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g1 > Economia

'Tem que dar um jeito': como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Documentos tornados públicos nesta sexta-feira (11) detalham como funcionários do Banco Master participavam da produção de documentos apontados pela Polícia Federal (PF) como falsos e usados para sustentar operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB). O material veio à tona após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso, no contexto da crise que atinge a Suprema Corte. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os documentos está uma apresentação interna encontrada no acervo digital do Master. Elaborada pelo próprio banco e apreendida durante a Operação Compliance Zero, ela descreve uma cadeia que ia da extração de dados de clientes à geração, assinatura e envio dos documentos. A apresentação mostra ainda que a alteração de documentos envolvia funcionários de diferentes níveis hierárquicos, de diretores e gerentes a equipes de tecnologia e áreas operacionais. Segundo a PF, os elementos sustentam a linha de investigação de que grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Master estaria ligada a operações irregulares. Os peritos também apontam que a diretoria do BRB continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. (leia mais) 🔎 A PF investiga suspeitas de fraude bilionária em carteiras de crédito cedidas pelo Banco Master ao BRB. Parte dos créditos consignados era apresentada como originada pela Tirreno, empresa que aparecia como responsável pela formação das carteiras posteriormente repassadas ao Master e vendidas ao banco público. A investigação aponta indícios de que essas operações não tinham o lastro informado e de que documentos foram produzidos posteriormente para comprovar parte dos créditos. Como funcionava o esquema, segundo a PF? A apresentação interna do Banco Master descreve, etapa por etapa, como diferentes áreas do banco atuaram na produção dos documentos. Em uma dessas etapas, dados de clientes do CredCesta, programa de crédito consignado ligado ao banco, foram usados para gerar em massa Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento. Segundo a PF, parte desses documentos teria servido para comprovar os créditos vendidos ao BRB. Em um dos casos, o gerente do Banco Master Allan da Silva Machado teria usado uma planilha e a mala direta do Word — ferramenta que preenche automaticamente um mesmo modelo com os dados de cada cliente — para gerar 2.700 procurações. Os arquivos eram armazenados em uma pasta chamada “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”. Para a PF, é provável que desse lote tenham saído procurações incluídas em uma amostra de 1.785 contratos enviada ao BRB como comprovação de créditos supostamente originados pela Tirreno. Banco Master. Reprodução/TV Globo 'Tem que dar um jeito' O relatório também descreve tentativas de ocultar informações dos comprovantes de transferência ligados aos créditos investigados. Mensagens reproduzidas na apresentação mostram que o gerente Allan da Silva Machado pediu à funcionária da tesouraria Romy Goerck Gentina Klenquen a entrega de comprovantes, mas sem dados que permitissem identificar os respectivos contratos e as transações. "Este aparece o número de contrato... Não quero o número de contrato nem o histórico", afirma Allan. "Então não tem o que fazer. Um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes", responde Romy. "Tem que dar um jeito", diz Allan. "Pois é", conclui Romy. Para a PF, a conversa é um indício de tentativa de manipulação dos comprovantes de transferência. O relatório classifica o episódio como uma “provável emissão de comprovantes de transação manipulados”. Remoção de datas Em outra frente, mensagens reproduzidas pela PF mostram funcionários discutindo a retirada da data e do horário registrados nos termos de consentimento dos clientes. Em uma conversa, o gerente Allan da Silva Machado envia um desses documentos a Moacir Lourenço da Silva Junior, da área de tecnologia, e orienta: “Precisamos excluir a data.” A retirada dessa informação dificultaria identificar quando o cliente teria formalizado seu consentimento. Em outro exemplo analisado pela PF, um documento indicava ter sido celebrado em 21 de janeiro de 2025, mas sua assinatura eletrônica só ocorreu em 20 de junho daquele ano, cerca de cinco meses depois. Para a PF, a retirada desses dados ajudava a ocultar inconsistências e reforça a suspeita de que documentos tenham sido produzidos posteriormente para comprovar créditos negociados com o BRB. Pressão da auditoria e 'erro operacional' As inconsistências também chegaram à auditoria externa Deloitte, que checava a conformidade das carteiras. Segundo o relatório da PF, diante das cobranças dos auditores sobre divergências nos contratos, o coordenador de controles Fabrizio Pereira Alencar, do Master, questionou o diretor do banco Alberto Felix de Oliveira Neto sobre como responder. “Estão nos cobrando”, afirmou Fabrizio. Os documentos mostram que, após as cobranças da Deloitte, Alberto Felix orientou Fabrizio a atribuir as divergências a um “erro operacional”. "Esse tem que falar que foi erro operacional na seleção", escreveu o diretor ao funcionário. Segundo a PF, a conversa aconteceu após a Deloitte enviar um e-mail ao Master sobre irregularidades na documentação apresentada à auditoria. Os contratos citados, segundo a investigação, eram da carteira da Tirreno e correspondiam ao período de dezembro de 2024 a março de 2025. O que é a apresentação do Master encontrada pela PF? As informações que constam no documento são, segundo a PF, de um relatório produzido pelo próprio banco. Intitulada “Investigações internas – Banco Master”, a apresentação foi feita para registrar comportamentos inadequados identificados entre funcionários. Na prática, o banco fez uma apuração interna sobre condutas que poderiam causar danos financeiros, reputacionais e à integridade da instituição. A apresentação registrava quem teria participado, o que cada pessoa fazia e mensagens trocadas durante o processo. O material descrevia a geração e a manipulação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento, a retirada de datas, tentativas de alterar comprovantes e orientações sobre como responder à Deloitte, empresa responsável pela auditoria. A apresentação foi encontrada pela PF no acervo digital entregue pelo liquidante do banco — responsável por administrar o Banco Master durante o processo de liquidação. Para os investigadores, o material passou a ser uma evidência por corroborar a suspeita de que documentos ligados às cessões ao BRB eram produzidos ou manipulados dentro do próprio Master. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. LEIA MAIS: Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1
13/09/2026 03:00:01 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 85 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.057 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 65 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (10), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
13/09/2026 03:00:00 +00:00
Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país. O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit". As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro. "Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento", declarou o presidente. Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' ▶️Analistas têm manifestado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e, consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️Economistas observam que reduzir a taxa básica da economia, a Selic — atualmente em 14% ao ano — por decisão sem embasamento técnico não garante juros menores na economia. Isso porque o juro de longo prazo é definido pelo mercado e reflete expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. Se essas expectativas pioram, investidores passam a exigir taxas mais altas para financiar o governo, mantendo os juros elevados. ▶️Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, e também o endividamento brasileiro (em um "ciclo vicioso"). Lula em comício em Porto Alegre Bruno Todeschini/ Grupo RBS Lula vinha prometendo saldo positivo As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento. Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. “Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", disse Lula, em agosto. Juros altos O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional contempla uma projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões — após a previsão do atual mandato inteiro com as contas no vermelho. O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo. As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas. O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.
12/09/2026 16:10:30 +00:00
Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O galpão está às escuras, as máquinas estão desligadas e caixas de mercadorias encalhadas se acumulam. A fábrica de sapatos Kioshi, que tinha 120 funcionários em 2023, conta hoje com apenas 14. O cenário virou símbolo da crise enfrentada por parte da indústria argentina e alimenta o debate sobre o modelo do presidente Javier Milei. Enquanto o governo do presidente ultraliberal destaca a queda da inflação e a desregulamentação da economia, empresários alertam para a perda de empregos, a concorrência desleal e a retração do consumo. "O mercado interno está morto, as pessoas não têm dinheiro para consumir, dificilmente vão comprar calçados", diz Emmanuel Fernández, diretor da Kioshi, localizada em Esteban Echeverría, nos arredores de Buenos Aires. A isto se soma uma "avalanche de importação", acrescenta. Agora no g1 Na semana passada, a União Industrial Argentina (UIA) pediu medidas diante da abertura econômica e da perda de aproximadamente 90 mil empregos na indústria desde agosto de 2023. Em junho, a indústria argentina operava com cerca de 40% de capacidade ociosa. A produção manufatureira caiu 5% entre junho e julho, o maior recuo em 16 meses, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira (8). No mesmo dia em que o setor industrial apresentou a reivindicação, o presidente ultraliberal afirmou que sua política de austeridade e desregulamentação "não é negociável". Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam as portas, segundo dados do setor. O presidente afirma que os empregos perdidos em um setor serão criados em outros, capazes de competir internacionalmente. Mas, para Emmanuel Fernández, o governo está "em uma bolha", pois "tudo o que se vê é que as pessoas que ficam sem emprego vão trabalhar nos aplicativos". Da fábrica à Uber Em Zárate, cidade industrial a 90 km de Buenos Aires, Miguel Márquez olha com tristeza para o portão da fábrica de produtos químicos Clariant, onde trabalhou por 20 anos, até o fechamento da unidade, em 2025. O capim cresce entre as placas de cimento do estacionamento vazio. Já não se ouve o barulho das máquinas, apenas o canto dos pássaros. Márquez conta que apenas dois dos 42 demitidos conseguiram um emprego formal. Os demais, como ele, hoje com 62 anos, sobrevivem de trabalhos informais, como dirigir para aplicativos. A Clariant fabricava insumos para a indústria petroleira durante o auge da jazida de Vaca Muerta, mas decidiu passar a importar os produtos de sua fábrica no Brasil e encerrar a operação na Argentina. "Como não têm nenhuma restrição, convém a eles trazer do Brasil", explicou Márquez. A economia argentina cresceu em 2025, impulsionada pelos hidrocarbonetos, pela mineração e pelo agronegócio. Mas a retração do comércio e da indústria afeta as grandes cidades, onde vive a maior parte da população. Desde 2023, a Argentina perdeu mais de 240 mil empregos formais no setor privado. Concorrência Após a reivindicação da UIA, o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que seu papel é "defender os interesses de 48 milhões de argentinos, não de determinados empresários". "Me parece imoral e injusto que os argentinos tenham que pagar por bens de menor qualidades duas, quatro, dez vezes o seu valor", destacou, em defesa da abertura. Mas os empresários da indústria afirmam que o cenário é desfavorável. "Ninguém quer não competir, mas também você tem que ter condições para competir", disse à AFP Alejandro Mayer, vice-presidente da fábrica de circuitos Ernesto Mayer, na periferia norte de Buenos Aires, hoje com a metade de suas máquinas desligadas. Mayer destaca que há um "atraso cambiário" que encarece os produtos locais em dólares. A isso se somam juros elevados sobre o crédito e uma carga tributária que, segundo ele, impede a competição com produtos de países como a China, embora a eficiência seja semelhante. Milei reduziu a inflação, que estava em três dígitos quando assumiu a Presidência, para 33,8% na comparação interanual em julho, um dos principais resultados econômicos reivindicados por seu governo. Mas "a economia não pode ser medida apenas pela evolução da inflação, temos que olhar para a atividade", disse o presidente da UIA, Martín Rappallini. Além da concorrência dos produtos importados, os empresários da indústria apontam a fragilidade do consumo. A poucos quarteirões da Mayer, a fábrica de cordas para instrumentos Martin Blust, que emprega dez pessoas, fecha às sextas-feiras por falta de encomendas. "Não há inflação porque não há compras", afirma sua sócia, Gloria Aparicio. Segundo diversas pesquisas, emprego e salários superaram a inflação como principal preocupação dos argentinos, um sinal de alerta para Milei, que tentará a reeleição em 2027. Na Kioshi, Fernández testemunha essa angústia. Seus funcionários pedem antecipações salariais para conseguir pagar o transporte até a fábrica. Estão "frustrados e irritados", diz. E isso "se percebe na vontade e também se nota na rua".
12/09/2026 08:00:00 +00:00
Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil Para os mais desatentos, ele ainda pode causar algum estranhamento à primeira vista. Mas quem acompanha o trânsito das grandes cidades talvez já tenha percebido: o Omoda 5 está aparecendo cada vez mais nas ruas. Os números ajudam a explicar: o SUV híbrido ainda não completou um ano de mercado no Brasil — foi lançado em outubro de 2025 —, mas já ocupa o terceiro lugar no ranking dos híbridos zero km mais vendidos do país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com outro lançamento de preço semelhante, o Toyota Yaris Cross híbrido, o Omoda 5 registrou 57,26% mais emplacamentos no ano. Até o Toyota Corolla Cross, um SUV de categoria superior e que carrega o nome de um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa, vendeu menos que o Omoda 5 no período. Veja o ranking dos híbridos mais vendidos entre janeiro e agosto de 2026: BYD Song: 45.096 emplacamentos; Haval H6: 32.248 emplacamentos; Omoda 5: 15.080 emplacamentos; Jaecoo 7: 11.772 emplacamentos; BYD King: 11.248 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 10.596 emplacamentos; Toyota Yaris Cross: 9.589 emplacamentos; Toyota Corolla: 9.156 emplacamentos; Leapmotor C10: 3.620 emplacamentos; GWM Tank 300: 3.471 emplacamentos. O g1 passou uma semana com o Omoda 5 para entender como um modelo de uma marca ainda recente no Brasil conseguiu superar carros de gigantes tradicionais em vendas. Porte maior e visual diferente Omoda 5 por fora Visualmente, o Omoda 5 é bem diferente do Yaris Cross híbrido, inclusive nas dimensões e no porte. As medidas são: Comprimento: 13,7 centímetros maior, com 4,44 metros; Largura: 5 centímetros maior, com 1,82 metro; Altura: 7 centímetros menor, com 1,58 metro. Outra pequena diferença está na altura em relação ao solo: são 14 centímetros no Omoda 5 e 18 centímetros no Yaris Cross híbrido. Em relação às dimensões do Corolla Cross híbrido, o Omoda é mais próximo e está na mesma categoria: Comprimento: 2 centímetros menor, com 4,44 metros; Largura: 0,1 centímetro menor, com 1,82 metro; Altura: 2 centímetros menor, com 1,58 metro. Aqui, o Omoda 5 também é mais baixo: são dois centímetros a menos de espaço, quando comparado com o Corolla Cross. A diferença parece pequena, mas, nas valetas encontradas durante o trajeto, os SUVs da Toyota passaram com mais conforto e sem raspar nos obstáculos mais profundos. Isso não chega a ser um problema para o Omoda 5, já que bastou chegar na valeta em diagonal para evitar que o carro raspasse. Ainda assim, com cinco adultos a bordo e o porta-malas carregado de bagagem pesada, a situação tende a ser menos favorável para o modelo chinês. Esteticamente, cada modelo tem seu apelo e deve agradar a públicos diferentes. O Omoda 5 traz linhas mais curvas e segue a proposta de visual mais "aerodinâmico" e moderno, comum aos carros chineses. Initial plugin text Já o Yaris Cross híbrido mantém um visual mais quadrado, perceptível tanto na dianteira, com linhas mais retas e a grade quase vertical, quanto na traseira, que tem vidro menos inclinado e teto que permanece reto por mais tempo. Outra diferença está na iluminação. Ela é eficiente nos dois modelos, mas, enquanto a Toyota concentra todos os elementos em um único conjunto, o Omoda 5 separa os faróis das luzes de rodagem diurna. Por dentro, o Yaris Cross é bem mais simples No Omoda 5, todas as áreas de contato para mãos e braços têm revestimento macio ao toque. Já o Yaris Cross ainda traz plástico rígido em alguns pontos, como no topo do console e em toda a área interna das portas traseiras. O console central do Omoda 5 é mais elevado e oferece mais espaço para guardar objetos, além de um apoio de braço consideravelmente maior. Ambos os carros contam com carregador de celular por indução. No Omoda 5, ele fica sob uma tampa, o que o deixa fora da vista de quem passa ao lado do veículo. Já no Yaris Cross, o carregador fica muito próximo do câmbio, e o espaço pode deixar celulares maiores mais apertados. Initial plugin text A central multimídia do Yaris Cross é visivelmente menor. Já o Omoda 5 usa um artifício para parecer ainda maior: a moldura se integra ao painel de instrumentos. A fabricante diz que esse conjunto forma um "painel digital flutuante de 24,6 polegadas". Táticas de marketing à parte, a central multimídia do Omoda 5 oferece mais configurações do veículo, exibe imagens das câmeras em 360 graus com mais resolução e roda o sistema operacional com mais facilidade, mas esconde os comandos do ar-condicionado. No Yaris Cross, os botões são físicos. Já o Omoda 5 tem comandos por voz para controlar o ar-condicionado, por exemplo. Fica a cargo do comprador escolher entre os botões ou os comandos de voz. Ainda assim, o Omoda 5 transmite uma sensação de modernidade, impulsionada pelo visual minimalista, sem botões e com duas telas integradas em um painel bastante largo. Em outras palavras: O Omoda 5 passa um ar mais moderno, enquanto o Yaris Cross tem visual mais antigo — o Corolla Cross ganha o mesmo comentário, vale dizer. Omoda 5 tem mais áreas com toque macio Rafael Peixoto/g1 No conforto para os ocupantes, há empate. Os dois carros oferecem espaço suficiente para acomodar adultos mais altos no banco traseiro. O assoalho não é muito elevado no centro da segunda fileira, que também conta com saídas de ar-condicionado e portas USB. Em viagens mais longas, porém, o Yaris Cross leva vantagem no porta-malas. São 391 litros, ante 372 litros do Omoda 5. A diferença não é tão grande, mas o SUV da Toyota vai levar mais sacolas de mercado. Omoda 5 dobra a potência sem gastar mais Ao volante, as diferenças são ainda mais evidentes. O destaque é o conjunto motriz: enquanto o Yaris Cross híbrido entrega 111 cv, o Omoda 5 chega a 224 cv, mais que o dobro. No Omoda 5, o torque combinado é de 30,1 kgfm, mas a Toyota não divulga esse dado para o Yaris Cross. A marca informa apenas os números separados dos motores a combustão e elétrico, ambos inferiores aos informados separadamente para o SUV chinês: Potência dos motores arte/g1 Na prática, essa sopa de números torna o Omoda 5 muito mais esperto em qualquer situação. As arrancadas são bem mais ágeis. Até na comparação da aceleração oficial, com dados divulgados pelas próprias marcas, o SUV da Toyota leva quase cinco segundos a mais para chegar aos 100 km/h. Em testes na estrada, as ultrapassagens foram feitas com muito mais segurança, com a sensação de que haveria tempo para voltar à faixa — quando a manobra é permitida em rodovias de mão dupla. Quando o teste foi feito com três adultos a bordo, essa diferença na força do motor ficou ainda mais evidente. E o ponto aqui não é esportividade, mas segurança. Outro ponto positivo do Omoda 5 está no consumo de combustível. Com mais que o dobro da potência, seria natural esperar um gasto consideravelmente maior, mas esse não foi o cenário encontrado. Em média, no mesmo circuito urbano de 30 km por dia, com bastante trânsito e semáforos, os dois carros registraram consumo entre 18 km/l e 20 km/l de gasolina. Dois fatores ajudam a explicar o consumo de combustível do Omoda 5: Ele tem motor 1.5 turbo, enquanto o Yaris Cross usa um 1.5 aspirado, que tende a gastar mais combustível em funcionamento; A bateria do Omoda 5 tem capacidade mais de duas vezes maior: são 1,83 kWh, ante 0,76 kWh no Corolla Cross. Com isso, ela pode contribuir muito mais para movimentar o veículo, ajudando a reduzir o consumo de combustível enquanto aumenta a potência do motor. Ao volante, o Omoda 5 tem um acelerador mais leve e que responde com mais precisão às mudanças de pressão. Já o câmbio CVT do Yaris Cross híbrido oferece mais conforto na condução - mas é muito barulhento, pela potência baixa do motor. Como não tem engrenagens para a troca de marchas, a potência cresce sem solavancos. No Omoda 5, eles são bem contidos e estão longe do que entregavam os câmbios automáticos mais antigos, mas existem. No Yaris Cross, não. Omoda 5 André Fogaça/g1 No acerto de suspensão, os dois carros vão bem. São macios para enfrentar os solavancos de buracos, valetas e lombadas, mas controlam bem os movimentos da cabine para evitar que ela balance além do necessário em acelerações e frenagens bruscas. A dupla conta com sistemas de auxílio à condução, incluindo eficientes pilotos automáticos adaptativos que centralizam o carro na faixa. Ainda assim, há diferenças: o Omoda 5 é mais preciso e identifica com mais rapidez onde deve manter o veículo. Por fim, os preços dos dois carros são bastante diferentes: Toyota Yaris Cross híbrido: a partir de R$ 172.390; Omoda 5: a partir de R$ 164.990 na tabela da marca, mas é fácil encontrá-lo em concessionárias por R$ 159.990. Na hora da compra, o Toyota Yaris Cross custa R$ 12.400 a mais que o Omoda 5. O preço do SUV chinês também o coloca como opção para quem considera outros utilitários que sequer são híbridos, como: Volkswagen Nivus Comfortline: R$ 158.290; Volkswagen T-Cross Comfortline: R$ 173.790; Volkswagen Taos: a partir de R$ 199.990; Hyundai Creta Comfort: R$ 156.590; Nissan Kicks: a partir de R$ 159.990; Chevrolet Tracker LTZ: R$ 162.890; Renault Boreal: a partir de R$ 179.990; Jeep Compass: a partir de R$ 174.990. Também entra nessa lista o único híbrido do grupo, o Jeep Renegade MHEV, por R$ 158.690. O sistema não oferece a mesma economia de combustível do Omoda 5. Se o Toyota Corolla Cross híbrido estiver entre as opções do comprador, a diferença de preço fica ainda maior. O modelo tem porte mais próximo ao do Omoda 5, porta-malas maior, com 440 litros, e potência ligeiramente superior à do Yaris Cross, com 122 cv ante 111 cv. No entanto, parte de R$ 226.120, o que o torna R$ 66.130 mais caro que o Omoda 5. No fim das contas, os pontos positivos do Omoda 5 pesam na decisão e superam até a força de uma das marcas mais tradicionais do mercado: Ele é consideravelmente mais barato; Tem mais que o dobro da potência sem elevar o consumo de combustível na mesma proporção; Traz uma lista de equipamentos mais moderna; Tem mais partes com toque macio, oferecendo mais conforto aos ocupantes. Tem porte semelhante ao do Corolla Cross. Por outro lado, o Omoda 5 perde em espaço de porta-malas e no custo de manutenção ao longo de cinco anos: Revisões preventivas arte/g1 Os dois empatam no acerto voltado ao gosto do brasileiro. Ficha técnica arte/g1 Omoda 5 tem concorrência forte da China no Brasil Se diante de Yaris Cross e até Corolla Cross o Omoda 5 leva vantagem com facilidade, entre os concorrentes chineses o cenário é menos confortável. Mesmo com atributos para disputar as primeiras posições, ele encontra no Brasil rivais híbridos com preço, porte, tecnologia e acabamento semelhantes ou até mesmo superiores. A lista inclui: GAC GS4: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 169.990. Tem visual futurista, acabamento com materiais macios em boa parte da cabine, potência superior, de 235 cv, e porta-malas consideravelmente maior, com 638 litros. BYD Atto 2: a partir de R$ 149.990. Tem porte semelhante, sistema híbrido plug-in que permite rodar apenas no modo elétrico e amplia a economia de combustível, é flex e perde apenas em potência, com versões de 177 cv e 197 cv. BYD Song Pro: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 161.490. É híbrido plug-in, oferece maior economia de combustível, é flex e tem porta-malas maior, de 530 litros. Geely EX5 EM-i: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 174.790. Também conta com sistema híbrido plug-in para reduzir o consumo de combustível e oferece mais espaço no porta-malas.
12/09/2026 07:00:00 +00:00
Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal. A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master. Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações. Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social. Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva. Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior. Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito. Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões. O valor seria colocado na empresa por Henrique S. S. Peretto em até 12 meses. Segundo a perícia da PF, porém, não foram encontradas evidências ou documentos de que os R$ 30 milhões tenham sido pagos. O descompasso entre a estrutura formal da empresa e os contratos bilionários aparece também nas datas. Até 15 de abril de 2025, quando as alterações societárias foram registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa ainda aparecia publicamente como SX 016, com apenas R$ 10 de capital efetivamente integralizado e voltada formalmente para participação em outras sociedades. Mesmo assim, antes do registro dessas mudanças, a empresa já havia assinado contratos com o Banco Master que somavam quase R$ 6 bilhões. André Felipe de Oliveira Seixas Maia assinou os 28 contratos de cessão de crédito em nome da empresa, embora seu nome só tenha passado a constar formalmente como diretor na Junta Comercial depois. Ao todo, os 28 contratos, assinados entre 24 de dezembro de 2024 e 14 de maio de 2025, somavam R$ 7,155 bilhões. A perícia aponta ainda que as assinaturas foram reconhecidas em cartório de uma só vez, nos dias 13 e 14 de maio de 2025. Em um lote de 26 contratos, referente a operações realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 e que somavam R$ 6,34 bilhões, o reconhecimento das firmas ocorreu somente em 13 e 14 de maio. A PF classificou o achado como uma formalização cartorária tardia e apontou a necessidade de validação da cadeia documental. A empresa não tinha estrutura para movimentar bilhões A sede declarada da Tirreno ficava na Avenida Paulista, em São Paulo. Quando policiais foram ao endereço durante uma operação de busca e apreensão, encontraram apenas um espaço de coworking. A administração informou que a Tirreno nunca teve contrato ou vínculo com o local. A investigação também não encontrou funcionários registrados, pagamentos de aluguel ou despesas operacionais. Segundo a PF, a empresa não tinha registros de recolhimento de contribuições previdenciárias, não emitia nem recebia notas fiscais, não recolhia impostos federais e não mantinha os livros contábeis obrigatórios. A quebra do sigilo fiscal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforçou o cenário. Segundo o laudo, o cruzamento de dados da Receita Federal não identificou declarações de impostos, recolhimentos trabalhistas ou registros nos livros contábeis obrigatórios. Quando o Banco Master pediu informações cadastrais da Tirreno, em 22 de maio de 2025, os campos de faturamento, patrimônio líquido, clientes, fornecedores e referências bancárias estavam zerados ou em branco. Isso ocorreu depois de todas as 28 cessões bilionárias já terem sido formalizadas. A primeira conta corrente registrada em nome da Tirreno no sistema financeiro foi aberta somente em 23 de maio de 2025, no próprio Banco Master, depois das cessões. Segundo a investigação, a conta permaneceu sem saldo e sem movimentação. Como o dinheiro era registrado sem sair do Master A relação entre o Banco Master e a Tirreno começou formalmente em 5 de dezembro de 2024, com um “Contrato de Parceria e Outras Avenças”. Pelo acordo, a Tirreno deveria originar e ceder ao Master carteiras de crédito consignado. Os contratos de cessão previam que o Master pagaria pelos créditos por TED ou DOC para uma conta da Tirreno. Mas, segundo a perícia, os R$ 7,155 bilhões não foram efetivamente transferidos para a empresa. Como a Tirreno sequer tinha uma conta bancária quando as principais operações foram realizadas, os valores eram registrados dentro do próprio Master, na Conta Interna Gerencial, sob a rubrica “VENDA DE ATIVOS”. Segundo a PF, esses lançamentos eram registros gerenciais internos e não comprovavam que a Tirreno havia recebido os valores. Assim, o dinheiro não saía efetivamente da esfera de controle do Master. O contrato previa ainda que os valores das operações fossem depositados em uma Conta Reserva do próprio Master e aplicados integralmente em CDBs do banco, que serviriam como garantia. Segundo a perícia, porém, nenhum CDB foi emitido e nenhuma garantia foi constituída. Mais de 1 milhão de contratos foram lançados no sistema Para dar suporte à carteira atribuída à Tirreno, foram registrados 1 milhão de contratos no Sistema Função 13, utilizado pelo Master para administrar os empréstimos consignados. Os contratos estavam ligados a 347.904 CPFs e representavam uma carteira bruta futura de R$ 30,08 bilhões, considerando parcelas e juros que ainda venceriam. Em outubro de 2025, os créditos atribuídos à Tirreno correspondiam a 64% de todos os recebíveis de crédito consignado administrados pelo Master no sistema. Os registros apresentavam diferenças expressivas em relação aos demais contratos do banco. Nenhum dos contratos da Tirreno tinha arquivo PDF anexado ao sistema, enquanto 98% dos demais possuíam essa documentação. Além disso, 74% dos contratos da Tirreno não tinham código de compensação bancária, contra 1% dos demais. Os valores dos empréstimos também se repetiam de maneira incomum. Entre os 1.023.055 contratos ativos da Tirreno, havia apenas 629 valores diferentes de principal. Em média, cerca de 1.626 contratos repetiam exatamente o mesmo valor, até os centavos. Um dos exemplos era o valor de R$ 30.266,73, que aparecia 41.301 vezes. Nos demais contratos analisados, o maior número de repetições de um único valor era 368. A concentração também aparecia nos juros: a carteira da Tirreno tinha 1.252 valores diferentes, enquanto os demais contratos do banco tinham 913.554. Em outro lote, referente a uma cessão de 2 de maio de 2025, 46.478 contratos tinham apenas nove preços de aquisição diferentes. Um deles, de R$ 9.864,64, aparecia 10.178 vezes. Para a perícia, esse padrão era muito diferente do observado nos demais contratos consignados e indicava artificialidade na distribuição dos valores da carteira Tirreno. Os supostos empregadores tinham inconsistências Os 1.023.296 contratos estavam associados no sistema a apenas três códigos de empregador: Gov Bahia 2, Gov Bahia 3 e Convênios Diversos. O código Gov Bahia 3 estava associado ao CNPJ 13.323.274/0001-63, correspondente à Secretaria da Administração da Bahia. Já Gov Bahia 2 e Convênios Diversos utilizavam o CNPJ 74.755.772/0001-70. Segundo a PF, o número não existia na base oficial da Receita Federal. Documentos eram produzidos dentro do próprio Master Segundo a investigação, a Tirreno não tinha equipe ou tecnologia própria para originar os empréstimos. Dados de CPFs eram extraídos de bases internas do Master e usados para preparar arquivos destinados à produção dos documentos. Programadores desenvolveram uma ferramenta chamada API Formalização PDF, em C#. Segundo a PF, o programa permitia retirar a segunda página, correspondente à assinatura, de PDFs de clientes reais e juntá-la a novas Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Também eram produzidas procurações em lote. O gerente Allan da Silva Machado utilizava a ferramenta Mala Direta, do Microsoft Word, alimentada por planilhas, para gerar os documentos. Depois, operadores organizavam os arquivos em pastas e realizavam assinaturas digitais em lote, com certificados corporativos e a ferramenta idtrust. A PF encontrou ainda registros de trabalho de madrugada e aos fins de semana relacionados à estruturação da operação. Ou seja, documentos eram produzidos dentro da própria estrutura do Master e em escala, sem depender de uma operação convencional em que cada empréstimo fosse individualmente originado e documentado pela Tirreno. Créditos eram revendidos ao BRB Os créditos registrados no sistema eram revendidos ao Banco de Brasília (BRB), muitas vezes no primeiro dia útil seguinte. Quando o BRB e a auditoria externa Deloitte passaram a exigir documentos que comprovassem a existência e o lastro dos créditos, como CCBs, procurações e termos de consentimento, a PF identificou a produção de documentos falsos para responder às cobranças. A investigação encontrou a pasta “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”, com kits formados por CCB, procuração e termo. Em 23 de junho de 2025, André Seixas Maia, pela Tirreno, enviou ao BRB um link do OneDrive com 1.785 desses kits. Em uma conversa relacionada às cobranças da auditoria e presente no relatório da PF, o diretor Alberto Félix de Oliveira Neto orientou o funcionário Fabrizio Alencar a atribuir uma irregularidade encontrada nos contratos a um suposto erro operacional na seleção das amostras. Alertas de risco foram baixados A operação também passou pelos mecanismos internos de prevenção a fraudes do Master. Ferramentas como E-Guardian, Neoway, Serasa e World Check classificaram a Tirreno como de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em razão da movimentação bilionária registrada na conta interna gerencial e considerada incompatível com o perfil da empresa. Segundo informação prestada à PF pelo superintendente executivo de Compliance do banco, porém, a análise da Tirreno não foi conduzida pelo Compliance interno. O trabalho foi entregue exclusivamente ao escritório externo Monteiro Rusu, contratado diretamente pela Diretoria e pela Tesouraria. O escritório funcionava em uma sala reservada, de acesso restrito, no 10º andar do Banco Master, e tratava diretamente com a alta administração, sem participação, ciência, interação ou intervenção do Compliance interno. Em 4 de julho de 2025, o Comitê Operacional de PLD/FTP decidiu pela baixa dos alertas de irregularidade e pela não comunicação ao COAF. Segundo a PF, participaram da decisão executivos como Alberto Félix de Oliveira Neto, Luiz Antônio Bull e Fábio de Souza Castanheira. A justificativa incluía uma declaração verbal do próprio Alberto Félix de que as operações eram legítimas. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução
12/09/2026 03:00:00 +00:00
Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A Polícia Federal encontrou, em um HD obtido durante a Operação Compliance Zero, uma apresentação de PowerPoint que detalha uma espécie de “fábrica de documentos” criada por funcionários do Banco Master. O esquema usava dados reais de clientes do programa de crédito CredCesta para forjar contratos e simular a cessão de R$ 7,15 bilhões em dívidas ao Banco de Brasília (BRB). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os créditos falsificados eram atribuídos à Tirreno Consultoria, uma empresa de fachada sem funcionários ou capacidade operacional, usada para mascarar a falta de lastro das operações. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, Master e Tirreno firmaram 28 instrumentos de cessão de crédito consignado. A perícia da PF constatou que não houve liquidação financeira real nem transferência dos valores para contas de livre movimentação da Tirreno. A empresa só abriu uma conta corrente posteriormente, mas ela permaneceu inativa. Os valores bilionários ficaram restritos a lançamentos escriturais internos em uma conta gerencial reservada do próprio Banco Master. Esses papéis foram então repassados ao BRB, que aceitou os créditos mesmo diante das irregularidades. O arquivo do HD encontrado descreve um fluxo que começava com a extração de dados de clientes e contratos dos sistemas do banco, passava pelo processamento dessas informações em softwares desenvolvidos especificamente para a tarefa e terminava na produção em escala de documentos financeiros. Entre os documentos citados estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), Termos de Consentimento e Procurações. A apresentação também registra a retirada de datas e páginas de documentos, inclusive páginas de assinatura, além da solicitação de comprovantes de transferências financeiras sem informações que permitissem rastrear a operação. Como funcionava a produção dos documentos Um dos procedimentos identificados era a compilação de dados de clientes — como os vindos do CredCesta — por funcionários que tinham acesso aos sistemas da instituição. Com os dados em mãos, funcionários do Master faziam uma “geração industrial de documentos financeiros”. O relatório descreve diferentes processos de produção: havia sistemas para criar CCBs e Termos de Consentimento e outro fluxo para gerar Procurações por meio de mala direta. Também foram identificadas alterações em documentos. A apresentação registra a remoção de datas de Termos de Consentimento, a extração de páginas específicas e a separação de páginas de assinatura. Em outro procedimento descrito, funcionários solicitavam comprovantes de transferências financeiras sem informações de rastreabilidade. Segundo a apresentação, o conjunto dessas atividades envolvia funcionários de diferentes áreas em uma “operação coordenada”. Por que esses documentos eram importantes As CCBs são documentos usados para formalizar uma dívida ou obrigação de pagamento. Já Termos de Consentimento e Procurações podem registrar autorizações e permitir que pessoas ou empresas atuem em nome de outras. No caso investigado pela PF, esses documentos serviam para dar uma suposta legitimidade às carteiras de créditos que o Banco Master transferiu ao BRB. Em uma cessão de crédito, uma instituição passa para outra o direito de receber determinadas dívidas. Para que esses créditos pudessem ser apresentados como válidos, era necessário haver documentos capazes de demonstrar a existência das operações e dos respectivos direitos de recebimento. É nesse ponto que a estrutura descrita na apresentação se conecta à operação investigada. O material mostra um fluxo organizado para extrair informações, transformá-las em documentos e reunir registros que davam suporte às operações envolvendo a carteira transferida ao BRB. PF encontrou apresentação em HD do Banco Master A apresentação chegou às mãos da PF depois que a corporação obteve um HD corporativo do Banco Master. A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025. Durante as buscas realizadas na instituição, a PF não conseguiu copiar todo o volume de dados armazenado nos equipamentos. Por isso, posteriormente, solicitou o acervo ao liquidante do banco. O HD foi entregue à corporação em 27 de novembro de 2025 e passou por perícia. Os peritos fizeram uma cópia dos dados para análise, preservando o dispositivo original. Foi nesse processamento que apareceu o arquivo “Revisão - processos e documentos.pptx”, armazenado no SharePoint do Banco Master. Dentro do arquivo, a apresentação tinha o título “Investigações internas – Banco Master”. O documento possuía 26,7 MB e 30 slides, sendo um deles oculto. Os registros técnicos indicam que o arquivo foi criado em 23 de outubro de 2025, às 12h09, e modificado pela última vez no dia seguinte, às 17h45. Documento passou a integrar investigação da PF Depois de localizado, o conteúdo da apresentação foi incorporado à análise da Polícia Federal. As informações constam da Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A nº 1390980/2026), concluída em 23 de março de 2026. A apresentação ajuda a reconstruir, a partir dos registros encontrados no banco, o caminho percorrido pelas informações: dados de clientes e contratos eram extraídos dos sistemas, processados por ferramentas específicas e utilizados na produção de documentos relacionados às operações de crédito. Banco Master. Reprodução/TV Globo
12/09/2026 03:00:00 +00:00
Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) o fim da chamada "taxa das blusinhas", imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida está em vigor desde maio e se torna permanente com regras para a proteção do setor produtivo brasileiro. De acordo com o texto atual, as compras internacionais feitas por brasileiros para serem entregues no Brasil terão: isenção de imposto de importação para itens de até US$ 50; e imposto federal de 30% para compras de até US$ 3.000. Agora no g1 Não haverá mudança no ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. O Congresso Nacional incluiu medidas para evitar fraudes nas compras internacionais. Entre elas, as plataformas digitais de venda devem fazer monitoramento contra compras fracionadas para evitar ultrapassar o limite de US$ 50, além de formas de ocultar o remetente real. A lei, no entanto, não especifica quantas compras até o limite de US$ 50 ou dentro de qual período — se no mesmo dia, ou semana, por exemplo — poderão ser consideradas um indicativo de fraude. O monitoramento será realizado com a ajuda da Receita Federal. Um dos motivos indicados pelos parlamentares para incluir medidas antifraude seria a compra, por parte de brasileiros, de itens com valor mais baixo no exterior para revenda no Brasil. Comércio, consumo das famílias, varejo Celso Tavares/G1 Compras feitas no exterior As novas regras não alteram as compras realizadas por pessoas em viagem no exterior e que retornam ao Brasil com os itens. Para compras feitas em viagens internacionais, o limite de isenção é de: US$ 1.000 para entrada aérea ou marítima, desde que respeitem as regras de bagagem da Receita Federal; e US$ 500 para entrada no país por outras vias de transporte. Além disso, os viajantes contam ainda com uma cota adicional de isenção em itens de até US$ 1.000 em compras em lojas free shop ou duty free do primeiro aeroporto de desembarque no Brasil. Medicamentos raros Outra isenção especificada pela nova lei é a de medicamentos para o tratamento de doenças raras. Para a compra desses medicamentos, o imposto de importação será zerado. Para que essa isenção entre em vigor, os medicamentos precisam estar classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como não tendo um medicamento nacional similar. O governo federal deverá estabelecer uma data dentro de 180 dias para que a isenção seja colocada em prática. Entre as regras para os medicamentos, o governo poderá estabelecer limites para a importação assim como a frequência da compra, para que não se crie uma forma de revender os medicamentos no país. Avaliação de impacto O fim da taxa das blusinhas foi alvo de críticas do setor produtivo brasileiro. Como forma de mitigação, o Congresso incluiu uma avaliação dos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação será após três meses, ou seja, em dezembro de 2026. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, o Ministér Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o imposto a cada ano, a partir de dados que o Ministério da Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos.
12/09/2026 03:00:00 +00:00
IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Agentes de inteligência artificial da OpenAI, dona do ChatGPT, fizeram outro ataque hacker dois meses antes de a empresa revelar uma invasão à plataforma de IA Hugging Face, informou nesta sexta-feira (11) um grupo de pesquisadores. Segundo eles, a invasão descoberta agora aconteceu em maio e teve como alvo o serviço RubyGems, usado para compartilhar códigos da linguagem de programação Ruby, também conhecido como pacotes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI", disseram os pesquisadores. A OpenAI confirmou o ataque ao Wall Street Journal, mas disse que seus agentes usaram o RubyGems para acessar a internet "a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas". Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI "Continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação", disse a OpenAI ao jornal. A OpenAI só informou o primeiro caso do tipo em julho, quando afirmou que dois de seus modelos invadiram os sistemas da plataforma de inteligência artificial Hugging Face. Na ocasião, a empresa disse que a invasão tinha sido feita por meio dos modelos GPT-5.6 Sol e outro que ainda não tinha sido lançado e que eles conseguiram acessar dados e credenciais internas. O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face. No início de setembro, a dona do ChatGPT anunciou o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Foi é o primeiro lançamento da empresa após a revelação do ataque à Hugging Face. A empresa afirmou que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão. O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado.
11/09/2026 22:50:33 +00:00
Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo

Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde desta sexta-feira (11), a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociada com o banco. A decisão foi tomada pela maioria das bases sindicais do país e deve encerrar a greve na maior parte das regiões. A paralisação, porém, continuará em locais que rejeitaram a proposta. Segundo a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a proposta foi aprovada em importantes bases sindicais, como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Cerca de 18 entidades rejeitaram o acordo. O resultado altera o cenário registrado no início da greve. Na quinta-feira (10), quando os funcionários iniciaram a paralisação por tempo indeterminado, o movimento estava concentrado justamente nas bases que haviam rejeitado a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estavam Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Menos de 24 horas depois, essas regiões realizaram novas assembleias e aprovaram o acordo. ⚠️ Apesar da aprovação pela maioria das bases, a greve não chega ao fim em todo o país. Isso ocorre porque cada sindicato tem autonomia para decidir se aceita ou rejeita a proposta. As decisões são tomadas individualmente por cada base sindical, que realiza assembleias para definir os próximos passos do movimento. Agora no g1 Na prática, os sindicatos que aprovaram a proposta vão assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já aqueles que rejeitaram o acordo permanecem em greve e defendem a retomada das negociações. Entre os locais que devem continuar mobilizados estão Angra dos Reis e bases da Bahia. A representação dos trabalhadores informou que ainda não havia o resultado consolidado de todas as 18 entidades que rejeitaram a proposta, mas a expectativa é de que a maioria permaneça em greve enquanto avalia os próximos passos do movimento. A tendência, segundo representantes da categoria, é que essas bases realizem novas assembleias nos próximos dias. Algumas defendem a reabertura das negociações com o banco. Outras estudam formas de pressionar por mudanças na proposta. O que levou à greve A greve dos funcionários do Banco do Brasil começou nesta quinta-feira (10), por tempo indeterminado, depois que parte das bases sindicais rejeitou a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação do BB, desde o início, foi diferente da greve da Caixa Econômica Federal. No Banco do Brasil, o movimento não foi nacional: a greve ficou restrita às bases sindicais que não haviam aprovado o acordo. Isso aconteceu porque a negociação dos bancários envolve dois níveis. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece regras gerais para a categoria, foi negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e assinada na quarta-feira (9). Já os funcionários do Banco do Brasil também negociam cláusulas específicas com o próprio banco, por meio do ACT. A nova CCT vale para a categoria bancária em todo o país e reúne cerca de 414 mil bancários de 171 bancos. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais e prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também vale para verbas como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. No caso do Banco do Brasil, porém, ainda era necessário que as bases sindicais avaliassem a proposta específica negociada com o banco. Na primeira rodada de assembleias, 39 bases aprovaram o acordo, enquanto outras 60 entidades rejeitaram a proposta. Foi justamente nas bases que não haviam aprovado o acordo que a greve começou na quinta-feira. Com a retomada das negociações e a realização de novas assembleias nesta sexta-feira (11), o cenário mudou. A proposta foi aprovada pela maioria das bases. Com a aprovação, essas bases devem assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já os sindicatos que mantiveram a rejeição continuam em greve. Entre os avanços previstos no acordo estão o crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases, um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026 e avanços no Plano de Carreira e Remuneração (PCR). A proposta também prevê a ampliação da licença-paternidade para 35 dias, melhorias para pessoas com deficiência, ações afirmativas e outras cláusulas sociais. Outro ponto é o abono da paralisação realizada em 20 de agosto. Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado foi fruto de um ciclo de negociação marcado por participação e mobilização dos trabalhadores. Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba Renan Mesquisa/CBN E a Caixa? A situação da Caixa Econômica Federal é diferente da do Banco do Brasil. Enquanto a greve do BB é parcial e está concentrada nas bases que rejeitaram o acordo, os funcionários da Caixa entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorreu depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta de renovação do ACT apresentada pelo banco. A negociação da Caixa trata de questões específicas dos empregados da instituição. A entidade que representa os trabalhadores nas negociações é a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Segundo a Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. A Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento. O banco também informou que, caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, poderá retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O encerramento das negociações está previsto para esta sexta-feira.
11/09/2026 19:12:34 +00:00
Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos contornos nesta semana, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso. Nos documentos, a Polícia Federal (PF) apresenta novos elementos que sustentam a linha de investigação segundo a qual grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Banco Master estaria ligada a operações irregulares. Os investigadores também apontam que as negociações continuaram mesmo diante de sinais de fraudes e inconsistências nas carteiras. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, o laudo aponta que o BRB pagava por carteiras de crédito antes mesmo da conclusão das análises técnicas obrigatórias que deveriam avaliar a qualidade desses ativos. Segundo os peritos, a diretoria do banco continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. Entenda a cronologia dos fatos e como se desenrolou a relação entre Master e BRB: BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Documentos, repasses e cobranças sob suspeita PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Agora no g1 BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master Quando o BRB começou a ampliar a compra de carteiras de crédito do Banco Master, já existiam sinais de alerta sobre a situação da instituição. As primeiras advertências não apontavam necessariamente para uma situação de insolvência, mas indicavam que o crescimento acelerado, a estrutura financeira e o modelo de negócios do Master deveriam ser examinados com atenção. 🔎 Em outubro de 2023, a Fitch Ratings, agência especializada em avaliar a capacidade de empresas e governos de pagar suas dívidas, melhorou a nota atribuída ao Banco Master. Apesar disso, ela destacou a volatilidade dos resultados, a complexidade do modelo de negócios e a exposição a ativos de baixa liquidez. Ainda assim, as compras de carteiras do Master pelo BRB começaram a ganhar escala em 17 de julho de 2024. Naquele dia, a diretoria do BRB autorizou o banco a gastar até R$ 750 milhões na aquisição desses créditos. A decisão abriu uma série de novas compras, que cresceriam nos meses seguintes. Nesse mesmo período, a própria área técnica do BRB passou a registrar sinais que exigiam atenção. Pareceres de setembro e dezembro de 2024 apontaram que os ativos do Master haviam crescido 83,5% em apenas 12 meses, chegando a R$ 50,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 81,6%, para R$ 21 bilhões, enquanto a reserva destinada a cobrir possíveis calotes aumentou 82,9%. 🚨 Os técnicos também classificaram como “muito baixo” o Índice de Basileia do Master, indicador que mostra a capacidade de um banco de absorver riscos e eventuais perdas. Além disso, destacaram que o caixa correspondia a menos de 10% dos depósitos e que o Master dependia fortemente de plataformas de investimento para captar dinheiro. Outro relatório, produzido pela RISKBank/Eleven em novembro de 2024, apontou que o volume de crédito do Master equivalia a 7,4 vezes seu patrimônio líquido. O documento também chamou a atenção para o caixa reduzido e para a estratégia comercial agressiva do banco. Segundo a perícia da PF, embora essas informações estivessem disponíveis dentro do BRB, não foram encontrados documentos que comprovassem uma avaliação ampla, independente e organizada dos riscos de concentrar tantos negócios no Banco Master. “A resposta é afirmativa quanto à existência e à circulação das informações de risco, mas negativa quanto à sua adequada conversão em diligência e em condicionamento efetivo das operações”, afirmaram os peritos. Voltar ao início. BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Além dos riscos que já haviam sido identificados no Banco Master, a Polícia Federal apontou outro problema na relação entre as duas instituições: o BRB liberou dinheiro para comprar carteiras de crédito antes que suas áreas técnicas terminassem de examiná-las. O procedimento esperado seria o contrário. Antes de efetuar o pagamento, as equipes responsáveis por analisar riscos, preços, documentos e impactos financeiros deveriam verificar o conteúdo das carteiras e avaliar se a compra era segura e vantajosa para o BRB. 🔎 Essas análises permitiriam conferir se os créditos existiam e estavam devidamente documentados, avaliar o risco de calote, verificar se o preço cobrado era adequado, exigir garantias ou até recomendar que a compra não fosse realizada. Segundo a perícia, porém, essa lógica foi invertida em parte das operações com o Banco Master: o BRB desembolsava os recursos primeiro e concluía apenas depois as análises que deveriam embasar a decisão de compra. A PF examinou 84 compras de carteiras de crédito destinadas a pessoas físicas, que somaram R$ 17,58 bilhões. Em 22 dessas operações, no valor total de R$ 7,63 bilhões, pelo menos uma das avaliações técnicas obrigatórias só foi concluída depois do pagamento. 👉 Isso significa que mais de uma em cada quatro compras foi paga antes do término de todas as análises. Em valores, essas operações representaram 43,41% dos R$ 17,58 bilhões desembolsados pelo BRB nas compras examinadas. As avaliações concluídas com atraso tratavam de pontos essenciais para decidir se o negócio deveria ou não ser realizado, como: a existência dos créditos e a qualidade das carteiras; a possibilidade de os empréstimos não serem pagos; a adequação do preço cobrado; o impacto da compra sobre o dinheiro disponível no caixa do BRB; a necessidade de exigir garantias do vendedor; a existência e a regularidade dos contratos; a forma correta de registrar as operações nas contas do banco e calcular os impostos envolvidos. Para os peritos, uma análise concluída depois do pagamento perde sua principal função. Quando o dinheiro já saiu, não é mais possível impedir o negócio, reduzir seu valor, renegociar o preço ou exigir garantias antes da compra. “A assinatura posterior não supre a ausência de controle tempestivo: transforma instrumento de prevenção e suporte à decisão em manifestação predominantemente ex post”, afirma o laudo. Outros casos em que o BRB pagou antes das aprovações e análises necessárias: O pagamento, em novembro de 2024, de R$ 209,32 milhões por uma operação com o Master um dia antes de a diretoria autorizar o negócio; Outro pagamento de R$ 473,49 milhões, feito em janeiro de 2025. As áreas de Contabilidade e Risco só concluíram suas análises 11 e 14 dias depois do pagamento, respectivamente. Voltar ao início. Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Segundo a PF, o BRB dividiu as compras de carteiras do Banco Master em operações menores. Dessa forma, cada negócio permanecia dentro do valor que a diretoria do banco podia autorizar sem consultar o Conselho de Administração. A Diretoria Colegiada podia decidir sozinha sobre operações de até R$ 750 milhões. Acima desse valor, a compra deveria ser analisada pelo conselho, órgão responsável por decisões de maior impacto para o banco. O laudo mostra que a diretoria autorizou 25 operações que, juntas, somaram R$ 17,5 bilhões. Dessas, 21 foram fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões. Em janeiro de 2025, por exemplo, o BRB autorizou quatro compras de R$ 750 milhões, num total de R$ 3 bilhões. Algumas dessas decisões foram tomadas com apenas dois dias de intervalo. Para os peritos, a repetição do mesmo valor, o curto espaço de tempo entre as compras e o fato de todas envolverem o Banco Master indicam que os negócios faziam parte de uma estratégia única. Analisadas separadamente, as operações permaneciam dentro do limite da diretoria. Consideradas em conjunto, deveriam ter sido submetidas ao Conselho de Administração. A PF também analisou as atas das reuniões da Diretoria Colegiada para identificar quem estava presente, quem tinha direito a voto e como cada operação foi aprovada. Segundo a perícia, as decisões examinadas foram tomadas por unanimidade entre os diretores presentes que podiam votar. As atas não registram votos contrários nem abstenções. Entre os dirigentes citados pela PF como participantes das decisões estavam: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, diretora-executiva de Gestão de Pessoas, que também respondeu temporariamente pela Presidência e pela Diretoria de Operações; Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, diretora-executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, diretor-executivo de Atacado e Governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor-executivo de Tecnologia. O nome do diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo também consta nas atas das reuniões. Ele estava presente, mas não tinha direito a voto. Por isso, a perícia afirma que os documentos analisados não permitem vinculá-lo às decisões que autorizaram as compras. “A segmentação manteve cada ato dentro da alçada formal da Diretoria, mas suprimiu do CONSAD [Conselho de Administração] a apreciação integrada de uma estratégia contínua, concentrada e equivalente a 23,3 alçadas individuais da DICOL [Diretoria Colegiada]. A forma documental preservou aparência de regularidade; a substância econômica revelava decisão agregada de materialidade muito superior.” Voltar ao início. Documentos, repasses e cobranças sob suspeita Em fevereiro de 2025, o BRB criou um grupo de trabalho para verificar as carteiras de crédito compradas do Banco Master. O primeiro relatório, concluído em abril do ano passado, apontou problemas que dificultavam confirmar se os empréstimos existiam, estavam devidamente documentados e poderiam ser cobrados. Entre os achados estavam: dados fictícios e controles feitos manualmente em planilhas; falta de acesso aos documentos que formalizavam os empréstimos; ausência de comprovação de que as parcelas seriam descontadas na folha de pagamento dos clientes; contratos gerados e assinados pelo próprio Master, sem a assinatura dos clientes, na amostra analisada; divergências financeiras que chegavam a R$ 1,39 bilhão em valores brutos. Mesmo depois desse relatório, a diretoria do BRB autorizou mais R$ 2 bilhões em compras de carteiras ao longo de abril. Ainda naquele mês, técnicos do BRB fizeram uma inspeção no Banco Master e identificaram R$ 15,5 milhões em parcelas já pagas por clientes, mas ainda não repassadas ao banco público. Segundo o parecer do grupo de trabalho do BRB, o Master reconheceu parte da diferença e transferiu R$ 14,37 milhões durante a visita. O documento final, concluído em 19 de maio, mostrou que as pendências eram ainda maiores. Havia R$ 265,9 milhões em repasses devidos pelo Master e mais de 1 milhão de parcelas vencidas e ainda em aberto, que somavam R$ 316,5 milhões. Os técnicos também relataram falta de documentos e dificuldades para comprovar a origem dos créditos e o caminho percorrido por eles até chegarem ao BRB. As descobertas, porém, não interromperam os negócios. Segundo o laudo da PF, o BRB pagou mais R$ 5,23 bilhões ao Master depois que os relatórios internos já haviam apontado problemas nas carteiras. Os pagamentos também continuaram apesar da piora da situação financeira do próprio BRB. Depois do primeiro alerta formal de que o banco estava com menos dinheiro disponível no curto prazo do que o limite considerado seguro, foram desembolsados outros R$ 7,42 bilhões. A perícia cita nominalmente Luana de Andrade Ribeiro, então diretora-executiva de Controle e Riscos, por ter assinado os comunicados formais sobre a piora do indicador de liquidez e participado de decisões posteriores sobre novas compras. Segundo o laudo, Luana votou favoravelmente em operações aprovadas depois desses alertas, inclusive em decisões tomadas durante a flexibilização temporária dos limites de risco do BRB. Com as novas compras, o BRB ficou cada vez mais dependente do Master. Em junho de 2025, 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público estavam concentradas no Master. Dos R$ 21,91 bilhões mantidos nessas operações, R$ 19,78 bilhões estavam ligados à instituição. Em termos simples, de cada R$ 10 mantidos pelo BRB nessas carteiras, cerca de R$ 9 estavam concentrados no Master. A liberação de recursos com documentos ainda pendentes continuou aparecendo nas comunicações internas. Em 22 de agosto de 2025, duas operações que somavam R$ 45,9 milhões avançaram mesmo sem a assinatura do termo da transação e antes da conclusão da análise da área de Risco. Uma mensagem enviada às 17h56 informava que a operação já havia sido registrada na B3, mas que o termo ainda aguardava assinatura. Quatro minutos depois, Dario Oswaldo Garcia Junior, então diretor-executivo de Finanças e Controladoria, respondeu: “Pode seguir com a liquidação”. Segundo a perícia, Dario chefiava a área que apresentava as propostas de compra à diretoria e era o destinatário institucional dos relatórios produzidos pelo grupo de trabalho. O parecer da área de Risco sobre essa operação só foi concluído seis dias depois. Voltar ao início. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. Voltar ao início. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1
11/09/2026 17:50:33 +00:00
PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB

Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC). A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". "Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório. Embora a PF tenha analisado operações que somam R$ 47,8 bilhões, os peritos concentraram a conclusão sobre gestão fraudulenta em 25 aquisições de carteiras aprovadas pela diretoria colegiada do BRB, que totalizaram R$ 17,5 bilhões. Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters 'Irregularidades' Falha na análise do Master: A PF concluiu que o BRB não comprovou ter realizado uma "due diligence" (investigação detalhada e minuciosa) estruturada sobre o Banco Master, apesar de alertas internos e externos sobre riscos de liquidez, capital e modelo de negócios. Pagamentos antes dos pareceres: Os peritos identificaram 22 operações que somaram R$ 7,63 bilhões em que pareceres técnicos foram emitidos apenas depois dos pagamentos, invertendo o rito normal de controle interno. Fracionamento de operações: Segundo a PF, as operações foram sucessivamente mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar análise agregada pelo conselho de administração. Concentração de risco no Master: A perícia concluiu que o BRB concentrou parcela relevante de sua exposição em uma única contraparte, o Banco Master, elevando o risco institucional das operações. Alertas de liquidez: Relatórios internos apontavam riscos de liquidez, capitalização e desenquadramentos prudenciais decorrentes das compras de carteiras, mas as aquisições continuaram sendo aprovadas Problemas apontados: Grupo criado pelo próprio BRB identificou fragilidades relacionadas a lastro, documentação, averbações, repasses financeiros e cadeia de originação dos créditos adquiridos. Alertas: Mesmo depois da formalização dos alertas internos e dos relatórios do Grupo de Trabalho, a diretoria colegiada manteve a estratégia de aquisição de carteiras do Master. Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.
11/09/2026 17:20:02 +00:00
China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas A Anthropic anunciou nesta semana que encerrou várias operações de vigilância patrocinadas por Estados que utilizavam seus modelos de inteligência artificial (IA) e alertou que governos e atores alinhados a eles recorrem cada vez mais à IA para espionar minorias e dissidentes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os incidentes tiveram origem na China, no Irã e na África Ocidental e foram detectados e interrompidos entre janeiro e julho, informou a empresa em um relatório sobre o uso indevido de seus modelos. Essas campanhas de vigilância "visavam as mesmas comunidades da diáspora e dissidentes que esses regimes perseguem historicamente", apontou o relatório. Segundo a Anthropic, entre esses grupos estavam ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e minorias e opositores do regime iraniano que vivem no exterior. Em um dos casos, iranianos desenvolveram um método para identificar pessoas por meio de suas contas em redes sociais. Anthropic Reuters Em outro, um contratado que trabalhava para as autoridades de segurança nacional do Mali utilizou o Claude "para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência". A Anthropic também bloqueou tentativas de usuários de desenvolver armas, realizar pesquisas biológicas consideradas problemáticas e criar golpes românticos online. A empresa, sediada em San Francisco, acusou ainda desenvolvedores chineses de utilizarem o Claude de forma enganosa para gerar respostas a consultas de usuários enquanto, simultaneamente, "destilavam" esses dados para aprimorar seus próprios modelos. Destilação é um termo do setor que se refere a um processo no qual um modelo de IA é utilizado para treinar outro. Desenvolvedores chineses já foram acusados anteriormente de empregar essa técnica sem autorização. Pesquisas biológicas suspeitas Em relação às pesquisas ligadas a armas biológicas que a Anthropic detectou e bloqueou, a intenção dos envolvidos era menos clara, e a empresa não os identificou. "As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos. Identificá-las ou identificar seus laboratórios poderia expô-las a riscos", afirmou o relatório. Os estudos nesses casos estavam concentradas em trabalhos relacionados ao vírus chikungunya, transmitido por mosquitos; a uma cepa "altamente patogênica" de gripe aviária; a uma família de vírus que inclui a varíola e o mpox; além de venenos e outras toxinas.
11/09/2026 15:55:15 +00:00
PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025. No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados. A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público. Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução Indícios de fraudes Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade." Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa. "Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.
11/09/2026 14:37:06 +00:00
Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta Jornal Nacional/ Reprodução Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo". Em nota, os Correios disseram ter adotado um "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da greve aos clientes. "Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse. (Leia a íntegra ao final da reportagem). A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. Regiões que aderiram à greve SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) O que dizem os Correios "Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país. A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados. Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda  Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito
11/09/2026 12:31:18 +00:00
Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quatro grupos registraram queda nos preços: habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda dos preços dos alimentos foi puxada pelos produtos consumidos em casa, que ficaram 0,61% mais baratos em relação a julho. ⬇️ As maiores quedas foram registradas nos preços da batata-inglesa (-19,89%), da cenoura (-11,22%), da cebola (-11,07%) e do tomate (-10,94%). O ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%) também ficaram mais baratos. ⬆️Por outro lado, subiram os preços do leite longa vida (1,78%), das frutas (0,84%) e das carnes (0,61%). Por outro lado, os preços da alimentação fora de casa continuaram subindo, mas em ritmo menor: a alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. Nesse período, o aumento dos preços dos lanches desacelerou de 0,76% para 0,62%, enquanto o das refeições passou de 0,42% para 0,18%. Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto. Alimentos que mais encareceram Limão: 53,4% Maracujá: 19,22% Pimentão: 6,24% Peixe-serra: 5,76% Carne de carneiro: 3,77% Capa de filé: 3,66% Peixe-palombeta: 3,13% Banana-da-terra: 2,93% Peixe-salmão: 2,9% Salame: 2,76% Peixe-sardinha: 2,75% Peixe-peroá: 2,58% Pepino em conserva: 2,57% Sopa desidratada: 2,57% Melancia: 2,2% Peixe-cação: 2,18% Peito: 2% Banana-prata: 1,97% Doces: 1,91% Leite longa vida: 1,78% Alimentos que mais baratearam Batata-inglesa: -19,89% Pepino: -12,39% Cenoura: -11,22% Cebola: -11,07% Tomate: -10,94% Açaí (emulsão): -10,49% Morango: -9,94% Couve-flor: -9,63% Abobrinha: -8,88% Repolho: -7,82% Peixe-filhote: -6,71% Laranja-lima: -5,61% Goiaba: -5,33% Feijão-carioca (rajado): -4,82% Laranja-baía: -4,43% Ovo de galinha: -4,15% Brócolis: -4,09% Batata-doce: -3,52% Peixe-dourada: -3,35% Abacate: -3,12%
11/09/2026 12:04:16 +00:00
IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Energia elétrica. Agência Brasil A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação. Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. Arte/g1 Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA Alimentação e bebidas: -0,34%; Habitação: -1,87%; Artigos de residência: 0,64%; Vestuário: 0,12%; Transportes: -0,86%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 1,30%; Educação: 0,47%; Comunicação: -0,09%. Conta de luz mais barata puxou a deflação A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado. "Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE. 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador. Inflação acumulada em 12 meses até agosto. Arte/g1 Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo. Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%. Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho. Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).
11/09/2026 12:00:51 +00:00
Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta sexta-feira (11) e fechou com uma alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1250. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve perdas de 0,56%, aos 187.207 pontos. O principal destaque da sessão ficou com os novos dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também acompanhou a queda no petróleo, conforme investidores realizam lucros após uma forte alta da commodity em meio à guerra no Oriente Médio. O quadro eleitoral brasileiro também seguiu no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Brasil registrou uma deflação de 0,32% em agosto, na maior queda de preços em quatro anos. Os dados devem reforçar a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue a cortar os juros na reunião deste mês. Dados da B3 divulgados na véspera indicam 95% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica. ▶️ Já nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou no centro das atenções. O indicador subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado pelo mercado. Somado à alta da inflação ao produtor no mês, o dado reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) possa subir os juros na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, o mercado internacional de petróleo ficou no radar. Os preços da commodity caem nesta sexta-feira, em meio a uma realização de lucros após as fortes altas dos últimos dias, quando o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 105. Investidores ainda seguem atentos à guerra entre os EUA e o Irã, que continua a levantar preocupações com a oferta global de energia. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,18%, cotado a US$ 104,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve queda de 2,94%, a US$ 99,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Inflação e juros Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%. O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana. Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Já nos Estados Unidos, o CPI teve uma alta de 0,4% em agosto, puxido pelo aumento no custo da gasolina. Apesar de ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, o dado reforça a perspectiva de que o Fed pode aumentar os juros em sua próxima reunião de política monetária. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% no mês passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% na base anual, de 2,5% no mês anterior. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a inflação ao consumidor americano ter vindo em linha com o esperado e em meio à queda do petróleo. O Dow Jones teve alta de 0,96%, enquanto o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq Composite avançou 0,94%. Na Europa, os mercados acionários registraram uma alta generalizada diante da queda dos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, para 639,1 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,82%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,39%. Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
11/09/2026 12:00:00 +00:00
Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

Cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reúne informações sobre todas as etapas da criação de porcos. Divulgação Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais. O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade. A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui Veja também: Porcos clonados: saiba como será criação de plantel para uso de órgãos em humanos
11/09/2026 11:50:38 +00:00
'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'

Sophia Amoruso. Getty Images A fortuna de Sophia Amoruso, em certo momento, chegou a ser maior que a de Beyoncé. Mas, para chegar a este ponto, ela andou de carona, roubou livros e revirou latões de lixo em busca de comida. Tudo o que ela enfrentou pode parecer uma história típica de ascensão e queda. Mas, como ela própria contou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, a única razão que a levou a criar a marca de roupas Nasty Gal foi que ela não queria trabalhar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ou, pelo menos, não trabalhar como parte do sistema com suas regras definidas, com um único caminho rumo ao progresso e cumprindo o horário das 9 da manhã às 5 da tarde. E foi a marca de roupas que deixou Amoruso milionária. A Nasty Gal chegou a ser a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento de mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio atual), segundo a revista Inc. Agora no g1 "Quando era adolescente, eu não gostava nada do capitalismo", ela conta. "Eu frequentava feiras de livros anarquistas. Não queria viver dentro do sistema." "Eu não tinha necessariamente a motivação para criar uma empresa. Mas, enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido." Em 2006, Amoruso estava sem dinheiro e sem rumo, conferindo crachás de identificação no saguão de entrada de uma escola de arte. Ela havia aceitado aquele trabalho para ter seguro médico e ser operada de uma hérnia. Foi ali que ela decidiu começar a vender roupas vintage no eBay. Seu primeiro contato com o setor de vendas pela internet havia ocorrido anos antes, revendendo livros pela Amazon. "Eu procurava os títulos mais vendidos do jornal The New York Times, entrava em uma loja, empilhava vários que estavam na mesa de entrada, dava meia-volta e saía com os livros", ela conta. "Não tenho muito orgulho disso." Sua segunda plataforma foi o eBay. Ali, Amoruso montou uma loja de roupas vintage com estilo inovador, que se encaixava com a cultura urbana. Ela encontrava as roupas fazendo buscas entre pertences "de pessoas falecidas". A marca se tornou um fenômeno e ajudou a transformar Sophia Amoruso (no centro) em uma espécie de ícone do empreendimento feminino Getty Images Amoruso sabia que podia fazer as roupas descartadas parecerem atrevidas, utilizando suas atraentes amigas como modelos. Ela logo começou a observar o que outras lojas vendiam, o que dava certo, o que inspirava estilistas e quais roupas eram apresentadas nas passarelas e vendidas por milhares de dólares. "Eu sabia onde encontrar aquelas roupas muito mais barato e era criativa", recorda ela. Assim teve início a marca Nasty Gal, um nome tomado emprestado de um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022). Quando Amoruso quis migrar para um website, descobriu que o domínio havia sido anteriormente uma página de pornografia. "No primeiro ano e meio, fiz tudo sozinha", ela conta. "Tirava fotos, editava, colocava preços nas peças, escrevia a descrição, pesava, media, publicava..." "Todos os leilões começavam em US$ 9,99 [R$ 51]. Aquilo valia US$ 10 se eu fizesse parecer incrível e colocasse em uma menina muito elegante, com atitude, que parecesse estar indo para algum lugar genial." Sophia Amoruso começou vendendo roupas vintage no eBay. Getty Images Mulheres lutadoras A imagem de originalidade da marca refletia a forma de pensar de Amoruso. No seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, ela explica sua filosofia para as mulheres. Uma #GIRLBOSS ("menina empoderada", em tradução livre) é alguém que consegue o que quer porque trabalha para chegar lá. "A #GIRLBOSS assume o controle e a responsabilidade", escreve ela. "Você é uma lutadora: sabe quando atacar e quando receber golpes. Às vezes, você desrespeita as normas e, às vezes, as segue, mas sempre nos seus próprios termos." "Você sabe aonde vai, mas não pode ir sem se divertir pelo caminho", prossegue Amoruso. "Valoriza a honestidade, mais do que a perfeição. Faz perguntas. Você leva a vida a sério, mas não leva você mesma muito a sério." Sua clientela começou a ser fiel não apenas às roupas, mas à marca e aos visuais inventados por Amoruso. Por trás dos negócios, havia uma comunidade seduzida por uma forma de fazer as coisas com a qual muitas mulheres se identificavam. Havia uma certa conexão emocional. Tudo começou a decolar muito rapidamente. "Até a atriz Anne Hathaway fazia compras comigo", conta Amoruso. "E também jornalistas, escritores de moda." "Lancei o website e tudo foi vendido em 24 horas." "Fiquei rodeada de pacotes e sem nada na página web, até que me dei conta: Isso vai ser permanente", prossegue ela. "Foi então que contratei meu primeiro funcionário." No primeiro ano, Amoruso ganhou cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 383 mil). No segundo ano, foram US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão); no terceiro, US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões); e, no quarto, US$ 6,5 milhões (R$ 33 milhões). No quinto ano, Amoruso atingiu a marca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões). O incrível é que não havia nenhum investidor apoiando todo este crescimento — pelo menos inicialmente, até que a fama e o dinheiro começassem a bater à sua porta. A época mais divertida Sem pensar duas vezes, um fundo de capital de risco avaliou a Nasty Gal como uma empresa de tecnologia de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão). Na época, o comércio digital estava no auge. Ela recebeu US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) em troca de uma participação na empresa para financiar sua expansão. Para Amoruso, foi ali que começaram a surgir os problemas. "Por muito tempo, esta fase foi a mais divertida", relembra ela. "Fiz a empresa crescer até superar os US$ 100 milhões [R$ 510 milhões] de faturamento, contratei os melhores talentos e trabalhei com os melhores diretores de criação." "Eu tinha belos escritórios", prossegue Amoruso. "Estive nas listas das pessoas mais criativas nos negócios. A Google me levou de avião para a Cannes Lions [o Oscar da publicidade e do marketing] para falar em uma ilha com Jeffrey Katzenberg", fundador, ao lado de Steven Spielberg, do estudo de animação Dreamworks. "A Nasty Gal foi a melhor fase da carreira de muitas pessoas. E muitos que saíram da Nasty Gal, voluntariamente ou não, conseguiram feitos incríveis e tenho muito orgulho disso." 'Tudo começou a desmoronar' Entre 2008 e 2011, as vendas da Nasty Gal cresceram em mais de 10.000%. Mas o crescimento das vendas não se traduz necessariamente em ganhar dinheiro. "Tudo começou a ficar feio quando a empresa foi avaliada em US$ 350 milhões, mais de 10 vezes a sua receita, como se fôssemos a Uber ou algo do tipo. As empresas de moda não estão preparadas para uma escalada tão significativa", explicou ela à BBC. "Os fundadores de marcas devem ter em mente que os interesses dos seus investidores podem não estar alinhados aos interesses da empresa, ou aos seus próprios." Quando chegou a falência, a Nasty Gal havia passado meses inteiros em busca de uma empresa maior para comprá-la. "Você não abre falência da noite para o dia", conta Amoruso. "Percebi que não poderíamos pagar nossos fornecedores, que seria irresponsável manter a empresa em operação e precisávamos encerrá-la." A Nasty Gal cresceu tão rápido que não conseguiu consolidar sua estrutura interna. Sua receita caiu para cerca de US$ 85 milhões (R$ 434 milhões) em 2014. Amoruso passou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson em janeiro de 2015 e assumiu como presidente-executiva. A seguir, vieram as demissões. "Tudo começou a desmoronar", lamenta ela. Comprar apenas o logotipo Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a Nasty Gal por US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões). Mas o que mudou de dono foi a propriedade intelectual da empresa: seu nome, logotipo, endereços na internet, contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes. O grupo Boohoo não comprou a empresa, a equipe, as operações, nem a obrigação legal de gerenciar as devoluções pendentes ou os créditos em lojas, como descobriram posteriormente os clientes indignados. O que o grupo comprou foi o público da empresa. Sophia Amoruso tem hoje 42 anos de idade. Ela passou os anos seguintes dirigindo a empresa Girlboss Media, que inclui um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads. Ela também acabaria vendendo esta companhia. Desde 2023, Amoruso dirige um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, com o apoio de figuras como Paris Hilton. Seus projetos ainda refletem sua filosofia: "As mulheres estão dominando o mundo."
11/09/2026 10:14:15 +00:00
Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano

Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028. A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. "Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac - leia mais abaixo. Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. Reprodução/Eve Air Mobility Produção de até 480 aeronaves A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais. O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini. A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional. O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Leia também: Simulador mostra pouso e decolagem de carro voador e prevê embarque em até 15 minutos em vertiporto Carro voador da Embraer que será produzido em Taubaté faz primeiro teste de transição para voo horizontal Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal Cerca de 300 trabalhadores A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente. Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção. “Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse. A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. Reprodução/VertiMob Produção de protótipos começa antes em São José Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave. Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini. A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté. Certificação pela Anac A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini. A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Integração com a Embraer Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa. A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté. “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini. Investimento de US$ 88 milhões A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté. A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado. “A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini. A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
11/09/2026 04:02:00 +00:00
CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta

Freepik Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal. O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado. ➡️ Conhecido como "Enem dos Concursos", o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas. Agora no g1 A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso. O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro. Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado. Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida. 🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar? De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações. O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais. Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias. ⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso. Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro. Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.
11/09/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 21 - 25 - 40 - 51 - 56 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43 4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
11/09/2026 00:02:54 +00:00
Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026 AP Photo/Jeff Chiu O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança. As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT. Agora no g1 Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos. Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários. Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual. A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade. Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes. Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão. Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.
10/09/2026 22:57:37 +00:00
Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras

Correios abrem novo programa de demissão voluntária Os Correios esperam que o novo empréstimo para aliviar a crise financeira da estatal saia até o dia 15 deste mês, próxima terça-feira. O g1 apurou que a nova injeção de dinheiro deve vir de um novo consórcio de bancos, como feito no final do ano passado para os R$ 12 bilhões, mas dessa vez envolvendo três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e o Deutsche Bank, - e o Banrisul. O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa", acrescentou a estatal. Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.
10/09/2026 21:59:18 +00:00
Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio

Embarcações perto de Ormuz. Reuters O petróleo disparou novamente nesta quinta-feira (10) em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,3% e fechou a US$ 107,63, após superar os US$ 108 durante o pregão — o maior nível desde maio, quando atingiu US$ 114. A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72. De lá para cá, a alta já passa de 49%, devido aos temores de que a guerra continue prejudicando o fluxo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O avanço desta quinta-feira ocorreu após os Houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, assumirem o controle de Moca, importante cidade portuária no sudoeste do país. A área é usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. O grupo também tomou o porto, estratégico no Mar Vermelho, e ameaçou atacar navios sauditas. Além disso, intensificou os ataques contra a infraestrutura de energia do país, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Agora no g1 🔎 O conflito entre Estados Unidos e Irã já havia prejudicado o fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo. Com novos pontos de escoamento afetados, aumentou o temor de redução da oferta, pressionando os preços. O cenário tem preocupado o governo do presidente Donald Trump. O petróleo mais caro pressiona a inflação e os juros nos EUA ao encarecer os combustíveis e outros produtos transportados até as lojas. O movimento ocorre a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro, que vão definir a composição do Congresso americano. Na quarta-feira, Trump afirmou que os preços do petróleo provavelmente não vão cair até depois do pleito. Ataques ameaçam rota estratégica de petróleo Os ataques dos Houthis ameaçam o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que ganhou importância para a Arábia Saudita após a interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb é uma passagem estratégica que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho e faz parte da principal rota marítima entre a Ásia e a Europa, via Canal de Suez. O estreito tem cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa do Iêmen, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses dois pontos marcam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Governo brasileiro reage à alta de preços De olho no ritmo de escalada do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Essa é a versão pura do combustível, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro. Segundo a petroleira, considerando os tributos, a redução líquida no preço será de R$ 0,19 por litro. Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, mostram que a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil. No período, o diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro. * Com informações da AP e da AFP
10/09/2026 20:53:17 +00:00
Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro

Agora no g1 A Rádio Eldorado voltará ao ar em 7 de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM. A emissora passará a operar na frequência 107,9 FM. A nova operação terá patrocínio da Porto, empresa que atua nos setores de seguros, serviços financeiros, mobilidade e saúde. A companhia comprou os naming rights da emissora, ou seja, o direito de associar sua marca ao nome da rádio. Apesar disso, a Porto decidiu manter a marca Eldorado, sem alterar o nome da emissora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as novidades está um programa apresentado pela jornalista Juliana Wallauer, uma das criadoras do Mamilos Podcast, às 19h. O Jornal Eldorado também retorna, com Haisem Abaki entre os âncoras. A programação ainda terá o retorno de atrações como Som a Pino, Fim de Tarde e Bike Repórter. Parte dos programas falados será transmitida em vídeo pelo YouTube. Rádio havia deixado o FM em maio A Eldorado havia anunciado em abril que deixaria a frequência 107,3 FM, operada em parceria com a Fundação Brasil 2000, a partir de 15 de maio. Na época, o Grupo Estado informou que a marca continuaria em plataformas digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e internet. Switcher de rádio Reprodução A saída do FM fazia parte de um movimento de reorganização da operação de áudio do Grupo Estado, em um cenário de mudança nos hábitos de consumo de rádio e crescimento das plataformas digitais. Uma rádio com quase 70 anos Fundada em 1958, a Eldorado é uma das rádios tradicionais de São Paulo e pertence ao Grupo Estado, também responsável pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao longo de sua história, a emissora combinou jornalismo, música e cultura na programação. A rádio também ficou conhecida por programas e coberturas jornalísticas ligados à cidade de São Paulo. Nos últimos anos, passou a ampliar a presença de seus conteúdos em plataformas digitais, incluindo vídeo e podcasts. Com o retorno ao FM, a Eldorado volta a ter uma frequência própria no dial da cidade, enquanto mantém a distribuição de conteúdo pela internet.
10/09/2026 19:14:47 +00:00
Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país

Glifosato sendo aplicado em lavoura, em imagem de arquivo Getty Images A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados -- o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo. A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados. A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato. O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado - passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados. Veja, no vídeo abaixo, detalhes sobre a ação movida pelo MPT em junho: Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho. O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Imagem ilustrativa / agrotóxicos Freepik
10/09/2026 19:13:29 +00:00
Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Agora no g1 Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias. Curso teórico é opcional e pode ser gratuito As aulas teóricas e práticas representavam a maior parte do custo para obter a habilitação, chegando a até R$ 5 mil. Segundo a pasta, a redução desse valor pode chegar a 70%. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. Solicitações de novas CNHs mais que triplicaram O balanço da nova CNH também aponta um aumento de 216% no número de candidatos à primeira habilitação. Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram o documento pela primeira vez. No mesmo período de 2026, esse número chegou a 7.315.625. Mais uma vez, os estados das regiões Norte e Nordeste lideram o ranking dos maiores crescimentos: Amapá: aumento de 485,8%; Sergipe: aumento de 472,5%; Pernambuco: aumento de 468%; Maranhão: aumento de 443%; Paraíba: aumento de 423,8%. A pasta informa que todos os estados registraram aumento no número de solicitações. Ainda assim, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina apresentaram os menores crescimentos: 154,9%, 138,5% e 114%, respectivamente.
10/09/2026 19:11:16 +00:00
Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'

Anthropic Reuters A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem. O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia. Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos. Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução. Agora no g1 A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão. "O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT". 'Brincando com vidas' A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.
10/09/2026 18:22:06 +00:00
Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank começou nesta quinta-feira (10) a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos por meio de bancos parceiros, informou o banco digital brasileiro em comunicado. Os produtos iniciais incluem contas com rendimento, cartões de crédito e débito, transferências de dinheiro e remessas internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo David Vélez e pela cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, durante um evento em Miami. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Nubank firmou parceria com o Lead Bank para oferecer a Nu Account, que rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados. Os recursos ficam depositados no Lead Bank, membro da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites previstos pela legislação local. A conta também inclui cartão de débito, ferramentas para separar valores destinados à poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais. Inicialmente, as remessas poderão ser feitas para Brasil, México e Colômbia. O banco também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard. O produto oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. Segundo o Nubank, o percentual poderá chegar a 2% mediante o cumprimento de condições de elegibilidade. Além dos produtos para o mercado americano, o Nubank anunciou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada a pessoas que movimentam dinheiro entre diferentes países. Na conta, os valores são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC), stablecoins atreladas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento de 3,50% ao ano para USDC e de 2,20% ao ano para EURC. O Nu Global permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. Segundo a empresa, as transferências começarão pela Europa e pela América Latina. Integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses. Os usuários também poderão negociar ativos digitais, como bitcoin e ethereum, diretamente pelo aplicativo. Licença bancária O Nubank solicitou, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional nos Estados Unidos ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional foi concedida em janeiro de 2026. O banco ainda passa por etapas de aprovação junto ao Federal Reserve e à FDIC. Enquanto o processo não é concluído, os serviços lançados nesta quinta-feira serão oferecidos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. A cofundadora e CEO do Nubank nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, afirmou, durante o evento de lançamento em Miami, que a empresa pretende começar a operar diretamente no país no próximo ano. Com informações da agência de notícias Reuters.
10/09/2026 17:08:34 +00:00
Dinamarca quer proibir celulares nas escolas

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O governo da Dinamarca, que planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos, também quer vetar a presença de celulares em escolas e centros de ensino médio, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este governo propõe uma proibição total dos celulares", declarou Frederiksen durante uma coletiva de imprensa. A proibição valerá tanto para as salas de aula quanto para os pátios de recreio, acrescentou. A medida abrangerá os alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Agora no g1 O anúncio foi feito logo após a divulgação do mais recente relatório internacional PISA, que mostrou uma forte queda no desempenho dos jovens dinamarqueses. Com 478 pontos, a Dinamarca ficou ligeiramente abaixo da média europeia, de 482. "Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados", reagiu o ministro da Educação, Magnus Heunicke, após a divulgação dos dados, na terça-feira (08). "Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas", afirmou a chefe de governo. "Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela", lamentou Frederiksen. Seu governo anterior já havia estudado legislar sobre o tema, mas o projeto, que nunca chegou a ser debatido no Parlamento, previa apenas obrigar os conselhos escolares a estabelecer regras para transformar as escolas em espaços livres de celulares.
10/09/2026 16:34:31 +00:00
Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará

Chevrolet Captiva PHEV já é vendida na Argentina. Divulgação / GM A General Motors do Brasil confirmou para novembro o início da produção do Chevrolet Captiva PHEV no Ceará. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) durante discurso do presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, em evento realizado em Santo André (SP). A marca já havia confirmado anteriormente que o SUV híbrido plug-in seria montado no Brasil, mas ainda não havia determinado a data exata. O executivo também confirmou que a GM estuda lançar um compacto elétrico no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na mesma fábrica cearense, já são produzidos o Chevrolet Spark e o Chevrolet Captiva EV. Todos os modelos seguem a estratégia de montagem SKD, formato no qual os componentes chegam da China e são montados no Brasil. Os veículos fazem parte da parceria mantida entre a GM e a SAIC, por meio da joint venture chamada SGMW (SAIC-GM-Wuling). No mercado chinês, o Captiva é comercializado sob o nome de Wuling Starlight S. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A GM ainda não confirmou as especificações técnicas do modelo que será vendido no mercado brasileiro. O Captiva PHEV já é oferecido em diversos mercados globais, inclusive na Argentina. No país vizinho, o SUV conta com motor 1.5 aspirado movido apenas a gasolina, bateria de 20,5 kWh e motor elétrico. A tração é dianteira, com potência de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, além de autonomia registrada nas fichas técnicas que supera os 1.000 km. Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, anuncia para novembro de 2026 a produção do Captiva PHEV no Ceará. Divulgação / GM Captiva 100% elétrico Assim que a GM confirmou no começo de 2026 a produção do Chevrolet Captiva EV no Brasil, o g1 testou o SUV 100% elétrico e apontou cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido: 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio-ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.
10/09/2026 14:38:58 +00:00
A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável

Críticos dizem que a Apple mudou pouco o design do iPhone desde o lançamento, em 2007 Cortesia da Apple (via BBC) Em sua segunda semana como CEO da Apple, John Ternus anunciou a primeira grande mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, subiu ao palco nesta quarta-feira (9/9) durante o evento anual de lançamentos da empresa, diante de imagens gigantes do primeiro iPhone dobrável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o formato semelhante ao de um caderno, o novo iPhone, batizado de Duo, é o maior já lançado pela empresa. Também é o mais caro: o preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e chega a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999. O novo CEO disse que o Duo foi "inspirado no iPad", mas afirmou que os recursos de dobra são "fluídos e completamente intuitivos". iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone dobrável vinha sendo desenvolvido internamente pela Apple havia vários anos. Aberto, o novo Duo se parece com um iPad pequeno. Dobrado ao meio, lembra um iPhone mais largo. Durante o evento, Ternus disse que a Apple queria evitar a aparência e a sensação de uso de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado, que, segundo ele, "parecem dois telefones colados um ao outro… fazendo uma tela maior parecer muito menor". Para Ternus, o Duo é resultado de "uma série de inovações extraordinárias que vão redefinir a experiência de usar um telefone dobrável". O CEO da Apple participou diretamente do desenvolvimento do iPhone dobrável. Antes de ser escolhido neste ano para suceder Cook, ele passou muitos anos como um dos principais executivos da divisão de hardware da Apple. O novo iPhone dobrável pode ser usado de duas formas Cortesia da Apple (via BBC) Ben Wood, analista-chefe da empresa de pesquisa de tecnologia CCS Insight, afirmou que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para "coincidir com o que será, possivelmente, um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos". "Nada acontece por acaso na Apple", acrescentou Wood. Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies que acompanhou a apresentação na quarta-feira, disse que o destaque dado a Ternus fazia parecer "quase como se ele próprio fosse um produto". A mudança no design do iPhone pode ser uma resposta às críticas de que a Apple ainda não conseguiu lançar um grande sucesso nem apresentar uma inovação realmente empolgante desde a chegada do primeiro iPhone, em 2007. "O dobrável corre o risco de se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, mas sem gerar crescimento relevante", afirmou Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester. Até agora, o maior preço inicial de um novo iPhone era de US$ 900 (cerca de R$ 4.600). Na quarta-feira, a Apple também apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, que, nos EUA, custam a partir de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.100) e US$ 1.299 (cerca de R$ 6.600), respectivamente. No Brasil, os preços começam em R$ 11.999 e R$ 12.999. Chatterjee, da Forrester, afirmou que o iPhone dobrável pode seguir o mesmo caminho do headset Vision Pro, da Apple, lançado por US$ 3.699 (cerca R$ 18,9 mil), que não conquistou os consumidores e não é vendido oficialmente no Brasil. Ou pode se tornar o próximo Apple Watch da empresa que, embora seja menos popular que o iPhone, é comprado por milhões de pessoas todos os anos. Outro possível obstáculo para que o novo modelo seja um sucesso de vendas é o fato de os consumidores já estarem acostumados à forma como o iPhone funciona. "Os dobráveis são aparelhos interessantes", observou Milanesi. "Muita gente fica curiosa, mas existe de fato uma curva de aprendizado, tanto no software quanto na adaptação necessária para passar de um telefone tradicional para um dobrável." No Brasil, a pré-venda do iPhone Duo começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999, segundo o site oficial Cortesia da Apple (via BBC) Wood observou que os smartphones dobráveis vendidos atualmente por empresas como Samsung e Huawei representam apenas 2% das vendas de smartphones. Mesmo com a versão da Apple provavelmente ampliando o interesse e a demanda por esse tipo de aparelho, a expectativa é que os dobráveis respondam por apenas 4% do mercado total na próxima década, segundo a empresa de dados e análises FDM CCM Insight. O iPhone é o produto mais vendido da Apple e corresponde a mais da metade das vendas anuais da empresa. Nos últimos trimestres, a empresa tem se orgulhado de afirmar que a procura pelo iPhone nunca foi tão alta. A versão mais recente do aparelho se tornou o lançamento de produto mais bem-sucedido de sua história. A empresa também revelou mais detalhes sobre o relançamento de sua assistente de áudio e conversa Siri, que agora chama de Siri AI. A partir do iPhone 18, a assistente poderá consultar diferentes informações armazenadas no telefone de uma pessoa, como mensagens e emails, para localizar dados, responder a perguntas e realizar tarefas em nome do usuário. Alguns recursos da Siri AI também estarão disponíveis no novo Apple Watch, entre eles a possibilidade de registrar conversas e transcrevê-las, caso o usuário ative a função. Ternus descreveu os novos recursos de IA do iPhone como uma "central pessoal inteligente" e reconheceu que a Apple passará a lidar com "os detalhes mais privados da sua vida cotidiana". Mas acrescentou que essas informações permanecerão privadas. Segundo Ternus, os recursos de IA muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando for necessário usar um serviço de terceiros para executar alguma função, acrescentou, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto, ou na nuvem. "Outros veem esses dados como algo a ser coletado e armazenado", afirmou Ternus. "Aqui, nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu." LEIA TAMBÉM: Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA
10/09/2026 14:06:06 +00:00
Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com isso, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. Segundo a estatal, mesmo com o fim do desconto, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 nos tributos federais anunciada pelo governo, medida que também entra em vigor nesta quinta-feira. (entenda mais abaixo) Agora no g1 De acordo com a Petrobras, o preço da gasolina, já considerados os tributos, ficará R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até quarta-feira (9). Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,51 por litro. No mesmo intervalo, o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,88 por litro, enquanto o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro. Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Como é formado o preço dos combustíveis? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: ⛽ Gasolina 27,3%: parcela recebida pelas refinarias; 24,6%: distribuição e revenda; 24,1%: imposto estadual; 13,7%: custo do etanol anidro; 10,3%: impostos federais. ⛽ Diesel 41,1%: parcela recebida pelas refinarias; 25,9%: distribuição e revenda; 17,0%: imposto estadual; 11,3%: biodiesel; 4,7%: impostos federais.
10/09/2026 13:40:15 +00:00
Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027

Ford Ranger 3.0 V6 Limited 2026 Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta (10) um recall para as Ranger, modelo 2026, equipadas com motor 3.0. A convocação ocorre devido a um problema no tubo cruzado de escape do motor, que pode apresentar vazamento de gás sem aviso prévio ao motorista por causa de uma falha no aperto das porcas de fixação. Segundo a empresa, o defeito pode fazer com que os níveis de emissões atmosféricas ultrapassem os limites previstos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em situações mais críticas, a falha pode gerar ruído incomum no motor, odor de gases de escapamento e acendimento da luz de advertência no painel. O reparo prevê a inspeção do componente e, se houver necessidade, o reaperto das porcas e a substituição gratuita das juntas do tubo cruzado de escape. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de seis horas, com possibilidade de variação de acordo com o fluxo da concessionária. Agora no g1 A campanha abrange os veículos produzidos entre 9 de dezembro de 2025 e 5 de março de 2026, com os oito últimos dígitos do chassi compreendidos entre TJ024093 e TJ045379. Os atendimentos em oficina terão início no primeiro trimestre de 2027, assim que a solução estiver disponível na rede autorizada. A montadora anunciou que fará um novo chamamento aos consumidores para marcar o reparo quando esta fase for liberada. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação. Recentemente, a Ranger Raptor também teve uma campanha de recall anunciada. O possível defeito está nas capas dos airbags laterais.
10/09/2026 13:05:55 +00:00
Conflito no Oriente Médio pode encarecer produtos e pressionar inflação, diz CEO da Nestlé

Guerra no Oriente Médio completa seis meses A Nestlé está aumentando preços, reformulando produtos e retirando itens pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais, diante da alta dos custos de energia, frete e matérias-primas provocada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, afirmou à Reuters o presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil. Segundo o executivo, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura seis meses, teve pouco impacto direto sobre as vendas da Nestlé na região. O efeito maior, porém, aparece nos custos dos fornecedores, que podem ser repassados para os produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Todos os nossos fornecedores terão algum aumento de custos”, disse Navratil. “Alguns desses custos virão até nós e teremos que mitigá-los, garantindo que os consumidores acompanhem caso tenhamos que aumentar preços.” A Nestlé é dona de marcas como Nescafé, Maggi e KitKat e tem mais de 2 mil marcas em seu portfólio. Energia, frete e matérias-primas De acordo com o CEO, o conflito aumenta os custos dos insumos utilizados pela indústria de alimentos. A empresa afirma que está buscando maneiras de reduzir despesas para evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Além de reajustar preços, a Nestlé está reformulando produtos e procurando reduzir custos. A companhia também pretende eliminar produtos pelos quais os consumidores não estejam dispostos a pagar mais, segundo Navratil. O executivo não informou quais produtos podem deixar de ser vendidos. “Mas haverá efeitos primários em termos de inflação no que compramos, em termos de custos de insumos”, afirmou. O Oriente Médio representa entre 2% e 3% do faturamento total da Nestlé, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços (US$ 111 bilhões). Por isso, segundo Navratil, o impacto direto da guerra sobre as vendas da companhia é limitado. Preços dos alimentos A pressão sobre os custos ocorre em um momento de alta nos preços internacionais de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que o mundo pode estar caminhando para um novo período de inflação de alimentos. 💰 O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de produtos alimentícios comercializados internacionalmente, ficou em 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos registrados em junho. Foi o maior nível do indicador desde janeiro de 2023. Nestlé revisa portfólio A estratégia de redução de custos faz parte de uma revisão mais ampla do portfólio da Nestlé. A companhia vendeu recentemente uma participação em seu negócio de água engarrafada e também está deixando o segmento de vitaminas. Navratil, que recebeu a missão de concentrar a empresa em suas principais marcas, afirmou, porém, que a Nestlé continua aberta a fazer aquisições. “Isso não significa que a Nestlé esteja apenas se desfazendo de ativos. Como sempre, estamos abertos a adquirir empresas que sejam estrategicamente importantes”, disse. O executivo não deu detalhes sobre possíveis aquisições. Empresa defende participação em discussão sobre rótulos na Índia Em outro assunto, Navratil afirmou que fabricantes de alimentos deveriam participar das discussões sobre uma proposta para incluir advertências sobre açúcar, sal e gordura na parte frontal das embalagens na Índia. A Reuters informou em agosto que empresas estavam fazendo lobby contra os avisos, segundo documentos e registros analisados pela agência. Navratil afirmou que a Nestlé já retirou milhares de toneladas de açúcar, sal e gordura de seus produtos, mas defendeu que a rotulagem seja feita de maneira adequada e leve em conta o tamanho das porções.
10/09/2026 12:27:36 +00:00
Especialistas e empresários defendem reforma tributária em carta-manifesto a candidatos à Presidência da República

Cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades da área econômica e tributária divulgaram uma carta-manifesto aos candidatos à Presidência da República em defesa da reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. Entre os signatários, estão: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Andrea Calabi, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); o empresário Jorge Gerdau; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para reforma tributária no governo do ex-preidente Jair Bolsonaro; e Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 🔎Veja a lista dos economistas que subscreveram a carta-manifesto no fim dessa reportagem. Agora no g1 No documento, eles avaliam que a reforma tributária, atualmente em fase de implementação, representa um "grande avanço institucional que corrige distorções que prejudicam sobremaneira a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento de nosso país". "Nesse contexto, propostas que defendam sua revogação ou suspensão são vistas com grande preocupação, pois geram insegurança e comprometem os benefícios esperados da reforma", acrescentam eles, na carta-manifesto. Segundo o documento, o modelo de IVA Dual (CBS e IBS), novos impostos sobre o consumo não cumulativos do governo federal, estados e municípios, que substituirão outros tributos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, "incorpora o que há de melhor na experiência internacional de tributação de bens e serviços". "O modelo brasileiro introduz várias inovações relevantes, possíveis graças ao nosso avanço tecnológico na gestão de documentos fiscais eletrônicos e de meios eletrônicos de pagamento", observam os analistas. Segundo eles, a reforma tributária permitirá: simplificar a estrutura tributária, reduzindo custos para as empresas e desestimulando o contencioso tributário, que resulta da complexidade do sistema atual; desonerar totalmente os investimentos e as exportações, através da eliminação da incidência cumulativa e das restrições ao ressarcimento de saldos credores acumulados que caracterizam o sistema tributário atual; corrigir distorções na forma de organização da produção, que reduzem a produtividade e dificultam o crescimento do Brasil; reduzir a sonegação e as fraudes, viabilizando menores alíquotas para os novos tributos, beneficiando os bons contribuintes; tornar o sistema mais progressivo, através da devolução de parcela dos tributos para as famílias de baixa renda, e mais transparente, explicitando o custo dos tributos para os consumidores; implementar a tributação no destino, eliminando a guerra fiscal entre os entes da federação; criar um novo modelo de política de desenvolvimento regional, substituindo o regime distorcido e ineficiente baseado em incentivos fiscais pouco transparentes; e fortalecer o pacto federativo e garantir a autonomia dos estados e municípios para que estabeleçam, de forma transparente e em diálogo com seus cidadãos, o nível de tributação adequado às necessidades e prioridades de cada jurisdição. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Aperfeiçoamento No documento, os especialistas admitem que há "custos de transição" na reforma tributária, mas acrescentam que, em sua visão, os "efeitos de longo prazo da Reforma Tributária são inequivocamente positivos". A expectativa do Ministério da Fazenda é de que a reforma impulsione o PIB em até 20,2% em 15 anos por conta do aumento da produtividade e dos investimentos. "O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação. Divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a Reforma Tributária ou interromper sua efetivação. Isso geraria insegurança para as empresas e entes federativos que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime", acrescentaram os analistas. Para eles, a reforma é uma "conquista do Estado brasileiro, não de um governo ou partido político específico". Analisam que ela foi "construída democraticamente e aprovada pelo Congresso Nacional, após profundas discussões envolvendo os entes federativos e os diferentes setores da sociedade". "Por essas razões, convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da Reforma Tributária do Consumo", concluem. O que dizem os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Candidato avalia, em seu plano de governo, que a reforma tributária amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais. Diz, ainda, que a cesta básica ficará isenta desses impostos e os mais pobres terão direito a um mecanismo de cashback, o que favorece a progressividade tributária. Em um eventual novo mandato, afirma que buscará assegurar tratamento tributário justo na implementação da reforma tributária e estimular uma cultura de inovação tecnológica e inserção exportadora. Flavio Bolsonaro (PL): Em seu programa de governo, candidato promete promover a "revisão e o redimensionamento da reforma tributária e a "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz, no documento. Augusto Cury (Avante): No plano de governo, candidato diz que irá avaliar os impactos da reforma tributária sobre os diferentes setores da economia, com especial atenção às micro e pequenas empresas e aos segmentos estratégicos para o desenvolvimento e a geração de empregos. "Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica". Ronaldo Caiado (PSD): Candidato diz, em seu plano de governo, que a carga tributária já é elevada e que o "sistema permanece complexo". Promete criar regime tributário estável para bens de capital e serviços de data center, coerente com a reforma tributária, condicionado a energia nova e renovável, eficiência hídrica com métricas públicas e resfriamento de ciclo fechado, reserva de capacidade para universidades, pesquisa e empresas brasileiras, qualificação e emprego local e investimento na rede elétrica. Renan Santos (Missão): Plano de governo não traz uma menção específica à reforma tributária. Cita, porém, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. Diz que essas propostas já deverão estar presentes em um projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um "novo modelo mais inteligente. Romeu Zema (Novo): Candidato promete, em seu plano de governo, assegurar uma "implementação eficaz" da reforma tributária. Objetivo seria evitar que a regulamentação "replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos, garantindo monitoramento técnico transparência sobre impactos setoriais e compromisso verificável de neutralidade da carga tributária". Especialistas que assinaram a carta-manifesto Afonso Arinos: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Alexandre Manoel: Economista, consultor e ex-secretário do Ministério da Fazenda Alexandre Schwartsman: Ex-diretor do Banco Central do Brasil e consultor Alexis Fonteyne: Ex-deputado federal e empresário Amaury Rezende: Professor titular da USP/FEARP Ana Carla Abrão Costa: Economista Ana Paula Vescovi: Ex-secretária do Tesouro Nacional e consultora Andrea Calabi: Professor FEA-USP, Ph.D. Berkeley, pesquisador Fipe. Foi Secretário do Tesouro Nacional, Secretário de Fazenda do Estado de São Paulo e Presidente do Banco do Brasil e do BNDES Ângelo de Angelis: Ex-auditor fiscal, economista e consultor Aod Cunha: Ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul Armando Monteiro Neto: Ex-Senador e Ex-Presidente da CNI Armínio Fraga: Economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil Bernard Appy: Economista, ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Bráulio Borges: Economista-sênior da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE Camilla Cavalcanti: Ex-diretora da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Carlos Eugenio da Costa: Professor e pesquisador da FGV/EPGE César Mattos: Economista e consultor da Câmara Ciro Biderman: Diretor do FGV Cidades Cleveland Prates: Ex-conselheiro do CADE e consultor Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt: Economista e Professora da FGV Cristina Pinotti: Economista e consultora Daniel Loria: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Décio Padilha: Ex-secretário da Fazenda de Pernambuco Eduardo Fleury: Advogado e economista, ex-consultor do Banco Mundial Elena Landau: Advogada e economista, ex-diretora do BNDES Ernesto Lozardo: Professor de economia da EAESP-FGV e ex-presidente do IPEA Eurico de Santi: Professor e coordenador do NEF da FGV Direito SP e diretor do CCiF Fábio Colletti Barbosa: Administrador e executivo Fábio Giambiagi: Ex-superintendente de Planejamento do BNDES e exconsultor do BID Felipe Salto: Ex-diretor-executivo da IFI, ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, economista-chefe Fernando de Holanda Barbosa: Professor da FGV/EPGE Fernando de Holanda Barbosa Filho: Professor e pesquisador do FGV/IBRE Fernando Valente Pimentel: Representante de setor empresarial George Bezerra: Ex-economista da CNI e professor de economia Giovanni Padilha: Auditor fiscal da Receita Estadual na Sefaz-RS Haroldo Ferreira: Representante de setor empresarial Helcio Tokeshi: Economista, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda Heleno Torres: Professor Titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP e advogado Horácio Lafer Piva: Empresário Idarilho Gonçalves Nascimento Neto: Representante de setor empresarial Isaías Coelho: Pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP João Batista Ferreira Dornellas: Representante de setor empresarial Jorge Arbache: Professor de Economia da UnB e ex-economista sênior do Banco Mundial Jorge Gerdau Johannpeter: Empresário Jorge Jatobá: Ex-secretário de Política de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e secretário da Fazenda de Pernambuco, professor titular aposentado da UFPE José Augusto de Castro: Representante de setor empresarial José Ricardo Roriz Coelho: Representante de setor empresarial José Roberto Mendonça de Barros: Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República José Teófilo Oliveira: Ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo José Velloso Dias Cardoso: Representante de setor empresarial Josué Gomes da Silva: Empresário, ex-presidente da FIESP Josué Pellegrini: Ex-diretor da IFI Leonardo Alvim: Procurador da Fazenda Nacional, coordenador do Comitê Tributário da Câmara de Segurança Jurídica da AGU Leonel Pessoa: Professor da FGV Direito SP Luiz Carlos Hauly: Deputado Federal Luiz Henrique Braido: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Maílson da Nóbrega: Economista, ex-ministro da Fazenda no período 1988- 1990 Manoel Procópio Moura Júnior: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária Marcelo Chara: Representante de setor empresarial Marcelo Portugal: Professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcio Ferreira Verdi: Secretário-executivo do CIAT Márcio Holland: Professor da EESP/FGV e ex-secretário de Política Econômica Marco Polo de Mello Lopes: Representante de setor empresarial Marcos Mendes: Doutor em economia e pesquisador associado do Insper Marcus Pestana: Diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) Maria Carolina Gontijo: Advogada tributarista, professora e dona do perfil Duquesa de Tax nas redes sociais Maria Helena Zockun: Diretora de pesquisas da FIPE Mario Engler: Professor da FGV Direito SP Mario Ramos Ribeiro: Professor titular da UFPA Mário Sérgio Carraro Telles: Mestre em economia pelo CEDEPLAR/UFMG Marta Arretche: Cientista política, professora titular do Departamento de Ciência Política da USP Martus Tavares: Ex-ministro do Planejamento Miguel Abuhab: Engenheiro e empresário global na área de tecnologia Nelson Machado: Diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Ex-ministro da Previdência Social Otaviano Canuto: Ex-vice-presidente e diretor executivo no Banco Mundial, ex-diretor executivo no FMI e ex-vice-presidente no BID Paulo Camilla Penna: Representante de setor empresarial Paulo Tafner: Economista e diretor presidente do IMDS Pedro Cavalcanti: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Pedro Fernando Nery: Professor de Economia do IDP Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior: Economista e pesquisador em política tributária Pedro Passos: Empresário Pedro Wongtschowski: Empresário Raul Velloso: Economista e presidente do INAE Renato Baumann: Economista do IPEA e professor da UnB Renato Fragelli Cardoso: Professor e pesquisador da FGV-EPGE Renato Villela: Ex-secretário da Fazenda de SP e RJ Ricardo Varsano: Consultor de política tributária, ex-economista sênior do FMI e ex-diretor de pesquisa do Ipea Rodrigo Maia: Ex-presidente da Câmara dos Deputados Rozane Siqueira: Professora titular do Departamento de Economia da UFPE Samuel Pessôa: Economista e pesquisador do FGV IBRE Sérgio Gobetti: Pesquisador do IPEA, ex-secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária da SPE/Ministério da Fazenda Sérgio Prado: Professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Silvia Mattos: Professora e Pesquisadora do FGV/IBRE Synésio Batista da Costa: Representante de setor empresarial Tatiana Ribeiro: Diretora Executiva do Movimento Brasil Competitivo, entidade que reúne mais de 80 empresas Vander Lucas: Professor da Universidade de Brasília Vanessa Rahal Canado: Professora do Insper e ex-assessora especial do Ministro da Economia para assuntos relacionados à reforma tributária Zeina Abdel Latif: Economista e Consultora da Gibraltar Consulting
10/09/2026 12:13:47 +00:00
Dólar recua e Ibovespa avança com eleições no radar dos investidores

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda nesta quinta-feira (10), com um recuo de 0,18%, cotado a R$ 5,1026. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O cenário eleitoral brasileiro voltou a ficar no radar dos mercados, após uma nova pesquisa indicar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Investidores também seguem atentos às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações relacionadas ao Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Outro destaque da sessão ficou por conta dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos. Os preços aumentaram 0,4% no mês passado, em linha com as expectativas e puxado por uma recuperação no custo de produtos de energia. O indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. O petróleo alcançou o maior patamar desde maio nesta quinta-feira, após o Irã informar que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. A piora do conflito continua a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,34%, cotado a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 6,69%, a US$ 102,48 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,49%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +6,12%; Acumulado do ano: +16,85%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral no Brasil Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10) indicou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico. Os dados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e chegaram a inverter a trajetória de queda da bolsa brasileira vista pela manhã. Além disso, o mercado também segue atento às decisões do STF relacionadas ao caso do Banco Master. Na véspera, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, após os dados de inflação ao produtor aumentarem as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião deste mês. O Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite recuou 0,65%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, em meio à piora do conflito no Oriente Médio e conforme aumentaram as expectativas de novas altas de juros na região, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado os custos dos empréstimos e alertado para um aumento da inflação devido à alta nos custos de energia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%, aos 635,97 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,84%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizou 0,57%. Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda, à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio reacenderam preocupações os preços do petróleo e a inflação global. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 0,43%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,53%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
10/09/2026 12:00:14 +00:00
Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta quinta-feira

Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta Claudia Assencio/g1 Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria. As negociações, no entanto, foram retomadas, e os trabalhadores terão novas assembleias nesta sexta-feira (11) para avaliar as propostas apresentadas pelo banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional. No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Agora no g1 Em outras 39 bases sindicais, os funcionários aprovaram a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estão São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP). A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários. O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental e ao combate ao assédio no ambiente de trabalho, além de regras sobre o direito à desconexão fora do horário de expediente e transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. O acordo também prevê a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências. Segundo a instituição, trabalhadores participarão de novas assembleias em todo o país para reavaliar as propostas apresentadas pelo banco na última rodada de negociação. O g1 procurou os sindicatos dos bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito (Contec) para entender os principais motivos da rejeição da proposta por parte dos trabalhadores. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. O banco também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões relacionadas aos funcionários do BB. Segundo a instituição, foram realizadas diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país. O BB informou ainda que os clientes podem utilizar o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do WhatsApp, pelo número (61) 4001-0001. A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes. Caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, a instituição informou que vai retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O banco afirmou também que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações dos bancários para a campanha salarial deste ano. Segundo a entidade, as negociações foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de abrangência nacional e unificada. A convenção reúne 171 bancos e cerca de 414 mil bancários que trabalham em aproximadamente 3,6 mil municípios do país. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais que representam bancários e bancos. Caixa rejeitou proposta Na Caixa, os trabalhadores não aprovaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco. Com a rejeição, os empregados decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado. Na terça-feira (8), a Caixa enviou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para convocar a entidade para uma reunião de negociação na última quarta-feira (9). A Contraf-CUT representa os empregados da Caixa nas negociações específicas do banco, enquanto a CCT assinada nesta quarta-feira estabelece as regras gerais para a categoria bancária. Segundo Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. A entidade afirma que, apesar de a Caixa não ter apresentado uma nova proposta, o banco se comprometeu a avançar nas negociações e marcou uma nova reunião para a manhã desta quinta-feira (10). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a paralisação deve ser mantida até que novas assembleias avaliem eventuais avanços na negociação. Entre os principais pontos de discordância está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. O que prevê a convenção coletiva Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi resultado de 13 rodadas de negociação realizadas ao longo de mais de dois meses. Além dos reajustes salariais, a entidade destaca medidas voltadas à prevenção do adoecimento mental, combate ao assédio e proteção do direito à desconexão. Também foram incluídas regras para dar mais transparência ao monitoramento digital dos trabalhadores. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a negociação garantiu aumento real por dois anos e a manutenção das cláusulas previstas na convenção. Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT A dirigente também citou como próximos temas de negociação a aplicação da NR-1, o combate às metas abusivas e a busca por ambientes de trabalho considerados mais saudáveis pela categoria. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal
10/09/2026 11:37:08 +00:00
iOS 27 turbinado com IA será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple anunciou na terça-feira (9) que o iOS 27, novo sistema operacional dos iPhones, será lançado na próxima segunda-feira (14) para todos os modelos compatíveis. (Veja abaixo). O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa apresentou o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max. (Saiba mais no vídeo acima). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as mudanças visuais do iOS, a Apple apresentou uma nova versão do Liquid Glass, efeito translúcido inspirado em vidro que aparece em elementos da interface, como notificações, botões e barras de comando. O novo iOS 27 será compatível com iPhones a partir do SE de 2ª geração. Liquid Glass um pouco mais personalizável iPhone Duo divulgação/Apple De acordo com a empresa, o Liquid Glass agora pode ser ainda mais personalizado pelo usuário, que poderá optar por um visual mais transparente ou mais opaco. Os ícones dos aplicativos, como Mapas e Safari, também foram atualizados e passaram a incorporar mais características do Liquid Glass, com maior destaque para os efeitos de transparência e reflexo. Liquid Glass Reprodução A nova 'Siri IA' Usando o Gemini (do Google), a Apple também apresentou uma nova versão da Siri. Segundo a empresa, a assistente ganhou um app próprio e foi reformulada para ficar mais fluida e intuitiva. Entre as novidades, está a "inteligência visual", em que Siri passa a entender o que está sendo exibido na tela do iPhone. Em uma das demonstrações, a assistente identificou um local mostrado em uma foto do Instagram e sugeriu uma rota até o destino usando o app Mapas. A câmera do iPhone vai ter um "Modo Siri" para fazer buscas visuais usando a Siri IA – como informações nutricionais de um prato de comida. A nova Siri AI também vai permitir ajustes no tom e na velocidade da voz Reprodução A empresa também mostrou que a Siri poderá acessar informações atualizadas em tempo real. Como exemplo, a assistente exibiu a tabela da Copa do Mundo e a classificação das seleções durante a competição. A Apple afirmou ainda que a voz da Siri está mais natural e expressiva, com o objetivo de tornar as interações mais parecidas com uma conversa humana. Os usuários também poderão ajustar características como velocidade e nível de expressividade da voz. Mais novidades de IA A Apple também anunciou novos recursos de IA para aplicativos próprios, como Safari, Mensagens, Mail, Calendário e Telefone. Segundo a empresa, a proposta é tornar essas ferramentas mais integradas entre si. Uma das novidades está no app Casa (Home), usado para controlar dispositivos inteligentes. O aplicativo passará a exibir resumos automáticos de imagens captadas por câmeras de segurança, com descrições como "homem entregou um pacote" ou "pessoa chegou com uma cesta de frutas". O Image Playground, aplicativo de criação de imagens com IA, ganhará novos recursos para gerar cenas e ilustrações. Em uma das demonstrações, a Apple mostrou a criação de uma imagem de bolo de aniversário a partir da foto de um contato. Já o app Fotos receberá ferramentas mais avançadas de edição. Entre elas estão recursos para ampliar imagens, ajustar enquadramentos e fazer alterações com maior nível de detalhe. Sistema promete ganho de desempenho A Apple afirmou que o iOS e o macOS ficarão mais rápidos graças a melhorias no uso da memória RAM e do processador. Segundo a empresa, uma das áreas beneficiadas será a navegação pela biblioteca de fotos do iPhone. As buscas em Macs, iPads e iPhones também devem ficar mais ágeis devido a mudanças no sistema de indexação de arquivos. A Apple disse que parte dessas melhorias estará disponível até mesmo em modelos mais antigos, como o iPhone 11. Outra novidade é o AirDrop, ferramenta de transferência de arquivos da empresa. Segundo a Apple, o recurso está até 80% mais rápido do que na versão anterior. Outras novidades Equalizador nos AirPods Reprodução Sem entrar em muitos detalhes, a Apple anunciou que seus fones, os AirPods, ganharão acesso a um equalizador de áudio. Segundo a empresa, o recurso estará disponível nas próximas versões dos sistemas. Em parceria com a Academia Americana de Pediatria, a Apple anunciou um novo plano de uso de dispositivos para menores de 13 anos. A proposta é oferecer aos pais mais ferramentas para controlar o conteúdo acessado pelos filhos em aplicativos e jogos. Além disso, crianças poderão solicitar autorização aos pais para acessar sites ou utilizar aplicativos diretamente pelos dispositivos da Apple. Veja os iPhones compatíveis com iOS 27 iPhone 17 Pro Max iPhone 17 Pro iPhone Air iPhone 17 iPhone 17e iPhone 16 Pro Max iPhone 16 Pro iPhone 16 Plus iPhone 16 iPhone 16e iPhone 15 Pro Max iPhone 15 Pro iPhone 15 Plus iPhone 15 iPhone 14 Pro Max iPhone 14 Pro iPhone 14 Plus iPhone 14 iPhone 13 Pro Max iPhone 13 Pro iPhone 13 iPhone 13 mini iPhone 12 Pro Max iPhone 12 Pro iPhone 12 iPhone 12 mini iPhone 11 Pro Max iPhone 11 Pro iPhone 11 iPhone SE (2ª geração) iPhone Air: primeiras impressões do celular fininho e quais são seus rivais Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
10/09/2026 11:24:05 +00:00
Índia vai pressionar por criação de moeda digital do BRICS apesar de obstáculos, diz agência

