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g1 > Economia

Governo adota medida para manter abatimento no preço do diesel

O Ministério da Fazenda definiu em R$ 351,50 por metro cúbico o valor da subvenção ao diesel — uma espécie de ajuda financeira do governo para reduzir o preço do combustível. 🔎O valor equivale a R$ 0,35 por litro e será pago a produtores e importadores do óleo diesel tipo “A”. A medida começa a valer a partir desta segunda-feira (1º de junho) e terá validade de dois meses, podendo ser prorrogada. A iniciativa faz parte do pacote de ações do governo para reduzir os efeitos da escalada dos preços internacionais do petróleo sobre o mercado doméstico, em meio às tensões no Oriente Médio. Agora no g1 Impacto nas bombas Atualmente, o diesel conta com uma desoneração de R$ 0,35 por litro em tributos federais, mas o benefício perde a validade neste domingo (31). 🔎 Porque isso importa? Com a medida de subvenção adotada agora, o Executivo busca que o impacto não chegue às bombas para o consumidor final. O governo chegou a encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar para permitir o uso de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo na compensação da redução de tributos sobre combustíveis. A proposta enviada em abril, no entanto, está parada. Diante da demora na tramitação do projeto, o Executivo editou, em 13 de maio, uma medida provisória (MP) autorizando a concessão de subvenção econômica a produtores e importadores de combustíveis — que começou pela gasolina — em valor equivalente ao benefício tributário que deixará de vigorar. LEIA MAIS: Governo prorroga isenção de impostos sobre combustível de aviação e biodiesel até 31 de julho Fazenda define valor da subvenção ao diesel; medida começa a valer nesta segunda (1º). José Cruz/Agência Brasil via BBC
30/05/2026 15:16:36 +00:00
Mercosul e Canadá concluem nova rodada de negociação para acordo comercial

Exportações Amazonas Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM O Mercosul e o governo do Canadá concluíram nesta semana uma nova rodada de negociações visando um acordo comercial entre as partes, disseram os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura em nota conjunta neste sábado (30). De acordo com o documento, após esta rodada de conversas entre negociadores do Mercosul e do Canadá, que contou com a participação do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, cinco capítulos de um futuro acordo avançaram para a etapa de conclusão das negociações. "O encontro incluiu reuniões presenciais dos grupos técnicos sobre comércio de bens, serviços e serviços financeiros, entrada temporária de pessoas a negócios, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas bilaterais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e temas legais e institucionais", afirma a nota. Acordo comercial Mercosul-UE começa a valer Nesta semana, o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que 60% do acordo comercial entre Mercosul e Canadá já está acertado e que as negociações podem ser concluídas ainda neste ano. O fluxo de comércio entre Brasil e Canadá no ano passado foi de US$10,4 bilhões e as exportações brasileiras para o mercado canadense somaram US$7,3 bilhões, crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e recorde histórico, disse a nota conjunta dos ministérios. O Canadá é o oitavo principal destino das exportações brasileiras, ainda de acordo com o comunicado das pastas. "Destacaram-se, entre os principais produtos exportados, minérios de alumínio, níquel e cobre, açúcar, café, aeronaves, além de instalações e equipamentos de engenharia civil", afirma a nota. O avanço ocorre em meio a expectativas de que o acordo de livre comércio entre o Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e o Canadá possa ser concluído ainda em 2026, segundo fontes com conhecimento das negociações. Há, inclusive, avaliação de que o entendimento possa ser fechado antes de setembro, caso o ritmo atual seja mantido. Uma nova rodada de negociações já está prevista para o próximo mês, em Brasília, dando continuidade ao processo retomado no ano passado, após período de paralisação desde 2021. Interlocutores classificam o ritmo atual como “acelerado” e dizem que as conversas têm avançado de forma consistente. Do lado canadense, o interesse em concluir o acordo ainda neste ano também tem sido sinalizado. O ministro de Comércio Internacional, Maninder Sidhu, é descrito por fontes como um dos principais defensores do avanço das tratativas, em um contexto de busca por diversificação de mercados. Esse movimento ocorre em meio a incertezas no comércio global e à necessidade do Canadá de reduzir sua dependência dos Estados Unidos, seu principal parceiro econômico. Nesse cenário, a América do Sul, especialmente o Brasil, tem ganhado relevância estratégica. Para o Mercosul, o acordo com o Canadá é visto como uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos, sobretudo em setores como mineração e infraestrutura. O bloco também tenta capitalizar o momento após o avanço recente do acordo com a União Europeia. A agenda política deve contribuir para impulsionar as negociações. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil nos próximos meses. Embora não haja previsão de anúncio formal durante a visita, a expectativa é de que o encontro ajude a acelerar a conclusão do acordo.
30/05/2026 15:05:06 +00:00
IR: Receita recebe mais de 44 milhões de declarações, diz ministro da Fazenda

Imposto de Renda: prazo termina na sexta-feira (29) g1 A Receita Federal encerrou o prazo de entrega do Imposto de Renda 2026 com 44.498.717 declarações recebidas, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, neste sábado (30). Em uma postagem nas redes sociais, ele disse que o resultado "reflete o compromisso do contribuinte brasileiro e o amadurecimento do sistema tributário nacional". Em relação ao quantitativo de pessoas que não entregaram a declaração, a Receita informou que ainda não é possível contabilizar este número pois o resultado é fruto de investigações pontuais realizadas ao longo do declínio de cinco anos. O que ocorre a partir de agora? Quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Leão. Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma: - Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; - Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar) A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na da Prazo para declarar o Imposto de Renda termina nesta sexta-feira ta do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita. De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda-feira (1º). Veja abaixo o que fazer caso você tenha perdido o prazo de entrega. Como regularizar a situação? O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal. A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito. Como pagar a multa? A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf). A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic. Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros. O que acontece se eu não pagar a multa? Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais. Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como: - o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho; - a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos; - o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros; - protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização; - o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida por exemplo para financiamento imobiliário, entre outros. O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.
30/05/2026 15:01:48 +00:00
Real Madrid lidera ranking dos clubes mais valiosos do mundo; veja a lista da Forbes

Real Madrid durante a conquista da 15ª Liga dos Campeões em 2024 Glyn KIRK / AFP O Real Madrid continua sendo uma potência não apenas dentro de campo, mas também nas finanças. Segundo levantamento da Forbes, o clube espanhol registrou receita de US$ 1,27 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) na temporada 2024/25, o maior valor já alcançado por uma equipe esportiva desde que a publicação começou a acompanhar esses dados. O resultado representa um crescimento de 12% em relação ao ano anterior e superou até mesmo a receita do Dallas Cowboys, da liga de futebol americano (NFL), que faturou US$ 1,23 bilhão em 2024. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Com isso, o Real Madrid manteve o posto de clube de futebol mais valioso do mundo pelo quinto ano seguido. Atualmente, a equipe é avaliada em US$ 9,5 bilhões (aproximadamente R$ 47,8 bilhões, ficando cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) à frente do Barcelona, segundo colocado no ranking. Veja abaixo os clubes mais valiosos do mundo em 2026: Real Madrid — US$ 9,5 bilhões Barcelona — US$ 7,5 bilhões Manchester United — US$ 7,2 bilhões Liverpool — US$ 6,2 bilhões Paris Saint-Germain — US$ 5,8 bilhões Bayern de Munique — US$ 5,7 bilhões Manchester City — US$ 5,5 bilhões Arsenal — US$ 5,4 bilhões Chelsea — US$ 4,2 bilhões Tottenham Hotspur — US$ 3 bilhões Atlético de Madrid — US$ 2,95 bilhões Juventus — US$ 2,4 bilhões Borussia Dortmund — US$ 2,2 bilhões AC Milan — US$ 1,85 bilhão Inter de Milão — US$ 1,8 bilhão Aston Villa — US$ 1,4 bilhão Inter Miami — US$ 1,35 bilhão Los Angeles FC (LAFC) — US$ 1,32 bilhão Newcastle United — US$ 1,25 bilhão Los Angeles Galaxy (LA Galaxy) — US$ 1,08 bilhão New York City FC — US$ 1,02 bilhão Atlanta United FC — US$ 1 bilhão Benfica — US$ 960 milhões Roma — US$ 940 milhões Everton — US$ 930 milhões Fulham — US$ 920 milhões Brighton & Hove Albion — US$ 910 milhões VfB Stuttgart — US$ 880 milhões Seattle Sounders — US$ 860 milhões Austin FC — US$ 855 milhões Interesse crescente dos investidores Os números mostram que os clubes de futebol seguem ganhando valor no mercado. Atualmente, os 30 times mais valiosos do mundo têm avaliação média de US$ 2,9 bilhões, um crescimento de 21% em relação ao ranking anterior. Entre os fatores que explicam essa valorização está o interesse crescente de investidores americanos no futebol europeu. Hoje, mais da metade dos clubes da Premier League, principal liga da Inglaterra, está sob controle de empresários ou fundos dos Estados Unidos. A expectativa é que os clubes continuem aumentando suas receitas nos próximos anos, impulsionados por competições internacionais mais lucrativas, modernização de estádios e novos investimentos no setor. A modernização dos estádios tem papel importante nesse processo. O Real Madrid concluiu recentemente a reforma do Santiago Bernabéu, enquanto o Everton inaugurou uma nova arena. Projetos semelhantes também estão em andamento em clubes como Barcelona, Manchester United, Roma e nas equipes de Milão.
30/05/2026 12:06:16 +00:00
Governo prorroga isenção de impostos sobre combustível de aviação e biodiesel até 31 de julho

Um decreto do governo federal publicado nesta sexta-feira (29) prorrogou a isenção de impostos sobre a venda e importação de querosene de aviação (QAV) e do biodiesel até 31 de julho. A medida faz parte de um pacote de ações para conter a alta dos combustíveis, pressionados pela escalada do preço do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio (entenda mais abaixo). O benefício — que reduz custos para companhias aéreas e produtores de combustíveis, e pode ajudar a conter repasses de preços ao consumidor — terminaria neste domingo (31). 🔎O querosene de aviação é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após aumento anunciado pela Petrobras mês passado. Agora no g1 Relembre o pacote para conter alta dos combustíveis A medida prorroga uma das ações do pacote anunciado em abril. Na ocasião, o governo anunciou um conjunto de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os combustíveis no país. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das medidas anunciadas será de R$ 30,5 bilhões. Ele afirmou, no entanto, que esse valor não terá impacto nas contas públicas, porque deve ser compensado por outras receitas do governo, como a arrecadação com o óleo diesel e os royalties do petróleo — valores pagos por empresas pela exploração de petróleo. As medidas incluem a concessão de subvenção — uma espécie de ajuda financeira do governo — para reduzir o preço de alguns combustíveis. Serão contemplados o diesel importado, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, e o querosene de aviação. LEIA MAIS: Governo publica decreto que fixa em R$ 0,44 subsídio por litro da gasolina No Brasil, Petrobras anuncia aumento para o querosene de aviação Jornal Nacional/ Reprodução Entre as medidas anunciadas pelo governo estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; e linhas de crédito para o setor aéreo.
30/05/2026 11:54:52 +00:00
Governo detalha bloqueio no Orçamento; ministérios da Defesa, Cidades e Educação lideram cortes

O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano. Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões. Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes. 🔎 Um bloqueio no orçamento é como um "freio de emergência" temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido. Agora no g1 Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio: Defesa (R$ 4,363 bilhões); Cidades (R$ 3,320 bilhões); Educação (R$ 1,605 bi); Transportes (R$ 1,500 bi); Fazenda (R$ 1,396 bi); e Saúde (R$ 1,002 bi). Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões. As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões. Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos. Por que os gastos foram bloqueados O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. Pela norma: a regra básica é que o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior; o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação; o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos. Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano. Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado
30/05/2026 11:20:15 +00:00
Após início de ano forte, agro pode sofrer com El Niño e alta dos fertilizantes

PIB: Agropecuária cresce 2% e impulsiona alta da economia brasileira no 1º trimestre Após começar o ano em alta, a agropecuária brasileira deve perder força nos próximos meses e entrar em trajetória de queda até 2027. O cenário é pressionado pelo risco de perdas nas colheitas por causa do El Niño e pelo aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes. "Não se faz safra recorde em ano de El Niño", afirma o economista Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O último El Niño de grande intensidade, semelhante ao que se espera para este ano, foi o de 2014 e 2015. Para os produtores, ele deixou uma péssima lembrança, já que o país enfrentou a maior quebra de safra de sua história", destaca Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios. O fenômeno climático, que provoca secas intensas no Centro-Norte do país e chuvas fortes no Sul, tem alta probabilidade de se formar entre junho e julho. Se confirmado, deve atrasar os plantios deste ano e reduzir as colheitas de 2027. "O El Niño deve ser decretado a partir da primeira ou segunda semana de junho", destaca Cogo, explicando que o fenômeno ainda não foi oficialmente confirmado. "Praticamente não existe cultivo que não seja vulnerável ao El Niño. Como o Brasil tem dimensões continentais e a produção agrícola está espalhada por todo o país, algumas regiões sofrem com secas intensas e outras com chuvas excessivas", ressalta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Brasil vai ter 'Super El Niño? Por que cientistas estão em alerta? Entenda El Niño e La Niña Arte/g1 Fim da 'tempestade perfeita' Apesar da perspectiva de retração, a agropecuária cresceu 2% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o último trimestre de 2025, segundo o IBGE. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de grãos, especialmente da soja, cuja colheita se concentra no início do ano. O resultado veio após um ano em que o agro registrou crescimento de 12%, considerado "fora da curva". "Foi aquela tempestade perfeita: clima favorável, recorde de safra e grandes volumes de abate de animais, principalmente bovinos", diz Cogo. "A base de comparação para este ano é elevada e o cenário atual é bastante diferente. Há ampla oferta global de grãos e estoques elevados, o que pressiona os preços das commodities. Além disso, a valorização do real frente ao dólar tende a reduzir o faturamento dos produtores em moeda brasileira, principalmente os de soja, milho, algodão e café", acrescenta. Na pecuária, ocorre um movimento conhecido como "virada de ciclo". Após três anos de abates recordes, inclusive de fêmeas, os produtores passaram a reter vacas nas fazendas para aumentar a produção de bezerros. Trata-se de um movimento natural do setor, que se repete de tempos em tempos. Serigati, da FGV, prevê que o PIB do agronegócio deve recuar 0,9% neste ano. Além dos fatores já citados, ele destaca que os juros elevados aumentam o endividamento dos produtores e encarecem o crédito. "Isso leva o produtor a reduzir a área plantada ou a utilizar tecnologias menos eficientes, como fertilizantes menos concentrados, o que reduz o potencial de produtividade", destaca. Imagem de armazenamento de grãos. Confederação Nacional da Agricultura (CNA). El Niño e fertilizantes Se confirmado, o El Niño não deve afetar as colheitas deste ano, já que boa parte da safra de grãos já foi plantada. O impacto imediato tende a recair sobre os produtores rurais, que podem ser obrigados a adiar o plantio por causa de secas ou do excesso de chuvas. "O impacto do El Niño sobre o volume colhido e sobre o PIB será sentido principalmente em 2027. Neste ano, os efeitos recaem sobre o bolso do produtor, que enfrenta gastos maiores com replantio e atrasos", afirma Serigati. Cogo explica que o fenômeno provoca secas intensas na região do Matopiba, formada pelo Tocantins e por áreas do Maranhão, Piauí e Bahia, importante polo de produção de soja, milho e algodão. A estiagem provocada pelo El Niño também afeta fortemente estados como Mato Grosso, maior produtor de soja do país e referência na pecuária bovina, e o Pará, que também tem forte atuação nesses setores. "Já o excesso de chuva no Sul é muito prejudicial para o cultivo de arroz, que está concentrado no Rio Grande do Sul", diz Cogo. Além dos riscos climáticos e do aumento do endividamento rural, os produtores brasileiros também enfrentam a alta dos preços dos fertilizantes, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. Serigati ressalta que os efeitos da alta dos fertilizantes sobre os preços dos alimentos devem chegar ao consumidor apenas em 2027. Isso porque as lavouras colhidas neste ano foram plantadas com adubos comprados antes do início do conflito. No campo, porém, o aumento dos custos já é uma realidade. Isso porque os produtores estão comprando agora os fertilizantes que serão usados nos próximos ciclos de plantio. "Caso o produtor não consiga arcar com o volume necessário de fertilizantes, ele pode aplicar uma quantidade inferior à ideal, o que reduz o potencial de produtividade da safra", diz Serigati. Outra alternativa é reduzir a qualidade do adubo. "Em vez de utilizar fertilizantes mais concentrados, que são mais caros, muitos produtores podem optar por versões menos concentradas, o que também aumenta outros custos da produção", diz o pesquisador da FGV. "Como os fertilizantes menos concentrados exigem a aplicação de um volume maior de produto para garantir a mesma nutrição do solo, cresce a necessidade de transporte e de operações com máquinas agrícolas, o que encarece gastos com frete e óleo diesel", conclui Serigati.
30/05/2026 08:00:41 +00:00
Nova picape de Ana Castela tem modificações que podem ser irregulares, dizem especialistas

Ana Castela e sua RAM 3500 com modificações Reprodução / Instagram A cantora Ana Castela divulgou esta semana em suas redes sociais a customização que realizou em sua RAM 3500. A picape passou por uma oficina especializada em Luziânia (GO) e teve alterações na suspensão, conjunto de rodas e pneus, iluminação e adereços estéticos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em uma das postagens, um vídeo mostra a picape circulando em via pública. Algumas dessas alterações são vetadas pela legislação e outras precisam ser legalizadas junto aos órgãos de trânsito e constar no documento. O g1 procurou especialistas para explicar os riscos dessas modificações, o que diz a legislação e quais alterações podem ser legalizadas. Segundo Jefferson Leão Pires, da Poliszezuk Advogados, um veículo modificado dentro de propriedade privada não infringe, a princípio, a legislação. “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica. RAM 3500 modificada de Ana Castela apareceu em vídeos circulando em vias públicas Reprodução / Instagram O proprietário não pode fazer ou mandar fazer modificações nas características de fábrica do veículo sem prévia autorização da autoridade competente. Isso está no artigo 98 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). O advogado explica que existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que as modificações permitidas dependem, conforme o caso, de autorização prévia. Agora no g1 Também é necessária inspeção de segurança veicular, emissão de Certificado de Segurança Veicular, nota fiscal da modificação e posterior anotação no cadastro e no CRLV-e “Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, diz Pires. O próprio Contran prevê que veículos com suspensão modificada devem observar limites técnicos e que a altura livre do solo deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e). Rodas e pneus “para fora” RAM 3500 da cantora Ana Castela com rodas e pneus customizados Reprodução / Instagram Segundo Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, as modificações exibidas na picape podem, em tese, configurar infrações de trânsito e irregularidades administrativas. Dependeria da forma de instalação, regularização e efetiva circulação do veículo em vias públicas. “No caso das rodas e pneus que ultrapassam os limites dos para-lamas, há forte indicativo de irregularidade”, diz a advogada. A legislação brasileira exige que os pneus estejam cobertos pelos para-lamas, justamente para evitar arremesso de pedras, água, lama e detritos contra outros veículos, motociclistas e pedestres, explica a especialista. “Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, diz Daniela. No caso de alguns carros customizados com rodas mais largas, a solução é alargar os para-lamas ou instalar apliques que cobrem a parte excedente do pneu. Para-lamas devem cobrir o conjunto de roda e pneu Arte / g1 Luzes fora de especificação As luzes coloridas instaladas na grade dianteira e as luzes sob o veículo ou atrás das rodas também podem configurar irregularidade, explica a advogada. “A legislação brasileira restringe o uso de dispositivos luminosos que possam comprometer a identificação do veículo, confundir outros motoristas ou prejudicar a sinalização oficial prevista pelo sistema nacional de trânsito”, diz Daniela. Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, o Contran estabelece especificamente quais os equipamentos obrigatórios e as cores admitidas para o sistema de iluminação de um veículo. RAM 3500 modificada de Ana Castela com luzes na grade e sob o veículo Reprodução / Instagram A lógica, de acordo com o especialista, é padronizar sinais luminosos para que os demais condutores, pedestres e agentes de trânsito compreendam rapidamente a posição, sentido, frenagem e intenção de manobra do veículo. Nesse ponto, o CTB tem um artigo que trata de “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação e sinalização alterado”, e outro artigo que descreve quando “houver equipamento ou acessório proibido, a depender da constatação feita pela fiscalização”. Multas Daniela explica que as infrações relacionadas à alteração irregular de característica do veículo normalmente são classificadas como graves, com aplicação de multa, pontuação na CNH e retenção do veículo para regularização. “Dependendo da irregularidade identificada, também pode haver reprovação em vistoria, impedimento de licenciamento, apreensão administrativa de equipamentos e necessidade de retorno às condições originais’, diz. Em situações mais graves, conta Daniela, especialmente quando houver comprometimento efetivo da segurança viária, o veículo pode ser removido até regularização. No CTB, multas graves são fixadas atualmente em R$ 195,23 e geram 5 pontos na carteira do motorista. “O alerta ao público é que customização automotiva não é proibida por si só, mas existe uma diferença grande entre modificar um veículo para exposição, filmagem ou uso privado e colocá-lo para circular em via pública”, diz Pires. A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora Ana Castela e perguntou sobre as modificações da RAM 3550 e se elas estavam legalizadas. Até o momento as perguntas não foram respondidas. A reportagem do g1 também entrou em contato com o Detran de Goiás, onde a picape da Ana Castela foi filmada em vias públicas. As perguntas foram a respeito da fiscalização e da situação das picapes que aparecem no vídeo. Até o momento as perguntas não foram respondidas.
30/05/2026 07:03:22 +00:00
VÍDEO: Chevrolet Captiva EV vai ser fabricado no Brasil, mas precisa melhorar em 5 pontos

5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A Chevrolet já confirmou que o Captiva EV vai ser fabricado na cidade de Horizonte, Ceará. Lá já é feito o Spark, outro elétrico da marca. O curioso é que os dois modelos herdam nomes de carros da Chevrolet, mas não têm nada a ver com seus antecessores. O g1 testou o SUV elétrico, que hoje é vendido por R$ 220 mil, e aponta cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E se você acha que o Captiva EV não tem nenhuma relação com o Captiva lançado em 2008, você está redondamente certo. O design com linhas agudas e para-lamas salientes até conversa com alguns carros da GM. Porém este é o Wuling Starlight S, com mudanças estéticas para ficar alinhado ao portfólio da Chevrolet. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido, 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia. Segurança O pacote de segurança do Captiva é bom, como sistema de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência. O sistema de alerta e permanência em faixa poderia ser mais refinado, as reações são um pouco tardias. Porém, este é um sistema auxiliar e não uma condução autônoma. O farol alto também se ajusta para baixo automaticamente para não ofuscar ninguém. Com as câmeras é possível ver ao redor e evitar aqueles toques que acabam com o dia do motorista. Sensor de estacionamento é só na traseira. Sonic é melhor A experiência dentro do Captiva EV é peculiar. Quem já testa produtos da Chevrolet está acostumado ao MyLink e à filosofia adotada pela GM. Desde o Onix, passando por Sonic e até modelos mais caros, como a Blazer EV. Ainda que a Blazer seja muito mais sofisticada que um Sonic, existe uma lógica clara na marca envolvendo multimídia, ícones, volante, botões e até o cluster, criando uma identidade bem definida dentro da cabine. No Captiva EV, porém, essa lógica não está presente. Isso é compreensível, já que o modelo deriva Wuling Starlight S. Portanto, faz sentido que ele apresente uma ergonomia e uma organização interna diferentes. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O problema é que essa nova proposta não supera a experiência já oferecida pela GM. A multimídia atual do SUV utiliza uma lógica baseada em conteúdos retangulares organizados verticalmente, algo que lembra tablets ou até sistemas genéricos encontrados no mercado de acessórios. Além disso, a forma como diversas funções são ajustadas não é tão intuitiva nem tão refinada quanto no sistema tradicional da Chevrolet. Por isso, seria interessante que a GM, quando produzir o Captiva no Brasil, implemente o sistema MyLink no modelo fabricado no Ceará. Galerias Relacionadas Outro ponto que compromete a experiência é a ausência de carregador por indução. Isso obriga o uso de cabo USB atravessando o painel para conectar o celular, o que reduz a praticidade e prejudica a percepção de qualidade da cabine. Como consequência, também não há Android Auto nem Apple CarPlay sem fio. Sem carregador por indução, a utilização prolongada de sistemas sem fio pode se tornar limitada, já que o consumo de bateria do celular tende a ser elevado em viagens mais longas. Dessa forma, a Chevrolet precisaria fazer essas mudanças para o Captiva nacional: oferecer Android Auto e Apple CarPlay sem fio e incluir carregador por indução. Um bônus seria colocar a opção de Wi-fi na cabine, igual ao Sonic e outros modelos da marca. Por outro lado, há um aspecto que a GM deve preservar no Captiva brasileiro: a qualidade dos materiais internos. O modelo apresenta acabamentos no console central que, em alguns pontos, superam materiais plásticos encontrados até mesmo na Blazer, que pertence a uma categoria superior e possui projeto Chevrolet próprio. Ao buscar fornecedores locais para a produção nacional, a GM deveria manter o padrão de qualidade e a escolha cuidadosa dos materiais já presentes no Captiva, preservando um dos principais pontos positivos da cabine. E também manter o teto solar panorâmico. Minimalismo ≠ minimizar Ao volante, o Chevrolet Captiva apresenta pontos positivos, mas também aspectos que poderiam evoluir. Do ponto de vista de ergonomia e acesso às informações, existe uma percepção que não se limita apenas ao produto da Chevrolet, mas a vários veículos novos: o conceito de minimalismo em algumas cabines está sendo confundido com simplesmente minimizar elementos, e são propostas bastante diferentes. Minimalismo significa oferecer informações importantes (como nível de bateria, potência, velocidade e autonomia) de maneira clara, objetiva e facilmente compreensível em uma rápida olhada. Transmitir informação com eficiência, sem excessos. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM Por outro lado, “minimizar” é reduzir demais esses elementos, como ocorre ao utilizar um cluster muito pequeno, que até pode parecer discreto, mas compromete a leitura e pode até transmitir, de forma subconsciente, uma sensação de economia excessiva ou de produto mais barato. Essa percepção se torna ainda mais evidente quando modelos de segmentos inferiores já oferecem telas maiores e visualmente mais adequadas. Por isso, para o Captiva produzido no Brasil, a Chevrolet poderia rever o tamanho desse cluster e adotar uma filosofia mais alinhada ao padrão já conhecido da marca, tanto em multimídia quanto em apresentação de informações. Isso tornaria a experiência de condução mais agradável e reforçaria a sensação de qualidade. Menos adrenalina Em relação à direção, o acerto é anestesiado. No cenário atual, porém, exigir de carros elétricos sensações de condução mais refinadas ou esportivas é falar para um público bastante específico. Consumidores que buscam veículos elétricos normalmente priorizam eficiência energética, autonomia e desempenho equivalente a motores turbo a combustão, sem necessariamente esperar direção afiada ou comportamento dinâmico mais envolvente. Para quem busca essa experiência ao volante, ainda existem opções como o Volkswagen Tiguan, que, embora não seja híbrido nem elétrico, entrega uma proposta mais dinâmica, com suspensão refinada e direção mais precisa, ainda que por um preço elevado. Já no caso do Captiva, sua proposta está claramente voltada para outro perfil de consumidor. Portanto, os cinco pontos a melhorar são: Sistema multimídia com MyLink Conexão de Android Auto e Apple Car Play sem fio Carregadores por indução para celular Cluster de instrumentos maior Ar-condicionado de 2 zonas Galerias Relacionadas Ao gosto do brasileiro Dentro desse contexto, um aspecto positivo é que, mesmo sendo um produto de origem chinesa, o acerto de suspensão desenvolvido para o Brasil é competente. Apesar das rodas grandes, o carro não transmite em excesso as imperfeições do asfalto para a cabine, evitando desconforto exagerado. Outro destaque importante está na calibração do conjunto elétrico para o uso diário. Diversas marcas ainda enfrentam dificuldades no ajuste entre acelerador, frenagem regenerativa e resposta inicial do pedal, o que muitas vezes gera aquela sensação desconfortável que algumas pessoas associam erroneamente aos carros elétricos. No Captiva, esse ajuste foi bem executado. A transição entre aceleração, desaceleração e frenagem ocorre de forma natural, aproximando a experiência daquilo que motoristas estão acostumados a sentir em veículos a combustão. Em poucos segundos ao volante, a condução se mostra previsível, confortável e sem os solavancos comuns em calibrações mal resolvidas. Nesse ponto, a Chevrolet acertou e, para o modelo nacional, deve manter essa configuração, preservando uma das qualidades mais relevantes da experiência do Captiva. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
30/05/2026 07:01:51 +00:00
CEOs do setor de IA tentam conter temor sobre desemprego em massa causado pela tecnologia

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria Os empresários mais influentes do setor de inteligência artificial (IA) começaram a moderar o tom de previsões alarmistas sobre um suposto desemprego em massa causado pela tecnologia, em meio ao aumento da resistência pública às transformações prometidas para o mercado de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da OpenAI, Sam Altman — cujas declarações anteriores ajudaram a alimentar preocupações sobre os impactos da IA na sociedade — agora afirmam que parte dos alertas apocalípticos foi exagerada ou até oportunista. Em entrevista à Channel News Asia na segunda-feira (25), Huang criticou diretamente executivos que associam demissões recentes ao avanço da IA. “A narrativa que vincula a IA à perda de empregos, para muitos CEOs, é simplesmente conveniente demais”, afirmou. Agora no g1 “A IA acabou de chegar. Como é possível que já estejam perdendo empregos por causa dela?”, questionou Huang, que há anos defende que a tecnologia criará tantos postos de trabalho quanto eliminará. O executivo também rebateu previsões mais catastróficas do setor e disse que a recente onda de demissões em grandes empresas não foi provocada pela inteligência artificial. “Como é possível que a IA tenha se tornado realmente útil há apenas seis meses e, ainda assim, empresas digam que demitem pessoas por causa dela há dois anos? Isso não faz sentido”, declarou. “Era apenas uma forma de parecerem espertos, e eu detesto isso profundamente. Estamos assustando as pessoas de forma irresponsável”, acrescentou. Mea-culpa de Altman Na semana passada, o banco britânico Standard Chartered anunciou planos para cortar milhares de empregos até 2030, alegando que a inteligência artificial substituirá funcionários em diversas funções administrativas. Já a empresa responsável pelo Snapchat eliminou mil vagas no mês passado, afirmando que a IA aumentou a eficiência operacional enquanto a companhia busca rentabilidade. Sam Altman, CEO da OpenAI, também recuou parcialmente de previsões anteriores. Durante a conferência Accelerate AI, promovida pelo Commonwealth Bank of Australia em Sydney, ele afirmou que o avanço da IA não provocará o “apocalipse do emprego” previsto por parte da indústria — incluindo a própria OpenAI. “Eu achei que já teríamos visto um impacto maior sobre cargos executivos de nível inicial do que realmente ocorreu”, disse Altman, segundo o jornal The Australian. “Hoje entendo melhor por que isso não aconteceu — felizmente. Minhas intuições nessa área estavam erradas”, completou. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também suavizou o discurso. Recentemente, ele afirmou que, mesmo em um cenário em que 90% dos empregos sejam automatizados, os 10% restantes continuariam nas mãos de trabalhadores humanos, que seriam muito mais produtivos com o apoio da IA. Amodei há anos é alvo de críticas de rivais do setor, que o consideram excessivamente pessimista em relação aos riscos da tecnologia, apesar do sucesso comercial da Anthropic. No ano passado, Huang chegou a afirmar que discorda “de quase tudo o que ele diz”, em referência ao executivo. As mudanças de discurso de Altman e Amodei ocorrem em um momento em que OpenAI e Anthropic se preparam para possíveis aberturas de capital na bolsa, operações que dependem de forte apoio de investidores. Enquanto isso, o tom alarmista adotado anteriormente por parte da indústria começa a gerar reação negativa. Pesquisas de opinião indicam crescente desconforto do público — especialmente nos Estados Unidos — com a possibilidade de uma transformação profunda do mercado de trabalho impulsionada pela IA. Nesta quarta-feira (27), a governadora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Lisa Cook, alertou que os efeitos mais profundos da inteligência artificial sobre o emprego ainda podem estar por vir. “Podemos estar nos aproximando da reorganização do trabalho mais importante em gerações”, afirmou durante discurso na Universidade Stanford. Segundo Cook, as perdas de empregos relacionadas à IA podem ocorrer antes que os ganhos prometidos pela tecnologia se concretizem, embora a perspectiva de longo prazo continue sendo considerada positiva. Até o momento, porém, a maioria das instituições econômicas — entre elas o Banco Central Europeu — avalia que os impactos da inteligência artificial sobre o emprego seguem limitados. LEIA TAMBÉM: Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional
30/05/2026 06:00:45 +00:00
Nem todo crédito é igual: veja como escolher a opção menos cara

Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
30/05/2026 05:00:15 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 10 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.012 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 10 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (30), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/05/2026 03:01:25 +00:00
Quase metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual; prazo termina amanhã

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio deve ser feito pelo Portal do Empreendedor. A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dos 16,7 milhões de MEIs ativos no país, apenas 8,3 milhões haviam entregue a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até esta sexta-feira (29), o equivalente a 49,7% do total. As informações foram divulgadas pela Receita Federal ao g1 e extraídas do painel oficial do órgão. O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
30/05/2026 03:01:20 +00:00
Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda a diferença

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga O mês de junho costuma ser aguardado por muitos trabalhadores. Além das festas juninas, a primeira semana pode render até quatro dias seguidos de descanso — embora isso não seja garantido para todos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Isso porque o Corpus Christi, celebrado neste ano em 4 de junho, cai em uma quinta-feira e é considerado ponto facultativo nacional. Na prática, estados e municípios podem transformar o Corpus Christi em feriado religioso por meio de regulamentação local, o que abre espaço para a emenda e prolonga o descanso. (veja em quais capitais haverá folga) A diferença impacta diretamente quem pode folgar, trabalhar ou até receber pagamento em dobro. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. ⚠️ Ainda assim, atividades essenciais podem funcionar normalmente. Quem for escalado para trabalhar na data tem direitos garantidos, como pagamento em dobro ou folga compensatória. Tapete de Corpus Christi na Catedral do Divino Espírito Santo, em Palmas-TO Otávio Frabetti/Catedral de Palmas O que é ponto facultativo? 🤔 Em dias de ponto facultativo, órgãos públicos podem dispensar os servidores do expediente sem prejuízo da remuneração. A medida costuma ser adotada em datas próximas a feriados e fins de semana, mas depende de decreto ou ato oficial de cada governo. No setor privado, quando a data é considerada ponto facultativo — e não feriado nacional —, as empresas não são obrigadas a liberar os funcionários. Ponto facultativo x feriado: qual a diferença? 🤨 O ponto facultativo não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao contrário dos feriados. Pela legislação trabalhista, o trabalho em feriados nacionais e religiosos é, em regra, proibido, salvo exceções previstas em lei. “Art. 70 - Salvo o disposto nos artigos 68 e 69, é vedado o trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislação própria.” 👉 Quando há necessidade de trabalho no feriado, o empregado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Já no ponto facultativo, o trabalho ocorre normalmente e não há pagamento extra obrigatório. Na prática, o ponto facultativo costuma garantir folga principalmente aos servidores públicos. No setor privado, cabe às empresas decidir se concedem ou não a dispensa dos funcionários. Quais são os próximos feriados de 2026? 📆 Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 *Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins. LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
30/05/2026 03:01:09 +00:00
Decisão EUA: veja os possíveis impactos econômicos da classificação do PCC e do CV como grupos terroristas

PCC e CV são organizações mafiosas, e não terroristas, diz o promotor Lincoln Gakiya Os impactos da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, pelos Estados Unidos, ainda não são completamente conhecidos, mas o Brasil pode ser prejudicado economicamente pela medida. O motivo, segundo pesquisadores e investigadores ouvidos pelo g1, é que as facções têm utilizado o sistema financeiro nacional para lavar dinheiro — assim como também vem sendo observado em outros países com suas organizações criminosas. A Carbono Oculto, uma operação da Polícia Federal deflagrada em 2025 e com desdobramentos recentes em 2026, por exemplo, investiga a infiltração do PCC no mercado financeiro e na economia formal (veja detalhes abaixo). "Como se sabe pelas operações policiais já feitas, a penetração de dinheiro ilegal é muito grande na economia legal. Imagina, por exemplo, um operador de agronegócio que faça negócios com uma transportadora de soja que seja usada para lavar dinheiro do PCC. Esse agroempresário pode ser julgado nos EUA", diz Thiago Rodrigues, professor de Relações Internacionais na Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Facções criminosas do Brasil no foco dos EUA Os EUA anunciaram a inclusão do PCC e do CV em duas listas: a de Terroristas Globais Especialmente Designados (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e a de Organizações Terroristas Estrangeiras (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs). Rodrigues explica que, no caso da inclusão das facções na primeira lista, que já está em vigor, o foco de eventuais ações do governo americano está no combate a operações financeiras realizadas dentro dos EUA. Já a inclusão das facções na segunda lista traz consequências muito mais amplas, segundo Rodrigues, porque ela "projeta a capacidade de os Estados Unidos processarem pessoas de países terceiros que tenham relações com grupos que são listados como terroristas". Em outras palavras, "a atividade financeira de um grupo no Brasil pode ser processada nos EUA", tanto na esfera cível quanto na criminal. "Isso impacta diretamente na economia de um país. Qualquer pessoa, cidadã de outro país, pode ser processada no sistema jurídico-penal dos EUA: um político, uma personalidade pública, um empresário, um banqueiro — mesmo que não esteja fazendo negócio nos EUA, mas esteja fazendo negócio no seu próprio país", afirma Rodrigues. O exemplo da Carbono Oculto - A Polí­cia Federal realiza Operação Carbono Oculto, no prédio localizado no número 3732 da Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do País, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025. WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO O promotor Lincoln Gakiya, que atua no combate ao PCC há 21 anos e é um dos investigadores da Operação Carbono Oculto, também aponta que a nova medida dos EUA pode fazer o país sofrer "sanções econômicas de natureza gravíssima". A operação da PF identificou que fintechs, que prestam serviços digitais semelhantes aos de bancos, misturavam dinheiro limpo e dinheiro proveniente do crime em "contas-bolsões" abertas em grandes instituições financeiras. As investigações revelaram também que o esquema também utilizava o setor de combustíveis para a prática de lavagem de dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos. "Veja este exemplo: postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas ao PCC praticaram transações com outros grupos, como Copape [empresa que mistura gasolina], e por sua vez o dinheiro auferido dessas transações foi parar no mercado financeiro, num fundo da gestora Reag [investigada pela PF]", disse Gakiya em entrevista à jornalista Natuza Nery no podcast O Assunto desta sexta-feira (29). "A Reag aplica uma parte de seus recursos, por exemplo, no Banco Master, que por seu turno faz transações de títulos com vários bancos grandes do país e que têm também operações financeiras com bancos americanos. Se a gente for levar ao pé da letra a interpretação que se dá a essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar esses bancos brasileiros — que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC", explicou o promotor. As sanções, de acordo com Gakiya, podem incluir o congelamento de ativos e a proibição de transacionar com qualquer instituição americana — o que seria especialmente problemático para bancos, que estão interligados ao sistema financeiro dos EUA. "[A nova classificação] Pode afetar desde o sistema bancário até o turismo no Rio de Janeiro, passando pelo agro, pelas empresas de tecnologia, pela Bolsa de Valores. O Brasil não é uma economia pouco integrada na economia global, é a sétima economia do mundo. Não é a Venezuela, que é um país exportador de petróleo cru. O Brasil é um sistema econômico complexo e muito integrado", diz Thiago Rodrigues. Um representante de um grande banco brasileiro ouvido pela reportagem minimizou, no entanto, os possíveis impactos da medida anunciada pelos Estados Unidos. Para o profissional, as instituições financeiras brasileiras já atuam com programas robustos de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. "As fintechs que não seguem tais medidas é que devem ser impactadas", disse reservadamente. De olho nos tentáculos do crime organizado no sistema financeiro, o Banco Central tem adotado regras para aprimorar os mecanismos de identificação da origem e de rastreio de recursos. Histórico nos EUA Segundo o professor de Relações Internacionais Thiago Rodrigues, já havia grupos similares ao CV e ao PCC nas listas de terroristas dos EUA desde o ano passado. Assim que assumiu o atual mandato, em 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para que o Departamento de Estado americano incluísse o crime organizado nessas listas. Na ocasião, Trump citou nominalmente o cartel de Sinaloa, do México, o Trem de Arágua, da Venezuela, e o Mara Salvatrucha, de El Salvador. Ainda de acordo com Rodrigues, desde 2021 a facção PCC já estava em uma terceira lista do governo americano, classificada pelo Departamento do Tesouro como organização criminosa internacional. Essa lista prevê especificamente confiscos de bens e prisão de pessoas envolvidas em negócios com o PCC dentro dos EUA. Essa classificação, no entanto, teve poucos resultados nos últimos cinco anos, segundo Rodrigues. "O que a gente acredita é que a presença [de pessoas] do PCC nos Estados Unidos é irrisória, não é substancial. Não há uma iniciativa, até onde os pesquisadores saibam, de o PCC entrar nos Estados Unidos", explica. "Agora, essa nova lista [de grupos terroristas] é muito mais política do que técnica, porque coloca esses grupos em uma outra narrativa — da guerra contra o terrorismo, de um inimigo muito perigoso que justifica interferências nos sistemas políticos de outros países", afirma.
30/05/2026 03:00:55 +00:00
Imposto de Renda 2026: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para enviar a declaração

Imposto de renda Marcos Serra/g1 O prazo de envio da declaração do Imposto de Renda 2026 acabou na última sexta-feira (29) — e quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Leão. Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma: Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar) A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda-feira (1º). Veja abaixo o que fazer caso você tenha perdido o prazo de entrega. Como regularizar a situação? O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal. A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito. Como pagar a multa? A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf). A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic. Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros. O que acontece se eu não pagar a multa? Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais. Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como: o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho; a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos; o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros; protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização; o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida por exemplo para financiamento imobiliário, entre outros. O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.
30/05/2026 03:00:21 +00:00
Imposto de Renda 2026: errou ou entregou declaração incompleta? Saiba como fazer a retificadora

Imposto de Renda 2025: errou ou entregou declaração incompleta? Veja o que fazer O contribuinte que entregou a declaração do Imposto de Renda 2026, mas percebeu que cometeu algum erro ou deixou de informar algum dado, pode retificar o documento sem pagar multa. A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. Por isso, é importante ter atenção e verificar se haverá alteração no valor do imposto a pagar após o envio da correção. Após o prazo de entrega, os contribuintes têm até cinco anos para retificar a declaração, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita Federal — ou seja, caso não tenha sido formalmente convocado pelo órgão para prestar esclarecimentos. LEIA MAIS IR 2025: Antonio Gil, da EY, tirou dúvidas de leitores do g1 Veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida Como baixar o programa de declaração? Veja perguntas e respostas Como fazer a declaração retificadora Caso o contribuinte tenha enviado a declaração por meio do programa do Imposto de Renda: Abra o programa e clique na opção "Transmitidas"; Em seguida, clique na declaração que deverá ser retificada e selecione a opção "Retificar Declaração" – com isso, a declaração a ser retificada ficará disponível na aba "Em preenchimento"; Clique no campo "Declaração retificadora" e preencha o número do recibo de entrega da declaração original; Faça as alterações necessárias; Envie novamente a declaração. Caso o contribuinte opte por retificar a declaração no site da Receita Federal: Acesse o e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) e informe os dados para login; Clique na opção "Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF); Clique no ano da declaração que deseja retificar e selecione a opção "Preencher Declaração Online"; Na nova aba aberta pelo site, selecione a opção "Retificar Declaração"; Faça as alterações necessárias; Envie novamente a declaração. Nesse último caso, no entanto, a versão disponível para edição é simplificada e limitada. Sendo assim, não é possível corrigir informações das fichas: Atividade Rural; Ganhos de Capital; Moeda Estrangeira; Renda Variável. Dicas para quem precisa retificar Apesar de haver a possibilidade de retificar o documento entregue ao Fisco diversas vezes, a recomendação é que o contribuinte tenha atenção e não exagere no número de alterações, a fim de evitar possíveis problemas com a Receita Federal. Outros alertas são: A declaração retificadora substituirá a original. Assim, ela deve conter todas as informações corretas anteriormente declaradas, além das alterações; Com exceção dos grupos prioritários, a Receita leva em consideração a ordem de entrega da declaração para realizar o pagamento da restituição. Portanto, ao enviar a declaração retificadora, é feito um novo processamento, o que pode postergar a data de recebimento da restituição, pois o contribuinte vai para o “final da fila”; Passado o período de envio do documento, o declarante deverá manter o modelo de tributação escolhido inicialmente e corrigir apenas as informações equivocadas. Imposto de Renda 2025: saiba como fazer a retificadora Marcos Serra/g1
30/05/2026 03:00:14 +00:00
Larva que come animais vivos e pode matar vira motivo de alerta após ser encontrada perto dos EUA

Amostra de moscas-da-bicheira exibida em clínica veterinária em Tapachula, Chiapas, México, em 4 de julho de 2025 REUTERS/Daniel Becerril A larva de uma mosca parasita que se alimenta de carne viva foi encontrada em uma ovelha no México, a menos de 50 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A descoberta aumenta a preocupação de pecuaristas e autoridades sanitárias dos EUA, que há mais de um ano tentam impedir que a praga atravesse a fronteira e infecte rebanhos no país. O caso mais recente envolve uma ovelha de seis meses no estado mexicano de Coahuila, segundo dados do USDA. Foi o registro mais próximo da fronteira americana desde o início do atual surto, apesar dos esforços dos governos dos EUA e do México para conter o avanço da praga. Conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo ou mosca-da-bicheira, a espécie representa uma ameaça para a produção pecuária. As fêmeas depositam centenas de ovos em feridas de animais de sangue quente. Após a eclosão, as larvas penetram na carne viva e passam a se alimentar do tecido do hospedeiro. A mosca raramente ataca humanos. No entanto, sem tratamento, a infestação pode se agravar e se tornar fatal. Agora no g1 Especialistas alertam que uma eventual entrada da praga nos EUA poderia reduzir a oferta de gado e pressionar ainda mais os preços da carne bovina, que já estão em níveis recordes. O rebanho bovino americano já está no menor nível em 75 anos. Segundo uma estimativa do USDA, um surto poderia causar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior estado produtor de gado dos EUA. Como medida de contenção, os Estados Unidos mantém restrições às importações de gado mexicano há mais de um ano. O USDA investiu milhões de dólares na criação de instalações para produzir moscas estéreis, consideradas a principal ferramenta para interromper surtos da praga. As unidades, porém, ainda não entraram em operação.
30/05/2026 01:37:56 +00:00
Nova fábrica da Toyota em Sorocaba vai produzir o Corolla a partir de novembro

Planta de Sorocaba da Toyota com a linha do Corolla Cross divulgação/Toyota A Toyota anunciou nesta sexta-feira (29) que a fábrica de Sorocaba (SP) será inaugurada em novembro deste ano. A unidade será a segunda da montadora na cidade e ficará responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida. A inauguração faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2.000 empregos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na nova planta será produzido o Toyota Corolla sedã, atualmente fabricado em Indaiatuba (SP). A montadora opera nessa cidade desde 1998, com foco no modelo, tanto nas versões tradicionais quanto nas opções híbridas, que começaram a ser produzidas em 2019. No Brasil, a Toyota fabrica apenas os modelos Corolla sedã, Corolla Cross e Yaris Cross. Os demais veículos vendidos pela marca no país, como a picape Hilux e o SUV SW4, são importados. No comunicado, a Toyota prometeu lançar novos carros, mas não informou quais serão os modelos nem em que categorias eles se enquadram. Hoje, a marca oferece esportivos como o GR Yaris e o GR Corolla, o sedã Corolla, SUVs como RAV4, SW4 e Yaris Cross, além da picape Hilux e dos veículos comerciais Hiace. Inauguração ocorrerá um ano após desastre na região Temporal destelha fábrica de motores e carro capotado durante temporal em Porto Feliz A inauguração da fábrica de Sorocaba ocorrerá 14 meses após um forte temporal atingir a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), a cerca de 35 km de Sorocaba. Segundo a Defesa Civil, a cidade registrou rajadas de vento de até 90 km/h em 22 de setembro de 2025, o que provocou o arrancamento do telhado da fábrica. Ainda de acordo com a Defesa Civil, Porto Feliz foi atingida por uma microexplosão — fenômeno em que ventos muito fortes descem rapidamente da nuvem de chuva em direção ao solo. Ao todo, 30 funcionários ficaram feridos, e a operação da fábrica foi totalmente interrompida. As unidades de Sorocaba e Indaiatuba também foram afetadas, o que acabou atrasando o lançamento do Yaris Cross.
29/05/2026 22:20:20 +00:00
Conta de luz: com menos chuvas, Aneel mantém bandeira tarifária amarela para junho

A bandeira tarifária para o mês de junho será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa. "O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", justificou a agência. Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura. 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em maio, a Aneel definiu uma bandeira amarela. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Governo anunciou bandeira tarifária para contas de energia de maio Gilvana Giombelli/g1 Paraná Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
29/05/2026 20:52:35 +00:00
Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

PCC e CV em lista terrorista: Brasil pode ser invadido pelos EUA? A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente. 📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos". Nesta sexta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira e condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras. "Não aceitamos ser tratados como moleques", afirmou. Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas"; Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas; Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Presidente critica Flávio: 'Não tem vergonha de trair a pátria e pedir intervenção' Governo diz que não aceita interferência externa e fala em risco ao PIX 'Presidente do Brasil é escolha dos brasileiros', diz porta-voz do governo Trump Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas 👩🏼‍⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo; Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida; Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações; Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo. 💰 2. Consequências financeiras e econômicas Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados; Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano; Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio. Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. Tânia Rêgo/Agência Brasil 🪖 3. Soberania e ação militar: Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo; Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA. ✈️ 4. Restrições de imigração e viagens Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA; Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções. LEIA TAMBÉM: PCC e CV: quais são os próximos passos após EUA designarem as facções como terroristas? O que dizem presidenciáveis sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução
29/05/2026 20:52:07 +00:00
Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais

Ministra Esther Dweck visita CPQD para anúncio de resultados de projeto sobre IA O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais. O investimento será de cerca de R$ 60 milhões. A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD, com a presença da ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O objetivo é que os novos aplicativos com suporte de IA façam o atendimento ou facilitem o acesso da população ao solicitar serviços por meio da plataforma GOV.BR. "A gente vai ter um governo que vai chegar à população de forma personalizada, vai chegar de forma proativa, vai poder interagir com as pessoas, falar muito mais rápido. Vai aumentar a produtividade do setor público em números inimagináveis. É o início de uma transformação gigantesca para a nossa população", comentou a Dweck. Além disso, o núcleo guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo. Atualmente, essas informações estão hospedadas em nuvens internacionais. Ambiente computacional Pedra fundamental do novo núcleo foi lançada nesta sexta CPQD/Divulgação O prédio que abrigará o núcleo já existe, mas, segundo o CPQD, será reformado, adequado e receberá novos equipamentos, entre eles unidades de processamento gráfico (GPUs). O local terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e ferramentas com IA Generativa. Também serão feitos tratamentos de grandes volumes de dados para treinamento de algoritmos. Isso deverá impactar diretamente os aplicativos disponibilizados ao público e integrados ao GOV.BR. A pessoa que precisar de um serviço do governo federal acessará o aplicativo e conversará com robôs (chatbots) treinados por IA. As ferramentas ainda usarão a IA em barras de pesquisa e processamento de dados. De acordo com o CPQD, isso irá atender à realidade da população brasileira, principalmente usuários com baixa maturidade digital. "A inovação não é só tecnologia, mas é também tecnologia e essa parceria aqui vai nos permitir ter quase 350 pesquisadores desenvolvendo soluções para governos. Vai começar no governo federal, mas rapidamente vai se espalhar para todo o setor público brasileiro", disse Dweck. No caso do processamento de dados, a ministra ressaltou que há uma questão de "soberania tecnológica". Isso porque as informações cadastrais de usuários estão, hoje, hospedadas em nuvens internacionais. Com o núcleo, elas passariam a ser guardadas e processadas dentro do Brasil. "A gente fala que a soberania digital tem três níveis. A de dados, a gente já vinha trabalhando nisso, de repatriar os dados brasileiros, de poder saber onde os nossos dados estratégicos estão. A gente já estava num outro processo de operação, de conseguir acessar os dados, de conseguir operar", ponderou Dweck. "E tem um terceiro que é tecnológico. Essa é a mais difícil. E aqui, esse é um projeto de soberania tecnológica, digital tecnológica. Isso realmente é um terceiro passo, um dos mais difíceis de se fazer num país em desenvolvimento, mas o Brasil tem capacidade, justamente porque a gente tem um grande sistema de inovação", finalizou. Atendimentos com IA já implantados Evento apresentou resultados do projeto Inspire CPQD/Divulgação O núcleo irá se integrar ao projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética). A parte criativa do projeto, que são as novas ferramentas com uso de IA para oferecer serviços públicos personalizados, será elaborada, guardada e processada no núcleo. Mesmo sem a estrutura física, o Inspire completou sete meses e já implantou três chatbots em serviços do governo federal, conforme balanço divulgado durante o evento desta sexta: Chatbot de Atendimento GOV.BR: desenvolvido para tirar dúvidas e dar suporte ao usuário por um único canal inteligente. Na fase de testes, a solução chegou a cerca de 2 mil atendimentos digitais por dia. A maior parte das interações teve como foco a solução de dúvidas e informações sobre recuperação de conta GOV.BR, autenticação em duas etapas, reconhecimento facial e uso do aplicativo. Chatbot SISU (Sistema de Seleção Unificada)/Jornada do Ensino Médio: lançado em janeiro de 2026 para apoiar estudantes durante o processo do SISU, Enem, Prouni e FIES, o chatbot foi preparado para oferecer orientações sobre matrículas, vagas, calendário e outros serviços associados ao MEC. Atende um universo potencial de 4,2 milhões de usuários inscritos no Enem. Chatbot Vacinação/Farmácia Popular: permite obter informações e esclarecer dúvidas sobre campanhas de vacinação realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), bem como sobre Farmácia Popular e outras iniciativas do Ministério da Saúde. Outra medida do projeto foi a criação de uma infraestrutura de IA para processar e qualificar 77 milhões de registros de endereços de pessoas no país. "Além de endereços diferentes da mesma pessoa, armazenados em bases de dados de órgãos de governo distintos, encontramos duplicações e inconsistências, por exemplo, na grafia de nomes de ruas", contou Paulo Curado, diretor responsável pelo Inspire no CPQD. "Ter o endereço correto das pessoas, disponível para todos os órgãos do governo, é essencial para políticas públicas que dependem desse dado para o pagamento de determinados benefícios”, explicou. Projeto vai usar IA em serviços do governo federal CPQD/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
29/05/2026 19:27:08 +00:00
BC vai exigir auditoria para autorizar empresas de criptoativos, como bitcoin

Representações de Ethereum e Bitcoin. Reuters O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que o processo de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais passará a exigir, a partir de junho, a apresentação de um relatório emitido por auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com a autarquia, a análise passará a considerar “opinião técnica independente sobre os procedimentos adotados pelas empresas para identificar e prevenir operações suspeitas, especialmente aquelas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”. Autoridades do governo têm expressado preocupação com o mercado de ativos virtuais, com a percepção de que esses ativos podem ser usados para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas. Agora no g1 Na quinta-feira, por exemplo, em operação organizada pela Receita Federal e outros órgãos que mapeou seis fintechs ligadas a organizações criminosas, foi identificado o uso de criptoativos para lavagem de dinheiro. Segundo o BC, a nova exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça práticas de combate a crimes. “A verificação por auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”, afirmou a autarquia em nota.
29/05/2026 18:41:45 +00:00
Por que a decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas no Brasil

Decisão dos EUA sobre facções pode impactar mercado As facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a ser consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos, em medida anunciada na quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump. As duas já foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também entrarão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras”. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a medida não deve provocar impactos imediatos no comércio entre Brasil e EUA nem gerar barreiras comerciais diretas. No entanto, a decisão aumenta a pressão sobre bancos e empresas brasileiras para identificar a origem dos recursos e reforçar mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro do crime organizado. Abaixo, entenda os principais impactos da medida no Brasil (clique no menu para ir ao tópico). PIX e bancos devem passar por fiscalização mais rígida O nó jurídico que preocupa investidores Os impactos na bolsa e no dólar PIX e bancos devem passar por fiscalização mais rígida O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas Marcello Casal Jr/Agência Brasil Segundo especialistas, o principal impacto da decisão dos EUA no Brasil deve ocorrer no sistema financeiro. 🔎 Com a classificação de um grupo como organização terrorista estrangeira (FTO), a legislação americana amplia os instrumentos de combate financeiro, permitindo bloqueio de recursos, aumento de sanções e monitoramento mais rigoroso de operações suspeitas. Com isso, instituições que tenham qualquer ligação — mesmo indireta — com recursos associados a esses grupos podem passar a ser monitoradas mais de perto pelas autoridades americanas. Por isso, bancos, fintechs, instituições de pagamento e cooperativas de crédito que operam em dólar ou mantêm relação com o mercado americano tendem a reforçar os processos de identificação de clientes e monitoramento de transações para reduzir o risco de sanções. Como exemplo desse tipo de atuação, no ano passado, o Tesouro dos EUA bloqueou transações envolvendo instituições financeiras do México suspeitas de ligação com lavagem de dinheiro para cartéis, em uma ação voltada ao combate ao narcotráfico e ao tráfico de fentanil. O PIX também deve ganhar atenção adicional das autoridades. Como o sistema movimenta bilhões de reais diariamente e permite transferências instantâneas, bancos e órgãos de fiscalização podem ampliar o acompanhamento de operações consideradas suspeitas. No Brasil, investigações da Polícia Federal já vêm mostrando como organizações criminosas usam contas digitais, empresas de fachada e transferências eletrônicas para ocultar a origem do dinheiro. Nesta semana, por exemplo, a Operação Fluxo Oculto — desdobramento da Operação Carbono Oculto — apurou a atuação da chamada “máfia da nafta”, que utilizava “contas-bolsão”, onde recursos de diferentes clientes são misturados em uma única conta, dificultando o rastreamento das transações. LEIA TAMBÉM Entenda as novas regras do BC para tentar impedir a lavagem de dinheiro do crime organizado Como o PCC usa fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro Para Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, rastrear o fluxo de recursos costuma ser uma das primeiras medidas adotadas no combate ao crime organizado. “O rastro do dinheiro é sempre a primeira linha de atuação em medidas desse tipo. O PIX naturalmente entra nesse monitoramento porque movimenta um volume enorme de transações diariamente”, afirma. “Tivemos recentemente operações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro via PIX. Tudo isso agora pode entrar no escopo dessa nova classificação das facções.” Sant’Anna lembra que a expansão do PIX já vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado americano, principalmente porque o sistema brasileiro reduziu a participação de empresas tradicionais de cartões e meios de pagamento dos Estados Unidos no país. 🔎 O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos EUA durante uma investigação comercial aberta em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump. Voltar ao índice. O nó jurídico que preocupa investidores Um dos principais pontos de atenção para o mercado financeiro é a diferença entre a legislação brasileira e a americana. Enquanto os Estados Unidos passaram a classificar PCC e CV como organizações terroristas, o Brasil continua tratando os grupos como facções criminosas. 🛑 Na prática, essa classificação nos EUA muda o nível de risco jurídico: qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle. A diferença entre os dois modelos aumenta a insegurança jurídica e preocupa investidores estrangeiros. Para Milene Dellatore, especialista em investimentos e sócia-diretora do Grupo Mide, o efeito mais sensível é reputacional. “Investidor estrangeiro não gosta de ruído institucional. Quando o Brasil aparece associado a terrorismo, mesmo que o problema real seja crime organizado, isso cria um red flag (sinal de alerta) Ele começa a olhar o país com mais cuidado, principalmente em setores financeiros, infraestrutura, logística, portos, combustíveis e empresas com operação internacional", afirma. Especialistas afirmam que, ao passar a ser tratado no âmbito do contraterrorismo e das sanções internacionais, o tema tende a aumentar o custo e a complexidade das operações empresariais. Também há receio de que empresas brasileiras com atuação internacional ou ações negociadas no exterior passem a enfrentar investigações e fiscalizações mais rigorosas por parte dos órgãos reguladores. Setores com grande circulação de dinheiro, como combustíveis, logística e mercado imobiliário, tendem a enfrentar auditorias mais rigorosas. Para Beny Fard, sócio da B8 Partners, o principal impacto é operacional e regulatório: “A decisão muda menos o comércio entre os dois países e mais o custo de operar sob a lei americana”, afirma Fard. “A lei antiterrorismo dos EUA pode alcançar instituições que processem recursos ligados às facções mesmo sem conhecer a origem do dinheiro.” Matheus Balbino, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário Braz Cubas, afirma que a medida não gera sanções automáticas ao Brasil, mas amplia a pressão internacional sobre o país. Segundo ele, o efeito mais provável no curto e médio prazo é o fortalecimento da cooperação entre países em áreas como inteligência financeira, combate à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos ilícitos. Essa maior pressão, acrescenta, pode exigir mais integração entre bancos, fintechs, órgãos de fiscalização e autoridades financeiras. “A tendência é de fortalecimento dos mecanismos de rastreamento de recursos, especialmente em operações internacionais, criptomoedas, empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas atípicas”, afirma. Com o aumento da vigilância sobre operações financeiras, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por identificar movimentações atípicas e produzir relatórios de inteligência, tende a ganhar ainda mais relevância no monitoramento de operações suspeitas. Balbino também cita o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), organismo criado pelo G7 e responsável por definir padrões globais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Voltar ao índice. Impactos na bolsa e no dólar Ibovespa opera em baixa, puxado pelo exterior. Freepik A mudança na percepção de risco dos investidores estrangeiros ainda não aponta para efeitos relevantes sobre a economia brasileira como um todo. No curto prazo, porém, o efeito mais provável é uma pressão de alta no dólar em relação ao real. Isso acontece porque, em momentos de incerteza, investidores passam a enxergar o país como um ambiente mais arriscado para aplicações financeiras. 🔎 O chamado risco-país mede justamente essa percepção de confiança na estabilidade de um país. Quando ele sobe, investidores exigem retornos maiores para manter recursos no mercado local, o que encarece o capital e pode pressionar o câmbio. Esse ambiente tende a aumentar a volatilidade do dólar e da bolsa. Enquanto isso, os investidores acompanham com cautela os possíveis desdobramentos da decisão. 📉 Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,73%, aos 173.787 pontos, o menor valor desde 21 de janeiro (171.817 pontos). Já o dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,0424 (veja mais detalhes do dia no mercado). De acordo com Felipe Sant’Anna, em meio ao aumento da cautela, investidores têm reduzido exposição principalmente a ações de bancos e varejistas, setores mais sensíveis à elevação das incertezas. A queda da bolsa brasileira não começou agora. O mercado já vinha em baixa há semanas e pode fechar a sétima semana consecutiva de recuo, segundo analistas. Nesta semana, o Ibovespa acumulou queda de 0,64% até quinta-feira e recuo de 6,53% no mês. Além da decisão dos EUA, o cenário também reflete incertezas globais, como as tensões no Oriente Médio. Em períodos de maior incerteza, investidores costumam vender primeiro ações que acumularam maiores ganhos ou que são mais dependentes do desempenho da economia. Por isso, a queda acaba sendo mais forte em empresas menores e em setores mais ligados ao ciclo econômico, o que mostra aumento da aversão ao risco na bolsa brasileira. Voltar ao índice.
29/05/2026 18:00:33 +00:00
Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

PCC e CV em lista terrorista: Brasil pode ser invadido pelos EUA? A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente. 📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos". Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas"; Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas; Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Lula condena decisão dos EUA sobre facções: 'Não aceitamos ser tratados como moleques' Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas 👩🏼‍⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo; Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida; Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações; Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo. 💰 2. Consequências financeiras e econômicas Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados; Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano; Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio. Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. Tânia Rêgo/Agência Brasil 🪖 3. Soberania e ação militar: Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo; Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA. ✈️ 4. Restrições de imigração e viagens Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA; Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções. LEIA TAMBÉM: PCC e CV: quais são os próximos passos após EUA designarem as facções como terroristas? O que dizem presidenciáveis sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução
29/05/2026 17:19:20 +00:00
ANS aprova limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19. O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. Agora no g1 A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação. Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio. Implicações para o setor Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%. Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa - cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso - é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”. No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D'Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado. Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D'Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%. "A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias", disseram os analistas do UBS BB. "Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos." STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS Reprodução/TV Globo
29/05/2026 16:27:32 +00:00
VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) na base de lançamentos da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos (veja no vídeo acima). A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), enquanto o veículo espacial passava por uma ignição estática dos motores, procedimento realizado com a nave ainda presa à plataforma. Segundo a Blue Origin, foi registrada uma "anomalia" durante a operação. A empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e disse que divulgará novas informações à medida que apurar os detalhes do incidente. Explosão de nave da Blue Origin em base de lançamento na Flórida, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight A atividade fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela companhia na quarta-feira (27). O plano era usar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, rede semelhante à Starlink, de Elon Musk. Na ocasião, o CEO da Blue Origin celebrou o anúncio da missão. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. Projetada para realizar voos de longa duração, a New Glenn é a principal concorrente da Starship, nave desenvolvida pela SpaceX. Antes do incidente desta quinta, o veículo da Blue Origin já havia realizado três voos de teste sem tripulantes. O primeiro ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Musk e Zuckerberg viram cães-robôs que fazem 'cocô artístico' em museu Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim
29/05/2026 16:17:57 +00:00
Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (equipamentos acoplados aos caminhões ou tratores responsáveis por carregar a carga) pode ser buscada nas instituições financeiras habilitadas. Inserido no programa "Move Brasil", o crédito é voltado ao financiamento de veículos fabricados no Brasil e busca modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional. Serão destinados até R$ 21,2 bilhões em empréstimos. As taxas de juros podem ficar próximas a 13% ao ano, informou o governo federal. A iniciativa, de acordo com o governo, prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas. Agora no g1 Também poderão ser financiados custos associados à operação, como seguros de proteção do bem e do financiamento, além de taxas relacionadas à concessão de garantias, desde que contratados junto ao financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões. "O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo o MDIC, as condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos: o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas: o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros: o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo; admite a utilização de fundos garantidores, conforme: disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro. Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos Luciano Ribeiro/Governo do Tocantins Como contratar Os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES. Caberá à instituição analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa. 🔎O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.
29/05/2026 15:22:11 +00:00
Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master

PCC e CV terroristas: Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ao comentar a repercussão da decisão do governo americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que o assunto estaria sendo usado para desviar o foco de outro tema. “O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ainda segundo o vice-presidente, a classificação das facções como organizações terroristas pode trazer impactos negativos ao Brasil. “Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Reprodução/TV Vanguarda A declaração foi dada durante entrevista em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após ser questionado pela repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda, sobre o tema. Segundo Alckmin, o combate ao crime organizado já vem sendo realizado pelo Brasil por meio de operações e mudanças na legislação. “O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, afirmou. O vice-presidente também destacou operações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. “Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, disse. Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e Litoral Norte nesta sexta-feira para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Cintia Garcia/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
29/05/2026 15:14:15 +00:00
Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD

Fiat Toro Volcano MHEV divulgação/Fiat A Fiat anunciou, nesta sexta-feira (29), a linha 2027 da picape Toro. Os preços variam entre R$ 167.490 e R$ 238.490. As versões ficaram mais equipadas e duas intermediárias passam a oferecer sistema híbrido, com promessa de até 12% de economia de combustível. Antes de tudo, é importante explicar que se trata de um sistema híbrido leve, chamado de MHEV, que funciona com 48 volts. Nesse tipo de tecnologia, o motor elétrico não movimenta as rodas e a bateria de alta tensão é pequena, bem menor do que a de carros híbridos tradicionais. Por isso, o ganho no consumo de combustível é mais discreto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mesmo assim, o motor T270 usado nas versões híbridas apresentou redução de consumo de combustível de até 12,3%: Com etanol, o consumo urbano passou de 6,5 km/l para 7,3 km/l, uma melhora de 12,3%; Com gasolina, o número subiu de 9,4 km/l para 10,5 km/l, ganho de 11,7%. Vale destacar que essa economia aparece apenas no uso urbano. Na estrada, os números foram ligeiramente piores: Com etanol, o consumo rodoviário caiu de 7,8 km/l para 7,6 km/l, uma piora de 2,5%; Com gasolina, passou de 10,8 km/l para 10,7 km/l, queda de 0,9%. Mesmo com a melhora no consumo da Fiat Toro, que beneficia quem usa a picape principalmente na cidade, a ficha técnica permanece igual à do modelo do ano passado. A versão híbrida traz o motor T270, com 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, os mesmos números da versão sem eletrificação. Esse é o mesmo motor usado no Jeep Renegade híbrido, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor, de 9%. Vale lembrar que, apesar de compartilharem o conjunto mecânico, cada veículo tem ajustes próprios. Diferente do Renegade, a Toro conta com uma versão a diesel, que segue sem mudanças e, nesse caso, sem qualquer tipo de sistema híbrido. Ela tem potência um pouco maior, com 200 cv, em relação à versão flex, mas se destaca principalmente pelo torque, que é 66% superior e chega a 45,8 kgfm. Toro fica mais equipada Fiat Toro Ultra MHEV 2027 Além da motorização híbrida em duas versões intermediárias, a Toro passa a oferecer mais equipamentos para toda sas variantes A principal novidade é a inclusão de sistemas de auxílio ao motorista (ADAS) em todas as versões e de série. A lista inclui: Alerta de risco de colisão; Frenagem automática de emergência; Aviso de saída de faixa; Farol alto com acionamento automático; Piloto automático com controle de velocidade adaptativo. Dentre a lista de equipamentos gerais, o painel de instrumentos passa a ser digital de 7 polegadas em todas as versões e há uma nova central multimídia vertical de 10,1 polegadas presente nos modelos híbridos e movidos a diesel. Os modelos da Toro com motor a diesel, que são os mais completos e os únicos com tração integral, passaram a contar de série com alerta de ponto cego e de tráfego cruzado traseiro, seta sequencial em LED. Preço e lista de equipamentos de cada versão Fiat Toro Endurance Turboflex, por R$ 167.490 Fiat Toro Endurance Turbo Flex 2027 divulgação/Fiat Rodas de liga leve de 17 plegadas; Freio de estacionamento eletrônico; Pacote ADAS; USB dianteiro (tipo A/C) + traseiro (tipo A/C); Ar-condicionado; Direção elétrica; Vidros elétricos (dianteiro/traseiro); Travas elétricas das portas; Retrovisores elétricos com inclinação para baixo; Controle remoto das chaves; Alarme; Painel de instrumentos digital de 7”; Central multimídia de 7”; Dois tweeters; Comandos do rádio no volante; Desembaçador do vidro traseiro; Banco do motorista ajustável; Coluna de direção rebatível e telescópica; Piloto automático adaptativo; Airbags laterais e de cortina; Auto Hold; LED DRL segmentado; Faróis Full LED; Lanternas traseiras Full LED; Sensor de estacionamento traseiro; Capa da caçamba; Forro da caçamba; ESC, TC, HH; Luz de caçamba; Rack de escada; Terceira luz de freio; Freio a disco nas rodas traseiras. Fiat Toro Freedom Turboflex, de R$ 177.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Freedom Turbo Flex 2027 divulgação/Fiat Apoia-braço dianteiro; Central multimídia de 8,4 polegadas; Troca de marchas no volante; Câmera de ré; Volantes em couro; Ar-condicionado de duas zonas; Para-sol iluminado para o passageiro; Apoio de braço dianteiro; Tapetes; Rack de teto longitudinal; Maçaneta da porta na cor da carroceria. Fiat Toro Volcano Turboflex MHEV, de R$ 197.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Volcano Turboflex MHEV 2027 divulgação/Fiat Sistema híbrido leve de 48V; Rodas de liga leve de 18 polegadas; Central multimídia de 10,1 polegadas; Conexão com aplicativo; Carregador sem fio; Bancos de couro; Apoio de braço traseiro; Sensor de chuva e crepuscular; Espelho interno eletrocrômico; Lâmpadas de poça e tilt down; Luzes ambiente de LED; Entrada e partida sem chave; Molduras da linha de cintura cromadas; Molduras das portas cromadas; Farol de neblina em LED. Fiat Toro Ultra Turboflex MHEV, de R$ 206.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Ultra Turboflex MHEV 2027 divulgação/Fiat Sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado traseiro; Rodas R18” escurecidas; Capota rígida; Bolsa de carga; Santo Antônio; Estribo lateral (Preto); Para-lama; Bancos com bordado exclusivo e acabamento em vermelho; Emblema externo nas portas dianteiras; Emblema interno; Acabamentos e logotipos escurecidos; Painel de instrumentos com boas-vindas exclusivo. Fiat Toro Volcano Turbodiesel, de R$ 220.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Volcano Turbodiesel 2027 divulgação/Fiat Motor 2.2 Turbodiesel; Transmissão AT9; Seletor de tração 4WD; Controle de descida; Protetor de cárter; Pneus ATR; ESC desligado (4x4 low). Fiat Toro Ranch Turbodiesel, de R$ 238.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Ranch Turbodiesel 2027 divulgação/Fiat Sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado traseiro Retrovisores externos cromados Estribo lateral (cromado) Santo Antônio (cromado) Para-lama Bancos com bordado exclusivo e revestimento na cor marrom Emblema externo nas portas dianteiras Emblema interno Acabamentos internos na cor marrom Acabamentos externos cromados Tapetes em carpete . Fiat se prepara para enfrentar Volkswagen e BYD A chegada da nova Toro híbrida é uma resposta ao avanço de duas marcas importantes, agora olahndo para o segmento de picapes. Uma delas é a Volkswagen Tukan. Volkswagen mostra picape Tukan ainda disfarçada Divulgação / VW O modelo foi apresentado camuflado no mesmo dia da divulgação da escalação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Ela tem porte semelhante ao da Toro, ficando acima do tamanho da Volkswagen Saveiro, que ocupa um segmento onde concorre diretamente com a Fiat Strada - mais simples e menor que a Toro. Os detalhes técnicos ainda não foram totalmente divulgados, mas a Volkswagen confirmou que a Tukan terá opção híbrida. A tecnologia será muito parecida com a da Toro eletrificada, baseada em um sistema híbrido leve de 48 volts. Na prática, isso significa que, assim como acontece na Toro, a Tukan não contará com um motor elétrico responsável por movimentar as rodas. A Volkswagen ainda não definiu a data de lançamento da Tukan, mas a picape dificilmente chegará ao mercado brasileiro em 2026. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 Outro nome que a Fiat acompanha de perto é a BYD Mako. Assim como a Tukan, a proposta dessa picape é disputar espaço com a Toro, mas, ao contrário da rival da Volkswagen, há a promessa de lançamento ainda neste ano. Mesmo com lançamento prometido para breve, ainda se sabe pouco sobre a Mako, inclusive sobre o seu visual. A única exibição do modelo ocorreu em Ribeirão Preto (SP), por meio de um molde que, segundo a própria BYD, ainda pode sofrer alterações até a estreia oficial. Segundo Victor François, supervisor de comunicação da BYD, o preço da Mako ficará abaixo dos R$ 344.990 cobrados pela BYD Shark, atualmente a única picape da marca chinesa à venda no Brasil.
29/05/2026 15:00:02 +00:00
Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor

Força-tarefa deflagra 2ª fase da Operação Carbono Oculto em 5 estados Uma nova fase da Operação Carbono Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28) e teve como alvo um esquema criminoso no setor de combustíveis, que envolve fraudes, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Esta etapa da investigação revela uma fraude física e tributária: o desvio de solventes petroquímicos importados (Nafta), que têm tributação muito menor e eram vendidos ilegalmente como gasolina para veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Especialistas ouvidos pelo g1 alertam para os riscos graves que a nafta representa aos veículos. "A nafta é um derivado de petróleo, que tem custo menor que a gasolina, mas possui características semelhantes. A baixa octanagem causa alguns problemas no motor", explica Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva. Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), o "motor fraco" é um sintoma mesmo em pequenas quantidades de nafta na gasolina. “Se você não tá pisando muito, numa estrada, velocidade constante, ele não não vai causar problema. Quando você retoma velocidade, quando acelera, pode até destruir totalmente o motor”, diz Gonçalves. Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que os danos atingem praticamente todas as partes do carro por onde o combustível circula. “Eu já pegei já isso. Destrói tudo do carro, tudo que você pode imaginar. De bomba de combustível a catalisador e injetores. Estraga até a parede do do motor do carro, que é a parte onde fica o cilindro”, aponta Bruno. Segundo Bruno, os problemas costumam surgir com o motor frio, geralmente após o dia do abastecimento. Ele explica que isso acontece porque ainda há combustível do abastecimento anterior no tanque, que não fica totalmente cheio do produto adulterado. Como identificar combustível adulterado Luz de alerta para problemas no combustivel reprodução/TV Globo Os dois mecânicos afirmam que é difícil identificar o combustível adulterado apenas pela aparência. Bruno, no entanto, alerta para dois sinais principais: o cheiro diferente e o acendimento da luz de alerta da injeção (imagem acima), que costuma aparecer logo após o abastecimento. "É um cheiro muito ruim. Sabe um um combustível que é um negócio podre", diz o Bruno. Rogério afirma que o consumo de combustível do carro também muda, o que pode servir como mais um sinal de alerta para o motorista sobre uma possível adulteração. Em um Volkswagen Nivus 2023 abastecido com combustível adulterado, o conserto incluiu: Filtro da bomba de combustível com sinais de dano por nafta Bruno Bandeira/arquivo pessoal 40 litros de combustível descartados; Três bicos injetores danificados pela corrosão; Bomba de combustível danificada, com menos pressão; Filtro de combustível entupido; Catalisador obstruído, com liberação de pó branco. Segundo o mecânico, o entupimento do catalisador ocorreu por causa da queima inadequada do combustível. "Tem algumas matérias dele que não queimam direito. Então ele vai mandando embora tipo meio líquido, meio sei lá, tipo pastoso, e vai entupindo", explica. Nafta atua de forma semelhante ao metanol Motor da Ford Maverick Tremor 2026 Fabio Tito/g1 Os danos do metanol "são parecidos" aos da nafta, segundo Bruno. O metanol é uma substância química presente na composição do biodiesel, mas pode provocar danos significativos em veículos que utilizam gasolina ou etanol. Segundo a operação, o combustível do PCC chegava a ter 90% de metanol na composição. Tenório e Bruno destacam que certos veículos conseguem tolerar a presença de metanol no tanque, embora ele possa corroer diretamente os seguintes componentes: Bicos injetores; Flauta de combustível; Câmara de combustão; Guia de válvulas; Bomba de baixa pressão; Bomba de alta pressão. Com o tempo, o motor que sofre com a contaminação do combustível pode até não ligar. “Tem carro que, pela manhã, nem liga. Pelo combustível, ele trava onde fica a haste de válvula do cabeçote. O metanol cria uma goma”, revela Bandeira. Segundo Orli Robalo, mecânico em Porto Alegre (RS), um dos sinais comuns de resposta do carro mal abastecido é o acendimento de luzes no painel. “O combustível alterado faz com que sature a leitura dos sensores e faz ligar essa luz”, aponta o especialista. Denis Marum, mecânico com formação em engenharia mecânica, afirma que a perda de potência é um sinal claro de combustível adulterado por metanol. “Assim que você abastece, o pedal do acelerador fica ‘borrachudo’. Você sente que precisa acelerar mais para obter a mesma velocidade”, diz. Marum aponta outros indícios, como: Consumo elevado: “geralmente, o consumo médio despenca 30%. É fácil de perceber para quem faz o mesmo percurso diariamente: o tanque dura menos”, diz o especialista; Dificuldade para pegar pela manhã; Ruído do motor semelhante ao de uma corrente de bicicleta trocando de marcha. “Esse ruído ocorre nas saídas e, principalmente, em subidas, momentos em que o motor é mais exigido”, aponta; Odores estranhos saindo do escapamento; Cheiro de solvente ou querosene.
29/05/2026 14:30:33 +00:00
'Tiro pode sair pela culatra': potencial impacto de classificação de PCC e CV como terroristas sobre políticos e Faria Lima pode prejudicar Flávio, diz professor

O pré-candidato à Presidência do Brasil, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) GETTY IMAGES via BBC Professor de política internacional e comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dawisson Belém Lopes diz que ainda é cedo para estimar os impactos que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos deve ter nas eleições. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Qualquer previsão neste momento é imprecisa, porque é preciso entender como essa decisão será lida pela imprensa, por Flávio Bolsonaro, por Lula e por outros agentes políticos que influenciam o debate", diz ele, que tem artigos e livros publicados sobre política externa ligada à América Latina e ao Brasil, escritos a partir de pesquisas em universidades na Alemanha, na Bélgica e na Índia. O professor reconhece a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhar tração no tema da segurança pública, algo caro a grande parte dos brasileiros e área na qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou sua pior avaliação em pesquisa Datafolha publicada há duas semanas. Por outro lado, Lopes avalia que Lula, mais experiente em debates, pode virar o jogo ao argumentar que a medida revela a incapacidade do adversário de lidar com problemas internos, a ponto de recorrer à ajuda externa. Agora no g1 "Essa medida pode ser vista como entreguismo, algo contra o Brasil, não a favor, porque prevê uma renúncia de soberania", analisa. Dois dias após Flávio se encontrar com Donald Trump e um dia após se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, o governo americano decidiu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais. Para estudiosos, facções como o PCC e o Comando Vermelho são criminosas, porque agem por interesses econômicos, sem qualquer motivação ideológica, diferentemente das organizações terroristas. Mas Trump tem contestado essa distinção, a exemplo do que também fez no México, com os cartéis, no ano passado. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC Sanções financeiras contra aliados A partir do dia 5 de junho, as facções passarão a ser tratadas por Washington como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, o que poderia abrir a possibilidade de o republicano promover intervenções militares em território brasileiro e também impor sanções diversas ao país e a quem, mesmo sem saber, mantenha alguma relação com essas organizações. É nesse sentido, diz o professor, que "o tiro pode sair pela culatra" para Flávio. "Pode-se cogitar que a iniciativa vá alvejar pessoas ligadas à política, além de políticos profissionais, que mantenham interações com o PCC e o CV. Isso já tem vindo à tona nos últimos tempos. Já se sabe de algumas relações envolvendo a turma da Faria Lima, os investidores e os bancos com o crime organizado. Quem propôs essa medida pode estar jogando contra si." Essas figuras, que em sua maioria apoiam a pré-candidatura do senador à Presidência, diz o professor, "se forem atingidas podem se voltar contra ele, porque são pessoas com muito dinheiro e influência para mexer nas alavancas do sistema político brasileiro". Sua visão encontra amparo em investigações conduzidas por autoridades como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público. Essas três entidades deflagraram no ano passado uma operação contra um esquema que se valia de fundos de investimentos e empresas financeiras que operam na Faria Lima para gerar, lavar, ocultar e blindar recursos da atuação do PCC no tráfico de drogas e no setor de combustíveis. Ao todo, a estimativa da PF à época era de que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Na ala política, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso suspeito de vazar informações sigilosas e obstruir investigações contra facções como o Comando Vermelho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO Possíveis sanções ao Brasil e a brasileiros após a decisão de Trump poderiam se assemelhar à Lei Magnitsky, usada contra indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Foi ela que, no ano passado, Trump usou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando sua relação com o sistema financeiro americano. A sorte do senador é que as sanções financeiras, ao menos na avaliação do professor, devem ser brandas. Para ilustrar seu argumento, ele lembra que os bancos brasileiros se recusaram a se voltar contra Moraes e a atender ao desejo dos Estados Unidos. "Os bancos brasileiros foram pressionados a quebrar negócios com ele, mas resistiram, porque foram instruídos pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para fazer isso. O Brasil já está vacinado contra esse tipo de pressão. Não vejo o sistema bancário sucumbindo e fazendo o jogo da diplomacia estadunidense, até pelas garantias que o governo brasileiro tem dado", diz o professor. Ele recorda ainda que, na época, a conexão entre Brasília e Washington era mais delicada e vinha na esteira do "tarifaço". "Neste momento, a relação é bastante civilizada, e o nível de tensão, bastante controlado. Não vejo possibilidade de uma disrupção", opina. Há, por fim, um terceiro argumento ao qual o professor recorre: a experiência do México, que teve seus cartéis classificados como organizações terroristas internacionais logo no início do segundo mandato de Trump, no ano passado. Na ocasião, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, atendeu a parte das demandas de Washington — como a extradição de criminosos e o reforço da segurança nas fronteiras — e afastou rapidamente qualquer retaliação mais profunda. "Se no México o impacto foi modesto, no Brasil tende a ser menor ainda", diz Lopes, acrescentando que "as correntes de comércio exterior do México são, em sua maioria, com os Estados Unidos, e todos os dias centenas de milhares de mexicanos cruzam a fronteira, legalmente ou ilegalmente". "Os Estados Unidos são importantíssimos para o Brasil, sim, mas não são nem sequer nosso maior parceiro comercial. A China faz mais do que o dobro de comércio com o Brasil do que os Estados Unidos", diz.
29/05/2026 14:01:18 +00:00
Na reta final do Imposto de Renda 2026, cerca de 400 mil pessoas ainda não enviaram declaração

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até às 21h desta terça-feira (26), 43,6 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025. O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano. Deste modo, cerca de 400 mil contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. ➡️A entrega da declaração depois do prazo legal gera uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Como fazer a declaração Vídeos em alta no g1 Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas: Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil Quem é obrigado a declarar Os perfis de pessoas obrigadas a declarar são: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; quem deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
29/05/2026 13:50:46 +00:00
BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos
BC aprova regras mais rígidas para o FGC após crise com Master O Banco Central publicou nesta sexta-feira (30) o detalhamento das novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro. As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (1º) e foram definidas após a crise envolvendo o Banco Master, que registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras. O banco também destacava a cobertura do FGC como garantia para aplicações consideradas mais arriscadas. LEIA TAMBÉM: Projeto para FGC bancar perdas de fundos de pensão pode estimular má gestão nestas entidades No fim de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu criar novas exigências para instituições financeiras que utilizam recursos cobertos pelo FGC. ➡️Pela regra, os bancos terão de observar o chamado “ativo de referência”, indicador que mede a qualidade e a diversificação dos recursos da instituição. Na prática, se a parcela de recursos garantidos pelo FGC superar o volume ligado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro para títulos públicos federais, considerados mais seguros. Reforço na segurança do mercado Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro. O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Em nota, o Banco Central afirmou "as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional". O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
29/05/2026 13:50:42 +00:00
Fazenda vê desaceleração, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026

PIB tem alta de 1,1% no primeiro trimestre A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período. Por meio de nota informativa, a SPE acrescentou que segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária. "No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso", avaliou o Ministério da Fazenda. PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41% Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM Composição do crescimento De acordo com a SPE, a expansão de 1,1% do PIB nos três primeiros meses deste ano ficou marginalmente acima da sua projeção. Informou, porém, que composição se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado. "Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo", avaliou o governo. Comparação internacional Segundo o governo, dentre os países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupou a quarta posição na margem; a sexta posição na comparação interanual e a quinta posição no acumulado em quatro trimestres. Comparação internacional (PIB primeiro trimestre 2026) Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda
29/05/2026 13:01:31 +00:00
Discord: o que é a rede social usada pela suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos

Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? Uma empresária é suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com os pés e as mãos para vender vídeos no Discord. Ela foi presa na quinta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, mas acabou sendo solta horas depois. Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões a animais e vendia os vídeos na plataforma para pessoas de países da Europa. Nas imagens, a mulher aparece esmagando os animais com os pés e as mãos. De acordo com informações da TV Globo, os celulares de Daiana não puderam ser acessados. Com isso, não houve flagrante e a suspeita foi liberada. Ela vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos. Mas, afinal, o que é o Discord? O Discord é uma plataforma de comunicação digital que permite que os usuários conversem por meio de mensagens de texto, voz e vídeo. No Brasil, a rede social diz que só permite acesso para adolescentes a partir dos 13 anos. O aplicativo é usado principalmente por adolescentes que querem jogar e conversar ao mesmo tempo, e, inclusive, foi desenvolvido com esse propósito. Discord Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Ivan Radic/Flickr Segundo o site oficial do Discord, os empresários Jason Citron e Stanislav Vishnevskiy criaram a plataforma em 2015 em busca de uma “maneira confiável de conversar enquanto jogavam on-line”. Por meio de transmissões ao vivo de vídeos, os usuários assistem, participam dos jogos e fazem comentários. "O Discord é uma experiência multimídia. Você pode usá-lo para transmitir vídeos, jogar jogos de tabuleiro a distância, ouvir música em grupo e, simplesmente, passar tempo juntos", descreve a revista norte-americana de tecnologia Wired. Vale destacar que, apesar de ser difundido pelo público adolescente, o Discord também é usado para trabalhar e fazer cursos, por exemplo. Segundo a Wired, a plataforma conquistou ainda mais usuários durante a pandemia, momento em que conseguiu alcançar grupos além dos gamers. Em 2025, o Discord tinha 200 milhões de usuários mensais globalmente, dos quais 93% jogam on-line, segundo o próprio aplicativo. O Discord é pago? A versão básica do Discord é gratuita, mas a plataforma oferece planos pagos, chamados de “Nitro”. Eles incluem vantagens como a criação de emojis personalizados e o envio de arquivos maiores. Usado para cometer crimes contra menores Agressores têm se aproveitado das transmissões em vídeo ao vivo da plataforma para, por exemplo, chantagear vítimas a cumprir desafios sob a ameaça de ter fotos íntimas vazadas, conforme reportagem do Fantástico mostrou em maio de 2023. “É importante que fique muito claro que não se trata de desafios que estão sendo praticados por adolescentes. Trata-se de criminosos, a grande maioria maiores de idade, que utilizam a insegurança dessa plataforma em relação a crianças e adolescentes para praticar crimes gravíssimos contra essas meninas”, diz a promotora Maria Fernanda Balsalobra em reportagem para o Fantástico no mesmo ano. A plataforma se tornou um ponto de encontro para propagadores de narrativas de contracultura, como o movimento incel (celibatário involuntário), grupos de hackers e investidores em criptomoedas, segundo a agência DW. Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, explica que o Discord é um ambiente propício para esse tipo de situação por uma combinação de fatores: foi criado para o público gamer, por isso, é muito conhecido pelos jovens; permite formar grupos privados com facilidade, ao contrário de redes sociais que priorizam conteúdos públicos; a moderação é descentralizada. São os criadores das comunidades que fazem a maioria da moderação dos usuários e das mensagens de cada comunidade, dificultando o controle. 'Central da Família' Em setembro de 2023, o aplicativo lançou a ferramenta "Central da Família" (ou "Family Center", em inglês), que permite que responsáveis sejam informados sobre parte das atividades de seus filhos na plataforma. A ferramenta permite que os responsáveis saibam com quais usuários seu filho adolescente está conversando e de quais comunidades do Discord ele participa. No entanto, eles não podem ver o conteúdo dessas conversas. A empresa orienta que a ativação da Central da Família seja feita junto com o filho adolescente, já que a atividade da conta não será compartilhada sem a aprovação dele. Veja o passo a passo: Para ativar a ferramenta, é necessário que você tenha o aplicativo Discord no celular. No aplicativo, você vai acessar a opção "Central da Família", que pode ser encontrada em "Configurações do usuário". Então, clique em "ativar Central da Família". Nessa etapa, o adolescente vai precisar fornecer a você o código QR que será gerado no aplicativo dele. Ele fica disponível na guia da "Central da Família", na opção "Conectar com o pai". Você deve escanear o código fornecido pelo seu filho com seu aplicativo Discord. Depois que o adolescente aceitar a conexão, os dois terão acesso total à Central da Família. Rede sem lei: no Discord, criminosos violentam e humilham meninas menores de idade Estupro virtual: abusadores usam fotos falsas para chantagear vítimas
29/05/2026 12:52:55 +00:00
Imposto de renda 2026: veja quem precisa declarar

Imposto de Renda 2026: ainda não declarei; o que fazer para preencher mais rápido O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 termina nesta sexta-feira (29). Os contribuintes que enviarem a declaração após o fim do prazo estão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Veja quem é obrigado a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para quem ainda não entregou o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. Ela pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. LEIA TAMBÉM Imposto de Renda 2026: veja o que acontece se você não entregar a declaração e como evitar multas Imposto de Renda 2026: Receita paga 1º lote de restituição nesta sexta; veja o calendário Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Imposto de renda Marcos Serra/g1
29/05/2026 12:47:04 +00:00
Planos de saúde individuais terão reajuste máximo de 5,11%; entenda quem entra na regra

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o teto de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Reprodução/TV Globo Manter um plano de saúde vai pesar um pouco menos no bolso dos brasileiros que têm contratos individuais e familiares. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu nesta sexta-feira (29) que o reajuste anual desses planos poderá ser de, no máximo, 5,11%. O percentual é o menor autorizado pela agência desde 2021, quando houve reajuste negativo em razão dos efeitos da pandemia de Covid-19. A medida afeta cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos usuários de planos de assistência médica no país. O novo teto vale para contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde. A decisão ocorre em um cenário em que os gastos com saúde continuam crescendo. Dados da própria ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário desses planos aumentaram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior. Segundo a agência, a alta reflete tanto o encarecimento de serviços e insumos médicos quanto mudanças no perfil dos pacientes e a incorporação de novos procedimentos obrigatórios na cobertura dos planos. Veja os direitos e deveres após a contratação de planos de saúde Quem será afetado pelo reajuste O limite de 5,11% vale apenas para planos individuais e familiares, aqueles contratados diretamente pelo consumidor junto à operadora. A regra não se aplica aos planos coletivos empresariais, oferecidos por empresas aos funcionários, nem aos planos coletivos por adesão, contratados por meio de associações e entidades de classe. Nesses casos, os reajustes são negociados entre as operadoras e os contratantes, sem um teto definido pela ANS. A agência estima que os planos individuais representam uma parcela cada vez menor do mercado. Hoje, a maior parte dos beneficiários está vinculada a contratos coletivos. Por que o reajuste ficou abaixo da alta dos custos O percentual autorizado não corresponde apenas à inflação nem acompanha automaticamente a variação dos gastos das operadoras. Desde 2019, a ANS utiliza uma metodologia que combina a evolução das despesas assistenciais dos planos com a inflação oficial da economia. O cálculo considera não apenas os preços dos serviços de saúde, mas também a frequência com que os beneficiários utilizam consultas, exames, internações e tratamentos. Segundo a agência, o objetivo é evitar repasses automáticos de custos aos consumidores e incorporar ganhos de eficiência obtidos pelas operadoras. Ao anunciar o índice, o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que o reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira do setor e a capacidade de pagamento das famílias. Quando o novo valor começará a ser cobrado O reajuste não entra em vigor imediatamente para todos os consumidores. A cobrança só pode ser aplicada no mês de aniversário do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi contratado. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com retroação ao mês de aniversário do plano. Após o anúncio, os consumidores devem verificar se o percentual aplicado pela operadora não ultrapassa o limite de 5,11% e se a cobrança foi realizada dentro das regras estabelecidas pela agência. O que explica a alta dos gastos em saúde Mesmo com um reajuste menor para os consumidores, os custos da assistência médica continuam pressionando o setor. Segundo a ANS, o aumento das despesas está relacionado ao encarecimento de serviços e equipamentos médicos, ao maior uso dos planos de saúde e ao envelhecimento da população, que tende a demandar mais consultas, exames e tratamentos. Também contribuem para essa conta a incorporação de novos procedimentos e tecnologias ao rol de cobertura obrigatória da saúde suplementar. Associação critica reajuste A definição do índice, no entanto, foi criticada pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Em nota, a entidade afirmou que o percentual não acompanha o crescimento dos custos médico-hospitalares, da incorporação de novas tecnologias, da judicialização da saúde e do aumento da utilização dos serviços.
29/05/2026 12:34:00 +00:00
Resposta de Lula à decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas deve enfatizar efeitos econômicos e risco ao PIX

Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução O Palácio do Planalto prepara uma nota oficial que será divulgada ainda nesta sexta-feira (29) em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de equiparar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) a organizações terroristas. O ponto central da posição do governo será reforçar que a parceria com os EUA no combate ao crime organizado continua forte, assim como outras cooperações voltadas ao enfrentamento das facções. Ao mesmo tempo, o governo destacará os possíveis impactos da medida sobre a economia brasileira. Entre os possíveis efeitos citados pelo governo está uma ameaça ao PIX, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. A alegação dos americanos é que a ferramenta pode facilitar a movimentação de recursos por organizações criminosas. Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo blog, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não quer um confronto com o governo de Donald Trump. Ainda assim, a menção ao PIX tem apelo direto junto à população, já que o sistema de pagamento é um queridinho dos brasileiros. Decisão dos EUA sobre facções pode impactar mercado Ao citar riscos ao PIX, o governo também busca atribuir à oposição — especialmente ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — parte da responsabilidade pela nova medida anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA, onde o senador foi recebido nesta quarta (27). A estratégia é provocar uma reação semelhante à observada durante o "tarifaço", quando Trump colocou em vigor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na época, além de contestar a medida ao destacar o superávit bilionário dos EUA na relação comercial com o Brasil, o governo brasileiro apostou na diplomacia presidencial direta. Lula e Trump conversaram reservadamente para abrir negociações e trocaram contatos para estabelecer uma linha direta de comunicação. Pouco tempo depois, esse esforço culminou em um encontro entre Lula e Trump na Malásia, onde os dois iniciaram formalmente as negociações sobre as tarifas. Para o Planalto, esse diálogo direto foi decisivo para que a Casa Branca adotasse uma postura mais pragmática e assinasse um decreto reduzindo ou eliminando tarifas sobre diversos produtos do agronegócio brasileiro. O documento citou nominalmente o avanço das conversas com Lula. Agora, a estratégia é repetir a fórmula: usar o forte apelo de um tema financeiro para pressionar Washington e reabrir canais diretos de negociação política. Nas últimas horas, Lula discutiu o tema com diversos auxiliares. Além do chanceler Mauro Vieira, conversou com o assessor especial para assuntos internacionais Celso Amorim e com os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Dario Durigan (Fazenda).
29/05/2026 12:18:47 +00:00
Contas públicas têm superávit de R$ 24,6 bilhões em abril; dívida sobe para 80,4% do PIB

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com abril do ano passado, houve forte melhora, uma vez que foi registrado saldo positivo de R$ 14,2 bilhões naquele mês. Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em abril deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 26,1 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 330 milhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,78 bilhão. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 31,2 bilhões — o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 102,8 bilhões (2,5% do PIB). Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 9 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 68,6 bilhões nos quatro primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 60,1 bilhões nas contas do setor público em abril. ➡️No acumulado em 12 meses até abril, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,22 trilhão, ou 9,4% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,4% do PIB) em doze meses até abril deste ano. Dívida pública Mesmo com superávit nas contas públicas em abril, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em abril: 93,1% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 99,4% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira estaria próxima de 110% do PIB em 2035.
29/05/2026 12:04:09 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,04, com guerra no Irã e PIB do Brasil; Ibovespa cai ao menor patamar desde janeiro

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21% nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 5,0424. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0708. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,73%, aos 173.787 pontos, o menor valor desde 21 de janeiro (171.817 pontos). Com as idas e vindas do conflito no Oriente Médio, a queda da bolsa em maio passa de 7%. ▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a mexer com os mercados financeiros, em meio à expectativa de que um entendimento pode estar próximo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre o acordo para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Os preços do petróleo recuaram. Veja abaixo: O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril. ▶️ Ainda em relação aos EUA, também fica no radar a decisão do Departamento de Estado americano de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o PCC como organizações terroristas. Como mostrou o g1, a medida tem repercussões para a economia do país. ▶️ Na agenda econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Contra o mesmo trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%. Os números vieram em linha com o que esperava o mercado financeiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,28%; Acumulado do mês: +1,83%; Acumulado do ano: -8,13%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,37%; Acumulado do mês: -7,22%; Acumulado do ano: +7,86%. À espera do aval de Trump Os Estados Unidos e o Irã parecem estar perto de chegar a um acordo. Segundo agências de notícias internacionais, os dois países parecem ter chegado a um entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias e dar início às negociações sobre o programa nuclear iraniano. O tratado final, no entanto, ainda depende do aval do presidente americano, Donald Trump. Mais cedo, em uma publicação no TruthSocial, Trump afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre um possível acordo com o país do Oriente Médio. "Terei agora uma reunião na 'Situation Room' (sala de controle da Casa Branca) para tomar uma decisão final", escreveu o presidente em sua plataforma, Truth Social. Na mesma mensagem, Trump explica suas condições imprescindíveis para cessar definitivamente as hostilidades contra o Irã: "O Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem pedágio, para tráfego marítimo irrestrito em ambas as direções", com remoção das minas aquáticas colocadas na região "O urânio enriquecido, que está enterrado profundamente no subsolo, (...) será desenterrado" pelos EUA em conjunto com o Irã e "destruído". O Irã, por sua vez, considera os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível acordo com Teerã como "uma mistura de verdade e falsidade", de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana. Um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos ainda estava nos estágios finais de avaliação no Irã, e nenhuma decisão final havia sido tomada ainda, disseram as fontes ouvidas pela agência. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o Irã não concordou em destruir material nuclear e negam que acordo inclua a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio. Mesmo diante do vai e vem de notícias, a percepção de que os dois países caminham para um acordo foi bem recebida pelo mercado e já se refletiu nos preços do petróleo. O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h10, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril. O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia. Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”. Mercados globais Em Wall Street, os índices caminhavam para um dia positivo, enquanto investidores aguardavam uma resolução sobre o acordo entre EUA e Irã. Perto das 16h10, o Dow Jones avançava 0,60%, e o S&P 500 tinha alta de 0,16%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,10%. Na Europa, as bolsas fecharam a última sessão de maio sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%, para 626 pontos, e garantiu o fechamento positivo para a semana. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,05%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,16% e o CAC-40, da França, perdeu 0,07%. Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos. Dólar freepik
29/05/2026 12:00:17 +00:00
PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

PIB tem alta de 1,1% no primeiro trimestre O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,3 trilhões no período. 🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado mostra uma aceleração em relação aos últimos três meses de 2025, quando a economia havia crescido 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a alta foi de 2%. Desempenho da variação trimestral do PIB brasileiro. Arte/g1 O principal destaque foi, mais uma vez, a agropecuária, que cresceu 2% nos três primeiros meses do ano. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e da produtividade, favorecidos por melhores condições climáticas e pela expansão da área plantada, especialmente de soja. 🔎 O crescimento da produção indica que a economia passou a gerar mais bens e serviços. Já o ganho de produtividade mostra que isso ocorreu sem aumento proporcional do uso de insumos, como mão de obra, máquinas ou horas trabalhadas. Os outros dois grandes setores da economia também registraram crescimento: a indústria avançou 1%, enquanto os serviços cresceram 0,5%. Na indústria, os destaques positivos foram a extração mineral e a construção, que cresceram 3,6% e 2,9%, respectivamente. Já o segmento de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,3%. A indústria de transformação ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. “Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a extrativa mineral e as outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes. Segundo ele, o crescimento da atividade econômica ficou próximo ao da indústria na série com ajuste sazonal, que elimina efeitos típicos de determinadas épocas do ano, como colheitas agrícolas e datas festivas, para mostrar a tendência da economia de um período para outro. No setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia brasileira, os destaques foram as atividades de informação e comunicação (2,4%) e as atividades imobiliárias (1,2%). Também houve crescimento em outras atividades de serviços (0,8%), comércio (0,6%) e administração pública, defesa, saúde, educação e seguridade social (0,4%). Veja os principais destaques do PIB no 1º trimestre de 2026: Serviços: 0,5% Indústria: 1% Agropecuária: 2% Consumo das famílias: 1% Consumo do governo: 0,4% Investimentos: 3,5% Exportações: -1,7% Importação: 4,4% Variação do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de cada ano. Arte/g1 Consumo das famílias cresce mesmo com juros elevados Pela ótica da demanda, o principal destaque foi o consumo das famílias, que cresceu 1% no primeiro trimestre, em ritmo semelhante ao do PIB. O resultado representa uma aceleração tanto em relação aos três meses anteriores (0,2%) quanto ao primeiro trimestre de 2025 (0,3%). “Ele é o agregado com mais peso na ótica da demanda e contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre", afirma Moraes. Segundo o coordenador, o consumo das famílias tem um peso de 63,4% no PIB. Segundo Moraes, o resultado reflete, em parte, a maior oferta de crédito e o crescimento da massa salarial real, especialmente na comparação com o mesmo trimestre de 2025. “Mesmo com o aumento dos juros no período, o crédito às famílias teve variação nominal de 12%, o que, assim como a massa salarial, contribuiu para o aumento do consumo”, diz o especialista. Ele acrescenta que a expansão da renda também ajuda a impulsionar a demanda. Desde o início de 2025, a taxa básica de juros (Selic) subiu 1,75 ponto percentual (p.p.), chegando a 15% ao ano. Em março último, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pelo primeiro corte de juros em quase dois anos — e manteve o ritmo de redução em abril, levando a taxa para os atuais 14,50% ao ano. Os investimentos no país, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 3,5% nos três primeiros meses de 2026. Com isso, segundo o coordenador do IBGE, o indicador voltou ao patamar registrado no terceiro trimestre do ano passado. "Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento", comenta. O consumo do governo cresceu 0,4% no período. No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações avançaram 4,4%. Desempenho do PIB por setor da economia. Arte/g1 Desempenho do PIB por demanda. Arte/g1 Soja Grupo Wink
29/05/2026 12:00:08 +00:00
Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril, bate recorde para o período e supera todo o ano de 2025

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. Esse é o pior resultado para o período de janeiro a abril da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -2,73 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado negativo na parcial até abril já supera o déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões. A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Agora no g1 Correios em crise ➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro. 🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. Em de 2025, o prejuízo dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões. Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa. E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Para enfrentar rombo financeiro, governo autorizou em maio, os Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. Estatais no vermelho até 2030 De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado em abril pelo governo ao Congresso Nacional, o governo federal projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030. Também segundo a LDO, os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor. "Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck. 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.
29/05/2026 11:36:07 +00:00
Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo

A Anthropic informou nesta quinta-feira (28) que arrecadou US$ 65 bilhões (R$ 328 bilhões) em uma nova rodada de financiamento. Com isso, a empresa responsável pelo Claude passou a ser avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), superando pela primeira vez sua rival OpenAI antes de uma esperada abertura de capital. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundada em San Francisco por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic quase triplicou seu valor de mercado em apenas três meses. Em fevereiro, a empresa havia sido avaliada em US$ 380 bilhões (R$ 1,9 trilhão). A nova rodada foi liderada pelos fundos Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O pacote também inclui US$ 15 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em aportes já anunciados por empresas de computação em nuvem, entre elas a Amazon, que respondeu sozinha por US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões). "Esses recursos nos ajudarão a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na vanguarda da pesquisa e levar o Claude a mais ambientes de trabalho", declarou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic. Agora no g1 A Anthropic afirma que sua receita anualizada — uma projeção baseada no desempenho recente da empresa — ultrapassou US$ 47 bilhões. Em fevereiro, quando realizou a rodada anterior de financiamento, esse número era de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões). O avanço reflete a rápida adoção de ferramentas voltadas a empresas, como o Claude Code, assistente de programação desenvolvido pela companhia. A estratégia da Anthropic difere da adotada inicialmente pela OpenAI. Enquanto a dona do ChatGPT ganhou espaço primeiro entre consumidores, a Anthropic concentrou esforços em soluções voltadas ao mercado corporativo. O crescimento acelerado, porém, também aumentou a pressão sobre a infraestrutura da empresa. A Anthropic enfrenta dificuldades para atender à demanda por capacidade computacional diante da escassez global de chips e servidores. Para ampliar sua estrutura, a companhia fechou recentemente acordos com Amazon, Google e Broadcom para garantir mais capacidade de processamento, além de uma parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk. Agora avaliada acima da OpenAI — que atingiu US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em sua última rodada de financiamento, realizada em março —, a Anthropic passou a ser apontada por analistas como uma das candidatas a abrir capital ainda neste ano. A OpenAI também se prepara para avançar em seus planos de abertura de capital, segundo veículos internacionais. Já a SpaceX divulgou sua documentação preliminar na semana passada, em meio às expectativas de uma das maiores estreias recentes no mercado financeiro. Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA Reuters/Dado Ruvic/Illustration
29/05/2026 11:29:47 +00:00
'Lamento ver isso': Musk reage à explosão de nave da concorrente Blue Origin

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento O bilionário Elon Musk, dono da empresa de tecnologia espacial SpaceX, repercutiu a explosão da nave New Glenn, da concorrente Blue Origin, Jeff Bezos. A SpaceX e Blue Origin são as principais empresas na corrida espacial comercial no mundo. Na rede social X, também propriedade de Musk, o bilionário lamentou o ocorrido e desejou que a concorrente se recupere rapidamente. "Lamento ver isso, espero que você se recupere rapidamente", comentou Elon Musk na publicação da empresa de Bezos. Print da resposta de Elon Musk Reprodução / X A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) durante um teste na base de lançamentos da Blue Origin. A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), quando o veículo espacial passava por um teste de ignição estática, quando ele não chega a levantar voo. O experimento tinha como foco a futura missão NG-4, anunciada pela Blue Origin na quarta-feira (27). O plano é de que a era de que a nave enviasse ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk. A Blue Origin disse ter registrado uma "anomalia" e que todos os funcionários estão em segurança. A empresa afirmou que fornecerá atualizações à medida que obter mais detalhes do incidente. Jeff Bezos e Elon Musk Reuters Na quarta, o CEO da Blue Origin chegou a comemorar o anúncio da futura missão NG-4. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. A New Glenn é a supernave projetada pela Blue Origin para fazer voos mais longos. Ela é a concorrente direta da Starship, nave que fez seu voo mais recente na última sexta-feira (22) e que é fabricada pela SpaceX, do bilionário Elon Musk. A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. Blue Origin lança novo foguete New Glenn O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. Blue Origin, de Jeff Bezos, lança supernave New Glenn O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ainda não se posicionou sobre o acidente desta quinta-feira. Na última quarta-feira (27), o órgão suspendeu temporariamente futuros lançamentos da Starship, da SpaceX, por conta de uma falha no retorno à atmosfera do propulsor usado na missão. Explosão da nave New Glenn na base de lançamento da Blue Origin, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight
29/05/2026 03:40:13 +00:00
Imposto de Renda 2026: veja o que acontece se você não entregar a declaração e como evitar multas

Imposto de Renda 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir? O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 acaba nesta sexta-feira (29) e especialistas aconselham a entregar a declaração, mesmo que incompleta. Os contribuintes que enviarem o documento após o fim do prazo estarão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para os contribuintes que ainda não entregaram o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. A Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Se for necessário fazer uma correção após o prazo de entrega, os contribuintes têm até cinco anos para retificar a declaração, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita Federal — ou seja, caso não tenha sido formalmente convocado pelo órgão para prestar esclarecimentos. A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. Por isso, é importante ter atenção e verificar se haverá alteração no valor do imposto a pagar após o envio da correção. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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29/05/2026 03:01:32 +00:00
Imposto de Renda 2026: ficou de fora da restituição? Veja como consultar a fila e saiba quem recebe primeiro

Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição? Entenda Depois de enviar a declaração do Imposto de Renda, muitos contribuintes passam a acompanhar com atenção a restituição. Afinal, é nesse momento que parte do imposto pago ao longo do ano pode voltar para o bolso. Mas o pagamento não ocorre ao mesmo tempo para todos: a Receita Federal segue uma fila de prioridades e, em alguns casos, o crédito pode ser temporariamente retido se houver alguma pendência na declaração. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por isso, saber como consultar a situação da restituição e entender os critérios da fila de pagamento ajuda o contribuinte a acompanhar o processamento do documento. Prazo para a declaração do Imposto de Renda 2024 encerra nesta sexta-feira (31) Joédson Alves/Agência Brasil LEIA TAMBÉM: Declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Como declarar renda de MEI, autônomos e informais? Isenção para quem ganha até R$ 5 mil não começa a valer na declaração deste ano; entenda Como consultar a situação da restituição? A Receita oferece diferentes caminhos para acompanhar o andamento da restituição. Alguns permitem apenas uma consulta rápida, enquanto outros mostram detalhes sobre eventuais problemas que estejam impedindo o pagamento. Os principais são: 🔎 Consulta pública da restituição Essa é a forma mais simples de verificar se o pagamento foi liberado. Basta informar CPF e data de nascimento. Caso exista alguma pendência, o sistema exibirá uma mensagem avisando que há um problema — mas não informará qual é o motivo. Nesses casos, a orientação é acessar o extrato completo da declaração para entender o que está acontecendo. 📱 Aplicativo Meu Imposto de Renda Quem tem o aplicativo da Receita instalado no celular pode receber notificações automáticas sempre que houver alguma atualização na declaração. De acordo com o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, essa ferramenta ajuda o contribuinte a acompanhar o processamento sem precisar consultar o sistema constantemente. “É muito importante que os contribuintes instalem o aplicativo da Receita Federal e acessem com a conta gov.br. Uma vez que você fez isso, ele passa a te avisar quando sair a sua restituição.” Além disso, o aplicativo também alerta se surgir alguma pendência que impeça o pagamento. 📄 Extrato da declaração Para saber exatamente o que está impedindo o pagamento da restituição, o contribuinte deve consultar o extrato da declaração. Esse é o ambiente mais completo para acompanhar a situação do documento. O acesso pode ser feito pelo portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), pelo site da Receita Federal ou pelo aplicativo. Caso exista alguma pendência, o motivo será informado nesse extrato. Quando a restituição pode ficar “em espera” Em algumas situações, mesmo que a declaração tenha sido enviada corretamente, o pagamento pode ficar temporariamente retido. 👉 Um exemplo ocorre quando o contribuinte escolhe receber a restituição via PIX, mas não possui uma chave PIX vinculada ao CPF. Segundo José Carlos da Fonseca, nesses casos o sistema impede que o dinheiro seja enviado ao banco até que a situação seja regularizada. Ele compara esse mecanismo a uma espécie de verificação preventiva. “É como se fosse uma malha. Eu não vou te mandar pro banco porque esse negócio vai ficar parado lá no banco, então eu seguro ele aqui antes de mandar”, disse. A situação pode ser resolvida de duas formas: 🔑 cadastrar uma chave PIX do CPF em um banco; 🏦 ou alterar a declaração para receber a restituição em conta bancária tradicional. Declaração do imposto de renda Roberto Sungi Quem recebe primeiro a restituição? A ordem de pagamento da restituição segue critérios legais de prioridade. Em 2026, segundo a Receita Federal, essas regras permanecem as mesmas de anos anteriores. A fila é organizada da seguinte forma: 1️⃣ Idosos com 80 anos ou mais; 2️⃣ Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou com moléstia grave; 3️⃣ Contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério; 4️⃣ Quem usou a declaração pré-preenchida E escolheu receber via PIX; 5️⃣ Quem OU utilizou a pré-preenchida OU optou pelo PIX; 6️⃣ Demais contribuintes. Para entrar nas prioridades ligadas ao Pix, porém, é necessário que a chave usada seja o CPF. Caso contrário, a restituição não será liberada até que a situação seja corrigida. Pagamentos devem ocorrer até agosto Os pagamentos da restituição são feitos em lotes ao longo do ano. Em 2026, a Receita planeja realizar quatro grandes pagamentos, com a expectativa de concluir os depósitos até o fim de agosto para quem não tiver pendências. A intenção é antecipar ao máximo a devolução do imposto. A projeção é que cerca de 80% dos contribuintes que não caírem na malha fina recebam até o segundo lote, acelerando o retorno dos valores pagos ao longo do ano anterior.
29/05/2026 03:01:20 +00:00
MEI: prazo para enviar a declaração anual termina neste domingo; veja como fazer

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até o próximo domingo (31). O envio, que é obrigatório, deve ser feito pelo Portal do Empreendedor. A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Mais da metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual à Receita Federal Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
29/05/2026 03:00:34 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita paga 1º lote de restituição nesta sexta; veja o calendário

Prazo para declarar o imposto de renda termina na próxima sexta-feira A Receita Federal começa a pagar o 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2026 nesta sexta-feira (29) — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração. Este é o maior valor já pago pela Receita Federal em um lote de restituição do IRPF, e contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 16 bilhões. Do total, aproximadamente R$ 8,64 bilhões serão destinados aos contribuintes prioritários. São eles: 256.697 idosos acima de 80 anos 2.256.975 contribuintes entre 60 e 79 anos 222.100 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério 4.959.431 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
29/05/2026 03:00:01 +00:00
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta sexta-feira; 4,1 milhões ainda não entregaram a declaração

Imposto de Renda 2026: deixou para a última hora? Veja como evitar erro O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 acaba nesta sexta-feira (29). Os contribuintes que enviarem a declaração após o fim do prazo estarão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. A Receita Federal espera receber 44 milhões de declarações do IR 2026. Até 0h desta sexta, ainda faltavam 4,1 milhões de contribuintes entregarem suas declarações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para quem ainda não entregou o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. A Receita incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Cerca de 60% das declarações deste ano usaram a pré-preenchida. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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29/05/2026 02:59:55 +00:00
Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) durante um teste na base de lançamentos da Blue Origin, de Jeff Bezos. A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), quando o veículo espacial passava por um teste de ignição estática, quando ele não chega a levantar voo. O experimento tinha como foco a futura missão NG-4, anunciada pela Blue Origin na quarta-feira (27). O plano é de que a era de que a nave enviasse ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk. A Blue Origin disse ter registrado uma "anomalia" e que todos os funcionários estão em segurança. A empresa afirmou que fornecerá atualizações à medida que obter mais detalhes do incidente. Na quarta, o CEO da Blue Origin chegou a comemorar o anúncio da futura missão NG-4. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. A New Glenn é a supernave projetada pela Blue Origin para fazer voos mais longos. Ela é a concorrente direta da Starship, nave que fez seu voo mais recente na última sexta-feira (22) e que é fabricada pela SpaceX, do bilionário Elon Musk. A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. Blue Origin lança novo foguete New Glenn O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. Blue Origin, de Jeff Bezos, lança supernave New Glenn O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ainda não se posicionou sobre o acidente desta quinta-feira. Na última quarta-feira (27), o órgão suspendeu temporariamente futuros lançamentos da Starship, da SpaceX, por conta de uma falha no retorno à atmosfera do propulsor usado na missão. Explosão da nave New Glenn na base de lançamento da Blue Origin, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight
29/05/2026 01:37:53 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.012: confira os números sorteados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3012 O sorteio do concurso 3.012 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (28), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 6 milhões. No entanto, ninguém levou o prêmio principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 07 - 17 - 41 - 42 - 49 O prêmio acumulou e vai a R$ 10 milhões. Veja a divisão dos ganhadores: 5 acertos: 23 apostas ganhadoras, R$ 42.953,33 4 acertos: 2.040 apostas ganhadoras, R$ 798,25 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3012 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
29/05/2026 00:03:16 +00:00
Meta lança planos de assinatura para WhatsApp, Instagram e Facebook com recursos exclusivos

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A Meta lançou na quarta-feira (27) versões pagas do WhatsApp, do Instagram e do Facebook. Com os novos planos, assinantes terão recursos adicionais, como estatísticas detalhadas sobre visualizações de seus stories e interfaces personalizadas. O WhatsApp Plus custará US$ 2,99 por mês (cerca de R$ 15), enquanto o Instagram Plus e o Facebook Plus custarão US$ 3,99 por mês cada um (R$ 20), segundo o site TechCrunch. Ainda não há informações sobre os países em que os planos pagos ficarão disponíveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A versão paga do WhatsApp será focada em personalização e oferecerá figurinhas premium, toques personalizados e temas para o aplicativo. No Instagram e no Facebook, assinantes terão acesso a análises mais detalhadas, estatísticas de visualizações de stories, maior alcance de público e opções de personalização de perfil. Agora no g1 O anúncio foi feito pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. Segundo ela, a empresa está começando a liberar versões pagas com melhorias nos recursos que os usuários mais gostam. "Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos", afirmou. A executiva também adiantou que há mais planos em andamento para empresas e criadores, além de produtos de inteligência artificial. Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados. Agora, a decisão de liberar as assinaturas para mais países mostra o desejo da Meta em diversificar suas receitas para além da publicidade. A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).
28/05/2026 20:14:10 +00:00
Fim da escala 6x1: ministro do Trabalho diz esperar aprovação de PEC no Senado no 1º semestre

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (28) esperar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e permite o fim da escala 6x1 seja aprovada pelo Senado e promulgada pelo Congresso ainda no primeiro semestre deste ano. O texto foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) por 472 votos a 22 em primeiro turno e por 461 a 19 votos no segundo. Com isso, o texto segue para análise do Senado. "Eu não gosto muito de falar de prazo para o parlamento, que seria uma certa interferência, busca de interferência executiva e legislativa que não é saudável", disse Marinho. "Evidente que se o Senado tiver debruçado com prioridade, com desejo da agilidade que a Câmara trabalhou, creio que 30 dias é o suficiente", complementou o ministro, em entrevista coletiva após a divulgação dos de geração de empregos no país em abril. Câmara dos Deputados aprova fim da escala 6x1 Ele disse que, assim como a Câmara aprovou o texto de forma célere, o Senado também está "sensível" a discussão, liderada por mulheres e jovens. 🔎Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. "Este Senado também está sensível, está ligado no que a sociedade está gritando. Acho que a minha percepção, do ritmo forte da mulher trabalhadora e da juventude trabalhadora, para melhorar sua situação detectada por adoecimento e por ausência do trabalho", comentou Marinho. Nesta quinta, o presidente Lula voltou a comentar a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. O petista disse que o avanço da proposta é uma "conquista extraordinária da sociedade" brasileira. "Ontem [quarta-feira], o Congresso aprovou o fim da escala 6x1 para que as pessoas só possam trabalhar cinco dias por semana. E foi uma conquista extraordinária da sociedade brasileira", disse. Lula e o ministro Luiz Marinho (Trabalho) Reuters via BBC O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
28/05/2026 18:44:46 +00:00
Caged: Brasil cria 85 mil novos postos de trabalho em abril

A economia brasileira gerou 85.888 empregos formais em abril deste ano, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em abril: ➡️2,2 milhões de contratações; ➡️2,1milhões de demissões. O resultado representa um recuo em relação a abril de 2025, quando foram criados 238.216 mil novos empregos. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril de 2026 mostram que, três dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos: Serviços: 69 mil novos postos de trabalho; Construção: 23 mil novos postos de trabalho; Indústria: 9 mil novos postos de trabalho; Comércio: redução de de 8 mil postos de trabalho; Agropecuária: redução 8 mil novos postos de trabalho. Agora no g1 Regiões do país Em abril de 2026, foram registrados saldos positivos em 24 das 27 unidades federativas do país. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Registraram resultado negativo Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Os empregos formais criados em cada região foram: Norte: 6.651 Nordeste: 18.714 Sul: 4.449 Sudeste: 44.545 Centro-Oeste: 10.890 Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.386,56 em abril deste ano, o que representa uma leve ampliação em relação a março de 2026, que registrou R$2.369,88. Na comparação com abril do ano passado, descontado as sazonalidades, o aumento foi de R$42,21. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desocupação do Brasil ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Carteira de Trabalho Divulgação/Agência Brasil Na avaliação de André Valério, economista sênior do Inter, o resultado do Caged em abril ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava a criação de 216 mil novos postos de trabalho. "O dado do Caged, em conjunto com a PNAD divulgada mais cedo, dão sinais mais claros de perda de dinamismo do mercado de trabalho, que pode ser reflexo da política monetária restritiva, e que com os cortes menores que o esperado inicialmente, se manterá em patamar mais restritivo ao longo do ano", disse.  Soma-se a esse cenário, segundo Valério, possíveis efeitos do choque do petróleo que se manifestou em menor renda real na PNAD e pode contribuir para dirimir a demanda nos próximos meses.
28/05/2026 17:31:56 +00:00
Cláudio Castro avisa Valdemar que não será mais candidato ao Senado

Cláudio Castro avisa Valdemar que não será mais candidato ao Senado O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não será mais candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. A informação foi dada ao blog pelo próprio presidente do PL, partido de Castro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A decisão vem na sequência de novas denúncias sobre conversas comprometedoras do governador Cláudio Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Cláudio Castro era pré-candidato ao Senado pelo PL nas eleições de 2026 e fazia parte da estratégia do partido de conquistar uma das vagas no Rio de Janeiro (leia mais abaixo). O nome dele foi anunciado ainda em fevereiro, dentro da chapa que também tinha o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal puxador de votos. Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro Reprodução Candidatura condicionada Apesar disso, a candidatura sempre esteve condicionada à situação jurídica do ex-governador. Ele respondia a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder nas eleições de 2022, que poderia torná-lo inelegível e inviabilizar a disputa. Mesmo após a condenação e a inelegibilidade, Castro manteve a pré-candidatura por algum tempo, mas passou a sofrer pressão interna no partido para desistir. Nos bastidores, a avaliação de dirigentes do PL era de que as investigações e operações da Polícia Federal tornaram sua permanência na corrida eleitoral politicamente insustentável. RELEMBRE: As investigações contra Cláudio Castro: veja quais são e em que fase estão Encontros e luxo em Nova York Além das conversas com tom de intimidade trocadas entre Castro e Vorcaro, a investigação da Polícia Federal aponta que os dois se encontraram em maio de 2023 durante um evento em Nova York, nos Estados Unidos. Logo após o encontro, o então governador enviou mensagens ao banqueiro, incluindo uma em que diz: “Amigo, foi uma experiência incrível”. De acordo com a Polícia Federal, registros mostram que, pouco antes da mensagem, Vorcaro realizou um pagamento de US$ 13.313 — cerca de R$ 66 mil — em um restaurante de luxo na cidade, o Nusr-Et, conhecido por pratos de alto custo. Um ano depois, em 2024, os dois voltaram ao mesmo restaurante. Em conversa, Castro pergunta: “Você não existe. Qual o nome do restaurante mesmo?”. Vorcaro então orienta sobre a escolha de pratos sofisticados, incluindo carnes cobertas com folhas de ouro, que podem chegar a custar cerca de US$ 2 mil. A PF também identificou que Vorcaro pediu a um interlocutor que alterasse uma reserva para incluir o nome de Cláudio Castro, além de confirmar que despesas do grupo haviam sido pagas. Como parte da investigação, a Polícia Federal realizou, nesta semana, uma operação de busca e apreensão na cobertura onde Castro mora, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A defesa do ex-governador informou que está analisando o material da investigação e que apresentará esclarecimentos ao STF, afirmando que não houve irregularidade na conduta dele. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar. Já o Rioprevidência declarou que não há risco para o pagamento de aposentados e pensionistas e que adota medidas para recuperar recursos aplicados em fundos relacionados ao Banco Master.
28/05/2026 17:12:10 +00:00
Como armazenar grãos de café corretamente?

Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café reprodução Precisa de orientações sobre como armazenar corretamente os grãos de café após a colheita? A recomendação é a publicação do Conselho Nacional do Café (CNC), elaborada em parceria com a Emater-MG. O material reúne orientações sobre a importância da armazenagem adequada e traz dicas sobre condições ideais e estrutura necessária para evitar perdas na qualidade do café. 📱Acesse aqui O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar
28/05/2026 16:22:00 +00:00
Após retomada, Avibras é credenciada como empresa estratégica de defesa

Avibras Reprodução/ TV Vanguarda O Ministério da Defesa credenciou a Avibras Aeroco como Empresa Estratégica de Defesa (EED), segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27). A medida inclui a empresa de Jacareí na lista oficial de companhias consideradas estratégicas para a Base Industrial de Defesa brasileira. O reconhecimento foi oficializado por meio de portaria assinada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho. A classificação é dada pelo Ministério da Defesa e funciona como um selo para empresas consideradas essenciais à soberania nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na prática, indica que a empresa tem tecnologia e capacidade consideradas críticas para o país, e dá acesso a compras públicas direcionadas, programas estratégicos e incentivos à inovação e defesa. Agora no g1 A Avibras Aeroco é a nova denominação da antiga Avibras Indústria Aeroespacial, que retomou as atividades neste mês após anos de crise financeira e paralisação das operações. Em nota, a empresa afirmou que o credenciamento “evidencia a relevância da empresa para a Base Industrial de Defesa brasileira e para o fortalecimento da soberania nacional”. “As Empresas Estratégicas de Defesa desempenham papel relevante no desenvolvimento científico e tecnológico do país, além de contribuírem para a preservação da segurança e da defesa nacional diante de ameaças externas”, informou a companhia. Segundo a Avibras Aeroco, o reconhecimento representa “mais um avanço na consolidação” da empresa, que atua no desenvolvimento de soluções estratégicas e inovadoras voltadas ao setor de defesa e aeroespacial. O g1 procurou o Ministério da Defesa para entender quais critérios são considerados para a concessão do credenciamento e quais os impactos práticos da classificação como Empresa Estratégica de Defesa, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. Retomada das atividades A Avibras retomou oficialmente as atividades no dia 4 de maio, em Jacareí, após mais de três anos de crise financeira, greve e paralisação da produção. Na ocasião, os funcionários voltaram gradualmente ao trabalho após um acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para o pagamento das dívidas trabalhistas. A paralisação dos trabalhadores começou em setembro de 2022 por falta de pagamento de salários e durou cerca de 1.280 dias, sendo considerada uma das mais longas do país. Neste novo momento, a empresa passou a operar sob o nome Avibras Aeroco e voltou a ser comandada por Sami Hassuani, que já presidiu a companhia anteriormente. Segundo a empresa, a proposta é retomar as operações com foco em crescimento sustentável e expansão para novos mercados. Avibras em Jacareí, SP André Luís Rosa/ TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
28/05/2026 16:05:35 +00:00
Petrobras anuncia reajuste nos preços da gasolina para as distribuidoras

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Reprodução A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. A empresa também informou que oferecerá um desconto de R$ 0,44 por litro — o que resulta em um aumento efetivo de R$ 0,04 por litro. 🔎 Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O desconto oferecido pela Petrobras ocorre no âmbito do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última segunda-feira (25), que estabeleceu um subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. Na prática, isso significa que o governo bancará parte do preço do combustível. A medida tem duração de dois meses e busca conter os efeitos da alta nos preços dos combustíveis, provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. O subsídio será pago diretamente a produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Segundo a companhia, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de R$ 1,83 por litro. "Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas", informou a empresa em nota. Aumento já era esperado No fim de abril, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que a estatal poderia aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso o governo concedesse um desconto a produtores e importadores de combustíveis. A medida é interpretada como uma resposta da empresa a investidores e uma forma de mitigar os efeitos da alta do petróleo nos resultados da companhia. "Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor", explicou Chambriard à época. Efeitos da guerra no Oriente Médio A alta nos preços do petróleo no mercado internacional é reflexo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Isso ocorre porque, com o conflito, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz foi bloqueada — canal por onde passam mais de 20% do comércio global de petróleo. Com a restrição da oferta, os preços da commodity dispararam desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, o petróleo Brent (referência internacional) passou de US$ 72,48 por barril para US$ 94,29 no fechamento da última quarta-feira (27) — um aumento de 30%. Os preços chegaram a subir ainda mais em abril, mas arrefeceram diante de sinais de que Washington e Teerã caminham para um acordo de paz. Nesta quinta-feira, por exemplo, o site Axios informou que os negociadores dos EUA e do Irã chegaram a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por mais 60 dias e iniciar tratativas sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda dependia do aval do presidente americano, Donald Trump. Segundo a reportagem, a assinatura do documento representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra.
28/05/2026 15:46:07 +00:00
Ferrari sai em defesa do Luce após críticas ao 1º carro elétrico da marca

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante A Ferrari está recebendo “forte interesse” pelo seu novo modelo elétrico, o Luce, tanto de clientes antigos quanto de novos consumidores, afirmou nesta quinta-feira (28) o presidente-executivo da montadora, Benedetto Vigna. O executivo saiu em defesa do veículo após uma onda de críticas nas redes sociais. A Ferrari apresentou o Luce, que custa US$ 640 mil (R$ 3,2 milhões), na segunda-feira, em Roma. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O lançamento gerou críticas sobre o design considerado diferente do padrão tradicional da marca e também pela decisão da empresa de apostar em um modelo totalmente elétrico, deixando de lado os clássicos motores a gasolina. Nas redes sociais, alguns usuários disseram que o carro “não parece uma Ferrari”. “Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, disse Vigna durante um evento automotivo em Modena, no norte da Itália. Segundo ele, a Ferrari apresentou o novo modelo a cerca de 1.600 clientes durante o lançamento em Roma, entre segunda e terça-feira. Os pedidos começaram a ser aceitos na quarta-feira. “Já recebemos transferências bancárias. Os clientes que estavam lá querem o carro”, afirmou o CEO. Ele acrescentou que a empresa divulgará números mais precisos sobre as encomendas em julho, junto com os resultados do segundo trimestre. As ações da Ferrari caíram mais de 8% na terça-feira, diante da reação negativa de investidores e críticos ao novo carro elétrico. Na quarta-feira (27), os papéis fecharam estáveis, mas voltaram a subir quase 3% nesta quinta. Vigna afirmou que muitas críticas podem mudar depois que as pessoas conhecerem o veículo de perto. Ele também negou comparações do Luce com outros carros elétricos do mercado, incluindo modelos chineses. “Se você ver e experimentar o carro, vai perceber imediatamente que ele não foi copiado e que não se parece com outros veículos elétricos, seja no design interno, externo ou no desempenho”, disse. O executivo reforçou que o Luce será apenas mais uma opção na linha da Ferrari e que a montadora continuará produzindo carros com motores a gasolina e híbridos. Sobre o preço elevado do modelo, Vigna afirmou que o valor é justificável pela inovação oferecida pelo veículo. Ferrari Luce divulgação/Ferrari
28/05/2026 14:20:53 +00:00
O que é a escala 6x1? Entenda os principais formatos de jornada no Brasil

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. 🤔 Mas o que é a escala 6x1? Esse é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado atua por seis dias consecutivos e tem direito a um dia de folga. (veja abaixo como funciona) Embora esteja no centro do debate, a jornada 6x1 não é a única prevista no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme o setor de atuação e são regulamentadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho definem a relação entre dias trabalhados e períodos de descanso. Todas devem respeitar o limite de 44 horas semanais, mas, na prática, as diferenças entre os modelos impactam diretamente a rotina, o tempo de repouso e a qualidade de vida do trabalhador. Na prática, o principal fator que distingue uma escala da outra é a frequência e a duração dos períodos de descanso após dias consecutivos de trabalho. Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante está prevista com a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A norma, que já foi adiada cinco vezes, deve entrar em vigor ainda este ano determina que o funcionamento do comércio varejista em feriados só poderá ocorrer com autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado
28/05/2026 13:04:57 +00:00
Contas do governo têm superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado para o mês em 4 anos

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando foi registrado um superávit primário de R$ 34,5 bilhões (com a correção). Agora no g1 O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, informou que já pôde ser verificada em abril melhora no resultado das contas do governo por conta da alta do petróleo, com a guerra no Irã, que ajudou a impulsionar para cima a arrecadação federal. "Petróleo afeita receitas do governo. Royalties, participação especial e venda de óleo. Conflito eclodiu em março, começa a ter efeito sobre a arrecadação de abril", disse o secretário-adjunto, David Athayde. Ele não soube precisar o valor exato do aumento de arrecadação por conta da alta do petróleo, mas lembrou de uma projeção da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pela qual haverá um incremento mensal de arrecadação de R$ 8 bilhões, que será compensada, em parte (R$ 6 bilhões), pela redução de tributos e subsídios concedidos a combustíveis. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento da arrecadação neste ano, que subiu mais do que as despesas. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As receitas líquidas de transferências avançaram 5,8% em termos reais em abril, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas cresceram 3,3%, para R$ 210 bilhões. Destaques nas receitas: IOF (+R$ 2,8 bilhões), fomentado pelo aumento na arrecadação associada às operações de crédito, seguro e câmbio, refletindo o aumento efetuado no ano passado; Imposto de Importação (+R$ 2,3 bilhões), que conjugou crescimento no volume importado e elevação na alíquota média efetiva; Imposto sobre a Renda (+R$ 2,3 bilhões) e da CSLL (+R$ 1,4 bilhão), impulsionados por aumentos no lucro presumido, na declaração de ajuste e no IRRF-Capital (aplicações de renda fixa); Cofins (+R$ 1,5 bilhão), com destaque para o setor de serviços. Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 8,67 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo somou R$ 9,68 bilhões até abril, contra R$ 78,14 bilhões no mesmo período do ano passado. A piora nas contas do governo na parcial deste ano também está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos quatro primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 862 bilhões (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 853,3 bilhões entre janeiro e abril deste ano, com uma alta real de 14,2% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula e Dario Durigan Washington Costa/MF
28/05/2026 13:03:21 +00:00
Ministro da Fazenda diz que monitoramento de fintechs permitiu combater crime organizado no 'andar de cima'

Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que o monitoramento das chamadas "fintechs", empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida, permitiu o combate ao crime organizado no "andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio ao crime organizado". "A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, fazendo asfixia financeira. Essas 'fintechs' foram identificadas dadas as informações que a receita começou a receber em meados de 2025, também identificamos [irregularidades com] 'criptoativos'", disse o ministro a jornalistas. 🔎Criptoativos são ativos digitais, como criptomoedas (exemplo: bitcoin), que circulam na internet e podem ser usados para investimento ou transferências, sem controle direto de governos ou bancos centrais. Mais cedo nesta quinta, o grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal iniciaram uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação, batizada de "Fluxo Oculto", teve como principais alvos empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a "Carbono Oculto", evidenciando alto grau de organização (leia mais abaixo). Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda A operação cumpriu cerca de 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas. O ministro Dario Durigan lembrou que o monitoramento mais próximo das "fintechs" só foi retomado em agosto do ano passado, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, que mira combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. "Essa nova fase da Carbono Oculto, identificada graças às operações da e-Financeira, aquela declaração para a Receita Federal, que, em razão de deputados, influencers da direita, foram impedidas de serem realizadas por um tempo...", afirmou o ministro. "Graças a essa informação, cumprindo o objetivo de usar a informação para fazer o combate do fluxo financeiro do crime organizado, outras seis fintechs foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas cujo início é a adulteração de combustível", prosseguiu Durigan. 🔎A e-Financeira é um sistema da Receita Federal que reúne dados sobre movimentações financeiras de pessoas físicas e jurídicas, usados para fiscalização.
28/05/2026 12:53:28 +00:00
Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo

Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para ter um de descanso. O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. Conforme o texto, a redução da jornada ocorrerá em duas etapas: • as primeiras duas horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da PEC; • as duas horas restantes deverão ser implementadas em até 12 meses após a conclusão da primeira etapa. Já o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais — preferencialmente aos domingos — entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo sem definição final, a proposta já levanta dúvidas entre trabalhadores sobre como ficarão as folgas, escalas e a rotina nas empresas. Muitas pessoas tem interpretado que o fim da escala 6x1, com a redução da jornada para 40 horas semanais e adoção da escala 5x2, vai garantir folgas obrigatórias aos sábados e domingos — mas não é isso que o projeto prevê. Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta do governo Lula estabelece que o trabalhador terá direito a dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos, assim como já prevê a legislação atual. Na prática, isso significa que essas folgas não precisam, necessariamente, coincidir com o fim de semana. O trabalhador pode folgar, por exemplo, na terça e na quinta-feira e ainda assim estar dentro da regra. Ele ainda explica que “o essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma o advogado trabalhista. O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos — mas não obrigatoriamente. Na prática, isso permite que as empresas distribuam as folgas ao longo da semana, sobretudo em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, saúde e serviços. Ou seja: a forma como as folgas serão distribuídas dependerá do setor, do tipo de atividade da empresa e dos acordos coletivos firmados entre empregadores e trabalhadores. Escala 5x2 não garante folgas fixas no fim de semana; entenda Tânia Rêgo/Agência Brasil Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: A 1ª grande vitória do balconista de farmácia que lançou movimento pelo fim da escala 6x1 com desabafo no TikTok
28/05/2026 12:19:23 +00:00
Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Texto da PEC ainda precisa passar pelo Senado

Fim da escala 6x1 foi aprovado na Câmara; mas, quando começa a valer? A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga). De acordo com a proposta, a implementação deve durar até 14 meses. Antes de ser promulgado, o texto ainda vai ser discutido no Senado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. No entanto, o projeto deve encontrar resistências no Senado. Interlocutores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontam que apesar do apelo social, a tramitação não será acelerada no Casa, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano. Quando as mudanças começam a valer? Segundo o texto aprovado pelos deputados, o fim da escala 6x1 passará a valer 60 dias após a promulgação da PEC, mas as empresas terão até 14 meses para se adaptarem às novas regras. A redução da jornada semanal será feita de forma gradual: redução inicial de duas horas semanais em até dois meses após a promulgação; redução total de quatro horas em até 12 meses após a primeira etapa. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. A promulgação só acontece se a proposta for aprovada no Senado. Caso a casa modifique a PEC, o novo texto volta para a Câmara que aceita ou rejeita as mudanças. Se houver rejeição, a proposta volta ao Senado. O texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O período de transição foi um dos principais pontos de negociação nas últimas semanas. Empresários e entidades patronais pediam prazo para adaptação às novas regras. Inicialmente contrário à transição, o governo acabou fechando acordo para permitir a implementação gradual das mudanças, em um período de até 14 meses. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que muda com a PEC O texto determina que: trabalhadores terão direito a duas folgas remuneradas por semana; pelo menos uma delas deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos; a redução da jornada deverá acontecer sem diminuição salarial. A proposta também prevê que acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão automaticamente a validade 60 dias após a promulgação da PEC. A medida deve pressionar sindicatos e empresas a renegociarem contratos. Quem fica fora das novas regras A PEC exclui das novas regras trabalhadores com diploma de nível superior e renda equivalente a pelo menos duas vezes e meia o teto do INSS — atualmente cerca de R$ 20 mil. Para esse grupo, não valerão as regras de jornada e controle de ponto. Segundo os defensores da medida, a exceção busca reduzir a chamada “pejotização” e ampliar a liberdade de negociação para profissionais de alta renda. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Passados 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos. “A diminuição da duração do trabalho normal e o incremento do repouso semanal remunerado em cumprimento à presente Emenda Constitucional aplicam-se aos contratos de trabalho em vigor e serão implementados sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie”, estabelece a PEC. A PEC ainda determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 20 mil atualmente. Para estes profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a "pejotização" e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 12:17:23 +00:00
Dólar cai e fecha em R$ 5,03, com foco nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (28) em queda de 0,57%, cotado a R$ 5,0317. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,39%, aos 175.063 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a ficar no centro das atenções. Segundo o site Axios, os negociadores dos dois países chegaram a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda precisa do aval do presidente americano, Donald Trump. ▶️Mesmo com o avanço nas negociações, no entanto, ataques foram registrados nesta quinta-feira. Nesta manhã o Irã atacou uma base aérea americana em retaliação aos EUA, após militares americanos atingirem o que Washington descreveu como uma operação iraniana de drones próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, a base atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas e seria a mesma utilizada no ataque americano desta quarta-feira (27). ▶️ Além disso, o governo dos EUA anunciou sanções contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA). Segundo o Departamento do Tesouro americano, o órgão foi criado por Teerã para coordenar o tráfego e cobrar taxas de embarcações comerciais no corredor marítimo. 🔎 Com os sinais mistos vindos da guerra no Oriente Médio, o petróleo operava sem direção única nesta quinta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent (referência internacional), caía 0,40%, cotado a US$ 93,91, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, ganhava 0,71%, a US$ 89,31. ▶️ No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira uma PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. Apesar do avanço na Câmara, a proposta deve enfrentar resistência no Senado. ▶️ A agenda econômica brasileira também trouxe dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre até abril de 2026, segundo o IBGE. Já o Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, indicou que o país criou 85.888 vagas formais em abril, uma queda de 63,9% em compração ao mesmo mês de 2025, quando foram criados 238.216 novos postos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,07%; Acumulado do mês: +1,61%; Acumulado do ano: -8,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,64%; Acumulado do mês: -6,53%; Acumulado do ano: +8,66%. Sinais mistos vindos do Oriente Médio As indicações, no final da manhã desta quinta-feira, de que os negociadores dos EUA e do Irã haviam chegado a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as tratativas sobre o programa nuclear iraniano foram bem recebidas pelo mercado financeiros nesta quinta-feira. O acordo, no entanto, ainda dependia da aprovação final do presidente americano, Donald Trump, e representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. As informações foram divulgadas pelo site de notícias Axios. Esse acordo, no entanto, ainda não é final — para isso, a expectativa é que hajam negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio. Apesar do avanço, no entanto, as tensões se intensificaram após ataques militares de ambas as partes. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes. Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”. 🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás. Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região. Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã. A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas. Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão. O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia. Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”. Fim da escala 6x1 A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6x1. O texto agora segue para análise do Senado, onde deve enfrentar mais resistência. 🔎 A proposta prevê uma transição gradual: duas horas da redução seriam aplicadas em até dois meses após a aprovação definitiva, e as outras duas horas em até 12 meses depois. 🏖️ A PEC também garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, encerrando o modelo de trabalho de seis dias seguidos para um de descanso. O texto foi aprovado com ampla maioria na Câmara, mas senadores defendem uma análise mais lenta, argumentando que o impacto para empresas e economia precisa ser discutido com mais calma. A proposta não valerá para profissionais com ensino superior e salário acima de cerca de R$ 21 mil por mês. Esses trabalhadores continuarão fora das regras de controle de jornada. LEIA TAMBÉM Entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Como o dono da Ford popularizou a escala 5x2 há um século Entenda os principais formatos de jornada de trabalho no Brasil A 1ª grande vitória de balconista que lançou movimento no TikTok Desemprego no Brasil A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. Apesar da alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, o índice é o menor já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua. 🔎 O país tinha 6,3 milhões de desempregados no período, alta de 8% frente ao trimestre até janeiro, mas queda de 11,3% na comparação anual — cerca de 809 mil pessoas a menos procurando trabalho. A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve recuo trimestral de 0,3%, mas avanço de 1,1% em relação ao ano passado. Já o rendimento médio habitual ficou em R$ 3.732, alta de 5,3% em um ano. A informalidade caiu para 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu 15,3% em relação ao mesmo período de 2025. Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street tiveram alta, enquanto investidores avaliavam novos dados de inflação nos EUA e acompanhavam as negociações entre EUA e Irã. A inflação americana acelerou em abril e teve o maior aumento em três anos, segundo o índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A alta foi puxada principalmente pelo aumento nos preços da energia em meio à guerra com o Irã, reforçando a expectativa de que os juros nos EUA devam permanecer altos até o próximo ano. O índice Dow Jones subiu 0,05%, enquanto o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,91%. Na Europa, as bolsas fecharam em queda nesta quinta-feira, mesmo após os sinais positivos vindos do Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,5%, aos 625,11 pontos. Já entre os principais índices da região, o Financial Times de Londres, recuou 0,75%, enquanto o DAX, de Frankfurt, teve perdas de 0,34%. O FTSE/Mib de Milão, foi na contramão e subiu 0,50%. As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira após novos ataques dos EUA ao Irã aumentarem a tensão no Oriente Médio e reduzirem o otimismo sobre um possível acordo de paz. Entre os principais mercados da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu quase 2%, pressionado pelas ações de tecnologia. Na China, o índice de Xangai recuou 0,4% e o CSI 300 perdeu 1,1%. No Japão, o Nikkei caiu 0,1%, após renovar máximas históricas na sessão anterior. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,1%, com investidores realizando lucros em ações de empresas de chips e inteligência artificial após fortes altas recentes. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,1%, enquanto os futuros do Nifty 50, da Índia, recuavam 0,3%. Notas de dólar. Reuters
28/05/2026 12:00:33 +00:00
Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE

Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE A taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,8 ponto percentual, quando estava em 6,6%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No trimestre encerrado em abril, o Brasil tinha 6,3 milhões de pessoas desempregadas. O número representa alta de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 11,3%, o equivalente a 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a taxa de desocupação foi a menor já registrada para um trimestre encerrado em abril desde o início da série da PNAD Contínua. “Quando observamos apenas os trimestres móveis encerrados em abril de cada ano da pesquisa, essa taxa de 5,8% é a menor estimativa de desocupação já registrada para esse período.” A população ocupada no país somou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril. O total recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 1,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o nível de ocupação ficou em 58,4%, com leve queda frente ao trimestre encerrado em janeiro. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8% Taxa de subutilização: 13,8% População desocupada: 6,3 milhões População ocupada: 102,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,5 milhões População desalentada: 2,6 milhões Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 26 milhões Trabalhadores informais: 38,1 milhões Segundo Beringuy, mesmo diante de uma taxa básica de juros (Selic) em 14,5% ao ano, o mercado de trabalho segue mostrando resistência. De acordo com ela, a sustentação da ocupação ocorre porque a demanda por trabalhadores está espalhada por diferentes setores da economia, tanto em atividades mais formalizadas quanto nas menos formalizadas. Além disso, como juros elevados tornam o consumo mais caro, especialmente via crédito, isso aumenta a necessidade de manutenção da renda pelas famílias. “Mesmo com rendimento crescente, as pessoas precisam permanecer inseridas no mercado de trabalho para dar conta do consumo. Isso faz com que o mercado reaja a efeitos adversos, como a taxa de juros, com certa sustentabilidade.” População subocupada e desalentada recua A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em abril. O indicador reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho. Ao todo, o país tinha 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número estável no trimestre e 11,1% menor do que há um ano. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,2 milhões de pessoas, com queda tanto no trimestre quanto na comparação anual. Já a população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,6 milhões, recuando 15,3% em um ano. A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões de pessoas, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas. Estabilidade no emprego formal O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, ficou em 39,3 milhões. O contingente permaneceu estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o total de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,3 milhões de pessoas, também sem variações relevantes no trimestre e no ano. No setor público, o número de empregados chegou a 12,9 milhões. O resultado ficou estável frente ao trimestre encerrado em janeiro, mas registrou alta de 3,4% na comparação anual, com acréscimo de 422 mil pessoas. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões, estável no trimestre e 2,3% acima do registrado um ano antes, o que representa aumento de 580 mil pessoas. Entre os trabalhadores domésticos, o total chegou a 5,4 milhões de pessoas. O contingente permaneceu estável no trimestre, mas caiu 4,7% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 268 mil trabalhadores. A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O índice recuou em relação tanto ao trimestre anterior quanto ao mesmo período de 2025. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.732, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 5,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, totalizou R$ 377 bilhões. O valor ficou estável no trimestre e cresceu 6,5% em um ano. De tecnologia a serviços: onde emprego e renda avançaram Os dados do trimestre terminado em abril também mostraram diferenças no comportamento das contratações e dos rendimentos entre os setores da economia. Enquanto algumas áreas ampliaram o número de trabalhadores ao longo do ano, outras registraram recuo no contingente de ocupados. Setores com alta na ocupação 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, com mais 425 mil pessoas ocupadas. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: avanço de 4,2%, o equivalente a mais 766 mil trabalhadores. Setores com queda na ocupação 🧹 Outros serviços: recuo de 2,9% frente ao trimestre encerrado em janeiro, com menos 162 mil pessoas ocupadas. 🏠 Serviços domésticos: queda de 4,7% na comparação anual, com redução de 268 mil trabalhadores. Setores com maiores altas de rendimento 🛠️ Outros serviços: aumento de 9,7% no rendimento médio mensal real, com alta de R$ 272. 🍽️ Alojamento e alimentação: crescimento de 7,5%, ou mais R$ 172. 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: avanço de 5,9%, com ganho médio de R$ 293. 🚚 Transporte, armazenagem e correio: alta de 5,1%, equivalente a mais R$ 167. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: aumento de 4,3%, ou mais R$ 208. 🏠 Serviços domésticos: crescimento de 4,4%, com ganho médio de R$ 60. Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins
28/05/2026 12:00:25 +00:00
Às vésperas do Desenrola 2.0, em abril, inadimplência com bancos alcançou pico histórico

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em abril deste ano para 4,4%, recorde histórico, informou nesta quinta-feira (28) o Banco Central (BC). Esse é o mesmo patamar de fevereiro deste ano, e o maior valor desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido às vésperas do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas (leia mais abaixo). Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir de hoje No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,3%, em março, para 5,4% em abril. É o maior patamar desde maio de 2012 (5,5%). Já para as empresas, a inadimplência avançou permaneceu estável em 2,8% em abril, mesmo índice de março. É o maior valor desde maio de 2018 (3%). Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também mostraram patamar alto em abril. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses alcançou 49,8%, com pequena queda frente a março (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 41,9%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana. Uso de cartão de crédito maquinha débito compras dinheiro Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Desenrola 2.0 Lançado no começo de maio, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá: descontos entre 30% e 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; até 48 meses de prazo; prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas
28/05/2026 11:52:15 +00:00
Empresa de sites Wix anuncia demissão de mil funcionários e cita avanço da inteligência artificial

Escritório da empresa de design de sites Wix.com em Tel Aviv, Israel REUTERS/Baz Ratner A empresa israelense de design de sites Wix.com anunciou nesta quinta-feira (28) a demissão de 20% dos funcionários, o equivalente a cerca de mil pessoas. A informação foi divulgada pelo CEO da companhia, Avishai Abrahami, em publicação na rede social X. Segundo o executivo, a decisão foi motivada principalmente pela valorização do shekel, moeda de Israel, frente ao dólar, além do avanço acelerado da inteligência artificial (IA). 🔎 Nos últimos 12 meses, o shekel subiu quase 30% em relação à moeda americana e atingiu o maior nível em 33 anos, segundo informações da Reuters. Como a maior parte dos funcionários da Wix está em Israel e recebe em shekel, enquanto grande parte da receita da companhia vem em dólar, a empresa passou a enfrentar maior pressão sobre os custos. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 “Isso cria uma pressão estrutural sobre nossa capacidade de operar na escala atual", explicou Abrahami em mensagem enviada aos funcionários. O CEO também afirmou que a rápida evolução da inteligência artificial está mudando a forma como empresas são construídas e administradas, exigindo estruturas mais enxutas. “Estamos testemunhando a mudança mais significativa na forma como empresas são construídas desde a invenção das linguagens modernas de programação nos anos 1970”, disse. “Companhias que abraçarem essa mudança não apenas construirão mais rápido, mas criarão coisas que a geração anterior literalmente não poderia imaginar.” Segundo Abrahami, a Wix precisará se tornar “mais rápida, enxuta e menos hierárquica”, com menos níveis entre a liderança e os funcionários. “Menos camadas significam decisões mais rápidas, responsabilidades mais claras e menos distância entre quem define a direção da empresa e quem constrói os produtos”, afirmou. “Mas isso também significa um número menor de pessoas.” Em outro trecho da mensagem, o executivo classificou a decisão como “uma das mais difíceis” que já tomou. Ele também agradeceu aos funcionários afetados pelos cortes e afirmou que a empresa tentará conduzir o processo “com sensibilidade, respeito e cuidado”. No fim do primeiro trimestre, a Wix tinha 5.277 funcionários. As ações da empresa, listadas na Nasdaq, acumulam queda de quase 50% em 2026. A associação de fabricantes de Israel afirmou que as demissões também refletem a falta de medidas do governo e do banco central para conter a valorização do shekel. “A reação da economia à queda do dólar é mais rápida e severa do que imaginávamos”, disse a entidade em comunicado, segundo a Reuters. Apesar dos cortes, o CEO afirmou que a mudança é necessária para manter a competitividade da companhia no longo prazo. “Estamos escolhendo competir”, disse. “É uma mudança dolorosa, mas acredito sinceramente que não temos outra escolha — precisamos evoluir.”
28/05/2026 11:22:12 +00:00
Por que o dono da Ford criou a escala de trabalho 5x2 há 100 anos — e como isso impactou o mundo

Linha de montagem da Ford, em fotografia de 1913 Domínio Público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons "O país está pronto para a semana de cinco dias [de trabalho]. Seguramente é algo que deve se espalhar por toda a indústria. […] Já é hora de nos livrarmos da ideia de que é 'tempo perdido' o lazer dos trabalhadores, ou um privilégio de classe." 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essas palavras fizeram parte de um discurso há cem anos, no 1º de maio de 1926. Não foram proferidas por um operário, um líder sindical, um militante socialista ou um político trabalhista. O pronunciamento foi feito por um dos maiores magnatas da história da humanidade, o engenheiro mecânico e empresário Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, considerado um pioneiro no formato industrial conhecido como linha de montagem em série. A partir daquela data, a jornada 5x2 se tornaria praxe em todo o seu gigantesco parque fabril — com 40 horas de trabalho por semana. Agora no g1 A ideia de aumentar o fim de semana do trabalhador superava, a favor do proletariado, o que havia sido determinado em 1919 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) — e havia se tornado padrão internacional por convenção: o teto praticado era de 48 horas semanais. A decisão não foi tomada de uma hora para outra. A Ford já vinha testando em alguns departamentos o novo formato. Em artigo publicado no jornal The New York Times em março de 1922, o filho de Henry Ford, Edsel Bryant Ford (1893-1943), que presidia a empresa desde 1919, escreveu que "toda pessoa precisa de mais de um dia por semana para descanso e recreação". No texto, argumentava que "a Ford sempre buscou promover uma vida doméstica ideal para seus empregados" e disse acreditar que "para viver de forma apropriada, todo ser humano deveria dispor de mais tempo para passar com sua família". Henry Ford é tido como 'pai' da linha de montagem em série Ford Motor Company, Photographic Department , The Henry Ford Collections/Domínio público/Wikimedia Commons Após ser adotado voluntariamente pela Ford, o sistema se expandiu. Nos Estados Unidos, a jornada de trabalho semanal foi reduzida por lei em 1938 — limitada a 44 horas semanais. Em 1940, o teto cairia para as 40 horas semanais idealizadas por Ford 14 anos antes. Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o sistema fordista de organização de trabalho fabril se espalhou pelo mundo. "O modelo americano de industrialização e economia nacional foi multiplicado nas sociedades que tomaram parte da reconstrução da economia mundial, a partir de 1945, como o Japão e a China", explica o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O advogado trabalhista Pedro Maciel entende a adesão ao sistema por causa do sucesso obtido. "O modelo começou a demonstrar uma vantagem econômica para as empresas, o que acabou por disseminar essa forma de jornada", diz. A concorrência acabou convencida de que menos horas trabalhadas "não significavam menos dinheiro". "Até os anos 1960, a formação de administradores e o adestramento de trabalhadores foram ações conjugadas, engatando patrões e empregados no compromisso pelo sucesso da empresa através da produção e da produtividade do trabalho", contextualiza o historiador. "Criou-se mesmo uma ilusão perversa, a de que um não existiria sem o outro." Vêm daí, relata Martinez, ideias como a de que o empregado precisa "vestir a camisa da empresa". Era a celebração de uma "paz social", ressalta o historiador, vendida por Henry Ford — um estratagema eficaz na contenção das insatisfações proletárias. Se regulamentar o descanso se tornou uma necessidade sobretudo com o advento do capitalismo industrial e as jornadas cada vez mais desgastantes, é fato que o fim de semana de dois dias representou a quebra de um paradigma que vinha desde a antiguidade. Um exemplo importante disso está no livro sagrado que está na base do mundo judaico-cristão. Na concepção do mundo contada no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, Deus descansou no sétimo dia — depois de seis jornadas consecutivas de trabalho na obra da criação. O relato não deixa de ser um registro de como os antigos lidavam com organização entre trabalho e descanso. Mesmo antes de Ford, no entanto, houve casos pontuais de mudança. Professor de direito do trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o advogado Claudinor Roberto Barbiero cita, por exemplo, uma fábrica têxtil dos Estados Unidos que havia instituído em 1908 a semana de cinco dias com o objetivo de acomodar trabalhadores judeus que guardavam o sábado. "A Ford deu escala e prestígio industrial ao modelo", enfatiza ele. "A prática deixou de parecer apenas uma concessão social e passou a ser vista como possível estratégia de gestão." Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado Tempo e dinheiro Henry Ford entendia que o progresso, ao mesmo tempo que poderia aumentar os ganhos do empresariado e a eficiência da produção, também deveria resultar em benefícios trabalhistas. Àquela altura, ele já havia criado um programa de bônus por produtividade aos seus trabalhadores e, em 1914, criado certa polêmica entre outros industriais por decidir dobrar o piso salarial dos seus empregados. O empresário argumentava que a própria linha de montagem possibilitava isso. Ao ser adotada na produção do modelo Ford T em 1913, o tempo necessário para um carro ficar pronto havia caído de 12 horas para pouco mais de 1h30. Ford entendeu que os operários também deveriam ser recompensados de alguma forma por esse gigantesco salto de eficiência. "Foi o crescimento das grandes corporações, com sua habilidade de usar o poder, o maquinário de ponta e, de forma geral, reduzir os desperdícios de tempo, material e energia humana que permitiu implementar a jornada de 8 horas diárias", reconheceu ele, no mesmo discurso de 1926. "Nessa mesma linha, novos progressos tornam possível instituirmos também a semana de cinco dias." Evidentemente, Ford respondia a uma demanda presente em sua época. Em artigo acadêmico publicado em junho de 1990 em The Journal of Economic History, o economista e historiador Robert Whaples, então professor na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, ressalta que, antes da Segunda Guerra, as lutas dos trabalhadores por menos horas de trabalho eram mais intensas do que as reivindicações por melhores salários. Não é que o empresário fosse "bonzinho". "A motivação de Henry Ford não foi apenas humanitária", diz o professor. Ele sabia o que estava fazendo — e como sua medida resultaria em melhores ganhos. Martinez analisa a decisão de Ford como consequência de "duas balizas" que regiam suas ações empresariais. Em primeiro lugar "a organização metódica do trabalho". Setor de produção de motores de indústria automobilística no Brasil, sem data identificada Arquivo Nacional Ford era um expoente das "teorias científicas de administração e de gerenciamento da produção", contextualiza o historiador, "desde os espaços da fábrica, passando pela disciplina de horários, turnos e demais atividades e intervalos de descanso, até a divisão de tarefas entre equipes e indivíduos, do fiscal ao operador manual". Na sua visão de negócios, para a indústria funcionar, tudo deveria seguir o roteiro. O segundo ponto era justamente que a divisão "programada e organizada do trabalho completava-se na dimensão do consumo dos bens industrializados", ressalta Martinez. Isso alimentava "um mercado de consumo de massas, para uma produção massiva realizada por grandes contingentes de trabalhadores". "Melhores salários e tempo livre completavam a fórmula para induzir e generalizar hábitos de consumo, expandindo assim a produção industrial", comenta o historiador. No fim do mês, a conta fechava — com lucros maiores. "O próprio argumento empresarial era que a empresa poderia produzir tanto ou mais em cinco dias do que em seis, porque a redução da jornada forçaria melhores métodos, maior concentração e mais eficiência por hora trabalhada", diz Barbiero. Na lógica fordista, era possível ao menos tanta produção em cinco dias quanto em seis. "E provavelmente mais, porque 'a pressão traria melhores métodos'", explica o professor. "Ford implantou uma equação bem-sucedida", analisa Martinez. "Buscava assegurar a disciplina e a regularidade do trabalho na fábrica, obtendo melhores resultados produtivos e econômicos, de um lado. E, de outro, estimulando hábitos e condições de consumo." Isso vinha com salários melhores e jornadas de trabalho menores. "A satisfação financeira e o acesso ao mercado de consumo pela massa operária trariam a paz social, ancorada no ciclo ininterrupto entre trabalho, produção e consumo", conclui o professor da Unesp. "Ford entendia que o trabalhador com tempo livre se tornaria também consumidor. Mais lazer significava mais passeios, viagens, compras e, no limite, mais uso e compra de automóveis", comenta Barbiero. Funcionários trabalhando em fábrica de motores em São Bernardo do Campo, em março de 1958 Arquivo Nacional No Brasil O Brasil começou a resolver, ao menos na legislação, o problema das jornadas desumanas de trabalho apenas nos anos 1930. Dois decretos, um de março, outro de maio de 1932, limitaram a jornada em oito horas diárias de trabalho e seis dias por semana. Era plataforma política do então presidente Getúlio Vargas (1882-1954). "[Governo este] com a construção de uma agenda trabalhista estatal, urbanização, industrialização e tentativa de organização das relações entre capital e trabalho", destaca Barbiero. Em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) reforçou os limites da jornada. Seis anos depois, uma outra lei passou a garantir o descanso semanal remunerado. Para o advogado trabalhista Alessandro Vietri, pós-graduado na área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o aumento do direito ao descanso do trabalhador brasileiro foi "gradual e tardio", se comparado ao que ocorreu nos Estados Unidos. Durante os debates da assembleia que criou a Constituição de 1988, que atualmente vigora no Brasil, havia propostas para que a jornada limite no país fosse de 40 horas semanais. "A reação das bancadas de deputados e senadores alinhadas aos interesses empresariais, financeiros e comerciais, resistiram e o texto constitucional consagrou a jornada de 44 horas", afirma o historiador Martinez. "Foi buscada uma compensação para esse acréscimo de horas, como a maior remuneração de horas-extras, o trabalho noturno, atividades de riscos, e assegurar outros direitos aos empregados." "O fim de semana de dois dias 'pegou' no Brasil principalmente após a Constituição de 1988, mas não de forma universal", aponta Barbiero. "A redução de 48 para 44 horas abriu espaço para a compensação do sábado em muitas empresas: em vez de trabalhar 8 horas de segunda a sexta e 4 horas no sábado, muitos empregadores passaram a distribuir as 44 horas em cinco dias, normalmente com jornadas próximas de 8h48 por dia." "Em outros casos, especialmente em áreas administrativas, tecnologia, indústria mais estruturada e empresas com políticas internas mais competitivas, adotou-se a jornada de 40 horas semanais, com oito horas por dia, de segunda a sexta-feira", explica o advogado. Henry Ford e sua mulher Domínio público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons Vietri contextualiza que esse tipo de ajuste, no Brasil, acabou sendo viabilizado sobretudo por meio de acordos coletivos. O tema sempre suscita diferentes pontos de vista. "Traz à tona um debate complexo sobre como equilibrar o bem-estar social e a viabilidade econômica", pondera Vietri. "Vejo o fim de semana não apenas como período de descanso, mas um pilar da dignidade humana e da saúde mental do trabalhador, fundamentos estes que estão no cerne da nossa proteção constitucional". Ele defende, contudo, que a mudança na organização das jornadas não seja feita de forma abrupta, para que as empresas, sobretudo as menores, consigam se preparar. "O ponto mais interessante é que Ford percebeu algo que continua atual: o trabalhador não é apenas força de produção; ele também é parte do mercado consumidor", diz Barbiero. "Ao pagar melhor e liberar tempo, Ford fortalecia a própria lógica de consumo que sustentava a indústria automobilística."
28/05/2026 08:20:56 +00:00
Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos; veja como se proteger

Golpes com álbum de figurinhas da Copa 2026 disparam: saiba como não cair O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 fez aumentar o número de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da Panini. Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas foram identificados até meados de maio — um aumento de 720% em relação ao registrado até 23 de abril, quando eram 20 páginas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esses domínios reproduzem o layout, a identidade visual e as etapas da jornada de compra do produto oficial, com preços muito abaixo da média ou ofertas classificadas como “imperdíveis”. Para aumentar a credibilidade, algumas dessas páginas falsas apresentam até informações no rodapé, como formas de contato, CNPJ e endereço. O objetivo é enganar os consumidores e roubar dinheiro. Na etapa de pagamento, por exemplo, as vítimas costumam ser direcionadas a transferências via PIX — e o valor geralmente é enviado para contas de “laranjas” em fintechs. Comparação entre uma figurinha falsa (à direita) e uma verdadeira (à esquerda) Reprodução/X Segundo a Kaspersky, o dinheiro costuma ser rapidamente dividido entre diversas contas após a transferência, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelas vítimas. “A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, diz o pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa, Fabio Assolini. “Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços. Eles constroem armadilhas digitais, e a tendência é que novos domínios fraudulentos, cada vez mais elaborados, continuem surgindo nos próximos dias”, completa. Segundo a empresa, esses sites foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, o golpe também era disseminado por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram. Procurada, a Panini afirmou que está tomando medidas para retirar do ar os sites que promovem esses golpes, mas reforçou a importância de os colecionadores ficarem atentos a ofertas e benefícios muito fora do padrão. “Os colecionadores podem comprar os cromos por meio de grandes varejistas do e-commerce, que são parceiros comerciais da editora, além do site oficial da Panini”, diz a companhia em nota. Entre os sites parceiros da empresa estão, por exemplo, Amazon, Magalu e Mercado Livre. Figurinhas falsas Outro golpe que vem se tornando comum é a venda de figurinhas falsas, com relatos surgindo nas redes sociais. Initial plugin text Nesse caso, o consumidor chega a receber um pacote em casa, mas com cromos falsificados, com cores diferentes das originais ou com o verso em branco — ou seja, sem o layout característico do papel de proteção. Na semana passada, por exemplo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O material, que foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus, foi submetido à perícia e posteriormente inutilizado. Copa do Mundo 2026: como identificar figurinhas falsas do álbum? Veja dicas para se proteger de golpes na internet Use apenas canais oficiais: acesse o site de venda dos álbuns digitando o endereço diretamente no navegador e evite clicar em links recebidos por redes sociais, e-mails ou mensagens. Verifique o domínio do site: pequenas variações no endereço podem indicar páginas falsas. Configure alertas de consumo no seu banco: receber notificações imediatas por SMS ou e-mail permite que você tenha controle sobre cada movimentação feita com seu cartão. Dessa forma, qualquer cobrança não autorizada pode ser detectada rapidamente. Tenha uma proteção de cibersegurança: esses recursos ajudam a evitar fraudes e ataques na internet, podendo identificar sites falsos, bloquear links suspeitos ou proteger seus dados pessoais.
28/05/2026 08:04:38 +00:00
NR-1: empresas estão preparadas para nova regra sobre saúde mental?

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho Desde a última terça-feira (26), entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que muda a forma como a saúde mental deve ser tratada no ambiente de trabalho ao incluir, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🤔 Mas as empresas estão preparadas para essa mudança? Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais. Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais implementada. O estudo mostra que apenas 42,2% dos respondentes afirmam que o PGR já está elaborado e em funcionamento. Entre as empresas que ainda não estão plenamente adequadas, 27,3% possuem um PGR que não contempla a atualização da NR-1, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% dizem não ter PGR formalizado. A pesquisa inclui empresas com PGR ainda sem análise de riscos psicossociais, organizações em fase de implementação e companhias que sequer possuem o programa formalizado. Outro levantamento, realizado pelo Pandapé, mostra que a maioria das empresas ainda não está totalmente pronta para a NR-1: apenas 27,3% disseram estar totalmente adequadas, enquanto 49,8% afirmaram estar parcialmente preparadas e 17% ainda nem começaram o processo de adaptação. Já o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, produzido pela Swile em parceria com a Leme Consultoria e a Poli Júnior da USP, aponta que 58,9% das empresas dizem estar “totalmente preparadas” para cuidar da saúde mental dos funcionários. Apesar disso, apenas 11,7% monitoram horas extras, 23,9% acompanham o clima organizacional de forma estruturada e 44,9% analisam indicadores de rotatividade. Capa - afastamentos por saúde mental Otávio Camargo | Arte g1 Falta preparo Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a avaliação predominante é de que a maioria das empresas ainda não está preparada para a atualização da NR-1. Na visão deles, o problema vai além das dificuldades técnicas e envolve falta de estrutura, resistência cultural por parte das organizações e baixa priorização do tema, apesar do interesse crescente pela pauta nos últimos anos. Para a auditora-fiscal do trabalho Odete Reis, as fiscalizações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostram que muitas empresas ainda não tratam a saúde mental como prioridade nas políticas de gestão. Segundo ela, é comum que as organizações deixem de buscar profissionais qualificados para analisar a organização do trabalho e seus impactos sobre os funcionários, concentrando as ações apenas em aspectos mais tradicionais da segurança ocupacional. “A partir das nossas fiscalizações, a gente vê infelizmente que as empresas não estão com o olhar voltado para isso ainda. Eu acho que não passou a ser prioridade ainda. Eu vejo que elas estão interessadas, estão buscando se capacitar, então a gente espera que isso mude”, afirma. A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que há um “grande despreparo técnico” porque a discussão sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é recente tanto para a sociedade quanto para parte dos profissionais da área. Ela também destaca a existência de uma barreira cultural, já que muitos empregadores ainda enxergam o adoecimento mental como uma questão individual, sem compreender que a norma se refere aos impactos provocados pela própria organização do trabalho. “Estudar saúde mental é algo muito novo. Pensar tecnicamente em saúde mental do trabalho é mais novo ainda. Não é necessariamente má-fé, mas há um despreparo técnico para pensar em gestão de risco psicossocial”, explica. Na visão da procuradora do trabalho Gisela Nabuco, o principal problema não é falta de capacidade de adaptação, mas sim falta de comprometimento na implementação das medidas. Ela argumenta que a obrigação de gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, já existe de forma estruturada há quatro anos, o que enfraquece o argumento de que não houve tempo suficiente para adequação. A narrativa de que 'não estamos preparados' acaba gerando concorrência desleal. Essa obrigação existe de forma mais clara e estruturada desde janeiro de 2022. NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor nesta terça; veja o que muda Soluções prontas não resolvem Outro ponto de atenção levantado pelos especialistas é o crescimento de um mercado de “soluções prontas” voltadas ao cumprimento da NR-1. Segundo eles, diversas consultorias passaram a oferecer checklists e pacotes padronizados, muitas vezes sem embasamento científico, com foco apenas em atender exigências burocráticas, mas sem promover mudanças efetivas nos processos internos das empresas. “Nos últimos tempos, surgiram diversas soluções à venda que não necessariamente têm base científica”, explica a juíza do trabalho Mirella Cahú. A procuradora do trabalho Gisela Nabuco acrescenta que há um “vácuo” no mercado em torno do tema, o que abre espaço para distorções. “Isso dá ensejo a um pensamento mercadológico de criar uma fórmula perfeita e esses formatos de vender produtos preconcebidos que não existem”, afirma. Na prática, especialistas avaliam que as soluções padronizadas não atacam o problema central: a necessidade de mudanças na organização do trabalho e na gestão dos riscos psicossociais. As empresas estão tratando isso como uma grande mudança, mas, na prática, não é. Esse entendimento já existia, mas ainda não estava claro para as empresas e para a sociedade. Outro ponto destacado é que a atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma. “Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.” 90 dias para adaptação O setor patronal chegou a pedir um novo adiamento da entrada em vigor das regras, alegando falta de clareza técnica e prazo insuficiente para adaptação. No entanto, representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho avaliam que houve tempo adequado para debate e preparação das empresas. A atualização, anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, amplia a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025. Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma. No documento, a pasta afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”. Em nota enviada ao g1, o MTE esclareceu que não foi publicada nenhuma norma específica adiando a aplicação de multas relacionadas à atualização da NR-1 por 90 dias. Segundo o órgão, o que está previsto no documento oficial de perguntas e respostas é a adoção inicial do chamado critério de dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com foco orientativo. Na prática, isso significa que, nos 90 dias seguintes à entrada em vigor das novas regras, a Inspeção do Trabalho deverá priorizar ações de orientação, instrução e notificação das empresas sobre a necessidade de adequação às novas exigências da norma. Durante esse período, os auditores poderão verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas organizações, além de orientar sobre eventuais ajustes necessários. Segundo o ministério, a atuação tende a ter caráter pedagógico e preventivo, sem impedir a adoção de medidas administrativas nos casos considerados aplicáveis. O MTE afirma ainda que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas, conforme o caso concreto e os critérios previstos na legislação trabalhista. O órgão reforça que o prazo de 90 dias não representa uma suspensão da obrigatoriedade da norma, mas sim uma fase inicial de orientação fiscal voltada à implementação e ao aperfeiçoamento das medidas de conformidade pelas organizações. Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
28/05/2026 07:01:22 +00:00
Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades; g1 testou como funciona

Testamos um carro semiautonomo na China A China ainda não permite a circulação de carros totalmente autônomos, como acontece em algumas regiões dos Estados Unidos. Mesmo assim, as montadoras do país vêm testando e adotando recursos de assistência à condução cada vez mais avançados e próximos dessa proposta. O g1 testou um desses sistemas em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A tecnologia usada se chama NOA, sigla em inglês que significa “navegação em piloto automático”. Testes com o sistema já são realizados em algumas cidades, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan. As montadoras chinesas — inclusive aquelas que já vendem carros no Brasil — vêm deixando os sistemas de assistência à direção cada vez mais completos e atuantes, embora o motorista ainda precise manter as mãos no volante. Em nenhum momento do teste foi possível deixar o banco do motorista vazio, como ocorre nos carros da Waymo, que operam serviços de táxi totalmente autônomos em algumas cidades americanas. Ainda assim, foi possível observar que o motorista seguiu as regras municipais para o uso desse sistema, principalmente a exigência de permanecer atento ao trânsito e com as mãos no volante — mesmo quando o carro faz os movimentos sozinho. Durante o teste, enquanto a equipe da reportagem seguia no banco do passageiro, o motorista mantinha apenas um dedo apoiado no volante e o rosto voltado para a frente, para que os sensores internos do carro não identificassem uma possível falta de atenção à via. Sistema de piloto semiautônomo NOA na China André Fogaça/g1 É dessa forma que a regra municipal é cumprida, com a ajuda de sensores que também estão presentes em carros vendidos no Brasil. É o caso do Volvo EX30 e do Leapmotor B10, que dão bronca no motorista quando ele desvia o olhar da via ou vira o rosto. Além dos sensores voltados para o interior do carro, há uma série de fatores que permitem que o NOA funcione de forma precisa e confiável. Entre eles estão: Conexão do carro à internet móvel, seja por 4G ou 5G; Sistema de mapas com GPS — que, na China, usa um sistema próprio chamado Beidou; Radares e sensores a laser (LiDAR), usados para identificar a posição dos veículos ao redor. Com a rota definida, o NOA passa a funcionar. No carro testado, o sistema era exibido nas telas do veículo. Na central multimídia, o mapa mostrava a rota e reunia diversas informações do trajeto, como o tempo para abertura ou fechamento dos semáforos, a indicação de faixas de pedestres e até quais infrações de trânsito podem ser registradas por radares fixos. A lista inclui infrações como a falta do cinto de segurança, o desrespeito aos pedestres, o excesso de velocidade e o uso do celular ao volante. Tela do NOA mostra tempo do semáforo, cones e outros veículos Arte/g1 Ao lado do mapa, era exibida uma representação tridimensional da via, com todas as faixas. O nível de detalhamento é muito maior do que o oferecido por aplicativos como Google Maps ou Waze no Brasil. Os sensores do veículo conseguiam identificar obstáculos na via, como carros, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e até pedestres. Cada um aparecia com uma representação própria, ocupando o espaço à frente do carro, mas também atrás e nas laterais. Com base nas faixas indicadas no mapa e na posição de cada objeto, pessoa ou veículo, o carro conseguiu, sozinho, decidir se mudaria ou não de faixa e chegou até a desviar de uma bicicleta caída na rua. Carro muda de faixa sozinho André Fogaça/g1 O sistema identificou com seta a aproximação de uma saída à esquerda e começou a desacelerar o veículo antes da esquina. Durante todo esse processo, os pés do motorista permaneceram afastados dos pedais. O carro acionava a seta e mudava de faixa sozinho, mas também permitia intervenções manuais. Bastava o motorista indicar a intenção com a seta para que o NOA avaliasse se a manobra era segura e se a faixa ao lado permitia o tráfego — identificando, por exemplo, faixas exclusivas de ônibus ou de conversão. NOA se perdeu em retorno complexo O sistema funcionou bem e exigiu raríssimas intervenções do motorista. No entanto, em uma situação específica, o trajeto previa um retorno em “U”, no qual o carro sairia de uma pista com quatro faixas para acessar as quatro faixas do sentido oposto. NOA fica perdido em retorno André Fogaça/g1 O veículo desacelerou, acionou a seta e iniciou a conversão quando o trânsito permitiu a manobra, mas demonstrou menos precisão ao lidar com veículos mais rápidos que trafegavam pelas faixas da direita da via oposta. Nesse momento, o motorista assumiu o volante e concluiu o retorno que havia sido iniciado pelo NOA. Mesmo após esse episódio, o NOA reagiu sozinho a uma moto que cruzou à frente do carro, apesar de o sinal não estar verde para ela. O sistema desacelerou, aguardou a passagem da moto e seguiu o trajeto — sem buzinar, vale dizer. Também lidou com uma ultrapassagem entre dois caminhões, que desviavam de cones na pista. Carro desvia sozinho de caminhões, em meio a cones André Fogaça/g1 No fim do trajeto, o mapa indicava a saída de uma avenida mais larga para virar à direita em uma via menos movimentada. O NOA iniciou a manobra, mas o motorista assumiu o controle para concluí-la. Com isso, fica claro que o NOA reúne mais sistemas e combina um volume maior de informações do que o Autopilot da Tesla, por exemplo. O sistema americano se baseia principalmente em inteligência artificial e nas imagens captadas pelas câmeras do carro. A principal diferença entre os sistemas está na redundância de informações usada pelo NOA. Ele depende de mapas mais detalhados das vias, conexão constante com a internet, câmeras e radares extras de olho em tudo, além de um motorista atento, com as mãos no volante — mesmo sem aplicar força sobre ele. Esse sistema se assemelha ao Super Cruise, tecnologia da Chevrolet usada nos Estados Unidos e no Canadá. Nesses países, as exigências são maiores e o recurso de condução semiautônoma é limitado a estradas e vias expressas, com marcações de faixas bem definidas. Direção semiautônoma avisa pedestres e outros carros Há ainda um detalhe externo que diferencia o NOA do Autopilot: uma luz de tom verde-claro posicionada em áreas próximas às lanternas do carro. Quando essa luz está acesa, indica que o NOA está tomando decisões e conduzindo o carro durante o trajeto, seja em estradas ou em áreas urbanas. Luz verde-clara em carros chineses André Fogaça/g1 Não há uma regra nacional que obrigue o uso desse sinal, mas as montadoras passaram a adotar esse padrão para alertar pedestres e outros motoristas de que um sistema semiautônomo está em funcionamento. A proposta é fazer com que as pessoas ao redor fiquem mais atentas e redobrem os cuidados. Em outros veículos expostos no Salão do Automóvel de Pequim, o tamanho e a disposição dessa luz variavam. Em alguns modelos, ela era maior nas lanternas e incluía até pontos luminosos adicionais nas laterais; em outros, aparecia apenas como um pequeno traço brilhante.
28/05/2026 07:01:20 +00:00
Crédito pode ajudar ou virar problema; veja diferenças entre as modalidades e saiba escolher
Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
28/05/2026 06:00:44 +00:00
Datafolha: 71% dos trabalhadores dizem não temer o desemprego

Carteira de Trabalho Divulgação/Agência Brasil Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27) mostra que 71% dos brasileiros acreditam não correr risco de demissão ou de ficar sem emprego. Outros 9% veem alguma chance de que isso aconteça, enquanto para 19%, o risco é grande. Esses são os melhores números desde 2013. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O levantamento foi feito nos dias 12 e 13 de maio, em um momento em que a taxa de desocupação —que mede o percentual de pessoas procurando emprego— está em nível historicamente baixo: cerca de 6%. Durante a pandemia de Covid-19, esse número chegou a quase 15%. Foram 1.312 entrevistados com 16 anos ou mais em 139 municípios em todo o Brasil. A margem de erro para esse dado é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O número de otimistas é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (80%) e funcionários públicos (84%). Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos (R$ 3.242), é menor (65%). As pessoas ouvidas pelo Datafolha atualmente possuem um trabalho —formal ou não— e fazem parte da PEA (População Economicamente Ativa), como assalariados, autônomos e empresários. Já desempregados, aposentados e estudantes, por exemplo, não entram na conta. LEIA TAMBÉM Fim da escala 6x1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho 40 horas semanais, dois dias de folga, até 14 meses de transição: como é o texto que acaba com a escala 6x1 Otimismo em alta O otimismo identificado pela pesquisa está em um dos patamares mais altos na série histórica do Datafolha. Valores acima da marca de 70% foram verificados anteriormente no segundo governo Lula (2007-2010) e no primeiro governo Dilma Rousseff (2011-2014). No final desse período, o Brasil entrou na maior recessão da história recente. Na época, o desemprego chegou a quase 14% e permaneceu alto até 2021. Atualmente, está em 6,1%. O recorde registrado pelo Datafolha foi de 75% de pessoas que avaliavam não haver risco de ficar sem trabalho, em março de 2013. Na época, o desemprego medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estava em 8%. Na última vez em que o instituto fez o mesmo levantamento, em julho de 2019, 58% disseram não correr risco de ser demitidos ou ficar sem trabalho, 25% viam algum risco e 15%, grande risco. Naquele momento, a taxa de desocupação era de 11,9%. Na mesma pesquisa, 58% dos entrevistados disseram que a possibilidade de ficar sem emprego ou trabalho é uma coisa que não lhes dá medo. Para 21%, é o que mais lhes dá medo. Para 20%, é uma das coisas que desperta esse sentimento. Esses resultados também estão próximos dos patamares vistos de 2010 a 2014. Em julho de 2019, 41% disseram que a falta de trabalho era uma coisa que não lhes dava medo. Para 31%, era o que lhes dava mais medo, e para 26%, era uma das coisas que os preocupava. Atualmente, o percentual dos que estão despreocupados é maior nas faixas de pessoas mais escolarizadas (61%), com 60 anos ou mais (65%) e com renda superior a 10 salários mínimos (75%). O número é de 50% nas faixas menos escolarizadas, entre pessoas de 16 a 24 anos e no grupo com renda de até dois mínimos. Apesar dos números positivos do mercado de trabalho, incluindo o aumento dos rendimentos, pesquisa do Datafolha de abril mostrou que quase metade dos brasileiros buscou renda alternativa nos últimos meses, sobretudo entre quem recebe até dois salários mínimos. Ao mesmo tempo, cerca de 60% afirmam não ter recursos suficientes para pagar todas as contas. Já em março, outro levantamento do Datafolha apontou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 e a redução da jornada, enquanto 27% se dizem contrários à mudança. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado
28/05/2026 03:44:58 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 6 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.011 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 6 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (28), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (27), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
28/05/2026 03:01:47 +00:00
Imposto de Renda 2026: ainda não declarei; o que fazer para preencher mais rápido

IR 20226 chega aos últimos dias; atenção na hora de preencher os dados Os contribuintes que ainda não entregaram o Imposto de Renda 2026 podem priorizar a declaração pré-preenchida para conseguir enviar o documento dentro do prazo. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. Mas atenção: não esqueça de conferir os dados para evitar cair na malha fina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Além disso, o Fisco simplificou alguns procedimentos. Agora, o dependente não precisa mais emitir uma procuração digital para que o titular acesse sua declaração pré‑preenchida, desde que o CPF esteja regular e o nome tenha aparecido como dependente nas três declarações anteriores. A Receita destaca que os contribuintes que optarem pela declaração pré-preenchida continuam entre as prioridades para receber a restituição. Segundo o Fisco, mais da metade dos declarantes escolheu essa opção no ano passado. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Volte ao índice.
28/05/2026 03:01:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: quais os erros mais comuns na declaração dos MEIs

Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição? Entenda Com a proximidade do prazo de entrega do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), muitos microempreendedores individuais (MEIs) ainda cometem erros que podem gerar multas, cobranças indevidas e problemas com a Receita Federal. A principal dificuldade está em entender que o MEI possui obrigações tanto como empresa quanto como pessoa física – e que elas não se confundem. Segundo especialistas, boa parte das inconsistências poderia ser evitada com informação e organização ao longo do ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A maioria dos erros não acontece por má-fé, mas por desconhecimento das regras ou pela falta de separação entre o CPF e o CNPJ”, explica Layla Caldas da Silva, analista de políticas públicas do Sebrae. Além de manter em dia as obrigações tributárias da empresa, o microempreendedor também deve ficar atento aos impostos que precisa pagar como pessoa física. Como qualquer brasileiro, o MEI tem a obrigação de entregar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 se os seus rendimentos tributáveis ultrapassaram o valor de R$ 35.584,00 no ano passado. É importante lembrar que a declaração considera o CPF, e não o CNPJ. Segundo o analista de atendimento ao cliente do Sebrae, Marcus Reis, a principal confusão entre os microempreendedores está justamente nessa separação. O faturamento corresponde a tudo o que a empresa recebe com vendas ou prestação de serviços. Já a renda pessoal é o lucro efetivamente retirado pelo empreendedor. (veja como calcular) A principal confusão é que o MEI tem obrigações no CNPJ e pode ter obrigações no CPF. A DASN-SIMEI informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF declara a renda e o patrimônio da pessoa, somando tudo o que ela ganhou no ano Quem não fizer o procedimento dentro do prazo, que vai até 29 de maio, está sujeito a multas e pode ter problemas com a Receita Federal. A multa mínima é de R$ 165,74 a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. No caso do MEI, ter pendências com o Fisco, mesmo que relacionadas apenas à pessoa física, também pode impactar os negócios da empresa, alerta Kályta Caetano, chefe de contabilidade da plataforma de gestão MaisMei. "O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades na obtenção de certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, obter financiamentos, entre outros", explica. Microempreendedor Individual (MEI) acervo Sebrae/CE Confira abaixo os principais erros cometidos pelos MEIs na declaração do Imposto de Renda 2026: Confundir a declaração do MEI com a do IRPF O MEI tem duas obrigações diferentes: a DASN-SIMEI, que é a declaração anual da empresa, obrigatória todos os anos até maio, e o IRPF, que é a declaração da pessoa física, exigida apenas se o empreendedor se enquadrar nos critérios da Receita Federal. (veja quais são deste ano) Um erro comum é achar que uma substitui a outra — o que não acontece. “A DASN-SIMEI é sempre obrigatória, mesmo que o MEI não tenha faturado. Já o Imposto de Renda só deve ser entregue se a pessoa física atender aos critérios da Receita. São obrigações diferentes, com finalidades distintas”, reforça Layla Caldas da Silva. Não verificar se há obrigatoriedade de declarar o IRPF Na declaração de 2026, referente ao ano-calendário de 2025, o MEI deve entregar o IRPF se se enquadrar em algum dos critérios da Receita Federal — como ter rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, bens e direitos superiores a R$ 800 mil ou rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, entre outras situações. Mesmo quem não é obrigado pode declarar para recuperar imposto pago ou comprovar renda. “Muita gente deixa de declarar por achar que não precisa, mas acaba perdendo restituição ou tendo dificuldade para comprovar renda”, explica a analista de políticas públicas do Sebrae. Declarar o lucro do MEI como renda tributável sem aplicar a isenção Outro erro frequente é informar o faturamento da empresa como rendimento tributável. A legislação permite que parte do lucro seja considerada rendimento isento, conforme a atividade exercida: 8% para comércio e indústria, 16% para transporte e 32% para serviços. Apenas o valor que ultrapassa esse percentual é tributável. “Quando o MEI informa o faturamento bruto como se fosse salário, ele cria uma inconsistência e corre o risco de pagar imposto a mais ou cair na malha fina”, alerta Layla. Misturar as finanças pessoais com as da empresa Usar a mesma conta bancária para despesas pessoais e movimentações do MEI dificulta a comprovação da origem dos recursos. A Receita pode interpretar depósitos como renda não declarada. “Separar as contas é uma das atitudes mais simples e mais importantes para o MEI. Isso facilita a declaração e reduz muito o risco de questionamentos”, orienta a especialista. Esquecer de informar o CNPJ na ficha de bens e direitos Mesmo sendo um regime simplificado, o CNPJ ativo do MEI deve ser informado na ficha de bens e direitos da declaração de pessoa física para evitar inconsistências no cruzamento de dados da Receita Federal. Não guardar comprovantes de receitas e despesas O MEI precisa manter registros mensais das entradas e saídas da empresa. Esses documentos são fundamentais para comprovar o lucro e a distribuição ao empreendedor. “Sem comprovantes, o MEI perde a principal defesa em caso de fiscalização. O que parece um detalhe pode virar um grande problema”, destaca Layla. Deixar a DASN-SIMEI em atraso ou com erro Antes mesmo de declarar o Imposto de Renda da pessoa física, o MEI deve conferir se a DASN-SIMEI do ano anterior foi entregue corretamente e está regular. Pendências nessa obrigação podem impactar diretamente o IRPF. “Uma DASN-SIMEI com erro ou em atraso compromete toda a organização fiscal do MEI. Por isso, a recomendação é sempre regularizar a empresa antes de declarar a pessoa física”, conclui. g1 em 1 minuto: Contribuição mensal do MEI sobe em 2026
28/05/2026 03:01:31 +00:00
MEI: errou a declaração anual? Veja como retificar

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio é obrigatório e deve ser feito até 31 de maio no Portal do Empreendedor. Quem já transmitiu a declaração, mas identificou algum erro nas informações, pode fazer a retificação do documento. Para isso, é necessário acessar novamente o sistema, selecionar o ano-exercício que será corrigido e marcar a opção “retificadora” em “tipo de declaração”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Depois, basta alterar os dados necessários e enviar uma nova versão da declaração. A recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Para retificar a DASN-SIMEI, o MEI deve: Acessar o Portal do Empreendedor; Entrar na área da Declaração Anual do Simples Nacional; Informar o CNPJ; Selecionar o ano-exercício que precisa ser corrigido; Escolher a opção “retificadora” em “tipo de declaração”; Corrigir as informações necessárias; Conferir os dados e transmitir novamente a declaração; Salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Vídeos em alta no g1 A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
28/05/2026 03:01:30 +00:00
Imposto de Renda 2026 chega aos últimos dias; veja documentos e erros para evitar

Imposto de renda Marcos Serra/g1 O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 entrou na reta final nesta semana. Para evitar a multa por atraso, os contribuintes precisam enviar a declaração até 29 de maio. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoais e todos os informes de rendimentos — seja da empresa em que trabalha, de instituições financeiras ou de outras fontes de renda recebidas no ano passado. Além disso, o Fisco alerta para erros comuns no momento de declarar. A falta de atenção, a digitação incorreta ou o preenchimento incompleto das informações podem levar a declaração a ficar retida na malha fina. Veja abaixo a lista de documentos necessários, quais erros evitar e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quais erros evitar para não cair na malha fina? Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Agora no g1 1. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 2. Quais erros evitar para não cair na malha fina? Segundo a Receita Federal, um dos principais motivos para a declaração ficar retida na malha fina é o erro de preenchimento. "A falta de atenção, a digitação indevida e a o preenchimento incompleto das informações muitas vezes fazem a declaração ficar retida para análise", alerta o fisco, reiterando que é importante preencher o IR com calma e atento aos documento que comprovem os dados prestados. Entre os principais motivos de retenção na malha fina estão: Omissão de rendimentos: ocorre quando o contribuinte deixa de informar rendimentos recebidos ou declara valores inferiores aos reais. Esse erro é comum em casos de rendas eventuais, como trabalhos temporários ou serviços prestados de forma ocasional; Omissão de rendimentos dos dependentes: ao incluir um dependente na declaração, todos os rendimentos recebidos por ele devem ser informados, inclusive aqueles que estejam dentro da faixa de isenção do Imposto de Renda. Às vezes, por exemplo, o filho realiza um estágio com remuneração isenta. No entanto, por constar como dependente na declaração do responsável, esse valor deve ser informado como rendimento tributável. Despesas médicas não confirmadas: ocorre quando o valor informado como despesa médica não é confirmado pelo profissional de saúde, clínica ou hospital; Despesas médicas não dedutíveis: algumas despesas não têm previsão legal para dedução no Imposto de Renda, como gastos com massagista, nutricionista, enfermagem, compra de óculos, cadeiras de rodas, medicamentos, vacinas e testes de farmácia (inclusive de covid-19). A exceção são os casos em que essas despesas integram a conta emitida pelo estabelecimento hospitalar. Voltar ao índice. 3. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Voltar ao índice. 4. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. 5. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 6. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 7. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 8. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.
28/05/2026 03:01:28 +00:00
Salário-maternidade: INSS faz mutirão para reduzir fila; 165 mil pedidos ainda aguardam análise
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concluiu a análise de 126 mil pedidos de salário-maternidade que aguardavam resposta há mais de 30 dias em um mutirão nacional realizado entre 8 e 22 de maio. O estoque agora é de 165 mil requerimentos pendentes.  A mobilização ocorreu antes de entrar em vigor na terça-feira (26) a lei que estabelece prazo máximo de 30 dias para a concessão do benefício.  Caso esse prazo não seja cumprido, o benefício será concedido automaticamente, mesmo sem a análise definitiva do processo.  Nessas situações, o INSS terá de confirmar posteriormente o direito da mulher que solicitou o salário-maternidade e transformar o pagamento em definitivo ou suspender o benefício, se os requisitos legais não forem atendidos. A legislação determina ainda que os valores recebidos durante o período de concessão provisória não precisarão ser devolvidos pela beneficiária, exceto em casos de comprovada má-fé. Agora no g1 Mudança nas regras após decisão do STF O aumento no volume de pedidos ocorreu após outra mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de carência mínima de dez meses de contribuição para trabalhadoras autônomas (contribuintes individuais), seguradas especiais, como trabalhadoras rurais, e contribuintes facultativas. O STF entendeu que impor período de carência apenas para determinadas categorias de seguradas violaria o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem a necessidade de cumprir o período mínimo de contribuição anteriormente exigido. Quem tem direito ao salário-maternidade? O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar de sua atividade em razão de nascimento de filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício tem duração de 120 dias e deve ser solicitado no aplicativo Meu INSS. Podem solicitar: trabalhadoras com carteira assinada; empregadas domésticas; trabalhadoras avulsas; contribuintes individuais (autônomas); seguradas facultativas; seguradas especiais, como trabalhadoras rurais.
28/05/2026 03:01:01 +00:00
Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas

Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão Um funcionário do Google lucrou US$ 1,2 milhão no site de especulações Polymarket ao acertar quem seria a pessoa mais buscada do ano. O segredo: uso indevido de informações privilegiadas. Ele está sendo acusado nos Estados Unidos por cometer fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. O processo foi aberto na quarta-feira (27) pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O italiano Michele Spagnuolo é engenheiro de software no Google desde 2014. Com residência na Suíça, ele passou por audiência com uma juíza federal em Nova York. Os investigadores afirmam que Spagnuolo usou o seu acesso a um sistema interno do Google para acertar que o cantor americano D4vd seria a pessoa mais pesquisada no site em 2025, o que, de fato, aconteceu. Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket AP Photo/Jenny Kane Por meio do apelido AlphaRacoon, o funcionário apostou US$ 2,5 milhões no nome de D4vd quando outros usuários ainda viam chances mínimas de o cantor aparecer no topo da lista, afirmaram as autoridades. Como engenheiro de software do Google, Spagnuolo usou seu acesso a dados internos de sistemas da empresa para definir sua especulação no Polymarket, um dos maiores sites de mercados de previsão. ❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar. O que são os sites de 'apostas sobre tudo' que têm irritado bets esportivas no Brasil A plataforma do Google tem alertas de que as informações são privadas, e o funcionário teve que concordar com políticas de confidencialidade da empresa. Ainda assim, fez apostas de outubro a dezembro de 2025, segundo a investigação. O lucro indevido veio em 4 de dezembro, quando o Google publicou suas listas com os principais temas do ano em suas buscas. Segundo a ação, após receber o dinheiro pela especulação, Spagnuolo tomou medidas para ocultar o uso ilegal de informações particulares e a origem de seus lucros ilícitos. "As acusações reforçam uma mensagem de décadas: executivos de empresas não podem usar informações confidenciais para obter lucro em nossos mercados", disse Jay Clayton, procurador federal para o Distrito Sul de Nova York. Esta não é a primeira polêmica envolvendo o uso de informações privilegiadas para faturar em mercados de previsão. Um investidor anônimo ganhou R$ 2 milhões em janeiro por apostar na derrubada de Nicolás Maduro. O lucro foi alto porque o contrato foi feito antes mesmo da divulgação da operação militar dos EUA que levou a prisão do então presidente venezuelano. Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas.
28/05/2026 03:00:42 +00:00
Lula diz que fim da escala 6x1 é 'conquista civilizatória', agradece Motta e promete trabalhar pela aprovação no Senado Federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a aprovação do fim da escala 6x1 pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) é uma "conquista civilizatória", agradeceu o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) e afirmou que trabalhará pela aprovação no Senado Federal. "A aprovação do fim da escala 6x1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória", disse Lula. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado 🗳️ A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue para análise dos senadores. 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. "Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", disse Lula. "É uma vitória sobretudo das mulheres que, historicamente e injustamente, enfrentam jornada superior, desigual. Uma medida que só foi possível graças à imensa mobilização da sociedade", continuou Lula. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(c), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP)(e), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB), durante a cerimônia de assinatura da medida provisória da reforma do setor elétrico, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025. Pelas regras propostas, beneficiários da Nova Tarifa Social de Energia não vão pagar contas de luz com faixa de consumo de até 80 kWh. A mudança foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Wilton Junior/Estadão Conteúdo Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:43:56 +00:00
Escala 6x1: Motta diz que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é 'promoção da saúde'

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é "promoção da saúde". Motta deu a declaração após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. "A história nos mostra que os avanços civilizatórios sempre enfrentaram resistências. Foi assim quando se decidiu criar a Carteira de Trabalho. Foi assim quando o país adotou o fim da escravidão, os contrários diziam que o país não suportaria. Mas o Brasil optou pelo avanço, fruto de nossas decisões políticas", afirmou Motta. "Por isso, reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários. É uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública", continuou. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. A será enviada ao Senado Federal. Agora no g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. "A redução de jornada não é a vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade. Isso mostra que produtividade não pode continuar sendo medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas", disse Motta. O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. Pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Marina Ramos / Câmara dos Deputados O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:36:34 +00:00
Fim da escala 6x1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

Câmara aprova em 1º turno PEC que reduz jornada de trabalho O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue para análise dos senadores. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5x2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana. O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão. A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:07:45 +00:00
EUA suspendem voos da nave Starship após falha em foguete

Starship faz decolagem em 12ª missão de testes da SpaceX A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (27) futuros lançamentos da Starship, nave mais poderosa do mundo, até que sejam concluídas as investigações sobre o voo realizado na última sexta-feira (22). A SpaceX, fabricante da Starship, usou a missão para testar as novas gerações da nave, do propulsor e da base de lançamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em comunicado, a FAA afirmou que a missão resultou em um incidente por conta do foguete Super Heavy, o estágio inferior da Starship que funciona como propulsor no início dos voos. O foguete se separou normalmente da nave minutos após a decolagem na base da SpaceX, no estado americano do Texas. Mas, ao retornar para a atmosfera, o primeiro estágio caiu bruscamente em vez de fazer um pouso controlado no Golfo do México. Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius Segundo a FAA, não houve relatos de feridos ou danos materiais, mas o órgão supervisionará uma investigação da empresa. O estágio superior continuou sua trajetória ao redor da Terra até pousar no Oceano Índico. Durante o voo, a nave liberou com sucesso 20 simuladores de satélites Starlink, além de dois satélites reais modificados. Veja o momento em que a Starship faz a separação no espaço Com a nova versão da nave, a empresa de Elon Musk pretende se aproximar de um modelo capaz de realizar futuras missões da Nasa para a Lua. O projeto da Starship, que prevê o desenvolvimento de supernaves reutilizáveis, fez a SpaceX investir mais de US$ 15 bilhões até o momento, segundo a Reuters. A empresa protocolou um pedido de oferta pública de ações, quando uma empresa abre seu capital e passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. Musk vinha sinalizando ao mercado que a SpaceX poderia ser avaliada em US$ 1,75 trilhão. O valor é muito superior ao faturamento anual da empresa, que ficou em US$ 18,5 bilhões em 2025. A avaliação projetada por Musk equivale a quase 100 vezes a receita da companhia, bem acima do observado em gigantes de tecnologia como Apple e Nvidia.
27/05/2026 23:06:17 +00:00
TCU alerta governo sobre falhas na garantia dada pelo Tesouro ao empréstimo aos Correios

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo para falhas na análise sobre a capacidade dos Correios de honrar o empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim do ano passado com garantia da União. Em relatório técnico, auditores da Corte afirmam que o aval concedido pelo Tesouro Nacional não foi precedido de avaliações “suficientes, independentes e tempestivas” sobre a situação econômico-financeira da estatal. 🔎 Em grave crise financeira, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumularam 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O rombo do ano passado superou em mais de três vezes as perdas contabilizadas em 2024, quando a estatal teve déficit de R$ 2,6 bilhões. Agora no g1 “Conclui-se que o Plano de Reestruturação e a concessão de garantia da União não foram precedidos de análises técnicas suficientes, independentes e tempestivas para suportar adequadamente a decisão pública e mensurar, de forma robusta, o risco assumido pelo Tesouro Nacional”, afirmam os técnicos do TCU. Segundo os auditores, as análises realizadas pelo governo foram insuficientes para verificar as premissas econômico-financeiras do plano, validar as projeções de fluxo de caixa e avaliar a real capacidade de pagamento da empresa. “As análises realizadas mostraram-se insuficientes quanto à verificação das premissas econômico-financeiras, à validação dos fluxos de caixa projetados e à avaliação prospectiva da capacidade de pagamento da ECT, o que fragilizou o processo decisório e ampliou a assimetria de informações no momento da concessão da garantia”, diz o relatório. Na auditoria, os técnicos dizem que a União, como acionista controladora da empresa e detentora da maioria nos Conselhos de Administração e Fiscal, tinha condições de acompanhar a deterioração financeira dos Correios. “A não adoção de medidas tempestivas […] pode ter contribuído para a não reversão do quadro de insolvência e, por fim, ocasionado aumento do risco fiscal para o próprio Tesouro Nacional”, aponta o documento. Para os auditores, os sinais de deterioração financeira já eram públicos e persistiram por tempo suficiente para exigir uma resposta mais rápida da governança federal. A demora, segundo o relatório, restringiu alternativas de recuperação e aumentou a necessidade de medidas emergenciais. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução O relatório também destaca que a condução do caso contraria princípios previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige ações planejadas e transparentes para prevenir riscos fiscais. Os auditores apontam ainda descumprimento de diretrizes de governança pública federal, previstas em decreto de 2017, relacionadas à gestão de riscos e capacidade de resposta da administração pública. A auditoria destaca ainda que a deterioração patrimonial da estatal encareceu o acesso ao crédito no mercado financeiro. Um dos exemplos citados é um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado em junho de 2025 junto a bancos privados, inicialmente com juros de 21,99% ao ano. A taxa subiu para 25,67% em dezembro após o descumprimento de cláusulas econômico-financeiras previstas no contrato. Para o TCU, a ausência de providências mais rápidas por parte da administração dos Correios e da União agravou a crise da estatal e dificultou a reversão do quadro financeiro. O relatório também identificou fragilidades no Plano de Reestruturação apresentado pela empresa. Segundo os técnicos, o Ministério das Comunicações realizou análise considerada insuficiente sobre a viabilidade econômico-financeira das medidas propostas. De acordo com a auditoria, não houve validação independente das premissas utilizadas nas projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa. Para os auditores, a ausência de avaliação externa comprometeu a confiabilidade das projeções financeiras e ampliou a exposição do Tesouro Nacional ao risco fiscal.
27/05/2026 22:01:23 +00:00
PF faz nova investigação sobre empréstimo consignado; Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, vai ser ouvido novamente

A Polícia Federal (PF) voltou a mergulhar no escândalo do Banco Regional de Brasília (BRB), com novas investigações sobre crédito consignado, em especial o Credcesta. O CredCesta é um cartão de benefício consignado oferecido a servidores públicos, aposentados e pensionistas. A operação, iniciada na Bahia, é apontada por investigadores como o elo de aproximação entre Daniel Vorcaro e seu ex-sócio Augusto Lima. Lima, que chegou a ser preso pela PF na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, tem um histórico associado não apenas às fraudes do Banco Master, mas também a nomes de políticos. O ex-sócio de Vorcaro é próximo, por exemplo, a petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A PF deve abrir uma nova fase de depoimentos sobre o negócio entre Master e BRB. Lima é apontado como uma das conexões de Vorcaro para convencer o BRB a comprar carteiras do banco hoje liquidado pelo Banco Central. Lima deve ser novamente ouvido pela PF nos próximos dias, segundo investigadores do caso. A nova fase de investigação têm como base conversas de Vorcaro registradas em seu primeiro aparelho celular, que expõe mensagens para convencer o BRB a fechar a compra de carteiras do Master e, posteriormente, o próprio banco de Vorcaro. Augusto Lima, dono do Banco Pleno Vanner Casaes/Agência Alba
27/05/2026 21:32:03 +00:00
Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante Após anunciar os detalhes da Ferrari Luce, a fabricante italiana apresentou o veículo ao papa Leão XIV. Além de observar o carro por fora, o pontífice sentou-se no banco do motorista e interagiu com o volante - que ganhou como doação. O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari pode não ter agradado aos fãs mais tradicionais da marca e nem seus os acionistas, mas o papa Leão XIV demonstrou curiosidade pelos detalhes do veículo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp John Elkann, presidente da Ferrari, conduziu a apresentação do carro ao papa. O modelo exibido era branco, com bancos e interior inteiramente na cor preta. “Esta é a primeira Ferrari com quatro portas?”, questionou o papa. “É a primeira com cinco lugares”, respondeu Elkann. Papa Leão XIV conhece a Ferrari Luce divulgação/Ferrari Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Ao entrar no veículo e sentar no banco do motorista, o piloto de testes da Ferrari, Raffaele De Simone, explicou as funções dos botões do volante. Ferrari Luce foi desenhada por ex-designer da Apple A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta). O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado. O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimos elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas. O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro. Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso. Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto. O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações. Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto. Desempenho de sobra São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luice leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos. Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km.
27/05/2026 21:26:30 +00:00
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tirou dúvidas
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tirou dúvidas Até a próxima sexta-feira, expectativa da Receita Federal é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues. Quem precisa declarar? Como baixa o programa? Até quando vai? Veja perguntas e respostas.. Faço a declaração online ou programa no computador? Veja diferenças. Primeiro lote de restituição será pago nesta sexta-feira; veja quem entra e a data dos próximos.
27/05/2026 20:57:50 +00:00
Fim da escala 6x1: comissão da Câmara aprova PEC que reduz jornada e aumenta folgas

Fim da escala 6x1: comissão da Câmara aprova texto da PEC A comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O parecer foi aprovado com 34 votos a favor e 4 contra. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado ao Senado Federal. A PEC deve ser votada pelo plenário ainda nesta quarta. O parecer do deputado, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. (veja detalhes da proposta) Os deputados rejeitaram um destaque apresentado pelo PL para que o fim da escala 6x1 seja imediato e não 60 dias após a promulgação da PEC. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. A proposta poderia ter sido votada já na segunda (25), mas o deputado Maurício Marcon (PL-SP) pediu vista e adiou a análise. 🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. Próximos passos Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação. O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período. A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão. A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. Relator Leo Prates lê relatório sobre o fim da escala 6x1 Reprodução O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
27/05/2026 18:55:52 +00:00
YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial

O YouTube anunciou nesta quarta-feira (27) que passará a detectar e rotular automaticamente conteúdos criados com inteligência artificial (IA). Até agora, a identificação desses vídeos dependia apenas das declarações feitas pelos próprios criadores. "Se um criador não indicar se utilizou IA ou não, mas nossos sistemas detectarem um uso significativo de IA realista, aplicaremos um rótulo automaticamente", destacou a empresa em uma postagem no blog. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial capazes de criar conteúdos, o YouTube adotou as primeiras medidas em 2024, solicitando que os criadores informassem quando recorressem a esse tipo de tecnologia. Com o novo sistema automatizado, os criadores poderão contestar a rotulagem de seus vídeos caso considerem que a identificação tenha sido feita de forma incorreta, segundo o YouTube. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal A plataforma também informou que a aplicação desses rótulos não terá impacto no funcionamento do algoritmo de recomendações. Outras plataformas e redes sociais também lidam com o crescimento acelerado de conteúdos produzidos com IA, que muitas vezes são difíceis de identificar devido à rápida evolução da tecnologia. No fim de abril, a plataforma de streaming de áudio Spotify lançou um novo selo, chamado “Verified by Spotify”, que indica que o artista ou grupo é, provavelmente, humano, e não um personagem criado por inteligência artificial.
27/05/2026 16:39:43 +00:00
PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

PIX Reprodução/TV Globo Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta quarta-feira (27) para reclamar de instabilidade no PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 7h56. Em pouco mais de seis horas, o sistema já contabilizava 1.766 ocorrências. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os bancos que receberam maiores reclamações na plataforma do Downdetector incluem: NuBank; Caixa Econômica; Bradesco; Banco do Brasil; Itaú; Santander; C6 Bank; Inter. O g1 procurou o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo Pix, que negou qualquer problema no serviço. "Os sistemas do BC estão funcionando normalmente", disse em nota. O Nubank informou em nota "que houve uma instabilidade temporária no Pix, que está integralmente solucionada". Itaú, Bradesco e Banco do Brasil apontaram normalidade neste tipo de transação. Veja abaixo as reclamações de clientes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
27/05/2026 15:51:29 +00:00
MPT pede que Brasil proíba uso do glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo

Monsanto lançou o glifosato no mercado em 1974, sob o nome comercial Roundup. AFP O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o governo federal pedindo o banimento do glifosato, agrotóxico mais usado no mundo, principalmente nos plantios de soja transgênica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O documento, protocolado na última sexta-feira (22) na Justiça do Trabalho do Distrito Federal, afirma que o agrotóxico oferece risco grave à saúde dos trabalhadores, especialmente rurais e indígenas, além de provocar danos ao meio ambiente, como a contaminação das águas. Nos EUA, a Bayer, fabricante do glifosato, é alvo de processos bilionários movidos por trabalhadores que alegam terem desenvolvido câncer, entre eles o linfoma não-Hodgkin, após exposição ao agrotóxico. A ação do MPT cita estudos acadêmicos que relacionam o uso do glifosato ao desenvolvimento de 28 tipos de doenças, incluindo câncer, Alzheimer, infertilidade, autismo, depressão, diabetes, doenças renais e problemas digestivos. Por causa disso, o processo pede que o governo não só cancele os registros de agrotóxicos à base do glifosato, como também proíba a produção, exportação, importação, comercialização e utilização desses produtos. Os procuradores do trabalho também acusam a Anvisa de agir com rapidez para aprovar novos agrotóxicos, mas demorar de forma "excessiva" para reavaliar e fiscalizar substâncias já usadas no país e que apresentam riscos. Ao g1, a Anvisa disse que não foi oficialmente comunicada pela Justiça, mas não respondeu aos pedidos de comentários sobre o conteúdo da ação. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil A Bayer disse que "autoridades científicas regulatórias em todo o mundo, incluindo o Brasil", têm concluído "que o glifosato pode ser utilizado com segurança e não é carcinogênico." "Estamos confiantes de que os fatos baseados em ciência prevalecerão ao longo do processo", acrescentou. O procurador Leomar Daroncho, um dos autores da ação, diz que o processo é resultado de um grupo de trabalho do MPT, criado em 2023, para estudar os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente. "A gente trabalha ouvindo muito a academia e os cientistas, principalmente do Inca [Instituto Nacional de Câncer], da Fiocruz e da Universidade Federal de Mato Grosso [UFMT], que estudam profundamente esse tema", diz. "Nosso objetivo não é agir contra os produtores, mas encontrar alternativas menos tóxicas. A meta é o desenvolvimento, sim, mas sustentável, sem expor os trabalhadores, que podem ser, em muitos casos, os proprietários", destaca o procurador. Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bateu novo recorde no Brasil em 2025 O acordo bilionário da Bayer para indenizar usuários do glifosato Quase 200 comunidades sofrem com agrotóxicos no Maranhão em 2026 O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
27/05/2026 13:52:25 +00:00
Google inaugura centro de engenharia de IA em SP; g1 conheceu o espaço

Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder O Google inaugurou nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia de IA no Brasil. O espaço fica no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. Anunciado em fevereiro de 2024, o novo local terá capacidade para receber até 400 funcionários. Entre as frentes de atuação estão projetos ligados à inteligência artificial e à segurança na internet. O centro também terá foco em parcerias com startups voltadas para IA. O Google afirma que as equipes trabalharão no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção de usuários em serviços como Gmail e Busca. Participaram da inauguração o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho. Agora no g1 Na cerimônia de inauguração, Fábio Coelho afirmou que tecnologias desenvolvidas no novo centro poderão ser usadas futuramente no mundo inteiro. Segundo ele, o Brasil tem muitos profissionais qualificados em tecnologia, mas ainda faltam espaços para que essas pessoas pudessem desenvolver suas habilidades. "O time de engenharia presente na sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google, e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo e com o próximo capítulo da história do Google neste novo espaço", disse Fábio Coelho. O prédio, que tem mais de 100 anos, foi restaurado pelo Google, mas continuará pertencendo ao IPT. A big tech ficará responsável pela conservação do espaço, explicou Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT. Segundo ele, a empresa também restaurou outros prédios dentro do instituto. Embora o espaço seja voltado principalmente para as operações do Google e para atividades ligadas ao instituto, o prédio também conta com uma cafeteria aberta ao público. Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, discursa em cerimônia de inauguração do centro do Google. Darlan Helder/g1 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou empresas que, segundo ele, estão deixando a cidade para migrar para o Paraguai e comemorou o investimento do Google no Brasil. O Google disse que não informa os valores investidos no espaço. O primeiro centro de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte, e foi o primeiro da empresa na América Latina. Segundo a companhia, as equipes dos dois locais trabalharão de forma integrada. Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. Darlan Helder/g1 Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder
27/05/2026 13:04:20 +00:00
Justiça suspende indenização bilionária a empresas de energia e determina devolução de valores a consumidores

Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP). WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu anular parte de uma regra do governo federal que permitia o pagamento de uma indenização bilionária a empresas transmissoras de energia elétrica por meio das tarifas cobradas dos consumidores, segundo informações da agência Reuters. A decisão também determina que os valores já pagos às empresas sejam devolvidos aos consumidores nas próximas contas de luz. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso envolve uma compensação ligada à chamada Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), criada após a renovação antecipada de contratos de transmissão de energia em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff. As empresas mais afetadas pela decisão são a Axia Energia e a ISA Energia, que ainda tinham bilhões de reais a receber nos próximos anos. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal De acordo com comunicados divulgados pelas companhias, o tribunal analisou as ações apresentadas em 2017 e 2018 por grandes consumidores de energia, como a Companhia Siderúrgica Nacional, além de geradoras do setor, contra a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essas ações questionam parte dos pagamentos feitos às transmissoras, especialmente uma remuneração adicional relacionada ao custo do capital das empresas. Os desembargadores entenderam que esse trecho da regra federal não deveria continuar valendo. A disputa se arrasta há anos. Em 2025, a Aneel já havia recalculado os valores da indenização, reduzindo em R$ 5,6 bilhões os custos que ainda seriam cobrados dos consumidores nas tarifas futuras. Além de suspender novas cobranças a partir do ciclo tarifário de 2026/2027 para os autores das ações, o TRF1 também determinou que os valores pagos anteriormente sejam compensados nas próximas tarifas, como forma de ressarcimento. Em comunicado, a Axia afirmou que ainda poderá recorrer da decisão. Já a ISA Energia disse que aguarda a publicação completa do acórdão para analisar os impactos e os próximos passos jurídicos. Embora cerca de 80% do valor devido às transmissoras já tenha sido pago, ainda restavam bilhões de reais previstos para serem incluídos nas tarifas de energia nos próximos anos. Segundo dados divulgados anteriormente pelas empresas, a Axia ainda teria parcelas anuais de cerca de R$ 5,5 bilhões a receber entre os ciclos de 2025/2026 e 2027/2028. Já a ISA Energia informou no ano passado que esperava receber R$ 3,8 bilhões até junho de 2028.
27/05/2026 12:47:25 +00:00
Alvo de operação contra fraude em aposentadorias recebeu auxílio emergencial durante a pandemia

PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE Um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto realizada nesta quarta-feira (27), que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, Américo Monte Júnior recebeu auxílio emergencial durante a pandemia. Dono da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), ele mora em uma casa de alto padrão em Alphaville, conhecido por seus condomínios luxuosos em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A defesa dele não foi localizada pela reportagem. Monte Júnior é apontado como responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas e foi alvo de busca e apreensão na casa dele. Além disso, ele passará a ser monitorado eletronicamente por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior Carlos Moura/Agência Senado Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou o crescimento abrupto da ABCB. A entidade fechou Acordo de Cooperação Técnica com o INSS em 2022. No fim daquele ano, ela tinha 53 mil associados. Um ano depois, em dezembro de 2023, já eram 212 mil associados. E no mesmo mês de 2024, o número saltou para 303 mil. Isso fez com que os repasses recebidos do INSS pela associação aumentassem. Em 2022, a ABCB recebeu R$ 1.034.360 do Instituto, Em 2023, os repasses ultrapassaram R$ 82 milhões. Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em setembro de 2024 também apontou indícios de irregularidade da ABCB. A CGU entrevistou 1.273 aposentados e pensionistas associados a alguma entidade. Desses, 64 eram associados à Amar Brasil Clube de Benefícios, mas 62 deles (96,9%) disseram que não autorizaram os descontos. Investigação 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, essa nova etapa da operação, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo STF e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Agora no g1 Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Master Prev AASAP ANDAPP Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Alexandre Caetano, apontado como integrante da estrutura operacional e financeira investigada; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, apontado como responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas; Felipe Macedo Gomes, investigado por suposta atuação na estrutura e administração das entidades; Igor Dias Delecrode, citado como integrante da gestão das associações investigadas; Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação. Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Em nota, Daniel Gerber, sócio-fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, informou que "executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais. Os valores recebidos são honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro. A documentação comprobatória será apresentada nos autos". Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
27/05/2026 12:26:35 +00:00
Conselho da Paz de Trump não recebeu um único dólar, diz jornal

Donald Trump anuncia Conselho de Paz em Davos O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 Criado do zero em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal, que cita quatro fontes próximas ao processo. Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa. De acordo com o FT, "não existe nenhum mecanismo independente de transparência". Trump discursa no Conselho da Paz em Gaza MANDEL NGAN / AFP Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos. Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção. Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump. No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse os 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões) exigidos. Até agora, há depósitos no valor de "zero dólar" na conta aberta especialmente no Banco Mundial, afirmou uma fonte ao FT. Conselho da Paz: Lula tenta evitar negativa direta e propõe mudanças a Trump durante telefonema Trump confirma convite a Lula para 'Conselho da Paz', e elogia: 'Gosto dele' O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov. O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa. Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados. Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.
27/05/2026 12:19:11 +00:00
IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz

IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e energia elétrica O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%. 🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio. Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 1,38% Habitação: 1,03% Artigos de residência: 0,21% Vestuário: 0,36% Transportes: -0,33% Saúde e cuidados pessoais: 1,05% Despesas pessoais: 0,50% Educação: 0,01% Comunicação: 0,36% Preço dos alimentos acelera em maio No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +26,29% 🍅 Tomate: +12,97% 🥛 Leite longa vida: +6,07% 🥩 Carnes: +1,98% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: 🍎 Maçã: −2,32% ☕ Café moído: −2,09% Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a alimentação foi um dos principais fatores de surpresa no IPCA-15 de maio. Segundo ele, a alta ficou acima da projeção da casa, de 1,47%. “As surpresas em alimentação têm sido recorrentes, e a pressão tem se espalhado por vários itens”, afirmou. O economista destaca que, após um período mais favorável ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, 2026 passou a registrar aumentos disseminados em diferentes categorias. Entre os itens pressionados, Barbosa cita carnes, panificados, leite e derivados e, principalmente, hortifrúti, grupo que inclui produtos in natura, como alface, tomate e batata. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. Segundo o economista, o movimento ainda reflete questões de oferta e demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam principalmente os hortifrutis. No caso das carnes, ele aponta que o aumento das exportações para a China também contribui para a pressão nos preços no curto prazo. “Ainda assim, os riscos para alimentação seguem para cima, especialmente no segundo semestre, por conta do El Niño”, afirmou. Energia elétrica pressiona preços de habitação O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês. A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia: 💡 Fortaleza: +5,59% 💡 Salvador: +4,78% 💡 Recife: +3,86% Reajuste dos remédios impulsiona inflação O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde. Entre os destaques do mês estão: 🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60% 💊 Produtos farmacêuticos: +1,25% 🏥 Plano de saúde: +0,50% No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril. Combustíveis aliviam o grupo de transportes Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período. O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%. A desaceleração acontece em meio às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo no mercado internacional, causada pelas tensões no Oriente Médio. Entre as ações anunciadas estão subsídios temporários para diesel e gasolina, além de benefícios tributários para reduzir o impacto da alta internacional sobre os preços internos. Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
27/05/2026 12:01:05 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,06 após sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,48%, aos 175.744 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A perspectiva de que as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã avançam trouxeram alívio para os preços do petróleo nesta quarta e impulsionaram a valorização da moeda americana. Mais cedo, uma porta-voz da Casa Branca afirmou que as tratativas "estão progredindo bem", enquanto Teerã reforçou que ainda existem questões não resolvidas. 🔎 A notícia, de qualquer forma, foi bem recebida pelo mercado. Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42. ▶️ No Brasil, as atenções ficaram voltadas para o cenário político — principalmente após a aprovação do texto-base da PEC que debate o fim da escala 6x1 no país, no final da tarde, na Câmara dos Deputados. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado para o Senado. A expectativa é que a PEC seja votada ainda nesta quarta-feira. 🔎 O parecer propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além de estabelecer um período de transição de até 14 meses. (veja detalhes da proposta) ▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa do mercado, de 0,57%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,64%, também acima da projeção de 4,59%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,65%; Acumulado do mês: +2,20%; Acumulado do ano: -7,80%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,26%; Acumulado do mês: -6,17%; Acumulado do ano: +9,08%. Alívio nas tensões entre EUA e Irã Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, após o governo do Irã afirmar que considera improvável uma retomada do conflito com os EUA, apesar dos ataques recentes realizados por Washington. Ao mesmo tempo, a porta-voz da Casa Branca Olivia Wales, afirmou hoje mais cedo que as negociações o Irã "estão progredindo bem", acrescentando que o presidente Donald Trump "deixou suas linhas vermelhas claras". Trump, por sua vez, afirmou que o Irã está decidido a fechar um tratado com os EUA, mas reiterou que o acordo ainda não foi alcançado. A avaliação do mercado é de que a redução do risco de uma escalada militar no Oriente Médio ajuda a aliviar parte das preocupações com o abastecimento global de energia. 🔎 Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42. A declaração do Irã ocorre um dia após Teerã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde abril. Mesmo assim, autoridades iranianas sinalizaram que a chance de uma nova guerra é baixa neste momento. “A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta”, afirmou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. Nas últimas semanas, EUA e Irã vêm alternando ameaças e negociações diplomáticas, enquanto tentam avançar em um acordo mediado pelo Paquistão. Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao risco de novos impactos sobre a produção e o transporte de petróleo na região. O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques americanos e israelenses contra o Irã, e acabou ampliando as tensões em diferentes partes da região, o que aumentou a volatilidade no mercado internacional de energia. Prévia da inflação O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,62% em maio e acumulou alta de 4,64% em 12 meses, segundo o IBGE. O resultado veio acima das expectativas do mercado e manteve a inflação acima do teto da meta do governo. Os maiores impactos vieram dos grupos alimentação, habitação e saúde. Alimentação e bebidas avançou 1,38%, puxada principalmente pelos alimentos consumidos em casa. Batata, tomate, leite longa vida e carnes registraram as maiores altas, enquanto maçã e café moído ficaram mais baratos. Economistas avaliam que a alta dos alimentos continua espalhada por vários produtos e pode seguir pressionando os preços nos próximos meses. Entre os fatores que explicam esse cenário estão problemas climáticos, o aumento das exportações de carne para a China e os efeitos do El Niño. 💡 No grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 2,16%, pressionada pela volta da bandeira tarifária amarela e por reajustes em capitais como Fortaleza, Salvador e Recife. 💊 Já saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, impulsionado principalmente pelo reajuste dos medicamentos e pela alta dos produtos de higiene pessoal. ⛽ Por outro lado, os combustíveis ajudaram a aliviar a inflação em maio. Após subirem 6,06% em abril, passaram a cair 1,47%, com recuos no etanol, diesel e gasolina. Mercados globais Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street avançaram na sessão. O Dow Jones avançou 0,36% e teve um novo recorde de fechamento, enquanto o S&P 500 subiu 0,02% e o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,07%. Na Europa, a maioria das bolsas fecharam em alta, com ganhos nos setores automotivo e químico compensando preocupações persistentes sobre o conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,03%, aos 628,18 pontos. Entre os principais índices da região, o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,13%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,43% e o Ibex 35, da Espanha, teve alta de 0,49%. O DAX, da Alemanha, foi na contramão e caiu 0,03% na sessão. Já na Ásia, as bolsas fecharam em queda na maior parte dos mercados. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,25%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,80%, aos 4.908 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,06%, aos 25.328 pontos. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão praticamente estável, aos 64.999 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
27/05/2026 12:00:16 +00:00
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