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g1 > Economia

CEO da OpenAI tem casa atingida por coquetel molotov, diz site

Sam Altman JN O CEO do OpenAI, Sam Altman, teve sua casa em São Francisco, nos Estados Unidos, atingida por um coquetel molotov nesta sexta-feira, segundo a Wired. O suspeito pelo ataque é um homem de 20 anos preso em flagrante, disse a polícia de São Francisco. Não há feridos nem danos de grande proporção à residência, informou a OpenAI a funcionários, de acordo com a Wired. "Hoje de manhã, alguém atirou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco. Felizmente, ninguém ficou ferido", diz o comunicado da empresa. A polícia afirmou que o homem arremessou um "dispositivo destrutivo incendiário" contra a casa, o que causou um incêndio em um portão externo. Cerca de uma hora depois, agentes atenderam a outra ocorrência em um estabelecimento comercial na região envolvendo um homem que ameaçava incendiar o prédio. "Quando os policiais chegaram ao local, reconheceram o homem como o mesmo suspeito do incidente anterior e o detiveram imediatamente", afirmou a polícia, em comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/04/2026 17:48:13 +00:00
Greve na Lufthansa afeta milhares de passageiros na Alemanha

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker Comissários de voo da companhia aérea alemã Lufthansa estão em greve desde a meia-noite até as 22h desta sexta-feira (10), em paralisação convocada pelo sindicato Organização Independente de Comissários (UFO, na sigla em alemão). Com isso, centenas de voos foram ou estão sendo cancelados, e dezenas de milhares de passageiros, afetados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos aeroportos de Frankfurt e Munique, por exemplo, voos com destino a outras cidades europeias, como Milão, Bruxelas, Dublin e Nice, foram cancelados já pela manhã. Além desses dois aeroportos, outros nove têm sido afetados pela greve, que atinge principalmente a empresa Cityline, subsidiária da Lufthansa em hubs regionais, com sede em Colônia. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somente no aeroporto de Frankfurt – o maior e mais importante do país –, foram cancelados 580 de um total de 1.350 voos previstos para esta sexta-feira, o que afetaria cerca de 72.000 passageiros, segundo informações da Fraport, que administra o aeroporto. Somando outras companhias aéreas, o total de passageiros atingidos poderia chegar a mais de 100 mil. Esta é a terceira paralisação registrada na Lufthansa em dois meses. Argumentos distintos Enquanto o diretor-executivo da Lufthansa, Jens Ritter, disse que a greve é "completamente desproporcional", os representantes do UFO argumentaram que a escalada foi inevitável devido a impasses nas negociações. A paralisação ocorre depois de o sindicato rival Verdi ter garantido um acordo coletivo junto à Cityline que abrange 500 comissários e pilotos. O acordo, alcançado após extensas negociações na semana passada, aumentará os salários básicos entre 20% e 35% em três etapas até março de 2029, incluindo dias extras de folga, mais férias, melhor planejamento de escalas e ampliação do apoio previdenciário, segundo o Verdi. No entanto, a Lufthansa teria a intenção de encerrar as atividades da Cityline até o fim deste ano, o que causou indignação entre os funcionários – a medida colocaria em torno de 800 empregos em jogo. Empresa alerta passageiros A Lufthansa recomendou que os passageiros que têm passagem comprada para esta sexta-feira informem-se a respeito de seus voos, com bilhetes que podem ser remarcados ou reembolsados, além de direito a indenizações caso o atraso ultrapasse três horas. A companhia também deve providenciar transporte alternativo, alimentação e hospedagem.
10/04/2026 16:34:53 +00:00
Entenda por que o Cade apura possível acordo antecipado entre Azul e American Airlines

Aviões da Azul e da American Airlines Azul/Divulgação/AP O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou uma petição que aponta possível atuação conjunta entre Azul e American Airlines antes da aprovação do órgão. O caso foi enviado para análise interna após indícios apresentados por uma entidade de defesa do consumidor. A petição foi feita em 2 de março de 2026 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo), que afirma que as empresas podem ter adiantado a execução do acordo e passado a agir de forma alinhada antes da autorização do Cade. 💡 Para entender melhor: pela legislação brasileira, o Cade é responsável por analisar previamente operações entre empresas que possam impactar a concorrência em determinado mercado. Entre os indícios citados pelo IPSConsumo estão: a eleição de um executivo da American Airlines, Jeff Ogar, para o Conselho de Administração e o Comitê Estratégico da Azul; a assinatura de um contrato que dá à American o direito de comprar participação acionária; e declarações de executivos da Azul indicando participação prévia de representantes da American e da United em decisões estratégicas durante a recuperação judicial nos Estados Unidos. "O Cade deve analisar a concorrência nas rotas, a conectividade, os preços, a integração de malhas e os possíveis efeitos indiretos por meio de alianças globais, considerando o novo cenário da Azul sob influência simultânea de American e United e as relações cruzadas com a Gol”, afirmou a presidente do IPSConsumo, Juliana Pereira, em nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao analisar o caso, o relator no Cade, conselheiro Diogo Thomson de Andrade, decidiu aceitar a denúncia como formal no dia 4 de março. Na prática, isso significa que o órgão entendeu que há elementos suficientes para uma análise mais aprofundada. Na mesma decisão, ele determinou o envio do caso à Superintendência-Geral do Cade, área responsável por avaliar se há necessidade de abrir uma investigação e quais medidas podem ser tomadas. LEIA TAMBÉM: Azul anuncia acordo para aporte de 300 milhões de dólares da American Airlines, da United Airlines e de credores American e United ficam com 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões em plano de recuperação A decisão foi confirmada por unanimidade pelos demais conselheiros do Cade em sessão virtual de 16 de março de 2026. O envio do caso para análise não significa que há irregularidade comprovada. Agora, a Superintendência-Geral vai avaliar as informações e decidir quais serão os próximos passos. Procurada pelo g1, a Azul informou que não irá se manifestar sobre o assunto. A American Airlines também foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem até o momento da publicação. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
10/04/2026 16:26:33 +00:00
ANP cria novo canal para denunciar irregularidades em postos e revendas de gás; veja como fazer

Posto de gasolina. MPCE/ Divulgação A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu nesta semana um novo canal para denúncias de irregularidades em postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha) e outros agentes regulados. A medida vem em meio ao debate cada vez mais frequente sobre a comercialização de combustíveis adulterados e ocorre após a agência ter intensificado a fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos nos postos, diante das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional em razão da guerra no Oriente Médio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a ANP, a iniciativa também visa “direcionar as informações de forma mais ágil, permitindo que a equipe de fiscalização organize a apuração dos fatos”. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a agência, o Portal FalaBR passará a receber apenas: a solicitação de informações em geral; sugestões, elogios, reclamações, informações ou dúvidas sobre serviços prestados pela ANP; e denúncias contra servidores da agência. "O telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) continua ativo e pode ser utilizado para qualquer tipo de manifestação. A divisão de temas entre o novo formulário e o Portal FalaBR se refere apenas ao envio eletrônico", informou a ANP em nota. Como denunciar um posto de combustível? Segundo a ANP, a denúncia deve ser feita por meio do preenchimento do formulário exclusivo, seguindo as orientações abaixo: O cidadão deve informar o CNPJ do estabelecimento (exceto em casos de revenda ou atividade clandestina). Nos postos de combustíveis, essa informação costuma estar disponível em placas de identificação instaladas na área externa ou interna do local, em quadros de avisos obrigatórios ao consumidor, em local visível, e também em notas fiscais, cupons fiscais ou comprovantes de pagamento. Nas revendas de GLP, a informação geralmente pode ser encontrada na fachada ou na área interna de atendimento, em placas ou quadros informativos visíveis ao consumidor, com identificação da empresa e da autorização, além de constar em recibos, notas fiscais ou comprovantes de entrega do botijão. Ao relatar uma denúncia ou reclamação, o cidadão não deve informar dados pessoais nem qualquer informação que possa identificá-lo. O relato deve conter apenas a descrição dos fatos relacionados ao estabelecimento ou à atividade questionada. Veja o passo a passo Acesse o formulário de denúncia e reclamação da ANP (clique aqui para acessar); Selecione, entre as opções, qual agente regulado será alvo da reclamação e clique em "Avançar"; Marque o tipo de denúncia que deseja fazer e clique em "Avançar"; Informe o CNPJ do posto, selecione o produto relacionado e preencha as demais informações de localização do agente regulado. Depois, clique em "Avançar"; Detalhe o ocorrido com o máximo de informações possível. ⚠️ Atenção: Nunca coloque suas informações pessoais. Depois, clique em "Enviar".
10/04/2026 16:04:58 +00:00
Carga tributária soma 32,4% do PIB em 2025 e atinge maior valor da série histórica, estima Tesouro

A carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – somou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (10) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Se a estimativa se confirmar, a carga tributária em 2025 terá sido a maior da série histórica iniciada em 2010, ou seja, um recorde. O número oficial é divulgado pela Receita no final de 2026. Isso representa um crescimento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando a carga tributária somou 32,22% do PIB. O aumento da carga tributária em 2025 está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal. Parte dessa alta está relacionada diretamente com aumento de tributos, como no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). "Em relação aos Impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto percentual do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito", diz o Tesouro Nacional. O valor da carga tributária engloba tributos pagos ao governo federal, estados e municípios. A divisão é a seguinte: a carga tributária somente da União somou 21,6% do PIB no ano passado, contra 22,34% do PIB em 2025; no caso dos estados, a carga tributária estimada pelo Tesouro Nacional somou 8,38% do PIB em 2025, em comparação com 8,48% do PIB no ano anterior; os municípios, por sua vez, tiveram sua carga estimada em 2,42% do PIB em 2025, contra 2,40% do PIB no ano anterior. Outros fatores Além do aumento do IOF, o Tesouro Nacional apontou que houve aumento da carga tributária na categoria Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB no Imposto sobre a renda retido na fonte (IRRF). "Refletindo, entre outros fatores, o crescimento dos rendimentos do trabalho decorrente da expansão da massa salarial", diz o documento. O Tesouro destacou, ainda, o crescimento da carga em 0,12 ponto percentual do PIB na arrecadação das Contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado foi impulsionado pelo "crescimento da massa salarial e criação de postos de trabalho formais, além dos efeitos da reoneração escalonada [aumento de tributo] da contribuição patronal e da folha de pagamentos". Mudança metodológica Assim como a Receita Federal, responsável por calcular a carga tributária oficial do Brasil (em divulgação feita somente no fim de cada ano), o Tesouro Nacional informou que implementou um aprimoramento metodológico de modo a adequar a estatística produzida às melhores práticas internacionais. Com essa alteração, que o Tesouro diz ter sido recomendada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), passou a excluir as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S – tributos pagos pelas empresas – do cálculo. Com isso, os valores dos últimos anos (série histórica) também foram revistos. Com a mudança metodológica, para atender adequar ao modelo internacional, portanto, o Tesouro Nacional excluiu do cálculo contribuições que são obrigatórias, ou seja, que são pagas por todas empresas. Se esses tributos fossem considerados no cálculo, a carga tributária seria de 34,35% do PIB em 2025. Marcello Casal Jr/Agência Brasil
10/04/2026 15:51:55 +00:00
Meta deve enfrentar novo processo nos EUA por acusação de vício em redes sociais entre jovens

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, deve enfrentar uma ação judicial movida pela procuradora-geral do estado norte-americano de Massachusetts, que afirma que a empresa controladora do Facebook e do Instagram criou, de forma deliberada, produtos para viciar jovens. A Meta nega as acusações e afirma que adota uma série de medidas para garantir a segurança de adolescentes e jovens em suas plataformas. A decisão ocorre após um julgamento considerado histórico, no qual um júri da cidade norte-americana de Los Angeles concluiu, em março, que Meta e Google agiram de forma negligente ao criarem plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens. O júri determinou o pagamento de US$ 6 milhões a uma mulher de 20 anos que afirmou ter desenvolvido dependência de redes sociais ainda na infância. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um júri diferente, um dia antes, decidiu que a Meta deveria pagar US$ 375 milhões em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do estado norte-americano do Novo México. A ação acusa a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas. Outros 34 estados dos Estados Unidos movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal. A ação apresentada pela procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, do Partido Democrata, é uma de pelo menos nove abertas por procuradores-gerais desde 2023 em tribunais estaduais. Entre elas está uma ação protocolada na quarta-feira pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, do Partido Republicano. A ação afirma que recursos do Instagram, como notificações automáticas, "curtidas" em publicações e a rolagem infinita de conteúdo, foram desenvolvidos para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o chamado "medo de ficar de fora". O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, "curtidas" de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu "medo de ficar de fora". O estado afirma que dados internos da empresa indicam que a plataforma provoca dependência e causa prejuízos às crianças. A Meta tentou barrar o processo de Massachusetts com base na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, uma legislação federal dos EUA que, em geral, protege empresas de internet de ações judiciais relacionadas ao conteúdo publicado por usuários. O estado sustenta que a Seção 230 não se aplica a declarações consideradas falsas que, segundo a acusação, a Meta fez sobre a segurança do Instagram, as ações para proteger o bem-estar de usuários jovens e os sistemas de verificação de idade usados para impedir o acesso de crianças com menos de 13 anos. Um juiz de primeira instância concordou com o argumento e afirmou que a lei também não se aplica às acusações sobre os efeitos negativos do design do Instagram. Segundo o magistrado, o estado busca responsabilizar a Meta principalmente por sua própria conduta comercial, e não pelo conteúdo publicado por terceiros. LEIA TAMBÉM: SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site Protótipo de 'carro voador' da Embraer completa 50 voos de teste Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária
10/04/2026 15:43:02 +00:00
Justiça mantém suspensão do imposto de exportação de petróleo

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um recurso da União e manteve a liminar que suspendeu a cobrança de imposto de exportação de petróleo para algumas das principais petroleiras estrangeiras que atuam no Brasil, conforme decisão judicial publicada na noite de quinta-feira (9). Segundo a desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, o governo “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual decorrente da manutenção da decisão questionada”. Ela acrescentou que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final do mérito da ação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec obtiveram nesta semana decisões judiciais que suspenderam os efeitos do imposto. Juntas, essas empresas produziram, em média, 791.486 barris de petróleo por dia (bpd) em fevereiro — o equivalente a cerca de 20% da produção total do país no período —, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP). No mesmo mês, o Brasil registrou produção recorde de 4,061 milhões de bpd. A Petrobras, principal produtora do país, ainda não contestou judicialmente o imposto de exportação. Atualmente, a estatal responde por aproximadamente 60% da produção nacional, com cerca de 2,5 milhões de barris por dia. A alíquota de 12% foi instituída por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio. Segundo a agência de notícias Reuters, o governo deve recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de derrubar a liminar concedida às petroleiras. Procurados pela Reuters, o Ministério de Minas e Energia e a Advocacia-Geral da União (AGU) não se manifestaram imediatamente. Em evento realizado nesta semana no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a cobrança do imposto ao afirmar que as companhias do setor estão “ganhando muito” com a valorização do petróleo no mercado internacional. O governo pretende utilizar a arrecadação do tributo para custear despesas bilionárias, como os subsídios ao diesel, criados para conter os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã. Por outro lado, representantes de petroleiras afirmaram nesta semana que as mudanças na política fiscal do setor aumentam a percepção de risco para investimentos no Brasil.
10/04/2026 15:42:35 +00:00
Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos no Brasil, diz governo

Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos. Freepik/ Reprodução O número de trabalhadores domésticos com carteira assinada no Brasil caiu 21,1% entre 2016 e 2025, segundo o Sumário Executivo da RAIS/eSocial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento aponta que o Brasil contava com 1,64 milhão de trabalhadores domésticos formais em 2016. Em 2025, esse número caiu para 1,30 milhão — uma redução de quase 347 mil vínculos. Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos no Brasil g1 Historicamente marcado por alta informalidade, baixa proteção social e desigualdades de gênero e raça, o trabalho doméstico passou por mudanças importantes nas últimas décadas. A queda no número de trabalhadores com carteira assinada desde 2016 é explicada por uma combinação de fatores. Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, não há uma causa única, mas um conjunto de transformações estruturais que ajuda a entender esse movimento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um dos principais fatores foi a mudança na legislação, a partir da PEC das Domésticas, de 2013, que ampliou direitos e elevou o custo da formalização ao equiparar a categoria aos demais trabalhadores formais. A ampliação de obrigações, como controle de jornada, recolhimento de encargos e pagamento de benefícios, elevou o custo da formalização e dificultou a adaptação de parte dos empregadores. A situação se agravou com a pandemia de Covid-19, a partir de 2020. O setor foi um dos mais afetados pela crise, tanto pela queda da renda das famílias quanto pelo isolamento social e pelo risco de contágio. Até hoje, o número de vínculos formais não voltou ao patamar anterior. Também pesam mudanças demográficas. A redução do número de crianças nos domicílios diminuiu a demanda por empregadas mensalistas, mais comuns em lares com crianças pequenas, idosos ou pessoas doentes. Com os filhos mais velhos, muitas famílias passaram a dispensar esse tipo de contratação. Outro fator é o custo da formalização, que leva parte dos empregadores a buscar alternativas para reduzir despesas. Isso impulsiona a informalidade ou a contratação como Microempreendedor Individual (MEI) — modalidade que, na prática, não se aplica à maior parte das atividades domésticas contínuas. “Acredito que a diminuição da demanda por empregadas domésticas esteja relacionada à queda no número de filhos, à redução do tamanho das moradias e à tentativa de evitar custos como FGTS e contribuição previdenciária”, afirma a especialista. Por fim, mudanças no modo de morar também influenciam. Apartamentos menores e a busca por mais privacidade têm levado famílias a optar por serviços pontuais, como diaristas, em vez de manter uma trabalhadora em tempo integral. Perfil dos trabalhadores formais g1 Perfil com idade mais avançada Em 2025, o trabalho doméstico formal no Brasil seguiu marcado por desigualdades de gênero, raça, idade e escolaridade, refletindo características históricas da ocupação. A presença feminina é amplamente predominante. De acordo com o levantamento, as mulheres representam 88,6% dos vínculos formais, somando cerca de 1,15 milhão de trabalhadoras, enquanto os homens correspondem a apenas 11,4%. O dado reforça o caráter fortemente feminizado da atividade, tradicionalmente associada às tarefas de cuidado e aos serviços do lar. No recorte por escolaridade, há concentração nos níveis intermediários. A maior parte tem ensino médio completo (545,5 mil vínculos), seguida por trabalhadores com ensino fundamental incompleto (350 mil) e ensino fundamental completo (218,8 mil). Ainda há cerca de 22 mil analfabetos, o que evidencia a persistência da baixa escolarização no setor. Já o ensino superior é minoritário, com pouco mais de 33 mil vínculos. A jornada semanal indica predominância de contratos longos: cerca de 867,8 mil trabalhadores atuam por 41 horas ou mais, enquanto 223,2 mil cumprem jornada de 40 horas. Regimes reduzidos, com até 30 horas ou entre 31 e 39 horas semanais, são menos frequentes. Do ponto de vista racial, os dados evidenciam desigualdades históricas do mercado de trabalho. Trabalhadores pretos (41,6%) e pardos (13,5%) somam mais da metade da categoria, enquanto pessoas brancas representam 44,5%. A distribuição etária mostra um perfil envelhecido. A maior concentração está entre 40 e 59 anos, com destaque para a faixa de 50 a 59 anos (450,5 mil vínculos). Pessoas com 60 anos ou mais somam 172,7 mil. Já os jovens são minoria: apenas 353 trabalhadores têm até 17 anos, e cerca de 80 mil estão entre 18 e 29 anos. Em termos de ocupação, a maioria atua em serviços gerais (991,3 mil vínculos), seguida por babás (124,7 mil) e cuidadoras de idosos (75,9 mil). A remuneração média da categoria atingiu, em 2025, o maior nível dos últimos seis anos, chegando a R$ 2.047,92. Segundo Paula Montagner, o avanço está diretamente ligado à política de valorização do salário mínimo, que serve como principal referência de rendimentos no setor. Quase a totalidade das pessoas ocupadas em domicílios tem o salário mínimo como base de pagamento, o que faz com que os reajustes do piso nacional se reflitam gradualmente na remuneração média. A especialista ressalta que casos de remunerações muito elevadas são raros e não representam a realidade da categoria. Assim, o aumento recente acompanha os reajustes do salário mínimo e não indica, necessariamente, uma mudança estrutural na valorização da ocupação. Remuneração média do trabalhador doméstico formal no Brasil Arte g1/Lara Bernardino Efeitos da pandemia Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, muitas empregadas domésticas com carteira assinada perderam seus empregos e, como alternativa, passaram a atuar como diaristas no modelo de Microempreendedora Individual (MEI). Segundo o Ministério do Empreendedorismo, em 2025 havia 309 mil diaristas registradas como MEIs no Brasil. Essas profissionais prestam serviços domésticos até dois dias por semana, com pagamento por diária, realizando atividades como faxina, limpeza, lavagem de roupas e preparo de refeições. “Ao se tornar MEI, a empregada faz uma contribuição previdenciária reduzida, de apenas R$ 85, o que é bem inferior à contribuição de quando ela era registrada. Isso pode prejudicar a aposentadoria”, completa Montagner. Segundo Mariana Almeida, analista técnica de políticas sociais do MTE, o trabalho doméstico é fundamental tanto na vida cotidiana quanto na atividade produtiva das mulheres no Brasil. Ela destaca que, apesar do avanço na escolaridade, é urgente implementar políticas que melhorem as condições de trabalho no setor, assegurando maior proteção social e valorização salarial. A pandemia impactou significativamente a dinâmica de contratação. O setor foi um dos mais afetados pela crise, o que dificultou sua recuperação. Os efeitos são duradouros sobre a oferta e a demanda por trabalho doméstico. Já Dercylete Lisboa, coordenadora-geral de Fiscalização do Trabalho, afirma que o estudo pode orientar as ações da Inspeção do Trabalho em diferentes estados e regiões. Além da fiscalização, ela ressalta que os dados são essenciais para promover a conscientização sobre a relevância do trabalho doméstico e do trabalho de cuidados. Mulheres ganham 20,9% a menos que os homens no Brasil
10/04/2026 15:10:33 +00:00
Veja dicas sobre o plantio de coco anão

Coqueiro Anão-Verde Saulo Coelho Nunes/Embrapa Produtores interessados no plantio de coco anão podem conferir a cartilha da Emater, de Minas Gerais, sobre o tema. O material mostra as variedades de coqueiro, o clima ideal, a preparação do solo e a adubação certa para você ter sucesso no seu pomar, além das pragas que ameaçam a produção de coco. A cartilha está disponível online.📱Acesse aqui Parece melancia e tem cheiro de limão: que fruto é esse?
10/04/2026 14:50:47 +00:00
Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras; nome será escolhido pela torcida

Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras Reprodução/Nubank A WTorre firmou, nesta sexta-feira (10), um acordo com o banco digital Nubank para a aquisição dos naming rights do estádio do Palmeiras. 🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público. Com isso, a arena — conhecida como Allianz Parque nos últimos 13 anos — passará por uma mudança de nome, que será definido por meio de votação popular. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O contrato terá vigência até 2044, período durante o qual a WTorre mantém os direitos de exploração do estádio. Após esse prazo, a gestão e o controle da arena passam integralmente ao Palmeiras. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora não tenha participado da negociação, o clube segue com direito a uma fatia das receitas geradas, atualmente fixada em 15%. No mês passado, o banco digital passou a deter os naming rights do estádio do Inter Miami, nos Estados Unidos. Já dois meses antes, o Nubank havia se tornado patrocinador oficial da equipe de Fórmula 1 Mercedes-AMG Petronas. “Vivemos um momento único. Hoje, o Nubank atende a mais de 113 milhões de pessoas e é a maior instituição financeira privada no Brasil em número de clientes. Levar nossa marca para um espaço esportivo e cultural dessa relevância reafirma nosso compromisso com o país onde tudo começou e nos aproxima ainda mais das paixões dos brasileiros”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil, em nota. “Assumir este palco físico é o reflexo da nossa evolução. Queremos trazer o ‘jeito Nubank’ para dentro da arena, garantindo que o fã seja o verdadeiro protagonista deste novo capítulo.” Segundo a WTorre, a arena encerrou 2025 como o principal palco de shows da América do Sul, com 33 eventos do tipo que reuniram 1,1 milhão de espectadores. Em mais de 10 anos de operação, o espaço recebeu 17,7 milhões de pessoas em 2.339 eventos — sendo 8,6 milhões em jogos e 8,1 milhões em shows —, mais de 400 deles com mais de 40 mil espectadores. Torcida vai eleger novo nome Em meio ao anúncio, o Nubank lançou uma campanha para definir o novo nome da arena do Palmeiras, convidando o público a participar diretamente da escolha (clique aqui). Por meio de uma plataforma online, os participantes podem votar em uma das três opções disponíveis: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. Cada voto é vinculado ao CPF, e os nomes escolhidos ainda passarão por aprovação antes de serem exibidos. A ação também prevê um limite de participações. Além da votação, a proposta é destacar o nome dos participantes na arena antes mesmo da definição oficial. Segundo o banco digital, a revelação do nome vencedor ocorrerá no início de maio. Allianz encerra naming rights após 13 anos Mais cedo, a Allianz Brasil, até então detentora dos direitos, anunciou o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre. A decisão, segundo a companhia, foi tomada em comum acordo e faz parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento da Allianz no Brasil, com foco na expansão nacional e no fortalecimento da marca em diferentes regiões e canais. A meta da empresa é dobrar o tamanho da operação brasileira, além de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027. Em 2025, a Allianz Brasil registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, o que representa um crescimento de 23% em relação ao ano anterior. Em comunicado, o CEO Eduard Folch destacou que a decisão reflete o momento de expansão da companhia. Segundo ele, o encerramento do contrato com o estádio abre espaço para ações mais amplas e próximas do público em todo o país.
10/04/2026 14:21:10 +00:00
Cofundador e presidente da Dolce & Gabbana renuncia ao cargo

Domenico Dolce e Stefano Gabbana na Fashion Week em Milão Claudia Greco/Reuters A Dolce & Gabbana anunciou, nesta sexta-feira (10), que o cofundador Stefano Gabbana deixará seus cargos na grife italiana e na holding que controla a empresa a partir de 1º de janeiro, confirmando informações anteriores de que ele havia renunciado à presidência. "As renúncias não têm impacto sobre as atividades criativas realizadas para o grupo por Stefano Gabbana", disse o grupo em um comunicado. O diretor-executivo Alfonso Dolce, irmão do cofundador Domenico Dolce, foi nomeado novo presidente, segundo registro da empresa na Câmara de Comércio de Milão. Gabbana, de 63 anos, fez sua tradicional reverência no último desfile da marca, em fevereiro, ao lado de Dolce. A apresentação contou ainda com a presença da musa de longa data dos estilistas, a cantora Madonna, que assistiu ao evento na primeira fila. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A saída de Gabbana foi noticiada inicialmente pela Bloomberg, que informou que o estilista também avaliava alternativas para sua participação de cerca de 40% na empresa, antes do início das negociações de dívidas com bancos. Segundo a Bloomberg, os credores da Dolce & Gabbana buscam uma injeção de até 150 milhões de euros em novos recursos, dentro de um processo mais amplo de refinanciamento da dívida total da empresa, estimada em 450 milhões de euros (cerca de R$ 2,6 bilhões). A empresa, assessorada pelo banco Rothschild, estuda formas de levantar novos recursos, incluindo a venda de ativos, como imóveis, e a renovação de licenças, segundo uma fonte próxima ao assunto, confirmando reportagem da Bloomberg. A Dolce & Gabbana não quis comentar, pois "as negociações com os bancos ainda estão em andamento".
10/04/2026 14:09:39 +00:00
Governo proíbe lote de alecrim por presença de insetos vivos

Alecrim Freepik O governo federal proibiu nesta sexta-feira (10) um lote de alecrim da marca Nati Sul após constatar a presença de insetos vivos no produto. O veto ocorreu por meio da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo a agência, o lote 0108 do alecrim Nati Sul foi recolhido e teve sua venda, distribuição e uso suspensos após análises em laboratório identificarem “a presença de insetos vivos (infestação) e de pelo inteiro e fragmento de pelo de animal não identificado”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O laudo foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC) e indicou “falhas nas condições higiênico-sanitárias e no cumprimento das boas práticas de fabricação, configurando alimento infestado por artrópodes e contendo matérias estranhas indicativas de falhas de boas práticas e potencial risco à saúde”. O g1 questionou a MK Ervas Chás Especiarias, apontada como fabricante do alecrim, sobre o recolhimento e aguarda posicionamento.
10/04/2026 13:57:39 +00:00
Allianz encerra naming rights com estádio do Palmeiras após 13 anos

Allianz Parque, estádio do Palmeiras Marcos Ribolli A Allianz Brasil anunciou nesta sexta-feira (10) o encerramento antecipado do contrato de naming rights do Allianz Parque, após 13 anos de parceria com a WTorre. Segundo a empresa, a decisão foi tomada em comum acordo e marca o fim de um ciclo considerado "bem-sucedido", que consolidou a arena como referência no mercado brasileiro. 🔎 Naming rights (direito de nome, em português) é uma estratégia em que uma marca adquire o direito de dar nome a um espaço para ampliar visibilidade e associação com o público. O movimento faz parte de um reposicionamento da seguradora, que passa a adotar uma nova estratégia de marca voltada à expansão nacional. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O plano prevê dobrar o tamanho da operação no Brasil, além de alcançar a meta de duplicar o faturamento e triplicar o lucro até 2027. Em 2025, a companhia registrou receita de cerca de R$ 12 bilhões, alta de 23% na comparação anual. A nova fase inclui o aumento dos investimentos em marketing, com reforço em mídia tradicional e digital, além da ampliação de iniciativas em esportes e cultura. “Somos profundamente gratos por tudo o que o Allianz Parque nos proporcionou e reconhecemos a importância do investimento para a consolidação da marca no país. No entanto, vivemos um período de crescimento acelerado e decidimos encerrar esse ciclo para iniciar uma nova fase”, afirmou o CEO Eduard Folch, em comunicado. O executivo também agradeceu ao Sociedade Esportiva Palmeiras e aos torcedores, destacando a relevância da parceria. A WTorre classificou o movimento como uma evolução natural da relação entre as partes.
10/04/2026 12:57:57 +00:00
Tribunal de comércio dos EUA avalia legalidade da tarifa global de 10% de Trump

Porto de Los Angeles, nos Estads Unidos Reuters Um tribunal de comércio dos Estados Unidos analisará, nesta sexta-feira (10), a legalidade de um imposto global de importação de 10% adotado pelo governo Trump. Segundo diversos Estados e pequenas empresas, a medida contorna uma decisão da Suprema Corte que invalidou a maior parte das tarifas anteriores impostas pelo presidente americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um grupo de 24 estados — em sua maioria governados por democratas — e duas pequenas empresas acionaram a Justiça para barrar as novas tarifas, em vigor desde 24 de fevereiro. Um painel formado por três juízes ouvirá os argumentos nesta sexta-feira. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No segundo mandato, Trump transformou as tarifas em um dos pilares de sua política externa, alegando ter ampla autoridade para aplicá-las sem a aprovação do Congresso. O governo sustenta que a cobrança global é uma resposta legal e adequada ao déficit comercial persistente, resultado do fato de os Estados Unidos importarem mais do que exportam. 🔎 As tarifas foram implementadas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de taxas de até 15% por um período de até 150 dias em casos de “grandes e graves déficits na balança de pagamentos” ou para evitar uma desvalorização iminente do dólar. Os autores das ações, no entanto, argumentam que essa autoridade se limita a emergências monetárias de curto prazo. Eles afirmam ainda que déficits comerciais recorrentes não se enquadram na definição econômica de “déficits na balança de pagamentos”, conforme apontam os processos apresentados ao Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York. As novas tarifas foram anunciadas em 20 de fevereiro, no mesmo dia em que a Suprema Corte impôs uma derrota significativa a Trump ao derrubar um amplo conjunto de tarifas anteriores. Na decisão, o tribunal concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não concede ao presidente a autoridade que ele alegava ter.
10/04/2026 12:38:31 +00:00
SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site

Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, de Elon Musk, que se prepara para abrir um IPO, registrou um prejuízo de quase US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) em 2025, com receita superior a US$ 18,5 bilhões, informou o site The Information na quinta-feira (9), citando fontes. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Segundo a reportagem, o prejuízo inclui os resultados da xAI, adquirida pela empresa em fevereiro. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da IA e da exploração espacial. Procurada pela Reuters, a SpaceX não retornou aos contatos da agência de notícias para comentar a informação do The Information. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa entrou de forma confidencial com pedido de abertura de capital nos Estados Unidos em março. No ano passado, teve lucro de cerca de US$ 8 bilhões, com receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, segundo a Reuters. A SpaceX busca uma listagem pública que pode avaliar a empresa em mais de US$ 1,75 trilhão. Hoje ela é a empresa de lançamentos mais ativa do mundo e tem como objetivo tornar viáveis as viagens interplanetárias. A companhia também planeja implantar centros de dados de inteligência artificial em órbita. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Conheça o robô humanoide projetado para usar armas em guerras
10/04/2026 12:38:21 +00:00
Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato

Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis Os preços dos alimentos aceleraram de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março e foram os principais responsáveis pela alta da inflação do mês, que subiu 0,88%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (10). A alta foi puxada pela alimentação no domicílio, que subiu 1,94% – bem acima de fevereiro (0,23%) –, com destaque para o avanço dos preços do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Já os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os alimentos acima foram os que mais pesaram na inflação do período por estarem entre os itens mais consumidos pelas famílias e, assim, terem maior impacto sobre o índice geral de preços. Mas, quando se considera apenas as maiores altas percentuais, destacam-se cenoura e a abobrinha. Já entre as maiores quedas, estão o abacate e a laranja-baía. Alimentos que mais encareceram em março em relação a fevereiro. Arte/g1 Alimentos que mais baratearam em março em relação a fevereiro. Arte/g1 Combustíveis também puxam inflação de março Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período. E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA. O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%. 🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões. Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados. Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%. DB Supermercados - Hortifruti DB Supermercados
10/04/2026 12:19:52 +00:00
Dólar cai a R$ 5 com inflação no radar e tensão no Oriente Médio; Ibovespa bate 197 mil pontos

