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g1 > Economia

Quem são os dois brasileiros sancionados por Trump por suposta ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Além deles, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa também foram alvos dos bloqueios americanos. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Quem são os brasileiros sancionados? Victor Henrique de Oliveira Shimada Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews Shimada é sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta. O empresário foi classificado pelos EUA como"elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais". O governo Trump o acusa de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. No Brasil, Shimada é investigado no Brasil por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso VaideBet, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. (Leia mais abaixo). Ao informarem a sanção, ss EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele. O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. Investigação do caso VaideBet No Brasil, Victor Shimada aparece nas investigações que apuram o suposto desvio de recursos do contrato firmado entre Corinthians e VaideBet. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, a Victory Trading manteve intensa movimentação financeira com a empresa Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., apontada pelos investigadores como uma das empresas utilizadas para movimentar valores provenientes do esquema investigado. A apuração identificou uma cadeia financeira que inclui empresas pelas quais os recursos teriam passado após deixarem a conta do Corinthians. Segundo os autos, parte do fluxo analisado seguiu o caminho: Corinthians → Rede Social Media Design → Neoway → Wave → UJ Football Talent Em paralelo, investigadores apontaram transferências da Victory Trading para a UJ Football Talent, empresa citada em outras apurações policiais. A denúncia sustenta que Shimada teria atuado como operador financeiro de uma empresa utilizada, ao menos parcialmente, para ocultar e dissimular a origem de recursos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro. Em janeiro de 2025, Shimada ficou brevemente em prisão domiciliar no Brasil devido ao uso de sua empresa nesse esquema envolvendo o clube de futebol. As sanções Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas sancionadas economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional'
01/07/2026 16:54:16 +00:00
Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde

AIE alerta para fase crítica do mercado de petróleo A produção de petróleo no Brasil registrou um novo marco. Em maio, o país produziu, em média, 4,3 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o segundo maior volume mensal da história, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou atrás apenas de abril, quando a produção atingiu o recorde de 4,33 milhões de barris por dia. Grande parte desse avanço foi impulsionada pelo pré-sal, que respondeu por 3,47 milhões de barris por dia, mais de 80% de todo o petróleo produzido no país em maio. O resultado reforça a trajetória de crescimento da produção brasileira, depois de 2025 ter fechado com média anual recorde de 3,77 milhões de barris por dia. Petrobras lidera ranking com mais de 2 milhões de bpd Entre as empresas, a Petrobras segue na liderança com ampla vantagem. Em maio, a estatal produziu 2,55 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de seis em cada dez barris extraídos no Brasil. Em seguida aparecem a Shell, com 415,3 mil barris por dia, e a TotalEnergies, com 209,9 mil barris por dia. Veja o ranking: Petrobras: 59,3% Shell: 9,7% TotalEnergies: 4,9% PPSA: 4,8% CNOC Petroleum: 2,8% Petrogral Brasil: 2,5% CNPC: 2,0% Prio Tigris: 1,7% Prio Forte S.A.: 1,4% Equinor Brasil: 1,2% Os 9,7% restantes estão divididos em outras 61 empresas. Petrobras Douglas Magno/AFP via Getty Images/BBC Gás avança na comparação anual, mas recua em relação a abril A produção de gás natural também cresceu na comparação com um ano antes. Foram 206,06 milhões de metros cúbicos por dia em maio, alta de 19,6%. Em relação a abril, porém, houve uma leve queda de 0,3%. Nem todo o gás produzido chega ao mercado. Em maio, 60,83 milhões de metros cúbicos por dia foram comercializados. Outra parte, 120,13 milhões de metros cúbicos por dia, foi reinjetada nos reservatórios. Além disso, 19,23 milhões de metros cúbicos por dia foram consumidos nas próprias plataformas de produção, e 5,87 milhões de metros cúbicos por dia foram queimados durante a operação. Somando petróleo e gás natural, a produção brasileira alcançou 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio.
01/07/2026 16:14:12 +00:00
O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a rede de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Mas o que as sanções significam na prática? Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês). Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada. Os EUA proíbem ainda todas as transações realizadas por pessoas dos EUA (ou dentro do território americano/em trânsito) que envolvam qualquer propriedade ou interesse de pessoas sancionadas. O comunicado alerta também que instituições financeiras estrangeiras que "conscientemente facilitem transações significativas para os sancionados" correm o risco de sofrer sanções secundárias - o que pode incluir a proibição ou imposição de condições rigorosas para manter contas nos Estados Unidos. Agora no g1 Rede de lavagem de dinheiro Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais", e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. “Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (...) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira. LEIA TAMBÉM: EUA classificam PCC e CV como terroristas pelos EUA A nova declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV
01/07/2026 15:36:05 +00:00
EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas sancionadas economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews
01/07/2026 15:04:12 +00:00
Fifa diz que abuso online na Copa do Mundo aumentou 13 vezes, 11% motivado por questões raciais

Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, informou a entidade que controla o futebol mundial nesta quarta-feira (1º). O número representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, disputada no Catar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse aumento foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022. Os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas. A proporção de ataques motivados por racismo aumentou 3% em relação à fase de grupos no Catar. Segundo a Fifa, isso representou um "aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo" nas redes sociais. "Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos", afirmou a entidade em comunicado. 🔎 O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, além de proteger os seguidores dos jogadores da exposição a conteúdo abusivo. A Fifa informou que 225 mil publicações foram selecionadas para análise humana. Dessas, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e adotaram medidas, enquanto cerca de 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada. Segundo a Fifa, o formato ampliado do torneio, com 48 seleções, ante as 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado. As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções. Além disso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo de bots ou contas falsas — um volume quatro vezes maior do que o registrado em 2022. "Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais", afirmou a Fifa. “Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.” Os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas nas redes sociais após desperdiçarem pênaltis na derrota para o Marrocos. Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026 EUTERS/Claudia Greco
01/07/2026 15:03:16 +00:00
Argentina zera imposto de exportação de veículos; entenda se preços de carros no Brasil mudam

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina Divulgação / Stellantis O imposto de exportação de veículos na Argentina foi zerado a partir de julho de 2026. Essa medida vale até julho de 2027. A alíquota até então era de 4,5% e era cobrada de carros que saíam da Argentina para outros mercados, como o Brasil. Atualmente, Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis produzem carros na Argentina e os exportam para os consumidores brasileiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No segmento de picapes, a Ford produz a Ranger e a Volkswagen fabrica a Amarok. A Renault já confirmou a produção da Niagara na Argentina; a novidade chega ao Brasil em setembro deste ano e não teve preço revelado. A Toyota produz também picape, a Hilux, e o utilitário esportivo “irmão” SW4. Além da van comercial Hiace. Já a Stellantis fabrica dois modelos da Fiat, Titano e Cronos, e dois carros da Peugeot, 208 e 2008. A RAM Dakota também é feita na Argentina. Segundo Cássio Pagliarin, especialista da Bright Consulting, existe a possibilidade de redução de preço no mercado brasileiro. "Pode haver reflexo, principalmente nas picapes. A diminuição desse imposto afeta o custo de produção e pode fazê-las mais atrativas", explica o consultor. Pagliarin também explica que ainda é difícil saber o quanto desse desconto será repassado ao cliente. Segundo o consultor, também existe a possibilidade de algumas marcas somarem esse desconto à sua margem, mas ainda é impossível prever esse fato. O g1 entrou em contato com todas as montadoras para verificar se o preço para o consumidor brasileiro será reduzido. Nenhuma havia respondido até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada assim que possível. Agora no g1 Setor argentino comemora A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) afirmou que a redução gradual dos impostos sobre exportações anunciada pelo presidente Javier Milei é um passo importante para aumentar a competitividade da indústria automotiva. Segundo a entidade, a definição de um cronograma até meados de 2027 dá previsibilidade para que as montadoras planejem a produção, as exportações e os investimentos. "A redução da carga tributária sobre as exportações representa um estímulo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais, em um cenário mundial extremamente desafiador", acrescentou Rodrigo Pérez Graziano, presidente de ADEFA. A entidade também defendeu que províncias e municípios eliminem impostos e taxas locais que, segundo ela, reduzem a competitividade das exportações e podem representar um impacto de até 10% sobre o valor dos veículos exportados.
01/07/2026 14:53:49 +00:00
Seca ameaça produção de açúcar na França sem previsão de chuva

Beterrabas açucareiras colhidas são vistas em um campo nos arredores de Voinsles, França REUTERS/Abdul Saboor/Foto de arquivo Uma seca prolongada está ameaçando a produção de açúcar na França, o maior produtor da União Europeia, sem previsão de chuva nas principais regiões produtoras de beterraba nas próximas duas semanas, segundo os produtores, enquanto as preocupações com as safras europeias impulsionam uma alta nos preços do açúcar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O preço do açúcar branco subiu quase 10% na última semana, atingindo na quarta-feira a maior alta em 9 meses e meio, impulsionado também pelo fenômeno climático El Niño na Ásia. Os preços haviam caído para o menor nível em mais de cinco anos no início deste ano devido à oferta abundante, prejudicando os lucros das usinas de açúcar. A Europa tem enfrentado uma onda de calor recorde que causou centenas de mortes em excesso e perturbou a vida cotidiana por mais de uma semana, com previsão de que o calor volte a se intensificar na próxima semana em países como França e Alemanha. Agora no g1 “A água é fundamental para a beterraba sacarina. Se não chover nas próximas duas semanas, será catastrófico”, disse Franck Sander, presidente da CGB, associação francesa de produtores de beterraba. A Météo France não prevê chuvas nas planícies de beterraba sacarina ao redor de Paris e no norte da França até pelo menos 14 de julho. Produção de açúcar da UE deve cair 15% Até o momento, a situação na França é desigual, com beterrabas apresentando folhas secas em alguns campos, enquanto outras estão se saindo melhor, disse Sander. Em sua última previsão divulgada em 26 de junho, a Comissão Europeia estimou a produção de açúcar da UE na safra 2026/27 em 14,13 milhões de toneladas métricas, uma queda de 15% em relação à safra 2025/26. Isso se deveu a uma redução de 9% na área plantada e a uma queda de 6,5% na produtividade. A maior queda na produtividade esperada foi registrada na França, mas a Comissão também previu uma queda nos outros dois principais produtores, Alemanha e Polônia. “A seca na França ainda é bastante grave. Os baixos índices de chuva continuarão afetando o extremo oeste da Europa por pelo menos os próximos dez dias e, possivelmente, por duas semanas”, afirmou o corretor e consultor independente do setor açucareiro Michael McDougall. Os agricultores franceses também estão preocupados com a propagação da doença do amarelecimento após fortes infestações de pulgões no início da safra, disse Sander. O vírus devastou as plantações em 2020 depois que a União Europeia proibiu alguns pesticidas neonicotinóides usados para proteger as culturas, citando evidências de que eles prejudicavam as abelhas. A França concedeu isenções temporárias em 2021 e 2022 depois que agricultores e produtores de açúcar afirmaram que a proibição ameaçava a viabilidade do setor. As isenções foram posteriormente revogadas pelo Conselho de Estado da França, após uma decisão do tribunal superior da UE. O Parlamento está debatendo uma nova isenção esta semana como uma emenda a um projeto de lei agrícola mais abrangente. A ministra da Agricultura afirmou que não se opõe à medida, mas preferiria que ela fosse debatida separadamente para reduzir o risco de o projeto de lei mais amplo ser rejeitado. Espera-se uma decisão final ainda este mês. No entanto, ela chegaria tarde demais para afetar a safra deste ano, já que os pulgões geralmente infectam as plantas na primavera e os sintomas surgem no verão.
01/07/2026 14:44:30 +00:00
Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não tinha nada a ver com suas finanças pessoais, um dia depois de ter declarado mais de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) em renda proveniente dos empreendimentos de criptomoedas de sua família. Trump disse ainda que muitas pessoas estão lucrando porque o mercado de ações nos EUA está em alta. “Eu não me envolvo... Temos fundos que administram meu dinheiro”, disse Trump a repórteres na Base Conjunta de Andrews, enquanto se preparava para voar para Dakota do Norte. Os documentos financeiros, sua declaração anual de 2025 junto ao Escritório de Ética Governamental dos EUA, mostraram que suas empresas receberam quase US$ 800 milhões da World Liberty Financial, um empreendimento de criptomoedas que ele e seus filhos cofundaram. Agora no g1 Essa receita, que o presidente divide com membros da família, incluiu mais de US$520 milhões provenientes da venda de tokens de criptomoedas e mais de US$250 milhões da venda de participações nos negócios da World Liberty. “Vocês sabem por que estou lucrando? Porque o mercado de ações está em alta, todo mundo está lucrando”, disse Trump.
01/07/2026 14:10:07 +00:00
Petrobras reduz em 14,5% preço do querosene de aviação a partir de julho

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras vai reduzir em 14,5% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de julho. Segundo a estatal, o corte equivale a uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao valor cobrado no mês anterior. De acordo com a empresa, a redução ocorre porque os preços internacionais do combustível perderam força após a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que haviam pressionado as cotações nos últimos meses. Os preços do QAV são reajustados pela Petrobras no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Este é o segundo corte consecutivo no preço do combustível. Em junho, a Petrobras já havia reduzido o valor em 14,2% (R$ 0,93 por litro), encerrando uma sequência de aumentos registrada desde março. Agora no g1 Apesar das duas quedas seguidas, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em 2026. Em comparação com o preço praticado em dezembro de 2025, o litro do combustível continua R$ 1,39 mais caro. Queda pode aliviar custos das companhias aéreas 🔎 O querosene de aviação é o combustível usado pela maior parte dos aviões comerciais. Produzido a partir do refino do petróleo, o QAV é formulado para funcionar com segurança em motores a jato, suportando condições extremas de temperatura e altitude. Para o setor aéreo, o QAV é um dos principais custos de operação. Em períodos de alta do petróleo ou do dólar, seu preço costuma subir, o que pode aumentar as despesas das companhias aéreas e, em alguns casos, pressionar o preço das passagens. Com a redução anunciada pela Petrobras, o custo do combustível tende a diminuir para as distribuidoras, o que pode aliviar parte das despesas das companhias aéreas. No entanto, isso não significa uma queda imediata no preço das passagens, já que outros fatores, como demanda, câmbio e concorrência, também influenciam o valor cobrado dos passageiros. Nos últimos meses, o preço do QAV foi pressionado pela alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos temores de interrupção no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de petróleo. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 632,53 em maio, alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No mesmo período, o litro do querosene de aviação atingiu R$ 6,46, avanço de 68,5% na comparação anual, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
01/07/2026 13:45:58 +00:00
Meta enfrenta demissões e críticas internas em meio à corrida pela IA

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino Chuva de demissões, vigilância de funcionários, fuga de cérebros. Na Meta, a corrida pela inteligência artificial (IA) cobra um preço: um clima interno tóxico que nem mesmo a prosperidade da gigante da tecnologia consegue apaziguar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Há mais de um ano, a empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp vem enfrentando reduções de pessoal, uma reorganização caótica de sua pesquisa em IA e intensa pressão sobre seus funcionários. Essa instabilidade contrasta fortemente com sua situação financeira. Impulsionada pela publicidade, que representa a maior parte de sua receita, a Meta registrou lucros de quase 23 bilhões de dólares (119 bilhões de reais, na cotação atual) no primeiro trimestre, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Por outro lado, seus gastos de investimento em IA dispararam. Mark Zuckerberg, seu fundador com poder quase absoluto, decidiu impor cortes drásticos e maior supervisão sobre suas equipes. Agora no g1 Este ano, a empresa eliminou aproximadamente 8.000 cargos, quase 10% de sua força de trabalho. Demissões, supressões de postos e transferências forçadas afetaram quase um quinto dos empregados em apenas um ano. A imprensa americana está repleta de relatos que descrevem uma "cultura do medo", onde todos temem a próxima onda de demissões e os rumores paralisam o trabalho. Esses cortes financiam uma corrida frenética por infraestrutura: a Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares (750 bilhões de reais) em inteligência artificial este ano, quase o dobro do valor do ano passado. "Fábrica de extração de dados" Após cerca de 6.500 funcionários serem realocados para a divisão de IA da Meta, alguns reclamaram de tarefas "monótonas" destinadas a treinar máquinas ou até mesmo automatizar seus próprios trabalhos. Essa é a lógica por trás da controversa "Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo", lançada em abril e suspensa em 22 de junho. Ela registrava cliques, digitações e histórico de navegação de funcionários nos Estados Unidos para treinar agentes de IA. Zuckerberg a defendeu durante uma reunião interna: "Os modelos de IA aprendem observando pessoas realmente inteligentes fazendo coisas", disse ele, segundo a Wired. No entanto, mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para interromper a iniciativa, e alguns compararam a Meta a uma "fábrica de extração de dados". Uma falha no sistema acabou expondo conversas privadas e métricas de desempenho para todos os funcionários, o que levou à sua suspensão. "Embora não tenhamos indícios de que os funcionários tenham acessado esses dados, estamos suspendendo a iniciativa enquanto investigamos", afirmou um porta-voz da Meta. "Beco sem saída" A Meta busca expandir sua atuação para além das redes sociais. A empresa também investe pesado em eletrônicos de consumo com óculos inteligentes e avalia um novo aplicativo de apostas online chamado Arena, possivelmente em parceria com a Polymarket e a Kalshi, segundo o The New York Times. No entanto, problemas judiciais ameaçam consumir tempo e recursos. Em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta culpada pela primeira vez pelos efeitos da dependência em redes sociais, apenas um dia após outra condenação no Novo México por negligência na proteção de menores. A Meta recorreu, mas outros julgamentos são esperados este ano. A empresa tenta recuperar terreno em relação a Google, OpenAI e Anthropic, que dominam a corrida pelos modelos de IA mais avançados. Os modelos da Meta, que já foram adiados diversas vezes, decepcionaram inclusive dentro da empresa. Em entrevista ao Financial Times, LeCun, vencedor do Prêmio Turing, o equivalente ao Prêmio Nobel em Informática, considerou que a busca por "superinteligência" baseada em grandes modelos de linguagem (LLM) da Meta leva a "um beco sem saída". Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA
01/07/2026 13:22:22 +00:00
EUA suspendem restrições, e Anthropic libera acesso global a modelos avançados de IA

Anthropic Reuters A Anthropic permitirá, a partir desta quarta-feira (1º), o acesso mundial aos seus modelos de inteligência artificial (IA) mais recentes e potentes, após o governo dos Estados Unidos suspender as restrições à comercialização dessas tecnologias, informou a empresa americana nesta terça-feira (30). Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a companhia em uma publicação no X. "Começaremos a restabelecer o acesso amanhã", acrescentou. Na última sexta-feira (26), o governo suspendeu parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo o acesso ao modelo por alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA. Parceiros estrangeiros, especialmente as agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso. A Anthropic, que há meses mantém uma relação turbulenta com o governo dos EUA, não esclareceu se a medida permitirá que esses órgãos estrangeiros tenham acesso aos seus modelos de IA. O governo de Donald Trump, que por muito tempo se mostrou contrário a qualquer regulamentação da IA, mudou de direção diante das capacidades cada vez mais avançadas desses modelos. Nesta terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, classificou esses modelos como "armas nucleares digitais".
01/07/2026 12:46:01 +00:00
Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O rápido desenvolvimento da IA oferece enormes benefícios potenciais para países e pessoas em todo o mundo, mas também apresenta grandes riscos, afirmaram 40 cientistas e especialistas renomados no primeiro relatório elaborado por um painel científico independente da ONU sobre a tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório, que será apresentado aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre a governança da IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho, oferece a primeira avaliação científica global e independente da IA, com um relatório mais completo e abrangente previsto para o próximo ano. Os membros do painel foram selecionados em todas as regiões do mundo e cumprem um mandato de três anos, independentemente de qualquer governo, instituição ou empresa. Agora no g1 A seguir, alguns detalhes do relatório preliminar: • Os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA, mas as capacidades da tecnologia estão superando o entendimento científico e a capacidade de adaptação dos governos, com poucos métodos disponíveis para controlar sistemas de IA altamente autônomos. • O copresidente do painel Yoshua Bengio observou evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA e afirmou que a ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos “seja por conta própria, seja devido a usuários mal-intencionados”, à medida que suas capacidades aumentam. • “Os benefícios potenciais da IA são enormes”, concluiu o relatório. “A implantação rápida e descontrolada da tecnologia em grande escala também apresenta riscos consideráveis, incluindo danos à saúde mental dos usuários, uso potencial como ferramenta destrutiva, impactos nos sistemas sociais, econômicos e ambientais, e desafios associados ao controle da tecnologia.” • A adoção da IA acelerou de forma ampla, mas desigual, entre países e setores. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas agora usam IA conversacional semanalmente, mas a adoção nos países em desenvolvimento está atrasada. • O desenvolvimento da IA está ainda mais concentrado, com os EUA respondendo por 75% do poder de computação entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, e a China, por 15%. • Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados em todo o mundo, os modelos atuais de IA são treinados para apenas uma pequena fração deles, e a tradução automática de alguns idiomas está repleta de erros que podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento. • Os riscos incluem possíveis impactos negativos sobre os direitos humanos, os sistemas sociais e o meio ambiente, com a circulação cada vez mais frequente de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes. • A IA também facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em grande escala, contribuindo para uma “erosão gradual da integridade da informação que pode enfraquecer a confiança pública, a coesão social e a deliberação democrática”. • A maioria dos países, incluindo as economias avançadas, carece do conhecimento técnico necessário para avaliar os novos modelos de IA mais avançados ou participar de forma significativa de sua governança.
01/07/2026 12:39:48 +00:00
Dólar opera em alta e vai a R$ 5,20, após falas do presidente do Fed; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quarta-feira (1º), com um avanço de 0,86% perto das 12h, cotado a R$ 5,2074. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,46% no mesmo horário, aos 171.239 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, ficam no centro das atenções. O indicado de Donald Trump afirmou que os riscos de alta nos preços diminuíram nos Estados Unidos, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%. ▶️ Os indicadores econômicos de diferentes países também seguem na mira dos investidores. Na véspera, o relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em maio, enquanto o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais no período, abaixo do esperado. Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda. ▶️ No Brasil, o mercado ainda avalia o resultado primário do setor público, que registrou um déficit (despesas maiores do que receitas) de R$ 56,1 bilhões em maio, uma alta de 66,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021. Na agenda desta quarta, o destaque fica com os indicadores de atividade dos EUA, do Brasil e da zona do euro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,08%; Acumulado do mês: +2,39%; Acumulado do ano: -5,94%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,73%; Acumulado do mês: -1,01%; Acumulado do ano: +6,76%. Mercados globais Em Wall Street, os índices operavam mistos nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam novas falas de Warsh e seguiam atentos aos desdobramentos no Oriente Médio. Perto das 12h, o Dow Jones tinha alta de 0,20%, enquanto o S&P 500 caía 0,13% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,29%. Na Europa, o dia é majoritariamente negativo. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, tinha queda de 0,08% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, perdia 0,98% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,47%. Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam dados sobre a atividade industrial chinesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,41%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,44%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 2,04%. O Hang Seng, de Hong Kong, ficou fechado por conta de um feriado local. *Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP
01/07/2026 12:00:08 +00:00
Inadimplência bate recorde em maio, mês de lançamento do Desenrola 2.0; endividamento segue alto

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em maio deste ano para 4,7%, recorde histórico, informou nesta quarta-feira (1º) o Banco Central (BC). Segundo a autoridade monetária, houve um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, quando somou 4,6% (dado revisado). O valor também foi o maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido no mês de lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou justamente no mês retrasado. Agora no g1 O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5%, em abril, para 5,6% em maio. É o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência permaneceu estável em 3,1% em abril, para 3,2% em maio. É o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%). No início de junho, o governo informou que o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas bancárias. Foram feitas, até aquele momento, 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Foto ilustrativa do momento de uma compra com cartão de crédito/débito. Divulgação/Secretaria da Economia Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de abril — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses permaneceu estável em 49,8%, o maior desde janeiro deste ano (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 42%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
01/07/2026 11:51:29 +00:00
Japão planeja desenvolver modelo próprio de IA e ter 10 milhões de robôs em 2040

Imagem de arquivo de 28 de junho de 2014 mostra robô humanóide japonês gigante "Pepper", durante exposição de aparelhos de alta tecnologia, em Tóquio Yoshikazu Tsuno/AFP O Japão planeja desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial (IA) e ter 10 milhões de robôs equipados com a tecnologia atuando em mais de 10 setores até 2040, informou o governo. Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vários países buscam desenvolver seus próprios sistemas de IA para reduzir a dependência excessiva e potencialmente perigosa de tecnologias dos Estados Unidos e da China. Analistas esperam que o número de empresas investindo na Noetra chegue a 44, incluindo grupos dos setores automotivo, eletrônico, financeiro e de logística, entre outros, informou o jornal econômico Nikkei. Agora no g1 A Noetra vai se concentrar especialmente em IA física. A tecnologia aplica a inteligência artificial em ambientes do mundo real, como carros autônomos, robôs em fábricas e até mordomos androides. Apesar dos investimentos em larga escala e dos planos ambiciosos para robôs com IA, a aplicação da tecnologia e seu desempenho em situações reais ainda são limitados. "A estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e, com a inclusão dos setores de restaurantes, produção de alimentos e medicina, promoverá de forma intensa a adoção da tecnologia em um total de 18 áreas", declarou o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa. Com uma população cada vez mais envelhecida e em declínio, o país também espera que os robôs ajudem a suprir a escassez de mão de obra.
01/07/2026 11:30:48 +00:00
'Consumo todo dia e não sabia que era do Brasil': empresária diz que governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA

Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. Pixabay/Pexels "Eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil". Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um dos integrantes do governo americano neste ano, durante um trabalho de lobby para defender a inclusão do mel na lista de isenções da nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. No próximo dia 6, a empresária vai participar de uma audiência pública, em Washington, para defender o produto brasileiro. Há 35 anos no mercado de mel e própolis, Brito comanda a Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a entrada do mel nacional em outros países. Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Nos EUA, ela já participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e com o próprio Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que propôs as tarifas. Nesses encontros, ficou claro para a empresária que o mel não entrou na lista de isenções por um desconhecimento do que o produto brasileiro representa para o mercado americano. Para se ter uma ideia, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. "Quando a gente sentou na mesa para negociar, eles não faziam ideia [...]. Eles costumam olhar a marca do mel, mas não olham o país de origem", diz Brito, explicando que essas conversas fizeram parte de uma ação maior liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Segundo a empresária, o desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiro falharam em divulgar a importância do produto nacional para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta. "Todo mundo [nos EUA] sabe que a carne vem do Brasil, que o café vem do Brasil. Porque tem um grupo que faz um lobby muito bom", diz a empresária. Agora, o setor corre contra o tempo para tentar reverter a medida. Na audiência, além da empresária, importadores de mel americanos também vão defender o produto brasileiro, além da própria Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). Uma das linhas de defesa será mostrar o tamanho da importação de mel pelos EUA, mas também outros pontos, como: O fato de que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. Uma delas é a presença de abelhas africanizadas, que são mais resistentes a doenças, o que elimina a necessidade de usar antibióticos e acaricidas. O impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Como não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda, os consumidores dos EUA seriam os principais prejudicados. A dificuldade de substituição: Brito explica que a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo. O risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Eles devem argumentar que as tarifas vão gerar perda de faturamento nas empresas e cortes de postos de trabalho. Mais sobre a audiência: Maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência Setor de café solúvel vai aos EUA pedir revisão de novas tarifas: 'Não tem lógica' Setor tenta evitar novo prejuízo O mel é um dos setores mais atingidos pelos sucessivos tarifaços de Trump desde o ano passado. A medida impactou especialmente os produtores do Piauí, maior exportador brasileiro do produto aos EUA e altamente dependente do mercado americano. Em 2024, 85% do mel exportado pelo estado foi destinado aos EUA. Em 2025, o setor chegou a ser sobretaxado em 50% por Trump, o que levou ao cancelamento de centenas de toneladas em vendas e causou perdas financeiras a milhares de famílias de apicultores. No estado, a apicultura é fonte de renda para mais de 40 mil famílias. Agora, a expectativa é evitar um novo cenário de prejuízos. "Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção", diz a empresária da Lambertucci. "Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.
01/07/2026 07:01:58 +00:00
Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona

Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico. Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos. A plataforma também permite revisar e acompanhar todo o histórico do trabalho realizado pela IA. Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química. A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. O que a ferramenta entrega? Sempre que realiza uma tarefa, o Claude Science fornece ao usuário: o código utilizado para gerar o resultado; o ambiente em que o trabalho foi executado; uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida; todo o histórico da conversa com a IA. Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente. Divulgação/Anthropic A IA também pode errar Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores. Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original. Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como: análise de sequenciamento de RNA; planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética; previsão da estrutura de proteínas; análises na área de química computacional. Quanto custa o Claude? O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma. Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia. O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro. Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso. Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês. Empresa vai apoiar projetos científicos Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial. Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados. Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas. As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.
01/07/2026 06:02:03 +00:00
Desconto na primeira compra, brindes e mais: as estratégias dos negócios para conquistar clientes

Do zero ao primeiro cliente: o caminho mais curto para começar a faturar Ter um bom produto ou serviço não significa que os clientes vão aparecer. Para quem está começando um negócio, o desafio é transformar uma ideia em venda — e isso exige mais do que colocar uma solução no mercado. Segundo o Sebrae, um dos erros mais comuns de novos empreendedores é tentar vender para todo mundo ao mesmo tempo. A recomendação é começar com foco: escolher uma oferta principal e mostrar com clareza qual problema ela resolve. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Antes de investir alto, testar a ideia pode evitar prejuízos. Criar uma versão inicial do produto, ouvir potenciais clientes e avaliar a demanda ajuda a identificar ajustes necessários antes de ampliar a operação. Outro ponto essencial é fazer o negócio ser conhecido. Muitos empreendimentos não avançam por falta de visibilidade, e não necessariamente por problemas no produto. Conteúdos nas redes sociais, vídeos, dicas e bastidores da rotina podem aproximar a marca do público e criar relacionamento com possíveis compradores. Depois que o interesse surge, a agilidade no atendimento pode ser decisiva. Demorar para responder mensagens ou enviar informações pode fazer o cliente desistir da compra. Estratégias como descontos iniciais, brindes, combos e parcerias com outros negócios também podem ajudar a gerar experimentação e transformar o primeiro contato em venda. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo compras shopping online e-commerce aplicativo Pexels
01/07/2026 06:00:33 +00:00
UE elimina tarifas sobre importações de produtos industriais dos EUA, diz presidente do bloco

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma sessão de trabalho na cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, em 16 de junho de 2026. Thibault Camus/Pool via REUTERS A União Europeia eliminou nesta quarta-feira (1º) as tarifas aplicadas sobre a importação de produtos industriais dos Estados Unidos, informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas redes sociais. Segundo ela, a medida representa um avanço para o comércio entre os dois lados do Atlântico. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em publicação nas redes sociais, von der Leyen afirmou que a decisão deve trazer “mais previsibilidade, mais escolha e melhores preços” para empresas e consumidores europeus. A retirada das tarifas faz parte de um compromisso firmado na Declaração Conjunta União Europeia–Estados Unidos, segundo a presidente da Comissão Europeia. Ela destacou que a relação comercial entre os dois blocos continua sendo “a mais valiosa do mundo”. “Vamos continuar a construir sobre ela”, escreveu von der Leyen. Agora no g1 A medida ocorre em meio aos esforços de Bruxelas e Washington para fortalecer a parceria econômica e reduzir barreiras comerciais entre os dois mercados. Publicação de Ursula von der Leyen sobre o fim das tarifas contra os EUA. Reprodução / X Parlamento aprovou acordo após um ano O Parlamento Europeu aprovou em 16 de junho uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado. A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia. Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho. Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus. Parlamento Europeu Yves Herman/Reuters
01/07/2026 05:57:06 +00:00
Seu salário aumentou, mas o dinheiro continua curto? Entenda o que está acontecendo

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
01/07/2026 05:00:38 +00:00
Diretor da CIA compara inteligência artificial a 'armas nucleares digitais'

Foto de julho de 2019 mostra John Ratcliffe durante audiência em Washington Saul Loeb/AFP O diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou, nesta terça-feira (30), os modelos de inteligência artificial mais avançados com "armas nucleares digitais". "Não seria um absurdo, como já mencionamos, comparar suas capacidades com as de armas nucleares digitais", disse Ratcliffe, em relação à IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recentemente, o governo Trump deu uma guinada em sua política sobre a IA por motivos de segurança nacional. Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic, empresa americana líder em IA com sede em San Francisco, a impedir o acesso a seus dois modelos mais potentes, Mythos 5 e Fable 5, através de um "controle de exportação". Agora no g1 Esta medida foi parcialmente suspensa na sexta-feira para o Mythos 5, acessível agora para um grupo de parceiros americanos. No entanto, a versão para o público em geral do Fable 5, com funções limitadas, segue fora de linha. A também americana OpenAI lançou, na sexta-feira (26), seu modelo GPT-5.6, acessível apenas para um círculo de parceiros locais autorizados pela Casa Branca. Em linha com o governo Trump, Ratcliffe reiterou que as "tecnologias emergentes" eram "sua prioridade máxima", "no mesmo nível que a China". Em sua fala em uma conferência da AWS, a divisão em nuvem da Amazon, o diretor da CIA, no cargo há 18 meses, acusou os adversários dos Estados Unidos de quererem "roubar e manipular" sua tecnologia. Ratcliffe destacou uma reorganização na CIA para aumentar suas capacidades em cibersegurança e admitiu ter se reunido com Elon Musk, diretor da SpaceX, assim como diretores de Amazon, Google e Dell. Leia também: Apple muda estratégia e antecipa correções de segurança diante do avanço da IA Uber amplia categoria de viagens com motoristas mulheres para todo o Brasil; veja como usar Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios
01/07/2026 05:00:19 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em julho

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família no dia 20. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 20/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 21/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 27/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 28/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/07/2026 03:01:05 +00:00
Concurso do IBGE: inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quarta; veja como participar

IBGE: veja cargos, salários, datas e como se inscrever em seleção com mais de 8 mil vagas As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quarta-feira (1º), às 23h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 53. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As oportunidades estão espalhadas por todo o país e contemplam atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas: Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. Quem pode participar? Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos: ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino; possuir aptidão física e mental para exercer a função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. Como será a prova? A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Ética no Serviço Público; Geografia; conhecimentos específicos de cada cargo. A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas; 5% para pessoas com deficiência; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Quanto tempo dura o contrato? Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cadastro Reserva Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário. Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências. Cronograma 1º de julho — Encerramento das inscrições 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva 18 de dezembro — Resultado final da seleção IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO
01/07/2026 03:01:04 +00:00
CNPJ poderá ter letras e números a partir de julho; entenda o que muda

g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) poderá ser alfanumérico a partir de julho, passando a permitir a combinação de letras e números. Segundo a Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada pela Receita Federal, a mudança não afetará as empresas já abertas, apenas os novos cadastros. ⚠️ O órgão esclarece, no entanto, que a autorização para o uso do novo formato a partir de julho não significa que todos os CNPJs emitidos após essa data passarão automaticamente a ter letras. A implementação será gradual e progressiva. Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições. As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas; As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJs, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores. Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a 19 e assim por diante. Ainda segundo a Receita, a implementação do CNPJ alfanumérico visa garantir a continuidade das políticas públicas e assegurar a disponibilidade de números de identificação, sem causar impactos técnicos significativos para a sociedade brasileira. Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança: O que é o CNPJ alfanumérico? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. 2. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. 3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). 4. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. 5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. 6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. 7. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. 8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
01/07/2026 03:00:44 +00:00
Michelle Bolsonaro foi convencida a não se desfiliar do PL e disputa ao Senado está mantida, dizem aliadas

Ana Flor: Aliadas mulheres demoveram Michelle de desfiliação Aliadas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro dizem que demoveram a ex-primeira dama de se desfiliar do Partido Liberal (PL) e garantem que candidatura ao Senado no Distrito Federal está mantida. Em carta, nesta terça feira (30), Michelle anunciou que decidiu deixar a presidência do PL Mulher. A saída ocorre em meio à crise entre ela e Flávio Bolsonaro, seu enteado e pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Nesta terça, Michelle se reuniu com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na sede do PL Mulher, em Brasília. Valdemar buscava reduzir a tensão entre Michelle e Flávio Bolsonaro depois da divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama faz críticas ao enteado. A reunião com Valdemar Costa Neto durou mais de duas horas. Michelle já teria chegado com a decisão tomada de sair do comando do PL Mulher. Segundo aliadas, ela sentiu falta de solidariedade em relação aos ataques nas redes sociais. “Ela estava muito desanimada com os ataques que recebeu. Chegamos a tirar a ficha de desfiliação da mão dela”, disse uma aliada. Após o encontro, Michelle divulgou uma nota em que disse que dedicará seu tempo a cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Michelle Bolsonaro em postagem sobre Flávio Bolsonaro. Reprodução pessoal A ex-primeira-dama se reuniu ainda com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do DF, Celina Leão, candidata à reeleição. Além disso, falou com dirigentes do PL mulher em diversos estados. O clima de solidariedade e indignação de algumas delas demonstra a dificuldade de Michelle reconstruir a relação com o enteado, Flávio Bolsonaro, e apoiá-lo na campanha. Segundo a ex-primeira-dama, a decisão foi tomada após uma reflexão com Bolsonaro sobre o momento vivido pela família. "Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha", diz Michelle. O PL pretende lançar Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal. Na nota que divulgou nesta terça, ela não cita planos para as eleições deste ano. Em nota, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que a ex-primeira-dama "passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando", em referência a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde março.
01/07/2026 02:18:33 +00:00
Petrobras reduz diesel em R$ 0,35, e preço às distribuidoras é mantido após fim de subsídio; entenda

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou nesta terça-feira (30) que reduzirá em R$ 0,35 por litro o preço do diesel vendido às distribuidoras. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (1º). O anúncio foi feito poucas horas após o governo confirmar o fim da subvenção ao combustível, também a partir desta quarta, no mesmo valor de R$ 0,35 por litro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em comunicado, a estatal afirmou que deixará de aplicar um desconto temporário concedido durante a vigência da subvenção — mecanismo pelo qual o governo ressarcia a Petrobras pelas reduções no preço do diesel às distribuidoras. (leia mais abaixo) Até então, a Petrobras concedia um desconto de R$ 0,35 por litro e era ressarcida pelo governo no âmbito da subvenção. Com o fim da medida, o desconto deixa de existir e é compensado pela redução equivalente no preço-base do diesel. 🔎 Na prática, os dois efeitos se compensam, e o valor cobrado às distribuidoras permanece inalterado, em R$ 3,30 por litro, sem impacto ao consumidor final. Agora no g1 "Os preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro", afirmou, em nota, a Petrobras. A estatal informou ter recebido cerca de R$ 2 bilhões do governo referentes à subvenção do diesel, destinada a compensar os descontos concedidos no combustível. Fim do subsídio O fim da subvenção foi anunciado nesta terça-feira (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A medida havia sido adotada no fim de maio para reduzir o impacto da alta dos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio. A iniciativa fazia parte de um pacote de medidas do governo. Entre março e abril, o Executivo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, ligado à desoneração de impostos federais e estaduais. Em 31 de maio, o governo criou a subvenção de R$ 0,35 por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. Essa é a medida encerrada a partir desta quarta. "A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", afirmou Durigan. A decisão ocorre em um momento de queda no preço do petróleo. O tipo Brent fechou cotado a US$ 72,92 o barril nesta terça-feira, abaixo dos cerca de US$ 120 registrados no fim de março, quando a escalada do conflito no Irã elevou as tensões no Oriente Médio. * Com informações da agência de notícias Reuters
01/07/2026 00:58:30 +00:00
Mega-Sena, concurso 3025: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3025: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3025 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 21,3 milhões. No entando, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 27 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 14 - 16 - 21 - 33 - 58 5 acertos: 95 apostas ganhadoras, R$ 13.278,38 4 acertos: 3.679 apostas ganhadoras, R$ 565,18 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3025 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
01/07/2026 00:03:47 +00:00
Lula lança Plano Safra da agricultura familiar com R$ 85 bi em crédito rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra para agricultura familiar com oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos na temporada 2026-2027. Segundo o governo, os juros variam de 0,5% a 7,5% ao ano no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O governo federal lança anualmente o Plana Safra para incentivar a produção de alimentos em território brasileiro por meio de empréstimos concedidos com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado financeiro. Agora no g1 Ao todo, o plano promete movimentar R$ 97,3 bilhões entre programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural e outras ações. O lançamento do novo ciclo do plano ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto. Além de Lula, participaram a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; a ministra da Casa Civil, Míriam Belchior; a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e o ministro da Pesca, Rivetla Edipo Araujo Cruz. Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Fernanda Machiaveli destacou que o plano vai garantir autonomia para as mulheres. "Esse plano safra reflete esse projeto de Brasil, Brasil mais justo, sustentável, inclusivo e soberano. Que garante autonomia das mulheres rurais e que garante oportunidades para juventude. Um Brasil mais próspero, que cuida dos recursos naturais e biodiversidade. Que garante acesso ao conhecimento, a ciência, a tecnologia para as famílias da agricultura familiar. Para que tenha mais produção, mas também menos penosidade no trabalho, que as pessoas possam viver bem e também viver do campo", disse Machiaveli . Para incentivar o cultivo de alimentos da cesta básica, o governo reduziu a taxa de 3% para 2% para financiamento da produção convencional arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. A taxa cai a 1% caso o cultivo seja orgânico ou agroecológico. O governo ampliou ainda o limite para compra de máquinas e equipamentos menores. O valor que antes era de R$ 100 mil passou para R$ 120 mil com taxa de juros de 1,5% ao ano. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros ficou em 5%. O Plano Safra da agricultura familiar também prevê linhas de créditos para agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos rurais, conectividade e acessibilidade no campo.
30/06/2026 22:34:30 +00:00
Trump declara mais de US$ 1,4 bilhão em renda com negócios ligados a criptomoedas

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1,4 bilhão em renda obtida com negócios ligados a criptomoedas no ano passado, segundo sua declaração anual de bens referente a 2025, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os documentos mostram que Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. O presidente também declarou outros US$ 635 milhões com a venda da $TRUMP, uma criptomoeda do tipo meme coin, categoria inspirada em memes e fenômenos da internet. Além dos ativos digitais, Trump declarou mais de US$ 80 milhões em rendimentos provenientes de acordos com empresas de mídia e informou ter recebido milhões de dólares pelo licenciamento de seu nome para empreendimentos imobiliários no exterior. Criptos ganham peso na renda de Trump As informações divulgadas oferecem um retrato mais detalhado da participação da família Trump no mercado de criptomoedas e do peso que esses negócios passaram a ter em seu patrimônio. Segundo uma análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada pelo presidente e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. A Reuters já havia estimado que a família Trump obteve pelo menos US$ 2,3 bilhões em lucros de investidores desde que ele reassumiu a Presidência dos EUA. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a divulgação dos documentos. O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP
30/06/2026 21:57:12 +00:00
EUA pedem aval do governo Lula para indicação de Daniel Perez como embaixador no Brasil

O governo dos Estados Unidos encaminhou ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, na semana passada, o pedido de agrément para a indicação de Daniel Perez ao cargo de embaixador dos EUA no Brasil. A informação foi confirmada ao blog por fontes do governo norte-americano. 🔎"Agrément" é uma consulta que se faz ao país onde o embaixador será nomeado. Na formalidade diplomática, os governos costumam fazem uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada – o chamado "agrément" – para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador. Agora no g1 Pérez foi indicado pelo governo Donald Trump ao posto de embaixador no Brasil no dia 1 de junho. A indicação causou mal-estar com o governo brasileiro porque o anúncio oficial de um embaixador em geral ocorre após consulta ao país que receberá o diplomata, o que não ocorreu no caso de Perez. O nome de Perez ainda precisa ser sabatinado pelo Senado norte-americano. A expectativa é que antes do final do ano o novo embaixador já esteja apto para atuar no Brasil, inclusive com aval do governo brasileiro. Se aprovado, ele será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios, Gabriel Escobar. A partir de julho, ele será substituído por Natasha Franceschi. Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil American Legislative Exchange Council Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou com a família para a Flórida ainda criança, em 1993. Atualmente, ele faz parte do Partido Republicano, o mesmo de Trump, e demonstra apoio às políticas do presidente. O indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil está no comando da Câmara da Flórida desde 2024. No ano passado, ele chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas resolveu permanecer na presidência da Casa.
30/06/2026 19:45:23 +00:00
GWM confirma nova fábrica no Espírito Santo; ORA 5 será um dos modelos produzidos

GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM A GWM confirmou nesta terça-feira (30) a instalação de uma nova fábrica no Espírito Santo, no município de Aracruz. O projeto industrial surge a partir de um acordo firmado com a administração estadual para expandir as operações da montadora chinesa no Brasil. Fábrica deve começar a operar em 2029. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A planta capixaba terá um formato inédito no país ao adotar o conceito de multienergia, o que viabiliza a montagem de modelos movidos a eletricidade, híbridos e também versões convencionais a combustão. Todos utilizando a mesma base de produção. A GWM anunciou o hatch ORA 5 no cronograma de fabricação da nova planta. A implantação do complexo prevê a abertura de 9.000 postos de trabalho de forma direta. GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos Segundo comunicado do governo do Espírito Santo, a definição geográfica do novo parque fabril responde a critérios logísticos e institucionais avaliados pela direção da GWM. A nota também afirma que a proximidade com os grandes centros de consumo do país e o acesso à faixa litorânea de Aracruz foram apontados pela GWM como fatores determinantes para otimizar o fluxo de peças e a futura distribuição dos automóveis produzidos. Segundo o comunicado, a estabilidade regulatória do Espírito Santo e a articulação direta com a gestão pública estadual para a cessão do terreno completaram os requisitos para a consolidação do investimento. Xiangjun Meng, CPO da GWM, com o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço no lançamento da fábrica da marca em Aracruz (ES) Governo do Espírito Santo O novo polo industrial em Aracruz faz parte do cronograma de aportes da GWM no mercado nacional, que prevê a aplicação de R$ 10 bilhões em um período de uma década. A expectativa da fabricante é suprir a demanda interna de veículos e, em uma etapa posterior, direcionar a produção para o mercado externo, englobando países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai. GWM ORA 5 A GWM lançou no mercado brasileiro o Ora 5, o primeiro SUV 100% elétrico da marca no país, pelo preço competitivo de R$ 159 mil. O modelo chega em versão única, sem nome de configuração específico, com o objetivo de acirrar a disputa e o posicionamento de preço no segmento de utilitários esportivos compactos movidos a bateria. O veículo é maior que o hatch Ora 03, medindo 4,47 m de comprimento e contando com 2,72 m de entre-eixos, o que garante um espaço interno confortável para os ocupantes. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Apesar do ganho em porte físico, o volume do porta-malas de 362 litros fica abaixo da capacidade registrada por grande parte de seus concorrentes diretos na categoria. Na parte mecânica, o SUV é equipado com motor de tração dianteira de 204 cv de potência e torque instantâneo de 26,5 kgfm, além de uma bateria de 58 kWh que assegura autonomia de 349 quilômetros. O ajuste da suspensão é firme e a dirigibilidade se assemelha à do hatch da marca, diferenciando-se pela maior altura em relação ao solo e pela posição de condução mais elevada. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM O pacote de itens de série do modelo inclui teto solar panorâmico, central multimídia de 14,6 polegadas, carregador de celular por indução de 50 watts e roteador Wi-Fi nativo para até oito dispositivos. Na parte de segurança física e auxílio à condução, o modelo vem de fábrica com seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.
30/06/2026 19:34:31 +00:00
Governo anuncia retirada de parte da subvenção ao diesel a partir de quarta; medida semelhante para gasolina deve ocorrer em breve

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (30) que a subvenção do diesel – implantada para reduzir o impacto da alta dos combustíveis em decorrência de conflitos no Oriente Médio – será encerrada nesta quarta-feira (1). Governo vai retirar parte de subvenção do diesel a partir de julho José Cruz/Agência Brasil via BBC A subvenção faz parte de um pacote de medidas adotado em março e abril. No primeiro momento, o governo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, relativo a impostos federais e estaduais. Em 31 de maio, o governo criou uma subvenção de 35 centavos por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. É esta subvenção que está sendo encerrada pelo governo a partir de julho. "A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços, também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", disse Durigan. Agora no g1 O ministro disse que o governo está avaliando outras medidas ainda em vigor, como outra subvenção do diesel, de R$ 1,12, e de uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. "Nos próximos dias, muito em breve, a gente vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio, ou no mínimo gradual, parcial, também da subvenção da gasolina, assim que a gente acompanhando com a ANP [Agência Nacional de Petróleo], tiver os preços mais estabilizados como a gente tem percebido", afirmou. Histórico Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro. A retirada gradual das ações do governo está ligada ao recuo no preço do barril de petróleo. Na semana passada, por exemplo, o barril do Brent, referência internacional, voltou ao preço anterior à guerra, ou seja, próximo de US$ 70. Preço do petróleo cai com acordo de paz Em março, no início do conflito, chegou a superar a marca de US$ 100. Nos primeiros meses da guerra, o governo adotou medidas com foco no diesel e gás de cozinha. Depois, expandiu a lista para gasolina e querosene de aviação. Essas medidas estão passando por reavaliação.
30/06/2026 19:21:08 +00:00
Uber amplia categoria de viagens com motoristas mulheres para todo o Brasil; veja como usar

Uber Mulher está disponível pelo Uber Reserve, pelas preferências do aplicativo e pela opção exibida junto com outras categorias do aplicativo Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta terça-feira (30) que expandiu para todo o Brasil a funcionalidade Uber Mulher, que permite às passageiras solicitar viagens apenas com motoristas mulheres. O recurso já estava disponível em algumas capitais e agora chega para todas as cidades do país. Ele poderá ser usado de três formas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma delas é com a opção Uber Mulher, que será exibida com as demais categorias de viagens como UberX e Comfort. Para corridas de imediato, a opção ficará disponível apenas de dia. E, se o tempo de espera for muito longo, a Uber perguntará se a passageira quer continuar esperando ou direcionar o pedido para um motorista homem. Agora no g1 Passageiras poderão ainda buscar motoristas mulheres por meio do Uber Reserve, em que é possível programar viagens com, no mínimo, 30 minutos de antecedência. Por fim, as usuárias terão a opção de ativar por padrão a preferência por motoristas mulheres em suas corridas. Para isso, é preciso clicar em "Conta", selecionar "Configurações", tocar em "Preferências das mulheres" e ativar a opção "Encontrar viagens quando disponível". Com a preferência ativada, o aplicativo priorizará a busca por motoristas mulheres na solicitação de viagens no UberX, ainda que não garanta que os trajetos sempre serão feitos por mulheres. A Uber afirmou que a expansão do recurso faz parte de um compromisso para oferecer mais conforto e segurança para mulheres e pessoas não binárias. A preferência por motoristas mulheres também ficará disponível na modalidade "Uber conta teens", voltada para adolescentes de 12 a 17 anos.
30/06/2026 18:33:14 +00:00
Fila do INSS recua para 1,8 milhão de pedidos, o menor patamar em 21 meses, segundo o órgão

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta terça-feira (30) que a fila de espera por benefícios recuou para 1,831 milhão de requerimentos em junho. Esse é o menor patamar desde setembro de 2024, quando a fila era de 1,771 milhão de pedidos. Em fevereiro, a fila atingiu um recorde de 3,128 milhões de pedidos. Os dados foram apresentados na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Há cerca de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o INSS tem a meta de zerar a fila de espera para a concessão de benefícios até setembro deste ano. Essa foi uma promessa de Lula ao tomar posse em 2023. O Ministério da Previdência considera que a meta de "zerar a fila" do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias. Agora no g1 Dos 1,8 milhão de pedidos à espera de um retorno em junho, 555 mil estão sem resposta há mais de 45 dias. Portanto, para o governo, essa é a quantidade que precisa ser zerada para que o governo cumpra a promessa. O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Medidas do INSS O órgão listou algumas ações adotadas para reduzir a fila. Entre as medidas, estão: priorização do programa de gerenciamento de benefícios esforço para análise de pedidos de salário maternidade criação de grupos de trabalho ampliação da oferta de vagas de avaliação social ampliação de mutirões nomeação de 300 analistas de seguro social Alguns benefícios do INSS exigem perícia médica Natinho Rodrigues/SVM
30/06/2026 18:31:49 +00:00
Justiça dos EUA mantém processo que acusa Meta de viciar crianças no Facebook e Instagram

Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Meta Platforms para encerrar uma ação movida por procuradores-gerais de 29 estados norte-americanos. Eles acusam a empresa de desenvolver o Facebook e o Instagram de forma a tornar crianças e adolescentes dependentes das plataformas e de ocultar conscientemente os danos causados ao público. Na decisão, divulgada na noite de segunda-feira (29), a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, de Oakland, na Califórnia, negou o pedido da Meta para arquivar as acusações relacionadas a práticas enganosas, práticas comerciais desleais e violações da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act - COPPA). A magistrada também concluiu que a Meta não cumpriu as exigências da lei relativas à notificação dos pais e à obtenção de consentimento parental. Por esse motivo, concedeu julgamento sumário favorável aos estados nesse ponto específico do processo. Em nota, a Meta afirmou: "Discordamos fortemente dessas alegações e estamos confiantes de que as provas demonstrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens." Gonzalez Rogers também é responsável por uma ação coletiva multidistrital relacionada ao tema, movida por mais de 2.600 pessoas, distritos escolares e governos locais. O processo discute se plataformas como Facebook, Instagram, Google, YouTube, Snapchat e TikTok foram projetadas para gerar dependência em crianças e adolescentes. LEIA MAIS Os 4 processos judiciais nos EUA que podem mudar a forma como as redes sociais opera Em decisão inédita, Meta e Google são condenadas por vício em redes sociais Meta minimiza os danos Os estados argumentam que pesquisas mostram que o uso do Facebook e do Instagram por crianças e adolescentes pode contribuir para depressão, ansiedade, insônia, prejuízos à educação e à rotina diária, além de comportamentos de automutilação e até suicídio. A Meta respondeu que os procuradores-gerais não apresentaram provas de que a empresa tenha enganado consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas plataformas, incluindo em depoimentos prestados ao Congresso pelo diretor-presidente, Mark Zuckerberg. A empresa, sediada em Menlo Park, na Califórnia, também argumentou que "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Portanto, segundo a Meta, declarações de que suas plataformas não são viciantes não poderiam ser consideradas falsas. Além disso, a companhia afirmou que não violou a legislação de privacidade infantil porque Facebook e Instagram são destinados ao público em geral, e não especificamente a crianças menores de 13 anos. Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok. Reuters Juíza vê disputa de fatos sobre potencial viciante das plataformas Na decisão de 38 páginas, Gonzalez Rogers afirmou que existem controvérsias relevantes que deverão ser analisadas no processo, entre elas se as plataformas da Meta são, de fato, viciantes, se a empresa negou falsamente que elas foram projetadas dessa forma e se os serviços são direcionados, ao menos em parte, ao público infantil. Segundo a juíza, os procuradores-gerais apresentaram uma interpretação razoável das declarações da Meta de que Facebook e Instagram não foram desenvolvidos para levar adolescentes a usar compulsivamente as plataformas em prejuízo do próprio bem-estar. Ela escreveu que, caso as provas dos autores demonstrem que as plataformas foram realmente projetadas com esse objetivo, um júri poderá concluir que essas declarações eram falsas para uma pessoa razoável. De acordo com os registros judiciais, o julgamento das ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey contra a Meta está marcado para 18 de agosto.
30/06/2026 17:22:19 +00:00
Petrobras muda cálculo do gás natural e reajuste pode cair de 22% para até 6%

Agora no g1 A Petrobras aprovou um novo mecanismo para calcular o preço do gás natural vendido às distribuidoras estaduais. Segundo a companhia, a mudança poderá limitar o reajuste previsto para 1º de agosto a até 6%, abaixo da alta de 22% estimada anteriormente. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a estatal, a medida busca reduzir os efeitos das oscilações dos preços internacionais sobre os clientes de gás natural. 🔎 Depois de vendido pela Petrobras às distribuidoras estaduais, o gás natural é distribuído por redes canalizadas para residências, empresas e indústrias, além de abastecer usinas termelétricas. Se houver repasse do reajuste pelas distribuidoras, o impacto poderá chegar aos consumidores atendidos por esse sistema. O botijão de cozinha (GLP) não faz parte dessa medida. Para isso, a Petrobras passará a considerar uma faixa de valores para a cotação do petróleo Brent no cálculo do preço do gás. Na prática, haverá um limite mínimo e outro máximo para reduzir o efeito das oscilações do mercado internacional. "A medida reduz temporariamente o impacto da alta dos preços internacionais (que no caso dos contratos de gás tem efeito trimestral e posterior), trazendo mais previsibilidade e evitando aumentos bruscos, tendo como contrapartida um piso também temporário, mais longo", afirmou a empresa. O mecanismo será opcional e valerá apenas para os clientes que aderirem à mudança por meio de aditivos aos contratos de fornecimento de gás. A Petrobras reajustou pela última vez o preço do gás natural vendido às distribuidoras em 1º de maio, quando aplicou uma alta de 19,2%. Segundo a empresa, o aumento refletiu a disparada do petróleo e de seus derivados no mercado internacional após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. A nova medida foi anunciada depois de o governo lançar programas de subvenção para diferentes combustíveis, com o objetivo de reduzir os efeitos da alta dos preços internacionais sobre a inflação brasileira em um ano de eleições presidenciais. A Petrobras ressaltou que o preço pago pelo consumidor não depende apenas do valor cobrado pela companhia às distribuidoras. Também entram na conta os custos de transporte, as condições de compra de cada distribuidora, as margens de comercialização — e, no caso do gás natural veicular (GNV), dos postos de combustíveis —, além dos tributos federais e estaduais. A empresa acrescentou que as tarifas cobradas dos consumidores são definidas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação de cada Estado. Gás natural em Santa Catarina SCGás/Divulgação *Com informações da agência de notícias Reuters
30/06/2026 17:18:17 +00:00
Brasil cria 73 mil empregos formais em maio; com forte queda de 52% em comparação ao mesmo mês de 2025

A economia brasileira gerou 73 mil empregos formais em maio deste ano, informou nesta terça-feira (30) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em maio: ➡️2,2 milhões de contratações; ➡️2,13 milhões de demissões. 📈 O resultado representa recuo de 52,3% em relação a maio de 2025 — quando foram criados cerca de 153,1 mil empregos com carteira assinada (veja lista abaixo). 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de maio: 2020: 398,2 mil vagas fechadas; 2021: 266,7 mil empregos criados; 2022: 277,8 mil vagas abertas; 2023: 156,2 mil vagas abertas; 2024: 139,8 mil empregos criados; 2025: 153,1 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avaliou que a queda do emprego formal em maio deste ano está relacionada com os efeitos da política de juros altos e, também, ao tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. “A política monetária vem gerando efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo. Mas tem o efeito guerra, que gerou transtorno danado no mercado global”, acrescentou o ministro Luiz Marinho. Agora no g1 Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 767,32 mil empregos formais foram criados no país de janeiro a maio deste ano. O número representa queda de 28% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,07 milhão de vagas com carteira assinada. Essa foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1,34 milhão de vagas formais. Ao fim de maio de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 47,87 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com abril deste ano (47,8 milhões) e com relação a maio de 2025 (46,9 milhões). Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio de 2026 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia: serviço, comércio, indústria, construção e agropecuária. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio deste ano, o que representa queda real (descontada a inflação) em relação a abril de 2026 (R$ 2.402,07). Na comparação com maio do ano passado, porém, houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.348,12. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio. De acordo com o IBGE, essa foi a menor taxa da série histórica para esse período.
30/06/2026 17:12:24 +00:00
Nova líder do governo no Senado se reúne com Alcolumbre para tentar travar 'pauta-bomba'

A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta terça-feira (30). A reunião durou pouco mais de uma hora e ocorreu na semana em que o Senado pode votar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com um impacto bilionário nas contas públicas. O texto, que está na pauta do Senado desta terça, cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos. Agora no g1 A equipe econômica do governo Lula vê a proposta com preocupação, diante da ampliação de despesas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já se reuniu com Alcolumbre para tratar do tema. A PEC entra na lista das pautas-bomba discutidas recentemente, como a renegociação de dívidas de produtores rurais, o aumento do piso salarial para médicos, tornando-se mais um fator de pressão sobre as contas públicas. 🔎Na prática, uma pauta-bomba é um projeto de lei ou uma proposta legislativa que cria despesas elevadas para o governo, pressionando os cofres públicos ou reduzindo a arrecadação. Após a reunião com Teresa Leitão, que ocorreu na Residência Oficial do Senado, Alcolumbre afirmou que a PEC dos agentes comunitários seguirá o rito constitucional, ou seja, passará por sessões de discussão antes da votação. Prioridades do governo Na reunião realizada nesta terça, Teresa Leitão e Alcolumbre também debateram pautas prioritárias para o governo, como a proposta que acaba com a escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. O governo tenta agilizar a tramitação dos textos antes do recesso parlamentar, que acontece entre 18 e 31 de julho. As duas propostas estão paradas no Senado desde que receberam o aval da Câmara dos Deputados. Nesta segunda (29), Teresa Leitão teve a primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu a liderança do governo. José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, também participou do encontro Após a reunião, a senadora afirmou, nas redes sociais, que ela e o presidente conversaram sobre a agenda prioritária do governo. “Fui recebida pelo presidente Lula para a primeira reunião desde que assumi a honrosa missão de liderar o Governo no Senado, tornando-me a primeira mulher a ocupar essa função. Ao lado de José Guimarães, ministro da SRI, conversamos sobre a agenda prioritária do governo e alinhamos os próximos passos para garantir que as pautas de interesse do povo brasileiro continuem avançando.” Teresa Leitão foi escolhida por Lula após o antigo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixar o cargo depois de ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga ligações do senador com Augusto Lima, antigo sócio do Banco Master. Assim que anunciou a nomeação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Teresa Leitão terá a missão de articular a aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) relatou o projeto no Senado e diverge da ação apresentada pelas entidades. Valdemir Barreto/Agência Senado
30/06/2026 16:54:55 +00:00
Cúpula do Mercosul critica assimetrias com UE e prepara negociações com a China

Agora no g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30), durante a 68ª cúpula do Mercosul, em Assunção, que o bloco pretende iniciar em breve negociações comerciais com a China, enquanto amplia sua agenda de acordos com outros parceiros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Lula, o Mercosul mantém negociações com Canadá, Índia e Vietnã, iniciou tratativas para uma parceria econômica com o Japão e pretende fazer o mesmo com a China. “O Mercosul está avançando nos diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. Nesta cúpula, daremos mais um passo ao lançar as negociações de uma parceria econômica com o Japão. Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, disse. 🔎O Mercosul é um bloco econômico regional sul-americano criado em 1991, atualmente integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de promover a integração econômica e aduaneira, e a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros. Em outro momento do discurso, o presidente brasileiro também criticou o que chamou de "alinhamento automático" e "escolhas excludentes" na política externa. "Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes", afirmou. A reunião também foi marcada por críticas do presidente do Paraguai, Santiago Peña, às "assimetrias" na implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. "Para que negociamos com a Europa se o acesso a novos mercados não há de servir para desenvolver o que o que ainda não está desenvolvido?", afirmou Peña. A declaração faz referência à divisão, entre os países do Mercosul, das cotas de exportação com tarifas reduzidas para a venda de produtos ao mercado europeu. Ao abrir a cúpula, Peña afirmou que os países do bloco enfrentam condições desiguais para aproveitar os benefícios do acordo. "O campo não está nivelado para todos por igual, não temos o mesmo mercado, nem as mesmas indústrias, nem a mesma logística", disse. O presidente paraguaio defendeu que a distribuição das cotas seja revista e cobrou "resultados concretos" para corrigir as "assimetrias". Segundo ele, o Paraguai ficou com um "gosto amargo" da implementação inicial do acordo. "Se o Mercosul quer ser confiável para fora, primeiro deve ser justo para dentro", afirmou Peña. "O Paraguai mantém sua posição sobre a distribuição das cotas. Isto não é um capricho, isto é justiça", acrescentou. Solidariedade à Venezuela Os chefes de Estado também manifestaram solidariedade à Venezuela após os terremotos da última semana. A pedido de Lula, os participantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. "Quero começar a minha fala dedicando minha solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada", disse o presidente brasileiro. "Tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação regionais", acrescentou. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, informou que as autoridades de gestão de risco dos países do Mercosul iniciaram a coordenação de ações conjuntas para ajudar a Venezuela, sem detalhar as medidas. Apoio ao governo da Bolívia Durante a reunião, os países do Mercosul também reafirmaram apoio ao governo do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, após semanas de bloqueios rodoviários e da crise política enfrentada pelo país. Peña manifestou "firme repúdio a toda tentativa de desestabilizar a república irmã da Bolívia" e declarou apoio ao governo de Paz, eleito "em eleições livres e justas". Orsi também expressou solidariedade ao governo e ao povo bolivianos diante da situação enfrentada pelo país. Paz agradeceu o apoio dos demais integrantes do bloco, lamentou os terremotos na Venezuela e afirmou que a Bolívia atravessa "momentos complexos", com "ameaças à ordem institucional". Santiago Peña e Lula em encontro do Mercosul Reuters *Com informações da Agência Brasil, France Presse e Reuters
30/06/2026 15:40:54 +00:00
Jogo do Brasil faz consumo de energia cair e obriga ONS a reduzir geração eólica e solar

Estratégia, frieza e sofrimento: a estrela de Carlo Ancelotti brilhou na vitória do Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu em cerca de 20 gigawatts (GW) a geração de energia eólica e solar na tarde de segunda-feira (29) para manter o equilíbrio da rede elétrica durante o jogo da seleção brasileira contra o Japão pela Copa do Mundo. A medida foi necessária após uma forte queda no consumo de energia, informou o órgão nesta terça-feira. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partida, que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final, foi a primeira do torneio disputada no meio da tarde, às 14h. Nesse horário, parte da população interrompeu suas atividades para acompanhar o jogo, reduzindo o consumo de energia justamente em um período de alta produção de usinas solares. Essa mudança repentina dificulta a operação do sistema elétrico, que precisa manter, em tempo real, o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida para evitar problemas no fornecimento. O desafio é ainda maior porque milhões de painéis solares instalados em casas, empresas e propriedades rurais geram eletricidade diretamente para a rede, sem que o ONS consiga controlar essa produção. Queda no consumo aumenta desafio para o ONS Durante a partida, o consumo nacional de energia caiu 21%, chegando a 66.515 megawatts médios perto do intervalo. Após o apito final, às 16h02, a demanda voltou a subir rapidamente, com aumento de 12.783 MW em apenas uma hora — volume equivalente ao consumo médio somado dos Estados de Minas Gerais e Paraná. Em nota, o ONS informou que a redução de 20 GW na geração renovável "se deve a elevada geração distribuída e carga muito reduzida". "Neste cenário, o objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade", acrescentou. O corte corresponde a cerca de 10% da capacidade das grandes usinas conectadas ao sistema elétrico nacional e evidencia as limitações enfrentadas pelo setor de energia renovável. Nos últimos anos, o crescimento da oferta de eletricidade, aliado à capacidade insuficiente das linhas de transmissão para escoar essa produção, tem levado a cortes de geração, prejuízos bilionários para o setor e ao adiamento ou cancelamento de investimentos. Segundo o ONS, não foi necessário interromper, de forma emergencial, a geração das pequenas usinas e dos sistemas solares conectados às redes das distribuidoras. Separadamente, o diretor-geral do órgão, Marcio Rea, afirmou que o órgão já se prepara para o próximo jogo do Brasil, marcado para 5 de julho. "Avaliamos que mais pessoas estarão ligadas na Copa, o que poderá aumentar ainda mais a complexidade da operação", acrescentou, em comunicado. Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais
30/06/2026 15:21:22 +00:00
No Mercosul, Lula diz que 'ninguém é dono da América do Sul' e que vai disputar reeleição para 'garantir' democracia no Brasil

No Mercosul, Lula diz que vai disputar reeleição para 'garantir' democracia no Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a cúpula de líderes do Mercosul, que vai tentar a reeleição em outubro deste ano para "garantir" a democracia no Brasil. O petista deu a declaração durante fala de improviso em Assunção, no Paraguai. Sem citar o avanço de partidos de direita na América do Sul, Lula disse ainda que o Mercosul é a "melhor opção institucional" em uma região polarizada e que "ninguém é dono" do continente. "Vou concorrer às eleições para garantir que o país se mantenha como um país democrático", afirmou Lula. Antes, o presidente leu um discurso com tom institucional sobre as relações entre os países do Mercosul e do bloco com outros países e grupos econômicos. Lula disse que a democracia voltou a ser ameaçada mundialmente, mencionando tentativas de golpe, inclusive no Brasil. Lula tentará um quarto mandato como presidente no Brasil nas eleições deste ano. O petista deve ter como principal adversário Flávio Bolsonaro (RJ), filho de Jair Bolsonaro, que é pré-candidato pelo PL. O presidente do Brasil também comentou os 35 anos do Mercosul , afirmando que a criação foi uma resposta ao passado autoritário na região. 🔎 O Mercosul é um bloco econômico regional sul-americano criado em 1991, atualmente integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de promover a integração econômica e aduaneira, e a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros. Durante o pronunciamento, Lula defendeu integração entre os países do Mercosul acima das posições ideológicas de cada presidente. "O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição deste ou daquele presidente. Senão, a gente nunca vai ter um bloco forte funcionando. Nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade", disse o petista. "Acreditem, independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade. Quero pedir um esforço nestes seis meses para consolidar as instituições de apoio do Mercosul para que ele funcione independentemente de quem foi eleito presidente dos países do nosso bloco", completou Lula. Além de Lula, a reunião do bloco desta terça contou com as presenças dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Chile, José Antonio Kast; e do Equador, Daniel Noboa. O presidente da Argentina, Javier Milei, que é adversário político de Lula, alegou compromissos locais no país vizinho e não compareceu à reunião de chefes de Estado. Aliado da família Bolsonaro, Milei, que se encontrou com Flávio nesta segunda (29), enviou como representante para a reunião do Mercosul o chanceler Pablo Quirino. ‘Ninguém é dono da América do Sul’, diz Lula durante o Mercosul PIX no Mercosul Ainda no discurso, Lula propôs o compartilhamento de experiências em inteligência artificial e sugeriu que a arquitetura do PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, sirva de base para uma infraestrutura comum de pagamentos no Mercosul. O petista disse que o objetivo da criação dessa ferramenta seria reduzir custos e ampliar o uso de moedas locais. Homenagem à Venezuela Durante a reunião desta terça, os líderes do Mercosul fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de dois terremotos na Venezuela na semana passada. O ato foi proposto por Lula, no início do discurso na 68ª Cúpula de presidentes do Mercosul. O número oficial de mortes após os terremotos na Venezuela chegou a 1.719 nesta terça, mas continua crescendo. Milhares de pessoas estão desaparecidas e desabrigadas. Ao discursar na reunião do Mercosul, Lula mencionou as vítimas e pediu cooperação entre os países. No discurso, Lula defendeu a criação de um fundo para desastres naturais na América do Sul. Ele disse que o fundo é uma "necessidade estratégica" para os países da região e propôs um mecanismo sul-americano de enfrentamento a desastres naturais e de financiamento para adaptação climática. O presidente também mencionou o impacto das guerras, como instabilidade e elevação dos preços de alimentos e energia. Lula chega ao Paraguai e parabeniza país pelo jogo na Copa do Mundo O presidente apresentou dados sobre a evolução econômica do bloco. Disse que o comércio interno saltou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 50 bilhões em 2025. Ele citou a ratificação de acordos comerciais com Singapura e Europa, além do avanço de diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. O petista mencionou que o Mercosul lançará nesta cúpula as negociações para uma parceria econômica com o Japão e que pretende buscar a mesma aproximação com a China em breve. Lula durante discurso na Cúpula do Mercosul no Paraguai Reprodução
30/06/2026 14:51:22 +00:00
Presidente da CVM terá de prestar contas ao Senado a cada 6 meses, diz projeto aprovado em comissão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concluiu nesta terça-feira (30) a aprovação do projeto que obriga o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a prestar contas, a cada seis meses, ao colegiado sobre a atuação da autarquia. O texto foi aprovado em turno suplementar, concluindo a votação, e tem caráter terminativo. Ou seja, caso não haja recurso, segue direto para a Câmara dos Deputados. O projeto dá à CVM a mesma fiscalização por parte da CAE que ocorre com o Banco Central. O presidente do BC vai ao Senado semestralmente prestar contas da atuação do órgão. O projeto, de autoria da senadora Jussara Lima (PSD-PI), ganhou força após a CVM virar alvo de parlamentares que criticaram a atuação de autarquia no escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Agora no g1 O texto foi relatado pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e prevê a apresentação de um parecer sobre a evolução do mercado e das atividades da CVM. "O presidente da Comissão de Valores Mobiliários deverá apresentar, no Senado Federal, em arguição pública, no primeiro e no segundo semestres de cada ano, relatório acerca da evolução do mercado de valores mobiliários, do cumprimento do mandato institucional da autarquia e do cumprimento do plano estratégico vigente", diz trecho da proposta. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) CVM/Reprodução Redes Sociais
30/06/2026 14:04:24 +00:00
Reino Unido pode intervir em acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros Discovery

Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA Reuters O Reino Unido sinalizou que pode intervir na proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp., avaliada em US$ 110 bilhões, citando preocupações com o impacto sobre a liberdade de imprensa e a oferta de conteúdo sob demanda. A medida é o primeiro passo de um processo que pode levar o negócio a ser analisado pelo órgão regulador antitruste do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O órgão ganhou destaque em 2023 ao bloquear a compra da Activision Blizzard, avaliada em US$ 69 bilhões, pela Microsoft — dona da franquia “Call of Duty” — decisão que gerou reação negativa das duas empresas americanas. Posteriormente, o órgão reviu sua decisão após a Microsoft alterar os termos da aquisição. Agora no g1 A possível intervenção do Reino Unido ocorre em um momento em que o acordo já foi aprovado por Estados Unidos, China, Austrália, Alemanha, França e Arábia Saudita. A ministra da Cultura, Lisa Nandy, que fixou o prazo de 6 de julho para resposta das empresas, afirmou em comunicado: “Estou ciente da necessidade de chegar a uma decisão final em tempo hábil e me empenharei para fazê-lo da maneira adequada.” Nandy afirmou que, embora o acordo seja global, ele pode ter impacto sobre ativos no Reino Unido. A Paramount é dona do Channel 5, emissora de TV aberta britânica que transmite programas de notícias, enquanto a Warner controla a CNN International. Outros ativos no Reino Unido que podem ser afetados incluem a TNT Sports, a Cartoon Network, a Nickelodeon, além da Paramount+ e da HBO Max. Após o prazo de resposta, Nandy decidirá se emitirá uma notificação formal de intervenção de interesse público. Caso isso ocorra, o caso será analisado pelo órgão regulador de mídia britânico, o Ofcom, e pela Autoridade de Concorrência e Mercados. Os órgãos reguladores têm até 40 dias para apresentar seus relatórios. Depois disso, Nandy decidirá se aprova o negócio ou se o encaminha para uma investigação mais aprofundada, que pode durar até 24 semanas. Caso sejam identificadas preocupações, as empresas podem tentar resolvê-las com medidas corretivas, como venda de ativos ou compromissos para proteger a independência editorial. Nenhuma das empresas respondeu a pedidos de comentário.
30/06/2026 13:25:35 +00:00
Governo anuncia R$ 525 bilhões para o agronegócio e muda regras do crédito rural

Lançamento do novo Plano Safra 2026/2027. Reprodução/ CanalGov O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o novo ciclo do Plano Safra, que é o principal programa de crédito rural do país voltado ao financiamento da produção agropecuária. O Plano Safra 2026/2027, segundo o governo, terá R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O valor teve aumento de R$ 9 bilhões com relação ao último plano referente ao período 2025/2026. O novo Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e terá validade até 30 de junho de 2027 (leia mais abaixo). Agora no g1 Do total de recursos: R$ 414,7 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização; R$ 110,3 bilhões serão direcionados para investimentos. Mudança nas regras O governo também mudou as regras para o crédito rural. A partir desta safra, financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser usados por empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa. Os contratos também passarão a informar a origem dos recursos usados nas operações de crédito, como forma de aumentar a transparência. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o esforço do governo em lançar o programa. "Mesmo em cenário de taxa de juros alta no país, a gente conseguiu fazer um esforço de redução das taxas de juros em todas as linhas. Passamos de um patamar de 14% para 12% ao ano na maior parte das linhas, e de 10% para 9% em outras", argumentou. Ele afirmou, ainda, que o setor do agronegócio é muito importante na economia e, por isso, é preciso ter estabilidade nos planos safra, além de uma boa interlocução com seus representantes. “Iremos apresentar uma proposta nos próximos dias tratando das renegociações de dívida rural para que a gente siga no processo de quebra de recordes”, declarou. O vice-presidente também destacou o patamar da taxa de juros e o crescimento do setor nos últimos anos. "O agro cresceu 11,7%, recorde no ano passado, e batermos recorde de produção, 36,1 milhões de toneladas. O Brasil exportou US$ 169,2 milhões. Um saldo de balança comercial US$ 149 milhões", afirmou. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, ponderou que o Plano Safra foi impactado pelas renegociações de dívidas do setor. Segundo ele, os recursos usados nessas operações têm a mesma origem e acabam comprometendo parte do orçamento disponível. Campos também disse que as taxas de juros oferecidas são as melhores possíveis no cenário atual. “Com a Selic [taxa básica de juros da economia] em nível elevado, esse é o melhor patamar que se pode ofertar”, afirmou. O secretário reconheceu ainda o aperto nas margens dos produtores, com aumento de custos de insumos e necessidade de financiamento para a produção. Sobre o seguro rural, afirmou que o tema ficará fora do escopo principal do Plano Safra neste momento e será discutido em um grupo de trabalho com diferentes áreas do governo. O seguro rural é considerado um dos principais instrumentos de proteção do agricultor contra perdas provocadas por eventos climáticos, como secas e enchentes, além de oscilações de mercado. Diferentemente do crédito rural, que financia a produção, o seguro ajuda a reduzir riscos e dar previsibilidade à renda no campo. El Niño Na ocasião, representantes do governo assinam uma portaria de criação de um grupo de trabalho (GT) para atuar sobre os impactos do El Niño na agropecuária. O governo federal já vinha realizando reuniões para monitorar eventos climáticos extremos e planejar ações para enfrentar os efeitos do El Niño, voltados para as cidades e meio ambiente. Agora, também instituiu um GT para coordenar medidas destinadas a reduzir os impactos do fenômeno no segmento. Participam do grupo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Ministério do Meio Ambiente e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Ausência de Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do lançamento do Plano Safra para grandes propriedades. Lula embarcou na manhã desta terça para Assunção, no Paraguai, onde participa da Cúpula do Mercosul. O lançamento do Plano Safra é conduzido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília, no Palácio do Planalto. Lula deve retornar a Brasília ainda nesta terça e a expectativa é que participe, no fim do dia, da cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar.
30/06/2026 13:03:56 +00:00
Quem é o torcedor japonês que viralizou com 'ataque de raiva' após derrota para o Brasil; momento foi encenado

Vídeo viral de torcedor japonês surtando é obra de influencer Reprodução/Redes Sociais Um jovem de cabelo azul, vestindo a camisa da seleção japonesa e cercado por torcedores brasileiros enrolados na bandeira verde e amarela, grita, chora e ameaça arrancar a própria camisa dos "Samurais Azuis" após a derrota do Japão para o Brasil por 2 a 1. Simulador da Copa do Mundo 2026 RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo O vídeo viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de memes na internet brasileira. Mas a cena não passou de uma encenação do streamer e influenciador japonês conhecido como Gamix. O próprio criador de conteúdo compartilhou nos stories do Instagram um vídeo de bastidores que mostra ele entregando o celular para outra pessoa gravar o "piti" falso. Mesmo assim, o influencer ganhou mais de 300 mil novos seguidores no Instagram depois dos conteúdos. Youtuber ganhou seguidores depois do vídeo viral Reprodução/Social Blade Quem é Gamix? Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais Gamix é um streamer e influenciador digital japonês conhecido por seus vlogs, transmissões ao vivo e vídeos de humor. Ele acumula mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e também produz conteúdo para o Instagram e o TikTok. Ele ficou conhecido pela promessa de que se não conseguir colaborar com o maior YouTuber do mundo, MrBeast, até o final de 2026, vai se aposentar das redes sociais. Após viralizar com o vídeo em que simula um ataque de raiva, Gamix gravou conteúdos ao lado da influenciadora brasileira Camila Loures. Os vídeos seguem o mesmo estilo de humor, com encenações de explosões de raiva. Em uma das publicações, compartilhada pelos dois no Instagram, Gamix repete a reação exagerada. A legenda da postagem brinca: "Quando o contatinho não responde". Segundo dados do Social Blade, o streamer ganhou mais de 300 mil seguidores no Instagram desde que começou a publicar os conteúdos, nesta segunda (29). Initial plugin text Mesmo sendo uma brincadeira, o meme já ganhou o coração dos brasileiros: Initial plugin text Initial plugin text
30/06/2026 12:44:25 +00:00
Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS. O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina. Cerca de 43 mil brasileiros têm patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, segundo o UBS. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo estima a riqueza em 56 países com base em modelos estatísticos e dados de instituições como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU). 💰 A riqueza é definida como o total de bens e investimentos das pessoas (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os valores são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para permitir comparações entre países. Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo. O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade. Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população. 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada. O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global. Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários. Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados. Isso indica que uma fatia relevante do patrimônio dos brasileiros está comprometida com dívidas, reduzindo o valor efetivamente disponível das famílias. Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros. O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada. Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação. Riqueza global cresce No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores Pixabay No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros. Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento. O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%. Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio. O banco também aponta que as variações cambiais tiveram impacto relevante nos resultados. A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro, por exemplo, fez com que a riqueza parecesse maior em alguns países quando convertida para a moeda americana, especialmente na Europa, mesmo sem necessariamente refletir um crescimento equivalente na economia local.
30/06/2026 12:12:49 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,16 com dados de emprego no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,23% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,1628. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,68%, aos 172.024 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O principal destaque da sessão foram os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos. O relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em 9 mil em maio, chegando a 7,594 milhões. Por aqui, o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais em maio. Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda. ▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também seguiu no radar. A expectativa é que novas negociações entre os dois países voltem a acontecer nesta terça-feira, em Doha, no Catar. Em meio às incertezas sobre os desdobramentos das negociações, os preços do petróleo operavam voláteis. Após a alta vista pela manhã, o barril tipo Brent, referência internacional, caía 0,31% perto das 17h, cotado a US$ 72,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 0,89%, a US$ 70,12 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,08%; Acumulado do mês: +2,39%; Acumulado do ano: -5,94%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,73%; Acumulado do mês: -1,01%; Acumulado do ano: +6,76%. Trégua e tensões entre EUA e Irã O presidente americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (29) que o Irã "pediu uma reunião" com seu governo, prevista para acontecer nesta terça em Doha, no Catar. "O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã em Doha!", afirmou Trump em comunicado inteiramente em caps lock em sua rede social Truth Social. O governo iraniano, no entanto, apresentou outra versão. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que não há reuniões planejadas para esta semana entre os representantes dos dois países para seguir as negociações do acordo de paz firmado no início do mês. As afirmações vêm em meio à escalada das tensões entre os dois países, que chegaram a trocar ataques no último final de semana e colocar em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado no último 17 de junho. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, mas as conversas pouco caminharam desde então. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta terça-feira. O Dow Jones avançou 0,26%, enquanto o S&P 500 subiu 0,78% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,52%. O dia também foi positivo na Europa, conforme investidores seguiam mais otimistas em relação ao mercado de inteligência artificial e em meio aos sinais de alívio no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,9% e registrou o maior ganho trimestral em mais de cinco anos, com um avanço de 10% no período. Já entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 1,50%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,44% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,12%. Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, depois que dados melhores do que o esperado da atividade industrial indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,07%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,50%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 0,97%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Foto de Karolina Kaboompics
30/06/2026 12:00:34 +00:00
Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude em esquema com ex-estrategista de Trump

Foto mostra a página do Twitter do empresário chinês Guo Wengui em 30 de agosto de 2017 Andy Wong/AP Um bilionário chinês autoexilado, que já foi considerado um dos homens mais ricos da China, foi condenado na segunda-feira (29) a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude financeira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Guo Wengui, que fugiu da China há uma década rumo aos EUA e se reinventou como crítico do Partido Comunista de Xi Jinping, foi considerado culpado por fraude em grande escala lesou mais de mil pessoas e sustentou um estilo de vida luxuoso com as centenas de milhões de dólares arrecadados, concluiu a juíza Analisa Torres. Segundo ela, Wengui “explorou aqueles que buscavam levar a democracia à China”. O bilionário chinês foi condenado em nove das 12 acusações criminais contra ele. A promotoria pedia 30 anos de prisão contra ele pelo que chamou de fraude assombrosa praticada entre 2018 e 2023. A juíza Torres também determinou que Guo pague US$ 889 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em indenizações às vítimas. Wengui está preso de forma preventiva nos EUA desde março de 2023. Antes disso, o bilionário se aproximou do estrategista político conservador Steve Bannon, com quem anunciou, em 2020, uma iniciativa conjunta para derrubar o governo chinês. Agora no g1 Promotores afirmam que Wengui convenceu centenas de milhares de pessoas a investir mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bi) em entidades sob seu controle, e os recursos obtidos ilegalmente sustentaram “um estilo de vida de excessos extraordinários”, com mansões, iates, carros de corrida, roupas de grife e mobiliário de luxo. Ele vivia em um apartamento de luxo em Nova York e havia se associado ao clube de golfe Mar-a-Lago, na Flórida, do então presidente Donald Trump. Ao proferir a sentença, a juíza leu trechos de cartas recebidas de vítimas que relataram ter perdido suas economias de toda a vida, além de sofrer ansiedade severa, vergonha e até conflitos familiares devido às decisões de investimento. A defesa de Wengui afirmou que o bilionário é vítima de uma perseguição “ampla, constante e potencialmente fatal” do Partido Comunista Chinês, e defendeu a origem de sua fortuna tanto antes de chegar aos EUA quanto durante a campanha com Bannon. Eles alegaram que o partido recrutou figuras influentes nos setores empresarial, do entretenimento e político dos EUA para conspirar contra ele. Antes da sentença contra ele ser pronunciada, o bilionário chinês protestou contra o tratamento recebido por ele na prisão, dizendo que foi levado ao hospital na manhã de segunda-feira com um quadro de vômitos. Ele também falou brevemente, em sua defesa, que tinha como objetivo "destruir o Partido Comunista Chinês". Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que tomou conhecimento da sentença e destacou que Guo é procurado pelo governo chinês, com um alerta vermelho da Interpol em vigor — um pedido para que forças policiais ao redor do mundo o detenham para fins de extradição.
30/06/2026 11:52:53 +00:00
Contas públicas têm déficit de R$ 56,1 bilhões em maio; dívida sobe para o maior nível em cinco anos

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (30). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com maio do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 33,7 bilhões naquele mês. Veja abaixo o desempenho das contas em maio deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 55,2 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 1,2 bilhão; empresas estatais apresentaram superávit de R$ 273 milhões. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 24,9 bilhões — o equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 69,1 bilhões (1,34% do PIB). Essa piora está relacionada, entre outros fatores, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 46,1 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 31,2 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 163,7 bilhões nas contas do setor público em maio. ➡️No acumulado em 12 meses até maio, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,26 trilhão, ou 9,62% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,5% do PIB) em doze meses até maio deste ano. Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Dívida pública Com o déficit nas contas públicas em maio, a dívida do setor público consolidado subiu 0,9 ponto percentual, para 81,1% do PIB — o equivalente a R$ 10,62 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde maio de 2021, quando somava 81,4% do PIB, ou seja, é o maior patamar em cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 9,4 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em maio: 94,3% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 100% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira estaria acima de 110% do PIB em 2035.
30/06/2026 11:37:51 +00:00
União Europeia amplia proteção à indústria e confirma tarifa de 50% sobre parte das importações de aço

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira (30) as novas regras para a importação de aço na União Europeia. O objetivo é proteger a indústria siderúrgica do bloco da concorrência externa e elevar a utilização da capacidade das usinas para 80%. Pelas novas regras, o volume de aço que poderá entrar na União Europeia sem pagar tarifas será reduzido em 47%, para 18,3 milhões de toneladas por ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Metade das cotas foi reservada aos países que mantêm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, inclusive esses mesmos países. Agora no g1 A Comissão informou ainda que muitos deles terão cotas específicas, definidas com base no histórico de exportações para o mercado europeu. Segundo o órgão, essa distribuição fará com que a maioria dos países com acordos de livre comércio tenha uma redução no acesso ao mercado europeu inferior ao corte médio de 47%. A Comissão acrescentou que um "número significativo" de parceiros aceitou provisoriamente essa divisão das cotas. 🔍De acordo com a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para conter os efeitos do excesso de produção de aço em diversas partes do mundo, que aumenta a oferta global e pressiona os preços. O bloco também cita práticas de dumping, quando empresas vendem produtos no exterior a preços artificialmente baixos para ganhar mercado. "O persistente excesso de capacidade no setor siderúrgico continua sendo um grave problema e segue distorcendo os mercados internacionais", afirmou a Comissão. Segundo o órgão, as medidas buscam restabelecer condições mais equilibradas de concorrência no mercado europeu. As regras detalham uma decisão anunciada pela União Europeia em abril. Na ocasião, o bloco informou que reduziria o volume de aço isento de tarifas e elevaria para 50% a cobrança sobre os embarques que ultrapassassem a cota. Segundo a Comissão Europeia, a iniciativa busca conter os impactos da sobreoferta global, fortalecer a indústria siderúrgica e elevar a utilização das usinas, que atualmente operam com cerca de 65% da capacidade. Em 2025, as principais origens das importações de aço da União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan. A Comissão Europeia também afirma que o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que, sem a manutenção das restrições às importações, a produção tende a continuar em queda. Atualmente, o aço importado pela União Europeia está sujeito a um sistema de salvaguardas que aplica uma tarifa de 25% sobre os embarques que excedem as cotas. Essas regras, criadas durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanecem em vigor até esta terça-feira (30), quando passam a ser substituídas pelo novo sistema. *Com informações da agência Reuters
30/06/2026 10:40:11 +00:00
PSD deve anunciar Kassab como vice de Caiado nesta quarta

PSD deve anunciar Kassab como vice de Caiado nesta quarta Uma reunião entre o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o pré-candidato do partido à Presidência da República pelo partido, Ronaldo Caiado, nesta terça-feira (30) deve selar o nome de Kassab como vice na chapa do ex-governador de Goiás ao Planalto. O anúncio deve acontecer logo no dia seguinte, na quarta-feira (1º), em Brasília. O partido negociava com outros partidos para evitar uma chapa puro-sangue — com presidente e vice do mesmo partido —, mas integrantes fundadores do PSD pediam que Kassab fosse vice, já que Caiado entrou há menos de seis meses na legenda. Ele era do União Brasil. LEIA TAMBÉM: A um mês das convenções, presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV O presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao lado do ex-governador João Doria, co-chairman do grupo Lide Victória Cócolo Caiado luta para conseguir subir nas pesquisas, onde marca em torno de 3% das intenções de voto, e se viabilizar como uma terceira via. Mesmo sem fazer ataques diretos a Flávio Bolsonaro (PL), ele tenta agregar apoios a partir da desistência de setores com a candidatura do senador.
30/06/2026 10:27:40 +00:00
Asado ou barbecue? Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne

Lucas Martinez, torcedor da Argentina, tempera a carne com sal enquanto prepara um churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas. Foto AP/Julio Cortez Milhares de torcedores argentinos desembarcaram no Texas para a Copa do Mundo, e uma velha disputa voltou à tona. Não é sobre quem tem a melhor seleção nem se Lionel Messi é o melhor jogador do campeonato. A discussão é outra: quem produz a melhor carne e qual é a forma certa de prepará-la. É isso mesmo: existe uma disputa em torno da carne bovina entre duas das maiores regiões produtoras de gado do mundo, onde o bife faz parte da cultura e da alimentação. O Texas lidera a produção de carne bovina nos Estados Unidos. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas do Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A Argentina aparece em sexto lugar. Mas, afinal, quem faz a melhor carne? O argumento a favor da carne argentina Torcedores da Argentina fazem churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas Foto AP/Julio Cortez "A carne argentina é simplesmente imbatível. A textura, o tipo de corte... não há como competir", afirma Carlos Eduardo Barahona, chef argentino de 64 anos que vive no Texas desde 1998. Dos cortes mais baratos aos mais nobres, a Argentina é superior, garante Barahona, que já trabalhou em restaurantes na Argentina, no Uruguai e no Texas. "Você pode fazer um asado argentino com o corte mais barato do país e ainda assim vai apreciar a carne. Aqui, você pode usar o melhor corte, como filé-mignon, e, dependendo da origem, ele pode ficar duro, incomível ou macio. A nossa carne, porém, tem um perfil de sabor completamente diferente", disse. A maior parte da carne bovina argentina vem de gado criado a pasto, em campos abertos. Isso faz com que os animais levem mais tempo para atingir o ponto ideal de abate. O resultado é uma carne mais magra, com sabor intenso e terroso. Custo da carne bovina cai em Foz do Iguaçu e estimula preparativos para a Copa do Mundo O argumento a favor da carne texana No Texas e nos EUA, a maior parte do gado é alimentada com grãos. Isso faz com que a carne tenha mais marmoreio — as camadas de gordura entremeadas nas fibras musculares, que ajudam a manter a suculência e a maciez durante o preparo — e um sabor mais adocicado. "Não existe carne melhor do que a americana, especialmente a do Texas", afirmou o comissário de Agricultura do Texas, Sid Miller. Mas, segundo Miller, a carne argentina também é muito boa. Graças ao Texas. Segundo ele, o órgão abriu, há mais de uma década, um escritório de representação para conectar pecuaristas do Texas a criadores de gado da América do Sul, especialmente da Argentina. "Não quero desmerecer nossos amigos da Argentina, mas nós ajudamos a melhorar a produção deles", disse. O veredito de quem come carne O argentino Gonzalo Herrera aproveitou uma ida ao Walmart de Arlington, no Texas, para ver as carnes disponíveis depois de assistir aos dois gols de Lionel Messi na vitória sobre a Áustria. Para ele, a discussão sobre qual carne é melhor não faz muito sentido. "Para ser sincero, não vejo uma diferença tão grande", disse Herrera enquanto colocava quatro bifes T-bone no carrinho de compras. "O segredo é saber exatamente quais cortes comprar e encontrar o equivalente ao que comemos na Argentina", afirmou, balançando a cabeça ao ver o preço de US$ 45. "Os preços aqui são mais altos", disse Herrera. A discussão também passa pelas receitas e pelas preferências em relação ao estilo e à espessura dos cortes. No fim das contas, é literalmente uma questão de gosto quando o assunto é tempero, selagem da carne, defumação, manteiga, pimenta, molhos e outros ingredientes. Na churrascaria argentina Corrientes 348, em Dallas, os bifes são preparados apenas com sal e carvão de madeira de mesquite, segundo o gerente assistente Emmanuel Tobon. "Há uma grande diferença. Os texanos usam muita pimenta, manteiga e um pouco de molho barbecue", disse Tobon. "Os argentinos preferem realçar todo o sabor da carne usando apenas sal." A Argentina ainda tem pelo menos mais uma partida em Dallas, no sábado. Os torcedores da Albiceleste têm lotado o restaurante em busca de um gostinho de casa durante a Copa do Mundo. "Eles têm aproveitado a cultura texana", afirmou Tobon. "(Mas) tem sido um grande prazer receber todos eles e fazê-los se sentir em casa." Segundo ele, os argentinos têm muito orgulho da cultura do churrasco, das receitas passadas de geração em geração e do trabalho "sagrado" do churrasqueiro nos grandes almoços em família. Para Fernando Garcia Morillo, argentino de Buenos Aires que hoje vive perto de Miami, a carne dos dois países é excelente. Ainda assim, ele sente falta das tradições do seu país sempre que pede um bife nos EUA. "Eu peço só sal, sem pimenta, bem simples", disse Morillo. "Às vezes eles usam muito molho." Ele rejeitou qualquer ideia de rivalidade entre os EUA e a Argentina por causa da carne. "Talvez exista a rivalidade de sempre com o Brasil, nosso vizinho", disse. "Eu adoro a carne dos EUA."
30/06/2026 08:03:33 +00:00
Dinheiro lidera preocupações em pesquisa e supera saúde, família e trabalho; veja o que explica

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Uma pesquisa da fintech Onze, realizada em parceria com a Icatu Seguros e cedida com exclusividade ao g1, mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal fonte de preocupação. No levantamento, o percentual supera temas como saúde (22%), família (15%), violência (10%), política (6%) e trabalho (5%). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A pesquisa foi realizada entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas, entre trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEI), desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos. Os dados revelam um cenário de falta de planejamento financeiro e sobrecarga emocional. Entre os entrevistados, 56% afirmam não possuir reserva de emergência — questão que se destaca no levantamento pelo quarto ano consecutivo. Outros 15% não possuem reserva e ainda têm dívidas. Além disso, 53% dizem que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado. Agora no g1 O principal receio dos entrevistados é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, como problemas de saúde, acidentes ou ajuda a familiares e amigos, citado por 58% dos entrevistados. Na sequência aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e quitar dívidas ou limpar o nome (22%). Dinheiro é a maior fonte de preocupação por quase metade dos brasileiros g1 Cartão de crédito é o principal vilão Questionados sobre quais tipos de dívidas possuem, cerca de 60% citaram o cartão de crédito (parcelado ou fatura em aberto). Em seguida aparecem o empréstimo pessoal (30%) e o crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador (26%). O principal motivo para recorrer ao crédito é cobrir os gastos do mês, como alimentação e contas básicas, apontado por 45% dos entrevistados. Outros 23% disseram recorrer ao crédito por causa de emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, enquanto 13% afirmaram que usam empréstimos para renegociar dívidas ou limpar o nome. O peso da responsabilidade financeira familiar também ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial da própria renda. A pesquisa também revela desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis. O levantamento revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, o cartão de crédito continua sendo o principal vilão porque transmite a sensação de que a renda é maior do que realmente é. "A partir do momento que você comprou a mais, no mês seguinte não vai conseguir pagar a fatura. Começa a pagar o mínimo e entra numa bola de neve de juros", afirma o especialista. Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, afirma que o ambiente de consumo também alimenta o endividamento. "As pessoas são estimuladas o tempo todo ao consumo pelas redes sociais. Segurar esse consumo para evitar a bola de neve dos juros é um desafio comportamental. O mundo hoje estimula muito o consumo digital. Quando sobra um espaço na renda, a pessoa acaba consumindo — por necessidade ou pelo ambiente em que vive", completa. Impacto na saúde mental A instabilidade financeira também afeta diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, 72% afirmam que a situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida. Em casos mais graves, 9% dizem que as preocupações com dinheiro chegam a afetar a saúde física. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (53%) e depressão (18%). Preocupação financeira afeta a saúde mental dos trabalhadores g1 Segundo Antonio Rocha, ansiedade e insônia costumam ser os primeiros sinais de quem enfrenta dificuldades financeiras. Em casos mais graves, o estresse também pode desencadear depressão, problemas de saúde mais sérios e até compulsão alimentar. Para o especialista, a preocupação constante em conseguir fechar as contas do mês, a falta de uma reserva de emergência e a insegurança em relação ao futuro criam um estado permanente de tensão. "Isso deixa as pessoas numa agonia constante de sentir que a vida não está andando. Não consegue juntar dinheiro, não fecha a conta e tem que entrar no crédito. Aí vira inadimplência, banco ligando, mensagem, golpe, fraude, bet. É um tema que gera uma sobrecarga nas pessoas", afirma. Esse cenário é conhecido como estresse financeiro e afeta a saúde física e mental, além da produtividade no trabalho e das relações pessoais. Cerca de 69% dos entrevistados afirmaram que seriam mais felizes e produtivos caso alcançassem estabilidade financeira por meio de planejamento e melhor organização das dívidas. Para Henrique Diniz, esse estresse também afeta diretamente o ambiente de trabalho e reduz a produtividade. "O trabalhador fica com medo de perder o emprego e isso só piora, gerando uma bola de neve perigosa", explica. O especialista defende que as empresas também discutam saúde financeira com seus funcionários. "Os RHs não têm que ter tabu de discutir saúde financeira. Levar informação e produtos de proteção financeira facilita o planejamento das pessoas e ajuda a reduzir essas preocupações", completa. Por que a percepção da economia está ruim?
30/06/2026 08:03:30 +00:00
Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai

Brasil se aproxima do limite da cota chinesa, e frigoríficos diminuem compra de bois O Brasil deve atingir, em agosto, o limite anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Por causa disso, pecuaristas afirmam que os frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois para abate. Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa. No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%. Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações. Segundo o pecuarista Luciano Resende, de Rondonópolis (MT), a procura dos frigoríficos por gado diminuiu na última semana. Como consequência, o preço médio da arroba do boi gordo nas vendas a prazo caiu de R$ 344 para R$ 332, nos últimos 10 dias. Agora, o setor aguarda para ver como frigoríficos e compradores vão se adaptar ao novo cenário. Segundo o diretor executivo da Acrimat, Daniel Latorrocara, poucos países conseguem produzir excedentes de carne bovina como o Brasil. "Caso a China não compre da gente e acelere a compra de Uruguai e Nova Zelândia, esses dois países vão deixar de atender outro do mundo e aí é uma oportunidade de onde os nossos animais podem ser enviados até o fim do ano", afirma. Leia também: El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Brasil cria protocolo para voltar a exportar carne bovina à União Europeia; veja como vai funcionar Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome
30/06/2026 07:00:54 +00:00
Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba

Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro. Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida. É #FAKE que Toyota vai deixar o Brasil e demitiu 1,5 mil funcionários de fábrica no interior ➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho - veja no vídeo abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos Unidade em Indaiatuba Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários. A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla. Segundo a montadora, na planta foram produzidos os primeiros modelos híbridos flex do mundo. Nova fábrica A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região
30/06/2026 06:00:29 +00:00
Do lixo ao adubo: como restos de comida ajudam a reduzir emissões de gases do efeito estufa

Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população. Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores. O desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático. Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma. ENTENDA: Por que há tanto desperdício de alimentos, enquanto milhões passam fome no Brasil Para mitigar a questão, surgem iniciativas que buscam combater cada um desses problemas. Uma das formas de fazer isso é usar a compostagem para que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente. O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, em São Paulo, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (Veja no vídeo no início da reportagem). O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção. O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro O g1 também visitou outras duas iniciativas de combate ao desperdício. Confira abaixo. Combate ao desperdício e à fome Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras. Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério. Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias. Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos. “Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome. O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (Confira no vídeo acima). Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras. Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações. No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais. Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Como minimizar perdas Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores. As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima). Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade. Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira. Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade. Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco. As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino.. Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores. Leia também: Como calor e seca afetam alimentos e já deixam o café mais caro Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz
30/06/2026 06:00:21 +00:00
Por que ataque hacker a fornecedor preocupa a Apple antes do lançamento do iPhone 18

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton Fotos do futuro iPhone 18 Pro, previsto para ser lançado em setembro, foram parar na dark web depois de um ataque hacker à Tata Electronics, fornecedora indiana da Apple. O material vazado inclui ainda uma lista confidencial de componentes e fornecedores da gigante americana. As informações foram confirmadas por meio de documentos e de uma fonte da Reuters, uma semana após a Tata Electronics informar ter sido alvo de um incidente de cibersegurança. Mais de 200 mil arquivos foram vazados pelo grupo de ransomware World Leaks, segundo a agência de notícias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Ransomware é um tipo de ataque hacker que bloqueia dados de um sistema e exige um resgate para que eles sejam liberados. Em alguns casos, as informações são vazadas na dark web, área restrita da internet, disponível apenas por meio de programas específicos. Nos novos documentos, pelo menos seis arquivos detalham vários componentes do iPhone 18 Pro para uma fornecedora da Apple. Eles incluem detalhes de chips na placa de circuito principal, bem como partes da bateria e das câmeras. Agora no g1 Vários dos arquivos vazados têm marcas d'água com o aviso "confidencial" e nomes de código internos da Apple, consistentes com a geração do iPhone 18 Pro, segundo uma fonte da Reuters. Na pasta com arquivos do iPhone 18 Pro, há fotografias dos celulares sendo submetidos a testes de queda em uma das fábricas da Tata, datadas do início de 2026. As fotos mostram um aparelho convencional, cinza e com formato retangular, com um conjunto de três câmeras traseiras e o logotipo da Apple. A Reuters não conseguiu identificar com certeza o número do modelo do telefone, mas a fonte disse que as fotos são de modelos do iPhone 18 Pro. A Apple considera esse detalhe sensível e está preocupada com a divulgação dos documentos na dark web, já que se referem a modelos ainda não lançados, segundo uma fonte da Reuters. O material detalha centenas de componentes presentes no próximo celular e mapeia fabricantes de peças, informação que a empresa não divulga em seu banco de dados público de fornecedores, disse a fonte. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Ann Wang Os registros também mostram onde a Apple adquire peças de vários fornecedores e onde depende de apenas alguns, expondo tanto seu poder de negociação quanto suas vulnerabilidades. O material que já tinha sido analisado por pesquisadores contava com supostos projetos de peças de iPhones e da montadora Tesla, que também é cliente da Tata. Os arquivos reuniam ainda documentos da TSMC e da Qualcomm, que fabricam componentes usados em iPhones. Vazamento segue em investigação A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis enquanto investiga o incidente e contratou uma consultoria global para realizar uma auditoria forense. A Apple investiga o assunto e trabalha com a fornecedora em medidas de longo prazo. O incidente ameaça acordos da Apple com sua rede de fornecedores que fabricam peças do iPhone e a relação da empresa com a Tata Electronics, visto que os contratos costumam ter várias cláusulas de confidencialidade. O vazamento pode contribuir ainda para que concorrentes, falsificadores e os próprios fornecedores da Apple tenham uma ampla visão de quem fabrica cada componente. A exposição indevida dos dados acontece em um momento em que a Tata se consolida como uma das fornecedoras mais importantes da Apple fora da China, em uma iniciativa do primeiro-ministro indiano Narendra Modi de tornar o país em uma potência na fabricação de eletrônicos. A entrada da Apple na Índia depende da Tata, sua mais nova montadora principal. A Índia está perto de produzir 26% dos iPhones do mundo em 2026, um aumento em relação aos 6% de quatro anos atrás, segundo a empresa de pesquisa Counterpoint. A Apple também lida com o caso dias após aumentar os preços do iPad e do MacBook devido à alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Analistas esperam que a empresa aumente os preços do iPhone nos próximos meses.
30/06/2026 06:00:17 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita paga 2º lote de restituição nesta terça; veja o calendário

Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal começa a pagar nesta terça-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, referente ao mês de junho. O crédito bancário será realizado ao longo do dia. Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia. Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal. (veja aqui como consultar) Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões. Quem recebe neste lote O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: 155.060 restituições para idosos acima de 80 anos; 1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos; 106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave; 507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério. Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote. Agora no g1 Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
30/06/2026 04:46:40 +00:00
Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: prazo para entrar no próximo lote termina nesta terça-feira

PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Termina nesta terça-feira (30) o prazo para solicitar o segundo lote de pagamentos do antigo fundo PIS/Pasep. O saque para quem fizer o pedido dentro do prazo está previsto para o dia 27 de julho. Ao longo do ano, há outras datas para solicitações e pagamentos, seguindo um calendário já estabelecido pela Caixa Econômica Federal. 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda
30/06/2026 03:00:52 +00:00
Trump pede que postos de gasolina reduzam preços nos EUA: 'Se não, grandes problemas virão'

Trump pede investigação sobre “abuso” nos preços da gasolina. Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que os postos de combustíveis precisam reduzir os preços da gasolina. Segundo o republicano, haverá “grandes problemas” caso não o façam. “Os varejistas de gasolina devem reduzir seus preços IMEDIATAMENTE! Eles estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 e com o barril e em queda", escreveu Trump na Truth Social. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia “Se os varejistas não fizerem isso, grandes problemas virão. Comecem a mirar em torno de US$ 2,50 por galão", acrescentou. Na semana passada, Trump disse ter instruído o Departamento de Justiça a investigar empresas do setor por não reduzirem os preços nas bombas em linha com a queda dos custos do petróleo bruto. Ele acusou as companhias de abuso nos preços. Agora no g1 Os preços do petróleo dispararam neste ano após ataques dos EUA e de Israel ao Irã, no fim de fevereiro, seguidos de respostas iranianas a Israel e a países do Golfo que abrigam bases americanas. O cenário é de descontentamento entre consumidores diante da alta nos preços da gasolina. Enquanto isso, Trump demonstra preocupação com sua popularidade. O presidente e seus colegas republicanos tentam manter a maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. Em meio à aproximação do pleito, a diplomacia entre Washington e Teerã para tentar resolver o conflito trouxe algum alívio recente nos preços da gasolina para os americanos. O tema, no entanto, ainda preocupa Trump. Um cessar-fogo entrou em vigor em abril e foi posteriormente prorrogado, mas EUA e Irã continuam se acusando mutuamente de violações. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci
30/06/2026 01:07:26 +00:00
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Jovem usa o celular Hollie Adams/Reuters A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes. A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais. O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos. Agora no g1 O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual. A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024. O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um "dever de cuidado" (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
30/06/2026 00:23:12 +00:00
Memes: Paraguai elimina Alemanha nos pênaltis e anima a internet

Brasiguaios comemoram primeiro gols do Paraguai contra a Alemanha O Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A eliminação da seleção europeia gerou memes nas redes sociais. Nas redes sociais, muitos destacaram o desempenho do goleiro paraguaio Gill contra o alemão Neuer, enquanto outros mostraram a torcida pela seleção sul-americana. Goleiro paraguaio Orlando Gill defende pênalti contra alemão Nick Woltemade Reuters/Pilar Olivares Veja os memes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
29/06/2026 23:12:28 +00:00
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

Simples Nacional. Simples Nacional/Divulgação Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários. A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país. Agora no g1 O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado. Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria. A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização. Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia. “Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse. A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor. Simples Nacional Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor. A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI. Atualmente, podem aderir ao Simples: microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano; transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano; microempresas com até R$ 360 mil por ano; e empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais. De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
29/06/2026 22:40:11 +00:00
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
29/06/2026 21:43:24 +00:00
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
29/06/2026 21:42:24 +00:00
Passagem aérea: voo doméstico sobe 11% em um ano e custa, em média, mais de R$ 630 no Brasil

Passagem aérea pode subir até 20% com querosene, dizem especialistas O preço médio das passagens domésticas atingiu R$ 632,53 em maio deste ano, alta de 11,2% na comparação com maio de 2025 (R$ 568,96) e de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (R$ 589,34). Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que monitora mensalmente as tarifas aéreas. Os valores consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, e são atualizados pela inflação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Anac, em maio, 49,1% das passagens aéreas domésticas (voos dentro do Brasil) foram vendidas por menos de R$ 500. Desse total, 20,7% dos bilhetes custaram até R$ 300, enquanto 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500. Por outro lado, 5,4% das passagens vendidas ao público geral ficaram acima de R$ 1.500 - ou seja, aproximadamente 1 a cada 20 bilhetes ultrapassou esse valor, que se aproxima do salário mínimo de 2026, de R$ 1.621. Preço é pressionado pelo combustível Bomba de combustível em posto no DF Arquivo/Agência Brasília O preço das passagens aéreas passa por altos e baixos com frequência. No último ano, a tarifa média chegou a R$ 763 em dezembro, impulsionada pelas férias de fim de ano. Já a alta mais recente está relacionada ao aumento do preço do combustível de aviação (QAV). O mercado de petróleo tem sido impactado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. O local responde por uma parcela significativa do fluxo global da commodity, e qualquer interrupção pode elevar os preços internacionais. Em maio, o valor médio do litro do QAV chegou a R$ 6,46, uma alta de 68,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 44,4% na comparação com maio de 2024, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mais de 8 milhões de pessoas viajaram pelo Brasil O relatório de demanda e oferta da Anac mostra que o número de passageiros em maio deste ano chegou a 8,3 milhões. No total, o mercado aéreo cresceu 2,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado, mas o avanço ficou concentrado em duas grandes companhias: Latam e Gol aumentaram seu volume e juntas dominam 72% do setor, enquanto Azul perdeu força e viu sua participação cair.
29/06/2026 20:25:25 +00:00
IA do Google mostra Brasil eliminado antes do fim do jogo e erra placar contra o Japão

IA do Google mostrou Brasil eliminado pelo Japão antes do fim do jogo Andrew Kelly/Reuters; AP Photo/Eric Smith A inteligência artificial do Google cometeu um erro na tarde desta segunda-feira (29), durante a partida entre Brasil e Japão pelos 16 avos de final da Copa do Mundo. Em uma pesquisa sobre o próximo jogo do Brasil, a seção do Google chamada de "Visão Geral Criada por IA" afirmou que a equipe tinha sido eliminada pelo Japão com o placar de 1 a 0. (veja a imagem ao final) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A informação incorreta foi identificada pelo g1 às 16h05, cerca de 8 minutos após Gabriel Martinelli fazer o segundo gol do Brasil e 46 minutos depois de Casemiro empatar a partida. Em outro teste por volta das 16h50, a IA do Google apresentou o placar atualizado e os detalhes corretos sobre a próxima partida. Agora no g1 Copa do Mundo: veja quando será próximo jogo do Brasil após se classificar, e quais os próximos se ganhar No primeiro momento, o buscador disse que, "por ter sido derrotada, a seleção brasileira não tem novos jogos oficiais pelo torneio agendados no momento". O Google apresentou como referências sites jornalísticos e ofereceu a opção de assistir aos melhores momentos da suposta "partida de despedida" da seleção brasileira. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final. A seleção jogará contra o ganhador de Costa do Marfim e Noruega e voltará a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília). Procurado pelo g1, o Google explicou que a usa um tipo de inteligência artificial que aprende padrões e estruturas com os dados em que é treinada e os usa para criar algo novo. "Ela está em constante evolução e pode fornecer informações imprecisas ou ofensivas", afirmou. A empresa recomenda verificar informações importantes em mais de um lugar, clicar nos links da IA para ver mais detalhes e fazer perguntas diferentes para receber as melhores respostas. IA do Google mostrou Brasil eliminado pelo Japão antes do fim do jogo Reprodução
29/06/2026 20:03:30 +00:00
Matemático 'guru das Copas' errou: Brasil elimina Japão e contraria 'previsão'

O matemático 'guru das Copas' que previu confronto entre Brasil e Japão - e aposta em vitória dos japoneses Getty Images O economista Achim Klement não contava com Gabriel Martinelli. O alemão, que iniciou a Copa como "guru" por ter acertado os campeões das três edições passadas, havia previsto que o Brasil enfrentaria o Japão no primeiro jogo do mata-mata - e apostava em vitória dos japoneses. Quando o Japão abriu o placar, parecia que o alemão acertaria mais uma vez. Mas Casemiro e Gabriel Martinelli resolveram intervir, acabando com a "maldição" da previsão. Mas o erro no jogo do Brasil não apaga o histórico de acertos realmente notável de Klement em outras previsões. O economista alemão criou um complexo modelo de previsão que mantém 100% de acerto nas suas previsões do campeão mundial, desde a Copa disputada no Brasil, em 2014. Agora no g1 Se a profecia estatística de Klement se confirmar pela quarta vez, a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho. Além dos campeões, o modelo do economista alemão mapeia todas as fases do torneio e suas 48 seleções. Segundo o modelo, a Holanda enfrentará a Espanha nas semifinais. E, na outra semifinal, enfrentam-se Inglaterra e Portugal — que terá eliminado a Argentina nas quartas de final. O economista prevê que Portugal vencerá mais uma vez os ingleses, como ocorreu nas quartas de final da Copa de 2006, na Alemanha. A previsão só não detalha se a decisão ocorrerá novamente nos pênaltis. Depois de acertar todos os resultados da Alemanha na Copa do Mundo de 2010, o polvo Paul ainda previu a vitória da Espanha sobre a Holanda, na final do torneio realizado na África do Sul AFP via Getty Images Klement é um "pessimista" confesso, que morou por 10 anos no Reino Unido. Para ele, a pesquisa nunca pretendeu evitar a tristeza de ninguém, nem ganhar dinheiro em apostas. Na verdade, ele esperava revelar o absurdo de tentar prever os resultados. "Tudo começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas, que acham que podem prever fatos sobre os quais não têm nenhuma indicação", explica Klement. "Agora, isso passou a ser uma demonstração de como, se você tiver sorte várias vezes, as pessoas irão achar que você é um guru." Sua primeira previsão se tornou realidade em 2014, quando o seu país, a Alemanha, venceu a Copa do Mundo realizada no Brasil. Klement imaginou que, refazendo a simulação novamente em 2018, ele poderia demonstrar que aquilo foi uma casualidade. Mas ele acertou novamente sua previsão com a França em 2018 — e, depois, com a Argentina, em 2022. "Como eu acertei três vezes seguidas, as pessoas, agora, acham que este modelo é invencível e que, é claro, eu certamente irei acertar mais uma vez", ele conta. A Holanda é considerada o país mais forte no futebol que nunca venceu uma Copa do Mundo Getty Images É verdade que existem fatores "sistêmicos" conhecidos que determinam, em parte, o sucesso de cada país na Copa do Mundo. Eles incluem a população nacional, a riqueza, o clima e o ranking mundial da Fifa. Mas a popularidade das previsões quadrienais de Klement cresce a cada acerto. E ele alerta seus leitores a considerar seus resultados com cautela, pois estes fatores contam apenas uma parte da história. "Os outros 50% são de sorte", segundo ele. "Cada jogo — especialmente quando você tem equipes de alta qualidade, com técnicas e habilidade muito similares, jogando entre si — realmente depende da forma naquele dia, de uma decisão da arbitragem, de um pouco de sorte entre aquela bola que bate na trave ou entra no gol." "Este tipo de coisa é completamente imprevisível", explica Klement. Sempre que a Copa do Mundo se aproxima, o modelo de previsão oferece a Klement uma ótima diversão em relação ao seu trabalho diário. "Particularmente em 2026, quando temos tantas crises, guerras e coisas acontecendo, é algo que me faz sentir bem", ele conta. "E espero que os leitores também se sintam bem e tenham um pouco de distração de tudo de ruim que está acontecendo no mundo." Mas, a cada vez que o economista acerta uma previsão, cresce o peso da expectativa. Brasil x Japão Reuters/Troy Taormina
29/06/2026 19:41:53 +00:00
Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis; veja como fica expediente e salários

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 aumentou a expectativa dos torcedores, que já começam a reorganizar a rotina para acompanhar os próximos jogos. Se chegar até a final, o time comandado por Carlo Ancelotti vai disputar quatro jogos até a decisão do título. Desses, dois estão marcados para dias úteis. (CORREÇÃO: O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026.) ⚽ Veja abaixo o caminho do Brasil até a final: Oitavas de final: 5 de julho (domingo), às 17h Quartas de final: 11 de julho (sábado), às 18h Semifinal: 15 de julho (quarta-feira), às 16h Final: 19 de julho (domingo), às 18h 🔍 Sábado é considerado dia útil tanto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, quanto pela Constituição Federal de 1988. Durante a Copa, é comum que empresas adotem medidas para acomodar o interesse dos funcionários pelos jogos do Brasil, com ajustes de escalas, mudanças no expediente e, em alguns casos, liberação dos trabalhadores. Apesar disso, as empresas não são obrigadas por lei a liberar os funcionários em dias de jogo. Por isso, muitos trabalhadores ficam em dúvida sobre como agir e temem ser surpreendidos por descontos no salário, necessidade de compensar horas ou até punições. ➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa. Folga ou não? O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo. Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição. A liberação de funcionários, quando ocorre, depende exclusivamente da decisão da empresa. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente. Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra. Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho. O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente. A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa. Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”. Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente. Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado. Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa. O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana Marcos Serra Lima/g1 Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido. Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos. Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência. Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina. “Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma. Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes. Seleção brasileira vence amistoso contra Senegal Isabel Infantes/Reuters
29/06/2026 19:27:31 +00:00
Suprema Corte derruba precedente de quase 100 anos e amplia poder de Trump sobre agências independentes

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. Reuters/Evan Vucci A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta segunda-feira (29) um precedente de quase cem anos e deu permissão para que o presidente Donald Trump demitisse uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), a agência federal independente que regula a concorrência no país. A decisão expande os poderes presidenciais sobre o governo e reverte o próprio entendimento da Corte de 1935, que havia reconhecido a autoridade do Congresso para proteger líderes de certas agências reguladoras de destituições presidenciais. Os juízes, em uma decisão de 6 a 3 impulsionada pela maioria conservadora do tribunal, invalidaram as proteções de estabilidade no cargo para membros da FTC. 🔎 No ano passado, Trump destituiu Rebecca Slaughter da FTC devido a divergências políticas. A medida foi celebrada por Trump: "Esta decisão era almejada pelos presidentes dos EUA desde a década de 1930". "É uma grande honra ser o presidente em exercício que obteve esta decisão histórica e sem precedentes", acrescentou Trump em sua rede social. A decisão foi uma vitória para o republicano, mas veio no mesmo dia que uma série de derrotas sobre temas variados relacionados ao mandato do republicano. Agora no g1 Derrotas para Trump Demissão de diretora do Fed Também nesta segunda (29), a Suprema Corte proibiu Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913. 🔎 Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29). A decisão foi apertada: cinco ministros votaram para barrar a demissão, contra quatro a favor. Votos pelo correio A Suprema Corte também decidiu apoiar leis estaduais que permitem que cédulas enviadas pelo correio e recebidas após o dia da eleição sejam contabilizadas nas eleições de meio de mandato, marcados para novembro. A decisão representa uma derrota para Trump. Os juízes, também por cinco votos a quatro, derrubaram a decisão de um tribunal inferior que havia considerado uma lei do Mississippi incompatível com as normas dos EUA que definem o calendário das eleições federais — para a Presidência, o Senado e a Câmara dos Representantes. Caso de abuso sexual e difamação A Suprema Corte rejeitou ainda uma tentativa de Trump de anular a decisão de um júri de 2023 que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e, posteriormente, a difamou. Os juízes se recusaram a analisar o recurso do presidente dos EUA e confirmaram a decisão emitida por um tribunal inferior em 2024. Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões - o equivalente a R$ 25,8 milhões - à escritora.
29/06/2026 17:43:25 +00:00
iFood pede investigação sobre estratégia da 99Food e Keeta

iFood pede investigação sobre estratégia da 99Food e Keeta Divulgação O iFood pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que acompanhe de perto a atuação da Keeta e da 99Food no Brasil. A empresa alega que essas plataformas têm muito dinheiro disponível e, por isso, conseguem oferecer descontos e até operar no prejuízo para conquistar mais espaço no mercado. Para justificar o pedido, o iFood cita um estudo do próprio Cade sobre casos no exterior em que empresas usaram preços muito baixos e subsídios para ganhar clientes. Na petição, o iFood afirma que a DiDi, dona da 99Food, e a Meituan, responsável pela Keeta, têm acesso facilitado a recursos financeiros baratos. Segundo a empresa, isso acontece por causa de políticas do governo chinês que incentivam a expansão de empresas para outros países. Agora no g1 Entre essas políticas, o iFood cita iniciativas como a Nova Rota da Seda e um programa voltado ao crescimento de empresas de tecnologia fora da China. De acordo com o documento, esses programas ajudam a financiar a expansão internacional dessas companhias. O iFood também diz que DiDi e Meituan usam uma estratégia de crescimento baseada em dar descontos e aceitar prejuízos no curto prazo para ganhar mercado. Como exemplo, menciona um relatório do banco australiano Macquarie que aponta que os investimentos da DiDi no Brasil foram o principal motivo de um prejuízo de 470 milhões de dólares no último trimestre de 2025. O documento também cita que a Meituan teve prejuízo de 3,4 bilhões de dólares em 2025. Além disso, lista casos em que outras empresas deixaram de atuar em alguns países depois da entrada dessas plataformas, como aconteceu em Hong Kong, Catar e Kuwait. Com base no estudo do Cade e em exemplos de medidas adotadas em países como China, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, o iFood pediu que o órgão solicite informações sobre os custos e os preços cobrados pelas plataformas que operam no Brasil. A ideia é verificar se há indícios de práticas desleais de concorrência.
29/06/2026 17:36:01 +00:00
Land Rover do Brasil vai fazer recall por defeito em airbag; 250 mil carros foram afetados nos EUA

Land Rover Discovery Divulgação / Land Rover A Land Rover anunciou na última semana, nos Estados Unidos, um recall de mais de 250 mil unidades dos modelos Discovery, Defender e Range Rover produzidos entre 2020 e 2026. O defeito detectado pode ocorrer no airbag dianteiro do lado do motorista. Um dos conectores pode apresentar corrosão e, por causa disso, causar falha de acionamento do airbag quando necessário. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A campanha acontece após uma investigação da NHTSA, órgão de segurança de tráfego nos EUA. A reportagem do g1 entrou em contato com a JLR Brasil que confirmou que as unidades vendidas no país também vão passar por esse recall. Veja abaixo a resposta da empresa: “A campanha de recall também será realizada no Brasil. Neste momento, a JLR Brasil está conduzindo os procedimentos regulatórios necessários junto às autoridades competentes para o lançamento oficial da campanha no país. Assim que esse processo for concluído, os proprietários dos veículos potencialmente envolvidos serão notificados.” Agora no g1 Ainda não há confirmação de quantas unidades vendidas no Brasil farão parte do recall. A investigação da NHTSA começou em 2025. A entidade dos EUA percebeu um aumento de pedidos de reparo dentro do prazo de garantia de casos de "luz de alerta de mal funcionamento do airbag". A Land Rover descobriu, após testes, que a vibração poderia acarretar corrosão do conector do airbag. A solução para o problema, segundo comunicado da NHTSA, é a aplicação de um gel protetor no terminal do conector.
29/06/2026 17:23:01 +00:00
Cosan, dona da Rumo, avalia vender fatia na empresa para reduzir dívida

Em Ponto entrevista Luis Henrique Guimarães, CEO da Cosan A Cosan, dona ou sócia de empresas como Raízen e Compass, informou nesta segunda-feira (29) que avalia vender uma participação que possui na empresa de logística Rumo. A operação ainda está em fase inicial, e a companhia ressalta que não tomou qualquer decisão sobre a realização da transação nem sobre o formato de um eventual negócio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A empresa também confirmou a contratação do BTG Pactual como assessor financeiro. Segundo a Cosan, a análise faz parte de sua estratégia de reduzir o endividamento e otimizar sua estrutura de capital. Qual o objtivo da Cosan com a venda? Cosan Divulgação O principal objetivo da Cosan é reduzir seu endividamento. No último balanço, a holding registrou uma dívida expandida de R$ 11,5 bilhões e um prejuízo de R$ 1,583 bilhão. Se conseguir fortalecer sua situação financeira, a empresa poderá beneficiar seus negócios no longo prazo. Caso venda sua participação de 20,33% na Rumo, a Cosan transformaria parte de um de seus ativos mais valiosos em dinheiro. Com os recursos obtidos, poderá pagar parte da dívida, diminuir as despesas com juros e fortalecer sua estrutura de capital. No entanto, tudo dependerá do tamanho da participação vendida. Se negociar apenas uma parte da fatia e continuar como principal acionista ou mantiver o controle por meio de acordos societários, a Cosan poderá seguir influenciando a gestão da Rumo. A possibilidade de venda já repercute no mercado financeiro. O Citi retomou a cobertura da Cosan com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,50 para as ações, o que representa um potencial de valorização de 19,58%. Na avaliação do banco, a companhia avançou na estratégia de redução da dívida com a possível venda de ativos. Nesta segunda-feira, as ações da Cosan (CSAN3) recuavam 2,39%.
29/06/2026 17:20:33 +00:00
Lula se encontra com Hugo Motta e entrega projeto que amplia benefícios para MEIs