Cédula simbólica dos Brics apresentada em Fórum Econômico de São Petersburgo. Reprodução/Redes sociais A Índia deve pressionar pela integração das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do BRICS para facilitar pagamentos internacionais durante uma cúpula do grupo nesta semana. País vai apoiar proposta apesar de obstáculos políticos e técnicos que podem limitar seu avanço, disseram duas fontes que preferiram anonimato. A Índia preside o BRICS neste ano. Os líderes do grupo se reunirão em Nova Delhi nos dias 12 e 13 de setembro. O Reserve Bank of India (RBI), o banco central indiano, propôs em janeiro a integração das moedas digitais oficiais dos países para facilitar o comércio internacional, informou a Reuters. O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A proposta de integração das moedas digitais dos bancos centrais fará parte da agenda da reunião de líderes, disseram as fontes. A baixa adoção dessas moedas digitais em todo o mundo, no entanto, pode dificultar sua implementação. LEIA TAMBÉM: Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes Agora no g1 As fontes não quiseram ser identificadas devido à sensibilidade do tema e porque não estão autorizadas a falar com a imprensa. Os ministérios indianos das Relações Exteriores e das Finanças e o banco central do país não responderam aos pedidos de comentário enviados por e-mail. Desafios políticos e técnicos A proposta da Índia dará continuidade à declaração aprovada na cúpula do BRICS de 2025, no Rio de Janeiro, que defendeu a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento dos países-membros para tornar as transações internacionais mais eficientes. Qualquer avanço na integração das moedas digitais dos bancos centrais, porém, deve enfrentar desafios significativos. Discussões anteriores dentro do BRICS sobre a criação de mecanismos de pagamento compartilhados avançaram pouco, evidenciando as dificuldades de integrar infraestruturas financeiras de países com sistemas e interesses diversos. As relações tensas entre alguns países, como Irã e Emirados Árabes Unidos, continuarão sendo um obstáculo, disse uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos cortaram relações financeiras com o Irã, segundo ela. A Índia também tem demonstrado resistência em aprofundar a integração financeira com a China, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, acordos desse tipo exigiriam um nível maior de confiança entre os dois países. A Índia barrou uma proposta da Alipay+ para se conectar ao sistema indiano de pagamentos instantâneos em transações internacionais por questões de segurança nacional relacionadas aos vínculos da empresa com a China, informou a Reuters. Também seriam necessários acordos de swap cambial para ajudar a administrar desequilíbrios comerciais antes que a integração das moedas digitais pudesse entrar em operação, acrescentou a fonte. Os países do BRICS já estudaram alternativas aos pagamentos baseados no dólar. Entre elas estava uma proposta do Brasil para a criação de uma moeda comum para o grupo, mas o plano não avançou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado o bloco contra uma iniciativa desse tipo e ameaçado impor tarifas elevadas. A Índia não tem interesse em substituir o dólar, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, o objetivo da integração das moedas digitais oficiais é tornar os pagamentos internacionais mais fáceis e rápidos.
10/09/2026 11:09:10 +00:00
Transpetro prorroga inscrições de concurso com mais de 4 mil vagas e altera data das provas

Transpetro abre processo seletivo com 4.171 vagas e salários de até R$ 15 mil A Transpetro, empresa de transporte da Petrobras, prorrogou nesta quinta-feira (10) as inscrições dos concursos para as áreas de terra e mar até 21 de setembro e adiou para 6 de dezembro a aplicação das provas. A mudança foi divulgada no site da estatal e, segundo a empresa, ainda será publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ao todo, a estatal oferece 281 vagas imediatas, além de 3.890 para cadastro de reserva, totalizando 4.171 oportunidades, distribuídas entre 61 cargos e ênfases dos quadros de terra e mar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com remunerações mínimas garantidas que variam de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde. Ao todo, foram publicados quatro editais. Para o quadro de terra, há um processo seletivo para cargos de nível médio/técnico e outro para nível superior. Já para o quadro de mar, um edital é destinado a oficiais e outro a suboficiais e guarnição. As vagas abrangem áreas como administração, contabilidade, manutenção, enfermagem, engenharia, tecnologia e advocacia, além de cargos marítimos, como auxiliar de saúde, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e oficiais de máquinas e de náutica. No quadro de terra, a remuneração mínima garantida é de R$ 6.539,54 para nível médio/técnico e de R$ 14.973,62 para nível superior. No quadro de mar, a remuneração mínima garantida varia conforme o cargo, de R$ 5.464 a R$ 15.034,81. O maior valor é oferecido para segundo oficial de náutica. Veja abaixo os editais: ➡️ EDITAL 1 - Mar (auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro). ➡️ EDITAL 2 - Mar (segundo oficial de máquinas e segundo oficial de náutica) ➡️ EDITAL 3 - Terra (nível médio/técnico) ➡️ EDITAL 4 - Terra (nível superior) As candidaturas devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora dos processos seletivos. A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo: R$ 81,50 — nível médio/técnico: auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e Profissional Transpetro de Nível Médio – Júnior; R$ 117 — nível superior: segundo oficial de máquinas, segundo oficial de náutica e Profissional Transpetro de Nível Superior – Júnior. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderam solicitar a isenção da taxa, conforme os prazos estabelecidos nos editais. Terminal da Transpetro em Brasília, no DF. TV Globo Como será o processo seletivo? As etapas de seleção variam de acordo com o quadro — Mar ou Terra — e o nível de escolaridade dos cargos. Os candidatos às oportunidades do quadro de mar passarão por provas objetivas, exame de aptidão física e, quando aplicável, procedimentos de confirmação das condições declaradas para concorrer às vagas reservadas. As provas objetivas terão questões de conhecimentos específicos e gerais. O conteúdo varia conforme o cargo e pode incluir disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Inglês Técnico Marítimo. Já o exame de aptidão física, exclusivo para o Quadro de Mar, será composto por dois testes: Corrida de 12 minutos: distância mínima de 1.800 metros para homens e 1.500 metros para mulheres; Natação: percurso de 25 metros, em estilo livre e sem limite de tempo. Para os cargos do quadro de terra, não haverá exame de aptidão física. A seleção será feita por meio de provas objetivas e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, por uma etapa de confirmação das condições declaradas. No nível médio, as provas terão 60 questões no total, divididas entre 40 questões de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática. Já no nível superior, serão 70 questões: 50 de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Língua Inglesa. A exceção é a ênfase de Advocacia: além das 70 questões objetivas, os candidatos também farão uma prova discursiva, composta por duas questões, de caráter eliminatório e classificatório. Para quem concorrer às vagas reservadas, a seleção prevê avaliação de pessoas com deficiência (PcD), confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e verificação documental de indígenas e quilombolas. As provas objetivas serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos poderão escolher o local de realização das provas entre as opções disponibilizadas pela banca, independentemente do polo de trabalho para o qual estiverem concorrendo. A duração das provas varia conforme o cargo e o nível de escolaridade: Nível médio — Quadro de Terra: 4 horas; Nível superior — Quadro de Terra: 4 horas e 30 minutos; Advocacia — Quadro de Terra: 5 horas e 30 minutos; Oficiais — Quadro de Mar: 4 horas e 30 minutos. Após a aprovação, os candidatos convocados ainda precisarão comprovar os requisitos exigidos para o cargo e passar por exames médicos admissionais. Para os profissionais do quadro de mar, também está previsto teste toxicológico para detecção de substâncias psicoativas. Onde serão as vagas? No quadro de terra, as oportunidades serão distribuídas entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as vagas terão abrangência nacional. A distribuição das 281 oportunidades por cargo e polo, assim como os requisitos, etapas de seleção, conteúdo das provas e cronograma, estão detalhados nos editais. Segundo a Transpetro, os processos seletivos terão validade de um ano e meio, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Editais com paridade de gênero Os processos seletivos também terão um mecanismo de paridade de gênero na segunda fase. Segundo a companhia, a iniciativa busca reduzir a sub-representação feminina nas carreiras contempladas pelos editais. Atualmente, cerca de 15% dos empregados da Transpetro são mulheres, enquanto os homens representam aproximadamente 85% do quadro. A medida será aplicada apenas na composição da segunda etapa. Para chegar a essa fase, todos os candidatos precisarão atingir a nota mínima exigida na primeira etapa. A classificação final continuará considerando o desempenho dos participantes. Cotas definidas antes dos editais Antes da publicação dos quatro editais, foi realizado um sorteio para definir os cargos, áreas e polos aos quais serão destinadas determinadas vagas reservadas a grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a Transpetro, 30% das vagas e do cadastro de reserva serão destinados a grupos étnico-raciais, distribuídos da seguinte forma: 25% para pessoas pretas e pardas; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Outros 10% são reservados a pessoas com deficiência. Os editais estabelecem, inclusive, a aplicação da reserva de 10% também na formação do cadastro de reserva. O sorteio foi realizado nos casos em que a quantidade de vagas por cargo, ênfase ou polo não permitia alcançar automaticamente os percentuais de reserva previstos na legislação. O procedimento não selecionou candidatos nem interfere na classificação nas provas. Ele serviu para definir a alocação das vagas reservadas entre os cargos, ênfases e polos. Aprovado em 1º lugar no CNU 2025 tem posse negada por divergência sobre a formação
10/09/2026 10:27:10 +00:00
ES terá um dos menores trechos de rodovia federal do Brasil com a inauguração da BR-447; veja ranking nacional

Início do novo trecho da BR-447, que vai ligar a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Fernando Madeira/Rede Gazeta Um novo trecho da BR-447 no Espírito Santo deve ser inaugurado até dezembro deste ano, segundo o governo federal. Com 4,3 quilômetros de extensão, a via será um dos menores trechos de rodovia federal de todo o país. O investimento total é de R$ 236 milhões, com recursos da União. O trecho a ser entregue pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai ligar a BR-101, nos limites entre Cariacica e Viana, próximo à antiga Braspérola, até a Rodovia estadual Leste-Oeste, ainda em Cariacica, próximo ao novo Hospital Geral. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A previsão de inauguração para este ano ainda é do ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que o governo federal ainda aguarda a saída de sete famílias de áreas de risco, em um processo que envolve desapropriações, para que a via seja concluída. "Com elas cumprindo o prazo determinado pela Justiça, a gente consegue entregar a rodovia em dezembro deste ano", afirmou Santoro. Ele disse que as desapropriações vão ser pagas pela União, que também vai assumir os valores referentes à realocação dessas famílias. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Esse novo trecho que será entregue até dezembro (4,3 km) vai complementar um outro já existente da BR-447, em Vila Velha. Conhecida como Estrada de Capuaba, o trecho já em operação atualmente liga a Avenida Carlos Lindenberg até o Porto de Capuaba e tem cerca de dois quilômetros de extensão. LEIA TAMBÉM: DUPLICAÇÃO: BR-262 vai ganhar 50 viadutos, túneis, ciclovias e passarelas no ES com investimento de R$ 8,6 bilhões Portanto, somando os dois trechos distintos que a BR-447 terá no Espírito Santo após a inauguração de dezembro, a rodovia federal deve somar 6,4 km de extensão, tornando-se o sexto menor trecho de BR em todo o país. Confira abaixo: Menores rodovias federais Toda a extensão da nova via será em pista dupla, nos dois sentidos, além de incluir vias marginais e a construção de cinco obras especiais, como viadutos. Além desses dois trechos distintos, o Dnit informou que, como um todo, a BR-447 deverá ter, oficialmente, 16,3 quilômetros de extensão, "abrangendo tanto o trecho já pavimentado quanto os demais segmentos projetados, inclusive aqueles coincidentes com rodovias estaduais". Ou seja, o Dnit também vai contabilizar como BR-447 os trechos em que a rodovia federal passa pelo menos trajeto de outras vias locais, como a própria Rodovia Leste-Oeste e a Darly Santos. "Dessa forma, essa quilometragem não se restringe aos trechos atualmente sob jurisdição do Dnit", completou o órgão. E mesmo com esse tamanho total de 16,3 km, a BR-447 no Espírito Santo ainda assim será umas das menores rodovias federais do Brasil. Agora no g1 Novela da obra A promessa de entrega para dezembro de 2026 é a mesma feita pelo Ministério dos Transportes no início deste ano, após o prazo anterior — conclusão em dezembro de 2025 — não ser cumprida. Essas não foram as primeiras promessas: em janeiro de 2024, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, listou a via no Espírito Santo entre os 60 projetos previstos para serem entregues ou iniciados naquele ano. Um ano antes, em 2023, a entrega da rodovia também foi anunciada, mas o governo federal só havia liberado 1,2 quilômetro de vias laterais até julho daquele ano, no trecho que liga os bairros São Francisco e Vila Betânia, nos municípios de Cariacica e Viana, respectivamente. A ordem de serviço para a BR-447 foi em 2019, com previsão inicial de realizar toda a obra em até três anos. Mas, em 2022, o governo federal já explicava o desafio que enfrentava com a desapropriação dos mais de 300 imóveis previstos no projeto. Quatro anos atrás, ainda era necessário desapropriar 180 imóveis para seguir com a construção da rodovia. *Com informações de Maurílio Mendonça. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
10/09/2026 07:00:00 +00:00
g1 20 anos: férias na Lua, robôs e IA substituindo o celular podem fazer parte da sua vida até 2046

Como será a tecnologia até 2046? Robôs, IA e até férias na Lua podem fazer parte do futuro Orkut, Twitter, a expansão da internet banda larga, Walkman, celulares com câmera digital e CyberShot estavam entre os temas que dominavam o noticiário de tecnologia em 2006, ano em que o g1 foi criado. Vinte anos depois, muita coisa mudou. Hoje, falamos de inteligência artificial, assistimos a praticamente qualquer conteúdo pela internet e vivemos cercados por redes sociais e seus algoritmos. Para os próximos anos, podemos esperar avanços que até pouco tempo pareciam distantes, como novas viagens à Lua e robôs atuando como assistentes pessoais dentro e fora de casa. 📺 No vídeo especial acima, veja os temas que podem moldar o futuro da tecnologia e da inovação nos próximos anos — e que você poderá acompanhar no g1. Para entender o que esperar do futuro, o g1 conversou com Ronaldo Lemos, fundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e especialista em tecnologia e inovação. Especial 20 anos de g1 Relembre em VÍDEO as primeiras grandes coberturas do site Mariana, Brumadinho e Covid-19: relembre em VÍDEO as tragédias e crises que marcaram os 20 anos do g1 Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius g1 20 anos: relembre em vídeo as primeiras grandes coberturas g1 20 anos: HIV - O caminho da cura
10/09/2026 05:00:00 +00:00
Gás do Povo: quem recebe o voucher de setembro e como consultar pelo CPF

'Gás do Povo': recarga gratuita de botijão começa na segunda (24) em Teresina; veja como vai funcionar Divulgação O voucher do Gás do Povo de setembro será disponibilizado nesta quinta-feira (10) para as famílias que têm direito ao benefício. O programa garante a recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg em revendas credenciadas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A distribuição dos vales ocorre sempre no dia 10 de cada mês, segundo o calendário da Caixa. O benefício, no entanto, não é liberado necessariamente para todas as famílias todos os meses. A frequência depende da quantidade de pessoas que compõem a família registrada no Cadastro Único (CadÚnico). Famílias com 2 ou 3 pessoas recebem um vale a cada três meses. Já aquelas com 4 pessoas ou mais recebem um vale a cada dois meses. Como consultar o Gás do Povo pelo CPF É possível consultar se há um voucher disponível informando o CPF do responsável familiar no site oficial do Gás do Povo, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Na página de consulta, basta informar o CPF do responsável familiar cadastrado no CadÚnico para verificar a situação do benefício. A situação também pode ser consultada por outros canais, como o aplicativo Meu Social, o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA e o Portal Cidadão da Caixa. Agora no g1 Quem tem direito ao Gás do Povo? Para participar do programa, a família precisa estar inscrita no CadÚnico, com os dados atualizados nos últimos 24 meses, e ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também é necessário que o CPF do responsável familiar esteja regularizado na Receita Federal e que a família não esteja em situação de averiguação cadastral ou com indício de óbito do responsável familiar no CadÚnico. A seleção das famílias é feita de acordo com os critérios do programa. Portanto, estar inscrito no CadÚnico e atender aos requisitos não significa necessariamente que haverá um voucher disponível em cada rodada. O Gás do Povo é pago em dinheiro? Não. O Gás do Povo não deposita um valor em dinheiro na conta do beneficiário. O programa oferece uma recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg. O responsável familiar deve utilizar o vale em uma revenda credenciada pelo programa. Como usar o voucher do Gás do Povo? Depois de confirmar que tem direito ao benefício, o responsável familiar deve procurar uma revenda credenciada. A validação pode ser feita de três formas: cartão do Bolsa Família com chip e senha; cartão de débito de uma conta da Caixa e senha; CPF do responsável familiar e código de validação enviado por SMS para o celular cadastrado na Caixa. No caso do uso do CPF, é importante manter o número de celular atualizado no CAIXA Tem para receber o código de validação. É possível receber o gás em casa? Sim. O programa permite escolher entre retirar a recarga na revenda ou solicitar a entrega em casa, desde que a revenda ofereça esse serviço. A recarga do botijão é gratuita, mas pode haver cobrança pela entrega. Também pode haver custo caso a família não disponibilize um vasilhame vazio no momento da troca. Quando será o próximo voucher do Gás do Povo? A Caixa prevê a disponibilização dos vales no dia 10 de cada mês. Depois de setembro, o calendário prevê novas liberações em 10 de outubro, 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026. Isso não significa, porém, que uma mesma família receberá um voucher em todas essas datas. A periodicidade depende da composição familiar e da permanência nos critérios do programa.
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Capinha de novo iPhone dobrável chama atenção pelo preço; veja detalhes

Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Além do iPhone Duo, celular dobrável que custa até R$ 30.999, a Apple lançou na quarta-feira (9) novas capinhas que também chamaram atenção pelos preços, que chegam a R$ 1.299. O modelo mais caro conta com um suporte para apoiar o iPhone Duo na horizontal, mas não permite usar a tela externa do aparelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Disponível nas cores azul-marinho e cinza-castanho, o acessório é fabricado com o TechWoven, um acabamento em tecido exclusivo da empresa, e se conecta ao celular por meio de ímãs. Em seu site, a Apple diz que a capinha passou por milhares de horas de testes para garantir proteção contra quedas e arranhões. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A empresa anunciou ainda uma capinha que custará R$ 829. Esse modelo tem um dos lados vazados, um visual projetado para o uso da tela externa. O acessório, que será vendido nas cores azul-marinho e areia, tem acabamento em policarbonato e também se integra ao iPhone Duo por meio de ímãs. A Apple lançou ainda novas versões das alças transversais e de pulso para as versões convencionais do iPhone. Elas serão vendidas por R$ 559 e R$ 299. LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Capinha para iPhone Duo Divulgação/Apple iPhone Duo A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. iPhone Duo E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Alças transversais e de pulso para iPhone Divulgação/Apple Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 76 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.056 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (10), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple aumentou os preços de versões antigas do iPhone nesta quarta-feira (9), após revelar seus novos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a revisão, celulares apresentados há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros. Os reajustes revertem a prática de anos anteriores, em que a empresa baixava os preços de gerações anteriores logo depois de anunciar novos aparelhos. (saiba mais ao final) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maior alta foi sobre o iPhone Air, um modelo ultrafino que tinha sido lançado em 2025. Até terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era vendida no site da Apple por R$ 13.499. Agora, ela é anunciada por R$ 15.499. Nas outras opções do iPhone Air, o preço dos celulares sofreu aumento de R$ 500. A versão com 256 GB passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, enquanto a opção de 512 GB saiu de R$ 11.999 para R$ 12.499. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton O iPhone 16, o iPhone 17 e o iPhone 17e ficaram de R$ 200 e R$ 300 mais caros, variando conforme o espaço de armazenamento. A Apple também deixou de vender em seu site o iPhone 17 Pro e Pro Max e o iPhone 16 Plus. Mas, assim como as demais versões, esses modelos ainda são anunciados em outros varejistas. LEIA MAIS iOS 27 será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis Como é o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Custos de chips pressionam preços A Apple já tinha sinalizado em junho que reajustaria os preços dos seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. "Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse o então CEO da Apple, Tim Cook, ao Wall Street Journal. Cook, que foi substituído no início de setembro por John Ternus, disse, na ocasião, que a Apple estava fazendo o possível para mitigar aumentos repassados por fornecedores. Mas destacou que a situação tinha se tornado "insustentável" após parceiros repassarem aumentos "exorbitantes". A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial. Cook, que agora ocupa o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, disse em junho que os chips de armazenamento também eram um problema, mas que a preocupação estava concentrada nos chips de RAM. 🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente. Embora sejam mais associados a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros. "Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou Cook, em junho. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental". Preços dos iPhones antigos após a chegada da nova geração de celulares da Apple g1
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Petrobras deixará de aplicar desconto de R$ 0,44 para distribuidoras; entenda impacto no preço final da gasolina

Governo corta imposto dos combustíveis até outubro A Petrobras anunciou que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). ➡️ Inicialmente, a Petrobras informou que também faria um ajuste no preço da gasolina A e que a redução dos tributos federais anunciada pelo governo compensaria a mudança, mantendo o preço final do combustível inalterado. Durante a madrugada, porém, a companhia corrigiu a informação e informou que não faria esse ajuste, o que deixará a gasolina A mais barata para as distribuidoras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com o fim do desconto, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. Segundo a estatal, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 dos tributos federais anunciada pelo governo federal. De acordo com a empresa, isso fará com que o preço da gasolina A, já considerando os tributos, fique R$ 0,19 por litro abaixo do valor praticado até quarta-feira. Na prática, o fim do desconto de R$ 0,44 por litro eleva o preço da gasolina. Já a redução de R$ 0,63 nos tributos federais tem impacto maior e mais do que compensa esse aumento. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição de etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, comercializada nos postos. Agora no g1 Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Veja a íntegra da nota da Petrobras: A Petrobras informa que, em razão do encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, deixará de aplicar, a partir de 10/9, o desconto de R$ 0,44 por litro no preço da gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo Governo Federal. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por litro. No entanto, em função da redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal, o efeito líquido para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos, comparado ao preço praticado pela Petrobras até esta quarta-feira, 9/9. Subvenção econômica ao óleo diesel Com relação à concessão de nova subvenção econômica à comercialização de óleo diesel anunciada pelo Governo Federal, a Petrobras aguarda a publicação dos atos legais necessários para sua avaliação e implementação. Transparência A Petrobras reafirma seu compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial. Para ampliar a compreensão da sociedade sobre a formação de preços dos combustíveis, a companhia mantém em seu site informações detalhadas sobre composição e dinâmica de preços, disponíveis em: precos.petrobras.com.br.
09/09/2026 23:49:11 +00:00
Leilão para nova concessão do Aeroporto de Brasília será em dezembro; veja detalhes do edital

Vista aérea do Aeroporto de Brasília Bento Viana/Inframerica A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quarta-feira (9), o edital de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. 🔎Repactuação é uma renegociação do contrato de concessão, ajustando as condições para melhor atender ao interesse público e garantir a boa administração do aeroporto. Nesse processo, uma nova empresa pode ser escolhida para administrar o terminal. Os interessados devem apresentar os documentos necessários e formalizar propostas entre os dias 9 e 10 de dezembro, de forma online ou presencial. A sessão pública do leilão está prevista para 17 de dezembro. O edital prevê a venda de 100% do capital social do terminal. Hoje, 51% das ações pertencem à atual administradora do aeroporto, a Inframerica, e 49% à Infraero — empresa pública federal vinculada à Secretaria de Aviação Civil. O novo acordo traz a realização de um processo competitivo simplificado, com a inclusão de novas obrigações contratuais, a conversão de parte da outorga fixa em variável e a incorporação de dez aeroportos regionais ao contrato. Também estão previstos novos investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no aeroporto brasiliense ao longo da vigência da nova concessão — que segue até 2037. Entre as intervenções planejadas estão, por exemplo: a construção de uma nova via de acesso ao aeroporto; a implantação de um edifício-garagem; a aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens. A concorrência terá lance mínimo fixado em 5,9% da receita bruta da concessão. A Inframerica, atual administradora do aeroporto, é obrigada a participar do leilão. Saiba como funciona a logística das chegadas e partidas do Aeroporto de Brasília Aeroportos regionais como 'contrapartida' Quem vencer o novo leilão terá que investir, como contrapartida, em 10 aeroportos regionais espalhados pelo centro-sul do Brasil. A futura concessionária deverá aportar cerca de R$ 660 milhões na ampliação, manutenção e operação dos terminais de: Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO); Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS); Ponta Grossa (PR); Barreiras (BA). Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
09/09/2026 22:51:05 +00:00
Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max
Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max Big tech também anunciou novos Apple Watches e AirPods 5, além de trazer novidades nas câmeras dos iPhones. Empresa lançou nesta quarta-feira os iPhones 18 Pro e Pro Max, que custarão até R$ 21.990. Também apresentou o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.990. John Ternus fez sua 1ª apresentação como CEO da empresa; conheça o executivo
09/09/2026 22:05:19 +00:00
Biocombustível: chuvas atípicas impulsionam preços do etanol mesmo com estoque robusto no mercado paulista, analisa USP

Cultivo da cana-de-açúcar no interior de São Paulo Claudia Assencio/g1 O clima atípico com maior volume de chuvas do que o previsto desde o fim de agosto, e que se estendeu na primeira semana de setembro de 2026, contribui para a alta nas cotações dos etanóis anidro e hidratado no mercado paulista, apesar dos estoques e safra abundantes. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgados em boletim desta quarta-feira (9). Em relação ao açúcar, os preços do cristal também seguem subindo no estado de São Paulo, sustentados pela oferta restrita. Leia mais detalhes sobre os derivados da cana-de-açúcar, na reportagem. O litro do etanol hidratado teve trajetória de alta em São Paulo e encerra a primeira semana de setembro na casa dos R$ 2,40. Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O relatório mensal do Cepea indica que os preços médios dos etanóis registraram, em agosto, a primeira elevação da temporada 2026/27 no estado de São Paulo. “Na média das semanas cheias deste mês, o valor do hidratado foi de R$ 2,2020/litro, alta de 3,11% frente a julho”, detalhou. Fábrica de etanol da Raízen em Piracicaba (SP) Marcelo Brandt/G1 Etanol O preço do etanol hidratado combustível acumulou sucessivas altas ao longo de agosto e iniciou o mês de setembro em ritmo de valorização no estado de São Paulo. Para o litro de etanol anidro, no mercado spot - com pagamento à vista, o preço médio foi de R$ 2,4750 em agosto deste ano. O valor equivale a aumento de 1,59%. “O avanço estava atrelado à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, o que pode gerar paralisações das atividades industriais, além da valorização do açúcar no mercado externo, dado o contexto de preocupação relacionado à possível menor disponibilidade em países produtores”, apontou. Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 De acordo com o Indicador Semanal Cepea/Esalq, o combustível renovável encerrou a semana de 31 de agosto a 4 de setembro de 2026 cotado a R$ 2,3991 por litro (sem frete e sem impostos), o que representa um avanço de 3,79% em relação ao período anterior. Em dólar, a cotação atingiu US$ 0,4672/litro. “As chuvas recentes nas regiões produtoras de etanol do Centro-Sul provocaram paralisações das atividades e contribuíram para manter a firmeza dos vendedores”, destacou o Centro de Estudos da USP. Sobre a demanda, o levantamento do Cepea aponta que as distribuidoras menores fecharam novas aquisições nos últimos dias, “com as vendas aquecidas de combustíveis na ponta varejista, devido ao feriado do Dia da Independência, em 7 de setembro”, completou. Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho Produção de cana no Brasil pode amenizar déficit de açúcar no mundo Agosto de altas nos preços O preço do Anidro iniciou agosto em R$ 2,3091 o litro, o que representou recuo de 0,22%. Mas, o biocombustível engatou altas nas semanas seguintes, variando entre 1,96% e 5,32%, e fechou a primeira semana de setembro a R$ 2,7829 o livro, impulsionado por um salto final de 6,85%. Hidratado Para o etanol hidratado, a maior alta semanal do período ocorreu em meados de agosto. Entre os dias 10 e 14 do mês, o indicador saltou 7,24%, passando de R$ 2,0457/litro, na semana de 3 a 7 de agosto, para R$ 2,1939/litro no período seguinte. Nas semanas seguintes, os preços mantiveram a tendência de elevação: 17 a 21 de agosto: valorização de 2,86%, com preço médio subindo para R$ 2,2566/litro (US$ 0,4352) 24 a 28 de agosto: alta de 2,44%, atingindo R$ 2,3116/litro (US$ 0,4476) 31 de agosto a 04 de setembro: avanço de 3,79%, chegando a R$ 2,3991/litro (US$ 0,4672) Ao comparar o patamar inicial de agosto, de R$ 2,0457, com a primeira semana de setembro, R$ 2,3991, nota-se uma valorização de cerca de 17,27% no período analisado. Produção de açúcar orgânico Reprodução EPTV Açúcar cristal O cenário de oferta restrita também manteve os preços do açúcar cristal am alta. De acordo com o Cepea, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) “reforçam o quadro de disponibilidade mais limitada, pois, mesmo com o avanço da moagem no Centro-Sul, a diferença foi absorvida pelo etanol, cuja fabricação aumentou. Este descompasso tende a sustentar a restrição da oferta no restante do ciclo”, observou. No cenário externo, o Centro de Estudos indica que os preços do açúcar demerara seguem fortalecidos, devido a projeções de déficit na produção mundial. As cotações do açúcar cristal branco no mercado à vista de São Paulo registraram elevação em agosto. “A oferta mais restrita no Centro-Sul e a postura mais firme das usinas sustentaram os valores, enquanto compradores reduziram o ritmo das aquisições diante da rápida valorização”, concluiu. O Indicador Cepea/Esalq passou de média de R$ 93,02 a saca de 50 kg na primeira semana de agosto para R$ 108,53 a saca no fim do mês. Safra de cana TV TEM/Reprodução Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba
09/09/2026 20:55:18 +00:00
Lula assina decreto que reduz tributos sobre gasolina e MP que cria subsídio para diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (9) um decreto que amplia a subvenção à gasolina de R$ 0,44 por litro, ou seja, reduz os tributos incidentes sobre o combustível neste montante. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com diminuição de R$ 0,19 por litro. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou em entrevista coletiva que houve um erro na data de vigência do decreto. Diferente do informado anteriormente, a norma vale até 9 de outubro e não 5 de outubro. O petista assinou também uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida se soma ao subsídio de R$1,12, que vale até o dia 26 de setembro. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Ou seja, no momento em que as duas medidas estiverem coexistindo, a subvenção alcança o valor de R$ 2,12. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. A subvenção ao diesel será concedida a produtores e importadores que aderirem ao programa. O valor de R$ 1 por litro poderá ser alterado ou interrompido de acordo com as condições do mercado, e o desconto deverá ser repassado ao preço de venda. Na gasolina, a redução de R$ 0,63 por litro é exclusivamente uma redução nos tributos. Ela substitui a subvenção que estava em vigor e termina nesta quarta-feira. Custo das medidas O governo estima arrecadar mais de R$ 10 bilhões em receitas extras com o petróleo neste mês. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o valor é mais do que suficiente para compensar a renúncia de R$ 2 bilhões com as medidas para gasolina e etanol. Essa receita adicional será considerada no próximo relatório bimestral de receitas e despesas. No caso da subvenção ao diesel, Ceron afirmou que o gasto extra também será incluído no próximo relatório. Se houver necessidade de fazer ajustes para garantir o cumprimento da meta de resultado primário, o governo poderá recorrer a contingenciamentos. Desde do momento que foram anunciadas, as medidas sobre os combustíveis já custaram R$25 bilhões, segundo os ministros. ➡️Subvenção de R$ 1,12 para o diesel: vigente até 26 de setembro. Custa R$ 5,5 bilhões em um mês. ➡️Nova subvenção de R$ 1 para o diesel: custo estimado em cerca de R$ 5 bilhões em um mês. ➡️Subsídios previstos no decreto: a subvenção de R$ 0,44 na gasolina custou cerca de R$ 1,2 bilhão. A nova desoneração deve ter impacto de cerca de R$ 2 bilhões, somando: R$ 1,2 bilhão referentes aos R$ 0,44; R$ 500 milhões referentes ao adicional de R$ 0,19, que elevou o subsídio da gasolina para R$ 0,63; R$ 300 milhões referentes à desoneração de R$ 0,19 no etanol, que zera os impostos federais sobre o biocombustível. “Não vamos permitir que essa guerra irresponsável chegue no seu bolso e muito menos no prato de comida do povo brasileiro”, afirmou Lula em vídeo divulgado nesta quarta". Lula durante visita à sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial Divulgação/Ricardo Stuckert
09/09/2026 19:30:31 +00:00
Apple lança iPhone dobrável de R$ 30.999 e web reage; veja memes