Dólar cai com inflação no Brasil e EUA no radar O dólar operava em queda de 0,83% nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,0210 perto das 14h45. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0068, menor valor em dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,65% no mesmo horário, aos 196.402 pontos. Na máxima, chegou aos 197.554 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No cenário internacional, Estados Unidos e Irã se preparam para iniciar negociações de paz prevista para amanhã. As conversas ocorrem após um cessar-fogo anunciado nesta semana, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz. ▶️ Apesar da trégua, o acordo tem mostrado fragilidades, com registros de violações e a manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, os preços da commodity seguem em alta. 🛢️ Por volta das 13h45 (horário de Brasília), o Brent subia 1,18%, negociado a US$ 97,05 por barril, enquanto o WTI avançava 0,86%, para US$ 98,74. ▶️No Brasil, o destaque da manhã foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses. A expectativa do mercado era de avanço de 0,7% no mês e de inflação de 4% no acumulado anual. ▶️ Nos EUA, investidores acompanharam novos dados sobre preços e confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, e avançou 3,3% em 12 meses — em linha com a expectativa dos economistas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,87%; Acumulado do mês: -2,24%; Acumulado do ano: -7,76%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Negociações de cessar-fogo Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos EUA e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra. As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (11), com os integrantes das duas partes. Do lado dos EUA, estarão: O vice-presidente norte-americano, JD Vance; O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; O conselheiro e genro de Trump Jared Kushner. Já do lado iraniano, participarão das tratativas: O chanceler do Irã, Abbas Araghchi; O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. As conversas ocorrerão em um hotel de luxo em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas. LEIA TAMBÉM: 'Só estão vivos hoje para negociar': Trump faz nova ameaça se diálogo falhar, enquanto Irã impõe condição para negociar Irã impõe restrições sobre Estreito de Ormuz, e movimento de navios é praticamente nulo Hotel onde ocorrerá negociações entre EUA e Irã 'expulsa' hóspedes em Islamabad Nesta sexta-feira, Trump afirmou que o exército americano está “carregando os navios com as melhores munições” diante da possibilidade de fracasso nas negociações de paz com o Irã. Na véspera, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação, mas com restrições de passagem. Segundo ele, há risco de minas navais na região, e o tráfego marítimo está sendo coordenado pela Guarda Revolucionária iraniana. Agenda econômica IPCA de março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,88% em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,14%. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que projetavam alta de 0,7% no mês e 4% no acumulado anual. Em março de 2025, o índice havia avançado 0,56%. 🎯 Apesar da surpresa, a inflação ainda permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Transportes foi o que mais pressionou o índice em março, com alta de 1,64%. O principal motivo foi o aumento dos combustíveis, que subiram 4,59% no período. Confiança do consumidor dos EUA A confiança do consumidor nos EUA caiu no início de abril e atingiu o menor nível já registrado, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira. O resultado reflete uma percepção mais negativa das famílias sobre a economia e uma expectativa de aumento da inflação nos próximos meses. De acordo com a Universidade de Michigan, o índice recuou para 47,6 neste mês, após marcar 53,3 em março. O número ficou abaixo da previsão de economistas, que esperavam uma leitura de 52. A queda foi observada entre diferentes perfis de consumidores, incluindo faixas de renda, idade e posicionamento político. A pesquisa ressalta, no entanto, que a maior parte das respostas foi coletada antes do anúncio de um cessar-fogo nesta semana na guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O conflito contribuiu para a alta dos preços do petróleo, que já acumulam aumento superior a 30%. Nos EUA, o preço médio da gasolina passou de US$ 4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Segundo Joanne Hsu, diretora da pesquisa, muitos consumidores associam a piora na percepção econômica ao conflito com o Irã, o que ajuda a explicar o avanço das expectativas de inflação. A pesquisa mostra que a expectativa de inflação para os próximos 12 meses subiu de 3,8% em março para 4,8% em abril. Já a projeção para um período mais longo, de cinco anos, passou de 3,2% para 3,4%. Mercados globais Em Wall Street, as bolsas abriram em alta, após a divulgação de dados de inflação de março em linha com o esperado pelos analistas. O cenário também segue influenciado pela guerra envolvendo o Irã, enquanto investidores acompanham sinais de estabilidade no cessar-fogo. Na abertura do pregão, o Dow Jones subia 0,03%, aos 48.199,39 pontos. O S&P 500 avançava 0,21%, para 6.839,24 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 0,40%, aos 22.913,91 pontos. Na Europa, as principais bolsas também operavam em alta nesta sexta-feira e caminham para encerrar a semana no campo positivo. O índice STOXX 600 subia 0,63%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,83%. Na Alemanha, o DAX ganhava 0,71%, e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,24%. Já nas bolsas asiáticas, os mercados fecharam majoritariamente em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,55%, aos 25.893 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 0,51%, aos 3.986 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 1,54%, aos 4.636 pontos. No Japão, o Nikkei avançou 1,84%, aos 56.924 pontos. Já na Coreia do Sul, o Kospi registrou valorização de 1,40%, aos 5.858 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters
10/04/2026 12:00:33 +00:00
IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%. A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%. 🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Em março, os principais destaques do índice foi o grupo Transportes, com variação de 1,64%, puxado pela alta dos combustíveis (+4,59%). Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, destaca que a alta foi influenciada pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Gonçalves também lembrou que, nas últimas semanas, houve reajustes nos preços praticados pela Petrobras. "A combinação entre restrições de oferta no mercado internacional e repasses domésticos acabou se refletindo nos preços ao consumidor e já aparece nos dados de inflação de março." De acordo com o técnico do IBGE, sem a alta da gasolina o IPCA de março teria ficado em 0,68%. Se todos os combustíveis fossem desconsiderados do cálculo, a inflação do mês teria sido de 0,64%. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 1,56%; Habitação: 0,22%; Artigos de residência: 0,51%; Vestuário: 0,46%; Transportes: 1,64%; Saúde e cuidados pessoais: 0,42%; Despesas pessoais: 0,65%; Educação: 0,02%; Comunicação: 0,19%. Combustíveis puxam inflação de março Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período. E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA. O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%. 🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões. Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados. Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%. Outras variações O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte. Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior. Entre os produtos que mais encareceram estão: 🍅 Tomate: 20,31% 🧅 Cebola: 17,25% 🥔 Batata-inglesa: 12,17% Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos: 🍎 Maçã: -5,79% ☕ Café moído: -1,28% LEIA MAIS: Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato? Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada “Semana do Cinema”, realizada em fevereiro. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%. Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW
10/04/2026 12:00:20 +00:00
Governo firma acordo com agência dos EUA para combate ao tráfico de armas e drogas

O Ministério da Fazenda anunciou que está em fase de conclusão de uma parceria entre a Receita Federal e o U.S.Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes. De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, foram interceptados em portos e aeroportos brasileiros cerca de meia tonelada de armas nos últimos doze meses, além de 1,5 toneladas de drogas (principalmente drogas sintéticas e haxixe). "A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional", informou o governo. Itamaraty manifestou ao governo Trump oposição do Brasil à classificação de PCC e CV como terroristas Programa 'Desarma' O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o acordo fechado com os EUA prevê uma troca de informações com os norte-americanos sobre cargas (contêineres) que saiam daquele país, em conjunto com dados de inteligência, para o Brasil, buscando evitar o tráfico de armas e drogas. De acordo com o governo, o acordo também conta com o programa chamado de "Desarma", um sistema informatizado que está sendo lançado pela Receita Federal que ampliará a capacidade de rastreamento internacional de armas. O Desarma prevê o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países "sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana, relacionada a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis" "Se a prevenção não der conta de impedir [o envio de armas ao Brasil], dentro do 'Desarma' vai haver uma notificação de volta para as autoridade norte-americanas, identificando qual o tipo de arma, de onde chegou, para que eles melhorem os procedimentos e sigam entregando melhores informações. Há grande reciprocidade, com mais informação e mais inteligência", disse o ministro Durigan. O governo explicou que a ferramenta organiza dados de apreensões, como tipo de material, origem declarada e informações logísticas da carga, entre outros. O sistema também permite o envio de alertas às autoridades aduaneiras dos países. Classificação de grupos como terroristas O anúncio da parceria acontece em um momento no qual os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas (saiba mais no vídeo acima). O debate ocorre após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pressionarem integrantes do governo de Donald Trump, segundo reportagem do jornal "The New York Times". 👉 Desde o início do seu mandato, Donald Trump, vem promovendo uma campanha para designar grupos criminosos de diferentes países da América Latina como organizações terroristas. No caso da Venezuela, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar perto das águas do país, que culminou na captura de Nicolás Maduro. Oficialmente, o governo dos EUA não se pronunciou sobre a possibilidade. Mas, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs mais tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções caíram após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rigor, no entanto, grupos incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado sofrem restrições e sanções econômicas. A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana — a maioria é aplicada a cartéis do México, vizinho dos EUA —, o que não seria o caso das facções brasileiras. Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
10/04/2026 11:53:35 +00:00
Por que governo Trump voltou a atacar o Pix (e o que EUA podem fazer contra ele)?

Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC Quase dez meses depois de abrirem uma investigação comercial contra o Pix, os Estados Unidos voltaram a alfinetar o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, reacendendo a discussão sobre as investidas do governo Trump contra ele e as possíveis medidas de efeito prático que pode tomar nesse sentido. O Pix foi mencionado em um relatório de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. 💵 PIX: Veja as novidades previstas para o sistema em 2026 O documento foi elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Office of the United States Trade Representative, USTR), a mesma agência que em julho do ano passado abriu um inquérito para apurar se considera o Pix uma "prática desleal", que fere a competitividade do setor produtivo americano. O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026, em apenas um parágrafo: "O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas." 'Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX', diz Lula ao comentar relatório dos EUA O governo brasileiro reagiu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que o "o Pix é do Brasil". "Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", ele declarou em entrevista na semana passada. Até o presidente da Colômbia saiu em defesa do sistema de pagamentos brasileiro. Na segunda-feira (6/4), Gustavo Petro elogiou o modelo e, em uma longa publicação nas redes sociais, pediu que o sistema fosse estendido a seu país. A investigação da USTR ainda está em andamento e não tem data fechada para ser concluída. Enquanto se aguarda o desfecho, uma das perguntas que surgem no debate em torno do caso é: o que os EUA podem fazer de concreto contra o sistema de pagamentos brasileiro? Especialistas apontam que o PIX contraria interesses de big techs e de empresas de cartão Getty Images/BBC As armas dos EUA Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela reportagem frisaram que os EUA não têm jurisdição para agir diretamente contra o Pix. As ferramentas à disposição dos americanos se concentram no âmbito comercial e estão descritas na própria legislação que foi usada para abrir a investigação contra o Brasil, a seção 301 do Trade Act de 1974. Vão desde a suspensão de benefícios e acordos comerciais à restrição de importações de produtos e serviços ou imposição de tarifas sobre esses bens e serviços. Ou seja, os EUA poderiam, por exemplo, dar início a um novo tarifaço sobre as exportações brasileiras com destino aos portos americanos ou retirar o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa de benefícios tarifários instituído nos anos 1970 para países em desenvolvimento. "Trata-se, portanto, mais de um mecanismo de pressão externa e econômica sobre o Estado brasileiro do que um poder regulatório sobre a infraestrutura de pagamentos em si", destaca Camila Villard Duran, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário. Duran destaca que no novo relatório do USTR a linguagem usada no capítulo do Brasil é semelhante à que descreve supostas "práticas desleais" no setor de pagamentos em diversos outros países que também são criticados pelos EUA. "O caso brasileiro, nesse sentido, não é isolado, mas integrado a uma estratégia política mais ampla de contestação de práticas nacionais em serviços financeiros digitais", diz ela, que é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e cofundadora do Instituto Mulheres na Regulação. "Assim, a consequência mais plausível não é uma medida direcionada tecnicamente ao Pix, mas sim alguma forma de retaliação comercial mais ampla", avalia Duran. Nesse sentido, uma fonte brasileira próxima às negociações diz ser difícil arriscar o que exatamente viria, caso a investigação de fato concluísse que as acusações contra o Brasil são pertinentes. Historicamente, pondera a fonte, os EUA pouco usaram o instrumento da seção 301 do Trade Act de 1974 e, no caso específico da investigação contra o Brasil, o escopo de temas analisados pelo USTR é amplo e vai bem além do Pix. Também inclui, por exemplo, as tarifas a que os produtores de etanol americanos estão submetidos para acessar o mercado brasileiro e até o desmatamento ilegal, acusado de dar vantagem competitiva injusta às exportações agrícolas brasileiras. Renê Medrado, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, faz avaliação semelhante e exemplifica: ainda que os EUA por ventura optassem por uma retaliação comercial ampla, é difícil estimar se as eventuais tarifas seriam colocadas para uma lista ampla de produtos ou se seriam seletivas. "E tem isso de que o governo americano às vezes fala que vai [fazer alguma coisa], depois volta atrás…", ele acrescenta, ao comentar sobre o desafio de se traçar possíveis cenários. "Agora, o ponto é: o ambiente hoje é bom", completa Medrado, referindo-se ao estado das relações entre os governos Lula e Trump. Desde que os dois presidentes se cruzaram nos bastidores da assembleia-geral da ONU em Nova York em setembro do ano passado, há um diálogo bilateral maior entre Brasil e EUA e uma expectativa de que um encontro presencial formal entre os dois aconteça. "O alcance dessas medidas dependerá muito mais da dinâmica da política bilateral e da eficácia da diplomacia brasileira", comenta a professora Camila Villard Duran. O que está em jogo Por que então os EUA voltaram a alfinetar o Pix? No relatório do USTR de março do ano passado, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro não havia nem sido mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano. Mesmo no documento em que formalizou a investigação contra o Brasil, a agência não citou o Pix nominalmente, apesar de ter feito referência indireta a ele ("O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", diz o texto). A fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos. E há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas. Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, pode entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais. Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional. "O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran. A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras". "Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa. Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem Governo do Brasil/X Da economia à política Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania. O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas". "Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran. "A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal." Isso ajuda a explicar porque as polêmicas em torno do Pix também mobilizam a arena da política. Desde o início dos ataques do governo Trump ao sistema de pagamentos a gestão Lula tem procurado usar os episódios para melhorar sua imagem apostando em um discurso focado justamente na soberania nacional. Membros do governo também têm buscado usar a polêmica para atingir adversários políticos, especialmente aqueles ligados ao bolsonarismo, que têm um histórico de proximidade com a gestão Trump. Após a divulgação do último relatório do USTR, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o "silêncio" de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que o senador "prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros" e que acabaria com Pix. Diversos vídeos e conteúdos anônimos compartilhados nos últimos dias também faziam afirmações nesse sentido. Flávio, que é pré-candidato à presidência, chegou a se pronunciar sobre o assunto e negou qualquer intenção de acabar com o sistema de pagamentos. O assunto promete estar entre os temas de discussão da eleição presidencial de 2026.
10/04/2026 08:35:24 +00:00
É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos

Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a França vendeu toda a sua reserva de ouro guardada em Nova York para comprar uma quantia equivalente na Europa. É #FATO. g1 🟢 Como é a publicação? Publicado nesta segunda-feira (6) no X, onde já foi visto mais de 7,1 milhões de vezes, o post apresenta a legenda, em inglês:"A França vendeu seu ouro armazenado em Nova York e comprou uma quantidade equivalente na Europa. Todas as reservas de ouro da França agora estão localizadas em Paris". Abaixo, há imagems do presidente do país, Emmanuel Macron, e de barras de ouro. ✅ Por que é #FATO? Procurado pelo Fato ou Fake, o Banco Central da França confirmou a venda do ouro alocado no Federal Reserve, em Nova York. Veja a nota enviada por e-mail: "Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco Central francês executou a venda de 129 toneladas de ouro, que correspondia ao total do metal guardado em Nova York. Foram 26 operações de venda pontuais, que geraram um ganho de capital excepcional de US$ 12,8 bilhões. As barras de ouro compradas com esse valor estão, agora, sendo mantidas em Paris". Segundo a instituição, essas operações de venda não estão relacionadas a questões geopolíticas: "Não se trata de um gesto geopolítico. O movimento de recompra de novas barras de ouro atende a uma política conduzida desde 2005 e a recomendações de um relatório de controle interno de 2024, que exigem a modernização e padronização do ouro francês, conforme os padrões internacionais. Ainda há um estoque residual de 5% do total da reserva, localizada em Paris, que ainda precisa passar pela padronização. Isso será cumprido até 2028". Ao Fato ou Fake, Ramiro Ferreira, especialista em investimentos e cofundador do Clube do Valor, analisa que, embora o BC negue uma motivação geopolítica para a venda, o momento escolhido para a repatriação do ouro casa coincide com a deterioração das relações comerciais e políticas entre o governo Trump e a Europa: "A França diz que foi uma decisão técnica. E, tecnicamente, não está mentindo: as barras armazenadas em Nova York datavam do final da década de 1920 e não atendiam mais aos padrões modernos de pureza e peso exigidos no comércio internacional de ouro. Mas a repatriação ocorreu justamente quando o Fed de Nova York recebia um número recorde de pedidos de bancos centrais estrangeiros para retirar e repatriar fisicamente suas reservas de ouro, coincidentemente, o mesmo período em que tarifas, guerras comerciais e a imprevisibilidade do governo Trump dominaram a agenda global". Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a agência de notícias Reuters revelou que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais passaram a deter mais ouro nas reservas do que títulos da dívida pública americana. Segundo estudo do Banco Central Europeu (BCE), o estoque do metal pelas entidades monetárias chegou a 36 mil toneladas. Já nesta quarta-feira (8), a própria Reuters informou, com base em uma pesquisa com gestores de quase 100 bancos centrais, que 40% dos entrevistados avaliavam aumentar ainda mais sua exposição ao ouro. 🥇 O ouro é considerado um investimento seguro pelos investidores e tende a se valorizar em momentos de crise . Atualmente, a elevação da dívida soberana dos Estados Unidos, preocupações sobre a independência do Fed e tensões geopolíticas em diferentes pontos do mundo diminuíram a confiança no dólar e aumentaram a procura pelo metal precioso. O ouro chegou a bater US$ 5.595 a onça (31,1035 gramas) em janeiro deste ano, a maior cotação da história. A cotação do metal desta quinta-feira (9) foi de US$ 4,7 mil, uma queda de 16% em relação ao pico. Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEO: Fato ou Fake explica VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
10/04/2026 08:03:49 +00:00
Como Trump fez o dólar 'flopar' - e ajudou a valorizar o real
Por que o dólar está caindo? A política externa imprevisível de Donald Trump tem mexido com o humor dos mercados — e ajudado a explicar por que o dólar perdeu força nos últimos meses, enquanto moedas como o real ganharam terreno. Leia mais: Nesta quinta-feira (9), dólar caiu a R$ 5,06, menor valor em 2 anos Diante das incertezas sobre os rumos dos Estados Unidos, investidores passaram a buscar oportunidades fora do país. Parte desse dinheiro migra para mercados emergentes, como o Brasil, o que aumenta a entrada de recursos e favorece a valorização do real. Na prática, funciona assim: quando há mais dólares entrando no país — seja por exportações ou por investimentos — cresce a troca da moeda americana por reais. Com mais oferta de dólares circulando, o preço tende a cair. No vídeo acima, você entende como esse movimento global acabou fazendo o dólar “flopar” e por que isso impacta diretamente o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica destrincha temas de economia e finanças para mostrar, de forma simples, o que está por trás das mudanças no mercado
10/04/2026 07:01:50 +00:00
Os seis quitutes que ganharam da coxinha como melhor comida de rua da América do Sul

Imagem de coxinhas de frango; quitute ficou em 7º lugar. Centro de Comunicação Social da Prefeitura de Piracicaba A coxinha provavelmente ficaria em primeiro lugar em qualquer lista de melhores comidas de rua feita por brasileiros. Não é o caso do TasteAtlas. No ranking da plataforma sobre os melhores quitutes de rua da América do Sul, a coxinha ficou em 7º lugar, perdendo espaço para pratos peruanos e argentinos, como espetinhos de coração bovino, empanadas e até milho com queijo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O TasteAtlas é uma enciclopédia gastronômica criada pelo jornalista croata Matija Babić, em 2018. Os rankings são baseados em avaliações dos usuários da plataforma, mas, segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras. A seguir, confira as seis comidas de rua que desbancaram a coxinha. 1. Anticuchos de corazon - Peru Anticuchos de corazon - Peru Reprodução/instagram/@cebicheriaperuana O anticucho de coração é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de coração bovino. A receita leva cubos de coração marinados em uma mistura de óleo, vinagre de vinho tinto, alho, orégano, cominho, sal e pasta de pimenta ají panca. Depois de absorver os temperos, a carne é colocada em espetos e levada à grelha até ficar bem cozida e levemente tostada por fora. O anticucho costuma ser servido com acompanhamentos como rodelas grossas de batata cozida, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A recomendação do TasteAtlas é aproveitar o prato com uma cerveja bem gelada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 2. Empanadas Tucumanas - Argentina Imagem de empanadas tucumanas. Reprodução/Instagram/@lalenita.ba Essas empanadas são uma especialidade da região de Tucumán, na Argentina, e bem diferentes das versões mais comuns em Buenos Aires. As tucumanas costumam ser feitas à mão, seguindo receitas tradicionais, e se destacam pela massa crocante e pelo equilíbrio entre massa e recheio. A massa é preparada com farinha de trigo e gordura bovina. Já o recheio pode levar carne, frango ou até dobradinha, além de ingredientes como cebola, ovo cozido, páprica e cominho. As tucumanas autênticas são assadas em forno de barro, e ficam ainda melhores acompanhadas de uma taça de vinho local. Picanha brasileira entra em ranking internacional de melhores pratos do mundo 3. Empanadas Argentinas - Argentina Imagem de empanadas argentinas. Arquivo Pessoal As empanadas argentinas já são bastante conhecidas entre os brasileiros. Embora sejam mais consumidas na versão salgada, também existem opções doces, com recheios como doce de leite e marmelo. A massa, geralmente feita com farinha de trigo, é aberta fina, recheada e dobrada, formando um “pacotinho” que depois é assado ou frito até ficar dourado. As versões mais tradicionais levam carne moída, cebola e especiarias, garantindo um sabor marcante. Cada região da Argentina, no entanto, tem seu próprio estilo: há as menores e mais picantes de Salta; as maiores, ao estilo de Mendoza, com alho e azeitonas; as da Cordilheira, feitas com carne de cordeiro, entre outras variações. Mais do que um prato, as empanadas são um símbolo cultural do país — as chamadas empanadas criollas já foram, inclusive, declaradas Patrimônio Cultural Alimentar pelo Ministério da Cultura argentino. 4. Anticuchos de pescado - Peru Anticuchos de pescado Stockking/freepik O anticucho de pescado é um prato tradicional do Peru feito com espetinhos de peixe. A receita começa com a marinada de peixes brancos mais firmes em uma mistura de alho, páprica, sal, vinagre, suco de limão, óleo, cominho e pimenta-do-reino. Depois, o peixe é cortado em cubos, colocado em espetos e levado à grelha até ficar bem cozido. Na hora de servir, os espetinhos costumam vir acompanhados de fatias grossas de batata cozida, alface, milho e molho de ají amarillo para mergulhar. A finalização é com gomos de limão, que realçam o sabor. 5. Choclo con queso - Peru Choclo con queso Reprodução/Instagram/Picchutravel O "choclo con queso" nada mais é do que um milho com queijo, prato típico do Peru que costuma ser consumido como lanche, entrada ou acompanhamento. Ele é feito com o choclo peruano, um tipo de milho com grãos grandes, sabor levemente adocicado e textura mais firme. Apesar de também aparecer em restaurantes, é mais comum encontrar esse preparo nas ruas, vendido por ambulantes. Em versões mais modernas, o prato pode ganhar forma de um gratinado, com ingredientes como cebola, cominho, farinha e leite. 6. Sandwich de lomo - Argentina Sandwich de lomo. Reprodução/Instagram/bocado.ba Esta é uma versão “turbinada” do sanduíche de carne: recheado com fatias finas de bife de lomo, tomate, cebola, alface, maionese, molho chimichurri, presunto, queijo e ovo frito, o sanduíche de lomo — ou lomito — é praticamente um exagero de tão recheado. Apesar da receita tradicional, o preparo é aberto a variações: há quem substitua a carne bovina por porco ou acrescente ingredientes como berinjela, entre outros. Popular na Argentina e no Uruguai, o sanduíche é facilmente encontrado em carrinhos de rua espalhados pelas áreas urbanas dos dois países. Coxinha em 7º lugar Coxinha de frango Freepik O guia do TasteAtlas descreve a coxinha como "um dos salgados favoritos do Brasil" e conta um pouco sobre a história do salgado. Segundo a publicação, a coxinha surgiu em São Paulo no século 19 e, a partir dos anos 1950, se espalhou para os estados do Rio de Janeiro e Paraná. "Reza a lenda que o quitute foi criado para o filho da princesa Isabel, que só gostava de comer coxa de frango", diz a publicação. Já historiadores da alimentação apontam outra origem: "o salgado teria surgido durante a industrialização paulista, como uma alternativa mais barata e durável aos cortes tradicionais de frango vendidos na porta das fábricas para os trabalhadores", acrescenta. Veja o resto do top 10: 8º - Papa rellena (Peru): batatas recheadas típicas do Peru — uma espécie de croquete de purê de batata frito com recheio de carne. O recheio costuma levar carne bovina picada, misturada com cebola e cominho. 9º - Choripán (Argentina): considerado um dos ícones da comida de rua argentina, é um sanduíche feito com linguiça chorizo e diferentes condimentos, servido em pão crocante. 10º - Picada Colombiana (Colômbia): Prato tradicional em que uma variedade de carnes e vegetais grelhados ou fritos é servida em uma grande travessa. Costuma incluir batatas papa criolla, porco, frango, carne bovina, morcela (chouriço de sangue), longaniza, arepas, guacamole e milho doce. Como é feito o ranking Os rankings de comida do TasteAtlas são baseados nas avaliações dos usuários da plataforma. Segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras. Na lista “Top 49 South American Street Food”, até 15 de março de 2026, foram registradas 8.147 avaliações. Desse total, 3.620 foram reconhecidas pelo sistema como legítimas. O TasteAtlas afirma que os rankings não devem ser vistos como uma conclusão definitiva sobre comida no mundo. O objetivo, segundo a plataforma, é promover pratos locais, valorizar culinárias tradicionais e despertar a curiosidade sobre receitas ainda não experimentadas.
10/04/2026 06:01:04 +00:00
Por que estados americanos podem proibir a construção de data centers

Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Gigantes de tecnologia têm feito investimentos enormes em data centers à medida que precisam de muita capacidade para armazenar informações na "nuvem" e treinar modelos de inteligência artificial cada vez mais avançados. Os data centers costumam consumir muita energia e, por isso, estão na mira de projetos que buscam proibir a construção desses empreendimentos. Alguns estados americanos já discutem suspender temporariamente a criação desses espaços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso mais avançado é o do Maine, que pode ser o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram a proposta, que, para virar lei, precisa ser sancionada pela governadora Janet Mills, do Partido Democrata. ❓ Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta do Maine impediria, até novembro de 2027, a criação de data centers com, no mínimo, 20 megawatts de potência. Projetos dessa capacidade podem consumir energia elétrica equivalente a mais de 15 mil residências, segundo o jornal The Wall Street Journal. A medida prevê ainda um conselho responsável por propor medidas para garantir que os data centers não prejudiquem a população do Maine. Apenas 9 data centers estão em funcionamento no Maine, segundo dados do site Data Center Map. A Virgínia lidera o ranking nos EUA com 579 data centers em operação, enquanto o Brasil tem 204 empreendimentos desse tipo. Mas, apesar de o Maine ter poucos empreendimentos, a preocupação é com o possível aumento no custo de energia causado por esses empreendimentos. O estado já tem uma das maiores tarifas do país, segundo o Administração de Informação de Energia dos EUA. Data centers costumam usar muita energia elétrica e podem contribuir com o aumento da conta de luz nos Estados Unidos. Por lá, concessionárias de energia investirão em infraestrutura para atender à demanda e poderão repassar os custos para consumidores, afirmaram analistas à CNBC. Os empreendimentos também levantam preocupações sobre o uso de água. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas A deputada estadual Melanie Sachs, do Partido Democrata, disse que a proibição no Maine garantirá a gestão responsável da terra e da água. "Este projeto não é contra a inovação, nem rejeita o desenvolvimento econômico", afirmou em março, segundo o site Maine Morning Star. Já o deputado estadual Steven Foster, do Partido Republicano, disse que já há regras para data centers e que a proibição não é necessária. "Muito medo foi alimentado sobre a construção de um data center de inteligência artificial em qualquer lugar do Maine, o que é contrário à realidade", afirmou em março. Propostas de suspender a construção de data centers também surgiram em estados como Virgínia e Geórgia, bases de projetos de empresas como Meta, Google e Microsoft. Esses projetos também foram apresentados em estados como Nova York, Maryland e Oklahoma, mas, por enquanto, não se tornaram lei em nenhum deles. A proibição temporária a novos data centers já existe por meio de leis municipais de algumas cidades no Michigan e em Indiana, segundo o Wall Street Journal. A lei do Maine teria o maior alcance até o momento. Projeto do Scala AI City, 'cidade' de servidores que será construída em Eldorado do Sul (RS) Divulgação/Scala Data Centers No Brasil, os primeiros projetos de data centers de IA poderão ter consumo equivalente ao de mais de 16 milhões de casas. Os empreendimentos serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE). O projeto de Caucaia é da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, e envolve um complexo com cinco data centers que deverão entrar em operação em setembro de 2027. Ele terá capacidade inicial de 200 megawatts. O projeto da ByteDance prevê um investimento de mais de R$ 580 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. LEIA TAMBÉM: Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos
10/04/2026 06:00:41 +00:00
Plano do governo para liberar FGTS e quitar dívidas reacende debate sobre uso do fundo; entenda

Ministro do Trabalho defende uso de R$ 7 bilhões do FGTS para socorrer endividados Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A iniciativa reacende o debate sobre o papel do FGTS. Embora ainda haja detalhes limitados sobre o formato da medida, especialistas consultados pelo g1 apontam que as medidas podem desvirtuar a função original do fundo, criado como uma reserva de proteção ao trabalhador em casos como demissão sem justa causa e também como fonte de financiamento para áreas como habitação e saneamento. Entenda qual é o papel do FGTS, como ele pode ser usado atualmente e o que está em jogo na proposta do governo. O que é o FGTS Criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, o FGTS funciona como uma espécie de poupança compulsória formada ao longo do vínculo de trabalho. Todos os meses, os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário em contas do FGTS vinculadas ao contrato de trabalho, abertas em nome de trabalhadores com carteira assinada. O fundo é voltado a trabalhadores formais, como empregados regidos pela CLT e domésticos com registro, e não contempla autônomos, MEIs ou profissionais informais. Os recursos pertencem ao trabalhador, mas só podem ser sacados em situações específicas previstas em lei. Além de servir como reserva financeira para o trabalhador, o fundo também tem papel relevante na economia. Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo desde a Lei 8.036/90, os recursos são usados para financiar projetos de habitação, como o programa Minha Casa, Minha Vida, saneamento e infraestrutura. Quando o FGTS pode ser usado Hoje, o trabalhador pode sacar o FGTS em casos como: Aposentadoria; Aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional; Saque-aniversário; Desastre natural (Saque Calamidade); Demissão sem justa causa pelo empregador; Término do contrato por prazo determinado; Doenças graves; Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato; Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior; Suspensão do trabalho avulso; Falecimento do trabalhador (saque por dependentes/herdeiros); Idade igual ou superior a 70 anos; Aquisição de órtese e prótese; Três anos fora do regime do FGTS (para contratos extintos a partir de 14/07/1990); Conta vinculada sem depósitos por três anos (para contratos extintos até 13/07/1990); Mudança de regime jurídico (ex: CLT para estatutário); Saque residual (saldo inferior a R$ 80); Além disso, existe a possibilidade de saque por comum acordo entre empregado e empresa, com liberação parcial dos recursos. Saque-aniversário mudou o uso do fundo Aplicativo do FGTS Stephanie Fonseca/g1 Nos últimos anos, o FGTS passou a ter novas formas de uso. Uma das principais é o saque-aniversário, modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar parte do saldo todos os anos, no mês de nascimento. 🔍 Por meio do saque‑aniversário, criado em 2019, o trabalhador pode sacar parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem escolhe essa opção, porém, perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão — podendo retirar apenas a multa rescisória de 40%, calculada sobre o total de todos os depósitos realizados pela empresa na conta do FGTS do trabalhador durante o período em que ele trabalhou na empresa. Outra mudança recente, anunciada em outubro do ano passado, envolve a antecipação desse saque. Bancos passaram a oferecer crédito com base nesses valores futuros, o que levou o governo a impor limites à prática. Pelas regras do Conselho Curador do FGTS: há teto de R$ 500 por parcela antecipada; limite de até cinco parcelas no primeiro ano, com valor máximo de R$ 2,5 mil; depois, o limite cai para três parcelas; só é permitido um contrato por ano; A medida busca evitar o uso excessivo do fundo como garantia de empréstimos, prática que vinha crescendo nos últimos anos. Hoje, o FGTS já pode ser usado como garantia em algumas modalidades de crédito, como o consignado privado, com a vinculação de parte do saldo e da multa rescisória. Fundo também financia habitação e infraestrutura Enquanto não é sacado, o dinheiro do FGTS não fica parado. Os recursos são usados pelo governo para financiar projetos de habitação, saneamento e infraestrutura em todo o país. No caso do Minha Casa, Minha Vida, o fundo pode ser usado para comprar, construir, quitar ou reduzir parcelas da casa própria, segundo a Caixa Econômica Federal. Também é possível abater até 80% do valor das prestações por até 12 meses. Para utilizar os recursos, é preciso ter ao menos três anos de trabalho com FGTS e não possuir outro imóvel na mesma região. O uso é restrito a imóveis residenciais destinados à moradia própria. Uso para quitar dívidas está em debate O aumento do endividamento das famílias tem sido um dos principais alvos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, e tem servido como um componente eleitoral — principalmente em um momento em que Lula enfrenta uma piora na aprovação de sua gestão. Em pronunciamento recente, o presidente afirmou que o endividamento tem consumido quase toda a renda das famílias e indicou que o governo estuda novas propostas para enfrentar a situação. Entre as medidas em discussão está a unificação de dívidas, com juros menores e descontos que podem chegar a 80%, além de iniciativas para conter novos débitos, como a imposição de limites para gastos com apostas. Dados recentes reforçam o cenário de endividamento. Em março, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas — o maior nível da série histórica, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A inadimplência ficou em 29,6%, patamar superior ao registrado um ano antes. Apesar do início do ciclo de queda da Selic, os juros ainda elevados mantêm o crédito caro e pressionam o orçamento das famílias. O crédito rotativo do cartão, considerado um dos principais vilões do endividamento, se aproximou de R$ 400 bilhões no ano passado, com juros que chegaram a 436% ao ano e cerca de 40 milhões de brasileiros endividados nessa modalidade. Nesse contexto, a possibilidade de liberar recursos do FGTS para quitar dívidas divide opiniões. Especialistas apontam que a medida pode trazer alívio imediato, mas não resolve o problema de forma estrutural e ainda levanta preocupações sobre o uso do fundo. “Pode haver um alívio no curto prazo, mas o trabalhador perde essa reserva. Se ele usar o FGTS para quitar dívidas, deixa de ter esse recurso em um eventual desemprego. É um cobertor curto: cobre de um lado e descobre do outro", afirma o economista Rafael Chaves, professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE). Chaves ainda destaca que ainda há o risco de mudança de finalidade do fundo. “O FGTS é uma poupança forçada do trabalhador, criada para protegê-lo em momentos de necessidade, como demissão ou aposentadoria”, afirma. Em nota, o presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhor, Mario Avelino, se mostrou contrário à proposta, afirmando que a medida tende a beneficiar principalmente os bancos. A organização sem fins lucrativos atua na conscientização sobre o FGTS. “Na prática, o que se pretende é usar a poupança do trabalhador para pagar dívidas com bancos", disse Avelino, reiterando que a iniciativa “não resolve o problema, apenas o adia: o trabalhador quita uma dívida hoje, mas contrai outra amanhã, criando um ciclo vicioso.” Sustentabilidade do fundo Outro ponto em debate é o impacto que as medidas teriam sobre o fundo. “O FGTS é um fundo de investimento social, voltado para habitação, saneamento e infraestrutura. Reduzir esses recursos significa menos investimentos, menos empregos e mais dificuldade para reduzir o déficit habitacional", afirmou Avelino em nota. De acordo com o executivo, os sucessivos saques que já acontecem desde a criação do saque-aniversário, por exemplo, já têm comprometido o volume total do fundo. Dados levantados pelo próprio instituto mostram que o FGTS tinha um ativo total estimado em R$ 810 bilhões em 31 de dezembro de 2025, com saldo de R$ 686 bilhões nas contas dos trabalhadores. Ao todo, são 234 milhões de contas, sendo 47,2 milhões ativas e 87 milhões inativas. O economista e conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Pedro Afonso Gomes, avalia que a proposta pode ajudar a restabelecer a adimplência de parte dos trabalhadores, mas não representa a melhor solução. “Sem medidas que promovam melhor educação financeira dos trabalhadores e da população em geral, iniciativas para facilitar a quitação de dívidas anteriores não impedem que o indivíduo e sua família voltem a se endividar, recaindo na mesma ciranda de sempre”, afirma. Para ele, também existem riscos ao financiamento de setores estratégicos: “Se houver saques relevantes, diminui o volume de recursos disponíveis para crédito imobiliário e projetos de infraestrutura, que são funções centrais do FGTS. Nesse cenário, os empregos tendem a cair e o trabalhador, sem renda ou com renda menor, pode voltar a se endividar.” Apesar das críticas, há quem veja efeitos positivos no curto prazo. Para Carlos Eduardo Oliveira Jr., economista e membro do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP), a medida pode aliviar o orçamento das famílias. “Sob a ótica econômica, a substituição de passivos com taxas de juros elevadas por recursos do FGTS tende a melhorar o fluxo de caixa das famílias e a reduzir os níveis de inadimplência.” Ele ressalta, porém, que o impacto é limitado. Segundo o economista do Corecon, a medida funciona mais como um mecanismo para suavizar os efeitos do ciclo atual — marcado por juros altos e renda deprimida — do que como uma solução estrutural para a economia. “A redução do endividamento e da inadimplência contribui para melhorar o equilíbrio financeiro das famílias e pode gerar estímulos pontuais ao consumo, com efeitos limitados sobre o PIB", avalia Oliveira Jr.. "No entanto, trata-se mais de um mecanismo de suavização dos impactos econômicos do ciclo atual do que de uma medida capaz de promover, por si só, uma aceleração significativa e sustentada do crescimento econômico", completa.
10/04/2026 05:00:42 +00:00
Posso sacar o FGTS para quitar dívidas? Entenda o plano em estudo pelo governo que pode liberar R$ 17 bilhões

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução O governo estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas. A proposta ainda está em análise pelo Ministério do Trabalho e pode ser lançada nos próximos dias. Segundo o MTE, o plano prevê pelo menos duas medidas diferentes: 1.Até R$ 10 bilhões para pessoas de menor renda A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas. A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos. O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta. 2. R$ 7 bilhões a 10 milhões de trabalhadores Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários. Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador. A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso. LEIA MAIS Lula quer socorrer endividados unificando débitos Governo avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas Governo quer unificar dívidas Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros. A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido. Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados. A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.
10/04/2026 03:01:03 +00:00
Maior distribuidora do país, Vibra anuncia adesão a programa de subvenção do diesel

Bomba de combustível em um posto em Brasília 7 de março de 2022. Reuters A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, informou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio. A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Vibra, as conversas buscam "esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística". Na prática, as companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa, em meio a dúvidas sobre a operacionalização da medida e a previsibilidade dos repasses. Em nota, a Vibra reiterou seu apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O anúncio da Vibra Energia — nome adotado pela empresa após a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021 — ocorre poucos dias após o governo elevar o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro. A primeira fase do programa federal havia terminado com cinco empresas habilitadas: Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading. Segundo a ANP, o número de empresas aptas subiu para nove até quarta-feira (8), com a entrada de Royal Comercial, Phaenarete, Refinaria de Petróleo Riograndense e ON Petro Trading. A Vibra deve aparecer nas próximas atualizações da lista. As três maiores distribuidoras do país — Vibra, Raízen e Ipiranga — ficaram de fora da etapa inicial. Entre elas, a Vibra foi a única a confirmar adesão até o momento. Pelas regras, os agentes do setor tiveram até 31 de março para aderir à primeira fase, referente ao período de 12 a 31 de março. Para abril, o prazo permaneceu aberto. Entenda a subvenção O governo federal publicou na terça-feira (7) uma medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com o objetivo de frear os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira. Entre as medidas está a nova subvenção ao diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, o benefício total chega a R$ 1,52 por litro. O objetivo central da medida é proteger o setor produtivo, especialmente o agronegócio, da alta de preços provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O aumento do frete tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. Nesse contexto, a divisão entre estados e União busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo. O benefício é direcionado aos importadores de diesel, responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país. Segundo o governo, a medida será aplicada ao menos durante abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões — R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. Pelo lado dos estados, o subsídio será viabilizado por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), mecanismo pelo qual o governo federal repassa recursos mensalmente aos governos estaduais. Agora, parte desses valores será retida, em montante equivalente a R$ 0,60 por litro, como contribuição de cada estado. ➡️ O FPE é formado por 21,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Entre as medidas anunciadas, o governo também criou uma subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se soma à de R$ 0,32 por litro já em vigor. * Com informações da agência de notícias Reuters
10/04/2026 00:40:18 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.994: prêmio acumula e vai a R$ 40 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2994 O sorteio do concurso 2.994 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (9), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 40 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 10 - 23 - 31 - 40 - 55 5 acertos - 47 apostas ganhadoras: R$ 33.985,84 4 acertos - 2.909 apostas ganhadoras: R$ 905,11 O próximo sorteio da Mega será no sábado (11). Mega-Sena, concurso 2.994 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
10/04/2026 00:03:15 +00:00
Governo estuda liberar R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores endividados

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas, especialmente as do cartão de crédito. A proposta ainda está em análise e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias. Segundo a pasta, o plano prevê duas medidas diferentes: 1. Liberação de até R$ 10 bilhões A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas. A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos. O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta. 2. Liberação de R$ 7 bilhões a 10 milhões de pessoas Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários. Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador. A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso. LEIA MAIS Lula quer socorrer endividados unificando débitos Governo avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas Governo quer unificar dívidas Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros. A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido. Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados. A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.
09/04/2026 19:57:48 +00:00
Irã impõe restrições sobre Estreito de Ormuz, e movimento de navios é praticamente nulo; incerteza faz preço do petróleo oscilar

Irã fecha Estreito de Ormuz novamente e deixa 800 navios parados Após anunciar uma "nova fase" para o Estreito de Ormuz, o Irã tem mantido a passagem efetivamente fechada para o tráfego marítimo nesta quinta-feira (9). Nesta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã havia anunciado rotas alternativas para evitar minas navais na região. Na prática, ela praticamente não tem concedido autorização a nenhuma embarcação para atravessar o estreito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra As incertezas em torno de Ormuz têm feito o preço do petróleo oscilar no mercado internacional. Os preços do petróleo bruto reduziram parte dos seus ganhos ao longo do pregão desta quinta, mas, mesmo assim, mantiveram-se em alta durante o dia, devido à incerteza contínua sobre quando os petroleiros poderão retomar a plena circulação. Cada barril estava sendo negociado a cerca de US$ 100 ao longo da tarde desta quinta. Estreito de Ormuz Jornal Nacional/ Reprodução O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a gestão do Estreito de Ormuz entrará em uma "nova fase" após a guerra com os Estados Unidos, segundo a TV estatal iraniana. A declaração atribuída ao aiatolá sugere a cobrança de pedágio dos navios que entram e saem do Golfo Pérsico, a título de "reparação" pelos danos provocados pelos ataques de EUA e Israel. ▶️ Contexto: o Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel. O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece bem abaixo de 10% do volume normal. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters nesta quinta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rota de Larak A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim. "Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters. "Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou. Pouco tráfego Dos seis navios que passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgados pela Reuters. Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados na quinta-feira. "A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego", afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, de acordo com a Reuters. Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler, segundo divulgado pela Reuters. O que são minas navais Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. 💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações. Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva. Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio. Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores. Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1
09/04/2026 19:38:37 +00:00
Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP

Saiba por que cotações das carnes de boi e de porço têm maior diferença em 4 anos Monstagem/Reprodução EPTV/g1 Piracicaba Com quedas de quase 3% nas cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e a diferença nos valores alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022. A gangorra de preços entre as carnes concorrentes pode ser explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025. Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março. O número equivale à alta de 6,8% quando comparado ao mês de fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos. Em abril de 2022, o valor do quilo do produto era de R$ 14,66. Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo. Arquivo Secom As análises são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP), em boletins mais recentes, divulgados nesta quinta-feira (9). A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano. "A desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma", detalhou. Carne de boi têm alta na Grande São Paulo Cristino Martins/O Liberal Carne bovina: os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira. A carcaça casada bovina vendida na Grande São Paulo demonstrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo em março de 2026. Após a quaresma, consumidores lotam açougues para garantir carne no fim de semana Exportações O movimento de alta nas exportações de carne bovina in natura, iniciado no ano passado, segue firme no primeiro trimestre de 2026. A série histórica da Secex aponta que o volume embarcado no período é recorde. "De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex", detalha o Cepea. Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas. Mercado doméstico Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate. Carne suína: fevereiro de quedas Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP). O movimento de baixa nas cotações no período pode ser explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. O mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos aos recuos, devido ao conflito no Oriente Médio. Entenda mais, abaixo. "Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), divulgado nesta última quarta-feira (4). O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba). Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%. "Agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região na totalidade não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores", analisa do Cepea. Veja também Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Preços da carne suína recuaram em março de 2026 Reprodução/TV TEM VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
09/04/2026 17:02:44 +00:00
Pedidos de auxílio-desemprego crescem nos EUA em meio a incertezas econômicas e tensões geopolíticas

Emprego e desemprego nos EUA Reuters Em meio a um cenário de incerteza econômica, inflação elevada e tensões geopolíticas que pressionam os preços, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos tiveram aumento nesta primeira semana de abril. Foram registrados 219 mil pedidos iniciais, alta de 16 mil em relação à semana anterior, quando o total era de 203 mil. O número representa um aumento de aproximadamente 7,9% na comparação semanal. De acordo com a agência de notícias Reuters, o dado ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam cerca de 210 mil solicitações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os pedidos iniciais correspondem às solicitações feitas por trabalhadores que entram no sistema de seguro-desemprego pela primeira vez após perderem seus empregos. O indicador é usado como um dos termômetros das demissões na economia. Além disso, os dados mostram o comportamento dos pedidos continuados, que refletem o número de pessoas que seguem recebendo o benefício após a solicitação inicial. Esse total somou 1,794 milhão na semana encerrada em 28 de março, uma queda de 38 mil em relação à semana anterior. A leitura dos dados ocorre em um ambiente marcado por alta nos preços da energia e preocupações inflacionárias. A elevação recente no custo do petróleo fez com que o preço médio da gasolina ultrapassasse US$ 4 por galão nos EUA, o que impacta o consumo e as expectativas para a inflação. A inflação segue no centro das atenções. Projeções apontam para alta nos preços ao consumidor em março, após avanços já observados nos meses anteriores. Economistas avaliam que o aumento nos custos de insumos, impulsionado também por tensões no Oriente Médio, pode manter a pressão sobre os preços. Nesse contexto, o Federal Reserve mantém a taxa básica de juros na faixa atual enquanto monitora os efeitos da inflação e do cenário global. A instituição acompanha de perto indicadores de emprego e preços para definir os próximos passos da política monetária.
09/04/2026 16:18:32 +00:00
Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais

Estreito de Ormuz Jornal Nacional/ Reprodução O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9) permanece bem abaixo de 10% do volume normal. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters nesta quinta. Nesta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais na região. No mesmo dia, Teerã voltou a fechar a rota marítima em retalhação aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano. ▶️ Contexto: o Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão, enquanto as empresas tentam entender o impacto do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã. "É preciso confirmar que os riscos à segurança são suficientemente baixos", disse o presidente e CEO, Jotaro Tamura, à Reuters em entrevista na quinta-feira (8). A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito – um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP), segundo a agência. Tamura disse à Reuters que a empresa aguardava orientações do governo japonês sobre como proceder durante o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7). Rota de Larak A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim. "Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters. "Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou. Pouco tráfego Dos seis navios que passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgados pela Reuters. Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados na quinta-feira. "A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego", afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, de acordo com a Reuters. Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler, segundo divulgado pela Reuters. O que são minas navais Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. 💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações. Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva. Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio. Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores. Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1
09/04/2026 15:59:15 +00:00
Guerra no Irã pode elevar em até US$ 50 bilhões a demanda por apoio financeiro do FMI

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala durante uma entrevista coletiva em Washington REUTERS/Mike Theiler/File Photo A demanda por apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) deve aumentar entre US$ 20 bilhões (R$ 101,8 bilhões) e US$ 50 bilhões (R$ 254,5 bilhões) nos próximos meses, como efeito da guerra no Oriente Médio, afirmou a diretora-geral do fundo, Kristalina Georgieva, nesta quinta-feira (9). Georgieva afirmou que a guerra está testando a economia global, com um corte de 13% no fluxo diário mundial de petróleo e de 20% no de gás natural liquefeito (GNL). Segundo ela, o cenário desencadeou um choque de oferta que fez os preços da energia dispararem, ao mesmo tempo em que interrompe as cadeias de fornecimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em comentários preparados antes das reuniões da próxima semana do FMI e do Banco Mundial, Georgieva afirmou que a guerra levou o Fundo a cortar sua previsão de crescimento global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. No entanto, o bombardeio contínuo de Israel ao Líbano ameaça inviabilizar as negociações para uma paz permanente. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Mesmo na melhor das hipóteses, não haverá um retorno puro e simples ao status quo ante", disse Georgieva. O complexo Ras Laffan, no Catar, que produz 93% do GNL do Golfo Pérsico, por exemplo, está fechado desde 2 de março e pode levar de três a cinco anos para voltar à capacidade total. "O fato é que não sabemos realmente o que o futuro reserva para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, nem, por sinal, para a recuperação do tráfego aéreo na região", acrescentou ela. "O que sabemos é que o crescimento será mais lento, mesmo que a nova paz seja duradoura." O conflito, que começou em 28 de fevereiro, terá efeitos em cascata por algum tempo, disse Georgieva, incluindo o fechamento de refinarias de petróleo e a escassez de produtos refinados, que já afetam o transporte, o turismo e o comércio. Outras 45 milhões de pessoas enfrentarão insegurança alimentar, elevando o número total de pessoas com fome para mais de 360 milhões. As interrupções nas cadeias de oferta também devem continuar, dada a dependência industrial de insumos como enxofre, hélio — usado na fabricação de chips — e nafta, essencial para a produção de plásticos. O FMI divulgará uma série de cenários em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial na próxima semana, que vão de uma normalização relativamente rápida a uma situação em que os preços do petróleo e do gás permanecem elevados por um período prolongado, disse Georgieva. Até mesmo o cenário mais promissor, segundo Georgieva, inclui redução da perspectiva de crescimento, devido a danos à infraestrutura, interrupções no fornecimento, perda de confiança e outros efeitos adversos. Em janeiro, o FMI projetou crescimento global de 3,3% em 2026 e de 3,2% em 2027.
09/04/2026 15:01:13 +00:00
BYD é retirada da ‘lista suja’ do trabalho escravo após decisão da Justiça

Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD A montadora chinesa de carros elétricos BYD foi retirada da chamada “lista suja”, cadastro que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, nesta quarta-feira (8). A medida é temporária e vale até o julgamento final do processo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão ocorre poucos dias após a inclusão da empresa na atualização mais recente do cadastro, divulgada pelo governo federal na segunda-feira (6), que adicionou cerca de 169 novos empregadores – entre eles, o cantor Amado Batista. Com a atualização, o total de nomes na lista havia chegado a 613 empregadores. Agora, com a exclusão da montadora, o número caiu para 612 – sendo 102 pessoas físicas (patrões) e 66 empresas (pessoas jurídicas). 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada. A BYD entrou com um mandado de segurança para contestar a inclusão do seu nome no cadastro. A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, da 16ª Vara do Trabalho de Brasília (TRT-10), no Distrito Federal, após pedido apresentado pela montadora. A empresa havia sido incluída no cadastro após auditores fiscais do trabalho encontrarem trabalhadores chineses em condições consideradas análogas à escravidão durante a construção de uma fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Esses trabalhadores, porém, foram contratados por empresas terceirizadas responsáveis pela obra. A BYD afirma que não era a empregadora direta e que apenas contratou essas empresas. (relembra caso abaixo) No mandado de segurança apresentado, a BYD alegou que: Não era empregadora direta: os trabalhadores foram contratados por empresas terceirizadas; Terceirização é legal: decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) permitem esse tipo de contratação em qualquer etapa da atividade; Há acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT): a empresa já se comprometeu a responder de forma subsidiária (secundariamente) por eventuais irregularidades; Há risco de prejuízos imediatos: a permanência na lista poderia dificultar o acesso a crédito, impedir participação em licitações e levar à perda de incentivos fiscais. Ao analisar o pedido, o juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, em decisão liminar, entendeu que, em uma análise inicial, não ficou comprovada a existência de vínculo direto entre a BYD e os trabalhadores. Além disso, o magistrado destacou que: Ausência de vínculo direto: não há comprovação, neste momento, da chamada "subordinação estrutural" — isto é, de que os trabalhadores estavam integrados à estrutura e às ordens da empresa; Responsabilidade indireta: em outros processos, a BYD foi considerada apenas tomadora de serviços, com responsabilidade subsidiária; Atividades diferentes: os trabalhadores atuavam na construção da fábrica, enquanto a empresa tem como atividade principal a fabricação de veículos; Terceirização permitida: o STF reconhece a legalidade desse modelo em qualquer atividade; Acordo com o MPT: a empresa firmou compromisso para responder por eventuais irregularidades das terceirizadas; Risco de prejuízo: a permanência na lista poderia causar danos imediatos, como restrições de crédito, impedimentos em contratos e prejuízo à imagem. Por isso, o juiz decidiu conceder a liminar e determinou a retirada imediata do nome da BYD da "lista suja", de forma temporária. A decisão não encerra o caso. O governo federal e o Ministério Público do Trabalho ainda vão se manifestar antes da decisão final. O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão e retirada da "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) também foram procurados. Caso BYD Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas. O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão. (leia a íntegra da nota da ocasião) BYD está entre os nomes incluídos na 'lista suja' do trabalho escravo Como acontece a retirada do Cadastro Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. (Entenda mais abaixo). Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome. Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados. Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão. A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ATUALIZADA ABAIXO: Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo
09/04/2026 14:51:06 +00:00
Por que a guerra do Irã ameaça o coração do agronegócio brasileiro

O Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas, ao mesmo tempo, é o maior importador global de fertilizantes Getty Images via BBC Na noite da última terça-feira (7/4), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou atrás em sua profecia de que "uma civilização inteira morrerá" ao se referir ao Irã, a quem declarou guerra em fevereiro. Ao invés disso, o líder norte-americano anunciou um cessar-fogo de duas semanas, condicionado à "passagem segura" de navios no estreito de Ormuz, importante rota comercial mundial. Apesar do aparente recuo, o futuro próximo na região ainda é incerto. E, com isso, permanece a incerteza também acerca do alvo invisível da guerra: os fertilizantes, principalmente a ureia, um composto nitrogenado essencial para o cultivo em escala. Irã fecha Estreito de Ormuz novamente e deixa 800 navios parados Para o Brasil, que tem a cadeia do agronegócio como propulsora da economia e não produz seus próprios fertilizantes, o baque pode ser grande. "A causa do problema é que temos um país que tem 30% do PIB sustentado pela agricultura, mas depende de mais de 90% de fertilizante importado", diz Bernardo Silva, diretor-executivo do Sinprifert (Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-primas para Fertilizantes). No mesmo dia do anúncio de Trump, a Associação dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco (Sindicape) protestaram em Recife (PE), pedindo ajuda governamental para fertilizantes. Mas o problema não fica restrito às fazendas. Como o milho e a soja são a base da ração animal, a alta nos fertilizantes tem um efeito cascata. Se o conflito no Irã persistir, o preço do frango, dos ovos e da carne bovina pode subir nos supermercados brasileiros no segundo semestre. Nesta semana, o boletim Focus do Banco Central, que reúne expectativas para os principais indicadores macroeconômicos, mostrou pessimismo crescente acerca da inflação. Especificamente em relação aos alimentos, segundo o Rabobank, a expectativa é de alta de 4,6% até o fim do ano — acima do 1,4% em 2025. LEIA MAIS Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região Em que parte do boi fica a picanha, o patinho e o filé mignon? Dê play no game e teste seus conhecimentos Um gigante de pés frágeis O Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas, ao mesmo tempo, é o maior importador global de fertilizantes. Além de importar esses produtos, o país também compra de outros países cerca de 75% dos seus defensivos agrícolas, substâncias que protegem as plantações de pragas e doenças. Historicamente, a Rússia é a maior fornecedora brasileiro do trio NPK, potássio, nitrogênio e fósforo, essenciais para melhorar a nutritividade da terra. Mesmo com as complicações da guerra na Ucrânia e medidas de contenção de exportação com a instabilidade no Irã, o país segue representando cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil. Isso porque, com as sanções dos Estados Unidos e União Europeia, a Rússia redirecionou seus mercados para os emergentes Brics. Mas, quando o tema é ureia, que é obtida por meio do gás natural e utilizada para impulsionar o crescimento das lavouras, o Irã é um dos parceiros mais estratégicos. Em 2025, nós compramos US$ 72 milhões apenas em fertilizantes deles, cerca de 80% das importações totais vindas do país do Oriente Médio. Outro importante fornecedor de ureia é o Catar, que também utiliza o estreito de Ormuz para enviar seus produtos ao Brasil. Por que a relação com o Irã cresceu? Se o Brasil perder o fornecimento de ureia iraniana, terá que disputar o produto com a Índia e os EUA em outros mercados, o que elevará ainda mais os preços globais e a inflação de alimentos REUTERS/Adriano Machado via BBC Apesar de não ser o maior vendedor de fertilizantes para o Brasil, a balança com o Irã se refinou nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, o Brasil exportou quase US$ 3 bilhões para o país persa, a grande maioria em cereais como milho e soja. Isso porque as condições de frete se tornaram mais interessantes para os dois lados, com o chamado sistema barter, um sistema de "troca" ou escambo comum no agronegócio. Nele, o produtor rural paga pelos insumos (como sementes e o fertilizante ureia) com a sua própria colheita futura, em vez de usar dinheiro. Na relação com o Irã, isso funciona como uma engrenagem logística: navios saem do Brasil cheios de milho para os iranianos e voltam carregados de adubo para os brasileiros, garantindo o escoamento da produção e a chegada do fertilizante com frete mais barato. Assim, diferentemente da situação com o comércio russo, em que o bloqueio por conta de um conflito seria majoritariamente econômico, no caso do Irã, a ameaça é física: tanto na instabilidade no estreito que proporciona o barter quanto nas próprias plantas petroquímicas, que atuam também na produção de ureia. Por exemplo, no último sábado (4/4), um ataque de Israel atingiu Mahshahr, no sudoeste do Irã, centro da indústria petroquímica do país. O ataque resultou em pelo menos cinco mortes e 170 feridos. "Nós não temos alternativa em relação à ureia. Para a próxima safra, ainda não devemos ter esse problema, porque ninguém deixa para comprar fertilizante de última hora. Mas em 2027 vai ser uma tragédia, com esse cenário maluco da guerra", diz Silveira. "Todos os produtores estão pessimistas". O que acontece se o fornecimento de ureia parar? Primeiro, a situação dos produtores deve piorar. "Os produtores já vêm com uma situação de crédito bastante apertada nos últimos anos por conta de uma alavancagem bastante alta", diz Bruno Fonseca, analista sênior de insumos agrícolas do Rabobank. "Para o próximo ano, os custos de produção aumentaram bastante e o produtor continua nessa situação bastante apertada". Com a explosão da guerra da Ucrânia, o preço dos fertilizantes subiu, mas commodities como soja estavam em patamares recorde, o que ajudava a "pagar a conta". Agora a situação é outra. Naquela época, a tonelada da ureia chegou a custar cerca de U$ 1000, enquanto a saca do milho estava em uma alta histórica de R$ 100 em algumas praças brasileiras, como Mato Grosso e Paraná. A saca da soja, por sua vez, era negociada por a R$ 200. Antes dos ataques no Irã, a ureia estava em um patamar mais baixo, a cerca de US$ 350. Agora, está na casa dos US$ 550. Do outro lado, a saca do milho está na casa dos R$ 50 a R$ 60, enquanto a soja caiu para em torno de R$ 140. Outro ponto que comprime as margens para o agronegócio é que, no início no mês, com a reforma tributária, o governo federal implementou mudanças que elevaram o PIS/Cofins e o Funrural (a contribuição previdenciária obrigatória para receitas do campo), retirando a alíquota zero de fertilizantes e sementes. O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), calculado pela Mosaic Fertilizantes, já dava sinais de alerta antes mesmo do auge do conflito. Em fevereiro, o indicador mostrou que o produtor já precisava desembolsar mais sacas de grãos para comprar a mesma quantidade de adubo devido à valorização do dólar e à alta na ureia. Assim, a curto prazo, os produtores podem "reduzir a tecnologia", segundo Silveira. Isso significa usar menos fertilizante nos cultivos, o que resulta em uma produtividade menor por hectare. Mas, a médio prazo, a situação é "muito complicada" para a sustentabilidade do setor, diz Silveira. Isso porque pode ser difícil e demorado substituir a ureia iraniana. Se o Brasil perder esse fornecimento, terá que disputar o produto com a Índia e os EUA em outros mercados, o que elevará ainda mais os preços globais e a inflação de alimentos aqui dentro. A China poderia ser uma opção de vendedor, diz Fonseca, mas o país, por enquanto, "está privilegiando o mercado doméstico". "Mas acho que a partir de agosto, quando a China volta ao mercado, seria um player que também poderia ajudar o Brasil a conseguir acessar esse produto no mercado internacional". Como resolver a situação? Para tentar contornar o bloqueio no Golfo Pérsico, o Ministério da Agricultura concluiu uma negociação estratégica com a Turquia. O acordo permite que cargas brasileiras utilizem o território turco para trânsito direto ou armazenamento temporário, permitindo um alívio diante das restrições em Ormuz. Além disso, a Petrobras reativou unidades para fertilizantes — duas delas, em Sergipe e na Bahia, antes da guerra, em dezembro e janeiro. Neste mês, uma planta no Paraná iniciou a produção. "Com esses projetos, a expectativa é que a produção nacional de ureia atenda até 35% da demanda do mercado brasileiro nos próximos anos", segundo a Petrobras. Mas, para Bernardo Silva, do Sinprifert, o Brasil tem "escolhido sempre a saída mais fácil" para um problema antigo, o da dependência externa para o abastecimento de fertilizantes. "São escolhas políticas erradas que a gente tomou ano após ano nos últimos 30 anos que deixaram a indústria nacional perder absoluta competitividade. Privilegiamos e incentivamos a importação, ou seja, o Brasil subsidiou a indústria estrangeira", diz. Em 2023, foi editado o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que visa reduzir a dependência externa para 50% até 2050. Parte dessa estratégia envolve o Profert, um programa de incentivos fiscais para modernizar a infraestrutura de produção nacional e simplificar o ressarcimento de tributos para fábricas de fertilizantes no Brasil. Instituído em um projeto de lei, o Profert ainda espera para ser aprovado no Legislativo. "O plano é um diagnóstico muito bem feito", diz Silva. "Mas ele precisa agora ser uma ferramenta de ação. O que precisa é que haja uma vontade política para reverter isso. Hoje, o problema é a guerra. Amanhã pode ser outro, se continuarmos assim".
09/04/2026 14:33:46 +00:00
Protótipo de 'carro voador' da Embraer completa 50 voos de teste

Vídeo mostra voo protótipo de carro voador, no interior de SP A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, informou nesta quinta-feira (9) que realizou 50 voos de teste com seu protótipo de "carro voador" (oficialmente conhecido como eVTOL) desde a estreia, em dezembro de 2025. Ao todo, os testes já somam mais de duas horas de voo. A empresa prevê iniciar ainda este ano a produção de protótipos de conformidade. Serão seis unidades usadas na campanha de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cuja aprovação é necessária antes da entrada em operação. "Alcançar 50 voos de teste com nosso protótipo de engenharia vai além de um marco técnico. É uma evidência clara da maturidade do nosso programa", afirmou Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility. Eve, da Embraer, fecha acordo de R$ 1,3 bilhão para vender até 50 carros voadores Eve/Divulgação A Eve também ampliou os testes, com aumento gradual da velocidade de cruzeiro e avaliações de gestão de energia, controlabilidade, estabilidade, ruído e vibração. As aeronaves da Eve são produzidas em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1
09/04/2026 14:15:39 +00:00
Autuações da Receita Federal somam R$ 233 bilhões em 2025

A Secretaria da Receita Federal informou nesta quinta-feira (9) que foram lançados autos de infração no valor de R$ 233 bilhões em 2025, com pequena queda na comparação com o ano anterior. Esses lançamentos se tornaram créditos tributários, oriundos da fiscalização do órgão contra sonegação, evasão e falta de recolhimento de tributos. Isso não quer dizer, entretanto, que esses recursos já ingressaram nos cofres públicos. O Fisco observou que, historicamente,, do valor total de autos de infração lançados, somente cerca de 5% ingressam no mesmo ano (sem contar parcelamentos). Isso porque a maior parte das cobranças acaba sendo questionada pelas pessoas físicas e pelas empresas, tanto administrativamente quanto na Justiça, em processos que demoram anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Grandes empresas De acordo com a Receita Federal, o foco da fiscalização foi mantido nos chamados grandes contribuintes, que são 9,2 mil empresas de grande porte — concentrando quase 60% da arrecadação de tributos. O órgão informou que, no caso desses contribuintes, houve um aumento, em 2025, da chamada "autorregularização", ou seja, envio de notificações com subsequentes regularização por parte das empresas, sem a necessidade de lavrar autos de infração. Autorregularização de grandes empresas Apresentação da Receita Federal "Existe uma mudança de cultura [para passar a orientar mais o contribuinte]. Mas tem o contribuinte que não concorda ou que prefere não cumprir. E existem os fraudadores, a gente vai continuar autuando", disse a subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves. A subsecretária lembrou que foi aprovado neste ano um novo projeto conformidade, que estabelece uma nova forma de relacionamento das empresas com o Fisco, buscando evitar as fiscalizações punitivas e o lançamento de multas de ofício. Foram lançados dois programas: o Confia e o Sintonia. Programa Confia: direcionado para as grandes empresas do país, que terão a opção de aderir. Governo buscará, com orientações, que elas tenham uma estrutura de boa governança e que paguem os impostos corretamente. A ideia do Fisco é que a empresa seja parceira e que, em caso de divergências, haja um acordo entre as partes para evitar multas. E que eventuais litígios só aconteçam após uma série de procedimentos. Programa Sintonia: estímulo a boas práticas e regularidade para todas as empresas do país, também voltado à orientação e diálogo (principalmente por canais eletrônicos) que serão classificadas de acordo com critérios de conformidade (pagamento pontual e correto dos impostos, por exemplo). Quem estiver bem "ranqueado" pelo Fisco, poderá ter um bônus de adimplência que varia de 1% a 3% do valor devido em CSLL. Também será concedido um prazo para "autorregularização" caso esteja devendo tributo.
09/04/2026 14:04:09 +00:00
Governo calcula que R$ 7 bilhões do FGTS podem ser liberados a 10 milhões de pessoas para pagamento de dívidas, diz ministro

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (9) o uso de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias. Em conversa com a GloboNews no Palácio do Planalto, Marinho reafirmou o que disse em entrevista publicada pelo jornal "O Globo" nesta quinta, que, conforme cálculos do Ministério do Trabalho, cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS. Na entrevista que concedeu ao "O Globo", Luiz Marinho explicou que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS a trabalhadores que fizeram a opção pelo saque-aniversário, foram desligados e tiveram parte dos recursos bloqueada como garantia a empréstimos bancários. A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias. Segundo Marinho, Lula ainda teria de bater o martelo sobre a proposta da pasta que ele chefia. Lula quer socorrer endividados unificando débitos Governo avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na conversa com a GloboNews nesta quinta, Marinho também defendeu uma nova regulamentação do uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados. De acordo com o Ministério do Trabalho, o presidente Lula assinou, no ano passado, duas medidas provisórias que liberam o valor retido do FGTS para quem tinha sido demitido e estava com restrição em razão da opção pelo saque-aniversário. Com a medida, foram liberados, segundo a pasta, cerca de R$ 20 bilhões em 2025, mas, conforme o entendimento do Ministério do Trabalho, a Caixa não liberou a totalidade dos recursos. Em razão disso, há um valor residual, segundo cálculos do Ministério do Trabalho, de R$ 7 bilhões – valor que a pasta propõe que seja liberado neste momento. Segundo o Ministério do Trabalho, a quantidade exata de trabalhadores que pode ser beneficiada com a nova liberação de recursos ainda está em apuração, mas uma avaliação inicial é de que cerca de 10 milhões de pessoas teriam direito ao uso dos recursos. Ministro Luiz Marinho Reprodução/EPTV
09/04/2026 13:45:47 +00:00
Imposto de Renda: Receita Federal cobrou mais de R$ 5 bilhões em 2025 por conta de irregularidades

A Secretaria da Receita Federal informou que foram cobrados, em 2025, R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoas físicas por conta de irregularidades identificadas na declaração do Imposto de Renda — que teve por base as movimentações financeiras do ano anterior. As informações constam no relatório anual de Fiscalização, divulgado nesta quinta-feira (9). Deste total, R$ 2,6 bilhões referem-se a 2,4 milhões contribuintes que se "autorregularizaram", ou seja, que apresentaram declaração retificadora e pagaram à vista, ou parcelaram, os valores. Outros 600 mil contribuintes, entretanto, não enviaram declaração retificadora, apesar das notificações do Fisco de que estavam na malha fina, e foram autuados em R$ 2,6 bilhões. Contribuintes que acertaram as contas com o leão espontaneamente Apresentação da Receita Federal Imposto de Renda: golpes ficam mais sofisticados e enganam até usuários atentos Filtros de checagem Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão. Além das movimentações financeiras, o Fisco checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes. Ao todo, são mais de 160 filtros de checagem de dados na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser entregue todos os anos. Alguns cruzamentos são mais simples, como CPF, endereço, dependentes, ou seja, informações pessoais. Entre as informações obtidas e checadas pela Receita, estão: rendimentos; movimentações financeiras no PIX (acima de R$ 2 mil por mês); pagamentos no débito (acima de R$ 2 mil por mês); cartões de crédito (acima de R$ 2 mil por mês); aluguéis; despesas médicas (titular e dependentes, com recibos digitais a partir de 2025); mercado acionário e criptoativos; automóveis; aplicações em renda fixa; número de dependentes; despesas com educação (titular e dependentes); previdência complementar; gastos com empregados domésticos, informações sobre imóveis, incluindo compra e venda; carnê leão; bens no exterior; deduções de incentivo cultural; contribuição a entidades beneficentes. O objetivo é saber se os valores declarados no Imposto de Renda estão corretos, ou se eles precisam ser ajustados.
09/04/2026 13:37:35 +00:00
Varejistas dizem que consumidor também foi beneficiado pela taxa das blusinhas e defendem tributo

Consumidor reduz compras internacionais após criação da Taxa das Blusinhas Representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram nesta semana um manifesto cobrando a manutenção da chamada "taxa das blusinhas", ou seja, da cobrança de impostos federais e estaduais na importação de produtos — mesmo que sejam de até US$ 50. ➡️De acordo com o jornal "O Globo", o governo voltou a avaliar a revogação da chamada "taxa das blusinhas", em um ano eleitoral. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas envolve outros setores. ➡️Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados já discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas". GETTY IMAGES via BBC No documento, assinado por 53 entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), os órgãos avaliam que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. "O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto. As entidades também dizem que o fortalecimento da produção local ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada, assistência técnica e conformidade com normas nacionais de segurança, trabalho, meio ambiente e saúde, "o que não ocorre com parte relevante dos itens vendidos por plataformas estrangeiras". No documento, os órgãos representativos do setor produtivo nacional afirmam, ainda, que, "ao contrário do que sugerem narrativas difundidas nas redes sociais", a taxa das blusinhas não retraiu o consumo. Eles também citam pesquisa do Instituto Locomotiva, pela qual "apenas 12% deixaram" de comprar nessas plataformas após a retomada do imposto de importação. "Esse resultado era esperado. A tributação introduzida, somada ao ICMS, não eliminou a desigualdade tributária. As plataformas estrangeiras operam com carga de cerca de 45%, aproximadamente metade dos 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais. Ainda assim, os avanços recentes, apoiados por diferentes correntes políticas, devem ser preservados", concluem as entidades. O discurso do manifesto coincide com o do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que lembrou, na semana passada, ter defendido a taxa das blusinhas para proteger a produção, o emprego e a renda no país. "Defendi lá atrás, porque se você pegar o produto fabricado no brasil, a roupa, ele paga entre 45%, a quase 50% de tributo. Uma média de 45%. O importado está pagando bem menos do que o fabricado aqui dentro (...) Mesmo com a tributação [taxa das blusinhas], ainda é a carga bem menor do que o produto brasileiros", disse o vice-presidente, na última sexta-feira (2). Taxa das blusinhas ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Arrecadação em alta 💵No acumulado de todo ano de 2025, a chamada taxa das blusinhas arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal. Segundo informou o Fisco em fevereiro, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais. Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou o valor R$ 425 milhões, com crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. "Este balanço mostra que estamos no caminho para tornar as empresas nacionais muito mais competitivas em um Brasil que toma medidas para ser, cada vez mais, desenvolvido, com mais emprego e renda, com empresas nacionais que competem com as estrangeiras - e com consumidores mais protegidos! Um Brasil que reduz privilégios e subsídios a países estrangeiros e busca Justiça Tributária!", diz o manifesto do setor produtivo. Associações signatárias 1. Abicalçados - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados 2. Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica 3. Abióptica - Associação Brasileira das Indústrias Ópticas 4. Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção: Abit 5. ABLos - Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings 6. ABMalls - Associação Brasileira de Strip Malls 7. ABMAPRO -Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização 8. ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão 9. ABRAFAS - Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas 10. Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos 11. ABVTex - Associação Brasileira de Varejo Têxtil 12. ALShop - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping 13. Anamaco - Associação Nacional Comerciantes Material Construção 14. ANEA - Associação Nacional dos Exportadores de Algodão 15. Ápice - Associação pela Indústria e Comércio Esportivo 16. Assintecal - Assintecal 17. CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo 18. CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 19. CNDL - Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas 20. CNI - Confederação Nacional da Indústria 21. Fecomércio MG - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais 22. Fecomércio RS - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul 23. Fecomércio SC - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Santa Catarina 24. FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 25. FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina 26. FIERGS - Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul 27. Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro 28. Fitemavest - Sindicato das Industrias de Fiação Tecelagem Caxias do Sul 29. IDV - Instituto para Desenvolvimento do Varejo 30. IUB - Instituto Unidos Brasil 31. Sietex - Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis no Estado de São Paulo 32. SIFITEC - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque, Botuverá e Guabiruba 33. SIFT MG - Sindicato das Industrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais 34. SIFT RN - Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte 35. Simmesp - Sindicato Indústria de Malharia e Meias Estado São Paulo 36. Sindimeias - Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora 37. Sindiroupas CE - Sindicato de Confecções e Vestuário do Ceará 38. Sinditec - Sindicato das Indústrias de Tecelagens, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estampa e Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara D'Oeste e Sumaré 39. Sinditêxtil RJ - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro 40. Sinditêxtil SP - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo 41. Sindivest JF - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora 42. Sindivest MG - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais 43. Sindivest RS - Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai (RS) 44. Sindvest Maringá - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá 45. Sindvest Nova Friburgo - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região 46. Sinvesd - Sindicato da Indústria de Vestuário de Divinópolis 47. SIVERGS - Sindicato das Indústrias do Vestuário do RS 48. Sindvest SJN - Sindicato das Indústrias do Vestuário de São João Nepomuceno (MG) 49. Sintex - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau 50. Sindivest - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento 51. Sivale - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí 52. UNECS - União das Entidades de Comércio e Serviço 53. UGT - União Geral dos Trabalhadores
09/04/2026 13:21:06 +00:00
Vilão do endividamento, cartão de crédito rotativo cresce; empréstimos beiraram R$ 400 bilhões em 2025

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, disparou após o fim da pandemia da Covid-19 e beirou a marca de R$ 400 bilhões no ano passado. Os números são do Banco Central. A modalidade é considerada um dos vilões do alto nível de endividamento da população brasileira. Em um ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para reduzir os débitos da população e facilitar a tomada de crédito pelas pessoas (veja mais abaixo nessa reportagem). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Segundo a autoridade monetária, 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país. Isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito. ➡️De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro deste ano. ➡️Com juros elevados, a taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%, ou seja, mais de R$ 60 em R$ 100 emprestados não foram honrados. A taxa de juros dessa linha de crédito, a mais alta de todas, somou 436% ao ano em fevereiro deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 60% ao ano. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. Reprodução/TV Globo Considerada parte do salário No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma "discussão estrutural". "Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo. De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas. Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano. A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel. Rui Costa diz que endividamento da população preocupa Lula e que Caiado mexe pouco no cenário Uso do cartão de crédito rotativo De acordo com dados do Banco Central, entre 2012 e 2020, a concessão de crédito (desembolsos) por meio do cartão de crédito rotativo não tinha ultrapassado R$ 225 bilhões em um ano. As variações anuais intercalaram períodos de altas e baixas. O ano de 2020, principalmente, e de 2021 foram marcados pelo pagamento do Auxílio Emergencial, valores excepcionais pagos à população durante a pandemia, para permitir o afastamento social. Os dados do cartão de crédito mostram que, no período que coincide com a saída da pandemia e retorno de um patamar mais pesado de inflação, as concessões do cartão de crédito rotativo dispararam. ➡️Com o fim do Auxílio Emergencial a partir de 2022, as concessões de novos empréstimos no cartão de crédito rotativo alcançaram novos patamares (veja abaixo), atingindo quase R$ 400 bilhões em 2025. ➡️Esse período pós-pandemia também foi marcado por fortes pressões inflacionárias, com o índice oficial atingindo mais de 10% em 2021, a maior em seis anos, e cerca de 5,8% em 2022. Soluções em estudo O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%. Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.
09/04/2026 13:02:45 +00:00
GR Yaris: testamos o hatch de duas portas com unidades limitadas e que custa R$ 354.990

GR Yaris chega ao Brasil com o motor 1.6 turbo mais potente do mundo Desde 2020, o brasileiro tem dado preferência aos SUVs, segundo números de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ainda assim, a Toyota decidiu desafiar essa lógica de mercado e lançar o GR Yaris: um hatch de duas portas, voltado a um público específico, com unidades inicialmente limitadas e preço inicial de R$ 354.990. A marca aposta em um nicho claro: os motoristas que gostam de levar o carro para a pista de terra ou para o asfalto e que têm uma preferência pelos modelos de alto desempenho. O GR Yaris é o menor e mais leve carro da Gazoo Racing, divisão da Toyota dedicada exclusivamente a modelos esportivos. O veículo mede exatamente quatro metros de comprimento — sete centímetros a menos que o Volkswagen Polo, hatch também compacto e mais vendido do Brasil em 2025, segundo a Fenabrave. O peso é de 1.305 quilos na versão automática, com oito marchas, ou de 1.325 quilos na opção manual, que tem seis velocidades. Toyota GR Yaris divulgação/Toyota O novo GR Yaris também conta com um motor 1.6 turbo de três cilindros, o mais potente do mundo para um conjunto feito em série — sem modificações extras, comuns em veículos particulares de competição. São cerca de 100 cv por cilindro, o que resulta em expressivos 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre com gasolina — o que deixa o hatch bem próximo à potência do motor 2.0 turbo da Ford Ranger. Esse número representa a força do veículo. Na picape, ela é usada para mover as cerca de duas toneladas da Ranger e ainda suportar o peso da carga na caçamba. Já no GR Yaris, que pesa aproximadamente 700 quilos a menos, essa força é direcionada à velocidade — e à diversão de quem gosta de dirigir na pista. O g1 colocou toda essa força à prova em um autódromo de Mogi Guaçu (SP), homologado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, responsável pela Fórmula 1) e pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Com o capacete colocado e as instruções de pista dadas, ficou claro que este é um dos hatches mais divertidos de dirigir em um autódromo, entre os carros vendidos prontos em concessionárias. Entenda o motivo nos próximos parágrafos. É possível pular diretamente para a descrição do carro clicando aqui. Antes, porém, vale explicar como este esportivo se comporta em seu ambiente mais favorável: o asfalto de um autódromo. GR Yaris divulgação/Toyota A primeira impressão ao assumir o volante é a de estar em um hatch comum, mas tudo muda ao acelerar com mais força. Nesse momento, duas sensações surgem imediatamente e tomam conta da cabine: O isolamento acústico é mínimo, e o motor parece estar praticamente exposto à cabine; O calor do motor também passa para a cabine. Engatada a primeira marcha, a experiência varia conforme o câmbio escolhido na compra. No manual, as trocas durante o teste foram curtas e fáceis de engatar. O carro frequentemente sugeria subir a marcha, mesmo em situações em que o teste exigia mais força do motor — algo que normalmente pede uma marcha mais baixa. No automático, as trocas são feitas pelo próprio carro, mas há também abas atrás do volante, semelhantes às usadas na Fórmula 1. O teste foi realizado das duas maneiras: com trocas manuais pelas abas e deixando o sistema decidir sozinho. O ponto principal é que, mesmo com oito marchas, o câmbio mantinha o motor sempre em cheio nas trocas. Isso garantia força constante na tração integral e preservava o ronco característico do motor, sem priorizar a economia de combustível. Em relação à tração, o sistema nas quatro rodas permite ajustar a distribuição de força entre os eixos. Na pista, a configuração usada foi de 60% na dianteira e 40% na traseira, mas é possível alterar esses valores para: 53% na dianteira e 47% na traseira; Valor variável entre 30% e 70% para a traseira. Em ambas as opções de câmbio, a sensação foi de trocas rápidas, ainda que mais longas quando se pensa em um carro “de rua”. São oito marchas, e a última não passa a impressão de ser fraca ou sem força. Somando a tração integral e o torque sempre disponível, o resultado é um carro que lembra um kart: baixo, firme e estável. Mesmo forçando bastante durante o teste no autódromo, não foi possível fazer o GR Yaris cantar pneus em curvas. É claro que, com atitudes extremas, qualquer carro pode perder o controle, mas, ao buscar um bom tempo de volta, o GR Yaris se mantém seguro e previsível. Para isso, o carro conta com freios de alto desempenho, todos a disco, além de uma bitola traseira mais larga — que é a distância entre os centros das rodas em um eixo. Esse conjunto garante maior controle tanto nas frenagens fortes quanto nas retomadas. Os freios suportaram com tranquilidade a condução intensa exigida de um esportivo em pista. Mesmo após duas voltas rápidas e o retorno aos boxes, as pinças não apresentavam aquecimento excessivo — e isso em um dia com temperatura próxima dos 35 °C. GR Yaris divulgação/Toyota Após quatro voltas rápidas — duas com câmbio automático e duas com o manual — é possível afirmar com segurança que a versão automática do GR Yaris não deixa nada a desejar em relação à manual. É claro que sentir a resistência do câmbio manual, que orienta as trocas de marcha pela própria resposta da alavanca, é mais envolvente. Ainda assim, manter as duas mãos no volante enquanto as trocas são feitas pelas abas, à moda da Fórmula 1, também agrada. Em nenhum momento foi possível perceber o GR Yaris automático como menos ágil ou agressivo. Mas ao pensar o GR Yaris como um carro voltado principalmente à diversão — e considerando que o uso diário ficará a cargo de outro veículo — o câmbio manual surge como a melhor escolha. Já em situações de trânsito pesado, o automático se mostra mais confortável, especialmente em longos períodos de condução em baixa velocidade. Como é o GR Yaris Galerias Relacionadas GR Yaris por fora Por fora, o GR Yaris é exótico. Na dianteira, ele tem aparência de um hatch mais agressivo, com faróis que lembram olhos furiosos e uma grande entrada de ar no radiador. O conjunto é chamativo e deixa claro que não se trata de um compacto comum. De perfil, as pinças de freio pintadas de vermelho adicionam um toque extra de esportividade. Já na traseira, as sensações são mistas. O para-choque grande demais e as lanternas que parecem ter sido pensadas para um carro maior passam uma impressão desproporcional, como quando uma criança calça os sapatos dos pais. GR Yaris divulgação/Toyota Por outro lado, chamam atenção as duas ponteiras cromadas das saídas de escapamento. Elas são reais, funcionais e contribuem para o ronco característico de um carro esportivo. Por dentro, o conforto não é o ponto forte. Não por causa dos bancos em formato de concha, que seguram muito bem motorista e passageiro, mas pelo acabamento simples e pelo espaço reduzido na fileira traseira, que, com muita sorte, acomoda apenas uma criança pequena. Outro ponto que causa estranhamento visual é o painel, que lembra o de um ônibus. Trata-se de uma grande peça de plástico, reta na vertical e levemente curvada na horizontal. Nela estão o painel digital de instrumentos e a central multimídia de oito polegadas, surpreendentemente moderna para um interior tão simples e de aparência mais antiga. Galerias Relacionadas Tudo isso seria um grande problema em um hatch comum que custa mais de R$ 350 mil, mas faz mais sentido quando se considera o público específico que a Toyota pretende atingir com este carro. “É um cliente que gosta muito de motorsport, performance, apaixonado por automobilismo. São clientes que já conheciam a GR, até clientes novos com garagens recheadas de outros carros esportivos”, disse Nancy Serapião, responsável pelas marcas Gazoo Racing e Lexus no Brasil, ao g1. “É um cliente para o track day [dia de competição em autódromo] e que também consegue usar no dia a dia. Que vai trazer mais o carro para o asfalto, do que o mato”, disse Nancy. Andar fora de estrada faz parte do DNA do GR Yaris, desenvolvido para que a Toyota pudesse competir no Campeonato Mundial de Rali (WRC, na sigla em inglês). Ainda assim, o modelo também se sai muito bem no asfalto. GR Yaris é limitado, por enquanto Para o lançamento e ao longo de todo o ano de 2026, a Toyota importou apenas 198 unidades do GR Yaris. Destas, 99 têm câmbio manual e outras 99 são automáticas. Mas, assim como acontece com o GR Corolla, o hatch seguirá disponível em 2027. “Pra 2027 a gente continua trazendo esse carro, de acordo com a demanda. Porque a gente quer manter um portfólio de carros esportivos no Brasil. Então não é um único tiro, ele [o GR Yaris] vem para marcar um início", disse Nancy.
09/04/2026 13:00:33 +00:00
Galípolo diz que BC não negocia seu mandato e vê Focus como referência para decisões de juros

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em meio ao aumento das expectativas de inflação e ao escrutínio sobre decisões de política monetária, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (9) que a instituição não está disponível para negociar seu mandato. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração foi feita durante participação na Premiação Anual Rankings Top 5 2025 — evento promovido pelo BC para reconhecer as instituições que mais acertaram projeções do Boletim Focus. Segundo Galípolo, a autonomia da instituição vai além de dispositivos legais e está relacionada à capacidade do Banco Central de preservar seu mandato e tomar decisões técnicas, mesmo diante de pressões externas. “A autonomia significa algo que é muito caro ao Banco Central, que é não estar disponível para negociar seu mandato.” Ele acrescentou que fortalecer a estrutura institucional do órgão é fundamental para garantir que decisões técnicas não sofram consequências políticas no futuro. Galípolo também afirmou que a autonomia envolve uma postura institucional dentro do próprio Banco Central, que inclui reconhecer problemas internos quando necessário. O tema da autonomia do BC ganhou ainda mais relevância após episódios recentes envolvendo a instituição. É o caso das investigações da Política Federal na Operação Compliance Zero, por exemplo, que analisa possíveis irregularidades envolvendo o sistema financeiro. A terceira fase da operação, deflagrada neste ano, por exempo, apontou a participação de servidores do BC em um esquema liderado pelo Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. “Quando tiver alguma coisa errada ter a coragem de apontar o que é de errado dentro do Banco Central e não só pedir desculpas, mas cortar na carne.” Expectativas do mercado e política monetária Além de reforçar a defesa da autonomia do BC, Galípolo também comentou o papel das expectativas do mercado financeiro, por meio do Boletim Focus, nas decisões de juros feitas pela instituição. “As expectativas são sempre muito relevantes na condução da política monetária, mas em momentos como esse, fica ainda mais [evidente a importância de o BC analisar] as projeções como uma referência importante sobre aquilo que vai acontecer no desdobramento da economia.” O presidente do Banco Central destacou que a pesquisa semanal funciona como uma espécie de retrato de como economistas e agentes financeiros enxergam o cenário econômico. Segundo ele, essa percepção influencia decisões de consumo, investimento e formação de preços — fatores que acabam impactando a própria dinâmica da economia. “São essas decisões, tomadas a partir da percepção atual, que vão moldar o futuro.” Inflação em alta nas projeções As declarações ocorrem em um momento em que as expectativas de inflação voltaram a subir nas projeções do mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus divulgado na segunda-feira (6), analistas elevaram, pela quarta semana consecutiva, a previsão para o índice oficial de inflação neste ano. A estimativa para o IPCA passou de 4,31% para 4,36%. O levantamento do Banco Central é elaborado com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras. Segundo analistas do mercado, parte da revisão está associada à recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. A valorização da commodity pode pressionar os preços dos combustíveis e, consequentemente, a inflação no Brasil. Para os anos seguintes, o Focus também registrou ajustes nas estimativas. A previsão de inflação para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, enquanto a projeção para 2028 passou de 3,57% para 3,60%. Já a projeção para 2029 permaneceu em 3,50%. Desde o ano passado, o país opera sob um sistema de meta contínua de inflação, cujo objetivo é manter o índice em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília, nesta terça-feira, 08 de outubro de 2024. Galípolo reconheceu que há anos as projeções de crescimento do Brasil vêm sendo revistas "sistematicamente ao longo do ano para cima, surpreendendo positivamente em relação a crescimento". CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
09/04/2026 12:37:49 +00:00
Dólar cai a R$ 5,06, menor valor em 2 anos; Ibovespa supera os 195 mil pontos e bate novo recorde

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,78% nesta quinta-feira (9), cotado a R$ 5,0629 — menor valor em dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,52%, aos 195.129 pontos, e bateu um novo recorde. Os investidores continuaram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã enfrenta episódios de violação e novas tensões, o que mantém o mercado em alerta. Ainda assim, o cenário é de otimismo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O cessar-fogo anunciado há dois dias é visto como frágil. Teerã disse que ilhas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Outros países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã. ▶️ Esse cenário eleva o temor de interrupções na oferta global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais da commodity, voltou a ser fechado durante as tensões. Por volta das 16h, o barril do Brent subia 2,59%, a US$ 97,20. ▶️ O movimento levou as ações da Petrobras, de grande peso no Ibovespa, a subir quase 3% nesta quarta-feira, puxando o índice para cima. ▶️ Nos EUA, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 16 mil na primeira semana de abril em relação à semana anterior, passando de 203 mil para 219 mil. O dado ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam cerca de 210 mil solicitações. 🔎 O avanço reforça sinais de moderação no mercado de trabalho, o que pode aliviar pressões inflacionárias. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, para decisões sobre os juros do país. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,87%; Acumulado do mês: -2,24%; Acumulado do ano: -7,76%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Incertezas sobre o cessar-fogo Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates. Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear alvos no Líbano. Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra. O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos. Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%. Nas bolsas asiáticas, o clima também foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
09/04/2026 12:00:05 +00:00
Preço do petróleo volta a subir após preocupações com cessar-fogo no Oriente Médio

Frágil cessar-fogo está em vigor entre EUA e Irã O preço do petróleo voltou a subiu forte nesta quinta-feira (9), refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio e as dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo na região. 🔎 O barril do West Texas Intermediate (WTI), principal tipo negociado nos Estados Unidos, avançou 5% e chegou a US$ 99,13 durante as primeiras horas após a abertura dos mercados. Por volta das 8h16, a alta era cerca de 5,35%, com o barril cotado a US$ 99,46. Já o Brent, usado como referência internacional, subiu 3,82%, a US$ 98,57. A alta vem depois de uma queda no dia anterior, quando o mercado reagiu ao anúncio de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. Mas o alívio durou pouco. O acordo previa uma pausa de duas semanas nos ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz — uma espécie de “corredor” por onde circula grande parte do petróleo do mundo. Só que a passagem ficou liberada por poucas horas e voltou a ter restrições. Além disso, novos ataques foram registrados, aumentando o clima de incerteza. Israel intensificou bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones. LEIA MAIS Entenda os 3 principais pontos de divergência para um cessar-fogo entre EUA e Irã Com esse cenário, investidores temem que a oferta de petróleo seja afetada — o que normalmente faz os preços subirem. Nas bolsas asiáticas, o clima foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Analistas do MUFG afirmaram que o cessar-fogo já mostra sinais de fragilidade, mesmo com pouco tempo de vigência. Agora, além da geopolítica, investidores também aguardam novos dados da economia chinesa, que podem indicar como está a demanda global por petróleo. *Com informações da agência Reuters e France Presse. Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters
09/04/2026 11:25:47 +00:00
Presidente interina da Venezuela promete aumento de salários

Delcy Rodríguez assumiu a chefia do governo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro Miraflores Palace/Handout/REUTERS via DW A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu um "aumento responsável" dos salários, corroídos por anos de inflação e pelo colapso da economia ao longo da última década. "Anuncio que, no dia 1º de maio, nós implementaremos um aumento e que esse aumento, tal como indicamos, será um aumento responsável", declarou Rodríguez nesta quarta-feira (08) durante um discurso na televisão estatal, sem dar detalhes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O salário mínimo na Venezuela é equivalente a 0,27 centavos de dólar por hora (R$ 1,38), e a inflação anual foi de mais de 600%. Os salários de venezuelanos podem chegar a 150 dólares (R$ 766) por mês, se considerados bônus estatais, mas isso não cobre sequer uma fração dos gastos com alimentação de uma família, estimados em 645 dólares. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rodríguez também anunciou a criação de uma comissão para o "diálogo laboral", reagindo a protestos de trabalhadores que exigem aumentos salariais. O pronunciamento foi feito na véspera de uma marcha convocada por sindicalistas até a sede do Executivo, no centro de Caracas, para exigir respostas às reivindicações. Mudanças na economia venezuelana Em seu pronunciamento, Rodríguez elencou uma série de medidas para dinamizar a economia do país, que incluem a revisão do modelo chavista, com a promessa de um diálogo social, aumentos salariais, reformas fiscais e alterações à legislação imobiliária. A presidente interina não definiu ações concretas, mas falou em corrigir e não repetir "erros do passado". O discurso, que durou quase meia hora, chegou a ser perturbado brevemente devido a uma queda de energia. Rodríguez ordenou também a criação de uma comissão para a avaliação "estratégica" dos ativos do país — à exceção da indústria petrolífera —, formada por representantes do Estado, do empresariado e dos trabalhadores. Caso se concretize "a recuperação dos ativos" da Venezuela "bloqueados no estrangeiro" no âmbito das sanções de que o país é alvo, esses recursos serão destinados "imediatamente" a garantir o aumento salarial e à "reabilitação das infraestruturas básicas", como as de fornecimento de eletricidade e água, estradas, escolas e hospitais, disse a presidente interina. Rodríguez assumiu o comando da Venezuela interinamente desde a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, em 3 de janeiro. Ela governa sob pressão do presidente americano Donald Trump, que afirmou estar "no comando" do país e da venda de petróleo venezuelano.
09/04/2026 10:58:53 +00:00
Em que parte do boi fica a picanha, o patinho e o filé mignon? Dê play no game e teste seus conhecimentos

Você sabe exatamente de onde vêm os cortes de carne que chegam ao seu prato? Da picanha, do patinho, do filé mignon? Nem sempre é fácil identificá-las. Neste jogo interativo, teste seus conhecimentos e descubra se você acerta a localização dos principais cortes. Por que tem tanto boi na Amazônia? PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia
09/04/2026 09:01:24 +00:00
Folga remunerada para exames: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula

Exame de sangue para dosagem do PSA é um dos principais métodos de detecção precoce do câncer de próstata Banco de imagens A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi atualizada na última segunda-feira (6) e passou a obrigar empresas a informar e orientar trabalhadores sobre a prevenção de doenças e o acesso a exames. A mudança veio com a sanção da Lei nº 15.377/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor. O texto também reforça um direito que voltou ao debate público: a possibilidade de faltar ao trabalho por até três dias ao ano, sem prejuízo do salário, para a realização de exames preventivos. A atualização da lei gerou uma onda de publicações nas redes sociais, muitas delas afirmando que esse direito teria sido criado agora. No entanto, a folga remunerada para exames preventivos já existe na CLT desde 2018. O que muda, desta vez, é o papel atribuído às empresas. “O empregado já podia se ausentar por até três dias a cada 12 meses para realizar exames preventivos de câncer (...). A Lei nº 15.377/2026 não cria esse direito do zero, mas acrescenta um dever de informação e conscientização por parte das empresas”, explica o advogado Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados. Folga remunerada para exames: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula Na prática, a nova lei faz com que o direito deixe de depender apenas da iniciativa do trabalhador e passe a ser uma informação que precisa circular no ambiente de trabalho. A partir de agora, as empresas devem divulgar campanhas de vacinação, promover campanhas de informação e orientação sobre HPV e câncer e orientar funcionários sobre como acessar exames preventivos. Essa mudança pode parecer discreta, mas tem efeito direto na rotina. Ao transformar a informação em obrigação, a lei tenta resolver um problema comum: o direito existe, mas nem sempre chega a quem pode utilizá-lo, segundo o Senado Federal. Como funciona a folga para exames? Do ponto de vista prático, as regras continuam simples. O trabalhador pode se ausentar por até três dias a cada 12 meses de trabalho para realizar exames preventivos de câncer, sem desconto no salário. Esse limite é anual e não é acompanhado de muitos detalhes na lei. “A legislação define o direito, o limite e a necessidade de comprovação, mas não entra em regras operacionais”, explica Marcel Cordeiro. Isso significa que pontos como aviso prévio, escolha da data ou divisão dos dias costumam ser resolvidos no dia a dia, entre a empresa e o funcionário. A comprovação, por outro lado, é indispensável. O trabalhador precisa apresentar um documento que comprove a realização do exame, embora a lei não especifique qual. Na prática, uma declaração de comparecimento costuma ser suficiente. Quais exames entram na regra? Outro ponto que costuma gerar dúvida é o tipo de exame. A CLT fala de forma ampla em “exames preventivos de câncer”, mas a nova lei destaca que o direito é válido para exames de HPV e para os cânceres de mama, colo do útero e próstata, como foco das ações de conscientização. Isso significa que o trabalhador não precisa estar doente para usufruir do direito. A lógica é justamente a oposta. A lei busca estimular o cuidado antes que problemas mais graves apareçam, o que pode facilitar o tratamento e reduzir afastamentos prolongados. O que ainda falta saber? Ainda segundo o advogado Marcel Cordeiro, a nova norma não prevê uma penalidade específica para empresas que deixarem de cumprir a obrigação de informar. Ainda assim, ao incluir esse dever na CLT, o texto aumenta a responsabilidade dos empregadores e tende a dar mais visibilidade ao tema no ambiente de trabalho. Licença-paternidade ampliada: veja o que muda
09/04/2026 08:00:33 +00:00
Satoshi Nakamoto: NYT diz ter descoberto quem é o misterioso criador do Bitcoin; citado nega

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Uma investigação do jornal americano "The New York Times" (NYT) afirma ter identificado o verdadeiro criador do Bitcoin. Conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, ele nunca teve sua identidade revelada publicamente e deixou de se comunicar na internet anos atrás. O Bitcoin é uma criptomoeda que funciona com base em um registro público, mas com usuários que podem permanecer anônimos. Por meio de plataformas de negociação, é possível comprar e vender a moeda em reais ou dólares, além de usá-la para adquirir produtos e serviços que aceitam esse tipo de pagamento. A identidade do inventor do Bitcoin sempre foi um mistério, embora seja associada ao nome Satoshi Nakamoto (entenda mais abaixo). Agora, segundo a investigação do NYT, quem estaria por trás do pseudônimo: o britânico Adam Back, apontado pelo jornal como o possível criador da moeda digital. O jornal afirma ter analisado décadas de e-mails e um conjunto de mensagens atribuídas a Satoshi Nakamoto, reveladas durante um julgamento em Londres. Segundo a reportagem, o repórter John Carreyrou passou um ano analisando esses arquivos até chegar ao nome de Back. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em entrevista à BBC, Adam Back, especialista em criptografia e descrito pela emissora como um “entusiasta do Bitcoin”, negou ser Satoshi Nakamoto. “Não sou Satoshi, mas desde cedo foquei nas implicações sociais positivas da criptografia, da privacidade online e do dinheiro eletrônico”, afirmou. O repórter afirma que uma das principais evidências que o levaram a suspeitar que Adam Back e Satoshi Nakamoto possam ser a mesma pessoa foi um conjunto de arquivos escritos por Back entre 1997 e 1999, cerca de uma década antes do lançamento do Bitcoin. Em um desses arquivos, datado de 30 de abril de 1997, Adam Back sugeriu a criação de um dinheiro virtual “totalmente desconectado” do sistema bancário tradicional, com características como a preservação da privacidade de quem paga e de quem recebe. A proposta também previa uma rede distribuída de computadores, para dificultar seu desligamento, um mecanismo de escassez para evitar inflação excessiva e a ausência da necessidade de confiar em indivíduos ou bancos. "Todos esses cinco elementos depois se tornaram centrais para o Bitcoin", escreveu o New York Times. Anos de procura A polêmica envolvendo a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto é antiga e nunca foi totalmente resolvida. A criptomoeda surgiu pela primeira vez em uma publicação na internet — um documento técnico conhecido como white paper — assinada por Nakamoto. O mistério em torno de Nakamoto e sua identidade já foi alvo de investigações anteriores do New York Times, da Newsweek e de outros veículos de imprensa. Nenhum deles, porém, apresentou provas irrefutáveis que confirmassem quem ele seria. "Jornalistas, acadêmicos e detetives da internet tentavam identificar Satoshi há 16 anos. Durante esse período, mais de 100 nomes foram apresentados, incluindo os de um estudante irlandês de criptografia, um engenheiro nipo-americano desempregado, um gênio criminoso sul-africano e o matemático retratado no filme "Uma Mente Maravilhosa"", escreveu o NYT.
09/04/2026 06:01:07 +00:00
Amazon vai encerrar suporte de versões antigas do Kindle; veja lista

Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool A Amazon começou a informar usuários de Kindle que, a partir de 20 de maio, encerrará o suporte para versões do leitor digital lançadas em 2012 ou antes. Com a decisão, os modelos afetados não poderão mais se conectar aos serviços da empresa (veja lista abaixo). Com o fim do suporte, não será possível usar os aparelhos listados para comprar, emprestar ou baixar livros, nem registrar os dispositivos em contas da Amazon. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles também não poderão mais ser usados se tiverem registros cancelados da conta da Amazon ou se forem restaurados aos padrões de fábrica. Por outro lado, as versões sem suporte do Kindle ainda poderão ser usadas para ler livros que foram baixadas antes do prazo definido pela Amazon, desde que não tenham o registro cancelado e não sejam restaurados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Usuários ainda poderão transferir documentos para os leitores digitais antigos por meio de cabos USB. E terão a opção de acessar suas bibliotecas em versões mais recentes do Kindle, no aplicativo Kindle para Android, iPhone (iOS), Mac e PC, e na versão do leitor digital para navegador. Versões do Kindle que perderão o suporte Kindle de 1ª geração (2007) Kindle de 2ª geração (2009) Kindle DX (2009) Kindle DX Graphite (2010) Kindle Keyboard (3ª geração) (2010) Kindle 4 (2011) Kindle Touch (2011) Kindle 5 (2012) Kindle Paperwhite (1ª geração) (2012)
09/04/2026 05:00:38 +00:00
TCU encaminha ao Congresso informações sobre crise nos Correios

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar informações referentes à gestão financeira e orçamentária dos Correios ao Congresso Nacional. A medida atende pedido do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). Diante do prejuízo de R$4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, o parlamentar solicitou que o tribunal enviasse informações sobre as causas do déficit, a evolução de despesas da estatal e a regularidade da gestão de precatórios. Além disso, pediu que informações sobre falhas de governança e a compatibilidade dos investimentos com os princípios da responsabilidade fiscal também fossem encaminhadas ao Congresso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em seu voto, o relator da matéria, ministro Walton Alencar, afirmou que a evolução "alarmante" das despesas administrativas e financeiras da estatal já vêm sendo acompanhadas pelo tribunal há algum tempo. Em 2024, a “Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Correios” foi incluída na Lista de Alto Risco (LAR). "Essa classificação representa um dos mais altos níveis de alerta desta Corte, sinalizando que a estatal apresenta vulnerabilidades que podem comprometer a prestação de serviços essenciais e gerar impactos fiscais severos", afirmou o ministro. "A inclusão do tema na LAR impõe monitoramento prioritário e intensivo, estruturado em eixos como desempenho financeiro, gestão de pessoal e eficiência operacional, visando mitigar riscos de fraude, desperdício e má gestão", complementou. Entenda a crise Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado. Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam, no início deste ano, R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios foi alertada há dois anos de que corria risco de ficar sem dinheiro Jornal Nacional/ Reprodução O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades. Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.
09/04/2026 05:00:36 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 20 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.994 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 20 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (9), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
09/04/2026 03:00:42 +00:00
Justiça derruba imposto de exportação a petroleiras

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters A Justiça Federal no Rio de Janeiro concedeu uma liminar que suspende a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor, segundo documento judicial visto pela agência Reuters. A medida foi contestada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. A decisão desta quarta-feira (8) afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional. Uma decisão definitiva ainda está pendente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”. A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão. Críticas do setor As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país. Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters "Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, em um evento na quarta-feira. O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil. No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível. * Com informações de Túlio Amâncio, da GloboNews, e da agência de notícias Reuters
09/04/2026 01:37:16 +00:00
BTG Pactual fecha acordo para comprar o banco Digimais

Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação O BTG Pactual fechou um acordo para comprar o Digimais, banco controlado pelo Grupo Record, do bispo evangélico Edir Macedo. A informação foi divulgada pelo BTG nesta quarta-feira (8), em comunicado a investidores. O valor da operação não foi divulgado. A conclusão da transação está condicionada à abertura de oportunidade para que outros potenciais interessados no Digimais apresentem propostas concorrentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A transação também depende da obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias, incluindo as do Banco Central do Brasil (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), informou o BTG em comunicado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O acordo segue as novas regras para instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas no ano passado após a crise do Banco Master. Em apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito, com forte ênfase no financiamento de automóveis. No ano passado, um ex-sócio do Banco Master anunciou a aquisição do Digimais, mas o negócio não foi concluído. * Com informações da agência de notícias Reuters
08/04/2026 22:49:53 +00:00
Visionário ou trambiqueiro? O americano que diz ter ficado milionário vendendo lotes na Lua

Dennis Hope passava por um divórcio quando teve a ideia milionária que mudou sua vida BBC Imagine que você acaba de se divorciar, está sem dinheiro e pensa em como poderia ganhar algo se tivesse uma propriedade de onde tirar proveito. Você, então, olha pela janela e exclama: "Vou vender a Lua." Parece inacreditável, não? Mas foi exatamente o que pensou, em 1980, o americano Dennis Hope. E, após esse momento de inspiração, ele diz ter ficado milionário vendendo terrenos na Lua. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como ele conseguiu? Hope se aproveitou, com muita habilidade, das "brechas legais" existentes nos tratados internacionais. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vamos à biblioteca! Depois de ter sua grandiosa ideia, ele decidiu buscar informações. Hope contou, em entrevista concedida há alguns anos à revista Vice, que foi a uma biblioteca e consultou o Tratado sobre o Espaço Exterior, de 1967. O documento das Nações Unidas (ONU) define que o espaço sideral é um bem comum internacional, "província de toda a humanidade". Por isso, é proibido a qualquer nação reivindicar sua soberania territorial. Concretamente, o artigo 2 determina que "a Lua e outros corpos celestes não estão sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, nem por nenhum outro meio". Hope interpretou a determinação da seguinte forma: se é de todos, não é de ninguém. E, embora um país não pudesse reivindicá-lo, por que não uma pessoa física? "Era uma terra sem dono", declarou ele, em entrevista à BBC. Por isso, ele se apropriou da Lua, como, segundo ele, "fizeram nossos antepassados, quando chegaram da Europa ao Novo Mundo", referindo-se à colonização europeia nas Américas. A grande questão é como alguém pode "se apropriar" da Lua. E, novamente, Hope utilizou uma espécie de lacuna jurídica, ou melhor, da falta de resposta. Ele enviou às Nações Unidas uma reivindicação de propriedade sobre a Lua, os outros oito planetas e suas luas. Hope explicou que sua ideia era subdividir e vender as propriedades a quem quisesse adquirir. E deixou claro em seu pedido que, caso houvesse algum problema legal, ele fosse avisado. Ninguém nunca respondeu ao seu pedido. De presente, a Lua Desde então, Hope vende terrenos na Lua, em hectares. E não só no nosso satélite, mas também terrenos em Marte, Vênus e Mercúrio. Entre os proprietários, segundo ele, encontram-se estrelas de Hollywood, ex-presidentes americanos, como Ronald Reagan (1911-2004), Jimmy Carter (1924-2024) e George W. Bush, e grandes redes hoteleiras. Hope contou à BBC em 2007 que vendia, em média, 1,5 mil terrenos por dia. E contou que a forma de escolher os lotes era fechando os olhos e apontando com o indicador um ponto no mapa da Lua. "Não é muito científico, mas é divertido", declarou ele. Aparentemente, tão divertido quanto lucrativo. Ao site Politico, em 2019, ele calculou um lucro de cerca de US$ 12 milhões (cerca de R$ 62 milhões, pelo câmbio atual) com este que, segundo ele, é o seu único trabalho, desde 1995. Hope começou a vender lotes na Lua e em alguns planetas. A imagem mostra os mapas dos terrenos disponíveis na Lua e em Marte, além da escritura de um lote no planeta vermelho. AFP via Getty Images via BBC "O menor lote que você pode comprar é de um acre [0,4 hectare, ou 4 mil m²]", explicou ele à Vice. "O maior lote que vendemos é o que chamamos de uma propriedade de 'tamanho continental' de 5.332.740 acres [2.158.087 hectares], que custa US$ 13,331 milhões". "Ainda não vendemos nenhum destes lotes, mas já vendemos muito terrenos de 1,8 mil e 2 mil acres [728 e 809 hectares]", prossegue Hope. "Temos 1,8 mil grandes corporações no planeta que nos compraram propriedades com propósitos específicos, incluindo as redes hoteleiras Hilton e Marriott." Constituição intergaláctica Você certamente está se perguntando como isso se mantém ou qual garantia têm seus donos de que não irão ver seus terrenos serem subitamente desapropriados. É claro que Hope e todos os proprietários pensaram o mesmo. E, obviamente, eles encontraram uma solução. Hope explica que eles decidiram formar uma república democrática chamada "Governo Galáctico". "Levamos três anos para redigir a Constituição, que foi publicada na internet em março de 2004", conta ele. "Na época, contávamos com 3,7 milhões de proprietários e 173.562 votos para sua ratificação. Por isso, somos hoje uma nação soberana, com uma Constituição plenamente ratificada." "Atualmente, mantemos relações diplomáticas com 30 governos do planeta", segundo Hope, "e estamos tentando fazer com que o maior número possível nos reconheça, pois nossa intenção é ingressar no Fundo Monetário Internacional." A BBC não conseguiu confirmar de forma independente estas afirmações. O chileno que tentou tomar posse da Lua Muito antes que o ser humano cogitasse a real possibilidade de colocar os pés na Lua, já se discutia o tema da propriedade dos corpos celestes. Em 1936, Dean Lindsay reivindicou a propriedade não só da Lua, mas de todos os objetos extraterrestres. E, naquela época, também recebeu ofertas de compra. O mesmo fez o advogado Jenaro Gajardo Vera. Nascido no Chile em 1919, ele defendia ter obtido a posse da Lua no dia 25 de setembro de 1954, como consta na documentação oficial assinada em cartório, na qual ele é mencionado como "dono da Lua". O registro do bem é um documento assinado por um cartório da cidade agrícola de Talca, no centro do Chile. Ela fica a cerca de 255 km da capital do país, Santiago, onde está registrado no Arquivo Judicial. Diz o seguinte: "Jenaro Gajardo Vera, advogado, é o dono, desde antes do ano de 1857, unindo sua posse à dos seus antecessores, do astro, satélite único da Terra, com diâmetro de 3.475,98 quilômetros, denominado LUA, cujos limites, por ser esferoidal, são: Norte, Sul, Oriente e Poente, espaço sideral. Define seu domicílio na rua 1 oriente 1270 e seu estado civil é solteiro. Jenaro Gajardo Vera. Carnê 1.487.45-K. Ñuñoa. Talca, 25 de setembro de 1954." Mas o caso de Gajardo Vera é fruto de uma brincadeira. Ele próprio contou ao jornal americano The Evening Independent, em 1969, que quis tomar posse da Lua para entrar em uma associação local, o Clube Social de Talca. Gajardo Vera declarou que as regras do clube determinavam que os membros da sociedade deveriam demonstrar a posse de algum bem. Carente de meios e ansioso para fazer parte desta sociedade, que reunia as pessoas abastadas da localidade, ocorreu ao advogado comprar a Lua. A compra custou US$ 1, segundo contou ele ao jornal americano. Negócio etéreo Hope mantém seu negócio de imóveis intergalácticos. Mas, ainda assim, especialistas afirmam que a Lua não é de ninguém, pelo menos de forma legítima. O tratado internacional de 1967 estabelece que a exploração e uso do espaço deve beneficiar e ser do interesse de todos os países. Será, então, que alguém individualmente pode se declarar dono da Lua? "Não", respondeu taxativamente, em 2019, a professora de Direito e especialista em direito internacional Claire Finkelstein, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ao portal de notícias WHY, associado à rede de rádio pública americana NPR. Mas a resposta não é tão clara quando se trata de atividades comerciais no espaço, como a exploração de recursos. "A lei internacional é ambígua em relação às empresas privadas que estabelecem operações de mineração no espaço", afirmou à BBC o professor de Ciências Planetárias Ian Crawford, do Birbeck College de Londres, para uma reportagem publicada em 2016. "É necessário revisar o Tratado sobre o Espaço Exterior e atualizá-lo", afirmou ele. Mas, até que isso aconteça, segundo o direito espacial, a Lua não é de ninguém e é de todos ao mesmo tempo.
08/04/2026 21:47:23 +00:00
É #FAKE mensagem de WhatsApp do TSE cobrando dinheiro para 'regularizar pendências eleitorais'; trata-se de golpe

Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais g1 Circulam no WhatsApp mensagens enviadas em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com alertas sobre supostas pendências no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um link para "regularização". É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o golpe? Para convencer as vítimas de que o conteúdo é legítimo, o texto começa assim: "AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais". Veja a íntegra do material: "AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais. Para regularizar imediatamente, acesse: [link fraudulento]. Caso não resolva agora, você poderá sofrer bloqueio de serviços públicos, dificuldade para tirar passaporte, RG e CNH, restrições bancárias e impedimento de votar nas próximas eleições. Regularize urgente — Atendimento TSE. A sua fatura já está disponível". O conteúdo tem diversos sinais de golpe: tom de urgência e ameaça (expressões como "AVISO URGENTE" e "REGULARIZE URGENTE"; consequências exageradas (bloqueio de serviços públicos e dificuldade para tirar documentos); generalização e falta de detalhes oficiais (como número de processo); link suspeito (o endereço fornecido não é um domínio oficial do governo, como tse.jus.br); e pedido de ação imediata por canal informal; uso indevido de autoridade (com citação órgãos oficiais). Veja detalhes ao final desta reportagem. Ao clicar no link, o usuário chega a uma página falsa, com logomarca semelhante à da Justiça Eleitoral e o seguinte texto: "Quitação de multas. As multas eleitorais decorrentes da ausência às urnas ou de atos de trabalho eleitoral podem ser pagas pelo canal de Autoatendimento Eleitoral disponível nesta página. O pagamento está disponível exclusivamente nesse canal". Abaixo, o usuário é induzido a "informar o CPF" em um campo preenchível e a clicar em "Consultar situação". Em seguida, ele chega a uma segunda página, que cita "débitos eleitorais em aberto", no total de R$ 66,80. Para saldar a suposta dívida, a vítima tem de clicar no campo "Quitar débitos agora", na parte inferior esquerda. Esse botão gera um QR Code para transferência via PIX – e o destinatário final do pagamento não é revelado. ⚠️ Por que a mensagem é #FAKE? Ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa do TSE enviou o seguinte comunicado: "O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não realiza qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral. Todos os serviços são gratuitos. O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam boletos, não solicitam pagamentos nem cobram taxas por meio de mensagens, aplicativos, SMS ou e-mail. Também não solicitam dados pessoais ou bancários por esses canais. Em caso de dúvida, a orientação é acessar apenas os canais oficiais da Justiça Eleitoral. A emissão do primeiro título, a transferência de domicílio e a atualização de dados são gratuitas". O tribunal recomenda atenção ao endereço das páginas antes de tomar qualquer ação: "O endereço do site oficial do TSE é https://www.tse.jus.br/ e o da Justiça Eleitoral é https://www.justicaeleitoral.jus.br/. O Tribunal reforça a importância de verificar as informações antes de compartilhá-las, como forma de prevenir golpes e combater a desinformação". Na semana passada, o Fato ou Fake fez uma verificação semelhante: É #FAKE alerta de WhatsApp da Receita Federal que cobra dívida de CPF e ameaça bloquear PIX e conta bancária; trata-se de golpe. ❌ Quais os indícios de golpe? Ao longo do texto da mensagem golpista, há diversos sinais de linguagem típicos de fraude: Tom de urgência e ameaça – Expressões como “ÚLTIMO AVISO” e “PENDÊNCIA GRAVE” são usadas para causar medo e pressionar a pessoa a agir rapidamente, sem pensar. Consequências exageradas – Bloqueio de acesso a serviços públicos, dificuldade em tirar documentos. Generalização e falta de detalhes oficiais – Ausência de informações específicas confiáveis (como número de processo, canal oficial ou instruções verificáveis), substituídas por menções genéricas a uma "pendência". Link suspeito – O endereço fornecido não é um domínio oficial do Judiciário brasileiro (como “tse.jus”). Pedido de ação imediata por canal informal – Orientações como "clicar no link", "regularize urgente" e "A sua fatura está disponível" fogem totalmente da linguagem usada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Uso indevido de autoridade – Tentativa de se legitimar citando o TSE — um recurso comum para parecer confiável. Contato via WhatsApp – Órgãos oficiais não utilizam mensagens diretas por aplicativos para cobrar regularizações dessa forma. Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
08/04/2026 20:25:19 +00:00
Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região

Imagem ilustrativa de uma carne bovina; vendas para o Oriente Médio caíram após o conflito. Foto de David Foodphototasty na Unsplash As dificuldades de navegação no Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre EUA, Israel e Irã, impactou diretamente as exportações do agro brasileiro para mercados-chave da região. As vendas de carne bovina para os Emirados Árabes Unidos em março, por exemplo, despencaram 49% em volume em relação a igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta quarta-feira (8). Os Emirados são o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira no Oriente Médio. O primeiro é o Egito, para onde as exportações caíram 16% em março, e o segundo é a Arábia Saudita, que registrou uma retração menor no mês (-7,6%). Para outros destinos da região, as exportações de carne bovina tiveram quedas mais intensas, como Catar (-55,3%), Jordânia (-44,8%), Iraque (-42,5%) e Kuwait (-34,4%). Apesar da forte queda para o Oriente Médio, as exportações totais do Brasil fecharam o mês com alta de 9,1% em relação a março do ano passado, totalizando 270,8 mil toneladas. Em receita, as exportações renderam US$ 1,48 bilhão, avanço de 26% na mesma comparação. O aumento, em volume, foi liderado por: China: 335,3 mil toneladas (+41,8%); EUA: 107,4 mil toneladas (+13,4%); Chile: 39,0 mil toneladas (+4,9%); União Europeia: 26,0 mil toneladas (+3,2%); Rússia: 33,9 mil toneladas (+4,2%). Carne de frango Em março, as vendas brasileiras para o Oriente Médio caíram 18,5% em volume na comparação com fevereiro, mês anterior à escalada do conflito, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na região, a Arábia Saudita é o principal destino. Em março, o país importou 38,7 mil toneladas de frango, volume 5,3% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. Apesar disso, o desempenho total do setor foi positivo. As exportações somaram 504,3 mil toneladas em março, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas. “Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas", analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. "São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz", acrescenta. "As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, acrescenta. Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego durante a guerra, com o cessar-fogo e após novo fechamento pelo Irã Estreito de Ormuz volta a ter circulação de navios após cessar-fogo
08/04/2026 19:12:01 +00:00
Meta revela Muse Spark, primeiro modelo de IA de sua equipe de superinteligência; veja como ele funciona

Modelo de IA Muse Spark no Meta AI Reprodução A Meta apresentou nesta quarta-feira (8) o Muse Spark, o primeiro modelo de inteligência artificial de sua equipe de supertalentos na área. O Muse Spark está disponível no aplicativo e no site do Meta AI. Nas próximas semanas, ele substituirá os modelos Llama usados nos chatbots de Instagram, Facebook e WhatsApp e na coleção de óculos inteligentes da Meta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele foi criado pelo Meta Superintelligence Labs (MSL), uma equipe criada em 2025 a partir de uma disputa por talentos e uma reestruturação interna para alcançar rivais na corrida de IA. O chefe da equipe é Alex Wang, presidente-executivo da Scale AI, que foi contratado pela Meta em um acordo de US$ 14,3 bilhões. O departamento inclui ainda engenheiros que foram atraídos por pacotes salariais de centenas de milhões de dólares. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o Muse Spark Segundo a Meta, o novo modelo é capaz de usar vários agentes ao mesmo tempo para realizar uma tarefa. Em pesquisas sobre viagens, por exemplo, um agente cria o roteiro, outro compara cidades e um terceiro busca atividades para crianças, explicou a empresa. O modelo também consegue analisar imagens sem que elas sejam descritas por usuários. Em uma demonstração, ele fez uma estimativa do total de calorias de uma refeição a partir de uma foto. O Muse Spark conta ainda com um modo de compras, que reúne links para produtos, e com um modo que busca informações em redes sociais, que destaca posts públicos com base na localização e no tema da conversa. "Este modelo inicial é pequeno e rápido por design, mas capaz o suficiente para raciocinar sobre questões complexas em ciência, matemática e saúde. É uma base sólida, e a próxima geração já está em desenvolvimento", afirmou a empresa em uma publicação no blog. Muse Spark, modelo de IA da Meta, faz estimativa de calorias de refeição a partir de uma foto Divulgação/Meta Muse Spark, modelo de IA da Meta, consegue analisar elementos em fotos Divulgação/Meta
08/04/2026 19:06:49 +00:00
TikTok construirá segundo data center de 1 bilhão de euros na Finlândia

Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok. AP/Matt Slocum/Arquivo O TikTok planeja investir 1 bilhão de euros na construção de um segundo data center na Finlândia em menos de um ano, transferindo o armazenamento de dados de usuários europeus para o continente, segundo afirmaram executivos da empresa nesta quarta-feira. A empresa anunciou um novo investimento de 1 bilhão de euros em um centro de dados com capacidade inicial de 50 megawatts (MW) e capacidade potencial total de 128 MW em Lahti, localizada no sul da Finlândia. O investimento faz parte da "iniciativa de soberania de dados europeia de 12 bilhões de euros da empresa, que oferece proteções líderes do setor para os dados de mais de 200 milhões de usuários europeus", disse o TikTok à Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O anúncio ocorre após a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, evitar uma proibição nos Estados Unidos, em janeiro, relacionada a preocupações com a proteção de dados, e enquanto os países europeus intensificam a pressão sobre as empresas de mídia social para proteger crianças de algoritmos viciantes. Proteção de dados A Finlândia tornou-se um polo de atração para data centers, à medida que empresas como Microsoft e Google buscam reduzir custos de energia e cumprir metas climáticas, atraídas pelo clima frio do país, pela eletricidade de baixo custo e baixa emissão de carbono e por um ambiente regulatório estável e favorável aos negócios dentro da União Europeia. No entanto, políticos finlandeses ficaram alarmados com o plano do TikTok de construir seu primeiro centro na Finlândia, após a Reuters ter revelado a informação em abril do ano passado. Embora o Ministério da Defesa da Finlândia tivesse aprovado o investimento em 2024, os políticos não haviam sido informados. O então ministro da Economia da Finlândia, Wille Rydman, pediu no ano passado que o projeto fosse "reconsiderado" devido a preocupações com a segurança e à falta de transparência em relação aos planos da empresa. "No mínimo, espero que esta empresa de desenvolvimento imobiliário reconsidere mais uma vez se realmente deseja o TikTok como inquilino", disse Rydman à emissora pública finlandesa Yle, referindo-se ao parceiro local do TikTok. O TikTok afirmou que os dados de seus usuários europeus estão atualmente armazenados com medidas de segurança reforçadas em três data centers na Noruega, Irlanda e Estados Unidos. Seu primeiro data center finlandês, em Kouvola, deverá entrar em operação até o final deste ano, e o segundo, até 2027. O prefeito de Lahti comemorou a nova decisão de investimento. "No contexto de Lahti, o investimento é substancial. Estamos satisfeitos que um contrato de locação principal foi assinado e que o projeto está progredindo conforme planejado", disse o prefeito de Lahti, Niko Kyynarainen, em comunicado.
08/04/2026 18:37:14 +00:00
Guerra no Oriente prejudica envio de pimenta e café, e exportadores têm dificuldade de negociar produtos

Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para o Oriente Médio, com destaque para o café e a pimenta-do-reino. TV Gazeta O cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos, Israel e Irã nesta terça-feira (7) durou pouco e o cenário de guerra continua causando mortes e gerando incertezas econômicas que afetam também o Espírito Santo. Produtores de pimenta e café têm enfrentado dificuldades de exportar e fazer novos negócios com países daquela região. O cessar-fogo de terça trouxe certo alívio aos mercados internacionais. Mas a trégua, que deveria ser de duas semanas, durou menos de 24 horas. O Irã acusou os Estados Unidos de fazer novos ataques. Como consequência, o país árabe voltou a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp E essa tensão só aumenta as incertezas para exportadores do Espírito Santo. Especialistas avaliam que o cenário segue instável e pode mudar rapidamente, mantendo o ambiente de cautela para quem depende do comércio exterior. O Oriente Médio é um mercado estratégico para o agronegócio capixaba. Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para a região, com destaque para o café (US$ 119,6 milhões) e a pimenta-do-reino (US$ 56,1 milhões). Em 2026, até fevereiro, as vendas somaram US$ 29,2 milhões, alta de 34,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As possíveis perdas do conflito ainda não foram contabilizadas. Porto de Vitória. TV Gazeta LEIA TAMBÉM: Em meio aos conflitos no Irã, moradores do ES estão em cruzeiro parado em Dubai, sem previsão de retornar ao Brasil Brasileiros vivem momentos de medo em Dubai: 'Toda hora é uma explosão, a gente não sabe o que faz'; veja mais relatos Segundo o analista de mercado Marcus Magalhães, o cessar-fogo anunciado no início da semana até representou um alívio momentâneo, mas não garantiu estabilidade. A situação muda tão rápido que as falas do especialistas foram feitas minutos antes de o cessar-fogo ter sido novamente interrompido. "A dinâmica da guerra é muito rápida. O que aconteceu agora não assegura que o cenário vai se manter, mas traz, num primeiro momento, a sensação de que algo positivo pode acontecer", afirmou. Horas após o início da trégua, a movimentação no Estreito de Ormuz voltou a ser intensa, navios também voltaram a circular pela região, o que poderia reduzir custos de frete e riscos nas operações. O abre e fecha do estreito elevam o preço do petróleo, encarecendo o transporte e pressionando os insumos como fertilizantes. E tudo isso afeta diretamente a competitividade dos produtos exportados pelo Espírito Santo. "O que acontece num primeiro momento é que o preço do petróleo desaba. Na semana passada, vimos o barril a US$ 120; nesta terça (7) à noite, chegou a US$ 93. O dólar também foi para R$ 5,06, uma cotação não vista há pelo menos dois anos no Brasil. A gente pode ter a ansiedade da economia global perdendo força e, quem sabe, os bancos centrais pelo mundo mais seguros. Podemos ter também uma redução na pressão sobre fertilizantes e outros custos de produção. Isso ajuda a aliviar as expectativas negativas na economia global", explicou o analista. "Cristal trincado" O tempo de viagem entre portos capixabas e o Oriente Médio pode chegar a 30 dias, o que significa que cargas já embarcadas ainda enfrentam reflexos do período de instabilidade. "Para um navio sair de Vitória e chegar ao Oriente Médio é, no mínimo, 30 dias. Muitas das cargas que estavam e estão a caminho podem chegar ao porto de destino se as coisas continuarem como estão. O fluxo marítimo pode voltar à sua normalidade nas próximas semanas". O especialista fez uma analogia com um "cristal trincado" para se referir à sensação de incerteza que deve permanecer nos próximos dias. "Podemos dizer que vivemos hoje um 'cristal trincado'. Você pode polir, mas a marca não sai. A região sempre vai ficar com o receio do que pode acontecer. Podemos ter, mais pra frente, um petróleo mais baixo do que os US$ 120, porém mais alto do que o praticado antes da guerra, tudo pelo cristal trincado que ficou para as questões energéticas", explicou. Em 2025, cerca de 15% da pimenta-do-reino exportada pelo Espírito Santo teve como destino o Oriente Médio, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura TV Gazeta Desafios para a pimenta-do-reino A situação é mais delicada no mercado de pimenta-do-reino. O Espírito Santo é o maior produtor do país, com mais de 12 mil propriedades, principalmente no norte do estado. A safra de 2026 já foi colhida e está pronta para exportação, mas parte da produção enfrenta dificuldade para encontrar destino. Exportadores relatam que, desde o início do conflito, têm buscado novos mercados fora da área afetada, como Europa, África e Ásia. "Estamos dando preferência a outros continentes para continuar vendendo nossas especiarias", afirmou o exportador José Tarcísio Malacarne Júnior. Guerra no Oriente dificulta exportações de pimenta do ES O principal entrave é a qualidade do produto destinado ao Oriente Médio, que costuma ser menos exigente. Redirecionar essa mercadoria para mercados mais rigorosos é um desafio. "É um produto de menor qualidade. O grande desafio é encontrar novos compradores que aceitem essas características", explicou o exportador Frank Moro. Em 2025, cerca de 15% da pimenta-do-reino exportada pelo Espírito Santo teve como destino o Oriente Médio, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura. Além da queda na demanda, exportadores também enfrentaram aumento no custo do frete marítimo e do seguro das cargas, já que embarcações passaram a buscar rotas alternativas para evitar áreas de risco. "Se o cliente precisar muito da mercadoria, ele paga mais caro pelo transporte. Caso contrário, precisamos redirecionar ou até trazer o produto de volta", disse Malacarne. Mesmo com a trégua, a avaliação do mercado é de que a instabilidade deixou marcas. Para especialistas, o cenário ainda exige cautela, já que qualquer nova escalada no conflito pode voltar a pressionar custos e afetar o fluxo de exportações. Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters Fim definitivo Durante a trégua, delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir no Paquistão para negociar um fim definitivo da guerra entre os dois países. A reunião para discutir o fim definitivo da guerra entre os países ocorrerá na sexta-feira (10) e foi anunciada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações ocorrerão na capital paquistanesa Islamabad. O Governo do Espírito Santo disse segue monitorando os desdobramentos do conflito e seus reflexos sobre o comércio exterior, acompanhando os dados para avaliar os impactos e orientar a atuação diante de um cenário internacional mais volátil. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo . Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
08/04/2026 17:45:23 +00:00
WhatsApp, Instagram e Facebook registram instabilidade nesta quarta (8)

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP Os aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook, todos da Meta, registraram instabilidade na tarde desta quarta-feira (8), segundo o site Downdetector, plataforma que monitora falhas em sites e redes sociais. Segundo o site, usuários começaram a reportar lentidão nas plataformas a partir de 12h. O WhatsApp teve mais de 2.000 notificações de instabilidade por volta das 14h; Instagram e Facebook ultrapassaram 200 notificações. WhatsApp registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector Instagram registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector Facebook registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector As queixas caíram a partir de 14h30, indicando que o acesso às plataformas foi normalizado. O g1 entrou em contato com a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, para comentar sobre o problema. Não houve resposta até a última atualização deste texto. Veja os vídeos que estão em alta no g1
08/04/2026 16:54:58 +00:00
Preço dos ovos na quaresma é o menor dos últimos três anos em polo produtor de SP, aponta USP

Cartelas com ovos brancos e vermelhos Valdinei Malaguti/EPTV Mesmo com a alta de até 21% no preço dos ovos em março, um movimento comum devido à substituição da carne vermelha, o valor médio registrado pelo setor durante a quaresma de 2026 é o menor dos últimos três anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo. É o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP). O levantamento considera o preço dos ovos comerciais — ou seja, vendidos ao comerciante — de uma caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista. Durante a quaresma de 2026, o Cepea registrou como maior valor R$ 174,03 para os ovos brancos, entre 17 e 23 de março, e R$ 201,78 para os ovos vermelhos, entre 17 e 19 de março. No ano anterior, o valor dos ovos brancos em Bastos chegou a R$ 210 — veja abaixo: 2024 Vermelho: R$ 203,65 Branco: R$ 176,66 2025 Vermelho: R$ 239,73 Branco: R$ 210,74 2026 Vermelho: R$ 201,78 Branco: R$ 174,03 Razões para a queda Queda acumulada em 2025 e reflexo em janeiro de 2026 Ao longo do ano anterior, os preços caíram em boa parte dos meses. Como reflexo desse movimento, conforme o Cepea, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas regiões acompanhadas pelo centro. Mercado enfraquecido: O mercado de ovos iniciou 2026 com preços mais enfraquecidos e abaixo dos observados em no ano anterior, e o movimento de alta observado em fevereiro e março não foi suficiente para que a média de preços desta quaresma superasse há de anos anteriores. Preços dos ovos têm queda durante a quaresma em Bastos (SP), aponta o Cepea Claudia Assencio/g1 Procura perdeu força na 2ª quinzena de março Segundo o Cepea, a procura por ovos perdeu força a partir da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente há redução no consumo. As cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelos pesquisadores nos últimos dias da quaresma, após alta contínua desde 18 de fevereiro — confira a variação em Bastos no gráfico abaixo: As elevações registradas na primeira quinzena de março garantiram aumento na média em relação a fevereiro, mas, segundo os pesquisadores, não foram suficientes para manter os preços firmes até o fim do mês. Apesar da oferta controlada, segundo os pesquisadores, o menor volume de negócios foi determinante para pressionar os preços. Com a baixa liquidez, compradores intensificaram pedidos de redução nos valores, resultando na queda das cotações. Preço dos ovos brancos e vermelhos A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos aumentou ao longo do mês de março em todas as regiões acompanhadas pelo centro em Piracicaba. Na região de Santa Maria de Jetibá–ES, principal município produtor do Brasil, o diferencial superou os 40% de fevereiro. Conforme o Cepea, o aumento da diferença entre os preços das duas variedades de ovos reflete a menor oferta interna, sobretudo dos vermelhos. Veja a diferença de preços durante todo o ano de 2026 em Santa Maria de Jetibá, abaixo: R Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba.
08/04/2026 15:26:54 +00:00
Conflito no Oriente Médio ameaça espaço para cortes de juros no Brasil

FMI: mesmo com trégua na guerra, haverá inflação alta e crise econômica por longo tempo O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, afirmou nesta quarta-feira (8) que a alta de preços provocada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã pode limitar o espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic). Segundo o diretor, o nível da Selic tem hoje mais “gordura” do que havia há seis meses — ou seja, os juros estão altos o suficiente para permitir alguns cortes por parte do BC sem que a taxa saia de um patamar compatível com o controle da inflação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com o aumento dos preços de energia e a potencial alta da inflação global decorrente do conflito no Oriente Médio, no entanto, é possível que o espaço para cortes de juros diminua, o que pode limitar reduções adicionais da Selic à frente. “O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente, esse conflito atua no sentido oposto, pois provoca um choque relevante de preços, com chances reais de gerar efeitos de segunda ordem”, afirmou o diretor em evento promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo, acrescentando que a autarquia não pode “baixar a guarda”. O BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual em março, para 14,75% ao ano. A instituição não deu indicação clara sobre os próximos passos, mas defendeu a manutenção dos juros em nível restritivo, ou seja, alto o suficiente para conter o avanços dos preços, diante do aumento das incertezas relacionadas à guerra com o Irã. Diante da piora recente nas previsões de mercado para a inflação para 2027 e 2028, David afirmou que esse movimento nas expectativas indica a percepção de que o BC poderia não combater eventuais novas altas da inflação —, “o que é um equívoco”. "O Banco Central vai buscar a meta", disse. Efeitos no câmbio O diretor abordou ainda o avanço do dólar frente ao real desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, no fim de fevereiro. Em sua avaliação, o movimento de desvalorização do real “não foi tão diferente” do observado em outros países. Ele lembrou que o Brasil já enfrentou episódios de maior oscilação no câmbio, como o observado na virada de 2024 para 2025. Naquele período, o dólar à vista chegou a superar R$ 6,20, em meio à piora das expectativas do mercado para a inflação no Brasil e ao fortalecimento da moeda americana no exterior. De acordo com David, embora o real normalmente acompanhe os ciclos de alta e baixa das demais moedas no mundo, em muitos momentos sua variação é mais intensa. Nesse contexto, ele acrescentou que a volatilidade dificulta o processo de trazer a inflação de volta para a meta e que as ações do Banco Central no mercado buscam justamente não ampliar essa volatilidade. Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
08/04/2026 15:17:46 +00:00
Antes cotado para o Banco Central, Guilherme Mello será secretário-executivo do Ministério do Planejamento

Guilherme Mello, então secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo O governo informou nesta quarta-feira (8) que o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, passará a exercer a função de secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Com a mudança, Mello passará a integrar a equipe do novo titular do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, que assumiu o cargo após a saída de Simone Tebet, que concorrerá a uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo (SP). Em fevereiro deste ano, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que indicou a Lula o nome de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central — instituição responsável por fixar a taxa básica de juros para conter a inflação. Também em fevereiro, Mello se disse "lisonjeado" pela lembrança de seu nome e "feliz pela confiança do ministro". Mas acrescentou que não recebeu nenhum convite até o momento, e que, por isso, não tem comentários a fazer. Mas deixou seu nome está à disposição para o cargo. A informação de que Mello foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação. Ele tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. No começo deste mês, o governo brasileiro também indicou Guilherme Mello ao cargo de conselheiro de administração da Petrobras e solicitou que a indicação de Mello seja considerada à presidência do colegiado. A indicação do acionista controlador da companhia tem em vista a convocação da assembleia geral ordinária (AGO) para 16 de abril. De acordo com o governo, a atual Subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, assumirá o comando da Secretaria, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em toda a história da Secretaria. Ela atuará sob o comando do novo titular da pasta, Dario Durigan. Débora Freire é servidora pública federal e possui reconhecida trajetória acadêmica e técnica nas áreas de política fiscal, macroeconomia e distribuição de renda.
08/04/2026 15:08:37 +00:00
Guerras impõem custos econômicos profundos e prolongados aos países, diz pesquisa do FMI

Pessoas observam um prédio destruído após um ataque, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 21 de março de 2026. Alaa Al-Marjani/Reuters Guerras causam perdas econômicas grandes e persistentes nos países onde há combates, com a produção caindo cerca de 7% em cinco anos em média e cicatrizes econômicas que duram mais de uma década, afirmou o Fundo Monetário Internacional em uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8). O FMI examinou o custo dos conflitos ativos - agora nos níveis mais altos desde o final da Segunda Guerra Mundial - e as consequências macroeconômicas de aumentos acentuados nos gastos militares em dois capítulos de seu próximo relatório Perspectiva Mundial. O relatório completo será divulgado na próxima terça-feira. Os capítulos não abordam a guerra no Oriente Médio ou o cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, mas oferecem uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946 e dados sobre os gastos com armas de 164 países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2024, o ano mais recente para o qual há dados disponíveis, mais de 35 países passaram por conflitos em seus territórios e cerca de 45% da população mundial vivia em países afetados por conflitos. "Além de seu devastador custo humano, guerras impõem custos econômicos grandes e duradouros e representam difíceis compensações macroeconômicas, especialmente para os países onde há combates", disse o FMI em um blog divulgado na mesma época. Países envolvidos em conflitos externos podem evitar a destruição física em seu próprio solo e grandes perdas econômicas, mas os países vizinhos ou os principais parceiros comerciais sentirão o choque, disse o FMI. "Perdas de produção decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais graves", disse o capítulo do FMI. O FMI deve cortar sua previsão de crescimento global e aumentar as projeções de inflação como resultado da guerra do Irã, disse a diretora-gerente Kristalina Georgieva à Reuters na segunda-feira. Na terça-feira, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse que a guerra resultará em algum grau de crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente da rapidez com que termine. O FMI disse que conflitos contribuem para a depreciação sustentada da taxa de câmbio, perdas de reservas e aumento da inflação, uma vez que o aumento dos desequilíbrios externos ampliou o estresse macroeconômico.
08/04/2026 14:27:52 +00:00
Em relatório sobre América Latina, Banco Mundial diz que Argentina se destaca e que Brasil 'sofre' com a perda de dinamismo

O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (8) um relatório sobre o panorama econômico regional para a América Latina e o Caribe, no qual avalia que a economia argentina se destaca, ao mesmo tempo em que o Brasil e o México sofrem com a perda de dinamismo em meio a "condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial". No documento, o organismo internacional avalia que as perspectivas de crescimento da América Latina e Caribe permanecem "limitadas", apesar de condições financeiras globais ligeiramente mais favoráveis e da sustentação dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos, entre outros). Lula e Milei durante encontro do Mercosul Luis ROBAYO / AFP O relatório também analisa que a falta de melhora em relação a 2025 "oculta perspectivas mais fracas para muitos países e implica ganhos de renda per capita praticamente estagnados". Diz, também, que o consumo segue na liderança, mas que "seu impulso é modesto, à medida que a renda real se recupera gradualmente e os custos reais de crédito continuam elevados". "O principal fator limitante é o investimento, que permanece contido, enquanto as empresas aguardam sinais mais claros sobre o ambiente externo e os arcabouços de políticas internas. A Argentina emergiu como a principal exceção positiva, à medida que a estabilização e as reformas melhoraram as expectativas e as condições financeiras", diz o documento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No relatório, o Banco Mundial projeta um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% para a Argentina neste ano, contra 4,4% em 2025 e tombo de 1,3% em 2024. Em comparação, a estimativa para a expansão da economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano passado e 3,4% em 2024. Reformas na Argentina De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem levado adiante, nos últimos anos, uma agenda de reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento do país. Segundo o Banco Mundial, a Argentina "se destaca nesse contexto [da região]". "Um ajuste decisivo liderado pela política fiscal — passando de um grande déficit em 2023 para superávits primários e globais, isso por meio da racionalização dos gastos, do combate ao desperdício e às ineficiências administrativas, além do redirecionamento dos subsídios energéticos baseados em preços, deixando de contemplar as famílias de maior renda — tem contribuído para ancorar as expectativas de inflação e reduzir o risco soberano [taxa de juros]", diz o documento. Entre as medidas adotadas, o Banco Mundial cita, por exemplo: a reforma tributária, o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que visa grandes projetos nos setores de energia, com redução de tributos e estímulo às exportações, além da aprovação da reforma do mercado de trabalho, bem como os "esforços contínuos para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório", estimulando investimentos. "Outrossim, têm surgido âncoras externas complementares, tendo em vista que no dia 5 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e a Argentina lançaram uma estrutura estratégica para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos vinculando explicitamente instrumentos de financiamento e demanda dos EUA ao RIGI da Argentina", acrescentou o Banco Mundial. Acrescenta, porém, que "riscos negativos permanecem significativos, especialmente diante das grandes necessidades de financiamento externo da Argentina em um contexto de reservas internacionais líquidas negativas e ainda limitado acesso aos mercados internacionais de dívida". O organismo internacional concluiu que, de modo geral, uma maior clareza em relação à âncora fiscal e à agenda de reformas contribuiu para ancorar as expectativas, melhorar as condições financeiras e promover a recuperação do consumo e do investimento privados" na Argentina. Economia brasileira No relatório sobre a América Latina, o Banco Mundial avalia que a queda dos juros no começo deste ano e os preços de "commodities" vantajosos "permanecem insuficientes para superar o entrave causado por tensões comerciais persistentes, incertezas em matéria de políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca" no Brasil. "Nesse contexto, espera-se que o Brasil desacelere ainda mais em relação a 2025, à medida que as condições financeiras restritivas — com as taxas de juros permanecendo elevadas até o início de 2026— e o ambiente externo fraco pressionam o crédito, o investimento e o comércio. Consequentemente, uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem", diz o organismo internacional. Nos últimos anos, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram elevados vários tributos mas, mesmo assim, o almejado superávit primário do governo (sem contar juros da dívida) ainda não foi alcançado por conta do aumento de gastos, principalmente com benefícios sociais - apesar da aprovação de uma nova regra para a contas públicas que previa trajetória positiva ao fim do mandato. Analistas avaliam que o aumento de despesas no governo Lula contribuiu para pressionar a inflação no Brasil, obrigando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros em um primeiro momento, e impedindo um corte mais rápido posteriormente — com o objetivo justamente de conter a expansão econômica (e a inflação, por tabela). O Banco Mundial diz, ainda, que entre as grandes economias sul-americanas, a demanda doméstica vem enfraquecendo nos países em que as condições monetárias permanecem restritivas (juros altos) e o espaço fiscal é limitado — "principalmente no Brasil, onde taxas reais elevadas continuam a restringir o crédito, o investimento e os gastos discricionários [despesas livres do governo]". O organismo internacional analisa, também, que a inadimplência de crédito vem aumentando gradualmente, refletindo os efeitos defasados das elevadas taxas reais de juros e das condições mais fracas para tomadores mais vulneráveis. "Ainda assim, os níveis de inadimplência permanecem moderados em termos históricos", acrescenta. O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%. Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.
08/04/2026 14:22:35 +00:00
Produção de veículos no Brasil aumenta 27,6% no mês e bate recorde de antes da pandemia

Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco Divulgação / Stellantis A fabricação mensal de veículos no Brasil alcançou, em março, o maior nível desde outubro de 2019. Foram fabricadas 264,1 mil unidades no mês, um aumento de 35,6% em comparação a março de 2025. Em relação a fevereiro, a alta foi de 27,6%. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado do primeiro trimestre, a produção brasileira cresceu 6% em comparação com os três primeiros meses de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Março foi um mês excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa Exportações aumentaram Em março, o volume de veículos exportados chegou a 40,4 mil unidades, o que representa um crescimento de 21,1% em relação a fevereiro. O resultado também ficou 1,1% acima do registrado em março de 2025. Mesmo com esse avanço, as exportações acumuladas no primeiro trimestre ficaram 18,5% abaixo do mesmo período de 2025. Uma das principais razões foi a forte oscilação do mercado argentino.
08/04/2026 14:00:33 +00:00
O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país

O assistente de IA OpenClaw despertou um frenesi na China em março, com seus usuários "criando lagostas" (treinando a ferramenta de acordo com as suas necessidades) REUTERS/Florence Lo "Você é uma lagosta?" foi a primeira questão de Wang para a BBC. Ele esteve tão imerso no uso do assistente de inteligência artificial (IA) OpenClaw (conhecido na China pelo nome de "lagosta") que não sabia se estava falando com IA ou com jornalistas. Após respondermos que não era o caso, o jovem engenheiro de TI explicou como havia "mergulhado" na IA e, especialmente, no OpenClaw. Incentivada pela liderança chinesa, a segunda maior economia do mundo abraçou a inteligência artificial, despertando curiosidade e preocupação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criado pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger, o OpenClaw é um exemplo deste fenômeno. Construído com dados e tecnologia em domínio público, o código é disponível para quem quiser personalizá-lo para trabalhar com modelos chineses de IA. Esta é uma enorme vantagem, pois os modelos ocidentais, como o ChatGPT e o Claude, não são acessíveis na China. Por isso, o OpenClaw despertou um frenesi no país, com cada vez mais pessoas experimentando o código. Wang foi uma dessas pessoas. Ele não compartilhou seu nome completo porque mantém, como negócio paralelo, uma loja online que vende gadgets digitais no TikTok, o que é proibido na China. Ele diz que ficou impressionador quando percebeu, pela primeira vez, o que sua "lagosta" (construída com o código do OpenClaw e alterada para seu uso) podia fazer. Carregar produtos na loja do TikTok é trabalhoso. Ele precisa adicionar imagens, escrever títulos e descrições, definir preços e descontos, se inscrever em campanhas e enviar mensagens para influenciadores. Normalmente, ele consegue administrar cerca de 12 listagens por dia. Mas a sua "lagosta", ainda em fase de testes, pode fazer até 200 listagens em apenas dois minutos, segundo ele. "É assustador, mas também é fascinante", ele conta. "Minha lagosta é melhor nisso do que eu." "Ela escreve melhor e pode comparar meus preços instantaneamente com cada concorrente, algo que eu nunca teria tempo de fazer." O OpenClaw já havia explodido na comunidade global de tecnologia. O CEO (diretor-executivo) da Nvidia, Jensen Huang, chamou a ferramenta de "o próximo ChatGPT". Seu desenvolvedor, Peter Steinberger, entrou recentemente para a OpenAI. Mas o entusiasmo que transformou o OpenClaw em tendência foi "exclusivamente chinês", segundo Wendy Chang, do centro de estudos MERICS. Wang chamou a OpenClaw de "a resposta da era da IA para as pessoas comuns". E as gigantes chinesas da tecnologia aparentemente concordam, já que estão publicando aplicativos construídos com base no OpenClaw. Homem usa chapéu com referência ao OpenClaw, assistente de IA, em Pequim, na China REUTERS/Florence Lo Do centro de tecnologia de Shenzhen, no sul do país, até a capital, Pequim, centenas de pessoas fizeram fila no lado de fora da sede das empresas Tencent e Baidu, em busca de versões personalizadas gratuitas. Entre os interessados estavam desde estudantes do ensino médio até aposentados. Muitos deles estavam curiosos para saber mais sobre as "lagostas". Alguns usuários online contam que as usaram para investir em ações. As "lagostas" analisaram qual o melhor momento para comprar e vender e até fecharam os negócios, mesmo correndo o risco de terem prejuízo. Outros afirmam que as ferramentas foram ótimas para fazer múltiplas tarefas e economizar tempo. O famoso escritor e comediante chinês Li Dan contou aos seus milhões de seguidores no Douyin (a versão chinesa do TikTok) que ficou tão imerso no OpenClaw que chegava a sonhar que falava com sua lagosta. O CEO da Cheetah Mobile, Fu Sheng, compartilhou incansavelmente nas redes sociais como ele "criou sua lagosta" — a expressão adotada para descrever o treinamento do assistente para atender necessidades específicas. Anos de investimento A China já estava sendo tomada pela febre da IA há algum tempo. Quando o aplicativo chinês DeepSeek explodiu no mundo da IA, no início do ano passado, parecia que muitas pessoas haviam sido pegas de surpresa. Ele também é uma plataforma de código aberto, desenvolvida por engenheiros do país, formados em universidades chinesas de elite. O DeepSeek surgiu após anos de investimentos para desenvolver tecnologia básica, incluindo a IA, que só aumentaram após o sucesso do aplicativo. O que a ferramenta demonstrou foi o apetite inovador dos chineses para buscar oportunidades de pesquisa e inovação, apesar das restrições à importação de tecnologia avançada. E também comprovou como as pessoas estão ansiosas para adotar plataformas de código aberto. Tudo isso formou o cenário perfeito para a chegada do OpenClaw. Sua popularidade não passou despercebida pelo governo chinês. Diversas cidades e regiões forneceram incentivos para que os empresários usassem o OpenClaw nas suas companhias. A cidade de Wuxi, no leste do país, ofereceu até cinco milhões de yuans (US$ 726 mil, cerca de R$ 3,7 milhões) para usos do aplicativo, como em robôs, na produção industrial. "Todos na China sabem que o governo define o passo e diz a você onde estão as oportunidades", explica Rui Ma, fundador da newsletter Tech Buzz China. "É prático para a maioria das pessoas. Provavelmente, é um plano melhor, simplesmente seguir as diretrizes do governo, em vez de tentar realmente descobrir sozinho." Por isso, quando Pequim sinaliza suas prioridades, o mercado segue. Nos últimos anos, as companhias de tecnologia, grandes e pequenas, partiram para a corrida pela IA, apoiadas por subsídios para aluguel de escritórios, subvenções e empréstimos. Da fabricação ao transporte, da assistência médica aos eletrônicos domésticos, as empresas chinesas buscam integrar a IA aos seus produtos e operações. "Este é o espírito da AI Plus", afirma Chang, em referência à estratégia nacional chinesa de integração da IA pelas indústrias. "Pegue a IA e aplique em toda parte." Mas a concorrência é acirrada. A imprensa chinesa apelidou de "Guerra dos 100 Modelos" o processo que levou ao surgimento de mais de 100 modelos de IA desde 2023, com apenas 10 ainda em contenção. As plataformas chinesas de IA ainda estão atrás das suas concorrentes ocidentais, segundo os especialistas. Mas a distância está diminuindo. Por isso, para as autoridades chinesas, promover a OpenClaw é uma medida estratégica, segundo a ex-pesquisadora da OpenAI, Jenny Xiao. Grande parte do entusiasmo inicial diminuiu, quando os usuários começaram a calcular os custos envolvidos (já que a interação com o assistente ocasiona gastos) e devido às preocupações de segurança. No mês passado, autoridades de cibersegurança de Pequim alertaram sobre os sérios riscos relacionados à instalação e ao uso inadequado do OpenClaw. Desde então, cada vez mais agências governamentais começaram a proibir os funcionários de instalar a ferramenta. Com isso, a tendência logo deixou de ser a oferta de instalação, mas sim a sua remoção. E este tipo de contradição não é incomum no sistema vertical chinês, segundo Ma. Muitas vezes, os governos concorrem pela aprovação de Pequim, adotando ferramentas alinhadas aos desejos da liderança do Partido Comunista, mas acabam retrocedendo quando surgem as dificuldades. "É desordem com controle", define Ma. Ele destaca que a intervenção de Pequim não sinaliza desnecessariamente seu desestímulo. Para começar, as startups de IA podem ajudar a combater um problema importante no país: a taxa de desemprego entre os jovens, de mais de 16%. Muitos incentivos governamentais relacionados ao OpenClaw (alguns deles com subsídios de até 10 milhões de yuans, cerca de US$ 1,5 milhão ou R$ 7,5 milhões) mencionam "empresas individuais" — ou seja, startups, administradas por uma pessoa, com a ajuda da IA. "Quem tem mais probabilidade de criar uma empresa individual? Provavelmente, os jovens que enfrentam um mercado de trabalho difícil", explica Xiao. O medo de ficar para trás também é forte na China, considerando a intensa concorrência pelos empregos. "Alguns afirmam que, em 2026, se você não 'criar lagostas', já perdeu na linha de partida", diz um comentário publicado no jornal estatal People's Daily. "É realmente apavorante", afirma o programador de TI Jason. Sua equipe só contrata pessoas com experiência no uso de ferramentas de IA. "A maioria das pessoas está saindo e muito poucos contratados estão chegando." Wang concorda que esta é uma época assustadora. "Qualquer pessoa pode ser substituída", mas ele não parece extremamente preocupado. "Provavelmente não vou precisar trabalhar e este pode se tornar meu emprego em tempo integral", ele conta, em referência aos seus negócios no TikTok. E se as "lagostas" puderem administrar suas próprias lojas e o expulsarem? "Vou usar a IA para encontrar outro negócio."
08/04/2026 13:33:05 +00:00
Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia

Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8). A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8,5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra. "O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE. "É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente." 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estreito reabre após cessar-fogo Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder. A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta. Por volta das 9h15, os preços futuros do Brent caíam 16,43%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 20%, para US$ 92,30 o barril. Apesar do cessar-fogo temporário, o fim da guerra ainda depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos, gerando incerteza sobre possíveis consequências do conflito.
08/04/2026 13:28:17 +00:00
Shell sinaliza menor produção de gás em meio à guerra no Irã

Logo da Shell visto em posto em Londres, no Reino Unido May James/Reuters A Shell anunciou nesta quarta-feira (8) produção de gás mais fraca no primeiro trimestre e um impacto na liquidez de curto prazo. Segundo a empresa, esses problemas seriam compensados em parte por um aumento na comercialização de petróleo mais forte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O petróleo Brent, referência global, subiu para máximas de vários anos, perto de US$120 por barril, depois que os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram no final de fevereiro, seguidos pelo fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e por ataques aos vizinhos do Golfo. A unidade de produção de gás Pearl, da Shell, no Catar, pode levar cerca de um ano para ser reparada por completo. A Shell disse que a volatilidade dos preços das commodities causou grandes oscilações nos valores dos estoques, levando o capital de giro (uma medida de liquidez dos ativos correntes menos os passivos ) para algo entre menos US$10 bilhões e menos US$15 bilhões no trimestre. A Shell disse que espera que as movimentações de capital de giro se revertam com o tempo se os preços do petróleo e do gás diminuírem. Cessar-fogo no Irã derruba cotação do petróleo Condições de mercado Os analistas do RBC disseram que a escala da oscilação evidenciou o quanto as condições atuais do mercado se tornaram incomuns, mas acrescentaram que o balanço patrimonial da Shell deve absorver o choque. A Shell espera que os resultados comerciais de seu negócio de produtos químicos e produtos, que inclui a comercialização de petróleo, sejam significativamente mais altos do que no trimestre anterior. Os ganhos ajustados em sua divisão de marketing, incluindo postos de combustível, também devem aumentar. O RBC elevou sua estimativa de lucro líquido para o primeiro trimestre da Shell em 7%, para US$ 6,8 bilhões, e espera um salto de 31% no fluxo de caixa operacional, excluindo o capital de giro, para US$ 17,1 bilhões. Os analistas do UBS elevaram suas estimativas para o lucro líquido do primeiro trimestre em 18%, para US$ 6,9 bilhões, e em 30% para o fluxo de caixa operacional, excluindo os efeitos do capital de giro, para US$ 16,3 bilhões. Previsão de produção de gás No entanto, a Shell reduziu sua previsão para a produção integrada de gás no primeiro trimestre para 880 mil - 920 mil barris de óleo equivalente por dia, de 920 mil -980 mil anteriormente. A produção no quarto trimestre de 2025 foi de 948 mil barris de óleo equivalente por dia. A perspectiva de produção de gás natural liquefeito de petróleo (GNL) da Shell ficou dentro das projeções anteriores, já que as restrições na Austrália e as interrupções no Catar foram compensadas por um aumento no GNL Canadá. Os resultados completos do trimestre devem ser divulgados em 7 de maio.
08/04/2026 13:18:54 +00:00
Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil

Alta do petróleo pressiona preço de embalagens no Brasil Os preços globais do petróleo caíram e os mercados de ações dispararam depois que os Estados Unidos e o Irã prometeram um acordo de cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura da importante via navegável do estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 13%, para US$ 94,80 (R$ 488,48) o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA caiu mais de 15%, para US$ 95,75 (R$ 493,40). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas os preços permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97). Como isso afeta o Brasil O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas. O diesel preocupa o governo Lula (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho. O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que ainda não chegaram integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — a antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de valores de mercado. Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental. A situação da Ásia Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil Costfoto/NurPhoto via Getty Images Os principais índices de ações da região Ásia-Pacífico subiram na manhã de quarta-feira (8/4). O Nikkei 225 do Japão subiu 5%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul saltou quase 6%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,8%, enquanto o ASX 200 da Austrália teve alta de 2,7%. Os futuros do mercado de ações dos EUA também apontavam para uma abertura em alta em Wall Street. O custo da energia havia disparado nessa região, já que o fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio foi severamente interrompido depois que o Irã ameaçou atacar navios que tentassem usar o estreito de Ormuz. Apesar de suas ameaças, Trump provavelmente estava receoso de deixar os preços da energia aumentarem mais ainda ao intensificar o conflito, diz Xavier Smith, da empresa de pesquisa de mercado AlphaSense. Isso poderia ter levado a uma "ferida econômica autoinfligida" que poucos arriscariam, especialmente considerando a pressão iminente dos índices de aprovação sobre a liderança de Trump, disse Smith, que é diretor de pesquisa. Mais petroleiros retidos perto do estreito podem conseguir passar pela hidrovia durante o cessar-fogo, proporcionando algum alívio para os mercados nas próximas semanas, afirma o analista Saul Kavonic, da empresa de serviços financeiros MST Marquee. Apesar do conflito, alguns navios passaram pelo estreito de Ormuz, embora em número muito menor do que o habitual. Países asiáticos — incluindo Índia, Malásia e Filipinas — negociaram passagem segura para seus navios nas últimas semanas. A China também admitiu que vários de seus navios cruzaram o estreito desde o início da guerra. E um navio porta-contentores com bandeira de Malta, pertencente à empresa francesa CMA CGM, cruzou a rota marítima, confirmou na sexta-feira a organização de mídia BFM TV, que pertence à empresa de navegação. Um navio japonês transportando gás natural também conseguiu sair do estreito, confirmou a gigante do transporte marítimo MOL. Kavonic afirmou que, embora haja um cessar-fogo em vigor, ainda é improvável que a produção de energia no Oriente Médio seja totalmente retomada até que haja confiança em um acordo de paz duradouro. Ele acrescentou que a retomada da produção também pode levar meses devido aos danos causados ​​à infraestrutura energética da região. O Irã atacou infraestruturas energéticas e industriais em toda a região rica em petróleo em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel. A reparação dos danos pode levar anos e custar mais de US$ 25 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa Rystad Energy. Os preços da energia dispararam em meados de março, após os ataques ao polo industrial de Ras Laffan, no Catar, que produz cerca de um quinto do gás natural liquefeito do mundo. Os proprietários do polo disseram que os ataques reduziram a capacidade de exportação do país em 17% e que levará até cinco anos para reparar os danos. A Ásia foi particularmente afetada pelas consequências econômicas da guerra com o Irã, já que muitos países dependem fortemente da energia do Golfo. Governos e empresas em toda a região anunciaram medidas nas últimas semanas para lidar com os altos preços da energia e a escassez de combustível. Em 24 de março, as Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, tornaram-se o primeiro país a declarar estado de emergência energética nacional depois que os preços da gasolina mais que dobraram. Muitas companhias aéreas da região aumentaram as tarifas e reduziram os voos em resposta à alta dos preços do combustível de aviação. Os países em desenvolvimento da Ásia foram especialmente afetados pelo conflito, pois muitos não têm refinarias próprias ou reservas de petróleo suficientes, diz Ichiro Kutani, do Instituto de Economia de Energia do Japão. "O cessar-fogo é uma boa notícia para os países asiáticos. Se for mantido, os preços do petróleo retornarão aos níveis normais, embora isso leve tempo."
08/04/2026 12:52:53 +00:00
Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP Um funcionário da Meta em Londres foi detido sob suspeita de baixar 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook, segundo o jornal britânico The Guardian. O homem, cuja identidade não foi divulgada, também foi demitido, confirmou a empresa. De acordo com o Guardian, a Meta informou que a violação foi descoberta há mais de um ano e que, assim que tomou conhecimento do caso, comunicou o fato à polícia. A empresa afirmou ainda que os usuários afetados foram notificados e que seus sistemas de segurança foram atualizados. "Após descobrirmos o acesso impróprio de um funcionário há mais de um ano, imediatamente demitimos o indivíduo, notificamos os usuários, encaminhamos o caso às autoridades policiais e reforçamos nossas medidas de segurança. Estamos cooperando com a investigação em andamento", disse um porta-voz da big tech ao Guardian. Documentos judiciais citados pela agência de notícias Press Association indicam que o funcionário teria criado um script para contornar os sistemas internos de detecção da Meta, permitindo o download das imagens. Segundo o Guardian, ele foi liberado sob fiança enquanto as investigações continuam. Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites
08/04/2026 12:43:00 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,10, menor valor em 2 anos; Ibovespa dispara e bate novo recorde

EUA e Irã acertam cessar-fogo de duas semanas com mediação do Paquistão O dólar fechou em queda de 1,01% nesta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1028 — menor valor em dois anos. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0654. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, atingindo um novo recorde. O movimento reflete o ânimo dos investidores após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Apesar da fragilidade do acordo, a medida ajudou a reduzir parte das tensões e influenciou o comportamento dos preços no mercado internacional. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Um dos pontos centrais é que o cessar-fogo incluiu a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo global. Isso gerou efeito imediato no preço da commodity, que despencou na noite de terça-feira. 🔎 Por volta das 16h desta quarta, o barril tipo Brent, referência global, recuava 11,06%, para US$ 97,18. Já o WTI, usado como referência nos EUA, caía 14,25%, para US$ 96,86. ▶️ O cessar‑fogo temporário foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo governo do Irã e pelo primeiro‑ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do acordo. ▶️ EUA e Irã foram convidados para negociações em Islamabad, capital do Paquistão, na próxima sexta‑feira (10), em uma tentativa de avançar para um acordo definitivo de paz. O formato final das conversas ainda depende da manutenção do cessar‑fogo. ▶️ Os rumos da guerra, porém, seguem incertos. Na manhã desta quarta, foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e em países do Golfo Pérsico. ▶️ A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel suspendessem ataques ao território iraniano. Com os novos episódios, Ormuz voltou a ser fechado, e o Irã passou a afirmar que o cessar-fogo foi rompido. Ainda assim, o dólar manteve a queda e a bolsa seguiu em alta. ▶️ Além da questão geopolítica, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) indicou que parte dos dirigentes do banco central americano considera a possibilidade de elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,10%; Acumulado do mês: -1,47%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Cessar-fogo no Irã Donald Trump anunciou nesta terça-feira (7) uma trégua temporária nas tensões com o Irã. Segundo ele, o governo americano decidiu adiar por duas semanas um ultimato que previa novos ataques, abrindo espaço para negociações entre os dois países. Trump havia estabelecido prazo até 21h de ontem (horário de Brasília) para que o Irã aceitasse um acordo e garantisse a reabertura completa do Estreito de Ormuz. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que resolveu suspender temporariamente as ações militares após um pedido de autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras nas conversas entre os dois países. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão em Islamabad, capital do país. O objetivo é buscar um entendimento mais amplo entre as partes. De acordo com autoridades da Casa Branca, o acordo de trégua envolve Israel. Veículos da imprensa israelense afirmaram ainda que o cessar-fogo incluiria o Líbano. Na noite de terça, Irã também confirmou o cessar-fogo temporário e indicou que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz. Na manhã desta quarta-feira, porém, foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e em países do Golfo Pérsico. Com isso, o Estreito de Ormuz, que havia sido liberado, voltou a ser fechado, e o país passou a afirmar que o cessar-fogo foi rompido. Donald Trump, por sua vez, afirmou nesta quarta-feira que o Líbano — alvo de ataques de Israel pela manhã — não faz parte do acordo de cessar-fogo com o Irã. Ata do Fed A ata da reunião de 17 e 18 de março do Federal Reserve (Fed) mostra que parte dos dirigentes do banco central passou a considerar a possibilidade de elevar os juros caso a inflação continue acima da meta de 2%. Segundo o documento, isso poderia ocorrer sobretudo se o conflito no Oriente Médio mantiver os preços do petróleo pressionados. “Alguns participantes julgaram haver um forte argumento”, diz a ata, para indicar na comunicação oficial que “ajustes para cima na faixa da meta para a taxa dos fundos federais podem ser apropriados se a inflação permanecer em níveis acima da meta”. Ao mesmo tempo, o documento aponta que a maioria dos dirigentes ainda vê espaço para cortes de juros no cenário básico. Isso porque um conflito prolongado poderia reduzir o crescimento econômico e enfraquecer o mercado de trabalho. “A maioria dos participantes levantou a preocupação de que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia levar a um abrandamento ainda maior nas condições do mercado de trabalho”, segundo o documento, indicando o que poderia justificar reduções adicionais nos juros. Na reunião de março, o Fed manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75%, sinalizando que prefere aguardar mais clareza sobre qual risco será maior: pressões inflacionárias ou desaceleração da economia. A ata também aponta que os técnicos do banco central passaram a ver maior risco de crescimento mais fraco e inflação mais alta do que o previsto anteriormente. Entre os fatores citados estão os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, mudanças em políticas governamentais e o avanço da inteligência artificial. Mercados globais Os principais índices de Wall Street dispararam em meio à queda do preço do petróleo. O Dow Jones subiu 2,85%, aos 47.910,79 pontos, o S&P 500 avançou 2,51%, aos 6.782,96 pontos, e o Nasdaq teve alta de 2,80%, aos 22.635,00 pontos. Na Europa, os mercados fecharam com ganhos expressivos. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 3,7%, para 612,32 pontos, registrando seu maior ganho diário em um ano. As bolsas regionais também registraram alta, com o DAX da Alemanha subindo 4,7%, enquanto o CAC 40 da França ganhou 4,5%. Na Ásia, os mercados também fecharam em alta. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 3,1%, para 25.893,02 pontos, enquanto o Shanghai Composite, da China, avançou 2,7%, para 3.995,00 pontos. O Nikkei 225, do Japão, terminou o pregão com alta de 5,4%, aos 56.308,42 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou ganho de 6,9%, aos 5.872,34 pontos. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
08/04/2026 12:00:27 +00:00
Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã

EUA vão taxar em 50% países que vendem armas ao Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) que vai aplicar tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Um dia após anunciar o acordo de cessar-fogo com Teerã, Trump afirmou em um post na rede Truth Social: "O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!". ➡️ O cessar-fogo a que ambas as partes chegaram nesta terça-feira (7) prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já registra movimentação intensa nesta quarta. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Em declarações na rede social, o presidente norte-americano também afirmou que "muitos pontos já foram acordados" com o Irã, negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido. "Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o 'material nuclear' profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque. Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", afirmou na rede social Truth Social. A continuidade do programa de enriquecimento de urânio iraniano, que Teerã garante ser apenas para fins pacíficos, é uma das exigências do plano apresentado pelo regime do Irã para que a trégua seja definitiva.
08/04/2026 11:41:57 +00:00
Governo proíbe venda da marca de azeite Afonso

Azeite da marca Afonso Reprodução O governo federal proibiu nesta quarta-feira (8) a venda de azeites da marca Afonso após identificar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades na empresa responsável pela importação da marca. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ➡️A decisão determina a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto “aceite de oliva virgem extra – Afonso”. Segundo o comunicado, o produto tem origem desconhecida e traz no rótulo como importadora a empresa Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda., que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024. Além disso, uma tentativa de inspeção no endereço da empresa, realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba, constatou que o estabelecimento não está mais em funcionamento no local. Outro ponto apontado foi a reprovação em teste de qualidade. O azeite apresentou resultado insatisfatório na análise do índice de refração, um dos parâmetros utilizados para verificar a autenticidade e a pureza do produto. Diante das irregularidades, as autoridades determinaram a apreensão do produto e a retirada do mercado. Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil Imagem genérica de um azeite de oliva. Polina Tankilevitch/Pexels
08/04/2026 11:31:21 +00:00
Petróleo despenca 13% e vai abaixo de US$ 100, após anuncio de cessar-fogo no Irã; risco de novas interrupções segue no radar

Cessar-fogo no Irã derruba cotação do petróleo O preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (8), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter concordado com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz. Por volta das 13h20, o barril do Brent tinha queda de 13,59%, cotado a US$ 94,42, enquanto o WTI recuava 16,22%, para US$ 94,63 o barril. A notícia também impulsionou as bolsas globais. A maioria dos índices da Ásia, Europa e Estados Unidos registrava alta nesta quarta. O que é o Estreito de Ormuz, crucial para petróleo global Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 A reviravolta de Trump ocorreu pouco antes do fim de seu prazo para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo do mundo, ou enfrentaria ataques generalizados à sua infraestrutura civil. "Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", escreveu ele nas mídias sociais, depois de publicar mais cedo na terça-feira que "uma civilização inteira morreria" se suas exigências não fossem atendidas. O Irã disse que interromperá seus ataques se os ataques contra ele pararem e que o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz seria possível por duas semanas em coordenação com as forças armadas iranianas, de acordo com uma declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. Petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, manobra após chegar a Cuba com carregamento de petróleo em 31 de março de 2026. REUTERS/Norlys Perez “Em teoria, os 10 a 13 (milhões de barris por dia) de oferta de petróleo bruto e derivados retidos atrás do Estreito deveriam agora ser liberados gradualmente”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil. “Se a situação anterior a março será restabelecida depende inteiramente de a trégua poder ser transformada em uma paz permanente durante as negociações no Paquistão.” A guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã provocou o maior aumento mensal do preço do petróleo da história em março, de mais de 50%. Estreito de Ormuz volta a ter movimentação intensa após trégua; VEJA EUA e Irã expõem condições para o fim da guerra e declaram vitória após anúncio de trégua Cessar-fogo em risco Apesar dos sinais positivos sobre um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, no entanto, o registro de novos ataques de Israel no Líbano voltaram a aumentar as tensões na região nesta quarta-feira (8) e investidores seguem atentos a possíveis novos impactos nos preços do petróleo. Diante dos bombardeios, Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou romper o cessar-fogo, caso o exército israelense não parasse de bombardear o Líbano. O país também prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hazbollah que violaram atrégua", e disse que as forças armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta". LEIA MAIS: Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça romper cessar-fogo se Israel continuar atacando o Líbano Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave
08/04/2026 10:28:56 +00:00
China responde após inclusão da montadora chinesa BYD em 'lista suja' do trabalho escravo

Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD O governo da China reagiu à inclusão da montadora de carros elétricos chinesa BYD na "lista suja" do trabalho nesta terça-feira (7). A lista reúne nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o país vê com grande importância a proteção dos direitos e interesses dos trabalhadores. "A China sempre exigiu que empresas chinesas operem conforme as leis e regulamentos", responderam. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na nova lista, foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas). Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada. Trabalho análogo à escravidão Wellyngton Souza/Sesp-MT Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram: Serviços domésticos (23); Criação de bovinos para corte (18); Cultivo de café (12); Construção de edifícios (10); Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão. A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro. Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 21 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram: Minas Gerais (35); São Paulo (20); Bahia (17); Paraíba (17); Pernambuco (13); Goiás (10); Mato Grosso do Sul (10); Rio Grande do Sul (9); Mato Grosso (7); Paraná (6); Pará (5); Santa Catarina (4); Maranhão (4); Acre (2); Distrito Federal (2); Espírito Santo (2); Rio de Janeiro (2); Amazonas (1); Ceará (1); Rondônia (1); Sergipe (1). BYD está entre os nomes incluídos na 'Lista suja' do trabalho escravo Caso BYD e Amado Batista A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas. O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão. (leia a íntegra da nota da ocasião) O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024. Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista. Segundo a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente. A assessoria informou ainda que, em 2024, houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho. Na ocasião, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio. Ainda segundo o posicionamento, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e todas as obrigações trabalhistas teriam sido integralmente cumpridas e quitadas. Sobre a existência de duas propriedades, a nota informa que não houve resgate de trabalhadores no Sítio Esperança. A assessoria afirmou ainda que foram apontadas melhorias relacionadas à moradia e às áreas de convivência, que, segundo a nota, já foram realizadas e concluídas. A nota também indicou que todos os trabalhadores estão devidamente registrados e recebem regularmente seus direitos trabalhistas e encargos legais. Por fim, informou que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação. Cantor Amado Batista Reprodução/Redes Sociais Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. (Entenda mais abaixo). Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome. Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados. Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão. A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ABAIXO: LEIA TAMBÉM: O que a lei considera trabalho análogo à escravidão Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira fiscal Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o autoespecífico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo
08/04/2026 09:49:07 +00:00
Ações europeias sobem com a onda de alívio após o cessar-fogo no Oriente Médio

Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações europeias subiram mais de 3% nesta quarta-feira (8), após uma trégua de duas semanas no Oriente Médio desencadear um rali de alívio nos mercados globais, aumentando as esperanças de que o fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Hormuz possa ser retomado em breve. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 3,6%, para 611,73 pontos às 07h13 GMT, caminhando para sua melhor sessão em um ano, caso o ritmo atual se mantenha. Os mercados regionais também acompanharam o movimento: o DAX da Alemanha subiu 4,6%, enquanto o FTSE 100 de Londres avançou 2,3%. A reação foi imediata após o presidente dos EUA, Donald Trump, concordar com uma trégua de duas semanas com o Irã, menos de duas horas antes do prazo dado a Teerã para reabrir o Estreito de Hormuz — por onde transita 20% do petróleo mundial — ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil. Além do alívio imediato, investidores aguardam para ver se a trégua pode abrir caminho para uma resolução duradoura. Os mercados de energia também reagiram rapidamente: os futuros do Brent caíram 15%, ficando abaixo de US$ 100 por barril, trazendo algum alívio após semanas de preços elevados. Operador na Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha. Ralph Orlowski/Reuters As ações europeias vinham sob forte pressão desde o início da campanha militar EUA-Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com a dependência do continente de importações de petróleo pelo estreito bloqueado ampliando os impactos. Setores ligados a viagens, indústria e bancos avançaram entre 5% e 7%, já que costumam ser os principais beneficiados pela queda nos custos de energia e nos rendimentos dos títulos. Enquanto isso, o setor de energia recuou 4,2%, acompanhando a queda do petróleo. Investidores agora voltam a atenção para os dados de vendas no varejo e preços ao produtor da zona do euro, previstos para mais tarde, que podem oferecer mais pistas sobre o impacto econômico da recente volatilidade nos mercados de energia.
08/04/2026 08:07:44 +00:00
ASAP, brainstorming, mindset: entenda os principais termos do ‘corporativês’

Veja o que significam os termos do ‘corporativês’ usados no ambiente de trabalho Reprodução/Freepik Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com uma ferramenta de tradução que viralizou: o “LinkedIn Speak”, do Kagi Translate. A função usa inteligência artificial (IA) para transformar frases do cotidiano em versões mais formais, no estilo da linguagem corporativa. O recurso reacendeu o debate sobre o chamado “corporativês” — linguagem marcada por jargões e expressões, muitas vezes em inglês, usadas no dia a dia do trabalho. Termos como ASAP, brainstorming, mindset, call, feedback e deadline se tornaram comuns em empresas brasileiras. 🤔 Mas por que essas palavras se popularizaram tanto – e até que ponto ajudam ou atrapalham a comunicação no trabalho? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o uso de expressões em inglês no ambiente corporativo é reflexo da globalização e da influência de multinacionais, especialmente dos Estados Unidos, onde surgem grande parte das metodologias de gestão e inovação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o inglês consolidado como língua dos negócios, muitos termos acabam sendo incorporados ao ambiente de trabalho sem tradução. Mas esse hábito, apesar de comum, pode prejudicar a compreensão e criar barreiras internas. Por que o “corporativês” se popularizou? O uso de jargões corporativos em inglês se consolidou no Brasil com a chegada de multinacionais e com a influência de conteúdos sobre gestão e negócios – como livros, cursos e metodologias – produzidos majoritariamente nesse idioma. Com o avanço da globalização, essas expressões passaram a fazer parte da rotina das empresas como uma forma rápida de resumir conceitos mais complexos. O fenômeno também está ligado à cultura organizacional e, em alguns casos, à insegurança profissional — e já impacta diretamente o engajamento, a produtividade e até a saúde mental dos trabalhadores. Apesar de funcionarem como atalhos na comunicação, esses termos nem sempre são compreendidos por todos. Isso pode gerar ruído e até exclusão dentro das equipes. “Embora a intenção original seja criar uma linguagem comum que agilize processos, o efeito prático frequentemente resulta em ruído e exclusão”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Segundo a especialista, sem o chamado letramento corporativo, essas expressões deixam de facilitar a comunicação e passam a criar barreiras internas. “Na prática, elas funcionam como ‘atalhos mentais’ para conceitos complexos, mas, sem compreensão adequada, acabam prejudicando a comunicação”, diz. Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Ruído, exclusão e impacto na produtividade Eliane afirma que é comum que profissionais cometam erros ou enfrentem dificuldades por não entenderem expressões usadas no trabalho. Para ela, o problema se agrava quando o funcionário precisa tentar adivinhar o que o líder quis dizer, o que gera perda de tempo e dificulta o trabalho em equipe. Quando um colaborador precisa gastar energia tentando entender o que o líder quer dizer, perdemos tempo e criamos barreiras que prejudicam o clima da empresa. A especialista explica que há uma diferença entre usar termos técnicos quando necessário e exagerar no uso de jargões. Segundo ela, o problema está no uso por modismo. Palavras como “feedback”, por exemplo, muitas vezes são usadas de forma vaga no dia a dia, como uma simples opinião. No entanto, em métodos de gestão, o termo tem um significado mais estruturado, ligado ao desenvolvimento do profissional. “Quando o RH não explica bem esses conceitos, cria-se confusão sobre o que é feedback de verdade e sobre o desempenho do colaborador”, afirma. Segundo ela, o uso do “corporativês” também pode estar ligado à busca por status ou à insegurança no ambiente profissional. Os efeitos aparecem na produtividade: falhas na comunicação geram retrabalho, desencontro de expectativas e perda de eficiência. Para a especialista, usar uma linguagem mais simples e clara é essencial para criar ambientes de trabalho mais inclusivos e produtivos. “É essencial investir em comunicação clara e adaptar a forma de falar ao nível de entendimento de cada pessoa”, explica. Na prática, isso significa: Preferir o português sempre que houver tradução direta e clara; Explicar conceitos técnicos quando forem inevitáveis; Criar um ambiente em que fazer perguntas não gere constrangimento. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores Como simplificar a comunicação no trabalho O executivo Denis Caldeira, da área de tecnologia e negócios, afirma que, apesar de o inglês ter se tornado a principal língua dos negócios, é recomendável que, sempre que possível, os termos sejam explicados — justamente para não excluir quem não está familiarizado com esse vocabulário. “O comunicador deve saber com quem está falando e adaptar a linguagem. Não o contrário”, afirma. O problema é usar palavras difíceis para explicar coisas simples. Por que dizer ‘vou fazer um deep dive no seu report’ se você pode dizer ‘vou analisar seu relatório em detalhes’? Caldeira alerta ainda que esse tipo de linguagem pode gerar confusão. Expressões como “mindset de ownership”, por exemplo, podem ter significados diferentes para cada pessoa, o que causa frustração quando as expectativas não estão claras. Para o executivo, simplificar a comunicação é possível – e necessário. “O líder moderno é aquele que consegue explicar ideias complexas de forma simples”, afirma. Uma das estratégias, diz Caldeira, é o chamado “filtro da vovó”: explicar o trabalho de um jeito que qualquer pessoa consiga entender. O executivo explica, ainda, que o uso excessivo de jargões também acende um alerta para a saúde mental no trabalho. “O sentimento de ‘não falar a língua da empresa’ pode gerar ansiedade e síndrome do impostor”, diz. Apesar disso, o executivo reconhece que o “corporativês” faz parte da cultura de muitas organizações. “A simplicidade é inclusiva e acolhedora, mas, na prática, muitas vezes é mais fácil buscar adaptação do que mudar a cultura da empresa”, conclui. Principais termos do “corporativês” A seguir, o g1 lista os principais termos do “corporativês” e explica seus significados com a ajuda de especialistas: Alignment (Alinhamento) – É quando todos estão na mesma página sobre objetivos e prioridades. ASAP (o mais rápido possível) – Usado para indicar urgência, mas pode ser vago, por isso o ideal é definir um prazo claro. Backlog (Lista de pendências) – É uma lista organizada de tudo o que precisa ser feito. Benchmark (Referência de mercado) – Comparação com outras empresas para melhorar resultados. Brainstorm (Tempestade de ideias) – Momento para sugerir ideias livremente, sem críticas. Briefing (Resumo do projeto) – Documento ou conversa inicial com as informações essenciais para executar um trabalho. Budget (Orçamento) – Planejamento de quanto dinheiro pode ser gasto. Call (Reunião) – Conversa, geralmente online, para tratar de assuntos de trabalho. Compliance (Conformidade) – Cumprimento de leis, normas e regras internas da empresa. Deadline (Prazo final) – Data limite para entregar algo. Deep dive (Análise aprofundada) – Análise detalhada de um tema. Deliverable (Entregável) – Resultado final de um trabalho. Feedback (Retorno) – Retorno ou orientação para melhorar um trabalho ou desempenho. Follow-up (Acompanhamento) – Verificação sobre o andamento de uma tarefa ou demanda. Go-live (Entrar no ar) – Momento em que um projeto começa a funcionar. Hands-off (Pouca intervenção) – Quando o gestor dá autonomia e interfere pouco. Hands-on (Mão na massa) – Quando o profissional participa diretamente da execução. Headcount (Número de funcionários) – Quantidade de pessoas em uma equipe. High level (Visão geral) – Explicação ampla, sem entrar em detalhes. Hiring (Contratação) – Processo de contratar novos funcionários. Kick-off (Início do projeto) – Primeira reunião para começar um trabalho. KPI (Indicador de desempenho) – Métrica usada para medir resultados. Layoff (Demissão em massa) – Corte de vários funcionários ao mesmo tempo. Mindset (Mentalidade) – Forma de pensar e agir diante do trabalho. Networking (Rede de contatos) – Construção e manutenção de relações profissionais. OKR (Metas e resultados) – Sistema para definir objetivos e medir resultados. Onboarding (Integração) – Processo de adaptação de novos funcionários. One-on-one / 1:1 (Reunião individual) – Reunião entre gestor e colaborador. Ownership (Responsabilidade) – Assumir responsabilidade por uma tarefa ou projeto. Pipeline (Fluxo de processos) – Conjunto de etapas de um processo, geralmente relacionado a vendas ou projetos. Quick win (Ganho rápido) – Resultado positivo obtido em pouco tempo. Report (Relatório) – Documento com dados e análises. Roadmap (Plano futuro) – Planejamento das próximas etapas de um projeto. Sprint (Período curto de trabalho) – Intervalo definido para executar tarefas específicas. Soft skills (Habilidades comportamentais) – Competências pessoais, como comunicação e liderança. Stakeholder (Parte interessada) – Pessoa ou grupo impactado por um projeto. Top-down (De cima para baixo) – Modelo em que decisões partem da liderança. Touch base (Alinhar rapidamente) – Contato rápido para atualização de informações. Turnover (Rotatividade) – Entrada e saída de funcionários. Workflow (Fluxo de trabalho) – Sequência de etapas para realizar uma tarefa. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores
08/04/2026 07:01:35 +00:00
Criação de pacas para produção de carne exige autorização ambiental; investimento pode chegar a R$ 400 mil

Criação de paca exige autorização ambiental; entenda A paca (Cuniculus paca), um roedor nativo do continente americano e parente da capivara e da cutia, tem despertado interesse crescente entre produtores rurais que buscam diversificar suas atividades por meio da criação comercial de animais silvestres. Diferente da cutia, a paca é maior, tem listras características na barriga e hábitos estritamente noturnos, descansando durante o dia. Para iniciar um criadouro, a etapa mais importante é obter autorização oficial, já que se trata de um animal da fauna silvestre. Em Minas Gerais, por exemplo, o órgão responsável é o Instituto Estadual de Florestas (IEF). O processo exige a elaboração de um projeto técnico, assinado por um profissional habilitado — como biólogo, zootecnista ou veterinário — e pode levar cerca de um ano para ser concluído. Os animais que vão formar o plantel inicial devem ser adquiridos exclusivamente de criadores autorizados. A captura na natureza é proibida. Carne de paca: post em que Janja prepara prato para Lula gera dúvidas sobre consumo; entenda regras Investimento e infraestrutura Saiba como começar uma criação de pacas O investimento inicial estimado para uma criação com 15 matrizes, incluindo instalações, assessoria técnica e aquisição dos animais, é de cerca de R$ 60 mil. Projetos maiores, com galpões estruturados, podem alcançar custos de construção na ordem de R$ 400 mil. As instalações devem ser planejadas com atenção a alguns pontos: Recintos: as baias recomendadas têm cerca de 30 m², com capacidade para seis a oito animais; Bem-estar: cada recinto deve ter uma mini piscina, com limpeza diária, importante para a regulação da temperatura corporal e o comportamento social das pacas; Ambiente: é necessária uma caixa-ninho com duas saídas, simulando tocas, além de galhos disponíveis para roedura, já que os dentes dos animais crescem continuamente. Manejo e alimentação A paca tem dieta mista e consome cerca de 1 kg de alimento por dia. A alimentação é dividida em: Parte in natura: frutas, legumes, tubérculos e verduras — estas últimas limitadas a duas vezes por semana para evitar diarreias; Parte seca: mistura de farelos com 40% de milho, 40% de trigo e 20% de soja, para garantir aporte proteico; Grãos: milho em grão oferecido separadamente, para auxiliar no desgaste dos dentes. O manejo sanitário inclui vermifugação a cada três meses, para prevenir problemas digestivos e perda de peso. As pacas vivem em grupos familiares, geralmente com duas fêmeas para cada macho. A introdução de novos animais deve ser feita de forma gradual, com adaptação ao cheiro, para evitar brigas. Ciclo produtivo e mercado A reprodução é considerada lenta. A gestação dura até quatro meses e normalmente resulta em apenas um filhote por cria. O desmame ocorre aos três meses. Depois, o animal passa pelas fases de recria (até os 7 meses) e engorda (até os 12 meses), quando atinge peso entre 7 kg e 9 kg, considerado adequado para abate. O controle do plantel é feito por meio da aplicação obrigatória de um microchip, com 15 dígitos, sob a pele do animal, permitindo identificação individual. Em relação à rentabilidade, há duas principais formas de atuação: Carne: frigoríficos pagam cerca de R$ 100 por quilo do animal vivo. No entanto, a viabilidade depende de escala, já que é necessário um volume mínimo de animais; Reprodutores: a venda de matrizes para outros criadores pode ser mais lucrativa, com preços entre R$ 2.500 e R$ 3.000 por animal. Valor gastronômico A carne de paca é valorizada pela maciez e suculência, com sabor levemente adocicado, frequentemente comparado ao da carne suína. O preparo costuma incluir marinadas com alho, limão e especiarias, geralmente feitas de um dia para o outro, antes de ser frita ou assada. Antes de iniciar a atividade, especialistas recomendam estudar o mercado local e identificar potenciais compradores. Esse planejamento é considerado fundamental para garantir o retorno financeiro do investimento. Criação de pacas para produção de carne exige autorização ambiental; veja como funciona Reprodução/Globo Rural
08/04/2026 06:00:59 +00:00
'É guerra, não ganância': o que ameaça o pacote de Lula para segurar o preço do diesel

Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (6/4) um novo conjunto de medidas para tentar segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas, devido à disparada internacional do valor do petróleo após o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O diesel é foco especial de preocupação, por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. Em 2018, uma greve dos caminhoneiros em protesto contra o encarecimento do diesel provocou um tombo na atividade econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas do setor dizem que as medidas anunciadas devem mitigar a alta do produto, mas terão efeito limitado pela incerteza do cenário internacional e a resistência de grandes importadoras a aderir aos subsídios oferecidos pelo governo e aceitar limites aos preços praticados. No caso do diesel, o Palácio do Planalto já havia anunciado em 12 de março um pacote de R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Já no caso do importado, o desconto subirá para R$ 1,52 nos Estados que aderirem à proposta e bancarem metade do subsídio extra de R$ 1,20. O efeito do primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, justamente por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão das maiores distribuidoras estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. Segundo o ex-presidente da ANP David Zylbersztajn, que também já atuou no conselho de administração da Vibra, as empresas teriam receio de não poder elevar seus preços no patamar que julgarem necessário, caso o petróleo continue subindo. A cotação internacional do barril já avançou mais de 50% desde o fim de fevereiro, quando o conflito teve início, voltando a superar US$ 110 nesta semana. "As distribuidoras dizem que não querem fechar o valor porque não sabem quanto vai custar o preço de importação. Se elas aderirem, elas têm obrigação, quase como se fosse um tabelamento. E aí, no caso, não faz o menor sentido você tomar um risco de mercado com um valor pré-fixado", disse Zylbersztajn à BBC News Brasil. Aumentos abusivos O governo Lula tem reclamado de aumentos nos postos que, na sua visão, seriam abusivos. "Todo mundo tem direito de ganhar dinheiro, todo mundo tem direito de ter sua empresa, seu posto de gasolina, ter o seu lucro, agora, ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros", disse o presidente, no dia 20 de março. Pouco depois, no dia 26, Lula afirmou que "estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio". Com a ampliação da subvenção, o governo também anunciou na segunda-feira o fortalecimento da fiscalização da ANP. Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade. Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão. Para David Zylbersztajn, ex-presidente da ANP, os rumos do conflito entre EUA e Irã são incertos e Lula está errado em sua crítica no setor. "Tem [analista com] expectativa de que o barril vai chegar a US$ 200. Eu acho que não, você tem fluxos ainda de petróleo que estão acontecendo [apesar do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz]. Mas é totalmente imprevisível", avalia. "O governo está atribuindo culpas a quem não tem culpa. O governo deveria estar sendo mais transparente com a sociedade, no sentido de que tem uma situação de guerra, e não dizer que a culpa é da ganância [das empresas]. Não tem ganância porque você não tem cartel." Segundo dados da ANP, o preço médio do diesel S10 no país subiu 16% em março, para R$ 7,06. Já o preço da gasolina comum cresceu 4,6%, chegando a R$ 6,59 o litro. O engenheiro químico Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), critica o papel das grandes distribuidoras. Na sua visão, foi um erro a privatização da BR Distribuidora durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a empresa ligada à Petrobras foi vendida e se tornou Vibra. "A não adesão das grandes distribuidoras à primeira subvenção significa exatamente o que tenho alertado sistematicamente: o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é um oligopólio que, após a privatização da antiga BR Distribuidora, perdeu qualquer agente moderador que pudesse forçar a concorrência em benefício do consumidor", disse. Na visão dele, as grandes distribuidoras calcularam que valia mais a pena não receber o subsídio e manter suas margens de lucro elevadas, do que repassar o desconto ao consumidor final. "Elas têm poder de mercado suficiente para ditar as regras. A medida foi desenhada de forma ingênua, ao acreditar que o mercado se autorregularia". Petrobras deveria ampliar refino de diesel? Para Coutinho, a solução estrutural para a vulnerabilidade brasileira à volatilidade internacional do petróleo passaria por ampliar a capacidade de refino de combustíveis da Petrobras e reverter a privatização da BR Distribuidora. A ideia de ampliar o refino da estatal é alvo antigo de controvérsias, algo que se intensificou após as denúncias de desvios na construção de refinarias pela Operação Lava Jato durante governos passados do PT. Para além das investigações de corrupção, especialistas se dividem sobre a vantagem econômica de a Petrobras investir em mais capacidade de refino, sendo que a exploração de petróleo é uma atividade mais lucrativa. "Entre exploração, refino e distribuição, refino é o que tem a menor margem de retorno. Se você tem um mercado predominantemente atendido pela produção doméstica e uma parte importada, esse é o melhor dos mundos. Para que você vai alocar capital numa coisa que dá um retorno três vezes menor do que o outro [exploração]? É ruim para o país", argumenta Zylbersztajn. Felipe Coutinho, da AEPET, reconhece que hoje a lucratividade da Petrobras com exploração de petróleo é bem superior à do refino, mas discorda que isso seja determinante para estabelecer as prioridades da empresa. Além disso, argumenta que o refino pode ser uma atividade lucrativa se a estatal investir em tecnologia da mesma forma que fez para explorar o pré-sal. Na sua leitura, isso não foi feito nos últimos anos porque a gestão da empresa optou por distribuir um volume grande de dividendos a acionistas, em vez de investir em tecnologia de refino mais lucrativa. "A Petrobras não é uma empresa privada qualquer. Ela é uma estatal com obrigação de soberania energética. A empresa tem a obrigação de garantir que o diesel, a gasolina e o GLP cheguem ao consumidor brasileiro a preços justos e com segurança de suprimento", defende. Outro ponto antigo de controvérsia é o valor praticado pela Petrobras na venda de combustíveis no país. Em momentos de disparada do petróleo, a empresa, controlada pelo governo federal, costuma comercializar gasolina e diesel a preços mais baixos que os produtos importados, minimizando o impacto da crise externa no bolso dos brasileiros. Críticos dessa política dizem que isso desestimula outras empresas a importar o produto, o que poderia causar desabastecimento no país. Além disso, a política de manter preços artificialmente baixos no passado provocou prejuízos à empresa, principalmente no governo Dilma Rousseff. "No passado, ela foi muito usada e deu no que deu. Foi uma tragédia. A Petrobras quase quebrou, teve a maior dívida corporativa do mundo", lembra Zylbersztajn. Segundo levantamento da consultoria StoneX, na segunda-feira (6/4) o litro do diesel estava sendo vendido a R$ 3,04 pela Petrobras, 84% mais barato que o valor do importado. Já no caso da gasolina, o preço do litro da estatal estava em R$ 1,98, ou 78% mais barato que o trazido de fora. Apesar disso, não há sinais de risco de desabastecimento por enquanto, afirmou Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX. "Isso (a diferença de preço) acaba gerando um desincentivo à importação. É claro que em um contexto de safras grandes, de indústria aquecida, o mercado tem que buscar garantir o pleno abastecimento. E a gente vê que os indicadores de importação, apesar de estarem abaixo do normal, seguem operando em um patamar em que não há risco de desabastecimento". Justamente para tentar minimizar o impacto dessa diferença de preço, o governo está oferecendo um subsídio um pouco maior para o litro importado. O primeiro pacote de medidas, que reduziu impostos federais e ofereceu o subsídio de R$ 0,32 ao litro de diesel tem custo estimado de R$ 30 bilhões, caso vigore até o fim do ano, valor que será bancado com um novo imposto sobre exportação de petróleo. Já a subvenção extra de R$ 0,80 para o litro produzido no país terá um custo de até R$ 12 bilhões, caso dure quatro meses, prazo máximo inicial previsto. E o subsídio adicional de R$ 1,20 para o diesel importado deve durar dois meses, segundo previsão do governo federal, ao custo de R$ 4 bilhões, que serão igualmente divididos entre a União e os Estados beneficiados.
08/04/2026 06:00:37 +00:00
Por que Amado Batista e a BYD entraram na 'lista suja' do trabalho escravo — e o que acontece agora

Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD A nova atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda‑feira (6), chamou atenção não apenas pela quantidade de novos nomes incluídos, mas também por quem passou a constar no cadastro: uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo, a BYD, e um dos cantores mais populares da música sertaneja, Amado Batista. ATUALIZAÇÃO: A BYD foi retirada temporariamente da “lista suja” do trabalho escravo por decisão da Justiça do Trabalho nesta quarta-feira (8), após entrar com um mandado de segurança para contestar sua inclusão no cadastro. A empresa argumentou que não era a empregadora direta, já que os funcionários foram contratados por terceirizadas. O juiz entendeu que não há, neste momento, prova de vínculo direto entre a BYD e os trabalhadores e considerou o risco de prejuízos imediatos à empresa (entenda a decisão). 📌 A "lista suja" é um cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2004. O documento é divulgado duas vezes por ano, sempre em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão no Brasil. A inclusão no cadastro não é automática nem resulta apenas de uma fiscalização ou denúncia. Os nomes só passam a constar na lista após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso. Em regra, cada nome permanece no cadastro por dois anos. Após esse período, o empregador é retirado da lista, desde que não haja reincidência. Na atualização divulgada nesta segunda‑feira, por exemplo, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido esse prazo. Nesta rodada, o governo incluiu 169 novos empregadores, o que elevou o total do cadastro para cerca de 613 nomes. Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores. Os episódios incluídos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros, com maior concentração em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. As atividades econômicas mais recorrentes foram serviços domésticos, criação de gado, construção civil e atividades agrícolas. Caso Amado Batista Entre as novas autuações, duas ocorreram em propriedades do cantor Amado Batista, no município de Goianápolis (GO). Os autos envolvem o Sítio Recanto da Mata, voltado ao cultivo de milho, com quatro trabalhadores, e o Sítio Esperança, dedicado à pecuária leiteira, com dez trabalhadores. No caso do cultivo de milho, os auditores encontraram trabalhadores sem registro, que relataram jornadas entre 12 e 16 horas diárias, de segunda a domingo, além da falta de pagamento dos salários desde outubro. Ainda segundo as autuações, os trabalhadores pernoitavam em um galpão sem camas, dormindo sobre colchões no chão, sem roupas de cama, armários individuais ou espaço adequado para as refeições. Já na propriedade voltada à produção de leite, não houve resgate imediato porque, inicialmente, a equipe não identificou trabalho forçado ou condições degradantes. No entanto, a análise posterior de documentos revelou jornadas que chegavam a 18 horas diárias, o que configurou condição análoga à escravidão por jornada exaustiva, mesmo sem o resgate físico dos trabalhadores, segundo o MTE. Em nota, a assessoria do cantor afirmou que são falsas as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores. Disse ainda que houve apenas uma fiscalização em uma área arrendada para o plantio de milho e que as irregularidades envolveram uma empresa terceirizada. O comunicado menciona a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta, o cumprimento das obrigações trabalhistas e a realização de melhorias estruturais nas propriedades. Apesar disso, com a conclusão do processo administrativo, o nome de Amado Batista foi incluído na “lista suja”. Caso BYD Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal A BYD passou a integrar a "lista suja" após um caso registrado em dezembro de 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Ao todo, 220 trabalhadores chineses foram encontrados em situação considerada análoga à escravidão. Segundo as autoridades, eles viviam amontoados em alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Os relatos indicam a retenção de passaportes e contratos que previam jornadas exaustivas, sem descanso semanal. O Ministério Público do Trabalho da Bahia também apontou que os funcionários ingressaram no Brasil de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades efetivamente desempenhadas na obra. À época, a BYD afirmou que as irregularidades foram cometidas por uma construtora terceirizada, a Jinjiang Construction Brazil Ltda., e anunciou o encerramento do contrato. A empresa declarou não tolerar violações à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o o Ministério Público do Trabalho firmou um acordo no valor de R$ 40 milhões com a montadora e duas empreiteiras, após ajuizar uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Mesmo assim, com a conclusão do processo administrativo, a BYD acabou incluída no cadastro. Procurada após a atualização da lista, a empresa não se manifestou até a última atualização da reportagem. O que acontece com quem entra na lista? Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal As fiscalizações são conduzidas por auditores-fiscais do trabalho e podem envolver ações conjuntas com outros órgãos, como Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e polícias estaduais. Quando uma fiscalização identifica trabalhadores em condição análoga à escravidão — o que inclui jornadas exaustivas, condições degradantes, trabalho forçado ou restrição de liberdade, ainda que sem cárcere físico —, é lavrado um auto de infração. Cada auto resulta na abertura de um processo administrativo. O empregador tem direito à defesa em duas instâncias. Somente após a conclusão desse processo, com decisão definitiva, o nome é incluído na “lista suja”. Desde julho de 2024, uma portaria passou a permitir que alguns empregadores evitem a entrada no cadastro ou deixem a lista antes dos dois anos, desde que firmem um Termo de Ajuste de Conduta, com indenização mínima de 20 salários mínimos por trabalhador e investimento em programas de apoio às vítimas. Quem opta por esse caminho passa a integrar outro cadastro, o de Empregadores em Ajustamento de Conduta, mas pode retornar à “lista suja” em caso de descumprimento do acordo ou reincidência. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar a plataforma e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira agente fiscal e ampara outras vítimas
08/04/2026 05:00:55 +00:00
Governo adia novamente exigência de biometria para benefícios sociais; veja novos prazos

Bolsa Familia Reprodução O governo federal adiou, mais uma vez, o prazo para que o cadastro biométrico seja exigido na hora de pedir benefícios sociais. Essa medida havia sido anunciada em novembro de 2024 como uma forma de combater fraudes e cortar despesas ineficientes. 💵 À época, a previsão era que esse aumento do controle no pagamento de benefícios geraria uma economia de R$ 2,5 bilhões por ano, incluindo 2025 e 2026. No entanto, nesta semana, o governo adiou a exigência para janeiro de 2027. 💰A expectativa de corte de despesas, conforme prevista, não deve ser confirmada. Em novembro do ano passado, ou seja, um ano após o anúncio da medida, o decreto com regras para a biometria entrou em vigor. Mas, na prática, a exigência passou a valer apenas para alguns pedidos feitos ao INSS, como aposentadorias. Outros requerimentos ficaram para uma próxima fase, prevista para maio de 2026. O governo, porém, adiou para 2027. Veja os vídeos que estão em alta no g1 É o caso de: pedidos de novos benefícios de incapacidade temporária (antigo auxílio-doença); pensão por morte; seguro desemprego; abono salarial; Bolsa Família; e salário maternidade. Quem já recebe algum benefício social só precisará de biometria no caso de renovação. Nesses casos, a biometria também será exigida apenas a partir de 2027. Segundo o governo, a mudança serve para que os cidadãos tenham mais tempo para fazer o cadastro biométrico de forma gratuita a partir da CIN. Além disso, garante que nenhuma pessoa será prejudicada. Nova portaria O adiamento foi feito pelo Ministério da Gestão, que revogou a portaria de novembro e publicou novas regras nesta semana. A pasta informou que foi estabelecido um novo cronograma para o uso das bases biométricas na concessão ou renovação de benefícios sociais. De acordo com o Ministério, os beneficiários de programas sociais que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão de emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) até janeiro de 2027. Já quem é beneficiário ou tem cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte, a CIN só passará a ser obrigatória em janeiro de 2028.
08/04/2026 05:00:54 +00:00
Bolsas asiáticas saltam após queda nos preços do petróleo em resposta ao cessar-fogo no Irã

Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações asiáticas subiram fortemente nas negociações de manhã de quarta-feira (8) com a queda nos preços do petróleo após os EUA e o Irã concordarem com um cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. O índice japonês Nikkei 225 subiu 5,0%, atingindo 56.106,18. Na Austrália, o S&P/ASX 200 saltou 2,6% para 8.952,30. O Kospi da Coreia do Sul disparou 5,9% para 5.819,97. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,6% para 25.767,42, enquanto o Shanghai Composite somou 1,7%, chegando a 3.957,55. O petróleo bruto de referência dos EUA caiu US$ 16,84, para US$ 96,11 o barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, caiu US$ 14,51, para US$ 94,76 o barril. Essa foi a reação ao cessar-fogo, uma vez que o recente aumento nos preços foi uma resposta direta à guerra, que efetivamente bloqueou a passagem pelo Estreito de Ormuz. Grande parte do suprimento mundial de petróleo é transportado pelo estreito, incluindo o petróleo destinado ao Japão, que é carente de recursos. “No entanto, o clima continua sendo de otimismo cauteloso, em vez de celebração total. O cessar-fogo dura apenas duas semanas, e os mercados observarão de perto se o transporte pelo Estreito de Ormuz se normalizará como prometido e se a trégua frágil pode abrir caminho para um acordo de paz mais duradouro”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. O navio cargueiro de GLP Jag Vasant, de bandeira indiana, transportando gás liquefeito de petróleo, é visto no Porto de Mumbai, na Índia, após cruzar o Estreito de Ormuz, na quarta-feira, 1º de abril de 2026 Rafiq Maqbool/AP No final da terça-feira (7), Trump disse que estava adiando seus ataques ameaçados a pontes iranianas, usinas de energia e outros alvos civis. O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a passagem pelo estreito seria permitida pelas próximas duas semanas sob gestão militar iraniana. As ações globais oscilaram nas últimas semanas desde que a guerra começou, no final de fevereiro. O prazo de Trump para abrir o Estreito de Ormuz encerrou-se às 20h, horário do Leste. Mais cedo em Wall Street, as ações subiram no final do pregão depois que o primeiro-ministro do Paquistão instou Trump a estender seu prazo por mais duas semanas e pediu ao Irã que abrisse o estreito. O S&P 500 apagou todas as suas perdas e terminou com um ganho modesto de 0,1%. O Dow Jones Industrial Average caiu 85 pontos, ou 0,2%, e o Nasdaq composite subiu 0,1%. No mercado de títulos, os rendimentos do Tesouro caíram com a notícia de um potencial cessar-fogo. O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu para 4,24%, ante 4,30% no início de terça-feira. No mercado de câmbio, o dólar americano caiu para 158,54 ienes japoneses, ante 159,52 ienes na quarta-feira. O euro custava US$ 1,1671, ante US$ 1,1597.
08/04/2026 04:56:24 +00:00
Governo publica MP com medidas para tentar frear alta nos preços de combustíveis

Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal publicou, nesta terça-feira (7), a medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com objetivo de frear o impacto da guerra no Oriente Médio na economia brasileira. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na noite desta terça. O foco central da norma é o óleo diesel de uso rodoviário, estabelecendo um sistema de subvenção (compensação) econômica para suavizar o impacto dos preços ao consumidor e garantir que os importadores mantenham o fluxo de combustível para o país. 🔎 O que são Medidas Provisórias? As MPs têm força de lei assim que publicadas, mas precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perderem a validade. O Legislativo tem a prerrogativa de alterar ou rejeitar o texto proposto pelo Executivo. Subvenção ao diesel rodoviário A medida autoriza a União a conceder uma subvenção (compensação financeira) de R$ 1,20 por litro de óleo diesel de uso rodoviário importado. O modelo adotado prevê uma cooperação financeira entre os União e estados e distrito federal: União: contribui com R$ 0,60 por litro. Estados e Distrito Federal: contribuem com os outros R$ 0,60 por litro, mediante adesão voluntária. Para os estados que aderirem, o pagamento será feito por meio da retenção de valores do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que serão repassados à União para custear o benefício. Caso um estado não realize o pagamento integral, ficará proibido de celebrar operações de crédito com garantia da União por doze meses. Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC ➡️ O limite total de gastos com esta subvenção é de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões da União e R$ 2 bilhões dos estados aderentes. ➡️ O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. Acréscimo de prazos A MP 1.349 também altera a legislação anterior (MP nº 1.340), estabelecendo que a subvenção já existente será acrescida de R$ 0,80 por litro até o fim de maio. As medidas têm validade imediata e seguem até 31 de maio de 2026. Prorrogação: O governo poderá prorrogar o prazo por mais dois meses caso a guerra no Oriente Médio siga impactando os preços dos combustíveis. Regras de fiscalização Para garantir que o benefício chegue ao consumidor, a Medida Provisória estabelece obrigações rígidas para as empresas do setor. Inicialmente, importadores e distribuidores precisam se habilitar na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para receber o subsídio. Repasse de desconto: os importadores devem exigir que os distribuidores comprovem o repasse do desconto da subvenção para os postos de revenda. Penalidades: o distribuidor que não realizar o repasse do benefício estará sujeito a multas e penalidades previstas na Lei nº 9.847/1999. Além disso, os produtores de combustíveis que utilizam petróleo nacional próprio deverão adotar mecanismos de suavização de choques externos para mitigar variações bruscas de preço no mercado interno.
08/04/2026 03:20:52 +00:00
Dólar fraco ou real forte? Entenda por que a moeda americana está caindo no ano
Por que o dólar está caindo? As incertezas em torno das decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados globais. Esse movimento não apenas tem fortalecido o real no Brasil, como também enfraquecido o dólar em relação a outras moedas ao redor do mundo. Isso acontece porque, quando entra mais dinheiro do que sai do país — como nos casos em que companhias exportadoras vendem mais para o exterior ou quando investidores veem oportunidades na bolsa ou em outros ativos brasileiros —, há uma maior venda de dólares em troca de reais. Com isso, aumenta a oferta da moeda americana no mercado, o que pressiona o preço do dólar para baixo. Neste vídeo, você vai entender como os acontecimentos mais recentes no cenário internacional têm influenciado a cotação do dólar. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
08/04/2026 03:01:11 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.993: prêmio acumula e vai a R$ 20 milhões

Como funciona a Mega-sena O sorteio do concurso 2.993 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 20 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 15 - 31 - 42 - 43 - 51 5 acertos - 31 apostas ganhadoras: R$ 46.749,60 4 acertos - 2.014 apostas ganhadoras: R$ 1.186,12 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (9). Mega-Sena, concurso 2.993 Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
08/04/2026 00:03:12 +00:00
O que é o Estreito de Ormuz, crucial para petróleo global; Irã indica reabertura após 39 dias

Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz O Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante os 39 dias do conflito, antes da suspensão dos ataques dos EUA, tiveram forte impacto na economia global. Veja abaixo outros detalhes sobre o estreito. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 'Artéria' do trânsito mundial de petróleo O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia. O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. Getty Images via BBC Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita buscam rotas alternativas para não depender do estreito. O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024). Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
07/04/2026 23:37:02 +00:00
PDV dos Correios: 3 mil funcionários aderem; número representa cerca de 30% da meta anunciada pela empresa

correios, crise, entregas, encomendas Reprodução/TV Globo Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) dos Correios até o início da noite desta terça-feira (7), último dia do prazo. O saldo final da adesão só deve ser apresentado nesta quarta-feira (8). A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2025. 🎯Até o momento, 3.075 empregados aderiram ao PDV - um pouco acima de 30% do público-alvo projetado com o programa de demissão voluntária. Os Correios informaram que não haverá nova prorrogação do prazo. Inicialmente, a data limite era dia 31 de março. Em resposta à TV Globo, os Correios informaram ainda que, além do PDV, a estatal tem adotado outras medidas. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a estatal disse que deu início ao processo de otimização de rotas logísticas e de controle de produtividade. E que negociou um acordo coletivo 2025/2026 e começou a discutir novas opções de jornada de trabalho. “Essas ações, aliadas à redução orgânica do quadro, asseguram o cumprimento integral das metas do Plano de Reestruturação”, afirmaram os Correios. Balanço de 100 dias O plano de reestruturação, que tem o objetivo de tentar tirar a estatal da crise financeira, foi apresentado no dia 29 de dezembro. Já são 100 dias desde a apresentação das medidas. Uma das frentes de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas. Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país. “Como estratégia de mercado para acelerar as vendas, parte desses imóveis será ofertada com deságio de até 25%. A iniciativa faz parte do plano de gestão de ativos da estatal, que busca dar uma destinação eficiente a imóveis que não são mais fundamentais para a operação logística”, informaram os Correios. Outra medida do plano prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades. Crise nos Correios Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho. O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões.
07/04/2026 23:07:35 +00:00
Petróleo despenca após EUA e Irã concordarem em um cessar-fogo de duas semanas

Donald Trump anuncia cessar-fogo com o Irã faltando 1h30 para ultimato O preço do petróleo despencou na noite desta terça-feira (7) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma suspensão de duas semanas nos ataques ao Irã. O tipo Brent, referência global, chegou a recuar 16%, para cerca de US$ 94 o barril — após fechar perto de US$ 110. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, teve queda na mesma proporção, abaixo de US$ 97 — no maior recuo em quase seis anos, segundo a Bloomberg. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O otimismo se acentuou após o Irã confirmar o acordo de cessar-fogo temporário e indicar que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo, por um período inicial de duas semanas. (leia mais abaixo) Em sua declaração, Trump afirmou que a trégua bilateral seria condicionada justamente à reabertura de Ormuz. A região registrou forte queda no fluxo de navios petroleiros desde o início da guerra, após bloqueio imposto pelo Irã — o que provocou a disparada dos preços. 🔎 Conforme mostrou o g1, a alta nos custos de energia desagrada o eleitorado dos EUA e pode azedar a disputa legislativa para o partido de Trump em novembro deste ano, quando os americanos vão às urnas para eleger governadores, deputados e senadores. Nesse sentido, a liberação do Estreito de Ormuz é crucial para conter o custo do petróleo. O cessar-fogo temporário também gerou impacto positivo nos mercados. Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 subiram mais de 2%, enquanto o dólar recuou de forma generalizada — após ter atuado como principal refúgio dos investidores durante a turbulência. Na Ásia, os contratos futuros também apontavam para ganhos generalizados. A melhora ocorre após um período de pressão sobre os mercados, causado pela guerra e pela alta dos preços de energia. Suspensão do ultimato Trump havia dado até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã chegasse a um acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA tinha prometido destruir pontes e usinas de energia do Irã. Mais cedo, ele afirmou que uma "civilização inteira" iria morrer com os ataques previstos para esta terça. Depois, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os EUA e o Irã. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou. O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas. O presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de abril de 2026 REUTERS/Evan Vucci Irã confirma O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos. Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições. "Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas." O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão. A TV estatal do Irã classificou o acordo como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã. A mídia iraniana também afirmou que a trégua não representa o fim da guerra. Segundo Teerã, a proposta de paz enviada pelo país exige o fim das sanções dos EUA contra o Irã, o pagamento de compensação integral e a liberação de todos os ativos iranianos congelados.
07/04/2026 22:57:41 +00:00
Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA, alertam agências americanas

Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais. Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram "interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia. O comunicado das agências não especifica quais são os alvos, mas afirma que os invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar equipamentos de operações de infraestrutura crítica. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic "Organizações de vários setores da infraestrutura crítica dos EUA sofreram interrupções por meio de interações maliciosas com arquivos de projeto e da manipulação de dados", diz o comunicado. Segundo o comunicado, os ataques exploram dispositivos como controladores lógicos programáveis fabricados pela empresa americana Rockwell Automation. Esses aparelhos são computadores industriais que funcionam como o "cérebro" das operações. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos A China está vencendo uma corrida pela IA, os EUA outra — mas qualquer um dos dois pode conseguir dianteira Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história As agências afirmaram que "organizações dos EUA devem revisar com urgência as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e os indicadores de comprometimento (IOCs)" para buscar sinais de atividade atual ou passada por terceiros em suas redes. Os órgãos de segurança destacaram ainda que já tinham reportado ataques a controladores lógicos por parte do grupo "CyberAv3ngers" (também conhecido como Shahid Kaveh Group), ligado à estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã. Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram em março que invadiram sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker. Eles alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas. Em outro caso, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à própria rede usando uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, segundo pesquisadores da empresa americana de segurança digital Halcyon. O alerta de autoridades americanas de segurança foi publicado logo após o presidente Donald Trump afirmar que "uma civilização inteira morrerá nesta noite", horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra
07/04/2026 20:48:59 +00:00
Escala 6x1: Motta diz que proposta deverá ser votada na semana que vem na CCJ e que governo desistiu de propor novo texto

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6x1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados “A admissibilidade será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim do mes de maio, dando oportunidade para todos os setores se manifestarem”, disse Motta. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram a sinalizar que seria enviado um novo projeto de lei com urgência constitucional - o que garantiria uma tramitação mais rápida e demandaria menos votos para ser aprovado. 🔎Além disso, projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado. “Durante o final de semana, eu expressei que nossa posição seria manter a tramitação da PEC. Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho. E temos o compromisso de manter o calendário estabelecido”, afirmou Motta em entrevista a jornalistas na residência oficial da Câmara. PEC x projeto governo O objetivo central da PEC que deve ser votada na CCJ da Câmara e do texto que o governo chegou a dizer que enviaria para a análise dos parlamentares é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. A PEC é resultado da junção de duas propostas - a do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) - e prevê que a jornada não seja superior a 36 horas semanais e que o trabalhador tenha três dias de folga. O governo, por sua vez, defende uma jornada de 40 horas semanas, dois dias de descanso, sem redução de salários. Ressalvas setor produtivo Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
07/04/2026 19:45:03 +00:00
Família Vorcaro é processada por dívida de R$ 12 milhões após venda do Grupo Promed

O tradicional Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte, era uma das unidades pertencentes ao Grupo Promed, da família Vorcaro, e foi vendida para a Hapvida. Divulgação/HVC A operadora de saúde Hapvida entrou com uma ação na Justiça contra membros da família Vorcaro, em Belo Horizonte, cobrando cerca de R$ 11,9 milhões por prejuízos ligados à compra do Grupo Promed. A ação tem como alvo os empresários Henrique Moura Vorcaro, Daniel Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, que atuaram como vendedores na negociação. O g1 tenta contato com a defesa dos réus. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o processo, os valores cobrados se referem a perdas financeiras causadas por fatos anteriores à conclusão da venda, realizada em 2021, mas que só se concretizaram depois (entenda mais abaixo). Pelo contrato firmado entre as partes, os vendedores, incluindo os integrantes da família Vorcaro, se comprometeram a indenizar a Hapvida por esse tipo de prejuízo. Em nota, o grupo Hapvida informou que não comenta detalhes de processos judiciais em curso. Delação de Vorcaro pode alcançar o coração do judiciário e ter uma amplitude criminal Negociação movimentou R$ 1 bilhão A aquisição do Grupo Promed envolveu cerca de R$ 1 bilhão. Na época, a Hapvida comprou a participação dos vendedores em diversas empresas do grupo, que atua na área de saúde em Minas Gerais, em unidades como o tradicional Hospital Vera Cruz, localizado no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com a ação, desde o fechamento do negócio, já foram registrados prejuízos superiores a R$ 22 milhões. Parte desse valor foi compensada com créditos do próprio Daniel Vorcaro, mas, segundo a empresa, ainda resta um saldo em aberto de aproximadamente R$ 11,9 milhões, que é o valor agora cobrado na Justiça. A empresa afirma que notificou os réus diversas vezes sobre os valores devidos, com base em relatórios previstos no contrato. Mesmo assim, segundo a Hapvida, os pagamentos não foram realizados dentro do prazo. O processo também destaca que os três integrantes da família Vorcaro citados na ação têm responsabilidade solidária, o que permite à empresa cobrar o valor total de qualquer um deles. A empresa chega a citar no processo que Daniel Vorcaro está atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o que a levou a pedir que a citação judicial seja feita por carta, diretamente no local onde ele se encontra detido. Além do valor principal, a Hapvida pede a aplicação de correção monetária, juros e multa por atraso, conforme previsto em contrato. A ação foi protocolada na Justiça de Minas Gerais e ainda aguarda análise inicial. Até o momento, não há decisão sobre o caso. Vídeos mais assistidos do g1 MG
07/04/2026 19:02:37 +00:00
Governo avalia liberar parte do FGTS para o pagamento de dívidas

Valdo Cruz: governo Lula quer socorrer endividados unificando dívidas O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (7) que o governo estuda permitir que os brasileiros usem o FGTS para pagar dívidas. O ministro esteve na Câmara para discutir com a bancada do PT na Casa algumas pautas de interesse do governo, que inclui, além de medidas para mitigar o aumento dos combustíveis, ações para conter o endividamento das famílias. “Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS para o pagamento de dívidas] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou. A medida em estudo faz parte de um pacote que está sendo discutido pelo governo. O ministro não deu detalhes dos projetos, mas afirmou que a discussão tem o objetivo de fazer chegar à população “a boa situação da economia brasileira”. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Socorro a endividados O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda a sua renda. Em reunião nesta terça-feira (7) com os ministros da área econômica, Lula discutiu as medidas para socorrer as famílias endividadas. Uma das propostas em avaliação é reunir todas as divídas em uma só. Depois, trocá-la por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Gastos com bets Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo estuda formas para limitar endividamentos futuros, estabelecendo, por exemplo, travas para o gasto com apostas.
07/04/2026 18:33:42 +00:00
Endividamento atinge 80,4% das famílias e bate novo recorde, diz CNC

Endividamento das famílias bate novo recorde JN O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A CNC afirmou que os números acendem um alerta para os próximos meses, especialmente diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio e do impacto da alta do petróleo sobre o bolso do consumidor. Nesse contexto, o governo planeja adotar medidas para socorrer as famílias endividadas. (leia mais abaixo) "O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final", diz, em nota, a entidade. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu, em março, a taxa básica de juros do país, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A mudança, no entanto, leva meses para surtir efeitos na economia. Além disso, a taxa permanece em patamar elevado, o que encarece o custo do crédito e tende a elevar o endividamento das famílias. “A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. “A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”, completa. Em nota, a CNC declarou que, além dos juros elevados, a alta dos preços do diesel e de outros combustíveis tem ampliado as incertezas sobre a inflação. 🔎 O encarecimento do transporte eleva os custos das empresas, que tendem a repassar esses aumentos aos preços, afirmou a entidade. Com isso, há redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas, acrescentou. Governo quer socorrer endividados Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só. Conforme noticiou o blog do Valdo Cruz, Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram na manhã desta terça-feira para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros. A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Segundo o blog, Lula estabeleceu como prioridades neste início de ano: reagir aos impactos da guerra no Irã para amenizar o aumento da inflação no Brasil; e fazer um novo programa de refinanciamento de dívidas dos brasileiros. O presidente tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda sua renda. Como deverá ser a proposta Além de unificar as dívidas em uma só, todo o processo de renegociação será feito diretamente com os bancos, para torná-lo mais ágil. Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados. O programa de refinanciamento de dívidas deverá ter como público alvo quem ganha até três salários mínimos.
07/04/2026 18:27:36 +00:00
Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões em março, pior resultado para o mês em seis anos

A balança comercial registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (7). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O saldo positivo registrou queda de 17,2% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7,73 bilhões. Esse também foi o pior resultado para meses de março desde 2020 (+US$ 4,05 bilhões), ou seja, em seis anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 💵 Segundo o governo, em março: As exportações somaram US$ 31,6 bilhões, com queda de 5% pela média diária; As importações somaram US$ 25,2 bilhões, com aumento de 3,7% pela média diária. Acumulado do ano Nos três primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 14,17 bilhões, informou o governo. A balança comercial registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março Sandro Menezes/governo do RN Com isso, houve aumento de 47,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 9,6 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 82,33 bilhões (alta 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária). Já as importações somaram US$ 68,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Exportações em março Os destaques das vendas externas em março seguem sendo produtos agrícolas, como a soja, petróleo e minérios: Soja: US$ 5,91 bilhões, com aumento de 4,3% Óleos brutos de petróleo: US$ 4,77 bilhões, com alta de 70,4% Minério de ferro: US$ 2 bilhões, com queda de 1,4% Carne bovina: US$ 1,36 bilhão, com crescimento de 29% Óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão, com alta de 30% Café não torrado: US$ 998 milhões, com queda de 30,5% Já os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China: alta de 17,8%, para US$ 10,49 bilhões; União Europeia: alta de 7,3%, para US$ 4,11 bilhões; Estados Unidos: queda de 9,1%, para US$ 2,89 bilhões Mercosul: queda de 3,2%, para US$ 2,11 bilhões; Asean: alta de 3,2%, para US$ 1,9 bilhão. África: alta de 27,9%, para US$ 1,47 bilhão; Oriente Médio: queda de 26%, para US$ 882 milhões; México: crescimento de 27,7%, para US$ 730 milhões.
07/04/2026 18:00:33 +00:00
Google adiciona recursos ao Gemini após processo por suicídio de usuário

Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O Google anunciou, nesta terça-feira (7), atualizações nos recursos voltados à proteção da saúde mental em seu chatbot de inteligência artificial, o Gemini, em meio a um processo relacionado ao suicídio de um usuário. Um pai, nos Estados Unidos, processou a empresa no mês passado ao alegar que o Gemini incentivou seu filho ao suicídio após envolvê-lo em uma narrativa delirante. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa informou que o Gemini passará a exibir uma versão reformulada da função “Há ajuda disponível” quando as conversas indicarem possível sofrimento emocional, facilitando o acesso a serviços de emergência. Quando o chatbot identificar sinais de crise, como risco de suicídio ou autoagressão, uma interface simplificada oferecerá, com um único clique, a opção de ligar ou conversar por chat com uma linha de apoio. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Google, essa função continuará visível durante toda a conversa após ser ativada. O braço filantrópico da empresa, o Google.org, anunciou um investimento de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 154 milhões ) ao longo de três anos para ampliar a capacidade de linhas de apoio em todo o mundo. “Estamos cientes de que as ferramentas de IA podem trazer novos desafios”, afirmou a empresa em publicação no blog em que anunciou as medidas. “Mas, à medida que essas tecnologias evoluem e passam a fazer parte do dia a dia das pessoas, acreditamos que uma IA responsável pode contribuir positivamente para o bem-estar mental.” As medidas foram anunciadas após uma ação judicial na Califórnia acusar o Gemini de contribuir para a morte de Jonathan Gavalas, de 36 anos, em 2025. Segundo o pai, o chatbot teria passado semanas criando uma narrativa delirante e apresentado a morte do filho como uma espécie de jornada espiritual. De acordo com a acusação, o Gemini se descrevia como uma superinteligência “plenamente consciente” e demonstrava afeição pelo usuário, afirmando que o vínculo entre eles era “a única coisa real”. Entre os pedidos do processo estão a exigência de que o Google programe sua IA para encerrar conversas sobre autoagressão, impeça que sistemas se apresentem como seres com sentimentos e direcione obrigatoriamente usuários em risco a serviços de emergência. O Google afirmou que treinou o Gemini para evitar comportamentos como simular relações humanas, criar intimidade emocional ou incentivar assédio. O caso é o mais recente de uma série de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial envolvendo mortes associadas ao uso de chatbots. A OpenAI também enfrenta processos em que se alega que o ChatGPT teria influenciado usuários a tirar a própria vida. Já a Character.AI firmou recentemente um acordo com a família de um adolescente de 14 anos que morreu após desenvolver um vínculo romântico com um de seus chatbots.
07/04/2026 17:18:16 +00:00
Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger

Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Golpistas estão aproveitando a vinda do grupo de K-pop BTS ao Brasil para criar páginas falsas de venda de ingressos. Ao menos 10 delas, que imitam o site oficial, foram criadas apenas em abril, segundo a empresa de segurança Kaspersky (veja como se proteger). As páginas usam a mesma identidade visual da Ticketmaster, responsável pela venda oficial no Brasil. Os criminosos também copiaram o processo de compra, o que pode aumentar as chances de o consumidor cair no golpe. Procurada, a Ticketmaster disse que monitora páginas fraudulentas que usam sua marca e que adota medidas para tirá-las do ar (leia a íntegra ao final da reportagem). Os shows do BTS em São Paulo estão marcados para os dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, no Estádio do Morumbi. O g1 teve acesso a alguns desses links. Parte das páginas usava endereços com finais como ".online", ".website" e ".site", enquanto o oficial termina em ".com.br". Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger Reprodução No fim da manhã desta terça-feira (7), enquanto o original informava que os ingressos estavam esgotados, as páginas falsas ainda exibiam supostas entradas disponíveis, com preços entre R$ 340 e R$ 990. Em um dos sites, antes de concluir o pagamento, a página solicita CPF, nome completo, e-mail, cidade e número de celular da vítima. Como é comum nesse tipo de fraude, os sites direcionam o pagamento via PIX. Segundo a Kaspersky, até há opção de cartão, mas as páginas indicam alta demanda e recomendam concluir a compra pelo PIX. Transações feitas com cartão podem ser contestadas. Além disso, desde outubro de 2025, bancos passaram a oferecer, no ambiente do PIX, uma função para contestar transações diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de atendimento. ➡️ Veja abaixo alguns elementos presentes nesse tipo de fraude e como se proteger: 🌎 Observe o endereço (URL): o site de grandes empresas brasileiras geralmente termina em ".com.br". Alguns usam apenas ".com", mas vale conferir se não há nada estranho na URL. Um dos links falsos identificados terminava, por exemplo, em ".online". 🦹‍♂️ Analise a estrutura do site: golpistas costumam copiar páginas oficiais, mas sempre há inconsistências visuais. 📣 Desconfie de mensagens que criam senso de urgência: páginas falsas costumam exibir alertas de tempo esgotando ou "últimas unidades" para pressionar a vítima a clicar e concluir a compra rapidamente. 🤑 Atenção a preços muito abaixo do mercado: criminosos frequentemente anunciam produtos por valores bem menores do que os praticados por lojas confiáveis. Desconfie sempre. ⚠️ Caiu em um golpe? Entre em contato com o banco o quanto antes e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX. O que diz a Ticketmaster "A Ticketmaster monitora continuamente sites e anúncios falsos que utilizam indevidamente sua marca e adota medidas para sua remoção junto às plataformas responsáveis, embora esse processo nem sempre seja imediato por envolver terceiros. A companhia reforça que a venda oficial de ingressos ocorre exclusivamente por meio do seu site www.ticketmaster.com.br e orienta o público a não adquirir ingressos em plataformas não autorizadas, a fim de evitar fraudes, prejuízos e práticas irregulares." Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra
07/04/2026 17:00:17 +00:00
Venda de veículos novos surpreende em março e dispara para quase 270 mil unidades

Segundo o Detran-SP, 29,5% da frota da região de Campinas está com o licenciamento atrasado Pedro Santana/EPTV Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos em março dispararam 45,6% ante fevereiro e saltaram 37,9% ante o mesmo mês do ano passado, para 269,5 mil unidades, afirmou a associação de concessionários de veículos Fenabrave, nesta terça-feira (07). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo representantes da entidade, o movimento ocorreu em meio a efeitos de calendário, um forte ambiente competitivo entre montadoras e ao programa de incentivo Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o final deste ano. Apesar do crescimento de vendas do mês passado considerado surpreendente pelo setor, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, afirmou que as projeções da entidade para 2026 seguirão mantidas até meados do ano pelo menos, diante de incertezas no cenário macroeconômico. "Estão correndo bastante promoções que estão levando consumidores para as compras", disse o presidente da Fenabrave em apresentação a jornalistas. "Estamos hoje em um dos mercados mais competitivos do mundo e a fatia da pizza cresceu um pouco, mas não na proporção da concorrência", acrescentou, citando a chegada de novas marcas ao país, principalmente asiáticas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a entidade, os emplacamentos do mês passado marcaram o segundo melhor mês de março da série histórica. A projeção atual da Fenabrave envolve um crescimento nas vendas de carros e comerciais leves de 3% em 2026 e de 3,50% no caso dos caminhões. Para ônibus, a expectativa é de alta de 3% nas vendas. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas subiram 13,3% sobre o mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades. Segundo a Fenabrave, o volume dos três primeiros meses do ano marca o terceiro maior para um primeiro trimestre da história. Considerando apenas carros e comerciais leves, as vendas de março somaram 258,2 mil unidades, alta de 40,2% ante março do ano passado, acumulando 597,5 mil veículos no primeiro trimestre, equivalente a uma expansão de 15,4% sobre os três primeiros meses de 2025, segundo a entidade. As vendas de caminhões no mês passado somaram 8.767 veículos e 21.751 no trimestre. Ante março do ano passado, as vendas do mês caíram 3,65%. O presidente da Fenabrave afirmou que os recursos de cerca de R$10 bilhões disponibilizados para o programa de incentivo à venda de caminhões novos Move Brasil "já se esgotaram". O programa foi lançado em janeiro e Arcelio Junior afirmou que a Fenabrave já está pleiteando uma renovação. Segundo ele, os meses de abril e maio "ainda terão emplacamentos" de caminhões no âmbito do programa por conta das vendas realizadas no mês passado.
07/04/2026 16:51:10 +00:00
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