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g1 > Economia

Paramount sobe oferta para adquirir a Warner Bros, em nova ofensiva contra proposta da Netflix

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Paramount Skydance anunciou nesta terça-feira (10) uma revisão estratégica em sua proposta para comprar a Warner Bros. Discovery, que atualmente negocia uma fusão com a Netflix. Além de oferecer US$ 30 por ação, em dinheiro, a empresa prometeu pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. Segundo a companhia, a nova proposta é mais previsível do que o acordo com a Netflix, já que o valor final da transação com a plataforma de streaming pode variar de acordo com a situação financeira da Warner no momento da separação das empresas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Paramount afirmou ainda que já avançou na obtenção de autorizações regulatórias nos Estados Unidos e na Alemanha para viabilizar o negócio. Em comunicado, a empresa pediu que o conselho e os acionistas da Warner Bros. rejeitem o acordo com a Netflix, alegando que sua proposta deixaria o grupo mais forte para competir no mercado de streaming. O presidente e CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que a oferta reforça o compromisso da empresa com os acionistas da Warner. “A oferta integral em dinheiro de US$ 30 por ação demonstra claramente nosso forte e inabalável compromisso em entregar o valor total que os acionistas da WBD merecem por seu investimento. Estamos implementando melhorias significativas, respaldando esta oferta com bilhões de dólares, oferecendo aos acionistas certeza quanto ao valor, um caminho regulatório claro e proteção contra a volatilidade do mercado”, disse. Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa pela Warner ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.
10/02/2026 17:11:49 +00:00
Tomate e pão francês pesaram no custo da cesta básica nas capitais em janeiro, diz Conab

O tomate teve recuo de 16,96% em São Luís Freepik A cesta básica ficou mais cara em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro e janeiro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) tiveram as maiores altas. Os preços subiram 4,44%, 3,37% e 3,22%, respectivamente. Entre os itens da cesta básica, o tomate e o pão francês foram os que mais ficaram caros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do tomate, o maior preço foi observado em Cuiabá (MT), com elevação de 63,54%. A razão para isso é uma menor oferta de frutos de qualidade, segundo a Conab. A alta dos preços foi observada em 26 capitais. O pão francês ficou mais caro em 22 capitais. Manaus teve a maior alta, de 3,06%. Segundo o levantamento, o aumento está ligado à alta nos custos de energia e da principal matéria-prima: a farinha de trigo importada. Apesar das altas, alguns produtos ficaram mais baratos. O leite integral, por exemplo, teve queda de preço em todas as capitais. Em Campo Grande (MS), a redução foi de 8%. Segundo a Conab, a queda ocorreu por causa dos altos estoques de derivados lácteos. De acordo com a Conab, 46% da renda do brasileiro que recebe um salário mínimo foi usada para a compra de alimentos básicos em janeiro. Apesar do número elevado, representa uma queda de 2% na comparação com dezembro. Além da cesta básica, a categoria de alimentação e bebidas ficou 0,23% mais cara em janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Neste índice, que considera uma média nacional, o tomate também foi o alimento que mais encareceu (20,52%), seguido pelas carnes (0,84%). Saiba mais: Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026 Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria O café não vai dar trégua em 2026
10/02/2026 16:52:53 +00:00
Agibank reduz tamanho de IPO nos EUA em mais de 50%

Agibank Divulgação/Agibank O Agibank reduziu em mais de 50% sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (10). A empresa agora planeja vender 20 milhões de ações, em comparação à previsão anterior, de cerca de 43,6 milhões de papéis. O grupo será listado na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo "AGBK". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup são os coordenadores globais da oferta. Outros bancos também participam da estruturação da oferta, entre eles Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co., de acordo com os documentos apresentados ao regulador. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pedido protocolado em NY A fintech havia protocolado o pedido de IPO com distribuição primária e secundária na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) em 14 de janeiro deste ano. A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para "propósitos corporativos gerais", segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época. A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que "não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento". A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil. Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador. No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores. O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador. O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. O banco digital PicPay também protocolou a documentação necessária para uma abertura de capital na Bolsa de Nova York em janeiro.
10/02/2026 14:02:57 +00:00
Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul

Imagem do Parlamento Europeu. Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) medidas para proteger seus produtores rurais do acordo de comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Na prática, o bloco poderá suspender temporariamente benefícios tarifários para produtos agrícolas sul-americanos, caso um aumento das importações prejudique agricultores europeus. A proposta já tinha sido aprovada pela Comissão europeia no fim de 2025 e, agora, segue para análise do Conselho. Se o Conselho aprovar, as regras só passarão a valer quando o acordo de comércio UE-Mercosul entrar em vigor. O tratado foi assinado no dia 17 de janeiro deste ano, mas ainda precisa do aval do Parlamento europeu e dos congressos nacionais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Quatro dias depois da assinatura, o Parlamento enviou o acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação do tratado por pelo menos seis meses. Enquanto essa análise não é concluída, o Parlamento não pode ratificar os textos. Por outro lado, a Comissão Europeia tem autonomia para aplicar o acordo provisoriamente se pelo menos um país do Mercosul concluir seu processo de ratificação. Acordo UE-Mercosul: o que está em jogo para o agro brasileiro Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como foi a votação e quais são as medidas As medidas de proteção, conhecidas como salvaguardas, tiveram 483 votos a favor, 102 contra e 67 abstenções no Parlamento europeu. Elas estabelecem que a Comissão Europeia poderá abrir uma investigação sobre a necessidade de se proteger quando as importações de produtos agrícolas considerados sensíveis aumentarem 5% na média de três anos. O percentual é inferior aos 10% ao ano propostos inicialmente pela própria Comissão. Além disso, será preciso que, ao mesmo tempo, os preços dos produtos importados estejam 5% abaixo do preço praticado no mercado europeu. Entre os produtos listados como sensíveis estão carne de frango, carne bovina, ovos, frutas cítricas e açúcar. A abertura de investigação também poderá ser solicitada por um Estado-membro, por uma pessoa física ou jurídica que represente o setor afetado, ou ainda por uma associação que atue em nome da indústria, caso haja ameaça de prejuízo grave. O texto determina ainda que, pelo menos uma vez a cada seis meses, a Comissão Europeia apresente um relatório ao Parlamento Europeu avaliando o impacto das importações de produtos sensíveis. Relator permanente para o Mercosul, o eurodeputado espanhol Gabriel Mato afirmou que as salvaguardas vão garantir que o acordo entre os dois blocos seja acompanhado por um mecanismo de proteção “equilibrado e confiável” para o setor agrícola europeu. Segundo ele, as medidas reforçam o monitoramento de mercado, estabelecem critérios claros e objetivos para identificar distorções e permitem uma resposta mais rápida para produtos sensíveis quando houver indícios de prejuízo. Ele disse ainda que as regras devem oferecer aos agricultores “estabilidade e previsibilidade”, preservando o equilíbrio geral do acordo.
10/02/2026 13:39:04 +00:00
Haddad diz que legislação não foi 'suficientemente robusta' para evitar o caso Master e defende reforma do FGC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista no Hotel Brasília Palace, em 3 de junho de 2025. WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso Master mostrou que a legislação atual não foi "suficientemente robusta" para evitar uma fraude de R$ 12 bilhões e que uma reforma "mais estrutural" do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está sendo discutida após o episódio. "Ninguém quer passar por esse aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa, que colocou muita coisa em risco. Felizmente não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu mais de uma instituição", comentou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Haddad disse ainda que o Banco Master teve, até 2024, um crescimento acelerado, que foi interrompido assim que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tomou posse. "O Banco Central tem técnicos que estão conversando com o sistema regulador para encontrar um denominador comum [...], porque depois do que aconteceu, ninguém pode querer manter as regras que permitiram esse descalabro [prejuízo]. Temos que fechar as brechas que permitiram essa fraude", completou o ministro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Juros e Banco Central O ministro também defendeu a estrutura do arcabouço fiscal — conjunto de regras que controla os gastos do governo —, mas disse concordar com a preocupação do mercado financeiro em relação ao funcionamento dessas normas. "Todo mundo tem razão quando fala que a dinâmica preocupa, porque tem coisas no Orçamento que ainda estão fora do espírito do arcabouço. Eu até tentei fazer [essa mudança] no final de 2024 com o Congresso, mas é muito difícil você convencer as pessoas a mexer no que é considerado tabu", afirmou. O ministro também comentou o atual patamar dos juros reais (descontados da inflação) no país, afirmando que “não há justificativa” para que a taxa continue subindo. "Entendo que, com um juro real desses, você não consegue contrapor nenhum nível de superávit primário [quando as receitas superam as despesas]. Então você tem que continuar tomando medidas necessárias para equilibrar as contas", disse Haddad. O ministro reiterou que, ao criticar os altos juros reais, não pretende manchar a reputação do Banco Central e afirmou ser fundamental “cuidar” da instituição. Haddad também comentou a sugestão dos nomes de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, para a diretoria do BC. "Recebi dessas duas pessoas a sinalização que tinham disposição para colaborar com o Brasil nessa posição. [...] Mas quando a gente sugere um nome, é para avaliação. Não existe indicação", completou. Por fim, o ministro afirmou que ainda não existe uma data exata para sua saída do governo e disse, sem dar mais detalhes, que deve atender a alguns pedidos feitos pelo presidente Lula antes do fim de seu mandato no Ministério da Fazenda. Gastos sociais Haddad também defendeu nesta terça-feira uma reformulação dos gastos sociais do governo, especialmente os voltados à assistência social. Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo conduzidos para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. "Está sendo discutido se, com o atual nível de investimento em Previdência Social, não seria o caso de repetir o que o Lula fez em 2003, quando havia vários programas e o Bolsa Família nasceu como um grande guarda-chuva [que os unificou]", afirmou o ministro. "Talvez estejamos em uma situação que permita [um novo formato] dos gastos sociais", completou o ministro, reiterando que o novo modelo precisaria ser mais eficiente e moderno, mas sem necessariamente diminuir os gastos, uma vez que o crescimento da economia também permite uma trajetória mais sustentável das despesas públicas. Haddad acrescentou que a discussão sobre um possível programa de renda básica também segue nessa direção. "Todo mundo defende a renda básica porque ela parece mais racional, à luz das inúmeras demandas sociais que existem", disse. "Eu entendo, olhando para o orçamento, que o Brasil talvez esteja maduro para essa nova alternativa".
10/02/2026 12:22:31 +00:00
Brasil analisa acordo comercial entre EUA e Argentina por possíveis violações ao Mercosul, diz agência

Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters O Brasil começou a analisar o acordo comercial entre os Estados Unidos e a Argentina anunciado na última semana, informou a Reuters. A avaliação acontece em meio a preocupações de que o tratado viole regras do Mercosul. Diplomatas brasileiros estão analisando minuciosamente o documento divulgado por Washington na sexta-feira (6) para determinar o escopo do acordo. À primeira vista, ele parece ir além dos limites estabelecidos para acordos bilaterais pelos membros do Mercosul, disseram duas das fontes à agência de notícias. Para fortalecer o poder de negociação do bloco, o Mercosul restringe até onde os membros podem ir na assinatura de seus próprios pactos comerciais com países terceiros. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, em meio às tensões comerciais globais provocadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a Argentina solicitou e obteve uma expansão temporária das isenções à tarifa externa comum do bloco. Brasil e Argentina receberam 150 isenções cada, enquanto o Uruguai e o Paraguai receberam cotas maiores. Questionado sobre a análise brasileira do acordo, um funcionário argentino disse que "as reduções tarifárias anunciadas para produtos dos EUA estão dentro da lista de 150 exceções a que a Argentina tem direito". Mas autoridades brasileiras disseram à Reuters que o novo acordo entre os EUA e a Argentina parece abranger cerca de 200 itens. "Estamos analisando isso com muito cuidado para que possamos ser justos”, disse uma das fontes à Reuters. Os governos de Brasil e Uruguai preferiram não comentar. Os ministérios das Relações Exteriores de Paraguai e Argentina não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Mercosul enfrenta repetidas tensões Segundo as fontes disseram à Reuters, o pacto comercial bilateral pode esbarrar em outras questões não tarifárias, como as regras de origem do Mercosul para bens, serviços e barreiras técnicas. Além disso, a iniciativa do presidente da Argentina, Javier Milei, um dos aliados mais próximos de Trump na região, de iniciar negociações unilaterais com Washington dificultaria acomodar o acordo dentro das exceções concedidas no ano passado. Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira, quando questionado se o Mercosul poderia obstruir o acordo, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse que o bloco comercial não impede seus membros de firmar tais acordos. Ele disse que Milei poderia implementar partes do acordo por decreto, embora o pacto comercial e de investimento geral exija a aprovação do Congresso. O Mercosul, fundado há 35 anos, tem enfrentado tensões repetidas, pois seus membros têm buscado expandir laços comerciais de forma independente, embora nenhum deles tenha anteriormente seguido adiante com um acordo paralelo. O Uruguai quase assinou um acordo de livre comércio com os Estados Unidos em 2006, antes de recuar por temer ser expulso do bloco. Montevidéu também buscou um acordo de livre comércio com a China, gerando atritos com Argentina, Brasil e Paraguai. Em 2019, sob o comando do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçou deixar o bloco, acusando-o de impedir as ambições comerciais do Brasil. Nem Bolsonaro nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomaram medidas formais para romper com o Mercosul. Questionado sobre as possíveis consequências se o acordo da Argentina exceder o escopo permitido, um funcionário brasileiro disse que "há regras que devem ser seguidas". "Se isso realmente acontecer, teremos que chamar de volta o Conselho do Mercosul e decidir o que o bloco fará", acrescentou o funcionário. A próxima cúpula do grupo está marcada para o final de junho, em Assunção, quando o Paraguai passará a presidência rotativa do bloco para o Uruguai. A resposta terá que ser decidida nos altos escalões do governo brasileiro, disse outra fonte em Brasília, mas a questão ainda não foi levada a Lula.
10/02/2026 12:12:29 +00:00
IPCA: preços sobem 0,33% em janeiro, com pressão dos combustíveis

IPCA fica em 0,33% em janeiro O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete a mesma variação registrada em dezembro de 2025. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,44%, acima dos 4,26% registrados no período anterior. Em janeiro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,16%. O resultado de janeiro veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% no mês e de 4,43% no acumulado em 12 meses. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebidas: 0,23%; Habitação: -0,11%; Artigos de residência: 0,20%; Vestuário: -0,25%; Transportes: 0,60%; Saúde e cuidados pessoais: 0,70%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,02%; Comunicação: 0,82%. 🚌 Transportes puxam inflação de janeiro O grupo Transportes registrou alta de 0,60% em janeiro e foi o principal responsável pelo resultado do índice no mês, com impacto de 0,12 ponto percentual. A principal pressão veio dos combustíveis, que subiram 2,14%, especialmente a gasolina, com alta de 2,06% e o maior impacto individual no índice (0,10 ponto percentual). "Embora tenha ocorrido uma redução de preços para as distribuidoras no final de janeiro (cerca de 5,20% no dia 27), esse alívio não foi totalmente captado no índice de janeiro e deve impactar mais o mês de fevereiro", afirma Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Também houve aumento no etanol (3,44%), no óleo diesel (0,52%) e no gás veicular (0,20%). Ainda em Transportes, o ônibus urbano teve alta de 5,14% em janeiro, influenciado por reajustes de tarifas em várias capitais. Fortaleza: reajuste de 20,00% (impacto de 15,87%), em vigor desde 1º de janeiro. São Paulo: alta de 6,00% (9,18%), a partir de 6 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados. Rio de Janeiro: reajuste de 6,38% (5,32%), válido desde 4 de janeiro. Salvador: aumento de 5,36% (5,19%), a partir de 5 de janeiro. Belo Horizonte: alta de 8,70% (3,99%), em vigor desde 1º de janeiro, incluindo a gratuidade aos domingos e feriados, iniciada em 14 de dezembro de 2025. Vitória: reajuste de 4,16% (2,70%), a partir de 12 de janeiro. O metrô avançou 1,87%, puxado por reajustes em Brasília e São Paulo, que também afetaram o trem e a integração entre modais de transporte público na capital paulista. Já o táxi subiu 1,47%, refletindo aumentos de tarifas em Rio Branco, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador. Na direção oposta, alguns itens ajudaram a conter a alta do grupo. As tarifas de transporte por aplicativo caíram 17,23%, e as passagens aéreas recuaram 8,90%, depois de terem registrado fortes altas em dezembro. Outras variações em janeiro O grupo Comunicação registrou alta de 0,82% em janeiro, puxado principalmente pelo aumento dos preços de aparelhos telefônicos (2,61%) e por reajustes em planos de serviços, que influenciaram os subitens TV por assinatura (1,34%) e combos de telefonia, internet e TV (0,76%). Em Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,70% e teve a segunda maior variação entre os grupos, os principais destaques foram artigos de higiene pessoal (1,20%) e planos de saúde (0,49%). O grupo Alimentação e bebidas desacelerou levemente, de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro — a menor variação para o mês desde 2006. A alimentação no domicílio variou 0,10%, abaixo dos 0,14% do mês anterior, influenciada pelos seguintes movimentos de preços: Quedas: 🥛 Leite longa vida: -5,59% 🥚 Ovo de galinha: -4,48% Altas: 🍅 Tomate: 20,52% 🥩 Carnes (média): 0,84% - 🥩 Contrafilé: 1,86% - 🥩 Alcatra: 1,61% O grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, puxado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, que foi o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 ponto percentual). 🟡 Em dezembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. 🟢 Em janeiro, a bandeira passou a ser verde, sem custo adicional ao consumidor. Também houve influência do reajuste de 10,48% em Rio Branco, em vigor desde 13 de dezembro. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 2,56%, refletindo reajustes em várias capitais, como São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, com aumentos que variaram de 2,64% a 9,75%, em vigor entre dezembro e janeiro. Já o gás encanado teve alta de 0,95%, influenciado pelo reajuste de 4,10% em São Paulo, vigente desde 10 de dezembro, parcialmente compensado pela redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro, em vigor desde 1º de janeiro. Em relação aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,83%) e da passagem aérea (-11,01%). No acumulado de 12 meses, Vitória e Porto Alegre registraram inflação de 5,06%, enquanto São Paulo acumulou 4,92%. Rio Branco apresentou 4,47% no período, e Salvador, 3,94%. Processo desinflacionário O resultado da inflação de janeiro foi considerado levemente acima do esperado pelo mercado, mas sem alterar a leitura geral de que os preços seguem em desaceleração. Para os especialistas ouvidos pelo g1, o dado confirma que a inflação continua perdendo força, embora haja pressões em alguns itens, principalmente combustíveis, serviços e bens industriais. André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sicredi, chama atenção para a composição do índice. Segundo ele, houve pressão em preços administrados, alimentos e nos núcleos de inflação. Em sua análise, a gasolina subiu após reajustes no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), enquanto a queda mais forte na conta de luz não foi suficiente para compensar esse movimento. Por outro lado, Nunes destaca que os alimentos seguem ajudando a conter a inflação, apoiados por uma safra favorável, e que os preços dos serviços continuam em uma trajetória compatível com o teto da meta, sem indicar piora do cenário. “Já os serviços subjacentes e a média dos núcleos vieram acima do esperado, mas seguem em trajetória comportada, compatível com o teto da meta, sem alterar nossa avaliação de inflação mais benigna no curto prazo”, avalia. Lucas Ghilardi, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, afirma que a inflação deixou de cair na velocidade desejada por causa do comportamento de alguns grupos específicos, com destaque para transportes e serviços, além de habitação e alimentos. Ainda assim, ele considera que a composição do índice reforça a confiança no controle da inflação. “Não estamos vendo um ‘repique’, que seria uma reversão clara da tendência de queda com altas generalizadas, mas sim uma resistência técnica”, diz o analista. Na avaliação dele, o cenário abre espaço para ajustes na política de juros ao longo do ano, com cortes mais intensos, caso a situação fiscal permita. Já Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, atribui a surpresa principalmente a bens industriais e serviços, com destaque para itens mais voláteis, como produtos de higiene pessoal, automóveis e conserto de veículos. Segundo ele, parte desse movimento pode refletir reajustes concentrados em janeiro e ajustes após promoções prolongadas ao longo de 2025. Barbosa observa que, apesar dessas pressões, os preços de alimentos seguem comportados e ajudam a manter a inflação em trajetória de queda ao longo do ano. Em sua avaliação, o dado de janeiro deve ser interpretado como neutro pelo Banco Central. “Apesar das surpresas para cima no Headline e uma composição um pouco pior, os industriais subjacentes e os serviços subjacentes foram surpreendidos para cima por itens um pouco mais voláteis e por esse efeito, talvez, esse efeito sazonal que eu comentei”, afirma. Ele acrescenta que não espera a continuidade desse padrão de pressão nos próximos meses e projeta uma trajetória mais favorável da inflação ao longo de 2026. MP move 33 ações contra postos de Manaus por suspeita de combinar preço da gasolina Divulgação
10/02/2026 12:00:30 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 com IPCA e falas de Haddad; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,16% nesta terça-feira (10), negociado a R$ 5,1962, um dia depois de fechar no menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal e tinha queda de 0,30% por volta das 17h, aos 185.686 pontos. ▶️ No Brasil, o destaque ficou com a divulgação do IPCA, índice oficial de inflação. Segundo o IBGE, os preços subiram 0,33% em janeiro e acumulam alta de 4,44% em 12 meses, um pouco acima das projeções do mercado, que apontavam avanço de 0,32% no mês e de 4,43% no acumulado anual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um evento promovido pelo BTG Pactual também ficou no radar. Em seu discurso, Haddad defendeu um novo desenho para os gastos sociais e fez comentários sobre o caso Master. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent também esteve presente no evento. ▶️ Nos EUA, investidores avaliaram uma série de indicadores econômicos e falas recentes de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A presidente da distrital do Fed em Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta terça que os juros do país devem permanecer inalterados "por um bom tempo". ▶️ Entre os indicadores americanos, as vendas no varejo permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram gastos com veículos e outros itens de alto valor. Dados de preços de importados e dos estoques de empresas e do petróleo também ficam no foco, em meio à espera pelo relatório de empregos (payroll), previsto para amanhã (11). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,50%; Acumulado do mês: 2,38%; Acumulado do ano: 15,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,80%; Acumulado do mês: +2,69%; Acumulado do ano: +15,59%. De olho no Haddad Durante evento promovido pelo banco BTG Pactual nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma reformulação dos gastos sociais do governo, especialmente os voltados à assistência social. Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo conduzidos para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. O ministro ainda citou a possibilidade de um molde semelhante ao feito no Bolsa Família, que unificou uma série de benefícios. "Talvez estejamos em uma situação que permita [um novo formato] dos gastos sociais", completou o ministro, reiterando que o novo modelo precisaria ser mais eficiente e moderno, mas sem necessariamente diminuir os gastos, uma vez que o crescimento da economia também permite uma trajetória mais sustentável das despesas públicas. O ministro também afirmou que o caso Master mostrou que a legislação atual não foi "suficientemente robusta" para evitar uma fraude de R$ 12 bilhões e que uma reforma "mais estrutural" do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está sendo discutida após o episódio. "Ninguém quer passar por esse aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa, que colocou muita coisa em risco. Felizmente não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu mais de uma instituição", comentou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual. Agenda econômica IPCA No primeiro Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano, o IBGE mostrou que os preços subiram 0,33% em janeiro, resultado levemente acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%, maior que os 4,26% registrados no período anterior. O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 0,60%, puxado pela alta dos combustíveis — especialmente a gasolina, que subiu 2,06% — e por reajustes nas tarifas de ônibus em diversas capitais. Em contrapartida, passagens aéreas e transporte por aplicativo tiveram queda. Também pesaram no índice os grupos Comunicação (0,82%) e Saúde e cuidados pessoais (0,70%). Já Habitação recuou 0,11%, influenciada pela queda da energia elétrica com a mudança da bandeira tarifária para verde. Na alimentação, houve desaceleração: os preços subiram 0,23%, com quedas no leite e nos ovos, mas forte alta do tomate. Entre as capitais, Rio Branco registrou a maior variação mensal, enquanto Belém teve a menor. Vendas no varejo dos EUA Outro destaque ficou com as vendas no varejo dos Estados Unidos, que permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram os gastos com veículos e outros itens de alto valor, o que pode levar o consumo e a economia americana a um crescimento mais lento no início deste ano. As vendas aumentaram 2,4% em dezembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os números de vendas de outubro foram revisados, passando a apresentar uma queda de 0,2% em vez da estimativa anterior de 0,1%. A revisão dos dados de outubro sugerem, ainda, uma fadiga do consumidor em meio aos crescentes desafios do custo de vida, que foram parcialmente atribuídos aos preços mais altos devido às tarifas de importação. O relatório fraco, juntamente com um aumento marginal nos estoques empresariais , levou os economistas a revisarem para baixo suas estimativas de crescimento econômico para o quarto trimestre. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street operavam sem direção única, de olho em fala de representantes do governo Trump e dados econômicos americanos. Perto das 16h15, o Dow Jones tinha alta de 0,07%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite registravam quedas de 0,19% e 0,25%, respectivamente. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, conforme investidores avaliaram o noticiário corporativo. O índice recuou 0,07%, aos 620,97 pontos. Os principais índices da região fecharam mistos, por sua vez. Entre os destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,31%, aos 10.353,84 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,11%, aos 24.987,85 pontos e o Ibex-35, de Madri, recuou 0,40%, aos 18.122,10 pontos. Na Ásia, as bolsas da China fecharam levemente em alta nesta terça-feira, com as ações de empresas de comunicação e mídia subindo mais do que as perdas das empresas do setor imobiliário. O bom desempenho veio, principalmente, do entusiasmo com uma nova tecnologia de inteligência artificial da ByteDance (dona do TikTok), que animou investidores no setor de mídia e entretenimento. Já as empresas ligadas a imóveis caíram, refletindo dificuldades ainda presentes nesse mercado. O movimento foi fraco porque muitos investidores estão evitando negociar antes do feriado do Ano Novo Lunar, um dos mais importantes da China, que dura cerca de uma semana. Em outros mercados da Ásia, o dia foi de altas na maioria das bolsas. Japão e Taiwan registraram fortes altas, com o Nikkei avançando 2,3% e o Taiex subindo 2,06%. Hong Kong também fechou em alta, com o Hang Seng ganhando 0,58%. A Coreia do Sul teve desempenho praticamente estável, com o Kospi em alta de 0,07%. Já Singapura e Austrália encerraram o dia em leve queda: o Straits Times recuou 0,07% e o S&P/ASX 200 caiu 0,03%. Além disso, notícias de uma possível melhora nas relações entre Estados Unidos e China ajudaram a reduzir a tensão no mercado. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
10/02/2026 12:00:29 +00:00
Valores a receber: 49,6 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido nos bancos; veja como buscar os recursos

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (10) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,27 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até dezembro do ano passado. Deste total: R$ 7,97 bilhões são recursos de 49,59 milhões de pessoas físicas; R$ 2,29 bilhões são valores de 5,02 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,35 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.
10/02/2026 11:37:44 +00:00
Grupo do Senado que investiga caso Master mira atuação da Comissão de Valores Mobiliários

Caso Master: Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação O grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações do caso Master já tem um foco inicial dos trabalhos: a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Segundo o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o grupo deve deliberar nesta terça-feira (10) requerimentos para audiências iniciais com representantes da CVM. A justificativa para a decisão é que "cabia ao órgão fiscalizar os fundos", segundo o alagoano. A CVM é responsável por regular fundos de investimentos, que, segundo a Polícia Federal, podem ter sido usados em esquemas de fraude envolvendo o banco Master e outras instituições, como a Reag Investimentos. 🔎A autarquia atua com autonomia administrativa e financeira, sem subordinação hierárquica direta, visando a eficiência do mercado financeiro. Ela não fiscaliza bancos (função do Banco Central), mas sim as empresas que negociam ações, debêntures e fundos. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil A possível audiência com representantes da CVM ocorre no momento em que a CAE ainda precisa aprovar duas indicações ao órgão feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma delas é a do presidente interino da instituição, Otto Lobo. A escolha de Lobo para permanecer na presidência da CVM gerou forte reação do mercado financeiro por ser apontada como uma decisão política, com forte influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, no entanto, rechaça a tese e, reservadamente, alega não ser “pai” da indicação. Em paralelo, requerimentos que poderiam ser analisados pelo GT para pedir acesso a informações sigilosas das investigações em andamento devem ficar para depois. Renan quer, primeiro, apresentar os pedidos diretamente às autoridades competentes para manter a boa relação. Atuação do Grupo de Trabalho (GT) Nesta quarta-feira, uma comitiva do GT terá reuniões com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O intuito é pedir acesso, inclusive, a dados de operações anteriores ao inquérito do banco Master, como é o caso da Carbono Oculto. Na última semana, o grupo da CAE já teve encontros presenciais com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Nas duas ocasiões, Renan diz ter recebido sinais positivos sobre o acesso ao material. Na avaliação de auxiliares de Renan, os dados do BC e do TCU já poderiam ser suficientes. LEIA TAMBÉM: CPI do Banco Master: entenda o que falta para comissão ser instalada no Congresso Por se tratar de um GT e não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o acesso a dados sigilosos é visto como mais complexo. Ainda assim, Renan e aliados alegam ter como base a lei 105 de 2021, que diz que as comissões parlamentares de inquérito "obterão as informações e documentos sigilosos de que necessitarem, diretamente das instituições financeiras, ou por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários". O texto diz ainda que “o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, e as instituições financeiras fornecerão ao Poder Legislativo Federal as informações e os documentos sigilosos que, fundamentadamente, se fizerem necessários ao exercício de suas respectivas competências constitucionais e legais”. No caso de o requerimento envolver uma nova quebra de sigilo, a legislação determina que a questão teria que passar pelo plenário, algo que Renan quer evitar. “As solicitações de que trata este artigo deverão ser previamente aprovadas pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ou do plenário de suas respectivas comissões parlamentares de inquérito.” A avaliação de senadores é que há resistência da cúpula do Congresso para a criação de uma CPI do Master neste momento. Por isso, a ideia é buscar outras alternativas, inclusive através do GT. Se houver negativa no acesso aos dados, pessoas próximas a Renan não descartam aproveitar a CPI do Crime Organizado, já instalada, para propor requerimentos. CVM também se movimenta Enquanto o Senado concentra esforços para cobrar explicações sobre a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso Master, o órgão regulador também passou a organizar internamente suas frentes de apuração. Nesta semana, a CVM instalou um grupo de trabalho e determinou o levantamento das áreas envolvidas e das análises já realizadas sobre o banco. Na primeira reunião do grupo de trabalho interno da CVM, criado para analisar as ações do Banco Master, foi determinada a identificação das áreas internas do órgão que atuam em temas relacionados ao conglomerado comandado por Daniel Vorcaro. Segundo fontes ligadas ao GT, nesta segunda-feira (9) foi “formalmente disparado o comando” para que as diferentes superintendências da CVM indiquem quais subáreas e servidores trabalham com temas e modalidades em que o Banco Master e a gestora Reag atuam. A orientação inclui, ainda, o envio de um detalhamento das medidas e análises realizadas até agora nesses casos. A CVM é estruturada em superintendências, cada uma responsável por um conjunto específico de atribuições. A decisão tomada na reunião desta segunda prevê o mapeamento das unidades que tratam de temas relacionados à atuação do Banco Master, com o objetivo de informar ao GT as providências já adotadas e os processos em andamento. Nova investigação A Comissão de Valores Mobiliários iniciou nesta segunda uma nova investigação sobre as ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e de outras entidades conexas — ou seja, outras empresas ligadas ao caso ou aos fatos sob análise. A apuração interna deve durar cerca de três semanas. Apesar disso, o colegiado da CVM ainda não tem reunião formal marcada antes da próxima semana para avaliar os dados que serão levantados a partir das determinações feitas nesta segunda-feira. Uma fonte próxima ao Grupo de Trabalho afirmou, no entanto, que a expectativa é que as informações sejam analisadas à medida que forem recebidas. De acordo com a CVM, o objetivo do GT é consolidar e sistematizar fatos, processos e informações para aprimorar o diagnóstico institucional, fortalecer o acompanhamento integrado das ações em curso e garantir maior prestação de contas à sociedade.
10/02/2026 10:52:35 +00:00
Youtuber MrBeast compra plataforma de serviços financeiros Step

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP MrBeast, o criador de conteúdo mais seguido do mundo no YouTube, anunciou nesta segunda-feira (9) a compra de um aplicativo de serviços financeiros voltado ao público jovem, segundo a agência de notícias France Presse. O influenciador soma 466 milhões de inscritos em seu canal, onde publica vídeos com desafios extravagantes e ações filantrópicas. As produções costumam custar milhões de dólares e envolvem uma equipe de quase 300 pessoas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Jimmy Donaldson, seu nome verdadeiro, informou que adquiriu, por meio de sua empresa Beast Industries, a plataforma digital Step, que reúne quase sete milhões de usuários. “Ninguém me ensinou sobre investimentos, como criar um histórico de crédito ou administrar dinheiro quando eu era mais jovem”, afirmou Donaldson, de 27 anos. “Quero oferecer a milhões de jovens a base financeira que eu nunca tive”, completou. O valor da transação não foi divulgado pela Beast Industries nem pela Step. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário, segundo a AFP. Apesar de oferecer cartões de débito e crédito, além de contas remuneradas, a Step não é oficialmente um banco. A empresa atua como plataforma de serviços financeiros e é apoiada pelo Evolve Bank & Trust. “Estamos entusiasmados com o potencial desta aquisição para expandir nossa plataforma e levar novos produtos aos clientes”, afirmou em nota o fundador e diretor-executivo da Step, C.J. MacDonald. Fundada em 2018, a Step já captou mais de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões, na cotação atual) em investimentos, sendo US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) em crédito e o restante em participação acionária. A popularidade de MrBeast nas redes sociais também resultou em um programa de competição exibido no Amazon Prime Video e em um parque de diversões temporário na Arábia Saudita, batizado de Beast Land. Outra empresa do grupo, a marca de chocolates Feastables, fatura centenas de milhões de dólares por ano, valor semelhante ao gerado por seus vídeos no YouTube. Entre os conteúdos recentes do canal estão desafios como “Sobreviva 20 dias acorrentado ao seu ex por US$ 250 mil” e “30 celebridades disputam US$ 1 milhão”. Investimento bilionário Em janeiro deste ano, a empresa de criptomoedas BitMine Immersion Technologies anunciou um investimento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na Beast Industries. A negociação também prevê a incorporação de um sistema de finanças descentralizadas (DeFi) — tecnologia que permite realizar operações econômicas, muitas vezes, sem a intermediação de bancos — à plataforma de serviços financeiros anunciada pela Beast Industries. Em outubro do ano passado, ao solicitar o registro da marca “MrBeast Financial”, o youtuber anunciou que o novo braço do grupo passaria a oferecer serviços bancários, de investimentos e de criptomoedas. Segundo a revista "Forbes", MrBeast teve um faturamento na casa dos US$ 85 milhões (cerca de R$ 456 milhões) entre abril de 2024 e abril de 2025. Quem é MrBeast Jimmy Donaldson se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social. MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo. Um de seus vídeos mais recentes chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas. Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras. Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos Estados Unidos em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo. O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões. O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo. Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/02/2026 10:19:32 +00:00
Macron diz que acordo com Mercosul é 'mau negócio' e que é hora de a UE desafiar o dólar americano com empréstimos conjuntos

Macron diz que acordo com Mercosul é 'mau negócio' O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) tenha um mecanismo de empréstimo conjunto, por exemplo, por meio de eurobônus, o que permitiria à UE investir em grande escala e desafiar a hegemonia do dólar americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Macron acredita que a Europa precisa proteger melhor suas próprias indústrias e reforçou sua opinião sobre o acordo da UE com o Mercosul ser um "mau negócio". As declarações ocorreram durante entrevistas a jornais franceses, que foram publicadas nesta terça-feira (10). As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters. "A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave", declarou Macron a vários jornais, incluindo o Le Monde. O presidente francês também afirmou que a Europa precisa simplificar e aprofundar seu mercado interno, pois "os planos para tornar a Europa mais soberana não estão progredindo rápido o suficiente." Também disse que a Europa não deve confundir uma trégua nas tensões com Washington com uma mudança duradoura, apesar do aparente fim das disputas sobre a Groenlândia, o comércio e a tecnologia. “Quando há um ato claro de agressão, acho que o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Acho que tentamos essa estratégia há meses. Não está funcionando”, disse Macron. Macron afirmou que o governo Trump estava sendo "abertamente antieuropeu" e buscando o "desmembramento" da UE. O líder francês acredita também que os EUA podem retaliar contra países da UE, incluindo França e Espanha, que planejam proibir crianças de usar redes sociais. As declarações ocorrem antes da reunião dos chefes de Estado e de governo europeus, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, para discutir a competitividade. Futuro avião de combate europeu Emmanuel Macron em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro de 2025. Reuters/ Eduardo Munoz Macron avaliou que o projeto do futuro avião de combate europeu (SCAF) é “um bom projeto” e que “as coisas devem avançar”, apesar das tensões entre as indústrias francesa e alemã. “É um bom projeto e não tive nenhuma manifestação alemã para me dizer que não é um bom projeto. Quando os industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa, mas não cabe a nós endossá-las”, declarou a vários meios de comunicação europeus, entre eles Le Monde e The Economist, assegurando que voltará a discutir o tema com o chanceler alemão Friedrich Merz. Questionado se o projeto FCAS estava morto, Macron respondeu: "Não". Em dezembro, fontes disseram à Reuters que uma reunião entre os ministros da Defesa da França, Alemanha e Espanha não conseguiu chegar a um acordo sobre o resgate do problemático programa, no âmbito do qual os países construiriam um caça para substituir os Rafales da França e os Eurofighters da Alemanha e da Espanha. Ele acrescentou que espera que o projeto FCAS avance.
10/02/2026 10:18:44 +00:00
Como dinheiro do contribuinte pode acabar sendo usado para cobrir parte do rombo bilionário do Banco Master

CVM abre nova apuração sobre fraudes no Banco Master A liquidação do Banco Master e as investigações sobre o seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, não deixaram apenas as elites financeira e política do Brasil preocupadas. Longe da avenida Faria Lima, em São Paulo, ou da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, milhares de contribuintes brasileiros correm o risco de ter de arcar com um possível prejuízo causado pelas transações envolvendo o Master. O Banco Master ganhou os holofotes em novembro do ano passado, quando ele foi liquidado e Vorcaro preso na primeira fase da Operação Compliance Zero suspeito de ter crimes contra o sistema financeiro nacional, o que sua defesa nega. As liquidações do Master, em novembro, e do Will Bank — que pertencia ao Master —, em janeiro, geraram um rombo de aproximadamente R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma associação privada que funciona como um tipo de "seguro" e que prevê o reembolso em caso de liquidação de investimentos de até R$ 250 mil. Como o FGC é mantido por contribuições dos próprios bancos, não há previsão de aporte de dinheiro público para cobrir esse "buraco". Mas ainda assim, os cofres públicos, aposentados, pensionistas e funcionários públicos de Estados como Amazonas, Amapá e Rio de Janeiro poderão ter que arcar com os possíveis prejuízos causados pelo Master. Este possível prejuízo é resultado de negócios feitos com o Banco Master em duas frentes. A primeira delas é que a reúne os fundos de previdência que investiram em títulos emitidos pelo Master com a promessa de bons retornos no futuro. A segunda é relativa ao prejuízo que o Banco de Brasília, controlado pelo Governo do Distrito Federal, poderá ter por conta da aquisição de carteiras de crédito vendidas pelo Master ao banco e que hoje está sob investigação. Estimativas de representantes do Banco Central apontam que o BRB pode precisar de uma injeção de capital de até R$ 5,5 bilhões. Até o momento, no entanto, ainda não é possível falar em "prejuízo" consolidado porque ainda não está claro se, mesmo liquidado, o Master irá honrar os investimentos que foram feitos pelos fundos de previdência em títulos emitidos por ele. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, alertam que os investidores como fundos de pensão poderão enfrentar dificuldades para reaver o valor aplicado. Também ainda não está claro se o BRB vai ou não precisar de aportes públicos para equilibrar suas contas, apesar de o próprio banco admitir essa possibilidade em nota divulgada na semana passada. Segundo especialistas, caso os prejuízos ao banco e aos fundos de pensão se concretizem, o rombo terá de ser ressarcido, de uma forma ou de outra, com dinheiro público. Em relação aos fundos de pensão, perdas causadas por investimentos no Master poderão obrigar servidores da ativa ou aposentados a aumentarem suas contribuições ou fazer com que o Estado ou município responsável pelo fundo tire dinheiro de outras fontes orçamentárias para repor o prejuízo. No caso do BRB, caso o banco não encontre uma solução junto ao mercado, o banco poderá precisar de uma "injeção" de recursos públicos para reorganizar sua contabilidade. "É a socialização do prejuízo", diz o advogado especialista em direito tributário e professor universitário Kleber Galerani à BBC News Brasil. Aposentadorias em risco? O Banco Master ficou conhecido no mercado financeiro nos últimos anos por adotar uma estratégia agressiva de atrair investidores com promessas de pagar juros por investimentos acima da média do mercado. Em geral, esses ativos eram oferecidos por corretoras de investimentos a pessoas físicas e privadas e, caso fossem até R$ 250 mil, os recursos estariam "segurados" pelo FGC em caso de liquidação do banco. Mas a estratégia também foi usada em outro mercado: o dos regimes de previdência própria, conhecido como RPPS. Trata-se de um regime separado do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) voltado, em geral, para servidores públicos. Para pagar as aposentadorias dos beneficiários, funcionários da ativa, aposentados e os entes responsáveis (Estados ou municípios) fazem contribuições mensais a um fundo. Esses recursos, por sua vez, são investidos no mercado financeiro para gerarem lucro que será, depois, usado para pagar os benefícios. Foi nesse mercado que o Master também atuou. Dados do Ministério da Previdência Social obtidos pela BBC News Brasil apontam que, desde 2023, 19 fundos de previdência própria fizeram investimentos em ativos do Banco Master. O caso mais conhecido até agora é o da Rioprevidência, responsável pelos benefícios de aposentados e pensionistas do governo do Rio de Janeiro. Em oito meses, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Letras financeiras são títulos de renda fixa que o investidor "compra" com o compromisso de receber seu dinheiro de volta no futuro corrigido por uma determinada taxa de juros. Mas esses investimentos, ao contrário dos cobertos pelo FGC, não têm garantia de ressarcimento e a liquidação do Banco Master levantou ainda mais dúvidas sobre se a empresa terá ou não condições de arcar com seus compromissos. "Quando há a liquidação de um banco, é difícil imaginar que ele vai conseguir honrar os investimentos que foram feitos nele. No caso dos fundos de pensão, o mais provável é que eles busquem a justiça para ter o seu dinheiro de volta", disse o economista e coordenador do programa de pós-graduação em finanças do Insper, Ricardo Rocha. Rioprevidência, responsável pelos benefícios de aposentados e pensionistas do governo do Rio de Janeiro, fez investimentos em fundos do Banco Master Getty Images via BBC Os investimentos de fundos de pensão no Master entraram no radar da Polícia Federal, que prendeu o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por suspeita de obstrução de justiça e ocultação de provas no caso que investiga possíveis irregularidades nos investimentos da instituição. Os investigadores querem saber o que levou a Rioprevidência a fazer investimentos milionários no Banco Master. Na semana passada, a PF deflagrou uma operação no Amapá para investigar os investimentos feitos pela Amprev (autarquia que gere o fundo de pensão dos servidores do Amapá) no banco. No Rio de Janeiro, o cenário deixou parte dos aposentados fluminenses preocupados. A Rioprevidência é responsável pelo pagamento de pensões a mais de 240 mil pessoas. "A gente não sabe qual o tamanho do prejuízo, mas nosso medo é de que esse rombo seja pago pelo contribuinte", diz a secretária para assuntos relacionados a aposentados do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE), Odisseia Carvalho, à BBC News Brasil. Ela conta que, em 2016, pensionistas e aposentados do governo do Rio de Janeiro chegaram a ficar três meses sem receber por conta de uma crise financeira envolvendo o Estado fluminense e a Rioprevidência. "Nós tínhamos que organizar doações de alimentos porque as pessoas não tinham o que comer. Nosso medo é que essa situação se repita agora por conta desses investimentos duvidosos no Banco Master", completa. O analista da Instituição Fiscal Independente (IFI), Pedro Henrique Oliveira, é um especialista em regimes de previdência próprio. Segundo ele, caso os investimentos feitos pelos fundos em ativos do Master vire prejuízo, os caminhos para sanar esse "rombo" poderão recair tanto sobre os servidores fluminenses quanto sobre todo os outros contribuintes do Rio de Janeiro. "A primeira forma de resolver um prejuízo desse tipo é aumentando as contribuições dos servidores da ativa, dos inativos e, também, a parcela que o Estado paga por cada servidor. A ideia é que esse aumento nas contribuições reequilibre as contas do fundo no médio prazo para ver se ele volta a ficar positivo", conta o analista. "Outra alternativa seria o ente governamental, sozinho, fazer um aporte no fundo. O prejuízo seria dividido por todos os contribuintes do Estado ou do município porque ele teria que tirar recursos dos cofres públicos aumentando impostos ou cortando investimentos. Isso pode aumentar o endividamento público e prejudicar serviços públicos", complementa Oliveira. Para o professor Kleber Galerani, o prejuízo sai da esfera privada e entra na pública. "Como o ente tem a obrigação constitucional de pagar os benefícios de uma forma ou de outra, esse prejuízo entra nas contas públicas e é pago pela coletividade. É a socialização do prejuízo", diz. A BBC News Brasil enviou questionamentos aos governos do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, cujos fundos de previdência investiram, juntos, R$ 1,42 bilhão em papeis do Banco Master. Em nota, o governo do Amapá disse que a Amapá Previdência (autarquia que gere o fundo dos pensionistas do Estado) se "sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida". A nota diz ainda que o órgão "ingressou com medidas judiciais cabíveis" e que os investimentos feitos pela Amprev no Banco Master representam 4,7% de todo o patrimônio do fundo. O governo do Rio de Janeiro e a Rioprevidência enviaram uma nota conjunta dizendo que, na época em que os investimentos no Master foram feitos, o banco "possuía autorização de funcionamento e detinha rating atribuído por agência internacional independente (Fitch Ratings), requisito previsto pela própria regulação para mitigação de risco". Eles disseram ainda que os investimentos nas letras financeiras do Master representam 7,41% do patrimônio da instituição e que instaurou uma sindicância interna para apurar os "efeitos" dos investimentos no banco. O governo do Amazonas não respondeu aos questionamentos enviados pela BBC News Brasil. Procurada, a defesa do Banco Master e de Vorcaro afirmou que não comentaria o assunto. O caso BRB Sede do Banco BRB Getty Images via BBC A outra ponta do possível prejuízo causado no rastro do caso Master está no Banco de Brasília (BRB). Vorcaro também é suspeito de ter sido um dos responsáveis por transações fraudulentas envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito para o BRB, vinculado ao governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, parte dessas carteiras eram falsas ou não valiam o que o Master dizia valer. Sua defesa, no entanto, alega inocência. O BRB tem afirmado, por meio de nota, que vem procurando revender as carteiras compradas do Master junto a atores do mercado financeiro como forma de se livrar do potencial prejuízo. Apesar disso, o diretor de fiscalização do Banco Central, Aílton Aquino, disse em depoimento à Polícia Federal que, por conta das transações com o Master, o BRB poderá ter que receber uma injeção de capital de R$ 5,5 bilhões para sanar suas contas. Em nota divulgada pelo BRB na semana passada, o banco admitiu que uma das alternativas para resolver um eventual prejuízo passa por um repasse do governo do Distrito Federal, maior acionista e controlador do banco. "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco", diz um trecho da nota. Um aporte 100% público do governo do Distrito Federal para o BRB dependeria, no entanto, de uma autorização da Câmara Distrital do Distrito Federal, onde o governador Ibaneis Rocha (MDB), já enfrenta críticas por seus supostos encontros com Vorcaro às vésperas da tentativa de compra do Master pelo BRB. Procurada pela BBC News Brasil, a assessoria de imprensa do BRB disse que ainda não seria possível quantificar o tamanho do prejuízo causado pelas transações com o Master, mas que o banco estaria "adotando medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar seus interesses e mitigar eventuais impactos, envolvendo fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas". O BRB disse ainda que enviou um plano para a recomposição do seu capital ao Banco Central prevendo medidas a serem adotadas nos próximos 180 dias. A defesa de Vorcaro e do Master disse que não comentaria o assunto. Sede do Banco Master, em São Paulo Getty Images via BBC
10/02/2026 10:13:55 +00:00
Ovo de jacaré faz barulho e temperatura define sexo do animal; conheça produção

Veja como é produzida a carne de jacaré Você já viu ovo de jacaré? Ele é áspero, comprido e "falante". Estes animais, pouco antes de nascer, conseguem emitir sons ainda dentro dos ovos. Veja no vídeo acima. Em Porto Feliz, no interior de São Paulo, se encontra o único criatório de jacarés do estado. Lá, o nascimento do animais acontece entre entre o fim do verão e o início do outono. A criação, que é da espécie de jacaré-do-papo-amarelo, envolve desde a reprodução do animal até a comercialização da carne, que pode ser consumida em churrascos ou crua, em ceviches. De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei Escolha do sexo do animal Em São Paulo, os ovos são postos no final de novembro, segundo o veterinário da propriedade Luís Basseti. Cada ninhada rende cerca de 25 ovos, que vão para uma incubadora quente e úmida. Neste ambiente, o criador consegue escolher com qual sexo deseja que os animais nasçam, tendo 90% de acerto. Isso se faz por meio do ajuste da temperatura. As mais baixas, entre 28°C e 29°C, e as mais altas, entre 33°C e 34°C geram machos. Já as temperaturas intermediárias, entre 30° e 32°C produzem fêmeas. Isso acontece porque a temperatura influencia o metabolismo celular dos embriões. Os ovos ficam em uma caixa de palha por até três meses, quando ocorre o nascimento. Quanto custa para comer jacaré? A carne de jacaré é vendida para supermercados, churrascarias e restaurantes por cerca de R$ 125 o kg. Os principais cortes são as costelas, os filés da cauda e do lombo, as iscas a partir do pescoço e das patas e o jacaré inteiro para grandes eventos. Além disso, todas as aparas, ossos e vísceras viram ração. Já a gordura é ingrediente dos embutidos de jacaré.
10/02/2026 09:01:21 +00:00
É #FAKE que Receita vai suspender contas de banco e cartões de crédito por suposta 'Dívida Ativa da União' ou impostos atrasados

É #FAKE que a Receita vai suspender contas bancárias e cartões de crédito Reprodução Circula nas redes sociais posts que afirmam que a Receita Federal suspenderá contas bancárias e cartões de créditos dos contribuintes por supostas pendências inscritas na Dívida Ativa da União. É #FAKE. selo fake g1 Veja, abaixo, respostas a estas 3 perguntas: Como são as publicações falsas? Por que isso é mentira? O que é Dívida Ativa da União? 🛑 Como são as publicações falsas? Elas circulam em dezenas de posts com milhares de visualizações no X nesta segunda-feira (9), mas há posts com o mesmo teor também no Facebook e no TikTok. Elas reproduzem a frase: "Receita federal suspenderá todas as contas bancárias e cartões de créditos dos contribuintes na base de dados". Os textos que acompanham os posts mentem ao citar que a Receita poderia suspender, como "medida preventiva", contas bancárias e cartões de crédito de contribuintes supostamente inscritos "na base de dados" da Dívida Ativa da União. Voltar para o índice ⚠️ Por que isso é mentira? Nesta segunda, a Receita publicou em seu site oficial um comunicado com o seguinte título: "Receita Federal desmente fake news sobre suspensão de contas bancárias e cartões de crédito de contribuintes". "Isso simplesmente não existe, nem pode existir no Brasil. A Receita Federal não tem atribuição, instrumentos, nem interesse nessa suposta suspensão, que seria ilegal e inconstitucional. Quem divulga essas notícias falsas ajuda organizações criminosas, que aproveitam a desinformação para aplicar golpes, fazendo-se passar pela Receita e exigindo pagamentos indevidos. Denuncie sites e veículos de “notícias” criminosos que mentem e favorecem bandidos. Se você sofrer alguma cobrança com ameaça de suspensão de conta ou cartão, denuncie à polícia: é golpe!", diz a nota. O desmentido foi publicado também nos perfis do Instagram da Receita e do Ministério da Fazenda. "Receita Federal vai suspender contas bancárias e cartões de crédito?" questiona o post. "É mentira", ele mesmo responde. "Recebeu ameaça de bloqueio? Não pague nada. Denuncie à polícia", complementa. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o Fato ou Fake publicou três checagens que desmentiram esse tipo de ameaça: É #FAKE mensagem de WhatsApp que cobra pagamento de 'Dívida Ativa com a União'; trata-se de golpe. É #FAKE mensagem de WhatsApp em nome da Receita Federal com link para pagamento de dívidas de impostos; trata-se de golpe É #FAKE mensagem sobre cobrança de 'Dívida Ativa da União' vinculada a CPF; trata-se de golpe Voltar para o índice 📌 O que é Dívida Ativa da União? Na entrevista ao Fato ou Fake em novembro passado, o coordenador-geral da Dívida Ativa da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Eduardo Sadalla Bucci, explicou que dívida ativa é um débito não pago ao governo federal, como Imposto de Renda, contribuições e multas. Quando vence o prazo de pagamento, o débito é inscrito para cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O contribuinte pode negociar, parcelar, transacionar ou fazer o pagamento dentro do ambiente seguro. Bucci esclareceu que a PGFN não cancela PIX ou bloqueia bens: "Em nenhuma hipótese, de nenhum tipo de cobrança, há a possibilidade de cancelamento do seu PIX. Igualmente, nenhum tipo de constrição que não seja autorizada pelo Poder Judiciário vai ser feita. "Você não vai perder qualquer tipo de bem, a não ser por uma decisão judicial, em que você será citado, terá oportunidade de ter um advogado e todas as tramitações do devido processo legal". Voltar para o índice É #FAKE que a Receita vai suspender contas bancárias e cartões de crédito Reprodução Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
10/02/2026 08:03:17 +00:00
Jogos de Inverno de 2026: quem são os atletas mais bem pagos e quanto ganham

Jogo de hóquei nas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026. Reuters Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que começaram na última sexta-feira (6) em Milão e Cortina, na Itália, reúnem cerca de 2,9 mil atletas de mais de 90 países, distribuídos em 116 provas. Para a maioria, a disputa está longe de ser financeiramente vantajosa — e pode resultar em prejuízo, diante dos altos custos de viagem e treinamento. Há, porém, um grupo seleto com ganhos suficientes para cobrir com folga as despesas da competição. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A lista dos mais bem pagos é liderada pela americana Eileen Gu, que representa a China, país de origem de sua mãe. A esquiadora acumulou cerca de US$ 23 milhões (R$ 119,5 milhões) no último ano, sobretudo com patrocinadores e ações de marketing, segundo a revista Forbes. (leia mais abaixo) Embora os Jogos de Inverno não reúnam estrelas badaladas da NBA, do golfe ou do tênis, a edição deste ano concentra salários elevados em esportes coletivos. Destaque para os atletas da NHL, liga de hóquei no gelo, cujos ganhos individuais podem superar US$ 700 mil (R$ 3,6 milhões) por ano. Segundo o levantamento da Forbes, a maior parte dos ganhos se concentra em salários, patrocínios e acordos comerciais firmados fora das pistas, quadras e rinques. Veja abaixo os atletas mais bem pagos dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. 1. Eileen Gu - US$ 23 milhões (R$ 119,5 milhões) Jogos de Inverno: Ailing Eileen Gu, da China, no pódio. Reuters A atleta olímpica mais bem paga de 2026 é Eileen Gu. Nascida nos Estados Unidos e representante da China, a esquiadora de estilo livre acumulou cerca de US$ 23 milhões nos últimos 12 meses, segundo a Forbes. Apenas cerca de US$ 100 mil vieram de premiações. O restante tem origem em contratos de patrocínio com marcas como Anta, Bosideng, Mengniu Dairy e Luckin Coffee. 2. Auston Matthews - US$ 20 milhões (R$ 103,9 milhões) Auston Matthews, centro do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção dos Estados Unidos. Reuters No hóquei no gelo, o atleta mais bem pago é Auston Matthews, centro do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção dos Estados Unidos. Segundo a Forbes, ele soma mais de US$ 20 milhões em ganhos, sendo cerca de US$ 15 milhões pagos pelo clube e aproximadamente US$ 5 milhões vindos de contratos comerciais com marcas como Nike, Prime, Uber Eats e Mito Red Light. 3. Lindsey Vonn - US$ 8 milhões (R$ 41,5 milhões) Esquiadora americana Lindsey Vonn. Reuters A esquiadora americana Lindsey Vonn, de 41 anos, disputa sua quinta edição dos Jogos de Inverno. Apesar de lesões graves no joelho ao longo da carreira, conquistou três medalhas olímpicas. Ela trabalha com mais de uma dúzia de marcas, incluindo Delta Air Lines, Land Rover e Rolex, o que lhe garante uma renda anual estimada em US$ 8 milhões, segundo a Forbes. 4. Chloe Kim - US$ 4 milhões (R$ 20,8 milhões) A snowboarder americana Chloe Kim. Reuters A snowboarder americana Chloe Kim, de 25 anos, disputa sua terceira edição dos Jogos de Inverno. Apesar de uma lesão no ombro em janeiro, que deixou seu status em dúvida, ela mantém grande presença nas pistas e nas redes sociais. Kim trabalha com marcas como Breitling, Monster Energy e Nike, o que contribui para sua renda anual estimada em US$ 4 milhões, segundo a Forbes. 5. Ilia Malinin - US$ 700 mil (R$ 3,6 milhões) O patinador artístico americano Ilia Malinin. Reuters O patinador artístico americano Ilia Malinin, de 21 anos, é conhecido por ser o primeiro a executar sete saltos quádruplos em um programa e o único a completar um quádruplo axel — um salto no patinação artística em que o atleta gira quatro voltas e meia no ar antes de aterrissar. Apesar de ainda estar no início de sua carreira, Malinin tem construído seu portfólio de patrocínios desde o ouro no Mundial de 2024, com marcas como Coca-Cola, Samsung e Honda, o que lhe garante uma renda anual estimada em US$ 700 mil, segundo a Forbes. Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno
10/02/2026 08:02:51 +00:00
Brasil registra 1,6 milhão de casos de trabalho infantil, mas menos de 1% foi alcançado pela fiscalização

Especial mostra que 1º passo para enfrentar trabalho infantil é reconhecer que ele existe Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil em 2024. Apesar da dimensão do problema, menos de 1% desse total foi alcançado pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Segundo o Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil (Radar SIT), do MTE, apenas 2.745 crianças e adolescentes foram afastados dessa condição em ações da auditoria fiscal ao longo de 2024. Isso corresponde a 0,2% do número estimado pelo IBGE. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No mesmo ano, apenas o Disque 100 recebeu cerca de 4,2 mil denúncias envolvendo trabalho infantil, segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Em 2025, esse número foi ainda maior, com o registro de mais de 5,1 mil denúncias, alta de 19,4%. Denúncias de trabalho infantil no Disque 100 Arte g1/ Kayan Albertin Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) também indicam alta nos indicadores em 2025. O número de denúncias chegou a 7,9 mil, frente a 5,8 mil em 2024, um aumento de 36,6%. Os dados do MPT mostram ainda que São Paulo liderou o número de denúncias em 2025, com 2.124 registros, seguido por Minas Gerais (918) e Paraná (529). Denúncias de trabalho infantil recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) Arte g1/Kayan Albertin Por que menos de 1% é alcançado? 🤔 Apesar do aumento das denúncias e da dimensão revelada pelo IBGE, o número de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil segue muito abaixo do total estimado. Segundo a coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Katerina Volcov, esse descompasso não indica redução do problema, mas limitações estruturais da fiscalização e da rede de proteção. Como mostrou o g1 neste fim de semana, o país ampliou bastante o número de auditores-fiscais do trabalho após o Concurso Nacional Unificado (CNU), mas déficit ainda é considerável em relação aos parâmetros de referência da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, a auditoria fiscal do trabalho atua prioritariamente nas piores formas de trabalho infantil, descritas no decreto 6.481 do governo federal e que lista mais de 90 atividades, envolvendo risco à saúde, à vida e à dignidade de crianças e adolescentes. Entre elas estão situações de exploração sexual, tráfico de drogas, trabalho em rua, atividades insalubres e, mais recentemente, modalidades no ambiente digital, como influenciadores mirins. Segundo o IBGE, o número cai para 560 mil crianças e adolescentes nas piores formas de trabalho infantil em 2024. A maioria são meninos, pretos ou pardos, com idade entre 16 e 17 anos. Piores formas de trabalho infantil em queda Arte/g1 Embora o contingente tenha atingido o menor patamar da série histórica, após queda de 5,1% em relação a 2023, a especialista alerta que os dados não captam toda a realidade, pois não incluem crianças em situação de rua, exploração sexual, tráfico de drogas ou formas ocultas de trabalho infantil. São situações que colocam em risco imediato a vida, a saúde física e mental e a dignidade de crianças e adolescentes. Diante de recursos limitados, é preciso concentrar esforços onde o dano é mais grave e urgente. Segundo a especialista, o baixo número de afastamentos resulta de uma combinação de fatores estruturais: Déficit de auditores-fiscais do Trabalho, mesmo após a entrada recente de cerca de 829 novos servidores via Concurso Nacional Unificado (CNU), o que limita a capacidade de fiscalização. Fragilidade da assistência social nos municípios, marcada pela falta de profissionais concursados e alta rotatividade nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e demais serviços socioassistenciais. Falta de capacitação técnica de profissionais da rede de proteção para identificar e caracterizar corretamente situações de trabalho infantil. Naturalização social do trabalho infantil, presente tanto na sociedade em geral quanto entre profissionais da própria rede de proteção, o que reduz denúncias e intervenções. Descumprimento das cotas de aprendizagem por empresas, apesar de a aprendizagem ser uma das principais estratégias de prevenção ao trabalho infantil. Causas estruturais e desigualdades históricas, como o racismo estrutural — cerca de 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são negros. Pobreza e insegurança alimentar, que levam famílias a depender da renda gerada pelo trabalho de crianças e adolescentes como estratégia de sobrevivência. Outro ponto destacado por Katerina Volcov são os problemas no fluxo de denúncias. O Disque 100 é um dos principais canais e encaminha os casos prioritariamente ao Ministério do Trabalho. Para que a fiscalização seja eficaz, no entanto, a denúncia precisa conter informações como local, atividade exercida, datas e descrição da situação. Segundo a especialista, muitas denúncias são mal qualificadas, com ausência de dados básicos, o que dificulta a atuação dos fiscais. “Quanto mais completas as informações, maiores são as chances de a fiscalização acontecer. O problema é que muitas denúncias se perdem por falta de informação ou por encaminhamentos incorretos”, explica. Ela também aponta a alta rotatividade de atendentes do Disque 100, o que contribui para falhas no encaminhamento. Além disso, o número de denúncias segue muito baixo quando comparado ao total estimado de crianças em situação de trabalho infantil, o que é reflexo da naturalização do problema pela sociedade. “Existe a ideia de que é melhor a criança estar trabalhando do que brincando, ou de que o trabalho forma caráter, mas isso é uma violação de direitos. A criança tem direito ao brincar, ao desenvolvimento pleno, e o trabalho precoce compromete esse processo”, completa Katerina Volcov. Além do Disque 100, há o Sistema Ipê Trabalho Infantil e os canais do Ministério Público do Trabalho, mas os dados não podem ser somados diretamente devido ao risco de duplicidade. (veja abaixo como denunciar) Trabalho infantil: 1,6 milhão de crianças e adolescentes estavam nessa situação em 2024 Reprodução/TV Globo Alta nos afastamentos em 2025 📉 Apesar da persistência do problema, o Ministério do Trabalho registrou que 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil. Desse total, cerca de 80% estavam submetidos às piores formas de exploração, caracterizadas por graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à moral — justamente o foco prioritário da auditoria-fiscal do Trabalho. Os dados de 2025 mostram que o maior número de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil foram registrados em Minas Gerais (830 casos) e São Paulo (629), estados mais populosos do país e com maior estrutura de fiscalização, o que tende a resultar em mais ações e identificações. Em seguida aparecem Pernambuco (232), Mato Grosso do Sul (235), Rio Grande do Sul (204), Espírito Santo (173), Bahia (165) e Rio de Janeiro (161). Também chamam atenção os registros vinculados a ações nacionais, como o Grupo Móvel de Trabalho Infantil (GMTI), responsável por 290 afastamentos, e a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), com 72 casos, indicando a relevância de operações articuladas em âmbito federal. Crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil Arte g1 Entre os avanços, destaca-se a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI). Em 2025, o grupo passou a contar, pela primeira vez, com equipe fixa de fiscalização, com atuação em todo o território nacional e foco em regiões e setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos. A atuação ocorre de forma articulada com outras políticas públicas, permitindo não apenas o afastamento imediato das vítimas, mas também o encaminhamento à rede de proteção social, com acesso a direitos e serviços essenciais. (entenda abaixo como funciona) De acordo com o coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha, o aumento das fiscalizações não deve ser analisado de forma automática em relação aos dados gerais de trabalho infantil. “A auditoria-fiscal do Trabalho atua em todas as situações, mas o nosso foco principal são as piores formas, especialmente aquelas ligadas a atividades econômicas”, afirma. Padilha ressalta que, embora os dados de 2024 indiquem um aumento de 2,1% no trabalho infantil no país, houve redução de cerca de 5% nas piores formas. Ele destaca ainda que os resultados do IBGE foram obtidos em um contexto de efetivo reduzido, já que cerca de 829 novos auditores-fiscais do trabalho só tomaram posse em dezembro. “Esses avanços fazem parte de um plano de aprimoramento e fortalecimento da inspeção do trabalho, com uma atuação mais proativa, baseada em dados, evidências e inteligência fiscal”, diz. Como exemplo, ele cita o sistema Ipê Trabalho Infantil, voltado ao recebimento de denúncias específicas, e operações planejadas do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que em uma ação de apenas sete dias, realizada no ano passado, identificaram 107 casos de trabalho infantil. Empresária é condenada a pagar R$ 75 mil a mulher vítima de trabalho infantil e análogo à escravidão, no Ceará. TRT-7/Reprodução Afastamento e reincidência ⚠️ Quando a Auditoria Fiscal do Trabalho identifica uma criança ou adolescente em situação irregular, ocorre o afastamento imediato da atividade. A partir desse momento, entra em funcionamento um fluxo intersetorial de atendimento, coordenado pelo Ministério do Trabalho, que envolve diferentes órgãos da rede de proteção. Após o afastamento, crianças e adolescentes são encaminhados a políticas públicas voltadas a evitar o retorno ao trabalho precoce. O atendimento inclui, entre outros, conselhos tutelares, secretarias de assistência social e de educação e serviços de saúde, responsáveis por avaliar possíveis acidentes de trabalho, situação vacinal e condições físicas e mentais. A especialista do FNPETI ressalta que não há uma única instituição responsável por esse acompanhamento. Segundo ela, a proteção integral depende da atuação articulada de diferentes políticas públicas, que precisam funcionar de forma simultânea e contínua. Katerina Volcov destaca que muitas crianças trabalham por necessidade econômica, seja para complementar a renda familiar ou para evitar a fome. Por isso, o enfrentamento ao trabalho infantil exige medidas estruturais, como: Políticas de geração de renda para as famílias – como a Bolsa Família; Ampliação da oferta de creches e educação em tempo integral; Ações públicas contínuas, e não iniciativas pontuais ou sazonais. Segundo a representante do FNPETI, não há dados consolidados que indiquem quantas crianças e adolescentes retornam ao trabalho infantil após o afastamento. A ausência de monitoramento e avaliação permanentes das políticas públicas dificulta esse acompanhamento, especialmente após crises socioeconômicas, como a pandemia, que voltou a elevar os índices de trabalho infantil no país. Katerina avalia que a reincidência é possível, sobretudo em contextos de pobreza extrema, e aponta que muitos planos e programas existem apenas no papel, com ações descontinuadas e sem acompanhamento de longo prazo. Para a especialista, fiscalização isolada não é suficiente para enfrentar o trabalho infantil. O combate ao problema exige financiamento público permanente, com investimentos em educação integral, geração de renda, creches, concursos públicos, fortalecimento dos conselhos tutelares e formação continuada dos profissionais da rede. “Não dá para falar de enfrentamento ao trabalho infantil sem falar de orçamento. É fundamental que os governos assegurem financiamento público permanente para essas políticas, com recursos contínuos para educação, assistência social e fiscalização, para que as ações não sejam apenas pontuais, mas estruturantes”, afirma. Ela reforça que o trabalho infantil deve ser tratado como violação de direitos, e não como solução para a pobreza ou como instrumento de “formação de caráter”. Segundo Katerina, o enfrentamento do problema passa por políticas estruturais, orçamento garantido e responsabilização do Estado. Como denunciar 📞 A denúncia de trabalho infantil pode ser feita de forma anônima e gratuita pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos), que funciona 24 horas por dia. Também é possível denunciar pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil, canal específico do Ministério do Trabalho, ou procurar o Conselho Tutelar da região. Em casos de exploração, o Ministério Público do Trabalho também recebe denúncias. Mais de 1,6 milhão de criança estão em trabalho infantil
10/02/2026 07:01:43 +00:00
Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória

Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática. Veja abaixo a lista completa de infrações. Clique ou toque em cada uma das quatro categorias para ver todos os erros que compõem cada tipo de infração: Veja os principais pontos que mudam com o novo manual: O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento; A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada; O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O primeiro reteste passa a ser gratuito; O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático; Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação; Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real; Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas. O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto. "O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local", diz o manual. O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não: O volume de circulação de outros veículos; A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis; As condições de visibilidade do local; A sinalização existente no local; As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento. Voltar ao início. A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada. Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo. Voltar ao início. O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”. "Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame", diz o manual. As vagas reservadas para o estacionamento e a baliza dos carros precisam ter as dimensões do veículo acrescidas de 50% desse espaço. Assim, um carro com 4,5 metros de comprimento e 2 metros de largura será avaliado em uma vaga com 6,75 metros de comprimento e 3 metros de largura. Voltar ao início. O primeiro reteste passa a ser gratuito Em caso de reprovação, o candidato poderá realizar um novo teste sem pagar por outro exame prático. A depender da agenda do dia, esse novo exame de direção pode acontecer no mesmo dia, inclusive logo após a notificação da reprovação. Se a agenda do dia não permitir o reteste, o candidato poderá agendar uma nova tentativa em outra data. Voltar ao início. O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático O exame agora pode ser realizado em veículos com qualquer tipo de transmissão, seja manual ou automática. Quando o veículo for fornecido pelo órgão executivo de trânsito, cabe a ele garantir que o carro esteja estacionado no local da prova e em conformidade com as regras de trânsito, como estar devidamente emplacado, com os itens obrigatórios de segurança e, segundo o manual, “em condições de uso”. No caso de veículo do candidato, a responsabilidade é exclusiva dele. O candidato só pode estar no carro nas seguintes situações: Quando um instrutor devidamente autorizado estiver presente no veículo; Quando outra pessoa já habilitada dirigir o veículo e o posicionar no local da prova. Voltar ao início. Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP O manual estabelece que quatro servidores são responsáveis pela avaliação do candidato no momento do exame: Preposto: agente que acompanha o candidato na prova prática e é responsável por transmitir instruções durante o trajeto, indicar deslocamentos e assegurar a segurança do candidato. Comissão de Exame de Direção Veicular: formada por três agentes que, como uma banca avaliadora, participam do exame apenas para a avaliação técnica e a definição do resultado final. Todos os membros são servidores públicos, e ao menos um deles deve possuir habilitação na categoria da prova. Voltar ao início. Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real Segundo o manual, o percurso deve seguir critérios técnicos rigorosos para evitar “pegadinhas” para "induzir o erro do candidato ou para impor dificuldades artificiais dissociadas da finalidade do exame". "Não é admissível a adoção de trajetos ou situações intencionalmente estruturadas como armadilhas, com o objetivo de elevar indevidamente o grau de reprovação ou de submeter o candidato a desafios desproporcionais e incompatíveis com a avaliação da condução segura em vias públicas", diz o manual. Assim, o trajeto deve seguir uma progressão de dificuldades naturais de um ambiente real, permitindo que o candidato evolua de forma mais gradual. "Essa progressividade é especialmente relevante em razão do contexto avaliativo do exame, no qual o candidato se encontra submetido a maior carga de estresse e ansiedade," aponta o manual. Voltar ao início. Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas O manual aponta algumas situações que não são aceitas durante o teste de direção. São elas: Vias expressas ou de trânsito rápido; Estradas; Trechos com obras em andamento; Desvios provisórios; Sinalização temporária instável ou intervenções viárias que alterem de forma significativa a previsibilidade da circulação; Áreas com elevada concentração de carga e descarga; Zonas logísticas; Centros de abastecimento; Trechos com alto índice de veículos pesados; Túneis; Pontes; Viadutos; Passagens em desnível; Travessias ferroviárias; Ruas sem saída. O objetivo dessas restrições é evitar surpresas para o candidato, especialmente em situações para as quais ele não foi devidamente treinado. Segundo o manual, esses cenários dificultam excessivamente o trajeto e exploram situações excepcionais. Voltar ao início.
10/02/2026 06:00:55 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões nesta terça-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.971 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (10), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
10/02/2026 03:00:50 +00:00
Diretor jurídico do BRB renuncia ao cargo em meio ao caso Master

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi O Banco de Brasília (BRB) comunicou nesta segunda-feira (9) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, apresentou sua carta de renúncia. Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a saída está prevista para o próximo sábado (14). "O BRB reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado informados, de forma tempestiva, sobre quaisquer atos ou fatos relevantes", informou o banco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O BRB não detalhou a saída de Melo e ainda não anunciou seu substituto. A renúncia ocorre em meio à crise de credibilidade que atingiu o banco público após seu envolvimento no caso do Banco Master. (leia mais abaixo) Veloso de Melo foi nomeado diretor jurídico do BRB em agosto de 2024 para assumir o restante do mandato 2022‑2024, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente o cargo em dezembro daquele ano. Antes disso, já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria. PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta Pós-graduado em Direito Tributário pela Associação de Ensino Unificado do DF e pelo IBET, Melo também integrou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e comissões de Direito Tributário e de apoio a advogados iniciantes da OAB. Paralelamente à renúncia, o BRB anunciou nesta segunda-feira a posse de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos (DICOR). Teixeira atuou no Banco do Brasil como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cibersegurança, além de ter ocupado cargos de liderança em grandes instituições financeiras, informou o banco. "A posse reforça o fortalecimento da governança corporativa, da integridade institucional e do comprometimento com a gestão de riscos e controles internos do BRB", disse o BRB em fato relevante. BRB e caso Master As mudanças ocorrem em meio à crise que atingiu o BRB após o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Desde o fim de 2024, o BRB havia investido bilhões na aquisição de carteiras de crédito do Master. Meses depois, investigações apontaram que essas carteiras tinham sido adquiridas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. Além disso, as apurações apontam que o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Em paralelo, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para o banco, e o BRB chegou a negociar a aquisição do Master — o que gerou questionamentos. A operação, então, foi vetada pelo Banco Central em setembro. As investigações sobre o caso apontaram transações e carteiras de crédito suspeitas, causando prejuízos e desgaste institucional para o BRB. O caso Master também impactou fundos de pensão de diversos estados. Para conter os efeitos da crise e garantir a solidez da instituição, o BRB apresentou um plano de capital na última sexta-feira (6). O documento, que inclui medidas para reforçar o patrimônio do banco se necessário, afirma que os valores exatos só serão confirmados após a conclusão das investigações sobre o caso Master. Segundo estimativas do Banco Central, porém, o aporte mínimo deve ser de R$ 5 bilhões, considerando a situação atual da instituição. O plano foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília, sem entrevistas aos jornalistas. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo local é acionista controlador do BRB, com cerca de 72% do capital da instituição. LEIA TAMBÉM: Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1
10/02/2026 00:39:36 +00:00
Praga caruru-palmeri é encontrada pela primeira vez no estado de São Paulo

Praga quarentenária caruru-palmeri é encontrada na região de São José do Rio Preto (SP) Divulgação / Ministério da Agricultura A praga quarentenária caruru-palmeri, também conhecida como caruru-gigante, foi encontrada pela primeira vez no estado de São Paulo. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a planta invasora Amaranthus palmeri foi localizada na região de São José do Rio Preto (SP). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ainda conforme o Ministério da Agricultura, até então, a praga estava presente somente em outras regiões do Brasil, como nos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT). 🔎 Praga quarentenária pode ser um inseto, planta, fungo, bactéria, ou outro organismo, que traz alto risco para a agricultura e, por isso, é monitorada e controlada oficialmente pelo governo. Na região de São José do Rio Preto, a propriedade rural onde houve a detecção da praga foi interditada e ficou proibida a saída de material vegetal da espécie, de resíduos de limpeza de vegetais e de produtos vegetais, de fragmentos do solo e de restos de culturas, como, por exemplo, grãos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somente após a eliminação da praga, a colheita da soja no talhão onde houve a detecção da praga será autorizada. No momento, os procedimentos são acompanhados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo. Em 2015, a planta invasora foi detectada pela primeira vez no país, em MT, onde está presente em pelo menos oito municípios, segundo o Mapa. A propagação da praga ocorre por meio de maquinários agrícolas e implementos, bem como em misturas com outras sementes. Initial plugin text O que é a caruru-palmeri Ainda conforme o Mapa, o caruru-palmeri é uma das plantas invasoras mais difíceis de serem controladas por conta de suas características biológicas. Ela é resistente a venenos com diferentes tipos de ação. Além de agressiva, a planta é de fácil adaptação a diversos solos, resultando em perda significativa da produtividade da área afetada. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
09/02/2026 23:49:02 +00:00
Crise energética leva Cuba a suspender combustível para aviões

Cuba vai suspender fornecimento de querosene em aeroportos As autoridades cubanas anunciaram a suspensão do abastecimento de querosene de aviação no país a partir desta terça-feira (10), devido à crise energética. A medida obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” no retorno para garantir o reabastecimento.  📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Kremlin denunciou nesta segunda-feira (9) os “métodos” dos Estados Unidos que "asfixiam" Cuba. “A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais abastecimento de Jet Fuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira (10) às 0h” no horário local (5h GMT), declarou o dirigente de uma empresa aérea europeia. Os voos regionais deverão continuar operando normalmente. O escritório da Air France em Havana informou que sua rota está mantida, com uma escala técnica prevista em outro país do Caribe. Crise energética Cuba enfrenta uma grave crise energética após o fim do fornecimento de petróleo pela Venezuela, interrompido sob pressão dos Estados Unidos, que ameaçam aplicar tarifas aos países que venderem o produto para a ilha. O governo cubano anunciou na sexta-feira (6) uma série de medidas emergenciais para enfrentar o problema. Elas incluem semana de quatro dias, trabalho remoto para repartições públicas e estatais e restrições à venda de combustíveis, reduções nos serviços de ônibus e trens entre províncias e o fechamento de alguns estabelecimentos turísticos. Nas escolas, as aulas serão mais curtas, e as universidades funcionarão de forma semipresencial. As medidas visam economizar combustível para priorizar “a produção de alimentos e a geração de eletricidade” e garantir “a continuidade das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga na televisão estatal. Após interromper o envio de petróleo desde a Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro no início de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto permitindo que os EUA imponham tarifas aos países que venderem petróleo para Havana. Segundo ele, o México, fornecedor de petróleo a Cuba desde 2023, também interromperá a distribuição do produto. Para justificar essa política, Washington alega que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, já que a ilha caribenha fica a apenas 150 km da costa da Flórida. Havana acusa Donald Trump de tentar “asfixiar” a economia cubana, onde apagões e falta de combustível, frequentes nos últimos anos, tornaram-se ainda mais intensos. Kremlin denuncia “métodos” dos EUA O Kremlin denunciou nesta segunda-feira os “métodos” dos Estados Unidos, após o anúncio de Cuba. “A situação em Cuba é de fato crítica”, declarou o porta-voz Dmitri Peskov durante sua coletiva de imprensa diária. “Os métodos asfixiantes dos Estados Unidos causam muitas dificuldades ao país”, lamentou, acrescentando que a Rússia mantém discussões com as autoridades cubanas para prestar assistência. “Estamos em contato com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos (...) e discutimos possíveis soluções para esses problemas, ao menos algum tipo de ajuda”, acrescentou Peskov. Um homem empurra um carrinho com bagagem no Aeroporto Internacional José Martí em Havana, Cuba Reuters/Norlys Perez
09/02/2026 17:24:28 +00:00
BBB 26: saiba como o 'Duelo de Risco' demonstrou, na prática, uma teoria clássica da economia

BBB 26: o que a dinâmica da semana tem a ver com economia As teorias econômicas mais uma vez tiveram protagonismo no Big Brother Brasil (BBB) — agora, com uma dinâmica inédita que influenciou a formação inicial do quarto Paredão da edição de 2026. Chamada de “Duelo de Risco”, a dinâmica contou com duas fases principais. A primeira, na sexta-feira (6), fez com que os confinados apontassem quem eles gostariam de enfrentar no Paredão. Já a segunda fase, no sábado (7), colocou Sol Vega e Juliano Floss em um conceito bastante conhecido no mundo da matemática aplicada: o Dilema dos Prisioneiros, explicado na Teoria dos Jogos. O economista Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, explicou nas redes sociais como a dinâmica do BBB se encaixa na teoria matemática e como tudo isso tem a ver com o filme “Uma mente brilhante”. (veja no vídeo acima) Em 2021, ele também chamou atenção nas redes sociais quando, durante sua estadia na casa mais vigiada do Brasil, conversou com os participantes sobre a Curva de Phillips. Entenda nesta reportagem como a teoria foi fundamental para desenhar a formação inicial do Paredão desta semana. A Teoria dos Jogos e o Dilema dos Prisioneiros Como Gil explicou, o que aconteceu na dinâmica deste sábado se assemelha muito com o Dilema dos Prisioneiros, que é um conceito clássico da Teoria dos Jogos. 🔎 Teoria dos Jogos é o estudo de decisões estratégicas em situações em que o resultado depende das escolhas de dois ou mais participantes. A palavra jogo não é usada no sentido convencional, mas descreve uma situação que envolva resultados positivos ou negativos determinados por essas escolhas. O que diz o Dilema dos Prisioneiros? O modelo descreve uma situação em que duas pessoas precisam tomar uma decisão de forma independente, mas o resultado vai depender da combinação das escolhas dos dois. Gil dá o exemplo de dois criminosos que cometeram um crime juntos e são interrogados separadamente, sem poder se comunicar. São duas opções: serem leais um ao outro e não confessarem os crimes ou trair o parceiro e delatá-lo. Se nenhum dos dois confessar o crime, ambos conseguirão uma pena leve. Se os dois delatarem um ao outro, a pena de prisão seria maior para os dois, mas não tão pesada quanto poderia ser. Agora, se apenas um dos prisioneiros delatar o parceiro e o outro permanecer em silêncio, quem delatou sai impune, enquanto o outro pega uma pena mais pesada e pode ficar anos na cadeia. O dilema, portanto, está entre a racionalidade individual e o bem coletivo. Isso porque, embora a escolha pelo bem coletivo fosse dar uma pena mais leve para os dois criminosos, não saber o que o outro escolheria faz com que a traição sempre pareça a melhor opção do ponto de vista individual. “O dilema mostra que duas pessoas, mesmo sendo racionais, quando elas pensam no interesse próprio elas acabam falhando em cooperar”, diz Gil. Ou seja, a cooperação até poderia ser melhor para todos, mas o pensamento individual tende a levar pela escolha da traição. 🔎O Equilíbrio de Nash, conceito criado por John Nash — que inspirou o filme “Uma mente brilhante”, citado por Gil do Vigor — determina que existe ao menos um conjunto de estratégias em que nenhum jogador tem incentivo a mudar sua decisão sozinho, dado o comportamento dos outros. Em consenso, Sol Vega e Juliano Floss indicam Samira para o 4º Paredão no Duelo de Risco do BBB 26 Reprodução/TV Globo E como isso se aplica ao BBB? A dinâmica do último sábado colocou Sol Vega e Juliano Floss em quartos separados e sem comunicação um com o outro. Lá, eles deram início ao chamado Duelo de Risco, para o qual teriam que escolher entre dois cartões: “Imunidade” ou “Nós indicamos”. O resultado final, assim como na Teoria dos Jogos, dependeria da escolha de cada um. Veja abaixo: Caso os dois escolhessem “Imunidade”: ambos estavam Emparedados. Caso um escolhesse “Imunidade” e o outro escolhesse “Nós indicamos”: o primeiro estaria Imune e o outro Emparedado, respectivamente. Caso os dois escolhessem “Nós indicamos”: eles deveriam entrar em consenso para indicar alguém ao Paredão. Nesse caso, os dois escolheram “Nós indicamos” e precisaram enviar alguém para o Paredão – a escolha foi a gaúcha Samira, que depois conseguiu escapar da votação do público pela Prova Bate e Volta. Segundo Gil, quando os dois participantes escolheram essa opção, eles optaram por minimizar a perda entre eles. "Eles ainda fizeram isso sem saber quem era o outro jogador. Essa escolha mostra uma compreensão — consciente ou intuitiva — de que arriscar a cooperação era menos perigoso do que ambos tentarem se proteger e acabarem voltando para o Paredão juntos", afirmou o economista ao g1. 🤔 E como fica o Equilíbrio de Nash nessa situação? Ao g1, Gil explicou que essa foi a grande diferença entre o dilema clássico dos prisioneiros e o Duelo de Risco do BBB. Isso porque, enquanto o dilema clássico tem apenas um Equilíbrio de Nash — que considera que ambos os participantes resolvem trair o parceiro e delatá-lo porque não conseguiriam ter um resultado melhor — o Duelo de Risco conta com dois Equilíbrios de Nash: se Sol escolhesse "Imunidade" e Juliano escolhesse "Nós indicamos", ou vice-versa. "Por que esses são equilíbrios? Porque uma vez que eles estejam nessa situação, nenhum dos dois consegue melhorar seu resultado mudando de estratégia sozinho", explica o economista.
09/02/2026 16:05:29 +00:00
Juros do Minha Casa, Minha Vida não devem cair mesmo com queda da Selic, diz ministro

'Minha Casa, Minha Vida' vai entregar mais de mil apartamentos em Teresina Divulgação/Governo Federal O governo não pretende reduzir os juros do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo com a expectativa de queda da taxa básica (Selic) neste ano, afirmou o ministro das Cidades, Jáder Filho, nesta segunda-feira (9). "Não há previsão de baixar mais os juros", disse, durante evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o ministro, as taxas de juros do MCMV já estão no menor nível da história, enquanto a Selic permanece em 15%, o maior patamar em quase 20 anos. “Estamos na menor taxa de juros da história do programa. Na Faixa 1 — que inclui famílias com renda de até R$ 2.850 — a taxa é de 4% ao ano no Norte e Nordeste, e de 4,25% nas demais regiões”, afirmou. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro acrescentou que os resultados do programa mostram que as taxas de juros atuais estão “atendendo à necessidade do povo brasileiro”. A previsão da pasta é assinar 1 milhão de novos contratos do MCMV neste ano e manter esse ritmo em 2027. A expectativa do governo é encerrar o mandato com 3 milhões de contratos assinados no Minha Casa, Minha Vida. Juros elevados devem conter a economia O Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter a taxa básica de juros inalterada em sua última reunião de política monetária, no fim de janeiro. Com isso, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom), porém, sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, prevista para março, diante da expectativa de inflação mais controlada. "O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", escreveu o Copom na decisão de janeiro. Os juros elevados, no entanto,já começam a impactar o mercado de crédito. Como o g1 já mostrou, a taxa média cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais (p.p.) em 2025 — e fechou o mês de dezembro em 47,2% ao ano. O avanço de 6,5 pontos percentuais registrado em 2025 foi o maior desde 2022, quando a taxa média de juros dos bancos subiu 7,8 pontos percentuais. Com a alta dos juros, o volume total de crédito bancário desacelerou em relação a 2024, quando havia avançado 11,5%. Ainda assim, cresceu 10,2% em 2025, alcançando R$ 7,12 trilhões. Outro efeito foi o aumento no número de pessoas que não conseguiram pagar suas dívidas. Segundo o BC, a taxa média de inadimplência no crédito bancário fechou 2025 em 4,1%, acima dos 3% registrados no fim de 2024.
09/02/2026 15:59:18 +00:00
Motta encaminha PEC que acaba com a escala 6x1 para a CCJ e diz que, depois, texto será debatido em comissão especial
Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1 O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (9) o envio da Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo o parlamentar, após a análise do texto pelo colegiado, a proposta será encaminhada para debate em uma comissão especial da Casa. O deputado declarou que todos os setores serão ouvidos, "com equilíbrio e responsabilidade", para que a melhor legislação seja entregue à sociedade. "O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás", disse Motta. O presidente da Câmara juntou uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que acaba com a escala 6x1 a um texto apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), para análise em conjunto. ⏰O objetivo central do texto de Erika Hilton é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso — chamada de 6x1. A iniciativa da deputada nasceu de uma mobilização do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou força nas redes e somou 1,5 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que pede à Câmara dos Deputados a revisão da escala 6x1. A PEC, que agora poderá ser discutida na Câmara, pretende alterar um trecho da Constituição que trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. A proposta de Erika Hilton prevê estabelecer que a jornada de trabalho normal: ➡️não poderá ser superior a 8 horas diárias; ➡️não poderá ultrapassar 36 horas semanais; e ➡️será de 4 dias por semana. Segundo o texto, as mudanças entrariam em vigor depois de 360 dias da eventual promulgação da PEC. O governo e partidos da base do presidente Lula já disseram ser favoráveis a uma redução da jornada de trabalho. O encaminhamento anunciado por Motta nesta segunda é também um aceno ao Palácio do Planalto. No Senado, uma PEC com teor semelhante ao texto de Erika Hilton já foi aprovado pela CCJ da Casa, mas ainda não foi pautado no plenário pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP). Governo defende votação neste ano, diz Boulos Durante entrevista em São Paulo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o governo quer a votação do fim da escala 6x1 ainda neste ano, preferencialmente, no primeiro semestre. Ele disse também que o Executivo estuda a possibilidade de enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso, o que, na avaliação de Boulos, permitiria uma análise mais rápida e facilitada do tema pelo Congresso na comparação com uma PEC. "Queremos é que seja o caminho mais rápido. Porque trabalhadores têm urgência em ter dois dias de descanso, ter melhores condições de trabalho e dignidade. Então nosso entendimento hoje – um projeto de lei com regime de urgência – dá mais rapidez pra que isso possa ser aprovado", afirmou.
09/02/2026 15:37:24 +00:00
Após caso Master, diretor do Banco Central fala em revisar regras do FGC

Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central do Brasil (BC), Gilneu Vivan, afirmou nesta segunda-feira (9) que o órgão deve incluir, entre as entregas previstas para este ano ou para o início de 2027, a revisão de parte das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Vivan acrescentou que a agenda também deve incluir novas regras para a distribuição de títulos e normas adicionais voltadas à prevenção de fraudes. Vivan também mencionou, sem dar detalhes, uma possível “revisão das questões de tarifas”. As declarações ocorrem em meio ao pagamento de mais de R$ 40 bilhões em garantias pelo FGC a credores do Banco Master e do Will Bank — ambos em processo de liquidação extrajudicial. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional. No caso do Banco Master, o BC justificou a liquidação pelo agravamento da situação financeira da instituição, pela falta de recursos para honrar compromissos e pelo descumprimento de normas do sistema bancário e de determinações do próprio Banco Central. Já a liquidação do Will Bank foi determinada após a piora de sua situação financeira e pela incapacidade de pagar dívidas, agravada por sua ligação de interesses com o Banco Master. Segundo Vivan, no entanto, os problemas recentes ficaram restritos às instituições envolvidas e o Banco Central não identificou mudanças nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte. Ele também disse que o caso do Banco Master trouxe lições para o BC. Segundo Vivan, o processo até a decretação da liquidação demorou mais do que ele gostaria — e ainda hoje é alvo de questionamentos. Outro ponto citado por Gilneu foi a "magnitude do processo". "No caso do Master, a gente tem 1 milhão de correntistas. E no caso da Will, são quase 7 milhões. Evidentemente, o debate é complexo", pontuou. Operações irregulares Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A crise começou com suspeitas sobre operações financeiras realizadas pela instituição, o que levou o BC a decretar sua liquidação extrajudicial. A decisão, porém, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre os fundamentos da medida. 🔎 O avanço das investigações ocorre em um momento em que o caso deixou de se limitar ao campo policial. O episódio passou a envolver debates sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado. Desde então, as investigações passaram a apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos segue sob sigilo no STF. Entenda mais na reportagem abaixo: Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos *Com informações da agência de notícias Reuters.
09/02/2026 15:14:12 +00:00
'Não existe regra que proíba pagar acima do CDI', diz Galípolo ao detalhar liquidação do Banco Master

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Divulgação/ABBC O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que o caso do Banco Master gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição e disse que oferecer juros acima do mercado não é, por si só, motivo para intervenção. Segundo ele, não há regra que proíba bancos de captar recursos pagando taxas mais elevadas, como fazia o Master. O problema central era a combinação de dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo as carteiras de crédito do banco de Daniel Vorcaro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Muita gente comentava essa questão de captar acima do CDI. E, como se sabe, não existe nenhuma regra que proíba fazer captações a uma taxa como aquela", disse. "Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso”, completou. Galípolo participou pela manhã do evento Estabilidade Financeira e Perspectivas para 2026 e 2027, promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). No evento, ele detalhou os motivos que levaram à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Time da 'terceira divisão' causou comoção Galípolo afirmou que o caso do Banco Master precisou ser analisado com cautela e de forma diferente das grandes crises bancárias do passado, que envolveram instituições com relevância sistêmica para o país. Segundo ele, a repercussão não se explica pelo tamanho do banco, mas pelo fato de o episódio ter ido além do debate financeiro e envolver suspeitas que exigiram atuação conjunta com autoridades de investigação. Ao explicar como funciona um banco, Galípolo disse que o negócio depende do equilíbrio entre o que a instituição paga aos investidores e o que recebe de quem toma empréstimos. “Você precisa receber mais juros do que você paga e receber o dinheiro antes do que você tem que pagar”, afirmou, ao mencionar o chamado “casamento” entre ativo e passivo. Segundo ele, mesmo sem captar novos recursos, um banco pode manter a solvência se essa estrutura estiver bem organizada. “Se o passivo e o ativo dele estão bem casados, os empréstimos que ele já fez vão começar a voltar (…) para que dê conta de pagar o passivo”, disse. No caso do Master, Galípolo afirmou que o debate público deveria ter se concentrado na qualidade dos ativos, e não apenas no custo de captação. Na avaliação dele, a discussão deu peso excessivo ao quanto o banco pagava aos investidores, quando os problemas estavam nos ativos mantidos pela instituição. Ao diferenciar o episódio de crises bancárias históricas, ele lembrou que Bamerindus, Econômico e Nacional tinham relevância sistêmica, o que tornava os processos de intervenção e liquidação mais complexos. No caso do Master, disse, tratava-se de uma instituição de menor porte, comparável a “um time da terceira divisão”. “A pergunta dos meus pares é: por que um time da terceira divisão está causando esse tipo de comoção?”, afirmou. Segundo ele, a resposta está no fato de o caso ter extrapolado a regulação financeira. “Esse é um tema que transcende o tema financeiro”, disse, ao mencionar a necessidade de colaboração com a Polícia Federal e o Ministério Público. “É bastante importante tomar cuidado com as palavras. O Banco Central não faz notícia de crime. O Banco Central noticia fatos”, afirmou, ao explicar o envio das informações às autoridades competentes. Cassio Von Gal, presidente do conselho de administração da ABBC, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Leandri Vilain, CEO da ABBC Divulgação/ABBC Calibragem e cautela nos juros Sobre a trajetória da taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano na última reunião do Copom, Galípolo afirmou que as sinalizações de corte a partir de março não devem ser interpretadas como uma “volta da vitória” no combate à inflação. Segundo ele, o Banco Central entrou em uma fase de calibragem da política monetária, em que o foco é observar os dados e ajustar o grau de restrição necessário para garantir a convergência da inflação à meta. Galípolo reconheceu que houve melhora da trajetória de inflação desde o fim do ciclo de alta dos juros, com melhora tanto nas expectativas quanto na inflação corrente. Ao mesmo tempo, destacou que a atividade econômica se mostrou mais resistente do que o esperado, mesmo com a taxa básica em um patamar restritivo. “A atividade se mostrou mais resiliente do que se esperava naquele momento do que se esperava para uma taxa de juros no patamar de contração que a gente colocou”, disse. Segundo ele, o Banco Central não persegue um nível específico de juros reais, mas ajusta a política a partir da leitura dos dados. “Não fazer um reconhecimento de que a gente está numa situação diferente (…) faria pouco sentido, mas também esta não é uma volta da vitória”, afirmou. Segundo ele, o Banco Central não persegue um nível específico de juros reais, mas ajusta a política a partir da leitura dos dados. “O ponto pra gente é menos sobre isso e mais reforçar a parcimônia, a cautela que a gente vai ter para ir colhendo os dados e podendo dosar o nível de restrição da política monetária pra gente ter segurança que a gente pode produzir uma convergência da inflação para a meta”, disse. Ele também apontou que as expectativas de inflação seguem acima da meta, especialmente em prazos mais longos, o que gera preocupação. “Incomoda também bastante a gente, a gente vê essa desancoragem (…) nos horizontes mais longos”, afirmou. Segundo ele, esse quadro reforça a necessidade de uma estratégia gradual e cuidadosa na condução dos juros.
09/02/2026 13:33:01 +00:00
Flávio Bolsonaro escala núcleo econômico para campanha, mas ainda sem 'Posto Ipiranga'

Flávio Bolsonaro escala núcleo econômico para campanha, mas ainda sem 'Posto Ipiranga' De olho na eleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou a montar nos bastidores um núcleo de conselheiros na área econômica formado por nomes que passaram pela gestão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os interlocutores que hoje orbitam o projeto estão Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Adolfo Sachsida, ex-secretário do Ministério da Economia. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp Segundo aliados ouvidos pelo blog, o grupo ainda busca uma figura capaz de concentrar a agenda econômica e dar identidade ao projeto — um nome com o peso político e simbólico que Paulo Guedes teve na campanha de Bolsonaro. Ou seja, Flávio ainda não encontrou o seu próprio "Posto Ipiranga". O "sonho de consumo" do grupo do senador seria Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, mas essa hipótese hoje é considerada fora de cogitação. Campos Neto não embarca no projeto de Flávio, tanto por seu reposicionamento no setor privado — atualmente, ele é executivo do Nubank —, quanto pela relação próxima que mantém com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação interna é que, embora já exista um embrião de equipe econômica na campanha, Flávio ainda não encontrou um nome com estatura política suficiente para ocupar o papel de principal formulador e porta-voz da área: e busca preencher essa lacuna vista como estratégica para setores do mercado e empresários. Leia também: Flávio e candidatos do PSD articulam trégua no 1º turno e jogam 'resta um' nos bastidores O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caminha após visitar seu pai no prédio da Polícia Federal, onde o ex-presidente está sob custódia após violar as regras da tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 25 de novembro. Jorge Silva/Reuters
09/02/2026 12:25:33 +00:00
Terceira edição do ENAC tem edital publicado; prova é exigida para prestar concurso de cartório

Sede do Conselho Nacional de Justiça. Rômulo Serpa/Agência CNJ A terceira edição do Exame Nacional dos Cartórios (ENAC), prova que serve como pré-requisito para a inscrição em concursos de cartório em todo o país, teve o edital publicado nesta segunda-feira (9). Para participar, é necessário ter diploma de bacharel em Direito de uma instituição reconhecida pelo MEC ou ter exercido, por pelo menos 10 anos, função em serviços notariais ou de registro. As inscrições começam às 16h do dia 19 de fevereiro e seguem até as 16h do dia 23 de março, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do exame. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp A taxa de inscrição é de R$ 150, com pagamento até 24 de março. Podem solicitar isenção candidatos inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea e pessoas de baixa renda, entre 19 e 23 de fevereiro. A prova está prevista para o dia 14 de junho, das 14h às 19h (horário de Brasília), e será aplicada em todas as capitais brasileiras. O conteúdo programático consta no Anexo I do edital. A avaliação terá permanência mínima de três horas. São permitidos apenas caneta esferográfica azul ou preta, de material transparente, e documento oficial com foto. É proibido portar materiais de consulta ou aparelhos eletrônicos. O ENAC tem caráter exclusivamente eliminatório e não é utilizado para classificação ou preenchimento direto de vagas. LEIA MAIS Titulares de cartórios aos 23 e 24 anos: casal viaja o Brasil para concursos e coleciona aprovações Aprovado em cinco concursos de cartório usou ChatGPT para estudar Casal viaja o Brasil para concursos e coleciona aprovações O que é o ENAC? A criação do ENAC foi aprovada em agosto de 2024 pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A norma estabelece que o exame deverá ser realizado ao menos duas vezes por ano. A primeira edição do exame abriu inscrições no fim de janeiro de 2025, com provas aplicadas em abril e resultado final publicado no início de julho. Já a segunda edição teve inscrições abertas em julho de 2025, com provas aplicadas em setembro e resultado final publicado em dezembro. O ENAC terá sempre uma única etapa: uma prova com 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada, sobre diversas áreas do Direito. O exame terá perguntas de Direito Notarial e Registral, Constitucional, Administrativo, Tributário, Processual Civil, Civil, Empresarial, Penal, Processual Penal, além de Conhecimentos Gerais. Será aprovado quem acertar pelo menos 60 questões ou, no caso de pessoas negras, indígenas ou com deficiência, 50 questões. Cada tribunal constituirá uma comissão própria de heteroidentificação para receber as comprovações dos inscritos como pessoa negra em sua unidade da federação. Depois disso, o participante estará habilitado a se inscrever em concursos públicos de cartório, que são realizados pelos Tribunais de Justiça dos estados e, se aprovado, poderá se tornar titular de um deles. 🔎 Titulares de cartório estão entre os profissionais mais bem remunerados do Brasil, de acordo com dados da Receita Federal sobre as declarações de Imposto de Renda. Em 2021, o rendimento médio era de R$ 136,4 mil por mês. Segundo o CNJ, o objetivo do ENAC é "promover a formação de uma base comum de conhecimento nas delegações em todo o país, além de fortalecer a transparência no processo de titularização dos serviços notariais e de registro". O resultado definitivo do concurso será divulgado em 31 de julho, junto com as decisões finais sobre heteroidentificação e análise documental. A homologação do resultado final ocorre em 3 de agosto, e o certificado de habilitação digital será emitido pelo CNJ em até 45 dias, permitindo a inscrição em concursos de cartório. O certificado de habilitação obtido no ENAC tem validade de seis anos, contados a partir da divulgação do resultado definitivo do exame. 📆 Confira o cronograma oficial Inscrições: 19 de fevereiro a 23 de março (até 16h) Solicitação de isenção da taxa: 19 e 23 de fevereiro Pagamento da taxa de inscrição: 24 de março Publicação no site dos locais de prova: 08 de Junho Aplicação da prova: 14 de junho Gabarito preliminar: 16 de junho Resultado preliminar da prova objetiva: 15 de julho Resultado definitivo (prova e análises de documentos): 31 de julho Homologação do resultado final: 3 de agosto Veja como estudar legislação para concurso: Como estudar legislação para concurso?
09/02/2026 12:15:46 +00:00
Dólar fecha em R$ 5,18, menor nível desde maio de 2024; Ibovespa bate novo recorde

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,1878 — o menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,80%, aos 186.241 pontos, e atingiu um novo recorde de fechamento. ▶️ A moeda americana perdeu força após notícias de que reguladores chineses estão recomendando que os bancos do país diminuam os investimentos nas Treasuries (títulos do Tesouro americano) para diminuir riscos. As informações foram divulgadas pela Bloomberg News. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A notícia reforçou a percepção no mercado de que investidores estrangeiros estão evitando ativos dos Estados Unidos e procurando oportunidades em outras economias, como o Brasil. ▶️ Ainda no exterior, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett afirmou que o crescimento do emprego poderá ser menor nos EUA nos próximos meses, o que pode abrir espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja mais favorável a cortes de juros. ▶️ A política internacional também ficou no radar dos mercados. Foram destaques a vitória de António José Seguro como novo presidente de Portugal e a conquista de dois terços do Parlamento japonês pelo Partido Liberal Democrata (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi. ▶️ No Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comentou a situação do Banco Master e reiterou que o caso gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição. Também afirmou que a política de juros passa por uma calibragem. O economista disse que as sinalizações de corte a partir de março não devem ser interpretadas como uma “volta da vitória” no combate à inflação. ▶️ Por fim, o Boletim Focus mostrou uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. A temporada de balanços corporativos também segue no radar, com destaque para o BTG Pactual, que divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,62%; Acumulado do mês: -1,14%; Acumulado do ano: -5,48%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,80%; Acumulado do mês: +2,69%; Acumulado do ano: +15,59%. Caso Master no radar Os desdobramentos do caso do Banco Master continuam a ficar no centro das atenções. Nesta segunda-feira, o destaque ficou com os comentários do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que participou de um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Galípolo afirmou que o caso do Banco Master gerou confusão e desinformação no debate público, sobretudo sobre a legalidade de oferecer rendimentos acima do mercado — o que, por si só, não justificaria uma intervenção do BC, segundo o banqueiro central. Isso porque, segundo ele, não existe uma regra que proíba bancos de captar recursos pagando juros mais altos, como fazia o Master. "Aquilo não configuraria um objeto para você liquidar o banco”, disse. “Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso", completou. Na avaliação do presidente do BC, o problema central estava na combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo carteiras de crédito, o que levou à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024. Os prejuízos ligados ao caso, no entanto, continuam a aumentar. Um levantamento feito pela GloboNews com base nos balanços mais atualizados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social, pelo menos oito fundos previdenciários estaduais e municipais que investiram em letras financeiras do Banco Master estão deficitários. Eleições internacionais Portugal Portugal elegeu António José Seguro, do Partido Socialista, como novo presidente no segundo turno da eleição no país. Com quase todos os votos apurados, ele teve cerca de 67% dos votos, contra 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega. Seguro venceu com apoio de partidos de centro e se apresentou como um candidato moderado, defensor da democracia e contrário ao discurso radical e anti-imigração do rival. Ventura reconheceu a derrota, mas disse que seu partido continua crescendo no país. A eleição ocorreu em meio a fortes tempestades, que adiaram a votação em algumas cidades. Mesmo assim, a maioria dos portugueses conseguiu votar normalmente. Japão Já o partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, venceu a eleição antecipada e garantiu pelo menos dois terços das cadeiras do Parlamento, segundo a emissora pública NHK. Com essa maioria, o governo ganha força para aprovar suas propostas com mais facilidade. Takaichi, primeira mulher a governar o país, é conservadora, tem apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, e defende posições duras sobre segurança, economia e imigração. Ela dissolveu o Parlamento em janeiro para tentar ampliar sua base política — e conseguiu. A votação aconteceu em meio a nevascas, que dificultaram o acesso de eleitores às urnas em algumas regiões. Apesar disso, o resultado confirmou as pesquisas, que já apontavam ampla vitória do partido da premiê. Agenda econômica e corporativa Temporada de balanços corporativos A divulgação dos resultados corporativos do quarto trimestre continua no radar dos mercados. Por aqui, o BTG Pactual informou nesta manhã que teve um lucro recorde no fim de 2025. Entre outubro e dezembro, o banco ganhou cerca de R$ 4,6 bilhões, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também faturou mais, com R$ 9,1 bilhões em receitas, superando as expectativas do mercado. Agora, o mercado volta a atenção para os próximos resultados previstos para esta semana, com destaque para o Banco do Brasil, que divulga seus números na quarta-feira (11) e a Vale, na quinta-feira (12) A expectativa é que os executivos da mineradora comentem sobre o caso mais recente envolvendo o nome da companhia. Nesta segunda-feira, a Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação de todas as operações da empresa no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central do estado. Segundo a decisão, as atividades só poderão voltar após comprovação da segurança das estruturas. Por enquanto, ficam permitidas apenas ações para reduzir riscos e evitar danos ambientais. Boletim Focus Outro destaque do dia ficou com o Boletim Focus. Segundo o documento, o mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a previsão de inflação para 2026, de 3,99% para 3,97%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Se confirmada, a taxa ficará abaixo da inflação registrada em 2025 (4,26%). As projeções para os anos seguintes foram mantidas: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029. Para os juros, a expectativa é de queda da Selic, hoje em 15% ao ano, para 12,25% no fim de 2026. O crescimento do PIB em 2026 segue estimado em 1,8%, abaixo do ritmo projetado para 2025. Já o dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,50, segundo as previsões do mercado. Bolsas globais Nos Estados Unidos, o clima nos mercados financeiros foi bastante positivo nesta segunda-feira, conforme empresas de tecnologia recuperavam boa parte das perdas da última semana, e à medida que investidores aguardam novos indicadores importantes da atividade econômica do país. Em Wall Street, o Dow Jones teve alta de 0,10%, enquanto o S&P 500 subiu 0,42% e o Nasdaq avançou 0,98% Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 atingiu um novo recorde de fechamento nesta segunda-feira, acompanhando uma recuperação global do mercado acionário. O índice avançou 0,70%. Entre os demais índices da região, destaque para o DAX, na Alemanha, que avançou 1,19%. Em Madri, o Ibex-35 teve alta1,40%, enquanto o PSI20, de Lisboa, subiu 1,13%. Na Ásia, os mercados tiveram um dia de forte recuperação, impulsionados pelo desempenho recorde de Wall Street na sexta-feira, e pela alta das bolsas japonesas após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi no fim de semana. As ações chinesas também reagiram bem, com o melhor resultado em um mês. Analistas recomendaram que os investidores mantivessem suas posições antes do feriado do Ano Novo Lunar, avaliando que a recente queda — de mais de 4% desde o pico de 29 de janeiro — pode ter chegado ao fim. No fechamento, os índices da região registraram altas expressivas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,76%, para 27.027 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 1,41%, para 4.123 pontos, e o CSI300 ganhou 1,63%, chegando a 4.719 pontos. No Japão, o Nikkei disparou 3,9%, para 56.363 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 4,10%, para 5.298 pontos, enquanto Taiwan registrou alta de 1,96%, para 32.404 pontos. Em Cingapura, o Straits Times avançou 0,54%, para 4.960 pontos. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
09/02/2026 12:00:29 +00:00
Boletim Focus: na 5ª queda seguida, mercado baixa estimativa de inflação deste ano para 3,97%

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 3,99% para 3,97% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Esse foi o quinto recuo seguido do indicador. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,8%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
09/02/2026 11:31:11 +00:00
Credores executam garantias, e Nelson Tanure perde controle da Alliança Saúde e da Light

Nelson Tanure foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF durante a segunda fase da Operação Compliance Zero Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados via BBC O grupo de medicina diagnóstica Alliança Saúde informou no sábado (7) que o fundo Opus passou a deter cerca de 49% das ações da empresa após assumir os papéis dados como garantia de uma dívida pelo empresário Nelson Tanure. 🔎 Tanure usou ações da Light e da Alliança Saúde como garantia de empréstimos. Como os compromissos não foram cumpridos nas condições previstas, credores, como o fundo Opus, ficaram com esses papéis para tentar recuperar os valores. A participação do empresário nessas companhias é indireta, por meio de fundos de investimento e outras empresas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No mesmo dia, a empresa também comunicou que outro fundo, o Prisma Infratelco VD, passou a ter cerca de 10,7% das ações da Alliança Saúde, também como execução de garantia. Com essa mudança, o fundo Fonte de Saúde e a empresa Lormont Participações, ligados a Tanure, deixaram de ter o controle da Alliança Saúde. Agora, juntos, eles possuem apenas 6,96% das ações da companhia. Os dois fundos que receberam essas ações informaram que não pretendem continuar como donos da empresa e que vão vender suas participações. Nelson Tanure assumiu o controle da Alliança Saúde em 2023, após concluir uma oferta pública de aquisição de ações (OPA). O processo começou em 2022, quando fundos ligados a ele passaram a comprar participações na empresa. Em um comunicado separado, a companhia de energia Light informou que o fundo Opus também passou a ter cerca de 9,9% das ações da empresa, igualmente por causa da execução de garantia. O fundo disse que também pretende vender essa participação. Tanure e o caso Master No mês passado, Tanure foi um dos alvos de busca e apreensão na segunda fase da operação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Os policiais foram até a casa de Tanure, mas não o encontraram no local. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular foi apreendido. Ao todo, os agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro envolvendo a concessão de supostos créditos fictícios pelo Master. À época, os advogados publicaram uma carta escrita pelo empresário negando o envolvimento de Tanure com supostas irregularidades do caso Master. "Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes", diz um trecho da carta. A 1ª fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões. No ano passado, Tanure também foi alvo de uma investigação da Polícia Federal, aberta a pedido do Ministério Público Federal, para apurar se ele seria o verdadeiro controlador do Banco Master, mesmo sem aparecer oficialmente como dono. Segundo os investigadores, ele teria usado uma rede de empresas, fundos e estruturas financeiras para influenciar o banco sem a autorização do Banco Central. À época, o empresário negou qualquer vínculo societário ou poder de controle sobre a instituição. Em agosto de 2025, a Receita Federal deflagrou a maior operação já realizada contra esquemas de lavagem de dinheiro no mercado financeiro, envolvendo centenas de fintechs, fundos e gestoras. Embora Tanure não tenha sido acusado formalmente nessa operação, o episódio reacendeu questionamentos sobre a estrutura dos fundos ligados ao seu nome e sua proximidade com instituições sob investigação. Quem é Nelson Tanure Nelson Tanure é um empresário brasileiro conhecido por comprar empresas em dificuldade financeira e tentar recuperá-las. Nascido em Salvador, em 1951, é formado em Administração pela UFBA e começou a carreira na empresa imobiliária da família. Ao longo das décadas, ficou conhecido por investir em setores como energia, petróleo, telecomunicações, saúde, infraestrutura e mídia. Entre as empresas nas quais já teve ou tem participação estão Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO (antiga PetroRio), TIM Brasil e Ligga Telecom. Nos anos 2000, também assumiu jornais tradicionais como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil durante a crise do setor. Tanure costuma aparecer no noticiário por disputas societárias e reestruturações de empresas endividadas, estratégia que gera resultados, mas também controvérsias. Mais recentemente, passou a ser citado em investigações ligadas ao Banco Master, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Ele nega irregularidades e diz que não controla o banco. Reservado na vida pessoal, Tanure tem quatro filhos e mantém ligação com a música clássica e a ópera, tendo sido vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Veja os vídeos que estão em alta no g1
09/02/2026 10:54:19 +00:00
Alambiques preservam a tradição da cachaça artesanal

Alambiques preservam a tradição da cachaça artesanal TV TEM/Reprodução A produção artesanal de cachaça começa com a colheita da cana. Depois, ela é lavada e moída para se obter a garapa, o caldo da cana. Avelino dos Santos Modelli, proprietário de um alambique em Vera Cruz (SP) cuida de todo o processo para manter a qualidade. "A garapa vem com o teor de açúcar um pouco mais alto. Aqui na sala de destilação, vamos abaixar o teor de açúcar para entre 14% e 16%, que é o ideal para o fermento trabalhar", explica Avelino. Depois de abaixar o teor adicionando água, ele adiciona fermento para iniciar a fermentação. É a transformação do açúcar em álcool. O fermento trabalha até zerar o teor de açúcar. Nessa fase, o caldo passa a se chamar mosto. Trabalhar com produção de cachaça requer conhecimento e paciência. O tempo é aliado do mestre alambiqueiro. Só a fermentação leva de 24 a 28 horas, dependendo da temperatura. Depois que o caldo é bombeado para o alambique de cobre, são mais duas horas em temperatura entre 90°C e 95°C, até passar pela serpentina de resfriamento. A etapa seguinte é a destilação. O processo tem três etapas: cachaça de cabeça, cachaça coração e cachaça cauda (ou rabo). Depois de destilada e separada a cachaça coração, ela é enviada para tonéis de diferentes tipos de madeira para envelhecer. São usadas madeiras como carvalho, amburana, jequitibá rosa e amendoim. Há também um tonel com blend de jequitibá rosa e amendoim. Em Ourinhos (SP), o Sítio Engenho Velho é tocado por Álvaro Peixoto. O que começou como hobby virou negócio. Álvaro, engenheiro agrônomo que sempre trabalhou no setor sucroenergético, conta que comprou o sítio em 2007. Já existia uma estrutura de alambique no local. Com o tempo, a cachaça produzida ali passou a ser apreciada não só por amigos e parentes, mas também por especialistas. E aí vieram as premiações. O alambique faz parte da Câmara Setorial da Cachaça. No concurso Cachaça SP, do governo estadual, a cachaça premium do sítio ganhou ouro. Recentemente, no Chile, em um concurso global, a cachaça envelhecida 36 meses no carvalho ganhou prata. Com a premiação no Chile, o produtor afirma com orgulho que Ourinhos tem uma das melhores cachaças do mundo. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Alambiques preservam a tradição da cachaça artesanal VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/02/2026 10:30:36 +00:00
Excesso de chuva pode causar prejuízos na piscicultura

Sistema de cria de peixes ao 'céu aberto', do piscicultor Rafael Mazuchelli Reprodução/TV TEM Assim que a ração cai na água, as tilápias se agitam. Esse momento ajuda o piscicultor a observar o comportamento dos peixes e, ver como estão de saúde. Em Regente Feijó (SP), Rafael Mazzucchelli cria mais de um milhão de tilápias e trabalha com dois sistemas em seus tanques, o RAS, em tanques coberto, e o tanque escavado, que fica a céu aberto. Um dos principais cuidados que o piscicultor deve ter é com a oxigenação da água. Cada tanque tem aproximadamente 30 mil litros e suporta até 700 quilos de peixe. Quando os níveis de oxigênio estão corretos, os animais crescem melhor e é possível manter mais peixes por metros cúbicos. A alimentação também exige uma atenção, já que o excesso de chuva pode diminuir a temperatura da água, dificultar o manejo e aumentar os custos da produção. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), grande parte da piscicultura brasileira é feita a céu aberto, o que deixa o setor mais vulnerável ao clima. Por isso, acompanhar as mudanças do tempo faz parte da rotina. O ponto de abate da tilápia começa com 730 gramas, mas o ideal é que o peixe chegue a um quilo, garantindo filés de melhor qualidade. Em Presidente Prudente (SP), o zootecnista e dono de pesqueiro Haroldo Takahashi também monitora os tanques diariamente, usando um oxímetro para medir o oxigênio da água, que deve ficar acima de 4,5. Se cair muito, o peixe perde o apetite e pode até morrer. Seja em tanques fechados ou abertos, a atenção ao manejo, ao clima e à qualidade da água é essencial para reduzir riscos e manter a produção em dia. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Excesso de chuva pode causar prejuízos na piscicultura VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/02/2026 10:30:34 +00:00
Produtores paulistas colhem safra de quiabo

Quiabo é selecionado ainda na roça antes de seguir para a Ceagesp em São Paulo TV TEM/Reprodução O quiabo, alimento tradicional da culinária brasileira, também é símbolo de trabalho intenso no campo. Em Piacatu (SP), a produção envolve colheitas frequentes, seleção criteriosa e transporte rápido para garantir que o fruto chegue em boas condições ao mercado. Nutritivo e de fácil preparo, o quiabo pode ser consumido cru, em saladas, conservas ou frito. Mas até chegar à mesa do consumidor, o caminho é longo. A colheita precisa ser feita até três vezes por semana para evitar que o fruto passe do ponto e perca valor comercial. O produtor Luca Vendrame trabalha com quiabo há cerca de 30 anos. Ele atua em sistema de parceria com agricultores da agricultura familiar: arrenda a terra, faz o plantio e divide os lucros com os produtores responsáveis pela colheita. Todo o quiabo é selecionado ainda na roça. Segundo ele, o que define o preço não é a quantidade, mas a qualidade. O fruto precisa ter entre nove e 12 centímetros, ser verde-escuro, liso e sem manchas. Quiabos grandes, tortos ou manchados perdem valor e têm menor aceitação no mercado. Em Piacatu, cerca de 200 agricultores produzem, juntos, entre 3 mil e 4 mil caixas de quiabo por semana. Por ser um produto perecível, toda a produção precisa chegar rapidamente ao destino. O quiabo colhido na região é enviado para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo. Outra área acompanhada pertence ao produtor rural Francisco Aparecido Siqueira, que cultiva quiabo há mais de 30 anos. A lavoura, com oito hectares, é nova e foi implantada em solo argiloso, escolhido pela maior firmeza das raízes e menor risco de fungos. Com menos de 90 dias, os pés ainda estão em fase inicial. A primeira colheita, feita como teste, foi prejudicada por excesso de chuva e períodos de sol forte, o que causou prejuízos. Apesar disso, a lavoura jovem já apresenta flores e frutos, indicando expectativa de boa produção nas próximas semanas. Na hora da compra, a orientação do produtor é simples: escolher quiabos firmes, macios ao toque, sem manchas e sem coloração amarelada. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Produtores paulistas colhem safra de quiabo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/02/2026 10:30:33 +00:00
Safra da uva atrasa no sudoeste de SP

Safra da uva atrasa no Sudoeste de SP TV TEM/Reprodução Enquanto em outras regiões do estado, a safra já terminou. Em São Miguel Arcanjo, tem muita fruta para ser colhida. O produtor Roney Gonçalves, que cultiva as variedades Núbia, Itália, Benitaka e Brasil, vive uma preocupação constante com o tempo. "Não pode ter muita chuva, não pode ter muito frio, não pode ter muito o sol, porque pode acabar queimando as uva na fase da acidez", explica o agricultor. E, neste ano, o clima não veio como esperado. O frio fora do previsto mudou o cenário no campo. As baixas temperaturas atrasaram o desenvolvimento da uva. “As frutas não deram o calibre certo. Tem cachos que estão menores e outros maiores”, conta. Na plantação de Valdir Xisto, que tem sete hectares, o clima também vem dificultando a colheita das uvas. O agricultor diz que o mercado está difícil. Os parreirais recebem um manejo cuidadoso, e os cachos são protegidos por saquinhos para garantir uma melhor qualidade da fruta. Valdir vende o quilo da uva Itália por R$8, preço um pouco maior do que o que é pago por outras variedades. No entanto, ainda está inferior do que a família considera ideal. A previsão é que a colheita continue até o final de fevereiro. Já no sítio de Rafael Denardi, a colheita já terminou e o produtor está satisfeito com a safra. A plantação de uvas de mesa e uvas finas ocupa cinco hectares. No entanto, as frutas não são vendidas diretamente ao consumidor. “Essa fruta vai pra fábrica, e nós produzimos suco de uva. As variedades mais tardias vão para a produção de vinho”, explica o agricultor. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Safra da uva atrasa no sudoeste de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/02/2026 10:30:32 +00:00
Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei

É mentira que nova portaria impede chapéu na roça e obriga uso exclusivo de capacete Pexels Produtores rurais estão preocupados com uma série de notícias que afirmam que uma nova lei obriga o uso de capacete no lugar do acessório. Contudo, a informação não é verdadeira. A legislação que trata da segurança do trabalhador rural já existe há mais de 20 anos. Ela foi criada em 2005 e é conhecida como Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31). Segundo a norma, o empregador deve fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A escolha depende da atividade exercida e de análises técnicas sobre os riscos envolvidos. É considerado o uso de: 👩‍🌾chapéus como uma proteção contra o sol, chuvas e respingos; 👷🏻capacete para prevenir impactos causados por quedas ou objetos. Ou seja, o uso de ambos é previsto pela lei. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Em nota, o Ministério do Trabalho informou que a norma não determina o uso obrigatório e indiscriminado de capacete para todos os trabalhadores rurais. "Não há qualquer dispositivo normativo que determine sua adoção universal no meio rural. A norma prevê, na verdade, a implementação de medidas de prevenção proporcionais aos riscos identificados", diz a nota. Um dos objetivos da NR-31 é estabelecer regras para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) na propriedade, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O programa exige a identificação dos perigos nas atividades rurais e a definição das medidas para controlar esses riscos. "Assim, se em determinada atividade o risco avaliado for de trauma craniano por queda ou impacto (por exemplo, ocorre com os peões de rodeios), a medida de prevenção indicada no PGRTR poderá ser o uso do capacete de segurança, como EPI adequado", explica a CNA. Da mesma forma, quando há grande exposição ao sol, o chapéu é o equipamento mais indicado. Apesar de, ao longo dos anos, a NR-31 passar por atualizações, nenhuma delas determinou a proibição do chapéu pelo produtor rural, aponta a CNA. De mesmo modo, nenhuma profissão ou atividade específica é citada na lei e o uso dos equipamentos é sempre relacionado aos tipos de riscos que os profissionais são expostos. O Ministério do Trabalho explica que a prevenção de riscos segue três etapas: primeiro, a eliminação ou redução do risco na origem; depois, a adoção de medidas de proteção coletiva; e, por último, quando isso não for suficiente, o uso do EPI adequado. Todos os equipamentos de proteção devem ser fornecidos pelo empregador. Alguns vídeos que circulam no TikTok afirmam que não houve mudança na lei, mas sim uma alteração na interpretação da fiscalização, o que tornaria obrigatório o uso de capacete para peões. Segundo o Ministério do Trabalho, essa informação também não é verdadeira. Em nota, o diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, disse que a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho é "pautada por critérios técnicos e legais, com foco na proteção da saúde, da segurança e da vida dos trabalhadores, sem imposições arbitrárias ou desconectadas da realidade das atividades rurais". Leia também: Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas Entenda a regra que pode mudar nomes de alimentos no Brasil
08/02/2026 09:01:02 +00:00
Por que o petróleo não dispara mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela

Petróleo em 2026: excesso de oferta deve manter preços mais baixos As tensões envolvendo os Estados Unidos, o Irã e a Venezuela causaram preocupações no mercado de petróleo, mas não foram suficientes para mudar as expectativas para os preços do produto ao longo deste ano. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o mercado internacional de petróleo vive um momento de excesso de oferta nos países produtores, o que deve ajudar a manter os preços mais baixos nos próximos meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do mercado é que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 60 e US$ 65 em 2026. Esse patamar está próximo do limite necessário para que os investimentos das empresas do setor sigam sendo viáveis, especialmente os projetos mais caros. No Brasil, o petróleo mais barato costuma ajudar a segurar os preços da gasolina e do diesel, o que tende a aliviar a inflação. Por outro lado, também pode prejudicar as contas públicas, já que uma boa parte da arrecadação vem dos impostos das cadeias de combustíveis e exportação de petróleo. (entenda mais abaixo) Efeito Trump? Grande parte dos eventos geopolíticos que influenciaram o preço do petróleo está relacionada ao presidente dos EUA, Donald Trump. Nos primeiros dias de 2026, Trump ordenou um ataque contra a Venezuela, em uma ação que resultou na prisão do presidente do país, Nicolás Maduro. A operação abriu caminho para um maior acesso dos EUA ao petróleo venezuelano. Ainda no fim de semana, Trump afirmou que os EUA passariam a administrar a Venezuela de forma temporária e assumiriam o controle das vendas de petróleo do país. Houve impacto imediato nos mercados, mas o efeito durou pouco. Na segunda-feira, o barril do petróleo Brent — referência para o mercado — subiu 1,6%, para US$ 61,76. Na terça-feira, despencou 7%, para US$ 60,70. Os dados são da consultoria Elos Ayta. No Irã, que enfrentava uma onda de protestos desde 28 de dezembro, as tensões também aumentaram depois que Trump sugeriu a possibilidade de atacar o país. 🔎 O Irã é um dos países fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o 5º maior produtor de petróleo do mundo. Além disso, o país fica próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Com a ameaça de Trump, investidores passaram a temer interrupções na produção iraniana e no tráfego pelo Estreito de Ormuz. O petróleo subiu mais de 4%, de US$ 63,87 para US$ 66,52. Mas os preços voltaram a cair após o recuo do presidente americano dois dias depois. Entenda a escalada dos protestos no Irã O vaivém do presidente americano é uma característica conhecida. Desde então, ele voltou a ameaçar o regime iraniano dos aiatolás e afirmou que o país deveria fechar um acordo para evitar um novo ataque. Agora, Trump diz querer negociar o programa nuclear iraniano. Representantes dos dois países chegaram a se encontrar na última sexta-feira (6), em uma "atmosfera muito positiva", segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. “Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, disse Araqchi à TV estatal iraniana, acrescentando que as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas decidiremos posteriormente sobre as modalidades e o cronograma”. Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt, apesar de as incertezas geopolíticas terem provocado o sobe e desce no curto prazo, ainda não está claro se elas vão afetar a oferta de petróleo no futuro. “O preço do petróleo já vinha em trajetória de baixa. Mas é normal que as notícias tragam oscilações”, diz. Sem pânico Apesar das tensões geopolíticas, analistas acreditam que a dinâmica de oferta e demanda ainda prevalece nas análises do mercado. E a oferta segue elevada. “O mercado tem uma expectativa de baixa para os preços do petróleo. Há um consenso de que os balanços de oferta e demanda para 2026 indicam excesso de oferta”, diz o responsável pela cobertura de óleo e gás da XP, Régis Cardoso. O especialista acrescenta que a situação envolvendo o Irã aumenta o risco para produtores que dependem do Estreito de Ormuz, mas ressalta que esse risco já está incorporado aos preços. Mesmo que algo aconteça, o impacto tende a ser limitado. "Isso ainda é uma discussão sobre riscos futuros. O que aconteceu até o momento não teve efeito sobre os balanços de oferta e demanda do mercado", completa. No caso da Venezuela, mesmo que os EUA passem a controlar as vendas de petróleo do país, os efeitos tendem a ser apenas de curto prazo. Como mostrou o g1, seriam necessários investimentos bilionários das petroleiras e um aumento consistente da produção para que houvesse mudanças duradouras. Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), lembra ainda que o tipo de petróleo produzido na Venezuela é mais pesado e mais difícil de processar. “Algumas refinarias conseguem processar, mas isso exige tecnologia e conhecimento técnico. E essa é uma capacidade que a Venezuela hoje não tem”, diz. Segundo estudos do IBP, seriam necessários cerca de dois anos para iniciar projetos de retomada da produção no país e pelo menos oito anos para recuperar os níveis que a Venezuela já teve no passado — o país chegou a produzir mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia nos anos 1970. E o Brasil? Caso os preços do petróleo realmente fiquem entre US$ 60 e US$ 65 neste ano, o Brasil encara dois efeitos principais. 1️⃣ Por um lado, uma parte relevante das contas públicas depende do petróleo. Quando o preço cai, a arrecadação também diminui. Isso afeta: Royalties e participações especiais: quanto menor o preço do barril no mercado internacional, menor é a arrecadação para a União, os estados e os municípios produtores; Dividendos da Petrobras: preços mais baixos reduzem os lucros da empresa e, consequentemente, os dividendos distribuídos. Isso afeta o governo, acionista controlador. Além disso, preços mais baixos tendem a reduzir o número de projetos das petroleiras, já que o retorno deixa de compensar o volume de investimento necessário. 2️⃣ Em contrapartida, preços mais baixos ajudam a conter a inflação ao reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis. 🤔 Mas, se os preços do petróleo estão mais baixos, por que a gasolina continua cara? Segundo especialistas consultados pelo g1, parte da explicação está na política de preços da Petrobras. “A Petrobras tem buscado reduzir a volatilidade nos preços da gasolina e do diesel, e por isso existe a impressão de que a queda dos preços não se reflete na bomba”, explica Cardoso, da XP. Ele acrescenta que o preço final pago pelo consumidor depende de vários fatores, e não apenas do preço do petróleo. “De modo geral, os preços da Petrobras têm oscilado em torno da paridade com o preço internacional”, afirma. No fim de janeiro, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,14 no preço médio da gasolina A, após três meses sem alterações. A última mudança havia sido anunciada em outubro de 2025. Segundo a companhia, os preços praticados pela empresa representam apenas um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos. Exploração de petróleo em Sergipe Agência Sergipe
08/02/2026 08:01:04 +00:00
Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores apavorados

Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. Jeenah Moon/Reuters Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software. As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda. “O mercado entende que a aposta na expansão da IA — e a forma como esses ganhos foram antecipados por muitos anos — ficou cara demais”, disse à agência Reuters Andrew Wells, diretor de investimentos da SanJac Alpha, em Houston. “Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios. A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020. O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro. “Manchetes que, no auge do otimismo com a IA, teriam levado as ações a novos recordes agora estão sendo interpretadas com muito mais cautela pelos investidores”, disse à Reuters Carlota Estragues Lopez, estrategista de ações da St. James’s Place, em Londres. “Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado”, acrescentou. Impacto sobre empresas de análise de dados Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic. As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas. A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período. A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado. O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia. A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis. “Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado", disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown. "Mas isso não foi suficiente para desviar a atenção do mercado de seus planos elevados de investimento”, concluiu. Drones de guerra, robôs humanoides e disputa EUA x China: confira retrospectiva dos avanços da Inteligência Artificial em 2025
08/02/2026 07:01:24 +00:00
Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno; saiba motivo

Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno Berço de grifes como Prada e Dolce & Gabbana, Milão é acostumada a ditar tendências nas passarelas. Nas próximas semanas, porém, o cenário muda. A cidade italiana será palco da edição de 2026 dos Jogos Olímpicos de Inverno, em uma combinação de alta costura e performance. É nesse cruzamento entre dois mundos que marcas disputam visibilidade, assinam uniformes e reforçam suas imagens ao lado das potências do gelo. Mas, em meio a estratégias previsíveis, uma marca decidiu fugir do roteiro. Enquanto nomes tradicionais apostam em delegações consagradas, a Moncler escolheu um caminho diferente: associar-se a atletas brasileiros e, ao mesmo tempo, reposicionar sua identidade no universo da alta performance. O nome no centro dessa estratégia é Lucas Pinheiro Braathen. Nascido na Noruega, filho de mãe brasileira, foi considerado uma das maiores promessas do esqui alpino até 2023. Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno Moncler/ Divulgação Na época, Braathen surpreendeu ao anunciar uma aposentadoria precoce, em meio a conflitos com a federação norueguesa e restrições a contratos de patrocínio. Após um ano afastado das competições, decidiu voltar ao circuito — mas representando o Brasil. Braathen passou parte da infância no Brasil, fala português, tem familiares por aqui e costuma citar a cultura brasileira como parte essencial de sua identidade. Agora, carrega a possibilidade de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história brasileira. Hoje, Braathen ocupa a vice-liderança do ranking da Copa do Mundo no slalom e no slalom gigante — justamente as duas provas que disputará nos Jogos de Milão-Cortina, entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Essa narrativa, que atravessa continentes e rompe padrões tradicionais do esporte, foi um dos elementos que aproximou o atleta da Moncler. ⚠️ Mas a escolha não se explica apenas pelo atleta. Ela está diretamente ligada à estratégia da marca. Braathen é patrocinado pela Moncler Grenoble, linha de alta performance da grife, voltada ao universo do esporte e da montanha. Mais do que uma coleção, a Grenoble representa a tentativa da Moncler de reafirmar sua identidade em um mercado dominado por marcas especializadas em performance. O nome não é casual. Grenoble foi a cidade francesa que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968 — a última edição em que a Moncler esteve associada de forma direta ao evento. Ao resgatar essa herança, a marca busca reconectar passado e futuro. Para Victor Dellorto, especialista em marketing e CEO da Deskfy, o desempenho de Braathen reforça o valor simbólico da escolha. "A história de Lucas é, por si só, um ativo estratégico. Ele combina performance real com uma narrativa cultural potente, algo que marcas de luxo buscam cada vez mais", afirma. Moncler, marca de luxo italiana, escolheu patrocinar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 Moncler/ Divulgação Nesse contexto, a história de Braathen se torna um ativo simbólico. Não se trata apenas de apoiar um atleta, mas de associar a linha Grenoble a uma trajetória que combina reinvenção e identidade — valores que dialogam com o posicionamento da marca. “Hoje, as marcas não disputam apenas medalhas, mas significado”, diz Dellorto. “Narrativas autênticas geram vínculo, diferenciação e memória de marca.” Além do patrocínio ao esquiador, a Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira. Os trajes incluem referências sutis à identidade nacional, como estrelas inspiradas na bandeira incorporadas ao design técnico dos macacões usados nas provas. A estratégia reforça um movimento crescente no mercado de luxo: a valorização de histórias que dialogam com autenticidade, não apenas com medalhas. Para Marcos Henrique Bedendo, especialista em branding, a escolha pode ter sido menos ideológica e mais pragmática. “Talvez não exista um aceno ao Brasil. A Moncler pode ter identificado uma oportunidade rara: um atleta competitivo, com potencial de medalha, disponível em uma delegação menos disputada por patrocinadores”, afirma. Riscos A decisão de apostar em um atleta brasileiro não é isenta de riscos. O Brasil não tem tradição em esportes de inverno, e o desempenho competitivo pode não render tanta exposição quanto apoiar atletas de países que lideram os quadros de medalhas. A visibilidade garantida por pódios e transmissões tende a ser mais limitada, pontua Bedendo. Ainda assim, o risco pode ser menor do que parece. Segundo Dellorto, a aposta vai além do esporte. "Mesmo que o resultado não venha, a Moncler já ganha por demonstrar sensibilidade cultural e proximidade com o público brasileiro", afirma. Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira Moncler/ Divulgação Ao vincular sua imagem a uma trajetória improvável, multicultural e fora do eixo tradicional, a Moncler se diferencia em um cenário no qual muitas marcas disputam os mesmos territórios narrativos. Bedendo acrescenta outra camada à análise: o custo-benefício. “Patrocinar seleções tradicionais é caro e disputado. Ao apostar no Brasil, a marca pode ter conquistado exposição global e o direito de assinar um uniforme olímpico com investimento menor”, diz. E, em um mercado em que diferenciação pesa tanto quanto performance, essa estratégia pode render resultados de longo prazo. O Brasil, além disso, é um mercado estratégico: grande, em expansão e com crescente apetite pelo consumo premium. Associar-se a um atleta brasileiro em um evento global reforça a presença da marca na região e cria pontes com públicos ainda pouco explorados. Ou seja, o caso evidencia uma mudança no branding esportivo: cada vez mais, marcas buscam histórias capazes de gerar identificação e conversa, não apenas troféus. No caso de Braathen, há identidade dupla, reinvenção e uma trajetória que desafia padrões — elementos atraentes para uma marca posicionada entre a moda e a alta performance. Se Braathen conquistar uma medalha, o feito será histórico para o Brasil e ampliará o impacto da estratégia da Moncler, completa Bedendo. Mas, mesmo sem pódio, a marca já ocupa um espaço singular: o de quem escolheu contar uma história diferente. Ou, como sugerem os especialistas, de quem soube explorar uma oportunidade rara entre narrativa, performance e mercado. E, em um cenário como o dos Jogos Olímpicos de Inverno, em que tantas marcas apostam nas mesmas potências, às vezes a narrativa mais forte nasce justamente da escolha menos óbvia.
08/02/2026 06:00:39 +00:00
CEO do Washington Post deixa o cargo após onda de demissões

Will Lewis, editor e CEO do The Washington Post, posa para um retrato em Washington, domingo, 5 de novembro de 2023. Matt McClain/The Washington Post via AP O editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, disse no sábado (7) que está deixando o cargo, encerrando um período conturbado três dias depois de o jornal anunciar a demissão de um terço de sua equipe. Lewis anunciou sua saída em um e-mail de dois parágrafos enviado aos funcionários, afirmando que, após dois anos de transformação, “agora é o momento certo para eu me afastar”. O diretor financeiro do Post, Jeff D’Onofrio, foi nomeado editor-executivo interino. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nem Lewis nem o bilionário dono do jornal, Jeff Bezos, participaram da reunião com funcionários que anunciou as demissões na quarta-feira (4). Embora esperados, os cortes foram mais profundos do que o previsto e resultaram no fechamento da renomada editoria de esportes do Post, na eliminação da equipe de fotografia e em fortes reduções no pessoal responsável pela cobertura de Washington metropolitana e do exterior. Esses cortes se somam a uma saída generalizada de profissionais nos últimos anos no jornal, que perdeu dezenas de milhares de assinantes após a decisão de Bezos, no fim da campanha presidencial de 2024, de recuar de um endosso planejado a Kamala Harris, além de uma posterior mudança da seção de opinião para uma linha mais conservadora. Martin Baron, primeiro editor do Post sob o comando de Bezos, criticou o antigo chefe nesta semana por tentar agradar o presidente Donald Trump e classificou o que ocorreu no jornal como “um estudo de caso de destruição de marca quase instantânea e autoinfligida”. Um manifestante segura um recorte de papelão com o rosto de Jeff Bezos em frente à agência do Washington Post após uma demissão em massa, na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em Washington. AP/Allison Robbert Nascido no Reino Unido, Lewis foi um alto executivo do The Wall Street Journal antes de assumir o Post em janeiro de 2024. Seu período no cargo foi turbulento desde o início, marcado por demissões e por um plano de reorganização fracassado que levou à saída da então editora-chefe Sally Buzbee. A escolha inicial de Lewis para substituir Buzbee, Robert Winnett, desistiu do cargo após surgirem questionamentos éticos sobre ações dele e de Lewis quando trabalhavam na Inglaterra — incluindo o pagamento por informações que renderam grandes reportagens, prática considerada antiética no jornalismo americano. O atual editor-executivo, Matt Murray, assumiu pouco depois. Lewis também não conquistou a simpatia dos jornalistas do Post ao falar de forma direta sobre o trabalho deles, chegando a afirmar, em uma reunião, que mudanças eram necessárias porque poucas pessoas estavam lendo suas matérias. As demissões desta semana levaram a pedidos para que Bezos aumente seus investimentos no jornal ou o venda a alguém que tenha um papel mais ativo. Em sua nota, Lewis elogiou Bezos: “A instituição não poderia ter tido um dono melhor”, afirmou. “Durante meu mandato, decisões difíceis foram tomadas para garantir um futuro sustentável para o Post, para que ele possa, por muitos anos, publicar jornalismo de alta qualidade e apartidário para milhões de leitores todos os dias”, disse Lewis. O Washington Post Guild, sindicato que representa os funcionários, afirmou que a saída de Lewis demorou a acontecer. “Seu legado será a tentativa de destruição de uma grande instituição do jornalismo americano”, disse o sindicato em nota. “Mas ainda dá tempo de salvar o Post. Jeff Bezos deve reverter imediatamente essas demissões ou vender o jornal a alguém disposto a investir em seu futuro.” Bezos não mencionou Lewis em comunicado no qual afirmou que D’Onofrio e sua equipe estão posicionados para levar o Post a “um próximo capítulo empolgante e próspero”. “O Post tem uma missão jornalística essencial e uma oportunidade extraordinária”, disse Bezos. “Todos os dias, nossos leitores nos dão um roteiro para o sucesso. Os dados nos dizem o que é valioso e onde focar.” D’Onofrio, que entrou no jornal em junho passado após passagens pela empresa de gestão de anúncios digitais Raptive, pelo Google, pela Zagat e pela Major League Baseball, disse em mensagem à equipe que “estamos encerrando uma semana difícil de mudanças com mais mudanças”. “Este é um momento desafiador para todas as organizações de mídia, e o Post infelizmente não é exceção”, escreveu. “Tive o privilégio de ajudar a traçar o rumo tanto de empresas disruptivas quanto de instituições culturais tradicionais. Todas enfrentaram ventos econômicos contrários em setores em transformação, e estivemos à altura desses momentos. Não tenho dúvida de que faremos o mesmo, juntos.” Polícia americana faz busca e apreensão em casa de jornalista do Washington Post
08/02/2026 05:48:15 +00:00
Mercado de trabalho aquecido reduz desequilíbrio na relação entre empregado e empregador

Quando o mercado de trabalho aquece, a relação entre empresas e empregados muda. No cenário atual do Brasil, o trabalhador passa a ter mais espaço para negociar salários e benefícios. É o que explica Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. "Esse desequilíbrio [na relação entre empregado e empregador] reduz um pouco. Quando a gente chega nesse momento de um mercado de trabalho mais aquecido, quem ganha poder de barganha é o próprio trabalhador, porque ele acaba vendo que é uma mão de obra escassa, que está com um pouco mais de poder." "Então, se ele trabalha em um determinado local e abre uma vaga, da mesma vaga, da mesma atuação, numa empresa vizinha, vamos dizer assim, ele pode negociar um salário mais alto, ele pode negociar mais benefícios. Então, isso faz com que o trabalhador tenha um poder de escolha maior." Tobler falou em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (5). Ouça, no player acima, a partir de 16:42. Segundo o economista, quando as empresas falam em aumentar benefícios, a mudança vai além de vale-transporte e vale-alimentação, e incluem, muitas vezes, mudança de carga horária - e, claro, remuneração. "A gente vê alguns dos setores que têm essas escalas mais elevadas, como a gente pode citar aqui, por exemplo, o setor do supermercado, foi um dos que mais subiu o salário de admissão nesse ano de 2025." Ouça a íntegra do episódio aqui. O que você precisa saber: Falta de mão de obra faz empresas oferecerem mais benefícios para atrair funcionários IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025 Mais equilíbrio entre empregado e empregador O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil
08/02/2026 03:05:31 +00:00
Super Bowl 2026: veja os comerciais mais caros da TV, que vão ao ar hoje

A 60ª edição do Super Bowl acontece neste domingo (8) e marca o encerramento da temporada da NFL. Além da disputa entre Seattle Seahawks e New England Patriots, o evento também se destaca fora do gramado. Ano após ano, o jogo consolida sua posição como o espaço publicitário mais valioso da televisão americana. Em 2026, os anúncios de 30 segundos renderam, em média, cerca de US$ 8 milhões, com alguns contratos ultrapassando a marca de US$ 10 milhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a NBC, emissora responsável pela transmissão do Super Bowl LX, todos os espaços comerciais disponíveis durante a partida foram vendidos ainda no terceiro trimestre do ano passado. O resultado reforça uma tendência observada em edições recentes: a antecipação das negociações e a intensificação da disputa por inserções nos intervalos do jogo mais assistido dos Estados Unidos. Para Peter Lazarus, vice-presidente executivo de publicidade e parcerias esportivas e olímpicas da NBC Universal, os números refletem a combinação entre amplo alcance de público e alto nível de engajamento concentrado em poucas horas de transmissão. “O Super Bowl continua sendo um dos raros momentos em que marcas conseguem falar, ao mesmo tempo, com dezenas de milhões de pessoas”, afirmou o executivo, em comunicado divulgado pela emissora. 📺 Além da TV aberta, o Super Bowl deste ano também será exibido em plataformas de streaming acessíveis ao público brasileiro, como YouTube TV e NFL+, além de serviços como Peacock, Hulu + Live TV e Tubi. 📺 No Brasil, a TV Globo transmite os melhores momentos depois do BBB 26. O sportv e a getv transmitem ao vivo. Trump acompanha o Super Bowl 2025, em Nova Orleans, nos EUA. Kevin Lamarque/Reuters Bad Bunny fala sobre show no intervalo do Super Bowl: 'Fazendo o que eu amo' Por que o Super Bowl atrai tantos anunciantes? A forte demanda por publicidade está diretamente ligada ao tamanho da audiência do evento. 📊 Em 2025, o Super Bowl registrou um recorde de 127,7 milhões de telespectadores nos EUA, somando TV e streaming, segundo dados da Nielsen, com pico de 137,7 milhões durante o segundo quarto da partida. 🏈 No ano anterior, mais de 123 milhões de pessoas acompanharam o jogo, o que ajuda a explicar o interesse de anunciantes de diferentes setores em associar suas marcas ao evento. Nos dias que antecedem a partida, parte dos anúncios costuma ser divulgada de forma parcial. As marcas liberam teasers com cenas curtas, pistas sobre o enredo ou a participação de celebridades, mas mantêm o conteúdo completo sob sigilo até a exibição oficial durante os intervalos. A estratégia alimenta a expectativa do público e transforma os comerciais em um elemento central do espetáculo. Veja os comerciais do Super Bowl de 2026 que já foram divulgados Pringles Dove Kinder Bueno Pepsi Hellmann’s Squarespace Toyota Grubhub Google Budweiser Uber Eats Oakley Meta Bosch RITZ Crackers Pokemon
08/02/2026 03:00:54 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.970: prêmio acumula e vai a R$ 47 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2970 O sorteio do concurso 2.970 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 22 – 32 – 37 – 41 – 42 – 59. 5 acertos - 22 apostas ganhadoras: R$ 103.128,37 4 acertos - 2.828 apostas ganhadoras: R$ 1.322,42 O próximo sorteio da Mega será realizado na terça-feira (10). Mega-Sena, concurso 2.970 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
08/02/2026 00:03:14 +00:00
Aplicativos de bancos apresentam instabilidade por cerca de duas horas e geram reclamações nas redes

Apps de bancos apresentaram instabilidade e geraram reclamações neste sábado Clientes de diversos bancos relataram dificuldades para acessar aplicativos e realizar operações entre a manhã e início da tarde deste sábado (7). As falhas perduraram por cerca de duas horas — a maior parte dos serviços começou a voltar ao normal a partir das 13h30. Segundo o site Downdetector, que monitora a instabilidade de serviços digitais, foram registradas mais de 10 mil reclamações envolvendo instituições como Itaú, Santander, Nubank, Banco Inter, C6 Bank, PicPay, Banco do Brasil e Bradesco. O banco Inter disse que houve instabilidade em serviços de computação em nuvem, e o C6 Bank disse que a função Pix ficou indisponível temporariamente por conta de uma falha em um fornecedor externo. As reclamações sobre falhas nos serviços dos bancos aconteceram junto com notificações de erros no serviço de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), que confirmou ter registrado instabilidade entre 11h36 e 12h09 (horário de Brasília). Novas regras que aumentam segurança do Pix entram em vigor em fevereiro Reprodução/TV Globo "Experimentamos problemas intermitentes de conectividade de rede entre duas Zonas de Disponibilidade na Região SA-EAST-1 [em São Paulo]", disse a AWS. "O problema foi resolvido e todos os serviços estão operando normalmente". O g1 procurou o Banco Central, o qual afirma que seus sistemas estão operando normalmente. Os outros bancos e fintechs também foram questionados, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. As notificações de erro se concentraram entre as 11h30 e 13h30 e incluem relatos de falhas no login, lentidão e indisponibilidade de serviços, o que gerou uma onda de críticas nas redes sociais. As primeiras reclamações começaram a surgir por volta das 11h30, quando usuários passaram a relatar dificuldades para acessar os aplicativos e realizar transações no internet banking, especialmente via Pix. Em nota, o C6 Bank afirmou que o aplicativo da instituição funciona normalmente no momento. Segundo o banco, a função Pix ficou indisponível entre 11h45 e 13h10 devido a uma falha em um fornecedor externo, que impactou diversas instituições financeiras. Já o Inter informou que, após instabilidades em serviços de infraestrutura em nuvem que afetaram o mercado, o aplicativo da instituição está plenamente disponível e que todos os serviços já foram normalizados para os clientes. Captura de tela mostra erro ao acessar os aplicativos do Itaú e Santander Reprodução Veja as reclamações dos clientes nas redes sociais: Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos Reprodução/Dowdetector Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos Reprodução/Dowdetector Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
07/02/2026 15:31:19 +00:00
Plataforma envia acidentalmente US$ 40 bilhões em bitcoins para seus usuários

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Uma plataforma sul-coreana de câmbio de criptomoedas pediu desculpas neste sábado (7) após transferir por engano mais de US$ 40 bilhões (R$ 209 bilhões) em bitcoins para seus usuários, o que provocou uma breve onda de vendas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Bithumb afirmou que enviou acidentalmente um total de 620.000 bitcoins, pelo qual bloqueou as operações e os saques dos 695 usuários afetados durante 35 minutos após a falha ocorrida na sexta-feira. Segundo a imprensa local, a plataforma pretendia enviar cerca de 2.000 wons (US$ 1,37 ou R$ 7,15, na cotação atual) a cada cliente como parte de uma promoção, mas transferiu por engano aproximadamente 2.000 bitcoins por usuário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados aos nossos clientes devido à confusão ocorrida durante o processo de distribuição deste evento (promocional)", disse a empresa em um comunicado publicado neste sábado. A plataforma afirmou que recuperou 99,7% dos bitcoins enviados por engano e que utilizaria seus próprios ativos para cobrir integralmente o montante perdido no incidente. Admitiu, ainda, que a falha provocou brevemente uma "forte volatilidade" nos preços desta criptomoeda na plataforma, visto que alguns destinatários venderam os tokens, e acrescentou que a situação foi controlada em cinco minutos. A Bithumb enfatizou que o incidente "não estava relacionado a ataques cibernéticos externos ou a violações de segurança". O bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, despencou nesta semana e apagou os ganhos provocados pela vitória eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2024.
07/02/2026 13:39:38 +00:00
TCU pauta alerta ao Senado sobre indicação à CVM

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai analisar na próxima quarta-feira (11) uma representação do Ministério Público junto à Corte que solicita o envio de alerta ao Senado Federal sobre a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A informação consta no processo. Com isso, os ministros do tribunal vão analisar se a representação pode ser objeto de apuração ou se arquivam. No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica. A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendem a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Isso porque, apontam, que seria uma indicação em aceno ao Centrão e que o Lobo já tomou decisões polêmicas, como no caso do banco Master. 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários, que inclui ações, debêntures, fundos de investimento e outros ativos financeiros. À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e responsabilidades do cargo. O nome do indicado ainda será submetido a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) CVM/Reprodução Redes Sociais
07/02/2026 10:18:19 +00:00
De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil

De resto de açougue a iguaria , pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil "Eu acho engraçado que quando os meus pais vieram para o Brasil, em 1998, o pé de galinha era dado de graça no açougue. Tinha muita sobra, minha mãe pegava um monte". A lembrança é da chef Jiang Pu, hoje moradora da zona sul da cidade de São Paulo, onde já chegou a pagar R$ 14 pelo quilo do pé de galinha, muito tradicional e valorizado na cultura alimentar de sua família. No atacado, o produto tem saído mais em conta. Em 2026, o preço médio praticado no estado chegou a R$ 5,75. Ainda assim, o valor é 41,3% mais alto que a média registrada em 2020, início da série histórica levantada pelo analista Fernando Iglesias, do Safras & Mercado. A valorização reflete um dos efeitos que a abertura comercial da China teve sobre a indústria brasileira, há mais de duas décadas. Em 2009, o país asiático autorizou o Brasil a exportar carne de frango e, desde então, o que antes era resto para açougues e frigoríficos virou um negócio lucrativo, conta Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Só no ano passado, a indústria nacional faturou US$ 221 milhões com a venda do pé de galinha para a China, principal comprador do miúdo, segundo o Ministério da Agricultura. O valor representou um aumento de 9,5% em relação às vendas de 2024. "A China é o mercado que melhor remunera o pé de galinha, pagando cerca de US$ 3 mil por tonelada", diz Santin. A África do Sul, segunda maior compradora do produto brasileiro, paga em média US$ 2 mil pela tonelada. Apesar de importar bem menos que a China, o país mais que quadriplicou as compras em 2025, na comparação com 2024, atingindo US$ 49 milhões. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Mas a valorização do pé de galinha não tem a ver só com a exportação. O aumento de preço também é explicado pelo crescimento da indústria pet no Brasil, que usa o pé de frango para produzir farinhas de ração animal, destaca Santin. "O pé de galinha que não é exportado, é destinado principalmente à indústria pet", diz. Pé de galinha como snack na China Pés de frango embalados a vácuo e prontos para consumo. Haikou, Hainan, China. Anna Frodesiak No país asiático, o pé de galinha é bastante apreciado na forma de petisco, como um "snack" para enganar a fome e "passar o tempo", cumprindo um papel semelhante ao do amendoim para um brasileiro. "Você come o pé de galinha chupando, roendo ele, então demora um pouquinho. É para quando está com vontade de mastigar alguma coisa", conta Jiang. Na China, o produto já é vendido embalado e temperado, em pacotes individuais, e pode ser encontrado com facilidade em lojas de rua, como rotisseries, e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers. Em reuniões familiares, Jiang prefere usar o pé de galinha como entrada, geralmente em saladas. “Ele nunca é servido como prato principal. Não é um alimento que sustente uma refeição”, explica a consultora, que ficou nacionalmente conhecida durante a sua participação no MasterChef Brasil, em 2015. Para prepará-lo, ela retira todos os ossos e mantém apenas a pele. “A textura fica crocante, lembra um pouco pele de porco”, compara. Além do consumo direto, o pé de galinha também é usado na culinária chinesa para engrossar caldos. Rico em colágeno, ele ajuda a dar textura mais densa e gelatinosa às sopas, que depois podem servir de base para outros preparos. Além da China, o pé de galinha também é consumido em outras regiões da Ásia, como Hong Kong, Vietnã, Coreia do Sul e Filipinas — destinos para os quais o Brasil exporta volumes bem menores em comparação ao mercado chinês. A criatividade da cozinha sul-africana Imagem do prato sul-africano Maotwana. Picknpay/Reprodução/Instagram Na África, o Brasil também exporta pé de galinha para Libéria, Serra Leoa, Moçambique e Guiné, mas o principal mercado é mesmo a África do Sul. No país, o pé de galinha é protagonista em diversos pratos, como no “walkie-talkie”, nome que faz referência às partes do frango usadas na receita: o pé, associado ao verbo inglês walk (andar), e a cabeça, ligada a talk (falar). No país, ele também pode ser encontrado pelos nomes "runaway" ou "Maotwana". "Diferente da China, onde o pé é apreciado na textura crocante, na África do Sul ele é bem cozidinho e ensopado, lembra o ensopado mineiro", conta Mariana Bahia, representante da Câmara de Comércio Brasil - África do Sul. Cozinha de resistência Os walkie-talkies, como muitos pratos populares da culinária da África do Sul, estão ligados ao período colonial. O país foi invadido pelos holandeses em 1652 e, mais tarde, no século 19, colonizado pelos britânicos. "Devido à segregação, a população negra não tinha acesso aos cortes de carne considerados 'nobres'. Então eles desenvolveram uma série de possibilidades para o uso de miúdos na cozinha, como pé e pescoço. É uma culinária muito criativa", diz Mariana. "Os pratos são bem caprichados e temperados, com muitas especiarias como curry, páprica moída, cúrcuma e gengibre", acrescenta. No país, os pés de galinhas também são servidos com o "pap", uma polenta de milho, que funciona como base de carboidrato para acompanhar carnes e miúdos. Ela destaca que, em todo o continente africano, é comum que as pessoas consumam todas as partes de um animal devido às "dificuldades históricas de acesso a alimentos." Essa prática também está na base da cultura chinesa, diz Jiang. "A China é um país com uma longa história, atravessada por muitas guerras e desastres naturais. Isso forçou as pessoas a fazerem o melhor possível com o que tinham, aprendendo a aproveitar frutas, legumes e carnes de forma integral", conta Jiang. De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil. Hayley Ryczek Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia
07/02/2026 09:01:04 +00:00
Caso Master-BRB: saiba como checar no Banco Central se há dívidas indevidas em seu nome

