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Conheça os fatores que influenciam o preço do café para o consumidor Companheiro da manhã, do fim da tarde e dos dias tumultuados do trabalho, o café faz parte do dia a dia dos brasileiros. O consumo indispensável traz outra preocupação tanto para quem compra no mercado quanto para quem movimenta milhões com o grão: o preço. ☕No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14), a EPTV foi conhecer de perto como é apurado o preço comercial do café do indicador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a principal referência do Brasil no comércio do grão. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram As análises dos preços são feitas diariamente pela equipe da USP em Piracicaba (SP). Victor Hugo Abreu, analista de café do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), inicia o dia ligando para cooperativas de café de todo o País. 🔍 O indicador Esalq começou a ser medido em 1996 e as atualizações são diárias, com três parciais sendo publicadas ao longo do dia. De acordo com os analistas, o mercado é dinâmico e a variação de valores depende de fatores múltiplos. Entenda o levantamento: O preço comercializado nos supermercados é diferente do valor divulgado pela Esalq. Isso porque, nesse levantamento, os analistas perguntam o preço comercial do café, ou seja, o valor da saca vendida pelos produtores às cooperativas. O valor indicado norteia todo o comércio de café do País e impacta diretamente a exportação do grão, bem como o preço que vai chegar às prateleiras. Leia mais Por que o preço do café robusta sempre foi menor? Dia Mundial do Café: teste seus conhecimentos sobre a bebida queridinha dos brasileiros USP analisa como mercado interno reage após abrir 2026 com negociações restritas Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP 'Oscilações acontecem muitas vezes no próprio decorrer do dia' Os pesquisadores de Piracicaba fazem a cotação ligando para as cooperativas que compram os cafés dos produtores e repassam para as empresas que fazem a moagem e torra do café. "O mercado é muito dinâmico. Então, as oscilações acontecem muitas vezes no próprio decorrer do dia. O cenário cambial impacta bastante a condição de preço, então, se o mercado abre em uma condição de câmbio e fecha em outra condição, no decorrer do mesmo dia, a gente consegue ter alguma mudança em termos de precificação", explicou Renato Ribeiro, o pesquisador do mercado do café do Cepea. Parciais Café Reprodução/EPTV O trabalho de Vitor começa cedo: ele liga perguntando para as cooperativas o preço dos cafés tipos 6, 7, 8 e o Arábica Rio. Segundo o analista, é uma conversa bem simples, clara e direta. "Eu pergunto se sabem dizer também por que teve essa alteração e peço o preço", relatou. Isso é apenas o início do processo. Ao longo de todo o dia, outras pessoas fazem a mesma análise. ⏰ A pesquisa de preço do café é feita de manhã e à tarde por causa do fuso horário. Cedo, por causa do horário de Londres, quatro horas à frente do horário de Brasília; À tarde, por causa da bolsa de Nova Iorque, que funciona no fuso horário uma hora atrás do horário brasileiro. "As negociações acontecem basicamente utilizando a referência da bolsa de Nova Iorque. Essa é a referência para os mercados e nós aqui conseguimos trazer uma referência dos fechamentos para o mercado interno. Então isso ajuda todo mundo na tomada de decisão", explicou Ribeiro. Maior alta em 2025 Café Reprodução/EPTV Desde que o acompanhamento dos preços do café começou, a maior alta foi no início de 2025, quando a saca de 60 kg atingiu o recorde de R$ 2.769. O primeiro trimestre do ano passado foi, inclusive, o período de maior alta no café. A média da safra ficou em R$ 2,5 mil. Neste ano, já houve uma redução, e a média entre janeiro e março ficou em R$ 1,7 mil. O menor valor registrado foi em 2002, com R$ 500 a saca. ☕ Para quem gosta de café, a projeção para o segundo semestre deste ano é animadora. Em julho começa a colheita e existe a possibilidade de o valor cair. "O Brasil é o principal produtor de café e deve colher uma boa safra este ano. Os dados da Conab, por exemplo, indicam para uma safra recorde. E essa safra recorde com certeza vai favorecer que você tenha um aumento de oferta. Então é bem provável agora que, com a entrada da nova safra, os preços sofram uma certa pressão", explicou Ribeiro. Café Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento. Reprodução/TikTok A trend masculinista “Caso ela diga não” ganhou uma forte repercussão na imprensa francesa nesta semana, com matérias em sites de jornais, TVs e rádios. Nas redes sociais, internautas questionam a falta de punição de criadores e disseminadores desse conteúdo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “No Brasil, vídeos que promovem violência contra mulheres se tornaram virais no TikTok”, diz uma matéria publicada na segunda-feira (13) no site do jornal Le Parisien. O diário descreve “homens treinando e esfaqueando bonecos de treino”, um tipo de conteúdo “cada vez mais violento, descomplexado e acessível”, reitera. LEIA MAIS: Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a escalada de violência e recorde de feminicídios Le Parisien lembra a tentativa de feminicídio da qual foi alvo Alana Anisio Rosa, de 20 anos, em São Gonçalo (RJ), em fevereiro. Ela recebeu dezenas de facadas e foi espancada por ter recusado os avanços de um homem que lhe oferecia flores e presentes. A jovem sobreviveu, mas precisou ser colocada em coma induzido e levou semanas para se recuperar após ser submetida a várias cirurgias. Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia O agressor foi identificado como Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, preso em flagrante. A matéria destaca que a mãe de Alana, Jaderluce Anisio de Oliveira, afirmou que o rapaz se inspirou em vídeos que consultava no TikTok mostrando homens atacando manequins e bonecos de treino, sob o slogan “treinando caso ela diga não”. O site do jornal 20 Minutes indica que muitos desses vídeos foram visualizados milhares de vezes. Segundo a matéria, esse tipo de publicação pode ter um impacto sobre o aumento das violências contra as mulheres no Brasil. No ano passado, o país registrou 1.586 feminicídios. "Não se arrepender de nada" O site do canal de TV France 24 lembra de dois casos chocantes que ocorreram recentemente no Brasil. Em janeiro, um dos participantes de um estupro coletivo de uma garota de 17 anos no Rio se entregou à polícia usando uma camiseta com os dizeres em inglês “Regret Nothing” (não se arrepender de nada), expressão famosa entre influenciadores masculinistas. Dois meses depois, o assassinato da policial Gisele Alves Santana, de 32 anos, chocou o Brasil. O marido dela, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi acusado do crime. A France 24 destaca que em trocas de mensagens do casal divulgadas pela imprensa brasileira, ele se descreve como um “macho alfa” e exige que ela seja uma “fêmea beta, obediente e submissa”. “Ficção se tornou real” Em sua crônica diária na rádio France Inter, a jornalista Mathilde Serrell evoca a série de TV “Adolescência”, lançada há um ano e com sucesso mundial, que trata da história de um menino de 13 anos que cometeu um feminicídio por ter sido rejeitado por uma colega. “No Brasil, a ficção se tornou realidade”, diz, ao falar do caso de Alana Anisio Rosa. Serrell também conta aos ouvintes sobre a trend “treinando caso ela diga não”: “vídeos que ficam rodando sem parar nas redes sociais” de homens “que espancam, esfaqueiam, atiram contra manequins” que representam mulheres que rejeitam suas investidas. A jornalista, que afirma contar a história de Alana “com o coração pesado”, diz esperar que a repercussão da tentativa de feminicídio vivida pela jovem incite o Brasil e vários países a modificarem suas leis para lutar contra a misoginia. A plataforma francesa Brut também dá espaço à mobilização contrária que responde ao movimento “treinando caso ela diga não”. Nas redes sociais, muitos internautas postam vídeos sobre como reagir quando homens têm suas investidas rejeitadas. “Se uma mulher disser não, a melhor resposta possível é respeito”, afirma um jovem em um dos vídeos. Nos comentários da publicação, seguidores do Brut também questionam a demora das autoridades em identificar e penalizar os autores dos vídeos que estimulam as agressões contra as mulheres. “Eles mesmos se filmam e não se escondem”, aponta uma internauta. “Estamos todos de acordo que este tipo de conteúdo é uma prova de premeditação?” diz um outro comentário. Alguns internautas ainda lembram sobre o atual debate do PL da Misoginia no Brasil. O texto, que tramita na Câmara de Deputados, enfrenta resistência de grupos conservadores que tentam descaracterizar ou esvaziar a proposta.
O governo anunciou nesta terça-feira (14) novas medidas para tentar conter o aumento dos combustíveis e do gás de cozinha e, consequentemente, limitar o efeito dos preços na inflação do país.
Em março, a inflação oficial do país já veio acima das expectativas do mercado financeiro principalmente pelo impacto da alta dos combustíveis.
E, para o acumulado de 2026, os analistas dos bancos passaram a prever estouro da meta de inflação.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Entre as medidas anunciadas, estão:
aumento de fiscalização sobre as distribuidoras de combustíveis beneficiadas com subsídios para o óleo diesel;
mudança dos chamados "preços de referência" do programa Gás do Povo.
A orientação do governo é que as distribuidoras publiquem suas margens de lucro bruta por produto, de forma semanal, para que o governo possa ter um acompanhamento para garantir o repasse do benefício aos pontos de revenda e à população.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também poderá pedir mais informações pra conferir os cálculos.
"A regra de transparência de preços que precisa ser praticada sob pena de vedação de aquisição dos combustíveis subvencionados. Se adquirirem, precisam dar transparência a sua margem de lucro. Medida crucial para que esse regime de abastecimento siga reduzindo preços de combustíveis. Para que nenhum agente econômico se beneficie da redução de preços", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretii.
No caso do programa Gás do Povo, por meio do qual o governo oferece gratuitamente a recarga do botijão de GLP (13 kg) em revendas credenciadas para mais de 15 milhões de famílias, haverá um reajuste nos preços de referência.
Isso custará R$ 300 milhões neste ano, e terá como objetivo manter a adesão das empresas e permitir que outras ingressem no programa.
Medidas anunciadas anteriormente
Essas medidas se somam a outras já anunciadas anteriormente, como redução de impostos federais, subsídio ao diesel, fechou um acordo com a maior parte dos estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação.
⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.
⛽Também foram anunciadas pelo governo brasileiro linhas de crédito aos setores afetados e fiscalização para evitar abusos nos preços dos combustíveis.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que será regulamentada, "em breve", a subvenção aos produtores nacionais e importadores de diesel, além da forma como será feita adesão dos estados ao subsídio para o produto. Também será regulamentada a forma como será dado subsídio ao GLP (gás de cozinha).
Guerra no Oriente Médio
As ações para conter a disparada dos combustíveis, e sua repercussão na economia e na inflação, surgem em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, que aumentaram os custos e trouxeram incertezas sobre o abastecimento.
Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome, o cenário externo tem impacto direto nos preços internos e no custo de vida da população.
Com o aumento do petróleo no mercado internacional, o custo do diesel sobe rapidamente, o que pode gerar risco de desabastecimento ou aumentos mais bruscos. O Brasil também importa parte da querosene de aviação consumida internamente.

Sam Altman JN O FBI realiza, nesta terça-feira (14), uma operação na casa do suspeito de atacar aum imóvel do CEO do OpenAI, Sam Altman, com um coquetel molotov. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A operação ocorre na residência do suspeito no estado do Texas, segundo o diretor do FBI, Kash Patel. "Agradeço aos nossos agentes, analistas de inteligência e parceiros pelo trabalho rápido neste caso durante o fim de semana. Investigação em andamento", disse na publicação em que confirma a operação. Na última sexta-feira (10), quando ocorreu o ataque, Daniel Moreno-Gama, de 20 anos, foi preso em flagrante, disse a polícia de São Francisco. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não houve feridos nem danos de grande proporção à residência, informou a OpenAI a funcionários, de acordo com a Wired. "Hoje de manhã, alguém atirou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco. Felizmente, ninguém ficou ferido", diz o comunicado da empresa. A polícia afirmou que o homem arremessou um "dispositivo destrutivo incendiário" contra a casa, o que causou um incêndio em um portão externo. Cerca de uma hora depois, agentes atenderam a outra ocorrência em um estabelecimento comercial na região envolvendo um homem que ameaçava incendiar o prédio. "Quando os policiais chegaram ao local, reconheceram o homem como o mesmo suspeito do incidente anterior e o detiveram imediatamente", afirmou a polícia, em comunicado.

O INSS estima um prejuízo de R$ 233,2 milhões por conta de falhas consecutivas em sistemas operacionais utilizados pelos servidores do instituto para analisar e conceder aposentadorias, pensões e auxílios. A Dataprev é a empresa de tecnologia responsável por gerir esses sistemas. De acordo com uma nota técnica conjunta à qual a GloboNews teve acesso, que abrange o período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2026, de 5% a 15% das análises de benefícios foram afetadas por conta de problemas nesses sistemas, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026. Em alguns meses, o percentual de análises afetadas chegou a ser muito maior. Em fevereiro deste ano, quase 40% das análises foram impactadas por esse tipo de problema. Em novembro de 2025, cerca de 30%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento foi publicado originalmente em 17 de março e, segundo pessoas ligadas ao instituto, as falhas apontadas afetam diretamente a velocidade de redução da chamada fila do INSS. ➡️O prejuízo bilionário representa o custo da remuneração de servidores que, embora estivessem à disposição da administração, ficaram impedidos de trabalhar devido a falhas tecnológicas. Esse entrave com a Dataprev teria sido um dos fatores que pesaram na demissão do ex-presidente do órgão, Gilberto Waller. Ele deixou a função nessa segunda-feira (13), e foi substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Silveira. Em nota, a Dataprev informa que "não teve acesso à nota técnica interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), datada em 17 de março, e desconhece a metodologia e critérios utilizados para estimar um suposto prejuízo financeiro ao erário em razão de "incidentes sistêmicos'" (veja na íntegra mais abaixo). Filas incomodam governo O relatório evidencia que o problema tecnológico é um dos principais vilões no andamento das filas do INSS. Durante os 15 meses analisados, aproximadamente 1,75 milhão de processos deixaram de ser analisados em decorrência direta das falhas sistêmicas. A paralisação das ferramentas de trabalho comprometeu cerca de 15,72% da capacidade produtiva potencial do instituto no período. Esse represamento contribui significativamente para o estoque de pedidos pendentes, que ao final de fevereiro de 2026, alcançou a marca de 3,1 milhões de requerimentos aguardando análise. Um levantamento feito pela Globonews com base em dados oficiais do INSS revelou que, no 1º semestre de 2025, em pelo menos 67 dias foram registradas falhas nos sistemas. Em alguns casos, eles chegaram a ficar horas ou até mesmo dias consecutivos fora do ar. INSS faz mutirão para tentar diminuir a fila de quem espera por perícia ou BPC Reprodução Meses críticos e perda de produtividade Os dados mostram que as instabilidades não foram uniformes, apresentando picos de extrema gravidade em que o sistema praticamente parou. Os meses mais afetados foram: Fevereiro de 2026: 39,8% de impacto sobre a produção. Julho de 2025: 38,9% de impacto. Novembro de 2025: 28,6% de impacto. Nesses períodos, a capacidade de resposta do INSS às demandas da sociedade foi drasticamente reduzida, afetando o tempo de espera dos cidadãos por benefícios previdenciários e assistenciais. Responsabilização da Dataprev Diante do diagnóstico, o INSS avalia o fortalecimento de medidas de gestão contratual para responsabilizar a Dataprev pelas perdas. A nota técnica sugere o encaminhamento dos autos à Procuradoria Federal Especializada para apurar fundamentos jurídicos que permitam a cobrança de prejuízos causados pelas instabilidades. Para a administração do Instituto, a regularidade dos sistemas é "condição crítica" para o cumprimento de suas atribuições e para garantir o acesso tempestivo dos brasileiros aos seus direitos. Além da dimensão operacional e financeira, as falhas impactam a própria imagem institucional e a resolutividade do serviço prestado ao cidadão. O que diz a Dataprev Veja a manifestação na íntegra: "A Dataprev é uma empresa pública de tecnologia, parceira estratégica do Governo Federal na manutenção e ampliação de iniciativas de digitalização, automação de processos e transformação digital dos serviços públicos. Sobre os sistemas previdenciários mantidos pela empresa, a Dataprev esclarece que: 1. A empresa não teve acesso à nota técnica interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), datada em 17 de março, e desconhece a metodologia e critérios utilizados para estimar um suposto prejuízo financeiro ao erário em razão de “incidentes sistêmicos”, conforme mencionado pela reportagem; 2. Nos contratos firmados com o INSS, a Dataprev opera com Acordos de Nível de Serviço (ANS), baseados em métricas amplamente utilizadas no mercado de TI, que estabelecem metas de disponibilidade das aplicações de 98%; 3. O INSS possui dezenas de serviços, sendo assim, não é adequado somar os tempos dos incidentes, uma vez que se tratam de ocorrências pontuais, em serviços específicos, e de curta duração média. Entre 2024 e 2025, a empresa registrou disponibilidade superior a 96% nas medições realizadas nos serviços prestados. Em 2026, até meados do mês de março, não foram identificadas quebras de ANS. No período, o valor mínimo de disponibilidade apurado nos serviços foi de 98,50%; 4. Os contratos também preveem a aplicação de penalidades, quando há descumprimento de cláusulas contratuais; 5. A Dataprev ressalta que, para um diagnóstico completo de eventuais instabilidades, é necessário considerar também fatores externos, como infraestruturas locais e condições de conectividade das redes de acesso, sobre as quais a empresa não possui controle nem visibilidade; 6. Há 51 anos, a Dataprev processa em dia os pagamentos dos benefícios previdenciários para mais de 42 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras, sem atrasos. Brasília-DF, 14 de abril de 2026".

Fachada da BRF REUTERS/Rodolfo Buhrer A empresa de alimentos MBRF anunciou nesta terça-feira (14) que conseguiu todas as aprovações necessárias de autoridades para formar uma parceria com o fundo soberano da Arábia Saudita no Oriente Médio, em preparação para uma futura oferta de ações (IPO) da Sadia Halal, plataforma de produção e distribuição da companhia na região. A BRF, que é parte da brasileira MBRF, vai fazer parte da Sadia Halal por meio da contribuição de US$2,07 bilhões em ativos. Eles incluem as empresas de distribuição localizadas na Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Omã; as fábricas situadas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos; e seu negócio de exportações diretas para clientes na região. O acordo prevê que a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita, aumente sua participação na parceria para até 20% até o final do primeiro semestre do próximo ano ou até o IPO da Sadia Halal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esse aumento deverá se dar integralmente mediante venda de ações detidas pela BRF GmbH à HPDC. A HPDC segue com a possibilidade de atingir a participação de 40% até o IPO da Sadia Halal", diz o comunicado. Com base no contrato de investimento, a HPDC deverá contribuir à Sadia Halal, no dia do fechamento do contrato, com o montante de US$ 24,3 milhões e, até 31 de dezembro de 2026, com US$ 73,1 milhões, ambas em transações primárias. A HPDC deverá então adquirir da BRF GmbH, até 30 de junho de 2027, ações da Sadia Halal no valor de US$170,5 milhões, em uma transação secundária. Pelo acordo, aumentos subsequentes deverão observar a divisão de 50% em transações primárias e 50% em transações secundárias. Segundo a MBRF, o compromisso da HPDC de aumentar sua participação na Sadia Halal "reforça a consolidação da Sadia Halal como plataforma global de produção e distribuição de alimentos com certificação halal em preparação a seu IPO a partir de 2027, sujeito às condições de mercado e obrigações regulatórias aplicáveis".

Jornal Nacional/ Reprodução O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global neste ano para 3,1%, refletindo os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a oferta global de energia, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado pelo Fundo nesta terça-feira (14). O número representa uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação à previsão anterior, feita em janeiro, e indica o que deve ocorrer caso a guerra tenha curta duração, considerando eventuais interrupções no fornecimento de energia. Segundo o economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, no entanto, o mundo já parece se aproximar de um cenário mais “adverso”, o que levaria a um crescimento ainda menor da economia global em 2026, de 2,5%. “A cada dia que passa e a cada nova interrupção no fornecimento de energia, estamos nos aproximando do cenário adverso”, afirmou o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesse cenário, a projeção considera um conflito prolongado e preços do petróleo em torno de US$ 100 o barril. As preocupações com o mercado internacional de petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio, estão no centro das projeções divulgadas pelo FMI. Isso porque, segundo o Fundo, o avanço nos preços da commodity tende a provocar nova alta da inflação global, pressionando as taxas de juros e aumentando a possibilidade de uma recessão global. Segundo o relatório do FMI, o conflito também eleva os riscos à estabilidade financeira global por meio de pressões inflacionárias. Segundo o Fundo, o aumento dos preços pode provocar um aperto nos mercados de financiamento ao redor do mundo, potencialmente prejudicando instituições não bancárias e o crédito privado. “Quanto mais tempo o conflito durar, maior será o risco de que as condições financeiras globais — que eram muito favoráveis antes da guerra — se tornem ainda mais restritivas e abruptas”, alertou. Gourinchas destacou ainda que caso os preços do petróleo se mantenham em níveis elevados, acima de US$ 110 o barril, isso aumentaria a expectativa de uma inflação mais persistente — o que, por sua vez, poderia gerar aumentos de preços mais amplos e pressões por reajustes salariais. "Essa mudança nas expectativas de inflação exigirá que os bancos centrais pisem no freio e tentem reduzir a inflação novamente", disse. O FMI afirmou, no entanto, que os bancos centrais podem ser capazes de "ignorar" uma alta passageira nos preços da energia e manter as taxas de juros estáveis em meio a uma atividade mais fraca. A inflação global para 2026 ultrapassaria os 6% no cenário mais severo, em comparação com 4,4% no cenário de referência mais otimista, que é a premissa das projeções de crescimento do FMI para países e regiões. Brasil deve crescer 1,9% Na contramão das projeções para o mundo, o Fundo elevou a perspectiva de crescimento para o Brasil no período, citando um pequeno impacto positivo da guerra no Oriente Médio já que o Brasil é exportador de petróleo. A estimativa é que a economia do país tenha uma alta de 1,9%. No documento, o FMI passou a ver uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% em 2026, um avanço de 0,3 p.p. em relação à projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado. Ainda assim, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE. "A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual", apontou o FMI. Bloqueio do Estreito de Ormuz pode pressionar petróleo e afetar preços de combustíveis no Brasil; entenda A perspectiva do FMI para a economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, de 1,6% e fica bem próxima das estimativas do mercado financeiro, de 1,85%, segundo o Boletim Focus. O número, no entanto, ainda fica abaixo do projetado pelo Ministério da Fazenda (2,3%). Já para o próximo ano, a projeção do FMI reduziu em 0,3 p.p. em relação à previsão de janeiro, para 2%. O corte reflete a perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos e condições financeiras mais apertadas. "Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque", ponderou o FMI. As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%. "O impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa", alertou. As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%. O FMI também reduziu a previsão de crescimento para os Estados Unidos neste ano para 2,3%, queda de 0,1 p.p. em relação à projeção de janeiro. Para a zona do euro, a queda foi de 0,2 p.p., para 1,1%. Na China, a previsão também caiu 0,1 p.p., para 4,4%. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Avião da American Airlines, ao fundo, e modelo da United Airlines em aeroporto em Arlington, na Virgínia (EUA) REUTERS/Joshua Roberts O CEO da United Airlines, Scott Kirby, sugeriu uma possível fusão da companhia com a American Airlines em uma conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, no final de fevereiro, segundo a agência Reuters, citando duas pessoas com conhecimento sobre o tema. O acordo criaria um gigante do setor aéreo americano e atrairia fiscalização de reguladores, sindicatos e defensores dos consumidores, com receio de tarifas mais altas e redução da concorrência. De acordo com a reportagem, no entanto, autoridades do setor informaram que um eventual acordo entre as duas companhias enfrentaria uma série de barreiras antitruste. Os detalhes da proposta do CEO da United não foram divulgados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As ações de ambas as companhias subiram nas primeiras negociações desta terça-feira (14), mesmo com o setor aéreo ainda sob pressão devido ao aumento dos preços do petróleo por causa da guerra entre Israel e Irã, que ameaça a demanda por viagens. “Isso me parece impossível. Há enormes sobreposições em várias rotas e em diversas áreas metropolitanas, como Chicago. Nenhuma quantidade de desinvestimentos resolveria isso”, afirmou à Reuters William Kovacic, diretor do centro de direito da concorrência da Universidade George Washington. Reunião na Casa Branca O CEO da United mencionou a Trump a ideia da fusão durante uma reunião na Casa Branca em 25 de fevereiro, focada no futuro do Aeroporto Internacional Washington Dulles, três dias antes do início do conflito entre Irã e Estados Unidos, disseram fontes à Reuters. Kirby argumentou que uma companhia aérea combinada se posicionaria melhor internacionalmente. Empresas estrangeiras respondem pela maioria da capacidade de assentos em voos de longa distância que têm os EUA como origem e destino, apesar de cidadãos americanos representarem a maioria desses viajantes. Autoridades do setor e especialistas em antitruste disseram que qualquer tentativa de obter aprovação enfrentaria grandes obstáculos, citando preocupações com concorrência, tarifas mais altas, perda de empregos e sobreposição significativa de rotas em um mercado aéreo dos EUA já dominado por quatro grandes companhias. United e American não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre as implicações antitruste da possível fusão. Barreiras antitruste Desde que a guerra entre EUA e Israel com o Irã começou, no final de fevereiro, as ações de ambas as companhias caíram, já que o conflito elevou fortemente os preços do combustível de aviação, com a American em queda de 14,1% e a United, de 10,4%. Companhias aéreas e executivos do setor alertaram que um período prolongado de custos elevados de combustível pode remodelar o setor, pressionando as margens, limitando o crescimento da capacidade e aumentando a pressão sobre companhias financeiramente mais frágeis. As ações da American subiram 5% nas negociações pré-mercado nesta terça, com investidores olhando o possível acordo como uma rara notícia positiva para uma companhia que tem tido dificuldades nos últimos trimestres para apresentar lucros consistentes e controlar custos. No caso da United, as ações subiram cerca de 2% antes da abertura. A American tem tentado diminuir a distância em relação à United e à Delta Air Lines, que cresceram no mercado americano. As duas companhias aproveitaram a forte demanda por viagens premium e adaptarem melhor seus produtos às mudanças no setor. Para a United, um acordo dessa magnitude pode gerar um salto em capacidade e participação de mercado necessário para estabelecer uma liderança clara sobre a Delta, que há muito domina o setor em lucratividade e receita premium. “Um acordo United-American reduziria os ‘Big 4’ para um ‘Big 3’, com um player dominante. Provavelmente, haveria problemas de concorrência em muitas rotas entre cidades e hubs”, afirma o advogado antitruste Andre Barlow, do DBM Law Group. “Não tenho certeza de que esse acordo possa ser concretizado. O governo Trump está preocupado com questões de acessibilidade, e esse acordo reduziria as opções. Ele daria às companhias aéreas mais poder de precificação, o que significa tarifas mais altas para os consumidores, então acredito que passaria por uma análise rigorosa.” As ações de ambas as companhias subiram nas primeiras negociações desta terça-feira (14), mesmo com o setor aéreo ainda sob pressão devido ao aumento dos preços do petróleo por causa da guerra entre Israel e Irã, que ameaça a demanda por viagens. “Isso me parece impossível. Há enormes sobreposições em várias rotas e em diversas áreas metropolitanas, como Chicago. Nenhuma quantidade de desinvestimentos resolveria isso”, afirmou à Reuters William Kovacic, diretor do centro de direito da concorrência da Universidade George Washington.

Evento reuniu associações empresariais no Unibes Cultural. Da esquerda para a direita: Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos; Sérgio Lüdtke, Secretário Executivo da ABRAJI; Ana Lucia Melo, diretora-adjunta do Instituto Ethos; Marcela Greggo, gestora de Projetos e Serviços do Instituto Ethos; Márcio Borges, pesquisador associado da NetLab UFRJ; Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje; Andréa Álvares, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos; Cristiano Lobato Flores, presidente executivo da ABERT; Cristovam Ferrara, diretor de Responsabilidade Social da Globo; e Luiz Lara, Chairman da TBWA/Brasil. Divulgação/Instituto Ethos Organizações empresariais brasileiras lançaram, na última segunda-feira (13), a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, iniciativa voltada a promover meios e condições para a produção e a circulação de informações mais íntegras, seguras e responsáveis. A iniciativa é liderada pelo Instituto Ethos e conta com a parceria da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e com o apoio técnico do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo o diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, apenas haverá uma "resposta consistente" para combater a desinformação se houver uma cooperação entre sociedade civil, setor privado, poder público, academia e meios de comunicação. "Por isso, a resposta a esse problema precisa ser coletiva. Ela passa por mais transparência das plataformas, por mais responsabilidade no desenvolvimento e na circulação de sistemas de inteligência artificial, por políticas públicas de formação crítica e por um compromisso institucional com a integridade da informação. O desafio não é apenas tecnológico. É social, político e ético”, disse. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dados do Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, mostram que a desinformação deixou de ser um desafio restrito ao campo da comunicação digital e passou a configurar um risco sistêmico, com impactos diretos sobre a democracia, a confiança institucional e o ambiente de negócios. Segundo o pesquisador do NetLab Márcio Borges, durante o evento de lançamento da iniciativa, um estudo realizado em 21 países indicou que o Brasil é o país com maior dificuldade para identificar notícias falsas nas redes sociais — um dos meios mais utilizados pelos brasileiros (80%) como fonte de informação, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Fórum Econômico Mundial apontou, ainda, que temas como a desinformação e a polarização social estão entre os principais fatores de instabilidade global no curto e no longo prazo, com 40% dos especialistas projetando algum grau de instabilidade nos próximos dois anos. Nesse contexto, a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação surge para apoiar empresas na construção de respostas estruturadas, baseadas em evidências e alinhadas às melhores práticas de governança e responsabilidade corporativa. A iniciativa deve atuar na produção de conhecimento técnico, no desenvolvimento de diretrizes orientadoras e na promoção de espaços de diálogo entre lideranças empresariais, especialistas e a sociedade civil. Segundo a presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares, a desinformação impacta diretamente a confiança e exige uma resposta coordenada e multissetorial. “Ao lançar esta coalizão, reforçamos o papel do setor empresarial como agente ativo na construção de um ambiente informacional mais íntegro”, afirma Álvares. O evento também contou com um painel voltado ao debate sobre informações enganosas no Brasil e no mundo, junk news (conteúdos que imitam o formato de notícias, mas não seguem princípios jornalísticos), o papel da publicidade nos mecanismos de disseminação de notícias falsas e a responsabilidade das organizações na resposta à desinformação. O evento como a crise de confiança, acentuada pela circulação de informações distorcidas, pode afetar negócios de diversos segmentos e destacou o papel da comunicação empresarial e do jornalismo no enfrentamento desse cenário. A sessão contou com a participação do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flores, e do diretor-executivo da Aberje, Hamilton Santos. A moderação ficou a cargo da presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares.

Vista da sede da Embraer, em São José dos Campos, interior de SP Luis Lima Jr./Futura Press/Estadão Conteúdo O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 279 milhões para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embraer. O anúncio foi feito pelo banco nesta terça-feira (14). De acordo com o BNDES, os recursos serão usados em estudos e novas tecnologias que podem ser aplicadas aos modelos de aeronaves já fabricados pela Embraer. Com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer é uma das principais fabricantes de aeronaves do mundo e atua em diferentes segmentos da aviação, como comercial, executiva, agrícola e de defesa. A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo o BNDES, o investimento faz parte de uma estratégia para fortalecer a inovação no setor e ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atualmente, a empresa emprega mais de 21 mil pessoas no país e mantém fábricas em cidades do interior de São Paulo, além de centros de engenharia em Minas Gerais e Santa Catarina. Em 2025, a Embraer registrou receita de R$ 41,9 bilhões, o maior resultado da história da companhia, impulsionado principalmente pelos segmentos de aviação executiva e defesa. No começo de abril, a fabricante divulgou um balanço afirmando que entregou 44 aviões no primeiro trimestre de 2026. De acordo com a empresa, o número representa alta de 47% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram entregues 30 aeronaves nos primeiros três meses do ano. A alta foi puxada pelo segmento comercial. Foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento. Nos primeiros três meses de 2025, foram entregues sete aeronaves comerciais - alta de 43%. Primeiro avião da Embraer convertido em cargueiro CLAUDIO CAPUCHO/Embraer Cargueiro da Embraer KC-390 em construção em Gavião Peixoto Divulgação/Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, agora pode analisar seu histórico do Gmail, do YouTube, da busca e do Fotos e identificar por conta própria quando pode apresentar uma resposta a partir das informações da sua conta. A promessa do recurso Inteligência Personalizada é se adaptar à experiência de cada usuário para dar informações mais precisas. O recurso já tinha sido liberado nos Estados Unidos e foi anunciado nesta terça-feira (14) para o Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele ficará disponível primeiro para quem paga os planos mensais de IA do Google (Plus, Pro e Ultra), mas será liberado nas próximas semanas para usuários da versão gratuita do Gemini. Para garantir a privacidade, a integração fica desativada por padrão, e o usuário pode decidir se deseja conectar o Gemini a outros aplicativos de sua conta Google. É possível ainda conectar apenas alguns dos serviços ao assistente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Gemini já buscava informações em outros aplicativos quando eles eram citados por usuários. Com a mudança, vai apresentar sugestões por conta própria sempre que identificar que elas podem ser úteis, explicou o Google. "Este recurso representa nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso", disse vice-presidente para a divisão do assistente de IA do Google, Josh Woodward. O Google divulgou um exemplo em que o usuário diz que precisa substituir os pneus de seu carro e pede sugestões de modelos. A partir das imagens do carro salvas no Google Fotos, o aplicativo conseguiu indicar pneus para aquele determinado veículo. Segundo a empresa, as sugestões não deverão aparecer em interações mais complexas. "O Gemini evita fazer suposições proativas sobre dados sensíveis, como sua saúde, mas vai discutir essas informações com você se for questionado", continuou Woodward. O assistente também permitirá tirar a personalização de respostas ao clicar em "Tentar de novo". E é possível fornecer comentários sobre erros nas sugestões ao clicar em "Não gostei". O Google admitiu que o Gemini poderá ter dificuldades com o tempo ou nuances, como mudanças de relacionamento ou em assuntos de interesse. A empresa disse que, se a resposta não for adequada, será possível corrigir o assistente na hora. Inteligência Personalizada, recurso do Gemini que se integra a outros aplicativos do Google Divulgação/Google Inteligência Personalizada, recurso do Gemini que se integra a outros aplicativos do Google Divulgação/Google

Trump Phone: celular da marca de Donald Trump ganha nova versão e mantém visual dourado Reprodução/Trump Mobile A Trump Mobile, empresa de telefonia móvel ligada ao presidente Donald Trump, apresentou a nova geração do Trump Phone T1, um celular que a companhia afirma ser inteiramente fabricado nos Estados Unidos. O primeiro Trump Mobile foi lançado em junho de 2025 e trouxe um design com características que, segundo a empresa, valorizam os Estados Unidos. O novo modelo mantém o visual dourado e traz, na parte traseira, a bandeira norte-americana acompanhada da marca "Trump Mobile". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo aparelho ainda não está à venda, mas interessados já podem se cadastrar em uma lista de espera. No site oficial, ele aparece com "preço promocional" de US$ 499 (cerca de R$ 2.500 na conversão direta). A empresa não informou a data de lançamento do T1. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em seu site, a Trump Mobile afirma que o aparelho foi desenvolvido com foco em "inovação americana" e diz que equipes dos EUA participaram do design e do controle de qualidade do produto. De acordo com o site de tecnologia The Verge, que teve acesso antecipado ao modelo, a fabricação ocorre em Miami, na Flórida. Segundo a publicação, o novo T1 também teve as especificações atualizadas. A tela é OLED de 6,78 polegadas, e o conjunto de câmeras inclui uma lente principal de 50 megapixels, uma ultrawide de 8 megapixels e uma teleobjetiva (voltada para capturar imagens à distância) também de 50 megapixels. A bateria tem capacidade de 5.000 mAh e suporte a carregamento de 30W. O aparelho roda o sistema Android, do Google. A marca de telefonia móvel da Organização Trump foi lançada em junho de 2025, com a proposta de oferecer aparelhos fabricados nos Estados Unidos e atendimento ao cliente baseado no país. Novo Trump Phone T1. Reprodução/Trump Mobile Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT

Atual avatar de Mark Zuckerberg no Horizon (esquerda) e versão prometida com futura atualização (direita) Reprodução A Meta está trabalhando em um personagem de inteligência artificial que imita os trejeitos, o tom de voz e as declarações públicas de Mark Zuckerberg, CEO da companhia. A informação foi dada pelo jornal "Financial Times”. O jornal diz ainda que a IA também estaria aprendendo sobre os pensamentos do CEO a respeito da estratégia da empresa, com a ideia de que poderia conversar com funcionários da Meta sem ocupar o executivo – ou quando ele não quiser fazer isso pessoalmente. Essa não é a primeira vez que Zuckerberg afirma querer ter sua "própria" IA. No final de março, o “Wall Street Journal" relatou que o CEO queria que "todos dentro e fora da companhia" tivessem seu próprio agente de IA. Segundo o "WSJ", a ferramenta o ajudaria na função de executivo-chefe. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No final de 2024, a Meta anunciou a chegada do Creator AI, um recurso que permite criar "clones" de pessoas famosas em suas plataformas. A ideia era gerar respostas automatizadas com o estilo do criador de conteúdo para as mensagens enviadas por fãs.

Grupo Oncoclínicas Divulgação As negociações para a criação de uma nova empresa entre Porto Seguro, Oncoclínicas e Fleury foram oficialmente encerradas, após a desistência das três companhias. A Porto Seguro informou, em fato relevante divulgado nesta terça-feira (14), que notificou a Oncoclínicas sobre sua decisão de encerrar as tratativas relacionadas à possível transação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com isso, a empresa de saúde fica liberada da cláusula de exclusividade prevista no acordo firmado anteriormente. Na véspera, o Fleury já havia comunicado ao mercado que decidiu abandonar as negociações envolvendo uma potencial operação com a Porto Seguro e a Oncoclínicas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 As três empresas discutiam a criação conjunta de uma nova companhia no setor de saúde. Plano previa nova empresa para oncologia As tratativas começaram em março e tinham como objetivo a criação de uma nova companhia que reuniria clínicas de oncologia atualmente pertencentes à Oncoclínicas. O projeto previa investimentos conjuntos de cerca de R$ 500 milhões por parte de Porto Seguro e Fleury, que ficariam no controle do negócio. A iniciativa também fazia parte de uma estratégia para reorganizar a estrutura financeira da Oncoclínicas, que enfrenta dívidas superiores a R$ 4 bilhões. A ideia era permitir a renegociação desses passivos, inclusive com a possibilidade de conversão em participação na nova empresa. Apesar do potencial de consolidação no setor de saúde, o acordo ainda estava em fase inicial e dependia de auditorias, definições internas e aprovação de órgãos reguladores. Com o fim das negociações, as empresas seguem caminhos independentes, encerrando um movimento que chegou a gerar expectativa no mercado sobre uma reestruturação relevante no segmento de oncologia.