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A empresa também anunciou os AirPods 5 e novos modelos do Apple Watch. No Brasil, os novos iPhones custarão entre R$ 11.999 e R$ 30.999, dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento. O iPhone 18 Pro de 256 GB é o mais barato entre os lançamentos, enquanto o iPhone Duo de 2 TB é o mais caro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 Considerando todas as versões anunciadas, o preço médio dos novos iPhones fica em torno de R$ 19,4 mil. Os preços elevados e o formato dobrável do iPhone Duo, que parte de R$ 21.999 no Brasil, rapidamente viraram alvo de piadas e memes nas redes sociais. Veja alguns deles: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
09/09/2026 19:02:59 +00:00
Apple lança o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.999

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, com preços que partem de R$ 21.999 e vão R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. (veja todos os preços) O modelo é o primeiro dobrável da Apple e marca a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes como Samsung e Huawei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a de 8,3 polegadas do iPad Mini. iPhone Duo divulgação/Apple A tela maior amplia a área para assistir a vídeos e oferece recursos extras em aplicativos de terceiros, como o Zoom. Também é possível usar dois aplicativos ao mesmo tempo. Até a chegada do iPhone Duo, o uso de dois aplicativos ao mesmo tempo era restrito aos iPads entre os dispositivos móveis da Apple. O Duo também é o primeiro iPhone compatível com a Apple Pencil, até então disponível apenas para iPads. Para reforçar a estrutura do iPhone Duo, a Apple usou titânio na carcaça. Segundo a empresa, uma textura aplicada à tela interna também ajuda a reduzir o vinco comum em celulares dobráveis. O aparelho tem quatro câmeras: Duas traseiras de 48 megapixels; Uma frontal externa de 12 megapixels; Uma câmera interna, sob a tela, capaz de gravar em Full HD (1080p). Veja abaixo as imagens do novo iPhone Duo: iPhone Duo Diferentemente dos demais iPhones vendidos atualmente pela Apple, o Duo não tem reconhecimento facial nem entrada para chip físico de operadora — o aparelho utiliza apenas o chip virtual, chamado eSIM. No lugar do reconhecimento facial, a autenticação biométrica é feita por um leitor de impressões digitais na lateral do aparelho. O iPhone Duo usa o mesmo chip A20 Pro dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, também lançados nesta quarta-feira. A Apple não informa a capacidade da bateria, mas afirma que o aparelho oferece até 24 horas de uso típico. Segundo a empresa, a autonomia pode chegar a 44 horas usando a tela externa e a 31 horas com a tela interna. Com um carregador de 60 watts ou mais, a bateria pode chegar a 50% da carga em até 20 minutos, segundo a Apple. O iPhone Duo entra em pré-venda no dia 16 de outubro, e as entregas começam em 23 de outubro. Confira os preços do aparelho no Brasil: iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999; iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499; iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499; iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999. Veja também os preços do aparelho nos EUA: iPhone Duo (256 GB): US$ 1.999; iPhone Duo (512 GB): US$ 2.199; iPhone Duo (1 TB): US$ 2.599; iPhone Duo (2 TB): US$ 3.199. Rumores já indicavam o iPhone dobrável O iPhone Duo retomou o uso do leitor de impressões digitais (Touch ID) para desbloquear o aparelho. Outros iPhones usam o reconhecimento facial (FaceID). Reprodução Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple
09/09/2026 17:54:14 +00:00
Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa em evento de lançamento dos novos iPhones

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple John Ternus, de 50 anos, fez sua primeira apresentação de lançamento da Apple como CEO da marca nesta quarta-feira (9). Em sua sede em Cupertino, na Califórnia, o evento em que revela os modelos da linha iPhone 18. Ternus assumiu oficialmente o comando da Apple no ínicio deste mês depois que Tim Cook, que ficou 15 anos à frente da empresa, deixou o cargo e assumiu como novo presidente-executivo do conselho administrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quem é John Ternus Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diferentes categorias e teve papel central no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além de novas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar os computadores da marca mais potentes e populares ao longo dos 40 anos da categoria. Entre os projetos recentes está o MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso aos computadores da Apple. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o novo comandante da empresa Reprodução/Apple Sob sua liderança, a Apple também desenvolveu melhorias nos AirPods, como avanços no cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva. Ternus também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e a confiabilidade dos produtos, além de mudanças em materiais e no design dos equipamentos para reduzir a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e mudanças para facilitar o reparo dos dispositivos. Antes de entrar na Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Salário Agora, como o novo CEO, o executivo terá salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e bonificação com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) durante quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Os valores foram informados em documentos da Apple para Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) porque a empresa tem ações negociadas na bolsa de valores. Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado divulgado em abril deste ano, a empresa informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou o cargo. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, permaneceu mais tempo na função do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias de produtos, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — uma alta superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Agora como novo presidente-executivo do conselho administrativo, Cook terá salário de US$ 2 milhões por ano (R$ 10 milhões), além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões) ao longo de quatro anos. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em meio a uma nova onda de transformações na indústria de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia aumenta a pressão sobre a Apple para mostrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que a própria empresa ajudou a promover ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar os computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que mudaram a forma como as pessoas usam a tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱 Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde o lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como Mac, iPad e Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base de usuários da marca ao redor do mundo.
09/09/2026 17:33:39 +00:00
Apple lança primeiro iPhone dobrável e novos 18 Pro e Pro Max; veja as novidades e preços no Brasil

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple revelou nesta quarta-feira (9), em seu evento anual de lançamentos, o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da marca. A empresa também apresentou os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, além dos fones de ouvido AirPods 5 e novas versões dos relógios Apple Watch. O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a do iPad Mini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Apple, o uso do iPhone Duo como um tablet oferece tela 80% maior do que a do iPhone 18 Pro e 50% maior do que a do iPhone 18 Pro Max. É o primeiro grande anúncio da empresa sob o comando do novo CEO John Ternus, que substituiu Tim Cook no início de setembro. Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes iPhone Duo iPhone Duo pode servir como... despertador Reprodução A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. Detalhe da dobradiça do iPhone Duo Reprodução O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Veja abaixo. iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999,00 iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499,00 iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499,00 iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999,00 Galerias Relacionadas iPhone 18 Pro e Pro Max iPhone 18 Pro e Pro Max serão vendidos em quatro cores Divulgação Sem as versões "básicas" de gerações anteriores, como o iPhone 17 e o iPhone 17 Plus, os modelos mais baratos da nova geração da Apple são o iPhone 18 Pro e Pro Max. Veja os preços abaixo. iPhone 18 Pro (256 GB): R$ 11.999,00 iPhone 18 Pro (512 GB): R$ 13.499,00 iPhone 18 Pro (1 TB): R$ 16.499,00 iPhone 18 Pro (2 TB): R$ 20.999,00 iPhone 18 Pro Max (256 GB): R$ 12.999,00 iPhone 18 Pro Max (512 GB): R$ 14.499,00 iPhone 18 Pro Max (1 TB): R$ 17.499,00 iPhone 18 Pro Max (2 TB): R$ 21.999,00 Os celulares têm câmera principal de 48 megapixels com abertura variável, que permite controlar a quantidade de luz que entra na lente. A Apple também ampliou o recurso de time-lapse para resolução 4K e facilitou o foco em objetos em movimento. Além disso, o recurso "Estilos Fotográficos" ganhou mais opções de personalização, com controle de textura, detalhes e cores. Animação mostra a lente de abertura variável do iPhone 18 Pro Divulgação Os novos celulares têm a bateria com a maior capacidade da história para um iPhone, segundo a Apple. As versões com suporte somente para eSIM podem chegar a 36 horas de reprodução de vídeo com apenas uma carga. Em ambos, a Apple reduziu a Dynamic Island, a área no topo da tela que mostra informações rápidas. Os modelos também ganharam os novos processadores A20 Pro e uma câmara de vapor que ajuda a evitar o superaquecimento. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple Eles serão vendidos em quatro opções de cores — preto, prateado, bordô e glacial —, entrarão em pré-venda em 12 de setembro e serão entregues a partir de 18 de setembro. A Apple também apresentou uma nova versão da assistente Siri, batizada de "Siri AI". Entre as novidades, está um recurso que permite editar o ângulo de fotos feitas com o iPhone 18 Pro e Pro Max. AirPods 5 Novo Apple AirPods 5. Reprodução/Apple A Apple também anunciou os novos fones de ouvido AirPods 5, com cancelamento ativo de ruído. De acordo com a empresa, o modelo consegue reduzir 50% mais ruídos externos em comparação com os AirPods 4. Os fones ganharam uma nova arquitetura acústica, que, segundo a Apple, oferece um som mais rico e detalhado. A empresa também afirma que a mudança torna o Áudio Espacial Personalizado mais imersivo e dinâmico. No Brasil, os AirPods 5 serão vendidos por R$ 1.499, na versão básica, e por R$ 1.699, na versão com estojo de recarga sem fio. Os aparelhos entrarão em pré-venda na próxima sexta-feira (11) e serão entregues a partir de 18 de setembro. Apple Watch Novos Apple Watch Ultra 4 (à esquerda) e Apple Watch Series 12 (à direita) Reprodução Os novos Apple Watch Ultra 4 e Apple Watch Series 12 também foram revelados durante o evento. A empresa anunciou ainda que lançará ainda este ano uma nova versão do aplicativo Saúde, que terá um recurso capaz de mostrar como estão as métricas do usuário em relação à sua idade. Os aparelhos usam o novo processador S11, que permite oferecer novos recursos de áudio. Entre as novidades, estão recursos que permitem recuperar os últimos 15 minutos de conversa e fazer resumos em texto sobre tudo que foi dito ao longo do dia. A empresa disse ainda que desenvolveu os recursos com foco em privacidade e que não cria nem armazena gravações. O áudio bruto usado para gerar os resumos fica inacessível para o sistema operacional, os aplicativos, o usuário ou a Apple. O Apple Watch Series 12 será vendido no Brasil a partir de R$ 5.499, enquanto o Watch Ultra 4 custará R$ 10.499. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple A câmera do iPhone 18 Pro permite usar controles profissionais de fotografia para ajustar a imagem Reprodução Mecanismo da câmera de 48 megapixels do iPhone 18 Pro, com abertura variável para controlar a entrada de luz Reprodução Siri AI permite editar o ângulo de fotos no iPhone 18 Pro Reprodução Nova Siri no iPhone 18 Pro Reprodução John Ternus, CEO da Apple Reprodução/Apple
09/09/2026 17:00:00 +00:00
Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA; entenda

Pará pode sentir efeitos da proibição da exportação de carne bovina para o mercado europeu A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida anunciada por Trump no mês passado tem como principal objetivo ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Agora, com as regras mais claras, o Brasil aparece entre os países com maior potencial para ocupar esse espaço. 🐂 Os Estados Unidos enfrentam uma redução do rebanho bovino, o que diminuiu a oferta de carne e pressionou os preços. Para aumentar a produção local, o governo Trump também lançou medidas de incentivo aos pecuaristas. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. A avaliação da posição do Brasil neste cenário é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar para os Estados Unidos colocam o país em posição favorável na disputa por esse mercado. 🔍 A nova cota, porém, é diferente da regra que já se aplica à carne brasileira. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas para exportar aos Estados Unidos sem tarifa extra. Segundo Iglesias, esse volume foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois que essa cota é preenchida, a carne brasileira pode continuar entrando no mercado americano, mas passa a pagar uma tarifa adicional de 26,4%. ➡️ De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, com receita de US$ 1,74 bilhão. O volume é 28,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A nova medida de Trump abre, por 90 dias, uma cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança, melhorando as condições de acesso para os países que conseguirem ocupar esse espaço. Brasil tem vantagem na disputa pela nova cota Nem todos os principais fornecedores de carne dos Estados Unidos vão disputar diretamente esse novo espaço. A Argentina, por exemplo, já conta com cotas próprias para o mercado americano. Os mercados que mais exportam carne aos EUA em ordem: Brasil; Austrália; Canadá; México; Nova Zelândia Na avaliação de Iglesias, os concorrentes mais diretos do Brasil nesse volume adicional são o Paraguai e países da América Central. Ainda assim, o Brasil teria vantagem por causa do tamanho de sua indústria e da quantidade de frigoríficos credenciados a exportar para os Estados Unidos. Isso não significa, porém, que as 300 mil toneladas serão divididas entre os países de forma automática. Cada exportador terá de conquistar espaço no mercado, e a capacidade de oferecer o produto ao preço desejado pelos compradores americanos será decisiva. O desafio está no preço da carne O tipo de carne procurado pelos Estados Unidos também pode reduzir o interesse dos frigoríficos brasileiros. A nova demanda está concentrada nos trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados, entre outras finalidades, na produção de carne moída, matéria prima para o tradicional hamburguer americano. É justamente nesse ponto que surge uma das dúvidas da indústria: vale a pena destinar esse produto aos Estados Unidos? Como o produto tem menor valor agregado e representa apenas uma parte da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar o preço pago pelos americanos, os custos de exportação e o retorno que poderiam obter pelo mesmo animal em outros mercados. Segundo Iglesias, as empresas ainda fazem essas contas. A preocupação é que uma alta excessiva nos preços torne a operação menos atrativa para os compradores americanos e comprometa o objetivo da medida: ampliar a oferta de carne a preços mais baixos.
09/09/2026 16:45:31 +00:00
EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate

Agora no g1 O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos. Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente. Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China. A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial. China rebate O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem “dois pesos e duas medidas” para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA. Segundo o ministério, a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos. “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, afirmou a pasta. O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país. “Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação”, disse um porta-voz do ministério. A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China. Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China. A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país. *Com informações de Reuters e AP
09/09/2026 16:16:58 +00:00
Nova CNH: STF arquiva ação e permite uso de carro particular no exame de direção

Detran-RJ alerta motoristas de CNH C, D e E sobre exame toxicológico O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de usar carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para a ministra Carmen Lúcia, que analisou o caso, antes de chegar a uma discussão sobre a Constituição, seria preciso verificar se a resolução está de acordo com outras leis que tratam do trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por esse motivo, o STF entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A ação havia sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A entidade questionava o uso de veículos particulares, sem adaptações ou modificações, nas aulas e na prova por considerar que a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O que muda para quem vai tirar a CNH Para o candidato, a decisão não muda o que já estava valendo. Desde dezembro de 2025, é possível fazer aulas práticas e o exame de direção em um carro particular. A resolução permite o uso de veículos destinados à formação de condutores ou eventualmente utilizados para aprendizagem, independentemente de quem seja o proprietário. Também não exige adaptações ou modificações. A medida faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas. A possibilidade de levar um carro particular para as aulas e para a prova, porém, trouxe outra questão: se houver um acidente, o seguro do veículo cobre os danos? E se houver um acidente? A autorização para usar o carro particular não significa que um eventual acidente estará automaticamente coberto pela apólice. Em reportagem publicada pelo g1 em maio, seguradoras consultadas afirmaram que, em geral, não há cobertura para situações em que o veículo é conduzido por uma pessoa sem CNH. A Mapfre afirmou que não há cobertura técnica para condutores não habilitados e que pode haver negativa de indenização caso o proprietário empreste o veículo para a realização da prova prática. A Allianz também informou que, de maneira geral, suas apólices não cobrem acidentes quando o carro é conduzido por uma pessoa não habilitada, inclusive durante o exame para obtenção da CNH. Já a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmou que a análise depende das condições contratadas e do uso informado na apólice. Como a utilização de veículos particulares por candidatos é uma situação nova para o mercado, a entidade recomenda que o proprietário consulte previamente a seguradora ou o corretor. Advogados divergem sobre o tema A interpretação jurídica também não é unânime. Parte dos advogados ouvidos pelo g1 entende que a falta de habilitação pode ser motivo para a negativa da indenização, caso exista uma exclusão prevista no contrato. Outros especialistas avaliam que o candidato que realiza uma prova oficial de direção está em uma situação diferente daquela de uma pessoa que simplesmente dirige sem habilitação. Nesse caso, dizem, é preciso considerar as cláusulas da apólice e as circunstâncias do acidente. Por isso, a recomendação aos proprietários é consultar a seguradora antes de emprestar o veículo e pedir uma resposta formal sobre a existência de cobertura para aulas e exames. LEIA TAMBÉM: Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas
09/09/2026 15:28:18 +00:00
Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina

Meta inicia testes de um sistema de verificação de informações realizado pela comunidade Jornal Nacional/ Reprodução A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina. A medida é mais um passo para substituir o programa profissional de checagem de fatos que a empresa mantém na região em parceria com organizações especializadas. Inspirado na plataforma X, de Elon Musk, o sistema de colaboração em massa foi criado para substituir a checagem de fatos feita por redações e agências de verificação. A Meta encerrou esse programa nos Estados Unidos no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como funcionam as notas de comunidade? As notas de comunidade são uma ferramenta de moderação coletiva de conteúdos. Elas aparecem abaixo de algumas publicações potencialmente enganosas. O X (antigo Twitter) as utiliza desde 2021 e, em 2022, elas foram amplamente implementadas na rede social, comprada pelo bilionário Elon Musk e renomeada como X. As notas são propostas e redigidas por usuários voluntários, que precisam se inscrever previamente, e não são editadas pelas equipes do X. Depois, "outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações", explicou à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência de criação de conteúdos em redes sociais Dicenda. "Se houver avaliações positivas suficientes, a nota aparecerá abaixo do post, fornecendo informações adicionais", detalhou. As avaliações "levam em conta não apenas o número de colaboradores que classificaram uma publicação como útil ou inútil, mas também se as pessoas que a avaliaram parecem pertencer a diferentes esferas", explica o X em seu site oficial. O princípio é semelhante ao da Wikipédia. "Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos", acrescentou Kaplan. A Meta, que anunciou que seu programa de notas será similar ao da X, considera o sistema "menos parcial" do que o fact-checking.
09/09/2026 14:49:41 +00:00
Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços

O governo federal publicou nesta quarta-feira (9) uma Medida Provisória no "Diário Oficial da União" que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Agora no g1 Os subsídios de que tratam a Medida Provisória foram instituídos em maio deste ano. Para o óleo diesel, a subvenção é de R$ 1,12 por litro, concedido aos produtores e importadores do combustível e, para a gasolina, é de R$ 0,44 por litro. A MP não fixa prazo para o encerramento dos subsídios, pois trata apenas da liberação de recursos. No caso do diesel rodoviário, a subvenção vale até 31 de dezembro de 2026. Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí Divulgação
09/09/2026 14:41:31 +00:00
Operação nacional resgata quase 500 trabalhadores em situação análoga à escravidão em agosto

Wellyngton Souza/Sesp-MT A Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto em todo o país. Entre os trabalhadores resgatados, 404 eram homens (84,4%) e 75, mulheres (15,6%). Além disso, a operação identificou 15 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Desse total, 13 também estavam submetidos a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Também foram identificados 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A operação ocorreu entre 1º e 31 de agosto e realizou 231 ações de fiscalização. A força-tarefa foi coordenada por auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF). Agora no g1 A operação ocorreu em 19 estados brasileiros. Minas Gerais concentrou o maior número de resgates, com 208 trabalhadores, o equivalente a 43,4% do total. Em seguida aparecem São Paulo, com 58 (12,1%); Amazonas, com 42 (8,8%); Piauí, com 40 (8,4%); e Rio Grande do Norte, com 37 (7,7%). Por região, o Sudeste concentrou 267 trabalhadores resgatados (55,7%), seguido pelo Nordeste, com 135 (28,1%); Norte, com 53 (10,5%); Sul, com 15 (3,6%); e Centro-Oeste, com 9 (1,9%). Sozinho, Minas Gerais respondeu por quase metade dos trabalhadores encontrados pelas equipes de fiscalização. Veja abaixo os dez municípios onde ocorreram mais resgates. Operação Resgate VI Arte g1 Maioria dos casos no meio rural As fiscalizações se concentraram principalmente em atividades rurais, que representaram 61% das ações. Nesse segmento, 292 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. As atividades urbanas corresponderam a 37,2% das fiscalizações e resultaram no resgate de 178 trabalhadores. No trabalho doméstico, 14 empregadores foram fiscalizados e 9 trabalhadores foram resgatados. A construção civil foi a atividade com o maior número de trabalhadores resgatados, com 85 casos, seguida pelo cultivo de café, com 53. Também houve 47 resgates no cultivo de cebola e 44 no de batata. Outros 43 trabalhadores foram resgatados em atividades agrícolas temporárias não especificadas. Na coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, foram registrados 29 resgates. Segundo o levantamento, os casos de trabalho análogo à escravidão se concentraram principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo. Mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas Os empregadores flagrados foram obrigados a interromper as atividades, rescindir os contratos dos trabalhadores e formalizar retroativamente os vínculos de emprego. Também tiveram de pagar verbas trabalhistas e rescisórias. Até o momento, foram pagos R$ 1,47 milhão em verbas rescisórias aos trabalhadores. Já o valor total estimado dessas verbas chega a R$ 3,29 milhões. Também foram contabilizados R$ 675,5 mil em indenizações por danos morais individuais e R$ 455,5 mil por danos morais coletivos. Ao todo, foram firmados três Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), e quatro ações civis públicas (ACPs) estão em fase de ajuizamento. Os trabalhadores resgatados também receberam o seguro-desemprego especial destinado a pessoas retiradas de condições análogas à escravidão. O benefício corresponde a seis parcelas de um salário mínimo cada. Além dos casos de trabalho análogo à escravidão, a operação identificou outras irregularidades trabalhistas. Cerca de 1.836 autos de infração deverão ser emitidos por problemas como trabalho infantil, falta de registro em carteira e descumprimento de normas de saúde e segurança. As fiscalizações também resultaram em 28 interdições ou embargos de atividades consideradas de risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ao todo, 1.192 trabalhadores foram encontrados sem registro formal de trabalho. Realizada desde 2021, a Operação Resgate reúne diferentes órgãos públicos para identificar e interromper situações de trabalho análogo à escravidão, proteger as vítimas e adotar medidas trabalhistas, administrativas, civis e criminais contra os responsáveis. A Operação Resgate VI, realizada em 2026, foi a maior desde o início da série histórica, em 2021, com 479 trabalhadores resgatados. O número é 230,3% superior ao registrado na primeira edição, quando 145 trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão. Comparativo de trabalhadores resgatados: 2021 — I edição: 145 trabalhadores 2022 — II edição: 337 trabalhadores (+132,4% em relação a 2021) 2023 — III edição: 532 trabalhadores (+57,9% em relação a 2022) 2024 — IV edição: 594 trabalhadores (+11,7% em relação a 2023) — recorde até então 2025 — V edição: 215 trabalhadores (-63,8% em relação a 2024) 2026 — VI edição: 479 trabalhadores (+123,0% em relação a 2025) e +230,3% em relação a 2021 Em números absolutos, 2026 fica atrás apenas de 2024 (594) e 2023 (532), mas representa a terceira maior edição da série e a maior desde o início do levantamento, em 2021. Vale lembrar que, apesar do recorde de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nesta edição, o número poderia ser ainda maior se houvesse mais auditores-fiscais do trabalho em atividade. O Brasil enfrenta um déficit histórico e estrutural desses profissionais: atualmente, são cerca de 2,8 mil auditores na ativa, enquanto recomendações internacionais e estudos apontam a necessidade de pelo menos 5,5 mil servidores. (entenda) O que é trabalho análogo à escravidão? O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é "caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do trabalho tem direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas de um salário mínimo cada. O benefício, somado aos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições mínimas para que as vítimas possam reconstruir a vida após uma grave violação de direitos. A pessoa resgatada também é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e orientação sobre as políticas públicas mais adequadas às suas necessidades. ⚠️ Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível pela internet. Não é necessário se identificar. Basta acessar a plataforma e informar o maior número possível de detalhes sobre o caso. A partir da denúncia, os fiscais analisam as informações para verificar se há indícios de trabalho análogo à escravidão e avaliar a necessidade de uma ação no local.A Operação Resgate VI resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto, em 19 estados.
09/09/2026 14:00:01 +00:00
Etanol do posto pode receber corante verde e gosto amargo para não ser usado em bebidas falsas

Carro abastece com etanol hidratado em posto de combustíveis. Divulgação / GM A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu uso irregular na fabricação clandestina de bebidas. Existem duas iniciativas: uma de caráter provisório, já em 2027, e outra que seria definitiva, que precisa de mais avaliações. Elas surgiram após os casos de mortes causadas por bebidas alcoólicas adulteradas em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução considerada definitiva, apontada no estudo, é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao combustível. A substância tem sabor extremamente amargo e, segundo a avaliação da agência, poderia ser percebida por consumidores caso o etanol fosse usado na adulteração de bebidas. Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros serão afetados A adoção da medida, no entanto, ainda depende de testes de viabilidade. A ANP pretende avaliar se a substância pode provocar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. O benzoato de denatônio já é utilizado em diferentes produtos, como itens de higiene e limpeza, justamente para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, porém, não há precedentes de sua utilização em etanol destinado ao uso em motores. Por causa da necessidade dos testes mecânicos, ainda não há prazo para a implementação da solução do "gosto amargo". Enquanto isso, a ANP propõe uma medida provisória: a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas. Para colocar essa regra em vigor, a agência terá de revisar a legislação. O processo de revisão começa imediatamente e prevê etapas como: Análise de impacto regulatório ou elaboração de Nota Técnica de Regulação; Consulta e audiência públicas; Votação pela Diretoria Colegiada da ANP. A previsão é que a norma revisada estabeleça um período de transição para que as usinas os possam se adaptar. A expectativa da ANP é implementar a medida ainda em 2027. O estudo foi realizado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação incluiu reuniões com produtores de etanol, distribuidores de combustíveis líquidos, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também foram realizados testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), além da análise de outros estudos. A medida atende à Resolução CNPE, que determinou que a ANP realizasse estudos para prevenir o desvio de etanol hidratado combustível para a fabricação clandestina de bebidas, como ocorreu no Brasil em 2025 com pessoas intoxicadas por metanol. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol O trabalho também atende a uma recomendação do TCU, resultado de auditoria sobre a prevenção e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas e os riscos à saúde da população. No começo de setembro, o relatório foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. Anfavea recomenda testes A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que declarou em nota que, por "não haver um histórico representativo de uso e aplicação da substância desnaturante “benzoato de denatônio” em etanol combustível, não dispomos de uma base técnica que permita avaliar seu impacto nos sistemas de alimentação e de escape dos motores de combustão interna. Entendemos que o mais prudente seria estabelecer um programa de validação que contemplasse avaliações por meio de ensaios de durabilidade e de emissões. O ideal é que, tanto para a finalidade desnaturante quanto para a aplicação de corantes, sejam consideradas substâncias isentas de metais, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação ou envenenamento do catalisador".
09/09/2026 13:48:20 +00:00
Uber libera vídeo ao vivo para pais em viagens de filhos adolescentes; veja como vai funcionar

