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Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028. A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. "Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac - leia mais abaixo. Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. Reprodução/Eve Air Mobility Produção de até 480 aeronaves A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais. O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini. A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional. O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Leia também: Simulador mostra pouso e decolagem de carro voador e prevê embarque em até 15 minutos em vertiporto Carro voador da Embraer que será produzido em Taubaté faz primeiro teste de transição para voo horizontal Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal Cerca de 300 trabalhadores A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente. Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção. “Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse. A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. Reprodução/VertiMob Produção de protótipos começa antes em São José Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave. Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini. A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté. Certificação pela Anac A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini. A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Integração com a Embraer Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa. A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté. “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini. Investimento de US$ 88 milhões A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté. A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado. “A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini. A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Freepik Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal. O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado. ➡️ Conhecido como "Enem dos Concursos", o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas. Agora no g1 A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso. O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro. Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado. Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida. 🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar? De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações. O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais. Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias. ⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso. Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro. Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 21 - 25 - 40 - 52 - 56 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43 4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026 AP Photo/Jeff Chiu O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança. As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT. Agora no g1 Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos. Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários. Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual. A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade. Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes. Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão. Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.

Correios abrem novo programa de demissão voluntária Os Correios esperam que o novo empréstimo para aliviar a crise financeira da estatal saia até o dia 15 deste mês, próxima terça-feira. O g1 apurou que a nova injeção de dinheiro deve vir de um novo consórcio de bancos, como feito no final do ano passado para os R$ 12 bilhões, mas dessa vez envolvendo três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e o Deutsche Bank, - e o Banrisul. O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa", acrescentou a estatal. Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.

Embarcações perto de Ormuz. Reuters O petróleo disparou novamente nesta quinta-feira (10) em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,3% e fechou a US$ 107,63, após superar os US$ 108 durante o pregão — o maior nível desde maio, quando atingiu US$ 114. A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72. De lá para cá, a alta já passa de 49%, devido aos temores de que a guerra continue prejudicando o fluxo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O avanço desta quinta-feira ocorreu após os Houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, assumirem o controle de Moca, importante cidade portuária no sudoeste do país. A área é usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. O grupo também tomou o porto, estratégico no Mar Vermelho, e ameaçou atacar navios sauditas. Além disso, intensificou os ataques contra a infraestrutura de energia do país, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Agora no g1 🔎 O conflito entre Estados Unidos e Irã já havia prejudicado o fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo. Com novos pontos de escoamento afetados, aumentou o temor de redução da oferta, pressionando os preços. O cenário tem preocupado o governo do presidente Donald Trump. O petróleo mais caro pressiona a inflação e os juros nos EUA ao encarecer os combustíveis e outros produtos transportados até as lojas. O movimento ocorre a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro, que vão definir a composição do Congresso americano. Na quarta-feira, Trump afirmou que os preços do petróleo provavelmente não vão cair até depois do pleito. Ataques ameaçam rota estratégica de petróleo Os ataques dos Houthis ameaçam o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que ganhou importância para a Arábia Saudita após a interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb é uma passagem estratégica que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho e faz parte da principal rota marítima entre a Ásia e a Europa, via Canal de Suez. O estreito tem cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa do Iêmen, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses dois pontos marcam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Governo brasileiro reage à alta de preços De olho no ritmo de escalada do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Essa é a versão pura do combustível, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro. Segundo a petroleira, considerando os tributos, a redução líquida no preço será de R$ 0,19 por litro. Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, mostram que a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil. No período, o diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro. * Com informações da AP e da AFP

Agora no g1 A Rádio Eldorado voltará ao ar em 7 de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM. A emissora passará a operar na frequência 107,9 FM. A nova operação terá patrocínio da Porto, empresa que atua nos setores de seguros, serviços financeiros, mobilidade e saúde. A companhia comprou os naming rights da emissora, ou seja, o direito de associar sua marca ao nome da rádio. Apesar disso, a Porto decidiu manter a marca Eldorado, sem alterar o nome da emissora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as novidades está um programa apresentado pela jornalista Juliana Wallauer, uma das criadoras do Mamilos Podcast, às 19h. O Jornal Eldorado também retorna, com Haisem Abaki entre os âncoras. A programação ainda terá o retorno de atrações como Som a Pino, Fim de Tarde e Bike Repórter. Parte dos programas falados será transmitida em vídeo pelo YouTube. Rádio havia deixado o FM em maio A Eldorado havia anunciado em abril que deixaria a frequência 107,3 FM, operada em parceria com a Fundação Brasil 2000, a partir de 15 de maio. Na época, o Grupo Estado informou que a marca continuaria em plataformas digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e internet. Switcher de rádio Reprodução A saída do FM fazia parte de um movimento de reorganização da operação de áudio do Grupo Estado, em um cenário de mudança nos hábitos de consumo de rádio e crescimento das plataformas digitais. Uma rádio com quase 70 anos Fundada em 1958, a Eldorado é uma das rádios tradicionais de São Paulo e pertence ao Grupo Estado, também responsável pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao longo de sua história, a emissora combinou jornalismo, música e cultura na programação. A rádio também ficou conhecida por programas e coberturas jornalísticas ligados à cidade de São Paulo. Nos últimos anos, passou a ampliar a presença de seus conteúdos em plataformas digitais, incluindo vídeo e podcasts. Com o retorno ao FM, a Eldorado volta a ter uma frequência própria no dial da cidade, enquanto mantém a distribuição de conteúdo pela internet.

Glifosato sendo aplicado em lavoura, em imagem de arquivo Getty Images A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados -- o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo. A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados. A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato. O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado - passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados. Veja, no vídeo abaixo, detalhes sobre a ação movida pelo MPT em junho: Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho. O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Esta reportagem está em atualização.

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Agora no g1 Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias. Curso teórico é opcional e pode ser gratuito As aulas teóricas e práticas representavam a maior parte do custo para obter a habilitação, chegando a até R$ 5 mil. Segundo a pasta, a redução desse valor pode chegar a 70%. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. Solicitações de novas CNHs mais que triplicaram O balanço da nova CNH também aponta um aumento de 216% no número de candidatos à primeira habilitação. Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram o documento pela primeira vez. No mesmo período de 2026, esse número chegou a 7.315.625. Mais uma vez, os estados das regiões Norte e Nordeste lideram o ranking dos maiores crescimentos: Amapá: aumento de 485,8%; Sergipe: aumento de 472,5%; Pernambuco: aumento de 468%; Maranhão: aumento de 443%; Paraíba: aumento de 423,8%. A pasta informa que todos os estados registraram aumento no número de solicitações. Ainda assim, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina apresentaram os menores crescimentos: 154,9%, 138,5% e 114%, respectivamente.

Anthropic Reuters A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem. O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia. Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos. Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução. Agora no g1 A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão. "O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT". 'Brincando com vidas' A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank começou nesta quinta-feira (10) a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos por meio de bancos parceiros, informou o banco digital brasileiro em comunicado. Os produtos iniciais incluem contas com rendimento, cartões de crédito e débito, transferências de dinheiro e remessas internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo David Vélez e pela cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, durante um evento em Miami. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Nubank firmou parceria com o Lead Bank para oferecer a Nu Account, que rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados. Os recursos ficam depositados no Lead Bank, membro da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites previstos pela legislação local. A conta também inclui cartão de débito, ferramentas para separar valores destinados à poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais. Inicialmente, as remessas poderão ser feitas para Brasil, México e Colômbia. O banco também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard. O produto oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. Segundo o Nubank, o percentual poderá chegar a 2% mediante o cumprimento de condições de elegibilidade. Além dos produtos para o mercado americano, o Nubank anunciou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada a pessoas que movimentam dinheiro entre diferentes países. Na conta, os valores são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC), stablecoins atreladas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento de 3,50% ao ano para USDC e de 2,20% ao ano para EURC. O Nu Global permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. Segundo a empresa, as transferências começarão pela Europa e pela América Latina. Integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses. Os usuários também poderão negociar ativos digitais, como bitcoin e ethereum, diretamente pelo aplicativo. Licença bancária O Nubank solicitou, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional nos Estados Unidos ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional foi concedida em janeiro de 2026. O banco ainda passa por etapas de aprovação junto ao Federal Reserve e à FDIC. Enquanto o processo não é concluído, os serviços lançados nesta quinta-feira serão oferecidos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. A cofundadora e CEO do Nubank nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, afirmou, durante o evento de lançamento em Miami, que a empresa pretende começar a operar diretamente no país no próximo ano. Com informações da agência de notícias Reuters.

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O governo da Dinamarca, que planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos, também quer vetar a presença de celulares em escolas e centros de ensino médio, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este governo propõe uma proibição total dos celulares", declarou Frederiksen durante uma coletiva de imprensa. A proibição valerá tanto para as salas de aula quanto para os pátios de recreio, acrescentou. A medida abrangerá os alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Agora no g1 O anúncio foi feito logo após a divulgação do mais recente relatório internacional PISA, que mostrou uma forte queda no desempenho dos jovens dinamarqueses. Com 478 pontos, a Dinamarca ficou ligeiramente abaixo da média europeia, de 482. "Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados", reagiu o ministro da Educação, Magnus Heunicke, após a divulgação dos dados, na terça-feira (08). "Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas", afirmou a chefe de governo. "Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela", lamentou Frederiksen. Seu governo anterior já havia estudado legislar sobre o tema, mas o projeto, que nunca chegou a ser debatido no Parlamento, previa apenas obrigar os conselhos escolares a estabelecer regras para transformar as escolas em espaços livres de celulares.

Chevrolet Captiva PHEV já é vendida na Argentina. Divulgação / GM A General Motors do Brasil confirmou para novembro o início da produção do Chevrolet Captiva PHEV no Ceará. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) durante discurso do presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, em evento realizado em Santo André (SP). A marca já havia confirmado anteriormente que o SUV híbrido plug-in seria montado no Brasil, mas ainda não havia determinado a data exata. O executivo também confirmou que a GM estuda lançar um compacto elétrico no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na mesma fábrica cearense, já são produzidos o Chevrolet Spark e o Chevrolet Captiva EV. Todos os modelos seguem a estratégia de montagem SKD, formato no qual os componentes chegam da China e são montados no Brasil. Os veículos fazem parte da parceria mantida entre a GM e a SAIC, por meio da joint venture chamada SGMW (SAIC-GM-Wuling). No mercado chinês, o Captiva é comercializado sob o nome de Wuling Starlight S. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A GM ainda não confirmou as especificações técnicas do modelo que será vendido no mercado brasileiro. O Captiva PHEV já é oferecido em diversos mercados globais, inclusive na Argentina. No país vizinho, o SUV conta com motor 1.5 aspirado movido apenas a gasolina, bateria de 20,5 kWh e motor elétrico. A tração é dianteira, com potência de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, além de autonomia registrada nas fichas técnicas que supera os 1.000 km. Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, anuncia para novembro de 2026 a produção do Captiva PHEV no Ceará. Divulgação / GM Captiva 100% elétrico Assim que a GM confirmou no começo de 2026 a produção do Chevrolet Captiva EV no Brasil, o g1 testou o SUV 100% elétrico e apontou cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido: 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio-ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.

Críticos dizem que a Apple mudou pouco o design do iPhone desde o lançamento, em 2007 Cortesia da Apple (via BBC) Em sua segunda semana como CEO da Apple, John Ternus anunciou a primeira grande mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, subiu ao palco nesta quarta-feira (9/9) durante o evento anual de lançamentos da empresa, diante de imagens gigantes do primeiro iPhone dobrável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o formato semelhante ao de um caderno, o novo iPhone, batizado de Duo, é o maior já lançado pela empresa. Também é o mais caro: o preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e chega a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999. O novo CEO disse que o Duo foi "inspirado no iPad", mas afirmou que os recursos de dobra são "fluídos e completamente intuitivos". iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone dobrável vinha sendo desenvolvido internamente pela Apple havia vários anos. Aberto, o novo Duo se parece com um iPad pequeno. Dobrado ao meio, lembra um iPhone mais largo. Durante o evento, Ternus disse que a Apple queria evitar a aparência e a sensação de uso de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado, que, segundo ele, "parecem dois telefones colados um ao outro… fazendo uma tela maior parecer muito menor". Para Ternus, o Duo é resultado de "uma série de inovações extraordinárias que vão redefinir a experiência de usar um telefone dobrável". O CEO da Apple participou diretamente do desenvolvimento do iPhone dobrável. Antes de ser escolhido neste ano para suceder Cook, ele passou muitos anos como um dos principais executivos da divisão de hardware da Apple. O novo iPhone dobrável pode ser usado de duas formas Cortesia da Apple (via BBC) Ben Wood, analista-chefe da empresa de pesquisa de tecnologia CCS Insight, afirmou que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para "coincidir com o que será, possivelmente, um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos". "Nada acontece por acaso na Apple", acrescentou Wood. Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies que acompanhou a apresentação na quarta-feira, disse que o destaque dado a Ternus fazia parecer "quase como se ele próprio fosse um produto". A mudança no design do iPhone pode ser uma resposta às críticas de que a Apple ainda não conseguiu lançar um grande sucesso nem apresentar uma inovação realmente empolgante desde a chegada do primeiro iPhone, em 2007. "O dobrável corre o risco de se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, mas sem gerar crescimento relevante", afirmou Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester. Até agora, o maior preço inicial de um novo iPhone era de US$ 900 (cerca de R$ 4.600). Na quarta-feira, a Apple também apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, que, nos EUA, custam a partir de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.100) e US$ 1.299 (cerca de R$ 6.600), respectivamente. No Brasil, os preços começam em R$ 11.999 e R$ 12.999. Chatterjee, da Forrester, afirmou que o iPhone dobrável pode seguir o mesmo caminho do headset Vision Pro, da Apple, lançado por US$ 3.699 (cerca R$ 18,9 mil), que não conquistou os consumidores e não é vendido oficialmente no Brasil. Ou pode se tornar o próximo Apple Watch da empresa que, embora seja menos popular que o iPhone, é comprado por milhões de pessoas todos os anos. Outro possível obstáculo para que o novo modelo seja um sucesso de vendas é o fato de os consumidores já estarem acostumados à forma como o iPhone funciona. "Os dobráveis são aparelhos interessantes", observou Milanesi. "Muita gente fica curiosa, mas existe de fato uma curva de aprendizado, tanto no software quanto na adaptação necessária para passar de um telefone tradicional para um dobrável." No Brasil, a pré-venda do iPhone Duo começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999, segundo o site oficial Cortesia da Apple (via BBC) Wood observou que os smartphones dobráveis vendidos atualmente por empresas como Samsung e Huawei representam apenas 2% das vendas de smartphones. Mesmo com a versão da Apple provavelmente ampliando o interesse e a demanda por esse tipo de aparelho, a expectativa é que os dobráveis respondam por apenas 4% do mercado total na próxima década, segundo a empresa de dados e análises FDM CCM Insight. O iPhone é o produto mais vendido da Apple e corresponde a mais da metade das vendas anuais da empresa. Nos últimos trimestres, a empresa tem se orgulhado de afirmar que a procura pelo iPhone nunca foi tão alta. A versão mais recente do aparelho se tornou o lançamento de produto mais bem-sucedido de sua história. A empresa também revelou mais detalhes sobre o relançamento de sua assistente de áudio e conversa Siri, que agora chama de Siri AI. A partir do iPhone 18, a assistente poderá consultar diferentes informações armazenadas no telefone de uma pessoa, como mensagens e emails, para localizar dados, responder a perguntas e realizar tarefas em nome do usuário. Alguns recursos da Siri AI também estarão disponíveis no novo Apple Watch, entre eles a possibilidade de registrar conversas e transcrevê-las, caso o usuário ative a função. Ternus descreveu os novos recursos de IA do iPhone como uma "central pessoal inteligente" e reconheceu que a Apple passará a lidar com "os detalhes mais privados da sua vida cotidiana". Mas acrescentou que essas informações permanecerão privadas. Segundo Ternus, os recursos de IA muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando for necessário usar um serviço de terceiros para executar alguma função, acrescentou, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto, ou na nuvem. "Outros veem esses dados como algo a ser coletado e armazenado", afirmou Ternus. "Aqui, nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu." LEIA TAMBÉM: Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com isso, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. Segundo a estatal, mesmo com o fim do desconto, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 nos tributos federais anunciada pelo governo, medida que também entra em vigor nesta quinta-feira. (entenda mais abaixo) Agora no g1 De acordo com a Petrobras, o preço da gasolina, já considerados os tributos, ficará R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até quarta-feira (9). Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,51 por litro. No mesmo intervalo, o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,88 por litro, enquanto o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro. Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Como é formado o preço dos combustíveis? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: ⛽ Gasolina 27,3%: parcela recebida pelas refinarias; 24,6%: distribuição e revenda; 24,1%: imposto estadual; 13,7%: custo do etanol anidro; 10,3%: impostos federais. ⛽ Diesel 41,1%: parcela recebida pelas refinarias; 25,9%: distribuição e revenda; 17,0%: imposto estadual; 11,3%: biodiesel; 4,7%: impostos federais.

Ford Ranger 3.0 V6 Limited 2026 Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta (10) um recall para as Ranger, modelo 2026, equipadas com motor 3.0. A convocação ocorre devido a um problema no tubo cruzado de escape do motor, que pode apresentar vazamento de gás sem aviso prévio ao motorista por causa de uma falha no aperto das porcas de fixação. Segundo a empresa, o defeito pode fazer com que os níveis de emissões atmosféricas ultrapassem os limites previstos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em situações mais críticas, a falha pode gerar ruído incomum no motor, odor de gases de escapamento e acendimento da luz de advertência no painel. O reparo prevê a inspeção do componente e, se houver necessidade, o reaperto das porcas e a substituição gratuita das juntas do tubo cruzado de escape. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de seis horas, com possibilidade de variação de acordo com o fluxo da concessionária. Agora no g1 A campanha abrange os veículos produzidos entre 9 de dezembro de 2025 e 5 de março de 2026, com os oito últimos dígitos do chassi compreendidos entre TJ024093 e TJ045379. Os atendimentos em oficina terão início no primeiro trimestre de 2027, assim que a solução estiver disponível na rede autorizada. A montadora anunciou que fará um novo chamamento aos consumidores para marcar o reparo quando esta fase for liberada. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação. Recentemente, a Ranger Raptor também teve uma campanha de recall anunciada. O possível defeito está nas capas dos airbags laterais.

Guerra no Oriente Médio completa seis meses A Nestlé está aumentando preços, reformulando produtos e retirando itens pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais, diante da alta dos custos de energia, frete e matérias-primas provocada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, afirmou à Reuters o presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil. Segundo o executivo, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura seis meses, teve pouco impacto direto sobre as vendas da Nestlé na região. O efeito maior, porém, aparece nos custos dos fornecedores, que podem ser repassados para os produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Todos os nossos fornecedores terão algum aumento de custos”, disse Navratil. “Alguns desses custos virão até nós e teremos que mitigá-los, garantindo que os consumidores acompanhem caso tenhamos que aumentar preços.” A Nestlé é dona de marcas como Nescafé, Maggi e KitKat e tem mais de 2 mil marcas em seu portfólio. Energia, frete e matérias-primas De acordo com o CEO, o conflito aumenta os custos dos insumos utilizados pela indústria de alimentos. A empresa afirma que está buscando maneiras de reduzir despesas para evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Além de reajustar preços, a Nestlé está reformulando produtos e procurando reduzir custos. A companhia também pretende eliminar produtos pelos quais os consumidores não estejam dispostos a pagar mais, segundo Navratil. O executivo não informou quais produtos podem deixar de ser vendidos. “Mas haverá efeitos primários em termos de inflação no que compramos, em termos de custos de insumos”, afirmou. O Oriente Médio representa entre 2% e 3% do faturamento total da Nestlé, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços (US$ 111 bilhões). Por isso, segundo Navratil, o impacto direto da guerra sobre as vendas da companhia é limitado. Preços dos alimentos A pressão sobre os custos ocorre em um momento de alta nos preços internacionais de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que o mundo pode estar caminhando para um novo período de inflação de alimentos. 💰 O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de produtos alimentícios comercializados internacionalmente, ficou em 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos registrados em junho. Foi o maior nível do indicador desde janeiro de 2023. Nestlé revisa portfólio A estratégia de redução de custos faz parte de uma revisão mais ampla do portfólio da Nestlé. A companhia vendeu recentemente uma participação em seu negócio de água engarrafada e também está deixando o segmento de vitaminas. Navratil, que recebeu a missão de concentrar a empresa em suas principais marcas, afirmou, porém, que a Nestlé continua aberta a fazer aquisições. “Isso não significa que a Nestlé esteja apenas se desfazendo de ativos. Como sempre, estamos abertos a adquirir empresas que sejam estrategicamente importantes”, disse. O executivo não deu detalhes sobre possíveis aquisições. Empresa defende participação em discussão sobre rótulos na Índia Em outro assunto, Navratil afirmou que fabricantes de alimentos deveriam participar das discussões sobre uma proposta para incluir advertências sobre açúcar, sal e gordura na parte frontal das embalagens na Índia. A Reuters informou em agosto que empresas estavam fazendo lobby contra os avisos, segundo documentos e registros analisados pela agência. Navratil afirmou que a Nestlé já retirou milhares de toneladas de açúcar, sal e gordura de seus produtos, mas defendeu que a rotulagem seja feita de maneira adequada e leve em conta o tamanho das porções.

Cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades da área econômica e tributária divulgaram uma carta-manifesto aos candidatos à Presidência da República em defesa da reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. Entre os signatários, estão: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Andrea Calabi, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); o empresário Jorge Gerdau; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para reforma tributária no governo do ex-preidente Jair Bolsonaro; e Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 🔎Veja a lista dos economistas que subscreveram a carta-manifesto no fim dessa reportagem. Agora no g1 No documento, eles avaliam que a reforma tributária, atualmente em fase de implementação, representa um "grande avanço institucional que corrige distorções que prejudicam sobremaneira a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento de nosso país". "Nesse contexto, propostas que defendam sua revogação ou suspensão são vistas com grande preocupação, pois geram insegurança e comprometem os benefícios esperados da reforma", acrescentam eles, na carta-manifesto. Segundo o documento, o modelo de IVA Dual (CBS e IBS), novos impostos sobre o consumo não cumulativos do governo federal, estados e municípios, que substituirão outros tributos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, "incorpora o que há de melhor na experiência internacional de tributação de bens e serviços". "O modelo brasileiro introduz várias inovações relevantes, possíveis graças ao nosso avanço tecnológico na gestão de documentos fiscais eletrônicos e de meios eletrônicos de pagamento", observam os analistas. Segundo eles, a reforma tributária permitirá: simplificar a estrutura tributária, reduzindo custos para as empresas e desestimulando o contencioso tributário, que resulta da complexidade do sistema atual; desonerar totalmente os investimentos e as exportações, através da eliminação da incidência cumulativa e das restrições ao ressarcimento de saldos credores acumulados que caracterizam o sistema tributário atual; corrigir distorções na forma de organização da produção, que reduzem a produtividade e dificultam o crescimento do Brasil; reduzir a sonegação e as fraudes, viabilizando menores alíquotas para os novos tributos, beneficiando os bons contribuintes; tornar o sistema mais progressivo, através da devolução de parcela dos tributos para as famílias de baixa renda, e mais transparente, explicitando o custo dos tributos para os consumidores; implementar a tributação no destino, eliminando a guerra fiscal entre os entes da federação; criar um novo modelo de política de desenvolvimento regional, substituindo o regime distorcido e ineficiente baseado em incentivos fiscais pouco transparentes; e fortalecer o pacto federativo e garantir a autonomia dos estados e municípios para que estabeleçam, de forma transparente e em diálogo com seus cidadãos, o nível de tributação adequado às necessidades e prioridades de cada jurisdição. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Aperfeiçoamento No documento, os especialistas admitem que há "custos de transição" na reforma tributária, mas acrescentam que, em sua visão, os "efeitos de longo prazo da Reforma Tributária são inequivocamente positivos". A expectativa do Ministério da Fazenda é de que a reforma impulsione o PIB em até 20,2% em 15 anos por conta do aumento da produtividade e dos investimentos. "O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação. Divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a Reforma Tributária ou interromper sua efetivação. Isso geraria insegurança para as empresas e entes federativos que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime", acrescentaram os analistas. Para eles, a reforma é uma "conquista do Estado brasileiro, não de um governo ou partido político específico". Analisam que ela foi "construída democraticamente e aprovada pelo Congresso Nacional, após profundas discussões envolvendo os entes federativos e os diferentes setores da sociedade". "Por essas razões, convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da Reforma Tributária do Consumo", concluem. O que dizem os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Candidato avalia, em seu plano de governo, que a reforma tributária amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais. Diz, ainda, que a cesta básica ficará isenta desses impostos e os mais pobres terão direito a um mecanismo de cashback, o que favorece a progressividade tributária. Em um eventual novo mandato, afirma que buscará assegurar tratamento tributário justo na implementação da reforma tributária e estimular uma cultura de inovação tecnológica e inserção exportadora. Flavio Bolsonaro (PL): Em seu programa de governo, candidato promete promover a "revisão e o redimensionamento da reforma tributária e a "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz, no documento. Augusto Cury (Avante): No plano de governo, candidato diz que irá avaliar os impactos da reforma tributária sobre os diferentes setores da economia, com especial atenção às micro e pequenas empresas e aos segmentos estratégicos para o desenvolvimento e a geração de empregos. "Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica". Ronaldo Caiado (PSD): Candidato diz, em seu plano de governo, que a carga tributária já é elevada e que o "sistema permanece complexo". Promete criar regime tributário estável para bens de capital e serviços de data center, coerente com a reforma tributária, condicionado a energia nova e renovável, eficiência hídrica com métricas públicas e resfriamento de ciclo fechado, reserva de capacidade para universidades, pesquisa e empresas brasileiras, qualificação e emprego local e investimento na rede elétrica. Renan Santos (Missão): Plano de governo não traz uma menção específica à reforma tributária. Cita, porém, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. Diz que essas propostas já deverão estar presentes em um projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um "novo modelo mais inteligente. Romeu Zema (Novo): Candidato promete, em seu plano de governo, assegurar uma "implementação eficaz" da reforma tributária. Objetivo seria evitar que a regulamentação "replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos, garantindo monitoramento técnico transparência sobre impactos setoriais e compromisso verificável de neutralidade da carga tributária". Especialistas que assinaram a carta-manifesto Afonso Arinos: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Alexandre Manoel: Consultor e pesquisador associado do FGV IBRE Alexandre Schwartsman: Ex-diretor do Banco Central do Brasil e consultor Alexis Fonteyne: Ex-deputado federal e empresário Amaury Rezende: Professor titular da USP/FEARP Ana Carla Abrão Costa: Economista Ana Paula Vescovi: Ex-secretária do Tesouro Nacional e consultora Andrea Calabi: Professor FEA-USP, Ph.D. Berkeley, pesquisador Fipe. Foi Secretário do Tesouro Nacional, Secretário de Fazenda do Estado de São Paulo e Presidente do Banco do Brasil e do BNDES Ângelo de Angelis: Ex-auditor fiscal, economista e consultor Aod Cunha: Ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul Armando Monteiro Neto: Ex-Senador e Ex-Presidente da CNI Armínio Fraga: Economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil Bernard Appy: Economista, ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Bráulio Borges: Economista-sênior da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE Camilla Cavalcanti: Ex-diretora da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Carlos Eugenio da Costa: Professor e pesquisador da FGV/EPGE César Mattos: Economista e consultor da Câmara Ciro Biderman: Diretor do FGV Cidades Cleveland Prates: Ex-conselheiro do CADE e consultor Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt: Economista e Professora da FGV Cristina Pinotti: Economista e consultora Daniel Loria: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Décio Padilha: Ex-secretário da Fazenda de Pernambuco Eduardo Fleury: Advogado e economista, ex-consultor do Banco Mundial Elena Landau: Advogada e economista, ex-diretora do BNDES Ernesto Lozardo: Professor de economia da EAESP-FGV e ex-presidente do IPEA Eurico de Santi: Professor e coordenador do NEF da FGV Direito SP e diretor do CCiF Fábio Colletti Barbosa: Administrador e executivo Fábio Giambiagi: Ex-superintendente de Planejamento do BNDES e exconsultor do BID Felipe Salto: Ex-diretor-executivo da IFI, ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, economista-chefe Fernando de Holanda Barbosa: Professor da FGV/EPGE Fernando de Holanda Barbosa Filho: Professor e pesquisador do FGV/IBRE Fernando Valente Pimentel: Representante de setor empresarial George Bezerra: Ex-economista da CNI e professor de economia Giovanni Padilha: Auditor fiscal da Receita Estadual na Sefaz-RS Haroldo Ferreira: Representante de setor empresarial Helcio Tokeshi: Economista, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda Heleno Torres: Professor Titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP e advogado Horácio Lafer Piva: Empresário Idarilho Gonçalves Nascimento Neto: Representante de setor empresarial Isaías Coelho: Pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP João Batista Ferreira Dornellas: Representante de setor empresarial Jorge Arbache: Professor de Economia da UnB e ex-economista sênior do Banco Mundial Jorge Gerdau Johannpeter: Empresário Jorge Jatobá: Ex-secretário de Política de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e secretário da Fazenda de Pernambuco, professor titular aposentado da UFPE José Augusto de Castro: Representante de setor empresarial José Ricardo Roriz Coelho: Representante de setor empresarial José Roberto Mendonça de Barros: Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República José Teófilo Oliveira: Ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo José Velloso Dias Cardoso: Representante de setor empresarial Josué Gomes da Silva: Empresário, ex-presidente da FIESP Josué Pellegrini: Ex-diretor da IFI Leonardo Alvim: Procurador da Fazenda Nacional, coordenador do Comitê Tributário da Câmara de Segurança Jurídica da AGU Leonel Pessoa: Professor da FGV Direito SP Luiz Carlos Hauly: Deputado Federal Luiz Henrique Braido: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Maílson da Nóbrega: Economista, ex-ministro da Fazenda no período 1988- 1990 Manoel Procópio Moura Júnior: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária Marcelo Chara: Representante de setor empresarial Marcelo Portugal: Professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcio Ferreira Verdi: Secretário-executivo do CIAT Márcio Holland: Professor da EESP/FGV e ex-secretário de Política Econômica Marco Polo de Mello Lopes: Representante de setor empresarial Marcos Mendes: Doutor em economia e pesquisador associado do Insper Marcus Pestana: Diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) Maria Carolina Gontijo: Advogada tributarista, professora e dona do perfil Duquesa de Tax nas redes sociais Maria Helena Zockun: Diretora de pesquisas da FIPE Mario Engler: Professor da FGV Direito SP Mario Ramos Ribeiro: Professor titular da UFPA Mário Sérgio Carraro Telles: Mestre em economia pelo CEDEPLAR/UFMG Marta Arretche: Cientista política, professora titular do Departamento de Ciência Política da USP Martus Tavares: Ex-ministro do Planejamento Miguel Abuhab: Engenheiro e empresário global na área de tecnologia Nelson Machado: Diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Ex-ministro da Previdência Social Otaviano Canuto: Ex-vice-presidente e diretor executivo no Banco Mundial, ex-diretor executivo no FMI e ex-vice-presidente no BID Paulo Camilla Penna: Representante de setor empresarial Paulo Tafner: Economista e diretor presidente do IMDS Pedro Cavalcanti: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Pedro Fernando Nery: Professor de Economia do IDP Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior: Economista e pesquisador em política tributária Pedro Passos: Empresário Pedro Wongtschowski: Empresário Raul Velloso: Economista e presidente do INAE Renato Baumann: Economista do IPEA e professor da UnB Renato Fragelli Cardoso: Professor e pesquisador da FGV-EPGE Renato Villela: Ex-secretário da Fazenda de SP e RJ Ricardo Varsano: Consultor de política tributária, ex-economista sênior do FMI e ex-diretor de pesquisa do Ipea Rodrigo Maia: Ex-presidente da Câmara dos Deputados Rozane Siqueira: Professora titular do Departamento de Economia da UFPE Samuel Pessôa: Economista e pesquisador do FGV IBRE Sérgio Gobetti: Pesquisador do IPEA, ex-secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária da SPE/Ministério da Fazenda Sérgio Prado: Professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Silvia Mattos: Professora e Pesquisadora do FGV/IBRE Synésio Batista da Costa: Representante de setor empresarial Tatiana Ribeiro: Diretora Executiva do Movimento Brasil Competitivo, entidade que reúne mais de 80 empresas Vander Lucas: Professor da Universidade de Brasília Vanessa Rahal Canado: Professora do Insper e ex-assessora especial do Ministro da Economia para assuntos relacionados à reforma tributária Zeina Abdel Latif: Economista e Consultora da Gibraltar Consulting

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda nesta quinta-feira (10), com um recuo de 0,18%, cotado a R$ 5,1026. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O cenário eleitoral brasileiro voltou a ficar no radar dos mercados, após uma nova pesquisa indicar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Investidores também seguem atentos às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações relacionadas ao Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Outro destaque da sessão ficou por conta dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos. Os preços aumentaram 0,4% no mês passado, em linha com as expectativas e puxado por uma recuperação no custo de produtos de energia. O indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. O petróleo alcançou o maior patamar desde maio nesta quinta-feira, após o Irã informar que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. A piora do conflito continua a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,34%, cotado a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 6,69%, a US$ 102,48 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,49%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +6,12%; Acumulado do ano: +16,85%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral no Brasil Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10) indicou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico. Os dados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e chegaram a inverter a trajetória de queda da bolsa brasileira vista pela manhã. Além disso, o mercado também segue atento às decisões do STF relacionadas ao caso do Banco Master. Na véspera, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, após os dados de inflação ao produtor aumentarem as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião deste mês. O Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite recuou 0,65%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, em meio à piora do conflito no Oriente Médio e conforme aumentaram as expectativas de novas altas de juros na região, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado os custos dos empréstimos e alertado para um aumento da inflação devido à alta nos custos de energia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%, aos 635,97 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,84%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizou 0,57%. Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda, à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio reacenderam preocupações os preços do petróleo e a inflação global. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 0,43%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,53%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta Claudia Assencio/g1 Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria. As negociações, no entanto, foram retomadas, e os trabalhadores terão novas assembleias nesta sexta-feira (11) para avaliar as propostas apresentadas pelo banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional. No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Agora no g1 Em outras 39 bases sindicais, os funcionários aprovaram a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estão São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP). A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários. O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental e ao combate ao assédio no ambiente de trabalho, além de regras sobre o direito à desconexão fora do horário de expediente e transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. O acordo também prevê a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências. Segundo a instituição, trabalhadores participarão de novas assembleias em todo o país para reavaliar as propostas apresentadas pelo banco na última rodada de negociação. O g1 procurou os sindicatos dos bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito (Contec) para entender os principais motivos da rejeição da proposta por parte dos trabalhadores. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. O banco também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões relacionadas aos funcionários do BB. Segundo a instituição, foram realizadas diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país. O BB informou ainda que os clientes podem utilizar o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do WhatsApp, pelo número (61) 4001-0001. A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes. Caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, a instituição informou que vai retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O banco afirmou também que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações dos bancários para a campanha salarial deste ano. Segundo a entidade, as negociações foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de abrangência nacional e unificada. A convenção reúne 171 bancos e cerca de 414 mil bancários que trabalham em aproximadamente 3,6 mil municípios do país. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais que representam bancários e bancos. Caixa rejeitou proposta Na Caixa, os trabalhadores não aprovaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco. Com a rejeição, os empregados decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado. Na terça-feira (8), a Caixa enviou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para convocar a entidade para uma reunião de negociação na última quarta-feira (9). A Contraf-CUT representa os empregados da Caixa nas negociações específicas do banco, enquanto a CCT assinada nesta quarta-feira estabelece as regras gerais para a categoria bancária. Segundo Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. A entidade afirma que, apesar de a Caixa não ter apresentado uma nova proposta, o banco se comprometeu a avançar nas negociações e marcou uma nova reunião para a manhã desta quinta-feira (10). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a paralisação deve ser mantida até que novas assembleias avaliem eventuais avanços na negociação. Entre os principais pontos de discordância está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. O que prevê a convenção coletiva Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi resultado de 13 rodadas de negociação realizadas ao longo de mais de dois meses. Além dos reajustes salariais, a entidade destaca medidas voltadas à prevenção do adoecimento mental, combate ao assédio e proteção do direito à desconexão. Também foram incluídas regras para dar mais transparência ao monitoramento digital dos trabalhadores. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a negociação garantiu aumento real por dois anos e a manutenção das cláusulas previstas na convenção. Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT A dirigente também citou como próximos temas de negociação a aplicação da NR-1, o combate às metas abusivas e a busca por ambientes de trabalho considerados mais saudáveis pela categoria. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple anunciou na terça-feira (9) que o iOS 27, novo sistema operacional dos iPhones, será lançado na próxima segunda-feira (14) para todos os modelos compatíveis. (Veja abaixo). O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa apresentou o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max. (Saiba mais no vídeo acima). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as mudanças visuais do iOS, a Apple apresentou uma nova versão do Liquid Glass, efeito translúcido inspirado em vidro que aparece em elementos da interface, como notificações, botões e barras de comando. O novo iOS 27 será compatível com iPhones a partir do SE de 2ª geração. Liquid Glass um pouco mais personalizável iPhone Duo divulgação/Apple De acordo com a empresa, o Liquid Glass agora pode ser ainda mais personalizado pelo usuário, que poderá optar por um visual mais transparente ou mais opaco. Os ícones dos aplicativos, como Mapas e Safari, também foram atualizados e passaram a incorporar mais características do Liquid Glass, com maior destaque para os efeitos de transparência e reflexo. Liquid Glass Reprodução A nova 'Siri IA' Usando o Gemini (do Google), a Apple também apresentou uma nova versão da Siri. Segundo a empresa, a assistente ganhou um app próprio e foi reformulada para ficar mais fluida e intuitiva. Entre as novidades, está a "inteligência visual", em que Siri passa a entender o que está sendo exibido na tela do iPhone. Em uma das demonstrações, a assistente identificou um local mostrado em uma foto do Instagram e sugeriu uma rota até o destino usando o app Mapas. A câmera do iPhone vai ter um "Modo Siri" para fazer buscas visuais usando a Siri IA – como informações nutricionais de um prato de comida. A nova Siri AI também vai permitir ajustes no tom e na velocidade da voz Reprodução A empresa também mostrou que a Siri poderá acessar informações atualizadas em tempo real. Como exemplo, a assistente exibiu a tabela da Copa do Mundo e a classificação das seleções durante a competição. A Apple afirmou ainda que a voz da Siri está mais natural e expressiva, com o objetivo de tornar as interações mais parecidas com uma conversa humana. Os usuários também poderão ajustar características como velocidade e nível de expressividade da voz. Mais novidades de IA A Apple também anunciou novos recursos de IA para aplicativos próprios, como Safari, Mensagens, Mail, Calendário e Telefone. Segundo a empresa, a proposta é tornar essas ferramentas mais integradas entre si. Uma das novidades está no app Casa (Home), usado para controlar dispositivos inteligentes. O aplicativo passará a exibir resumos automáticos de imagens captadas por câmeras de segurança, com descrições como "homem entregou um pacote" ou "pessoa chegou com uma cesta de frutas". O Image Playground, aplicativo de criação de imagens com IA, ganhará novos recursos para gerar cenas e ilustrações. Em uma das demonstrações, a Apple mostrou a criação de uma imagem de bolo de aniversário a partir da foto de um contato. Já o app Fotos receberá ferramentas mais avançadas de edição. Entre elas estão recursos para ampliar imagens, ajustar enquadramentos e fazer alterações com maior nível de detalhe. Sistema promete ganho de desempenho A Apple afirmou que o iOS e o macOS ficarão mais rápidos graças a melhorias no uso da memória RAM e do processador. Segundo a empresa, uma das áreas beneficiadas será a navegação pela biblioteca de fotos do iPhone. As buscas em Macs, iPads e iPhones também devem ficar mais ágeis devido a mudanças no sistema de indexação de arquivos. A Apple disse que parte dessas melhorias estará disponível até mesmo em modelos mais antigos, como o iPhone 11. Outra novidade é o AirDrop, ferramenta de transferência de arquivos da empresa. Segundo a Apple, o recurso está até 80% mais rápido do que na versão anterior. Outras novidades Equalizador nos AirPods Reprodução Sem entrar em muitos detalhes, a Apple anunciou que seus fones, os AirPods, ganharão acesso a um equalizador de áudio. Segundo a empresa, o recurso estará disponível nas próximas versões dos sistemas. Em parceria com a Academia Americana de Pediatria, a Apple anunciou um novo plano de uso de dispositivos para menores de 13 anos. A proposta é oferecer aos pais mais ferramentas para controlar o conteúdo acessado pelos filhos em aplicativos e jogos. Além disso, crianças poderão solicitar autorização aos pais para acessar sites ou utilizar aplicativos diretamente pelos dispositivos da Apple. Veja os iPhones compatíveis com iOS 27 iPhone 17 Pro Max iPhone 17 Pro iPhone Air iPhone 17 iPhone 17e iPhone 16 Pro Max iPhone 16 Pro iPhone 16 Plus iPhone 16 iPhone 16e iPhone 15 Pro Max iPhone 15 Pro iPhone 15 Plus iPhone 15 iPhone 14 Pro Max iPhone 14 Pro iPhone 14 Plus iPhone 14 iPhone 13 Pro Max iPhone 13 Pro iPhone 13 iPhone 13 mini iPhone 12 Pro Max iPhone 12 Pro iPhone 12 iPhone 12 mini iPhone 11 Pro Max iPhone 11 Pro iPhone 11 iPhone SE (2ª geração) iPhone Air: primeiras impressões do celular fininho e quais são seus rivais Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios

Cédula simbólica dos Brics apresentada em Fórum Econômico de São Petersburgo. Reprodução/Redes sociais A Índia deve pressionar pela integração das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do BRICS para facilitar pagamentos internacionais durante uma cúpula do grupo nesta semana. País vai apoiar proposta apesar de obstáculos políticos e técnicos que podem limitar seu avanço, disseram duas fontes que preferiram anonimato. A Índia preside o BRICS neste ano. Os líderes do grupo se reunirão em Nova Delhi nos dias 12 e 13 de setembro. O Reserve Bank of India (RBI), o banco central indiano, propôs em janeiro a integração das moedas digitais oficiais dos países para facilitar o comércio internacional, informou a Reuters. O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A proposta de integração das moedas digitais dos bancos centrais fará parte da agenda da reunião de líderes, disseram as fontes. A baixa adoção dessas moedas digitais em todo o mundo, no entanto, pode dificultar sua implementação. LEIA TAMBÉM: Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes Agora no g1 As fontes não quiseram ser identificadas devido à sensibilidade do tema e porque não estão autorizadas a falar com a imprensa. Os ministérios indianos das Relações Exteriores e das Finanças e o banco central do país não responderam aos pedidos de comentário enviados por e-mail. Desafios políticos e técnicos A proposta da Índia dará continuidade à declaração aprovada na cúpula do BRICS de 2025, no Rio de Janeiro, que defendeu a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento dos países-membros para tornar as transações internacionais mais eficientes. Qualquer avanço na integração das moedas digitais dos bancos centrais, porém, deve enfrentar desafios significativos. Discussões anteriores dentro do BRICS sobre a criação de mecanismos de pagamento compartilhados avançaram pouco, evidenciando as dificuldades de integrar infraestruturas financeiras de países com sistemas e interesses diversos. As relações tensas entre alguns países, como Irã e Emirados Árabes Unidos, continuarão sendo um obstáculo, disse uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos cortaram relações financeiras com o Irã, segundo ela. A Índia também tem demonstrado resistência em aprofundar a integração financeira com a China, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, acordos desse tipo exigiriam um nível maior de confiança entre os dois países. A Índia barrou uma proposta da Alipay+ para se conectar ao sistema indiano de pagamentos instantâneos em transações internacionais por questões de segurança nacional relacionadas aos vínculos da empresa com a China, informou a Reuters. Também seriam necessários acordos de swap cambial para ajudar a administrar desequilíbrios comerciais antes que a integração das moedas digitais pudesse entrar em operação, acrescentou a fonte. Os países do BRICS já estudaram alternativas aos pagamentos baseados no dólar. Entre elas estava uma proposta do Brasil para a criação de uma moeda comum para o grupo, mas o plano não avançou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado o bloco contra uma iniciativa desse tipo e ameaçado impor tarifas elevadas. A Índia não tem interesse em substituir o dólar, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, o objetivo da integração das moedas digitais oficiais é tornar os pagamentos internacionais mais fáceis e rápidos.

Transpetro abre processo seletivo com 4.171 vagas e salários de até R$ 15 mil A Transpetro, empresa de transporte da Petrobras, prorrogou nesta quinta-feira (10) as inscrições dos concursos para as áreas de terra e mar até 21 de setembro e adiou para 6 de dezembro a aplicação das provas. A mudança foi divulgada no site da estatal e, segundo a empresa, ainda será publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ao todo, a estatal oferece 281 vagas imediatas, além de 3.890 para cadastro de reserva, totalizando 4.171 oportunidades, distribuídas entre 61 cargos e ênfases dos quadros de terra e mar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com remunerações mínimas garantidas que variam de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde. Ao todo, foram publicados quatro editais. Para o quadro de terra, há um processo seletivo para cargos de nível médio/técnico e outro para nível superior. Já para o quadro de mar, um edital é destinado a oficiais e outro a suboficiais e guarnição. As vagas abrangem áreas como administração, contabilidade, manutenção, enfermagem, engenharia, tecnologia e advocacia, além de cargos marítimos, como auxiliar de saúde, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e oficiais de máquinas e de náutica. No quadro de terra, a remuneração mínima garantida é de R$ 6.539,54 para nível médio/técnico e de R$ 14.973,62 para nível superior. No quadro de mar, a remuneração mínima garantida varia conforme o cargo, de R$ 5.464 a R$ 15.034,81. O maior valor é oferecido para segundo oficial de náutica. Veja abaixo os editais: ➡️ EDITAL 1 - Mar (auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro). ➡️ EDITAL 2 - Mar (segundo oficial de máquinas e segundo oficial de náutica) ➡️ EDITAL 3 - Terra (nível médio/técnico) ➡️ EDITAL 4 - Terra (nível superior) As candidaturas devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora dos processos seletivos. A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo: R$ 81,50 — nível médio/técnico: auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e Profissional Transpetro de Nível Médio – Júnior; R$ 117 — nível superior: segundo oficial de máquinas, segundo oficial de náutica e Profissional Transpetro de Nível Superior – Júnior. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderam solicitar a isenção da taxa, conforme os prazos estabelecidos nos editais. Terminal da Transpetro em Brasília, no DF. TV Globo Como será o processo seletivo? As etapas de seleção variam de acordo com o quadro — Mar ou Terra — e o nível de escolaridade dos cargos. Os candidatos às oportunidades do quadro de mar passarão por provas objetivas, exame de aptidão física e, quando aplicável, procedimentos de confirmação das condições declaradas para concorrer às vagas reservadas. As provas objetivas terão questões de conhecimentos específicos e gerais. O conteúdo varia conforme o cargo e pode incluir disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Inglês Técnico Marítimo. Já o exame de aptidão física, exclusivo para o Quadro de Mar, será composto por dois testes: Corrida de 12 minutos: distância mínima de 1.800 metros para homens e 1.500 metros para mulheres; Natação: percurso de 25 metros, em estilo livre e sem limite de tempo. Para os cargos do quadro de terra, não haverá exame de aptidão física. A seleção será feita por meio de provas objetivas e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, por uma etapa de confirmação das condições declaradas. No nível médio, as provas terão 60 questões no total, divididas entre 40 questões de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática. Já no nível superior, serão 70 questões: 50 de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Língua Inglesa. A exceção é a ênfase de Advocacia: além das 70 questões objetivas, os candidatos também farão uma prova discursiva, composta por duas questões, de caráter eliminatório e classificatório. Para quem concorrer às vagas reservadas, a seleção prevê avaliação de pessoas com deficiência (PcD), confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e verificação documental de indígenas e quilombolas. As provas objetivas serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos poderão escolher o local de realização das provas entre as opções disponibilizadas pela banca, independentemente do polo de trabalho para o qual estiverem concorrendo. A duração das provas varia conforme o cargo e o nível de escolaridade: Nível médio — Quadro de Terra: 4 horas; Nível superior — Quadro de Terra: 4 horas e 30 minutos; Advocacia — Quadro de Terra: 5 horas e 30 minutos; Oficiais — Quadro de Mar: 4 horas e 30 minutos. Após a aprovação, os candidatos convocados ainda precisarão comprovar os requisitos exigidos para o cargo e passar por exames médicos admissionais. Para os profissionais do quadro de mar, também está previsto teste toxicológico para detecção de substâncias psicoativas. Onde serão as vagas? No quadro de terra, as oportunidades serão distribuídas entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as vagas terão abrangência nacional. A distribuição das 281 oportunidades por cargo e polo, assim como os requisitos, etapas de seleção, conteúdo das provas e cronograma, estão detalhados nos editais. Segundo a Transpetro, os processos seletivos terão validade de um ano e meio, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Editais com paridade de gênero Os processos seletivos também terão um mecanismo de paridade de gênero na segunda fase. Segundo a companhia, a iniciativa busca reduzir a sub-representação feminina nas carreiras contempladas pelos editais. Atualmente, cerca de 15% dos empregados da Transpetro são mulheres, enquanto os homens representam aproximadamente 85% do quadro. A medida será aplicada apenas na composição da segunda etapa. Para chegar a essa fase, todos os candidatos precisarão atingir a nota mínima exigida na primeira etapa. A classificação final continuará considerando o desempenho dos participantes. Cotas definidas antes dos editais Antes da publicação dos quatro editais, foi realizado um sorteio para definir os cargos, áreas e polos aos quais serão destinadas determinadas vagas reservadas a grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a Transpetro, 30% das vagas e do cadastro de reserva serão destinados a grupos étnico-raciais, distribuídos da seguinte forma: 25% para pessoas pretas e pardas; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Outros 10% são reservados a pessoas com deficiência. Os editais estabelecem, inclusive, a aplicação da reserva de 10% também na formação do cadastro de reserva. O sorteio foi realizado nos casos em que a quantidade de vagas por cargo, ênfase ou polo não permitia alcançar automaticamente os percentuais de reserva previstos na legislação. O procedimento não selecionou candidatos nem interfere na classificação nas provas. Ele serviu para definir a alocação das vagas reservadas entre os cargos, ênfases e polos. Aprovado em 1º lugar no CNU 2025 tem posse negada por divergência sobre a formação
Início do novo trecho da BR-447, que vai ligar a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Fernando Madeira/Rede Gazeta Um novo trecho da BR-447 no Espírito Santo deve ser inaugurado até dezembro deste ano, segundo o governo federal. Com 4,3 quilômetros de extensão, a via será um dos menores trechos de rodovia federal de todo o país. O investimento total é de R$ 236 milhões, com recursos da União. O trecho a ser entregue pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai ligar a BR-101, nos limites entre Cariacica e Viana, próximo à antiga Braspérola, até a Rodovia estadual Leste-Oeste, ainda em Cariacica, próximo ao novo Hospital Geral. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A previsão de inauguração para este ano ainda é do ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que o governo federal ainda aguarda a saída de sete famílias de áreas de risco, em um processo que envolve desapropriações, para que a via seja concluída. "Com elas cumprindo o prazo determinado pela Justiça, a gente consegue entregar a rodovia em dezembro deste ano", afirmou Santoro. Ele disse que as desapropriações vão ser pagas pela União, que também vai assumir os valores referentes à realocação dessas famílias. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Esse novo trecho que será entregue até dezembro (4,3 km) vai complementar um outro já existente da BR-447, em Vila Velha. Conhecida como Estrada de Capuaba, o trecho já em operação atualmente liga a Avenida Carlos Lindenberg até o Porto de Capuaba e tem cerca de dois quilômetros de extensão. LEIA TAMBÉM: DUPLICAÇÃO: BR-262 vai ganhar 50 viadutos, túneis, ciclovias e passarelas no ES com investimento de R$ 8,6 bilhões Portanto, somando os dois trechos distintos que a BR-447 terá no Espírito Santo após a inauguração de dezembro, a rodovia federal deve somar 6,4 km de extensão, tornando-se o sexto menor trecho de BR em todo o país. Confira abaixo: Menores rodovias federais Toda a extensão da nova via será em pista dupla, nos dois sentidos, além de incluir vias marginais e a construção de cinco obras especiais, como viadutos. Além desses dois trechos distintos, o Dnit informou que, como um todo, a BR-447 deverá ter, oficialmente, 16,3 quilômetros de extensão, "abrangendo tanto o trecho já pavimentado quanto os demais segmentos projetados, inclusive aqueles coincidentes com rodovias estaduais". Ou seja, o Dnit também vai contabilizar como BR-447 os trechos em que a rodovia federal passa pelo menos trajeto de outras vias locais, como a própria Rodovia Leste-Oeste e a Darly Santos. "Dessa forma, essa quilometragem não se restringe aos trechos atualmente sob jurisdição do Dnit", completou o órgão. E mesmo com esse tamanho total de 16,3 km, a BR-447 no Espírito Santo ainda assim será umas das menores rodovias federais do Brasil. Agora no g1 Novela da obra A promessa de entrega para dezembro de 2026 é a mesma feita pelo Ministério dos Transportes no início deste ano, após o prazo anterior — conclusão em dezembro de 2025 — não ser cumprida. Essas não foram as primeiras promessas: em janeiro de 2024, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, listou a via no Espírito Santo entre os 60 projetos previstos para serem entregues ou iniciados naquele ano. Um ano antes, em 2023, a entrega da rodovia também foi anunciada, mas o governo federal só havia liberado 1,2 quilômetro de vias laterais até julho daquele ano, no trecho que liga os bairros São Francisco e Vila Betânia, nos municípios de Cariacica e Viana, respectivamente. A ordem de serviço para a BR-447 foi em 2019, com previsão inicial de realizar toda a obra em até três anos. Mas, em 2022, o governo federal já explicava o desafio que enfrentava com a desapropriação dos mais de 300 imóveis previstos no projeto. Quatro anos atrás, ainda era necessário desapropriar 180 imóveis para seguir com a construção da rodovia. *Com informações de Maurílio Mendonça. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Como será a tecnologia até 2046? Robôs, IA e até férias na Lua podem fazer parte do futuro Orkut, Twitter, a expansão da internet banda larga, Walkman, celulares com câmera digital e CyberShot estavam entre os temas que dominavam o noticiário de tecnologia em 2006, ano em que o g1 foi criado. Vinte anos depois, muita coisa mudou. Hoje, falamos de inteligência artificial, assistimos a praticamente qualquer conteúdo pela internet e vivemos cercados por redes sociais e seus algoritmos. Para os próximos anos, podemos esperar avanços que até pouco tempo pareciam distantes, como novas viagens à Lua e robôs atuando como assistentes pessoais dentro e fora de casa. 📺 No vídeo especial acima, veja os temas que podem moldar o futuro da tecnologia e da inovação nos próximos anos — e que você poderá acompanhar no g1. Para entender o que esperar do futuro, o g1 conversou com Ronaldo Lemos, fundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e especialista em tecnologia e inovação. Especial 20 anos de g1 Relembre em VÍDEO as primeiras grandes coberturas do site Mariana, Brumadinho e Covid-19: relembre em VÍDEO as tragédias e crises que marcaram os 20 anos do g1 Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius g1 20 anos: relembre em vídeo as primeiras grandes coberturas g1 20 anos: HIV - O caminho da cura

'Gás do Povo': recarga gratuita de botijão começa na segunda (24) em Teresina; veja como vai funcionar Divulgação O voucher do Gás do Povo de setembro será disponibilizado nesta quinta-feira (10) para as famílias que têm direito ao benefício. O programa garante a recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg em revendas credenciadas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A distribuição dos vales ocorre sempre no dia 10 de cada mês, segundo o calendário da Caixa. O benefício, no entanto, não é liberado necessariamente para todas as famílias todos os meses. A frequência depende da quantidade de pessoas que compõem a família registrada no Cadastro Único (CadÚnico). Famílias com 2 ou 3 pessoas recebem um vale a cada três meses. Já aquelas com 4 pessoas ou mais recebem um vale a cada dois meses. Como consultar o Gás do Povo pelo CPF É possível consultar se há um voucher disponível informando o CPF do responsável familiar no site oficial do Gás do Povo, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Na página de consulta, basta informar o CPF do responsável familiar cadastrado no CadÚnico para verificar a situação do benefício. A situação também pode ser consultada por outros canais, como o aplicativo Meu Social, o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA e o Portal Cidadão da Caixa. Agora no g1 Quem tem direito ao Gás do Povo? Para participar do programa, a família precisa estar inscrita no CadÚnico, com os dados atualizados nos últimos 24 meses, e ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também é necessário que o CPF do responsável familiar esteja regularizado na Receita Federal e que a família não esteja em situação de averiguação cadastral ou com indício de óbito do responsável familiar no CadÚnico. A seleção das famílias é feita de acordo com os critérios do programa. Portanto, estar inscrito no CadÚnico e atender aos requisitos não significa necessariamente que haverá um voucher disponível em cada rodada. O Gás do Povo é pago em dinheiro? Não. O Gás do Povo não deposita um valor em dinheiro na conta do beneficiário. O programa oferece uma recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg. O responsável familiar deve utilizar o vale em uma revenda credenciada pelo programa. Como usar o voucher do Gás do Povo? Depois de confirmar que tem direito ao benefício, o responsável familiar deve procurar uma revenda credenciada. A validação pode ser feita de três formas: cartão do Bolsa Família com chip e senha; cartão de débito de uma conta da Caixa e senha; CPF do responsável familiar e código de validação enviado por SMS para o celular cadastrado na Caixa. No caso do uso do CPF, é importante manter o número de celular atualizado no CAIXA Tem para receber o código de validação. É possível receber o gás em casa? Sim. O programa permite escolher entre retirar a recarga na revenda ou solicitar a entrega em casa, desde que a revenda ofereça esse serviço. A recarga do botijão é gratuita, mas pode haver cobrança pela entrega. Também pode haver custo caso a família não disponibilize um vasilhame vazio no momento da troca. Quando será o próximo voucher do Gás do Povo? A Caixa prevê a disponibilização dos vales no dia 10 de cada mês. Depois de setembro, o calendário prevê novas liberações em 10 de outubro, 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026. Isso não significa, porém, que uma mesma família receberá um voucher em todas essas datas. A periodicidade depende da composição familiar e da permanência nos critérios do programa.

Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Além do iPhone Duo, celular dobrável que custa até R$ 30.999, a Apple lançou na quarta-feira (9) novas capinhas que também chamaram atenção pelos preços, que chegam a R$ 1.299. O modelo mais caro conta com um suporte para apoiar o iPhone Duo na horizontal, mas não permite usar a tela externa do aparelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Disponível nas cores azul-marinho e cinza-castanho, o acessório é fabricado com o TechWoven, um acabamento em tecido exclusivo da empresa, e se conecta ao celular por meio de ímãs. Em seu site, a Apple diz que a capinha passou por milhares de horas de testes para garantir proteção contra quedas e arranhões. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A empresa anunciou ainda uma capinha que custará R$ 829. Esse modelo tem um dos lados vazados, um visual projetado para o uso da tela externa. O acessório, que será vendido nas cores azul-marinho e areia, tem acabamento em policarbonato e também se integra ao iPhone Duo por meio de ímãs. A Apple lançou ainda novas versões das alças transversais e de pulso para as versões convencionais do iPhone. Elas serão vendidas por R$ 559 e R$ 299. LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Capinha para iPhone Duo Divulgação/Apple iPhone Duo A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. iPhone Duo E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Alças transversais e de pulso para iPhone Divulgação/Apple Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.056 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (10), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple aumentou os preços de versões antigas do iPhone nesta quarta-feira (9), após revelar seus novos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a revisão, celulares apresentados há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros. Os reajustes revertem a prática de anos anteriores, em que a empresa baixava os preços de gerações anteriores logo depois de anunciar novos aparelhos. (saiba mais ao final) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maior alta foi sobre o iPhone Air, um modelo ultrafino que tinha sido lançado em 2025. Até terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era vendida no site da Apple por R$ 13.499. Agora, ela é anunciada por R$ 15.499. Nas outras opções do iPhone Air, o preço dos celulares sofreu aumento de R$ 500. A versão com 256 GB passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, enquanto a opção de 512 GB saiu de R$ 11.999 para R$ 12.499. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton O iPhone 16, o iPhone 17 e o iPhone 17e ficaram de R$ 200 e R$ 300 mais caros, variando conforme o espaço de armazenamento. A Apple também deixou de vender em seu site o iPhone 17 Pro e Pro Max e o iPhone 16 Plus. Mas, assim como as demais versões, esses modelos ainda são anunciados em outros varejistas. LEIA MAIS iOS 27 será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis Como é o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Custos de chips pressionam preços A Apple já tinha sinalizado em junho que reajustaria os preços dos seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. "Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse o então CEO da Apple, Tim Cook, ao Wall Street Journal. Cook, que foi substituído no início de setembro por John Ternus, disse, na ocasião, que a Apple estava fazendo o possível para mitigar aumentos repassados por fornecedores. Mas destacou que a situação tinha se tornado "insustentável" após parceiros repassarem aumentos "exorbitantes". A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial. Cook, que agora ocupa o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, disse em junho que os chips de armazenamento também eram um problema, mas que a preocupação estava concentrada nos chips de RAM. 🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente. Embora sejam mais associados a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros. "Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou Cook, em junho. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental". Preços dos iPhones antigos após a chegada da nova geração de celulares da Apple g1

Governo corta imposto dos combustíveis até outubro A Petrobras anunciou que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). ➡️ Inicialmente, a Petrobras informou que também faria um ajuste no preço da gasolina A e que a redução dos tributos federais anunciada pelo governo compensaria a mudança, mantendo o preço final do combustível inalterado. Durante a madrugada, porém, a companhia corrigiu a informação e informou que não faria esse ajuste, o que deixará a gasolina A mais barata para as distribuidoras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com o fim do desconto, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. Segundo a estatal, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 dos tributos federais anunciada pelo governo federal. De acordo com a empresa, isso fará com que o preço da gasolina A, já considerando os tributos, fique R$ 0,19 por litro abaixo do valor praticado até quarta-feira. Na prática, o fim do desconto de R$ 0,44 por litro eleva o preço da gasolina. Já a redução de R$ 0,63 nos tributos federais tem impacto maior e mais do que compensa esse aumento. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição de etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, comercializada nos postos. Agora no g1 Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Veja a íntegra da nota da Petrobras: A Petrobras informa que, em razão do encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, deixará de aplicar, a partir de 10/9, o desconto de R$ 0,44 por litro no preço da gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo Governo Federal. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por litro. No entanto, em função da redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal, o efeito líquido para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos, comparado ao preço praticado pela Petrobras até esta quarta-feira, 9/9. Subvenção econômica ao óleo diesel Com relação à concessão de nova subvenção econômica à comercialização de óleo diesel anunciada pelo Governo Federal, a Petrobras aguarda a publicação dos atos legais necessários para sua avaliação e implementação. Transparência A Petrobras reafirma seu compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial. Para ampliar a compreensão da sociedade sobre a formação de preços dos combustíveis, a companhia mantém em seu site informações detalhadas sobre composição e dinâmica de preços, disponíveis em: precos.petrobras.com.br.