Ministro Luiz Marinho em visita a Piracicaba Reprodução/EPTV O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, foi exonerado do cargo após incluir a montadora chinesa BYD na chamada “lista suja”, que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa entrou no cadastro na última segunda-feira (6) e foi retirada dois dias depois, na quarta-feira (8), após decisão da Justiça. Fontes disseram ao g1 que o secretário teria desobedecido a uma ordem do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para não incluir a montadora na lista. O Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado da Bahia (Safiteba) e a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Anafitra) afirmam que a exoneração estaria relacionada à inclusão da BYD na “lista suja”. Segundo profissionais ligados à área de fiscalização, uma das chefes da Coordenação-Geral de Combate ao Trabalho Escravo assinou a atualização da “lista suja” conforme os procedimentos legais, incluindo a BYD. O ministro teria orientado o adiamento da inclusão, sem apresentar justificativa técnica, e também solicitado a exoneração da servidora — o que não foi acatado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diante da recusa, o secretário acabou sendo exonerado. A demissão foi oficializada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13). Em nota enviada ao g1, o Ministério do Trabalho afirmou que a exoneração “trata de ato administrativo de gestão, de prerrogativa de ministro de Estado”. O g1 procurou o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, que não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. O Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado da Bahia (Safiteba) manifestou indignação com a exoneração, afirmando que o caso ocorreu “em circunstâncias que indicam possível interferência indevida na atuação técnica e legal da fiscalização trabalhista no país”. A entidade criticou a atuação do ministro Luiz Marinho, apontando o uso de mecanismos considerados controversos – como a avocação – para influenciar decisões e criar uma instância de natureza política sobre a inclusão de empresas na “lista suja”. O sindicato também destacou que há uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a legalidade dessas intervenções. Na mesma linha, a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Anafitra) afirmou que a exoneração ocorre em meio a uma sequência de interferências em processos já concluídos e representa um possível sinal de retaliação institucional. Para a entidade, as medidas colocam em risco a autonomia da fiscalização, enfraquecem o combate aos abusos trabalhistas e podem comprometer a credibilidade da “lista suja”, considerada uma ferramenta central nesse enfrentamento. “A exoneração de uma autoridade por cumprir a lei é um fato extremamente grave”, afirmou Rodrigo Carvalho, auditor-fiscal do trabalho e membro da coordenação executiva nacional da Anafitra. “Isso fragiliza a autonomia da fiscalização e coloca em risco uma política pública construída ao longo de décadas”, completou. A demissão do secretário é o episódio mais recente de tensão entre o governo Lula e os auditores-fiscais do trabalho, servidores tradicionalmente independentes responsáveis por investigar abusos trabalhistas graves. O ministro Luiz Marinho já foi alvo de críticas por suposta interferência na atuação desses profissionais, especialmente em casos envolvendo grandes empresas. Pelas regras do governo, a “lista suja” deve ser atualizada a cada seis meses – o último prazo ocorreu em 6 de abril. Além do impacto à reputação, a inclusão no cadastro pode restringir o acesso das empresas a linhas de crédito em instituições financeiras. No ano passado, Marinho realizou revisões consideradas incomuns em investigações conduzidas por auditores, o que teria impedido a inclusão de algumas empresas, entre elas uma divisão da JBS. Segundo fontes, Luiz Felipe Brandão de Mello se opôs a essas decisões, e a recusa em atender à orientação no caso da BYD foi vista como o ponto decisivo para sua exoneração. Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD Caso BYD A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 163 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Eles foram encontrados em alojamentos superlotados, sem condições adequadas de conforto e higiene, e sob vigilância de seguranças armados, que impediam a saída do local. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas. O órgão também apontou que todos entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades exercidas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda. cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o MPT-BA firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter “compromisso inegociável” com os direitos humanos e disse que se manifestaria nos autos da ação. (leia a íntegra da nota da ocasião) A empresa entrou na “lista suja” na última segunda-feira (6), mas foi retirada dois dias depois, na quarta-feira (8), por decisão da Justiça. A medida é temporária e vale até o julgamento final do processo. A BYD ingressou com um mandado de segurança para contestar a inclusão no cadastro. A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, da 16ª Vara do Trabalho de Brasília (TRT-10), após pedido apresentado pela montadora. Os trabalhadores, no entanto, foram contratados por empresas terceirizadas responsáveis pela obra. A BYD afirma que não era a empregadora direta e que apenas contratou essas empresas. (veja a decisão) Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon anunciou nesta terça-feira (14) que vai adquirir a empresa de satélites Globalstar em um acordo de US$ 11,57 bilhões. A operação reforça o negócio ainda inicial de satélites da companhia, que busca competir com a Starlink, de Elon Musk. As ações da Globalstar subiram mais de 9% no pré-mercado, após acumularem alta superior a 6% nas duas últimas semanas, impulsionadas por notícias sobre negociações entre as empresas. No ano passado, os papéis quase dobraram de valor e já avançaram cerca de 12% em 2026, antes da confirmação do acordo. VÍDEO: robô chinês corre 100 metros em 10 segundos e se aproxima da marca de Usain Bolt Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Amazon planeja ampliar sua rede com o lançamento de cerca de 3.200 satélites em órbita baixa da Terra até 2029. Metade desse total precisa estar em operação até julho de 2026, prazo regulatório. Atualmente, a empresa opera mais de 200 satélites e se prepara para lançar seu serviço de internet via satélite ainda este ano. O fundador e ex-CEO Jeff Bezos iniciou o projeto de satélites da Amazon em 2019, sob o nome Project Kuiper, hoje chamado Amazon Leo. Já a Starlink, de Elon Musk, líder no mercado de internet via satélite, opera mais de 10 mil satélites e atende mais de 9 milhões de usuários em todo o mundo. Com sede em Covington, no estado da Louisiana (EUA), a Globalstar é conhecida por fornecer a tecnologia do recurso “SOS de Emergência” da Apple. A empresa opera cerca de duas dezenas de satélites em órbita baixa. No fim do ano passado, anunciou o desenvolvimento de uma nova rede com apoio da Apple, que deve ampliar esse número para 54 satélites, incluindo unidades de reserva. A Globalstar oferece serviços de voz, dados e rastreamento de ativos para clientes dos setores empresarial, governamental e de consumo.

Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim Jornal Nacional/ Reprodução A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o mundo vai consumir menos petróleo em 2026. Isso acontece por causa de uma forte redução de oferta provocada pela guerra no Oriente Médio. Segundo a agência, o consumo mundial de petróleo em 2026 deve alcançar 104,26 milhões de barris por dia em média, contra 104,34 milhões em 2025. A AIE pertence à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A demanda mundial de petróleo deve recuar 80.000 barris por dia, em média, em 2026", afirma a agência, que previa um crescimento de 730.000 barris diários, no relatório do mês passado. Bloqueio do Estreito de Ormuz pode pressionar petróleo e afetar preços de combustíveis no Brasil; entenda Por que Donald Trump decidiu bloquear o Estreito de Ormuz após tanto defender a abertura? Entenda Veja os vídeos que estão em alta no g1 No segundo trimestre, o consumo deve alcançar 102,07 milhões de barris por dia, ou seja, uma queda prevista de 1,5 milhão em um ano. Esse é o maior recuo desde que a Covid-19 provocou a redução do consumo de combustíveis. "Inicialmente, as reduções mais marcantes do consumo de petróleo foram observadas no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico", em particular para o combustível de aviação e o gás de petróleo liquefeito (GLP), muito utilizado para cozinhar, destacou a AIE. "No entanto, a queda da demanda deve prosseguir enquanto persistir a escassez e o aumento dos preços", advertiu a agência, que destacou o "choque de oferta de petróleo mais grave da história". Em março, a oferta mundial de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia, a 97 milhões, devido aos ataques contra as infraestruturas de energia do Golfo e às restrições registradas no abastecimento de petróleo no Estreito de Ormuz. Em contrapartida, a Rússia teve um bom resultado: as receitas do país com exportações de petróleo dobraram de fevereiro para março, passando de US$ 9,7 bilhões de dólares para US$ 19 bilhões. Um crescimento impulsionado pelo aumento dos preços e pelo avanço das exportações de petróleo bruto e de produtos petrolíferos.

EUA e Irã podem voltar a negociar acordo de paz ainda nesta semana O dólar fechou em queda de 0,07% nesta terça-feira (14), cotado a R$ 4,9934 — menor valor desde março de 2024. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9716. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,33%, aos 198.657 pontos, renovando o recorde pela 18ª vez em 2026. Os investidores seguiram atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, diante da possibilidade de novas negociações de um acordo de paz. O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira que novas conversas podem ocorrer “ao longo dos próximos dois dias”. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Ontem, o humor dos investidores já havia melhorado após declarações do republicano. Ele afirmou ter recebido uma ligação de “pessoas certas do Irã” e disse que elas “querem muito fechar um acordo”. Com isso, o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. ▶️ Nesta terça-feira, embaixadores de Líbano e Israel também se reúnem em Washington para discutir um possível cessar-fogo, tema central nas negociações com EUA e Irã. ▶️Depois dos novos desdobramentos, o preço do petróleo voltou a cair. 🛢️ O tipo Brent, referência global, caía 4,35% por volta das 16h, negociado a US$ 95,04 por barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, recuava 7,43%, a US$ 91,72. ▶️ Com a queda no preço do petróleo, as ações de empresas do setor estão entre as maiores baixas da bolsa brasileira nesta terça-feira. A Petrobras, por exemplo, recuava 4,42% durante a tarde. Já a PRIO caía 2,28%. ▶️ No Brasil, a preocupação é o impacto da guerra sobre os combustíveis. O bloqueio do Estreito de Ormuz voltou a acender alerta, devido aos possíveis efeitos sobre o petróleo e os preços no país. ▶️ Na agenda econômica, os destaques são os dados do setor de serviços de fevereiro no Brasil, divulgados pelo IBGE, e o índice de preços ao produtor (PPI) nos EUA. É HORA DE COMPRAR DÓLAR? ENTENDA A MELHOR ESTRATÉGIA: Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos: qual é a hora de comprar? Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -3,58%; Acumulado do ano: -9,02%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,73%; Acumulado do mês: +6,03%; Acumulado do ano: +23,37%. Novas negociações do Oriente Médio Representantes de Líbano e Israel se reúnem nesta terça, em Washington, para iniciar negociações sobre um possível cessar-fogo, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O encontro ocorre com mediação do governo americano e faz parte das discussões mais amplas que envolvem também Irã e EUA. Apesar da iniciativa diplomática, ainda há impasses importantes. Israel afirma que não negociará com o Hezbollah, enquanto o grupo libanês rejeita as conversas e diz que não respeitará qualquer acordo firmado. O governo libanês, por outro lado, demonstra abertura ao diálogo. Os confrontos, no entanto, continuam intensos. Ataques recentes de Israel no Líbano deixaram milhares de mortos, enquanto foguetes lançados pelo Hezbollah também atingem o território israelense. O controle de áreas estratégicas segue sendo disputado. 🔎 A inclusão do Líbano em um eventual acordo de cessar-fogo é um dos principais pontos de divergência. Enquanto EUA e Israel consideram que o país não faz parte da trégua, Irã e outros mediadores defendem que os ataques ao território libanês deveriam ser interrompidos. Segundo a agência de notícias Reuters, EUA e Irã podem retomar as negociações para finalizar a guerra entre os dois países nos próximos dias, possivelmente ainda nesta semana. No final de semana passado, a primeira rodada de negociações entre EUA e Irã por um fim definitivo da guerra terminou sem acordo. Agenda econômica Brasil O setor de serviços no Brasil voltou a crescer em fevereiro pelo segundo mês seguido e atingiu o maior nível da série histórica, mostrando que a economia ainda tem força, apesar de sinais de desaceleração. Na comparação com janeiro, o crescimento foi de apenas 0,1%, abaixo do esperado pelo mercado. Já em relação a fevereiro do ano passado, houve alta de 0,5%, também menor que as projeções. Os dados do IBGE indicam que o avanço foi puxado principalmente pelos serviços de tecnologia da informação e transportes, além de um aumento nos serviços prestados às famílias. Em contrapartida, áreas como serviços profissionais e administrativos e turismo tiveram queda no período. Apesar do resultado positivo, economistas avaliam que o setor pode perder ritmo nos próximos meses, por causa da inflação, dos juros ainda altos e do impacto do aumento dos combustíveis, influenciado pelas tensões no Oriente Médio. Estados Unidos Os preços no atacado dos EUA subiram em março, mas menos do que o mercado esperava. Isso aconteceu porque os custos de serviços ficaram estáveis, ajudando a segurar a alta. Ainda assim, a inflação segue pressionada principalmente pela energia. A guerra com o Irã elevou o preço do petróleo, o que tende a encarecer produtos e pode gerar novos aumentos nos próximos meses. No mês, os preços ao produtor subiram 0,5%, abaixo da expectativa. Em 12 meses, a alta acumulada chegou a 4%. Especialistas avaliam que esse foi apenas o primeiro impacto do conflito. Como o petróleo já subiu mais de 35% desde o início da guerra e passou de US$ 100 por barril, a tendência é de mais pressão sobre os preços à frente. Mercados globais Em Wall Street, o pregão desta terça-feira foi positivo, com investidores de olho na possibilidade de novas negociações entre EUA e Irã. O índice Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 avançou 1,17% e Nasdaq teve ganho de 1,96%. Na Europa, as bolsas fecharam em alta, com investidores mais otimistas diante de sinais de retomada das negociações de paz no Oriente Médio. O principal índice europeu subiu 1%, atingindo o maior nível em mais de um mês. Entre os destaques, o índice DAX, da Alemanha, avançou 1,27%, aos 24.044 pontos; o CAC 40, da França, subiu 1,12%, aos 8.327 pontos; e o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,25%, aos 10.609 pontos. Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com a possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. O índice de Xangai subiu 0,95%, aos 4.026 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,19%, aos 4.701 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,82%, aos 25.872 pontos. Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo, como o Nikkei, do Japão, que subiu 2,43%, aos 57.877 pontos, e o Kospi, da Coreia do Sul, que avançou 2,74%, aos 5.967 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (14) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até fevereiro deste ano. Deste total: R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas; R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.

Dia Mundial do Café: teste seus conhecimentos sobre a bebida queridinha dos brasileiros. Freepik O café espresso tem mais cafeína que o coado? Quantas xícaras pode tomar por dia? Qual é a diferença entre café especial e tradicional? Nessa terça-feira (14), comemora-se o Dia Mundial do Café, segunda bebida mais consumida no Brasil depois da água. Você é fã dessa bebida? Teste os seus conhecimentos no quiz a seguir. Sabe tudo sobre café? Faça o quiz e descubra. Aprenda mais sobre café Como é o café especial que faz o Brasil ser premiado internacionalmente; veja VÍDEO abaixo: De onde vem o que eu bebo: o café especial que faz o Brasil ser premiado no exterior Já tomou café assoviando? É assim que alguns 'sommeliers' fazem; entenda no VÍDEO abaixo: Sommelier de café: conheça o campeão em provar café especial Leia também: Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato Qual cafeteira espresso escolher: com cápsulas, café moído ou em grãos?

Anac lança novo canal de atendimento e reclamações para viajantes Reprodução de site da Anac A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) inaugurou nesta semana uma nova plataforma que reúne, em um só ambiente, um espaço para registro e acompanhamento de reclamações, além de concentrar informações sobre direitos e deveres dos usuários e das companhias aéreas. Chamado de Anac Passageiro, o novo canal já está disponível. Com a ferramenta, a Anac informou que pretende ampliar sua capacidade de monitorar os principais problemas enfrentados pelos passageiros e adotar as ações regulatórias necessárias. "A mudança permitirá que a Anac aprimore a atuação em âmbito coletivo, identificando falhas recorrentes e agindo em casos de descumprimento sistêmico das regras do setor. Essa postura pretende fortalecer a fiscalização e melhorar a qualidade do serviço prestado pelas companhias que atuam no Brasil", informou a Anac. Passageiros passam a noite em Congonhas e narram humilhações na espera por voos Reclamações Caso um problema entre passageiro e companhia aérea não seja resolvido, a agência explicou que o passageiro poderá protocolar reclamação diretamente na nova plataforma. A Anac promete que o processo se dará de forma "rápida, simples e intuitiva". "A partir do registro, a Anac recebe e encaminha a reclamação para a empresa, que tem até dez dias corridos para responder. A resposta é feita diretamente pela empresa — não pela Anac", informou a Agência Nacional de Aviação Civil. O passageiro e a empresa aérea se comunicam diretamente para trocar informações sobre o problema. Após a resposta, o passageiro pode avaliar o atendimento recebido, informando se sua reclamação foi resolvida ou não. As reclamações registradas no Anac Passageiro são somadas e monitoradas pela agência em conjunto, com o objetivo de identificar os principais problemas enfrentados pelos passageiros e acompanhar a qualidade do atendimento das empresas, possibilitando o aprimoramento das ações de regulação e de fiscalização do setor. A participação das empresas aéreas na plataforma é obrigatória para todas as empresas que operam voos regulares de passageiros no Brasil. "Vale destacar que o Anac Passageiro não substitui os canais de atendimento das empresas aéreas. Sendo assim, em caso de dúvidas ou problemas, é importante contatar primeiro a empresa, por meio dos seus canais próprios de atendimento. Mas, se o atendimento da empresa aérea não foi suficiente, recomendamos registrar sua reclamação no Anac Passageiro", acrescentou a Anac. Canal de informações A nova plataforma da Anac também traz informações sobre as regras para voos domésticos e internacionais, abrangendo, por exemplo, documentos de embarque solicitados para crianças e adolescentes, além de dados sobre o que o passageiro pode transportar em bagagens. Também concentra informações sobre os canais de atendimento das empresas áreas, sobre inspeções de segurança nos aeroportos e direitos de passageiros com necessidades especiais, e canais de denúncias (Ministério das Mulheres e dos Direitos Humanos e Cidadania, por exemplo). O painel também contém dados estatísticos sobre tarifas aéreas, sobre a demanda e oferta de serviços no setor e traz um "panorama" do mercado, entre outros.

Logo tipo da Novo Nordisk. Novo Nordisk O grupo farmacêutico dinamarquês Novo Nordisk, conhecido pelo medicamento contra a obesidade Wegovy, anunciou nesta terça-feira (14) uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos. O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer, mais rapidamente, opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, informou o grupo em comunicado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica americana Eli Lilly. “A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar. Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo. A indústria farmacêutica tem apostado na inteligência artificial para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado. Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões. Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

O ex-presidente da Evergrande, Xu Jiayin, em 2012 AFP O fundador do grupo imobiliário chinês Evergrande se declarou culpado das acusações de fraude e suborno, informou um tribunal chinês nesta terça-feira (14). “Xu Jiayin se declarou culpado e manifestou arrependimento no tribunal”, diz comunicado do Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Xu foi detido pela polícia em 2023. Na época, a Evergrande informou que ele havia sido submetido a medidas restritivas por suspeita de crimes. A Evergrande já foi a maior incorporadora da China, impulsionada por décadas de rápida urbanização e melhora das condições de vida no país. No entanto, entrou em colapso em 2021, após anos de dificuldades para administrar sua elevada dívida. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o tribunal, a audiência ocorreu na segunda (13) e na terça-feira (14). Entre as acusações estão apropriação indevida de recursos, captação fraudulenta, concessão irregular de empréstimos, uso indevido de verbas, emissão fraudulenta de valores mobiliários, divulgação irregular de informações e corrupção. O veredicto será anunciado posteriormente. Crise com impacto global Prédio da incorporadora Evergrande no centro de Hong Kong, em imagem de arquivo Bobby Yip/Reuters A Evergrande colapsou após acumular cerca de US$ 300 bilhões em dívidas, tornando-se um dos principais símbolos da crise imobiliária chinesa. A companhia chegou a figurar entre as maiores empresas do planeta em receita, segundo a lista Global 500 da revista Fortune. Fundada em 1996, a empresa expandiu rapidamente suas operações e chegou a ter projetos em cerca de 280 cidades. O grupo também diversificou negócios, com atuação em veículos elétricos, mídia, entretenimento e no futebol, com o Guangzhou Evergrande. Sem conseguir apresentar um plano viável para reestruturar suas dívidas, a companhia teve as ações retiradas da bolsa de Hong Kong e entrou em processo de liquidação. A crise atingiu um setor que responde por quase um terço da economia chinesa e é essencial para geração de renda, empregos e formação de patrimônio das famílias. Com a queda de até 30% nos preços dos imóveis, muitos chineses perderam parte significativa de suas economias, o que pressiona o consumo e o crescimento do país. Os efeitos se espalharam pelo setor: outras incorporadoras também passaram a enfrentar dificuldades, elevando o risco de novas falências e cortes de empregos. Apesar das medidas adotadas pelo governo para estimular a economia e o mercado imobiliário, a recuperação tende a ser gradual. Analistas avaliam que o setor ainda deve passar por anos de ajustes, enquanto a China busca reduzir sua dependência do segmento imobiliário. Com informações da France Presse*

Greve de pilotos da Lufthansa afeta partidas na Alemanha Reuters A greve de pilotos e comissários da Lufthansa será mantida pelo menos até a esta próxima quinta-feira (16), afetando grande parte dos voos da maior companhia aérea da Alemanha, incluindo cancelamentos de voos para São Paulo e Rio de Janeiro. O aeroporto de Frankfurt, o principal hub do país europeu, informava, na manhã desta terça-feira (14), a suspensão do voo LH 500, da Lufthansa, para o Rio de Janeiro, que estava programado para decolar às 22h15 no horário local. Já o LH 506, às 22h05 para São Paulo, havia sido cancelado tanto na terça quanto na quarta-feira. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O site do terminal informava também a anulação de três voos do Brasil para Frankfurt na quinta-feira – o LH 50, vindo do Rio, previsto originalmente para chegar às 8h35 na Alemanha; e o LH 507, de São Paulo, com horário de chegada de 10h45 da sexta-feira (17). Ambos os trechos já haviam sofrido mudanças e suspensões nessa segunda-feira, primeiro dia da quarta greve deste ano na aérea alemã, que também afetou as operações da Lufthansa em Munique. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O aeroporto da capital bávara, contudo, não indicava alterações para destinos e partidas do Brasil a partir desta terça. Lufthansa promete remarcação gratuita ou reembolso Segundo a aérea, passageiros de Lufthansa (incluindo a subsidiária regional Cityline), Austrian, Swiss, Brussels Airlines ou Air Dolomiti que tiveram afetadas as reservas dos dias 13 a 16 de abril podem remarcar gratuitamente as viagens "para outro voo do Grupo Lufthansa com data anterior a 23 de abril de 2026 através do Lufthansa Help Center" ou "solicitar o reembolso do bilhete antes da data prevista da viagem, por meio do Help & Contact Center". "Em caso de cancelamento, a Lufthansa irá remarcá-lo gratuitamente e, em regra, automaticamente para outro voo, informando-o pelo seu número de celular", informou a companhia no seu site. A aérea também se disponibilizou a converter as passagens de avião em bilhetes de trem da Deutsche Bahn para os passageiros que sofreram cancelamentos e não encontrarem alternativas disponíveis. Devido ao grande volume de pessoas afetadas, a Lufthansa também aconselha os clientes a utilizar os serviços digitais em caso de emergência devido ao alto volume de chamadas telefônicas e ao longo tempo de espera para o atendimento. Quase 2 mil voos cancelados Voos da Eurowings, subsidiária low-cost da Lufthansa, também foram afetados, mas a previsão é que voltariam à normalidade nessa terça. De acordo com a agência de notícias Deutsche Presse-Agentur (DPA), mais de 1,1 mil voos foram cancelados em Frankfurt e ao menos 710 em Munique entre segunda e terça-feira. Segundo o sindicato dos pilotos VC, a paralisação impactou mais as operações da Lufthansa, com 84% cancelamentos de voos, do que a greve anterior, de março deste ano, que tinha atingido 80%. A categoria exige melhorias na pensão e na remuneração para os trabalhadores da Lufthansa. Já os comissários de bordo anunciaram a greve para esta quarta e quinta-feira, depois de já terem interrompido os trabalhos na última sexta-feira. A Associação Alemã de Aeroportos (ADV) criticou a paralisação. "Milhares de voos cancelados levam, em um curto espaço de tempo, a perdas de milhões de euros, com impactos diretos sobre operadores aeroportuários, prestadores de serviços e trabalhadores", declarou a entidade. O diretor de recursos humanos da Lufthansa, Michael Niggemann, também alertou os sindicatos contra a continuidade da medida, alegando que cada dia de greve enfraquece a companhia aérea.

Um robô humanoide chinês da Unitree Robotics correu 100 m em apenas 10 s O robô humanoide Unitree H1, da empresa chinesa Unitree Robotics, registrou um desempenho próximo ao do campeão mundial Usain Bolt em uma prova de 100 metros, ao completar o percurso em 10 segundos (veja no vídeo acima). Em 2009, durante o Campeonato Mundial de Atletismo de Berlim 2009, Bolt estabeleceu o recorde mundial da prova, com o tempo de 9,58 segundos, marca que consolidou sua posição como o homem mais rápido do mundo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Unitree quebra o recorde mundial novamente. Com o físico de uma pessoa comum, correndo na velocidade de um campeão mundial!", comemorou a Unitree Robotics em uma publicação no X que mostra o desempenho do robô. No vídeo de divulgação, a Unitree Robotics afirma que as imagens não foram aceleradas nem geradas por inteligência artificial. Nele, é possível observar que o cronômetro marca 00:10:01 ao final da "prova" (veja no GIF abaixo). Robô chinês corre 100 metros em 10 segundos e se aproxima de recorde de Usain Bolt. Divulgação/Unitree Segundo a empresa, o Unitree H1 pesa cerca de 62 kg e tem 80 centímetros de comprimento de perna. Até então, o Guinness World Records registra que o robô bípede mais rápido do mundo em uma prova de atletismo é o Cassie, desenvolvido pela Agility Robotics. Em maio de 2022, ele percorreu 100 metros em 24,73 segundos. LEIA TAMBÉM: Robô anda mais de 100 km sem parar, bate recorde e entra para o Guinness Book VÍDEO: robô cozinheiro prepara comida em 4 minutos e lava pratos sozinho OpenAI, dona do ChatGPT, vê ameaça da IA ao emprego e defende semana de 4 dias Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês

Ovo de R$ 150 e couro mais caro que o de boi: produtor lucra com mercado de avestruz Do avestruz, nada se perde: desde as plumas até a carne são desenvolvidos produtos valorizados no mercado, que ainda é pequeno. No Mato Grosso do Sul, Manoel Piveta é um dos pioneiros na criação da ave no Brasil e possui o único frigorífico com autorização para abate de avestruz no país. Os produtos feitos por ele são vendidos em 19 estados brasileiros, mas ainda é um mercado restrito e pouco conhecido pela população. O custo de produção é considerado elevado: R$ 2.800 por animal, desde a fase do ovo até o abate. Contudo, existe lucro: o retorno com as vendas é de R$ 7 mil por ave. Veja a seguir quais produtos o avestruz pode se transformar: ➡️Carne: na comparação com outras carnes, a do avestruz é considerada menos gordurosa, mais macia e possui fibras mais curtas. Ela também é rica em ferro, por isso é vermelha. O quilo do produto é comercializado por R$ 60. Os cortes são semelhantes aos da carne bovina, tendo o filé e a alcatra, por exemplo. As melhores partes são localizadas na coxa, que dá origem a cerca de 16 peças. A empresa de Piveta vende aproximadamente 80 toneladas por ano para grandes redes de supermercado e restaurantes. ➡️Couro: é considerado um dos itens mais valorizados da ave e chega a custar até 12 vezes mais do que o couro de boi. Uma peça pode ser vendida por até R$ 1.800. Os folículos de onde saem as plumas são a parte mais desejada. O couro é considerado macio e tem alta durabilidade. ➡️Ovo: a unidade tem o tamanho equivalente a 25 ovos de galinha e custa até R$ 150. O mercado, no entanto, é pouco explorado. Por isso, Piveta costuma usar o produto para presentear amigos. ➡️Plumas: são vendidas para a fabricação de espanadores. ➡️Miúdos e cartilagem: essa parte da ave é usada na indústria pet. ➡️Ossos: os avaliados como leves e resistentes são usados na fabricação de cabos de facas especiais. ➡️Óleo: existe ainda o produto cosmético, rico em ômega 3, 5, 7 e 9. O item foi desenvolvido pela esposa de Piveta, Cintia Lorenzi, que é farmacêutica. Segundo ela, é o único óleo com esse tipo de concentração do elemento. Leia também: Criação de pacas para produção de carne exige autorização ambiental; investimento pode chegar a R$ 400 mil Besouro invasor que destrói palmeiras acende alerta para agricultura no Brasil Criação de avestruzes no Brasil voltar a ganhar espaço no campo

Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta quarta-feira (15). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de março e abril. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. Em fevereiro, o Ministério do Trabalho efetuou o pagamento para os trabalhadores nascidos em janeiro. Em março, foi a vez dos aniversariantes de fevereiro. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Quem tem direito ao abono salarial? Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos; Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base (2024); Ter recebido até o limite de renda estipulado para o ano (neste caso, R$ 2.765,93); E ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial. O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições. Quem não tem direito ao abono salarial? Empregado doméstico; Trabalhadores rurais empregados por pessoa física; Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física; Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica. Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. Marcello Casal Jr.

Phoebe Tesoriere passou quatro anos recebendo diagnósticos errados de diversas condições de saúde, incluindo ansiedade Arquivo pessoal via BBC O ChatGPT ajudou uma jovem no País de Gales a descobrir sua rara condição de saúde, após anos de diagnósticos errados por parte dos médicos. Phoebe Tesoriere é da capital galesa, Cardiff, e tem 23 anos. Ela conta ter sido diagnosticada com ansiedade, depressão, epilepsia e foi alertada que seria tratada como paciente de saúde mental, se continuasse retornando ao pronto atendimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tesoriere sofreu uma convulsão e passou três dias em coma. E, ao sair do hospital, ela colocou seus sintomas no chatbot de inteligência artificial. Ela conta que a ferramenta sugeriu diversas condições, incluindo paraplegia espástica hereditária. Tesoriere apresentou a condição para seu clínico geral e testes genéticos confirmaram o diagnóstico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale declarou que "lamenta saber da experiência de Phoebe no nosso atendimento." A clínica geral Rebeccah Tomlinson orienta as pessoas que pesquisarem sobre problemas de saúde com ferramentas como chatbots de IA a discutir os resultados com profissionais de medicina. Um recente estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluiu que as pessoas que usam IA para conselhos de saúde recebem resultados bons e ruins, o que dificulta a identificação de quais são os aconselhamentos confiáveis. Tesoriere entende a dificuldade enfrentada pelo hospital no seu diagnóstico, mas conta que precisou recorrer à IA porque sua experiência foi "muito solitária". "Tive que lutar para ser ouvida", relembra ela. "Manquei por toda a infância. Nasci sem um soquete no quadril e passei por cirurgias quando era bebê. Por isso, achei que tivesse a ver com aquilo." Em junho de 2025, Phoebe Tesoriere perdeu todo o seu cabelo Arquivo pessoal via BBC Ela também tinha problemas de equilíbrio quando era criança e foi testada para dispraxia, que afeta a coordenação física. Mas ela não tem esta condição. Quando tinha 19 anos, Tesoriere desmaiou e teve uma convulsão no trabalho. Mas ela conta que os médicos disseram que era ansiedade, o que foi acrescentado aos seus registros médicos. "Eu não tinha histórico de ansiedade, era uma pessoa muito feliz e vibrante", segundo ela. Tesoriere conta que, em 2022, foi diagnosticada com epilepsia e teve medicamentos receitados. Mas, em dezembro de 2024, ela voltou a se sentir mal. E não conseguia continuar com sua medicação para epilepsia, o que causou mais convulsões. Tesoriere tinha dificuldade para andar e foi diagnosticada erroneamente com paralisia de Todd, uma condição neurológica vivenciada por indivíduos com epilepsia. Nela, as convulsões são seguidas por um breve período de paralisia temporária. Em janeiro de 2025, ela caiu de uma escada, o que a levou a três meses no hospital, com exames inconclusivos. Até que, em julho de 2025, uma grave convulsão deixou Phoebe Tesoriere em coma por três dias. E ela conta que, quando se recuperou, um médico disse que ela não tinha epilepsia, mas sim ansiedade. Foi então que Tesoriere colocou seus sintomas no ChatGPT. O chatbot respondeu com uma lista de possíveis condições, incluindo paraplegia espástica hereditária. "Analisei a questão várias vezes com a minha parceira, perguntando 'vou ao médico?', 'não vou?', 'o que devo fazer?', 'com certeza, não pode ser isso'", relembra ela. Felizmente, o clínico geral concordou que poderia ser uma "razão plausível". E os testes genéticos confirmaram a sugestão da IA. Em julho de 2025, Phoebe Tesoriere teve uma convulsão que a deixou em coma por três dias Arquivo pessoal via BBC O NHS (serviço de saúde pública do Reino Unido) afirma que não se sabe quantas pessoas sofrem de paraplegia espástica hereditária porque esta condição, muitas vezes, não é diagnosticada. Os sintomas podem ser controlados com fisioterapia. Tesoriere não consegue mais trabalhar como professora de alunos com necessidades educacionais especiais devido aos seus sintomas e usa uma cadeira de rodas. Agora, ela busca um novo caminho na sua carreira, cursando um mestrado em psicologia. Ela afirma que ainda quer "fazer algo que ajude as pessoas". 'É difícil para os médicos conhecer tudo' Um porta-voz do Conselho de Saúde de Cardiff e Vale declarou que "comentar o caso de uma paciente individual seria inadequado e, por isso, não podemos emitir mais comentários". "Convidamos Phoebe a entrar em contato com nossa equipe de relacionamento, caso deseje discutir qualquer aspecto do atendimento que ela recebeu do Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale." A clínica geral Rebeccah Tomlinson atende a região de Cardiff e do condado de Vale of Glamorgan, no País de Gales. Ela destaca que "é difícil para os clínicos gerais conhecer tudo. E, com as pressões sobre o NHS, precisamos saber ainda mais." "Os pacientes que trazem informações ajudam a entender o que eles estão pensando e orientar a discussão com mais clareza", prossegue ela. Para Tomlinson, as ferramentas de IA "são um bom ponto de partida, que deve ser seguido por uma consulta a um profissional médico para discutir as preocupações com mais detalhes". "É útil que os pacientes venham munidos de informações, mas o médico precisa estar aberto e receptivo para o paciente. O atendimento médico precisa ser uma conversa de duas vias." Como os chatbots de IA são usados na saúde? A IA vem se tornando cada vez mais parte do nosso dia a dia, mas o seu uso para fins de assistência médica divide opiniões. No início do ano, um estudo da Universidade de Oxford concluiu que os chatbots de IA fornecem aconselhamento médico impreciso e inconsistente, que poderia representar riscos aos usuários. A pesquisa concluiu que pessoas que usam IA para assistência médica receberam algumas respostas boas e outras ruins, o que dificulta a identificação de quais aconselhamentos elas devem seguir. Em janeiro, foi lançado nos Estados Unidos o ChatGPT Health, uma nova função do chatbot para analisar os registros médicos das pessoas e oferecer "melhores respostas", segundo a empresa desenvolvedora, a OpenAI. A companhia declarou que a função não se destina a "diagnóstico ou tratamento", mas 230 milhões de pessoas enviam semanalmente ao chatbot perguntas sobre sua saúde e bem-estar. Ativistas levantam preocupações sobre o acesso do ChatGPT Health a dados de saúde confidenciais. Mas a OpenAI afirma que a função foi projetada para "auxiliar, não para substituir a assistência médica". Não se sabe ao certo se a função será introduzida em outros países, ou quando. Enquanto o debate sobre seu uso segue acalorado, milhões de pessoas, incluindo Phoebe Tesoriere, usam cada vez mais as ferramentas de IA para tarefas como personalizar seus feeds nas redes sociais, encontrar amigos e familiares em fotos no smartphone e pedir conselhos sobre questões do dia a dia.