Transmissão de vídeo ao vivo em viagens da Uber para adolescentes Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta quarta-feira (9) que seu aplicativo terá transmissão de vídeo ao vivo para pais e responsáveis por adolescentes acompanharem as viagens dos jovens na plataforma. Com a atualização, os adultos poderão acompanhar o que acontece no interior do veículo por meio da câmera do celular do motorista parceiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O recurso será liberado gradualmente nos próximos dias em viagens feitas na modalidade "Uber conta Teens", voltada para transportar usuários de 12 a 17 anos com supervisão dos responsáveis. Segundo a Uber, a transmissão de vídeo ao vivo está sujeita às condições técnicas do celular do motorista e da habilitação do recurso. Agora no g1 No início da viagem, o aplicativo informará pais ou responsáveis sobre a opção de assistir o vídeo ao vivo da corrida. Apenas os adultos terão acesso à gravação das corridas. No fim da corrida, a Uber encerra a gravação e armazena o arquivo de forma criptografada, mantendo o material para eventuais registros de incidentes durante a viagem. A Uber informou que as viagens com adolescentes são feitas pelos motoristas mais experientes e têm os demais recursos de segurança disponíveis nas corridas para adultos, como o compartilhamento de rota e o monitoramento contra mudanças indevidas no trajeto. Responsáveis por adolescentes mulheres também podem solicitar corridas com motoristas mulheres, assim como acontece nas viagens feitas por passageiras adultas. A modalidade de viagens da Uber para adolescentes pode ser configurada após criar um perfil familiar no aplicativo. Para isso, basta clicar em "Conta", selecionar "Família" e seguir os passos indicados pela plataforma.
09/09/2026 13:00:01 +00:00
Dólar fecha em alta com petróleo acima de US$ 100; Ibovespa cai com cenário político no foco

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (9), com um avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,1116. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. O mercado acompanhou a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos sobre o cenário externo e o câmbio. No Brasil, o foco ficou sobre o cenário político e eleitoral, que segue no radar dos investidores e influenciou o desempenho da bolsa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A piora do conflito levantou novamente preocupações com a oferta global de petróleo. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 3,36%, cotado a US$ 101,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 3,25%, a US$ 96,05 o barril. ▶️ O cenário também trouxe preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ Por fim, o mercado também seguiu atento ao cenário político e eleitoral brasileiro. Investidores acompanham de perto a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos nas eleições presidenciais. Nesta quarta, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Entenda. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: -6,87%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +4,62%; Acumulado do ano: +15,20%. Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em baixa nesta quarta-feira, enquanto investidores monitoravam a nova alta dos preços do petróleo. O Dow Jones recuou 0,76%, o S&P 500 perdeu 0,47% e o Nasdaq Composite caiu 0,62%. O dia também foi negativo na Europa, com índices caindo para as mínimas em mais de um mês em meio às tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 1,4%, aos 640,41 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,66%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 1,94% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha desvalorizou 1,31%. Na Ásia, as ações chinesas registraram leve alta nesta quarta-feira, enquanto as de Hong Kong permaneceram estáveis, à medida que os dados mais recentes sobre a inflação local destacaram uma recuperação econômica desigual. Tanto o SSEC, índice de Xangai, quanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,30%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,20%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters
09/09/2026 12:00:00 +00:00
Messi acerta compra de time da 2ª divisão da Espanha e amplia negócios no futebol

Messi se aposenta da seleção argentina O astro argentino Lionel Messi chegou a um acordo de princípio para comprar o C.D. Eldense, clube da segunda divisão espanhola, e ampliar seus negócios no futebol. O jogador de 39 anos está perto de adquirir 100% das ações da equipe. O atacante do Inter Miami está perto de concluir a compra de 100% das ações atualmente detidas pelo grupo colombiano de investimentos TH Soluciones Group S.A.S., acionista majoritário do clube. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Aos 39 anos, Messi está prestes a assumir o controle de seu segundo clube na Espanha. Em abril deste ano, o argentino comprou o UE Cornellà, da quinta divisão espanhola. Compra ainda depende de aprovação Apesar do acordo, a operação ainda não foi concluída. Segundo o Eldense, faltam procedimentos legais e contratuais, incluindo a conclusão da diligência, além da autorização obrigatória do Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD). O clube informou à Reuters que ainda não há uma data definida para a conclusão da negociação. O TH Soluciones Group também foi procurado para comentar. Messi também terá participação no Inter Miami O argentino também deve receber uma participação no Inter Miami, seu atual clube, quando seu contrato como jogador chegar ao fim. O Eldense é atualmente o 20º colocado da Segunda Divisão espanhola. O clube foi adquirido pelo TH Soluciones Group em outubro do ano passado e chegou à segunda divisão depois de passar anos nas divisões regionais do futebol espanhol.
09/09/2026 11:30:54 +00:00
Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

Petróleo volta a superar US$ 100 com escalada das tensões no Oriente Médio Maryorin Mendez/AFP O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. Perto das 11h, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia 2,63%, cotado a US$ 100,50 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha alta de 2,77% no mesmo horário, a US$ 95,61 o barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Agora no g1 Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. "As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações. Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas. Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters. Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd. Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.
09/09/2026 11:21:31 +00:00
Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon X/Reprodução Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento. Agora no g1 Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década. Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado "autoaperfeiçoamento recursivo", uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana. Segundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro - acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco", afirmou. Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos. No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional. OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration
09/09/2026 11:00:39 +00:00
Indústrias e grandes empresas vão investir R$ 1,1 bi em expansão e novos negócios em São Mateus

20 empresas devem atrair R$ 1,1 bi em investimentos privados para São Mateus A cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, se prepara para receber mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos. São mais de novas 20 empresas que vão se instalar no polo industrial que existe no município, com expectativa de gerar mais de mil empregos diretos. Os investimentos privados preveem a expansão e abertura de novos negócios na região, especialmente voltados para o setor industrial. O anúncio foi feito pela prefeitura no último sábado (5). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a administração municipal, o movimento busca consolidar a cidade como um dos principais motores econômicos do Espírito Santo, abrangendo setores estratégicos como logística, infraestrutura, indústria pesada e energia. No anúncio, a prefeitura detalhou a distribuição dos recursos e destacou a preparação da cidade para o novo ciclo de crescimento, conforme as diretrizes apresentadas pelas autoridades locais. Indústrias na cidade de São Mateus, Norte do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O que disseram as autoridades O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hassan Resende, destacou o impacto direto do anúncio para a população local. Segundo ele, a chegada das empresas representa um marco para o Polo Industrial. “Vamos anunciar a chegada de mais de 20 novas empresas ao nosso Polo Industrial, com mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense.” Já o prefeito Marcus Batista reforçou que o plano faz parte de um compromisso de gestão focado na vocação econômica da região e no cumprimento de metas estabelecidas. “Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro”. LEIA TAMBÉM: ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Moradores fazem força-tarefa para encontrar trabalhador que perdeu salário do mês no meio da rua em cidade no ES; veja VÍDEO Investimento em capacitação profissional Para assegurar que as novas vagas sejam preenchidas prioritariamente por moradores de São Mateus, a administração confirmou o aporte de R$ 82 milhões destinados à capacitação profissional em massa. O objetivo é qualificar a mão de obra local para atender às exigências técnicas das indústrias que iniciam operação. O montante será investido por meio de parcerias com entidades de formação técnica, sendo R$ 62 milhões para o Sistema FINDES (SESI/SENAI) e R$ 20 milhões para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Veja detalhes dos investimentos Os investimentos de R$ 1,1 bilhão foram organizados em quatro eixos principais, que abrangem desde a melhoria da logística urbana até a expansão de grandes plantas industriais já consolidadas. Veja os detalhes: Infraestrutura Eixo focado na melhoria da malha viária e no fornecimento de insumos básicos para a operação industrial. Ecovias: R$ 50 milhões ES Gás: R$ 10 milhões Lançamentos Novos empreendimentos, fontes de energia e centros de distribuição que iniciam seus projetos no município. Termelétrica Urca: R$ 350 milhões Hidrelétrica Santa Maria: R$ 60 milhões CD Mercado Livre: R$ 32 milhões Pedreira São Vicente: R$ 20 milhões Biopetro: R$ 15 milhões CD Shopee: R$ 10 milhões Consigaz: R$ 10 milhões Pneuvix: R$ 8 milhões Recicla: R$ 6 milhões GTK Pré-Moldados: R$ 5 milhões Biomarca: R$ 2 milhões Inaugurações Empresas em fase final de instalação com início de atividades previsto para o curto prazo. Technobrass: R$ 100 milhões Carnes Nobres: R$ 60 milhões Enpex: R$ 30 milhões NBS Petróleo: R$ 18 milhões CBF: R$ 8 milhões Expansão Unidades industriais já estabelecidas que estão ampliando sua capacidade produtiva e logística. Marcopolo: R$ 260 milhões Café Duarte: R$ 10 milhões Oxford: R$ 6 milhões A diversidade desses setores — que incluem energia renovável, logística de e-commerce e a gigante automotiva Marcopolo — fortalece a posição de São Mateus como um hub logístico estratégico no Norte do Espírito Santo. Impacto Econômico e Perspectivas A administração municipal projeta que o conjunto de aportes terá um efeito multiplicador na economia da cidade. Além das mais de mil vagas diretas, a expectativa é que a movimentação gere milhares de empregos indiretos, aquecendo o comércio local e o setor de serviços. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
09/09/2026 07:00:00 +00:00
Infestação de mosca-do-estábulo provoca mortes de animais e causa prejuízos a pecuaristas em SP
Rebanho sofre com o ataque da mosca do estábulo Pecuaristas do noroeste de São Paulo enfrentam uma grave crise provocada por uma forte infestação de mosca-do-estábulo. O inseto, que ataca o gado para se alimentar de sangue, deixa os animais bastante debilitados e pode até matá-los, gerando prejuízos expressivos para os produtores locais. Na propriedade do criador Marcos Rogério Bordignon, localizada no município de Tanabi, o inseto não tem dado sossego nas últimas semanas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Os animais vão ficando fracos, perdendo peso [...]. Você nota que estão pálidos porque a mosca suga muito sangue. Eles vão ficando anêmicos", relata Bordignon. O produtor já registrou a perda de 14 animais por causa dos ataques das moscas, o que representa um prejuízo de R$ 70 mil. De acordo com relatos locais, embora a presença da mosca-do-estábulo não seja novidade no município de Tanabi, a concentração aumentou muito neste ano. Na fazenda do produtor João Tobias Neto, uma vaca também foi atacada pela mosca e morreu. A infestação, contudo, não se limita aos rebanhos bovinos. "A mosca ataca os cachorros, porcos, se espalha para todo lugar. Ela ataca até os seres humanos", diz Neto. LEIA TAMBÉM Por que a carpa nishikigoi pode valer até US$ 1,5 milhão? Produtor colhe mamão de quase 8 kg no interior de São Paulo; veja vídeo Mudança na rotina das fazendas A ação das moscas altera completamente o comportamento e a rotina do rebanho. Atacados continuamente durante o dia, os bovinos permanecem em pé e se debatem para afastar os insetos, o que provoca grande desgaste físico e elevado gasto de energia. Com o incômodo constante, o gado se alimenta mal. Em propriedades com gado confinado, os animais não comem durante o dia e só se alimentam à noite, período em que a mosca não ataca. Para tentar se defender, os animais ficam agrupados no pasto, tentando se proteger do ataque das moscas. Os bezerros são apontados como os que mais sofrem com a situação. Vinhaça e fiscalização ambiental A proliferação da mosca-do-estábulo na região está diretamente associada à vinhaça, um subproduto do processamento da cana-de-açúcar geralmente utilizado como fertilizante nas lavouras. A aplicação excessiva e o armazenamento inadequado do resíduo favorecem a proliferação do inseto. Em agosto, uma vistoria realizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na principal usina da região encontrou pontos de acúmulo e empoçamento de vinhaça. Segundo o órgão, a empresa já havia sido multada, em junho, em R$ 250 mil pelo derramamento do resíduo em uma fazenda próxima. Os produtores afetados cobram providências diretas em relação ao manejo do subproduto. "Não temos nada contra a usina, nós temos contra a mosca", diz. Após o registro de mortes de animais, a Secretaria de Agricultura e Pecuária começou a visitar as propriedades rurais da região para orientar os criadores sobre o controle da mosca-do-estábulo. Enquanto a principal causa do problema não é solucionada pelas usinas, recomenda-se a adoção de medidas paliativas de manejo, com foco nas moscas adultas e na higiene das instalações: uso de inseticidas e repelentes: manejo direto dos animais com o uso desses produtos; higiene dos cochos: atenção ao uso de repelentes e à limpeza de restos de alimentos nos cochos, feno e silagem; controle da umidade: evitar a umidade nas instalações e dar uma destinação adequada ao excesso de comida. O que diz a usina Procurada, a Usina Tereos informou, em nota, que utiliza vinhaça em boa parte de suas plantações de cana-de-açúcar e que a aplicação é realizada dentro dos limites estabelecidos pelas normas ambientais. A empresa declarou também que adotou medidas para controlar a infestação da mosca-do-estábulo na região de Tanabi.
09/09/2026 06:00:00 +00:00
Promoções de 9.9: como evitar problemas nas compras em 'datas duplas' das lojas

Carrinho de compras KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas "datas duplas" – como 9.9, 10.10 ou 11.11, por exemplo. Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes. Essas datas cheias de ofertas se inspiraram no 11 de novembro (11.11), o dia dos solteiros na China. Esse dia se tornou, nos últimos anos, uma grande prévia das ofertas da Black Friday. As recomendações de cautela na hora das compras no 9.9, 10.10, 11.11 ou qualquer data dupla são iguais às da Black Friday. 1) Pesquise sempre antes de comprar A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. 2) Cheque os detalhes Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro. Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor. Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente. Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian. Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. 3) Duvide das ofertas milagrosas Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como uma captura de tela das telas com as informações da alteração do preço. Agora no g1
09/09/2026 06:00:00 +00:00
Apple deve lançar primeiro iPhone dobrável nesta quarta; relembre as mudanças de gerações passadas

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar A Apple deve anunciar nesta quarta-feira (9) uma das maiores mudanças no iPhone em anos. Segundo fontes da Bloomberg e do jornal "The New York Times", a empresa deve lançar seu primeiro celular dobrável. A expectativa é que o modelo seja apresentado no evento da Apple marcado para esta quarta-feira (9), a partir das 14h (horário de Brasília). A empresa também deverá apresentar outros modelos da linha iPhone 18. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Com o novo modelo, a Apple seguiria um movimento iniciado anos antes por concorrentes como a Samsung, que entrou no mercado de celulares dobráveis em 2019. Agora no g1 Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre os rumores. Filipe Espósito, especialista que acompanha a Apple há 17 anos, afirma que o iPhone dobrável deve ser a principal novidade para os usuários da marca, embora outras fabricantes já apostem nesse formato há mais tempo. "O aparelho deverá ter o tamanho similar ao de um passaporte quando fechado, ao mesmo tempo que oferece uma tela do tamanho de um tablet ao ser desdobrado. Isso deve permitir que esse iPhone tenha funcionalidades mais próximas às do iPad, ótimo para produtividade", avaliou. Segundo ele, um dos principais pontos de atenção será o preço do novo modelo. "Vários analistas estimam que o aparelho não chegará por menos de US$ 2.000 no mercado internacional. É um valor alto até mesmo para o público lá fora", disse. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. Jobs segura um iPhone durante o evento de lançamento da primeira versão do aparelho, em janeiro de 2007 Paul Sakuma/Associated Press Lançamento dos iPhone XS e iPhone XS Max REUTERS/Stephen Lam Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia, em 2020 Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters iPhone 17 Pro e iPhone Air, anunciados em 2025 Godofredo A. Vásquez/AP 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
09/09/2026 03:00:00 +00:00
EUA vão proibir importação de laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas do Canadá

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, em 2 de setembro de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O governo do presidente Donald Trump irá proibir, a partir de 29 de setembro, a importação de diversos produtos do Canadá, incluindo laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em comunicado publicado no site da Casa Branca. A decisão representa uma nova escalada da disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia anunciado uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses, que entrou em vigor em agosto, sob a alegação de que o Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em resposta, o Canadá anunciou tarifas de 15%, 20% e 50% sobre a importação de produtos americanos. As cobranças entraram em vigor nesta terça-feira e incluem itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos. “Temos tudo que precisamos para mudar de direção e prosperar”, afirmou Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em um vídeo publicado no YouTube após a entrada em vigor das tarifas. A nova reação de Donald Trump ocorre após o fracasso de uma série de rodadas de negociações com o governo de Mark Carney ao longo de agosto. (leia mais abaixo) Agora no g1 Entenda a nova decisão dos EUA A proibição abrange a maior parte das bebidas alcoólicas, incluindo cerveja e diversos tipos de vinho, além de uísque, bourbon, rum, vodca, vermute, tequila, mezcal e conhaque. No caso dos laticínios, estão incluídos proteína de soro de leite (whey), melaço invertido, melaço de cana e cerveja sem álcool, segundo os comunicados da Casa Branca. Além das restrições à importação, diversos tipos de queijo foram adicionados a uma lista de produtos sujeitos a uma tarifa de 50%, mas não foram proibidos. Alguns produtos de papel, alumínio, madeira, móveis, iluminação e outros itens também foram incluídos na lista. Ao mesmo tempo, determinados produtos foram retirados da lista de itens sujeitos à tarifa de 50%, incluindo sal, cimento, produtos de papel, chumbo refinado, equipamentos elétricos e partes de varas de pesca. Segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela agência Reuters, continua válida a ameaça feita pelo presidente Donald Trump de elevar, a partir de 1º de janeiro, de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá. Como a tensão comercial começou A disputa comercial entre EUA e Canadá começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março daquele ano, porém, Washington passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre o aço e o alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo Setor automotivo entrou na disputa Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Apesar do aumento das tarifas, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução de parte das tarifas não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. Escalada da tensão Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras intensificaram as negociações entre os dois governos. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir de 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027.
09/09/2026 00:22:30 +00:00
Mega-Sena 3055 acumula e prêmio vai a R$ 76 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.055 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (8), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 68,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 76 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 11 - 36 - 43 - 48 - 49 5 acertos: 54 apostas ganhadoras, R$ 34.793,09 4 acertos: 2.787 apostas ganhadoras, R$ 1.111,21 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3055 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
09/09/2026 00:02:53 +00:00
CVM condena Vorcaro a multa de R$ 20 milhões por fraude; Banco Master terá de pagar R$ 12 milhões

CVM condena Vorcaro e o Banco Master por fraudes no mercado de capitais A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (8), Daniel Vorcaro e o Banco Master por operação fraudulenta no mercado de capitais envolvendo um fundo imobiliário. Vorcaro recebeu multa de R$ 20 milhões, enquanto a penalidade aplicada ao Banco Master foi de R$ 12,5 milhões. O pai, Henrique Vorcaro, e um primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, estão entre os demais envolvidos punidos no processo. O julgamento começou às 15h, na sede da CVM, no Centro do Rio de Janeiro, e foi aberto à imprensa e ao público. O relator do caso, diretor João Accioly, votou pela condenação dos acusados e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. Banqueiro Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal, nega irregularidades na condução dos negócios do Banco Master Reprodução/Polícia Federal O processo foi instaurado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários para investigar irregularidades relacionadas à emissão e à distribuição de cotas do fundo Brasil Real. Segundo a acusação, o esquema teria usado laudos falsos para inflar o valor de imóveis, em uma operação que teria prejudicado investidores. Para a área técnica da CVM, as irregularidades configuraram uma operação fraudulenta no mercado de capitais. Durante o julgamento, o relator afirmou haver elementos suficientes para sustentar a acusação e apontar a obtenção de vantagem indevida com a distribuição das cotas. Defesa pediu adiamento Antes da análise do mérito, as defesas de Vorcaro e de outros acusados pediram o adiamento do julgamento. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo relator, que considerou que havia elementos suficientes para que o processo fosse julgado. Os acusados também haviam apresentado uma proposta de acordo para encerrar o processo, mas a CVM rejeitou a tentativa. Ao fim do julgamento, os demais integrantes do colegiado acompanharam o voto do relator, tornando unânime a decisão pela condenação de Vorcaro e dos outros envolvidos. O que dizem os citados No processo, a defesa dos acusados nega irregularidades e afirma que todas as operações seguiram as regras do mercado. Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro estão presos preventivamente.
08/09/2026 22:00:46 +00:00
Autorregulação do consignado já aplicou mais de 2,2 mil punições por abusos contra aposentados, diz Febraban

Mais de 2,2 mil punições já foram aplicadas a correspondentes bancários e agentes de crédito por práticas abusivas na oferta de consignado a aposentados e pensionistas, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgado nesta terça-feira (8). De acordo com a entidade, 132 empresas que atuavam em nome dos bancos autorregulados foram suspensas e 17 pessoas que trabalham para agentes de crédito foram suspensos temporariamente Além disso, foram aplicadas outras 1.200 advertências e 928 suspensões temporárias a correspondentes. 🔎 A Autorregulação do Consignado é um instrumento criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em 2020 para coibir assédio comercial, combater fraudes e aprimorar a transparência, a segurança e a qualidade na oferta e contratação de empréstimos e cartões consignados. Agora no g1 Segundo as entidades, as operações envolvem todos os produtos relacionados ao crédito consignado e incluem aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores públicos (federal, estadual e municipal) e trabalhadores do setor privado com carteira assinada: Empréstimo Consignado: tradicional, com desconto direto no salário ou benefício; Cartão de Crédito Consignado: incluindo novas regras para a reserva de margem (RMC); Cartão Benefício Consignado: regras aplicadas às modalidades de pagamento consignado. Para fazer as fiscalizações, as entidades utilizam diversas fontes de informação que refletem as reclamações dos consumidores. Além das sanções aplicadas a correspondentes, as infrações às regras também sujeitam as instituições financeiras a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. Os valores arrecadados são destinados a projetos de educação financeira. Aposentados e pensionistas passam a usar biometria para contratar empréstimo consignado Reprodução/TV Globo Plataforma Não Me Perturbe A plataforma Não Me Perturbe somou, nos primeiros sete meses deste ano, mais de 6 milhões de solicitações de bloqueio de números de telefone para o recebimento de ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado. A maioria dos pedidos de bloqueio de telefone partiu de consumidores de cidades da região Sudeste (53,86%). A região Sul responde por 18,42% do total de pedidos, seguida pelo Nordeste (14,74%). Centro-Oeste e Norte respondem por 9,24% e 3,73% dos pedidos, respectivamente. São Paulo lidera as queixas do país, com 2.009.285 pedidos de bloqueio, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
08/09/2026 20:40:10 +00:00
Petróleo chega perto de US$ 100 e bate máxima em 6 semanas após ataque à Arábia Saudita

Petróleo bate em US$ 100 com ataque de houthis a navios sauditas Os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas nesta terça-feira (8), após os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacarem instalações de energia na Arábia Saudita. Os contratos futuros do Brent subiram US$ 0,92, ou 0,9%, e fecharam a US$ 97,92 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou US$ 1,55, ou 1,7%, para US$ 93,03 por barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os ataques provocaram incêndios em instalações petrolíferas, deixaram mais de 70 pessoas feridas e aumentaram os temores de uma escalada da guerra no Oriente Médio, que já dura seis meses. A alta manteve os dois tipos de petróleo em níveis considerados tecnicamente de sobrecompra — quando os preços sobem rapidamente e podem estar acima do que os indicadores de mercado sugerem. O Brent registrou, pelo segundo dia consecutivo, o maior fechamento desde 23 de julho. Já o WTI teve o maior fechamento desde 4 de junho. Os houthis atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, país aliado dos Estados Unidos. Os ataques deixaram feridos e provocaram incêndios em instalações petrolíferas. A mídia controlada pelos houthis informou ainda que aviões de guerra sauditas realizaram ataques no distrito de Jubah, no Iêmen, a leste da capital Sanaa, e na província de Taiz, no sudoeste do país. As exportações de petróleo do Golfo Pérsico vêm sendo fortemente afetadas desde que o Irã atacou instalações de energia na região e navios que passavam pelo Estreito de Ormuz. Os ataques iranianos ocorreram após ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro. A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA, vem usando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz para transportar petróleo em direção ao Mar Vermelho. Os ataques desta terça-feira, porém, estão entre os maiores já realizados contra o país e podem ampliar o impacto econômico global da guerra. Isso porque ameaçam o abastecimento de energia do Oriente Médio também por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Preços dos combustíveis seguem elevados Apesar de fecharem em alta, os contratos futuros do petróleo perderam parte dos ganhos ao longo do dia. O mercado teme que os preços elevados dos combustíveis aumentem a inflação e levem bancos centrais a elevar os juros. 🔎 Juros mais altos podem reduzir o ritmo da economia e, consequentemente, a demanda por energia. Os preços globais dos combustíveis seguem elevados, principalmente por causa de interrupções em refinarias no Oriente Médio, na Rússia e em outras regiões. Nos EUA, o diesel atingiu preços recordes na semana passada, enquanto a gasolina também chegou a níveis recordes durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalho. Executivos do setor preveem que a oferta global de diesel continuará restrita durante o inverno no Hemisfério Norte. Entre os fatores estão a falta de capacidade disponível nas refinarias, a proibição de exportações imposta pela Rússia após ataques da Ucrânia e a aproximação do período de maior demanda no inverno. * Com informações da agência Reuters Apesar dos questionamentos pela sua atuação no âmbito elétrico, Betancourt conseguiu permissão das autoridades venezuelanas para ingressar no setor do petróleo Maryorin Mendez/AFP via Getty Images (BBC)
08/09/2026 20:26:05 +00:00
Meta lança o Muse, assistente de IA que acessa aplicativos, envia e-mails e faz pagamentos

Muse, agente de IA da Meta Divulgação/Meta A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de realizar tarefas como enviar e-mails e reservar viagens por conta própria. O agente está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp. A Meta afirmou, sem dar detalhes, que planeja integrá-lo à sua linha de óculos inteligentes "em breve". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Muse foi projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Os usuários poderão escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento. Agora no g1 A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso do Muse, mas também levanta preocupações sobre os riscos para usuários e outras pessoas caso o agente execute ações indevidas. O Muse é inspirado no OpenClaw, um agente de IA de código aberto que viralizou no início do ano por automatizar tarefas, mas também gerou preocupação pelo risco de expor dados dos usuários. Conhecido internamente como Hatch, o novo agente é considerado uma peça-chave no plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários dos serviços da empresa. Segundo Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, a empresa adiou o lançamento, inicialmente previsto para abril, para reforçar a segurança do produto. Para a Meta, o tempo adicional de desenvolvimento permitiu que o agente atingisse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho. "É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível", disse Shah. Resultados mistos Nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados. Em alguns casos, o Muse conseguiu organizar a logística de viagens. Em outros, desconectou-se sem explicação ou enviou informações confidenciais sem permissão, segundo publicações internas vistas pela Reuters. Uma pessoa afirmou que o Muse foi tão útil na organização de itinerários e transportes que o descreveu como "a terceira participante" de sua lua de mel. Em outra publicação, um funcionário que havia pedido ao Muse que monitorasse ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado "muitas falhas que o tornavam pouco confiável". Segundo o funcionário, o produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento "sem motivo aparente". O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, às vezes várias vezes em poucos minutos. Outros funcionários relataram falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre os casos relatados.
08/09/2026 20:00:34 +00:00
Ex-banqueiro suíço admite pagar R$ 500 milhões em propina e recebe pena de 2 anos

Pierre Mirabaud, acusado de pagar propina a um funcionário do Kuwait. Divulgação/Fabrice Coffrini/AFP Pierre Mirabaud, de 77 anos, ex-sócio do banco privado suíço Mirabaud & Cie e ex-presidente da associação dos bancos da Suíça, pagou US$ 101,7 milhões (R$ 518,67 milhões) em propina a um funcionário do governo do Kuwait. O suíço foi condenado nesta terça-feira (8) a dois anos de prisão, mas não precisará cumprir a pena. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a acusação do Ministério Público Federal da Suíça, Mirabaud fez centenas de pagamentos a um funcionário do governo do Kuwait entre 2000 e 2012. Em troca, o funcionário teria direcionado US$ 595,2 milhões (R$ 3,035 bilhões) em negócios para o banco. Segundo a acusação, Mirabaud sabia dos riscos dos pagamentos e aceitava as possíveis consequências caso o esquema fosse descoberto. O julgamento no Tribunal Penal Federal da Suíça, em Bellinzona, durou apenas meio dia. Mirabaud admitiu os principais fatos apresentados no processo, que envolve corrupção e lavagem de dinheiro. Seu advogado, Saverio Lembo, afirmou que a suspensão da pena levou em consideração a colaboração de Mirabaud com as autoridades durante a investigação. "Ele agora aceita as consequências de suas ações, de acordo com os princípios de responsabilidade individual que considera importantes", disse o advogado. Idade e colaboração pesaram na sentença Na Suíça, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de até cinco anos de prisão. No caso de Mirabaud, os promotores pediram uma pena de 24 meses, considerando sua idade, a ausência de condenações anteriores e sua colaboração com os investigadores. A pena foi suspensa. Na Suíça, isso geralmente ocorre quando não há expectativa de que a pessoa volte a cometer crimes. O funcionário do governo do Kuwait envolvido no caso morreu. Ele havia sido condenado no país, mesmo sem estar presente no julgamento, por corrupção e desvio de dinheiro público. Banco não é parte do processo O Mirabaud & Cie não é parte do processo e recusou-se a comentar o caso. Fundado em 1819, em Genebra, o banco é uma das instituições privadas mais antigas da Suíça e atualmente é administrado pela sétima geração da família fundadora. Em 2024, a FINMA, autoridade responsável pela fiscalização do mercado financeiro suíço, informou ter confiscado 12,7 milhões de francos suíços em lucros obtidos ilegalmente pelo banco. A medida foi tomada após a identificação de violações das regras do mercado financeiro e das normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a FINMA, a investigação envolveu relações comerciais que, em determinados momentos, representavam quase 10% de todo o dinheiro administrado pelo banco. O caso estava ligado a um empresário acusado de sonegação de impostos, que também morreu. A autoridade não revelou os nomes das pessoas envolvidas. Na época, o Mirabaud afirmou ter colaborado integralmente com a FINMA para solucionar o caso e disse que a decisão "encerra o passado".
08/09/2026 19:43:59 +00:00
Receita barra mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade

Mulher ganha na Justiça direito a salário-maternidade rural mais de três anos após parto Imagem ilustrativa/Divulgação A Receita Federal identificou mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade feitos por empresas de fachada e outras organizações sob suspeita de tentar obter os recursos de forma indevida. Segundo o Fisco, os pedidos apresentam indícios de irregularidades por não serem compatíveis com as regras do benefício. Entre os principais sinais de irregularidade estão: Empresas com apenas um funcionário; Faturamento próximo de zero; Falta de registros compatíveis nos documentos fiscais; Pedidos de valores considerados fora do padrão. Agora no g1 A Receita também encontrou pedidos relacionados a seguradas sem registro de filhos, casos em que empresários apareciam ao mesmo tempo como donos e funcionários das próprias empresas e situações em que uma mesma pessoa teria recebido vários benefícios por meio de empresas diferentes em um curto período. Se as irregularidades forem comprovadas, os envolvidos poderão ser obrigados a devolver os valores recebidos indevidamente, além de ficar sujeitos a multas e sanções administrativas e criminais. Fraude do INSS: Polícia Federal indicia dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas Pedido de R$ 500 mil Um dos casos analisados envolve um microempreendedor individual (MEI) do setor de entregas rápidas que solicitou R$ 500 mil em reembolso de salário-maternidade. Segundo a Receita, a legislação não permite esse tipo de compensação. Em outro caso, empresas com pouco ou nenhum faturamento apresentaram pedidos de valores elevados. Elas também tinham ligação com procuradores que atuavam para dezenas de outras empresas em situação semelhante. Como mostrou o g1 em maio, o aumento no volume de pedidos ocorreu após uma mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de um período mínimo de contribuição para ter direito ao salário-maternidade. O STF entendeu que exigir carência apenas de determinadas categorias de seguradas violava o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem precisar cumprir o período mínimo de contribuição exigido anteriormente. Como funciona o reembolso O reembolso do salário-maternidade é permitido quando a empresa paga o benefício a uma funcionária vinculada ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Depois, a empresa pode compensar esse valor. Quando o benefício é pago diretamente pelo INSS, porém, a empresa não pode pedir o dinheiro de volta nos sistemas de restituição e compensação. Homens também têm direito ao benefício O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar do trabalho por causa do nascimento de um filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício dura 120 dias e pode ser solicitado pelo aplicativo Meu INSS. Embora seja destinado principalmente às mães, o salário-maternidade também pode ser concedido aos pais em algumas situações previstas na legislação. Segundo o INSS, homens segurados da Previdência Social podem ter direito ao benefício quando a mãe morre durante o parto ou enquanto ainda estiver no período de recebimento do salário-maternidade. O benefício também pode ser concedido em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Podem solicitar: Trabalhadoras com carteira assinada; Empregadas domésticas; Trabalhadoras avulsas; Contribuintes individuais, como autônomas; Seguradas facultativas; Seguradas especiais, como trabalhadoras rurais. SAIBA MAIS Salário-maternidade não é só para mães; veja quando o pai pode receber
08/09/2026 18:39:57 +00:00
EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

Solen Feyissa/Unsplash Autoridades americanas de segurança cibernética e de combate ao crime acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial de realizar “atividades agressivas de destilação em escala industrial”. A acusação foi feita em um comunicado conjunto de três agências de segurança dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A destilação é uma técnica em que modelos menores de IA são treinados usando respostas produzidas por modelos maiores e mais caros. Ela permite reduzir os custos de treinamento de novos modelos de inteligência artificial. Agora no g1 Potências devem negociar ainda em setembro Estados Unidos e China devem realizar, ainda em setembro, negociações sobre inteligência artificial para discutir formas de reduzir os riscos associados aos modelos avançados de IA. As conversas são resultado da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada em maio, e devem ocorrer antes da visita de Xi aos EUA, prevista para 24 de setembro. As datas, o local e os participantes ainda não foram definidos. As negociações, porém, devem ser lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Os dois países devem discutir riscos relacionados ao uso militar da IA, a ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas e aos impactos da tecnologia no mercado de trabalho. * Com informações da agência Reuters EUA e China realizarão negociações sobre IA em setembro, dizem fontes
08/09/2026 17:57:12 +00:00
Volkswagen prepara van com ‘espírito de Kombi’ para o Brasil em parceria com gigante chinesa

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.
08/09/2026 17:50:58 +00:00
'Meu Feed, Meu Jeito': Austrália quer dar a usuários opção de 'desligar' algoritmo das redes sociais

Primeiro-ministro da Austrália defende internet sem sugestões de algoritmos O governo australiano anunciou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que exigiria uma mudança nas regras das redes sociais para dar aos usuários mais controle sobre os conteúdos que aparecem em seus feeds. A medida busca aumentar a segurança online e dar aos usuários mais controle sobre o funcionamento das plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Pela proposta, as redes sociais terão de explicar aos usuários como funciona o feed padrão e oferecer duas opções de exibição de conteúdo. Uma das opções mantém o sistema usado atualmente por muitas plataformas: um algoritmo analisa o comportamento do usuário e recomenda conteúdos com base no que ele costuma assistir, ler ou curtir; A outra opção desativa as recomendações feitas por algoritmos e mostra apenas publicações de amigos, criadores e outras contas que o usuário segue. “Esta é uma reforma sensata, pragmática e prática”, disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese a jornalistas. Segundo ele, a mudança dará mais controle aos usuários e aumentará a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia pelo cumprimento das novas regras. Batizada de “My Feed, My Way” (“Meu feed, do meu jeito”, em português), a iniciativa também prevê que as plataformas registrem as medidas adotadas para reduzir riscos aos usuários e comprovem que elas continuam funcionando ao longo do tempo. A proposta surge em meio à crescente pressão sobre a forma como as redes sociais selecionam e recomendam conteúdos aos usuários. 📱 Os algoritmos podem analisar as interações de cada usuário para identificar seus interesses e recomendar conteúdos semelhantes. Críticos afirmam que esse modelo pode estimular o uso prolongado das plataformas ao exibir continuamente publicações que chamam a atenção do usuário. Órgão de segurança online ganha mais poderes A proposta também amplia os poderes da eSafety, órgão australiano responsável pela segurança na internet. A agência poderá exigir que grandes empresas de tecnologia removam rapidamente conteúdos nocivos ou ilegais, incluindo materiais relacionados à nudez. Defensores da liberdade de expressão, porém, afirmam que a ampliação desses poderes pode abrir espaço para censura. Albanese rejeitou a crítica. "Não se trata de dar controle ao governo. É sobre dar controle às pessoas", afirmou. Austrália endureceu regras para crianças A proposta surge depois de a Austrália adotar uma das medidas mais rígidas do mundo para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Desde o fim de 2025, plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e Snapchat são obrigadas a impedir que menores de 16 anos mantenham contas. 🔎 A regra responsabiliza as próprias empresas pela verificação da idade dos usuários e prevê multas caso não adotem medidas consideradas suficientes para cumprir a restrição. Segundo a ministra das Comunicações, Anika Wells, a proposta cria novas obrigações para as plataformas digitais, que terão de adotar medidas para reduzir riscos aos usuários. “O projeto garantirá que os provedores de serviços online, incluindo algumas das empresas mais poderosas do mundo, assumam a responsabilidade e façam mais para manter os australianos seguros de danos em suas plataformas”, afirmou. Projeto 'My Feed, My Way' ainda será discutido Antes de levar a proposta ao Parlamento, o governo pretende ouvir empresas de tecnologia, representantes do setor, organizações da sociedade civil e grupos de defesa dos usuários. A previsão é que o projeto de lei seja apresentado ao Parlamento australiano ainda neste ano. A Austrália segue um caminho semelhante ao adotado pela União Europeia. Desde 2024, a Lei de Serviços Digitais do bloco exige que as plataformas ofereçam aos usuários uma opção para desativar o uso de seus perfis para personalizar recomendações. A implementação da regra europeia, porém, enfrentou dificuldades. Reguladores afirmaram que algumas plataformas dificultavam o acesso à opção de deixar de receber recomendações personalizadas com base no perfil do usuário.
08/09/2026 17:19:15 +00:00
Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza sem a participação do bilionário. Dirigido pelo americano Alex Gibney, “Musk” usa inteligência artificial para criar uma versão do empresário e acompanha sua trajetória da tecnologia à política. O filme também aborda a aproximação do bilionário com Donald Trump e a influência que passou a exercer na política americana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e equipamentos ligados à exploração espacial com depoimentos que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. O diretor afirmou que o projeto cresceu à medida que Musk ampliou sua participação na política. Gibney começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, planejava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo Gibney, o empresário foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social, o X, e acusou Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para mostrar como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a ampliar sua influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e os contratos de empresas como a SpaceX com o governo americano. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política deu a Musk uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda o envolvimento de Musk com movimentos políticos de direita em diferentes países. Um dos exemplos é seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz declarações feitas publicamente pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre o risco de enfrentar uma disputa judicial pelo uso da inteligência artificial, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de adotar o recurso. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk, entre elas Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber
08/09/2026 14:58:13 +00:00
Efeito China: mais da metade dos carros importados pelo Brasil já vem do país asiático, diz a Anfavea

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China (são 221 mil, com alta de 109,9% em relação ao ano anterior). E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD
08/09/2026 14:00:01 +00:00
Mobilização de ministros aposentados pressiona Fachin

A carta aberta de ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do fim de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil. O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte. Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta (4) e sábado (5), houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente. Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração' Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas — como a que enterrou indícios levados pela Polícia Federal acerca do ministro Dias Toffoli —, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito. Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados. Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar. LEIA TAMBÉM: Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF Reprodução Cronologia A mobilização dos ex-ministros ocorre em meio à crise mais grave enfrentada pelo STF nos últimos anos. O estopim foi a divulgação, por decisão do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito do caso Master, que trouxe à tona mensagens e contatos envolvendo integrantes da Corte, autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação desencadeou uma escalada da crise institucional, com Alexandre de Moraes pedindo a abertura de investigação contra Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, assumindo a condução dos procedimentos relacionados ao caso. Desde então, Fachin tem defendido que a resposta da Corte seja guiada pelo devido processo legal e afirmou que nenhum integrante do Judiciário está acima da Constituição. Nos últimos dias, a pressão por uma apuração mais ampla ganhou força dentro e fora do tribunal. Em carta divulgada na segunda (7), 13 ministros aposentados do STF, entre eles Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Nelson Jobim e Celso de Mello, pediram a Fachin uma sessão pública do plenário para determinar uma "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que, segundo os signatários, colocaram em risco a credibilidade da Corte e das instituições democráticas. O manifesto expôs a preocupação de ex-integrantes do Supremo com o desgaste da imagem do tribunal e abriu uma nova frente de pressão sobre a presidência do STF em meio aos embates internos provocados pela crise
08/09/2026 12:43:45 +00:00
Grindr aceita pagar R$ 180 milhões para encerrar ação no Reino Unido por vazamento de dados, diz jornal

Aly Song/Reuters O aplicativo de relacionamentos Grindr concordou em pagar 26 milhões de libras (R$ 180 milhões) para encerrar uma ação judicial promovida por milhares de usuários no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian". O processo acusava a empresa de compartilhar dados pessoais altamente sensíveis com empresas de publicidade, incluindo, em alguns casos, o status de HIV dos cadastrados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão encerra uma disputa judicial de dois anos iniciada em abril de 2024, quando um escritório de advocacia entrou com a ação na Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales. A queixa representava 12 mil pessoas afetadas por violações das leis de privacidade britânicas em períodos que vão até o início de 2020. Caso o valor seja distribuído igualmente, cada representado receberá uma média de 2.167 libras (R$ 15 mil). Agora no g1 Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil O acordo estabelece que a empresa pagará metade do valor total até o fim deste ano e a outra metade até o final de março de 2027. Em comunicado a órgãos reguladores dos Estados Unidos, a plataforma informou ter resolvido a ação coletiva referente a práticas adotadas antes de 2020, época em que pertenceu à empresa chinesa de jogos Beijing Kunlun Tech, segundo o Guardian. A empresa declarou, segundo o jornal inglês, que o acordo não representa admissão de responsabilidade. Apesar de contestar as alegações, a plataforma afirmou reconhecer o desgaste e a perda de confiança relatados por parte de seus usuários no Reino Unido em relação a esse período. Em 2021, o aplicativo já havia sido multado na Noruega por compartilhar, sem consentimento, dados dos usuários com empresas de publicidade.
08/09/2026 12:40:14 +00:00
'Dinheiro esquecido': BC diz que R$ 5,6 bilhões podem ser resgatados; 23,6 milhões de pessoas têm direito

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (8) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano. Deste total: R$ 4,24 bilhões são recursos de 23,6 milhões de pessoas físicas; R$ 1,4 bilhão são valores de 2,2 milhões de empresas. Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões e, em junho, para R$ 5,1 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Em julho, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil
08/09/2026 12:37:37 +00:00
Dólar cai a R$ 5,08 e Ibovespa sobe, com petróleo e cenário eleitoral no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos. A intenção de voto no Brasil segue no radar dos investidores, conforme se aproximam as eleições presidenciais. Na segunda-feira (7), uma pesquisa da Quaest apontou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. Veja mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No exterior, as preocupações com o conflito no Oriente Médio continuam a se refletir nos preços do petróleo. Nesta terça-feira, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e ressaltando o risco de o conflito com o Irã se transformar em uma guerra regional mais ampla. Em meio às tensões, os preços do petróleo viveram um dia de alta e atingiram nova máxima em seis semanas. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, subiu 0,92%, cotado a US$ 97,92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,71%, a US$ 93,03 o barril. ▶️ Na agenda econômica da semana, investidores seguem na expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,86%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,34%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,20%; Acumulado do mês: +5,65%; Acumulado do ano: +16,29%. Pesquisa eleitoral Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno -- que acontecerá em 4 de outubro. Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro. Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal: Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro) Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%) Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero) Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Clariana Barão (DC): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%) Indecisos: 10% (eram 11%) Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026. Tensões no Oriente Médio A escalada do conflito no Oriente Médio continua a trazer preocupações para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta terça-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen realizaram ataques contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita nesta terça-feira (8), deixando ao menos 73 pessoas feridas e provocando incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone subaquático dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse à Reuters que o equipamento militar já apresentava problemas há mais de um dia enquanto monitorava as águas da região. Após a captura do drone, os militares iranianos publicaram em seus meios de comunicação que o 'submarino inteligente' incorpora "a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025". Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme investidores avaliavam a escalada das tensões no Oriente Médio e aguardavam os novos dados de inflação, previstos para esta semana. O Dow Jones caiu 1,16%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,31%. Na Europa, as bolsas as bolsas fecharam mistas, em meio a preocupações com a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou estável, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,14% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,10%. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Em Xangai, um ligeiro avanço foi impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro. As ações de tecnologia, no entanto, fizeram pressão de baixa. O SSEC, índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,70%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 0,58%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
08/09/2026 12:00:14 +00:00
Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais

Ford Ranger Raptor Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026. Segundo a marca, o problema está na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente. A falha pode deixar os ocupantes sem a proteção prevista em caso de colisão. Além disso, o acabamento da coluna central pode se soltar e ser arremessado dentro da cabine, aumentando o risco de lesões. Agora no g1 Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais. Os reparos começam em 10 de outubro de 2026 e devem levar cerca de duas horas. O recall envolve veículos fabricados entre 11 de março e 19 de junho de 2026, com finais de chassi entre TX764311 e TX784494. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação.
08/09/2026 11:40:35 +00:00
Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 5% e eleva projeção de crescimento da economia em 2026

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação, mas, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,01% para 5%. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,01% para 5%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro elevou sua projeção de 1,92% para 1,93% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.
08/09/2026 11:30:39 +00:00
Trend dos anos 80: saiba como criar sua foto com visual da época usando IA

Trend dos anos 80: saiba como fazer a sua foto usando IA Reprodução/Redes sociais Uma nova trend em que pessoas aparecem com roupas e cortes de cabelo no estilo dos anos 1980 viralizou nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok. (veja como fazer a sua) As imagens inundaram inicialmente os Stories do Instagram, mas a trend cresceu e chegou ao feed. As fotos têm sido geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No Instagram, além de uma figurinha nos Stories, há pelo menos 21 mil publicações com a hashtag "trendanos80". Segundo o Google, a busca pelo termo "trend anos 80" aumentou 5.000% em comparação com a semana passada. Vários artistas e famosos também entraram na onda, como Ana Maria Braga, Jorge e Mateus, Virginia, Fernanda Paes Leme, Patrícia Poeta e Sabrina Sato, entre outros. (veja mais abaixo) Agora no g1 É importante lembrar que, ao compartilhar suas fotos com ferramentas de IA, você também está enviando informações pessoais para a tecnologia. Esses dados podem ser usados para treinar e aprimorar os sistemas. Por isso, verifique os termos de uso da ferramenta para entender como suas informações poderão ser utilizadas. Como criar uma foto no estilo dos anos 80 Acesse o ChatGPT ou o Gemini pelo site ou aplicativo. Escolha uma foto sua em boa qualidade. Use o seguinte prompt (comando): "Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo." Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem. Sabrina Sato na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Gil do Vigor na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Pepita na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Ana Maria Braga na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Tata Werneck na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Dani Calabresa na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Patixa Teló na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
08/09/2026 11:19:35 +00:00
Volkswagen abre caminho para converter fábrica desativada para produção de armas

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos. Agora no g1 O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa. Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável. O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição. Domo de Ferro e Iron Beam A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027. A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel. A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha. Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sistemas de defesa antiaérea "Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local", disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa "assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück". O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027. O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado. "Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa", disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael. A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen. Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sindicato: VW "não está isenta" de responsabilidade O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos. Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar "usos alternativos" para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos. Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história. "A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes", disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW. Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense. O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel. O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones. Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.
08/09/2026 10:45:42 +00:00
Tarifas do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor nesta terça-feira; entenda a disputa

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA O Canadá começa a aplicar nesta terça-feira (8) novas tarifas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, acirrando a disputa comercial entre os dois países. As novas medidas atingem mercadorias americanas avaliadas em 27,6 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 20 bilhões ou R$ 103 bilhões na cotação atual. ➡️ A lista inclui aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose, plásticos e componentes eletrônicos. (veja abaixo as alíquotas por produto) As tarifas foram impostas em retaliação as taxas impostas pelos EUA sobre produtos canadenses. Em alguns casos, elas chegam a 50%. A medida ocorre depois do fracasso de uma série de rodadas de negociações entre os governos de Donald Trump e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em agosto. 'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial Tarifas do Canadá aos EUA: veja a alíquota por produto O que muda a partir desta terça As novas tarifas canadenses foram desenhadas para atingir mercadorias americanas dos mesmos setores afetados pelas barreiras impostas recentemente pelos EUA. A ideia é fazer uma retaliação proporcional. Ou seja, quando Washington aplica uma determinada tarifa a um produto canadense, Ottawa cobra uma taxa equivalente sobre mercadorias americanas correspondentes. As medidas não atingem mercadorias americanas que já estavam em trânsito para o Canadá quando as tarifas entraram em vigor. Além disso, a cobrança vale apenas para produtos considerados de origem americana. O Canadá também mantém as tarifas de retaliação que já estavam em vigor sobre automóveis americanos. Como a disputa comercial começou O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo A disputa começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março, porém, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O setor automotivo entrou na disputa na sequência. Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Mesmo com a escalada, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução das barreiras não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. O que aconteceu em 2026 Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras levaram os governos a intensificar as negociações. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre os produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir deste 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027. Por que a disputa é tão importante Canadá e Estados Unidos têm uma das relações comerciais mais integradas do mundo. Empresas dos dois países dependem umas das outras para obter matérias-primas, peças e componentes. Isso é especialmente evidente na indústria automotiva. Um componente pode ser fabricado nos Estados Unidos, enviado ao Canadá para a montagem de um veículo e depois atravessar novamente a fronteira como parte de um produto acabado. Por isso, uma tarifa pode afetar muito mais do que o exportador estrangeiro. O importador paga o imposto diretamente à alfândega, mas o custo pode ser dividido entre empresas ao longo da cadeia e, dependendo do produto e das condições do mercado, chegar ao consumidor. A ameaça de novas tarifas sobre veículos é particularmente sensível por causa dessa integração. Montadoras instaladas no Canadá dependem de fornecedores de diferentes partes da América do Norte. Toyota e Honda, por exemplo, respondem juntas por mais de três quartos dos veículos produzidos no país. Uma tarifa de 50% sobre carros e peças canadenses pode, portanto, atingir não apenas empresas canadenses, mas também companhias estrangeiras que utilizam o Canadá como base de produção. Bombardier vira novo ponto de tensão A disputa também começou a alcançar decisões sobre onde as empresas devem produzir seus produtos. Na segunda-feira (7), um dia antes da entrada em vigor das tarifas canadenses, Trump afirmou que a fabricante canadense de jatos executivos Bombardier deveria fabricar seus aviões nos Estados Unidos para continuar vendendo no mercado americano. Caso contrário, segundo o presidente, a empresa poderia ser impedida de vender seus produtos no país. A Bombardier tem cerca de 3,5 mil funcionários nos Estados Unidos, centros de serviços e uma cadeia de fornecedores americanos. A empresa também gasta mais de US$ 2,5 bilhões por ano com fornecedores do país, e muitos de seus jatos utilizam motores fabricados nos Estados Unidos. A ameaça mostra como o conflito deixou de ser apenas uma discussão sobre tarifas e passou a envolver também investimentos, localização de fábricas e cadeias de fornecedores. O próprio Canadá já anunciou medidas para incentivar a produção doméstica. O governo destinou 4,7 bilhões de dólares canadenses para produzir e manter 313 vagões da VIA Rail no país. O projeto deve sustentar quase 700 empregos. Os equipamentos, que antes eram produzidos nos EUA, passarão a ser fabricados no Canadá. Efeitos já aparecem na economia canadense A dimensão do conflito também pode ser observada nos dados mais recentes do comércio canadense. Em julho, o superávit comercial de bens do país caiu para 769 milhões de dólares canadenses, ante 4,2 bilhões de dólares canadenses em junho. No mesmo mês, as exportações canadenses para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações de produtos americanos cresceram 1,8%. Em agosto, o Canadá perdeu cerca de 42 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,4%. Os números não podem ser atribuídos exclusivamente às tarifas, mas mostram o ambiente de maior incerteza enfrentado pela economia canadense.
08/09/2026 06:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.055 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (8), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (6), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
08/09/2026 03:00:01 +00:00
Ainda restam cinco feriados nacionais em 2026; confira as datas

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Depois do feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, na última segunda-feira, o próximo feriado nacional será em 12 de outubro, quando são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e o Dia das Crianças. Até o fim de 2026, o calendário ainda reserva cinco feriados nacionais. Desses, quatro podem ser emendados com o fim de semana, criando oportunidades para períodos prolongados de descanso (veja o calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado voltará a cair em uma segunda-feira, garantindo um fim de semana prolongado de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos. Mesmo nos feriados nacionais, porém, nem todos os trabalhadores têm folga. A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais e de outras atividades autorizadas a operar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
08/09/2026 03:00:01 +00:00
Em uma semana, André Mendonça dispara e conquista 1,3 milhão de seguidores

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil do ministro André Mendonça no Instagram registrou uma disparada no número de seguidores. 📈 Entre 30 de agosto e 6 de setembro, a conta ganhou 1,3 milhão de novos seguidores, ultrapassando a marca de 3,3 milhões. O crescimento foi registrado por um levantamento da plataforma Social Blade, que rastreia estatísticas e dados analíticos de mídias sociais. Durante dois os períodos analisados, últimos três e de sete dias, Mendonça foi quem mais ganhou seguidores entre todos os perfis monitorados no mundo. Agora no g1 O ministro ficou à frente do jogador argentino Lionel Messi, que ocupou a segunda colocação no ranking, com 883.698 novos seguidores. Ao todo, o jogador argentino tem 517 milhões de seguidores no Instagram. O feito de Mendonça coincidiu com o anúncio da aposentadoria de Messi da seleção argentina. No dia 31 de agosto, o ídolo comunicou, em seu perfil, a decisão de encerrar sua trajetória pela camisa albiceleste. Completaram o top 5 do período: o jogador Gabriel Jesus, anunciado como reforço do Barcelona FC também na última semana; o youtuber turco Rúhi Çenet; e a influenciadora Eliziane Ferreira Cruz, conhecida como “Bebinha Arueira”. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF
07/09/2026 21:39:22 +00:00
Trump ameaça impedir Bombardier de vender aviões nos EUA se empresa canadense não passar a produzir no país

Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier, fabricante de aviões com sede no Canadá, de vender aeronaves no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país. A declaração é mais um episódio da guerra comercial entre Washington e Ottawa e da estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões nos EUA. ➡️ A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração. O que Trump está exigindo A exigência faz parte de uma política mais ampla do governo americano de usar tarifas e outras barreiras comerciais para incentivar empresas estrangeiras a transferirem parte de sua produção para os Estados Unidos. No caso da Bombardier, a medida pode ter impacto relevante porque cerca de metade dos 5.100 aviões operados por clientes da empresa está nos Estados Unidos. A companhia já possui operações no país. A Bombardier mantém uma fábrica no Kansas, onde prepara aviões para missões especiais de defesa. A unidade, porém, não concentra a fabricação dos principais jatos executivos da empresa. Pressão já havia começado A ameaça desta segunda-feira não é a primeira ofensiva de Trump contra a fabricante canadense. Em janeiro, o presidente ameaçou aplicar uma tarifa de 50% sobre aeronaves produzidas no Canadá e afirmou que os Estados Unidos poderiam retirar a certificação de jatos da linha Global Express da Bombardier. Na ocasião, Trump condicionou as medidas à certificação, pelo Canadá, de aeronaves produzidas pela americana Gulfstream, concorrente da Bombardier. As ameaças não foram implementadas, e o Canadá posteriormente certificou alguns modelos da Gulfstream. O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com Trump usando tarifas como instrumento para pressionar parceiros e empresas estrangeiras. Por que a Bombardier é afetada A Bombardier é uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo e tem uma presença significativa no mercado americano. Por isso, perder o acesso aos Estados Unidos representaria um problema importante para a empresa. Ao mesmo tempo, a companhia mantém uma cadeia de produção integrada entre Canadá e Estados Unidos. Além da fábrica no Kansas, possui centros de serviços e outras operações em território americano. Logotipo da fabricante de aviões canadense Bombardier, em imagem de arquivo Reuters/Denis Balibouse Em 1º de setembro, a Bombardier anunciou que compraria de sua fornecedora Mitsubishi Heavy Industries uma fábrica no Canadá que produz asas para os jatos Global 5500 e Global 6500. Em julho, a empresa informou que sua receita trimestral havia crescido 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 2,15 bilhões, impulsionada principalmente pela demanda por serviços de manutenção e pós-venda.
07/09/2026 19:58:17 +00:00
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