12.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e deputado federal Hugo Motta durante Lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto. Brasília-DF. SEAUD/PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (29) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e entregou o projeto de lei que amplia o teto do faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) terem tratamento tributário diferenciado. O teto sairá de cerca de R$ 80 mil por ano e chegará a R$ 140 mil, de forma escalonada, até 2028. De acordo com Motta, que publicou sobre a reunião com o presidente Lula nas redes sociais, o aumento para R$ 110 mil já ocorrerá em 2027. Os limites das demais categorias do Simples Nacional não devem ser corrigidos. A íntegra da proposta do governo ainda não foi divulgada. Ainda segundo o presidente da Câmara, o reajuste do teto "faz parte de uma negociação direta" para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6x1. A Câmara aprovou no fim de maio a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses. O texto ainda precisa ser votado pelo Senado. A defesa central do projeto é que os MEIs podem ajudar a reduzir o déficit de força de trabalho que será gerado pela redução da jornada. Contratação de mais um funcionário A proposta do governo também permite que os MEIs contratem um funcionário, permitindo a ampliação a capacidade de operação dos negócios. Atualmente, os microempreendedores podem ter apenas colaborador. Já existe um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema. O texto, de 2021, já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Câmara. Ele propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário. Ao entregar o projeto ao presidente da Câmara, o governo sinaliza que quer protagonismo na discussão e se aproximar da categoria. Agora no g1 Simples Nacional Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor. A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI. Atualmente, podem aderir ao Simples: microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano; transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano; microempresas com até R$ 360 mil por ano; e empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais. De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
29/06/2026 17:07:57 +00:00
Desenrola Adimplentes: quem aderir ao programa não poderá usar bets por seis meses

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução Quem aderir ao Desenrola Adimplentes, lançado nesta segunda-feira (29), terá o CPF bloqueado nas plataformas de apostas (bets) por seis meses. A mesma regra vale para os participantes do Fies Empreendedor, outra linha de crédito anunciada no mesmo evento, no Palácio do Planalto. "Beneficiários do Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses", informou o ministro da fazenda, Dario Durigan. A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras. Agora no g1 Como funciona o bloqueio O bloqueio será automático para quem aderir às novas linhas de crédito e impedirá o acesso às plataformas de apostas regulamentadas no país durante o período de seis meses. A medida atinge tanto os trabalhadores informais que renegociarem dívidas pelo Desenrola Adimplentes quanto os ex-alunos do Fies que buscarem crédito para empreender. Quem pode aderir O Desenrola Adimplentes é voltado para quem ainda não está inadimplente, mas paga juros altos em financiamentos. O foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies que queiram empreender. A expectativa é alcançar até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês. Para os estudantes do Fies, os juros podem chegar a 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas. Onde buscar As linhas de crédito estarão disponíveis, inicialmente, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Os bancos privados ainda vão decidir se aderem ou não às condições. Leia mais aqui.
29/06/2026 16:27:59 +00:00
Michelle deixa de seguir enteados e publica versículos em meio à crise na família Bolsonaro

Michelle Bolsonaro deixa de seguir Eduardo e Carlos Apesar do pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à madrasta e da tentativa do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, de estancar a crise provocada pelo vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o conflito na família do ex-presidente Jair Bolsonaro segue movimentando as redes sociais. Michelle já não segue mais os enteados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Eduardo, por sua vez, ainda acompanha a madrasta no Instagram, mas passou a republicar, em seu perfil no X, conteúdos com críticas a ela. O deputado cassado compartilhou a defesa da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, que descreveu o marido como "leve, respeitoso e carinhoso". Eduardo também repostou um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, no qual ele acusa Michelle de fazer "birra" por não ter sido escolhida como sucessora de Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto (leia mais abaixo). RELEMBRE: Vídeo de Michelle sobre Flávio: entenda a crise e o racha na família Bolsonaro O ex-deputado e a madrasta mantinham uma relação próxima. Em janeiro de 2025, os dois chegaram a viajar juntos aos Estados Unidos para a posse do presidente norte-americano Donald Trump. No vídeo que publicou na quarta, Michelle faz uma menção a quem atua contra ela do exterior, uma clara referência a Eduardo Bolsonaro. Michelle chegou a atribuir a esse núcleo publicações que a citam sem o sobrenome Bolsonaro, apenas com o de solteira: Michelle Firmo. Com Carlos, o desgaste é mais antigo. Em março deste ano, durante uma entrevista, Michelle disse ter perdoado o vereador pelos conflitos antigos, mas descartou qualquer reaproximação: "Já perdoei, mas não quero conviver", disse, na época. A mãe dos três irmãos, Rogéria Bolsonaro, publicou uma mensagem compartilhada por Eduardo, Carlos e Flávio — que continua sendo seguido por Michelle e está no centro das tensões: "Eu sei os homens que criei, dignos e honrados. Venceremos!", escreveu. Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Montagem / g1 Trechos bíblicos Na última quinta (25), no fim do dia, Michelle compartilhou um trecho bíblico sobre o "falso testemunho" não ficar impune. Na sexta (26), foi a vez de Fernanda Bolsonaro publicar um versículo de Provérbios sobre a "testemunha falsa que profere mentiras" e "o que semeia contendas entre irmãos": "Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16–19). LEIA TAMBÉM: Crise com Michelle complica estratégia de Flávio Bolsonaro para ampliar eleitorado, dizem analistas Libras, Estrela de Davi e honrarias: o cenário do vídeo de Michelle Bolsonaro Quem é quem na confusão que gerou racha entre Michelle e Flávio Bolsonaro
29/06/2026 15:37:01 +00:00
Suprema Corte dos EUA proíbe Trump de demitir diretora do Fed

Montagem mostra Lisa Cook e Donald Trump SAUL LOEB and ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP A Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu o presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913. 🔎 Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29). A decisão foi apertada: cinco ministros votaram para barrar a demissão, contra quatro a favor. (leia mais abaixo) Agora no g1 Também nesta segunda-feira, a Suprema Corte decidiu que Trump pode demitir uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), agência independente responsável por regular a concorrência nos EUA. A decisão amplia os poderes do presidente e reverte um precedente de 1935 que permitia ao Congresso proteger dirigentes de determinadas agências reguladoras contra demissões pelo Executivo. Nas redes sociais, Trump comemorou. "Esta decisão era almejada pelos presidentes dos EUA desde a década de 1930", escreveu. Entenda a decisão sobre Lisa Cook O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e o conservador Brett Kavanaugh acompanharam três juízes liberais para formar a maioria que proibiu a demissão de Cook. Clarence Thomas, Samuel Alito, Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett divergiram. A decisão se soma a outro julgamento relevante, de 20 de fevereiro, quando a Corte derrubou grande parte das tarifas globais de Trump. Roberts, que redigiu a decisão da Corte, afirmou que Trump "deixou de conceder a Cook as proteções processuais às quais ela tinha direito por lei. "Sem essas proteções, ela não poderia contestar adequadamente as acusações que o presidente fez contra ela", afirmou. Os membros do Conselho de Governadores do Federal Reserve "não servem por mera liberalidade do presidente; em vez disso, cumprem mandatos escalonados de 14 anos e só podem ser destituídos 'por justa causa'", acrescentou Roberts. Em agosto, Trump citou suspeitas não comprovadas de fraude imobiliária ao tentar demitir Cook — a primeira mulher negra a ocupar o cargo. Ela afirma que a medida foi motivada por divergências sobre a condução dos juros por parte do Fed. Os juízes também rejeitaram um pedido do Departamento de Justiça para liberar a demissão imediata, enquanto segue o processo aberto por Cook. Ela nega as acusações. O Fed é o banco central mais influente do mundo e define o custo do crédito nos Estados Unidos e, indiretamente, em outros países. A instituição tem sido alvo de críticas de Trump desde seu retorno à presidência, em janeiro de 2025. Cook tinha mandato até 2038 e foi indicada pelo ex-presidente Joe Biden em 2022. A pressão de Trump sobre Cook e uma investigação separada contra o então presidente do Fed, Jerome Powell, representam o maior desafio recente à independência do banco central. O mandato de Powell como presidente do Fed terminou em 15 de maio, mas ele segue no conselho. Kevin Warsh, indicado por Trump, foi confirmado pelo Senado e assumiu o cargo dias depois. O que diz a lei sobre o Fed Ao criar o Fed, em 1913, o Congresso aprovou a chamada Lei da Reserva Federal. A norma prevê proteção contra interferência política e estabelece que membros do conselho só podem ser demitidos pelo presidente por “justa causa”. O termo, no entanto, não é claramente definido na lei. Trump tentou demitir Cook em 25 de agosto de 2025, ao publicar uma carta nas redes sociais citando acusações levantadas por Bill Pulte, chefe da Agência Federal de Financiamento Imobiliário e aliado do presidente. As alegações envolviam imóveis da diretora em Michigan e na Geórgia. Pulte escreveu nas redes sociais: “Acredito que Lisa Cook será indiciada por fraude hipotecária”. Em setembro, a juíza federal Jia Cobb decidiu que a tentativa de Trump de demitir Cook sem aviso prévio ou possibilidade de defesa provavelmente violou seu direito ao devido processo legal, garantido pela Constituição dos EUA. Segundo a magistrada, as acusações também não seriam motivo suficiente para a demissão, já que se referem a fatos anteriores ao mandato dela. O Tribunal de Apelações em Washington também rejeitou o pedido de Trump para suspender a decisão. Pressão política sobre o Fed A disputa ocorre em um momento de forte pressão política sobre o banco central. Trump tem pressionado o banco central a reduzir os juros mais rápido e de forma mais intensa no combate à inflação. Ele também criticou repetidamente Jerome Powell por não atender a essas demandas. O caso levanta dúvidas sobre a autonomia do Fed para definir os juros sem interferência política — algo considerado essencial para manter a inflação sob controle. Como integrante do conselho do Fed, Cook participa das decisões sobre juros ao lado de outros diretores e dos presidentes dos bancos regionais da instituição. Em decisões recentes, a Suprema Corte tem ampliado o poder do presidente sobre agências federais e pode rever um precedente de 1935 que protege esses órgãos contra demissões políticas. Ainda assim, a Corte indicou que o Fed pode ser tratado como uma exceção. Em decisão de maio de 2025, os ministros destacaram que o banco central tem estrutura e histórico distintos. Limites ao poder de Trump Tanto o caso de Cook quanto a disputa sobre as tarifas expõem as consequências da postura mais agressiva de Trump ao ampliar os limites do poder presidencial desde seu retorno ao cargo, em janeiro de 2025. Trump também usou o poder executivo para promover mudanças rápidas em áreas como imigração, serviço militar e emprego federal. Até agora, a Suprema Corte tem permitido que a maioria dessas medidas avance, mesmo sob questionamentos judiciais, embora a decisão sobre as tarifas tenha sido uma exceção relevante. No caso das tarifas, o tribunal derrubou um dos principais pontos da agenda econômica de Trump ao invalidar taxas impostas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA. As medidas haviam sido justificadas com base em uma lei de 1977 voltada a situações de emergência — algo inédito entre presidentes americanos. Trump reagiu com críticas duras à decisão, dizendo estar “absolutamente envergonhado” de alguns ministros. Ele também chamou indicados republicanos da Corte — incluindo dois escolhidos por ele — que votaram contra sua posição de “tolos” e “lacaios” dos democratas. Como em outras disputas legais, o governo defendeu uma interpretação mais ampla dos poderes presidenciais no caso de Cook. Segundo esse entendimento, bastaria ao presidente apontar um motivo para a demissão para que a decisão estivesse dentro de sua “discricionariedade”. Os advogados de Cook argumentaram que dar esse poder ao presidente poderia comprometer a independência do Fed, gerar instabilidade nos mercados e abrir precedente para interferência política na definição de juros. Pressão sobre Powell e investigação arquivada Assim como Cook, Jerome Powell classificou a ação do governo contra ele como uma tentativa de pressão sobre o Fed. O caso envolvia uma investigação sobre possíveis estouros de orçamento na reforma de dois prédios históricos da instituição, em Washington. Em 13 de março, um juiz bloqueou as intimações emitidas por um promotor nomeado por Trump, ao considerar que a apuração poderia representar uma tentativa indevida de pressionar o banco central a reduzir os juros. A investigação foi arquivada em 24 de abril. Trump já chamou Powell publicamente de “imbecil”, “grande perdedor” e “muito incompetente”. Em janeiro, Trump nomeou Kevin Warsh para liderar o Fed. Ele já havia feito parte da diretoria da instituição. A cerimônia de posse contou com a presença de ministros da Suprema Corte, como Clarence Thomas e Brett Kavanaugh. O Departamento de Justiça arquivou a investigação após críticas de aliados republicanos, que apontaram o caso como um ataque à independência do Fed. No ano passado, Bill Pulte pediu ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação criminal contra Cook por suspeita de fraude hipotecária. Não há indicação de que o caso tenha avançado. Enquanto Pulte insistia nas acusações, a Reuters apurou que familiares dele adotaram prática semelhante em declarações de residência. Esse tipo de benefício garante desconto em impostos a imóveis usados como residência principal. A autoridade tributária local informou que Cook não violou as regras, apesar das alegações.
29/06/2026 14:40:51 +00:00
Como saber se você ganha bem ou mal? (Dica: o valor do salário não conta a história toda...)
Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada pSaber se você ganha bem ou mal vai além do valor que aparece no contracheque. Para a economia, a renda é um conceito relativo: pode ser medida por critérios diferentes, como onde você se encontra na distribuição de renda do país, o seu poder de compra e o quanto resta ao fim de cada mês. É o custo de vida que revela quanto o seu rendimento realmente vale. A estabilidade também entra na conta. Entradas esporádicas de dinheiro não sustentam um padrão de vida no longo prazo. No fim das contas, o que faz diferença é o equilíbrio do orçamento: há quem ganhe muito, gaste mal e viva no aperto, enquanto uma renda mais modesta, porém bem administrada, oferece mais previsibilidade e tranquilidade. Neste vídeo, você confere as três formas principais de avaliar se ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.
29/06/2026 14:32:44 +00:00
De ator a empreendedor: ele criou cabine acústica portátil e fatura R$ 15 mil por mês

Cabine acústica portátil vira negócio e atende nicho de profissionais de voz O que começou como uma solução improvisada durante a pandemia se transformou em um negócio para o ator e engenheiro de som Diego Rodda, em São Paulo. Ao precisar gravar dublagens fora de estúdios profissionais, ele desenvolveu uma cabine acústica portátil — hoje vendida para locutores, dubladores e músicos. A ideia nasceu da necessidade. Com produções exigindo gravações remotas, Diego decidiu criar uma estrutura compacta que garantisse qualidade sonora dentro de casa. Em cerca de 25 dias, ele desenvolveu o primeiro modelo. “Eu sempre projetei cabines grandes para estúdios, mas nunca tinha reduzido. Resolvi estudar mais a fundo e criar uma solução que fosse leve e portátil”, afirma. De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN Com investimento inicial de cerca de R$ 4 mil, o protótipo evoluiu rapidamente. A primeira encomenda veio por indicação de uma colega — e foi o ponto de virada para transformar a ideia em negócio. Hoje, as cabines são personalizadas conforme o ambiente e o tipo de uso, com preços a partir de R$ 1.800. Há diferentes modelos, desde versões abertas até estruturas com maior isolamento acústico, além de opções compactas para mesa. Diego concentra todas as etapas do negócio: cria, fabrica, vende e atende os clientes. A divulgação é feita principalmente no boca a boca, estratégia que já resultou na venda de 55 unidades em 2025 e faturamento médio de cerca de R$ 15 mil por mês. “Hoje vale a pena financeiramente. A cada cabine, eu penso em como reduzir custos e facilitar para o cliente”, diz. A portabilidade é um dos principais diferenciais. As cabines podem ser montadas por uma única pessoa em poucos minutos e transportadas com facilidade, o que amplia o uso em diferentes ambientes. Com a demanda crescente, o empreendedor planeja expandir a operação e contratar funcionários. Para ele, o negócio é resultado direto da necessidade de criar soluções. “A criatividade vem da necessidade. Quando você precisa, você cria”, afirma. De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio Reprodução/PEGN Studioum Soluções Acústicas 📍 Endereço: Rua Juiciã, 17, Imirim São Paulo/SP – CEP: 02463-060 📞 Telefone: (11) 9-7864-7393 📧 E-mail: diegorodda@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/diegorodda/
29/06/2026 14:13:08 +00:00
Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regras

O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o chamado Desenrola Adimplentes, programa voltado para a população que ainda não está com dívidas bancárias vencidas, mas que paga juros mais elevados em seus financiamentos. De acordo com o governo, o foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies Empreendedor. A expectativa do governo é que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e até 100 mil integrantes do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês (veja mais abaixo). "Estamos olhando para esse trabalhador que já honra com juros mais altos, que [agora] vai seguir honrando com taxa de juros mais baixa", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Agora no g1 A nova modalidade do programa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Palácio do Planalto. Esta é uma nova fase do programa de renegociação de dúvidas Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105, com débitos junto às instituições financeiras, além de agricultores, empresas de pequeno porte e devedores do Fies. Quem aderir ao programa aceitará, como contrapartida, o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses, informou o governo federal. A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras. Durante a apresentação nesta segunda-feira, Durigan também mencionou as novas regras para o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A modalidade foi regulamentada na última sexta-feira (26). Onde buscar o crédito Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, as linhas de crédito poderão ser buscadas, de início, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Ele explicou que os bancos privados ainda vão decidir se vão aderir ou não às condições dessas novas linhas de crédito. "Não há decisão de adesão unânime dos integrantes da Febraban [Federação Brasileira de Bancos]. Cada banco vai olhar. O perfil de público que vai ofertar. São linhas que operam hoje com taxa de juros elevada a um público que acaba, com muito sacrifício, honrando as operações", disse Ceron. "Mesmo um cliente de outra instituição, pode fazer sua análise de risco no BB e Caixa e migrar suas operações", acrescentou o secretário da Fazenda. Trabalhadores informais Segundo a equipe econômica, a medida abrange trabalhadores informais, não incluindo trabalhadores CLT, aposentados, pensionistas nem servidores. Além de refinanciar o débito antigo, será possível ter, ainda, um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original. Valerá para: Crédito Pessoal Não Consignado Ao menos 4 parcelas já pagas Em dia ou com no máximo 90 dias de atraso Saldo igual ou inferior a R$ 15 mil Na renegociação, as condições serão as seguintes: Taxa máxima de juros: 1,99% a.m. Prazo: equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação do prazo até no máximo 6 meses, a depender do prazo remanescente da dívida original Limite da Prestação: Nova prestação de no máximo 90% da prestação da dívida original Estudantes empreendedores O Ministério da Fazenda informou, ainda, que haverá novas linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes no Fies. Segundo o governo, parte relevante do público-alvo conclui cursos associados à profissões autônomas, necessitando de capital inicial para exercer suas atividades, sendo que parte já possui CNPJ. O objetivo é financiar atividade empreendedora. O graduado, estando adimplente há pelo menos 36 meses, sem nenhuma renegociação, poderá buscar o crédito. Os juros poderão ser de até 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de R$ 80 mil para pessoas físicas. O prazo máximo será de 96 e 60 meses, respectivamente. Governo federal anuncia Desenrola Adimplentes, nova fase de programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução
29/06/2026 14:05:36 +00:00
TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS

TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à qual a Globonews teve acesso recomendou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atualize as tecnologias usadas para conceder benefícios automaticamente e busque melhorias nesse processo. 🔎A concessão automática de benefícios é quando um pedido de aposentadoria, pensão ou auxílio é analisado por um robô, sem passar por um servidor do INSS. Esse tipo de análise começou em 2017 e ganhou espaço ao longo dos anos. No ano passado, cerca de 11 tipos de benefícios diferentes já passavam por esse tipo e análise. Entre eles, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) para idosos e pessoas com deficiência. No início de 2024, apenas 15,7% dos benefícios passavam pela concessão automática. No mesmo mês de 2025, mais da metade dos benefícios já eram analisados pela automação (veja imagem abaixo). Mesmo com o percentual crescente de concessões automáticas, a auditoria do TCU aponta que elas ainda não foram suficientes para reduzir a fila do INSS e nem o tempo que o segurado fica esperando para ter o benefício concedido. Entre as dificuldades, segundo o relatório do TCU, estão uma equipe reduzida para cuidar da automação e uma limitação na atuação da Dataprev, a empresa de tecnologia responsável por operar sistemas do INSS. De acordo com a auditoria, a maior parte dos serviços é feita por sistemas desenvolvidos no início da década de 1990, o que dificulta a integração com sistemas mais modernos. Concessões de benefícios do INSS por modalidade. Reprodução/GloboNews O Tribunal de Contas da União destaca a importância de seguir tendo a concessão automática como prioridade, pelo potencial de redução de fila. Mas recomenda que, para isso, o INSS atualize as tecnologias usadas e busque melhorias nesse processo. O INSS afirmou, em nota, que tem implementado as recomendações do TCU e tem tido avanços significativos nos últimos meses. Destacou também que tem mantido reuniões semanais com a Dataprev. RELEMBRE: Vazamento de dados do INSS atingiu 2,8 milhões de CPFs, diz Dataprev; 98% eram de falecidos Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Indeferimentos indevidos A autarquia ainda ressalta que não há indeferimentos indevidos de forma automática e que, quando há necessidade de uma análise complementar, o requerimento é enviado para um servidor. No entanto, a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo (OAB-SP), Joseane Zanardi, afirma que há sim indeferimentos indevidos — isto é, benefícios que deveriam ter sido concedidos, mas foram negados. Segundo a advogada, um dos problemas estaria no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todo o histórico de trabalho de uma pessoa. O INSS puxa informações do CNIS para a conceder benefícios. Se as informações estão erradas nesse cadastro, por consequência, o INSS fará uma leitura equivocada. Atualmente, é possível solicitar a correção em dados do CNIS ligando na Central 135 do INSS. Mas segurados relatam dificuldades em se comunicarem por esse telefone, como demora no atendimento e má qualidade das ligações. "Se esse serviço estivesse disponível na plataforma ‘Meu INSS’, no site, a correção ficaria um pouco mais fácil, porque falar no telefone 135 é muito difícil", diz a advogada Zanardi. A presidente da Comissão de Direto Previdenciário da OAB-SP também destaca que são necessários investimentos por parte do governo federal para uma melhoria nesse cadastro de informações. “Nós já solicitamos através de vários ofícios e conversas com o INSS que sejam feito esforços para que o Cadastro Nacional de Informações seja corrigido, mas até o momento isso não tem sido efetivado. O que falta é investimento em sistemas que conversem que façam a integração das informações corretamente."
29/06/2026 14:00:13 +00:00
Campo de Búzios bate recorde e atinge 1,2 milhão de barris por dia

Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Divulgação/Petrobras O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira (26) produção média de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo. O volume foi alcançado três dias após o campo registrar 1,1 milhão de barris diários, impulsionado pela entrada de novas plataformas. A informação foi divulgada pela Petrobras à Reuters. “O novo recorde foi alcançado com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que ainda estão em fase de aumento gradual da produção até atingir a capacidade máxima (‘ramp up’) de 180 mil barris por dia cada uma”, afirmou a companhia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo, conta com oito unidades de produção em operação: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Ao todo, o campo terá 12 FPSOs em operação. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, e a plataforma Búzios 12 está em processo de licitação, segundo a Petrobras. Agora no g1 Preços do petróleo no mercado internacional O aumento da produção vem em um momento de pressão nos preços do petróleo no mercado internacional. Apesar de a commodity ter caído mais de 10% na última semana, em meio ao maior otimismo por conta do memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, uma escalada das tensões no último final de semana voltou a pressionar as cotações. Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30). Com a escalada das tensõeso barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,96% perto das 11h desta segunda-feira (29), cotado a US$ 72,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,23% no mesmo horário, a US$ 70,08 o barril.
29/06/2026 13:57:17 +00:00
El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo O El Niño pode trazer um alívio incomum para partes da América Latina. Brasil e Argentina estão entre os países menos expostos à alta dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno e podem até se beneficiar de melhores condições para as safras, segundo a Oxford Economics. O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras de grãos e chuvas mais intensas em outras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um relatório que analisa os riscos em 20 mercados emergentes, a Oxford classificou a América do Sul como a região menos vulnerável. Brasil e Argentina aparecem como os países “menos expostos” e com maior chance de se beneficiar de condições mais favoráveis para culturas como milho e soja. Segundo a Oxford, o principal risco para a América Latina não é a falta generalizada de grãos, mas aumentos pontuais nos preços de alimentos frescos. Agora no g1 Chuvas mais intensas podem favorecer a produção de grãos em partes do Brasil e da Argentina. Por outro lado, inundações podem interromper o abastecimento de hortaliças, tubérculos, frutas e peixes. O Peru é um dos países mais expostos, devido à possível queda na atividade pesqueira. Essas variações de preço podem ser intensas, segundo a Oxford, mas tendem a ser temporárias. Em geral, bancos centrais tratam esses movimentos como pontuais, e não como riscos persistentes de inflação.
29/06/2026 13:39:13 +00:00
Oriente Médio mantém embarques de petróleo e gás apesar de ataques no Estreito de Ormuz nos últimos dias

Estreito de Ormuz Reuters/Stringer Produtores do Oriente Médio continuam embarcando petróleo e gás natural liquefeito (GNL), mesmo após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo — e a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, segundo dados do setor de transporte marítimo. O volume de transporte de energia pelo estreito caiu depois de ataques a um navio de contêineres na quinta-feira e a um petroleiro no sábado. Os episódios provocaram novas retaliações e colocaram em risco o acordo de paz provisório entre Washington e Teerã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No domingo (28), porém, uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que os dois países concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a via, considerada estratégica para o comércio global. Na segunda-feira, um quarto superpetroleiro de grande porte (VLCC), com capacidade para transportar 2 milhões de barris, foi flagrado carregando petróleo no terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, segundo dados da LSEG, empresa de informações financeiras e de mercado. Agora no g1 A operação ocorre mesmo após a queda, no domingo (28), de um helicóptero da empresa, que deixou 14 mortos, e cuja causa do acidente ainda é desconhecida. Outros três superpetroleiros carregaram petróleo e entraram em “modo oculto” após deixar o terminal no fim de semana, segundo os dados. O termo se refere a navios que desligam seus sistemas de rastreamento para reduzir o risco de ataques enquanto navegam pela região. Um desses navios reapareceu na segunda-feira (29), depois de deixar o estreito, e segue agora em direção ao Japão, segundo os dados. Dois superpetroleiros entraram no estreito no domingo e atracaram em um terminal nos Emirados Árabes Unidos para carregar petróleo bruto, segundo dados da LSEG. A Saudi Aramco se recusou a comentar. A Abu Dhabi National Oil Company informou que, por política interna, não divulga detalhes sobre a localização, os movimentos ou as rotas de suas embarcações. Irã aumenta exportações de petróleo após alívio de sanções O Irã também acelerou os embarques de petróleo após os Estados Unidos suspenderem, por 60 dias, as sanções sobre suas exportações. Teerã realizou carregamentos simultâneos em seus dois terminais de exportação na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, no sábado (27), pela primeira vez em quase uma semana, segundo a empresa de monitoramento marítimo Windward. Dados da Kpler, empresa de dados sobre fluxo de petróleo, mostram que os superpetroleiros de bandeira iraniana Dan e Hawk entraram no estreito no sábado (27). Ao mesmo tempo, cerca de 8 milhões de barris de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos e do Catar foram transportados em quatro navios do mesmo tipo durante o fim de semana. A Companhia Nacional de Petróleo do Irã não respondeu a pedidos de comentário. O aumento das exportações a partir do Golfo — região responsável por cerca de um terço do abastecimento global — está pressionando os preços do petróleo. O Brent, principal referência internacional do preço do petróleo, caiu 10,6% na semana passada, na terceira queda semanal consecutiva, embora os ataques do fim de semana tenham feito as cotações subirem na segunda-feira. “Se o Estreito continuar operando de forma instável nas próximas semanas e meses, o preço do petróleo está em um nível razoável e com tendência de queda”, afirmou o analista da IG Markets, Tony Sycamore, à Reuters. “No entanto, se houver risco de uma escalada mais ampla do conflito a partir desses episódios de violência do fim de semana, então os preços do petróleo estão baixos demais.” Catar e Emirados mantêm exportações de gás apesar da tensão No mercado de gás natural liquefeito (GNL), dois navios-tanque vazios voltaram a aparecer nos dados de rastreamento a oeste do estreito em 26 de junho, após terem desaparecido dos sistemas. Ao mesmo tempo, outros dois navios carregados com GNL deixaram o Estreito de Ormuz. O navio Al Kharaitiyat segue em direção ao Kuwait após carregar no terminal de Ras Laffan, no Catar. Já outra embarcação da QatarEnergy, o Al Kharsaah, aguarda ao largo do país, segundo dados de rastreamento da Kpler. O navio Mraweh, controlado pela ADNOC, carregou na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos, em 21 de junho, e deve entregar a carga no terminal de Dahej, na costa oeste da Índia, em 5 de julho, segundo a Kpler. Já o Al Hamla, da QatarEnergy, transporta uma carga embarcada em Ras Laffan em 18 de junho e deve chegar à China em 3 de julho, de acordo com dados da LSEG e da Kpler. A QatarEnergy não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem.
29/06/2026 13:31:06 +00:00
Contas do governo têm déficit de R$ 53 bilhões em maio

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 42,2 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um déficit primário de R$ 66,6 bilhões (com a correção). Agora no g1 Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a piora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das despesas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento da arrecadação. Segundo o governo, as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9,4% em maio, para R$ 251 bilhões. Os principais aumentos foram: Despesas livres do governo (+R$ 16,7 bilhões); Benefícios Previdenciários (+R$ 4,9 bilhões); Outras Despesas Obrigatórias (+R$ 2,0 bilhões). Já as receitas registraram alta real de 5,5% em maio deste ano, para R$ 198 bilhões. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado Parcial do ano No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 44,4 bilhões. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 32,9 bilhões. A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos cinco primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,06 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,1 trilhão entre janeiro e maio deste ano, com uma alta real de 13% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
29/06/2026 12:38:17 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,17, com expectativa de nova trégua entre EUA e Irã; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou esta segunda-feira (29) em alta de 0,15%, cotado a R$ 5,1748. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1859. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,05%, aos 173.205 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova trégua entre Estados Unidos e Irã ficou no centro das atenções desta segunda-feira (29), após os dois países trocarem ataques na última sexta-feira (26), acusando um ao outro de violar o cessar-fogo. Na tarde de domingo (28), Washington e Teerã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. Ainda assim, a escalada das tensões trouxe um novo dia de alta para o petróleo no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,76%, cotado a US$ 73,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançou 1,56%, a US$ 70,79 o barril. ▶️Na agenda da semana, novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA ficam no radar, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países. ▶️Em sua última edição, divulgada nesta segunda-feira (29), o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou a manutenção das estimativas para a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) para este ano em relação à semana passada. Para a atividade econômica, a previsão subiu de 1,98% para 1,99%. O documento reúne as projeções de diversos agentes do mercado financeiro para a economia brasileira. ▶️As ações da Cosan estiveram entre as maiores perdas do Ibovespa nesta segunda-feira, após a companhia informar que avalia uma alternativa para sua participação na Rumo. A decisão vem em meio à estratégia da companhia para melhorar o capital. A empresa contratou o BTG Pactual como assessor financeiro. No fechamento, as ações da Cosan caíram quase 3%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,15%; Acumulado do mês: +2,63%; Acumulado do ano: -5,72%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,05%; Acumulado do mês: --0,37%; Acumulado do ano: +7,46%. Trégua e tensões entre EUA e Irã Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30). Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a suspensão dos ataques entre Washington e Teerã. O Dow Jones teve alta de 0,57%, enquanto o S&P 500 subiu 1,16% e o Nasdaq Composite ganhou 2,04%. Já na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em queda. A exceção foi o índice pan-europeu STOXX 600, que avançou 0,09%, aos 636,44 pontos. Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, recuou 0,18%; o CAC 40, da França, perdeu 0,21%; e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,23%. Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de saúde, consumo e inteligência artificial. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,21%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 1,16%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganhos de ,1,57%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 0,20%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters
29/06/2026 12:00:08 +00:00
Lâmpadas de LED terão que atender a novas regras e padrão mínimo de eficiência; veja o que muda

Lâmpadas e luminárias de tecnologia LED vendidas e fabricadas no Brasil terão de atender a novos padrões mínimos de eficiência energética a partir de 2028. As regras foram constam no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29) e valem para produtos fabricados, importados e comercializados no país. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Agora no g1 As exigências serão implementadas em duas etapas. A primeira entra em vigor em 2028, quando os produtos deverão atingir eficácia luminosa limite de 120 lm/W. Em 2030, sobe para 140 lm/W. 💡 A tecnologia LED é considerada mais eficiente porque consome menos energia para produzir a mesma quantidade de iluminação em comparação com lâmpadas convencionais. Além disso, esses produtos têm vida útil maior, o que reduz os custos com manutenção, reposição e descarte. Segundo estimativas técnicas, a regulamentação poderá gerar uma economia acumulada entre 283 e 432 terawatts-hora (TWh) até 2040. O volume de energia economizado seria suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no período. Além dos novos índices mínimos de eficiência, a resolução define como será calculado o desempenho energético de cada produto, considerando suas características técnicas, e estabelece os procedimentos que fabricantes e importadores deverão seguir para comprovar o cumprimento das novas exigências. Instalação luz poste iluminação LED Santa Fé Uberaba 11-08-2023 Prefeitura de Uberaba/Divulgação Período de transição Os produtos que não atenderem aos novos padrões ainda poderão ser comercializados durante o período de adaptação previsto na norma. 💡Os comerciantes terão três anos, na primeira etapa, e cinco anos, na segunda, contados a partir da publicação da resolução, para esgotar os estoques. Segundo o governo, o prazo foi definido para permitir que os produtos já fabricados ou importados sejam comercializados ou retirados gradualmente do mercado, evitando impactos imediatos para empresas e consumidores. "Ao estabelecer padrões mínimos de desempenho para produtos LED, a regulamentação da eficiência energética fortalece a transição energética brasileira ao promover um mercado mais moderno, competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais, estimulando a inovação, reduzindo os custos de energia para as famílias, aumentando a eficiência no uso dos recursos energéticos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país", avalia o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao g1. Lâmpadas excluídas da medida Ao todo, 16 tipos de lâmpadas e luminárias de tecnologia LED foram excluídos da regulamentação, ou seja, não precisam atender aos índices mínimos. Entre elas estão lâmpadas e luminárias com tecnologia LED destinadas exclusivamente ao uso em: atmosferas explosivas, geração de ozônio, equipamentos médico-hospitalares, veterinários ou odontológicos, cultivo de plantas e outros.
29/06/2026 10:16:05 +00:00
De olho na Copa, bares torcem por vitória da seleção para faturar: 'Jogos rendem até 90% a mais'

Torcedores se reúnem em Manaus para a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, em 24 de junho de 2026. Reuters Ponto de encontro de torcedores brasileiros durante a Copa do Mundo, os bares também têm motivos para acompanhar de perto a campanha da seleção. O primeiro desafio do Brasil no mata-mata será nesta segunda-feira (29), às 14h, diante da seleção do Japão. Quem vencer avança às oitavas de final. Quem perder, dá adeus ao Mundial. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para os proprietários de bares, que esperam casas cheias durante os jogos, a classificação significa mais do que comemoração: representa também um impulso no faturamento. "Se o Brasil chegar à final, certamente será muito positivo para o setor", afirma o empresário Juarez Alves, fundador e proprietário do Bar do Juarez, que tem seis unidades na capital paulista. "É bom não só pelos negócios, mas também porque a gente torce pela seleção." Agora no g1 A estreia do Brasil, disputada em um sábado, pouco alterou o movimento na rede de bares de Juarez. Os dois jogos seguintes da fase de grupos, porém, superaram as expectativas. Na visão do empresário, as partidas em dias úteis geram um impacto maior do que as disputadas nos fins de semana. "No jogo de quarta-feira [contra a Escócia], o faturamento chegou a ficar 50% acima do registrado em um dia normal", diz. "Todas as nossas unidades lotaram." O que vale é jogo do Brasil A Copa do Mundo tem, ao todo, 104 partidas. A seleção brasileira, caso chegue à final, disputará oito. São justamente essas as datas cruciais para os estabelecimentos. Marco Antonio Moreschi Rossi, um dos proprietários do "noPorto Gastrobar", na zona sul de São Paulo, afirma que os jogos de outras seleções tiveram pouca relevância para o movimento. "Só tivemos uma demanda específica para o jogo entre Colômbia e Portugal, disputado no sábado (27), quando um grupo de 15 colombianos reservou espaço para assistir à partida com a gente", diz. No "noPorto", o cenário tem sido semelhante ao do Bar do Juarez: a estreia da seleção registrou baixa adesão, mas o público e o faturamento cresceram a partir da segunda partida. "A sexta-feira foi muito boa pra nós. O faturamento aumentou 80% em relação a um dia comum. Já no jogo da quarta-feira, contra a Escócia, a alta foi de 90%", afirma Marco Antonio. Se as partidas do Brasil determinam os ganhos, quanto mais longe a seleção chegar, maior tende a ser o faturamento, independentemente dos jogos das outras seleções. O empresário estima que, se a equipe disputar a final do Mundial, o faturamento adicional pode chegar a R$ 80 mil neste mês de Copa. O valor equivale a cerca de 60% da receita mensal do estabelecimento, que normalmente varia entre R$ 140 mil e R$ 160 mil. noPorto Gastrobar quase dobrou o faturamento durante a partida entre Brasil e Escócia. Divulgação/noPorto Gastrobar Seleção ajuda, mas média da Copa não é tão alta O cenário otimista pode variar de bar para bar. Antes do início da Copa, uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicava que a maioria dos estabelecimentos esperava elevar o faturamento em até 20% com a competição. O percentual está dentro das estimativas da rede de bares Juarez. Apesar do pico nos dias de jogos da seleção, o empresário projeta que, no balanço do mês, a Copa eleve a receita entre 10% e 20% em relação a um período comum. "Existem dois principais efeitos: em um dia, você bomba, com o público consumindo mais. No dia seguinte, há um 'efeito ressaca', que reduz o movimento", explica Juarez. O empresário lembra que outros eventos, como feiras setoriais e congressos empresariais, costumam atrair público com mais frequência ao bar. "São, muitas vezes, cinco dias seguidos com público de fora da cidade. Isso é muito bom para o fluxo", diz. No noPorto Gastrobar, onde as projeções são mais otimistas, a Copa tem servido como uma oportunidade de fortalecimento do negócio, explica Marco Antonio. "Muitos clientes antigos acabam retornando. Além disso, tem muita gente que vem de fora do bairro. É uma oportunidade para conhecerem nosso projeto, nosso modelo de negócio", afirma. Unidade do Bar do Juarez no Brooklin, na zona sul de São Paulo. Divulgação/Giuliano Agnelli Comportamento do consumidor O g1 mostrou, antes da estreia da seleção, que as vendas no comércio popular de São Paulo dispararam após o anúncio da convocação de Neymar para a Copa. Segundo Marco Antonio, o mesmo ocorreu no bar. "Até o anúncio, nada se movimentou. Depois, passamos a ver muita gente interessada em assistir aos jogos com a gente. Foi o estopim", diz. Não à toa, os estabelecimentos têm investido em telões, drinks temáticos e atrações para manter o público além do horário dos jogos. No caso do noPorto, foram contratados DJs e música ao vivo. Segundo o proprietário, porém, o resultado do investimento foi um pouco frustrante: oito em cada 10 torcedores que fizeram reservas chegaram 15 ou 20 minutos antes dos jogos e foram embora assim que eles terminaram. "Por outro lado, o ticket médio foi bastante elevado", explica. Ou seja, enquanto os consumidores estavam no espaço, o consumo ficou acima da média, o que garantiu os bons resultados. Oportunidades para o setor O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que a Copa representa mais oportunidades para o setor, especialmente em um momento em que muitos estabelecimentos ainda passam por recuperação financeira. "Datas e eventos de grande mobilização ajudam a fortalecer o caixa das empresas, aumentar o fluxo de clientes e melhorar o desempenho de um setor que ainda convive com desafios de margem e endividamento", diz. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo
29/06/2026 08:04:17 +00:00
China e Coreia do Sul querem aumentar investimento em IA

Fábrica de chips da Samsung Electronics em Pyeongtaek, Coreia do Sul. Samsung Electronics/Divulgação via REUTERS A China e a Coreia do Sul prometeram aumentar seus esforços para promover um maior apoio ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA) em seus respectivos países. Segundo a mídia estatal informou nesta segunda-feira (29), o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a China deve defender os princípios básicos de segurança da IA e reforçar a supervisão, pedindo esforços intensificados para promover avanços no setor. Já a Coreia do Sul lançou megaprojetos abrangentes no setor de chips e inteligência artificial (IA), com o presidente Lee Jae-myung prometendo consolidar uma liderança industrial esmagadora por meio de investimentos superiores a US$ 576 bilhões ao longo dos próximos anos. O anúncio marca a ofensiva mais ousada de Lee para alinhar as ambições de IA e semicondutores do país com sua promessa de reduzir as disparidades regionais e revitalizar as economias fora da região metropolitana de Seul. Lee esteve acompanhado pelos líderes da Samsung Electronics e da SK Hynix, as duas maiores fabricantes de chips de memória do mundo, durante o anúncio transmitido pela televisão. "Devemos assegurar os elementos centrais da IA mais rápido do que qualquer outro país", declarou o presidente. "Semicondutores, IA física e data centers de IA formam o triplo eixo para o nosso grande salto à frente." Agora no g1 A Samsung e a SK Hynix investirão 800 trilhões de wons (US$ 517,87 bilhões) junto a fornecedores para construir duas novas fábricas de chips cada na região sudoeste da Coreia do Sul, informou o mandatário. Lee acrescentou que a cidade de Gwangju, no sudoeste, e a província de Jeolla do Sul também investirão entre 5 e 20 trilhões de wons nos projetos, com uma previsão de outros 81 trilhões de wons destinados a um polo de encapsulamento de chips na região de Chungcheong, próxima a Seul. Segundo Lee, o sudoeste abrigará grandes complexos de produção de chips aproveitando a energia abundante e subutilizada da região. "Para atender à demanda rapidamente crescente por semicondutores, precisamos concluir com agilidade os centros de produção que estão atualmente em construção", afirmou. "Ao mesmo tempo, devemos garantir uma capacidade de produção esmagadora de forma antecipada por meio de novos investimentos em larga escala, inclusive na região sudoeste. Os complexos existentes em torno de Yongin e Pyeongtaek já atingiram o limite." Representantes de outras companhias, incluindo LG Electronics, HD Hyundai Robotics, Korea Electric Power Corp e Korea Water Resources Corp também compareceram ao evento, segundo o gabinete presidencial. Presidente defende plano Lee Jae-myung JUNG YEON-JE / AFP Os chips de memória de alta largura de banda produzidos pela Samsung Electronics e pela SK Hynix tornaram-se cruciais na corrida global para o desenvolvimento de sistemas avançados de IA. Ambas as empresas já operam grandes instalações de semicondutores na região metropolitana de Seul e arredores. O ministro da Indústria sul-coreano, Kim Jung-kwan, afirmou no evento que o país irá dobrar a produção de memórias de acesso aleatório dinâmico (DRAM) em cinco anos, antecipando para meados da década de 2030 a construção de fábricas na região metropolitana de Seul. A DRAM é um tipo de memória utilizada para alimentar eletrônicos como notebooks e smartphones, e a HBM é produzida através do empilhamento de várias camadas de DRAM. Lee defendeu a proposta do polo de chips no sudoeste em uma série de publicações no X no fim de semana, rejeitando as críticas de que a medida beneficiaria um reduto eleitoral progressista. Em vez disso, ele classificou a estratégia como uma "política de sobrevivência nacional" para atenuar desequilíbrios regionais e expandir a capacidade para a era da IA. "A criação de um ecossistema industrial de semicondutores no [sudoeste] não é um favor especial para uma região específica", escreveu Lee em uma publicação. "Trata-se da criação adicional do centro industrial de semicondutores mais racional, por meio de decisões das empresas envolvidas e sob total apoio do governo." Especialistas do setor avaliam que diversificar o investimento em chips para além de Seul pode aliviar gargalos de infraestrutura, mas alertam que a construção de fábricas de última geração exige vastos recursos de eletricidade e água, logística avançada, redes densas de fornecedores e mão de obra altamente qualificada — elementos que podem não avançar rápido o suficiente em uma nova região para atender à explosiva demanda por IA. Políticos da oposição criticaram duramente o plano, questionando se a proposta tem motivações políticas, dado que 85% dos eleitores da região apoiaram Lee na eleição presidencial do ano passado. O anúncio ocorre em um momento de queda na popularidade de Lee, cuja taxa de aprovação recuou pela sexta semana consecutiva, atingindo 46,5%, de acordo com o instituto de pesquisas Realmeter. *Com informações da agência de notícias Reuters
29/06/2026 07:12:51 +00:00
CNPJ com letras a partir de julho: quem será afetado? O que muda? Veja 10 perguntas e respostas

g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho O Brasil passará a emitir CNPJs em um novo formato: além de números, a identificação das empresas também incluirá letras. A mudança, anunciada pela Receita Federal, faz parte do processo de modernização do sistema tributário nacional. A intenção é ampliar a quantidade de combinações possíveis, evitando o esgotamento do formato atual (exclusivamente numérico) que já identifica cerca de 60 milhões de estabelecimentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros A estrutura com 14 caracteres será mantida, mas passará a permitir a inclusão de letras entre os dígitos. O novo modelo começará a ser adotado gradualmente a partir de julho, e será aplicado apenas a novas inscrições. Ou seja, empresas já existentes manterão seus CNPJs atuais, sem necessidade de substituição. A seguir, o g1 esclarece as principais dúvidas sobre essa mudança. O que é o CNPJ alfanumérico? Por que isso está sendo feito? Quando começa? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal Volte ao índice. 2. Por que isso está sendo feito? De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. Volte ao índice. 3. Quando começa? A emissão de CNPJs com letras começará em julho deste ano, de forma gradual. Segundo a Receita, será elaborado um calendário para definir quais tipos de empresas ou atividades econômicas adotarão primeiro o novo formato. Esse calendário, no entanto, ainda não foi divulgado pela Receita. Volte ao índice. 4. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. Volte ao índice. 5. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). Volte ao índice. 6. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A recomendação é que as empresas se preparem com antecedência. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. Volte ao índice. 7. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. Volte ao índice. 8. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. Volte ao índice. 9. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. Volte ao índice. 10. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Volte ao índice. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Receita federal Crédito editorial: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock Entenda o que são nanoempreendedores
29/06/2026 06:00:34 +00:00
R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo

Carne de Wagyu se destaca pelo marmoreio elevado Divulgação O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira (29), é o berço do wagyu, boi famoso pela carne mais cara do mundo, cujo quilo pode ultrapassar R$ 1.000 no Brasil. Toda a fama da carne wagyu vem do marmoreio: a gordura intramuscular que dá à peça um visual semelhante ao mármore e é responsável por sua maciez. Uma das variedades mais famosa do wagyu é o Kobe Beef, mas, para receber esse nome, o animal precisa nascer, crescer e ser abatido na província japonesa de Hyogo, além de cumprir rigorosos critérios de qualidade. No Brasil, é possível encontrar diversos cortes do wagyu, como a picanha, o ancho, o chorizo, a fralda, entre outros. E o preço do quilo vai variar conforme o marmoreio: quanto maior, mais caro. Mais ovelhas do que gente? Faça o QUIZ e descubra curiosidades das seleções Vai fazer churrasco na Copa? Picanha, peito e filé-mignon puxam alta da carne; saiba por quê Preço da carne vermelha faz consumidores repensarem o churrasco Esse boi toma cerveja? O wagyu ficou famoso por conta das "mordomias" que recebia antigamente, como beber cerveja e receber massagem. Esse tratamento todo especial era muito praticado no Japão, mas não existe mais na maioria das fazendas e nem é mais visto nos grandes confinamentos do país. Acreditava-se que a cerveja facilitaria a digestão do animal, ao provocar relaxamento, enquanto a massagem atuaria como drenagem linfática, ajudando na infiltração de gordura para a formação marmoreio. Antigamente, no Japão, boi japonês tinha muitas "mordomias", como beber cerveja e receber massagem, como mostra imagem de reportagem de 2015 Reprodução/Globo Rural Mas nada disso tem comprovação científica, afirma Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu). A maciez e o sabor únicos da carne são dados, na verdade, pela própria genética do wagyu. "O que nós precisamos é dar as condições ideais para que o boi expresse a sua genética, o que significa, por exemplo, proporcionar uma dieta balanceada. O segredo está em uma alimentação rica em amido, pois é dele que o boi vai tirar energia para transformar em marmoreio", diz Steinbruch. Sai cerveja, entra cevada Carne de wagyu tem gordura entremeada na carne Rafael Miotto/G1 Os grãos ricos em amido são milho, sorgo, arroz, trigo e a própria cevada. Alguns bois wagyu no Brasil, apesar de não beberem a "cervejinha" diretamente, se alimentam das sobras dessa indústria. "O que alguns criadores dão é a borra que sobra do processo de fermentação da cevada porque é uma boa fonte de proteína, um excelente alimento para os bovinos", diz Steinbruch. Já a massagem pode servir para dar bem-estar aos animais, mas, nas grandes fazendas, não é algo comum, diante do tamanho do rebanho. Origem e chegada ao Brasil Boi wagyu na Fazenda Yakult Divulgação O nome do animal vem de “wa”, que significa "do Japão", e “gyu”, que quer dizer "gado". Os primeiros ancestrais do wagyu moderno chegaram ao Japão por volta do século 2, vindos da península coreana. Descendentes do gado Hanwoo, eram utilizados como bois de tração, responsáveis por arar a terra e movimentar moinhos de grãos, conta a associação WagyuBrasil. Justamente pela sua força e resistência física, desenvolveram a característica que os tornou famosos: a elevada quantidade de gordura entre as fibras musculares. Esse rebanho permaneceu isolado no Japão até 1868, quando a Restauração Meiji deu início ao desenvolvimento do wagyu moderno. A partir daí, criadores japoneses realizaram cruzamentos com raças importadas até chegar às linhagens conhecidas atualmente. Em 1976, os primeiros exemplares de wagyu deixaram o Japão rumo aos Estados Unidos. E, na década de 1990, começaram a se espalhar pelo mundo. No Brasil, ele chegou em 1992, através da dona de uma famosa marca de bebida: a Yakult, que trouxe a raça pura japonesa. Mais de três décadas depois, a empresa continua entre as maiores produtoras de wagyu do Brasil. Hoje, o rebanho brasileiro é formado tanto por animais puros quanto por cruzamentos com outras raças. Segundo a ABCWagyu, o país tem cerca de 5 mil wagyus puros e outros 30 mil animais cruzados.
29/06/2026 06:00:32 +00:00
Adversário do Brasil, Japão tem um desafio fora de campo: um enigma econômico que dura 30 anos

Adversário da Seleção: Japão empata com a Suécia e enfrenta o Brasil na segunda fase Após derrotar a Escócia na fase de grupos, a seleção brasileira terá pela frente, nesta segunda-feira (29), um adversário que desperta interesse não apenas dentro de campo. O Japão chega à segunda fase da Copa do Mundo de 2026 levando consigo um dos casos mais estudados da economia mundial. Quarta maior economia do planeta, o país permanece entre os líderes globais em inovação e na produção de bens de alta tecnologia. Ao mesmo tempo, convive há décadas com crescimento econômico modesto e desafios estruturais que limitam uma expansão mais acelerada. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador do Peterson Institute for International Economics (PIIE), explica que esse cenário começou a tomar forma após o estouro das bolhas imobiliária e do mercado de ações, entre meados da década de 1980 e o início dos anos 1990. A partir dali, o Japão entrou em um longo período de baixo crescimento e inflação muito baixa — em alguns momentos, até de queda generalizada dos preços, fenômeno conhecido como deflação. Ao mesmo tempo, a baixa taxa de natalidade, a redução da população em idade ativa e o envelhecimento acelerado passaram a pressionar o mercado de trabalho e as contas públicas. 📉 Esse conjunto de fatores ficou conhecido entre economistas como "Japanificação", termo usado para descrever economias que convivem por longos períodos com crescimento fraco, inflação persistentemente baixa e dificuldade para recuperar o dinamismo. Mais de três décadas depois, porém, parte desse quadro começou a mudar. A inflação voltou a se aproximar da meta do Banco do Japão (BoJ), permitindo que a autoridade monetária abandonasse a política de juros negativos. Hoje, a taxa básica está em 1% ao ano. "Pela primeira vez, desde que o envelhecimento populacional se acelerou no início dos anos 1990, o Japão pode ter um caminho plausível para desenvolver pressões sustentadas de salários e preços impulsionadas internamente", afirma Kirkegaard. Kazuo Ueda, presidente do Banco Central do Japão (BoJ), participa de uma coletiva de imprensa após uma reunião de política monetária em Tóquio, Japão, em 23 de janeiro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon Quebra-cabeça econômico A melhora recente, no entanto, não eliminou as características que fazem da economia japonesa um caso singular. O país mantém uma das menores taxas de desemprego do mundo — tendo alcançado 2,5% em abril —, e tem um PIB per capita estimado em cerca de US$ 35,7 mil pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Também continua entre as economias mais inovadoras do planeta: de acordo com o Global Innovation Index 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), ocupa a 12ª posição no ranking e lidera indicadores ligados à sofisticação industrial e à cooperação entre universidades e empresas. Em 2023, destinou 3,44% do Produto Interno Bruto (PIB) — cerca de US$ 145 bilhões — à pesquisa e desenvolvimento. Ainda assim, sua economia cresce, em média, apenas 1% ao ano há cerca de três décadas. É essa combinação que pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Internacional, da Universidade Harvard, definem como um "quebra-cabeça econômico". Apesar do crescimento modesto, o Japão lidera o Índice de Complexidade Econômica desde 1981, reflexo da capacidade de produzir bens de alto valor agregado. "A história econômica do Japão não é apenas sobre estagnação. É também a história de uma economia que redirecionou seu conhecimento produtivo para além de suas fronteiras", resumem os pesquisadores. Demografia e o freio do crescimento No entanto, parte desse "quebra-cabeça" passa pela transformação demográfica do país. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que, em 2026, quase 30% dos japoneses têm mais de 65 anos, enquanto a taxa de fertilidade permanece próxima de 1,2 filho por mulher. 👉 Com menos pessoas em idade ativa para trabalhar, o potencial de crescimento da economia diminui e aumentam as pressões sobre os gastos públicos, especialmente com aposentadorias e saúde. E talvez poucos indicadores traduzam melhor esse desafio do que a dívida pública japonesa. Mesmo em trajetória de queda gradual, o FMI projeta que ela permanecerá acima de 200% do PIB em 2026, uma das maiores proporções do mundo. Pessoas caminham por um distrito comercial em Tóquio, Japão, em 16 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon Parte dessa trajetória reflete as escolhas feitas pelo país para lidar com o envelhecimento da população. Em vez de promover um ajuste fiscal mais intenso ou elevar significativamente a carga tributária, o governo passou a financiar uma parcela crescente das despesas com aposentadorias e saúde por meio da emissão de dívida. O envelhecimento levou muitas empresas japonesas a mudar sua estratégia de crescimento: com um mercado doméstico cada vez menor e mais envelhecido, ampliaram investimentos no exterior e passaram a gerar receitas crescentes com propriedade intelectual, pesquisa e desenvolvimento e dividendos de subsidiárias internacionais. Os efeitos da mudança demográfica também aparecem no mercado de trabalho. Dados do FMI mostram que o setor de serviços responde por cerca de 70% do valor agregado da economia japonesa e concentra algumas das maiores dificuldades para contratar trabalhadores. Além disso, profissionais com mais de 60 anos estão cada vez mais presentes em atividades como serviços e construção. Esse cenário ajuda a explicar por que os ganhos de produtividade variam entre os diferentes setores da economia. ⚙️ Enquanto a indústria manufatureira avançou nas últimas décadas com inovação e melhorias na organização da produção, serviços voltados ao mercado doméstico — como saúde, comércio, hotéis e alimentação — registraram uma evolução mais lenta. Apesar disso, o economista Kyoji Fukao, professor da Universidade Hitotsubashi, afirma que essa diferença não é recente. Em um estudo sobre as causas estruturais das chamadas "duas décadas perdidas" do Japão, ele argumenta que os ganhos de produtividade obtidos pela indústria não foram reproduzidos em boa parte dos serviços, onde modelos de gestão mais eficientes demoraram a ser adotados. "O crescimento da produtividade permaneceu lento no Japão, já que as grandes empresas mais produtivas não ampliaram sua participação de mercado. Além disso, a segurança no emprego tem prioridade no Japão e, como resultado, os custos de abrir e fechar estabelecimentos são elevados", afirma.
29/06/2026 04:00:09 +00:00
A meta de inflação e o juros no Brasil - O Assunto #1749

Em meados de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por um corte tímido na Selic, que é a taxa básica de juros: uma redução de 0,25 ponto percentual. A decisão unânime do Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano e a ata da reunião sinalizou que os cortes podem parar por aí. A definição da taxa de juros é a ferramenta que o BC tem para cumprir uma de suas atribuições, que é perseguir a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano – essa meta é definida por um conselho formado pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo próprio BC. Atualmente, o Brasil tem o maior juro real do mundo – que é a diferença entre a taxa básica e a inflação, que está em 4,72% no acumulado dos últimos 12 meses). Neste episódio, Natuza Nery promove um debate com os economistas André Galhardo e Felipe Salto para responder a duas questões principais: a meta de inflação 3% ao ano é viável para o Brasil hoje? E o que o país precisa fazer para ter condições de conviver com juros menores? Convidados: André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, professor e coordenador universitário do curso de Ciências Econômicas e autor do livro ‘O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico’; e Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, professor do IDP, ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Como o Banco Central acompanha a meta de inflação O que você precisa saber: Banco Central admite inflação acima da meta, mas diz que 'melhores práticas' recomendam não reagir a choques de oferta Balanço de riscos para a inflação está assimétrico para o lado altista, nota BC em ata BC vê inflação acima da meta até fim do ano e prevê ter de escrever nova carta aberta por descumprir objetivo Dólar recua a R$ 5,17, com foco na inflação de Brasil e EUA; Ibovespa avança Galípolo assume falha na comunicação do Copom, mas diz que papel do BC não é gerar consenso no mercado Mercado eleva previsão de inflação para 2026 e projeta só mais um corte de juros, a 14% em agosto O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB
29/06/2026 03:30:14 +00:00
Vai ao banco? Veja os horários de atendimento das agências durante Brasil x Japão

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito Reuters A Seleção Brasileira enfrenta o Japão nesta segunda-feira (29), pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Como a partida será disputada às 14h, durante o horário de funcionamento das agências, os bancos terão atendimento ao público em horário especial. Nesta segunda, as agências e os postos de atendimento bancário funcionarão das 9h às 12h. A mudança busca adequar o expediente das instituições ao horário do jogo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como o Brasil avançou para a segunda fase da Copa e as partidas podem ocorrer durante o horário comercial, os bancos poderão adotar expediente reduzido quando os jogos coincidirem com o funcionamento das agências. Nesses casos, os horários de atendimento ao público serão: Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h; Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h; Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento. A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial. "O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. O funcionamento dos canais eletrônicos não será afetado: Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.
29/06/2026 03:00:42 +00:00
Senacon investiga CazéTV por propaganda de bets durante transmissão da Copa

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) investiga a possibilidade de "publicidade enganosa ou abusiva" por parte da CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo. "A utilização de estratégias promocionais associadas a eventos esportivos de grande apelo popular, a oferta de vantagens promocionais vinculadas à realização de apostas, a divulgação de odds majoradas acompanhadas de comentários destinados a reforçar sua atratividade e a associação entre a prática de apostas e valores afetivos ligados ao futebol constituem circunstâncias que justificam a análise acerca de sua compatibilidade com os princípios do jogo responsável, da transparência, da boa-fé e da proteção da vulnerabilidade do consumidor", afirmou o órgão. O documento com a íntegra dos motivos que levaram a Senacom a investigar o canal foi protocolado na quinta-feira passada (25) e divulgado neste domingo (28). Agora no g1 Em nota, a CazéTV afirma que passará a adotar um padrão "mais conservador" para a publicidade de apostas no canal, "preservando a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos". "O mercado de apostas esportivas no Brasil é recente e está em constante amadurecimento. Como parte desse processo, decidimos adotar, a partir de agora, um padrão mais específico e conservador para ativações de marcas de apostas. Na prática, as ativações desse segmento passarão a seguir um formato mais tradicional de publicidade, preservando a espontaneidade que marca o canal em todos os demais segmentos". No documento, a Senacon ainda afirmou que deve analisar a "participação de narradores e comentaristas" na divulgação das ações publicitárias de casas esportivas por usarem "expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas". "A inserção de mensagens promocionais no contexto da transmissão esportiva, a participação de narradores e comentaristas na divulgação das ofertas, a utilização de expressões de incentivo à realização de apostas e a divulgação de condições promocionais específicas podem exigir a verificação acerca da adequada identificação da natureza publicitária do conteúdo, bem como da existência de elementos técnicos e informacionais aptos a justificar as mensagens transmitidas ao público consumidor", diz a notificação. Dentre os motivos apontados, o órgão cita três exemplos durantes as transmissões de partidas da Copa do Mundo pelo canal, apenas da segunda rodada. ➡️O primeiro foi na partida entre Inglaterra e Gana durante a veiculação de propaganda durante uma das pausas na partida para hidratação; ➡️ Outro caso apontado foi durante o jogo Argentina e Áustria em que "os comentaristas da CazéTV destacavam que a plataforma ofereceria ao apostador uma 'segunda chance', reforçando a atratividade da oferta e incentivando a adesão imediata à promoção anunciada"; ➡️O último exemplo trazido foi da partida entre Uruguai e Cabo Verde, em que a "ação publicitária da operadora construída a partir da associação entre a paixão do povo brasileiro pelo futebol e a realização de apostas esportivas, contendo incentivo para que os espectadores realizem apostas por meio da referida plataforma". Casimiro Miguel, criador da CazéTV Reprodução - Instagram A Senacon ainda aponta uma portaria do Ministério da Fazenda a respeito de ações de publicidade e propaganda relacionadas a apostas que "observem os princípios da responsabilidade social, do jogo responsável, da transparência e da informação adequada ao consumidor". "A norma veda, entre outras condutas, ações publicitárias que sugiram a obtenção de ganho fácil, encorajem práticas excessivas de aposta, contenham chamadas para ação sugerindo ato imediato por parte do apostador, contenham informações falsas ou enganosas, veiculem afirmações enganosas sobre probabilidades de ganho, induzam à crença de que apostar constitui sinal de sucesso, virtude, coragem ou maturidade [...]", afirmou. A secretaria deu ainda o prazo de cinco dias para que a empresa esclareça se as campanhas publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo foram produzidas, integral ou parcialmente, pela própria empresa, por agências terceirizadas ou pelas operadoras de apostas anunciadas, indicando a participação dos envolvidos. Além disso, a empresa terá que esclarecer: se as peças publicitárias veiculadas pela CazéTV nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 são definidas exclusivamente pelos agentes operadores de apostas, a partir de relação contratual firmada entre as partes, e se as opiniões e incentivos promovidos pelos comentaristas se restringem a reproduzir o que foi definido contratualmente com o agente operador contratante; quais os procedimentos internos adotados pela empresa para análise jurídica, regulatória e de conformidade das peças publicitárias relacionadas a apostas de quota fixa antes de sua veiculação; se houve avaliação específica quanto à compatibilidade das peças publicitárias objeto da presente averiguação com os princípios do jogo responsável e da proteção do consumidor, encaminhando os respectivos registros, pareceres ou documentos comprobatórios; Recomendação Conar Nesta sexta-feira (26), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a suspensão de três propagandas de casas de apostas veiculadas em ações de merchandising na CazéTV durante transmissões da Copa do Mundo. A recomendação se refere a três peças específicas, já exibidas, ligadas às empresas KTO, Betnacional e Bet365. Segundo o Conar, os anúncios traziam ofertas de modalidades específicas de apostas apresentadas por narradores, apresentadores e comentaristas durante os jogos. 🔎Na prática, a suspensão liminar do Conar funciona como uma medida preventiva: três peças específicas de bets, já exibidas na CazéTV, devem sair do ar até a análise final do caso. Depois da manifestação das empresas, o Conselho de Ética avalia se houve irregularidade e pode arquivar os processos, pedir ajustes ou recomendar a retirada dos anúncios. O conselho também destacou que, desde dezembro de 2023, o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária tem regras específicas para anúncios de apostas. Essas normas preveem que a publicidade do setor deve ser clara sobre seu caráter comercial, não pode induzir o consumidor a erro sobre chances de ganho, deve evitar pressão para apostar e precisa proteger públicos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.
28/06/2026 18:31:31 +00:00
Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição

Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. SEBASTIEN BOZON / AFP Apesar de os brasileiros estarem cada vez mais familiarizados com ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que a tecnologia substitua empregos diminuiu, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27). Entre as pessoas que já ouviram falar de IA, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de perder a profissão para a tecnologia. Há um ano, esse percentual era de 56%. Já a parcela dos que dizem não ter nenhum medo aumentou de 41% para 49%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Ao mesmo tempo, o uso da inteligência artificial no trabalho também cresceu. Entre os entrevistados que conhecem a tecnologia, 24% afirmam utilizá-la em atividades profissionais, ante 17% no ano passado. O levantamento também aponta o uso da IA para pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e criação de imagens e vídeos (4%). A pesquisa foi realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por outro lado, os entrevistados demonstram resistência ao uso da inteligência artificial em decisões que afetam diretamente a vida das pessoas. A pesquisa mostra que 79% consideram inadequado o uso da IA em processos de contratação e demissão. Além disso, 68% rejeitam a tecnologia para decisões sobre tratamentos médicos, e 67% são contra seu uso na concessão de crédito.
28/06/2026 11:23:47 +00:00
Europa enfrenta onda de calor com mortes, temperaturas recordes e impactos na economia

Onde de calor extremo avança para o leste da Europa Mais de 1,3 mil mortes acima do esperado foram atribuídas à onda de calor que atinge a Europa, informou neste domingo (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente sob condições de calor extremo, que já pressionam os sistemas de saúde, afetam a infraestrutura e sobrecarregam as redes elétricas em diferentes países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a organização atua em conjunto com países e parceiros para enfrentar os impactos do calor extremo. Ele destacou que a estratégia está centrada em três eixos: preparação, prevenção e fortalecimento das respostas dos sistemas de saúde. Cientistas apontam que este já é o episódio de calor mais intenso registrado no continente. Desde 20 de junho, o calor extremo também levou vários países a registrar temperaturas recordes. Na França, os termômetros ultrapassaram os 40°C em diferentes regiões ao longo da semana, e já há registros de mortes associadas às altas temperaturas (veja mais abaixo). Na Alemanha, a temperatura chegou a 41,5°C no sábado, a maior já medida no país. O serviço meteorológico alemão ainda alertou que os termômetros poderiam se aproximar dos 42°C. Na República Tcheca, a temperatura chegou a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C neste domingo. Em Basileia, na Suíça, os termômetros marcaram 39°C, estabelecendo pelo terceiro dia seguido um novo recorde para o mês de junho. Já a Dinamarca registrou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições no país. Initial plugin text Hospitais, transporte e energia são afetados Na França, a agência de saúde pública registrou cerca de mil mortes acima do esperado desde 24 de junho. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve aumento das mortes em domicílio, principalmente na região de Paris. A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, afirmou ao jornal "La Tribune" que os efeitos do calor extremo podem continuar sendo sentidos por até dez dias, mesmo após a queda das temperaturas. Em entrevista à emissora "BFM", ela alertou que "o episódio ainda não acabou". Na Espanha, 212 mortes registradas em um intervalo de quatro dias também foram associadas ao calor extremo. Em diferentes países, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais adotaram medidas para atender ao aumento da demanda e reduzir os riscos à população. Em Paris e Viena, por exemplo, os atendimentos de emergência aumentaram. Ao mesmo tempo, festivais, eventos ao ar livre e manifestações foram cancelados, adiados ou adaptados por causa das altas temperaturas e dos alertas meteorológicos. Os efeitos também chegaram à infraestrutura e ao setor de energia. Segundo a Reuters, o aquecimento das águas do rio Danúbio levou a usina nuclear de Paks, na Hungria, a reduzir a geração de eletricidade para manter a água usada no resfriamento dos reatores dentro dos limites de segurança. Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram as regras para cancelamento de viagens devido ao risco de deformação dos trilhos. O calor também provocou rachaduras em trechos de rodovias. Uma mulher com um leque perto da Torre Eiffel durante onda de calor em Paris, em 20 de junho de 2026 REUTERS/Sarah Meyssonnier Mudanças climáticas e os riscos econômicos Além dos impactos imediatos, especialistas alertam para consequências econômicas de longo prazo. Cientistas avaliam que uma onda de calor dessa magnitude seria praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela ação humana. Além disso, eventos como esses tendem a se tornar mais frequentes, mais duradouros e mais intensos. 🌡️ O episódio atual foi favorecido por um padrão atmosférico conhecido como "bloqueio ômega", que mantém uma massa de ar quente sobre uma mesma região por vários dias, dificultando a chegada de frentes frias. Além dos impactos imediatos, especialistas também alertam para os efeitos econômicos das ondas de calor. Em entrevista à Deutsche Welle, a economista Katharina Utermöhl, pesquisadora de políticas econômicas da seguradora Allianz, afirma que temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade, aumentam o consumo de energia e elevam o número de afastamentos por problemas de saúde. "Acima de 30 graus, a produtividade cai 3% por grau adicional, enquanto os custos de energia aumentam 1,2% por grau." Para a economista, o calor extremo deixou de ser apenas um evento climático passageiro e passou a representar um desafio permanente para a economia. Um estudo da Allianz estima que, se episódios de calor intenso se tornarem mais frequentes, as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 poderão chegar a US$ 131 bilhões. *Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI O que é o 'domo de calor' que está causando temperaturas extremas na Europa Reteurs *Com informações das agências de notícias France Presse, Deutsche Welle, Reuters e RFI
28/06/2026 10:50:02 +00:00
Número de jovens no campo diminui no interior de SP e acende alerta para sucessão no agro

Jovens desafiam êxodo rural e assumem negócios da família no interior de SP TV TEM/Reprodução O número de jovens entre 15 e 24 anos vivendo na zona rural de Araçoiaba da Serra (SP) despencou 66% em duas décadas. O avanço do êxodo rural acendeu o alerta entre os produtores locais sobre quem vai administrar as propriedades e as lavouras no futuro. Para tentar reverter essa tendência e fixar as novas gerações no campo, o curso "Jovem Empreendedor do Agro", do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), começou a capacitar filhos de produtores para darem continuidade ao legado das famílias. O produtor Paulo Mota viveu esse desafio de perto. O filho dele, Raphael, decidiu contrariar as estatísticas e escolheu permanecer no campo. Atualmente, o jovem trabalha no dia a dia da lavoura ao lado do pai, que orienta seus passos na produção. A iniciativa do Senar foca em jovens como Raphael e o estudante João Paulo, filho dos produtores Jomar e Regina Bello. De acordo com o instrutor Valber Rodrigo de Oliveira Santos, o objetivo das aulas é mostrar que o agro moderno exige gestão e oferece uma carreira promissora para a juventude. O curso foca em mudar a visão sobre o empreendedorismo rural ao destacar que o trabalho no campo vai muito além do esforço manual. Com a chegada de tecnologias como o uso de drones e sistemas de gestão digital, o setor tem atraído os jovens pelas oportunidades de inovação e tecnologia. Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026: Número de jovens no campo diminui no interior de SP e acende alerta para sucessão no agro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
28/06/2026 10:30:09 +00:00
Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira

Feicorte, em Presidente Prudente (SP) Isabela Gomes/g1 A força da pecuária brasileira esteve em evidência durante a 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP). Considerada a maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina, o evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, empresários e investidores em uma programação voltada à inovação, à genética animal e às perspectivas de mercado para um dos setores mais importantes do agronegócio nacional. Em uma região que concentra mais de 2,3 milhões de cabeças de gado — cerca de 20% do rebanho paulista —, a feira apresentou novas tecnologias, promoveu leilões, julgamentos de animais e abriu espaço para debates sobre os desafios que impactam diretamente a pecuária brasileira, como as exigências sanitárias internacionais e as barreiras comerciais impostas por alguns mercados importadores. "As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos", explica a sommelier de carnes, Larissa Morales. "Tivemos seis leilões durante toda a Feicorte, a gente consegue cumprir esse objetivo de fazer com que o evento seja uma ferramenta de fomento dessa cadeia produtiva e de fomento da rentabilidade de todos", completa Larissa. Entre os destaques desta edição estiveram raças bovinas conhecidas pelo alto valor agregado da carne. Uma delas foi o Wagyu, cuja principal característica é o elevado nível de marmoreio, responsável pela maciez e pelo sabor diferenciado do produto. "O Wagyu é um taurino asiático, originário do Japão. O animal puro, um pouco mais delicado, mais sensível ao carrapato, ao calor, mas a gente vem apostando muito no cruzamento como ferramenta para usar essa genética e contribuir na qualidade da carne. Nos sistemas que já estamos habituados a trabalhar aqui no Brasil, o cruzamento vem se dando muito bem e dando resultados muito bons", conta a representante comercial, Sueli Francelino Almeida. Outro atrativo foi a presença da raça Texas Longhorn, famosa pelos chifres que podem ultrapassar dois metros de comprimento e pela capacidade de adaptação a condições climáticas extremas. Os animais despertaram a curiosidade dos visitantes e mostraram alternativas para sistemas produtivos em diferentes regiões do país. Desafios e oportunidades para o setor Além das oportunidades de negócios, a Feicorte também foi palco para discussões sobre o futuro da pecuária brasileira. Entre os temas debatidos estiveram o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e, em contrapartida, as restrições impostas pela União Europeia à importação de carne brasileira. Questões que afetam diretamente um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano. Com a presença de expositores de diferentes regiões do país e uma programação voltada à inovação, a Feicorte reforçou o papel da pecuária como uma das principais forças do agronegócio nacional e mostrou como tecnologia, genética e conhecimento seguem transformando a atividade no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 28/06/2026: Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
28/06/2026 10:30:08 +00:00
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas O figo não é uma fruta, como muita gente imagina. Na verdade, ele é uma flor invertida, que abriga um sistema capaz de digerir a vespa-do-figo. Apesar disso, o figo não é considerado uma planta carnívora. Isso porque a digestão faz parte de um mecanismo de defesa, explica Paulo Minatel Gonella, professor do Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Na natureza, o figo precisa ser polinizado para produzir sementes férteis. Como o pólen fica no interior da flor, apenas a vespa-do-figo consegue alcançá-lo, entrando por uma pequena abertura. Já as plantas carnívoras, em geral, vivem em solos pobres em nutrientes. Portanto, elas vão capturar os insetos como uma fonte de complementação, principalmente de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes fundamentais para que elas sobrevivam, explica Gonella. 🦟É possível comer um figo com vespa? O consumidor dificilmente irá encontrar o inseto na fruta que comprou no supermercado. Isso porque o produto comercializado se reproduz de uma forma diferente e não precisa mais da polinização. Ao longo dos anos, os pesquisadores foram reproduzindo figos geneticamente com as características que mais agradavam ao consumidor. Como resultado, o alimento para consumo só possui flores internas femininas e não precisa de sementes férteis, explica o professor da UFSJ. Além disso, os figos são ensacados durante seu desenvolvimento, evitando que as vespas entrem e que pássaros se alimentem com eles — na natureza, os pássaros são os responsáveis por espalhar as sementes. Como as sementes não são férteis, para cultivar o figo, os agricultores o reproduzem por meio de clonagem e estaquia, uma técnica que usa estacas para multiplicação das espécies, promovendo o enraizamento de partes da planta no solo, podendo ser ramos, raízes ou folhas. Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas Scrolly teste Leia também: PLANTAS CARNÍVORAS: elas têm armadilhas até debaixo da terra e água ENTENDA: Banana tem família e até coração VEJA VÍDEO: Mel começa com o 'vômito' das abelhas, pode durar alguns anos e tem tipos venenosos Veja mais curiosidades dos alimentos: Açaí é melhor doce ou salgado? Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos Conheça o limão exótico que custa quase R$ 800 o quilo
28/06/2026 09:00:49 +00:00
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