Como funcionam os leilões O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vai realizar um novo leilão de carros e motos na segunda quinzena de abril. Os veículos foram recolhidos por infrações de trânsito. O lote mais barato é referente a uma moto Dafra Speed 150, de 2012, com lance inicial de R$ 1.000. Já o mais caro é um Renault Logan de 2016, com lances a partir de R$ 7 mil. O leilão acontece de forma virtual a partir do dia 15 de abril. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Atenção às datas dos lances públicos: Veículos conservados destinados à circulação: acontece no dia 15 de abril, às 10h; Sucata aproveitável e sucata com motor inservível: acontece no dia 22 de abril, às 10h; Sucata para reciclagem: acontece no dia 24 de abril, às 10h. Volkswagen Gol 1.6 com lance inicial de R$ 2.400, R$ 5.599 mais barato que um iPhone 17 arte/g1 Neste leilão, existem: 🚗 54 veículos aptos a circular; ⚙️ 217 sucatas com motor ainda podendo ser aproveitado; 🔧 70 sucatas com motor condenado, mas podendo servir como peças sobressalentes para outros veículos; ♻️ 140 sucatas para fundição e reciclagem. Segundo o edital do leilão, um carro ou moto apto a circular significa que ele pode voltar a trafegar em via pública, ficando o comprador responsável pelo registro do veículo junto ao órgão de trânsito competente, além do pagamento das taxas correspondentes. O Detran-SP não se responsabiliza pelas condições mecânicas do veículo e informa que o comprador já está ciente dessa situação, não sendo aceitas reclamações posteriores. Renault Logan de 2016, com lance mínimo de R$ 7.000 arte/g1 Veja outros destaques do leilão Chevrolet Agile LTZ de 2012 Lance inicial: R$ 6.500 Peugeot 207 Passion de 2010 Lance inicial: R$ 4.000 Renault Clio de 2011 Lance inicial: R$ 4.000 Honda CG 160 Titan S de 2021 Lance inicial: R$ 3.400 Chevrolet Corsa Wind de 2002 Lance inicial: R$ 2.800 Volkswagen Fox 1.0 Plus de 2007 Lance inicial: R$ 6.000 Peugeot 307 de 2007 Lance inicial: R$ 3.500 Honda Biz 100 KS de 2013 Lance Inicial: R$ 1.800 Suzuki EN125 Yes de 2008 Lance inicial: R$ 1.300 Honda Pop 110i de 2023 Lance inicial: R$ 2.200 A avaliação estimada de cada veículo é calculada com base nos valores praticados pelo mercado e no estado de conservação da unidade. O lance mínimo corresponde ao valor inicial para as ofertas. Os leilões são abertos a pessoas físicas e jurídicas, mas é vedada a participação de: Servidores do Detran-SP e parentes de servidores até o segundo grau; Leiloeiro, seus parentes até segundo grau e membros de sua equipe de trabalho; Proprietários, sócios e/ou administradores dos pátios terceirizados, licitados ou conveniados onde se encontram custodiados os veículos, seus parentes até segundo grau e os membros da equipe de trabalho; Pessoas físicas e jurídicas impedidas de licitar e contratar com a administração, sancionadas com as penas previstas nos incisos III e IV do art. 156 da Lei federal n.º 14.133, de 2021 ou, ainda, no art. 7º da Lei federal n.º 10.520, de 17 de julho de 2002. Veja dicas para participar de leilões Leilão de veículos feito pelo Detran-SP divulgação/Governo de São Paulo Como em qualquer leilão, é preciso analisar minuciosamente cada item para saber qual faz sentido na sua garagem. Para te ajudar, o g1 reuniu as principais dicas e as opiniões de especialistas para que você tome a melhor decisão. Existem dois tipos de leilões: os particulares e os públicos. A primeira pergunta que o consumidor pode se fazer é: de onde vêm esses veículos? Os leilões públicos costumam ofertar modelos que foram apreendidos ou abandonados. De acordo com Otávio Massa, advogado tributarista, esses veículos têm origem em operações de fiscalização aduaneira e foram retidos por questões legais, fiscais ou por abandono em recintos alfandegados. Existem também os carros inservíveis de órgãos públicos, como os que já não têm mais utilidade para o propósito governamental e são vendidos para reutilização ou como sucata. “Os veículos são vendidos no estado em que se encontram, sem garantias quanto ao seu funcionamento ou condições, e o arrematante assume todos os riscos”, explica Massa. Em meio aos riscos, há excelentes preços. Porém, existe um passo a passo para verificar o estado do carro, que vamos falar adiante. Diferentemente das revendas oficiais ou multimarca, não é oferecida uma garantia para o produto. É nesse momento que o consumidor tem que ligar o alerta: produtos de leilões particulares podem ter garantia para apenas alguns itens. Os públicos, por sua vez, não têm garantia. Por isso, é importante checar se é possível fazer uma vistoria presencial no modelo antes de pensar no primeiro lance. Luciana Félix, que é especialista em mecânica de automóveis e gestora da Na Oficina em Belo Horizonte, lembra ainda que a burocracia pode ser um grande empecilho para o uso do item leiloado. Um exemplo que ela cita é o de um carro aprendido, que pode ter problemas na documentação. “Esses carros já vêm com burocracias devido ao seu histórico. (...) Às vezes, são carros que necessitam de uma assistência jurídica. Você tem que contratar um advogado para fazer toda a baixa dessa papelada”, alega a especialista. Leilões particulares De acordo com a especialista em mecânica automotiva Luciana Félix a maioria dos pregões particulares oferece carros de seguradoras (geralmente de sinistros, com perdas totais ou parciais), de locadoras, e de empresas com pequena frota, que colocam a antiga para leilão quando precisam fazer a substituição. Simplificando o conceito: 🔒Leilões particulares: frotas de empresas, devoluções de leasing, de seguradoras 🦁Leilões da Receita Federal: apreendidos, confiscados ou abandonados. Tipo de compra Segundo Ronaldo Fernandes, especialista em Leilões da SUIV, empresa que possui um banco de dados de peças automotivas, é fundamental entender que existem duas maneiras de adquirir automóveis ofertados em leilões: para restaurar ou utilização; e aqueles voltados exclusivamente para empresas de desmanche legal. “Não há um tipo específico de veículos que vai a leilão, mas é muito importante verificar qual o tipo de venda que está sendo oferecida para o veículo de interesse, pois alguns veículos poderão circular normalmente e outros servirão somente para desmonte ou reciclagem devido à sua origem”, afirma Fernandes. Nos casos em que os carros são vendidos para desmanches, a origem deles se dá por conta do tamanho do sinistro. “Dependendo do tamanho do sinistro, o automóvel só poderá ser vendido como sucata, ou seja, sem documentação para rodar novamente”, afirma Fernandes. Critérios para venda Segundo o advogado tributarista Otávio Massa, os critérios para que um carro vá a leilão incluem: Valor comercial: veículos com valor residual significativo que justifique a venda; Condição recuperável: mesmo que parcialmente danificados, se ainda tiverem peças reutilizáveis ou puderem ser reparados; Procedimento legal: veículos apreendidos ou abandonados que legalmente devem ser vendidos em leilão público. Resumindo, o que define se um veículo vai ser leiloado é o quanto ele ainda pode despertar o interesse financeiro de novos compradores. Thiago da Mata, CEO da plataforma Kwara, afirma que é feita uma avaliação prévia para determinar o valor a ser cobrado. “Normalmente, ativos que possuem débitos superiores ao seu valor de mercado são considerados sucata e vão para descarte. Da mesma forma, veículos cujo estado de conservação seja muito crítico podem ter o mesmo destino para que possam ser aproveitadas as peças”, argumenta. Otávio Massa corrobora com a visão de da Mata ao afirmar que “não há uma porcentagem mínima específica estabelecida por lei, mas o critério principal é se o veículo tem valor comercial residual. Veículos sem valor ou severamente danificados podem ser descartados”. Carros, caminhões, ônibus e outros modelos destinados a desmanche têm seus respectivos números de chassis cancelados. É como se o automóvel deixasse de existir. Prudência e dinheiro no bolso De acordo com Thiago da Mata, da Kwara, inspecionar o veículo é de suma importância. Afinal, os carros podem ter distintos estados de conservação, o que tem que entrar na lista de preocupações de quem participa de um pregão. “[Os veículos] podem tanto estar em bom estado de conservação, como também é possível que tenham ficado em pátio público durante um período de tempo importante”, afirma. Os carros podem ter marcas provocadas pelo período em que ficaram expostos ao clima: pintura queimada, oxidação da lataria, manchas provocadas pela incidência solar. E esses reparos também precisam entrar no planejamento financeiro do comprador. Idealmente, a inspeção deve ser feita de forma presencial, segundo os especialistas consultados nesta reportagem. Ao verificar um carro, por exemplo, é preciso verificar tudo: bancos, painéis de porta, console central, volante, conferir os equipamentos, a quilometragem, ligar o carro, abrir o capô, checar a existência de bateria de 12V e, se possível, levar um especialista ou mecânico de confiança para checar as partes técnicas e prever possíveis custos extras com manutenção. Luciana Félix, que é especialista em manutenção, diz que o consumidor precisa ver até o histórico de manutenção, se possível. E documentar tudo com fotos. “Comprar carros em leilão é tipo um investimento de risco, você pode se dar muito bem ou muito mal, pois você não poderá andar com o carro para saber como está o seu motor ou câmbio, pois todos os veículos estão lacrados”, argumenta a proprietária da Na Oficina. É importante ressaltar que essa é a mesma verificação que se faz ao comprar um automóvel usado, seja presencial ou via marketplace: deve ser feita uma avaliação técnica, além de checagem da quilometragem rodada e documentação do ativo. “Importante que seja feita a verificação de débitos ou algum tipo de bloqueio para venda, pois a responsabilidade por estes pagamentos pode ser diferente de leilão para leilão. Estas informações devem estar presentes no Edital, que deve ser lido com atenção antes que qualquer lance seja dado”, alerta Thiago da Mata, da Kwara. Quando a compra é feita pela internet e não existe a possibilidade de visitar o produto, é indicado solicitar uma vídeo-chamada para fazer essa inspeção. Não é o ideal, mas já ajuda a verificar o estado do carro, mesmo que seja à distância. O que verificar: Documentação: incongruências jurídicas; Custos para regularização; Estado de conservação do carro; Custos para restauro; Condições de compra; Inspeção mecânica e de equipamentos. Assim, se você vai participar de um leilão pela primeira vez, atente-se para os seguintes passos. Estude: leia o edital e entenda as regras do leilão; Verifique a procedência: se certifique que o veículo não tem pendências legais; Defina um orçamento: estabeleça um limite máximo de gastos; Inspecione: se possível, veja o veículo pessoalmente ou solicite um relatório detalhado; Experiência: participe de leilões menores para entender a lógica de funcionamento. ▶️ LEMBRE-SE: Utilize apenas canais oficiais para se comunicar com o leiloeiro e verifique sempre a autenticidade das mensagens. Evitar fraudes já é um bom começo.

Posto de gasolina posto de combustível bomba de gasolina RPC O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (13) voltou a preocupar analistas do mercado financeiro, diante dos possíveis efeitos nos preços do petróleo e de eventuais riscos para os combustíveis no Brasil. 🔎 O estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo, e a interrupção do transporte pelo canal pode limitar a oferta e pressionar os preços da commodity no mercado mundial. De acordo com a CEO da Magno Investimentos, Olívia Flôres de Brás, o aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irã deixou de ser um fator secundário e passou a "influenciar diretamente a formação de preços globais", principalmente por atingir um ponto crítico da cadeia de energia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Como uma parcela relevante do petróleo global passa por essa região que, agora, está sob risco, o mercado passa a lidar com maior incerteza sobre oferta, o que se traduz em juros mais pressionados", diz. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo a executiva, esse cenário também se reflete nas expectativas para os preços do petróleo. "O Brent [referência internacional] vinha sendo projetado entre US$ 75 e US$ 85 ao longo de 2026. Esse era o cenário de normalidade: crescimento moderado, oferta ajustada e sem grandes rupturas. Mas esse cenário não existe mais", afirma. "Com o aumento da tensão envolvendo Irã e o Estreito de Ormuz, o mercado passa a precificar a possibilidade de interrupção. Quando o risco entra, o preço sobe antes do problema acontecer. Hoje, as revisões já começam a apontar para um intervalo mais próximo de US$ 85 a US$ 95 neste ano", completa. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 E os impactos para o Brasil? Segundo especialistas consultados pelo g1, apesar de não haver projeção de desabastecimento de combustíveis no Brasil, o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional já começa a pressionar a inflação — cenário que pode piorar caso a guerra se estenda. "Entendemos que não haverá desabastecimento, mas, conforme mostram os preços atuais, cresce a expectativa de um petróleo mais caro por mais tempo", avalia Felipe Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos. “O IPCA [inflação oficial do país] já mostrou impacto da guerra, especialmente com o aumento dos preços dos combustíveis. Esse efeito tende a se intensificar se o conflito perdurar, devido ao impacto indireto da alta do diesel sobre a cadeia de distribuição no Brasil”, completa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última semana, indicaram que a inflação de março subiu 0,88% em relação ao mês anterior, acima do esperado por economistas (0,7%). O principal impacto veio do grupo Transportes (1,64%), pressionado pela alta dos combustíveis, de 4,59%. “A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses domésticos acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados da inflação de março”, disse o gerente do IPCA do IBGE, Fernando Gonçalves, durante a divulgação do índice. Segundo Brás, da Magno Investimentos, o impacto sobre os preços dos combustíveis tende a depender mais da duração do conflito do que das oscilações diárias do petróleo. “Se o petróleo sobe em um dia, nada acontece. Se permanece alto, tudo muda”, diz a executiva. “No curto prazo, pode haver estabilidade, com ajustes contidos e comunicação mais cautelosa. Já no médio prazo, entre um e três meses, o repasse começa a aparecer, primeiro de forma parcial e depois de maneira mais direta. No longo prazo, o repasse é inevitável, seja via preço na bomba ou via inflação”, conclui. Preços elevados Desde que os bombardeios começaram, na madrugada de 28 de fevereiro, as incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito fizeram o preço do barril do petróleo subir de forma acentuada e já se refletiram no Brasil. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostraram que o preço do diesel ao consumidor subiu R$ 0,05 na primeira semana de março, para R$ 6,08. No dia 14 do mesmo mês, o valor já havia alcançado R$ 6,80. Na última sexta-feira, dados da agência indicaram que os preços médios do diesel na bomba caíram pela primeira vez desde o início do conflito, mas seguem em patamares elevados. De acordo com a ANP, o recuo foi de 0,2%, para R$ 7,43. Na gasolina, a redução foi de apenas R$ 0,01, para R$ 6,77.

Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters Após sucessivas quedas, o dólar encerrou esta segunda-feira (13) a R$ 4,99, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024. Seria, então, o momento ideal para comprar? Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a resposta não é tão simples. O cenário é favorável, mas a estratégia recomendada é comprar aos poucos, de acordo com o objetivo de cada investidor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Para uma viagem, o recomendado é sempre fracionar a compra em pelo menos três períodos até o dia do embarque. Assim, você consegue um preço médio e evita aquela sensação de ter comprado mal", afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil. Já na compra para investimento, a recomendação é focar no longo prazo e tratar o dólar como proteção, mantendo parte do patrimônio dolarizada independentemente do cenário, acrescenta o especialista. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, tem a mesma leitura. Ele defende que a compra da moeda seja diluída, com o objetivo de equilibrar o preço médio. "Se existe uma necessidade de compra de moeda estrangeira, eu diria que a melhor estratégia é comprar um pouco por dia, por semana, buscando fazer um preço médio interessante. Apostar na continuidade da valorização da moeda brasileira é um risco", diz. A recente queda do dólar reflete, em grande parte, a instabilidade global provocada por ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — levando investidores a buscar alternativas em países como o Brasil. Além disso, a taxa de juros elevada por aqui reforça esse movimento. (leia mais abaixo) Diante das incertezas em torno das ações de Trump, porém, o cenário ainda é volátil. "Por isso, usar esse movimento para decidir comprar um volume maior ou tudo o que você precisa para os próximos dias é um risco muito grande", alerta Galhardo. LEIA TAMBÉM: Dólar abaixo de R$ 5: o que explica a queda da moeda americana? 'Boa oportunidade' Apesar da cautela, analistas do mercado veem este como um bom momento para adquirir a moeda — desde que com compras diluídas. Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, afirma que a queda do dólar à faixa de R$ 5 representa uma "boa oportunidade" para reforçar a posição na moeda (ou seja, na composição da carteira de investimentos), já que a projeção do mercado é de que encerre 2026 acima de R$ 5,37. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, tem a mesma avaliação. Para ele, o nível atual é um "bom patamar para diversificação da carteira ou compra parcial da moeda". Ele também recomenda a aquisição aos poucos, para garantir um preço médio. Na mesma linha, Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, vê a janela como uma boa oportunidade de compra. Ele pondera, porém, que o dólar é sensível a variáveis como guerra, juros, petróleo e cenário fiscal. "O investidor precisa estar ciente dos riscos de volatilidade", afirma. Por que o dólar está caindo? A recente queda do dólar reflete o aumento da instabilidade global provocado por ações de Donald Trump. Diante das incertezas comerciais e geopolíticas, investidores têm buscado diversificar suas aplicações, com maior alocação em mercados emergentes — como o Brasil. 🔎 Como já mostrou o g1, parte dos recursos tem migrado dos EUA para outros mercados. Esse fluxo, somado à atratividade das empresas brasileiras, amplia a entrada de capital no país — pressionando o dólar para baixo. A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, interrompeu a queda do dólar no início do ano e levou a moeda a oscilar em patamares mais elevados em março, acima de R$ 5,30. Em abril, porém, voltou a cair, diante de um frágil cessar-fogo e sinais de um possível acordo de paz entre EUA e Irã. Veja abaixo: Além do cenário externo, especialistas afirmam que a queda do dólar também reflete o fato de o Brasil ter um dos maiores juros reais do mundo. Na prática, investidores buscam esses rendimentos, o que atrai capital, aumenta a oferta de dólares e pressiona a moeda para baixo. “Há ainda a abundância na exportação de commodities, o que torna o movimento mais sustentável, especialmente em um momento como o atual, em que o país é menos afetado por conflitos geopolíticos", afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil. Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que o movimento de desvalorização do dólar é global. Ele avalia que faz parte de uma estratégia do próprio presidente Donald Trump, com o objetivo de enfraquecer a moeda para atrair mais investimentos aos EUA. "Faz parte do modus operandi econômico de Trump, que combina a desvalorização da moeda com a elevação de barreiras tarifárias para levar a produção de volta aos EUA. Assim, o movimento global ocorre de forma intencional, para tornar mais lucrativo produzir no país do que importar", conclui. LEIA TAMBÉM: Dólar mais fraco: por que Trump parece agir para desvalorizar a moeda — e qual sua estratégia

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.996 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (14), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters A União Europeia chegou a um acordo preliminar nesta segunda-feira (13) para reduzir as importações de aço quase pela metade e impor tarifas de 50% sobre embarques excedentes. Hoje, o aço da União Europeia é protegido por salvaguardas que impõem tarifas de 25% a embarques excedentes. A regra foi criada durante o primeiro mandado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas valem até 30 de junho. O objetivo da medida é proteger a indústria siderúrgica europeia contra a produção elevada de outros países, informou a Reuters. O bloco espera que o seu aumento de tarifas contribua para a indústria europeia ampliar a atividade operar com 80% da capacidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As principais fontes de importação de aço para a União Europeia em 2025 foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan. Os produtores de aço da União Europeia estão operando com apenas 65% da capacidade total devido ao aumento de importações e às tarifas de 50% impostas por Trump sobre parte dos envios aos EUA. A Comissão Europeia, que tinha proposto novas medidas em outubro, disse que o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que a produção continuaria diminuindo sem a prorrogação das restrições. Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia, que representa os governos do bloco, concordaram em limitar as importações isentas a 18,3 milhões de toneladas métricas por ano, uma redução de 47% em relação a 2024. As novas medidas levarão mais em consideração o local onde o aço importado foi originalmente fundido e moldado para evitar a evasão fiscal e serão revisadas regularmente para garantir sua eficácia. As partes também se comprometeram a eliminar gradualmente as importações de aço da Rússia, possivelmente até setembro de 2028. Cerca de 3,7 milhões de toneladas de placas de aço vieram da Rússia para a UE no ano passado. O Parlamento e o Conselho precisarão votar o acordo de segunda-feira para que as medidas entrem em vigor.

O GLOBO no livro dos recordes O jornal O Globo entrou para o livro dos recordes. A edição que celebrou o centenário é a maior já produzida em todos os tempos e garantiu ao veículo um lugar no Guinness World Records. A edição recordista é a dos 100 anos do jornal, publicada em 27 de julho de 2025. Foram 526 páginas e 14 cadernos especiais, o que rendeu ao Globo o certificado de maior número de páginas em uma única edição comercial de jornal da história. “É mais amplo que o jornalismo. A gente ganha muitos prêmios jornalísticos, mas ali, claro, o jornalismo é a nossa razão de existir. Aquilo representa literalmente o trabalho da empresa inteira. Só conseguimos construir essa edição por uma coesão e uma cumplicidade de muitas áreas, cujo resultado é esse marco que vamos carregar pelos próximos 100 anos”, afirmou Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio. Certificado do Guinness entregue ao jornal O Globo pela edição histórica de 100 anos Reprodução/TV Globo Mais de 350 jornalistas participaram da produção do material especial. Foram dois anos de trabalho e um mês dedicado exclusivamente à edição. “A redação está muito orgulhosa do prêmio. A gente coroou esse ano com o que faz no dia a dia: conteúdo de alta qualidade”, disse Alan Gripp, diretor de redação de O Globo. “É uma gratificação, a coroação de um trabalho que levou anos. A edição foi o ápice disso, o momento em que reunimos todo o legado de 100 anos em um produto feito com o máximo de cuidado.” Pesquisa Depois da publicação da edição — considerada incomum até pelo tamanho —, a equipe iniciou uma nova etapa: descobrir se aquele era, de fato, o maior jornal já produzido na história. “No primeiro momento, fizemos uma investigação no Arquivo Nacional para ver se já havia circulado no Brasil algum jornal daquele tamanho. Constatamos que não. Era o maior já produzido aqui”, afirmou Kachar. “Mas a ambição falou mais alto e resolvemos checar se, internacionalmente, aquilo também era uma marca.” Edição de 100 anos de O Globo, a maior da história dos jornais, segundo o Guinness Book Reprodução/TV Globo Segundo a organização do Guinness World Records, foi necessário criar uma categoria específica para reconhecer o feito. “O que fizemos foi criar um novo título com base no material recebido, a partir de uma investigação em nível mundial”, explicou Natalia Ramirez, juíza do Guinness. Quem quiser ler ou reler a edição recordista pode acessar o acervo de O Globo, disponível no Com 526 páginas, O Globo entra para o Guinness com a maior edição já feita, que reúne todas as páginas de todas as edições.

Dólar Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo As decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm aumentado as incertezas no mercado financeiro e levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados ao redor do mundo. É justamente a busca por ativos fora dos EUA que explica essa maior desvalorização do dólar. Nesta segunda-feira (13), por exemplo, a moeda americana acumulou o 4º dia seguido de queda frente ao real e fechou abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Isso acontece porque, quando entra mais dinheiro do que sai do país — como ocorre quando investidores internacionais enxeregam oportunidades na bolsa ou em outros ativos brasileiros —, há um aumento na venda de dólares em troca de reais. Com isso, cresce a oferta da moeda americana no mercado, o que pressiona o preço do dólar para baixo. “Houve um rearranjo na realocação do capital global, o que fez com que o dólar perdesse força não apenas frente ao real, mas também diante de diversas outras moedas”, explica o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado reflete, principalmente, os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Após o fracasso das negociações por um acordo de paz entre os EUA e o Irã, no fim de semana, Trump determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz a navios que circulem na rota de ou para portos iranianos. As incertezas em torno das decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados. Esse movimento não apenas fortalece o real no Brasil, como também enfraquece o dólar em relação a outras moedas. A decisão de bloqueio do canal no Oriente Médio também voltou a acender o alerta em relação a uma nova alta nos preços do petróleo, que atualmente oscilam em torno de US$ 100. Especialistas destacam, ainda, que a perspectiva de um possível acordo entre os países envolvidos no conflito também tem ajudado o real a se valorizar frente ao dólar. "O dólar iniciou a sessão em alta, mas o movimento perdeu força, acompanhando uma melhora gradual do humor externo, com sinais pontuais de possível retomada das negociações e recuperação das bolsas em Nova York", avalia o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini. Outros fatores, como o diferencial de juros (diferença entre a taxa básica brasileira e a americana), o maior fluxo de recursos para o Brasil e o alto patamar do petróleo, também favorecem a moeda brasileira. “Vale lembrar que o Brasil está relativamente bem posicionado entre os países emergentes porque é um exportador líquido relevante de commodities. Isso ajuda a balança comercial brasileira e melhora as contas externas”, afirma o estrategista, ressaltando que esse cenário também favorece o real. Movimento não é de hoje A tendência de queda do dólar vem desde o ano passado. Por aqui, a moeda americana acumulou baixa de 11,8% frente ao real em 2025, o maior recuo em quase 10 anos: em 2016, a queda foi de 17,8%. Nesse período, a moeda americana vinha perdendo força diante da expectativa de juros mais baixos nos EUA e do aumento das incertezas políticas no país — fatores que reduziram a atratividade do dólar e passaram a estimular investidores a buscar outras oportunidades. Entenda os principais fatores que ajudam a explicar a queda do dólar em 2025: Dólar tem queda de 11% em 2025; veja como Trump, Fed e o Brasil afetaram o câmbio

ICE prende ex-deputado federal Alexandre Ramagem A Polícia Federal afirmou nesta segunda-feira (13) que um delegado da corporação que atua no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) contribuiu para a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em Orlando, cidade da Flórida, nos Estados Unidos. Ao blog, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a informação e disse que o trabalho do delegado brasileiro junto ao ICE faz parte de uma cooperação das autoridades brasileiras com agências norte-americanas. Dentro desse acordo de cooperação, a PF também recebe policiais de órgãos estadunidenses. Conforme Andrei Rodrigues, o delegado brasileiro atua em Miami, também na Flórida, e deu alertas sobre Ramagem, que auxiliaram na detenção dele. Questões migratórias Fuga de Alexandre Ramagem. Arte/GloboNews Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da prisão por volta de 12h (horário de Brasília). O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre possível retorno ao Brasil. Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de integrar o núcleo crucial da trama golpista, que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Segundo as investigações da Polícia Federal, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos. Enquanto está no exterior, o ex-parlamentar sofreu sanções administrativas e políticas: Em 18 de dezembro de 2025, ele teve o mandato como deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados; Em seguida, a Câmara cancelou o passaporte diplomático dele; Por determinação do STF, a Câmara também efetuou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares. Interrogatório de Alexandre Ramagem ao STF em julgamento sobre trama golpista Fellipe Sampaio/STF

Imagem de conceito de pequeno reator modular (SMR) da agência pública americana Energy Northwest Divulgação/Energy Northwest Gigantes de tecnologia estão investindo em empresas americanas de energia para acelerar a criação de reatores menores, mais avançados e mais escaláveis do que usinas nucleares convencionais. O interesse nos chamados pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês) cresceu devido à busca de empresas por mais eletricidade para data centers de inteligência artificial. ❓ Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. Os data centers estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos nos EUA. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a construção desses espaços. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Em janeiro, a Meta fez um acordo para financiar a criação de duas unidades nucleares da Terrapower capazes de fornecer até 690 megawatts de potência. A dona de Instagram, Facebook e WhatsApp fez ainda um acordo com a Oklo para criar um campus de energia nuclear de 1,2 gigawatts nos EUA. A Amazon, por sua vez, está trabalhando com a X-energy para colocar em operação pequenos reatores nucleares nos Estados Unidos que somarão 5 GW de potência até 2039. E o Google anunciou um compromisso com a Kairos Power para colocar seu primeiro pequeno reator nuclear modular em operação até 2030. Meta, Amazon Web Services e Google Reuters/Pete DaSilva; Reuters/Danielle Villasana; Reuters/Andrew Kelly Nenhuma geradora de energia nuclear nos EUA começou a produzir eletricidade de forma comercial porque os projetos enfrentam restrições de financiamento e riscos por serem os primeiros do tipo. Mas a corrida por energia adequada para alimentar data centers em meio à crescente demanda da IA dá um novo impulso ao setor. Os acordos com big techs dão às geradoras de energia "a certeza de receita que os bancos comerciais exigirão para a dívida de construção" de projetos de energia nuclear, disse Shioly Dong, analista da BMI, uma unidade da Fitch Solutions, em entrevista à Reuters. O uso de eletricidade nos EUA deve aumentar 1% este ano e 3% no próximo, segundo a Administração de Informação Energética (EIA), impulsionado principalmente pela demanda de data centers. Diante desse cenário, pequenos reatores modulares estão surgindo como alternativas nucleares mais fáceis de serem financiadas. Isso porque eles têm uma escala modular e cronogramas de construção mais curtos que reduzem a exposição ao capital inicial, disse Tim Winter, gerente de portfólio do Gabelli Utilities Fund (GABUX) da empresa de investimentos Gabelli Funds. "O setor precisa de alguém que assuma os riscos de custos excedentes e atrasos. O grau em que os hiperescaladores estiverem dispostos a fazer isso determinará o quanto de impulso (esses acordos dão ao setor)", acrescentou. A demanda por IA está levando os clientes a firmarem contratos de longo prazo que possam apoiar o desenvolvimento de projetos, disse Bonita Chester, porta-voz da Oklo. O acordo da empresa com a Meta, por exemplo, inclui financiamento para garantir combustível nuclear e avançar na primeira fase do projeto em Ohio. O interesse de compradores de energia de longo prazo também atrai alguns investidores institucionais para o setor, que historicamente depende de apoio governamental e financiamento de capital de risco. "Começamos a ouvir que os bancos estão ficando animados e interessados em fazer negócios nessa área, o que seria um grande desenvolvimento - ainda não tínhamos visto isso", disse Tess Carter, diretora associada da prática de energia e clima do Rhodium Group. Mas esses investidores institucionais ainda não estão fazendo aportes de larga escala. Isso porque o setor, descrito como "nuclear avançado", ainda tem obstáculos incluindo altos riscos de construção e tecnologia.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após o revés em um julgamento recente com júri federal, nos Estados Unidos, a Uber voltará ao tribunal na terça-feira (14) para enfrentar as acusações de uma segunda mulher que afirma ter sido agredida sexualmente por um motorista chamado pelo aplicativo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O julgamento ocorrerá no tribunal federal de Charlotte, na Carolina do Norte, e deve durar cerca de três semanas. O caso pode indicar se o veredicto recente de US$ 8,5 milhões no Arizona foi um episódio isolado ou um sinal de problemas maiores para a Uber, que enfrenta mais de 3,3 mil ações semelhantes reunidas no mesmo tribunal federal. Os dois processos são tratados como casos “pioneiros” — ações usadas como referência para orientar o andamento do restante do litígio. As decisões desses julgamentos podem ajudar a definir o valor das demais ações em eventuais acordos ou em uma solução coletiva. No processo que será analisado agora, a autora — que não teve o nome divulgado — afirma que o episódio ocorreu em março de 2019, pouco antes das 2h da manhã, ao chegar ao destino em Raleigh, na Carolina do Norte. Segundo a ação, o motorista teria agarrado a parte interna de sua coxa e perguntado se poderia "ficar com ela". A mulher afirma que deixou o veículo imediatamente. Uber diz que não é “transportadora pública” A Uber, que já enfrentou outras controvérsias relacionadas à segurança, não nega que o episódio tenha ocorrido. Nos documentos apresentados à Justiça, porém, a empresa afirma que atua como uma companhia de software, e não como uma "transportadora pública", categoria que inclui serviços de táxi e que, pela lei da Carolina do Norte, tem obrigação legal de proteger passageiros. A empresa também argumenta que os motoristas que usam a plataforma são contratados independentes. Por esse motivo, segundo a defesa, a Uber não poderia ser responsabilizada pelas ações individuais desses profissionais. ▶️ A discussão sobre se os motoristas devem ser considerados funcionários ou prestadores independentes acompanha a empresa desde o início de suas operações, tanto nos EUA quanto em outros países. O tema já motivou diversos processos judiciais e debates entre legisladores, mas ainda não há consenso. O julgamento na Carolina do Norte será conduzido pelo juiz distrital dos Estados Unidos Charles Breyer. Ele normalmente atua em San Francisco e também supervisiona o conjunto de processos movidos contra a Uber. Em comunicado divulgado na sexta-feira (10), um porta-voz da empresa afirmou que o episódio discutido nesse julgamento nunca havia sido relatado à Uber nem às autoridades policiais e só se tornou conhecido quando a ação judicial foi apresentada. "A agressão sexual é um crime horrível que levamos extremamente a sério. Continuamos focados em investir em tecnologia, políticas e parcerias que fortaleçam a segurança, ajudem a prevenir danos e apoiem as vítimas", disse o porta-voz. Os advogados da autora não responderam aos pedidos de comentário. No caso do Arizona, que resultou em condenação recente, a autora — moradora de Oklahoma — afirmou que um motorista da Uber a assediou e depois a estuprou durante uma corrida em 2023. Plataforma indeniza usuária em US$ 8,5 milhões Em fevereiro, um júri concluiu que o motorista atuava como agente da Uber e responsabilizou a empresa por suas ações. A mulher recebeu US$ 8,5 milhões por danos morais, mas o júri rejeitou o pedido de indenização punitiva. Os advogados da autora haviam solicitado mais de US$ 140 milhões. A Uber pediu ao juiz Breyer, que também presidiu esse julgamento, que anulasse o veredicto ou determinasse um novo julgamento. Além desses casos, a empresa enfrenta mais de 500 processos com acusações semelhantes em tribunais estaduais da Califórnia. Até agora, apenas um deles foi levado a julgamento. Em setembro, o júri concluiu que a Uber não havia adotado medidas para proteger a segurança da autora, mas decidiu que essa falha não foi um fator determinante para os danos alegados. Passageira com aplicativo da Uber aberto no celular, em foto ilustrativa. BRUNO FERNANDES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta segunda-feira (13) que a fila de espera para o recebimento de benefícios como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), recuou de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano. De acordo com o órgão, o INSS alcançou a "marca histórica" de 1,625 milhão de processos concluídos em março deste ano, o que classificou como um "recorde de desempenho". Apesar do resultado de março, a fila continua no mesmo tamanho registrado no mesmo mês de 2025. A fila só não recuou mais em março — apesar de mais de um milhão de processos concluídos —por conta de novos pedidos que são feitos diariamente. Nesse mês, a média de novos pedidos foi de 61 mil por dia. "Esse fluxo contínuo exige que o ritmo de análise supere a entrada de novas solicitações para que o estoque apresente queda sustentada", explicou o INSS. Presidente do INSS Gilberto Waller é demitido; Ana Cristina Viana Silveira assume o cargo Troca no comando do INSS As informações foram divulgadas no mesmo dia em que o presidente do INSS, Gilberto Waller, foi demitido. No lugar dele assumiu nesta segunda-feira (13) a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Segundo informações do blog do Valdo Cruz, no g1, o presidente Lula decidiu fazer a troca porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral. Antes de sua demissão, Waller chegou a declarar, por meio de uma nota publicada no site do INSS, que o "resultado histórico" de redução da fila de espera por benefícios em março foi "fruto de uma atuação firme, com foco em produtividade e no atendimento ao cidadão". "A fila está caindo porque estamos trabalhando mais e melhor”, destacou Waller. Para reduzir a fila em março, o INSS informa que adotou uma série de medidas, como a nacionalização da fila de análise, permitindo que servidores de qualquer região atuem nos processos de localidades com maior tempo de espera, garantindo mais equidade e eficiência. "Além disso, a autarquia tem promovido mutirões de análise administrativa e perícia médica, em parceria com o Ministério da Previdência Social (MPS), e ainda criou grupos de trabalho especializados, focados em reduzir o represamento de requerimentos de maior complexidade", acrescentou. Aposentados fizeram fila em frente a agências do INSS em Porto Alegre neste sábado (24), mas mutirão só aconteceu em Bagé Reprodução/RBS TV

Fiat Toro Volcano 2026 com motor diesel Divulgação / Stellantis A Stellantis, dona da marca Fiat, anunciou um recall para a Toro no Brasil por problemas na instalação do chicote elétrico. A campanha é para picapes com motor diesel do modelo 2026. Foram afetadas 5.340 unidades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a Fiat, existe a possibilidade de contato entre o suporte da caixa de transmissão e o chicote elétrico. Isso pode provocar danos aos fios e, por consequência, acender luzes de aviso no painel e prejudicar o funcionamento do motor. Em casos mais severos, esse contato dos fios pode causar o desligamento do motor ou até gerar um princípio de incêndio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A solução para o problema, segundo a empresa, é a instalação de uma proteção no chicote elétrico dianteiro e, caso necessário, a reparação do componente. O serviço pode ser agendado a partir desta segunda-feira (13) em concessionárias da Fiat. O cliente não paga nada pelo reparo, que leva aproximadamente duas horas para ser concluído. Veja os números de chassi envolvidos na campanha. Fiat Toro 2026 Chassis TKG57584 a TKG75934

O Banco Central (BC) avaliou nesta segunda-feira (13), por meio do Relatório de Cidadania Financeira, que o superendividamento é um problema crescente no Brasil, afetando milhões de pessoas. No fim de 2024, segundo o documento, 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras, ao mesmo tempo em que 130 milhões (cerca de 74% da população com relacionamento bancário) possuíam limite de crédito disponível. "Em quatro anos, 32 milhões a mais de pessoas passaram a ter acesso a estes produtos, um crescimento de 34%", informou o Banco Central. A avaliação é divulgada em um momento no qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia novas medidas para reduzir o endividamento da população, em um ano eleitoral (leia mais abaixo). LEIA MAIS: Lula diz que vai incluir estudantes com pendências no Fies em programa de renegociação Veja os vídeos que estão em alta no g1 A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%. Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan. Maquininhas de cartão de crédito e débito são essenciais para o comércio. Divulgação Uso de linhas de crédito mais caras No Relatório de Cidadania Financeira, o BC observou que, nos últimos anos, houve "expansão expressiva de modalidades de crédito sem garantia", ou seja, com juros maiores. "O número de brasileiros com empréstimo pessoal mais que triplicou desde 2020 – 214% de crescimento no período, atingindo 41,7 milhões de clientes. Um segundo ponto de destaque foi o crescimento do número de clientes com dívidas no cartão (ou seja, uso do rotativo ou parcelado), de 55% entre 2020-2024, totalizando cerca de 53 milhões de pessoas em 2024", diz o Banco Central. Considerado vilão no endividamento do brasileiro, o uso do cartão de crédito cresceu de forma expressiva após a pandemia da Covid-19. No ano passado, os empréstimos somaram quase R$ 400 bilhões, os maiores da série histórica do BC. O BC destacou que, entre as outras modalidades, tanto o cheque especial como o crédito consignado são usados por cerca de 24 milhões de clientes e cresceram na faixa de 20% no período. "Os financiamentos com garantia de alienação fiduciária (imobiliário e automotivo) alcançaram pouco menos de 10 milhões de clientes cada. O financiamento automotivo, entretanto, teve crescimento de apenas 3% no período, enquanto o imobiliário cresceu 23%", informa o BC. Impacto psicológico Segundo o a autoridade monetária, a alta no endividamento tem causado "impacto psicológico profundo e abrangente" na vida dos brasileiros. "Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares", informou o BC. A instituição avaliou que a facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem proteção ao consumidor e educação financeira, leva muitos brasileiros a contraírem dívidas que não conseguem pagar.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Algumas coisas são difíceis de calcular em dólares e centavos. Os programas espaciais da Nasa definitivamente se enquadram nessa categoria. A agência espacial americana tem um orçamento anual enorme, e seu portfólio inclui espaçonaves poderosas, telescópios e sistemas de previsão meteorológica e de asteroides. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É difícil medir os ganhos científicos e materiais que chegaram ao cotidiano desenvolvidos após suas pesquisas básicas, como material viscoelástico, lentes resistentes a riscos ou purificadores de ar domésticos. Mas, embora a missão Artemis 2 tenha feito história ao levar a cápsula Orion com quatro astronautas mais longe da Terra do que qualquer ser humano jamais esteve, muitos questionaram o custo e o real sentido das viagens espaciais. O custo da exploração espacial Nasa, ESA, Novaspace | Todos os valores em dólar, 2024 | Orçamentos estimados da CNSA, ISRO e Roscosmos Um orçamento bilionário Durante sua missão de dez dias, muita atenção se concentrou no banheiro a bordo da Artemis 2. Além de ter apresentado falhas, ele custou, segundo relatos, 23 milhões de dólares (R$ 115,5 milhões). Como em projetos anteriores, a Artemis 2 foi projetada pela Nasa, mas montada por empresas aeroespaciais como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin. Construir e lançar uma única cápsula tripulada Orion custa cerca de 1 bilhão de dólares (R$ 5 bilhões), de acordo com um relatório do inspetor-geral da Nasa publicado em novembro de 2021. A isso se somam-se 300 milhões de dólares (R$ 1,5 bilhão) para o "módulo de serviço", que fornece energia e suporte à vida e foi fornecido pela Agência Espacial Europeia (ESA). O veículo de lançamento, incluindo seus propulsores, custa cerca de 2,2 bilhões de dólares (R$ 11 bilhões), além da infraestrutura terrestre necessária, incluindo plataformas móveis de lançamento, cujo custo estimado é de 570 milhões de dólares (R$ 2,86 bilhões). Isso significa que cada voo das missões Artemis 1 a 4 custou cerca de 4,1 bilhões de dólares (R$ 20,6 bilhões). O relatório criticou a agência por sua falta de contabilidade confiável, mas ainda assim estimou o custo do programa Artemis até 2025 em 93 bilhões de dólares (R$ 467,2 bilhões). O que os americanos ganham com isso? A Nasa é a agência espacial mais famosa do mundo e já viveu altos e baixos espetaculares. Desde 1958, quando foi fundada, recebeu mais de 1,9 trilhão de dólares (R$ 9,5 trilhões) em financiamento acumulado, ajustado pela inflação. Em seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump pressionou para levar a Nasa de volta à Lua. Mas, em seu segundo mandato, propôs cortar o orçamento de 2026 em quase 25%, embora a maioria desses pedidos tenha sido rejeitada pelo Congresso. Ao mesmo tempo, a agência foi afetada pelos cortes do Departamento de Eficiência Governamental (Doge). Cerca de 4 mil funcionários deixaram ou deixarão a agência em breve, aproximadamente um quinto de sua antiga força de trabalho. Em dezembro, Trump redobrou a aposta em seu esforço para retornar à Lua e assinou uma ordem executiva para expandir a presença dos EUA no espaço. O plano prevê levar americanos de volta à Lua até 2028 e estabelecer um posto lunar permanente até 2030 – incluindo reatores nucleares – para servir como trampolim para missões humanas a Marte. Orgulho e segurança nacional dos EUA Os americanos, em geral, apoiam a Nasa, mas são mais céticos quando se trata de missões tripuladas ao espaço. A maioria dos políticos dos EUA, por outro lado, é há muito tempo entusiasta.No início da era espacial, muitos no Congresso viam como um dever vencer a União Soviética. Hoje, muitos veem a necessidade de os EUA assumirem a liderança na exploração planetária e na órbita baixa da Terra, onde milhares de satélites e a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se deslocam silenciosamente. Lançamento da missão Artemis 2, da Nasa, no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, em 1º de abril de 2026.Lançamento da missão Artemis 2, da Nasa, no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, em 1º de abril de 2026. "Não se enganem, estamos em uma nova corrida espacial com a China", alertou o senador Ted Cruz em uma audiência de comissão do Senado no segundo semestre de 2025. "A China não faz segredo de seus objetivos. "Ela está investindo pesadamente em suas capacidades espaciais, mantendo uma presença permanente na órbita baixa da Terra com sua estação Tiangong e trabalhando para fincar sua bandeira na Lua até 2030." Para financiar essa "nova corrida espacial", o Congresso americano destinou à Nasa 24,4 bilhões de dólares (R$ 122,6 bilhões) para 2026, o que representa cerca de 0,35% de todos os gastos federais. O pedido de orçamento da agência para 2027 é um valor bem menor, de 18,8 bilhões de dólares (R$ 94,4 bilhões), e representa a segunda tentativa do governo Trump de cortar o financiamento em quase 25%. O plano prevê cortes na pesquisa científica e na Estação Espacial Internacional, e um grande aumento para exploração, o que se alinha ao foco na Lua e em Marte. A maioria dos observadores do setor acredita que o Congresso manterá o financiamento no mesmo nível. Interesses comerciais e longos cronogramas Não são apenas governos que estão de olho no céu. O crescimento de empresas espaciais comerciais como SpaceX e Blue Origin, ou a discussão sobre centros de dados no espaço, indica que uma economia espacial maior está se consolidando. A SpaceX terá um papel importante em futuras missões à Lua. Sua divisão Starlink é responsável por muitos dos cerca de 10 mil satélites estimados atualmente em órbita. Detritos espaciais fora de controle são uma preocupação crescente. A Orion capturou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas do painel solar durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis 2.A Orion capturou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas do painel solar durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis 2. "O espaço mudou completamente nos últimos anos", disse Joseph Aschbacher, diretor-geral da ESA, em entrevista à DW no Fórum Econômico Mundial, em janeiro. Atores comerciais fortes e governos estão percebendo o quão importante o espaço é, acrescentou. Autonomia e independência são mais importantes do que nunca e exigem mais investimentos em defesa e segurança. Ao mesmo tempo, projetos espaciais frequentemente levam dez anos ou mais para sair do papel. O espaço se tornou tão estratégico, tão importante, tão interessante do ponto de vista comercial que precisamos realmente mudar de marcha e trabalhar de forma muito diferente", disse Aschbacher. Conciliar esses interesses e investimentos gigantescos será um desafio. Convencer governos, empresas e contribuintes a embarcar pode exigir um esforço extraordinário. A tripulação da missão Artemis II, composta posa no palco um dia após o pouso no Oceano Pacífico, na Base Aérea Conjunta de Ellington Field, em Houston, Texas, EUA, em 11 de abril de 2026 REUTERS/Lexi Parra

Novo VW Tiguan enfrenta o GWM Haval H6 O mercado brasileiro tem cada vez mais privilegiado SUVs híbridos, em especial os de marcas chinesas. Mesmo assim, a Volkswagen decidiu seguir outro caminho com o novo Tiguan. Desde 2009, quando o veículo chegou no país importado da Alemanha, a Volks já errou e acertou na receita do Tiguan, frequentemente ajustando os ingredientes do SUV para adaptá-lo ao concorrido mercado dos utilitários esportivos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Volkswagen Tiguan 2026 divulgação / Volkswagen De lá pra cá, o Tiguan teve versões com motores menos potentes e tração limitada às rodas dianteiras, viu as vendas serem interrompidas em 2021 e perdeu espaço para modelos concorrentes. Agora em sua terceira geração, o SUV alemão sai do forno com receita nova e ingredientes revisados, e chega aos cliente em maio. Nova receita, mesmos ingredientes Volkswagen Tiguan 2026 divulgação / Volkswagen Apesar de repetir parte da receita de 2009 — com versão R-Line, tração integral e motor 2.0 turbo como a única opção disponível — a terceira geração do Tiguan chega como a mais potente já feita pela Volkswagen, com 272 cv e 35,7 kgfm de torque. O câmbio é automático de oito marchas e o sistema Haldex distribui a força pelas rodas para equilibrar o gigante de 1.820 kg. Visualmente, a dianteira tem novo design e iluminação, com grades aumentadas e desenho renovado no para-choque. As rodas de 19 polegadas combinam bem com as linhas carroceria. Na traseira, a linha de iluminação de LED corta a tampa traseira. Volkswagen Tiguan 2026 divulgação / Volkswagen Recheio temperado Por dentro, o SUV também trouxe inovações. Fugindo do padrão da própria Volkswagen, que é conhecida por manter uma filosofia muito estrita no design de suas cabines, o Tiguan trouxe uma nova experiência no interior, recheado com detalhes em madeira, acabamentos em preto brilhante e tela multimídia ao estilo flutuante. O modelo também conta com cluster de instrumentos digital, uma boa escolha de materiais e botão colorido com minitela. Nele é possível escolher o clima para a cabine, que controla cores da iluminação, modos de condução e volume do sistema de som. A alavanca de câmbio na coluna de direção deixa o console livre para porta-copos e nichos. O volante tem botões com tamanho certo e a Volkswagen já começou a se livrar dos comandos sensíveis ao toque — o que traz alívio para os amantes dos botões físicos. A decisão da VW de substituir os botões táteis pelos botões físicos vem lá de cima. Thomas Shäfer, CEO da Volkswagen já deu declarações públicas de que os botões e lógica dos carros precisa ser amigável. O executivo já vinha dizendo desde que assumiu o cargo em 2022 que maçanetas e botões eram "inegóciaveis", não poderia usar controles táteis. O espaço no banco traseiro é bom, mas quem gostava da opção de sete lugares vai ficar na vontade com a nova geração. Na mesma faixa de preço há concorrentes que oferecem os assentos extras. Porta-malas parece grande, mas tem 423 litros pela metodologia VDA e 459 litros de volume teórico máximo. Se compararmos com o líder do segmento, o GWM Havel H6 PHEV 19, vemos que o modelo chinês tem 560 litros na ficha técnica. Portanto, o Tiguan não conta mais com sete lugares e não ganhou espaço de bagagem. O SUV também conta com 12 sistemas ativos para aumentar a segurança. Vale falar do controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixa e alerta e frenagem de emergência. São cinco estrelas no teste de colisão e sete airbags. Veja mais itens de segurança na ficha técnica. Degustação Quem já dirigiu um GWM ou BYD e gostou do silêncio e da suspensão mole, vai estranhar o novo Tiguan. Isso porque a sinfonia do motor 2.0 invade a cabine nas acelerações mais vigorosas. Algo que é legal para quem gosta dessa trilha sonora ao dirigir. Pois existe uma diferença entre barulho na cabine e som esportivo; o Tiguan está no segundo exemplo. Se você dirige o GWM Haval H6, a última coisa que você quer ouvir é o motor 1.5. A missão dos engenheiros nesse caso é fazer o carro rodar em modo elétrico e filtrar os outros sons que entram na cabine. Portanto, são perfis diferentes de cliente. A eletrônica do VW nas retomadas só se preocupa em gerar força e despejá-la pelas quatro rodas. Nada de gerenciar bateria e consumo. É um comportamento mais linear, tradicional. Volkswagen Tiguan 2026 divulgação / Volkswagen A suspensão consegue manejar curvas de alta e curvas de média sem sacolejar. A sensação ao volante tem gosto de carro bem nascido, graças à já consagrada plataforma MQB. Várias marcas usam essa estratégia de compartilhar uma arquitetura. Plataforma MQB da Volkswagen apresentada em 2017 em evento no Brasil divulgação / Volkswagen Imagine o esqueleto de um carro, com o assoalho, suspensão e pontos de ancoragem para motor a combustão, câmbio e (se houver) motores elétricos. É um ponto de partida em comum para a marca criar desde um compacto como o Polo até um SUV como o Tiguan. Isso economiza tempo de desenvolvimento, permite compartilhamento de componentes e possibilita que vários carros diferentes sejam montados na mesma fábrica. O novo Volkswagen Tiguan é feito para quem quer um SUV potente acertado para quem gosta de dirigir. E esse público é cada vez menor. Quem busca um novo SUV, no entanto, vai sentir um preço salgado ao procurar o Tiguan, que custa R$ 51 mil a mais que o GWM Haval H6 PHEV19, um dos campeões do segmento. O concorrente chinês tem aceleração parecida, tamanho e lista de equipamentos próxima e ainda queima menos gasolina. A Volkswagen acertou a receita do novo Tiguan, mas a maioria do público brasileiro parece que mudou de paladar. Volkswagen Tiguan 2026 divulgação / Volkswagen Ficha técnica Motor: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 272 cavalos Torque: 35,7 kgfm Tanque de combustível: 59 litros Câmbio: automático 8 marchas Tração: 4x4 Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira e traseira) Consumo gasolina: 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,4 segundos Comprimento: 4,69 m Largura: 1,87 m Altura: 1,67 m Entre-eixos: 2,79 m Porta-malas: 423 litros (VDA) Peso: 1.820 kg Equipamentos ACC Stop & Go - Controle adaptivo de velocidade e distância com assistente de trânsito intenso AEB - Frenagem autônoma de emergência com monitoramento de pedestre e ciclista 6 Airbags Apple Carplay e Android Auto Ar-condicionado digital "Climatronic" com ajuste de temperatura de 3 zonas Assistente de arranque em subidas Assistente de descidas Assistente de estacionamento "Park Assist Plus" Assistente de tráfego cruzado traseiro Banco do motorista e do passageiro dianteiro com ajuste lombar Banco traseiro com encosto bipartido, rebatível e descança-braço central Bancos dianteiros com ajustes elétricos e memória Bancos dianteiros com ventilação, aquecimento e massagem Câmera multifuncional Câmera traseira para auxílio de estacionamento Comando automático do farol e função "Coming & Leaving Home" com animação Comando de voz nativo Controle eletrônico de estabilidade (ESC) e servofreio eletromecânico Detector de ponto cego (Side Assist) Direção elétrica Emergency Assist - Assistente de monitoramento do motorista para situações de emergência Espelhos retrovisores externos com iluminação periférica e projeção do logo Volkswagen Espelhos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo Espelhos retrovisores externos eletricamente ajustáveis, rebatíveis, com aquecimento, memória e função tilt down do lado direito Faixas de luz em LED na dianteira e traseira com os logos Volkswagen iluminados Faróis em LED "Matrix" com ajuste de altura dinâmico e luz de curva dinâmica (IQ.Light) Faróis em LED "Matrix" com luz de condução diurna e indicadores de direção dinâmicos (IQ.Light) Freio de estacionamento eletrônico Iluminação ambiente dianteira e traseira com 30 opcões de cores Lane Assist - Assistente de permanência na faixa Lanternas traseiras em LED com indicadores de direção dinâmicos Limitador de velocidade Painel de instrumentos digital de 10,25" Pedaleiras esportivas Pontos de ancoragem ISOFIX para 2 assentos de criança Portas USB tipo C (2 dianteiras e 2 traseiras) Rack de teto longitudinal na cor prata Regulagem dinâmica do farol alto (Dynamic Light Assist) Revestimento dos bancos parcialmente em couro Revestimento interno do teto escurecido Rodas de liga leve diamantadas de 19" Seleção do perfil de condução Seletor de experiência de condução Sensor de chuva Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros Sistema de alarme Sistema de controle da pressão dos pneus Sistema de travamento / destravamento e de partida com chave presencial Sistema detector de fadiga do motorista Sistema multimídia touchscreen com tela de 15" Sistema Start-Stop com regeneração da energia de frenagem Tampa do porta-malas com abertura / fechamento elétrico e sensor de presença (Easy Open & Close) Teto solar panorâmico Tomada de 12 Volts no console central e no porta-malas Tração 4x4 (4Motion) Transmissão automática de 8 velocidades Travel Assist - Assistente de condução para permanência na faixa e controle adaptivo de velocidade e distância Volante multifuncional em couro com aquecimento e shift paddles

O lançamento e a "rápida disseminação" do PIX "contribuíram de forma expressiva para a inclusão financeira da população de baixa renda no Brasil", diz o Relatório de Cidadania Financeira divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. A defesa do mecanismo de pagamentos pelo Banco Central ocorre em um momento em que o PIX está na mira dos Estados Unidos, que chegou a abrir uma investigação sobre a ferramenta (leia mais aqui). "Os dados de dezembro de 2023 evidenciam o sucesso da plataforma em ampliar tanto o acesso quanto o uso de serviços de pagamento entre os adultos inscritos no CadÚnico. À medida que o PIX se consolida, ele não apenas amplia a participação econômica desse público, mas também transforma seus hábitos financeiros, viabilizando transações mais frequentes e de menor valor, adequadas às necessidades cotidianas", diz o Banco Central. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎O PIX é um meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central que permite realizar transferências e pagamentos de forma direta entre contas em poucos segundos. 🔎🔎Disponível 24 horas por dia, ele funciona por meio de chaves, como CPF, celular ou e-mail, ou QR codes, eliminando a necessidade de digitar todos os dados bancários e servindo como uma alternativa gratuita e ágil aos antigos modelos de DOC e TED. De acordo com dados do BC, em dezembro de 2023 – três anos após o lançamento do PIX –, 74% dos adultos inscritos no CadÚnico haviam registrado ao menos uma chave PIX, evidenciando a ampla penetração do sistema entre a população de baixa renda. "Além disso, 72% desses indivíduos realizaram pelo menos um pagamento via PIX ao ano, demonstrando seu uso expressivo nas transações do dia a dia. A diferença entre acesso (registro da chave) e uso efetivo caiu de 7 pontos percentuais em 2022 para apenas 2 pontos em 2023, indicando maior engajamento e confiança no sistema. O PIX consolidou-se como parte da rotina financeira desse público", acrescentou o Banco Central. PIX no alvo dos EUA Investigado pelos Estados Unidos desde o ano passado por configurar possível "prática desleal", o PIX voltou a ser criticado em relatório recente do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). No documento, o USTR relembra que o Banco Central criou, detém, opera e regula o PIX, plataforma de pagamentos instantâneos. "Partes interessadas americanas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao PIX, o que prejudica os fornecedores americanos de serviços de pagamento eletrônico. O Banco Central exige o uso da PIX por instituições financeiras com mais de 500.000 contas", diz o documento do USTR, divulgado no fim de março. Orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente ao relatório norte-americano e disse que "ninguém" vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX. "O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", disse Lula, no começo deste mês. Novidades do PIX Após bater recorde de transferências em 2025, com R$ 35,36 trilhões movimentados, o Banco Central segue trabalhando em novidades para o PIX neste ano e em 2027. Veja abaixo: ➡️Agenda para 2026 Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico. ➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central: PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos. PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis. PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G. ➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. 💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido. Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A guerra no Oriente Médio deve dominar as discussões das autoridades financeiras globais nesta semana em Washington. Ainda assim, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, alertou para um desafio que considera ainda maior no horizonte: a falta de empregos para cerca de 1,2 bilhão de pessoas que chegarão à idade de trabalhar nos países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Banga, se as tendências atuais se mantiverem, essas economias criarão apenas cerca de 400 milhões de postos de trabalho nesse período. Isso deixaria um déficit de aproximadamente 800 milhões de vagas, disse ele à Reuters. O ex-presidente-executivo da Mastercard reconhece que discutir desafios de longo prazo pode parecer difícil diante da sequência de choques recentes que têm atingido a economia global desde a pandemia de Covid-19 — o mais recente deles, a guerra no Oriente Médio. Mesmo assim, ele afirma estar determinado a manter as autoridades financeiras concentradas em temas estruturais, como a criação de empregos, a ampliação do acesso à eletricidade e a garantia de água potável. "Temos de andar e mascar chiclete ao mesmo tempo. O que estamos vivendo agora é um ciclo de curto prazo de ritmo acelerado. No prazo mais longo, o ritmo está ligado a essa situação do emprego ou da água", disse Banga em uma entrevista gravada na sexta-feira. Milhares de autoridades financeiras de todo o mundo se reunirão em Washington nesta semana para as reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O encontro ocorre em meio à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que ameaça desacelerar o crescimento global e pressionar a inflação. O tamanho do impacto na economia dependerá da duração de um cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, poucas horas antes dos ataques que, segundo ele, destruiriam a civilização do Irã. O cessar-fogo interrompeu a maior parte dos ataques, mas não encerrou o bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã. A medida provocou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia e também não reduziu as tensões em outro front do conflito: os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, no Líbano. Feirão de emprego oferece mais de 400 vagas e entrevistas no local em Jundiaí nesta quinta-feira (26) Divulgação

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços do petróleo voltaram a subir e fecharam perto de US$ 100 por barril nesta segunda-feira (13), após a Marinha dos Estados Unidos ter bloqueado a passagem de navios de e para o Irã pelo Estreito de Ormuz. A medida tende a restringir as exportações de petróleo iraniano e ocorre após Washington e Teerã não conseguirem chegar a um acordo para encerrar a guerra. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 4,37%, a US$ 99,36 por barril. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No domingo, o presidente Donald Trump disse que a Marinha norte-americana iniciaria o bloqueio do Estreito de Ormuz, aumentando a tensão depois que uma maratona de negociações com o Irã terminou sem acordo para encerrar a guerra. O impasse também coloca em risco um cessar-fogo de duas semanas. Trump acrescentou que os preços do petróleo e da gasolina podem permanecer elevados até as eleições de meio de mandato nos EUAs, em novembro, em um raro reconhecimento das possíveis consequências políticas de sua decisão de atacar o Irã há seis semanas. "O bloqueio anunciado pelos EUA marca uma admissão de que a premissa central do cessar-fogo -- ao menos conforme interpretado pelos EUA --, que era a reabertura do Estreito, é insustentável por enquanto", disse Erik Meyersson, analista do banco nórdico SEB. Bloqueio em Ormuz O Comando Central dos EUA afirmou que as forças norte-americanas começariam a aplicar nesta segunda-feira o bloqueio ao tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos. Segundo o comando, o bloqueio seria "aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrassem ou saíssem dos portos e áreas costeiras do Irã, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Arábico e no Golfo de Omã", de acordo com comunicado publicado na rede social X. O texto acrescenta que as forças dos EUA não impedirão a navegação de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz com destino a portos que não sejam iranianos. No domingo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer embarcação militar que tente se aproximar do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo e será tratada de forma severa e decisiva. No mercado físico, o petróleo está sendo negociado com prêmios elevados em relação aos contratos futuros, e alguns tipos já atingem cerca de US$150 por barril. "[Se] o presidente Trump de fato apoiar sua ameaça de bloqueio com barcos reais, uma convergência entre os mercados físico e de papel poderá ocorrer em breve", disse Helima Croft, analista da RBC Capital Markets. Dados de navegação indicam que petroleiros estão se afastando do Estreito de Ormuz antes do início do bloqueio norte-americano ao Irã. Mesmo assim, três superpetroleiros totalmente carregados de petróleo atravessaram o estreito no sábado. Segundo dados de navegação, eles parecem ter sido os primeiros navios a deixar o Golfo desde que o acordo de cessar-fogo foi fechado na semana passada. Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (13) a descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas do pré-sal da Bacia de Campos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a companhia, a presença das substâncias foi identificada em um poço exploratório perfurado no setor SC-AP4, no bloco C-M-477. A área fica a cerca de 201 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade d’água de 2.984 metros. De acordo com a empresa, o intervalo com hidrocarbonetos foi detectado por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostras de fluido coletadas durante a perfuração. A Petrobras informou que o material será enviado para análises laboratoriais, que devem permitir a caracterização dos reservatórios e dos fluidos encontrados, além de orientar a avaliação do potencial da área. A estatal é operadora do bloco C-M-477, com participação de 70%, em parceria com a BP, que detém os 30% restantes. Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos Reuters/Bruno Domingos

JBS enfrenta greve de milhares de trabalhadores em fábrica nos EUA AP/David Zalubowski Os trabalhadores da JBS dos Estados Unidos ratificaram um acordo provisório de dois anos com a companhia, a maior do setor de carnes do mundo. O pacto abrange cerca de 3,8 mil funcionários da unidade de processamento de carne bovina em Greeley, no estado do Colorado (EUA), segundo informações divulgadas no domingo (12) pelo sindicato e pela empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O acordo foi fechado após uma nova rodada de negociações realizada nos dias 9 e 10 de abril, depois de um mês de greve. A paralisação havia sido iniciada para pressionar por reajustes salariais alinhados à inflação e pelo fim da cobrança aos trabalhadores pela reposição de equipamentos de proteção. Pelos termos acertados — que, segundo a empresa, não sofreram mudanças em relação à proposta anterior —, os funcionários terão aumento salarial de quase 33% ao longo de dois anos. O acordo também prevê que os trabalhadores não precisarão mais arcar com custos de equipamentos de proteção individual e garante proteção contra aumentos nas despesas com saúde, de acordo com o United Food and Commercial Workers Local 7 (UFCW Local 7), sindicato que representa os trabalhadores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora o frigorífico tenha dito que estava satisfeito com o acordo alcançado, ele "expressou sua decepção com o fato de a liderança do UFCW Local 7 ter optado por eliminar o histórico benefício previdenciário que fazia parte do acordo nacional negociado no ano passado em parceria com o UFCW International", de acordo com a declaração da empresa. Como parte do acordo, o sindicato também está retirando sete supostas acusações de práticas trabalhistas injustas contra a JBS, informou a empresa. Os preços da carne bovina bateram recordes este ano, depois que a oferta de gado dos EUA caiu para o nível mais baixo em 75 anos, levando frigoríficos como a JBS a comprar gado para abate, mesmo se beneficiando do aumento dos preços. A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina em Nebraska este ano e reduziu as operações em uma instalação no Texas.

Começa hoje bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz O dólar fechou em queda de 0,29% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 4,9969. É a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana encerra abaixo de R$ 5. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde. O resultado reflete os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dia começou com os mercados em baixa após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Mais tarde, porém, novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, reverteram o humor dos investidores. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Trump afirmou que recebeu uma ligação das "pessoas certas do Irã" e que elas "querem muito fechar um acordo". Ele acrescentou que, caso não haja um acordo, o resultado "não será agradável" para os iranianos. ▶️ Mais cedo, as declarações apontavam para uma escalada do conflito. Trump chegou a dizer que destruiria qualquer navio iraniano que se aproximasse do bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, como fez com embarcações no Caribe em operações contra o tráfico de drogas. ▶️ E, durante a manhã, entrou em vigor o bloqueio anunciado pelo americano a navios que circulavam pela rota de ou para portos iranianos. ▶️ Dois petroleiros associados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira, enquanto outras embarcações passaram a evitar o Estreito de Ormuz, rota por onde passar 20% de todo o petróleo comercializado do mundo. 🛢️ O tipo Brent, referência global, subia 3,27% por volta das 16h, negociado a US$ 98,31 por barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 1,35%, a US$ 97,87. ▶️ No Brasil, o destaque foi o Boletim Focus, relatório do Banco Central com a expectativa de analistas do mercado. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2026 subiu a 4,71%, de 4,36%, na quinta alta seguida, superando novamente o teto da meta, que é de 4,5%. ▶️ Investidores também acompanharam declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos do Banco Mundial e do FMI. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,29%; Acumulado do mês: -3,51%; Acumulado do ano: -8,96%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: +5,62%; Acumulado do ano: +22,89%. Bloqueio naval ao estreito de Ormuz Após um cessar-fogo cambaleante entre Estados Unidos e Irã na semana passada, Donald Trump prometeu implantar um bloqueio naval no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira. Segundo o Exército dos EUA, qualquer navio que entrar ou sair de um porto no Irã será interceptado. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar portos caso a medida seja efetivada. Por causa da tensão, apenas poucos navios ligados ao Irã saíram do Golfo Pérsico, e o movimento na área caiu bastante. Ao mesmo tempo, há risco de conflito, já que o Irã avisou que pode reagir. Mesmo com o bloqueio, os EUA disseram que não vão impedir a passagem de navios que não tenham relação com o Irã. Ainda assim, a incerteza já está afetando o transporte e o mercado de petróleo. Rússia, China e União Europeia criticaram tanto o Irã quanto os EUA pela obstrução da rota. Em meio ao risco de uma nova escalada militar, o preço do petróleo voltou a subir. No fim de semana, negociações consideradas históricas no Paquistão entre EUA e Irã terminaram sem acordo. O vice-presidente americano, JD Vance, deixou o país após afirmar que as tratativas foram encerradas na madrugada de domingo (sábado no Brasil), após a recusa de Teerã em aceitar os termos de Washington para não desenvolver uma arma nuclear. As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo. Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente. Já na tarde desta segunda Trump disse que recebeu uma ligação das "pessoas certas do Irã" e que elas "querem muito fechar um acordo". A jornalistas, Trump disse que seu governo foi procurado para negociar o fim à guerra, mas que Teerã não concordou com sua exigência do país "não possuir armas nucleares". Afirmou que os EUA vão recuperar o material nuclear existente no país e que o presidente da China, Xi Jinping, "quer ver isso acabar". "O Irã não terá uma arma nuclear... Se eles não concordarem, não haverá acordo. Nunca haverá", declarou. O pronunciamento aconteceu na Casa Branca, ao lado do Salão Oval. Agenda econômica Boletim Focus A expectativa do mercado para a inflação no Brasil piorou, segundo as projeções do novo Boletim Focus. Para 2026, a projeção subiu para 4,71%, acima do teto da meta do Banco Central, principalmente por causa das tensões no Oriente Médio, que estão elevando o preço do petróleo. Mesmo assim, a previsão para os juros não mudou: a taxa Selic deve terminar 2026 em 12,50% e 2027 em 10,50%, com expectativa de um pequeno corte já na próxima reunião. O crescimento da economia (PIB) segue estável: 1,85% em 2026 1,80% em 2027 Já o dólar teve leve queda nas projeções: R$ 5,37 em 2026 R$ 5,40 em 2027 Mercados globais Em Wall Street, os principais índices também fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,63%, o S&P 500 subiu 1,03% e o Nasdaq teve ganhos de 1,23%. Na Europa, os mercados fecharam em queda: o DAX, da Alemanha, recuou 0,26%; o CAC 40, da França, caiu 0,29%; enquanto o FTSE 100, de Londres, registraram baixa de 0,17%. Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong tiveram um dia mais instável e fecharam perto da estabilidade após as negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio fracassaram. Com o risco de conflito maior — incluindo a ameaça de bloqueio marítimo pelos EUA — os investidores ficaram mais cautelosos e evitaram fazer grandes apostas, o que limitou os ganhos dos mercados. Além disso, há expectativa pela divulgação de dados importantes da economia chinesa nos próximos dias, como comércio e crescimento do PIB, o que também deixou o mercado em compasso de espera. Com isso, o índice de Xangai subiu levemente 0,06%, e o CSI300 avançou 0,21%, recuperando perdas do início do dia. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,9%. Outros mercados também recuaram: o Nikkei, no Japão, caiu 0,74%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 0,86%. Taiwan teve leve alta de 0,11%, e Austrália e Singapura registraram pequenas quedas. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026 e passaram a projetar estouro da meta deste ano. Esta é a quinta semana seguida de aumento. De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,71% neste ano, contra a projeção anterior de 4,36%. As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A inflação de março, divulgada na semana passada pelo IBGE, ja mostra o impacto da guerra nos preços internos. Em 0,88% no mês passado, o índice acelerou e ficou acima das projeções do mercado financeiro. Inflação em alta Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Em 4,71% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas - que é de 4,5%. Essa é a primeira vez, desde maio do ano passado, que o mercado estima estouro da meta de inflação em 2026. Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,85% para 3,91%; ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,85% O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,40 para R$ 5,37 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,45 para R$ 5,40.

Presidente Donald Trump anuncia bloqueio militar total no Estreito de Ormuz A Rússia, a China e a União Europeia se pronunciaram contra o fechamento do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (13). Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que promoverá um bloqueio militar da rota a partir das 11h - no horário de Brasília - e o Irã fazer ameaças de retaliação, os dois países e o bloco europeu afirmaram que o impasse irá prejudicar todo o comércio mundial. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp EUA dizem que bloqueio naval ao estreito de Ormuz começará em poucas horas e preço do petróleo dispara novamente A China se pronunciou através do Ministério das Relações Exteriores e disse que o bloqueio de Ormuz "não atende aos interesses da comunidade internacional". "A China espera que as partes envolvidas respeitem os acordos de cessar-fogo temporário, permaneçam comprometidas com a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos e evitem a retomada das hostilidades", afirmou o porta-voz da pasta, Guo Jiakun, em uma coletiva. A Rússia criticou o anúncio de Trump, afirmando que isso prejudica os mercados e restringe ainda mais a oferta global de petróleo, mas ponderou que muitos aspectos da proposta ainda "não estão claros". Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é de "fundamental" importância e que não pode haver estabilidade no Oriente Médio enquanto o Líbano continuar sendo bombardeado. "O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz é extremamente prejudicial. A restauração da liberdade de navegação é de suma importância para nós", defendeu. O Reino Unido e a França coorganizarão esta semana negociações com aliados para debater uma possível missão naval estritamente defensiva com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. Reuters O bloqueio de Ormuz O Exército do Irã ameaçou nesta segunda-feira (13) retaliar contra portos nos Golfos Pérsico e do Omã caso tenha a segurança de seus portos ameaçada por um bloqueio naval dos Estados Unidos. O bloqueio do Exército norte-americano está marcado para começar às 11h desta segunda, no horário de Brasília. O regime iraniano, que bloqueia o trânsito no Estreito de Ormuz há mais de um mês, também chamou de "ilegal" a ação dos EUA. “A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para NINGUÉM. Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas for ameaçada, nenhum porto na região estará seguro. (...) A imposição de restrições pelos 'EUA criminosos' ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma ação ilegal e um exemplo de pirataria”, afirmou o Exército iraniano em comunicado divulgado pela emissora estatal Irib. O Comando Central do Exército dos EUA afirmou em comunicado que todos os navios saindo ou chegando a portos iranianos serão bloqueados, assim como embarcações que tenham pago pedágio ao Irã —algo que o presidente Donald Trump chamou de "ilegal". Ainda segundo a pasta norte-americana, os militares apenas deixarão passar pelo Estreito de Ormuz navios que não sejam ligados ao Irã ou que não tenham portos iranianos como origem ou destino. Antes do bloqueio entrar em vigor, dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico, segundo dados de navegação da Kpler e da LSEG. O navio-tanque Aurora está carregado com produtos petrolíferos iranianos, enquanto o navio-tanque New Future transporta diesel proveniente do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da Kpler. O bloqueio naval norte-americano em Ormuz representa uma nova escalada na guerra entre EUA, Israel e Irã, além de uma nova ameaça ao cessar-fogo no conflito. O movimento aumenta as chances de incidentes e, consequentemente, da retomada dos combates.

Presidente Donald Trump anuncia bloqueio militar total no Estreito de Ormuz As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão ocorre após negociações de paz entre Irã e EUA fracassarem no fim de semana. Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos. Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz. Desde o início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões). "Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno". Mais tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o bloqueio será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos. O Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no estreito de Hormuz se elas estiverem a caminho "de e para portos não iranianos". Pelo menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última terça-feira (7/4). Trata-se de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information Centre. Após as declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se aproximem do estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação do cessar-fogo e serão "tratadas severamente". Em um comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que, "ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos", o estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre] de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em conformidade com regulamentos específicos" do Irã. A ameaça de Trump, porém, afetaria apenas um pequeno número de embarcações que ainda navegam pela via, segundo o especialista em transporte marítimo Lars Jensen. "Se isso for realmente feito pelos americanos, vai interromper um fluxo muito pequeno de navios. No contexto geral, isso não muda realmente nada", afirma. Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, diz que a ameaça de Trump de impedir a passagem segura de quaisquer navios que paguem pedágios ao Irã também teria pouco impacto, já que qualquer empresa que fizesse isso já estaria sujeita a sanções por pagar ao regime. "Antes de tudo, são pouquíssimos navios que passam. Ainda menos são os que pagam, e aqueles que pagam já estarão sujeitos a sanções americanas", diz. Ambição nuclear do Irã minou acordo, diz Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump REUTERS/Kevin Lamarque Trump também comentou as negociações conduzidas por seu vice, J.D. Vance, em Islamabad, capital do Paquistão. O presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não foi". Segundo Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares". Donald Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará tudo o que queremos". Em uma entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que precisávamos", exceto o nuclear. Ele afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações". "Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou. EUA não conquistaram confiança, diz Irã O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou no domingo (12/4) que agora é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não". Em uma publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto". Ele afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações". Ele prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã". Ele acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao Paquistão por facilitá-las. Respondendo a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse em um comunicado no último domingo que "essas ameaças não têm efeito sobre os iranianos" e que o Irã não irá "se render sob ameaças". O que é o Estreito de Ormuz O Estreito de Ormuz BBC No centro desta guerra, o estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte. Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio. Até então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali. Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Quase 90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%, seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão. Além disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em vários países. Por ali também passam fertilizantes utilizados na agricultura em todo o mundo, inclusive no Brasil. No sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o Oriente Médio. Antes do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de 95%. Qualquer instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.

Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6x1. Tomaz Silva/Agência Brasil Quando economistas e empresários falam sobre o possível fim da escala 6x1 — aquela em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso — uma palavra surge com frequência: produtividade. "A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade", afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em entrevista à GloboNews em 11 de março. "Nenhuma nação foi capaz de enriquecer e pagar melhor sem antes promover ganhos de produtividade relevantes. A discussão que deveríamos estar pautando como obsessão nacional é como ganhar produtividade para pagar mais, melhor, e trabalhar menos", disse Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em entrevista à BBC News Brasil em fevereiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas o que é a produtividade? Por que ela se tornou central no debate sobre o fim da escala 6x1? E por que alguns economistas criticam esta centralidade, argumentando que limitar o debate sobre o fim da escala 6x1 a isso pode ser insuficiente? Entenda em 5 pontos e confira a posição do Brasil no ranking de produtividade mundial. Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer 1. O que é produtividade e como é calculada Produtividade do trabalho é a quantidade de bens e serviços que um trabalhador gera, em média, na economia com o seu trabalho, define Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). "Se você pensar num Starbucks: quantos clientes o trabalhador consegue atender em um dia? Essa é a produtividade dele", exemplifica Naercio Menezes Filho, professor do Insper. "Se pensar numa indústria automobilística: quantas partes do carro ele consegue botar num automóvel por dia? É um conceito bem intuitivo." Como é difícil ter acesso aos dados de cada empresa, em economia, a produtividade é medida usando o Produto Interno Bruto (PIB), valor gerado por todas as atividades econômicas do país. O PIB é dividido por trabalhador ou horas trabalhadas — esta forma é usada, por exemplo, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para comparar a produtividade entre países. A produtividade do trabalho é, por fim, o resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas. 2. Qual a posição do Brasil no ranking da produtividade Segundo dados da OIT para 175 países, o Brasil ocupa apenas a 86ª posição entre as nações mais produtivas do mundo, considerando a produtividade por hora trabalhada, logo à frente da China (87ª). O país, no entanto, fica atrás de grandes economias como Estados Unidos (12º), Alemanha (13º) e Reino Unido (22º), mas também de pares latino-americanos, como Chile (53º), Argentina (55º), México (81º) e até mesmo de Cuba (82º). No topo da lista, estão Irlanda, Luxemburgo e Noruega. Gráfico feito por Caroline Souza, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil Reprodução Fernando de Holanda, da FGV, avalia que diversos fatores contribuem para a posição desfavorável do Brasil na comparação internacional, como a baixa qualificação da mão de obra e infraestrutura precária. Também pesam um ambiente de negócios ruim (com elevada burocracia e tributação complexa, por exemplo) e falhas de mercado que pioram o funcionamento da economia — como incentivos mal desenhados e para setores específicos da atividade, desigualdade no acesso a crédito, entre outras. Esses fatores reduzem a eficiência das empresas e levam a uma má alocação de recursos na economia, prejudicando a produtividade do país. Menezes Filho, do Insper, cita ainda o reduzido nível de investimento do Brasil — influenciado pelos juros altos e baixa taxa de poupança — como outro fator que também afeta a produtividade, já que o estoque de capital (como máquinas, equipamentos, edifícios e infraestrutura) e a adoção de novas tecnologias também influenciam no quão produtivos são os trabalhadores. Outros economistas têm apontado, porém, que a própria forma como a produtividade é mensurada, usando como base o valor adicionado da economia, dividido pelas horas trabalhadas, contribui para a baixa posição do Brasil no ranking. Isso porque a economia do país é baseada em grande medida na produção agrícola e mineral, e em serviços de baixa complexidade, o que resulta em um valor adicionado menor e, consequentemente, em uma produtividade mais baixa que a de países cuja economia é baseada em uma indústria de alta intensidade tecnológica e serviços mais sofisticados, de maior valor agregado. Isso não significa que os brasileiros trabalhem menos horas ou se esforcem menos do que os trabalhadores de economias avançadas, observam esses economistas. No ranking da OIT de média de horas trabalhadas por semana para 167 países, o Brasil ocupa a 93ª posição com uma média de 38,9 horas trabalhadas semanais. Apesar da baixa posição também neste ranking, o país fica à frente de economias avançadas como EUA (37,5 horas), França (35,5 horas) e Alemanha (33,3 horas) e de vizinhos como Uruguai (36,8 horas) e Argentina (36,5 horas). No topo deste ranking, com o maior número de horas trabalhadas semanais, estão Butão (54,4 horas), Emirados Árabes Unidos (50,8 horas) e Sudão (50,8 horas), países cujas economias são marcadas por elevada informalidade e peso da agricultura na economia (no caso de Butão e Sudão), e pela forte presença de trabalho de estrangeiros pouco regulamentando (no caso dos Emirados). Assim, estas não são necessariamente nações cujas economias são consideradas exemplos a serem seguidos por outros países. Em um estudo recente, o economista Daniel Duque, também pesquisador do Ibre FGV, utilizou uma base de dados disponibilizada pelos economistas Amory Gethin e Emmanuel Saez para analisar quanto os brasileiros trabalham em relação ao que seria esperado, dado o nível de desenvolvimento e o perfil demográfico do país — ou seja, a composição da população por diferentes idades. Utilizando uma base de 146 países, ele encontrou que os brasileiros trabalham em média 1,2 hora por semana a menos do que o padrão sugerido pelo modelo. Em comparação, os EUA trabalham 0,9 hora a mais, assim como Rússia (1,6 hora) e África do Sul (1,7 hora). Países como Colômbia (4,1 horas a mais) e China (4,2 horas) são exemplos extremos, com semanas de trabalho de mais de quatro horas acima do padrão, quando controlado por produtividade e demografia. Na outra ponta, países europeus ricos como Alemanha (-1,8 hora), França (-3,6 horas), Dinamarca (-5,5 horas) e Noruega (-6,6 horas), são exemplos de nações onde, assim como no Brasil, se trabalha menos do que o sugerido pelo modelo. "Não se pode dizer que o brasileiro trabalha pouco, porque não existe um nível certo de se trabalhar", observa Duque. "Os EUA trabalham um pouco mais do que o esperado, a Europa trabalha relativamente menos, e todos são países desenvolvidos, então não existe um 'modelo certo'", afirma o economista. "Não significa que temos que trabalhar mais para sermos desenvolvidos, é uma questão de preferência [da sociedade]. O que o dado mostra é que o brasileiro talvez tenha uma preferência por ser uma país mais perto da Europa, do que de outros países desenvolvidos." 3. Por que a produtividade importa "A produtividade é fundamental quando falamos de bem-estar", afirma Fernando Holanda, do FGV Ibre. "Não há nenhum país na história com elevada oferta de bens e serviços para sua população em que a produtividade seja muito baixa", observa. Menezes Filho acrescenta que a produtividade influencia diretamente no PIB per capita (por pessoa), a mais importante medida de bem-estar dos países. "Quando o PIB per capita aumenta, tem mais riqueza para distribuir para cada pessoa, mantida a desigualdade constante", afirma. "E o PIB per capita depende da produtividade — o PIB por trabalhador — e do número de trabalhadores em relação ao total de pessoas do país." O professor do Insper observa que, até recentemente, o Brasil aumentou muito o número de pessoas trabalhando, porque o país tinha uma população jovem. "Nasciam mais jovens, essas pessoas iam trabalhar e o país crescia. Então, mesmo sem aumento da produtividade, aumentava o PIB per capita", afirma. "Agora, já estamos em um país que está envelhecendo, então a demografia não está mais a nosso favor e não será mais possível aumentar o PIB per capita só aumentando o número de trabalhadores na população. Então, é preciso aumentar a produtividade de cada um desses trabalhadores." Assim, para o país se tornar mais rico e desenvolvido no futuro, só existem duas maneiras, resume Menezes Filho: mais gente trabalhando ou maior produtividade. "Por isso a produtividade é agora tão fundamental", afirma. "O Paul Krugman, que é um economista famoso [ele foi vencedor do Nobel de Economia em 2008], disse uma frase que se tornou emblemática: 'produtividade não é tudo, mas, no longo prazo, é quase tudo'." 4. Por que produtividade se tornou central no debate sobre o fim da escala 6x1? Fernando de Holanda é um dos economistas que têm trazido o tema da produtividade para o debate sobre o fim da escala 6x1. Em um estudo publicado em maio de 2025, ele buscou avaliar o impacto sobre a produtividade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada máxima de trabalho no país, de 44 horas, para 36 horas semanais. Considerando a jornada média de trabalho do país, que era de 38,4 horas semanais em 2024, ele observa que a introdução de uma jornada máxima de 36 horas reduziria a jornada de trabalho em 6,2%. Isso reduziria de forma proporcional o total de horas trabalhadas e, com isso, encolheria também o PIB em 6,2%. Holanda pondera, porém, que trata-se de um exercício estático (isto é, que mantém todas as demais variáveis constantes), e que é de se esperar que as empresas tomem medidas para mitigar esse impacto — mudando sua forma de trabalhar ou de fazer contratações, por exemplo — o que pode tornar o efeito final da política na economia diferente do calculado. Ele também observa que, caso a redução da jornada máxima seja para 40 horas, como tem sido discutido no Congresso e é defendido pelo governo Lula por ser uma proposta mais plausível de ser aprovada, o impacto seria menor. Reduzir jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, elevando o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, calcula economista da FGV Getty Images Em um outro artigo, publicado no jornal Valor Econômico em fevereiro, Holanda destaca que uma queda na jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, respectivamente. Sem uma redução equivalente de salários, as opções elevariam o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, representando um aumento de custos para as empresas. "Essa elevação de salários depende de ganhos de produtividade para ser sustentável", argumenta Holanda, no artigo. Ele observa que, entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas 0,6% ao ano no Brasil, enquanto a produtividade do trabalho (resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas) avançou 0,3% ao ano neste período. A diferença, segundo ele, se deve à redução da jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a diminuição da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais. "Sem ganhos de produtividade, a elevação do salário-hora pode ter impacto negativo sobre a informalidade", observa o economista. Uma parte importante da informalidade é explicada pela baixa produtividade de trabalhadores que, por conta de sua baixa qualificação, não conseguem produzir o suficiente para se alocarem no mercado formal, diz o pesquisador. Outros fatores que explicam a informalidade, segundo economistas, são desigualdades regionais, custos e burocracia da formalização, fiscalização insuficiente e a emergência de novas formas de trabalho. "A elevação dos custos deve aumentar esse contingente na economia." 5. Por que debate deve ir além da produtividade, segundo alguns economistas Outros economistas têm criticado a centralidade da produtividade no debate sobre o fim da escala 6x1. Eles também avaliam que a mudança na jornada de trabalho pode ter o efeito contrário àquele estimado em alguns estudos, elevando a produtividade dos trabalhadores. "Quando se reduz a jornada, isso pode aumentar a produtividade do trabalhador", defende Naercio Menezes Filho. "Porque ele tem que trabalhar menos horas, vai ficar menos estressado, a qualidade de vida dele vai melhorar. Tudo isso tende a contribuir para um aumento da produtividade, que pode compensar o aumento de custo que as empresas vão ter." Naercio observa que, reduzindo as horas trabalhadas, mas mantendo o salário dos trabalhadores, há de fato um aumento do salário-hora e um crescimento do custo para as empresas. Esse aumento de custo foi estimado, em um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 7,84% em média, no caso de uma jornada de 40 horas semanais. No estudo, os economistas do Ipea comparam essa alta no custo do trabalho, com aquela que ocorre quando há aumentos reais (ou seja, acima da inflação) do salário-mínimo no país — que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024. "Quando se fala de aumento do salário-mínimo, também vem toda essa questão da produtividade", observa Joana Simões, uma das autoras do estudo do Ipea. "E conseguimos observar na economia, nesse passado recente, que esses aumentos do salário-mínimo não vieram acompanhados de todas aquelas previsões catastróficas. Foram aumentos que foram absorvidos pelo mercado de trabalho." No estudo do Ipea, os autores criticam estudos como o de Holanda, que, segundo eles, "estimam grandes impactos negativos sobre o PIB", o que não estaria respaldado na experiência histórica brasileira ou internacional, na visão dos autores. "Esses estudos consideram que a redução de horas [trabalhadas] vai significar uma redução proporcional de PIB, mas sem considerar que, com esse cenário de redução de jornada, as empresas devem repensar sua organização interna, reduzir desperdícios, implantar mudanças tecnológicas e reorganizar turnos de trabalho", enumera Simões. "Ou seja, tem uma série de fatores de mudança na gestão do tempo que as empresas provavelmente vão considerar e isso vai contribuir para aumentar a produtividade, o que vai ajudar esse impacto do aumento do custo da hora trabalhada a ser absorvido por aquele setor." Menezes Filho cita ainda outros argumentos em favor da redução da jornada máxima de trabalho. Ele observa que, embora as firmas menores possam ter mais dificuldade em absorver a alta de custos, para as empresas maiores, não deve haver grandes problemas. Isso porque as grandes empresas aproveitam que o trabalhador depende daquele emprego, para pagar um salário menor do que o valor da contribuição produtiva dele para a empresa. Os economistas chamam isso de "poder de monopsônio", explica Menezes Filho. Em artigo recente, o economista cita estudo de Mayara Felix, professora em Yale (EUA), que estimou que os trabalhadores brasileiros levam para casa apenas 50 centavos de cada dólar que geram de valor para as empresas onde trabalham, parcela menor do que a de trabalhadores de outros países. "Então, aumentando o salário-hora, chega-se mais próximo da produtividade real desse trabalhador", argumenta Menezes Filho. "Nesses casos, você nem precisa ter um aumento grande da produtividade, porque o salário pago atualmente está abaixo da produtividade real." O professor do Insper e a economista do Ipea citam também o exemplo da redução de jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a redução da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais, e que não resultou em aumento do desemprego. Menezes Filho destaca ainda que a redução de jornada pode aumentar o tempo de convivência dos trabalhadores com seus filhos, com potenciais impactos no desenvolvimento cognitivo e no aprendizado escolar das crianças. Isso pode aumentar a produtividade futura do país, afirma. "O fato de a produtividade ser baixa ou alta não tem muito a ver com você introduzir ou não a [mudança de] jornada", argumenta Menezes Filho. "A produtividade pode ser alta ou baixa, se reduz a jornada, aumenta o custo de trabalho do mesmo jeito. Assim, não é questão do nível da produtividade, mas se ela vai mudar depois da [redução de] jornada. São duas questões diferentes", afirma. "A produtividade do Brasil é baixa e tem crescido pouco? Tem. Precisa ter maior produtividade em nível para você reduzir a jornada? Não necessariamente." Para o professor do Insper, aumentar a produtividade deve ser uma preocupação do país sempre. "Se queremos ter um país mais rico, desenvolvido, com menos pobreza e desigualdade, e as pessoas consumindo mais, aumentar a produtividade é um objetivo em si do país", afirma. Daniel Duque, do FGV Ibre, por sua vez, avalia que o fim da escala 6x1 deve aumentar a produtividade dos trabalhadores na hora trabalhada, mas reduzir a produtividade total, já que eles vão trabalhar menos horas. Assim, ele antecipa que deve haver um efeito negativo sobre a economia, mas pequeno. "Não vai alterar nossa trajetória de desenvolvimento", avalia. "Existem vários outros caminhos para o aumento da produtividade." Ele cita como exemplos uma maior abertura comercial, avanços na educação, mudanças na composição tributária (com a redução de impostos sobre o trabalho e o consumo, por exemplo) e uma maior estabilidade institucional e fiscal. "O que eu acredito que ocorre é que os empresários acham que esses fatores não vão mudar, então, eles precisam segurar o que eles podem, por exemplo, a produtividade total dos trabalhadores deles.

