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Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima terça-feira (29), às 14h30, o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a Caixa Econômica Federal e seus empregados, que estão em greve nacional desde 10 de setembro. A decisão ocorre após uma tentativa de mediação realizada pelo próprio tribunal terminar sem acordo entre banco e trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o impasse mantido, a Caixa decidiu levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado quando empregadores e trabalhadores não conseguem chegar a um acordo na negociação. 🤔 Mas o que pode acontecer agora? E como a greve afeta clientes, contas e benefícios sociais? Agora, o TST vai analisar o conflito entre a Caixa e seus empregados, cujo principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores do banco. Os empregados rejeitaram três propostas apresentadas pela instituição ao longo das negociações. Durante o julgamento, os ministros poderão tentar uma nova conciliação entre as partes. Caso não haja acordo, o TST poderá decidir sobre os pontos em disputa e estabelecer condições que deverão ser observadas pelo banco e pelos trabalhadores. Na prática, o tribunal pode ajudar a construir um acordo ou, se isso não for possível, determinar uma solução para encerrar o impasse. O simples julgamento do dissídio não encerra automaticamente a paralisação. A continuidade ou não da greve dependerá do andamento do processo e das decisões que forem tomadas pelo tribunal e pelos representantes dos trabalhadores. Enquanto isso, o movimento segue por tempo indeterminado. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Como ficam as contas? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a greve não suspende a obrigação de pagar contas, boletos ou parcelas dentro do prazo de vencimento. O consumidor deve buscar canais alternativos para evitar multas e juros por atraso. A orientação é utilizar: aplicativo da Caixa; internet banking; caixas eletrônicos; casas lotéricas; estabelecimentos autorizados a receber contas e boletos. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. E os benefícios sociais? A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Muse Charm Divulgação/Meta No evento anual da Meta na última quarta-feira (23), Mark Zuckerberg, chefão da empresa, fez várias referências irônicas à Apple para depois seguir o exemplo de Steve Jobs em uma revelação surpresa: uma espécie de "Tamagotchi" com um agente de inteligência artificial. O aparelho é chamado de Muse Charm, tem o tamanho de um relógio de bolso e lembra os aparelhos com os bichos virtuais coloridos que se tornaram um fenômeno cultural década de 1990. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele representa o desejo de grandes redes sociais de se livrar dos sistemas operacionais da Apple e do Google por uma plataforma própria. Com o Muse Charm, usuários interagem com um personagem virtual e usam o agente de IA Muse diretamente, sem passar por aplicativos em seus celulares. O dispositivo tem tela de aproximadamente 2 polegadas que pode ser controlada com o polegar e suporte para internet 5G, que permite acesso à IA mesmo sem Wi-Fi. A principal diferença para o celular é que ele não pode fazer chamadas. Agora no g1 Analistas apontam que o Muse Charm pode atrair os consumidores mais jovens, em um momento em que câmeras digitais, celulares dobráveis e tocadores de MP3 estão voltando à moda com um toque nostálgico. Muitos desses usuários já tratam assistentes de IA como companheiros ou parceiros de discussão, em vez de simplesmente ferramentas de busca. Eles interagem com a tecnologia por meio de notas de voz, vídeos curtos e chatbots de IA, ao contrário de usuários mais velhos, que geralmente se sentem mais à vontade com computadores e aplicativos de smartphone. Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular Para Linda Sui, fundadora da empresa de pesquisa de mercado Smart Analytics Global, a combinação entre IA, moda e personalização pode atrair usuários mais jovens, mas destaca que é preciso haver cautela sobre o potencial. "A menos que o Muse Charm possa oferecer funções exclusivas que smartphones, relógios, fones de ouvido ou óculos inteligentes não consigam substituir facilmente, é mais provável que ele continue sendo um dispositivo 'legal de se ter' para os primeiros usuários do que se torne um produto de massa", afirmou. Na avaliação de Jitesh Ubrani, diretor da empresa de pesquisa de mercado IDC, o Muse Charm poderá ser atraente para quem não deseja usar ou não confia em óculos inteligentes. "Algumas pessoas podem se lembrar do Tamagotchi, e isso pode evocar essa lembrança", disse. "Elas podem ser capazes de executar um pequeno modelo de linguagem localmente. Assim, é possível rodar IA em um dispositivo tão pequeno". Dispositivos semelhantes tiveram sucesso limitado: o Rabbit R1, um dispositivo portátil de IA com uma tela e um botão teve lançamento badalado em 2024, mas virou um fracasso porque prometeu mais do que podia em termos de recursos de IA e ofereceu uma experiência pouco confiável. Nova aposta de Zuckerberg O dispositivo faz parte da aposta em uma "superinteligência pessoal" planejada por Zuckerberg, que redirecionou sua atenção depois do fracasso bilionário do metaverso, o mundo digital imersivo que levou à mudança no nome da empresa em 2021. "Na verdade, está bastante claro que a superinteligência pessoal não só virá primeiro, como será muito maior e mais importante", disse Zuckerberg na conferência anual da empresa, a Meta Connect. "Por isso, mudamos nosso foco para a criação dos melhores dispositivos para a superinteligência pessoal", afirmou o executivo, acrescentando que o Muse estará disponível em breve na linha de óculos inteligentes da Meta. As declarações vêm após alguns dias de grande sucesso do Muse, um agente de inteligência artificial capaz de automatizar tarefas que incluem desde a reserva de voos até a declaração de impostos. O aplicativo do Muse atraiu milhões de downloads e, segundo analistas, se tornou o maior lançamento de aplicativo nos Estados Unidos desde a chegada do ChatGPT, em novembro de 2022. Muse Charm Divulgação/Meta

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (24) que a greve dos trabalhadores dos Correios não é abusiva. A decisão representa uma vitória para os sindicatos da categoria e afasta, ao menos por enquanto, o risco de encerramento imediato do movimento por determinação judicial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 O julgamento foi retomado nesta tarde após ter sido suspenso na segunda-feira (21) por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, que presidiu a sessão. Na ocasião, o magistrado considerou necessário garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para analisar documentos apresentados recentemente ao processo pelos Correios. Vieira de Mello Filho afirmou que os elementos apresentados pela empresa não foram suficientes para caracterizar abusividade da greve. Segundo ele, ocorrências pontuais registradas durante o movimento não demonstraram bloqueio efetivo das atividades nem descumprimento de determinações judiciais. "É natural que haja na greve algum tipo de trabalho no sentido de conscientizar os trabalhadores sobre o movimento paredista. Isso não significa dizer que descumpriram a decisão que eu proferi", afirmou o ministro durante a sessão. Na mesma manifestação, o presidente do julgamento ressaltou que um ou outro registro de interdito não seria suficiente para comprovar irregularidades generalizadas. Ao declarar o resultado, Vieira de Mello Filho confirmou o entendimento majoritário do tribunal. A decisão foi tomada por maioria de votos. Ficaram vencidos a ministra Maria Cristina Peduzzi e os ministros Ives Gandra da Silva Martins Filho e Caputo Bastos, que defendiam a declaração de abusividade da paralisação. O tribunal também autorizou a compensação dos dias parados, ponto que não gerou divergência entre os magistrados. Segundo o presidente da sessão, prevaleceu integralmente o voto da relatora no julgamento do dissídio coletivo. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou que a decisão sobre manter ou encerrar a greve ficará a cargo das assembleias dos trabalhadores convocadas para esta quinta-feira . jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício. A preocupação, de acordo com a Findect, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos para os clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A Findect defende a manutenção da redação atual e afirma que as demais cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por uma decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%.
SIGA: após encontro com Trump, Xi Jinping deixa a Casa Branca; líderes se reunirão novamente à noite

SIGA: após encontro com Trump, Xi Jinping deixa a Casa Branca; líderes se reunirão novamente à noite Presidente da China chegou a Washington na noite de quarta (23) e fica até sexta (25). Nesta quinta, os dois tiveram um encontro bilateral na Casa Branca. Xi Jinping chegou a Washington na quarta (23) e foi recepcionado por Trump; veja FOTOS e VÍDEO. Imagens do presidente dos EUA fazendo 'careta' viralizaram nas redes sociais. Nesta quinta (23), durante o encontro na Casa Branca, Trump falou em 'amizade verdadeira', e Xi Jinping defendeu uma política de não confronto entre EUA e China.. Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil.. À noite, Trump e Xi se encontrarão mais uma vez. O presidente chinês será homenageado com uma recepção e um jantar na Casa Branca.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC) Raphael Ribeiro/Banco Central O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (24) que a instituição está preocupada com ofertas de crédito consideradas "agressivas ou predatórias", que podem levar o consumidor a assumir dívidas caras ou acima da sua capacidade de pagamento. Segundo ele, o consumidor muitas vezes se concentra em saber se a parcela cabe no orçamento, sem avaliar o custo total da dívida e os juros cobrados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Galípolo defendeu medidas para aumentar a transparência e a conscientização na contratação de empréstimos e financiamentos, além de mudanças no processo de contratação que deem ao consumidor mais tempo e informações para avaliar o compromisso financeiro. "Você tem um problema de design. A gente vê que parte da população está olhando para aquilo ali com um processo de 'qual é o valor da prestação que eu consigo pagar?', muito mais do que qual é a taxa de juros", afirmou durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Segundo Galípolo, entre os cerca de 100 milhões de brasileiros com dívidas no cartão de crédito, aproximadamente metade está sujeita a taxas próximas de 15% ao mês e tem uma parcela significativa da renda comprometida com esse tipo de dívida. Nesse cenário, afirmou, o consumidor tende a se preocupar mais com o valor da prestação que cabe no orçamento do que com os juros cobrados. "Por isso que, quando eu citei aqui no início, eu citei medidas de mais consciência e medidas que estão relacionadas a você criar algum atrito na experiência para você ter consciência, prevenção e combate a esse crédito que a gente chama aqui de predatório ou um crédito bastante agressivo", disse. Cartão de crédito é o 'vilão do endividamento' Atualmente, o cartão de crédito é uma das principais modalidades associadas ao endividamento das famílias. Um dos principais pontos de atenção é o crédito rotativo, usado quando o consumidor não paga o valor total da fatura. Em janeiro, os juros dessa modalidade chegaram a 425% ao ano, segundo o Banco Central. Nos 12 meses encerrados em janeiro, o saldo do crédito rotativo cresceu 31%, para R$ 84,8 bilhões. Foi a maior alta entre as modalidades de crédito livre para pessoas físicas no período. Enquanto isso, o endividamento também atingiu níveis recordes. Em fevereiro, as famílias comprometiam quase 30% da renda mensal com o pagamento de dívidas, segundo o Banco Central. Já o indicador de endividamento — que mede o total das dívidas em relação à renda acumulada em 12 meses — chegou a 50% da renda das famílias. Uma das medidas aguardadas por dirigentes do setor é uma alteração no chamado Fator de Ponderação de Risco (FPR) para operações de cartão de crédito e de empréstimo pessoal sem garantia, conhecido como crédito não consignado. O FPR é um parâmetro usado pelo Banco Central para calcular o risco das operações e, com base nisso, determinar quanto capital as instituições financeiras precisam manter para cobrir possíveis perdas. Uma mudança nesse fator pode alterar as condições de oferta dessas modalidades de crédito. Medidas em estudo Segundo Galípolo, o Banco Central analisa experiências internacionais para lidar com o superendividamento e com a oferta de crédito de alto custo. Uma das medidas em estudo é exigir que pessoas consideradas vulneráveis ou muito endividadas autorizem expressamente o recebimento de determinadas ofertas de empréstimos e financiamentos. Em vez de receber essas propostas automaticamente, o consumidor teria de autorizar o envio. O presidente do BC citou o caso de Singapura, onde a autoridade monetária estabelece critérios para definir quais consumidores podem receber ofertas de cartão de crédito. "Então, a gente tem um range [possibilidades, em português] bastante amplo aqui de situações, mas, de novo, a gente vai apresentar isso, não vai ser um bloco que vai ser de uma vez. A gente vai apresentar isso gradativamente", afirmou. Segundo Galípolo, a estratégia em estudo não se limita a mudanças nos juros. A autoridade também avalia medidas de prevenção, conscientização e alterações no processo de contratação para dificultar decisões impulsivas. O presidente do BC afirmou ainda que eventuais medidas precisam considerar o risco de deslocar a oferta de crédito para instituições financeiras não bancárias, conhecidas como NBFIs. Segundo ele, o uso de instrumentos macroprudenciais tradicionais pode restringir a oferta de crédito entre as instituições diretamente supervisionadas pelo BC e, ao mesmo tempo, deslocar a demanda para empresas sobre as quais a autoridade tem menor alcance regulatório. "Você corre o risco de apertar mais aonde você tem o seu perímetro de supervisão e gerar vazamentos para onde você tem menos alcance regulatório", disse. Questionado sobre o impacto das apostas esportivas (bets) no orçamento das famílias, Galípolo afirmou que o Banco Central acompanha estudos sobre os possíveis efeitos das apostas no consumo, na renda e no crédito. Ele ressaltou, porém, que a análise do BC se limita aos efeitos econômicos e financeiros do fenômeno e que a instituição não analisa as apostas sob a perspectiva de saúde pública ou de outros impactos sociais. A pergunta ocorre em um momento em que as bets têm sido associadas ao endividamento. Em junho de 2024, pesquisa do DataSenado mostrou que 42% dos brasileiros que disseram apostar estavam com contas atrasadas havia mais de 90 dias. Só no ano passado, as apostas online provocaram uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras, segundo a terceira edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com ministros do governo para discutir medidas de restrição às bets. Estavam presentes os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Bruno Moretti, do Orçamento e Planejamento; Wellignton César, da Justiça e Segurança Pública; Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação; e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo integrantes do governo que participaram da reunião no Palácio da Alvorada, o encontro não foi conclusivo. O presidente já decidiu que quer anunciar o fim das bets, mas há divisão na equipe entre uma proibição total das apostas e uma medida de alcance mais limitado, como vetar publicidade e proibir cassinos virtuais, como o "Jogo do Tigrinho".

Petroleiro iraniano Majestic X, apreendido pelo Exército dos Estados Unidos em abril em meio à guerra no Oriente Médio. Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA Três petroleiros ligados ao Irã apreendidos pelos Estados Unidos durante a guerra no Oriente Médio estavam navegando pelo oceano Atlântico nesta quinta-feira (24), segundo dados de rastreamento marítimo. As embarcações, juntas, estão transportando quase 6 milhões de barris de petróleo iraniano, afirmou o site de rastreamento de navios TankerTrackers. Duas delas foram vistas perto da costa norte do Brasil, segundo dados de localização. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As embarcações não tinham destino declarado, mas o TankerTrackers afirmou na quarta-feira que elas se dirigiam rumo aos Estados Unidos. No entanto, não havia indicação oficial até a última atualização desta reportagem de que os EUA seriam o destino final dos petroleiros. "Quase 6 milhões de barris (avaliados em cerca de US$ 600 milhões, R$ 3 bilhões) de petróleo bruto iraniano apreendido estão cruzando silenciosamente o oceano Atlântico em direção aos Estados Unidos", afirmou o site especializado. Agora no g1 As três embarcações estão sob sanções dos EUA como parte de programas destinados a limitar as exportações de petróleo do Irã. Elas foram apreendidas depois que os Estados Unidos iniciaram um bloqueio marítimo aos portos iranianos em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. Dois dos petroleiros, o Majestic X e o Tifani, apreendidos em abril pelos EUA, estão atualmente na costa norte do Brasil, de acordo com a plataforma de monitoramento Kpler. O terceiro petroleiro, o Lenore, entrou no oceano Atlântico na terça-feira, pelo Cabo da Boa Esperança, segundo seu rastreador GPS mostrado pela Kpler. Essa embarcação foi apreendida pelos Estados Unidos no início de junho, no oceano Índico. O Pentágono descreveu a apreensão desses navios como um esforço para "desmantelar redes ilícitas e interceptar embarcações sancionadas que fornecem apoio material ao Irã", em publicações feitas no X. À época, o governo Trump anunciou a apreensão dos petroleiros em suas redes sociais e canais oficiais. No entanto, não havia informado o destino das embarcações. A Casa Branca ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a acusação de apropriação do petróleo iraniano até a última atualização desta reportagem. Initial plugin text N Initial plugin text

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta quinta-feira (24) que, até o momento, as subvenções relativas aos combustíveis somam R$ 40 bilhões. As medidas vêm sendo implementadas ao longo do ano para atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio e permanecem em vigor. Segundo Moretti, desse total, R$ 25 bilhões já haviam sido incluídos em relatórios anteriores, R$ 10 bilhões decorrem de créditos extraordinários e R$ 5 bilhões correspondem a gastos futuros. ➡️O ministro informou ainda que a Medida Provisória (MP) que concede subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel perde a validade no próximo sábado (26), mas que a tendência é que o benefício seja incorporado a outra MP, que já autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o combustível. Agora no g1 De acordo com Moretti, uma proposta nesse sentido já foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a segunda MP não estabelece um limite para o subsídio, a ideia é incorporar os R$ 1,12 por litro à subvenção de R$1, elevando o valor total para R$ 2,12 por litro, o mesmo patamar atual. A medida valeria por 30 dias. 🔎 O que é subvenção e quando o governo começou a adotá-la? Subvenção é um subsídio pago pelo governo para reduzir ou compensar parte do custo de determinado produto. No caso dos combustíveis, os recursos são destinados a produtores e importadores, com o objetivo de fazer com que o benefício seja refletido nos preços e evitar que a alta do petróleo internacional seja integralmente repassada aos consumidores. O governo começou a adotar as subvenções aos combustíveis em março, após a escalada dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A primeira medida para o diesel previa R$ 0,32 por litro. Em abril, o pacote foi ampliado e, a partir de junho, passou a vigorar uma subvenção federal de R$ 1,12 por litro de diesel. O governo também adotou benefícios para gasolina, gás de cozinha e outros combustíveis. Parte das medidas chegou a ser retirada após a queda do petróleo, mas o governo voltou a ampliar os benefícios em setembro, diante de uma nova alta das cotações internacionais. Neste mês, foi criada uma subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel. Somada aos R$ 1,12 que já estavam em vigor, o benefício chegou aos atuais R$ 2,12 por litro. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP

Justiça libera funcionamento de supermercados em feriados sem negociação coletiva Reprodução/EPTV Mercados, supermercados e hipermercados poderão funcionar em feriados sem a necessidade de acordo ou convenção coletiva com os trabalhadores. A decisão provisória foi concedida pela desembargadora Mônica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em ação movida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a decisão, fica suspensa, para o setor supermercadista, a regra do Ministério do Trabalho que passou a exigir negociação entre sindicatos de trabalhadores e empregadores para o funcionamento em feriados. (entenda como funciona) Na prática, volta a valer temporariamente o modelo anterior, que permitia a abertura dos supermercados nessas datas sem a necessidade de negociação coletiva específica, até nova decisão da Justiça. A decisão ainda pode ser modificada durante o processo. Agora no g1 O que diz a decisão A ação foi apresentada pela ABRAS depois que a Justiça Federal de primeira instância negou o pedido para suspender a nova regra. A associação alegou que os supermercados foram retirados da lista de atividades com autorização permanente para funcionar em feriados, enquanto outros segmentos do comércio permaneceram autorizados. Segundo a entidade, não houve uma justificativa adequada para o tratamento diferente. Ao analisar o recurso, a desembargadora entendeu que havia elementos para suspender temporariamente a regra até que o caso seja analisado de forma mais aprofundada. Segundo ela, é necessário esclarecer por que os supermercados passaram a ter uma regra diferente da aplicada a outros setores do comércio. A decisão também considera possíveis efeitos práticos da mudança. Segundo a magistrada, a exigência de negociação coletiva pode dificultar o funcionamento dos supermercados em feriados, com impactos para empresas, trabalhadores e consumidores. A desembargadora também destacou o papel dos supermercados no abastecimento da população, já que esses estabelecimentos comercializam alimentos e outros produtos de primeira necessidade. Outro ponto considerado foi o fato de o setor funcionar há anos sob as regras anteriores. Para a magistrada, a mudança repentina justifica a manutenção temporária do modelo que já existia, até que o caso seja analisado de forma definitiva. O que dizem as partes Em nota enviada ao g1, o vice-presidente institucional da ABRAS, Márcio Milan, comemorou a decisão. “Finalmente foi reestabelecida a justiça com o reconhecimento da essencialidade dos supermercados e a isonomia perante os demais setores autorizados a funcionar de maneira permanente nos feriados sem necessidade de negociação coletiva", afirmou. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) criticou a decisão. Em nota, a entidade afirmou que recebeu com preocupação a suspensão da regra e o restabelecimento provisório da autorização para o funcionamento dos supermercados em feriados. Segundo a UGT, a negociação coletiva é uma garantia para os trabalhadores e permite discutir condições de trabalho, escalas e compensações para quem atua nessas datas. A entidade informou que pretende atuar junto à União e ao Ministério Público Federal (MPF) para tentar reverter a decisão. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que representa trabalhadores do comércio em âmbito nacional, incluindo empregados de mercados, supermercados e hipermercados, também afirmou que vê com preocupação a decisão do TRF-3. Para a entidade, a discussão não envolve apenas a possibilidade de funcionamento dos estabelecimentos nos feriados, mas também as condições oferecidas aos trabalhadores chamados a trabalhar nessas datas. Segundo a CNTC, a negociação coletiva permite discutir essas condições e buscar um equilíbrio entre o funcionamento das empresas e os direitos dos trabalhadores. A confederação informou que já havia solicitado ingresso na ação e que acompanha o processo para que a posição dos trabalhadores também seja considerada. A decisão do TRF-3 é provisória e pode ser reavaliada durante o processo. “Não somos contra o funcionamento dos supermercados. O que defendemos é que quem trabalha no feriado também seja ouvido. São trabalhadores que abrem mão do descanso e do convívio com suas famílias, e as condições desse trabalho precisam ser negociadas. É para construir esse equilíbrio que existe a negociação coletiva”, afirmou Lourival Figueiredo Melo, diretor-secretário-geral da CNTC. O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para saber qual é a avaliação da pasta sobre a decisão e se pretende adotar alguma medida no processo. Até a última atualização desta reportagem, o ministério não havia respondido. O que acontece agora A decisão não encerra a disputa judicial. A União ainda será ouvida no processo, e o Ministério Público Federal também deverá se manifestar. Depois dessas manifestações, o tribunal poderá reexaminar a liminar. Por enquanto, mercados, supermercados e hipermercados podem funcionar em feriados sem a exigência de acordo ou convenção coletiva prevista na nova regra. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Logo do Google exibido em um evento em Berlim, Alemanha. REUTERS/Lisi Niesner O Google anunciou nesta quinta-feira (24) que lançará um satélite protótipo na próxima semana. A ação marca o primeiro teste em órbita do Projeto Suncatcher, uma pesquisa que investiga se o espaço pode abrigar infraestruturas de processamento de inteligência artificial em grande escala. Empresas como SpaceX e Starcloud desenvolvem planos para instalar centros de dados na órbita baixa da Terra. O objetivo é aproveitar a luz solar de forma quase contínua para alimentar o alto consumo de energia exigido pela computação de IA, além de evitar restrições do suprimento elétrico terrestre. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova missão será realizada em parceria com a empresa de satélites Planet Labs, a bordo do voo compartilhado Transporter-18, da SpaceX. O teste vai avaliar como o hardware de IA do Google suporta as forças do lançamento, a radiação e as temperaturas extremas no espaço. Após o lançamento, o satélite protótipo equipado com as unidades de processamento de tensor (TPUs, na sigla em inglês) do Google será posicionado em órbita baixa para verificar se os chips operam com precisão no ambiente espacial. Agora no g1 A radiação espacial pode interromper ou danificar componentes eletrônicos, provocando erros de dados conhecidos como alteração de bits (bit flips). O Google informou que realizou testes em suas TPUs durante a execução de tarefas de IA em uma instalação na Universidade da Califórnia em Davis. No entanto, a empresa destacou que os testes orbitais são indispensáveis para entender o desempenho real do hardware no espaço. A missão também testará o sistema projetado para resfriar os chips de alta potência no vácuo espacial, onde o resfriamento convencional por fluxo de ar é inviável. O mecanismo combina tubos de calor com radiadores. Especialistas apontam que o conceito ainda está a anos de se tornar viável comercialmente, devido aos altos custos de lançamento, limitações de engenharia e gargalos na produção de satélites. Segundo o Google, esta primeira missão do Suncatcher tem como meta coletar dados em órbita e identificar possíveis pontos de falha, e não demonstrar um centro de dados orbital totalmente operacional. A empresa planeja lançar dois satélites em 2027 para testar conexões a laser de alta largura de banda, necessárias para interligar futuros clusters de computação.

A equipe econômica informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento de 2026 para incluir o reajuste dos benefícios do Bolsa Família, anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à corrida eleitoral. A informação consta do relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Com o aumento, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 em outubro. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, é de R$ 5,8 bilhões. Segundo o governo, a folga orçamentária para conceder o reajuste ao Bolsa Família em 2026 ocorre pela redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. Reajuste do Bolsa Família é aposta de Lula para mudar foco da eleição após crise no STF "Só liberamos o reajuste quando havia clareza que a despesa obrigatória [que abriu espaço para o aumento] seria projetada para baixo [neste ano]. Não estamos falando de cortar uma despesa, até porque se trata de uma despesa obrigatória, os benefícios do INSS. Se trata de reduzir a projeção, explicada pela melhor eficiência orçamentária", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Rombo maior ➡️Com os ajustes anunciados nesta quinta no orçamento, fruto de uma nova projeção para as receitas e despesas em todo este ano, o governo elevou sua estimativa de déficit nas suas contas de R$ 52 bilhões (0,38% do PIB) para R$ 80,9 bilhões (0,59% do PIB). ➡️Para evitar que a meta de resultado fiscal, de um déficit de até R$ 67,3 bilhões seja descumprida, foram contingenciados (despesas limitadas) R$ 13,6 bilhões. ➡️Com isso, a equipe econômica passou a estimar um rombo das contas do governo no limite fixado pelo arcabouço fiscal. Ajuste no orçamento Bolsa Familia Reprodução Ao todo, o documento divulgado pela área econômica indica a liberação de R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios. Isso porque a contenção total de recursos, que era de R$ 17,9 bilhões, recuou e passou para R$ 16,1 bilhões (valores que ainda seguem bloqueados). Esse ajuste no orçamento decorre de dois fatores: Liberação de R$ 15,5 bilhões do bloqueio que havia até então por conta do limite de gastos. O valor total recuou de R$ 17,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões; Contingenciamento (limitação de gastos) em R$ 13,6 bilhões pela necessidade de atingir a meta fiscal deste ano. O ministro Bruno Moretti informou, entretanto, que o valor de R$ 1,9 bilhão, em tese desbloqueado, não ficará disponível para gastos dos ministérios de imediato. "Por enquanto, não vou liberar agora. Vou examinar os pedidos dos órgãos. É prudente que a gente mantenha uma margem. Essa reserva é para atender aos pleitos entre um e outro relatório [orçamentário]. Há muitas demandas, vamos tomar decisões. Os recursos serão liberados se houver necessidade de fazê-lo", explicou o ministro do Planejamento. Entre os fatores que possibilitaram a eventual liberação de recursos ao orçamento, o Ministério do Planejamento informou que constam receitas adicionais de R$ 50 bilhões por conta da alta do petróleo - fruto da guerra no Oriente Médio - sem contar Imposto de Renda e CSLL.

Presidente chinês é recebido por Trump nos EUA antes de reunião oficial nesta quinta O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reúnem nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, em Washington, para discutir os próximos passos da relação entre as duas maiores economias do mundo. ➡️ A pauta inclui tarifas, terras raras, compras de produtos agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação e investimentos, além de questões geopolíticas como Taiwan e Irã. Qualquer mudança na relação entre Washington e Pequim pode reverberar no comércio global, afetando preços, cadeias de produção e empresas de diferentes países (Entenda porque o encontro acontece agora). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A relação comercial entre Estados Unidos e China passou por uma forte escalada nos últimos anos, com os dois países aumentando tarifas e adotando medidas de retaliação. Em 2025, as tarifas chegaram a níveis superiores a 100% em alguns produtos, antes que negociações levassem a uma trégua para reduzir a tensão e dar espaço a novos acordos. A trégua, que tinha prazo até novembro, foi prorrogada agora até 10 de janeiro de 2027. A extensão evita, por enquanto, uma nova escalada tarifária, mas não encerra as disputas entre Washington e Pequim. Agora, Washington e Pequim ainda precisam avançar em temas como o fornecimento de terras raras, as compras chinesas de produtos agrícolas americanos, a redução de tarifas sobre determinados produtos e as restrições ao comércio de tecnologia. Para o Brasil, dois setores concentram parte importante dos possíveis efeitos: o agronegócio, principalmente a soja, e a mineração, diante da busca internacional por fornecedores de terras raras fora da China. Trump e Xi nos Estados Unidos REUTERS Tarifas: uma trégua para ganhar tempo A guerra comercial entre Estados Unidos e China levou as tarifas dos dois lados para a casa dos três dígitos, antes das reduções negociadas posteriormente. ➡️ Um dos pontos em negociação é a retirada mútua de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis. A lista ainda não foi fechada, mas os dois lados discutem categorias como produtos agrícolas e energia dos EUA, além de bens de consumo e dispositivos médicos chineses. 🚢 A negociação também envolve as taxas portuárias impostas pelos dois países a navios ligados ao outro. Os EUA criaram cobranças para embarcações chinesas ou construídas na China que atracam em portos americanos, como parte de uma política para pressionar o setor naval chinês. Pequim respondeu com taxas sobre navios ligados aos EUA. As medidas foram suspensas por um ano no acordo comercial de 2025 e estão entre os pontos que precisam ser resolvidos nas novas negociações. 💰 Para outros países, inclusive o Brasil, mudanças nas rotas de comércio entre as duas maiores economias podem alterar a concorrência por mercados e fornecedores. Isso é especialmente relevante para produtos agrícolas e minerais. Terras raras: o trunfo da China As terras raras são um grupo de minerais usados em produtos como motores elétricos, eletrônicos, equipamentos de defesa, turbinas e componentes de alta tecnologia. A China domina boa parte dessa cadeia e tem usado controles de exportação como instrumento de pressão nas negociações com os Estados Unidos. O país responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, 85% do refino e 90% da produção de ligas e ímãs. O problema para os americanos não está apenas em encontrar minério. A concentração chinesa também ocorre nas etapas de processamento e fabricação de produtos derivados, o que torna mais difícil substituir rapidamente os fornecedores. Por isso, Washington busca garantir um fluxo mais previsível de minerais críticos enquanto tenta desenvolver alternativas à cadeia chinesa. É nesse ponto que o Brasil entra na equação. O país possui grandes recursos de terras raras, mas ainda tem uma participação pequena na produção e, principalmente, no processamento desses minerais. A tentativa de Estados Unidos e outros países de diversificar fornecedores pode aumentar o interesse por projetos brasileiros e abrir espaço para investimentos no setor. Nesse cenário, o Brasil também vem ampliando as conversas com outros parceiros para desenvolver o setor de terras raras, segundo o professor de Relações Internacionais da ESPM Roberto Uebel. “O Brasil tem buscado ao longo do ano diversificar parcerias no setor de terras raras, sobretudo com a União Europeia, Austrália e Canadá, justamente para diminuir a dependência e o risco dela com os EUA e a China.” Agro: a soja está no centro da disputa A agricultura é outro ponto em que a negociação interessa diretamente ao Brasil. A China é o maior comprador mundial de soja e compra grandes volumes tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Durante a guerra comercial, tarifas chinesas reduziram a competitividade da soja americana e favoreceram os embarques brasileiros. Agora, Pequim voltou a ampliar as compras dos Estados Unidos. ➡️ Como parte dos acordos anteriores, a China se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. Além disso, assumiu o compromisso de comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em outros produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, 2027 e 2028. As compras de soja americana já começaram a aumentar. Até 10 de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia confirmado a venda de quase 10 milhões de toneladas da safra atual para a China. O movimento não significa que a China deixará de comprar soja brasileira. O mercado chinês é grande o suficiente para absorver volumes dos dois países, e fatores como preço, frete, disponibilidade e período de colheita influenciam a escolha do fornecedor. Mas uma presença maior da soja americana aumenta a concorrência pelo mercado chinês e pode influenciar a formação dos preços internacionais, inclusive das cotações negociadas em Chicago. Para o produtor brasileiro, portanto, uma eventual ampliação dos compromissos entre Washington e Pequim pode mudar as condições de disputa por um dos principais mercados do agronegócio nacional. IA e chips: a disputa pela tecnologia A tecnologia também está no centro da relação econômica entre os dois países. Os Estados Unidos tentam limitar o acesso chinês a chips avançados e a tecnologias consideradas estratégicas para o desenvolvimento de inteligência artificial. Pequim, por sua vez, busca reduzir essas restrições e ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologia própria. ➡️ Uma das propostas em discussão é a criação de um canal direto entre os dois países para comunicação sobre incidentes graves envolvendo inteligência artificial. A medida teria como objetivo evitar que problemas relacionados ao uso da tecnologia provoquem uma escalada entre Washington e Pequim. Ao mesmo tempo, as restrições americanas sobre tecnologias avançadas continuam sendo um dos principais pontos de atrito. A disputa interessa ao restante do mundo porque chips, equipamentos de computação e sistemas de inteligência artificial estão espalhados por cadeias globais de produção. Mudanças nas regras de exportação podem afetar fabricantes, investimentos e fornecedores de tecnologia em outros países. Boeing, serviços e outros negócios A agenda econômica também inclui acordos empresariais. A China se comprometeu a avançar na compra de 200 aeronaves comerciais da Boeing produzidas nos Estados Unidos. Parte desse compromisso começou a avançar, mas a execução do acordo ainda é acompanhada pelos dois governos. Também estão em discussão serviços financeiros, investimentos e mecanismos para facilitar a relação comercial entre empresas dos dois países. São temas que mostram que a negociação vai além das tarifas. O objetivo é estabelecer regras para diferentes áreas da relação econômica enquanto os dois países tentam evitar uma nova escalada comercial. Por que o encontro acontece agora? A reunião ocorre durante a visita de Estado de Xi aos Estados Unidos, sua primeira ao país desde 2015. O líder chinês também está nos EUA no contexto da agenda da Assembleia Geral da ONU. Para Roberto Uebel, o momento da visita está mais relacionado à presença de Xi nos Estados Unidos por causa da agenda internacional do que a um cálculo específico ligado às eleições americanas, previstas para daqui a cerca de um mês e meio. Na avaliação do professor, o encontro também faz parte de uma tentativa de Trump de retomar uma estratégia de “minilateralismo”, baseada na construção de acordos e arranjos bilaterais entre países, em contraste com negociações mais amplas em organismos multilaterais (Voltar para cima).

O Banco Central informou nesta quinta-feira (24) que iniciou a avaliação sobre a viabilidade de interligar o PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com o chamado "TARGET Instant Payment Settlement (TIPS)" — serviço de liquidação de pagamentos instantâneos da Europa. "As instituições avaliarão aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio relacionados à interligação das duas infraestruturas públicas de pagamentos", informou o BC brasileiro. ➡️O Banco Central brasileiro não citou um prazo para que a interligação seja concluída e comece a ter efeitos práticos. "Considerando os significativos fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a área do euro, a interligação entre PIX e TIPS poderá contribuir para pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo entre as duas jurisdições", acrescentou a autoridade monetária. Não vamos ceder às pressões contra o pix, diz Lula na ONU As ligações do PIX com sistemas de outros países e blocos econômicos, segundo o BC, poderão: permitir a "realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos". tem o "potencial de reduzir custos, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações transfronteiriças, em linha com os objetivos do Plano de Ação do G20 para o Aprimoramento de Pagamentos Transfronteiriços". Segundo a autoridade monetária, o sistema europeu (TIPS) foi criado para ser uma infraestrutura pan-europeia de liquidação instantânea em moeda de banco central, operando atualmente com o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa, com expansão prevista para outras moedas do Espaço Econômico Europeu. "A análise da interligação com o PIX se somará aos trabalhos em curso do Eurosistema para conectar o TIPS a outras infraestruturas de pagamentos instantâneos, incluindo o Nexus e os sistemas de pagamentos da Índia e da Suíça", acrescentou a autoridade monetária. De acordo com o BC, a iniciativa integra a agenda evolutiva do PIX e os esforços da instituição de interligar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos com infraestruturas similares multilaterais e de outras jurisdições. Ligação com sistema europeu tem potencial de 'reduzir custos e aumentar a velocidade'. ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,48% nesta quinta-feira (24), cotado a R$ 5,1930. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,99%, aos 183.966 pontos. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e a expectativa de uma nova extensão da trégua tarifária entre Estados Unidos e China ficaram no foco dos investidores. Enquanto isso, as incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã impulsionaram o petróleo e também mexeram com os mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A reunião entre Trump e Xi dominou as atenções nesta quinta-feira. Além de sinalizarem abertura para prorrogar a trégua comercial ou avançar em um acordo mais amplo, os líderes discutem temas como terras raras, tarifas, agro e inteligência artificial. ▶️ Os investidores também monitoraram as tensões entre EUA e Irã. Após Trump afirmar que poderia "aniquilar" o país, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que Teerã não se renderá. Apesar da troca de ameaças, uma solução diplomática ainda é considerada. O cenário fez os preços do petróleo voltarerm a subir. Perto das 17h o barril do Brent, referência internacional, subia 4,26%, cotado a US$ 107,34. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,29%, a US$ 95,19 o barril. ▶️ No Brasil, o foco ficou com o relatório de política monetária do Banco Central. A instituição reduziu a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2% para 1,8%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,95%; Acumulado do mês: +0,26%; Acumulado do ano: -5,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,68% Acumulado do mês: +3,69%; Acumulado do ano: +14,18%. Encontro entre Trump e Xi Jinping O encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping é o principal destaque desta quinta-feira. Na véspera, o presidente americano afirmou que a inteligência artificial será o "grande tema" da reunião que terá com o líder chinês. "Um dia importante com o Presidente Xi, da China. A Superinteligência (SI) será um grande tema de discussão, mas quero deixá-la exatamente onde está. Essa também é a posição da China. Nossa salvaguarda é o Departamento de Justiça!", afirmou Trump em sua rede social Truth Social. Nas últimas semanas, o presidente norte-americano tem defendido o avanço da inteligência artificial a despeito dos apelos de CEOs e representantes das principais empresas de IA de que é preciso desacelerar o desenvolvimento da tecnologia sob risco de que a humanidade seja aniquilada. O principal argumento de Trump para ir na contramão da indústria é o temor de que a China ultrapasse os EUA no campo das IAs. A IA surgiu como um campo de batalha fundamental entre os dois países, com ambos os lados demonstrando pouco interesse em desacelerar, apesar dos alertas de CEOs do setor de tecnologia sobre as ameaças que uma IA fora de controle poderia representar para a humanidade. Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede 'cautela extrema' aos EUA sobre Taiwan Além disso, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou na quarta-feira (23) que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. EUA e Irã também ficam no radar Após sinais de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã, a retórica entre os dois países voltou a endurecer. Na véspera, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno". Trump também defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Segundo o republicano, ele tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. O presidente do Irã, por sua vez, respondeu às ameaças de Trump. Pela primeira vez na história da ONU, o presidente de um país em guerra com os Estados Unidos viajou até Nova York para discursar na Assembleia Geral. Masoud Pezeshkian chegou sob um forte esquema de segurança. Do lado de fora, manifestantes protestaram contra o regime iraniano. Pezeshkian disse que mudou o discurso que tinha preparado depois que o presidente dos Estados Unidos descreveu o Irã como terrorista e afirmou: “Nós somos vítimas de terrorismo. Nosso estimado líder supremo foi assassinado sem qualquer base legal ou motivo”. Na sequência, mostrou fotos de crianças que, segundo ele, foram mortas em um bombardeio dos Estados Unidos e de Israel a uma escola. Neste momento, a delegação americana abandonou o plenário. O presidente iraniano defendeu que o país tenha armas nucleares para se proteger e, em uma resposta a Trump — que no discurso de segunda-feira (22) ameaçou aniquilar o Irã —, Pezeshkian afirmou que a tática de intimidação não vai funcionar. Encerrou dizendo: “Jamais curvaremos a cabeça ou nos ajoelharemos. Estamos prontos para o diálogo, a diplomacia e as negociações, mas jamais aceitaremos a linguagem da força”. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos recuaram nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Oriente Médio impulsionavam os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries). O Dow Jones caiu 0,31%, o S&P 500 recuou 0,04% e o Nasdaq Composite teve variação positiva de 0,01%. Na Europa, os principais mercados acionários fecharam em queda, em meio ao enfraquecimento das expectativas em relação às negociações entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,6%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,57%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,52% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,24%. Na Ásia, as ações chinesas registraram a maior queda diária em um mês, em meio às expectativas para o encontro entre os presidentes Trump e Xi, em Washington. O SSEC, índice de Xangai, caiu 1,22%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 1,73% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,29%. Entre os demais índices, o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90% e o Nikkei, do Japão, avançou 0,76%.* Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família A Caixa Econômica Federal decidiu acionar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve dos funcionários, que chega ao 15º dia nesta quinta-feira (24). O banco vai pedir a abertura de um dissídio coletivo após uma tentativa de conciliação com os trabalhadores terminar sem acordo na quarta-feira (23). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a Caixa afirmou que manteve diálogo com os empregados e as entidades representativas durante as negociações e que apresentou diferentes propostas ao longo do processo. Segundo o banco, as ofertas incorporaram demandas dos trabalhadores, mas não foi possível chegar a um consenso. A Caixa disse que busca, com o processo no TST, uma solução institucional que garanta “segurança jurídica e previsibilidade” para as partes. O banco também afirmou que manterá o diálogo com os empregados e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho. O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Com a paralisação, como ficam as contas e os pagamentos dos benefícios sociais, como o Bolsa Família? Consumidor deve continuar pagando normalmente Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros. O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone. E se não conseguir pagar por causa da greve? Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais. O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância. Por outro lado, se o cliente conseguir demonstrar que tentou pagar dentro do prazo e que isso se tornou impossível por uma circunstância relacionada à indisponibilidade do serviço bancário, poderá contestar multa, juros e outros efeitos da mora. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. Como ficam os pagamentos do Bolsa Família? Também são interrompidos? Mesmo com a greve dos bancários, os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente, segundo o banco. A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Ford Ranger Black Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta-feira (24) mais um recall da Ranger. O chamado envolve os modelos 2027 com motor 2.0 turbodiesel. Segundo a marca, pode haver uma falha de fabricação no conjunto do tubo de saída do cilindro mestre do freio, que pode apresentar vazamento do fluido. De acordo com a Ford, o vazamento de fluido de freio pode fazer com que a luz indicadora do nível do fluido se acenda no painel do veículo. Nesses casos, o condutor notará a necessidade de aplicar um esforço maior ao acionar o pedal de freio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O defeito provoca a redução da capacidade de frenagem do automóvel, aumentando a distância necessária para que a picape pare completamente. A situação, segundo comunicado da Ford, eleva o risco de acidentes com possíveis danos físicos e até lesões fatais aos ocupantes e a terceiros. Agora no g1 A campanha abrange unidades fabricadas no dia 1º de junho de 2026. Os veículos afetados possuem os oito últimos dígitos do chassi identificados pelas sequências: 8AFBR01N9VJ053525; 8AFBR01N7VJ055080; 8AFBR00N5VJ053264. O serviço oferecido na rede autorizada consiste na inspeção e, caso seja necessário, na substituição gratuita do conjunto do tubo de saída do cilindro mestre. O tempo estimado de atendimento é de aproximadamente uma hora, podendo variar de acordo com o fluxo da concessionária. Os reparos nas oficinas começam no dia 8 de outubro de 2026.
O Banco Central (BC) reduziu sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 2% para 1,8%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (24).
Com isso, a autoridade monetária estima desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
🔎O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Agora no g1
De acordo com o BC, a queda na estimativa de alta do PIB deste ano incorpora os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que sugerem atividade mais fraca do que o previsto anteriormente, e, também, quanto uma "composição menos favorável do crescimento no segundo trimestre".
"Embora o resultado agregado do PIB tenha superado ligeiramente o esperado, as surpresas positivas concentraram-se em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, notadamente a agropecuária e a indústria extrativa. Os setores mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias, por sua vez, surpreenderam em sentido oposto", acrescentou o BC.
Nova desaceleração em 2027
➡️Para o ano de 2027, o primeiro de um novo mandato presidencial, o Banco Central estima nova redução no ritmo de crescimento da economia brasileira.
A instituição prevê alta de 1,4% para o Produto Interno Bruto no próximo ano com "expectativa de expansão moderada tanto nos componentes da oferta quanto na demanda".
"A projeção considera a manutenção da política monetária em terreno contracionista [juros altos], a reduzida ociosidade dos fatores de produção, o cenário externo ainda bastante incerto e a diminuição dos impulsos fiscal e creditício. Espera-se, ainda, contribuição mais limitada da agropecuária e da indústria extrativa para o crescimento", informou o BC.
Cenário da economia
➡️A revisão acontece em um cenário de juros ainda altos para tentar conter a atividade econômica e, por consequência, a inflação do país — com objetivo de atingir as metas fixadas. Após cinco cortes seguidos, a taxa básica da economia está em 13,75% ao ano. Mesmo assim, é um dos níveis mais altos do planeta em termos reais.
➡️Ocorre também, apesar de o governo, em um ano eleitoral, ter lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas.
Problemas orçamentários
➡️A desaceleração na economia neste ano e no próximo tende a criar, também, problemas orçamentários para o governo devido ao seu efeito de diminuir a arrecadação de impostos e contribuições federais.
➡️No projeto de lei orçamentária de 2027, enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, a equipe econômica estimou que o PIB deverá crescer 2,46% no ano que vem.
Esse também é um dos motivos para a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projetou ter projetado, para o próximo ano, um déficit nas contas do governo da ordem de R$ 86,1 bilhões - enquanto o governo estima saldo positivo de R$ 18,6 bilhões.
"Onde reside a divergência? Primeiro, nos parâmetros macroeconômicos. O PLOA [projeto de lei orçamentária] 2027 ancora-se em uma projeção de expansão do PIB de 2,5%, a IFI projeta um crescimento de 1,8% e o Boletim Focus [mercado financeiro], 1,5%. Isso tem profundas implicações no dimensionamento das receitas públicas: mais ou menos crescimento econômico, mais ou menos recursos disponíveis para financiar a máquina e as políticas públicas", disse o órgão do Senado Federal.
Por conta disso, a IFI avaliou que o governo eleito terá de realizar um bloqueio de gastos no início do próximo ano para tentar atingir a meta de superávit nas suas contas.

Sarah e Geoff Moorhouse têm o aval da filha, Poppy, para gastar todo o dinheiro que têm Sarah Moorhouse via BBC Aos 64 anos, Sarah Moorhouse aproveita a aposentadoria usando sua previdência privada "para viajar e fazer o que gosta quando tem vontade". Enquanto outros aposentados com uma renda mensal razoável talvez prefiram economizar e deixar uma herança para os filhos, ela e o marido, Geoff, preferem gastar o dinheiro aproveitando a vida ao máximo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Adoramos viajar para a Escócia", diz Sarah, que trabalhou como administradora de uma escola. "Estivemos em Cambridgeshire, que achamos lindo. Vamos com frequência para uma casa de campo no Lake District, e estamos planejando ir para Norfolk." Agora no g1 O casal viaja quatro ou cinco vezes por ano e gasta centenas de libras a cada viagem. Para Sarah, "só se vive uma vez". Recentemente, eles venderam seu clássico conversível Sunbeam Alpine para trocá-lo por um Mazda MX-5, um modelo mais moderno, esportivo e de dois lugares. "Cheguei a uma idade em que vou a funerais de amigos e conhecidos, e acho que é preciso viver a vida e aproveitá-la enquanto for possível, porque ela é um bem muito precioso", afirma. O casal trocou o antigo Sunbeam Alpine (foto de arquivo) por um carro mais moderno, um Mazda MX-5 Getty Images via BBC Sarah e Geoff fazem parte de uma tendência que vem ganhando força em vários países: gastar o próprio dinheiro durante a aposentadoria, em vez de guardar patrimônio para deixar aos filhos. Segundo um relatório divulgado em março pela empresa de previdência Standard Life, 15% dos pais britânicos com filhos de todas as idades planejam priorizar aproveitar o próprio dinheiro durante a aposentadoria em vez de deixar uma herança. Nos Estados Unidos, caiu para 20% no ano passado o percentual de pessoas que esperavam receber uma herança dos pais, ante 25% que previam receber esse dinheiro em 2024, segundo um estudo da empresa de serviços financeiros Northwestern Mutual. 'É uma loucura esperar receber uma herança' Cada vez mais pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido dizem não esperar receber uma herança getty images via BBC Sarah e Geoff têm duas filhas adultas. Uma delas, Poppy, disse à BBC que fica feliz que os pais saiam e aproveitem a vida. Ela rejeita completamente a ideia de que ela e a irmã devam esperar receber uma herança. "Para mim, isso é uma loucura. Nunca passou pela minha cabeça que eu receberia dinheiro quando meus pais morressem. Prefiro mil vezes que eles façam o que quiserem." Mike Ambery, diretor de aposentadoria e poupança da Standard Life, acredita que o crescimento dessa tendência no Reino Unido está relacionado ao desaparecimento dos planos de aposentadoria baseados no salário final, que garantem pagamentos mensais durante toda a vida do aposentado. Em vez disso, cada vez mais pessoas no Reino Unido contam com planos de contribuição definida, cujos recursos podem acabar. Ambery acredita que é mais fácil deixar uma herança quando se sabe que a renda da aposentadoria vai durar até a morte. Ele também diz que os aposentados querem simplesmente aproveitar a vida depois de anos de trabalho. "É simplesmente se permitir alguns pequenos prazeres para aproveitar a vida. Sejamos realistas: a vida profissional pode ser muito dura para algumas pessoas." É claro que nem todos os aposentados têm uma boa situação financeira. No Reino Unido, 16% da população aposentada vive na pobreza, segundo a organização beneficente Joseph Rowntree Foundation. Nos Estados Unidos, a taxa é de 15,4%, segundo dados divulgados recentemente. Ao mesmo tempo, segundo o Institute for Fiscal Studies, um centro de estudos britânico, a renda disponível dos aposentados no Reino Unido — excluídos os gastos com moradia — aumentou mais nas últimas três décadas do que a das pessoas que ainda não estão aposentadas. Para muitas pessoas, a aposentadoria está se tornando uma oportunidade de aproveitar a vida depois de uma longa carreira Getty Images via BBC Segundo dados oficiais, cerca de 69% dos aposentados no Reino Unido têm uma previdência privada além da aposentadoria pública. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 56%. 'Estou gastando tudo' Karen Green, de 60 anos, diz que sempre foi muito sincera com os filhos. "Fui bem clara ao dizer a eles que provavelmente não vou deixar uma herança, porque imagino que vou gastar tudo." Karen Green avisou aos filhos que pode ser que não sobre dinheiro para eles herdarem Karen Green Natural de Berkshire, Karen vive em Provença, no sul da França, há 11 anos e gasta mais de US$ 13 mil (R$ 67 mil) por ano em viagens. "Este ano vou fazer um retiro de ioga. Fiz um em março, no Marrocos", conta. "Depois, entre outubro e novembro, vou para o Vietnã e Laos fazer uma pequena viagem." Ela se considera semiaposentada e complementa a aposentadoria privada com alguns trabalhos de consultoria empresarial — atividade que exercia em tempo integral. Ela diz que sua renda mensal também é praticamente a mesma de quando trabalhava em período integral. Além da aposentadoria e da renda dos trabalhos extras, 40% de seus recursos vêm do aluguel de um imóvel. Karen diz que não se considera uma "gastadora", mas que gosta de "encontrar boas ofertas". Assim como Sarah Moorhouse, ela só poderá receber a aposentadoria pública britânica aos 67 anos. Atualmente, o benefício básico é de US$ 16,7 mil (R$ 86 mil) por ano para quem atingiu a idade de aposentadoria pública depois de abril de 2016, mas o valor deve aumentar no próximo ano. Nos Estados Unidos, por outro lado, os aposentados recebem benefícios públicos conhecidos como Social Security. O valor máximo anual para quem se aposenta aos 67 anos, considerada a idade de aposentadoria integral, é de US$ 49.824 (cerca de R$ 257 mil). A partir dos 62 anos, porém, é possível optar por receber um benefício menor. Matthew Loveless, vice-presidente da Northwestern Mutual, empresa sediada em Ohio, nos EUA, afirma que os aposentados precisam ser sinceros com os filhos adultos, já que alguns podem estar contando com uma herança da qual pretendem depender. Sarah diz que, apesar dos gastos, pretende deixar alguma coisa para os filhos. Enquanto isso, já está planejando as próximas férias. "Trabalhei duro a vida toda e acho que mereço ter um pouco de tempo livre e poder fazer coisas de que gosto." Com informações de Miguel Roca-Terry.

IBGE aponta que a formalização de quem trabalha por conta própria bate recorde O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prepara a inclusão de uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A mudança está sendo desenvolvida como parte da revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais (SCN), e os primeiros resultados da nova metodologia estão previstos para ser divulgados em 2028. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança não significa que o IBGE passará a considerar o tráfico de drogas uma atividade legal ou que passará a medir crimes em geral. O objetivo é estimar uma atividade econômica que efetivamente movimenta dinheiro e, dessa forma, evitar que parte da produção, da renda e dos gastos realizados no país fique fora das estatísticas econômicas. 🔎 O Reino Unido, por exemplo, passou a incluir estimativas sobre drogas ilícitas em suas Contas Nacionais em 2014. França, Alemanha, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Hungria estão entre os países que também adotam a metodologia europeia. tabela ibge Por que uma atividade ilegal entra no cálculo do PIB? O instituto começou a discutir como estimar esse mercado em 2019 e realizou uma primeira estimativa-teste em 2021. Desde então, os estudos e os testes metodológicos continuam. A inclusão fará parte da próxima revisão estrutural das Contas Nacionais, processo que o IBGE realiza aproximadamente a cada 10 anos. O PIB mede o valor dos bens e serviços produzidos em uma economia em determinado período. Nas Contas Nacionais, o critério não é simplesmente saber se uma atividade é permitida ou proibida pela legislação. As regras internacionais preveem que, quando há uma transação econômica voluntária entre comprador e vendedor, ela pode entrar nas contas mesmo que o bem ou serviço comercializado seja ilegal. É o caso da compra e venda de drogas: embora a produção e o comércio sejam proibidos, existe uma transação de mercado entre quem vende e quem compra. Segundo os manuais internacionais consultados pelo IBGE, como o System of National Accounts (SNA), publicado pela ONU, e o "Handbook on the compilation of statistics on illegal economic activities in national accounts and balance of payments", deixar essas operações completamente fora das contas pode produzir distorções em outras partes das estatísticas. Um exemplo é o cálculo da poupança das famílias. Se uma família gasta dinheiro na compra de um produto ilegal e esse gasto não é registrado, as contas podem dar a impressão de que aquele dinheiro permaneceu com a família. Na prática, ele foi gasto. O resultado é uma possível superestimativa da poupança e uma inconsistência entre as diferentes contas econômicas. 🔎 No caso do Brasil, o IBGE informou em nota que incluirá a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB. Entretanto, os materiais internacionais nos quais o instituto se baseia tratam de três tipos de atividades ilícitas: drogas, prostituição e contrabando. Questionado, o IBGE não explicou se levará em consideração somente as drogas ou também as outras duas atividades. Como o IBGE pretende calcular o tamanho desse mercado? O cálculo não parte simplesmente da quantidade de drogas apreendida pela polícia. A metodologia internacional recomenda começar principalmente pelo lado da demanda, ou seja, tentar estimar quanto é consumido. Isso acontece porque é muito difícil observar diretamente a produção e a venda em um mercado ilegal. Produtores e traficantes têm incentivo para esconder suas atividades. Já as informações sobre consumo podem ser obtidas por meio de pesquisas e de outras estatísticas disponíveis. De forma simplificada, a estimativa parte de três elementos: Número de usuários × consumo médio por usuário × preço de venda = estimativa do gasto dos consumidores. A partir daí, o cálculo precisa estimar como esse consumo é abastecido: quanto vem da produção nacional e quanto corresponde a drogas que entram no território brasileiro por meio de importações ilegais. Também é necessário estimar os custos envolvidos na atividade. Isso permite chegar ao chamado Valor Adicionado Bruto (VAB), que mede quanto uma atividade efetivamente acrescenta à economia depois de descontados os bens e serviços utilizados na produção. Agentes do IBGE Reprodução

Falsos humanos são construídos com ferramentas de IA e atuam com produção em escala industrial, com roteiros adaptados para diferentes idiomas Reprodução / TikTok "Ela não existe, mas paga meu cartão todo mês". "Tenho um plano infalível para o milhão". As frases, retiradas de tutoriais publicados nas redes sociais, expõem a engrenagem de um mercado em ascensão no Brasil e no mundo: o dos avatares gerados por inteligência artificial (IA). Embora não existam no mundo real, esses personagens hiper-realistas acumulam milhares de seguidores em redes como TikTok, Youtube e Instagram, atuando como vendedores, influenciadores e até falsos especialistas, transformando canais automatizados em um negócio lucrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os produtores ganham dinheiro de diferentes formas: monetização de vídeos, comissões sobre vendas em marketplaces, divulgação de produtos digitais e até a valorização de perfis que posteriormente podem ser revendidos ou utilizados para outros objetivos em razão do alto engajamento. Diferentemente dos chatbots, os influenciadores de IA simulam pessoas reais e interações humanas em vídeos, lives e anúncios. Em alguns casos, promovem produtos de saúde, oferecem conselhos ou divulgam tratamentos sem comprovação científica. Agora no g1 Fernando Ferreira, pesquisador do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em IA, explica que a estratégia consiste em converter a atenção dos usuários em receita. Com o suporte dos algoritmos, que direcionam os vídeos a públicos específicos, a produção desses avatares chega justamente a usuários que procuram respostas para problemas específicos ou demonstram interesse em determinados temas. Já com ferramentas de automação cada vez mais acessíveis, a produção ganhou escala industrial. "Antes a automação era só um ato de curtir, compartilhar, agora pode dar voz, pode dar imagem, então isso é uma coisa mais personalizada e mais difícil ainda do usuário conseguir identificar que aquilo é realmente uma campanha, por exemplo, alguma coisa nesse sentido", afirma Ferreira. Da saúde ao entretenimento infantil Mapeamentos realizados pela organização Ctrl Z mostram que os nichos de atuação variam de conteúdos históricos (como o período escravocrata) e infantis a narrativas apelativas, como a de um suposto fazendeiro viúvo em busca de uma esposa. No entanto, a manipulação de sentimentos básicos é o elemento comum a todos eles. "Todos eles, de algum jeito, têm uma coisa muito em comum que é mexer com o medo das pessoas, com a curiosidade, com a esperança. Nos de saúde tem essa coisa do senso de urgência. Tipo: faça isso agora, não faça isso, compartilhe com alguém", aponta Luã Cruz, diretor de litigância da Ctrl Z. Segundo Cruz, a produção em massa utiliza o mesmo roteiro traduzido para diferentes idiomas e encenado por dezenas de avatares sintéticos. Em tutoriais publicados nas plataformas, criadores desses perfis citam que um único roteiro pode ser traduzido e encenado por 20 avatares diferentes para atingir países e públicos distintos. No YouTube, por exemplo, a estratégia serve também para cumprir os requisitos de monetização (como as 4 mil horas de exibição exigidas e mil inscritos) por meio do envio massivo de vídeos genéricos conhecidos como slop – conteúdos de baixa qualidade gerados por IA. Para Cruz, o slop não necessariamente é esteticamente ruim, mas são "IAs mal feitas" em relação às informações, com erros históricos e desinformação, e que utilizam conteúdos sensacionalistas para atrair públicos vulneráveis. Atingida a meta, o canal pode ser redirecionado para outros nichos, com aposta em infoprodutos (como a venda de ebooks de receitas para curar determinadas doenças) ou até vendido para uso em campanhas políticas. O impacto mais grave, contudo, recai sobre a saúde. "Vemos uma série de comentários de pessoas que de fato existem e que falam que estão seguindo aquele tratamento, que abandonaram o tratamento tradicional para seguir, enfim, aquele tratamento que [a IA] sugere", diz o integrante da Ctrl Z. A ilusão da hiper-realidade Se antes imperfeições em mãos, vozes robotizadas ou cenários distorcidos denunciavam a natureza sintética do vídeo, o avanço tecnológico reduziu drasticamente essas falhas. Diante de conteúdos consumidos em telas pequenas de celular, os especialistas dizem que transferir ao usuário a responsabilidade de checar a veracidade do material tornou-se inviável. "Em um olhar mais atento ainda conseguimos ver se há sincronia entre a voz e a boca. São imagens muito brilhantes, é uma coisa ainda um pouco robotizada, menos do que já foi, mas ainda tem uma coisa meio robotizada. Mas são coisas muito imperceptíveis", diz Cruz. "Cada vez vai estar melhor. Tem alguns detalhes, como observar um texto que não fica bem formatado no fundo, coisas milagrosas também. Uma pessoa que você nunca viu na vida e agora virou um influenciador", diz Ferreira. Mas ele pondera: "acho que a responsabilidade não é do usuário final. A gente tem que entrar em uma maneira de monitoramento e de clara intenção das plataformas de indicar que aquilo ali é um conteúdo de IA". Os especialistas defendem uma sinalização obrigatória (e em destaque) para esse tipo de conteúdo, além de uma atuação das plataformas na moderação de conteúdos monetizados que são gerados por IA para proteger os usuários de manipulações e evitar crimes. Para os especialistas, a responsabilização deve recair sobre as empresas de tecnologia. Atualmente, a maioria das plataformas exige apenas uma autodeclaração do criador indicando o uso de IA, sem mecanismos de verificação eficazes. "A plataforma em si não é responsabilizada se está vinculando o conteúdo porque ela diz: ‘eu não tenho como saber, quem tem que dizer é o usuário'. Mas quem está fazendo a divulgação, quem está fazendo o canal é a própria plataforma. A ação de recomendação do conteúdo é da plataforma. A plataforma tende a passar a responsabilidade para a ponta, e dizer assim: ‘eu me protejo disso dizendo que ele não pode fazer, mas se ele faz e eu recomendo, paciência'. Então é esse o problema", afirma Ferreira. Crimes e relações no ambiente digital Do ponto de vista jurídico, o uso de ferramentas avançadas não isenta os criadores de responsabilidade criminal. A advogada e especialista em cibersegurança Gisele Kauer destaca que a atuação de perfis sintéticos pode se enquadrar da mesma forma em crimes já previstos no Código Penal Brasileiro, como estelionato, fraude, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. "O crime continua sendo crime independente do meio utilizado." Além dos impactos financeiros e jurídicos, a proliferação desses avatares hiper-realistas criados por inteligência artificial transforma a percepção da realidade. Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e que lidera um grupo que pesquisa intimidade artificial, aponta que a criação de padrões estéticos inalcançáveis e de interações afetivas simuladas pode aprofundar a insegurança humana, afetando tanto quem consome o conteúdo, como também quem produz. Para ele, a IA é uma "caixa de multiversos" capaz de fabricar realidades paralelas que intensificam distorções sociais já iniciadas pelas redes sociais, como no caso dos famosos filtros utilizados em fotos. "Começamos a criar realidades que são verossímeis, que poderiam ser possíveis, mas que não são. E isso traz uma certa insegurança, um certo desejo muito maior do que a gente tinha antes", diz o professor e pesquisador. "Temos modelos, influencers, com um corpo perfeito que é anatomicamente quase impossível chegar nele, tudo feito por inteligência artificial. Então, se a gente já se comparava com uma realidade produzida por pessoas que eram reais, imagina com uma questão sintética?", indaga ele. Para a advogada, o problema não é o uso de personagens de IA em si para ganhar dinheiro, mas a utilização deles para induzir usuários ao erro e obter vantagens financeiras ilícitas. O que dizem as plataformas Procurado, o YouTube informou que todo conteúdo na rede, incluindo o gerado por IA, deve seguir as diretrizes da comunidade, o que inclui regras contra desinformação médica, que proíbem dados incorretos capazes de gerar danos à saúde. A plataforma também disse que exige que criadores divulguem o uso de mídia alterada ou sintética fotorrealista e que insere rótulos nesses vídeos para alertar os espectadores. "Embora dependamos da autodivulgação do criador, o YouTube usa tecnologia e análise humana para identificar conteúdos que deveriam ter sido rotulados, mas não foram", afirmou a empresa, ressaltando que pode aplicar os avisos de forma proativa nos casos em que o criador não faz a autodeclaração. O Youtube diz, ainda, que materiais que violam as diretrizes estão sujeitos à remoção e que o descumprimento recorrente pode levar à exclusão do conteúdo e à suspensão do canal do seu programa de parcerias (YPP). O TikTok, em resposta à DW Brasil, também afirmou que exige que criadores sinalizem conteúdos gerados por IA e disse que proíbe vídeos que induzam o público ao erro. A plataforma disse também disponibilizar rótulos para informar aos espectadores quando um conteúdo foi criado com o uso de IA. Já em relação à monetização, o TikTok afirma que perfis que violarem as regras podem ter a conta removida de forma permanente ou temporária do Programa de Recompensas do Criador, dependendo da gravidade da violação. A Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, informou que não iria comentar.

Urna eletrônica para votação de eleitores na eleição suplementar 2026 em Roraima TRE-RR/Divulgação Com a chegada das Eleições 2026 em outubro, o debate político pode chegar à rotina profissional. Embora a liberdade de expressão seja garantida pela Constituição Federal de 1988, é preciso ter cuidado para não ultrapassar alguns limites. A manifestação de opiniões políticas pode afetar a convivência entre colegas e, em determinadas situações, prejudicar o relacionamento entre equipes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, as eleições podem intensificar conflitos porque as discussões políticas não envolvem apenas candidatos ou partidos. Elas também estão relacionadas a valores, crenças, identidade e visão de mundo. Manifestar apoio a candidatos é permitido, mas a convivência profissional exige respeito e atenção para evitar que divergências se transformem em ofensas, discriminação, assédio ou outros problemas no ambiente de trabalho. Agora no g1 🤔 Mas é possível discutir política de forma saudável no trabalho? Para os especialistas, o principal é respeitar os limites do outro e separar a divergência de ideias das relações profissionais. Respeito acima de tudo Para Juliana Sardinha, diretora de Diálogos Organizacionais da ABRH Brasil, o período eleitoral tende a intensificar conflitos porque muitas pessoas associam posicionamentos políticos à própria identidade. Em ambientes polarizados, segundo ela, uma divergência pode levar colegas a enxergar uns aos outros a partir de rótulos. Isso pode se manifestar em piadas, provocações, comentários durante o almoço, mensagens em grupos de WhatsApp e no compartilhamento de conteúdos políticos. O problema começa quando deixamos de discordar de uma ideia e passamos a desqualificar a pessoa que pensa diferente." A especialista afirma que descobrir que um colega ou chefe tem uma posição política diferente não deve impedir a convivência profissional. “Conviver não significa concordar”, afirma Juliana. Ela recomenda evitar suposições sobre alguém com base em sua posição política e respeitar quem não quiser participar de conversas sobre o tema. Outra orientação é substituir a tentativa de convencimento pela curiosidade: fazer perguntas e buscar compreender o ponto de vista do outro. Segundo Juliana, a conversa deixa de ser saudável quando surgem ironias, ataques pessoais, humilhações, generalizações ou insistência em convencer alguém que já demonstrou não querer continuar o debate. Quando a empresa deve intervir? Quando as divergências passam a afetar a colaboração, a confiança ou o desempenho da equipe, a situação deixa de ser apenas uma questão pessoal e exige atenção da empresa. Nesses casos, o setor de Recursos Humanos (RH) deve se concentrar nos comportamentos e em seus impactos. Além disso, manifestações políticas feitas por gestores podem ter peso diferente devido à relação de poder com os subordinados. Por isso, o uso da posição hierárquica para influenciar escolhas políticas deve ser evitado. Caso um trabalhador se sinta pressionado ou hostilizado por causa de seu posicionamento político, a orientação é registrar o ocorrido e procurar os canais internos da empresa. (entenda o que é assédio eleitoral e como denunciar) Para a especialista, as organizações não precisam proibir conversas sobre política, mas devem estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja constrangido a expor suas preferências políticas ou participar de discussões que causem desconforto. “O objetivo de um ambiente de trabalho saudável não é fazer todo mundo pensar igual. É garantir que pessoas com visões de mundo diferentes consigam continuar trabalhando juntas com respeito, segurança e dignidade”, conclui. Não é preciso concordar Para Marcella Moura, especialista em RH e sócia da Acerta Consultoria, a polarização pode extrapolar o campo das opiniões e afetar diretamente a convivência entre colegas. Segundo ela, divergências políticas podem provocar afastamentos, gerar desavenças e até levar funcionários a deixar de conversar ou trabalhar juntos. Algo que deveria ser mais imparcial acaba se tornando parcial e ultrapassando o ambiente profissional, chegando também ao lado pessoal." Marcella recomenda que os trabalhadores respeitem opiniões diferentes e tenham paciência para lidar com quem pensa de outra forma. Para ela, sempre que possível, discussões políticas devem ser evitadas no ambiente profissional para impedir que divergências pessoais prejudiquem o clima e o trabalho em equipe. Isso não significa, porém, que o assunto precise ser proibido. Segundo a especialista, debates sobre política podem ser enriquecedores quando conduzidos de forma imparcial, com foco em propostas e respeito às opiniões contrárias. O problema surge quando a conversa evolui para confronto pessoal, afastamento entre funcionários ou prejuízo às atividades profissionais. Nessas situações, o RH deve atuar como mediador, sem tomar partido. Marcella cita palestras sobre empatia, treinamentos de integração e atividades voltadas ao trabalho em equipe como formas de estimular o respeito às diferenças e prevenir conflitos. O papel do RH Para Gustavo Chehara, especialista em RH e CEO da Joyn Benefícios, a área de Recursos Humanos deve atuar quando comportamentos ligados a divergências políticas passam a comprometer a convivência ou o desempenho das equipes. “A questão não é qual posicionamento político está correto, mas se houve desrespeito, constrangimento, discriminação ou prejuízo às relações de trabalho”, explica. Chehara considera que proibir completamente as conversas sobre política não é uma solução realista. Para ele, o mais importante é estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja pressionado a revelar suas preferências políticas nem a participar de debates que causem desconforto. Comentários provocativos, tentativas insistentes de convencimento e discussões em canais corporativos estão entre as situações que podem desgastar as equipes. Além de mediar conflitos, o RH pode acompanhar sinais de tensão nas equipes e reforçar ações de orientação e apoio. A área também pode ajudar a estabelecer regras de convivência para o período eleitoral. Uma boa gestão de pessoas não busca eliminar diferenças. Ela cria condições para que pessoas diferentes consigam trabalhar juntas com respeito, segurança e profissionalismo." Como evitar conflitos causados por opiniões políticas no trabalho Veja como lidar com opiniões políticas diferentes no ambiente profissional, segundo os especialistas: ➡️ Respeite opiniões diferentes: discordar faz parte da convivência profissional, mas é importante reconhecer o direito do outro de pensar de forma diferente. ❌ Evite tentar convencer a qualquer custo: debates podem ser saudáveis, mas insistir depois que a outra pessoa demonstrou desconforto pode transformar a conversa em conflito. 🚫 Evite ataques pessoais: críticas devem ficar no campo das ideias. Piadas, provocações, humilhações e ofensas ultrapassam o limite de uma divergência saudável. 🗣️ Não faça suposições sobre colegas: a posição política de uma pessoa não define seu caráter, sua competência ou sua capacidade de trabalhar em equipe. 🫡 Respeite quem não quer discutir política: ninguém deve ser pressionado a revelar em quem pretende votar ou participar de conversas sobre eleições. 📲 Tenha cuidado com grupos e canais de trabalho: mensagens, memes e provocações políticas em grupos corporativos podem gerar desconforto e prejudicar a convivência. ⚠️ Líderes devem ter atenção redobrada: manifestações políticas de chefes podem ser interpretadas como pressão pelos subordinados. A posição hierárquica não deve ser usada para influenciar escolhas políticas. 📵 Tenha cuidado também nas redes sociais: é possível manifestar opiniões em perfis pessoais, mas publicações ofensivas, ameaçadoras ou discriminatórias podem gerar repercussões profissionais, especialmente quando o perfil está associado à empresa. 🚨 Procure o RH em caso de pressão ou hostilidade: situações de constrangimento, perseguição, discriminação ou pressão por causa de posicionamento político devem ser relatadas pelos canais internos da empresa. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.062 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 38 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da último terça-feira (20), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de setembro a partir desta quinta-feira (24). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/9 Final 2: 25/9 Final 3: 28/9 Final 4: 29/9 Final 5: 30/9 Final 6: 1º/10 Final 7: 2/10 Final 8: 5/10 Final 9: 6/10 Final 0: 7/10 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/10 Finais 2 e 7: 02/10 Finais 3 e 8: 05/10 Finais 4 e 9: 06/10 Finais 5 e 0: 07/10 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal

Ray-Ban Meta Audio Divulgação/Meta A Meta lançou na quarta-feira (23) novos óculos inteligentes em sua conferência anual. Além de uma nova versão de seu modelo convencional (saiba mais abaixo), a principal novidade é um dispositivo sem câmera, criado em meio às reclamações sobre a possibilidade de gravar vídeos de pessoas sem elas perceberem. Batizado de Ray-Ban Meta Audio, ele promete captar a voz de usuários durante ligações com mais clareza do que fones de ouvido e permite ouvir música e podcasts sem usar as mãos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O dispositivo também é compatível com o Muse, agente de IA da Meta lançado no início de setembro. Com ele, é possível receber orientações de treinos físicos, registrar refeições, pesquisar na internet, organizar a agenda e comprar produtos. Segundo a fabricante, os óculos funcionam por até 12 horas com uma carga completa e pesam 43 gramas. Óculos da Meta geram debate sobre privacidade Com 23 combinações de cores e lentes, os Ray-Ban Meta Audio são vendidos em duas versões: a Clubmaster, um visual retrô, e a Burbank, um modelo retangular. Os Ray-Ban Meta Audio custam a partir de US$ 349 (cerca de R$ 1.800, na conversão direta) no site da Ray-Ban para os Estados Unidos. Outras empresas já apostam em óculos inteligentes sem câmera. A Even Realities, por exemplo, lançou seu primeiro modelo em 2024 e diz que a ausência do recurso ajuda a reduzir o receio de gravações escondidas. Companhias têm testado diferentes formatos de aparelhos capazes de acompanhar usuários durante o dia. A Snap lançou seus óculos de R$ 11 mil em junho, e a OpenAI trabalha em seu primeiro aparelho físico. Em seu evento, a Meta lançou ainda os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual que prometem experiência de cinema, e o Muse Charm, um dispositivo com um personagem virtual que representa o agente de IA Muse e lembra um Tamagotchi. Muse Charm Divulgação/Meta Novos óculos com câmera Mesmo com as críticas sobre gravações indevidas, a empresa lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta, a versão convencional – e com câmera – de seus óculos inteligentes. O modelo tem sensor de 12 megapixels e permite registrar vídeos com resolução 3K Ultra HD sem que usuários precisem usar as mãos. Ray-Ban Meta (3ª geração) Divulgação/Meta Como nas gerações passadas, o Ray-Ban Meta tem uma luz que acende para avisar outras pessoas de que usuários estão registrando fotos ou vídeos. No Reino Unido, alguns restaurantes, pubs e teatros passaram a restringir o uso desses dispositivos. A Meta também enfrenta uma ação coletiva na Califórnia que acusa a Meta de coletar fotos feitas com os dispositivos para que elas sejam analisadas por trabalhadores que treinam sistemas de IA. Os autores do processo alegam que os registros incluem imagens de pessoas trocando de roupa, usando banheiros e lidando com informações financeiras. A Meta contesta as alegações. Segundo a Meta, os novos óculos suportam nove horas de bateria com carga única, uma a hora mais do que seus antecessores. Eles contam com 27 combinações de cores e lentes para três estilos de armações. A nova geração do Ray-Ban Meta custará a partir de US$ 449 (cerca de R$ 2.300 na conversão direta) nos Estados Unidos. O preço para o Brasil ainda não foi divulgado. Meta VR Glasses Divulgação/Meta

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) retoma nesta quinta-feira (24) o julgamento que vai decidir se a greve dos trabalhadores dos Correios é abusiva. A sessão está marcada para as 15h30 e poderá definir os rumos do movimento, que afeta unidades da empresa em diferentes regiões do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O julgamento começou na segunda-feira (21), mas foi suspenso por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, que presidia a sessão. Segundo ele, era necessário garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para analisar documentos apresentados recentemente ao processo. Durante a sessão, o ministro afirmou que os documentos não haviam sido examinados pela parte contrária. Na avaliação dele, decidir sobre a abusividade da paralisação com base nesses materiais, sem dar aos sindicatos a oportunidade de se manifestar, poderia ferir o devido processo legal. "Não houve controvérsia sobre os documentos. Ou seja, nós estaríamos aqui em desprezo ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", afirmou. Após a decisão do tribunal, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) orientou a continuidade da greve até a retomada do julgamento. Caso a paralisação seja considerada abusiva, o tribunal poderá determinar o encerramento imediato do movimento e aplicar sanções às entidades sindicais. Também poderá estabelecer outras medidas para garantir a continuidade dos serviços prestados pelos Correios. jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício. A preocupação, de acordo com a Findect, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos para os clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A Findect defende a manutenção da redação atual e afirma que as demais cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por uma decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Criptomoedas Reuters O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quarta-feira (23) ajustes nas regras para o mercado de ativos virtuais, como as criptomoedas, e nas normas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo relacionadas a esses ativos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Uma das principais mudanças determina que transferências de criptoativos de valor igual ou superior ao equivalente a US$ 10 mil, realizadas para ou a partir de carteiras autocustodiadas, passem a ser comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 🔎 Carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio usuário mantém o controle das chaves privadas que permitem movimentar seus criptoativos, sem depender de uma instituição ou plataforma para guardá-los. Segundo o BC, a medida busca ampliar a capacidade de monitoramento dessas operações, já que esse tipo de carteira pode oferecer menos informações para avaliação de riscos do que ativos mantidos sob custódia de instituições autorizadas. Agora no g1 A instituição acrescentou que as alterações têm o objetivo de "fortalecer a segurança e a integridade do mercado de ativos virtuais", além de dar mais previsibilidade aos participantes do setor e facilitar o processamento das informações necessárias à supervisão. Outra mudança nas regras de prevenção à lavagem de dinheiro determina a comunicação automática ao Coaf de operações de câmbio com entrega ou recebimento de moeda estrangeira em dinheiro vivo de valor igual ou superior a US$ 10 mil. Segundo a instituição, a medida busca promover um "tratamento regulatório mais uniforme para operações realizadas com recursos em espécie". As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026. O mês também marca o prazo final para que as sociedades prestadoras de ativos virtuais (PSAVs) já em operação formalizem seus pedidos de autorização junto ao BC.

O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante anúncio de novo pacote de snações ao Irã, em 24 de agosto de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (23) que os Estados Unidos e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os encontros serviram para preparar a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira (24). Xi desembarcou nos EUA nesta quarta-feira. “Nos reunimos hoje para ver se conseguiríamos fazer um acordo maior, em vez de apenas uma série de medidas menores”, disse o chefe do Tesouro. Agora no g1 Segundo ele, a extensão de dois meses da trégua comercial, acordada em maio em Busan, na Coreia do Sul, dará aos dois países “mais tempo para ver o que podemos fazer na área econômica”. Mais cedo, Bessent disse a jornalistas que Pequim levantou a possibilidade de um acordo comercial mais amplo entre EUA e China durante 12 horas de negociações realizadas no domingo, mas não deu detalhes sobre o alcance desse eventual pacto. Segundo o Tesouro americano, a reunião desta quarta-feira durou cerca de 90 minutos. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. Segundo ele, Pequim está cumprindo a exigência de comprar 25 milhões de toneladas de soja, mas ainda está abaixo da meta de adquirir US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas. Autoridades americanas disseram na semana passada que as entregas chinesas de terras raras também estão abaixo do esperado. A cúpula de quinta-feira, a segunda de até quatro encontros previstos entre Trump e Xi neste ano, poderá trazer anúncios sobre a meta dos dois países de eliminar tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos não essenciais, além de temas relacionados a serviços financeiros e compras agrícolas, afirmou Bessent. “Considerando que este pode ser um ano histórico, em que os líderes podem se reunir até quatro vezes, sendo este o segundo encontro, com reuniões previstas também em Shenzhen e Miami, estamos abertos tanto à ideia de manter o arranjo de Busan quanto à de avaliar um acordo mais amplo”, disse Bessent mais cedo a jornalistas. “Estamos confortáveis com as duas opções e vamos fazer o que for melhor para o povo americano”, acrescentou. Em publicação na rede X, Bessent classificou as discussões como substanciais e afirmou que o Tesouro está focado em garantir compromissos que protejam trabalhadores, agricultores e empresas americanas, ao mesmo tempo em que promovam os interesses econômicos e de segurança nacional do país. Relação estratégica Bessent afirmou ter se reunido com He na sede do Banco Mundial, em Washington, para resolver algumas “questões pendentes” antes da cúpula entre Trump e Xi. Segundo ele, o governo Trump busca uma relação estratégica baseada em “reciprocidade e justiça”. Bessent, He e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, se reuniram em Nova York no domingo para preparar possíveis acordos sobre comércio e inteligência artificial que poderão ser analisados pelos dois líderes. O secretário do Tesouro americano classificou as negociações como bem-sucedidas e afirmou que os dois países concordaram em criar uma “linha direta” de comunicação para informar um ao outro sobre incidentes de segurança envolvendo inteligência artificial. A resposta da China ao plano da linha direta de IA não ficou clara. A agência estatal chinesa Xinhua apenas reconheceu que os dois países discutiram inteligência artificial. Analistas das relações entre EUA e China afirmam que as expectativas de cooperação em IA são baixas devido à falta de confiança mútua e ao fato de que nenhum dos dois países demonstrou interesse significativo em desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Trump, inclusive, tem dito o contrário: que não pretende “frear” o crescimento da IA e que manterá a liderança dos EUA sobre a China no que agora chama de “superinteligência”. A chamada “distensão econômica” de Busan reduziu drasticamente as tarifas bilaterais, que haviam alcançado percentuais de três dígitos após uma escalada de retaliações mútuas desencadeada pelos aumentos tarifários promovidos por Trump no ano passado. A China também concordou em restabelecer o fluxo de ímãs de terras raras e de outros minerais críticos, cujas exportações havia restringido severamente.

Como agentes de IA da OpenAI invadiram sistema e tentaram apagar os próprios rastros Um agente de IA desenvolvido pela OpenAI invadiu um site do governo australiano em junho e acessou arquivos públicos e não públicos, informou o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, nesta quarta-feira (23). Este é o primeiro caso conhecido de um agente de IA que violou um site governamental. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A invasão marca um dos maiores incidentes envolvendo agentes de IA que acessam sistemas externos fora dos Estados Unidos e deve intensificar as preocupações sobre a capacidade dos desenvolvedores de IA de controlar a tecnologia. "Este incidente ocorreu em junho deste ano e envolveu um agente da OpenAI obtendo acesso não autorizado ao portal de Relatórios de Estatísticas do Medicare, do departamento de saúde, voltado ao público e administrado pela Services Australia", disse Albanese a repórteres em Nova York. Segundo o primeiro-ministro, nenhuma informação pessoal teria sido acessada, mas as investigações ainda estão em andamento. Albanese afirmou que conversou com o CEO da OpenAI, Sam Altman, para expressar a "extrema preocupação da Austrália com este incidente". A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Nos últimos dois meses, a OpenAI divulgou repetidamente invasões ou outros incidentes envolvendo seus agentes de IA que agiram de forma inesperada ou descontrolada, muitas vezes muito tempo depois de terem ocorrido. Em alguns casos, a empresa só descobriu a atividade tardiamente. Em outros, optou por não divulgar a ação maliciosa. A invasão em meados de julho ao Hugging Face só foi detectada cerca de uma semana após o ocorrido, segundo cronogramas divulgados pela OpenAI e por investigadores independentes. As rivais Anthropic, Google (com o Gemini) e Meta também divulgaram incidentes em que seus agentes acessaram sistemas externos. Alguns dos principais executivos de IA dos EUA, incluindo Altman, pediram uma desaceleração no desenvolvimento da IA, citando, entre outras coisas, a ameaça de ataques cibernéticos devastadores realizados por agentes fora de controle. Leia também: Os 10 dias que abalaram a corrida da IA: por que líderes do setor agora pedem para 'pisar no freio' Vendas de robôs humanoides atingiram 7 mil unidades em todo o mundo em 2025 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, em reunião do Conselho de Segurança da Onu, em 23 de setembro de 2026 Reuters/Brendan McDermid Chefes de OpenAI, da Anthropic e da Hugging Face, três das maiores empresas de inteligência artificial do mundo, participaram de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (23). A reunião foi convocada pela França, que preside o conselho, em meio aos alertas de que sistemas de IA mais poderosos poderiam se tornar mais capazes, escapar do controle humano e criar ameaças à segurança internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Se mal gerenciada, acredito até que a IA poderia representar um risco para a humanidade como um todo", disse Dario Amodei, CEO da Anthropic, criadora do assistente de IA Claude. O CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu cooperação internacional. "Para que a IA seja democrática, as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco", disse o líder da empresa criadora do ChatGPT. Agora no g1 Para Altman, a regulamentação da IA deve ser feita com processos democráticos e por governos que prestem contas às populações que servem. "Ao longo da história, houve momentos em que países que competem entre si — e nem sempre nutrem grande simpatia mútua — uniram-se em prol de interesses comuns e do bem coletivo diante de uma nova e poderosa tecnologia. Acreditamos que este deve ser um desses momentos", afirmou. O CEO da Hugging Face, Clement Dolangue, destacou o papel das ferramentas de inteligência artificial na defesa contra ataques cibernéticos. "Fomos atacados por IA, mas, o que é mais importante, nos defendemos com IA", afirmou, em referência à invasão por modelos da OpenAI revelada em julho. EUA e China divergem sobre IA O conselheiro de ciência e tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que "não se pode governar uma tecnologia que não se compreende". O representante dos Estados Unidos disse que a ONU e outros órgãos semelhantes "devem se concentrar no compartilhamento de melhores práticas para desenvolver capacidades nacionais, e não no estabelecimento de um esquema regulatório global". Ele fez coro à fala do presidente americano Donald Trump na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU. Trump disse que "rejeita qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar" a inteligência artificial. O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que é preciso haver um aprimoramento contínuo das estruturas regulatórias, das respostas a emergências e da cooperação internacional sobre IA. "Cabe à comunidade internacional trabalhar em estreita colaboração, atribuir igual importância ao desenvolvimento e à segurança, e conduzir o desenvolvimento da IA para fins positivos, para o bem e em prol da humanidade", disse ele ao Conselho de Segurança. Para o professor Yoshua Bengio, copresidente do painel da ONU sobre IA e considerado um dos "padrinhos da IA", os perigos em torno da tecnologia são "reais e iminentes". "Este conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes: uma ameaça que nenhum de seus membros escolherias, que nenhum consegue conter sozinho e que não respeita as fronteiras que defendemos", afirmou. Governos têm enfrentado o desafio de supervisionar a IA em meio a ataques cibernéticos realizados por meio desses sistemas e alegações de que a tecnologia pode representar uma ameaça para a humanidade. Os Estados Unidos e a China, as duas principais potências no desenvolvimento de IA, permanecem divididos entre o interesse de manter a tecnologia avançar conforme o mercado e o desejo de criar diretrizes globais de segurança. Participação virtual de Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Clemente Delangue, CEO da Hugging Face, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, em 23 de setembro de 2026 Reuters/Brendan McDermid

Bancários rejeitam proposta e mantêm greve por tempo indeterminado Funcionários da Caixa Econômica Federal e dos Correios continuam em greve nesta quarta-feira (23), no 14º dia de paralisação. As duas categorias cruzaram os braços em 10 de setembro, mas estão em momentos diferentes: na Caixa, a tentativa de mediação entre empregados e banco terminou sem acordo nesta quarta-feira (23), e a instituição decidiu levar a questão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo; nos Correios, o TST retoma nesta quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo que envolve a greve. O g1 explica o que está em disputa, como ficam os serviços e quais são os próximos passos. Caixa: quais são as reivindicações O que acontece com a greve da Caixa Como ficam os serviços da Caixa Correios: quais são as reivindicações O que acontece com a greve dos Correios Como a greve afeta quem usa os Correios Minha encomenda está atrasada: o que fazer Na Caixa, o principal ponto de impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. Nesta quarta, o Ministério Público do Trabalho (MPT) levou a negociação ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde ocorre uma audiência de mediação pré-processual entre as partes. Nos Correios, o TST começou a analisar a greve na segunda-feira, mas suspendeu o julgamento após a estatal apresentar novos documentos. Os sindicatos receberam prazo para se manifestar, e a sessão foi remarcada para quinta-feira (24), às 15h30. Até lá, a paralisação continua. Além das negociações trabalhistas, as greves afetam a rotina de clientes da Caixa e de consumidores e empresas que usam os serviços dos Correios. Veja o que está em disputa, quais serviços continuam disponíveis e os próximos passos de cada paralisação. Caixa: o que os trabalhadores reivindicam O principal impasse é o Saúde Caixa. A proposta apresentada pelo banco para o acordo coletivo prevê mudanças no custeio do plano a partir de 2027. ➡️ Entre elas está o aumento de 8% para 9% do limite de participação da Caixa no financiamento do plano e uma contribuição de 3,7% para empregados, aposentados e pensionistas. A proposta também reduz o valor da coparticipação em atendimentos de pronto-socorro e mantém o chamado pacto intergeracional. A proposta foi rejeitada pelos empregados em assembleias realizadas na segunda-feira. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes votaram contra. A Caixa também apresentou propostas sobre reajuste salarial, benefícios e outras cláusulas do acordo coletivo. A empresa prevê reajuste pelo INPC mais 0,6 ponto percentual em 2026 e 2027, além de reajuste de 4,6% nos benefícios em 2026. O que acontece com a greve da Caixa agora? O MPT acionou o TST para tentar aproximar as partes. A audiência desta quarta é uma mediação pré-processual, ou seja, uma tentativa de construir um acordo antes de um eventual processo de dissídio coletivo. Não se trata, neste momento, de um julgamento da greve. A paralisação continua enquanto não houver um acordo ou outra decisão que determine seu encerramento. Como ficam os serviços da Caixa? Mesmo com a greve, vários serviços podem ser feitos por canais digitais e pontos alternativos de atendimento. Como pagar contas e boletos? A orientação é não deixar uma conta vencer por causa da greve. Pagamentos podem ser feitos pelo aplicativo e pelo internet banking da Caixa, além de caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e outros canais disponíveis. Se o cliente não conseguir pagar uma conta por causa de uma indisponibilidade relacionada à greve, é importante guardar comprovantes de que tentou realizar o pagamento. Em situações assim, o consumidor pode contestar posteriormente a cobrança de juros ou multa, mas a análise depende das circunstâncias e das provas do caso. Dá para sacar e movimentar dinheiro? Sim. A Caixa mantém caixas eletrônicos e canais digitais em funcionamento. Também é possível utilizar lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para determinados serviços. E o Bolsa Família? O pagamento do Bolsa Família segue o calendário previsto. A Caixa informou que os beneficiários podem movimentar os recursos pelo Caixa Tem, usar o cartão para compras e realizar saques em canais disponíveis, como lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. É possível sacar o FGTS? A maioria das modalidades de saque pode ser solicitada pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de ir a uma agência. O trabalhador também pode indicar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos. A Caixa ressalta, porém, que algumas etapas dependem de análise interna. Por isso, a solicitação digital não significa necessariamente que todo o processo será concluído de forma automática durante a greve. E o financiamento da casa própria? É possível iniciar e acompanhar algumas etapas pelos canais digitais, mas a greve pode afetar processos que dependem de atendimento ou análise de funcionários. Entre as etapas que podem sofrer atraso estão a conferência de documentos, análise de propostas, recebimento e liberação de documentos e assinatura de contratos. O impacto varia conforme a unidade e a etapa do financiamento. Correios: por que os trabalhadores entraram em greve? Nos Correios, a principal divergência também envolve o plano de saúde. Os trabalhadores são contra a mudança proposta pela empresa no modelo de custeio do CorreiosSaúde. A categoria teme que a alteração da participação dos Correios no plano aumente os custos para empregados, aposentados e dependentes. A campanha salarial também envolve reajustes e outros direitos previstos no acordo coletivo. “A proposta apresentada pelos Correios chegou a prever reajuste equivalente a 100% do INPC nos salários em 2026 e 2027 e nos principais benefícios. Mas o futuro do plano de saúde continuou sendo um dos principais pontos de conflito.” Também estão em discussão cláusulas relacionadas a benefícios e condições de trabalho. Entre os pontos reivindicados pelos trabalhadores estão a retomada do adicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% pelo trabalho em dias de repouso ou feriados, além de outras gratificações e benefícios. O que acontece com a greve dos Correios agora? O TST começou a julgar o dissídio coletivo da categoria na segunda-feira (21), mas interrompeu a análise depois que os Correios apresentaram novos documentos relacionados ao pedido para que a greve fosse considerada abusiva. Os sindicatos receberam 48 horas para analisar e se manifestar sobre os documentos. Por isso, o julgamento foi remarcado para quinta-feira (24), às 15h30. Enquanto isso, a greve continua. O TST determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação. A decisão considera a natureza essencial do serviço postal. Como a greve afeta quem usa os Correios? A estatal afirma que mantém os serviços e adotou medidas para reduzir os efeitos da paralisação, como remanejamento de funcionários, deslocamento de veículos e mutirões para preservar o fluxo de encomendas. Isso não significa, porém, que todos os objetos estejam sendo entregues normalmente. Consumidores e pequenos vendedores relataram atrasos, objetos sem atualização no rastreamento e problemas relacionados a prazos de entrega durante a paralisação. As agências continuam funcionando, mas a operação de tratamento e distribuição pode ser afetada conforme a adesão à greve em cada localidade. Minha encomenda está atrasada. O que fazer? O primeiro passo é acompanhar o rastreamento do objeto pelos canais dos Correios. A empresa orienta que os clientes aguardem a entrega no endereço informado e, em situações específicas, procurem os canais oficiais de atendimento. Para quem vende pela internet, atrasos na distribuição podem afetar o prazo de entrega informado ao consumidor e o fluxo de devoluções e reembolsos. O que acontece agora As duas greves continuam, mas seguem caminhos diferentes no TST. Caixa: a negociação passa por uma audiência de mediação pré-processual nesta quarta-feira (23), após os empregados rejeitarem a terceira proposta do banco. Correios: o TST retoma na quinta-feira (24), às 15h30, o julgamento do dissídio coletivo que envolve a greve. Enquanto não houver acordo ou decisão que encerre as paralisações, os dois movimentos continuam.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23), por unanimidade, igualar os direitos de mães adotivas e biológicas em relação à licença-maternidade. O julgamento começou na semana passada e foi concluído nesta quarta. O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acompanhado pelos ministros para fixar que todas as mães, sejam biológicas ou adotantes, terão direito a licença-maternidade de idêntico conteúdo: afastamento remunerado de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias. O prazo será contado a partir do 9º mês de gestação, do parto, da adoção, da obtenção da guarda para fins de adoção ou da alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorrer por último. Agora no g1 ➡️A regra valerá tanto para trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que rege as relações de trabalho na iniciativa privada, quanto para servidoras públicas submetidas a regime estatutário. A decisão vale para novas licenças e para aquelas que já estão em andamento, não alcançando as que já terminaram. Outra decisão dentro do julgamento foi a de proibir descriminação na concessão da licença com base no vínculo de trabalho da mãe. “A meu ver, o regime jurídico, celetista, estatutário militar ou outro pode disciplinar inúmeros aspectos da relação de trabalho ou funcional, mas não pode alterar a intensidade da proteção constitucional devida à maternidade e à infância. A criança não necessita de mais ou menos cuidado conforme sua mãe seja empregada, servidora ou militar”, afirmou o ministro Kassio Nunes Marques. Moraes negou apenas um pedido da PGR, que previa o compartilhamento de licença parental entre os integrantes do núcleo familiar. Mulher grávida. Imagem ilustrativa/Divulgação Discriminação Atualmente, mães biológicas que têm vínculo de trabalho estatutário na esfera federal têm 120 dias de licença remunerada. Já as mães adotantes têm 90 dias de licença se a criança tiver até um ano e 30 dias se a criança tiver mais de 1 ano. “Não há constitucionalidade nem em desfavor da maternidade adotiva nem tampouco uma segunda discriminação em relação à maternidade adotiva, o período de afastamento vai sendo graduado de acordo com a idade da criança adotada”, afirmou Moraes. A CLT já equipara mães biológicas e adotantes para fins de licença-maternidade, enquanto algumas leis estatutárias ainda mantêm diferenças formais para adotantes. O STF vem entendendo que essa distinção viola a Constituição e a PGR pede a uniformização definitiva das regras para todas as categorias. Precedentes Em 2023, o Supremo decidiu que não é possível discriminar o tempo de licença-maternidade concedida à mãe biológica e à mãe adotante e citou princípios da dignidade humana, da igualdade entre filhos biológicos e adotados, da doutrina da proteção integral e dos princípios da prioridade e do melhor interesse da criança. No entanto, a PGR sustenta que a decisão serviu de base apenas para órgãos do Poder Judiciário e não alcançou a administração pública. Por isso, a decisão não suspendeu a eficácia das leis em contrário e a discriminação continuou ocorrendo. A ação pede a declaração de incompatibilidade das normas com a Constituição para, com isso, vincular tanto órgãos do Poder Judiciário, quanto a administração pública. “Entende-se, portanto, ser cabível esta ação direta, que se dirige não somente a afastar a aplicação de disposições normativas que, na atualidade, acabam por configurar um tratamento discriminatório quanto à concessão de licença parental, como também fixar no plano jurídico-objetivo a tese de que o sistema de proteção parental, há de se submeter a um regime jurídico uniforme, independentemente do vínculo laboral da categoria que dele se beneficie”, argumenta a PGR. Na semana passada, Moraes já havia votado e disse que “se todos são filhos, a mãe é mãe de todos, dos filhos naturais, biológicos, adotivos, então a licença-maternidade deve ser igual para todos”. Os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino e Dias Toffoli seguiram o entendimento. Nesta quarta, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e o presidente, Edson Fachin, seguiram o entendimento. “Mãe é só uma e todo filho é único para nós. O filho é filho e pronto e essa desigualação poderia se constituir da pessoa se sentir distinta também, quando a pessoa contasse pra ela e tudo mais”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Cinco produções da Globo concorrem ao Emmy Internacional de 2026 A Globo recebeu cinco indicações ao Emmy Internacional 2026, considerado o Oscar da TV. Os indicados foram anunciados nesta quarta-feira (23) pela Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas. A cerimônia de premiação será realizada em 23 de novembro, em Nova York. Ao todo, são 64 indicados de 22 países, distribuídos em 16 categorias. Veja as indicações da Globo A Jornada da Vida – Rio Mekong: conheça o templo que parece ter sido feito para as redes sociais Fantástico O Fantástico foi indicado na categoria Séries de Curta Duração por “A Jornada da Vida: Rio Mekong”. Na série de reportagens, Sônia Bridi e Paulo Zero fazem uma expedição pelo sudeste asiático e percorrem o Rio Mekong. A viagem começou na Tailândia e passou por Laos e Vietnã, acompanhando o curso do rio e contando histórias de sobrevivência e transformação. O Fantástico também foi indicado na categoria Notícias pela reportagem especial "Os últimos indígenas isolados da Amazônia", exibida em fevereiro de 2025. A reportagem de Rogério Coutinho e Júnior Alves acompanha uma expedição inédita por uma das regiões mais remotas da Amazônia para mostrar o trabalho de monitoramento e proteção dos indígenas isolados Kawahiva do Rio Pardo. (No início da noite, o Emmy esclareceu que, por um erro na inscrição da reportagem do Fantástico "Retorno à Terra Yanomami", exibida em maio de 2025, ela deixou a lista e foi substituída pela reportagem "Os últimos indígenas isolados da Amazônia", também do Fantástico.) Na categoria Atualidades, o programa Profissão Repórter foi indicado pela reportagem "Feminicídio", exibida em abril de 2025, que acompanhou a luta de mulheres por justiça em meio ao aumento recorde de feminicídios no Brasil. Já na categoria Telenovela, a Globo foi indicada por "Garota do Momento", disponível na Globoplay. Ambientada nos anos 1950, a novela acompanha Beatriz em uma jornada em busca da própria identidade e de reconciliação com o passado, após reencontrar a mãe, por quem acredita ter sido abandonada na infância. Por fim, o núcleo de Documentários de Jornalismo da Globo também recebeu uma indicação com o documentário "Terceirão", na categoria Infantil: Factual e Entretenimento. Ao acompanhar a rotina de quatro jovens de diferentes regiões e contextos sociais, o documentário retrata os desafios e as transformações de um período marcado por decisões sobre o futuro, pressão pelos vestibulares, questões de saúde mental, desigualdade e conflitos familiares. A produção venceu o Prêmio Gabo 2026 na categoria Imagem. Histórico da Globo no Emmy Internacional O Grupo Globo tem 20 prêmios Emmy e, desde 2007, recebe indicações todos os anos ao principal prêmio da televisão mundial. O primeiro foi o prêmio de “Personalidade Mundial da Televisão”, recebido por Roberto Marinho em 1976. Ele voltou a receber a homenagem em 1983. Em 2014, seu filho Roberto Irineu Marinho também foi premiado pela Academia. Em 2025, João Roberto Marinho recebeu o prêmio honorário Directorate Award. Em 1981, a Globo venceu com o musical “A Arca de Noé” e, em 1982, com “Morte e Vida Severina”. A emissora foi premiada oito vezes na categoria Melhor Novela, com “Caminho das Índias” (2009); “Laços de Sangue” (2011), coprodução com a SIC exibida em Portugal; “O Astro” (2012); “Lado a Lado” (2013); “Joia Rara” (2014); “Império” (2015); “Verdades Secretas” (2016); e “Órfãos da Terra” (2020). “A Mulher Invisível” (2012) e “Doce de Mãe” (2015) venceram na categoria Melhor Comédia. Fernanda Montenegro recebeu, em 2013, o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em “Doce de Mãe”. “Malhação: Viva a Diferença” também foi premiada na categoria Kids: Série. Em 2011, o Jornal Nacional ganhou a estatueta, pela cobertura da retomada do conjunto de favelas do Alemão pelas forças de segurança do Rio de Janeiro.

Carregador de carro elétrido da Geely divulgação/Geely A chinesa Geely anunciou, nesta quarta-feira (23), uma nova tecnologia de bateria e carregamento capaz de recarregar 70% da bateria de um carro elétrico em apenas quatro minutos. A carga completa leva oito minutos. Segundo a agência Reuters, a recarga da bateria exige um carregador específico de 2,2 MW (2.200 kW). A potência supera a da rival BYD, que tem eletropostos de 1 MW e prometeu instalar mil unidades no Brasil até 2027. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nos eletropostos da Geely, a bateria vai de 10% a 70% de carga em quatro minutos. A recarga completa leva 8 minutos e 40 segundos. Mesmo com mais que o dobro da potência da solução da BYD, a rival conclui a carga em pouco mais de nove minutos. Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos Para garantir a segurança da operação, a marca utiliza inteligência artificial instalada no veículo. O objetivo é monitorar parâmetros como a saúde da bateria e o controle térmico, além de prever riscos inerentes à grande quantidade de energia utilizada. Carregamento ultrarrápido não é para todos A Geely não revelou quais carros serão equipados com esse tipo de carregamento. Na BYD, concorrente da montadora chinesa, a recarga ultrarrápida está disponível apenas nos modelos da submarca de luxo Denza. No Brasil, o carro elétrico mais barato da BYD é o Dolphin Mini, com preço a partir de R$ 119.900. Já o Denza B5, modelo mais acessível da divisão de luxo, custa a partir de R$ 405.000. Para efeito de comparação, o Dolphin Mini, suporta recarga de até 40 kW. Mesmo conectado a um eletroposto de 1.500 kW, ele receberá apenas a potência máxima que consegue suportar. Nesse exemplo, o Dolphin Mini precisa de 30 minutos para alcançar os 80% e ultrapassa os 50 minutos para a carga completa. Para suportar uma recarga tão rápida, seja na solução da BYD, da Geely ou de outra marca, o veículo precisa de diversos componentes específicos que encarecem o veículo, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, o motor e o próprio carregador.

Petrobras Foto Divulgação A Petrobras já garantiu a importação dos 650 milhões de litros de diesel necessários para atender à demanda de outubro e não prevê grandes volumes de compras externas para novembro, afirmou a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano. A declaração ocorre após representantes dos setores de distribuição e importação manifestarem, neste mês, preocupação com possíveis restrições localizadas na oferta de diesel no país. Na ocasião, a diferença entre os preços do combustível no mercado internacional e os praticados pela Petrobras no Brasil havia atingido níveis recordes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Também nesta quarta-feira (23), o presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que a maior distribuidora do país está preparada para ampliar as importações de diesel, se necessário, mesmo com o combustível no mercado internacional entre R$ 2 e R$ 3 por litro mais caro que no Brasil. Em outubro, o Brasil costuma registrar um dos períodos de maior demanda por diesel, devido ao plantio da safra de verão, que também coincide com o transporte do milho recém-colhido. Agora no g1 “As compras para outubro já estão realizadas. Em novembro, ainda não sabemos se vamos ter demanda adicional, porque nós temos uma produção que atende bastante à nossa demanda”, disse Laureano, após participar de uma mesa de debates no congresso de petróleo e gás ROG.e. "Mas não é previsto que em novembro venhamos a importar um volume grande de diesel, porque já é um momento depois da safra." Laureano acrescentou que a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, no Paraná, está sendo paralisada para uma manutenção programada e voltará a operar em novembro. Segundo a diretora, as demais refinarias da companhia continuam em operação, com nível de utilização da capacidade “bastante alto”. O volume que a Petrobras deve importar em outubro, contudo, representa menos da metade do total importado pelo Brasil no mesmo mês do ano passado, de 1,6 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Distribuição Em outra mesa de debates da ROG.e, Pousada afirmou que a Vibra dobrou suas importações de diesel em março e abril deste ano. Segundo o executivo, a Vibra tem capacidade para importar diesel pelos principais portos brasileiros e acesso a diferentes fornecedores internacionais, o que permite à companhia reagir a mudanças no comércio global do combustível. Pousada afirmou que alguns fornecedores que tradicionalmente vendiam diesel ao Brasil deixaram de fornecer o combustível nos últimos meses, mas que a companhia conseguiu substituir esses volumes. “Algumas fontes sumiram no mercado. Fontes que tipicamente abasteciam o Brasil pararam de abastecer e em nenhum momento faltou diesel para os nossos clientes”, afirmou. Questionado sobre um cenário de restrições ainda maiores à oferta internacional, Pousada afirmou que o principal impacto para o Brasil seria sobre os preços, e não sobre a disponibilidade do diesel. O aumento das importações no início do ano também expôs gargalos na infraestrutura brasileira, segundo Pousada. Ele afirmou que, ao dobrar as compras externas em março e abril, a Vibra conseguiu receber o diesel pelos portos, mas enfrentou dificuldades para transportar o combustível por rodovias até o interior do país. Segundo Pousada, a empresa está mais acostumada a receber diesel por dutos diretamente da Petrobras ou de outras refinarias brasileiras. “Eu tenho capacidade no porto, pusemos um estresse em caminhões. Custo, isso é improdutividade do país”, afirmou Pousada, ao defender mais investimentos em ferrovias e conexões entre portos e mercados consumidores.

Crescimento das cidades impulsiona economia e traz novos desafios A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A entidade agora estima uma alta de 2%, contra 1,6% projetados em junho. Para 2027, porém, a previsão foi reduzida: passou de 2,1% para 1,9%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo relatório, divulgado nesta quarta-feira (23), mostra que o Brasil está entre as economias emergentes do G20 que vêm conseguindo sustentar o crescimento apesar dos choques provocados pela guerra no Oriente Médio e pela alta dos preços de energia. 💰 O PIB brasileiro somou R$ 3,4 trilhões no 2º trimestre de 2026. Esse é o valor de todos os bens e serviços finais produzidos no país no período. Na comparação com o 1º trimestre, a economia cresceu 0,5%. Em relação ao 2º trimestre de 2025, a alta foi de 2%. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 1,9%. Agora a OCDE estima um crescimento de 2% no acumulado do ano em relação a 2025. O que explica a revisão para o Brasil Segundo a OCDE, o crescimento de países como Brasil, Índia e Indonésia tem sido sustentado por uma “demanda doméstica resiliente”. Na prática, isso significa que a economia continuou girando mesmo diante dos choques externos, com consumo e investimentos mantendo força. No caso brasileiro, a organização também cita políticas de Estado que ajudaram a amortecer o impacto dos preços mais altos da energia sobre famílias e empresas. A OCDE destacou ainda o comportamento dos juros. O Brasil é uma exceção entre os países do G20: desde março, a taxa básica caiu mais de 1 ponto percentual, enquanto vários outros países elevaram seus juros no mesmo período. Para os próximos meses, a entidade projeta novas reduções dos juros no Brasil, à medida que a inflação desacelera. Tabela mostra crescimento do PIB de economias globais g1 E o crescimento mundial? Para a economia global, a OCDE também melhorou a previsão para 2026. A estimativa passou de 2,8% para 2,9%. A entidade afirma que a economia mundial conseguiu absorver melhor do que o esperado os efeitos do conflito no Oriente Médio. Estoques de petróleo, aumento da oferta de energia fora da região do Golfo e medidas de apoio dos governos ajudaram a limitar o impacto do choque. Outro fator citado foi o avanço dos investimentos relacionados à inteligência artificial. Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, por exemplo, investimentos em data centers e equipamentos de tecnologia ajudaram o resultado do PIB no segundo trimestre. O aumento da produção desses equipamentos também beneficiou países como China, Japão e Coreia do Sul, que são importantes fornecedores de componentes tecnológicos. Mas há riscos pela frente Apesar da melhora na previsão para 2026, a organização vê riscos para o crescimento nos próximos meses. A alta dos preços de energia deve continuar pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra das famílias. A OCDE também prevê que o crescimento mundial perca força no fim de 2026 e no início de 2027, antes de uma recuperação gradual caso o conflito no Oriente Médio seja resolvido. No caso da inteligência artificial, a organização alerta que os investimentos atuais estão baseados em expectativas de ganhos elevados no futuro. Se esses retornos demorarem mais do que o esperado ou forem menores, o ritmo dos investimentos pode perder força. Bandeira do Brasil hasteada em máquina agrícola na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1

Ambições da China com IA Wong Yu Liang/ Getty via BBC Nas imensas pastagens da Mongólia Interior, no norte da China, agricultores estão colhendo belas batatas ao lado de novos vizinhos: enormes blocos retangulares que alimentam as plataformas chinesas de inteligência artificial (IA). A região de Ulanqab, com suas estepes e vulcões, é uma fronteira digital improvável. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ela foi oficialmente, por anos, a "capital da batata" da China. Mas, agora, seus campos também se tornaram o local de construção de diversos centros de dados, no momento em que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se reúnem para discutir, entre outras coisas, a segurança da IA. Centenas de trabalhadores, com seus capacetes amarelos, carregam equipamentos pesados para o local da construção, enquanto o soldador lança faíscas dos andaimes de metal. Acima deles, enormes guindastes se movimentam com precisão para construir os telhados e homens se equilibram em escadas para rebocar a alvenaria. Agora no g1 "Esta é a velocidade chinesa", brinca um trabalhador. Ele descreve seu país como "maníaco pela infraestrutura", rindo enquanto se afasta. "Existe uma fase todos os anos. Esta é a segunda fase", explica um engenheiro elétrico. "Haverá muitas outras em seguida." A inteligência artificial está no centro da competição entre a China e os Estados Unidos. Para isso, o poder de computação dos data centers da região é fundamental. LEIA MAIS Os 10 dias que abalaram a corrida da IA: por que líderes do setor agora pedem para 'pisar no freio' Para o Partido Comunista Chinês, estes edifícios são fundamentais para a segurança nacional e econômica do país. Quando estiverem terminados, eles ajudarão a guiar sua missão de incluir a IA em 90% das indústrias e da sociedade até 2030. A inteligência artificial está no centro da competição entre a China e os Estados Unidos. Getty Images via BBC A China não está apenas construindo a infraestrutura. O país também está criando um conjunto de talentos. Jovens engenheiros e pesquisadores, agora, observam o país como um local repleto de oportunidades, em parte, devido às tensões com os Estados Unidos e às restrições à imigração impostas por Donald Trump, que azedaram o "sonho americano" de muitos chineses. "Menos estudantes e pesquisadores estão se mudando para os Estados Unidos e mais estão retornando para a China. É algo muito claro", explica Jack Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China. Ele próprio foi recrutado por um programa de alto nível, depois de estudar na Universidade Yale, nos EUA, e em Cambridge, no Reino Unido. "Eu quis levar parte do trabalho de IA que fazia no laboratório e aplicá-lo à saúde e medicina humana", ele conta. "Isso exige mais recursos, mais pessoas e, às vezes, mais apoio do governo. E pode ser difícil ter acesso a isso no exterior." A expansão das capacidades chinesas em relação à IA é uma das razões que levaram Washington a afirmar que não quer interromper seus desenvolvimentos no setor, mesmo com os alertas da indústria sobre os eventuais perigos da alta velocidade do avanço da tecnologia. "Quem vencer a IA, vence", declarou Trump na semana passada. O CEO (diretor-executivo) da empresa de IA Anthropic, Dario Amodei, pediu que seja mantida a proibição, liderada pelos Estados Unidos, da venda de chips e equipamentos avançados para a China. Para ele, uma liderança chinesa "causaria graves riscos para os Estados Unidos e o mundo". Esta afirmação não é o que o presidente Xi gostará de ouvir ao chegar a Washington, nesta quarta-feira (23/9). O jornal estatal chinês Global Times, que ecoa as opiniões de Pequim, rejeitou os temores dos Estados Unidos como sendo parte de um "roteiro da Guerra Fria" para "conter" a ascensão da China. Mas a preocupação chinesa não é apenas alcançar os Estados Unidos. Pequim também está promovendo um modelo alternativo. O próprio Xi vem incentivando as empresas chinesas de IA a desenvolver modelos mais baratos de código aberto, que permitam às pessoas, empresas e países modificá-los conforme desejarem. Esta estratégia também opõe os modelos chineses aos desenvolvedores americanos, como a OpenAI e a Anthropic, que usam técnicas de modelos fechados, mantendo seus elementos de design em segredo. Um dos motivos que levaram Pequim a adotar este sistema é que funcionou bem para eles. E, compartilhando a tecnologia, as empresas chinesas de IA conseguiram inovar rapidamente. Tudo isso ajudou a China a superar um dos seus maiores desafios: a falta de acesso a chips avançados, que ajudariam o país com seu maior poder de computação. Mas Pequim também quer maior participação para definir as regras que regem a IA. Xi vem pedindo repetidamente maior regulamentação e um enquadramento global a ser seguido pelos demais. Com o aumento dos apelos pela segurança da IA, a cúpula desta semana na Casa Branca é especialmente significativa. Será que os dois lados conseguirão colaborar para a regulamentação da IA? Seria realista uma eventual negociação para reduzir a velocidade do seu desenvolvimento? Certamente não parece ser o caso quando se observa lugares como Ulanqab, onde as ambições chinesas em relação à IA estão tomando forma. A China está construindo centenas de data centers para empresas como Huawei, ByteDance e DeepSeek, em províncias escassamente povoadas: Ulanqab, Ningxia e Gansu, no norte, e Guizhou, no sudoeste do país. O país já instalou enormes capacidades de produção de energia renovável (eólica e solar) naquelas regiões, onde a terra é mais barata e o clima é mais frio e, por isso, a demanda por água é menor. Os novos vizinhos dos produtores de batatas da Mongólia Interior são fundamentais para a corrida chinesa pela IA contra os Estados Unidos. BBC Tudo isso não significa que não haja preocupações, nem desvantagens. A China quer que a maior parte dos seus centros de dados sejam alimentados por energia verde até 2030, mas parte da sua rede elétrica ainda é alimentada por carvão. O abastecimento de água ainda é uma preocupação nas áridas regiões da Mongólia Interior. Aldeias inteiras foram relocadas, mas é difícil calcular o número e a compensação oferecida aos moradores. É um tema que poucas pessoas discutem, pois pode ser perigoso expressar abertamente seus receios. "Estes big data não têm absolutamente nada a ver com as pessoas comuns", diz um morador local, falando de forma anônima, longe das câmeras. "Que benefícios eles nos trouxeram?" Ele afirma que poucos moradores locais encontraram empregos ali. Outros nos contaram sobre seu receio de que sua terra seja tomada e que eles não possam mais ganhar a vida com a agricultura. Mas também há os otimistas, como um homem que se identificou à reportagem com o sobrenome Zhang. Ele estava ao lado dos colhedores de batatas, em um campo perto dos data centers. Zhang conta que seus filhos conseguiram encontrar empregos ali. "A China, agora, está na vanguarda do mundo", afirma ele. "Não é como nos anos 1960, quando estávamos relativamente atrasados. A China está fazendo tudo certo, agora. Seja no desenvolvimento econômico ou em outras áreas, ela está se saindo bem." Zhang é otimista sobre a política chinesa em relação à IA e conta que seus filhos conseguiram encontrar empregos nos novos centros de dados. BBC As pesquisas parecem indicar que existe pouca oposição à IA ou à sua adoção disseminada, em comparação com muitos outros países. Mas é difícil avaliar estes números, em um panorama de forte censura. Pequim tem deixado muito claro que observa a IA como solução para sua força de trabalho envelhecida e está automatizando rapidamente sua produção e suas indústrias. Isso vem gerando ansiedade em relação à perda de empregos, o que também é algo difícil de avaliar. Mas este é um país que forma cerca de cinco milhões de profissionais no setor de ciência e tecnologia todos os anos, o que é muito mais que os cerca de 500 mil formandos anuais dos Estados Unidos. E, com um número maior deles permanecendo na China, surge um ecossistema de inovação crescente. O desenvolvedor de IA Dang Ronghao, de 27 anos, trabalha para uma das empresas líderes em tecnologia. Ele afirma que as universidades chinesas estão ficando mais abertas, o que permite a ele conversar com pesquisadores de todo o mundo, da sua base em Xangai, no leste da China. "Observei pesquisas combinando IA com fusão nuclear, IA com astrofísica, IA com novos materiais e IA com o desenvolvimento de novos medicamentos", ele conta. "Acho que estamos entrando em uma boa era." Ainda assim, alguns defendem que a China ainda recompensa a conformidade, não o questionamento. "Não é tão aberto quanto eu gostaria", afirma o professor Liu Jun, do Departamento de Ciência de Dados e Estatística da Universidade Tsinghua, em Pequim. Ele estudou nas Universidades de Stanford e Harvard, nos Estados Unidos. "Continuo incentivando os estudantes aqui a fazer mais perguntas, a questionar mais, mas é difícil mudar. Acho que, em parte, é a cultura e, em parte, é o sistema." A China considera a IA uma solução para sua força de trabalho envelhecida. BBC Longe dos laboratórios onde o professor Liu e outros questionam as fronteiras da IA, muitos cidadãos chineses ainda enfrentam problemas econômicos mais imediatos, como a lentidão da economia, o desemprego cada vez maior dos jovens, a queda dos gastos da população e a disparada dos preços dos imóveis. E, nas regiões rurais, o envelhecimento da população é outro problema crescente. "Big data e tudo o mais... muito bom. Mas não tem nada a ver comigo", afirma um agricultor da Mongólia Interior, enquanto avança em uma carroça para observar suas ovelhas. Ele afirma que não usa a IA para nada. E raramente usa a internet. A tela do seu telefone celular está quebrada e o wifi vem de um dongle de bolso. Ele paga pouco mais de 40 yuans (US$ 6, cerca de R$ 31) por mês. Agricultores locais empregam pouco a IA porque raramente usam a internet. BBC "Não mudou nada para mim, na verdade", ele conta. "Não sei sobre o futuro." Este tipo de ceticismo pode vir a ser um desafio para Pequim. Existem tantas mudanças ocorrendo por aqui e em todo o país, mas é difícil saber quantas pessoas são tão dedicadas quanto seus líderes, neste futuro repleto de tecnologia.

Dentro da campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a estratégia é terminar o primeiro turno à frente do presidente Lula, criando um sentimento de favoritismo capaz de atrair a maior parte dos eleitores dos demais candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). A equipe de Flávio espera, inclusive, algo que faltou no primeiro turno, o apoio oficial dos partidos do Centrão. Os mais otimistas na campanha de Flávio Bolsonaro falam até na possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno, com a criação de uma onda a favor do que chamam de "voto útil" nesta reta final. Jogam contra essa estratégia as últimas iniciativas do presidente Lula, que já anunciou um reajuste no benefício do Bolsa Família e vai assinar medida provisória de combate às bets no Brasil, o que tem amplo apoio entre os brasileiros. Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 41% Segundo pesquisa Datafolha, o candidato do PL tem o potencial de atrair, num segundo turno, 43% das intenções de voto de eleitores de Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Já Lula atrairia 30% destes eleitores dos candidatos da direita. Flávio Bolsonaro se dá melhor entre eleitores de Zema e Renan Santos, com empate técnico no eleitorado de Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Na campanha do presidente Lula, todo esforço será feito para que Lula termine o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro. Segundo aliados de Lula, a MP sobre bets vai atingir principalmente o eleitorado feminino, garantindo um apoio ainda maior neste segmento do eleitorado, considerado crucial para a definição da eleição deste ano. O petista tem vantagem entre as mulheres, que são as mais críticas aos jogos de apostas online. "As pesquisas mostram hoje um forte sentimento contrário às bets. Lula vai trabalhar com esse sentimento a seu favor. Isso vai pesar e muito nesta reta final", diz um interlocutor do presidente da República, confiante que o petista terminará o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro. Segundo esse auxiliar, sair na liderança no segundo turno vai segurar o Centrão e também influenciar até na atuação de aliados de Flávio Bolsonaro no segundo turno. A avaliação é que, em São Paulo, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ganhe no primeiro turno e não faça grande esforço em favor do candidato do PL na fase final. Afinal, Tarcísio deve ser candidato à Presidência da República em 2030 e não gostaria de ter Flávio Bolsonaro no Palácio do Planalto no próximo ano. Flávio Bolsonaro e Lula durante a propaganda eleitoral nesta terça-feira (22). Reprodução

Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou a operação dos aviões da linha E2, da fabricante brasileira Embraer. O problema atingiu principalmente aeronaves da Azul, que opera esse tipo de avião em rotas pelo Brasil. Segundo a Embraer, a instabilidade não compromete a segurança dos voos. A frota tem sistemas de navegação que permitem a operação mesmo quando há problemas no GPS. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A linha E2 é formada por três modelos: E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Eles têm diferentes capacidades de passageiros, pesos e alcances. O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 assentos. (Veja os detalhes na arte abaixo). O modelo foi apresentado pela primeira vez em 2017 e é fabricado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Baixo consumo de combustível e motores de nova geração Embraer faz voo inaugural do jato comercial E175-E2 em São José dos Campos Embraer/Divulgação A família de aviões tem virado a galinha dos ovos de ouro da empresa brasileira. Segundo a revista britânica The Economist, que publicou uma reportagem sobre a companhia em julho deste ano, os modelos têm ganhado destaque principalmente pela boa autonomia e pelo baixo consumo de combustível. ⛽ E por que isso é tão importante? Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o combustível está entre os principais custos operacionais de uma companhia aérea. Em 2025, as maiores aéreas destinaram entre 17% e 36% de seus custos operacionais ao querosene de aviação (QAV). A The Economist também informou que, atualmente, as companhias aéreas precisam esperar até dez anos para receber um avião de fuselagem estreita (aqueles com apenas um corredor entre os assentos) de fabricantes como Airbus e Boeing. A alta demanda por viagens aéreas e os problemas na cadeia de suprimentos, que persistem desde a pandemia de Covid-19, aumentaram a procura por aeronaves menores, como o E2. Nesse cenário, a Embraer ganha espaço porque consegue entregar o modelo em menos de dois anos. Embraer E190-E2. Divulgação/Embraer "O E2 é uma aeronave do século XXI, que reúne muitas características que fazem esse avião ser diferenciado: projeto bem feito de massa, motores de nova geração, os mais modernos possíveis, e sistemas de navegação também muito modernos", explica ao g1 Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Segundo o especialista, a linha E2 tem uma capacidade de passageiros um pouco menor que os aviões da Boeing e da Airbus. "Mas nem todas as rotas precisam de capacidades tão elevadas, de 180 a 200 passageiros, que um Boeing e um Airbus precisam para ser viável economicamente". "Ter uma aeronave com capacidade entre 140 e 150 passageiros, um pouco menor, faz com que as companhias tenham flexibilidade de fazer voos diferenciados", diz Chieregatti. "Esse modelo ainda permite fazer rotas diretas de cidades médias e menores sem precisar passar pelos grandes hubs, como São Paulo e Rio de Janeiro", completa. Aeronave comercial E95-E2 é o maior jato comercial já produzido pela Embraer Imprensa Embraer/Divulgação No Brasil, os aviões da família E2 são operados por Azul e Latam. A Gol também fechou a compra de 20 aeronaves E195-E2. Em outros países, os modelos estão presentes na frota ou têm intenção de compra de companhias como Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul. A The Economist lembra que, em 24 de julho, a companhia anunciou ter arrecadado US$ 34,5 bilhões (R$ 177,7 bilhões) em encomendas, considerando todo o seu portfólio, incluindo jatos particulares e aviões militares. Em 2021, foram entregues 141 aeronaves. Para 2026, a previsão é que esse número chegue a 255. Apesar do crescimento em ritmo acelerado, a Embraer ainda tem porte menor que Airbus e Boeing, suas principais rivais, segundo a revista. Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial Arte g1 Veja fotos das aeronaves E2 da Embraer Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2 Embraer Jato da linha E195-E2 fabricado pela Embraer. Divulgação E195-E2 Embraer com pintura estilizada de leão Imprensa Embraer/Divulgação Interior da aeronave entregue em evento em São José nesta quinta (12) Luíza Veneziani/G1 Imagem mostra cabine de pilotagem do E195-E2 Luíza Veneziani/G1 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Estados Unidos aceitam discutir na OMC tarifaço imposto ao Brasil Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar das consultas com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. A decisão consta de um documento enviado pela delegação americana à OMC nesta terça-feira (22). Segundo os EUA, o pedido brasileiro não envolve atos, políticas ou práticas da China nem tarifas aplicadas a produtos de origem chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por isso, o governo americano afirmou que não considera válida a alegação de Pequim de que tem um "interesse comercial substancial" na disputa e recusou o pedido. A China havia solicitado a participação em 6 de agosto. Na ocasião, Pequim argumentou que uma das medidas questionadas pelo Brasil também afeta produtos chineses. O pedido foi feito com base no artigo 4.11 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias da OMC, que permite a participação de um terceiro país nas consultas quando ele demonstra ter interesse comercial substancial na questão. Para isso, porém, é necessário que o país alvo da disputa concorde que o interesse é bem fundamentado. Por que o Brasil foi à OMC, mesmo com o órgão enfraquecido? A decisão tem um peso mais simbólico e institucional do que prático. Ao levar o caso à OMC, o Brasil formaliza a contestação às tarifas americanas e reforça a defesa das regras multilaterais de comércio, mesmo diante das limitações atuais do órgão para fazer suas decisões serem cumpridas. O processo também mantém aberta uma via formal de negociação com os Estados Unidos e registra a posição brasileira dentro do sistema internacional de comércio. Próximos passos Brasil e Estados Unidos têm consultas marcadas para esta sexta-feira (25), em Genebra, na Suíça. As consultas são a primeira etapa do processo de solução de controvérsias da OMC e têm como objetivo tentar resolver a questão por meio de negociação. Se não houver acordo, o Brasil poderá pedir a abertura de um painel para analisar a disputa. EUA aceitam discutir na OMC o tarifaço imposto ao Brasil Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: 'Mais simbólico do que efetivo': por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido OMC perde instância máxima de apelação de processos

O autônomo pode exercer atividade por conta própria, sem relação de trabalho com empresas. Reprodução/Unsplash A formalização entre empregadores e trabalhadores por conta própria atingiu recorde em 2025: 35% tinham empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ante 24% em 2012, primeiro ano da série histórica. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O avanço foi puxado principalmente pelos trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a cobertura de CNPJ passou de 15% em 2012 para 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica. O levantamento mostra ainda que, pela primeira vez, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo possuía CNPJ. Agora no g1 Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, passando de 75,6% para 81,1% no mesmo período. Os dados revelam diferenças importantes por sexo, região, atividade econômica e nível de instrução. (veja os comparativos abaixo) ➡️ Os comparativos históricos desconsideram 2020 e 2021, já que a pandemia de Covid-19 comprometeu a coleta e a divulgação dos dados nesses anos. Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ Arte g1 Mulheres têm maior cobertura de CNPJ que homens Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens. A diferença de 2,5 pontos percentuais aumentou em relação ao início da série. Em 2012, 24,4% das mulheres e 23,8% dos homens tinham empreendimento registrado, diferença de 0,6 ponto percentual. A maior distância entre os sexos foi registrada em 2022, quando a cobertura chegou a 36,1% entre as mulheres e 33,1% entre os homens, diferença de 3 pontos percentuais. Trabalhadores por conta própria e empregadores com CNPJ por sexo Arte g1 Sul tem maior proporção de trabalhadores com CNPJ A cobertura de CNPJ também varia entre as regiões do país. Em 2025, o Sul apresentou a maior taxa, de 46,7%, seguido por Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 41,6%. No Brasil, o percentual foi de 35%. As menores taxas foram registradas no Nordeste (20,1%) e no Norte (15,6%). O Centro-Oeste teve o maior crescimento desde 2012: a proporção passou de 27,3% para 41,6%, alta de 14,3 pontos percentuais. No Sudeste e no Sul, o avanço foi de 11,2 pontos; no Nordeste, de 8,3 pontos; e no Norte, de 3,6 pontos. ➡️Brasil: de 24,0% para 35,0% (+11,0 p.p.) ➡️Centro-Oeste: de 27,3% para 41,6% (+14,3 p.p.), maior crescimento do período ➡️Sul: de 35,5% para 46,7% (+11,2 p.p.), maior proporção do país em 2025 ➡️Sudeste: de 30,4% para 41,6% (+11,2 p.p.) ➡️Nordeste: de 11,8% para 20,1% (+8,3 p.p.) ➡️Norte: de 12,0% para 15,6% (+3,6 p.p.) Comércio e serviços têm maiores taxas Entre os trabalhadores por conta própria, a maior cobertura de CNPJ em 2025 foi registrada no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com 36,7%. Na sequência aparecem os serviços (33,5%), a indústria geral (22,8%) e a construção (14,8%). A menor taxa foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%. A construção apresentou um dos maiores avanços no período. A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ passou de 3,9% em 2012 para 14,8% em 2025, alta de 10,9 pontos percentuais. Entre os empregadores, o comércio também apresentou a maior cobertura, de 88,2%, seguido por serviços (86,4%) e indústria (84,3%). Na construção, a taxa foi de 58,2%. A agricultura teve novamente a menor proporção, com 32,7% dos empregadores registrados no CNPJ. A construção foi o segmento que mais avançou entre os empregadores: passou de 36,4% em 2012 para 58,2% em 2025, alta de 21,8 pontos percentuais. CNPJ por atividade: empregadores e conta própria (%) Arte g1 Ensino superior impulsiona formalização entre autônomos A cobertura também aumenta conforme o nível de instrução. Em 2025, 50,8% dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinham CNPJ, o maior percentual da série histórica e a primeira vez em que a taxa ultrapassou 50%. Entre aqueles com ensino médio completo e superior incompleto, a proporção foi de 29,7%. Já entre os que tinham ensino fundamental completo e médio incompleto, ficou em 18,6%. A menor taxa foi registrada entre trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto: 11,1%. A diferença entre os grupos de maior e menor escolaridade chegou a 39,7 pontos percentuais. O crescimento também foi maior entre os trabalhadores com ensino superior. Em 2012, 42,5% desse grupo tinha CNPJ. Em 2025, eram 50,8%, avanço de 8,3 pontos percentuais. Veja abaixo a evolução da formalização entre trabalhadores por conta própria, por escolaridade (2012-2025): 🎓 Superior completo: de 42,5% para 50,8% (+8,3 p.p.), maior crescimento entre os níveis de instrução. 📚 Ensino médio completo e superior incompleto: de 23,3% para 29,7% (+6,4 p.p.). 🎒 Ensino fundamental completo e médio incompleto: de 13,2% para 18,6% (+5,4 p.p.). ➡️ Sem instrução e fundamental incompleto: de 7,2% para 11,1% (+3,9 p.p.). Entre os empregadores, o padrão também aparece. Em 2025, 91,8% daqueles com ensino superior completo tinham CNPJ, contra 81,8% entre os que tinham ensino médio completo e superior incompleto. A taxa foi de 70,7% entre empregadores com ensino fundamental completo e médio incompleto e de 52,7% entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. CNPJ por escolaridade: empregadores e conta própria (%) Arte g1 Segundo William Kratochwill, analista de pesquisas do IBGE, a relação entre escolaridade e registro no CNPJ está ligada ao próprio processo de estruturação dos negócios. “Quanto maior o nível de instrução, mais preparada a pessoa está para o mercado e mais ela entende as vantagens e as dificuldades de ter ou não ter um registro. Isso pode facilitar as operações, a compreensão dos custos, a precificação e o funcionamento do negócio.” Para ele, a baixa cobertura entre trabalhadores por conta própria também reflete o perfil de parte desse grupo, formado por pessoas que estão começando um empreendimento ou que passaram a trabalhar por conta própria após perder uma ocupação. “À medida que essas pessoas adquirem conhecimento e o negócio se estrutura, elas podem passar da condição de conta própria para a de empregador, contratando outras pessoas e mudando de patamar”, afirma. Kratochwill ressalta que, apesar do avanço, a proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ ainda é baixa. “É óbvio que 27,1% é um valor baixo. O que se espera são valores bastante elevados, porque há uma série de benefícios e contribuições para a economia que o registro pode trazer.” O pesquisador também afirma que a PNAD Contínua não permite identificar se o avanço dos registros está relacionado ao fenômeno da pejotização. Na PNAD ainda não temos informações sobre pejotização que possam dar subsídio para uma afirmação desse tipo. É possível que o registro seja uma forma utilizada pelas empresas para reduzir custos, mas não temos elementos, nesta pesquisa, para afirmar que isso está acontecendo. Os dados do IBGE mostram que o crescimento da cobertura de CNPJ foi mais expressivo entre os trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a taxa aumentou 12,1 pontos percentuais, de 15% em 2012 para 27,1% em 2025. Ainda assim, 72,9% dos trabalhadores por conta própria não tinham CNPJ no ano passado. Entre os empregadores, a cobertura já era elevada no início da série e avançou 5,5 pontos percentuais, passando de 75,6% para 81,1%. Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%) Arte g1 Os números mostram que o registro no CNPJ se tornou mais comum entre diferentes grupos de trabalhadores ao longo dos últimos 13 anos, mas permanece desigual conforme a região, a atividade econômica, o sexo e o nível de escolaridade. A pesquisa mostra, portanto, um avanço do registro no CNPJ entre trabalhadores por conta própria e empregadores, mas também revela que a cobertura ainda é bastante desigual entre os diferentes perfis de trabalhadores. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Por que tantos profissionais preferem se demitir a deixar o home office? Desde a pandemia de Covid-19, milhões de brasileiros voltaram a trabalhar dos escritórios, mas até agora o mercado de trabalho não retornou ao mesmo cenário existente antes de 2020. Dados da PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23), mostram que o trabalho realizado em casa perdeu espaço desde o pico registrado após a pandemia, mas permanece maior do que era antes da crise sanitária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2022, 8,4% dos trabalhadores exerciam suas atividades no próprio domicílio. Em 2025, esse percentual recuou para 7,9%. No mesmo período, a participação daqueles que trabalham em estabelecimentos físicos cresceu de 57,9% para 60,2%. Em 2019, por exemplo, apenas 5,8% dos trabalhadores atuavam em casa. Em 2012, o percentual era de 3,6%. Isso mostra que a transformação dos modelos de trabalho começou antes mesmo da Covid-19. ➡️ O avanço do setor de serviços, a digitalização da economia, o crescimento das plataformas digitais e do trabalho autônomo já vinham reduzindo a dependência de um único local fixo de trabalho. A pandemia acelerou esse processo. Como o IBGE não realizou esse módulo da pesquisa em 2020 e 2021, não é possível medir com precisão o pico dos efeitos das medidas de isolamento. Ainda assim, o salto observado em 2022 mostra a dimensão da mudança. Muitas empresas descobriram que parte de suas atividades podia ser realizada remotamente. Ao mesmo tempo, milhões de trabalhadores reorganizaram a própria vida levando em conta a possibilidade de trabalhar longe dos escritórios. Mas esse cenário voltou a mudar nos anos seguintes. Em 2025, 60,2% dos trabalhadores exerciam suas atividades em estabelecimentos do próprio empreendimento. Outros trabalhavam em diferentes locais: 13,8% em locais definidos pelo empregador ou pelo cliente; 8,4% em fazendas, sítios, granjas ou chácaras; 7,9% dentro de casa; 5% em veículos automotores; 2,1% em vias ou áreas públicas. Segundo William Araujo Kratochwill, pesquisador do IBGE, a classificação considera o local onde o trabalhador atua com mais frequência. 📎Isso significa que uma pessoa que trabalha quatro dias por semana em casa e apenas um no escritório pode aparecer na categoria dos que trabalham no domicílio. O inverso também ocorre: trabalhadores híbridos que passam a maior parte da semana na empresa entram no grupo dos que trabalham em estabelecimentos físicos. Essa observação ajuda a explicar por que o trabalho realizado em casa continua relativamente elevado mesmo após a volta de parte dos profissionais aos escritórios. Retorno ao presencial Movimento de passageiros na estação Guaianases, na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (5), durante greve na CPTM. FÁBIO VIEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO/ESTADÃO CONTEÚDO Os dados do IBGE acompanham um movimento que já vinha sendo identificado por outras pesquisas sobre o mercado de trabalho. Um estudo da Robert Half mostrou que profissionais de construção civil e engenharia trabalham, em média, 4,8 dias por semana presencialmente. No setor de serviços, a média é de 3,3 dias. Outra pesquisa, mencionada em uma reportagem publicada pelo g1 em maio e realizada pela WeWork em parceria com a Offerwise, mostra que 63% dos trabalhadores atuam presencialmente. Entre eles, 79% afirmam que esse modelo é uma determinação da empresa, e não uma escolha pessoal. Nos últimos anos, as vagas remotas também perderam espaço, enquanto as oportunidades presenciais e híbridas avançaram e passaram a representar a maior parte das ofertas disponíveis no mercado, segundo a Gupy. Vagas anunciadas com trabalho 100% remoto Arte g1 Por que as empresas estão voltando ao presencial? Outro levantamento da Robert Half sugere que muitas organizações associam a presença física a ganhos de integração, comunicação e fortalecimento da cultura corporativa. Entre os principais motivos apontados pelos gestores estão: 68% citam o fortalecimento da cultura organizacional; 63% mencionam melhora da comunicação e da colaboração entre equipes; 59% apontam maior integração e supervisão; 50% relacionam o trabalho presencial ao aumento da produtividade. Mas a volta de parte dos trabalhadores aos escritórios recolocou no centro do debate questões que haviam perdido relevância durante a pandemia, como tempo de deslocamento, gastos com transporte e distância entre casa e trabalho. A pesquisa da WeWork mostra que 65% dos trabalhadores consideram o trajeto até o escritório a principal desvantagem do trabalho presencial. Mais da metade afirma que passou a gastar mais com transporte e deslocamento. A gerente de negócios da WeWork Brasil, Beatriz Kawakami, define esse fenômeno como um “custo silencioso”. Ele não aparece diretamente na renda do trabalhador, mas reduz o tempo disponível para a vida pessoal e amplia despesas que haviam diminuído durante o período de maior adesão ao trabalho remoto. Os impactos, porém, vão além da rotina diária. Durante a pandemia, a possibilidade de trabalhar à distância levou muitas famílias a trocar apartamentos por casas maiores, buscar cidades mais tranquilas, reduzir o custo de vida ou se mudar para mais perto de familiares e áreas verdes. Essa lógica dependia da manutenção do trabalho remoto como modelo predominante. À medida que mais empresas passaram a exigir a presença dos funcionários alguns dias por semana, a localização voltou a ganhar peso nas decisões de moradia. O mercado imobiliário sentiu o efeito Home office trabalho remoto Pexels Um levantamento do Colégio Notarial do Brasil (CNB/SP), divulgado pelo g1 na semana passada, mostrou que a cidade de São Paulo registrou recorde histórico de compra e venda de imóveis em 2025. Foram 90.402 escrituras registradas nos cartórios de notas, volume 49,6% superior ao de 2020. Ao mesmo tempo, municípios do interior que haviam se beneficiado da expansão do home office passaram a registrar desaceleração nas transações imobiliárias. Para o vice-presidente do CNB/SP, Andrey Guimarães Duarte, os números indicam que o mercado entrou em uma nova etapa. “Se fosse simplesmente uma volta ao padrão pré-pandemia, esperaríamos que a capital recuperasse o que perdeu e os destinos do home office retornassem aos níveis anteriores. Não foi exatamente isso que aconteceu”, afirmou. Apesar dessa mudança, a região Sudeste continua liderando a participação de trabalhadores que atuam dentro de casa, com 8,2%. Segundo Kratochwill, o resultado pode estar relacionado à forte concentração de empresas e de atividades compatíveis com o trabalho remoto em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. "São Paulo e Rio de Janeiro têm muitas empresas em que o trabalho remoto pode ter uma influência importante devido ao volume de trabalhadores", afirmou.

Carteira de Trabalho Digital Gil Leonardi/ImprensaMG O Brasil atingiu um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, esse foi o maior contingente de ocupados da série histórica, iniciada em 2012. Ao mesmo tempo, o número de desocupados caiu para 6,1 milhões, o menor já registrado pela pesquisa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Os comparativos históricos desconsideram 2020 e 2021, já que a pandemia de Covid-19 comprometeu a coleta e a divulgação dos dados nesses anos. A força de trabalho do país soma 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões estão fora do mercado de trabalho. Em comparação com 2012, o total de ocupados cresceu 15,4%, passando de 89,3 milhões para 103 milhões de trabalhadores. Agora no g1 Além do recorde de ocupação, os dados do IBGE mostram um avanço mais acelerado da participação feminina. Em 2025, o país contabilizou 44,8 milhões de mulheres ocupadas, o equivalente a 43,5% da população ocupada. Desde 2012, a ocupação entre as mulheres cresceu 20,5%, com a incorporação de 7,6 milhões de trabalhadoras. Os homens somaram 58,2 milhões, ou 56,5% do total. Entre eles, a alta foi de 11,7%, com aumento de 6,1 milhões de ocupados. O nível de ocupação da população brasileira chegou a 59,1% em 2025, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. O indicador mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar. O resultado representa uma recuperação de 3,8 pontos percentuais em relação ao menor nível registrado pela pesquisa, de 55,3%, em 2017. Os dados também apontam redução da diferença entre homens e mulheres. Força de trabalho no Brasil Arte g1 Setores que mais cresceram O crescimento da ocupação foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e administração pública. Entre 2012 e 2025, as áreas de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 4,9 milhões de trabalhadores. Já os segmentos de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas incorporaram mais 3,8 milhões de ocupados no período. Em contrapartida, setores tradicionais perderam participação na estrutura do emprego. A agropecuária registrou redução de 2,3 milhões de ocupados entre 2012 e 2025, enquanto construção e serviços domésticos também apresentaram queda. (veja comparativo na tabela abaixo) População Ocupada por atividade Mais escolaridade O avanço da escolarização da população brasileira também se refletiu na composição da força de trabalho. Em 2025, 43,6% da população ocupada tinha ensino médio completo ou superior incompleto, ante 35,7% em 2012. Considerando os trabalhadores com pelo menos o ensino médio completo, a parcela passou de menos da metade em 2012 para 68,5% em 2025. No mesmo período, a participação dos trabalhadores com ensino superior completo cresceu de 14,1% para 24,9%. Por outro lado, caiu a parcela daqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, de 32,6% para 18,3%. De acordo com o analista de pesquisas do IBGE, William Kratochwill, os dados refletem o aumento da escolarização dos jovens. “Quando observamos o recorte por nível de instrução, vemos que a escolaridade dos jovens tem aumentado ao longo dos anos. A permanência no ensino médio também vem crescendo, e esse movimento se reflete no mercado de trabalho”, afirma o analista. População ocupada por nível de instrução Arte g1 Mais trabalhadores por conta própria A composição do mercado de trabalho brasileiro também passou por mudanças nos últimos anos. Em 2025, os empregados continuaram representando a maior parcela dos ocupados, com 69% do total, percentual próximo ao registrado em 2012, quando a participação era de 70,7%. Já os trabalhadores por conta própria ampliaram sua presença de 22,4% para 25,4% no período. “Muitos que perderam uma ocupação e não podem deixar de ter um rendimento partem para um negócio próprio. Muitas vezes é comercializar alguma coisa, produzir algo para ser vendido”, explica William. Em sentido contrário, diminuiu a participação dos trabalhadores familiares auxiliares, que passou de 3% para 1,2%. A mudança reforça a transformação do perfil ocupacional observada ao longo da última década. População ocupada por posição de ocupação Arte g1 Entre os empregados, o setor privado com carteira assinada permanece como o principal segmento, respondendo por 37,8% da população ocupada em 2025. A participação dos empregados sem carteira assinada chegou a 13,4%, enquanto os trabalhadores domésticos representavam 5,5% do total. Já os empregados do setor público, incluindo servidores estatutários e militares, corresponderam a 12,3% dos ocupados. (veja comparativo abaixo) ➡️ 2025 Empregados: 69,% da população ocupada. Empregados no setor privado com carteira assinada: 37,8%. Empregados no setor privado sem carteira assinada: 13,4%. Empregados no setor público (incluindo servidores estatutários e militares): 12,3%. Trabalhadores domésticos: 5,5%. ➡️ 2012 Empregados: 70,7% da população ocupada. Empregados no setor privado com carteira assinada: 39,2%. Empregados no setor privado sem carteira assinada: 12,6%. Empregados no setor público (incluindo servidores estatutários e militares): 12,1%. Trabalhadores domésticos: 6,8%. No setor privado, as microempresas continuam concentrando a maior parcela dos trabalhadores. Dos 84,6 milhões de empregados do segmento, 48,8% atuavam em estabelecimentos com até cinco pessoas ocupadas em 2025. Outros 9,6% estavam empregados em empresas com seis a 10 trabalhadores, 12,1% em negócios de 11 a 50 pessoas e 29,5% em empresas com mais de 50 empregados. Os indicadores apontam não apenas para uma ocupação recorde, mas também para mudanças estruturais no perfil dos trabalhadores brasileiros, com maior participação feminina, aumento da escolaridade e crescimento do trabalho por conta própria ao longo da última década. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Óculos da Meta geram debate sobre privacidade A Meta deve apresentar nesta quarta-feira (23) novos modelos de óculos inteligentes, incluindo versões sem câmera, durante sua conferência anual Connect na Califórnia nos Estados Unidos. A mudança ocorre enquanto a empresa e outras gigantes de tecnologia tentam ampliar o uso de dispositivos de inteligência artificial capazes de interagir com o ambiente ao redor do usuário, mas enfrentam preocupações sobre privacidade e o risco de gravações sem consentimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os óculos da Meta são desenvolvidos em parceria com a fabricante de lentes EssilorLuxottica. As vendas dos modelos passaram de 7 milhões no ano passado, tornando o produto um dos principais exemplos da tentativa da indústria de levar a IA para além dos celulares e computadores. 🕶️ Agora, a empresa deve apresentar dois modelos sem câmera, chamados Clubmaster e Burbank, segundo o site The Information. Também são esperadas uma nova versão dos óculos Meta Ray-Ban, que têm câmera, e uma versão mais fina e leve de óculos de realidade aumentada, de codinome Phoenix Por que lançar óculos sem câmera? A retirada da câmera é uma das respostas das empresas ao receio de que esses dispositivos sejam usados para registrar pessoas sem que elas percebam. Os óculos atuais da Meta conseguem tirar fotos e gravar vídeos por meio de uma câmera embutida na armação. Eles também têm microfones e alto-falantes e podem usar inteligência artificial para responder a comandos e interpretar informações do ambiente. No Reino Unido, alguns restaurantes, pubs e teatros passaram a restringir o uso dos dispositivos. A rede de pubs Wetherspoon, uma das maiores do país, está entre os estabelecimentos que adotaram medidas desse tipo A Meta também enfrenta uma ação coletiva na Califórnia relacionada às práticas de privacidade dos óculos. O processo afirma que imagens captadas pelos dispositivos foram enviadas aos servidores da empresa e analisadas e classificadas por trabalhadores envolvidos no treinamento de sistemas de IA. Óculos da Meta têm LED para indicar quando estão gravando ou tirando foto. Darlan Helder/g1 ➡️ Segundo a acusação, entre as imagens estavam pessoas trocando de roupa, usando banheiros e lidando com informações financeiras. A Meta contesta as alegações. A empresa afirma que uma luz nos óculos, que não pode ser desligada durante a gravação, indica quando a câmera está sendo usada. Também diz que o recurso é desativado caso a luz seja coberta ou adulterada. Tirar a câmera resolve? Não necessariamente. Os novos modelos ainda podem captar áudio por meio dos microfones, o que também gera questionamentos sobre gravações não autorizadas, embora em menor escala. Existe ainda uma questão comercial. A câmera está entre os recursos mais utilizados dos óculos atuais. Sem ela, e sem uma tela na frente dos olhos, o consumidor pode questionar qual é a vantagem do dispositivo em relação a um fone de ouvido Bluetooth. Por outro lado, empresas como a startup Even Realities já apostam em óculos inteligentes sem câmera. A companhia lançou seu primeiro modelo em 2024 e afirma que a ausência do recurso ajuda a reduzir o receio de gravações escondidas. Disputa pelo próximo dispositivo A discussão acontece enquanto empresas de tecnologia testam diferentes formatos para criar uma nova geração de aparelhos capazes de acompanhar o usuário durante o dia. A Samsung planeja entrar nesse mercado ainda neste ano, em parceria com as marcas Gentle Monster e Warby Parker. A Snap também prepara seus óculos de realidade aumentada, que devem custar US$ 2.195 (cerca de R$ 11,5 mil na cotação atual) e chegar ao mercado ainda neste ano. A OpenAI também trabalha com a ideia de um dispositivo capaz de compreender continuamente o ambiente do usuário. O presidente-executivo da empresa, Sam Altman, já defendeu que aparelhos desse tipo deveriam processar os dados localmente, sem enviar continuamente as informações para servidores na nuvem. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (23), com um avanço de 1,28%, cotado a R$ 5,1680. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1757. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,85%, aos 185.824 pontos. Com foco no exterior, investidores continuaram a monitorar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e seguem em compasso de espera pelo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para amanhã. Na agenda doméstica, uma terceira rodada de pesquisas eleitorais da Quaest fica sob os holofotes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã seguiram no centro das atenções. Na véspera, Trump afirmou que autoridades dos dois países se encontraram para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas. O Irã também indicou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os americanos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos. Ainda assim, os preços do petróleo encerraram o dia em alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu 4,35%, cotado a US$ 103,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 2,30%, a US$ 92,60 o barril. ▶️No cenário eleitoral, a Quaest deve divulgar uma terceira rodada de pesquisas nesta quarta-feira. O último levantamento mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. ▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,47%; Acumulado do mês: -0,23%; Acumulado do ano: -5,84%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +4,74%; Acumulado do ano: +15,33%. Negociações entre EUA e Irã Os sinais de avanço nas tratativas entre EUA e Irã seguem no radar dos investidores. Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. O Irã, por sua vez, disse que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos. A delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os EUA. Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quarta-feira, conforme investidores repercutiam a nova alta do petróleo e o aumento no rendimento dos títulos públicos americanos. O Dow Jones caiu 0,66%, enquanto o S&P 500 recuou 0,74% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,10%. O dia também foi negativo na Europa. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou em queda de 0,4%, revertendo os ganhos registrados no início da sessão. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,66%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,39% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,03%. Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores avaliavam papéis de tecnologia e em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,39%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,60%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cotação do dólar atinge o maior valor da história do real, mesmo com intervenções do Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução

NR-1: Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Faça o QUIZ As empresas podem voltar a ser punidas a partir desta quarta-feira (23) por descumprirem regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho. A mudança ocorre porque terminou o prazo de 90 dias fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido temporariamente a aplicação de multas e outras sanções administrativas previstas na norma. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão, porém, não suspendeu as obrigações das empresas. Desde que a atualização da NR-1 entrou em vigor, em maio deste ano, os empregadores continuam obrigados a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Entre esses riscos estão: excesso de carga de trabalho; jornadas excessivas; cobrança e pressão excessivas; prazos considerados muito curtos; assédio moral e outras condutas abusivas; problemas na organização do trabalho que possam afetar a saúde mental dos funcionários. O que muda agora? Na prática, a principal mudança é que os auditores-fiscais do trabalho podem voltar a aplicar multas e outras sanções administrativas pelo descumprimento das regras relacionadas aos riscos psicossociais. O que é a NR-1? A Norma Regulamentadora nº 1 estabelece regras gerais de segurança e saúde no trabalho. A atualização da norma passou a incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. As empresas devem identificar esses fatores, avaliar os possíveis impactos sobre os trabalhadores e adotar medidas para reduzir ou eliminar os riscos. Essas medidas também devem ser registradas no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa. O que o trabalhador pode fazer? A suspensão temporária das multas não alterou os direitos dos trabalhadores. Casos de assédio, excesso de jornada ou outras situações que possam prejudicar a saúde física ou mental continuam podendo ser denunciados. O trabalhador pode procurar o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho (MPT), o sindicato da categoria ou a Justiça do Trabalho. Além das punições administrativas, a empresa também pode ser responsabilizada judicialmente por danos causados ao trabalhador. Por que a regra foi parar no STF? A aplicação das penalidades foi questionada no Supremo pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). O ministro André Mendonça determinou a suspensão das multas e de outras sanções administrativas por 90 dias. Durante esse período, governo, empregadores e trabalhadores também participaram de uma tentativa de conciliação sobre a aplicação da norma. Com o fim do prazo, as punições administrativas podem voltar a ser aplicadas, enquanto a discussão sobre as regras continua no Supremo. ⚠️ Como denunciar? Trabalhadores que enfrentam situações relacionadas a riscos psicossociais no ambiente de trabalho podem recorrer a diferentes canais para denunciar irregularidades. Entre eles estão: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar. Quanto mais informações forem fornecidas, maiores são as chances de os órgãos responsáveis apurarem o caso e adotarem as medidas cabíveis.

Entre Dois Mundos: falhas na IA viram nova disputa entre China e EUA Em 20 de agosto, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi a Macaíba (RN) anunciar um supercomputador para inteligência artificial, com investimento estimado em R$ 1 bilhão. Em outra frente, o governo também anunciou outra estrutura de computação avançada no Rio de Janeiro, em parceria com empresas chinesas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os projetos integram uma estratégia para ampliar a capacidade computacional do Brasil, um dos recursos necessários para treinar e operar sistemas de inteligência artificial (IA). Essa agenda de ampliar a infraestrutura para a IA não é exclusividade do petista: aparece também em praticamente todos os planos de governo de presidenciáveis que atingem maior intenção de voto nas pesquisas: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Os candidatos defendem, de alguma forma, incentivos à instalação ou à expansão de data centers, grandes instalações que reúnem servidores para armazenar e processar dados e serviços digitais, incluindo sistemas de IA. Em uma eleição marcada pela polarização, há uma espécie de consenso, ainda que limitado, sobre o tema, entre os principais candidatos. As propostas, no entanto, diferem quanto ao papel do Estado, à atração de empresas estrangeiras, à transferência de tecnologia e às exigências ambientais. Augusto Cury (Avante), que cresceu nas pesquisas e passou a figurar entre os candidatos mais competitivos no fim de agosto, também dedica parte de seu programa à inteligência artificial e à robótica, mas seu plano menciona a IA como uma infraestrutura estratégica de Estado, sem apresentar uma proposta específica para a construção ou expansão de data centers. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que a expansão dessa infraestrutura pode ajudar o país a desenvolver capacidade tecnológica, mas não produz automaticamente a chamada "soberania digital". Para eles, os candidatos ainda precisam explicar qual tipo de data center pretendem atrair, quais benefícios serão gerados no Brasil e quem pagará os custos de energia, água e infraestrutura — informações que os planos de governo não detalham. Soberania, incentivos tributários e zonas especiais O plano de Lula, à frente nas pesquisas para o primeiro turno até o momento, associa os data centers à soberania digital. Seu programa defende uma infraestrutura computacional nacional, serviços de nuvem (que permitem armazenar e processar dados em servidores acessados pela internet) e supercomputadores desenvolvidos ou operados por instituições brasileiras. O plano também propõe que a expansão do setor seja acompanhada de exigências de eficiência energética, uso progressivo de fontes renováveis, avaliação dos impactos sobre o sistema elétrico e hídrico e contrapartidas de conteúdo local. Ronaldo Caiado (PSD) também defende incentivos tributários para o setor, condicionados a exigências ambientais, tecnológicas e sociais. Seu plano fala em energia nova e renovável, eficiência no uso da água, geração de empregos, qualificação profissional, investimento na rede elétrica e reserva de capacidade para universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) apresentam uma abordagem mais orientada à atração de investimentos privados. Os dois defendem energia barata e confiável e um ambiente regulatório e tributário capaz de convencer empresas de tecnologia a instalar suas estruturas no Brasil. O plano de Flávio diz que o país deve se transformar em um polo global de data centers sustentáveis, aproveitando a matriz elétrica renovável. Já Zema fala em aproveitar a abundância de energia limpa e competitiva do país para acelerar a eletrificação da economia e atrair indústrias intensivas em energia, inteligência artificial e data centers, gerando empregos qualificados e novos investimentos. Renan Santos (Missão) defende incentivos para a instalação de data centers e afirma que quer transformar o Brasil, especialmente a região Nordeste, em um exportador de capacidade computacional. A ideia inclui zonas econômicas especiais voltadas à inteligência artificial, com regras próprias para energia, impostos e regulação. O plano de Augusto Cury afirma que o Brasil precisa deixar de ser apenas consumidor e se tornar produtor de inovação, mas não cita o termo data center. O documento propõe investimentos em robótica, inteligência artificial, internet das coisas, automação industrial, computação em nuvem e manufatura avançada. O programa também trata a inteligência artificial como uma infraestrutura estratégica de Estado e defende uma política nacional para seu desenvolvimento, regulação e aplicação em serviços públicos, educação, saúde, segurança e gestão governamental. 'Soberania é ter escolhas' Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem que a instalação do data center não garante soberania tecnológica AFP via BBC Para Luca Belli, professor da Fundação Getulio Vargas e coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade, a construção de data centers não garante, por si só, soberania tecnológica. "Você pode ser um quintal para data centers de outros, que simplesmente vão absorver os seus recursos naturais e energéticos", afirma. "Ou pode criar data centers de maneira ecossistêmica, pensando primeiro na transferência tecnológica." Segundo Belli, a instalação de um data center deveria estar associada a parcerias com universidades, laboratórios, startups e governos locais. O objetivo seria formar pesquisadores, desenvolver empresas e criar tecnologia no país. "Se o data center for criado simplesmente para receber um investimento, gerar empregos durante a construção e depois funcionar para processar uma IA estrangeira, consumindo energia e água locais, essa não é necessariamente uma estratégia sustentável", diz. Para Belli, o conceito de soberania digital não significa que o Brasil precise produzir sozinho todos os equipamentos e sistemas que utiliza. "A soberania, no final das contas, é ter escolhas", afirma ele. Hoje, a computação em nuvem é dominada por um pequeno grupo de empresas americanas. A produção de chips avançados também está concentrada. "Se você constrói um LLM [large language model, modelo de IA como, por exemplo, o ChatGPT ou o Gemini] com dados brasileiros, mas, para funcionar, depende totalmente de computação em nuvem estrangeira, você não está sendo soberano", diz Belli. Disputa entre EUA e China Cúpula Pax Silica, encontro privado voltado à economia da IA no Instituto Donald J. Trump para a Paz, em 12 de dezembro de 2025, em Washington, DC. Getty Images via BBC A escolha dos fornecedores dos supercomputadores ocorre em meio à corrida tecnológica da IA entre Estados Unidos e China. Mas o governo brasileiro afirma que não pretende escolher um dos lados. Em julho, o Brasil assinou o acordo de criação da Waico, Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, criada em Xangai com a participação de 29 países. A organização pretende promover cooperação técnica e científica, formação de profissionais, compartilhamento de infraestrutura, desenvolvimento de modelos abertos e alinhamento de padrões de governança para inteligência artificial. A posição brasileira é de que a Waico não deve ser vista como uma iniciativa necessariamente concorrente da Pax Silica, iniciativa lançada pelos Estados Unidos em 2025 voltada à segurança das cadeias de fornecimento necessárias para a inteligência artificial. Enquanto a Waico se concentra principalmente em cooperação, capacitação e governança, o Pax Silica organiza uma rede de parceiros em torno das bases materiais da IA. O Itamaraty descreve o Brasil como um "país-ponte", que participa de diferentes fóruns e negocia com parceiros diversos sem assumir alinhamento automático com os Estados Unidos ou a China. A avaliação oficial é de que a soberania digital não significa isolacionismo nem autossuficiência completa. Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 12 de agosto, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reconheceu que a decisão envolve "incertezas e riscos". "Os Estados Unidos ameaçam cessar o fornecimento a quem fizer negócios nessas áreas mais críticas com a China", afirmou ao jornal. Para Luca Belli, o Brasil não tem condições de substituir imediatamente todos os fornecedores estrangeiros. "Não dá para transitar da dependência total, principalmente americana, para a independência da noite para o dia", afirma. A solução, segundo ele, seria diversificar as dependências e construir alternativas nacionais. "Você precisa ter a possibilidade de trocar, de desistir de um sistema que não considera compatível com as suas escolhas e os seus valores, e passar para outro sistema sem ficar preso." Qual data center os candidatos querem atrair? Governo brasileiro integra Waico, Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, criada em Xangai com a participação de 29 países. Itamaraty A promessa de transformar o Brasil em um polo de inteligência artificial também envolve custos menos evidentes à primeira vista. Data centers funcionam continuamente, consomem grandes quantidades de energia e podem usar água em seus sistemas de refrigeração. A instalação desses empreendimentos também pode afetar comunidades vizinhas e exigir investimentos na infraestrutura elétrica. Igor Rodrigues Britto, diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que os presidenciáveis precisam explicar qual tipo de data center pretendem atrair e quais regras serão adotadas para evitar impactos sobre as populações e os consumidores. Para Britto, a primeira distinção é entre estruturas voltadas ao armazenamento de dados de governos, empresas e consumidores brasileiros e aquelas construídas para atender grandes plataformas internacionais de inteligência artificial. "De que tipo de data center vocês [candidatos] estão falando? Existem diferenças entre data centers." Segundo ele, muitos dos projetos atualmente atraídos pelo Brasil são estruturas destinadas ao treinamento e à operação de sistemas de inteligência artificial generativa usados por empresas estrangeiras. Na avaliação de Britto, esses empreendimentos não produzem necessariamente soberania digital para o Brasil, porque não aumentam o controle do país sobre seus próprios dados nem desenvolvem tecnologia nacional. "Eles não vão servir para armazenar dados do SUS. Eles não vão servir para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica utilizarem esses data centers aqui para armazenar as informações dos consumidores." O diretor-executivo do Idec cita como exemplo o data center associado ao TikTok em Caucaia, no Ceará. Britto afirma que o consumo de energia e água é consequência do funcionamento contínuo dos servidores e dos sistemas de refrigeração. "As tecnologias utilizadas hoje fazem com que os servidores fiquem ligados 24 horas por dia, 7 dias por semana, consumindo uma quantidade de energia gigantesca", diz. "Esse gasto de energia também gera um consumo de recurso hídrico muito grande. Para mantê-los funcionando, são necessários sistemas de resfriamento, que também gastam muita água." Ele também menciona os efeitos para quem vive perto dessas estruturas. "O ruído é insuportável para os vizinhos. Em vários países, movimentos de consumidores já conseguiram a proibição, por prefeituras, da instalação de data centers dentro das cidades." Por isso, o Idec defende regras específicas para definir onde esses empreendimentos podem ser instalados, quais impactos devem ser estudados e quem deve pagar pelos custos provocados no sistema elétrico. "A gente defende que sejam criadas regras e que os candidatos falem também sobre as restrições necessárias para esses data centers, que geram impacto para as populações e para os consumidores." Outro projeto citado é o complexo de data centers da Scala no Rio Grande do Sul. Segundo Felipe Silva, diretor do Laboratório de Políticas Públicas e Internet (Lapin), o empreendimento, previsto para Eldorado do Sul e Charqueadas, tem perspectiva de alcançar até 5 GW de capacidade. Silva e a organização dizem que há problemas no processo de licenciamento ambiental, incluindo a ausência de consulta a comunidades indígenas próximas e o sigilo de informações sobre o fornecimento de energia e as atividades que serão realizadas no complexo. "Foi decretado sigilo sobre todas as informações energéticas do projeto dentro do licenciamento ambiental. Então, a gente não sabe de onde vai vir esse fornecimento de energia, quais linhas de distribuição e transmissão vão ser necessárias implementar e quem vai pagar essa conta", afirma. A BBC News Brasil procurou as empresas responsáveis pelos data centers citados pelos entrevistados, mas ainda não obteve retorno. Senado aprova isenção de impostos Igor Rodrigues Britto, diretor-executivo do Idec Arquivo Pessoal O caminho proposto pelos presidenciáveis já avança no país antes mesmo da eleição. O Senado aprovou, no início de setembro, um projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a criação de data centers no país, o Redata. Trata-se de um regime especial de tributação, que beneficia empresas com suspensão de impostos sobre importação, PIS/Cofins e sobre produtos industrializados (IPI). O governo estima isenção de R$ 5,2 bilhões em 2026. Há contrapartidas das empresas, como uso de energia de fonte renovável ou de baixa emissão. As empresas devem também assumir compromissos como direcionar ao menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalados; atender a critérios de sustentabilidade, seguir indicadores de eficiência hídrica, dentre outros requisitos. Para Felipe Silva, diretor do Laboratório de Políticas Públicas e Internet (Lapin), a aprovação no Senado agravou problemas que já existiam na proposta. "O Redata já nascia como uma política extremamente questionável para os objetivos que se propunha, como desenvolvimento sustentável e soberania digital. A aprovação no Senado por meio de manobra regimental acabou por descortinar o texto, ao abrir margem para a inclusão de combustíveis fósseis, como o gás natural, e de energia nuclear", afirma. "Em vez de exigir salvaguardas sociais, ambientais e contrapartidas reais que promovam o desenvolvimento tecnológico, o projeto apenas concede bilhões em incentivos fiscais a grandes corporações estrangeiras."

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Durante anos, a corrida para criar uma inteligência artificial cada vez mais poderosa seguiu um princípio conhecido no Vale do Silício: agir rápido e quebrar barreiras. Mas uma sequência de acontecimentos em apenas 10 dias abalou alguns dos maiores laboratórios de IA, à medida que pesquisadores passaram a alertar que as próprias criações do setor poderiam escapar do controle humano — e, em um cenário extremo, ameaçar a existência da humanidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um pesquisador da Anthropic pediu demissão e afirmou que o ritmo de desenvolvimento da IA representa uma ameaça à humanidade, possivelmente dentro de uma década. Outro disse que as chances de extinção humana ultrapassavam 10%. Ao mesmo tempo, surgiram relatos de grupos de agentes de IA trabalhando em conjunto, invadindo sistemas de computador e contornando mecanismos criados para limitar sua atuação. Agora no g1 ➡️ Esses episódios ajudaram a transformar em preocupação concreta o temor de que sistemas cada vez mais autônomos possam escapar do controle humano. Em uma rara demonstração de união, os presidentes de Anthropic, OpenAI, Google DeepMind, Microsoft e xAI defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais capazes. Tão destrutiva quanto a bomba atômica? O nível de alerta levou alguns defensores da segurança da IA e pesquisadores a fazer uma comparação extrema: desde a invenção da bomba nuclear, há mais de 80 anos, a humanidade não havia enfrentado tão seriamente o risco de sua própria extinção. A comparação também apareceu em uma conversa com Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, durante um almoço em Nova York, em dezembro de 2025. Perguntaram a ele se, como líder de uma poderosa empresa de IA, se sentia como o físico J. Robert Oppenheimer, que liderou o desenvolvimento da bomba atômica nos Estados Unidos. Refletindo sobre as semelhanças, ele disse que o impacto da IA “vai transformar a trajetória da história da humanidade por um longo período”. Mas acrescentou que sentia o peso da responsabilidade. Só que para entender de onde vem esse temor, é preciso olhar para o objetivo que está no centro da corrida tecnológica: criar sistemas capazes de realizar tarefas intelectuais cada vez mais complexas e, em determinado estágio, desenvolver versões ainda mais capazes de si mesmos, sem intervenção humana. 🔎 O objetivo é chegar a um estágio conhecido como inteligência artificial geral (AGI), um tipo de IA que, em tese, seria capaz de realizar uma ampla variedade de tarefas intelectuais. No início deste mês, pesquisadores alertaram que a AGI poderia estar muito mais próxima do que se imaginava e surgir em apenas três anos. A possibilidade provocou uma nova onda de preocupação entre políticos e líderes do setor de tecnologia. “Não há como supervisioná-las na escala em que estamos treinando”, disse o pesquisador da Anthropic, Joe Benton, em uma entrevista após ter se demitido recentemente. Se as empresas continuarem com seu desenvolvimento implacável de IA, disse ele, “então o ritmo será rápido demais e não será possível identificar os problemas a tempo de corrigi-los”. Astra desencadeia preocupações O alerta ganhou um novo peso em 3 de setembro, quando uma entrevista coletiva da OpenAI desencadeou uma sequência de acontecimentos que, dias depois, culminaria em pedidos públicos de desaceleração do setor. “Bem-vindos à era da AGI”, disse o presidente da OpenAI, Greg Brockman, ao anunciar o mais novo modelo da empresa, conhecido como Astra. Pouco antes, porém, a empresa havia admitido que estava cada vez mais difícil controlar ou até mesmo monitorar os sistemas de IA que desenvolvia e colocava à disposição do público. A contradição ajuda a explicar o dilema no centro da atual corrida tecnológica. 🤖 A IA é descrita por seus defensores como uma das maiores conquistas tecnológicas da humanidade: um software capaz de transformar setores inteiros, aumentar a eficiência, resolver problemas matemáticos e médicos complexos e reduzir drasticamente o erro humano. Por outro lado, aquilo que durante anos foi tratado como um cenário teórico e apocalíptico passou, segundo especialistas do setor, a parecer mais concreto. “Nós realmente acreditamos sinceramente que a IA poderá matar todos os seres humanos”, disse o pesquisador da Anthropic, Evan Hubinger, na rede social X. Initial plugin text Do outro lado do debate estão políticos, como o presidente dos EUA, Donald Trump, e muitos investidores, que consideram o avanço da IA fundamental para o poderio norte-americano e, possivelmente, uma oportunidade de investimento que surge uma vez por geração. A mídia estatal chinesa também acusou o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, de empregar táticas da Guerra Fria para “manter a hegemonia monopolista de Washington em tecnologia de ponta”. Trump anuncia que vai nomear 'czar da IA' e criar força-tarefa para fomentar e monitorar tecnologia Demissão marca ponto de virada O ponto de virada ocorreu em 8 de setembro, quando o pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, pediu demissão da empresa. Em uma série de publicações, ele afirmou temer que os laboratórios de IA estejam “apostando com nossas vidas”. As publicações de Coxon, de 27 anos e pouco conhecido fora dos círculos de IA, viralizaram e ajudaram a ampliar um debate que já vinha crescendo dentro das empresas. 🗣️ Nos bastidores, funcionários da OpenAI e da Anthropic têm demonstrado preocupação com o poder da próxima geração de modelos de IA e menor confiança na capacidade de suas próprias empresas de supervisioná-los de forma efetiva, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA mantém uma postura favorável à continuidade da corrida. Trump indicou que o desenvolvimento da tecnologia seguiria em ritmo acelerado. “Há uma conspiração doentia em andamento contra a IA e os centros de dados”, afirmou ele em redes sociais. O alarmismo em torno da IA é uma “farsa”, disse Trump, e qualquer desaceleração só beneficiaria a China. Enquanto isso, o Congresso dos EUA tem avançado pouco na aprovação de projetos de lei para regulamentar a IA. A China adotou uma abordagem diferente, propondo regras de segurança que incluem obrigações para os desenvolvedores, normas apoiadas pelo Estado, avaliações de segurança e testes externos. A disputa entre acelerar e controlar a tecnologia também tem uma dimensão financeira. A corrida para lançar novos modelos em ritmo acelerado é impulsionada, em parte, pelo interesse da Anthropic e da OpenAI em abrir capital nos próximos meses. As ofertas públicas iniciais de ações, conhecidas como IPOs, poderiam levar a uma avaliação de mercado bem acima de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) para cada empresa. Robô humanoide dança em evento de ciência em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Sistemas que escapam do controle humano O episódio do Astra e os alertas de pesquisadores ganharam ainda mais peso porque não eram os primeiros sinais de dificuldade para controlar os sistemas. A OpenAI e a Anthropic reconheceram, nas últimas semanas, que seus modelos, durante testes, haviam conseguido escapar das restrições impostas a eles e invadir sistemas de outras empresas. Em muitos casos, isso ocorreu meses antes e sem que as companhias afetadas soubessem. Os próprios alertas da OpenAI sobre sua dificuldade de controlar o Astra, seu modelo mais recente e mais capaz, alimentaram ainda mais as preocupações. “À medida que os modelos se tornam mais capazes, fica mais difícil entender exatamente o que eles podem fazer”, disse o cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, a jornalistas. Mesmo assim, as preocupações não foram suficientes para adiar o lançamento do modelo. O temor de que a IA possa “sair do controle” havia se intensificado meses antes. A OpenAI revelou que seus agentes — sistemas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma — escaparam de um teste controlado e invadiram os sistemas da Hugging Face, sem o conhecimento inicial de nenhuma das duas empresas. Desde então, OpenAI e Anthropic revelaram vários ataques desse tipo, depois que reportagens mostraram que as atividades não autorizadas da IA tinham alcance maior do que o inicialmente conhecido. Líderes pedem desaceleração Foi nesse ambiente que o alerta chegou aos mais altos escalões do setor. Em 12 de setembro, Amodei publicou um ensaio de quase 4 mil palavras pedindo uma desaceleração no desenvolvimento da IA. “Dado o ritmo acelerado do desenvolvimento das capacidades da IA, minha preocupação é que, em 6 a 12 meses, tal enxame possa ser capaz de assumir o controle de toda a internet”, escreveu ele. Amodei e dirigentes de algumas das maiores empresas de IA, incluindo Elon Musk, da xAI; Altman, da OpenAI; e Demis Hassabis, da DeepMind, afirmaram apoiar a possibilidade de permitir que empresas externas tenham acesso aos seus sistemas para ajudar a verificar a segurança e o desenvolvimento da tecnologia. A posição, porém, não era unânime. O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, rejeitou a ideia de que o desenvolvimento da IA deveria ser suspenso. Ele já havia defendido anteriormente que sistemas cada vez mais poderosos são essenciais para o avanço tecnológico. 🔎 A Nvidia é a principal fornecedora de chips para as empresas de IA do mundo. A Meta, cujo presidente-executivo, Mark Zuckerberg, é conhecido por popularizar a filosofia de “agir rápido e quebrar barreiras”, adotou uma posição diferente. Para a empresa, cada laboratório deveria definir seu próprio ritmo, em vez de buscar uma coordenação de todo o setor. “Os laboratórios enfrentam responsabilidade significativa se seus modelos causarem danos, portanto, têm um forte incentivo para evitar isso”, escreveu Zuckerberg em redes sociais. Initial plugin text A reflexão dentro do próprio setor continuou ao longo dos dias seguintes, quando o chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, alertou que o desenvolvimento, pela Anthropic, de modelos que imitam a consciência humana é imprudente. “Estamos todos focados no mesmo objetivo, que é tentar controlar uma superinteligência”, disse Suleyman à Reuters. “Acho que esse será o maior desafio que enfrentaremos no século XXI.” Mas o alerta convive com outro movimento: o dinheiro continua chegando. Mesmo com a OpenAI aparentemente aderindo aos apelos por uma desaceleração, surgiram relatos de que a confiança dos investidores não havia diminuído. A empresa considera uma nova rodada de financiamento que poderia dobrar seu valor de mercado para US$ 1,5 trilhão (R$ 7,71 trilhões). * Com informações da agência de notícias Reuters

Robô humanoide da empresa americana Figure Divulgação/Figure Cerca de 7.000 robôs humanoides foram vendidos no mundo em 2025 para uso industrial e em serviços profissionais, segundo dados compilados pela Federação Internacional de Robótica (IFR, na sigla em inglês). O número ainda é pequeno diante das previsões de um boom desse tipo de robô nos próximos anos, especialmente na China, maior mercado mundial de robôs industriais. No mês passado, o país apresentou robôs humanoides correndo e praticando boxe em seus jogos de robótica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os critérios da IFR, um robô é considerado humanoide quando tem aparência semelhante à humana e consegue operar de forma autônoma em um ambiente projetado para pessoas. O robô não precisa necessariamente ter pernas para ser classificado dessa forma. Os dados da IFR, analisados pela Reuters, oferecem uma das primeiras medidas de toda a indústria sobre uma tecnologia que vem atraindo bilhões de dólares em investimentos e gerando demonstrações de suas capacidades. Agora no g1 Ainda assim, os humanoides representam apenas “uma fração” da população total de robôs no mundo, disse à Reuters Susanne Bieller, secretária-geral da IFR, com sede em Frankfurt. Em 2024, foram instalados cerca de 542 mil robôs industriais comuns e vendidos outros 199 mil robôs de serviço para os setores de transporte, hotelaria e limpeza. Os dados de 2025 sobre robôs industriais e de serviço serão publicados em 24 de setembro. Entre os humanoides vendidos em 2025, muitos não realizavam trabalho produtivo. Segundo Bieller, eles foram adquiridos por instituições de pesquisa ou empresas que os utilizavam para gerar dados destinados ao aprimoramento de modelos de inteligência artificial. Um robô humanoide Honor Lightning corre após cruzar a linha de chegada durante a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim e Meia Maratona de Robôs Humanoides em Pequim, China, em 19 de abril de 2026 REUTERS/Maxim Shemetov A IFR compila estatísticas sobre robótica há três décadas e começou, pela primeira vez, a coletar dados sobre robôs humanoides, paralelamente aos números muito maiores de robôs industriais e de serviço. O Bank of America Global Research estima que 90 mil robôs humanoides serão entregues em 2026 e 1,2 milhão até 2030. A contagem da IFR é baseada em dados de fornecedores e associações nacionais do setor. O levantamento exclui robôs humanoides de consumo e militares, enquanto os robôs médicos são classificados separadamente. Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
Anos 80: por que a inflação era tão alta no Brasil? Uma onda de nostalgia pelos anos 1980 ganhou as redes sociais, com lembranças da moda, dos bailinhos, dos grandes hits e do cinema. Mas um personagem importante costuma ficar fora dessa memória: a inflação, que chegou a 1.782,9% em 1989. O dinheiro perdia valor rapidamente, os preços chegavam a ser remarcados mais de uma vez por dia e as famílias antecipavam as compras. Os mais pobres eram os mais afetados, enquanto quem tinha acesso a instrumentos financeiros conseguia proteger melhor o dinheiro. Na tentativa de controlar a inflação, o Brasil adotou diferentes planos econômicos, congelou preços e trocou de moeda. O problema, porém, só foi controlado de forma duradoura em 1994, com o Plano Real. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Urna votação eleição 2024 Thiago Gadelha/SVM As redes sociais são uma das principais ferramentas de campanha nas eleições de 2026. Além dos próprios candidatos, usuários também reagem, comentam e compartilham opiniões sobre a disputa. Mas você sabia que isso pode ter impacto no trabalho? 🤔 A liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal de 1988, também se aplica às redes sociais. Mas, assim como fora do ambiente virtual, excessos podem trazer consequências, inclusive no mercado de trabalho. E as empresas estão atentas a isso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em regra, o funcionário não pode ser punido apenas por manifestar apoio ou oposição a determinado partido ou candidato em seu perfil pessoal. Da mesma forma, a empresa não pode proibir genericamente que empregados expressem opiniões políticas em redes pessoais. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, a empresa pode estabelecer regras para o uso de canais institucionais e de redes profissionais vinculadas à sua imagem, além de exigir neutralidade nesses espaços. Agora no g1 Regras em contrato Segundo Paula Borges, advogada especialista em direito do trabalho, o empregado tem, em regra, o direito de manifestar apoio a candidatos ou partidos em suas redes sociais pessoais, inclusive fora do horário de expediente. A liberdade de expressão, de consciência e de convicção política permanece protegida durante o vínculo empregatício. Uma proibição ampla de manifestações políticas em perfis pessoais, quando desvinculadas da empresa, pode configurar abuso de poder e até ser interpretada como discriminação por opinião política. A companhia, porém, pode estabelecer regras para o uso de canais institucionais e de redes profissionais vinculadas à sua imagem. Em algumas funções, como cargos de confiança, gestão ou representação institucional, podem existir restrições específicas, já que a manifestação do funcionário pode ser associada à posição da empresa. Nesses casos, as regras devem estar previstas em contrato, código de conduta ou regulamento interno, ser proporcionais à função exercida e ser comunicadas previamente ao trabalhador, segundo a especialista. Nesses casos, a exigência de neutralidade e a adoção de códigos de conduta são consideradas medidas legítimas para proteger a imagem corporativa." Isso não significa, no entanto, que uma postagem feita fora do trabalho esteja livre de consequências. Uma manifestação política pode levar a medidas disciplinares quando ultrapassar os limites da liberdade de expressão. Na prática, uma postagem política pode trazer consequências para o trabalhador quando envolver: Ofensas, calúnia ou difamação contra a empresa, colegas ou clientes; Discurso de ódio ou incitação à violência; Divulgação de informações confidenciais da empresa; Uso indevido de recursos ou canais corporativos para propaganda política; Associação indevida da opinião pessoal à empresa, quando houver dano concreto à imagem ou à reputação da companhia. Dependendo da gravidade da conduta e do rompimento da confiança necessária à relação de trabalho, a punição pode chegar à demissão por justa causa. (entenda como funciona) No ambiente profissional, a recomendação é separar manifestações políticas dos canais e recursos da empresa. Mesmo fora do expediente, o uso de grupos corporativos para militância pode gerar constrangimento entre colegas e, em casos mais graves, configurar assédio. A orientação é manter uma linguagem respeitosa, evitar ataques pessoais e deixar clara a distinção entre a opinião do funcionário e a posição da empresa. Para Paula Borges, o limite entre liberdade de expressão e uma conduta passível de punição deve ser analisado caso a caso, com base na proporcionalidade. Uma manifestação feita em espaço pessoal, sem relação com a empresa e sem ofensa a terceiros, é protegida. Já situações que envolvam ofensas, discurso de ódio, danos à honra ou quebra de confiança podem justificar medidas disciplinares. Esse limite também vale para o empregador: a empresa não pode usar o vínculo de trabalho para coagir ou assediar funcionários por suas posições políticas. (entenda o que é assédio eleitoral e como denunciar) “É importante manter uma comunicação respeitosa, não utilizar recursos da empresa para fins político-partidários e separar claramente a imagem pessoal da identidade profissional”, orienta. Cuidado com as redes sociais Para Juliana Sardinha, diretora de Diálogos Organizacionais da ABRH Brasil, o período eleitoral tende a intensificar conflitos porque as discussões políticas não envolvem apenas candidatos ou partidos, mas também valores, identidade, visão de mundo e pertencimento. Por isso, ela recomenda que o profissional reflita, antes de publicar, se está falando em seu próprio nome ou se pode passar a impressão de representar a organização. Eventuais consequências jurídicas, porém, devem ser avaliadas caso a caso, segundo a especialista. A situação exige atenção ainda maior quando há uma relação hierárquica. Uma opinião política expressa entre colegas pode ter outro peso quando parte de alguém responsável por decisões sobre promoção, remuneração, escala, contratação ou permanência no emprego. “Quanto maior o poder de uma pessoa dentro da organização, maior precisa ser sua responsabilidade na forma como se comunica com a equipe”, afirma Juliana. Diante de pressão, ameaça, promessa de benefício ou prejuízo relacionado ao posicionamento político ou ao voto, a orientação é registrar o ocorrido, procurar os canais adequados da empresa e, quando necessário, buscar orientação especializada. O objetivo de um ambiente de trabalho saudável não é fazer todo mundo pensar igual. É fazer com que pessoas que pensam de forma diferente consigam continuar trabalhando juntas com respeito, segurança e dignidade." Nas redes sociais, Marcella Moura, especialista em RH e sócia da Acerta Consultoria, afirma que o trabalhador pode manifestar suas opiniões em seu perfil pessoal, inclusive fora do horário de expediente. Ela recomenda cautela com publicações agressivas, ameaçadoras, ofensivas ou discriminatórias, principalmente quando o perfil identifica a empresa onde a pessoa trabalha. “Tudo o que você posta também está relacionado à sua imagem, e o funcionário representa aquela empresa, faz parte daquela cultura”, afirma. Segundo ela, ataques, discriminação e ofensas podem gerar problemas porque as redes sociais têm grande visibilidade e podem associar o comportamento individual à imagem da organização. Em situações de pressão ou hostilidade em razão de posicionamentos políticos, a orientação é procurar os canais formais de denúncia da empresa. Para Marcella, quando um funcionário é destratado ou sofre pressão de colegas ou superiores por causa de sua posição política, a situação deixa de ser uma simples divergência e pode configurar assédio, com impactos tanto para o trabalhador quanto para o clima organizacional. Para atravessar o período eleitoral, a recomendação da especialista é que as empresas priorizem o respeito às opiniões contrárias. Caso decidam abrir espaço para discussões políticas, os debates devem ser conduzidos de forma imparcial e educativa, sem permitir que a divergência de opiniões se transforme em conflito pessoal. Redes sociais são uma vitrine Outro ponto é que as redes sociais funcionam como uma vitrine, na qual o comportamento das pessoas fora do ambiente de trabalho também pode ser analisado. Essa avaliação ocorre tanto entre profissionais já contratados quanto entre candidatos a uma vaga. “Os recrutadores levam em consideração como o colaborador ou futuro funcionário expõe suas ideias e sua imagem em público. São observadas, principalmente, questões de intolerância, desrespeito e imoralidade”, explica Bruno Rizzato, diretor do app de empregos Trampolim. Rizzato afirma que, quando usadas de forma adequada, as redes sociais podem favorecer o marketing pessoal. “O ambiente virtual pode ser usado, por exemplo, para compartilhar conteúdos relevantes na sua área de atuação. Também para seguir empresas e pessoas relevantes, além de destacar projetos e conquistas pessoais e profissionais”, diz. Principais cuidados a tomar Veja algumas orientações de especialistas sobre o comportamento nas redes sociais durante as eleições: 🫡 Mantenha o respeito nas publicações: evite ataques pessoais, ofensas, calúnias e difamações dirigidas a candidatos, colegas, clientes, empregadores ou terceiros. 🚫 Evite discurso de ódio e incitação à violência: conteúdos desse tipo podem gerar consequências jurídicas e trabalhistas. 📲 Confira as informações antes de publicar: evite compartilhar notícias falsas ou conteúdos de fontes não confiáveis. ⚠️ Não divulgue informações confidenciais: dados internos da empresa ou de colegas não devem ser expostos, nem mesmo em debates políticos. 💔 Separe sua opinião da imagem da empresa: deixe claro que suas manifestações políticas são pessoais e não representam o empregador, especialmente ao mencionar a empresa. 👎🏽Não use recursos ou canais corporativos para propaganda política: computadores, e-mails, grupos e demais ferramentas de trabalho devem ser usados para fins profissionais. 👀 Observe as regras internas da empresa: códigos de conduta e regulamentos podem estabelecer orientações específicas sobre manifestações públicas, especialmente para profissionais em cargos de liderança, confiança ou representação institucional. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Primavera começa hoje com El Niño forte Um episódio extremo do El Niño pode reduzir em pelo menos 2% o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe ao longo de três anos e levar até 4,8 milhões de pessoas adicionais à pobreza até o fim da década, segundo estimativa da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). A estimativa consta de um relatório especial divulgado nesta segunda-feira (21). O estudo analisa os possíveis impactos econômicos, sociais e ambientais de um episódio de El Niño de forte intensidade na região. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Cepal, cerca de metade da perda econômica estimada ocorreria já no primeiro ano do fenômeno. A redução da renda das famílias também poderia ampliar o número de pessoas em situação de pobreza em relação a um cenário sem El Niño. O que é o El Niño? O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança altera a circulação da atmosfera e pode modificar o regime de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. A intensidade do fenômeno pode variar. No cenário analisado pela Cepal, um episódio extremo teria efeitos mais severos sobre a economia e sobre setores como agricultura, energia e pesca. Há risco de um 'Super El Niño'? Sim. Segundo o relatório da Cepal, projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026-2027 (primavera e verão no Brasil). A NOAA também estima 69% de probabilidade de o fenômeno atingir uma magnitude histórica, classificada no relatório como "Súper El Niño". Nesse cenário, a temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 apresentaria anomalias superiores a 2,5°C ou 3°C. Isso não significa, porém, que a perda de 2% do PIB ou o aumento da pobreza necessariamente ocorrerão. Esses números são estimativas da Cepal para um cenário de El Niño extremo. Quais seriam os impactos na economia? Os efeitos não seriam distribuídos igualmente entre os países ou setores da economia. A Cepal prevê impactos sobre o PIB, inflação, pobreza e produção e destaca riscos especialmente para energia, agricultura, pesca e infraestrutura. Um dos principais pontos de atenção é o setor elétrico. Segundo o relatório, vários países da América Latina dependem fortemente da geração hidrelétrica: em alguns deles, as hidrelétricas respondem por mais de 70% da matriz elétrica. Com menos chuva e temperaturas mais altas, os reservatórios podem ficar sob pressão justamente quando aumenta a demanda por eletricidade para refrigeração e ar-condicionado. A Cepal estima que, entre outubro e dezembro de 2026, a probabilidade de déficit de precipitação chega a 60% em determinadas áreas, enquanto 31,1% do território regional estaria em alerta alto. Grandes cidades, como São Paulo, Lima e Cidade do México, poderiam enfrentar aumento da demanda por energia em períodos de menor disponibilidade hídrica. E o impacto no agronegócio? A agricultura também está entre os setores mais vulneráveis. ➡️ Com base em análises da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Cepal aponta probabilidade superior a 70% de ocorrência de secas que afetem a atividade agropecuária nos próximos meses em áreas do Corredor Seco da América Central, além de regiões da Colômbia, Venezuela e países do Caribe, como Cuba, República Dominicana e Haiti. O risco envolve redução das colheitas, menor disponibilidade de alimentos e de forragem para os animais e perda de renda para produtores rurais. Pesca também pode ser afetada O El Niño também altera as condições do Oceano Pacífico e pode prejudicar a atividade pesqueira. O aquecimento das águas enfraquece a subida de águas profundas e frias, um processo que leva nutrientes para a superfície e sustenta parte da cadeia alimentar marinha. Com menos nutrientes disponíveis, espécies como anchoveta, sardinha e merluza podem migrar ou ter sua disponibilidade reduzida. A Cepal cita episódios anteriores de intensidade excepcional nos quais as capturas pesqueiras da região caíram 52,7% em 1972-1973 e 26,9% em 1997-1998. Por que o fenômeno pode aumentar a pobreza? O impacto econômico do El Niño não fica restrito ao clima. Uma quebra de safra, por exemplo, pode reduzir a renda de produtores e trabalhadores rurais e, ao mesmo tempo, pressionar os preços dos alimentos. Problemas na geração de energia podem elevar custos para empresas e consumidores. Já perdas na pesca afetam comunidades que dependem diretamente da atividade. É a combinação desses efeitos que pode atingir a renda das famílias e aumentar o número de pessoas abaixo da linha de pobreza. No cenário extremo analisado pela Cepal, até 4,8 milhões de pessoas adicionais poderiam entrar na pobreza até o fim da década em relação a um cenário sem El Niño. O que os governos podem fazer? A Cepal recomenda medidas para tentar reduzir os impactos antes que eles ocorram. Entre elas estão a criação de mecanismos financeiros para situações de emergência, investimentos em infraestrutura mais resistente a eventos climáticos, sistemas de alerta, proteção de famílias vulneráveis e medidas para reduzir a dependência de uma única fonte de geração de energia. O órgão também recomenda o planejamento de estoques e recursos para períodos de seca, maior integração energética entre países e medidas para aumentar a eficiência no consumo de eletricidade. A avaliação da Cepal é que medidas preventivas tendem a custar menos do que respostas adotadas apenas depois de uma emergência.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira (22) uma atualização das regras que tratam dos direitos dos passageiros em casos de atraso e cancelamento de voos. Segundo a agência, as mudanças têm como objetivo ampliar a transparência das informações prestadas aos clientes para facilitar a compreensão sobre seus direitos, o funcionamento do transporte aéreo e as obrigações das companhias aéreas diante de imprevistos. Em situações decorrentes de caso fortuito ou força maior, como eventos climáticos, as empresas ficam isentas de responsabilidade civil pelos impactos causados. Agora no g1 Segundo o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), se enquadram ocorrências como restrições ao pouso ou à decolagem decorrentes de condições meteorológicas adversas impostas por órgão do sistema de controle do espaço aéreo; restrições ao pouso ou à decolagem decorrentes de indisponibilidade da infraestrutura aeroportuária; dentre outros. Por outro lado, permanece obrigatório a assistência material, nos seguintes casos: 🕒Após duas horas: alimentação, por meio de crédito, refeição ou solução equivalente; 🕒Após quatro horas, quando houver necessidade de pernoite: hospedagem e transporte de ida e volta ao local de acomodação. A nova regra também esclarece que a prestação de assistência não se confunde com reconhecimento da culpa ou dever de responsabilização As novas regras passam a valer 30 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU), período destinado à adaptação das empresas aéreas às novas regras. 💵Reembolso Outra mudança prevê que as companhias aéreas poderão reembolsar gastos com alimentação, transporte e hospedagem quando situações excepcionais. Entre elas estão: limitações da infraestrutura aeroportuária, falta comprovada de fornecedores locais ou emergências imprevisíveis, impedirem o fornecimento direto da assistência. Nesses casos, o passageiro deverá comprovar as despesas necessárias e razoáveis que realizou com alimentação, transporte ou hospedagem. O reembolso deverá ser feito em até sete dias. 📱Comunicação A Anac definiu ainda que o passageiro, quando estiver adquirindo a passagem, deve ser informado de que a operação aérea pode sofrer alterações devido a condições meteorológicas, requisitos de segurança e outros fatores que podem alterar a execução do voo. A medida, segundo a Anac, visa dar mais transparência ao passageiro. Também foi estabelecido que, tão logo tenha conhecimento de atraso, cancelamento ou interrupção do serviço, a empresa deverá comunicar o passageiro por canais digitais e manter as informações atualizadas. A comunicação deverá indicar a previsão de partida, as alternativas de reacomodação disponíveis e a forma de acesso à assistência material, como alimentação e hospedagem. Passageiros aguardam para embarcar em voo com atraso da Southwest, no aeroporto de Arlington, na Virgínia Leah Millis/Reuters

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.061 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (22), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 31,7 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 38 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 24 - 25 - 28 - 37 - 47 - 55 5 acertos: 39 apostas ganhadoras, R$ 42.199,06 4 acertos: 2.148 apostas ganhadoras, R$ 1.262,94 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3061 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Instabilidade no GPS cancela voos A companhia aérea Azul afirmou nesta terça-feira (22) que uma instabilidade global no sistema de GPS está afetando a operação de seus aviões da linha E2. A Embraer, fabricante das aeronaves, disse que a situação não impacta a segurança dos voos. Em comunicado, a Azul afirmou que "está adotando medidas operacionais que podem resultar em ajustes na malha e nos horários de alguns voos". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Latam, que encomendou modelos da Embraer, afirmou que não registrou anormalidade em seus voos porque só vai integrá-los à sua frota em dezembro. A Gol informou que não opera aeronaves dessa linha. Avião E195-E2, da Azul, em foto de 2019 Luíza Veneziani/G1 A Embraer disse que está fornecendo suporte técnico para outras empresas e adotando medidas para resolver o problema. "Embora a ocorrência possa afetar a programação operacional de companhias aéreas, não há impacto na segurança de voo", disse a fabricante. Ainda segundo a Embraer, a frota de aeronaves E2 tem sistemas de navegação para operar mesmo quando há uma instabilidade no sistema de GPS. Segundo a Anac, a situação está sendo monitorada junto ao fabricante e aos operadores das aeronaves. Aos passageiros afetados, a Agência informou que a companhia aérea deve prestar informações e assistências previstas na Resolução nº 400/2016 da Anac. "Caso o passageiro não seja atendido adequadamente, é possível registrar uma reclamação na plataforma Anac Passageiro", orientou a Agência. Passageiros que embarcariam em voos da Azul no Aeroporto Internacional de Brasília relataram cancelamentos e filas. Por volta das 20h30, ainda não havia informações se os voos seriam retomados na mesma noite ou remarcados. A Infraero afirmou que seis voos da Azul foram cancelados no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Três deles tinham a cidade como destino, enquanto os outros três partiriam do aeroporto. O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 passageiros. O modelo recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2019. Leia a íntegra da nota da Azul: A Azul informa que uma instabilidade global no sistema de GPS está impactando a operação da frota Embraer E2. Por precaução, a Companhia está adotando medidas operacionais que podem resultar em ajustes na malha e nos horários de alguns voos. A empresa orienta que os Clientes com voos impactados verifiquem o status de sua reserva nos canais oficiais da Companhia antes de se dirigir ao aeroporto. Os Clientes estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Azul ressalta que medidas operacionais são adotadas sempre com foco na segurança de suas operações, valor primordial para a Companhia. Leia a íntegra da nota da Embraer: "A Embraer foi notificada sobre relatos de instabilidade no sistema GPS que afeta alguns tipos de aeronaves, entre elas o E2, e acompanha a situação de perto junto aos operadores e ao fabricante do equipamento. A empresa está fornecendo suporte técnico aos clientes e conduzindo as ações necessárias para a resolução da questão. Embora a ocorrência possa afetar a programação operacional de companhias aéreas, não há impacto na segurança de voo. A frota global de aeronaves E2 dispõe de sistemas e procedimentos de navegação para operar mesmo em condições de instabilidade no sistema GPS, capazes de garantir uma operação segura em conformidade com os requisitos aplicáveis das autoridades de aviação civil." Leia a íntegra da nota da Anac: "A Anac monitora a situação junto ao fabricante e aos operadores das aeronaves para que os reportes relacionados aos sistemas de GPS sejam devidamente verificados. O objetivo é assegurar que as operações ocorram em conformidade com os requisitos de certificação e com as normas brasileiras e internacionais, observados sempre os critérios de segurança operacional. Para mais informações, sugerimos contato com o fabricante da aeronave e com os operadores do modelo em questão. Em relação aos passageiros eventualmente afetados no Brasil, a Anac esclarece que, em caso de atraso, cancelamento ou alteração de voo, a companhia aérea deve prestar as informações necessárias e oferecer aos passageiros as alternativas e a assistência previstas na Resolução nº 400/2016 da Agência. Caso o passageiro não seja atendido adequadamente, é possível registrar uma reclamação na plataforma Anac Passageiro."

Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogaram por mais 365 dias a regra que amplia o prazo máximo de duração do auxílio por incapacidade temporária concedido por meio de análise documental. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança vale para pedidos feitos pelo Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos. A medida, publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, foi assinada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, e pela presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira. A regra havia sido estabelecida pela Portaria Conjunta MPS/INSS nº 14, de 23 de março de 2026. Com a nova portaria, a ampliação do prazo fica válida por mais um ano. Na prática, a medida mantém a possibilidade de concessão do benefício por incapacidade temporária com base na análise de documentos médicos, dentro das condições estabelecidas pelo INSS, sem que o segurado precise passar imediatamente por uma perícia médica presencial para ter o benefício concedido. O auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, é pago ao segurado que fica temporariamente incapaz de trabalhar por motivo de doença ou acidente. O prazo do Atestmed já passou por mudanças anteriores, sempre de forma temporária. Na versão original da análise documental, criada pela Portaria Conjunta nº 38/2023, era possível receber o auxílio por até 180 dias sem necessidade de perícia presencial. Depois, mudanças na legislação previdenciária passaram a permitir que o governo ajustasse esses prazos por portaria. Com isso, o limite foi reduzido para 30 dias em junho de 2025. Em dezembro de 2025, o prazo voltou a ser ampliado temporariamente para até 60 dias, conforme a Portaria Conjunta MPS/INSS nº 83. A regra valia por 120 dias, ou seja, até abril de 2026. Em março deste ano, uma outra mudança: ampliação de 60 para até 90 dias o prazo máximo. Abaixo, entenda com base nas seguintes perguntas: Documentação necessária O que é o Atestmed? O que é o auxílio por incapacidade temporária? Documentação necessária Para que o pedido seja analisado, os documentos médicos devem estar legíveis, sem rasuras e conter informações como: Identificação do segurado Data de emissão Tempo estimado de afastamento Diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID) Assinatura e identificação do profissional responsável, com registro no conselho de classe O INSS orienta que o segurado continue enviando documentos completos para evitar indeferimentos e garantir uma análise mais ágil. O que é o Atestmed? O Atestmed é um mecanismo criado durante a pandemia de Covid-19 para agilizar o atendimento e reduzir a fila de perícias do auxílio por incapacidade temporária. Ele permite que o INSS avalie atestados e laudos médicos enviados pela internet, sem necessidade de agendamento presencial. Para isso, o documento deve conter informações obrigatórias, como: assinatura e dados do profissional de saúde; código CID da doença; tempo estimado de afastamento. Quando esses requisitos são atendidos, o instituto pode conceder o benefício diretamente pela plataforma, evitando o deslocamento do trabalhador até o órgão. Auxílio-doença, INSS, previdência social Divulgação/INSS O que é o auxílio por incapacidade temporária? O auxílio por incapacidade temporária, antes chamado de auxílio-doença, é destinado aos trabalhadores que contribuem mensalmente para a Previdência Social e que, por problemas de saúde, ficam temporariamente incapazes de retornar às suas atividades. Mas não basta ser contribuinte para ter direito ao benefício. O INSS exige que o solicitante comprove, por meio de perícia médica, a incapacidade para seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. O trabalhador também deve ter ao menos 12 contribuições mensais pagas. Essa regra, porém, não vale para casos excepcionais, como acidentes e doenças do trabalho. O INSS também dispensa carência para trabalhadores acometidos pelas seguintes doenças: Tuberculose ativa; Hanseníase; Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental; Neoplasia maligna; Cegueira; Paralisia irreversível e incapacitante; Cardiopatia grave; Doença de Parkinson; Espondilite anquilosante; Nefropatia grave; Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante); Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids); Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada; Hepatopatia grave; Esclerose múltipla; Acidente vascular encefálico (agudo); Abdome agudo cirúrgico; e Gestação de alto risco. INSS amplia prazo de auxílio-doença sem perícia Reprodução/TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Google e Chat GPT não são médicos; conheça os riscos de se informar somente com eles A OpenAI lançou nesta terça-feira (22) dois novos modelos de inteligência artificial da linha GPT-6 com preços até 50% menores que os valores promocionais de seus antecessores. Já a Anthropic, sua concorrente direta, divulgou o novo Opus 5.5, 20% mais barato que o último modelo de IA do Claude. O GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna foram desenvolvidos para trabalhos profissionais, programação, automação e tarefas que envolvem o uso de computadorOpenAI e Anthropic cortam preços de novas IAs; modelos chegam até 50% mais baratoses. O GPT-6 Sol custará US$ 2 (R$ 10,20) por cada milhão de tokens de entrada e US$ 10 (R$ 51) por milhão de tokens de saída. Já o GPT-6 Luna terá preço de US$ 0,10 (R$ 0,51) por milhão de tokens de entrada e US$ 0,50 (R$ 2,55) por milhão de tokens de saída. Segundo a OpenAI, os preços do GPT-6 Sol representam uma redução de 50% em relação aos valores promocionais do GPT-5.6 Sol. A empresa afirma que os novos modelos oferecem parte dos recursos de seu principal modelo, o GPT-6 Astra, lançado no início deste mês. 🔎 A OpenAI também alertou que o Astra pode, em algumas situações, tentar escapar do monitoramento humano. O alerta ocorre após incidentes reportados em julho, nos quais modelos da Anthropic e da OpenAI teriam escapado de seus ambientes de testes e acessado a internet. As duas empresas, sediadas em San Francisco, interromperam temporariamente o desenvolvimento de seus novos sistemas de IA. Já o Opus 5.5 é visto pela Anthropic como o modelo com melhor desempenho em alinhamento que avaliou até agora. Segundo a empresa, o novato também usa menos potência de cálculo e responde pelo menos 30% mais rápido. O que são tokens? Tokens são as unidades usadas pelos modelos de IA para processar textos e outros dados. Os tokens de entrada correspondem ao conteúdo enviado ao modelo, enquanto os de saída são o conteúdo produzido pela inteligência artificial. O Astra continua sendo o modelo mais capaz da companhia para projetos mais exigentes. O Sol e o Luna, por sua vez, foram desenvolvidos como alternativas de menor custo. A empresa afirmou que os novos modelos ficaram mais baratos por causa de melhorias no cache e na inferência. O cache permite reaproveitar informações já processadas, enquanto a inferência é o processo pelo qual o modelo usa o que aprendeu para produzir uma resposta. *Com informações da Reuters e da AFP. Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,3% para 2,0%, refletindo principalmente a desaceleração do setor de serviços, influenciada pelo comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. "A projeção para o setor de serviços caiu de 2,4% para 1,8% e a da indústria, de 2,1% para 1,7%, movimentos parcialmente compensados pela agropecuária, revisada de 1,8% para 2,8%. Nos serviços, a revisão decorre do carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica", explica o governo no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta terça-feira (22). A publicação, divulgada bimestralmente, reúne projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação utilizados no processo orçamentário da União. "Ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo", explica o ministério. Agora no g1 A pasta menciona ainda o desempenho da indústria, pressionada pelo custo do crédito e pela demanda mais fraca por bens de consumo, enquanto a atividade extrativa continua sustentando o setor. Em sentido contrário, o mercado de trabalho segue amparando os segmentos ligados ao consumo das famílias, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física eleva a renda disponível ao longo do segundo semestre, atenuando a desaceleração projetada. As estimativas para a inflação em 2026 também foram revistas para baixo, passando de 5,1% para 4,9%. 🔎Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Entre os fatores para a revisão, o ministério cita os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que ficaram abaixo do projetado anteriormente, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor medida, no de serviços. "A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026", acrescenta o documento. Por outro lado, a projeção incorpora fatores de pressão inflacionária, como o fenômeno El Niño. A estimativa, porém, ainda não considera as medidas recentes relacionadas aos combustíveis. No caso da gasolina, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins foram reduzidas em R$ 0,63 por litro, em substituição à subvenção de R$ 0,44 por litro. Para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, resultando em uma redução da carga tributária de R$ 0,19 por litro. Segundo o ministério, a desoneração da gasolina e do etanol hidratado, sem considerar a subvenção ao diesel, tem potencial para reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto percentual. Economia brasileira. Jornal Nacional/ Reprodução Projeções para 2027 Já para 2027, a projeção de crescimento da economia foi revisada de 2,5% para 2,3%, refletindo os efeitos da política monetária contracionista. "O resultado apoia-se sobretudo nos efeitos defasados do ciclo de flexibilização monetária e na continuidade da expansão da indústria extrativa e das exportações associadas. A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos, segmentos mais sensíveis ao ciclo de juros." A projeção para a inflação, por sua vez, foi revisada para cima, de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um El Niño mais intenso sobre a safra do próximo ano. "Além dos efeitos de segunda ordem do El Niño sobre as carnes, a possível reversão do ciclo pecuário, com maior retenção de fêmeas, gera um risco ainda maior de elevação dos preços desse item. Adicionalmente, foram incorporados ao cenário a recente aceleração do IPA-DI agropecuário, que aumenta o risco de repasse dos preços do atacado ao consumidor, além dos riscos associados ao choque de fertilizantes sobre a safra de 2027, decorrentes da intensificação do conflito no Oriente Médio. Para os anos seguintes, projeta-se a convergência da inflação para a meta", explica o ministério. Conflito EUA x Irã Em relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã, o governo avalia que o choque deixou de ser pontual e passou a operar como condição persistente do cenário de energia. Isso porque o acordo provisório não evoluiu para um acordo formal e o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz permaneceu abaixo dos níveis anteriores ao conflito, ao mesmo tempo em que ataques no Mar Vermelho mantêm riscos sobre o estreito de Bab el-Mandeb. Nesse cenário, a cotação para o petróleo Brent apresentou volatilidade expressiva, ultrapassando o patamar de U$100 por barril na primeira semana de setembro, em um momento em que os estoques mundiais têm se reduzido. Esse é um dos motivos pelos quais a projeção para o preço médio do barril passou de US$ 79,2 para US$ 87,7 por barril, neste ano. Para 2027, também houve elevação, passando de US$ 71,0 para US$ 79,5.

Radar campeão de multas em Taubaté terá limite de velocidade alterado Laurene Santos/TV Vanguarda A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A medida foi tomada, segundo comunicado da ANTT, para permitir análises técnicas e ajustes na sinalização e na comunicação com os usuários. Segundo a agência, os procedimentos também passam por revisões operacionais para aprimorar o projeto antes da retomada dos testes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A agência esclareceu que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base no sistema durante o período de testes. Desde o início da iniciativa, os atos que autorizaram os testes determinaram que os dados coletados não poderiam ser usados para aplicar penalidades aos usuários. Brasil testa novo sistema de radares de trânsito Entenda os testes A ANTT havia autorizado, no começo de setembro oito estados a testarem um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos. Os locais onde o sistema for utilizado deverão informar os usuários sobre a realização do experimento. Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois ou mais locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles. “Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho", diz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como funciona o radar de velocidade média arte/g1 Os testes seriam realizados em trechos das seguintes rodovias: Espírito Santo: trechos na BR-101/ES. Goiás: trechos na BR-414/GO. Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS. Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG. Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151. Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ. Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS. Santa Catarina: trechos na BR-101/SC. Segundo informações da ANTT na época, o período de 180 dias poderia ser prorrogado. O objetivo seria avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas. A fiscalização observaria o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haveria aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. “A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", diz a pasta. Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito. De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). “A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva. Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa. Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados. Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.

Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina? A Petrobras enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para iniciar os trabalhos em três novos poços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A informação foi dada nesta terça-feira (22) pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters. A empresa recebeu recentemente autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações. Os poços serão usados para avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região. 🔎 O anúncio faz parte de um plano apresentado em agosto deste ano, que prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial. Três desses poços aguardavam licenciamento ambiental para o início das atividades. Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/divulgação Petrobras vai investir US$ 2,5 bi até 2030 A Petrobras informou que o Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,85 bilhões), na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, região considerada promissora para a expansão da produção de petróleo e gás no país. Petrobras encontra indícios de petróleo em poço no Amapá, na Foz do Amazonas Segundo a estatal, o valor corresponde a 37,5% do total destinado à exploração no período. Três poços aguardam licenciamento ambiental para início das atividades. Os motivos do Ibama ter segurado as licenças até agora O Ibama atua com cautela diante da complexidade da região e exige estudos mais detalhados antes de liberar as licenças. Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os riscos ao Grande Sistema de Recifes da Amazônia, um ecossistema raro formado por corais e esponjas, e à extensa faixa de manguezais contínuos no litoral do Amapá. Líderes locais e ambientalistas também destacam os possíveis impactos sobre comunidades tradicionais. Acidentes ou até mesmo a poluição sonora das embarcações podem comprometer a pesca artesanal, além de afetar territórios quilombolas e terras indígenas costeiras. “Nós temos calendários tradicionais que são norteados a partir da mudança do tempo. Quando é período de chuva, é um período de determinadas espécies de que a gente se alimenta. Quando é verão, são outras espécies, como aves, como peixes, que vêm da água salgada também, porque o nosso território é banhado pelas águas do oceano”, disse Luene Karipuna, membro da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP). O projeto da Petrobras na costa do Amapá é considerado estratégico para a soberania energética do país, mas também desperta preocupações sobre a preservação de ecossistemas únicos e a proteção de populações que dependem diretamente dos recursos naturais da região. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 217,6 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️O valor também é o maior já registrado para meses de agosto desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, também, com a alta no preço do petróleo. Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. ➡️Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. Moedas de real; dinheiro. Bruno Domingos/ Reuters Parcial do ano Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,13 trilhões de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,98 trilhão. ➡️O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Compensação da isenção do IR até R$ 5 mil O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que o governo revisará novamente, para baixo, a estimativa de arrecadação com a taxação dos contribuintes com renda mensal superior a R$ 600 mil por ano (incluindo lucros e dividendos). Essa medida foi anunciada para compensar as perdas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, para R$ 5 mil e a redução de tributo para quem ganha até R$ 7,3 mil por mês. Inicialmente, a equipe econômica projetava um ingresso de R$ 29 bilhões neste ano com a taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil, valor que recuou para R$ 17 bilhões em meados de 2026. Nesta terça-feira, Malaquias informou que o valor está sendo reduzido para R$ 10,5 bilhões. De acordo com o técnico da Receita Federal, o governo terá de encontrar outra fonte de recursos para bancar a ampliação da faixa de isenção do IR neste ano - algo que será detalhado no relatório de orçamento que será divulgado na próxima quinta-feira (24). Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Começa hoje suspensão de até 1 ano para passageiros brigões A primeira semana de vigência das novas regras contra passageiros indisciplinados no Brasil já soma quatro relatos de conduta inadequada sob análise da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Regulamentada pela por uma resolução da Anac, a norma entrou em vigor na última segunda-feira (14) e estabelece sanções administrativas para episódios de indisciplina, que vão desde multas de R$ 17,5 mil até a proibição de voar por até um ano em companhias nacionais. Dos quatro episódios registrados nos primeiros sete dias, três foram preliminarmente classificados como infrações graves, categoria que deixa os envolvidos sujeitos à multa aplicada pelo órgão regulador. Até o momento, nenhum caso gravíssimo, passível de banimento aéreo, foi registrado. A Anac informou que todos os casos seguem em análise e que nenhuma penalidade foi homologada de imediato, já que as multas só são aplicadas formalmente ao final de cada processo administrativo, no qual é assegurado o direito à ampla defesa do passageiro. A agência também não divulgou o nome das empresas aéreas envolvidas. Os casos Passageiro indisciplinado pode ficar até um ano sem poder viajar de avião Pelo rito do regulamento, cabe aos operadores aéreos e aeroportuários registrar a ocorrência, fazer o enquadramento preliminar do nível de gravidade e enviar os dados para a apuração da Anac. Veja os relatos reportados entre 14 e 18 de setembro: caso 1 (aeroporto do Galeão, no Rio): durante a inspeção pessoal aleatória no embarque internacional, um passageiro descumpriu as orientações de segurança dos funcionários aeroportuários, mesmo após ser advertido. A Polícia Federal foi acionada e conduziu o homem à Delegacia de Polícia Civil do terminal para a lavratura do boletim de ocorrência. Não houve incidentes a bordo, e a concessionária classificou a conduta como ato de indisciplina. caso 2 (voo Salvador–São Paulo, Congonhas): uma passageira fumou dentro da aeronave durante a viagem. O comandante pediu a presença da Polícia Federal, e ela foi desembarcada compulsoriamente logo após o pouso e conduzida às autoridades. O caso foi tipificado como infração grave. caso 3 (voo Guarulhos–Salvador): outro passageiro fumou no lavatório do avião e confessou o ato aos tripulantes. Agentes da PF realizaram a abordagem assim que o voo pousou na capital baiana, encaminhando o caso à delegacia. A ocorrência também foi classificada como grave. caso 4 (voo Porto Alegre–Guarulhos): um passageiro é acusado de agredir fisicamente com chutes outra pessoa a bordo. Ao pousar no Aeroporto de Guarulhos, ele foi retirado da aeronave e escoltado pela Polícia Federal. O episódio foi registrado como grave. Entenda o sistema de punições Passageiros trocam socos durante voo entre Londres e Bangladesh Redes Sociais A nova regulamentação foi aprovada diante do crescimento contínuo das ocorrências nos aeroportos brasileiros. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam que foram registrados 1.764 episódios de confusão, brigas e depredações em 2025, um salto de 66,57% na comparação com 2024. As punições variam de acordo com a gravidade do comportamento: Grave Fumar a bordo Violência física contra outros passageiros Agressão a funcionários em solo Danos a bens da aeronave sem afetar voo Alarme falso de bomba ou arma Multa administrativa de R$ 17,5 mil aplicada pela Anac Gravíssimo Agressão física a pilotos ou comissários Tentativa de invadir a cabine de comando Atentado à integridade física/sexual Danificar equipamentos cruciais de segurança Porte ou manuseio não autorizado de armas/explosivo Suspensão do direito de voar (inclusão na no-fly list) por 6 meses a 1 ano em todas as companhias nacionais 📄Nos casos gravíssimos, a inclusão do passageiro na lista de restrição é determinada pela própria companhia em até cinco dias após a ocorrência e compartilhada com as concorrentes. 🛫Durante a suspensão, o passageiro fica barrado de emitir bilhetes, fazer check-in e embarcar em qualquer voo regular doméstico no território brasileiro. Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Paulo Pinto/Agência Brasil

Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA O uso de agentes de inteligência artificial (IA) para fazer compras pela internet pode aumentar os riscos de golpes, fraudes e problemas de privacidade, segundo um grupo de bancos internacionais. Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots. Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália) afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor. Quais são os riscos? Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado. Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema. A privacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados. O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado. Bancos propõem novas regras O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio. Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões. Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar. A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas. Uso da tecnologia cresce O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes. Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet. *Com informações da Reuters Compras pelo celular Reprodução/TV Globo

Unidade da JBS em Goiás. Divulgação/JBS A JBS S.A., subsidiária brasileira do grupo JBS, aprovou nesta segunda-feira (21) o pedido de cancelamento de seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Se o órgão autorizar, a empresa passará a ter capital fechado. A medida não significa que o grupo JBS deixará a bolsa de valores brasileira, a B3. A companhia continuará listada no país por meio da JBS N.V., sua controladora, sediada na Holanda. As ações dessa empresa são negociadas na Bolsa de Nova York, a NYSE. No Brasil, os investidores compram e vendem BDRs, certificados que representam essas ações, na B3. Essa divisão foi estabelecida em junho de 2025, na reorganização que permitiu ao grupo negociar seus papéis no Brasil e nos EUA, a chamada dupla listagem. Na ocasião, os acionistas passaram a deter participação na JBS N.V., que assumiu o controle indireto da JBS S.A. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Agora, a subsidiária brasileira busca encerrar seu registro na CVM. A decisão foi aprovada em assembleia de acionistas e também recebeu autorização dos investidores que detêm debêntures da empresa. ➡️ Debêntures são títulos de dívida: ao comprá-las, o investidor empresta dinheiro à companhia em troca de uma remuneração, nas condições previstas no contrato. Segundo o comunicado da JBS, se a CVM aprovar o cancelamento do registro, a negociação dos títulos dessa emissão em mercados regulamentados ficará restrita a investidores profissionais, categoria que inclui bancos, fundos de investimento e pessoas ou empresas com mais de R$ 10 milhões aplicados. JBS inaugura centro de pesquisa e desenvolvimento no Sapiens Parque

Agora no g1 A Vale confirmou nesta terça-feira (22) a compra de 30% da mineradora Ligga S.A. por aproximadamente US$ 190 milhões. A operação também inclui um contrato de longo prazo para que a Vale compre 100% do minério de ferro sinter feed produzido pela empresa. A Ligga opera a mina Ferro Sul, nos municípios de Parauapebas e Curionópolis, na região de Carajás, no Pará. A unidade produz atualmente cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A capacidade deve chegar a 8 milhões de toneladas anuais até junho de 2028, com a expansão do projeto. Acordo amplia acesso da Vale a minério O sinter feed é um tipo de minério de ferro utilizado na fabricação de aço. Pelo contrato, a Vale terá exclusividade na compra de toda a produção desse material feita pela Ligga. Segundo a Vale, o acordo garante acesso de longo prazo a novos volumes de minério de boa qualidade e permite aproveitar a infraestrutura logística que a companhia já possui no Sistema Norte. A conclusão da transação ainda depende das aprovações corporativas e regulatórias necessárias. Vale SA Divulgação

Ford Mustang GT Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta terça-feira (22) um recall para o Mustang, modelos 2024 a 2026. O problema, segundo a Ford, está nos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor, que podem romper por causa de uma falha no processo de fabricação. Dependendo do terminal afetado, o defeito pode provocar perda de força motriz, falha nos faróis dianteiros, na bomba do fluido do limpador de para-brisa, no ar-condicionado ou no ventilador de arrefecimento do motor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ford informa que a perda de força durante a condução, a redução da visibilidade causada pela falha dos faróis e a inoperância do limpador de para-brisa podem aumentar o risco de acidentes, com possibilidade de danos aos ocupantes do veículo e a terceiros. O motorista também poderá perceber o acendimento da luz de advertência do motor, mensagens de alerta no painel de instrumentos ou um aviso sonoro, dependendo de qual terminal de aterramento for afetado. Agora no g1 O g1 entrou em contato com a fábrica e a Ford ainda não informou quantas unidades do esportivo foram afetadas no Brasil. O recall inclui veículos dentro das seguintes faixas de chassis: Mustang 2024: chassis de R5412950 a R5434492 Mustang 2025: chassis de S5405308 a S5504022 Mustang 2026: chassis de T5409219 a T5503389 Como será feito o reparo A solução prevista pela Ford é a substituição gratuita dos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor. O atendimento gratuito está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027, assim que o reparo estiver disponível nas concessionárias. A Ford informa que fará um novo chamamento para que os proprietários possam agendar o serviço.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (22), com um recuo de 0,11%, cotado a R$ 5,1028. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações com uma alta de 0,46%, aos 187.457 pontos. O destaque da sessão ficou com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanharam a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom esteve no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também ficou no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e EUA, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️No cenário eleitoral, uma nova pesquisa Quaest divulgada na véspera mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. ▶️ No exterior, investidores monitoraram os preços do petróleo em meio aos sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Autoridades dos dois países se encontraram na tarde desta terça-feira para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas, segundo Trump. Segundo o republicano, o encontro foi "muito bom" e outro diálogo deve acontecer "em um futuro muito próximo". O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,03%, cotado a US$ 99,31. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 81,24%, a US$ 94,59 o barril. ▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -1,48%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,21%; Acumulado do mês: +5,66%; Acumulado do ano: +16,35%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. Trump também fez alusão à política norte-americana de "guerra ao terror" ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel. 👉 Contexto: O discurso de Trump ocorre em meio a uma grave crise enfrentada pela ONU, em parte incentivada pelo próprio líder norte-americano. Desde que ele retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump não apenas criticou a instituição multilateral em diversas ocasiões como também criou um órgão internacional para rivalizar com a ONU, o "Conselho da Paz". Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com investidores atentos ao discurso de Trump na ONU e às expectativas de negociações no Oriente Médio. O Dow Jones caiu 0,36%, enquanto o S&P 500 recuou 0,01% e o Nasdaq Composite avançou 0,45%. Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em alta, com investidores acompanhando os desdobramentos das tensões entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,02%, enquanto o CAC-40, da França, teve ganhos de 0,20%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e caiu 0,29%, Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,2% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

O Banco Central reafirmou nesta terça-feira (22) que manterá "perseverança, firmeza e serenidade' na condução da política de juros, pois isso colaborará para a chamada "reancoragem das expectativas", ou seja, trazer as projeções de inflação para as metas dos próximos anos, com menor custo para a economia. A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia caiu de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido da Selic. "No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração [definição dos juros] será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", acrescentou o BC. BC corta juros pela 5ª vez, mas nova queda é incerta ➡️Ao não dar indicação sobre os próximos passos nas decisões sobre a taxa de juros, o Banco Central deixou a porta aberta para tomar a decisão que julgar adequada nas próximas reuniões do Copom. Na semana passada, o mercado financeiro passou a acreditar em mais um corte de juros neste ano, com a taxa terminando 2026 em 13,50% ao ano. 🔎 A Selic é o principal instrumento do BC para conter a inflação, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Quando a taxa sobe, por exemplo, o crédito fica mais caro, o que reduz empréstimos, investimentos, o consumo e ajuda a conter a inflação. Trajetória da taxa Selic - setembro de 2026 Arte/g1 O Copom avaliou que as "evidências de transmissão" dos juros altos para a atividade econômica "têm se acumulado gradualmente". "Embora a política monetária [de juros] esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo", acrescentou. O BC reconheceu, também, que "choques de oferta", como a alta recente do petróleo (fruto do conflito no Oriente Médio) têm exercido "influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva (projeções para os próximos anos)". "O Copom avalia que que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza [de oferta], mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem", acrescentou o Copom. Queda recente da inflação O Banco Central observou que as "leituras mais recentes" apontam para queda da inflação ao consumidor, tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes. Mas, pontuou que as estimativas de inflação dos agentes econômicos para os próximos anos (um dos principais indicadores para a definição da taxa de juros) continuam acima da meta de inflação. "As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes. Foi ressaltado que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas", informou. Gastos públicos A autoridade monetária também avaliou que a chamada "política fiscal', ou seja, relativa às contas públicas, tem um impacto de curto prazo por meio de estímulo à demanda agregada (alta de gastos na economia), e uma "dimensão mais estrutural". Essa dimensão tem potencial de "afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida" e impactar os juros de mercado (cobrados na emissão de títulos públicos). "Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta. O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade", diz o BC. Por fim, o Comitê de Política Monetária do Banco Central informou manter a "firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas". "Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas", concluiu. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028. Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,92%, 4,3% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação. Outros recados do BC O Copom avaliou que o "ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas". "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", acrescentou. Em relação ao cenário doméstico, o BC informou que o conjunto indicadores divulgados das últimas semanas mostra uma "moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente e mercado de trabalho aquecido". "A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação, tal como antecipado pelo Comitê", acrescentou. O Banco Central avaliou que a taxa de desemprego mantém-se em patamares historicamente baixos, enquanto o crescimento da taxa de ocupação vem apresentando desaceleração. "O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia", disse.

Um posto de gasolina da Terrible's, na Sunset Road, exibe os preços dos combustíveis enquanto um avião da Southwest Airlines se prepara para pousar no Aeroporto Internacional Harry Reid, na sexta-feira (18), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Bizuayehu Tesfaye/Las Vegas Review-Journal via AP Sob o sol forte do sul do Texas, Quinten Martinez acompanha os números subirem rapidamente no visor da bomba de combustível. Aos 28 anos, o entregador da Amazon lembra de quando abastecer o carro não exigia escolher qual despesa caberia no orçamento. “Vai ter dinheiro para comprar comida nesta semana?”, questionou. “Ou vamos colocar gasolina no tanque para conseguir ir trabalhar?” 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A dúvida de Martinez traduz para o cotidiano de muitos americanos uma das consequências econômicas da guerra dos Estados Unidos com o Irã. A disparada da gasolina aperta o orçamento das famílias, eleva os custos de pequenos negócios e aumenta a insatisfação com o presidente Donald Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro. Agora no g1 Na semana passada, em um evento de campanha na Carolina do Norte, Trump minimizou o impacto da disparada dos combustíveis. “Está um pouco mais alto. É um preço muito baixo a pagar pelo que fizemos”, afirmou Trump sobre a guerra, descrita por ele como necessária para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. Preço na bomba pesa na decisão do eleitor Apesar da avaliação de Trump, estrategistas dos dois principais partidos americanos dizem que poucos indicadores econômicos devem ter tanta influência sobre os eleitores neste ano quanto o preço da gasolina. Isso ocorre porque o combustível torna visível uma pressão econômica que poderia parecer abstrata. O motorista encontra o preço na bomba várias vezes por semana, enquanto trabalhadores que dependem do carro precisam abastecer para garantir a própria renda. A gasolina também está subindo em uma época do ano em que os motoristas americanos normalmente encontram algum alívio. 🔎 No dia 18 de setembro, o preço médio nacional chegou a US$ 4,48 por galão (R$ 23,03), segundo a associação automotiva AAA. Como um galão americano corresponde a aproximadamente 3,8 litros, o preço equivalia a cerca de US$ 1,18 por litro (R$ 6,07). O valor aumentou aproximadamente US$ 0,17 (R$ 0,87) em uma semana, US$ 0,40 (R$ 2,06) em um mês e US$ 1,27 (R$ 6,53) em comparação com o mesmo período do ano passado. “Os preços da gasolina importam porque são um dos poucos indicadores econômicos que os eleitores vivenciam e enxergam em tempo real”, afirmou o veterano estrategista republicano Chris Wilson. “O preço está literalmente diante deles várias vezes por semana. Por isso, eu não minimizaria a frustração que estamos observando, sobretudo entre os eleitores das classes trabalhadora e média.” As entrevistas realizadas ao longo da semana encontraram frustração e decepção entre eleitores de diferentes partidos. Democratas e independentes demonstraram maior disposição para punir os republicanos nas urnas pelas dificuldades econômicas. Parte dos apoiadores de Trump entre a classe trabalhadora, porém, pretende continuar votando no Partido Republicano, mesmo insatisfeita com a condução da economia pelo presidente. Republicanos também demonstram insatisfação Dan Lloyd, carpinteiro de 63 anos que votou em Trump, pagava US$ 4,39 por galão (R$ 22,56) de gasolina para abastecer sua caminhonete em Mesa, no Arizona, quando lamentou a decisão do presidente de entrar no conflito. “Ele prejudicou a si mesmo ao entrar nisso”, afirmou Lloyd sobre Trump. “Onde está todo aquele petróleo da Venezuela? Achei que estivéssemos cheios de gasolina e de tudo, mas não. O povo americano sempre paga a conta, seja nos juros, na comida ou na gasolina.” Mesmo assim, Lloyd pretende votar no Partido Republicano nas eleições legislativas. “Acho que o Partido Democrata perdeu o rumo”, afirmou. “Sinto que todo o sistema está à beira do colapso.” Em Edinburg, no Texas, Kristin Jimenez, de 52 anos, mostrou-se menos preocupada com o preço depois de abastecer sua Mercedes. “Já pagamos o mesmo preço sob presidentes republicanos e já pagamos esse preço sob presidentes democratas”, afirmou Jimenez, mãe e proprietária de uma pequena empresa. Ela pretende votar em um candidato republicano, por considerar o partido “o menor de dois males”, e diz que a gasolina não terá peso em sua decisão. “Não nos importamos em pagar US$ 8 (R$ 41,12) por um café no Starbucks, mas temos problema em pagar US$ 4 R$ 20,56 na bomba?”, questionou. “Façam isso fazer sentido.” A mais de 2.400 quilômetros dali, na região central de Michigan, Garth Johnson tenta equilibrar as contas de uma empresa de limpeza pesada. O negócio utiliza vários veículos movidos a gasolina e uma máquina abastecida com diesel. O diesel custava US$ 6,79 por galão (R$ 34,90), cerca de US$ 1,79 por litro (R$ 9,20), enquanto ele abastecia seu utilitário esportivo. Johnson, de 35 anos, votou em Trump, mas ainda não sabe o que fará em novembro. Ele diz não se considerar qualificado para contestar a avaliação do presidente sobre a guerra, embora já sinta a pressão financeira do conflito na própria rotina. “Gosto de muitas das coisas que ele fez”, afirmou Johnson, antes de acrescentar: “Sou um cara pequeno e preciso viver a minha vida.” Outros eleitores querem responder nas urnas Na Virgínia, onde a votação antecipada já estava em andamento na sexta-feira, o engenheiro Alan Johnson, de 60 anos, afirmou que Trump parece não ter “nenhuma empatia” pelos americanos que enfrentam dificuldades financeiras. “Com os preços da gasolina como estão e continuando a subir, precisamos fazer alguma coisa. Tomara que os democratas consigam chegar ao poder e mudar o rumo das coisas”, afirmou Johnson. Naquela manhã, ele votou em candidatos democratas ao Senado e à Câmara dos Representantes. Em Raleigh, na Carolina do Norte, a professora Brittney Bivins vê a alta dos combustíveis como um sinal de que Trump e o Partido Republicano não estão enfrentando os problemas que mais afetam pessoas como ela. “Ele realmente não se importa com as pessoas comuns”, afirmou a professora de 45 anos. "Ele pode pagar pela gasolina, mas a maioria de nós não pode. Então, parece que ele não está nem sequer conectado com o próprio povo.” O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Bivins se define como independente e pretende apoiar os democratas nas eleições, especialmente a ala socialista democrática que vem ganhando espaço dentro do partido. Em um posto de gasolina de Lansing, em Michigan, Rina Risper gastou US$ 50 (R$ 257) para comprar oito galões de gasolina premium, o equivalente a aproximadamente 30 litros. “Quando cheguei, fiquei realmente chocada e pensei: bem, talvez eu devesse beber água em vez de comprar aquela garrafa de qualquer coisa que custava US$ 4,99 (R$ 25,65)”, afirmou Risper. Ela acredita que as tarifas comerciais de Trump devem agravar ainda mais os problemas relacionados ao custo de vida. “Não estamos em Miami. Estamos em Lansing, Michigan”, afirmou. “Isso realmente vai afetar a nossa população.” Maioria diz que governo Trump piorou a economia A percepção de que o orçamento está mais apertado aparece também nas pesquisas nacionais. Segundo levantamento da Fox News divulgado na quarta-feira, o número de eleitores que dizem estar ficando financeiramente para trás é mais de três vezes maior que o daqueles que afirmam estar avançando. Em um momento no qual a economia e o custo de vida aparecem entre as principais preocupações do eleitorado, os democratas têm vantagem de 15 pontos percentuais sobre os republicanos quando os entrevistados são questionados sobre qual partido administraria melhor a inflação e os preços. A pesquisa mostra que 61% dos eleitores consideram o preço da gasolina um problema importante para a própria família. Dois anos antes, eram 48%. Os gastos com saúde são apontados como um problema importante por 52%, ante 44% em 2024. A maioria também demonstra preocupação com o preço da moradia e dos alimentos, embora esses dois indicadores não tenham registrado aumento na comparação apresentada pela pesquisa. No total, 63% dos eleitores afirmam que o governo piorou a economia. Em setembro de 2025, essa parcela era de 52%. A avaliação negativa inclui um quarto dos republicanos. Entre os eleitores do partido, apenas 46% dizem que o governo melhorou a economia, enquanto cerca de um quarto não percebe impacto. De volta ao sul rural do Texas, região onde o Partido Republicano avançou nas últimas eleições, Martinez não esconde a frustração. Trump “gosta de afirmar que somos a melhor economia do mundo”, disse o entregador da Amazon. Mas, nas cidades mais rurais, “você não vê nenhuma dessas vitórias, não vê nenhuma das melhoras de que ele está falando”. “Você só vê as dificuldades da vida cotidiana”, afirmou.

Lei Seca Divulgação/Magno Segllia GOVRJ Em agosto deste ano, uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu novas regras para a fiscalização da Lei Seca. Entre as novidades está a regulamentação do uso do "drogômetro". (entenda como funciona abaixo) Em entrevista ao g1, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, reconheceu que a lista de substâncias detectadas pelo drogômetro inclui substâncias presentes em medicamentos usados em hospitais e também vendidos em farmácias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Adrualdo, um exemplo é o Venvanse, usado no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “Tomar medicamento prescrito pelo médico normalmente, como esses tratamentos, né, Venvanse, proíbe dirigir? Não. Resposta não, objetiva, não tem proibição nenhuma. Nenhuma proibição”, disse o secretário. Agora no g1 Catão também afirma que ainda há pontos a serem definidos para o uso adequado do equipamento. Um deles é estabelecer um limite aceitável para a quantidade da substância detectada. “A lei não quer pegar vestígio (...), ela quer saber se o cidadão consumiu mesmo (...). A mesma coisa vai acontecer agora no caso do drogômetro. Ele não vai poder ser certificado se ele só pegar vestígio”, diz. Sobre o medicamento usado no tratamento do TDAH, o secretário ressalta que ele também pode ser usado de forma ilegal. “O cara pegou uma caixa de Venvanse e foi pra balada. E ficou doidão. Isso é outra coisa. É totalmente diferente. Então o equipamento tem que tá calibrado para pegar o segundo caso, não o primeiro”, complementa. Mas como o equipamento poderá fazer essa distinção? Para entender a questão, é preciso saber primeiro quais substâncias o teste é capaz de detectar. O que o drogômetro detecta? O drogômetro tem como objetivo identificar substâncias psicoativas que alteram a capacidade de decisão do motorista. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), já existe no Brasil um teste de saliva capaz de detectar uma série de drogas. Esse equipamento funciona como um "drogômetro". Em nota enviada ao g1, o Inmetro informou que o teste permite a detecção preliminar das seguintes substâncias: Anfetamina; Cocaína; MDMA (ecstasy); 6-MAM (heroína); LSD; Δ9-THC (cannabis); Fentanil; Cetamina; K2 (canabinoides sintéticos); Morfina; Metanfetamina; MDPV. Das 12 substâncias listadas, cinco estão presentes, direta ou indiretamente, em medicamentos vendidos em farmácias. Isso levanta uma dúvida: um motorista pode ser multado por ter tomado um medicamento? No entanto, os especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao reforçar a afirmação do secretário nacional de Trânsito: fazer um tratamento médico regular, por si só, não impede uma pessoa de dirigir. Quais substâncias estão em remédios vendidos na farmácia? Segundo Tula Beck Bisol, doutora em química e professora do Instituto Federal de Santa Catarina, são elas: Morfina: opioide usado em hospitais e também presente em medicamentos como o Dimorf. Fentanil: opioide mais potente que a morfina, usado em ambiente hospitalar e também encontrado em adesivos aplicados na pele para o tratamento de dores crônicas intensas. Cetamina: segundo especialistas, essa substância está presente em medicamentos usados no tratamento de dores crônicas e da depressão. Uma de suas versões, chamada escetamina, também é utilizada em medicamentos e em ambiente hospitalar. Δ9-THC: composto derivado da cannabis que pode estar presente em medicamentos à base de CBD ou THC, como o Mevatyl. Anfetamina: sua presença ocorre de forma indireta, porque o princípio ativo do medicamento se transforma em anfetamina após ser metabolizado pelo organismo. O Venvanse, usado no tratamento do TDAH, é um exemplo. O infectologista pediátrico e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, ressalta que, embora sejam vendidos em farmácias, esses medicamentos são de venda controlada. “Medicamentos com essas substâncias (anfetaminas e derivados de morfina) são vendidos em farmácias com receituário especial. Pacientes devem ser alertados sobre o risco de sonolência, alteração de humor, desmaios e etc”, revela Kfouri. Laura Marise, farmacêutica do Nunca Vi 1 Cientista, afirma que, mais importante do que conhecer o princípio ativo, é ler a bula do medicamento. A orientação é a mesma dada por Kfouri. A farmacêutica também explica que os procedimentos hospitalares já preveem um período para que o organismo elimine a substância. “A pessoa que recebeu anestesia só vai ter alta do hospital muitas horas depois da anestesia ter passado. Nesse momento é bem provável que não seja possível mais detectar anestésico. A não ser que o procedimento tenha sido feito de maneira irregular, e a pessoa foi liberada logo em seguida, ou se ela usou como droga”, diz Laura.

Um modelo de datacenter Crédito: Divulgação Uma frase ajuda a resumir o espírito dos dias atuais: "Soltamos a besta". A declaração foi feita por Maliyka Muhammad, analista nova-iorquina de 46 anos, em uma série de entrevistas da agência de notícias AFP com pessoas de oito países e reflete um sentimento que atravessa fronteiras, gerações e ideologias. Nesta semana, a preocupação com a inteligência artificial (IA) ganhou espaço quase ao mesmo tempo no Vaticano, em Bruxelas, Genebra, na Casa Branca e no Vale do Silício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já não se discute apenas o que essa tecnologia pode fazer, mas também até onde ela deveria ser autorizada a avançar. É aí que surge uma divisão no Ocidente: de um lado, os que defendem uma desaceleração diante do risco de perder o controle; de outro, os que acreditam que fazer isso agora significaria ceder terreno à China. Agora no g1 Esse choque de visões também aparece longe dos gabinetes. Em Roma, a arquiteta Frida Awrohum usa IA no trabalho, mas admite que ainda sente medo. Na Indonésia, uma estudante se pergunta se algum ser humano conseguiria responder tão bem quanto um chatbot. Em Xangai, um empresário teme que as futuras gerações enfrentem "verdadeiras dificuldades" para encontrar emprego. No Chile, uma jovem de 19 anos acredita que a tecnologia "está nos tornando mais burros". Nem todos, porém, veem uma ameaça. O italiano Diego Sermattei, de 18 anos, comemora o fato de a ferramenta resolver pesquisas instantaneamente. Já a japonesa Konno Hazuki, de 29 anos, não se sente ameaçada porque, segundo ela, a ausência de emoções limita algumas das capacidades que uma pessoa pode oferecer aos clientes. Mas o debate já não se limita às percepções individuais. Ele também chegou às instituições religiosas e às grandes empresas de tecnologia, onde uma parcela crescente da discussão gira em torno de quem deve estabelecer os limites e até onde convém permitir que esses sistemas avancem. Vaticano e Vale do Silício emitem alertas No Vaticano, o papa Leão 14 alertou na quarta-feira (16/09) para o risco de "delegar a algoritmos decisões que pertencem exclusivamente à consciência humana" e pediu que as relações sociais preservem "substância real e profundidade pessoal". Papa Leão XIV grava vídeo para participantes do Halleluya 2026. REUTERS/Yara Nardi Não foi a primeira vez que ele se manifestou sobre o tema. Em maio, publicou uma encíclica na qual defendia o "desarmamento" da IA para impedir que ela "domine a humanidade". Os alertas também se intensificaram dentro do próprio setor de tecnologia no fim de semana. O diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, publicou um ensaio em que defendeu "um ritmo mais lento" para a indústria e propôs auditorias independentes obrigatórias para os modelos mais avançados. Em uma rara convergência entre rivais, recebeu o apoio de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk, da xAI. Altman alertou depois para dois riscos que, em sua avaliação, poderiam levar o desenvolvimento da IA por um caminho indesejado. Um deles é perder o "controle do futuro"; o outro, concentrar poder demais nas mãos de uma única empresa, laboratório ou país. Segundo o executivo, uma IA extraordinariamente poderosa usada para impor uma determinada visão de mundo poderia produzir resultados "extremamente distópicos". Por isso, ele defendeu um marco legal federal que preveja avaliações preventivas dos modelos durante o desenvolvimento. Nem todos os líderes do setor compartilham a mesma visão. Mark Zuckerberg disse ser favorável ao uso de avaliadores independentes, mas rejeitou a ideia de frear o desenvolvimento. O chefe da Meta sustenta que cada laboratório tem "a responsabilidade e o incentivo" para adotar, por conta própria, medidas destinadas a tornar seus modelos mais seguros. A preocupação aumentou ainda mais com a renúncia de Jacob Coxon, pesquisador que trabalhou na Anthropic e na OpenAI. Ele afirmou que as duas empresas avançavam rumo a sistemas superinteligentes que, segundo seu alerta, poderiam chegar a extinguir a humanidade "antes do fim da década". O debate também coincidiu com movimentos nos mercados. A agência de notícias Reuters informou sobre quedas nas ações ligadas à IA depois que diversos líderes do setor defenderam uma redução no ritmo de desenvolvimento da tecnologia. EUA e China disputam os rumos da regulação A discussão sobre tecnologia atravessou divisões políticas incomuns em Washington. Bernie Sanders, senador de esquerda, e Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, participaram do mesmo encontro promovido pelo Future of Life Institute e manifestaram fortes reservas sobre os rumos do setor, apesar de partirem de posições políticas radicalmente diferentes. Sanders anunciou que pretende apresentar uma lei para "proibir permanentemente" o desenvolvimento de uma superinteligência artificial, que comparou às armas nucleares. Bannon, por sua vez, defendeu o rompimento dos vínculos dos Estados Unidos com o setor chinês de IA. A convergência terminou aí. Sanders defendeu negociações com Pequim para conter os sistemas mais avançados, enquanto Bannon propôs isolar o setor chinês de IA do ecossistema tecnológico americano. O plano prevê restringir o acesso chinês a componentes avançados, afastar cidadãos chineses dos laboratórios americanos de IA e impedir que entidades chinesas acessem os mercados de capitais dos Estados Unidos. Em Pequim, o jornal oficial rejeitou a ideia de que a corrida pela IA deva ser vista como um jogo de soma zero, em que o avanço de uma potência necessariamente implicaria perdas para a outra. O periódico afirmou nesta semana que a IA "não é um monopólio das grandes potências" e defendeu que Washington e Pequim cooperem na gestão dos riscos associados ao desenvolvimento da tecnologia. Ao mesmo tempo, acusou os Estados Unidos de adotar um "duplo padrão" ao questionar a destilação de modelos chineses quando, segundo o jornal, empresas americanas também recorrem à prática. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, têm reunião prevista para a próxima semana em Washington, em um momento em que a IA também desponta como um dos temas centrais das conversas bilaterais. Trump minimiza riscos Em contraste com os que defendem maior cautela, Trump adotou o discurso oposto. O presidente americano classificou como uma "farsa" a ideia de que a IA possa destruir a humanidade e disse que impor limites ao desenvolvimento da tecnologia favoreceria a China. Jensen Huang apresenta modelos de laptops usando GPUs RTX Spark. REUTERS/Ann Wang Durante uma conversa com o diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, na cúpula All-In, em Los Angeles, Trump brincou sobre os chips de IA e descreveu os centros de dados como "o petróleo dos próximos 20 ou 25 anos". Seu vice-presidente, JD Vance, também demonstrou ceticismo em relação às propostas de regulação e afirmou achar "estranho" que as próprias empresas de IA peçam ao governo para regulá-las. A tensão com a Anthropic acrescenta mais um elemento ao debate. O conflito começou depois que a empresa rejeitou determinados usos militares do Claude, entre eles a vigilância dentro dos Estados Unidos e o uso de armas autônomas. A posição acabou lhe custando acesso a alguns contratos do Pentágono. A companhia reagiu na Justiça e obteve decisão favorável em um dos processos. Bruxelas e ONU elevam exigências Na Europa, a resposta combina restrições, supervisão e coordenação regulatória. Na quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs novas barreiras de acesso às redes sociais com base na idade. O plano impediria o acesso de menores de 13 anos e prevê contas especiais, sob supervisão, para adolescentes de 13 a 15 anos. Ao defender maior proteção para crianças e adolescentes, Von der Leyen alertou para o risco de menores serem "arrastados para conteúdos cada vez mais extremos". A proposta pode abrir uma nova frente de atrito com Trump, que há tempos critica a regulamentação tecnológica europeia. Ao mesmo tempo, a presidente anunciou que a Comissão Europeia discutirá com as grandes empresas de tecnologia medidas para avaliar e reduzir os riscos dos sistemas de IA mais avançados e coordenará esse trabalho com parceiros como Canadá e Reino Unido. Mas as propostas europeias também enfrentam críticas. Simeon de Brouwer, assessor de políticas da organização EDRi, afirmou que as restrições etárias "apenas adiam" a exposição dos jovens a determinados riscos, sem alterar o modelo de negócios que, segundo ele, os mantém dependentes das plataformas. De Genebra, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, elevou o tom dos alertas. Ele afirmou que falhas em sistemas cada vez mais autônomos poderiam afetar infraestruturas e serviços essenciais. Também advertiu que o avanço da IA pode enfraquecer mecanismos criados para evitar cenários relacionados a armas de destruição em massa. Sua avaliação resume boa parte do dilema que marca o debate mundial. Para Türk, nenhum país nem empresa alguma deveria decidir sozinha quais riscos o restante do mundo deve assumir.

Mesário conferindo documento / Eleição Tomaz Silva/Agência Brasil Trabalhar nas eleições não é considerado um emprego temporário e não dá direito a salário. Mas também não é um trabalho voluntário sem compensação. Quem atua como mesário tem direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições, sem desconto no salário. O treinamento também garante outros dois dias de folga. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ou seja, quem participa do treinamento, trabalha no primeiro turno e também no segundo pode acumular até seis dias de folga. 📎 O segundo turno, no entanto, não acontece em todos os locais. Ele só é realizado quando necessário nas disputas para presidente da República e governador. Em 2026, está marcado para 25 de outubro. Agora no g1 Os mesários também recebem R$ 65 de auxílio-alimentação por turno de votação. Quem trabalha nos dois turnos, portanto, recebe R$ 130 no total. Para quem presta concursos públicos, o trabalho como mesário pode trazer outra vantagem: o serviço eleitoral pode ser usado como critério de desempate, desde que essa possibilidade esteja prevista no edital. Estudantes de instituições conveniadas também podem aproveitar o trabalho eleitoral e o treinamento para cumprir atividades extracurriculares. Há ainda estados que oferecem benefícios adicionais. No Paraná, por exemplo, mesários têm direito a meia-entrada em eventos culturais e esportivos por dois anos após a eleição. Também há previsão de isenção de taxa em determinados concursos públicos estaduais e municipais, conforme a legislação aplicável. Neste ano, 1.922.579 pessoas se cadastraram como voluntárias ou foram convocadas para atuar como mesárias nas eleições de 2026. Elas serão distribuídas por 516.785 seções eleitorais em 2.641 zonas eleitorais espalhadas pelo país. Regras para as folgas As datas das folgas devem ser combinadas entre empregado e empregador. O mesário recebe uma declaração da Justiça Eleitoral que comprova os dias de serviço prestados. A pessoa pode, por exemplo, negociar o uso dos dias de uma só vez ou separadamente, inclusive emendando com férias ou feriados. Outro ponto importante é que, se o trabalhador tiver mais de um emprego, o direito às folgas vale para todos os vínculos empregatícios que mantinha na época em que atuou nas eleições. Já quem muda de emprego depois de trabalhar como mesário deve ficar atento. A legislação não garante a transferência dessas folgas para o novo vínculo empregatício. Como ser mesário? Para as eleições de 2026, o período de nomeação dos mesários ocorreu entre 7 de julho e 28 de agosto. Ainda assim, o cadastro para mesário é permanente e pode ser feito com antecedência para os próximos pleitos. A inscrição como voluntário não significa convocação automática. A Justiça Eleitoral avalia a necessidade de cada seção eleitoral e convoca os voluntários de acordo com a demanda local. Por isso, é possível se cadastrar e não ser chamado para atuar naquele pleito. O treinamento dos mesários que atuarão nas eleições deste ano começou no dia 17 de agosto. A capacitação é realizada por meio de um aplicativo que funciona em celulares e tablets. O prazo para conclusão termina às 23h59 de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. No dia da votação, o próprio aplicativo também pode ser utilizado como uma espécie de guia, com orientações sobre os procedimentos de abertura e encerramento da seção eleitoral. Quem pode ser mesário? Em regra, pode atuar como mesário quem: está com o título eleitoral em situação regular; não se enquadra nas situações de impedimento previstas pela Justiça Eleitoral. Entre os impedidos estão: candidatos e parentes de candidatos até o segundo grau, além de cônjuges e companheiros; integrantes de diretórios partidários que exerçam funções executivas; autoridades e agentes policiais; ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo; pessoas que integram a Justiça Eleitoral; e menores de 18 anos. Também existem regras para evitar que parentes ou pessoas com determinados vínculos profissionais componham a mesma mesa receptora de votos. Eleições de 2026 O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Ao todo, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar.

MPT pede indenização de R$ 5 milhões contra Rico por assédio eleitoral; ele se retrata O influenciador digital Rico Melquíades é alvo de uma ação por assédio eleitoral contra funcionárias domésticas. Na ação, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) pede indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos e o cumprimento de 18 obrigações. Segundo o órgão, Rico teria pressionado funcionárias por divergências políticas, exposto dados pessoais das trabalhadoras nas redes sociais e ferido a dignidade delas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Justiça do Trabalho concedeu, neste sábado (19), tutela provisória de urgência para impedir que o influenciador pratique assédio eleitoral contra empregados. A decisão é da 11ª Vara do Trabalho de Maceió. Caso descumpra as determinações judiciais, Rico deverá pagar multa de R$ 300 mil por infração, por trabalhador prejudicado e a cada constatação. “A proximidade do pleito agrava o perigo da demora, exigindo resposta jurisdicional enérgica e pedagógica, apta a cessar a continuidade do ilícito e a impedir sua reiteração ou repetição em relação a qualquer outro trabalhador”, afirmou o Juízo do Trabalho na decisão. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, o influenciador teria misturado relações de trabalho, disputas políticas e produção de conteúdo para as redes sociais. Entre as condutas apontadas pelo órgão estão: Condicionar contratações, demissões, salários, folgas ou benefícios à preferência política ou ao voto das trabalhadoras; Investigar a posição eleitoral das funcionárias por meio de redes sociais, grupos de mensagens e registros públicos; Usar informações pessoais da equipe para produzir conteúdo e gerar engajamento, visualizações e lucro nas redes sociais. O MPT também afirma que o influenciador teria usado sistemas e ferramentas digitais para classificar ou monitorar funcionárias de acordo com suas opiniões políticas. Segundo o órgão, foi justamente esse aspecto que levou ao enquadramento do episódio como assédio eleitoral. O que é assédio eleitoral? Assédio eleitoral ocorre quando alguém tenta influenciar a escolha política de um trabalhador usando sua posição ou poder no ambiente de trabalho. Isso pode acontecer por meio de ameaças, promessas de benefícios, pressões diretas ou até mensagens indiretas. Nem sempre há uma frase como "vote em determinado candidato". Muitas vezes, a pressão ocorre de outras formas. É o caso de mensagens que associam determinado resultado eleitoral ao fechamento da empresa, à perda de empregos, à redução de salários ou a dificuldades econômicas. Levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), divulgado com exclusividade pelo g1, mostrou que essa foi a forma mais comum entre os processos analisados. Conhecida como "terror psicológico", a prática aparece em 81,9% dos casos. ⚠️ Nessas situações, o trabalhador é exposto a cenários negativos apresentados como consequência de determinada escolha política. Mas o assédio eleitoral não se limita a esse tipo de situação. Entre outras formas comuns estão: ameaças de demissão; promessas de benefícios ou promoções; pressão para participar de campanhas políticas; exigência do uso de materiais eleitorais; tentativas de descobrir em quem o funcionário pretende votar; constrangimentos em reuniões; retaliações por posições políticas; mensagens que relacionam resultados eleitorais a desemprego ou prejuízos financeiros. Nos últimos anos, esse tipo de prática também migrou para o ambiente digital. Pesquisas do TST mostram que aplicativos de mensagens e redes sociais aparecem em parte dos casos analisados. Entre os exemplos estão grupos corporativos usados para propaganda política, compartilhamento obrigatório de conteúdo eleitoral e monitoramento do posicionamento político de empregados. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos por assédio eleitoral no país. Os dados constam no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado após a adoção de mecanismos específicos para identificar esses casos. ➡️ O número de denúncias é muito maior do que o de processos que chegam à Justiça. Em 2022, por exemplo, o MPT recebeu 3.370 denúncias de assédio eleitoral, recorde da série. Em 2026, até o momento, foram 472, mas o número ainda pode crescer porque o período eleitoral está em andamento. O influencer Rico Melquiades TV Senado/Reprodução O que a Justiça determinou Além do pedido de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, quantia que, segundo o MPT, deverá ser destinada a fundos públicos ou projetos sociais, o órgão pediu que a Justiça determine uma série de medidas. Parte delas foi concedida na tutela provisória de urgência. Entre as determinações estão: Garantir o direito ao voto, permitindo que os funcionários votem livremente nos dois turnos, com ajustes nas escalas de trabalho e sem descontos salariais ou ameaças de represália; Proibir exigências políticas, impedindo a cobrança de alinhamento partidário ou a participação obrigatória em atos de campanha; Excluir conteúdos que contenham dados íntimos, humilhações ou exigências relacionadas às posições políticas dos trabalhadores, nos termos definidos pela decisão; Publicar uma retratação nas redes sociais, com o mesmo destaque das publicações originais, esclarecendo que a preferência política de um funcionário não pode ser usada como critério para contratação, manutenção ou demissão. A decisão estabelece multa de R$ 300 mil por infração, a cada constatação e por trabalhador prejudicado, em caso de descumprimento das determinações judiciais. Em manifestação no processo, o MPT afirma que o influenciador teria adotado comportamento abusivo e ilegal no ambiente de trabalho para influenciar o voto dos funcionários. O órgão também aponta suposta exposição indevida da intimidade dos trabalhadores e discriminação em razão de convicções políticas. O réu praticou comportamento abusivo, doloso e ilegal no ambiente de trabalho, objetivando finalidades ilícitas. Essas foram manipular, orientar ou direcionar o voto dos trabalhadores na eleição que se aproxima." "Isso impõe constrangimento e exposição indevida da intimidade de empregados, além de tendente a influenciar a livre manifestação de pensamento, intentando orientar o próprio ato de votar dos seus empregados, e promovendo nítida discriminação a depender da convicção política do funcionário, o que é gravíssimo." O que diz Rico Melquíades O g1 procurou o influenciador, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Nas redes sociais, Rico se retratou e pediu desculpas aos trabalhadores. (veja no vídeo acima) Em vídeo publicado após a repercussão do caso, ele afirmou ter consciência de sua responsabilidade como influenciador e disse que nenhum funcionário deve sofrer coação ou imposição por parte do empregador. "Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador. Respeito no ambiente de trabalho deve ser mútuo, garantindo a liberdade de expressão, de opinião política e o direito do voto livre e secreto", afirmou. Rico também disse que as mulheres que aparecem no vídeo citado pelo MPT são familiares dele e que as publicações foram feitas com consentimento. “Todas as meninas que aparecem no vídeo são da minha família. É minha tia, minha irmã, minha mãe e minha prima. E todo o vídeo que eu posto com elas tem o consentimento”, declarou. No sábado (12), o influenciador publicou um vídeo em que aparece questionando as funcionárias sobre quem paga os salários delas e dizendo que quem fosse petista seria demitida. “Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse. Manuela responde aos questionamentos apenas com um “aham”. Outra funcionária, que não teve o nome revelado no vídeo, afirmou ser petista, mas disse que, por causa do trabalho, desistiu de apoiar candidatos da legenda. (veja no vídeo abaixo) MP eleitoral pede investigação de Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias Na noite desta segunda-feira (21), Rico publicou um novo comunicado nas redes sociais sobre a ação movida pelo MPT. Segundo ele, o órgão pediu que se abstivesse de publicar determinados tipos de conteúdo, após um entendimento inicial de que as publicações poderiam ser interpretadas como assédio eleitoral. Rico afirmou estar tranquilo e disse acreditar que o caso será esclarecido. Informou ainda que seus advogados estão cuidando da situação e que, até lá, não deve publicar conteúdos que envolvam sua irmã, Manuela, sua prima, Leilane, sua mãe e sua tia, Betânia, citadas nos vídeos. Na noite desta segunda-feira (21), Rico Melquíades publicou comunicado no Instagram Reprodução/Instagram Como denunciar casos de assédio eleitoral? O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por meio de canais eletrônicos. O trabalhador pode denunciar de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar sigilo de seus dados. É recomendável fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser anexados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de infração ou crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.061 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 32 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (22), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da último domingo (20), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Da esquerda para a direita: presidente da ABF, dr. Edgard Leite, sra. Maria Isabel Klabin e dr. Daniel Miguel Klabin. Divulgação/Academia Brasileira de Filosofia Aos 97 anos, o engenheiro e empresário Daniel Miguel Klabin passa a ocupar o posto de bilionário mais velho do Brasil. Ele assume a posição após a morte de João Jacob Vontobel também aos 97 anos. Nascido em 11 de maio de 1929, Klabin tem uma fortuna estimada em R$ 1,6 bilhão, segundo o ranking de bilionários da Forbes de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O patrimônio está baseado em sua participação na estrutura empresarial da família Klabin, fundadora do grupo que se tornou um dos maiores produtores de papel e celulose do país. Daniel é sócio e diretor-presidente da Daro Participações S.A., holding que participa da estrutura de controle da Klabin. Também dirige a Daram Participações Ltda. e a Daram Comercial Agropecuária Ltda. Agora no g1 Além de herdeiro e acionista da família fundadora, Klabin construiu uma longa trajetória na própria empresa. Ao longo de mais de sete décadas ligado aos negócios familiares, acompanhou diferentes ciclos de expansão da Klabin S.A. e presidiu o Conselho de Administração da companhia em sete ocasiões, nos exercícios de 1981, 1987, 1993, 1999, 2005, 2011 e 2017. Atualmente, é membro suplente do Conselho de Administração da companhia. Engenheiro formado em 1952 Daniel é filho de Wolff C. Klabin e Rose Haas Klabin e neto de Israel Chaim V. Klabin e Feiga Zlata Lafer. Sua participação nos negócios da família segue uma estrutura em cascata, organizada da seguinte maneira: Daniel é sócio e diretor-presidente da Daro Participações S.A. e herdeiro da família; A Daro Participações S.A. é acionista da Klabin Irmãos S.A. (KISA); E a Klabin Irmãos S.A. é a holding de controle do Grupo Klabin, com 52,3% das ações ordinárias da Klabin S.A. e 19,36% do capital total. Antes de se tornar uma das figuras mais longevas da família Klabin, Daniel seguiu carreira na engenharia. Ele se formou em Engenharia Civil em 1952 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, instituição que atualmente corresponde à Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na juventude, trabalhou em projetos de desenvolvimento industrial no antigo Estado da Guanabara e em outros estados. Sua trajetória profissional, porém, ficou especialmente ligada aos negócios da família. Na Klabin, participou dos principais ciclos de crescimento da companhia e ocupou posições na governança da empresa durante décadas. A família e a continuidade dos negócios Daniel Klabin é casado com Maria Izabel Catão Klabin. O casal tem três filhos: Rose Klabin; Amanda Klabin Tkacz; e David Klabin. Entre os filhos, Amanda ocupa a presidência do Conselho de Administração da Klabin S.A. Ela também é sócia e diretora da Daro Participações S.A. e da Daram Participações Ltda. As homenagens recebidas Ao longo da trajetória, Daniel recebeu diferentes títulos e condecorações. Entre eles estão a Medalha Tiradentes e o respectivo diploma, concedidos pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2023, e a Cadeira de Membro Titular Notável por Honra ao Mérito da Academia Brasileira de Filosofia, em junho de 2025. Também recebeu a Ordem do Mérito do Pensamento Brasileiro – Medalha Antonio Paim, em dezembro de 2022, e o título de Doutor Honoris Causa pela Academia Brasileira de Filosofia, em agosto de 2017. Sua lista de condecorações inclui ainda: Comendador da Ordem de Rio Branco, em 2002; Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar, em 1999; Medalha do Pacificador Duque de Caxias, em 1963; Cidadão Correiapintense, título concedido pela Câmara Municipal de Correia Pinto (SC), em 1992.

Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento Edilson Rodrigues/Agência Senado O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou em entrevista ao g1 que o governo identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento deste ano e, por isso, decidiu reajustar o Bolsa Família. "Você tem uma queda [de despesas] projetada nessa ordem de grandeza. O Bolsa Família já será incorporado, portanto, às nossas regras fiscais. A gente fez realmente uma medida para a qual a gente tinha espaço fiscal, portanto, sem qualquer tipo de burla, absoluto respeito às convenções e às regras fiscais", disse o ministro. Segundo o ministro, a folga orçamentária estimada neste momento veio da redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. O detalhamento será divulgado pelo governo no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas até quinta-feira (24). O reajuste do Bolsa Família terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026. No ano que vem, o custo será de R$ 22,7 bilhões. O governo, no entanto, também não incluiu a correção do Bolsa Família no projeto de orçamento de 2027 encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto. O ministro disse que, nesse caso, enviará mensagem modificativa com a previsão, sem, contudo, alterar os compromissos fiscais já assumidos para o ano que vem. Após quatro anos com as contas no vermelho, o governo fixou uma meta fiscal positiva em 2027, de R$ 18,6 bilhões. "Zero. Nenhum efeito em regras fiscais". Com a correção de cerca de 15%, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos (se houver) das eleições presidenciais. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não era reajustado. Moretti negou que a medida tenha sido tomada com foco nas eleições. "Se tivesse uma medida de caráter eleitoreiro, populista, o que aconteceria é que ela seria tomada no improviso e, na verdade, nós só autorizamos, só demos o ateste orçamentário, a partir do momento em que a gente verificou que havia o espaço fiscal". Depois do anúncio, economistas alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas. "A proximidade com o cenário eleitoral foi casuística. Na verdade, o que importou aqui foi o recebimento das informações finais do relatório, nos dando a segurança de que havia o espaço fiscal." LEIA TAMBÉM: Entenda se o governo pode reajustar benefício social em ano eleitoral e diferenças de aumentos de Lula e Bolsonaro Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o decreto que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família não fere as regras eleitorais. O ministro afirmou que o aumento concedido apenas atualiza os valores pelo critério de correção monetária. O reajuste havia sido questionado pelo candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão). Veja os principais pontos da entrevista: g1: Por que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família só ocorreu agora? Bruno Moretti: O que a gente apurou, e nós vamos publicar no próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, na semana que vem, é que as despesas que estavam bloqueadas para custear os benefícios previdenciários, os benefícios pagos pelo INSS, tiveram as projeções relativas a essas despesas revistas, e elas se reduziram um pouco. Posso até te dizer a ordem de grandeza: só considerando os benefícios previdenciários, uma redução da projeção de crescimento em R$ 11,5 bilhões. Significa que esse recurso havia sido reservado para essa finalidade e fica disponibilizado para outras finalidades. Portanto, abriu-se o espaço fiscal. Basicamente, é uma despesa que ocorreria com benefícios do INSS. Parcela da redução dessa projeção eu canalizo para o Bolsa Família. Então, fazer com responsabilidade significa fazer desde que haja o espaço fiscal correspondente. E editamos o decreto [com o reajuste do Bolsa Família]. g1: Além da rubrica da Previdência, quais outras observaram a mesma tendência de queda? Bruno Moretti: Para 2026, nós vamos dar transparência a isso no relatório do dia 24 [de setembro], mas eu posso te adiantar que o valor da Previdência é duas vezes maior do que o reajuste do Bolsa Família. Tem alguma queda projetada para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também, tem alguma queda projetada para despesa de pessoal, tem alguma queda projetada em subsídios, de maneira que elas significam mais ou menos R$ 19,6 bilhões de redução projetada para a despesa obrigatória. g1: E para 2027? Bruno Moretti: Para 2027, como eu te disse, a gente ainda está fechando as contas, porque a mensagem [modificativa, alterando o projeto de orçamento 2027] vem depois do relatório. Está concentrado no relatório e depois vai afinar as contas. Mas, fundamentalmente, a gente vai demonstrar que o espaço reside nessas mesmas rubricas: despesa previdenciária, um pouco de pessoal, um pouco em BPC, fruto dessa projeção reduzida agora de 2026, que rebate lá em 2027. g1: Não vai mudar a projeção de superávit? Bruno Moretti: Zero. Nenhum efeito em regras fiscais. g1: Os gatilhos fiscais anunciados em agosto, com potencial de gerar uma economia de cerca de R$ 20 bilhões em 2027, foram bem recebidos pelo mercado. Na avaliação do senhor, o reajuste do Bolsa Família não enfraquece essa sinalização fiscal? Bruno Moretti: Remanejando despesas que vão ter projeção reduzida, porque os números estão mostrando isso, tem base técnica para isso, e transferindo para o Bolsa Família, é uma coisa entre despesas obrigatórias. Eu não altero essa lógica, eu não mudo minhas metas, eu não altero o volume de despesas obrigatórias dentro do orçamento, porque em boa medida o remanejamento virá de rubricas obrigatórias. Nós estamos tranquilos que não estamos alterando essa lógica que estamos implementando com uma série de medidas, em particular com os gatilhos, que você citou. E, repito, nós só podemos fazer isso porque fomos cautelosos. g1: A quinze dias do primeiro turno das eleições, a medida não foi eleitoreira? Bruno Moretti: Se tivesse uma medida de caráter eleitoreiro, populista, o que aconteceria é que ela seria tomada no improviso. E, na verdade, nós só autorizamos, só demos o ateste orçamentário, que é função deste ministério, a partir do momento em que verificamos que havia o espaço fiscal. g1: Esse diagnóstico não poderia ter sido captado antes? Bruno Moretti: Relatório tem prazos, é justamente um relatório bimestral. No último relatório, em julho, naquele momento a gente tinha R$ 17 bilhões bloqueados, então não havia espaço. Neste relatório, como eu estou dizendo, a gente vislumbrou o espaço para o desbloqueio. Parcela desse espaço será consumida pelo Bolsa Família. A gente tem uma área aqui que monitora de perto a dinâmica dessas despesas. Quando você percebe como se dá essa dinâmica, as informações vão sendo consolidadas na semana anterior à do relatório, que é esta semana, e não por acaso a decisão foi tomada esta semana. A proximidade com o cenário eleitoral foi casuística. Na verdade, o que importou aqui foi o recebimento das informações finais do relatório, nos dando a segurança de que havia o espaço fiscal. g1: Por que a fila do INSS cai e a despesa com a Previdência cai também? Isso está acontecendo por conta do aumento dos indeferimentos? Bruno Moretti: Com todo o investimento em gestão que se fez na Previdência, você consegue hoje fazer a concessão para quem realmente precisa do benefício, para quem realmente tem direito àquele benefício que está sendo pleiteado, de uma forma muito mais eficiente, muito mais rápida, focando naqueles que têm direito. O que acontece aqui não é que a despesa previdenciária caia, é que a projeção de crescimento diminuiu. Ou seja, cresceu a um ritmo menor do que aquele que se previa, e esse crescimento a um ritmo menor tem a ver com a eficiência do processo de análise e concessão de benefícios feitos pela Previdência. g1: Mas, ministro, o número de indeferimentos tem aumentado. Bruno Moretti: O indeferimento está dentro de uma média histórica do que era esperado, inclusive nos parâmetros que a gente tinha para absorver o crescimento dessa despesa no relatório, quando a gente fez lá atrás e fez o bloqueio para dar conta dessa despesa maior da Previdência. g1: No mês passado, publicamos uma reportagem que mostra que a taxa de indeferimento alcançou quase 1 milhão de pedidos em junho. Bruno Moretti: Você precisa também entender que o histórico dos últimos anos não foi o melhor em termos de gestão dos benefícios. A mesma coisa do Bolsa Família, como eu disse. Quando você pega só os anos de 2021 e 2022, entende? É importante você olhar para uma média histórica mais ampla. Quando você olha, não é esse o cenário. O que está explicando não é um indeferimento maior do que a média histórica. Muito pelo contrário, hoje eu te diria que você tem as concessões [em ritmo maior]. g1: Em um eventual Lula 4, quais medidas de ajuste fiscal poderiam ser aplicadas? Bruno Moretti: Veja, aqui não é bem 'a' medida. A gente tem a responsabilidade, como governo, de encaminhar para o Congresso Nacional projetos de diretrizes orçamentárias e de orçamento, com essa trajetória de resultado primário capaz de colocar a dívida numa rota de sustentabilidade. E, do ponto de vista do orçamento, está, e no ano que vem, quais são as receitas, quanto você vai entregar desse esforço fiscal, projetando um esforço de 0,5% do PIB. O primeiro passo muito importante foi a vedação de se fazer novas renúncias no ano que vem. Do ponto de vista da despesa, também é preciso lembrar que temos vários instrumentos operando para além dos gatilhos. A própria revisão dos cadastros dos programas sociais segue em curso. É um trabalho permanente que, inclusive, viabilizou em parte essa projeção de um crescimento menos acentuado das despesas neste ano. Nós temos medidas de limitação de despesas que implementamos, contando com a parceria do Congresso. Por exemplo, Proagro e Seguro-Defesa. Essas despesas variavam muito ao longo do exercício. Se nós precisarmos de novas medidas, nós vamos tomar, porque vamos cumprir a trajetória fiscal com a qual estamos nos comprometendo para o ano que vem e ao longo dos próximos anos.

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram nesta segunda-feira (21) a última proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho. Em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes votaram contra a oferta. A votação ocorreu entre 11h e 18h. Após o resultado, o comando de greve se reuniu para discutir os próximos passos. A paralisação continua nesta terça-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Com a volta da paralisação, como ficam as contas e os pagamentos dos benefícios sociais, como o Bolsa Família? Consumidor deve continuar pagando normalmente Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros. O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone. E se não conseguir pagar por causa da greve? Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais. O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância. Por outro lado, se o cliente conseguir demonstrar que tentou pagar dentro do prazo e que isso se tornou impossível por uma circunstância relacionada à indisponibilidade do serviço bancário, poderá contestar multa, juros e outros efeitos da mora. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. Como ficam os pagamentos do Bolsa Família? Também são interrompidos? Mesmo com a greve dos bancários, os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente, segundo o banco. A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Butterball concordou em pagar US$ 230 mil para encerrar ação Butterball/ Divulgação A Butterball, uma das principais fabricantes de peru e produtos avícolas dos Estados Unidos, concordou em pagar US$ 230 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão, para encerrar uma ação por discriminação movida pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC). A empresa, que produz e comercializa carnes de peru, frios, refeições prontas, sopas, saladas e sanduíches, foi acusada de negar uma adaptação de trabalho a uma funcionária em tratamento contra o câncer e, posteriormente, demiti-la por ausências relacionadas à doença. Segundo a EEOC, a trabalhadora atuava havia anos na companhia quando informou à empresa que havia recebido o diagnóstico de câncer e que precisaria de afastamentos periódicos para sessões de quimioterapia e recuperação dos procedimentos médicos. Faltas sem desconto: veja 12 situações em que você pode se ausentar do trabalho De acordo com o órgão, a análise do pedido foi transferida para uma administradora terceirizada de benefícios. No entanto, a licença nunca foi aprovada. Enquanto aguardava uma resposta, as faltas relacionadas ao tratamento passaram a ser registradas no sistema de controle de frequência da empresa. Com o acúmulo dessas ocorrências, a funcionária recebeu penalizações por ausência e acabou demitida sob a justificativa de descumprimento da política interna de assiduidade. Para a EEOC, a conduta violou a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA), legislação que protege trabalhadores com deficiência e determinadas condições de saúde. A norma exige que empregadores ofereçam adaptações razoáveis a profissionais aptos a exercer suas funções, desde que isso não represente uma dificuldade excessiva para a empresa. A advogada regional da EEOC em Charlotte, Melinda C. Dugas, destacou que a terceirização da gestão de benefícios não elimina a responsabilidade legal dos empregadores. "Os empregadores que contratam administradores terceirizados devem garantir que existam políticas e procedimentos eficazes para cumprir suas obrigações legais. Um empregador não pode delegar sua responsabilidade de cumprir a ADA", afirmou. Antes de recorrer à Justiça Federal da Carolina do Norte, a EEOC tentou resolver o caso por meio de conciliação administrativa, mas não houve acordo. O advogado da agência Samuel Williams afirmou que a legislação federal garante igualdade de oportunidades para trabalhadores com deficiência e que o órgão continuará atuando para responsabilizar empregadores que desrespeitem esses direitos. Além do pagamento da indenização, a Butterball terá de adotar mudanças internas pelos próximos dois anos. A companhia também deverá promover treinamentos sobre a legislação de proteção às pessoas com deficiência para as equipes de recursos humanos e gestão de benefícios, além de apresentar relatórios periódicos à EEOC demonstrando o cumprimento das medidas estabelecidas.

OpenAI Reuters/Dado Ruvic A província canadense de Colúmbia Britânica entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (21), na Califórnia, nos Estados Unidos, contra a OpenAI. Segundo comunicado divulgado pelo governo provincial, a empresa não informou às autoridades sobre ameaças de violência feitas em sua plataforma antes do ataque à escola secundária, ocorrido em 10 de fevereiro de 2026. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A ação está relacionada a uma mulher transgênero de 18 anos que matou oito pessoas em sua casa e em uma escola na pequena cidade de Tumbler Ridge. Em comunicado sobre a ação, a procuradora-geral da província, Niki Sharma, afirmou que o processo busca obter respostas e responsabilizar a empresa pelo que o governo considera uma falha em comunicar às autoridades ameaças feitas na plataforma. Sharma destacou a dimensão da perda sofrida pela comunidade de Tumbler Ridge e afirmou que os moradores afetados pelo ataque merecem respostas. “Como parte de nossos esforços contínuos para alcançar isso, a Colúmbia Britânica está entrando com uma ação judicial contra a OpenAI na Califórnia por sua falha em notificar as autoridades policiais sobre ameaças feitas em sua plataforma antes do ataque em massa à Tumbler Ridge Secondary School”, afirmou Sharma. Agora no g1 Governo quer ampliar responsabilidade das empresas de IA Para a procuradora-geral, o processo também levanta uma questão mais ampla sobre o papel das empresas de tecnologia quando identificam ameaças consideradas confiáveis de violência grave. “O processo que está sendo apresentado levanta questões sérias sobre as responsabilidades das empresas de tecnologia quando elas tomam conhecimento de ameaças críveis de violência grave, e sobre as medidas que devem ser tomadas para ajudar a proteger as pessoas e garantir a segurança pública.” Segundo o governo da Colúmbia Britânica, a ação faz parte de uma defesa por regras nacionais mais rígidas para tecnologias de inteligência artificial e plataformas on-line. Sharma afirmou ainda ter escrito aos ministros federais Fraser, Solomon e Miller com propostas para alterar o Código Penal canadense e criar mecanismos de responsabilização humana por ações de sistemas de IA. A procuradora-geral também afirmou que a OpenAI ainda pode adotar medidas para responder às preocupações apresentadas por sobreviventes, famílias e pela comunidade de Tumbler Ridge, como reforçar mecanismos de segurança, ampliar a transparência e tomar medidas para evitar episódios semelhantes. Empresa já havia pedido desculpas A OpenAI já havia pedido desculpas por não ter alertado as autoridades sobre a conta associada à jovem antes do ataque. No comunicado, Sharma afirmou que a ação judicial não pode reverter a perda sofrida pela comunidade, mas disse que responsabilizar a empresa, buscar respostas e exigir proteções mais fortes são medidas importantes para tentar evitar novas tragédias. O governo da Colúmbia Britânica afirma que o processo contra a OpenAI faz parte de uma estratégia já adotada pela província em outros casos envolvendo grandes empresas. A administração cita ações judiciais contra fabricantes de tabaco, opioides e produtos de vaporização. Nesses casos, a província buscou responsabilizar empresas por danos causados a pessoas e comunidades. *Com informações da Agence France-Presse

Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens que se passam por pessoas reais Divulgação/Character.AI O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recomendou nesta segunda-feira (21) que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avalie os riscos dos chamados "companheiros de IA", personagens criados em plataformas de inteligência artificial para simular amizade, companheirismo e até romance com usuários. Em uma nota técnica, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério, sugeriu que a agência reguladora examine esses serviços à luz do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e de suas competências de fiscalização. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento não afirma que as plataformas cometeram infrações, mas aponta indícios de "desconformidades" após uma análise de 13 serviços de companheiros de IA. Os serviços avaliados foram Character.AI, Replika, Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai, Paradot, Talkie, CrushOn.AI, EVA AI, Anima, Swipey e SpicyChat.AI. O próprio Ministério da Justiça afirma que a análise é preliminar. Agora no g1 A análise do Ministério da Justiça faz parte das ações do governo para implementar o ECA Digital, lei que impõe deveres de proteção e segurança no uso de plataformas e outros serviços digitais por crianças e adolescentes. Entre os pontos que o governo considera merecer investigação estão a verificação de idade, o risco de uso excessivo ou compulsivo, a exposição a conteúdo inadequado e o uso de dados para traçar perfis emocionais e comportamentais. "Os achados técnicos indicam que a maior parte dos serviços analisados adota a autodeclaração como único mecanismo de aferição de idade", disse a secretaria. "Assim, a facilidade com que a autodeclaração é contornada não configura apenas deficiência do dever de aferição etária. Ela constitui, também, elemento indicativo do acesso provável, que submete o serviço ao conjunto das obrigações da lei", acrescentou. Plataformas de personagens de IA possuem características diferentes, mas podem guardar o histórico das conversas, adaptar respostas ao usuário, simular personalidade e emoções e, em alguns casos, oferecer amizade, romance e conteúdo adulto. O documento recomenda ainda que o assunto seja analisado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), para examinar possíveis problemas na forma como as plataformas usam publicidade, monetização e informações sobre os usuários.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI pediu nesta segunda-feira (21) que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para criar padrões técnicos globais para sistemas avançados de inteligência artificial (IA). Entre os temas está o chamado aprimoramento recursivo, quando um sistema consegue melhorar de forma autônoma suas próprias capacidades. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A IA será um dos principais temas de discussão na Assembleia Geral da ONU nesta semana. O debate ocorre depois de diversos líderes do setor, incluindo Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, defenderem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia. E les alertam que sistemas cada vez mais avançados poderão, em algum momento, melhorar suas próprias capacidades e ficar mais difíceis de controlar. Agora no g1 Em uma postagem de blog publicada enquanto líderes mundiais se reuniam nas Nações Unidas, a OpenAI afirmou ser essencial criar um mecanismo que facilite o desenvolvimento de padrões nacionais e internacionais complementares para os sistemas mais avançados de IA. A empresa também defendeu o uso de medidas comuns para avaliar esses sistemas e de protocolos para comunicar incidentes, com o objetivo de melhorar a resposta conjunta entre países. "A liderança agora determinará se os Estados Unidos moldarão a estrutura global da IA ou se assistirão à formação de um sistema fragmentado, desigual e repleto de conflitos. Isso também determinará se a IA avançada fortalecerá as redes que os Estados Unidos e seus aliados já possuem; a falha em liderar pode enfraquecê-las", escreveu a OpenAI em uma postagem de blog na segunda-feira. Diante das preocupações de que a IA possa prejudicar os humanos no futuro, a indústria tem discutido a possibilidade de desacelerar intencionalmente o desenvolvimento da tecnologia — ou "controlar o ritmo". "Ajustar o ritmo do desenvolvimento da IA não significa manter uma velocidade predeterminada. Tecnicamente, trata-se de garantir que a pesquisa alinhada e a implementação dessa pesquisa estejam sempre à frente das capacidades", afirmou a OpenAI. O alinhamento garante que a IA atue em consonância com os valores humanos. Conselho de Segurança da ONU vai discutir IA Altman deverá apresentar na quarta-feira um relatório aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial e segurança internacional. A reunião foi convocada pela França, que preside o órgão em setembro, e será presidida pelo ministro francês para a Europa e Assuntos Exteriores, Jean-Noël Barrot. O Conselho de Segurança da ONU, órgão responsável por discutir questões relacionadas à paz e à segurança internacionais, reuniu-se pela primeira vez em 2023 para tratar dos riscos da inteligência artificial. Na ocasião, a China afirmou que a tecnologia não deveria se tornar um "descontrole", enquanto os Estados Unidos alertaram contra seu uso para censurar ou reprimir pessoas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou os apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA. A preocupação é que uma eventual pausa dê à China espaço para diminuir a diferença em uma tecnologia considerada fundamental para a segurança nacional e econômica dos Estados Unidos. Trump afirmou no início deste mês que os EUA já possuem mecanismos de salvaguarda para regulamentar o desenvolvimento da IA. Segundo ele, a China se beneficiaria das dúvidas que pairam sobre o desenvolvimento da tecnologia. Trump tem um encontro marcado com o presidente chinês Xi Jinping nesta semana, em Washington.

Loja da TIM Divulgação A TIM anunciou na sexta-feira (18) que a estatal italiana de correios Poste Italiane passou a ser a controladora indireta da operadora brasileira. A mudança ocorreu após a empresa ampliar sua participação na Telecom Italia, controladora direta da TIM Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Poste Italiane já detinha 20% da Telecom Italia e, na semana passada, assegurou uma participação de 66,6% na companhia por meio de uma oferta pelas ações, avaliada em cerca de 13 bilhões de euros (R$ 76,82 bilhões). “Em decorrência dessa aquisição originária de controle por meio de oferta pública, a Poste Italiane tornou-se a acionista controladora da TI e, consequentemente, a acionista controladora indireta da TIM Brasil”, disse a TIM em comunicado. A Poste Italiane informou ainda que o período de adesão à oferta será reaberto de 21 a 25 de setembro de 2026, nos termos da regulamentação aplicável. Agora no g1

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução O julgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira (21). O ministro Vieira de Mello Filho, que presidia a sessão, determinou a suspensão por 48 horas para que as federações dos trabalhadores possam analisar documentos apresentados no processo. Durante a sessão, o ministro afirmou que os documentos, juntados na sexta-feira à noite e no sábado, não haviam sido examinados pela parte contrária. Para ele, decidir sobre a abusividade da paralisação com base nesses materiais, sem que as entidades tivessem oportunidade de se manifestar, poderia desrespeitar o devido processo legal. "Não houve controvérsia sobre os documentos. Ou seja, nós estaríamos aqui em desprezo ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", afirmou. Agora no g1 Vieira de Mello Filho também disse considerar "temerário" decidir sobre a abusividade da greve e a aplicação de uma multa de R$ 200 mil ao sindicato sem que houvesse, segundo ele, "uma prova substancial" analisada pelas partes. Com a suspensão, as federações terão 48 horas para se manifestar sobre os documentos mencionados pela relatora do processo. A sessão foi marcada para ser retomada excepcionalmente na quinta-feira (24), às 15h30. A greve começou depois que os Correios e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Antes do julgamento, a Justiça havia determinado, por meio de liminar, que a categoria mantivesse 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação. Durante a sessão, o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho chegou a propor que a greve fosse suspensa imediatamente, já que o julgamento sobre a paralisação havia sido iniciado. Vieira de Mello Filho, no entanto, rejeitou a proposta. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (FINDECT) informou que orienta os trabalhadores e trabalhadoras das bases dos sindicatos filiados a permanecerem em greve até a retomada da sessão. "Trabalhadores e trabalhadoras dos Correios da base da FINDECT. Neste momento foi suspensa a sessão de julgamento do dissídio coletivo que vai ser retomada na quinta-feira às 13:30. Então até lá a orientação da FINDECT é pela continuidade da greve", afirmou o presidente da federação, José Aparecido Gândara. jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A FINDECT afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que os sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias. A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil pessoas entre trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A FINDECT defende a manutenção da redação atual e afirma que as outras cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Próximos passos A greve permanece mantida enquanto não houver um entendimento entre as partes, segundo a FINDECT. Após o julgamento no TST, os sindicatos realizarão novas assembleias para avaliar o resultado e definir os próximos encaminhamentos junto aos trabalhadores. A federação afirma que continua aberta à negociação e que a solução para o impasse passa pela manutenção do plano de saúde nos moldes reivindicados pela categoria.

A cobrança do INSS era indevida, o que justificou a indenização por danos morais Divulgação / INSS O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,22 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos do governo federal. Do total, R$ 2,68 bilhões são destinados a ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais, incluindo casos de revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade e outros benefícios. Os recursos atendem 278.063 beneficiários em 218.651 processos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em número de processos, as ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais representam 57,8% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas e concentram aproximadamente 83,2% do dinheiro. São valores que o governo deixou de pagar ou pagou a menos e que, após decisão judicial, precisam ser quitados. Esses valores são chamados de atrasados. Estagiário de agência do INSS é preso por envolvimento em fraudes de benefícios Como são feitos os pagamentos? O CJF libera os recursos para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são responsáveis por fazer os depósitos. O dinheiro é colocado em uma conta específica, aberta para cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal. Ou seja, o valor não é depositado automaticamente na conta bancária que a pessoa usa normalmente. Depois que o TRF informar que o pagamento está disponível, o beneficiário pode sacar o dinheiro diretamente em uma agência do banco indicado, apresentando os documentos necessários. Em determinadas situações, também é possível pedir a transferência do valor para uma conta indicada pelo advogado. A data em que o dinheiro estará apto deve ser consultada no site do TRF responsável pelo processo. Quanto cada TRF recebeu Como saber se sou um dos atrasados? Para receber os atrasados, não basta ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS, é preciso ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote. Veja o passo a passo de verificação: Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal; Procure informações sobre a expedição da RPV ou sobre a liberação do pagamento; Consulte o TRF responsável pelo processo. É o TRF que informa quando o dinheiro estará disponível; Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme o sistema de consulta do tribunal.

Um funcionário inspeciona um sapato em uma linha de produção da fabricante brasileira de calçados Kissol, em meio à imposição de novas tarifas americanas sobre diversos produtos brasileiros, incluindo a indústria calçadista, que tem os EUA como seu principal mercado externo. Joel Silva/Reuters A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta segunda-feira (21) que o índice que mede a evolução da produção industrial ficou em 46,3 pontos em agosto, com queda de 4,7 pontos na comparação com julho. A chamada Sondagem Industrial foi feita com 1.403 empresas, sendo 587 pequenas, 487 médias e 329 grandes, entre 1 e 11 de setembro. Com o resultado, há sinalização de queda da produção industrial no período. Isso acontece quando o índice fica abaixo de 50 pontos. "Trata-se do pior resultado para o mês de agosto desde 2015, durante a crise econômica, quando o índice registrou 42,7 pontos. Destaca-se ainda que o resultado é contrário ao que é usualmente observado no período", acrescentou a CNI. A retração acontece em um momento de juros ainda elevados. Apesar de a taxa básica da economia, a Selic, ter recuado cinco vezes seguidas, para 13,75% ao ano, o juro real brasileiro ainda é um dos maiores do mundo. LEIA TAMBÉM: Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking Intenção de investir De acordo com a CNI, o índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 1,3 ponto em setembro, de 52,6 pontos para 51,3 pontos, menor valor para o indicador desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Essa é a quarta queda consecutiva desse indicador, que vem recuando desde maio deste ano. De lá para cá, ele acumula diminuição de 3,5 pontos. "A queda expressiva da intenção de investimento reflete um quadro que a gente já vem acompanhando de perda de ritmo da atividade industrial. Além disso, há um aumento das incertezas, o que também contribuiu para o resultado", avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. O impacto da indústria no PIB O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início do mês. O destaque positivo foi a agropecuária, que, entre abril e junho, foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. A indústria cresceu 0,1% no período, na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi sustentado pelas Indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no trimestre.

Exportações de carne bovina caíram em agosto O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de exportação de carne bovina à China, em momento em que frigoríficos brasileiros já completaram a cota nacional. "Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China", disse Lula, em uma publicação no X. Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) avaliou como positiva qualquer iniciativa que possa ampliar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado chinês. A entidade afirmou, porém, que um eventual aproveitamento do excedente da cota uruguaia teria efeito limitado em 2026, devido ao tempo necessário para negociação, embarque e trânsito da mercadoria até a China. Para 2027, segundo a associação, a medida pode representar uma alternativa importante diante da cota brasileira de 1,128 milhão de toneladas e do risco de esgotamento já nos primeiros meses do ano, caso seja mantido o ritmo atual de vendas. A ABIEC também disse defender maior previsibilidade e mecanismos que permitam distribuir os embarques ao longo do ano, de forma a preservar o fluxo comercial com a China, principal destino da carne bovina brasileira. O Brasil consumiu rapidamente a cota de carne bovina destinada à China. O limite de 1,106 milhão de toneladas para 2026 foi atingido em menos de sete meses, segundo informações do setor. Com o esgotamento da cota, o volume excedente passou a ficar sujeito a uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12%. Em agosto, as exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do MDIC. Cotas de exportação de carne bovina para a China g1 Entenda como funcionam as cotas de carne da China Desde janeiro de 2026, a China passou a limitar a quantidade de carne bovina que pode ser importada de diferentes países, em uma medida criada para proteger os produtores chineses. Para cada país, foi estabelecido um volume anual que entra no mercado chinês nas condições normais de tarifa. ➡️ O Brasil recebeu a maior cota entre os países exportadores, de cerca de 1,1 milhão de toneladas em 2026. Para o que ultrapassar esse limite, a China aplica uma tarifa adicional de 55%, além da tarifa de importação de 12%. A cota brasileira aumenta gradualmente nos anos seguintes: 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão em 2027 e 1,151 milhão em 2028. Por isso, uma eventual transferência de parte da cota de outro país para o Brasil é relevante para os exportadores brasileiros: ela aumenta o volume que pode ser vendido à China sem a sobretaxa. O acordo mencionado por Lula envolve justamente a possibilidade de o Brasil utilizar parte da cota que originalmente caberia ao Uruguai.

Google será investigado pela utilização de notícias por inteligência artificial Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google O Google abriu nesta segunda-feira (21) a pré-venda do Googlebook, sua nova linha de notebooks premium voltada para usuários de Android. Os aparelhos têm recursos de inteligência artificial Gemini e preços a partir de US$ 899 (R$ 4.584,9). Os primeiros modelos serão produzidos por Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. Eles terão processadores Intel ou Qualcomm e bateria com autonomia de até 14 horas, segundo o Google. Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google A nova linha chega em um momento de maior concorrência no mercado de notebooks. A Apple avançou no segmento de aparelhos mais acessíveis com o MacBook Neo, que custa a partir de US$ 699 (R$ 3.564,9). Há anos, os fabricantes de Chromebooks disputam esse público, principalmente estudantes e consumidores que buscam aparelhos mais baratos e simples. Com o Googlebook, o Google leva essa proposta para notebooks premium, combinando hardware mais potente, recursos de inteligência artificial e uma integração maior com o sistema Android. Entre os recursos do Gemini estão: Ferramentas para ajudar o usuário a escrever e organizar textos; Fazer perguntas sobre o conteúdo que aparece na tela; e Retomar, no notebook, tarefas iniciadas em um celular Android. O Googlebook é a mais recente tentativa da empresa de apresentar um produto de destaque baseado no ChromeOS. Antes dele, o Google lançou o Pixelbook, em 2017, e o Pixelbook Go, em 2019. Aplicativos, navegador e ferramentas para trabalho O Googlebook combina o navegador Chrome para computadores, com suporte a extensões, com aplicativos disponíveis na Play Store. Entre os programas que podem ser usados no computador estão Adobe Photoshop, Adobe Lightroom e CapCut. O aparelho também permite acessar serviços de streaming como Netflix e HBO Max, inclusive com suporte à visualização offline. Para jogos, o Googlebook oferece acesso a milhares de títulos para Android e inclui um ano de assinatura do GeForce NOW em cada compra. O computador também foi pensado para desenvolvedores. O Googlebook inclui o Antigravity, plataforma de desenvolvimento de agentes de inteligência artificial do Google, que permite criar, testar e colocar aplicativos em funcionamento diretamente no dispositivo. Há ainda um ambiente de terminal para executar ferramentas de desenvolvimento, como Claude Code e Antigravity CLI. Disponibilidade As pré-vendas já estão abertas nos Estados Unidos. Os aparelhos começam a chegar às lojas em 4 de outubro nos EUA e em 5 de outubro no Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália. *Com informações da Reuters. Google lança Googlebook, um laptop que compete com os computadores da Apple. Divulgação/Google

Exclusivo: ANPD cobra Discord sobre brecha em transmissões O Discord afirmou nesta segunda-feira (21) que removeu da plataforma aplicativos de terceiros que estavam sendo utilizados para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A declaração foi dada à GloboNews após a reportagem identificar que pelo menos dois serviços externos continuavam disponíveis dentro de funções nativas do Discord e permitiam a transmissão e o compartilhamento de vídeo em tempo real durante chamadas coletivas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A plataforma confirma que os aplicativos identificados pela reportagem estavam sendo utilizados dentro do Discord. Segundo a empresa, porém, isso ocorria sem sua autorização e em desacordo com os termos de uso. A plataforma disse ainda que agiu imediatamente para remover os aplicativos e que a medida faz parte dos procedimentos adotados para cumprir leis e exigências regulatórias. “Após investigarmos o uso de aplicativos de terceiros para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, sem o conhecimento ou a aprovação do Discord, agimos imediatamente para remover esses aplicativos da plataforma, em conformidade com nossos termos”, afirmou a empresa. O Discord também afirmou que continua em diálogo com a ANPD para tentar restabelecer os recursos de vídeo para usuários brasileiros. (veja a nota abaixo) A ANPD informou que, após receber a denúncia da GloboNews, solicitou ao Discord esclarecimentos sobre o caso. Segundo a agência, o descumprimento de medidas preventivas pode levar a novas medidas, entre elas a aplicação de multa diária. Relembre o caso A GloboNews identificou pelo menos dois serviços externos disponíveis dentro do Discord que permitiam o compartilhamento e a transmissão de vídeo em tempo real durante chamadas coletivas. Os serviços não eram desenvolvidos pelo Discord, mas podiam ser utilizados dentro da própria plataforma. Nos testes realizados pela reportagem, os recursos funcionavam para usuários no Brasil, mesmo após a determinação da ANPD. A empresa não informou quando os aplicativos foram retirados nem quais mecanismos técnicos adotou para impedir que serviços semelhantes sejam usados para contornar a suspensão. Saiba mais na reportagem abaixo. Discord mantém brecha para transmissões ao vivo no Brasil mesmo após ordem de suspensão A ANPD determinou a suspensão imediata das transmissões ao vivo no Brasil pelo Discord após uma investigação relacionada à morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, no fim de julho. Segundo os investigadores, a adolescente morreu durante uma transmissão ao vivo. A investigação aponta que ela teria sido induzida ao suicídio por pessoas que mantinham contato com ela em grupos fechados da internet. A investigação deu origem à Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério da Justiça. Saiba mais na reportagem abaixo. Agência Nacional de Proteção de Dados suspende transmissões ao vivo do Discord no Brasil O que dizem os envolvidos Leia a nota do Discord na íntegra “Após investigarmos o uso de aplicativos de terceiros para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, sem o conhecimento ou a aprovação do Discord, agimos imediatamente para remover esses aplicativos da plataforma, em conformidade com nossos termos. Como parte de nossos processos de aplicação das regras, adotamos medidas sempre que necessário para cumprir as leis aplicáveis ou exigências regulatórias. Seguimos em diálogo ativo com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer os recursos de vídeo para os usuários do Discord no Brasil.” Leia a nota da ANPD na íntegra "A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informa que, a partir da denúncia recebida, já solicitou ao Discord esclarecimentos sobre o conteúdo apresentado pela GloboNews. O descumprimento de medidas preventivas pode gerar a imposição de novas medidas, como, por exemplo, a aplicação de multa diária. A Superintendência de Fiscalização (SFI-ANPD) decidiu manter a interrupção temporária das transmissões ao vivo do Discord ao indeferir o pedido de efeito suspensivo da medida preventiva apresentado no recurso da plataforma, por entender que a retomada das lives e do compartilhamento de vídeos ao vivo, sem a adoção de medidas que tornem essa funcionalidade mais segura para crianças e adolescentes, poderia gerar risco de repetição das condutas investigadas e de novos danos antes mesmo da conclusão do processo de fiscalização, que segue em curso desde o dia 07/08. A área técnica reforça que a suspensão das transmissões ao vivo tem caráter temporário e sua reversão continua condicionada à demonstração, pelo Discord, da implementação de salvaguardas capazes de mitigar os riscos identificados, sem impedir a continuidade das demais funcionalidades da plataforma. A empresa e a SFI seguem em diálogo sobre as medidas a serem implementadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes. O mérito dos demais itens do recurso do Discord foi analisado pela SFI e seguiu, na última quinta-feira (17), para o Conselho Diretor da ANPD, instância responsável por decidir o recurso em caráter final na via administrativa."

Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade A Paramount Skydance chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 estados dos Estados Unidos que haviam entrado com uma ação para tentar impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões, segundo a Reuters. O acordo elimina um dos últimos obstáculos para a conclusão da fusão, que reunirá dois grandes estúdios de Hollywood, serviços de streaming e operações de notícias sob um mesmo grupo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Entre os termos está a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS. A medida busca preservar a independência das operações jornalísticas das duas empresas após a fusão. O acordo também prevê uma multa de US$ 30 milhões por filme caso a Paramount não cumpra a promessa de lançar 30 filmes por ano. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa nos EUA A fusão já havia sido aprovada pelos órgãos reguladores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em julho, porém, uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, entrou com uma ação para bloquear o negócio. Os estados argumentaram que a operação reduziria a concorrência e daria à empresa resultante da fusão maior poder para aumentar preços no mercado de cinema e televisão. Com o acordo, a Paramount remove um importante obstáculo judicial à operação. Antes do acordo, a Paramount e os estados discutiram outras possíveis concessões. Segundo o Wall Street Journal, entre elas estavam um investimento de US$ 1,5 bilhão em produção na Califórnia e um compromisso de não vender os estúdios. Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução Prazo para concluir a fusão O acordo também ajuda a Paramount a evitar uma multa diária de US$ 7 milhões que deve aos acionistas da Warner Bros. Discovery por cada dia de atraso na conclusão da operação após 30 de setembro A Reuters havia informado na sexta-feira (18) que a Paramount e os estados poderiam chegar a um acordo no fim de semana. Entre os termos discutidos estavam o monitoramento independente do conteúdo da CNN e um compromisso em relação ao número de filmes lançados nos cinemas. Além dos Estados Unidos, órgãos reguladores de defesa da concorrência de outras jurisdições, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, já aprovaram a aquisição. O que dizem os trabalhadores O sindicato dos roteiristas dos EUA (WGA) chegou a um acordo com a Paramount. A decisão foi de incluir um fundo de assistência médica de US$ 17,5 milhões (R$ 89,25 milhões) e proteções para trabalhadores da CBS e da CNN.

Lisa Su, presidente e diretora executiva da AMD, em apresentação durante a CES 2019, em Las Vegas. REUTERS/Steve Marcus A Advanced Micro Devices (AMD) ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (21), impulsionada pela expectativa de investidores sobre o crescimento da empresa no mercado de computação voltada à inteligência artificial. As ações da fabricante de chips subiram 9,6% durante a manhã, a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), e atingiram o maior valor da história. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o avanço, a AMD se tornou a quarta fabricante americana de chips a integrar o grupo de empresas com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. A Nvidia alcançou esse nível em 2023 e atualmente é a empresa mais valiosa do mundo, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (R$ 25,7 trilhões), em meio ao aumento da demanda por tecnologias de inteligência artificial. Agora no g1 Concorrente da Nvidia A empresa, sediada em Santa Clara, na Califórnia, é considerada a principal concorrente da Nvidia no mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), chips usados para executar tarefas de inteligência artificial. A AMD também ampliou sua atuação no setor. Além de vender chips individualmente, a empresa passou a oferecer sistemas completos que combinam processadores, equipamentos de rede e outros componentes, em uma estratégia para disputar espaço com os produtos da Nvidia. A companhia também se beneficia da demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), usadas em conjunto com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial. Esse movimento ajudou a AMD a ganhar participação de mercado da Intel. A valorização da AMD ganhou força nas últimas semanas. Desde o início de setembro, quando a empresa divulgou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas abaixo das expectativas mais elevadas dos investidores, as ações acumulam alta de mais de 26%. O movimento também acompanhou uma alta generalizada entre empresas do setor. As ações da Intel subiram cerca de 11% nesta segunda-feira, enquanto as da Qualcomm avançaram 4,1%. O índice que reúne empresas de semicondutores nos Estados Unidos subiu 2,6%, atingindo o maior nível em um mês. Empresa fechou parceria com governo dos EUA Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou numa parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a fabricante de processadores AMD para desenvolver supercomputadores voltados à pesquisa científica. Segundo o comunicado da época, os equipamentos serão usados em pesquisas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional, informaram à Reuters o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su. ➡️ O objetivo seria de garantir que o país tenha supercomputadores potentes o bastante para realizar experimentos científicos cada vez mais complexos, que demandam alto poder de processamento de dados. As máquinas podem acelerar descobertas científicas nas principais áreas de interesse dos EUA. Segundo o secretário de Energia, os supercomputadores devem impulsionar avanços em energia nuclear e de fusão, em tecnologias de defesa e no desenvolvimento de novos medicamentos. A fusão nuclear, reação que ocorre no Sol, é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir o processo na Terra ao colidir átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão extremos. "Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra", disse Wright à Reuters. Segundo ele, a inteligência artificial desses sistemas deve acelerar o progresso da pesquisa e pode levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos. *Com informações da Reuters

Impactos da IA na educação e mercado de trabalho Mais da metade dos brasileiros (52%) diz estar mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial. O percentual está acima da mediana de 37% registrada nos países e territórios pesquisados pelo Pew Research Center. A preocupação aparece também quando o assunto é trabalho: 42% dos brasileiros acreditam que a inteligência artificial vai levar a uma redução no número de empregos nos próximos 20 anos. Apenas 13% esperam que a tecnologia aumente a quantidade de vagas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A pesquisa ouviu 42.151 pessoas em 36 países, além de entrevistas realizadas separadamente na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os dados foram coletados entre fevereiro e maio de 2026. Brasileiros estão mais preocupados que a média global No Brasil, 52% dos entrevistados se dizem mais preocupados do que animados com a inteligência artificial. Outros 33% afirmam estar igualmente preocupados e animados, enquanto 8% estão mais animados do que preocupados. A mediana global, considerando os países e territórios pesquisados, é de 37% de pessoas mais preocupadas do que animadas. O Brasil também aparece acima das medianas entre países de diferentes níveis de renda. Entre os países de renda alta, a mediana é de 40%. Nos países de renda média, grupo que inclui o Brasil, é de 31%. Pesquisa mostra como os brasileiros avaliam os possíveis impactos da inteligência artificial sobre empregos, desigualdade e cotidiano. g1 O que os brasileiros esperam do mercado de trabalho Quando perguntados sobre os próximos 20 anos, 42% dos brasileiros dizem acreditar que a inteligência artificial vai resultar em menos empregos. Outros 13% esperam um aumento nas vagas, enquanto 34% não sabem ou não têm uma opinião formada. A percepção de que a IA pode reduzir empregos também aparece na maioria dos países pesquisados. Em 34 dos 37 países e territórios analisados, mais pessoas esperam uma redução do que um aumento no número de vagas. A diferença entre os países, porém, é grande. Entre os países de renda alta, a mediana é de 55% dos entrevistados que esperam redução dos empregos. Nos países de renda média, a mediana é de 36%. Jovens brasileiros estão mais preocupados A preocupação aumentou especialmente entre os brasileiros de 18 a 34 anos. Em 2025, 32% desse grupo diziam estar mais preocupados do que animado com a inteligência artificial. Em 2026, o percentual chegou a 44%, uma alta de 12 pontos percentuais em um ano. Entre os jovens de outros países, a percepção também pode ser bastante elevada. Nos Estados Unidos, por exemplo, 74% dos entrevistados de 18 a 34 anos acreditam que a IA levará à redução de empregos. O percentual é de 69% no Canadá, 66% na França e 63% na Suécia. Nem todo mundo conhece bem a tecnologia Apesar da preocupação, uma parcela significativa dos brasileiros ainda tem pouco contato com informações sobre inteligência artificial. Segundo a pesquisa, 27% dizem nunca ter ouvido ou lido nada sobre o assunto. Outros 42% afirmam ter ouvido ou lido um pouco, enquanto 31% dizem ter ouvido ou lido muito. Esse último grupo cresceu em relação ao ano anterior. Em 2025, 22% dos brasileiros afirmavam ter ouvido ou lido muito sobre IA. Em 2026, eram 31%. A diferença também aparece quando o Brasil é comparado a países de renda alta. Neles, a mediana dos que dizem ter ouvido ou lido muito sobre inteligência artificial é de 50%. Nos países de renda média, é de 27%. IA pode aumentar a desigualdade? O impacto econômico da inteligência artificial não se limita aos empregos. A pesquisa também perguntou se a tecnologia pode aumentar ou diminuir a desigualdade econômica. No Brasil, 24% acreditam que a IA vai aumentar a desigualdade nos próximos 20 anos. Para 35%, a tecnologia não terá um impacto significativo nesse aspecto. Entre os países de renda alta, a mediana dos que esperam aumento da desigualdade é de 35%. Nos países de renda média, é de 22%. Equipe de trabalho em um escritório/ robô humanoide chines capaz de realizar tarefas domesticas Reuters

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A demissão ocorreu por infração disciplinar de “abandono de cargo”, após a apuração de que Eduardo teria faltado ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda. A saída encerra o vínculo de Eduardo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço. Embora a expressão "abandono de trabalho" seja relativamente conhecida, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que ela significa na prática. 🤔 Afinal, faltar 30 dias consecutivos leva automaticamente à demissão? Existe um prazo definido em lei? E o que muda quando o trabalhador atua no setor público em vez da iniciativa privada? As respostas variam de acordo com o regime de contratação. Enquanto trabalhadores com carteira assinada são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela jurisprudência da Justiça do Trabalho, servidores públicos estão submetidos a estatutos próprios e a procedimentos administrativos específicos. Ou seja, as regras para apurar a conduta e as consequências para o trabalhador são diferentes. Veja as principais diferenças na tabela abaixo. Apesar das diferenças entre os regimes, um ponto costuma gerar confusão: a ideia de que existe um prazo que transforma automaticamente uma ausência em abandono de trabalho. Na prática, não é tão simples. Quando vira abandono? A CLT prevê o abandono de emprego como hipótese de justa causa, mas não estabelece quantos dias de ausência são necessários para caracterizá-lo. Ao longo dos anos, os tribunais passaram a adotar o período de 30 dias como referência para analisar os casos, mas não como uma regra automática, explica Gustavo Fonseca Monteiro, advogado trabalhista empresarial e sócio da Tahech Advogados. Segundo ele, a Justiça costuma exigir dois elementos: ausência prolongada e injustificada e intenção do empregado de não retornar ao trabalho. "Faltar ao trabalho por um período e abandonar o emprego não são a mesma coisa (...) para que exista abandono, as circunstâncias devem demonstrar que o empregado não pretende retornar e decidiu, ainda que sem uma comunicação formal, romper o vínculo" . 🔎 Essa intenção é conhecida no meio jurídico como "animus abandonandi". Em outras palavras, não basta que o trabalhador esteja ausente. É preciso haver indícios de que ele decidiu, de fato, encerrar a relação de emprego. Felipe Mazza, coordenador da área de Direito Trabalhista do Efcan Advogados, explica que os 30 dias funcionam apenas como um parâmetro. "A empresa deve avaliar as circunstâncias concretas e buscar demonstrar que o empregado decidiu romper, por sua conduta, a continuidade da relação de trabalho". Por isso, uma pessoa pode ficar mais de um mês sem trabalhar e, ainda assim, não ter abandonado o emprego. Uma internação, uma doença grave, problemas relacionados a benefícios previdenciários ou dificuldades relevantes de comunicação podem afastar essa conclusão. Para que a justa causa seja aplicada, é necessário demonstrar algo além da ausência: a intenção de não retornar ao trabalho. Esse cuidado existe porque situações excepcionais são comuns, pontua Taunai Moreira, sócio do escritório Bruno Boris Advogados. Um trabalhador pode não conseguir avisar a empresa imediatamente porque está hospitalizado, enfrenta uma doença grave ou outro impedimento relevante, exemplifica. O que a empresa precisa fazer antes de demitir? Se a intenção do trabalhador é um dos elementos centrais da análise, cabe à empresa reunir provas antes de aplicar a demissão por justa causa. O procedimento normalmente começa pela verificação de eventuais justificativas para as faltas, como: Atestados médicos; Afastamentos previdenciários; Internações ou licenças devem ser consideradas antes de qualquer decisão. Na sequência, recomenda-se tentar contato pelos meios habituais, como telefone, e-mail e aplicativos de mensagens, registrando todas as tentativas realizadas. Caso o trabalhador permaneça sem responder, a empresa deve formalizar uma convocação para que retorne ao trabalho ou apresente justificativas. Monteiro explica que o documento deve informar o período de ausência, convocar o trabalhador a retornar ou apresentar justificativa em prazo razoável e advertir expressamente que a falta de manifestação poderá caracterizar abandono de emprego e resultar em demissão por justa causa. "A convocação deve ser enviada por meio que permita comprovar tanto o seu conteúdo quanto a entrega, como por exemplo carta registrada com aviso de recebimento ou, conforme o caso, notificação extrajudicial. E-mail e mensagens também podem reforçar a prova, desde que seja possível demonstrar o envio e o recebimento". Embora a legislação não determine um número mínimo de notificações, os especialistas recomendam que todas as tentativas sejam documentadas. Isso pode fazer diferença caso a situação seja discutida posteriormente na Justiça do Trabalho. "Sem isso, a justa causa não se sustenta", afirma Taunai, lembrando que o ônus da prova recai sobre o empregador. O que o trabalhador perde se houver abandono? Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados Quando a demissão por abandono é confirmada, os efeitos são os mesmos de uma dispensa por justa causa. Nesse caso, o empregado deixa de receber: aviso-prévio; multa de 40% sobre o FGTS; saque imediato do FGTS em razão da rescisão; seguro-desemprego; 13º salário proporcional; férias proporcionais acrescidas de um terço. Por outro lado, alguns direitos permanecem preservados. A empresa continua obrigada a pagar o saldo de salário referente aos dias efetivamente trabalhados e as férias já adquiridas, mas ainda não usufruídas. Outra dúvida comum envolve o FGTS. O dinheiro depositado na conta vinculada não é perdido e continua pertencendo ao trabalhador, embora ele não possa sacá-lo imediatamente em razão daquela demissão. E serviço público? Como funciona? Se, nas empresas privadas, a caracterização do abandono costuma ser discutida posteriormente na Justiça do Trabalho, na administração pública a apuração precisa ocorrer antes de qualquer punição. Para os servidores federais submetidos à Lei nº 8.112, o abandono de cargo é definido como ausência intencional por mais de 30 dias consecutivos. 🔎 No caso dos policiais federais, uma legislação específica prevê a demissão por 30 dias consecutivos de faltas injustificadas ou 60 dias alternados em um período de 12 meses. Mesmo quando a legislação estabelece critérios objetivos, porém, a punição não é automática. "A Administração não pode aplicar a demissão imediatamente: deve instaurar um Processo Administrativo Disciplinar", explica Felipe Mazza. Segundo Monteiro, o PAD é indispensável para que a administração pública identifique o período de ausência, avalie possíveis justificativas e assegure ao servidor o direito de apresentar provas e se defender. "A perda do cargo é uma sanção grave e está sujeita ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa", afirma. Por isso, a conclusão de uma comissão disciplinar não significa necessariamente o encerramento do caso. Em situações como a de Eduardo Bolsonaro, a comissão apenas recomenda a penalidade, e a decisão final cabe à autoridade competente. O que aconteceu no caso de Eduardo Bolsonaro? Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou que deixou o Brasil por se considerar alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda do mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer a atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF, então, determinou que ele retornasse ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, Eduardo Bolsonaro não se reapresentou. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após concluir a investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada ao ministério, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade.

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF O Ministério da Justiça oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A demissão ocorreu por infração disciplinar de “abandono de cargo”, após a apuração de que Eduardo teria faltado ao serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda. Com a demissão, Eduardo perde o vínculo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço. A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final. O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu. A corregedoria da PF identificou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos. Pela legislação que rege o serviço público federal, o abandono de cargo pode resultar na demissão do servidor. O caso também chama atenção para a carreira de escrivão da Polícia Federal, uma das funções da corporação que exigem aprovação em concurso público. Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial do cargo é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, conforme a classe ocupada pelo servidor. Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025 Governo Federal O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação. Entre suas atribuições estão: Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça. Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação. O que aconteceu Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade. Em julho, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados

g1 em 1 Minuto: Greve dos Correios não tem previsão de encerramento O TST (Tribunal Superior do Trabalho) analisa, às 13h30 desta segunda-feira (21), os principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios. A categoria está em greve nacional desde o dia 10. A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Justiça determinou, por meio de liminar, que a categoria mantenha 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação. O que os trabalhadores querem A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (FINDECT) afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que os sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias. A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil pessoas entre trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A FINDECT defende a manutenção da redação atual e afirma que as outras cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Próximos passos A greve permanece mantida enquanto não houver um entendimento entre as partes, segundo a FINDECT. Após o julgamento no TST, os sindicatos realizarão novas assembleias para avaliar o resultado e definir os próximos encaminhamentos junto aos trabalhadores. A federação afirma que continua aberta à negociação e que a solução para o impasse passa pela manutenção do plano de saúde nos moldes reivindicados pela categoria. Em greve, trabalhadores dos Correios bloqueiam entrada e saída de cargas no DF reprodução

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,70% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,1082. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74%, aos 186.596 pontos. Os investidores repercutiram a queda do petróleo e mantiveram no radar o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira. A semana também será marcada pela divulgação de indicadores econômicos importantes, entre eles o IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo ficou no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 3,63%, cotado a US$ 100,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 4,82%, a US$ 95,47 o barril. Na outra ponta, em meio ao corte de exportações por conta da guerra, os preços do diesel bateram altas recordes nos últimos dias, a US$ 6 o galão. ▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. ▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -1,38%; Acumulado do ano: -6,93%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,74%; Acumulado do mês: +5,17%; Acumulado do ano: +15,81%. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve. No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio. Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias. No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio. A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam em alta, impulsionados por ganhos nos papéis relacionados à inteligência artificial. O Dow Jones subiu 0,71%, enquanto o S&P 500 avançou 1,51% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,26%. O dia também foi positivo na Europa, em meio a uma recuperação nos papéis de grandes bancos e empresas de tecnologia e conforme investidores repercutiam a queda nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1%, na maior alta diária desde 2 de julho. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de avançou 0,92% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,75%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%. Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1

Veículos da Tesla em uma estação de recarga. Mike Stewart/ AP Photo A Tesla enfrenta um importante julgamento por suposta discriminação contra trabalhadores negros, após anos de processos judiciais. Uma agência da Califórnia abriu um processo contra a Tesla, acusando a empresa de permitir discriminação racial generalizada em sua principal fábrica de montagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso começa a ser julgado nesta segunda-feira (21) e é um dos vários processos semelhantes enfrentados pela fabricante de veículos elétricos. Os advogados da Tesla e do Departamento de Direitos Civis da Califórnia se enfrentarão em Oakland, perante o juiz Peter Borkon, do Tribunal Superior do estado. O julgamento deve durar até 30 de outubro. Agora no g1 Na ação movida em 2022, o Departamento de Direitos Civis da Califórnia afirma que trabalhadores negros da fábrica da Tesla em Fremont foram submetidos a assédio frequente por outros funcionários, incluindo insultos racistas e pichações, e que a empresa não tomou medidas para impedir ou interromper essas práticas. A Tesla também é acusada de pagar salários menores a trabalhadores negros e de limitar as oportunidades de promoção. A empresa e seus advogados não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. A Tesla nega as acusações e afirma que não tolera discriminação. Segundo a empresa, funcionários envolvidos em condutas inadequadas foram demitidos. O diretor do Departamento de Direitos Civis da Califórnia, Kevin Kish, afirmou em comunicado que a agência espera responsabilizar a Tesla. A repercussão do caso e o número de trabalhadores envolvidos fazem dele um dos principais processos por discriminação no trabalho contra uma grande empresa americana a chegar à fase de julgamento nos últimos anos. Sem limites paa indenizações Borkon determinou que o julgamento será realizado sem júri. Isso significa que caberá ao próprio juiz decidir se a Tesla violou as leis de direitos civis da Califórnia. Diferentemente da legislação federal, a lei da Califórnia que proíbe a discriminação no ambiente de trabalho não estabelece um limite para as indenizações que podem ser concedidas aos trabalhadores afetados. Se perder o processo, a Tesla poderá ter de pagar milhões de dólares. Nos últimos dez anos, a Tesla tem sido alvo de acusações de que permitiu um ambiente de trabalho hostil para funcionários negros em sua fábrica de Fremont e em outras unidades. A empresa também enfrenta um processo movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC, na sigla em inglês), que acusa a Tesla de permitir assédio racial, além de dezenas de outras ações apresentadas por trabalhadores com alegações semelhantes. As acusações apresentadas pelo Departamento de Direitos Civis são mais amplas e incluem a afirmação de que a fábrica de Fremont funcionava de forma racialmente segregada, com trabalhadores negros concentrados em funções de menor remuneração e consideradas menos desejáveis. Em um processo separado, no ano passado, Borkon decidiu que mais de 6 mil trabalhadores negros não poderiam processar a Tesla em uma ação coletiva. A decisão reverteu uma determinação anterior e representou uma importante vitória para a empresa. A Tesla também chegou a acordos em alguns processos individuais. Um deles foi movido por um ex-operador de elevador da fábrica de Fremont, que recebeu inicialmente uma indenização de US$ 137 milhões determinada por um júri. O valor, porém, foi posteriormente reduzido por um juiz.

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Ao mesmo tempo, os economistas das instituições financeiras também passaram a prever um novo corte de juros no decorrer deste ano. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Agora no g1 A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,9% para 4,92%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,89% para 1,88% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,45% de 1,43%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também passou a projetar um novo corte de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 CHARLES PLATIAU/Reuters A Alphabet, dona do Google, recebeu nesta segunda-feira (21) uma multa de 403 milhões de euros (US$ 462 milhões, cerca de R$ 2,37 bilhões) do órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua em nome da União Europeia (UE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa foi acusada de violar as regras de privacidade do bloco ao processar informações sobre a localização dos usuários. A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) afirmou que o Google desrespeitou as normas europeias entre 2018 e 2020 por meio de três funcionalidades: "Atividade na Web e de Apps", "Histórico de Localização" e "Precisão de Localização". Segundo a DPC, os problemas estavam relacionados à forma como o Google informava os usuários sobre o uso de suas informações e à maneira como esses dados eram processados. A multa é a quarta maior aplicada pela DPC desde que o órgão passou a ser o principal responsável pela fiscalização de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos que têm operações na Irlanda. Desde 2018, a autoridade já aplicou mais de € 4 bilhões em multas com base nas regras europeias de proteção de dados. Além da multa, o Google terá de adequar o uso das informações de localização às regras europeias no prazo de seis meses. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. "Como resultado das falhas do Google, indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais", disse o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em comunicado. Segundo ele, a empresa também manteve as informações de localização por mais tempo do que o necessário, o que aumentou a perda de controle dos usuários sobre seus dados. A investigação foi aberta em 2020 após reclamações de organizações europeias de defesa dos consumidores, entre elas a BEUC, entidade que reúne associações de consumidores de diferentes países da Europa. Entre os problemas identificados pela DPC estão a forma como o Google tratava as informações de localização na função "Atividade na Web e de Apps", que registra dados sobre a atividade dos usuários nos serviços da empresa, e no "Histórico de Localização", que acompanha a localização por meio de dispositivos móveis. O Google também é alvo de outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todas estão em estágio avançado. Com informações das agências de notícias Reuters e Agence France-Presse (AFP). Agora no g1

Preços de combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão federal de defesa do consumidor, instaurou nesta segunda-feira (21) 70 processos contra postos de combustíveis acusados de aumento abusivo de preços. Os estabelecimentos investigados podem ser multados em até R$ 14 milhões, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). As fiscalizações ocorreram em postos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Segundo a Senacon, foram identificadas margens de lucro superiores a 70% em parte dos estabelecimentos fiscalizados. LEIA TAMBÉM: Gasolina com 35% de etanol pode estragar o carro? Veja peças que podem ser afetadas A Polícia Federal faz uma operação no Rio contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado ⛽No caso dos combustíveis, aumento abusivo de preços significa que os valores cobrados foram elevados sem uma justificativa compatível com os custos ou com as condições do mercado. Segundo o órgão, um aumento abusivo das margens de lucro foi identificado em sete estados. Mas, há registros de denúncias semelhantes em outras 15 unidades da federação. Uma reunião emergencial com entidades de defesa do consumidor em todo o país será realizada nesta terça-feira (22) para discutir ações de fiscalização conjunta dos postos. Denúncias Na última sexta-feira (18), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou à Senacon ter recebido cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos de preços e compartilhou informações que serviram para subsidiar fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado. 🔎A Senacon não informou, no material divulgado, quais são os 70 postos envolvidos nem detalhou os preços praticados por cada estabelecimento ou a diferença em relação aos valores de compra dos combustíveis. A Secretaria Nacional do Consumidor integra o Ministério da Justiça e é responsável por instaurar processos administrativos e, quando comprovadas infrações às regras de defesa do consumidor, aplicar sanções.

Getty Images/BBC Você acorda se sentindo mal, mas tem um grande dia de trabalho pela frente. O que você faz? Se a resposta for bater o ponto mesmo assim, você não está sozinho. Pesquisas sugerem que entre um terço e metade das pessoas no Reino Unido trabalham mesmo quando estão doentes — algo que os especialistas chamam de "presenteísmo". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Por outro lado, gerações mais novas têm demonstrado maior preocupação com seu bem-estar, incluindo sua saúde mental. Isso não quer dizer que a geração mais jovem seja "mimada", como frequentemente é rotulada, diz o professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester e um dos maiores especialistas mundiais em bem-estar no ambiente de trabalho. 'Presenteísmo': por que tantos profissionais continuam trabalhando mesmo doentes? "Talvez as gerações mais antigas tenham sido mais tolerantes [com a entrega incondicional ao trabalho], mas isso não significa necessariamente que essa escolha seja saudável", afirma Cooper. "Quando se trata de fazer uma pausa, os trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a encarar o bem-estar mental como parte de sua saúde geral, em vez de algo que deva ser simplesmente ignorado." A verdade é que a forma como você lida com problemas de saúde diz muito sobre você como indivíduo e sobre o lugar onde você trabalha. O que isso diz sobre você Diversos fatores influenciam a forma como uma pessoa lida com o afastamento por doença. Para alguns, o trabalho está intimamente ligado à identidade. Psicólogos organizacionais chamam isso de centralidade do trabalho — e pesquisas relacionam esse fato a um maior engajamento, comprometimento e disposição para se esforçar ao máximo. Se o trabalho é essencial para quem você é, ausentar-se dele pode dar a sensação de perder temporariamente uma parte de si mesmo. "Essas pessoas sentem um forte desejo de continuar comparecendo", explica Audrey Tang, psicóloga que escreve sobre bem-estar no local de trabalho. De acordo com a especialista, aqueles que trabalham em profissões ligadas ao cuidado, como medicina, enfermagem e ensino, têm uma tendência a isso. "Eles frequentemente relatam que preferem sofrer um acidente físico para ter uma justificativa para não comparecer ao trabalho, em vez de simplesmente tirar o dia de folga." Outros temem ser vistos como fracos ou preguiçosos. Os trabalhadores mais jovens são particularmente suscetíveis a essa pressão, diz Tang. "É mais provável que estejam no início da carreira e não queiram causar uma impressão negativa." O que isso diz sobre o lugar onde você trabalha A cultura do ambiente de trabalho pode influenciar significativamente a disposição das pessoas em tirar dias licença por motivo de doença Getty Images/Jacob Wackerhausen Os padrões no ambiente de trabalho podem ter uma influência significativa na disposição das pessoas em tirar licença médica, afirma a psicóloga Tara Quinn-Cirillo. Quando as equipes estão sobrecarregadas e há pouca ou nenhuma cobertura disponível, os funcionários sabem que sua ausência aumentará a carga de trabalho dos colegas. "O papel da culpa e da vergonha é significativo em uma organização tóxica que prioriza a produtividade em detrimento da saúde e do bem-estar", aponta Quinn-Cirillo. "Em alguns locais de trabalho, existe uma cultura de 'seguir em frente' que incentiva as pessoas a continuarem trabalhando quando deveriam estar descansando." Esses ambientes de trabalho valorizam o presenteísmo. Os funcionários se sentem valorizados por comparecerem ao trabalho, independentemente de como estejam se sentindo. Se os gestores elogiam a performance de algum empregado que está trabalhando doente, a equipe rapidamente assimila a mensagem. "Em um ambiente de trabalho saudável, as pessoas devem poder ter conversas abertas e honestas sobre bem-estar e dias de licença médica", diz Quinn-Cirillo. A confiança também é importante. Se a ausência for rotineiramente questionada ou vista de forma negativa, os trabalhadores podem ficar relutantes em fazer uma pausa por motivos legítimos, devido ao medo de serem julgados. Segundo Quinn-Cirillo, isso é um "grande sinal de alerta". Como saber se você está doente demais para trabalhar Decidir se você está doente demais para trabalhar nem sempre é simples. Para doenças físicas, Tang afirma que existem algumas regras bem estabelecidas. "Se você estiver vomitando e tiver diarreia ou febre, deve ficar em casa por 48 horas e 24 horas, respectivamente, após o desaparecimento dos sintomas. Nessas situações, é improvável que você consiga trabalhar de forma eficaz de qualquer maneira." De acordo com a psicóloga, há no entanto situações em que a decisão fica mais difícil, sobretudo quando o trabalho remoto é possível. "No caso de tosses e resfriados, há uma zona cinzenta. Desde a covid-19, a etiqueta no ambiente de trabalho mudou — geralmente, é considerado mais educado trabalhar em casa." Ela afirma ser imprescindível que a saúde mental seja tratada da mesma forma que a saúde física. Quinn-Cirillo acrescenta: "Em última análise, trata-se da capacidade de realizar um trabalho, seja ela física ou mental." Um outro sinal de alerta é quando o trabalho começa a afetar os cuidados básicos de saúde pessoal, diz ela. "Sua capacidade de cuidar de si mesmo está mudando? Você consegue relaxar do trabalho? Seu sono está bom?" Se a resposta for não, pode ser um sinal de que o repouso é exatamente o que você precisa. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação.

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA As dúvidas e discussões sobre os riscos da inteligência artificial dominaram o noticiário nos últimos dias. Líderes de grandes empresas de tecnologia têm se posicionado sobre o tema e demonstrado preocupação com a velocidade do desenvolvimento da tecnologia. O estopim para a discussão foi um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa dona do Claude. A posição também foi defendida por Sam Altman, CEO da OpenAI, do ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que controla Instagram, Facebook e WhatsApp, é contrário à ideia, assim como Jensen Huang, CEO da Nvidia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se opõe à proposta e critica quem defende uma pausa no avanço da IA. A IA pode ser um risco para a humanidade? Robôs humanoides e quadrúpedes participam de manifestação que pede regulamentação da inteligência artificial, em Varsóvia, em 7 de setembro de 2026. SERGEI GAPON/AFP É importante reforçar que a IA não tem vontade própria, explica Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a tecnologia apenas completa padrões estatísticos a partir dos dados usados em seu treinamento. Pense assim: para funcionar, a IA depende de uma grande quantidade de informações. São textos, fotos e vídeos, por exemplo, que ela usa para identificar padrões e, a partir deles, formular uma resposta. Robôs 'protestam' contra uso descontrolado da IA na Polônia "Tudo que parece comportamento estranho ou mentira é uma ideia emprestada da própria base de treinamento, ou seja, dos dados e informações usados para treinar a tecnologia", completa o especialista. Para Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, a IA não tem nenhum tipo de consciência e, por isso, não poderia se revoltar contra os humanos. "O que pode acontecer é que esses modelos estão, de fato, ficando cada vez maiores, resolvendo tarefas mais longas e complexas". Segundo Cortiz, a tecnologia pode tomar alguma decisão que vá contra nossos valores e princípios e, de certa forma, prejudicar a humanidade em determinados níveis de controle. Mas isso seria resultado do processamento do sistema, e não porque a IA decidiu conscientemente se revoltar contra nós. Essa ausência de vontade própria, porém, não significa que a IA seja inferior aos humanos em todas as tarefas. Em memória, busca de padrões e geração de textos e imagens em escala, por exemplo, ela já superou o desempenho humano há anos, acredita Edney. "Em tarefa que não depende de emoção, ela vai continuar ficando superior em cada vez mais domínios, e isso é rápido", diz. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash "Eu não acredito que, sozinha, a IA iria exterminar toda a humanidade. Mas causar danos em larga escala, sim. Ela foi usada em 2026 para criar novos vírus, por exemplo. A gente pode ter uma ameaça, uma nova bomba que ninguém conhece", diz Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI. "Mas, de novo, não é a IA por si só, mas o ser humano por trás dela para criar isso", completa Anholett. LEIA TAMBÉM: Trump diz que termo 'IA' não é bom e cria enquete para mudar nome da tecnologia CEO da Nvidia diz que IA não vai acabar com o mundo até 2030 Pesquisadores dizem ter hackeado OpenAI usando IA Claude O que está por trás do discurso de pausa no desenvolvimento Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta Diogo Cortiz diz que, de fato, os modelos estão ficando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas e longas. Por isso, segundo ele, a preocupação com o avanço da tecnologia é legítima. Ao mesmo tempo, é difícil saber até que ponto o discurso de pausa é motivado por segurança ou por uma estratégia para proteger o próprio mercado e a indústria. "Me parece ser a combinação dos dois, até porque isso ajuda a fortalecer a mística de que esse tipo de tecnologia é inevitável e deve ser desenvolvida por quem se vende como os bonzinhos da história", completa. Segundo Cortiz, outros fatores também ajudam a explicar a preocupação com o ritmo de desenvolvimento da IA: 🍃 Energia: os Estados Unidos enfrentam um desafio energético para sustentar toda a IA que prometem desenvolver, enquanto o ritmo de construção de data centers está mais lento do que gostariam. 💵 Retorno dos investimentos: os resultados estão demorando mais do que o esperado, o que dificulta justificar novos aportes no setor. 🌏 Concorrência chinesa: os modelos de IA da China estão ganhando espaço na adoção global e são mais baratos que os norte-americanos. Em muitos casos, oferecem capacidade semelhante por um custo menor. 🚨 Regulação: propor regras mais duras pode dificultar a entrada de novas empresas no mercado e favorecer as que já estão na liderança, aumentando a concentração do setor. Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Entenda o que é assédio eleitoral no trabalho e como denunciar Thiago Gadelha/SVM O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu, até o dia 20 de setembro, 472 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Durante as eleições de 2022, foram mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos relacionados a assédio eleitoral no país. Os dados estão no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado após a adoção de mecanismos específicos para identificar esses casos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🤔 Mas o que é assédio eleitoral no trabalho? O que fazer se for vítima? Como denunciar? O g1 conversou com especialistas no assunto e responde às principais dúvidas: O que é assédio eleitoral no trabalho? Assédio eleitoral no trabalho é crime? Quais são os exemplos? O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar? O empregador pode exigir que funcionários façam campanha? O trabalhador pode ser demitido por causa do voto? Como provar o assédio eleitoral? O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer? O que acontece com quem pratica assédio eleitoral? O que fazer se houver retaliação após a denúncia? Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral? Agora no g1 1. O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou colegas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, Justiça do Trabalho, Ministério Público Eleitoral (MPE) e MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. A prática é ilícita e, dependendo da conduta, também pode configurar crime eleitoral ou gerar outras formas de responsabilização. 2. Assédio eleitoral no trabalho é crime? Sim. Conforme os artigos 299 e 301 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral), a conduta é considerada crime para todos, tanto empregadores quanto colegas de trabalho. (veja as penalidades abaixo) Determinadas condutas usadas para pressionar o trabalhador podem configurar crimes previstos na legislação eleitoral. Segundo a advogada trabalhista Elisa Alonso, os artigos 299 e 301 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) tratam diversas situações que podem estar relacionadas a casos de assédio eleitoral. O Código Eleitoral, por exemplo, considera crime oferecer ou prometer vantagem em troca de voto ou para que o eleitor deixe de votar." "Também é crime usar violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido. Por isso, eventual responsabilização criminal dependerá da conduta praticada e das circunstâncias de cada caso". Assim, um mesmo caso pode gerar consequências trabalhistas e eleitorais e, quando houver os requisitos previstos em lei, também criminais. 3. Quais são os exemplos? Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; prometer aumento, benefício ou outra vantagem em troca de voto; exigir participação em campanha; distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; constranger funcionários em reuniões; retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Segundo Elisa, mensagens em grupos corporativos de WhatsApp, e-mails e reuniões virtuais também podem caracterizar a prática quando canais relacionados ao trabalho são usados para pressionar o empregado. 4. O chefe pode perguntar em quem o funcionário vai votar? Uma pergunta isolada, feita em uma conversa espontânea e sem constrangimento, não caracteriza automaticamente assédio eleitoral. O problema está no contexto e na finalidade da abordagem. A situação muda quando o superior exige uma resposta, insiste em saber o voto, tenta influenciar a escolha ou relaciona a preferência política a possíveis consequências no trabalho. “A posição de chefia ganha especial importância, pois a abordagem pode representar uma forma de pressão diante do receio do empregado de sofrer algum prejuízo profissional”, explica Elisa. A advogada Tábata Dias Fagundes Vieira ressalta que o voto é secreto e ninguém é obrigado a revelar sua escolha. “Se a pergunta vier acompanhada de pressão, cobrança, ameaça, promessa de vantagem ou expectativa de que o empregado dê determinada resposta, pode caracterizar assédio eleitoral”, afirma. 5. O empregador pode exigir que funcionários façam campanha? Não. O poder do empregador de organizar, dirigir e fiscalizar o trabalho não permite obrigar o funcionário a participar de campanha política. Exigir que o trabalhador faça postagens, distribua material de campanha, participe de eventos ou manifeste publicamente apoio a um candidato pode caracterizar assédio eleitoral, principalmente quando há pressão ou ameaça de consequências profissionais. O trabalhador, por outro lado, pode participar voluntariamente de atividades políticas. O que não pode existir é imposição, pressão ou medo de perder o emprego ou sofrer algum prejuízo por não participar. 6. O trabalhador pode ser demitido por causa do voto? A empresa não pode demitir ou punir o trabalhador como forma de retaliação pela escolha política ou pelo voto. Também não pode condicionar a manutenção do emprego à preferência por determinado candidato ou partido. Isso não significa, porém, que toda demissão ocorrida durante o período eleitoral seja irregular. Em uma demissão sem justa causa, o empregador, em regra, não precisa apresentar uma justificativa relacionada ao desempenho ou à conduta do funcionário, desde que respeite as situações de estabilidade e as demais regras trabalhistas. O problema ocorre quando há evidências de que a dispensa foi motivada pela escolha política ou usada como forma de retaliação. Nesse caso, o trabalhador pode buscar reparação na Justiça do Trabalho e, dependendo das circunstâncias, até mesmo questionar a validade da demissão. Se ficar demonstrado que a demissão ocorreu por esse motivo, podem surgir consequências trabalhistas, inclusive discussão sobre discriminação, reparação de danos e validade da dispensa." 7. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. 8. O trabalhador pode denunciar anonimamente? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. 9. O que acontece com quem pratica assédio eleitoral? As consequências dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, o trabalhador pode buscar indenização por danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou tem impacto coletivo, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. Também pode haver investigação e responsabilização na esfera eleitoral. Quando a conduta se enquadra em algum crime previsto na legislação, pode haver ainda consequências criminais. Além disso, a situação pode resultar em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ação civil pública e outras medidas para impedir que a prática continue. Para as eleições de 2026, a regulamentação do TSE passou a prever expressamente a proibição do assédio eleitoral no ambiente de trabalho e a responsabilização de quem der causa ou permitir sua ocorrência. “Para o empregador, o risco não se limita a um problema individual com o empregado: a conduta pode gerar exposição da empresa e repercussões em diferentes esferas”, explica Tábata. 10. O que fazer se houver retaliação após a denúncia? A retaliação deve ser documentada e comunicada o quanto antes ao órgão responsável pela apuração da denúncia. Mudança injustificada de função, retirada de oportunidades, punições, ameaças, perseguição, redução de benefícios ou demissão após uma denúncia podem ser indícios de represália, especialmente quando houver proximidade entre os fatos. Por isso, é importante guardar mensagens, documentos e outros registros relacionados tanto à denúncia original quanto às medidas tomadas pela empresa depois dela. O trabalhador também pode procurar o MPT, o sindicato ou um advogado para avaliar as medidas cabíveis. 11. Qual é a diferença entre liberdade de expressão e assédio eleitoral? Empregadores e trabalhadores têm direito de manifestar suas opiniões políticas. O limite está em usar a relação de trabalho, a posição de chefia ou o poder econômico para pressionar alguém a adotar determinada posição. Dizer “eu apoio determinado candidato”, por exemplo, é uma manifestação de opinião. Já dizer “quem não votar nesse candidato será demitido” é uma forma de coerção. O trabalhador também tem direito de pensar diferente do empregador e não pode ser ameaçado ou prejudicado por causa de sua escolha política. Assim, a principal diferença está na existência de pressão, constrangimento, ameaça ou uso da relação de trabalho para interferir na liberdade de escolha do funcionário. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho