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g1 > Economia

Free flow: 724 mil motoristas têm até dia 16 para pagar pedágio atrasado e evitar multa; veja como

Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini Segundo dados do Ministério dos Transportes obtidos pelo g1, até 29 de outubro, 724.414 motoristas ainda não pagaram as tarifas de pedágios eletrônicos, conhecidos como "free flow". O número considera pessoas que passaram pelos pórticos até 17 de outubro. Eles têm até 16 de novembro para quitar as tarifas sem receber multa, mas quem já regularizou o pagamento do pedágio pode solicitar o reembolso. (veja como mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que cobra a tarifa automaticamente, sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. No fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu 2.627.504 multas por falta de pagamento do free flow, para assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas. Havia uma fragmentação dos canais de pagamento entre as concessionárias. Agora no g1 A suspensão das multas durou 200 dias. Como o prazo regular para pagar o pedágio é de 30 dias, os motoristas que passaram pelos pórticos após 17 de outubro ainda estão dentro do prazo para quitar a tarifa antes de serem multados. 🚦 O não pagamento do pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Os motoristas que quitarem as tarifas até 16 de novembro também poderão ter retirados da CNH os pontos referentes às infrações abrangidas pela suspensão. Como pagar o free flow Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, é possível consultar as passagens registradas pelo free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e verificar se a tarifa foi paga. Para quem utiliza tag, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela empresa contratada pelo motorista. Também é possível usar o aplicativo para contestar uma cobrança caso identifique uma passagem que não foi realizada por seu veículo. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após receber a notificação da passagem pelo pórtico para quitar o pedágio. Apenas o proprietário do veículo pode consultar as notificações, os registros das passagens e os valores cobrados pelo pedágio eletrônico. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança do pedágio não pode ser transferida para outro motorista. Como pedir o reembolso de uma multa já paga Motoristas que pagaram multas antes ou durante o período de suspensão podem solicitar o reembolso pelo portal gov.br. Veja o passo a passo: Acesse o site da ANTT: Clique ou toque nas três linhas que ficam no canto superior esquerdo; Selecione “Multas e Serviços” e depois clique ou toque em “Serviços"; Clique ou toque em “Requerimento para restituição de Multas e Taxas”; Preencha o requerimento; Acesse o site gov.br para protocolar o pedido de reembolso preenchido; Clique ou toque em “Iniciar” e faça o login com a conta gov.br; Preencha os campos solicitados; No campo “Tipo de solicitação”, selecione “Protocolar Documentos junto à ANTT”; Siga as orientações na tela para anexar o documento e enviar o pedido. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança que dispensa cabines, cancelas e o uso obrigatório de tags pelos motoristas. Câmeras e sensores identificam os veículos durante a passagem, sem que os motoristas precisem parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite calcular a tarifa conforme a distância percorrida. O pedágio eletrônico já é utilizado em mais de 20 países, entre eles Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — que está entre os pioneiros na adoção da tecnologia na América Latina. O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow apenas identifica o veículo e registra a cobrança da tarifa. O motorista não é multado por passar pelo pórtico, mas pode ser penalizado se não pagar o pedágio dentro do prazo. A falta de pagamento é considerada evasão de pedágio, uma infração grave que prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow utiliza tanto as tags já conhecidas pelos motoristas brasileiros quanto câmeras e sensores que permitem identificar veículos sem esse dispositivo. As câmeras e os sensores ficam instalados em pórticos sobre as rodovias. Eles identificam os veículos por meio das tags ou da leitura das placas, permitindo registrar a cobrança do pedágio. Algumas câmeras registram imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, a quantidade de eixos e quais estão suspensos, ou seja, sem contato com o asfalto. Essas informações ajudam a calcular o valor correto do pedágio, especialmente para caminhões. O sistema também utiliza luzes infravermelhas para identificar os veículos mesmo em condições de baixa visibilidade, como neblina ou fumaça.
31/10/2026 07:00:00 +00:00
Ibovespa: tombo de 18% iguala semana de 11 de Setembro e chega perto da pandemia; o que esperar?

Ibovespa acumulou 18% de queda em uma semana O resultado do segundo turno das eleições, com a reeleição do presidente Lula (PT), sacudiu o mercado financeiro. O dólar disparou, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a semana em queda de mais de 18%, aos 167.922 pontos, após cinco pregões consecutivos de baixa. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a queda reflete uma revisão das apostas do mercado após a vitória de Lula. Para eles, a volatilidade deve continuar alta, e uma recuperação mais consistente dependerá dos próximos sinais do governo para a economia e as contas públicas. (leia mais abaixo) 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o resultado é especialmente marcante porque a bolsa registrou sua quinta pior semana desde o Plano Real, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. As perdas só ficaram atrás de períodos como a semana encerrada em 20 de março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, quando o índice despencou 18,88%. (veja abaixo) A lista concentra, principalmente, momentos de forte crise no cenário internacional. Em 1997, a crise asiática, que começou na Tailândia e se espalhou pela região, fez o Ibovespa despencar 22,17% na semana encerrada em 31 de outubro daquele ano. Em 2008, a crise do subprime, nos EUA, provocou uma avalanche nos mercados. O estouro da bolha imobiliária no país e a falência do banco Lehman Brothers agravaram a crise financeira global. Na semana encerrada em 10 de outubro daquele ano, a bolsa brasileira recuou 20,01%. Movimento semelhante ocorreu após os ataques às Torres Gêmeas, nos EUA, em 2001. Na semana encerrada em 14 de setembro, o Ibovespa caiu 18,12% em meio aos atentados e ao temor de uma resposta militar americana, aponta a Elos Ayta. Veja abaixo: Maiores quedas semanais do Ibovespa desde o Plano Real Arte/g1 O levantamento também mostra que as empresas brasileiras listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado nesta semana, após o segundo turno das eleições presidenciais. “É equivalente a uma Petrobras inteira e mais R$ 229 bilhões”, diz a consultoria. A disparada do dólar A pressão também chegou ao câmbio. Considerando a Ptax, taxa de referência do dólar calculada pelo Banco Central do Brasil (BC) a partir das cotações do mercado, a moeda americana subiu 7,61% na semana, aponta a Elos Ayta. Foi a maior alta semanal desde setembro de 2011, quando o temor de um calote da Grécia agravava a crise da dívida na Europa e aumentava as incertezas sobre a economia global. O levantamento considera o período desde 1999, quando o Brasil abandonou o câmbio administrado e passou a adotar o regime flutuante, no qual a cotação é determinada principalmente pela oferta e pela demanda. O recorde é de janeiro daquele ano, com alta semanal de 21,11%. Veja abaixo: Maiores altas semanais do dólar. Arte/g1 O que explica a turbulência nos mercados? O mercado dava como certa a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), mas Lula foi reeleito em uma virada histórica no segundo turno. Investidores vinham precificando uma mudança de rumo na política econômica, sobretudo na condução das contas públicas. 🔎 Essa expectativa persistiu apesar de sinais em sentido contrário dados pelo senador durante a campanha — entre eles, propostas que significavam aumento de gastos. A aposta havia ajudado a impulsionar a bolsa e derrubar o dólar após o primeiro turno. Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, destaca a dimensão do movimento: o Ibovespa saiu de 186 mil pontos no fim de setembro e superou os 205 mil na sexta-feira anterior ao segundo turno. “A queda desta semana é, antes de tudo, a desmontagem de uma aposta. Desde o primeiro turno, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro, o mercado passou a precificar uma mudança de rumo na política fiscal", diz. O movimento foi puxado principalmente por investidores estrangeiros, que haviam apostado na bolsa no período eleitoral, explica Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil. Ele aponta, porém, que esse dinheiro começou a sair ainda na quinta e na sexta-feira anteriores ao segundo turno, antes mesmo de o resultado ser conhecido. “O gringo já estava desmontando. Quer se expor ao boato, mas não quer se expor ao fato”, afirma. Após o resultado, segundo Praça, esse movimento se intensificou, enquanto pessoas físicas fizeram o caminho contrário e compraram ações. Ele pondera, porém, que parte da queda poderia ocorrer mesmo com uma vitória de Flávio. “Não quer dizer que, se Flávio ganhasse, não ia cair, porque isso aqui tudo era especulação.” Dívida pública é tema central Conforme mostrou o g1, a intensidade da reação também reflete uma preocupação anterior à eleição: a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o equivalente a cerca de R$ 11,1 trilhões. Em outras palavras, a dívida equivale a cerca de 10 meses de tudo o que a economia brasileira produz. O problema se agrava quando investidores duvidam da capacidade do governo de controlar os gastos e estabilizar a dívida. Nesse cenário, passam a exigir juros maiores para financiar o país, o que encarece o crédito, pesa sobre as empresas e torna a renda fixa mais atraente que a bolsa. Luiz Dornelas, CEO do Grupo Ludo, afirma que a queda reflete uma revisão de expectativas e maior cautela com a economia, especialmente com as contas públicas. Mas ressalta que não há uma causa única. “Os dados fiscais ajudam a entender a vulnerabilidade do mercado, mas não permitem atribuir toda a queda da semana a esse fator. O ambiente internacional, as perspectivas das empresas e o reposicionamento dos investidores também precisam ser considerados", diz. Emerson Vieira De Farias Junior, gestor de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, também coloca o risco fiscal no centro das preocupações e diz que o mercado espera sinais mais claros do governo. “Nosso problema não é falta de dólar. O Banco Central tem reservas robustas. O ponto é o risco fiscal. O mercado agora quer dois sinais claros: quem será o ministro da Fazenda e qual será o plano fiscal crível para ancorar as expectativas sobre a dívida”, afirma. O que esperar à frente? A avaliação dos especialistas é que as oscilações do mercado devem continuar fortes nos próximos dias. No radar estão os sinais do governo sobre equipe econômica e contas públicas, além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros. Isso não significa que a bolsa não possa reagir depois do tombo. Luiz Dornelas, do Grupo Ludo, considera possível uma recuperação parcial, inclusive com investidores voltando às compras após a forte desvalorização. Mas pondera que altas pontuais não significam necessariamente uma mudança duradoura de tendência. “Para uma recuperação mais consistente, será importante observar a previsibilidade da política econômica, a evolução das contas públicas e dos juros e a capacidade das empresas de preservar seus resultados", afirma. Ricardo Trevisan, da Gravus Capital, destaca justamente essa diferença. Depois de uma queda tão forte, diz, uma alta nos próximos dias seria possível e não surpreenderia. Mas seria cedo para concluir que a bolsa entrou em uma trajetória de recuperação. “Um repique técnico nos próximos dias é possível e não seria surpresa. Mas repique não é recuperação. Para a bolsa voltar de forma consistente aos níveis de setembro, vai ser preciso um compromisso fiscal crível, com nomes e números", afirma. Outro teste importante será na quarta-feira (4), com a decisão sobre a Selic, a taxa básica de juros do país. Antes da eleição, a aposta era em corte de 0,25 ponto percentual, mas agora o mercado vê maior chance de manutenção da taxa em 13,75%. Para Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil, a próxima semana pode trazer mais clareza ao mercado, com a decisão do Copom e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos no radar. “A maior clareza que nós teremos do cenário, sem dúvida nenhuma, é na semana que vem.” Além desses eventos, ele chama a atenção para as tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo, que podem continuar pressionando os mercados mesmo após o impacto mais imediato da eleição brasileira. Bolsa brasileira encerra semana em queda. Jornal Nacional/ Reprodução
31/10/2026 07:00:00 +00:00
Café gigante e raríssimo é encontrado na Amazônia; espécie representa 0,01% da produção mundial

Você conhece o café libérica? Uma espécie rara de café, com frutos grandes e casca grossa, tem chamado a atenção de pesquisadores no Nordeste do Pará. As árvores podem alcançar 11 metros de altura, com troncos de até 60 centímetros de diâmetro. (Veja reportagem completa no vídeo acima). Trata-se da Coffea liberica, conhecida na região como “café beirão”. Pouco cultivada no mundo, a espécie responde por apenas 0,01% da produção global de café. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O maior exemplar localizado até agora pela pesquisa foi encontrado em Irituia (PA), no quintal da família do agricultor Agílio Cordeiro Vieira. Diferentemente das lavouras tradicionais de café arábica e canéfora – como o conilon cultivado no Espírito Santo e o robusta amazônico de Rondônia, que crescem a pleno sol – as plantas de libérica encontradas no Pará se desenvolvem à sombra de árvores nativas, em solos frescos e ricos em matéria orgânica. Além do porte, a espécie chama a atenção pelas folhas gigantes e pelos frutos, que ficam alaranjados quando maduros e chegam a ter o dobro do tamanho dos frutos do arábica. O libérica também apresenta um teor intermediário de cafeína: maior que o do arábica e menor que o do canéfora. LEIA TAMBÉM Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial 'O Menino da Porteira' faz 71 anos: como a música virou filme, monumento e chegou ao Grammy Sabor herbal e casca grossa Análises sensoriais indicam que o café preparado exclusivamente com grãos de libérica tem um perfil de sabor singular. Segundo o barista Adriano Vitti Mota, a bebida é mais frutada que o café arábica e apresenta um sabor herbal que lembra chá-verde. Apesar do entusiasmo dos produtores, o cultivo comercial do “café beirão” ainda enfrenta barreiras técnicas, como: manejo e poda: árvores com 11 metros de altura dificultam a colheita manual e precisam ser podadas para que seu porte seja reduzido. beneficiamento: os frutos têm uma casca muito dura, o que pode exigir a adaptação ou o desenvolvimento de máquinas específicas para o processamento. Uma história que pode ter quase 300 anos Até agora, os pesquisadores mapearam apenas sete plantas de libérica no Pará, todas encontradas isoladamente em quintais produtivos. A principal hipótese para explicar a presença dessa espécie na Amazônia é que as mudas tenham chegado à região durante a expedição militar de Francisco Palheta, há quase 300 anos. Embora seja produzida em pequena escala em países como Indonésia, Filipinas, Malásia, Libéria e Costa do Marfim, a espécie ainda não é cultivada comercialmente no Brasil. O libérica, no entanto, já teve um papel importante para a ciência agrícola brasileira. Por ser altamente resistente à ferrugem, uma das principais doenças dos cafeeiros, a espécie foi utilizada em programas de melhoramento genético do café arábica. Amostras são estudadas pela Embrapa As amostras coletadas em campo foram encaminhadas à Embrapa, em Belém. O material passa por prensagem, secagem em estufa, congelamento e digitalização antes de ser incorporado ao herbário, que reúne cerca de 206 mil amostras de plantas. A primeira etapa do estudo recebeu cerca de R$ 115 mil da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A expectativa é que novos recursos sejam repassados à Embrapa para acelerar a segunda fase da pesquisa, que deverá avaliar o potencial do café libérica para os mercados local e de exportação. Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
31/10/2026 07:00:00 +00:00
'Slopaganda': como a IA virou arma eleitoral nos EUA e movimentou mais de US$ 137 milhões

Protestos do movimento No Kings pedem que eleitores votem em antecipado nas eleições de meio de mandato nos EUA Jose Luis Magana/AP Com a aproximação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, a inteligência artificial ganha cada vez mais espaço na propaganda eleitoral. Ao mesmo tempo, aumenta a preocupação com o uso da tecnologia para espalhar informações falsas em anúncios políticos. Pesquisadores chamam essa prática de "slopaganda", termo que combina propaganda política com conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prática é usada tanto por republicanos quanto por democratas, mas candidatos e grupos ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump, concentram a maior parte dos investimentos nesse tipo de propaganda eleitoral neste ano. Em um dos anúncios, Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan, aparece segurando cartas de um jogo de tabuleiro com as frases "Morte aos EUA" e "Celebre o 11 de Setembro", em referência aos atentados às Torres Gêmeas, em Nova York. Agora no g1 "A destruição de Israel e do Ocidente não é apenas um jogo para eles", afirma um narrador no vídeo. Em seguida, acrescenta: "É uma missão". O anúncio também mostra uma imagem de família gerada por inteligência artificial. Nela, o candidato, que é muçulmano e filho de um egípcio, aparece ao lado de quatro mulheres usando véus que cobrem todo o corpo. O vídeo foi produzido por uma organização ligada ao senador republicano Ted Cruz, do Texas. Diferentemente da maioria dos anúncios desse tipo, o material informa que foi "criado, total ou parcialmente, com o auxílio de inteligência artificial". Poucos anúncios informam o uso de IA Segundo os pesquisadores, poucos anúncios políticos informam quando utilizam inteligência artificial. A maioria não apresenta esse aviso, o que dificulta a identificação de imagens e vídeos gerados pela tecnologia e a avaliação da veracidade do conteúdo pelos eleitores. O Wesleyan Media Project, projeto que monitora os gastos com propaganda eleitoral nos Estados Unidos, identificou 220 anúncios políticos produzidos com IA até o momento do levantamento. Os pesquisadores, no entanto, acreditam que o número real seja muito maior. Dos anúncios identificados, quase 81% foram financiados por candidatos republicanos ou grupos ligados ao partido. Os democratas foram responsáveis por 12%, enquanto os demais tiveram financiamento de candidatos ou organizações independentes. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Segundo o levantamento, mais de US$ 137 milhões (R$ 753,4 milhões) foram gastos na veiculação desses anúncios. Em 2024, os gastos com esse tipo de propaganda haviam somado apenas US$ 50 mil (R$ 274 mil). Apesar do aumento dos investimentos, apenas 27% dos anúncios identificados avisam que foram produzidos com inteligência artificial, segundo Erika Franklin Fowler, codiretora do Wesleyan Media Project. Nos EUA, não há uma regra federal que obrigue as campanhas eleitorais a informar o uso de inteligência artificial nos anúncios. Alguns estados, porém, já criaram regras para limitar o uso da tecnologia nesse tipo de publicidade. No mês passado, o senador democrata Jon Ossoff, do estado da Geórgia, classificou como "profundamente preocupante" o crescimento do uso de IA na propaganda eleitoral. "É um caminho perigoso rumo à destruição da verdade no debate político", afirmou Ossoff ao canal C-Span. Uso de IA na propaganda eleitoral provoca críticas Ossoff, que disputa a reeleição em novembro, pediu que um anúncio produzido com IA fosse retirado de circulação. O vídeo não informa o uso da tecnologia e mostra o senador em um salão de beleza, sugerindo que ele estaria "maquiando" seu relatório de prestação de contas. O anúncio foi financiado pelo Senate Leadership Fund, organização que apoia candidatos do Partido Republicano ao Senado americano. A rejeição ao uso de IA nas campanhas eleitorais também aparece nas pesquisas de opinião. Segundo um levantamento realizado para a Fundação AAPC, 73% dos entrevistados consideram esse uso "inaceitável". Apesar do aumento desse tipo de propaganda, pesquisadores alertam que a quantidade de anúncios produzidos com IA não significa, necessariamente, que eles sejam capazes de influenciar o resultado das eleições. Segundo um relatório recente do Centro de Política Tecnológica da Universidade de Nova York, a "slopaganda" é "provavelmente mais eficaz na mobilização de eleitores ou na arrecadação de fundos do que na influência na eleição de um candidato". O documento também afirma que esses anúncios podem ter dificuldade para atrair a atenção dos eleitores, especialmente diante do excesso de conteúdos produzidos com inteligência artificial, "particularmente à medida que nos tornamos cada vez mais sobrecarregados pela confusão gerada pela IA".
31/10/2026 06:00:00 +00:00
Vale-refeição e alimentação: novas regras começam a valer amanhã; veja perguntas e respostas

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) entram em sua etapa final em novembro e prometem facilitar o uso dos cartões. A partir deste domingo (1º), passa a valer integralmente a chamada interoperabilidade, que permite que os cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em uma rede maior de estabelecimentos. 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios e reduzir os custos para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. ➡️ Mas o que muda para os trabalhadores? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? E o vale-alimentação, em restaurantes? Será possível sacar o dinheiro dos cartões? As empresas são obrigadas a oferecer esses benefícios? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu Elber Laranja, engenheiro de produtos de crédito, e consultou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? Não. Embora os cartões passem a ser aceitos em mais estabelecimentos, isso não muda as regras sobre o uso dos benefícios. 🔎 O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões, mantendo a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. Os cartões multibenefícios serão proibidos? Não. As empresas poderão continuar oferecendo cartões que reúnem diferentes benefícios em um único meio de pagamento. A diferença é que os valores destinados à alimentação deverão ficar separados dos saldos de outros benefícios disponíveis no mesmo cartão. 🔎 Segundo Elber, os valores de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao PAT deverão continuar identificados e sujeitos às regras do programa. Já os demais benefícios poderão seguir normas diferentes. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. As empresas são obrigadas a fornecer vale-refeição ou vale-alimentação? Não. Em geral, a obrigação de oferecer vale-refeição ou vale-alimentação depende de acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou de regras internas adotadas pelas empresas. Portanto, as mudanças no PAT alteram principalmente a forma como os benefícios são utilizados, mas não criam uma obrigação geral para que todas as empresas passem a oferecê-los. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. Qual é o valor das multas? A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.
31/10/2026 06:00:00 +00:00
Quando é a Black Friday em 2026? Veja data e dicas para não cair em ciladas
Black Friday: o que fazer para não cair em falsas promoções A Black Friday 2026 vai acontecer na semana do dia 27 de novembro. Mas todo mundo já sabe que nem todo desconto é real, o que já levou o período a ser apelidado até de "Black Fraude". Para não cair em ciladas, a primeira dica é começar a acompanhar o preço dos produtos quanto antes. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp 📱Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras toda sexta no seu e-mail. No final de agosto, uma pesquisa do Google indicou que 48% dos consumidores chegarão à Black Friday com a lista de compras definida e 41% pretendem gastar mais que em 2025. Diz a pesquisa que 15% dos entrevistados "dizem que vão usar a inteligência artificial para pesquisar, monitorar preços e avaliar" se uma promoção compensa. Além disso, 60% dos pesquisados consideram a Black Friday a única data que vale a pena para comprar itens de alto valor. Como não cair em ciladas na Black Friday? O Procon-SP recomenda iniciar agora a pesquisa pelos produtos desejados na Black Friday para o consumidor conhecer os valores médios, já que não existe tabelamento de preços no Brasil. O órgão alerta ainda que a prática de vender na data pela “metade do dobro do valor” é abusiva e deve ser denunciada. É preciso apresentar documentos, como captura das telas que mostram a mudança de preço, na denúncia ao Procon. A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. Vale lembrar que essa estratégia de comparação funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz ou vende modelos diferentes. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Outra recomendação do Procon é fazer listas de compras para a Black Friday e para o Natal. Tudo para evitar compras por impulso. Se o preço estiver realmente atraente, é bom prestar atenção nas condições de pagamento oferecidas, nas taxas de juros cobradas e nos prazos para quitação. Desconfiar sempre também é uma dica. Verifique se a loja tem reclamações em sites como Consumidor.gov e Reclame Aqui e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Agora no g1
31/10/2026 06:00:00 +00:00
Carro de Senna será leiloado neste sábado e pode passar de R$ 5 milhões; veja como ele é

Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Um Honda NSX de 1991, usado por Ayrton Senna, será leiloado neste sábado (31), em Londres, na Inglaterra. O esportivo, que ficou conhecido por aparecer em uma fotografia do tricampeão lavando o carro, pode ser arrematado por mais de R$ 5 milhões. O veículo será oferecido pela RM Sotheby's e trata-se de um dos exemplares disponibilizados pela Honda para uso pessoal de Senna na sua residência em Portugal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O NSX tem carroceria vermelha, na cor chamada "Formula Red", teto preto e interior revestido de couro preto, com chassi número T000233. Honda NSX em versão americana, conhecida como Acura NSX divulgação/Honda No leilão, não há uma ficha técnica para este modelo específico. No entanto, como ele foi vendido oficialmente na Europa, incluindo Portugal, de onde veio este exemplar, e nos Estados Unidos, onde recebeu o nome Acura NSX, é possível considerar as especificações divulgadas pela Honda para o modelo que estava disponível nestes mercados. O motor C30A é um V6 de 3,0 litros, aspirado e desenvolvido pela Honda exclusivamente para o esportivo. O modelo podia ser equipado com câmbio manual ou automático. Ficha técnica do Honda NSX de 1991 arte/g1 Como este NSX parou nas mãos de Senna Na época do desenvolvimento, a Honda mantinha um acordo com Senna para disponibilizar um NSX ao piloto. Além do exemplar vermelho que será leiloado, havia outros dois carros pretos. O esportivo ficava guardado em Lisboa e era entregue ao brasileiro sempre que ele chegava ao país. Senna tinha uma propriedade no complexo de Quinta do Lago, em Portugal, e utilizou o NSX durante a temporada europeia de Fórmula 1 de 1991, ano em que conquistou seu terceiro campeonato mundial. Foi com esse carro que o piloto se deslocou até o circuito de Estoril para disputar o Grande Prêmio de Portugal daquele ano. Na corrida, Senna largou da terceira posição e terminou em segundo lugar. Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão na Inglaterra. Divulgação / RM Sotheby's O mesmo exemplar apareceu no documentário "Ayrton Senna: Racing Is In My Blood", lançado em 1992. Nas imagens, o brasileiro acelera o Honda NSX e faz as rodas traseiras perderem aderência ao arrancar. Mas uma das imagens mais conhecidas do veículo foi registrada fora das pistas. Senna aparece de calça jeans e camisa social, agachado ao lado do esportivo vermelho, enquanto lava a carroceria com uma mangueira. A ligação entre o piloto e a Honda começou antes do lançamento do NSX. Em 1987, a fabricante japonesa passou a fornecer motores para a equipe Lotus, pela qual Senna competia. Naquele campeonato, o brasileiro conquistou duas vitórias e terminou a temporada na terceira posição. Ayrton Senna lavando seu Honda NSX Norio Koike/Divulgação No ano seguinte, Senna se transferiu para a McLaren, que também passou a utilizar motores Honda. Foi pela equipe britânica que o piloto conquistou seu primeiro título mundial, em 1988, ao superar seu companheiro Alain Prost. A parceria também levou Senna a participar dos testes de desenvolvimento do NSX, antes de o esportivo chegar às lojas. NSX teve outros donos Galerias Relacionadas O histórico do esportivo permite acompanhar boa parte de sua trajetória após a morte do piloto, em Imola, em 1994. Em fevereiro de 1995, o NSX foi registrado em Lisboa pela empresa Laboa Etablissement, conforme os registros do órgão português responsável pelo cadastro de automóveis. A origem do carro e sua ligação com Senna foram confirmadas por um fax da Honda, posteriormente ratificado pela Honda Motor Europe. Em setembro de 1997, o esportivo estava sob os cuidados da Nipomotor, uma concessionária da fabricante japonesa. Galerias Relacionadas O próximo registro de compra apresentado no histórico é de novembro de 2009, quando o veículo foi adquirido pelo proprietário da MSCAR Comércio de Automóveis SA, empresa localizada em Faro, na região portuguesa do Algarve. Em 2013, o NSX foi comprado por Robert McFagan, que providenciou o transporte do carro para o Reino Unido. O veículo recebeu autorização para circular nas ruas britânicas em maio de 2016. Três anos depois, em 2019, o esportivo voltou a Imola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Ayrton Senna. Na ocasião, o carro foi conduzido por Giancarlo Minardi, fundador da equipe de Fórmula 1 que levava seu sobrenome e dirigente do circuito italiano. Galerias Relacionadas Em 2024, o NSX retornou ao Japão, depois de ser adquirido pelo atual proprietário, localizado em Nagoya. Agora, o veículo voltou ao Reino Unido para participar do leilão. Além do carro, o comprador receberá o livro de garantia, os registros de propriedade em Portugal e uma cópia da comunicação da Honda que confirma a ligação do exemplar com Senna. Como nasceu o Honda NSX? A história do Honda NSX começou em 1984, quando a fabricante japonesa passou a estudar uma configuração mecânica diferente daquela utilizada na maioria de seus carros. A ideia era desenvolver um modelo com motor central e tração traseira, capaz de oferecer desempenho esportivo sem comprometer o conforto. Para avaliar o conceito, os engenheiros modificaram um Honda City de primeira geração. Os testes mostraram vantagens no comportamento do carro, especialmente nas curvas, mas a tecnologia disponível na época ainda não permitia transformar o projeto em um modelo de produção. A experiência levou a Honda a desenvolver um esportivo que pudesse se aproximar do desempenho de um carro de Fórmula 1, mas que também fosse confortável e fácil de dirigir no dia a dia. Um dos desenhos dos anos 1980 que deu origem ao Honda NSX. Divulgação / Honda O desenvolvimento começou efetivamente em 1985, sob a liderança de uma equipe que incluía o engenheiro Shigeru Uehara. O desenho do esportivo também recebeu influência do avião de combate F-16. Uma das principais decisões foi utilizar uma carroceria monobloco inteiramente construída em alumínio. A solução permitiu reduzir o peso da estrutura em 140 kg e o peso total do veículo em quase 200 kg, em comparação com um carro equivalente fabricado em aço. A escolha exigiu novos processos de fabricação, incluindo técnicas específicas de moldagem e soldagem do alumínio. O NSX se tornou o primeiro carro produzido em série no mundo com esse tipo de carroceria em alumínio. Desenho conceitual dos anos 1980 mostra como seria a cabine do futuro Honda NSX. Divulgação / Honda Ayrton Senna ajudou Em fevereiro de 1989, Ayrton Senna estava no Japão para testar um carro de Fórmula 1 da McLaren quando recebeu um convite da Honda para dirigir o protótipo do NSX. Depois de experimentar o esportivo, o piloto brasileiro apontou uma deficiência na rigidez da estrutura, que considerou um pouco frágil. A avaliação chamou a atenção dos engenheiros, já que o carro havia sido projetado para apresentar rigidez comparável à de esportivos da Ferrari e da Porsche. Honda NSX sendo apresentado no Salão De Chicago, Estados Unidos , em 1989. Divulgação / Honda A Honda decidiu então aumentar a resistência da carroceria e intensificou os testes no circuito de Nürburgring, na Alemanha, conhecido pelas curvas difíceis e pelas grandes variações de altitude. Depois de oito meses de desenvolvimento, os engenheiros conseguiram aumentar a rigidez estrutural do NSX em 50%, além de aperfeiçoar o comportamento da suspensão. O lançamento O primeiro protótipo foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de Chicago, em fevereiro de 1989, com o nome NS-X e a marca Acura, divisão de luxo da Honda nos Estados Unidos. Os testes continuaram ao longo daquele ano em circuitos e estradas do Japão, dos Estados Unidos e da Europa. Apresentação do primeiro Honda NSX em Laguna Seca, Califórnia, em 1990. Divulgação / Honda Para fabricar o esportivo, a Honda construiu uma unidade específica em Tochigi, no Japão, inaugurada em 1990. A produção era limitada a 25 carros por dia e envolvia processos de montagem e acabamento realizados diretamente pelos trabalhadores. O modelo definitivo chegou ao mercado japonês em setembro de 1990, já com o nome NSX. A procura foi tão grande que alguns compradores precisavam esperar até três anos para receber o veículo. O desenvolvimento continuou após o lançamento. Em 1991, a Honda passou a reunir proprietários do NSX para avaliar suas experiências com o esportivo. Parte das sugestões foi incorporada à versão Type R, apresentada em 1992. Honda NSX Type R, também chamado de NSX-R, era mais leve e tinha acerto mais esportivo na suspensão e direção. Divulgação / Honda
31/10/2026 03:00:00 +00:00
‘Agora, segurança e futuro’: conheça a regra dos economistas para quem quer começar a investir
Como investir se não sobra dinheiro? Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário. Uma das estratégias sugeridas por especialistas é a chamada teoria dos três potes: Agora: dinheiro destinado às despesas do dia a dia. Segurança: reserva financeira para emergências e imprevistos. Futuro: investimentos voltados a objetivos de longo prazo, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria. A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
31/10/2026 03:00:00 +00:00
Vai fazer uma dívida? Responda a estas duas perguntas antes

Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa? Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial (entenda no vídeo acima). A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros. Por exemplo, investir em educação, ou fazer um financiamento. Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Comprar roupas, eletrônicos, por exemplo. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer. Na dúvida, antes de contrair uma dívida, responda a estas duas perguntas: Essa dúvida aumenta minha renda no futuro? O retorno vai compensar o custo? Se a resposta for não, cuidado: a tendência é de aperto. Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
31/10/2026 03:00:00 +00:00
Reforma tributária: novo imposto sobre consumo pode ficar acima de 30% e superar o de países ricos; veja a comparação

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta semana uma sugestão para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado na reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O cálculo foi feito por técnicos do tribunal com base em dados da Receita Federal. O percentual será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado, até 15 de dezembro, fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027. ▶️Para mensurar o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que estão sendo extintos no fim de 2026 (PIS, Cofins e grande parte do IPI). Isso porque, uma das premissas da reforma sobre o consumo, é manter o atual patamar da carga tributária. TCU propôs alíquota de 11,3% pra imposto sobre o consumo 🔎 Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Cálculo da consultoria Roit apontava para uma alíquota de 9,43% em 2027. Estimativas divulgadas em julho pelo Comitê Gestor do IBS, dos estados, apontam que a CBS teria uma taxa de cerca de 9,2% no próximo ano. Imposto total ▶️Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal de 0,1% até 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS. A cobrança integral começa em 2033. ▶️Antes de a alíquota da CBS ser proposta pelo TCU, estimativa do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) apontava que a alíquota cheia estiver sendo cobrada do imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somaria cerca de 28%. ▶️Depois da divulgação da proposta do tribunal para a CBS, bem acima do esperado, analistas passaram a apontar que o imposto brasileiro será de ao menos 30% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia. O g1 considerou o patamar de 30% para comparação internacional. ▶️ Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos, segundo ranking da Tax Foundation — organização sem fins lucrativos que faz avaliações sobre impostos e coleta dados sobre tributos ao redor do mundo. ▶️De acordo com o levantamento, alíquota média dos impostos gerais sobre o consumo nos países da OCDE foi de 19,4%, bem abaixo do valor estimado para o futuro IVA brasileiro. O ranking, com dados de 2026, foi divulgado em 19 de outubro (veja abaixo). Alíquotas do imposto sobre o consumo Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – mas que há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções. Além disso, alguns tributos incidem sobre si mesmos (por dentro, em cascata). ➡️Este modelo "por dentro" torna mais difícil identificar quanto de imposto está efetivamente embutido no preço de um produto ou serviço. Por isso, as notas fiscais trazem apenas uma estimativa "do valor aproximado de tributos". Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). Porque a alíquota é alta ➡️Um dos problemas que resultaram em um alto imposto sobre o consumo no Brasil foi a decisão do governo do presidente Lula, e de legisladores, de terem proposto e aprovado que o atual peso dos impostos nessa base de tributação fosse mantido. 🔎A consequência da concentração maior da carga tributária brasileira sobre o consumo no Brasil é o alto grau de "regressividade" (se arrecada proporcionalmente mais de quem ganha menos) — prejudicando, dessa forma, os mais pobres. Números da Receita mostram que impostos sobre bens e serviços, ou seja, os tributos indiretos embutidos nos preços, representaram 43,5% de toda a carga tributária brasileira em 2024, ficando acima da média da OCDE (países ricos). Ao mesmo tempo, os tributos sobre o lucro, renda e o ganho de capital do brasileiro, focados nos contribuintes mais ricos, estão bem abaixo da média da OCDE, formada por países mais desenvolvidos. Para Luís Garcia, advogado tributarista pela USP/SP e sócio do Tax Group, o alto patamar do endividamento do setor público e a rigidez das despesas mantêm a pressão por arrecadação e impedem que a reorganização dos tributos, isoladamente, produza alívio fiscal. “A reforma tributária pode significar simplificação, mas jamais redução de carga tributária enquanto o Brasil continuar refém de uma política fiscal irresponsável”, avaliou o tributarista Luís Garcia. ▶️Outro entrave, este relacionado ao fato de que a alíquota proposta pelo TCU ficou acima do estimado anteriormente por analistas, tem a ver com as exceções aprovadas na tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, ou seja, com os benefícios concedidos na aquisição de determinados produtos e serviços. Considerando a premissa básica de que a reforma deve manter o atual nível de arrecadação dos tributos sobre o consumo, os benefícios concedidos a determinados produtos e setores resultam em uma alíquota de referência mais elevada para as atividades que não contam com incentivos fiscais, algo que já havia sido apontado, à época, por representantes da indústria nacional. Entre os benefícios aprovados na tramitação da reforma tributária, estão alíquota zero para a cesta básica, incluindo as proteínas (o que, segundo especialistas, beneficia a população mais rica), para uma lista de medicamentos e dispositivos médicos. O Congresso aprovou ainda alíquotas reduzidas para serviços de educação e saúde; medicamentos e dispositivos médicos; produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais; atividades desportivas; e profissões regulamentadas e fiscalizadas por conselhos profissionais. Setores reclamam A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou preocupação com a alíquota de referência de 11,3% pois ela reforça o risco de aumento da carga tributária para as empresas. A preocupação é especialmente relevante para prestadores de serviços sujeitos atualmente à alíquota conjunta de 3,65% de PIS/Cofins no regime cumulativo. "A substituição por uma CBS com referência de 11,3% representa uma elevação expressiva da alíquota nominal, embora o impacto efetivo dependa dos créditos e do tratamento tributário de cada atividade. Empresas intensivas em mão de obra ficam mais expostas, pois a folha de pagamentos não gera créditos", avaliou a CNC, por meio de nota. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) informou considerar preocupante a proposta de fixação da alíquota de referência de 11,3% para a CBS, bem acima das estimativas anteriores. Avalia que uma diferença dessa magnitude "ameaça elevar a carga tributária das empresas, com efeitos que podem se refletir nos preços ao consumidor". "A definição da alíquota não deve ignorar os impactos sobre a produção, os investimentos e o custo dos alimentos. Além de aumentar os preços, uma alíquota elevada da CBS ameaça ampliar a pressão sobre o orçamento das famílias de menor renda, comprometendo seu acesso à alimentação", acrescentou a ABIA, em nota. Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que o patamar de 11,3% estimado pelo TCU quebra a premissa central da reforma tributária de manutenção da carga fiscal. Segundo ele, estudos técnicos apontavam equilíbrio em torno de 9% para o imposto, e que a nova projeção retira da economia mais de R$ 100 bilhões em tributos adicionais já em 2027, empurrando o IVA Dual (CBS + IBS) para além de 30% - a maior taxa do mundo. "A produção, os investimentos e o emprego não suportam mais impostos. O reequilíbrio fiscal do Brasil exige corte e controle de gastos públicos, e não aumento de arrecadação sobre quem produz. Esperamos o bom senso do Senado Federal para corrigir essa distorção", declarou o presidente da Fiesp. A Conexis Brasil Digital, Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal, informou ter recebido com preocupação a proposta de fixação da alíquota de referência de 11,3% para a CBS. "A alíquota proposta é bem superior à alíquota neutra do setor de telecomunicações. Isso representará aumento da carga tributária de telecom, prejudicando investimentos em inovação e expansão da rede, com impacto no custo do serviço para o consumidor”, disse Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital. Divulgação/MPAM
31/10/2026 03:00:00 +00:00
IA virou um problema para as gigantes de tecnologia? Entenda o tombo bilionário nas bolsas

Trump e big techs anunciam acordo para autorregulação da IA nos Estados Unidos As gigantes de tecnologia estão gastando cada vez mais dinheiro para avançar na corrida pela inteligência artificial (IA). Mas, em vez de empolgar, os investimentos bilionários começaram a acender um alerta na bolsa: o mercado quer saber quando essas empresas vão conseguir transformar tanto dinheiro gasto em lucro. Na quinta-feira (29), após a divulgação dos resultados trimestrais, as ações da Alphabet, dona do Google, despencaram 12,64%, na maior queda diária da empresa desde sua abertura de capital, em 2004. Os balanços trouxeram números elevados de investimentos em infraestrutura de IA e projeções de novos gastos bilionários, aumentando a preocupação dos investidores com o ritmo de expansão das empresas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a desvalorização fez a companhia perder US$ 493,9 bilhões em valor de mercado em um único pregão. Para se ter uma ideia, o montante equivale a 55,82% de todo o valor de mercado das empresas listadas na bolsa brasileira, estimado em US$ 885 bilhões. A queda ajudou a pressionar Wall Street e fez parte de um movimento mais amplo de desvalorização entre empresas do setor. 📲 Após o fechamento, a Amazon também sofreu uma forte queda, de aproximadamente 7%, que retirou quase US$ 200 bilhões de seu valor de mercado. Juntas, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft perderam quase US$ 900 bilhões em valor de mercado após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A pressão se intensificou ao longo do pregão desta sexta-feira (30). No fechamento, o Nasdaq recuou 2,9%, aos 25.437 pontos, depois de atingir o menor nível em quase três meses. O S&P 500 caiu 1,8%, aos 7.580 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 1,1%, aos 51.770 pontos. A pressão também atingiu as gigantes de tecnologia e as fabricantes de chips. No fechamento, a Amazon recuou 1,49%, enquanto a Alphabet também terminou em queda, após despencar 12,64% na véspera. A Intel teve um dos piores desempenhos do pregão: suas ações desabaram 28,6%, na maior queda diária desde 1974. A desvalorização, porém, também reflete problemas próprios da companhia. A fabricante alertou que deve consumir caixa neste ano, diante da fraqueza do mercado de computadores pessoais, de dificuldades na fabricação de chips e dos altos investimentos para ampliar sua capacidade de produção. O movimento também atingiu outras empresas do setor. A Nvidia caiu 4,2%, a AMD perdeu 10,9% e o índice de semicondutores recuou 7,2%. ➡️ Em outubro, o Nasdaq 100 acumulava queda superior a 5,8%. A desvalorização poderia eliminar mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado do índice no mês. Tombo das ações reduz em US$ 70 bilhões fortuna de três bilionários A desvalorização das gigantes de tecnologia também atingiu o patrimônio de alguns dos homens mais ricos do mundo. Como boa parte da fortuna desses empresários está ligada às participações que mantêm nas empresas que fundaram, a queda das ações na bolsa reduz o valor estimado de seus bens. Segundo o Bloomberg Billionaires Index, Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, tiveram uma redução conjunta de US$ 60,7 bilhões em suas fortunas na quinta-feira (29). Page perdeu aproximadamente US$ 31,6 bilhões, enquanto a fortuna de Brin encolheu US$ 29,1 bilhões. Jeff Bezos, fundador da Amazon, também foi afetado. O empresário registrou uma redução estimada de US$ 9,48 bilhões em seu patrimônio no mesmo dia. Somadas, as perdas dos três bilionários chegaram a US$ 70,18 bilhões. A redução não significa que os empresários tenham retirado esse dinheiro de suas contas bancárias ou vendido ações com prejuízo. Trata-se de uma queda no valor estimado de suas fortunas, influenciada principalmente pela desvalorização das participações que possuem nas companhias. Investimentos em IA disparam, mas mercado cobra resultados Por trás da pressão sobre as ações está o tamanho dos investimentos que as empresas estão fazendo para desenvolver e ampliar seus negócios de inteligência artificial (IA). Segundo a Reuters, Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano. A previsão é de outros US$ 232 bilhões em investimentos no trimestre seguinte. Para 2026, os gastos de capital dessas quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões, segundo estimativas citadas pela agência. Os recursos são destinados principalmente à construção de centros de processamento de dados, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial. A Amazon, por exemplo, investiu cerca de US$ 75,9 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 58,7 bilhões esperados pelo mercado. A Alphabet destinou mais de US$ 50 bilhões à expansão de sua infraestrutura. A Microsoft investiu US$ 45,2 bilhões, enquanto a Meta registrou gastos de US$ 35 bilhões no período. Em outro levantamento, também divulgado pela Reuters, os números mostram o peso desses investimentos sobre o caixa das companhias. Dessa vez, a análise considera cinco empresas: Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle. Nos primeiros nove meses de 2026, as cinco empresas investiram juntas US$ 556,9 bilhões, valor superior aos US$ 542,9 bilhões que geraram com suas operações no mesmo período. Com isso, o grupo passou de um saldo positivo de US$ 143,5 bilhões em fluxo de caixa livre nos primeiros nove meses de 2025 para um resultado negativo de US$ 14 bilhões neste ano. O fluxo de caixa livre é o dinheiro que sobra depois que a empresa paga suas despesas operacionais e investimentos. Quando esse indicador fica negativo, significa que os recursos gerados pelas operações não foram suficientes para cobrir os gastos do período. Analistas apontam que a questão é que esses investimentos levam tempo para gerar retorno. Enquanto as empresas gastam bilhões para ampliar sua capacidade, os investidores querem entender quando esse dinheiro vai se transformar em novas receitas e, principalmente, em lucro. "O mercado continua confiante na demanda por inteligência artificial, como mostram os resultados crescentes da área de computação em nuvem. Mas os investidores passaram a cobrar mais das empresas: não basta anunciar grandes investimentos em IA, é preciso mostrar que eles estão se transformando em receita e, principalmente, em geração de caixa", afirma Nickolas Lobo, especialista de investimentos da Nomad. Ou seja, não basta mostrar que a empresa está construindo centros de dados e comprando chips. Os investidores querem ver se a estrutura vai gerar dinheiro suficiente para compensar o que foi gasto. "São bilhões de dólares destinados a centros de dados, chips e infraestrutura, enquanto a capacidade de transformar tudo isso em receita ainda está sendo construída", diz Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Empresas também recorrem a empréstimos Até agora, parte importante dos investimentos vinha do próprio dinheiro gerado pelos negócios. Com os gastos cada vez maiores, porém, as empresas também têm recorrido à emissão de dívidas e de ações para levantar recursos. A Microsoft, por exemplo, levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida. Segundo a empresa, os recursos poderão ser utilizados para diferentes finalidades corporativas, incluindo investimentos de capital. O movimento ocorre em um momento em que os investidores também acompanham a possibilidade de juros mais altos nos próximos anos. Com juros maiores, os empréstimos ficam mais caros e podem aumentar o custo dos projetos. "A escala de gastos não tem precedentes. O ciclo começou com recursos próprios, avançou para a emissão de dívidas e agora chega à captação de recursos no mercado de ações", afirma. Ele se refere também à possibilidade de as empresas emitirem novas ações para captar dinheiro. Nesse caso, os acionistas existentes podem ter sua participação proporcional reduzida, caso não acompanhem a operação. O risco é uma bolha de investimentos? A queda das ações reacendeu a discussão sobre uma possível bolha em torno da inteligência artificial. Isso não significa, porém, que os especialistas considerem a tecnologia uma promessa sem fundamento. "A tecnologia é real, já está sendo utilizada e tem capacidade de transformar diversos setores da economia. O que considero exagerado são algumas expectativas de valorização", afirma Celso Camilo. Para ele, o risco está na diferença entre o potencial da tecnologia e o preço que os investidores aceitam pagar hoje pelas ações, considerando lucros que ainda não chegaram. Lobo também pondera que a discussão não deve ser resumida à ideia de que a IA é uma bolha. Na avaliação dele, o mercado está mais atento ao ritmo de crescimento dos investimentos e à capacidade de as empresas transformarem esse dinheiro em resultados. "O vencedor da próxima etapa não será necessariamente quem investe mais, mas quem gera retorno sobre o capital investido", afirma.
31/10/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena 3079 acumula e prêmio vai a R$ 42 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.079 da Mega-Sena foi realizado na noite desta sexta-feira (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até está sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 05 - 09 - 16 - 40 - 41 - 59 5 acertos: 12 apostas ganhadoras, R$ 50.706,28 4 acertos: 1.110 apostas ganhadoras, R$ 783,10 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3079 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
31/10/2026 00:05:24 +00:00
Oncoclínicas obtém apoio de credores para renegociar dívida de R$ 5,7 bilhões

Grupo Oncoclínicas Divulgação A Oncoclínicas atingiu o apoio de credores que representam 61,6% das dívidas incluídas em seu plano de recuperação extrajudicial, superando o mínimo exigido por lei para dar andamento ao processo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo fato relevante divulgado nesta sexta-feira (30), os credores que aderiram ao plano têm mais de R$ 3,5 bilhões em créditos a receber. O percentual supera o quórum mínimo de 50% necessário para a aprovação do plano, considerando o valor total das dívidas abrangidas pelo processo, sem incluir débitos entre empresas do próprio grupo. Essa base de créditos soma aproximadamente R$ 5,7 bilhões. Com o apoio necessário alcançado, a companhia informou que dará prosseguimento ao pedido de homologação do plano na Justiça. A homologação é a etapa em que o juiz analisa e confirma formalmente o acordo, permitindo que ele produza seus efeitos legais. O processo de recuperação extrajudicial tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve a Oncoclínicas e algumas de suas subsidiárias, empresas controladas pelo grupo. A próxima etapa prevê a publicação de um edital, conforme determina a Lei de Recuperação Judicial e Falências. O documento dará publicidade ao processo e permitirá que os credores apresentem eventuais impugnações, ou seja, questionamentos sobre o plano. A companhia afirmou que o plano atualizado foi apresentado à Justiça na quinta-feira (29) e reiterou as informações divulgadas no fato relevante do dia anterior. O documento está disponível no site da empresa e nos autos do processo judicial. Agora no g1
30/10/2026 23:24:35 +00:00
É #FAKE que Lula anunciou corte de R$ 6 bilhões na Saúde e na Educação após eleição de 2026; vídeo foi exibido no ano retrasado

Não houve anúncio de corte de gastos g1 Circulam nas redes sociais publicações alegando que o governo Lula (PT) anunciou um corte "de quase R$ 6 bilhões" na Saúde e na Educação após a vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Compartilhadas desde segunda-feira (26) no X e no Instagram, as publicações têm esta caixa de texto, sobreposta às imagens: "Lula acaba de cortar quase R$ 6 bilhões da Saúde e Educação". Veja dois exemplos de legendas: "Eu, de consciência tranquila, não fiz parte dessa escolha"; e "O corte vem justo no pilar de uma sociedade: a saúde e a educação. A segurança nunca teve, não precisa cortar. Ainda bem que os meus amigos fanáticos pelo Lula ficaram todos milionários no governo dele e podem pagar saúde e educação privadas para os seus filhos e netos". Mas esses posts são mentirosos. Embora seja real – e não um conteúdo fabricado por inteligência artificial (IA) –, o vídeo compartilhado não mostra um anúncio posterior ao segundo turno da disputa presidencial, realizado neste domingo (25). Trata-se, na verdade, de um conteúdo jornalístico publicado no canal da CNN Brasil no YouTube em 31 de julho de 2024 (leia mais abaixo). Ao Fato ou Fake, o Ministério do Planejamento e Orçamento desmentiu a alegação dos posts virais sobre um eventual contingenciamento divulgado imediatamente depois das eleições 2026: "Não houve nenhum anúncio de corte após a reeleição nessas áreas. Essas informações não procedem". Esses posts viralizaram em meio à pressão para que o governo contenha a trajetória da dívida pública. Nesta quinta-feira (29), o Banco Central informou que as contas do setor público consolidado tiveram um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. No mês, a dívida pública manteve o mesmo patamar de agosto: 82,9% do Produto Interno B ruto (PIB), maior índice desde os 85,1% de março de 2021. ⚠️ Por que #É FAKE? Para descobrir se o vídeo já tinha circulado antes na internet, o Fato ou Fake selecionou um frame (imagem estática) do material exibido nos posts. Depois, fez uma busca reversa pela "foto" no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar se o conteúdo havia sido reproduzido anteriormente por fontes confiáveis – e em que contexto. O resultado levou à publicação de 31 de julho de 2024 no canal da CNN Brasil no YouTube. A fala sobre os cortes na Saúde e na Educação começa no ponto 1:44:09. A repórter diz: "É claro que os mínimos previstos pela Constituição para áreas tão essenciais quanto saúde. Mas, de fato, o Ministério da Saúde é uma das pastas de maior orçamento. Então, também sofre esse impacto de R$ 4,4 bilhões. Na sequência, o Ministério das cidades, que também tem um orçamento super robusto, vai ter um impacto de R$ 2,1 bilhões. Em terceiro, o Ministério dos Transportes, com impacto de R$ 1,5 bilhão. E, em quarto lugar, o Ministério da Educação, com esse impacto de R$ 1,2 bilhão". Na véspera, o Ministério da Fazenda havia detalhado o corte de R$ 15 bilhões no orçamento público, anunciado duas semanas antes. As medidas buscavam o cumprimento das metas fiscais daquele ano. Os Ministérios da Saúde e das Cidades foram os mais afetados pelos cortes. A Saúde teve uma redução de R$ 4,4 bilhões, e a pasta das Cidades perdeu R$ 2,1 bilhões. Transportes e Educação também foram atingidos, com quedas de R$ 1,5 bilhão e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. Nos últimos dias, o Fato ou Fake desmentiu outras alegações semelhantes: É #FAKE que reportagem mostrou plano de Lula para encerrar Bolsa Família após 2º turno; vídeo de 2025 citou mudanças no programa É #FAKE que governo Lula 'bloqueou' Gás do Povo e Bolsa Família após eleições de 2026 É #FAKE que governo federal recuou sobre fim da escala 6x1 após vitória de Lula no segundo turno das eleições 2026 Não houve anúncio de corte de gastos g1 Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: Vídeo mostra 'banho com fogo' em fonte de água na Rússia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
30/10/2026 21:33:03 +00:00
Raízen aprova plano para sair de crise de R$ 65 bilhões e será dividida em duas empresas

Pedido de recuperação extrajudicial da Raízen preocupa produtores de cana Os acionistas da Raízen aprovaram nesta sexta-feira (30) medidas necessárias para colocar em prática o plano de recuperação extrajudicial (RE) da companhia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com dívida de cerca de R$ 65 bilhões, é a maior RE da história do Brasil. A crise da companhia ocorreu após uma série de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities. Entre as decisões estão mudanças nos estatutos das empresas, alterações no capital social, a separação dos negócios de energia e combustíveis e a eleição dos novos conselhos de administração. O plano prevê um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. Desse total, a Shell poderá aportar até R$ 3,5 bilhões, enquanto a Aguassanta poderá contribuir com até R$ 500 milhões, caso decida participar. A operação também prevê a conversão de parte das dívidas de credores em participação na empresa e a possibilidade de os demais acionistas comprarem novas ações para manter sua participação na companhia. O aumento de capital ainda será submetido à aprovação do Conselho de Administração, em reunião prevista para 6 de novembro. Os acionistas terão de 9 de novembro a 8 de dezembro para exercer o direito de preferência, ou seja, a prioridade para comprar novas ações antes que elas sejam oferecidas a outros investidores. Raízen será partida em duas Outra mudança aprovada prevê a divisão da Raízen em duas companhias abertas, independentes e com ações negociadas na bolsa. A Raízen Energia ficará responsável pela produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen S.A. concentrará as atividades de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A separação será realizada após o cumprimento das condições previstas no plano e dos prazos legais. Para viabilizar a operação, os acionistas também aprovaram a redução do capital social da Raízen S.A. em até R$ 35 bilhões, por meio da entrega aos acionistas de títulos emitidos pela Raízen Energia. As assembleias também aprovaram a formação dos novos conselhos de administração das empresas. Após a conclusão do aumento de capital, cada conselho terá sete membros titulares e sete suplentes. Para presidir o conselho da empresa de distribuição de combustíveis e lubrificantes, foi indicado Samuel Aguirre. Na empresa de etanol, açúcar e bioenergia, a indicação é Julio Cesar de Toledo Piza Neto. A liderança dos negócios de distribuição de combustíveis ficará a cargo de Lorival Nogueira Luz Jr., enquanto Geovane Dilkin Consul foi indicado para comandar a operação de etanol, açúcar e bioenergia. Ambos fazem parte da atual administração da companhia e participam do processo de transformação operacional e financeira em andamento há dois anos. As indicações ainda deverão ser confirmadas pelos respectivos conselhos. A companhia também informou que começará a preparar um processo para avaliar a possibilidade de receber investimentos no negócio de distribuição de combustíveis. Uma das alternativas previstas é a oferta pública secundária, operação em que acionistas vendem ações que já possuem a outros investidores. Segundo o CEO da Raízen S.A., Nelson Gomes, as decisões aprovadas dão previsibilidade à reorganização e permitem dar continuidade ao plano de transformação da companhia. "O trabalho realizado até aqui é fruto da construção conjunta entre todas as partes interessadas, e também da disciplina no cumprimento de todos os compromissos assumidos ao longo do processo de reestruturação da companhia", afirmou. A administração atual das empresas permanecerá inalterada até que sejam cumpridas as condições necessárias para a conclusão das mudanças. Logo da Raízen Divulgação
30/10/2026 20:49:18 +00:00
Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

A bandeira tarifaria de novembro será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (30). Isso significa que não haverá cobrança adicional na conta este mês. (entenda mais abaixo) 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. De maio a setembro, a bandeira tarifária estava em nível amarelo, o que significava uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh consumidos. Em setembro, a Aneel mudou para verde a bandeira tarifária de outubro. "A bandeira verde, que está em vigor desde outubro, permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas, o que traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado", disse a agência. Agora no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Bandeira significa cobrança de um adicional às contas de energia Divulgação Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
30/10/2026 20:41:24 +00:00
Trump diz que EUA investigam se ataque contra a Binance foi feito por hackers da Coreia do Norte

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo O presidente americano Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (30) que os Estados Unidos estão investigando se hackers da Coreia do Norte estão por trás do ataque hacker contra a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. "Estamos investigando", disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado se o ataque deveria ser atribuído a um grupo de hackers da Coreia do Norte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso", afirmou. A ação contra a Binance levou cerca de 20 minutos, terminou com o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e é apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em foto de 30 de outubro de 2026 AFP/Alex Wroblewski Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo bilionário Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, afirmam que os responsáveis pelo roubo são hackers ligados à Coreia do Norte. Mas a Binance afirmou pela manhã que não tinha identificado os criminosos. A empresa informou que investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros porque são ativos mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos. 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas. Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas
30/10/2026 20:41:15 +00:00
Supermercados vão abrir aos domingos durante o verão no ES

Supermercado no Espírito Santo Reprodução Os supermercados do Espírito Santo poderão funcionar aos domingos durante a temporada de verão, entre 20 de dezembro de 2026 e 7 de fevereiro do próximo ano. A exceção às regras atuais (supermercados fechados todos os domingos) faz parte das condições anunciadas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do estado (Sindicomerciários-ES) após as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que passaram a valer em março deste ano. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Procurada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), informou que ainda não há definição sobre o funcionamento do comércio aos domingos no restante do ano, em meses fora do verão. A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), por outro lado, declarou que não vai se pronunciar no momento. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o Sindicomerciários declarou que conquistou a manutenção do fechamento aos domingos dos supermercados, estabelecimentos de gêneros alimentícios e das lojas de material de construção. A abertura durante o período de verão seria uma exceção à regra. A entidade afirmou, ainda, que continua negociando outras reivindicações, como a ampliação do tíquete-alimentação para trabalhadores do setor lojista e o reajuste salarial. "Garantir o domingo de descanso foi uma vitória importante. Agora, nossa luta é para ampliar direitos, especialmente o tíquete-alimentação para os comerciários das lojas. Queremos avanços que representem melhorias concretas na vida dos trabalhadores e trabalhadoras", disse Rodrigo Rocha, presidente do Sindicomerciários-ES. LEIA TAMBÉM: Supermercados fechados aos domingos: estudo aponta queda de faturamento das lojas no ES Domingo sem supermercado no ES: trabalhadores comemoram mais tempo com a família e o alívio de não pegar ônibus - mas perdem folga em dia útil Supermercados fechados aos domingos no ES: veja regras para shoppings, mercearias, açougues e materiais de construção Supermercados fechados aos domingos no ES mudam rotina de trabalhadores Fecomércio diz que negociação continua Procurada pelo g1, a Fecomércio-ES disse que as condições para o funcionamento do comércio aos domingos ainda estão em discussão com o sindicato dos trabalhadores. Segundo a entidade patronal, o debate deve continuar até sábado (31). A federação destacou que a negociação envolve, além da abertura dos estabelecimentos, questões ligadas à organização das jornadas, concessão de folgas e custos operacionais das empresas. A discussão também ocorre após a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que estabelece o fim da escala 6x1. Para a Fecomércio, é necessário buscar um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as condições de funcionamento das empresas, especialmente durante as festas de fim de ano e o verão. Infográfico - fechamento de supermercados no ES aos domingos Arte/g1 Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
30/10/2026 20:06:06 +00:00
Governo diz que CNU 2027 pode ofertar até 3 mil vagas; realização de provas depende da aprovação do Orçamento de 2027

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) informou que uma eventual edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2027 poderá ofertar entre 2 mil e 3 mil vagas. A realização do concurso, no entanto, depende da aprovação da proposta de orçamento do próximo ano, enviada ao Congresso Nacional no fim de agosto. “Como sempre informamos, a realização de um novo CPNU em 2027 está condicionada à aprovação do PLOA e do espaço fiscal para novas vagas que será aprovado pelo Congresso Nacional”, afirmou o ministério, em nota. "Considerando concursos já autorizados e novos que podem ser definidos (dependendo do PLOA), duas a três mil novas vagas compensam a realização de um CPNU em 2027", completou a pasta. Saiba como se preparar para enfrentar um concurso No início desta semana, o MGI já havia informado ao g1 que a realização do certame dependeria da aprovação do orçamento do próximo ano. Na ocasião, o ministério também destacou que considera o CPNU uma política pública voltada à renovação, à modernização e à democratização do acesso ao serviço público federal. A intenção do governo é consolidar o modelo como um processo permanente de seleção de servidores, com edições em ciclos regulares, preferencialmente a cada dois anos. "Dessa forma, a ideia é que o CPNU se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos, de forma a garantir planejamento, recomposição gradual da força de trabalho e maior previsibilidade para os candidatos e para os órgãos públicos", declarou a pasta. Segundo o governo, o modelo despertou interesse de estados e municípios, "o que abre a possibilidade de utilizar a experiência acumulada pelo governo federal na realização de concursos públicos em larga escala e trabahar em parceria com entes federados". Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2027 poderá ofertar entre 2 mil e 3 mil vagas, se orçamento for aprovado pelo Congresso Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
30/10/2026 19:01:26 +00:00
Ataque hacker de US$6,3 bi à Binance: como funciona o seguro de criptomoedas

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo O roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance, um dos maiores ataques da história do setor, reacendeu o debate sobre como as corretoras protegem seus ativos digitais e quais prejuízos podem ser cobertos por seguros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A proteção, no entanto, não é igual para todas as empresas. A possibilidade de receber uma indenização depende de fatores como a forma de armazenamento das criptomoedas, o método utilizado pelos hackers para invadir os sistemas e as condições previstas no contrato de seguro. A regulamentação limitada e a forte oscilação dos preços das criptomoedas também fazem com que as seguradoras tenham cautela ao oferecer esse tipo de proteção. Apesar do aumento da procura por seguros contra roubos de ativos digitais e processos judiciais contra executivos, a cobertura ainda é um mercado de nicho, atendido principalmente por seguradoras especializadas. O que é o seguro de ativos digitais? O seguro de ativos digitais reúne diferentes tipos de apólices que protegem corretoras de criptomoedas, empresas responsáveis pela guarda desses ativos e outros negócios do setor contra prejuízos causados por roubos, ataques cibernéticos, falhas tecnológicas e outros riscos. Esses seguros são adaptados às características das criptomoedas e da tecnologia blockchain, sistema que registra e valida as transações digitais. A cobertura pode incluir, por exemplo, o roubo ou a perda de chaves privadas — códigos que permitem acessar e movimentar criptomoedas —, invasões de carteiras digitais, falhas em contratos inteligentes e problemas na guarda dos ativos. Segundo a consultoria Data Bridge Market Research, o mercado global de seguros de criptomoedas movimentou US$ 9,37 bilhões em 2025. A previsão é que esse valor chegue a US$ 184,98 bilhões até 2033. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão a maior participação de instituições no mercado de criptomoedas e o aumento dos ataques e roubos, segundo a empresa de pesquisa. A proteção pode envolver diferentes modalidades de seguro: Seguro contra crimes: cobre situações como roubos, golpes e fraudes que envolvem manipulação de pessoas para obter acesso a sistemas ou informações. Seguro contra violações de segurança: protege contra invasões, vazamentos e possíveis consequências regulatórias. Seguro contra erros e omissões: cobre prejuízos relacionados a erros de software e falhas em contratos inteligentes, programas que executam automaticamente operações quando determinadas condições são atendidas. Seguro para executivos: oferece proteção em casos de processos judiciais contra dirigentes das empresas. Seguro de responsabilidade tecnológica: cobre riscos relacionados aos serviços prestados por empresas de infraestrutura tecnológica. Como os prejuízos são cobertos? Quando uma corretora de criptomoedas sofre um ataque, os prejuízos podem ser pagos com uma combinação de indenizações do seguro, recursos próprios da empresa e fundos de emergência destinados a reembolsar os clientes. O valor que a seguradora pode pagar depende das condições do contrato, incluindo o limite máximo de indenização, a franquia — quantia que fica sob responsabilidade da empresa segurada — e as situações que não estão cobertas. Se o prejuízo ultrapassar o limite previsto na apólice, a corretora precisa recorrer aos próprios recursos ou a outros mecanismos de recuperação para cumprir suas obrigações com os clientes. Algumas empresas também mantêm reservas financeiras específicas para situações de emergência. É o caso da Binance, que criou, em julho de 2018, o Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU, na sigla em inglês). A reserva foi criada para proteger os clientes em situações extremas, como invasões e outros problemas de segurança na plataforma. Em 2026, o fundo reunia aproximadamente US$ 1 bilhão em ativos digitais, integralmente em bitcoin, segundo informações do site da própria Binance. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters sobre sua cobertura de seguro. O que pode impedir o pagamento do seguro? Mesmo quando uma empresa contrata um seguro, isso não significa que todos os prejuízos serão reembolsados. Os contratos costumam ter exclusões, ou seja, situações específicas em que a seguradora pode negar o pagamento da indenização. Essas restrições são comuns tanto nos seguros de ativos digitais quanto nas apólices que protegem diretores e executivos de empresas de criptomoedas. Entre as exclusões mais frequentes estão as perdas causadas pela oscilação do preço dos ativos, fraudes cometidas pelo próprio segurado e falhas ou negligência na proteção das chaves privadas. Por isso, é importante que as empresas entendam exatamente quais situações estão cobertas e quais ficam de fora do contrato. “As empresas de ativos digitais e, cada vez mais, seus clientes institucionais precisam entender exatamente o que está coberto, onde se aplicam as exclusões e os sublimites e quais riscos são retidos”, disse Jacqueline Quintal, líder do setor de instituições financeiras e ativos digitais da Marsh, à Reuters. Ela também destacou que a proteção financeira não depende apenas da contratação de um seguro. “Dada a possível lacuna entre a perda provável/possível e a capacidade de seguro disponível, a tecnologia e os controles de segurança, uma governança sólida e solidez financeira são igualmente importantes para a resiliência”, afirmou. Outro obstáculo é que os seguros tradicionais contra crimes geralmente não cobrem perdas de criptomoedas. Isso acontece porque essas apólices foram criadas originalmente para proteger bens físicos e financeiros convencionais, como dinheiro, títulos e metais preciosos. Os seguros tradicionais contra riscos digitais também nem sempre garantem o reembolso do valor das criptomoedas roubadas em ataques eletrônicos. Embora possam cobrir despesas relacionadas ao incidente — como investigações técnicas, avisos aos clientes e custos com advogados —, essas apólices geralmente excluem perdas decorrentes do roubo ou da transferência de fundos. Por isso, os seguros específicos para riscos digitais não costumam cobrir automaticamente o valor integral das criptomoedas roubadas. Para isso, é necessário contratar uma proteção adicional voltada a esses ativos. Como as seguradoras avaliam os roubos de criptomoedas? Para decidir se uma empresa tem direito à indenização, as seguradoras investigam como ocorreu o ataque, quais sistemas foram comprometidos e se os prejuízos estão previstos no contrato. Também verificam se a corretora cumpria os procedimentos de segurança exigidos pela apólice. Entre os pontos analisados estão a proteção das chaves privadas, o controle de acesso às carteiras digitais e os processos de autorização das transações. A forma como o roubo aconteceu pode fazer diferença na decisão sobre o pagamento. Um ataque externo, em que hackers conseguem roubar credenciais de acesso, por exemplo, pode ser enquadrado de maneira diferente de uma situação em que um funcionário transfere os ativos de propósito. Essa distinção pode determinar se o prejuízo será analisado por uma apólice de seguro contra crimes ou por um seguro cibernético. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara
30/10/2026 18:31:11 +00:00
Robô 'guarda-costas' enfrenta homem com faca e ergue até carro para socorrer pessoa

Robô 'guarda-costas' enfrenta homem com faca e ergue até um carro para socorrer pessoa Até agora, os robôs humanoides da empresa chinesa Unitree haviam chamado atenção, principalmente por suas exibições de artes marciais. Mas a companhia de Hangzhou quer dar um passo além e levar essas máquinas do entretenimento para aplicações práticas. A nova aposta da empresa é o H2-X, um robô apresentado como um guarda-costas capaz de intervir em situações de perigo e prestar ajuda em emergências. Imagens promocionais divulgadas em 21 de outubro mostram como a Unitree pretende usar o robô. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em uma das cenas, o H2-X enfrenta um homem que ameaça uma mulher com uma faca. Em outras, aparece levantando um carro sob o qual há uma pessoa presa, golpeando a porta de outro veículo e afastando um pedestre da trajetória de um automóvel que se aproxima. A apresentação faz parte de uma mudança de rumo mais ampla da empresa. Segundo a agência de notícias Reuters, a Unitree expandiu rapidamente sua linha de humanoides neste ano para explorar aplicações em vigilância, segurança e resgate. Robô H2-X da Unitree divulgação/Unitree O H2-X representa uma tentativa de transformar as habilidades físicas que tornaram seus robôs populares em ferramentas úteis para além do espetáculo. Dúvidas sobre o H2-X No entanto, como acontece com cada vez mais anúncios tecnológicos, o vídeo deixa tantas perguntas quanto imagens impressionantes. Segundo a revista especializada Interesting Engineering, ainda faltam dados técnicos sobre o H2-X. Também não está claro se o robô realizou as manobras de forma autônoma, se foi controlado remotamente ou se executou movimentos previamente programados. Até o momento, a Unitree também não anunciou o preço nem a data de comercialização do novo humanoide. Quais os riscos de um robô tão forte? A essas incógnitas soma-se uma questão mais delicada: a segurança das pessoas que o robô deve proteger. Uma cena do vídeo ilustra essa preocupação. Nela, o H2-X tenta impedir que um carro, que avança lentamente, atropele um manequim que representa uma criança. Mas, ao retirá-lo da trajetória do veículo, acaba arremessando-o contra o chão. Robô H2-X divulgação/Unitree Embora evite o atropelamento, o robô lança o manequim com violência contra o chão. Em uma situação real, uma manobra desse tipo poderia causar ferimentos graves à pessoa que o robô deveria proteger. O H2-X promete passar das acrobacias à proteção, mas, por enquanto, suas capacidades foram demonstradas apenas em um vídeo promocional. Além das dúvidas sobre seu nível de autonomia, há questões sobre os riscos de equipar robôs com tanta força física para intervir em situações de conflito. Resta saber se o H2-X conseguirá atuar de forma confiável fora de ambientes controlados ou se, por enquanto, continuará mais próximo da ficção do que da realidade.
30/10/2026 18:21:19 +00:00
Cacau abre mercados para o Brasil, mas chocolate pode voltar a ser artigo de luxo devido à crise climática

Semente de cacau dá origem ao chocolate. Reprodução/Redes sociais Do pé de cacau à barra de chocolate, o Brasil hoje domina toda a cadeia de produção e aposta cada vez mais na qualidade para conquistar mercados internacionais. E o cacau brasileiro carrega um diferencial que vai além do sabor: ele ajuda a preservar a floresta. Quem explica é André Luiz Carvalho Scampini, secretário-executivo da Associação dos Cacauicultores do Espírito Santo (ACAU). Segundo ele, uma das formas mais tradicionais de cultivo é a cabruca, sistema em que o fruto é plantado sob a cobertura da mata nativa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O cacau é uma forma de preservar o ambiente. Por quê? Porque um sistema mais tradicional de plantio do cacau é a cabruca. É uma palavra indígena. Não tem tradução para outros idiomas e significa roça, cultivo, lavoura. A cabruca, para o cacau, é a gente plantar o cacau na mata nativa, dentro da própria mata." Scampini lembra que a planta é originária da Amazônia e se desenvolve naturalmente à sombra das árvores. Segundo ele, esse modelo de cultivo está diretamente ligado à origem do fruto. Agora no g1 "O cacau é um fruto da Amazônia brasileira. Ele não é sul-americano. Ele surgiu na Amazônia brasileira e, ao longo dos séculos, os indígenas foram levando as sementes pelo continente até chegar ao México. Quando os espanhóis chegaram ao México, conheceram o cacau através dos astecas. Mas a origem do cacau é a Amazônia brasileira. Tanto é que o cacau é primo do cupuaçu", explica. Por ter surgido em ambiente florestal, o cacau se desenvolve melhor sob a proteção de árvores maiores. "Então ele está acostumado a ficar à sombra das grandes árvores. Ele está acostumado com a água", acrescenta. O sistema conhecido como cabruca surgiu muito antes de existir legislação ambiental ou debates sobre sustentabilidade. No sul da Bahia e no Espírito Santo, produtores mantiveram áreas de Mata Atlântica em pé justamente para cultivar o cacau. "Então ele foi plantado dentro da Mata Atlântica. Se hoje na Bahia e no Espírito Santo existe Mata Atlântica, agradeça ao cacau, porque o produtor escolheu. Ele decidiu manter a mata para plantar cacau", afirma Scampini. O Espírito Santo também aposta na valorização da origem do produto. Linhares, no norte do estado, recebeu a primeira indicação geográfica brasileira para amêndoas de cacau. "Nós temos a indicação geográfica, o Cacau Linhares. A indicação geográfica é a mesma coisa que champanhe, bordô, Borgonha ou Serra da Canastra. A nossa é a pioneira." Segundo Scampini, as características naturais da região conferem qualidades únicas ao produto. "Existe o terroir, que é o microclima, a qualidade da terra e a qualidade da água, que tornam a amêndoa de cacau produzida em Linhares diferente. Então ela é mais aromática, mais frutada, tem um sabor mais suave e uma maior concentração de manteiga de cacau." A estratégia agora é levar essa qualidade para novos mercados. "Então, assim, nós temos qualidade. E, se nós temos qualidade, vamos apresentar essa qualidade ao mundo. Vamos levar essa qualidade para a Europa também. Estamos de olho na Ásia, que é um mercado que está crescendo muito. Por isso estamos presentes aqui no Salão do Chocolate, para nos apresentar." Salão do Chocolate em Paris Produtores brasileiros, especialmente do Pará, da Bahia e do Espírito Santo, participam do Salão do Chocolate e da Patisserie, em Paris, entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro. Chocolate em barra, em pasta e em calda: durante cinco dias, o público pode degustar diferentes produtos e acompanhar concursos que premiam as melhores receitas de confeitaria. “Nesses eventos, vamos evoluindo a nossa produção de cacau, vai melhorando e conseguimos comercializar de forma mais rápida a nossa amêndoa e nossos subprodutos”, afirma Ivaldo de Santana, expositor do Pará. Mas o setor também reivindica uma remuneração mais justa para os produtores. Em entrevista à RFI, Marco Lessa, coordenador da missão brasileira em Paris, defende uma melhor distribuição dos ganhos ao longo da cadeia produtiva. “A luta maior é para que haja um preço justo, seja para o cacau brasileiro como o africano e do mundo inteiro. O produtor tem que ter uma participação maior que a matéria-prima, o protagonista é o produtor de cacau”, diz. Segundo ele, "não faz sentido que de uma barra de chocolate, só 7% do preço dela é do produtor". “É importante que os consumidores saibam, ao comer, e ao comprar, o impacto disso na vida das pessoas”, completa. Cacau pode virar artigo de luxo O futuro do setor, porém, traz desafios. As mudanças climáticas já afetam regiões produtoras e podem transformar novamente o chocolate em um produto de luxo. É o que alerta Elis Joinville, da Cacau Brasil. "O chocolate, historicamente, era um produto de luxo. Até os anos 40 e 50. Com o passar do tempo, outras maneiras de fazer chocolate foram surgindo para popularizar o produto." Mas esse cenário pode mudar. "Com a mudança climática e o aumento das temperaturas, as culturas de cacau podem ser realmente afetadas. Na verdade, já estão sendo afetadas. E o preço já está subindo." Segundo ela, algumas variedades cultivadas há mais de dois séculos estão ameaçadas. "Há algumas culturas de cacau que existem há mais de 200 anos e podem desaparecer por causa desse aumento das temperaturas", alerta. A consequência pode ser sentida diretamente pelo consumidor. "Isso pode fazer com que, um dia, o chocolate volte a ser um produto de luxo", afirma Joinville. Chocolate brasileiro feito com 'amor' E o que os franceses acharam do chocolate brasileiro? A reportagem conversou com visitantes do salão. "É excelente. Gostei dos diferentes chocolates, especialmente o de 70%. É suave, encorpado, com notas que remetem à floresta. Não há amargor. É extremamente suave na boca. Dá para sentir todo o amor dedicado a essa produção, desde o início até a criação do chocolate", diz Nathalie, uma visitante ouvida pela RFI. Ela também destacou a importância da sustentabilidade. "É claro que os chocolates feitos por franceses são excelentes, mas eles não podem fazer milagres se a produção do chocolate em si não for da melhor qualidade. E, para isso, é preciso ética. É necessário que a produção ocorra em condições ambientalmente aceitáveis", acrescenta.  Para ela, a agrofloresta representa o caminho mais promissor para o futuro da produção. "Hoje em dia, a agrofloresta é a solução ideal", aponta.  Do coração da Amazônia e da Mata Atlântica para as vitrines e confeitarias da Europa, o chocolate brasileiro aposta na qualidade, na preservação ambiental e na origem para conquistar consumidores em todo o mundo.
30/10/2026 18:20:46 +00:00
OpenAI vai limitar acesso de adolescentes a informações sobre armas no ChatGPT

ChatGPT ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images A OpenAI anunciou nesta sexta-feira (30) que vai restringir ainda mais as informações sobre armas fornecidas pelo ChatGPT a adolescentes, mesmo quando as perguntas parecerem inofensivas. A medida faz parte de novas ações de segurança para prevenir casos de violência no mundo real. As novas regras também preveem que o ChatGPT possa encerrar automaticamente conversas quando identificar sinais de fixação em violência. Se isso ocorrer repetidas vezes, a OpenAI poderá suspender temporariamente a conta do usuário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as mudanças específicas para adolescentes, a empresa vai limitar o fornecimento de informações práticas sobre armas e sistemas de segurança que possam ser usadas de forma indevida, mesmo quando não houver sinais de intenção violenta. Outra mudança envolve o sistema usado pela OpenAI para estimar a idade dos usuários. A empresa afirmou que aprimorou a tecnologia para direcionar à versão voltada a menores de 18 anos aqueles que o sistema identificar como adolescentes. Agora no g1 OpenAI também pretende notificar os pais que tenham suas contas vinculadas às dos filhos caso a conta do adolescente seja temporariamente suspensa por conversas recorrentes sobre violência. Para todos os usuários, a empresa ainda vai reduzir o nível de detalhe fornecido sobre ataques em massa ocorridos no passado, incluindo informações sobre as armas utilizadas e como elas foram obtidas. Segundo a OpenAI, as novas medidas de segurança começarão a ser implementadas nas próximas semanas e continuarão sendo aprimoradas. Segurança dos adolescentes As mudanças foram anunciadas em meio a discussões sobre a segurança de adolescentes que usam ferramentas de inteligência artificial. No início deste mês, a OpenAI informou que esse público passa, em média, menos de 15 minutos por dia usando o ChatGPT. O dado consta do primeiro relatório da empresa sobre o uso do serviço por adolescentes. Também neste mês, um relatório da organização sem fins lucrativos Common Sense Media apontou falhas nos alertas enviados aos pais pela versão do ChatGPT voltada a adolescentes. Segundo a entidade, esses avisos frequentemente chegam tarde demais ou sequer são enviados quando adolescentes mantêm conversas sobre suicídio, automutilação ou transtornos alimentares.
30/10/2026 18:08:26 +00:00
Após ataque hacker bilionário, Binance diz que investimentos de brasileiros estão seguros

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo A corretora de criptomoedas Binance afirmou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes brasileiros permanecem seguros após o ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas. (leia o comunicado na íntegra mais abaixo) Em comunicado, a empresa explicou que os ativos dos clientes no Brasil são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que segue as regras do Banco Central do Brasil (BC), que exigem a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à corretora. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas estão temporariamente suspensos. Segundo a Binance, a medida é preventiva e permite a realização de uma análise dos sistemas da plataforma. A corretora informou que segue dentro do cronograma para restabelecer o serviço em até 45 horas. Os depósitos não foram afetados, e os demais serviços continuam funcionando normalmente. “A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade”, afirmou a Binance. Pelas regras do Banco Central, em vigor desde fevereiro deste ano, as corretoras de criptomoedas devem manter o dinheiro e os ativos digitais dos clientes separados dos recursos da própria empresa. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas. Investidores brasileiros ainda podem perder dinheiro? André Matos, CEO da MA7 Capital, explica que, neste momento, o principal risco para os clientes da Binance é ficar temporariamente sem acesso aos recursos, e não a perda definitiva. A corretora prometeu cobrir os prejuízos provocados pelo ataque utilizando seu fundo de emergência, recursos próprios e valores roubados que já foram bloqueados. Segundo Matos, porém, a capacidade da empresa de arcar com todas as perdas ainda não foi comprovada de forma independente. "Há ainda um ponto que muita gente não percebe: a promessa cobre os ativos roubados, não a queda de preço", afirma. Isso significa que os investidores também podem perder dinheiro com a desvalorização das criptomoedas, mesmo que seus ativos não tenham sido diretamente atingidos pelo ataque. Diferentemente dos depósitos bancários e de determinados investimentos de renda fixa, as criptomoedas não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Celso Camilo, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ressalta que o ataque não significa que todos os investidores em criptomoedas terão seus recursos comprometidos. "Estamos falando da maior corretora de criptoativos do mundo, e um incidente dessa dimensão afeta diretamente a confiança dos investidores. Quem mantém recursos na Binance enfrenta uma exposição mais direta ao problema, principalmente em relação à segurança dos ativos e à disponibilidade de saques", afirma. Segundo Camilo, quem investe por outras plataformas não está necessariamente exposto ao ataque, mas pode sentir os efeitos da queda dos preços. "Portanto, é importante separar o risco de perder recursos em uma plataforma do risco de desvalorização dos ativos, que atinge o mercado de maneira mais ampla." Após a divulgação do ataque hacker, o mercado de criptomoedas reagiu em forte queda nesta sexta-feira. Por volta das 14h24 (horário de Brasília), o Bitcoin e o Ether caíam mais de 4%, cotados a US$ 77.274,30 (cerca de R$ 417,3 mil) e US$ 2.245,39 (cerca de R$ 12,1 mil), respectivamente. Já o BNB, criptomoeda ligada à Binance, recuava 6%, para US$ 700,80 (R$ 3,8 mil). As perdas também atingiram o mercado de ações dos Estados Unidos. Os papéis da Coinbase, outra grande corretora de criptomoedas, recuavam mais de 13%, enquanto os da Strategy, empresa conhecida por seus investimentos em Bitcoin, caíam mais de 8% nesta tarde. Os fundos de criptomoedas negociados na B3 também registravam perdas, em meio à repercussão do ataque hacker à Binance. Por volta das 12h40, o HASH11, que acompanha uma cesta de moedas digitais, recuava 2,64%, enquanto o QBTC11, atrelado ao Bitcoin, caía 3,94%. Como saber se o dinheiro está exposto à Binance? Segundo André Matos, o primeiro passo é verificar onde as criptomoedas estão armazenadas e quem é responsável por protegê-las. "Se elas estão na sua conta da Binance, você está exposto, porque quem tem a custódia é a corretora. Se estão em uma carteira própria, em que só você tem as chaves, o ataque não atinge esses ativos diretamente, embora o preço possa cair." Para quem investe por bancos, fundos ou outros aplicativos, a recomendação é verificar qual instituição guarda os ativos e quais plataformas são utilizadas nas operações. O que os investidores devem fazer agora? Embora os recuros ainda estejam bloqueados para quem investe na Binance, Matos recomenda evitar decisões precipitadas, reforçar a segurança das contas e ficar atento a possíveis golpes. "O mais importante é não agir no pânico. Vender na baixa ou tentar sacar a qualquer custo pode transformar um problema temporário em prejuízo definitivo." O especialista recomenda que os investidores: Ativem a autenticação em duas etapas; Guardem os comprovantes dos investimentos; Desconfiem de mensagens que prometam liberar saques em troca de senhas ou dados pessoais. Para reduzir riscos no futuro, ele também recomenda não concentrar todos os investimentos em uma única corretora. "Quem pretende manter as criptomoedas por muito tempo deve considerar uma carteira própria, de preferência física, tomando muito cuidado para guardar as palavras de recuperação." 🔎 Uma carteira física é um dispositivo que permite ao investidor guardar as chaves de acesso às criptomoedas fora da internet, sem depender de uma corretora. Para recuperar o acesso aos recursos em caso de perda ou defeito do aparelho, é necessário guardar uma sequência de palavras de segurança. Se essas palavras forem perdidas ou caírem nas mãos de criminosos, o investidor pode ficar sem suas criptomoedas. Entenda o ataque hacker na Binance O ataque à Binance ocorreu na quinta-feira (29) e é considerado o maior roubo já registrado na história do setor de criptomoedas. Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis seriam hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. De acordo com a Reuters, a corretora está trabalhando com autoridades policiais de diferentes países, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). Até agora, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas foram localizados. Parte desses recursos foi bloqueada com a ajuda de outras empresas do setor, mas isso não significa que o dinheiro tenha sido recuperado. As investigações ainda estão em andamento, mas as primeiras informações ajudam a entender como os criminosos conseguiram desviar uma quantia tão elevada em poucos minutos. Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers acessassem os sistemas da empresa. (veja mais aqui) Posteriormente, a corretora informou que identificou outras possíveis falhas de segurança exploradas pelos criminosos. Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas. A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, por volta das 17h (horário de Brasília), segundo registros das transações analisados por especialistas. Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. Leia a íntegra da nota da Binance "Diante das notícias recentes sobre o incidente de segurança envolvendo a Binance Global, a BBrasil SPSAV LTDA., entidade da Binance que atende os usuários brasileiros, confirma que os fundos de seus clientes permanecem seguros. Além de observar os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, os ativos virtuais são mantidos em cold wallets (carteiras frias), agregando uma camada adicional de segurança e reforçando o compromisso da BBrasil SPSAV com a proteção dos ativos de seus clientes. Como medida preventiva e conforme informado anteriormente, os saques de ativos virtuais estão temporariamente suspensos enquanto realizamos uma verificação minuciosa de segurança. Todos os demais serviços da plataforma continuam funcionando normalmente, e retomaremos as operações de saque assim que o processo de verificação for concluído. A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade. Permanecemos plenamente comprometidos com a manutenção de padrões rigorosos de segurança para garantir a total confiança de todos os nossos clientes. Pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente causado." Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara
30/10/2026 16:50:12 +00:00
União Europeia quer flexibilizar regras para agrotóxicos; especialistas alertam para riscos

Drones auxiliam na pulverização de defensores nas lavouras do Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta Como parte de sua estratégia para "simplificar e racionalizar" a legislação da União Europeia (UE), a Comissão Europeia avalia mudar as regras que regem a agricultura e a segurança alimentar do bloco. Entre as alterações previstas está a flexibilização das normas que controlam o uso de agrotóxicos, substâncias utilizadas no combate a pragas e ervas daninhas. Pelas regras atuais da UE, em vigor desde 2011, os principais componentes dos pesticidas, conhecidos como substâncias ativas, só podem ser autorizados por períodos limitados, de no máximo 15 anos. A proposta da Comissão Europeia muda essa lógica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A autorização por prazo indeterminado passaria a ser a regra, inclusive para substâncias controversas como o glifosato, associado por estudos ao câncer e capaz de eliminar praticamente todas as formas de vegetação. Revisões de segurança ocorreriam apenas em situações excepcionais, e a responsabilidade por solicitar essas avaliações passaria a caber às autoridades reguladoras, e não mais à indústria. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil Segundo a comissão, o objetivo é reduzir custos, simplificar processos administrativos e ajudar os agricultores europeus a manter a competitividade. Cientistas e médicos, porém, afirmam que as preocupações relacionadas à saúde humana e aos impactos ambientais dessas substâncias tóxicas estão sendo deixadas em segundo plano. Saiba também: Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre câncer ligado a agrotóxico Por que a UE quer flexibilizar as regras para pesticidas? A Comissão Europeia diz que responde a reivindicações de agricultores e do setor agropecuário por regras mais claras sobre o uso de pesticidas. Em uma declaração conjunta divulgada em maio, 19 associações do setor alimentício, entre elas a CropLife Europe, entidade que representa a indústria de pesticidas, afirmaram que a complexidade dos procedimentos administrativos e a demora na aprovação de produtos deixam os agricultores sem soluções eficazes para proteger lavouras contra insetos, ervas daninhas e doenças, colocando em risco a segurança alimentar e a renda do setor. "O sistema atual de renovação periódica da avaliação de cada substância ativa tornou-se insustentável", declarou o serviço de imprensa da Comissão Europeia à DW. A instituição citou atrasos crônicos e gargalos regulatórios que dificultam a aprovação de novos produtos considerados mais sustentáveis. Nas negociações mais recentes, os países-membros da UE defenderam que autorizações sem prazo de validade fiquem restritas a substâncias classificadas como de baixo risco. Ainda assim, a proposta prevê ampliar o período inicial de aprovação de outros produtos para até 15 anos e permitir renovações de até 25 anos. Herbert Dorfmann, eurodeputado italiano de centro-direita, afirma que a aprovação de novos agrotóxicos, inclusive alternativas mais sustentáveis, hoje enfrenta atrasos de vários anos. Segundo ele, isso obriga agricultores a continuar usando produtos antigos ou, quando estes são proibidos, a ficar sem alternativas disponíveis. A comissão afirma que pretende tornar o sistema "mais eficiente e ágil", garantindo ao mesmo tempo que "a proteção da saúde humana, animal e do meio ambiente continue sendo prioridade máxima". Dorfmann, que atua como um dos relatores das negociações interinstitucionais sobre o tema, apoia a proposta e defende que a UE precisa "abrir espaço para a inovação". Seu objetivo é levar a nova regulamentação à votação no Parlamento Europeu ainda antes do fim do ano. Leia também: Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável Como os pesticidas afetam a saúde humana e o meio ambiente? Ecologistas e especialistas em saúde reagiram com firmeza às propostas. Segundo eles, os potenciais impactos sobre a saúde e o meio ambiente estão sendo minimizados. Em setembro, mais de 500 especialistas de diferentes países da UE assinaram uma carta aberta pedindo ao Parlamento Europeu que suspendesse a análise da proposta e conduzisse uma investigação independente sobre seus impactos ambientais e sanitários. Em 7 de outubro, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) também apoiaram o pedido por uma revisão completa para avaliar se as mudanças propostas estão em conformidade com as obrigações da UE no campo dos direitos humanos, especialmente em relação a trabalhadores rurais e crianças. Os pesticidas podem permanecer no ambiente por longos períodos, contaminando recursos hídricos, degradando o solo, reduzindo a biodiversidade e intoxicando animais em diferentes níveis da cadeia alimentar. No caso da saúde humana, a Agência Europeia do Meio Ambiente afirma que ainda não é possível estimar com precisão a carga total de doenças associadas à exposição aos pesticidas. Ainda assim, a exposição a pesticidas químicos, inclusive a substâncias já proibidas que permanecem no ambiente, foi associada a diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias crônicas, distúrbios neurológicos, atrasos no desenvolvimento infantil e problemas de fertilidade e comportamento. A exposição também é ampla. Um levantamento realizado entre 2014 e 2021 constatou que 84% das amostras de urina coletadas de crianças e adultos em cinco países europeus continham resíduos de dois ou mais pesticidas. Martina Vijver, diretora científica e especialista em ecotoxicologia da Universidade de Leiden, na Holanda, afirmou que há profunda preocupação entre especialistas com o fato de que o plano atual da UE "enfraquecerá, em vez de fortalecer, o nível de proteção oferecido pela regulamentação dos pesticidas". Em audiência realizada no Parlamento Europeu em setembro, ela afirmou que as reavaliações periódicas são essenciais para incorporar novas descobertas científicas à análise dos riscos. "A percepção dos riscos muda ao longo do tempo", disse. "O sistema regulatório precisa manter a capacidade de corrigir decisões tomadas ontem com o conhecimento de amanhã." Mais de 50 substâncias foram proibidas desde 2011 Salome Roynel, responsável por políticas públicas da organização não governamental Pesticide Action Network Europe, sediada em Bruxelas, afirma que os efeitos nocivos dos pesticidas muitas vezes só se tornam plenamente conhecidos anos depois, quando os produtos passam por nova avaliação. "A ciência está em constante evolução", disse Roynel, lembrando que 56 substâncias ativas foram proibidas na União Europeia desde 2011 em decorrência dessas revisões periódicas. Entre elas está o inseticida clorpirifós, utilizado em pomares e no cultivo de hortaliças e cereais, associado a prejuízos ao desenvolvimento cerebral de crianças. Roynel afirma ser "evidente que existe algum grau de alinhamento" entre as mudanças propostas pelas instituições europeias e as demandas da indústria de agrotóxicos. A crítica ecoa um relatório recente da organização Corporate Europe Observatory, segundo o qual Dorfmann e outros parlamentares teriam incorporado diretamente reivindicações do setor em suas propostas regulatórias. Dorfmann rejeita a acusação. Em entrevista à DW, afirmou ter se reunido tanto com representantes da indústria quanto com organizações ambientalistas durante os debates públicos sobre o tema. "O principal objetivo não é manter produtos antigos no mercado. O principal objetivo é levar novos produtos ao mercado", afirmou. Segundo ele, parte da estratégia consiste em facilitar a aprovação de produtos de biocontrole e de substâncias classificadas como de baixo risco, reduzindo barreiras administrativas. Agricultores buscam incentivos A ideia já foi defendida anteriormente por Martina Vijver, que concorda que produtos mais sustentáveis enfrentam hoje um verdadeiro "engarrafamento" regulatório. Segundo ela, os produtos de biocontrole poderiam seguir uma via de aprovação acelerada na Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), sem abrir mão das avaliações de segurança necessárias para identificar riscos. Roynel também apoia a aceleração da aprovação de substâncias de biocontrole, mas argumenta que isso deve fazer parte de uma transformação mais ampla do sistema. De acordo com ela, são necessários apoio financeiro, monitoramento e capacitação para que os agricultores adotem essas novas tecnologias. Isso inclui manter restrições aos pesticidas químicos mais nocivos, e não ampliar sua desregulamentação. "Se os agricultores tiverem acesso ainda mais fácil aos pesticidas sintéticos, não terão incentivo para migrar para soluções de biocontrole", afirmou. "É importante disponibilizar esses produtos no mercado, e apoiamos totalmente essa medida. Mas eles não serão uma solução única para todos os problemas." Veja também: Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição
30/10/2026 16:43:47 +00:00
Meta faz acordo com adolescente em processo que alega que redes sociais causaram depressão e transtornos alimentares

MPT processa Meta em R$ 50 milhões A Meta, dona do Instagram e do Facebook, fez um acordo com uma jovem que acusava as plataformas de serem projetadas para causar dependência e prejudicar a saúde mental dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo advogados da autora, o acordo foi fechado nesta sexta-feira (30), conforme apuração da Reuters. A jovem também afirmava que o uso das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Os valores e os termos do acordo não foram divulgados. O acerto foi anunciado depois que começou, na quarta-feira (28), a seleção dos jurados para um julgamento que deveria analisar as acusações de duas jovens, identificadas como S.J. e K.D.B., contra a Meta e a Snap, dona do Snapchat. A Meta já havia feito um acordo com S.J. dias antes. Com o novo acerto, o julgamento deve continuar apenas contra a Snap. "Continuamos comprometidos em melhorar a segurança das crianças nos aplicativos de redes sociais e em responsabilizar as empresas de tecnologia. Estamos satisfeitos por termos chegado a uma solução justa para nossa cliente", afirmou Emily Jeffcott, advogada de K.D.B., em comunicado. Este é o segundo julgamento em um tribunal estadual de Los Angeles relacionado a acusações de jovens que afirmam ter desenvolvido dependência de redes sociais. Segundo os processos, Meta, Snap, TikTok e YouTube, plataforma pertencente à Alphabet, teriam desenvolvido seus aplicativos para incentivar o uso compulsivo, ou seja, fazer com que as pessoas sintam dificuldade de parar de utilizá-los. As duas jovens já haviam fechado acordos com o TikTok e o YouTube. Processo foi feito de exemplo O processo foi escolhido entre milhares de ações judiciais semelhantes para servir como um caso de referência. Isso significa que a decisão dos jurados poderá influenciar a forma como as empresas e os autores de outras ações resolverão disputas parecidas. S.J., uma adolescente de 16 anos de Illinois, e K.D.B., de 18 anos, do Mississippi, afirmam que começaram a usar o YouTube aos 3 anos de idade e as outras plataformas por volta dos 9 anos. Segundo elas, recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita — que permite passar de um conteúdo para outro sem precisar mudar de página — contribuíram para a criação de hábitos compulsivos. As empresas negam que tenham desenvolvido suas plataformas para causar dependência entre crianças e adolescentes. Também afirmam que adotaram medidas para tornar os aplicativos ambientes seguros, nos quais os jovens possam se expressar. Redes sociais enfrentam mais processos As redes sociais enfrentam milhares de processos em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos. As ações foram apresentadas por usuários, redes de ensino, municípios e outros órgãos públicos. Os autores acusam as empresas de terem buscado deliberadamente criar dependência entre crianças e adolescentes, contribuindo para uma crise de saúde mental entre os jovens, marcada por casos de ansiedade, depressão e suicídio. No primeiro processo do tipo que chegou a julgamento, encerrado em março, um júri de Los Angeles considerou que a Meta e o YouTube agiram com negligência e determinou o pagamento de US$ 6 milhões em indenização a uma jovem. As duas adolescentes seguintes cujos processos foram selecionados para julgamento fizeram acordos com as empresas ou desistiram das acusações. O primeiro distrito escolar escolhido para um julgamento também fechou acordos com todas as companhias envolvidas. Em agosto, a Meta fechou acordos que podem chegar a US$ 18 bilhões com quase todos os estados e territórios dos Estados Unidos. O objetivo foi encerrar processos apresentados por procuradores-gerais que acusavam as plataformas de prejudicar adolescentes. Como parte dos acordos, a empresa também concordou em fazer mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para esse público. No início deste mês, um juiz do Novo México determinou que a Meta pagasse uma multa de US$ 25 bilhões. A decisão ocorreu depois que um júri concluiu que a empresa enganou usuários do Facebook sobre a privacidade de seus dados e sobre a maneira como lida com discursos de ódio na plataforma. A Meta afirmou que vai recorrer da decisão. Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por enganar consumidores no caso Cambridge Analytica Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução
30/10/2026 16:20:59 +00:00
Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre câncer ligado a agrotóxico

Herbicida Roundup a venda em Encinitas, Califórnia, EUA Reuters / Mike Blake Um júri dos Estados Unidos decidiu a favor da gigante multinacional Bayer em um processo movido por três mulheres que alegavam ter desenvolvido câncer após utilizar o agrotóxico Roundup. O júri do estado de Missouri, no centro-oeste dos Estados Unidos, rejeitou na quinta-feira (29) as alegações de que o Roundup apresentava defeitos de fabricação e não deveria ter sido comercializado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os litígios envolvendo herbicidas à base de glifosato custaram mais de 10 bilhões de dólares (R$ 53,7 bilhões) à Bayer desde que a empresa adquiriu, em 2018, o grupo agroquímico americano Monsanto, responsável pelo desenvolvimento do popular Roundup. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno para os seres humanos. A empresa agroquímica alemã, por sua vez, cita estudos científicos e autorizações de órgãos reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia para sustentar que o herbicida é seguro. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil Esta é a primeira decisão do tipo desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu uma sentença favorável à Bayer, em junho, após a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do país decidir que o Roundup poderia ser comercializado sem rótulos de advertência. O veredicto de quinta-feira "deveria enviar um forte sinal de que os autores que desejam continuar apresentando reivindicações no sistema judicial" após a decisão da mais alta corte "enfrentarão desafios significativos", afirmou Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer nos Estados Unidos e responsável global por litígios. As autoras do processo em Missouri, Theresa Aretino, Cynthia Fernández e Betty Larkin, alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, em decorrência do uso do Roundup. A Bayer espera encerrar os processos por meio de um acordo coletivo de 7,25 bilhões de dólares (R$ 38,9 bilhões) Leia também: Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques
30/10/2026 16:15:41 +00:00
Baú do Globo Rural: relembre a história das filhas de seu Zé Izá, família da Serra da Canastra que marcou história do programa

As filhas de seu Zé Izá Uma pequena casa aos pés da Serra da Canastra, em Minas Gerais, guardava uma rotina que parecia resistir à passagem do tempo. Foi lá que o Globo Rural conheceu, em 1998, as sete filhas de seu Zé Izá, mulheres que dividiam entre si todos os trabalhos da fazenda e viviam praticamente afastadas da sociedade de consumo. Reveja acima a reportagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Naquela época, faltavam à casa comodidades que já faziam parte da rotina da maior parte dos brasileiros. Não havia energia elétrica, água encanada nem geladeira. Para tomar banho, as irmãs improvisavam: a água era colocada em um balde, usado como chuveiro. Neste domingo, o Globo Rural volta ao local quase 30 anos depois para reencontrar as irmãs e mostrar como o tempo transformou a vida da família. Em 2002, o Globo Rural também voltou ao local, para acompanhar o casamento de uma das filhas. Reveja abaixo. O casamento de Alice Leia também: 'Orelha-de-elefante': moradora encontra planta misteriosa no quintal, e especialista alerta que espécie é tóxica Oliveiras destruídas e lavouras bloqueadas por tropas israelenses: a luta para produzir azeite em Gaza Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição
30/10/2026 16:04:29 +00:00
Binance sofre ataque de US$ 6,3 bilhões: o que se sabe sobre o possível maior roubo da história das criptomoedas

Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas A gigante das criptomoedas Binance afirmou na quinta-feira (29/10) que US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões) em ativos digitais foram afetados pelo que se acredita ser o maior ataque hacker a criptomoedas da história. A maior corretora de criptomoedas do mundo afirmou que cerca de metade desses ativos foram congelados, mas que muitos permanecem em poder dos hackers, acrescentando que "cobrirá todas as perdas". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As primeiras checagens de segurança feitas pela corretora indicam que o incidente pode ter envolvido o laptop de um engenheiro, que foi comprometido, permitindo que um hacker fizesse saques não autorizados, disse a Binance. Duas empresas de análise atribuíram o incidente — que supera o ataque recorde de US$ 1,5 bilhão à corretora Bybit em 2025 — a um grupo de hackers da Coreia do Norte chamado TraderTraitor. A empresa de cibersegurança Check Point afirmou que o grupo também é conhecido no setor como Lazarus Group, responsável pelo ataque cibernético de 2025. O diretor de segurança da informação da Check Point, Jayant Dave, afirmou que as perdas estimadas pela Binance tornam este o "maior roubo de criptomoedas da história". Binance Reuters Como o ataque à Binance se compara a outros roubos de criptomoedas A empresa de investigações baseadas em inteligência artificial TRM Labs afirmou em um relatório que vários elementos do ataque à Binance se assemelham a incidentes anteriores ligados à Coreia do Norte, incluindo o ataque à Bybit. Ari Redbord, chefe global de políticas do laboratório, disse à BBC que o ataque à Binance é um momento sem precedentes na indústria. Segundo ele, os esforços para rastrear e recuperar os fundos estão longe de terminar. A Binance, fundada na China em 2017, permite que os usuários negociem ativos digitais como criptomoedas. Estima-se que a corretora tenha mais de 300 milhões de usuários registrados em todo o mundo. A empresa afirmou em 2024 que possui mais de US$ 160 bilhões em ativos sob sua custódia. Ela tem sido alvo de escrutínio regulatório em todo o mundo. Leia também: China rebate EUA e nega ter espionado CEO da Nvidia Perdas cobertas e saques suspensos Nesta sexta-feira (30/10), a Binance informou que começou a recuperar os ativos afetados dos usuários, em publicação no X. A empresa disse estar trabalhando com as autoridades e outros parceiros para "rastrear, congelar e recuperar fundos adicionais". A empresa reiterou que "já se comprometeu publicamente a cobrir as perdas por meio de recursos próprios". A Binance afirmou que já reservou mais de US$ 6,3 bilhões — o mesmo montante que foi roubado no ataque — para cobrir o incidente. Desse total, US$ 5 bilhões "já estão alocados nos mesmos ativos (tokens) que foram afetados". A empresa informou ainda que está concluindo a aquisição do valor restante por diferentes canais. "Essa etapa pode levar mais tempo", diz a companhia, acrescentando que compartilhará atualizações sobre o progresso "assim que possível". Ela explicou, ainda, que esses valores não incluem ativos que foram congelados, os quais "continuam passando por processos de recuperação e verificação". Anteriormente, a empresa havia informado que US$ 3 bilhões tinham sido congelados. Os saques foram temporariamente suspensos. A empresa disse na manhã desta sexta-feira que trabalha para normalizar os saques em 45 horas. Coreia do Norte e criptomoedas A Chainalysis, uma empresa de análise de criptomoedas, também afirmou ter "alto nível de confiança" de que o grupo norte-coreano TraderTraitor está ligado ao ataque cibernético. Nos últimos anos, agentes ligados à Coreia do Norte têm se concentrado em atacar empresas de criptomoedas para roubar grandes quantidades de tokens digitais. Agências de segurança ocidentais já afirmaram que os fundos roubados são usados para financiar os programas de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis da Coreia do Norte. O regime norte-coreano negou qualquer envolvimento em ataques cibernéticos no passado. Eric Jardine, chefe de pesquisa da Chainalysis, alertou todas as corretoras para que permaneçam vigilantes, pois as plataformas são alvos atraentes para hackers devido ao alto valor dos ativos. A Binance não respondeu diretamente às perguntas da BBC sobre as possíveis ligações do incidente com a Coreia do Norte, mas afirmou: "Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros da lei para confirmar a identidade desses criminosos e processá-los na justiça." O incidente diz respeito à Binance.com. Já a Binance.US — uma plataforma de criptomoedas muito menor que oferece serviços de negociação especificamente para residentes americanos — afirmou que sua plataforma não foi afetada pelo problema. Yi He, co-CEO da Binance, agradeceu a vários emissores de criptomoedas pelo congelamento dos ativos Bloomberg via Getty Images O co-CEO da Binance, Richard Teng, disse que uma investigação preliminar da empresa indica que o ataque começou com o laptop de um engenheiro que foi comprometido. "Isso deu ao invasor acesso a um ambiente de serviço, onde ele enviou transações de saque não autorizadas", disse ele em um comunicado. "Para que fique claro: o hacker não se limitou a usar as permissões de um único engenheiro, e não se tratou de uma ação simples de "um clique". Tudo envolveu um processo de ataque mais complexo. Nossa investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo. Até o momento, não encontramos nenhuma evidência de vazamento da chave privada da carteira." Ele afirmou que um relatório detalhado será divulgado assim que a apuração for concluída. Dave, da Check Point, afirmou que esse ataque também se assemelha ao feito à plataforma de câmbio de criptomoedas Bitget em setembro, no qual foram perdidos US$ 388 milhões (R$ 2 bilhões): "Isso implica que os invasores não precisam mais das chaves do cofre. Eles visam os sistemas e as pessoas com autoridade para usá-los." Em uma série de publicações, Yi He, co-CEO da Binance, agradeceu a vários emissores de criptomoedas pelo congelamento dos ativos. "Segurança em primeiro lugar: os saques estão temporariamente suspensos até que se confirme a segurança do ambiente", disse ela. Outras duas grandes plataformas de criptomoedas, Tether e Circle, disseram ter congelado um total de cerca de US$ 2,4 bilhões em ativos em resposta ao potencial ataque hacker à Binance. A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada ao presidente dos EUA, Donald Trump, e sua família, afirmou ter trabalhado com seus parceiros para congelar os fundos roubados. A corretora de criptomoedas Coinbase afirmou que não foi afetada pelo incidente e que está monitorando a situação. Diversos observadores do setor de criptomoedas já haviam manifestado preocupação com um possível ataque hacker à Binance horas antes de a corretora confirmar o problema de segurança. O Bitcoin caiu mais de 4% após os alertas. O preço de outras criptomoedas importantes, incluindo Ethereum e Solana, também caiu acentuadamente. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba também: Governo questionou Meta sobre perfis derrubados no Instagram antes das eleições Anatel vai exigir prova de vida para validar linhas de celular; veja como vai funcionar Por que Trump quer mudar o nome da IA?
30/10/2026 15:36:56 +00:00
TVs de 98 polegadas, cadeiras de alto padrão e mais: veja itens do Banco Master que vão a leilão

vVja itens do Banco Master que vão a leilão. Divulgação/Kwara Televisores de 98 polegadas, cadeiras de escritório e sofás de marcas de alto padrão e uma série de computadores, notebooks e artigos de decoração, estão entre os itens do Banco Master e do Will Bank que serão leiloados em novembro. Com lances iniciais que vão de R$ 21, por um lote com equipamentos de informática, até R$ 98 mil, por outro com aproximadamente 20 cadeiras da marca de alto padrão Herman Miller, o certame será feito pela Kwara, plataforma digital de leilões online, em 9 de novembro, a partir das 9h30. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre outros destaques do leilão, estão: Lote 005: televisão LG de 98 polegadas, com lance inicial de R$ 10.990 Lote 002: caixa bar da marca Artefacto, com lance inicial de R$ 12.600 Lote 292: aproximadamente 30 itens para decoração, com lance inicial de R$ 6.230 Lotes variados: sofás com chaise da marca Fernando Jaeger, com lance inicial de R$ 2.800 Lotes variados: notebooks, com lance inicial de R$ 672 Lote 283: um sofá em linho, com lance inicial de R$ 700 Agora no g1 A leiloeira oficial indicada para o certame é Alessandra Cavalcanti Antunes. Segundo a Kwara, os itens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram, sem garantia de funcionamento e sem direito a troca. O edital também alerta que os itens podem apresentar sinais de uso, avarias, ausência de peças e componentes, além de senhas e códigos de bloqueio. Os interessados poderão examinar os bens presencialmente nas datas, horários e locais indicados ao lado de cada lote no portal da Kwara. Dependendo do lote, pode ser necessário agendamento prévio, e não será permitido testar ou manipular os itens. Como participar do leilão? Para participar, os interessados precisarão se cadastrar no portal da Kwara e solicitar habilitação na página do leilão com pelo menos uma hora de antecedência do início do evento. É possível fazer lances manuais ou programar lances automáticos. O edital destaca que o valor do lance inicial não corresponde, necessariamente, ao preço mínimo de venda. As empresas vendedoras analisarão as ofertas em até cinco dias úteis após o término do leilão e poderão aprovar ou rejeitar a venda. Além do lance vencedor, o comprador terá de pagar comissão de 5% ao leiloeiro e uma despesa administrativa por lote, cujo valor varia conforme a faixa de arrematação. Mobiliário milionário A quantidade de móveis de alto padrão levados a leilão dá uma dimensão dos valores envolvidos no mobiliário do Banco Master e do Will Bank. Alguns dos lotes, por exemplo, reúnem pelo menos 28 cadeiras Cosm Média, da Herman Miller. No site oficial da marca, o modelo é anunciado por R$ 17.046, sem desconto. Outra cadeira da marca, o modelo Verus Interweave, é anunciada por R$ 6.455 a unidade. No leilão, dois lotes reúnem cerca de 35 cadeiras desse modelo. Somados, os preços atuais de tabela das 63 cadeiras desses dois modelos passam de R$ 700 mil. O valor, porém, não corresponde necessariamente ao que os bancos pagaram pelos móveis. O mobiliário também inclui peças de marcas e designers de alto padrão, como Mackey e Haworth, além de Sérgio Rodrigues, Ludwig Mies van der Rohe e Fernando Jaeger. Veja alguns dos itens que estão no leilão Lote com cadeiras Herman Miller é o mais caro do leilão, com preços a partir de R$ 98 mil. Divulgação/Kwara Televisor de 98 polegadas está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Lote com itens de decoração pode ser adquirido por um valor inicial de R$ 6.230. Divulgação/Kwara Poltrona Tetê, criada pelo designer Sérgio Rodrigues, está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Poltronas Mackey estão entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Sofás com chaise Fernando Jaeger estão entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Poltrona Fernando Jaeger está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara
30/10/2026 14:46:16 +00:00
Desemprego cai no Brasil e atinge menor taxa para o 3º trimestre em 14 anos

Desemprego cai no Brasil e atinge menor taxa em 14 anos A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível para o período desde 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre encerrado em junho, quando a taxa era de 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,4 p.p., já que o desemprego estava em 5,6%. (veja principais pontos da pesquisa) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 4% (menos 234 mil pessoas) em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número caiu 6,9%, o equivalente a 417 mil pessoas. IBGE divulga PNAD de desemprego g1 ➡️ A população ocupada, por sua vez, chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica, iniciada em 2012. 🔍 O que significa estar "ocupado" segundo o IBGE? Para os critérios da PNAD Contínua, é considerada ocupada a pessoa que trabalhou pelo menos uma hora completa na semana de referência em atividade remunerada (em dinheiro, mercadorias ou benefícios), em ajuda a negócio familiar, ou que estava temporariamente afastada de seu trabalho. O contingente cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de mais 581 mil pessoas no mercado de trabalho. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, a alta foi de 1,2%, ou 1,2 milhão de pessoas. 🏠 Entre os setores que mais contribuíram para o avanço da ocupação está a construção, que registrou alta de 2,8% no trimestre. Ao todo, foram mais 210 mil pessoas trabalhando na atividade. 💼 O número de empregadores também bateu recorde e chegou a 4,5 milhões. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, com 184 mil pessoas a mais, e avançou 6,4% na comparação anual. 🏛️ O setor público também registrou recorde no número de trabalhadores, com 13,2 milhões de pessoas ocupadas. O resultado ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 2,5% na comparação com o mesmo período de 2025, o equivalente a mais 317 mil trabalhadores. O ritmo mais contido das contratações pode ter relação com as incertezas em torno das eleições, segundo o analista do IBGE William Kratochwill. ➡️ Tradicionalmente, o terceiro trimestre marca o início de um período de aquecimento do mercado de trabalho, com a proximidade das festas de fim de ano. Em 2026, porém, o movimento foi mais moderado. "Alguns tomadores de decisão podem ter esperado um pouco mais, e por isso o crescimento não aconteceu em todos os grupamentos de atividade. Ele foi mais contido", explicou o analista. A taxa composta de subutilização ficou em 13,0%, estável em relação ao trimestre móvel anterior e 0,9 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período do ano passado (13,9%). O indicador reúne pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para começar. A população subutilizada somou 14,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior (14,7 milhões), mas recuou em cerca de 1 milhão na comparação com o mesmo período de 2025, quando chegava a 15,8 milhões. Emprego formal se mantém em nível recorde O número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo os trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões no trimestre encerrado em setembro. O contingente é o maior já registrado pela série histórica da pesquisa. Apesar do recorde, o indicador ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior, de abril a junho, quanto na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado mostra que o emprego formal se mantém em um patamar elevado, mas não apresentou crescimento significativo nos últimos meses. Ao contrário do setor privado, os trabalhadores com carteira assinada no setor público registraram avanço estatisticamente significativo no trimestre. Renda dos trabalhadores cresce no ano O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 3,7%. Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. O resultado representa alta de 1,4% no trimestre (R$ 5,2 bilhões a mais) e de 4,8% em um ano (R$ 17,5 bilhões a mais). IBGE divulga PNAD de desemprego g1
30/10/2026 12:00:33 +00:00
Ibovespa recua 18,12% na semana e tem 5ª maior queda desde o Plano Real; dólar sobe a R$ 5,44

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,75% nesta sexta-feira (30), aos 167.922 pontos. Com o resultado, o índice chegou à quinta baixa consecutiva e acumulou desvalorização de 18,12% na semana — a quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994, segundo levantamento da Elos Ayta. (veja mais abaixo) Já o dólar subiu 1,05% no dia, encerrando cotado a R$ 5,4442. Durante as negociações, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,4621 na máxima do pregão. No Brasil, investidores acompanharam novos dados de emprego e sinais de desaceleração da economia, além da expectativa por uma definição da nova equipe econômica do governo Lula (PT). No exterior, indicadores de atividade dos Estados Unidos também estiveram no radar do mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre deste ano. O indicador, divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra um mercado de trabalho ainda resiliente, mesmo em meio aos sinais de desaceleração da economia no país. ▶️ No cenário político, a busca pela definição da nova equipe econômica de Lula (PT) seguiu no radar. Isso porque os nomes escolhidos devem ajudar a dar o tom sobre o futuro das contas públicas, em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo. Possíveis nomes para as vagas abertas na diretoria do Banco Central também ficam no centro das atenções. ▶️ A agenda econômica ainda contou com uma série de indicadores americanos. Na véspera, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +9,04%; Acumulado do mês: +5,22%; Acumulado do ano: -0,81%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado do mês: --9,88%; Acumulado do ano: +4,22%. Bolsa tem queda histórica O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%. As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%). Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros. Os próximos passos da reforma tributária O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027. ICMS sobre combustíveis vai aumentar Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme os resultados da Alphabet reacenderam preocupações com o aumento vertiginoso dos custos de inteligência artificial. Investidores também avaliavam novos dados sobre a inflação após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter as taxas de juros inalteradas. No final do pregão, o Dow Jones teve queda de 1,09%, enquanto o S&P 500 recuou 1,80% e o Nasdaq Composite perdeu 2,84%. O dia também foi negativo na Europa, também refletindo as preocupações com os papéis de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,36%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,85%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,01%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e subiu 0,07%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta sexta-feira, registrando a maior perda mensal desde o início de 2016, à medida que uma onda global de venda de ações do setor de inteligência artificial pesou sobre os ânimos do mercado. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caíram 1,4%. No Japão, o Nikkei recuou 2,12% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,48%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,5%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
30/10/2026 12:00:21 +00:00
Após roubo bilionário na Binance, entenda o que são criptomoedas e os riscos de investir

O que são as criptomoedas? A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, foi o maior roubo de moedas digitais já registrado. Criptomoedas são ativos digitais, e não moedas oficiais como o real ou o dólar. Elas não são emitidas por governos e utilizam tecnologias como o blockchain para registrar e validar transações. (Entenda mais no vídeo acima). Notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo na Binance O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Esses ativos atraem investidores pelo potencial de valorização, mas também estão sujeitos a fortes oscilações de preço, o que faz deles investimentos de alto risco. No Brasil, a compra e a venda de criptoativos são permitidas, e o setor vem sendo regulamentado pelo Banco Central. A regulamentação, porém, não garante rentabilidade nem protege o investidor de prejuízos. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara
30/10/2026 11:59:54 +00:00
Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo de US$ 6,3 bilhões

Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo. Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente", afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão. Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Sediada em Tóquio, a Mt Gox encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin. Notebook sendo usado no escuro Danny Meneses/Pexels “A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda”, afirmou Karpeles. Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou na quinta-feira ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”. “Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM. O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un. Ainda segundo analistas, o ataque na Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa. Com informações da agência Reuters. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
30/10/2026 11:33:56 +00:00
Hackers roubam R$ 34 bilhões em criptomoedas da Binance; veja os maiores ataques já registrados

Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas O ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e estabeleceu um novo recorde de perdas no setor. O episódio, registrado nesta quinta-feira (29), superou invasões anteriores, como a da Bybit, que teve US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em ativos digitais roubados em fevereiro de 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso se soma a uma série de ataques contra plataformas de criptomoedas. Somente em 2025, criminosos desviaram US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões) em quase 150 operações, segundo levantamento da empresa de análise TRM Labs. Veja abaixo alguns dos maiores roubos de criptomoedas da história, desde o surgimento do Bitcoin, em 2008. Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum Reuters Binance A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), considerado o maior da história do setor. Os criminosos conseguiram transferir a maior parte dos recursos em aproximadamente 20 minutos. Segundo empresas do setor, o ataque teria sido realizado por hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance informou que está investigando o caso, prometeu cobrir os prejuízos e afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos. Até o momento, a corretora informou ter localizado aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões), enquanto a situação dos outros US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foi totalmente esclarecida. Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema que autoriza as transferências da Binance. A investigação inicial também identificou um possível acesso por meio do computador de um funcionário, mas a empresa informou ter encontrado outras falhas de segurança. Bybit Um valor recorde de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers foi roubado da corretora Bybit em fevereiro de 2025, no que pesquisadores consideraram o maior roubo de moedas digitais até o momento. O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque e que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e, em seguida, distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains. A Coreia do Norte negou envolvimento em roubos de criptomoedas. Poly Network Hackers roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) da Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, em agosto de 2021. Posteriormente, devolveram quase todos os recursos roubados. Ronin Network Em março de 2022, hackers roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) de um projeto de blockchain ligado ao popular jogo online Axie Infinity. A Ronin, rede que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, informou que os hackers roubaram cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin. Coincheck Em janeiro de 2018, hackers roubaram cerca de US$ 530 milhões (aproximadamente R$ 2,81 bilhões) em criptomoedas da corretora Coincheck, com sede em Tóquio, segundo os valores da época. Os invasores atacaram uma das "hot wallets" da empresa, uma carteira digital armazenada online, para drenar os recursos. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar por trás do roubo. Mt.Gox Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,65 bilhões) foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, então a maior do mundo, entre 2011 e 2014. A Mt. Gox, que já havia respondido por 80% das negociações mundiais de bitcoin, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque. Cerca de 24 mil clientes perderam acesso aos seus recursos. *Com informações da agência Reuters
30/10/2026 11:32:32 +00:00
Faturamento das 10 maiores empresas do agro cresce 11% e chega a R$ 1,24 trilhão; veja ranking

Série especial do JN mostra como o agronegócio brasileiro está enfrentando as mudanças climáticas Jornal Nacional/ Reprodução As 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram R$ 1,24 trilhão em receita líquida em 2025, um crescimento de 11,08% em relação ao levantamento anterior. A lista é liderada pela JBS, gigante do setor de carnes, que faturou R$ 480,58 bilhões no período. O ranking faz parte do levantamento Agro100, publicado pela revista Forbes Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na segunda posição aparece a MBRF, com receita de R$ 163,96 bilhões, seguida pela Cargill Alimentos, que somou R$ 115,29 bilhões. Juntas, as dez primeiras colocadas representam uma parcela expressiva do agronegócio brasileiro. Considerando as 100 maiores companhias, o faturamento conjunto chegou a R$ 2,1 trilhões em 2025, alta de 13,45% na comparação com o ano anterior. Veja lista: Maiores empresas do agronegócio g1 Comércio de grãos e carnes têm os maiores avanços O crescimento do agronegócio foi puxado principalmente pelas empresas que comercializam produtos agrícolas e pelas ligadas à produção de carnes. Dos sete segmentos acompanhados pelo levantamento, seis tiveram aumento de receita superior à inflação em 2025. O destaque foi o grupo de comércio e tradings, que registrou expansão de 23,51%. São empresas que compram, vendem e exportam produtos como soja e milho, conectando produtores brasileiros a compradores de outros países. Na sequência aparece o setor de proteína animal, com alta de 16,37%. O grupo inclui frigoríficos e companhias de processamento de carnes, como JBS, MBRF e Minerva. A agroenergia também teve desempenho positivo, com crescimento de 13,37%, impulsionada por atividades como a produção de etanol e outros biocombustíveis. Já as empresas de alimentos e bebidas registraram aumento de 7,2% na receita. Celulose teve desempenho mais fraco entre os setores A indústria de celulose foi o único dos sete segmentos que não conseguiu registrar crescimento acima da inflação em 2025. O resultado foi afetado pela desvalorização da matéria-prima no mercado internacional. No começo do ano, o preço da celulose chegou a ficar abaixo de US$ 500 por tonelada, nível que pressiona a rentabilidade das empresas do setor. Entre as companhias desse segmento está a Suzano, que ocupa a décima posição no ranking das maiores empresas do agronegócio brasileiro.
30/10/2026 11:29:51 +00:00
Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável

Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões que não conseguem pagar por alimentação saudável. Getty Images O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o terceiro mandato com o “compromisso número 1” de tirar o Brasil do Mapa da Fome, pela segunda vez. A promessa foi cumprida em julho do ano passado, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o país havia deixado o indicador. Mas o desafio que fica para o seu quarto mandato, não é pequeno: 44,8 milhões de brasileiros — cerca de um quinto da população — ainda não têm renda suficiente para manter uma alimentação saudável, composta por cereais, frutas, verduras, leguminosas e fontes de proteína, nas quantidades recomendadas pela ONU. (veja detalhes abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O dado consta do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi)", da agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado em julho deste ano, com dados até 2025. Pessoas que não conseguem pagar por uma alimentação saudável. Arte/g1 A pesquisa também aponta que 20,3 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave entre 2023 e 2025, ou seja, não tiveram acesso regular a alimentos nutritivos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Entre 2021 e 2023, esse número era maior: 39,7 milhões. Onde estão essas pessoas? Nos domicílios chefiados por mulheres. No recorte racial, nos chefiados por mulheres negras. No regional, no Norte e no Nordeste. Silvia Aparecida Zimmermann, coordenadora da Rede Penssan, relaciona esse cenário às condições precárias de trabalho enfrentadas por essas populações, como baixos salários, informalidade e instabilidade de renda. “A trabalhadora doméstica, por exemplo, tem muita descontinuidade na renda. Por isso, sua família fica mais sujeita à insegurança alimentar”, exemplifica. 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil Elisabetta Recine, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo da Presidência da República, acrescenta que as políticas públicas ainda têm dificuldade para alcançar e atender de forma contínua pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Segundo ela, o problema nem sempre é a completa ausência de contato com o Estado, mas a falta de continuidade no atendimento e de integração entre os serviços públicos. “Uma pessoa em situação de rua, por exemplo, chega a um abrigo, a um centro de saúde. Em algum lugar, ela chega. O problema é que ela chega e vai embora. Ninguém a acolhe no sentido de dizer: ‘Fique aqui, você não precisa só de um curativo'.” LEIA TAMBÉM Por que o Brasil tem fome se é um grande produtor de alimentos? Qual é a diferença entre fome e insegurança alimentar Políticas para não voltar atrás Questionados sobre o que o próximo governo deve fazer para reduzir a vulnerabilidade alimentar, os especialistas são unânimes: o Brasil não pode retroceder nas políticas de combate à fome. Isso porque o país entrou e saiu do Mapa em um intervalo relativamente curto de tempo. A primeira saída aconteceu em 2014, mas o Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em um contexto de avanço da pobreza, agravado pela pandemia de Covid-19 e por um enfraquecimento de políticas de apoio à produção e distribuição de alimentos. Naquele ano, o relatório da ONU mostrou que 61,3 milhões de brasileiros enfrentavam insegurança alimentar. Além disso, 4,1% da população vivia em situação de subnutrição, o equivalente a 8,6 milhões de pessoas. 🔎 O indicador de subnutrição é conhecido como "Mapa da Fome" e mede a parcela de pessoas cujo consumo habitual de calorias é insuficiente para viver. Três anos depois, em julho de 2025, o relatório mostrou que a parcela de brasileiros em situação de subnutrição ficou abaixo de 2,5%, confirmando a saída do Mapa da Fome. Segundo especialistas, a melhora dos indicadores foi impulsionada por políticas de recuperação da renda e ampliação do acesso a alimentos. Entre elas, destacam-se a retomada dos reajustes do salário mínimo acima da inflação e a recuperação de programas de segurança alimentar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). ➡️ O PAA atua em duas frentes: o poder público compra alimentos de agricultores familiares, o que gera renda no campo, e os destina a pessoas em situação de vulnerabilidade social, escolas e hospitais. Execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Arte/g1 Avançar no combate à insegurança alimentar exige garantir que as políticas públicas alcancem as populações mais vulneráveis e ampliar o acesso a alimentos saudáveis. Para isso, é preciso elevar a renda, apoiar a produção agrícola e assegurar recursos contínuos aos programas de segurança alimentar. "Embora a Constituição brasileira garanta o direito à alimentação, as políticas de segurança alimentar no Brasil não são políticas de Estado, como são as de saúde e educação, em que uma percentagem do orçamento é garantida", destaca Graziano. O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome O que é alimentação saudável para a ONU? Para estimar quantas pessoas não conseguem pagar por uma alimentação saudável, a ONU compara o custo de uma cesta variada de alimentos com a renda que sobra após o pagamento de despesas básicas, como moradia, vestuário e transporte. Essa cesta reúne 11 alimentos capazes de fornecer, juntos, cerca de 2.330 calorias diárias por pessoa. A ONU seleciona os produtos mais baratos disponíveis em cada país que atendam às recomendações de uma alimentação equilibrada. Os alimentos são divididos em seis grupos: cereais, raízes e tubérculos; carnes, peixes, ovos e laticínios; leguminosas, castanhas e sementes; óleos e gorduras; frutas; e verduras e legumes. O g1 perguntou à FAO quais alimentos foram usados no cálculo do custo de uma dieta saudável no Brasil, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. E qual é a situação do Brasil? O relatório da ONU aponta que o custo de uma alimentação saudável no país vem subindo ano a ano. Em 2025, chegou a 4,89 dólares internacionais por pessoa, por dia, ante 3,97 dólares internacionais em 2021. Custo diário de uma alimentação saudável por pessoa. Arte/g1 💵 O dólar internacional não é uma moeda que pode ser comprada ou trocada, mas uma medida usada para comparar o poder de compra entre países. O cálculo considera quantos reais são necessários para comprar, no Brasil, o equivalente ao que um dólar compra nos EUA. Como essa comparação leva em conta os preços dos produtos, e não a taxa de câmbio, não é possível converter o valor em reais pela cotação do dólar. Já o número de pessoas que não consegue pagar por uma alimentação saudável atingiu o pico em 2021, no auge da pandemia, e vem recuando desde então. Apesar da queda, especialistas avaliam que o número ainda é elevado, pois representa cerca de um quinto da população. Para Graziano, a valorização do salário mínimo nos últimos anos ainda não foi suficiente para garantir que as famílias tenham acesso a uma alimentação saudável. “O custo de uma cesta básica saudável no Brasil hoje seria de R$ 240 a R$ 250 por mês por pessoa. Para uma família de quatro pessoas, isso representa cerca de R$ 1 mil, quase todo o salário mínimo (de R$ 1.621). Só pode pagar quem ganha mais que o mínimo”, diz Graziano. Um agravante é que os reajustes salariais não conseguiram acompanhar a alta dos preços dos alimentos, o que reduziu o poder de compra da população. Segundo Graziano, é preciso considerar ainda que os preços dos alimentos frescos sobem mais rápido que dos ultraprocessados. "A salsicha sobe menos do que o preço da alcatra, da picanha. Varia menos. Alimentos frescos e carnes dependem de transporte refrigerado e armazenagem especial, o que encarece o produto final", diz. Segundo Zimmermann, da Rede Penssan, os ultraprocessados custam menos porque utilizam matérias-primas mais baratas e amplamente produzidas no Brasil, como açúcar, gorduras e derivados de soja. “Se a gente pensar nos produtos pré-prontos, nas massas, nos biscoitos, chocolates, muitos têm soja na composição. Isso acontece porque a gente produz muita soja, então o custo fica muito mais barato que outros componentes", diz. Variação da inflação dos alimentos consumidos em casa, em janeiro de cada ano, e reajustes reais do salário mínimo. Arte/g1 Os desafios para reduzir preços Zimmermann destaca que os preços das hortaliças oscilam mais, sobretudo quando comparados aos dos alimentos ultraprocessados. Como esses cultivos têm ciclo curto de plantio e colheita, eventos climáticos, como secas e enchentes, podem destruir lavouras inteiras, reduzindo a oferta e encarecendo os produtos em poucos dias. Segundo ela, esse problema se agravou nos últimos anos com o aumento dos eventos climáticos extremos. A especialista destaca que as oscilações do mercado internacional e as tensões geopolíticas também afetam a produção de hortaliças. Combustíveis e fertilizantes importados, por exemplo, estão sujeitos às variações de preços no exterior. Nos últimos anos, conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia encareceram esses insumos, elevando os custos de produção e transporte, que acabam repercutindo no preço dos alimentos. Para Graziano, outro entrave é a distribuição desigual dos investimentos em pesquisa agropecuária no Brasil. Segundo ele, os recursos são “fortemente enviesados” para produtos de exportação, como soja, milho e carne bovina, enquanto frutas, verduras, legumes e alimentos básicos, como arroz e feijão, recebem menos atenção. “A Embrapa Hortaliças, por exemplo, tem desenvolvido novas variedades, assim como a Embrapa Feijão. Mas esses avanços ainda são pequenos quando comparados ao progresso de outros segmentos, como o da soja", diz Graziano. 🌱 Na prática, a pesquisa pode ajudar a aumentar a produção de hortaliças com o desenvolvimento de variedades mais resistentes à seca e ao calor, além de técnicas de cultivo que reduzam as perdas provocadas por eventos climáticos extremos. Diversidade e produção local Elisabetta Recine, presidente do Consea, destaca que até mesmo polos de produção de frutas no Brasil são voltados ao mercado externo. É o caso do Vale do São Francisco (PE), que produz manga e uva principalmente para exportar à Europa e aos EUA. "Esses polos dão preferência para a produção de frutas que os outros países estão querendo ao invés de olhar para a região e pensar: 'bom, quais são as frutas tradicionais daqui? As frutas nativas ou que têm uma relação histórica ou social com o local?'", diz. "Não faz sentido, por exemplo, você produzir maçã em Santa Catarina, e levá-la para Manaus. Não quer dizer que as pessoas não têm direito de comer maçã. Quer dizer que a gente reduziu tanto a nossa diversidade que depende de circuitos longos. E isso impacta qualidade e preço do produto. Porque tem custo de transporte, de armazenagem e refrigeração." Uma das saídas seria estimular a produção local e a venda direta ao consumidor, com medidas como a criação de feiras livres e outros pontos de venda, além da isenção de taxas para feirantes. Outra ação importante é reforçar os investimentos na agricultura familiar, responsável por 60% da produção de hortaliças. Isso pode ser feito por meio da ampliação de programas já existentes, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Desertos e pântanos alimentares Encurtar o caminho entre a produção e o consumo também é importante para ampliar a oferta de alimentos frescos em desertos e pântanos alimentares no Brasil. Segundo Recine, essas barreiras de acesso ajudam a explicar a dificuldade de pagar por uma alimentação saudável. Desertos alimentares são regiões onde há pouca ou nenhuma oferta de alimentos frescos e saudáveis, o que obriga moradores a percorrer longas distâncias para comprá-los. Já nos pântanos alimentares, há mais estabelecimentos que vendem ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos, do que locais que oferecem alimentos saudáveis. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social mostram que cerca de 25 milhões de brasileiros viviam em desertos alimentares entre 2023 e 2024. Desse total, 6,7 milhões eram de baixa renda ou viviam em situação de pobreza. Já os pântanos alimentares abrigavam cerca de 15 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 104 mil viviam em favelas e comunidades urbanas. "As periferias urbanas são extremamente desabastecidas. Se você entra num mercadinho, você vai encontrar os produtos básicos secos — como arroz e feijão — porque eles têm um tempo de prateleira grande. De fresco, encontra uma banana, uma batata, uma cebola", ressalta. Graziano afirma que, nas periferias das grandes cidades brasileiras, é fácil encontrar barracas de cachorro-quente, mas difícil comprar uma maçã. "Somado a isso, a rotina de trabalho e a falta de tempo reduziram o preparo doméstico de alimentos frescos de cozimento longo — como feijão e mandioca —, empurrando as famílias para o consumo de ultraprocessado." Zimmermann conta que, em maio de 2026, o Brasil propôs à Organização Mundial da Saúde (OMS) a criação de regras globais para a venda e a publicidade de ultraprocessados, com foco na proteção de crianças e adolescentes. Na ocasião, o governo anunciou que buscaria apoio de outros países para levar a proposta à votação em 2027. Integrar serviços para combater a fome Para alcançar os 20,3 milhões de brasileiros que ainda enfrentam insegurança alimentar, Elisabetta Recine afirma que o principal desafio é fazer com que as políticas públicas cheguem, de fato, a essas pessoas. Segundo ela, parte dessa população vive em situação de extrema vulnerabilidade e enfrenta dificuldades para acessar até mesmo o Bolsa Família. Uma forma de alcançar esse grupo é aproveitar o contato que essas pessoas já têm com os serviços públicos. Recine explica que mesmo quem vive nas ruas passa, em algum momento, por uma unidade de saúde, uma cozinha solidária ou uma equipe de assistência social. O desafio é fazer com que esse atendimento pontual seja o início de um acompanhamento contínuo. É para enfrentar esse problema que foi criado, por exemplo, o Protocolo Brasil Sem Fome, que está sendo implantado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Enquanto o Plano Brasil Sem Fome reuniu políticas e estratégias que ajudaram a tirar o Brasil do Mapa da Fome, o protocolo representa uma segunda etapa, voltada a alcançar as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Para isso, o governo identificou municípios com os piores indicadores de insegurança alimentar e nutricional e busca integrar, nesses territórios, três redes de atendimento: saúde, assistência social e segurança alimentar. A ideia é evitar que o atendimento termine no primeiro serviço procurado. Se uma pessoa chega a uma unidade de saúde, por exemplo, ela pode ter outras necessidades identificadas e ser encaminhada para serviços de assistência social ou de segurança alimentar. O mesmo deve ocorrer quando a porta de entrada é uma cozinha solidária ou um serviço da assistência social. Na prática, o objetivo é criar uma rede de proteção para que a pessoa não receba apenas um atendimento pontual, mas continue sendo acompanhada pelos serviços públicos e tenha acesso aos programas de que precisa. Silvia Zimmermann acrescenta que essa integração deve incluir a busca ativa — ou seja, as equipes públicas precisam ir atrás das famílias, em vez de esperar que elas procurem ajuda. Segundo ela, cruzar dados dos serviços de saúde, assistência social e segurança alimentar com os do Cadastro Único — base do governo que reúne informações sobre famílias de baixa renda e é usada para acessar diversos programas sociais — ajuda a localizar essas pessoas e entender o que dificulta seu acesso às políticas públicas. O trabalho inclui orientar as famílias e, quando necessário, ajudá-las a se inscrever ou atualizar seus dados no cadastro. Assim, o contato com um serviço pode abrir caminho para uma rede de apoio capaz de enfrentar as diferentes causas da insegurança alimentar.
30/10/2026 08:00:00 +00:00
Financiamento imobiliário mais caro? Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas; Caixa não se manifesta

Bradesco, Itaú e Santander Montagem com imagens de divulgação e da Reuters Quem planeja financiar a compra de um imóvel vai encontrar juros mais altos em alguns dos maiores bancos privados do país. Nos últimos dias, Bradesco, Itaú e Santander anunciaram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário. Juntos, os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em notas enviadas ao g1, as instituições atribuem o movimento, de forma geral, à alta dos juros futuros (leia abaixo). O rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos, por exemplo, passou de 12,87% para 15,39% após as eleições, alta superior a 2,5 pontos percentuais. 🔎 Os juros futuros refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses ou anos. Eles oscilam conforme mudam as projeções para a inflação, as contas públicas e a atividade econômica. Por isso, podem subir mesmo quando a Selic está em queda. Agora no g1 A Caixa Econômica Federal, que lidera com folga as contratações para compra de imóveis, não informou se também pretende reajustar suas taxas. Procurado pelo g1, o banco afirmou que está em período de silêncio antes da divulgação do balanço e, por isso, não se manifestará sobre o tema. Veja abaixo como ficaram as taxas em cada banco, o que está por trás dos reajustes e os cuidados antes de fechar um financiamento: Bradesco Itaú Unibanco Santander O que explica o movimento Cuidados antes de fechar o financiamento Bradesco Ilustração de logo do Bradesco. Reuters O Bradesco não informou a variação das taxas. No entanto, o g1 teve acesso a um comunicado enviado a parceiros que detalha os novos percentuais. A taxa principal passou de 11,99% + TR (Taxa Referencial) para 15% + TR ao ano. Para clientes Private, subiu de 11,70% + TR para 13,60% + TR. A nova tabela entrou em vigor na segunda-feira (26). Em nota, o banco afirmou que atualizou as taxas máximas de suas linhas de crédito imobiliário "em função do aumento verificado nas taxas de juros do mercado". "As condições finais de financiamento imobiliário são negociadas com análise individualizada das propostas, considerando o perfil do cliente e as características da operação", acrescentou. O Bradesco também afirmou que "segue valorizando o setor e oferecendo condições competitivas para seus clientes". Voltar ao índice. Itaú Unibanco Fachada de unidade do Itaú em São Paulo Reuters/Amanda Perobelli Em nota ao g1, o Itaú informou que reajustou para 12,95% ao ano a taxa mínima do financiamento imobiliário a partir desta quinta-feira (29). Um comunicado enviado pelo banco a parceiros detalha que as novas condições variam conforme o perfil do cliente. No segmento Private, a taxa parte de 12,89% + TR. Para não correntistas, chega a 14,85% + TR. O Itaú atribuiu o reajuste às recentes oscilações dos juros futuros. Segundo o banco, como o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, essas variações afetam o custo das operações. “O ajuste busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações”, afirmou. A instituição acrescentou que as condições dependem do perfil e do relacionamento de cada cliente e reafirmou seu “compromisso com a oferta de taxas competitivas e condições de financiamento atrativas e adequadas às necessidades dos clientes”. Voltar ao índice. Santander Fachada de agência do Santander Divulgação No Santander, era possível encontrar financiamento com taxa de 11,69% ao ano + TR. A partir desta sexta-feira (30), as operações passam a ser ofertadas com taxas a partir de 12,49% + TR, segundo o banco. Em nota, o Santander afirmou que "acompanha regularmente os indicadores econômicos" e as condições do mercado imobiliário, além de avaliar "continuamente as condições de seus produtos de crédito". Voltar ao índice. O que explica o movimento A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, afirma que os aumentos “surpreendem”. A Selic, taxa básica de juros do país, está em trajetória de queda e teve, em setembro, sua quinta redução consecutiva. “Mas faz sentido do ponto de vista do banco. O financiamento imobiliário é um crédito de longo prazo, e a instituição se protege com base nos juros futuros, que subiram após a eleição”, diz. Para Akamine, o que mais chama atenção é o tamanho do reajuste, que, segundo ela, ficou acima de 3% ao ano para a maioria dos clientes. “Isso pode encarecer bastante a parcela, reduzir o valor que a família consegue financiar e diminuir o poder de compra”, afirma. Voltar ao índice. Cuidados antes de fechar o financiamento Diante da mudança nas taxas, a especialista recomenda comparar as condições oferecidas pelos bancos antes de fechar o financiamento. Ela lembra que a Caixa, por exemplo, não anunciou aumento nas taxas. “Neste momento, o principal é comparar simulações entre bancos. Outro ponto essencial é olhar o Custo Efetivo Total [CET], e não apenas a taxa de juros. Duas propostas com juros parecidos podem ter custos finais muito diferentes”, explica. 🔎 O CET representa o custo total do financiamento. Ele reúne os juros, a correção pela TR, os seguros obrigatórios, as tarifas e os demais encargos da operação. Segundo a especialista, também é preciso verificar qual índice será usado para atualizar o contrato durante o financiamento. “A maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil é corrigida pela TR. Existem linhas atreladas ao IPCA, que costumam ter uma taxa de juros menor e, aparentemente, são uma opção mais atraente”, diz. Akamine acrescenta que outro ponto de comparação é o sistema de amortização — ou seja, a forma como o saldo devedor será reduzido ao longo do contrato. “No SAC [Sistema de Amortização Constante], a primeira parcela é maior e diminui ao longo do tempo. No Price, a parcela é fixa, mas o total pago ao final costuma ser maior, quando as duas opções são comparadas no mesmo prazo”, conclui. Voltar ao índice.
30/10/2026 08:00:00 +00:00
'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe

'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe A seca levou 11 municípios de Sergipe à situação de emergência. Sem pasto e água, muitos animais estão morrendo. Para os produtores de leite, o prejuízo ocorre em cadeia. O animal perde o peso, produz menos leite e, em muitos casos, não resiste. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em Poço Redondo, a estiagem secou riachos e açudes. O produtor Cleiton Feitosa perdeu a lavoura de milho, e os animais ficaram sem ter o que comer. Ao mesmo tempo, os custos da ração aumentaram. Sem condições de alimentar os animais, o criador decidiu vender 16 das 20 vacas para não ver o rebanho morrer. A situação se repetiu com Genildo dos Santos, que precisou vender todo o rebanho. As 26 vacas de leite garantiam o sustento da família, que agora sobrevive apenas com o dinheiro de um benefício social. "Não tinha como a gente sobreviver. [Não tinha dinheiro] nem pra a gente, nem pra elas. Aí tivemos que vender. A gente ficou com o coração magoado. Ainda hoje estamos", disse. José Valmir Gomes perdeu quatro animais. Os que restam estão magros e enfraquecem pouco a pouco. "Daqui ela ia para casa. Aí aqui ela não aguentou, se deitou e não levantou mais. Porque além de fraca, ela tava prenha. Aqui o restinho da cria. Não dá nem pra saber se era macho ou era fêmea", diz o criador ao mexer nos ossos do feto largados no chão. A palma é o único alimento que restou para o rebanho. Mas a quantidade disponível só dá para alimentar as vacas por mais um mês. "É pedir sorte a Deus que chova e as coisas voltem ao normal como era", afirma Gomes. Leia também: 'Orelha-de-elefante': moradora encontra planta misteriosa no quintal, e especialista alerta que espécie é tóxica Oliveiras destruídas e lavouras bloqueadas por tropas israelenses: a luta para produzir azeite em Gaza Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição
30/10/2026 07:00:00 +00:00
Governo questionou Meta sobre perfis derrubados no Instagram antes das eleições

Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança, notificou a Meta em busca de informações sobre contas e publicações derrubadas no Instagram e no Facebook durante o período eleitoral. O pedido foi feito após uma denúncia apontar que a empresa suspende, remove ou restringe contas de forma indevida. A Meta também é acusada de adotar as medidas sem comunicação prévia, indicação de regra supostamente violada ou espaço para defesa dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A denúncia foi feita pela CTRL+Z, entidade sem fins lucrativos que tem como uma de suas fundadoras Daniela da Silva, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp, outra plataforma da Meta. A Senacon enviou a notificação na última sexta-feira (23), antes do 2º turno das eleições, e definiu um prazo de dois dias corridos para receber a resposta, que não foi apresentada até quinta-feira (28). Procurada pelo g1, a Meta disse que não comentaria sobre o caso. Agora no g1 Na denúncia, a CTRL+Z argumentou que a Meta impôs "um padrão reiterado de falha na prestação do serviço" com remoção unilateral de conteúdos, aplicação errática de regras eleitorais e aprovação de anúncios políticos com informações falsas. O documento lista episódios em que a companhia derrubou perfis e postagens no período eleitoral e, em alguns casos, reverteu a decisão sem maiores explicações. Um deles aconteceu em 23 de setembro, quando a Meta derrubou o perfil do portal Revelando dois dias depois da publicação de um vídeo sobre as relações entre o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha. Horas depois, a empresa disse que fez uma "revisão interna" e restaurou a conta. O requerimento à Senacon também cita o estudo da organização britânica Eko, que conseguiu veicular anúncios sobre as eleições brasileiras que continham informações falsas, incluindo a data da votação e uma imagem gerada por IA de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A CTRL+Z afirma que a Meta falha ao realizar moderação sem revisão humana, ao deixar de justificar a derrubada de perfis, ao reverter medidas por pressão externa e ao aprovar anúncios falsos. Para Luã Cruz, diretor de Litigância da CTRL+Z, a decisão da Senacon de questionar a Meta é positiva porque a maior parte dos problemas com plataformas digitais no Brasil é resolvido pela via do direito do consumidor. "Agora, ao invés de deixar cada usuário resolver seu problema por conta própria, a Senacon está olhando para o problema de maneira coletiva", afirmou. O que diz a Senacon Em sua notificação, a Senacon determinou que a Meta apresente quantas contas e publicações foram suspensas ou restringidas a partir de 16 de agosto de 2026, início do período de propaganda eleitoral. O órgão pediu ainda a quantidade de contestações enviadas pelos usuários afetados, bem como o tempo médio de resposta e o percentual de decisões revertidas após a contestação. A secretaria também questionou os critérios para as decisões e solicitou detalhes sobre a estrutura das equipes de moderação no Brasil. Procurada pelo g1, a Senacon afirmou que, caso encontre indícios de infração, pode instaurar processo administrativo contra a Meta. E adiantou que, se a empresa não atender a notificação, poderá sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. "O usuário de plataformas digitais é consumidor, inclusive quando o serviço é gratuito. Por isso, tem direito a informação clara sobre decisões que afetem sua conta ou seus conteúdos e a meios efetivos para contestá-las", disse o órgão.
30/10/2026 06:00:00 +00:00
Free flow: prazo para pagar pedágios atrasados sem multa está acabando; veja como regularizar

Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini Os motoristas que passaram por pedágios eletrônicos, conhecidos como "free flow", até 17 de outubro têm até 16 de novembro para pagar as tarifas em atraso sem receber multa. Quem já pagou a multa e regularizou o pagamento do pedágio também pode solicitar o reembolso. (veja como mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que cobra a tarifa automaticamente, sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. No fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu as multas por falta de pagamento do free flow, para assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas. Havia uma fragmentação dos canais de pagamento entre as concessionárias. Agora no g1 A suspensão das multas durou 200 dias. Como o prazo regular para pagar o pedágio é de 30 dias, os motoristas que passaram pelos pórticos após 17 de outubro ainda estão dentro do prazo para quitar a tarifa antes de serem multados. 🚦 O não pagamento do pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Os motoristas que quitarem as tarifas até 16 de novembro também poderão ter retirados da CNH os pontos referentes às infrações abrangidas pela suspensão. Como pagar o free flow Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, é possível consultar as passagens registradas pelo free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e verificar se a tarifa foi paga. Para quem utiliza tag, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela empresa contratada pelo motorista. Também é possível usar o aplicativo para contestar uma cobrança caso identifique uma passagem que não foi realizada por seu veículo. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após receber a notificação da passagem pelo pórtico para quitar o pedágio. Apenas o proprietário do veículo pode consultar as notificações, os registros das passagens e os valores cobrados pelo pedágio eletrônico. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança do pedágio não pode ser transferida para outro motorista. Como pedir o reembolso de uma multa já paga Motoristas que pagaram multas antes ou durante o período de suspensão podem solicitar o reembolso pelo portal gov.br. Veja o passo a passo: Acesse o site da ANTT: Clique ou toque nas três linhas que ficam no canto superior esquerdo; Selecione “Multas e Serviços” e depois clique ou toque em “Serviços"; Clique ou toque em “Requerimento para restituição de Multas e Taxas”; Preencha o requerimento; Acesse o site gov.br para protocolar o pedido de reembolso preenchido; Clique ou toque em “Iniciar” e faça o login com a conta gov.br; Preencha os campos solicitados; No campo “Tipo de solicitação”, selecione “Protocolar Documentos junto à ANTT”; Siga as orientações na tela para anexar o documento e enviar o pedido. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança que dispensa cabines, cancelas e o uso obrigatório de tags pelos motoristas. Câmeras e sensores identificam os veículos durante a passagem, sem que os motoristas precisem parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite calcular a tarifa conforme a distância percorrida. O pedágio eletrônico já é utilizado em mais de 20 países, entre eles Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — que está entre os pioneiros na adoção da tecnologia na América Latina. O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow apenas identifica o veículo e registra a cobrança da tarifa. O motorista não é multado por passar pelo pórtico, mas pode ser penalizado se não pagar o pedágio dentro do prazo. A falta de pagamento é considerada evasão de pedágio, uma infração grave que prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow utiliza tanto as tags já conhecidas pelos motoristas brasileiros quanto câmeras e sensores que permitem identificar veículos sem esse dispositivo. As câmeras e os sensores ficam instalados em pórticos sobre as rodovias. Eles identificam os veículos por meio das tags ou da leitura das placas, permitindo registrar a cobrança do pedágio. Algumas câmeras registram imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, a quantidade de eixos e quais estão suspensos, ou seja, sem contato com o asfalto. Essas informações ajudam a calcular o valor correto do pedágio, especialmente para caminhões. O sistema também utiliza luzes infravermelhas para identificar os veículos mesmo em condições de baixa visibilidade, como neblina ou fumaça.
30/10/2026 06:00:00 +00:00
Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo

Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, essa foi a maior ação criminosa já registrada na história do setor. A ação aconteceu na quinta-feira (29) e levou aproximadamente 20 minutos. Fundada em 2017 em Xangai, na China, a Binance é uma plataforma que permite comprar, vender e guardar criptomoedas, como o Bitcoin. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo seu relatório anual de 2025, a empresa tem 335 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e mantinha sob sua responsabilidade cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais. O ataque levantou preocupações sobre a segurança dessas plataformas e provocou uma queda no preço das principais criptomoedas nesta sexta-feira (30). (veja mais abaixo) Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis pelo roubo seriam hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. A corretora suspendeu temporariamente os saques, mas garantiu que o dinheiro dos clientes está protegido e prometeu cobrir todas as perdas. Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). A expectativa é que o serviço seja retomado nas próximas 45 horas, segundo a atualização divulgada pela empresa. Até agora, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas foram localizados. Parte desses recursos já foi bloqueada com a ajuda de outras empresas do setor, mas isso não significa que o dinheiro tenha sido recuperado. Como os hackers conseguiram roubar tanto dinheiro? As investigações ainda estão em andamento, mas as primeiras informações ajudam a entender como os criminosos conseguiram desviar uma quantia tão elevada em poucos minutos. (veja mais aqui) Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers entrassem nos sistemas da empresa. Posteriormente, a corretora informou que encontrou outras falhas de segurança que também podem ter sido exploradas. Segundo a TRM Labs, os criminosos conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas. A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, por volta das 17h (horário de Brasília), segundo registros das transações analisados por especialistas. Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. O que aconteceu com os R$ 34 bilhões roubados? Uma das principais dúvidas é se a Binance conseguirá recuperar o dinheiro. Até o momento, a corretora informou ter localizado cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões), enquanto a situação dos outros US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foi totalmente esclarecida. Parte dos valores roubados estava em stablecoins, um tipo de criptomoeda criado para manter um preço estável, geralmente equivalente ao dólar. 🔍 Diferentemente do Bitcoin, algumas dessas moedas digitais podem ser bloqueadas pelas empresas responsáveis por sua emissão. Isso significa que, mesmo depois de roubadas, elas podem ficar impedidas de ser transferidas ou utilizadas pelos criminosos. Foi o que aconteceu com parte dos recursos desviados da Binance. A Tether, uma das maiores empresas desse mercado, informou ter congelado quase US$ 1,57 bilhão (R$ 8,5 bilhões). A Circle bloqueou mais de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões), enquanto a Ripple congelou aproximadamente US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão). A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à sua família, também participou das ações para bloquear recursos, segundo a Reuters. 💰 Embora parte dos recursos roubados tenha sido bloqueada, ainda não há garantia de que o dinheiro será recuperado. Isso porque o congelamento impede que os hackers movimentem as criptomoedas, mas não significa que os valores tenham sido devolvidos à Binance. Além disso, criptomoedas como Bitcoin e Ether não possuem uma empresa central capaz de bloquear diretamente as transferências. Segundo a TRM Labs, cerca de US$ 2,4 bilhões (R$ 13 bilhões) em Bitcoin e Ether podem estar fora do alcance imediato das medidas de bloqueio. Os especialistas explicam que esses recursos só poderiam ser interceptados em determinadas situações, como quando os criminosos tentassem transferi-los para uma corretora disposta a bloquear as operações. Quem está por trás do ataque? As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis apontam que o roubo apresenta características semelhantes às de ataques realizados anteriormente por hackers ligados à Coreia do Norte. Uma das principais semelhanças é com a invasão à corretora Bybit, em 2025, atribuída pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a criminosos norte-coreanos. Segundo a TRM Labs, é possível que o mesmo grupo esteja envolvido no ataque à Binance A Coreia do Norte é acusada há anos por autoridades americanas e sul-coreanas de utilizar grupos de hackers para roubar recursos e financiar atividades do governo. O país nega as acusações. Apesar das suspeitas, a Binance ressaltou que ainda não conseguiu identificar oficialmente os responsáveis pela invasão. O que diz a Binance A Binance afirmou que os recursos dos clientes estão seguros e que vai cobrir todos os prejuízos provocados pelo ataque hacker. Segundo a corretora, os depósitos não foram afetados e a previsão é que os serviços de saque sejam retomados em até 45 horas, conforme a atualização divulgada pela empresa. Para compensar as perdas, a Binance informou que utilizará recursos próprios e um fundo de emergência criado para proteger os clientes em casos de falhas de segurança. Conhecido como SAFU, esse fundo possui uma reserva de aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em Bitcoin. O valor, porém, é muito inferior aos US$ 6,3 bilhões (R$ 34 bilhões) desviados pelos criminosos. Em publicação na rede social X, a corretora informou que a investigação inicial apontava para a invasão do computador de um funcionário, mas que novas apurações identificaram outras possíveis falhas de segurança. A empresa também afirmou que está trabalhando com autoridades e parceiros para investigar o ataque e impedir que os criminosos movimentem os recursos desviados. "Este foi um ataque complexo e estamos fazendo tudo o que podemos, em coordenação com as autoridades, para resolvê-lo", afirmou a corretora. Bitcoin cai após notícia do ataque A notícia do roubo provocou uma reação negativa no mercado de criptomoedas nesta sexta-feira (30). Por volta das 12h, o Bitcoin, a moeda digital mais conhecida do mundo, caiu mais de 5% e chegou a US$ 77.212,6 (cerca de R$ 416,9 mil), seu menor valor em seis semanas. No mesmo horário, o Ether, segunda maior criptomoeda do mercado, também recuou mais de 5%, atingindo US$ 2.245,39 (cerca de R$ 12,1 mil), o menor patamar em dois meses. Já o BNB, criptomoeda ligada à Binance e utilizada para pagar taxas na plataforma, caiu 6% em 24 horas, para US$ 700,80 (cerca de R$ 3,8 mil). O impacto também chegou ao mercado de ações dos Estados Unidos. Os papéis da Coinbase, outra grande corretora de criptomoedas, recuaram 4,8%. As ações da Strategy, empresa conhecida por manter grandes investimentos em Bitcoin, caíram quase 6% nas negociações após o fechamento regular das bolsas americanas. A Coinbase afirmou que não foi afetada pela invasão e que continua acompanhando o caso. Outros roubos bilionários já atingiram o setor O ataque à Binance é o mais recente de uma série de grandes invasões contra empresas de criptomoedas. Somente em 2025, criminosos roubaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em quase 150 ataques, segundo levantamento da TRM Labs (veja os maiores ataques já registrados). Em setembro deste ano, a corretora Bitget informou ter sofrido um roubo de aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,9 bilhão). *Com informações da agência Reuters O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP
30/10/2026 03:41:10 +00:00
Simples Nacional 2027: prazo para regularizar pendências termina nesta sexta; veja quem precisa agir

Simples Nacional: empresas do PI têm até 30 de setembro para escolher novo modelo de tributação Divulgação Microempresas e empresas de pequeno porte que pediram para ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 têm até esta sexta-feira (30) para regularizar pendências que impedem sua entrada no regime tributário. 🔎 O prazo vale para as empresas que apresentaram o pedido até 15 de outubro, data-limite estabelecida pelo calendário, mas tiveram a solicitação negada por alguma irregularidade. Para continuar o processo de ingresso no Simples Nacional, essas empresas precisam corrigir as irregularidades identificadas. Entre os problemas que podem impedir a adesão estão dívidas tributárias e pendências cadastrais. As mudanças no calendário foram estabelecidas pela Resolução CGSN nº 194/2026, que antecipou os prazos para adesão ao Simples Nacional em 2027. O objetivo é permitir que as empresas regularizem sua situação antes do início do próximo ano e saibam com antecedência se poderão fazer parte do regime tributário. Agora no g1 O dia 30 de outubro também é o prazo final para que empresas que já fazem parte do Simples Nacional optem por pagar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criados pela reforma tributária, pelo regime regular de tributação. Essa opção, porém, é um procedimento diferente da regularização de pendências para entrar no Simples Nacional. (saiba mais aqui) Quem precisa regularizar as pendências? O prazo vale para as empresas que pediram para ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 até 15 de outubro, mas tiveram a solicitação negada por não cumprir algum dos requisitos exigidos. 🔎 A empresa deve consultar a situação do pedido para descobrir o motivo da negativa e saber o que precisa fazer para regularizar sua situação. Dependendo do caso, o problema pode envolver dívidas ou irregularidades junto à Receita Federal, aos estados ou aos municípios. É importante identificar qual órgão é responsável pela pendência, pois a regularização deve ser feita diretamente com ele. Resolver uma irregularidade, porém, não significa que a empresa já tenha cumprido todos os requisitos para entrar no Simples Nacional. O que acontece com quem não regularizar? As empresas que não regularizarem sua situação até 30 de outubro podem ficar impedidas de ingressar no Simples Nacional em 1º de janeiro de 2027. O prazo de regularização não permite apresentar um novo pedido de adesão. Ele vale apenas para as empresas que fizeram a solicitação dentro do prazo e precisam corrigir as irregularidades identificadas na análise. Por isso, quem não solicitou a adesão até 15 de outubro não poderá fazer um novo pedido para 2027 durante o período de regularização, que termina no dia 30. Como consultar a situação do pedido? As empresas podem consultar as informações sobre a opção pelo Simples Nacional no Portal do Simples Nacional. Após identificar o motivo da negativa, o responsável pela empresa deve procurar o órgão indicado para resolver a pendência. Como o problema pode envolver a Receita Federal, estados ou municípios, é importante verificar a origem da irregularidade antes de iniciar a regularização. A recomendação é consultar a situação do pedido o quanto antes, já que a regularização pode exigir procedimentos junto a diferentes órgãos públicos.
30/10/2026 03:00:02 +00:00
Finados: dia 2 de novembro é feriado? Dá para emendar? Entenda os direitos de quem trabalha

Dia de Finados em cemitério de Estância Leonardo Barreto/TV Sergipe Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão”, que começa na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados. A data é feriado nacional e, em regra, garante um dia de descanso aos trabalhadores. Embora não haja uma explicação oficial para a escolha da data como feriado nacional, Finados não é o único feriado relacionado à tradição católica no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar de o Estado ser laico, referências ao catolicismo ainda estão presentes em datas do calendário oficial. No Dia de Finados, é comum que as pessoas visitem cemitérios e prestem homenagens aos mortos. Como o feriado cai no início da semana, a data permite três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos sábados e domingos. Veja como fica o calendário: 31 de outubro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 01 de novembro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 02 de novembro (segunda-feira): feriado nacional de Finados. Além dele, ainda restam três feriados nacionais em 2026, dois deles em novembro. Duas datas podem permitir períodos prolongados de descanso para quem folga aos fins de semana. (veja o calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados nacionais. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Agora no g1 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. Já o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro — Finados (segunda-feira) 15 de novembro — Proclamação da República (domingo) 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro — Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira) 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
30/10/2026 03:00:01 +00:00
Honda NSX usado por Ayrton Senna vai a leilão e pode passar de R$ 5 milhões

Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Um Honda NSX de 1991, usado por Ayrton Senna, será leiloado neste sábado (31), em Londres, na Inglaterra. O esportivo, que ficou conhecido por aparecer em uma fotografia do tricampeão lavando o carro, pode ser arrematado por mais de R$ 5 milhões. O veículo será oferecido pela RM Sotheby's e trata-se de um dos exemplares disponibilizados pela Honda para uso pessoal de Senna na sua residência em Portugal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O NSX tem carroceria vermelha, na cor chamada "Formula Red", teto preto e interior revestido de couro preto. Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão na Inglaterra. Divulgação / RM Sotheby's Na época, a Honda mantinha um acordo com Senna para disponibilizar um NSX ao piloto. Além do exemplar vermelho que será leiloado, havia outros dois carros pretos. O esportivo ficava guardado em Lisboa e era entregue ao brasileiro sempre que ele chegava ao país. Senna tinha uma propriedade no complexo de Quinta do Lago, em Portugal, e utilizou o NSX durante a temporada europeia de Fórmula 1 de 1991, ano em que conquistou seu terceiro campeonato mundial. Foi com esse carro que o piloto se deslocou até o circuito de Estoril para disputar o Grande Prêmio de Portugal daquele ano. Na corrida, Senna largou da terceira posição e terminou em segundo lugar. O mesmo exemplar apareceu no documentário "Ayrton Senna: Racing Is In My Blood", lançado em 1992. Nas imagens, o brasileiro acelera o Honda NSX e faz as rodas traseiras perderem aderência ao arrancar. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Mas uma das imagens mais conhecidas do veículo foi registrada fora das pistas. Senna aparece de calça jeans e camisa social, agachado ao lado do esportivo vermelho, enquanto lava a carroceria com uma mangueira. A ligação entre o piloto e a Honda começou antes do lançamento do NSX. Ayrton Senna lavando seu Honda NSX Norio Koike/Divulgação Em 1987, a fabricante japonesa passou a fornecer motores para a equipe Lotus, pela qual Senna competia. Naquele campeonato, o brasileiro conquistou duas vitórias e terminou a temporada na terceira posição. No ano seguinte, Senna se transferiu para a McLaren, que também passou a utilizar motores Honda. Foi pela equipe britânica que o piloto conquistou seu primeiro título mundial, em 1988, ao superar seu companheiro Alain Prost. A parceria também levou Senna a participar dos testes de desenvolvimento do NSX, antes de o esportivo chegar às lojas. Galerias Relacionadas NSX teve outros donos O histórico do esportivo permite acompanhar boa parte de sua trajetória após a morte do piloto, em Imola, em 1994. Em fevereiro de 1995, o NSX foi registrado em Lisboa pela empresa Laboa Etablissement, conforme os registros do órgão português responsável pelo cadastro de automóveis. A origem do carro e sua ligação com Senna foram confirmadas por um fax da Honda, posteriormente ratificado pela Honda Motor Europe. Galerias Relacionadas Em setembro de 1997, o esportivo estava sob os cuidados da Nipomotor, uma concessionária da fabricante japonesa. O próximo registro de compra apresentado no histórico é de novembro de 2009, quando o veículo foi adquirido pelo proprietário da MSCAR Comércio de Automóveis SA, empresa localizada em Faro, na região portuguesa do Algarve. Em 2013, o NSX foi comprado por Robert McFagan, que providenciou o transporte do carro para o Reino Unido. O veículo recebeu autorização para circular nas ruas britânicas em maio de 2016. Três anos depois, em 2019, o esportivo voltou a Imola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Ayrton Senna. Na ocasião, o carro foi conduzido por Giancarlo Minardi, fundador da equipe de Fórmula 1 que levava seu sobrenome e dirigente do circuito italiano. Galerias Relacionadas Em 2024, o NSX retornou ao Japão, depois de ser adquirido pelo atual proprietário, localizado em Nagoya. Agora, o veículo voltou ao Reino Unido para participar do leilão. Além do carro, o comprador receberá o livro de garantia, os registros de propriedade em Portugal e uma cópia da comunicação da Honda que confirma a ligação do exemplar com Senna. Como nasceu o Honda NSX? A história do Honda NSX começou em 1984, quando a fabricante japonesa passou a estudar uma configuração mecânica diferente daquela utilizada na maioria de seus carros. A ideia era desenvolver um modelo com motor central e tração traseira, capaz de oferecer desempenho esportivo sem comprometer o conforto. Para avaliar o conceito, os engenheiros modificaram um Honda City de primeira geração. Os testes mostraram vantagens no comportamento do carro, especialmente nas curvas, mas a tecnologia disponível na época ainda não permitia transformar o projeto em um modelo de produção. A experiência levou a Honda a desenvolver um esportivo que pudesse se aproximar do desempenho de um carro de Fórmula 1, mas que também fosse confortável e fácil de dirigir no dia a dia. Um dos desenhos dos anos 1980 que deu origem ao Honda NSX. Divulgação / Honda O desenvolvimento começou efetivamente em 1985, sob a liderança de uma equipe que incluía o engenheiro Shigeru Uehara. O desenho do esportivo também recebeu influência do avião de combate F-16. Uma das principais decisões foi utilizar uma carroceria monobloco inteiramente construída em alumínio. A solução permitiu reduzir o peso da estrutura em 140 kg e o peso total do veículo em quase 200 kg, em comparação com um carro equivalente fabricado em aço. A escolha exigiu novos processos de fabricação, incluindo técnicas específicas de moldagem e soldagem do alumínio. O NSX se tornou o primeiro carro produzido em série no mundo com esse tipo de carroceria em alumínio. Desenho conceitual dos anos 1980 mostra como seria a cabine do futuro Honda NSX. Divulgação / Honda Ayrton Senna ajudou Em fevereiro de 1989, Ayrton Senna estava no Japão para testar um carro de Fórmula 1 da McLaren quando recebeu um convite da Honda para dirigir o protótipo do NSX. Depois de experimentar o esportivo, o piloto brasileiro apontou uma deficiência na rigidez da estrutura, que considerou um pouco frágil. A avaliação chamou a atenção dos engenheiros, já que o carro havia sido projetado para apresentar rigidez comparável à de esportivos da Ferrari e da Porsche. Honda NSX sendo apresentado no Salão De Chicago, Estados Unidos , em 1989. Divulgação / Honda A Honda decidiu então aumentar a resistência da carroceria e intensificou os testes no circuito de Nürburgring, na Alemanha, conhecido pelas curvas difíceis e pelas grandes variações de altitude. Depois de oito meses de desenvolvimento, os engenheiros conseguiram aumentar a rigidez estrutural do NSX em 50%, além de aperfeiçoar o comportamento da suspensão. O lançamento O primeiro protótipo foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de Chicago, em fevereiro de 1989, com o nome NS-X e a marca Acura, divisão de luxo da Honda nos Estados Unidos. Os testes continuaram ao longo daquele ano em circuitos e estradas do Japão, dos Estados Unidos e da Europa. Apresentação do primeiro Honda NSX em Laguna Seca, Califórnia, em 1990. Divulgação / Honda Para fabricar o esportivo, a Honda construiu uma unidade específica em Tochigi, no Japão, inaugurada em 1990. A produção era limitada a 25 carros por dia e envolvia processos de montagem e acabamento realizados diretamente pelos trabalhadores. O modelo definitivo chegou ao mercado japonês em setembro de 1990, já com o nome NSX. A procura foi tão grande que alguns compradores precisavam esperar até três anos para receber o veículo. O desenvolvimento continuou após o lançamento. Em 1991, a Honda passou a reunir proprietários do NSX para avaliar suas experiências com o esportivo. Parte das sugestões foi incorporada à versão Type R, apresentada em 1992. Honda NSX Type R, também chamado de NSX-R, era mais leve e tinha acerto mais esportivo na suspensão e direção. Divulgação / Honda
30/10/2026 03:00:01 +00:00
Simples Nacional: empresas têm até esta sexta para escolher como pagar IBS e CBS; entenda

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para decidir como vão pagar dois tributos criados pela reforma tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A escolha valerá para o primeiro semestre de 2027. Pelas novas regras aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), as empresas poderão escolher entre pagar os dois tributos na guia única do Simples Nacional ou pelo chamado regime regular, em que o cálculo e o pagamento são feitos separadamente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Optar pelo regime regular para IBS e CBS não significa deixar o Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para o pagamento dos demais tributos. O calendário de adesão ao Simples Nacional também passou por mudanças. As empresas que pretendem entrar no regime em 2027 tiveram até 15 de outubro para apresentar o pedido. Se a solicitação for aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. (saiba mais aqui) Agora no g1 As empresas que já fazem parte do Simples Nacional continuarão no regime automaticamente, desde que não tenham sido excluídas. Nesse caso, não será necessário apresentar um novo pedido de adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A escolha sobre como pagar IBS e CBS feita em outubro valerá por seis meses, de janeiro a junho de 2027. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas poderão fazer uma nova escolha para o segundo semestre do ano. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Quem optar pelo regime regular em outubro poderá cancelar a escolha até 30 de novembro de 2026. Já quem fizer a opção em março de 2027 terá até 31 de maio para desistir. O que muda na prática? Para as empresas que optarem por manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional, o pagamento continuará semelhante ao modelo atual. Os tributos serão incluídos na guia única do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), calculados como parte de um percentual sobre o faturamento. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Por outro lado, poderá usar créditos tributários das compras para reduzir o imposto devido e permitir que seus clientes aproveitem créditos maiores. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, a diferença na geração de créditos tributários é um dos principais fatores que as empresas devem avaliar antes de escolher o regime de pagamento. No regime regular, a empresa poderá permitir que seus clientes aproveitem créditos integrais de IBS e CBS sobre os produtos ou serviços adquiridos, conforme as regras aplicáveis. Já no Simples Nacional, o crédito tributário que o comprador poderá aproveitar tende a ser menor. Por isso, essa escolha pode ter um impacto maior para pequenos negócios que vendem produtos ou prestam serviços a outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a melhor opção depende das características de cada empresa, especialmente do perfil de seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais vantagens em avaliar o regime regular, já que a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode torná-las mais atraentes para seus clientes. Já para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, a geração de créditos tributários tende a ter menos importância. Por outro lado, o regime regular exige o cálculo separado de IBS e CBS e um controle fiscal mais detalhado. Isso pode aumentar os custos com contabilidade e tornar o pagamento dos tributos mais complexo. Por isso, a recomendação é que os empresários comparem os dois modelos antes do fim do prazo, considerando tanto os possíveis benefícios quanto os custos de cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. O calendário também mudou para as empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e querem aderir ao regime em 2027. Antes, o pedido de adesão era feito em janeiro. Para ingressar no Simples Nacional em 2027, porém, as empresas tiveram de apresentar a solicitação até 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até 30 de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, terá um prazo de 30 dias para corrigir as irregularidades e tentar garantir sua entrada no regime. As empresas que já fazem parte do Simples Nacional e não tiverem sido excluídas permanecerão automaticamente no regime, sem precisar apresentar um novo pedido. Quais regras para novas empresas? Empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão regras específicas para a adesão ao Simples Nacional. Nesses casos, a escolha pelo Simples Nacional feita na abertura da empresa valerá para o restante de 2026 e também para todo o ano de 2027. Se a empresa também optar por pagar IBS e CBS pelo regime regular no momento da abertura, essa escolha terá efeito a partir de janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? O IBS e a CBS são dois dos principais impostos criados pela reforma tributária sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é um tributo federal que substituirá as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Sua administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. O novo tributo será administrado por um comitê formado por representantes estaduais e municipais. E o MEI? Os microempreendedores individuais (MEIs) não poderão escolher entre pagar IBS e CBS pelo Simples Nacional ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão seguindo as regras do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), que prevê o pagamento de tributos em valores fixos mensais. As mudanças no calendário de adesão ao Simples Nacional também não se aplicam aos MEIs. A opção pelo Simei continuará sendo feita em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, estabelece mudanças na emissão de notas fiscais. Para a prestação de serviços, continuará sendo utilizada a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já para a venda de mercadorias e algumas atividades de transporte, as novas regras preveem o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também mudam alguns critérios de cálculo dos tributos do Simples Nacional, incluindo os que consideram o tempo de funcionamento da empresa, a receita acumulada e os gastos com salários. O conceito de receita bruta também foi atualizado para incluir expressamente operações com bens físicos, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores pagos de IBS e CBS pelo regime regular não serão considerados no cálculo da receita bruta para fins do Simples Nacional. Outra mudança diz respeito ao momento em que o faturamento é contabilizado para calcular os tributos. Pela nova regra, o reconhecimento da receita passa a estar vinculado à emissão da nota fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — valor máximo de faturamento que permite recolher determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Se a empresa ultrapassar esse valor, poderá ter de pagar esses tributos separadamente, fora da guia única do Simples. O limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação será mantido. Já a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão será eliminada. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) não precisará mais ser enviada separadamente. Os dados passarão a ser preenchidos diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D), uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar
30/10/2026 03:00:01 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 6 milhões nesta sexta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.079 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 9 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta sexta-feira (30), em São Paulo. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última quinta (26), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/10/2026 03:00:00 +00:00
Banco Master: entenda como funcionou a fraude bilionária; PF indiciou 15 nesta semana

Como o Banco Master chegou a movimentar bilhões de reais O Banco Master está no centro de uma investigação sobre operações bilionárias. Entenda no vídeo acima como o esquema funcionava. Nesta quarta (28), a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro, ex-presidente do BRB e mais 13 suspeitos de participação nas condutas ilegais relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). O esquema O banco levantava dinheiro por meio da venda de CDBs com juros altos. Os investimentos também atraíam clientes por contarem com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites da garantia. Segundo a Polícia Federal, o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, pagou cerca de R$ 17 bilhões ao Master pela compra de carteiras de crédito. Desse total, R$ 12,2 bilhões estão sob investigação porque, segundo as apurações, os créditos não existiam. Regimes de previdência de servidores de estados e municípios também tinham cerca de R$ 1,8 bilhão aplicado no banco. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação do Master, citando uma grave crise de liquidez, o comprometimento da situação financeira e violações às regras do sistema financeiro. O caso ainda pode ter novos desdobramentos na Justiça. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
30/10/2026 03:00:00 +00:00
O que a inteligência artificial tem a ver com o valor da sua conta de luz?

A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
30/10/2026 03:00:00 +00:00
Justiça do Trabalho manda Meta remover publicações que incentivam demissão por causa do voto

Justiça do Trabalho manda Meta remover publicações que incentivam demissão por causa do voto A Justiça do Trabalho determinou nesta quinta-feira (29) que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações no Instagram que incentivam empresários a vigiar, expor e demitir funcionários por causa do voto. Segundo a decisão, a empresa também terá de exibir, em até 72 horas e por cinco dias seguidos, um aviso a todos os usuários do Instagram, do Facebook e do Threads no Brasil informando que a discriminação por convicção política e o assédio eleitoral no emprego são proibidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A liminar foi concedida em uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que também pediu R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. A Justiça afirmou que esse pedido específico será analisado no julgamento da ação. Após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, começaram a circular nas plataformas publicações que incentivam empregadores a perseguir funcionários por causa do voto. Nelas, empresários, influenciadores e até parlamentares orientam patrões a vasculhar as redes sociais dos trabalhadores para descobrir em quem votaram e demitir aqueles que tenham escolhido um candidato diferente do apoiado pelo empregador. Outras publicações expõem trabalhadores à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões. Segundo o MPT, apenas quatro publicações de um único perfil, que tem selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas. Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h desta quinta-feira (29), o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias nas eleições deste ano. O que diz a decisão da Justiça Para o juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, as publicações ultrapassam a livre manifestação de pensamento e incentivam condutas discriminatórias baseadas exclusivamente na opção política dos empregados. “Uma coisa é externar opinião política ou crítica partidária; outra, inteiramente distinta e ilícita, é utilizar as plataformas digitais para instigar a punição de trabalhadores por suas escolhas ideológicas”, diz trecho da decisão. O magistrado lembrou que o empregador pode demitir sem informar o motivo, mas não por questões exclusivamente políticas, o que a Constituição proíbe. Além de retirar as publicações do ar, a Meta deverá excluí-las imediatamente dos sistemas de recomendação, como a aba Explorar e os Reels sugeridos, e avisar os responsáveis pelos perfis, em até 48 horas, de que a remoção ocorreu por ordem da Justiça do Trabalho. A empresa também terá de preservar os conteúdos e seus dados técnicos até o fim do processo. O descumprimento da liminar pode resultar em multa de R$ 200 mil. MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução Entenda a ação do MPT Na ação, o MPT afirma que a Meta tem responsabilidade pela circulação desse conteúdo. Segundo o órgão, além de permitir que publicações consideradas ilegais permanecessem no ar por dias, os sistemas de recomendação da empresa, como a aba “Explorar” e os Reels sugeridos, ampliam o alcance de conteúdos que geram mais engajamento. As postagens continuavam disponíveis dois dias após a publicação, embora as próprias regras da Meta prevejam a remoção de conteúdos que violem a lei. Para o MPT, a empresa já dispõe de sistemas automatizados, combinados com revisão humana, capazes de identificar e remover outros tipos de conteúdo em larga escala. “Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação. Em caráter de urgência, o MPT pediu que a Meta: Remova, em até 24 horas, publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar; exiba a todos os usuários brasileiros um aviso de que não compactua com manifestações que incentivem discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política; notifique os perfis responsáveis por conteúdos ilegais; suspenda por 30 dias os perfis que voltarem a publicar esse tipo de conteúdo; desative as contas em caso de nova reincidência. O órgão também pediu que a Meta crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, altere suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, reforce a moderação durante períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça. A ação foi assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, e pelos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim. O g1 procurou a Meta, que informou, em nota, que não comentará o assunto. Relatos de assédio eleitoral crescem após 2º turno
30/10/2026 01:42:20 +00:00
Mega-Sena 3078 acumula e prêmio vai a R$ 6 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.078 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2,575 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 6 milhões. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 05 - 07 - 12 - 29 - 34 - 36 5 acertos: 31 apostas ganhadoras, R$ 20.770,47 4 acertos: 2.333 apostas ganhadoras, R$ 394,27 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3078 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
30/10/2026 00:04:18 +00:00
Petrobras encontra petróleo pela 3ª vez no mesmo poço na costa do Amapá

Petrobras anuncia descoberta de petróleo em águas ultra profundas na Costa do Amapá A Petrobras encontrou petróleo em uma terceira área do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, em uma região de mar muito profundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O poço fica no bloco FZA-M-59, a 2.886 metros de profundidade, da superfície do mar até o fundo do oceano. Essa é a terceira descoberta de petróleo no mesmo poço. As duas anteriores foram anunciadas em agosto e no início de outubro desse ano. Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá “Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Segundo ela, as três descobertas aumentam o otimismo da empresa sobre o potencial de encontrar petróleo na Margem Equatorial, região da costa brasileira próxima à linha do Equador. Chambriard também destacou os resultados operacionais da companhia no terceiro trimestre, divulgados na quarta-feira (29). Quais os próximos passos? A Petrobras já terminou de perfurar o poço e de coletar informações sobre as rochas da região, que ajudam a avaliar a presença de petróleo. Agora, a empresa vai concluir os trabalhos e fechar o poço, procedimento chamado de abandono. Depois disso, a sonda usada na perfuração será levada para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte. Lá, a Petrobras começará a perfurar outro poço, na área chamada Mãe de Ouro. A exploração no bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia da Petrobras para repor suas reservas de petróleo e gás. Para isso, a empresa busca novas áreas onde possa encontrar esses recursos e, assim, ajudar a atender à demanda de energia do país. Ibama na cola da Petrobras Em fevereiro desse ano, o Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após a descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro, apenas 75 dias após a liberação do Ibama para explorar a região. O problema aconteceu na instalação Navio Sonda 42 (NS-42), que operava no mesmo local que agora encontrou petróleo. Na época, a Petrobras informou que interrompeu a perfuração após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho — para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas, e que o vazamento foi contido imediatamente. A substância vazada continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático. Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea
29/10/2026 21:27:42 +00:00
Google vai colocar anúncios nas respostas da inteligência artificial no Brasil ainda em 2026

Alphabet, dona do Google, vai liberar uso de inteligência artificial para pesquisas que tenham fins militares Reprodução/TV Globo O Google planeja expandir a exibição de anúncios em seu Modo IA para o Brasil, o México e o Reino Unido nos próximos dois meses. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para adaptar sua publicidade às buscas feitas com inteligência artificial (IA), que permitem aos usuários fazer perguntas mais longas e em formato de conversa. O anúncio foi feito por Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, em uma publicação no blog oficial da companhia. A expansão já começou em dez países: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. Segundo Thakur, a empresa pretende levar o formato a outros mercados até o fim do ano, incluindo o brasileiro. No Modo IA, as pesquisas são, em média, três vezes mais longas do que as buscas tradicionais, de acordo com o executivo. A tecnologia permite que o Google interprete melhor a intenção do usuário e apresente anúncios de empresas e serviços relacionados ao que ele procura. "Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes", afirmou Thakur. Segundo ele, as taxas de cliques — proporção de vezes em que um anúncio é clicado em relação ao número de vezes que aparece — já são semelhantes entre os anúncios pagos e os resultados orgânicos de produtos, que são exibidos sem pagamento para aparecer naquela posição. A companhia também está lançando, nos Estados Unidos, os chamados anúncios multiturno, que poderão aparecer em perguntas complementares feitas durante uma mesma interação com a IA. A proposta é acompanhar a conversa do usuário e apresentar publicidade relacionada às dúvidas que surgirem ao longo da pesquisa. De acordo com o Google, os anúncios serão identificados com o rótulo "Patrocinado". A empresa afirma que continuará testando novos formatos para garantir que a publicidade seja útil e relevante. Agora no g1 O Brasil surge nos planos do Google depois de pressão sobre os resultados O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre a Alphabet, controladora do Google, em meio às preocupações dos investidores com os resultados financeiros da publicidade nas buscas e com o aumento dos gastos relacionados à inteligência artificial. As ações da empresa recuaram 11,7% na quinta-feira (29), após a divulgação do balanço trimestral considerado decepcionante pelo mercado. Os papéis chegaram a cair 12,6% durante o pregão, segundo os dados fornecidos. A queda ocorreu após a companhia apresentar resultados de publicidade nas buscas abaixo das expectativas e registrar uma aceleração no consumo de caixa, em meio ao aumento dos investimentos em IA. O movimento também pressionou o mercado de ações dos Estados Unidos. O índice Nasdaq, que reúne muitas empresas de tecnologia, caiu mais de 1% na quinta-feira, enquanto investidores reavaliavam os custos dos projetos de inteligência artificial e os resultados das grandes empresas do setor. A preocupação está relacionada à capacidade de as companhias transformarem os investimentos em IA em receitas suficientes para compensar os gastos. No caso da Alphabet, o desempenho da publicidade nas buscas ganhou importância adicional diante da aceleração das despesas com a tecnologia. * Com informações da Reuters.
29/10/2026 21:25:39 +00:00
Bunge fecha fábrica de amônia usada na produção de fertilizantes na Argentina

fabrica da bunge na argentina Reprodução redes A multinacional agroindustrial Bunge decidiu encerrar as operações industriais de uma fábrica em Campana, na província de Buenos Aires, na Argentina. A unidade produzia amônia e tiossulfato de amônio, substâncias utilizadas na fabricação de fertilizantes. 🔍 A amônia é uma matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, aplicada em culturas como milho, trigo, cevada e arroz. Já o tiossulfato de amônio é usado na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após uma análise de alternativas operacionais e comerciais. A Bunge também atribui o fechamento a uma combinação de fatores que "comprometem a viabilidade econômica da operação", entre eles limitações de infraestrutura e tecnologia de uma planta com mais de 50 anos e mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos. ➡️ A unidade contava com a participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), responsável por uma parcela equivalente a 17,5% da produção, segundo informações do jornal argentino La Nación. A Bunge é uma multinacional do agronegócio que atua desde a compra e o processamento de grãos até a fabricação de alimentos e ingredientes industriais. 🌾 No Brasil, a empresa comercializa produtos como os óleos Soya, as farinhas Rosa Branca. Também processa soja para produzir farelo usado na alimentação animal e matérias-primas destinadas à indústria de alimentos e de biocombustíveis. Em nota enviada ao g1, a Bunge afirmou que o encerramento se restringe à fábrica de Campana e não altera suas demais atividades na Argentina. A empresa também disse que continuará investindo em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas no país. A companhia afirmou ainda que pretende conduzir o processo com respeito aos funcionários afetados, oferecendo informações e apoio e cumprindo as obrigações correspondentes. Agora no g1
29/10/2026 19:31:33 +00:00
Ganhar bem não é só questão de salário: entenda o que define seu padrão de vida
Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/10/2026 18:12:30 +00:00
Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques

Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques. Freepik As exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do tratado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O levantamento compara as vendas realizadas entre maio e setembro de 2026 com as do mesmo período do ano passado. O acordo começou a vigorar provisoriamente em 1º de maio. Entre os produtos que registraram as maiores altas estão: abacates frescos: + 421%; mel: + 367%; óleo de milho: + 266%; ferrossilício-manganês: +173%; alumínio em bruto: +107%; óleos combustíveis: +102%; etanol: +95,2%; óleo essencial de laranja: +75,8%; maçãs frescas: + 29%. Agora no g1 Outro destaque foram os transformadores elétricos. As exportações do produto para a União Europeia passaram de zero, entre maio e setembro de 2025, para US$ 39 milhões no mesmo período de 2026. Segundo o Mdic, os resultados abrangem diferentes setores da pauta exportadora brasileira, de produtos agropecuários a bens industriais. O governo atribui o crescimento, entre outros fatores, ao início da redução ou eliminação de tarifas prevista no acordo. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que os primeiros resultados mostram a abertura de oportunidades para produtos brasileiros no mercado europeu. Segundo ela, o governo trabalha para divulgar as novas condições comerciais e apoiar empresas interessadas em exportar. “Há um potencial importante a ser explorado, tanto para ampliar as vendas de quem já exporta quanto para permitir que novas empresas conquistem espaço no comércio internacional”, afirmou. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o acordo cria condições para o Brasil agregar valor à produção e ampliar sua participação no comércio mundial. Acordo começou a ser negociado em 1999 As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, e a aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas e estabelece regras para ampliar o comércio entre os dois blocos. Para ter acesso às condições previstas, as empresas brasileiras precisam cumprir as exigências estabelecidas para cada produto. Mercosul e União Europeia reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões. A União Europeia está entre os principais parceiros comerciais do Brasil. O governo avalia que a ampliação do acesso ao mercado europeu pode aumentar as exportações, diversificar os destinos dos produtos brasileiros e abrir espaço para novas empresas no comércio internacional.
29/10/2026 17:51:32 +00:00
Déficit das estatais federais sobe para R$ 8,5 bilhões até setembro e bate novo recorde

O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ➡️Esse é o pior resultado para o período da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -6,3 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões. Agora no g1 O que o BC considera A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Sede dos Correios em Palmas, Tocantins Djavan Barbosa/TV Anhanguera Orçamento ➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. ➡️ Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais — o que eleva o risco para o Tesouro Nacional. "Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho. Correios ➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com piora do seu resultado financeiro. A estatal está há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. De acordo com o Ministério da Gestão, os Correios executam um plano de reequilíbrio financeiro e reestruturação.
29/10/2026 17:40:35 +00:00
Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos

EUA se preparam para as eleições de meio de mandato Um grupo de produtores rurais está ajudando a financiar US$ 3 milhões em anúncios contra republicanos em algumas das disputas mais acirradas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Os anúncios criticam os candidatos do partido em questões relacionadas ao custo de vida e ao bem-estar animal. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O valor representa uma pequena parcela dos bilhões de dólares investidos nas eleições de meio de mandato, que acontecem no dia 3 de novembro. Mas o Partido Republicano do presidente Donald Trump já enfrenta dificuldades entre eleitores do agro que costumam ser apoiadores fiéis da legenda, devido às preocupações com as tarifas e com os altos custos dos combustíveis, pressionados pela guerra no Irã. Os anúncios veiculados em Wisconsin, Pensilvânia, Colorado e Iowa são pagos pelo braço de ação política da Associação Americana de Produtores de Carne (AMPA, na sigla em inglês), organização fundada em 2025 que representa produtores rurais favoráveis a padrões elevados de bem-estar animal. 🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. O grupo informa em seu site ter apenas uma funcionária: a presidente Holly Bice. A organização não divulga seus doadores nem a lista de associados. Produtores rurais, no entanto, são uma das fontes dos recursos destinados aos anúncios das eleições de meio de mandato, segundo entrevistas da Reuters com produtores ligados à AMPA. Agora no g1 Os anúncios criticam quatro republicanos que atualmente ocupam cargos eletivos por apoiarem no Congresso o projeto de lei Save Our Bacon Act (“Salve Nosso Bacon”). A proposta derrubaria leis da Califórnia e de Massachusetts que exigem padrões mais elevados de bem-estar para os animais de criação e que há anos dividem a indústria de carne suína. O projeto recebeu o apoio de quase 400 entidades agropecuárias estaduais e nacionais. A AMPA representa produtores rurais contrários à proposta. Os anúncios, porém, também atacam os candidatos por outros temas, como o apoio às tarifas impostas por Trump sobre produtos canadenses. Um anúncio contra o deputado federal Gabe Evans, republicano do Colorado, afirma que ele “votou a favor das tarifas de Trump e da guerra no Irã, fazendo os preços dispararem”. Evans não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Bice, presidente da AMPA, afirmou que a organização veicula anúncios sobre temas que vão além de sua área de atuação principal, o bem-estar animal, porque “produtores rurais e pecuaristas não sentem os efeitos das políticas públicas um projeto de lei por vez”. “Esses anúncios mostram que determinados parlamentares têm históricos de votação que prejudicaram os produtores rurais”, disse Bice, em resposta a perguntas enviadas por e-mail. Ela não quis revelar os principais doadores do comitê de ação política responsável pelos anúncios. Bice afirmou que a AMPA e seu comitê de ação política recebem apoio de produtores rurais, empresas do setor de carnes e “pessoas que se importam com a agricultura familiar”, mas não forneceu mais detalhes. Os produtores rurais foram duramente afetados neste ano pelos preços recordes do diesel, pelo aumento dos custos dos fertilizantes e pela redução das exportações para a China. Trump pretende destinar US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores para compensar os custos do diesel. Com isso, os pagamentos do governo aos produtores rurais alcançarão o recorde de US$ 55,4 bilhões neste ano, embora os recursos só sejam liberados depois das eleições. Muitas entidades do setor agropecuário mantiveram a aliança com os republicanos neste ciclo eleitoral. Em setembro, por exemplo, o braço de ação política da Federação dos Escritórios Agrícolas de Iowa, uma unidade da Federação Americana de Escritórios Agrícolas, apoiou todos os candidatos republicanos à Câmara dos Deputados, ao Senado e ao cargo de secretário estadual da Agricultura. Foco em Iowa A AMPA gastou até agora US$ 2,9 milhões em anúncios digitais e de rádio, segundo registros eleitorais federais. Desse total, cerca de US$ 2,5 milhões financiaram anúncios contra a deputada federal Ashley Hinson, republicana de Iowa, na disputa por uma vaga no Senado, mostram os documentos. Os anúncios têm como alvo o apoio de Hinson ao Save Our Bacon Act, que, segundo ela, beneficiaria os criadores de suínos de Iowa. “Ela não dá a mínima para os produtores rurais de Iowa. Ela jamais sentirá a dor que seus votos causaram a pessoas como eu”, diz um homem em um dos anúncios. Billy Fuerst, diretor de comunicação da campanha de Hinson, afirmou: “Os produtores rurais de Iowa apoiam fortemente Ashley Hinson porque ela apresenta resultados para o setor agropecuário”. Hinson recebeu o apoio da Associação dos Produtores de Milho de Iowa e da seção estadual da Federação dos Escritórios Agrícolas. Trump venceu em Iowa por uma diferença de dois dígitos na eleição presidencial de 2024, mas pesquisas mostram democratas empatados com republicanos ou à frente deles em muitas das disputas eleitorais de meio de mandato do estado. Os gastos republicanos nessas eleições e a agenda de comícios de Trump em áreas profundamente conservadoras destacam a crescente preocupação do partido com a possibilidade de perder disputas apertadas em estados agrícolas como Iowa e Kansas. A aprovação de Trump nas áreas rurais atingiu um novo piso em outubro, de 45%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Russ Kremer, criador de suínos do Missouri e integrante do conselho de liderança da AMPA, afirmou que muitos dos cerca de 5 mil produtores rurais envolvidos com a organização contribuíram para seu comitê de ação política, mas não informou detalhes nem um número específico. Os gastos da AMPA não representam uma iniciativa direta para eleger democratas. O grupo também apoiou alguns republicanos que compartilham sua posição sobre os padrões de bem-estar animal. A AMPA gastou US$ 100 mil em anúncios favoráveis aos deputados republicanos Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, e Andrew Garbarino, de Nova York, que são contrários ao Save Our Bacon Act. Segundo as pesquisas mais recentes, ambos são favoritos à reeleição nas eleições de meio de mandato. Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos nos EUA. Preston Keres/USDA
29/10/2026 17:24:25 +00:00
Contas públicas têm déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro; dívida soma 82,9% do PIB, maior nível em cinco anos e meio

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎 O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com setembro do ano passado, houve melhora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 17,5 bilhões naquele mês. Agora no g1 ➡️ O endividamento do setor público, por sua vez, ficou estável continuou em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês passado — veja mais abaixo nessa reportagem. Veja abaixo o desempenho das contas em setembro deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 3,5 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 5,6 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 3,4 bilhões. Dinheiro, real, economia, salário mínimo, pagamento, PIB, reais, auxílio, notas, dívidas, contas, endividamento Natalia Filippin/G1 Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas públicas registraram um déficit primário de R$ 94,3 bilhões — o equivalente a 0,93% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 79,2 bilhões (0,84% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 93,6 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 99,6 bilhões nos nove primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 113 bilhões nas contas do setor público em setembro. ➡️ No acumulado em 12 meses até setembro, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,28 trilhão, ou 9,51% do PIB. 🔎 Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,2 trilhão (8,99% do PIB) em doze meses até setembro deste ano. Dívida pública Em setembro, segundo números do Banco Central, a dívida do setor público consolidado ficou estável em 82,9% do PIB em setembro — o equivalente a R$ 11,11 trilhões. ➡️ Este é o maior nível para a dívida pública desde março de 2021, quando somava 85,1% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de cinco anos. ➡️ No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 11,2 pontos percentuais. 🔎 A alta na dívida no governo Lula está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, que gera mais despesas com juros — um ciclo vicioso que se retroalimenta. ➡️ Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza de um conceito internacional — englobando os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em setembro: 95,2% do PIB. 🔎 A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️ Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. A norma prevê crescimento das despesas abaixo das receitas, e um limite para gastos. Entretanto, despesas excluídas desse limite continuam pressionando para cima o endividamento. Analistas pedem um corte robusto de gastos para conter a dívida e proporcionar queda do juro básico. Diante do crescimento da dívida pública no atual mandato do presidente Lula, a equipe econômica vem acenando com novas medidas para conter sua expansão na próxima gestão, que tem início em 2027.
29/10/2026 17:11:14 +00:00
Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central (BC). Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado. Agora no g1 Endividamento em alta Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo dados da autoridade monetária. É a primeira vez que o indicador supera a marca dos 50% da renda anual. A série histórica tem início em março de 2011, quando somavam 34,9%. Programas de renegociação de dívidas O novo aumento na taxa de inadimplência acontece em meio à corrida eleitoral e apesar de o governo ter lançado, em maio deste ano, o "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, outro programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo. Mais recentemente, na última semana, o governo anunciou uma rodada do Desenrola, com a previsão de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas. O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Preocupação do BC No início de setembro, o BC avaliou que, diante da alta taxa de juros no país, o "endividamento continua pressionando a condição financeira de famílias e empresas". Na ata de reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), realizada no fim de agosto, a instituição acrescentou que prepara medidas para "mitigar riscos" decorrentes da elevada participação de modalidades de crédito mais caras na composição de dívida das famílias. "Essas medidas visam promover o reconhecimento tempestivo dos riscos, o acúmulo gradual de capital e condições mais sustentáveis de oferta de crédito aos tomadores", informou o Banco Central. Na semana passada, a instituição definiu que as ofertas de empréstimos dos bancos no ambiente do PIX, sistema de transferência em tempo real, dependerão de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. Também definiu, por meio de resolução, que as instituições deverão oferecer mecanismo claro para o bloqueio de propagandas e ofertas ativas. A norma entra em vigor em 31 de março de 2027. A nova regulamentação, explicou a autoridade monetária, reforça as regras e amplia o controle dos clientes sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que recebem. No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. JN
29/10/2026 17:02:47 +00:00
'Em dois anos, toda a indústria será robôs': marcas de roupa querem substituir modelos por imagens de IA

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Modelos de moda criados por inteligência artificial (IA) permitem que marcas produzam imagens realistas para suas lojas on-line e reduzam os custos em 90% ou mais em comparação com sessões de fotos com modelos humanos. Para a indústria da moda, porém, a tecnologia representa uma ameaça à própria sobrevivência da profissão. Há poucas regras sobre quem pode ser dono de uma réplica digital de uma pessoa e como ela pode ser usada. Com isso, modelos correm o risco de ter suas imagens reproduzidas sem remuneração adicional ou de ser substituídos por versões inteiramente artificiais. Para entender como a inteligência artificial está mudando a economia do trabalho de modelo, a Reuters entrevistou 15 diretores de agências e analisou mais de uma dúzia de contratos confidenciais de sessões fotográficas. Nos documentos, marcas como Diesel, Calvin Klein e L'Oréal apresentaram condições propostas para alterar imagens com IA e definir como elas poderiam ser usadas futuramente. Entre as exigências previstas nos contratos estavam o direito de trocar o rosto de um modelo pelo de outra pessoa com inteligência artificial, criar uma cópia digital do profissional sem pagar a mais e usar imagens de seu corpo para treinar sistemas de IA. Os documentos, ainda não assinados, também continham cláusulas amplas que poderiam dar às marcas liberdade para usar a tecnologia de diferentes maneiras. Enquanto algumas empresas querem reaproveitar ou modificar imagens de modelos reais, outras recorrem a modelos inteiramente gerados por inteligência artificial, sem reproduzir a aparência de pessoas reais. Com a expansão da tecnologia, as agências registram queda no número de trabalhos contratados, estúdios fotográficos estão fechando e modelos correm o risco de perder uma fonte importante de renda: as sessões de fotos para lojas de moda rápida, que adicionam constantemente novas coleções a seus sites. "Em um ano, ou até nos próximos seis meses, haverá menos trabalhos para modelos, especialmente na nossa principal fonte de renda, que é o comércio eletrônico", disse Adot Gak à Reuters, modelo que vive em Londres e já estampou a capa da revista Harper's Bazaar e participou de campanhas de marcas como Balmain e H&M. "Se não nos manifestarmos sobre isso, em dois anos toda a indústria será apenas robôs", afirmou. Enquanto empresas de moda rápida, como a espanhola Mango, já adotam modelos gerados por IA em larga escala, marcas de luxo avançam com mais cautela. A Moncler testou uma campanha criada com inteligência artificial em 2023. Neste ano, a Gucci provocou controvérsia no setor da moda ao publicar imagens geradas por IA no Instagram. A Moncler afirmou que atualmente não utiliza modelos gerados por inteligência artificial em seu site nem em suas campanhas. A Gucci não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters. "A parte mais assustadora é que agora as pessoas não conseguem diferenciar um modelo real de um modelo criado por IA", disse Gak. EUA: impacto de datacenters de IA na rotina de americanos entra no debate para eleições do Congresso Troca de rostos e 'gêmeos digitais' A inteligência artificial permite que varejistas modifiquem repetidamente imagens de modelos usando roupas diferentes e voltem a utilizá-las por uma fração do custo de novas sessões fotográficas. "Algumas marcas pedem para modificar rostos, corpos, pele, idade ou expressões depois das sessões de fotos usando IA. Outras estão perguntando sobre a criação de 'gêmeos digitais' dos modelos, que poderiam ser reutilizados posteriormente sem a necessidade de uma nova produção", disse Patrick Staal, proprietário da agência de modelos Uniko Models, em Barcelona. Em uma ficha de seleção para uma sessão fotográfica, a marca italiana Diesel pediu que os modelos autorizassem a "alteração ou reconstrução de características faciais e proporções corporais", além da "troca de rostos entre os modelos participantes" e da "sobreposição do rosto do participante ao corpo de outra pessoa". A OTB, controladora da Diesel, disse à Reuters que o documento foi elaborado para uma campanha específica e não representa os contratos habituais da empresa. A companhia afirmou que não modifica modelos sistematicamente com inteligência artificial. A Reale Actives, marca de cuidados com a pele lançada neste ano pela personalidade das redes sociais Alix Earle, usa o slogan "Você de verdade é você perfeita". No entanto, em um contrato analisado pela Reuters, a marca pediu o direito de criar réplicas de modelos geradas por IA e de "possuir" e utilizar essas versões durante um ano, sem pagar remuneração adicional. Em nota, a Reale Actives afirmou que trabalha com modelos reais e nunca reproduziu nenhum deles com inteligência artificial. A empresa disse que o contrato foi redigido por uma produtora parceira, cujo nome não quis divulgar. Modelos podem estar treinando seus substitutos Em alguns casos, os próprios modelos podem estar ajudando a treinar os sistemas que futuramente os substituirão. Cláusulas de alguns contratos permitem que suas imagens sejam usadas para treinar ferramentas de inteligência artificial. Uma versão preliminar de um contrato da Calvin Klein analisada pela Reuters previa que o modelo autorizasse, sem pagamento adicional, o uso de "imagens razoavelmente irreconhecíveis do modelo (sem características que permitam identificá-lo, como rosto, cicatrizes, tatuagens ou outras)" para treinar e aperfeiçoar ferramentas de IA capazes de aprender características gerais de modelos. Em nota, um porta-voz da Calvin Klein afirmou: "Como muitos outros, estamos testando e aprendendo nesse ambiente em rápida evolução". Ele acrescentou que o uso de inteligência artificial pela marca segue a regulamentação, os padrões do setor e o respeito aos direitos dos modelos. Em muitos casos, os contratos incluem expressões como "incluindo" ou "não se limitando a". Advogados usam essas expressões para ampliar o alcance dos direitos concedidos e abranger situações que não estão descritas explicitamente. Melanie Howard, sócia e responsável pela área de marcas de luxo do escritório de advocacia Loeb & Loeb, em Los Angeles, representa marcas e profissionais em negociações contratuais. Segundo ela, esse tipo de redação abrangente "é perigoso por causa de sua ambiguidade". Em um contrato de sessão fotográfica analisado pela Reuters, a francesa L'Oréal pediu "o direito de usar tecnologias de inteligência artificial (IA) [...] inclusive para modificar, aprimorar ou adaptar a aparência de produtos cosméticos, embalagens ou tonalidades, bem como para fins de retoque". Sem comentar especificamente a cláusula, a L'Oréal afirmou que utiliza ferramentas convencionais de inteligência artificial na pós-produção e na edição, sem alterar a imagem do modelo. 'Estamos economizando muito dinheiro' Algumas empresas estão adotando abertamente a inteligência artificial para substituir modelos e economizar. A Zalando, maior varejista de moda on-line da Europa, adotou rapidamente imagens geradas por IA em seus materiais de marketing e fechou seus dois estúdios fotográficos em Berlim no ano passado. A About You, varejista de moda rápida adquirida pela Zalando em julho do ano passado, também fechou seu estúdio. Ao todo, a Zalando eliminou mais de 340 postos de trabalho, mas afirmou que manteve alguns desses funcionários em outras funções. Agora, a About You está lançando a Scayle Studios, uma empresa que produz imagens digitais para outros varejistas usando modelos gerados por inteligência artificial. A companhia promete reduzir os custos de produção em mais de 90%. Segundo um porta-voz, a Scayle tem 130 marcas como clientes e gerou 190 mil imagens de looks no último mês. "Estamos economizando muito dinheiro", disse Julian Jansen, vice-presidente de marketing da About You. "Sempre existiram dois mundos: o do comércio eletrônico, que é extremamente rápido, e o das sessões fotográficas tradicionais, que são muito lentas. Eles não combinavam de forma alguma. Agora, com a inteligência artificial, tudo funciona em uma escala completamente diferente", afirmou. Pouca regulamentação As leis em diferentes partes do mundo não acompanharam o avanço das ameaças que a inteligência artificial representa para a renda dos modelos. Uma exceção é a Lei dos Trabalhadores da Moda do estado de Nova York, que, desde junho de 2025, proíbe as marcas de criar ou modificar réplicas de modelos sem o consentimento explícito dos profissionais. "O uso indevido de imagens de modelos não é novidade, mas a inteligência artificial acelera esse problema dez vezes", disse Sara Ziff, fundadora e diretora-executiva da Model Alliance, organização sem fins lucrativos sediada em Nova York que apoiou a aprovação da lei. Ziff, que também trabalhou como modelo durante anos, defende leis semelhantes em outros estados americanos e em âmbito federal. A Associação Britânica de Agentes de Modelos elaborou um código de conduta para o uso de inteligência artificial. O documento exige o consentimento do modelo para o uso da tecnologia e prevê que o profissional seja dono de seu eventual gêmeo digital. John Horner, dirigente da associação, afirmou que, sem regras obrigatórias no Reino Unido e na Europa, os modelos ainda correm o risco de ser explorados por agentes menos escrupulosos. "Muitos jovens talentos ainda não compreendem totalmente as consequências a longo prazo", disse Staal, diretor da agência de modelos em Barcelona. "Abrir mão dos direitos sobre o uso de sua imagem por inteligência artificial aos 20 anos ainda pode afetar alguém dez anos depois."
29/10/2026 16:17:23 +00:00
Governo Trump aponta plano de espionagem chinês contra CEO da Nvidia, diz jornal

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O governo dos Estados Unidos suspeita que uma executiva chinesa do setor de tecnologia tenha atuado como agente de inteligência de Pequim, enquanto mantinha contato próximo com Jensen Huang, CEO da Nvidia. Segundo o The New York Times, Alice Huang, também identificada como Huang Le, era uma das principais executivas da Megaspeed, empresa de data centers sediada em Singapura. Autoridades americanas concluíram que ela repassava informações à China. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A investigação também apura se equipamentos da Nvidia comprados por empresas ligadas à executiva chegaram ilegalmente à China. Donald Trump teria sido informado sobre as suspeitas há cerca de um ano, mas não tomou medidas. Segundo o jornal, integrantes do governo temiam que uma reação pudesse prejudicar os negócios da Nvidia e complicar as relações entre os dois países. O caso também envolve a relação entre Huang e Trump. O executivo da Nvidia defendeu mudanças nas regras americanas para permitir a venda de mais chips à China. No segundo mandato de Trump, o governo autorizou a comercialização de uma geração anterior de processadores em troca de uma participação na receita dessas vendas. "As interações de Jensen com a sra. Huang não são incomuns nem inesperadas. Reunir-se com clientes faz parte do trabalho de um CEO; Jensen conversa com milhares de executivos de empresas clientes todos os anos", disse John Rizzo, representante da Nvidia, ao jornal. A Casa Branca, a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) se recusaram a comentar o caso ao jornal. A Megaspeed informou que sua atual liderança leva o assunto a sério e contratou advogados externos para conduzir uma investigação interna. A empresa também afirmou que pretende cooperar com o governo americano. Alice Huang não respondeu aos pedidos de comentário. A embaixada chinesa em Washington rejeitou as acusações e classificou a posição americana como infundada.
29/10/2026 15:49:08 +00:00
MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral

Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou nesta quinta-feira (29) com uma ação na Justiça contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e Threads. O órgão pede que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa do voto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ O MPT também pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. Após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, perfis nas plataformas passaram a publicar mensagens dirigidas a empregadores. Empresários, influenciadores e até parlamentares orientam patrões a vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem eles votaram e, caso a escolha seja diferente da sua, demiti-los. Outras publicações expõem trabalhadores à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões. Segundo o MPT, apenas quatro publicações de um único perfil, que tem selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas. Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h desta quinta-feira (29), o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias nas eleições deste ano. MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar Responsabilidade da plataforma Na ação, o MPT afirma que a Meta tem responsabilidade pela circulação desse conteúdo. Segundo o órgão, além de permitir que publicações consideradas ilegais permanecessem no ar por dias, os sistemas de recomendação da empresa, como a aba “Explorar” e os Reels sugeridos, ampliam o alcance de conteúdos que geram mais engajamento. As postagens continuavam disponíveis dois dias após a publicação, embora as próprias regras da Meta prevejam a remoção de conteúdos que violem a lei. Para o MPT, a empresa já dispõe de sistemas automatizados, combinados com revisão humana, capazes de identificar e remover outros tipos de conteúdo em larga escala. “Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação. Em caráter de urgência, o MPT pede que a Meta: Remova, em até 24 horas, publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar; exiba a todos os usuários brasileiros um aviso de que não compactua com manifestações que incentivem discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política; notifique os perfis responsáveis por conteúdos ilegais; suspenda por 30 dias os perfis que voltarem a publicar esse tipo de conteúdo; desative as contas em caso de nova reincidência. O órgão também quer que a Meta crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, altere suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, reforce a moderação durante períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça. A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, e pelos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim. O g1 procurou a Meta, que informou, em nota, que não comentará o assunto. Relatos de assédio eleitoral crescem após 2º turno
29/10/2026 15:43:13 +00:00
Órgão do Senado diz que medidas da campanha pioraram contas públicas e exigirão ajuste maior para reequilibrar economia

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, avaliou nesta quinta-feira (29) que as medidas anunciadas pelo governo eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha presidencial agravaram a situação considerada já delicada das contas públicas. Por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, o órgão avaliou que, por isso, será necessário um ajuste fiscal maior, do que o necessário anteriormente, para evitar uma piora da situação econômica do país. “Desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento. Romper esse nó górdio deve ser a tarefa número um dentre as ações do futuro governo. Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais", avaliaram os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade. ➡️Levantamento da IFI aponta que apenas o reajuste do Bolsa Família, a perda da arrecadação das Bets e o pacote dos MEIs representam R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional no orçamento de 2027. Agora no g1 Além disso, a campanha do presidente Lula propôs, ainda, a extensão do programa Pé de Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana (a ser implementada por meio de Proposta de Emenda Constitucional). O órgão do Senado Federal projeta, para este ano, um déficit nas contas do governo da ordem de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Avalia que, com os novos compromissos assumidos, "é possível imaginar" um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB, em 2027. A IFI também estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública /PIB Por conta disso, a IFI estima que a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 pontos do PIB. ➡️O órgão lembra das turbulências no mercado financeiro após a eleição de Lula e avalia que o anúncio, "o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores, ancorando as expectativas em novo ponto de equilíbrio". "A IFI tem alertado, nos últimos anos, que é inevitável um verdadeiro ajuste fiscal, se quisermos desencadear um novo ciclo de desenvolvimento vigoroso e sustentado no país. Isso passa por produzir os superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, criando o ambiente adequado para a queda das taxas de juros; desengessar o orçamento; rever o perfil dos gastos; aumentar a eficiência; e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica", diz o órgão.
29/10/2026 14:00:02 +00:00
Tesouro diz que governo prepara pacote de medidas para Lula 4, mas nega definição sobre taxação de títulos isentos com IOF 

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou nesta quinta-feira (29) que a equipe econômica já está trabalhando em um pacote de medidas para a quarta gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o período de 2027 a 2030, envolvendo também ações para tentar reequilibrar as contas públicas. Ele declarou que o pacote de medidas econômicas que está sendo gestado deve ser apresentado pelo ministro da Fazenda e pelo presidente da República oportunamente, e não quis antecipar propostas. "A gente está discutindo vários temas, e vamos continuar falando sobre eles e buscando medidas importantes para sustentabilidade fiscal", disse o secretário do Tesouro. Leal negou, entretanto, que o governo já tenha uma decisão tomada sobre taxar os chamados "títulos isentos", como LCI e LCA, com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). "Até hoje, discussão de fato, para endereçar com alguma medida, não. Debater sobre o tema, sempre. Discussões com esferas superiores vem acontecendo, elas sempre acontecem sobre temas recorrentes, sendo mensurados os impactos. Discussão sempre vai ter sobre esse tema e outros. Mas a conotação de que o governo estuda tributar esses instrumentos com IOF, não há uma medida pronta para ser feita", declarou. Agora no g1 Analistas avaliam que os déficits fiscais recorrentes registrados nos últimos anos pressionam os juros e, consequentemente, aumentam o custo da dívida pública. Para reduzir essa pressão e conter o avanço do endividamento, defendem um ajuste mais forte nas contas do governo. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado, estão o aumento dos gastos do governo e o reconhecimento de dívidas de gestões anteriores, como os precatórios. Tesouro diz que governo prepara pacote de medidas para Lula 4. Jornal Nacional
29/10/2026 13:51:21 +00:00
ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha vai subir em 2027; veja valores

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil Os estados e o Distrito Federal aprovaram, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), um novo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. 🔎 O ICMS é um imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias e a prestação de alguns serviços, como transporte e comunicação. Ele incide sobre uma série de produtos consumidos no dia a dia, incluindo combustíveis, energia elétrica e alimentos. O valor arrecadado fica com os estados e o Distrito Federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Foram publicados dois convênios que atualizam o valor do tributo sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Veja abaixo como ficam as alíquotas: gasolina: alta de 4,5%, de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro; diesel: alta de 11,1%, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; gás de cozinha (GLP): alta de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Agora no g1 Esse foi o terceiro ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em janeiro deste ano também houve elevação do imposto. A atualização dos valores é feita anualmente e considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para esse reajuste, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025. Ainda segundo o comunicado, os estados também avaliam a possibilidade de antecipar uma eventual nova atualização do ICMS sobre o diesel, diante da volatilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.
29/10/2026 12:39:54 +00:00
INSS alerta para golpes com falsas inscrições em concurso público; entenda

INSS Arquivo/Agência Brasil O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alertou para golpes envolvendo falsas inscrições em concursos públicos do órgão. Segundo o instituto, candidatos têm enviado mensagens solicitando o reembolso de valores pagos por supostas inscrições, embora não haja nenhum período de inscrição aberto. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp O INSS também informou que não há autorização para a realização de um novo concurso público. O órgão reforça que não recebe inscrições nem cobra taxas de inscrição ou de exames admissionais. Eventuais dúvidas sobre inscrições e pedidos de devolução de valores devem ser tratados diretamente com a banca organizadora responsável pelo edital. Agora no g1 O último período de inscrições para o cargo de Analista do Seguro Social, que exige formação de nível superior, ocorreu em julho de 2025. Já as inscrições para Técnico do Seguro Social, de nível médio, foram realizadas em 2023, para o concurso cujo edital havia sido publicado no fim de 2022. Em relatos enviados ao instituto por e-mail, candidatos afirmaram ter realizado inscrições por meio da plataforma Gov.br. Alguns também teriam recebido informações sobre supostos locais de aplicação das provas. Como evitar golpes O INSS recomenda que os candidatos consultem informações sobre concursos exclusivamente nos canais oficiais do governo, como o portal do INSS e as páginas oficiais do órgão nas redes sociais. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Caso identifiquem indícios de fraude, os candidatos devem registrar a ocorrência junto aos órgãos competentes.
29/10/2026 12:37:46 +00:00
Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor saldo para o mês em três anos
As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 4,83 bilhões em setembro, informou Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 15,04 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2023, quando foi registrado um superávit primário de R$ 13,44 bilhões (com a correção). Agora no g1 ➡️O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou que houve um cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercício anteriores pelo Poder Judiciário, valor que retornou aos cofres públicos como receitas não administradas em setembro. Numericamente, esse foi o fator decisivo para o superávit do mês passado. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das receitas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento dos gastos no mês passado. Segundo o governo, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências, registraram alta real de 13,6% em setembro deste ano, para R$ 205 bilhões. O crescimento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com receitas decorrentes da alta do petróleo. ➡️Já as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 2,4% em setembro, para R$ 200,1 bilhões. As principais variações foram: Créditos Extraordinários (+R$ 9,9 bilhões), reflexo das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio; Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões), Redução nas despesas discricionárias (-R$ 8,4 bilhões) e obrigatórias com controle de fluxo (-R$ 1,5 bilhão) do Poder Executivo. Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 90,2 bilhões. ➡️Isso representa melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 103,2 bilhões (corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado, para esse período, desde 2022 (superávit de R$ 39,4 bilhões em valores atualizados). 📈 Nos nove primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 6,5% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,87 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,97 trilhão entre janeiro e setembro deste ano (valor nominal), com uma alta real de 5,% no período. Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas e use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit no limite da banda, de R$ 67,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
29/10/2026 12:33:48 +00:00
Cultivo de ópio aumenta no Afeganistão apesar da proibição do governo Talibã

Esta fotografia, tirada em 11 de outubro de 2026, mostra um agricultor afegão segurando ópio bruto em sua casa, na província de Badakhshan. Fayzabad, Afghanistan O cultivo de ópio quadruplicou este ano no Afeganistão, apesar da proibição imposta pelo governo talibã, informou nesta quinta-feira (29) a ONU, que ressaltou a necessidade de apresentar alternativas produtivas aos agricultores pobres. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As áreas plantadas alcançaram 43 mil hectares, acima das 10 mil de 2025, enquanto a produção estimada de ópio passou de 300 para 1.500 toneladas, informa um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O Afeganistão foi o maior produtor mundial de papoula, mas foi superado por Mianmar depois que os talibãs anunciaram, em 2022, uma proibição ao comércio no país. Porém, a pobreza obrigou alguns agricultores a voltar a produzir a papoula. "Sem ópio, não conseguimos nem comprar a comida básica", declarou à AFP Mohamad, um agricultor de 22 anos, no nordeste do Afeganistão. A proibição de 2022 fez com que as áreas cultivadas com papoula caíssem de 200 mil para 10 mil hectares em 2025. Em Mianmar, foram cultivados 53 mil hectares em 2025, mas não há dados disponíveis para 2026. As autoridades talibãs afirmam que destruíram mais de 22.000 hectares de papoula, mas, segundo o UNODC, muitas plantações ficam escondidas e são difíceis de detectar. Agora no g1
29/10/2026 12:14:45 +00:00
Volkswagen tem prejuízo de US$ 6,5 bilhões, o maior em mais de 10 anos, em meio à crise no setor e à concorrência chinesa

Divulgação Volks Divulgação Volks A Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de uma década. A montadora enfrenta dificuldades em mercados importantes, como a China, e iniciou uma ampla reestruturação dos negócios. O resultado foi afetado por itens extraordinários que somaram cerca de US$ 8,9 bilhões, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A receita de vendas da montadora também caiu 6% no terceiro trimestre, para US$ 87,1 bilhões. Após a divulgação dos resultados, as ações da Volkswagen caíam 2%. A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada na China, onde disputa espaço com fabricantes locais, além de custos bilionários com tarifas comerciais. Na Europa, a montadora também enfrenta gastos elevados para ampliar sua atuação no mercado de veículos elétricos, enquanto fabricantes chineses avançam na região. ➡️ Diante das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, planeja cortar 100 mil empregos em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm risco de fechamento. O plano enfrenta forte oposição dos sindicatos, que consideram possíveis greves a partir do início de 2027. Em declaração em vídeo, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que os resultados dos nove primeiros meses do ano mostram a necessidade de acelerar as mudanças na empresa. “Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse. Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen nos nove primeiros meses do ano foi de apenas 3,8%, mesmo antes de considerar os itens extraordinários. “Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou. Em setembro, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de cerca de US$ 11,2 bilhões e reduzido sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa passou a projetar um percentual máximo de 1%. *Com informações da agência Reuters Agora no g1
29/10/2026 12:09:03 +00:00
MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar

Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 3.396 em 2026, até as 10h desta quinta-feira (29), superando o total registrado nas eleições de 2022. (saiba como denunciar) Somente em outubro, foram registradas cerca de 2,6 mil denúncias, alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 77% de todas as denúncias registradas no ano até o momento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos 29 dias do mês, a média foi de aproximadamente 90 denúncias por dia. São Paulo lidera o número de registros, com 620 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 351, e Rio de Janeiro, com 252. (veja o levantamento completo abaixo) O total registrado em 2026 já supera o das eleições de 2022, quando o MPT recebeu mais de 3.373 denúncias. Na comparação com 2018, o aumento foi de 1.600%. O aumento ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais que incentivam a demissão e a recusa de contratação de trabalhadores por preferência política, além de promover listas de boicote a empresas supostamente apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores. Segundo o MPT, 991 denúncias foram registradas antes do primeiro turno e 946 entre o primeiro e o segundo turnos. Após o segundo turno, o número chegou a 1.459 denúncias até as 10h de 29 de outubro. O órgão ressalta que o painel de dados é dinâmico: os números são atualizados à medida que as denúncias chegam e são cadastradas, podendo variar conforme o horário da consulta. ➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho. Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 Arte g1 Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 por estado Arte g1 Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026. Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos. Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho. O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno. Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%. Para que mais casos cheguem às autoridades, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está enviando mensagens pela Carteira de Trabalho Digital para incentivar trabalhadores a denunciar situações de assédio eleitoral no ambiente profissional. A mensagem alerta para ameaças de demissão e discriminação política relacionadas ao voto. O texto diz: “Você sofreu ameaça de demissão ou discriminação política no trabalho? O Ministério do Trabalho e Emprego existe para te proteger. Denuncie o assédio aqui: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/”. Print de mensagem do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre assédio eleitoral Reprodução/Redes Sociais O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. Por exemplo, a prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, rebaixamento de cargo ou redução salarial caso o empregado vote em determinado candidato. Também pode envolver a distribuição de material de campanha ou a realização de eventos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando há pressão ou constrangimento dos trabalhadores. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: Ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; Prometer aumento salarial, benefício ou outra vantagem em troca de voto; Exigir participação em campanha eleitoral; Distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; Cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; Constranger funcionários em reuniões; Retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; Impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Pressão também acontece pelas redes O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais. O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política. A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral. Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos. Consequências para as empresas O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares para combater o assédio eleitoral e garantir aos trabalhadores o direito ao voto livre. As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a cerca de 88% do total de ações. A atuação do MPT também resultou na celebração de 53 termos de ajuste de conduta (TACs). Segundo o coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT, Igor Sousa Gonçalves, os resultados demonstram a importância de uma atuação rápida para impedir práticas de assédio eleitoral. “O elevado número de decisões liminares favoráveis demonstra a atuação do MPT na proteção da liberdade política dos trabalhadores. Muitas decisões foram obtidas em plantões eleitorais para impedir constrangimentos e ameaças, reafirmando que o ambiente de trabalho não pode ser usado como instrumento de pressão política”, destacou. As consequências para as empresas dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, os trabalhadores podem buscar indenização pelos danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou provoca impactos coletivos, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. A empresa também pode ser investigada e responsabilizada na esfera eleitoral. Se a conduta configurar um crime previsto na legislação, poderá haver consequências criminais. Além disso, o caso pode resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de uma ação civil pública e na adoção de outras medidas para impedir a continuidade da prática. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, afirma que o assédio eleitoral no ambiente profissional representa um risco à democracia. “Se nós não frearmos essas condutas, ditadas pelo poder econômico ou pelo domínio na administração pública, isso representa um grave risco à nossa democracia, porque é uma das formas de interferência na vontade popular que se manifesta na hora do voto, nas urnas”, afirmou. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. O trabalhador pode denunciar? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.
29/10/2026 12:04:22 +00:00
Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China

Mbappe e Hello kitty Reprodução/ Divulgação A empresa japonesa Sanrio, responsável pela personagem Hello Kitty, pediu desculpas à China nesta quinta-feira (29) e anunciou o fim de uma parceria com uma série de televisão japonesa após críticas de veículos estatais chineses. A polêmica envolve a série Vivant, exibida no Japão, que retrata uma organização ligada à China torturando um integrante de uma unidade japonesa de espionagem militar. A cena foi considerada ofensiva pela imprensa estatal chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A parceria entre a Sanrio e a produção previa o lançamento de produtos inspirados nos personagens da série, incluindo versões da Hello Kitty e de outras figuras criadas pela empresa japonesa. Em comunicado, a Sanrio afirmou ter recebido manifestações de diferentes setores sobre os produtos da colaboração e pediu desculpas por eventuais transtornos. A empresa também declarou que o projeto continha elementos incompatíveis com sua filosofia corporativa e que, por esse motivo, decidiu encerrar a parceria. Antes do anúncio, o jornal estatal chinês Global Times acusou a série de “caluniar a China” e afirmou que a produção havia provocado forte reação negativa nas redes sociais. O veículo também relacionou a trama à postura conservadora do atual governo japonês e ao avanço de posições de direita no país. Mbappé ditador O caso ocorre poucos dias depois de o jogador francês Kylian Mbappé e o Real Madrid pedirem desculpas à China após uma declaração do atleta sobre Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China. Em um vídeo de entrevista, Mbappé disse ter achado graça de um meme que o retratava como Mao, a quem se referiu como um possível “ditador chinês”. A gravação viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas no país. A repercussão teve consequências comerciais. Três empresas chinesas, entre elas a fabricante de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, encerraram parcerias com o jogador. A emissora estatal China Media Group, que controla a rede CCTV, também suspendeu a transmissão de partidas do Campeonato Espanhol, a La Liga, e retirou anúncios que envolviam o atleta. A emissora exigiu pedidos de desculpas de Mbappé, do Real Madrid e da liga espanhola. O jogador publicou um pedido de desculpas em francês, chinês e inglês, afirmando que seu comentário foi imprudente e que entendia ter magoado pessoas na China e comunidades chinesas pelo mundo. O Real Madrid e a La Liga também se desculparam. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que levava a manifestação do jogador a sério. *Contém informações da AFP Mbappé "ataca" de Tartaruga Ninja no Entendeu? Ou quer que desenhe?
29/10/2026 12:04:22 +00:00
Ibovespa cai pelo 4º dia, e queda na semana passa de 17%; dólar sobe e fecha a R$ 5,38

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,89% nesta quinta-feira (29), cotado a R$ 5,3874. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4285. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,06%, aos 169.186 pontos, no quarto dia seguido de perdas. Após o Fed manter os juros dos Estados Unidos inalterados, investidores voltaram as atenções para novos dados de inflação e atividade americana. No Brasil, o foco ficou nos desdobramentos das eleições presidenciais e na definição da alíquota da CBS, no âmbito da reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O PCE e o PIB dos EUA foram os principais destaques da sessão. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed. ▶️ Os estados e o Distrito Federal aprovaram um novo aumento do ICMS sobre combustíveis. Na véspera, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) definiu os novos valores para gasolina, diesel e gás de cozinha, que entram em vigor em fevereiro de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU). ▶️ Outro destaque foi a alíquota proposta para a CBS, novo tributo sobre o consumo criado pela reforma tributária. Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo de uma alíquota de referência de 11,3% para 2027. O valor final será definido pelo Senado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +7,90%; Acumulado do mês: +4,12%; Acumulado do ano: -1,85%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -17,50% Acumulado do mês: -9,20%; Acumulado do ano: +5%. Os próximos passos da reforma tributária O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027. ICMS sobre combustíveis vai aumentar Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, conforme investidores repercutiam balanços corporativos e novos dados de inflação e atividade. O Dow Jones caiu 0,25%, enquanto o S&P 500 recuou 0,30% e o Nasdaq Composite teve perda de 1,38%. Já na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, conforme investidores avaliavam a renuncia de Christine Lagarde à presidência do Banco Central Europeu (BCE) e repercutiam a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de manter os juros inalterados nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,7%, para 644,14 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,37%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 0,02% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,04%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quinta-feira, em meio a mais uma onda de vendas de ações ligadas ao setor de tecnologia. O SSEC, Índice de Xangai, caiu 0,8%, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou 1%. No Japão, o Nikkei avançou 1,10% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,24%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,59%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels
29/10/2026 12:00:22 +00:00
Vazamento expõe dados de mais de 40 mil funcionários da segurança dos EUA

Oficial do ICE, o Serviço de Imigração e Algândega dos EUA AP Photo/Julia Demaree Nikhinson Dados de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) foram divulgados na quarta-feira (28) por um grupo que publica informações vazadas. O material inclui detalhes sobre agentes que trabalham em áreas sensíveis, como vigilância, coleta de informações com pessoas e operações disfarçadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o grupo que revelou o vazamento, os dados foram obtidos inicialmente por um outro grupo que se identifica como “Department of Peace” (“Departamento da Paz”, em tradução livre). Em nota, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou estar "ciente de um possível vazamento" e trabalhar para resolver a situação de forma rápida e eficaz. O órgão disse ainda que busca garantir a proteção de seus funcionários e que divulgará atualizações quando houver mais informações. Agora no g1 Os arquivos incluem nomes, telefones e endereços de e-mail de funcionários de diferentes órgãos vinculados ao DHS, entre eles: Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE); Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP); Investigações de Segurança Interna (HSI); Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA). Também há cargos e grupos de e-mail que permitem identificar agentes designados para operações especiais, vigilância, perícia em computadores e atuação disfarçada. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade de todo o material. No entanto, a agência cruzou informações pessoais de seis funcionários citados no vazamento com registros de empresas de análise de crédito e dados de vazamentos disponíveis na plataforma de inteligência sobre a dark web District 4 Labs. A Reuters também telefonou para três funcionários do departamento e confirmou seus números e outros detalhes. Um deles disse que ainda não sabia do possível vazamento. Em vários casos, os arquivos continham informações disponíveis nos perfis dos funcionários no LinkedIn. Em outros, porém, revelavam dados não públicos sobre a estrutura interna do departamento e sobre programas ou operações que não haviam sido divulgados. Por que Trump quer mudar o nome da IA?
29/10/2026 11:58:26 +00:00
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixará cargo em fevereiro

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixa cargo em fevereiro. REUTERS/Heiko Becker A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, renunciou ao cargo e deixará a instituição em 7 de fevereiro de 2027, informou o BCE nesta quinta-feira (29). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O mandato de Lagarde estava previsto para terminar no fim de outubro de 2027, mas as especulações sobre uma saída antecipada vinham se intensificando havia meses. A decisão dá aos atuais líderes da União Europeia tempo para escolher seu sucessor antes da eleição presidencial francesa, marcada para o próximo ano.A candidata de extrema direita Marine Le Pen aparece como favorita nas pesquisas. Lagarde já afirmou que não pretende disputar a Presidência da França, mas disse que deseja defender valores pró-europeus em seu país “na função que considerar mais eficiente”. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, Lagarde renunciou porque deseja ter mais liberdade para se manifestar sobre questões políticas na França e no cenário internacional. Como presidente do BCE, ela precisava manter a neutralidade para preservar a independência da instituição. Agora no g1 Em vídeo publicado nas redes sociais, Lagarde afirmou que deixa a instituição com a sensação de "trabalho bem realizado" e um BCE "preparado para o futuro". A saída antecipada provocou avaliações divergentes na Europa. Markus Ferber, eurodeputado alemão do Partido Popular Europeu e integrante da comissão parlamentar que participará da confirmação do próximo presidente do BCE, afirmou que a renúncia transmite “o sinal errado” em um momento de inflação elevada, mercados de títulos sob pressão e eleições próximas. Segundo Ferber, a percepção de que a saída teria sido programada em função do calendário eleitoral francês poderia prejudicar a confiança em uma instituição que deve permanecer acima dos interesses políticos nacionais. Marcel Fratzscher, presidente do instituto econômico alemão DIW, avaliou, por outro lado, que Lagarde demonstrou “forte senso de responsabilidade em relação à Europa”. Para ele, a saída antecipada permite que governos e instituições europeias escolham um sucessor comprometido com os valores europeus e com a independência do BCE. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a sucessão no comando do BCE deverá ser preparada de forma “organizada e equilibrada”, em conjunto com os demais países europeus. Macron também agradeceu a Lagarde por sua atuação à frente da instituição. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, informou que o processo para escolher o sucessor de Lagarde começará imediatamente. Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são apontados como os principais candidatos. A sucessão de Lagarde poderá integrar uma negociação mais ampla envolvendo cargos importantes do BCE. Isabel Schnabel deverá deixar sua cadeira na diretoria executiva no início de janeiro, enquanto o economista-chefe da instituição, Philip Lane, tem saída prevista para maio. Analistas consideram Knot e Hernández de Cos banqueiros centrais experientes e reconhecidos, o que reduz os riscos de turbulência durante a transição. Os mercados financeiros reagiram pouco ao anúncio da renúncia, refletindo a avaliação de que o BCE construiu uma reputação institucional capaz de sobreviver à troca de seus dirigentes. Simon Dangoor, chefe de investimentos macro em renda fixa do Goldman Sachs, afirmou que o mercado já conhece bem a forma de atuação do BCE e que o comportamento institucional tende a permanecer semelhante, independentemente de quem assumir a presidência. O Fórum Econômico Mundial vinha sendo apontado como um possível destino de Lagarde após sua saída do BCE. Procurada pela Reuters, a entidade não comentou o assunto. Juros e turbulência A renúncia ocorre em um período de forte incerteza econômica na Europa. O BCE está no meio de um ciclo de alta dos juros destinado a impedir que o choque nos preços do petróleo, associado à guerra no Irã, se espalhe para outros produtos e serviços, contamine os salários e mantenha a inflação elevada. Ao mesmo tempo, a instituição precisa lidar com a disparada dos rendimentos dos títulos públicos, especialmente na França. O movimento elevou os custos de financiamento para famílias, empresas e governos e pode reduzir tanto o crescimento econômico quanto a inflação. Diante da combinação de custos de energia persistentemente elevados e deterioração das condições de financiamento, o BCE deverá manter sua taxa de depósito em 2,5% nesta quinta-feira, mas poderá sinalizar um novo aumento, possivelmente já em dezembro. Oliver Rakau, economista da Oxford Economics, avaliou que haverá pouca resistência a uma nova alta em dezembro, especialmente se o encarecimento da energia levar o BCE a revisar novamente para cima suas projeções de inflação. A decisão do BCE sobre os juros será anunciada às 10h15 desta quinta-feira, no horário de Brasília. A entrevista coletiva de Lagarde está marcada para as 10h45. LEIA TAMBÉM: Eleições nos EUA: carne bovina vira símbolo de inflação e guerra cultural na disputa pelo Congresso Economia melhora, mas população empobrece: por que reformas geram insatisfação em países emergentes?
29/10/2026 11:07:23 +00:00
Eleições nos EUA: carne bovina vira símbolo de inflação e guerra cultural na disputa pelo Congresso

Eleições legislativas nos EUA podem redefinir o raio de ação da presidência de Donald Trump “Escolher outra proteína? Eu prefiro escolher outro senador.” A frase, dita por um homem enquanto preparava hambúrgueres em uma churrasqueira, faz parte de um vídeo da campanha de Scott Colom, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos pelo Mississippi. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração responde à republicana Cindy Hyde-Smith, que sugeriu, em entrevista à emissora Wlox, que os consumidores insatisfeitos com o preço da carne bovina buscassem outras fontes de proteína. Initial plugin text A poucos dias das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro, o episódio revela como uma preocupação cotidiana chegou ao centro da disputa pelo controle do Congresso. Com a alta do preço da carne bovina e do diesel e a perda de poder de compra, candidatos dos dois partidos passaram a explorar o custo da alimentação na campanha. Em diferentes estados, porém, a carne assumiu um papel que vai além da economia: tornou-se, ao mesmo tempo, um símbolo da pressão da inflação e um marcador cultural usado para medir a sintonia dos candidatos com os valores das comunidades rurais e do setor pecuário. 🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. No Texas, por exemplo, o democrata James Talarico tem aparecido em vídeos comendo churrasco depois de ser criticado por uma antiga decisão de sua campanha de comprar apenas alimentos veganos. Imagem mostra James Talarico visitando uma churrascaria no Texas, em 30 de setembro de 2026. Reprodução/Instagram Já no Colorado, republicanos tm explorado o histórico de ativismo do democrata Manny Rutinel pela redução do consumo de carne, enquanto o candidato procura levar o debate para o encarecimento dos alimentos. Em estados rurais e distritos eleitorais apertados, os democratas tentam transformar a alta dos alimentos em votos contra o governo do presidente Donald Trump. Os republicanos, por sua vez, procuram associar os adversários ao veganismo e a ameaças à indústria pecuária. LEIA TAMBÉM Frango pode ficar mais barato, principalmente no Sul, após caso de Newcastle em SC, diz Itaú Abóbora de quase 1.500 kg bate recorde mundial e entra para o Guinness; fruto renderia mais de 3 mil tortas No Texas, churrasco vira demonstração de identidade O candidato democrata ao Senado James Talarico discursa durante um comício em 13 de julho de 2026, em Eagle Pass, no Texas, Estados Unidos. (Foto: AP/Brenda Bazán, Arquivo) No estado do Texas, os republicanos recuperaram uma declaração de 2022 na qual James Talarico, candidato democrata ao Senado, comemorava a decisão de sua campanha de não comprar alimentos com carne e passar a adquirir apenas produtos veganos de comércios locais. Desde então, Talarico tem aparecido publicamente comendo churrasco. A estratégia busca rebater as acusações de que suas escolhas alimentares o afastariam da identidade cultural do estado. Já os adversários usam a antiga decisão da campanha para questionar a posição de Talarico sobre a pecuária, setor de grande importância econômica e cultural no Texas. Ao aparecer comendo carne, o democrata tenta rebater as críticas e mostrar proximidade com as tradições locais. No Colorado, ativismo vira alvo de republicanos Já no Colorado, o confronto entre economia e identidade aparece de maneira ainda mais clara. O republicano Gabe Evans, que representa o 8º Distrito Congressional do estado, explorou o histórico de Manny Rutinel, seu adversário democrata, em defesa da redução do consumo de carne. Na época da faculdade, Rutinel foi fotografado sem camisa, usando no peito uma faixa da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, a Peta. Em 2021, ele fundou a Climate Refarm, entidade favorável à diminuição do consumo de carne. Manny Rutinel, representante da Câmara do Colorado - 24 de março de 2025. Looktothewesternsky/Domínio público O democrata também assinou cartas em defesa do aumento de impostos sobre carne e laticínios e apoiou uma proposta para proibir o funcionamento de um abatedouro de cordeiros em Denver. A medida foi rejeitada em votação realizada em 2024, segundo a agência de notícias Associated Press. O histórico se tornou um ponto vulnerável em um distrito que abrange uma extensa região de fazendas, propriedades leiteiras e unidades de processamento de carne. A sede da JBS Swift, uma das maiores empresas do setor, também está localizada na região. Grupos conservadores passaram a explorar intensamente o assunto. O Daily Wire, por exemplo, divulgou um vídeo gravado de forma oculta no qual um integrante da campanha afirma que Rutinel come carne “o mínimo possível”. Para responder às críticas, o democrata passou a aparecer em público comendo tacos de carne. Ele também recebeu o apoio do sindicato dos trabalhadores da indústria frigorífica. “Não acho que os moradores do Colorado se importem com o que está no meu prato”, afirmou Rutinel. “Acho que eles se importam mais em conseguir pagar pelo que está no prato deles.” Evans argumentou que o problema não está nos hábitos pessoais do adversário, mas na possibilidade de que suas posições sejam transformadas em políticas públicas. “Não me importo com o que ele come pessoalmente”, afirmou o republicano. “Me Importa que ele queira usar o poder do governo para fazer todo mundo comer dessa forma.” No Mississippi, troca de proteína vira troca de senador No Mississippi, o episódio ganhou uma configuração diferente da observada em outros estados. Foi um democrata que usou a carne para atacar uma republicana, apresentando a sugestão de Cindy Hyde-Smith como uma demonstração de insensibilidade diante da dificuldade das famílias para comprar alimentos. A campanha de Scott Colom não questiona a posição da senadora sobre a indústria pecuária. Procura mostrar, em vez disso, que ela transferiu aos consumidores a responsabilidade por se adaptar aos preços elevados. A imagem do homem preparando hambúrgueres transforma a crítica econômica em uma mensagem eleitoral simples: se a alternativa oferecida é trocar de proteína, o eleitor também pode trocar de senador. Por que a carne ficou mais cara nos EUA Por trás da disputa política, existe um problema concreto. O preço médio da carne moída nos EUA atingiu em agosto o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1984. O produto custava US$ 6,92 por libra naquele mês, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. ➡️ 1 libra equivale a 454 gramas. Em setembro, o valor recuou para US$ 6,79, mas ainda estava 7,4% acima do registrado um ano antes. A alta é impulsionada por uma combinação entre oferta restrita e demanda elevada. Após uma sequência de secas que atingiu as principais regiões produtoras, o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu ao menor nível em 75 anos. A redução limita a quantidade de carne disponível e mantém os preços pressionados nos supermercados. Como a recomposição do rebanho leva anos, esse desequilíbrio não pode ser resolvido rapidamente. O cenário colocou o governo Trump diante de um impasse: tentar reduzir os preços para os consumidores sem prejudicar os pecuaristas. Em agosto, o governo do republicano suspendeu temporariamente tarifas sobre a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina. A medida foi direcionada para cortes magros usados pela indústria para a produção de carna moída e estabelece que o produto seja vendido por valores 25% inferiores aos praticados no mercado. O impacto para os consumidores, porém, foi limitado, segundo uma reportagem da rádio americana NPR. Em setembro, o preço da carne moída recuou apenas US$ 0,13 por libra em relação ao mês anterior. Entre os pecuaristas, a iniciativa provocou reação. Produtores dizem que a entrada de carne mais barata pressiona o preço do gado americano em um momento no qual as margens do setor já estão reduzidas. A insatisfação alcançou candidatos do próprio Partido Republicano. Ashley Hinson, que disputa uma vaga no Senado por Iowa, criticou publicamente a redução das tarifas para a carne importada. Segundo ela, a solução para conter os preços passa por apoiar os pecuaristas americanos para que possam expandir seus rebanhos. Donald Trump alivia restrições à importação de carne bovina para baixar preço do hambúrguer para os americanos Jornal Nacional/ Reprodução
29/10/2026 08:00:00 +00:00
Economia melhora, mas população empobrece: por que reformas geram insatisfação em países emergentes?

Manifestantes protestam em apoio à comunidade universitária argentina, exigindo mais verbas e uma remuneração digna para o setor, além de se manifestarem contra o governo do presidente Javier Milei, em Buenos Aires, Argentina. Pedro Lazaro Fernandez/Reuters Gustavo Raul Perez franze a testa enquanto faz anotações em um caderno na loja de materiais de construção que administra há seis anos nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. Desde que Javier Milei assumiu a Presidência do país, em 2023, com o voto de Perez, as reformas econômicas aceleradas de seu governo conquistaram investidores e elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o comerciante, porém, os efeitos mais sentidos são os custos mais altos e a perda de poder de compra dos clientes. “Este plano econômico é para poucos”, afirma Perez. A inflação argentina caiu de quase 300% para cerca de 33%, as importações foram ampliadas e os subsídios diminuíram. Apesar disso, o custo para Perez recompor os estoques da loja triplicou, enquanto seus clientes têm menos dinheiro para gastar. “Havia uma classe média três anos atrás. Ela não existe mais”, diz. A experiência do comerciante reflete uma contradição que se espalha por economias emergentes: as reformas que recuperaram a confiança dos investidores e ajudaram a estabilizar as contas públicas ainda não melhoraram as condições de vida de uma parcela significativa da população. No Marrocos, novos e imponentes edifícios comerciais contrastam com a insatisfação nos arredores das cidades. No Sri Lanka, a crise econômica e o calote da dívida ficaram para trás, mas a pobreza continua acima dos níveis anteriores à crise. Da retirada de subsídios aos combustíveis na Nigéria à privatização de empresas no Egito e à abertura do mercado no Uzbequistão, anos de reformas ajudaram países emergentes a enfrentar choques econômicos. Ao mesmo tempo, as medidas frequentemente provocam insatisfação entre cidadãos que ouvem falar de recuperação econômica, mas não percebem melhorias em suas próprias vidas. O ministro das Finanças da Nigéria alertou que não enfrentar a desigualdade é como “sentar sobre pólvora”. Já o banco central do Marrocos afirma que o desemprego persistente ampliou a distância entre o desempenho da economia e a percepção da população sobre a situação do país. “Quando as pessoas nos mercados emergentes enfrentam aumentos nos preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia, é isso que elas sentem imediatamente”, afirma Torbjorn Soltvedt, da Verisk Maplecroft, empresa de análise de riscos. Ele alerta que a insatisfação pode levar a protestos e à instabilidade. Segundo a companhia, o risco médio de agitação social no mundo atingiu neste ano o nível mais alto em quase uma década. 'Não havia outra escolha' Há anos, o FMI e investidores pressionam as economias emergentes a reduzir subsídios e controles cambiais — medidas que interferem nos preços e nas condições de compra e venda de moedas estrangeiras. A pandemia de Covid-19 e, depois, a disparada dos preços dos alimentos e dos combustíveis após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia levaram muitos governos a acelerar mudanças. Entre elas estão cortes de gastos públicos, maior liberdade para a cotação das moedas e aumentos das taxas de juros. A retirada de subsídios e a desvalorização das moedas encarecem produtos, enquanto os cortes de gastos podem reduzir a renda disponível da população. Ainda assim, os governos “absolutamente não tinham outra escolha”, afirma Simon Quijano-Evans, da Macro Hive, empresa de análise econômica. Segundo ele, sem essas medidas, os países corriam o risco de cair em um “abismo” de perda de investimentos. As mudanças atraíram investidores de volta. Atualmente, as economias emergentes crescem cerca de 4% ao ano, aproximadamente o dobro do ritmo das economias avançadas. Mas, se a insatisfação popular comprometer as reformas, esses países poderão perder mais do que a confiança dos investidores. O retrocesso nas mudanças pode interromper os investimentos e a criação de empregos necessários para diminuir a distância em relação às nações mais ricas. Um mundo a duas velocidades No Marrocos, o fluxo de investimento estrangeiro direto — recursos aplicados por empresas e investidores de outros países em negócios e atividades produtivas — quase dobrou no ano passado. Mesmo assim, o país foi abalado por protestos liderados por jovens, que deixaram mortos. Em julho, centenas de pessoas que tentavam migrar também se dirigiram a um enclave espanhol vizinho, território cercado pelo Marrocos. “O Marrocos está se desenvolvendo em duas velocidades diferentes”, afirma o engenheiro civil Anass Sayad, enquanto caminha com a família pela Casablanca Finance City, região que concentra empresas e edifícios comerciais na cidade. Ao apontar para estádios e arranha-céus, ele diz que a educação e a saúde deveriam receber mais atenção. O governo aumentou os gastos com as duas áreas no orçamento de 2026, mas os efeitos das medidas ainda levarão tempo para chegar à população. O Banco Mundial estima que 1,2 bilhão de pessoas em países em desenvolvimento chegarão à idade de trabalhar na próxima década. A projeção levanta dúvidas sobre a capacidade dos investimentos de gerar empregos suficientes para absorver essa população. Preocupação mundial A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos, somada à redução da ajuda internacional ao desenvolvimento, aumenta a pressão sobre os países, apesar de anos de “trabalho árduo”. O Fundo também pediu mais apoio às nações de baixa renda. A insatisfação e os protestos, porém, não se restringem às economias emergentes. O aumento do custo de vida também levou manifestantes às ruas da França, da Itália e da Espanha. Os países ricos, no entanto, têm maior capacidade de usar recursos públicos para amenizar o impacto dos aumentos de preços sobre as famílias. Nas economias em desenvolvimento, a inflação também pode pesar mais porque os alimentos representam de 30% a 50% dos produtos e serviços considerados no cálculo dos índices de preços ao consumidor. Nos Estados Unidos, essa parcela varia de 13% a 14%. Em Colombo, capital do Sri Lanka, a vendedora de alimentos Sirimodara Wadaramge Sriyakanthi acorda antes das 5h para preparar mingau de ervas e marmitas de arroz para o almoço. Mesmo com os custos mais altos, ela tenta manter os preços próximos de US$ 2. “Vendo as marmitas por um preço razoável para que as pessoas possam pagar”, afirma. Ela se preocupa com as despesas escolares do filho e com as aulas de dança da filha. O Sri Lanka pode ter superado a crise econômica, mas, para ela, pouca coisa parece ter mudado. g1 ao vivo: Transmissão ao vivo
29/10/2026 08:00:00 +00:00
34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que habitantes; veja os números por município

Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Trinta e quatro cidades do Espírito Santo possuem mais cabeças de boi e vaca do que moradores. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número total de bovinos no estado chega a 2.164.541 animais. Em 2023, eram 38 cidades nessa mesma realidade. (veja números da sua cidade abaixo) Os dados são referentes a 2025 (os mais recentes divulgados pelo governo) e mostram também que Mucurici, no Norte do estado, é o município com maior proporção de bois por habitantes: são 14 bovinos para cada morador. A cidade, ao todo, possui 78.096 cabeças de gado para uma população de apenas 5.667 pessoas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em seguida, a aparece Ecoporanga, no Noroeste capixaba, que possui dez bois e vacas para cada habitante. Por lá, são 222.707 cabeças de gado para um total de 22.554 habitantes. A cidade também lidera o ranking de maior número de animais no estado. Fechando o top 3, aparece a cidade de Ponto Belo, no extremo Norte, que tem cerca de sete bovinos para cada residente: são 48.252 bois e vacas para uma população de 6.640. 34 cidades com mais bovinos do que moradores LEIA TAMBÉM: Gado 'zero dentes': padrão buscado por compradores mundiais ganhou os pastos do ES Curral eclético: vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda no ES; veja VÍDEO Dos 78 municípios do Espírito Santo, 44 têm menos bois e vacas do que habitantes, o equivalente a cerca de 56% das cidades capixabas. As duas cidades com menos bovinos são Marechal Floriano (619 cabeças) e Vitória (119 cabeças). No total, o estado tem proporção de uma cabeça de gado para cada dois habitantes: são 2.164.541 animais para uma população de 4.150.692 habitantes, segundo o IBGE de 2026. Quase 1 bovino para cada morador Entre os municípios que têm mais habitantes do que bovinos, alguns se destacam pela proximidade entre o número de morador e de animais. São Domingos do Norte, no Noroeste do estado, por exemplo, tem 9.089 habitantes e 9.544 cabeças de gado, uma proporção de 1,05 bovino para cada morador. Em Pedro Canário, na Região Norte, a população é de 21.803 pessoas e 22.961 bovinos, com proporção também de 1,05 vaca e boi para cada residente. Mais ao Sul do estado, a cidade de Ibitirama tem quase a mesma quantidade de habitantes e de bovinos: são 10.119 moradores e 10.560 cabeças de gado, equivalente a 1,04 vaca e boi para cada habitante. Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta E na Grande Vitória tem bois e vacas? O número de gado na Região Metropolitana de Vitória também surpreende, principalmente por se tratar de uma área mais urbanizada e concentrar a maior parcela da população capixaba. São aproximadamente 24 habitantes para cada bovino. A proporção considera uma população total de 2.053.916 moradores e um rebanho de 85.079 bois e vacas. Em Vitória, a diferença é ainda maior: é um bovino para cada 2.890 habitantes. A capital tem apenas 119 animais para uma população de 343.935 pessoas. É a cidade com o menor número de gado no estado. Em 2023, a capital tinha 98 bois ou vacas. Em Vila Velha, por exemplo, que tem 510.512 habitantes, possui 7.936 cabeças de gados, o equivalente a 64 moradores para cada bovino. Cariacica aparece logo depois, com uma proporção de 56 habitantes para cada cabeça de gado: são 376.914 moradores e 6.672 bois e vacas. Na Serra, com uma população de 586.901 pessoas e 18.764 animais, a proporção é de 31 habitantes para cada gado. Em Guarapari, há aproximadamente seis habitantes para cada bovino, com 137.659 moradores e 22.202 bois e vacas. Em Viana, a proporção é de cinco pessoas por animal: são 79.611 habitantes e 17.126 bovinos. Em menor número, aparece Fundão: são cerca de 1,5 morador para cada animal. A cidade tem 18.941 residentes e 12.260 cabeças de gado. Bois/vacas X habitantes *Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Vitor Ferri. Gado Nelore Reprodução/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
29/10/2026 07:00:00 +00:00
Pizzaria pede que clientes de esquerda não frequentem o local; veja o que diz a lei sobre recusar atendimento

Intolerância política gera restrições a clientes e artistas O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um procedimento para investigar uma pizzaria de João Pessoa que, em uma publicação nas redes sociais, pediu que pessoas de esquerda e “eleitores de larápios” não frequentassem o estabelecimento. A mensagem foi publicada na terça-feira (27) e apagada horas depois. Em uma nova publicação, a pizzaria afirmou que havia sido notificada pelo Ministério Público para retirar o conteúdo. O órgão, porém, negou ter determinado a retirada da postagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante outubro, a pizzaria também divulgou ofertas de rodízio para os dias 4 e 25, datas do primeiro e do segundo turno das Eleições 2026. O preço anunciado foi de R$ 22, valor que coincide com o número do candidato Flávio Bolsonaro. 🤔 Mas um estabelecimento comercial pode se recusar a atender clientes por causa de seu posicionamento político ou voto? Segundo especialistas em direito do consumidor ouvidos pelo g1, a preferência política, por si só, não justifica a recusa de atendimento. Pizzaria de João Pessoa pede que clientes de esquerda não frequentem local Foto: Reprodução/Redes Sociais Veja nesta reportagem: O que diz a legislação? Quando o comerciante pode recusar atendimento? Quais são as possíveis consequências? Como denunciar? O que dizem os envolvidos O que diz a legislação? Segundo Igor Britto, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe que estabelecimentos recusem, sem justificativa legal, a venda de produtos ou a prestação de serviços a quem esteja disposto a pagar, desde que haja disponibilidade. “No Brasil, um empresário que abre as portas não pode mais escolher quem entra”, explica. Britto ressalta que a liberdade de expressão protege as manifestações políticas dos comerciantes, mas não autoriza práticas discriminatórias contra consumidores. “Uma coisa é se manifestar. Outra coisa é vender produtos e prestar serviço. A liberdade de expressão não pode ser uma liberdade de expressão discriminatória, que ofenda outras pessoas ou outros direitos”, afirma. A advogada Kamilla Barizon, especialista em direito do consumidor do escritório Tilkian Marinelli Marrey Advogados, explica que a autonomia dos comerciantes para definir as regras de funcionamento de seus negócios não permite selecionar arbitrariamente os clientes. “Ao abrir um estabelecimento comercial para atendimento indistinto de consumidores, o fornecedor passa a se sujeitar aos princípios constitucionais da igualdade, da dignidade da pessoa humana, vedação à discriminação e às normas de proteção ao consumidor”, afirma. De acordo com Adriana Faria, advogada especializada em direito do consumidor do escritório Rodrigues Faria Advogados, é necessário diferenciar a manifestação de uma opinião política da restrição efetiva ao acesso a produtos e serviços. Uma publicação criticando determinado partido ou candidato não configura automaticamente uma ilegalidade. No entanto, impedir a entrada de clientes, negar pedidos ou estabelecer regras para excluir consumidores por suas convicções políticas pode caracterizar prática abusiva. O comerciante pode ter sua posição política, mas isso não lhe dá liberdade irrestrita para selecionar clientes com base nas convicções deles. Voltar ao índice. Quando o comerciante pode recusar atendimento? A recusa pode ser justificável quando há motivos objetivos, como ameaças, situações de risco à segurança de funcionários e clientes ou descumprimento de regras legítimas de funcionamento do estabelecimento. A preferência política do consumidor, isoladamente, não é considerada justificativa para negar atendimento. "Uma coisa é organizar o funcionamento do estabelecimento; outra é impedir alguém de consumir porque pensa diferente do proprietário”, afirma Faria. Os especialistas também diferenciam a manifestação de uma opinião política nas redes sociais da efetiva recusa de atendimento. Uma publicação dizendo que eleitores de determinado candidato ou grupo político não são bem-vindos pode ser analisada pelos órgãos competentes conforme seu conteúdo e contexto. Já a negativa concreta de atendimento motivada pela preferência política do cliente pode configurar prática abusiva. Voltar ao índice. Quais são as possíveis consequências? A depender das circunstâncias, a recusa discriminatória pode levar à aplicação de sanções administrativas, como multas por órgãos de defesa do consumidor. Também pode haver responsabilização civil e indenização por danos materiais ou morais, desde que sejam comprovados os requisitos legais. A divulgação de mensagens discriminatórias nas redes sociais também pode ser analisada pelos órgãos de defesa do consumidor sob a perspectiva de eventual publicidade abusiva. Segundo Britto, em situações mais graves, a identificação de riscos à integridade física ou moral dos consumidores pode levar à suspensão temporária das atividades do estabelecimento. “Um Procon tem autoridade de, verificando esse risco, fazer uma interdição temporária, determinar que aquela empresa baixe as portas até que demonstre que é um local seguro para todas as pessoas frequentarem”, afirma. Barizon ressalta que, quando há apenas uma publicação nas redes sociais, sem uma negativa concreta de atendimento, pode ser mais difícil comprovar a recusa e sua motivação em uma ação individual por danos morais. Voltar ao índice. Como denunciar? O consumidor que se sentir discriminado pode reunir provas, como capturas de tela de publicações, mensagens, vídeos, testemunhos e registros da recusa de atendimento. O material pode ser apresentado ao Procon, ao Ministério Público ou a outros órgãos de defesa do consumidor. Dependendo das circunstâncias e dos prejuízos demonstrados, também é possível recorrer à Justiça para pedir reparação. Voltar ao índice. O que dizem as partes O g1 procurou a Mangiare Pizzaria & Restaurante, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), também foi acionada. Em nota, o Ministério Público da Paraíba informou que o procedimento vai apurar uma possível prática de discriminação de público por convicção política atribuída ao estabelecimento. Os promotores responsáveis pelo caso, Fabiana Lobo, da área de Defesa da Cidadania, e Adrio Nobre Leite, da área de Defesa do Consumidor, afirmaram que a Constituição Federal assegura a liberdade de convicção política como direito fundamental. O órgão informou que notificará o estabelecimento para apresentar esclarecimentos no prazo de 10 dias úteis. Também determinou o encaminhamento de cópias do procedimento ao Procon Estadual da Paraíba, para ciência e adoção das medidas cabíveis, e à Delegacia-Geral da Polícia Civil da Paraíba, para apuração de possível prática penalmente típica relacionada à publicação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou ser contrária a qualquer forma de discriminação e defendeu o respeito à diversidade, à convivência democrática e ao atendimento sem distinções. Segundo a entidade, eventuais casos e suas implicações legais devem ser analisados pelas autoridades competentes. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) repudiou listas que circulam nas redes sociais pedindo boicote a estabelecimentos comerciais por causa do posicionamento político de seus proprietários. A entidade afirmou não ter relação com as listas e disse que não as apoia. A Abrasel também condenou possíveis constrangimentos a trabalhadores do setor em razão de suas escolhas eleitorais. Segundo a associação, a divulgação dessas listas pode configurar ato ilícito e levar a ações judiciais. A entidade ressaltou que os consumidores têm liberdade para escolher onde consumir, mas que os estabelecimentos não podem se recusar a atender clientes por causa de seu posicionamento político ou ideológico. Voltar ao índice.
29/10/2026 06:00:01 +00:00
Novembro terá três feriados; veja datas e possíveis emendas em 2026

Feriado, férias Pexels Depois do segundo turno das eleições, muitos trabalhadores já estão de olho na chegada de novembro, que terá três feriados nacionais. Duas das datas podem permitir períodos prolongados de descanso, dependendo da possibilidade de emenda. O próximo feriado nacional será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para quem já folga aos fins de semana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, o calendário inclui a Proclamação da República, em 15 de novembro, e o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme a legislação aplicável e as regras previstas em acordos ou convenções coletivas. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. Já o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem permitir folgas em alguns casos: 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
29/10/2026 06:00:00 +00:00
LISTA: veja quais dos 10 carros mais vendidos do Brasil gastam menos combustível

Lista com 10 carros mais vendidos do Brasil arte/g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra o consumo de todos os carros zero km a venda no Brasil neste momento. A última lista reúne 976 veículos homologados por 43 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 Nesta reportagem, o g1 cruza esses dados com a lista dos modelos zero km mais vendidos do Brasil entre janeiro e setembro deste ano, pela Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (Fenanbrave), para mostrar quais gastam menos combustível na cidade. Em alguns casos, também traz uma análise mais ampla do consumo. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Neste caso, o elétrico BYD Dolphin Mini está no ranking da Fenabrave e foi desconsiderado para a reportagem. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. Agora no g1 Veja a lista dos 11 mais vendidos do Brasil (com o BYD Dolphin Mini) Fiat Strada: 127.733 emplacamentos; Volkswagen Polo: 85.998 emplacamentos; Fiat Argo: 72.053 emplacamentos; Volkswagen T-Cross: 71.269 emplacamentos; Volkswagen Tera: 70.645 emplacamentos; Chevrolet Onix: 69.188 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 60.606 emplacamentos; Hyundai Creta: 54.250 emplacamentos; Hyundai HB20: 53.589 emplacamentos; Fiat Mobi: 50.667 emplacamentos; Renault Kwid: 45.513 emplacamentos. Abaixo, veja quais dos carros mais vendidos gastam menos combustível 10. Hyundai Creta Hyundai Creta divulgação/Hyundai O "SUV do HB20" é o carro mais "beberrão" desta lista. Mesmo equipado com o mesmo motor do hatch, o peso extra e o formato da carroceria, que oferece mais resistência ao ar, estão entre os motivos para o consumo maior. Em compensação, o modelo oferece mais tecnologia e itens de conforto. A versão mais econômica do Creta é a equipada com motor 1.0 turbo: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de seis marchas; Gasolina: 12,0 km/l (cidade) e 12,7 km/l (estrada); Etanol: 8,4 km/l (cidade) e 9,0 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 9. Volkswagen T-Cross Volkswagen T-Cross divulgação/Volkswagen Outro utilitário aparece na parte de maior consumo da lista. Ele é o Volkswagen T-Cross, que repete o que acontece com o Creta e tem consumo superior ao que apresenta o Polo que trabalha com o mesmo motor. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do T-Cross é a 200 TSI Sense. Este é o modelo de entrada do SUV, mas já oferece câmbio automático de oito velocidades: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de oito marchas; Gasolina: 12,9 km/l (cidade) e 14,9 km/l (estrada); Etanol: 8,9 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 8. Fiat Strada Fiat Strada 2025 divulgação/Fiat A única picape desta lista é a Fiat Strada. Um dos segredos do modelo é a oferta em diferentes faixas de preço, opções de motor e até configurações de cabine. O Inmetro apontou as versões Endurance e Freedom como as mais econômicas, mas não especificou se os números de consumo são os mesmos nas configurações de cabine simples e dupla. Motor: 1.3 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,0 km/l (cidade) e 14,7 km/l (estrada); Etanol: 9,1 km/l (cidade) e 10,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 116.990. 7. Volkswagen Tera Volkswagen Tera: erros e acertos O Volkswagen Tera é o SUV mais econômico entre os carros mais vendidos, segundo a Fenabrave. Ainda assim, por ter uma carroceria maior, consome mais que o Polo, modelo no qual se inspira e com o qual compartilha a mesma base. Segundo o Inmetro, entre todas as versões do Tera, a mais econômica é a equipada com motor aspirado - que não é turbo. Para identificá-la, basta procurar a versão que não traz a sigla "TSI" no nome do modelo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,4 km/l (cidade) e 15,0 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 108.490. 6. Volkswagen Polo Volkswagen Polo divulgação/Volkswagen Entre os modelos mais vendidos do Brasil, o Polo é o carro mais econômico da Volkswagen. O hatch gasta menos combustível que o Argo na estrada, mas supera o rival da Fiat na cidade. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Polo é a MPI, equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,5 km/l (cidade) e 15,7 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,9 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 97.990. 5. Fiat Argo Fiat Argo Divulgação / Stellantis O Fiat Argo é o segundo na lista dos hatches com maior consumo de combustível. Porém, mesmo com números pouco favoráveis, o compacto tem a seu favor o preço inicial mais agressivo. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Argo é a Drive, equipada com motor 1.0 aspirado, ou seja, sem turbo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada); Etanol: 9,4 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 98.990. 4. Hyundai HB20 Hyundai HB20 Divulgação / Hyundai Mesmo com o lançamento do Hyundai i20, o HB20 aparece bem acima na lista dos carros mais vendidos da Fenabrave e tem um detalhe curioso no ranking de economia: embora o Argo seja melhor com gasolina na cidade, o modelo coreano vence em todos os outros quesitos. Por isso, o HB20 fica à frente. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica é a equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,3 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 9,9 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 96.140. 3. Chevrolet Onix Chevrolet Onix divulgação/Chevrolet Embora o Chevrolet Onix seja o carro mais econômico do Brasil na estrada, chegando a consumir menos que alguns veículos híbridos, na cidade o hatch não alcança o mesmo desempenho dos outros dois ocupantes do pódio. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Onix é a MT, com motor turbo e câmbio manual. Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 87.790. 2. Renault Kwid Renault Kwid divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas perde a batalha entre os compactos quando o assunto é economia de combustível. Vale destacar que o Kwid é o melhor com etanol na cidade e o segundo melhor com gasolina na cidade: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 82.790. 1. Fiat Mobi Fiat Mobi divulgação/Fiat Em primeiro lugar no pódio aparece o rival do Kwid: o Fiat Mobi. O modelo bebe mais na cidade quando abastecido com etanol, mas a economia aparece quando a gasolina é a escolhida no posto: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,5 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 10,1 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 85.490.
29/10/2026 06:00:00 +00:00
Brasil deve R$ 11 trilhões e EUA, US$ 40 trilhões: por que as dívidas preocupam de formas diferentes?
Quanto custa a dívida de um país? Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas. Em 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 11 trilhões. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto (R$ 753 trilhões). Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas. Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/10/2026 05:00:00 +00:00
Como o PIX mudou o caminho do dinheiro no Brasil e por que isso incomoda Donald Trump?

A história por trás da implicância de Trump contra o PIX A tecnologia brasileira PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários. Como o PIX desafiou empresas americanas de pagamento A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas. Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
29/10/2026 03:00:00 +00:00
‘Todo mundo está ganhando': por que copiar os investimentos de outras pessoas pode sair caro
Efeito manada: o perigo de investir como todo mundo Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores. Nestes momentos, é melhor lembrar aquele conselho de mãe: você não é todo mundo. Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo. Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
29/10/2026 03:00:00 +00:00
Quando é o quinto dia útil de novembro de 2026? Veja data para pagamentos dos salários

Confira quando cai o quinto dia útil de novembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Para trabalhadores com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 será sexta-feira, dia 6. Para o cálculo do prazo de pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil, enquanto domingos e feriados não entram na contagem. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Quando é o quinto dia útil de novembro de 2026? No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem. Em novembro de 2026, a sequência será: Primeiro dia útil: 2 de novembro (segunda-feira); Segundo dia útil: 3 de novembro (terça-feira); Terceiro dia útil: 4 de novembro (quarta-feira); Quarto dia útil: 5 de novembro (quinta-feira); Quinto dia útil: 6 de novembro (sexta-feira). Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 é a sexta-feira (6). Agora no g1 Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário? Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil. A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil. Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados. O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil? O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados. Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis. Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador. Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa. O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.
29/10/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena 3077: aposta em Mato Grosso leva maior prêmio da história de um concurso regular; confira os números

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.077 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (28), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 324,8 milhões. Uma aposta simples de Rondonópolis, no Mato Grosso, levou a faixa principal. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 02 - 14 - 18 - 31 - 35 - 40. 6 acertos: 1 aposta ganhadora, R$ 324.898.791,61 5 acertos: 116 apostas ganhadoras, R$ 32.185,33 4 acertos: 7.598 apostas ganhadoras, R$ 701,97 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Resultado do concurso 3077 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
29/10/2026 00:04:41 +00:00
MPT pede multa de R$ 3 milhões à Azul por assédio moral; veja as denúncias

Embraer E1 Azul Linhas Aéreas Azul/Divulgação O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas e pede que a companhia pague R$ 3 milhões por danos morais coletivos, em razão de denúncias de assédio moral no setor Fiscal/Tributário da empresa, em Barueri (SP). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão também solicita que a companhia adote medidas permanentes para prevenir e combater o assédio e proteger a saúde mental dos trabalhadores. A ação é resultado de um inquérito civil aberto em 2024 para investigar denúncias de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas prolongadas e contatos frequentes com funcionários fora do horário de expediente. A Azul foi procurada pela equipe do g1, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto. Segundo o MPT, os relatos sobre a gestão do setor remontam a 2021. Entre dezembro daquele ano e setembro de 2022, a empresa recebeu denúncias internas de excesso de trabalho, extrapolação habitual da jornada, tratamento desrespeitoso e assédio moral. Novas denúncias foram registradas em 2023 e 2024. Durante a investigação, o órgão analisou documentos, registros internos e comunicações corporativas, além de ouvir trabalhadores e ex-funcionários. Os primeiros depoimentos foram colhidos em fevereiro de 2025, e a apuração foi complementada com novas oitivas em abril de 2026. Agora no g1 O que o MPT descobriu? De acordo com a ação, os elementos reunidos indicam que funcionários eram cobrados durante períodos de descanso, férias e afastamentos médicos. Para o MPT, as práticas de gestão investigadas contribuíram para o adoecimento mental de empregados. O procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly afirmou que, entre as condutas identificadas, estavam cobranças de trabalho à noite, de madrugada e nos fins de semana, com exigência de respostas imediatas, além de metas consideradas inalcançáveis e prazos impossíveis. A investigação também aponta relatos de humilhações diante de colegas, gritos, exclusão de reuniões como forma de punição e gestos de desprezo, como ignorar funcionários ou deixar de falar com eles por dias. Segundo o procurador, também houve cobranças durante internações hospitalares e aulas, demissões de pessoas que denunciavam irregularidades, questionavam a gestão ou adoeciam, além de ordens para trabalhar sem conexão aos sistemas da empresa nos fins de semana, para evitar o registro das horas trabalhadas. A ação menciona ainda dados sobre afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade de Barueri. Na avaliação do MPT, os indicadores reforçam a necessidade de medidas para prevenir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho. Além da indenização de R$ 3 milhões, o órgão pede o fortalecimento dos canais de denúncia, a criação de mecanismos de proteção contra retaliações, a capacitação periódica de gestores e o monitoramento dos riscos relacionados à saúde mental dos funcionários.
28/10/2026 22:21:01 +00:00
Lula quer criar Ministério do Idoso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu criar o Ministério do Idoso para seu quarto mandato. O blog apurou que auxiliares próximos de Lula procuraram especialistas do setor para montar um ministério que inclua atenção social, em saúde e proteção desta faixa da população. Auxiliares de Lula querem aproveitar a experiência da Universidade Aberta da Terceira Idade, integrada ao Núcleo do Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Agora no g1 Um dos nomes cotados para comandar o ministério é o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso, que foi secretário de Ciência e Tecnologia do governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral e trabalha em projetos para terceira idade, entre eles o de inclusão digital e social. No discurso de vitória de Lula, na noite de domingo (25), o presidente reeleito agradeceu o voto de idosos, muitos dos quais foram às urnas mesmo sem a obrigatoriedade de votar por terem mais de 70 anos. Ao celebrar seus 81 anos, nesta terça-feira (27), Lula recebeu idosos e voltou a falar da importância do voto deles. “Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, disse. A Secretaria de Comunicação da Presidência não confirma as conversas para criação de um novo ministério. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 2026. Reprodução/Ricardo Stuckert
28/10/2026 21:34:38 +00:00
Raízen fecha acordo de R$ 22,4 bilhões com a União e abate R$ 8,5 bilhões em multas e juros

Logo da Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (28) um acordo com a União para renegociar R$ 22,4 bilhões em dívidas com o governo federal relativas a tributos de empresas do grupo. O acordo, negociado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal, prevê um desconto de R$ 8,5 bilhões em multas e juros sobre a parte da dívida que cabe à companhia pagar. Do total negociado, cabe à Raízen arcar com R$ 16,7 bilhões. Os outros R$ 5,7 bilhões ficam, em última instância, sob a responsabilidade dos acionistas que controlam a companhia, conforme as regras aplicáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com os descontos, a parte da dívida que cabe à Raízen cai de R$ 16,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Para quitar esse valor, a empresa utilizará R$ 5,7 bilhões em créditos fiscais ligados a prejuízos acumulados e pagará os R$ 2,5 bilhões restantes à vista. 🔎 Prejuízos fiscais são perdas apuradas no cálculo dos tributos. Dentro das regras previstas em lei, essas perdas podem ser usadas para reduzir o valor dos impostos a pagar. Nesse caso, a Raízen usará créditos ligados a esses prejuízos para quitar parte da dívida negociada, em vez de pagar todo o valor em dinheiro. Agora no g1 O comunicado não detalha como será paga a parte da dívida que cabe aos acionistas controladores, também de R$ 5,7 bilhões. Apesar de os valores serem iguais, essa parcela é diferente dos créditos fiscais que a Raízen utilizará para pagar parte de sua própria dívida. Acordo faz parte da reorganização das finanças da Raízen O acordo com a União faz parte da reorganização das finanças da Raízen, que enfrenta dificuldades para administrar suas dívidas. Segundo a empresa - assessorada pela Alvarez e Marsal, Bichara Advogados e Demarest Advogados - concluir essa negociação é uma das condições para colocar o plano de reestruturação em prática. Em março, a companhia pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em julho, a Justiça de São Paulo aprovou o plano, que prevê a renegociação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões com bancos e investidores. 🔎 A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie diretamente com seus credores os prazos e as formas de pagamento das dívidas. Quando o plano obtém o apoio mínimo exigido por lei e é aprovado pela Justiça, suas condições passam a valer também para os credores incluídos na negociação que não aceitaram o acordo individualmente. No caso da Raízen, o plano também prevê a possibilidade de trocar parte das dívidas por participação na empresa, obter novos recursos com um aumento de capital e vender bens e negócios. O acordo sobre tributos inclui nesse processo a negociação de dívidas com o governo federal. 👉 São negociações diferentes: a recuperação extrajudicial trata das dívidas financeiras com credores; o acordo com a União define as condições para pagar as dívidas relativas a tributos incluídas na negociação. Dívida elevada e prejuízo pressionam as contas A situação financeira da Raízen piorou nos últimos anos com a combinação de investimentos elevados, problemas climáticos que prejudicaram as safras de cana-de-açúcar e variações nos preços do açúcar. Os juros altos também aumentaram o custo das dívidas. No fim de dezembro de 2025, a dívida líquida da companhia chegou a R$ 55,3 bilhões. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado no mesmo mês, a empresa registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Do prejuízo total, R$ 11,1 bilhões vieram de uma redução no valor de parte dos bens e direitos da companhia registrada no balanço. Sem esse ajuste contábil, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
28/10/2026 21:06:01 +00:00
Marabraz tem recuperação judicial aceita pela Justiça e diz que buscará 'solução sustentável' para os negócios

Lojas Marabraz. Divulgação/Lojas Marabrez A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, rede de móveis que busca renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão foi assinada na terça-feira (27) pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital. "A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a atransparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros", afirma a empresa em nota enviada ao g1. O processo abrange seis empresas do grupo, incluindo a Marabraz Comercial Ltda., responsável pelo registro da marca, e outras cinco companhias ligadas às operações da rede. 🔎 O objetivo da recuperação judicial é permitir que as empresas reorganizem suas finanças e negociem suas dívidas com os credores, sob supervisão da Justiça, para tentar manter as atividades e evitar a falência. Na decisão, a juíza determinou a suspensão, por 180 dias, das execuções de dívidas sujeitas à recuperação judicial. A medida impede temporariamente que os credores cobrem esses débitos por meio de determinadas ações judiciais e tomem bens das empresas para receber os valores, respeitadas as exceções previstas em lei. A decisão também determina que as empresas apresentem um plano de recuperação judicial em até 60 dias. O documento deverá detalhar como pretendem reorganizar as finanças e pagar os credores. O plano será submetido às etapas previstas na legislação, e o descumprimento do prazo pode levar à decretação da falência. A juíza, no entanto, não autorizou, neste momento, que o patrimônio e as dívidas das seis empresas sejam tratados como se pertencessem a uma única companhia. Embora façam parte do mesmo grupo econômico, a perícia judicial não encontrou documentação suficiente para comprovar uma mistura generalizada dos bens e das obrigações das empresas. Com isso, o processo seguirá pelo regime de consolidação processual, no qual as empresas podem conduzir a recuperação judicial em conjunto, mas precisam manter separadas as informações financeiras e as relações com seus credores. Cada uma deverá apresentar sua própria relação de credores e seu plano de recuperação. A Deloitte Touche Tohmatsu Consultores foi nomeada administradora judicial. A empresa ficará responsável por acompanhar as atividades e as finanças das devedoras, além de apresentar relatórios periódicos à Justiça. A decisão também concedeu às empresas um prazo adicional, improrrogável, de 15 dias para apresentar documentos que ainda estavam pendentes, como extratos bancários específicos e certidões de protesto de filiais desativadas. Se as exigências não forem cumpridas, o processamento da recuperação judicial poderá ser revogado. Agora no g1 Lojas e serviços A Justiça determinou que as concessionárias Enel e CPFL não interrompam o fornecimento de energia elétrica nas unidades com contratos ativos por causa de dívidas anteriores ao pedido de recuperação judicial. A decisão não obriga, porém, a reativação de instalações cujos contratos já haviam sido encerrados regularmente, salvo se as empresas comprovarem que o desligamento ocorreu exclusivamente por causa de débitos anteriores sujeitos à recuperação. A juíza também autorizou que as empresas retirem mercadorias, mostruários, equipamentos e outros bens de sua propriedade de imóveis comerciais que ocupavam anteriormente. Os locadores deverão permitir a entrada das equipes autorizadas em até dez dias após receberem uma notificação prévia com data e horário. A medida não impede o andamento de ações de despejo. Motivos do pedido Ao anunciar o pedido de recuperação judicial, a Marabraz afirmou que a decisão foi motivada por dificuldades enfrentadas pelo varejo, conflitos na estrutura familiar que dava suporte às operações e restrições de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões
28/10/2026 19:31:59 +00:00
Anatel vai exigir prova de vida para validar linhas de celular; veja como vai funcionar

Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quarta-feira (28) que os clientes terão que passar por reconhecimento facial para cadastrar ou manter suas linhas de celular ativas. Em comunicado, a Anatel afirmou que o objetivo é criar um mecanismo de prova de vida para reforçar a segurança dos consumidores e dificultar a criação de linhas com dados falsos ou de terceiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As operadoras terão até dezembro de 2028 para recadastrar todos os usuários. A partir de 2029, as linhas não regularizadas estarão sujeitas à suspensão e, posteriormente, ao cancelamento. O cronograma prevê a implementação gradual da nova verificação, de acordo com a situação de cada usuário. (veja calendário abaixo) Agora no g1 Este é o calendário definido pela Anatel: 30 de setembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pré-pagas; 31 de dezembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pós-pagas e em casos de portabilidade, troca de chip e mudanças cadastrais ou contratuais solicitadas pelo cliente; 31 de dezembro de 2028: prazo para recadastramento dos demais usuários ainda não validados. Com o reconhecimento facial, exigido para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), as imagens dos clientes serão comparadas com registros de bases de dados públicas ou privadas. A validação poderá ser feita nos sites, aplicativos e pontos de atendimento presenciais das operadoras. Quando o reconhecimento facial não estiver disponível, as empresas poderão usar métodos alternativos de validação.
28/10/2026 18:50:04 +00:00
Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,75% a 4% ao ano a poucos dias das eleições para o Congresso

Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano — maior nível desde outubro de 2025. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Na reunião anterior, em setembro, o Fed havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual, na primeira alta em mais de três anos. Desde então, a disparada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio tem mantido as preocupações com a inflação no radar do BC americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão desta quarta ocorre a poucos dias das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso dos EUA. O pleito acontece em meio à insatisfação dos americanos com a economia e o alto custo de vida, que têm pressionado o governo de Donald Trump. (leia abaixo) Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica dos EUA segue se expandindo em ritmo forte e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, embora a incerteza permaneça elevada, "em parte, devido a acontecimentos geopolíticos". Segundo o comitê, a decisão de manter a taxa básica de juros dos EUA inalterada — e em nível historicamente elevado — considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. O colegiado destacou ainda que novos dados econômicos ajudarão a orientar as próximas decisões. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas americanas ainda em níveis altos, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Taxa básica de juros dos EUA - outubro de 2026. Arte/g1 Essa foi a 15ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde então, os juros foram reduzidos quatro vezes, mas voltaram a subir na reunião de setembro, em meio a um cenário de incerteza marcado por conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e pela guerra tarifária promovida pelo republicano. Foi também a quarta reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos em uma cerimônia na Casa Branca. A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. Agora no g1 Presidente do Fed prega cautela Em entrevista coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso do banco central de levar a inflação de volta à meta de 2% e disse que ainda é preciso avaliar os próximos dados antes de definir novos passos. Questionado sobre por que o Fed não elevou os juros agora, diante da possibilidade de uma nova alta em dezembro, Warsh afirmou que o combate à inflação não depende de uma data específica nem de um único indicador. “Controlar a inflação não é uma questão de escolher uma data específica no calendário. Da mesma forma, não se trata de um dado isolado”, afirmou. Warsh disse que vê sinais positivos nas expectativas de inflação e que os próximos dados ajudarão o Fed a definir o rumo da política monetária. “Há muita coisa acontecendo no mundo, e meus colegas e eu estamos atentos a isso.” O presidente do Fed reconheceu, porém, que o objetivo ainda não foi alcançado. “Ainda não alcançamos a estabilidade dos preços, mas estamos trabalhando para isso”, disse. Warsh também afirmou que a economia americana deve ter crescido a um ritmo anualizado superior a 3% no terceiro trimestre, após avanço de 2,4% no segundo trimestre, revisado de 1,8%. Os dados oficiais serão divulgados na quinta-feira (29). “O terceiro trimestre parece ter registrado uma expansão ainda mais rápida, impulsionada por um consumo saudável, que provavelmente cresceu a uma taxa superior a 3%, e pelos investimentos empresariais, que provavelmente aumentaram a uma taxa de dois dígitos”, afirmou. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. REUTERS/Evelyn Hockstein Cenário econômico pesa sobre Trump Donald Trump costuma pressionar o Fed por juros mais baixos, mas a inflação continua limitando o espaço para cortes. O índice de preços ao consumidor (CPI) acelerou para 3,7% em 12 meses até setembro, acima da meta de 2% perseguida pelo BC americano. A alta dos preços também entra no cálculo político às vésperas das eleições de meio de mandato, as chamadas “midterms”, marcadas para a próxima terça-feira (3). O pleito vai renovar todas as cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado. Os republicanos tentam manter o controle das duas Casas, e perder a maioria em qualquer uma delas pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de mandato. Levantamentos recentes ajudam a dimensionar o desgaste de Trump relacionado ao tema. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (26), 32% aprovam seu governo, enquanto 73% dizem que o custo de vida está caminhando na direção errada. O que disse o Fomc Ao justificar a decisão desta quarta-feira, o comitê do Fed destacou que a produtividade da economia americana segue crescendo em ritmo forte. "Os ganhos de empregos têm acompanhado o ritmo de crescimento da força de trabalho, e a taxa de desemprego pouco mudou", afirmou o colegiado. Em setembro, os EUA criaram 29 mil vagas, bem abaixo das 133 mil registradas em agosto, enquanto a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, segundo o Departamento do Trabalho. O Fomc destacou que a inflação continua elevada e afirmou que os próximos dados da economia ajudarão a definir os rumos da política de juros, com o objetivo de levar a inflação à meta de 2%. A decisão desta quarta-feira não foi unânime. A diretora do Fed Lisa Cook e a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, votaram contra a manutenção dos juros e defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros em níveis elevados nos EUA mantêm os títulos públicos americanos, conhecidos como Treasuries, mais atrativos para investidores por oferecerem retornos maiores. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. 🔎 Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.
28/10/2026 18:00:34 +00:00
Amazon corta até 250 empregos após lançar novos produtos, diz agência; veja quais áreas foram afetadas

Funcionários da Amazon denunciam à Justiça receber menos que um salário mínimo A Amazon cortou até 250 postos de trabalho em sua divisão de dispositivos e serviços nesta quarta-feira (28). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As demissões atingiram principalmente a área de desenvolvimento de software. A empresa afirmou que a medida busca aumentar a eficiência e alinhar as equipes ao plano de desenvolvimento de produtos. “Tomamos a difícil decisão de eliminar um pequeno número de cargos”, disse o porta-voz da empresa à Reuters, sem dar mais detalhes. Em uma mensagem enviada aos funcionários e vista pela Reuters, Cherie Robinson, vice-presidente de recursos humanos da divisão de dispositivos e serviços, afirmou que a empresa havia feito “uma revisão completa de nossa estrutura”, que levou à decisão de reduzir o quadro de funcionários. As demissões ocorrem após semanas de lançamentos de produtos, incluindo novos leitores digitais Kindle e tablets. Nesta quarta-feira, a Amazon também anunciou um novo despertador e uma moldura digital equipados com a Alexa, assistente virtual da empresa. Como é habitual na companhia, os funcionários foram informados dos cortes por mensagens de texto e e-mails enviados durante a madrugada. No início deste mês, a Amazon já havia cortado cerca de 1.000 postos de trabalho em sua principal divisão de varejo, responsável pelas operações de venda de produtos. A empresa divulgará os resultados financeiros do terceiro trimestre após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (29). Caixas são transportadas em uma esteira durante a Cyber Monday no centro de distribuição da Amazon em Robbinsville, Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 2 de dezembro de 2024. REUTERS/Eduardo Munoz/Arquivo
28/10/2026 18:00:01 +00:00
'PixMEI' de até R$ 5 mil: o que é, como funciona e quem pode receber

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Na última quarta-feira (21), foi sancionada a lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre o pacote de benefícios para MEIs e pequenos negócios lançado pelo governo federal, está o PixMEI, uma proposta de incentivo financeiro de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs) investirem em seus negócios. O dinheiro será concedido a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução e sem cobrança de juros. O recurso deverá ser usado na compra de máquinas, equipamentos e ferramentas profissionais, além de melhorias na estrutura do negócio. A proposta prevê prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. A iniciativa integra o pacote ProsperaMEI e ainda está em fase de elaboração. A previsão é que o programa seja executado entre 2027 e 2030, mas as regras definitivas e o cronograma de inscrições ainda precisam ser divulgados. Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O que é o PixMEI? O PixMEI é uma proposta de apoio financeiro direto a microempreendedores individuais. A ideia é oferecer um capital inicial de até R$ 5 mil para que os trabalhadores possam investir em seus pequenos negócios sem precisar recorrer a empréstimos bancários. Diferentemente das linhas de crédito tradicionais, o benefício será não reembolsável. Isso significa que, conforme a proposta, o beneficiário não precisará devolver o dinheiro ao governo nem pagar juros pelo valor recebido. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva dos pequenos negócios, permitindo que os empreendedores adquiram equipamentos e melhorem a estrutura de trabalho. Como o PixMEI vai funcionar? A proposta prevê que o dinheiro seja destinado a investimentos que contribuam para o desenvolvimento da atividade econômica. Entre as possibilidades estão: Compra de máquinas e equipamentos; Aquisição de ferramentas profissionais; Compra de bancadas e outros itens necessários ao trabalho; Melhorias na estrutura do negócio; Reforma e adaptação de veículos utilitários e de entrega, conforme as regras que serão definidas. A seleção dos participantes e o acompanhamento dos projetos deverão contar com a participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que poderá oferecer orientação técnica aos empreendedores. O governo ainda precisa detalhar como será feita a inscrição, quais documentos serão exigidos, como os projetos serão avaliados e de que maneira o dinheiro será liberado. Quem poderá receber os R$ 5 mil do PixMEI? A proposta prevê atendimento a microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. O planejamento inicial menciona o atendimento de cerca de 1 milhão de microempreendedores. No entanto, os critérios definitivos de participação, as regras de seleção e a quantidade de beneficiários ainda precisam ser confirmados oficialmente pelo governo federal. Por enquanto, não é possível afirmar que todos os MEIs terão direito ao benefício. A concessão dependerá das condições que serão estabelecidas pelo governo. Quando começam as inscrições do PixMEI? Ainda não há data confirmada para o lançamento do PixMEI nem para a abertura das inscrições. A expectativa inicial era de que o edital fosse apresentado até o fim de 2026, mas o cronograma oficial ainda precisa ser confirmado. A previsão é que a execução da iniciativa ocorra entre 2027 e 2030, de acordo com o Ministério do Empreendedorismo. Até a divulgação das regras oficiais, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar os recursos. Os interessados devem acompanhar os comunicados do Ministério do Empreendedorismo e as orientações sobre a participação no programa. Qual será o orçamento do programa? O planejamento divulgado prevê alcançar aproximadamente 1 milhão de microempreendedores, com investimentos produtivos que podem chegar a R$ 5 bilhões, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A execução dependerá da regulamentação e da divulgação das condições oficiais do programa. O PixMEI é a única medida do pacote ProsperaMEI que ainda está em fase de elaboração, segundo as informações apresentadas sobre a proposta.
28/10/2026 17:22:19 +00:00
Apple lança seu primeiro notebook com tela sensível ao toque; versão mais cara custa R$ 180 mil

Apple apresenta seu primeiro notebook com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple A Apple apresentou nesta quarta-feira (28) seu primeiro notebook com tela sensível ao toque (touch screen), o MacBook Pro. No Brasil, os preços vão de R$ 35 mil, na versão mais barata, a R$ 180.098,80, na configuração mais completa. O aparelho estreia em versões com telas de 14 e 16 polegadas e duas opções de processador (chips): M5 Pro e M5 Max. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A tela sensível ao toque, chamada de PROLED XDR, é o principal destaque do notebook. Segundo a empresa, o sensor está integrado ao painel, o que reduz o tempo de resposta e dá ao usuário a sensação de tocar diretamente no conteúdo. “Criamos uma forma totalmente nova para os profissionais interagirem com seu conteúdo, levando seus fluxos de trabalho a um nível completamente novo. O novo MacBook Pro é resultado da profunda integração entre o Apple silicon, hardware e software, e simplesmente não há nada igual”, afirmou Johny Srouji, diretor de hardware da Apple. Agora no g1 A Apple também afirma que seus aplicativos já estão adaptados ao touch screen e que o macOS, sistema operacional do notebook, consegue converter automaticamente toques em cliques. Segundo a fabricante, aplicativos de outras empresas também já estão adaptados ao novo MacBook Pro. A lista inclui Notion, Canva, Zoom, Microsoft Word, Excel, PowerPoint e Outlook, Adobe Lightroom, DaVinci Resolve, Blender, Maxon Cinema 4D, Maxon ZBrush, Shapr3D e Algoriddim Djay Pro. MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple Segundo a Apple, o novo MacBook Pro está mais fino e leve, com bordas de tela mais estreitas. "Ele é mais fino e notavelmente mais leve para oferecer ainda mais portabilidade. O MacBook Pro de 14 polegadas agora pesa 1,38 kg, e o MacBook Pro de 16 polegadas pesa apenas 1,82 kg", disse a empresa. A Apple afirma que a bateria dura até 24 horas e classifica os processadores M5 Pro e M5 Max como "os mais potentes já fabricados pela Apple para um laptop profissional". MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple O preço dos novos dispositivos varia conforme as especificações do aparelho, como o tamanho e a qualidade da tela, a capacidade de processamento e o espaço de armazenamento. As opções de memória RAM são de 48 GB, 64 GB e 128 GB. Já o armazenamento pode ser de 2 TB, 4 TB, 8 TB ou 16 TB. Os clientes ainda podem gastar mais de R$ 6 mil adicionais com licenças de programas de edição de vídeo e áudio e a garantia estendida da Apple. O aparelho começa a ser vendido nesta quarta-feira (28) no Brasil, com as primeiras entregas previstas para 6 de novembro. Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável
28/10/2026 17:13:40 +00:00
Reforma tributária: TCU propôs alíquota de 11,3% para o imposto federal sobre consumo; veja o que muda para empresas em 2027

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. ▶️Para calcular o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que serão extintos no fim de 2026. Isso porque uma das premissas da reforma sobre o consumo é manter o atual patamar da carga tributária. 🔎A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎PIS e Cofins serão extintos em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Sistema não cumulativo g1 em 1 Minuto: Entenda o que são o IBS e a CBS Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Esse sistema não cumulativo será obrigatório nas empresas que realizam vendas de produtos e serviços para outras empresas (o business to business) do lucro real e presumido. O modelo não cumulativo, porém, não será obrigatório para as empresas do Simples Nacional, que poderão optar por permanecer no regime tradicional ("Simples puro") ou migrar para o modelo híbrido, aproveitando créditos dos tributos recolhidos nas etapas anteriores da cadeia. Os microempreendedores individuais (MEIs) e os nanoempreendedores, por sua vez, não terão essa opção. Eles permanecerão obrigatoriamente no Simples puro, pois atuam predominantemente em operações destinadas ao consumidor final. Notas fiscais eletrônicas ➡️A Receita Federal lembrou que, em 2026, as empresas já estão preenchendo nas notas fiscais eletrônicas os campos referentes aos novos tributos sobre o consumo, em uma fase de testes com alíquotas simbólicas, sem cobrança efetiva. ➡️A partir de 2027, todas as empresas deverão preencher obrigatoriamente os campos relativos aos novos tributos sobre o consumo nas notas fiscais eletrônicas, com exceção dos MEIs nas vendas para pessoas físicas e dos nanoempreendedores. Split payment De acordo com a Receita Federal, o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas. 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎Esse sistema também permitirá o ressarcimento quase automático de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. ➡️Na ausência do "split payment" obrigatório a partir do início de 2027, a Receita Federal explicou que as empresas continuarão emitindo, normalmente, as notas fiscais por cada compra e venda. Ao fim do mês, as empresas emitirão um documento de arrecadação (Darf) para pagar os tributos devidos, como é feito atualmente. Depois de pagar os tributos, o ressarcimento relativo ao imposto de outras partes da cadeia de produção será creditado em, no máximo dois meses. Isso porque o tributo vence no último dia útil do mês seguinte. ➡️O Fisco informou, porém, que há um modelo alternativo para receber mais rapidamente os créditos tributários, chamado de "Recolhimento pelo Adquirente (RAD)". Nesse formato, a empresa compradora de um produto ou serviço recolhe diretamente o valor dos tributos da operação e, por isso, consegue obter o crédito tributário de forma mais rápida. A companhia vendedora, por sua vez, recebe o valor da venda já descontado o imposto. Veja as opções das empresas por meio do recolhimento normal, no fim do mês, e abatimento posterior pelo ressarcimento de tributos em outras fases da cadeia; pelo sistema do recolhimento pelo adquirente, com ressarcimento mais ágil; pelo "split payment", assim que for gradualmente implementado ao longo de 2027, com ressarcimento imediato de créditos. Simples Nacional Mudanças no Simples Nacional com a reforma tributária As empresas optantes pelo Simples Nacional, exceto os MEIs e os nanoempreendedores, têm até 30 de outubro para escolher o modelo híbrido de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo. Essa opção poderá ser cancelada até 20 de dezembro. Ao optar por esse modelo, a empresa permanece no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma tributária. Com isso, a empresa pode aproveitar créditos desses tributos sobre suas compras e também transferir créditos para empresas que adquirirem seus produtos ou serviços. As empresas do Simples Nacional, sem contar micro e nanoempreendedores, também podem optar por permanecer no regime tradicional do Simples, no qual, geralmente, não se aproveita créditos dos tributos incidentes nas etapas anteriores da cadeia produtiva nem se transfere créditos tributários a seus clientes na venda de bens ou serviços. "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente" afirmou Juliano Neves, da Receita Federal. "Aí talvez ela faça sentido pra ela sair do Simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", acrescentou. ➡️Dados da Receita Federal indicam que o Simples Nacional concentrava 7,35 milhões de empresas, sem contar MEIs e nanoempreendedores, no fim de 2025, o equivalente a 28,6% do total de empresas ativas no país. Juliano Neves, que é subsecretário da Receita Federal, observou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final, não sendo necessário, nesse caso, optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução
28/10/2026 17:12:47 +00:00
INSS desmente bloqueio de benefício por falta de biometria; entenda

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que é falsa a informação de que beneficiários precisam apresentar um documento com biometria até 20 de novembro para evitar o bloqueio de pagamentos. Segundo o órgão, a exigência se aplica somente a novos pedidos de benefícios feitos a partir de 21 de novembro de 2025. O instituto também reforçou que não é necessário comparecer a uma agência para realizar o cadastro biométrico. O registro é feito quando o cidadão solicita documentos oficiais que utilizam esse tipo de identificação, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o título de eleitor. A biometria consiste no registro de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto, para confirmar a identidade de uma pessoa e auxiliar na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O cadastro biométrico para a Carteira de Identidade Nacional consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados oficial do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores indevidamente. Leia nesta reportagem: Como funciona a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Biometria não substitui prova de vida INSS alerta para golpes Como funciona a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Quem está dispensado da biometria Mesmo entre os novos pedidos, há situações em que a apresentação de documento com biometria é dispensada. De acordo com as regras informadas pelo INSS, estão entre as exceções: São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Além disso, a exigência não se aplica aos pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Biometria não substitui prova de vida O INSS esclarece que o cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes. Atualmente, a comprovação de vida dos beneficiários é realizada automaticamente pelo instituto, por meio do cruzamento de dados. Caso seja necessária alguma providência por parte do cidadão, ele será comunicado pelos canais oficiais do INSS ou do governo federal. Por isso, não é necessário comparecer a uma agência para fazer a prova de vida ou apresentar biometria apenas por causa de mensagens que circulam na internet. Quem tiver dúvidas sobre a situação do benefício pode consultar o aplicativo ou site Meu INSS ou entrar em contato com a Central Telefônica 135. INSS alerta para golpes O instituto também alerta para tentativas de fraude que utilizam informações falsas sobre biometria e bloqueio de benefícios para obter dados pessoais dos cidadãos. Segundo o órgão, servidores não são enviados às casas dos beneficiários para realizar a comprovação de vida. O INSS também não solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro para esse procedimento. A orientação é não clicar em links desconhecidos nem fornecer informações pessoais em páginas suspeitas. Criminosos podem utilizar sites falsos para capturar dados e aplicá-los em outras fraudes. Em caso de dúvida, o cidadão deve consultar os canais oficiais do instituto, como o Meu INSS, a Central Telefônica 135 e o portal gov.br/inss.
28/10/2026 16:53:36 +00:00
MEIs recebem mensagem sobre perdão de dívidas; veja como saber se o aviso é verdadeiro e evitar golpes

Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O governo federal enviou notificações nos dias 22 e 26 de outubro à microempreendedores individuais (MEIs) beneficiados pelo perdão de dívidas tributárias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas atenção aos golpes. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Emrpesa de Pequeno Porte (MEMP), os avisos estão sendo enviados somente por mensagens de WhatsApp, pelo número oficial e verificado do Gov.br, (61) 3207-3332. Veja a mensagem que foi enviada aos MEIs elegíveis e obtida pelo g1: Mensagem recebida por MEI. Divulgação/MEMP Além disso, o ministério reforça que não há previsão de resarcimento de valores eventualmente pagos. A medida faz parte de uma lei sancionada na última quarta-feira (21), que prevê o perdão de débitos tributários de microempreendedores individuais com a União. A lei prevê o perdão de débitos contraídos até 13 de outubro desse ano, incluindo o valor principal da dívida, juros, multas e outros encargos. A estimativa é que cerca de 3,6 milhões de empreendedores sejam beneficiados diretamente pela anistia, que abrange aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dívidas. A medida contempla tanto débitos inscritos na Dívida Ativa da União — quando o governo formaliza a cobrança de uma dívida não paga — quanto aqueles que ainda estão em fase de cobrança administrativa. Lula sanciona lei que perdoa dívidas de MEIs, amplia limite de faturamento e funcionários; veja como vai funcionar Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, os comunicados enviados aos MEIs fazem parte de um serviço oficial do governo federal voltado aos empreendedores que atendem aos critérios para receber o benefício. Entre eles, está a obrigação de manter em dia as contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova legislação. O descumprimento das regras pode levar ao cancelamento do perdão. Presidente Lula (PT) durante a sanção dos novos limites do MEI e envio de PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana e feriados, no Palácio do Planalto Ricardo Stuckert
28/10/2026 15:51:25 +00:00
Empresário é preso em operação que investiga fraude fiscal de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro do ES

Empresário é preso em operação que investiga fraude fiscal de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro do Espírito Santo Divulgação/MPES Um empresário foi preso em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, nesta quarta-feira (28), durante a Operação Rebrota, que investiga um esquema de fraude tributária no setor cafeeiro do Espírito Santo. Segundo o Ministério Público do Estado (MPES), as irregularidades investigadas envolvem cerca de R$ 36,6 milhões em créditos tributários relacionados a processos anteriores e denúncias recentes. O nome do empresário não foi divulgado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp LEIA TAMBÉM: PORTARIA: Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana AJUDA ANIMAL: Gavião é usado para afastar pombos em hospital de Vitória; ave também 'trabalha' no aeroporto As investigações apuram indícios de um esquema de fraude tributária envolvendo a comercialização de café conilon em grão cru, com a utilização de notas fiscais emitidas por empresas consideradas inidôneas, conhecidas como “empresas noteiras”. Esses documentos seriam usados para conferir aparência de legalidade a operações comerciais fraudulentas e permitir a supressão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Fraudes De acordo com os elementos reunidos na investigação, o empresário, responsável pela administração de uma empresa do setor cafeeiro situada no distrito de Primavera, na zona rural de Rio Bananal, teria utilizado documentos fiscais inidôneos para registrar aquisições de café provenientes de empresas de fachada. A fiscalização identificou, ainda, indícios da prática conhecida como “venda casada”, em que documentos fiscais circulam sem a correspondente movimentação física das mercadorias pelos estabelecimentos indicados nas notas. O procedimento simularia operações comerciais para fins tributários. Mesmo diante dos mecanismos eletrônicos de emissão e controle de notas fiscais e da existência de ações penais em andamento, o investigado teria persistido no uso de documentos fiscais inidôneos, conforme os elementos apurados. Grãos de café conilon, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Valores Um dos pontos de destaque da Operação “Rebrota” é a suspeita de reiteração das condutas atribuídas ao empresário, que já respondia a ações penais por crimes tributários envolvendo valores expressivos. Em três ações penais anteriores, relacionadas à apuração de crimes contra a ordem tributária, os créditos tributários consolidados somavam aproximadamente R$ 14,7 milhões. Mais recentemente, o investigado foi denunciado em outras 12 ações penais por fraudes fiscais de natureza semelhante. Nesses casos, os créditos tributários definitivamente constituídos e inscritos em dívida ativa totalizam R$ 21.975.201,60. Considerados os valores relacionados aos processos anteriores e às denúncias mais recentes, o montante chega a aproximadamente R$ 36,6 milhões, evidenciando a dimensão econômica das irregularidades investigadas. Histórico As suspeitas de continuidade das práticas fraudulentas surgem em um contexto de sucessivas investigações e operações conduzidas pelo Ministério Público para combater a sonegação fiscal na cadeia produtiva do café. Mesmo diante de ações recentes do MPES, como a Operação “Recepa”, voltada ao enfrentamento de esquemas de fraude tributária no setor cafeeiro, o investigado teria mantido mecanismos semelhantes para a supressão de tributos. O empresário também já havia sido alvo de apuração no âmbito da Operação “Torrefação”, anteriormente conduzida pelo GAECO e igualmente relacionada a fraudes fiscais no setor. Para o Ministério Público, o histórico de investigações e ações penais, associado aos elevados valores tributários envolvidos, reforça a necessidade de atuação contínua para coibir práticas que prejudicam a arrecadação pública e comprometem a concorrência regular entre as empresas. A Operação “Rebrota” integra os esforços permanentes do MPES no combate à sonegação fiscal, ao uso de empresas de fachada e às fraudes na comercialização de produtos agrícolas. A atuação busca proteger a arrecadação tributária, promover condições justas de concorrência e responsabilizar os envolvidos em práticas criminosas que causam prejuízos à coletividade. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Norte) e da Promotoria de Justiça de Rio Bananal. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
28/10/2026 15:06:55 +00:00
SC confirma 3° foco da doença de Newcastle em aves e área de monitoramento é ampliada

Cidasc confirmou terceiro caso da doença de Newcastle em Nova Erechim Santa Catarina confirmou na terça-feira (28) um terceiro foco da doença de Newcastle em criação de aves no Oeste do estado. A nova detecção aconteceu em uma granja com 9.600 animais na cidade de Nova Erechim. O local está dentro da área de emergência zoosanitária declarada após o primeiro registro, em 19 de outubro. Assim como nos dois registros anteriores, nas cidades vizinhas de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves não apresentam sintomas, informou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), órgão do estado que atua na contenção em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Governo Federal decreta emergência zoosanitária em SC A confirmação da doença resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras. Somente México e Uruguai suspenderam totalmente o produto do país, enquanto outras nações colocaram embargo somente na carne de Santa Catarina ou da região do foco. O novo registro foi detectado durante as ações de controle sanitário, que incluem vistoria em propriedades e monitoramento das criações. Com a confirmação em Nova Erechim, raio de vigilância das equipes foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. "Entre os dias 20 e 26 de outubro, foram vistoriadas 133 propriedades comerciais e 551 propriedades de subsistência. A operação mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos", informou a Cidasc. O Ministério da Agricultura ressaltou para a população que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. 🔍 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC
28/10/2026 15:04:09 +00:00
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