Diretora do BRB recomendou atenção à liquidez do Master 4 dias antes de tentativa de compra Como o g1 mostrou na nesta semana, alguns clientes que contrataram empréstimos ou serviços financeiros no Will Bank ou no Banco Master encontraram dívidas registradas como ativas ou em atraso nos sistemas do Banco Central. Os relatos apontam o Banco de Brasília (BRB) como responsável pelos registros, em casos de dívidas que já foram quitadas junto ao Master ou ao Will Bank e até de débitos que nunca existiram, de clientes que nunca tiveram conta no banco brasiliense. Os clientes perceberam a situação ao consultar o Registrato, sistema do BC que permite acessar relatórios com informações pessoais ou de empresas. Esses documentos reúnem dados que bancos e instituições financeiras compartilham com o Banco Central. O BC já vinha acompanhando indícios de irregularidades na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB. Entre os indícios de fraudes está a ausência de transferências bancárias comprovando que as pessoas de fato pegaram o empréstimo. Com isso, empréstimos que não foram contratados podem aparecer como ativos no sistema de informações do Banco Central. Segundo apuração da TV Globo, 40 mil pessoas estão nessa situação. 🔎 ACONTECEU COM VOCÊ? MANDE O SEU RELATO PARA A REPORTAGEM DO G1 Nesta reportagem, o g1 te explica mais sobre o caso e mostra como consultar seu nome. Veja abaixo: Por que essas dívidas apareceram? Como os contratos do Will Bank e do Master foram parar no BRB? Como saber se eu fui afetado? Como faço para acessar o Registrato? Tenho uma dívida indevida ou inexistente registrada no meu nome, e agora? Veja a nota do BRB na íntegra Por que essas dívidas apareceram? Segundo o BRB, após a liquidação do Will Bank, o banco “deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas”. O banco também afirmou que, pelas regras, a instituição que concedeu os empréstimos ou serviços é responsável por acompanhar os pagamentos e repassar os valores correspondentes ao BRB. “Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante, de modo que o BRB ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem”, informou o BRB em nota. Veja a nota do BRB na íntegra ao final desta reportagem. O g1 tentou contato com Eduardo Bianchini, liquidante nomeado pelo Banco Central para o Will Bank e o Banco Master, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Volte ao menu. Relembre a tentativa do BRB de comprar do Banco Master: Relembre a tentativa do BRB de comprar o Banco Master Como os contratos do Will Bank e do Master foram parar no BRB? O vínculo se deu porque o BRB vinha comprando carteiras de crédito do Master desde 2024 e chegou a anunciar um acordo para comprar o banco em março de 2025, em uma operação estimada em R$ 2 bilhões. A transação, no entanto, foi vetada pelo Banco Central em setembro. Após a liquidação extrajudicial do Master, uma operação da Polícia Federal passou a investigar um suposto esquema de fraudes bilionárias do banco de Daniel Vorcaro, em que o BRB teria comprado R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixa qualidade, pertencentes ao Master e sem garantia financeira. Como compensação pelas carteiras problemáticas vendidas anteriormente, o Master transferiu novas carteiras ao banco brasiliense. Nelas, parte dos empréstimos teria sido originada pelo Will Bank. É daí que, supostamente, teriam surgido os dados dos clientes que estão sendo notificados pelo BRB sobre essas dívidas. Volte ao menu. Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1 Como saber se eu fui afetado? Qualquer pessoa pode acessar o Registrato do Banco Central usando o CPF para consultar suas informações financeiras. Pelo sistema, é possível saber quais empréstimos existem em seu nome, em quais bancos você tem conta, quais chaves PIX estão cadastradas, além de registros de cheques sem fundos e de operações de compra ou venda de moeda estrangeira feitas em seu nome. Além disso, é possível verificar se você tem valores a receber e acompanhar pedidos de informação, reclamações e registros feitos nas ouvidorias do Banco Central. Empresas também podem acessar as informações vinculadas ao seu CNPJ. Volte ao menu. Como faço para acessar o Registrato? Para acessar o sistema e fazer a consulta, é preciso entrar com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada. Não é possível acessar o Registrato sem uma conta gov.br. SAIBA MAIS: Veja como abrir uma conta gov.br A conta gov.br precisa estar em níveis mais altos porque eles indicam que a identidade do usuário foi verificada com mais segurança — e o Registrato reúne dados financeiros sigilosos. Veja o passo a passo: Faça login no sistema com a conta gov.br com a verificação em duas etapas habilitadas; Clique na opção "Empréstimos e Financiamentos (SCR)"; Selecione a opção "Solicitar novo relatório"; Escolha a opção para visualizar o relatório resumido, baixar o documento ou recebê-lo por email; O documento contará com todas as informações de dívidas abertas ou vencidas contratados. Volte ao menu. Tenho uma dívida indevida ou inexistente registrada no meu nome, e agora? De acordo com especialistas consultados pelo g1, a orientação é que o consumidor entre em contato com a instituição e solicite, por escrito, o contrato, o valor atualizado, quem está fazendo a cobrança e de qual banco veio a dívida. “Se não há contrato, trata-se de uma cobrança indevida. Nesses casos, o consumidor deve formalizar a reclamação junto à instituição, gerar um protocolo e exigir a interrupção da cobrança”, diz Pedro Ramunno, professor de direito empresarial do Mackenzie. Se a situação não for resolvida, o ideal é que o consumidor registre reclamações em órgãos competentes — como Procon e Consumidor.gov — e, se necessário, avalie recorrer à Justiça. “Pode ser que a situação seja regularizada com o tempo, mas isso pode demorar ou nem acontecer. Nesses casos, o consumidor pode ter que recorrer à Justiça, seja por meio do Juizado Especial ou da Justiça comum”, completa Gustavo Kloh, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito do Rio de Janeiro. Volte ao menu. Veja a nota do BRB na íntegra O BRB informa que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB. Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante de modo que o Banco ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem. O BRB realizou conciliações internas e encaminhou comunicados ao liquidante solicitando a retomada do processo, por parte dele. O Banco destaca, ainda, que a compra das carteiras seguiu todas as regras e contratos, e lembra que toda operação de crédito é registrada no SCR. O Banco segue atuando junto ao liquidante para normalizar a situação, tomando medidas internas e está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação. Seguimos acompanhando o tema de perto e cobrando os responsáveis pelo envio das informações para que a normalização ocorra no menor prazo possível. Volte ao menu. Banco Central do Brasil (BC) Marcello Casal/Agência Brasil
07/02/2026 08:00:58 +00:00
PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025 e bate recorde; BC promete novidades para este ano

Começam a valer novas regras do PIX para combater fraudes O Banco Central (BC) registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025. Um recorde. O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões. A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências. O Banco Central também prevê novidades no principal meio de pagamento dos brasileiros para 2026 (veja mais abaixo nessa reportagem). Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta. "É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião. Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do PIX pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro. “Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado. Evolução nos últimos anos Reconhecido internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Entre elas: 📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente. 💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos. 📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira. 📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital. 🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos. 🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular. Golpes, fraudes e a corrida pela segurança A evolução do sistema de pagamentos também trouxe a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de segurança da ferramenta. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX. Uma das medidas mais recentes é a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo a abertura de contas com identidades falsas. "O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento", afirmou o diretor do BC, Renato Gomes. ➡️Mais recentemente, o BC passou a exigir que os bancos sigam novas regras para viabilizar a restituição de recursos em casos de fraude e de falha operacional. Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio. Novidades em estudo ➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano. Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico. ➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central: PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. A ideia é interligar sistemas de pagamento instantâneos. PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A ideia é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX - possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis. PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G. ➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. 💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido. Divulgação
07/02/2026 07:01:17 +00:00
Após o CNU, país amplia número de Auditores-fiscais do Trabalho, mas déficit ainda é evidente

Número de auditores-fiscais do Trabalho é insuficiente no Brasil Em dezembro do ano passado, 829 novos Auditores-fiscais do Trabalho (AFT) tomaram posse após aprovação na primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Com isso, o efetivo da carreira passou de aproximadamente 1,8 mil para cerca de 2,7 mil profissionais, o maior número registrado nos últimos 10 anos. Apesar do reforço, o número de AFTs ainda é considerado insuficiente. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já indicou, em seus estudos, parâmetros de referência para a proporção de inspetores em relação ao número de trabalhadores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Considerando que a população economicamente ativa brasileira, que ultrapassa 108 milhões de pessoas, estimativas da OIT indicam que o país deveria contar com ao menos 5,5 mil Auditores-fiscais do Trabalho em atividade. No entanto, o país nunca chegou a esse número. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), a carreira dispõe atualmente de 3,6 mil cargos. Somados aos 1,8 mil anteriores, a primeira edição do CNU previa 900 vagas imediatas e outras 900 para cadastro de reserva. Mesmo que a reserva fosse empossada, o déficit seria de mais de 2,7 mil servidores, pelos critérios da OIT. Dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal, mostram que o maior patamar histórico de Auditores-Fiscais do Trabalho em atividade foi registrado em 1996, quando o país contava com 3.423 servidores na carreira — resultado das convocações do concurso realizado em 1994. Desde então, o quadro encolheu sem reposição suficiente. Hoje, o Brasil tem o menor número de Auditores-Fiscais do Trabalho em pelo menos 30 anos, o que compromete a fiscalização e o combate a violações como trabalho escravo e infantil. Efetivo de Auditores-Fiscais do Trabalho dos últimos 35 anos Arte g1/Dhara Pereira O primeiro CNU empossou apenas 829 auditores porque os demais foram reprovados no curso de formação, eliminados por irregularidades ou desistiram do cargo por motivos pessoais. De acordo com a lista de espera do CNU 2024, o cadastro reserva reúne cerca de 1.770 candidatos. Com isso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) terá de convocar cerca de 70 candidatos remanescentes do cadastro de reserva para um novo curso de formação, que ainda não tem data definida. A convocação depende da publicação de uma portaria assinada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), que autorize a abertura do curso e a chamada dos candidatos do cadastro de reserva. Cerca de 38 candidatos estão com a situação sob análise da Justiça. Eles foram eliminados ou se consideraram prejudicados pela banca examinadora e, após recorrerem, obtiveram decisões liminares que garantiram a permanência no concurso. Apesar disso, os candidatos ainda não tomaram posse. A nomeação não ocorreu por entraves no Ministério do Trabalho. Um dos candidatos afirmou que procurou o Ministério da Gestão por meio do canal FalaBR e recebeu a seguinte resposta: “A respeito do assunto, a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) informou que a nomeação do candidato depende de publicação do Ministério do Trabalho e Emprego. Como já foi aprovado em curso de formação, deve aguardar novas homologações do Ministério.” O g1 procurou o Ministério do Trabalho, que informou inicialmente que a gestão de novas etapas ou de novos concursos é de responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O MGI explicou que já autorizou a nomeação dos aprovados na primeira edição do CNU e que agora cabe ao Ministério do Trabalho dar andamento às próximas etapas. Auditor fiscal do Ministério do Trabalho (MTE) autua granja em Capela do Alto (SP), onde trabalhador sofreu acidente na segunda (25): interdição de 48 horas Ministério do Trabalho e Emprego/Divulgação Por que é tão importante ter Auditores-fiscais do Trabalho? A escassez de Auditores-fiscais do Trabalho não é apenas um problema administrativo. Tem impacto direto na proteção dos trabalhadores. O profissional é responsável por fiscalizar o cumprimento das normas trabalhistas pelas empresas, inclusive no que diz respeito à segurança e à saúde dos trabalhadores, por meio de inspeções nos ambientes de trabalho. Esses profissionais também atuam na promoção de condições dignas de trabalho, desenvolvendo ações para melhorar os padrões de saúde e segurança, além do combate ao trabalho infantil e ao trabalho em condições análogas à escravidão. Essas violações seguem sendo uma realidade no país. Apenas em 2025, cerca de 2,7 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão — um aumento de 26,8% em relação a 2024, quando 2,1 mil pessoas foram encontradas nessas situações. No mesmo ano, o país registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo da série histórica: foram mais de 4,5 mil denúncias, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Pelo Sistema Ipê, portal do governo federal gerido pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), foram registradas cerca de 4,8 mil denúncias desse tipo em 2025 — o maior número dos últimos cinco anos. A atuação dos auditores-fiscais também é fundamental na prevenção de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho. Em 2025, mais de 546 mil afastamentos foram concedidos por questões de saúde mental, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. A maior parte dos casos está concentrada em dois diagnósticos: ansiedade e depressão — transtornos diretamente relacionados aos riscos psicossociais, que também estão no escopo da fiscalização trabalhista. No mesmo ano, o governo federal recebeu mais de 803 mil registros de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que notificam acidentes e agravos relacionados ao emprego — um aumento de quase 10% em relação a 2024. Além das inspeções, os auditores podem determinar embargos e interdições quando identificam risco grave e iminente à saúde e à segurança dos trabalhadores. Também são responsáveis por aplicar multas em casos de informalidade e assegurar o cumprimento dos direitos trabalhistas. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a elevada taxa de informalidade no Brasil está relacionada à redução da capacidade de fiscalização do Estado, provocada pela queda no número de Auditores-fiscais do Trabalho. O estudo usa dados da PNAD Contínua do IBGE de 2024, que mostrava que, apesar de o desemprego ter recuado para 6,6% naquele ano — o menor nível desde 2012 —, a taxa de informalidade entre os assalariados do setor privado e trabalhadores domésticos atingiu 31,77%, o maior patamar da série histórica. Entre 2012 e 2024, o número de trabalhadores desse grupo cresceu 11,4%, enquanto o total de Auditores-fiscais do Trabalho caiu 34,1%, elevando a proporção de cerca de 19 mil para 34,2 mil trabalhadores por auditor — aumento de quase 80%. Alerta para um possível “apagão” na fiscalização Auditores alertam ainda para um possível “apagão” na fiscalização do trabalho análogo à escravidão. Documentos obtidos pelo g1 e relatos de profissionais indicam que, em janeiro deste ano, ações foram canceladas, deixando ao menos 78 denúncias sem apuração. Segundo os auditores, o cenário reflete insatisfação com a condução da política de fiscalização pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, especialmente após decisões de revisar pessoalmente processos de inclusão de empresas na chamada “lista suja” do trabalho escravo. Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que as fiscalizações não foram paralisadas e que dificuldades pontuais na participação da Polícia Federal afetaram apenas operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel. Apagão no combate ao trabalho escravo: operações são canceladas em janeiro Concurso virou caso de polícia Na primeira edição do CNU, o cargo de Auditor-fiscal do Trabalho (AFT) foi um dos mais disputados. Além das 900 vagas imediatas, a remuneração inicial é de R$ 22.921,70, a maior de todo o concurso. Outro fator que chamou atenção foi a aceitação de candidatos graduados em qualquer área de formação, desde que com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). O cargo atraiu cerca de 315 mil inscritos. Mais de 166 mil candidatos compareceram às provas, o que resultou em 184,8 candidatos por vaga — concorrência superior à do curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O processo seletivo foi alvo de investigações da Polícia Federal após a identificação de fraudes, incluindo candidatos com respostas idênticas nas provas. As apurações atrasaram a convocação dos aprovados, que foram os últimos nomeados da primeira edição do concurso, em dezembro. 36 bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas de costura em São Paulo Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Pressão por novas convocações Ainda no ano passado, o Ministério do Trabalho chegou a enviar um ofício ao Ministério da Gestão defendendo a reestruturação da Inspeção do Trabalho e afirmando que as 900 vagas abertas no CNU são insuficientes. No documento, o ministério solicitou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 preveja a criação, transformação ou remanejamento de 2 mil cargos de Auditor-fiscal do Trabalho, além do provimento integral dos aprovados no cadastro de reserva. No mês passado, o movimento Amplia AFT enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertando para a falta de Auditores-fiscais do Trabalho e os impactos no combate a acidentes de trabalho, informalidade, trabalho infantil e trabalho análogo à escravidão. Segundo o grupo, mesmo após a convocação dos aprovados no CNU 2024, o Brasil ainda enfrenta um déficit superior a 50% em relação aos parâmetros indicados pela OIT. Na carta, o movimento defende a criação ou transformação de 2 mil cargos, a nomeação de todos os aprovados no cadastro de reserva, a prorrogação da validade do concurso e uma audiência com o presidente. O documento também destaca que a carreira gera mais arrecadação do que custos aos cofres públicos. De acordo com Jennifer Toniolo, integrante do cadastro de reserva do CNU de 2024 e uma das lideranças do Amplia AFT, o cenário tende a se agravar nos próximos anos. Números de dezembro de 2025 do Portal de Dados Abertos do Governo Federal indicam que cerca de 350 auditores recebem abono de permanência e podem se aposentar a qualquer momento. “São profissionais que ingressaram na carreira no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. A saída deles pode agravar ainda mais o déficit”, afirma. Apesar da entrada de novos auditores em 2025, Jennifer avalia que o problema segue estrutural. O último concurso antes de 2024 ocorreu em 2013 e, desde então, a carreira acumulou mais de 1,2 mil aposentadorias e desligamentos. “Essas nomeações não repõem nem mesmo as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. Ainda que todos os aprovados no cadastro de reserva sejam chamados, o país continuaria abaixo do mínimo de auditores recomendado pela OIT. Atualmente, o concurso nacional realizado em 2024 conta com cerca de 1.770 pessoas no cadastro de reserva”, afirma a líder do movimento. Ela destaca que regiões como Norte e Nordeste concentram os maiores vazios de fiscalização. Os setores afetados vão da agropecuária em áreas remotas a atividades em grandes centros urbanos, como oficinas de costura em São Paulo, onde há exploração de mão de obra imigrante e infantil. Segundo Jennifer, a escassez de auditores compromete a fiscalização de direitos básicos. Dados do IBGE indicam que 1,65 milhão de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil em 2024, mas apenas 2.745 casos foram identificados em ações fiscais — o equivalente a 0,2% da estimativa. Isso não significa que o problema diminuiu, mas que o Estado não consegue enxergar o que está acontecendo. Para Mario Diniz, Auditor-fiscal do Trabalho há 19 anos e integrante da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (ANAFITRA), o ingresso recente de novos servidores evitou um colapso na fiscalização, mas está longe de resolver o problema estrutural. Segundo ele, a falta de auditores afeta todas as áreas da fiscalização, das piores violações de direitos, como trabalho escravo e trabalho infantil, à área de saúde e segurança do trabalho, que registra recordes de acidentes e adoecimento. Na avaliação do auditor, a chegada dos novos servidores apenas impediu que alguns setores ficassem totalmente sem fiscalização. Na Bahia, por exemplo, apenas um auditor é responsável pela fiscalização do trabalho infantil em todo o estado. “Um grande contingente de auditores que ingressou no concurso de 1994 já reúne condições para se aposentar. Se o cadastro de reserva não for convocado, esse reforço será rapidamente neutralizado”, afirma. Diniz critica a falta de decisão política para enfrentar o problema. “Não é falta de recursos. A carreira é arrecadatória e cada auditor se paga em poucos anos com o aumento da arrecadação do FGTS e do INSS. O que falta é visão política”, diz. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), Bob Machado, afirmou que a entidade atua para viabilizar a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso de 2024 diante do déficit na carreira. “A medida é necessária após um longo período sem concursos, que sobrecarregou os auditores em atividade. Mesmo com a nomeação de novos auditores, o total de cargos vagos não foi preenchido”, afirmou. Na última quinta-feira (5), a deputada federal Denise Pessôa (PT-RS) enviou um ofício à ministra da Gestão, Esther Dweck, pedindo avanço no concurso de Auditor-fiscal do Trabalho e recomposição urgente da carreira. No documento, a parlamentar afirma que o quadro vive o menor efetivo da história, o que compromete o combate ao trabalho escravo e infantil, a prevenção de acidentes, além da arrecadação do FGTS e da Previdência. Auditor-fiscal do trabalho é responsável por fiscalizar se as normas trabalhistas estão sendo cumpridas AFT/ Divulgação
07/02/2026 07:01:02 +00:00
Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações

O robô humanóide com inteligência artificial Ameca observa o estande da empresa Engineered Arts durante o maior encontro mundial de robôs humanóides em Genebra, na Suíça em 2023 Fabrice Coffrini/AFP A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA. Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de investir, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano. É um aumento de 60% em relação aos gastos de 2025, segundo o "Financial Times". As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa divulgar a intenção de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo de 2026. Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, tinha feito uma declaração semelhante, aprofundando a venda de ações de tecnologia e levando o índice Nasdaq, da bolsa de Nova York, a fechar em seu nível mais baixo em mais de dois meses. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Nem tudo foi pessimismo na semana: os planos de mais gastos com IAs animaram as ações das Nvidia e da AMD, principais fabricantes de chips para essa tecnologia, na sexta. E, depois de três dias de perdas, empresas de software e serviços de dados também conseguiram amenizar na sexta a queda provocada pelo temor de que a IA pudesse prejudicar a demanda por negócios tradicionais. Essa preocupação afetou empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP, e foi considerada "ilógica" pelo CEO da Nvidia, na última quarta (4). “Existe essa noção de que as ferramentas no setor de software estão em declínio e serão substituídas pela IA... É a coisa mais ilógica do mundo, e o tempo provará isso”, disse Jensen Huang em um evento da empresa Cisco. O pensamento foi repetido ao longo da semana por outros líderes de big techs, que têm essas empresas como clientes. Sundar Pichai, do Google, afirmou que "assim como ela [a IA] tem sido uma ferramenta capacitadora para nós em nossos produtos e serviços (…) acho que as empresas de [software] que estão aproveitando o momento… têm a mesma oportunidade pela frente". A Nasdaq terminou a semana com queda acumulada de quase 2%. Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Nervosismo se justifica? "Assim como em qualquer grande inovação tecnológica, há um estágio em que existe um entusiasmo quase descarado e, em seguida, há um período de maior discernimento", avaliou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group, em entrevista à Reuters. Em 2025, a forte demanda por ações de empresas vinculadas à IA fez com que os principais índices da bolsa americana avançassem. Porém, no fim de janeiro, as preocupações com os resultados financeiros desses investimentos fizeram a Microsoft perder US$ 400 bilhões em valor de mercado em um dia, segundo a France Presse, depois da divulgação de seus resultados trimestrais. A empresa informou que, pela primeira vez, a receita com serviços em nuvem passou dos US$ 50 bilhões, mas a margem de lucro diminuiu, devido aos investimentos em massa em data centers para IA. Já o temor de que a IA possa minar outros negócios, como ferramentas de software e serviços análise de dados, cresceu nesta semana com o lançamento de novos softwares pela Anthropic, dona do Claude, concorrente do ChatGPT. As novidades foram voltadas para usos corporativos específicos, como a automação da revisão de contratos jurídicos. “Antes, era como se a 'IA levantasse todos os barcos'", disse Matthew Miskin, coestrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock também à Reuters. “Agora, há preocupações de que essa aceleração massiva no setor de tecnologia possa fazer com que outros negócios não tenham o mesmo ritmo de crescimento que tiveram antes." Huang, "chefão" da Nvidia, tentou afastar esse temor em sua fala na conferência da Cisco. "Se você fosse um humano ou um robô, robótica artificial geral, usaria ferramentas ou reinventaria ferramentas? A resposta, obviamente, é usar ferramentas... É por isso que os últimos avanços em IA são sobre o uso de ferramentas, porque as ferramentas são projetadas para serem explícitas", concluiu.
07/02/2026 07:00:40 +00:00
O dilema de Milei: como manter suas negociações com a China sem desagradar a Trump?

Argentina x China: Javier Milei mudou drasticamente de discurso sobre o gigante asiático O presidente americano, Donald Trump, não deixa de criticar aliados dos Estados Unidos pela reaproximação com a China. Para Javier Milei, seu principal parceiro ideológico na América Latina, a situação é delicada, diante dos laços comerciais estratégicos da Argentina com Pequim. Esse dilema voltou a ficar evidente quando Milei declarou, no início de janeiro, que pretende viajar à China ainda este ano, em um momento em que Trump pressiona para reforçar a influência dos EUA nas Américas. Durante a campanha que o levou à presidência, em 2023, Milei prometeu que não faria “negócios com a China” nem “com nenhum comunista”. Após a eleição, no entanto, passou a adotar uma postura mais pragmática. 🔎 A China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina, depois do Brasil, e investe milhões em energia, lítio e infraestrutura no país. 📈 O comércio com Pequim está em ascensão e representou 23,7% das importações argentinas e 11,3% das exportações no ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters Essa mudança se consolidou com a renovação, em 2024 e 2025, da parte ativa do acordo de swap cambial com a China, no valor equivalente a US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões). O swap é uma troca temporária de moedas entre países, usada para reforçar as reservas internacionais, um dos objetivos fundamentais do governo de Milei. A parceria é tamanha que Milei tem reiterado os planos de visitar a China. Até agora, nem a Presidência da Argentina nem a embaixada chinesa em Buenos Aires responderam aos questionamentos da AFP sobre a viagem. Acontece que, ao mesmo tempo, o autoproclamado anarcocapitalista mantém um alinhamento firme com os Estados Unidos sob a administração Trump, que busca reduzir a presença da China na região. “Esse alinhamento total com os Estados Unidos e Israel, que é uma posição praticamente única no mundo, entra em conflito com a tentativa de estreitar relações com a China”, disse à AFP Patricio Giusto, diretor do Observatório Sino-Argentino. Doutrina Donroe Os Estados Unidos pretendem reafirmar sua hegemonia regional por meio de uma releitura da Doutrina Monroe, defendida por Trump e apelidada de “Doutrina Donroe”, segundo a qual Washington pode intervir na América Latina se considerar que seus interesses estão ameaçados. “A Argentina é um país-chave no hemisfério, e não apenas no continente, nessa busca por legitimidade de liderança que Donald Trump está conduzindo”, disse à AFP Florencia Rubiolo, diretora do Insight 21, centro de análises da Universidade Siglo 21. Nas últimas semanas, Milei elogiou ações militares dos Estados Unidos na Venezuela que levaram à captura de Nicolás Maduro e disse estar honrado em assinar o Conselho da Paz idealizado por Trump. Em outubro, Milei recebeu uma linha de ajuda financeira de 20 bilhões de dólares (107,6 bilhões de reais, na cotação da época) de Washington, um forte endosso em meio a uma crise política e cambial antes das eleições legislativas, que seu partido venceu. Em outubro, Milei recebeu uma linha de ajuda financeira de US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões, na cotação da época) de Washington, um forte apoio em meio a uma crise política e cambial antes das eleições legislativas, vencidas por seu partido. "Não queremos outro Estado falido ou liderado pela China na América Latina", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na época. Milei dança Y.M.C.A em evento nos EUA Governo da Argentina Durante o mandato de Milei, dois comandantes do Comando Sul dos Estados Unidos visitaram uma base argentina em construção em Ushuaia, a cidade mais ao sul do país. Na semana passada, parlamentares americanos também visitaram Ushuaia, em um momento em que a China amplia sua presença no Polo Sul. Eles também visitaram o campo de xisto de Vaca Muerta, em Neuquén, a segunda maior reserva mundial de gás não convencional e a quarta maior de petróleo de xisto, acompanhados por representantes da petroleira estatal YPF. “Milei tenta separar a relação econômica, especialmente os laços comerciais com a China, de seu alinhamento geopolítico com os EUA. O dilema é saber se essa separação pode se sustentar ao longo do tempo, principalmente se Trump passar a impor condições também ao comércio”, disse Giusto. "Impraticável" Milei afirmou em Davos, em janeiro, que “a China é uma grande parceira comercial”, que oferece “muitas oportunidades para expandir mercados”, e que isso “não entra em conflito” com seu alinhamento com os Estados Unidos. “Governo para 47,5 milhões de argentinos e tomo as decisões que melhor beneficiam os argentinos”, disse ele na ocasião. “Quero uma economia aberta”, enfatizou. Para Giusto, a relação com a China avança por causa da “forte complementaridade econômica” entre os dois países. Segundo o Indec, 70% das exportações argentinas para a China em 2025 foram de soja, carne bovina e lítio. A abertura econômica do governo Milei facilitou a entrada de produtos de consumo chineses. Em 2025, as importações “door to door” (porta a porta), lideradas por Temu e Shein, cresceram 274,2%, segundo dados oficiais. Outro exemplo foi a chegada, em janeiro, de cerca de 5 mil carros elétricos da marca chinesa BYD. “Para a Argentina, romper laços com a China é absolutamente impraticável, porque a China é uma parceira insubstituível”, observou Rubiolo. Javier Milei, presidente da Argentina, e Xi Jinping, presidente da China AFP PHOTO / ARGENTINIAN PRESIDENCY
07/02/2026 06:00:32 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 40 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.970 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 40 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (7), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
07/02/2026 03:00:32 +00:00
Trump amplia importação de carne argentina em 80 mil toneladas para tentar frear preços nos EUA

Preço da carne em um supermercado em Los Angeles, em 27 de maio de 2022. Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (6) um decreto para elevar temporariamente as importações de carne bovina argentina com tarifas reduzidas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto determina um aumento de 80 mil toneladas métricas na cota de importação do produto em 2026. A medida vale apenas para aparas magras de carne bovina especificamente do país sul-americano. 🥩 As aparas magras são retalhos menores de carne com baixo teor de gordura. Os pedaços geralmente sobram do processo de desossa e corte de peças maiores do boi. A decisão, que tem o objetivo de baratear o alimento, ocorre em meio às críticas ao governo Trump pelo avanço do custo de vida, tema que ajudou a impulsionar vitórias eleitorais de candidatos democratas em 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços da carne bovina atingiram níveis recordes nos EUA no ano passado, impulsionados pela forte demanda e pela queda na oferta de gado. O cenário beneficiou os pecuaristas — que em grande parte apoiaram Trump — mas aumentou a pressão sobre os consumidores. "Como Presidente dos EUA, tenho a responsabilidade de garantir que trabalhadores americanos consigam alimentar a si e suas famílias", disse Trump em seu decreto. Segundo o republicano, a medida foi tomada após conversas com o secretário de Agricultura americano e tem o objetivo de aumentar a oferta de carne moída para os consumidores dos EUA. Economistas ouvidos pela agência Reuters, porém, afirmam que o aumento das importações do produto argentino deve ser incapaz de reduzir de forma significativa os custos aos americanos. Quem tende a se beneficiar, na verdade, são as empresas de alimentos. Enquanto isso, os representantes do setor pecuário — que já haviam se manifestado contrários a decisões semelhantes — criticaram a medida. “Em vez de importações que prejudicam pecuaristas americanos, deveríamos focar em soluções que reduzam a burocracia, diminuam custos de produção e apoiem a expansão do nosso rebanho”, disse a senadora republicana Deb Fischer, de Nebraska, um importante estado produtor de gado. Ao todo, os EUA importaram cerca de 33 mil toneladas métricas de carne bovina argentina em 2024, o que representou 2% das importações totais, segundo dados do governo. Acordo comercial e exploração de minerais críticos Na quinta-feira (5), os EUA e a Argentina assinaram um acordo comercial com previsão de redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos. O entendimento também abrange materiais críticos, em linha com a estratégia de Trump de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa. Segundo o texto, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — da exploração ao refino, processamento e exportação. O embaixador norte-americano e negociador comercial Jamieson Greer anunciou o acordo após reunião com o ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, Pablo Quirno. “O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, afirmou Greer. Ainda segundo o representante comercial americano, o acordo "reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores" dos EUA. A expectativa, acrescentou, é expandir negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas. O documento divulgado pelo governo dos EUA indica que o acordo não entra em vigor no momento da assinatura. Ele passa a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito confirmando a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países acordarem. Após passar a valer, o acordo prevê que a Argentina zere tarifas ou as reduza para cerca de 2% em milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens. A abertura comercial também prevê o fim da taxa estatística argentina — uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros — em até três anos. As reduções tarifárias serão graduais, aplicadas todos os anos em 1º de janeiro. Em nota oficial, o governo de Javier Milei comemorou o acordo e afirmou que o texto consolida uma “relação estratégica” entre os países, baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e “em uma visão moderna da complementaridade comercial”. "A assinatura deste acordo, alcançada graças à visão de abertura e de integração regional do Presidente Javier G. Milei, e à sua excelente relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, é mais um pilar que permite que hoje a Argentina volte a ser parte do mundo ocidental", diz o comunicado. Outros investimentos Além dos minerais críticos, o Acordo entre os Estados Unidos e a República Argentina sobre Comércio Recíproco e Investimento (ARTI) amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores estratégicos da economia argentina. Entre eles: Energia: com facilitação de aportes em toda a cadeia, da exploração e produção ao refino, transporte e geração elétrica, com foco em segurança energética e industrialização. Infraestrutura: com investimentos em telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval e navegação. Tecnologia e comunicações: com abertura para aportes em infraestrutura de informação e comunicação, como redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos. Bens de capital: com facilitação da entrada de máquinas e equipamentos, inclusive usados e remanufaturados, para construção, agricultura, mineração e saúde. Defesa: com simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial no setor. Financiamento: com possibilidade de apoio de agências dos EUA, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado. Conversas com o Brasil A Reuters revelou que o Brasil participou de uma reunião nos EUA, na quarta-feira (4), na qual o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, apresentou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se irá integrar o grupo, apurou a agência. O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como se daria uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro afirmou à agência que o país está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada rapidamente.
07/02/2026 03:00:31 +00:00
BRB entrega plano de capital 'preventivo' ao Banco Central; valores ainda serão definidos

Termina nesta sexta o prazo para o BRB enviar plano de recomposição de R$ 5 bilhões ao BC O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central nesta sexta-feira (6) o "Plano de Capital" – documento com medidas para reforçar, se necessário, o patrimônio da instituição. O BRB diz que os valores necessários só serão confirmados após a conclusão das investigações. O Banco Central, no entanto, estima que o aporte será de pelo menos R$ 5 bilhões, considerando a situação atual do banco. O documento foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em uma reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília. Os participantes deixaram o prédio sem dar entrevista. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo do DF é o acionista controlador do BRB e detém cerca de 72% do capital da instituição. Segundo o BRB, o documento "apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro". "O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento", diz o comunicado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio. Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria. Leia a nota completa divulgada pelo BRB: "O BRB informa que entregou, na tarde de hoje, ao Banco Central, o Plano de Capital da instituição. O documento foi entregue pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza. A reunião contou também com a participação do Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal, acionista controlador do Banco, com as medidas apresentadas e com a solidez do Banco. O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades." Por que esse plano foi montado? O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master. ➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. ➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas "inconsistências" fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para "socorrer" a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário. LEIA TAMBÉM: CAMILA BOMFIM: PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta + CAMILA: BRB diz que entregou à PF e ao BC relatório com 'achados relevantes' de auditoria IMPACTO NA CAPITAL: governo do DF já sinalizou aporte para cobrir prejuízos com o banco Master PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução O que deve constar no plano? Os detalhes do Plano de Capital ainda são mantidos em sigilo pelo BRB e pelo Banco Central. No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio. Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte direto dos controladores. O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver "aporte direto", o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário. Investigação do Banco Master ➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. ➡️ O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
06/02/2026 22:49:47 +00:00
Conta gov.br: como aumentar o nível para 'prata' ou 'ouro'

Saiba como ter login na plataforma gov.br do tipo 'prata' ou 'ouro' A conta gov.br dá acesso aos serviços digitais do governo como, por exemplo, INSS, carteira de trabalho digital, Receita Federal, eSocial, entre outros. A conta gov.br dá acesso a serviços digitais do governo, como INSS, Carteira de Trabalho Digital, Receita Federal, eSocial, entre outros. Essas contas são divididas em “bronze”, “prata” e “ouro”. Ao criar o cadastro, o acesso normalmente começa no nível “bronze”. Já os níveis “prata” e “ouro” exigem mais segurança, como reconhecimento facial, e permitem acessar bancos credenciados e serviços mais sensíveis — como o resgate de valores esquecidos em bancos. Passo a passo A criação da conta gov.br é gratuita. Quem ainda não possui, pode fazer o cadastro pelos seguintes caminhos: Site Acesso (https://sso.acesso.gov.br) App gov.br (link iOS ou link Android) Conta gov.br dá acesso aos serviços digitais do governo Reprosução Como aumentar o nível da conta gov.br? Página em que é possível aumentar o selo de confiabilidade da conta Reprodução A conta gov.br tem três níveis de segurança e acesso: bronze, prata e ouro. Ao ser criada via formulário online do INSS ou da Receita Federal, por exemplo, a conta gov.br costuma iniciar no nível bronze, que dá acesso apenas parcial aos serviços digitais do governo e cujo grau de segurança é considerado apenas básico. Ao fazer o login no gov.br, o cidadão já é informado do nível da conta. Para aumentar o nível, basta seguir as instruções ou entrar em "Privacidade/Selos de Confiabilidade". No app, ao fazer o login no gov.br, o cidadão já é informado do nível da conta. Reprodução Como obter nível prata O nível prata é obtido por meio de: Validação facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH) Validação dos dados pessoais via internet banking de um banco credenciado Validação dos dados com usuário e senha do SIGEPE, se o cidadão for servidor público federal Como obter nível ouro O nível máximo de segurança pode ser através de: Validação facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Justiça Eleitoral Validação dos seus dados com Certificado Digital compatível com ICP-Brasil Para concluir o cadastro é preciso autorizar o uso de dados pessoais Reprodução
06/02/2026 22:00:29 +00:00
Trump assina decreto para aumentar importações de carne da Argentina, diz Casa Branca

Trump assina decreto para aumentar importações de carne da Argentina Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (6) um decreto para aumentar as importações de carne bovina da Argentina, informou a Casa Branca. Segundo comunicado, em 2026, serão compradas 80 mil toneladas a mais do produto. A decisão vale para carne desossada, voltada para a produção de embutidos, maior tipo importado pelo país. As compras serão feitas em quatro etapas de 20 mil toneladas, sendo que a primeira leva começa no dia 13 de fevereiro. A última carga deve ser encerrada no dia 31 de dezembro deste ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump já havia dito em outubro que compraria mais carne da Argentina, deixando os pecuaristas norte-americanos insatisfeitos. Na ocasião, Trump disse que usaria a medida para reduzir os preços da carne bovina nos EUA, que atingiram níveis recordes. Os produtores viram o comentário como uma ameaça no momento em que lucram com os preços altíssimos do gado e com a forte demanda de consumidores americanos. Saiba também: Exportações de carne brasileira para a Argentina disparam no ano EUA com menos gado no pasto O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no fim de janeiro, sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos no país para os consumidores após atingirem recordes no ano passado. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Além disso, o fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação para o norte da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado. Os altos preços dos alimentos contribuíram para derrubar a confiança do consumidor norte-americano em janeiro para o nível mais baixo em mais de 11 anos e meio, pressionando o presidente republicano Donald Trump. Por causa da queda na produção, o Brasil ultrapassou os EUA como principal produtor de carne do mundo em 2025. Foi a primeira vez que o Brasil ocupa esse posto nas estatísticas do USDA. Veja também: Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria França critica possível aplicação provisória do acordo UE–Mercosul em meio a disputa jurídica na Europa Entenda a regra que pode mudar nomes de alimentos no Brasil Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra
06/02/2026 21:46:43 +00:00
CVM cria grupo para analisar informações sobre Banco Master, Reag e entidades ligadas ao caso
CVM cria grupo para analisar informações sobre Banco Master, Reag e entidades ligadas ao caso A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou um grupo de trabalho para analisar informações relacionadas ao conglomerado Master, à Reag e a outras entidades conectadas ao caso, informou a autarquia nesta sexta-feira (6). A iniciativa ocorre após a liquidação do Banco Master e em meio a investigações da Polícia Federal e apurações do Banco Central sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos e operações do grupo (entenda mais abaixo). Segundo a CVM, o Comitê de Gestão de Riscos (CGR) aprovou a criação do grupo com escopo, governança e prazo definidos. Os trabalhos devem começar em 9 de fevereiro, com prazo estimado de até três semanas para conclusão. Ao final, será produzido um relatório para apreciação e deliberação pelo comitê. O que diz a CVM Em nota, a CVM informou que a deliberação faz parte de mecanismos regulares de governança e gestão de riscos e tem o objetivo de dar continuidade ao acompanhamento institucional do caso. Nesta etapa preliminar, o comitê afirmou ter acessado informações relacionadas à atuação das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação, incluindo: abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos; comunicações já feitas a outros órgãos públicos; andamento interno de inquéritos correlatos. Segundo a autarquia, o grupo terá como finalidade consolidar e sistematizar fatos, processos e informações, com vistas ao aprimoramento do diagnóstico institucional, ao acompanhamento mais integrado das ações em curso e à prestação de contas à sociedade. A CVM afirmou ainda que poderá avaliar, quando cabível, melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional. Contexto: Master foi liquidado e FGC já pagou R$ 36 bilhões A criação do grupo de trabalho ocorre após a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o BC afirmou que o banco não tinha condições de honrar seus papéis. Na manhã desta sexta-feira (6), o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que já pagou R$ 36 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master. Segundo o fundo, o valor corresponde a 89% do montante previsto. Em número de beneficiários, cerca de 628 mil credores já receberam valores, o que representa 81% do total de pessoas com direito à garantia. O FGC orientou clientes a manterem as notificações do aplicativo ativas para serem alertados sobre eventuais etapas necessárias para a conclusão do processo. Will Bank O FGC também informou que estima pagar R$ 6,3 bilhões em garantias relacionadas ao Will Bank, instituição ligada ao Master e que também foi liquidada. Segundo o fundo, os pagamentos devem começar após o recebimento da base de credores, que será consolidada pelo liquidante com apoio do próprio FGC. Reag e suspeitas sobre fundos O caso Master também envolve apurações sobre a atuação da Reag na estruturação e administração de fundos de investimento. A Polícia Federal investiga se fundos ligados à Reag foram usados em operações suspeitas de movimentar recursos de forma irregular, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. O Banco Central apontou que relações entre o Master e empresas ligadas à Reag já estavam no radar do órgão desde 2024. No centro das apurações está a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM, administradora de fundos do grupo. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, encerrando imediatamente suas atividades. Segundo o BC, a decisão foi tomada em razão do descumprimento de regras legais e prudenciais, o que comprometeu a capacidade da empresa de operar de forma segura. O órgão afirmou ainda que os bens de controladores e ex-administradores ficam indisponíveis, como prevê a legislação. O Banco Central informou que a liquidação atinge a DTVM, mas não os fundos sob gestão, que seguem ativos e devem buscar novos administradores. Como o BC descreveu a engrenagem financeira Em documento citado na investigação, o Banco Central descreveu uma estrutura que, segundo a autoridade monetária, foi usada para inflar artificialmente o patrimônio de fundos e mascarar riscos do Banco Master. A lógica apontada pelo BC envolvia, em linhas gerais, a circulação de dinheiro por diferentes fundos administrados pela Reag e o retorno dos recursos ao próprio Banco Master. Uma das operações citadas ocorreu em abril de 2024. Segundo o BC, o Banco Master concedeu um empréstimo de R$ 459 milhões à empresa Brain Realty Consultoria. Dois dias depois, a Brain transferiu R$ 450 milhões para um fundo próprio, o Brain Cash, administrado pela Reag. No mesmo dia, o dinheiro passou rapidamente por outros fundos do grupo, em operações feitas em questão de minutos. Segundo o Banco Central, um dos fundos envolvidos, o High Tower, usou recursos para comprar títulos antigos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Embora os papéis tenham custado cerca de R$ 850 milhões, o fundo registrou em balanço que eles valiam mais de R$ 10 bilhões, o que inflaria seu patrimônio e a rentabilidade. Parte desses títulos, segundo a apuração, foi revendida a outros fundos administrados pela Reag por valores bilionários, ampliando a distorção contábil. Ainda de acordo com o BC, os recursos iniciais foram pulverizados entre vários fundos ao longo do mesmo dia e, algumas horas depois, retornaram ao próprio Banco Master por meio de aplicações em CDBs. Investigadores afirmam que a estrutura poderia criar uma aparência de solidez e liquidez, além de dificultar o rastreamento do dinheiro.
06/02/2026 21:37:22 +00:00
Conta gov.br: o que fazer para evitar golpes e proteger seus dados

Conta gov.br Reprodução/Banco Central Criada para centralizar o acesso do cidadão aos serviços do governo federal, a conta gov.br dá acesso a diversos serviços públicos, como CNH digital, carteira de trabalho, Meu INSS e Valores a Receber do Banco Central. 🕵️‍♀️ Esse volume de informações e funcionalidades faz com que a plataforma seja alvo recorrente de golpes. As fraudes incluem a invasão de perfis para fazer empréstimos com os dados das vítimas e técnicas para burlar a autenticação biométrica e obter informações dos usuários. PF suspeita que 3 mil contas do gov.br foram alvo de grupo que fraudava a biometria Veja alguns procedimentos que reforçam a proteção à sua conta: Conta no nível prata ou ouro Verificação em duas etapas Gestão de dispositivos Conta prata ou ouro A conta gov.br pode ter níveis ouro, prata e bronze. Essa última tem segurança mais básica e dá acesso a serviços digitais menos sensíveis, segundo o governo. Os níveis prata e ouro permitem o acesso a bancos credenciados e a serviços mais sensíveis, como o resgate de valores esquecidos nos bancos. Por isso, exigem mais segurança e também fornecem opções extras de proteção à conta. Para ativar funcionalidades de proteção como a verificação em duas etapas e a gestão de dispositivos (explicadas abaixo), o usuário precisa ter nível prata ou ouro. 👉 Veja aqui como aumentar o nível da sua conta gov.br. Verificação em duas etapas Também conhecida como autenticação em dois fatores, essa funcionalidade garante maior proteção ao perfil. Com ela, o usuário precisará inserir um código de acesso gerado no seu aplicativo gov.br sempre que acessar algum serviço com sua conta. Isso garante uma dupla proteção, porque mesmo que um criminoso tenha acesso ao seu CPF e senha, ele não conseguirá acessar a conta sem o código de segurança - que está disponível apenas no aplicativo instalado no celular. Como habilitar a verificação em duas etapas: faça login no app gov.br em seu smartphone (apenas pelo aplicativo); selecione "segurança da conta"; acesse a opção "verificação em duas etapas"; clique em "habilitar verificação em duas etapas". Agora, para acessar o gov.br, será preciso informar o código de acesso gerado em seu aplicativo além do CPF e da senha. Como obter o código para verificação em duas etapas: faça login no aplicativo gov.br pelo aplicativo; selecione "gerar código de acesso" — disponível na página de login, abaixo do item "entrar com gov.br" ou na página principal, em "serviços"; Se você estiver acessando o próprio aplicativo gov.br no smartphone, a opção "gere o código de acesso" aparece logo após inserir o CPF e a senha. Atenção: a única forma de obter o código de segurança é pelo aplicativo gov.br. O código da verificação em duas etapas não é enviado por SMS; Também não é possível utilizar autenticadores comuns, como o Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Free OTP ou Authy, para gerar esse código de acesso. Para o código ser gerado corretamente, é necessário que a data e a hora do dispositivo estejam sincronizadas com a rede. O usuário também tem a opção de dispensar o código de acesso em dispositivos que julgar confiáveis, como seu telefone celular ou computador pessoal. Para isso, basta marcar a opção “Não solicitar verificação em duas etapas novamente neste navegador” no momento de inserir o código. O dispositivo então constará como "autorizado", e o código não será solicitado nos próximos acessos feitos a partir dele (veja mais abaixo). Veja também: Três mil contas do gov.br foram alvo de fraude a biometria, diz PF PF investiga quadrilha que aplica golpes pelo aplicativo gov.br Analista dá dicas de como se proteger dos golpes em contas digitais na plataforma gov.br Gestão de dispositivos Essa ferramenta faz parte do processo de verificação em duas etapas e envolve os dispositivos autorizados. Para acessá-la, é preciso: fazer login no aplicativo gov.br; selecionar "segurança da conta"; clicar em "verificação em duas etapas", que aparecerá como "habilitada"; clicar em "dispositivos autorizados". A partir daí, o usuário pode: excluir os dispositivos autorizados; visualizar detalhes dos dispositivos autorizados; ver o histórico de acessos desses dispositivos à conta, com detalhes como data, navegador e IP (endereço que identifica o dispositivo na internet ou em uma rede local) utilizados. Atenção: o acesso por diferentes navegadores de internet, ainda que no mesmo aparelho, será considerado um novo dispositivo. VEJA TAMBÉM: Veja como abrir uma conta gov.br Como abrir uma conta gov.br Saiba mais: Reconhecimento facial, impressão digital, senha, PIN ou desenho: qual método de bloqueio deixa o celular mais seguro? Como compartilhar sua localização em tempo real pelo celular
06/02/2026 21:24:10 +00:00
Área técnica do TCU conclui relatório sobre caso Master, e agora vai enviar documento ao ministro relator
CVM cria grupo para analisar informações sobre Banco Master, Reag e entidades ligadas ao caso Fontes do TCU confirmaram ao blog que já foi encerrado o trabalho da área técnica do tribunal responsável por inspecionar documentos do Banco Central acerca da liquidação do Banco Master. O relatório final da área técnica deve ser enviado em 10 a 15 dias para o gabinete do ministro Jhonatan de Jesus. Internamente, a estimativa é que até o final de maio o gabinete do relator analise os dados. São duas opções: ou pedir mais informações, ou já finalizar parecer e enviar para apreciação do plenário do TCU. O caso Master A criação do grupo de trabalho ocorre após a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o BC afirmou que o banco não tinha condições de honrar seus papéis. O caso Master também envolve apurações sobre a atuação da Reag na estruturação e administração de fundos de investimento. A Polícia Federal investiga se fundos ligados à Reag foram usados em operações suspeitas de movimentar recursos de forma irregular, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. O Banco Central apontou que relações entre o Master e empresas ligadas à Reag já estavam no radar do órgão desde 2024. No centro das apurações está a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM, administradora de fundos do grupo. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, encerrando imediatamente suas atividades. Segundo o BC, a decisão foi tomada em razão do descumprimento de regras legais e prudenciais, o que comprometeu a capacidade da empresa de operar de forma segura. O órgão afirmou ainda que os bens de controladores e ex-administradores ficam indisponíveis, como prevê a legislação. O Banco Central informou que a liquidação atinge a DTVM, mas não os fundos sob gestão, que seguem ativos e devem buscar novos administradores.
06/02/2026 20:59:51 +00:00
Departamento de Justiça dos EUA investiga Netflix por supostas práticas anticompetitivas na compra da Warner, diz jornal

Netflix e Warner Bros. Reuters O Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao propor a aquisição da Warner Bros. Discovery, incluindo seus estúdios e o serviço de streaming HBO Max. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, que teve acesso a uma intimação civil relacionada ao caso. Em janeiro, a Netflix alterou os termos de sua proposta e ofereceu US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões) em dinheiro para adquirir a Warner. (leia mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A apuração busca entender de que forma a Netflix concorre com outras plataformas e se a fusão com a Warner poderia aumentar seu poder de mercado a ponto de configurar um monopólio. Nos EUA, a legislação antitruste dá às autoridades amplos instrumentos para impedir fusões que possam reduzir a concorrência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o jornal, o Departamento de Justiça dos EUA, que analisa a possível fusão da Netflix com a Warner, enviou uma intimação a outra empresa do setor de entretenimento para obter informações sobre práticas da gigante do streaming que possam afetar a concorrência. “Descreva qualquer outra conduta exclusiva por parte da Netflix que razoavelmente pareça capaz de consolidar poder de mercado ou monopólio”, diz trecho da intimação obtida pelo Wall Street Journal. O órgão também analisa a proposta de aquisição feita pela Paramount, que foi rejeitada pela Warner após recomendação da empresa a seus acionistas. Na intimação obtida pelo jornal, o Departamento de Justiça questiona se algum dos acordos pode prejudicar a concorrência. Além disso, pede informações sobre como fusões anteriores entre estúdios ou distribuidoras afetaram a disputa por talentos criativos e solicita dados sobre as diferenças nos contratos firmados com artistas e produtores. O advogado da Netflix, Steven Sunshine, disse ao The Wall Street Journal que a empresa acredita que o Departamento de Justiça está realizando uma revisão padrão da proposta de compra dos estúdios e dos ativos de streaming da Warner. “Não recebemos nenhum aviso nem vimos qualquer outro indício de que o órgão esteja conduzindo uma investigação separada de monopolização”, afirmou. Proposta ousada da Netflix Em 20 de janeiro, a Netflix anunciou que alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO. Na prática, a mudança buscou dificultar a entrada de concorrentes no negócio, especialmente da Paramount. A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel. 👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixariam de receber participação acionária na Netflix e passariam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado. David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou na ocasião que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”. “Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.” No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação. A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros.
06/02/2026 20:14:08 +00:00
FGC chega a 89% de ressarcimentos dos clientes do Banco Master
Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que já pagou R$ 36 bilhões em garantias a credores do Banco Master até as 10h desta sexta-feira (6). O Banco foi liquidado em 18 de novembro de 2025, por não ter condições de honrar seus papéis, segundo o Banco Central. O FGC informou que o valor ressarcido corresponde a 89% do total previsto para ressarcimento. Em número de beneficiários, cerca de 628 mil credores já receberam os valores, o que representa 81% do total de pessoas com direito à garantia. O FGC também orientou os clientes a manterem as notificações do aplicativo ativas para receber alertas sobre eventuais etapas necessárias para a conclusão do processo. Will Bank Em relação ao Will Bank, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias. O Will, ligado ao Master, também foi liquidado. O fundo informou que o início dos pagamentos ocorrerá após o recebimento da base de credores, que será consolidada pelo liquidante, com apoio do próprio FGC.
06/02/2026 20:02:36 +00:00
Em crise, Correios colocam imóveis à venda em todo o país e preveem arrecadar até R$ 1,5 bilhão
Em crise, Correios colocam imóveis à venda em todo o país e preveem arrecadar até R$ 1,5 bilhão Em crise financeira, os Correios anunciaram nesta sexta-feira (6) que vão colocar imóveis próprios à venda em diferentes estados do país como parte do plano de reestruturação da estatal. A expectativa da empresa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro com a venda de ativos considerados ociosos. Entretanto, nos últimos seis anos, os Correios venderam apenas R$ 45,7 milhões em imóveis classificados como disponíveis para revenda — o equivalente a 3% do total que a empresa espera arrecadar com a venda de imóveis ainda neste ano. As vendas nos últimos anos somaram: 2025: R$ 2,9 milhões (até setembro) 2024: R$ 10,4 milhões 2023: R$ 6,2 milhões 2022: R$ 7,3 milhões 2021: R$ 18,4 milhões 2020: R$ 512 mil Os primeiros leilões estão marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro. Nesta etapa inicial, serão ofertados 21 imóveis. Segundo os Correios, os certames serão 100% digitais e poderão ter participação de pessoas físicas e jurídicas. A empresa afirma que a venda de imóveis faz parte de um conjunto de medidas para reorganizar as finanças, reduzir custos fixos e recuperar capacidade de investimento. De acordo com os Correios, os imóveis desta primeira fase estão localizados em 12 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O portfólio inclui diferentes tipos de propriedades, como prédios administrativos, galpões, terrenos, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, segundo a estatal. Os Correios dizem que as alienações não devem afetar a prestação de serviços à população e que outros imóveis ainda estão em fase de preparação para venda. As informações sobre os leilões — como editais, fotos dos lotes e regras de participação — estão disponíveis nos canais oficiais da empresa e da leiloeira responsável. Crise dos Correios A venda de imóveis ocorre em meio a uma crise financeira considerada histórica dentro dos Correios. Como parte do plano de recuperação, a estatal abriu prazo no início de 2026 para funcionários aderirem a um programa de demissão voluntária. Segundo a empresa, a expectativa é reduzir em cerca de 15 mil o quadro atual, de aproximadamente 90 mil empregados. O programa prevê também reorganização de cargos e mudanças em benefícios, como plano de saúde e previdência. Os Correios informaram que ainda não têm um balanço de quantos funcionários aderiram. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas. Um gráfico produzido pela própria empresa mostra que os gastos com pessoal cresceram nos últimos anos. Em 2022, as despesas foram de R$ 15,2 bilhões. Em 2024, subiram para quase R$ 20 bilhões. De acordo com os Correios, 60% da receita hoje é usada para pagar salários, plano de saúde e outros custos ligados ao quadro de funcionários. Ao mesmo tempo, a empresa perdeu participação no mercado de entrega de encomendas. Há seis anos, os Correios detinham cerca de metade desse segmento. No fim de 2025, encerraram o ano com aproximadamente 20%, segundo dados citados pela estatal. O plano para 2026 prevê, além da venda de imóveis, o fechamento de agências. A empresa informou que já fechou 121 unidades, de um total de mil previstas no plano de reestruturação. Os números do balanço também mostram deterioração acelerada. Em 2022, os Correios registraram prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit subiu para R$ 2,5 bilhões. O resultado de 2025 ainda não foi fechado oficialmente, mas a empresa calcula um rombo de R$ 10 bilhões. Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Especialistas afirmam que a estatal enfrenta dificuldades para competir com empresas privadas do setor. O economista Raul Velloso defendeu uma redução do peso dos gastos para tornar o funcionamento da empresa mais sustentável. “Nós temos de arrumar as coisas de tal forma que o setor público saia desses segmentos e nós adequemos o funcionamento deles a um índice de gasto bem mais razoável do que o que se tem em nosso país”, disse. Já o economista Armando Castellar, pesquisador associado do FGV Ibre, avaliou que os Correios estão em uma corrida contra o tempo e deveriam considerar a hipótese de privatização. “Não tem agilidade de um setor que é cada vez mais competitivo, cada vez mais ágil. Empresas estatais no passado fecharam exatamente porque o governo hesitou muito. É muita hesitação em termos de você privatizar. Demorou, demorou, acabou tendo que fechar porque o prejuízo simplesmente era grande demais e não havia condição de competir”.
06/02/2026 19:32:36 +00:00
Argentina quer diminuir restrições para países do Mercosul firmarem acordos fora do bloco

Bandeira da Argentina Unplash A Argentina busca ampliar a flexibilidade do Mercosul, afirmou nesta sexta-feira (6) o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno. “Todos os acordos bilaterais são permitidos dentro do Mercosul”, disse Quirno a jornalistas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As declarações do ministro foram feitas durante uma coletiva de imprensa convocada para detalhar o acordo firmado entre a Argentina e os Estados Unidos, anunciado na véspera. O tratado prevê redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos entre os dois países. O acordo também inclui materiais críticos, em linha com a estratégia do presidente americano, Donald Trump, de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Quirno, porém, a negociação com os EUA não impede que a China participe de investimentos no setor de mineração da Argentina. Ele acrescentou que Trump e o presidente Javier Milei continuarão a avaliar a possibilidade de reduzir as tarifas sobre o alumínio e o aço argentinos. Segundo o texto do acordo, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — desde a exploração até o refino, processamento e exportação. O documento também prevê a redução de "barreiras comerciais de longa data" e oferece maior acesso ao mercado argentino para exportadores dos EUA. A expectativa, segundo o embaixador americano e negociador comercial Jamieson Greer, que anunciou o tratado na quinta-feira, é ampliar negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas. O documento divulgado pelo governo dos EUA informa que o acordo não entra em vigor imediatamente após a assinatura. Ele só passa a valer 60 dias depois da troca de notificações por escrito que confirmem a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países definirem. Após entrar em vigor, o acordo prevê que a Argentina zere ou reduza para cerca de 2% as tarifas aplicadas a milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para determinados produtos agrícolas argentinos e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens.
06/02/2026 17:21:23 +00:00
Na Bahia, Haddad defende decisão de Dino contra 'penduricalhos' ilegais, e diz que decisão final cabe ao Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (6) a decisão tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender e revisar os "penduricalhos" ilegais dos Três Poderes. "Eu penso que a solução final para isso virá do Congresso. Então, Flávio Dino, nesse sentido, o ministro tem razão. Quer dizer, quem tem que regulamentar essa matéria é o Congresso", ponderou o ministro. Fernando Haddad ainda mencionou que, ao longo de três anos, tem falado sobre a necessidade de se criar uma legislação adequada para regular verbas indenizatórias. "Não pode ficar sem regra, porque a verba indenizatória, como o próprio nome diz, é um ressarcimento. Está indenizando alguma coisa que o servidor gastou para cumprir uma obrigação funcional. Perdeu-se um pouco esse conceito ao longo dos anos", justificou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro ainda mencionou que a quantidade de indenizações como essas não são razoáveis e afirmou que "sempre defendeu" um teto. Haddad lamentou também a paralisação da reforma administrativa no Congresso, que tem o objetivo de combater os supersalários no serviço público. "O deputado Pedro Paulo [relator da reforma administrativa], por exemplo, apresentou uma proposta de regulação disso na forma de uma PEC que não foi apreciada e havia uma pressão da sociedade por uma reforma administrativa que colocasse o dedo nessa ferida e a coisa não prosperou", lembrou. Haddad está em Salvador, na Bahia, onde participou de reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. As declarações foram dadas a jornalistas após o evento. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende tributação maior das bets no Brasil. Reuters via BBC Decisão de Dino O ministro Flávio Dino determinou nesta quinta que os Três Poderes revisem e suspendam os "penduricalhos" ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico. 🔎 A expressão 'penduricalho' é utilizada para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somadas ao salário de servidores públicos. Essas gratificações servem para compensar gastos relacionados ao exercício da função ou ressarcir direitos não usufruídos (veja quais são abaixo). Ao suspender os 'penduricalhos', Dino afirmou que muitas dessas indenizações possuem natureza remuneratória e, por isso, não poderiam ficar de fora do teto do funcionalismo, que é o limite máximo que um agente público pode receber. O valor é equivalente ao salário de ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19. O ministro deu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas. A medida tomada por Dino não afeta os salários determinados por lei. Com isso, a decisão não vai valer para o reajuste dos servidores do Legislativo, aprovado nesta semana pelo Congresso Nacional. Também não impacta as gratificações já pacificadas e previstas em lei. 🔎 Isso significa que a suspensão e a revisão valem apenas para as verbas que não estão expressamente previstas em legislações votadas no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais.
06/02/2026 16:39:53 +00:00
Ações da Amazon caem 9% após empresa anunciar investimento de US$ 200 bilhões em IA

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo As ações da Amazon caem 9% nesta sexta-feira (6), com os papéis sendo negociados a US$ 202,21, após a empresa anunciar um plano de investir US$ 200 bilhões ao longo do ano. O volume de recursos previsto reacendeu dúvidas entre investidores sobre se os retornos da inteligência artificial conseguirão acompanhar o ritmo acelerado dos gastos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O anúncio colocou a Amazon ao lado de outras grandes empresas de tecnologia que projetam forte aumento de despesas em 2025. Juntas, essas companhias devem direcionar mais de US$ 630 bilhões para data centers e chips voltados à inteligência artificial, um patamar inédito de investimentos no setor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora o mercado já esperasse uma ampliação dos gastos, analistas apontam que a dimensão dos valores surpreendeu. 🔎 A avaliação é que o salto nas despesas levanta incertezas sobre o tempo necessário para que esses investimentos se traduzam em resultados financeiros. Analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que, apesar de o aumento dos investimentos já ser esperado, o tamanho do avanço ficou acima do consenso do mercado. Segundo eles, a Amazon projeta um crescimento de cerca de 50% nos aportes, o que ampliou as preocupações dos investidores. Expectativas com a IA O movimento reacendeu comparações com o início dos anos 2000, quando empresas de tecnologia investiram pesadamente na infraestrutura que ajudou a construir a internet moderna, mas nem sempre conseguiram retorno proporcional ao volume de recursos empregados. O anúncio da Amazon ocorre em um ambiente de maior instabilidade no mercado, influenciado pelas expectativas em torno da inteligência artificial. Nos últimos dias, ações da Microsoft e da Alphabet também recuaram após a divulgação de seus resultados. Ao mesmo tempo, novas tecnologias desenvolvidas por startups apoiadas por essas empresas provocaram quedas em ações de companhias de software e intensificaram o debate sobre os impactos da IA no setor. Desde 28 de janeiro, o índice de software e serviços do S&P 500 perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Para o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould, o movimento reflete uma saída de investidores de ações em que as boas surpresas se tornaram mais difíceis. “É mais fácil decepcionar do que muitos imaginam nesse momento do mercado”, disse à Reuters. Mould também avalia que grandes empresas de computação em nuvem estão mudando seu modelo de negócios. De acordo com ele, essas companhias deixam estruturas mais leves e passam a operar com volumes maiores de ativos, com os investimentos crescendo mais rapidamente do que as vendas. Se a queda se mantiver, a Amazon pode perder cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado. A empresa negocia atualmente com um múltiplo preço/lucro de 27,01, acima do registrado pela Microsoft, de 21,62, e próximo ao da Alphabet, de 28,36. Executivos mantêm defesa dos investimentos Apesar das dúvidas do mercado, executivos das grandes empresas de tecnologia seguem defendendo os gastos elevados. A aposta é que os ganhos com a inteligência artificial irão superar os custos envolvidos nessa corrida. Na teleconferência após a divulgação do balanço, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, destacou o crescimento de 24% da receita da Amazon Web Services. O desempenho ficou abaixo do avanço registrado pelo Google Cloud, de 48%, e pelo Azure, da Microsoft, de 39%. Segundo Jassy, a comparação deve considerar o tamanho da operação. “Como lembrete”, afirmou aos analistas, a AWS tem uma base de negócios maior do que a dos concorrentes, o que torna mais difícil manter taxas elevadas de crescimento. Parte dos analistas concorda com essa avaliação, mas ressalta que o volume de investimentos reduz a margem para erros. Para a MoffettNathanson, embora haja sinais de demanda, o nível de gastos aumenta os riscos. “Não acreditamos que eles estariam gastando US$ 200 bilhões no ano fiscal de 2026 sem indícios suficientes de demanda, mas a margem de erro está diminuindo”, afirmaram.
06/02/2026 15:04:11 +00:00
Caderneta de poupança tem retirada de R$ 23,5 bilhões em janeiro

As retiradas nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 23,5 bilhões em janeiro, informou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). De acordo com a instituição, no mês passado: os depósitos somaram R$ 331,23 bilhões; as retiradas totalizaram R$ 354,74 bilhões. Com a saída de recursos da poupança no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda. Em dezembro, estava em R$ 1,02 trilhão, recuando para R$ 1 trilhão no fim de janeiro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A evasão de valores da poupança em volumes elevados em janeiro de cada ano é um movimento recorrente, registrado também em 2023, 2024 e 2025. A retirada de recursos da caderneta coincide com os tradicionais gastos de início de ano, como matrícula e material escolar, além de impostos como o IPVA, IPTU em alguns municípios, compras de Natal parceladas e viagens de férias. 🔎Além disso, de acordo com o Banco Central, a inadimplência bancária fechou o ano passado em nível recorde, e o endividamento das famílias segue elevado. Em um momento no qual os juros básicos estão no maior patamar em cerca de 20 anos. Economia, moeda, um real, dinheiro, calculadora Marcello Casal Jr/Agência Brasil Baixa atratividade da poupança Ao mesmo tempo, a poupança tem mostrado pouca competitividade na comparação com outras aplicações financeiras. Investimentos em renda fixa, como títulos públicos, papeis de empresas e aplicações financeiras em CDI, por exemplo, têm performado melhor. Investimentos mais arriscados, como a renda variável, por exemplo, também mostraram recuperação em 2025. No ano passado, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo teve uma disparada de 34% — o maior avanço anual desde 2016. ➡️Com as regras vigentes, a poupança tem rendimento limitado. Quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados). A Selic está atualmente em 15% ao ano.
06/02/2026 14:07:09 +00:00
Um em cada seis veículos zero km emplacados em 2026 é eletrificado, e 35% são feitos no Brasil

Haval H6 HEV, que tem produção nacional em Iracemápolis (SP) divulgação/GWM Os veículos eletrificados responderam por 16,8% de todas as vendas de carros zero km no Brasil. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que indica os híbridos como a maior fatia desse total. Esse resultado significa que, a cada seis carros vendidos no país, um é eletrificado — participação que, segundo a entidade, é a maior já registrada no Brasil. Do total, 35% são híbridos produzidos em território nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Esse resultado reforça a importância da produção local no processo de transição tecnológica e indica uma trajetória de crescimento ao longo de 2026. O produzido aqui no Brasil cresce mais do que aquele importado”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Carro sustentável aumenta as vendas em 22,8% Além do avanço dos modelos eletrificados, os veículos habilitados para o programa Carro Sustentável tiveram crescimento expressivo nas vendas entre julho de 2025 e janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período entre 2024 e 2025. Desde o início do programa, foram comercializadas 282 mil unidades desses veículos. No período anterior, entre 11 de julho de 2024 e 31 de janeiro de 2025, o número de emplacamentos foi de 230 mil. Ao separar o crescimento por tipo de venda, as realizadas por concessionárias foram as que mais avançaram. Segundo a Anfavea, esse canal registrou alta de 63,1%, enquanto as vendas diretas — feitas sem a intermediação de concessionárias — cresceram 13,1%. No ano passado, o volume desses veículos chegou a 201,4 mil emplacamentos. O resultado já indicava alta de 14,5% em relação ao período anterior ao programa. O que é o programa Carro Sustentável? Volkswagen Polo, Fiat Mobi e Renault Kwid estão com desconto de IPI Verde g1 O programa Carro Sustentável zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil. Para ter direito ao IPI zero, o carro deve: Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro Conter mais de 80% de materiais recicláveis Ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) Se enquadrar em uma das categorias de carro compacto. A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos. O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade. Segundo o governo, o decreto não terá impacto fiscal. O decreto prevê ainda que veículos com melhores indicadores receberão descontos nos impostos, enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo. O governo estima uma redução das alíquotas para 60% dos veículos comercializados no Brasil, considerando o número de carros vendidos em 2024. A lista de veículos habilitados para o programa Carro Sustentável inclui os modelos abaixo: Renault Kwid; Fiat Mobi; Fiat Argo; Hyundai HB20; Hyundai HB20S; Volkswagen Polo; Volkswagen Saveiro; Volkswagen T-Cross; Volkswagen Nivus; Chevrolet Onix; Chevrolet Onix Plus.
06/02/2026 14:00:27 +00:00
Guilherme Mello se diz honrado com indicação ao Banco Central e pronto para assumir o cargo

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (6) que ainda não foi convidado presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a diretoria do Banco Central, mas informou que seu nome está à disposição caso isso aconteça no futuro. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que indicou Lula o nome de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central — instituição responsável por fixar a taxa básica de juros para conter a inflação. Mello se disse "lisonjeado" pela lembrança de seu nome e "feliz pela confiança do ministro". Mas acrescentou que não recebeu nenhum convite até o momento, e que, por isso, não tem comentários a fazer. "Estou à disposição do presidente e do ministro para cumprir as tarefas que eles julgam pertinentes, e que eu tenha capacidade de realizá-las, como eu acho que mostramos bons resultados aqui na Fazenda em projeções, estudos, proposições legislativas. Estou sereno e fico feliz que o ministro tenha confiança no meu nome", declarou Guilherme Mello a jornalistas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Divulgada neste fim de semana pela imprensa, a informação de que o atual secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação. Guilherme Mello tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. Perguntado sobre a possibilidade de corte de juros em março, conforme indicação do Copom e expectativa do mercado financeiro, ele disse que não tem os instrumentos necessários para julgar neste momento, pois não faz parte do BC. "Tenho consciência que o BC tem feito um trabalho importante. É um trabalho técnico, informado. É um tema que o Copom tem de decidir. Indicou que vai iniciar o movimento de flexibilização. Qual magnitude, eles que vão informar com base nas melhores informações que tiverem", afirmou Mello. Mello afirmou ainda ser amigo desde os tempos da faculdade do presidente do BC, Gabriel Galípolo, mas que não conversou ainda sobre esse tema com ele, pois o assunto ainda não foi definido pelo presidente Lula. Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo Mudanças no BC As vagas para a diretoria do Banco Central, cuja principal missão é controlar a inflação, tendo como instrumento a taxa básica de juros da economia, foram abertas no início deste ano quando os dois últimos diretores indicados por Jair Bolsonaro, Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro) e Diogo Guillen (Política Econômica), deixaram seus cargos. Com a autonomia do Banco Central, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2021, o presidente e os diretores da instituição são indicados pelo presidente da República para mandatos de quatro anos, não podendo ser substituídos antes do prazo. A atual diretoria do Banco Central já conta com maioria de integrantes indicada pela atual gestão petista desde o início de 2025. Até então, as críticas às decisões sobre a taxa de juros por parte do presidente Lula, principalmente ao ex-chefe da instituição, Roberto Campos Neto, eram mais agressivas. Mas até hoje integrantes do governo criticam o Banco Central. No fim do ano passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo não quis fazer comentários sobre as indicações dos futuros diretores do Banco Central. "Tenho por orientação não entrar na prerrogativa do presidente [Lula, responsável por indicar os nomes]. Perfil, quando, o presidente vai comunicar isso. Não cabe ao BC falar sobre prerrogativa do presidente. Mesmo que a gente participe [do debate], quem vai falar sobre isso é o presidente", informou Galípolo, na ocasião. Diretoria de Política Econômica O cargo de diretor de Política Econômica, cuja vaga foi aberta no começo deste ano, é considerado chave na fixação da taxa básica de juros da economia, que está no maior nível em quase 20 anos. Na semana passada, o BC indicou que iniciará o corte do juro em março, no próximo encontro do Copom - colegiado que determina o patamar da Selic. O diretor de Política Econômica tem o papel de apresentar, nas reuniões do Copom, a situação macroeconômica do país, cenários e projeções, e, também, recomendações sobre as diretrizes de política monetária e propor diretamente um nível para a taxa de juros.
06/02/2026 13:20:31 +00:00
INSS realiza mutirões neste fim de semana com mais de 11 mil atendimentos

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove, neste sábado (7) e domingo (8), uma série de mutirões de atendimento em diferentes regiões do país. Ao todo, estão previstas 10.835 vagas em nível nacional, com foco na agilização da análise e concessão de benefícios. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os serviços oferecidos estão a perícia médica — realizada em parceria com o Ministério da Previdência Social — e a avaliação social, etapa exigida para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os atendimentos podem ser agendados de forma simples pelos canais oficiais do Instituto, como a Central telefônica 135 ou o aplicativo e o site Meu INSS. A seguir, confira as cidades onde os mutirões serão realizados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🌵 Nordeste A região concentra o maior volume de vagas, com 7.465 atendimentos distribuídos por nove estados. Ceará: 2.830 vagas em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral; Bahia: 980 vagas em Salvador e Itabuna; Piauí: 743 vagas em Teresina; Pernambuco: 710 vagas em Recife, Caruaru e Petrolina; Sergipe: 340 vagas em Aracaju; Alagoas: 322 vagas em Maceió; Paraíba: 295 vagas em Campina Grande e João Pessoa; Rio Grande do Norte: 20 vagas em Natal. 🌳 Norte Na Região Norte, estão previstas 2.375 vagas. Amazonas: 750 vagas em Manaus; Pará: 640 vagas em Belém e Altamira; Rondônia: 470 vagas em Porto Velho; Acre: 350 vagas em Rio Branco; Amapá: 165 vagas em Macapá. 🏙️ Sudeste O destaque da região é o Rio de Janeiro, onde os mutirões ocorrem exclusivamente no dia 7 de fevereiro, com 595 vagas, distribuídas entre: Volta Redonda: 65 vagas Campos: 45 vagas Nilópolis : 70 vagas Nova Friburgo: 60 vagas Duque de Caxias: 215 vagas Bangu: 140 vagas 🌲 Sul Os atendimentos do fim de semana ocorrem no Paraná, com 400 vagas. Francisco Beltrão: 160 vagas Maringá: 240 vagas 📅 Próximas datas Além das ações deste fim de semana, o INSS informou que os mutirões terão continuidade nas próximas semanas: Minas Gerais: atendimentos nos dias 28 de fevereiro, 1º, 7 e 8 de março; São Paulo: ações previstas para 21 e 28 de fevereiro em Carapicuíba, Itapevi e Ribeirão Preto, além de novas etapas em março, no município de Franca. Agências e serviços do INSS voltam a funcionar após 5 dias; instituto diz que vai priorizar quem teve agendamento desmarcado Jornal Nacional/ Reprodução
06/02/2026 13:02:57 +00:00
Dólar recua e fecha em R$ 5,22, de olho no exterior e em negociações entre EUA e Irã; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,64% nesta sexta-feira (6), cotado a R$ 5,2202. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tomou fôlego na última hora do pregão e fechou em alta de 0,45%, aos 182.950 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No cenário internacional, as atenções ficaram concentradas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os dois países, tentam chegar a um acordo nuclear após semanas de tensões. Segundo o ministro de relações exteriores iraniano, Abbas Araqchi, o encontro foi "muito positivo", com ambas as nações concordando em avançar nas negociações. ▶️ Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan teve leve melhora em fevereiro, mesmo em meio a preocupações com o mercado de trabalho e o aumento do custo de vida. O índice chegou a 57,3, acima do esperado (55), mas ainda em patamar historicamente baixo. ▶️ No Brasil, o Ministério da Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB e nova desaceleração da inflação. As projeções constam no Boletim Macrofiscal, divulgado hoje pela Secretaria de Política Econômica da pasta. ▶️ A temporada de balanços continua no foco dos investidores, com impactos sobre os mercados no Brasil e no exterior. Em Wall Street, a Amazon frustrou o mercado ao apresentar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que leva suas ações a caírem 9% durante o pregão. No Brasil, os papéis do Bradesco recuavam no Ibovespa, apesar do lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,52%; Acumulado do mês: -0,52%; Acumulado do ano: -4,89%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,87%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: +13,54%. Reunião entre EUA e Irã O Irã e os Estados Unidos se reuniram nesta sexta-feira (6), em Omã, para discutir um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano, em meio a uma recente troca de ameaças militares entre os dois países. O encontro durou cerca de seis horas e, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, teve uma "atmosfera muito positiva", com os dois lados concordando em avançar nas negociações. “Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, disse Araqchi à TV estatal iraniana, acrescentando que as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas decidiremos posteriormente sobre as modalidades e o cronograma”. Araqchi disse à agencia de notícias estatal Irna que reiterou aos EUA que qualquer diálogo entre os países só evoluirá se Washington parar com as ameaças de agressão militar. Ele acrescentou que está negociando apenas o programa nuclear iraniano. Os depoimentos de Araqchi ocorreram pouco após um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã ter confirmado o fim da reunião com os EUA nesta sexta e que as negociações haviam terminado "por enquanto". O anúncio causa frustração porque ocorre apenas algumas horas após o início das conversas entre representantes dos dois países em Omã, mas segundo o ministro Abbas Araqchi, as conversas irão seguir, porém à distância. "Os negociadores retornarão às suas capitais para consultas e as conversas continuarão. A barreira da desconfiança deve ser superada", afirmou Araqchi. Mais reuniões entre EUA e Irã devem ocorrer nos próximos dias, segundo o site norte-americano "Axios". Horas antes da reunião, Araqchi falou que o país estava pronto para defender seus direitos e que "entraria na diplomacia com olhos abertos e uma memória firme do ano passado". "Os compromissos precisam ser honrados. Igualdade de posição, respeito mútuo e interesse mútuo não são retórica — eles são uma necessidade e os pilares de um acordo duradouro", afirmou. Agenda econômica Confiança do consumidor dos EUA A confiança dos consumidores dos Estados Unidos teve leve melhora no início de fevereiro em meio a preocupações persistentes com o mercado de trabalho e o aumento do custo de vida, mostrou uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira. A Pesquisa de Consumidores da Universidade de Michigan informou que seu Índice de Confiança do Consumidor subiu para 57,3 neste mês, ante 56,4 em janeiro. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 55,0. “Embora a confiança esteja atualmente no nível mais alto desde agosto de 2025, os aumentos mensais recentes têm sido pequenos e o nível geral de confiança continua muito baixo do ponto de vista histórico”, disse Joanne Hsu, diretora das Pesquisas de Consumidores. “As preocupações com a erosão das finanças pessoais devido aos preços altos e ao risco elevado de perda de emprego continuam generalizadas.” A medida da pesquisa sobre as expectativas dos consumidores para a inflação no próximo ano caiu de 4,0% em janeiro para 3,5% neste mês. As expectativas dos consumidores para a inflação nos próximos cinco anos subiram de 3,3% no mês passado para 3,4%. Boletim Macrofiscal do Brasil O Ministério da Fazenda projeta um crescimento de 2,3% na economia brasileira em 2027, além de uma nova queda da inflação. As estimativas fazem parte do Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica. Para 2026, o governo também elevou levemente sua projeção de crescimento, de 2,2% para 2,3%. O mercado financeiro, por sua vez, estima avanço de 2,27% neste ano. Caso o resultado se confirme, a economia crescerá menos do que em 2024, quando o PIB avançou 3,4%, marcando uma desaceleração relevante. No campo da inflação, o governo projeta uma desaceleração, de 4,26% em 2025 para 3,6% neste ano. O mercado também espera inflação menor, mas em um patamar mais elevado, de 3,99%. Segundo a Fazenda, a tendência de queda é puxada pela redução dos preços de bens industriais e serviços, influenciada pelo excesso de oferta, pela valorização passada do real e pelos efeitos dos juros elevados. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tiveram um bom desempenho nesta sexta-feira, impulsionados pelo forte avanço de ações de tecnologia. O movimento positivo, no entanto, foi parcialmente limitado pela queda dos papéis da Amazon, que anunciou um aumento de mais de 50% nos investimentos de capital neste ano, intensificando a corrida pela dominância da tecnologia de inteligência artificial. O Dow Jones avançou 2,47%, enquanto o S&P 500 subiu 1,90% e o Nasdaq Composite teve alta de 2,18%. Na Europa, os mercados fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, à medida que investidores avaliaram resultados mistos de empresas como a montadora Stellantis e a empresa de defesa Kongsberg. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,89%. Na Alemanha, o DAX avançou 0,94%. No Reino Unido, o FTSE 100 teve alta de 0,59%, enquanto o CAC 40 da França ganhou 0,43% e o FTSE MIB da Itália teve valorização de 0,13%. Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, pressionadas pela queda global das ações de tecnologia e pela forte desvalorização nos futuros da prata, que afetou o ânimo dos investidores. No fechamento, Xangai caiu 0,25% e o CSI300 recuou 0,57%. O Hang Seng perdeu 1,21%. O Nikkei destoou e subiu 0,8%. Em outros mercados: o Kospi caiu 1,44%, o Taiex recuou 0,06% e o Straits Times caiu 0,83%. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
06/02/2026 12:00:46 +00:00
Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB em 2026 e nova queda da inflação

Daniel Herrera/Ascom/ARQUIVO O Ministério da Fazenda não acredita mais em desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano de 2026, apesar dos juros altos — a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos. A estimativa é de 2,3% de crescimento para o PIB e nova queda da inflação (veja números completos abaixo). As informações constam no Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica da pasta, que traz projeções para indicadores econômicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Números 2025 A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 — cujo resultado oficial ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — passou de 2,2%, em novembro do ano passado, para 2,3% no documento divulgado nesta sexta. O mercado financeiro, por sua vez, projeta uma alta de 2,27% para 2025. Se confirmado esse resultado, haverá uma forte desaceleração da economia comparativamente a 2024, que apresentou crescimento de 3,4% na ocasião. Também será a menor taxa de crescimento desde 2020, em meio à pandemia da Covid-19, quando houve uma retração de 3,3% no Produto Interno Bruto. Números 2026 ➡️O Ministério da Fazenda revisou de 2,4% para 2,3% sua expectativa de crescimento da economia em 2026, ano marcado por eleições presidenciais. ➡️Com isso, prevê estabilidade no ritmo de expansão da economia de 2025 para 2026, ao contrário do mercado financeiro — que projeta uma alta menor para o PIB de 2026: de 1,80%. "Por setor produtivo, espera-se desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços", diz a Secretaria de Política Econômica, no Boletim Macrofiscal. Queda da inflação O governo também projeta uma nova queda da inflação neste ano. A expectativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, recue para 3,6% (em novembro do ano passado, a projeção era de 3,5%). Em 2025, a inflação somou 4,26%. O mercado financeiro também estima queda da inflação neste ano, mas para 3,99%. "A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]", informou o Ministério da Fazenda.
06/02/2026 11:47:49 +00:00
Por que bitcoin despencou ao menor nível desde que Trump assumiu o poder

Bandeira dos EUA exibida na tela de um laptop e representação da criptomoeda Bitcoin em 6 de novembro de 2024. Getty Image via BBC O preço do bitcoin caiu ao nível mais baixo em 15 meses, apesar do apoio pessoal dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às criptomoedas. Um único bitcoin agora vale US$ 65 mil (ou cerca de R$ 342 mil), o menor valor desde outubro de 2024. A cotação já desabou 24% desde o início deste ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda ocorreu após meses de alta, que levaram a criptomoeda a atingir um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro. Bitcoin atinge menor patamar desde eleição de Trump O envolvimento de Trump no setor, seu apoio declarado às criptomoedas e suas promessas de flexibilizar a legislação sobre o setor deram impulso ao ativo. Uma das primeiras ações de Trump ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025 foi publicar uma ordem executiva com o objetivo de tornar os EUA a "capital mundial das criptomoedas". Em seu primeiro ano de volta ao cargo, Trump lançou sua própria criptomoeda, com a maior parte dos lucros indo para suas empresas. E ele manteve seu envolvimento com a World Liberty Financial, um veículo de investimento para outros ativos cripto que pertence à família Trump. Até o momento, seu governo sancionou uma lei para dar respaldo federal às criptomoedas e dissolveu uma equipe do Departamento de Justiça focada na aplicação da regulamentação de criptomoedas. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) abandonou o trabalho de fiscalização e as investigações relacionadas às criptomoedas. Em novembro, os democratas do Comitê Judiciário do Senado criticaram a "agenda pró-criptomoedas" de Trump, observando que o presidente acumulou participações em criptomoedas no valor de mais de US$ 11 bilhões e obteve uma renda pessoal de US$ 800 milhões com transações desde que assumiu o cargo. Com a queda da cotação registrada na quinta-feira, o bitcoin acumula 32% de baixa nos últimos 12 meses, se aproximando de patamares registrados no início de 2024 e em 2021. O bitcoin é a maior e mais conhecida criptomoeda — uma forma de dinheiro exclusivamente digital que não é controlada por uma instituição financeira centralizada. Por que o Bitcoin perdeu valor? A cotação do bitcoin tende a ser volátil, mas analistas do Deutsche Bank afirmaram em uma nota na quarta-feira que a queda mais recente foi "desencadeada" pela nomeação de Kevin Warsh por Trump como o novo presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA). Alguns acreditam que ele adotará uma abordagem mais "agressiva", mantendo as taxas de juros mais altas, enquanto uma política monetária mais expansionista favoreceria o investimento em ativos como criptomoedas. A cotação do bitcoin tem apresentado uma tendência de queda nos últimos quatro meses, observou o Deutsche Bank, com um crescente sentimento negativo em relação às criptomoedas de modo geral. "Essa venda constante, em nossa opinião, sinaliza que os investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo geral em relação às criptomoedas está crescendo", afirmou o banco. O Deutsche Bank não acredita que as criptomoedas vão desaparecer, mas também não prevê que o bitcoin volte às altas impulsionadas por Trump. O banco afirmou que a moeda digital está passando de um "ativo puramente especulativo" para uma fase mais realista, como um ativo que "precisa encontrar seu papel específico". William Barhydt, diretor executivo da Abra Capital Management, uma empresa de investimentos focada em criptoativos, concordou que as criptomoedas estão amadurecendo, mas espera que os preços se recuperem. "Eu não diria que elas precisam se recuperar, mas não consigo imaginar como isso não aconteceria", disse Barhydt, observando que esta não é a primeira vez que o bitcoin apresenta oscilações significativas de valor. "A única maneira de isso não acontecer é se acabarmos em algum tipo de guerra", acrescentou Barhydt. Outras criptomoedas populares são ethereum e solana. Seus preços caíram cerca de 37% até agora em 2026. De acordo com a CoinGecko, que monitora o desempenho de milhares de criptomoedas, o mercado perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor apenas no último mês e US$ 2 trilhões desde que atingiu seu pico em outubro. A Stifel, uma empresa de investimentos e pesquisa com sede nos EUA, afirmou em um comunicado aos investidores que os preços do bitcoin podem cair para até US$ 38 mil. A empresa apontou para uma nova tendência de criptomoedas seguirem mais de perto os preços do dólar americano. Na semana passada, o dólar caiu para sua cotação mais baixa em quatro anos.
06/02/2026 10:11:49 +00:00
Executiva flagrada com chefe em show do Coldplay vira palestrante de gestão de crise, com ingressos a R$ 4 mil

Chris Martin se surpreende com reação de casal em show do Coldplay Kristin Cabot, então diretora de recursos humanos da empresa de tecnologia Astronomer, ganhou projeção internacional após ser flagrada abraçada com seu chefe, o CEO Andy Byron, durante um show do Coldplay em Boston, nos Estados Unidos. O episódio, ocorrido em julho de 2025, foi registrado por uma fã, se espalhou rapidamente pelas redes sociais e desencadeou uma crise que terminou com a saída dos dois executivos da empresa. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pois, meses depois, Cabot volta a chamar a atenção ao ser anunciada como uma das principais palestrantes de um evento internacional sobre comunicação de crise. Ela participará da conferência PRWeek D.C., em abril, com a palestra intitulada “Retomando a Narrativa”. Os ingressos custam até US$ 875, valor superior a R$ 4 mil. O anúncio gerou reações negativas nas redes sociais, com críticas de que a ex-executiva estaria tentando lucrar com um episódio constrangedor. No site do evento, Cabot é apresentada como uma executiva de recursos humanos de destaque e defensora do combate ao bullying. O texto diz que ela se tornou uma figura pública involuntária após a divulgação de um vídeo exibido no telão de um show da banda britânica. O episódio ocorreu em julho de 2025, durante a tradicional “Kiss Cam”, que exibe casais no telão do estádio. Ao perceberem que estavam sendo mostrados, Cabot e Andy Byron — então CEO da Astronomer — se afastaram rapidamente. A reação chamou a atenção do público e do vocalista Chris Martin, que comentou que o casal parecia estar “tendo um caso ou sendo muito tímido”. O vídeo, publicado no TikTok, ultrapassou 100 milhões de visualizações em poucos dias. Com a rápida identificação dos dois executivos, a repercussão foi imediata. Na época, ambos decidiram deixar a empresa. Executiva flagrada com CEO em show do Coldplay relata ameaças de morte e perseguição Reprodução Cinco meses depois, Cabot decidiu romper o silêncio em entrevista ao jornal “The New York Times”. Ela relatou ameaças de morte, perseguição, exposição de dados pessoais, perda do emprego e impactos emocionais sobre os filhos. Na época, a ex-executiva disse ter recebido entre 50 e 60 ameaças de morte, além de cerca de 600 ligações por dia durante semanas. Segundo ela, paparazzi passaram a ficar em frente à sua casa, carros circulavam lentamente pela rua e seus dados pessoais foram divulgados na internet. Na entrevista, Cabot afirmou que não mantinha um relacionamento sexual com Byron e que, antes daquela noite, os dois nunca haviam se beijado. Ela disse ter cometido um erro ao beber e se comportar de forma inadequada com o chefe, assumindo a responsabilidade pelas consequências profissionais. A ex-executiva também afirmou que decidiu falar publicamente ao perceber que o silêncio estava reforçando uma imagem que não refletia sua versão dos fatos. A relação entre os dois começou no ambiente profissional. Cabot assumiu o cargo de diretora de RH da Astronomer em novembro de 2024, após se aproximar de Byron no trabalho. No início de 2025, segundo ela, os dois passaram a compartilhar confidências sobre situações pessoais semelhantes, o que aproximou ainda mais os dois. Na noite do show, após alguns drinks, eles passaram a agir como um casal. Segundo Cabot, aquela foi a primeira e única vez em que se beijaram. Após a divulgação do vídeo, os dois discutiram como lidar com a exposição e concordaram que precisariam informar o conselho da empresa. Poucos dias depois, Byron pediu demissão. A Astronomer iniciou uma investigação interna e, segundo Cabot, chegou a convidá-la a voltar ao cargo, convite que ela recusou. A saída negociada foi anunciada em 24 de julho. Casal tem reação inusitada em show do Coldplay e surpreende Chris Martin Reprodução/TikTok
06/02/2026 06:00:54 +00:00
Chevrolet Captiva volta diferente, 100% elétrica e mais barata que rival da BYD; veja se vale a pena

Chevrolet Captiva vira elétrica e chinesa, mais barata que o BYD concorrente A Chevrolet Captiva foi um enorme sucesso nos anos 2010, quando os SUVs ainda começavam a se tornar mania no Brasil. Quando a montadora anunciou que o modelo voltaria, muita gente imaginou um carro diferente do que acabou surgindo. A Captiva que o público conhecia não existe mais. Oito anos depois de sair de linha, o modelo retorna com uma proposta totalmente diferente: um SUV é 100% elétrico e voltado a quem busca mais tecnologia, mais espaço interno e um custo menor para rodar no dia a dia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mais que isso, o lançamento é a segunda resposta da GM ao avanço dos carros elétricos chineses no mercado brasileiro. Assim como o Spark EUV, a nova Captiva chega para colocar uma pulga atrás da orelha de um possível comprador do BYD Yuan Plus. Um dos modelos mais vendidos da marca chinesa, o Yuan Plus oferece potência parecida e uma autonomia quase igual. O preço, porém, é mais alto: R$ 235.990, cerca de R$ 35 mil acima dos R$ 199.990 da Captiva. O g1 foi a Campos do Jordão (SP) a bordo do lançamento da GM e pode dizer que quem vai de coração aberto encontra poucos pontos negativos na Captiva. Ainda assim, para fazer frente ao terceiro elétrico mais vendido do país, com 6 mil unidades em 2025, o modelo terá um desafio pela frente. Veja o teste abaixo. Chevrolet Captiva EV divulgação/Chevrolet Design típico chinês O visual da nova Captiva bebe claramente da fonte dos modelos chineses, a ponto de seguir uma cartilha de design já conhecida: Iluminação diurna (DRL) bem destacada; Faróis posicionados mais abaixo; Lanternas e faróis estreitos; Capô que desce até encontrar a entrada de ar, fechada por se tratar de um modelo elétrico. Mesmo com o foco no design e nos concorrentes chineses, a Captiva traz um tempero que não destoa tanto dos outros modelos da Chevrolet. Isso fica evidente na dianteira, que, mesmo sem uma entrada de ar funcional, posiciona o logo da marca em uma peça plástica que remete à grade de um carro a combustão. A entrada de ar abaixo do logo — essa, sim, funcional — traz detalhes que reforçam a sensação de um conjunto maior, mais próximo do visual de carros ocidentais. Além disso, o desenho da iluminação em LED, que parece passar por trás de um elemento metálico antes de se integrar aos faróis, acrescenta personalidade a um carro que, na prática, nasceu na China como Wuling Starlight S e chegou ao Brasil como Captiva. Em nenhum momento ele remete diretamente a marcas como BYD, GWM, Geely, GAC ou JAC. Chevrolet Captiva EV por fora Chevrolet Captiva EV por fora Por dentro, porém, tudo muda. É no interior que aparecem as transformações mais profundas, inclusive na definição de público que a Chevrolet busca para o modelo. O ambiente é claramente mais tecnológico e essa inspiração vem direto da China. As semelhanças com rivais chineses, como o BYD Yuan Plus, aparecem no forte minimalismo, que reduz ao máximo os botões físicos — raros até no volante — e concentra quase todos os comandos do ar-condicionado na central multimídia. E é impossível não reparar nela. São 15,6 polegadas, maiores do que as telas de muitos concorrentes chineses que apostam em displays giratórios. Para se ter uma ideia, esse tamanho supera o de muitos notebooks e se aproxima até dos modelos mais exagerados do universo gamer, que normalmente chegam a 17 polegadas. Uma tela grande pode acabar evidenciando limitações nas câmeras de 360 graus, mas, neste caso, a junção das imagens para criar o efeito de “planeta” está alinhada ao que se espera de um carro com foco em tecnologia. Chevrolet Captiva EV divulgação/Chevrolet Nos testes, mesmo à noite, a sensação era de que um drone sobrevoava o veículo, com qualidade de imagem semelhante à de câmeras de smartphones dos mais caros. Além da qualidade de imagem, outro ponto sensível para esse público é o tempo de resposta ao toque na tela. Nos testes, não houve qualquer sinal de lentidão, embora já tenhamos visto experiências mais refinadas, como nos novos GWM Haval H6. Se, por um lado, esse conjunto pode passar a impressão de pouca criatividade no desenho do interior, por outro o conforto é inegável. Há pouquíssimas áreas em plástico rígido, além de superfícies de toque macio em diferentes tonalidades e texturas, e partes do painel que imitam metal e madeira. Nem mesmo o Equinox a combustão, que custa R$ 91,2 mil a mais, oferece tanto toque macio e sensação de conforto no acabamento. Já a versão elétrica do Equinox, R$ 150 mil mais cara que a Captiva e baseada em um projeto 100% norte-americano, também não alcança o mesmo nível de cuidado em acabamento e tecnologia. Chevrolet Captiva EV Assim, se por um lado a Captiva nasce de um projeto chinês, por outro ela tem tempero suficiente para mostrar que o lado ocidental vai além do nome e do logo em formato de gravata. O resultado combinou o que há de melhor nos carros chineses com o que o consumidor brasileiro espera de um modelo que não está entre os mais baratos do mercado. Além disso, a Chevrolet afirmou ao g1 que fez ajustes no carro, algo que também percebemos ao rodar com o modelo. O principal deles está na suspensão, que remete ao acerto mais firme presente em outros SUVs da marca, como Tracker e Equinox. Também chama atenção a direção bastante leve. Manobras, tanto em baixa quanto em alta velocidade, foram feitas com muito conforto. O sistema elétrico de assistência está entre os melhores que já testamos, sem tirar a sensação de controle — algo comum quando o volante fica leve demais. A Captiva ficou maior, mesmo sem parecer Chevrolet Captiva EV (esq) e Jeep Commander (dir) arte/g1 Além do visual, do conforto e da tecnologia de inspiração chinesa, o SUV também cresceu. Em comparação com a última versão vendida no Brasil, a nova Captiva é 26,9 centímetros mais longa e ganhou 10 centímetros no entre-eixos. Com isso, o porta-malas passou de 383 para 403 litros, e o espaço interno segue amplo o suficiente para que cinco pessoas viajem com conforto, sem a preocupação de encostar os joelhos no banco da frente. Esse comprimento supera o de um Volkswagen Tiguan, se aproxima dos 4,77 metros do Jeep Commander e dos 4,79 metros do Toyota SW4. Vale lembrar que esses dois modelos acomodam sete pessoas, enquanto a Captiva opta por seguir com cinco ocupantes, privilegiando mais espaço para cada um. O bom aproveitamento interno, favorecido pelo menor espaço ocupado pelo conjunto elétrico, faz com que a Captiva EV seja apenas três centímetros mais curta que o Jeep Commander, sem transmitir a sensação de “ônibus” que o rival americano costuma passar. Ao somar o ganho de espaço ao conforto e à tecnologia trazidos pela nova Captiva, fica clara a intenção da Chevrolet de atrair um cliente que valoriza tecnologia, mas que provavelmente já tem um ou dois filhos e precisa de espaço para viagens mais longas. Chevrolet Captiva EV Divulgação/Chevrolet A velocidade máxima de 150 km/h e os 9,9 segundos no 0 a 100 km/h reforçam esse posicionamento: não se trata de um público que busca desempenho esportivo, mas conforto em um nível que a antiga Captiva nunca chegou a oferecer — e que só foi possível alcançar com a base chinesa, sem que o preço saltasse para patamares de BMW ou Mercedes-Benz. É também um consumidor que, em muitos casos, já teve um carro elétrico e entende os cálculos necessários ao viajar para outra cidade. Nesse ponto, a Captiva não decepciona: alcança 304 km com uma única carga. O g1 perguntou ao vice-presidente da General Motors Brasil, Fabio Rua, se não seria possível oferecer a Captiva com maior autonomia, especialmente considerando que o espaço interno é um atrativo para viagens mais longas. Segundo Rua, existem tecnologias capazes de oferecer maior autonomia, sendo uma delas dentro da própria Chevrolet, com a arquitetura Ultium, mas o objetivo da Captiva foi entregar uma opção de custo mais acessível e o conjunto utilizado aponta para esta economia. Pa é a única cidade que não é capital e concentra somente 1% de todos os eletropostos do país - São a. Todas depois dela têm ainda menos. Para quem é a Chevrolet Captiva? A Chevrolet Captiva EV não se dirige ao mesmo público do modelo vendido no passado. Isso acontece, primeiro, pela troca do motor a combustão por um conjunto elétrico e, segundo, por estrear em um mercado que hoje oferece SUVs de todos os preços e tamanhos, com opções a partir de menos de R$ 100 mil. Da Captiva antiga, permanece apenas a percepção de que se trata de um utilitário voltado a quem quer ou precisa de espaço. A geração anterior já era maior que um Ford EcoSport, por exemplo, mas agora oferece dimensões próximas às de um SUV de sete lugares. Para quem já não é solteiro, tem filhos e costuma viajar, trata-se de um carro com poucos concorrentes diretos. E, se além disso o consumidor valoriza tecnologia e um visual mais moderno, a Captiva consegue se equiparar aos modelos chineses, com o diferencial de levar o peso de uma marca com 100 anos de atuação no Brasil. Ela deixa de ser uma boa opção apenas para quem não consegue recarregar o carro em casa e vive fora dos grandes centros urbanos. Isso porque, apesar do Brasil contar com 16.880 pontos de recarga, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a maioria deles está concentrada nas capitais: São Paulo: 2.116 eletropostos; Rio de Janeiro: 963 eletropostos; Brasília: 631 eletropostos; Curitiba: 445 eletropostos; Goiânia: 330 eletropostos; Fortaleza: 294 eletropostos; Porto Alegre: 288 eletropostos; Salvador: 257 eletropostos; Belo Horizonte: 234 eletropostos; Recife: 203 eletropostos; Campinas: 194 eletropostos. Da lista acima, Campinas (SP) é a única cidade que não é capital e concentra somente 1% de todos os eletropostos do país - São Paulo, por exemplo, tem 12,5%. Diante desse cenário e se você não está longe de um eletroposto ou carregador, é difícil não recomendar a Captiva, mas vale ficar atento ao preço. Atualmente, ela custa menos que o BYD Yuan Plus, seu principal concorrente, mas essa relação pode mudar. O Chevrolet Spark, que estreou em situação semelhante ao ser comparado ao BYD Dolphin, já passou por reajustes e hoje custa R$ 19.990 a mais que o rival.
06/02/2026 04:00:33 +00:00
Prazo para BRB dizer ao BC como vai recompor R$ 5 bilhões termina nesta sexta; veja o que já se sabe

Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB O Banco de Brasília (BRB) deve entregar ao Banco Central, nesta sexta-feira (6), um plano de ações para reforçar o próprio balanço patrimonial em pelo menos R$ 5 bilhões. O valor exato deve constar no próprio documento, que ainda não foi divulgado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio. ⏳Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses. ⌛Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master. ➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. ➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas "inconsistências" fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para "socorrer" a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário. LEIA TAMBÉM: CAMILA BOMFIM: PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta + CAMILA: BRB diz que entregou à PF e ao BC relatório com 'achados relevantes' de auditoria IMPACTO NA CAPITAL: governo do DF já sinalizou aporte para cobrir prejuízos com o banco Master PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução O que deve constar no plano? No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio. Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte direto dos controladores. O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver "aporte direto", o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário. Investigação do Banco Master ➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. ➡️ O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
06/02/2026 03:00:56 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.969: aposta simples leva sozinha prêmio de R$ 141,8 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2969 O sorteio do concurso 2.969 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (5), em São Paulo. Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas e levou, sozinha, o prêmio de R$ 141.844.705,70. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 02 - 05 - 14 - 18 - 32 Segundo a Caixa Econômica Federal, o vencedor fez uma aposta simples, de seis números, pela internet. 5 acertos - 172 apostas ganhadoras: R$ 26.187,86 4 acertos - 10.322 apostas ganhadoras: R$ 719,30 O próximo sorteio da Mega será no sábado, com prêmio estimado de R$ 40 milhões. Mega-Sena, concurso 2.969 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
06/02/2026 00:02:44 +00:00
Três mulheres são condenadas por fraude milionária contra o INSS usando 'fábrica' de documentos falsos

Agência do INSS em Vitória Carlos Palito/ TV Gazeta Três pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por fraude milionária contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Espírito Santo. O esquema envolvia a fabricação de documentos falsos. As penas chegam a nove anos de prisão. A sentença também determinou a devolução de R$ 4.568.451,16 aos cofres públicos. No total, as investigações da Polícia Federal apontaram fraude em pelo menos 58 benefícios, com prejuízo estimado em mais de R$ 7 milhões. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As rés são Sandra Maria Pereira de Oliveira, Ilma Itamar dos Santos e Graziela Conceição Lobato Falagan. Elas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por estelionato previdenciário. A decisão é da 2ª Vara Federal Criminal de Vitória. O julgamento foi concluído em 21 de janeiro. Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo criou uma verdadeira "fábrica" de identidades falsas. Eram produzidos kits com certidões de nascimento, CPFs e títulos de eleitor de pessoas inexistentes. De acordo com a sentença, o esquema funcionou por cerca de sete anos, entre 2012 e 2019. As investigações ainda estão em andamento. LEIA TAMBÉM: PERFIL: Assalto a banco, roubo de carga e agiotagem: quem é 'Leite Ninho', criminoso preso no ES que ostentava vida de luxo REVIRAVOLTA: Marido é preso suspeito de colocar fogo em colchão e provocar morte de professor do Ifes em banheiro Veja os vídeos que estão em alta no g1 A movimentação mais recente no processo ocorreu na segunda-feira (2). A defesa de uma das rés pediu a redução da pena, alegando que a acusada tem mais de 70 anos. O pedido foi aceito pela Justiça. O g1 não conseguiu localizar os advogados das acusadas até a publicação da reportagem. O INSS também foi procurado, mas não retornou. Como funcionava o esquema Segundo a sentença, assinada pela juíza Flávia Rocha Garcia em 19 de dezembro de 2025, o grupo adotava uma estratégia para facilitar os saques. As identidades falsas eram registradas, na maioria das vezes, como de pessoas não alfabetizadas. Isso permitia a realização de saques e provas de vida apenas com impressões digitais, sem assinatura. O caso começou a ser investigado após uma denúncia anônima. A informação apontava que Sandra Maria usava o nome falso “Vitória Fernandes Perez” para receber benefícios de forma irregular. A partir disso, a Polícia Federal identificou uma rede liderada por Graziela Falagan. Segundo os autos, ela coordenava a criação das identidades fictícias e a logística dos saques bancários. Ilma Itamar dos Santos atuava como o braço operacional do esquema. De acordo com a decisão judicial, ela ia pessoalmente às agências bancárias para sacar os benefícios, usando documentos falsos com a própria fotografia. Em depoimento, Ilma teria confessado que praticava as fraudes havia cerca de sete anos, sob orientação de Graziela. Penalidades Como cada uma delas teve uma participação específica, as condenações variaram entre as rés. Graziela foi responsabilizada por fraudes ligadas a 38 benefícios. Ilma, por 13. Sandra, por um caso específico. Graziela Falagan teve pena de 9 anos, 7 meses e 16 dias; Ilma Itamar: 7 anos e 13 dias; e Sandra Maria Pereira de Oliveira, 1 ano e 4 meses, já com a redução o pedido da defesa. A Justiça Federal também determinou o ressarcimento mínimo ao INSS. Graziela Conceição Lobato Falagan foi condenada a devolver R$ 3.220.789,88. Ilma Itamar dos Santos deverá ressarcir R$ 1.255.281,84. Já Sandra Maria Pereira de Oliveira foi condenada ao pagamento de R$ 92.379,44. Os valores correspondem aos danos causados e não excluem outras multas aplicadas no processo, conforme a decisão judicial. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
05/02/2026 22:16:54 +00:00
'Se não houver uma solução, seremos os Correios amanhã', diz presidente da Eletronuclear sobre situação financeira

Presidente dos Correios apresenta hoje (29) o plano de reestruturação A Eletronuclear tem recursos em caixa apenas até meados de março e pode entrar em colapso financeiro caso não haja uma solução para o impasse em torno da usina nuclear de Angra 3. A informação foi dada ao g1 pelo presidente interino da estatal, Alexandre Caporal. Segundo ele, a empresa pede que bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina. A medida, afirmou, é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal. “Se não houver uma solução, seremos os Correios amanhã”, disse Caporal, em referência à crise econômico-financeira dos Correios. A definição sobre Angra 3 vem se arrastando há anos. Em 2025, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a afirmar que encerraria o ano com uma decisão sobre o tema, o que não se concretizou. Angra 3 Eletronuclear Questionado pelo g1 sobre quando o assunto deve entrar na pauta do CNPE, o Ministério de Minas e Energia — que preside o conselho — não respondeu até a publicação desta reportagem. Caporal afirmou que a Eletronuclear não precisa, neste momento, de aporte do Tesouro Nacional para honrar seus compromissos. Ainda assim, disse que é fundamental que os bancos credores suspendam a cobrança da dívida. A suspensão dos pagamentos — já concedida por seis meses em 2024 — daria fôlego à estatal até que o CNPE defina o destino de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de dez anos. De acordo com Caporal, o serviço da dívida soma R$ 800 milhões em 2026. Quando somados aos custos de manutenção da usina, os gastos totais com Angra 3 ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. “Se essa decisão for adiada até um momento de colapso, pode ser necessário um aporte para mitigar os efeitos danosos de um colapso financeiro”, afirmou. O presidente interino disse ainda que, sem uma solução, a estatal pode entrar em default com fornecedores e com os próprios bancos. “Caso a gente não tenha um evento extraordinário de liquidez, a gente possivelmente vai entrar em default com os fornecedores e, principalmente, com os próprios bancos”, disse. Caporal afirmou que apenas uma solução estrutural será capaz de estabilizar a empresa. “Qualquer outra medida vai ser o que a gente tem feito pelo menos nos últimos um ano e meio: medidas extraordinárias de liquidez. A resolução estrutural é ter uma solução clara sobre Angra 3”, declarou.
05/02/2026 21:51:15 +00:00
EUA e Argentina assinam acordo comercial com redução de tarifas e acesso a minerais críticos

Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters Os Estados Unidos e a Argentina assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo comercial com previsão de redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos. O entendimento também abrange materiais críticos, em linha com a estratégia do presidente Donald Trump de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o texto, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — da exploração ao refino, processamento e exportação. O embaixador norte-americano e negociador comercial Jamieson Greer anunciou o acordo após reunião com o ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, Pablo Quirno. “O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, afirmou Greer. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo o representante comercial americano, o acordo "reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores" dos EUA. A expectativa, acrescentou, é expandir negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas. O documento divulgado pelo governo dos EUA indica que o acordo não entra em vigor no momento da assinatura. Ele passa a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito confirmando a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países acordarem. Após passar a valer, o acordo prevê que a Argentina zere tarifas ou as reduza para cerca de 2% em milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens. A abertura comercial também prevê o fim da taxa estatística argentina — uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros — em até três anos. As reduções tarifárias serão graduais, aplicadas todos os anos em 1º de janeiro. Em nota oficial, o governo de Javier Milei comemorou o acordo e afirmou que o texto consolida uma “relação estratégica” entre os países, baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e “em uma visão moderna da complementaridade comercial”. "A assinatura deste acordo, alcançada graças à visão de abertura e de integração regional do Presidente Javier G. Milei, e à sua excelente relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, é mais um pilar que permite que hoje a Argentina volte a ser parte do mundo ocidental", diz o comunicado. Outros investimentos Além dos minerais críticos, o Acordo entre os Estados Unidos e a República Argentina sobre Comércio Recíproco e Investimento (ARTI) amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores estratégicos da economia argentina. Entre eles: Energia: com facilitação de aportes em toda a cadeia, da exploração e produção ao refino, transporte e geração elétrica, com foco em segurança energética e industrialização. Infraestrutura: com investimentos em telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval e navegação. Tecnologia e comunicações: com abertura para aportes em infraestrutura de informação e comunicação, como redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos. Bens de capital: com facilitação da entrada de máquinas e equipamentos, inclusive usados e remanufaturados, para construção, agricultura, mineração e saúde. Defesa: com simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial no setor. Financiamento: com possibilidade de apoio de agências dos EUA, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado. Conversas com o Brasil A Reuters revelou que o Brasil participou de uma reunião nos EUA, na quarta-feira (4), na qual o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, apresentou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se irá integrar o grupo, apurou a agência. O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como se daria uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro afirmou à agência que o país está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada rapidamente.
05/02/2026 21:40:24 +00:00
Exportação de petróleo pelo Brasil registra maior volume em quase 3 anos

A exportação de petróleo do Brasil cresceu 13,3% em janeiro ante o mesmo mês do ano anterior, para o maior volume mensal em quase três anos, após a entrada de quatro novas plataformas em importantes campos do pré-sal em 2025, mostraram dados oficiais do governo nesta quinta-feira (5). No total, o Brasil exportou 10,57 milhões de toneladas no primeiro mês do ano, contra 9,33 milhões de toneladas no mesmo período de 2025, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na história, o volume só perde para março de 2023, quando o Brasil exportou 11 milhões de toneladas de petróleo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Do lado da receita, entretanto, houve uma queda de 7,8% nas vendas externas de petróleo em janeiro na comparação anual, a US$ 4,3 bilhões (R$ 22,6 bilhões), diante de um recuo nos preços da commodity. No primeiro mês de 2026, o preço do petróleo vendido pelo Brasil foi de US$ 407,4 (R$ 2.142,11) por tonelada, um recuo de 18,6% ante o mesmo período de 2025. Na véspera, relatório da consultoria Rystad Energy apontou que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com uma produção prevista acima de 4,2 milhões de barris por dia. O crescimento das vendas externas do Brasil vem após o país ter batido um recorde na produção de petróleo em 2025 de 3,770 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 12,3% ante o ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta semana. No ano passado, a Petrobras colocou três novas plataformas em operação, sendo duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos os ativos importantes produtores do pré-sal da Bacia de Santos. A norueguesa Equinor, por sua vez, iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, também em Santos. Exploração de petróleo em Sergipe Agência Sergipe
05/02/2026 20:06:00 +00:00
Mesmo com tarifaço dos EUA, superávit da balança comercial sobe 86% em janeiro e chega a US$ 4,32 bilhões

A balança comercial registrou superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (5). 🔎O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. Segundo dados oficiais, houve um aumento de 85,8% no saldo positivo na comparação com o mesmo mês de 2025 (+US$ 2,34 bilhões). Esse é o melhor resultado para meses de janeiro desde 2024, quando foi contabilizado um saldo positivo de US$ 6,2 bilhões. Também foi o segundo melhor resultado para meses de janeiro de toda série histórica, que tem início em 1989. 💵De acordo com o governo, em janeiro: As exportações somaram US$ 25,15 bilhões, com alta de 3,8% na média por dia útil; As importações somaram US$ 20,1 bilhões, com queda de 5,5% na média por dia útil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Destaques das exportações em janeiro Óleos brutos de petróleo: US$ 4,3 bilhões, com queda de 7,8% Minério de ferro: US$ 2,05 bilhões, com recuo de 8,6% Carne bovina: US$ 1,3 bilhão, com aumento de 42,5% Café não torrado: US$ 1,01 bilhão, com queda de 23,7% Celulose: US$ 957 milhões, com queda de 6,1% Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. Bruno Leão/Sedecti LEIA TAMBÉM: Taxa das blusinhas: Receita Federal arrecada recorde de R$ 5 bilhões em 2025, mesmo com queda de encomendas internacionais Tarifaço dos Estados Unidos Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,4 bilhões em janeiro deste ano, contra US$ 3,22 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um recuo de 25,5%. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,07 bilhões em janeiro deste ano, com queda de 10,9% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,44 bilhões). Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 668 milhões no primeiro mês de 2026. O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio. Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes. Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta segue tarifada. A situação da balança comercial brasileira em janeiro só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, México e Oriente Médio. Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA, apesar de o Brasil ter registrado queda de exportações para a União Europeia e com o Mercosul no primeiro mês deste ano. Exportações para outros blocos e regiões em janeiro: China: +17,4%, para US$ 6,47 bilhões; Mercosul: -13,5%, para US$ 1,45 bilhão; União Europeia: -6,2%, para US$ 3,92 bilhões; México: +24,4%, para US$ 411 milhões; Oriente Médio: +31,6%, para US$ 1,78 bilhão.
05/02/2026 18:00:29 +00:00
Bitcoin cai abaixo dos US$ 70 mil e registra menor nível desde a reeleição de Trump

Ilustração mostra representação de bitcoin. Dado Ruvic/ Reuters A cotação do bitcoin operava em queda nesta quinta-feira (5), e a moeda digital era negociada abaixo de US$ 70 mil pela primeira vez desde a eleição de Donald Trump, em novembro de 2024. O republicano é um defensor da criptomoeda. Após ser negociado brevemente a US$ 69.821,18 (ou R$ 367.800 reais), o bitcoin caía 3,26%, a US$ 70.256 (R$ 370.100), por volta das 9h, prolongando a queda associada à menor disposição dos investidores para ativos considerados mais arriscados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O valor das criptomoedas disparou após a eleição de Trump, visto como um grande incentivador do setor. Um mês depois, o bitcoin — a criptomoeda de maior valor de mercado — chegou a superar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil (R$ 526 mil), um recorde celebrado publicamente por Trump. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fiel à reputação de forte oscilação, o bitcoin voltou a subir e alcançou a cotação recorde de US$ 126.251,31 (R$ 665 mil), antes de passar por uma queda. Nos últimos dias, no entanto, o bitcoin foi afetado por um clima mais pessimista em vários mercados, especialmente nas ações do setor de tecnologia e também no mercado de metais preciosos. Além disso, a criptomoeda enfrenta incertezas sobre regras do setor, diante da análise de um projeto sobre moedas digitais nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, que está travada no Senado. “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.
05/02/2026 16:43:38 +00:00
Denúncias de consignado não contratado no INSS crescem 113% em 2025

Queixas de consignado no INSS disparam 113% em 2025 O número de denúncias de crédito consignado do INSS não contratado cresceu 113% em 2025. Foram registradas 19.888 reclamações desse tipo no site Consumidor.gov, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2024, haviam sido registradas 9.319 reclamações desse tipo. Reclamações sobre consignados do INSS GloboNews Empréstimos que estão sendo cobrados, mas nunca foram solicitados, representam 25,7% do total de reclamações de segurados do INSS na plataforma, dentro do tema de crédito consignado. Entre 2019 e 2025, foram mais de 111 mil reclamações desse tipo. Reclamações sobre consignados do INSS GloboNews Outro alvo de denúncias de aposentados e pensionistas são os cartões de crédito consignado não solicitados, como a chamada RMC (Reserva de Margem Consignável). Nesse modelo, após a contratação de um empréstimo, um valor mínimo é descontado diretamente do benefício do segurado. Entre 2019 e 2025, foram registradas 11,8 mil reclamações de cartões não solicitados — mais de 3 mil apenas no ano passado. Os empréstimos consignados descontados diretamente do benefício do INSS foram criados para facilitar o acesso ao crédito para os segurados. O Instituto, no entanto, não é remunerado por esse serviço e ainda arca com custos para viabilizar a operação. Em janeiro, o INSS firmou um acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para retomar a cobrança de valores das instituições financeiras que oferecem empréstimos consignados vinculados a benefícios do INSS. A cobrança está prevista em lei, mas havia deixado de ser feita desde 2022. Com a retomada, a previsão é de que o INSS receba R$ 148,4 milhões. Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos Reprodução/TV Globo
05/02/2026 15:30:28 +00:00
Lula diz que conversou com filho citado em CPMI do INSS: 'Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS — que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria "pagar o preço". "Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda", contou. Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter "decidido ficar no Brasil para se defender". As declarações foram dadas durante uma entrevista para o portal UOL. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Convocação barrada Em dezembro, A CPI mista do INSS rejeitou por 19 votos a 12 a convocação de Lulinha na comissão. Ele entrou na mira de parlamentares da oposição após a publicação de reportagens que afirmaram que o filho de Lula teria recebido dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a afirmar que Lulinha teria sido contratado para atuar como uma espécie de lobista em favor de Antunes. Fábio Luís Lula da Silva não é investigado no esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. Nova convocação Em entrevista a jornalistas nesta quinta, o presidente da CPMI afirmou que pretende colocar em votação um novo requerimento pedindo a convocação de Lulinha para esclarecimentos. "Está previsto não só do filho do presidente, mas também do próprio irmão, de pessoas ligadas à publicidade do Partido dos Trabalhadores. Eu vou trazer de volta", pontuou Carlos Viana. "Esses requerimentos vão ser colocados na primeira oportunidade. Cada parlamentar votará de acordo com a sua consciência", prosseguiu. Lula durante conversa com jornalistas em Brasília Adriano Machado/Reuters CPMI do INSS As investigações sobre fraudes no INSS se desenvolveram a partir da descoberta de descontos irregulares e operações não autorizadas que afetaram aposentados e pensionistas. A CPMI do INSS busca esclarecer como esses descontos foram realizados sem consentimento e entender a atuação do órgão na fiscalização desses processos, ouvindo dirigentes e solicitando documentos para mapear a extensão das irregularidades e os mecanismos que permitiram que elas ocorressem. Com o avanço das apurações, surgiram indícios de um esquema mais amplo, envolvendo irregularidades em contratos e falhas de controle, o que levou o colegiado a aprofundar a análise de reclamações de beneficiários, documentos apresentados para justificar cobranças e eventuais responsabilidades administrativas. As diligências seguem em curso, com depoimentos reagendados e novas frentes de investigação abertas para dimensionar o impacto das fraudes e identificar os responsáveis.
05/02/2026 15:04:40 +00:00
Lula diz que recebeu Vorcaro e afirma que não haverá posição política 'pró ou contra' Master

Lula diz que recebeu Vorcaro e afirma que não haverá posição política 'pró ou contra' Master O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (5) que já se reuniu com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, assim como fez com dirigentes de outras instituições financeiras, e garantiu que não haverá interferência política a favor ou contra as investigações no caso. Questionado em entrevista ao portal "Uol" sobre uma eventual relação com Vorcaro, o petista afirmou que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente. Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo. "Eu chamei o [presidente do BC, Gabriel] Galípolo, chamei Rui Costa, que é da Bahia, que conhecia ele, e ele então me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessado em derrubar ele, não sei das quantas...", relatou. "O que eu disse pra ele: 'não haverá posição política pró ou contra o Banco Master.' O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. você fique tranquilo, que a política não entrará na investigação do seu banco, o que entrará será a competência técnica do Banco Central pra saber se está errado, se você quebrou, se não quebrou, se tem dinheiro lavado ou não tem. E é isso que está sendo feito", acrescentou Lula. Segundo Lula, no encontro em 2024, interesses privados não entraram na pauta. O presidente também disse que reuniões com empresários fazem parte da rotina institucional do cargo. Lula fala no evento dos 3 anos da defesa da democracia Reprodução Lula disse também que, após o encontro, reuniu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para uma conversa. O objetivo era reunir informações sobre o caso porque, segundo ele, estavam diante da "primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção, da lavagem de dinheiro neste país". "É uma chance extraordinária. Não me importa que envolva política, que envolva partido, que envolva banco. Quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade de dar um rombo, talvez o maior rombo econômico deste país", acrescentou. O caso Master envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Ele é alvo de investigações da Polícia Federal, após denúncias de fraudes financeiras envolvendo ativos do banco. Caso Master O Banco Master foi liquidado por decisão do Banco Central em novembro do ano passado, após operação da PF contra Vorcaro. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Além de suspeitas de operações fraudulentas envolvendo o próprio banco, o caso também alcança o BRB e outras instituições financeiras, como o Rioprevidência. O ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, também já prestou serviços de consultoria à instituição.
05/02/2026 15:02:57 +00:00
EUA concedem empréstimo de US$ 565 milhões a mineradora brasileira de terras raras

O governo dos Estados Unidos fechou um acordo de financiamento no valor de US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, informou a empresa nesta quinta-feira (5). O tratado também dá ao governo americano o direito de adquirir uma participação minoritária na companhia. O acordo faz parte de um amplo pacote anunciado na última quarta-feira (4) pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, para criar um bloco comercial preferencial para minerais críticos e definir preços mínimos, à medida que Washington intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais para a manufatura avançada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Serra Verde utilizará o financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir a produção, informou em comunicado. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mina da Serra Verde, de capital fechado, é rica em terras raras pesadas, ao contrário de muitos outros depósitos ocidentais. O produto da Serra Verde apresenta elevada concentração de disprósio e térbio — dois minerais críticos — além de outros elementos de terras raras fundamentais para componentes de alta tecnologia utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, segundo a empresa. A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027. A Serra Verde é propriedade dos grupos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis. Busca por minerais críticos O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros. Segundo a agência de notícias Reuters informou na véspera, o governo se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington e que, se for interesse do governo dos EUA, o tema poderá ser colocado à mesa. À Reuters, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais "em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país". Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos. Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American. No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento. Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões (R$ 52,4 milhões) em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque
05/02/2026 14:53:05 +00:00
Governo Trump finaliza mudança que permite demissão de 50 mil servidores de carreira

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo de Donald Trump concluiu nesta quinta-feira (5) a reformulação do sistema de serviço civil dos Estados Unidos. Segundo comunicado oficial, a mudança dá ao presidente o poder de contratar e demitir cerca de 50 mil servidores federais de carreira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança, divulgada pelo Escritório de Gestão de Pessoal (Office of Personnel Management), cumpre uma promessa de campanha de retirar garantias trabalhistas de servidores que, na avaliação da equipe do presidente, estariam “influenciando” decisões do governo. Essa é a maior mudança nas regras do funcionalismo público americano em mais de um século. Durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump se referiu a essa reformulação como “Schedule F”. Segundo o comunicado, caberá a ele decidir quais cargos do governo perderão essas garantias. Trump conversa com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters "Uma Única Voz" Em fevereiro do ano passado, Trump havia assinado uma ordem que prevê punições, incluindo demissão, para de servidores federais que não forem fiéis à agenda de política externa estabelecida por ele. O texto, intitulado "Uma Única Voz para as Relações Exteriores dos EUA", estabelece que o Departamento de Estado promova uma reforma no Serviço Diplomático americano "para garantir uma força de trabalho comprometida com a implementação fiel da política externa do Presidente". De acordo com a ordem, funcionários que falharem na aplicação das diretrizes impostas por Trump serão investigados por descumprimento da disciplina profissional e poderão, inclusive, ser demitidos. O decreto determina ainda que todas as agências relacionadas à política externa criem mecanismos para garantir que os servidores implementem "fielmente" as ordens de Trump. Pela ordem, caberá ao secretário de Estado, Marco Rubio, desenvolver novos critérios de recrutamento, avaliações de desempenho e padrões que assegurem o cumprimento das políticas presidenciais. Embaixadas sob aviso No ano passado, antes da assinatura da ordem executiva, a emissora americana ABC News reportou que embaixadas dos EUA ao redor do mundo foram instruídas a se prepararem para cortes de servidores. O governo também exigiu que os diplomatas entreguem listas com os nomes de todos os funcionários que trabalham nas missões dos EUA em outros países, segundo a reportagem. Desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump afirma que suas políticas são prejudicadas pelo chamado "deep state" — uma suposta rede de burocratas que permaneceriam no governo para minar sua agenda. Durante a campanha presidencial de 2024, ele prometeu reformular profundamente o funcionalismo público, removendo servidores que considera desleais. O decreto assinado nesta quarta-feira se alinha a essa promessa. *Com informações da agência de notícias Reuters
05/02/2026 14:39:55 +00:00
Nova CNH: brasileiros deixaram de gastar R$ 499 milhões com renovação automática, diz ministério

Com as novas regras da CNH, em vigor desde o fim de 2025, 685.325 motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas chegou a R$ 499,2 milhões. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre as regiões do Brasil, o Sudeste lidera o ranking de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O top 5 dos estados do país com mais renovações gratuitas é o seguinte: São Paulo: 182.884 renovações; Paraná: 51.402 renovações; Bahia: 31.109 renovações; Goiás: 26.835 renovações; Pará: 12.388 renovações. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 122,17. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Acre, a taxa é de R$ 89,75. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.
05/02/2026 14:21:47 +00:00
O petisco 'humilde' da Coreia que virou febre global e atingiu preço recorde em 2026

A Coreia do Sul é conhecida como a maior produtora e exportadora mundial de 'gim', uma alga marinha seca, preta, crocante, geralmente em folha e de formato quadrado Getty Images via BBC Preta, crocante, geralmente em folha e de formato quadrado, a alga marinha seca, conhecida também como "gim", é um alimento básico e modesto presente nas mesas do dia a dia em toda a Coreia do Sul. Mas, à medida que a sua popularidade global cresce, a alta dos preços começa a preocupar os apreciadores do produto no país. Lee Hyang-ran vende "gim" há 47 anos. "No passado, as pessoas de países ocidentais achavam que os coreanos comiam algo estranho que parecia um pedaço de papel preto", disse a vendedora, que está na casa dos 60 anos, falando de uma pequena barraca de mercado no centro de Seoul. "E nunca achei que venderia 'gim' para eles. Mas agora todos vêm aqui e compram". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Coreia do Sul é conhecida como a maior produtora e exportadora mundial de "gim", abastecendo mercados da Ásia, da América do Norte e da Europa. Alguns chegam a se referir ao produto como o "semicondutor preto" do país, uma referência à grande participação sul-coreana na indústria global de semicondutores (fundamentais para abastecer tudo, de máquinas de lavar a iPhones, de jatos militares a veículos elétricos). As exportações cresceram de forma constante nos últimos anos e, em 2025, as exportações sul-coreanas de algas marinhas secas da Coreia do Sul atingiram o recorde de US$ 1,13 bilhão (cerca de R$ 5,65 bilhões), segundo o Korea Maritime Institute (KMI). E, à medida que a demanda aumenta, os preços também sobem. Conhecido localmente como um lanche ou ingrediente acessível, o "gim" costumava custar cerca de 100 won (cerca de R$ 0,30) por folha em 2024, sendo normalmente vendido em pacotes de 10 folhas ou mais, por cerca de US$ 0,60 por pacote (aproximadamente R$ 3). Mas, no mês passado, o preço de uma única folha "gim" ultrapassou 150 won (cerca de R$ 0,55), um recorde histórico no país. "Os produtos premium custam agora até 350 won por folha [em torno de R$ 1,30]", disse Lee. Lee Hyang-ran vende 'gim' há 47 anos na Coreia do Sul BBC Kim Jaela, na casa dos 30 anos, costuma comprar "gim" em grandes quantidades, cerca de 500 folhas pequenas por vez, o suficiente para durar vários meses. Mas ela disse que talvez isso precise mudar, diante de como o "gim" ficou caro. Ela faz a maior parte das compras de supermercado pela internet e checava os preços no celular durante a entrevista. "Meu Deus, realmente ficou mais caro em alguns dólares! Felizmente, eu consigo aguentar mais algumas semanas com dois pacotes de "gim", mas, se eu vir o mesmo preço ou um valor ainda maior depois, provavelmente não vou repor", disse. Um alimento básico coreano O apetite mundial por "gim" reflete uma crescente demanda global por produtos sul-coreanos, impulsionada por influências culturais como o K-pop (música coreana) e os K-dramas (séries de televisão). À medida que públicos de diferentes países se envolvem mais profundamente com esse tipo de entretenimento, cresce também o interesse pela culinária coreana, um movimento que as empresas ao redor do mundo já perceberam. Em 2023, o gimbap da rede americana de supermercados Trader Joe's, um rolinho de arroz coreano envolto em alga, viralizou e teve os estoques esgotados em todo o país pouco depois do lançamento. "Eu conheci o 'gim' porque é uma comida típica coreana que aparece com frequência nos K-dramas", disse Miki, uma visitante japonesa de 22 anos, em entrevista à BBC. "No Japão, temos algo parecido chamado 'nori', mas o sabor é totalmente diferente. O 'gim' é mais leve e crocante e geralmente é grelhado com óleo de gergelim e sal, enquanto o nori costuma ser temperado com molho de soja." Viola, uma visitante de 60 anos do Brooklyn, em Nova York (EUA), afirmou que come o "gim" como um lanche. "Eu simplesmente coloco na boca como se fosse uma batata frita", disse, acrescentando que o produto parece uma "alternativa mais saudável". "De países asiáticos a ocidentais, mais pessoas estão se familiarizando com o 'gim', o que aumenta a demanda global", disse Lee Eunhee, professora de estudos do consumidor da Inha University (Coreia do Sul). "Para atender à demanda externa, os preços no mercado interno estão sendo pressionados para cima." Kim Namin, de 29 anos, administra uma fábrica de processamento de "gim" temperado com 30 anos de tradição familiar em Wando, uma ilha no sul da Coreia do Sul conhecida pela produção de abalones (moluscos marinhos) e algas marinhas. A fábrica compra a alga crua, grelha com óleo e sal e a corta no formato retangular familiar vendido nas lojas. Nos últimos cinco anos, a maior parte da produção foi exportada para mercados internacionais. "Não há fábricas de 'gim' suficientes para acompanhar o aumento da demanda", disse Kim, acrescentando que a família agora considera expandir as operações. Ele afirmou ainda que o "gim" é um alimento altamente sensível a preço na Coreia do Sul, historicamente associado à acessibilidade. Mesmo aumentos marginais no custo são fortemente percebidos pelos consumidores e tendem a provocar resistência pública, outro motivo para o foco crescente em mercados externos. Autoridades governamentais e especialistas afirmam que o aumento de preços é impulsionado por múltiplos fatores, incluindo a inflação geral, a alta dos custos de mão de obra e a queda da produção em outros países. Ainda assim, muitos concordam que o crescimento da demanda global continua sendo o principal motor da alta. Em uma tentativa de apaziguar os consumidores domésticos, as empresas, em conjunto com o governo, estão adotando medidas para conter os custos. O Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul prometeu monitorar de perto a situação para estabilizar os preços. Empresas alimentícias sul-coreanas como a Pulmone também planejam criar um centro de pesquisa e desenvolvimento de algas em terra firme, permitindo a colheita ao longo de todo o ano. De volta a Seul, o mercado fervilha de turistas, e os negócios vão bem para Lee. "O 'gim' está vendendo como água… especialmente o usado para fazer gimbap", disse. "Fico feliz que o 'gim' coreano esteja ficando popular."
05/02/2026 14:10:11 +00:00
Ibovespa sobe aos 182 mil pontos, de olho em dados econômicos e balanços corporativos; dólar avança
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa, teve ganhos de 0,23% nesta quinta-feira (5), aos 182.127 pontos. O dólar, por sua vez, fechou a sessão em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,2538. ▶️ Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia foi a divulgação do relatório de emprego Jolts. O documento mostrou que o número de vagas em aberto no país caiu 386 mil em dezembro, para 6,5 milhões, nível mais baixo desde setembro de 2020. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda econômica teve a divulgação da balança comercial de janeiro. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o mês registrou um superávit (quando as exportações superam as importações) de US$ 4,3 bilhões — avanço de 85,8% em comparação ao mesmo mês de 2025. ▶️ A divulgação de balanços de empresas também toma a atenção dos investidores. No Brasil, o foco está nos resultados do Bradesco, que serão divulgados no fim da tarde. Ontem, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado positivo fez as ações do banco subirem mais de 2,15% no pregão. Em Wall Street, a Alphabet, controladora do Google, projetou gastos com inteligência artificial bem acima do esperado, o que voltou a desanimar investidores em relação ao futuro do setor de tecnologia. Agora, as atenções se voltam para os resultados do Bradesco no Brasil e da Amazon nos EUA. Ambas as empresas divulgam seus números após o fechamento do mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +0,12%; Acumulado do ano: -4,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,42%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +13,03%. Temporada de balanços A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados por aqui. O resultado do Santander, na véspera, trouxe uma queda de 2% nas ações do banco. A instituição registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas teve uma queda no resultado antes do pagamento de impostos. Já o Itaú teve um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015. O resultado, divulgado pelo banco na noite de ontem, foi bem recebido pelo mercado nesta quinta-feira. As ações do banco avançaram mais de 2% na sessão. Agora, as atenções se voltam para o Bradesco por aqui e para a Amazon nos EUA. Ambas as empresas devem divulgar seus números de 2025 ainda hoje, após o fechamento dos mercados. Bolsas globais Em Wall Street, as bolsas americanas encerraram o pregão em queda, pressionadas principalmente pelas perdas das empresas de tecnologia. O clima ficou mais pesado após a Alphabet, controladora do Google, sinalizar que seguirá aumentando os investimentos em projetos de inteligência artificial, mesmo depois de divulgar um crescimento robusto no lucro do último trimestre — uma indicação de que os gastos elevados devem continuar pressionando os resultados no curto prazo. O S&P 500 recuou 1,20%, enquanto o Nasdaq caiu 1,59% e o Dow Jones registrou perdas de 1,20%. Na Europa, os principais índices acionários da região caíram nesta quinta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido as taxas de juros inalteradas. A instituição não deu pistas sobre seu próximo passo na condução de política monetária. Balanços corporativos também ficaram no radar. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou e m queda de 1,05%, na maior perda diária em mais de dois anos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,46%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,29%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,90%. Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com desempenho desigual, influenciadas pela queda expressiva nos preços dos metais preciosos e pela onda de vendas no setor de tecnologia, que se espalhou por diversos mercados. No fim das negociações, o índice de Xangai recuou 0,64% e o CSI300 caiu 0,60%. Em Hong Kong, o Hang Seng destoou e avançou 0,14%. Entre outros mercados da região, o Nikkei, no Japão, caiu 0,9%, o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 3,86%, e o Taiex, de Taiwan, perdeu 1,51%. Já a bolsa de Cingapura teve leve alta de 0,21%.
05/02/2026 12:00:40 +00:00
Taxa das blusinhas: Receita Federal arrecada recorde de R$ 5 bilhões em 2025, mesmo com queda de encomendas internacionais
Consumidor reduz compras internacionais após criação da Taxa das Blusinhas O governo arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões em imposto de importação em 2025 com as encomendas internacionais, de acordo com informações da Secretaria da Receita Federal. Em 2024, recorde anterior, a arrecadação totalizou R$ 2,88 bilhões. 💵Segundo o Fisco, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais. ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Consumidor reduz compras internacionais após criação da Taxa das Blusinhas Queda de encomendas O recorde na arrecadação das encomendas internacionais aconteceu apesar da queda das remessas do exterior, que somaram 165,7 milhões de encomendas no ano passado, contra 189,15 milhões em 2024. "Embora tenha havido uma queda na quantidade total de remessas, esse fator pode ser atribuído ao fim do fracionamento (por exemplo, foi detectada uma única pessoa física sendo responsável pelo envio de mais de 10 milhões de remessas) e também ao aumento do volume de compras efetuadas dos produtos nacionais comercializados pela Internet", argumenta a Receita Federal. Segundo o governo: Houve um aumento de mais de 2,7 milhões de pessoas físicas efetuando até três compras internacionais em 2025; Houve redução na quantidade de pessoas físicas com um volume superior a cinco encomendas internacionais por ano passado. ➡️Os gastos totais com encomendas internacionais, por sua vez, subiram para R$ 18,6 bilhões (novo recorde) no último ano, contra R$ 15 bilhões em 2024. Remessa Conforme Criado em 2023, o Remessa Conforme é um programa para regularizar a importação de mercadorias. O imposto que incide sobre essas compras ficou conhecido popularmente como a "taxa da blusinha". No começo, compras até US$ 50 dólares eram isentas do imposto de importação, mas tinham que ser declaradas à Receita. Até então, o índice de mercadorias declaradas era considerado pequeno. Ainda em 2023, no entanto, os estados instituíram um ICMS de 17% para essas compras. Em agosto de 2024, o governo brasileiro, em conjunto com o Congresso Nacional, instituiu uma alíquota de 20% para as compras do exterior de até US$ 50. Ao mesmo tempo, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado. Posição da Receita Federal Questionada pelo g1, a Receita Federal informou que o Remessa Conforme é uma "estratégia inovadora para regularizar o expressivo volume de compras internacionais feitas via internet". "Com o PRC [Programa Remessa Conforme] o governo conseguiu elevar drasticamente o registro de declarações de importação e combater a evasão fiscal, ao mesmo tempo em que acelerou o prazo de entrega dos produtos. O número de encomendas 'não PRC' [fora do programa] no Brasil caiu de 16 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025", informou o Fisco. Antes do Remessa Conforme, diz o governo, havia ausência de declarações formais em 98% dos casos de remessas postais, o que "favorecia o uso das encomendas postais internacionais como meio de fracionamento de importações (várias encomendas do mesmo produto para o mesmo destinatário), com nítidos e crescentes prejuízos à economia nacional". "Empresas que anteriormente usavam o meio Postal para realização da última milha das entregas e, na prática, não serem tributadas passaram a operar diretamente no país, se estabelecendo como empresas de remessas expressas", acrescentou a Receita Federal. O órgão destacou outras mudanças que ocorreram com o início do Remessa Conforme: Agilidade na Entrega: Fisco diz que o tempo de entrega caiu pelo tratamento aduaneiro (na alfândega) dado aos produtos, além de liberação mais rápida por conta do pagamento antecipado de impostos. "Em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, o tempo total entre a compra e a entrega pode ser de apenas 3 dias", diz a Receita. Previsibilidade financeira: Órgão diz que o programa elimina a incerteza sobre o valor final do produto, pois os impostos são apurados no ato da compra. "O consumidor tem clareza sobre os valores, o que permite uma melhor gestão financeira e evita custos inesperados ou boletos extras para liberar o pacote". Segurança Jurídica e Comodidade: Receita avalia que o consumidor cumpre suas obrigações de pagar impostos automaticamente, sem a necessidade de interagir com o órgão ou com os Correios para liberar o produto. "O programa oferece maior segurança e rastreabilidade em todas as operações de importação", informou. Congresso debate fim da taxa das blusinhas ➡️A Câmara dos Deputados discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas". Em audiência pública no Congresso Nacional, no fim do ano passado, Edmundo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), diz que, segundo dados oficiais do Caged, nos 12 meses posteriores à implantação da taxa houve aumento de mais de um milhão de postos de trabalho. "É importante destacar que, nos meses que precederam a taxa das blusinhas, o setor estava em nível de faturamento negativo. A gente tinha por volta de -0,6% de atividade econômica, um declínio claro", afirmou o executivo, na ocasião. Segundo ele, a taxa contribuiu para o crescimento do setor e também para o aumento da arrecadação. O governo teve alta de cerca de 17% nesses 12 meses. Um estudo da LCA Consultoria Econômica – empresa especializada em análises econômicas –, apresentado também ao Legislativo, diz que a taxação, criada para proteger o varejo a e indústria nacionais, não surtiu o efeito esperado. "A taxa não teve impacto mensurável na geração de empregos e acabou penalizando principalmente os consumidores de baixa renda, que passaram a pagar mais caro nos produtos e a consumir menos", conclui o levantamento. 🔎O relatório foi feito feito a pedido da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia – Amobitec, que representa empresas de comércio internacional e delivery, como Shein e Amazon, e que participou do debate na Câmara.
05/02/2026 07:01:18 +00:00
O mercado de trabalho em transformação - O Assunto #1654

Em diversos setores da economia, empresas estão reformulado ofertas de emprego para atrair e reter trabalhadores em um mercado aquecido e com desemprego baixo – 5,6%, o menor da série histórica do IBGE. Benefícios mais amplos, bônus financeiros e mudanças na jornada de trabalho passaram a ser usados como estratégia para preencher vagas que seguem abertas. Do lado dos trabalhadores, a decisão de aceitar ou deixar um emprego tem sido cada vez menos guiada apenas pelo salário – flexibilidade virou a palavra-chave, num movimento reforçado pela expansão do trabalho por conta própria e da economia dos aplicativos. Para analisar esse cenário, Natuza Nery entrevista Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. Ele explica por que aumentou o equilíbrio de forças entre empregado e empregador e avalia os impactos do mercado de trabalho superaquecido nos dados macroeconômicos. Convidado: Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. O que você precisa saber: Falta de mão de obra faz empresas oferecerem mais benefícios para atrair funcionários IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025 O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Participou deste episódio Paula Paiva Paulo. Mais equilíbrio entre empregado e empregador O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil
05/02/2026 03:30:28 +00:00
Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? Os trabalhadores já podem consultar se têm direito ao abono salarial PIS-Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, a partir desta quinta-feira (5). Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa no dia 16 de fevereiro. A partir deste ano, o abono será pago por meio de calendário fixo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dessa vez, serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada e outros 217,2 mil servidores públicos. Os benefícios variam de R$ 136 a R$ 1.621. Veja abaixo todas as datas de 2026: o Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo
05/02/2026 03:01:03 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 144 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.969 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 144 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (5), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
05/02/2026 03:00:51 +00:00
TCU autoriza inspeção nos Correios para apurar possíveis irregularidades na gestão
O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, nesta quarta-feira (4), a realização de uma inspeção nos Correios para apurar possíveis irregularidades administrativas, financeiras, operacionais e institucionais na gestão da estatal. A empresa terá prazo de 20 dias para encaminhar as informações solicitadas à Corte de Contas. A medida atende a uma solicitação do Congresso Nacional para a realização de auditoria na empresa. Como já existem procedimentos em curso, o TCU decidiu instaurar uma inspeção para abarcar os questionamentos apresentados pelos parlamentares. Dentro do prazo estabelecido, os Correios deverão apresentar cópia do processo administrativo referente ao contrato de confissão de dívida firmado com o Postalis, no valor de R$ 7,6 bilhões, destinado a cobrir o déficit do plano de benefícios do fundo de pensão. O Tribunal também requer informações sobre a motivação do contrato, as análises realizadas, a origem da dívida, o valor efetivamente contratado e os montantes já pagos. Além disso, a estatal deverá encaminhar cópia de eventuais ações da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) relacionadas ao contrato de confissão de dívida da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com o Postalis, também no valor de R$ 7,6 bilhões, voltado ao equacionamento do déficit do plano de benefícios. O TCU solicitou ainda a apresentação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2020 entre Postalis, Correios e Previc, além de possíveis termos aditivos. Pelo acordo, o instituto se comprometeu a buscar alternativas para equacionar o déficit do fundo de pensão, evitando a liquidação do plano. Correios Em meio a uma crise econômico-financeira, os Correios acumulam mais de 13 trimestres consecutivos de prejuízo. No fim do ano passado, a estatal fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa. Os prejuízos vêm se acumulando ao longo dos últimos três anos, com queda de receitas e aumento de despesas. Cerca de 60% das despesas são com gastos de pessoal. Pesam também os precatórios — dívidas que a estatal é obrigada a pagar por decisões judiciais. No fim do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que a empresa ainda vai precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026.
05/02/2026 02:47:11 +00:00
Governo terá que apresentar justificativas 'consistentes' para eventuais cortes no orçamento de agências reguladoras
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira (4), que o governo federal apresente justificativas técnicas consistentes para eventuais congelamentos no orçamento das agências reguladoras federais, assegurando a preservação dos recursos destinados ao custeio e às atividades de fiscalização. Além disso, o Executivo terá prazo de 180 dias para apresentar um plano voltado à autonomia financeira dessas agências. A determinação foi dada no âmbito de uma auditoria operacional realizada pela Corte, cujo objetivo foi avaliar a estrutura organizacional, a gestão e os resultados de quatro agências reguladoras: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Mineração (ANM). Embora o escopo da auditoria tenha se concentrado nessas quatro autarquias, a decisão do TCU se estende a todas as 11 agências reguladoras federais. Em seu voto, o ministro relator, Jorge Oliveira, destacou que as restrições orçamentárias impactam de forma significativa as agências reguladoras em diferentes etapas da execução do orçamento de cada uma. Segundo ele, os efeitos começam ainda na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), quando as agências são obrigadas a reduzir sua programação para se adequarem aos limites fixados pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF). Em seguida, passam por cortes promovidos pelo Legislativo durante a tramitação do projeto ou pelo próprio Executivo. Por fim, enfrentam contingenciamentos na fase de execução orçamentária, em razão da situação fiscal da União. "Segundo apurado, a diferença entre os valores planejados pelas agências e os referenciais monetários informados pela SOF (ou seja, os limites para a elaboração das propostas orçamentárias dos órgãos setoriais quanto às suas despesas, conforme exemplo à peça 117) aumenta de forma progressiva, tendo alcançado montante significativo em 2025 (diferença de R$ 114 milhões no caso da ANP e R$ 84 milhões no caso da Aneel, por exemplo). Há, ainda, reduções em termos nominais no referencial monetário de 2025, em comparação com os exercícios anteriores, acentuando-se a diferença", afirmou o relator. Ao se manifestar, o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, afirmou que a medida não tem como objetivo criar uma "blindagem orçamentária" para as agências reguladoras. "Não se trata de isentá-las do processo de contingenciamento ou de dispensá-las de sua cota de sacrifício na busca pelo cumprimento das metas de resultado primário e pela responsabilidade fiscal, que são imperativos para todos os entes da Federação", disse Vital do Rêgo. "O que se busca é previsibilidade, racionalidade e transparência", acrescentou. "Isso força uma discussão qualificada sobre prioridades e impactos, em vez de um corte linear e sem critério, que muitas vezes compromete a capacidade do Estado de regular setores que, paradoxalmente, são fontes de arrecadação e de desenvolvimento econômico, como bem demonstrado no relatório", completou o presidente do TCU. Dados mencionados pelos ministros apontam que as agências reguladoras, juntas, arrecadam mais de R$ 130 bilhões por ano, enquanto o orçamento previsto para 2024 era de cerca de R$ 5 bilhões.
04/02/2026 23:43:33 +00:00
Brasil participa de reunião com vice-presidente dos EUA e avalia planos para aliança de minerais críticos, diz agência

Lula diz que Brasil não será exportador de minerais críticos: 'Quem quiser vai ter que industrializar o nosso país' O Brasil participou de uma reunião nos Estados Unidos nesta quarta-feira (4) em que o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, revelou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se integrará o grupo, segundo integrantes do Planalto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como poderia se dar uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro explicou que o Brasil está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado ao país. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada de forma célere. O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros. A fonte acrescentou que o governo brasileiro se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington e que, se o tema for de interesse dos Estados Unidos, poderá ser colocado à mesa. O Ministério de Minas e Energia afirmou à Reuters nesta quarta-feira que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais “em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país”. Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos. Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American. No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento. Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. LEIA TAMBÉM Argentina assina acordo sobre minerais críticos com os EUA, diz governo Milei Ibovespa despenca mais de 2% com cautela no exterior e correção após recordes New START: último acordo nuclear entre Rússia e EUA expira O vice-presidente dos EUA , JD Vance, discursa durante a Conferência Ministerial sobre Minerais Críticos no Departamento de Estado, em 4 de fevereiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst VÍDEOS: mais assistidos do g1
04/02/2026 22:58:17 +00:00
TCU vê baixo uso do FGTS e pedirá providências para o Ministério das Cidades
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar uma série de recomendações ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e ao Ministério das Cidades após uma auditoria apontar baixa execução dos recursos destinados a obras de saneamento básico, infraestrutura urbana e programas de apoio financiados pelo fundo. 🔎 Criado em 1966 e em vigor desde 1967, o FGTS funciona não apenas como uma reserva financeira para o trabalhador em casos como demissão sem justa causa, aposentadoria ou falecimento, mas também como um importante instrumento de fomento a políticas públicas nas áreas de saneamento e infraestrutura. A auditoria analisou os exercícios de 2020 a 2024 e envolveu um volume de recursos de R$ 743,7 bilhões — montante correspondente ao total de ativos do FGTS ao final de 2024, já descontados os investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto, que ficaram fora do escopo do trabalho. No saneamento básico, o levantamento mostrou que, dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para o programa Saneamento para Todos, apenas 46,5% foram efetivamente utilizados. A maior parte desses recursos foi direcionada à região Sudeste. Relator do processo, o ministro Jorge Oliveira destacou que as regiões Norte e Nordeste foram as mais prejudicadas pelo que classificou como um “descompasso”, justamente por serem as áreas que mais demandam políticas de universalização dos serviços de saneamento. "No orçamento para o período de 2020 a 2024, foram previstos cerca de 33% dos recursos para essas regiões, sendo que esse percentual cai para 20% quando se verificam os valores efetivamente realizados", disse em seu voto. "Destaco que, no exercício de 2024, nem sequer houve execução orçamentária do programa para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, conforme demonstrou a unidade instrutora, o que compromete os esforços para a redução das desigualdades regionais e para a melhoria da qualidade de vida da população", complementou. Ainda em relação ao saneamento básico, o ministro ressaltou que, apenas em 2024, do orçamento inicialmente previsto de R$ 6 bilhões, pouco mais da metade — R$ 3,45 bilhões — foi de fato investida. Para ele, o dado evidencia um "claro comprometimento da execução da política pública almejada". Diante desse cenário, o TCU vai recomendar que o Ministério das Cidades identifique as causas da baixa execução orçamentária e apresente soluções para reverter o quadro. Na área de infraestrutura, a situação foi considerada “ainda mais preocupante” quando comparada ao saneamento básico, especialmente nos programas voltados à infraestrutura urbana e aos transportes. Dos R$ 28 bilhões destinados ao setor com recursos do FGTS no período analisado, apenas R$ 3,4 bilhões foram efetivamente utilizados. Quanto aos programas de apoio financiados pelo FGTS — Pró-Moradia, FIMAC e Carta de Crédito Associativa (CCA) —, os técnicos apontaram que a execução foi prejudicada principalmente por dois fatores: a ausência de orçamento ou a execução orçamentária muito abaixo do planejado entre 2020 e 2024. Ao todo, estavam originalmente previstos R$ 7,2 bilhões em empréstimos para esses programas. No entanto, os créditos efetivamente concedidos somaram apenas R$ 780,6 milhões, o equivalente a cerca de 10,84% do valor planejado. Em 2022, os programas de apoio chegaram a não registrar nenhuma operação. Os auditores também identificaram que as propostas orçamentárias elaboradas pelo Ministério das Cidades não levam em conta a avaliação de indicadores de impacto socioeconômico gerados pelos financiamentos com recursos do FGTS. "Ou seja, as propostas orçamentárias apresentadas pelo MCid ao CCFGTS não contemplam uma análise socioeconômica das desigualdades entre as regiões e os ganhos sociais e o desempenho dos programas aprovados, gerando risco de aprovação de operações com baixos impactos, em detrimento de outras que poderiam gerar maiores retornos à sociedade, podendo ocasionar a subutilização dos recursos disponíveis", afirmou o ministro Jorge Oliveira. Diante disso, o TCU também recomendou que o Conselho Curador do FGTS aperfeiçoe a resolução sobre o tema, incluindo indicadores que permitam avaliar o impacto socioeconômico dos investimentos realizados com recursos do fundo e que esses resultados sejam considerados na elaboração do orçamento pelo gestor da aplicação.
04/02/2026 22:37:12 +00:00
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