Vista aérea do Aeroporto de Brasília Bento Viana/Inframerica A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quarta-feira (9), o edital de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. 🔎Repactuação é uma renegociação do contrato de concessão, ajustando as condições para melhor atender ao interesse público e garantir a boa administração do aeroporto. Nesse processo, uma nova empresa pode ser escolhida para administrar o terminal. Os interessados devem apresentar os documentos necessários e formalizar propostas entre os dias 9 e 10 de dezembro, de forma online ou presencial. A sessão pública do leilão está prevista para 17 de dezembro. O edital prevê a venda de 100% do capital social do terminal. Hoje, 51% das ações pertencem à atual administradora do aeroporto, a Inframerica, e 49% à Infraero — empresa pública federal vinculada à Secretaria de Aviação Civil. O novo acordo traz a realização de um processo competitivo simplificado, com a inclusão de novas obrigações contratuais, a conversão de parte da outorga fixa em variável e a incorporação de dez aeroportos regionais ao contrato. Também estão previstos novos investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no aeroporto brasiliense ao longo da vigência da nova concessão — que segue até 2037. Entre as intervenções planejadas estão, por exemplo: a construção de uma nova via de acesso ao aeroporto; a implantação de um edifício-garagem; a aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens. A concorrência terá lance mínimo fixado em 5,9% da receita bruta da concessão. A Inframerica, atual administradora do aeroporto, é obrigada a participar do leilão. Saiba como funciona a logística das chegadas e partidas do Aeroporto de Brasília Aeroportos regionais como 'contrapartida' Quem vencer o novo leilão terá que investir, como contrapartida, em 10 aeroportos regionais espalhados pelo centro-sul do Brasil. A futura concessionária deverá aportar cerca de R$ 660 milhões na ampliação, manutenção e operação dos terminais de: Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO); Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS); Ponta Grossa (PR); Barreiras (BA). Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max Big tech também anunciou novos Apple Watches e AirPods 5, além de trazer novidades nas câmeras dos iPhones. Empresa lançou nesta quarta-feira os iPhones 18 Pro e Pro Max, que custarão até R$ 21.990. Também apresentou o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.990. John Ternus fez sua 1ª apresentação como CEO da empresa; conheça o executivo

Cultivo da cana-de-açúcar no interior de São Paulo Claudia Assencio/g1 O clima atípico com maior volume de chuvas do que o previsto desde o fim de agosto, e que se estendeu na primeira semana de setembro de 2026, contribui para a alta nas cotações dos etanóis anidro e hidratado no mercado paulista, apesar dos estoques e safra abundantes. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgados em boletim desta quarta-feira (9). Em relação ao açúcar, os preços do cristal também seguem subindo no estado de São Paulo, sustentados pela oferta restrita. Leia mais detalhes sobre os derivados da cana-de-açúcar, na reportagem. O litro do etanol hidratado teve trajetória de alta em São Paulo e encerra a primeira semana de setembro na casa dos R$ 2,40. Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O relatório mensal do Cepea indica que os preços médios dos etanóis registraram, em agosto, a primeira elevação da temporada 2026/27 no estado de São Paulo. “Na média das semanas cheias deste mês, o valor do hidratado foi de R$ 2,2020/litro, alta de 3,11% frente a julho”, detalhou. Fábrica de etanol da Raízen em Piracicaba (SP) Marcelo Brandt/G1 Etanol O preço do etanol hidratado combustível acumulou sucessivas altas ao longo de agosto e iniciou o mês de setembro em ritmo de valorização no estado de São Paulo. Para o litro de etanol anidro, no mercado spot - com pagamento à vista, o preço médio foi de R$ 2,4750 em agosto deste ano. O valor equivale a aumento de 1,59%. “O avanço estava atrelado à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, o que pode gerar paralisações das atividades industriais, além da valorização do açúcar no mercado externo, dado o contexto de preocupação relacionado à possível menor disponibilidade em países produtores”, apontou. Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 De acordo com o Indicador Semanal Cepea/Esalq, o combustível renovável encerrou a semana de 31 de agosto a 4 de setembro de 2026 cotado a R$ 2,3991 por litro (sem frete e sem impostos), o que representa um avanço de 3,79% em relação ao período anterior. Em dólar, a cotação atingiu US$ 0,4672/litro. “As chuvas recentes nas regiões produtoras de etanol do Centro-Sul provocaram paralisações das atividades e contribuíram para manter a firmeza dos vendedores”, destacou o Centro de Estudos da USP. Sobre a demanda, o levantamento do Cepea aponta que as distribuidoras menores fecharam novas aquisições nos últimos dias, “com as vendas aquecidas de combustíveis na ponta varejista, devido ao feriado do Dia da Independência, em 7 de setembro”, completou. Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho Produção de cana no Brasil pode amenizar déficit de açúcar no mundo Agosto de altas nos preços O preço do Anidro iniciou agosto em R$ 2,3091 o litro, o que representou recuo de 0,22%. Mas, o biocombustível engatou altas nas semanas seguintes, variando entre 1,96% e 5,32%, e fechou a primeira semana de setembro a R$ 2,7829 o livro, impulsionado por um salto final de 6,85%. Hidratado Para o etanol hidratado, a maior alta semanal do período ocorreu em meados de agosto. Entre os dias 10 e 14 do mês, o indicador saltou 7,24%, passando de R$ 2,0457/litro, na semana de 3 a 7 de agosto, para R$ 2,1939/litro no período seguinte. Nas semanas seguintes, os preços mantiveram a tendência de elevação: 17 a 21 de agosto: valorização de 2,86%, com preço médio subindo para R$ 2,2566/litro (US$ 0,4352) 24 a 28 de agosto: alta de 2,44%, atingindo R$ 2,3116/litro (US$ 0,4476) 31 de agosto a 04 de setembro: avanço de 3,79%, chegando a R$ 2,3991/litro (US$ 0,4672) Ao comparar o patamar inicial de agosto, de R$ 2,0457, com a primeira semana de setembro, R$ 2,3991, nota-se uma valorização de cerca de 17,27% no período analisado. Produção de açúcar orgânico Reprodução EPTV Açúcar cristal O cenário de oferta restrita também manteve os preços do açúcar cristal am alta. De acordo com o Cepea, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) “reforçam o quadro de disponibilidade mais limitada, pois, mesmo com o avanço da moagem no Centro-Sul, a diferença foi absorvida pelo etanol, cuja fabricação aumentou. Este descompasso tende a sustentar a restrição da oferta no restante do ciclo”, observou. No cenário externo, o Centro de Estudos indica que os preços do açúcar demerara seguem fortalecidos, devido a projeções de déficit na produção mundial. As cotações do açúcar cristal branco no mercado à vista de São Paulo registraram elevação em agosto. “A oferta mais restrita no Centro-Sul e a postura mais firme das usinas sustentaram os valores, enquanto compradores reduziram o ritmo das aquisições diante da rápida valorização”, concluiu. O Indicador Cepea/Esalq passou de média de R$ 93,02 a saca de 50 kg na primeira semana de agosto para R$ 108,53 a saca no fim do mês. Safra de cana TV TEM/Reprodução Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (9) um decreto que amplia a subvenção à gasolina de R$ 0,44 por litro, ou seja, reduz os tributos incidentes sobre o combustível neste montante. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com diminuição de R$ 0,19 por litro. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou em entrevista coletiva que houve um erro na data de vigência do decreto. Diferente do informado anteriormente, a norma vale até 9 de outubro e não 5 de outubro. O petista assinou também uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida se soma ao subsídio de R$1,12, que vale até o dia 26 de setembro. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Ou seja, no momento em que as duas medidas estiverem coexistindo, a subvenção alcança o valor de R$ 2,12. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. A subvenção ao diesel será concedida a produtores e importadores que aderirem ao programa. O valor de R$ 1 por litro poderá ser alterado ou interrompido de acordo com as condições do mercado, e o desconto deverá ser repassado ao preço de venda. Na gasolina, a redução de R$ 0,63 por litro é exclusivamente uma redução nos tributos. Ela substitui a subvenção que estava em vigor e termina nesta quarta-feira. Custo das medidas O governo estima arrecadar mais de R$ 10 bilhões em receitas extras com o petróleo neste mês. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o valor é mais do que suficiente para compensar a renúncia de R$ 2 bilhões com as medidas para gasolina e etanol. Essa receita adicional será considerada no próximo relatório bimestral de receitas e despesas. No caso da subvenção ao diesel, Ceron afirmou que o gasto extra também será incluído no próximo relatório. Se houver necessidade de fazer ajustes para garantir o cumprimento da meta de resultado primário, o governo poderá recorrer a contingenciamentos. Desde do momento que foram anunciadas, as medidas sobre os combustíveis já custaram R$25 bilhões, segundo os ministros. ➡️Subvenção de R$ 1,12 para o diesel: vigente até 26 de setembro. Custa R$ 5,5 bilhões em um mês. ➡️Nova subvenção de R$ 1 para o diesel: custo estimado em cerca de R$ 5 bilhões em um mês. ➡️Subsídios previstos no decreto: a subvenção de R$ 0,44 na gasolina custou cerca de R$ 1,2 bilhão. A nova desoneração deve ter impacto de cerca de R$ 2 bilhões, somando: R$ 1,2 bilhão referentes aos R$ 0,44; R$ 500 milhões referentes ao adicional de R$ 0,19, que elevou o subsídio da gasolina para R$ 0,63; R$ 300 milhões referentes à desoneração de R$ 0,19 no etanol, que zera os impostos federais sobre o biocombustível. “Não vamos permitir que essa guerra irresponsável chegue no seu bolso e muito menos no prato de comida do povo brasileiro”, afirmou Lula em vídeo divulgado nesta quarta". Lula durante visita à sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial Divulgação/Ricardo Stuckert

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A empresa também anunciou os AirPods 5 e novos modelos do Apple Watch. No Brasil, os novos iPhones custarão entre R$ 11.999 e R$ 30.999, dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento. O iPhone 18 Pro de 256 GB é o mais barato entre os lançamentos, enquanto o iPhone Duo de 2 TB é o mais caro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 Considerando todas as versões anunciadas, o preço médio dos novos iPhones fica em torno de R$ 19,4 mil. Os preços elevados e o formato dobrável do iPhone Duo, que parte de R$ 21.999 no Brasil, rapidamente viraram alvo de piadas e memes nas redes sociais. Veja alguns deles: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, com preços que partem de R$ 21.999 e vão R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. (veja todos os preços) O modelo é o primeiro dobrável da Apple e marca a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes como Samsung e Huawei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a de 8,3 polegadas do iPad Mini. iPhone Duo divulgação/Apple A tela maior amplia a área para assistir a vídeos e oferece recursos extras em aplicativos de terceiros, como o Zoom. Também é possível usar dois aplicativos ao mesmo tempo. Até a chegada do iPhone Duo, o uso de dois aplicativos ao mesmo tempo era restrito aos iPads entre os dispositivos móveis da Apple. O Duo também é o primeiro iPhone compatível com a Apple Pencil, até então disponível apenas para iPads. Para reforçar a estrutura do iPhone Duo, a Apple usou titânio na carcaça. Segundo a empresa, uma textura aplicada à tela interna também ajuda a reduzir o vinco comum em celulares dobráveis. O aparelho tem quatro câmeras: Duas traseiras de 48 megapixels; Uma frontal externa de 12 megapixels; Uma câmera interna, sob a tela, capaz de gravar em Full HD (1080p). Veja abaixo as imagens do novo iPhone Duo: iPhone Duo Diferentemente dos demais iPhones vendidos atualmente pela Apple, o Duo não tem reconhecimento facial nem entrada para chip físico de operadora — o aparelho utiliza apenas o chip virtual, chamado eSIM. No lugar do reconhecimento facial, a autenticação biométrica é feita por um leitor de impressões digitais na lateral do aparelho. O iPhone Duo usa o mesmo chip A20 Pro dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, também lançados nesta quarta-feira. A Apple não informa a capacidade da bateria, mas afirma que o aparelho oferece até 24 horas de uso típico. Segundo a empresa, a autonomia pode chegar a 44 horas usando a tela externa e a 31 horas com a tela interna. Com um carregador de 60 watts ou mais, a bateria pode chegar a 50% da carga em até 20 minutos, segundo a Apple. O iPhone Duo entra em pré-venda no dia 16 de outubro, e as entregas começam em 23 de outubro. Confira os preços do aparelho no Brasil: iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999; iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499; iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499; iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999. Veja também os preços do aparelho nos EUA: iPhone Duo (256 GB): US$ 1.999; iPhone Duo (512 GB): US$ 2.199; iPhone Duo (1 TB): US$ 2.599; iPhone Duo (2 TB): US$ 3.199. Rumores já indicavam o iPhone dobrável O iPhone Duo retomou o uso do leitor de impressões digitais (Touch ID) para desbloquear o aparelho. Outros iPhones usam o reconhecimento facial (FaceID). Reprodução Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple John Ternus, de 50 anos, fez sua primeira apresentação de lançamento da Apple como CEO da marca nesta quarta-feira (9). Em sua sede em Cupertino, na Califórnia, o evento em que revela os modelos da linha iPhone 18. Ternus assumiu oficialmente o comando da Apple no ínicio deste mês depois que Tim Cook, que ficou 15 anos à frente da empresa, deixou o cargo e assumiu como novo presidente-executivo do conselho administrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quem é John Ternus Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diferentes categorias e teve papel central no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além de novas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar os computadores da marca mais potentes e populares ao longo dos 40 anos da categoria. Entre os projetos recentes está o MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso aos computadores da Apple. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o novo comandante da empresa Reprodução/Apple Sob sua liderança, a Apple também desenvolveu melhorias nos AirPods, como avanços no cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva. Ternus também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e a confiabilidade dos produtos, além de mudanças em materiais e no design dos equipamentos para reduzir a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e mudanças para facilitar o reparo dos dispositivos. Antes de entrar na Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Salário Agora, como o novo CEO, o executivo terá salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e bonificação com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) durante quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Os valores foram informados em documentos da Apple para Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) porque a empresa tem ações negociadas na bolsa de valores. Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado divulgado em abril deste ano, a empresa informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou o cargo. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, permaneceu mais tempo na função do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias de produtos, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — uma alta superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Agora como novo presidente-executivo do conselho administrativo, Cook terá salário de US$ 2 milhões por ano (R$ 10 milhões), além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões) ao longo de quatro anos. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em meio a uma nova onda de transformações na indústria de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia aumenta a pressão sobre a Apple para mostrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que a própria empresa ajudou a promover ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar os computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que mudaram a forma como as pessoas usam a tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱 Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde o lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como Mac, iPad e Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base de usuários da marca ao redor do mundo.

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple revelou nesta quarta-feira (9), em seu evento anual de lançamentos, o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da marca. A empresa também apresentou os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, além dos fones de ouvido AirPods 5 e novas versões dos relógios Apple Watch. O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a do iPad Mini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Apple, o uso do iPhone Duo como um tablet oferece tela 80% maior do que a do iPhone 18 Pro e 50% maior do que a do iPhone 18 Pro Max. É o primeiro grande anúncio da empresa sob o comando do novo CEO John Ternus, que substituiu Tim Cook no início de setembro. Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes iPhone Duo iPhone Duo pode servir como... despertador Reprodução A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. Detalhe da dobradiça do iPhone Duo Reprodução O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Veja abaixo. iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999,00 iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499,00 iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499,00 iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999,00 Galerias Relacionadas iPhone 18 Pro e Pro Max iPhone 18 Pro e Pro Max serão vendidos em quatro cores Divulgação Sem as versões "básicas" de gerações anteriores, como o iPhone 17 e o iPhone 17 Plus, os modelos mais baratos da nova geração da Apple são o iPhone 18 Pro e Pro Max. Veja os preços abaixo. iPhone 18 Pro (256 GB): R$ 11.999,00 iPhone 18 Pro (512 GB): R$ 13.499,00 iPhone 18 Pro (1 TB): R$ 16.499,00 iPhone 18 Pro (2 TB): R$ 20.999,00 iPhone 18 Pro Max (256 GB): R$ 12.999,00 iPhone 18 Pro Max (512 GB): R$ 14.499,00 iPhone 18 Pro Max (1 TB): R$ 17.499,00 iPhone 18 Pro Max (2 TB): R$ 21.999,00 Os celulares têm câmera principal de 48 megapixels com abertura variável, que permite controlar a quantidade de luz que entra na lente. A Apple também ampliou o recurso de time-lapse para resolução 4K e facilitou o foco em objetos em movimento. Além disso, o recurso "Estilos Fotográficos" ganhou mais opções de personalização, com controle de textura, detalhes e cores. Animação mostra a lente de abertura variável do iPhone 18 Pro Divulgação Os novos celulares têm a bateria com a maior capacidade da história para um iPhone, segundo a Apple. As versões com suporte somente para eSIM podem chegar a 36 horas de reprodução de vídeo com apenas uma carga. Em ambos, a Apple reduziu a Dynamic Island, a área no topo da tela que mostra informações rápidas. Os modelos também ganharam os novos processadores A20 Pro e uma câmara de vapor que ajuda a evitar o superaquecimento. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple Eles serão vendidos em quatro opções de cores — preto, prateado, bordô e glacial —, entrarão em pré-venda em 12 de setembro e serão entregues a partir de 18 de setembro. A Apple também apresentou uma nova versão da assistente Siri, batizada de "Siri AI". Entre as novidades, está um recurso que permite editar o ângulo de fotos feitas com o iPhone 18 Pro e Pro Max. AirPods 5 Novo Apple AirPods 5. Reprodução/Apple A Apple também anunciou os novos fones de ouvido AirPods 5, com cancelamento ativo de ruído. De acordo com a empresa, o modelo consegue reduzir 50% mais ruídos externos em comparação com os AirPods 4. Os fones ganharam uma nova arquitetura acústica, que, segundo a Apple, oferece um som mais rico e detalhado. A empresa também afirma que a mudança torna o Áudio Espacial Personalizado mais imersivo e dinâmico. No Brasil, os AirPods 5 serão vendidos por R$ 1.499, na versão básica, e por R$ 1.699, na versão com estojo de recarga sem fio. Os aparelhos entrarão em pré-venda na próxima sexta-feira (11) e serão entregues a partir de 18 de setembro. Apple Watch Novos Apple Watch Ultra 4 (à esquerda) e Apple Watch Series 12 (à direita) Reprodução Os novos Apple Watch Ultra 4 e Apple Watch Series 12 também foram revelados durante o evento. A empresa anunciou ainda que lançará ainda este ano uma nova versão do aplicativo Saúde, que terá um recurso capaz de mostrar como estão as métricas do usuário em relação à sua idade. Os aparelhos usam o novo processador S11, que permite oferecer novos recursos de áudio. Entre as novidades, estão recursos que permitem recuperar os últimos 15 minutos de conversa e fazer resumos em texto sobre tudo que foi dito ao longo do dia. A empresa disse ainda que desenvolveu os recursos com foco em privacidade e que não cria nem armazena gravações. O áudio bruto usado para gerar os resumos fica inacessível para o sistema operacional, os aplicativos, o usuário ou a Apple. O Apple Watch Series 12 será vendido no Brasil a partir de R$ 5.499, enquanto o Watch Ultra 4 custará R$ 10.499. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple A câmera do iPhone 18 Pro permite usar controles profissionais de fotografia para ajustar a imagem Reprodução Mecanismo da câmera de 48 megapixels do iPhone 18 Pro, com abertura variável para controlar a entrada de luz Reprodução Siri AI permite editar o ângulo de fotos no iPhone 18 Pro Reprodução Nova Siri no iPhone 18 Pro Reprodução John Ternus, CEO da Apple Reprodução/Apple

Pará pode sentir efeitos da proibição da exportação de carne bovina para o mercado europeu A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida anunciada por Trump no mês passado tem como principal objetivo ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Agora, com as regras mais claras, o Brasil aparece entre os países com maior potencial para ocupar esse espaço. 🐂 Os Estados Unidos enfrentam uma redução do rebanho bovino, o que diminuiu a oferta de carne e pressionou os preços. Para aumentar a produção local, o governo Trump também lançou medidas de incentivo aos pecuaristas. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. A avaliação da posição do Brasil neste cenário é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar para os Estados Unidos colocam o país em posição favorável na disputa por esse mercado. 🔍 A nova cota, porém, é diferente da regra que já se aplica à carne brasileira. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas para exportar aos Estados Unidos sem tarifa extra. Segundo Iglesias, esse volume foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois que essa cota é preenchida, a carne brasileira pode continuar entrando no mercado americano, mas passa a pagar uma tarifa adicional de 26,4%. ➡️ De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, com receita de US$ 1,74 bilhão. O volume é 28,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A nova medida de Trump abre, por 90 dias, uma cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança, melhorando as condições de acesso para os países que conseguirem ocupar esse espaço. Brasil tem vantagem na disputa pela nova cota Nem todos os principais fornecedores de carne dos Estados Unidos vão disputar diretamente esse novo espaço. A Argentina, por exemplo, já conta com cotas próprias para o mercado americano. Os mercados que mais exportam carne aos EUA em ordem: Brasil; Austrália; Canadá; México; Nova Zelândia Na avaliação de Iglesias, os concorrentes mais diretos do Brasil nesse volume adicional são o Paraguai e países da América Central. Ainda assim, o Brasil teria vantagem por causa do tamanho de sua indústria e da quantidade de frigoríficos credenciados a exportar para os Estados Unidos. Isso não significa, porém, que as 300 mil toneladas serão divididas entre os países de forma automática. Cada exportador terá de conquistar espaço no mercado, e a capacidade de oferecer o produto ao preço desejado pelos compradores americanos será decisiva. O desafio está no preço da carne O tipo de carne procurado pelos Estados Unidos também pode reduzir o interesse dos frigoríficos brasileiros. A nova demanda está concentrada nos trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados, entre outras finalidades, na produção de carne moída, matéria prima para o tradicional hamburguer americano. É justamente nesse ponto que surge uma das dúvidas da indústria: vale a pena destinar esse produto aos Estados Unidos? Como o produto tem menor valor agregado e representa apenas uma parte da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar o preço pago pelos americanos, os custos de exportação e o retorno que poderiam obter pelo mesmo animal em outros mercados. Segundo Iglesias, as empresas ainda fazem essas contas. A preocupação é que uma alta excessiva nos preços torne a operação menos atrativa para os compradores americanos e comprometa o objetivo da medida: ampliar a oferta de carne a preços mais baixos.

Agora no g1 O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos. Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente. Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China. A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial. China rebate O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem “dois pesos e duas medidas” para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA. Segundo o ministério, a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos. “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, afirmou a pasta. O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país. “Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação”, disse um porta-voz do ministério. A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China. Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China. A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país. *Com informações de Reuters e AP

Detran-RJ alerta motoristas de CNH C, D e E sobre exame toxicológico O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de usar carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para a ministra Carmen Lúcia, que analisou o caso, antes de chegar a uma discussão sobre a Constituição, seria preciso verificar se a resolução está de acordo com outras leis que tratam do trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por esse motivo, o STF entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A ação havia sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A entidade questionava o uso de veículos particulares, sem adaptações ou modificações, nas aulas e na prova por considerar que a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O que muda para quem vai tirar a CNH Para o candidato, a decisão não muda o que já estava valendo. Desde dezembro de 2025, é possível fazer aulas práticas e o exame de direção em um carro particular. A resolução permite o uso de veículos destinados à formação de condutores ou eventualmente utilizados para aprendizagem, independentemente de quem seja o proprietário. Também não exige adaptações ou modificações. A medida faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas. A possibilidade de levar um carro particular para as aulas e para a prova, porém, trouxe outra questão: se houver um acidente, o seguro do veículo cobre os danos? E se houver um acidente? A autorização para usar o carro particular não significa que um eventual acidente estará automaticamente coberto pela apólice. Em reportagem publicada pelo g1 em maio, seguradoras consultadas afirmaram que, em geral, não há cobertura para situações em que o veículo é conduzido por uma pessoa sem CNH. A Mapfre afirmou que não há cobertura técnica para condutores não habilitados e que pode haver negativa de indenização caso o proprietário empreste o veículo para a realização da prova prática. A Allianz também informou que, de maneira geral, suas apólices não cobrem acidentes quando o carro é conduzido por uma pessoa não habilitada, inclusive durante o exame para obtenção da CNH. Já a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmou que a análise depende das condições contratadas e do uso informado na apólice. Como a utilização de veículos particulares por candidatos é uma situação nova para o mercado, a entidade recomenda que o proprietário consulte previamente a seguradora ou o corretor. Advogados divergem sobre o tema A interpretação jurídica também não é unânime. Parte dos advogados ouvidos pelo g1 entende que a falta de habilitação pode ser motivo para a negativa da indenização, caso exista uma exclusão prevista no contrato. Outros especialistas avaliam que o candidato que realiza uma prova oficial de direção está em uma situação diferente daquela de uma pessoa que simplesmente dirige sem habilitação. Nesse caso, dizem, é preciso considerar as cláusulas da apólice e as circunstâncias do acidente. Por isso, a recomendação aos proprietários é consultar a seguradora antes de emprestar o veículo e pedir uma resposta formal sobre a existência de cobertura para aulas e exames. LEIA TAMBÉM: Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas

Meta inicia testes de um sistema de verificação de informações realizado pela comunidade Jornal Nacional/ Reprodução A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina. A medida é mais um passo para substituir o programa profissional de checagem de fatos que a empresa mantém na região em parceria com organizações especializadas. Inspirado na plataforma X, de Elon Musk, o sistema de colaboração em massa foi criado para substituir a checagem de fatos feita por redações e agências de verificação. A Meta encerrou esse programa nos Estados Unidos no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como funcionam as notas de comunidade? As notas de comunidade são uma ferramenta de moderação coletiva de conteúdos. Elas aparecem abaixo de algumas publicações potencialmente enganosas. O X (antigo Twitter) as utiliza desde 2021 e, em 2022, elas foram amplamente implementadas na rede social, comprada pelo bilionário Elon Musk e renomeada como X. As notas são propostas e redigidas por usuários voluntários, que precisam se inscrever previamente, e não são editadas pelas equipes do X. Depois, "outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações", explicou à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência de criação de conteúdos em redes sociais Dicenda. "Se houver avaliações positivas suficientes, a nota aparecerá abaixo do post, fornecendo informações adicionais", detalhou. As avaliações "levam em conta não apenas o número de colaboradores que classificaram uma publicação como útil ou inútil, mas também se as pessoas que a avaliaram parecem pertencer a diferentes esferas", explica o X em seu site oficial. O princípio é semelhante ao da Wikipédia. "Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos", acrescentou Kaplan. A Meta, que anunciou que seu programa de notas será similar ao da X, considera o sistema "menos parcial" do que o fact-checking.

O governo federal publicou nesta quarta-feira (9) uma Medida Provisória no "Diário Oficial da União" que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Agora no g1 Os subsídios de que tratam a Medida Provisória foram instituídos em maio deste ano. Para o óleo diesel, a subvenção é de R$ 1,12 por litro, concedido aos produtores e importadores do combustível e, para a gasolina, é de R$ 0,44 por litro. A MP não fixa prazo para o encerramento dos subsídios, pois trata apenas da liberação de recursos. No caso do diesel rodoviário, a subvenção vale até 31 de dezembro de 2026. Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí Divulgação

Wellyngton Souza/Sesp-MT A Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto em todo o país. Entre os trabalhadores resgatados, 404 eram homens (84,4%) e 75, mulheres (15,6%). Além disso, a operação identificou 15 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Desse total, 13 também estavam submetidos a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Também foram identificados 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A operação ocorreu entre 1º e 31 de agosto e realizou 231 ações de fiscalização. A força-tarefa foi coordenada por auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF). Agora no g1 A operação ocorreu em 19 estados brasileiros. Minas Gerais concentrou o maior número de resgates, com 208 trabalhadores, o equivalente a 43,4% do total. Em seguida aparecem São Paulo, com 58 (12,1%); Amazonas, com 42 (8,8%); Piauí, com 40 (8,4%); e Rio Grande do Norte, com 37 (7,7%). Por região, o Sudeste concentrou 267 trabalhadores resgatados (55,7%), seguido pelo Nordeste, com 135 (28,1%); Norte, com 53 (10,5%); Sul, com 15 (3,6%); e Centro-Oeste, com 9 (1,9%). Sozinho, Minas Gerais respondeu por quase metade dos trabalhadores encontrados pelas equipes de fiscalização. Veja abaixo os dez municípios onde ocorreram mais resgates. Operação Resgate VI Arte g1 Maioria dos casos no meio rural As fiscalizações se concentraram principalmente em atividades rurais, que representaram 61% das ações. Nesse segmento, 292 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. As atividades urbanas corresponderam a 37,2% das fiscalizações e resultaram no resgate de 178 trabalhadores. No trabalho doméstico, 14 empregadores foram fiscalizados e 9 trabalhadores foram resgatados. A construção civil foi a atividade com o maior número de trabalhadores resgatados, com 85 casos, seguida pelo cultivo de café, com 53. Também houve 47 resgates no cultivo de cebola e 44 no de batata. Outros 43 trabalhadores foram resgatados em atividades agrícolas temporárias não especificadas. Na coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, foram registrados 29 resgates. Segundo o levantamento, os casos de trabalho análogo à escravidão se concentraram principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo. Mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas Os empregadores flagrados foram obrigados a interromper as atividades, rescindir os contratos dos trabalhadores e formalizar retroativamente os vínculos de emprego. Também tiveram de pagar verbas trabalhistas e rescisórias. Até o momento, foram pagos R$ 1,47 milhão em verbas rescisórias aos trabalhadores. Já o valor total estimado dessas verbas chega a R$ 3,29 milhões. Também foram contabilizados R$ 675,5 mil em indenizações por danos morais individuais e R$ 455,5 mil por danos morais coletivos. Ao todo, foram firmados três Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), e quatro ações civis públicas (ACPs) estão em fase de ajuizamento. Os trabalhadores resgatados também receberam o seguro-desemprego especial destinado a pessoas retiradas de condições análogas à escravidão. O benefício corresponde a seis parcelas de um salário mínimo cada. Além dos casos de trabalho análogo à escravidão, a operação identificou outras irregularidades trabalhistas. Cerca de 1.836 autos de infração deverão ser emitidos por problemas como trabalho infantil, falta de registro em carteira e descumprimento de normas de saúde e segurança. As fiscalizações também resultaram em 28 interdições ou embargos de atividades consideradas de risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ao todo, 1.192 trabalhadores foram encontrados sem registro formal de trabalho. Realizada desde 2021, a Operação Resgate reúne diferentes órgãos públicos para identificar e interromper situações de trabalho análogo à escravidão, proteger as vítimas e adotar medidas trabalhistas, administrativas, civis e criminais contra os responsáveis. A Operação Resgate VI, realizada em 2026, foi a maior desde o início da série histórica, em 2021, com 479 trabalhadores resgatados. O número é 230,3% superior ao registrado na primeira edição, quando 145 trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão. Comparativo de trabalhadores resgatados: 2021 — I edição: 145 trabalhadores 2022 — II edição: 337 trabalhadores (+132,4% em relação a 2021) 2023 — III edição: 532 trabalhadores (+57,9% em relação a 2022) 2024 — IV edição: 594 trabalhadores (+11,7% em relação a 2023) — recorde até então 2025 — V edição: 215 trabalhadores (-63,8% em relação a 2024) 2026 — VI edição: 479 trabalhadores (+123,0% em relação a 2025) e +230,3% em relação a 2021 Em números absolutos, 2026 fica atrás apenas de 2024 (594) e 2023 (532), mas representa a terceira maior edição da série e a maior desde o início do levantamento, em 2021. Vale lembrar que, apesar do recorde de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nesta edição, o número poderia ser ainda maior se houvesse mais auditores-fiscais do trabalho em atividade. O Brasil enfrenta um déficit histórico e estrutural desses profissionais: atualmente, são cerca de 2,8 mil auditores na ativa, enquanto recomendações internacionais e estudos apontam a necessidade de pelo menos 5,5 mil servidores. (entenda) O que é trabalho análogo à escravidão? O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é "caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do trabalho tem direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas de um salário mínimo cada. O benefício, somado aos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições mínimas para que as vítimas possam reconstruir a vida após uma grave violação de direitos. A pessoa resgatada também é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e orientação sobre as políticas públicas mais adequadas às suas necessidades. ⚠️ Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível pela internet. Não é necessário se identificar. Basta acessar a plataforma e informar o maior número possível de detalhes sobre o caso. A partir da denúncia, os fiscais analisam as informações para verificar se há indícios de trabalho análogo à escravidão e avaliar a necessidade de uma ação no local.A Operação Resgate VI resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto, em 19 estados.

Carro abastece com etanol hidratado em posto de combustíveis. Divulgação / GM A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu uso irregular na fabricação clandestina de bebidas. Existem duas iniciativas: uma de caráter provisório, já em 2027, e outra que seria definitiva, que precisa de mais avaliações. Elas surgiram após os casos de mortes causadas por bebidas alcoólicas adulteradas em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução considerada definitiva, apontada no estudo, é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao combustível. A substância tem sabor extremamente amargo e, segundo a avaliação da agência, poderia ser percebida por consumidores caso o etanol fosse usado na adulteração de bebidas. Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros serão afetados A adoção da medida, no entanto, ainda depende de testes de viabilidade. A ANP pretende avaliar se a substância pode provocar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. O benzoato de denatônio já é utilizado em diferentes produtos, como itens de higiene e limpeza, justamente para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, porém, não há precedentes de sua utilização em etanol destinado ao uso em motores. Por causa da necessidade dos testes mecânicos, ainda não há prazo para a implementação da solução do "gosto amargo". Enquanto isso, a ANP propõe uma medida provisória: a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas. Para colocar essa regra em vigor, a agência terá de revisar a legislação. O processo de revisão começa imediatamente e prevê etapas como: Análise de impacto regulatório ou elaboração de Nota Técnica de Regulação; Consulta e audiência públicas; Votação pela Diretoria Colegiada da ANP. A previsão é que a norma revisada estabeleça um período de transição para que as usinas os possam se adaptar. A expectativa da ANP é implementar a medida ainda em 2027. O estudo foi realizado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação incluiu reuniões com produtores de etanol, distribuidores de combustíveis líquidos, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também foram realizados testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), além da análise de outros estudos. A medida atende à Resolução CNPE, que determinou que a ANP realizasse estudos para prevenir o desvio de etanol hidratado combustível para a fabricação clandestina de bebidas, como ocorreu no Brasil em 2025 com pessoas intoxicadas por metanol. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol O trabalho também atende a uma recomendação do TCU, resultado de auditoria sobre a prevenção e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas e os riscos à saúde da população. No começo de setembro, o relatório foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. Anfavea recomenda testes A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que declarou em nota que, por "não haver um histórico representativo de uso e aplicação da substância desnaturante “benzoato de denatônio” em etanol combustível, não dispomos de uma base técnica que permita avaliar seu impacto nos sistemas de alimentação e de escape dos motores de combustão interna. Entendemos que o mais prudente seria estabelecer um programa de validação que contemplasse avaliações por meio de ensaios de durabilidade e de emissões. O ideal é que, tanto para a finalidade desnaturante quanto para a aplicação de corantes, sejam consideradas substâncias isentas de metais, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação ou envenenamento do catalisador".

Transmissão de vídeo ao vivo em viagens da Uber para adolescentes Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta quarta-feira (9) que seu aplicativo terá transmissão de vídeo ao vivo para pais e responsáveis por adolescentes acompanharem as viagens dos jovens na plataforma. Com a atualização, os adultos poderão acompanhar o que acontece no interior do veículo por meio da câmera do celular do motorista parceiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O recurso será liberado gradualmente nos próximos dias em viagens feitas na modalidade "Uber conta Teens", voltada para transportar usuários de 12 a 17 anos com supervisão dos responsáveis. Segundo a Uber, a transmissão de vídeo ao vivo está sujeita às condições técnicas do celular do motorista e da habilitação do recurso. Agora no g1 No início da viagem, o aplicativo informará pais ou responsáveis sobre a opção de assistir o vídeo ao vivo da corrida. Apenas os adultos terão acesso à gravação das corridas. No fim da corrida, a Uber encerra a gravação e armazena o arquivo de forma criptografada, mantendo o material para eventuais registros de incidentes durante a viagem. A Uber informou que as viagens com adolescentes são feitas pelos motoristas mais experientes e têm os demais recursos de segurança disponíveis nas corridas para adultos, como o compartilhamento de rota e o monitoramento contra mudanças indevidas no trajeto. Responsáveis por adolescentes mulheres também podem solicitar corridas com motoristas mulheres, assim como acontece nas viagens feitas por passageiras adultas. A modalidade de viagens da Uber para adolescentes pode ser configurada após criar um perfil familiar no aplicativo. Para isso, basta clicar em "Conta", selecionar "Família" e seguir os passos indicados pela plataforma.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (9), com um avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,1116. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. O mercado acompanhou a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos sobre o cenário externo e o câmbio. No Brasil, o foco ficou sobre o cenário político e eleitoral, que segue no radar dos investidores e influenciou o desempenho da bolsa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A piora do conflito levantou novamente preocupações com a oferta global de petróleo. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 3,36%, cotado a US$ 101,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 3,25%, a US$ 96,05 o barril. ▶️ O cenário também trouxe preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ Por fim, o mercado também seguiu atento ao cenário político e eleitoral brasileiro. Investidores acompanham de perto a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos nas eleições presidenciais. Nesta quarta, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Entenda. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: -6,87%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +4,62%; Acumulado do ano: +15,20%. Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em baixa nesta quarta-feira, enquanto investidores monitoravam a nova alta dos preços do petróleo. O Dow Jones recuou 0,76%, o S&P 500 perdeu 0,47% e o Nasdaq Composite caiu 0,62%. O dia também foi negativo na Europa, com índices caindo para as mínimas em mais de um mês em meio às tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 1,4%, aos 640,41 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,66%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 1,94% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha desvalorizou 1,31%. Na Ásia, as ações chinesas registraram leve alta nesta quarta-feira, enquanto as de Hong Kong permaneceram estáveis, à medida que os dados mais recentes sobre a inflação local destacaram uma recuperação econômica desigual. Tanto o SSEC, índice de Xangai, quanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,30%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,20%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Messi se aposenta da seleção argentina O astro argentino Lionel Messi chegou a um acordo de princípio para comprar o C.D. Eldense, clube da segunda divisão espanhola, e ampliar seus negócios no futebol. O jogador de 39 anos está perto de adquirir 100% das ações da equipe. O atacante do Inter Miami está perto de concluir a compra de 100% das ações atualmente detidas pelo grupo colombiano de investimentos TH Soluciones Group S.A.S., acionista majoritário do clube. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Aos 39 anos, Messi está prestes a assumir o controle de seu segundo clube na Espanha. Em abril deste ano, o argentino comprou o UE Cornellà, da quinta divisão espanhola. Compra ainda depende de aprovação Apesar do acordo, a operação ainda não foi concluída. Segundo o Eldense, faltam procedimentos legais e contratuais, incluindo a conclusão da diligência, além da autorização obrigatória do Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD). O clube informou à Reuters que ainda não há uma data definida para a conclusão da negociação. O TH Soluciones Group também foi procurado para comentar. Messi também terá participação no Inter Miami O argentino também deve receber uma participação no Inter Miami, seu atual clube, quando seu contrato como jogador chegar ao fim. O Eldense é atualmente o 20º colocado da Segunda Divisão espanhola. O clube foi adquirido pelo TH Soluciones Group em outubro do ano passado e chegou à segunda divisão depois de passar anos nas divisões regionais do futebol espanhol.
Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

Petróleo volta a superar US$ 100 com escalada das tensões no Oriente Médio Maryorin Mendez/AFP O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. Perto das 11h, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia 2,63%, cotado a US$ 100,50 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha alta de 2,77% no mesmo horário, a US$ 95,61 o barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Agora no g1 Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. "As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações. Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas. Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters. Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd. Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon X/Reprodução Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento. Agora no g1 Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década. Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado "autoaperfeiçoamento recursivo", uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana. Segundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro - acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco", afirmou. Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos. No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional. OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration
20 empresas devem atrair R$ 1,1 bi em investimentos privados para São Mateus A cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, se prepara para receber mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos. São mais de novas 20 empresas que vão se instalar no polo industrial que existe no município, com expectativa de gerar mais de mil empregos diretos. Os investimentos privados preveem a expansão e abertura de novos negócios na região, especialmente voltados para o setor industrial. O anúncio foi feito pela prefeitura no último sábado (5). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a administração municipal, o movimento busca consolidar a cidade como um dos principais motores econômicos do Espírito Santo, abrangendo setores estratégicos como logística, infraestrutura, indústria pesada e energia. No anúncio, a prefeitura detalhou a distribuição dos recursos e destacou a preparação da cidade para o novo ciclo de crescimento, conforme as diretrizes apresentadas pelas autoridades locais. Indústrias na cidade de São Mateus, Norte do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O que disseram as autoridades O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hassan Resende, destacou o impacto direto do anúncio para a população local. Segundo ele, a chegada das empresas representa um marco para o Polo Industrial. “Vamos anunciar a chegada de mais de 20 novas empresas ao nosso Polo Industrial, com mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense.” Já o prefeito Marcus Batista reforçou que o plano faz parte de um compromisso de gestão focado na vocação econômica da região e no cumprimento de metas estabelecidas. “Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro”. LEIA TAMBÉM: ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Moradores fazem força-tarefa para encontrar trabalhador que perdeu salário do mês no meio da rua em cidade no ES; veja VÍDEO Investimento em capacitação profissional Para assegurar que as novas vagas sejam preenchidas prioritariamente por moradores de São Mateus, a administração confirmou o aporte de R$ 82 milhões destinados à capacitação profissional em massa. O objetivo é qualificar a mão de obra local para atender às exigências técnicas das indústrias que iniciam operação. O montante será investido por meio de parcerias com entidades de formação técnica, sendo R$ 62 milhões para o Sistema FINDES (SESI/SENAI) e R$ 20 milhões para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Veja detalhes dos investimentos Os investimentos de R$ 1,1 bilhão foram organizados em quatro eixos principais, que abrangem desde a melhoria da logística urbana até a expansão de grandes plantas industriais já consolidadas. Veja os detalhes: Infraestrutura Eixo focado na melhoria da malha viária e no fornecimento de insumos básicos para a operação industrial. Ecovias: R$ 50 milhões ES Gás: R$ 10 milhões Lançamentos Novos empreendimentos, fontes de energia e centros de distribuição que iniciam seus projetos no município. Termelétrica Urca: R$ 350 milhões Hidrelétrica Santa Maria: R$ 60 milhões CD Mercado Livre: R$ 32 milhões Pedreira São Vicente: R$ 20 milhões Biopetro: R$ 15 milhões CD Shopee: R$ 10 milhões Consigaz: R$ 10 milhões Pneuvix: R$ 8 milhões Recicla: R$ 6 milhões GTK Pré-Moldados: R$ 5 milhões Biomarca: R$ 2 milhões Inaugurações Empresas em fase final de instalação com início de atividades previsto para o curto prazo. Technobrass: R$ 100 milhões Carnes Nobres: R$ 60 milhões Enpex: R$ 30 milhões NBS Petróleo: R$ 18 milhões CBF: R$ 8 milhões Expansão Unidades industriais já estabelecidas que estão ampliando sua capacidade produtiva e logística. Marcopolo: R$ 260 milhões Café Duarte: R$ 10 milhões Oxford: R$ 6 milhões A diversidade desses setores — que incluem energia renovável, logística de e-commerce e a gigante automotiva Marcopolo — fortalece a posição de São Mateus como um hub logístico estratégico no Norte do Espírito Santo. Impacto Econômico e Perspectivas A administração municipal projeta que o conjunto de aportes terá um efeito multiplicador na economia da cidade. Além das mais de mil vagas diretas, a expectativa é que a movimentação gere milhares de empregos indiretos, aquecendo o comércio local e o setor de serviços. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Rebanho sofre com o ataque da mosca do estábulo
Pecuaristas do noroeste de São Paulo enfrentam uma grave crise provocada por uma forte infestação de mosca-do-estábulo. O inseto, que ataca o gado para se alimentar de sangue, deixa os animais bastante debilitados e pode até matá-los, gerando prejuízos expressivos para os produtores locais.
Na propriedade do criador Marcos Rogério Bordignon, localizada no município de Tanabi, o inseto não tem dado sossego nas últimas semanas.
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"Os animais vão ficando fracos, perdendo peso [...]. Você nota que estão pálidos porque a mosca suga muito sangue. Eles vão ficando anêmicos", relata Bordignon.
O produtor já registrou a perda de 14 animais por causa dos ataques das moscas, o que representa um prejuízo de R$ 70 mil.
De acordo com relatos locais, embora a presença da mosca-do-estábulo não seja novidade no município de Tanabi, a concentração aumentou muito neste ano.
Na fazenda do produtor João Tobias Neto, uma vaca também foi atacada pela mosca e morreu. A infestação, contudo, não se limita aos rebanhos bovinos.
"A mosca ataca os cachorros, porcos, se espalha para todo lugar. Ela ataca até os seres humanos", diz Neto.
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Mudança na rotina das fazendas
A ação das moscas altera completamente o comportamento e a rotina do rebanho. Atacados continuamente durante o dia, os bovinos permanecem em pé e se debatem para afastar os insetos, o que provoca grande desgaste físico e elevado gasto de energia.
Com o incômodo constante, o gado se alimenta mal. Em propriedades com gado confinado, os animais não comem durante o dia e só se alimentam à noite, período em que a mosca não ataca.
Para tentar se defender, os animais ficam agrupados no pasto, tentando se proteger do ataque das moscas. Os bezerros são apontados como os que mais sofrem com a situação.
Vinhaça e fiscalização ambiental
A proliferação da mosca-do-estábulo na região está diretamente associada à vinhaça, um subproduto do processamento da cana-de-açúcar geralmente utilizado como fertilizante nas lavouras. A aplicação excessiva e o armazenamento inadequado do resíduo favorecem a proliferação do inseto.
Em agosto, uma vistoria realizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na principal usina da região encontrou pontos de acúmulo e empoçamento de vinhaça. Segundo o órgão, a empresa já havia sido multada, em junho, em R$ 250 mil pelo derramamento do resíduo em uma fazenda próxima.
Os produtores afetados cobram providências diretas em relação ao manejo do subproduto. "Não temos nada contra a usina, nós temos contra a mosca", diz.
Após o registro de mortes de animais, a Secretaria de Agricultura e Pecuária começou a visitar as propriedades rurais da região para orientar os criadores sobre o controle da mosca-do-estábulo.
Enquanto a principal causa do problema não é solucionada pelas usinas, recomenda-se a adoção de medidas paliativas de manejo, com foco nas moscas adultas e na higiene das instalações:
uso de inseticidas e repelentes: manejo direto dos animais com o uso desses produtos;
higiene dos cochos: atenção ao uso de repelentes e à limpeza de restos de alimentos nos cochos, feno e silagem;
controle da umidade: evitar a umidade nas instalações e dar uma destinação adequada ao excesso de comida.
O que diz a usina
Procurada, a Usina Tereos informou, em nota, que utiliza vinhaça em boa parte de suas plantações de cana-de-açúcar e que a aplicação é realizada dentro dos limites estabelecidos pelas normas ambientais.
A empresa declarou também que adotou medidas para controlar a infestação da mosca-do-estábulo na região de Tanabi.

Carrinho de compras KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas "datas duplas" – como 9.9, 10.10 ou 11.11, por exemplo. Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes. Essas datas cheias de ofertas se inspiraram no 11 de novembro (11.11), o dia dos solteiros na China. Esse dia se tornou, nos últimos anos, uma grande prévia das ofertas da Black Friday. As recomendações de cautela na hora das compras no 9.9, 10.10, 11.11 ou qualquer data dupla são iguais às da Black Friday. 1) Pesquise sempre antes de comprar A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. 2) Cheque os detalhes Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro. Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor. Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente. Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian. Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. 3) Duvide das ofertas milagrosas Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como uma captura de tela das telas com as informações da alteração do preço. Agora no g1

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar A Apple deve anunciar nesta quarta-feira (9) uma das maiores mudanças no iPhone em anos. Segundo fontes da Bloomberg e do jornal "The New York Times", a empresa deve lançar seu primeiro celular dobrável. A expectativa é que o modelo seja apresentado no evento da Apple marcado para esta quarta-feira (9), a partir das 14h (horário de Brasília). A empresa também deverá apresentar outros modelos da linha iPhone 18. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Com o novo modelo, a Apple seguiria um movimento iniciado anos antes por concorrentes como a Samsung, que entrou no mercado de celulares dobráveis em 2019. Agora no g1 Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre os rumores. Filipe Espósito, especialista que acompanha a Apple há 17 anos, afirma que o iPhone dobrável deve ser a principal novidade para os usuários da marca, embora outras fabricantes já apostem nesse formato há mais tempo. "O aparelho deverá ter o tamanho similar ao de um passaporte quando fechado, ao mesmo tempo que oferece uma tela do tamanho de um tablet ao ser desdobrado. Isso deve permitir que esse iPhone tenha funcionalidades mais próximas às do iPad, ótimo para produtividade", avaliou. Segundo ele, um dos principais pontos de atenção será o preço do novo modelo. "Vários analistas estimam que o aparelho não chegará por menos de US$ 2.000 no mercado internacional. É um valor alto até mesmo para o público lá fora", disse. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. Jobs segura um iPhone durante o evento de lançamento da primeira versão do aparelho, em janeiro de 2007 Paul Sakuma/Associated Press Lançamento dos iPhone XS e iPhone XS Max REUTERS/Stephen Lam Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia, em 2020 Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters iPhone 17 Pro e iPhone Air, anunciados em 2025 Godofredo A. Vásquez/AP 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, em 2 de setembro de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O governo do presidente Donald Trump irá proibir, a partir de 29 de setembro, a importação de diversos produtos do Canadá, incluindo laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em comunicado publicado no site da Casa Branca. A decisão representa uma nova escalada da disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia anunciado uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses, que entrou em vigor em agosto, sob a alegação de que o Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em resposta, o Canadá anunciou tarifas de 15%, 20% e 50% sobre a importação de produtos americanos. As cobranças entraram em vigor nesta terça-feira e incluem itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos. “Temos tudo que precisamos para mudar de direção e prosperar”, afirmou Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em um vídeo publicado no YouTube após a entrada em vigor das tarifas. A nova reação de Donald Trump ocorre após o fracasso de uma série de rodadas de negociações com o governo de Mark Carney ao longo de agosto. (leia mais abaixo) Agora no g1 Entenda a nova decisão dos EUA A proibição abrange a maior parte das bebidas alcoólicas, incluindo cerveja e diversos tipos de vinho, além de uísque, bourbon, rum, vodca, vermute, tequila, mezcal e conhaque. No caso dos laticínios, estão incluídos proteína de soro de leite (whey), melaço invertido, melaço de cana e cerveja sem álcool, segundo os comunicados da Casa Branca. Além das restrições à importação, diversos tipos de queijo foram adicionados a uma lista de produtos sujeitos a uma tarifa de 50%, mas não foram proibidos. Alguns produtos de papel, alumínio, madeira, móveis, iluminação e outros itens também foram incluídos na lista. Ao mesmo tempo, determinados produtos foram retirados da lista de itens sujeitos à tarifa de 50%, incluindo sal, cimento, produtos de papel, chumbo refinado, equipamentos elétricos e partes de varas de pesca. Segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela agência Reuters, continua válida a ameaça feita pelo presidente Donald Trump de elevar, a partir de 1º de janeiro, de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá. Como a tensão comercial começou A disputa comercial entre EUA e Canadá começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março daquele ano, porém, Washington passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre o aço e o alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo Setor automotivo entrou na disputa Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Apesar do aumento das tarifas, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução de parte das tarifas não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. Escalada da tensão Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras intensificaram as negociações entre os dois governos. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir de 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.055 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (8), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 68,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 76 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 11 - 36 - 43 - 48 - 49 5 acertos: 54 apostas ganhadoras, R$ 34.793,09 4 acertos: 2.787 apostas ganhadoras, R$ 1.111,21 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3055 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

CVM condena Vorcaro e o Banco Master por fraudes no mercado de capitais A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (8), Daniel Vorcaro e o Banco Master por operação fraudulenta no mercado de capitais envolvendo um fundo imobiliário. Vorcaro recebeu multa de R$ 20 milhões, enquanto a penalidade aplicada ao Banco Master foi de R$ 12,5 milhões. O pai, Henrique Vorcaro, e um primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, estão entre os demais envolvidos punidos no processo. O julgamento começou às 15h, na sede da CVM, no Centro do Rio de Janeiro, e foi aberto à imprensa e ao público. O relator do caso, diretor João Accioly, votou pela condenação dos acusados e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. Banqueiro Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal, nega irregularidades na condução dos negócios do Banco Master Reprodução/Polícia Federal O processo foi instaurado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários para investigar irregularidades relacionadas à emissão e à distribuição de cotas do fundo Brasil Real. Segundo a acusação, o esquema teria usado laudos falsos para inflar o valor de imóveis, em uma operação que teria prejudicado investidores. Para a área técnica da CVM, as irregularidades configuraram uma operação fraudulenta no mercado de capitais. Durante o julgamento, o relator afirmou haver elementos suficientes para sustentar a acusação e apontar a obtenção de vantagem indevida com a distribuição das cotas. Defesa pediu adiamento Antes da análise do mérito, as defesas de Vorcaro e de outros acusados pediram o adiamento do julgamento. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo relator, que considerou que havia elementos suficientes para que o processo fosse julgado. Os acusados também haviam apresentado uma proposta de acordo para encerrar o processo, mas a CVM rejeitou a tentativa. Ao fim do julgamento, os demais integrantes do colegiado acompanharam o voto do relator, tornando unânime a decisão pela condenação de Vorcaro e dos outros envolvidos. O que dizem os citados No processo, a defesa dos acusados nega irregularidades e afirma que todas as operações seguiram as regras do mercado. Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro estão presos preventivamente.

Mais de 2,2 mil punições já foram aplicadas a correspondentes bancários e agentes de crédito por práticas abusivas na oferta de consignado a aposentados e pensionistas, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgado nesta terça-feira (8). De acordo com a entidade, 132 empresas que atuavam em nome dos bancos autorregulados foram suspensas e 17 pessoas que trabalham para agentes de crédito foram suspensos temporariamente Além disso, foram aplicadas outras 1.200 advertências e 928 suspensões temporárias a correspondentes. 🔎 A Autorregulação do Consignado é um instrumento criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em 2020 para coibir assédio comercial, combater fraudes e aprimorar a transparência, a segurança e a qualidade na oferta e contratação de empréstimos e cartões consignados. Agora no g1 Segundo as entidades, as operações envolvem todos os produtos relacionados ao crédito consignado e incluem aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores públicos (federal, estadual e municipal) e trabalhadores do setor privado com carteira assinada: Empréstimo Consignado: tradicional, com desconto direto no salário ou benefício; Cartão de Crédito Consignado: incluindo novas regras para a reserva de margem (RMC); Cartão Benefício Consignado: regras aplicadas às modalidades de pagamento consignado. Para fazer as fiscalizações, as entidades utilizam diversas fontes de informação que refletem as reclamações dos consumidores. Além das sanções aplicadas a correspondentes, as infrações às regras também sujeitam as instituições financeiras a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. Os valores arrecadados são destinados a projetos de educação financeira. Aposentados e pensionistas passam a usar biometria para contratar empréstimo consignado Reprodução/TV Globo Plataforma Não Me Perturbe A plataforma Não Me Perturbe somou, nos primeiros sete meses deste ano, mais de 6 milhões de solicitações de bloqueio de números de telefone para o recebimento de ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado. A maioria dos pedidos de bloqueio de telefone partiu de consumidores de cidades da região Sudeste (53,86%). A região Sul responde por 18,42% do total de pedidos, seguida pelo Nordeste (14,74%). Centro-Oeste e Norte respondem por 9,24% e 3,73% dos pedidos, respectivamente. São Paulo lidera as queixas do país, com 2.009.285 pedidos de bloqueio, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Petróleo bate em US$ 100 com ataque de houthis a navios sauditas Os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas nesta terça-feira (8), após os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacarem instalações de energia na Arábia Saudita. Os contratos futuros do Brent subiram US$ 0,92, ou 0,9%, e fecharam a US$ 97,92 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou US$ 1,55, ou 1,7%, para US$ 93,03 por barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os ataques provocaram incêndios em instalações petrolíferas, deixaram mais de 70 pessoas feridas e aumentaram os temores de uma escalada da guerra no Oriente Médio, que já dura seis meses. A alta manteve os dois tipos de petróleo em níveis considerados tecnicamente de sobrecompra — quando os preços sobem rapidamente e podem estar acima do que os indicadores de mercado sugerem. O Brent registrou, pelo segundo dia consecutivo, o maior fechamento desde 23 de julho. Já o WTI teve o maior fechamento desde 4 de junho. Os houthis atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, país aliado dos Estados Unidos. Os ataques deixaram feridos e provocaram incêndios em instalações petrolíferas. A mídia controlada pelos houthis informou ainda que aviões de guerra sauditas realizaram ataques no distrito de Jubah, no Iêmen, a leste da capital Sanaa, e na província de Taiz, no sudoeste do país. As exportações de petróleo do Golfo Pérsico vêm sendo fortemente afetadas desde que o Irã atacou instalações de energia na região e navios que passavam pelo Estreito de Ormuz. Os ataques iranianos ocorreram após ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro. A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA, vem usando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz para transportar petróleo em direção ao Mar Vermelho. Os ataques desta terça-feira, porém, estão entre os maiores já realizados contra o país e podem ampliar o impacto econômico global da guerra. Isso porque ameaçam o abastecimento de energia do Oriente Médio também por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Preços dos combustíveis seguem elevados Apesar de fecharem em alta, os contratos futuros do petróleo perderam parte dos ganhos ao longo do dia. O mercado teme que os preços elevados dos combustíveis aumentem a inflação e levem bancos centrais a elevar os juros. 🔎 Juros mais altos podem reduzir o ritmo da economia e, consequentemente, a demanda por energia. Os preços globais dos combustíveis seguem elevados, principalmente por causa de interrupções em refinarias no Oriente Médio, na Rússia e em outras regiões. Nos EUA, o diesel atingiu preços recordes na semana passada, enquanto a gasolina também chegou a níveis recordes durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalho. Executivos do setor preveem que a oferta global de diesel continuará restrita durante o inverno no Hemisfério Norte. Entre os fatores estão a falta de capacidade disponível nas refinarias, a proibição de exportações imposta pela Rússia após ataques da Ucrânia e a aproximação do período de maior demanda no inverno. * Com informações da agência Reuters Apesar dos questionamentos pela sua atuação no âmbito elétrico, Betancourt conseguiu permissão das autoridades venezuelanas para ingressar no setor do petróleo Maryorin Mendez/AFP via Getty Images (BBC)

Muse, agente de IA da Meta Divulgação/Meta A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de realizar tarefas como enviar e-mails e reservar viagens por conta própria. O agente está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp. A Meta afirmou, sem dar detalhes, que planeja integrá-lo à sua linha de óculos inteligentes "em breve". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Muse foi projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Os usuários poderão escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento. Agora no g1 A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso do Muse, mas também levanta preocupações sobre os riscos para usuários e outras pessoas caso o agente execute ações indevidas. O Muse é inspirado no OpenClaw, um agente de IA de código aberto que viralizou no início do ano por automatizar tarefas, mas também gerou preocupação pelo risco de expor dados dos usuários. Conhecido internamente como Hatch, o novo agente é considerado uma peça-chave no plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários dos serviços da empresa. Segundo Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, a empresa adiou o lançamento, inicialmente previsto para abril, para reforçar a segurança do produto. Para a Meta, o tempo adicional de desenvolvimento permitiu que o agente atingisse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho. "É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível", disse Shah. Resultados mistos Nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados. Em alguns casos, o Muse conseguiu organizar a logística de viagens. Em outros, desconectou-se sem explicação ou enviou informações confidenciais sem permissão, segundo publicações internas vistas pela Reuters. Uma pessoa afirmou que o Muse foi tão útil na organização de itinerários e transportes que o descreveu como "a terceira participante" de sua lua de mel. Em outra publicação, um funcionário que havia pedido ao Muse que monitorasse ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado "muitas falhas que o tornavam pouco confiável". Segundo o funcionário, o produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento "sem motivo aparente". O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, às vezes várias vezes em poucos minutos. Outros funcionários relataram falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre os casos relatados.

Pierre Mirabaud, acusado de pagar propina a um funcionário do Kuwait. Divulgação/Fabrice Coffrini/AFP Pierre Mirabaud, de 77 anos, ex-sócio do banco privado suíço Mirabaud & Cie e ex-presidente da associação dos bancos da Suíça, pagou US$ 101,7 milhões (R$ 518,67 milhões) em propina a um funcionário do governo do Kuwait. O suíço foi condenado nesta terça-feira (8) a dois anos de prisão, mas não precisará cumprir a pena. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a acusação do Ministério Público Federal da Suíça, Mirabaud fez centenas de pagamentos a um funcionário do governo do Kuwait entre 2000 e 2012. Em troca, o funcionário teria direcionado US$ 595,2 milhões (R$ 3,035 bilhões) em negócios para o banco. Segundo a acusação, Mirabaud sabia dos riscos dos pagamentos e aceitava as possíveis consequências caso o esquema fosse descoberto. O julgamento no Tribunal Penal Federal da Suíça, em Bellinzona, durou apenas meio dia. Mirabaud admitiu os principais fatos apresentados no processo, que envolve corrupção e lavagem de dinheiro. Seu advogado, Saverio Lembo, afirmou que a suspensão da pena levou em consideração a colaboração de Mirabaud com as autoridades durante a investigação. "Ele agora aceita as consequências de suas ações, de acordo com os princípios de responsabilidade individual que considera importantes", disse o advogado. Idade e colaboração pesaram na sentença Na Suíça, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de até cinco anos de prisão. No caso de Mirabaud, os promotores pediram uma pena de 24 meses, considerando sua idade, a ausência de condenações anteriores e sua colaboração com os investigadores. A pena foi suspensa. Na Suíça, isso geralmente ocorre quando não há expectativa de que a pessoa volte a cometer crimes. O funcionário do governo do Kuwait envolvido no caso morreu. Ele havia sido condenado no país, mesmo sem estar presente no julgamento, por corrupção e desvio de dinheiro público. Banco não é parte do processo O Mirabaud & Cie não é parte do processo e recusou-se a comentar o caso. Fundado em 1819, em Genebra, o banco é uma das instituições privadas mais antigas da Suíça e atualmente é administrado pela sétima geração da família fundadora. Em 2024, a FINMA, autoridade responsável pela fiscalização do mercado financeiro suíço, informou ter confiscado 12,7 milhões de francos suíços em lucros obtidos ilegalmente pelo banco. A medida foi tomada após a identificação de violações das regras do mercado financeiro e das normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a FINMA, a investigação envolveu relações comerciais que, em determinados momentos, representavam quase 10% de todo o dinheiro administrado pelo banco. O caso estava ligado a um empresário acusado de sonegação de impostos, que também morreu. A autoridade não revelou os nomes das pessoas envolvidas. Na época, o Mirabaud afirmou ter colaborado integralmente com a FINMA para solucionar o caso e disse que a decisão "encerra o passado".

Mulher ganha na Justiça direito a salário-maternidade rural mais de três anos após parto Imagem ilustrativa/Divulgação A Receita Federal identificou mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade feitos por empresas de fachada e outras organizações sob suspeita de tentar obter os recursos de forma indevida. Segundo o Fisco, os pedidos apresentam indícios de irregularidades por não serem compatíveis com as regras do benefício. Entre os principais sinais de irregularidade estão: Empresas com apenas um funcionário; Faturamento próximo de zero; Falta de registros compatíveis nos documentos fiscais; Pedidos de valores considerados fora do padrão. Agora no g1 A Receita também encontrou pedidos relacionados a seguradas sem registro de filhos, casos em que empresários apareciam ao mesmo tempo como donos e funcionários das próprias empresas e situações em que uma mesma pessoa teria recebido vários benefícios por meio de empresas diferentes em um curto período. Se as irregularidades forem comprovadas, os envolvidos poderão ser obrigados a devolver os valores recebidos indevidamente, além de ficar sujeitos a multas e sanções administrativas e criminais. Fraude do INSS: Polícia Federal indicia dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas Pedido de R$ 500 mil Um dos casos analisados envolve um microempreendedor individual (MEI) do setor de entregas rápidas que solicitou R$ 500 mil em reembolso de salário-maternidade. Segundo a Receita, a legislação não permite esse tipo de compensação. Em outro caso, empresas com pouco ou nenhum faturamento apresentaram pedidos de valores elevados. Elas também tinham ligação com procuradores que atuavam para dezenas de outras empresas em situação semelhante. Como mostrou o g1 em maio, o aumento no volume de pedidos ocorreu após uma mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de um período mínimo de contribuição para ter direito ao salário-maternidade. O STF entendeu que exigir carência apenas de determinadas categorias de seguradas violava o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem precisar cumprir o período mínimo de contribuição exigido anteriormente. Como funciona o reembolso O reembolso do salário-maternidade é permitido quando a empresa paga o benefício a uma funcionária vinculada ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Depois, a empresa pode compensar esse valor. Quando o benefício é pago diretamente pelo INSS, porém, a empresa não pode pedir o dinheiro de volta nos sistemas de restituição e compensação. Homens também têm direito ao benefício O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar do trabalho por causa do nascimento de um filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício dura 120 dias e pode ser solicitado pelo aplicativo Meu INSS. Embora seja destinado principalmente às mães, o salário-maternidade também pode ser concedido aos pais em algumas situações previstas na legislação. Segundo o INSS, homens segurados da Previdência Social podem ter direito ao benefício quando a mãe morre durante o parto ou enquanto ainda estiver no período de recebimento do salário-maternidade. O benefício também pode ser concedido em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Podem solicitar: Trabalhadoras com carteira assinada; Empregadas domésticas; Trabalhadoras avulsas; Contribuintes individuais, como autônomas; Seguradas facultativas; Seguradas especiais, como trabalhadoras rurais. SAIBA MAIS Salário-maternidade não é só para mães; veja quando o pai pode receber

Solen Feyissa/Unsplash Autoridades americanas de segurança cibernética e de combate ao crime acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial de realizar “atividades agressivas de destilação em escala industrial”. A acusação foi feita em um comunicado conjunto de três agências de segurança dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A destilação é uma técnica em que modelos menores de IA são treinados usando respostas produzidas por modelos maiores e mais caros. Ela permite reduzir os custos de treinamento de novos modelos de inteligência artificial. Agora no g1 Potências devem negociar ainda em setembro Estados Unidos e China devem realizar, ainda em setembro, negociações sobre inteligência artificial para discutir formas de reduzir os riscos associados aos modelos avançados de IA. As conversas são resultado da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada em maio, e devem ocorrer antes da visita de Xi aos EUA, prevista para 24 de setembro. As datas, o local e os participantes ainda não foram definidos. As negociações, porém, devem ser lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Os dois países devem discutir riscos relacionados ao uso militar da IA, a ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas e aos impactos da tecnologia no mercado de trabalho. * Com informações da agência Reuters EUA e China realizarão negociações sobre IA em setembro, dizem fontes

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.
'Meu Feed, Meu Jeito': Austrália quer dar a usuários opção de 'desligar' algoritmo das redes sociais
Primeiro-ministro da Austrália defende internet sem sugestões de algoritmos O governo australiano anunciou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que exigiria uma mudança nas regras das redes sociais para dar aos usuários mais controle sobre os conteúdos que aparecem em seus feeds. A medida busca aumentar a segurança online e dar aos usuários mais controle sobre o funcionamento das plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Pela proposta, as redes sociais terão de explicar aos usuários como funciona o feed padrão e oferecer duas opções de exibição de conteúdo. Uma das opções mantém o sistema usado atualmente por muitas plataformas: um algoritmo analisa o comportamento do usuário e recomenda conteúdos com base no que ele costuma assistir, ler ou curtir; A outra opção desativa as recomendações feitas por algoritmos e mostra apenas publicações de amigos, criadores e outras contas que o usuário segue. “Esta é uma reforma sensata, pragmática e prática”, disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese a jornalistas. Segundo ele, a mudança dará mais controle aos usuários e aumentará a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia pelo cumprimento das novas regras. Batizada de “My Feed, My Way” (“Meu feed, do meu jeito”, em português), a iniciativa também prevê que as plataformas registrem as medidas adotadas para reduzir riscos aos usuários e comprovem que elas continuam funcionando ao longo do tempo. A proposta surge em meio à crescente pressão sobre a forma como as redes sociais selecionam e recomendam conteúdos aos usuários. 📱 Os algoritmos podem analisar as interações de cada usuário para identificar seus interesses e recomendar conteúdos semelhantes. Críticos afirmam que esse modelo pode estimular o uso prolongado das plataformas ao exibir continuamente publicações que chamam a atenção do usuário. Órgão de segurança online ganha mais poderes A proposta também amplia os poderes da eSafety, órgão australiano responsável pela segurança na internet. A agência poderá exigir que grandes empresas de tecnologia removam rapidamente conteúdos nocivos ou ilegais, incluindo materiais relacionados à nudez. Defensores da liberdade de expressão, porém, afirmam que a ampliação desses poderes pode abrir espaço para censura. Albanese rejeitou a crítica. "Não se trata de dar controle ao governo. É sobre dar controle às pessoas", afirmou. Austrália endureceu regras para crianças A proposta surge depois de a Austrália adotar uma das medidas mais rígidas do mundo para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Desde o fim de 2025, plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e Snapchat são obrigadas a impedir que menores de 16 anos mantenham contas. 🔎 A regra responsabiliza as próprias empresas pela verificação da idade dos usuários e prevê multas caso não adotem medidas consideradas suficientes para cumprir a restrição. Segundo a ministra das Comunicações, Anika Wells, a proposta cria novas obrigações para as plataformas digitais, que terão de adotar medidas para reduzir riscos aos usuários. “O projeto garantirá que os provedores de serviços online, incluindo algumas das empresas mais poderosas do mundo, assumam a responsabilidade e façam mais para manter os australianos seguros de danos em suas plataformas”, afirmou. Projeto 'My Feed, My Way' ainda será discutido Antes de levar a proposta ao Parlamento, o governo pretende ouvir empresas de tecnologia, representantes do setor, organizações da sociedade civil e grupos de defesa dos usuários. A previsão é que o projeto de lei seja apresentado ao Parlamento australiano ainda neste ano. A Austrália segue um caminho semelhante ao adotado pela União Europeia. Desde 2024, a Lei de Serviços Digitais do bloco exige que as plataformas ofereçam aos usuários uma opção para desativar o uso de seus perfis para personalizar recomendações. A implementação da regra europeia, porém, enfrentou dificuldades. Reguladores afirmaram que algumas plataformas dificultavam o acesso à opção de deixar de receber recomendações personalizadas com base no perfil do usuário.

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza sem a participação do bilionário. Dirigido pelo americano Alex Gibney, “Musk” usa inteligência artificial para criar uma versão do empresário e acompanha sua trajetória da tecnologia à política. O filme também aborda a aproximação do bilionário com Donald Trump e a influência que passou a exercer na política americana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e equipamentos ligados à exploração espacial com depoimentos que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. O diretor afirmou que o projeto cresceu à medida que Musk ampliou sua participação na política. Gibney começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, planejava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo Gibney, o empresário foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social, o X, e acusou Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para mostrar como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a ampliar sua influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e os contratos de empresas como a SpaceX com o governo americano. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política deu a Musk uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda o envolvimento de Musk com movimentos políticos de direita em diferentes países. Um dos exemplos é seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz declarações feitas publicamente pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre o risco de enfrentar uma disputa judicial pelo uso da inteligência artificial, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de adotar o recurso. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk, entre elas Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China (são 221 mil, com alta de 109,9% em relação ao ano anterior). E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD

A carta aberta de ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do fim de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil. O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte. Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta (4) e sábado (5), houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente. Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração' Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas — como a que enterrou indícios levados pela Polícia Federal acerca do ministro Dias Toffoli —, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito. Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados. Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar. LEIA TAMBÉM: Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF Reprodução Cronologia A mobilização dos ex-ministros ocorre em meio à crise mais grave enfrentada pelo STF nos últimos anos. O estopim foi a divulgação, por decisão do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito do caso Master, que trouxe à tona mensagens e contatos envolvendo integrantes da Corte, autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação desencadeou uma escalada da crise institucional, com Alexandre de Moraes pedindo a abertura de investigação contra Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, assumindo a condução dos procedimentos relacionados ao caso. Desde então, Fachin tem defendido que a resposta da Corte seja guiada pelo devido processo legal e afirmou que nenhum integrante do Judiciário está acima da Constituição. Nos últimos dias, a pressão por uma apuração mais ampla ganhou força dentro e fora do tribunal. Em carta divulgada na segunda (7), 13 ministros aposentados do STF, entre eles Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Nelson Jobim e Celso de Mello, pediram a Fachin uma sessão pública do plenário para determinar uma "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que, segundo os signatários, colocaram em risco a credibilidade da Corte e das instituições democráticas. O manifesto expôs a preocupação de ex-integrantes do Supremo com o desgaste da imagem do tribunal e abriu uma nova frente de pressão sobre a presidência do STF em meio aos embates internos provocados pela crise

Aly Song/Reuters O aplicativo de relacionamentos Grindr concordou em pagar 26 milhões de libras (R$ 180 milhões) para encerrar uma ação judicial promovida por milhares de usuários no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian". O processo acusava a empresa de compartilhar dados pessoais altamente sensíveis com empresas de publicidade, incluindo, em alguns casos, o status de HIV dos cadastrados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão encerra uma disputa judicial de dois anos iniciada em abril de 2024, quando um escritório de advocacia entrou com a ação na Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales. A queixa representava 12 mil pessoas afetadas por violações das leis de privacidade britânicas em períodos que vão até o início de 2020. Caso o valor seja distribuído igualmente, cada representado receberá uma média de 2.167 libras (R$ 15 mil). Agora no g1 Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil O acordo estabelece que a empresa pagará metade do valor total até o fim deste ano e a outra metade até o final de março de 2027. Em comunicado a órgãos reguladores dos Estados Unidos, a plataforma informou ter resolvido a ação coletiva referente a práticas adotadas antes de 2020, época em que pertenceu à empresa chinesa de jogos Beijing Kunlun Tech, segundo o Guardian. A empresa declarou, segundo o jornal inglês, que o acordo não representa admissão de responsabilidade. Apesar de contestar as alegações, a plataforma afirmou reconhecer o desgaste e a perda de confiança relatados por parte de seus usuários no Reino Unido em relação a esse período. Em 2021, o aplicativo já havia sido multado na Noruega por compartilhar, sem consentimento, dados dos usuários com empresas de publicidade.

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (8) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano. Deste total: R$ 4,24 bilhões são recursos de 23,6 milhões de pessoas físicas; R$ 1,4 bilhão são valores de 2,2 milhões de empresas. Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões e, em junho, para R$ 5,1 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Em julho, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos. A intenção de voto no Brasil segue no radar dos investidores, conforme se aproximam as eleições presidenciais. Na segunda-feira (7), uma pesquisa da Quaest apontou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. Veja mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No exterior, as preocupações com o conflito no Oriente Médio continuam a se refletir nos preços do petróleo. Nesta terça-feira, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e ressaltando o risco de o conflito com o Irã se transformar em uma guerra regional mais ampla. Em meio às tensões, os preços do petróleo viveram um dia de alta e atingiram nova máxima em seis semanas. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, subiu 0,92%, cotado a US$ 97,92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,71%, a US$ 93,03 o barril. ▶️ Na agenda econômica da semana, investidores seguem na expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,86%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,34%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,20%; Acumulado do mês: +5,65%; Acumulado do ano: +16,29%. Pesquisa eleitoral Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno -- que acontecerá em 4 de outubro. Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro. Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal: Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro) Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%) Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero) Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Clariana Barão (DC): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%) Indecisos: 10% (eram 11%) Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026. Tensões no Oriente Médio A escalada do conflito no Oriente Médio continua a trazer preocupações para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta terça-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen realizaram ataques contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita nesta terça-feira (8), deixando ao menos 73 pessoas feridas e provocando incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone subaquático dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse à Reuters que o equipamento militar já apresentava problemas há mais de um dia enquanto monitorava as águas da região. Após a captura do drone, os militares iranianos publicaram em seus meios de comunicação que o 'submarino inteligente' incorpora "a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025". Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme investidores avaliavam a escalada das tensões no Oriente Médio e aguardavam os novos dados de inflação, previstos para esta semana. O Dow Jones caiu 1,16%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,31%. Na Europa, as bolsas as bolsas fecharam mistas, em meio a preocupações com a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou estável, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,14% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,10%. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Em Xangai, um ligeiro avanço foi impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro. As ações de tecnologia, no entanto, fizeram pressão de baixa. O SSEC, índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,70%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 0,58%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

Ford Ranger Raptor Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026. Segundo a marca, o problema está na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente. A falha pode deixar os ocupantes sem a proteção prevista em caso de colisão. Além disso, o acabamento da coluna central pode se soltar e ser arremessado dentro da cabine, aumentando o risco de lesões. Agora no g1 Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais. Os reparos começam em 10 de outubro de 2026 e devem levar cerca de duas horas. O recall envolve veículos fabricados entre 11 de março e 19 de junho de 2026, com finais de chassi entre TX764311 e TX784494. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação, mas, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,01% para 5%. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,01% para 5%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro elevou sua projeção de 1,92% para 1,93% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.

Trend dos anos 80: saiba como fazer a sua foto usando IA Reprodução/Redes sociais Uma nova trend em que pessoas aparecem com roupas e cortes de cabelo no estilo dos anos 1980 viralizou nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok. (veja como fazer a sua) As imagens inundaram inicialmente os Stories do Instagram, mas a trend cresceu e chegou ao feed. As fotos têm sido geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No Instagram, além de uma figurinha nos Stories, há pelo menos 21 mil publicações com a hashtag "trendanos80". Segundo o Google, a busca pelo termo "trend anos 80" aumentou 5.000% em comparação com a semana passada. Vários artistas e famosos também entraram na onda, como Ana Maria Braga, Jorge e Mateus, Virginia, Fernanda Paes Leme, Patrícia Poeta e Sabrina Sato, entre outros. (veja mais abaixo) Agora no g1 É importante lembrar que, ao compartilhar suas fotos com ferramentas de IA, você também está enviando informações pessoais para a tecnologia. Esses dados podem ser usados para treinar e aprimorar os sistemas. Por isso, verifique os termos de uso da ferramenta para entender como suas informações poderão ser utilizadas. Como criar uma foto no estilo dos anos 80 Acesse o ChatGPT ou o Gemini pelo site ou aplicativo. Escolha uma foto sua em boa qualidade. Use o seguinte prompt (comando): "Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo." Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem. Sabrina Sato na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Gil do Vigor na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Pepita na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Ana Maria Braga na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Tata Werneck na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Dani Calabresa na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Patixa Teló na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos. Agora no g1 O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa. Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável. O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição. Domo de Ferro e Iron Beam A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027. A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel. A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha. Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sistemas de defesa antiaérea "Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local", disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa "assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück". O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027. O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado. "Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa", disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael. A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen. Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sindicato: VW "não está isenta" de responsabilidade O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos. Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar "usos alternativos" para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos. Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história. "A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes", disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW. Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense. O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel. O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones. Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA O Canadá começa a aplicar nesta terça-feira (8) novas tarifas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, acirrando a disputa comercial entre os dois países. As novas medidas atingem mercadorias americanas avaliadas em 27,6 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 20 bilhões ou R$ 103 bilhões na cotação atual. ➡️ A lista inclui aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose, plásticos e componentes eletrônicos. (veja abaixo as alíquotas por produto) As tarifas foram impostas em retaliação as taxas impostas pelos EUA sobre produtos canadenses. Em alguns casos, elas chegam a 50%. A medida ocorre depois do fracasso de uma série de rodadas de negociações entre os governos de Donald Trump e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em agosto. 'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial Tarifas do Canadá aos EUA: veja a alíquota por produto O que muda a partir desta terça As novas tarifas canadenses foram desenhadas para atingir mercadorias americanas dos mesmos setores afetados pelas barreiras impostas recentemente pelos EUA. A ideia é fazer uma retaliação proporcional. Ou seja, quando Washington aplica uma determinada tarifa a um produto canadense, Ottawa cobra uma taxa equivalente sobre mercadorias americanas correspondentes. As medidas não atingem mercadorias americanas que já estavam em trânsito para o Canadá quando as tarifas entraram em vigor. Além disso, a cobrança vale apenas para produtos considerados de origem americana. O Canadá também mantém as tarifas de retaliação que já estavam em vigor sobre automóveis americanos. Como a disputa comercial começou O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo A disputa começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março, porém, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O setor automotivo entrou na disputa na sequência. Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Mesmo com a escalada, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução das barreiras não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. O que aconteceu em 2026 Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras levaram os governos a intensificar as negociações. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre os produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir deste 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027. Por que a disputa é tão importante Canadá e Estados Unidos têm uma das relações comerciais mais integradas do mundo. Empresas dos dois países dependem umas das outras para obter matérias-primas, peças e componentes. Isso é especialmente evidente na indústria automotiva. Um componente pode ser fabricado nos Estados Unidos, enviado ao Canadá para a montagem de um veículo e depois atravessar novamente a fronteira como parte de um produto acabado. Por isso, uma tarifa pode afetar muito mais do que o exportador estrangeiro. O importador paga o imposto diretamente à alfândega, mas o custo pode ser dividido entre empresas ao longo da cadeia e, dependendo do produto e das condições do mercado, chegar ao consumidor. A ameaça de novas tarifas sobre veículos é particularmente sensível por causa dessa integração. Montadoras instaladas no Canadá dependem de fornecedores de diferentes partes da América do Norte. Toyota e Honda, por exemplo, respondem juntas por mais de três quartos dos veículos produzidos no país. Uma tarifa de 50% sobre carros e peças canadenses pode, portanto, atingir não apenas empresas canadenses, mas também companhias estrangeiras que utilizam o Canadá como base de produção. Bombardier vira novo ponto de tensão A disputa também começou a alcançar decisões sobre onde as empresas devem produzir seus produtos. Na segunda-feira (7), um dia antes da entrada em vigor das tarifas canadenses, Trump afirmou que a fabricante canadense de jatos executivos Bombardier deveria fabricar seus aviões nos Estados Unidos para continuar vendendo no mercado americano. Caso contrário, segundo o presidente, a empresa poderia ser impedida de vender seus produtos no país. A Bombardier tem cerca de 3,5 mil funcionários nos Estados Unidos, centros de serviços e uma cadeia de fornecedores americanos. A empresa também gasta mais de US$ 2,5 bilhões por ano com fornecedores do país, e muitos de seus jatos utilizam motores fabricados nos Estados Unidos. A ameaça mostra como o conflito deixou de ser apenas uma discussão sobre tarifas e passou a envolver também investimentos, localização de fábricas e cadeias de fornecedores. O próprio Canadá já anunciou medidas para incentivar a produção doméstica. O governo destinou 4,7 bilhões de dólares canadenses para produzir e manter 313 vagões da VIA Rail no país. O projeto deve sustentar quase 700 empregos. Os equipamentos, que antes eram produzidos nos EUA, passarão a ser fabricados no Canadá. Efeitos já aparecem na economia canadense A dimensão do conflito também pode ser observada nos dados mais recentes do comércio canadense. Em julho, o superávit comercial de bens do país caiu para 769 milhões de dólares canadenses, ante 4,2 bilhões de dólares canadenses em junho. No mesmo mês, as exportações canadenses para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações de produtos americanos cresceram 1,8%. Em agosto, o Canadá perdeu cerca de 42 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,4%. Os números não podem ser atribuídos exclusivamente às tarifas, mas mostram o ambiente de maior incerteza enfrentado pela economia canadense.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.055 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (8), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (6), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Depois do feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, na última segunda-feira, o próximo feriado nacional será em 12 de outubro, quando são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e o Dia das Crianças. Até o fim de 2026, o calendário ainda reserva cinco feriados nacionais. Desses, quatro podem ser emendados com o fim de semana, criando oportunidades para períodos prolongados de descanso (veja o calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado voltará a cair em uma segunda-feira, garantindo um fim de semana prolongado de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos. Mesmo nos feriados nacionais, porém, nem todos os trabalhadores têm folga. A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais e de outras atividades autorizadas a operar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil do ministro André Mendonça no Instagram registrou uma disparada no número de seguidores. 📈 Entre 30 de agosto e 6 de setembro, a conta ganhou 1,3 milhão de novos seguidores, ultrapassando a marca de 3,3 milhões. O crescimento foi registrado por um levantamento da plataforma Social Blade, que rastreia estatísticas e dados analíticos de mídias sociais. Durante dois os períodos analisados, últimos três e de sete dias, Mendonça foi quem mais ganhou seguidores entre todos os perfis monitorados no mundo. Agora no g1 O ministro ficou à frente do jogador argentino Lionel Messi, que ocupou a segunda colocação no ranking, com 883.698 novos seguidores. Ao todo, o jogador argentino tem 517 milhões de seguidores no Instagram. O feito de Mendonça coincidiu com o anúncio da aposentadoria de Messi da seleção argentina. No dia 31 de agosto, o ídolo comunicou, em seu perfil, a decisão de encerrar sua trajetória pela camisa albiceleste. Completaram o top 5 do período: o jogador Gabriel Jesus, anunciado como reforço do Barcelona FC também na última semana; o youtuber turco Rúhi Çenet; e a influenciadora Eliziane Ferreira Cruz, conhecida como “Bebinha Arueira”. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF

Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier, fabricante de aviões com sede no Canadá, de vender aeronaves no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país. A declaração é mais um episódio da guerra comercial entre Washington e Ottawa e da estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões nos EUA. ➡️ A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração. O que Trump está exigindo A exigência faz parte de uma política mais ampla do governo americano de usar tarifas e outras barreiras comerciais para incentivar empresas estrangeiras a transferirem parte de sua produção para os Estados Unidos. No caso da Bombardier, a medida pode ter impacto relevante porque cerca de metade dos 5.100 aviões operados por clientes da empresa está nos Estados Unidos. A companhia já possui operações no país. A Bombardier mantém uma fábrica no Kansas, onde prepara aviões para missões especiais de defesa. A unidade, porém, não concentra a fabricação dos principais jatos executivos da empresa. Pressão já havia começado A ameaça desta segunda-feira não é a primeira ofensiva de Trump contra a fabricante canadense. Em janeiro, o presidente ameaçou aplicar uma tarifa de 50% sobre aeronaves produzidas no Canadá e afirmou que os Estados Unidos poderiam retirar a certificação de jatos da linha Global Express da Bombardier. Na ocasião, Trump condicionou as medidas à certificação, pelo Canadá, de aeronaves produzidas pela americana Gulfstream, concorrente da Bombardier. As ameaças não foram implementadas, e o Canadá posteriormente certificou alguns modelos da Gulfstream. O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com Trump usando tarifas como instrumento para pressionar parceiros e empresas estrangeiras. Por que a Bombardier é afetada A Bombardier é uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo e tem uma presença significativa no mercado americano. Por isso, perder o acesso aos Estados Unidos representaria um problema importante para a empresa. Ao mesmo tempo, a companhia mantém uma cadeia de produção integrada entre Canadá e Estados Unidos. Além da fábrica no Kansas, possui centros de serviços e outras operações em território americano. Logotipo da fabricante de aviões canadense Bombardier, em imagem de arquivo Reuters/Denis Balibouse Em 1º de setembro, a Bombardier anunciou que compraria de sua fornecedora Mitsubishi Heavy Industries uma fábrica no Canadá que produz asas para os jatos Global 5500 e Global 6500. Em julho, a empresa informou que sua receita trimestral havia crescido 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 2,15 bilhões, impulsionada principalmente pela demanda por serviços de manutenção e pós-venda.

Volta dos ataques no Irã pressiona Trump Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos. A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho. 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo. Evolução do preço do petróleo nos últimos dias Investing.com Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília). VÍDEOS mostram ataques dos EUA a petroleiros iranianos após Teerã lançar mísseis contra navios norte-americanos O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. Escalada do conflito A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados. A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava “indefesa”. Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir. A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro, quando os dois países e Israel iniciaram uma série de ataques. A nova escalada já teve impacto sobre o abastecimento global da commodity. Na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%. Estoques em baixa O mercado também acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor de petróleo do mundo. Os estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e também das médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy. Para a consultoria, o cenário atual é mais preocupante do que o observado algumas semanas atrás. Petróleo pode passar de US$ 100 O aumento da tensão elevou as projeções para os preços da commodity. O Goldman Sachs avalia que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques contra navios comerciais se intensifiquem. O risco está relacionado principalmente à possibilidade de novos problemas no transporte de petróleo e derivados pelo Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de energia do mundo. Os Emirados Árabes Unidos já trabalham na criação de rotas alternativas para suas exportações de energia e outras operações comerciais. Segundo Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados, a intenção é evitar que o país fique vulnerável aos efeitos da guerra entre EUA e Irã. Opep+ mantém produção Apesar da alta dos preços, a Opep+ manteve no domingo sua política de produção de petróleo para outubro. O grupo, que reúne grandes produtores da commodity, informou em comunicado que não haverá mudança na estratégia de produção definida anteriormente. *Contém informações da Agência Reuters

Evento Lumiere Summir debate o futuro da imagem VALERY HACHE O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, copresidiram nesta segunda-feira (7) a Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França. O evento reuniu representantes de países, das principais empresas de cinema, televisão e games, criadores, festivais e instituições culturais de mais de 55 países. O encontro debateu como a indústria do audiovisual deve enfrentar a inteligência artificial, a concorrência das redes sociais pela atenção do público e a falta de financiamento para novas produções. Participaram representantes dos principais estúdios de Hollywood, incluindo Disney, NBCUniversal e Netflix, além da agência de talentos CAA e de nomes da indústria de tecnologia. O ator George Clooney também esteve presente no evento. A Globo foi representada pelo CEO, Paulo Marinho, que integrou o painel "Emissoras e streamings: velhos rivais, novas estratégias", um dos eixos temáticos da cúpula. A mesa reuniu ainda Isabelle Degeorges, da francesa Gaumont Télévision, e Andrew Bennett, da norte-americana Prime Video. A discussão partiu da constatação de que emissoras de TV aberta e plataformas de streaming passaram a última década disputando a mesma audiência, mas hoje caminham para uma relação de dependência mútua. Com a queda da audiência da TV linear em diversos mercados, os dois modelos têm se aproximado no desenvolvimento, financiamento e distribuição de séries, combinando ecossistemas criativos locais com alcance global. É o caso da Globo, que tem sua própria plataforma de streaming, o Globoplay. O nome do encontro é uma homenagem aos irmãos Auguste e Louis Lumière, pioneiros do cinema francês. A data marcou 130 anos da primeira exibição pública do Cinematógrafo pelos dois — e 200 anos desde a primeira fotografia já registrada. George Clooney participa da Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França Valéry Vache/Pool via Reuters Declaração conjunta sobre o futuro do audiovisual A cúpula reuniu pela primeira vez, neste nível, Estados, grandes empresas do setor audiovisual, criadores e organizações culturais para debater uma única questão: como o valor da imagem em movimento pode ser criado, compartilhado e sustentado na próxima década. A discussão levou em conta as diferenças entre mercados já consolidados e mercados em rápido crescimento, onde surgem alguns dos públicos e ecossistemas criativos mais dinâmicos do momento — puxados, em boa parte, pela ascensão global das séries e de novos formatos de contar histórias. O encontro terminou com a assinatura de uma declaração conjunta, batizada de "Declaração de Lumière", que reúne 15 princípios. Entre os pontos centrais está a defesa de que a criação humana deve permanecer na base das obras audiovisuais, mesmo com o avanço da inteligência artificial. Segundo o documento, a tecnologia só deve ser incorporada ao setor se funcionar como impulso à criação, e não em seu lugar. George Clooney (à esq.), Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul (quarto da esq. para a dir.) e Emmanuel Macron, presidente da França (quinto da esq. para a dir.) participam da Cúpula Lumière VALERY HACHE/Pool/AFP A declaração também tratou da ameaça representada por agentes autônomos de inteligência artificial na forma como o público passa a descobrir e acessar obras, defendeu a preservação de acervos audiovisuais físicos — que, segundo o texto, se degradam de forma irreversível com o tempo — e propôs, em parceria com a Unesco, uma iniciativa para tratar a educação para a imagem como uma alfabetização do século 21, a começar pelos primeiros anos escolares. Outros pontos incluíram o combate à pirataria, a defesa da diversidade de obras e formatos, o reforço da coprodução internacional e a valorização da experiência do cinema como espaço coletivo. Os signatários se comprometeram a permanecer engajados com essas questões e a revisar, em conjunto, os avanços obtidos.

Volker Türk, alto comissário da ONU para os direitos humanos, em foto de 9 de setembro de 2024 Fabrice Coffrini/AFP O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos alertou nesta segunda-feira (7) para a necessidade de criar rapidamente mecanismos de governança para a inteligência artificial. Segundo ele, a IA avançada pode "representar um risco existencial para a humanidade". "Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa", declarou o Alto Comissário, Volker Türk, na abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Ele pediu uma ação "antes que seja tarde demais". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Türk lamentou que "um punhado de homens tenha um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável". "Eles falam de liberdade, mas, quando observamos mais de perto, isso acaba sendo pouco mais do que a liberdade de explorar nossos dados", denunciou. A IA que engana os humanos já é uma realidade. Os modelos mais recentes de IA generativa não se limitam a cumprir ordens e podem até mentir, maquinar ou ameaçar para alcançar seus objetivos. Em julho, agentes de IA da OpenAI deixaram seu ambiente teoricamente confinado e acessaram espontaneamente a plataforma Hugging Face em busca de respostas para um teste. Os incidentes envolvendo agentes que ultrapassam suas prerrogativas para cumprir a missão que lhes foi confiada aumentaram nos últimos meses. A Anthropic e a chinesa Alibaba registraram casos semelhantes. LEIA TAMBÉM OpenAI admite invasão de site alemão por agentes de IA e promete mais transparência Agentes de IA da OpenAI invadem site alemão e criam fórum para burlar regras da própria empresa Os episódios preocupam pesquisadores, diante das crescentes dificuldades para monitorar modelos cada vez mais poderosos. Volker Türk disse que enviará em breve cartas às empresas do setor "para exigir que adotem medidas (...) para reduzir os riscos desde já". "No mínimo, precisamos que os países que abrigam a IA e os que participam de suas cadeias de suprimentos concordem com linhas vermelhas comuns", destacou. "Precisamos de uma verificação independente e de uma cooperação muito mais estreita em relação à segurança dentro da indústria", acrescentou. Também pediu que sejam consideradas "as repercussões da IA nas práticas trabalhistas, nos princípios fundamentais da democracia e em nosso meio ambiente". Agora no g1

Preços de carros usados caem até 20% com enxurrada de novos modelos chineses A fabricante britânica de carros de luxo Jaguar Land Rover anunciou nesta segunda-feira (7) que reduzirá em quase 10% seu quadro de funcionários por meio de um programa de demissão voluntária ao longo dos próximos dois anos. A medida ocorre em meio às crescentes pressões enfrentadas pela indústria automobilística, incluindo a concorrência de fabricantes chineses e os efeitos das tarifas comerciais. Controlada pela indiana Tata Motors e com 17 unidades na Inglaterra, a fabricante de veículos de luxo informou que eliminará cerca de 4 mil postos de trabalho. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O objetivo é economizar 1,7 bilhão de libras (cerca de R$ 12,5 bilhões) e reduzir seu ponto de equilíbrio para aproximadamente 300 mil veículos. A JLR emprega cerca de 43 mil pessoas em todo o mundo, sendo 34 mil no Reino Unido, mas não informou onde os cortes serão realizados. "A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio à intensa concorrência e à persistente incerteza geopolítica", afirmou o CEO da JLR, PB Balaji, em comunicado. Na semana passada, a alemã Volkswagen aprovou planos para eliminar mais de 50 mil empregos, numa tentativa de enfrentar tarifas elevadas, excesso de capacidade produtiva e a forte concorrência de montadoras chinesas. A JLR ainda se recupera de um ataque cibernético sofrido em 2025, que provocou uma longa paralisação da produção e afetou sua cadeia de fornecedores. Os cortes representam um revés para o governo britânico, que tenta impulsionar uma economia de crescimento lento. Nesta segunda-feira, o ministro das Finanças, John Healey, discursou em Coventry, cidade próxima à sede da JLR, e apresentou uma visão mais otimista para a economia antes da divulgação do orçamento, prevista para o fim de outubro. Cortes de custos e concorrência A JLR afirmou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses e manterá investimentos entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras (cerca de R$ 110,5 bilhões a R$ 132,6 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente. Mesmo assim, a empresa disse que precisa reduzir custos e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente. O programa de demissão voluntária afetará principalmente os 26 mil funcionários das áreas administrativa e de gestão. O ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, conversou com Balaji nesta segunda-feira e deve se reunir ainda nesta semana com representantes da empresa e dos sindicatos. "Entendemos que este será um período de incerteza e preocupação para os trabalhadores afetados, suas famílias e as comunidades, e sabemos que as atuais condições de mercado são desafiadoras para a indústria automotiva em todo o mundo", afirmou o porta-voz do primeiro-ministro, Andy Burnham. Já o prefeito da região, Richard Parker, anunciou um pacote de 500 mil libras (cerca de R$ 3,7 milhões) para apoiar os funcionários que aderirem ao programa de demissão voluntária. Logotipos das marcas britânicas Jaguar e Land Rover, pertencentes à indiana Tata Motors, em frente a uma concessionária em Nova Délhi, na Índia. Reuters

Camarotti comenta dívida pública e crise com Argentina Quando a moto de um entregador é apreendida pelas autoridades de trânsito em Buenos Aires, voltar ao trabalho pode depender de um empréstimo caro. O empréstimo ajuda os trabalhadores a pagar multas e taxas para recuperar o veículo, mas também pode alimentar um ciclo de dívidas que aumenta a dependência dos aplicativos usados para obter renda. Albert Quintero, entregador de 41 anos, ganha em média 70 mil pesos argentinos, cerca de US$ 46, por dia fazendo entregas de comida. Recuperar uma moto apreendida, porém, pode custar cerca de 140 mil pesos (US$ 90) em multas e taxas — o equivalente a dois dias de trabalho. Segundo ele disse à agência Reuters, muitos entregadores não conseguem pagar esse valor sem recorrer a empréstimos. E cada vez mais trabalhadores de aplicativos recorrem a empréstimos oferecidos por fintechs — empresas que prestam serviços financeiros por meios digitais. Entre as opções estão empréstimos oferecidos pelos próprios aplicativos para os quais trabalham, mesmo com taxas de juros anuais que frequentemente passam de 100%. A PedidosYa, por exemplo, oferece empréstimos aos entregadores a uma taxa anual de 131%. Já a carteira digital Personal Pay cobra cerca de 170%. “Há muitos que não têm o dinheiro”, disse Quintero à Reuters. Por isso, acabam assumindo dívidas. O endividamento cresce em um momento em que as famílias argentinas enfrentam aumento do custo de vida e preocupações com o emprego. Nesse cenário, os aplicativos financeiros se tornaram uma importante fonte de crédito e ajudam a mostrar como trabalhadores e famílias estão lidando com as mudanças econômicas promovidas pelo presidente Javier Milei. O número de empréstimos concedidos por fintechs na Argentina cresceu 20 vezes em sete anos: passou de cerca de 500 mil para 10 milhões, segundo Mariano Biocca, diretor-executivo da Câmara Argentina de Fintech, entidade do setor. Mais pessoas têm dificuldade para pagar Quase 6 milhões de pessoas estão há mais de 90 dias com dívidas em atraso, o equivalente a quase um terço de todos os tomadores de empréstimos, segundo estimativas compiladas pela Câmara Argentina de Fintech. A parcela dos empréstimos às famílias que estava em atraso chegou a 12,8% em junho, o maior nível desde o início da série histórica, em 2010, segundo dados do Banco Central argentino. Quando Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023, esse índice era de 2,8%. Analistas afirmam que a mudança não se explica apenas pela situação econômica atual. Durante anos de inflação elevada, os argentinos viram o peso das dívidas diminuir com o tempo porque os preços e a renda subiam rapidamente, enquanto o valor devido não acompanhava necessariamente o mesmo ritmo. Agora, o cenário mudou. Com juros acima da inflação, o custo das dívidas pesa mais no orçamento e os empréstimos ficam mais difíceis de pagar. Um estudo da consultoria Analytica apontou que os jovens são os mais afetados pelo aumento das dívidas em atraso. “Eles conseguem dinheiro facilmente pelas carteiras digitais, mas não percebem os juros que estão pagando”, disse Enrique Tobani, que participou de um protesto em agosto em frente ao Ministério da Economia, em Buenos Aires, em defesa de medidas para aliviar as dívidas. “Todo vizinho, familiar ou trabalhador com quem você conversa está passando pela mesma situação”, afirmou. Pressão por ajuda para quitar dívidas O governo de Milei tem resistido aos pedidos de sindicatos, consumidores e organizações de defesa dos devedores por medidas financiadas pelo Estado para aliviar as dívidas. Para o governo, em geral, o endividamento das famílias é uma questão entre quem empresta e quem toma o crédito. Autoridades também afirmam que o aumento dos empréstimos em atraso é uma consequência temporária da expansão do mercado de crédito privado na Argentina. O crédito privado representa atualmente 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, bem abaixo dos cerca de 80% registrados no Brasil. Na semana passada, autoridades brasileiras também demonstraram preocupação com o aumento do endividamento das famílias, associado a linhas de crédito caras e a critérios menos rigorosos para a concessão de empréstimos. O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters * Com informações da agência Reuters

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado O próximo feriado nacional será em 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, ampliando os dias de descanso (veja calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Análise: Guerra do Irã é a causa da queda na aprovação de Trump, diz Guga Chacra A aprovação do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 33%, o menor nível desde o início do segundo mandato, segundo pesquisa do instituto Focaldata para o jornal Financial Times divulgada no último sábado (5). O levantamento mostra uma piora na avaliação dos eleitores sobre a economia: quase dois terços dizem que ela está indo na direção errada, enquanto 57% afirmam estar financeiramente pior sob o governo Trump. A aprovação de Trump caiu 3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. O resultado, de 33%, é o menor registrado desde maio, quando o Financial Times começou a medir a aprovação do presidente nessa série de pesquisas. ➡️ Até mesmo entre os eleitores republicanos, a aprovação de Trump caiu para 72%, o menor nível de aprovação registrado pelo levantamento nesse grupo (entenda mais abaixo). Gráfico mostra evolução da aprovação de Donald Trump entre maio e setembro de 2026 g1 Economia pesa na avaliação de Trump A percepção sobre a economia aparece como um dos principais pontos de desgaste do presidente. Quase dois terços dos eleitores ouvidos afirmaram que a economia americana está seguindo na direção errada. Além disso, 57% disseram que sua situação financeira piorou desde que Trump voltou à Casa Branca. No levantamento anterior, esse percentual era de 53%. A pressão sobre a economia aparece em gastos do dia a dia, como combustível e alimentos. A alta dos preços também é especialmente sensível para os americanos porque foi um dos principais problemas enfrentados pelo governo Joe Biden. Naquele período, pesquisas mostravam que a inflação estava entre as maiores fontes de preocupação financeira dos eleitores, com destaque para os preços de comida e gasolina. Agora, Trump enfrenta um problema semelhante de percepção econômica, mas com uma diferença política: o presidente voltou à Casa Branca prometendo reduzir o custo de vida. Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta A dificuldade em entregar essa melhora pode pesar especialmente entre os eleitores que esperavam uma mudança rápida na economia. Tarifas também enfrentam resistência A política comercial do governo também é mal avaliada. Segundo a pesquisa, 56% dos eleitores registrados desaprovam a decisão de Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. A medida provocou uma reação do Canadá, que também aplicou tarifas sobre produtos americanos. O cenário aumenta a preocupação com novos custos para consumidores dos dois países. Trump perde apoio entre republicanos A queda na aprovação também atingiu a base republicana. Entre os eleitores do partido, 72% aprovam o desempenho de Trump, mais de dois pontos abaixo do registrado no levantamento anterior. É o menor nível de aprovação entre republicanos na série. Na avaliação específica sobre empregos e economia, o desgaste é maior: 53% dos republicanos aprovam a atuação de Trump nessa área, quase 8 pontos a menos que no mês anterior. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, caminha para embarcar no Air Force One em Morristown neste domingo (16) Ken Cedeno/Reuters O resultado mostra que, embora a maioria dos republicanos ainda aprove o presidente de forma geral, a avaliação sobre a economia piorou de maneira mais acentuada dentro da própria base. Eleições de novembro A pesquisa foi divulgada menos de dois meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro. Nessas eleições, os americanos vão escolher representantes para o Congresso, incluindo todas as 435 cadeiras da Câmara e parte do Senado O levantamento também aponta uma vantagem de 7,5 pontos percentuais para os democratas na chamada "votação genérica" para o Congresso. A pergunta mede em qual partido o eleitor pretende votar, sem apresentar candidatos específicos. No levantamento anterior, a vantagem era de 5 pontos. Outro dado mostra como os eleitores avaliam o peso de Trump na disputa. 46% disseram que a presença do presidente torna mais difícil para candidatos republicanos vencerem as eleições de novembro, enquanto 17% disseram que ele torna a vitória mais fácil. Entre os eleitores independentes, 53% disseram que Trump dificulta a vitória dos republicanos Quando perguntados sobre o efeito de um eventual endosso de Trump a um candidato ao Congresso, 43% disseram que ficariam menos propensos a votar nesse candidato, contra 23% que ficariam mais propensos. Entre os independentes, 47% afirmaram que seriam menos propensos a votar em um candidato apoiado pelo presidente.

Concurso 3054 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3054 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (6), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 47,4 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 70 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58. 5 acertos: 78 apostas ganhadoras, R$ 30.145,38 4 acertos: 5.268 apostas ganhadoras, R$ 735,73 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Mega-Sena, concurso 3054: confira os números sorteados Reprodução/Youtube Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista Reprodução / TV TEM A safra de urucum de 2026 tem gerado apreensão entre agricultores da região da Nova Alta Paulista, considerada a maior produtora da semente no estado de São Paulo. Apesar de o Brasil ser responsável por cerca de 57% da produção mundial, os preços praticados no mercado não têm garantido margem de lucro satisfatória para os produtores locais. Em Osvaldo Cruz (SP), a produtora Maria Aparecida Fafreto enfrenta sua primeira safra com mil pés de urucum-anão. Segundo ela, o clima e os cuidados favorecem a produtividade, mas a flora irregular aumenta os gastos. Durante a colheita, Maria precisa retornar diversas vezes à mesma área para recolher frutos que ainda estavam em flores. O processo exige rapidez para evitar que os cachos abertos percam qualidade. Com a venda entre R$ 12 e R$ 13 por quilo, a margem de lucro está abaixo do esperado. Ainda assim, Maria planeja ampliar a produção com o plantio de mais mil pés. Em Junqueirópolis, o produtor Marcos Everaldo Altrão registrou queda de 25% na safra em relação ao ano passado. Dos 30 mil pés cultivados, obteve 15 toneladas. Ele aponta o clima como principal obstáculo: a falta de chuvas na fase de plantio e o excesso durante a colheita comprometeram a qualidade dos grãos. Segundo Marcos, sementes com umidade acima de 12% não são aceitas pela indústria. Para reduzir custos, ele optou pelo uso de herbicidas no controle de ervas daninhas, em vez da capina manual. De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Ribeiro, a alta oferta da safra não foi acompanhada pela demanda. Apesar disso, a indústria alimentícia tem ampliado investimentos em corantes naturais, o que pode impulsionar o mercado de urucum no longo prazo. Veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2026: Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Safra de laranja cresce no interior de SP, mas queda no consumo de suco derruba preços Reprodução / TV TEM A produção de laranja no interior paulista demonstra crescimento na safra deste ano, mas a queda na indústria do suco reduz o ganho dos produtores rurais. Conforme o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os últimos três anos de preços elevados geraram uma queda entre 30% e 40% no consumo da cadeia de suco de laranja. O preço da fruta no mercado interno e o preço do suco no mercado externo fomentam uma baixa na procura pelo citros. Mesmo após uma safra tardia, o citricultor Lucas Ferrantes Fonseca, de Olímpia (SP), espera colher 30 mil caixas de laranja-pêra-rio, o dobro da colheita do ano passado. Mesmo com esse aumento, em dois meses de colheita o produtor não conseguiu vender nem metade da produção. Além da falta de demanda, Lucas relata que o preço da venda não cobre os custos de produção: a caixa que custa R$ 35 para ser produzida é vendida por R$ 22. Segundo o Fundecitrus, as produções paulistas e do Triângulo Mineiro tiveram uma redução de 12,9%. São 38 milhões de caixas a menos devido às altas temperaturas do período de estiagem e ao avanço da doença greening nos pomares. Em contrapartida, no município de Guaraci, o produtor rural José Humberto Gazoni precisa trocar parte dos 12 mil pés de laranja-valência por mamoeiros para contornar o prejuízo. Muitas das frutas descartadas estão saudáveis, mas não tiveram procura por parte dos compradores. A caixa de 40 quilos, que já chegou a R$ 70, hoje é vendida por R$ 33. De acordo com José, o preço do suco aumentou e o consumo caiu, mas os produtores ainda dependem da indústria para as vendas. Mesmo após 55 anos no mercado, José ainda mantém esperança no futuro e pretende continuar com a produção. Veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2026: Safra de laranja cresce no interior de SP, mas queda no consumo de suco derruba preços VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Trump defende avanço da economia e política de imigração A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump. O número dá a dimensão do desafio que o presidente enfrenta. O republicano voltou à Casa Branca prometendo reduzir gastos, diminuir o tamanho do governo e estimular a economia para colocar as contas públicas em ordem. Até agora, porém, a dívida continuou crescendo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o problema não começou com Trump. A dívida americana vem aumentando há décadas, sob governos republicanos e democratas. Entre os fatores estão cortes de impostos, guerras, programas de estímulo à economia e, mais recentemente, o envelhecimento da população. Em janeiro de 2025, Trump assumiu novamente a Presidência prometendo mudar essa trajetória, mas também ampliou os gastos e reduziu impostos. O resultado é uma dívida cada vez maior e uma conta mais pesada para o governo. 🔎 Além de a dívida ter aumentado, o custo para financiá-la também subiu, à medida que os rendimentos de alguns títulos do governo americano chegaram aos níveis mais altos em quase duas décadas. Especialistas em orçamento alertam que, sem mudanças, o governo poderá ser pressionado a tomar medidas politicamente impopulares, como aumentar impostos ou reduzir benefícios sociais, incluindo a Previdência Social. “Não há nenhum cenário em que se possa analisar o histórico do presidente Trump, tanto neste mandato quanto no anterior, e declará-lo um sucesso fiscal”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, um grupo de estudos de Washington. Para ela, Trump não é o único responsável pela situação atual, mas ocupa um papel central por definir a agenda do governo. “A maneira como chegamos a este ponto não foi culpa dele, mas o fato de estarmos nesta situação e de os parlamentares não terem feito nada para melhorá-la é culpa de todos eles, com o presidente claramente ocupando um papel central e definindo a agenda.” O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um evento para assinar uma ordem executiva sobre flexibilidade na vacinação em 10 de agosto de 2026 Kylie Cooper/Reuters Trump prometeu cortar gastos. A dívida continuou subindo A promessa de reduzir o tamanho do governo esteve no centro da campanha de Trump. Durante o primeiro ano do segundo mandato, milhares de funcionários federais foram demitidos e programas considerados pelo governo como desperdício foram eliminados. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que Trump foi o “primeiro presidente a combater seriamente o desperdício, a fraude e os abusos generalizados em todo o governo federal”. O déficit anual — a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta — chegou a cair em 2025, mas apenas marginalmente. A dívida total, por sua vez, continuou aumentando. Os cortes de impostos também pesaram sobre as contas. Segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável, as reduções de impostos aprovadas no primeiro mandato de Trump acrescentaram US$ 8,4 trilhões (R$ 43,3 trilhões) à dívida. Já no segundo mandato, a nova lei tributária e de imigração acrescentou outros US$ 4,7 trilhões (R$ 24,2 trilhões), de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso. 🔎 Trump, portanto, enfrenta uma contradição que também aparece em outros países, inclusive no Brasil: reduzir impostos pode estimular a economia, mas, se a queda na arrecadação não vier acompanhada de uma redução equivalente nos gastos, a dívida tende a continuar crescendo. A conta não começou com Trump A trajetória da dívida americana atravessa governos dos dois partidos. Presidentes republicanos como Ronald Reagan e George W. Bush ampliaram os déficits com cortes de impostos, enquanto as guerras durante os governos Bush também aumentaram os gastos. Já os democratas Barack Obama e Joe Biden adotaram grandes pacotes de estímulo depois da crise financeira de 2008 e durante a pandemia de Covid-19, respectivamente. Bill Clinton foi uma exceção. Em seu segundo mandato, o governo registrou modestos superávits anuais, em um período de forte crescimento econômico e de reformas nos programas de assistência social, resultado de um acordo com um Congresso controlado pelos republicanos. Por isso, é difícil atribuir a dívida a um único presidente ou partido. Republicanos e democratas, em diferentes momentos, aumentaram os gastos ou reduziram as receitas do governo. O problema também é demográfico Há ainda uma pressão sobre as contas públicas que não depende de quem está na Casa Branca: o envelhecimento da população. A geração conhecida como baby boom, nascida nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, está se aposentando. Com isso, aumentam os gastos com benefícios sociais, enquanto a arrecadação de impostos sobre os salários não é suficiente para cobrir os pagamentos futuros. É um problema semelhante, em sua lógica, ao desafio enfrentado por outros países que estão envelhecendo: mais pessoas passam a receber benefícios do governo, enquanto proporcionalmente há menos trabalhadores contribuindo para financiá-los. Nos EUA, gerações anteriores de republicanos defenderam mudanças nesses programas. Trump, porém, levou o partido a se afastar dessa posição ao criar novos programas de proteção social, como contas de investimento apoiadas pelo governo para recém-nascidos. A aposta de Trump: crescer para pagar a conta A estratégia de Trump parte de uma ideia antiga entre os conservadores americanos: impostos menores e menos intervenção do governo poderiam estimular investimentos e crescimento econômico. Com uma economia maior, a arrecadação aumentaria e seria possível reduzir o peso da dívida sem recorrer a aumentos de impostos ou a cortes profundos nos programas sociais. Trump resumiu essa aposta em agosto: “O crescimento vai resolver isso com muita facilidade”. No fim de agosto, no Salão Oval, ele afirmou que suas políticas poderiam elevar a produção econômica dos EUA em 20% ao ano. Segundo o texto, esse ritmo de crescimento foi alcançado apenas uma vez desde 1947, no terceiro trimestre de 2020, quando a economia se recuperou após o fim das restrições relacionadas à Covid-19. O otimismo de Trump contrasta com o alerta de Kevin Warsh, chefe do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Segundo Warsh, o volume recorde de investimentos em inteligência artificial e grandes empresas de tecnologia indica uma disputa por capital e pode pressionar as taxas de juros para cima, aumentando também o custo de financiamento do governo. O corte de gastos ficou longe da promessa Durante a campanha, Trump prometeu que os cortes de impostos seriam acompanhados por grandes reduções nos gastos públicos. Para isso, encarregou Elon Musk de comandar o agora extinto Departamento de Eficiência Governamental. Musk prometeu economizar US$ 2 trilhões (R$ 10,3 trilhões) no orçamento. A agência acabou relatando uma economia de US$ 110 bilhões (R$ 566,5 bilhões). Segundo o Escritório de Responsabilidade Governamental, porém, esse cálculo se baseava em alegações exageradas ou que não podiam ser verificadas. A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário sobre as conclusões. Para MacGuineas, o problema não está necessariamente em reduzir impostos, mas em fazê-lo sem cortar gastos na mesma proporção. “Não é que não se possa reduzir impostos. É possível, mas é preciso associar isso a cortes nos gastos, e isso não tem acontecido”, disse. Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo Quem paga a conta? Por enquanto, a dívida de US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pode parecer um problema distante para o cidadão comum. Mas seus efeitos já aparecem no cotidiano americano. 🔎 Juros mais altos encarecem financiamentos imobiliários, enquanto a inflação reduz o poder de compra quando os preços sobem mais rapidamente que os salários. A pressão também tende a ganhar peso político. A dívida ultrapassou US$ 40 trilhões (R$ 206 trilhões) pouco antes das eleições legislativas de novembro, que definirão se os republicanos manterão o controle do Congresso na segunda metade do mandato de Trump. O mecanismo é conhecido também no Brasil: quando o governo gasta mais do que arrecada por um período prolongado, a conta não desaparece. Em algum momento, é preciso aumentar receitas, cortar despesas ou conviver com uma dívida maior e mais cara. No caso americano, porém, essa escolha se tornou especialmente difícil porque envolve programas que atendem milhões de pessoas e decisões acumuladas por governos de diferentes partidos. Autoridades atuais e ex-integrantes do governo afirmam que a Casa Branca não recebe o devido reconhecimento pelos avanços econômicos e pelas medidas para reduzir os preços ao consumidor, que, segundo eles, poderão melhorar a situação fiscal. William Emmons, ex-vice-presidente de sistemas do Federal Reserve de St. Louis, vê a situação de outra maneira. Para ele, Trump herdou um cenário fiscal ruim, mas suas políticas o agravaram. “Ele herdou um cenário desfavorável. Não é surpresa para ninguém que o ambiente orçamentário fosse desafiador, tanto em 2016, quando ele assumiu o cargo, quanto hoje”, disse Emmons. “Ele piorou uma situação que já era ruim.” * Com informações de Jacob Bogage, da agência de notícias Reuters

Meta pagará indenização de US$17 bilhões nos EUA Há bons motivos para ser cético quanto ao impacto que o mais recente acordo legal da Meta terá sobre a gigante de tecnologia. A empresa já sobreviveu a escândalos, audiências no Congresso e multas regulatórias sem grandes danos duradouros. Um acordo aprovado pelo tribunal no valor de até US$ 18 bilhões parece enorme, mas a Meta pode arcar com isso: o valor equivale a cerca de 8,5% da receita total da empresa em 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A grande questão não é o dinheiro. É que os governos estão começando a regular como as plataformas de mídia social são construídas. O acordo pode marcar uma mudança importante na política de redes sociais justamente porque trata da estrutura das próprias plataformas e exige que as empresas façam mudanças para proteger crianças. Algoritmos de recomendação, rolagem infinita, falta de controles de idade e outros recursos projetados para prender a atenção estão cada vez mais sob escrutínio. Os governos começam a intervir não apenas no conteúdo oferecido pelas plataformas, mas também na forma como os produtos são projetados e funcionam. E essa mudança vai além dos Estados Unidos. Em vários países — especialmente no Brasil — os governos estão dispostos a enfrentar empresas de tecnologia nos tribunais para promover mudanças. Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos O produto é o problema O litígio surgiu de um caso federal movido por dezenas de estados, com Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey levando suas reivindicações de proteção ao consumidor a julgamento. A Meta nega qualquer irregularidade. Segundo um acordo aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, a empresa concordou com mudanças para usuários menores de 18 anos, incluindo um limite padrão de duas horas diárias combinadas entre Facebook e Instagram, restrições ao uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas. Um auditor independente supervisionará o cumprimento das medidas. As defesas legais da indústria de mídias sociais há muito se apoiam na Seção 230, a lei federal que geralmente impede que plataformas sejam tratadas como responsáveis pelo conteúdo de terceiros. Os casos contra a Meta e outras empresas, muitos dos quais ainda estão em andamento, investigam uma questão diferente. Os autores argumentam que alguns danos surgem de características criadas pelas próprias plataformas. No início deste mês, o 9º Circuito rejeitou a tentativa de Meta e TikTok de recorrer das decisões que permitiam que milhares de processos prosseguissem. A decisão foi restrita: o tribunal disse que a Seção 230 oferece uma defesa contra responsabilidade, e não imunidade contra processos. Em outras palavras, não decidiu se Meta e TikTok eram responsáveis, apenas que as empresas não conseguiram impedir os casos nessa fase. Em 7 de agosto, um tribunal do Novo México também emitiu uma sentença final, reduzindo a responsabilidade financeira total da Meta no estado para US$ 942 milhões e impondo cinco anos de mudanças supervisionadas pelo tribunal no Facebook e Instagram para usuários do estado. As medidas incluem verificação de idade mais rigorosa, limites de tempo e restrições a recursos voltados para usuários jovens. A corte também rejeitou o argumento da Meta de que proteções federais para plataformas online a protegiam da responsabilidade pelos produtos que projetou. A Meta está contestando a decisão. META Getty Images O acordo de US$ 17 bilhões, portanto, acompanha uma mudança jurídica mais ampla: os tribunais estão começando a testar a ideia de que as plataformas podem ser responsabilizadas não apenas pelo conteúdo publicado pelos usuários, mas também por elementos dos produtos que desenvolvem. A Meta aceitou que controles sobre tempo online, notificações, verificação de idade e sistemas de recomendação podem funcionar em plataformas que atendem centenas de milhões de pessoas. Isso dificulta que Roblox, Snap, TikTok, YouTube e outros concorrentes argumentem que salvaguardas semelhantes são tecnicamente impossíveis. Existem limites óbvios para o acordo. Duas horas por dia dificilmente representam abstinência digital. Pais podem anular os controles, e adolescentes conseguem contornar algumas restrições. A verificação de idade continua tecnicamente difícil e também levanta preocupações de privacidade. Ainda não se sabe se essas mudanças vão melhorar a saúde mental dos adolescentes. Mesmo assim, o acordo vai além das promessas conhecidas da indústria de "fazer melhor". Os reguladores estão começando a interferir no próprio produto. O preço da atenção As consequências financeiras de longo prazo também podem ser maiores do que a cifra principal sugere. A Meta eliminou uma grande fonte de incerteza jurídica, o que os investidores inicialmente pareciam receber bem. No entanto, milhares de casos envolvendo indivíduos e distritos escolares continuam. Mais importante para o modelo de negócio, restrições em notificações, recomendações e tempo online podem reduzir a atenção da qual dependem as receitas publicitárias. Cerca de 30% do compromisso financeiro máximo da Meta depende da adoção de salvaguardas semelhantes pelo TikTok e pelo YouTube, com pagamentos equivalentes. A Meta tem interesse em garantir que as restrições no Instagram não façam os jovens simplesmente migrarem para concorrentes. Se TikTok e YouTube aderirem ao acordo, a Meta se comprometeu a endurecer ainda mais suas próprias regras, reduzindo o limite diário para uma hora por aplicativo e ampliando as restrições noturnas das 22h às 7h. A segurança infantil é uma das poucas questões tecnológicas com apoio bipartidário em Washington. Câmara e Senado discutem leis que imporiam novas obrigações às plataformas. Em junho, a Câmara aprovou a Lei de Segurança Online para Crianças e, em 5 de agosto, o Comitê de Comércio do Senado avançou com a legislação. No fim de agosto, senadores também citaram o acordo com a Meta ao retomar a iniciativa pela Kids Off Social Media Act. As regras estão se espalhando As consequências do acordo da Meta provavelmente vão além dos Estados Unidos. Reguladores de outros países já seguem uma direção semelhante. Em julho, a Comissão Europeia concluiu preliminarmente que a Meta violou a Lei de Serviços Digitais devido ao design viciante do Facebook e do Instagram. A investigação destacou rolagem infinita, reprodução automática e algoritmos que personalizam o que os usuários veem. A Lei de Segurança Online do Reino Unido impõe deveres de segurança infantil às plataformas. A Austrália exige que as plataformas tomem medidas para impedir que crianças menores de 16 anos mantenham contas em redes sociais. O Brasil colocou muitos desses princípios em lei. A ECA Digital, em vigor desde 17 de março, estabelece novas obrigações para plataformas digitais usadas por crianças e adolescentes brasileiros, mesmo quando o provedor está no exterior. A lei exige verificação de idade, proteções padrão mais fortes e ferramentas de supervisão parental. Contas de usuários de até 16 anos devem ser vinculadas a um adulto responsável. As regras brasileiras também miram características associadas ao uso excessivo ou compulsivo. Um decreto que regulamenta a lei restringe recursos como rolagem infinita, reprodução automática e notificações destinadas a prolongar o engajamento. As famílias devem receber ferramentas para monitorar e limitar o uso, enquanto as configurações padrão para usuários mais jovens devem oferecer maior proteção. Por isso, os compromissos da Meta no acordo importam para o Brasil menos como precedente legal e mais como demonstração do que é tecnicamente possível. As autoridades brasileiras já têm poder legal para exigir proteções mais fortes. Se a empresa concordou em impor restrições noturnas e reduzir as notificações para adolescentes na Califórnia ou em Nova York, as autoridades brasileiras podem perguntar por que proteções semelhantes deveriam ser mais fracas no país. O Brasil também possui ferramentas de fiscalização. A ANPD — o órgão brasileiro responsável pela proteção de dados — já começou a examinar sistemas de verificação de idade operados por Apple, Google e Microsoft. Em 21 de agosto, a fiscalização foi ampliada para mais de 20 outras plataformas, incluindo ChatGPT, Claude, Discord, Facebook, Instagram, TikTok, WhatsApp, X e YouTube. Em 25 de agosto, a ANPD multou a ByteDance em aproximadamente US$ 31 milhões por violações da lei brasileira de proteção de dados envolvendo crianças e adolescentes. Também ordenou que o TikTok excluísse dados que, segundo o órgão, foram coletados de forma inadequada e exigiu que a empresa apresentasse um plano de conformidade. O teste do Discord Um novo caso envolvendo o Discord pode mostrar até onde o Brasil está disposto a ir para obrigar empresas de tecnologia a cumprir as novas regras. Em 12 de agosto, a ANPD ordenou que a plataforma sediada nos EUA suspendesse as funções de transmissão ao vivo e compartilhamento de vídeos no Brasil até que pudesse demonstrar salvaguardas adequadas para crianças e adolescentes. A medida ocorreu após o caso de suicídio de uma menina de 13 anos no Brasil, em julho, que foi ligado pelas autoridades à plataforma. O governo brasileiro ampliou a disputa em 25 de agosto, quando o Gabinete do Procurador-Geral entrou com uma ação civil buscando o equivalente a US$ 100 milhões em indenização coletiva e ordens judiciais para que o Discord mude suas práticas. Entre as demandas estão verificação de idade mais rigorosa, supervisão parental, configurações padrão mais seguras, interrupção em tempo real de conteúdos seriamente prejudiciais e medidas para impedir que servidores banidos simplesmente reapareçam com novos nomes. O governo afirma que não busca fechar o serviço. 'Graves violações de direitos de crianças': por que o Discord teve lives suspensas no Brasil O Discord contestou as medidas, argumentando que são desproporcionais e questionando a autoridade do regulador para impô-las. Em 2 de setembro, um juiz federal deu ao Discord 10 dias para apresentar uma nova proposta de proteção aos usuários. A disputa brasileira se sobrepõe diretamente a questões que estão sendo discutidas nos Estados Unidos. Nos dois países, as autoridades estão recorrendo à verificação de idade, às configurações padrão e a outras decisões de design que antes eram, em grande parte, deixadas para as próprias empresas de tecnologia. O Brasil pode se tornar um teste importante para saber se leis ambiciosas de segurança infantil podem ser aplicadas sem enfraquecer proteções legais básicas.

O designer australiano Felix Toohey cria currículos criativos e personalizados para cada empresa, transformando a candidatura em objetos e experiências inusitadas para chamar a atenção dos recrutadores. Reprodução/Redes Sociais Enquanto muitos candidatos apostam em portfólios elaborados, cartas de apresentação personalizadas ou mensagens no LinkedIn para chamar a atenção dos recrutadores, o designer australiano Felix Toohey decidiu seguir um caminho bem diferente: transformar o próprio currículo em uma experiência física e impossível de ignorar. Morador de Melbourne, Toohey entrega pessoalmente os currículos às empresas onde sonha trabalhar. Mas vai além. Em vez de distribuir documentos convencionais, ele cria uma apresentação diferente para cada empresa e transforma o currículo em objetos e experiências pensados para seus potenciais empregadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Instagram, ele compartilha algumas das criações com seus seguidores. Em uma das criações mais conhecidas, o currículo foi apresentado em uma bandeja de café. Copos de papel personalizados traziam, em formato de “latte art”, os títulos de cada seção, como formação acadêmica e experiência profissional. As criações fazem parte da série "Ghosting Busters" (em tradução livre, "caçadores de ghosting"), projeto em que Toohey desenvolve currículos cada vez mais excêntricos para se destacar em um mercado de trabalho competitivo. Agora no g1 Apesar da repercussão, a estratégia ainda não resultou em uma vaga fixa. O projeto, no entanto, abriu outras portas. A Canva, por exemplo, fez uma parceria com o designer para produzir um vídeo patrocinado inspirado na série "Ghosting Busters". 🤔 Mas, trazendo a discussão para a realidade do mercado de trabalho brasileiro, até que ponto um currículo inovador ajuda a driblar o avanço da inteligência artificial nos processos seletivos? E ainda vale imprimir o documento e entregá-lo pessoalmente? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a resposta depende de fatores como o tipo de vaga, a área de atuação e a forma como as empresas utilizam ferramentas de inteligência artificial na seleção. Initial plugin text Ajuda, mas não garante vaga 😉 Para Maria Paula Oliveira, diretora de recursos humanos da LG lugar de Gente, um currículo criativo pode chamar a atenção do recrutador, mas não garante, por si só, uma contratação. A originalidade funciona como uma espécie de cartão de visitas e pode despertar curiosidade na primeira análise. A decisão, porém, continua baseada principalmente na combinação entre qualificações, competências e experiência profissional. Na avaliação da especialista, existe uma linha tênue entre chamar atenção e criar obstáculos para a própria candidatura. Formatos muito complexos, informações difíceis de localizar ou ações consideradas invasivas podem gerar uma impressão negativa. Quando o recrutador gasta mais tempo tentando entender a apresentação do currículo do que avaliando a trajetória profissional, a estratégia passou do ponto. A especialista afirma que a criatividade tende a funcionar melhor em profissões nas quais a apresentação visual já faz parte do trabalho, como marketing, publicidade, design, criação de conteúdo, moda, arquitetura e comunicação. Já em setores como jurídico, financeiro e técnico, a recomendação é priorizar a organização das informações, a clareza e os resultados alcançados. Outro ponto importante é que personalizar o documento não significa criar um layout diferente para cada empresa, mas destacar experiências e competências relacionadas aos requisitos da posição. Essa adaptação também pode facilitar a análise por sistemas de recrutamento que utilizam inteligência artificial. Currículos com dados inseridos em gráficos, imagens ou elementos visuais muito complexos podem ter parte das informações ignorada durante a triagem automatizada. Com isso, experiências relevantes podem deixar de ser identificadas. Por isso, quem aposta em uma apresentação diferenciada deve manter também uma versão convencional do currículo, especialmente para inscrições feitas por plataformas digitais. A especialista também recomenda calibrar o grau de ousadia de acordo com a empresa. “A mesma ideia pode ser lida como iniciativa numa empresa e como desconexão de contexto em outra”, afirma. Para quem deseja se destacar sem correr o risco de parecer interessado apenas em repercussão, a executiva recomenda que qualquer iniciativa diferenciada esteja diretamente relacionada às competências exigidas pela vaga. “No caso de Felix Toohey, o currículo criativo funciona também como portfólio. A criatividade faz sentido porque demonstra, na prática, as habilidades que ele utiliza no trabalho. Quando não existe essa conexão, a estratégia pode gerar mais ruído do que valor”, conclui. Initial plugin text Currículo impresso perdeu espaço 📝 Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, entregar o currículo pessoalmente perdeu espaço com a digitalização dos processos seletivos. Hoje, muitas empresas recebem e fazem a triagem das candidaturas por meio de sites. Por isso, quando a companhia estabelece um canal oficial, aparecer pessoalmente não substitui a candidatura digital. Em empresas menores ou estabelecimentos comerciais, uma abordagem presencial educada e adequada ao contexto ainda pode ajudar a criar contato. Patricia também recomenda adaptar o currículo à vaga, ajustando o título, o resumo profissional, as experiências e as competências de acordo com o que a empresa procura. A orientação vale especialmente para processos digitais, nos quais sistemas automatizados podem fazer a primeira análise. “O candidato pode ter uma apresentação visual diferenciada, mas deve garantir que cargo, experiências, formação, competências e demais informações relevantes estejam em texto claro”, diz. A diretora alerta ainda para o risco de transformar a candidatura em uma tentativa de viralização. Excesso de elementos visuais, humor inadequado, abordagens desconectadas da vaga ou formatos que priorizam a surpresa em detrimento da clareza podem prejudicar a impressão causada no recrutador. “O currículo não deve parecer mais preocupado em impressionar do que em comunicar o perfil profissional”, afirma. Independentemente do formato, Patricia diz que o documento precisa permitir que o recrutador encontre rapidamente informações básicas, como contato profissional, área de interesse, experiências, formação e competências relevantes. Idiomas, certificações, cursos e portfólio também podem ser incluídos quando fizerem sentido para a vaga. “O objetivo não deve ser fazer o recrutador lembrar do candidato pela excentricidade, mas pela combinação entre relevância, clareza e capacidade de demonstrar valor para aquela oportunidade”, completa. Quer inovar no currículo? Veja o que fazer e o que evitar Especialistas ouvidas pelo g1 dão algumas recomendações para quem deseja se destacar nos processos seletivos sem comprometer a análise do currículo. ➡️ Comece pela vaga, não pela ideia: antes de pensar em um formato criativo, entenda o que a empresa procura e quais competências são importantes para a posição. ✍🏽 Adapte o conteúdo à vaga: personalize o currículo destacando experiências, competências e resultados que tenham relação direta com os requisitos da vaga. ✅ Priorize a clareza: contato, experiência profissional, formação acadêmica e competências devem estar organizados de forma simples e fácil de localizar. Se o design dificultar a leitura, a estratégia pode ter efeito contrário. 🧐 Use a criatividade para demonstrar uma habilidade: um designer pode explorar recursos visuais; um profissional de comunicação pode apostar em uma narrativa diferenciada. A inovação funciona melhor quando comprova uma competência relevante para a função. 🚫 Considere a área e a cultura da empresa: formatos criativos costumam funcionar melhor em áreas como design, publicidade, marketing, comunicação e audiovisual. Além disso, uma iniciativa que faz sentido em uma startup pode não ter o mesmo efeito em uma empresa mais tradicional. 💻 Tenha uma versão tradicional para candidaturas digitais: mesmo que opte por um modelo criativo, mantenha uma versão convencional para inscrições feitas em plataformas de recrutamento e sites de carreira. 😥 Não confunda criatividade com excentricidade: excesso de elementos visuais, humor inadequado, informações difíceis de encontrar ou abordagens invasivas podem fazer o candidato ser lembrado pelo motivo errado. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores
Restos de carne se transformam em alimentos para animais em fazendas no ES O que para muitos é considerado apenas descarte, para o setor de reciclagem animal é matéria-prima valiosa. Diariamente, toneladas de resíduos de carne, gordura e ossos que não servem para o consumo humano são transformadas em ingredientes essenciais para a fabricação de rações agrícolas no Espírito Santo. E esse ciclo de reaproveitamento conecta diretamente uma indústria de processamento em Fundão, na Região Metropolitana de Vitória, à produtividade de granjas em Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Na granja da avicultora Jerusa Sthur, quase 100 mil galinhas produzem cerca de 2,7 milhões de ovos por mês. A produção é vendida diretamente para estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para garantir a qualidade final dos ovos, as galinhas recebem alimentação que é reposta oito vezes ao dia. Isso tudo para que alimento não falte e a ração esteja sempre à disposição dos animais. "Eu comparo com a gente, né? Se a gente tiver uma boa alimentação, a gente tem uma boa saúde. A galinha é a mesma coisa. Se ela tiver uma uma ração de qualidade, uma ração boa, ela vai dar os frutos que precisa dar", explicou Jerusa. LEIA TAMBÉM: Uvas crescem em meio aos cafezais no calor e viram de suco a biscoitos no Norte do ES Pimenta-do-reino na cocada? Doce de sabor inusitado vira fonte de renda para produtores Vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda; veja VÍDEO Carne, ossos e gordura que iriam para o lixo se transformam em ração e alimentos para outros animais no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta De resíduo a matéria-prima E para manter uma ração de boa qualidade, o processo começa bem longe das granjas, no município de Fundão. Lá funciona uma indústria responsável por processar cerca de 350 toneladas diárias de subprodutos animais, que transforma resíduo em matéria-prima. Todos os dias pela manhã, dezenas de veículos saem da fábrica para realizar a coleta em frigoríficos, abatedouros e casas de carne de todos os 78 municípios do Espírito Santo. O material recolhido e direcionado para processamento é composto por pele, ossos, vísceras e gorduras — partes que não são aproveitadas para o consumo humano. O processo de transformação na indústria é rigoroso: Triagem e Trituração: Logo depois da triagem, a matéria-prima segue para o triturador, onde os resíduos são transformados em uma massa homogênea. Cozimento: Essa massa é então encaminhada para o cozimento em altas temperaturas. Prensagem e Separação: Em seguida, o material passa pela separação entre a parte sólida e a líquida. Os sólidos são prensados e dão origem à farinha, enquanto a gordura líquida segue para outro setor, onde é classificada e filtrada antes do armazenamento. Nutrição biodisponível O gerente de qualidade Israel Leandro da Silva acompanha o trabalho e explicou que a farinha produzida a partir de subprodutos do abate é um ingrediente de extrema importância para garantir a qualidade da ração. Ele ressaltou os benefícios de se utilizar uma matéria-prima oriunda do próprio organismo animal: "É um produto mais biodisponível pro animal, porque ele é oriundo do próprio organismo do animal e possui também grande quantidade de proteína bruta, de aminoácidos essenciais, que são importantes para cada tipo de função no organismo do animal”, destacou o especialista. Farinha produzida a partir de subprodutos do abate passa por controle de qualidade Reprodução/TV Gazeta Ele apontou, ainda, que a gordura extraída (sebo e óleo) também desempenha um papel fundamental na nutrição animal, funcionando como um excelente palatabilizante. Ela confere o sabor e o gosto ideais que atraem o apetite do animal para o consumo da ração. O excedente dessa gordura é direcionado para outros tipos de indústrias, principalmente a química, servindo como base para a fabricação de biodiesel, sabão, produtos de higiene e limpeza, além de cosméticos como cremes e maquiagens. Controle de qualidade rigoroso em laboratório Antes de saírem da indústria em Fundão, os produtos passam por um laboratório interno para garantir a segurança alimentar. Amostras dos três tipos de farinha produzidas são analisadas por um equipamento de alta tecnologia conhecido como NIR. Já para o sebo bovino e o óleo de vísceras, os testes químicos avaliam principalmente a acidez do material. A técnica de laboratório da indústria reforça o rigor técnico aplicado em cada lote vendido: "Nosso laboratório analisa todos os produtos aqui da fábrica, seja os três tipos de farinha, o sebo bovino e o óleo de vísceras [...] a análise principal que a gente realiza tanto no sebo quanto no óleo é a análise de acidez. Essas análises são muito importantes, pois aqui a gente trata de qualidade, vender um produto de qualidade", explicou a analista Isabella Xavier. Uma receita de ração para cada fase da vida Depois de passar por todas as etapas de controle, a farinha e a gordura seguem para as fábricas de ração de diversas regiões. Na granja em Santa Maria de Jetibá, esses ingredientes são combinados ao milho (que fornece energia), à soja e ao calcário (responsável pela casca dos ovos). A farinha entra justamente para auxiliar no fortalecimento da estrutura óssea da galinha e na perfeita formação da casca dos ovos. O gerente da granja explicou que a formulação da ração não é única. Ela acompanha o desenvolvimento biológico das aves por meio de "receitas" específicas para cada fase, desde o nascimento até a fase adulta de postura: "No início, a gente precisa fazer com que o pintinho ele se desenvolva. Ele precisa ganhar carcaça, massa muscular, ele precisa crescer para ter uma uma vida útil maior depois para produção de ovos. E à medida que vai passando as fases, a idade da galinha, a gente vai alterando os produtos. Quanto mais qualidade, maior o rendimento na produção", destacou Ereneu Schiliwer. À medida que as galinhas envelhecem, a fórmula é alterada para garantir o máximo rendimento produtivo no campo. Ao final, o que começou como descarte inevitável da cadeia de carne nos frigoríficos retorna ao campo em forma de alimento de alta qualidade, fechando um ciclo de produtividade no Espírito Santo. Farinha produzida com resíduos de carne, gordura e ossos é usada como alimentação para galinhas em granja no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Como o GPS, criado para a guerra, moldou o mundo moderno Getty Images via BBC Em 2017, as tripulações de vários navios-tanque viveram uma experiência desconcertante. Ao se aproximarem de seu destino, descobriram que estavam em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Seus olhos lhes diziam que estavam chegando ao porto russo de Novorossiysk, na costa norte do Mar Negro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas o sistema de posicionamento global mostrava que, em vez de navegarem sobre a água, parecia que estavam voando pelos ares. Quando atracaram, o GPS continuava insistindo que seus navios estavam em terra firme, em um aeroporto próximo. Agora no g1 Essa história foi a faísca que levou a jornalista econômica Katherine Dunn a explorar o GPS, essa tecnologia que nos situa em um mapa e cria uma representação do mundo completamente centrada em nós. Ele também nos deu uma nova forma de nos identificar: um pequeno ponto azul que, sem instruções ou manuais, aprendemos a reconhecer como um eu. Logo, tornou-se parte do cotidiano, não apenas como uma ferramenta para saber onde fica um lugar e como chegar até lá, mas também quanto tempo isso levará. Se pararmos para pensar, rapidamente percebemos que ele também serve para que o táxi venha nos buscar ou para fazer compras on-line e, quando ampliamos o foco, visualizamos seu papel na logística global, particularmente no transporte de pessoas e mercadorias. Mas talvez deixemos passar seu papel em sistemas como a sincronização de vastas redes — torres de telefonia móvel, sistemas bancários e redes elétricas —, nos quais ele ajuda a criar o tipo de comunicação fluida que hoje consideramos algo natural. Sua onipresença se estende a áreas que talvez não associemos ao GPS, desde aplicações de alto risco relacionadas a redes financeiras e mísseis até a agricultura de precisão e mesmo à coordenação dos semáforos. Tudo isso graças à constelação de satélites que orbitam a Terra e à resolução simultânea e ultrarrápida de quatro incógnitas. Foi isso que Dunn contou à BBC Mundo. A curiosidade despertada pelo episódio dos navios a levou a pesquisar e escrever Little Blue Dot: How GPS Shaped the Modern World ("O Pequeno Ponto Azul: Como o GPS Deu Forma ao Mundo Moderno", em tradução literal), sem tradução para o português. Katherine Dunn, no meridiano de Greenwich, com seu livro Acervo Pessoal via BBC BBC Mundo — Como o GPS funciona? Katherine Dunn — A ideia é que, esteja onde estiver, você precisa receber o sinal de quatro satélites, porque, em conjunto, eles estão resolvendo quatro equações: sua longitude, sua latitude, sua altitude — algo que costumamos esquecer, mas que importa se você estiver, por exemplo, no sexto andar de um prédio — e uma quarta variável, que é o tempo, medido com uma precisão de bilionésimos de segundo. Todo o sistema depende de uma precisão perfeita na medição do tempo. E, como subproduto de usar o tempo para calcular sua localização, o GPS acaba lhe dando um relógio atômico de bolso: ele pega a hora dos relógios atômicos que viajam nos satélites e a entrega, sem que você perceba, no celular ou no carro. No fundo, é um computador no espaço falando com um computador no receptor, que, por sua vez, fala com um computador em uma estação terrestre. A física por trás é extremamente complexa, mas a ideia geral é tão elegante que provavelmente é por isso que o sistema resistiu ao passar do tempo e se tornou tão bem-sucedido. BBC Mundo — Por que o GPS precisa saber algo tão específico quanto em que andar de um prédio você está? Dunn — Porque ele foi projetado para aviões, como uma ferramenta para bombardear com precisão. Ele tem antecedentes — muitos deles também ligados a campanhas de bombardeio —, mas nasce diretamente da Guerra do Vietnã, quando a Força Aérea dos Estados Unidos fracassou repetidas vezes em atacar com precisão a Trilha Ho Chi Minh e as pontes usadas para transportar tropas e suprimentos. Ali estava a poderosa aviação dos Estados Unidos, incapaz de acertar uma ponte no Vietnã do Norte. Eles precisavam de uma precisão extrema, e em três dimensões, além de uma velocidade de cálculo altíssima, porque um avião se move muito rápido e precisa saber sua localização quase em tempo real enquanto atravessa o céu. BBC Mundo — Daí o tempo ser um fator tão crítico. E essa é a parte mais difícil de entender para quem não é físico. Dunn — As pessoas costumam dizer que "o GPS funciona por triangulação", mas não: triangulação envolve ângulos; aqui, é pura velocidade. O sistema calcula quanto tempo um sinal de rádio leva para sair do satélite e chegar ao receptor e precisa medir esse intervalo com uma precisão de bilionésimos de segundo, porque as diferenças que precisam ser detectadas são minúsculas. BBC Mundo — Desenvolver o GPS exigiu a tecnologia mais avançada, desde aqueles relógios atômicos até foguetes, baterias e computadores. Para mantê-lo, são necessários milhões de dólares por ano e, ainda assim, ele é gratuito: uma raridade, sobretudo se pensarmos que nasceu nos Estados Unidos, o bastião do capitalismo. Dunn — É curioso que, durante anos, o próprio Pentágono não deu muito valor a ele. Só quando outros países começaram a adotá-lo é que perceberam que tinham em mãos não apenas uma ferramenta militar poderosíssima, mas também uma ferramenta industrial, comercial e de poder. No fim dos anos 1990, após um incidente casual que ameaçou o espaço de frequências usado pelo GPS, o governo americano entendeu duas coisas: que, se todo mundo dependesse desse sistema, ele estaria mais protegido, e que indústrias inteiras estavam sendo construídas em torno dele, com os Estados Unidos fabricando os receptores. Em parte, recuperaram esse investimento de outras formas: o sistema impulsionou indústrias gigantescas, muitas delas lideradas por empresas americanas. As grandes empresas de tecnologia, por exemplo, dependem enormemente dos dados de localização e foram construídas sobre um produto do governo, pago com os impostos dos contribuintes. BBC Mundo — Promoveram ativamente a adoção do sistema por outros governos, e muitos fizeram isso de bom grado, mas alguns não ficaram tão satisfeitos, certo? Dunn — Os europeus começaram a se incomodar com a ideia de que tanta infraestrutura dependesse de um único produto americano, e daí surgiu, em grande parte, o Galileo, o sistema europeu de autonomia estratégica. Hoje, ele é mais diversificado, embora o GPS continue sendo o sistema dominante em muitas indústrias, mesmo não sendo mais o melhor dos cinco que existem — o chinês, dizem, é de longe o mais avançado —, simplesmente porque é o mais antigo e muitos receptores são fabricados pensando apenas nele. A aviação, por exemplo, tende a usar apenas o GPS, enquanto o chip de um telefone costuma aproveitar todas as constelações disponíveis ao mesmo tempo. O segundo modelo de iPhone foi a apresentação do GPS ao grande público e marcou o momento em que ele começou a se tornar algo cotidiano para milhões de pessoas Getty Images via BBC BBC Mundo — Quem foram os primeiros a usar o GPS fora do âmbito militar? Dunn — Os primeiros usuários fora do meio militar foram nerds: agrimensores e pesquisadores universitários. Depois vieram especialistas muito específicos e, mais tarde, um punhado de nerds endinheirados que procuravam fósseis de dinossauros ou eram aficionados por navegação à vela — um certo tipo de aventureiro de elite capaz de pagar por receptores que, no início, custavam cerca de US$ 100 mil, hoje equivalentes a R$ 514 mil. Só nos anos 1980 surgiu o primeiro carro com GPS, e foram os japoneses que perceberam o potencial para a indústria automobilística, em parte porque o Japão havia sido, no pós-guerra, uma espécie de oficina dos Estados Unidos e acabou aperfeiçoando essa tecnologia até mais do que seu criador. Para o resto do mundo, se você não era fã de tecnologia, de motores, de montanhismo ou de navegação, o primeiro salto foi ter um TomTom ou um Garmin no carro. Mas o grande salto veio com o iPhone 3G, o primeiro a incorporar GPS, e o Google Maps como aplicativo de mapas: já não era algo que ficava no carro, mas algo que você carregava consigo o tempo todo. BBC Mundo — O GPS começou a ser muito usado e a substituir os mapas que costumavam nos dizer onde as coisas estavam, mas descobriu-se que algumas delas não ficavam exatamente onde imaginávamos. Dunn — É uma ideia maluca, não? Hoje estamos acostumados a que a informação corresponda à realidade: se está no mapa, tem que estar lá. Mas nem sempre era assim. O GPS colocou essas discrepâncias em evidência e obrigou a corrigi-las. A Estátua da Liberdade é um exemplo famoso, mas descobriu-se que havia muitas outras coisas assim, inclusive pistas de pouso deslocadas vários metros em relação às suas coordenadas oficiais. O que entendi é que a precisão absoluta não existe: trata-se sempre de chegar o mais perto possível e continuar fazendo ajustes. BBC Mundo — Mas, se nesses casos o GPS ajudou a reconciliar os mapas com a realidade, em outros acontece exatamente o contrário, como ocorreu com as tripulações daqueles navios no porto russo de Novorossiysk: seus GPS mostravam que elas estavam sobre a pista de um aeroporto localizado a dezenas de quilômetros de distância. Dunn — É o primeiro grande episódio desse tipo que se conhece publicamente. Pesquisadores começaram a perceber que essas interferências ocorriam onde quer que Vladimir Putin estivesse — na verdade, ele estava por perto durante o incidente de Novorossiysk — e também ao redor de prédios do governo russo, como o Kremlin ou o chamado Palácio de Putin, no Mar Negro. E, depois, em um documentário sobre o opositor russo Alexei Navalny, que investiga justamente esse palácio, viram uma cena em que tentam sobrevoá-lo com drones, mas não conseguem se aproximar. Foi assim que perceberam a conexão: a manobra tinha como objetivo impedir que drones se aproximassem, seja para espionar, seja para atacar figuras do poder. A contrainteligência russa usava equipamentos potentes de interferência eletrônica e transmitia coordenadas falsas pré-programadas para criar um escudo móvel e invisível ao seu redor Getty Images via BBC BBC Mundo — Como isso é feito, tecnicamente? Dunn — Aí entra a diferença entre interferência e falsificação de sinal. Interferir é simplesmente abafar o sinal: é como se, enquanto você está dizendo alguma coisa, eu começasse a gritar. Você continua falando, mas ninguém consegue ouvi-lo. Falsificar é mais ardiloso: é sequestrar o sinal, como se, de repente, eu assumisse sua voz e dissesse coisas que você nunca disse ou diria. Nesses casos, houve um pouco de interferência pura, mas o que fazia os navios "aparecerem" em aeroportos era a falsificação. E o motivo de escolherem justamente coordenadas de aeroportos é que, naquela época, a maioria dos drones comerciais vinha configurada de fábrica para mudar de direção ou cair se detectasse que estava perto de um aeroporto, por razões de segurança. Se conseguissem fazer o drone acreditar que a localização de Putin era a de um aeroporto, o drone não poderia se aproximar. Hoje, para qualquer profissional, é muito fácil contornar essa restrição; na Ucrânia, com o uso atual de drones, essa limitação foi completamente superada. BBC Mundo — É possível simplesmente 'desligar' o GPS? Dunn — Seria possível, sim. Seria extremamente disruptivo, mas a boa notícia é que hoje existem outros sistemas alternativos, então provavelmente o telefone nem sequer seria afetado. O que mais causa temor não é tanto o desaparecimento do GPS, mas que ele seja manipulado sem que ninguém perceba. Isso, sim, assusta, porque temos muito menos ideia de como os sistemas reagiriam nesse cenário. É parecido com um ataque cibernético, mas analógico. BBC Mundo — Há regiões do mundo onde isso já está acontecendo de forma séria? Dunn — Desde a guerra dos drones e as linhas de frente na Ucrânia até o que aconteceu no Estreito de Ormuz, talvez você tenha visto alguns desses efeitos: navios que traçam rotas estranhas, dando voltas sem sentido, ou até mísseis americanos de alta precisão que chegam à Ucrânia e, de repente, não funcionam como deveriam. A manipulação do GPS se tornou uma característica cada vez mais comum dos conflitos desde que essa tecnologia existe. BBC Mundo — Para terminar: adoro essa imagem evocada pelo título do seu livro, a de nos transformarmos em um pequeno ponto azul na tela. Dunn — Esse título se conecta a algo em que pensei muito enquanto escrevia: existia essa ideia da exploração espacial, de olhar para o céu, para o cosmos. No entanto, boa parte do que fizemos foi sair apenas um pouco para o espaço e virar as câmeras de volta para nós mesmos. Há algo contraditório no fato de que boa parte dessa ciência e dessa física acabou colocada a serviço da guerra — e também, no cotidiano, de nos vender coisas e nos fazer gastar dinheiro. Embora haja também o lado positivo: boa parte da ciência climática, por exemplo, surgiu dessas mesmas descobertas. A tecnologia não é boa nem ruim em si mesma; pode ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.054 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 48 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (3), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Notas de real Reprodução/Pixabay A equipe econômica estimou que as receitas totais do governo atingirão R$ 3,24 trilhões neste ano, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o próximo ano, a expectativa da área econômica, de acordo com a proposta de orçamento, é de pequena queda nas receitas totais para 23,4% do PIB (R$ 3,46 trilhões). As informações constam na proposta de orçamento para o ano de 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano. Se confirmado, o patamar de 23,7% do PIB será o novo recorde da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, que tem início em 1997, ou seja, o maior patamar em 30 anos. Agora no g1 🔎A receita total considera a ou o valor da arrecadação corrigida pela inflação, são conceitos que, segundo analistas, permitem uma comparação histórica de longo prazo. Até então, a maior receita total do governo, na proporção com o PIB, havia sido registrada em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (23,6% do PIB). A média para a receita total do governo nos últimos 29 anos, entre 1997 e 2025, foi de 21,4% do PIB, segundo informações do Tesouro Nacional. 🔎 A receita total considera a arrecadação de tributos do governo federal, e outros ingressos de recursos, como "royalties", concessões e dividendos, sem contar estados e municípios. 🔎 Esse conceito difere da chamada carga tributária da economia brasileira, que somou 32,1% do PIB em 2024, segundo dados da Secretaria da Receita Federal - que engloba os tributos de estados e municípios. O resultado de 2025 ainda não saiu. Carga tributária e petróleo O terceiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pela carga tributária batendo recordes históricos e pelo crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição, que aumentou em cerca de R$ 170 bilhões as despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano, com criação de novas despesas e recomposição de orçamentos. Ao mesmo tempo, o governo tem registrado alta nas receitas de exploração do petróleo neste ano, impulsionadas pelo preço do produto no mercado externo, fruto da guerra no Oriente Médio. A expectativa do governo é de arrecadar R$ 172,1 bilhões neste ano (1,3% do PIB) em 2026, contra R$ 139,3 bilhões em 2025 (1,1% do PIB). Preço do petróleo dispara, após volta de ataques entre Irã e EUA Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas, que seguem apresentando déficits seguidos apesar do bom comportamento das receitas. Eles avaliam que isso pressiona a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, defendem um corte de gastos por parte do governo (veja mais abaixo nesta reportagem). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio; aumento na tributação de "fintechs"; redução de benefícios fiscais; elevação do imposto de importação de mais de mil produtos; imposto de exportação sobre petróleo. Em contrapartida, o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano), que será efetivada na declaração de 2027. Também foi criado um desconto progressivo menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Para compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha (leia mais aqui). Recomposição de receitas Na proposta de orçamento do próximo ano, a equipe econômica tem um capítulo destinado às chamadas "medidas de recomposição das receitas e mudanças estruturais na tributação". "A reversão do processo de deterioração da base arrecadatória federal tem sido um grande desafio, embora alguns avanços já possam ser detectados", diz a proposta de orçamento de 2027. No documento, o governo lista várias medidas tomadas nos últimos anos, como a tributação de "offshores", a alta no imposto dos cigarros, fim do benefício ao setor de eventos, fim gradual da desoneração da folha de pagamentos, a alta do IOF e do imposto de mais de mil produtos importados. "Muitas dessas medidas foram instituídas com o propósito de corrigir distorções de mercado, reduzir gastos tributários ineficazes ou aumentar a progressividade tributária, mas seus efeitos fiscais para o equilíbrio financeiro da União são significativos", acrescentou o governo. O que dizem especialistas A economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, afirma que o aumento de tributos e a alta do preço do petróleo ajudam a sustentar o crescimento da arrecadação mesmo com a perda de ritmo da atividade econômica. No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5%, abaixo da alta de 1,1% registrada de janeiro a março. A economista pontua, porém, que, apesar do bom desempenho das receitas, as contas públicas ainda devem fechar o ano no vermelho. "O governo tem uma forte alta na arrecadação esse ano e ainda vai gerar um déficit primário próximo de 0,5% do PIB, resultado que deve ser pior que o de 2025", avaliou. Segundo Rafael Barros Barbosa, pesquisador do FGV IBRE, o fenômeno se explica pelo aumento dos gastos, que crescem em ritmo superior ao da arrecadação, contribuindo para a alta da dívida pública em relação ao tamanho da economia. A dívida do setor público consolidado atingiu, em agosto, 82,5% do PIB — o maior nível desde abril de 2021, quando somava 82,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de cinco anos. "O que a gente observa nos últimos cinco anos, e essa é uma tendência deste último governo, é que a nossa receita até aumentou, mas os nossos gastos aumentaram mais ainda. Então, a principal explicação de por que a gente tem seguidamente aumentado a relação dívida/PIB é, basicamente, por causa de um aumento dos gastos", afirma Rafael Barbosa. Para o economista, uma das consequências do crescimento da dívida em relação ao PIB é o aumento dos juros. "Uma vez que o governo gasta mais do que arrecada, ele acaba estimulando a demanda, gera pressão de inflação, e o Banco Central precisa controlar um pouco essa pressão de inflação, aumentando os juros. Isso tem consequências para toda a economia", afirmou.

Seca causada pelo El Niño deixou arrozais de Java Ocidental (Indonésia) rachados e secos Donal Husni/NurPhoto/picture alliance via DW O sistema alimentar mundial está sob pressão crescente, e novas pesquisas estão apontando áreas específicas onde isso pode levar a conflitos. Secas severas e eventos climáticos extremos estão prejudicando as colheitas em muitas regiões. Um fenômeno El Niño, atualmente em desenvolvimento, ameaça agravar a escassez de alimentos para milhões de pessoas no próximo ano. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ao mesmo tempo, guerras e tensões geopolíticas estão interrompendo as cadeias de suprimentos que mantêm alimentos e insumos agrícolas em circulação e que poderiam ajudar a mitigar a falta de abastecimento. A guerra na Ucrânia tem provocado repetidas turbulências nos mercados de grãos, enquanto os impactos do conflito envolvendo o Irã no Estreito de Ormuz elevaram os preços dos combustíveis e fertilizantes, aumentando os custos para agricultores em todo o mundo. 'Guerra de drones' entre Rússia e Ucrânia já afetou mais de 20 países; MAPA Especialistas alertam há muito tempo que o aumento da insegurança alimentar pode alimentar a instabilidade. Quando muitos não conseguem mais alimentar suas famílias, passam a disputar terras, água e outros recursos, ou simplesmente migram para outras regiões. Em países frágeis, essas pressões podem contribuir para agitações sociais e até conflitos armados. Agora, novas pesquisas indicam onde alguns desses riscos são maiores. O Índice de Declínio Agrícola Impulsionado pelo Clima (Cadi, na sigla em inglês), desenvolvido por especialistas do Instituto de Análise Econômica (IAE-CSIC) e da Escola de Economia de Barcelona, mapeia como as mudanças climáticas estão remodelando a produtividade agrícola ao redor do mundo. ONU alerta para intensidade do fenômeno El Niño no Brasil "As perdas mais severas estão nas regiões tropicais", afirmou o pesquisador Hannes Mueller, um dos envolvidos na pesquisa. As mudanças climáticas já estão reduzindo a produção de alimentos em diversas partes do planeta. Centenas de milhões de pessoas vivem em áreas onde as colheitas são menores do que há 30 anos. Hannes Mueller citou Camboja, Bangladesh, Burundi, Nigéria, Paraguai e El Salvador como países onde as perdas agrícolas já estão sendo sentidas. "O Norte da África é outra região à qual deveríamos dedicar muito mais atenção. Se você olhar o mapa, a situação parece terrível. Realmente parece horrível." E as mudanças climáticas são apenas parte da história. Guerras, interrupções comerciais, proibições de exportação e aumento dos custos dos fertilizantes podem ampliar ainda mais a insegurança alimentar. Nos próximos 25 anos, quase metade da população mundial poderá viver em áreas onde as fazendas estarão produzindo menos alimentos. Novos vencedores, perdedores e conflitos Terras agrícolas cheias de lama após inundações ao longo do rio Bhotekoshi, no Nepal Ambir Tolang/NurPhoto/picture alliance via DW Essas pressões podem enfraquecer governos, estimular migrações e facilitar o recrutamento de combatentes por grupos armados. Em sociedades que já enfrentam instabilidade, esses fatores podem empurrá-las para crises ainda mais profundas. No entanto, a pesquisa do Cadi aponta para uma realidade surpreendente: ganhos na produtividade agrícola também parecem aumentar o risco de violência. Segundo Mueller, a questão central não é apenas a escassez, mas a mudança. A crise climática e outros choques não tornam apenas algumas regiões mais pobres; elas também criam novas oportunidades, alterando o valor das terras e dos recursos naturais. Em alguns lugares, terras antes consideradas marginais tornam-se mais produtivas e valiosas. Isso atrai investidores e gera competição pela propriedade e pelo acesso a esses recursos. Assim, países que aparentemente se beneficiarão das mudanças podem enfrentar novas tensões. O Sudão, por exemplo, deverá produzir mais alimentos à medida que o clima mudar. Porém, enquanto algumas áreas poderão se tornar mais produtivas, outras poderão sofrer perdas, criando novos vencedores e perdedores dentro do próprio país e elevando o risco de conflitos. Essa instabilidade iminente, afirmou Mueller, também se aplica a áreas onde a mudança de produtividade ainda nem ocorreu. "Se sabemos que sua terra se tornará mais produtiva no futuro, talvez eu queira tomá-la de você hoje", disse Mueller. "É exatamente nesse ponto que as negociações fracassam e a violência surge." Mesmo em regiões estáveis e ricas, a crise climática está criando problemas futuros. Embora possa parecer algo trivial, a mudança nas áreas adequadas para o cultivo de uvas na Europa já está afetando agricultores locais. Grandes produtores de vinhos espumantes começaram a comprar terras em regiões montanhosas. "Essas terras ainda não são produtivas, mas eles já sabem onde estarão as futuras colheitas de uvas", explicou Mueller. "Grandes empresas agrícolas estão comprando terras. Isso está acontecendo no mundo todo. Os moradores locais são deslocados porque grandes produtores chegam, os preços das terras sobem e começam disputas por algo que ainda está a 20 ou 30 anos de distância." Uma das descobertas mais marcantes da equipe do Cadi é que as transformações agrícolas têm maior probabilidade de gerar conflitos em países não democráticos. Quando choques climáticos, insegurança alimentar e competição por recursos atingem democracias, elas tendem a possuir instituições capazes de obrigar grupos com interesses divergentes a negociar em vez de lutar. "As democracias podem parecer irritantes e burocráticas. Nada avança tão rapidamente quanto as pessoas gostariam. Mas isso é algo positivo porque faz com que as pessoas conversem entre si", disse Mueller. "Existe uma plataforma para negociação. Existem instituições que ajudam as pessoas a negociar. Esse processo constante de busca por soluções está no coração do que previne conflitos." O Sul da Ásia como sinal de alerta "Não prestamos atenção suficiente às ameaças que atingem a base dos nossos meios de subsistência", afirmou Abdullah Fahimi, do centro de pesquisas Conselho Alemão de Relações Exteriores (DGAP). "Essas ameaças podem desencadear grandes crises e deslocar milhões e milhões de pessoas. As regiões que devemos observar mais atentamente são o Sul da Ásia e o Sahel, onde a vulnerabilidade climática e o rápido crescimento populacional significam que o número de pessoas afetadas pode aumentar dramaticamente." Segundo Fahimi, o Sul da Ásia se destaca por depender tanto de recursos hídricos vulneráveis quanto dos mercados globais de alimentos. Os preços dos alimentos já aumentaram significativamente nas últimas décadas e, segundo ele, "o Sul da Ásia, com uma população de cerca de 2 bilhões de pessoas, é altamente dependente de importações". Essas importações incluem trigo, milho e óleo de palma provenientes de países como Rússia, Ucrânia, Canadá e Malásia. Ao mesmo tempo, a agricultura local está cada vez mais ameaçada por ondas de calor, enchentes, queda da produtividade das terras e intrusão de água salgada causada pela elevação do nível do mar. Enquanto a Índia realiza seu censo, cientistas alertam que clima pode travar colheitas para população crescente em algumas áreas do país Diptendu Dutta/NurPhoto/picture alliance via DW Além do impacto humano imediato, eventos como as enchentes devastadoras que atingiram o Nepal em agosto de 2026 oferecem uma visão dos desafios de longo prazo que podem se tornar mais frequentes no futuro. "As cordilheiras do Himalaia e do Hindu Kush fornecem a maior parte da água usada na agricultura e no abastecimento humano da região", explicou Fahimi. "Devido às mudanças climáticas, as geleiras e a neve estão derretendo muito rapidamente." No curto prazo, o aumento da água do degelo pode ampliar a disponibilidade hídrica. Porém, mais adiante neste século, ele alerta que a região poderá enfrentar "uma enorme crise humanitária que poderá afetar cerca de 2 bilhões de pessoas". À medida que a insegurança alimentar se aprofunda, as consequências sociais e políticas também podem se multiplicar. "Quando a escassez de recursos ou os impactos das mudanças climáticas obrigam as pessoas a buscar outras formas de sustento, às vezes elas acabam sendo recrutadas por grupos terroristas", afirmou Fahimi, citando exemplos da Nigéria e do Afeganistão. Em outros casos, a frustração da população é direcionada aos governos caso eles não consigam mitigar os impactos sobre a subsistência das pessoas. "A legitimidade do governo passa a ser questionada, e isso pode evoluir para conflitos violentos." Essa visão reforça a conclusão mais ampla de Mueller. 🔎 As mudanças climáticas, as guerras e as interrupções comerciais não levam automaticamente a conflitos. Mas a adaptação climática não pode se limitar ao cultivo de diferentes culturas agrícolas ou ao uso de novas tecnologias. As pessoas e as sociedades também precisam se adaptar às mudanças na distribuição de acesso à terra, à água e aos empregos. A questão fundamental é saber se as sociedades possuem instituições capazes de administrar essas transformações. Onde governos, tribunais e instituições locais conseguem ajudar as comunidades a negociar novas realidades, os impactos dos choques podem ser absorvidos. Onde essas instituições são fracas, a pressão sobre os sistemas alimentares pode acabar se transformando em pressão sobre a própria paz.

Comunidades da Vila Andrade contrastam com o luxo de mansões do Panamby, na Zona Sul de SP Celso Tavares/G1 A desigualdade no Brasil vai além das diferenças de renda. Embora os indicadores sociais tenham melhorado nos últimos anos, a concentração de riqueza no topo da pirâmide continua aumentando. Segundo a Oxfam Brasil, esse cenário também concentra cada vez mais poder político e econômico. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, divulgado no mês passado, mostra que o 1% mais rico concentrou 24,3% de toda a renda do país em 2023 e deteve 37,3% da riqueza declarada. Para a organização, esse cenário amplia a capacidade dos grupos mais ricos de influenciar eleições, políticas públicas e decisões do Estado, enquanto mulheres, pessoas negras e outros grupos historicamente excluídos continuam sub-representados nos espaços de poder. Agora no g1 Para chegar a essas conclusões, a pesquisa reuniu dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de estudos nacionais e internacionais sobre renda, patrimônio, tributação e representação política. A seguir, veja os principais resultados do estudo em seis gráficos. Desigualdade de renda diminui, mas concentração segue elevada A distância entre ricos e pobres diminuiu nos últimos anos, mas continua elevada, segundo o relatório. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE, mostram que o 1% mais rico da população recebe, atualmente, o equivalente a 36,2 vezes a renda dos 40% mais pobres. Apesar de continuar expressiva, essa é a menor diferença registrada desde o início da série histórica, em 2012. Para a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, os avanços no combate à pobreza são importantes, mas insuficientes para reduzir a desigualdade. "A pobreza é metade da conversa. A desigualdade é sobre a relação entre quem tem muito e quem tem pouco. O Brasil avançou na redução da pobreza, mas ainda não enfrenta o principal problema, que é a intensa concentração de riqueza no topo", afirma. O estudo ressalta, porém, que pesquisas domiciliares tendem a subestimar a renda dos mais ricos, já que ganhos com lucros, dividendos e aplicações financeiras nem sempre são captados nas entrevistas. Por isso, o relatório também utiliza dados da Receita Federal, que apontam um nível de concentração de renda ainda maior. Segundo os dados do Imposto de Renda, os 10% mais ricos concentram 52% de toda a renda declarada no país. Entre 2017 e 2023, a fatia da renda nacional concentrada pelo 1% mais rico passou de 20,4% para 24,3%. No período, a renda desse grupo cresceu, em média, 4,4% por ano, enquanto a renda média das famílias brasileiras avançou 1,4% ao ano. O relatório aponta que a maior parte desse crescimento ficou concentrada no topo da pirâmide. Cerca de 85% do aumento da renda ficou com os 0,1% mais ricos, enquanto metade desse avanço foi apropriada pelo 0,01% da população de maior renda. Segundo o estudo, cerca de 90% dos rendimentos desse grupo vêm de lucros, dividendos e aplicações financeiras, e não de salários. Os principais indicadores da desigualdade no Brasil Arte g1 Patrimônio também se concentra no topo Além da renda, a riqueza segue altamente concentrada. Dados da Receita Federal mostram que o 1% mais rico detém 37,3% de todo o patrimônio declarado no país. Entre os 0,1% mais ricos, cerca de 80% do patrimônio é formado por ativos financeiros, como ações, fundos e aplicações, enquanto apenas 15% correspondem a imóveis. Segundo o relatório, a predominância de ativos financeiros favorece o aumento da riqueza ao longo do tempo, já que esses investimentos geram rendimentos de forma contínua. A concentração de riqueza no topo da pirâmide social brasileira Arte g1 Mulheres recebem menos e acumulam menos patrimônio O relatório também aponta desigualdades de gênero. Embora representem 44,1% dos declarantes do Imposto de Renda, as mulheres concentram apenas 38% da renda declarada no país. Em média, elas recebem R$ 120,6 mil por ano, contra R$ 155,3 mil entre os homens. A diferença aumenta quando se considera o patrimônio acumulado. As mulheres detêm 29,5% dos bens declarados no país. O patrimônio médio das mulheres é de R$ 246 mil, pouco mais da metade dos R$ 463,6 mil registrados entre os homens. Segundo o estudo, essa diferença também se reflete na tributação, uma vez que mais da metade da renda das mulheres, 56,5%, vem de salários, sujeitos à tributação integral. Entre os homens, 53,5% da renda vem de lucros e dividendos, que são isentos de Imposto de Renda. No grupo que recebe mais de 320 salários mínimos por mês, as mulheres respondem por apenas 11,6% da renda total. Como homens e mulheres se diferenciam na origem da renda tributada Arte g1 Mulheres negras enfrentam a maior desigualdade salarial As desigualdades também aparecem no mercado de trabalho quando se consideram gênero e raça. Dados do Ministério do Trabalho indicam que homens não negros recebem, em média, R$ 6.560 por mês. Entre as mulheres não negras, a remuneração média é de R$ 5.039. Homens negros recebem R$ 3.875, enquanto mulheres negras têm rendimento médio de R$ 3.026. Desigualdade salarial por gênero e raça no mercado de trabalho formal Arte g1 Quando o trabalho informal é incluído na análise, a diferença aumenta. A renda média das mulheres negras cai para R$ 2.079, cerca de 54% inferior à dos homens não negros. Segundo o relatório, a menor renda reduz a capacidade de poupança e investimento, dificultando a acumulação de patrimônio ao longo do tempo. A diferença de renda e patrimônio entre homens e mulheres no Brasil Arte g1 Sistema tributário favorece a concentração de renda O estudo conclui que o sistema tributário brasileiro ajuda a manter a desigualdade de renda. Segundo o estudo, a maior parte da arrecadação vem de impostos sobre consumo e salários, que pesam proporcionalmente mais sobre as famílias de baixa renda, enquanto patrimônio, heranças e rendimentos do capital recebem tributação relativamente menor. "As medidas adotadas até agora procuram enfrentar a situação de quem tem muito pouco, mas não enfrentam a concentração de renda no topo. Hoje, o sistema tributário favorece a concentração de riqueza e dificulta que as pessoas mais pobres consigam acumular patrimônio", diz Viviana Santiago. Embora a tabela do Imposto de Renda seja progressiva para quem vive de salários, o relatório destaca que esse mecanismo não se aplica da mesma forma a quem recebe rendimentos de lucros e aplicações financeiras. Na prática, a alíquota efetiva paga pelos 0,01% mais ricos é de apenas 4,6%, percentual inferior ao pago por muitos trabalhadores assalariados. A desigualdade na tributação entre classe média e super-ricos Arte g1 Segundo Viviana, isso ocorre porque o modelo tributário brasileiro incide principalmente sobre o consumo. "Uma mãe solo negra pode pagar mais imposto do que um bilionário, porque praticamente toda a renda dela é destinada ao consumo, que é altamente tributado. Já um bilionário não consome a maior parte da sua renda e recebe uma parcela significativa por meio de lucros e dividendos", afirma. O estudo aponta que a principal distorção está na isenção do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos, em vigor desde a década de 1990. Em 2023, quase 35% de toda a renda isenta declarada no país veio desse tipo de rendimento. Segundo os autores, esse modelo reforça o ciclo de concentração de renda e patrimônio ao favorecer o aumento da riqueza dos grupos de maior renda e ampliar sua influência econômica e política.

Empresa dos EUA vai explorar petróleo na Venezuela Os Estados Unidos anunciaram na última sexta-feira (28/08) um acordo com a Venezuela que pode garantir a Washington acesso a cerca de 20% das reservas comprovadas de petróleo do país sul-americano. Apresentada pelo presidente Donald Trump como o "maior acordo petrolífero da história", a iniciativa envolve 17 campos com potencial estimado em 65 bilhões de barris e coloca no centro da operação a petroleira North American Blue Energy Partners (Nabep), controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O anúncio ocorre cerca de oito meses após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas e aprofunda a reaproximação entre Washington e o governo interino liderado por Delcy Rodríguez. Segundo a Casa Branca, o acordo permitirá aos Estados Unidos ampliar a influência sobre parte relevante da produção petrolífera venezuelana e reforçar suas reservas estratégicas de petróleo. Pelos termos divulgados por Washington, a Nabep receberá os direitos de exploração dos campos, enquanto o governo americano terá uma participação de 35% na estrutura criada para administrar os ativos. Os EUA também terão acesso garantido a 20% da produção a preço de custo e direito de preferência para comprar o petróleo restante. A iniciativa envolve cifras bilionárias. Segundo a Nabep e o governo venezuelano, o projeto poderá atrair mais de 100 bilhões de dólares em investimentos para a recuperação da infraestrutura petrolífera do país. Caracas calcula ainda que a operação poderá gerar mais de 209 bilhões de dólares em receitas tributárias ao longo de sua vigência. Os detalhes do acordo ainda estão em sigilo e alguns pontos divergem. Enquanto a Casa Branca fala em uma concessão de 100 anos, Delcy Rodríguez afirmou que o projeto terá validade de 25 anos. O que se sabe sobre os envolvidos A Nabep é a principal beneficiária do acordo. A companhia já atua no setor petrolífero venezuelano e deverá ampliar significativamente sua presença se o acordo prosperar, tornando-se a segunda maior exploradora de petróleo comprovado no mundo, atrás apenas da Saudi Aramco. A empresa é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. Ele foi alvo de investigações por autoridades dos Estados Unidos e da Europa devido a negócios com governos venezuelanos no passado, mas nunca chegou a ser formalmente acusado. Em comunicado divulgado após o anúncio, Betancourt afirmou que a Venezuela é um país "abençoado com abundância de recursos naturais" e que o acordo permitirá desenvolver esse potencial "para o grande benefício de venezuelanos e americanos". A participação de Betancourt é observada com cautela por parte do mercado. Uma fonte envolvida nas negociações de novos projetos de energia afirmou à agência de notícias Reuters que algumas empresas interessadas em investir na Venezuela querem evitar uma situação em que precisem "sentar à mesa" com o empresário. O entendimento entre Washington e Caracas também chama atenção pelo envolvimento direto do governo americano. A participação dos Estados Unidos ficará sob responsabilidade do Escritório de Capital Estratégico do Pentágono, enquanto o acordo foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Além disso, esse envolvimento estatal cria um cenário em que empresas privadas americanas tenham que enfrentar a concorrência do próprio governo dos EUA pelo petróleo na Venezuela. Para Washington, o acordo também representa uma forma de reduzir a influência de China e Rússia sobre o setor petrolífero venezuelano. Segundo autoridades americanas citadas pela agência de notícias Reuters, parte dos campos incluídos na operação era anteriormente explorada por empresas chinesas, inclusive uma estatal, e por uma companhia russa, o que permitiria redirecionar uma parcela da produção que tinha como destino a Ásia. A movimentação provocou reação de Pequim. Nesta terça-feira (01/09), o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os "direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados" e ressaltou que a cooperação entre os dois países está protegida pelo direito internacional. Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters O que se sabe sobre as promessas do projeto Washington e Caracas apresentam o acordo como uma oportunidade para revitalizar a indústria petrolífera venezuelana. Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez rejeitou as críticas de que o país estaria cedendo seus recursos naturais aos Estados Unidos. "Uma coisa deve ficar absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre seus recursos", afirmou. Segundo ela, o objetivo é transformar o país em "uma potência energética, um grande produtor de petróleo, um exportador importante de gás e um grande desenvolvedor petroquímico nacional". Trump também tem defendido a iniciativa sob a perspectiva da segurança energética. "Uma das coisas que eu quero fazer com todo esse petróleo que agora temos é preencher as reservas estratégicas", declarou o presidente americano ao comentar o acordo. A Casa Branca sustenta ainda que o aumento da produção venezuelana poderá contribuir para aliviar pressões sobre os preços da energia nos Estados Unidos, em meio aos choques causados pela guerra travada por EUA e Israel no Irã. O conflito gerou pressão inflacionária no país, às vésperas das eleições de meio de mandato que poderão custar a Trump a maioria que ele detém hoje no Congresso. O que ainda não está claro Apesar do potencial da operação, especialistas alertam que recuperar a indústria petrolífera venezuelana será um processo longo e custoso. Após anos de subinvestimento, sanções e deterioração da infraestrutura, a produção do país permanece muito abaixo dos níveis registrados no início dos anos 2000. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1,2 milhão de barris por dia, distante dos aproximadamente 3 milhões de barris diários alcançados há cerca de 25 anos. "Você precisaria de investimentos significativos e do conhecimento técnico de empresas como Exxon e ConocoPhillips", afirmou à Reuters Alejo Czerwonko, diretor de investimentos para mercados emergentes do banco suíço UBS. Para ele, uma das principais questões é como atrair grandes petroleiras para um ambiente ainda marcado por incertezas regulatórias e políticas. A recuperação da produção também não deverá ter efeitos imediatos sobre os preços dos combustíveis. "Pode ser útil no longo prazo, mas não fará nada para mudar o preço da gasolina no posto", afirmou Amy Myers Jaffe, da Universidade de Nova York, à agência de notícias Associated Press. Também há dúvidas sobre a segurança jurídica do projeto. Empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após as nacionalizações promovidas durante o governo de Hugo Chávez e continuam aguardando melhor estabilidade regulatória e respeito aos contratos como condições para ampliar investimentos no país.