Licença-paternidade ampliada: veja o que muda Na última terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria um novo benefício previdenciário para trabalhadores sem vínculo formal de emprego. A medida amplia gradualmente o período de afastamento, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. (Veja abaixo como vai funcionar) A nova legislação regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia o alcance da licença. Agora, também passam a ter acesso ao benefício microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais. A principal mudança para esses trabalhadores é a criação do chamado salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante renda durante o afastamento em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente. Na prática, trabalhadores fora do regime formal também terão a renda assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento. Segundo a advogada trabalhista Ana Luísa Santana, a medida corrige uma lacuna histórica. “Não se trata de licença no sentido clássico, porque não há empregador, mas de um benefício pago pela Previdência. Isso permite que o MEI ou o autônomo se afaste das atividades sem ficar totalmente sem renda”, explica. Para especialistas, a principal inovação está no reconhecimento da paternidade como um evento protegido pela Previdência Social, mesmo para quem não tem vínculo formal de emprego. Antes, esses trabalhadores precisavam continuar trabalhando ou arcar integralmente com a perda de renda nesse período. Agora, passam a ter uma proteção semelhante à dos empregados formais. Brasil amplia licença-paternidade Freepik Como vai funcionar o benefício? Para trabalhadores com carteira assinada, o pagamento continua sendo feito pela empresa, que depois é ressarcida pela Previdência Social. Já no caso de MEIs, autônomos, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, o valor será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o Ministério da Previdência Social, as regras para concessão do salário-paternidade devem seguir a mesma lógica do salário-maternidade. No caso dos trabalhadores avulsos, o pagamento será feito pelo sindicato da categoria ou pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), já que esses profissionais têm direitos equiparados aos dos empregados com carteira assinada. Já os contribuintes individuais — categoria que inclui os microempreendedores individuais (MEIs) — deverão solicitar o benefício diretamente ao INSS. De acordo com a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o benefício terá valor equivalente à renda mensal do segurado, calculado com base nas contribuições feitas à Previdência Social. No caso dos MEIs, que normalmente contribuem sobre o salário mínimo, o valor tende a seguir esse piso. Já para contribuintes individuais com recolhimentos maiores, o pagamento será proporcional à base de contribuição. Segundo o Ministério da Previdência Social, não há valor mínimo de contribuição nem carência para acessar o salário-paternidade. O requisito é ter qualidade de segurado no momento do nascimento, da adoção ou da guarda. Na prática, MEIs e autônomos que contribuem regularmente para o INSS já têm direito ao benefício, seguindo a mesma regra do salário-maternidade. Quando começa a valer? A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029. Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação. Pela lei, a ampliação será feita em etapas: 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028; 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029. ➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa. A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo. Veja perguntas e respostas sobre a nova lei nesta reportagem: Licença-paternidade ampliada: veja o que muda e os próximos passos após sanção de Lula

Preços do petróleo sobem acima de US$ 100 neste domingo Gregory Bull, File/AP O preço do petróleo no mercado internacional subiu neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz. O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram. Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo. Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente. Trump, por sua vez, se pronunciou nas redes sociais. Ele fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo. Segundo ele, os EUA vão buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou "pedágios" ao governo do Irã para navegar na região. 🔎 Na prática, a medida busca interromper os cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraniano que ainda passam pelo estreito, segundo a Bloomberg, como forma de pressionar a economia do país. A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito. Fluxo de navios O movimento de navios no Estreito de Ormuz continuou baixo neste domingo por causa do controle do Irã, já que a maioria das empresas evita operar na região. Segundo a Bloomberg, houve alguns sinais de melhora no fluxo nos últimos dias, especialmente após três superpetroleiros não iranianos atravessarem a área. O tráfego, porém, segue em níveis baixos, mesmo após o frágil cessar-fogo firmado entre EUA e Irã na última semana, que chegou a permitir um fluxo maior por alguns dias. Agora, o cenário volta a se deteriorar com o fracasso das negociações por um acordo permanente neste fim de semana. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o número de navios que cruzam a região tem ficado na casa de um dígito na maioria dos dias. Em tempos normais, eram cerca de 135 travessias diárias, segundo a Bloomberg.

O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá. Fotos: New York Fed | Montagem: Caroline Souza via BBC A 25 metros abaixo do solo, na Liberty Street, em Nova York, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) guarda no subsolo de sua sede mais de meio milhão de barras de ouro pertencentes a bancos centrais, governos e instituições de todo o mundo. Essa câmara-forte é protegida por um cilindro de aço de 90 toneladas e, uma vez fechada, sua gigantesca fechadura só pode ser aberta no dia seguinte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É o Cofre de Ouro do Fed, o maior depósito de ouro conhecido do mundo, que abriga cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras cujo valor, aos preços atuais, ultrapassa US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) — aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro — o ativo de proteção por excelência, usado para respaldar suas moedas e enfrentar contingências em cenários de crise. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação. Por isso, o metal precioso representa uma parte significativa das reservas dos bancos centrais em todo o mundo, especialmente na Europa. "É um dos ativos mais importantes deles porque, diante de eventos geopolíticos adversos, permite atuar como emprestadores de última instância para bancos e empresas e intervir nos mercados cambiais", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Barry Eichengreen, especialista em sistema monetário internacional da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Durante décadas, os Estados Unidos e seu banco central (o Fed) foram vistos como os guardiões mais confiáveis de um ativo tão essencial — especialmente por muitos países europeus que se sentiam ameaçados pelo poder da União Soviética e passaram a acumular ali grandes quantidades de ouro. Mas, desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país. O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos — sobre temas como tarifas comerciais, a soberania dinamarquesa da Groenlândia ou, mais recentemente, a guerra contra o Irã — têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed. Como o ouro europeu chegou aos Estados Unidos Ao contrário da Rússia, cujo banco central mantém suas reservas de ouro em seu próprio território — o que as protege de possíveis sanções ocidentais —, vários países europeus ainda guardam suas reservas no exterior, muitas delas no Cofre de Ouro de Nova York. Os países europeus acumularam seu ouro nos Estados Unidos a partir da década de 1950 por temor à ameaça soviética Getty Images via BBC O ouro europeu começou a se acumular ali a partir da década de 1950. Segundo Barry Eichengreen, "Alemanha e outros países europeus, cujas economias estavam se recuperando e exportavam cada vez mais para os Estados Unidos, recebiam os pagamentos em uma combinação de ouro e dólares". "Transportar ouro em navios ou aviões e contratar seguros para protegê-lo custa caro, então pareceu uma boa ideia armazená-lo no cofre do Federal Reserve — que, além disso, não cobra pela custódia", explicou Eichengreen. O sistema criado em Bretton Woods, em 1944, estabeleceu um regime de câmbio fixo com o dólar atrelado ao ouro. Com isso, ouro e dólar passaram a ser os ativos mais confiáveis — e, para as enfraquecidas potências europeias do pós-guerra, era vantajoso acumulá-los sem custo sob a custódia do Federal Reserve dos Estados Unidos. Diante da ameaça soviética do outro lado da Cortina de Ferro, a guarda americana era vista como a melhor garantia. Mas a União Soviética já não existe — e o retorno de Donald Trump à Casa Branca tem alterado a sintonia de décadas entre Washington e seus aliados europeus. Na Alemanha, que possui as segundas maiores reservas de ouro do mundo — atrás apenas dos Estados Unidos — e, portanto, é um dos países mais expostos a possíveis riscos, diversas vozes têm feito alertas. O economista Emanuel Mönch, que foi o principal pesquisador do Bundesbank, o banco central alemão, defendeu a repatriação do ouro que o banco central alemão mantém em Nova York — cerca de 1,2 mil toneladas, segundo estimativas da imprensa alemã, com valor aproximado de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão). "Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos", afirmou Mönch, que acredita que trazê-lo de volta contribuiria para uma "maior independência estratégica" do país. Na mesma linha, Michael Jäger, presidente da Associação Alemã de Contribuintes, disse: "Trump é imprevisível e é capaz de tudo para gerar receitas. Por isso, nosso ouro já não está seguro no cofre do Fed". "O que aconteceria se a provocação sobre a Groenlândia continuar?... Aumenta o risco de que o Bundesbank não consiga acessar seu ouro, por isso deveria repatriar suas reservas", acrescentou Jäger. Essa preocupação também foi manifestada por deputados da CDU, o partido do chanceler Friedrich Merz, além de outras forças políticas. O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, tentou dissipar os temores. "Não há motivo para preocupação", disse Nagel em outubro passado, durante uma reunião do Fundo Monetário Internacional, em Washington. Em fevereiro, ele voltou a comentar o tema em uma coletiva de imprensa: "Isso não tira meu sono. Tenho total confiança em nossos colegas do banco central dos Estados Unidos". Mas, do outro lado do Atlântico, nem o Federal Reserve nem o governo de Trump reafirmaram essa confiança. "Não ouvi nenhuma palavra tranquilizadora e acho que seria oportuno", disse o analista Barry Eichengreen. A BBC Mundo entrou em contato com o Federal Reserve, mas não obteve resposta. O silêncio da instituição ocorre em um momento de tensão nas relações entre seu presidente, Jerome Powell, e o governo. Trump o criticou repetidamente por se recusar a reduzir as taxas de juros, e o Departamento de Justiça chegou a abrir uma investigação criminal contra Powell — que denunciou a iniciativa como parte de "ameaças e pressões" do Executivo para enfraquecer a independência do Fed e forçá-lo a "seguir as preferências do presidente". A onda de repatriação A Alemanha não é o único país europeu com ouro em Nova York. Itália e Suíça são frequentemente citadas entre os que mais mantêm reservas por lá. E alguns países já iniciaram processos de repatriação no passado. A Holanda fez isso a partir de 2014, quando reduziram de 51% para 31% a parcela de suas reservas depositadas no Federal Reserve. A Alemanha também repatriou parte de suas barras naquele período, mas uma grande quantidade permaneceu no Cofre de Ouro. "Era a época da crise da dívida grega e do euro, e os europeus queriam ter a segurança de que sua moeda e seus depósitos bancários estavam respaldados por algo tangível", explica Eichengreen. Muitos anos antes, na década de 1960, o presidente Charles de Gaulle decidiu trazer de volta à França as barras de ouro que o país mantinha no Fed — segundo diversos autores, por temer uma desvalorização repentina do dólar, cujo valor estava atrelado ao ouro no sistema de Bretton Woods. O tempo lhe deu razão. Em 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon pôs fim à conversibilidade do dólar em ouro, desmantelando o sistema monetário internacional criado após a Segunda Guerra Mundial. A França, que já havia repatriado suas reservas, saiu em melhor posição do que os países que viram suas barras guardadas em Nova York perderem grande parte de seu valor em dólares da noite para o dia. Uma repatriação custosa O Cofre de Ouro hoje abriga menos ouro do que no passado. Segundo dados do Federal Reserve, o volume de reservas internacionais de ouro depositadas no cofre de Nova York vem apresentando queda contínua desde 1973, quando chegou a ultrapassar 12 mil toneladas do metal. Ainda assim, a ideia de manter o ouro europeu ali segue tendo defensores. Clemens Fuest, do Instituto IFO de Pesquisa Econômica da Alemanha, disse ao jornal The Guardian que repatriar o ouro "apenas colocaria mais lenha na fogueira da situação atual" e poderia trazer consequências indesejadas. Alguns especialistas ressaltam que a independência do Federal Reserve em relação ao governo de Trump impede que este tome medidas unilaterais sobre o ouro — e destacam os custos, além dos desafios logísticos e de segurança envolvidos no transporte de uma carga tão valiosa. Por outro lado, as dúvidas sobre a confiabilidade do Federal Reserve como guardião do ouro europeu ameaçam abrir mais uma fissura na ordem mundial vigente há décadas. Segundo Eichengreen, "embora a retirada não tivesse impactos financeiros particularmente significativos para os Estados Unidos, a custódia do ouro é um bem global que o país tem oferecido gratuitamente — assim como o guarda-chuva de segurança da Otan ou o dólar como moeda global — em troca de construir relações de amizade e parcerias comerciais". "Este governo não acredita que os Estados Unidos devam prestar serviços gratuitamente — e tudo o que alimenta dúvidas entre aliados sobre a segurança de seus depósitos no país corrói ainda mais essa boa vontade, algo essencial quando você precisa do apoio deles, por exemplo, em uma guerra no Oriente Médio." Não há registro de que algum país europeu tenha decidido, até agora, repatriar seu ouro durante o segundo mandato de Trump. Mas, talvez, nas mentes de alguns governantes ecoem as palavras de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, em um discurso no ano passado: "Na história do sistema monetário internacional, há momentos em que os alicerces que pareciam inabaláveis começam a tremer". *Design de imagem por Caroline Souza, da equipe de jornalismo visual da BBC News Mundo.

Biltmore House, a maior casa particular dos Estados Unidos, é considerada 'uma fantasia para viajar no tempo'. Ela fica nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. William Abranowicz Quando George W. Vanderbilt (1862-1914) convidou familiares e amigos para conhecer sua casa recém-construída, na noite de Natal de 1895, eles chegaram em vagões de trem particulares, por uma ferrovia construída especialmente para levar à sua propriedade nas montanhas de Asheville, no Estado americano da Carolina do Norte. O projeto da mansão com 250 quartos foi inspirado nos centenários castelos franceses do vale do Loire. A escolha é evidente nas suas torres e pináculos. O brasão da família Vanderbilt estava presente em toda parte, desde uma mesa em estilo renascentista até a decoração de uma lareira no salão de banquetes, com altura de quatro andares. A criação de Vanderbilt foi "um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu", segundo o livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em tradução livre), um histórico oficial da casa e do seu interior, escrito pelo curador-chefe da propriedade, Darren Poupore, e pela historiadora de arte Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atualmente, Biltmore é um destino turístico popular. Seus quartos são um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali. Entrar na casa é como ingressar em uma versão real de Downton Abbey (2010-2015) ou da série atual da HBO A Idade Dourada. Mas ela também é um avatar da cultura americana, com todas as aspirações e excessos da verdadeira Era Dourada, na virada do século 20, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias — e que, hoje, chamaríamos de uma era de grande desigualdade de renda. Jardim de inverno de Biltmore House, a maior mansão particular dos Estados Unidos William Abranowicz Pouco mais de um século depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), que deu origem ao novo país, alguns americanos ansiavam pela cultura aristocrática representada pelo Velho Mundo. Por isso, eles tentaram importar essa cultura, construindo mansões ostentosas, trazendo móveis e obras de arte do exterior e alardeando sua vida de prazer e riqueza. É claro que o brasão da família em Biltmore era totalmente novo. George era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), conhecido como o Comodoro. Com origem humilde, ele se tornou um magnata do transporte marítimo e ferroviário. O Comodoro personificou as impiedosas táticas dos "barões ladrões" do início da Era Dourada, criando enormes monopólios com métodos questionáveis ou antiéticos, como a manipulação das cotações nas bolsas, suborno de políticos e exploração dos trabalhadores. Acredita-se que o brasão provenha da cunhada do construtor da casa, Alva Vanderbilt (1853-1933). Atualmente, ela é mais conhecida como a inspiração da personagem Bertha Russel, a nova rica da série A Idade Dourada. Interpretada pela atriz Carrie Coon, ela abre seu próprio caminho para a alta sociedade. Não é por acaso que o brasão toma para si um pouco de história imerecida, com suas bolotas e folhas de carvalho, dispostas para evocar a flor-de-lis da casa real francesa de Valois. 'A residência mais magnífica que existe' Os Vanderbilt, os Astor e outras famílias abastadas foram celebridades da sua época. E os jornais acompanhavam com entusiasmo suas exibições de riqueza. Meses antes da inauguração da casa na véspera de Natal, o jornal The New York Times escreveu que Biltmore House "se propõe a ser a residência mais magnífica que existe". E muitos dos Vanderbilt, como Alva, buscavam essa publicidade. George W. Vanderbilt (o último à direita, com amigos em Granada, na Espanha) mandou construir Biltmore House, a encarnação do glamour da Era Dourada dos Estados Unidos Biltmore Company Archives George era diferente do resto da família. "Ele não se encaixa necessariamente no molde dos Vanderbilt", declarou Jenkins à BBC. "Não participa ativamente da sociedade nova-iorquina. Não herda nenhuma responsabilidade empresarial pelos interesses ferroviários da família." "Mas ele começa a ser colecionador desde muito jovem. E, assim, durante a evolução do projeto da casa, observamos suas viagens, sua formação e suas relações com artistas e comerciantes de obras de arte." Amante dos livros, George Vanderbilt viajou, ao longo dos anos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e norte da África, acumulando conhecimentos e obras de arte para levar para casa. Biltmore House, segundo Jenkins, "acaba sendo uma espécie de retrato incrivelmente pessoal de um homem" que participou do seu planejamento em cada detalhe. Decidiu construir sua mansão em um lugar isolado, longe das extravagantes casas dos Vanderbilt na Quinta Avenida em Nova York e em Newport, no Estado americano de Rhode Island. Para isso, contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt (1827-1895), que havia criado outras mansões com influência europeia para membros da sua família. O arquiteto e paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903), famoso pelo projeto do Central Park em Nova York, criou os jardins solenes de Biltmore, as paisagens dos terraços e um caminho sinuoso de 5 km que levava à propriedade. O caminho era rodeado de árvores e arbustos floridos que ocultavam a visão da casa, até que uma das curvas a revelava repentinamente, em uma estratégia criada para causar assombro e admiração. Da mesma forma que outras mansões da época, Biltmore refletia a cultura aristocrática do Velho Mundo. Na imagem, sua coleção de tapeçaria. William Abranowicz Antes que Hunt começasse seu projeto, ele e George Vanderbilt viajaram juntos pela França, visitando castelos dos séculos 15 e 16. O lado externo de Biltmore foi especialmente inspirado no castelo de Blois, com sua combinação de épocas. Fotografias do livro comparando as construções destacam a similaridade do seu estilo neorrenascentista, que incorpora elementos medievais. Hunt acrescentou gárgulas, com alguns rostos inspirados no seu — uma espécie de "ovo de Páscoa" particular. Em outras viagens, Vanderbilt adquiriu 300 tapetes em uma única parada em Londres. E, do Cairo, ele enviou palmeiras e outras plantas para o jardim de inverno de Biltmore. Além disso, ele incorporou tecnologia de vanguarda em toda a casa. Uma grande escada central se encontra ao lado de um estreito elevador, um dos primeiros em uma casa particular. Embora a casa evoque uma certa nostalgia do passado europeu, ou de qualquer outro passado marcado pela cultura, a combinação de épocas no seu interior não se devia à ignorância, nem ao desespero. Aquela era característica dos designers do século 19, segundo Jenkins. "Eles decoravam quartos específicos de formas específicas, mas não há um estilo unificador no interior", explica ele. "Por isso, você pode ter um salão em estilo francês, uma sala de fumo de inspiração britânica e uma sala de jantar renascentista." "Eles aproveitam esses momentos do passado e os utilizam no interior, de forma a quase evocar uma residência já existente de longa data e que, de certa forma, evoluiu com o passar do tempo." A grandeza e a opulência de Biltmore é influenciada pelos castelos do vale do Loire, na França William Abranowicz Com este espírito, a entrada dos quartos de hóspedes de Biltmore exibe retratos de corpo inteiro de Hunt e Olmsted, de autoria de John Singer Sargent (1856-1925), encomendados por Vanderbilt. Um opulento quarto de hóspedes em estilo Luís 16 contém móveis inspirados em alguns do palácio de Versalhes, na França. E o salão de banquetes abriga um trono de madeira talhada em estilo gótico, um tapete do século 17 com o brasão de armas do cardeal Richelieu (1585-1642) e uma das obras mais importantes da coleção: um conjunto de tapetes flamengos do século 16, feitos de lã, seda e ouro, contando a história de Vulcano e Vênus. Alguns dos elementos de Biltmore foram inspirados nas propriedades rurais da Inglaterra. Fora dos portões de entrada, no caminho que leva até a mansão, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, similares a um povoado inglês, com escola e capela. Biltmore House tem uma sala de bilhar, uma sala para fumo e um depósito de armas, embora seu proprietário não gostasse de caçar. E os empregados trabalhavam em enormes cozinhas e lavanderias no porão. "Acredito que exista interesse em saber como viviam as pessoas mais abastadas", declarou Poupore, sobre a atração de Biltmore para os visitantes. Mas ele destaca que "muitos dos nossos hóspedes nos comentam que se identificam mais com os trabalhadores domésticos." 'A incômoda realidade' Durante a Era Dourada, surgiram descontentamentos contra os muito ricos em alguns setores. Afinal, eles eram a prova viva da enorme desigualdade entre ricos e pobres. Mas a economia, mais que a indignação pública, veio cobrar a conta. Após a Grande Depressão, nem mesmo os Vanderbilt conseguiram continuar sendo suficientemente ricos. Em 1930, como tantas propriedades britânicas imitadas por George Vanderbilt, Biltmore abriu as portas ao público, para evitar sua venda. Ele morreu em 1914, mas sua viúva Edith (1873-1958) e a filha Cornelia (1900-1976) continuaram morando em Biltmore. Cornelia Vanderbilt foi uma das mulheres mais curiosas da família. Ela se casou (talvez de forma não surpreendente) com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954), mas depois deixou o marido e seus dois filhos pequenos em Biltmore, fugindo para sempre. Uma reportagem não confirmada afirmou que, em Nova York, Cornelia Vanderbilt tingiu seu cabelo de rosas e se identificava com o nome de Nilcha. Dali, ela se mudou definitivamente para a Inglaterra, onde se casou outras duas vezes e prosseguiu discretamente com seu trabalho filantrópico. Cecil permaneceu em Biltmore e administrou a propriedade, que ainda é mantida pelos seus descendentes. Eles expandiram os negócios, com pousadas, lojas e uma vinícola. Um Natal em Biltmore (2023), um filme romântico de viagem no tempo filmado no local, fez tanto sucesso no canal americano Hallmark que um segundo filme já está sendo produzido na propriedade, para lançamento no final deste ano. O quarto de George W. Vanderbilt é um dos que aparecem no novo livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt" ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em inglês) William Abranowicz De certa forma, a fascinação do século 19 pelos ricos da Era Dourada é diferente da nossa atual conexão com as celebridades. Atualmente, podemos comprar maquiagem e modeladores da marca Kardashian ou a linha de geleias e conservas de Meghan Markle e, assim, adquirir um pouco do seu glamour. E nenhum americano médio conseguia sequer sonhar em entrar no mundo dos Vanderbilt no seu apogeu. Mas algumas coisas nunca mudam. O apresentador da rede de TV CNN Anderson Cooper é tataraneto do Comodoro e filho da atriz e estilista Gloria Vanderbilt (1924-2019). Ele contou a história da sua família no livro Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty ("Vanderbilt: ascensão e queda de uma dinastia americana", em tradução livre). Ele também retratou outra família no seu livro Astor. Nesta obra, Cooper afirma que a extravagância e os gastos com ostentação da Era Dourada têm reflexos no mundo atual. "Agora, observamos os ultrarricos com trajes espaciais feitos sob medida, viajando em foguetes financiados com fundos privados", escreve ele. Como no filme do Hallmark, Biltmore House é uma espécie de fantasia para viajar no tempo, que nos permite escapar das dificuldades atuais rumo a um passado de arte e luxo, sem a incômoda realidade de vivermos no porão do 1% mais rico da população. O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, foi publicado pela editora americana Rizzoli. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Culture.

Expo Agro de Itapetininga une tradição e movimenta milhões Reprodução/TV TEM Com mais de 50 anos de história, a ExpoAgro de Itapetininga acompanha gerações. Décio Albino de Oliveira participa desde a década de 1960, quando a festa ainda era pequena, com poucos animais e espaço reduzido. Em 2026, ele é o coordenador de leilões da exposição e divide a rotina com o filho, Ricardo Fernando Matos Oliveira. Uma paixão que começou na infância e continua até hoje. Para quem vive a ExpoAgro há anos, a tradição precisa ser mantida. Além da cultura pecuarista, o evento também tem forte impacto econômico. Segundo os organizadores, em 2025, a festa movimentou mais de R$ 5 milhões. Para 2026, a expectativa é de crescimento e de superar os números do ano anterior. Para expositores como Fábio Rodrigues Torres, que participa há 30 anos, a feira é uma oportunidade de ampliar negócios. Já Guilherme Saad começou como visitante e hoje é criador. Foi na exposição que decidiu trabalhar com cavalos. Dez anos depois, administra um haras com 250 animais em Itapetininga e agora também organiza a exposição de cavalos do evento. Veja a reportagem exibida no programa em 12/04/2026: Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Com queda no valor da caixa produtores de maracujá buscam eficiência máxima no interior paulista Reprodução/TV TEM A vida de quem cultiva maracujá no interior paulista é marcada por dedicação e técnica, mas também por desafios constantes. Em Gália (SP), José Roberto Martineli mantém três hectares com 2,5 mil pés da fruta. No entanto, nem sempre o esforço se reflete no bolso: ele já fez as contas e viu que a caixa, de aproximadamente 20 quilos, vai sair por R$ 40, um valor bem inferior aos R$ 100 que a caixa alcançou no final do ano passado. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Além do preço, o clima também tem sido um vilão. As temperaturas mais baixas prejudicaram a formação da fruta em 2025. Mesmo com os desafios, o produtor não desanima e aposta em um método próprio que desenvolveu para aumentar a florada e a produção, especialmente visando a melhor época de vendas, que é dezembro. "No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias, quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro", revela. Segundo ele, deixar apenas dois brotos resultaria em menos guias e, consequentemente, impediria de alcançar uma meta de duas mil caixas até dezembro. A cerca de 40 quilômetros dali, em Alvinlândia (SP), a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira trabalha incansavelmente. Em um hectare, a família cultiva 830 pés de maracujá, cuidando de cada detalhe, como a crucial polinização manual. A produção deste ano foi boa, e a expectativa é de um resultado ainda melhor que o do ano passado. "Para 2026 a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé", projeta o produtor Donizete Pereira. Em termos de volume, isso significa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos. A dedicação desses produtores garante não apenas o sustento de suas famílias, mas também a continuidade de uma cultura agrícola para as próximas gerações. "Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali", ressalta Donizete. Veja a reportagem exibida no programa em 12/04/2026: Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Guerra no Médio Oriente causa impacto no preço do diesel; podendo afetar a colheita da cana no interior de SP Reprodução/TV TEM O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região. Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o litro do diesel ficou cerca de dois reais mais caro, o que já impacta o planejamento da nova safra. Alexandre cultiva dois mil hectares de cana-de-açúcar em dezoito áreas na região de São José do Rio Preto (SP). Além do diesel, ele também enfrenta aumento no preço de insumos importantes, como o fertilizante. Mesmo tendo adquirido parte do produto antes da alta, a expectativa é de gastos maiores ao longo da safra. Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível. Outro ponto de preocupação no campo é a possibilidade de falta de diesel durante o período de safra. De acordo com a Associação dos Plantadores de Cana da região, além dos aumentos recentes, os produtores ainda lidam com os reflexos dos baixos preços da safra passada, o que pode dificultar novos investimentos e plantios. Veja a reportagem exibida no programa em 12/04/2026: Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Leapmotor compensa pouca bateria com potência e tecnologia O novo Leapmotor B10, com visual minimalista e preço de R$ 182.990, é mais um integrante da lista cada vez maior de SUVs elétricos chineses disponíveis no Brasil. Com concorrentes como BYD Yuan Pro (R$ 182.990), Omoda E5 (R$ 209.990) e GAC Aion V (R$ 219.990), o SUV elétrico da Leapmotor cumpre bem sua função, mas peca em originalidade e criatividade. O g1 passou uma tarde ao volante do B10 para avaliar se ele tem atributos suficientes para se destacar em um mercado tão disputado. O percurso incluiu um curto trajeto urbano em São Paulo (SP) e 75 quilômetros de estrada até Cabreúva (SP). Veja nesta reportagem as principais percepções sobre o novo SUV da Leapmotor: Espírito minimalista Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Começando pelo visual externo, o Leapmotor B10 não se destaca pela criatividade. Basta observar outros SUVs médios de marcas chinesas para perceber que muitos dos elementos presentes nesses modelos também aparecem aqui. Entre as principais características, estão: frente com grade bastante reduzida, escondida abaixo da placa; luzes de rodagem diurna separadas do conjunto principal dos faróis; linhas simples e discretas, com poucos ângulos marcados; logotipo da fabricante aplicado em um ângulo pouco chamativo; tampa do porta-malas quase alinhada ao para-choque; maçanetas embutidas na carroceria; nome da fabricante escrito por extenso na tampa do porta-malas. Se, por um lado, a falta de originalidade é evidente e faz com que o modelo possa ser facilmente confundido com SUVs chineses rivais, por outro, o formato da carroceria favorece a aerodinâmica e contribui para uma maior autonomia da bateria a cada recarga. Não é bonito nem criativo, mas cumpre bem sua função. Leapmotor B10 Por dentro, a inspiração nos modelos da Tesla é evidente. O B10 traz: teto solar panorâmico fixo, sem abertura; central multimídia de 14,6 polegadas, que concentra a maioria dos comandos, incluindo ajustes dos retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar; revestimento macio ao toque, mas sem variação visual de textura ou cor; volante com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, cujas funções mudam conforme o menu selecionado; câmbio posicionado atrás do volante; ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio; chave em formato de cartão. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Se o interior tem pouca personalidade própria, ao menos há um ponto que chama a atenção: uma série de furos localizados à frente do passageiro, ao lado do motorista. Na China, a própria Leapmotor vende acessórios e enfeites que podem ser encaixados nesse espaço. Há opções como bonecos, luzes e até uma pequena bandeja semelhante às usadas em aviões. No Brasil, esses acessórios ainda não são vendidos oficialmente, mas os encaixes estão presentes e podem ser usados livremente, por exemplo, para prender uma sacola ou bolsa. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Central multimídia com respostas rápidas e boa qualidade gráfica Do ponto de vista tecnológico, um dos destaques é o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, fabricante do componente, ele é capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição. O chip também oferece conexão 4G e é compatível com o Android Automotive, sistema utilizado em carros de marcas como Chevrolet e Volvo. No Leapmotor B10, esse chip é responsável por comandar toda a central multimídia, além das câmeras e sensores que auxiliam o motorista. Isso permite respostas mais rápidas do sistema, como o envio de alertas e a identificação correta dos veículos ao redor, bem como das faixas de circulação disponíveis. O componente também influencia diretamente a qualidade das imagens, animações e efeitos exibidos na central multimídia. Há até efeitos visuais que simulam reflexos na água em movimento, criados em tempo real, mesmo quando o usuário toca e gira a representação tridimensional do veículo. Durante todo o teste, a interface não apresentou travamentos, falhas nem lentidão. Logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5. Isso também se aplica ao sistema do carro e conta pontos bastante positivos para o Leapmotor B10. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Boa dirigibilidade em cidade e estrada No asfalto, enquanto o Leapmotor C10 deixou a sensação de que recebeu poucos ajustes pensados para o público brasileiro, o B10 apresentou um acerto mais adequado. A posição de dirigir é mais elevada, como se espera de um SUV médio, e agradou. Em termos simples, o B10 tem uma suspensão mais firme. A Leapmotor afirma que componentes como a suspensão traseira, a rigidez das molas e o ajuste dos amortecedores passaram por melhorias. Esses ajustes puderam ser percebidos tanto na absorção de impactos de buracos menores e emendas de pontes na cidade quanto na maior estabilidade da carroceria em curvas mais rápidas na estrada. O motor, por sua vez, pode passar a sensação de ser mais fraco. Isso não se deve aos 218 cv de potência, mas à força nas arrancadas, medida pelo torque, que no B10 é de 24,5 kgfm. Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor Ainda assim, o B10 não apresentou dificuldades em ultrapassagens na cidade nem em velocidades mais altas na estrada. Vale destacar que, durante o teste, havia dois adultos a bordo. Um ponto importante é que a tração atua apenas nas rodas traseiras. O B10 controla bem esse comportamento e evita sustos para quem não está acostumado a esse tipo de condução — algo raro entre SUVs, já que a maioria utiliza tração dianteira. Um efeito negativo dessa configuração é o volante excessivamente leve. O Leapmotor B10 não chega a ter uma direção solta como a famosa Kombi, mas, ainda assim, é possível fazer curvas com facilidade exagerada, girando o volante com apenas um dedo. Vale a pena? Leapmotor B10 divulgação/Leapmotor No fim das contas, o Leapmotor B10 pode fazer sentido para alguns perfis específicos de clientes, como: Quem busca um carro com fabricação nacional, já que ele será produzido em Goiana (PE); Quem deseja um SUV elétrico chinês, mas com o respaldo da Stellantis, grupo que controla marcas como Fiat e Jeep; Quem procura um SUV elétrico com experiência de condução mais próxima à de um Tesla; Quem prioriza tecnologia e recursos digitais em vez de foco absoluto na condução. Fora desse grupo, o Leapmotor B10 acaba ficando atrás dos concorrentes em alguns aspectos. O principal deles é a autonomia da bateria: com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5. Outro ponto negativo é o excesso de minimalismo, influência clara da chamada “teslização” dos veículos, especialmente entre os modelos chineses. Embora agrade a um público específico, há quem se incomode com a ausência de botões físicos para funções básicas, como ligar ou desligar os faróis, abrir o teto solar ou ajustar os retrovisores laterais — tudo concentrado na central multimídia. Ainda assim, o teste ao volante foi positivo dentro do que se espera da proposta do carro. Mesmo sem números chamativos de potência e torque, não faltou força em ultrapassagens na estrada. O conjunto de suspensão também agradou. Para encerrar, o Leapmotor B10 está entre os modelos mais baratos da categoria. Na mesma faixa de preço, apenas o BYD Yuan Pro custa o mesmo ou menos que o SUV avaliado.
O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi "modesto" e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas. Manifestantes protestam pelo fim da escala 6x1 com faixas e cartazes. Cláudio Pinheiro / O Liberal A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1. "Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)", avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência. Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada. "A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias", acrescentou o BC. Frentes parlamentares debatem escala 6X1 Fim da escala 6x1 Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. (entenda mais abaixo) De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira. Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores. Segundo Marinho, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. "Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais", explicou. Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6x1 durante evento em Vitória, Espírito Santo, em março Alice Souza O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6x1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário. O ministros Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o governo segue disposto a enviar uma proposta sobre o tema para análise dos parlamentares. O governo deve se reunir nos próximos dias para fechar o texto do projeto. Segundo Boulos, o governo defende as seguintes mudanças nas regras trabalhistas – sem redução de salário: fim da escala 6x1 e implementação da 5x2, com dois dias de descanso semanais; e jornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo. Ministro Guilherme Boulos defende envio de projeto que preveja jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial Divulgação Evolução nos últimos anos De acordo com o Banco Central, a alta relativamente modesta da produtividade do trabalho entre 2019 e 2025 (média de 0,6% ao ano) refletiu dinâmicas distintas ao longo do período. Segundo o Banco Central: Em 2020, observou-se forte elevação da produtividade, associada à pandemia, quando a redução da população ocupada superou a queda Valor Adicionado Bruto (VAB). Este é um indicador econômico que mede a riqueza gerada por uma empresa, setor ou região. A alta da produtividade foi gradualmente revertida até 2022, quando a variação acumulada da produtividade desde 2019 ficou praticamente nula. Em 2023, a produtividade apresentou alta expressiva, influenciada pelo aumento da produtividade da agropecuária em ano de safra recorde, passando a avançar em ritmo moderado nos dois anos seguintes. "Setorialmente, a agropecuária foi o principal destaque em termos de elevação da produtividade, resultado da combinação de expansão da produção e redução da população ocupada. O segmento de outros serviços também apresentou desempenho positivo desde 2019, possivelmente associado à maior incorporação de tecnologia e mudanças organizacionais, embora essa hipótese exija investigação adicional", diz o BC De acordo com a instituição, os demais segmentos registraram contribuições mais modestas ou mesmo negativas para a evolução da produtividade do trabalho agregada. Segundo o BC, agropecuária foi setor de destaque no aumento da produtividade desde 2019 Jornal Nacional/ Reprodução O que dizem analistas e o setor produtivo Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, avaliou que o debate sobre qualidade de vida é legítimo e necessário, mas pontuou que a economia brasileira passa por um momento de desemprego historicamente baixo, com dificuldade de contratação. "Mudar a jornada sem avaliar os impactos estruturais pode gerar efeitos econômicos e fiscais relevantes. Se a jornada diminui e o salário é mantido, o custo aumenta. Em um mercado já pressionado por escassez de profissionais, isso pode gerar inflação na mão de obra e parte desse aumento tende a ser repassado aos preços de produtos e serviços", afirma Domingos. Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial, observou que alterações no regime de trabalho atingem operações que dependem de cobertura contínua, como indústria, logística, varejo e serviços, e, com isso, 'reverberam ao longo de cadeias de fornecedores e clientes". Na prática, segundo ele, as empresas podem enfrentar três movimentos simultâneos: recomposição de horas produtivas via contratação ou pagamento adicional; elevação do custo fixo; e pressão sobre preços e margens, especialmente em mercados com pouca capacidade de repasse dos custos. Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tânia Rêgo/Agência Brasil CNI estima queda de 0,7% no PIB Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta de redução do limite semanal das horas trabalhadas de 44 para 40 horas de trabalho – com 8 horas diárias em 5 dias por semana e manutenção do salário mensal pago – tem como resultado imediato o aumento do valor da hora trabalhada regular para os empregados cujo contrato de trabalho atual exceda 40 horas semanais. "O exercício mostra que, como consequência da elevação do custo do trabalho, tem-se, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços da economia. Tanto de bens e serviços para os consumidores finais, como também de insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade. A menor competitividade implicará em perda de participação nos mercados exterior e doméstico, resultando em queda das exportações e alta das importações", avaliou a CNI. Com a perda de participação, a entidade avalia que também haverá menor produção. "Assim, as horas trabalhadas perdidas com a redução do limite semanal não são integralmente recompostas e, como resultado, tem-se queda da atividade econômica como um todo. Estimamos que isso geraria uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, o equivalente a uma perda de R$ 76,9 bilhões", concluiu.

