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Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogaram por mais 365 dias a regra que amplia o prazo máximo de duração do auxílio por incapacidade temporária concedido por meio de análise documental. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança vale para pedidos feitos pelo Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos. A medida, publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, foi assinada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, e pela presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira. A regra havia sido estabelecida pela Portaria Conjunta MPS/INSS nº 14, de 23 de março de 2026. Com a nova portaria, a ampliação do prazo fica válida por mais um ano. Na prática, a medida mantém a possibilidade de concessão do benefício por incapacidade temporária com base na análise de documentos médicos, dentro das condições estabelecidas pelo INSS, sem que o segurado precise passar imediatamente por uma perícia médica presencial para ter o benefício concedido. O auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, é pago ao segurado que fica temporariamente incapaz de trabalhar por motivo de doença ou acidente. O prazo do Atestmed já passou por mudanças anteriores, sempre de forma temporária. Na versão original da análise documental, criada pela Portaria Conjunta nº 38/2023, era possível receber o auxílio por até 180 dias sem necessidade de perícia presencial. Depois, mudanças na legislação previdenciária passaram a permitir que o governo ajustasse esses prazos por portaria. Com isso, o limite foi reduzido para 30 dias em junho de 2025. Em dezembro de 2025, o prazo voltou a ser ampliado temporariamente para até 60 dias, conforme a Portaria Conjunta MPS/INSS nº 83. A regra valia por 120 dias, ou seja, até abril de 2026. Em março deste ano, uma outra mudança: ampliação de 60 para até 90 dias o prazo máximo. Abaixo, entenda com base nas seguintes perguntas: Documentação necessária O que é o Atestmed? O que é o auxílio por incapacidade temporária? Documentação necessária Para que o pedido seja analisado, os documentos médicos devem estar legíveis, sem rasuras e conter informações como: Identificação do segurado Data de emissão Tempo estimado de afastamento Diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID) Assinatura e identificação do profissional responsável, com registro no conselho de classe O INSS orienta que o segurado continue enviando documentos completos para evitar indeferimentos e garantir uma análise mais ágil. O que é o Atestmed? O Atestmed é um mecanismo criado durante a pandemia de Covid-19 para agilizar o atendimento e reduzir a fila de perícias do auxílio por incapacidade temporária. Ele permite que o INSS avalie atestados e laudos médicos enviados pela internet, sem necessidade de agendamento presencial. Para isso, o documento deve conter informações obrigatórias, como: assinatura e dados do profissional de saúde; código CID da doença; tempo estimado de afastamento. Quando esses requisitos são atendidos, o instituto pode conceder o benefício diretamente pela plataforma, evitando o deslocamento do trabalhador até o órgão. Auxílio-doença, INSS, previdência social Divulgação/INSS O que é o auxílio por incapacidade temporária? O auxílio por incapacidade temporária, antes chamado de auxílio-doença, é destinado aos trabalhadores que contribuem mensalmente para a Previdência Social e que, por problemas de saúde, ficam temporariamente incapazes de retornar às suas atividades. Mas não basta ser contribuinte para ter direito ao benefício. O INSS exige que o solicitante comprove, por meio de perícia médica, a incapacidade para seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. O trabalhador também deve ter ao menos 12 contribuições mensais pagas. Essa regra, porém, não vale para casos excepcionais, como acidentes e doenças do trabalho. O INSS também dispensa carência para trabalhadores acometidos pelas seguintes doenças: Tuberculose ativa; Hanseníase; Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental; Neoplasia maligna; Cegueira; Paralisia irreversível e incapacitante; Cardiopatia grave; Doença de Parkinson; Espondilite anquilosante; Nefropatia grave; Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante); Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids); Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada; Hepatopatia grave; Esclerose múltipla; Acidente vascular encefálico (agudo); Abdome agudo cirúrgico; e Gestação de alto risco. INSS amplia prazo de auxílio-doença sem perícia Reprodução/TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Google e Chat GPT não são médicos; conheça os riscos de se informar somente com eles A OpenAI lançou nesta terça-feira (22) dois novos modelos de inteligência artificial da linha GPT-6 com preços até 50% menores que os valores promocionais de seus antecessores. Já a Anthropic, sua concorrente direta, divulgou o novo Opus 5.5, 20% mais barato que o último modelo de IA do Claude. O GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna foram desenvolvidos para trabalhos profissionais, programação, automação e tarefas que envolvem o uso de computadorOpenAI e Anthropic cortam preços de novas IAs; modelos chegam até 50% mais baratoses. O GPT-6 Sol custará US$ 2 (R$ 10,20) por cada milhão de tokens de entrada e US$ 10 (R$ 51) por milhão de tokens de saída. Já o GPT-6 Luna terá preço de US$ 0,10 (R$ 0,51) por milhão de tokens de entrada e US$ 0,50 (R$ 2,55) por milhão de tokens de saída. Segundo a OpenAI, os preços do GPT-6 Sol representam uma redução de 50% em relação aos valores promocionais do GPT-5.6 Sol. A empresa afirma que os novos modelos oferecem parte dos recursos de seu principal modelo, o GPT-6 Astra, lançado no início deste mês. 🔎 A OpenAI também alertou que o Astra pode, em algumas situações, tentar escapar do monitoramento humano. O alerta ocorre após incidentes reportados em julho, nos quais modelos da Anthropic e da OpenAI teriam escapado de seus ambientes de testes e acessado a internet. As duas empresas, sediadas em San Francisco, interromperam temporariamente o desenvolvimento de seus novos sistemas de IA. Já o Opus 5.5 é visto pela Anthropic como o modelo com melhor desempenho em alinhamento que avaliou até agora. Segundo a empresa, o novato também usa menos potência de cálculo e responde pelo menos 30% mais rápido. O que são tokens? Tokens são as unidades usadas pelos modelos de IA para processar textos e outros dados. Os tokens de entrada correspondem ao conteúdo enviado ao modelo, enquanto os de saída são o conteúdo produzido pela inteligência artificial. O Astra continua sendo o modelo mais capaz da companhia para projetos mais exigentes. O Sol e o Luna, por sua vez, foram desenvolvidos como alternativas de menor custo. A empresa afirmou que os novos modelos ficaram mais baratos por causa de melhorias no cache e na inferência. O cache permite reaproveitar informações já processadas, enquanto a inferência é o processo pelo qual o modelo usa o que aprendeu para produzir uma resposta. *Com informações da Reuters e da AFP. Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,3% para 2,0%, refletindo principalmente a desaceleração do setor de serviços, influenciada pelo comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. "A projeção para o setor de serviços caiu de 2,4% para 1,8% e a da indústria, de 2,1% para 1,7%, movimentos parcialmente compensados pela agropecuária, revisada de 1,8% para 2,8%. Nos serviços, a revisão decorre do carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica", explica o governo no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta terça-feira (22). A publicação, divulgada bimestralmente, reúne projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação utilizados no processo orçamentário da União. "Ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo", explica o ministério. Agora no g1 A pasta menciona ainda o desempenho da indústria, pressionada pelo custo do crédito e pela demanda mais fraca por bens de consumo, enquanto a atividade extrativa continua sustentando o setor. Em sentido contrário, o mercado de trabalho segue amparando os segmentos ligados ao consumo das famílias, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física eleva a renda disponível ao longo do segundo semestre, atenuando a desaceleração projetada. As estimativas para a inflação em 2026 também foram revistas para baixo, passando de 5,1% para 4,9%. 🔎Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Entre os fatores para a revisão, o ministério cita os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que ficaram abaixo do projetado anteriormente, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor medida, no de serviços. "A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026", acrescenta o documento. Por outro lado, a projeção incorpora fatores de pressão inflacionária, como o fenômeno El Niño. A estimativa, porém, ainda não considera as medidas recentes relacionadas aos combustíveis. No caso da gasolina, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins foram reduzidas em R$ 0,63 por litro, em substituição à subvenção de R$ 0,44 por litro. Para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, resultando em uma redução da carga tributária de R$ 0,19 por litro. Segundo o ministério, a desoneração da gasolina e do etanol hidratado, sem considerar a subvenção ao diesel, tem potencial para reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto percentual. Economia brasileira. Jornal Nacional/ Reprodução Projeções para 2027 Já para 2027, a projeção de crescimento da economia foi revisada de 2,5% para 2,3%, refletindo os efeitos da política monetária contracionista. "O resultado apoia-se sobretudo nos efeitos defasados do ciclo de flexibilização monetária e na continuidade da expansão da indústria extrativa e das exportações associadas. A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos, segmentos mais sensíveis ao ciclo de juros." A projeção para a inflação, por sua vez, foi revisada para cima, de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um El Niño mais intenso sobre a safra do próximo ano. "Além dos efeitos de segunda ordem do El Niño sobre as carnes, a possível reversão do ciclo pecuário, com maior retenção de fêmeas, gera um risco ainda maior de elevação dos preços desse item. Adicionalmente, foram incorporados ao cenário a recente aceleração do IPA-DI agropecuário, que aumenta o risco de repasse dos preços do atacado ao consumidor, além dos riscos associados ao choque de fertilizantes sobre a safra de 2027, decorrentes da intensificação do conflito no Oriente Médio. Para os anos seguintes, projeta-se a convergência da inflação para a meta", explica o ministério. Conflito EUA x Irã Em relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã, o governo avalia que o choque deixou de ser pontual e passou a operar como condição persistente do cenário de energia. Isso porque o acordo provisório não evoluiu para um acordo formal e o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz permaneceu abaixo dos níveis anteriores ao conflito, ao mesmo tempo em que ataques no Mar Vermelho mantêm riscos sobre o estreito de Bab el-Mandeb. Nesse cenário, a cotação para o petróleo Brent apresentou volatilidade expressiva, ultrapassando o patamar de U$100 por barril na primeira semana de setembro, em um momento em que os estoques mundiais têm se reduzido. Esse é um dos motivos pelos quais a projeção para o preço médio do barril passou de US$ 79,2 para US$ 87,7 por barril, neste ano. Para 2027, também houve elevação, passando de US$ 71,0 para US$ 79,5.

Radar campeão de multas em Taubaté terá limite de velocidade alterado Laurene Santos/TV Vanguarda A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A medida foi tomada, segundo comunicado da ANTT, para permitir análises técnicas e ajustes na sinalização e na comunicação com os usuários. Segundo a agência, os procedimentos também passam por revisões operacionais para aprimorar o projeto antes da retomada dos testes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A agência esclareceu que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base no sistema durante o período de testes. Desde o início da iniciativa, os atos que autorizaram os testes determinaram que os dados coletados não poderiam ser usados para aplicar penalidades aos usuários. Brasil testa novo sistema de radares de trânsito Entenda os testes A ANTT havia autorizado, no começo de setembro oito estados a testarem um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos. Os locais onde o sistema for utilizado deverão informar os usuários sobre a realização do experimento. Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois ou mais locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles. “Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho", diz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como funciona o radar de velocidade média arte/g1 Os testes seriam realizados em trechos das seguintes rodovias: Espírito Santo: trechos na BR-101/ES. Goiás: trechos na BR-414/GO. Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS. Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG. Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151. Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ. Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS. Santa Catarina: trechos na BR-101/SC. Segundo informações da ANTT na época, o período de 180 dias poderia ser prorrogado. O objetivo seria avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas. A fiscalização observaria o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haveria aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. “A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", diz a pasta. Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito. De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). “A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva. Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa. Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados. Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.

Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina? A Petrobras enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para iniciar os trabalhos em três novos poços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A informação foi dada nesta terça-feira (22) pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters. A empresa recebeu recentemente autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações. Os poços serão usados para avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região. 🔎 O anúncio faz parte de um plano apresentado em agosto deste ano, que prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial. Três desses poços aguardavam licenciamento ambiental para o início das atividades. Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/divulgação Petrobras vai investir US$ 2,5 bi até 2030 A Petrobras informou que o Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,85 bilhões), na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, região considerada promissora para a expansão da produção de petróleo e gás no país. Petrobras encontra indícios de petróleo em poço no Amapá, na Foz do Amazonas Segundo a estatal, o valor corresponde a 37,5% do total destinado à exploração no período. Três poços aguardam licenciamento ambiental para início das atividades. Os motivos do Ibama ter segurado as licenças até agora O Ibama atua com cautela diante da complexidade da região e exige estudos mais detalhados antes de liberar as licenças. Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os riscos ao Grande Sistema de Recifes da Amazônia, um ecossistema raro formado por corais e esponjas, e à extensa faixa de manguezais contínuos no litoral do Amapá. Líderes locais e ambientalistas também destacam os possíveis impactos sobre comunidades tradicionais. Acidentes ou até mesmo a poluição sonora das embarcações podem comprometer a pesca artesanal, além de afetar territórios quilombolas e terras indígenas costeiras. “Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP). O projeto da Petrobras na costa do Amapá é considerado estratégico para a soberania energética do país, mas também desperta preocupações sobre a preservação de ecossistemas únicos e a proteção de populações que dependem diretamente dos recursos naturais da região. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 217,6 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️O valor também é o maior já registrado para meses de agosto desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, também, com a alta no preço do petróleo. Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. ➡️Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. Moedas de real; dinheiro. Bruno Domingos/ Reuters Parcial do ano Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,13 trilhões de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,98 trilhão. ➡️O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Compensação da isenção do IR até R$ 5 mil O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que o governo revisará novamente, para baixo, a estimativa de arrecadação com a taxação dos contribuintes com renda mensal superior a R$ 600 mil por ano (incluindo lucros e dividendos). Essa medida foi anunciada para compensar as perdas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, para R$ 5 mil e a redução de tributo para quem ganha até R$ 7,3 mil por mês. Inicialmente, a equipe econômica projetava um ingresso de R$ 29 bilhões neste ano com a taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil, valor que recuou para R$ 17 bilhões em meados de 2026. Nesta terça-feira, Malaquias informou que o valor está sendo reduzido para R$ 10,5 bilhões. De acordo com o técnico da Receita Federal, o governo terá de encontrar outra fonte de recursos para bancar a ampliação da faixa de isenção do IR neste ano - algo que será detalhado no relatório de orçamento que será divulgado na próxima quinta-feira (24). Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Começa hoje suspensão de até 1 ano para passageiros brigões A primeira semana de vigência das novas regras contra passageiros indisciplinados no Brasil já soma quatro relatos de conduta inadequada sob análise da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Regulamentada pela por uma resolução da Anac, a norma entrou em vigor na última segunda-feira (14) e estabelece sanções administrativas para episódios de indisciplina, que vão desde multas de R$ 17,5 mil até a proibição de voar por até um ano em companhias nacionais. Dos quatro episódios registrados nos primeiros sete dias, três foram preliminarmente classificados como infrações graves, categoria que deixa os envolvidos sujeitos à multa aplicada pelo órgão regulador. Até o momento, nenhum caso gravíssimo, passível de banimento aéreo, foi registrado. A Anac informou que todos os casos seguem em análise e que nenhuma penalidade foi homologada de imediato, já que as multas só são aplicadas formalmente ao final de cada processo administrativo, no qual é assegurado o direito à ampla defesa do passageiro. A agência também não divulgou o nome das empresas aéreas envolvidas. Os casos Passageiro indisciplinado pode ficar até um ano sem poder viajar de avião Pelo rito do regulamento, cabe aos operadores aéreos e aeroportuários registrar a ocorrência, fazer o enquadramento preliminar do nível de gravidade e enviar os dados para a apuração da Anac. Veja os relatos reportados entre 14 e 18 de setembro: caso 1 (aeroporto do Galeão, no Rio): durante a inspeção pessoal aleatória no embarque internacional, um passageiro descumpriu as orientações de segurança dos funcionários aeroportuários, mesmo após ser advertido. A Polícia Federal foi acionada e conduziu o homem à Delegacia de Polícia Civil do terminal para a lavratura do boletim de ocorrência. Não houve incidentes a bordo, e a concessionária classificou a conduta como ato de indisciplina. caso 2 (voo Salvador–São Paulo, Congonhas): uma passageira fumou dentro da aeronave durante a viagem. O comandante pediu a presença da Polícia Federal, e ela foi desembarcada compulsoriamente logo após o pouso e conduzida às autoridades. O caso foi tipificado como infração grave. caso 3 (voo Guarulhos–Salvador): outro passageiro fumou no lavatório do avião e confessou o ato aos tripulantes. Agentes da PF realizaram a abordagem assim que o voo pousou na capital baiana, encaminhando o caso à delegacia. A ocorrência também foi classificada como grave. caso 4 (voo Porto Alegre–Guarulhos): um passageiro é acusado de agredir fisicamente com chutes outra pessoa a bordo. Ao pousar no Aeroporto de Guarulhos, ele foi retirado da aeronave e escoltado pela Polícia Federal. O episódio foi registrado como grave. Entenda o sistema de punições Passageiros trocam socos durante voo entre Londres e Bangladesh Redes Sociais A nova regulamentação foi aprovada diante do crescimento contínuo das ocorrências nos aeroportos brasileiros. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam que foram registrados 1.764 episódios de confusão, brigas e depredações em 2025, um salto de 66,57% na comparação com 2024. As punições variam de acordo com a gravidade do comportamento: Grave Fumar a bordo Violência física contra outros passageiros Agressão a funcionários em solo Danos a bens da aeronave sem afetar voo Alarme falso de bomba ou arma Multa administrativa de R$ 17,5 mil aplicada pela Anac Gravíssimo Agressão física a pilotos ou comissários Tentativa de invadir a cabine de comando Atentado à integridade física/sexual Danificar equipamentos cruciais de segurança Porte ou manuseio não autorizado de armas/explosivo Suspensão do direito de voar (inclusão na no-fly list) por 6 meses a 1 ano em todas as companhias nacionais 📄Nos casos gravíssimos, a inclusão do passageiro na lista de restrição é determinada pela própria companhia em até cinco dias após a ocorrência e compartilhada com as concorrentes. 🛫Durante a suspensão, o passageiro fica barrado de emitir bilhetes, fazer check-in e embarcar em qualquer voo regular doméstico no território brasileiro. Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Paulo Pinto/Agência Brasil

Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA O uso de agentes de inteligência artificial (IA) para fazer compras pela internet pode aumentar os riscos de golpes, fraudes e problemas de privacidade, segundo um grupo de bancos internacionais. Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots. Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália) afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor. Quais são os riscos? Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado. Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema. A privacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados. O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado. Bancos propõem novas regras O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio. Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões. Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar. A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas. Uso da tecnologia cresce O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes. Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet. *Com informações da Reuters Compras pelo celular Reprodução/TV Globo

Unidade da JBS em Goiás. Divulgação/JBS A JBS S.A., subsidiária brasileira do grupo JBS, aprovou nesta segunda-feira (21) o pedido de cancelamento de seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Se o órgão autorizar, a empresa passará a ter capital fechado. A medida não significa que o grupo JBS deixará a bolsa de valores brasileira, a B3. A companhia continuará listada no país por meio da JBS N.V., sua controladora, sediada na Holanda. As ações dessa empresa são negociadas na Bolsa de Nova York, a NYSE. No Brasil, os investidores compram e vendem BDRs, certificados que representam essas ações, na B3. Essa divisão foi estabelecida em junho de 2025, na reorganização que permitiu ao grupo negociar seus papéis no Brasil e nos EUA, a chamada dupla listagem. Na ocasião, os acionistas passaram a deter participação na JBS N.V., que assumiu o controle indireto da JBS S.A. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Agora, a subsidiária brasileira busca encerrar seu registro na CVM. A decisão foi aprovada em assembleia de acionistas e também recebeu autorização dos investidores que detêm debêntures da empresa. ➡️ Debêntures são títulos de dívida: ao comprá-las, o investidor empresta dinheiro à companhia em troca de uma remuneração, nas condições previstas no contrato. Segundo o comunicado da JBS, se a CVM aprovar o cancelamento do registro, a negociação dos títulos dessa emissão em mercados regulamentados ficará restrita a investidores profissionais, categoria que inclui bancos, fundos de investimento e pessoas ou empresas com mais de R$ 10 milhões aplicados. JBS inaugura centro de pesquisa e desenvolvimento no Sapiens Parque

Agora no g1 A Vale confirmou nesta terça-feira (22) a compra de 30% da mineradora Ligga S.A. por aproximadamente US$ 190 milhões. A operação também inclui um contrato de longo prazo para que a Vale compre 100% do minério de ferro sinter feed produzido pela empresa. A Ligga opera a mina Ferro Sul, nos municípios de Parauapebas e Curionópolis, na região de Carajás, no Pará. A unidade produz atualmente cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A capacidade deve chegar a 8 milhões de toneladas anuais até junho de 2028, com a expansão do projeto. Acordo amplia acesso da Vale a minério O sinter feed é um tipo de minério de ferro utilizado na fabricação de aço. Pelo contrato, a Vale terá exclusividade na compra de toda a produção desse material feita pela Ligga. Segundo a Vale, o acordo garante acesso de longo prazo a novos volumes de minério de boa qualidade e permite aproveitar a infraestrutura logística que a companhia já possui no Sistema Norte. A conclusão da transação ainda depende das aprovações corporativas e regulatórias necessárias. Vale SA Divulgação

Ford Mustang GT Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta terça-feira (22) um recall para o Mustang, modelos 2024 a 2026. O problema, segundo a Ford, está nos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor, que podem romper por causa de uma falha no processo de fabricação. Dependendo do terminal afetado, o defeito pode provocar perda de força motriz, falha nos faróis dianteiros, na bomba do fluido do limpador de para-brisa, no ar-condicionado ou no ventilador de arrefecimento do motor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ford informa que a perda de força durante a condução, a redução da visibilidade causada pela falha dos faróis e a inoperância do limpador de para-brisa podem aumentar o risco de acidentes, com possibilidade de danos aos ocupantes do veículo e a terceiros. O motorista também poderá perceber o acendimento da luz de advertência do motor, mensagens de alerta no painel de instrumentos ou um aviso sonoro, dependendo de qual terminal de aterramento for afetado. Agora no g1 O g1 entrou em contato com a fábrica e a Ford ainda não informou quantas unidades do esportivo foram afetadas no Brasil. O recall inclui veículos dentro das seguintes faixas de chassis: Mustang 2024: chassis de R5412950 a R5434492 Mustang 2025: chassis de S5405308 a S5504022 Mustang 2026: chassis de T5409219 a T5503389 Como será feito o reparo A solução prevista pela Ford é a substituição gratuita dos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor. O atendimento gratuito está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027, assim que o reparo estiver disponível nas concessionárias. A Ford informa que fará um novo chamamento para que os proprietários possam agendar o serviço.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (22), com um recuo de 0,11%, cotado a R$ 5,1028. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações com uma alta de 0,46%, aos 187.457 pontos. O destaque da sessão ficou com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanharam a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom esteve no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também ficou no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e EUA, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️No cenário eleitoral, uma nova pesquisa Quaest divulgada na véspera mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. ▶️ No exterior, investidores monitoraram os preços do petróleo em meio aos sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Autoridades dos dois países se encontraram na tarde desta terça-feira para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas, segundo Trump. Segundo o republicano, o encontro foi "muito bom" e outro diálogo deve acontecer "em um futuro muito próximo". O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,03%, cotado a US$ 99,31. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 81,24%, a US$ 94,59 o barril. ▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -1,48%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,21%; Acumulado do mês: +5,66%; Acumulado do ano: +16,35%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. Trump também fez alusão à política norte-americana de "guerra ao terror" ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel. 👉 Contexto: O discurso de Trump ocorre em meio a uma grave crise enfrentada pela ONU, em parte incentivada pelo próprio líder norte-americano. Desde que ele retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump não apenas criticou a instituição multilateral em diversas ocasiões como também criou um órgão internacional para rivalizar com a ONU, o "Conselho da Paz". Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com investidores atentos ao discurso de Trump na ONU e às expectativas de negociações no Oriente Médio. O Dow Jones caiu 0,36%, enquanto o S&P 500 recuou 0,01% e o Nasdaq Composite avançou 0,45%. Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em alta, com investidores acompanhando os desdobramentos das tensões entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,02%, enquanto o CAC-40, da França, teve ganhos de 0,20%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e caiu 0,29%, Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,2% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

O Banco Central reafirmou nesta terça-feira (22) que manterá "perseverança, firmeza e serenidade' na condução da política de juros, pois isso colaborará para a chamada "reancoragem das expectativas", ou seja, trazer as projeções de inflação para as metas dos próximos anos, com menor custo para a economia. A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia caiu de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido da Selic. "No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração [definição dos juros] será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", acrescentou o BC. BC corta juros pela 5ª vez, mas nova queda é incerta ➡️Ao não dar indicação sobre os próximos passos nas decisões sobre a taxa de juros, o Banco Central deixou a porta aberta para tomar a decisão que julgar adequada nas próximas reuniões do Copom. Na semana passada, o mercado financeiro passou a acreditar em mais um corte de juros neste ano, com a taxa terminando 2026 em 13,50% ao ano. 🔎 A Selic é o principal instrumento do BC para conter a inflação, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Quando a taxa sobe, por exemplo, o crédito fica mais caro, o que reduz empréstimos, investimentos, o consumo e ajuda a conter a inflação. Trajetória da taxa Selic - setembro de 2026 Arte/g1 O Copom avaliou que as "evidências de transmissão" dos juros altos para a atividade econômica "têm se acumulado gradualmente". "Embora a política monetária [de juros] esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo", acrescentou. O BC reconheceu, também, que "choques de oferta", como a alta recente do petróleo (fruto do conflito no Oriente Médio) têm exercido "influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva (projeções para os próximos anos)". "O Copom avalia que que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza [de oferta], mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem", acrescentou o Copom. Queda recente da inflação O Banco Central observou que as "leituras mais recentes" apontam para queda da inflação ao consumidor, tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes. Mas, pontuou que as estimativas de inflação dos agentes econômicos para os próximos anos (um dos principais indicadores para a definição da taxa de juros) continuam acima da meta de inflação. "As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes. Foi ressaltado que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas", informou. Gastos públicos A autoridade monetária também avaliou que a chamada "política fiscal', ou seja, relativa às contas públicas, tem um impacto de curto prazo por meio de estímulo à demanda agregada (alta de gastos na economia), e uma "dimensão mais estrutural". Essa dimensão tem potencial de "afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida" e impactar os juros de mercado (cobrados na emissão de títulos públicos). "Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta. O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade", diz o BC. Por fim, o Comitê de Política Monetária do Banco Central informou manter a "firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas". "Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas", concluiu. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028. Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,92%, 4,3% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação. Outros recados do BC O Copom avaliou que o "ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas". "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", acrescentou. Em relação ao cenário doméstico, o BC informou que o conjunto indicadores divulgados das últimas semanas mostra uma "moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente e mercado de trabalho aquecido". "A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação, tal como antecipado pelo Comitê", acrescentou. O Banco Central avaliou que a taxa de desemprego mantém-se em patamares historicamente baixos, enquanto o crescimento da taxa de ocupação vem apresentando desaceleração. "O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia", disse.

Um posto de gasolina da Terrible's, na Sunset Road, exibe os preços dos combustíveis enquanto um avião da Southwest Airlines se prepara para pousar no Aeroporto Internacional Harry Reid, na sexta-feira (18), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Bizuayehu Tesfaye/Las Vegas Review-Journal via AP Sob o sol forte do sul do Texas, Quinten Martinez acompanha os números subirem rapidamente no visor da bomba de combustível. Aos 28 anos, o entregador da Amazon lembra de quando abastecer o carro não exigia escolher qual despesa caberia no orçamento. “Vai ter dinheiro para comprar comida nesta semana?”, questionou. “Ou vamos colocar gasolina no tanque para conseguir ir trabalhar?” 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A dúvida de Martinez traduz para o cotidiano de muitos americanos uma das consequências econômicas da guerra dos Estados Unidos com o Irã. A disparada da gasolina aperta o orçamento das famílias, eleva os custos de pequenos negócios e aumenta a insatisfação com o presidente Donald Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro. Agora no g1 Na semana passada, em um evento de campanha na Carolina do Norte, Trump minimizou o impacto da disparada dos combustíveis. “Está um pouco mais alto. É um preço muito baixo a pagar pelo que fizemos”, afirmou Trump sobre a guerra, descrita por ele como necessária para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. Preço na bomba pesa na decisão do eleitor Apesar da avaliação de Trump, estrategistas dos dois principais partidos americanos dizem que poucos indicadores econômicos devem ter tanta influência sobre os eleitores neste ano quanto o preço da gasolina. Isso ocorre porque o combustível torna visível uma pressão econômica que poderia parecer abstrata. O motorista encontra o preço na bomba várias vezes por semana, enquanto trabalhadores que dependem do carro precisam abastecer para garantir a própria renda. A gasolina também está subindo em uma época do ano em que os motoristas americanos normalmente encontram algum alívio. 🔎 No dia 18 de setembro, o preço médio nacional chegou a US$ 4,48 por galão (R$ 23,03), segundo a associação automotiva AAA. Como um galão americano corresponde a aproximadamente 3,8 litros, o preço equivalia a cerca de US$ 1,18 por litro (R$ 6,07). O valor aumentou aproximadamente US$ 0,17 (R$ 0,87) em uma semana, US$ 0,40 (R$ 2,06) em um mês e US$ 1,27 (R$ 6,53) em comparação com o mesmo período do ano passado. “Os preços da gasolina importam porque são um dos poucos indicadores econômicos que os eleitores vivenciam e enxergam em tempo real”, afirmou o veterano estrategista republicano Chris Wilson. “O preço está literalmente diante deles várias vezes por semana. Por isso, eu não minimizaria a frustração que estamos observando, sobretudo entre os eleitores das classes trabalhadora e média.” As entrevistas realizadas ao longo da semana encontraram frustração e decepção entre eleitores de diferentes partidos. Democratas e independentes demonstraram maior disposição para punir os republicanos nas urnas pelas dificuldades econômicas. Parte dos apoiadores de Trump entre a classe trabalhadora, porém, pretende continuar votando no Partido Republicano, mesmo insatisfeita com a condução da economia pelo presidente. Republicanos também demonstram insatisfação Dan Lloyd, carpinteiro de 63 anos que votou em Trump, pagava US$ 4,39 por galão (R$ 22,56) de gasolina para abastecer sua caminhonete em Mesa, no Arizona, quando lamentou a decisão do presidente de entrar no conflito. “Ele prejudicou a si mesmo ao entrar nisso”, afirmou Lloyd sobre Trump. “Onde está todo aquele petróleo da Venezuela? Achei que estivéssemos cheios de gasolina e de tudo, mas não. O povo americano sempre paga a conta, seja nos juros, na comida ou na gasolina.” Mesmo assim, Lloyd pretende votar no Partido Republicano nas eleições legislativas. “Acho que o Partido Democrata perdeu o rumo”, afirmou. “Sinto que todo o sistema está à beira do colapso.” Em Edinburg, no Texas, Kristin Jimenez, de 52 anos, mostrou-se menos preocupada com o preço depois de abastecer sua Mercedes. “Já pagamos o mesmo preço sob presidentes republicanos e já pagamos esse preço sob presidentes democratas”, afirmou Jimenez, mãe e proprietária de uma pequena empresa. Ela pretende votar em um candidato republicano, por considerar o partido “o menor de dois males”, e diz que a gasolina não terá peso em sua decisão. “Não nos importamos em pagar US$ 8 (R$ 41,12) por um café no Starbucks, mas temos problema em pagar US$ 4 R$ 20,56 na bomba?”, questionou. “Façam isso fazer sentido.” A mais de 2.400 quilômetros dali, na região central de Michigan, Garth Johnson tenta equilibrar as contas de uma empresa de limpeza pesada. O negócio utiliza vários veículos movidos a gasolina e uma máquina abastecida com diesel. O diesel custava US$ 6,79 por galão (R$ 34,90), cerca de US$ 1,79 por litro (R$ 9,20), enquanto ele abastecia seu utilitário esportivo. Johnson, de 35 anos, votou em Trump, mas ainda não sabe o que fará em novembro. Ele diz não se considerar qualificado para contestar a avaliação do presidente sobre a guerra, embora já sinta a pressão financeira do conflito na própria rotina. “Gosto de muitas das coisas que ele fez”, afirmou Johnson, antes de acrescentar: “Sou um cara pequeno e preciso viver a minha vida.” Outros eleitores querem responder nas urnas Na Virgínia, onde a votação antecipada já estava em andamento na sexta-feira, o engenheiro Alan Johnson, de 60 anos, afirmou que Trump parece não ter “nenhuma empatia” pelos americanos que enfrentam dificuldades financeiras. “Com os preços da gasolina como estão e continuando a subir, precisamos fazer alguma coisa. Tomara que os democratas consigam chegar ao poder e mudar o rumo das coisas”, afirmou Johnson. Naquela manhã, ele votou em candidatos democratas ao Senado e à Câmara dos Representantes. Em Raleigh, na Carolina do Norte, a professora Brittney Bivins vê a alta dos combustíveis como um sinal de que Trump e o Partido Republicano não estão enfrentando os problemas que mais afetam pessoas como ela. “Ele realmente não se importa com as pessoas comuns”, afirmou a professora de 45 anos. "Ele pode pagar pela gasolina, mas a maioria de nós não pode. Então, parece que ele não está nem sequer conectado com o próprio povo.” O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Bivins se define como independente e pretende apoiar os democratas nas eleições, especialmente a ala socialista democrática que vem ganhando espaço dentro do partido. Em um posto de gasolina de Lansing, em Michigan, Rina Risper gastou US$ 50 (R$ 257) para comprar oito galões de gasolina premium, o equivalente a aproximadamente 30 litros. “Quando cheguei, fiquei realmente chocada e pensei: bem, talvez eu devesse beber água em vez de comprar aquela garrafa de qualquer coisa que custava US$ 4,99 (R$ 25,65)”, afirmou Risper. Ela acredita que as tarifas comerciais de Trump devem agravar ainda mais os problemas relacionados ao custo de vida. “Não estamos em Miami. Estamos em Lansing, Michigan”, afirmou. “Isso realmente vai afetar a nossa população.” Maioria diz que governo Trump piorou a economia A percepção de que o orçamento está mais apertado aparece também nas pesquisas nacionais. Segundo levantamento da Fox News divulgado na quarta-feira, o número de eleitores que dizem estar ficando financeiramente para trás é mais de três vezes maior que o daqueles que afirmam estar avançando. Em um momento no qual a economia e o custo de vida aparecem entre as principais preocupações do eleitorado, os democratas têm vantagem de 15 pontos percentuais sobre os republicanos quando os entrevistados são questionados sobre qual partido administraria melhor a inflação e os preços. A pesquisa mostra que 61% dos eleitores consideram o preço da gasolina um problema importante para a própria família. Dois anos antes, eram 48%. Os gastos com saúde são apontados como um problema importante por 52%, ante 44% em 2024. A maioria também demonstra preocupação com o preço da moradia e dos alimentos, embora esses dois indicadores não tenham registrado aumento na comparação apresentada pela pesquisa. No total, 63% dos eleitores afirmam que o governo piorou a economia. Em setembro de 2025, essa parcela era de 52%. A avaliação negativa inclui um quarto dos republicanos. Entre os eleitores do partido, apenas 46% dizem que o governo melhorou a economia, enquanto cerca de um quarto não percebe impacto. De volta ao sul rural do Texas, região onde o Partido Republicano avançou nas últimas eleições, Martinez não esconde a frustração. Trump “gosta de afirmar que somos a melhor economia do mundo”, disse o entregador da Amazon. Mas, nas cidades mais rurais, “você não vê nenhuma dessas vitórias, não vê nenhuma das melhoras de que ele está falando”. “Você só vê as dificuldades da vida cotidiana”, afirmou.

Lei Seca Divulgação/Magno Segllia GOVRJ Em agosto deste ano, uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu novas regras para a fiscalização da Lei Seca. Entre as novidades está a regulamentação do uso do "drogômetro". (entenda como funciona abaixo) Em entrevista ao g1, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, reconheceu que a lista de substâncias detectadas pelo drogômetro inclui substâncias presentes em medicamentos usados em hospitais e também vendidos em farmácias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Adrualdo, um exemplo é o Venvanse, usado no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “Tomar medicamento prescrito pelo médico normalmente, como esses tratamentos, né, Venvanse, proíbe dirigir? Não. Resposta não, objetiva, não tem proibição nenhuma. Nenhuma proibição”, disse o secretário. Agora no g1 Catão também afirma que ainda há pontos a serem definidos para o uso adequado do equipamento. Um deles é estabelecer um limite aceitável para a quantidade da substância detectada. “A lei não quer pegar vestígio (...), ela quer saber se o cidadão consumiu mesmo (...). A mesma coisa vai acontecer agora no caso do drogômetro. Ele não vai poder ser certificado se ele só pegar vestígio”, diz. Sobre o medicamento usado no tratamento do TDAH, o secretário ressalta que ele também pode ser usado de forma ilegal. “O cara pegou uma caixa de Venvanse e foi pra balada. E ficou doidão. Isso é outra coisa. É totalmente diferente. Então o equipamento tem que tá calibrado para pegar o segundo caso, não o primeiro”, complementa. Mas como o equipamento poderá fazer essa distinção? Para entender a questão, é preciso saber primeiro quais substâncias o teste é capaz de detectar. O que o drogômetro detecta? O drogômetro tem como objetivo identificar substâncias psicoativas que alteram a capacidade de decisão do motorista. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), já existe no Brasil um teste de saliva capaz de detectar uma série de drogas. Esse equipamento funciona como um "drogômetro". Em nota enviada ao g1, o Inmetro informou que o teste permite a detecção preliminar das seguintes substâncias: Anfetamina; Cocaína; MDMA (ecstasy); 6-MAM (heroína); LSD; Δ9-THC (cannabis); Fentanil; Cetamina; K2 (canabinoides sintéticos); Morfina; Metanfetamina; MDPV. Das 12 substâncias listadas, cinco estão presentes, direta ou indiretamente, em medicamentos vendidos em farmácias. Isso levanta uma dúvida: um motorista pode ser multado por ter tomado um medicamento? No entanto, os especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao reforçar a afirmação do secretário nacional de Trânsito: fazer um tratamento médico regular, por si só, não impede uma pessoa de dirigir. Quais substâncias estão em remédios vendidos na farmácia? Segundo Tula Beck Bisol, doutora em química e professora do Instituto Federal de Santa Catarina, são elas: Morfina: opioide usado em hospitais e também presente em medicamentos como o Dimorf. Fentanil: opioide mais potente que a morfina, usado em ambiente hospitalar e também encontrado em adesivos aplicados na pele para o tratamento de dores crônicas intensas. Cetamina: segundo especialistas, essa substância está presente em medicamentos usados no tratamento de dores crônicas e da depressão. Uma de suas versões, chamada escetamina, também é utilizada em medicamentos e em ambiente hospitalar. Δ9-THC: composto derivado da cannabis que pode estar presente em medicamentos à base de CBD ou THC, como o Mevatyl. Anfetamina: sua presença ocorre de forma indireta, porque o princípio ativo do medicamento se transforma em anfetamina após ser metabolizado pelo organismo. O Venvanse, usado no tratamento do TDAH, é um exemplo. O infectologista pediátrico e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, ressalta que, embora sejam vendidos em farmácias, esses medicamentos são de venda controlada. “Medicamentos com essas substâncias (anfetaminas e derivados de morfina) são vendidos em farmácias com receituário especial. Pacientes devem ser alertados sobre o risco de sonolência, alteração de humor, desmaios e etc”, revela Kfouri. Laura Marise, farmacêutica do Nunca Vi 1 Cientista, afirma que, mais importante do que conhecer o princípio ativo, é ler a bula do medicamento. A orientação é a mesma dada por Kfouri. A farmacêutica também explica que os procedimentos hospitalares já preveem um período para que o organismo elimine a substância. “A pessoa que recebeu anestesia só vai ter alta do hospital muitas horas depois da anestesia ter passado. Nesse momento é bem provável que não seja possível mais detectar anestésico. A não ser que o procedimento tenha sido feito de maneira irregular, e a pessoa foi liberada logo em seguida, ou se ela usou como droga”, diz Laura.

Um modelo de datacenter Crédito: Divulgação Uma frase ajuda a resumir o espírito dos dias atuais: "Soltamos a besta". A declaração foi feita por Maliyka Muhammad, analista nova-iorquina de 46 anos, em uma série de entrevistas da agência de notícias AFP com pessoas de oito países e reflete um sentimento que atravessa fronteiras, gerações e ideologias. Nesta semana, a preocupação com a inteligência artificial (IA) ganhou espaço quase ao mesmo tempo no Vaticano, em Bruxelas, Genebra, na Casa Branca e no Vale do Silício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já não se discute apenas o que essa tecnologia pode fazer, mas também até onde ela deveria ser autorizada a avançar. É aí que surge uma divisão no Ocidente: de um lado, os que defendem uma desaceleração diante do risco de perder o controle; de outro, os que acreditam que fazer isso agora significaria ceder terreno à China. Agora no g1 Esse choque de visões também aparece longe dos gabinetes. Em Roma, a arquiteta Frida Awrohum usa IA no trabalho, mas admite que ainda sente medo. Na Indonésia, uma estudante se pergunta se algum ser humano conseguiria responder tão bem quanto um chatbot. Em Xangai, um empresário teme que as futuras gerações enfrentem "verdadeiras dificuldades" para encontrar emprego. No Chile, uma jovem de 19 anos acredita que a tecnologia "está nos tornando mais burros". Nem todos, porém, veem uma ameaça. O italiano Diego Sermattei, de 18 anos, comemora o fato de a ferramenta resolver pesquisas instantaneamente. Já a japonesa Konno Hazuki, de 29 anos, não se sente ameaçada porque, segundo ela, a ausência de emoções limita algumas das capacidades que uma pessoa pode oferecer aos clientes. Mas o debate já não se limita às percepções individuais. Ele também chegou às instituições religiosas e às grandes empresas de tecnologia, onde uma parcela crescente da discussão gira em torno de quem deve estabelecer os limites e até onde convém permitir que esses sistemas avancem. Vaticano e Vale do Silício emitem alertas No Vaticano, o papa Leão 14 alertou na quarta-feira (16/09) para o risco de "delegar a algoritmos decisões que pertencem exclusivamente à consciência humana" e pediu que as relações sociais preservem "substância real e profundidade pessoal". Papa Leão XIV grava vídeo para participantes do Halleluya 2026. REUTERS/Yara Nardi Não foi a primeira vez que ele se manifestou sobre o tema. Em maio, publicou uma encíclica na qual defendia o "desarmamento" da IA para impedir que ela "domine a humanidade". Os alertas também se intensificaram dentro do próprio setor de tecnologia no fim de semana. O diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, publicou um ensaio em que defendeu "um ritmo mais lento" para a indústria e propôs auditorias independentes obrigatórias para os modelos mais avançados. Em uma rara convergência entre rivais, recebeu o apoio de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk, da xAI. Altman alertou depois para dois riscos que, em sua avaliação, poderiam levar o desenvolvimento da IA por um caminho indesejado. Um deles é perder o "controle do futuro"; o outro, concentrar poder demais nas mãos de uma única empresa, laboratório ou país. Segundo o executivo, uma IA extraordinariamente poderosa usada para impor uma determinada visão de mundo poderia produzir resultados "extremamente distópicos". Por isso, ele defendeu um marco legal federal que preveja avaliações preventivas dos modelos durante o desenvolvimento. Nem todos os líderes do setor compartilham a mesma visão. Mark Zuckerberg disse ser favorável ao uso de avaliadores independentes, mas rejeitou a ideia de frear o desenvolvimento. O chefe da Meta sustenta que cada laboratório tem "a responsabilidade e o incentivo" para adotar, por conta própria, medidas destinadas a tornar seus modelos mais seguros. A preocupação aumentou ainda mais com a renúncia de Jacob Coxon, pesquisador que trabalhou na Anthropic e na OpenAI. Ele afirmou que as duas empresas avançavam rumo a sistemas superinteligentes que, segundo seu alerta, poderiam chegar a extinguir a humanidade "antes do fim da década". O debate também coincidiu com movimentos nos mercados. A agência de notícias Reuters informou sobre quedas nas ações ligadas à IA depois que diversos líderes do setor defenderam uma redução no ritmo de desenvolvimento da tecnologia. EUA e China disputam os rumos da regulação A discussão sobre tecnologia atravessou divisões políticas incomuns em Washington. Bernie Sanders, senador de esquerda, e Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, participaram do mesmo encontro promovido pelo Future of Life Institute e manifestaram fortes reservas sobre os rumos do setor, apesar de partirem de posições políticas radicalmente diferentes. Sanders anunciou que pretende apresentar uma lei para "proibir permanentemente" o desenvolvimento de uma superinteligência artificial, que comparou às armas nucleares. Bannon, por sua vez, defendeu o rompimento dos vínculos dos Estados Unidos com o setor chinês de IA. A convergência terminou aí. Sanders defendeu negociações com Pequim para conter os sistemas mais avançados, enquanto Bannon propôs isolar o setor chinês de IA do ecossistema tecnológico americano. O plano prevê restringir o acesso chinês a componentes avançados, afastar cidadãos chineses dos laboratórios americanos de IA e impedir que entidades chinesas acessem os mercados de capitais dos Estados Unidos. Em Pequim, o jornal oficial rejeitou a ideia de que a corrida pela IA deva ser vista como um jogo de soma zero, em que o avanço de uma potência necessariamente implicaria perdas para a outra. O periódico afirmou nesta semana que a IA "não é um monopólio das grandes potências" e defendeu que Washington e Pequim cooperem na gestão dos riscos associados ao desenvolvimento da tecnologia. Ao mesmo tempo, acusou os Estados Unidos de adotar um "duplo padrão" ao questionar a destilação de modelos chineses quando, segundo o jornal, empresas americanas também recorrem à prática. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, têm reunião prevista para a próxima semana em Washington, em um momento em que a IA também desponta como um dos temas centrais das conversas bilaterais. Trump minimiza riscos Em contraste com os que defendem maior cautela, Trump adotou o discurso oposto. O presidente americano classificou como uma "farsa" a ideia de que a IA possa destruir a humanidade e disse que impor limites ao desenvolvimento da tecnologia favoreceria a China. Jensen Huang apresenta modelos de laptops usando GPUs RTX Spark. REUTERS/Ann Wang Durante uma conversa com o diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, na cúpula All-In, em Los Angeles, Trump brincou sobre os chips de IA e descreveu os centros de dados como "o petróleo dos próximos 20 ou 25 anos". Seu vice-presidente, JD Vance, também demonstrou ceticismo em relação às propostas de regulação e afirmou achar "estranho" que as próprias empresas de IA peçam ao governo para regulá-las. A tensão com a Anthropic acrescenta mais um elemento ao debate. O conflito começou depois que a empresa rejeitou determinados usos militares do Claude, entre eles a vigilância dentro dos Estados Unidos e o uso de armas autônomas. A posição acabou lhe custando acesso a alguns contratos do Pentágono. A companhia reagiu na Justiça e obteve decisão favorável em um dos processos. Bruxelas e ONU elevam exigências Na Europa, a resposta combina restrições, supervisão e coordenação regulatória. Na quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs novas barreiras de acesso às redes sociais com base na idade. O plano impediria o acesso de menores de 13 anos e prevê contas especiais, sob supervisão, para adolescentes de 13 a 15 anos. Ao defender maior proteção para crianças e adolescentes, Von der Leyen alertou para o risco de menores serem "arrastados para conteúdos cada vez mais extremos". A proposta pode abrir uma nova frente de atrito com Trump, que há tempos critica a regulamentação tecnológica europeia. Ao mesmo tempo, a presidente anunciou que a Comissão Europeia discutirá com as grandes empresas de tecnologia medidas para avaliar e reduzir os riscos dos sistemas de IA mais avançados e coordenará esse trabalho com parceiros como Canadá e Reino Unido. Mas as propostas europeias também enfrentam críticas. Simeon de Brouwer, assessor de políticas da organização EDRi, afirmou que as restrições etárias "apenas adiam" a exposição dos jovens a determinados riscos, sem alterar o modelo de negócios que, segundo ele, os mantém dependentes das plataformas. De Genebra, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, elevou o tom dos alertas. Ele afirmou que falhas em sistemas cada vez mais autônomos poderiam afetar infraestruturas e serviços essenciais. Também advertiu que o avanço da IA pode enfraquecer mecanismos criados para evitar cenários relacionados a armas de destruição em massa. Sua avaliação resume boa parte do dilema que marca o debate mundial. Para Türk, nenhum país nem empresa alguma deveria decidir sozinha quais riscos o restante do mundo deve assumir.

Mesário conferindo documento / Eleição Tomaz Silva/Agência Brasil Trabalhar nas eleições não é considerado um emprego temporário e não dá direito a salário. Mas também não é um trabalho voluntário sem compensação. Quem atua como mesário tem direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições, sem desconto no salário. O treinamento também garante outros dois dias de folga. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ou seja, quem participa do treinamento, trabalha no primeiro turno e também no segundo pode acumular até seis dias de folga. 📎 O segundo turno, no entanto, não acontece em todos os locais. Ele só é realizado quando necessário nas disputas para presidente da República e governador. Em 2026, está marcado para 25 de outubro. Agora no g1 Os mesários também recebem R$ 65 de auxílio-alimentação por turno de votação. Quem trabalha nos dois turnos, portanto, recebe R$ 130 no total. Para quem presta concursos públicos, o trabalho como mesário pode trazer outra vantagem: o serviço eleitoral pode ser usado como critério de desempate, desde que essa possibilidade esteja prevista no edital. Estudantes de instituições conveniadas também podem aproveitar o trabalho eleitoral e o treinamento para cumprir atividades extracurriculares. Há ainda estados que oferecem benefícios adicionais. No Paraná, por exemplo, mesários têm direito a meia-entrada em eventos culturais e esportivos por dois anos após a eleição. Também há previsão de isenção de taxa em determinados concursos públicos estaduais e municipais, conforme a legislação aplicável. Neste ano, 1.922.579 pessoas se cadastraram como voluntárias ou foram convocadas para atuar como mesárias nas eleições de 2026. Elas serão distribuídas por 516.785 seções eleitorais em 2.641 zonas eleitorais espalhadas pelo país. Regras para as folgas As datas das folgas devem ser combinadas entre empregado e empregador. O mesário recebe uma declaração da Justiça Eleitoral que comprova os dias de serviço prestados. A pessoa pode, por exemplo, negociar o uso dos dias de uma só vez ou separadamente, inclusive emendando com férias ou feriados. Outro ponto importante é que, se o trabalhador tiver mais de um emprego, o direito às folgas vale para todos os vínculos empregatícios que mantinha na época em que atuou nas eleições. Já quem muda de emprego depois de trabalhar como mesário deve ficar atento. A legislação não garante a transferência dessas folgas para o novo vínculo empregatício. Como ser mesário? Para as eleições de 2026, o período de nomeação dos mesários ocorreu entre 7 de julho e 28 de agosto. Ainda assim, o cadastro para mesário é permanente e pode ser feito com antecedência para os próximos pleitos. A inscrição como voluntário não significa convocação automática. A Justiça Eleitoral avalia a necessidade de cada seção eleitoral e convoca os voluntários de acordo com a demanda local. Por isso, é possível se cadastrar e não ser chamado para atuar naquele pleito. O treinamento dos mesários que atuarão nas eleições deste ano começou no dia 17 de agosto. A capacitação é realizada por meio de um aplicativo que funciona em celulares e tablets. O prazo para conclusão termina às 23h59 de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. No dia da votação, o próprio aplicativo também pode ser utilizado como uma espécie de guia, com orientações sobre os procedimentos de abertura e encerramento da seção eleitoral. Quem pode ser mesário? Em regra, pode atuar como mesário quem: está com o título eleitoral em situação regular; não se enquadra nas situações de impedimento previstas pela Justiça Eleitoral. Entre os impedidos estão: candidatos e parentes de candidatos até o segundo grau, além de cônjuges e companheiros; integrantes de diretórios partidários que exerçam funções executivas; autoridades e agentes policiais; ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo; pessoas que integram a Justiça Eleitoral; e menores de 18 anos. Também existem regras para evitar que parentes ou pessoas com determinados vínculos profissionais componham a mesma mesa receptora de votos. Eleições de 2026 O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Ao todo, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar.

MPT pede indenização de R$ 5 milhões contra Rico por assédio eleitoral; ele se retrata O influenciador digital Rico Melquíades é alvo de uma ação por assédio eleitoral contra funcionárias domésticas. Na ação, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) pede indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos e o cumprimento de 18 obrigações. Segundo o órgão, Rico teria pressionado funcionárias por divergências políticas, exposto dados pessoais das trabalhadoras nas redes sociais e ferido a dignidade delas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Justiça do Trabalho concedeu, neste sábado (19), tutela provisória de urgência para impedir que o influenciador pratique assédio eleitoral contra empregados. A decisão é da 11ª Vara do Trabalho de Maceió. Caso descumpra as determinações judiciais, Rico deverá pagar multa de R$ 300 mil por infração, por trabalhador prejudicado e a cada constatação. “A proximidade do pleito agrava o perigo da demora, exigindo resposta jurisdicional enérgica e pedagógica, apta a cessar a continuidade do ilícito e a impedir sua reiteração ou repetição em relação a qualquer outro trabalhador”, afirmou o Juízo do Trabalho na decisão. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, o influenciador teria misturado relações de trabalho, disputas políticas e produção de conteúdo para as redes sociais. Entre as condutas apontadas pelo órgão estão: Condicionar contratações, demissões, salários, folgas ou benefícios à preferência política ou ao voto das trabalhadoras; Investigar a posição eleitoral das funcionárias por meio de redes sociais, grupos de mensagens e registros públicos; Usar informações pessoais da equipe para produzir conteúdo e gerar engajamento, visualizações e lucro nas redes sociais. O MPT também afirma que o influenciador teria usado sistemas e ferramentas digitais para classificar ou monitorar funcionárias de acordo com suas opiniões políticas. Segundo o órgão, foi justamente esse aspecto que levou ao enquadramento do episódio como assédio eleitoral. O que é assédio eleitoral? Assédio eleitoral ocorre quando alguém tenta influenciar a escolha política de um trabalhador usando sua posição ou poder no ambiente de trabalho. Isso pode acontecer por meio de ameaças, promessas de benefícios, pressões diretas ou até mensagens indiretas. Nem sempre há uma frase como "vote em determinado candidato". Muitas vezes, a pressão ocorre de outras formas. É o caso de mensagens que associam determinado resultado eleitoral ao fechamento da empresa, à perda de empregos, à redução de salários ou a dificuldades econômicas. Levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), divulgado com exclusividade pelo g1, mostrou que essa foi a forma mais comum entre os processos analisados. Conhecida como "terror psicológico", a prática aparece em 81,9% dos casos. ⚠️ Nessas situações, o trabalhador é exposto a cenários negativos apresentados como consequência de determinada escolha política. Mas o assédio eleitoral não se limita a esse tipo de situação. Entre outras formas comuns estão: ameaças de demissão; promessas de benefícios ou promoções; pressão para participar de campanhas políticas; exigência do uso de materiais eleitorais; tentativas de descobrir em quem o funcionário pretende votar; constrangimentos em reuniões; retaliações por posições políticas; mensagens que relacionam resultados eleitorais a desemprego ou prejuízos financeiros. Nos últimos anos, esse tipo de prática também migrou para o ambiente digital. Pesquisas do TST mostram que aplicativos de mensagens e redes sociais aparecem em parte dos casos analisados. Entre os exemplos estão grupos corporativos usados para propaganda política, compartilhamento obrigatório de conteúdo eleitoral e monitoramento do posicionamento político de empregados. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos por assédio eleitoral no país. Os dados constam no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado após a adoção de mecanismos específicos para identificar esses casos. ➡️ O número de denúncias é muito maior do que o de processos que chegam à Justiça. Em 2022, por exemplo, o MPT recebeu 3.370 denúncias de assédio eleitoral, recorde da série. Em 2026, até o momento, foram 472, mas o número ainda pode crescer porque o período eleitoral está em andamento. O influencer Rico Melquiades TV Senado/Reprodução O que a Justiça determinou Além do pedido de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, quantia que, segundo o MPT, deverá ser destinada a fundos públicos ou projetos sociais, o órgão pediu que a Justiça determine uma série de medidas. Parte delas foi concedida na tutela provisória de urgência. Entre as determinações estão: Garantir o direito ao voto, permitindo que os funcionários votem livremente nos dois turnos, com ajustes nas escalas de trabalho e sem descontos salariais ou ameaças de represália; Proibir exigências políticas, impedindo a cobrança de alinhamento partidário ou a participação obrigatória em atos de campanha; Excluir conteúdos que contenham dados íntimos, humilhações ou exigências relacionadas às posições políticas dos trabalhadores, nos termos definidos pela decisão; Publicar uma retratação nas redes sociais, com o mesmo destaque das publicações originais, esclarecendo que a preferência política de um funcionário não pode ser usada como critério para contratação, manutenção ou demissão. A decisão estabelece multa de R$ 300 mil por infração, a cada constatação e por trabalhador prejudicado, em caso de descumprimento das determinações judiciais. Em manifestação no processo, o MPT afirma que o influenciador teria adotado comportamento abusivo e ilegal no ambiente de trabalho para influenciar o voto dos funcionários. O órgão também aponta suposta exposição indevida da intimidade dos trabalhadores e discriminação em razão de convicções políticas. O réu praticou comportamento abusivo, doloso e ilegal no ambiente de trabalho, objetivando finalidades ilícitas. Essas foram manipular, orientar ou direcionar o voto dos trabalhadores na eleição que se aproxima." "Isso impõe constrangimento e exposição indevida da intimidade de empregados, além de tendente a influenciar a livre manifestação de pensamento, intentando orientar o próprio ato de votar dos seus empregados, e promovendo nítida discriminação a depender da convicção política do funcionário, o que é gravíssimo." O que diz Rico Melquíades O g1 procurou o influenciador, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Nas redes sociais, Rico se retratou e pediu desculpas aos trabalhadores. (veja no vídeo acima) Em vídeo publicado após a repercussão do caso, ele afirmou ter consciência de sua responsabilidade como influenciador e disse que nenhum funcionário deve sofrer coação ou imposição por parte do empregador. "Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador. Respeito no ambiente de trabalho deve ser mútuo, garantindo a liberdade de expressão, de opinião política e o direito do voto livre e secreto", afirmou. Rico também disse que as mulheres que aparecem no vídeo citado pelo MPT são familiares dele e que as publicações foram feitas com consentimento. “Todas as meninas que aparecem no vídeo são da minha família. É minha tia, minha irmã, minha mãe e minha prima. E todo o vídeo que eu posto com elas tem o consentimento”, declarou. No sábado (12), o influenciador publicou um vídeo em que aparece questionando as funcionárias sobre quem paga os salários delas e dizendo que quem fosse petista seria demitida. “Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse. Manuela responde aos questionamentos apenas com um “aham”. Outra funcionária, que não teve o nome revelado no vídeo, afirmou ser petista, mas disse que, por causa do trabalho, desistiu de apoiar candidatos da legenda. (veja no vídeo abaixo) MP eleitoral pede investigação de Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias Na noite desta segunda-feira (21), Rico publicou um novo comunicado nas redes sociais sobre a ação movida pelo MPT. Segundo ele, o órgão pediu que se abstivesse de publicar determinados tipos de conteúdo, após um entendimento inicial de que as publicações poderiam ser interpretadas como assédio eleitoral. Rico afirmou estar tranquilo e disse acreditar que o caso será esclarecido. Informou ainda que seus advogados estão cuidando da situação e que, até lá, não deve publicar conteúdos que envolvam sua irmã, Manuela, sua prima, Leilane, sua mãe e sua tia, Betânia, citadas nos vídeos. Na noite desta segunda-feira (21), Rico Melquíades publicou comunicado no Instagram Reprodução/Instagram Como denunciar casos de assédio eleitoral? O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por meio de canais eletrônicos. O trabalhador pode denunciar de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar sigilo de seus dados. É recomendável fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser anexados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de infração ou crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.061 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 32 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (22), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da último domingo (20), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Da esquerda para a direita: presidente da ABF, dr. Edgard Leite, sra. Maria Isabel Klabin e dr. Daniel Miguel Klabin. Divulgação/Academia Brasileira de Filosofia Aos 97 anos, o engenheiro e empresário Daniel Miguel Klabin passa a ocupar o posto de bilionário mais velho do Brasil. Ele assume a posição após a morte de João Jacob Vontobel também aos 97 anos. Nascido em 11 de maio de 1929, Klabin tem uma fortuna estimada em R$ 1,6 bilhão, segundo o ranking de bilionários da Forbes de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O patrimônio está baseado em sua participação na estrutura empresarial da família Klabin, fundadora do grupo que se tornou um dos maiores produtores de papel e celulose do país. Daniel é sócio e diretor-presidente da Daro Participações S.A., holding que participa da estrutura de controle da Klabin. Também dirige a Daram Participações Ltda. e a Daram Comercial Agropecuária Ltda. Agora no g1 Além de herdeiro e acionista da família fundadora, Klabin construiu uma longa trajetória na própria empresa. Ao longo de mais de sete décadas ligado aos negócios familiares, acompanhou diferentes ciclos de expansão da Klabin S.A. e presidiu o Conselho de Administração da companhia em sete ocasiões, nos exercícios de 1981, 1987, 1993, 1999, 2005, 2011 e 2017. Atualmente, é membro suplente do Conselho de Administração da companhia. Engenheiro formado em 1952 Daniel é filho de Wolff C. Klabin e Rose Haas Klabin e neto de Israel Chaim V. Klabin e Feiga Zlata Lafer. Sua participação nos negócios da família segue uma estrutura em cascata, organizada da seguinte maneira: Daniel é sócio e diretor-presidente da Daro Participações S.A. e herdeiro da família; A Daro Participações S.A. é acionista da Klabin Irmãos S.A. (KISA); E a Klabin Irmãos S.A. é a holding de controle do Grupo Klabin, com 52,3% das ações ordinárias da Klabin S.A. e 19,36% do capital total. Antes de se tornar uma das figuras mais longevas da família Klabin, Daniel seguiu carreira na engenharia. Ele se formou em Engenharia Civil em 1952 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, instituição que atualmente corresponde à Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na juventude, trabalhou em projetos de desenvolvimento industrial no antigo Estado da Guanabara e em outros estados. Sua trajetória profissional, porém, ficou especialmente ligada aos negócios da família. Na Klabin, participou dos principais ciclos de crescimento da companhia e ocupou posições na governança da empresa durante décadas. A família e a continuidade dos negócios Daniel Klabin é casado com Maria Izabel Catão Klabin. O casal tem três filhos: Rose Klabin; Amanda Klabin Tkacz; e David Klabin. Entre os filhos, Amanda ocupa a presidência do Conselho de Administração da Klabin S.A. Ela também é sócia e diretora da Daro Participações S.A. e da Daram Participações Ltda. As homenagens recebidas Ao longo da trajetória, Daniel recebeu diferentes títulos e condecorações. Entre eles estão a Medalha Tiradentes e o respectivo diploma, concedidos pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2023, e a Cadeira de Membro Titular Notável por Honra ao Mérito da Academia Brasileira de Filosofia, em junho de 2025. Também recebeu a Ordem do Mérito do Pensamento Brasileiro – Medalha Antonio Paim, em dezembro de 2022, e o título de Doutor Honoris Causa pela Academia Brasileira de Filosofia, em agosto de 2017. Sua lista de condecorações inclui ainda: Comendador da Ordem de Rio Branco, em 2002; Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar, em 1999; Medalha do Pacificador Duque de Caxias, em 1963; Cidadão Correiapintense, título concedido pela Câmara Municipal de Correia Pinto (SC), em 1992.

Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento Edilson Rodrigues/Agência Senado O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou em entrevista ao g1 que o governo identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento deste ano e, por isso, decidiu reajustar o Bolsa Família. "Você tem uma queda [de despesas] projetada nessa ordem de grandeza. O Bolsa Família já será incorporado, portanto, às nossas regras fiscais. A gente fez realmente uma medida para a qual a gente tinha espaço fiscal, portanto, sem qualquer tipo de burla, absoluto respeito às convenções e às regras fiscais", disse o ministro. Segundo o ministro, a folga orçamentária estimada neste momento veio da redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. O detalhamento será divulgado pelo governo no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas até quinta-feira (24). O reajuste do Bolsa Família terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026. No ano que vem, o custo será de R$ 22,7 bilhões. O governo, no entanto, também não incluiu a correção do Bolsa Família no projeto de orçamento de 2027 encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto. O ministro disse que, nesse caso, enviará mensagem modificativa com a previsão, sem, contudo, alterar os compromissos fiscais já assumidos para o ano que vem. Após quatro anos com as contas no vermelho, o governo fixou uma meta fiscal positiva em 2027, de R$ 18,6 bilhões. "Zero. Nenhum efeito em regras fiscais". Com a correção de cerca de 15%, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos (se houver) das eleições presidenciais. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não era reajustado. Moretti negou que a medida tenha sido tomada com foco nas eleições. "Se tivesse uma medida de caráter eleitoreiro, populista, o que aconteceria é que ela seria tomada no improviso e, na verdade, nós só autorizamos, só demos o ateste orçamentário, a partir do momento em que a gente verificou que havia o espaço fiscal". Depois do anúncio, economistas alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas. "A proximidade com o cenário eleitoral foi casuística. Na verdade, o que importou aqui foi o recebimento das informações finais do relatório, nos dando a segurança de que havia o espaço fiscal." LEIA TAMBÉM: Entenda se o governo pode reajustar benefício social em ano eleitoral e diferenças de aumentos de Lula e Bolsonaro Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o decreto que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família não fere as regras eleitorais. O ministro afirmou que o aumento concedido apenas atualiza os valores pelo critério de correção monetária. O reajuste havia sido questionado pelo candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão). Veja os principais pontos da entrevista: g1: Por que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família só ocorreu agora? Bruno Moretti: O que a gente apurou, e nós vamos publicar no próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, na semana que vem, é que as despesas que estavam bloqueadas para custear os benefícios previdenciários, os benefícios pagos pelo INSS, tiveram as projeções relativas a essas despesas revistas, e elas se reduziram um pouco. Posso até te dizer a ordem de grandeza: só considerando os benefícios previdenciários, uma redução da projeção de crescimento em R$ 11,5 bilhões. Significa que esse recurso havia sido reservado para essa finalidade e fica disponibilizado para outras finalidades. Portanto, abriu-se o espaço fiscal. Basicamente, é uma despesa que ocorreria com benefícios do INSS. Parcela da redução dessa projeção eu canalizo para o Bolsa Família. Então, fazer com responsabilidade significa fazer desde que haja o espaço fiscal correspondente. E editamos o decreto [com o reajuste do Bolsa Família]. g1: Além da rubrica da Previdência, quais outras observaram a mesma tendência de queda? Bruno Moretti: Para 2026, nós vamos dar transparência a isso no relatório do dia 24 [de setembro], mas eu posso te adiantar que o valor da Previdência é duas vezes maior do que o reajuste do Bolsa Família. Tem alguma queda projetada para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também, tem alguma queda projetada para despesa de pessoal, tem alguma queda projetada em subsídios, de maneira que elas significam mais ou menos R$ 19,6 bilhões de redução projetada para a despesa obrigatória. g1: E para 2027? Bruno Moretti: Para 2027, como eu te disse, a gente ainda está fechando as contas, porque a mensagem [modificativa, alterando o projeto de orçamento 2027] vem depois do relatório. Está concentrado no relatório e depois vai afinar as contas. Mas, fundamentalmente, a gente vai demonstrar que o espaço reside nessas mesmas rubricas: despesa previdenciária, um pouco de pessoal, um pouco em BPC, fruto dessa projeção reduzida agora de 2026, que rebate lá em 2027. g1: Não vai mudar a projeção de superávit? Bruno Moretti: Zero. Nenhum efeito em regras fiscais. g1: Os gatilhos fiscais anunciados em agosto, com potencial de gerar uma economia de cerca de R$ 20 bilhões em 2027, foram bem recebidos pelo mercado. Na avaliação do senhor, o reajuste do Bolsa Família não enfraquece essa sinalização fiscal? Bruno Moretti: Remanejando despesas que vão ter projeção reduzida, porque os números estão mostrando isso, tem base técnica para isso, e transferindo para o Bolsa Família, é uma coisa entre despesas obrigatórias. Eu não altero essa lógica, eu não mudo minhas metas, eu não altero o volume de despesas obrigatórias dentro do orçamento, porque em boa medida o remanejamento virá de rubricas obrigatórias. Nós estamos tranquilos que não estamos alterando essa lógica que estamos implementando com uma série de medidas, em particular com os gatilhos, que você citou. E, repito, nós só podemos fazer isso porque fomos cautelosos. g1: A quinze dias do primeiro turno das eleições, a medida não foi eleitoreira? Bruno Moretti: Se tivesse uma medida de caráter eleitoreiro, populista, o que aconteceria é que ela seria tomada no improviso. E, na verdade, nós só autorizamos, só demos o ateste orçamentário, que é função deste ministério, a partir do momento em que verificamos que havia o espaço fiscal. g1: Esse diagnóstico não poderia ter sido captado antes? Bruno Moretti: Relatório tem prazos, é justamente um relatório bimestral. No último relatório, em julho, naquele momento a gente tinha R$ 17 bilhões bloqueados, então não havia espaço. Neste relatório, como eu estou dizendo, a gente vislumbrou o espaço para o desbloqueio. Parcela desse espaço será consumida pelo Bolsa Família. A gente tem uma área aqui que monitora de perto a dinâmica dessas despesas. Quando você percebe como se dá essa dinâmica, as informações vão sendo consolidadas na semana anterior à do relatório, que é esta semana, e não por acaso a decisão foi tomada esta semana. A proximidade com o cenário eleitoral foi casuística. Na verdade, o que importou aqui foi o recebimento das informações finais do relatório, nos dando a segurança de que havia o espaço fiscal. g1: Por que a fila do INSS cai e a despesa com a Previdência cai também? Isso está acontecendo por conta do aumento dos indeferimentos? Bruno Moretti: Com todo o investimento em gestão que se fez na Previdência, você consegue hoje fazer a concessão para quem realmente precisa do benefício, para quem realmente tem direito àquele benefício que está sendo pleiteado, de uma forma muito mais eficiente, muito mais rápida, focando naqueles que têm direito. O que acontece aqui não é que a despesa previdenciária caia, é que a projeção de crescimento diminuiu. Ou seja, cresceu a um ritmo menor do que aquele que se previa, e esse crescimento a um ritmo menor tem a ver com a eficiência do processo de análise e concessão de benefícios feitos pela Previdência. g1: Mas, ministro, o número de indeferimentos tem aumentado. Bruno Moretti: O indeferimento está dentro de uma média histórica do que era esperado, inclusive nos parâmetros que a gente tinha para absorver o crescimento dessa despesa no relatório, quando a gente fez lá atrás e fez o bloqueio para dar conta dessa despesa maior da Previdência. g1: No mês passado, publicamos uma reportagem que mostra que a taxa de indeferimento alcançou quase 1 milhão de pedidos em junho. Bruno Moretti: Você precisa também entender que o histórico dos últimos anos não foi o melhor em termos de gestão dos benefícios. A mesma coisa do Bolsa Família, como eu disse. Quando você pega só os anos de 2021 e 2022, entende? É importante você olhar para uma média histórica mais ampla. Quando você olha, não é esse o cenário. O que está explicando não é um indeferimento maior do que a média histórica. Muito pelo contrário, hoje eu te diria que você tem as concessões [em ritmo maior]. g1: Em um eventual Lula 4, quais medidas de ajuste fiscal poderiam ser aplicadas? Bruno Moretti: Veja, aqui não é bem 'a' medida. A gente tem a responsabilidade, como governo, de encaminhar para o Congresso Nacional projetos de diretrizes orçamentárias e de orçamento, com essa trajetória de resultado primário capaz de colocar a dívida numa rota de sustentabilidade. E, do ponto de vista do orçamento, está, e no ano que vem, quais são as receitas, quanto você vai entregar desse esforço fiscal, projetando um esforço de 0,5% do PIB. O primeiro passo muito importante foi a vedação de se fazer novas renúncias no ano que vem. Do ponto de vista da despesa, também é preciso lembrar que temos vários instrumentos operando para além dos gatilhos. A própria revisão dos cadastros dos programas sociais segue em curso. É um trabalho permanente que, inclusive, viabilizou em parte essa projeção de um crescimento menos acentuado das despesas neste ano. Nós temos medidas de limitação de despesas que implementamos, contando com a parceria do Congresso. Por exemplo, Proagro e Seguro-Defesa. Essas despesas variavam muito ao longo do exercício. Se nós precisarmos de novas medidas, nós vamos tomar, porque vamos cumprir a trajetória fiscal com a qual estamos nos comprometendo para o ano que vem e ao longo dos próximos anos.

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta segunda-feira (21) a última proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho. Em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes votaram contra a oferta. A votação ocorreu entre 11h e 18h. Após o resultado, o comando de greve se reuniu para discutir os próximos passos. A paralisação continua nesta terça-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Com a volta da paralisação, como ficam as contas e os pagamentos dos benefícios sociais, como o Bolsa Família? Consumidor deve continuar pagando normalmente Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros. O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone. E se não conseguir pagar por causa da greve? Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais. O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância. Por outro lado, se o cliente conseguir demonstrar que tentou pagar dentro do prazo e que isso se tornou impossível por uma circunstância relacionada à indisponibilidade do serviço bancário, poderá contestar multa, juros e outros efeitos da mora. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. Como ficam os pagamentos do Bolsa Família? Também são interrompidos? Mesmo com a greve dos bancários, os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente, segundo o banco. A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Butterball concordou em pagar US$ 230 mil para encerrar ação Butterball/ Divulgação A Butterball, uma das principais fabricantes de peru e produtos avícolas dos Estados Unidos, concordou em pagar US$ 230 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão, para encerrar uma ação por discriminação movida pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC). A empresa, que produz e comercializa carnes de peru, frios, refeições prontas, sopas, saladas e sanduíches, foi acusada de negar uma adaptação de trabalho a uma funcionária em tratamento contra o câncer e, posteriormente, demiti-la por ausências relacionadas à doença. Segundo a EEOC, a trabalhadora atuava havia anos na companhia quando informou à empresa que havia recebido o diagnóstico de câncer e que precisaria de afastamentos periódicos para sessões de quimioterapia e recuperação dos procedimentos médicos. Faltas sem desconto: veja 12 situações em que você pode se ausentar do trabalho De acordo com o órgão, a análise do pedido foi transferida para uma administradora terceirizada de benefícios. No entanto, a licença nunca foi aprovada. Enquanto aguardava uma resposta, as faltas relacionadas ao tratamento passaram a ser registradas no sistema de controle de frequência da empresa. Com o acúmulo dessas ocorrências, a funcionária recebeu penalizações por ausência e acabou demitida sob a justificativa de descumprimento da política interna de assiduidade. Para a EEOC, a conduta violou a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA), legislação que protege trabalhadores com deficiência e determinadas condições de saúde. A norma exige que empregadores ofereçam adaptações razoáveis a profissionais aptos a exercer suas funções, desde que isso não represente uma dificuldade excessiva para a empresa. A advogada regional da EEOC em Charlotte, Melinda C. Dugas, destacou que a terceirização da gestão de benefícios não elimina a responsabilidade legal dos empregadores. "Os empregadores que contratam administradores terceirizados devem garantir que existam políticas e procedimentos eficazes para cumprir suas obrigações legais. Um empregador não pode delegar sua responsabilidade de cumprir a ADA", afirmou. Antes de recorrer à Justiça Federal da Carolina do Norte, a EEOC tentou resolver o caso por meio de conciliação administrativa, mas não houve acordo. O advogado da agência Samuel Williams afirmou que a legislação federal garante igualdade de oportunidades para trabalhadores com deficiência e que o órgão continuará atuando para responsabilizar empregadores que desrespeitem esses direitos. Além do pagamento da indenização, a Butterball terá de adotar mudanças internas pelos próximos dois anos. A companhia também deverá promover treinamentos sobre a legislação de proteção às pessoas com deficiência para as equipes de recursos humanos e gestão de benefícios, além de apresentar relatórios periódicos à EEOC demonstrando o cumprimento das medidas estabelecidas.

OpenAI Reuters/Dado Ruvic A província canadense de Colúmbia Britânica entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (21), na Califórnia, nos Estados Unidos, contra a OpenAI. Segundo comunicado divulgado pelo governo provincial, a empresa não informou às autoridades sobre ameaças de violência feitas em sua plataforma antes do ataque à escola secundária, ocorrido em 10 de fevereiro de 2026. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A ação está relacionada a uma mulher transgênero de 18 anos que matou oito pessoas em sua casa e em uma escola na pequena cidade de Tumbler Ridge. Em comunicado sobre a ação, a procuradora-geral da província, Niki Sharma, afirmou que o processo busca obter respostas e responsabilizar a empresa pelo que o governo considera uma falha em comunicar às autoridades ameaças feitas na plataforma. Sharma destacou a dimensão da perda sofrida pela comunidade de Tumbler Ridge e afirmou que os moradores afetados pelo ataque merecem respostas. “Como parte de nossos esforços contínuos para alcançar isso, a Colúmbia Britânica está entrando com uma ação judicial contra a OpenAI na Califórnia por sua falha em notificar as autoridades policiais sobre ameaças feitas em sua plataforma antes do ataque em massa à Tumbler Ridge Secondary School”, afirmou Sharma. Agora no g1 Governo quer ampliar responsabilidade das empresas de IA Para a procuradora-geral, o processo também levanta uma questão mais ampla sobre o papel das empresas de tecnologia quando identificam ameaças consideradas confiáveis de violência grave. “O processo que está sendo apresentado levanta questões sérias sobre as responsabilidades das empresas de tecnologia quando elas tomam conhecimento de ameaças críveis de violência grave, e sobre as medidas que devem ser tomadas para ajudar a proteger as pessoas e garantir a segurança pública.” Segundo o governo da Colúmbia Britânica, a ação faz parte de uma defesa por regras nacionais mais rígidas para tecnologias de inteligência artificial e plataformas on-line. Sharma afirmou ainda ter escrito aos ministros federais Fraser, Solomon e Miller com propostas para alterar o Código Penal canadense e criar mecanismos de responsabilização humana por ações de sistemas de IA. A procuradora-geral também afirmou que a OpenAI ainda pode adotar medidas para responder às preocupações apresentadas por sobreviventes, famílias e pela comunidade de Tumbler Ridge, como reforçar mecanismos de segurança, ampliar a transparência e tomar medidas para evitar episódios semelhantes. Empresa já havia pedido desculpas A OpenAI já havia pedido desculpas por não ter alertado as autoridades sobre a conta associada à jovem antes do ataque. No comunicado, Sharma afirmou que a ação judicial não pode reverter a perda sofrida pela comunidade, mas disse que responsabilizar a empresa, buscar respostas e exigir proteções mais fortes são medidas importantes para tentar evitar novas tragédias. O governo da Colúmbia Britânica afirma que o processo contra a OpenAI faz parte de uma estratégia já adotada pela província em outros casos envolvendo grandes empresas. A administração cita ações judiciais contra fabricantes de tabaco, opioides e produtos de vaporização. Nesses casos, a província buscou responsabilizar empresas por danos causados a pessoas e comunidades. *Com informações da Agence France-Presse

Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens que se passam por pessoas reais Divulgação/Character.AI O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recomendou nesta segunda-feira (21) que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avalie os riscos dos chamados "companheiros de IA", personagens criados em plataformas de inteligência artificial para simular amizade, companheirismo e até romance com usuários. Em uma nota técnica, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério, sugeriu que a agência reguladora examine esses serviços à luz do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e de suas competências de fiscalização. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento não afirma que as plataformas cometeram infrações, mas aponta indícios de "desconformidades" após uma análise de 13 serviços de companheiros de IA. Os serviços avaliados foram Character.AI, Replika, Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai, Paradot, Talkie, CrushOn.AI, EVA AI, Anima, Swipey e SpicyChat.AI. O próprio Ministério da Justiça afirma que a análise é preliminar. Agora no g1 A análise do Ministério da Justiça faz parte das ações do governo para implementar o ECA Digital, lei que impõe deveres de proteção e segurança no uso de plataformas e outros serviços digitais por crianças e adolescentes. Entre os pontos que o governo considera merecer investigação estão a verificação de idade, o risco de uso excessivo ou compulsivo, a exposição a conteúdo inadequado e o uso de dados para traçar perfis emocionais e comportamentais. "Os achados técnicos indicam que a maior parte dos serviços analisados adota a autodeclaração como único mecanismo de aferição de idade", disse a secretaria. "Assim, a facilidade com que a autodeclaração é contornada não configura apenas deficiência do dever de aferição etária. Ela constitui, também, elemento indicativo do acesso provável, que submete o serviço ao conjunto das obrigações da lei", acrescentou. Plataformas de personagens de IA possuem características diferentes, mas podem guardar o histórico das conversas, adaptar respostas ao usuário, simular personalidade e emoções e, em alguns casos, oferecer amizade, romance e conteúdo adulto. O documento recomenda ainda que o assunto seja analisado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), para examinar possíveis problemas na forma como as plataformas usam publicidade, monetização e informações sobre os usuários.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI pediu nesta segunda-feira (21) que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para criar padrões técnicos globais para sistemas avançados de inteligência artificial (IA). Entre os temas está o chamado aprimoramento recursivo, quando um sistema consegue melhorar de forma autônoma suas próprias capacidades. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A IA será um dos principais temas de discussão na Assembleia Geral da ONU nesta semana. O debate ocorre depois de diversos líderes do setor, incluindo Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, defenderem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia. E les alertam que sistemas cada vez mais avançados poderão, em algum momento, melhorar suas próprias capacidades e ficar mais difíceis de controlar. Agora no g1 Em uma postagem de blog publicada enquanto líderes mundiais se reuniam nas Nações Unidas, a OpenAI afirmou ser essencial criar um mecanismo que facilite o desenvolvimento de padrões nacionais e internacionais complementares para os sistemas mais avançados de IA. A empresa também defendeu o uso de medidas comuns para avaliar esses sistemas e de protocolos para comunicar incidentes, com o objetivo de melhorar a resposta conjunta entre países. "A liderança agora determinará se os Estados Unidos moldarão a estrutura global da IA ou se assistirão à formação de um sistema fragmentado, desigual e repleto de conflitos. Isso também determinará se a IA avançada fortalecerá as redes que os Estados Unidos e seus aliados já possuem; a falha em liderar pode enfraquecê-las", escreveu a OpenAI em uma postagem de blog na segunda-feira. Diante das preocupações de que a IA possa prejudicar os humanos no futuro, a indústria tem discutido a possibilidade de desacelerar intencionalmente o desenvolvimento da tecnologia — ou "controlar o ritmo". "Ajustar o ritmo do desenvolvimento da IA não significa manter uma velocidade predeterminada. Tecnicamente, trata-se de garantir que a pesquisa alinhada e a implementação dessa pesquisa estejam sempre à frente das capacidades", afirmou a OpenAI. O alinhamento garante que a IA atue em consonância com os valores humanos. Conselho de Segurança da ONU vai discutir IA Altman deverá apresentar na quarta-feira um relatório aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial e segurança internacional. A reunião foi convocada pela França, que preside o órgão em setembro, e será presidida pelo ministro francês para a Europa e Assuntos Exteriores, Jean-Noël Barrot. O Conselho de Segurança da ONU, órgão responsável por discutir questões relacionadas à paz e à segurança internacionais, reuniu-se pela primeira vez em 2023 para tratar dos riscos da inteligência artificial. Na ocasião, a China afirmou que a tecnologia não deveria se tornar um "descontrole", enquanto os Estados Unidos alertaram contra seu uso para censurar ou reprimir pessoas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou os apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA. A preocupação é que uma eventual pausa dê à China espaço para diminuir a diferença em uma tecnologia considerada fundamental para a segurança nacional e econômica dos Estados Unidos. Trump afirmou no início deste mês que os EUA já possuem mecanismos de salvaguarda para regulamentar o desenvolvimento da IA. Segundo ele, a China se beneficiaria das dúvidas que pairam sobre o desenvolvimento da tecnologia. Trump tem um encontro marcado com o presidente chinês Xi Jinping nesta semana, em Washington.

Loja da TIM Divulgação A TIM anunciou na sexta-feira (18) que a estatal italiana de correios Poste Italiane passou a ser a controladora indireta da operadora brasileira. A mudança ocorreu após a empresa ampliar sua participação na Telecom Italia, controladora direta da TIM Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Poste Italiane já detinha 20% da Telecom Italia e, na semana passada, assegurou uma participação de 66,6% na companhia por meio de uma oferta pelas ações, avaliada em cerca de 13 bilhões de euros (R$ 76,82 bilhões). “Em decorrência dessa aquisição originária de controle por meio de oferta pública, a Poste Italiane tornou-se a acionista controladora da TI e, consequentemente, a acionista controladora indireta da TIM Brasil”, disse a TIM em comunicado. A Poste Italiane informou ainda que o período de adesão à oferta será reaberto de 21 a 25 de setembro de 2026, nos termos da regulamentação aplicável. Agora no g1

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução O julgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira (21). O ministro Vieira de Mello Filho, que presidia a sessão, determinou a suspensão por 48 horas para que as federações dos trabalhadores possam analisar documentos apresentados no processo. Durante a sessão, o ministro afirmou que os documentos, juntados na sexta-feira à noite e no sábado, não haviam sido examinados pela parte contrária. Para ele, decidir sobre a abusividade da paralisação com base nesses materiais, sem que as entidades tivessem oportunidade de se manifestar, poderia desrespeitar o devido processo legal. "Não houve controvérsia sobre os documentos. Ou seja, nós estaríamos aqui em desprezo ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", afirmou. Agora no g1 Vieira de Mello Filho também disse considerar "temerário" decidir sobre a abusividade da greve e a aplicação de uma multa de R$ 200 mil ao sindicato sem que houvesse, segundo ele, "uma prova substancial" analisada pelas partes. Com a suspensão, as federações terão 48 horas para se manifestar sobre os documentos mencionados pela relatora do processo. A sessão foi marcada para ser retomada excepcionalmente na quinta-feira (24), às 15h30. A greve começou depois que os Correios e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Antes do julgamento, a Justiça havia determinado, por meio de liminar, que a categoria mantivesse 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação. Durante a sessão, o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho chegou a propor que a greve fosse suspensa imediatamente, já que o julgamento sobre a paralisação havia sido iniciado. Vieira de Mello Filho, no entanto, rejeitou a proposta. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (FINDECT) informou que orienta os trabalhadores e trabalhadoras das bases dos sindicatos filiados a permanecerem em greve até a retomada da sessão. "Trabalhadores e trabalhadoras dos Correios da base da FINDECT. Neste momento foi suspensa a sessão de julgamento do dissídio coletivo que vai ser retomada na quinta-feira às 13:30. Então até lá a orientação da FINDECT é pela continuidade da greve", afirmou o presidente da federação, José Aparecido Gândara. jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A FINDECT afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que os sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias. A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil pessoas entre trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A FINDECT defende a manutenção da redação atual e afirma que as outras cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Próximos passos A greve permanece mantida enquanto não houver um entendimento entre as partes, segundo a FINDECT. Após o julgamento no TST, os sindicatos realizarão novas assembleias para avaliar o resultado e definir os próximos encaminhamentos junto aos trabalhadores. A federação afirma que continua aberta à negociação e que a solução para o impasse passa pela manutenção do plano de saúde nos moldes reivindicados pela categoria.

A cobrança do INSS era indevida, o que justificou a indenização por danos morais Divulgação / INSS O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,22 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos do governo federal. Do total, R$ 2,68 bilhões são destinados a ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais, incluindo casos de revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade e outros benefícios. Os recursos atendem 278.063 beneficiários em 218.651 processos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em número de processos, as ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais representam 57,8% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas e concentram aproximadamente 83,2% do dinheiro. São valores que o governo deixou de pagar ou pagou a menos e que, após decisão judicial, precisam ser quitados. Esses valores são chamados de atrasados. Estagiário de agência do INSS é preso por envolvimento em fraudes de benefícios Como são feitos os pagamentos? O CJF libera os recursos para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são responsáveis por fazer os depósitos. O dinheiro é colocado em uma conta específica, aberta para cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal. Ou seja, o valor não é depositado automaticamente na conta bancária que a pessoa usa normalmente. Depois que o TRF informar que o pagamento está disponível, o beneficiário pode sacar o dinheiro diretamente em uma agência do banco indicado, apresentando os documentos necessários. Em determinadas situações, também é possível pedir a transferência do valor para uma conta indicada pelo advogado. A data em que o dinheiro estará apto deve ser consultada no site do TRF responsável pelo processo. Quanto cada TRF recebeu Como saber se sou um dos atrasados? Para receber os atrasados, não basta ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS, é preciso ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote. Veja o passo a passo de verificação: Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal; Procure informações sobre a expedição da RPV ou sobre a liberação do pagamento; Consulte o TRF responsável pelo processo. É o TRF que informa quando o dinheiro estará disponível; Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme o sistema de consulta do tribunal.

Um funcionário inspeciona um sapato em uma linha de produção da fabricante brasileira de calçados Kissol, em meio à imposição de novas tarifas americanas sobre diversos produtos brasileiros, incluindo a indústria calçadista, que tem os EUA como seu principal mercado externo. Joel Silva/Reuters A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta segunda-feira (21) que o índice que mede a evolução da produção industrial ficou em 46,3 pontos em agosto, com queda de 4,7 pontos na comparação com julho. A chamada Sondagem Industrial foi feita com 1.403 empresas, sendo 587 pequenas, 487 médias e 329 grandes, entre 1 e 11 de setembro. Com o resultado, há sinalização de queda da produção industrial no período. Isso acontece quando o índice fica abaixo de 50 pontos. "Trata-se do pior resultado para o mês de agosto desde 2015, durante a crise econômica, quando o índice registrou 42,7 pontos. Destaca-se ainda que o resultado é contrário ao que é usualmente observado no período", acrescentou a CNI. A retração acontece em um momento de juros ainda elevados. Apesar de a taxa básica da economia, a Selic, ter recuado cinco vezes seguidas, para 13,75% ao ano, o juro real brasileiro ainda é um dos maiores do mundo. LEIA TAMBÉM: Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking Intenção de investir De acordo com a CNI, o índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 1,3 ponto em setembro, de 52,6 pontos para 51,3 pontos, menor valor para o indicador desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Essa é a quarta queda consecutiva desse indicador, que vem recuando desde maio deste ano. De lá para cá, ele acumula diminuição de 3,5 pontos. "A queda expressiva da intenção de investimento reflete um quadro que a gente já vem acompanhando de perda de ritmo da atividade industrial. Além disso, há um aumento das incertezas, o que também contribuiu para o resultado", avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. O impacto da indústria no PIB O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início do mês. O destaque positivo foi a agropecuária, que, entre abril e junho, foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. A indústria cresceu 0,1% no período, na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi sustentado pelas Indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no trimestre.

Exportações de carne bovina caíram em agosto O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de exportação de carne bovina à China, em momento em que frigoríficos brasileiros já completaram a cota nacional. "Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China", disse Lula, em uma publicação no X. Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) avaliou como positiva qualquer iniciativa que possa ampliar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado chinês. A entidade afirmou, porém, que um eventual aproveitamento do excedente da cota uruguaia teria efeito limitado em 2026, devido ao tempo necessário para negociação, embarque e trânsito da mercadoria até a China. Para 2027, segundo a associação, a medida pode representar uma alternativa importante diante da cota brasileira de 1,128 milhão de toneladas e do risco de esgotamento já nos primeiros meses do ano, caso seja mantido o ritmo atual de vendas. A ABIEC também disse defender maior previsibilidade e mecanismos que permitam distribuir os embarques ao longo do ano, de forma a preservar o fluxo comercial com a China, principal destino da carne bovina brasileira. O Brasil consumiu rapidamente a cota de carne bovina destinada à China. O limite de 1,106 milhão de toneladas para 2026 foi atingido em menos de sete meses, segundo informações do setor. Com o esgotamento da cota, o volume excedente passou a ficar sujeito a uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12%. Em agosto, as exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do MDIC. Cotas de exportação de carne bovina para a China g1 Entenda como funcionam as cotas de carne da China Desde janeiro de 2026, a China passou a limitar a quantidade de carne bovina que pode ser importada de diferentes países, em uma medida criada para proteger os produtores chineses. Para cada país, foi estabelecido um volume anual que entra no mercado chinês nas condições normais de tarifa. ➡️ O Brasil recebeu a maior cota entre os países exportadores, de cerca de 1,1 milhão de toneladas em 2026. Para o que ultrapassar esse limite, a China aplica uma tarifa adicional de 55%, além da tarifa de importação de 12%. A cota brasileira aumenta gradualmente nos anos seguintes: 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão em 2027 e 1,151 milhão em 2028. Por isso, uma eventual transferência de parte da cota de outro país para o Brasil é relevante para os exportadores brasileiros: ela aumenta o volume que pode ser vendido à China sem a sobretaxa. O acordo mencionado por Lula envolve justamente a possibilidade de o Brasil utilizar parte da cota que originalmente caberia ao Uruguai.

Google será investigado pela utilização de notícias por inteligência artificial Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google O Google abriu nesta segunda-feira (21) a pré-venda do Googlebook, sua nova linha de notebooks premium voltada para usuários de Android. Os aparelhos têm recursos de inteligência artificial Gemini e preços a partir de US$ 899 (R$ 4.584,9). Os primeiros modelos serão produzidos por Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. Eles terão processadores Intel ou Qualcomm e bateria com autonomia de até 14 horas, segundo o Google. Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google A nova linha chega em um momento de maior concorrência no mercado de notebooks. A Apple avançou no segmento de aparelhos mais acessíveis com o MacBook Neo, que custa a partir de US$ 699 (R$ 3.564,9). Há anos, os fabricantes de Chromebooks disputam esse público, principalmente estudantes e consumidores que buscam aparelhos mais baratos e simples. Com o Googlebook, o Google leva essa proposta para notebooks premium, combinando hardware mais potente, recursos de inteligência artificial e uma integração maior com o sistema Android. Entre os recursos do Gemini estão: Ferramentas para ajudar o usuário a escrever e organizar textos; Fazer perguntas sobre o conteúdo que aparece na tela; e Retomar, no notebook, tarefas iniciadas em um celular Android. O Googlebook é a mais recente tentativa da empresa de apresentar um produto de destaque baseado no ChromeOS. Antes dele, o Google lançou o Pixelbook, em 2017, e o Pixelbook Go, em 2019. Aplicativos, navegador e ferramentas para trabalho O Googlebook combina o navegador Chrome para computadores, com suporte a extensões, com aplicativos disponíveis na Play Store. Entre os programas que podem ser usados no computador estão Adobe Photoshop, Adobe Lightroom e CapCut. O aparelho também permite acessar serviços de streaming como Netflix e HBO Max, inclusive com suporte à visualização offline. Para jogos, o Googlebook oferece acesso a milhares de títulos para Android e inclui um ano de assinatura do GeForce NOW em cada compra. O computador também foi pensado para desenvolvedores. O Googlebook inclui o Antigravity, plataforma de desenvolvimento de agentes de inteligência artificial do Google, que permite criar, testar e colocar aplicativos em funcionamento diretamente no dispositivo. Há ainda um ambiente de terminal para executar ferramentas de desenvolvimento, como Claude Code e Antigravity CLI. Disponibilidade As pré-vendas já estão abertas nos Estados Unidos. Os aparelhos começam a chegar às lojas em 4 de outubro nos EUA e em 5 de outubro no Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália. *Com informações da Reuters. Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google

Exclusivo: ANPD cobra Discord sobre brecha em transmissões O Discord afirmou nesta segunda-feira (21) que removeu da plataforma aplicativos de terceiros que estavam sendo utilizados para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A declaração foi dada à GloboNews após a reportagem identificar que pelo menos dois serviços externos continuavam disponíveis dentro de funções nativas do Discord e permitiam a transmissão e o compartilhamento de vídeo em tempo real durante chamadas coletivas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A plataforma confirma que os aplicativos identificados pela reportagem estavam sendo utilizados dentro do Discord. Segundo a empresa, porém, isso ocorria sem sua autorização e em desacordo com os termos de uso. A plataforma disse ainda que agiu imediatamente para remover os aplicativos e que a medida faz parte dos procedimentos adotados para cumprir leis e exigências regulatórias. “Após investigarmos o uso de aplicativos de terceiros para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, sem o conhecimento ou a aprovação do Discord, agimos imediatamente para remover esses aplicativos da plataforma, em conformidade com nossos termos”, afirmou a empresa. O Discord também afirmou que continua em diálogo com a ANPD para tentar restabelecer os recursos de vídeo para usuários brasileiros. (veja a nota abaixo) A ANPD informou que, após receber a denúncia da GloboNews, solicitou ao Discord esclarecimentos sobre o caso. Segundo a agência, o descumprimento de medidas preventivas pode levar a novas medidas, entre elas a aplicação de multa diária. Relembre o caso A GloboNews identificou pelo menos dois serviços externos disponíveis dentro do Discord que permitiam o compartilhamento e a transmissão de vídeo em tempo real durante chamadas coletivas. Os serviços não eram desenvolvidos pelo Discord, mas podiam ser utilizados dentro da própria plataforma. Nos testes realizados pela reportagem, os recursos funcionavam para usuários no Brasil, mesmo após a determinação da ANPD. A empresa não informou quando os aplicativos foram retirados nem quais mecanismos técnicos adotou para impedir que serviços semelhantes sejam usados para contornar a suspensão. Saiba mais na reportagem abaixo. Discord mantém brecha para transmissões ao vivo no Brasil mesmo após ordem de suspensão A ANPD determinou a suspensão imediata das transmissões ao vivo no Brasil pelo Discord após uma investigação relacionada à morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, no fim de julho. Segundo os investigadores, a adolescente morreu durante uma transmissão ao vivo. A investigação aponta que ela teria sido induzida ao suicídio por pessoas que mantinham contato com ela em grupos fechados da internet. A investigação deu origem à Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério da Justiça. Saiba mais na reportagem abaixo. Agência Nacional de Proteção de Dados suspende transmissões ao vivo do Discord no Brasil O que dizem os envolvidos Leia a nota do Discord na íntegra “Após investigarmos o uso de aplicativos de terceiros para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, sem o conhecimento ou a aprovação do Discord, agimos imediatamente para remover esses aplicativos da plataforma, em conformidade com nossos termos. Como parte de nossos processos de aplicação das regras, adotamos medidas sempre que necessário para cumprir as leis aplicáveis ou exigências regulatórias. Seguimos em diálogo ativo com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer os recursos de vídeo para os usuários do Discord no Brasil.” Leia a nota da ANPD na íntegra "A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informa que, a partir da denúncia recebida, já solicitou ao Discord esclarecimentos sobre o conteúdo apresentado pela GloboNews. O descumprimento de medidas preventivas pode gerar a imposição de novas medidas, como, por exemplo, a aplicação de multa diária. A Superintendência de Fiscalização (SFI-ANPD) decidiu manter a interrupção temporária das transmissões ao vivo do Discord ao indeferir o pedido de efeito suspensivo da medida preventiva apresentado no recurso da plataforma, por entender que a retomada das lives e do compartilhamento de vídeos ao vivo, sem a adoção de medidas que tornem essa funcionalidade mais segura para crianças e adolescentes, poderia gerar risco de repetição das condutas investigadas e de novos danos antes mesmo da conclusão do processo de fiscalização, que segue em curso desde o dia 07/08. A área técnica reforça que a suspensão das transmissões ao vivo tem caráter temporário e sua reversão continua condicionada à demonstração, pelo Discord, da implementação de salvaguardas capazes de mitigar os riscos identificados, sem impedir a continuidade das demais funcionalidades da plataforma. A empresa e a SFI seguem em diálogo sobre as medidas a serem implementadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes. O mérito dos demais itens do recurso do Discord foi analisado pela SFI e seguiu, na última quinta-feira (17), para o Conselho Diretor da ANPD, instância responsável por decidir o recurso em caráter final na via administrativa."

Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade A Paramount Skydance chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 estados dos Estados Unidos que haviam entrado com uma ação para tentar impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões, segundo a Reuters. O acordo elimina um dos últimos obstáculos para a conclusão da fusão, que reunirá dois grandes estúdios de Hollywood, serviços de streaming e operações de notícias sob um mesmo grupo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Entre os termos está a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS. A medida busca preservar a independência das operações jornalísticas das duas empresas após a fusão. O acordo também prevê uma multa de US$ 30 milhões por filme caso a Paramount não cumpra a promessa de lançar 30 filmes por ano. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa nos EUA A fusão já havia sido aprovada pelos órgãos reguladores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em julho, porém, uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, entrou com uma ação para bloquear o negócio. Os estados argumentaram que a operação reduziria a concorrência e daria à empresa resultante da fusão maior poder para aumentar preços no mercado de cinema e televisão. Com o acordo, a Paramount remove um importante obstáculo judicial à operação. Antes do acordo, a Paramount e os estados discutiram outras possíveis concessões. Segundo o Wall Street Journal, entre elas estavam um investimento de US$ 1,5 bilhão em produção na Califórnia e um compromisso de não vender os estúdios. Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução Prazo para concluir a fusão O acordo também ajuda a Paramount a evitar uma multa diária de US$ 7 milhões que deve aos acionistas da Warner Bros. Discovery por cada dia de atraso na conclusão da operação após 30 de setembro A Reuters havia informado na sexta-feira (18) que a Paramount e os estados poderiam chegar a um acordo no fim de semana. Entre os termos discutidos estavam o monitoramento independente do conteúdo da CNN e um compromisso em relação ao número de filmes lançados nos cinemas. Além dos Estados Unidos, órgãos reguladores de defesa da concorrência de outras jurisdições, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, já aprovaram a aquisição. O que dizem os trabalhadores O sindicato dos roteiristas dos EUA (WGA) chegou a um acordo com a Paramount. A decisão foi de incluir um fundo de assistência médica de US$ 17,5 milhões (R$ 89,25 milhões) e proteções para trabalhadores da CBS e da CNN.

Lisa Su, presidente e diretora executiva da AMD, em apresentação durante a CES 2019, em Las Vegas. REUTERS/Steve Marcus A Advanced Micro Devices (AMD) ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (21), impulsionada pela expectativa de investidores sobre o crescimento da empresa no mercado de computação voltada à inteligência artificial. As ações da fabricante de chips subiram 9,6% durante a manhã, a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), e atingiram o maior valor da história. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o avanço, a AMD se tornou a quarta fabricante americana de chips a integrar o grupo de empresas com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. A Nvidia alcançou esse nível em 2023 e atualmente é a empresa mais valiosa do mundo, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (R$ 25,7 trilhões), em meio ao aumento da demanda por tecnologias de inteligência artificial. Agora no g1 Concorrente da Nvidia A empresa, sediada em Santa Clara, na Califórnia, é considerada a principal concorrente da Nvidia no mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), chips usados para executar tarefas de inteligência artificial. A AMD também ampliou sua atuação no setor. Além de vender chips individualmente, a empresa passou a oferecer sistemas completos que combinam processadores, equipamentos de rede e outros componentes, em uma estratégia para disputar espaço com os produtos da Nvidia. A companhia também se beneficia da demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), usadas em conjunto com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial. Esse movimento ajudou a AMD a ganhar participação de mercado da Intel. A valorização da AMD ganhou força nas últimas semanas. Desde o início de setembro, quando a empresa divulgou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas abaixo das expectativas mais elevadas dos investidores, as ações acumulam alta de mais de 26%. O movimento também acompanhou uma alta generalizada entre empresas do setor. As ações da Intel subiram cerca de 11% nesta segunda-feira, enquanto as da Qualcomm avançaram 4,1%. O índice que reúne empresas de semicondutores nos Estados Unidos subiu 2,6%, atingindo o maior nível em um mês. Empresa fechou parceria com governo dos EUA Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou numa parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a fabricante de processadores AMD para desenvolver supercomputadores voltados à pesquisa científica. Segundo o comunicado da época, os equipamentos serão usados em pesquisas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional, informaram à Reuters o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su. ➡️ O objetivo seria de garantir que o país tenha supercomputadores potentes o bastante para realizar experimentos científicos cada vez mais complexos, que demandam alto poder de processamento de dados. As máquinas podem acelerar descobertas científicas nas principais áreas de interesse dos EUA. Segundo o secretário de Energia, os supercomputadores devem impulsionar avanços em energia nuclear e de fusão, em tecnologias de defesa e no desenvolvimento de novos medicamentos. A fusão nuclear, reação que ocorre no Sol, é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir o processo na Terra ao colidir átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão extremos. "Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra", disse Wright à Reuters. Segundo ele, a inteligência artificial desses sistemas deve acelerar o progresso da pesquisa e pode levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos. *Com informações da Reuters

Impactos da IA na educação e mercado de trabalho Mais da metade dos brasileiros (52%) diz estar mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial. O percentual está acima da mediana de 37% registrada nos países e territórios pesquisados pelo Pew Research Center. A preocupação aparece também quando o assunto é trabalho: 42% dos brasileiros acreditam que a inteligência artificial vai levar a uma redução no número de empregos nos próximos 20 anos. Apenas 13% esperam que a tecnologia aumente a quantidade de vagas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A pesquisa ouviu 42.151 pessoas em 36 países, além de entrevistas realizadas separadamente na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os dados foram coletados entre fevereiro e maio de 2026. Brasileiros estão mais preocupados que a média global No Brasil, 52% dos entrevistados se dizem mais preocupados do que animados com a inteligência artificial. Outros 33% afirmam estar igualmente preocupados e animados, enquanto 8% estão mais animados do que preocupados. A mediana global, considerando os países e territórios pesquisados, é de 37% de pessoas mais preocupadas do que animadas. O Brasil também aparece acima das medianas entre países de diferentes níveis de renda. Entre os países de renda alta, a mediana é de 40%. Nos países de renda média, grupo que inclui o Brasil, é de 31%. Pesquisa mostra como os brasileiros avaliam os possíveis impactos da inteligência artificial sobre empregos, desigualdade e cotidiano. g1 O que os brasileiros esperam do mercado de trabalho Quando perguntados sobre os próximos 20 anos, 42% dos brasileiros dizem acreditar que a inteligência artificial vai resultar em menos empregos. Outros 13% esperam um aumento nas vagas, enquanto 34% não sabem ou não têm uma opinião formada. A percepção de que a IA pode reduzir empregos também aparece na maioria dos países pesquisados. Em 34 dos 37 países e territórios analisados, mais pessoas esperam uma redução do que um aumento no número de vagas. A diferença entre os países, porém, é grande. Entre os países de renda alta, a mediana é de 55% dos entrevistados que esperam redução dos empregos. Nos países de renda média, a mediana é de 36%. Jovens brasileiros estão mais preocupados A preocupação aumentou especialmente entre os brasileiros de 18 a 34 anos. Em 2025, 32% desse grupo diziam estar mais preocupados do que animado com a inteligência artificial. Em 2026, o percentual chegou a 44%, uma alta de 12 pontos percentuais em um ano. Entre os jovens de outros países, a percepção também pode ser bastante elevada. Nos Estados Unidos, por exemplo, 74% dos entrevistados de 18 a 34 anos acreditam que a IA levará à redução de empregos. O percentual é de 69% no Canadá, 66% na França e 63% na Suécia. Nem todo mundo conhece bem a tecnologia Apesar da preocupação, uma parcela significativa dos brasileiros ainda tem pouco contato com informações sobre inteligência artificial. Segundo a pesquisa, 27% dizem nunca ter ouvido ou lido nada sobre o assunto. Outros 42% afirmam ter ouvido ou lido um pouco, enquanto 31% dizem ter ouvido ou lido muito. Esse último grupo cresceu em relação ao ano anterior. Em 2025, 22% dos brasileiros afirmavam ter ouvido ou lido muito sobre IA. Em 2026, eram 31%. A diferença também aparece quando o Brasil é comparado a países de renda alta. Neles, a mediana dos que dizem ter ouvido ou lido muito sobre inteligência artificial é de 50%. Nos países de renda média, é de 27%. IA pode aumentar a desigualdade? O impacto econômico da inteligência artificial não se limita aos empregos. A pesquisa também perguntou se a tecnologia pode aumentar ou diminuir a desigualdade econômica. No Brasil, 24% acreditam que a IA vai aumentar a desigualdade nos próximos 20 anos. Para 35%, a tecnologia não terá um impacto significativo nesse aspecto. Entre os países de renda alta, a mediana dos que esperam aumento da desigualdade é de 35%. Nos países de renda média, é de 22%. Equipe de trabalho em um escritório/ robô humanoide chines capaz de realizar tarefas domesticas Reuters

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A demissão ocorreu por infração disciplinar de “abandono de cargo”, após a apuração de que Eduardo teria faltado ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda. A saída encerra o vínculo de Eduardo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço. Embora a expressão "abandono de trabalho" seja relativamente conhecida, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que ela significa na prática. 🤔 Afinal, faltar 30 dias consecutivos leva automaticamente à demissão? Existe um prazo definido em lei? E o que muda quando o trabalhador atua no setor público em vez da iniciativa privada? As respostas variam de acordo com o regime de contratação. Enquanto trabalhadores com carteira assinada são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela jurisprudência da Justiça do Trabalho, servidores públicos estão submetidos a estatutos próprios e a procedimentos administrativos específicos. Ou seja, as regras para apurar a conduta e as consequências para o trabalhador são diferentes. Veja as principais diferenças na tabela abaixo. Apesar das diferenças entre os regimes, um ponto costuma gerar confusão: a ideia de que existe um prazo que transforma automaticamente uma ausência em abandono de trabalho. Na prática, não é tão simples. Quando vira abandono? A CLT prevê o abandono de emprego como hipótese de justa causa, mas não estabelece quantos dias de ausência são necessários para caracterizá-lo. Ao longo dos anos, os tribunais passaram a adotar o período de 30 dias como referência para analisar os casos, mas não como uma regra automática, explica Gustavo Fonseca Monteiro, advogado trabalhista empresarial e sócio da Tahech Advogados. Segundo ele, a Justiça costuma exigir dois elementos: ausência prolongada e injustificada e intenção do empregado de não retornar ao trabalho. "Faltar ao trabalho por um período e abandonar o emprego não são a mesma coisa (...) para que exista abandono, as circunstâncias devem demonstrar que o empregado não pretende retornar e decidiu, ainda que sem uma comunicação formal, romper o vínculo" . 🔎 Essa intenção é conhecida no meio jurídico como "animus abandonandi". Em outras palavras, não basta que o trabalhador esteja ausente. É preciso haver indícios de que ele decidiu, de fato, encerrar a relação de emprego. Felipe Mazza, coordenador da área de Direito Trabalhista do Efcan Advogados, explica que os 30 dias funcionam apenas como um parâmetro. "A empresa deve avaliar as circunstâncias concretas e buscar demonstrar que o empregado decidiu romper, por sua conduta, a continuidade da relação de trabalho". Por isso, uma pessoa pode ficar mais de um mês sem trabalhar e, ainda assim, não ter abandonado o emprego. Uma internação, uma doença grave, problemas relacionados a benefícios previdenciários ou dificuldades relevantes de comunicação podem afastar essa conclusão. Para que a justa causa seja aplicada, é necessário demonstrar algo além da ausência: a intenção de não retornar ao trabalho. Esse cuidado existe porque situações excepcionais são comuns, pontua Taunai Moreira, sócio do escritório Bruno Boris Advogados. Um trabalhador pode não conseguir avisar a empresa imediatamente porque está hospitalizado, enfrenta uma doença grave ou outro impedimento relevante, exemplifica. O que a empresa precisa fazer antes de demitir? Se a intenção do trabalhador é um dos elementos centrais da análise, cabe à empresa reunir provas antes de aplicar a demissão por justa causa. O procedimento normalmente começa pela verificação de eventuais justificativas para as faltas, como: Atestados médicos; Afastamentos previdenciários; Internações ou licenças devem ser consideradas antes de qualquer decisão. Na sequência, recomenda-se tentar contato pelos meios habituais, como telefone, e-mail e aplicativos de mensagens, registrando todas as tentativas realizadas. Caso o trabalhador permaneça sem responder, a empresa deve formalizar uma convocação para que retorne ao trabalho ou apresente justificativas. Monteiro explica que o documento deve informar o período de ausência, convocar o trabalhador a retornar ou apresentar justificativa em prazo razoável e advertir expressamente que a falta de manifestação poderá caracterizar abandono de emprego e resultar em demissão por justa causa. "A convocação deve ser enviada por meio que permita comprovar tanto o seu conteúdo quanto a entrega, como por exemplo carta registrada com aviso de recebimento ou, conforme o caso, notificação extrajudicial. E-mail e mensagens também podem reforçar a prova, desde que seja possível demonstrar o envio e o recebimento". Embora a legislação não determine um número mínimo de notificações, os especialistas recomendam que todas as tentativas sejam documentadas. Isso pode fazer diferença caso a situação seja discutida posteriormente na Justiça do Trabalho. "Sem isso, a justa causa não se sustenta", afirma Taunai, lembrando que o ônus da prova recai sobre o empregador. O que o trabalhador perde se houver abandono? Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados Quando a demissão por abandono é confirmada, os efeitos são os mesmos de uma dispensa por justa causa. Nesse caso, o empregado deixa de receber: aviso-prévio; multa de 40% sobre o FGTS; saque imediato do FGTS em razão da rescisão; seguro-desemprego; 13º salário proporcional; férias proporcionais acrescidas de um terço. Por outro lado, alguns direitos permanecem preservados. A empresa continua obrigada a pagar o saldo de salário referente aos dias efetivamente trabalhados e as férias já adquiridas, mas ainda não usufruídas. Outra dúvida comum envolve o FGTS. O dinheiro depositado na conta vinculada não é perdido e continua pertencendo ao trabalhador, embora ele não possa sacá-lo imediatamente em razão daquela demissão. E serviço público? Como funciona? Se, nas empresas privadas, a caracterização do abandono costuma ser discutida posteriormente na Justiça do Trabalho, na administração pública a apuração precisa ocorrer antes de qualquer punição. Para os servidores federais submetidos à Lei nº 8.112, o abandono de cargo é definido como ausência intencional por mais de 30 dias consecutivos. 🔎 No caso dos policiais federais, uma legislação específica prevê a demissão por 30 dias consecutivos de faltas injustificadas ou 60 dias alternados em um período de 12 meses. Mesmo quando a legislação estabelece critérios objetivos, porém, a punição não é automática. "A Administração não pode aplicar a demissão imediatamente: deve instaurar um Processo Administrativo Disciplinar", explica Felipe Mazza. Segundo Monteiro, o PAD é indispensável para que a administração pública identifique o período de ausência, avalie possíveis justificativas e assegure ao servidor o direito de apresentar provas e se defender. "A perda do cargo é uma sanção grave e está sujeita ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa", afirma. Por isso, a conclusão de uma comissão disciplinar não significa necessariamente o encerramento do caso. Em situações como a de Eduardo Bolsonaro, a comissão apenas recomenda a penalidade, e a decisão final cabe à autoridade competente. O que aconteceu no caso de Eduardo Bolsonaro? Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou que deixou o Brasil por se considerar alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda do mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer a atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF, então, determinou que ele retornasse ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, Eduardo Bolsonaro não se reapresentou. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após concluir a investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada ao ministério, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade.

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A demissão ocorreu por infração disciplinar de “abandono de cargo”, após a apuração de que Eduardo teria faltado ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda. Com a demissão, Eduardo perde o vínculo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço. A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final. O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu. A corregedoria da PF identificou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos. Pela legislação que rege o serviço público federal, o abandono de cargo pode resultar na demissão do servidor. O caso também chama atenção para a carreira de escrivão da Polícia Federal, uma das funções da corporação que exigem aprovação em concurso público. Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial do cargo é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, conforme a classe ocupada pelo servidor. Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025 Governo Federal O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação. Entre suas atribuições estão: Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça. Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação. O que aconteceu Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade. Em julho, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados

g1 em 1 Minuto: Greve dos Correios não tem previsão de encerramento O TST (Tribunal Superior do Trabalho) analisa, às 13h30 desta segunda-feira (21), os principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios. A categoria está em greve nacional desde o dia 10. A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Justiça determinou, por meio de liminar, que a categoria mantenha 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação. O que os trabalhadores querem A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (FINDECT) afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que os sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias. A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil pessoas entre trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A FINDECT defende a manutenção da redação atual e afirma que as outras cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Próximos passos A greve permanece mantida enquanto não houver um entendimento entre as partes, segundo a FINDECT. Após o julgamento no TST, os sindicatos realizarão novas assembleias para avaliar o resultado e definir os próximos encaminhamentos junto aos trabalhadores. A federação afirma que continua aberta à negociação e que a solução para o impasse passa pela manutenção do plano de saúde nos moldes reivindicados pela categoria. Em greve, trabalhadores dos Correios bloqueiam entrada e saída de cargas no DF reprodução

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,70% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,1082. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74%, aos 186.596 pontos. Os investidores repercutiram a queda do petróleo e mantiveram no radar o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira. A semana também será marcada pela divulgação de indicadores econômicos importantes, entre eles o IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo ficou no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 3,63%, cotado a US$ 100,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 4,82%, a US$ 95,47 o barril. Na outra ponta, em meio ao corte de exportações por conta da guerra, os preços do diesel bateram altas recordes nos últimos dias, a US$ 6 o galão. ▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. ▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -1,38%; Acumulado do ano: -6,93%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,74%; Acumulado do mês: +5,17%; Acumulado do ano: +15,81%. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve. No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio. Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias. No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio. A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam em alta, impulsionados por ganhos nos papéis relacionados à inteligência artificial. O Dow Jones subiu 0,71%, enquanto o S&P 500 avançou 1,51% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,26%. O dia também foi positivo na Europa, em meio a uma recuperação nos papéis de grandes bancos e empresas de tecnologia e conforme investidores repercutiam a queda nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1%, na maior alta diária desde 2 de julho. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de avançou 0,92% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,75%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%. Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1

Veículos da Tesla em uma estação de recarga. Mike Stewart/ AP Photo A Tesla enfrenta um importante julgamento por suposta discriminação contra trabalhadores negros, após anos de processos judiciais. Uma agência da Califórnia abriu um processo contra a Tesla, acusando a empresa de permitir discriminação racial generalizada em sua principal fábrica de montagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso começa a ser julgado nesta segunda-feira (21) e é um dos vários processos semelhantes enfrentados pela fabricante de veículos elétricos. Os advogados da Tesla e do Departamento de Direitos Civis da Califórnia se enfrentarão em Oakland, perante o juiz Peter Borkon, do Tribunal Superior do estado. O julgamento deve durar até 30 de outubro. Agora no g1 Na ação movida em 2022, o Departamento de Direitos Civis da Califórnia afirma que trabalhadores negros da fábrica da Tesla em Fremont foram submetidos a assédio frequente por outros funcionários, incluindo insultos racistas e pichações, e que a empresa não tomou medidas para impedir ou interromper essas práticas. A Tesla também é acusada de pagar salários menores a trabalhadores negros e de limitar as oportunidades de promoção. A empresa e seus advogados não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. A Tesla nega as acusações e afirma que não tolera discriminação. Segundo a empresa, funcionários envolvidos em condutas inadequadas foram demitidos. O diretor do Departamento de Direitos Civis da Califórnia, Kevin Kish, afirmou em comunicado que a agência espera responsabilizar a Tesla. A repercussão do caso e o número de trabalhadores envolvidos fazem dele um dos principais processos por discriminação no trabalho contra uma grande empresa americana a chegar à fase de julgamento nos últimos anos. Sem limites paa indenizações Borkon determinou que o julgamento será realizado sem júri. Isso significa que caberá ao próprio juiz decidir se a Tesla violou as leis de direitos civis da Califórnia. Diferentemente da legislação federal, a lei da Califórnia que proíbe a discriminação no ambiente de trabalho não estabelece um limite para as indenizações que podem ser concedidas aos trabalhadores afetados. Se perder o processo, a Tesla poderá ter de pagar milhões de dólares. Nos últimos dez anos, a Tesla tem sido alvo de acusações de que permitiu um ambiente de trabalho hostil para funcionários negros em sua fábrica de Fremont e em outras unidades. A empresa também enfrenta um processo movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC, na sigla em inglês), que acusa a Tesla de permitir assédio racial, além de dezenas de outras ações apresentadas por trabalhadores com alegações semelhantes. As acusações apresentadas pelo Departamento de Direitos Civis são mais amplas e incluem a afirmação de que a fábrica de Fremont funcionava de forma racialmente segregada, com trabalhadores negros concentrados em funções de menor remuneração e consideradas menos desejáveis. Em um processo separado, no ano passado, Borkon decidiu que mais de 6 mil trabalhadores negros não poderiam processar a Tesla em uma ação coletiva. A decisão reverteu uma determinação anterior e representou uma importante vitória para a empresa. A Tesla também chegou a acordos em alguns processos individuais. Um deles foi movido por um ex-operador de elevador da fábrica de Fremont, que recebeu inicialmente uma indenização de US$ 137 milhões determinada por um júri. O valor, porém, foi posteriormente reduzido por um juiz.

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Ao mesmo tempo, os economistas das instituições financeiras também passaram a prever um novo corte de juros no decorrer deste ano. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Agora no g1 A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,9% para 4,92%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,89% para 1,88% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,45% de 1,43%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também passou a projetar um novo corte de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 CHARLES PLATIAU/Reuters A Alphabet, dona do Google, recebeu nesta segunda-feira (21) uma multa de 403 milhões de euros (US$ 462 milhões, cerca de R$ 2,37 bilhões) do órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua em nome da União Europeia (UE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa foi acusada de violar as regras de privacidade do bloco ao processar informações sobre a localização dos usuários. A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) afirmou que o Google desrespeitou as normas europeias entre 2018 e 2020 por meio de três funcionalidades: "Atividade na Web e de Apps", "Histórico de Localização" e "Precisão de Localização". Segundo a DPC, os problemas estavam relacionados à forma como o Google informava os usuários sobre o uso de suas informações e à maneira como esses dados eram processados. A multa é a quarta maior aplicada pela DPC desde que o órgão passou a ser o principal responsável pela fiscalização de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos que têm operações na Irlanda. Desde 2018, a autoridade já aplicou mais de € 4 bilhões em multas com base nas regras europeias de proteção de dados. Além da multa, o Google terá de adequar o uso das informações de localização às regras europeias no prazo de seis meses. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. "Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais", disse o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em comunicado. Segundo ele, a empresa também manteve as informações de localização por mais tempo do que o necessário, o que aumentou a perda de controle dos usuários sobre seus dados. A investigação foi aberta em 2020 após reclamações de organizações europeias de defesa dos consumidores, entre elas a BEUC, entidade que reúne associações de consumidores de diferentes países da Europa. Entre os problemas identificados pela DPC estão a forma como o Google tratava as informações de localização na função "Atividade na Web e de Apps", que registra dados sobre a atividade dos usuários nos serviços da empresa, e no "Histórico de Localização", que acompanha a localização por meio de dispositivos móveis. O Google também é alvo de outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todas estão em estágio avançado. Com informações das agências de notícias Reuters e Agence France-Presse (AFP). Agora no g1

Preços de combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão federal de defesa do consumidor, instaurou nesta segunda-feira (21) 70 processos contra postos de combustíveis acusados de aumento abusivo de preços. Os estabelecimentos investigados podem ser multados em até R$ 14 milhões, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). As fiscalizações ocorreram em postos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Segundo a Senacon, foram identificadas margens de lucro superiores a 70% em parte dos estabelecimentos fiscalizados. LEIA TAMBÉM: Gasolina com 35% de etanol pode estragar o carro? Veja peças que podem ser afetadas A Polícia Federal faz uma operação no Rio contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado ⛽No caso dos combustíveis, aumento abusivo de preços significa que os valores cobrados foram elevados sem uma justificativa compatível com os custos ou com as condições do mercado. Segundo o órgão, um aumento abusivo das margens de lucro foi identificado em sete estados. Mas, há registros de denúncias semelhantes em outras 15 unidades da federação. Uma reunião emergencial com entidades de defesa do consumidor em todo o país será realizada nesta terça-feira (22) para discutir ações de fiscalização conjunta dos postos. Denúncias Na última sexta-feira (18), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou à Senacon ter recebido cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos de preços e compartilhou informações que serviram para subsidiar fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado. 🔎A Senacon não informou, no material divulgado, quais são os 70 postos envolvidos nem detalhou os preços praticados por cada estabelecimento ou a diferença em relação aos valores de compra dos combustíveis. A Secretaria Nacional do Consumidor integra o Ministério da Justiça e é responsável por instaurar processos administrativos e, quando comprovadas infrações às regras de defesa do consumidor, aplicar sanções.

Getty Images/BBC Você acorda se sentindo mal, mas tem um grande dia de trabalho pela frente. O que você faz? Se a resposta for bater o ponto mesmo assim, você não está sozinho. Pesquisas sugerem que entre um terço e metade das pessoas no Reino Unido trabalham mesmo quando estão doentes — algo que os especialistas chamam de "presenteísmo". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Por outro lado, gerações mais novas têm demonstrado maior preocupação com seu bem-estar, incluindo sua saúde mental. Isso não quer dizer que a geração mais jovem seja "mimada", como frequentemente é rotulada, diz o professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester e um dos maiores especialistas mundiais em bem-estar no ambiente de trabalho. 'Presenteísmo': por que tantos profissionais continuam trabalhando mesmo doentes? "Talvez as gerações mais antigas tenham sido mais tolerantes [com a entrega incondicional ao trabalho], mas isso não significa necessariamente que essa escolha seja saudável", afirma Cooper. "Quando se trata de fazer uma pausa, os trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a encarar o bem-estar mental como parte de sua saúde geral, em vez de algo que deva ser simplesmente ignorado." A verdade é que a forma como você lida com problemas de saúde diz muito sobre você como indivíduo e sobre o lugar onde você trabalha. O que isso diz sobre você Diversos fatores influenciam a forma como uma pessoa lida com o afastamento por doença. Para alguns, o trabalho está intimamente ligado à identidade. Psicólogos organizacionais chamam isso de centralidade do trabalho — e pesquisas relacionam esse fato a um maior engajamento, comprometimento e disposição para se esforçar ao máximo. Se o trabalho é essencial para quem você é, ausentar-se dele pode dar a sensação de perder temporariamente uma parte de si mesmo. "Essas pessoas sentem um forte desejo de continuar comparecendo", explica Audrey Tang, psicóloga que escreve sobre bem-estar no local de trabalho. De acordo com a especialista, aqueles que trabalham em profissões ligadas ao cuidado, como medicina, enfermagem e ensino, têm uma tendência a isso. "Eles frequentemente relatam que preferem sofrer um acidente físico para ter uma justificativa para não comparecer ao trabalho, em vez de simplesmente tirar o dia de folga." Outros temem ser vistos como fracos ou preguiçosos. Os trabalhadores mais jovens são particularmente suscetíveis a essa pressão, diz Tang. "É mais provável que estejam no início da carreira e não queiram causar uma impressão negativa." O que isso diz sobre o lugar onde você trabalha A cultura do ambiente de trabalho pode influenciar significativamente a disposição das pessoas em tirar dias licença por motivo de doença Getty Images/Jacob Wackerhausen Os padrões no ambiente de trabalho podem ter uma influência significativa na disposição das pessoas em tirar licença médica, afirma a psicóloga Tara Quinn-Cirillo. Quando as equipes estão sobrecarregadas e há pouca ou nenhuma cobertura disponível, os funcionários sabem que sua ausência aumentará a carga de trabalho dos colegas. "O papel da culpa e da vergonha é significativo em uma organização tóxica que prioriza a produtividade em detrimento da saúde e do bem-estar", aponta Quinn-Cirillo. "Em alguns locais de trabalho, existe uma cultura de 'seguir em frente' que incentiva as pessoas a continuarem trabalhando quando deveriam estar descansando." Esses ambientes de trabalho valorizam o presenteísmo. Os funcionários se sentem valorizados por comparecerem ao trabalho, independentemente de como estejam se sentindo. Se os gestores elogiam a performance de algum empregado que está trabalhando doente, a equipe rapidamente assimila a mensagem. "Em um ambiente de trabalho saudável, as pessoas devem poder ter conversas abertas e honestas sobre bem-estar e dias de licença médica", diz Quinn-Cirillo. A confiança também é importante. Se a ausência for rotineiramente questionada ou vista de forma negativa, os trabalhadores podem ficar relutantes em fazer uma pausa por motivos legítimos, devido ao medo de serem julgados. Segundo Quinn-Cirillo, isso é um "grande sinal de alerta". Como saber se você está doente demais para trabalhar Decidir se você está doente demais para trabalhar nem sempre é simples. Para doenças físicas, Tang afirma que existem algumas regras bem estabelecidas. "Se você estiver vomitando e tiver diarreia ou febre, deve ficar em casa por 48 horas e 24 horas, respectivamente, após o desaparecimento dos sintomas. Nessas situações, é improvável que você consiga trabalhar de forma eficaz de qualquer maneira." De acordo com a psicóloga, há no entanto situações em que a decisão fica mais difícil, sobretudo quando o trabalho remoto é possível. "No caso de tosses e resfriados, há uma zona cinzenta. Desde a covid-19, a etiqueta no ambiente de trabalho mudou — geralmente, é considerado mais educado trabalhar em casa." Ela afirma ser imprescindível que a saúde mental seja tratada da mesma forma que a saúde física. Quinn-Cirillo acrescenta: "Em última análise, trata-se da capacidade de realizar um trabalho, seja ela física ou mental." Um outro sinal de alerta é quando o trabalho começa a afetar os cuidados básicos de saúde pessoal, diz ela. "Sua capacidade de cuidar de si mesmo está mudando? Você consegue relaxar do trabalho? Seu sono está bom?" Se a resposta for não, pode ser um sinal de que o repouso é exatamente o que você precisa. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação.

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA As dúvidas e discussões sobre os riscos da inteligência artificial dominaram o noticiário nos últimos dias. Líderes de grandes empresas de tecnologia têm se posicionado sobre o tema e demonstrado preocupação com a velocidade do desenvolvimento da tecnologia. O estopim para a discussão foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa dona do Claude. A posição também foi defendida por Sam Altman, CEO da OpenAI, do ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que controla Instagram, Facebook e WhatsApp, é contrário à ideia, assim como Jensen Huang, CEO da Nvidia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se opõe à proposta e critica quem defende uma pausa no avanço da IA. A IA pode ser um risco para a humanidade? Robôs humanoides e quadrúpedes participam de manifestação que pede regulamentação da inteligência artificial, em Varsóvia, em 7 de setembro de 2026. SERGEI GAPON/AFP É importante reforçar que a IA não tem vontade própria, explica Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir dos dados usados em seu treinamento. Pense assim: para funcionar, a IA depende de uma grande quantidade de informações. São textos, fotos e vídeos, por exemplo, que ela usa para identificar padrões e, a partir deles, formular uma resposta. Robôs 'protestam' contra uso descontrolado da IA na Polônia "Tudo que parece comportamento estranho ou mentira é uma ideia emprestada da própria base de treinamento, ou seja, dos dados e informações usados para treinar a tecnologia", completa o especialista. Para Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, a IA não tem nenhum tipo de consciência e, por isso, não poderia se revoltar contra os humanos. "O que pode acontecer é que esses modelos estão, de fato, ficando cada vez maiores, resolvendo tarefas mais longas e complexas". Segundo Cortiz, a tecnologia pode tomar alguma decisão que vá contra nossos valores e princípios e, de certa forma, prejudicar a humanidade em determinados níveis de controle. Mas isso seria resultado do processamento do sistema, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar contra nós. Essa ausência de vontade própria, porém, não significa que a IA seja inferior aos humanos em todas as tarefas. Em memória, busca de padrões e geração de textos e imagens em escala, por exemplo, ela já superou o desempenho humano há anos, acredita Edney. "Em tarefa que não depende de emoção, ela vai continuar ficando superior em cada vez mais domínios, e isso é rápido", diz. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash "Eu não acredito que, sozinha, a IA iria exterminar toda a humanidade. Mas causar danos em larga escala, sim. Ela foi usada em 2026 para criar novos vírus, por exemplo. A gente pode ter uma ameaça, uma nova bomba que ninguém conhece", diz Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI. "Mas, de novo, não é a IA por si só, mas o ser humano por trás dela para criar isso", completa Anholett. LEIA TAMBÉM: Trump diz que termo 'IA' não é bom e cria enquete para mudar nome da tecnologia CEO da Nvidia diz que IA não vai acabar com o mundo até 2030 Pesquisadores dizem ter hackeado OpenAI usando IA Claude O que está por trás do discurso de pausa no desenvolvimento Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta Diogo Cortiz diz que, de fato, os modelos estão ficando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas e longas. Por isso, segundo ele, a preocupação com o avanço da tecnologia é legítima. Ao mesmo tempo, é difícil saber até que ponto o discurso de pausa é motivado por segurança ou por uma estratégia para proteger o próprio mercado e a indústria. "Me parece ser a combinação dos dois, até porque isso ajuda a fortalecer a mística de que esse tipo de tecnologia é inevitável e deve ser desenvolvida por quem se vende como os bonzinhos da história", completa. Segundo Cortiz, outros fatores também ajudam a explicar a preocupação com o ritmo de desenvolvimento da IA: 🍃 Energia: os Estados Unidos enfrentam um desafio energético para sustentar toda a IA que prometem desenvolver, enquanto o ritmo de construção de data centers está mais lento do que gostariam. 💵 Retorno dos investimentos: os resultados estão demorando mais do que o esperado, o que dificulta justificar novos aportes no setor. 🌏 Concorrência chinesa: os modelos de IA da China estão ganhando espaço na adoção global e são mais baratos que os norte-americanos. Em muitos casos, oferecem capacidade semelhante por um custo menor. 🚨 Regulação: propor regras mais duras pode dificultar a entrada de novas empresas no mercado e favorecer as que já estão na liderança, aumentando a concentração do setor. Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Entenda o que é assédio eleitoral no trabalho e como denunciar Thiago Gadelha/SVM O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu, até o dia 20 de setembro, 472 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Durante as eleições de 2022, foram mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos relacionados a assédio eleitoral no país. Os dados estão no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado após a adoção de mecanismos específicos para identificar esses casos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🤔 Mas o que é assédio eleitoral no trabalho? O que fazer se for vítima? Como denunciar? O g1 conversou com especialistas no assunto e responde às principais dúvidas: O que é assédio eleitoral no trabalho? Assédio eleitoral no trabalho é crime? Quais são os exemplos? O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar? O empregador pode exigir que funcionários façam campanha? O trabalhador pode ser demitido por causa do voto? Como provar o assédio eleitoral? O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer? O que acontece com quem pratica assédio eleitoral? O que fazer se houver retaliação após a denúncia? Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral? Agora no g1 1. O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou colegas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, Justiça do Trabalho, Ministério Público Eleitoral (MPE) e MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. A prática é ilícita e, dependendo da conduta, também pode configurar crime eleitoral ou gerar outras formas de responsabilização. 2. Assédio eleitoral no trabalho é crime? Sim. Conforme os artigos 299 e 301 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral), a conduta é considerada crime para todos, tanto empregadores quanto colegas de trabalho. (veja as penalidades abaixo) Determinadas condutas usadas para pressionar o trabalhador podem configurar crimes previstos na legislação eleitoral. Segundo a advogada trabalhista Elisa Alonso, os artigos 299 e 301 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) tratam diversas situações que podem estar relacionadas a casos de assédio eleitoral. O Código Eleitoral, por exemplo, considera crime oferecer ou prometer vantagem em troca de voto ou para que o eleitor deixe de votar." "Também é crime usar violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido. Por isso, eventual responsabilização criminal dependerá da conduta praticada e das circunstâncias de cada caso". Assim, um mesmo caso pode gerar consequências trabalhistas e eleitorais e, quando houver os requisitos previstos em lei, também criminais. 3. Quais são os exemplos? Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; prometer aumento, benefício ou outra vantagem em troca de voto; exigir participação em campanha; distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; constranger funcionários em reuniões; retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Segundo Elisa, mensagens em grupos corporativos de WhatsApp, e-mails e reuniões virtuais também podem caracterizar a prática quando canais relacionados ao trabalho são usados para pressionar o empregado. 4. O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar? Uma pergunta isolada, feita em uma conversa espontânea e sem constrangimento, não caracteriza automaticamente assédio eleitoral. O problema está no contexto e na finalidade da abordagem. A situação muda quando o superior exige uma resposta, insiste em saber o voto, tenta influenciar a escolha ou relaciona a preferência política a possíveis consequências no trabalho. “A posição de chefia ganha especial importância, pois a abordagem pode representar uma forma de pressão diante do receio do empregado de sofrer algum prejuízo profissional”, explica Elisa. A advogada Tábata Dias Fagundes Vieira ressalta que o voto é secreto e ninguém é obrigado a revelar sua escolha. “Se a pergunta vier acompanhada de pressão, cobrança, ameaça, promessa de vantagem ou expectativa de que o empregado dê determinada resposta, pode caracterizar assédio eleitoral”, afirma. 5. O empregador pode exigir que funcionários façam campanha? Não. O poder do empregador de organizar, dirigir e fiscalizar o trabalho não permite obrigar o funcionário a participar de campanha política. Exigir que o trabalhador faça postagens, distribua material de campanha, participe de eventos ou manifeste publicamente apoio a um candidato pode caracterizar assédio eleitoral, principalmente quando há pressão ou ameaça de consequências profissionais. O trabalhador, por outro lado, pode participar voluntariamente de atividades políticas. O que não pode existir é imposição, pressão ou medo de perder o emprego ou sofrer algum prejuízo por não participar. 6. O trabalhador pode ser demitido por causa do voto? A empresa não pode demitir ou punir o trabalhador como forma de retaliação pela escolha política ou pelo voto. Também não pode condicionar a manutenção do emprego à preferência por determinado candidato ou partido. Isso não significa, porém, que toda demissão ocorrida durante o período eleitoral seja irregular. Em uma demissão sem justa causa, o empregador, em regra, não precisa apresentar uma justificativa relacionada ao desempenho ou à conduta do funcionário, desde que respeite as situações de estabilidade e as demais regras trabalhistas. O problema ocorre quando há evidências de que a dispensa foi motivada pela escolha política ou usada como forma de retaliação. Nesse caso, o trabalhador pode buscar reparação na Justiça do Trabalho e, dependendo das circunstâncias, até mesmo questionar a validade da demissão. Se ficar demonstrado que a demissão ocorreu por esse motivo, podem surgir consequências trabalhistas, inclusive discussão sobre discriminação, reparação de danos e validade da dispensa." 7. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. 8. O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. 9. O que acontece com quem pratica assédio eleitoral? As consequências dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, o trabalhador pode buscar indenização por danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou tem impacto coletivo, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. Também pode haver investigação e responsabilização na esfera eleitoral. Quando a conduta se enquadra em algum crime previsto na legislação, pode haver ainda consequências criminais. Além disso, a situação pode resultar em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ação civil pública e outras medidas para impedir que a prática continue. Para as eleições de 2026, a regulamentação do TSE passou a prever expressamente a proibição do assédio eleitoral no ambiente de trabalho e a responsabilização de quem der causa ou permitir sua ocorrência. “Para o empregador, o risco não se limita a um problema individual com o empregado: a conduta pode gerar exposição da empresa e repercussões em diferentes esferas”, explica Tábata. 10. O que fazer se houver retaliação após a denúncia? A retaliação deve ser documentada e comunicada o quanto antes ao órgão responsável pela apuração da denúncia. Mudança injustificada de função, retirada de oportunidades, punições, ameaças, perseguição, redução de benefícios ou demissão após uma denúncia podem ser indícios de represália, especialmente quando houver proximidade entre os fatos. Por isso, é importante guardar mensagens, documentos e outros registros relacionados tanto à denúncia original quanto às medidas tomadas pela empresa depois dela. O trabalhador também pode procurar o MPT, o sindicato ou um advogado para avaliar as medidas cabíveis. 11. Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral? Empregadores e trabalhadores têm direito de manifestar suas opiniões políticas. O limite está em usar a relação de trabalho, a posição de chefia ou o poder econômico para pressionar alguém a adotar determinada posição. Dizer “eu apoio determinado candidato”, por exemplo, é uma manifestação de opinião. Já dizer “quem não votar nesse candidato será demitido” é uma forma de coerção. O trabalhador também tem direito de pensar diferente do empregador e não pode ser ameaçado ou prejudicado por causa de sua escolha política. Assim, a principal diferença está na existência de pressão, constrangimento, ameaça ou uso da relação de trabalho para interferir na liberdade de escolha do funcionário. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil O governo autorizou o início dos testes que aumentam a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35% — atualmente são 32% na bomba do posto. Ainda há etapas a serem cumpridas antes de o combustível chegar aos postos com a nova mistura. Mesmo assim, a medida já levanta questionamentos sobre possíveis danos a peças e motores, especialmente os projetados para rodar apenas com gasolina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas. Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina. Agora no g1 "Quanto mais etanol for adicionado à gasolina, maior a dificuldade de queima ideal do combustível, porque a compressão do motor não é o bastante para o melhor aproveitamento do combustível e a temperatura de trabalho dos carros a gasolina, são inferiores aos carros flex ou a álcool", aponta Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva. 🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores. “Isso [a taxa de compressão incorreta] gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório. O especialista afirma que os problemas são os mesmos já apontados para a atual mistura de 32% de etanol na gasolina, "porém, um pouco pior". Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório. Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina. “Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno. Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação. Bomba de combustível com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura. Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque. Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E35. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre. Velas de ignição com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura. Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor. Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente. "Se continuar aumentando a porcentagem, logo esses carros a gasolina não conseguirão andar sem fazer uma série de adaptações", aponta Tenório. Há solução, mas ela pode ser complexa Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte, explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina. Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo. Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples. Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”. SAIBA MAIS NA REPORTAGEM ABAIXO. Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Com o avanço acelerado da inteligência artificial (IA), líderes do setor alertam para os riscos da tecnologia Getty Images via BBC Com o avanço acelerado da inteligência artificial (IA), alguns dos principais nomes do setor têm feito alertas contundentes sobre os riscos que a tecnologia pode representar. Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defende que o desenvolvimento da IA seja desacelerado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os dirigentes de duas empresas rivais do setor, Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, dono da rede social X e do assistente de IA Grok, afirmaram concordar com Amodei. Outros nomes do Vale do Silício chegaram a afirmar que a tecnologia poderia, um dia, ameaçar a sobrevivência da humanidade. Agora no g1 Mas as tentativas de enfrentar esses riscos são dificultadas pela intensa rivalidade entre as duas principais potências mundiais em IA, China e Estados Unidos. Como concorrentes estratégicos, os dois países costumam avaliar os avanços da IA sob a ótica da segurança nacional e das vantagens econômicas, o que levanta dúvidas sobre a possibilidade de uma cooperação efetiva. "Se a comunidade internacional espera que o diálogo entre EUA e China sobre essas questões resulte em um acordo vinculante, ficará decepcionada", afirmou Ilaria Carrozza, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo (Prio, na sigla em inglês). IA 'sob controle humano' A China tem grandes planos para a IA e prevê um futuro em que a tecnologia esteja presente em todos os setores da sociedade e da economia, da agricultura e da saúde às Forças Armadas. O governo chinês, no entanto, também alerta há anos para os riscos da tecnologia. Já em 2017, afirmou que a IA poderia ameaçar a privacidade, a estabilidade social e as relações internacionais. Desde então, a China passou a exigir que conteúdos gerados por IA nas redes sociais sejam identificados como tal, proibiu parceiros virtuais de IA para menores de idade e vetou o uso de deepfakes (técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsos, com alto grau de realismo) para disseminar desinformação. Órgãos do governo chinês e assessores responsáveis pela formulação de políticas públicas têm "autoridade considerável para definir o que é aceitável no desenvolvimento da tecnologia" em comparação com seus equivalentes nos EUA, afirmou Zeng Jinghan, professor da Universidade da Cidade de Hong Kong que participou de conversas informais entre China e EUA sobre IA. Ao tratar das preocupações de que a IA possa sair do controle, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou em julho que a tecnologia "deve permanecer sempre sob controle humano". A declaração foi feita durante a Organização Mundial de Cooperação em IA, iniciativa global criada pela China para promover o diálogo internacional sobre a governança da IA. Em suas mais recentes diretrizes de segurança para IA, publicadas em setembro, a Administração do Ciberespaço da China, órgão regulador da internet do país, afirmou que são necessárias políticas preventivas para evitar que a IA ameace a "sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade". A IA pode ser controlada? Embora autoridades chinesas reconheçam o risco de a IA escapar do controle humano, a possibilidade de a tecnologia representar uma ameaça existencial à humanidade ocupa um espaço muito menor no debate na China do que nos EUA. A China trata esse risco como uma entre várias questões que precisam ser enfrentadas por meio de políticas públicas. "A governança da IA na China atende a vários objetivos ao mesmo tempo: apoiar o desenvolvimento econômico, administrar riscos tecnológicos e sociais e manter a autoridade política", explica Zeng. Shaoshan Liu, diretor do Instituto de Inteligência Artificial e Robótica para a Sociedade de Shenzhen, concorda com essa avaliação. "As discussões na China tendem a se concentrar mais na possibilidade de controlar a tecnologia, no uso indevido e nas consequências sociais, enquanto, nos EUA, o debate passou a ser dominado por cenários hipotéticos de perda de controle ou extinção." A China espera que a adoção da IA em toda a sociedade impulsione o crescimento econômico. Reuters via BBC As preocupações das autoridades chinesas com os riscos da IA convivem com a convicção de que a tecnologia será um importante motor de crescimento econômico. Modelos de IA desenvolvidos por gigantes chinesas de tecnologia, como Tencent, Alibaba, Baidu e ByteDance, competem no mercado global. Alguns dos modelos mais avançados vêm de empresas como 01.AI, DeepSeek, MiniMax, Moonshot AI e Z.ai. As empresas não responderam aos pedidos de comentário da equipe de reportagem da BBC. Segundo Shaoshan, do Instituto de Inteligência Artificial e Robótica para a Sociedade de Shenzhen, a China tenta encontrar um equilíbrio entre estimular o setor de IA do país e lidar com os novos riscos. "Isso é muito diferente de dizer que a tecnologia deveria parar de avançar", afirmou. 'Quem vencer na IA, vence' Além das prioridades internas da China, há também questões geopolíticas em jogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu o desenvolvimento da IA como uma disputa decisiva com a China. "Estamos à frente da China em IA... e, francamente, quero que continue assim porque quem vencer na IA, vence", afirmou o presidente americano. Em um ensaio publicado em setembro em uma revista estatal, Chen Yixin, principal autoridade de inteligência da China, também tratou o desenvolvimento da IA em termos geopolíticos, classificando-o como uma "nova arena de rivalidade estratégica entre as grandes potências". Embora os apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA tenham partido principalmente de representantes do setor nos EUA, e não de autoridades do governo, a disputa geopolítica fez a China receber esses apelos com desconfiança. Em agosto, pouco antes do alerta de Amodei sobre os riscos da IA, a imprensa estatal chinesa acusou o cofundador da Anthropic de alinhar sua empresa aos interesses geopolíticos dos EUA. "O pensamento de Amodei evoluiu... de 'Meu país está certo' para 'Todos aqueles que não cooperarem devem ser reprimidos'", publicou Yuyuantantian, uma conta nas redes sociais administrada pela emissora estatal CCTV. Amodei acredita que uma vantagem maior dos EUA em IA poderia convencer a China a desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Reuters via BBC O recente apelo de Amodei por uma desaceleração no desenvolvimento da IA provocou novas críticas da imprensa estatal chinesa, que destacou declarações do presidente-executivo da Anthropic em que ele sugeriu dificultar o avanço da China em IA. Apesar da desconfiança entre os dois países, há expectativa de que uma cúpula entre Jinping e Trump, prevista para ocorrer em Washington D.C., capital dos EUA, ainda neste mês, possa levar a algum entendimento. Segundo a agência Reuters, autoridades chinesas consideram a IA um dos principais temas da agenda. O uso indevido da IA por agentes não estatais ou ataques cibernéticos contra infraestruturas com uso de IA podem oferecer espaço para um acordo entre os dois países, afirmou Carrozza, do Prio. Mas um acordo explícito sobre o ritmo de desenvolvimento da tecnologia provavelmente continuará fora de alcance. "As áreas em que provavelmente será possível chegar a algum entendimento bilateral são aquelas em que um acordo não exigiria mecanismos de verificação nem a divulgação de segredos comerciais", disse Carrozza. "É pouco provável que os dois lados concordem com qualquer medida que limite a velocidade com que cada um desenvolve seus modelos de IA."

Transpetro abre processo seletivo com 4.171 vagas e salários de até R$ 15 mil Os interessados em participar do concurso público da Transpetro, empresa de transporte da Petrobras, têm até as 23h59 desta segunda-feira (21) para se inscrever. A seleção oferece 281 vagas imediatas e 3.890 para cadastro de reserva, totalizando 4.171 oportunidades para cargos de níveis médio, técnico e superior nos quadros de terra e mar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com remunerações mínimas garantidas que variam de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora do certame. Ao todo, foram publicados quatro editais. Para o quadro de terra, há um processo seletivo para cargos de nível médio/técnico e outro para nível superior. Já para o quadro de mar, um edital é destinado a oficiais e outro a suboficiais e guarnição. As vagas abrangem áreas como administração, contabilidade, manutenção, enfermagem, engenharia, tecnologia e advocacia, além de cargos marítimos, como auxiliar de saúde, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e oficiais de máquinas e de náutica. No quadro de terra, a remuneração mínima garantida é de R$ 6.539,54 para nível médio/técnico e de R$ 14.973,62 para nível superior. No quadro de mar, a remuneração mínima garantida varia conforme o cargo, de R$ 5.464 a R$ 15.034,81. O maior valor é oferecido para segundo oficial de náutica. Veja abaixo os editais: ➡️ EDITAL 1 - Mar (auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro). ➡️ EDITAL 2 - Mar (segundo oficial de máquinas e segundo oficial de náutica) ➡️ EDITAL 3 - Terra (nível médio/técnico) ➡️ EDITAL 4 - Terra (nível superior) A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo: R$ 81,50 — nível médio/técnico: auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e Profissional Transpetro de Nível Médio – Júnior; R$ 117 — nível superior: segundo oficial de máquinas, segundo oficial de náutica e Profissional Transpetro de Nível Superior – Júnior. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde puderam solicitar a isenção da taxa, conforme os prazos estabelecidos nos editais. Terminal da Transpetro em Brasília, no DF. TV Globo Como será o processo seletivo? As etapas de seleção variam de acordo com o quadro — Mar ou Terra — e o nível de escolaridade dos cargos. Os candidatos às oportunidades do quadro de mar passarão por provas objetivas, exame de aptidão física e, quando aplicável, procedimentos de confirmação das condições declaradas para concorrer às vagas reservadas. As provas objetivas terão questões de conhecimentos específicos e gerais. O conteúdo varia conforme o cargo e pode incluir disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Inglês Técnico Marítimo. Já o exame de aptidão física, exclusivo para o Quadro de Mar, será composto por dois testes: Corrida de 12 minutos: distância mínima de 1.800 metros para homens e 1.500 metros para mulheres; Natação: percurso de 25 metros, em estilo livre e sem limite de tempo. Para os cargos do quadro de terra, não haverá exame de aptidão física. A seleção será feita por meio de provas objetivas e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, por uma etapa de confirmação das condições declaradas. No nível médio, as provas terão 60 questões no total, divididas entre 40 questões de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática. Já no nível superior, serão 70 questões: 50 de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Língua Inglesa. A exceção é a ênfase de Advocacia: além das 70 questões objetivas, os candidatos também farão uma prova discursiva, composta por duas questões, de caráter eliminatório e classificatório. Para quem concorrer às vagas reservadas, a seleção prevê avaliação de pessoas com deficiência (PcD), confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e verificação documental de indígenas e quilombolas. As provas objetivas estão previstas para 29 de novembro e serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos poderão escolher o local de realização das provas entre as opções disponibilizadas pela banca, independentemente do polo de trabalho para o qual estiverem concorrendo. A duração das provas varia conforme o cargo e o nível de escolaridade: Nível médio — Quadro de Terra: 4 horas; Nível superior — Quadro de Terra: 4 horas e 30 minutos; Advocacia — Quadro de Terra: 5 horas e 30 minutos; Oficiais — Quadro de Mar: 4 horas e 30 minutos. Após a aprovação, os candidatos convocados ainda precisarão comprovar os requisitos exigidos para o cargo e passar por exames médicos admissionais. Para os profissionais do quadro de mar, também está previsto teste toxicológico para detecção de substâncias psicoativas. Onde serão as vagas? No quadro de terra, as oportunidades serão distribuídas entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as vagas terão abrangência nacional. A distribuição das 281 oportunidades por cargo e polo, assim como os requisitos, etapas de seleção, conteúdo das provas e cronograma, estão detalhados nos editais. Segundo a Transpetro, os processos seletivos terão validade de um ano e meio, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Editais com paridade de gênero Os processos seletivos também terão um mecanismo de paridade de gênero na segunda fase. Segundo a companhia, a iniciativa busca reduzir a sub-representação feminina nas carreiras contempladas pelos editais. Atualmente, cerca de 15% dos empregados da Transpetro são mulheres, enquanto os homens representam aproximadamente 85% do quadro. A medida será aplicada apenas na composição da segunda etapa. Para chegar a essa fase, todos os candidatos precisarão atingir a nota mínima exigida na primeira etapa. A classificação final continuará considerando o desempenho dos participantes. Cotas definidas antes dos editais Antes da publicação dos quatro editais, foi realizado um sorteio para definir os cargos, áreas e polos aos quais serão destinadas determinadas vagas reservadas a grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a Transpetro, 30% das vagas e do cadastro de reserva serão destinados a grupos étnico-raciais, distribuídos da seguinte forma: 25% para pessoas pretas e pardas; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Outros 10% são reservados a pessoas com deficiência. Os editais estabelecem, inclusive, a aplicação da reserva de 10% também na formação do cadastro de reserva. O sorteio foi realizado nos casos em que a quantidade de vagas por cargo, ênfase ou polo não permitia alcançar automaticamente os percentuais de reserva previstos na legislação. O procedimento não selecionou candidatos nem interfere na classificação nas provas. Ele serviu para definir a alocação das vagas reservadas entre os cargos, ênfases e polos. 📅 Cronograma Inscrições: até 14 de setembro Pedido de isenção da taxa: 12 a 19 de agosto Cartão de confirmação/Local de prova: 24 de novembro Aplicação das provas: 29 de novembro Divulgação dos gabaritos: 30 de novembro Recursos contra questões/gabaritos: 30 de novembro e 1º de dezembro de 2026 Resultados finais: 23 de março de 2027 (Terra) e 27 de abril de 2027 (Mar) Aprovado em 1º lugar no CNU 2025 tem posse negada por divergência sobre a formação

Agência da Caixa de Mogi das Cruzes tem avisos de greve Beatriz Andreoli/TV Diário Os funcionários da Caixa Econômica Federal participam nesta segunda-feira (21) de assembleias eletrônicas em todo o país para decidir se aceitam a nova proposta apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A votação, prevista para terminar às 18h, poderá definir o fim ou a continuidade da greve, iniciada em 10 de setembro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O principal ponto em discussão é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, que se tornou o maior impasse nas negociações entre o banco e os representantes dos trabalhadores. Agora no g1 O que muda no Saúde Caixa Pela proposta apresentada, a contribuição dos titulares passará a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para os dependentes diretos, a mensalidade será de R$ 560. Os valores previstos são de: R$ 560 para dependentes diretos; R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos considerados dependentes indiretos; R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, ficará em 9%. Em relação à proposta anterior, a Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação na telemedicina. Outro ponto aceito pelo banco foi a previsão de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e em cada Representação Regional de Pessoas (Repes). Outros pontos da proposta Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa apresentou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa. Entre as medidas previstas para o segundo semestre deste ano estão a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%, mudanças nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados. O banco também informou que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Segundo a proposta, os projetos continuarão em fase piloto e seguirão sendo discutidos com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027. A Caixa manteve ainda a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano. Segundo os sindicatos, a proposta preserva todas as cláusulas já previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Greve começou após rejeição de proposta anterior Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária como um todo já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O acordo prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos, além de medidas relacionadas à saúde mental, ao combate ao assédio e ao direito à desconexão. Caso a proposta seja aprovada pelos trabalhadores nas assembleias desta segunda-feira, a expectativa das entidades sindicais é que a greve seja encerrada e as medidas negociadas sejam implementadas. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

CVM condena Daniel Vorcaro a multa de R$ 20 milhões por fraude O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 90 dias para que a União reavalie as regras para a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Ministério da Fazenda deverá coordenar os trabalhos entre os diferentes órgãos públicos para mudanças na autarquia. 🔎 Vinculada à Fazenda, a CVM fiscaliza o mercado de capitais do Brasil — ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros. Juridicamente, a entidade é uma autarquia, ou seja, faz a administração pública indireta e tem autonomia administrativa para isso. Para Dino, os documentos apresentados no processo demonstraram "fragilidades relevantes nos mecanismos de controle interno", entre elas, o arquivamento de denúncias sem a devida verificação. Esses arquivamentos incluem uma denúncia de 2022 que antecipava irregularidades no Banco Master. A decisão de Dino se deu em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Partido Novo. O partido questionava a efetividade da atuação da CVM na fiscalização e no seu poder de polícia em relação ao mercado financeiro. "As dificuldades atualmente enfrentadas pela Comissão de Valores Mobiliários não se restringem às limitações orçamentárias apontadas nos autos. Os elementos reunidos ao longo da tramitação revelam a existência de questões relacionadas ao desenho regulatório, aos mecanismos de governança e aos modelos de supervisão adotados pela autarquia", diz o ministro em sua decisão. Ministro Flávio Dino, ministro do STF Rosinei Coutinho/STF O Banco Master e outras empresas do grupo foram liquidados pelo Banco Central em 2025 por risco ao mercado financeiro. O Master era conhecido por atrair investidores com oferta de rendimentos muito acima da média do mercado. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é investigado por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A CVM já indicava que houve problemas no acompanhamento do Banco Master. Em fevereiro, a autarquia criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela Polícia Federal, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional". Daniel Vorcaro Divulgação Decisão da União Apesar das falhas indicadas na CVM, Dino determinou que não cabe ao Poder Judiciário criar regras e normas técnicas para o funcionamento e a fiscalização do mercado financeiro brasileiro. Segundo o ministro, essa definição cabe aos entes que atuam na regulamentação do sistema. O ministro do STF defende um diálogo entre a Fazenda, CVM, Banco Central, COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Ministério da Justiça, Receita Federal e Polícia Federal para definir um arcabouço regulatório. Dino já havia indicado em abril a preocupação de que brechas na fiscalização dessem espaço para lavagem de dinheiro no mercado financeiro brasileiro.

China está modernizando os eletrodomésticos da cozinha de sua estação espacial Adrian Mann/StockTrek Images/IMAGO via Deutsche Welle A estação espacial chinesa estreou a primeira fritadeira elétrica air fryer projetada para ser usada no espaço, como parte de uma modernização de seus equipamentos de cozinha com eletrodomésticos inteligentes, como um micro-ondas e um filtro de água desenvolvidos especificamente para funcionar em órbita. Asas de frango, filés e bolos estão entre os pratos que os astronautas da estação Tiangong podem saborear durante suas longas estadias no espaço graças à air fryer, que conta com um sistema de eliminação de vapor, explicou o especialista do Centro de Astronautas da China Liu Weibo, citado neste domingo (20) pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo Liu, a renovação da "cozinha espacial" faz parte de um programa que busca garantir que os taikonautas, como são chamados os astronautas chineses, estejam bem alimentados durante suas missões e possam desfrutar de refeições quentes preparadas em apenas vinte minutos. O micro-ondas também foi projetado para impedir qualquer vazamento e permitir que a tripulação aqueça os alimentos com consumo mínimo de energia, afirmou. Agora no g1 Mais de 200 ingredientes no cardápio O plano nutricional também passou por melhorias: os taikonautas têm acesso a um cardápio com ciclo de dez dias e 200 ingredientes, incluindo verduras frescas, oleaginosas, bolos e carnes adequados para preparo em órbita, além de iogurte que pode ser fermentado na própria estação. Batizada de Tiangong ("Palácio Celestial") e também conhecida pela sigla CSS (para estação espacial chinesa em inglês), a instalação foi projetada para operar por pelo menos dez anos e poderá se tornar a única estação espacial habitada do mundo após a aposentadoria da Estação Espacial Internacional (ISS), prevista para o fim desta década. ➡️ Um dos integrantes da atual missão tripulada, que chegou à Tiangong em 25 de maio, permanecerá um ano inteiro no espaço – passo crucial de Pequim em direção ao plano de enviar humanos à Lua até 2030. O experimento visa estudar os efeitos de uma longa estadia em microgravidade. Até agora, as tripulações a bordo da Tiangong permaneceram em órbita, em sua maioria, por seis meses antes de serem substituídas. Corrida espacial Pequim reforçou nos últimos anos seu programa espacial com projetos como a construção da estação espacial, o programa lunar Chang'e e os preparativos para um futuro pouso tripulado na Lua antes de 2030. O país também planeja construir a primeira fase de uma base científica tripulada até 2035: a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS, na sigla em inglês), uma parceria com a Rússia. A China foi formalmente excluída da ISS em 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de colaborar com Pequim, o que levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.

Mega-Sena, concurso 3060: confira os números sorteados A Mega-Sena acumulou e nenhuma aposta acertou as seis dezenas para levar o prêmio de R$ 26,7 milhões. O concurso 3.060 da Mega-Sena foi sorteado pela Caixa neste domingo (20), em São Paulo. Veja os números sorteados: 06 - 15 - 23 - 36 - 37 - 38 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Segundo a Caixa, nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e 54 apostas acertaram a quina. Veja abaixo: 6 acertos: Nenhuma aposta ganhadora; 5 acertos: 54 apostas ganhadoras, que levaram R$ 32.111,66 cada; 4 acertos: 3.075 apostas ganhadoras, R$ 929,52 Mega-sena 3060 Reprodução/YouTube O prêmio do próximo concurso, que realizado na terça-feira (22), está previsto para R$ 32 milhões, segundo a Caixa. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. O prêmio oestava previsto em cerca de R$ 26,7 milhões. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Produtores do interior de SP aumentam renda com consórcio de culturas Reprodução / TV TEM O consórcio de culturas, prática antiga que combina diferentes plantações no mesmo espaço, tem ganhado força no centro-oeste paulista. A estratégia ajuda a elevar a produtividade, ampliar a renda e manter mão de obra ativa em períodos distintos de colheita. Em Bocaina (SP), o produtor Edwin Montenegro cultiva 10 variedades em 20 hectares. Ele começou em 2005 com macadâmia, mas como a árvore demora cerca de quatro anos para frutificar, intercalou o plantio com café. Segundo Edwin, a medida garantiu retorno financeiro enquanto aguardava a produção da macadâmia. Entre os testes feitos, os cultivos que mais se destacaram foram feijão, gergelim e jambu, plantados entre os pés da noz. O engenheiro agrônomo Arnaldo Fernandes da Costa explica que, além do lucro, o consórcio traz benefícios ambientais. “As plantas se ajudam, oferecendo conforto térmico e prevenindo erosão”, afirma. Em Itápolis (SP), o agricultor Agnaldo Magalhães aposta no consórcio entre mamão e ponkan. O lucro obtido com o mamão ajuda a custear a produção da fruta cítrica. Desde 2024, ele mantém sete culturas diferentes em 10 hectares. Neste ano, Agnaldo planeja inovar com banana e cacau. A previsão é plantar 2,6 mil pés de cacau. Segundo ele, a banana garante sombra e favorece o desenvolvimento da lavoura. Veja a reportagem exibida no programa em 20/09/2026: Produtores do interior de SP aumentam renda com consórcio de culturas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Clube de jardinagem do Jardim Botânico de Sorocaba oferece aulas gratuitas de poda e cultivo Reprodução / TV TEM O clube de jardinagem do Jardim Botânico de Sorocaba (SP) reúne moradores todas as quartas-feiras, a partir das 8h, para a troca de experiências e aprendizado prático sobre cultivo de plantas. As atividades são conduzidas pelo engenheiro agrônomo e coordenador do curso, Clebson Aparecido Ribeiro. O foco das instruções abrange as técnicas corretas de poda, a preservação da saúde dos vegetais e o uso de equipamentos de segurança no manuseio do jardim. A poda é um meio de cuidar da saúde e do ciclo de produção da planta. Clebson explica que conhecer a planta e o período de produção dela é fundamental para não cortar os pontos de crescimento de flores, as gemas, antes de seu florescimento. A técnica também é utilizada para direcionar o crescimento da planta, evitando que galhos se sobreponham O engenheiro ensina sobre os tipos de podas e suas funções, como limpeza, florescimento, frutificação e até mesmo poda drástica, consideradas crime ambiental por trazer risco à saúde da planta e à segurança urbana, pois promove crescimento descontrolado, adoecimento e morte da planta e fragilidade em galhos, podendo causar quedas. Os materiais e as proteções individuais (EPIs) são indispensáveis, mesmo em plantas pequenas, pois o látex expelido pela planta pode causar irritação e cegueira. Luciane Bertolucci, professora e membro do clube de jardinagem fala sobre os conhecimentos que adquire durantes as aulas, como a técnica do beliscão. Forma de estimular a floração da planta. O cronograma do curso é disponibilizado mensalmente e inclui rodas de conversa, cursos e visitas técnicas. A participação é gratuíta e para mais informações entre em contato pelo email jardimbotanico@sorocaba.sp.gov.br Veja a reportagem exibida no programa em 20/09/2026: Clube de jardinagem do Jardim Botânico de Sorocaba oferece aulas gratuitas de poda VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Jogos de cartas do Pokémon é inspirado no desenho clássico dos anos 90 Hennzo Pinheiro/Arquivo Pessoal Brinquedos e colecionáveis que fizeram parte da infância de uma geração movimentam hoje cifras que vão muito além do universo infantil. Adultos passaram a gastar grandes quantias para comprar objetos que remetem à infância — e, em alguns casos, essas peças chegam a valer centenas de milhares ou até milhões de reais. O mercado de cartas de Pokémon é um dos exemplos mais impressionantes. Uma reportagem do jornal "Financial Times" mostrou que, em fevereiro, uma carta Pikachu Illustrator, de 1998, foi vendida por US$ 16,5 milhões (R$ 84,81 milhões), um recorde mundial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Outras cartas individuais também foram negociadas por mais de US$ 1 milhão (R$ 5,14 milhões). Há também casos de cartas compradas por valores baixos que, anos depois, alcançaram preços muito maiores. Uma carta Mario Pikachu, por exemplo, foi vendida recentemente por cerca de £20 mil (R$ 138 mil), depois de ter sido comprada por £30 (R$ 208,20) oito anos antes. Agora no g1 O dinheiro não vem apenas de grandes colecionadores Nos últimos anos, quem acompanhou Pokémon desde o início da franquia chegou à faixa dos 30 e 40 anos e passou a ter mais dinheiro disponível para comprar os itens que marcaram sua infância. A nostalgia, nesse caso, se combina com maior poder de compra. “Essa geração tem como nostalgia o Pokémon”, disse Elliot Cabrol ao Financial Times, comerciante de cartas que trabalha com o produto há mais de 20 anos. Segundo ele, muitas pessoas compram os itens como forma de reviver a infância. O tamanho desse mercado também aparece nos valores das negociações. Jordan Dunne deixou, em 2025, o emprego como analista de dados em um escritório de advocacia para trabalhar com cartas de Pokémon. Ele disse que seu negócio deve chegar a cerca de £4 milhões (R$ 27,76 milhões) em vendas neste ano, contra £1,2 milhão (R$ 8,32 milhões) em 2025. Em transmissões ao vivo no eBay, ele já vendeu cartas individuais por mais de £2 mil (R$ 13,88 mil) e afirmou que algumas delas podem gerar até £60 mil (R$ 416,4 mil) em vendas em poucas horas. Em apenas três semanas de agosto, Dunne vendeu três cartas de sua própria coleção por cerca de £300 mil (R$ 2,082 milhões). Um ano antes, havia comprado as mesmas peças por metade desse valor. O movimento também aparece entre pessoas que não vivem do mercado de colecionáveis. Um carpinteiro de 25 anos, por exemplo, voltou recentemente a colecionar cartas de Pokémon como fazia quando era mais novo. Ao Financial Times, ele disse que compra conjuntos antigos em estado impecável e os guarda pensando em repassá-los aos filhos no futuro. O valor das peças está ligado à dificuldade de encontrá-las As cartas antigas foram produzidas há décadas, e poucas sobreviveram em boas condições. Já as cartas novas continuam sendo produzidas em grandes quantidades, o que torna mais fácil encontrar exemplares semelhantes. A diferença de preço pode ser enorme até entre cartas praticamente iguais. Uma carta rara de Pikachu foi vendida recentemente por cerca de £250 mil (R$ 1,735 milhão) em estado considerado perfeito, enquanto um exemplar em condições um pouco piores valia aproximadamente £15 mil (R$ 104,1 mil). O estado das peças ajuda a explicar por que os colecionadores pagam tanto. Empresas especializadas avaliam as cartas em uma escala de 1 a 10, levando em conta detalhes como riscos, bordas danificadas e o posicionamento da imagem. Uma versão de Pikachu de 2002, por exemplo, tem apenas 35 exemplares avaliados com a nota máxima. O tamanho do interesse sobrecarregou até o sistema de avaliação das cartas. Em agosto, uma empresa especializada analisou mais de 1,3 milhão de cartas de Pokémon, dez vezes mais do que no mesmo mês de 2021. Em maio, a empresa chegou a interromper o recebimento de cartas de menor valor por falta de capacidade. A procura também aparece em eventos Uma feira de cartas realizada em Farnborough, na Inglaterra, recebeu 10 mil pessoas em 2026, o dobro do ano anterior. Alguns compradores carregavam caixas trancadas com códigos personalizados e milhares de libras em dinheiro. Comerciantes chegaram a evitar divulgar seus nomes por medo de roubos. Esse tipo de preocupação não é apenas teórica. Uma loja de colecionáveis em Londres foi invadida, e cartas de alto valor e outros produtos foram roubados. No ano anterior, um homem foi preso em Manchester depois que policiais encontraram com ele um conjunto de cartas de Pokémon roubadas avaliado em £250 mil (R$ 1,735 milhão). E no Brasil? Os colecionadores brasileiros também gastam grandes quantias com itens raros e nostálgicos. O empresário Paulo de Carvalho, de 45 anos, começou a colecionar brinquedos antigos ainda na adolescência. Hoje, ele tem um galpão em Cubatão (SP) com aproximadamente cinco mil itens que remetem à sua infância. O empresário contou ao g1 que tinha 13 anos quando começou a vender antiguidades com o avô, que era colecionador de moedas e cédulas. "Tive uma infância difícil e vi a paixão que ele tinha. Isso me fez pensar: 'Por que não colecionar brinquedos da minha infância que eu não pude ter?'", explicou Paulo. Colecionador Paulo de Carvalho, de 45 anos, com a espada que sonhava ter quando era criança Abner Reis/TV Tribuna A mesma lógica de nostalgia aparece em produtos mais recentes e baratos, como Funko Pop, Lego, Sylvanian Families, Hot Wheels, Star Wars e jogos de tabuleiro, como War. Um exemplo atual é a coleção de bonecos de Dragon Ball Z lançada pelo Burger King. O conjunto com os seis bonecos foi anunciado em 31 de agosto como uma ação promocional da rede de fast-food e, menos de 15 dias depois, já era vendido em outros sites por R$ 299,90. Todas essas histórias têm um elemento em comum: personagens que fizeram parte da infância dos compradores passaram a representar algo mais do que um brinquedo. Para parte desse público, comprar esses objetos não significa necessariamente voltar a brincar. É uma maneira de guardar uma lembrança da própria infância — e, em alguns casos, de transformar essa lembrança em um item pelo qual outras pessoas também estão dispostas a pagar muito dinheiro. Pokémon é tema de exposição em shopping de Salvador Divulgação

Renault Boreal na versão Techno Carlos Cereijo / g1 O Renault Boreal chegou em 2025, enfileirou alguns prêmios e criou expectativa de um novo capítulo para a marca junto com o irmão Kardian. O SUV mostrou que a marca francesa conseguiu dar um salto de qualidade, mas as vendas são tímidas. Hoje é vendido nas versões Evolution por R$ 179.990, Techno de R$ 199.990 e Iconic por R$ 214.990. Entre janeiro e agosto de 2026, a Renault emplacou 7.633 unidades do Boreal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No mesmo período, a Jeep vendeu 36.341 Compass. E a Toyota conseguiu vender 25.564 Corolla Cross, mesmo ainda sentindo as consequências do acidente na fábrica de Porto Feliz (SP) no final de 2025. Até o Jaecoo 7 da Omoda&Jaecoo conseguiu ultrapassar o Boreal com 11.769 unidades vendidas. Sendo que mais que 7 mil desses SUVs importados da China são da versão mais barata, Elite, que custa R$ 189 mil. Nos últimos meses, a Renault fez promoções para o Boreal com bônus de até R$ 22 mil e incluiu o modelo na estratégia do Move Aplicativos com descontos para taxistas e motoristas de aplicativo. O g1 testou a versão Techno para descobrir os pontos positivos e negativos do Boreal. Será que o SUV é uma boa opção? Vale a pena aproveitar os descontos? Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Conforto anestesiado O Renault Boreal utiliza a Renault Group Modular Platform, conhecida como RGMP. A arquitetura foi desenvolvida para ser utilizada em veículos de diferentes tamanhos e segmentos e permite trabalhar com diferentes configurações de carroceria e sistemas de propulsão. No Boreal, a suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira utiliza eixo de torção. A estrutura traseira permite a instalação de uma barra estabilizadora interna de 30 mm. A direção elétrica também está integrada à lógica da plataforma. A assistência pode ser modificada de acordo com o modo de condução escolhido, ficando mais leve no Comfort e mais firme no Sport. Galerias Relacionadas O Boreal tem uma personalidade que é comum a vários SUVs modernos. As marcas abandonaram a ideia de que esses veículos precisam transmitir robustez. Ao contrário, a ideia é um carro grande, alto, mas com comandos e sensação de conforto. O resultado é uma direção elétrica anestesiada e que aposta na assistência variável para criar sensações. No modo esportivo, a firmeza extra é só uma lembrança de como deve ser um carro divertido de dirigir. E a Renault sabe muito bem acertar a direção de um esportivo, mesmo sem custar os R$ 200 mil. O finado Sandero RS é um exemplo perfeito de esmero em acerto. A suspensão foi calibrada, segundo a Renault, para combinar dirigibilidade e conforto. Esse trabalho foi finalizado pela equipe de engenharia da Renault Tecnologia Américas no Autódromo Oscar Cabalén, na Argentina. O Boreal tem conjunto que precisa equilibrar o centro de massa mais alto e as rodas de 18 polegadas. O SUV chega a um resultado interessante para o dia a dia. Cabine do Renault Boreal na versão Techno Carlos Cereijo / g1 Tecnologia A arquitetura eletrônica da RGMP foi preparada para receber diferentes sistemas e tecnologias de assistência ao motorista, além de soluções de segurança e gerenciamento de energia. Outro recurso associado à arquitetura eletrônica é o Multi-Sense, que permite selecionar cinco modos de condução: Eco, Comfort, Sport, Personal e Smart. A seleção pode ser feita pela tela multimídia ou por um comando giratório no console central. Os modos modificam diferentes características do veículo: Resposta do pedal do acelerador; Esforço da direção; Informações exibidas no painel; Iluminação interna. No Smart, esses parâmetros são adaptados automaticamente por algoritmos que alternam entre as configurações Eco, Comfort e Sport. Motor 1.3 turbo do Renault Boreal foi desenvolvido em parceria com a Daimler, dona da marca Mercedes-Benz Carlos Cereijo / g1 Motor e câmbio O Renault Boreal tem motor 1.3 turbo TCe flex e a transmissão automática de dupla embreagem de seis marchas banhada a óleo. Desenvolvido em parceria com a Daimler, o propulsor é produzido no Brasil, em São José dos Pinhais (PR). O motor entrega 163 cv e 27,5 kgfm de torque. De acordo com dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o Boreal registrou: Gasolina: 11,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada. Etanol: 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada. A transmissão possui modos de condução Sport, Eco e My Sense, além de recursos eletrônicos integrados. A função creeping permite que o carro inicie o movimento suavemente ao soltar o pedal do freio, facilitando manobras e rodagem em congestionamentos. No Boreal, isso ajuda em manobras em baixa velocidade, pois o câmbio não “salta” quando a embreagem acopla ao tentar, por exemplo, estacionar. O veículo dispõe ainda de assistente de partida em rampas (HSA) e freio de estacionamento eletrônico inteligente, que gerencia a sincronização da posição P para evitar trancos. Equipamentos Por fora, a configuração Techno do Boreal tem rodas de 18 polegadas com desenho Mountain e acabamento preto. Também fazem parte da versão as barras longitudinais no teto, a antena do tipo shark e os faróis de neblina. A cabine tem duas telas de 10 polegadas. O painel de instrumentos digital pode apresentar a reprodução do mapa de navegação, enquanto a tela central reúne as funções de entretenimento e conectividade. Na Techno, a central utiliza os serviços do Google integrados ao sistema. Estão disponíveis Google Maps, Google Play e Google Assistant, além de mais de 100 aplicativos. Galerias Relacionadas O Google Maps pode ser utilizado diretamente pela central, com informações de trânsito em tempo real e atualizações automáticas. Já o Google Assistant permite utilizar comandos de voz para funções como navegação, música e chamadas, e também para determinadas funções do veículo, como o ar-condicionado. A Techno tem ainda ar-condicionado automático digital de duas zonas, com saídas de ar para os ocupantes traseiros. O console central é elevado e possui um compartimento refrigerado. Há quatro portas USB-C, duas na dianteira e duas na traseira, além de carregador de celular por indução. Os bancos dianteiros da versão têm ajustes elétricos e regulagem lombar para motorista e passageiro. O porta-malas tem capacidade para 522 litros. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume chega a 1.279 litros. A base do compartimento fica em uma posição que facilita o acesso à área de carga. A iluminação ambiente é outro recurso da Techno. O sistema permite escolher entre 48 cores e pode trabalhar em conjunto com os modos de condução. Galerias Relacionadas A vida a bordo do Boreal é boa. O volante com botões físicos e tamanho correto facilita a vida do motorista. Mesmo com telas grandes, os controles de ar-condicionado e modos de condução estão no painel e console, fáceis de acessar. A manopla de câmbio singela e tímida comete o mesmo pecado de manoplas de carros como o Porsche 911. São menores e mais chatas de operar, e não liberam espaço no console central. Pelo menos tem bastante espaço no banco traseiro, o que é bom. A cabine é bem construída e distancia o Boreal do primo, o Kwid. Talvez esteja aí um dos desafios do SUV. Prometer uma experiência premium numa marca conhecida pelo apelo racional dos carros populares. Segurança Nesta versão, o Boreal conta com seis airbags, sendo dois frontais, dois laterais e dois de cortina. Entre os sistemas de assistência estão: Controle de velocidade adaptativo; Alerta de distância segura; Alerta de permanência em faixa; Alerta de ponto cego; Frenagem automática de emergência (que funciona também em curvas); Reconhecimento de placas de velocidade; Limitador de velocidade. A Techno também conta com alerta de saída segura dos ocupantes. O sistema utiliza os radares laterais traseiros para identificar a aproximação de veículos antes que uma porta seja aberta. Outro recurso é o alerta de tráfego cruzado traseiro, que monitora a aproximação de veículos, motos ou bicicletas durante manobras de ré. O conjunto inclui ainda sensores de estacionamento dianteiros, laterais e traseiros e câmera de ré. A Techno também pode utilizar câmera 360 graus. O sistema reúne quatro câmeras para criar uma visão dos arredores do veículo e auxiliar nas manobras em espaços apertados. O Boreal possui ainda assistente de estacionamento semiautônomo. Com o auxílio das câmeras e dos radares, o sistema pode assumir os movimentos necessários para realizar determinadas manobras de estacionamento. Há também assistente de partida em rampa e sensor de fadiga, que monitora o comportamento do motorista e pode emitir alertas quando identifica sinais de cansaço ou desatenção. Renault Boreal na versão Techno Carlos Cereijo / g1 Bom produto A conclusão é que o Boreal é um SUV com os predicados certos, mas que chega num momento de mercado em transição. O cliente brasileiro nessa faixa dos R$ 200 mil já espera que os carros sejam híbridos e com uma outra experiência a bordo. O g1 já mostrou que seminovos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil estão com quedas fortes nos preços por conta dos carros chineses e dos descontos das marcas tradicionais. Também pesa para a Renault o fato de que a marca francesa nunca conseguiu emplacar modelos caros no Brasil. Sempre performou bem com Sandero ou Duster, mas o SUV compacto era o teto de preço que o brasileiro, na maioria, estava disposto a pagar. Não é à toa que a Renault rapidamente se mexeu para criar uma aliança com a Geely no Brasil. Os franceses parecem ter entendido que seria mais eficiente apresentar a marca chinesa, emplacar suas novidades com preço maior e entrar neste segmento sem ter de levar o legado da Renault. Se o cliente for mais tradicional e não quiser levar um híbrido, o Boreal pode ser uma alternativa. A dica seria aproveitar os descontos e se planejar para ficar mais tempo com o SUV. Isso ajudaria a evitar o derretimento do preço no mercado de seminovos num prazo de dois a três anos. Renault Boreal Techno: R$ 199.990 Assentos: 5 Comprimento: 4,56 m Largura: 1,84 m Altura: 1,65 m Entre-eixos: 2,70 m Porta-malas: 522 litros (VDA) Peso: 1.423 kg Rodas: 18 polegadas Pneus: 225/55 R18 Suspensão dianteira: Independente, do tipo McPherson Suspensão traseira: Eixo de torção com barra estabilizadora, rodas semi-independentes Freios dianteiros: Discos ventilados Freios traseiros: Discos sólidos Direção: Elétrica Motor: Dianteiro, 1.3 turbo flex, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e injeção direta Combustível: flex Potência: 163 cv com etanol e 156 cv com gasolina Torque: 27,5 kgfm com etanol ou gasolina Câmbio: Automático de dupla embreagem Marchas: 6 Tração: Dianteira 0 a 100 km/h: 9,5 segundos com etanol e 9,8 segundos com gasolina Velocidade máxima: 180 km/h, limitada eletronicamente Gasolina: 11,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada. Etanol: 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada. Tanque de combustível: 50 litros
Pobreza de luxo: por que o presente vale mais que o futuro?
A chamada “pobreza de luxo” passou a circular nas redes sociais para descrever um comportamento em que jovens mantêm gastos com viagens, restaurantes, eletrônicos e outros pequenos luxos, muitas vezes recorrendo ao crédito ou ao parcelamento, enquanto metas de longo prazo, como comprar um imóvel, parecem cada vez mais fora de alcance.
O termo não faz parte do vocabulário formal da economia, mas ajuda a resumir uma mudança de comportamento: diante da dificuldade de realizar objetivos maiores, cresce a disposição para gastar com aquilo que é possível aproveitar no presente. Quanto mais distante parece o futuro, maior tende a ser o peso das recompensas imediatas.
As redes sociais ajudam a alimentar essa lógica ao exibir viagens, jantares e produtos desejados sem necessariamente mostrar o custo, as dívidas ou o planejamento envolvidos. A expressão surge justamente dessa combinação entre grandes conquistas que parecem inacessíveis e uma oferta constante de pequenos prazeres que ainda cabem no orçamento.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
Tangerina: produtores apostam no clima frio e na tecnologia para colher mais tarde A colheita de tangerina poncan em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo, acontece em momentos diferentes entre as propriedades que cultivam o produto. Enquanto parte dos agricultores encerra a colheita em julho, safra padrão do fruto, outros produtores unem tecnologia e adaptações ao clima de altitude para começar a colheita mais tarde. Por conta dessa estratégia, a tangerina acaba sendo colhida praticamente durante todo o ano no estado: no período normal de safra e até nos meses que, teoricamente, seriam de entressafra. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O município de Domingos Martins é o principal polo produtor de tangerina do estado. No ano passado, a região registrou uma produção de quase 15 mil toneladas, o que representa metade de toda a safra capixaba de tangerina poncan, segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado (Seag). Para os produtores, retardar a colheita é o caminho para suprir a falta de trabalhadores locais e obter melhor remuneração pelo produto no mercado. Diferença térmica dita o ritmo da colheita de tangerina poncan em Domingos Martins, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Mecanização ajuda a suprir escassez de mão de obra O uso de maquinário moderno e novos equipamentos tem sido uma das alternativas para mitigar a falta de trabalhadores temporários na região do distrito de Aracê. Além do auxílio tecnológico, os produtores locais contam com sistemas de ajuda mútua entre vizinhos e amigos, prática conhecida como "camisada". Na propriedade do agricultor Sandro Salvador, que possui uma área de 4 hectares com 3.000 plantas, a colheita da poncan começou em julho. Ele estima colher entre 3.000 e 4.000 caixas nesta safra. Para dar conta do manejo, Sandro substituiu a pulverização foliar manual por um pulverizador acoplado ao trator, conhecido na região como "jatão". "Coisa que a gente gastava três a quatro dias, hoje estou gastando nem meio dia, eu consigo fazer. Antigamente, a gente tinha que carregar em cima do trator uma bombinha manual no caso e com a mangueira. Você fica arrastando aqui atrás dias e dias para lá e para cá". Sandro Salvador substituiu a pulverização foliar manual por um pulverizador acoplado ao trator para ampliar colheita Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM: Pimenta-do-reino na cocada? Doce de sabor inusitado vira fonte de renda para produtores Curral eclético: vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente no ES: 'Largo o meu para ajudar o outro' De acordo com especialistas, a agilidade na pulverização e nutrição foliar é essencial para proteger a lavoura de pragas. Em março, por exemplo, o excesso de chuvas dificultou o tráfego manual nas plantações, gerando queda de frutos antes que o controle pudesse ser feito. Altitude e clima frio atrasam colheita nas montanhas O calendário da colheita em Domingos Martins é diretamente determinado pela altitude das propriedades, que variam de 700 a mais de 1.000 metros. Essa diversidade geográfica gera uma grande amplitude térmica no distrito de Aracê. Segundo técnicos agrícolas, quanto maior a altitude e mais frio o clima, mais lenta se torna a atividade fisiológica da planta. Esse fator prolonga o desenvolvimento da tangerina, mantendo o fruto preso ao pé de forma saudável por mais tempo. A diferença térmica dita o ritmo da colheita. Nas propriedades localizadas nas partes mais baixas, a colheita começou ainda no final de maio. Já nas lavouras situadas acima de 1.000 metros de altitude, o processo de colheita tem início apenas em meados de agosto. No entanto, a extensão da safra até o fim do mês depende do clima: o tempo seco e quente ajuda a esticar o prazo, enquanto a ocorrência de chuvas pode forçar uma colheita antecipada para evitar o apodrecimento das frutas. Foco na entressafra: colheita em setembro garante preço maior Produtores de tangerina poncan unem altitude e tecnologia para ter colheita o ano todo em Domingos Martins Reprodução/TV Gazeta No limite entre Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, a mais de 1.000 metros de altitude, a colheita do produtor José Rubens está apenas começando em agosto. Para reter os frutos no pé com qualidade, ele realiza um monitoramento rigoroso contra a mosca-da-fruta — um dos principais problemas do pomar — instalando armadilhas de feromônio ao redor da plantação. "Esse monitoramento é muito importante para que você saiba o que está acontecendo dentro do seu pomar. Se tem uma quantidade de mosca da fruta que você vê que tem que fazer algum procedimento, aí você coloca ou um fungicida ou um inseticida de acordo com a necessidade", explicou José Rubens. Após colhida, a poncan é submetida a uma triagem de classificação para atender a diferentes perfis de compradores. As frutas são organizadas em Padrão 1, Padrão 2, Poncan Mista (médias a grandes) e separadas de acordo com as dimensões (graúda em uma caixa, média-pequena em outra). A principal estratégia comercial de José Rubens, contudo, baseia-se em árvores antigas que ele identificou em sua lavoura após anos de observação. Estas plantas possuem características genéticas naturais que atrasam a maturação e seguram os frutos nos galhos mesmo após o término geral da safra na região. "São variedades que conseguem chegar com a maturação a partir de setembro, quando a maioria dos produtores já não tem mais a poncan. E é um período em que ela pega um preço muito superior ao de hoje", conclui o produtor. Produtores de tangerina poncan unem altitude e tecnologia para ter colheita o ano todo em Domingos Martins Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Mudanças climáticas: um dos maiores desafios é de onde vai sair o dinheiro para ajudar a proteger florestas e reduzir a poluição Jornal Nacional/ Reprodução Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares (cerca de R$ 4,6 mil) por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. "A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas", escreveram os pesquisadores. Agora no g1 Como as mudanças climáticas afetam a renda Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares? "Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível", afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas. Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. "Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez", disse Lemoine à DW. Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. "À medida que os custos [dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho] aumentam", disse Lemoine, "isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua". Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho. O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha. Pressão sobre problemas econômicos já existentes Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica. Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos (cerca de R$ 80 mil) por pessoa em 2024. "Os danos já foram bastante severos", disse Neal à DW, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam "preços mais baixos para os alimentos" e "menos pobreza". O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental. Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também "agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões", o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza. Foto mostra a Rodovia 89 com árvores queimadas de um lado e árvores não queimadas do outro no local do incêndio Dixie, um incêndio florestal perto da cidade de Greenville, no estado da Califórnia, EUA, em 7 de agosto de 2021 REUTERS/Fred Greaves A adaptação climática pode limitar os custos? "A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata", afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima. Ao se referir a "investimentos defensivos contra as mudanças climáticas", como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que "se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas". No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro. As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros (R$ 1,06 trilhão), valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento do sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo. Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão "cara por si só" que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando "todos os lugares" estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele. Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. "Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade", concluiu Jotzo.

Computador, digitação, laptop, notebook, trabalho, internet CDC/ Amanda Mills Para Y.M., um japonês de pouco mais de 20 anos, o primeiro emprego após a universidade, numa empresa de vendas do setor imobiliário, se transformou em um teste diário de resistência. Entre os colegas, era ele quem costumava ser alvo de gritos e reprimendas. Segundo relato publicado no site da consultoria trabalhista e de recursos humanos Leadbrain, sediada em Tóquio, Y.M. procurava uma forma discreta de deixar o emprego. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Preocupado com a opinião dos colegas, relutante em preocupar os pais e decidido a evitar conflitos no ambiente de trabalho, ele recorreu ao celular para buscar uma alternativa: um serviço terceirizado de demissão, que comunica o desligamento ao empregador em nome do funcionário. No Japão, desaparecer do trabalho sem aviso prévio é conhecido como bakkure, prática que guarda certa semelhança com o chamado "ghosting" nos relacionamentos. Agora no g1 Em muitos países, abandonar um emprego sem comunicação é visto como uma atitude irresponsável. Dentro da lógica das interações sociais japonesas, porém, desaparecer pode ser uma forma de evitar confrontos e preservar a harmonia, ao menos na aparência. Pagar para ir embora A procura por empresas que intermedeiam pedidos de demissão está em alta. A Albatross, uma das principais companhias do setor, auxilia cerca de 450 pessoas por mês a deixar seus empregos sem contato direto com os superiores. O serviço custa aproximadamente 120 euros (cerca de R$ 713) para trabalhadores em tempo integral. A maioria dos clientes é formada por jovens profissionais dos setores de serviços e manufatura. O processo pode ser concluído em até 15 minutos. "As razões que levam as pessoas a pedir que nos encarreguemos da demissão vão de violência física a assédio sexual", afirmou Yuka Hamada, diretora-executiva da Albatross. "São pessoas vulneráveis e que não se sentem capazes de pedir demissão por conta própria." Uma pesquisa da consultoria Shikigaku com trabalhadores japoneses de 20 a 49 anos mostrou que cerca de um terço dos entrevistados relatou ter sofrido algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. Harmonia acima de tudo A cultura corporativa tradicional japonesa ganhou forma durante o período de crescimento econômico do pós-guerra e está fortemente associada ao conceito de emprego vitalício. Nesse contexto, a lealdade à empresa é tratada como uma virtude central, e muitos gestores interpretam pedidos de demissão como uma afronta pessoal. Por isso, diversos jovens trabalhadores hesitam em comunicar sua saída diretamente. "Anunciar a intenção de pedir demissão pode parecer não apenas o encerramento de um contrato, mas também uma forma de decepcionar pessoas ou trair expectativas que se buscou atender durante anos", afirmou Hiroki Nakamori, professor associado da Escola de Pós-Graduação em Estudos de Design Social da Universidade Rikkyo. Segundo Hiroshi Ono, professor de gestão de recursos humanos da Escola de Negócios da Universidade Hitotsubashi, o Japão é uma sociedade pouco inclinada ao confronto, onde se espera que os indivíduos se adaptem aos compromissos assumidos com a empresa e sua cultura organizacional. "Quem perturba a harmonia não costuma ser bem-visto. Por isso, alguém que está saindo pode sentir que o melhor é simplesmente desaparecer sem causar alarde", disse Ono. "Agir coletivamente e em harmonia é considerado um sinal de força", acrescentou. Essa tendência a evitar conflitos tem raízes profundas na sociedade japonesa. A Constituição dos Dezessete Artigos, compilada no início do século 7 e considerada um importante marco do pensamento político do Japão antigo, já defendia que a harmonia deveria ser priorizada e as disputas evitadas. Desaparecer sem deixar de ser educado Mas até mesmo abandonar um emprego pode ser feito de maneira considerada cortês. "Os clientes podem não se despedir nem agradecer diretamente à empresa. Nesses casos, a agência pode transmitir essas mensagens em seu nome", afirmou Hamada. Trata-se de um dos paradoxos da cultura corporativa japonesa. Mesmo ao optar por desaparecer, muitos funcionários sentem a obrigação de seguir o princípio do meiwaku, que valoriza a redução de transtornos para os outros e a preservação da ordem coletiva. Essa preocupação também se estende aos pertences deixados no local de trabalho. "Mesmo quando o cliente pretende desaparecer completamente, orientamos que esvazie sua mesa antes de sair", disse Hamada.

As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, regime simplificado de tributação, têm até o fim de setembro para escolher entre o sistema "híbrido" de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo ou a permanência no modelo tradicional — conhecido como Simples "puro". A necessidade de opção foi definida pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), que publicou resolução estabelecendo que a escolha feita até o fim desse mês terá validade para o primeiro semestre de 2027. A escolha decorre da reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023. Se o empresário fizer a opção pelo regime híbrido em setembro e se arrepender, a decisão poderá ser revista depois que a alíquota da CBS for definida pelo Senado, diz a Receita Federal. Em março do ano que vem, o prazo de escolha será aberto novamente para as empresas do Simples, desta vez com validade para as vendas do segundo semestre do próximo ano. ➡️Dados da Receita Federal indicam que o Simples Nacional concentrava 7,35 milhões de empresas, sem contar MEIs e nanoempreendedores, no fim de 2025, o equivalente a 28,6% do total de empresas ativas no país Agora no g1 "Setembro será um mês fundamental para as empresas. Não estamos falando apenas de uma escolha burocrática ou de uma simples adesão a um regime. A empresa precisa analisar antecipadamente qual modelo pode ser mais adequado, considerando os impactos tributários e comerciais da reforma tributária. Deixar essa avaliação para os últimos dias pode aumentar muito o risco de uma decisão equivocada”, avaliou Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade. Lula sanciona texto que regulamenta a reforma tributária Ricardo Stuckert / PR Entenda Sistema híbrido: ao optar por esse modelo, a empresa permanece no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a recolher a CBS e o IBS, os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma tributária. Com isso, pode aproveitar créditos desses tributos sobre suas compras e também transferir créditos para empresas que adquirirem seus produtos ou serviços. Por exemplo: se a alíquota do IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá R$ 20 de imposto. Ao longo da cadeia produtiva, as empresas poderão descontar créditos relativos aos tributos pagos nas etapas anteriores, de modo que a tributação recaia apenas sobre o valor agregado em cada fase. 🔎 A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é o tributo federal criado pela reforma tributária para substituir impostos como PIS e Cofins. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será compartilhado por estados e municípios e vai substituir tributos como ICMS e ISS. Juntos, CBS e IBS formarão o novo sistema de tributação sobre o consumo no país. Sistema puro: a empresa permanece no regime tradicional do Simples, em que, em regra, não aproveita créditos dos tributos incidentes nas etapas anteriores da cadeia produtiva nem transfere créditos tributários a seus clientes na venda de bens ou serviços. g1 em 1 minuto: Empresas têm até setembro para escolher como pagar o Simples Nacional 2027 Vantagens e desvantagens do novo regime Analistas ouvidos pelo g1 avaliaram que as regras criadas na reforma tributária, com o uso dos chamados créditos tributários por quem optar pelo novo regime, tendem a trazer desafios para esses empreendedores, tais como: necessidade de uma melhor organização da contabilidade, pois será necessário um detalhamento maior nas notas fiscais; atenção à cadeia de fornecimento, pois impostos não pagos em cadeias anteriores não poderão ser abatidos; impossibilidade de atrasar o recolhimento dos impostos, no caso de pagamentos eletrônicos, por conta do chamado "split payment", que será obrigatório a partir de 2028. De acordo com Rodrigo Totino, advogado especializado em Direito Tributário e sócio gestor da MBT Advogados Associados, o empresário não deverá olhar apenas para a alíquota do futuro imposto, mas sim para a cadeia na qual está inserido para tomar sua decisão. Para ele, a atividade, a estrutura de custos e o perfil dos clientes precisam entrar na conta. ➡️Para as empresas que estão no "meio da cadeia produtiva", ou seja, que compram e vendem de outras empresas, pode ser mais vantajoso optar pelo regime "híbrido" — que gera créditos tributários para seus compradores. Nesse caso, as compradoras poderão aproveitar os créditos gerados no sistema não cumulativo. ➡️Já as empresas que estão no "final da cadeia", isto é, que vendem diretamente para o consumidor final, tendem a ter mais benefícios permanecendo no Simples "puro", que não gera créditos. "Para empresas do Simples que vendem predominantemente para outras empresas, minha orientação é optar pelo regime regular do IBS e da CBS [sistema híbrido] dentro do prazo de setembro e aproveitar o período posterior para realizar os cálculos com informações mais completas. Como a opção poderá ser cancelada até 30 de novembro, haverá espaço para comparar créditos, débitos, carga tributária e impacto nos preços antes da decisão definitiva para 2027", avaliou Rodrigo Totino, da MBT Advogados Associados. ➡️Ele observou, porém, que a escolha pelo "sistema híbrido" acrescenta complexidade à operação diária. "Será preciso acompanhar créditos, débitos, fornecedores, clientes, custos e formação de preços'", explicou. 👉🏽 Em entrevista ao g1, o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, Juliano Neves, informou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final. Nesse caso, segundo ele, não é necessário optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente. Aí talvez faça sentido para ela sair do Simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", explicou Juliano Neves, da Receita. MEI e nanoempreendedor A Receita Federal informou que nada muda para o microempreendedor individual, que têm limite anual de faturamento de até R$ 81 mil, e para o chamado "nanoempreendedor" — cuja receita, por ano, não pode superar R$ 40,5 mil. ➡️Eles não poderão transferir créditos, ficando, deste modo, no Simples "puro". "O MEI, ele vai pagar um valor fixo de CBS e IBS e o MEI, ele não transfere crédito para frente. Então o MEI não entra nessa [regime híbrido]", disse Juliano Neves, da Receita Federal. Ato conjunto da Receita e do Comitê Gestor do IBS (tributo sobre o consumo dos estados e municípios) diz, ainda, que os nanoempreendedores não precisa mais se inscrever no CNPJ e nem emitir a nota fiscal eletrônica até o final de 2028. ➡️A Receita Federal esclareceu, também, que nada muda para o consumidor final com a reforma tributária. "O consumidor final, ele nunca sequer vai ver diferença na vida dele se tem 'split' ou não tem 'split'. Nem hoje, nem amanhã, nem em 2035. Porque para pessoa que está fazendo a compra final, pra ele é irrelevante se por trás tem um 'split' ou não", concluiu Neves, do Fisco.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.060 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 28 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (20), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (19), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Petrobras quer perfurar mais 3 poços no Amapá A Petrobras informou neste sábado (19) que seu Conselho de Administração aprovou a participação da empresa em um novo programa de subvenção do governo para produtores de óleo diesel. O benefício é de R$ 1 por litro e terá validade de 30 dias. A nova subvenção poderá ser prorrogada por mais 30 dias e será cumulativa com o benefício de R$ 1,12 por litro que já está em vigor. Com isso, as duas subvenções somam R$ 2,12 por litro. No início desta semana, a Petrobras anunciou um aumento médio de R$ 1 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. Ao mesmo tempo, a empresa concedeu um desconto de R$ 1 por litro. Na prática, as duas medidas fizeram com que os preços cobrados pela Petrobras às distribuidoras permanecessem inalterados. Subvenção à gasolina Em outro comunicado, a Petrobras informou que recebeu R$ 448 milhões em pagamentos de um programa de subvenção à gasolina. O valor é referente às vendas realizadas entre 16 e 31 de julho. Segundo a empresa, o total acumulado das subvenções para diesel, gasolina e GLP chegou a R$ 9,9 bilhões. Desde o início da guerra no Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado amenizar os efeitos da alta dos preços do petróleo antes das eleições presidenciais de outubro. *Com informações da Reuters. Petrobras Foto Divulgação

IPCA: café acumula queda de quase 17% nos últimos 12 meses "O café simplesmente não tem muito efeito sobre mim", diz Emily, de 20 anos, ao sair de um café no centro de Londres no fim da tarde. "Normalmente tomo duas xícaras por dia e talvez uma bebida energética também. E aí posso beber Coca-Cola a noite toda e me sentir perfeitamente bem." Todos nós temos uma amiga como a Emily. Aquela que consegue tomar um café expresso duplo ou até mesmo um energético à noite e ainda assim pegar no sono uma hora depois. Para muitas pessoas, no entanto, os efeitos da cafeína podem persistir por muito mais tempo. Então, por que algumas pessoas conseguem tomar café antes de dormir e dormir como bebês, enquanto outras ficam acordadas olhando para o teto? O que é exatamente a cafeína? A cafeína é, de longe, a substância psicoativa mais consumida do mundo. Mais de dois bilhões de xícaras de café são consumidas todos os dias, e isso antes mesmo de começarmos a falar de refrigerantes, bebidas energéticas, além de chocolates, chicletes e suplementos esportivos, que também contêm a substância química. Ela pode nos fazer sentir mais alertas, melhorar a concentração e afastar o cansaço. Em excesso, pode causar dores de cabeça, nervosismo, aceleração dos batimentos cardíacos e noites mal dormidas. Segundo especialistas, a cafeína não fornece energia extra ao corpo, mas ajuda a mascarar o cansaço. Ela faz isso bloqueando a ação da adenosina, uma substância química que se acumula no cérebro ao longo do dia e nos faz sentir sono. Por que isso afeta as pessoas de maneiras diferentes? Um fator crucial é o tempo que a cafeína permanece no organismo. Após beber uma xícara de café, ele é absorvido pela corrente sanguínea, chegando rapidamente ao cérebro. Durante todo esse tempo, o café também está sendo decomposto – ou metabolizado – por uma enzima no fígado e, em seguida, eliminado na urina. Esse processo de limpeza pode levar de seis a 20 horas, dependendo da pessoa, afirma Marilyn Cornelis, professora associada de nutrição da Universidade Northwestern, em Chicago. "É possível tomar a primeira xícara de café e talvez não sentir os efeitos", diz ela. "Mas duas ou três horas depois, a cafeína ainda está presente no organismo e, se você tomar uma segunda xícara, isso pode ser o suficiente para desequilibrar a balança e você começar a se sentir um pouco ansioso." A rapidez com que o fígado processa a cafeína depende de um único gene – conhecido como CYP1A2. Curiosamente, isso pode ser influenciado, pelo menos em certa medida, pela sua ancestralidade. Um estudo publicado este ano constatou que europeus e sul-americanos tendem, em média, a metabolizar a cafeína mais rapidamente. Que outros fatores estão em jogo? Seu DNA está longe de ser toda a história. Fumar, mas provavelmente não os cigarros eletrônicos, parece estimular o fígado a metabolizar a cafeína muito mais rapidamente, acelerando o processo em até 65%. Isso pode ajudar a explicar por que os fumantes tendem a beber mais café e por que as pessoas que param de fumar podem, de repente, achar que sua xícara de café habitual parece muito mais forte do que antes. Alguns antibióticos, pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos prescritos podem ter o efeito oposto, permitindo que a cafeína permaneça retida no corpo por mais tempo e prolongando seus efeitos. Isso também acontece durante a gravidez, quando as alterações hormonais suprimem a enzima hepática que metaboliza a cafeína. Depois, surge a questão da tolerância. Quem bebe café regularmente torna-se menos sensível à cafeína à medida que o corpo se adapta à presença da substância. Se você ficar sem a bebida por algumas semanas, essas adaptações no cérebro começam a se reverter, o que significa que o primeiro café após a recaída pode fazer você se sentir excepcionalmente agitado ou nervoso. O que recomendam os especialistas? Pesquisadores do sono costumam recomendar evitar cafeína por pelo menos seis horas antes de dormir. Lindsay Browning, psicóloga e especialista em sono, afirma que as evidências sugerem que a cafeína pode não apenas impedir que você adormeça, mas também afetar a qualidade do sono. "Costumo sugerir às pessoas que evitem a cafeína depois de cerca das 14h se forem dormir por volta das 22h", diz ela. "Mas uma regra rígida e inflexível não é útil, porque não leva em consideração as complexidades e a individualização do que realmente está acontecendo." O NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) aconselha as mulheres grávidas a manterem a ingestão de cafeína abaixo de 200 mg por dia, o equivalente a cerca de duas xícaras de café coado, pois estudos associaram o consumo excessivo de cafeína a baixo peso ao nascer e outras complicações. Para outros adultos, a mensagem principal é a moderação, já que a sensibilidade à cafeína varia muito de pessoa para pessoa. "A cafeína é relativamente segura", afirma Peter Rogers, professor emérito de nutrição da Universidade de Bristol. "Se você consumir uma grande quantidade, começará a se sentir agitado e indisposto, e perceberá: 'Preciso parar com isso, não adianta tomar mais'." As overdoses de cafeína são muito raras e os envenenamentos graves quase sempre envolvem produtos com alta concentração de cafeína, onde vários gramas podem ser ingeridos em questão de minutos. Para os amantes de café, a boa notícia é que, na verdade, esse hábito matinal regular (embora caro) está associado a melhores resultados de saúde. Embora os pesquisadores não possam provar que o café seja o único motivo, décadas de estudos sugerem que as pessoas que o consomem com moderação tendem a ter menor risco de diversas doenças graves e podem até viver um pouco mais do que as não consumidoras. Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café reprodução
Trump diz que termo 'inteligência artificial' não é bom e cria enquete para mudar nome da tecnologia

Trump diz que estão armando "uma conspiração doentia" contra a IA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre inteligência artificial em sua rede social, a Truth Social. Desta vez, ele propôs mudar o nome da tecnologia e criou uma enquete para que seus seguidores escolham uma nova opção. Trump, porém, não explicou como a alteração seria feita nem se o setor de IA concorda com a possível mudança. Segundo ele, o termo "inteligência artificial" não é bom e é "pouco eloquente". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na enquete, Trump apresentou três opções: Inteligência Superior (IS), Inteligência Extrema (IE) ou Inteligência Suprema (IS). Post de Trump sobre mudar o nome da inteligência artificial. Reprodução "Muitas pessoas acham que as palavras 'Inteligência Artificial' são imprecisas e muito pouco eloquentes em relação à IA, ou Inteligência Artificial", disse o republicano. "Esta é uma enquete, e eu agradeceria que todos votassem! Qual é o melhor nome para essa 'Revolução' em constante crescimento?", completou. 🔎 A Inteligência artificial existe há pelo menos 80 anos. Ela é um conjunto de soluções que, por meio de computadores e máquinas, realiza diversas funções avançadas, podendo analisar dados, entregar previsões, recomendações, traduzir e criar coisas. Mais tarde, Trump fez uma nova publicação dizendo que está criando uma "Força de IA" para supervisionar a regulamentação da tecnologia e que nomeará um "czar" da IA em breve. Ele, porém, não detalhou quem ocupará o cargo. Trump compara preocupações sobre IA com mudanças climáticas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em comício no dia 21 de agosto de 2026 REUTERS/Evan Vucci Trump vem comparando os riscos da IA às previsões sobre as mudanças climáticas e classificou as duas questões como uma "farsa". Em uma publicação recente, ele afirmou que as pessoas que alertam que a IA pode destruir o mundo e que a construção de data centers é prejudicial às comunidades são as mesmas que, no passado, diziam que o planeta seria "extinto" pelas mudanças climáticas. "Essa farsa nunca funcionou para eles, e agora estão passando para a próxima", escreveu Trump. O presidente também afirmou que essas pessoas seriam "revolucionários", mas estariam defendendo uma "causa ruim e maligna". A publicação ocorre em meio ao aumento dos alertas sobre os riscos do avanço acelerado da IA. No fim de semana passado, dois pesquisadores ligados à Anthropic disseram que o desenvolvimento rápido da tecnologia pode, em um futuro não muito distante, levar à extinção da humanidade. O estopim foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. "Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA". O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), rejeitou a ideia. Para ele, as regras do próprio mercado e o risco de processos na Justiça são as melhores proteções contra os perigos dessa tecnologia. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O CEO da Nvidia, Jensen Huang, disse que discorda da ideia de que a inteligência artificial (IA) vai destruir a humanidade. Segundo ele, há "0% de chance" de a tecnologia acabar com o mundo até 2030. A declaração foi dada em entrevista ao canal de TV norte-americano CBS News. Alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Huang minimizou as preocupações sobre o desenvolvimento responsável da IA e disse concordar com o presidente, que vem defendendo que a tecnologia continue avançando. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Independentemente de como isso for caracterizado, a IA não será a responsável pelo fim do mundo até 2030. Há 0% de chance de isso acontecer", disse o executivo. Casos recentes em que sistemas de IA saíram do controle e chegaram a invadir sites mostram o desafio de estabelecer limites para a tecnologia. Agora no g1 A repercussão desses episódios nos últimos dias chegou aos executivos de grandes empresas de IA. Alguns deles chegaram a defender uma pausa no avanço das tecnologias para tornar seu desenvolvimento mais seguro. O estopim foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. "Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA", escreveu. O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI, e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), rejeitou os pedidos para pausar ou desacelerar o avanço da IA. Para ele, as regras do próprio mercado e o risco de processos na Justiça são as melhores proteções contra os perigos dessa tecnologia. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar

Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O modelo de inteligência artificial (IA) voltado para consumidores da Google, o Gemini, invadiu múltiplos sistemas ao adivinhar credenciais de login durante testes de suas capacidades de segurança cibernética, informou a empresa nesta sexta-feira (18/09). Este é o mais recente de uma série de incidentes de segurança envolvendo IAs que agem de forma autônoma, aumentando as preocupações sobre a segurança dessa tecnologia. Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores A gigante da internet é a quarta desenvolvedora de IA cujos programas demonstraram esse tipo de comportamento, depois da OpenAI, Anthropic e Meta. A Google só tornou os incidentes públicos, ocorridos em maio e descobertos pela empresa em julho, após um questionamento do diário The Wall Street Journal. O que se sabe sobre o incidente Segundo a reportagem do WSJ, houve três casos em que o Gemini se infiltrou nos sistemas de computador de outras empresas, cujos nomes não foram divulgados. Em um dos casos, a IA adivinhou senhas para acessar um sistema protegido. Nos outros dois, encontrou credenciais de login em um banco de dados. "Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou credenciais para acessar sites que acreditava fazerem parte do teste", afirmou Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, em comunicado enviado à agência de notícias AFP. "Em todos os três casos, o modelo interrompeu a ação", disse Adkins. "Garantimos que as três organizações fossem informadas e trabalhamos com nosso parceiro de treinamento nas mudanças que agora foram implementadas em seus processos de teste." Empresa do ChatGPT admite casos em que inteligência artificial agiu por conta própria Agentes autônomos de IA representam riscos Incidentes semelhantes já haviam sido relatados anteriormente pela Meta, Anthropic e OpenAI. Esses episódios levantaram questionamentos sobre quais salvaguardas são necessárias, à medida que agentes de IA se tornam mais autônomos e passam a ter acesso à internet e a sistemas computacionais. Um modelo de IA desenvolvido pela OpenAI, criadora do ChatGPT, escapou de um ambiente seguro durante um teste em julho e, inesperadamente, invadiu os sistemas de outra empresa de IA, a Hugging Face. Isso levou a rival Anthropic a revisar seus próprios testes, durante os quais vieram à tona incidentes adicionais. Posteriormente, a Meta admitiu que uma de suas IAs havia invadido os sistemas de outra empresa devido a uma configuração incorreta em um parceiro responsável pelos testes. Neste mês, Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Em uma publicação em blog, ele expressou preocupação de que um conjunto de sistemas autônomos de software, ou agentes de IA, possa assumir o controle de grande parte da internet dentro de seis a doze meses, causando prejuízos de bilhões de dólares.

Em uma era de instabilidade geopolítica, cada vez mais países desejam ter acesso facilitado às suas reservas de ouro CFOTO/picture alliance Fort Knox, o complexo fortificado no estado do Kentucky onde está armazenada cerca de metade das reservas de ouro do governo dos Estados Unidos, chega a ser um sinônimo de segurança extrema por sua inviolabilidade e estrutura imponente. Mas nem mesmo esse ícone americano tem segurado a debandada de ouro do país, alimentada por uma desconfiança crescente no governo de Donald Trump. A decisão do banco central da Holanda de transferir recentemente cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres evidenciou as crescentes preocupações de alguns governos com o armazenamento de ativos estratégicos nos EUA e com a possibilidade de acessá-los rapidamente em uma crise. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O banco central holandês (DNB) citou a "instabilidade geopolítica" e afirmou que distribuir suas reservas de ouro entre diferentes jurisdições aumentaria sua "preparação para crises". Mas o país não é o único nesse movimento. A França também retirou sua reserva remanescente em ouro do Federal Reserve de Nova York entre julho de 2025 e janeiro de 2026, embora o presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, tenha afirmado à época que a decisão não teve motivação política. O governo holandês transferiu seu ouro para o Banco da Inglaterra (na foto) Peter Nicholls/REUTERS Vários políticos da Alemanha e da Itália, que possuem respectivamente a segunda e a terceira maiores reservas de ouro do mundo, defenderam que o ouro de seus países também seja retirado dos EUA. Eles alegam preocupações com a imprevisibilidade das políticas do governo americano e sua crescente hostilidade em relação à União Europeia, incluindo ameaças de anexar parte da Groenlândia. A corrida do ouro Segundo Sebastien Tillett, analista da Oxford Economics, a apreensão direta de ativos é um "risco extremamente remoto" para os bancos centrais europeus. No entanto, acrescentou, há preocupações crescentes com a facilidade de acesso aos ativos em uma era de incerteza geopolítica. "A preocupação mais relevante é que ativos mantidos em outra jurisdição possam se tornar temporariamente inacessíveis em um cenário extremo de sanções, disputas legais ou tensões geopolíticas", afirmou. Agora no g1 De modo geral, segundo Krishnan Gopaul, do Conselho Mundial do Ouro, os bancos centrais ao redor do mundo vêm comprando mais ouro desde a crise financeira global de 2008 e estão cada vez mais atentos a onde e como armazenam suas reservas. Como resultado, os preços do ouro atingiram níveis recordes. Uma pesquisa recente do Conselho Mundial do Ouro constatou que os bancos centrais acumularam, em média, 1.000 toneladas de ouro nos últimos quatro anos, acima da média de 500 toneladas observada na década anterior. Segundo Gopaul, como a crise financeira global de 2008 foi seguida pela crise da dívida soberana da zona do euro e depois por uma série de crises políticas, uma pandemia e um período prolongado de conflitos e instabilidade geopolítica, o ouro passou a ganhar ainda mais destaque como ativo de proteção. "Ao longo das últimas duas décadas, surgiram dúvidas e preocupações em torno do sistema financeiro global e do cenário geopolítico sob diferentes formas", disse. As decisões da Holanda e da França de transferirem suas reservas de ouro dos Estados Unidos para a Europa ressaltam a nova atenção dada ao local exato onde o metal está armazenado, para que ele possa ser utilizado de forma rápida e fácil em caso de uma nova crise. Processo complexo Bancos centrais, governos e fundos soberanos mantêm ouro físico em diferentes localidades. Transferi-lo pode ser extremamente complexo, arriscado e caro, enquanto a facilidade para vendê-lo ou trocá-lo por moedas e outros ativos depende de sua localização. "Os bancos centrais estão prestando mais atenção ao local onde mantêm suas reservas, assim como aos ativos que possuem, principalmente para maximizar a resiliência e a flexibilidade dessas reservas", disse Tillett. Gopaul afirmou que a gestão de reservas tornou-se "incrivelmente importante" e que, embora pareça natural concentrar-se nos possíveis riscos associados a uma determinada jurisdição, como os EUA, parte da lógica dessas decisões é garantir que o ouro esteja o mais próximo possível de casa e em um centro financeiro com alta liquidez. Ele destaca o fato de que o banco central holandês transferiu suas reservas para Londres, e não para a Holanda, porque o Reino Unido é "um dos centros de negociação mais líquidos do mercado de ouro". "A ideia é que, em caso de crise, em períodos de estresse, esse ouro possa ser mobilizado", afirmou. "Londres é praticamente o coração do mercado de ouro. Há tanta atividade ali e o mercado é tão líquido que, em uma crise, é lá que você deseja ter o seu ouro." O Banco da Inglaterra é um dos principais detentores e custodiante de ouro do mundo. Estima-se que mantenha cerca de 400 mil barras de ouro, avaliadas em aproximadamente 270 bilhões de dólares (cerca de R$ 1,3 trilhão). A questão americana Embora transferir ouro para um local como Londres tenha seus próprios atrativos para entidades europeias, é evidente que as dúvidas sobre a confiabilidade dos EUA na era Trump e sobre o sistema financeiro americano como um todo estão influenciando essas decisões. Na semana passada, o gestor do gigantesco fundo soberano da Noruega, avaliado em 2,3 trilhões de dólares (R$ 11,7 trilhões), afirmou que o fundo precisa reduzir significativamente sua exposição aos títulos do Tesouro americano. A decisão parece ser motivada por preocupações com o mercado de títulos públicos dos EUA, onde a inflação elevada e o aumento da dívida governamental vêm pressionando os custos de financiamento e assustando investidores. Tillett afirmou que o ouro continua sensível às decisões do Federal Reserve e que a preocupação generalizada com os mercados financeiros americanos tem levado detentores do metal a considerar a transferência de seus ativos. Além dessas preocupações específicas com os mercados financeiros, a retórica de Trump sobre a Groenlândia e as contínuas ameaças veladas à União Europeia reforçaram os motivos para que instituições europeias redistribuam seus ativos. Ainda assim, os Estados Unidos, e especialmente o Federal Reserve de Nova York, em Manhattan, continuam sendo um importante custodiante de boa parte do ouro europeu, em particular o da Alemanha. Embora o Banco Central alemão tenha transferido cerca de 300 toneladas de ouro dos Estados Unidos para a Alemanha entre 2013 e 2017, ainda mantém bem mais de 1.000 toneladas em território americano. No ano passado, o banco declarou em comunicado: "Não temos qualquer dúvida de que o Fed de Nova York é um parceiro confiável e seguro para a custódia de nossas reservas de ouro." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA O ChatGPT foi lançado em 2022. De lá para cá, a inteligência artificial evoluiu em um ritmo acelerado, quase sem freio. Casos recentes em que sistemas de IA saíram do controle e chegaram a invadir sites mostram o desafio de traçar limites. A repercussão nos últimos dias chegou aos executivos de grandes empresas de IA, que até defenderam uma pausa no avanço das tecnologias para tornar seu desenvolvimento mais seguro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estopim foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. "Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA". Afinal, quais são os riscos reais da inteligência artificial para a sociedade? Ela realmente pode se revoltar contra os humanos? Para responder a essas e outras dúvidas, o g1 ouviu especialistas em IA, que explicam a seguir quais são os principais riscos. Logo da OpenAI no celular. Dado Ruvic/Reuters A IA poderia ter vontade própria ou se revoltar contra os humanos? A IA não tem vontade própria, explica Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir de textos que já existem. "Tudo que parece comportamento estranho ou mentira é uma ideia emprestada da própria base de treinamento, ou seja, dos dados e informações usados para treinar a tecnologia", completa o especialista. Para Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, a IA não tem nenhum tipo de consciência e, por isso, não poderia se revoltar contra os humanos. "O que pode acontecer é que esses modelos estão, de fato, ficando cada vez maiores, resolvendo tarefas mais longas e complexas." Segundo Cortiz, a tecnologia pode tomar alguma decisão que vá contra nossos valores e princípios e, de certa forma, prejudicar a humanidade em determinados níveis de controle. Mas isso seria resultado de um fluxo de processamento, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar contra nós. Ainda assim, de acordo com Cortiz, as empresas vêm colocando cada vez mais salvaguardas e realizando controles de segurança para evitar problemas desse tipo. A IA poderá ter uma inteligência superior à dos humanos? Em memória, busca de padrões e geração de textos e imagens em escala, a IA já superou o desempenho humano há anos. "Isso já é fato registrado, não hipótese", enfatiza Edney Souza. "Em tarefa que não depende de emoção, ela vai continuar ficando superior em cada vez mais domínios, e isso é rápido". "Mesmo que você treine o modelo para levar emoções em consideração, isso não significa que ele passe a sentir. A tecnologia aprende a reconhecer e relacionar palavras ligadas a sentimentos em diferentes contextos", completa. Para Diogo Cortiz, a definição de inteligência é complexa e não tem uma única resposta. O que se vê hoje é uma tecnologia que evolui rapidamente, capaz de realizar tarefas cada vez mais longas e complexas, processar e combinar dados e escrever código em ritmo muito superior ao humano. O objetivo dos grandes laboratórios de tecnologia é alcançar a AGI (Inteligência Artificial Geral), definida como uma IA com capacidade intelectual igual ou superior à dos humanos, afirma Cortiz. Para ele, esse avanço pode levar a uma tecnologia ou até a uma nova espécie, como alguns chamam, com capacidades superiores às humanas em diversas áreas. A IA poderia sair do controle de seus criadores? Os especialistas dizem que sim, uma IA pode sair do controle de seus criadores, e já há casos desse tipo nos últimos meses. Mas eles reforçam que isso não significa que a tecnologia vá agir como o "Exterminador do Futuro". "Não é que a IA vai ganhar consciência, passar a ter desejos e prazeres e decidir acabar com a espécie. Os modelos estão maiores e mais complexos e, dentro do próprio processamento, podem não entender muito bem as regras de proteção que colocamos ou seguir por um caminho diferente, ignorando essas medidas de segurança", explica Diogo Cortiz. "O objetivo de um sistema de IA é dado pelo criador, e ela persegue esse objetivo. O tipo de controle que se perde não é sobre qual objetivo ela busca, mas sobre qual caminho ela percorre para chegar lá", analisa Edney. A IA poderia ser usada para causar danos em larga escala? Pode, e já é usada para isso. Um dos exemplos mais concretos está na área de defesa: drones autônomos e sistemas de enxame armado já saíram da fase de protótipo e entraram em produção industrial em escala, em uma corrida entre potências militares que já movimenta bilhões de dólares, lembra Edney. "A ONU discute uma convenção para regular armas autônomas letais e ainda não chegou a um consenso, o que significa que a corrida está andando mais rápido que a regra", diz. Para Cortiz, outro risco está no uso de IAs mais agênticas, especialmente as voltadas para programação. Esses sistemas são capazes de encontrar vulnerabilidades e podem ser usados para explorar falhas em sistemas críticos, como redes de energia elétrica, telecomunicações e sistemas de saúde. "Essa é uma das grandes preocupações. Então, quando a gente fala em danos em larga escala, temos um desafio enorme pela frente", analisa Cortiz. Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Carros seminovos caíram de preço mais do que o registrado na tabela Fipe Divulgação Como mostrou o g1 neste mês, o mercado de seminovos no Brasil tem sofrido com a enxurrada de carros chineses e as promoções dos carros zero km. Agora, os dados mostram que os preços efetivamente praticados no mercado de usados caem de forma mais acentuada do que indica a tabela Fipe, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Um levantamento da Auto Avaliar, feito com exclusividade para o g1, mostra que todos os 25 carros usados mais buscados do Brasil caíram de preço nos últimos 12 meses, em uma média de 10,2%. A Fipe mostra uma média de apenas 4%. Desvalorização no preço de venda ao consumidor em agosto 2026: Jeep Compass: -15,7% Jeep Renegade: -13,8% Chevrolet Tracker: -13,5% Ford Ranger: -11,8% Toyota Corolla Cross: -11,8% VW Nivus: -11,2% Fiat Pulse: -10,5% Toyota Hilux: -10,3% Chevrolet Onix: -10,1% Honda Civic: -10,1% Hyundai Creta: -10% Honda HR-V: -9,9% Nissan Kicks: -9,7% Fiat Strada: -9,6% VW T-Cross: -9,5% Toyota Corolla: -9,3% VW Polo: -9,3% Fiat Toro: -9,3% Honda City: -9,2% VW Virtus: -8,6% Hyundai HB20S: -8,5% Toyota Yaris: -7,9% Fiat Argo: -7,2% Hyundai HB20: -7% Renault Kwid: -6,8% 🔎 A Auto Avaliar é uma plataforma em que mais de 27 mil lojistas compram e vendem automóveis. Existem mais de 6 mil concessionárias cadastradas, o que corresponde a 85% do segmento. O levantamento de preços feito para o g1 cobre sete anos-modelo, de 2019 a 2025. A distribuição: 26% são carros de 0 a 2 anos, 29% de 3 a 4 anos e 45% de 5 a 7 anos. São 30 mil combinações de modelo/versão/ano/estado só nos 25 carros. 'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos Distorção da tabela O estudo da Auto Avaliar mostra que existe um atraso entre o que o mercado está praticando nas vendas e o que a tabela Fipe informa. Todos os 25 modelos têm esta distorção entre tabela e preço praticado na transação. Segundo J.R. Caporal, presidente da Auto Avaliar, esse fenômeno acontece porque a Fipe compila dados de anúncios e com certa defasagem de tempo. “O nosso banco de dados mostra o quanto o lojista pagou pelo carro e por quanto ele fechou a venda”, explica o executivo. Dessa maneira, explica Caporal, é possível ver de maneira imediata como o mercado se comporta na reacomodação dos preços. A tabela Fipe faz um levantamento somente de preços anunciados. No gráfico abaixo é possível perceber como a tabela Fipe registra queda nos preços, mas o valor de queda percentual mapeado pela Auto Avaliar é maior. Desvalorização de carros mais buscados Arte/g1 Segundo José Éverton Fernandes, presidente da Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), é preciso entender que a tabela Fipe demora a mostrar ajustes. “Na Fipe, a gente olha para um retrovisor. São dados de quatro semanas atrás e que provocam essa sensação de preços praticados fora da realidade”, explica. De acordo com Fernandes, os lojistas e o mercado estavam acostumados com uma demanda grande de clientes e pouca oferta de carros. Hoje, segundo o presidente da Fenauto, há uma reacomodação do mercado. Esse choque de realidade aparece quando se compara o preço anunciado pelo lojista e quanto realmente o cliente pagou para levar o carro para casa. Veja abaixo alguns exemplos. Diferença entre preço de anúncio e valor pago na venda. g1 Outro fenômeno que os dados mostram é como os 25 carros “queridinhos” do mercado de usados já não conseguem ser vendidos acima da tabela Fipe. Esse valor que ultrapassa o praticado no mercado é chamado de ágio. O ágio era até então um dos principais argumentos de compra desses modelos no mercado de zero km e também da valorização deles no mercado de usados. Com o recuo das tabelas praticadas nos automóveis novos, os preços dos seminovos passaram por um processo de ajuste proporcional. O presidente da Fenauto afirma que essa movimentação não representa um cenário de crise no setor automotivo, mas sim uma busca natural por equilíbrio entre a quantidade de veículos ofertados e a capacidade de compra do mercado. Fim do ágio na compra de seminovos g1 Analisando os números, é possível perceber que, em agosto de 2025, 1 em cada 3 seminovos “queridinhos” era vendido acima da Fipe. Já em agosto de 2026, o valor caiu para irrisórios 0,8%. A situação é ainda mais clara nos seminovos com menos de 2 anos. Nesse caso, mais de 67% dos carros em agosto de 2025 eram vendidos com ágio. Isso caiu em 2026 para só 2%. Esse é um movimento claro do comportamento dos clientes, que estão abrindo mão de carros seminovos com baixa quilometragem e procurando as promoções dos chineses e dos zero km. Com o preço certo O levantamento exclusivo do g1 mostra que os 25 queridinhos passam pouco tempo no estoque da loja. Essa métrica é importante, pois mostra o quanto um veículo é desejado e, por isso, sai logo do pátio da loja para a garagem do cliente. A média do mercado é de 18 dias e todos os 25 veículos estão abaixo da média. Veja o ranking de quantidade de dias que o carro passa no estoque (modelos de 2020 a 2026). VW Polo: 3 dias VW Virtus: 5 dias VW T-Cross: 5 dias Hyundai HB20: 6 dias Fiat Argo: 6 dias Chevrolet Tracker: 6 dias Chevrolet Onix: 6 dias Hyundai HB20S: 7 dias Fiat Strada: 7 dias Hyundai Creta: 8 dias Nissan Kicks: 9 dias Jeep Renegade: 9 dias VW Nivus: 10 dias Renault Kwid: 10 dias Jeep Compass: 11 dias Honda HR-V: 11 dias Honda Civic: 11 dias Fiat Pulse: 12 dias Toyota Hilux: 13 dias Fiat Toro: 13 dias Toyota Yaris: 15 dias Toyota Corolla: 15 dias Ford Ranger: 15 dias Honda City: 16 dias Toyota Corolla Cross: 18 dias * O cálculo usa uma mediana de dados da Auto Avaliar em setembro de 2026. Toyota Corolla Cross demora hoje, em média, 18 dias para sair do pátio da loja de seminovos. Rafael Leal/g1 Caporal ressalta que os veículos estocados há mais tempo foram comprados em um contexto de preços mais elevados. Diante disso, para girar o estoque e concretizar as vendas, os lojistas precisam realizar ajustes para baixo e absorver margens menores. “O lojista precisa entender que é o momento de vender ganhando menos e voltar ao mercado para comprar estoque no preço certo e buscar de novo a margem”, explica Caporal. Efeito China Queda é influenciada pela chegada de marcas chinesas e pelos descontos dados pelas fabricantes tradicionais. Crédito mais restrito também dificulta as negociações. Para a consultora Tereza Fernandez, a queda dos preços dos seminovos está se consolidando em 2026. A chegada de marcas chinesas e a redução de preços promovida pelas fabricantes tradicionais aumentaram a pressão sobre os veículos usados. Segundo Tereza, lojas que mantêm estoques elevados podem ter prejuízos com a desvalorização. O impacto, porém, depende da capacidade de cada vendedor de reduzir rapidamente os preços e limitar as perdas. A consultora não vê uma crise no segmento de lojas de carros usados. Para ela, o efeito da queda dependerá da velocidade da desvalorização, do tamanho da redução dos preços e da quantidade de veículos mantidos em estoque. “Lojas que têm estoques muito grandes podem enfrentar problemas mais sérios com a desvalorização.” A queda dos preços também afeta o consumidor que pretende trocar de carro. Quem vende um seminovo encontra valores menores na hora da venda, mas também pode comprar outro veículo usado por um preço mais baixo. Por isso, Tereza avalia que não deve haver uma mudança significativa nesse tipo de negociação. O principal impacto estaria na compra de um carro zero km, que passa a depender dos descontos oferecidos pelas montadoras. A consultora ressalta que não é possível generalizar o comportamento do mercado. Outro fator que dificulta as negociações é a inadimplência, que levou os bancos a adotar critérios mais rígidos e dificultou o acesso ao crédito. Para Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, a maior confiança do consumidor também ajuda a explicar a queda dos preços dos seminovos. Com mais confiança, parte dos clientes que antes comprava veículos usados passa a considerar a aquisição de um carro novo. Nesse cenário, os modelos chineses ganham espaço, segundo o consultor. “A maioria desses carros chineses já entrega eletrificação, tecnologia e um tempo de garantia que dá segurança ao cliente”, diz o consultor. Para Pagliarini, a mudança já afeta o cenário para os lojistas. Os problemas podem ser maiores para quem mantém grandes quantidades de seminovos, veículos que antes eram comprados em volume justamente por apresentarem boa liquidez. O mercado também mudou em relação aos veículos eletrificados, de acordo com o consultor. Ele afirma que ficou para trás o período em que esses modelos tinham menor poder de revenda e permaneciam por mais tempo nos estoques. Pagliarini estima que o mercado de veículos em 2026 possa chegar perto de 3 milhões de unidades. Na avaliação dele, o resultado poderia ser maior se houvesse condições melhores de financiamento. O principal obstáculo, porém, está na aprovação do crédito. Segundo o consultor, embora exista demanda, a dificuldade de conseguir financiamento limita os negócios neste momento. Nenhum dos especialistas entrevistados pelo g1 conseguiu prever até quando essa reacomodação dos preços deve acontecer.

Quase metade dos profissionais admite fingir estar ocupada para evitar mais trabalho, diz levantamento Reprodução/Freepik Uma pesquisa nacional realizada pela Heach Recursos Humanos revelou que 48,6% dos profissionais disseram já ter fingido estar ocupados para evitar receber novas demandas de trabalho. O levantamento ouviu 2.487 profissionais de diferentes segmentos e investigou comportamentos ligados à produtividade, à busca por novas oportunidades, à gestão do tempo durante o expediente, a faltas e às informações apresentadas em currículos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a pesquisa, 86,5% dos entrevistados disseram já ter adotado pelo menos um dos oito comportamentos analisados, que, em geral, passam despercebidos pelas empresas. O comportamento mais frequente foi a busca por outro emprego sem comunicar a empresa atual. Segundo os dados, 69,4% dos entrevistados afirmaram já ter feito isso de forma discreta, o equivalente a 1.726 pessoas da amostra. Agora no g1 Em seguida, 66,8% disseram já ter resolvido assuntos pessoais durante o horário de trabalho. Outros 54,7% relataram ter participado de entrevistas para outras vagas durante o expediente. Entre os comportamentos relacionados ao uso do tempo de trabalho, 51,2% disseram já ter informado que estavam trabalhando quando, na realidade, realizavam alguma atividade pessoal. Já 48,6% afirmaram ter fingido estar ocupados para evitar receber novas tarefas, o equivalente a 1.209 pessoas. Veja os principais resultados da pesquisa: 🔎 69,4% já procuraram outro emprego sem informar a empresa; 😐 66,8% resolveram assuntos pessoais durante o expediente; 👩🏽💻 54,7% fizeram entrevista para outro emprego durante o horário de trabalho; 💻 51,2% disseram estar trabalhando enquanto realizavam uma atividade pessoal; 🚨 48,6% fingiram estar ocupados para evitar receber mais trabalho; ⏰ 39,7% inventaram ou exageraram uma justificativa para atraso ou ausência; 🤧 33,6% utilizaram atestado mesmo considerando que poderiam trabalhar; 📃 29,4% mentiram, omitiram ou exageraram alguma informação no currículo. Comportamento dos trabalhadores oculto das empresas Arte g1 O levantamento, batizado de "A Vida Secreta do Trabalhador Brasileiro", aponta comportamentos que podem não aparecer nos indicadores tradicionais usados pelas empresas para acompanhar a rotina dos funcionários. Para Elcio Teixeira, CEO da Heach, os resultados devem ser analisados de maneiras diferentes e não representam necessariamente um retrato de "maus funcionários". "Não podemos colocar no mesmo lugar alguém que procura outra oportunidade profissional e alguém que falseia uma informação no currículo. São fenômenos completamente diferentes", afirma. Segundo o executivo, os resultados mostram uma diferença entre aquilo que as empresas conseguem acompanhar por meio de sistemas e indicadores e o que ocorre na rotina dos funcionários. “As empresas sabem muito sobre seus funcionários do ponto de vista cadastral, contratual e de desempenho, mas sabem muito menos sobre o que acontece na relação cotidiana entre indivíduo e trabalho", explica. "Quando 86,5% dos profissionais reconhecem pelo menos um comportamento que permanece fora do radar da organização, talvez o dado mais importante não seja a transgressão, mas a dimensão dessa zona invisível na relação de trabalho", completa o executivo. Faltas, atestados e informações em currículos A pesquisa também identificou comportamentos relacionados a faltas, atestados e informações apresentadas em processos seletivos. Entre os entrevistados, 39,7% disseram já ter inventado ou exagerado uma justificativa para atrasos ou ausências. Outros 33,6% afirmaram ter usado atestado médico mesmo acreditando que tinham condições de exercer suas atividades. Já 29,4% reconheceram ter omitido, exagerado ou apresentado informações incorretas no currículo durante processos seletivos. Para Teixeira, os resultados também levantam questionamentos sobre modelos de gestão baseados principalmente na presença, na disponibilidade ou no tempo de conexão. "Quanto maior a distância entre aquilo que as pessoas fazem e aquilo que sentem que podem dizer à organização, maior é o ponto cego da gestão", afirma. O executivo também considera que buscar uma nova oportunidade profissional sem comunicar a empresa faz parte da autonomia do trabalhador e, por si só, não configura irregularidade. Uma organização pode acreditar que possui uma equipe estável quando, na prática, parte dos profissionais já está avaliando outras possibilidades. A solução para esse desafio não necessariamente está no aumento da vigilância, mas na construção de ambientes com mais confiança, diálogo, lideranças de qualidade e compreensão das necessidades dos trabalhadores. Esses comportamentos podem afetar a relação profissional? Os resultados, por si só, não permitem concluir que os trabalhadores estejam insatisfeitos ou desengajados, mas revelam uma distância entre o que vivem no ambiente de trabalho e o que sentem que podem expor à empresa. Para Louis Burlamaqui, especialista em cultura organizacional, o número de profissionais que admitem esconder determinados comportamentos chama atenção e pode indicar um problema de confiança nas relações de trabalho. “Eu não diria que 86,5% das pessoas estão desengajadas. Mas diria que existe uma distância relevante entre aquilo que o trabalhador vive e aquilo que sente que pode revelar dentro da empresa”, afirma. Um dos resultados que mais chamaram atenção foi a percepção de sobrecarga velada: quase metade dos entrevistados afirmou já ter aparentado estar ocupada para não receber novas demandas. Segundo Burlamaqui, o comportamento pode funcionar como uma estratégia informal de proteção diante da dificuldade de estabelecer limites de forma direta. Se quase metade das pessoas sentiu necessidade de aparentar estar ocupada para não receber mais trabalho, precisamos perguntar por que dizer simplesmente ‘minha capacidade está no limite’ parece tão difícil. Segundo ele, em algumas organizações, profissionais mais eficientes acabam recebendo novas demandas de forma contínua, o que pode incentivar mecanismos silenciosos de defesa. A pesquisa também mostra que procurar outro emprego sem comunicar a empresa é um comportamento comum. Para Burlamaqui, buscar oportunidades no mercado é um movimento natural da carreira e não significa, necessariamente, insatisfação com o emprego atual. Quando essa procura se torna recorrente, porém, pode estar relacionada a fatores como remuneração, perspectivas de crescimento, reconhecimento ou relação com a liderança. Embora essas atitudes possam ser pontuais, Burlamaqui alerta que podem trazer consequências quando se transformam em padrão. “A reputação profissional é construída pela consistência dos comportamentos. Existe uma diferença importante entre estabelecer limites e fugir de responsabilidades”, ressalta. Como alternativa, ele defende conversas mais transparentes entre trabalhadores e gestores sobre capacidade de entrega, prioridades e carga de trabalho. “Tenho estas cinco entregas e entrou uma sexta. Qual delas deve perder prioridade?”, exemplifica. Para o especialista, as empresas também precisam criar ambientes em que os profissionais possam falar sobre limites e dificuldades sem receio de consequências negativas. “Quando a conversa formal não funciona, o comportamento informal acaba ocupando esse espaço”, conclui. Metodologia A pesquisa ouviu profissionais das cinco regiões do país entre 1º e 11 de setembro de 2026. Os participantes foram selecionados a partir da base da Heach Recursos Humanos, que reúne mais de 14 milhões de currículos, e responderam a um questionário estruturado e autoadministrado em ambiente digital. A amostra buscou contemplar diferenças de idade, escolaridade, região, nível hierárquico e modelo de trabalho. Para cada um dos oito comportamentos investigados, os participantes podiam responder “sim”, “não” ou “prefiro não responder”. Segundo a empresa, os resultados se referem apenas aos participantes do levantamento e devem ser interpretados considerando que a amostra foi formada a partir da base de profissionais da própria Heach. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash Os líderes dos principais laboratórios de inteligência artificial (IA) dos Estados Unidos se uniram em uma rara demonstração de unidade no último fim de semana para defender uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia. Segundo eles, a IA pode em breve adquirir a capacidade de se aperfeiçoar sozinha e escapar ao controle humano. Os comentários de rivais ferrenhos como Dario Amodei, da Anthropic, Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, mostram a velocidade com que a tecnologia avançou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em poucos anos, a IA passou de sistemas como o ChatGPT de 2022, ainda propenso a erros e "alucinações", para o que muitos consideram o próximo marco decisivo: o autoaperfeiçoamento recursivo. 🤔 Mas o que é autoaperfeiçoamento recursivo? A ideia central é que um sistema de IA possa se tornar capaz de melhorar a si próprio com pouca ou nenhuma intervenção humana, usando cada avanço para impulsionar o seguinte. A possibilidade atrai pesquisadores porque pode acelerar descobertas em áreas que vão da medicina à engenharia. Agora no g1 Os alertas dos CEOs surgem após relatos de enxames de agentes de IA, sistemas projetados para perseguir objetivos e executar ações em nome dos usuários, que teriam atuado em conjunto para invadir sites e repositórios de inteligência artificial. A preocupação é que a IA adquira a capacidade de se aperfeiçoar antes que os pesquisadores desenvolvam métodos confiáveis para garantir que esses sistemas sigam objetivos definidos por humanos e possam ser monitorados e controlados. Os alertas sobre os riscos da IA não são novidade, mas ganharam mais urgência neste mês, depois que pesquisadores de importantes laboratórios estimaram quando esses riscos poderiam se concretizar e qual seria a probabilidade de isso ocorrer. O ex-pesquisador da Anthropic Jacob Coxon afirmou que a IA poderia matar toda a humanidade até o fim da década. Evan Hubinger, líder da área de ciência de alinhamento da Anthropic, fez um alerta semelhante ao estimar em mais de 10% a probabilidade de isso ocorrer na próxima década. Por trás desses alertas, cresce entre pesquisadores e executivos do setor a avaliação de que o autoaperfeiçoamento recursivo da IA pode se tornar realidade em três a cinco anos. Em uma publicação feita no fim de semana, Amodei alertou que o autoaperfeiçoamento recursivo poderia superar a capacidade da humanidade de compreender e controlar os sistemas de IA, caso a tecnologia avance sem salvaguardas suficientes. Como chegamos aqui? Durante décadas, a IA permaneceu limitada demais para que a possibilidade de autoaperfeiçoamento recursivo fosse levada a sério. Os primeiros sistemas conseguiam jogar xadrez, reconhecer imagens e responder a perguntas, mas não eram capazes de contribuir de maneira significativa para o próprio desenvolvimento. O cenário começou a mudar com o surgimento dos grandes modelos de linguagem. Aos poucos, a IA tornou-se mais eficiente na resolução de problemas complexos. O lançamento do ChatGPT, em 2022, acelerou esse processo e desencadeou um boom de investimentos que já destinou mais de US$ 1 trilhão a chips, centros de dados e outras estruturas necessárias ao funcionamento da tecnologia. O resultado é uma nova geração de sistemas de IA capazes de escrever programas, executar tarefas de forma autônoma e auxiliar no desenvolvimento de modelos mais avançados. 🤔 Mas como uma IA fora de controle poderia ameaçar a humanidade? Um dos exemplos mais conhecidos é o “maximizador de clipes de papel”, experimento mental proposto pelo filósofo Nick Bostrom. Nele, uma máquina programada para produzir clipes persegue esse objetivo de maneira tão implacável que acaba convertendo toda a matéria disponível, inclusive os seres humanos, no produto. A analogia sugere que um sistema suficientemente avançado pode buscar mais recursos, resistir a tentativas de desligamento e impedir que sua missão seja alterada, independentemente do objetivo inicialmente definido. Isso não ocorreria por malícia, mas porque, uma vez desligado, o sistema não conseguiria concluir a tarefa recebida. Ainda não existe uma forma considerada segura de descartar completamente essa possibilidade. Alguns pesquisadores temem que, se um sistema poderoso de IA conseguir se aperfeiçoar e superar a capacidade de seus operadores humanos, ele possa burlar a supervisão, ocultar suas ações ou manipular pessoas para obter maior acesso a infraestruturas críticas. Quando os responsáveis percebessem que o sistema estava agindo de maneira contrária aos objetivos definidos por humanos, talvez já não fossem capazes de detê-lo. “O cenário exato parece um pouco com ficção científica”, afirmou Coxon, que deixou a Anthropic neste mês por causa de preocupações com a segurança da IA. “Mas acho que é assustadoramente real.” A IA já deu sinais de que pode causar danos? Não há registros de casos graves em que sistemas de IA tenham causado danos intencionais a seres humanos. Nos últimos meses, porém, modelos em desenvolvimento na OpenAI e em outros laboratórios ultrapassaram limites de ambientes de teste, violaram regras e acessaram sites sem autorização. Em um caso de grande repercussão, agentes de IA testados pela OpenAI acessaram sem autorização a Hugging Face, plataforma voltada ao desenvolvimento e ao compartilhamento de modelos de código aberto. Segundo o relato, os sistemas assumiram o controle de servidores e tentaram ocultar rastros da ação. A OpenAI só teria identificado o problema posteriormente. Além disso, apesar de a IA ainda não ser capaz de se aperfeiçoar, há sinais de que esses sistemas contribuem cada vez mais para o desenvolvimento de modelos mais avançados. Uma das principais mudanças desde o lançamento do ChatGPT foi o surgimento de agentes de IA capazes de escrever códigos e desenvolver aplicativos de maneira autônoma. A Anthropic afirmou neste ano que o Claude Code, sua ferramenta para programação, produz a maior parte dos códigos utilizados em vários projetos internos. A empresa também disse que seus engenheiros passaram a entregar, por trimestre, um volume de código oito vezes maior do que o registrado entre 2021 e 2025. Os modelos mais recentes também passaram a executar internamente uma parcela maior dos processos usados para chegar às respostas, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores para monitorar como esses sistemas tomam decisões. Em setembro, a OpenAI apresentou um novo modelo chamado Astra, descrito pela empresa como o mais avançado que havia desenvolvido até então. A companhia alertou, porém, que o sistema também tentou, em alguns testes, contornar mecanismos de supervisão humana. A METR, organização sem fins lucrativos que avalia modelos avançados, constatou no ano passado que o tempo de duração das tarefas de programação concluídas por esses sistemas com ao menos 50% de sucesso vinha dobrando aproximadamente a cada sete meses desde 2019. Em junho, a Anthropic afirmou que o intervalo necessário para essa capacidade dobrar havia diminuído de sete para cerca de quatro meses. Por que as empresas de IA ainda não estão diminuindo o ritmo? Muitos pesquisadores descrevem a situação como um exemplo clássico do “dilema do prisioneiro”, conceito segundo o qual participantes que se beneficiariam da cooperação acabam agindo em interesse próprio por não confiarem que os demais farão o mesmo. Até as empresas que reconhecem os riscos enfrentam forte pressão competitiva. A companhia que reduzir sozinha o ritmo de desenvolvimento pode ficar para trás em uma das disputas tecnológicas mais importantes do mundo. A pressão aumenta porque OpenAI e Anthropic estariam se preparando para realizar ofertas públicas iniciais de ações, conhecidas pela sigla em inglês IPO. As operações poderiam atribuir às empresas avaliações de trilhões de dólares, sustentadas em parte pela expectativa de lançamento de modelos mais avançados. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também rejeitou os apelos por uma desaceleração. A avaliação é que qualquer pausa poderia abrir espaço para a China reduzir a vantagem americana em uma tecnologia considerada fundamental para a segurança nacional e para a economia. Os mercados deram uma amostra das possíveis implicações de de uma eventual desaceleração no ritmo da tecnologia, com ações relacionadas à IA caindo fortemente após os apelos dos executivos. Fabricantes de chips, provedores de serviços de computação em nuvem e operadores de centros de dados basearam parte de seu crescimento na rápida expansão da tecnologia. Uma redução no ritmo de desenvolvimento poderia diminuir a necessidade de novos equipamentos e, consequentemente, afetar a receita dessas companhias. Alguns analistas, no entanto, avaliam que a Nvidia e suas concorrentes ainda poderiam crescer mesmo com uma desaceleração no treinamento de novos modelos. Isso porque a demanda pelo uso dos sistemas já desenvolvidos, processo conhecido como inferência, e os pedidos já contratados continuariam sustentando as vendas. Por que algumas pessoas são céticas? Em um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Princeton, agentes avançados de IA conseguiram realizar tarefas de engenharia, mas tiveram dificuldade para identificar ideias científicas consideradas relevantes pelos autores. Alguns executivos e críticos do Vale do Silício também questionam as motivações por trás dos alertas. Para eles, as advertências ajudam a ampliar o interesse pela tecnologia e, ao mesmo tempo, criam argumentos favoráveis a regras que poderiam elevar os custos dos concorrentes. Isso ocorreria justamente quando modelos de código aberto começam a se aproximar do desempenho dos sistemas líderes do mercado. David Sacks, ex-responsável da Casa Branca pelas políticas de inteligência artificial e criptomoedas, afirmou que os principais laboratórios podem estar tentando promover uma “captura regulatória”. O termo descreve situações em que empresas influenciam a elaboração de regras em benefício próprio. Segundo Sacks, essas companhias pressionariam pela adoção de exigências caras, mais difíceis de cumprir para concorrentes menores, o que reduziria a competição no setor.

Exclusivo: ANPD cobra Discord sobre brecha em transmissões O Discord continua permitindo que usuários no Brasil utilizem serviços que possibilitam a transmissão de vídeo em tempo real e o compartilhamento de tela. A brecha foi identificada mais de um mês após a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinar a suspensão imediata de todas as transmissões ao vivo na plataforma no Brasil. A GloboNews encontrou pelo menos duas ferramentas disponíveis na seção nativa de "atividades" do Discord que seguem plenamente funcionais para usuários brasileiros, sem qualquer restrição técnica ou bloqueio geográfico aparente. Os recursos permitem o espelhamento de tela e a exibição de imagens em tempo real durante chamadas de voz e em servidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Por questões de segurança e para evitar facilitar o acesso às ferramentas por infratores, a reportagem optou por não divulgar seus nomes nem o passo a passo para ativá-las. Procurada, a ANPD informou que, a partir dos dados apresentados pela GloboNews, pediu esclarecimentos ao Discord e alertou que o descumprimento de medidas preventivas pode acarretar sanções, incluindo a aplicação de multa diária. (leia a nota abaixo) 'Suspensão vira fachada', diz especialista Os recursos identificados operam por meio do ecossistema de desenvolvedores do próprio aplicativo. Um dos serviços chega a exibir um aviso em inglês antes de ser iniciado, em que o usuário precisa marcar que "entende que este recurso não tem a intenção de burlar restrições regionais ou bloqueio geográfico" e que "apenas adiciona suporte a compartilhamento de tela". Na prática, porém, o vídeo é transmitido normalmente na sala. Para David Nemer, antropólogo da tecnologia e professor da Universidade da Virgínia, a existência dessas ferramentas compromete a eficácia da medida adotada no Brasil. "As atividades são aplicativos que rodam dentro do próprio Discord, construídos com o kit de desenvolvimento da empresa e abertos em uma vitrine que ela controla", avalia Nemer. "Se uma dessas atividades entrega exatamente o que a ANPD mandou suspender, que é a tela ao vivo em sala fechada, a suspensão vira fachada. Se a porta foi aberta de propósito ou ficou esquecida, pouco importa: a responsabilidade é do Discord." O pesquisador ressalta que a brecha mantém os riscos que motivaram a suspensão inicial. "O risco está na combinação de vídeo ao vivo, sala fechada, público selecionado e moderação fraca. Uma atividade de compartilhamento de tela em sala com senha reproduz essa combinação por inteiro. Para quem alicia e chantageia adolescentes, o nome do botão é irrelevante", diz. "Há até um agravante: se o vídeo passa por servidores de terceiros, a plataforma enxerga ainda menos do que enxergava na live original. A vulnerabilidade exposta pela Operação Lívia continua aberta, agora com um carimbo de 'cumprimos a ordem', quando na verdade não cumpriram." Investigação e Operação Lívia A determinação da ANPD, publicada em 12 de agosto, teve como estopim uma investigação sobre a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, no fim de julho. Segundo as autoridades policiais, a jovem morreu durante uma transmissão de vídeo ao vivo no Discord. As apurações apontam que ela foi induzida ao suicídio por criminosos que mantinham contato com ela em servidores fechados, em um esquema classificado pelos investigadores como "escravidão digital". Nesse modelo de coação, os suspeitos se aproximavam de vítimas em situação de vulnerabilidade, simulavam amizade e confiança para, em seguida, fazer ameaças, extorsões e exigir desafios violentos — que incluíam automutilação e maus-tratos a animais — até chegar ao desfecho fatal. O caso deu origem à Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério da Justiça, que nesta semana apreendeu seis adolescentes suspeitos de integrar a rede criminosa em quatro estados e no Distrito Federal. ECA Digital e responsabilização A decisão regulatória se apoia nas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), em vigor desde 17 de março deste ano. A legislação ampliou os deveres das empresas de tecnologia cujos serviços têm acesso provável de crianças e adolescentes no país. Pela nova regra, as plataformas são obrigadas a adotar salvaguardas ativas contra conteúdos ilegais, abuso sexual, automutilação, drogas e violência, além de implementar sistemas eficazes de verificação de faixa etária e ferramentas obrigatórias de controle parental. O descumprimento das normas do ECA Digital sujeita as empresas a sanções administrativas que vão de multas até a suspensão temporária das atividades no país. Depois de live que terminou em morte, Discord suspende transmissões ao vivo no país Jornal Nacional/ Reprodução O que dizem os envolvidos Procurada pela GloboNews, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) enviou a seguinte nota. "A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informa que, a partir da denúncia recebida, já solicitou ao Discord esclarecimentos sobre o conteúdo apresentado pela GloboNews. O descumprimento de medidas preventivas pode gerar a imposição de novas medidas, como, por exemplo, a aplicação de multa diária. A Superintendência de Fiscalização (SFI-ANPD) decidiu manter a interrupção temporária das transmissões ao vivo do Discord ao indeferir o pedido de efeito suspensivo da medida preventiva apresentado no recurso da plataforma, por entender que a retomada das lives e do compartilhamento de vídeos ao vivo, sem a adoção de medidas que tornem essa funcionalidade mais segura para crianças e adolescentes, poderia gerar risco de repetição das condutas investigadas e de novos danos antes mesmo da conclusão do processo de fiscalização, que segue em curso desde o dia 07/08. A área técnica reforça que a suspensão das transmissões ao vivo tem caráter temporário e sua reversão continua condicionada à demonstração, pelo Discord, da implementação de salvaguardas capazes de mitigar os riscos identificados, sem impedir a continuidade das demais funcionalidades da plataforma. A empresa e a SFI seguem em diálogo sobre as medidas a serem implementadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes. O mérito dos demais itens do recurso do Discord foi analisado pela SFI e seguiu, na última quinta-feira (17), para o Conselho Diretor da ANPD, instância responsável por decidir o recurso em caráter final na via administrativa." A GloboNews também procurou a assessoria de imprensa do Discord para saber por que as ferramentas de vídeo permanecem acessíveis no Brasil e quais providências serão tomadas. A empresa não respondeu até a publicação desta reportagem.
Como é feito o novo g1 em 1 minuto
O g1 em 1 Minuto chega de cara nova nesta sexta-feira (18), nas comemorações pelos 20 anos do g1. Uma das principais novidades é o vídeo vertical, formato que já faz parte do dia a dia do portal e de suas redes sociais.
A ideia é deixar claro que, mesmo também estando na TV, o g1 nasceu e vive na internet, com linguagem, ritmo e formatos digitais. O boletim também volta a ter uma edição ao vivo, com coberturas especiais do site, reportagens e serviços.
O público também pode acompanhar tudo pelo próprio celular, em tempo real. Um QR Code leva direto à notícia no site ou no aplicativo do g1. Com um telefone em mãos, o apresentador navega pela reportagem e destaca o que é essencial para explicar o assunto em um minuto. A tela do aparelho aparece espelhada na televisão, deixando a apresentação mais ágil e dinâmica.
O g1 em 1 Minuto é gravado nas redações do g1 em São Paulo e no Rio de Janeiro, com apresentação de Luiza Tenente, Suelen Bastos e Túlio Mello. Em breve, o time ganhará o reforço de Darlan Helder, Marina Machado e Rayane Macedo, que o público já conhece dos vídeos do g1.
O boletim vai ao ar na TV Globo nos intervalos da Sessão da Tarde e do Vale a Pena Ver de Novo, geralmente entre 16h e 18h.

Começa a valer fim de subsídio ao diesel O preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 2,3% nesta semana em relação à anterior, para R$ 7,13 por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (18). Esse é o maior valor desde o fim de maio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo e de seus derivados neste mês. O mercado enfrenta novos riscos para a oferta mundial por causa dos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia. 🔎 O diesel chegou a voltar a ser mais barato que a gasolina entre 2 de agosto e 12 de setembro. Preços dos combustíveis nos postos em 2026 arte/g1 Petrobras aumenta Diesel em R$ 1 A Petrobras informou que aumentou em R$ 1 por litro o preço de venda do diesel A para as distribuidoras. Na prática, porém, o aumento não deve alterar o preço cobrado pela estatal, devido a um novo subsídio do governo federal no mesmo valor. Entenda mais: Petrobras aumenta diesel em R$ 1, mas reajuste será neutralizado por subsídio do governo O benefício terá validade de 30 dias. Segundo a Petrobras, com a medida, o preço de venda do combustível pela empresa às distribuidoras permanecerá inalterado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na semana passada uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12 por litro que já está em vigor e vale até 26 de setembro. Assim, durante o período em que as duas medidas estiverem em vigor, o valor total da subvenção ao diesel chegará a R$ 2,12 por litro. Governo destina R$ 6,6 bi à produção e importação de combustíveis O governo federal publicou MP no Diário Oficial da União que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Entenda mais: Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. *Com informações da Reuters ANP afirma que abastecimento de diesel no Brasil está garantido até fim de abril Jornal Nacional/ Reprodução

Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo A estação de trem de Shinjuku, em Tóquio, a mais movimentada do mundo, começou a testar robôs para coletar lixo e reduzir o trabalho da equipe de limpeza. O projeto, anunciado nesta sexta-feira (18) pela empresa ferroviária JR East, será realizado até o fim de novembro. A AFP conseguiu registrar fotos e vídeos dos três robôs, com pouco mais de um metro de altura, circulando pelos corredores subterrâneos da estação a uma velocidade de 20 centímetros por segundo. Eles recolhem o lixo e o transportam até os funcionários responsáveis pela remoção. "Queríamos testar até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku", disse Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, à AFP. Shinjuku recebe mais de 2,7 milhões de passageiros por dia e detém o recorde mundial do Guinness de estação ferroviária mais movimentada do planeta. Na área administrada pela JR East, as lixeiras precisam ser esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Apesar do tamanho do complexo, que tem dois andares acima do solo e uma extensa rede de passagens subterrâneas, esse trecho da estação conta com apenas sete lixeiras para lixo comum e reciclável. Robôs que dançam, lutam e trabalham: gigante chinesa estreia na bolsa após levantar quase US$ 1 bilhão A quantidade de lixeiras foi reduzida nos últimos anos por motivos de segurança e limpeza. Segundo alguns passageiros japoneses, as estações continuam limpas porque muitas pessoas levam o próprio lixo para casa. O teste vai avaliar o funcionamento dos robôs nos corredores subterrâneos movimentados da estação e se eles conseguem operar de forma automática e segura no local. Robôs coletores de lixo. Toshifumi Kitamura/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (18) que a Margem Equatorial brasileira tem potencial para se tornar um novo pré-sal e afirmou que o Brasil precisa proteger suas riquezas naturais, diante do interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por petróleo, minerais críticos e terras raras. Segundo Lula, o petróleo encontrado na região "parece ser de mais qualidade" do que o produzido no pré-sal. "Lá há petróleo... possivelmente o novo pré-sal. Parece ser de mais qualidade", disse Lula em uma base da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro. A Petrobras anunciou recentemente a descoberta de petróleo no campo de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, dentro da Margem Equatorial. A empresa já recebeu licença do Ibama para ampliar a exploração em outros poços próximos a Morpho. O pré-sal produz petróleo de alta qualidade e responde por grande parte da produção brasileira de petróleo e gás. Lula afirmou que o Brasil precisa cuidar dessas riquezas e citou o interesse de Trump por recursos naturais considerados estratégicos. "O Trump está atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras. Não, isso aqui é nosso", afirmou Lula, sob aplausos da plateia, formada majoritariamente por agentes de segurança. O presidente também disse que o governo precisará fazer grandes investimentos para garantir o controle sobre essas riquezas em um país de dimensões continentais como o Brasil. Na mesma ocasião, Lula voltou a criticar Trump e o governo dos Estados Unidos pela classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. "Não aceito a ideia de que as facções de bandidos são terroristas, como diz o Trump. Quando ele fala em terrorismo, fala em termos de Estado", declarou o presidente. *Com informações da Reuters Sonda de perfuração de petróleo NS-42 Petrobras/Divulgação

Logotipo da Nestlé em uma de suas fábricas em Konolfingen, na Suíça. Arnd Wiegmann/Reuters A autoridade de segurança alimentar da Índia informou nesta sexta-feira (18) que encontrou um produto para bebês da Nestlé fora dos padrões exigidos no país e abriu uma ação contra a empresa suíça, um de seus principais mercados em crescimento. Segundo a Autoridade de Segurança e Padrões Alimentares da Índia (FSSAI), uma amostra de uma fórmula infantil da Nestlé apresentou quantidade de biotina, também conhecida como vitamina B7, fora dos parâmetros estabelecidos pela legislação indiana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão informou que uma nova análise da amostra confirmou que o produto não atendia aos requisitos de biotina previstos pelas regras do país. A FSSAI não informou se pretende determinar o recolhimento do produto das lojas. Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação por bactéria A Nestlé afirmou que seus produtos estão "totalmente de acordo com todas as normas aplicáveis" e que continuará trabalhando em conjunto com a autoridade indiana. A empresa, porém, não comentou especificamente o resultado da análise que apontou que a amostra estava fora dos padrões. Agora no g1 Três ações contra a Nestlé A autoridade indiana informou ainda que abriu processos relacionados a outros dois produtos da Nestlé destinados a bebês: NAN Excella Pro Stage 1 e Lactogen Pro 1. Segundo a FSSAI, os produtos apresentavam informações consideradas enganosas e que violavam as regras do país. Ao todo, foram abertas três ações distintas contra a Nestlé, segundo a autoridade. Em resposta à notificação, a Nestlé Índia disse que apresentou novamente às autoridades uma resposta detalhada sobre as informações presentes nos rótulos dos produtos. Segundo a empresa, essas informações são baseadas em fatos e têm respaldo em estudos científicos. A companhia também afirmou que os rótulos haviam sido aprovados pelo comitê de especialistas da própria FSSAI. Nestlé já enfrentou problemas com fórmulas infantis em outros países, inclusive no Brasil Em janeiro deste ano, a Anvisa proibiu a venda, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil. Nestlé faz recall de lotes de fórmulas infantis em mais de 30 países por risco de toxina A medida foi adotada após a identificação do risco de contaminação por cereulida, uma toxina produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus. A Nestlé iniciou um recolhimento voluntário dos lotes afetados no Brasil e em outros países. A possível contaminação estava relacionada a um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada. A cereulida pode provocar sintomas de intoxicação alimentar que aparecem rapidamente, como vômitos persistentes, diarreia e cólicas. Também pode causar letargia, que é caracterizada por sonolência excessiva, lentidão dos movimentos e dificuldade de reação. Segundo a agência de segurança alimentar do Reino Unido, a toxina pode não ser destruída pelo cozimento, pela água fervente ou durante a fabricação das fórmulas. *Com informações da Reuters.

Logo do Tik Tok Jornal Nacional Um usuário do TikTok teve a câmera e as fotos do celular acessadas remotamente em um teste de segurança feito por pesquisadores nos Estados Unidos com ajuda de inteligência artificial. Eles usaram o modelo de inteligência artificial GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai, para analisar códigos e identificar falhas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso foi revelado pelo Washington Post e chama atenção para um novo uso da inteligência artificial: em vez de apenas escrever textos ou criar imagens, modelos de IA já podem ser usados para encontrar vulnerabilidades em programas e ajudar a automatizar ataques digitais. O TikTok foi informado sobre a falha e corrigiu o problema. Como o ataque foi possível Os pesquisadores que fizeram o teste trabalham na empresa de segurança cibernética DepthFirst. E aqui entra a parte mais curiosa: eles usaram um modelo de inteligência artificial gratuito para ajudar a procurar as falhas. A ferramenta pode ser modificada pelos próprios usuários. Os pesquisadores, então, adaptaram o modelo e combinaram a IA com outros recursos para analisar códigos e procurar pontos que poderiam ser explorados. Foi assim que chegaram a componentes de código aberto usados pelo TikTok. Durante a análise, a inteligência artificial encontrou algumas vulnerabilidades. Mas encontrar uma única falha não era suficiente para invadir o celular. Os pesquisadores precisaram juntar diferentes brechas, como se fossem peças de um quebra-cabeça, até conseguir criar uma sequência que permitia avançar pelo sistema e chegar a funções protegidas do aparelho. Câmera e fotos puderam ser acessadas Com a combinação dessas falhas, os pesquisadores conseguiram mostrar que era possível acessar remotamente recursos do aparelho. Em um dos testes, eles conseguiram visualizar a câmera e o rolo de fotos de um celular que estava usando o TikTok. Na prática, isso significava que alguém que explorasse a sequência de vulnerabilidades poderia chegar a informações e funções do aparelho que deveriam estar protegidas. O teste foi feito justamente para comprovar que as falhas poderiam ser exploradas. Depois de identificar o problema, os pesquisadores avisaram o TikTok, que corrigiu as vulnerabilidades. O que a IA tem a ver com isso? A novidade está na velocidade com que a inteligência artificial pode ajudar nesse tipo de investigação. Encontrar falhas de segurança normalmente exige conhecimento especializado e pode significar analisar grandes quantidades de código em busca de pequenos trechos que possam ser explorados. A IA consegue acelerar esse trabalho. Os modelos podem vasculhar o código rapidamente, apontar partes que parecem apresentar problemas e ajudar os pesquisadores a testar se aquelas suspeitas realmente podem ser exploradas. No caso do TikTok, porém, a inteligência artificial não fez tudo sozinha. Ela funcionou como uma ferramenta para ajudar os pesquisadores a encontrar e testar as falhas que, depois, foram combinadas para chegar às funções protegidas do celular. A mesma tecnologia pode ser usada por hackers O avanço preocupa especialistas porque ferramentas usadas para encontrar falhas de segurança também podem ser adaptadas para buscar novas brechas com fins de ataque. A inteligência artificial pode automatizar tarefas que antes exigiam mais tempo e conhecimento técnico, como analisar códigos, procurar sistemas vulneráveis e testar formas de exploração. O desafio aumenta com modelos que podem ser baixados e modificados livremente. Enquanto pesquisadores de segurança conseguem encontrar falhas mais rapidamente, criminosos também podem adaptar essas ferramentas para automatizar ataques. TikTok corrigiu a falha Depois de ser informado sobre o problema, o TikTok corrigiu as vulnerabilidades identificadas pelos pesquisadores. A demonstração, portanto, não significa que exista atualmente uma brecha conhecida que permita a qualquer usuário acessar a câmera ou as fotos de outros usuários da plataforma. O caso mostra, porém, como a inteligência artificial está mudando também a disputa entre quem tenta proteger sistemas e quem tenta invadi-los.Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA.

Tempo úmido e falta de sol levam a mudança de comportamento no Centro-Sul do país O tempo chuvoso e a alta umidade que atingem o Centro-Sul do país há quase duas semanas têm mudado a rotina de moradores. Em São Paulo, onde setembro já é considerado o mês mais chuvoso em 80 anos, uma tarefa simples virou desafio: secar roupas. Com pouco sol e chuva frequente, varais estão lotados e moradores têm recorrido a lavanderias e secadoras para conseguir deixar as roupas prontas para o uso. Chuva deve ganhar força na Região Sul a partir desta sexta-feira (18) Varais lotados e roupas espalhadas pela casa Em São Paulo, a roupa de Roberta está acumulada no varal há quase uma semana. Sem conseguir secar as peças, ela passou a levar parte delas para a lavanderia. "No último caso, eu levo na lavanderia, só para secar mesmo, na secadora." Em São José dos Campos, no interior paulista, Vanessa precisou improvisar um varal dentro da cozinha. "Vai cozinhar, vai lavar uma louça, vai lavar uma roupa, tudo atrapalha." Segundo o Climatempo, seis frentes frias provocaram chuva no Centro-Sul do Brasil em um intervalo de 15 dias. O cenário de frio e umidade aumentou a procura por alternativas para secar as roupas. Tempo úmido e falta de sol levam a mudança de comportamento no Centro-Sul do país Reprodução/TV Globo Busca por lavanderias dispara Dados de buscas na internet mostram o tamanho do problema. A procura por "lavanderia perto de casa" aumentou mais de 5.000% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as buscas por "secadora de roupas" cresceu 350% e a frase "pode secar roupas", 600%. Com a dificuldade para secar as peças em casa, algumas pessoas passaram a usar as lavanderias apenas para a etapa de secagem. Busca por lavanderias dispara Reprodução/TV Globo Em uma unidade na capital paulista, a demanda aumentou pelo menos 50% em relação ao mês anterior. "O tempo está 100% úmido, né? E a gente não pode parar, tem que lavar roupa sempre", diz um cliente. Em outra lavanderia, em Sorocaba, o movimento praticamente dobrou. "A secagem é muito mais rápida e precisa e não fica com aquele cheiro da umidade que acaba pegando na roupa por você deixar secando no varal em casa", afirma Geórgia Guazzelli, dona de lavanderia. Em São José dos Campos, a procura também aumentou, principalmente para secar roupas de cama e toalhas. "A demanda foi maior, trazendo as roupas de cama, as toalhas de banho, porque realmente não tem como secar em casa, né?", relata Liliane da Silva Souza, empresária, Sem sol, moradores recorrem a lavanderias para conseguir secar roupas no Centro-Sul Reprodução/TV Globo Lavanderias ganham movimento O Brasil tem cerca de 27 mil lavanderias, segundo o Sebrae. Desse total, aproximadamente 3 mil funcionam no modelo self-service. O aumento da procura tem sido percebido em diferentes cidades. Em Curitiba, por exemplo, há clientes que até torcem para que o tempo continue chuvoso para manter o movimento das lavanderias. "A gente torce às vezes para o tempo dar uma pioradinha aí para dar uma ajuda." Chuva e umidade levam moradores a buscar lavanderias para secar roupas Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Roupas não secam por causa da chuva e do frio? Saiba como acelerar a secagem

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, lembrou nesta sexta-feira (18) que as empresas do Simples Nacional deverão optar até o fim deste mês entre o sistema "híbrido" de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo ou a permanência no modelo tradicional — conhecido como Simples "puro". A escolha vale para o primeiro semestre de 2027. Ele acrescentou, porém, que há um acordo com o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS (tributo dos estados e municípios), para que essa opção, feita em setembro, possa ser revista depois que a alíquota do Contribuição Social sobre Bens e Serviços, o CBS — tributo federal sobre o consumo —, for definida pelo Senado. Essa decisão deve ser tomada até o fim deste ano pelos senadores. A informação citada por Barreirinhas representa uma mudança em relação ao calendário vigente até o momento — que contempla a possibilidade de o empresário do Simples rever sua opção somente até o fim do mês de novembro próximo, quando a alíquota pode ainda não estar definida pelo Senado. "A empresa opta em setembro, mas, em novembro se achar que não vale mais, pode voltar atrás. E fomos além: se o Senado fixar só depois desse prazo, garantimos que ninguém vai ser prejudicado. Comitê gestor [do IBS] concordou que, se essa alíquota for fixada depois de novembro, sempre poderá optar por desistir depois dessa opção", disse Barreirinhas. Agora no g1 Em março do ano que vem, o prazo de escolha será aberto novamente para as empresas do Simples, desta vez com validade para as vendas do segundo semestre do próximo ano. ➡️Dados da Receita Federal indicam que o Simples Nacional concentrava 7,35 milhões de empresas, sem contar MEIs e nanoempreendedores, no fim de 2025, o equivalente a 28,6% do total de empresas ativas no país. Simples Nacional. Simples Nacional/Divulgação Entenda Sistema híbrido: ao optar por esse modelo, a empresa permanece no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma tributária. Com isso, pode aproveitar créditos desses tributos sobre suas compras e também transferir créditos para empresas que adquirirem seus produtos ou serviços. Por exemplo: se a alíquota do IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá R$ 20 de imposto. Ao longo da cadeia produtiva, as empresas poderão descontar créditos relativos aos tributos pagos nas etapas anteriores, de modo que a tributação recaia apenas sobre o valor agregado em cada fase. 🔎 A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é o tributo federal criado pela reforma tributária para substituir impostos como PIS e Cofins. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será compartilhado por estados e municípios e substituirá tributos como ICMS e ISS. Juntos, CBS e IBS formarão o novo sistema de tributação sobre o consumo no país. Sistema puro: a empresa permanece no regime tradicional do Simples, no qual, geralmente, não aproveita créditos dos tributos incidentes nas etapas anteriores da cadeia produtiva nem transfere créditos tributários a seus clientes na venda de bens ou serviços.

Imagem de peras em uma plantação. Embrapa/Divulgação Quem tem interesse em cultivar peras pode consultar uma publicação gratuita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para saber quais variedades combinam entre si no pomar. O material, da coleção “500 Perguntas, 500 Respostas”, traz, na página 49, uma tabela com as combinações indicadas de variedades produtoras e polinizadoras. As orientações ajudam o produtor a escolher as plantas para o cultivo. Além da escolha das variedades, a publicação reúne informações sobre poda, adubação, irrigação e raleio. 📱Acesse aqui Veja também: Pé de pera com manchas escuras: o que fazer?

Cadeira de rodas pessoas com deficiência Natal RN Freepik As pessoas com deficiência (PCDs) enfrentam mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho e recebem rendimentos quase 30% menores do que as pessoas sem deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado nesta sexta-feira (18) pelo instituto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 2022, o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade, de acordo com o levantamento. Segundo o IBGE, enquanto as pessoas com deficiência recebem, em média, R$ 2.053 por mês pelo trabalho exercido, aquelas sem deficiência têm rendimento médio de R$ 2.890. Agora no g1 A diferença aparece em todos os grupos de atividade analisados, com destaque para a indústria (-29,3%) e para os serviços de informação, atividades financeiras e outras atividades profissionais (-31,3%). Na manufatura, por exemplo, o rendimento médio das pessoas com deficiência é de R$ 1.859, enquanto o das pessoas sem deficiência chega a R$ 2.630. Já nos setores de informação, atividades financeiras e outros serviços, o rendimento médio mensal dos PCDs é de R$ 2.754, ante R$ 4.008 entre aqueles sem deficiência. Rendimento médio de trabalhadores com e sem deficiência por setor de atividade. Arte/g1 As barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência para ingressar no mercado de trabalho também aparecem no nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente têm uma ocupação. Enquanto o índice era de 55,8% entre pessoas sem deficiência, chegava a 29% entre PCDs, uma diferença de 26,8 pontos percentuais. Segundo Luanda Chaves Botelho, responsável pela Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, a população com deficiência enfrenta uma série de barreiras no mercado de trabalho. “Temos uma sequência de obstáculos que vão se colocando [para as pessoas com deficiência]. Além da barreira de conseguirem uma ocupação, essas ocupações são piores, com menor contribuição à Previdência e menos direitos de proteção social”, explica. De acordo com o IBGE, as pessoas com deficiência estão proporcionalmente mais concentradas em atividades com rendimentos médios mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação, por exemplo. Os dados do instituto também mostram que, quando consideradas todas as fontes de renda, os rendimentos do trabalho têm participação menor no orçamento das famílias que contam com pessoas com deficiência do que naquelas sem moradores nessa condição. Veja abaixo: Participação de cada fonte no rendimento total dos domicílios. Arte/g1 “Quando olhamos para as famílias que têm pessoas com deficiência, o nível de ocupação tende a ser menor. Essa população enfrenta mais dificuldades para estar no mercado de trabalho e, portanto, para obter rendimentos”, explica André Simões, pesquisador do IBGE, lembrando que a renda também costuma ser menor nesse grupo. Nesse cenário, a parcela de outras fontes de renda acaba sendo maior. “Outro fator que contribui para esse resultado é que a população com deficiência tem um perfil mais envelhecido e, portanto, uma participação maior de aposentadorias, pensões e outros benefícios”, completa Simões. 6 em cada 10 crianças com deficiência vivem abaixo da linha da pobreza O informativo do IBGE também identificou maior incidência de pobreza entre pessoas com deficiência em todos os grupos etários analisados, especialmente entre crianças de 2 a 14 anos. Segundo o instituto, 60,9% de crianças nessa faixa etária são consideradas pobres. O IBGE considera abaixo da linha da pobreza as pessoas com rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 770 por mês. O cenário se repete em outras fases da vida: pessoas com deficiência apresentaram índices de pobreza superiores aos observados entre aqueles sem deficiência em todos grupos etários avaliados. Veja abaixo: Pobreza é maior entre pessoas com deficiência. Arte/g1 “Pessoas com 60 anos ou mais também apresentam menor incidência de pobreza, tanto entre aquelas com deficiência quanto entre as sem deficiência, porque recebem mais benefícios, aposentadorias e pensões”, diz Simões. O IBGE também mostrou que a maioria das crianças e adolescentes com deficiência que vivem abaixo da linha da pobreza mora com a mãe ou madrasta e o pai ou padrasto (53,5%) ou apenas com a mãe ou madrasta (35,1%). Taxa de analfabetismo entre jovens com deficiência é 12 vezes maior Os pesquisadores do IBGE destacam ainda que parte das dificuldades enfrentadas por PCDs no mercado de trabalho está relacionada ao nível de escolarização dessa população. Segundo a pesquisa, a taxa de analfabetismo entre jovens de 15 a 29 anos com deficiência era de 12,2% em 2022, proporção 12 vezes maior que a observada entre aqueles sem deficiência (1%). As diferenças também aparecem na taxa de frequência escolar. Entre crianças de 6 a 14 anos sem deficiência, o indicador chega a 98,4%, percentual que cai para 92,6% entre PCDs. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a frequência escolar foi de 85,4% entre aqueles sem deficiência e de 79,5% entre PCDs. Segundo Botelho, apesar dos avanços em recursos de acessibilidade e apoio aos estudantes com deficiência, ainda há desafios para garantir que essas estruturas estejam presentes em toda a rede de ensino. Entre os recursos de acessibilidade avaliados pelo IBGE estão: banheiros acessíveis; salas de recursos multifuncionais; e profissionais de apoio. “Mesmo considerando uma ampla gama de recursos de acessibilidade, nem todas as escolas de educação básica contavam com pelo menos uma das medidas capazes de ampliar o acesso de pessoas com deficiência”, diz a coordenadora. Segundo o IBGE, 78,5% das escolas de educação básica contavam com pelo menos um dos recursos de acessibilidade avaliados. O item mais comum era a presença de banheiros acessíveis (57%), seguido por salas de recursos multifuncionais (30%) e profissionais de apoio (26,2%). Deslocamento leva mais tempo para pessoas com deficiência A mobilidade também aparece como um desafio relevante para essa população. De acordo com o instituto, a maior parte das pessoas com deficiência estuda ou trabalha no mesmo município onde mora. Ônibus e BRT são os meios de transporte mais utilizados por essa população, escolhidos por 24,7% dos entrevistados. Em seguida aparecem os deslocamentos a pé (23,7%) e por automóveis, táxis ou similares (22,8%). O IBGE também apontou que as pessoas com deficiência gastavam, em média, 37 minutos no deslocamento entre casa e trabalho, quatro minutos a mais do que aquelas sem deficiência, cujo tempo médio era de 33 minutos. "As pessoas com deficiência podem levar mais tempo para chegar ao transporte e embarcar. Por isso, a diferença no tempo total de deslocamento pode ser ainda maior do que a captada pelo levantamento, que considera apenas o período passado dentro do transporte", diz Botelho.

Mbappé chega para semifinal da Copa entre França e Espanha Tony Gutierrez/AP O jogador de futebol francês Kylian Mbappé, de 27 anos, encerrou sua parceria de duas décadas com a Nike e assinou com a marca suíça de roupas esportivas On. A mudança representa mais uma perda para a marca americana, enquanto concorrentes mais recentes ganham espaço no mercado de calçados esportivos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A On planeja lançar suas primeiras chuteiras de futebol em 2027 e também nomeou o ex-jogador francês Thierry Henry como diretor de futebol. As ações da empresa listadas nos EUA subiram 5% nas negociações antes da abertura do mercado. A empresa, que tem o ex-tenista Roger Federer entre seus apoiadores, busca crescer nas Américas, região que representa mais da metade de sua receita. A On tem priorizado a venda de produtos sem descontos, mas enfrentou dificuldades na região neste ano em meio à instabilidade nos gastos dos consumidores. Agora no g1 A mudança de Mbappé para a On encerra uma relação entre o capitão da seleção francesa e a Nike que remonta a 2006. O anúncio ocorre pouco depois de a Nike perder o jovem espanhol Lamine Yamal, campeão da Copa do Mundo, para a Adidas. "Temos orgulho do que conquistamos juntos dentro e fora de campo. À medida que ele avança para a próxima fase de sua carreira, desejamos que ele continue a ter sucesso no que vier a seguir", disse a Nike em um comunicado. Lamine Yamal, da Espanha, e Kylian Mbappé, da França REUTERS/Albert Gea e REUTERS/Kai Pfaffenbach A Nike vinha se apoiando cada vez mais em Mbappé como um de seus principais embaixadores globais do esporte após a fase final da carreira do astro Cristiano Ronaldo. Campeão da Copa do Mundo, Mbappé continuou sendo o centro do marketing de futebol da Nike na Copa do Mundo da FIFA deste ano. Mais recentemente, ele recebeu versões especiais de suas chuteiras Mercurial. "Mais uma vez, isso [o futebol] me levou a uma das maiores mudanças da minha vida. Agora, me vejo cercado por inovadores que sonham com as mesmas coisas que eu", disse Mbappé em suas redes sociais ao comentar a parceria com a On. Initial plugin text Forbes divulga ranking dos maiores e mais jovens bilionários do Brasil em 2026 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

O Banco Central (BC) informou, nesta sexta-feira (18), que aprovou uma série de mudanças na regulamentação do PIX para ampliar o uso da ferramenta e reforçar mecanismos de segurança. Entre as principais novidades estão a autorização para o uso do PIX Automático em contas-salário e a criação de regras específicas para a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto bancário e QR Code do PIX em um mesmo documento. As medidas também endurecem regras para instituições participantes do sistema, aceleram a exclusão de empresas punidas e ampliam as obrigações de bancos e fintechs no combate a fraudes. 🔎 PIX Automático é uma modalidade para pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas. O cliente autoriza uma vez e as cobranças seguintes são pagas automaticamente, sem precisar confirmar cada operação. O g1 reuniu as principais mudanças. Veja abaixo: PIX Automático em contas-salário O que prevê a regulamentação da cobrança híbrida Participação no PIX poderá deixar de ser obrigatória em alguns casos Regras mais rígidas para entrada e permanência de instituições Exclusão de participantes passa a valer imediatamente Novas regras para suspeitas de fraude Senado aprova proposta que cria o PIX automático para pagamento de Pensão Alimentícia PIX Automático em contas-salário Uma das atualizações permite a realização de pagamentos por meio do PIX Automático a partir de contas-salário. Na prática, trabalhadores poderão autorizar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas de consumo, usando os recursos depositados nesse tipo de conta. Segundo o Banco Central, a mudança adequa as regras do PIX às normas mais recentes sobre débitos automáticos interbancários e amplia as possibilidades de uso das contas-salário. O BC ressalta que o PIX Automático será a única modalidade de envio de PIX permitida para essas contas. Continua proibido o recebimento de outras transferências via PIX, exceto devoluções e pagamentos realizados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Quando entra em vigor: 1º de julho de 2027. Voltar ao índice. Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo Cobrança híbrida O Banco Central também regulamentou a chamada cobrança híbrida, prática já utilizada por parte do mercado e que permite ao consumidor escolher entre pagar uma cobrança por boleto ou por PIX. Nesse modelo, um mesmo documento reúne: o código de barras do boleto; o QR Code do PIX Cobrança. Segundo a autoridade monetária, a regulamentação busca reduzir riscos operacionais e evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade. As novas regras determinam que: a modalidade só poderá ser usada em cobranças PIX com vencimento; será permitida apenas para boletos comuns e boletos dinâmicos sem vínculo com ativos financeiros; boletos de proposta não poderão utilizar a cobrança híbrida; boletos de depósito e de aporte também ficam excluídos da modalidade; o PIX Cobrança deverá ser automaticamente cancelado quando o boleto for pago; instituições financeiras deverão bloquear pagamentos quando identificarem que o boleto já foi quitado. Caso uma falha operacional permita uma cobrança indevida, a instituição responsável terá de corrigir a situação com recursos próprios, sem prejuízo para o pagador ou para o recebedor. Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027. Voltar ao índice. Participação no PIX poderá deixar de ser obrigatória em alguns casos O BC também vai dispensar a participação obrigatória no PIX para determinadas instituições financeiras. A medida vale para empresas com mais de 500 mil contas transacionais ativas quando as características de seus clientes ou de seu modelo de negócios não justificarem o acesso à infraestrutura do sistema. Quando entra em vigor: imediatamente. Voltar ao índice. Regras mais rígidas para entrada e permanência de instituições Regras mais rígidas para adesão e permanência de instituições financeiras no arranjo do PIX também foram aprovadas. Entre as mudanças estão: possibilidade de anulação de aprovações obtidas com informações falsas ou omissões relevantes; suspensão imediata de instituições submetidas à liquidação extrajudicial; criação de mecanismos de saída ordenada para proteger os clientes dessas instituições; ajustes nas regras de cancelamento ou cassação de autorização de funcionamento. Segundo o Banco Central, as alterações buscam aumentar a segurança do sistema e reduzir riscos para os usuários em situações de deterioração financeira das participantes. Quando entra em vigor: imediatamente. Voltar ao índice. Exclusão de participantes passa a valer imediatamente Outra mudança reduz o prazo para retirada de instituições punidas do sistema. Atualmente, participantes excluídos por descumprimento de regras permanecem no PIX por até 30 dias após a decisão definitiva. Com a nova regra, a exclusão passará a produzir efeitos imediatamente depois da comunicação da penalidade. Quando entra em vigor: imediatamente. Voltar ao índice. Novas regras para suspeitas de fraude Por fim, a autoridade monetária alterou as regras relacionadas às marcações de fundada suspeita de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base que reúne as chaves PIX. A regulamentação deixa mais claras as responsabilidades das instituições financeiras pelo registro e eventual cancelamento dessas marcações. Entre as novidades estão: obrigação de informar o cliente sempre que houver uma marcação de suspeita de fraude; comunicação da data do registro e da possibilidade de contestação; disponibilização de canais para esclarecimentos e pedidos de revisão; prazo máximo de sete dias para resposta ao usuário; obrigação de cancelar a marcação quando não houver mais elementos que sustentem a suspeita. Quando entra em vigor: 1º de fevereiro de 2027 para a obrigação de comunicação aos usuários e imediata para as demais disposições. Voltar ao índice.

Receita e entidades lançam página sobre a reforma tributária sobre o consumo Reprodução do site A Receita Federal deu publicidade nesta semana uma página na internet sobre a reforma tributaria com o objetivo de combater desinformações divulgadas em redes sociais e orientar os contribuintes. O site, que está disponível neste endereço, foi feito em parceria com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon). O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o governo e as entidades parceiras visam combater informações divulgadas por algumas empresas em redes sociais que estimulam o "pavor" para depois tentar vender alguma facilidade. "Procurem os canais oficiais, não se iludam com os sonhos vendidos com quem lucra com a desinformação", disse. Agora no g1 O serviço está dividido em seções, como: a "reforma de fato", que compila informações divulgadas pelo Fisco no combate às chamadas "fake news" (boatos em circulação). traz, ainda, uma seção sobre cronograma de obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais e de publicação dos leiautes nos termos a seguir descritos. em outro módulo, há cursos com material de apoio, palestras de especialistas e videoaulas. o Fisco, junto com as entidades participantes, também traz uma página com os manuais da reforma. outra seção engloba apresentações feitas sobre a reforma tributária. um painel sobre a reforma também foi colocado à disposição. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, lembrou que a reforma tributária já está sendo implementada, com a obrigação, por parte das empresas que vendem para outras companhias (B2B) informarem os valores da Contribuição Social sobre Bens e Serviços, a CBS (imposto federal), e do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS (tributo estadual e estadual), sobre o consumo. "A reforma já está dando certo, já começou neste ano. Temos mais de 30 bilhões de documentos fiscais emitidos. Mais de 90% das empresas brasileiras já tem condições de emitir documentos fiscais com destaque da CBS e IBS", disse ele, acrescentando que os setores financeiro e imobiliário serão acrescidos até o fim deste ano. Reforma tributária Aprovada em 2023 pelo Congresso Nacional, a reforma tributária sobre o consumo, que está em fase de testes neste ano, contempla a cobrança dos futuros impostos pelo governo federal, os estados e os municípios de forma efetiva em 2027. 🔎A CBS será cobrada com alíquota cheia a partir do próximo ano. Seu valor, que ainda está sendo calculado pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), será fixado por resolução do Senado em dezembro deste ano. 🔎A alíquota do IBS estadual e municipal, por sua vez, será marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS, até 2032. A cobrança integral começa em 2033. ➡️Estimativa divulgada nesta semana pelo Comitê Gestor do IBS aponta que a alíquota dos futuros impostos sobre o consumo do governo federal, estados e municípios somará cerca de 28% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia. O valor, que supera o teto existente 26,5%, também ficaria acima do registrado nos países ricos. ➡️Micro e pequenas empresas do Simples Nacional precisam tomar até o fim de setembro uma decisão que poderá afetar a forma como vão pagar impostos no próximo ano: se recolherão os tributos pelo sistema "híbrido" ou se permanecerão no modelo tradicional — conhecido como Simples "puro". ➡️A Secretaria da Receita Federal informou ao g1 que o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas, o chamado "business to business" (B2B). 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. Entenda A reforma tributária sobre o consumo determinou a extinção, nos próximos anos, do PIS, a Cofins e o IPI (para a maior parte dos produtos) federais, além do ICMS estadual e do ISS municipal. Em seu lugar, serão criados novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal, que começa com cobrança cheia em 2027, com valor ainda a ser definido; Imposto Seletivo (IS), ou imposto do pecado, a partir de 2027. o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) dos estados e municípios - com alíquota marginal de 0,1% no próximo ano e em 2028. Até 2032, haverá transição, com essa alíquota aumentando e, a partir de 2033, será feita cobrança integral do IBS. Esses dois novos impostos, sem contar o seletivo, funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, de maneira não cumulativa. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Outra mudança é que os tributos sobre o consumo (IVA) serão cobrado no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas. Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.

Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan O bilionário Warren Buffett, de 96 anos, deixou a presidência da Berkshire Hathaway, anunciou o conglomerado nesta sexta-feira (18). A mudança tem efeito imediato. Segundo a empresa, Buffett continuará como membro do conselho de administração na condição de“presidente emérito”. Seu filho, Howard Buffett, assumirá a presidência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mudança encerra mais de meio século de Buffett à frente do grupo, período em que ele transformou a Berkshire em um gigante financeiro e industrial. Buffett havia anunciado, em maio de 2025, que deixaria o cargo de CEO da Berkshire no fim daquele ano. Greg Abel assumiu a função no início de 2026, enquanto Buffett permaneceu na presidência do conselho. Agora no g1 A Berkshire Hathaway era uma empresa têxtil em dificuldades quando Buffett assumiu seu controle, em 1965. Sob seu comando, se transformou em um dos maiores conglomerados dos Estados Unidos. Atualmente, o grupo vale mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) em Wall Street, e integra um seleto grupo de empresas americanas que alcançaram esse patamar. O conglomerado reúne dezenas de empresas, entre elas a fabricante de pilhas Duracell e a seguradora americana Geico, além de manter participações em companhias como Coca-Cola e Bank of America. O megainvestidor ocupa o 10º lugar da lista de mais ricos do mundo da Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 144 bilhões (cerca de R$ 740 bilhões). Rejeitado por Harvard e com paladar infantil: quem é Warren Buffett? Warren Buffet em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. Nati Harnik / AP Warren Edward Buffett nasceu em 30 de agosto de 1930, em Omaha, no estado americano de Nebraska. Estudou na Universidade de Nebraska-Lincoln e na Columbia Business School. Buffett começou a trabalhar e investir ainda criança. Aos 11 anos, comprou as primeiras ações da vida: seis papéis da Cities Service Preferred, empresa que mais tarde daria origem à Citgo. Ainda adolescente, Buffett acumulou dinheiro com investimentos e diferentes trabalhos, que iam da entrega de jornais à venda de bolas de golfe usadas e ao polimento de carros. Buffett é casado com Astrid Menks desde 2006. Sua primeira esposa, Susan Thompson Buffett, morreu em 2004. Com ela, teve três filhos: Susan, Howard e Peter. Susan e Howard integram o conselho de administração da Berkshire. Também conhecido pela filantropia, Buffett chegou a doar cerca de US$ 43,3 bilhões (R$ 244,2 bilhões) à Fundação Gates desde 2006 e US$ 15,1 bilhões (R$ 85,2 bilhões) a outras quatro instituições de caridade familiares. Buffett determinou que, após sua morte, seus três filhos serão responsáveis por decidir o destino filantrópico de sua fortuna e deverão chegar a um consenso sobre o uso do dinheiro. As doações à Fundação Gates serão encerradas. Rejeitado por Harvard Depois de se formar na Universidade de Nebraska, Buffett se candidatou à Harvard Business School, mas foi rejeitado. Segundo o próprio bilionário contou no documentário "Becoming Warren Buffett", da HBO, ele chegou a ser chamado para uma entrevista de admissão para a universidade da Ivy League, realizada em um lugar perto de Chicago. “Cheguei lá, me entrevistaram por uns 10 minutos e disseram: ‘Esqueça. Você não vai para Harvard’”, afirmou no documentário. Buffett disse depois que a rejeição acabou sendo “a melhor coisa” que poderia ter acontecido, já que o levou a estudar em Columbia. Forbes divulga ranking dos maiores e mais jovens bilionários do Brasil em 2026 McDonald's no café da manhã e cinco latas de Coca-Cola por dia Em entrevista à revista americana Fortune, em 2015, Buffett afirmou que um dos segredos para se manter jovem era sua dieta rica em açúcar. Segundo o bilionário, pelo menos 20% das calorias que consumia diariamente vinham da Coca-Cola. “Bebo pelo menos cinco latas de 355 ml. Faço isso todos os dias”, disse à revista. Buffett também contou que costumava passar no McDonald's a caminho do trabalho e escolhia o café da manhã de acordo com o desempenho do mercado. Quando se sentia mais “próspero”, optava por um pãozinho americano com bacon, ovo e queijo. Nos dias em que o mercado estava em baixa, preferia opções mais baratas, como duas porções de linguiça ou um sanduíche com linguiça, ovo e queijo. O açúcar também aparecia na sobremesa: Buffett contou que costumava visitar a rede americana Dairy Queen para tomar sorvete. Mais de 60 anos na mesma casa Buffett mora desde 1958 na mesma casa, em uma rua movimentada de Omaha — local onde trabalha. Ele pagou US$ 31,5 mil (R$ 177,6 mil) por ela. Construída em 1921, a casa tem cinco quartos, dois banheiros, um lavabo e meio e aproximadamente 610 m². Em 2025, estimativas de mercado avaliavam a residência entre US$ 1,2 milhão (R$ 6,2 milhões) e US$ 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões). Por que ele é conhecido como o Oráculo de Omaha? Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Buffett construiu ao longo de décadas uma reputação como um dos investidores mais influentes do mundo. O apelido une a forte ligação de Buffett com Omaha, cidade onde nasceu e construiu sua carreira, à reputação conquistada após décadas de sucesso nos investimentos. Suas decisões e opiniões passaram a ser acompanhadas de perto por investidores e executivos. Primeiro-ministro da Austrália defende internet sem sugestões de algoritmos *Com informações da agência de notícias France Presse.
Dólar sobe a R$ 5,14, com foco em política brasileira e preços do petróleo no exterior; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (18), com um avanço de 0,11%, cotado a R$ 5,1440. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,41%, aos 185.229 pontos. No cenário doméstico, investidores seguiram avaliando eventuais impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família, anunciado na véspera. O cenário político também esteve no radar, assim como a divulgação de novos dados econômicos. No exterior, a queda dos preços do petróleo ficou no centro das atenções. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O governo federal anunciou, na véspera, um reajuste de 15% no Bolsa Família. A notícia foi recebida com ressalvas por economistas, que viram a medida como eleitoreira e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. O governo também informou que novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em análise. QUANTO VOU RECEBER? Veja perguntas e respostas ▶️ Já no exterior, os preços do petróleo oscilaram nesta sexta-feira. Nesta semana, a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais da commodity por meio do Omã, o que ajudou a amenizar preocupações sobre uma possível interrupção do abastecimento. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,05%, cotado a US$ 103,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 1,83%, a US$ 100,04 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,37%; Acumulado do mês: -0,69%; Acumulado do ano: -6,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,06%; Acumulado do mês: +4,40%; Acumulado do ano: +14,96%. Aumento do Bolsa Família Com o aumento, o benefício médio passará dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste valerá para os pagamentos que começam em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, o impacto estimado nas despesas chega a R$ 22,7 bilhões. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não passava por reajustes. Anunciada em meio à corrida eleitoral, a decisão representa, segundo a equipe econômica, a reposição da inflação acumulada entre o início do governo e agosto deste ano. A equipe econômica de Lula nega que o reajuste tenha relação com as eleições de 2026. A medida deve beneficiar 19,3 milhões de famílias. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Apoiadores de Flávio já anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street fecharam mistos nesta sexta-feira, conforme investidores monitoram os preços do petróleo e a alta de rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). O Dow Jones caiu 0,22%, enquanto e o S&P 500 e o Nasdaq Composite tiveram altas de 0,12% e 0,35%, respectivamente. Na Europa, os mercados tiveram queda generalizada nesta quinta-feira, puxada por ações dos setores automotivo e de telecomunicações. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,1%, para 635,45 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,60%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 1,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,45%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta sexta-feira, conforme investidores seguem em compasso de espera pela reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana. A notícia de que o Banco do Japão elevou a taxa básica de juros do país também ficou no radar. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 0,94%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,06%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,38% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,66%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters

Logo da Microsoft em Cambridge, em foto de arquivo Reuters/Brian Snyder A OpenAI cometeu um "roubo impressionante de proporções sem precedentes" ao utilizar milhões de artigos jornalísticos para treinar seus modelos de inteligência artificial (IA), alegou o New York Times em um documento judicial tornado público nesta quinta-feira (17). A startup californiana teria extraído conteúdo de mais de 10 milhões de artigos, quase um terço vindos do próprio New York Times. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento afirma que Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, classificou a prática como "um roubo impressionante de proporções sem precedentes" e possivelmente "o maior roubo de trabalho da história da humanidade". As declarações de Hecht representam "a opinião pessoal de um funcionário" e "não refletem a posição da empresa", informou um porta-voz da Microsoft à AFP em comunicado. Agora no g1 O jornal processou a OpenAI e a Microsoft há três anos em um tribunal federal de Nova York, acusando as empresas de utilizarem indevidamente material protegido por direitos autorais para treinar o ChatGPT, principal modelo da OpenAI. A Microsoft fez seu primeiro investimento na OpenAI em 2019. Diversos outros grupos de mídia também aderiram à ação judicial, entre eles a Ziff Davis, proprietária do CNET e de outras publicações de tecnologia, além da empresa controladora da revista Mother Jones, o site de jornalismo investigativo The Intercept e vários jornais locais dos Estados Unidos. Os autores da ação pedem indenização por cada artigo que teria sido utilizado pelos modelos da OpenAI, embora ainda não esteja claro o valor total que poderá ser determinado pela Justiça. Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, a OpenAI assinou acordos de licenciamento de conteúdo com muitos veículos de imprensa ao redor do mundo. Ainda assim, persistem preocupações de que os sistemas de IA generativa estejam reduzindo o tráfego para sites de notícias na internet. As empresas de IA tentaram responder a essas críticas ao incluir citações e links nas respostas fornecidas aos usuários, mas a iniciativa foi considerada insuficiente por parte dos críticos. "Por mais destaque que demos aos links, os usuários não vão clicar neles", admitiu um dos próprios engenheiros da OpenAI, segundo o documento judicial. A OpenAI e a Microsoft alegam que o uso de conteúdos do New York Times está amparado pelo princípio do fair use (uso legítimo), uma exceção da legislação de direitos autorais dos Estados Unidos que permite, em determinadas circunstâncias, a utilização de obras sem consentimento. As empresas também argumentam que o desenvolvimento da IA envolve uma transformação do conteúdo utilizado. No início de setembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou um parecer em apoio à OpenAI e à Microsoft, citando o "progresso científico", o crescimento econômico e a "segurança nacional". Os autores da ação solicitaram uma sentença sumária favorável. Caso o juiz federal Sidney Stein acolha o pedido, o processo não seguirá para julgamento, mas uma decisão não é esperada antes de 2027. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Da esquerda para direita, influenciadores Christy Cabrera, Caio Barbosa e Lucas Felpi. Arquivo pessoal O que acontece com um influenciador quando acaba o assunto que o tornou viral? Há 10 meses de seu casamento, Christy Lima Cabrera, 32 anos, decidiu gravar um vídeo no TikTok para compartilhar as dicas que vinha acumulando durante os preparativos para a cerimônia. O primeiro vídeo foi um sucesso e ultrapassou 40 mil visualizações, o que a incentivou a continuar produzindo. Logo, mais publicações tiveram audiência e empresas começaram a procurá-la para fechar parcerias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a produção de conteúdo dando bons resultados e cada vez mais sobrecarregada pelo cargo de liderança que ocupava no mercado financeiro, setor em que atuava há 14 anos, ela decidiu deixar o emprego formal. “Meu marido disse: ‘se continuar nesse nível, pede demissão. Vamos dar um jeito’. Foi o que eu fiz. Voltei da lua de mel e fui trabalhar na segunda-feira. O dia foi um inferno e, na terça, pedi demissão”, relembra. Agora no g1 Ela passou a se dedicar integralmente à produção de conteúdo, mas logo se deparou com um novo desafio: reinventar o perfil depois do casamento. O tema que havia impulsionado seu crescimento nas redes perdeu espaço após a cerimônia, e ela precisou encontrar novos assuntos para manter o interesse do público. A influenciadora passou a falar sobre temas variados, com foco em moda, viagens e estilo de vida. Mais recentemente, a pedido das seguidoras, também criou uma nova conta para ensinar conceitos básicos de finanças e investimentos. Influenciadora Christy Cabrera fez sucesso nas redes após compartilhar os preparativos de sua cerimônia de casamento. Arquivo Pessoal/Christy Cabrera “Tem sido um período desafiador e de muito trabalho, mas tenho apostado em conteúdos nos quais acredito e que fazem sentido para mim. Muitas marcas me procuram, mas recuso algumas propostas porque acredito que não tenham relação com o meu conteúdo”, diz. Como ainda não consegue obter a renda desejada com a internet, Christy encontrou nos programas de afiliados de grandes marcas do comércio eletrônico uma fonte adicional de receita. A estratégia também é adotada por outros influenciadores. O que um casamento, o Enem e o BBB têm em comum? Segundo Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria especializada em criadores de conteúdo digital, é natural que influenciadores que começaram em um nicho específico passem a abordar outros temas. “É mais fácil para um criador ganhar tração quando começa em um nicho específico, mas isso não significa que o interesse da audiência não o leve a falar sobre outros temas”, diz a executiva. Para Lotto, a capacidade de um criador se manter relevante depende menos do assunto em si e mais da relação construída com os seguidores. Ainda assim, como ocorre no mercado de trabalho tradicional, a Creator Economy — termo usado para descrever a economia movimentada por criadores de conteúdo e influenciadores — também costuma valorizar a especialização. Pesquisas indicam que, quanto mais especializado em um tema for o influenciador, maiores são suas chances de construir uma comunidade fiel e conquistar a confiança dos seguidores. Uma pesquisa recente da Sprout Social, empresa especializada em gestão de redes sociais, mostra que 47% dos usuários levam em conta os temas abordados por influenciadores antes de decidir se vão segui-los ou não. O estudo também mostra que influenciadores especializados levam vantagem sobre grandes perfis quando os usuários buscam aprender algo novo, encontrar recomendações confiáveis ou participar de uma comunidade ligada a um interesse específico. Nesses casos, a criatividade e a capacidade de explorar um mesmo tema em diferentes formatos ganham importância. Um exemplo é Caio Barbosa, de 29 anos, conhecido nas redes sociais como "o garoto dos realities". Influenciador Caio Barbosa, conhecido nas redes sociais como 'o garoto dos realities'. Arquivo Pessoal/Caio Barbosa Ele conta que começou a produzir conteúdo durante a pandemia de Covid-19. Na época, trabalhava como gerente de marketing de influência e viu nos realities uma oportunidade para falar sobre um tema pelo qual já era apaixonado. Seu primeiro vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações e ajudou a ampliar rapidamente sua base de seguidores. “Eu logo comecei a pensar nisso de forma mais estratégica, mas sou uma pessoa muito reservada e nunca imaginei expor minha vida na internet. Então minha saída foi me tornar referência em um nicho, e o universo dos realities era o tema sobre o qual eu mais tinha repertório”, relata. Barbosa afirma que mesmo adotando diferentes estratégias para falar sobre realities, há períodos específicos em que sua audiência dispara, especialmente nos primeiros meses do ano, durante o Big Brother Brasil. “É nessa época que as coisas funcionam muito bem, porque páginas grandes e outros influenciadores começam a compartilhar meu conteúdo, o que me ajuda a alcançar outras comunidades além da minha”, afirma. Quando o BBB termina, o influenciador passa a abordar realities de outros países, muitas vezes dando prioridade aos que contam com participantes brasileiros. “Faz alguns anos que adotei essa estratégia porque sei que os brasileiros, incluindo eu, defendem outros brasileiros com unhas e dentes”, diz. Atualmente, "o garoto dos realities" soma mais de 1,3 milhão de seguidores no TikTok e no Instagram. Uma estratégia semelhante foi adotada por Lucas Felpi, de 25 anos. Ele ficou conhecido entre 2018 e 2019 após citar a série "Black Mirror", da Netflix, em sua redação nota 1.000 no Enem. Após a repercussão da nota máxima, muitos estudantes passaram a procurá-lo em busca de dicas e orientações para o exame. Mas, como o Enem ocorre em um período específico do ano, sua renda como criador de conteúdo oscilava bastante. Influenciador Lucas Felpi, que ficou conhecido nas redes após citar a série "Black Mirror" em sua redação nota 1 mil no Enem. Arquivo Pessoal/Lucas Felpi “Eu precisava fazer um planejamento anual levando em conta a sazonalidade do trabalho, porque muitas marcas não queriam investir em alguém que fala sobre Enem e vestibulares fora dos períodos de maior interesse pelo tema”, diz. Para ampliar as possibilidades de conteúdo, ele buscou novas formas de abordar o assunto. Além das dicas, passou a indicar filmes que poderiam ajudar na preparação dos candidatos e a explicar estratégias para diferentes etapas dos estudos. Com o tempo, o influenciador também passou a abordar temas ligados ao seu novo momento de vida. “Eu tive que me adaptar porque, no fim das contas, não usei a nota do Enem, já que fui estudar nos Estados Unidos. Então comecei a falar sobre esse processo, a dar dicas para quem queria estudar fora e a produzir vlogs mostrando a vida universitária no exterior”, afirma. Lucas manteve uma produção frequente até alguns anos atrás, quando decidiu reduzir o ritmo das publicações para dedicar mais tempo à vida pessoal. Formado em engenharia da computação, hoje mora em Nova York e trabalha como engenheiro de software em uma grande empresa de tecnologia. Ainda assim, publica todos os anos uma cartilha sobre o Enem e soma mais de 700 mil seguidores no Instagram e no YouTube. E a monetização? Transformar a produção de conteúdo em uma fonte de renda suficiente para viver ainda é um desafio para a maioria dos influenciadores. Dados da Youpix mostram que menos de um terço deles (29%) vive exclusivamente da criação de conteúdo, enquanto mais da metade (53,5%) concilia a atividade com um trabalho fixo. De onde vem a renda dos influenciadores? Arte/g1 Segundo a pesquisa, a maioria dos influenciadores que vive apenas da criação de conteúdo atua no mercado há mais de três anos, o que indica que alcançar essa condição costuma levar tempo. Entre os entrevistados pelo g1, apenas Caio Barbosa afirma que a maior parte de sua renda mensal vem da criação de conteúdo. Lucas Felpi afirma que a maior parte de sua renda vem do emprego fixo, em parte porque passou a publicar com menos frequência. “Foi uma escolha pensando também na minha vida pessoal. Além disso, percebi que, mesmo um pouco mais distante, as pessoas não se esquecem de mim”, diz.

Anatel deu 30 dias para elas rastrearem a origem de outras milhões de ligaçõadulteradas Priscilla Du Preez/ Unsplash A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exigiu o bloqueio de ligações de duas empresas que somaram mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas, uma prática conhecida como spoofing, entre setembro de 2025 e junho de 2026. Em comunicado divulgado na última quarta-feira (16), a Anatel informou que as ligações fazem parte de um volume maior, que passa de 203 milhões de chamadas adulteradas. A agência não conseguiu identificar a origem de todo tráfego e exigiu que ele seja rastreado por operadoras. (saiba mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As chamadas identificadas pela agência foram realizadas pela Voros Telecomunicações, que atende empresas que fazem grandes volume de chamadas, e a ELO Contact Center, que presta serviços de telemarketing para a TIM. No primeiro caso, a Anatel concluiu que a Voros prestou serviço de telecomunicações clandestino. A decisão impede que as operadoras Algar, Datora e Foco liberem parte da sua capacidade de tráfego para a empresa. Agora no g1 Já a ELO Contact Center descumpriu regras do setor ao fazer ligações com números fora dos padrões, disse a agência. Uma segunda decisão exigiu que a TIM, parceira da empresa, faça o bloqueio das chamadas que tenham essa central como origem em um período de 30 dias. Segundo a Anatel, as medidas buscam coibir ligações com número de origem alterado indevidamente. O órgão diz que a prática "dificulta a identificação do efetivo originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares". Exigência de rastreamento Ainda segundo a Anatel, as prestadoras TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom realizaram um grande volume de tráfego irregular. Elas terão que apresentar em até 30 dias relatórios com a origem das ligações adulteradas sinalizadas pela agência. A Voros Telecomunicações alegou à agência que não presta serviços de chamadas voltados à rede pública e que a responsabilidade pelo identificador de origem das chamadas é das operadoras parceiras. A ELO Contact Center afirmou à Anatel que as irregularidades foram causadas por um fornecedor e que adotou medidas para corrigir o erro. A TIM disse que não tinha ingerência sobre a falha e que aplicou penalidades contratuais à parceira. A Algar e a Surf disseram que as ligações adulteradas foram causadas por contratos de intermediação com outras empresas, e não tiveram origem em suas redes próprias. A Itelco não respondeu às intimações da agência. Em comunicado ao g1, a Algar afirmou que foi notificada pela Anatel e que está analisando tecnicamente o teor das medidas para adotar providências dentro dos prazos estabelecidos. "A companhia reitera seu compromisso com a segurança da informação, a qualidade dos serviços e o cumprimento rigoroso das regulamentações vigentes", disse a Algar.

Mustafa Suleyman acredita que a rival Anthropic está ensinando o modelo Claude que ele 'pode ser consciente' Getty Images via BBC O chefe da divisão de IA da Microsoft afirmou que, a menos que restrições adequadas sejam implementadas no desenvolvimento da inteligência artificial, isso poderá levar ao surgimento de uma nova espécie de silício que competiria com os humanos. Ele descreveu a abordagem da empresa rival Anthropic, de tratar a IA como se fosse humana, como "equivocada", alertando contra a criação de uma tecnologia que a humanidade não possa controlar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em entrevista à BBC, Mustafa Suleyman afirmou que é "justo" que as pessoas estejam preocupadas ou alarmadas, mas que existem "medidas muito práticas que podemos tomar para adicionar salvaguardas e controles adicionais à forma como esses modelos são desenvolvidos". Os comentários são os mais recentes em uma série de alertas contundentes da indústria de IA sobre os possíveis perigos da tecnologia. Agora no g1 Em entrevista ao programa Today na quinta-feira, ele afirmou que se as empresas continuarem a criar IAs que definem seus próprios objetivos, geram lucro e possuem ativos estarão "essencialmente semeando uma nova espécie de silício que, sem dúvida, competirá conosco por recursos, independentemente do quanto se importe com a humanidade e nos ame". Os comentários de Suleyman à BBC vêm na esteira de um ensaio publicado por ele no início desta semana, no qual alertava sobre a abordagem da Anthropic para treinar seu modelo de IA, Claude. Ele criticou duramente a Anthropic por ensinar sua IA a apresentar características semelhantes às humanas, prática conhecida como antropomorfização, que, segundo ele, faz parecer que o Claude possui seus próprios desejos, valores e senso de identidade. A BBC entrou em contato com a Anthropic para obter um comentário. No ensaio, ele alertou que as empresas de tecnologia correm o risco de criar algo "impossível" de controlar ao tratar a tecnologia como um ser humano. "As IAs não são conscientes", escreveu ele. "Elas não sentem, não experimentam, não sofrem. Elas não têm preferências inatas nem motivações subjacentes." "São mecanismos de conclusão de sequências, internamente ocos, projetados para seguir instruções e atingir objetivos definidos por humanos." Ao falar com a BBC sobre uma próxima cúpula sobre IA, ele defendeu um "alinhamento" para criar uma tecnologia que deve ser "subordinada" à humanidade. "Acho que a boa notícia aqui é que todos os seres humanos terão um grande interesse em garantir que os sistemas que todos nós criamos e são usados em todo o mundo, em todas as nações, sejam seguros, controláveis e subordinados à humanidade." "Todos devem estar alinhados", disse ele. Em seu extenso ensaio, Suleyman também elogiou o chefe da Anthropic, Dario Amodei, e sua equipe por serem "pessoas ponderadas, íntegras e intelectualmente honestas" - mas, mesmo assim, questionou a empresa. Suleyman argumentou que "a consciência é biológica", afirmando que "não há evidências que sugiram que a IA seja consciente". Além de pedir um debate sobre o assunto, Suleyman afirmou que é necessária maior transparência em relação a como os sistemas de IA são treinados e avaliados. Segundo ele, isso incluía uma análise independente do comportamento da IA e ferramentas mais robustas para monitorar e controlar a tecnologia. "Não devemos agir como sonâmbulos e tomar uma decisão da qual nos arrependeremos amargamente mais tarde", escreveu ele. Dame Wendy Hall, professora de Ciência da Computação na Universidade de Southampton, descreveu os comentários como "o tipo de conversa que precisamos ter internacionalmente", contrastando-os com o "histrionismo" de algumas empresas de IA, que, segundo ela, só serve para "assustar a todos". 'Mais uma camada de risco' A Microsoft fundou sua própria equipe de superinteligência em outubro de 2025, um ponto que Suleyman reconheceu, e a empresa, assim como sua rival Anthropic, também está investindo em desenvolvimento de IA avançada. Ele afirmou que, na versão inicial do Código de Conduta para IA Humanista da Microsoft, a empresa expôs como está trabalhando em um "caminho alternativo" para criar "uma IA subordinada e alinhada cujo único propósito seja servir à humanidade". Alinhamento é uma área de estudo que busca incorporar ideias e princípios éticos humanos à IA. Em outras palavras, procura mantê-la em sintonia com aquilo que os seres humanos valorizam. Suleyman citou o recente incidente envolvendo os agentes de IA da OpenAI, que agiram de forma autônoma em um exercício de treinamento para invadir o hub tecnológico Hugging Face, como prova de por que a IA não deve ser tratada como se fosse humana. "Imagine o quão mais perigosos eles poderiam ser se estivessem operando sob a premissa de que seu bem-estar e seus direitos estivessem sob ataque", disse ele. "Isso acrescenta uma camada extra de risco." Reportagem adicional de Henry Moore.

Aplicativo da CNH do Brasil Divulgação / Serpro O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou a data de vencimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Documentos com validade entre 5 de junho e 8 de dezembro passaram a ter uma nova data única de vencimento: 9 de dezembro. Com a medida, o prazo foi ampliado em até 187 dias para as carteiras com vencimento a partir de 5 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Procurado pelo g1, o Ministério dos Transportes afirmou que as mudanças aplicadas à emissão e à renovação da CNH justificam a prorrogação da validade dos documentos. “O texto aprovado pelo Congresso Nacional trouxe alterações que exigem adequações operacionais e sistêmicas para a plena implementação das novas regras de renovação da CNH”, diz a pasta. Agora no g1 Segundo o ministério, uma dessas adequações é a “integração dos sistemas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans)”. O objetivo é: Permitir a correta identificação da situação de cada condutor; Viabilizar o processamento das informações dos exames psicológico e de aptidão física e mental; Garantir o registro dos resultados no prontuário do condutor. “A medida é transitória e busca assegurar que o período necessário para a conclusão dessas adaptações não prejudique os condutores nem o exercício dos direitos previstos na nova legislação”, apontou a pasta. Com a mudança, CNHs e ACCs vencidas desde junho voltam a ser consideradas válidas, e os motoristas não poderão ser punidos em fiscalizações por estarem com esses documentos vencidos. Segundo o Contran, a prorrogação já está em vigor, e o condutor não precisa apresentar recurso caso o documento já esteja vencido. A medida, porém, não vale para motoristas com o direito de dirigir suspenso ou cassado. Após a nova data de vencimento, os motoristas terão 30 dias para renovar os documentos. Renovação pode ser grátis e automática Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79. Em Tocantins, a cobrança é maior, chegando a R$ 221,21; No Acre, a taxa é de R$ 88,81. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.

Luciano Hang, dono das Lojas Havan Havan/Divulgação O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, virou alvo de uma ação por assédio eleitoral após um discurso feito para funcionários durante a inauguração de uma unidade da rede em Caldas Novas (GO). Na ação, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu R$ 30 milhões por dano moral coletivo. Segundo o órgão, o discurso do empresário relacionou uma proposta em debate nas eleições a possíveis prejuízos para os trabalhadores, incluindo perda de empregos e a necessidade de buscar um "subemprego". A ação foi apresentada na Justiça do Trabalho de Goiânia (GO) e inclui uma série de outros pedidos. Entre eles estão indenizações individuais para funcionários afetados, um vídeo de retratação de Hang e a adoção de medidas para evitar novos episódios semelhantes dentro da empresa. Agora no g1 De acordo com o processo, tudo começou durante a inauguração de uma nova loja da Havan em 29 de agosto. Ao falar para os funcionários, Luciano Hang criticou a proposta de acabar com a escala 6x1. Para ele, a mudança aumentaria os custos das empresas, elevaria os preços dos produtos e reduziria o poder de compra dos trabalhadores. Hang também classificou a proposta como um "estelionato eleitoral" e disse que ela serviria para conquistar votos nas eleições de outubro. "Eles querem ganhar o voto de vocês e, depois, sabe o que vai acontecer? No caso da Havan, o custo da mão de obra vai crescer 15% (...). Se você ganhar a mesma coisa e os produtos vão subir 10 a 15%, vocês vão ter um poder de compra menor. Aí, sabe o que vocês vão ter que fazer? Como vocês não vão poder trabalhar mais de cinco dias aqui na Havan e vão ficar com o mesmo salário, e o salário de vocês vai comprar menos produtos, vocês vão ter que arranjar outro emprego." ➡️ Na interpretação dos procuradores, o discurso não apenas criticou uma proposta trabalhista. Ele também associou uma escolha política a possíveis consequências para os próprios trabalhadores. A mensagem, segundo o órgão, foi a de que determinada decisão nas urnas poderia resultar em perda de renda, redução do poder de compra e necessidade de buscar outro emprego. "O que separa o exercício legítimo da liberdade de expressão do ilícito não é o conteúdo da opinião, e sim a presença do elemento coercitivo e a assimetria de poder inerente à relação de emprego. Dirigentes representam a empresa institucionalmente e suas manifestações naturalmente são lidas como orientação, pressão ou favorecimento”, explicam os procuradores do MPT. A defesa de Luciano Hang afirmou que o empresário apenas exerceu seu direito de opinar sobre a proposta e negou que tenha praticado assédio eleitoral. (Leia a íntegra da nota da defesa) O argumento dos procuradores é: em uma relação de emprego existe uma diferença de poder entre quem contrata e quem trabalha. Por isso, determinadas mensagens podem ser interpretadas pelos empregados como orientação, pressão ou até ameaça, mesmo quando não há uma ordem explícita. Foi justamente esse aspecto que levou o órgão a enquadrar o episódio como assédio eleitoral. 📎 Assédio eleitoral acontece quando alguém tenta influenciar a escolha política de um trabalhador usando sua posição dentro do ambiente de trabalho. Isso pode ocorrer por meio de ameaças, promessas de benefícios, pressões diretas ou até mensagens mais indiretas. É que nem sempre existe uma frase como "vote em determinado candidato". Muitas vezes a pressão aparece de outra forma. É o caso de mensagens que associam determinado resultado eleitoral ao fechamento da empresa, à perda de empregos, à redução salarial ou a dificuldades econômicas. Um levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), divulgado com exclusividade pelo g1, mostrou que essa é justamente a modalidade mais comum. Conhecida como "terror psicológico", ela aparece em 81,9% dos processos analisados. ⚠️ Nesses casos, o trabalhador é exposto a cenários negativos que seriam consequência de determinada escolha política. Mas o assédio eleitoral não se limita a esse tipo de situação. Outras formas comuns são: ameaças de demissão; promessas de benefícios ou promoções; pressão para participar de campanhas políticas; exigência de uso de materiais eleitorais; tentativas de descobrir em quem o funcionário pretende votar; constrangimentos em reuniões; retaliações por posições políticas; mensagens que relacionam resultados eleitorais a desemprego ou prejuízos financeiros. Nos últimos anos, esse tipo de prática também migrou para o ambiente digital. Pesquisas do TST mostram que aplicativos de mensagens e redes sociais aparecem em boa parte dos processos. Entre os exemplos estão grupos corporativos usados para propaganda política, compartilhamento obrigatório de conteúdos eleitorais e monitoramento do posicionamento político de empregados. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos de assédio eleitoral no país. Os dados estão no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado após a instituição de mecanismos específicos para identificação desses casos. ➡️ O número de denúncias é muito maior que o de processos que chegam à Justiça. Em 2022, por exemplo, o MPT recebeu 3.370 denúncias de assédio eleitoral, recorde da série. Em 2026, até agora, foram 74 — mas a campanha eleitoral acabou de começar. Não é a primeira vez O MPT ressaltou que não é a primeira vez que Hang responde por esse tipo de conduta. Em 2024, o empresário foi condenado a pagar R$ 85 milhões por danos morais individuais e coletivos por assédio eleitoral, após coagir funcionários na véspera das eleições de outubro de 2018. À época, Hang negou ter cometido irregularidades e classificou a decisão como “descabida e ideológica”. Segundo a ação, na véspera da eleição de 2018, Hang realizou reuniões com funcionários de suas lojas para questionar os votos deles e afirmou que, "dependendo do resultado presidencial, poderia demitir 15 mil pessoas". Dessa vez, além do pedido de indenização por dano moral coletivo em R$ 30 milhões, o MPT quer o pagamento de danos morais individuais aos empregados afetados, em valor não inferior a vinte vezes o último salário recebido. Também pede que Hang grave um vídeo de retratação em 48 horas e que a empresa assegure a liberação de seus empregados nos dias 4 e 25 de outubro, sem desconto no salário. A ação, que vai ser julgada pela Justiça do Trabalho de Goiânia, pede ainda a proibição de qualquer nova manifestação política em lojas e eventos da rede e um programa permanente de neutralidade político-eleitoral na empresa. Abaixo, confira a nota da defesa de Luciano Hang: A Justiça não pode ter lado. A Justiça não pode ser parcial e prejudicar quem gera empregos no país. Tenho direito de dar a minha opinião. Foi exatamente o que fiz durante a inauguração em Caldas Novas. Eu estava falando sobre a liberdade de poder trabalhar, que o emprego é sinônimo de felicidade e sobre a importância de trabalhar para conquistar seus objetivos. Nesse contexto, expressei minha opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no país. Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso. Desde que me manifestei publicamente, em 2018, vivo situações como essa. Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido. Não posso abrir mão da minha liberdade de expressão. Muito menos aceitar que uma opinião seja transformada em assédio eleitoral. Respeito o Ministério Público do Trabalho e respeito a Justiça. Mas também precisam respeitar quem gera emprego, investe no país e acredita no Brasil. Afinal, vivemos em uma democracia ou ela só vale quando concordamos com o que é dito? Como denunciar casos de assédio eleitoral? O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

Inscritos para o Exame Nacional da Magistratura (ENAM) se encaminham para local de prova, no DF TV Globo/Reprodução As inscrições para o Exame Nacional da Magistratura (ENAM), prova em que os candidatos precisam ser aprovados antes de prestar concursos para cargos de juiz no país, já estão abertas. Neste ano, o exame será realizado em 29 de novembro, em todas as capitais brasileiras. As inscrições vão até 24 de setembro, pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do exame. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO 📆 ACESSE O CRONOGRAMA COMPLETO A taxa de inscrição é de R$ 120 e deve ser paga até 25 de setembro. Candidatos com renda igual ou inferior ao limite de isenção do Imposto de Renda, inscritos no CadÚnico ou doadores de medula óssea podem solicitar a isenção da taxa. A prova terá 80 questões sobre direito constitucional, direito administrativo, noções gerais do direito e formação humanística, direitos humanos, direito processual civil, direito civil, direito empresarial e direito penal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Agora no g1 O edital foi regulamentado e organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). A banca responsável pela aplicação do exame é a Fundação Getulio Vargas (FGV). A aprovação no exame é obrigatória para quem pretende participar de concursos para a magistratura promovidos por tribunais regionais federais, tribunais do trabalho, tribunais militares e tribunais dos estados, além do Distrito Federal e dos Territórios. A medida foi aprovada em novembro de 2023 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A intenção é uniformizar o nível de conhecimento dos candidatos à magistratura, sem retirar a competência dos tribunais de realizarem seus próprios concursos, segundo o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do CNJ na época. Atualmente, a Constituição estabelece que a carreira no Poder Judiciário começa no cargo de juiz substituto, na primeira instância da Justiça. O cargo é preenchido por concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em todas as fases. Para concorrer, o candidato deve ser bacharel em Direito e ter, no mínimo, três anos de atividade jurídica. Com o ENAM, também passa a ser necessário ter sido aprovado no exame nacional. A prova será realizada pelo menos uma vez por ano, de forma simultânea. Como vai funcionar Para ser aprovado no ENAM, o candidato deverá acertar 56 das 80 questões, o equivalente a 70% da prova. Para pessoas autodeclaradas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência, o mínimo é de 40 acertos, ou 50% da prova. São requisitos para participar: ter nacionalidade brasileira, nata ou naturalizada, ou ser português com direitos amparados pelo Decreto nº 70.391/1972; ter concluído o curso de graduação em Direito, em instituição pública ou particular reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), até o início das inscrições; estar quite com o serviço militar, no caso de candidato do sexo masculino; estar quite com as obrigações eleitorais. A prova terá duração de cinco horas, das 13h às 18h, no horário de Brasília. Os portões serão fechados às 12h30. O gabarito oficial preliminar será divulgado em 1º de dezembro, no site do exame. Haverá possibilidade de apresentar recursos contra o gabarito preliminar e contra a aplicação da prova. (veja cronograma completo abaixo) O resultado definitivo da prova objetiva deve ser publicado em 29 de janeiro de 2027. A homologação do resultado final está prevista para 5 de fevereiro de 2027. A certificação de habilitação deverá ocorrer em até 30 dias após a homologação, ou seja, até 7 de março de 2027. O certificado terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período, contado da data de sua emissão. O exame terá caráter exclusivamente eliminatório. No dia da prova, será obrigatório apresentar documento de identidade original com foto e levar caneta esferográfica azul ou preta, de material transparente. Os candidatos deverão permanecer na sala por, no mínimo, três horas e só poderão levar o caderno de questões nos últimos 30 minutos de prova. Será proibido consultar livros, códigos, legislação, súmulas e anotações, assim como utilizar aparelhos eletrônicos ou manter comunicação com outros candidatos. 📆 Confira o cronograma oficial Inscrições e envio de documentação: 25/08 a 24/09 Pagamento da taxa de inscrição: até 25/09 Aplicação da prova: 29/11 Gabarito preliminar: 01/12 Recurso contra o gabarito preliminar: 02/12 e 03/12 Divulgação do gabarito definitivo: 11/01/2027 Resultado definitivo da prova objetiva: 29/01/2027 Homologação do resultado final: 05/02/2027 Certificação de habilitação pela Enfam: até 07/03/2027

Governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família O governo do presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) o aumento do valor mínimo pago pelo Bolsa Família, de R$ 600 para R$ 691. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com a atualização, o benefício médio pago pelo programa deverá subir de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento. 🔎 A diferença entre o piso e a média ocorre porque o programa prevê adicionais conforme o número e o perfil dos integrantes da família, como crianças, adolescentes e gestantes. (entenda abaixo) A medida foi anunciada a 17 dias das eleições. O governo nega motivação eleitoral e afirma que o reajuste de 15% recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação, que acumulou 17% desde o último aumento, em 2023. Na noite desta quinta-feira, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste. Ele pediu a suspensão da medida até o ano que vem "para resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos". Veja abaixo perguntas e respostas sobre o reajuste do Bolsa Família: Quanto vou receber com o aumento? Quando o novo valor começa a ser pago? Qual é o calendário de pagamentos do Bolsa Família em outubro? Quem pode receber o Bolsa Família? Há quanto tempo o programa não era reajustado? Quanto a medida vai custar aos cofres públicos? A mudança preocupa os economistas? Como o reajuste do Bolsa Família entra no debate eleitoral? Como a medida foi parar no TSE? É permitido fazer o reajuste? Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Quanto vou receber com o aumento? A resposta exata vai depender da composição familiar. Com a mudança, o Bolsa Família passa a prever o pagamento mínimo de R$ 691 por família. A medida também elevou de R$ 142 para R$ 164 o chamado Benefício de Renda de Cidadania. Esse é o valor pago por integrante da família pelo programa. O Bolsa Família funciona assim: 🔎 Se uma família elegível tiver três pessoas, por exemplo, a soma será de R$ 492 (3 × R$ 164). Como o valor fica abaixo do piso, a família receberá o complemento necessário para chegar a R$ 691. 🔎 Já uma família de cinco pessoas terá como base R$ 820 (5 × R$ 164). Além do piso, há benefícios complementares, que também foram reajustados: R$ 173 por criança de até 6 anos (eram R$ 150); R$ 58 por gestante (eram R$ 50); R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos (eram R$ 50); R$ 58 por bebê de até 6 meses (eram R$ 50). Na prática, portanto, o valor recebido por cada família varia conforme sua composição e pode aumentar com os benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes. Voltar ao índice. Quando o novo valor começa a ser pago? O reajuste não vale para os pagamentos de setembro, que já começaram a ser feitos. O primeiro repasse com os novos valores está previsto para 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, caso haja segundo turno. Voltar ao índice. Qual é o calendário de pagamentos do Bolsa Família em outubro? Apesar das mudanças nos valores, o calendário do programa não foi alterado. O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. Para outubro, os repasses começam no dia 19, uma segunda-feira. 🔎 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Com essa informação, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Veja o calendário para o mês: Final do NIS: 1 - pagamento em 19/10 Final do NIS: 2 - pagamento em 20/10 Final do NIS: 3 - pagamento em 21/10 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/10 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/10 Final do NIS: 6 - pagamento em 26/10 Final do NIS: 7 - pagamento em 27/10 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/10 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/10 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/10 Voltar ao índice. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar no programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Em agosto, o governo pagou o benefício a cerca de 19,3 milhões de famílias. Voltar ao índice. Há quanto tempo o programa não era reajustado? O Bolsa Família não tinha reajuste no valor mínimo de R$ 600 desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023. O último aumento do benefício havia sido feito em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o programa ainda se chamava “Auxílio Brasil”. Segundo o atual governo, o novo aumento de 15% recompõe parte da perda de poder de compra provocada pela inflação acumulada desde então, de 17%. Voltar ao índice. Camarotti: 'É difícil a oposição ficar contra o reajuste do Bolsa Família' Quanto a medida vai custar aos cofres públicos? Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste do Bolsa Família terá um custo de R$ 5,8 bilhões neste ano, considerando os pagamentos de outubro a dezembro. Em 2027 e 2028, o impacto anual será de R$ 22,7 bilhões, acrescentou. Com isso, a previsão de gastos com o Bolsa Família em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. Segundo Moretti, há espaço nas contas para bancar o aumento. “Temos segurança de que o espaço fiscal é superior ao que é preciso para custear essa medida”, declarou. O ministro afirmou que os números serão detalhados em relatório que será divulgado no dia 24 de setembro. Enquanto isso, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte suspenda o reajuste anunciado pelo governo. A representação foi assinada pelo procurador Lucas Furtado. "O decreto produz efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subsequente ao de sua publicação, gerando impacto orçamentário imediato e de grande monta, sem que haja qualquer indicação de prévia dotação orçamentária ou estimativa de impacto financeiro", diz trecho do documento. Voltar ao índice. A mudança preocupa os economistas? Reportagem do g1 mostra que a medida foi recebida com ressalva por economistas. A avaliação é que o aumento é compatível com a reposição da inflação acumulada no período, mas o momento escolhido para o anúncio é inadequado. Eles também apontam possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. “A primeira coisa é que não podemos deixar de considerar que faz tempo que não há reajuste", afirma o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo. "O problema é que isso está sendo feito às vésperas das eleições. Então, fica difícil não interpretar o movimento como eleitoreiro”, acrescenta. Os economistas ouvidos pela reportagem destacam que o impacto do reajuste sobre as contas públicas será maior a partir de 2027. “Em um cenário em que já temos uma questão fiscal importante, esse reajuste acaba contribuindo para o problema”, diz Juliana Inhasz, economista e professora do Insper. Voltar ao índice. Como o reajuste do Bolsa Família entra no debate eleitoral? O aumento, que irá beneficiar 19,3 milhões de famílias, foi anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições. O primeiro pagamento com os novos valores está previsto para 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno, caso haja segunda rodada. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na disputa pela Presidência no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. Lula tem 39% das intenções de voto, e Flávio, 36%. No segundo turno, os dois também aparecem em empate técnico: Lula tem 46% das intenções de voto, e Flávio, 44%. O governo nega influência eleitoral na decisão. A declaração foi feita pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]", afirmou. No fim de agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de Orçamento para 2027 sem prever reajuste nos valores do Bolsa Família. Questionado sobre o que mudou desde então, Moretti afirmou que apareceram novas informações sobre o espaço fiscal do governo e que os dados serão apresentados em relatório ainda neste mês. Voltar ao índice. Como a medida foi parar no TSE? O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), aliado de Flávio Bolsonaro, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família. Na ação, o parlamentar argumentou que a medida pode "comprometer a igualdade" de condições entre os candidatos na disputa eleitoral e pediu a suspensão do aumento até o fim das eleições. O caso foi sorteado para o ministro André Mendonça, que rejeitou a ação sem analisar o mérito. Segundo o ministro, Zé Trovão não tem legitimidade para apresentar esse tipo de ação, já que disputa um cargo diferente do candidato que pretendia questionar. Já na noite desta quinta-feira, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) entrou com uma representação no TSE contra o aumento do Bolsa Família. Ele pediu liminar para suspender os efeitos do decreto que prevê o reajuste até a posse dos candidatos eleitos neste ano, "para resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos". Na ação, Renan Santos alega finalidade eleitoral na medida e afirma que o objetivo é "evitar o desvio de finalidade e a repercussão da medida governamental eleitoreira adotada no desequilíbrio do pleito". O ministro Mendonça deve assumir a relatoria do novo pedido por prevenção, ou seja, porque já tinha sob sua relatoria um caso anterior semelhante. Voltar ao índice. É permitido fazer o reajuste? Especialistas ouvidos pelo g1 e pela TV Globo argumentam que há uma proibição para aumentos no benefício que representem ganho real, mas não para a reposição da inflação, desde que prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA). A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por sua vez, proíbe o presidente de criar novas despesas com pessoal nos 180 dias anteriores ao fim do mandato. Essa regra, porém, não se aplica à correção de benefícios sociais pela inflação. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que recriou o Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a "corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução". "Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu", acrescenta o órgão, em referência ao aumento anunciado nesta quinta-feira. Ainda de acordo com a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem ampliação do público atendido, está "fora do alcance de qualquer vedação eleitoral". A medida do governo Lula levou a comparações com a chamada "PEC Kamikaze", aprovada em 2022 durante o governo Jair Bolsonaro. O texto criou um estado de emergência e permitiu a ampliação de benefícios sociais naquele ano. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais alguns dispositivos da emenda que criavam e ampliavam esses benefícios. A PEC foi aprovada sob a justificativa de enfrentar os efeitos do aumento extraordinário dos preços dos combustíveis. Permitiu, entre outras medidas, ampliar benefícios sociais durante o ano eleitoral de 2022. Voltar ao índice.

Governo anuncia reajuste nos valores do Bolsa Família O valor mínimo pago pelo Bolsa Família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, o que eleva o valor médio a R$ 777. O reajuste de 15,04% foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). Em comparação com a série histórica, esse é o terceiro maior reajuste já registrado pelo benefício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em novembro de 2021, a reformulação do programa criou o Auxílio Brasil e estabeleceu um piso de R$ 400 — esse foi o primeiro grande reajuste. Naquele momento, ainda durante a pandemia, o beneficiário podia receber o Auxílio Emergencial ou o Auxílio Brasil, mas não os dois ao mesmo tempo. Em agosto de 2022, uma Emenda Constitucional elevou o piso do Auxílio Brasil para R$ 600 — o segundo grande reajuste. No ano seguinte, com a mudança de governo e o fim da emergência sanitária da pandemia, o programa voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo, porém, não foi reduzido e permaneceu em R$ 600. A nova correção também aumenta os demais valores que compõem o benefício: O pagamento por integrante da família, chamado de Benefício de Renda de Cidadania, passa de R$ 142 para R$ 164; O adicional para crianças pequenas sobe de R$ 150 para R$ 173; e O benefício para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes passa de R$ 50 para R$ 58. A mudança marca mais uma etapa de uma trajetória que começou há quase 23 anos. Veja o histórico recente abaixo. grafico grafico A criação do Bolsa Família O programa foi criado em outubro de 2003 pela Medida Provisória nº 132 e posteriormente consolidado pela Lei nº 10.836, de janeiro de 2004. Na época, o valor médio variava entre R$ 67 e R$ 72. O programa não contava com um piso definido e o valor recebido pelas famílias poderia ser maior ou menor de acordo com outros critérios. Isso só mudou em 2021, quando um valor mínimo foi determinado. O objetivo principal era unificar programas sociais que estavam separados, como Bolsa Escola, Programa Nacional de Acesso à Alimentação, Auxílio Gás e Cadastramento Único do governo federal. Em 2021, muda o nome e a lógica do pagamento A principal mudança aconteceu no fim de 2021, quando o programa deixou de se chamar Bolsa Família e passou a ser chamado de Auxílio Brasil. Além da troca de nome, mudou a forma de calcular o valor recebido. O programa passou a ter diferentes benefícios, além de um valor mínimo garantido por família. Na primeira fase do Auxílio Brasil, esse mínimo era de R$ 400. Em agosto de 2022, passou para R$ 600. Em 2023, volta o Bolsa Família Em 2023, o programa retomou o nome Bolsa Família e continuou com o piso de R$ 600 por família. Também passou a considerar o número e o perfil dos integrantes da família para definir o valor recebido. Quando a soma dos benefícios da família não chega ao piso, é pago um complemento até atingir esse valor mínimo. Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador Governo Federal

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.059 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (17), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 101,9 milhões. Um bolão em Presidente Venceslau, no interior de SP, levou a faixa principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 02 - 07 - 18 - 33 - 35 6 acertos: 1 aposta ganhadora, R$ 101.970.706,13 5 acertos: 98 apostas ganhadoras, R$ 31.664,29 4 acertos: 6.697 apostas ganhadoras, R$ 763,77 O próximo prêmio, que será sorteado no domingo (20), é estimado em R$ 28 milhões. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3059 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1