em serviços específicos, e de curta duração média. Entre 2024 e 2025, a empresa registrou disponibilidade superior a 96% nas medições realizadas nos serviços prestados. Em 2026, até meados do mês de março, não foram identificadas quebras de ANS. No período, o valor mínimo de disponibilidade apurado nos serviços foi de 98,50%; 4. Os contratos também preveem a aplicação de penalidades, quando há descumprimento de cláusulas contratuais; 5. A Dataprev ressalta que, para um diagnóstico completo de eventuais instabilidades, é necessário considerar também fatores externos, como infraestruturas locais e condições de conectividade das redes de acesso, sobre as quais a empresa não possui controle nem visibilidade; 6. Há 51 anos, a Dataprev processa em dia os pagamentos dos benefícios previdenciários para mais de 42 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras, sem atrasos. Brasília-DF, 14 de abril de 2026".
14/04/2026 14:34:28 +00:00
MBRF avança em parceria com fundo saudita na Sadia Halal em preparação para oferta de ações

Fachada da BRF REUTERS/Rodolfo Buhrer A empresa de alimentos MBRF anunciou nesta terça-feira (14) que conseguiu todas as aprovações necessárias de autoridades para formar uma parceria com o fundo soberano da Arábia Saudita no Oriente Médio, em preparação para uma futura oferta de ações (IPO) da Sadia Halal, plataforma de produção e distribuição da companhia na região. A BRF, que é parte da brasileira MBRF, vai fazer parte da Sadia Halal por meio da contribuição de US$2,07 bilhões em ativos. Eles incluem as empresas de distribuição localizadas na Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Omã; as fábricas situadas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos; e seu negócio de exportações diretas para clientes na região. O acordo prevê que a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita, aumente sua participação na parceria para até 20% até o final do primeiro semestre do próximo ano ou até o IPO da Sadia Halal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esse aumento deverá se dar integralmente mediante venda de ações detidas pela BRF GmbH à HPDC. A HPDC segue com a possibilidade de atingir a participação de 40% até o IPO da Sadia Halal", diz o comunicado. Com base no contrato de investimento, a HPDC deverá contribuir à Sadia Halal, no dia do fechamento do contrato, com o montante de US$ 24,3 milhões e, até 31 de dezembro de 2026, com US$ 73,1 milhões, ambas em transações primárias. A HPDC deverá então adquirir da BRF GmbH, até 30 de junho de 2027, ações da Sadia Halal no valor de US$170,5 milhões, em uma transação secundária. Pelo acordo, aumentos subsequentes deverão observar a divisão de 50% em transações primárias e 50% em transações secundárias. Segundo a MBRF, o compromisso da HPDC de aumentar sua participação na Sadia Halal "reforça a consolidação da Sadia Halal como plataforma global de produção e distribuição de alimentos com certificação halal em preparação a seu IPO a partir de 2027, sujeito às condições de mercado e obrigações regulatórias aplicáveis".
14/04/2026 13:49:24 +00:00
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