Conheça a produção das microverdes: miniplantas usadas na culinária Um produto extremamente delicado, colhido folha por folha e flor por flor, tem ganhado espaço na alta gastronomia e impulsionado um negócio no Espírito Santo. As chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), além de microverdes e flores comestíveis, viraram uma ideia lucrativa nas mãos do agrônomo Giliard Prúcoli. O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, em um sistema de agricultura periurbana, uma transição entre a cidade e o campo. Parte da produção acontece em ambiente controlado e outra parte ao ar livre. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O projeto deu tão certo que, em pouco mais de dois anos, o produtor conseguiu dobrar o faturamento. A aposta da empresa é um mercado ainda pouco explorado. Entre os produtos estão as PANCs, muitas vezes conhecidas popularmente como "mato de comer", como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha. "A capuchinha é muito utilizada para decoração de pratos, mas também é rica em nutrientes e antioxidantes", explicou Giliard. Além das PANCs, a empresa produz microverdes, que são versões em miniatura de vegetais como couve, beterraba, mostarda e rabanete. Colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, eles concentram altos níveis de vitaminas e minerais. LEIA TAMBÉM: CONHEÇA AS VARIEDADES: Flores comestíveis ganham espaço no prato e na horta ECONOMIA: Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado MUDAS PLANTADAS HÁ 18 ANOS: Parreira gigante produz 500 quilos de uva por ano, até 25 vezes mais do que uma videira comum CHOCOLATE DE CAFÉ? Produtores do ES investem no doce feito com grãos especiais Giliard e Jardel investem na produção de PANCs, microverdes e flores comestíveis no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Crescimento Foi depois da criação do negócio que o empresário Jadiel Assunção passou a integrar a empresa e ajudar na expansão da produção. Com o crescimento da demanda, a estrutura inicial ficou pequena e foi necessário buscar um novo espaço, além de investir em melhorias no cultivo. "A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir. Antes de vir para cá, teve todo um processo de análise de solo, de água e de construção, para que tudo ficasse conforme tem que ser”, contou Jadiel. Cultivo de microverdes no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Flores comestíveis A empresa também aposta nas flores comestíveis, que têm apelo estético e nutricional. Segundo os produtores, os itens são cada vez mais procurados, principalmente por chefs e restaurantes. “Tem um lado decorativo e tem um lado nutricional. Os microverdes, por exemplo, são indicados até por nutricionistas. Já as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes”, explicou Jadiel. A produção segue práticas sustentáveis. O substrato utilizado no plantio é reaproveitado como compostagem, e as embalagens usadas na entrega são biodegradáveis. Atualmente, a empresa produz cerca de 4 mil unidades por mês, distribuídas no Espírito Santo e também enviadas para São Paulo. Flores comestíveis sendo produzidas no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Da moda para o campo Antes de entrar no negócio, Jadiel trabalhava na área da moda. A mudança de carreira veio junto com a parceria com Giliard. "Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo. Moda é a forma como você se mostra para o mundo, e hoje a gente aplica isso no cultivo, nas variedades e no atendimento", disse. Entre os diferenciais da produção está o cultivo de espécies menos comuns, como o jambu, planta de origem amazônica conhecida por causar uma leve sensação de formigamento na boca. O ingrediente tem ganhado espaço na alta gastronomia. Em um restaurante de Vila Velha, por exemplo, as PANCs já estão presentes em metade dos pratos do cardápio. "Não é só estética. A gente usa para compor sabor, trazer acidez, amargor ou até um toque picante", explicou o sous chef Pedro Cardozo Thomazini. Cultivo de microverdes no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Apesar de ainda causar estranhamento em parte do público, os produtores acreditam que o mercado está em crescimento. "À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos", afirmou Giliard. Uso de microverdes e flores comestíveis na alta gastronomia, no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Jabuticaba Reprodução/Festival da Jabuticaba Três frutas brasileiras aparecem no ranking atual de 100 melhores do mundo do TasteAtlas, portal considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA: a jabuticaba, o açaí e o guaraná. A jabuticaba, que chegou a ficar em segundo lugar no ranking em 2023 e apareceu na décima posição no ano passado, agora está em 18º lugar. A fruta de tom roxo escuro, com polpa doce e saborosa, é uma favorita dos usuários do TasteAtlas. Atualmente, a jabuticaba possui 4,3 estrelas (de 5) no site, uma nota baseada na avaliação dos usuários. A primeira colocada do ranking é a polonesa truskawka kaszubska, um tipo de morango, que tem 4,7 estrelas (veja abaixo as cinco melhores frutas do ranking). Já o açaí aparece em 40º lugar (4,1 estrelas) e o guaraná em 79º (3,9). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 🫐O que torna a jabuticaba tão especial? Apesar de a polpa ser a parte mais doce da jabuticaba, a riqueza nutricional da fruta está na casca. Abaixo, confira os principais benefícios da fruta: A casca da jabuticaba é rica em antioxidantes; Tem vitaminas C e do complexo B; Contém minerais como o ferro, o magnésio e o potássio; É fonte de pectina, uma fibra que auxilia as "bactérias do bem" do intestino. A fruta reforça ainda o sistema imunológico, diminui o risco do diabetes tipo 2 e reduz o colesterol, por ter alta capacidade antioxidante, segundo a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chaves. Além disso, os antioxidantes da jabuticaba protegem o organismo dos radicais livres, que podem provocar doenças. Para conseguir os benefícios para a saúde, segundo a pesquisadora, a dica é consumir dez jabuticabas por dia (com a casca). Conheça as cinco melhores frutas no ranking da TasteAtlas: 1° Truskawka kaszubska 🍓 (4,7 estrelas) Truskawka Kaszubska, morango tradicional da Polônia Reprodução/Truskawka Kaszubska A truskawka kaszubska é um tipo de morango cultivado nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. Ele se destaca pelo alto teor de açúcar, com sabor doce, aromático e bem equilibrado, segundo o TasteAtlas. Devido a essa característica, a fruta costuma ser usada no preparo de doces e bolos. 2º Rodakina naoussas 🍑 (4,5 estrelas) Rodakina Naoussas, tipo de pêssego cultivado na Grécia Reprodução/@agravianews A rodakina naoussas é um tipo de pêssego cultivado na vila de Naoussas, na ilha de Paros, na Grécia — daí o nome “naoussas”. Mesmo tendo origem na China, essa fruta doce e com aroma forte se tornou uma das mais populares da Grécia. Isso porque, segundo o TastleAtlas, o clima e o solo locais favorecem o seu cultivo. Atualmente, os "pêssegos" gregos também são vendidos em mercados da Europa e do Oriente Médio, especialmente, entre os meses de maio e outubro. 3º Melocotón de Calanda 🍑(4,5 estrelas) Melocotón de Calanda Fructibus/Wikimedia Commons Os pêssegos Melocotón de Calanda, da Comunidade Autônoma de Aragão, na Espanha, aparecem na terceira posição e são considerados únicos devido ao tamanho grande, doçura e sabor, segundo o TasteAtlas. Eles são cultivados na região espanhola desde o século 19 e colhidos no ponto correto de maturação, garantindo o sabor e a textura ideal para consumo. Com um diâmetro mínimo de 73 mm, os Melocotón de Calanda são maiores do que os pêssegos de outros locais, aponta o TasteAtlas, e não podem apresentar nenhuma imperfeição visual. 4° Mandarini chiou 🍊 (4,5 estrelas) Mandarini chiou é um tipo de tangerina cultivado em Quios, uma ilha da Grécia Reprodução/@visit_chios A quarta fruta da lista é a mandarini chiou (tangerina de Quios, na tradução livre do grego para o português). Quios é a ilha na Grécia na qual essa fruta é tradicionalmente cultivada. A tangerina de Quios é conhecida por ser uma das mais aromáticas do mundo, segundo o TasteAtlas. O cheiro é tão marcante que fez com que a ilha ganhasse o apelido de "Myrovolos" – a ilha perfumada, segundo a publicação. A fruta também se destaca por ser muito doce, o que é atribuído ao clima quente e as propriedades do solo. 5º Citrinos do Algarve 🍊(4,5 estrelas) Citrinos do Algarve AlgarOrange/Facebook Segundo o TasteAtlas, as laranjas, tangerinas, toranjas, limas e limões produzidas na região do Algarve, em Portugal, compartilham uma casca fina, cores intensamente vivas e elevado teor de sumo. Eles podem ser consumidos após as refeições ou como aperitivo, mas também são utilizados na preparação de sucos, sobremesas, licores e compotas. O site ainda destaca que as árvores de Natal na região portuguesa são decoradas com citrinos desde os tempos antigos, demonstrando a importância deste produto para a região. De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: morango

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.995 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 45 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Os números sorteados foram 08 - 29 - 42 - 49 - 50 - 58. 5 acertos - 54 apostas ganhadoras: R$ 42.308,07 4 acertos - 2.889 apostas ganhadoras: R$ 1.303,52 O próximo sorteio da Mega será na terça (14). Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote de mostarda da marca Cepêra após identificar indícios de irregularidade no produto. A medida foi publicada nesta sexta-feira (10) e atinge o lote 316625 da mostarda amarela de 3,3 kg. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso desse lote específico. Segundo o órgão, a medida foi adotada após a própria fabricante informar que o produto não corresponde a um lote oficialmente produzido ou registrado em seus sistemas de controle. A resolução publicada pela Anvisa também aponta inconsistências no rótulo. De acordo com o documento, há diferenças no padrão de impressão e nas informações de validade indicadas na embalagem. LEIA TAMBÉM: Governo proíbe lote de alecrim por presença de insetos vivos Segundo o órgão, a fabricante afirma utilizar um sistema específico de codificação da data de validade, com formato juliano (sistema que usa o número do dia do ano para indicar a data) e indicação abreviada do ano — padrão que não foi identificado no lote apreendido. Em nota enviada ao g1, a Cepêra Alimentos informou ter identificado indícios de irregularidade em três unidades do produto “mostarda amarela” atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo e padrões gráficos diferentes daqueles adotados pela empresa. A companhia afirmou ainda que realizou uma investigação interna e não encontrou qualquer correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela empresa, o que indica que o item pode não fazer parte de sua cadeia regular de fabricação. Veja o que diz a fabricante "A Cepêra Alimentos informa que identificou indícios de irregularidade em três unidades do produto 'mostarda amarela' atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo, com padrões diferentes dos adotados pela empresa. Assim, foi conduzida uma investigação interna, que não encontrou correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela Cepêra, indicando que se trata de um item alheio à sua cadeia regular. Diante disso, a situação foi prontamente comunicada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a empresa segue colaborando com as autoridades, fornecendo todas as informações necessárias para a apuração do caso. A Cepêra Alimentos reforça que adota rigorosos controles de qualidade, segurança e rastreabilidade em toda a sua cadeia produtiva e de comercialização, garantindo aos consumidores produtos seguros e de procedência conhecida." Mostarda amarela Cepêra Divulgação

Especialistas acreditam que o crescimento da economia peruana poderia ser maior Ernesto Benavides via Getty Images O Peru, país que vai escolher seu novo presidente em eleições neste domingo (12), foi um exemplo de gestão macroeconômica por anos. Apesar da permanente instabilidade política e das constantes mudanças de presidente nos últimos anos, o país conseguiu manter suas contas públicas saneadas, atrair investimentos estrangeiros significativos, continuar crescendo e manter o valor da sua moeda. A aparente impermeabilidade da sua economia e o vaivém da política peruana são admirados e invejados por outros países latino-americanos, castigados pelas turbulências financeiras. E contribuíram para prolongar o relato de sucesso que o país começou a escrever no início deste século, quando reformas econômicas agressivas superaram sua grave crise e definiram as bases para décadas de expansão do PIB. Mas especialistas alertam que nem tudo o que reluz é ouro. E, apesar dos seus indicadores positivos, os peruanos pagam um preço pela instabilidade política e pelas constantes mudanças de governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esta questão de que a economia e a política do Peru andam por cordas separadas é uma meia verdade. Existe um ponto a partir do qual a política afeta a economia", explica à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o economista Armando Mendoza, do Centro Peruano de Estudos Sociais. Para ele, o Peru possui há tempos "uma economia que caminha em piloto automático, em modo zumbi". No domingo, os eleitores peruanos irão eleger seu novo presidente e o Congresso Nacional. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal peruano El Comercio, os dois favoritos para passarem ao segundo turno são Rafael López Aliaga, ex-prefeito de direita e conservador da capital, Lima; e Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações aos direitos humanos, e que tenta virar presidente há quatro eleições. Analisamos aqui os impactos das tormentas políticas ocorridas nos últimos anos para o país. As bases da fortaleza A economia peruana conta com pontos fortes estruturais que a beneficiaram ao longo do tempo. Trata-se de uma economia aberta que, de forma geral, vem oferecendo segurança jurídica aos investidores nos últimos anos. Diferentemente de outros países do continente, habituados a enfrentar problemas financeiros, o Peru tem uma das moedas mais estáveis da América Latina, o sol. Um fator fundamental é a gestão do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP). Graças à autonomia concedida a ele pela Constituição do país, o organismo se mantém à margem das disputas políticas e realizou uma gestão orientada por critérios técnicos. Os especialistas reconhecem que este é um dos fatores fundamentais para a estabilidade macroeconômica do país. 'Oportunidade perdida' Nas duas primeiras décadas do século 21, o Peru viu seu Produto Interno Bruto (PIB) crescer em cerca de 4% ao ano. E, em alguns anos, o país chegou a superar a barreira dos 10% de crescimento interanual. Mas o ritmo de crescimento vem diminuindo desde 2018, com a renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, o PPK. Ela deu início a uma caótica sucessão de presidentes — oito, desde então. Se ignorarmos os anos da pandemia de covid-19, a economia peruana cresceu em média cerca de 2,3% desde 2022. Segundo os especialistas, este índice está longe do seu potencial. "A economia peruana continua crescendo, mas existe um custo de oportunidades perdidas", explica Mendoza. "Se tivéssemos políticas sustentadas, não estaríamos crescendo em 3%. Provavelmente, estaríamos crescendo em níveis de 5 ou 6%." Seguindo esta mesma linha, o diretor do Instituto Peruano de Economia e membro da diretoria do BCRP, Diego Macera, declarou à BBC que o Peru deveria ter se beneficiado mais da atual conjuntura de altos preços do ouro e do cobre, duas das suas maiores matérias-primas de exportação. "Com os preços internacionais atuais e a macro estabilidade que vivenciamos, não há motivo para não termos crescido mais de 4,5%, se nossos governos tivessem sido razoavelmente previsíveis e competentes", explica ele. Tudo isso explica por que, apesar dos anos de crescimento, a economia peruana se expandiu abaixo do esperado e o país não conseguiu retornar aos níveis de pobreza e emprego formal anteriores à pandemia. Em 2019, 20% dos peruanos viviam em situação de pobreza e este índice atingiu 27,6% em 2024. E o Instituto Nacional de Estatísticas e Informática do país indica que a renda real formal em 2024 também não retornou aos níveis de 2019. O exemplo mais claro do preço que os peruanos pagam pela sua instabilidade política é o ano de 2023, depois que o então presidente Pedro Castillo foi destituído e preso por tentativa de golpe de Estado, gerando protestos em todo o país. Naquele ano, a economia do país se retraiu em 0,55%. "Foi um ano em que ficou muito claro que o desajuste político afetou o andamento da economia", indica Mendoza. O preço do 'carrossel político' Para Mendoza, quando o Peru entrou no "carrossel político" dos últimos anos, "passou a ser impossível ter políticas econômicas sustentadas". E Macera recorda que "os presidentes, em média, não chegaram a ficar dois anos no cargo". O atual presidente, José María Balcázar, foi eleito pelo Congresso no último dia 18 de fevereiro, substituindo José Jerí, que foi destituído depois de pouco mais de quatro meses de mandato. Se os presidentes duram pouco, menos ainda os ministros. "Um ministro da Economia dura hoje, em média, sete ou oito meses", destaca Macera. "Com esta volatilidade, é muito complicado ter políticas de Estado razoavelmente consistentes e fazer com que o setor privado saiba com clareza quem são seus interlocutores dentro dos ministérios." No Peru, os presidentes duram pouco. O atual mandatário, José María Balcázar, assumiu o cargo em fevereiro e precisará sair em julho. Jorge Cerdán via Getty Images Para setores que exigem grandes investimentos e anos de planejamento, como a mineração, que é um dos principais setores da economia do Peru, saber ao certo quais serão as políticas futuras do país é fundamental na hora de decidir e executar investimentos. "Como você pode fazer um planejamento se os ministros e suas equipes mudam a cada poucos meses?", questiona Macera. Além disso, o ciclo eleitoral deste ano agrava ainda mais as incertezas que se transformaram em rotina no Peru. Em poucos meses, serão realizadas eleições gerais (para escolher o presidente e o Congresso) e pleitos locais e regionais, para eleger prefeitos e governadores. A julgar pelo descontentamento dos eleitores, refletido nas pesquisas, é provável que se decida mudar a maioria dos governantes. Todas as pesquisas indicam que os peruanos consideram que a corrupção é um dos principais problemas do país. A vida política peruana foi marcada, nos últimos anos, pelos escândalos que custaram o cargo de quase todos os últimos mandatários, um após o outro. Mendoza lamenta que "segmentos significativos do Estado tenham sido capturados e depredados pelas máfias". Para ele, "já não se trata apenas da corrupção tradicional, mas da criminalidade vinculada ao crime comum". E as atividades delituosas trazem impactos econômicos. "Existe uma ampla agenda pendente de combate à mineração ilegal", segundo Macera. "Calculamos que, no ano passado, tenha havido cerca de US$ 11,5 bilhões [cerca de R$ 58,2 bilhões] de exportação ilegal de ouro, um número similar ao exportado pela agroindústria peruana em 2014." O que pode acontecer agora Todas as previsões estão, agora, à mercê do que vier a acontecer com a guerra no Oriente Médico, que já provocou o aumento dos preços do petróleo e poderá causar uma recessão mundial, caso não seja encerrada rapidamente. O Banco Central peruano calcula que o PIB do país irá crescer em cerca de 2,9% este ano. Novamente, um dado de crescimento positivo que, se confirmado, colocaria o Peru como a segunda economia com maior crescimento do continente. Mas o cenário pode variar, em caso de prolongamento do conflito no Oriente Médio. O Peru continua se beneficiando dos altos preços dos metais, da estabilidade da sua moeda e da solidez das suas contas públicas. E se espera que os investimentos e o emprego formal continuem aumentando. A diretoria do Banco Central peruano também deverá ser renovada este ano, em outra medida importante. "O Banco tem grande independência nas suas operações, mas a escolha dos membros da diretoria dependerá do novo presidente e do novo Congresso", indica Macera. Ele espera que haja um consenso para manter Julio Velarde como presidente do Banco Central. Ele está à frente da instituição há 20 anos e é amplamente considerado uma das garantias da solidez macroeconômica peruana. Mas isso ainda aguarda definição, como quase tudo no Peru, neste ano eleitoral. Os governantes que sairão das urnas terão o desafio de fazer com que a economia peruana abandone seu "modo zumbi" e passe a trabalhar a todo vapor, em prol da coesão social e do progresso dos seus cidadãos.

Adam Back, indicado por investigação do NYT como possível criador do bitcoin Getty Images Quem criou o bitcoin? Dezessete anos depois, a pergunta continua sem resposta. Em 31 de outubro de 2008, foi publicado o white paper intitulado "Bitcoin: Um Sistema de Dinheiro Eletrônico Peer-to-Peer" (documento técnico que descreve o funcionamento e os fundamentos de uma tecnologia), assinado por Satoshi Nakamoto — um pseudônimo. Assim como outras figuras contemporâneas envoltas em anonimato — da autora napolitana Elena Ferrante ao artista de rua britânico Banksy — a identidade por trás de Nakamoto permanece um mistério. Há, no entanto, um elemento que torna tudo ainda mais intrigante: uma simples busca na internet coloca Nakamoto em diferentes listas das pessoas mais ricas do mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como alguém que revolucionou o sistema financeiro, criando um sistema de transação global descentralizado de governos, deu origem a uma indústria avaliada em US$ 2,4 trilhões e acumulou uma das maiores fortunas do planeta poderia continuar completamente anônimo — e, ao que tudo indica, sem jamais tentar reivindicar publicamente esse poder? Satoshi Nakamoto nunca movimentou suas bitcoins, e sua última interação pública aconteceu em 2010, por meio de um post no fórum BitcoinTalk, um fórum online onde os usuários se reuniam para discutir o software, a economia e a filosofia da moeda digital. Último post de Nakamoto no Bitcointalk, lançando uma nova versão do Bitcoin (0.3.19) e explicando ajustes técnicos BBC Lista de 'suspeitos' Sua identidade, desde a criação do sistema, é cercada por teorias. Há quem suponha que, quem quer que esteja por trás do nome, já não esteja mais vivo — já que não há qualquer indício de atividade desde 2010. Outros acreditam que se trate de alguém que já acumulava grande fortuna em outras áreas de negócio e que, por isso, nunca precisou recorrer aos bilhões associados a criptomoeda. Diversos nomes já foram apontados como, potencialmente, a verdadeira identidade do criador do bitcoin. Ao longo dos anos, uma longa lista de "suspeitos" surgiu. Em 2014, a revista americana Newsweek publicou uma reportagem de grande repercussão afirmando que o criador da criptomoeda seria Dorian Nakamoto, um nipo-americano radicado na Califórnia. Ele negou, e a teoria acabou sendo amplamente desacreditada. No ano seguinte, o cientista da computação australiano Craig Wright foi apontado por jornalistas como o verdadeiro Satoshi. Ele primeiro negou, depois passou a afirmar que era, mas nunca conseguiu comprovar — e, em 2024, o Tribunal Superior de Londres concluiu que Wright não é o criador do bitcoin, após considerar que ele apresentou documentos falsos e fez alegações enganosas por anos. Outros nomes também já foram levantados, celebridades como o bilionário Elon Musk — que também negou qualquer envolvimento — e até Jeffrey Epstein, também bilionário e que foi condenado por abusos sexuais. Nenhuma dessas hipóteses resistiu ao escrutínio, e agora, uma nova investigação do New York Times aponta para outro nome, já levantado em outras ocasiões: Adam Back, um criptógrafo britânico altamente ativo na comunidade de bitcoin. Evidências sobre Adam Back O texto do New York Times sobre a possibilidade de Adam Back ser o verdadeiro criador da criptomoeda aponta que, ao longo dos últimos 16 anos, as teorias mais atraentes se apoiaram em coincidências que se encaixavam no pouco que se sabe sobre Satoshi: um estilo específico de programação, um histórico profissional nebuloso, domínio dos conceitos técnicos centrais do Bitcoin e até uma visão de mundo crítica ao Estado. Ainda assim, essas hipóteses costumavam ruir diante de álibis ou inconsistências. A reportagem destaca paralelos em relação à Beck: ele é o criador do Hashcash, um sistema de prova de trabalho citado diretamente no white paper do Bitcoin; participou ativamente das discussões iniciais sobre criptografia e dinheiro digital; e usava expressões e construções linguísticas semelhantes às encontradas nos textos atribuídos a Satoshi. Além disso, análises apontam que sua atividade online diminui em períodos que coincidem com a atuação mais intensa de Satoshi — e volta a crescer após o desaparecimento do pseudônimo. O texto também chama atenção para características da escrita de Satoshi, que misturava ortografia britânica com expressões americanas. Para alguns, isso poderia indicar uma tentativa deliberada de disfarce. Mas há um indício que aponta na direção oposta: na primeira transação registrada no blockchain, Satoshi incluiu a manchete de um jornal — "The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks" — publicada na edição impressa britânica do The Times, o que indica uma conexão com o Reino Unido. Sua trajetória acadêmica e profissional, desde o interesse precoce por codificação até a atuação em comunidades que discutiam dinheiro digital anônimo, também se encaixa no perfil esperado do criador da criptomoeda. Ao mesmo tempo, há pontos que complicam essa hipótese: Back apresentou e-mails de 2008 mostrando que Satoshi entrou em contato com ele antes da publicação do white paper, o que, em tese, indicaria que eram pessoas diferentes — embora o próprio texto levante a possibilidade, ainda que especulativa, de que essa troca pudesse ter sido criada como forma de despistar. A reportagem também aponta paralelos mais sutis — e, em alguns casos, mais ideológicos — entre Back e Satoshi. Ambos demonstravam uma visão libertária sobre dinheiro e Estado, defendendo o uso da criptografia como forma de reduzir o poder governamental. Há coincidências curiosas: Back questionou, anos antes, as restrições ao ouro nos EUA — tema que Satoshi parece ter referenciado simbolicamente ao indicar sua data de nascimento; os dois também compartilhavam uma preocupação incomum com spam e propunham soluções semelhantes para lidar com mensagens indesejadas usando sistemas de custo computacional. Além disso, Back já defendia o uso de pseudônimos e estratégias para escapar da vigilância estatal — algo que dialoga diretamente com o anonimato extremo de Satoshi. Em comum, eles também tinham posições críticas a patentes e copyright e optaram por tornar seus projetos de código aberto. Ainda assim, como destaca a própria reportagem, esses paralelos — embora intrigantes — permanecem circunstanciais e não constituem prova definitiva. Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas A investigação vai além das coincidências de perfil e linguagem e aponta que Back chegou a descrever, ainda nos anos 1990, um sistema de dinheiro eletrônico com características quase idênticas às do Bitcoin: descentralizado, baseado em uma rede de computadores independentes, com oferta limitada para evitar inflação e sem necessidade de confiança em instituições ou intermediários. Em diferentes mensagens na lista dos cypherpunks, ele também discutiu soluções para problemas centrais da moeda digital — como a validação pública das transações, a emissão de novas unidades por meio de esforço computacional e até o aumento progressivo da dificuldade de mineração. Em um dos pontos mais destacados, a reportagem sugere que o Bitcoin pode ser visto como a combinação direta de duas ideias já debatidas por Back: o Hashcash e o sistema b-money, de Wei Dai — exatamente como descrito por Satoshi anos depois. A reportagem também destaca momentos posteriores que alimentam as suspeitas. Quando a fortuna atribuída a Satoshi começou a ser mapeada publicamente, Back chegou a sugerir que investigações muito precisas poderiam prejudicar o próprio Nakamoto — um comentário visto como incomum. Pouco depois, aponta o texto, ele passou a se envolver intensamente com o ecossistema do Bitcoin, propondo mudanças técnicas, ganhando influência entre desenvolvedores e fundando empresas centrais para o desenvolvimento da rede. Em alguns episódios, há paralelos diretos até no discurso: análises apontam que posições defendidas por Back em debates técnicos (como a oposição ao aumento do tamanho dos blocos) coincidem com mensagens atribuídas a Satoshi que surgiram anos depois, com linguagem e argumentos semelhantes. Para o autor do texto, John Carreyrou, não se trata de uma prova definitiva, mas de um conjunto de coincidências que, somadas, tornam difícil ignorar a hipótese. A reportagem também recorre a análises linguísticas mais detalhadas para tentar aproximar Back de Satoshi. Em um dos exercícios, ao filtrar milhares de participantes de fóruns de criptografia por esses traços específicos, apenas um nome permanecia ao final do cruzamento de critérios: Adam Back. Ainda assim, especialistas ouvidos ressaltam que esse tipo de análise não é conclusivo, especialmente porque o próprio Satoshi poderia ter ajustado deliberadamente seu estilo de escrita para evitar identificação. Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin Getty Images A negativa de Back Em entrevista à BBC, Adam Back negou qualquer envolvimento com a identidade de Satoshi Nakamoto. Após reportagem do New York Times sugerir que ele poderia estar por trás da criptomoeda, Back classificou a investigação como fruto de "viés de confirmação" e reiterou: "Eu não sou o Satoshi". Em publicação na plataforma X, ele afirmou que, embora não seja o criador, esteve entre os primeiros a se dedicar às implicações da criptografia para a privacidade online e o dinheiro eletrônico. Back também contestou pontos centrais da apuração, dizendo que as semelhanças apontadas — tanto de linguagem quanto de atividade online — são "uma combinação de coincidência e frases semelhantes usadas por pessoas com experiências e interesses parecidos". A hipótese de que Back seria Satoshi não é nova, e ele já foi apontado outras vezes como possível autor do Bitcoin. Desta vez, a investigação destacou paralelos entre seus escritos e os de Nakamoto, além de sugerir que sua atividade online teria coincidido com o desaparecimento do pseudônimo. Back rebateu, afirmando que participou ativamente de fóruns na época e que a interpretação dos dados está incorreta. Ele também ironizou as especulações sobre a fortuna atribuída ao criador do Bitcoin — estimada em cerca de US$ 70 bilhões — dizendo que gostaria de ter minerado mais moedas no início. "Me arrependo de não ter minerado com mais intensidade em 2009", escreveu. Para Back, o mistério em torno da identidade de Satoshi pode, inclusive, ser positivo. "Não sei quem é Satoshi — e acho que isso é bom para o Bitcoin", afirmou. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Um relatório da OpenAI, dona do ChatGPT, propõe que o avanço da inteligência artificial não seja usado apenas para aumentar lucros, mas também para ampliar o bem-estar da população. O documento da bigtech, intitulado "Política Industrial para a Era da Inteligência", foi divulgado neste mês. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nele, a empresa afirma que, enquanto novas formas de trabalho surgirão, "alguns empregos desaparecerão" e indústrias inteiras serão remodeladas em uma velocidade sem precedentes históricos. Entre as propostas apresentadas, a OpenAI defende a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. A sugestão é incentivar testes com semanas de quatro dias (32 horas), mantendo os níveis de produção e serviço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o relatório, o tempo economizado com a automação de tarefas poderia ser convertido em folgas ou em uma jornada menor. A empresa argumenta que a automação de atividades repetitivas e administrativas tende a liberar tempo, que deveria ser "devolvido" aos trabalhadores. O documento também sugere ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer apoio para cuidados com filhos e idosos. Outro ponto destacado é a participação dos funcionários na adoção da IA nas empresas. A OpenAI diz que trabalhadores deveriam ter voz formal nesse processo, ajudando a definir como a tecnologia será usada, com foco na redução de tarefas perigosas ou exaustivas, e não apenas no aumento da produtividade ou da vigilância. O relatório também menciona a criação de um fundo para distribuir parte dos ganhos econômicos gerados pela IA à população, independentemente da renda. Por fim, a empresa afirma que a IA deve ser tratada como infraestrutura essencial, semelhante à eletricidade e à internet, e defende a oferta de versões acessíveis da tecnologia para pequenos negócios e comunidades de baixa renda. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil O que acontece com seus dados na internet quando você morre? ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites

Preço do diesel registra primeira queda nos postos de combustíveis Jornal Nacional/ Reprodução O preço médio do diesel na bomba recuou 0,2% e ficou em R$ 7,43, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essa é a primeira redução desde o começo do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ainda de acordo com o levantamento, a gasolina teve redução de apenas R$ 0,01 no preço médio, ficando em R$ 6,77. O etanol também registrou queda, para R$ 4,69. Veja mais detalhes no gráfico abaixo: Desde que os bombardeios começaram, na madrugada de 28 de fevereiro, as incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito fizeram o preço do barril do petróleo subir de forma acentuada. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde então, os preços do Brent, referência internacional, chegaram a disparar mais de 60%, alcançando o patamar de US$ 118,32 por barril. Na última sexta-feira (11), os preços do petróleo tipo Brent fecharam cotados a US$ 94,33, queda de 1,66% em relação ao dia anterior. As oscilações do petróleo no mercado internacional também se refletiram no Brasil. Na primeira semana de março, o preço do diesel ao consumidor subiu R$ 0,05, para R$ 6,08, segundo a ANP. No dia 14 do mesmo mês, o valor já havia alcançado R$ 6,80. O avanço dos preços acendeu o alerta no governo federal, que vem, desde então, anunciando medidas para tentar frear o aumento do diesel — entre elas a proposta de subsídios e a isenção de impostos federais. Fiscalização ajuda, diz entidade Segundo Rodrigo Zingales, diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), ainda é cedo para sentir os efeitos das medidas do governo nas bombas. “Acredito que o aumento da fiscalização sobre os preços praticados pelas distribuidoras seja a razão dessa estabilidade”, diz Zingales. Nas últimas semanas, a ANP e a Polícia Federal têm realizado operações para fiscalizar distribuidoras e postos. O objetivo é coibir a prática de preços abusivos, inclusive na venda do gás de cozinha. A ANP também criou um novo canal para denúncias de irregularidades. Veja aqui como fazer a denúncia. Como são formados os preços do diesel? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: Como é formado o preço do diesel Arte/g1

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.995 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 40 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (11), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que vai incluir estudantes com pendências no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias. "Agora estamos com problema porque está aumentando endividamento do Fies. Vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. Não pode tirar o jovem do seu sonho universitário porque está devendo", disse Lula. "Tem tanta gente que deve pro governo. A gente sonha que ele pague a dívida dele sendo profissional competente. Vai melhorar qualidade da produtividade do país, mais mão de obra qualificada", afirmou. A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Lula, que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias. O petista deu a declaração durante uma visita novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas. A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Lula e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. De acordo com o ministério, o plano prevê duas medidas diferentes: Liberação de até R$ 10 bilhões A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas. A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos. O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta. Liberação de R$ 7 bilhões a 10 milhões de pessoas Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários. Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

O bloqueio de tela é uma das medidas de segurança mais importantes em smartphones. Sem bloqueio, qualquer contato breve com o aparelho é suficiente para instalar um programa espião Altieres Rohr/G1 Uma empresa de energia no Reino Unido sofreu um prejuízo de 700 mil libras esterlinas (cerca de R$ 4,7 milhões) após um ataque hacker desviar o destino de um pagamento que seria feito a outra companhia. O caso se tornou público na última quinta-feira (9) e envolveu a subsidiária americana da Zephyr Energy, empresa britânica de petróleo e gás que relatou o incidente a seus investidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O ataque fez o valor ser transferido para um terceiro sem envolvimento na negociação, informou a Zephyr Energy. "A empresa notificou imediatamente as autoridades policiais competentes e está trabalhando com os bancos e consultores envolvidos para tentar recuperar os fundos desviados", continuou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa não detalhou a invasão, mas esse tipo de ataque costuma envolver acessos indevidos a caixas de entrada de e-mails e a sistemas de contabilidade, por exemplo. Os "ataques de comprometimento de e-mail comercial" estão entre os mais comuns e, em 2025, geraram prejuízo de mais de US$ 3 bilhões para milhares de vítimas em 2025, segundo um relatório do FBI. A Zephyr Energy disse que seus sistemas estão sendo monitorados continuamente e que, apesar de seguir padrões de mercado, adotou novas camadas de segurança. A empresa disse ainda que está realizando suas atividades normalmente e que tem capital de giro suficiente para que a invasão não afete sua operação. Área de exploração de petróleo da Zephyr Energy em Utah, nos Estados Unidos Divulgação/Zephyr Energy

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe. Segundo a PGFN, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente. 🔎 A alíquota de 12% foi instituída por MP pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio. De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em resposta à alegação de que a decisão usa um trecho da MP que não existe, o juiz admite que a decisão levou em conta "três parágrafos que não integram o texto da referida medida provisória. Porém, não reviu a decisão. O caso deve ir para análise colegiada no tribunal. "Foi um erro material grave, mas que não afeta as conclusões extraídas do processo de interpretação segundo o qual a exposição de motivos deve ser levada em conta, máxime por ser tratar de uma medida executiva (portanto, eminentemente administrativa), ainda que com força de lei", escreveu Vasconcelos. ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, a reportagem atribuiu a fala acima à desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). O erro foi corrigido às 17h20. A desembargadora havia mantido a decisão de Sampaio e direcionado o assunto para referendo em um orgão colegiado do TRF2. Nesta sexta-feira (10), Arruda enviou o tema para "correção de erro material". O que suspende a análise da decisão na turma que vai julgar o caso. Nos bastidores do governo, a avaliação de integrantes é de que a decisão foi tomada com base em um texto falso. Para a PGFN, esse equívoco compromete a base da decisão e evidência uma "fragilidade jurídica" na concessão da liminar. Segundo esses relatos, o governo suspeitava que o erro teria sido causado com a anexação de uma versão modificada da MP por parte das petroleiras, e que o juiz não teria conferido a autenticidade do documento antes de utilizá-lo como fundamento. Entretanto, a petição inicial das empresas no processo, à qual o g1 teve acesso, não menciona os trechos citados pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio que não fazem parte do texto da MP. Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters A decisão O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. A decisão afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional. O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”. A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão. Críticas do setor As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país. Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor. "Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, em um evento na quarta-feira. O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil. No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível.

Casa Branca, nos Estados Unidos Aaron Kittredge/Pexels Funcionários da Casa Branca, sede do governo americano, foram alertados no mês passado para não usar informações privilegiadas em apostas em "mercados de previsões". O alerta foi feito por email enviado em 24 de março, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma pausa de cinco dias em sua ameaça de atacar usinas e infraestrutura de energia do Irã. O email enviado aos funcionários da Casa Branca faz referência a reportagens jornalísticas sobre o uso de informações que não vieram a público para apostar em plataformas como Kalshi e Polymarket. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, disse à BBC que "qualquer insinuação sem provas de que funcionários do governo estejam envolvidos em tal atividade é jornalismo infundado e irresponsável". Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Wall Street Journal foi o primeiro a divulgar o email na quinta-feira, 9 de abril. Ingle afirmou também que todos os funcionários federais dos EUA estão sujeitos às diretrizes de ética do governo, que proíbem o uso de informações privilegiadas para ganho financeiro. "O único interesse especial que sempre guiará o presidente Trump é o bem-estar do povo americano." A BBC entrou em contato com a Kalshi e a Polymarket para comentar o assunto, mas não recebeu respostas ainda. A empresa comandada por bilionária brasileira no centro de polêmicas sobre 'apostas em guerra' A Polymarket passou a ser escrutinada em janeiro depois que um apostador ganhou quase meio milhão de dólares (cerca de R$ 2,5 milhões) por causa de uma aposta na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pouco antes do anúncio oficial. Não está claro quem fez a aposta, já que a conta anônima tem um identificador de blockchain com letras e números. O caso gerou preocupações acerca do eventual uso de informações privilegiadas de operações militares americanas. A popularidade de mercados de previsões, que movimentaram mais de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 225 bilhões) no ano passado, tem crescido bastante. As previsões podem estar relacionadas a praticamente tudo. Em geral estão ligadas a esportes, mas também podem envolver apostas, por exemplo, em decisões do Banco Central sobre a taxa de juros ou o resultado de eleições. Essas empresas estão mudando o mercado de apostas nos EUA, onde até 2018 era proibido realizar apostas esportivas. Apostas em eleições eram proibidas até 2024. Apostas no mercado de previsões sobre conflitos alimentaram também o debate sobre como esse setor da indústria deve ser regulamentado. Essas empresas não estão enquadradas nos EUA como negócios de apostas e jogos de azar. Diferentemente das bets (firmas de apostas tradicionais), em que as probabilidades são definidas pela própria empresa, as plataformas de mercados de previsão funcionam mais como uma bolsa de valores, permitindo que os usuários apostem uns contra os outros no resultado de eventos futuros por meio de algo chamado de "contratos de eventos". Esses eventos sempre têm como resultado um cenário de "sim" ou "não". Esse modelo permitiu que essas empresas ficassem sob supervisão dos reguladores financeiros nacionais da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Nesta semana, o congressista americano Ritchie Torres, membro do Partido Democrata que integra o Comitê de Serviços Financeiros, enviou um comunicado à CFTC solicitando uma investigação de apostas "suspeitas". A comissão regula a negociação de derivativos, que incluem mercados de previsões. Em março, líderes do Partido Democrata (de oposição ao governo Trump, do Partido Republicano) apresentaram um projeto de lei para banir completamente o mercado de previsões de negociar apostas relacionadas a guerras ou ações militares. Em teoria, essas apostas já infringem as regras financeiras dos EUA, que proíbem a negociação de contratos relacionados a guerra, terrorismo, assassinato, jogos de azar ou outras atividades ilegais. As apostas realizadas no âmbito das empresas desse mercado de previsões poderiam ser consideradas contratos desse tipo, perante a lei, argumentam os críticos. "Corrupção e exploração estão prosperando neste momento por brechas nos mercados de previsões", afirmou o senador americano Andy Kim (Democrata por Nova Jersey). "Essa manipulação leva a uns poucos escolhidos a ganharem um monte, às custas dos trabalhadores americanos." Críticos dos mercados de previsões afirmam que essas plataformas realizam, na verdade, operações de apostas esportivas e jogos de azar — e que estariam tentando se "disfarçar" como "bolsas de negociações" para evitar regras e impostos mais rigorosos enfrentados pelas bets, que são regulamentadas pelos Estados. A divergência sobre quem deve fiscalizar os aplicativos gerou dezenas de batalhas judiciais nos EUA, à medida que os Estados começam a reivindicar seu direito de regulamentar essas empresas, em vez de deixar a supervisão a cargo da CFTC. No Brasil, há relatos de que brasileiros conseguem usar essas plataformas usando remessas internacionais com criptomoedas ou cartões internacionais. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as plataformas de apostas tradicionais — as bets brasileiras — que pagaram por outorgas de R$ 30 milhões para operar no Brasil, vêm solicitando, em reuniões com o governo, que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda bloqueie a operação de plataformas como a Kalshi. Elas argumentam que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país e nem terem pago pela outorga. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a cofundadora da Kalshi, a mineira Luana Lopes Lara, disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil. * Reportagem adicional de Daniel Gallas e Natalie Sherman

Naming rights: por que empresas gastam bilhões para dar nomes a estádios e casas de show Estádios, teatros, casas de shows, cinemas, times de futebol e até estações de metrô. Os naming rights não são novidade, mas viraram "febre" no marketing brasileiro nos últimos anos. Em português, o termo significa “direitos de nome”. E, para expandir sua marca para um público específico, as empresas compram o direito de rebatizar locais, equipamentos ou espaços. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Foi assim que, anos atrás, nasceu o icônico Credicard Hall, em São Paulo. Esse é provavelmente o primeiro grande caso de sucesso no país — tanto que a distribuidora Vibra ainda se desdobra para que o espaço seja reconhecido como Vibra São Paulo. Desde então, outros exemplos se multiplicaram. De olho no futebol e em grandes eventos, a venda de naming rights fez o estádio do Corinthians se tornar a Neo Química Arena. O Estádio do Morumbi, por sua vez, passou a se chamar MorumBIS, enquanto o tradicional Pacaembu virou Mercado Livre Arena Pacaembu. Antes deles, em 2014, o Parque Antarctica, estádio do Palmeiras, deu lugar ao Allianz Parque — o que vai mudar a partir de agora. A arena alviverde passará a ter o nome do Nubank, após o banco anunciar, nesta sexta-feira (10), um acordo com a WTorre, responsável pela gestão do estádio. O contrato prevê que o Nubank terá os naming rights da arena até 2044. As estimativas apontam que o banco pagará cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) por ano pela aquisição do direito. Valores oficiais não foram divulgados. A mudança ocorre após 13 anos sob a marca Allianz. O novo nome do estádio ainda será decidido por votação popular entre três opções: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank. LEIA MAIS: Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras; nome será escolhido pela torcida Quando o assunto são naming rights, há peculiaridades: cada contrato tem regras próprias, incluindo duração, contrapartidas e prazos de pagamento. Além disso, envolvem cifras que chegam a dezenas — ou centenas — de milhões de reais para rebatizar um local icônico. Mas vale a pena? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, as empresas consideram fatores como características do local, fluxo de pessoas, contexto histórico e potencial de negócio. Os objetivos variam, mas incluem, em geral, o desejo de ampliar o reconhecimento da marca ou "bombar" lançamentos. Nesta reportagem, você vai entender: Por que empresas optam por naming rights? Foco no esporte e no entretenimento Estratégia avança, mas ainda é embrionária no Brasil O objetivo é o nome da marca 'pegar'? Como os prazos e valores são determinados — e quais os riscos? Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras Divulgação/Nubank Por que empresas optam por naming rights? A visibilidade da marca é um dos principais benefícios dos acordos. Mas os verdadeiros impactos da ação decorrem de uma série de outros elementos que compõem a estratégia, explicam especialistas em marketing de negócios ouvidos pelo g1. "Nas negociações de naming rights, também pode ficar acordado que, dentro daquele local, a empresa possa colocar suas lojas, pontos de vendas ou operações, em uma ação que vai muito além de dar nome ao espaço", explica o especialista em marketing Idel Halfen. É o que exigem os últimos grandes contratos divulgados no país. Além de rebatizar os estádios, as empresas compraram o direito de operar suas marcas dentro dos espaços, criando um ecossistema de contato direto com o público. (entenda mais abaixo) A Mondelēz, dona da marca de chocolates BIS, por exemplo, fechou um acordo com o São Paulo Futebol Clube em 2024 que inclui a venda dos produtos no estádio e a criação de um ambiente "voltado para experiências", com a renomeação de setores internos do espaço. "Isso tudo vai permitir, pelos próximos três anos, ações que vão gerar 'awareness' [reconhecimento da marca], que vão se conectar com o consumidor e também ganhar novos compradores", afirmou, na época, Fabiola Menezes, diretora de marketing de chocolates da Mondelēz Brasil. A compra dos naming rights do estádio foi o maior investimento de comunicação já feito na história da marca BIS, que pretende ampliar a capacidade produtiva para expandir a presença da marca nos pontos de venda pelo Brasil. O acordo é de R$ 75 milhões em três anos — uma média anual de R$ 25 milhões. Há acordos menores no país, como o do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que fechou naming rights de R$ 7,5 milhões para se chamar Arena BRB por três anos, a partir de 2022. O contrato deve se estender para até 2027 E também há gigantes, a exemplo do próprio Pacaembu, que assinou em 2024 contrato de mais de R$ 1 bilhão com o Mercado Livre para naming rights de 30 anos — o maior já registrado no Brasil. De acordo com especialistas, é importante para uma estratégia de impacto em naming rights que a exposição das marcas seja feita de forma continuada. Por isso, os períodos são mais longos, chegando a anos. Só assim é possível fortalecer a relação com o público que frequenta aquele espaço e gerar uma aproximação com o cliente. Vista da Arena Mercado Livre Pacaembu em São Paulo MARLON COSTA/AGIF/AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Foco no esporte e no entretenimento A premissa básica dos naming rights é a aplicação em locais com grande fluxo de pessoas, de preferência do perfil de consumidor que a aquela empresa pretende atingir. Mas o tempo mostrou que o modelo está muito mais "adaptado" aos equipamentos de esportes e entretenimento, como estádios, casas de shows e teatros. Isso não acontece à toa. Em geral, são locais atrelados a momentos de alegria e descontração, onde as pessoas vivem histórias com envolvimento emocional e formam lembranças, o que ajuda a criar uma conexão com as marcas. “Quando vamos a um show ou a um jogo, existe ali um ambiente mágico, em que você está bem aberto a sensações e emoções. Por isso é tão especial se associar a um equipamento desse tipo”, afirma Fernando Trevisan, especialista em gestão e marketing esportivo da Trevisan Escola de Negócios. Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, acrescenta que empresas dedicam milhões a essa estratégia por entenderem que estão comprando algo que a publicidade tradicional raramente entrega: presença permanente na cultura e na rotina das pessoas. "Cada jogo, show ou reportagem repete o nome da marca. Mais do que exposição, é uma associação emocional com momentos de entretenimento e paixão que fortalecem a marca no longo prazo", afirma. Estratégia avança, mas ainda é embrionária no Brasil Apesar do crescimento notável dos contratos de naming rights no país, a exploração dessa ação de marketing ainda é muito baixa perto de outros mercados, como o norte-americano. É o que mostra um levantamento da agência Jambo Sport Business, feito em 2024 com base nas principais ligas esportivas. Na NBA, maior liga de basquete do mundo, por exemplo, mais de 90% das arenas possíam naming rights. A única ainda sem contrato é o Madison Square Garden, onde o New York Knicks manda seus jogos. Por outro lado, na série A do campeonato brasileiro de futebol, a parcela era de apenas 31,6%. Outras ligas americanas tinham números muito próximos aos da NBA: NHL, de hóquei: 93,8% NFL, de futebol americano: 90% MLS, de futebol: 82,8% WNBA, de basquete feminino: 75% MLB, de baseball: 70% "Enquanto o Brasil ainda 'engatinha' no que tange às operações de naming rights, vemos os EUA bastante maduros", diz o relatório. O levantamento ainda mostra que, em território norte-americano, havia predominância de empresas do mercado financeiro no uso de direitos de nome. De um total de 120 arenas analisadas, o segmento possuia naming rights de 44%. Em seguida, estavam os setores automotivo (8,3%), de bens de consumo (6,4%), varejo (6,4%) e telecomunicações (5,5%). No Brasil, por outro lado, não foi destacada uma padronização. O mercado consolidado lá fora também tem se mostrado uma oportunidade para empresas brasileiras. Nesse sentido, o grupo econômico Inter&Co anunciou, em janeiro de 2024, um acordo para nomear o estádio das equipes norte-americanas Orlando City SC e Orlando Pride para Inter&Co Stadium. A instituição brasileira afirmou à época que o objetivo era "aumentar seu conhecimento da marca nos Estados Unidos", em um empreendimento com planos que incluem tornar o estádio "palco de eventos culturais e musicais, com um primeiro show a ser realizado em 2024". O Nubank também mostrou estar ampliando sua atuação nessa estratégia. Em março de 2026, passou a dar nome ao estádio do Inter Miami CF, time de futebol dos EUA. O Nu Stadium é a casa da equipe de Lionel Messi, um dos maiores jogadores do mundo nas últimas décadas. “Há um maior entendimento do mercado, que hoje conta com mais parâmetros sobre naming rights. Isso mostra que empresas novas no segmento financeiro adotam estratégias mais agressivas e buscam investir em conhecimento e fortalecimento da marca”, analisa Idel Halfen. O objetivo é o nome da marca 'pegar'? Casos icônicos, como o antigo Credicard Hall (hoje chamado Vibra São Paulo), levantam a questão: afinal, o nome vai realmente "pegar" para o público? E se o nome da marca não pegar? E mais: vale correr o risco de adquirir os naming rights de um local e, possivelmente, continuar sendo chamado pelo nome antigo? Não há um padrão visto no mercado sobre esses pontos. Em geral, contratos mais longos tendem a fixar melhor o nome da marca àquele determinado espaço. Mas também depende do contexto do local: se ele já tem um nome forte ou não, se o público vai ou não aderir à mudança. No caso dos estádios, as maiores oportunidades de fixação de nome estão nas novas arenas (aquelas recém-construídas, com nomes ainda não consolidados). É o caso da Arena MRV, do Atlético Mineiro, por exemplo, cujo nome já era usado antes mesmo de o estádio ficar pronto. Ainda segundo analistas, estádios já existentes que passaram por grandes reformas também oferecem essa oportunidade, como o próprio Allianz Parque, antigo Palestra Itália ou Parque Antarctica — que, inclusive, chamava-se assim porque a propriedade pertenceu à Companhia Antarctica Paulista, produtora de bebidas que, após uma fusão, deu origem à Ambev. O especialista em marketing Fernando Trevisan explica que, no entanto, a busca unicamente pela fixação de nome tem mudado entre as empresas no Brasil. "As marcas estão aproveitando os outros tipos de retorno que esses contratos permitem, com foco no relacionamento com o público", diz, reforçando que o enfoque pode estar direcionado às experiências da marca dentro do local, e não necessariamente à tentativa de fazer o nome "pegar". Além disso, ele reforça que outras empresas têm demonstrado interesse na estratégia ao perceberem projetos de naming rights já em vigor estão se viabilizando e dando certo — incluindo os de curto prazo. Como os prazos e valores são determinados — e quais os riscos? O processo de escolha de valores e duração de contratos de naming rights também não costuma seguir um padrão definido. Os pontos levados em conta são as características do local, o fluxo de pessoas, o contexto histórico e o potencial de negócio — atributos que podem agregar mais ou menos valor à marca, de acordo com o objetivo que ela perseguir. "O responsável pelo investimento também precisa prestar contas internamente, seja para o CEO ou para o conselho da empresa. Então, quanto mais embasada, mais aquela ação se justifica dentro da própria companhia que está investindo", afirma o especialista em marketing Idel Halfen. De acordo com levantamento da agência Jambo Sport Business, que também é assinado por Halfen, é difícil estabelecer uma correlação entre as características das arenas ao valor pago pelas marcas. "É mais provável admitir que, assim como ocorre na maioria dos exercícios de 'valuation' [atribuição de valor de mercado de empresas], o que pragmaticamente define o valor dos contratos é a intenção das partes envolvidas, o quanto se está disposto a pagar e a receber", diz o estudo. Além de atribuir valor, o "valuation" é uma espécie de levantamento que indica que elementos qualitativos como status e credibilidade influenciam no interesse das marcas. O valuation também é ponto central quando o assunto são os riscos para as partes em contratos de naming rights. Um estádio, por exemplo, pode deixar de ganhar dinheiro ao fechar acordo por valores abaixo de seu potencial. Do outro lado, a marca pode perder ao superestimar o negócio e desembolsar mais do que terá de retorno futuramente. Outro risco dos naming rights, dizem especialistas, é o envolvimento da empresa patrocinadora em algum escândalo que prejudique a sua imagem — e, consequentemente, a imagem do espaço nomeado. Por fim, há ainda a possibilidade de a estratégia simplesmente não ser bem-sucedida, frustrando os recursos investidos. "Mas são riscos bem calculados perto da receita que os naming rights geram para um clube de futebol, um dono de estádio ou uma casa de show", afirma Fernando Trevisan.

Sam Altman JN O CEO do OpenAI, Sam Altman, teve sua casa em São Francisco, nos Estados Unidos, atingida por um coquetel molotov nesta sexta-feira, segundo a Wired. O suspeito pelo ataque é um homem de 20 anos preso em flagrante, disse a polícia de São Francisco. Não há feridos nem danos de grande proporção à residência, informou a OpenAI a funcionários, de acordo com a Wired. "Hoje de manhã, alguém atirou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco. Felizmente, ninguém ficou ferido", diz o comunicado da empresa. A polícia afirmou que o homem arremessou um "dispositivo destrutivo incendiário" contra a casa, o que causou um incêndio em um portão externo. Cerca de uma hora depois, agentes atenderam a outra ocorrência em um estabelecimento comercial na região envolvendo um homem que ameaçava incendiar o prédio. "Quando os policiais chegaram ao local, reconheceram o homem como o mesmo suspeito do incidente anterior e o detiveram imediatamente", afirmou a polícia, em comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker Comissários de voo da companhia aérea alemã Lufthansa estão em greve desde a meia-noite até as 22h desta sexta-feira (10), em paralisação convocada pelo sindicato Organização Independente de Comissários (UFO, na sigla em alemão). Com isso, centenas de voos foram ou estão sendo cancelados, e dezenas de milhares de passageiros, afetados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos aeroportos de Frankfurt e Munique, por exemplo, voos com destino a outras cidades europeias, como Milão, Bruxelas, Dublin e Nice, foram cancelados já pela manhã. Além desses dois aeroportos, outros nove têm sido afetados pela greve, que atinge principalmente a empresa Cityline, subsidiária da Lufthansa em hubs regionais, com sede em Colônia. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somente no aeroporto de Frankfurt – o maior e mais importante do país –, foram cancelados 580 de um total de 1.350 voos previstos para esta sexta-feira, o que afetaria cerca de 72.000 passageiros, segundo informações da Fraport, que administra o aeroporto. Somando outras companhias aéreas, o total de passageiros atingidos poderia chegar a mais de 100 mil. Esta é a terceira paralisação registrada na Lufthansa em dois meses. Argumentos distintos Enquanto o diretor-executivo da Lufthansa, Jens Ritter, disse que a greve é "completamente desproporcional", os representantes do UFO argumentaram que a escalada foi inevitável devido a impasses nas negociações. A paralisação ocorre depois de o sindicato rival Verdi ter garantido um acordo coletivo junto à Cityline que abrange 500 comissários e pilotos. O acordo, alcançado após extensas negociações na semana passada, aumentará os salários básicos entre 20% e 35% em três etapas até março de 2029, incluindo dias extras de folga, mais férias, melhor planejamento de escalas e ampliação do apoio previdenciário, segundo o Verdi. No entanto, a Lufthansa teria a intenção de encerrar as atividades da Cityline até o fim deste ano, o que causou indignação entre os funcionários – a medida colocaria em torno de 800 empregos em jogo. Empresa alerta passageiros A Lufthansa recomendou que os passageiros que têm passagem comprada para esta sexta-feira informem-se a respeito de seus voos, com bilhetes que podem ser remarcados ou reembolsados, além de direito a indenizações caso o atraso ultrapasse três horas. A companhia também deve providenciar transporte alternativo, alimentação e hospedagem.

Aviões da Azul e da American Airlines Azul/Divulgação/AP O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou uma petição que aponta possível atuação conjunta entre Azul e American Airlines antes da aprovação do órgão. O caso foi enviado para análise interna após indícios apresentados por uma entidade de defesa do consumidor. A petição foi feita em 2 de março de 2026 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo), que afirma que as empresas podem ter adiantado a execução do acordo e passado a agir de forma alinhada antes da autorização do Cade. 💡 Para entender melhor: pela legislação brasileira, o Cade é responsável por analisar previamente operações entre empresas que possam impactar a concorrência em determinado mercado. Entre os indícios citados pelo IPSConsumo estão: a eleição de um executivo da American Airlines, Jeff Ogar, para o Conselho de Administração e o Comitê Estratégico da Azul; a assinatura de um contrato que dá à American o direito de comprar participação acionária; e declarações de executivos da Azul indicando participação prévia de representantes da American e da United em decisões estratégicas durante a recuperação judicial nos Estados Unidos. "O Cade deve analisar a concorrência nas rotas, a conectividade, os preços, a integração de malhas e os possíveis efeitos indiretos por meio de alianças globais, considerando o novo cenário da Azul sob influência simultânea de American e United e as relações cruzadas com a Gol”, afirmou a presidente do IPSConsumo, Juliana Pereira, em nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao analisar o caso, o relator no Cade, conselheiro Diogo Thomson de Andrade, decidiu aceitar a denúncia como formal no dia 4 de março. Na prática, isso significa que o órgão entendeu que há elementos suficientes para uma análise mais aprofundada. Na mesma decisão, ele determinou o envio do caso à Superintendência-Geral do Cade, área responsável por avaliar se há necessidade de abrir uma investigação e quais medidas podem ser tomadas. LEIA TAMBÉM: Azul anuncia acordo para aporte de 300 milhões de dólares da American Airlines, da United Airlines e de credores American e United ficam com 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões em plano de recuperação A decisão foi confirmada por unanimidade pelos demais conselheiros do Cade em sessão virtual de 16 de março de 2026. O envio do caso para análise não significa que há irregularidade comprovada. Agora, a Superintendência-Geral vai avaliar as informações e decidir quais serão os próximos passos. Procurada pelo g1, a Azul informou que não irá se manifestar sobre o assunto. A American Airlines também foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem até o momento da publicação. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Posto de gasolina. MPCE/ Divulgação A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu nesta semana um novo canal para denúncias de irregularidades em postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha) e outros agentes regulados. A medida vem em meio ao debate cada vez mais frequente sobre a comercialização de combustíveis adulterados e ocorre após a agência ter intensificado a fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos nos postos, diante das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional em razão da guerra no Oriente Médio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a ANP, a iniciativa também visa “direcionar as informações de forma mais ágil, permitindo que a equipe de fiscalização organize a apuração dos fatos”. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a agência, o Portal FalaBR passará a receber apenas: a solicitação de informações em geral; sugestões, elogios, reclamações, informações ou dúvidas sobre serviços prestados pela ANP; e denúncias contra servidores da agência. "O telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) continua ativo e pode ser utilizado para qualquer tipo de manifestação. A divisão de temas entre o novo formulário e o Portal FalaBR se refere apenas ao envio eletrônico", informou a ANP em nota. Como denunciar um posto de combustível? Segundo a ANP, a denúncia deve ser feita por meio do preenchimento do formulário exclusivo, seguindo as orientações abaixo: O cidadão deve informar o CNPJ do estabelecimento (exceto em casos de revenda ou atividade clandestina). Nos postos de combustíveis, essa informação costuma estar disponível em placas de identificação instaladas na área externa ou interna do local, em quadros de avisos obrigatórios ao consumidor, em local visível, e também em notas fiscais, cupons fiscais ou comprovantes de pagamento. Nas revendas de GLP, a informação geralmente pode ser encontrada na fachada ou na área interna de atendimento, em placas ou quadros informativos visíveis ao consumidor, com identificação da empresa e da autorização, além de constar em recibos, notas fiscais ou comprovantes de entrega do botijão. Ao relatar uma denúncia ou reclamação, o cidadão não deve informar dados pessoais nem qualquer informação que possa identificá-lo. O relato deve conter apenas a descrição dos fatos relacionados ao estabelecimento ou à atividade questionada. Veja o passo a passo Acesse o formulário de denúncia e reclamação da ANP (clique aqui para acessar); Selecione, entre as opções, qual agente regulado será alvo da reclamação e clique em "Avançar"; Marque o tipo de denúncia que deseja fazer e clique em "Avançar"; Informe o CNPJ do posto, selecione o produto relacionado e preencha as demais informações de localização do agente regulado. Depois, clique em "Avançar"; Detalhe o ocorrido com o máximo de informações possível. ⚠️ Atenção: Nunca coloque suas informações pessoais. Depois, clique em "Enviar".

A carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – somou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (10) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Se a estimativa se confirmar, a carga tributária em 2025 terá sido a maior da série histórica iniciada em 2010, ou seja, um recorde. O número oficial é divulgado pela Receita no final de 2026. Isso representa um crescimento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando a carga tributária somou 32,22% do PIB. O aumento da carga tributária em 2025 está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal. Parte dessa alta está relacionada diretamente com aumento de tributos, como no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). "Em relação aos Impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto percentual do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito", diz o Tesouro Nacional. O valor da carga tributária engloba tributos pagos ao governo federal, estados e municípios. A divisão é a seguinte: a carga tributária somente da União somou 21,6% do PIB no ano passado, contra 22,34% do PIB em 2025; no caso dos estados, a carga tributária estimada pelo Tesouro Nacional somou 8,38% do PIB em 2025, em comparação com 8,48% do PIB no ano anterior; os municípios, por sua vez, tiveram sua carga estimada em 2,42% do PIB em 2025, contra 2,40% do PIB no ano anterior. Outros fatores Além do aumento do IOF, o Tesouro Nacional apontou que houve aumento da carga tributária na categoria Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB no Imposto sobre a renda retido na fonte (IRRF). "Refletindo, entre outros fatores, o crescimento dos rendimentos do trabalho decorrente da expansão da massa salarial", diz o documento. O Tesouro destacou, ainda, o crescimento da carga em 0,12 ponto percentual do PIB na arrecadação das Contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado foi impulsionado pelo "crescimento da massa salarial e criação de postos de trabalho formais, além dos efeitos da reoneração escalonada [aumento de tributo] da contribuição patronal e da folha de pagamentos". Mudança metodológica Assim como a Receita Federal, responsável por calcular a carga tributária oficial do Brasil (em divulgação feita somente no fim de cada ano), o Tesouro Nacional informou que implementou um aprimoramento metodológico de modo a adequar a estatística produzida às melhores práticas internacionais. Com essa alteração, que o Tesouro diz ter sido recomendada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), passou a excluir as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S – tributos pagos pelas empresas – do cálculo. Com isso, os valores dos últimos anos (série histórica) também foram revistos. Com a mudança metodológica, para atender adequar ao modelo internacional, portanto, o Tesouro Nacional excluiu do cálculo contribuições que são obrigatórias, ou seja, que são pagas por todas empresas. Se esses tributos fossem considerados no cálculo, a carga tributária seria de 34,35% do PIB em 2025. Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, deve enfrentar uma ação judicial movida pela procuradora-geral do estado norte-americano de Massachusetts, que afirma que a empresa controladora do Facebook e do Instagram criou, de forma deliberada, produtos para viciar jovens. A Meta nega as acusações e afirma que adota uma série de medidas para garantir a segurança de adolescentes e jovens em suas plataformas. A decisão ocorre após um julgamento considerado histórico, no qual um júri da cidade norte-americana de Los Angeles concluiu, em março, que Meta e Google agiram de forma negligente ao criarem plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens. O júri determinou o pagamento de US$ 6 milhões a uma mulher de 20 anos que afirmou ter desenvolvido dependência de redes sociais ainda na infância. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um júri diferente, um dia antes, decidiu que a Meta deveria pagar US$ 375 milhões em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do estado norte-americano do Novo México. A ação acusa a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas. Outros 34 estados dos Estados Unidos movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal. A ação apresentada pela procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, do Partido Democrata, é uma de pelo menos nove abertas por procuradores-gerais desde 2023 em tribunais estaduais. Entre elas está uma ação protocolada na quarta-feira pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, do Partido Republicano. A ação afirma que recursos do Instagram, como notificações automáticas, "curtidas" em publicações e a rolagem infinita de conteúdo, foram desenvolvidos para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o chamado "medo de ficar de fora". O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, "curtidas" de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu "medo de ficar de fora". O estado afirma que dados internos da empresa indicam que a plataforma provoca dependência e causa prejuízos às crianças. A Meta tentou barrar o processo de Massachusetts com base na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, uma legislação federal dos EUA que, em geral, protege empresas de internet de ações judiciais relacionadas ao conteúdo publicado por usuários. O estado sustenta que a Seção 230 não se aplica a declarações consideradas falsas que, segundo a acusação, a Meta fez sobre a segurança do Instagram, as ações para proteger o bem-estar de usuários jovens e os sistemas de verificação de idade usados para impedir o acesso de crianças com menos de 13 anos. Um juiz de primeira instância concordou com o argumento e afirmou que a lei também não se aplica às acusações sobre os efeitos negativos do design do Instagram. Segundo o magistrado, o estado busca responsabilizar a Meta principalmente por sua própria conduta comercial, e não pelo conteúdo publicado por terceiros. LEIA TAMBÉM: SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site Protótipo de 'carro voador' da Embraer completa 50 voos de teste Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um recurso da União e manteve a liminar que suspendeu a cobrança de imposto de exportação de petróleo para algumas das principais petroleiras estrangeiras que atuam no Brasil, conforme decisão judicial publicada na noite de quinta-feira (9). Segundo a desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, o governo “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual decorrente da manutenção da decisão questionada”. Ela acrescentou que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final do mérito da ação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec obtiveram nesta semana decisões judiciais que suspenderam os efeitos do imposto. Juntas, essas empresas produziram, em média, 791.486 barris de petróleo por dia (bpd) em fevereiro — o equivalente a cerca de 20% da produção total do país no período —, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP). No mesmo mês, o Brasil registrou produção recorde de 4,061 milhões de bpd. A Petrobras, principal produtora do país, ainda não contestou judicialmente o imposto de exportação. Atualmente, a estatal responde por aproximadamente 60% da produção nacional, com cerca de 2,5 milhões de barris por dia. A alíquota de 12% foi instituída por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio. Segundo a agência de notícias Reuters, o governo deve recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de derrubar a liminar concedida às petroleiras. Procurados pela Reuters, o Ministério de Minas e Energia e a Advocacia-Geral da União (AGU) não se manifestaram imediatamente. Em evento realizado nesta semana no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a cobrança do imposto ao afirmar que as companhias do setor estão “ganhando muito” com a valorização do petróleo no mercado internacional. O governo pretende utilizar a arrecadação do tributo para custear despesas bilionárias, como os subsídios ao diesel, criados para conter os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã. Por outro lado, representantes de petroleiras afirmaram nesta semana que as mudanças na política fiscal do setor aumentam a percepção de risco para investimentos no Brasil.

Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos. Freepik/ Reprodução O número de trabalhadores domésticos com carteira assinada no Brasil caiu 21,1% entre 2016 e 2025, segundo o Sumário Executivo da RAIS/eSocial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento aponta que o Brasil contava com 1,64 milhão de trabalhadores domésticos formais em 2016. Em 2025, esse número caiu para 1,30 milhão — uma redução de quase 347 mil vínculos. Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos no Brasil g1 Historicamente marcado por alta informalidade, baixa proteção social e desigualdades de gênero e raça, o trabalho doméstico passou por mudanças importantes nas últimas décadas. A queda no número de trabalhadores com carteira assinada desde 2016 é explicada por uma combinação de fatores. Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, não há uma causa única, mas um conjunto de transformações estruturais que ajuda a entender esse movimento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um dos principais fatores foi a mudança na legislação, a partir da PEC das Domésticas, de 2013, que ampliou direitos e elevou o custo da formalização ao equiparar a categoria aos demais trabalhadores formais. A ampliação de obrigações, como controle de jornada, recolhimento de encargos e pagamento de benefícios, elevou o custo da formalização e dificultou a adaptação de parte dos empregadores. A situação se agravou com a pandemia de Covid-19, a partir de 2020. O setor foi um dos mais afetados pela crise, tanto pela queda da renda das famílias quanto pelo isolamento social e pelo risco de contágio. Até hoje, o número de vínculos formais não voltou ao patamar anterior. Também pesam mudanças demográficas. A redução do número de crianças nos domicílios diminuiu a demanda por empregadas mensalistas, mais comuns em lares com crianças pequenas, idosos ou pessoas doentes. Com os filhos mais velhos, muitas famílias passaram a dispensar esse tipo de contratação. Outro fator é o custo da formalização, que leva parte dos empregadores a buscar alternativas para reduzir despesas. Isso impulsiona a informalidade ou a contratação como Microempreendedor Individual (MEI) — modalidade que, na prática, não se aplica à maior parte das atividades domésticas contínuas. “Acredito que a diminuição da demanda por empregadas domésticas esteja relacionada à queda no número de filhos, à redução do tamanho das moradias e à tentativa de evitar custos como FGTS e contribuição previdenciária”, afirma a especialista. Por fim, mudanças no modo de morar também influenciam. Apartamentos menores e a busca por mais privacidade têm levado famílias a optar por serviços pontuais, como diaristas, em vez de manter uma trabalhadora em tempo integral. Perfil dos trabalhadores formais g1 Perfil com idade mais avançada Em 2025, o trabalho doméstico formal no Brasil seguiu marcado por desigualdades de gênero, raça, idade e escolaridade, refletindo características históricas da ocupação. A presença feminina é amplamente predominante. De acordo com o levantamento, as mulheres representam 88,6% dos vínculos formais, somando cerca de 1,15 milhão de trabalhadoras, enquanto os homens correspondem a apenas 11,4%. O dado reforça o caráter fortemente feminizado da atividade, tradicionalmente associada às tarefas de cuidado e aos serviços do lar. No recorte por escolaridade, há concentração nos níveis intermediários. A maior parte tem ensino médio completo (545,5 mil vínculos), seguida por trabalhadores com ensino fundamental incompleto (350 mil) e ensino fundamental completo (218,8 mil). Ainda há cerca de 22 mil analfabetos, o que evidencia a persistência da baixa escolarização no setor. Já o ensino superior é minoritário, com pouco mais de 33 mil vínculos. A jornada semanal indica predominância de contratos longos: cerca de 867,8 mil trabalhadores atuam por 41 horas ou mais, enquanto 223,2 mil cumprem jornada de 40 horas. Regimes reduzidos, com até 30 horas ou entre 31 e 39 horas semanais, são menos frequentes. Do ponto de vista racial, os dados evidenciam desigualdades históricas do mercado de trabalho. Trabalhadores pretos (41,6%) e pardos (13,5%) somam mais da metade da categoria, enquanto pessoas brancas representam 44,5%. A distribuição etária mostra um perfil envelhecido. A maior concentração está entre 40 e 59 anos, com destaque para a faixa de 50 a 59 anos (450,5 mil vínculos). Pessoas com 60 anos ou mais somam 172,7 mil. Já os jovens são minoria: apenas 353 trabalhadores têm até 17 anos, e cerca de 80 mil estão entre 18 e 29 anos. Em termos de ocupação, a maioria atua em serviços gerais (991,3 mil vínculos), seguida por babás (124,7 mil) e cuidadoras de idosos (75,9 mil). A remuneração média da categoria atingiu, em 2025, o maior nível dos últimos seis anos, chegando a R$ 2.047,92. Segundo Paula Montagner, o avanço está diretamente ligado à política de valorização do salário mínimo, que serve como principal referência de rendimentos no setor. Quase a totalidade das pessoas ocupadas em domicílios tem o salário mínimo como base de pagamento, o que faz com que os reajustes do piso nacional se reflitam gradualmente na remuneração média. A especialista ressalta que casos de remunerações muito elevadas são raros e não representam a realidade da categoria. Assim, o aumento recente acompanha os reajustes do salário mínimo e não indica, necessariamente, uma mudança estrutural na valorização da ocupação. Remuneração média do trabalhador doméstico formal no Brasil Arte g1/Lara Bernardino Efeitos da pandemia Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, muitas empregadas domésticas com carteira assinada perderam seus empregos e, como alternativa, passaram a atuar como diaristas no modelo de Microempreendedora Individual (MEI). Segundo o Ministério do Empreendedorismo, em 2025 havia 309 mil diaristas registradas como MEIs no Brasil. Essas profissionais prestam serviços domésticos até dois dias por semana, com pagamento por diária, realizando atividades como faxina, limpeza, lavagem de roupas e preparo de refeições. “Ao se tornar MEI, a empregada faz uma contribuição previdenciária reduzida, de apenas R$ 85, o que é bem inferior à contribuição de quando ela era registrada. Isso pode prejudicar a aposentadoria”, completa Montagner. Segundo Mariana Almeida, analista técnica de políticas sociais do MTE, o trabalho doméstico é fundamental tanto na vida cotidiana quanto na atividade produtiva das mulheres no Brasil. Ela destaca que, apesar do avanço na escolaridade, é urgente implementar políticas que melhorem as condições de trabalho no setor, assegurando maior proteção social e valorização salarial. A pandemia impactou significativamente a dinâmica de contratação. O setor foi um dos mais afetados pela crise, o que dificultou sua recuperação. Os efeitos são duradouros sobre a oferta e a demanda por trabalho doméstico. Já Dercylete Lisboa, coordenadora-geral de Fiscalização do Trabalho, afirma que o estudo pode orientar as ações da Inspeção do Trabalho em diferentes estados e regiões. Além da fiscalização, ela ressalta que os dados são essenciais para promover a conscientização sobre a relevância do trabalho doméstico e do trabalho de cuidados. Mulheres ganham 20,9% a menos que os homens no Brasil

Coqueiro Anão-Verde Saulo Coelho Nunes/Embrapa Produtores interessados no plantio de coco anão podem conferir a cartilha da Emater, de Minas Gerais, sobre o tema. O material mostra as variedades de coqueiro, o clima ideal, a preparação do solo e a adubação certa para você ter sucesso no seu pomar, além das pragas que ameaçam a produção de coco. A cartilha está disponível online.📱Acesse aqui Parece melancia e tem cheiro de limão: que fruto é esse?

Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras Reprodução/Nubank A WTorre firmou, nesta sexta-feira (10), um acordo com o banco digital Nubank para a aquisição dos naming rights do estádio do Palmeiras. 🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público. Com isso, a arena — conhecida como Allianz Parque nos últimos 13 anos — passará por uma mudança de nome, que será definido por meio de votação popular. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O contrato terá vigência até 2044, período durante o qual a WTorre mantém os direitos de exploração do estádio. Após esse prazo, a gestão e o controle da arena passam integralmente ao Palmeiras. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora não tenha participado da negociação, o clube segue com direito a uma fatia das receitas geradas, atualmente fixada em 15%. No mês passado, o banco digital passou a deter os naming rights do estádio do Inter Miami, nos Estados Unidos. Já dois meses antes, o Nubank havia se tornado patrocinador oficial da equipe de Fórmula 1 Mercedes-AMG Petronas. “Vivemos um momento único. Hoje, o Nubank atende a mais de 113 milhões de pessoas e é a maior instituição financeira privada no Brasil em número de clientes. Levar nossa marca para um espaço esportivo e cultural dessa relevância reafirma nosso compromisso com o país onde tudo começou e nos aproxima ainda mais das paixões dos brasileiros”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil, em nota. “Assumir este palco físico é o reflexo da nossa evolução. Queremos trazer o ‘jeito Nubank’ para dentro da arena, garantindo que o fã seja o verdadeiro protagonista deste novo capítulo.” Segundo a WTorre, a arena encerrou 2025 como o principal palco de shows da América do Sul, com 33 eventos do tipo que reuniram 1,1 milhão de espectadores. Em mais de 10 anos de operação, o espaço recebeu 17,7 milhões de pessoas em 2.339 eventos — sendo 8,6 milhões em jogos e 8,1 milhões em shows —, mais de 400 deles com mais de 40 mil espectadores. Torcida vai eleger novo nome Em meio ao anúncio, o Nubank lançou uma campanha para definir o novo nome da arena do Palmeiras, convidando o público a participar diretamente da escolha (clique aqui). Por meio de uma plataforma online, os participantes podem votar em uma das três opções disponíveis: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. Cada voto é vinculado ao CPF, e os nomes escolhidos ainda passarão por aprovação antes de serem exibidos. A ação também prevê um limite de participações. Além da votação, a proposta é destacar o nome dos participantes na arena antes mesmo da definição oficial. Segundo o banco digital, a revelação do nome vencedor ocorrerá no início de maio. Allianz encerra naming rights após 13 anos Mais cedo, a Allianz Brasil, até então detentora dos direitos, anunciou o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre. A decisão, segundo a companhia, foi tomada em comum acordo e faz parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento da Allianz no Brasil, com foco na expansão nacional e no fortalecimento da marca em diferentes regiões e canais. A meta da empresa é dobrar o tamanho da operação brasileira, além de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027. Em 2025, a Allianz Brasil registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, o que representa um crescimento de 23% em relação ao ano anterior. Em comunicado, o CEO Eduard Folch destacou que a decisão reflete o momento de expansão da companhia. Segundo ele, o encerramento do contrato com o estádio abre espaço para ações mais amplas e próximas do público em todo o país.

Domenico Dolce e Stefano Gabbana na Fashion Week em Milão Claudia Greco/Reuters A Dolce & Gabbana anunciou, nesta sexta-feira (10), que o cofundador Stefano Gabbana deixará seus cargos na grife italiana e na holding que controla a empresa a partir de 1º de janeiro, confirmando informações anteriores de que ele havia renunciado à presidência. "As renúncias não têm impacto sobre as atividades criativas realizadas para o grupo por Stefano Gabbana", disse o grupo em um comunicado. O diretor-executivo Alfonso Dolce, irmão do cofundador Domenico Dolce, foi nomeado novo presidente, segundo registro da empresa na Câmara de Comércio de Milão. Gabbana, de 63 anos, fez sua tradicional reverência no último desfile da marca, em fevereiro, ao lado de Dolce. A apresentação contou ainda com a presença da musa de longa data dos estilistas, a cantora Madonna, que assistiu ao evento na primeira fila. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A saída de Gabbana foi noticiada inicialmente pela Bloomberg, que informou que o estilista também avaliava alternativas para sua participação de cerca de 40% na empresa, antes do início das negociações de dívidas com bancos. Segundo a Bloomberg, os credores da Dolce & Gabbana buscam uma injeção de até 150 milhões de euros em novos recursos, dentro de um processo mais amplo de refinanciamento da dívida total da empresa, estimada em 450 milhões de euros (cerca de R$ 2,6 bilhões). A empresa, assessorada pelo banco Rothschild, estuda formas de levantar novos recursos, incluindo a venda de ativos, como imóveis, e a renovação de licenças, segundo uma fonte próxima ao assunto, confirmando reportagem da Bloomberg. A Dolce & Gabbana não quis comentar, pois "as negociações com os bancos ainda estão em andamento".

Alecrim Freepik O governo federal proibiu nesta sexta-feira (10) um lote de alecrim da marca Nati Sul após constatar a presença de insetos vivos no produto. O veto ocorreu por meio da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo a agência, o lote 0108 do alecrim Nati Sul foi recolhido e teve sua venda, distribuição e uso suspensos após análises em laboratório identificarem “a presença de insetos vivos (infestação) e de pelo inteiro e fragmento de pelo de animal não identificado”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O laudo foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC) e indicou “falhas nas condições higiênico-sanitárias e no cumprimento das boas práticas de fabricação, configurando alimento infestado por artrópodes e contendo matérias estranhas indicativas de falhas de boas práticas e potencial risco à saúde”. O g1 questionou a MK Ervas Chás Especiarias, apontada como fabricante do alecrim, sobre o recolhimento e aguarda posicionamento.

Allianz Parque, estádio do Palmeiras Marcos Ribolli A Allianz Brasil anunciou nesta sexta-feira (10) o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre. Segundo a empresa, a decisão foi tomada em comum acordo e marca o fim de um ciclo considerado "bem-sucedido", que consolidou a arena como referência no mercado brasileiro. 🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público. O movimento faz parte de um reposicionamento da seguradora, que passa a adotar uma nova estratégia de marca voltada à expansão nacional. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O plano prevê dobrar o tamanho da operação no Brasil, além de alcançar a meta de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027. Em 2025, a companhia registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, alta de 23% na comparação anual. A nova fase inclui o aumento dos investimentos em marketing, com reforço em mídia tradicional e digital, além da ampliação de iniciativas em esportes e cultura. “Somos profundamente gratos por tudo o que o Allianz Parque nos proporcionou e reconhecemos a importância do investimento para a consolidação da marca no país. No entanto, vivemos um período de crescimento acelerado e decidimos encerrar esse ciclo para iniciar uma nova fase”, afirmou o CEO Eduard Folch, em comunicado. O executivo também agradeceu ao Sociedade Esportiva Palmeiras e aos torcedores, destacando a relevância da parceria. A WTorre classificou o movimento como uma evolução natural da relação entre as partes.

Porto de Los Angeles, nos Estads Unidos Reuters Um tribunal de comércio dos Estados Unidos analisará, nesta sexta-feira (10), a legalidade de um imposto global de importação de 10% adotado pelo governo Trump. Segundo diversos Estados e pequenas empresas, a medida contorna uma decisão da Suprema Corte que invalidou a maior parte das tarifas anteriores impostas pelo presidente americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um grupo de 24 estados — em sua maioria governados por democratas — e duas pequenas empresas acionaram a Justiça para barrar as novas tarifas, em vigor desde 24 de fevereiro. Um painel formado por três juízes ouvirá os argumentos nesta sexta-feira. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No segundo mandato, Trump transformou as tarifas em um dos pilares de sua política externa, alegando ter ampla autoridade para aplicá-las sem a aprovação do Congresso. O governo sustenta que a cobrança global é uma resposta legal e adequada ao déficit comercial persistente, resultado do fato de os Estados Unidos importarem mais do que exportam. 🔎 As tarifas foram implementadas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de taxas de até 15% por um período de até 150 dias em casos de “grandes e graves déficits na balança de pagamentos” ou para evitar uma desvalorização iminente do dólar. Os autores das ações, no entanto, argumentam que essa autoridade se limita a emergências monetárias de curto prazo. Eles afirmam ainda que déficits comerciais recorrentes não se enquadram na definição econômica de “déficits na balança de pagamentos”, conforme apontam os processos apresentados ao Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York. As novas tarifas foram anunciadas em 20 de fevereiro, no mesmo dia em que a Suprema Corte impôs uma derrota significativa a Trump ao derrubar um amplo conjunto de tarifas anteriores. Na decisão, o tribunal concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não concede ao presidente a autoridade que ele alegava ter.

Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, de Elon Musk, que se prepara para abrir um IPO, registrou um prejuízo de quase US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) em 2025, com receita superior a US$ 18,5 bilhões, informou o site The Information na quinta-feira (9), citando fontes. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Segundo a reportagem, o prejuízo inclui os resultados da xAI, adquirida pela empresa em fevereiro. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da IA e da exploração espacial. Procurada pela Reuters, a SpaceX não retornou aos contatos da agência de notícias para comentar a informação do The Information. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa entrou de forma confidencial com pedido de abertura de capital nos Estados Unidos em março. No ano passado, teve lucro de cerca de US$ 8 bilhões, com receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, segundo a Reuters. A SpaceX busca uma listagem pública que pode avaliar a empresa em mais de US$ 1,75 trilhão. Hoje ela é a empresa de lançamentos mais ativa do mundo e tem como objetivo tornar viáveis as viagens interplanetárias. A companhia também planeja implantar centros de dados de inteligência artificial em órbita. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Conheça o robô humanoide projetado para usar armas em guerras

Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis Os preços dos alimentos aceleraram de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março e foram os principais responsáveis pela alta da inflação do mês, que subiu 0,88%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (10). A alta foi puxada pela alimentação no domicílio, que subiu 1,94% – bem acima de fevereiro (0,23%) –, com destaque para o avanço dos preços do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Já os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os alimentos acima foram os que mais pesaram na inflação do período por estarem entre os itens mais consumidos pelas famílias e, assim, terem maior impacto sobre o índice geral de preços. Mas, quando se considera apenas as maiores altas percentuais, destacam-se cenoura e a abobrinha. Já entre as maiores quedas, estão o abacate e a laranja-baía. Alimentos que mais encareceram em março em relação a fevereiro. Arte/g1 Alimentos que mais baratearam em março em relação a fevereiro. Arte/g1 Combustíveis também puxam inflação de março Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período. E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA. O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%. 🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões. Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados. Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%. DB Supermercados - Hortifruti DB Supermercados

Dólar cai com inflação no Brasil e EUA no radar O dólar fechou em queda de 1,02% nesta sexta-feira (10), cotado a R$ 5,0112, e ficou próximo da marca de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,12%, aos 197.324 pontos, atingindo um novo recorde. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O mercado ficou de olho nos preparativos dos Estados Unidos e do Irã para as negociações de paz previstas para começar amanhã. As conversas ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira (7), que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz. ▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de fato” de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, os preços da commodity oscilaram. 🛢️ Por volta das 16h (horário de Brasília), o Brent recuava 1,46%, negociado a US$ 94,48 por barril, enquanto o WTI caía 1,67%, para US$ 96,23. ▶️ No Brasil, o destaque foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses. A expectativa do mercado era de avanço de 0,7% no mês e de inflação de 4% no acumulado anual. ▶️ Nos EUA, investidores acompanharam novos dados sobre preços e confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, e avançou 3,3% em 12 meses — em linha com a expectativa dos economistas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -2,87%; Acumulado do mês: -3,23%; Acumulado do ano: -8,70%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +4,93%; Acumulado do mês: +5,26%; Acumulado do ano: +22,47%. Negociações de cessar-fogo Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos EUA e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra. As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (11), com os integrantes das duas partes. Do lado dos EUA, estarão: O vice-presidente norte-americano, JD Vance; O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; O conselheiro e genro de Trump Jared Kushner. Já do lado iraniano, participarão das tratativas: O chanceler do Irã, Abbas Araghchi; O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. As conversas ocorrerão em um hotel de luxo em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas. LEIA TAMBÉM: 'Só estão vivos hoje para negociar': Trump faz nova ameaça se diálogo falhar, enquanto Irã impõe condição para negociar Irã impõe restrições sobre Estreito de Ormuz, e movimento de navios é praticamente nulo Hotel onde ocorrerá negociações entre EUA e Irã 'expulsa' hóspedes em Islamabad Nesta sexta-feira, Trump afirmou que o exército americano está “carregando os navios com as melhores munições” diante da possibilidade de fracasso nas negociações de paz com o Irã. Na véspera, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação, mas com restrições de passagem. Segundo ele, há risco de minas navais na região, e o tráfego marítimo está sendo coordenado pela Guarda Revolucionária iraniana. Agenda econômica IPCA de março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,88% em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,14%. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que projetavam alta de 0,7% no mês e 4% no acumulado anual. Em março de 2025, o índice havia avançado 0,56%. 🎯 Apesar da surpresa, a inflação ainda permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Transportes foi o que mais pressionou o índice em março, com alta de 1,64%. O principal motivo foi o aumento dos combustíveis, que subiram 4,59% no período. Confiança do consumidor dos EUA A confiança do consumidor nos EUA caiu no início de abril e atingiu o menor nível já registrado, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira. O resultado reflete uma percepção mais negativa das famílias sobre a economia e uma expectativa de aumento da inflação nos próximos meses. De acordo com a Universidade de Michigan, o índice recuou para 47,6 neste mês, após marcar 53,3 em março. O número ficou abaixo da previsão de economistas, que esperavam uma leitura de 52. A queda foi observada entre diferentes perfis de consumidores, incluindo faixas de renda, idade e posicionamento político. A pesquisa ressalta, no entanto, que a maior parte das respostas foi coletada antes do anúncio de um cessar-fogo nesta semana na guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O conflito contribuiu para a alta dos preços do petróleo, que já acumulam aumento superior a 30%. Nos EUA, o preço médio da gasolina passou de US$ 4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Segundo Joanne Hsu, diretora da pesquisa, muitos consumidores associam a piora na percepção econômica ao conflito com o Irã, o que ajuda a explicar o avanço das expectativas de inflação. A pesquisa mostra que a expectativa de inflação para os próximos 12 meses subiu de 3,8% em março para 4,8% em abril. Já a projeção para um período mais longo, de cinco anos, passou de 3,2% para 3,4%. Mercados globais Em Wall Street, as bolsas fecharam sem direção única após dados de inflação de março virem em linha com o esperado. O cenário também segue influenciado pela guerra envolvendo o Irã, enquanto investidores monitoram sinais de estabilidade no cessar-fogo. O Dow Jones recuou 0,56%, aos 47.916,33 pontos, enquanto o S&P 500 teve perdas de 0,12%, aos 6.816,79 pontos. O Nasdaq, por sua vez, avançou 0,35%, aos 22.902,89 pontos. Na Europa, os principais índices também fecharam sem direção única. O índice STOXX 600 subiu 0,37%, aos 614,84 pontos, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,17%, aos 8.259,60 pontos. Na Alemanha, o DAX caiu 0,01% aos 23.803,95 pontos, e o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,03%, aos 10.600,53 pontos. Já nas bolsas asiáticas, os mercados fecharam majoritariamente em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,55%, aos 25.893 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 0,51%, aos 3.986 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 1,54%, aos 4.636 pontos. No Japão, o Nikkei avançou 1,84%, aos 56.924 pontos. Já na Coreia do Sul, o Kospi registrou valorização de 1,40%, aos 5.858 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%. A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%. 🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Em março, os principais destaques do índice foi o grupo Transportes, com variação de 1,64%, puxado pela alta dos combustíveis (+4,59%). Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, destaca que a alta foi influenciada pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Gonçalves também lembrou que, nas últimas semanas, houve reajustes nos preços praticados pela Petrobras. "A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses domésticos acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados de inflação de março." De acordo com o técnico do IBGE, sem a alta da gasolina o IPCA de março teria ficado em 0,68%. Se todos os combustíveis fossem desconsiderados do cálculo, a inflação do mês teria sido de 0,64%. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 1,56%; Habitação: 0,22%; Artigos de residência: 0,51%; Vestuário: 0,46%; Transportes: 1,64%; Saúde e cuidados pessoais: 0,42%; Despesas pessoais: 0,65%; Educação: 0,02%; Comunicação: 0,19%. Combustíveis puxam inflação de março Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período. E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA. O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%. 🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões. Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados. Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%. Outras variações O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte. Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior. Entre os produtos que mais encareceram estão: 🍅 Tomate: 20,31% 🧅 Cebola: 17,25% 🥔 Batata-inglesa: 12,17% Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos: 🍎 Maçã: -5,79% ☕ Café moído: -1,28% LEIA MAIS: Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato? Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada “Semana do Cinema”, realizada em fevereiro. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%. Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW

O Ministério da Fazenda anunciou que está em fase de conclusão de uma parceria entre a Receita Federal e o U.S.Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes. De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, foram interceptados em portos e aeroportos brasileiros cerca de meia tonelada de armas nos últimos doze meses, além de 1,5 toneladas de drogas (principalmente drogas sintéticas e haxixe). "A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional", informou o governo. Itamaraty manifestou ao governo Trump oposição do Brasil à classificação de PCC e CV como terroristas Programa 'Desarma' O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o acordo fechado com os EUA prevê uma troca de informações com os norte-americanos sobre cargas (contêineres) que saiam daquele país, em conjunto com dados de inteligência, para o Brasil, buscando evitar o tráfico de armas e drogas. De acordo com o governo, o acordo também conta com o programa chamado de "Desarma", um sistema informatizado que está sendo lançado pela Receita Federal que ampliará a capacidade de rastreamento internacional de armas. O Desarma prevê o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países "sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana, relacionada a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis" "Se a prevenção não der conta de impedir [o envio de armas ao Brasil], dentro do 'Desarma' vai haver uma notificação de volta para as autoridade norte-americanas, identificando qual o tipo de arma, de onde chegou, para que eles melhorem os procedimentos e sigam entregando melhores informações. Há grande reciprocidade, com mais informação e mais inteligência", disse o ministro Durigan. O governo explicou que a ferramenta organiza dados de apreensões, como tipo de material, origem declarada e informações logísticas da carga, entre outros. O sistema também permite o envio de alertas às autoridades aduaneiras dos países. Classificação de grupos como terroristas O anúncio da parceria acontece em um momento no qual os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas (saiba mais no vídeo acima). O debate ocorre após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pressionarem integrantes do governo de Donald Trump, segundo reportagem do jornal "The New York Times". 👉 Desde o início do seu mandato, Donald Trump, vem promovendo uma campanha para designar grupos criminosos de diferentes países da América Latina como organizações terroristas. No caso da Venezuela, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar perto das águas do país, que culminou na captura de Nicolás Maduro. Oficialmente, o governo dos EUA não se pronunciou sobre a possibilidade. Mas, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs mais tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções caíram após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rigor, no entanto, grupos incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado sofrem restrições e sanções econômicas. A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana — a maioria é aplicada a cartéis do México, vizinho dos EUA —, o que não seria o caso das facções brasileiras. Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC Quase dez meses depois de abrirem uma investigação comercial contra o Pix, os Estados Unidos voltaram a alfinetar o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, reacendendo a discussão sobre as investidas do governo Trump contra ele e as possíveis medidas de efeito prático que pode tomar nesse sentido. O Pix foi mencionado em um relatório de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. 💵 PIX: Veja as novidades previstas para o sistema em 2026 O documento foi elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Office of the United States Trade Representative, USTR), a mesma agência que em julho do ano passado abriu um inquérito para apurar se considera o Pix uma "prática desleal", que fere a competitividade do setor produtivo americano. O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026, em apenas um parágrafo: "O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas." 'Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX', diz Lula ao comentar relatório dos EUA O governo brasileiro reagiu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que o "o Pix é do Brasil". "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", ele declarou em entrevista na semana passada. Até o presidente da Colômbia saiu em defesa do sistema de pagamentos brasileiro. Na segunda-feira (6/4), Gustavo Petro elogiou o modelo e, em uma longa publicação nas redes sociais, pediu que o sistema fosse estendido a seu país. A investigação da USTR ainda está em andamento e não tem data fechada para ser concluída. Enquanto se aguarda o desfecho, uma das perguntas que surgem no debate em torno do caso é: o que os EUA podem fazer de concreto contra o sistema de pagamentos brasileiro? Especialistas apontam que o PIX contraria interesses de big techs e de empresas de cartão Getty Images/BBC As armas dos EUA Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela reportagem frisaram que os EUA não têm jurisdição para agir diretamente contra o Pix. As ferramentas à disposição dos americanos se concentram no âmbito comercial e estão descritas na própria legislação que foi usada para abrir a investigação contra o Brasil, a seção 301 do Trade Act de 1974. Vão desde a suspensão de benefícios e acordos comerciais à restrição de importações de produtos e serviços ou imposição de tarifas sobre esses bens e serviços. Ou seja, os EUA poderiam, por exemplo, dar início a um novo tarifaço sobre as exportações brasileiras com destino aos portos americanos ou retirar o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa de benefícios tarifários instituído nos anos 1970 para países em desenvolvimento. "Trata-se, portanto, mais de um mecanismo de pressão externa e econômica sobre o Estado brasileiro do que um poder regulatório sobre a infraestrutura de pagamentos em si", destaca Camila Villard Duran, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário. Duran destaca que no novo relatório do USTR a linguagem usada no capítulo do Brasil é semelhante à que descreve supostas "práticas desleais" no setor de pagamentos em diversos outros países que também são criticados pelos EUA. "O caso brasileiro, nesse sentido, não é isolado, mas integrado a uma estratégia política mais ampla de contestação de práticas nacionais em serviços financeiros digitais", diz ela, que é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e cofundadora do Instituto Mulheres na Regulação. "Assim, a consequência mais plausível não é uma medida direcionada tecnicamente ao Pix, mas sim alguma forma de retaliação comercial mais ampla", avalia Duran. Nesse sentido, uma fonte brasileira próxima às negociações diz ser difícil arriscar o que exatamente viria, caso a investigação de fato concluísse que as acusações contra o Brasil são pertinentes. Historicamente, pondera a fonte, os EUA pouco usaram o instrumento da seção 301 do Trade Act de 1974 e, no caso específico da investigação contra o Brasil, o escopo de temas analisados pelo USTR é amplo e vai bem além do Pix. Também inclui, por exemplo, as tarifas a que os produtores de etanol americanos estão submetidos para acessar o mercado brasileiro e até o desmatamento ilegal, acusado de dar vantagem competitiva injusta às exportações agrícolas brasileiras. Renê Medrado, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, faz avaliação semelhante e exemplifica: ainda que os EUA por ventura optassem por uma retaliação comercial ampla, é difícil estimar se as eventuais tarifas seriam colocadas para uma lista ampla de produtos ou se seriam seletivas. "E tem isso de que o governo americano às vezes fala que vai [fazer alguma coisa], depois volta atrás…", ele acrescenta, ao comentar sobre o desafio de se traçar possíveis cenários. "Agora, o ponto é: o ambiente hoje é bom", completa Medrado, referindo-se ao estado das relações entre os governos Lula e Trump. Desde que os dois presidentes se cruzaram nos bastidores da assembleia-geral da ONU em Nova York em setembro do ano passado, há um diálogo bilateral maior entre Brasil e EUA e uma expectativa de que um encontro presencial formal entre os dois aconteça. "O alcance dessas medidas dependerá muito mais da dinâmica da política bilateral e da eficácia da diplomacia brasileira", comenta a professora Camila Villard Duran. O que está em jogo Por que então os EUA voltaram a alfinetar o Pix? No relatório do USTR de março do ano passado, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro não havia nem sido mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano. Mesmo no documento em que formalizou a investigação contra o Brasil, a agência não citou o Pix nominalmente, apesar de ter feito referência indireta a ele ("O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", diz o texto). A fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos. E há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas. Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, pode entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais. Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional. "O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran. A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras". "Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa. Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem Governo do Brasil/X Da economia à política Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania. O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas". "Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran. "A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal." Isso ajuda a explicar porque as polêmicas em torno do Pix também mobilizam a arena da política. Desde o início dos ataques do governo Trump ao sistema de pagamentos a gestão Lula tem procurado usar os episódios para melhorar sua imagem apostando em um discurso focado justamente na soberania nacional. Membros do governo também têm buscado usar a polêmica para atingir adversários políticos, especialmente aqueles ligados ao bolsonarismo, que têm um histórico de proximidade com a gestão Trump. Após a divulgação do último relatório do USTR, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o "silêncio" de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que o senador "prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros" e que acabaria com Pix. Diversos vídeos e conteúdos anônimos compartilhados nos últimos dias também faziam afirmações nesse sentido. Flávio, que é pré-candidato à presidência, chegou a se pronunciar sobre o assunto e negou qualquer intenção de acabar com o sistema de pagamentos. O assunto promete estar entre os temas de discussão da eleição presidencial de 2026.

Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a França vendeu toda a sua reserva de ouro guardada em Nova York para comprar uma quantia equivalente na Europa. É #FATO. g1 🟢 Como é a publicação? Publicado nesta segunda-feira (6) no X, onde já foi visto mais de 7,1 milhões de vezes, o post apresenta a legenda, em inglês:"A França vendeu seu ouro armazenado em Nova York e comprou uma quantidade equivalente na Europa. Todas as reservas de ouro da França agora estão localizadas em Paris". Abaixo, há imagems do presidente do país, Emmanuel Macron, e de barras de ouro. ✅ Por que é #FATO? Procurado pelo Fato ou Fake, o Banco Central da França confirmou a venda do ouro alocado no Federal Reserve, em Nova York. Veja a nota enviada por e-mail: "Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco Central francês executou a venda de 129 toneladas de ouro, que correspondia ao total do metal guardado em Nova York. Foram 26 operações de venda pontuais, que geraram um ganho de capital excepcional de US$ 12,8 bilhões. As barras de ouro compradas com esse valor estão, agora, sendo mantidas em Paris". Segundo a instituição, essas operações de venda não estão relacionadas a questões geopolíticas: "Não se trata de um gesto geopolítico. O movimento de recompra de novas barras de ouro atende a uma política conduzida desde 2005 e a recomendações de um relatório de controle interno de 2024, que exigem a modernização e padronização do ouro francês, conforme os padrões internacionais. Ainda há um estoque residual de 5% do total da reserva, localizada em Paris, que ainda precisa passar pela padronização. Isso será cumprido até 2028". Ao Fato ou Fake, Ramiro Ferreira, especialista em investimentos e cofundador do Clube do Valor, analisa que, embora o BC negue uma motivação geopolítica para a venda, o momento escolhido para a repatriação do ouro coincide com a deterioração das relações comerciais e políticas entre o governo Trump e a Europa: "A França diz que foi uma decisão técnica. E, tecnicamente, não está mentindo: as barras armazenadas em Nova York datavam do final da década de 1920 e não atendiam mais aos padrões modernos de pureza e peso exigidos no comércio internacional de ouro. Mas a repatriação ocorreu justamente quando o Fed de Nova York recebia um número recorde de pedidos de bancos centrais estrangeiros para retirar e repatriar fisicamente suas reservas de ouro, coincidentemente, o mesmo período em que tarifas, guerras comerciais e a imprevisibilidade do governo Trump dominaram a agenda global". Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a agência de notícias Reuters revelou que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais passaram a deter mais ouro nas reservas do que títulos da dívida pública americana. Segundo estudo do Banco Central Europeu (BCE), o estoque do metal pelas entidades monetárias chegou a 36 mil toneladas. Já nesta quarta-feira (8), a própria Reuters informou, com base em uma pesquisa com gestores de quase 100 bancos centrais, que 40% dos entrevistados avaliavam aumentar ainda mais sua exposição ao ouro. 🥇 O ouro é considerado um investimento seguro pelos investidores e tende a se valorizar em momentos de crise . Atualmente, a elevação da dívida soberana dos Estados Unidos, preocupações sobre a independência do Fed e tensões geopolíticas em diferentes pontos do mundo diminuíram a confiança no dólar e aumentaram a procura pelo metal precioso. O ouro chegou a bater US$ 5.595 a onça (31,1035 gramas) em janeiro deste ano, a maior cotação da história. A cotação do metal desta quinta-feira (9) foi de US$ 4,7 mil, uma queda de 16% em relação ao pico. Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEO: Fato ou Fake explica VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
Por que o dólar está caindo?
A política externa imprevisível de Donald Trump tem mexido com o humor dos mercados — e ajudado a explicar por que o dólar perdeu força nos últimos meses, enquanto moedas como o real ganharam terreno.
Leia mais: Nesta quinta-feira (9), dólar caiu a R$ 5,06, menor valor em 2 anos
Diante das incertezas sobre os rumos dos Estados Unidos, investidores passaram a buscar oportunidades fora do país. Parte desse dinheiro migra para mercados emergentes, como o Brasil, o que aumenta a entrada de recursos e favorece a valorização do real.
Na prática, funciona assim: quando há mais dólares entrando no país — seja por exportações ou por investimentos — cresce a troca da moeda americana por reais. Com mais oferta de dólares circulando, o preço tende a cair.
No vídeo acima, você entende como esse movimento global acabou fazendo o dólar “flopar” e por que isso impacta diretamente o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica destrincha temas de economia e finanças para mostrar, de forma simples, o que está por trás das mudanças no mercado
Imagem de coxinhas de frango; quitute ficou em 7º lugar. Centro de Comunicação Social da Prefeitura de Piracicaba A coxinha provavelmente ficaria em primeiro lugar em qualquer lista de melhores comidas de rua feita por brasileiros. Não é o caso do TasteAtlas. No ranking da plataforma sobre os melhores quitutes de rua da América do Sul, a coxinha ficou em 7º lugar, perdendo espaço para pratos peruanos e argentinos, como espetinhos de coração bovino, empanadas e até milho com queijo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O TasteAtlas é uma enciclopédia gastronômica criada pelo jornalista croata Matija Babić, em 2018. Os rankings são baseados em avaliações dos usuários da plataforma, mas, segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras. Coxinha fica em 7º lugar no ranking de melhores comida de rua da América do Sul A seguir, confira as seis comidas de rua que desbancaram a coxinha. 1. Anticuchos de corazon - Peru Anticuchos de corazon - Peru Reprodução/instagram/@cebicheriaperuana O anticucho de coração é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de coração bovino. A receita leva cubos de coração marinados em uma mistura de óleo, vinagre de vinho tinto, alho, orégano, cominho, sal e pasta de pimenta ají panca. Depois de absorver os temperos, a carne é colocada em espetos e levada à grelha até ficar bem cozida e levemente tostada por fora. O anticucho costuma ser servido com acompanhamentos como rodelas grossas de batata cozida, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A recomendação do TasteAtlas é aproveitar o prato com uma cerveja bem gelada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 2. Empanadas Tucumanas - Argentina Imagem de empanadas tucumanas. Reprodução/Instagram/@lalenita.ba Essas empanadas são uma especialidade da região de Tucumán, na Argentina, e bem diferentes das versões mais comuns em Buenos Aires. As tucumanas costumam ser feitas à mão, seguindo receitas tradicionais, e se destacam pela massa crocante e pelo equilíbrio entre massa e recheio. A massa é preparada com farinha de trigo e gordura bovina. Já o recheio pode levar carne, frango ou até dobradinha, além de ingredientes como cebola, ovo cozido, páprica e cominho. As tucumanas autênticas são assadas em forno de barro, e ficam ainda melhores acompanhadas de uma taça de vinho local. Picanha brasileira entra em ranking internacional de melhores pratos do mundo 3. Empanadas Argentinas - Argentina Imagem de empanadas argentinas. Arquivo Pessoal As empanadas argentinas já são bastante conhecidas entre os brasileiros. Embora sejam mais consumidas na versão salgada, também existem opções doces, com recheios como doce de leite e marmelo. A massa, geralmente feita com farinha de trigo, é aberta fina, recheada e dobrada, formando um “pacotinho” que depois é assado ou frito até ficar dourado. As versões mais tradicionais levam carne moída, cebola e especiarias, garantindo um sabor marcante. Cada região da Argentina, no entanto, tem seu próprio estilo: há as menores e mais picantes de Salta; as maiores, ao estilo de Mendoza, com alho e azeitonas; as da Cordilheira, feitas com carne de cordeiro, entre outras variações. Mais do que um prato, as empanadas são um símbolo cultural do país — as chamadas empanadas criollas já foram, inclusive, declaradas Patrimônio Cultural Alimentar pelo Ministério da Cultura argentino. 4. Anticuchos de pescado - Peru Anticuchos de pescado Stockking/freepik O anticucho de pescado é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de peixe. A receita começa com a marinada de peixes brancos mais firmes em uma mistura de alho, páprica, sal, vinagre, suco de limão, óleo, cominho e pimenta-do-reino. Depois, o peixe é cortado em cubos, colocado em espetos e levado à grelha até ficar bem cozido. Na hora de servir, os espetinhos costumam vir acompanhados de fatias grossas de batata cozida, alface, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A finalização é com gomos de limão, que realçam o sabor. 5. Choclo con queso - Peru Choclo con queso Reprodução/Instagram/Picchutravel O "choclo con queso" nada mais é do que um milho com queijo, prato típico do Peru que costuma ser consumido como lanche, entrada ou acompanhamento. Ele é feito com o choclo peruano, um tipo de milho com grãos grandes, sabor levemente adocicado e textura mais firme. Apesar de também aparecer em restaurantes, é mais comum encontrar esse preparo nas ruas, vendido por ambulantes. Em versões mais modernas, o prato pode ganhar forma de um gratinado, com ingredientes como cebola, cominho, farinha e leite. 6. Sandwich de lomo - Argentina Sandwich de lomo. Reprodução/Instagram/bocado.ba Esta é uma versão “turbinada” do sanduíche de carne: recheado com fatias finas de bife de lomo, tomate, cebola, alface, maionese, molho chimichurri, presunto, queijo e ovo frito, o sanduíche de lomo — ou lomito — é praticamente um exagero de tão recheado. Apesar da receita tradicional, o preparo é aberto a variações: há quem substitua a carne bovina por porco ou acrescente ingredientes como berinjela, entre outros. Popular na Argentina e no Uruguai, o sanduíche é facilmente encontrado em carrinhos de rua espalhados pelas áreas urbanas dos dois países. Coxinha em 7º lugar Coxinha de frango Freepik O guia do TasteAtlas descreve a coxinha como "um dos salgados favoritos do Brasil" e conta um pouco sobre a história do salgado. Segundo a publicação, a coxinha surgiu em São Paulo no século 19 e, a partir dos anos 1950, se espalhou para os estados do Rio de Janeiro e Paraná. "Reza a lenda que o quitute foi criado para o filho da princesa Isabel, que só gostava de comer coxa de frango", diz a publicação. Já historiadores da alimentação apontam outra origem: "o salgado teria surgido durante a industrialização paulista, como uma alternativa mais barata e durável aos cortes tradicionais de frango vendidos na porta das fábricas para os trabalhadores", acrescenta. Veja o resto do top 10: 8º - Papa rellena (Peru): batatas recheadas típicas do Peru — uma espécie de croquete de purê de batata frito com recheio de carne. O recheio costuma levar carne bovina picada, misturada com cebola e cominho. 9º - Choripán (Argentina): considerado um dos ícones da comida de rua argentina, é um sanduíche feito com linguiça chorizo e diferentes condimentos, servido em pão crocante. 10º - Picada Colombiana (Colômbia): Prato tradicional em que uma variedade de carnes e vegetais grelhados ou fritos é servida em uma grande travessa. Costuma incluir batatas papa criolla, porco, frango, carne bovina, morcela (chouriço de sangue), longaniza, arepas, guacamole e milho doce. Como é feito o ranking Os rankings de comida do TasteAtlas são baseados nas avaliações dos usuários da plataforma. Segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras. Na lista “Top 49 South American Street Food”, até 15 de março de 2026, foram registradas 8.147 avaliações. Desse total, 3.620 foram reconhecidas pelo sistema como legítimas. O TasteAtlas afirma que os rankings não devem ser vistos como uma conclusão definitiva sobre comida no mundo. O objetivo, segundo a plataforma, é promover pratos locais, valorizar culinárias tradicionais e despertar a curiosidade sobre receitas ainda não experimentadas.

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados. Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata. ❓ Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal. A medida prevê ainda um conselho responsável por propor medidas para garantir que os data centers não prejudiquem a população do Maine. Apenas 9 data centers estão em funcionamento no Maine, segundo dados do site Data Center Map. A Virgínia lidera o ranking nos EUA com 579 data centers em operação, enquanto o Brasil tem 204 empreendimentos desse tipo. Mas, apesar de o Maine ter poucos empreendimentos, a preocupação é com o possível aumento no custo de energia causado por esses empreendimentos. O estado já tem uma das maiores tarifas do país, segundo o Administração de Informação de Energia dos EUA. Data centers costumam usar muita energia elétrica e podem contribuir com o aumento da conta de luz nos Estados Unidos. Por lá, concessionárias de energia investirão em infraestrutura para atender à demanda e poderão repassar os custos para consumidores, afirmaram analistas à CNBC. Os empreendimentos também levantam preocupações sobre o uso de água. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas A deputada estadual Melanie Sachs, do Partido Democrata, disse que a proibição no Maine garantirá a gestão responsável da terra e da água. "Este projeto não é contra a inovação, nem rejeita o desenvolvimento econômico", afirmou em março, segundo o site Maine Morning Star. Já o deputado estadual Steven Foster, do Partido Republicano, disse que já há regras para data centers e que a proibição não é necessária. "Muito medo foi alimentado sobre a construção de um data center de inteligência artificial em qualquer lugar do Maine, o que é contrário à realidade", afirmou em março. Propostas de suspender a construção de data centers também surgiram em estados como Virgínia e Geórgia, bases de projetos de empresas como Meta, Google e Microsoft. Esses projetos também foram apresentados em estados como Nova York, Maryland e Oklahoma, mas, por enquanto, não se tornaram lei em nenhum deles. A proibição temporária a novos data centers já existe por meio de leis municipais de algumas cidades no Michigan e em Indiana, segundo o Wall Street Journal. A lei do Maine teria o maior alcance até o momento. Projeto do Scala AI City, 'cidade' de servidores que será construída em Eldorado do Sul (RS) Divulgação/Scala Data Centers No Brasil, os primeiros projetos de data centers de IA poderão ter consumo equivalente ao de mais de 16 milhões de casas. Os empreendimentos serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE). O projeto de Caucaia é da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, e envolve um complexo com cinco data centers que deverão entrar em operação em setembro de 2027. Ele terá capacidade inicial de 200 megawatts. O projeto da ByteDance prevê um investimento de mais de R$ 580 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. LEIA TAMBÉM: Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos