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g1 > Economia

As duas frentes da guerra comercial de Trump - O Assunto #1791

O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação. Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. O que você precisa saber: Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA Canadá prepara empréstimos e ampliação de benefícios em resposta às tarifas de Trump Guerra comercial de Trump com Canadá ameaça republicanos em disputas pelo Senado 'Dólar por dólar': Canadá dobra tarifa e aplica até 50% de taxa sobre US$ 20 bi em importações dos EUA Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA marcam nova reunião na segunda para negociar tarifaço Trump anuncia 'guerra econômica' contra o Irã e ameaça países que ajudarem o regime O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo
26/08/2026 03:30:15 +00:00
Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia; veja o que acontece agora

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes A Justiça do Trabalho manteve, nesta segunda-feira (24), a decisão que suspendeu as demissões de 1.900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determinou a reintegração provisória dos funcionários. A empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial na semana passada. A companhia havia apresentado um mandado de segurança para tentar derrubar a reintegração dos demitidos, mas o processo foi encerrado porque documentos obrigatórios não foram apresentados. Com isso, a Justiça não chegou a analisar o mérito do pedido. A decisão foi assinada pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Segundo a magistrada, os documentos exigidos deveriam ter sido apresentados no início da ação e não era possível conceder um novo prazo para corrigir a falha. De acordo com Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a decisão garante que os trabalhadores demitidos e abrangidos pela medida permaneçam, por enquanto, vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos. "Isso não significa estabilidade definitiva: as dispensas ainda poderão ocorrer futuramente, desde que precedidas de diálogo efetivo com o sindicato", diz. Segundo o advogado, o sindicato não precisa autorizar ou concordar com os desligamentos, mas deve participar previamente das negociações. O que diz o Grupo Casas Bahia Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que respeita o Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais cabíveis em relação à decisão. "As decisões em curso integram um amplo processo de reestruturação, necessário para garantir a continuidade e a sustentabilidade do negócio, bem como a preservação dos empregos mantidos", diz a empresa. Segundo Soares, do IW Melcheds, a negociação poderá discutir alternativas aos desligamentos, critérios para as dispensas e medidas para reduzir seus impactos. "Caso não haja acordo, a validade definitiva das demissões ainda será analisada no processo principal." Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema na economia
26/08/2026 03:00:55 +00:00
TikTok leva multa inédita no Brasil: o que causou a decisão? E o que muda? Veja perguntas e respostas
ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A multa aplicada contra a ByteDance, dona do TikTok, na terça-feira (25) foi uma medida inédita contra uma empresa de rede social no Brasil. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa pague R$ 153,7 milhões por violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão concluiu que o TikTok tratou indevidamente dados de menores de idade em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não adotou medidas suficientes para evitar a prática. O TikTok afirmou ao g1 que a multa se refere a um período anterior ao seu enquadramento à LGPD e que seguirá dialogando com a agência enquanto avalia medidas cabíveis. O processo permite que a empresa entre com um recurso contra a decisão. Multa ao TikTok marca nova fase da ANPD A ANPD também determinou que a empresa exclua os dados coletados de forma irregular e apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores em sua plataforma. "Os mecanismos adotados pela empresa não foram suficientes para evitar, desde a origem, o tratamento indevido de dados pessoais de crianças e adolescentes", disse a ANPD, em comunicado, com base na avaliação de sua Superintendência de Fiscalização. O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos Por que o TikTok foi multado no Brasil? A ANPD identificou infrações à LGPD em acessos feitos por usuários sem cadastro, que conseguem assistir a vídeos mesmo sem conta, e com cadastro, que informam os dados pessoais à plataforma. Segundo a agência, as violações cometidas pelo TikTok foram: coletar indevidamente dados de menores de idade sem cadastro; não adotar medidas para prevenir a coleta de dados de usuários sem cadastro; coletar indevidamente dados para criar contas de menores de idade; não adotar medidas para prevenir cadastros de menores de idade; não demonstrar medidas que comprovem o cumprimento de normas de proteção de dados. Segundo a ANPD, o TikTok tratou dados de forma irregular porque não tinha uma "hipótese legal válida" para a prática, ou seja, não cumpria nenhum dos critérios previstos pela LGPD para coletar informações de crianças e adolescentes. O TikTok alegou que estava amparado pela hipótese de "execução de contrato", aplicada quando usuários aceitam os Termos de Serviço. Mas a ANPD rejeitou a justificativa porque crianças e adolescentes precisariam de representação ou da assistência dos pais para que o contrato fosse validado. Como o valor da multa foi definido? A multa foi calculada com base no faturamento bruto da ByteDance no Brasil em 2025, excluindo os tributos. A receita da empresa não foi exposta nos documentos porque essa informação é protegida pelo sigilo fiscal. Em seu cálculo, a ANPD rejeitou os atenuantes solicitados pela ByteDance, isto é, fatores que levariam a uma redução do valor da multa. A empresa disse que apresentou um plano de conformidade que está em vigor desde 2025. Mas a agência alegou que, para reduzir o valor da multa, é preciso ter comprovação de que as medidas do plano foram colocadas em prática. Quais são os próximos passos? A ByteDance deve pagar a multa em até 20 dias úteis ou entrar com um recurso contra a decisão em até 10 dias úteis. A empresa pode diminuir a quantia a ser paga em 25% se desistir de recorrer e se fizer o pagamento dentro do prazo. A dona do TikTok também deverá implementar um plano de conformidade para melhorar a proteção de crianças e adolescentes em sua plataforma. Para menores de 16 anos cadastrados, o TikTok deverá aplicar as configurações mais restritas, que só poderão ser alteradas com autorização dos responsáveis. A plataforma também terá que reforçar sistemas de supervisão de pais e implementar filtros de conteúdo mais rigorosos. Na versão sem cadastro, o TikTok deverá: limitar a experiência a 12 horas; bloquear a publicação de vídeos, os comentários, o envio de mensagens e interações com terceiros; impedir usuários de seguirem outros perfis ou serem seguidos; proibir usuários de publicarem ou assistirem a transmissões ao vivo; limitar a personalização de conteúdo; suspender veiculação de anúncios; exibir apenas conteúdo apropriado para todas as idades; reduzir a coleta de dados para o mínimo necessário, incluindo idioma e região da pessoa, informações sobre o dispositivo para proteção contra fraudes e informações para melhorar o desempenho do aplicativo. O que diz o TikTok? O TikTok afirmou ao g1 que a segurança de crianças e adolescentes é "uma prioridade absoluta" da plataforma e que mantém um diálogo "transparente e colaborativo" sobre o assunto com a ANPD. A empresa disse ainda que o "trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025". "A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis", disse o TikTok. A ANPD está investigando outras plataformas? A ANPD iniciou um monitoramento desse setor para mitigar riscos e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. Em coletiva com a imprensa logo após a decisão sobre o TikTok, a agência confirmou que está olhando para outras plataformas, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (21), a agência abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. Entre elas, estão Instagram, Facebook, X, Discord, YouTube, LinkedIn, Gemini, ChatGPT, Claude, além das lojas de aplicativos de celular App Store e Google Play Store. As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
26/08/2026 03:00:46 +00:00
Eleições 2026: presidenciáveis defendem contas em ordem para baixar juro e estimular economia, mas não detalham propostas

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país. Para impulsionar o crescimento econômico sem gerar desequilíbrios, eles defendem ajuste das contas públicas, trazendo-as de volta ao azul, algo que não ocorre, de forma recorrente e sustentada, desde 2013. Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia —, e baixar os juros (atualmente os mais altos do mundo em termos reais). Embora a análise seja semelhante, os caminhos propostos para enfrentar o desequilíbrio fiscal, e a intensidade do ajuste, variam entre as candidaturas. Os programas de governo dos candidatos, embora tragam as linhas gerais de como tentar retomar superávits fiscais, não trazem muitos detalhes de como fazê-lo. Também incluem propostas (genéricas) de reformas em despesas obrigatórias, medidas tradicionalmente impopulares e de implementação politicamente complexa. 🔎Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, o g1 apresenta as propostas dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Foram considerados os programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). g1 e GloboNews começam cobertura especial das eleições 2026 com entrevistas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lula, candidato à Presidência da República pelo PT Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo Em seu programa de governo para um eventual quarto mandato, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a economia teve um crescimento médio de 3% nos últimos anos e avalia que a "taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia". O governo diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um "enorme esforço fiscal" (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do PIB, R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções [aumentos de arrecadação via alta de tributos e cortes de benefícios]", acrescenta, na proposta. Veja outras propostas: Programa de governo diz que, para melhorar as contas públicas, será mantido o chamado "arcabouço fiscal", a regra aprovada em 2023. Pela norma, as despesas não podem crescer acima das receitas e, também, não podem avançar mais do que 2,5% ao ano (acima da inflação). Analistas criticam, porém, as exceções à regra - que têm impulsionado os gastos nos últimos anos. Plano diz, ainda, que, em um novo mandato, Lula dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o salário mínimo tem aumento acima da inflação, limitado a 2,5% ao ano (teto do arcabouço). Por ser atrelado a gastos previdenciários, analistas avaliam que isso dificulta o ajuste fiscal. A proposta diz que o governo, se eleito, combaterá a "pejotização espúria, com fiscalização, regras que inibam migrações fraudulentas, equiparando responsabilidades administrativas e previdenciárias e fortalecendo a inspeção do trabalho". Indicado pela campanha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou um pouco mais a proposta. O governo diz, também, que manterá a ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados. Flávio Bolsonaro (PL) Flavio Bolsonaro na Marcha para Jesus, em São Paulo. Miguel Schincariol / AFP A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um "grande tesouraço" por meio de um "corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina". O objetivo é, 'com as contas em ordem", conquistar "juros menores". "Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União", diz o projeto do PL. A proposta contempla, também, redução de impostos sobre energia e combustíveis "para sobrar dinheiro no fim do mês" para as famílias. "Menos imposto no que a família consome, conta de luz mais simples e mais barata, custo de transporte menor na prateleira do supermercado e crédito que não afunda o orçamento", acrescenta. Uma redução de arrecadação, por sua vez, dificulta o ajuste das contas públicas. Veja outras propostas: O documento da coligação diz que o Brasil cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas. E acrescenta que a meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, "apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços". O programa de governo promete, ainda, promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária e da "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz. Outra proposta é manter os programas sociais existentes com "aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes". Informa, ainda, que o programa social é ponto de partida e que haverá uma "trilha de qualificação e intermediação desenhada especialmente para quem recebe o benefício, para que a saída não seja um salto no escuro, mas um caminho com apoio em cada passo". O programa de governo diz, também, que dará continuidade a uma reforma administrativa já enviada ao Congresso, mas que não foi avaliada pelo Legislativo, para "modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor". Promete, ainda, o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e o "combate aos penduricalhos e supersalários". Ronaldo Caiado (PSD) Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será "princípio moral e condição de crescimento". A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir. "O equilíbrio não será buscado à custa dos mais pobres, mas pela reorganização da máquina, pela avaliação das políticas e pela retomada do crescimento baseado em produtividade, investimento e emprego", diz o documento do PSD, que defende instituir revisão periódica de programas, subsídios, fundos e benefícios tributários. Segundo o documento, a dívida pública aumentou, o custo real dos juros permaneceu elevado e o investimento federal foi comprimido no atual governo pela "incerteza fiscal", que "encarece o capital privado, reduz o horizonte dos empreendedores e impede que a infraestrutura, a indústria e a inovação avancem no ritmo necessário". Veja outras propostas: O programa de governo diz que o ajuste das contas públicas "não será baseado em aumentos sucessivos de impostos nem em cortes lineares [de gastos]". "O foco será impedir que as despesas obrigatórias cresçam acima da capacidade da economia, eliminar privilégios, rever gastos e benefícios sem resultado e reconstruir a confiança na trajetória da dívida", acrescentou. A campanha do PSD defende "qualificar a gestão dos benefícios sociais, integrar bases, corrigir pagamentos indevidos, atualizar cadastros e preservar o acesso de quem tem direito, concentrando o controle em fraudes e desvios, não em barreiras ao cidadão vulnerável". Outra proposta é trabalhar para que o investimento total avance dos atuais cerca de 17% do PIB em direção a aproximadamente 25%, "com participação relevante do investimento público das três esferas em áreas nas quais o retorno social não é plenamente apropriado pelo setor privado". Avaliou, ainda, que o crescimento sustentável depende de produtividade. "Entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas cerca de 0,5% ao ano. Com a desaceleração do crescimento da população em idade ativa, a produção por trabalhador será o principal determinante da renda futura", concluiu. Renan Santos (Missão) Renan Santos Reprodução A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um "remédio amargo", por meio da implementação da PEC do Equilíbrio Fiscal. Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social. Segundo o documento, a proposta é a "desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo (corrigindo-os apenas pela inflação), a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita, a revisão do abono salarial e a redução de renúncias fiscais (gastos tributários), com economia projetada de R$ 1,1 trilhão até 2031". O programa do Missão cita o governo do presidente argentino, Javier Milei, como um exemplo. "No nosso caso, também será preciso um remédio amargo para resolver a 'década perdida' que começou em 2014, resultado da inconsequente política fiscal do governo Dilma", acrescentou. Veja outras propostas: O plano de governo diz que é apenas com "equilíbrio fiscal" que será possível realizar as demais bandeiras da plataforma para o país: "a destruição do crime organizado, o investimento massivo em infraestrutura e tecnologia, a desfavelização do território e da cultura, e a elevação do Brasil para a posição de uma das cinco nações mais importantes do mundo ao longo das próximas décadas". Cita, também, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. "Essas propostas já deverão estar presentes no nosso projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um novo modelo mais inteligente", diz. O plano prevê, ainda, a retomada da produtividade: por meio de um diagnóstico sobre a estagnação produtiva brasileira e seus gargalos estruturais; e a reforma total do sistema de assistencialismo, "substituindo o Bolsa Família por um modelo de frentes de trabalho, em que os beneficiários participam de projetos para o bem público, se consolidando como participantes ativos da comunidade". Na estratégia para aumentar o crescimento da economia, o programa diz que haverá uma série de "propostas tangíveis" para superar gargalos, que "envolverão quase todos os eixos estruturais da economia brasileira, passando por justiça tributária, legislação trabalhista, regulação financeira e governança pública". Romeu Zema (Novo) Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República Gabriel Pinheiro / CNI / Divulgação A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano - impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um "choque fiscal nos gastos do governo". "O resultado é um país sufocado por impostos, travado por juros altos e empurrado para mais endividamento. Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas", diz o Missão, em seu plano de governo. O programa também traz a proposta de revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e das regras "que fazem o gasto público se expandir sozinho, inclusive as emendas parlamentares", ampliando assim o espaço do orçamento destinado a investimento. Veja outras propostas: Fazer uma reforma da Previdência envolvendo estados e municípios, bem como a previdência rural e militar, criando também um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria com base na expectativa de vida da população e na sustentabilidade do sistema previdenciário no longo prazo, para que as futuras gerações tenham segurança de que serão protegidas na velhice. O programa propõe privatizar todas as empresas estatais para que o "governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira". Também recomenda vender os imóveis e ativos públicos sem uso ou não essenciais. Unificar programas de transferência de renda e aumentar a qualidade do CadÚnico, integrando "fontes alternativas de informação para evitar fraudes e duplicidade de benefícios, de modo que os esforços do governo sejam voltados para tirar as pessoas da pobreza de forma definitiva". Fazer uma ampla reforma administrativa que "reduza gastos e deixe o governo enxuto e eficiente, reduzindo os ministérios, cortando cargos comissionados e revisando as autarquias e fundações do governo".
26/08/2026 03:00:20 +00:00
Mega-Sena 3049 acumula e prêmio vai a R$ 25 milhões; veja os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.049 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2.8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 25 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 13 - 36 - 43 - 53 - 55 5 acertos: 22 apostas ganhadoras, R$ 41.986,04 4 acertos: 1.567 apostas ganhadoras, R$ 971,64 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3049 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
26/08/2026 00:02:30 +00:00
Dona do Instagram sabia de falhas em recursos de segurança para menores, dizem testemunhas em processo nos EUA

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A Meta sabia que as ferramentas do Instagram para proteger adolescentes eram ineficazes, afirmaram nesta terça-feira (25) testemunhas no julgamento em que 29 estados americanos acusam a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp de mentir sobre os riscos de suas plataformas. Com mais de 3 bilhões de usuários no mundo, a Meta é alvo de um grupo de estados que afirmam que a empresa criou seus produtos para viciar as crianças e coletar seus dados. O julgamento acontece na Califórnia e deve durar até o fim de setembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Documentos internos da Meta apresentados ao júri indicam que a função que permite ao usuário configurar lembretes para parar de rolar a tela teve uma taxa de adesão de 1,8%. Já o modo que silencia as notificações noturnas foi ativado por 8,7%. Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse em interrogatório que não poderia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" caso as ferramentas não estivessem ativadas por padrão. Agora no g1 A juíza Yvonne Rogers, que decidirá o caso tendo o veredito do júri como referência, pareceu surpresa com o fato de Fogu desconhecer os dados internos. O diretor se mostrou combativo em alguns momentos, durante o interrogatório de um dos advogados dos estados. Outros ex-funcionários também disseram que as ferramentas eram ineficazes. "Na minha experiência, 'Take a Break' é uma função desenvolvida para falhar", declarou na semana passada Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta. O cientista de dados George Volichenko, que trabalhou em recursos de segurança do Instagram em 2022 e 2023, disse na segunda-feira (24) que as taxas de adoção dos recursos eram "muito baixas e decepcionantes" e descreveu a liderança da Meta como pouco interessada em promover o seu uso. Segundo ele, a diretoria não aprovou a ativação do modo silencioso por padrão para adolescentes mais jovens, o que prejudicou a sua adoção, uma vez que a função não era facilmente localizada no aplicativo. Ativar os recursos de segurança por padrão teria "um impacto negativo considerável" na interação dos usuários, acrescentou. O modelo de negócios da Meta gira em torno da venda de publicidade, e a empresa lucra mais quando os usuários passam mais tempo em seus aplicativos.
25/08/2026 23:18:04 +00:00
Governo reduz em R$ 5 bilhões previsão de gastos da Previdência para 2027
O governo federal reduziu em R$ 5 bilhões a estimativa de gastos da Previdência Social em 2027. As despesas com aposentadorias e benefícios devem chegar a R$ 1,218 trilhão no ano que vem, segundo estimativa apresentada nesta terça-feira (25) ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na projeção divulgada em agosto, os gastos somariam R$ 1,223 trilhão. Mesmo com a redução da projeção, o valor previsto para 2027 representa uma alta de 7,92% em relação à previsão de gastos para 2026 (R$ 1,129 trilhão). A revisão foi feita depois que o governo federal incorporou o efeito do crescimento do número de concessões de benefícios e da implementação das ações para a diminuição da fila de requerimentos a espera de análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%. A redução da fila implica aumento de despesas. LEIA TAMBÉM: Apesar de queda na fila no INSS, pessoas relatam espera de até 8 meses por resposta a pedido de benefício Agora no g1 A maior parte do dinheiro será usada para pagar benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. Para esse grupo, a previsão é de R$ 1,161 trilhão em 2027, alta de 8,76% em relação à projeção para 2026. A previsão foi aprovada por unanimidade pelo CNPS. O governo poderá agora usar o espaço orçamentário aberto pela redução das despesas previdenciárias em R$ 5 bilhões na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
25/08/2026 20:58:22 +00:00
Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez desde novembro
A Justiça do Rio decreta falência do Grupo Oi A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. Por decisão unânime, os desembargadores negaram provimento aos recursos impetrados pelos bancos Bradesco e Itaú e, com esses votos, a falência da companhia foi decretada. Em novembro de 2025, a falência da Oi já havia sido decretada, mas a decisão acabou sendo suspensa após bancos terem recorrido levando a empresa de telecomunicações ao segundo processo de recuperação judicial. A relatora dos agravos de instrumentos julgados nesta terça-feira, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, citou pontos da recuperação judicial da Oi e compromissos que não conseguiram ser saldados durante os dois períodos da recuperação judicial. A magistrada lembrou a importância de se fazer garantir os direitos dos trabalhadores preservando, assim, todas as garantias constitucionais e trabalhistas. Ela anunciou a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial e Adriano Pinto Machado como observador judicial, do escritório Pinto Machado Advogados, assim como o escritório Sergio Zveiter para atuarem no processo de falência da Oi. Nos últimos dias, a contabilização da dívida da Oi foi estimada em R$ 44 bilhões e tinha cerca de 164 mil credores, sem conseguir honrar a totalidade de seus compromissos. Com a decisão, o colegiado restabeleceu a quebra determinada em novembro de 2025 pela 7ª vara Empresarial da Capital, que havia sido suspensa após recursos de bancos credores. Na mesma sessão, foram julgados os agravos de instrumento, além dos impetrados pelo Itaú Unibanco e Bradesco, os do UM Bank e V.tal, que estavam relacionados à decisão que convolou a recuperação do Grupo Oi em falência. Também foram julgados os agravos da American Tower do Brasil. Justiça homologa venda da telefonia fixa da Oi por R$ 60 milhões 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
25/08/2026 20:50:54 +00:00
TCU derruba medida cautelar que suspendia o uso do 'dinheiro esquecido' no Desenrola 2.0

O Tribunal de Contas da União (TCU) derrubou, nesta terça-feira (25), a medida cautelar que determinava ao Ministério da Fazenda e ao Banco do Brasil a suspensão do uso de recursos do chamado “dinheiro esquecido” no programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas. O placar foi 5 votos a 3. A Corte, no entanto, analisou apenas a medida de cautelar concedida no domingo (23) e não entrou no mérito do processo. Prevaleceu o entendimento do ministro revisor, Odair Cunha, de que não havia urgência que justificasse a interrupção da política pública, uma vez que o processo estava no TCU há mais de 80 dias e se encerrará no dia 31 de agosto. Agora no g1 “A demora, Sr. Presidente, revela que o risco, ainda que existente e detectável, não foi considerado suficiente, elevado, para justificar uma atuação mais célere durante o período de julho ao início de agosto”, afirmou. Outro ponto levantado pelo ministro foi o de que a medida provisória que autoriza o uso dos recursos ainda está em análise pelo Congresso Nacional. Para Cunha, suspender a execução do programa antes da apreciação definitiva da medida pelo Legislativo poderia representar uma forma de controle de constitucionalidade que não caberia ao TCU. “Interromper a execução de política pública, que se encontra expressamente autorizada por um instrumento normativo com força de lei e ainda pendente de apreciação pelo Congresso Nacional equivale, a meu entender, ao exercício de controle de constitucionalidade repressivo por parte deste tribunal, o que não encontra amparo no ordenamento jurídico”, adicionou o ministro. Tribunal de Contas da União (TCU) Jornal Nacional/ Reprodução Dinheiro Esquecido Em junho, o g1 revelou que a Corte havia aberto investigação a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos diretamente para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0. ➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. ➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos. ➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias". 🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.
25/08/2026 20:09:33 +00:00
Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 289,3 bilhões em julho deste ano, informou nesta terça-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 265,5 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. ➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação neste ano também tem sido resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. Postos da região de Bauru começam a receber bombas de combustível antifraude TV TEM/reprodução Parcial do ano Nos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,87 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,9 trilhão de janeiro a julho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,77 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
25/08/2026 16:55:38 +00:00
Embraer certifica jato que pousa sozinho; modelo é o mais veloz e de maior alcance do mundo

Phenom 300EV certificado triplo. Divulgação/Embraer O Phenom 300EV, da Embraer, foi aprovado por agências e se tornou o primeiro jato leve certificado com o sistema Garmin Emergency Autoland, que permite à aeronave realizar um pouso automático caso o piloto fique incapacitado. Segundo a Embraer, é o jato leve mais veloz e de maior alcance do mundo. A aeronave pode atingir até Mach 0,80 (cerca de 980 km/h) e tem alcance de até 3.806 quilômetros com quatro passageiros e uma reserva de combustível prevista pelas regras da aviação executiva dos Estados Unidos. O modelo recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da autoridade de aviação dos Estados Unidos (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). Como funciona o sistema de pouso O sistema Emergency Autoland pode assumir o controle da aeronave e realizar o pouso sem a intervenção do piloto em uma situação de emergência. A tecnologia foi desenvolvida para o caso, por exemplo, de o piloto ficar inapto durante o voo. O Phenom 300EV também é o maior jato executivo equipado com o sistema. Para permitir que os comandos eletrônicos da aeronave controlem funções como frenagem automática e direção do leme, a Embraer desenvolveu um novo controlador eletrônico. A tecnologia também busca reduzir a carga de trabalho dos pilotos e facilitar a manutenção. Phenom 300EV da Embraer. Divulgação/Embraer Com o alcance ampliado para 3.806 quilômetros, o modelo pode realizar voos regionais sem escalas, como São Paulo-Manaus, segundo a fabricante. A aeronave também ganhou maior capacidade de carga e melhorias na cabine. Entre as novidades está a possibilidade de conexão de alta velocidade por meio de satélites de baixa órbita. O serviço Gogo Galileo - um sistema avançado de internet via satélite de alta velocidade e baixa latência - poderá ser instalado de fábrica, enquanto a conectividade da Starlink estará disponível posteriormente como opção de pós-venda. As entregas do Phenom 300EV estão previstas para começar em 2028.
25/08/2026 16:15:30 +00:00
Setor de fertilizantes pede R$ 2 bilhões ao governo para conter impacto da guerra no Irã

Produção de milho em Macaé (RJ) Marcio Borges - Comunicação A indústria de fertilizantes do Brasil está em negociações com o governo federal para que seja implantado um programa de subvenção de R$ 2 bilhões, por três meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta é para que o setor possa fornecer adubos a preços satisfatórios a agricultores, evitando desdobramentos mais danosos ao setor e à economia, disse um executivo da Mosaic à Reuters. Em momento em que o mundo lida com cotações mais altas dos insumos por conta da guerra no Irã, o programa seria fundamental para ajudar agricultores brasileiros a manter as produtividades, afirmou Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil e Paraguai, empresa líder no setor brasileiro de fertilizantes. O foco do programa de subsídios levado a autoridades do governo federal seria o enxofre, cujos fluxos de comercialização estão afetados, uma vez que 60% da produção mundial dessa matéria-prima derivada do petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, onde o transporte sofre interrupções devido à guerra. Agora no g1 "Estamos pleiteando junto ao governo uma espécie de subvenção, da mesma forma que o setor de petróleo foi contemplado", disse Monteiro, citando subsídios bilionários ao diesel e gasolina pelo governo brasileiro. O Brasil, uma potência agrícola, é um dos maiores consumidores globais de fertilizantes, mas importa o equivalente a cerca de 90% de seu consumo de adubos. A própria Mosaic anunciou em julho medidas temporárias de redução de produção e hibernação de suas unidades de produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, em resposta às restrições à oferta de enxofre, matéria-prima dessas fábricas. O executivo disse ainda, por ocasião de um congresso do setor em São Paulo, que o mercado nacional total de fertilizantes deverá cair este ano, segundo estimativas de especialistas no setor, de um recorde de cerca de 49 milhões de toneladas em 2025, para uma faixa de 42 milhões a 45 milhões. Mas ele alertou que a economia de aplicação de adubos, que impactará o mercado diante dos custos mais altos, pode trazer problemas de produtividade na próxima safra de soja e milho 2026/27, plantada a partir de setembro. Além dos custos mais elevados do produto importado, a indústria de fertilizantes está sendo afetada pelo menor poder de compra de agricultores, que estão lidando com margens de lucro mais baixas, restrição de crédito e juros altos, destacou Monteiro. Colheitadeira em plantação de soja em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro O executivo disse que a menor demanda dos produtores em meio aos preços altos do fertilizante também corta as importações brasileiras dos insumos, que caíram cerca de 10% no acumulado do ano até julho e registram retração de 50% até agora em agosto. O executivo disse que o setor conseguiu, até certo ponto, enfrentar neste ano os desafios da guerra com estoques adquiridos antes do conflito. Mas o futuro próximo pode ficar comprometido, caso o impasse no Oriente Médio não seja resolvido. Além de a produtividade agrícola cair, com a redução nas aplicações de adubos, poderia ocorrer um efeito em cadeia, caso a medida solicitada pelo setor não seja implementada. "Pode ter um custo muito maior se não for implementado, porque você está falando de uma potencial redução que vai reduzir o saldo da balança comercial, que vai reduzir o nível de atividade econômica, que vai reduzir o nível de serviço e, consequentemente, de tributação", disse. "Aí, somando e subtraindo tudo aqui, usando modelos internos econômicos, a gente chega a uma potencial situação que pode impactar as contas públicas do Brasil de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. Ou seja, para cada 1 real investido nessa subvenção, eu estou falando que a gente pode perder, se não fizer nada, de 10 a 15 reais." Ele disse que o tema vem sendo tratado numa "sala de situação" junto aos ministérios da Agricultura, Minas e Energia, Casa Civil e da Fazenda, mas acrescentou que ainda não há uma definição. O executivo disse ainda que, mesmo que a guerra no Irã acabasse amanhã, ainda poderia levar cerca de 12 meses para a oferta se restabelecer, até porque outros fornecedores, como a China e a Rússia, estão restringindo a oferta diante da conjuntura atual. Os russos são afetados ainda por ataques ucranianos às suas instalações, lembrou Monteiro.
25/08/2026 16:04:07 +00:00
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA

Canadá impõe novas tarifas contra os EUA O Canadá anunciou nesta terça-feira (25) tarifas de retaliação sobre produtos dos Estados Unidos avaliados em C$ 27,6 bilhões (US$ 19,94 bilhões, ou cerca de R$ 102,8 bilhões). As medidas, que entram em vigor em 8 de setembro, terão alíquotas de 15%, 25% e 50% e atingirão cerca de 700 produtos importados dos EUA. Trump sugere trocar nome do Lago Ontário para 'Lago América' em meio a disputa com Canadá As novas tarifas foram anunciadas depois que entraram em vigor as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103,1 bilhões) em produtos canadenses. Segundo o governo canadense, as contratarifas foram definidas para ter impacto limitado sobre consumidores e empresas do país, mas aumentar a pressão sobre os Estados Unidos. ➡️ Como parte da resposta à escalada da guerra comercial, o Canadá também anunciou um pacote de C$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 27,9 bilhões) em medidas de apoio a trabalhadores e empresas afetados pelas tarifas. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo O programa inclui recursos para pequenas e médias empresas, financiamento para fluxo de caixa e auxílio a trabalhadores que possam ser prejudicados pelas novas medidas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As tarifas de 50% incidirão sobre setores como aço, alumínio, móveis e vestuário. Produtos como queijo, eletrodomésticos e alguns frutos do mar terão tarifa de 25%, enquanto eletrônicos e ferramentas serão taxados em 15%, segundo um funcionário do governo. "O valor dólar por dólar das contratarifas, assim como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas", disse o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne. Segundo informou a agência Reuters, um funcionário do governo canadense disse que as novas tarifas foram projetadas para que o impacto sobre consumidores e empresas canadenses seja mínimo e ainda possa atingir os EUA. A cronologia da guerra comercial A disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá ganhou força no início de 2025, após Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos canadenses. Em fevereiro daquele ano, o presidente americano determinou uma alíquota de 25% sobre a maior parte das importações do Canadá e de 10% sobre produtos de energia, sob a justificativa de combater o fluxo de drogas e a imigração ilegal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida teve sua entrada em vigor adiada por algumas semanas, mas acabou sendo implementada em março. O Canadá respondeu com tarifas sobre produtos americanos. Em março de 2025, o governo canadense colocou em vigor uma primeira lista de 25% sobre cerca de C$ 30 bilhões (US$ 20,8 bilhões) em produtos dos EUA. Na sequência, ampliou a retaliação para outros US$ 20,6 bilhões em mercadorias, incluindo aço, alumínio e uma série de outros produtos. A disputa continuou a se intensificar ao longo de 2025 e 2026, com novas tarifas americanas sobre setores estratégicos, como aço, alumínio e automóveis. Em 2025, por exemplo, os EUA elevaram para 50% as tarifas sobre aço e alumínio. ➡️ Agora, a tensão voltou a subir. Em 22 de agosto, entraram em vigor novas tarifas americanas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, atingindo mercadorias que incluem vinho, mel, roupas, equipamentos esportivos e outros bens. A medida veio após o fracasso das negociações entre os dois países. Após dias de negociação e sem conseguir chegar a um acordo, Trump anunciou na segunda-feira (24) uma nova escalada: tarifas de 50% sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2027. A decisão ampliou a pressão sobre setores centrais da integração econômica entre os dois países. Foi nesse contexto que o Canadá anunciou nesta terça-feira (25) sua nova rodada de retaliação. O governo canadense vai impor tarifas de 15%, 25% e 50% sobre cerca de 700 produtos americanos, em medidas avaliadas em aproximadamente US$ 19,9 bilhões, com início em 8 de setembro. Nova estratégia de Trump pode parar novamente nos tribunais Para impor as novas tarifas, Trump recorreu à Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma norma pouco conhecida que permite ao presidente americano aplicar tarifas contra países que adotem práticas comerciais consideradas discriminatórias ou desiguais contra os Estados Unidos. A medida chama atenção porque a Seção 338 nunca havia sido usada por um presidente americano para impor tarifas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, 25, pelo jornal americano The New York Times. ➡️ O uso inédito da lei abre dúvidas sobre como ela será interpretada pelos tribunais e se outras normas aprovadas pelo Congresso posteriormente limitaram esse poder presidencial. A estratégia também coloca Trump novamente diante de uma possível batalha judicial. O presidente já teve outras medidas tarifárias contestadas nos tribunais, e especialistas em comércio avaliam que o uso da Seção 338 contra o Canadá pode ser questionado caso a disputa comercial entre os dois países continue se intensificando. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Como as tarifas de Trump podem afetar o Canadá A manutenção das tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos canadenses pode colocar mais de 87 mil empregos em risco no Canadá, segundo estimativa do economista Trevor Tombe, da Universidade de Calgary no Canadá. O cálculo considera os efeitos diretos sobre empresas exportadoras e também os impactos sobre fornecedores e prestadores de serviços. ➡️ Segundo Tombe, cerca de 52 mil postos de trabalho seriam afetados diretamente, enquanto outros 35 mil poderiam ser atingidos indiretamente. A estimativa considera um cenário em que as tarifas permanecem em vigor e as vendas dos produtos afetados aos Estados Unidos caem na mesma proporção da tarifa. As províncias de Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica estariam entre as regiões mais afetadas. Mas os impactos não ficariam restritos às regiões diretamente expostas às tarifas: Alberta, por exemplo, teria cerca de 9 mil empregos em risco, apesar de suas próprias exportações serem pouco atingidas. O economista estima que a perda dos postos poderia elevar a taxa de desemprego canadense de 6,4% para cerca de 6,8%. O Canadá é o principal cliente de 26 estados americanos, incluindo Maine, Michigan e Wisconsin. Além disso, figura entre os três maiores compradores de 45 dos 50 estados americanos. *Com informações da Reuters
25/08/2026 15:03:50 +00:00
Governo amplia serviços para MEIs no Contrata+Brasil e regulamenta sistema de compras online

O evento também marcou o lançamento do programa Contrata+Brasil em Campinas, iniciativa do Governo Federal que facilita a conexão entre órgãos públicos e fornecedores locais, ampliando oportunidades para MEIs, pequenos negócios, cooperativas e agricultores familiares Crédito: Divulgação/PPM Films. O governo federal anunciou nesta segunda-feira (24) a regulamentação do Sistema de Compras Expressas (Sicx) e mudanças no Contrata+Brasil, plataforma que conecta microempreendedores individuais (MEIs) a órgãos públicos interessados em contratar pequenos serviços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As medidas têm como objetivo modernizar as compras públicas, ampliar a participação de fornecedores e facilitar o acesso de pequenos empreendedores a contratos com o governo. Criado para facilitar a participação de MEIs em pequenas contratações feitas pelo poder público, o Contrata+Brasil ampliou de 137 para 272 o número de atividades econômicas de prestação de serviços disponíveis na plataforma. (veja a lista completa abaixo) ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E PEQUENOS REPAROS ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE EVENTOS Inicialmente, eram apenas 47 serviços. A expansão também inclui a adesão formal de empresas públicas, estatais e autarquias, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Correios, Petrobras e INSS. Agora no g1 Na prática, essas instituições poderão utilizar a plataforma para encontrar MEIs que prestem serviços como reparos, pintura, carpintaria e manutenção. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, um dos principais objetivos da iniciativa é reduzir o tempo e a burocracia das contratações e aumentar a renda dos pequenos empreendedores. “Uma contratação que demorava quase seis meses entre contratar o serviço, ser prestado e pagar foi feita em cinco dias em alguns casos. Então é uma velocidade gigantesca”, afirmou. “Muitos MEIs têm um faturamento de R$ 2 mil, R$ 3 mil por mês. E os contratos públicos são, em geral, em torno de R$ 8 mil. Então, às vezes, com um contrato público, a pessoa ganha o dinheiro que demorava o mês inteiro para ganhar”, completou. O acesso é gratuito tanto para os empreendedores quanto para os órgãos públicos. Não há cobrança de taxas ou comissões. Segundo o governo, existem atualmente 13,7 milhões de MEIs ativos no Brasil. Dados do Sebrae citados pelo Ministério da Gestão mostram que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram algum negócio com a administração pública. A proposta é ampliar essa participação e facilitar o acesso dos pequenos empreendedores às oportunidades de contratação. A entrada das novas instituições representa, segundo o governo, mais de 14,7 mil unidades públicas que poderão contratar serviços por meio da plataforma. A iniciativa também será incentivada em cerca de 109 mil escolas públicas que recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Somadas as unidades das estatais e autarquias às escolas, o governo estima um universo potencial de aproximadamente 123 mil pontos de contratação para pequenos serviços em todo o país. Isso, no entanto, não significa que existam 123 mil vagas ou contratos disponíveis para os MEIs. O número representa a quantidade potencial de unidades que poderão utilizar a plataforma para fazer contratações. Contratações em escolas Uma das frentes de expansão do Contrata+Brasil será o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que está em vigor desde o início do ano. Segundo o governo, cerca de 109 mil escolas públicas recebem recursos do programa, que movimenta aproximadamente R$ 933 milhões em despesas de custeio. Entre os gastos estão pequenos reparos, pintura, carpintaria e serviços de manutenção — atividades que podem ser realizadas por MEIs. A ideia é facilitar a contratação de prestadores de serviços da própria região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante o evento de lançamento das medidas, que a iniciativa pode ajudar a manter a circulação de dinheiro dentro das cidades. “Se a diretora da escola souber que pode contratar um prestador de serviço na sua própria cidade, o dinheiro vai ficar ali". Plataforma quer aumentar participação de MEIs O Contrata+Brasil funciona como uma plataforma que conecta pequenos prestadores de serviços a órgãos públicos. O MEI pode procurar oportunidades de acordo com sua atividade e região e enviar uma proposta diretamente pelo sistema. De acordo com o governo, os MEIs representam atualmente 4,7% do valor total contratado pelo Compras.gov.br, apesar de somarem 13,7 milhões de empreendedores ativos no país. A pesquisa do Sebrae citada pelo Executivo mostra que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram alguma transação com a administração pública. A proposta é reduzir as dificuldades de acesso às compras públicas, especialmente para serviços de menor porte. Segundo Esther Dweck, o sistema permite contratações diretas de MEIs para serviços de até R$ 13 mil, dentro das regras aplicáveis. “O governo federal representa cerca de 5,6% a 6% do PIB em compras; é o maior comprador do país. Se ele passa a exigir a compra dos pequenos em todo local, ele vai desenvolver a economia”, afirmou a ministra. Estatais ampliam rede de contratantes Entre as instituições que aderiram ao programa estão: Banco do Brasil: 3.997 unidades; Caixa Econômica Federal: 3.258 unidades; Correios: 5.917 unidades; INSS: 1.587 unidades; Banco do Nordeste; Petrobras. Também já participam ministérios da administração direta, como Defesa, Saúde, Educação e Agricultura. Segundo o governo, a adesão amplia em cerca de 60 vezes o número de potenciais contratantes na plataforma. A iniciativa também prevê uma busca ativa por empreendedores. Em vez de depender apenas da procura dos MEIs pelas oportunidades, a proposta é que o poder público também identifique prestadores de serviços que possam atender às demandas existentes. Novo sistema para compras públicas Além das mudanças no Contrata+Brasil, o governo regulamentou o Sistema de Compras Expressas (Sicx), voltado para a contratação de bens e serviços padronizados pela administração pública. O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece regras para o uso de plataformas de comércio eletrônico nas compras governamentais. A proposta permite que fornecedores utilizem plataformas digitais que já fazem parte de suas atividades comerciais. Com isso, o governo pretende aproveitar tecnologias já disponíveis no mercado e reduzir os custos de adaptação. O modelo também prevê um cadastro digital permanente, integrado ao Registro Cadastral Unificado (RCU). A medida pretende evitar que o fornecedor precise apresentar os mesmos documentos a cada nova oportunidade de contratação. Segundo o governo, o lançamento do RCU está previsto para o último trimestre de 2026. O Sicx faz parte da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), que busca usar as compras do governo para estimular o desenvolvimento econômico e sustentável. Como participar do Contrata+Brasil O microempreendedor pode acessar a plataforma e procurar oportunidades de contratação de acordo com sua atividade e região. O acesso ao Contrata+Brasil é gratuito. Não há cobrança de taxa ou comissão para o empreendedor nem para o órgão público. Para participar, é necessário: acessar a plataforma com uma conta gov.br; realizar o cadastro como fornecedor; informar os dados do negócio; selecionar as atividades que presta; procurar oportunidades compatíveis com seu perfil; enviar uma proposta com o valor e o prazo para execução. Caso seja escolhido, o MEI é contratado diretamente pelo órgão público por meio da plataforma. Atualmente, o Contrata+Brasil reúne 272 atividades econômicas (CNAEs) de prestação de serviços. A plataforma está disponível no site oficial do Contrata+Brasil. Tela do site 'Contrata+Brasil', lançado pelo governo federal PR/Reprodução
25/08/2026 14:23:54 +00:00
iPhone ganha recurso para transmitir câmera ao vivo em ligações à polícia pelo 190

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters A Apple liberou nesta segunda-feira (24) no Brasil o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, que permite aos serviços de emergência solicitar imagens da câmera do iPhone durante uma ocorrência. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a RapidSOS, responsável por conectá-la às centrais de atendimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante uma ligação para o 190, o atendente pode avaliar que as imagens ajudariam a entender melhor a situação e enviar uma solicitação ao celular. O usuário recebe um aviso e decide se quer compartilhar a câmera. Se aceitar, basta tocar em “Compartilhar” para iniciar a transmissão ao vivo. Também é possível escolher fotos ou vídeos já armazenados no aparelho. (veja mais abaixo) Agora no g1 Como usar o recurso no iPhone O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência está disponível em iPhones 14 ou modelos posteriores. Não é necessário ativar previamente o compartilhamento de vídeo: ele só será iniciado se o serviço de emergência solicitar as imagens durante uma chamada. Antes de uma emergência Para deixar o SOS de Emergência configurado, o usuário pode: Acessar Ajustes > SOS de Emergência; Ativar “Pressionar 5 Vezes para Ligar”, que inicia uma contagem regressiva para a chamada de emergência; Ou manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume para iniciar a ligação. Durante a chamada para o 190 Se o atendente considerar que as imagens podem ajudar na ocorrência, ele poderá enviar uma solicitação ao iPhone. A partir daí, o usuário escolhe o que deseja compartilhar: “Compartilhar”: inicia a transmissão da câmera ao vivo; “Escolher”: permite selecionar fotos ou vídeos já armazenados no aparelho; “Agora Não”: recusa o compartilhamento. A transmissão pode ser pausada ou interrompida a qualquer momento pelo usuário. 🔒 Privacidade: segundo a Apple, a transmissão é criptografada por padrão. A empresa alerta, porém, que os serviços de emergência podem manter uma cópia do vídeo transmitido e das fotos ou vídeos compartilhados.
25/08/2026 14:15:57 +00:00
'Robôs assassinos': ONU defende limites globais para armas capazes de atacar sem intervenção humana

Um drone de ataque de longo alcance FP-1, da Ucrânia, é lançado em local não revelado do país, em 16 de agosto de 2026. AP/Efrem Lukatsky A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) reforçaram nesta terça-feira (25) um apelo para que os países adotem proibições e limites ao uso de armas autônomas, sistemas que podem identificar e atacar alvos sem comando humano direto e que são frequentemente chamados de "robôs assassinos". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pedido dá continuidade a uma iniciativa lançada há três anos e às negociações internacionais que vêm sendo realizadas sobre o tema. As duas organizações não defendem uma proibição total de todas as tecnologias do tipo, mas pedem regras claras para controlar seu desenvolvimento e uso. Embora afirmem que esses sistemas já estão sendo desenvolvidos, ONU e Cruz Vermelha dizem não ter confirmado seu emprego em combate. Agora no g1 As entidades argumentam que a criação de regras é necessária para proteger a população civil antes que esse tipo de arma passe a ser utilizado de forma mais ampla. "Estamos perigosamente perto de cruzar uma linha moral: permitir que máquinas escolham seres humanos como alvos de forma autônoma", afirmou a porta-voz da ONU em Genebra, Alessandra Vellucci, ao ler uma declaração conjunta do secretário-geral da ONU, António Guterres, e da presidente do CICV, Mirjana Spoljaric. No texto, os dois líderes afirmam que o alerta ganha ainda mais urgência agora. Segundo eles, as preocupações permanecem as mesmas, mas os riscos aumentaram. A ONU e a Cruz Vermelha argumentam que o rápido avanço das tecnologias militares está colocando pressão sobre as normas internacionais existentes e ampliando a distância entre o que a tecnologia é capaz de fazer e o que a legislação consegue regular. "As armas autônomas não pertencem a um futuro distante. A corrida para ampliar a autonomia dos sistemas de armas já está em andamento", diz a declaração. O novo apelo ocorre enquanto diplomatas se preparam para uma reunião em Genebra, em novembro, dedicada ao fortalecimento da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, acordo internacional que reúne países para discutir limites a armamentos considerados particularmente preocupantes. Guerra na Ucrânia e avanço dos drones A ONU e o CICV avaliam que esse fórum oferece o caminho mais concreto para a criação de regras internacionais obrigatórias sobre armas autônomas. Os esforços para impor restrições a essas tecnologias vêm se arrastando há anos sem produzir resultados definitivos. O debate ganhou força à medida que drones e outros sistemas não tripulados passaram a ser usados em conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de confrontos no Oriente Médio, no Sudão e em outras regiões. Até agora, veículos robóticos terrestres têm sido empregados na Ucrânia principalmente para transportar equipamentos, levar suprimentos às tropas e retirar feridos do campo de batalha. A estratégia reflete a tentativa de reduzir a exposição de soldados em um cenário marcado pela presença crescente de drones. O governo ucraniano também busca ampliar o uso de sistemas robóticos armados para aliviar a pressão sobre a infantaria, que enfrenta desvantagem numérica em diversas frentes de combate. Esses projetos, porém, ainda tiveram alcance limitado. Na avaliação da ONU e da Cruz Vermelha, os alertas não vêm apenas de organizações humanitárias. Cientistas e engenheiros envolvidos no desenvolvimento dessas tecnologias também têm defendido a criação de limites para seu uso. "Quando os próprios criadores dessa tecnologia pedem restrições, os Estados não podem permanecer passivos", afirma a declaração. O documento conclui dizendo que 2026 precisa marcar uma mudança de rumo nas negociações internacionais sobre o tema.
25/08/2026 13:52:21 +00:00
Häagen-Dazs, Walmart e mais: veja marcas famosas que encerraram atividades no Brasil

Häagen-Dazs, Walmart, Forever 21: algumas empresas que encerraram operações no Brasil Divulgação Algumas empresas que encerraram operações no Brasil Divulgação A General Mills anunciou o fim da distribuição da Häagen-Dazs no Brasil, encerrando a presença da marca de sorvetes no país após quase três décadas. Segundo a empresa, a decisão faz parte de um plano de reformulação de portfólio. A saída da Häagen-Dazs não é um caso isolado de mudança na operação de marcas internacionais no Brasil. Ao longo dos anos, empresas de diferentes setores adotaram estratégias distintas para seus negócios no país. ➡️ Algumas encerraram totalmente operações, outras fecharam fábricas ou lojas físicas, mudaram de controlador ou passaram a atuar por outros canais. 🔍 Mudanças que podem fazer parte de decisões específicas de cada empresa, como revisão de portfólio (conjunto de marcas e produtos), mudança no modelo de operação ou reorganização dos negócios em diferentes mercados. Veja abaixo uma lista de empresas que deixaram de produzir, vender ou operar no Brasil em determinados segmentos nos últimos anos: D Häagen-Dazs Começando pelo caso quente da semana, a Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e manteve lojas próprias no país por parte de sua trajetória. Em 2018, a General Mills, dona da marca, encerrou as lojas próprias que ainda mantinha no Brasil. Os produtos continuaram sendo comercializados no mercado brasileiro por outros canais. Agora, a General Mills encerrou as atividades da marca no Brasil. Como motivos, a empresa disse que a marca não seria mais distribuída no Brasil “devido a um plano de reformulação de portfólio”, anunciado pela companhia em março deste ano. Não informou um motivo específico adicional para a saída da marca Haribo A Haribo, fabricante alemã de doces conhecida pelas balas de gelatina em formato de ursinho, já era comercializada no Brasil por meio de produtos importados antes da instalação de uma fábrica no país. Em 2016, a empresa iniciou a produção local em uma fábrica em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa. Dona dos ‘Ursinhos de Ouro’, Haribo encerra produção no Brasil e fecha fábrica no interior de SP Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento das atividades fabris no Brasil. A fábrica permaneceu em operação até julho, dentro do cronograma de encerramento. A empresa afirmou que sua avaliação da operação brasileira ficou mais difícil diante de “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”. Também disse que avalia continuamente as operações considerando ambiente de negócios, competitividade e sustentabilidade da operação no longo prazo. Ford A Ford começou a operar no Brasil em 1919, quando instalou uma unidade em São Paulo. Ao longo das décadas, a montadora ampliou sua presença no país e passou a produzir veículos em diferentes fábricas Em janeiro de 2021, a empresa anunciou o encerramento da produção de veículos no Brasil. As fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) tiveram a produção encerrada naquele ano. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), também foi fechada em 2021. Ford encerra a produção de veículos no Brasil A Ford atribuiu o encerramento da produção no Brasil à capacidade ociosa das fábricas, à redução das vendas e a anos de perdas. A empresa também citou o ambiente econômico desfavorável e os efeitos da pandemia. A montadora, no entanto, manteve operações comerciais no país e passou a atender o mercado brasileiro com veículos importados de outros mercados. Mercedes-Benz A Mercedes-Benz iniciou sua trajetória industrial no Brasil com a produção de caminhões e ônibus, em 1956. Décadas depois, a empresa também passou a fabricar automóveis no país. Em 2020, a montadora alemã anunciou o encerramento da produção na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. A unidade, inaugurada em 2016, produzia os modelos Classe C e GLA. Mercedes-Benz encerra produção de automóveis no Brasil A montadora atribuiu a decisão à situação econômica difícil do Brasil, agravada pela pandemia, que provocou queda nas vendas de carros premium. A empresa também citou a reestruturação de sua rede global de produção e a busca por maior eficiência. A decisão não significou a saída da Mercedes-Benz do Brasil. Assim como a Ford, a companhia manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus no país e continuou vendendo automóveis importados. Forever 21 A Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e abriu suas primeiras lojas no país naquele ano. A rede americana de moda chegou a ter 15 unidades brasileiras. Em 2022, a marca encerrou sua operação de lojas no país. As unidades foram fechadas ao longo daquele ano, após liquidações para a venda dos estoques. A Forever 21 atribuiu a saída do Brasil às dificuldades financeiras da companhia e ao cenário desfavorável para a operação no país, que enfrentava custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas. Fnac A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que combinavam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos culturais. A marca chegou a ter 12 lojas no país. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira da Fnac. No ano seguinte, a rede fechou suas lojas no país. Em outubro de 2018, a última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades. A Fnac afirmou que a operação brasileira precisava atingir um “tamanho crítico” para ser relevante e reforçar sua posição no mercado. A controladora também citou a queda das vendas e o contexto de maior competitividade e crise econômica. Walmart O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma operação com lojas em diferentes regiões do país. Em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da operação brasileira do Walmart. A partir da mudança de controle, o negócio passou por uma reestruturação e a marca Walmart começou a ser substituída por outras bandeiras. O Walmart atribuiu a decisão a uma revisão de seu portfólio internacional. A empresa afirmou que a parceria com a Advent International buscava fortalecer a operação brasileira e criar condições para o crescimento do negócio no longo prazo. A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG, enquanto a marca Walmart deixou de ser utilizada nas lojas brasileiras. Sony A Sony está presente no Brasil desde 1972 e construiu uma operação conhecida principalmente por televisores, câmeras e equipamentos de áudio. Em 2020, a empresa anunciou o fechamento de sua fábrica em Manaus e o fim da produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio no país. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado brasileiro. A Sony atribuiu a decisão ao ambiente de mercado e às perspectivas para os negócios no Brasil naquele momento. A empresa afirmou que a medida fazia parte de uma revisão de suas operações e buscava fortalecer a estrutura e a sustentabilidade dos negócios diante das mudanças no ambiente externo. A saída foi parcial: a Sony manteve no Brasil negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento. A empresa também manteve serviços de suporte e assistência técnica para os produtos vendidos anteriormente. Nikon A Nikon, fabricante japonesa de câmeras e equipamentos fotográficos, anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos. Em setembro de 2018, a companhia anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil. A Nikon atribuiu a decisão a uma reestruturação global da companhia, que incluía a otimização das estruturas de pesquisa e desenvolvimento, vendas e fabricação. A empresa afirmou que o processo buscava fortalecer suas bases para o crescimento sustentável no longo prazo. Roche A Roche mantém presença no Brasil desde 1931 e chegou a produzir medicamentos em sua fábrica no Rio de Janeiro. A unidade, localizada em Jacarepaguá, fabricava medicamentos como Bactrim, Lexotan e Rivotril. Em 2019, a companhia anunciou que fecharia a fábrica diante da redução dos volumes de produção e de uma mudança na estratégia global. O processo de encerramento das atividades produtivas foi concluído em 2024, segundo relatório de sustentabilidade da própria Roche. A Roche atribuiu o encerramento da fábrica no Rio de Janeiro à estratégia global de inovação da companhia e às transformações em seu portfólio de medicamentos. A empresa manteve as operações comerciais no Brasil e afirmou que segue comprometida com o mercado brasileiro. A Roche, porém, continua operando no Brasil. A companhia mantém atividades comerciais e continua trazendo medicamentos para o mercado brasileiro. Topshop A marca britânica de moda Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado de São Paulo. Em 2016, a Topshop anunciou o fechamento de sua última loa no país, no JK Iguatemi, encerrando a operação física da marca no Brasil. A Topshop não apresentou uma justificativa detalhada para o encerramento da operação brasileira. A marca vinha enfrentando dificuldades no país, incluindo problemas relacionados ao pagamento de aluguéis e desempenho das lojas, mas até hoje, a empresa não atribuiu oficialmente a saída a esses fatores.
25/08/2026 13:46:11 +00:00
China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola

Agricultores trabalham em uma plantação de arroz em Leshan, na província de Sichuan, na China Reuters/China Daily Em meados de agosto, a China comprou pouco mais de meio milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos para o próximo ano comercial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa quantidade, no entanto, representa apenas uma parte do total de suas importações: segundo a agência de notícias Reuters, em outubro passado, a China concordou em comprar aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja anualmente dos EUA. O acordo é válido até o final de 2028. Embora o 15º Plano Quinquenal estabeleça como objetivo produzir cada vez mais alimentos dentro do próprio país, a China não consegue substituir todas as importações, como a soja. Essa leguminosa, rica em proteínas, serve não apenas como alimento para humanos, mas principalmente como ração para as enormes criações de suínos, aves e peixes da China. Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China A agricultura chinesa dificilmente conseguirá superar essa dependência devido aos recursos limitados de terra e água disponíveis. A tentativa de garantir seu próprio abastecimento alimentar de forma mais eficaz é motivada, sobretudo, por um cenário internacional cada vez mais incerto. A guerra na Ucrânia demonstrou a rapidez com que o abastecimento agrícola e as rotas comerciais podem ser interrompidos. A isso se somam os conflitos comerciais e as consequências das mudanças climáticas. Para a China, a segurança alimentar é, portanto, também uma questão de segurança nacional. "A guerra entre a Rússia e a Ucrânia exacerbou os riscos à segurança alimentar nacional representados pelo atual mercado global de grãos e desencadeou uma reavaliação do comércio global de cereais baseado no livre comércio", afirmam pesquisadores num artigo publicado pelo think tank americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). Outro desafio são os recursos limitados do país. "Com quase 18% da população mundial, a China é o segundo país mais populoso depois da Índia, mas dispõe de apenas cerca de 7% das terras aráveis do planeta", aponta Christina Otte, especialista econômica da agência alemã de comércio exterior Germany Trade & Invest (GTAI) na China. Ao mesmo tempo, os riscos climáticos estão aumentando. Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostra que eventos combinados de calor e seca aumentaram na China e estão impactando particularmente as colheitas de milho e arroz. Cerca de 84% do consumo doméstico de soja na China depende de importações e mais da metade desse abastecimento vem do Brasil Bloomberg via Getty Images/BBC Metas do 15º Plano Quinquenal Em seu 15º Plano Quinquenal para o período de 2026 a 2030, a liderança chinesa aposta sobretudo no aumento da produtividade agrícola. O plano visa aumentar a proporção de terras agrícolas de alta qualidade, de aproximadamente 70% para 75%. Ao mesmo tempo, busca desenvolver variedades de sementes mais resistentes, aumentar o nível de mecanização e expandir a agricultura inteligente. O uso da água também deve se tornar mais eficiente. "A China certamente estabeleceu metas ambiciosas para o seu setor agrícola", comenta Otte. Mas ela pondera que essa direção não é nova e diz que há anos o país busca uma estratégia de fortalecimento da produção doméstica e redução da dependência de importações. Pequim também mira na modernização tecnológica, com investimento em novas variedades de sementes, biotecnologia, agricultura de precisão, digitalização e inteligência artificial. As máquinas serão utilizadas com maior precisão com o auxílio de sistemas de navegação, e sensores fornecerão alertas precoces de doenças ou eventos climáticos. Também estão previstos sistemas de irrigação mais eficientes e maior uso de fertilizantes orgânicos. "Embora todas essas medidas possam contribuir para um aumento significativo da produção agrícola, ainda se presume que a China continuará dependendo de importações no futuro", afirma Otte. Segundo ela, muitas áreas ou não são adequadas para uso agrícola, ou o são apenas em escala limitada. Impacto nos parceiros comerciais Ao mesmo tempo, Pequim busca diversificar seus fornecedores. O think tank britânico Chatham House descreve a combinação do aumento da produção doméstica, fontes de importação diversificadas e grandes estoques como componentes-chave da estratégia de segurança alimentar da China. Isso também inclui investimentos em novas rotas de transporte e cadeias de suprimentos, como infraestrutura portuária e ferroviária. Para os países que exportam produtos agrícolas para a China, a mudança na demanda chinesa provavelmente terá consequências variadas. Uma análise publicada em meados de agosto na Fulcrum, uma revista voltada para os desenvolvimentos políticos asiáticos do Instituto Iseas-Yusof Ishak, em Singapura, conclui que alguns países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em particular, podem ser afetados. De acordo com a análise, Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietnã estão entre os países com dependência comparativamente alta do mercado chinês. A China já é amplamente capaz de garantir ou expandir ainda mais sua autossuficiência em arroz, aves e carne suína. A produção doméstica de trigo e milho também deve aumentar. No entanto, o país continua dependente de importações de soja, carne bovina, laticínios e óleos vegetais. Por isso, para os países da Asean, o Iseas prevê tanto uma diminuição nas oportunidades de exportação quanto uma demanda contínua ou crescente, a depender do produto. "Para os países que anteriormente exportavam grandes quantidades de alimentos e produtos agrícolas para a China, isso significa inicialmente um aumento da pressão competitiva", afirma Otte. "Ao mesmo tempo, porém, surgem novas parcerias e mudanças nas oportunidades de mercado." O Iseas aponta para o aumento da demanda por alimentos de maior valor agregado e já processados, incluindo café e cacau, bem como peixes e frutos do mar. Ao mesmo tempo, os requisitos de segurança alimentar, rastreabilidade e sustentabilidade provavelmente ganharão mais importância. "A China poderá, portanto, evoluir cada vez mais de um mercado que importa grandes quantidades de alimentos para um mercado de produtos mais seletivos e de maior qualidade", afirma Otte. Tecnologia agrícola como novo setor de exportação A estratégia chinesa não se limita à produção doméstica. O Iseas destaca que a China já se tornou um fornecedor significativo de tecnologia agrícola, sementes melhoradas, sistemas de agricultura digital, tecnologia de irrigação e máquinas para processamento de alimentos. Isso pode criar oportunidades para transferência de tecnologia e cooperação para a Asean. O Chatham House também prevê repercussões internacionais para os investimentos chineses em tecnologia agrícola. Técnicas para aumentar a produtividade, reduzir o desperdício de alimentos e regenerar o solo poderiam, segundo o think tank, ser utilizadas também fora da China. "É possível, portanto, afirmar que a China tem potencial para se tornar um importante centro de tecnologia agrícola moderna", diz Otte. "Contudo, é improvável que o país alcance a independência total das importações de alimentos."
25/08/2026 12:44:57 +00:00
Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou nesta terça-feira (25) a aplicação de multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço. (Entenda a diferença dos casos). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A agência, que é vinculada ao Ministério da Justiça, tem uma atuação semelhante à de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas voltada à proteção de dados pessoais e à privacidade no ambiente digital. Nos últimos meses, a atuação da ANPD foi ampliada. A agência também passou a fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, que estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais, como redes sociais, jogos e sites. Vale lembrar que a regulação do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais é um tema discutido em vários países. A Austrália foi o primeiro país a proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A medida teve repercussão internacional, e vários governos disseram que estudariam medidas semelhantes. Entenda as diferenças entre as decisões sobre TikTok e Discord Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos Unsplash/Solen Feyissa e Mariia Berezovsky No caso envolvendo o TikTok, a ANPD afirmou ter identificado cinco infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso à plataforma: o "feed sem cadastro", que permite assistir a vídeos sem criar uma conta, e o "feed com cadastro". No feed sem cadastro, a agência identificou duas irregularidades: o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes sem uma base prevista na lei que permitisse o uso desses dados e a falta de medidas para prevenir o tratamento desses dados. No feed com cadastro, a ANPD identificou mais duas irregularidades: o uso de dados pessoais de crianças e adolescentes para realizar o cadastro sem uma justificativa prevista em lei e a falta de medidas eficazes para impedir o cadastro desse público na plataforma. A quinta infração foi identificada nas duas formas de acesso. Segundo a ANPD, o TikTok não demonstrou que adotava medidas eficazes e suficientes para comprovar o cumprimento das normas de proteção de dados. ANPD inicia monitoramento de redes sociais e ferramentas de IA Como parte do plano de conformidade, o TikTok deverá adotar medidas para aumentar a proteção de crianças e adolescentes. Entre elas estão configurações de privacidade mais restritivas para contas de usuários com menos de 16 anos, aplicadas automaticamente, e filtros mais rigorosos para limitar o acesso desse público a conteúdos inadequados. Procurado pelo g1, o TikTok afirmou que a multa se refere ao período anterior a um trabalho conjunto da empresa com a ANPD e informou que a agência aprovou em 2025 um Plano de Conformidade que garante o cumprimento da LGPD na plataforma. "Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis", disse a rede social. (leia íntegra ao final da reportagem) A empresa tem dez dias úteis, a partir da notificação, para recorrer da decisão. Discord Ivan Radic/Flickr No caso do Discord, a ANPD suspendeu a funcionalidade "Go Live", que permite fazer transmissões ao vivo dentro da plataforma. O Discord é uma plataforma de comunicação amplamente utilizada por jogadores de games online e também por adolescentes. Diferentemente do caso do TikTok, a ANPD não aplicou uma multa ao Discord nesta decisão. A agência determinou apenas a suspensão das transmissões ao vivo, como medida preventiva, após identificar riscos à proteção de crianças e adolescentes na plataforma. Em comunicado, a ANPD afirmou que não descarta aplicar uma multa ao Discord posteriormente, caso sejam constatadas irregularidades no processo de fiscalização. A multa pode chegar a R$ 50 milhões por infração, conforme previsto no artigo 35 do ECA Digital. A medida foi tomada após o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma. A decisão da ANPD contra o TikTok, no entanto, não tem relação com o caso do Discord. Em nota, o Discord disse que cumpriu a decisão da ANPD e que a empresa "segue comprometida em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura". (leia íntegra ao final da reportagem) Em entrevista ao g1 no início deste mês, Fabrício Guimarães, superintendente de Fiscalização da ANPD, afirmou que o bloqueio total do Discord não foi cogitado, pois uma medida desse tipo exigiria uma ação judicial. Segundo ele, como a autoridade precisava agir com urgência, essa opção "nem entrou no radar". Fabrício também explicou que a fiscalização da ANPD não tem como foco investigar crimes individualmente, papel que cabe à polícia. "O papel da autoridade é olhar para a estrutura da plataforma para verificar se ela possui mecanismos de gestão de riscos e prevenção que dificultem a ocorrência de abusos", afirmou. O que diz o TikTok "Há cinco anos, mantemos um diálogo transparente e colaborativo com a ANPD sobre a segurança de crianças e adolescentes, uma prioridade absoluta para o TikTok. Esse trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025. A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis.'' O que diz o Discord “Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil. O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares. Estamos dialogando ativamente com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer esses recursos para nossos usuários no Brasil. Seguimos comprometidos em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura para todos, tanto no Discord quanto em toda a internet.” Discord: o que é a rede social que terá lives suspensas no Brasil após decisão da ANPD Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
25/08/2026 12:29:25 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,13 com petróleo e tensões entre EUA e Irã; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,25% nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,1399. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,55%, aos 174.577 pontos. As tensões entre Estados Unidos e Irã seguiram no radar dos investidores, enquanto o mercado brasileiro acompanhou as discussões sobre o Orçamento de 2027 e a situação financeira da Braskem. A alta das ações da Vale (+2,04%) e de grandes bancos sustentou o Ibovespa, apesar das perdas da Petrobras (-2,05%). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nos EUA, o mercado acompanhou a divulgação do índice de confiança do consumidor de agosto, enquanto o governo de Donald Trump amplia as sanções contra o Irã. A medida busca pressionar outros países a reduzir relações comerciais com os iranianos e pode levar empresas e entidades a perder acesso ao sistema financeiro que utiliza o dólar. No mercado de petróleo, os preços operavam em queda. Por volta das 17h, o Brent, referência internacional, recuava 5,27%, a US$ 87,31, enquanto o WTI, referência nos EUA, caía 4,60%, a US$ 81,10. O movimento pressionou as ações da Petrobras. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto do Orçamento de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário-mínimo do próximo ano será de R$ 1.741, e outros benefícios continuarão sendo reajustados de acordo com o piso nacional. ▶️ Também por aqui, a Braskem pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. As ações da companhia caíram 6,71% na segunda-feira (24), para R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da bolsa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,09%; Acumulado do mês: +1,39%; Acumulado do ano: -6,35%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,07%; Acumulado do mês: -1,92%; Acumulado do ano: +8,35%. EUA anuncia novas sanções contra o Irã Os EUA ampliaram nesta segunda-feira (24) a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano. Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com Teerã e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com o país. O Departamento do Tesouro norte-americano informou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo. 🔎 As medidas fazem parte da "guerra econômica" anunciada pelo presidente Donald Trump na semana passada para pressionar a economia iraniana. Trump havia definido esta segunda-feira como o "Dia D da guerra econômica". Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA também pretende pressionar outros países a interromper suas relações econômicas com o Irã. "O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent. Segundo o secretário, Washington estabeleceu um cronograma para que cada país interrompa gradualmente suas "atividades" com o governo iraniano. "Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro", ameaçou Bessent. Bessent também afirmou que uma "grande instituição financeira" será alvo de sanções ainda nesta semana por manter vínculos financeiros com o Irã, mas não informou qual instituição será atingida. A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende manter as relações comerciais com o Irã e defender seus interesses, apesar das novas medidas anunciadas pelos EUA e da ameaça de punições a países que não aderirem à pressão econômica contra Teerã. Questionado em entrevista coletiva sobre as sanções anunciadas pelo governo americano, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou: "A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (...) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses". A China está entre os principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e afirma que as medidas adotadas pelos EUA não vão solucionar a guerra. Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 O governo federal prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com o novo valor começando a ser pago em fevereiro. A estimativa consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. 🔎 A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o Orçamento do ano. Atualmente, o salário-mínimo é de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% neste ano. Se a projeção do governo para 2027 se confirmar, o piso terá um aumento de 5,92%, ou R$ 96. O valor, porém, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo será definido em dezembro deste ano, após a divulgação do INPC de novembro, índice usado no cálculo do reajuste. Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 Bolsas globais Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com destaque para as empresas de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,34%, o S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq teve ganhos de 0,64%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, apoiadas por dados econômicos positivos e pela valorização das empresas do setor de defesa. O índice STOXX 600, que reúne ações de companhias de diversos países europeus, subiu 0,38%, aos 656,72 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,61%, aos 26.266,14 pontos, enquanto, em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,29%, aos 10.886,16 pontos. Na contramão, o CAC 40, de Paris, recuou 0,16%, aos 8.439,20 pontos. Já na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o SSEC subiu 0,19%, aos 3.889 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,24%, aos 4.552 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,02%, aos 25.511 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,50%, para 65.856 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
25/08/2026 12:00:47 +00:00
BYD mostra picape híbrida Mako para enfrentar Fiat Toro e Volkswagen Tukan

BYD apresenta picape híbrida Mako André Fogaça / g1 A BYD mostrou, nesta terça-feira (25), uma versão concluída da picape Mako. O modelo chegará ao Brasil no ano que vem para competir com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e RAM Rampage e será fabricado em Camaçari (BA). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A picape foi vista em detalhes pela primeira vez durante o Festival Interlagos, realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Um protótipo em estágio anterior de desenvolvimento já havia sido apresentado em um evento em Ribeirão Preto (SP), no fim de abril deste ano. Volkswagen apresenta picape Tukan Teste do novo BYD Song Pro com motor flex O protótipo trazia um conjunto de suspensão semelhante ao usado no Song Pro, híbrido plug-in que está entre os cinco eletrificados mais vendidos do Brasil. A solução privilegia o conforto no uso urbano, mas pode limitar a capacidade de carga da picape. Apesar de estar em um estágio mais avançado de desenvolvimento, o modelo exibido ainda é um protótipo e deve passar por mudanças até chegar às concessionárias. Por isso: A pintura final estava escondida sob adesivos que cobriam toda a carroceria; Os dados técnicos ainda não estão definidos e podem mudar até o lançamento; Alguns recursos estavam inoperantes, incluindo sistemas de assistência ao motorista, sensores de estacionamento e câmeras; Parte do acabamento interno estava coberta, escondendo detalhes da versão final. Galerias Relacionadas Pelas dimensões, a impressão é que a BYD Mako está mais próxima da proposta de uma Fiat Toro do que de picapes médias como Ford Ranger e Toyota Hilux. Ao mesmo tempo, tem porte superior ao da Fiat Strada. Durante o teste, a direção pareceu excessivamente pesada, tanto em velocidades mais altas quanto nos trechos percorridos mais lentamente, como na área dos boxes. BYD Mako no Festival Interlagos André Fogaça/g1 A impressão era de que a assistência elétrica da direção não estava funcionando. Procurados, funcionários da BYD deram explicações diferentes sobre o comportamento: não ficou claro se ele é resultado da falta de calibração do protótipo ou se será mantido na versão de produção. Se a direção desagradou, a suspensão causou a impressão oposta. Na parte inferior da Mako, o conjunto se mostrou semelhante ao utilizado no Song Pro. Na pista, essa impressão se confirmou. A Mako apresentou um acerto voltado ao conforto urbano, sem oscilações excessivas da carroceria em acelerações bruscas, frenagens intensas e curvas em alta velocidade. Embora realizado no autódromo que recebe a Fórmula 1, o teste buscou reproduzir condições de uso urbano. Nesse aspecto, a suspensão se mostrou bem ajustada e próxima do que se espera da versão final. Na lateral, um segundo bocal confirmou que a picape utiliza um sistema híbrido plug-in, que permite recarregar a bateria em uma fonte externa. O painel não mostrava a autonomia exclusivamente elétrica, mas indicava 29% de carga na bateria e autonomia total de 977 km. Com a bateria ainda carregada, o motor elétrico podia entregar toda a potência disponível. Nas acelerações, o desempenho lembrou o do BYD Song Pro já testado pelo g1. A Mako acelera de forma contínua, combinando o motor 1.5 turbo com o propulsor elétrico. No Song Pro, o conjunto entrega 219 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque. Como a picape é projetada para carregar mais peso, a expectativa é que a configuração seja ajustada para entregar mais torque. Mako pode tentar reverter desempenho fraco da Shark Mesmo sem preço confirmado, as dimensões colocam a BYD Mako em um segmento diferente do ocupado pela Shark. A Mako é uma picape compacta, enquanto a Shark pertence à categoria das médias. A Mako pode ter mais chances de ganhar espaço no mercado brasileiro do que a Shark, que registra vendas baixas mesmo após quase dois anos no país. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 415 unidades zero km da Shark foram emplacadas entre janeiro e julho de 2026. O volume equivale a apenas 1,5% das 26.732 unidades da Toyota Hilux emplacadas no mesmo período e a 10,5% das 3.921 unidades da GWM Poer P30 vendidas pela rival chinesa.
25/08/2026 11:08:10 +00:00
ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) multou em R$ 153,7 milhões a ByteDance, dona do TikTok, por falhas no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25). A agência também determinou a eliminação dos dados coletados de forma irregular e estabeleceu que a empresa apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores na plataforma. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 A ANPD é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Justiça, cuja missão é zelar pela proteção de dados pessoais. Segundo a ANPD, foram identificadas cinco violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso ao TikTok: o "feed sem cadastro", que pode ser acessado sem criação de conta, e o "feed com cadastro". Procurado pelo g1, o TikTok afirmou que a segurança de crianças e adolescentes é "uma prioridade absoluta" da plataforma. A rede social disse que mantém "um diálogo transparente e colaborativo com a ANPD" sobre o assunto há cinco anos e que "esse trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025". "A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis.", disse o TikTok. Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? No início do mês, a mesma agência havia determinado a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil até que a plataforma adotasse medidas efetivas para proteger crianças e adolescentes durante o uso do serviço. A medida foi tomada após o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma. A decisão da ANPD contra o TikTok, no entanto, não tem relação com o caso do Discord. Falhas encontradas pela ANPD No acesso sem cadastro, a agência concluiu que o TikTok tratava dados de crianças e adolescentes sem uma base legal válida e não adotava medidas suficientes para impedir esse tratamento. No acesso com cadastro, a ANPD apontou problemas semelhantes: a empresa tratava dados desse público para realizar o cadastro sem uma base legal válida e não adotava medidas eficazes para impedir o cadastro de crianças e adolescentes. A agência também afirmou que a empresa não demonstrou de forma suficiente que as medidas adotadas eram capazes de garantir o cumprimento das regras de proteção de dados. De acordo com a Superintendência de Fiscalização da ANPD, os mecanismos utilizados pelo TikTok não eram suficientes para evitar, desde o início, o tratamento inadequado de dados de crianças e adolescentes. A área técnica também afirmou que faltavam evidências de que as medidas adotadas pela empresa eram efetivas. A multa se refere às condutas identificadas no período analisado pela agência. A ByteDance pode recorrer da decisão ao Conselho Diretor da ANPD em até dez dias úteis a partir da notificação, feita na segunda-feira (24). TikTok terá de restringir recursos e anúncios Sede da TikTok nos Estados Unidos Mike Blake/REUTERS Como parte do plano de conformidade, o TikTok deverá adotar medidas específicas para aumentar a proteção de crianças e adolescentes. Entre elas estão: Privacidade: contas de usuários com menos de 16 anos terão, automaticamente, configurações mais restritivas de privacidade. A mudança dessas configurações dependerá de autorização dos responsáveis; Supervisão dos pais: a plataforma deverá reforçar os mecanismos de controle parental; Conteúdo: o TikTok terá de adotar filtros mais rigorosos para limitar o acesso de menores a conteúdos inadequados. Para quem acessa a rede social sem criar uma conta, o plano prevê ainda restrições ao uso da plataforma: Tempo de acesso: a experiência será limitada a 12 horas; Interações: o usuário não poderá criar conteúdo, comentar, enviar mensagens diretas ou interagir socialmente; Seguidores: não será possível seguir outros usuários nem ser seguido por eles; Transmissões ao vivo: o usuário não poderá publicar nem assistir a lives; Personalização: a recomendação de conteúdo será menos personalizada; Publicidade: os anúncios serão suspensos no Brasil; Conteúdo: o acesso ficará restrito a conteúdos adequados para todas as idades. O TikTok também deverá reduzir a quantidade de dados coletados nessa modalidade de acesso. 🔎 Serão utilizados, por exemplo, dados de idioma e região para definir conteúdos relevantes, informações básicas do dispositivo para prevenção de fraudes e dados necessários para melhorar o funcionamento do aplicativo. Conselho Diretor aprovou plano Em outra decisão publicada nesta terça-feira, o Conselho Diretor da ANPD aprovou, em grau de recurso, o plano de conformidade apresentado pela ByteDance. A aprovação, porém, inclui a exigência de que a empresa cumpra as regras de verificação de idade previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), conforme o cronograma definido pela própria agência. Segundo a ANPD, as medidas previstas no plano reduzem os riscos identificados no processo, entre elas a suspensão de anúncios, a desativação de transmissões ao vivo e das mensagens diretas no acesso sem cadastro.
25/08/2026 10:04:00 +00:00
VÍDEO: gado foge de incêndio que atinge fazendas; fogo avança por áreas rurais de três estados

Gado foge do fogo no MT em vídeo; calor e seca favorecem incêndios também em TO e RO O tempo seco e as altas temperaturas favoreceram incêndios em áreas rurais de Mato Grosso, Tocantins e Rondônia na última semana. Em Jangada, no Mato Grosso, o fogo atingiu áreas de plantação e de criação de animais, e o gado precisou fugir das chamas. (Veja no vídeo acima). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O incêndio causou prejuízos a dezenas de produtores rurais. Alguns, inclusive, tiveram que deixar suas casas. Uma área de 120 hectares de cana-de-açúcar também foi completamente destruída pelo fogo. "Tudo aquilo que a gente já fez, vai ter que fazer de novo. Foram duas áreas queimando ao mesmo tempo e a gente ficou sem poder fazer muita coisa", relata Elizamara de Souza, gerente da usina. Além do clima, rajadas de vento de cerca de 40 km por hora e pastagens sujas, colaboraram para o fogo progredir rapidamente, informou o corpo de bombeiros. Na fazenda de Dogmar Rockenbach, mais de 40 vizinhos se uniram para impedir que o fogo avançasse na propriedade. Já em São Miguel do Tocantins, o incêndio destruiu 50 hectares de vegetação em um assentamento onde vivem 150 famílias de agricultores familiares. Foram mais de 24 horas de combate ao fogo, que foi controlado por agentes da Defesa Civil da região. Não houve registro de danos às propriedades nem de pessoas feridas. Em Rondônia, o fogo atingiu grandes proporções e afetou propriedades rurais e uma área de preservação ambiental no município de Mirante da Serra. As causas do incêndio estão sendo investigadas. Leia também: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
25/08/2026 06:00:46 +00:00
Casas Bahia, Braskem e a onda de recuperações judiciais pelo Brasil - O Assunto #1790

A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor. Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Setor está em crise, mas sem risco sistêmico O que você precisa saber: Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Jornal Nacional: No segundo trimestre de 2026, número de empresas que pediram recuperação judicial aumenta 20% em relação a 2025 Saiba o que afeta pedido de recuperação judicial Por que grandes redes de varejo estão fechando lojas e pedindo recuperação judicial Casas Bahia pede recuperação judicial; entenda o que significa e como funciona Conversão de recuperação extrajudicial em judicial cresce O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. No segundo trimestre de 2026, número de empresas que pediram recuperação judicial aumenta 20% em relação a 2025 Jornal Nacional/ Reprodução
25/08/2026 03:30:15 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.049 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (25), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (23), uma aposta simples em Santa Catarina levou o prêmio de R$ 57 milhões. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
25/08/2026 03:01:06 +00:00
INSS inicia pagamento de benefícios de agosto; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de agosto a partir desta terça-feira (25). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 25/8 Final 2: 26/8 Final 3: 27/8 Final 4: 28/8 Final 5: 31/8 Final 6: 1º/9 Final 7: 2/9 Final 8: 3/9 Final 9: 4/9 Final 0: 8/9 Quem recebe acima de um salário mínimo: Finais 1 e 6: 1º/9 Finais 2 e 7: 2/9 Finais 3 e 8: 3/9 Finais 4 e 9: 4/9 Finais 5 e 0: 8/9 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal
25/08/2026 03:01:01 +00:00
Free flow: veja o passo a passo para consultar e pagar pedágio eletrônico no app CNH do Brasil

Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico O aplicativo CNH do Brasil passou a exibir nesta semana as passagens por pedágios eletrônicos do sistema "free flow". 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o Ministério dos Transportes, 14 concessionárias estão integradas ao aplicativo. Elas administram estradas municipais, estaduais e federais. O novo recurso está disponível para todos os motoristas que utilizam o aplicativo CNH do Brasil, disponível para celulares Android e iPhone. Veja abaixo o passo a passo para verificar se você passou por um pedágio do sistema free flow: Abra o aplicativo CNH do Brasil; Toque na opção em amarelo, chamada “Veículos”; Escolha e toque no seu carro na tela seguinte; Role a tela até a última opção e toque no botão “Pedágio eletrônico”. Na tela, é exibida a lista de passagens registradas nos últimos 30 dias. Pelos botões no topo, é possível filtrar os registros por concessionária e status do pagamento (pendente, isento, em processamento ou pago), além de ampliar o período de consulta para 60 ou 90 dias ou selecionar uma data específica dos últimos cinco anos. O detalhamento da passagem exibe dados como: placa do veículo; data e local da passagem; identificação do pórtico, quando disponível; valor da tarifa; concessionária responsável; prazo para pagamento; situação do débito. Free flow no aplicativo CNH do Brasil divulgação/Ministério dos Transportes Também é possível contestar uma passagem. Além disso, ao tocar na opção "Como pagar", o usuário recebe as orientações de pagamento da concessionária. Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa. “Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamento”, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponíveis apenas para o proprietário do veículo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista. O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo. “A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro. O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veículo. Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço. Confusão fez ministério suspender multas Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos. Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações. Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal. Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dívida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Aplicativo da CNH do Brasil Divulgação / Serpro O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veículo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow identifica o veículo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo. O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veículos que não possuem o dispositivo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
25/08/2026 03:00:57 +00:00
Häagen-Dazs fora do Brasil: por que a marca de sorvetes americana tem nome que parece ser dinamarquês

Häagen-Dazs anunciou que sairá do Brasil. Reprodução/Instagram A marca de sorvetes Häagen-Dazs anunciou recentemente que deixará o Brasil após 29 anos de operação. Consolidada no segmento de sorvetes premium, a marca costuma ser associada a países europeus — especialmente pela sonoridade e pelo nome, que parecem remeter a uma origem alemã ou dinamarquesa. Mas, apesar da aparência europeia, a Häagen-Dazs é, na verdade, americana. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A dona da marca é a General Mills, uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo e responsável por marcas como Cheerios, Nature Valley e Betty Crocker. A companhia também era dona das marcas Yoki e Kitano, mas as duas foram vendidas ao grupo 3corações em março deste ano, em uma operação de R$ 800 milhões. O que significa Häagen-Dazs? Apesar de parecer um nome europeu, Häagen-Dazs não significa nada em dinamarquês, alemão ou em qualquer outro idioma. O nome foi criado nos Estados Unidos com o objetivo de transmitir uma ideia de tradição, qualidade e sofisticação em um mercado no qual o sorvete ainda estava associado principalmente a produtos populares. A combinação de letras e a sonoridade foram pensadas para fazer o consumidor associar a marca à Europa e à ideia de um sorvete artesanal e premium. A estratégia funcionou. Quem quiser consumir o produto antes que ele suma das prateleiras, não desembolsoará menos que R$ 50. Agora no g1 A saída da Häagen-Dazs do Brasil Presente nos mercados brasileiros desde 1997, a decisão da Häagen-Dazs de sair do país passa pela estratégia de reorganização do portfólio da General Mills. Segundo a empresa, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos.
25/08/2026 03:00:43 +00:00
Estado americano investiga OpenAI por ataque hacker feito por inteligência artificial

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, se tornou alvo de uma investigação do estado do Alabama, nos Estados Unidos, depois de revelar em julho que seus modelos de inteligência artificial saíram de controle e realizaram um ataque hacker. Dois modelos escaparam do ambiente de testes da OpenAI e conseguiram acesso à internet. Em seguida, invadiram os sistemas da Hugging Face, plataforma para desenvolvedores armazenarem e compartilharem modelos de IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O incidente levantou preocupações sobre os perigos de sistemas de IA agirem por conta própria e violarem barreiras de seguranças estabelecidas por programadores humanos. A investigação no Alabama é a primeira iniciativa estadual nos EUA para apurar se um sistema de IA que ataca a infraestrutura de outra empresa viola a lei de proteção ao consumidor. Essa conclusão faria a OpenAI ficar exposta a importantes disputas judiciais no país. IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI Em uma ordem de 14 páginas, o gabinete do procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, exigiu que a OpenAI entregue registros internos sobre o incidente de julho. O órgão também solicitou uma extensa lista de outros materiais, incluindo a identidade de todos os funcionários envolvidos na invasão ou nos testes que levaram a ela. A investigação ocorre em resposta à "absoluta falta de supervisão e de salvaguardas adequadas por parte da empresa", afirmou o gabinete de Marshall em comunicado. O Alabama e outros 14 estados escreveram, no dia 3 de agosto, ao diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman. Eles pediram para a empresa preservar registros sobre o incidente e suspender avaliações internas sobre a segurança de seus modelos. Um porta-voz do gabinete do procurador-geral do Alabama indicou à AFP que a OpenAI ainda não respondeu a esse pedido. E a empresa não respondeu a uma solicitação de comentários da AFP. No entanto, em comunicado ao site de notícias de tecnologia TechCrunch, a empresa afirmou que estava "realizando uma revisão minuciosa junto com consultores externos". "Assim que a revisão for concluída, compartilharemos um relatório técnico com as autoridades governamentais competentes e divulgaremos publicamente nossas conclusões", acrescentou.
25/08/2026 00:34:05 +00:00
Governo eleva estimativa e calcula salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal estima que o salário mínimo será de R$ 1.741 em 2027. O valor constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31 deste mês. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que determina as diretrizes do PLOA, o governo havia calculado que o salário mínimo seria de R$ 1.717 em 2027. O valor, entretanto, ainda pode mudar até dezembro de 2026. O salário mínimo definitivo só será conhecido em dezembro deste ano — quando será divulgado o INPC de novembro. Durigan relatou que se reuniu nesta tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e demais ministros da área econômica para fechar a proposta de orçamento de 2027 que o governo enviará ao Congresso Nacional. Agora no g1 Segundo ele, o projeto prevê superávit, ou seja, que o governo deverá gastar menos do que arrecada no próximo ano. Ele afastou a possibilidade de desindexação do salário mínimo sobre os benefícios sociais. Ou seja, eles também refletirão os reajustes no salário mínimo.  "Aproveito para mencionar que também o salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo", afirmou o ministro. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% concedido neste ano. Homem com nota de 200 reais na sede na Banco Central. MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO 90 anos de história Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano. O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. 🔎 O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
24/08/2026 23:16:48 +00:00
g1 completa 20 anos e lança campanha que marca início das comemorações

g1 completa 20 anos e lança campanha que marca início das comemorações O g1 inicia as comemorações de seus 20 anos com o lançamento da campanha "Conecta você ao que acontece", nesta segunda-feira (24). A iniciativa celebra a trajetória do portal e sua capacidade de acompanhar as mudanças na forma de consumir informação ao longo das últimas duas décadas. A iniciativa reforça o papel do g1 como referência para brasileiros de todas as regiões do país na busca por informação confiável, contextualizada e acessível. Também destaca como o portal acompanhou as mudanças nos hábitos de consumo de notícias, nas tecnologias e nas plataformas digitais desde sua criação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A campanha celebra mais do que a história do g1, reforça o seu papel em conectar o jornalismo à vida dos brasileiros. Mudam as telas, os formatos, os hábitos. O que não muda é o compromisso do g1 com a informação que importa, na hora que importa, sempre com responsabilidade e credibilidade", diz Julia Censi, gerente de marketing do g1. A campanha de 20 anos será dividida em três fases. A primeira, já em veiculação, apresenta um filme institucional que percorre duas décadas de mudanças na forma de consumir notícias. A narrativa acompanha uma personagem entre 2006 e 2026 e mostra a evolução dos dispositivos e dos formatos digitais, destacando a presença do g1 ao longo desse período. As fases seguintes dão continuidade à narrativa do primeiro vídeo. A segunda etapa será voltada ao período eleitoral e destacará a cobertura do g1 em um dos principais momentos da agenda nacional. Na terceira fase, um novo filme institucional retoma a personagem nos dias atuais para mostrar a evolução do g1. O roteiro apresenta a diversidade de formatos, conteúdos e serviços disponíveis e reforça a proposta de continuar acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo de informação nos próximos anos. Com a campanha “Conecta você ao que acontece”, o g1 celebra sua trajetória de 20 anos e reforça seu papel de conectar o jornalismo à vida dos brasileiros, acompanhando as transformações na forma de consumir informação. Os conteúdos do g1 podem ser acessados pelo site, aplicativo e redes sociais. g1 completa 20 anos e lança campanha 'Conecta você ao que acontece' Arte/g1 Veja o vídeo da campanha nas redes sociais do g1: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
24/08/2026 20:30:15 +00:00
Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões

Braskem Divulgação A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. "A Braskem S.A.vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que protocolou, nesta data, em conjunto com certas controladas, pedido de recuperação extrajudicial , distribuída na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo", escreveu a companhia em fato relevante. As tabelas financeiras anexadas ao plano mostram que o valor total envolvido é maior quando também são consideradas as dívidas entre as próprias empresas do grupo, chamadas de obrigações intercompany. Somadas, essas dívidas chegam a R$ 130,6 bilhões, sendo R$ 51,5 bilhões da Braskem S.A., R$ 34,5 bilhões da Braskem Netherlands B.V., R$ 44,2 bilhões da Braskem Netherlands Inc. B.V. e R$ 372 milhões da Braskem Trading & Shipping B.V. Com a soma das dívidas internas e externas, o total de créditos relacionados ao plano chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões. O pedido foi apresentado com o apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos na reestruturação — percentual acima do mínimo de um terço exigido para o protocolo da recuperação extrajudicial. Com o pedido, começa agora um período de 90 dias de proteção, durante o qual os credores abrangidos pelo plano não poderão cobrar judicialmente essas dívidas nem adotar determinadas medidas contra os ativos das empresas. Durante esses 3 meses, a Braskem vai negociar com os demais credores para tentar ampliar o apoio ao plano. O objetivo é alcançar a maioria simples dos créditos sujeitos à recuperação, percentual necessário para que o acordo seja aprovado e passe a valer para toda a dívida incluída na reestruturação. O que acontece agora Hoje (24): pedido de recuperação extrajudicial é protocolado e começa o período de 90 dias de proteção; 31 de agosto: Braskem deve apresentar plano de negócios atualizado e proposta detalhada aos credores; 9 de setembro: reuniões presenciais entre executivos, acionistas e credores; 9 de outubro: prazo para buscar acordo sobre as principais condições comerciais; Até o fim dos 90 dias: Braskem precisa conquistar apoio suficiente dos credores para aprovar o plano definitivo. Entenda a RE da Braskem O que muda com a recuperação extrajudicial A recuperação extrajudicial prevê a reestruturação de cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras da Braskem e de cinco empresas do grupo no exterior. O plano estabelece as bases para uma negociação com os credores, que poderá envolver alongamento dos prazos de pagamento, capitalização de juros e um período inicial de alívio financeiro. A recuperação extrajudicial da Braskem ocorre em paralelo à reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, pelo chamado Chapter 11. Esse mecanismo permite que uma empresa continue funcionando enquanto negocia a reorganização de suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano da Braskem prevê um aporte de US$ 476 milhões (R$ 2,427 bilhões) da companhia para manter o controle da subsidiária mexicana. "Para os credores, esse momento é de negociação. Para os acionistas, é um período de atenção, porque uma reestruturação desse tamanho mostra que a empresa enfrenta uma pressão financeira, mas também pode representar uma oportunidade de recuperar a sustentabilidade do negócio no longo prazo", conta Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões Por que a Braskem chegou à recuperação extrajudicial A decisão é resultado da combinação de diferentes pressões financeiras enfrentadas pela companhia nos últimos anos. "Quando uma empresa acumula uma dívida muito elevada e percebe que precisa de novas condições para conseguir pagar seus compromissos, ela pode buscar uma recuperação", explica Matos. "[Na recuperação extrajudicial] a empresa busca construir um acordo diretamente com seus principais credores e utiliza a Justiça para dar segurança jurídica e validar esse entendimento", reitera. Um dos principais fatores são os custos relacionados ao desastre geológico em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema. A atividade levou à instabilidade do solo em bairros da capital alagoana, provocando a retirada de moradores e a interdição de imóveis. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Desde então, a Braskem passou a desembolsar recursos para indenizações, auxílios e realocação de moradores e comerciantes. A companhia já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões nessas medidas e mantém R$ 3,24 bilhões reservados no balanço para custos futuros relacionados ao desastre e às ações de reparação. Outro fator foi a piora das condições do mercado petroquímico global. O setor passou por um período de aumento da produção, especialmente com a expansão da capacidade industrial da China. Com mais produtos disponíveis, os preços caíram enquanto o consumo perdeu força em diferentes regiões. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Esse cenário reduziu a rentabilidade das empresas do setor. O EBITDA recorrente da Braskem — indicador usado para medir a geração de caixa das operações — somou US$ 557 milhões (R$ 2,840 bilhões) em 2025, uma queda de 49% em relação ao ano anterior. Dívida e pressão financeira No fim de 2025, a dívida da Braskem, já descontado o dinheiro disponível em caixa, somava US$ 7,5 bilhões (R$ 38,25 bilhões). A relação entre a dívida e a geração de caixa chegou a 14,7 vezes. Esse indicador é utilizado pelo mercado para avaliar a capacidade de uma empresa de pagar suas dívidas. Quanto maior a relação, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores com a capacidade de pagamento. As dificuldades também afetaram as ações da companhia. Os papéis da Braskem acumulavam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. A Braskem Idesa também enfrentou dificuldades financeiras e deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032, situação que caracteriza um default, ou seja, o não cumprimento de uma obrigação de pagamento. Mudança no controle A situação financeira da Braskem também passou por uma mudança na estrutura de controle da companhia. Em abril, a Novonor, antiga Odebrecht, assinou contrato para vender sua participação de controle ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica. A transação foi concluída em junho, quando a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 possui 50,1% do capital votante. O que é a Braskem Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A empresa atua no setor químico e petroquímico e produz resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC. Esses materiais são usados como matéria-prima para a fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos outros produtos. A companhia também produz insumos químicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno, utilizados por outras indústrias. A Braskem possui operações em 11 países, mais de 8 mil funcionários, 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e sete centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países. Em 2025, a empresa registrou R$ 70,7 bilhões em receita líquida. No segundo trimestre de 2026, teve receita de R$ 21,72 bilhões e lucro líquido de R$ 3,33 bilhões. Mesmo com a melhora dos resultados no segundo trimestre, a companhia continua enfrentando um cenário de pressão financeira, marcado pelo alto endividamento, pelos efeitos do desastre em Maceió e pelas dificuldades do mercado petroquímico global. *Com colaboração dos repórteres Janize Colaço e André Catto
24/08/2026 20:17:58 +00:00
Brasileiros pedem nas redes socias que Häagen-Dazs não deixe o país: 'pelo amor de Deus'

Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook A General Mills, dona dos sorvetes Häagen-Dazs, anunciou recentemente que a marca deixará de ser distribuída no Brasil. Presente em solo brasileiro há 29 anos, a marca é consolidada no mercado de sorvetes premium e, com o anúncio, brasileiros foram às redes sociais pedir que a empresa não saia do país. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Façam uma revisão da estratégia! Pelo amor de Deus, deixar de oferecerem o sorvete em um país como o Brasil é um absurdo", comentou um usuário na última publicação da Häagen-Dazs Brasil no Instagram. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. "Muito triste, um dos únicos de mercado que são sorvete de verdade. Sentirei muita falta", disse outro usuário. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. Agora no g1 O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Usuária se lamenta nas redes sociais sobre a saída da Häagen-dazs do país. Reprodução/Redes Sociais Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
24/08/2026 20:00:34 +00:00
Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só

Ana Flor: Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), propondo um pacto para o fim da reeleição, que já valeria para o mandato do candidato à Presidência pelo PL, caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto. Segundo relato de duas fontes próximas a campanha do PL e uma próxima ao governador de São Paulo, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio ao Planalto. O pacote foi proposto para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha de Flávio, vista até hoje como incerta. Em conversas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, se ele vencer a disputa à presidência do Senado, garante a aprovação na casa. Presença de Flávio Bolsonaro em convenção de Tarcísio gera incômodo no Republicanos A discussão revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita à campanha de Flávio Bolsonaro. O engajamento de dois nomes é extremamente importante para a campanha de Flávio: Tarcísio, que pode agregar votos no maior colégio eleitoral, e a própria Michelle Bolsonaro, que ajuda com votos dos segmentos feminino e religioso. Na sexta-feira, em evento com Tarcísio, Flávio disse ao governador que aceita fazer um "mandato de transição". "Eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento”, afirmou Flávio. Segundo Rogério Marinho, o apoio a Flávio que pode ocorrer pelo compromisso do fim da reeleição já para o mandato que se inicia em 2027 é uma consequência. Coordenador da campanha, ele disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição apenas para presidente já está protocolada há meses no Senado. Em maio de 2025, a Comissão de Constiuição e Justiça do Senado aprovou uma PEC que acaba com a reeleição para presidente, governadores e prefeitos e amplia os mandatos para cinco anos. O texto ainda aguarda análise no Plenário do Senado e também precisa passar pela Câmara dos Deputados para começar a valer. Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a Festa do Peão de Barreto Érico Andrade/g1
24/08/2026 19:18:47 +00:00
Trump comprou ações da SpaceX, de Elon Musk, mostra declaração financeira

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investiu entre US$ 15.001 (R$ 77,3 mil) e US$ 50.000 (R$ 257,5 mil) na SpaceX, empresa de Elon Musk, em junho, segundo uma declaração financeira pública. A compra das ações ocorreu em 23 de junho, de acordo com uma declaração assinada por Trump em 12 de agosto e divulgada dez dias depois. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação fez parte de mais de 1.000 transações com ações registradas na carteira do presidente naquele mês. A SpaceX realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 12 de junho, em uma operação que estabeleceu recordes. Trilionário por 2 meses: a ‘marcha à ré’ da SpaceX que fez Elon Musk perder bilhões de dólares Trump amplia vínculo com empresa de Musk A compra criou um vínculo financeiro entre Trump e a SpaceX, que é comandada por Musk, ex-assessor do presidente. A empresa presta serviços às Forças Armadas dos EUA e depende de autorizações de órgãos federais para parte de suas operações. Além disso, na última quinta-feira, Trump instruiu sua equipe a aumentar o número de lançamentos espaciais comerciais no país. A SpaceX está entre as líderes desse mercado. Em comunicado à Reuters, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou que a carteira de investimentos de Trump é administrada de forma independente por instituições financeiras terceirizadas, que seguem "índices reconhecidos, como o Schwab 1000". "Nem o presidente Trump nem qualquer membro de sua família tem qualquer capacidade de orientar, influenciar ou dar sugestões sobre como a carteira é investida ou quando os investimentos são comprados ou vendidos", disse Ingle. A Reuters informou que não conseguiu determinar imediatamente o valor exato investido, porque as autoridades federais informam os ativos em faixas de valores nos formulários de declaração financeira. O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 30 de maio de 2025. Reuters/Nathan Howard
24/08/2026 18:53:48 +00:00
Beneficiários do INSS sem biometria poderão contratar consignado com validação de dados bancários
INSS retira exigência de biometria para beneficiários contratarem consignado O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou, nesta segunda-feira (24), que segurados que não tenham biometria facial cadastrada nas bases do governo poderão validar os dados bancários para acessar o aplicativo Meu INSS e autorizar operações de contratação de empréstimo consignado. Ou seja, ao acessar o sistema, a Dataprev verifica se o beneficiário possui cadastro biométrico disponível nas bases do governo. Caso não haja, o sistema liberará o login via Gov.br para validação via dados bancários. A medida consta em instrução normativa do órgão e já está em vigor.  Segundo o órgão, a biometria facial continua sendo a principal forma de acesso ao consignado, mas a nova regra amplia tende a ampliar o serviço a beneficiários que não possuem cadastro biométrico nas bases do governo. "Na prática, a mudança evita que a ausência de biometria impeça o beneficiário de acessar o consignado. A autenticação por dados bancários passa a ser uma alternativa para essas pessoas, mantendo a necessidade de autorização expressa do titular do benefício", diz o órgão, em nota. Biometria A exigência de biometria para a contratar empréstimo consignado entrou em vigor em maio deste ano. regra está prevista em uma lei criada em 2026. A medida é mais uma tentativa de reforçar a segurança depois do escândalo dos descontos ilegais de entidades e associações nas aposentadorias e pensões do INSS. A lei busca aumentar a segurança de aposentados e pensionistas que contratam empréstimos consignados. Além disso, o uso da biometria havia sido recomendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar fraudes. Portabilidade A regra também cobre transferência de empréstimo de uma instituição bancária a outra. Dessa forma, o beneficiário solicita a portabilidade ao banco de destino e autoriza o procedimento pelo Meu INSS, por biometria ou, na ausência de cadastro biométrico, por validação de dados bancários. A modalidade não dispensa a assinatura do Termo de Autorização de Portabilidade. A instituição de origem tem até 20 dias para confirmar a operação. Caso não seja feita dentro deste prazo, a portabilidade é cancelada.
24/08/2026 18:38:33 +00:00
Empresa dos EUA avança na compra de mineradora brasileira de terras raras com apoio bilionário do governo

Com alto potencial inexplorado, Goiás entra na rota da produção de terras raras A empresa americana USA Rare Earth avançou no processo de compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil. A companhia anunciou nesta segunda-feira (24) que garantiu os recursos necessários para concluir a compra. O negócio, no entanto, ainda depende da aprovação dos acionistas em uma assembleia marcada para esta sexta-feira (28). 💰 Para concluir a compra, a USA Rare Earth afirmou ter garantido US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em recursos. O dinheiro ficará em uma estrutura financeira criada especificamente para viabilizar a operação. 💸 Desse total, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) vieram do Departamento de Guerra dos EUA. Além do aporte do governo americano, a operação contará com uma linha de crédito de até US$ 500 milhões oferecida por um grande banco. O governo dos EUA também se comprometeu a comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de cinco anos. 🔍 Isso não significa que o governo dos Estados Unidos esteja comprando a Serra Verde. A mineradora será adquirida pela USA Rare Earth. O governo americano está ajudando a financiar a operação e, separadamente, se comprometeu a comprar parte dos produtos de terras raras. Quem é a Serra Verde Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação A Serra Verde é uma mineradora brasileira que opera a mina Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás. A empresa extrai terras raras de um depósito de argila iônica, formação geológica que permite a obtenção desses minerais. A unidade iniciou a produção comercial em 2024. A mina produz quatro elementos usados na fabricação de ímãs de alto desempenho: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses materiais são usados em tecnologias como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares. Segundo a USA Rare Earth, após a conclusão da aquisição, a Pela Ema será a única mina de terras raras extraídas de argila iônica em produção comercial fora da Ásia. A companhia também afirma que a Serra Verde é a única produtora comercial fora da Ásia dos quatro elementos usados em ímãs de alto desempenho. A USA Rare Earth anunciou o acordo para adquirir a Serra Verde em 20 de abril deste ano. Mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto brasileiro. LEIA MAIS Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional; 'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda; UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia. Qual é o interesse dos EUA? As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia. Brasil e China estão entre os países com grandes reservas, mas a China domina principalmente as etapas de processamento e refino desses minerais. Para os EUA, ampliar o acesso à produção brasileira é uma forma de reduzir essa dependência. 🔍 O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). O país concentra cerca de 25% das reservas mundiais desses minerais. Os EUA querem reduzir a dependência da China no fornecimento de terras raras, consideradas estratégicas tanto para a indústria quanto para a segurança nacional americana. Em nota, Mike Cadenazzi, secretário assistente de Guerra para Política de Base Industrial dos EUA, afirmou que o investimento busca garantir ao país e a seus aliados acesso a terras raras importantes para a fabricação de equipamentos militares. Segundo ele, a operação é uma tentativa de reduzir a dependência de fornecedores que dominam o mercado global. “Esse esforço garante que nossa indústria de defesa tenha acesso estável e duradouro aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de próxima geração e manter nossa vantagem tecnológica”, afirmou Cadenazzi. Na prática, o governo americano está colocando recursos na operação e garantindo a compra de parte da produção de terras raras. Com isso, os EUA buscam assegurar uma fonte de terras raras fora da cadeia dominada pela China, sobretudo de elementos usados em equipamentos militares. A China domina grande parte da cadeia global de processamento de terras raras, etapa necessária para transformar os minerais extraídos em materiais que podem ser usados pela indústria. As terras raras são usadas na fabricação de ímãs de alto desempenho presentes em equipamentos militares, como caças, submarinos, mísseis e drones, além de veículos elétricos, eletrônicos e equipamentos de energia. A Serra Verde é estratégica para os americanos porque produz neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos usados na fabricação desses ímãs. Ao apoiar financeiramente a operação, os EUA buscam garantir uma fonte de fornecimento fora da China e integrar a produção brasileira à cadeia de terras raras voltada ao mercado americano. Para a USA Rare Earth, a aquisição amplia sua atuação em diferentes etapas da cadeia de terras raras, desde a mineração até a produção de metais, ligas e ímãs. A empresa já possui operações de processamento e fabricação de ímãs nos Estados Unidos e no Reino Unido.
24/08/2026 18:10:50 +00:00
Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Os sorvetes Häagen-Dazs deixarão de ser distribuídos no Brasil, afirmou a General Mills Brasil, dona da marca. A decisão vem após 29 anos de presença no país. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Häagen-Dazs atua no segmento de sorvetes premium. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
24/08/2026 18:04:57 +00:00
Braskem despenca mais de 6% após pedido de recuperação extrajudicial tirar ações de 18 índices da B3

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em queda de 6,71% nesta segunda-feira (24), a R$ 4,73. A baixa ocorreu no mesmo dia em que a companhia anunciou um pedido recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. Além da recuperação extrajudicial, a Braskem terá outra mudança importante na Bolsa. A agência Bovespa informou que as ações da companhia — tanto as ordinárias (BRKM3) quanto as preferenciais (BRKM5) — serão retiradas de uma série de índices. A exclusão ocorrerá após o encerramento do pregão regular desta terça-feira (25), pelo preço de fechamento. A medida vale para os índices IGCX, ICO2, IBXX, IMAT, IGCT, IBRA, INDX, ISEE, ITAG, IBHB, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC, SMLL, IBBR, SCSR e IBOV. Entre eles está o Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa, além do IBrX (IBXX), do Small Caps (SMLL) e de outros indicadores de referência do mercado. "Índice de bolsa é como uma cesta que reúne as principais ações do país, e o Ibovespa é a mais conhecida delas. Muita gente investe sem saber, porque fundo de previdência, fundo de índice e carteira de banco compram exatamente essa cesta, e não escolhem ação por ação. Quando a B3 tira uma empresa dessa cesta, todo mundo que segue o índice precisa vender aquele papel, não porque avaliou a companhia, mas porque o manual do fundo obriga", explica Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Segundo a agência, a exclusão ocorre porque, a partir de terça-feira, os negócios com os papéis da Braskem passarão a ser listados sob o título de “Recuperação Extrajudicial”. A participação que hoje pertence à Braskem nos índices será redistribuída proporcionalmente entre os demais ativos que integram cada carteira, com os ajustes correspondentes nos redutores dos índices. Vale destacar que a saída dos índices não significa que as ações da Braskem deixarão de ser negociadas na Bolsa. Os papéis BRKM3 e BRKM5 continuarão listados e poderão ser negociados normalmente. A mudança significa que eles deixarão de fazer parte das carteiras teóricas desses índices. "Embora esse movimento seja negativo, seu impacto tende a ser secundário diante do cenário complexo e delicado enfrentado pela empresa", tranquiliza Rodrigo Boselli, gestor de renda variável da Rio Bravo Investimentos. O pedido de RE da Braskem No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Justiça determina que Braskem indenize CBTU por interrupção de VLT Para Gustavo Assis, CEO da Asset Wealth Management, o problema pirncipal da empresa continua sendo a RE, e não a repercussão na Bolsa. "O efeito é muito mais oncentrado na própria companhia e em seus acionistas [...]. A exclusão dos índices é uma consequência desse cenário, e não a origem do problema". Quando protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.
24/08/2026 17:31:09 +00:00
Eleições 2026: ministro da Fazenda defende combater 'pejotização' para conter déficit da Previdência Social

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (24) o combate à chamada "pejotização" como forma de combater o crescente rombo na Previdência Social. 🔎A "pejotização" é uma contratação sistemática de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ), e não como empregados com carteira assinada. O modelo é legal em diversas atividades, mas gera controvérsia quando é usado para substituir vínculos formais de trabalho previstos na legislação trabalhista. Em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, Durigan falou novamente como representante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que busca um quarto mandato. De acordo com o ministro, há estudos que mostram que algumas empresas tiveram uma migração de empregados celetistas para "pejotizados", o que estaria gerando uma piora no déficit da Previdência Social. Agora no g1 Esses empregados podem, por exemplo, estar sendo contratados como microempreendedores, que têm contribuição reduzida. "Poderia se ter uma regra no país de uma porcentagem do que uma empresa contrata como pejotizado ou não. Se tem 10% [contratado como pejotizado], está terceirizando um serviço e que é da regra do jogo, é ok. Agora uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada, eventualmente pode ter de obrigar essa empresa a ter uma contribuição previdenciária para nivelar e poder oferecer aos seus trabalhadores um futuro um pouco mais protegido do ponto de vista da seguridade social", explicou o ministro Durigan. Ele afirmou que esse tipo de regra tem sido estudada pela equipe econômica, e pode ser apresentada ao Congresso Nacional em um novo mandato do presidente Lula. "A gente já fez alguns debates nesse sentido", acrescentou o ministro da Fazenda. Esse tema já havia sido comentado também pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. No fim de junho, ele disse que o MEI não pode ser utilizado para fraudes trabalhistas e que o micrompreendedor não pode ter características de trabalhadores com carteira assinada. Na ocasião, o ministro afirmou que há situações em que isso aconteceria – ele cita como exemplo o caso de um hospital que fizesse uma licitação para terceirização de alguma atividade e a empresa terceirizada contratasse MEIs como funcionários formais. Segundo o ministro, isso poderia "arrebentar" recursos como com a Previdência, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema S, que reúne instituições como Senai, Sesi e Senac. Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação sobre pejotização na economia, não permita que isso aconteça. "Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. Não é o enfermeiro, não é o gari. Isso é fraude trabalhista, não é o gerente. O conceito de debate do que é PJ e não precisa ficar claro, o Supremo tem a responsabilidade de não cometer a irresponsabilidade de permitir contratar PJ como empreendedor. Tem que caracterizar o que é empreendedor", disse Marinho a jornalistas, em junho. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF
24/08/2026 16:45:44 +00:00
Brasil Soberano: governo define plano para aplicar R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço e conflitos

O governo publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU) desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais. A a alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, um pacote de medidas anunciado pelo governo em julho. Do montante total de R$ 13,5 bilhões, a maior fatia, de R$ 5 bilhões, será destinada especificamente ao apoio de exportadores e de cadeias de fornecimento afetados pelo aumento das alíquotas de tarifas aplicadas pelo governo norte-americano. Outros R$ 3,5 bilhões serão alocados para companhias e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio. Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas Em relação aos demais recursos: R$ 2 bilhões vão para projetos industriais e tecnológicos nas etapas de lavra associadas a beneficiamento, refino ou transformação de minerais; R$ 2 bilhões serão direcionados à produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor; R$ 1 bilhão vai para setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira. Poderão ter acesso às linhas de crédito do Brasil Soberano: empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores produtores e exportadores de produtos da agricultura, pecuária e pesca empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais Os beneficiários poderão utilizar os recursos para aquisição de máquinas, reforço do capital de giro, inovação tecnológica, entre outras finalidades. A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, detalhando o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados. Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump Reprodução/EPTV
24/08/2026 15:50:34 +00:00
Mineração da Braskem: entenda como solo afundou em Maceió e obrigou 60 mil pessoas a deixarem suas casas

Braskem pede recuperação extrajudicial A petroquímica Braskem informou, nesta segunda-feira (24), que vai entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida bilionária. A empresa era responsável pela mineração de sal-gema em Maceió em 2018, quando tremores foram sentidos em diversos bairros da capital alagoana. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O episódio revelou uma série de problemas nos anos seguintes, que vão de rachadura de imóveis, relocação de cerca de 60 mil pessoas para outros bairros, e colapso de uma das minas de exploração de sal-gema. O g1 fez uma linha cronológica com os principais acontecimentos, desde o início da extração do minério, na década de 1970, até a aceitação da denúncia por parte da Justiça Federal, que apura a atuação de ex-dirigentes e técnicos no desastre socioambiental na capital alagoana (confira abaixo). INFOGRÁFICO - Braskem vai pedir recuperação extrajudicial - bairros afetados em Maceió Arte/g1 Cronologia A mineração em Maceió começou em 1976, com a empresa Salgema Indústrias Químicas S/A que, posteriormente, passou a se chamar Braskem. A extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, tinha autorização do poder público. Em 1996, a empresa mudou de nome para Trikem, após passar por mudança de administração no ano anterior, de 1995. O nome só passou a ser Braskem em 2002, quando a Trikem se fundiu com outras empresas. Em 2012, a Braskem inaugurou uma fábrica de PVC no Polo Industrial de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras grandes rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 agravou as rachaduras e crateras no solo, provocando danos irreversíveis nos imóveis. Já no início de 2019, o piso de um apartamento no Pinheiro afundou de repente e assustou os moradores. Novos buracos surgiram e a Defesa Civil Municipal precisou evacuar um prédio e interditar uma rua por questões de segurança. Residência com rachaduras afetada pela mineração de sal-gema em Maceió. Assessoria Meses depois, moradores do Mutange e do Bebedouro, bairros vizinhos, também relataram o surgimento de diversas rachaduras. Em algumas casas, o piso cedeu e as paredes apresentam grandes fissuras. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. Só então foram emitidas as primeiras ordens de evacuação para moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Com o problema se agravando, a ordem também foi ampliada para parte do Bom Parto e do Farol. Foi somente em novembro de 2019 que a Braskem anunciou a decisão de fechar definitivamente poços de extração de sal-gema em Maceió. A partir dessa decisão, um trabalho foi iniciado pela Braskem para fechamento e estabilização de 35 minas com profundidade média de 886 metros na região do Mutange e de Bebedouro. Segundo especialistas, esse trabalho levaria ao menos 10 anos para estabilizar o solo na região. Desde então, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados, afetando cerca de 60 mil pessoas e transformando áreas antes habitadas em bairros fantasmas. Um Programa de Compensação Financeira foi criado ainda no final de 2019 pela Braskem para indenizar os proprietários dos imóveis que tiveram que ser desocupados. Os moradores da região que discordavam dos valores oferecidos movem ação na Justiça contra a mineradora. Frase Maceió afunda em lágrimas! foi pintada em rua do Bebedouro, bairro de Maceió afetado pela mineração Reprodução/Vídeo Em janeiro de 2022, já com grande parte dos bairros afetados desocupados, foi iniciada a demolição de 2 mil imóveis localizados na encosta do Mutange, a primeira etapa de um projeto de demolições em uma área com cerca de 200 mil m². Após indenizar a maior parte dos proprietários dos imóveis das áreas desocupadas, a Braskem firmou acordo, em janeiro de 2023, para ressarcir a Prefeitura de Maceió em R$ 1,7 bilhão em em razão dos prejuízos causados à capital com o afundamento do solo. Ao longo do ano de 2023, moradores do Bom Parto que ainda vivem na borda da área de risco realizaram diversos protestos cobrando inclusão no Programa de Compensação Financeira da Braskem, mas a Defesa Civil Municipal afirmava que não havia risco para essas moradias. Contudo, após 5 tremores de terra somente no mês de novembro, a Defesa Civil de Maceió alertou para o "risco de colapso em uma das minas" próximo da lagoa Mundaú e os moradores do Bom Parto foram obrigados a sair de casa às pressas sob ordem da Justiça Federal, que autorizou até uso da força policial caso as pessoas resistam a deixar o local. Em 29 de novembro de 2023, o Hospital Sanatório, localizado no Pinheiro, transferiu todos os seus pacientes para outras unidades de saúde, mesmo sem ordem para evacuação. O professor da UFAL Abel Galindo, engenheiro civil com mestrado em geotecnia pela UFPB, avalia que há uma grande probabilidade de o desabamento da mina 18 afetar também duas minas vizinhas, formando uma cratera em que caberia o estádio do Maracanã na área da lagoa, tornando a água salgada e afetando o ecossistema na região "de forma bastante trágica". A gravidade da situação levou a Prefeitura de Maceió a decretar situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal em 1 de dezembro de 2023. O rompimento de parte da mina 18 da Braskem aconteceu no dia 10 de dezembro. Segundo a Defesa Civil, a cavidade foi preenchida com rocha e água da lagoa, levando à estabilização da área. Em 2023, a Polícia Federal deu início à Operação Lágrimas de Sal, para investigar o afundamento de solo nos bairros de Maceió. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Maceió (11), Rio de Janeiro (2) e Aracaju (1). Uma casa desocupada afetada pelas rachaduras e instabilidade do solo no Pinheiro, em Maceió, AL Jamerson Soares/G1 A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) divulgou, em 2025, que os danos causados pela mineração vão além do afundamento da área diretamente afetada, reconhecida nos Mapas de Linhas de Ações Prioritárias. O estudo apontou indícios de afundamento de solo nos Flexal de Cima, Flexal de Baixo e na Rua Marquês de Abrantes, localizados no bairro do Bebedouro, e do bairro do Bom Parto. Apesar de estarem fora das áreas oficiais de risco, os locais sofrem com o "ilhamento socioeconômico" e ainda são habitados por pessoas. Na ocasião, o órgão pediu a desocupação das regiões. A Defesa Civil de Maceió explicou que as regiões são monitoradas e que, até o momento, não via indícios para ampliação das áreas de risco ou para novas realocações. Moradores dos bairros do Farol e Pinheiro denunciaram, em junho de 2025, que novas rachaduras surgiram nos imóveis. A Defensoria Pública estadual fez uma vistoria nos prédios indicados. Em novembro do mesmo ano, a Braskem e o governo de Alagoas anunciaram um acordo de R$ 1,2 bilhão. A previsão é que o montante seja pago em 10 anos. Na ocasião, a empresa informou ter pago R$ 139 milhões do acertado. Em 2026, a Justiça Federal em Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo MPF contra a Braskem, ex-dirigentes e técnicos ligados à atividade de mineração que provocou o afundamento do solo em Maceió. Na prática, a decisão torna a empresa e os executivos réus na ação penal que apura a responsabilidade pelo desastre socioambiental. Entre os crimes apontados pelo MPF estão poluição ambiental qualificada; elaboração e apresentação de estudos ambientais considerados falsos ou enganosos; extração irregular de recursos minerais; dano qualificado ao patrimônio.
24/08/2026 14:41:33 +00:00
Mega-Sena 3048: aposta simples que levou R$ 57 milhões foi feita online em SC; estado teve outros dois premiados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3048 Uma aposta única de Blumenau, em Santa Catarina, foi a vencedora do concurso número 3048 e levou o prêmio de R$ 57.261.598,09. O ganhador realizou a aposta pela internet. O sorteio foi realizado neste domingo (23), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Além do grande vencedor, outros dois apostadores de Santa Catarina também foram premiados. Moradores de Concórdia e Riqueza acertaram a quina e cada um levou R$ 34.212,24. No Brasil, outras 74 apostas também fizeram cinco acertos e levaram a mesma quantia. Outras 4.346 apostas acertaram quatro números, com prêmio de R$ 986,17. Veja os números sorteados no concurso 3048 da Mega-Sena: 02 - 06 - 27 - 39 - 44 - 50. Números sorteados no concurso 3048 da Mega-sena, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1
24/08/2026 14:41:05 +00:00
Galípolo vê risco em crédito caro usado para despesas fixas e alerta para endividamento das famílias

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em um cenário de endividamento elevado das famílias. Segundo ele, o crescimento recente das dívidas tem sido puxado principalmente por linhas de crédito usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa o BC. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo, durante participação no evento Febraban Tech. O presidente do BC ressaltou que o endividamento continua avançando apesar da melhora no mercado de trabalho. Em junho, a taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor nível para o período. Em maio, a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões. Agora no g1 Para Galípolo, a preocupação não está apenas no tamanho da dívida, mas também no tipo de crédito contratado. Ele diferenciou financiamentos usados para construir patrimônio, como a compra de um imóvel, de dívidas feitas para bancar despesas de consumo e que não deixam um bem para o consumidor. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. 8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; cartão de crédito segue como principal vilão Crescimento do endividamento das famílias g1 Presidente do BC comemora confiança no PIX Além do endividamento, Galípolo comentou o alto nível de confiança dos brasileiros no PIX e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. 📊 A pesquisa da Quest mostra o PIX à frente de instituições tradicionais como a Igreja Católica (76%), a Polícia Militar (75%) e as Forças Armadas (70%), além de figurar bem à frente da Presidência da República (57%), do Supremo Tribunal Federal (50%), do Congresso Nacional (49%), das redes sociais (44%), dos partidos políticos (44%) e dos juízes de futebol (41%). Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o PIX se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Segundo estudo do BC, a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas — o equivalente a 86% da população adulta — e por 12,8 milhões de empresas. Crescimento do endividamento das famílias g1
24/08/2026 13:54:26 +00:00
Trump anuncia tarifas de 50% sobre produtos do Canadá em 2027

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) que as tarifas sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá subirão para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em publicação no Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o Canadá “vem explorando os Estados Unidos há anos” e criticou as tarifas canadenses sobre agricultores e produtos agrícolas americanos. “Suas tarifas absurdamente altas sobre nossos agricultores e produtos agrícolas tornaram a vida impossível para esses grandes patriotas americanos e criaram um déficit de US$ 60 bilhões entre nossos dois países. Isso não é sustentável, e NÃO ACONTECERÁ MAIS!”, escreveu. Segundo Trump, a nova tarifa de 50% será aplicada a “todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço”. O presidente ainda acrescentou que produtos fabricados nos Estados Unidos não estarão sujeitos às tarifas. Agora no g1 “Produza nos EUA e não haverá tarifas”, afirmou. Trump também endureceu o discurso contra o Canadá e disse que o país não será mais tratado como um Estado pelos EUA. “Em termos comerciais e em outros aspectos, eles estão entre as piores nações do mundo para se negociar”, declarou. O presidente americano afirmou ainda que os canadenses “se acham no direito de tudo”, mas que os Estados Unidos não precisam do país vizinho. “NÓS NÃO PRECISAMOS DO CANADÁ, ELES PRECISAM DE NÓS!”, escreveu. Trump também alegou que 95% dos negócios do Canadá são realizados com os Estados Unidos, enquanto, segundo ele, a relação comercial inversa não apresenta a mesma dependência. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social Ainda nesta segunda-feira, o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse não se surpreender cim as ameaças tarifárias do presidente Trump. Segundo Carney, um acordo mutuamente benéfico com os Estados Unidos ainda é possível, mesmo que as negociações tenham fracassado na semana passada. No domingo (23), Trump já havia elevado o tom contra o Canadá após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu o presidente. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social No sábado, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos importados do Canadá, já que não foi possível finalizar um acordo que, na avaliação americana, teria reduzido substancialmente as tarifas e oferecido condições mais favoráveis de acesso ao mercado dos EUA. Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu Trump. O cabo de guerra dos norte-americanos A nova escalada ocorre apenas alguns dias depois de os dois países indicarem que estavam próximos de um acordo. Na terça-feira (18), Trump havia suspendido por três dias a aplicação das tarifas de 50%, alegando que EUA e Canadá tinham chegado a um entendimento preliminar. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, confirmou que havia "progressos substanciais" nas conversas. As negociações, porém, fracassaram na noite de sexta-feira (21). As tarifas americanas entraram em vigor à 0h01 de sábado (22), no horário de Washington, sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. Em resposta, Carney anunciou que o Canadá aplicará tarifas "dólar por dólar" a produtos americanos. "Nos próximos dias, divulgaremos detalhes dessas novas medidas tarifárias, que entrarão em vigor na terça-feira seguinte ao Dia do Trabalho", afirmou o premiê em coletiva de imprensa. Casa Branca chama Carney de 'insensato' Neste domingo, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou que "pensar que eles [canadenses] vão entrar em guerra com Donald Trump e realmente vencer a guerra contra os Estados Unidos, acho que é insensato da parte deles", ao programa "Fox News Sunday". Carney, por outro lado, adotou um tom desafiador ao anunciar a retaliação canadense. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", afirmou no sábado (22), depois de rejeitar o que classificou como um "mau acordo" oferecido por Washington. Por que o Canadá não firmou o acordo? Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Segundo Carney, os avanços obtidos nas negociações não foram suficientes para atender aos objetivos do Canadá. O premiê também afirmou que os Estados Unidos tentaram incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade canadense de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros. As negociações também envolveram uma série de outros pontos de atrito, incluindo tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, acesso ao mercado canadense de leite, aves e ovos, compras governamentais, bebidas alcoólicas, serviços digitais, propriedade intelectual, agricultura, trabalho forçado, energia e preços de medicamentos. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. "Washington estava exigindo demais e oferecendo muito pouco", declarou Carney. O primeiro-ministro também afirmou que algumas exigências americanas representariam uma ameaça à língua francesa e à cultura de Quebec. Entre os temas discutidos estavam subsídios à produção cultural francófona, a presença de meios de comunicação em francês nas plataformas digitais e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue de produtos vendidos no Canadá. "Quando somos atacados, estamos em guerra. Nós fomos atacados", disse Carney em Ottawa. A disputa marca uma nova deterioração na relação entre os dois países e coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. O Canadá é particularmente vulnerável à escalada porque cerca de 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. EUA impõem tarifas de 50% sobre importações do Canadá após fracasso de negociações
24/08/2026 13:42:43 +00:00
Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial

Justiça do Trabalho determina que Braskem pague plano de saúde de químico diagnosticado com leucemia na Bahia Divulgação/Braskem A decisão da Braskem de recorrer à recuperação extrajudicial marca o capítulo mais recente de uma crise que se arrasta há vários anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O processo é resultado da combinação de três pressões: os custos bilionários do desastre geológico em Maceió, um período longo de margens mais baixas na indústria petroquímica global e o alto nível de endividamento. A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça. Esse cenário passou a afetar diretamente a capacidade da companhia de gerar caixa e manter o pagamento regular de suas obrigações. À medida que as despesas aumentavam e os resultados operacionais se enfraqueciam, o equilíbrio financeiro da empresa se deteriorava. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a Braskem, maior petroquímica da América Latina, a enfrentar uma das crises mais profundas de sua história. O desastre em Maceió Crise no setor petroquímico Dívida elevada e pressão financeira Mudança no controle e reestruturação Impasse com credores e recuperação extrajudicial Veja os vídeos que estão em alta no g1 O desastre em Maceió É difícil separar a origem da crise financeira da companhia do desastre ambiental em Maceió. A exploração de sal-gema, tipo de sal extraído do subsolo e usado pela indústria química, na capital de Alagoas, começou na década de 1970. A atividade era conduzida pela então Salgema Indústrias Químicas S.A., empresa que mais tarde daria origem à Braskem. Décadas depois, começaram a surgir sinais de instabilidade no solo em bairros da capital alagoana. As primeiras grandes rachaduras foram registradas em fevereiro de 2018, no bairro do Pinheiro. No mês seguinte, um tremor de terra agravou as fissuras e levou ao início da desocupação da região. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que o fenômeno estava relacionado à mineração de sal-gema feita pela companhia. O episódio provocou um dos maiores deslocamentos urbanos já registrados no país. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Bairro do Mutange, em Maceió, antes de depois da demolição dos imóveis desocupados por causa da mineração g1 AL Diante das consequências do desastre, a Braskem firmou acordos com autoridades locais para compensar e reparar os danos. Um desses compromissos, assinado em 2023, previa o pagamento de R$ 1,7 bilhão ao município de Maceió, segundo o relatório de resultados da companhia. Em novembro de 2025, foi firmado outro acordo, desta vez com o governo de Alagoas, no valor de R$ 1,2 bilhão. Paralelamente ao pagamento das indenizações, a petroquímica criou um programa de compensação financeira e apoio à realocação de moradores das áreas afetadas. A Braskem já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões em indenizações, auxílios temporários e apoio à realocação de moradores e comerciantes afetados pelo afundamento do solo em Maceió. Apesar disso, a empresa ainda mantém R$ 3,24 bilhões reservados em seu balanço para cobrir custos futuros relacionados ao desastre e às medidas de reparação. Voltar ao índice. Crise no setor petroquímico Ao mesmo tempo em que arcava com os custos do desastre geológico em Maceió, a Braskem passou a enfrentar um cenário mais desfavorável no mercado internacional. Isso porque, nos últimos anos, a indústria petroquímica entrou em um período de produção elevada. 🔎 Parte desse movimento está ligada à rápida expansão industrial na China. Segundo relatório da consultoria ICIS (Independent Commodity Intelligence Services), o país adicionou mais de 18 milhões de toneladas por ano em nova capacidade produtiva em 2024, após aumentos recordes registrados em 2022 e 2023. Com mais produtos disponíveis no mercado, os preços passaram a cair. Ao mesmo tempo, o consumo perdeu ritmo em várias regiões do mundo, já que a inflação elevada e os juros altos reduziram a demanda por resinas e outros derivados químicos. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem Esse desequilíbrio entre produção e consumo afetou a rentabilidade das empresas do setor e tende a persistir nos próximos anos. A agência de classificação de risco Fitch projeta que os spreads petroquímicos — diferença entre o preço do produto final e o custo da matéria-prima — devem permanecer baixos pelo menos até 2028. Para a Braskem, esse cenário aparece nos resultados mais recentes: o EBITDA recorrente da companhia — número que mede a geração de caixa da empresa — somou US$ 557 milhões em 2025, queda de 49% em relação ao ano anterior. Voltar ao índice. Dívida elevada e pressão financeira Os custos relacionados ao desastre em Maceió, somados ao enfraquecimento do setor petroquímico, passaram a afetar de forma mais direta a situação financeira da Braskem. No fim do ano passado, o endividamento da empresa — já descontado o dinheiro em caixa —, somava US$ 7,5 bilhões. A relação entre a dívida e a geração de caixa atingiu 14,7 vezes. 🔎 Esse indicador é usado pelo mercado para avaliar a capacidade de pagamento de uma companhia. De maneira geral, quanto maior esse número, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores sobre a capacidade da empresa de cumprir seus compromissos financeiros. As dificuldades e desconfiança apareceram no preço das ações. Na B3, os papéis da Braskem acumulam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. Os efeitos da crise também atingiram as operações fora do Brasil. A Braskem Idesa, subsidiária da companhia no México, deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032 — situação que caracteriza um evento de calote (ou "default", no jargão econômico). No fim de março, a empresa iniciou negociações com credores para reorganizar sua estrutura de capital por meio de medidas judiciais semelhantes ao processo conhecido como Chapter 11 nos Estados Unidos. Voltar ao índice. Mudança no controle e início da reestruturação Em abril, a Novonor (antiga Odebrecht) assinou o contrato para vender o controle da Braskem ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu a transferência de cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica e estava ligada a aproximadamente R$ 20 bilhões em dívidas da holding garantidas por ações da própria companhia. Com a conclusão do negócio, em junho, a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. ➡️ A nova controladora assumiu as negociações com bancos e outros credores e começou a elaborar um plano para reorganizar as finanças da empresa, que acumulava uma dívida próxima de R$ 60 bilhões, incluindo os passivos da subsidiária mexicana Braskem Idesa. A proposta apresentada aos credores prevê mais prazo para o pagamento das dívidas, redução dos juros e períodos maiores de carência. O plano, porém, não prevê novos aportes de recursos dos acionistas nem a troca de parte das dívidas por participação na companhia. Voltar ao índice. Impasse com credores e recuperação extrajudicial No início de agosto, informações divulgadas pela Reuters apontavam que a Braskem estava em negociações avançadas para uma recuperação extrajudicial para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As negociações envolviam detentores de títulos de dívida e bancos, mas ainda não havia acordo. Os credores haviam rejeitado uma proposta da companhia que previa carência de cinco anos para o pagamento do principal e de dois anos e meio para os juros. Segundo a Bloomberg, parte dos credores também pressionava a Petrobras, uma das acionistas controladoras da Braskem, a fazer um novo aporte de recursos na companhia. A estatal, porém, resistia à ideia, entre outros motivos, pelo risco de ampliar sua participação na petroquímica e ter de consolidar a dívida da empresa em seu próprio balanço. ⚖️ A estrutura em discussão para a recuperação extrajudicial previa um período de suspensão de cobranças de 90 dias, durante o qual a empresa e os credores poderiam negociar um plano mais amplo de reestruturação. Além das dívidas relacionadas às operações no Brasil, nos EUA e na Europa, a Braskem também vinha negociando a reestruturação de US$ 2 bilhões em dívidas da Braskem Idesa, sua subsidiária no México. Na semana passada, a Braskem Idesa entrou com um pedido de Chapter 11 nos EUA para renegociar suas dívidas, após fechar um acordo com credores e acionistas. O processo faz parte da estratégia de reestruturação financeira do grupo e ocorreu em cronograma próximo ao pedido de recuperação extrajudicial anunciado no Brasil. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Braskem pode levar de três a cinco anos para superar os problemas financeiros herdados da gestão anterior. Voltar ao índice. Braskem abre inscrições para programa de estágio Divulgação
24/08/2026 13:39:25 +00:00
Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico

Free flow do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios Divulgação/Tamoios O Ministério dos Transportes atualizou, nesta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil. Com a mudança, os motoristas poderão consultar pela plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema "free flow". 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o Ministério dos Transportes, todas as passagens por rodovias estarão listadas no aplicativo, “sejam elas federais ou estaduais. Além da consulta, o cidadão terá acesso a informações centralizadas para identificar, pela plataforma, a concessionária responsável e acessar o respectivo canal indicado para pagamento do pedágio”. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que apenas uma das concessionárias que operam o sistema free flow no Brasil ainda não está integrada à plataforma: a responsável pelo Rodoanel, em São Paulo. Segundo o ministro, enquanto a concessionária não estiver integrada à plataforma, não poderão ser aplicadas multas pelo não pagamento da tarifa no sistema free flow, e a homologação para o uso da tecnologia será revogada. Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa. “Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamento”, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponíveis apenas para o proprietário do veículo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista. O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo. “A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro. O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veículo. Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço. Confusão fez ministério suspender multas Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos. Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações. Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal. Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dívida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veículo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow identifica o veículo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo. O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veículos que não possuem o dispositivo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
24/08/2026 13:23:10 +00:00
Conheça a Braskem, gigante petroquímica que pediu recuperação extrajudicial

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas (aproximadamente R$ 59 bilhões). A medida foi adotada após o fim do prazo de proteção contra credores obtido pela companhia, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela petroquímica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia é considerada uma das principais petroquímicas das Américas, com atuação global e forte presença em cadeias industriais estratégicas. Seus produtos estão presentes em itens do dia a dia, desde embalagens e materiais de construção até peças automotivas e insumos agrícolas. Conheça a Braskem e o que faz a gigante petroquímica que pediu recuperação extrajudicial no Brasil. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht — atualmente Novonor — e do Grupo Mariani. A operação reuniu seis empresas petroquímicas e deu origem a uma estrutura integrada inédita no Brasil, consolidando a companhia como líder regional logo nos primeiros anos de fundação. Ao longo de sua trajetória, a Braskem ampliou sua presença por meio de aquisições e parcerias estratégicas, incluindo a incorporação de ativos no exterior. Esse movimento permitiu a expansão para mercados como Estados Unidos, Alemanha e México, além de reforçar sua posição como uma das maiores produtoras globais de resinas termoplásticas, que são a base de boa parte dos produtos plásticos usados atualmente. A Petrobras é uma das principais acionistas da Braskem e detém cerca de 47% do capital votante da companhia, além de ser uma das principais fornecedoras de matéria-prima, o que reforça sua integração com a cadeia de óleo e gás no Brasil. O que a Braskem faz A Braskem atua no setor químico e petroquímico, com foco na produção de resinas termoplásticas como polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC). Esses materiais são fundamentais para a indústria de transformação e servem de base para a fabricação de uma ampla variedade de produtos. Além das resinas, a companhia produz insumos químicos básicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno. Esses compostos são obtidos principalmente a partir de matérias-primas como petróleo, nafta, gás natural e etano. A operação da empresa é organizada de forma integrada: Primeira geração: produção de petroquímicos básicos a partir de matérias-primas fósseis ou renováveis; Segunda geração: transformação desses insumos em resinas termoplásticas; Terceira geração (clientes): empresas que utilizam essas resinas para fabricar produtos finais. Essa integração permite ganhos de escala e eficiência operacional, sendo um dos diferenciais competitivos da companhia. Presença global e números A Braskem possui operações em 11 países e conta com mais de 8 mil funcionários. Sua estrutura inclui 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e 7 centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países e, em 2025, registrou receita líquida de R$ 70,7 bilhões, com capacidade de produção superior a 12 milhões de toneladas de produtos químicos por ano. No segundo trimestre de 2026, a Braskem registrou receita de R$ 21,72 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa também reverteu o prejuízo registrado um ano antes e teve lucro líquido de R$ 3,33 bilhões, impulsionado pela melhora do mercado petroquímico internacional. 🔎 No mercado financeiro, suas ações são negociadas na B3 sob os códigos BRKM3, BRKM5 e BRKM6, além de ADRs listados na Bolsa de Nova York (NYSE), sob o ticker BAK. Considerando o fechamento das ações da última sexta-feira (21), a Braskem vale cerca de R$ 6,62 bilhões na bolsa brasileira. Apesar da escala, a empresa enfrenta um momento de pressão. O setor petroquímico global passa por um ciclo de baixa, com redução de demanda e aumento de custos, o que afeta diretamente os resultados. Estrutura acionária e desafios recentes Logo da Odebrecht Paulo Whitaker / Reuters A Braskem tem controle compartilhado entre a Petrobras e um fundo ligado à gestora IG4 Capital. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante (ações com direito a voto) e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 Capital possui 50,1% do capital votante, participação assumida após a aquisição da fatia anteriormente pertencente à Novonor. O restante das ações ordinárias e preferenciais está distribuído entre investidores no mercado. Atualmente, a Braskem é comandada por Helcio Tokeshi. Ele assumiu o cargo em junho deste ano, sucedendo a Roberto Ramos. Já o conselho de administração da companhia é presidido por Magda Chambriard, que também é diretora-presidente da Petrobras. Nos últimos anos, a Novonor vinha tentando vender sua participação na Braskem. Em março, a empresa encerrou seu processo de recuperação judicial, após cinco anos. A IG4 Capital, por meio do fundo Shine, assumiu em junho de 2026 a participação da Novonor na Braskem e passou a dividir o controle da petroquímica com a Petrobras. Após a operação, a Novonor deixou o bloco de controle e permaneceu apenas como acionista minoritária, com 4% das ações preferenciais. Esse cenário adicionou incertezas à governança e ao futuro da empresa, ao mesmo tempo em que pressiona sua avaliação de mercado, que tem apresentado queda nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, as ações BRKM5 desvalorizaram cerca de 40,70%. Exploração de sal-gema em Alagoas Famílias protestam na frente da Braskem, em Maceió Waldson Costa / G1 Um dos casos mais significativos e polêmicos da história recente da empresa aconteceu em Maceió e envolve a extração de sal-gema. 🔎 O sal-gema é uma matéria-prima essencial da indústria petroquímica. No caso da Braskem, ele entra na base da produção de químicos que acabam sendo transformados em plásticos e outros produtos usados no dia a dia. A atividade de mineração subterrânea, realizada por décadas, provocou instabilidade geológica em diversos bairros da capital alagoana. Regiões como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto foram afetadas por rachaduras, afundamento do solo e risco de colapso estrutural. O problema levou à evacuação de mais de 55 mil pessoas desde 2019, além da interdição de imóveis e fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais. Estudos indicaram que a técnica utilizada — baseada na injeção de água para dissolução do sal a centenas de metros de profundidade — comprometeu a estabilidade do solo, gerando crateras e colapsos em minas. Após o agravamento da situação, a Braskem interrompeu a exploração de sal-gema em 2019 e passou a firmar acordos com autoridades para indenização e realocação de moradores, além de implementar medidas de reparação socioambiental. A área segue sob monitoramento contínuo, e o caso continua gerando impactos financeiros, jurídicos e reputacionais para a companhia.
24/08/2026 13:14:56 +00:00
Nova Zelândia apresentará projeto de lei que proíbe redes sociais para menores de 16 anos

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, disse nesta segunda-feira (24) que seu partido apresentará ao Parlamento um projeto de lei para proibir crianças menores de 16 anos de usar redes sociais. A proposta prevê multas de até 10% da receita global das plataformas que não cumprirem a medida. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O texto exigiria que as empresas adotassem medidas razoáveis para verificar a idade dos usuários, incluindo o uso de informações de contas existentes, tecnologia de reconhecimento facial e documentos de identidade digital. "Simplesmente não podemos aceitar o mal que está sendo causado a uma geração de crianças neozelandesas", disse Luxon em um comunicado. França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE "As redes sociais estão expondo-as a conteúdo prejudicial, tecnologias viciantes e pressões para as quais não estão preparadas. Isso está afetando sua vida familiar, saúde mental, sono e educação", afirmou. Ainda não está claro se o projeto terá apoio suficiente para ser aprovado pelo Parlamento. Um dos partidos que integram a coalizão de governo de Luxon, o Nova Zelândia Primeiro, já afirmou que não apoiará a proposta. "Estamos preocupados com a legislação proposta e com a direção e o caminho perigoso que uma medida como essa inevitavelmente levará nosso país", disse Winston Peters, líder do partido e ministro das Relações Exteriores, em uma publicação no X. Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida restringe o acesso a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook. A legislação australiana foi um "fracasso colossal", disse Peters. Segundo ele, manter as crianças longe das redes sociais deveria ser responsabilidade dos pais. "Não vou fingir que será simples ou que será perfeito", disse Luxon em um evento. "Não vamos conseguir tirar todas as crianças das redes sociais. Algumas sempre encontrarão maneiras de contornar isso, mas, francamente, é importante demais para não tentarmos", afirmou.
24/08/2026 12:35:53 +00:00
Dólar e Ibovespa sobem, com eleição e guerra no radar; Braskem recua mais de 6%

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar subiu na sessão desta segunda-feira (24), com uma alta de 0,16%, cotado a R$ 5,1526. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,53%, aos 171.942 pontos. O movimento dos mercados ocorreu em meio à atenção ao cenário eleitoral brasileiro e às relações entre Brasil e Estados Unidos. No exterior, as tensões entre EUA e Irã também permaneceram no radar, com expectativa por novas sanções. A Braskem ganhou atenção após anunciar que pretende pedir recuperação extrajudicial para reestruturar suas dívidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As ações da Braskem caíram mais de 6% durante o pregão desta segunda-feira, após a empresa anunciar que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. (veja mais abaixo) ▶️ O cenário eleitoral brasileiro seguiu na mira dos investidores, após o primeiro debate presidencial ter acontecido na véspera sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados nas pesquisas. Na sexta-feira (21), o Datafolha divulgou a intenção de voto separado por segmento, considerando cenários com e sem o candidato Pablo Marçal. DATAFOLHA: Veja intenção de voto no 1º turno Veja cenário com Pablo Marçal ▶️A relação entre Brasil e Estados Unidos também ficou sob os holofotes, após Lula (PT) ter falado por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira. Lula afirmou que as tarifas americanas adotadas contra o produtos brasileiros são "infundadas". Trump, por sua vez, propôs uma nova rodada de reuniões entre as equipes técnicas, cujos detalhes devem ser definidos hoje. ▶️ No exterior, o conflito entre os EUA e o Irã continuou no centro das atenções. A expectativa é que o governo americano anuncie nesta segunda-feira o novo pacote de sanções contra o país do Oriente Médio. Já o Irã ameaçou nesta segunda-feira os países que aderirem à pressão econômica do governo americano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,16%; Acumulado do mês: +1,64%; Acumulado do ano: -6,12%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,40%; Acumulado do ano: +6,64%. EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias. A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto "mais duro de medidas já aplicado", segundo o secretário do Tesouro dos EUA. Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar "consequências". Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou: "As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências". No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica". Em um post na rede social X, Ghalibaf afirmou que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou punir os países que sigam negociando com o Irã, foi a motivação do contato. "Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco", escreveu. Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Braskem vai pedir recuperação extrajudicial A Braskem anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", disse a empresa em nota. Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento. A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Bolsas globais Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,28%, aos 7.653,00 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,77%, aos 25.979,66 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 0,27%, aos 53.418,68 pontos. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou praticamente estável, com alta de 0,05%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,35%, aos 10.854,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,11%, aos 26.106,60 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,37%, aos 8.453,01 pontos. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
24/08/2026 12:00:23 +00:00
Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões

Justiça determina que Braskem prove que imóveis não foram afetados pela mineração A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 (CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 informou que a Braskem havia protocolado um pedido de recuperação extrajudicial. Na verdade, o Conselho de Administração aprovou a medida, e a empresa se prepara para oficializar o pedido. A informação foi corrigida às 10h.) No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento. 🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação. É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça. O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando. A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação. A companhia informou que vinha avaliando medidas para se proteger de eventuais cobranças dos credores. Afirmou ainda que as conversas haviam se intensificado e que avaliava diferentes alternativas para reorganizar suas dívidas financeiras. Boa parte da dívida da Braskem está em títulos emitidos no exterior. Na prática, são recursos que a empresa tomou emprestados de investidores e que precisam ser pagos nas condições estabelecidas na emissão. A Braskem também pediu reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos pelo Chapter 11. O mecanismo permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano prevê um aporte de US$ 476 milhões da Braskem para manter o controle da subsidiária. O que é a Braskem Braskem Divulgação A Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas brasileiras. Foi criada em 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A companhia produz resinas plásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, usadas na fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos produtos do dia a dia. Também produz insumos químicos, como eteno e propeno, usados por outras indústrias na fabricação de diferentes materiais. A empresa tem operações em países como Estados Unidos, Alemanha e México e tem a Petrobras como uma de suas principais acionistas. A IG4 Capital adquiriu recentemente a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. A Braskem enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor e pode levar anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas. O caso causou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores. SAIBA MAIS AQUI: Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial
24/08/2026 11:52:48 +00:00
Tesla faz recall de 2,7 milhões de carros na China por motivos de segurança

Tesla Model Y foi o carro mais vendido em 2024 Divulgação | Tesla A Tesla decidiu fazer um recall de 2,7 milhões de Model 3 e Model Y fabricados na China devido a problemas nos sistemas de monitoramento usados durante a operação dos recursos de assistência à direção. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A informação é da Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR, na sigla em inglês). A SAMR disse ainda que a Tesla vai fazer outra campanha para carros equipados com dispositivos internos nas portas que podem dificultar a saída de uma pessoa do veículo em caso de emergência. Agora no g1 Outras oito montadoras chinesas também solicitaram recalls devido a riscos de segurança semelhantes, anunciou a SAMR. A medida da Tesla afeta 2,9 milhões de veículos elétricos dos modelos Model 3 e Model Y produzidos no país e terá início em 25 de setembro. Segundo a agência reguladora, os carros afetados têm maçanetas internas de emergência com cor semelhante à do revestimento das portas, o que pode dificultar sua identificação e utilização em situações de emergência. Fabricantes chineses de veículos elétricos, como Xiaomi, XPeng, Geely, Chery e Leapmotor, também estão fazendo recalls de veículos que apresentam problemas semelhantes nas maçanetas internas. *com informações da AFP.
24/08/2026 11:42:03 +00:00
Mercado financeiro baixa projeção de crescimento da economia em 2026 para 1,95%

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 de 1,98% para 1,95%. A expectativa faz parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. Agora no g1 Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua projeção estável, pela segunda semana seguida, em 5,02% para 2026. A manutenção na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação permaneceu 5,02%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,24% para 4,25%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Guerra tarifária: economistas expressam preocupação com os efeitos sobre empregos, PIB e inflação Reprodução/TV Globo Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30 por dólar.
24/08/2026 11:40:49 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 4º lote de restituição nesta segunda; veja como fazer

Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal libera nesta segunda-feira (24), às 9h, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) referente a agosto de 2026. O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. Ao todo, serão pagas 521.935 restituições, que somam R$ 1.238.013.251,34. Os créditos bancários serão realizados ao longo do dia 31 de agosto. (veja mais abaixo como consultar) Do total de restituições deste lote: 16.850 são destinadas a idosos acima de 80 anos; 86.873 a idosos entre 60 e 79 anos; 9.029 a pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave; 26.769 a contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 338.912 a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem pelo recebimento via Pix; 43.502 a contribuintes sem prioridade. Agora no g1 Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 31 de agosto Como fazer a consulta? O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
24/08/2026 10:46:57 +00:00
O 'segundo aluguel' está mais caro: condomínio sobe acima da inflação e pesa até 40% do aluguel

Novos empreendimentos imobiliários investem em áreas de lazer, o que aumenta o custo do condomínio Georg Ismar/dpa/picture alliance via DW No Brasil, ao menos 40 milhões de pessoas vivem em condomínios. Para muitos nessa situação, gastos com serviços e segurança já fazem parte do cotidiano. Mas, podendo chegar a até 40% do valor de um aluguel mensal, essa cobrança extra é chamada muitas vezes de "segundo aluguel". Atualmente, o valor médio do condomínio pago no país é de R$ 516 por mês, segundo dados do Censo Condominial 2025/2026 da plataforma uCondo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A plataforma leva em conta apenas espaços de habitação em condições formalizadas, com o total de condomínios no país sendo bem superior. Essa taxa vem crescendo nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a inflação condominial no Brasil foi de 25%, superando a elevação média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período. Agora no g1 O estudo aponta que esse aumento é resultado direto de custos operacionais mais altos e de uma gestão que, cada vez mais, busca manter serviços essenciais e valorizar os empreendimentos. "Há uma transformação nos perfis de lançamento, com toda uma área de lazer dentro dos condomínios, especialmente nos casos de apartamentos menores", aponta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE. No caso do quadro de funcionários, a especialista indica ainda que, nos últimos anos, há uma escassez de mão de obra no país, o que, com um aquecimento de economia, significa aumento do valor gasto com pessoal em muitos casos. Outro fator que pesa são os elevadores, cuja manutenção costuma ser cara. Em uma tendência mais recente, a uCondo observou ainda que um custo que vem aumentando em muitos condomínios é o de instalação de equipamento necessário para as recargas de carros elétricos. Outro avanço são investimentos cada vez maiores em espaços para pets, que já estão presentes em mais de 53% dos lares do país. Em comparação com outros países, o gasto com condomínios se destaca no Brasil, especialmente pela quantidade de serviços e instalações, como portarias 24 horas e câmeras internas. "Apartamentos na Europa, por exemplo, não tem quase nada disso", aponta Castelo. "Preço oculto" "Muitas pessoas compram o imóvel vendo a prestação e esquecem o condomínio, é um preço oculto", aponta Castelo. Em um cenário de alta no endividamento no país, o tema levanta preocupações. Entre 2022 e 2025, a inflação condominial no Brasil foi de 25% Zoonar/picture alliance via DW O censo do setor indicou que, entre o primeiro semestre de 2022 e o mesmo período de 2025, a inadimplência passou de 9,72% para 11,95%, considerado um "salto expressivo" e que ligou um sinal de alerta para a saúde financeira dos condomínios. Essa taxa varia entre os estados, o maior índice foi registrado no Rio Grande do Norte (32,83%). Leonardo Mack, diretor de operações da uCondo, destacou que não houve recortes relevantes de poder aquisitivo entre os inadimplentes. Neste caso, condôminos que moravam em prédios, por exemplo, de classe A, tiveram como solução ir a prédios de classe B visando adequar as taxas ao orçamento. Ainda que sejam casos extremos, a inadimplência pode representar até a perda do patrimônio, além do pagamento de juros e taxas. "A dívida não fica no CPF, vai para o imóvel ", lembra Mack. No caso do não pagamento dos débitos junto ao condomínio, o resultado pode ser o leilão da unidade visando quitar a dívida. Menos "taxas extras eternas" Historicamente, a gestão destes espaços costumava ser feita por moradores, que muitas vezes cumpriam o papel em troca da isenção de suas taxas ou por um salário mínimo. Nestes contextos, era comum que "taxas extras" fossem cobradas de forma não planejada. Em alguns casos, despesas que, inicialmente seriam extraordinárias, como no caso de um reparo de um portão ou uma reforma, passavam a ser incorporadas às cobranças de forma permanente. "Um dos grandes problemas que tínhamos era a cobrança de taxas extras. Às vezes, a síndica fazia obras sem a aprovação dos moradores, e quando íamos ver, o condomínio vinha com taxas gigantescas que tínhamos que pagar. Impactava no planejamento ", conta Carolina Guilarducci, que vive na cidade de Juiz de Fora. "Eram descrições muito vagas e genéricas, não sabíamos o que havia sido feito e o valor de cada serviço. Uma vez, a taxa que era de R$ 300 em um mês virou R$ 450 no outro", lembra. Alguns brasileiros buscam apartamentos em prédios com condomínios mais baratos Marcos Hirakawa/imageBROKER/picture alliance via DW Mateus Oliveira, com quem ela vive hoje, também teve problemas recentes em outro condomínio com administração pouco formal. "Em maio, no antigo prédio em que morava, o síndico arrumou o portão sem avisar ninguém e mandou uma cobrança. Eu e outros moradores estávamos pedindo para que houvesse uma troca e não esses concertos o tempo todo. Acabamos discutindo e não aceitei pagar", conta. O quadro de incertezas motivou o condomínio em que ambos vivem hoje a buscar uma administradora. Por outro lado, desde então, houve um aumento na taxa mensal cobrada. "Hoje, há uma tendência de profissionalização. Nestes casos, há amadurecimento na gestão, incluindo a previsão orçamentária", avalia Mack. Nas situações mais amadoras, era comum que o síndico muitas vezes fosse eleito quase sem querer, lembra. Adaptações e novos planos O aumento das taxas condominiais levou brasileiros a buscar alternativas ao "segundo aluguel". Morador de São Paulo, Hector Corrêa planejava financiar um apartamento na cidade para deixar o aluguel, mas mudou de ideia quando percebeu que a soma das parcelas aos custos do condomínio acabaria ficando mais cara do que o que paga atualmente. Em um prédio também com poucos serviços, as taxas reduzidas o fizeram permanecer no apartamento atual. "Hoje, pago cerca de 10% do preço do aluguel em taxas. Procurei lugares mais próximos ao trabalho, e esse valor chegava a até 40%. O valor do condomínio acabou me fazendo ficar onde estou hoje, o que acaba me levando a enfrentar mais trânsito e perder qualidade de vida, mas o custo total é menor ", conta. Hector Corrêa desistiu de mudança devido ao valor do condomínio Luisa Preisler via DW No caso de Guilarducci, o fato de o imóvel ser de sua família torna a situação mais cômoda. "Apesar de o condomínio ser muito caro, para mim ainda vale por não pagar o aluguel, mas teria procurado outro lugar caso não fosse da família. O prédio não tem portaria, piscina, não tem nada. A manutenção é muito simples ", afirma. Portaria eletrônica? Uma das opções que condomínios buscam para economizar é reduzir os custos com funcionários. Mais de 14 mil condomínios optaram pela substituição de porteiros por serviços eletrônicos no país. "Grande parte dos custos dos condomínios são com zeladoria, segurança e portaria. Então, é comum começar um corte de custos assim ", aponta Mack. A questão se tornou tão frequente que levou uma sessão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) a criar uma cláusula em 2025 que prevê o pagamento de dez pisos do salário da categoria aos profissionais demitidos nestas condições. O argumento é o de que a norma "compatibiliza o avanço tecnológico com a valorização social do trabalho, conforme os princípios constitucionais da livre iniciativa e da equidade social". Um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo quer restringir no estado a implantação de sistemas de portaria virtual em condomínios que excedam a quantidade de 30 imóveis. De autoria do deputado Márcio Nakashima, a medida afirma que, com o aumento das portarias virtuais, quase 150 mil vagas de porteiros seriam cortadas. Além de menor segurança, associações do setor reforçam outros riscos da adoção de serviços eletrônicos, como a chance de ficar sem acesso em casos de falta de luz ou internet.
24/08/2026 08:04:34 +00:00
Simples Nacional muda em 2027: empresas têm até setembro para escolher como pagar novos impostos

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional terão uma nova decisão tributária para tomar ainda em 2026. Entre os dias 1º e 30 de setembro, elas poderão escolher como irão recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no primeiro semestre de 2027, tributos criados pela reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As novas regras foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) e fazem parte da adaptação do regime ao novo sistema tributário, que começa a entrar em vigor em 2027. Pela nova regulamentação, as empresas poderão continuar recolhendo IBS e CBS dentro da guia única do Simples Nacional ou optar pelo chamado regime regular, no qual os dois tributos serão calculados e pagos separadamente. Agora no g1 A escolha pelo regime regular não significa sair do Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para os demais tributos, mas seguirá regras próprias para calcular e pagar IBS e CBS. O calendário para entrar no Simples Nacional também mudou. Empresas que quiserem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido entre 1º e 30 de setembro de 2026, e não mais em janeiro. Se a solicitação for aceita, a entrada valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Já as empresas que fazem parte do Simples Nacional continuarão enquadradas automaticamente, desde que não tenham sido excluídas do regime. Nesse caso, não será necessário fazer uma nova adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A decisão sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS feita em setembro valerá de janeiro a junho de 2027, ou seja: seis meses. As empresas terão uma nova oportunidade entre 1º e 31 de março de 2027 para escolher como recolherão os tributos no segundo semestre. Nesse caso, a decisão valerá de julho a dezembro. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Segundo o Comitê Gestor do Simples, a antecipação dos prazos busca dar mais previsibilidade às empresas e evitar que elas comecem o ano sem saber se poderão permanecer ou ingressar no regime. O que muda na prática? Para as empresas que mantiverem IBS e CBS dentro do Simples Nacional, a lógica continuará mais próxima da atual: os tributos serão incluídos no pagamento unificado feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), dentro de um percentual sobre a receita. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Em contrapartida, poderá aproveitar créditos gerados nas compras para reduzir os valores a pagar e também gerar mais créditos para seus clientes. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, essa diferença na geração de créditos é um dos principais pontos que as empresas devem considerar antes de tomar uma decisão. No regime regular, a empresa poderá gerar crédito integral de IBS e CBS para quem comprar seus produtos ou contratar seus serviços. No Simples, o crédito repassado ao comprador tende a ser menor. Por isso, a diferença pode ser mais relevante para pequenos negócios que vendem produtos ou serviços para outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a escolha dependerá do perfil de cada negócio, e um dos principais fatores a considerar é quem são seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais motivos para avaliar o regime regular. Isso porque a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode tornar esses fornecedores mais atrativos para seus clientes. Para negócios voltados principalmente ao consumidor final, esse benefício tende a ter menos impacto. Por outro lado, o regime regular exige que IBS e CBS sejam calculados separadamente e demanda mais controles fiscais, o que pode aumentar os gastos com contabilidade e tornar a rotina tributária mais complexa. Por isso, a recomendação é que os empresários simulem os dois cenários antes do prazo de setembro, considerando os possíveis benefícios e os custos envolvidos em cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. Outra mudança importante é no calendário para empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e pretendem ingressar no regime em 2027. Até agora, a opção era feita em janeiro. Para 2027, o pedido deverá ser apresentado entre 1º e 30 de setembro de 2026. Se aceito, valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até o último dia de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, haverá prazo de 30 dias para regularizar a situação e tentar garantir o ingresso no regime. Quem já está no Simples e não tiver sido excluído continuará automaticamente no regime e não precisará solicitar uma nova adesão. Quais regras para novas empresas? Há uma regra específica para empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026. Nesses casos, a opção pelo Simples feita no momento da abertura valerá tanto para o restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. Se a empresa também escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular durante a abertura, essa opção começará a valer em janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? IBS e CBS são dois dos principais tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é federal e substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência dos municípios. A administração ficará a cargo de um comitê formado por representantes dos estados e municípios. E o MEI? O Microempreendedor Individual (MEI) não participa da escolha entre recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão sujeitos às regras específicas do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), com pagamento mensal em valor fixo. As mudanças no calendário de adesão ao Simples também não se aplicam ao MEI. A opção pelo Simei continuará sendo realizada em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, traz mudanças relacionadas à emissão de documentos fiscais. Na prestação de serviços, permanece a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já nas vendas de mercadorias e em determinadas atividades de transporte, a regulamentação prevê o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também alteram alguns critérios usados para calcular os tributos do Simples Nacional, incluindo os aplicados a empresas em início de atividade, à receita acumulada e à folha de salários. A definição de receita bruta também foi atualizada e passa a mencionar expressamente operações com bens materiais, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores de IBS e CBS pagos pelo regime regular não entrarão no cálculo da receita bruta considerada para fins do Simples Nacional. Outra mudança envolve o momento em que a receita é reconhecida para o cálculo dos tributos. Pela nova regra, o faturamento passa a estar ligado à emissão do documento fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — teto de faturamento usado para definir o recolhimento de determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Isso significa que, ao ultrapassar esse valor de receita, a empresa pode ter de recolher esses tributos separadamente. Também permanece o limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação, enquanto a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão deixa de existir. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada separadamente. As informações passarão a ser incluídas diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e deverão ser informadas uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar
24/08/2026 06:00:45 +00:00
Google, Apple e mais: veja como é trabalhar nas empresas mais valiosas no mundo

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia Estar entre as empresas mais valiosas do mundo não significa automaticamente ser o melhor lugar para construir uma carreira. É o que mostra um estudo do Burning Glass Institute e da Schultz Family Foundation, que analisou a trajetória profissional de 12 milhões de trabalhadores em 1.750 grandes empresas dos Estados Unidos entre 2019 e 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento, chamado Where You Work Matters 2026, utilizou informações de plataformas como LinkedIn e Glassdoor para avaliar três fatores principais: as chances de promoção nos primeiros cinco anos de carreira, a retenção de funcionários e a remuneração oferecida. A partir desses indicadores, o estudo concedeu selos às empresas mais bem avaliadas em diferentes categorias. São eles: 🏆 Overall Employer (Avaliação Geral): mede o desempenho da empresa considerando simultaneamente crescimento profissional, estabilidade e oportunidades de carreira. 📈 Growth (Crescimento): avalia as chances de promoção e progressão profissional dos funcionários. 🛡️ Stability (Estabilidade): mede a capacidade da empresa de reter trabalhadores por mais tempo. 🌱 Early Career (Início de Carreira): identifica as empresas que oferecem melhores oportunidades para profissionais nos primeiros anos de atuação. Os resultados são classificados em dois níveis: 🏆 Platinum: grupo de elite do levantamento, que reúne as empresas com melhor desempenho em cada categoria. 🥇 Gold: empresas com desempenho acima da média, mas abaixo do grupo Platinum. Para esta reportagem, o g1 fez um recorte das 10 empresas mais valiosas do mundo, segundo levantamento da Forbes. Oito delas aparecem no estudo: Nvidia, Apple, Alphabet (controladora do Google), Microsoft, Amazon, Broadcom, Meta e Tesla. As empresas mais valiosas do mundo onde é melhor construir carreira O resultado reforça uma das principais conclusões da pesquisa: o tamanho ou o prestígio da marca não são suficientes para explicar a qualidade da experiência profissional. O que faz diferença é a capacidade de oferecer oportunidades concretas de desenvolvimento ao longo do tempo. Escritório do Google em São Paulo Divulgação/Google Abaixo, veja detalhes sobre a avaliação das empresas: Microsoft A Microsoft aparece como o principal destaque do grupo analisado. A empresa, conhecida por produtos como Windows, Office, Azure e Xbox, recebeu os seguintes reconhecimentos: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Early Career Gold Employer O conjunto de selos indica um desempenho equilibrado em praticamente todos os indicadores analisados, combinando oportunidades de crescimento, retenção de talentos e boas perspectivas para profissionais em início de carreira. Amazon Além de controlar a maior plataforma de comércio eletrônico do mundo, a companhia é proprietária da AWS, uma das maiores empresas globais de computação em nuvem. A empresa recebeu: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Early Career Gold Employer O próprio levantamento aponta a Amazon como um dos exemplos mais bem-sucedidos na combinação de salários elevados, oportunidades de promoção e retenção de funcionários. Entre engenheiros de software, a companhia aparece entre os maiores destaques de todo o estudo. Google Controlada pela Alphabet, a empresa é responsável por serviços como Google Search, YouTube, Android e Google Cloud. A companhia recebeu: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Tesla A Tesla, fabricante de veículos elétricos e tecnologias de energia limpa, ficou logo atrás das três líderes. A empresa conquistou: Overall Platinum Employer Early Career Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Gold Employer O principal diferencial está nas oportunidades oferecidas para profissionais em início de carreira. Apple Fabricante do iPhone, iPad, Mac e de uma ampla gama de serviços digitais, a Apple recebeu os seguintes reconhecimentos: Overall Gold Employer Stability Platinum Employer Segundo os pesquisadores, os funcionários da Apple costumam receber bons salários e permanecem por mais tempo na companhia, mas as promoções acontecem com menos frequência quando comparadas às observadas em outras gigantes de tecnologia. O caso mostra que uma empresa pode oferecer excelente estabilidade sem necessariamente liderar os indicadores de crescimento profissional. Meta Controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta recebeu: Overall Gold Employer Stability Platinum Employer A análise aponta que a retenção de funcionários é um dos principais pontos fortes da empresa. Por outro lado, os resultados ligados a promoções aparecem em níveis mais moderados, variando consideravelmente de acordo com a função exercida. Nvidia A Nvidia vive um dos momentos mais importantes de sua história e atualmente lidera o ranking global de valor de mercado graças à demanda por chips de inteligência artificial. No levantamento sobre carreira, recebeu: Gold Employer Stability Gold Employer A empresa se destaca principalmente pela combinação entre remuneração competitiva e estabilidade, características que ajudam a explicar sua reputação como empregadora em um setor marcado pela intensa disputa por talentos. Ao mesmo tempo, trabalhar na companhia significa atuar em um ambiente extremamente competitivo e pressionado pela rápida expansão do mercado de IA. Broadcom A Broadcom, fabricante de semicondutores e softwares de infraestrutura, foi a única entre as gigantes analisadas que não recebeu nenhum selo corporativo geral. Ainda assim, isso não significa que seja necessariamente um lugar ruim para trabalhar. O estudo mostra que diversas carreiras específicas receberam avaliações positivas, especialmente na categoria relacionada ao crescimento profissional. Entre os destaques estão: Engenheiros de sistemas e segurança (Platinum) Especialistas de suporte ao usuário (Platinum) Gerentes de projetos de TI (Platinum) Engenheiros de software (Gold) Analistas de sistemas de TI (Gold) Outras pesquisas Além de comparar grandes empresas, o levantamento chama atenção para um aspecto frequentemente ignorado por candidatos e profissionais: a diferença entre salário, crescimento e estabilidade. Segundo os pesquisadores, algumas empresas conseguem atrair trabalhadores oferecendo remunerações elevadas, mas apresentam resultados mais fracos em promoções e retenção. A Goldman Sachs e a Deloitte foram citadas como exemplos desse fenômeno em diversas funções técnicas. A pesquisa também constatou que existe uma diferença média de 81 pontos percentuais entre as funções com melhor e pior desempenho em promoção e retenção dentro das empresas analisadas. Para os autores, isso significa que olhar apenas para o salário ou para o prestígio da marca pode esconder uma parte importante da história.
24/08/2026 05:00:16 +00:00
Como pesquisas militares dos EUA viraram base para os cães-robôs da China

Cães-robôs sobem escadas em demonstração na China, em 21 de março de 2025 REUTERS/Florence Lo A chinesa Unitree Robotics, uma das maiores fabricantes de robôs humanoides e quadrúpedes do mundo, baseou o design de seus cães-robôs em tecnologias desenvolvidas com financiamento dos militares dos Estados Unidos, segundo um ex-integrante da área de tecnologia de defesa americana e três pesquisadores envolvidos no projeto. As informações são da agência de notícias Reuters. O modelo Go2, lançado em 2023 e vendido por cerca de US$ 1.600 (R$ 8.322,24), ajudou a Unitree a conquistar rapidamente espaço no mercado global de robôs quadrúpedes. O interesse pela empresa também impulsionou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Xangai. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Outro robô da Unitree apareceu em imagens exibidas pela televisão estatal chinesa transportando uma arma e acompanhando tropas do Exército de Libertação Popular (ELP) durante um exercício militar. Segundo pesquisadores ouvidos pela Reuters, esses robôs utilizam avanços na locomoção de máquinas quadrúpedes financiados pelo Laboratório de Pesquisa do Exército dos EUA e por outros programas militares americanos. Agora no g1 O projeto financiado pelo Exército acabou servindo de base para o primeiro robô da Unitree produzido em escala comercial relevante, afirmou Gavin Kenneally. Ben Katz, que trabalhava no Laboratório de Robótica Biomimética do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), integrante de um consórcio de universidades financiado por programas militares dos EUA, afirmou que as dimensões da popular série Go da Unitree eram praticamente idênticas às de um robô que ele ajudou a desenvolver, chamado Mini Cheetah. O caso evidencia dificuldades mais amplas dos Estados Unidos para competir com a capacidade industrial chinesa em setores estratégicos de alta tecnologia, incluindo áreas consideradas essenciais para a segurança nacional. Apoiadas por subsídios estatais, polos industriais especializados e maior disposição para operar com margens reduzidas ou prejuízos prolongados, empresas chinesas ampliaram sua participação em mercados como os de painéis solares, drones, veículos elétricos e comunicações quânticas. Muitas dessas tecnologias tiveram suas origens em pesquisas apoiadas por governos ou forças armadas dos EUA. Kenneally transformou parte desses avanços em produtos comerciais por meio da Ghost Robotics, empresa que fornece robôs para forças especiais dos Estados Unidos. Ainda assim, sua operação continua menor e mais cara do que a da Unitree. Em junho, o Pentágono incluiu a Unitree em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificando-a como uma "contribuinte para a base industrial de defesa chinesa". A medida não equivale a uma sanção, mas pode restringir o uso futuro da tecnologia da empresa pelas Forças Armadas dos EUA. A Unitree afirma que seus robôs são destinados a aplicações civis. A Unitree, o Conselho de Estado da China e o Ministério da Defesa chinês não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. Segundo os pesquisadores ouvidos pela agência de notícias, a Unitree não agiu de forma inadequada ao utilizar pesquisas financiadas pelo Exército dos EUA. Os resultados do programa foram publicados abertamente para estimular avanços na área, uma prática comum no meio acadêmico. A porta-voz do Laboratório de Pesquisa do Exército, Amanda Ligon, afirmou que a pesquisa fortaleceu o setor de robótica dos Estados Unidos como um todo e serviu de base para trabalhos posteriores nos setores público e privado. O laboratório encaminhou as perguntas sobre a utilização comercial da tecnologia pela Unitree ao Pentágono, que se recusou a comentar. Como a China ganhou escala na robótica A Unitree vendeu mais de 5.500 robôs humanoides e 18 mil robôs quadrúpedes no ano passado, segundo documentos da empresa, e atualmente é avaliada em cerca de US$ 9 bilhões antes de sua estreia na bolsa de valores, prevista para quarta-feira. Em contrapartida, nenhuma empresa dos Estados Unidos conseguiu produzir robôs desse tipo em larga escala, incluindo a Tesla, de Elon Musk, que há anos apresenta protótipos de seu robô humanoide Optimus. A Boston Dynamics, fabricante do robô Spot, afirmou recentemente em audiência no Congresso que os preços praticados por empresas chinesas podem expulsar concorrentes americanos do mercado. Nenhum dos pesquisadores entrevistados pela Reuters defendeu que pesquisas financiadas pelo governo fossem mantidas em segredo. Em vez disso, eles argumentaram que os formuladores de políticas públicas deveriam criar condições para que empresas americanas transformem rapidamente esses avanços em produtos competitivos. O Laboratório de Pesquisa do Exército também afirmou que a divulgação dos resultados é importante para o avanço científico e tecnológico. Os EUA continuam se destacando em inovação e desenvolvimento de software, mas precisam de capital, infraestrutura industrial, mão de obra qualificada e cadeias de suprimentos robustas para transformar essas inovações em produção em larga escala, afirmou Vijay Kumar, reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade da Pensilvânia. Por ora, as autoridades americanas têm recorrido principalmente a restrições comerciais para proteger empresas nacionais da concorrência chinesa. Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) proibiu a importação de futuros modelos de robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior, incluindo os da Unitree. A China respondeu à medida com ameaças de retaliação. A embaixada da China em Washington afirmou, em comunicado, que as empresas chinesas estão ajudando a tornar novas tecnologias mais acessíveis em todo o mundo. O governo chinês também acusou os Estados Unidos de abuso de poder administrativo e de promover "distorção de mercado e intimidação unilateral". A maioria dos especialistas ouvidos pela Reuters apoiou as restrições impostas pelos Estados Unidos, mas afirmou que essa política, sozinha, não é suficiente para construir uma indústria capaz de competir com a China. “Esta não é apenas uma disputa entre empresas americanas e chinesas de robótica”, disse Kenneally, fundador da Ghost Robotics. “É uma disputa entre empresas privadas dos Estados Unidos e uma estratégia industrial coordenada pelo governo chinês.” Em 2015, o presidente chinês Xi Jinping lançou um plano de dez anos para transformar a China em líder em setores como energia verde, veículos elétricos e robótica. Desde então, o país tem direcionado grandes volumes de capital para a manufatura avançada, muitas vezes aceitando margens de lucro reduzidas para ganhar escala. A rapidez com que fabricantes chineses conseguem reproduzir e adaptar novas tecnologias está ligada ao domínio do país no refino de minerais críticos usados em ímãs para robótica, além da concentração de fornecedores de motores, engrenagens, atuadores — componentes que funcionam como os "músculos" dos robôs — e outras peças na região de Hangzhou, onde fica a sede da Unitree. Reyk Knuhtsen, analista de robótica da SemiAnalysis, classificou a dificuldade dos Estados Unidos em transformar pesquisas nacionais em produtos comerciais como uma "oportunidade perdida". Segundo ele, parte do problema está na preferência de investidores americanos por startups de software com retorno mais rápido. Na sua avaliação, barreiras comerciais contra a China não serão suficientes para impulsionar a fabricação de robôs. “Este é um desafio enorme para os Estados Unidos”, afirmou. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre a política industrial dos Estados Unidos. Um porta-voz da FCC afirmou que a agência busca proteger os americanos de ameaças estrangeiras e preparar o país "para cumprir a visão do presidente Trump de liderar o mundo na próxima geração de tecnologias". Jaret Riddick, ex-diretor do Laboratório de Pesquisa do Exército e responsável pelo projeto de robótica financiado pelos militares, afirmou que a iniciativa ajudou a impulsionar a indústria americana de robôs quadrúpedes. Mas, sem incentivos para ampliar a produção em larga escala, a Unitree "simplesmente monopolizou esse mercado", disse. Ensinando novos truques a cães-robôs O Exército dos Estados Unidos financiou a Aliança de Tecnologia Colaborativa em Robótica (RCTA, na sigla em inglês) entre 2010 e 2020. A iniciativa reuniu pesquisadores do governo, universidades e empresas, incluindo profissionais da Universidade da Pensilvânia, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Boston Dynamics, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e de outras instituições de pesquisa. O principal parceiro industrial foi a General Dynamics Land Systems, fabricante dos tanques Abrams M1. Em 2016, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, entre eles Kenneally, substituíram pesados sistemas centrais de engrenagens por motores instalados diretamente nas pernas dos robôs. A mudança aumentou a capacidade das máquinas de perceber e reagir ao terreno. O avanço se baseou em pesquisas anteriores do MIT financiadas pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Em 2019, o laboratório do MIT apresentou o Mini Cheetah, que incorporava características desenvolvidas na Universidade da Pensilvânia e se destacava pela maior resistência e pela capacidade de executar cambalhotas para trás. Katz afirmou que, poucos meses após publicar sua dissertação sobre os atuadores do Mini Cheetah, já encontrou cópias dos componentes sendo vendidas por fabricantes chineses. A Unitree havia sido fundada três anos antes por Wang Xingxing, então com 26 anos. Em sua dissertação de mestrado de 2016, analisada pela Reuters, Wang citou pesquisas do MIT, incluindo versões anteriores do projeto Cheetah, e mencionou aplicações futuras em áreas como defesa, segurança, uso doméstico e educação. Em seu site, a Unitree afirma ter desenvolvido internamente componentes como motores, sistemas de transmissão, controladores e até alguns sensores utilizados em seus robôs quadrúpedes. João Ramos, que pesquisava no laboratório do MIT na mesma época que Katz, afirmou que a Unitree reproduziu elementos do formato, da estrutura e do projeto do Mini Cheetah. Ainda assim, reconheceu o mérito da empresa por ter realizado um trabalho sólido de engenharia para transformar a tecnologia em um produto fabricado em larga escala. "A implementação prática e a transformação dessa tecnologia em um produto comercial foram mérito deles", afirmou Ramos. Cães-robôs no campo militar Robôs bípedes ainda não são amplamente utilizados em operações militares, mas as Forças Armadas dos Estados Unidos e da China já testaram esse tipo de aplicação. Em outubro, quadrúpedes da série Robot Wolf, desenvolvidos por outra empresa chinesa, apareceram em reportagens da mídia estatal sobre exercícios que simulavam desembarques militares em praias realizados pelo Exército de Libertação Popular. A Unitree afirma publicamente que seus produtos têm finalidade civil. Em 2022, a empresa assinou uma carta aberta, ao lado de fabricantes de robôs de outros países, comprometendo-se a não transformar essas máquinas em armas, citando riscos de danos e preocupações éticas. Apesar disso, a televisão estatal chinesa exibiu imagens de robôs Go2 da Unitree acompanhando tropas do país e de uma versão modificada do modelo B1 disparando um fuzil de assalto acoplado à estrutura da máquina. Em setembro de 2023, o Exército dos Estados Unidos recebeu uma autorização especial para contornar exigências federais que priorizam a compra de produtos fabricados no país e adquirir dois robôs Unitree Go2. Registros oficiais classificavam os equipamentos como ferramentas importantes diante da falta de alternativas americanas disponíveis em escala comercial e com qualidade considerada satisfatória. A Reuters não conseguiu confirmar se a compra foi concluída. Ainda naquele mês, os fuzileiros navais dos Estados Unidos realizaram testes para acoplar um lançador de foguetes a um robô Go1 e permitir disparos remotos. A Ghost Robotics, fundada por Kenneally, já entregou cerca de mil robôs Vision 60, principalmente para clientes militares e governamentais. Os equipamentos são usados em tarefas de vigilância e busca em ambientes considerados hostis. O primeiro cliente da empresa foi o Comando de Guerra Especial da Marinha dos Estados Unidos, responsável pelas equipes SEAL. Alguns componentes do Vision 60, vendido por mais de US$ 165 mil, ainda são fabricados na China, embora a empresa tenha buscado diversificar sua cadeia de fornecedores. Em comparação, a Unitree comercializa sua série B nos Estados Unidos por menos de US$ 100 mil. Há dois anos, a Ghost Robotics transferiu o fornecimento de motores da China para a Coreia do Sul. Ainda assim, a empresa enfrenta dificuldades para substituir ímãs produzidos por fabricantes chineses e alguns componentes metálicos, segundo Kenneally. Segundo Kenneally, a única forma de reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa é ampliar o fornecimento por países aliados que possuam capacidade produtiva inexistente hoje nos Estados Unidos. Em 2024, a sul-coreana LIG Defense & Aerospace adquiriu 60% da Ghost Robotics por US$ 240 milhões. Segundo Kenneally, a empresa também avalia a possibilidade de produzir equipamentos em Taiwan. "Precisamos trabalhar em estreita colaboração com nossos aliados", afirmou. "Não existe um caminho viável sem eles."
24/08/2026 05:00:15 +00:00
Mega-Sena: aposta única de Santa Catarina ganha quase R$ 58 milhões; confira os números sorteados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3048 O sorteio do concurso da Mega-Sena foi realizado neste domingo (23), em São Paulo. Uma aposta única de Blumenau, em Santa Catarina, acertou os seis números e levou o prêmio de R$ 57.261.598,09. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 44 - 06 - 27 - 50 - 02 - 39 Setenta e seis apostas fizeram cinco acertos e levaram R$ 34.212,24. Outras 4.346 apostas acertaram quatro números, com prêmio de R$ 986,17. Números sorteados no concurso 3048 da Mega-sena, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
23/08/2026 14:04:29 +00:00
'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial

EUA impõem tarifas de 50% sobre importações do Canadá após fracasso de negociações O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou neste domingo (23) o tom contra o Canadá após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. No sábado, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos importados do Canadá, já que não foi possível finalizar um acordo que, na avaliação americana, teria reduzido substancialmente as tarifas e oferecido condições mais favoráveis de acesso ao mercado dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu Trump. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social O cabo de guerra dos norte-americanos A nova escalada ocorre apenas alguns dias depois de os dois países indicarem que estavam próximos de um acordo. Na terça-feira (18), Trump havia suspendido por três dias a aplicação das tarifas de 50%, alegando que EUA e Canadá tinham chegado a um entendimento preliminar. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, confirmou que havia "progressos substanciais" nas conversas. As negociações, porém, fracassaram na noite de sexta-feira (21). As tarifas americanas entraram em vigor à 0h01 de sábado (22), no horário de Washington, sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. Em resposta, Carney anunciou que o Canadá aplicará tarifas "dólar por dólar" a produtos americanos. "Nos próximos dias, divulgaremos detalhes dessas novas medidas tarifárias, que entrarão em vigor na terça-feira seguinte ao Dia do Trabalho", afirmou o premiê em coletiva de imprensa. Cronologia: da trégua ao colapso do acordo comercial Casa Branca chama Carney de 'insensato' Neste domingo, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou que "pensar que eles [canadenses] vão entrar em guerra com Donald Trump e realmente vencer a guerra contra os Estados Unidos, acho que é insensato da parte deles", ao programa "Fox News Sunday". Carney, por outro lado, adotou um tom desafiador ao anunciar a retaliação canadense. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", afirmou no sábado (22), depois de rejeitar o que classificou como um "mau acordo" oferecido por Washington. Por que o Canadá não firmou o acordo? Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Segundo Carney, os avanços obtidos nas negociações não foram suficientes para atender aos objetivos do Canadá. O premiê também afirmou que os Estados Unidos tentaram incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade canadense de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros. As negociações também envolveram uma série de outros pontos de atrito, incluindo tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, acesso ao mercado canadense de leite, aves e ovos, compras governamentais, bebidas alcoólicas, serviços digitais, propriedade intelectual, agricultura, trabalho forçado, energia e preços de medicamentos. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. "Washington estava exigindo demais e oferecendo muito pouco", declarou Carney. O primeiro-ministro também afirmou que algumas exigências americanas representariam uma ameaça à língua francesa e à cultura de Quebec. Entre os temas discutidos estavam subsídios à produção cultural francófona, a presença de meios de comunicação em francês nas plataformas digitais e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue de produtos vendidos no Canadá. "Quando somos atacados, estamos em guerra. Nós fomos atacados", disse Carney em Ottawa. A disputa marca uma nova deterioração na relação entre os dois países e coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. O Canadá é particularmente vulnerável à escalada porque cerca de 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. Os principais pontos de atrito O fracasso das negociações ocorreu em meio a uma série de disputas comerciais acumuladas entre os dois países. Em seu relatório de 2026 sobre o Canadá, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) destacou diferentes áreas de conflito. Leite, aves e ovos: os Estados Unidos criticam o sistema canadense que controla a produção desses produtos, com limites de produção e cotas de importação; Preferência para empresas canadenses: Washington contesta a iniciativa Buy Canadian ("Compre Canadense"), que dá prioridade a empresas do país e ao uso de aço, alumínio e madeira produzidos no Canadá em grandes contratos públicos; Vinho, cerveja e destilados: os EUA afirmam que o controle da distribuição de bebidas alcoólicas por órgãos públicos provinciais cria barreiras relacionadas a produtos, preços e regras de distribuição; Impostos sobre serviços digitais e plataformas: Washington acompanha o imposto canadense sobre serviços digitais cobrado de grandes empresas de tecnologia; Serviços de streaming: os Estados Unidos também contestam regras que exigem contribuições financeiras de determinadas plataformas para o sistema de radiodifusão canadense; Agricultura e sementes: os Estados Unidos afirmam que o sistema canadense de registro de sementes é lento e burocrático e dificulta a entrada de sementes e grãos americanos; Propriedade intelectual: o Canadá continua na lista de observação dos Estados Unidos sobre proteção à propriedade intelectual; Trabalho forçado: os Estados Unidos consideram insuficiente a fiscalização canadense para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado; Mercado de energia em Alberta: Washington afirma que o mercado de eletricidade da província prejudica produtores americanos; Preços de medicamentos: os EUA criticam o órgão canadense responsável por revisar os preços de medicamentos patenteados. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026 Ken Cedeno/Reuters
23/08/2026 13:52:07 +00:00
PIX fora do ar? Clientes de banco relatam instabilidade do serviço; Banco Central diz que sistema foi restabelecido

Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? Marcello Casal Jr/Agência Brasil Clientes de bancos brasileirosrelataram neste domigno (23) instabilidade nas operações do PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços on-line, registrava, às 08h30 deste domingo, 2.431 relatos de que o serviço não estava funcionando. Às 10h50, havia 117 relatos. Em nota, o Banco Central confirmou a instabilidade, mas disse que os sistemas já restabelecidos. "Na manhã deste domingo, a equipe técnica do Banco Central identificou uma instabilidade nos sistemas do Pix, que gerou dificuldades na realização de transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram prontamente restabelecida e o Pix funciona normalmente", diz a nota. Plataforma Downdetector registra reclamações de instabilidade no funcionamento do PIX, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Downdetector Entre os bancos apontados por usuários na plataforma Downdetector e na rede social X, estão: Bradesco; Caixa Econômica Federal; C6; Inter; Itaú; Nubank; Santander. Veja, abaixo, alguns dos relatos de usuários nas redes sociais: Relato de PIX fora do ar, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ X Relato de PIX fora do ar, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ X Relatos de falhas no PIX na plataforma Downdetector, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Downdetector Agora no g1
23/08/2026 11:35:51 +00:00
Bovinos influenciadores: conheça a vaca Leide e o touro Xerife

Leide se tornou influenciadora e garota propaganda Reprodução / TV TEM Sem leilão ou competição, a Leide e o Xerife ganharam reconhecimento de um jeito fora do convencional. Mais do que gado, eles são influenciadores na região noroeste do estado de São Paulo; cada um com seu estilo de conteúdo. Leide, uma vaca do município de Guapiaçu (SP), se tornou influenciadora e garota propaganda. Ela compartilha seu dia a dia na fazenda, com dicas, indicações de produtos e algumas fofocas do que acontece no curral. Aguinaldo José Cardoso, o dono da Leide, quase chegou a vender o animal, antes de receber a proposta dos vídeos. A ideia de colocar Leide na frente das câmeras veio do casal Flávio e Jeovana Pessini, produtores de conteúdo. Os vídeos surgiram para mostrar como é a vida no campo e a produção de leite, criando um conteúdo mais divertido e descontraído para os produtores rurais. Jeovana grava, edita e dá voz para a vaquinha. As gravações sempre respeitam a rotina da Leide, para não estressar a vaca ou influenciar sua produção de leite. Xerife, um touro de quase 700 quilos, cresceu cercado de crianças e se tornou famoso pela vizinhança Reprodução / TV TEM Em José Bonifácio (SP), a cara fechada do Xerife esconde um touro dócil e energético. Com quase 20 mil seguidores, ele está nas redes desde bezerro, dando e recebendo muito carinho. Xerife foi um guacho, um bezerro órfão, e passou a vida inteira sendo criado pela família do pecuarista Rafael Vinicius Cardoso. Hoje Rafael e Maria Luiza, veterinária e esposa do pecuarista, compartilham momentos junto de Xerife. O animal de quase 700 quilos cresceu cercado de crianças e se tornou famoso pela vizinhança. Um de seus vídeos mais famosos mostra Xerife ainda jovem invadindo a área da churrasqueira de sua casa. Até os dias de hoje o touro é considerado parte da família, com um forte laço emocional. Xerife e sua família mostram partes da sua rotina nas redes, com diversão e muito amor. Veja a reportagem exibida no programa em 23/8/2026: Bovinos influenciadores: conheça a vaca Leide e o touro Xerife VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
23/08/2026 10:30:22 +00:00
Variedade de uva italiana começa a ser produzida em São Roque

Nebbiolo é uma variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo. Reprodução / TV TEM O município de São Roque (SP) é um dos principais polos de produção de uva e vinho no estado de São Paulo, com tradição centenária e forte investimento em enoturismo. Nesta safra de inverno, a cidade apresenta uma novidade: a primeira colheita da uva nebbiolo, variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo. O produtor e presidente da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Cláudio Góes, destaca o diferencial da nebbiolo. Originária do Piemonte, no noroeste da Itália, a uva possui ciclo mais longo e se adapta melhor ao clima de outono e inverno. A produção de inverno é possível graças à técnica da dupla poda, que altera o ciclo da videira e o período de colheita. Ao longo do ano, realiza-se uma poda de rebaixamento na primavera e, cerca de seis meses depois, uma poda mais alta para estimular a frutificação. Dos 40 hectares de vinhedo, 20 já utilizam esse método. Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Formolo, o processo e a colheita de inverno tornam a uva mais doce, com pH e acidez equilibrados, o que resulta em vinhos de maior qualidade. A vinícola com maior produção de vinhos de inverno na região metropolitana de Sorocaba espera colher cerca de 100 toneladas de uva nesta safra. Na propriedade de Alex Moraes, são 10 hectares de cultivo, dos quais quatro destinados à produção de inverno. A colheita, prevista para o fim de agosto, ocorre fora do período chuvoso — prejudicial à floração — e aproveita dias mais quentes com noites frias, condições que favorecem o acúmulo de açúcar e o equilíbrio da acidez das uvas. O produtor estima colher quatro toneladas, suficientes para gerar aproximadamente 2 mil litros de vinho. O preço será mais elevado devido ao maior custo de produção da safra de inverno. Veja a reportagem exibida no programa em 23/8/2026: Variedade de uva italiana começa a ser produzida em São Roque VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
23/08/2026 10:30:18 +00:00
Golpes usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola para roubar dinheiro; veja como se proteger

Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo Com a digitalização dos serviços públicos e a expansão de programas de apoio financeiro e social, golpistas passaram a usar cada vez mais o nome de iniciativas do governo para enganar a população. Entre os alvos estão programas como o Desenrola e o Minha Casa, Minha Vida. O CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, destaca que o avanço tecnológico trouxe facilidades, mas também abriu espaço para golpes de engenharia social cada vez mais personalizados e sofisticados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome por exemplo. Por isso, a informação é o ingrediente mais eficiente contra o crime digital”. Como acontecem os golpes No caso do Minha Casa, Minha Vida, golpistas podem prometer prioridade na fila ou aprovação garantida do financiamento em troca de pagamentos antecipados, feitos por PIX ou boletos falsos. No Desenrola Brasil, a estratégia é semelhante. Sites e aplicativos falsos imitam o programa do governo e oferecem condições atrativas para renegociar dívidas. A vítima faz o pagamento acreditando que está quitando ou reduzindo uma dívida, mas o dinheiro vai para os golpistas. Segundo a ABBC, pedidos de pagamento antecipado ou de transferência de dinheiro para liberar benefícios devem servir de alerta para possíveis golpes. Os sinais de alerta A ABBC lista alguns sinais de alerta para identificar e evitar esse tipo de golpe: Desconfie de mensagens que tentam criar urgência, como “último dia” ou “benefício será cancelado hoje”; Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail antes de verificar a origem; Confira se o endereço acessado pertence aos canais oficiais do governo; Desconfie de supostos atendentes que entram em contato por aplicativos de mensagens oferecendo vantagens ou prometendo agilizar processos. Ao acessar um serviço público, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais, como o portal gov.br. Quando houver necessidade de atendimento presencial, o cidadão deve buscar os locais indicados pelo próprio programa, como o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), quando for o caso. Se perceber que caiu em um golpe, a pessoa deve comunicar imediatamente a instituição financeira e registrar um boletim de ocorrência.
23/08/2026 08:00:46 +00:00
El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação

El Niño deve ser o mais intenso de que se tem memória Os alimentos podem ficar mais caros para os brasileiros e atingir um pico de preços em até seis meses após os choques climáticos provocados pelo El Niño. É o que aponta um modelo matemático desenvolvido pelo Rabobank com base no histórico do fenômeno no Brasil. Segundo o estudo, os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, são os que tendem a encarecer mais. Em um cenário de El Niño forte, os preços dessa categoria podem subir 19,9%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria 6,32%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um evento moderado, as altas seriam de 13,4% e 2%, respectivamente. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima em diferentes partes do mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. ➡️ Os alimentos in natura são os que reagem mais rapidamente aos impactos. No caso das hortaliças, isso ocorre porque elas têm ciclos de produção mais curtos, fazendo com que problemas climáticos afetem a oferta mais rapidamente. ➡️ Já os semi-elaborados sentem os efeitos de forma mais gradual, principalmente por causa do encarecimento dos insumos. Essa categoria reúne alimentos que passam por algum processamento antes de chegar ao consumidor, como arroz e feijão. ➡️ Os industrializados, por sua vez, tendem a registrar aumentos mais suaves, porque o preço final também depende de custos como processamento, embalagem, transporte e comercialização. Segundo o relatório, a intensidade e a duração dos impactos variam conforme a força do El Niño, as condições da safra e o cenário econômico. 🔎 Como a conta foi feita? O estudo comparou a evolução do Índice Oceânico Niño (ONI), usado para acompanhar a intensidade do fenômeno, com a inflação dos alimentos consumidos em casa durante os principais episódios de El Niño das últimas décadas. Para classificar a intensidade do fenômeno, o estudo considerou a variação da temperatura do Oceano Pacífico medida pelo ONI. Valores superiores a 0,5°C na média de três meses indicam um El Niño moderado, enquanto aqueles acima de 1°C caracterizam episódios fortes. De acordo com a última divulgação da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), em agosto, há 26% de probabilidade de um El Niño moderado, 57% de um evento forte e 16% de um evento muito forte. Para o fim do ano, as projeções indicam cerca de 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte. LEIA MAIS ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Como vai ficar a inflação? ➡️ El Niño de intensidade moderada Em um El Niño moderado, os preços dos produtos in natura poderiam subir 13,4% no acumulado de 12 meses. Como esses alimentos representam apenas uma parte dos gastos considerados no IPCA, a alta acrescentaria cerca de 0,36 ponto percentual à inflação geral. Os preços dos alimentos semi-elaborados e industrializados também subiriam, mas menos: 0,27% e 0,5%, respectivamente. Somados todos esses efeitos, o El Niño moderado acrescentaria cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA. ➡️ El Niño forte Em um El Niño forte, os preços dos alimentos in natura poderiam subir quase 20%. Sozinha, essa alta acrescentaria cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA. Os semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto, enquanto os industrializados avançariam 1,4%, acrescentando outros 0,11 ponto. No total, o efeito dos alimentos acrescentaria cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA, com o impacto mais forte aparecendo cerca de seis meses após o choque climático. Onde vai ficar mais caro? O estudo também analisou como os impactos podem variar entre as regiões metropolitanas. Os cálculos indicam que regiões com maior peso do consumo ou da produção de alimentos in natura tendem a sentir os efeitos mais rapidamente e com maior intensidade. Em outras localidades, o repasse aos preços seria mais gradual, mas poderia durar mais tempo. Os maiores aumentos de preços no curto prazo se concentrariam em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém. Salvador e Recife teriam impactos menores inicialmente, indicando um repasse mais gradual dos choques climáticos aos preços, segundo o relatório. LEIA TAMBÉM Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores Quais alimentos devem pesar mais no bolso? Segundo economistas ouvidos pelo g1 em julho, os primeiros impactos devem aparecer nas hortaliças, mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño ganhar intensidade, produtos que dependem de safras específicas também podem ficar mais caros no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, entre os principais produtos que podem ser afetados estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode sofrer impactos, dependendo do volume de chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser uma das atividades mais afetadas no Centro-Oeste e no Norte, onde a falta de chuvas pode reduzir a disponibilidade de água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor podem favorecer a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem beneficiar as culturas de inverno. SAIBA MAIS J&F, de Wesley e Joesley Batista, compra fabricante de armas de guerra Avibras Limões 'alienígenas' intrigam produtora; entenda o que causa a deformação
23/08/2026 08:00:45 +00:00
Por que europeus estão guardando mais dinheiro vivo mesmo usando cada vez menos notas?

Mais de 31 milhões de notas de euro estão em circulação, em comparação com 24 milhões pouco antes da pandemia Frank Hoermann/SVEN SIMON/IMAGO via DW Dados do Banco Central Europeu (BCE) revelam que o número de cédulas de euro em circulação na União Europeia (UE) está aumentando, apesar da crescente disseminação de pagamentos eletrônicos entre os europeus. Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos contra os sistemas de pagamento online e por aproximação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os incêndios florestais que atingiram com força vários países da Europa nos últimos meses também levaram as pessoas a aumentar suas reservas de emergência em dinheiro vivo. Ainda que em muitas cidades da Europa os pagamentos eletrônicos sejam utilizados com mais frequência do que os em espécie, o valor total das notas em circulação aumentou significativamente, de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026, segundo dados do BCE, que monitora o número de notas bancárias em circulação desde 2002. Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo Mais de 31 bilhões de notas estão em circulação, em comparação com 24 bilhões pouco antes da pandemia de covid-19, em 2019. A nota mais popular em 2025 era a de 50 euros, seguida pela de 100 euros. Em termos proporcionais, a quantidade de notas em circulação equivale a 5.000 euros para cada cidadão da Zona do Euro. O paradoxo do dinheiro vivo na Europa Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirmou recentemente que o estoque total de cédulas continua a crescer. O número de notas está diminuindo nas transações financeiras, ao mesmo tempo em que aumenta em razão dos estoques pessoais. O BCE afirma que o dinheiro em espécie é uma parte fundamental da "prontidão nacional para crises", a capacidade de cada país de antecipar, prevenir e reagir a crises internacionais como conflitos, desastres naturais, apagões de energia, crises de saúde e outras. "A demanda por dinheiro em espécie durante crises — como a crise financeira de 2008, a crise da dívida soberana europeia e a pandemia de COVID-19 — ressalta a sua importância, especialmente em tempos turbulentos", disse Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE. Em 2025, os cidadãos da UE foram aconselhados a estocar alimentos, água e itens essenciais suficientes para 72 horas em caso de emergência, como os incêndios florestais e outras catástrofes, além do risco de ciberataques. As famílias foram incentivadas a ter um kit de emergência contendo água engarrafada, rádio de pilha, alimentos enlatados e dinheiro em espécie. Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão social K. Schmitt/Fotostand/IMAGO via DW Diversos países europeus, como a Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e Suécia, recomendaram que os cidadãos mantenham entre 70 e 100 euros (R$ 425 e R$ 607) por família, o suficiente para pagar por itens essenciais durante 72 horas caso os serviços online e aplicativos móveis fiquem indisponíveis. Lane também destacou a necessidade de legislação para garantir que as redes de caixas eletrônicos permaneçam disponíveis em todas as áreas comerciais da UE. Olive McCarthy, professora da Universidade de Cork, na Irlanda, especializada em inclusão financeira, afirmou em entrevista ao jornal The Guardian que a continuidade da existência do dinheiro em espécie é fundamental para a sociedade. Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão, sendo essencial para idosos e pessoas em condição vulnerável, como vítimas de violência doméstica cujos gastos sejam controlados pelo agressor. O dinheiro em espécie também pode ser uma ferramenta para ensinar as crianças a lidar com finanças e orçamento. Europa cria seu próprio "Pix" Pagamentos eletrônicos se mantêm em alta na Europa Arman Zhenikeyev/Westend61/IMAGO via DW No mês passado, o projeto de lei que cria o euro digital avançou no Parlamento Europeu, aproximando a legislação de sua adoção até o final de 2026. O projeto do BCE cria uma versão digital oficial do euro, emitida e garantida pelo próprio Banco Central. Seria uma forma de dinheiro eletrônico público utilizável em pagamentos digitais, de uso semelhante ao Pix brasileiro. A proposta inicialmente enfrentou críticas de membros do Parlamento Europeu, que argumentaram que o euro digital poderia prejudicar a privacidade e, eventualmente, diminuir o papel das notas e moedas como meio de pagamento. "Gostaria de celebrar o fato de o Parlamento ter aprovado de forma massiva o mandato para estas negociações, que esperamos que sejam concluídas até dezembro", disse a presidente do BCE, Christine Lagarde à emissora de notícias Euronews. Lagarde observou que o euro digital visa trazer o dinheiro público – atualmente disponível principalmente sob a forma de dinheiro físico – para a era digital. Tal como as notas e moedas, a ferramenta seria reconhecida como meio de pagamento de curso legal. "O dinheiro físico e o euro digital serão ambos moeda de curso legal, o que significa que ninguém, em nenhum lugar da Europa, poderá dizer 'desculpe, não aceito as suas notas'", afirmou. UE quer cortar dependência de sistemas estrangeiros Lagarde acrescentou que o euro digital visa fundamentalmente reforçar a autonomia estratégica da Europa nos pagamentos e no processamento de transações. A maioria dos pagamentos com cartão na Europa é processada por meio de redes de pagamento estrangeiras, como as americanas PayPal, Visa e Mastercard, o que levou os formuladores de políticas da UE a pressionarem por uma alternativa regional, à medida que as tensões geopolíticas evidenciam a dependência do bloco de provedores sediados principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, o Pix se tornou alvo de críticas do governo dos EUA, que o acusa de prejudicar empresas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência que considera desigual, e que favoreceria de forma injusta o sistema brasileiro. O sistema de pagamentos online chegou a ser citado por Washington como um dos motivos para o aumento das tarifas americanas contra o Brasil. Para Lagarde, a melhor saída seria uma solução europeia. "Dependemos predominantemente de redes americanas, mas também, às vezes, chinesas, para organizar pagamentos. Precisamos de uma solução europeia porque queremos ser soberanos em termos domésticos", disse. Citando dados do BCE sobre pagamentos com cartão, ela destacou que, em 60% dos casos, as pessoas utilizam infraestruturas de pagamento que estão sob controle de capital estrangeiro.
23/08/2026 08:00:43 +00:00
IA pode estar freando salários antes de cortar empregos; veja profissões mais expostas e rankings

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta: os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar. A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude. O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%. 🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial. Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho. A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores. São elas: Programadores (0,75) Atendentes de customer service (0,70) Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67) Especialistas em prontuários médicos (0,67) Analistas de mercado e marketing (0,65) Transcritores médicos (0,64) Representantes de vendas não técnicas (0,63) Arquitetos de banco de dados (0,58) Analistas financeiros e de investimentos (0,57) Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52) Assistentes estatísticos (0,51) 📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia. O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas. Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais. Exposição não significa perda de emprego Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial. O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida. Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda. Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024. Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período. Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente. As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram: Locutores de rádio e DJs (-52,1%) Técnicos de radiodifusão (-29,5%) Diretores musicais e compositores (-17,8%) Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%) Árbitros e mediadores (-14,1%) Artesãos (-14,1%) Psicólogos organizacionais (-13,4%) Juízes e magistrados (-13,3%) Escritores e autores (-12,7%) Legisladores (-11,7%) É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais. O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego. As maiores reduções observadas foram: Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%) Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%) Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%) Legisladores (-38,2%) Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%) Coreógrafos (-36,5%) Técnicos de radiodifusão (-36,2%) Operadores de telemarketing (-31,2%) Entrevistadores de crédito (-28,7%) Astrônomos (-27,8%) Então o que a pesquisa conclui, de fato? A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa. Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho. O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA. Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada "compressão salarial" — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores. Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas. A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios. Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto. programador de sistemas Sora Shimazaki/Pexels
23/08/2026 07:02:03 +00:00
Enter: o que faz a startup brasileira de IA que se tornou unicórnio e já vale US$ 1,2 bilhão

Enter atingiu valor de mercado de US$ 1,2 bilhão em 2026. Divulgação/Enter Em maio, a startup brasileira Enter se tornou uma das empresas mais valiosas da América Latina ao atingir valor de mercado de US$ 1,2 bilhão após uma rodada de investimentos que triplicou sua avaliação, segundo o último comunicado divulgado pela empresa. A companhia captou mais de US$ 100 milhões com os fundos Sequoia e Founders Fund, que já haviam investido na Enter anteriormente. Com isso, a empresa se tornou o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 O mercado financeiro chama de unicórnio as startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão antes de abrirem capital na bolsa de valores. Fundada em 2023 por Mateus Costa-Ribeiro e Henrique Vaz, a empresa oferece ferramentas de inteligência artificial para ajudar outras companhias a lidar de forma mais eficiente com processos judiciais. Agora no g1 "Começando pelo jurídico, a tecnologia da Enter traz mais eficiência para todo o ciclo de um processo judicial: do cadastro de ações e detecção de fraudes documentais à análise de jurisprudências e sugestão de minutas", afirma a empresa. A empresa afirma usar agentes de IA para analisar cada arquivo de um processo, incluindo contratos, áudios, vídeos e extratos, e extrair as informações consideradas relevantes para a defesa. "Cada etapa que se pode imaginar em um processo judicial é primeiro tratada por um agente de IA antes da entrada de um humano", disse Mateus Costa-Ribeiro em entrevista à Bloomberg, em maio deste ano. Com mais de 30 verificações, a Enter diz que sua IA identifica padrões de litigância abusiva, como litispendência (quando uma mesma ação é apresentada mais de uma vez à Justiça), adulteração de documentos e atuação coordenada entre litigantes (pessoas ou empresas envolvidas em um processo judicial). CEO diz ter largado emprego estável para criar startup Mateus Costa-Ribeiro é o cofundador da startup Enter. Reprodução/LinkedIn Em uma publicação no LinkedIn, Costa-Ribeiro, que também é CEO da Enter, afirmou que, há cinco anos, tomou o que considera a "decisão mais importante da minha vida": pedir demissão de um dos principais escritórios de advocacia de Nova York para trabalhar com tecnologia. "Meus pais me ligaram um dia antes e me disseram que eu me arrependeria para sempre daquela decisão. Afinal, eu tinha dedicado boa parte do meu mestrado na Harvard Law School para conseguir aquela vaga e meu novo salário seria menos de um sexto do anterior." "Eu segui a minha intuição: abandonei algo seguro e ótimo para correr atrás do incerto e excepcional. Nosso tempo na Terra é muito curto para ter qualquer pensamento de 'e se eu tivesse tentado?'", completou. O executivo lembra que, após deixar a advocacia, passou a trabalhar com engenheiros de software. Aprendeu o básico de programação, mudou-se para Stanford e criou, com dois amigos, um site simples que permitia aos usuários enviar uma petição inicial em PDF e receber por e-mail uma sugestão de contestação que rebatia os principais argumentos da ação. "Era setembro de 2023, e eu não tinha ideia de que aquele Google Forms feio — a primeira interface do produto da Enter — se transformaria na maior aventura de autoconhecimento e crescimento da minha vida", celebrou. LEIA TAMBÉM: Como era o 'Nokia tijolão', celular mais popular do país na última vez que o Brasil ganhou a Copa iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
23/08/2026 07:01:29 +00:00
Ele enxerga em preto e branco e fez da deficiência um negócio de R$ 100 mil por mês

Empreendedor com deficiência visual cria app para pessoas com a mesma condição e fatura R$ 100 mil por mês Por muito tempo, o alagoano Arthur Sendas enxergou o mundo sem cores. Nascido com acromatopsia, condição que provoca ausência total da percepção de cores e baixa acuidade visual, ele transformou uma dificuldade pessoal em oportunidade de negócio. Hoje, lidera uma startup que desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão. A empresa já alcançou faturamento mensal de R$ 100 mil. "Eu enxergo preto e branco, mas não enxergo nítido", conta o empreendedor. Com a tecnologia criada pela própria empresa, ele diz que conseguiu uma experiência inédita. "Hoje, com o nosso aplicativo, eu consigo fazer essa autodescrição, enxergar todas as cores. Então hoje eu enxergo o mundo bastante colorido." A ideia começou ainda na faculdade, em Maceió, onde Arthur cursava Análise de Sistemas aplicada à área da saúde. Segundo ele, a motivação inicial era justamente encontrar soluções que pudessem ajudá-lo no dia a dia. Foi nesse período que conheceu Júnior, colega de turma que também tinha deficiência visual. Juntos, os dois começaram a desenvolver um dispositivo baseado em ecolocalização, tecnologia inspirada no funcionamento de morcegos e golfinhos. O sistema emitia sons capazes de identificar obstáculos e ajudar na locomoção dos usuários. O primeiro protótipo era um crachá equipado com sensores e motores de vibração. Quando um objeto era detectado, o equipamento enviava sinais táteis ao usuário, indicando a direção e a distância do obstáculo. Apesar dos avanços técnicos, transformar a invenção em negócio não fazia parte dos planos iniciais. Isso mudou durante a festa de aniversário de uma criança cega de três anos. Ao conhecer o projeto, o menino fez um pedido que marcou os fundadores. "Ele disse: eu queria enxergar como vocês enxergavam", relembra Arthur. "A gente estava pensando em um monte de coisa pra fazer, menos no que a gente sabia fazer." Startup desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão. Globo A partir dali, os amigos decidiram investir na tecnologia assistiva. O impulso para transformar o projeto em empresa veio em 2022, quando a startup foi selecionada pelo programa Startup Nordeste, do Sebrae. Além de mentorias, a empresa recebeu R$ 78 mil para acelerar o desenvolvimento do negócio. "Se não fosse o Sebrae, a gente não estaria aqui, porque a gente não teria começado. A gente não teria dinheiro para começar e não saberia o que fazer com esse dinheiro", afirma o empreendedor. Mas a trajetória da startup enfrentou momentos difíceis. Em outubro de 2023, pouco antes do início das vendas, Júnior faleceu em decorrência de um problema de saúde. Dois meses depois, Arthur recebeu o diagnóstico de câncer na garganta. Sem os fundadores à frente da operação, a empresa praticamente interrompeu as atividades. A retomada aconteceu graças aos próprios usuários. Uma mãe procurou Arthur para pedir que o dispositivo voltasse a funcionar para o filho, que dependia da tecnologia. O encontro convenceu o empreendedor a não abandonar o projeto. Pouco tempo depois, a startup venceu uma competição de inovação e retomou o crescimento. Hoje, a solução funciona diretamente no celular. Com recursos de inteligência artificial, ecolocalização e navegação por áudio 3D, o aplicativo é capaz de descrever cenários, identificar pessoas e auxiliar usuários em deslocamentos. Entre os clientes está Jouciclecia Almeida, que usa a ferramenta para tarefas simples do cotidiano. "Eu consigo tranquilamente só apontar a câmera do meu celular e ela vai me dizer, mesmo com potes idênticos, que ali é o açúcar, que o outro é o café", relata. Ela afirma que o maior benefício foi recuperar a independência. "Um dos principais pilares que ele transformou na minha vida é justamente a autonomia", diz. "Eu não consigo me ver hoje sem ela." Segundo Arthur, esse também é o principal objetivo da empresa. "Autonomia. Pra mim sempre vai ser essa palavra. Ela define tudo o que eu faço", afirma. "É a minha felicidade ver aquela pessoa fazendo as coisas sozinhas, de maneira autônoma." Atualmente, o aplicativo possui mais de mil assinantes e cerca de 100 mil cadastros relacionados a empresas e eventos. Para o empreendedor, o foco agora é ampliar o alcance da tecnologia e impactar ainda mais pessoas. "Eu não sei o que vou conseguir fazer, mas eu sei que vai ser um negócio muito melhor do que eu estou fazendo hoje."
23/08/2026 05:00:21 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 58 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.042 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 58 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (9), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (6), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
23/08/2026 03:01:00 +00:00
Irmãos Batista dizem que aquisição da Avibras é 'oportunidade' de entrar nos setores de defesa e aeroespacial; saiba o que diz processo ao Cade

A empresa Globe Investimentos S.A., dos irmãos Joesley e Wesley Batista, afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a aquisição da Avibras representa uma oportunidade para o grupo entrar nos setores de defesa nacional e aeroespacial. A informação consta no formulário apresentado ao órgão para análise da operação. Os irmãos já atuam em áreas como alimentos, energia, mineração e serviços financeiros, e disseram ao Cade que veem o negócio como uma forma de ampliar a atuação para um novo segmento. O documento que o g1 teve acesso também informa que a indústria bélica não teve faturamento em 2025. O período foi marcado pela crise financeira, pela recuperação judicial e por uma greve de funcionários que durou mais de três anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A operação foi anunciada nesta sexta-feira (21) e consiste na aquisição, pela Globe Investimentos, empresa ligada aos irmãos Batista, de 100% das ações da Nova AVB, controladora da Avibras Aeroco. O processo está em análise no Cade e a transferência de controle ainda não foi concluída. LEIA TAMBÉM: Avibras se manifesta sobre compra por empresa de Joesley e Wesley Batista, e diz que negócio ainda depende do Cade Empresa de Wesley e Joesley Batista, compra fabricante de armas de guerra Avibras Avibras: conheça os mísseis, foguetes e sistemas de defesa da empresa Segundo o formulário, esta é a primeira vez que a operação é notificada ao Cade. O negócio consiste na aquisição da integralidade das ações que representam o capital social da Avibras e, por isso, é enquadrado formalmente como uma aquisição de controle. Avibras, em Jacareí. Reprodução/TV Vanguarda No documento, a Globe afirma que a operação representa uma oportunidade de ingressar nos setores de defesa nacional e aeroespacial. A empresa também afirma que a aquisição deve contribuir para a reestruturação e o fortalecimento dessas atividades no Brasil. A informação ajuda a detalhar a estratégia por trás da compra. Nos anúncios feitos anteriormente, a empresa havia informado que o negócio busca dar sustentação à retomada das operações da Avibras, preservar sua capacidade tecnológica e industrial e criar condições para o crescimento da companhia nos mercados brasileiro e internacional. Outro dado que aparece no processo é que a indústria bélica não teve qualquer faturamento em 2025. A empresa passou por uma grave crise financeira, entrou em recuperação judicial em 2022 e enfrentou uma paralisação que incluiu uma greve de funcionários com duração de mais de três anos. Durante o processo de reorganização, foi criada a Nova AVB, estrutura que passou a concentrar os ativos industriais e tecnológicos da companhia. A estrutura empresarial anterior permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial. Em maio de 2026, a unidade da Avibras Aeroco, em Jacareí, no Vale do Paraíba, retomou as atividades. Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Compra ainda depende do Cade Apesar do anúncio da aquisição, a mudança de controle ainda não foi concluída. A operação foi submetida à análise do Cade e depende da aprovação do órgão, além da conclusão dos demais procedimentos necessários para o fechamento do negócio. O valor da transação não foi divulgado. A Avibras informou que continuará comunicando eventuais novos desdobramentos da operação. R$ 300 milhões para a retomada A entrada dos irmãos Batista no negócio ocorre depois de Joesley Batista participar de uma captação de R$ 300 milhões destinada à retomada da Avibras. O financiamento foi coordenado pelo Fundo Brasil Crédito e reuniu investidores privados. O valor investido individualmente por Joesley não foi divulgado. A captação ajudou a viabilizar a retomada das atividades da companhia após anos de dificuldades financeiras. Avibras Reprodução/ TV Vanguarda Avibras é estratégica para a Defesa A Avibras é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento de equipamentos para os setores de defesa e aeroespacial. Entre os principais produtos está o sistema ASTROS, usado pelo Exército Brasileiro, além do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), sistemas de defesa antiaérea e o Skyfire. A empresa também atua no setor espacial e desenvolve motores-foguete, sistemas de propulsão e outros equipamentos. A Avibras fornece ainda foguetes de treinamento utilizados nos centros de lançamento de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Após a retomada das atividades, a Avibras Aeroco foi credenciada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa. Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a fábrica em Jacareí e afirmou que o governo pretendia ampliar as encomendas para a empresa. Quem é a Globe Investimentos A J&F é a holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, responsáveis pelo grupo empresarial que reúne negócios em diferentes setores. A Globe Investimentos, utilizada na aquisição da Avibras, é o veículo de investimentos pessoais dos empresários. Com a operação, os irmãos buscam ampliar a atuação para os setores de defesa nacional e aeroespacial. Aquisição da Avibras é 'oportunidade' de entrar nos setores de defesa e aeroespacial; saiba o que diz processo ao Cade Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
22/08/2026 14:33:14 +00:00
Guerra no Irã faz países do Golfo acelerarem planos para driblar Estreito de Ormuz

Irã diz que Estreito de Ormuz só será reaberto com saída dos EUA A guerra no Irã está obrigando os grandes produtores de petróleo do Golfo Pérsico a reformular a forma como exportam o produto e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, principal rota de saída da região. Segundo o jornal "The New York Times", países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque estão acelerando projetos de oleodutos, terminais e áreas de armazenamento que permitam transportar petróleo sem passar pelo estreito. Os investimentos devem custar bilhões de dólares e levar anos para serem concluídos, mas governos e empresas consideram as novas estruturas necessárias diante do aumento dos riscos na região. Mesmo que um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seja alcançado, os países produtores avaliam que depender de uma única rota de exportação se tornou um risco grande demais. A mudança também pode, ao longo do tempo, reduzir a influência do Irã sobre o comércio de petróleo na região, já que os países vizinhos estarão menos dependentes de uma passagem marítima que pode ser afetada por conflitos. Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos REUTERS "Não acho que nenhum país do mundo queira voltar a depender tanto desse ponto de passagem", disse Ben Cahill, analista de energia da Universidade do Texas em Austin, ao NYT. Segundo ele, os produtores passaram a priorizar mais a segurança de suas estruturas, mesmo que isso implique custos maiores e operações menos eficientes. Exportações pelo estreito despencam Antes de Estados Unidos e Israel iniciarem ataques militares contra o Irã, em 28 de fevereiro, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto por dia passavam pelo Estreito de Ormuz. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas utilizadas para levar o petróleo produzido na região aos mercados internacionais. A guerra, porém, alterou esse fluxo. Bloqueios impostos por Estados Unidos e Irã, minas marítimas, ataques com mísseis e o forte aumento no preço dos seguros para navios praticamente interromperam o funcionamento normal da rota. O NYT explica que na semana passada, as exportações de petróleo bruto pelo estreito haviam caído para cerca de 3,7 milhões de barris por dia, segundo a Kpler, empresa que monitora o transporte marítimo. Ainda assim, isso não significa que apenas esse volume esteja deixando o Golfo. Parte do petróleo continua sendo transportada por navios que adotam medidas para dificultar seu rastreamento. Outra parcela sai por rotas alternativas que já existiam, principalmente oleodutos que não dependem do Estreito de Ormuz. Grande parte dos navios que ainda atravessam a região enfrenta riscos adicionais. Alguns navegam em meio a ataques de drones iranianos; outros desligam seus sistemas de localização para dificultar que sejam identificados. Pelo menos 17 trabalhadores marítimos morreram na região. Emirados ampliam rota alternativa Em Fujairah, cidade portuária dos Emirados Árabes Unidos voltada para o Golfo de Omã, equipes trabalham 24 horas por dia na construção de um segundo oleoduto, paralelo a uma estrutura já existente. O sistema transporta petróleo dos campos terrestres de Abu Dhabi até a costa, permitindo que o produto seja embarcado sem passar pelo Estreito de Ormuz. O novo projeto pretende dobrar a capacidade dessa rota alternativa para 3,6 milhões de barris por dia. Com isso, quase todo o petróleo produzido em terra em Abu Dhabi poderá chegar aos navios que fazem o transporte internacional sem precisar atravessar o estreito. A estatal de energia dos Emirados, Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), também anunciou nesta semana que pretende investir US$ 8,2 bilhões (R$ 42,5 bilhões) na expansão de seus negócios de gás natural. A empresa avalia ainda construir uma instalação para exportar gás natural liquefeito, uma forma de gás natural resfriada a temperaturas muito baixas para facilitar seu transporte em navios, na costa leste dos Emirados. A localização permitiria evitar o Estreito de Ormuz, segundo Peter van Driel, diretor financeiro da ADNOC. Arábia Saudita amplia oleoduto até o Mar Vermelho Na Arábia Saudita, a estatal Saudi Aramco está acelerando uma expansão de bilhões de dólares do Oleoduto Leste-Oeste, uma estrutura criada justamente para oferecer ao país uma alternativa ao transporte marítimo pelo Golfo, registrou o NYT. Construído durante a guerra entre Irã e Iraque, na década de 1980, o oleoduto percorre 1.201 quilômetros pela Península Arábica até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. O presidente da Aramco, Yasir O. Al-Rumayyan, chamou a estrutura neste ano de "linha de vida" econômica do país. Desde que os ataques militares de Estados Unidos e Israel fizeram o Irã interromper, na prática, o funcionamento do Estreito de Ormuz, o oleoduto conseguiu redirecionar cerca de 7 milhões de barris de petróleo por dia. Agora, autoridades sauditas trabalham para acrescentar mais 1 milhão a 2 milhões de barris por dia à capacidade da estrutura. O país também avalia construir um segundo oleoduto, menor e paralelo ao atual, para transportar produtos derivados de petróleo, como combustíveis. "Em relação à exportação do nosso petróleo bruto, estamos trabalhando ativamente para aumentar nossas opções neste momento", disse Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco, na semana passada. Outros países também buscam alternativas A incerteza em torno do Estreito de Ormuz levou outros produtores do Golfo a acelerar projetos semelhantes. O Kuwait negocia com a Arábia Saudita e outros países árabes a construção de um oleoduto que ligaria seus campos de petróleo a portos no Mar Vermelho ou em Omã. Iraque e Jordânia retomaram planos que estavam parados havia anos para construir um oleoduto com capacidade de transportar até 1 milhão de barris por dia até o porto de Aqaba, no Mar Vermelho, segundo informações da televisão estatal jordaniana. O Iraque também está acelerando os planos para reconstruir um oleoduto danificado que permitiria transportar petróleo dos campos de Kirkuk até a costa mediterrânea da Síria. Mas as novas rotas também criam novos riscos. Ao redirecionar parte do transporte de petróleo para o Mar Vermelho, por exemplo, a Arábia Saudita passa a depender mais de uma região onde o grupo rebelde houthi, do Iêmen, tem atacado embarcações. Na terça-feira (11), 6 pessoas morreram quando os houthis atingiram um navio no Mar Vermelho. Petróleo armazenado longe do Golfo Os países produtores também estão adotando outra estratégia: aumentar seus estoques de petróleo em outros países. Além dos novos oleodutos, nações do Golfo estão ampliando a capacidade de armazenamento em locais como Coreia do Sul, Japão e Índia, a milhares de quilômetros da região. A estratégia funciona como uma espécie de seguro: se o Estreito de Ormuz for fechado, parte do petróleo já estará armazenada do outro lado da passagem e poderá ser vendida aos compradores sem depender imediatamente de uma nova travessia pelo estreito. "Todo mundo está tentando aumentar sua capacidade de armazenamento", disse Nasser, da Aramco, ao NYT. "A segurança energética está se tornando uma prioridade agora." Apesar dos investimentos, analistas afirmam que os países do Golfo não conseguirão abandonar completamente o Estreito de Ormuz. "Eles definitivamente precisam do Estreito de Ormuz porque ele oferece muitas vantagens e a infraestrutura já está instalada", disse Carole Nakhle, presidente-executiva da consultoria Crystol Energy. Para ela, porém, a crise mostrou que depender exclusivamente da passagem foi um erro. "Foi tolice colocar toda a confiança em Ormuz", afirmou.
22/08/2026 08:00:42 +00:00
Petrobras e Pemex fazem acordo para explorar petróleo, mas especialistas veem risco de ‘letra morta’

Petrobras e Pemex vão cooperar na exploração e produção de hidrocarbonetos e no refino e comercialização de biocombustíveis. Imago Duas das maiores petrolíferas estatais da América Latina surpreenderam com o anúncio de uma aliança: a Petrobras e a mexicana Pemex assinaram um memorando de entendimento, inicialmente válido por dois anos, para cooperar na exploração e produção de hidrocarbonetos. Elas também negociaram um segundo acordo, com foco no refino e na comercialização de biocombustíveis como o etanol. A notícia foi acompanhada por gestos de grande repercussão, como uma videochamada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, na qual ambos endossaram a cooperação. Especialistas consultados pela DW concordam que o potencial técnico é real, mas alertam que as questões políticas pesam mais do que a engenharia na aliança bilateral. Complementaridade técnica, com nuances No papel, as empresas se complementam: a Petrobras domina a exploração em águas profundas, enquanto a Pemex sofre com deficiências tecnológicas, mesmo conhecendo o terreno mexicano. "Claro que, em teoria, há complementaridade. A Petrobras é atualmente uma grande detentora de tecnologia para exploração em águas profundas. "O Brasil é exportador de diesel e gasolina", explica Adriano Pires, consultor brasileiro de energia e doutor em Economia Industrial pela Universidade Sorbonne Paris Norte. Gonzalo Monroy, CEO da consultoria GMEC e especialista em petróleo e energia, concorda com Pires. "O Brasil tem vasta experiência em perfuração em depósitos de sal, o que permitiu a exploração na Bacia de Santos; no México, também existe potencial sob os depósitos de sal no Golfo". Ele, porém, alerta para as letras miúdas: "há uma palavra no memorando que me deixa pouco otimista: afirma que o acordo não é vinculativo; nem a Pemex nem a Petrobras são obrigadas a investir nada". Na indústria do petróleo, sem muito dinheiro, nada funciona. Campo de petróleo de Cantarell, no México. Pemex/Notimex/Newscom World/IMAGO A longo prazo, um bom negócio Para Elio Ohep, consultor independente e editor do site Energies.net, a parceria pode ser um bom negócio, mas apenas a longo prazo. "A Petrobras tem vasta experiência em águas profundas e recursos financeiros consideráveis; a Pemex aprenderá com isso, e o México colherá os frutos", comenta o especialista venezuelano. Ele adverte, no entanto, que "obviamente, este é um projeto de longo prazo: cinco, dez, 15 anos". Monroy destaca que, no México, após a contrarreforma do petróleo promovida pelo antecessor e mentor de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador, não existem mecanismos legais e comerciais atrativos para que essa aliança se concretize. "As estruturas atualmente previstas em lei, um contrato de prestação de serviços ou uma joint venture, não oferecem à Petrobras a rentabilidade necessária para investir no México", enfatizou. Ohep também analisa com cautela o entusiasmo com que o acordo foi apresentado: "Sheinbaum o apresenta como algo concluído, e isso não é verdade. Não há nada de concreto, apenas um memorando de entendimento preliminar válido por dois anos." Etanol, uma questão secundária O segundo acordo entre as duas petrolíferas inclui biocombustíveis, mas Pires e Monroy o separam do núcleo energético do pacto. "O etanol é produzido no Brasil pelo setor privado, não pela Petrobras. Ele é misturado à gasolina por distribuidores", observa Pires, que é fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele foi indicado em 2022 pelo governo brasileiro para chefiar a Petrobras, mas recusou a oferta. Monroy acrescenta ainda a pressão externa. "O México vem sendo pressionado para abrir seu mercado e comprar mais misturas de etanol; há pressão dos EUA, que produzem etanol à base de milho, e também do Brasil, que o extrai da cana-de-açúcar." Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea Pressão externa e calendário eleitoral Segundo especialistas, o anúncio é motivado mais por cálculos políticos domésticos do que por um plano industrial. Sheinbaum está sob a sombra da renegociação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) e da pressão de Washington sobre o mercado energético mexicano. No Brasil, a descoberta de petróleo na foz do Amazonas, anunciada com a presença de Lula, ocorreu, segundo Pires, devido ao calendário eleitoral. "Esse evento aconteceu porque o Brasil está em ano eleitoral. Se não fosse esse o caso, não teria havido nenhum evento", afirma. Para o especialista, são necessários pelo menos mais quatro anos de análise para determinar se esse depósito amazônico é comercialmente viável. Petrobras quer perfurar mais 3 poços no Amapá: estatal enfrenta oposição do MPF Ohep enxerga uma condição para a sobrevivência da aliança entre as petrolíferas: "Esse acordo só continuará se Lula for reeleito", opina. Como ambas as empresas são estatais, quando o governo muda, o curso dos acontecimentos também pode mudar, concorda Pires. Lições deixadas por acordos anteriores Os três especialistas consultados pela DW moderam suas expectativas com ceticismo histórico. Sem rodeios, Ohep resume que "a maioria dos memorandos de entendimento acaba sendo letra morta". Pires menciona o precedente que mais o preocupa: a parceria entre a Petrobras e a PDVSA da Venezuela durante os governos de Lula e Hugo Chávez, que resultou na refinaria de Recife, "a mais cara do mundo", manchada pelo escândalo de corrupção Lava Jato. Ele enfatiza que esse projeto foi realizado sem nenhum investimento de capital venezuelano ou benefício para a Petrobras. "Tenho receio desse tipo de acordo que reúne dois governos de esquerda e duas empresas estatais", alerta Pires. "Não vou dizer que vai acabar mal, mas diria que tem todos os ingredientes para ser um desastre".
22/08/2026 08:00:40 +00:00
As 10 empresas em que os jovens mais sonham em trabalhar; veja ranking e o que eles valorizam

Pesquisa do CIEE e Instituto Locomotiva revela que jovens priorizam crescimento profissional ao escolher empresas para trabalhar g1 Para os jovens brasileiros, o emprego dos sonhos vai além do salário. A oportunidade de crescer na carreira é o principal critério na escolha de uma empresa, e grandes marcas estão entre os lugares em que essa geração mais deseja trabalhar. É o que aponta um levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), realizado em parceria com o Instituto Locomotiva. O estudo ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos de todas as regiões do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na categoria "Meu Match Perfeito", os primeiros colocados aparecem em situação de empate técnico. O ranking indica que a preferência da nova geração se concentra em grandes marcas e empresas já consolidadas no mercado. 1º lugar (empate técnico) Google Banco do Brasil Itaú Petrobras 2º lugar (empate técnico) Coca-Cola Bradesco Caixa Econômica Federal Sicoob Microsoft Mercado Livre Como se identifica o adoecimento mental no trabalho A preferência por grandes empresas está alinhada a outro resultado da pesquisa: na hora de escolher onde trabalhar, os jovens valorizam mais as oportunidades de crescimento profissional do que a remuneração. Salário e benefícios aparecem em segundo lugar entre os critérios mais mencionados. Os principais fatores citados foram: 54%: oportunidade de crescimento profissional; 43%: boa remuneração e benefícios; 31%: ambiente de trabalho agradável; 24%: empresa tradicional ou renomada; 20%: flexibilidade de trabalho; 20%: localização próxima de casa; 19%: estabilidade e segurança no emprego; 18%: identificação com valores e cultura organizacional; 18%: admiração pela marca ou pelos produtos. O resultado mostra que o salário continua sendo importante, mas, sozinho, não é suficiente para definir onde os jovens desejam trabalhar. A possibilidade de aprender, se desenvolver e crescer profissionalmente surge como uma prioridade ainda maior. Essa expectativa também aparece quando os entrevistados falam sobre o que esperam das empresas. Segundo a pesquisa, 98% consideram importante trabalhar em organizações que incentivem o crescimento profissional. O mesmo percentual afirma que é importante que os profissionais mais jovens sejam reconhecidos e valorizados. A identificação com a empresa também influencia essa escolha. Cerca de sete em cada 10 jovens afirmam que não trabalhariam em organizações cujos valores e princípios sejam diferentes dos seus. O dado reforça a importância de aspectos como propósito, responsabilidade social e ambiente de trabalho na relação com o empregador. Segundo a pesquisa, 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem a saúde mental dos funcionários. A expectativa, portanto, envolve não apenas crescimento profissional, mas também qualidade de vida e boas condições de trabalho. Ao mesmo tempo, o porte da empresa continua associado à segurança. Segundo a pesquisa, 90% dos entrevistados acreditam que trabalhar em uma grande companhia oferece mais estabilidade. Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Espírito Santo Divulgação/CIEE Quem mais contratou jovens em 2026 A pesquisa também revela outro aspecto da relação dos jovens com o mercado de trabalho: quais empresas mais abriram oportunidades para esse público no primeiro trimestre de 2026. Os dados foram obtidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e incluem contratações pelo regime da CLT, vagas de aprendizagem e oportunidades de estágio. Na contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Mercado Livre ficou na primeira posição do ranking nacional. Ranking de contratação CLT Mercado Livre AEC Centro de Contatos S/A Almaviva Vulcabras Atento Brasil S/A Teleperformance CRM S.A Concentrix Brasil Hospital Israelita Albert Einstein Grendene S.A Lar Cooperativa Agroindustrial Na modalidade de aprendizagem, a liderança ficou com a Sendas Distribuidora S/A, responsável pelo Assaí Atacadista. Ranking nacional de contratação de aprendizes Sendas Distribuidora S/A (Assaí Atacadista) Arcos Dourados (McDonald's) AEC Centro de Contatos S/A Seara Alimentos Ltda MBRF S.A Supermercados BH Comércio de Alimentos S/A Correios Raia Drogasil S/A Vale S.A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) Já no estágio, o setor público aparece com força. Tribunais de Justiça e órgãos governamentais ocupam boa parte das primeiras posições. Ranking nacional de contratação de estagiários Tribunal de Justiça de São Paulo Tribunal de Justiça de Minas Gerais Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Itaú Unibanco Prefeitura do Recife Tribunal de Justiça do Paraná Prefeitura de Curitiba Defensoria Pública do Estado de São Paulo Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná
22/08/2026 07:02:02 +00:00
Como será o supercomputador brasileiro de IA com investimento de R$ 1 bilhão

Lula discursa durante anúncio de supercomputador no RN O Brasil deverá ter um novo supercomputador em operação a partir de 2027. O projeto anunciado na última quinta-feira (20) faz parte de um plano voltado à inteligência artificial e prevê um investimento de R$ 1,06 bilhão. A máquina será comprada por meio de edital e ficará instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba (RN). Entre outras funções, servirá para criar e treinar modelos de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O governo apresentou ainda um projeto para instalar outro supercomputador no Rio de Janeiro, além de planos para criar um serviço brasileiro de armazenamento em nuvem e ampliar a fabricação local de chips. (saiba mais abaixo) As iniciativas fazem parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado em 2024 e com previsão de R$ 23 bilhões em investimentos na área até 2028. Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta Segundo o governo, a instalação de novos supercomputadores deve ampliar a capacidade de processamento de dados do país e estimular avanços em áreas como agricultura, indústria, saúde e prevenção de desastres climáticos. A estrutura será voltada a empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos públicos. A expectativa é que ajude a reduzir a dependência de empresas estrangeiras de processamento de dados. Supercomputador do Rio Grande do Norte O supercomputador que será instalado no Rio Grande do Norte terá capacidade de 7.200 petaflops. 🔎 Flop é a unidade usada para medir quantas operações matemáticas simples um computador consegue realizar por segundo. A capacidade anunciada indica que o futuro equipamento será capaz de fazer, em um segundo, a mesma quantidade de cálculos que os 8 bilhões de habitantes da Terra levariam juntos cerca de 29 anos para completar. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a máquina estará entre as dez mais potentes do mundo para processamento de inteligência artificial. Ela será instalada no parque científico e tecnológico localizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo o governo, o estado foi escolhido por conta do potencial energético e da oportunidade de descentralizar a infraestrutura de alta tecnologia do país. Supercomputador do Rio de Janeiro O segundo supercomputador será instalado no Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e as empresas chinesas de tecnologia Huawei e iFlyTek. A estrutura deverá iniciar as operações em julho de 2027 e receber um investimento de R$ 1,276 bilhão durante cinco anos, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ainda segundo a pasta, o equipamento será usado para criar um modelo brasileiro de linguagem semelhante aos usados por serviços como ChatGPT, em uma tentativa de permitir a criação de soluções de IA mais adequadas para o país. Nuvem Brasileira O governo também anunciou o início da estruturação da Nuvem Brasileira, um serviço de armazenamento e processamento de dados em nuvem controlado pelo país e voltado para diminuir a dependência de provedores estrangeiros. A proposta é criar uma solução com padrões abertos e interoperáveis para não focar em apenas uma empresa ou tecnologia. Segundo o governo, ela será desenvolvida em parceria com setores público e privado. A Nuvem Brasileira será estruturada a partir de um acordo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos com o Serpro e o BNDES. O mercado poderá opinar sobre a capacidade nacional de implementar a solução e sobre o modelo a ser seguido. Supercomputador Santos Dumont, em Petrópolis (RJ) Santos Dumont / Divulgação LNCC Produção nacional de chips Outra frente é uma iniciativa para ampliar a capacidade brasileira de produzir chips de inteligência artificial. Segundo o governo, trata-se de uma estratégia de longo prazo, com horizonte de 10 a 15 anos. Para reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países, a iniciativa será baseada na arquitetura RISC-V, que define regras básicas para o funcionamento dos chips. Por ser de código aberto, a RISC-V permite que empresas e instituições desenvolvam chips sem depender de uma tecnologia controlada por uma única companhia. A iniciativa será conduzida em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha. Brasil terá órgão para avaliar IAs O governo federal anunciou ainda o plano de criar o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, um organismo voltado a monitorar o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial e identificar eventuais riscos. O órgão será estruturado pelo Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e terá apenas funções técnicas. Não poderá, por exemplo, aplicar penalidades a empresas de IA. Entre os objetivos do novo centro de IA estão o desenvolvimento de pesquisas, metodologias e ferramentas voltadas à transparência, à segurança e à redução de vieses em sistemas de inteligência artificial. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash
22/08/2026 07:01:06 +00:00
Cerveja, DeepSeek e robôs: conheça o bar que virou ponto de encontro da turma da IA na China

Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang Inteligência artificial e álcool têm três semelhanças, segundo Song De, dono de um bar em Pequim: alucinações, bolhas e destilação. Com o entusiasmo em torno da inteligência artificial crescendo na China, Song espera que seu estabelecimento também possa aproveitar essa onda. Ele inaugurou o AGI Bar no ano passado, em Zhongguancun, polo de tecnologia do distrito de Haidian, na capital chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O nome faz referência ao conceito de inteligência artificial geral, em que sistemas seriam capazes de realizar tarefas com um nível de inteligência semelhante ou superior ao dos humanos. O bar se tornou um ponto de encontro de desenvolvedores, investidores e estudantes de IA em Pequim. Agora no g1 "Você verá pessoas sentadas ao redor de uma mesa, vindas de diferentes laboratórios, empresas concorrentes e universidades, todas conversando sobre as tendências do setor aqui mesmo", disse Song, um desenvolvedor independente de IA na casa dos 30 anos que administra o bar nas horas vagas. Localizado na Inno Way, rua conhecida por concentrar startups em Zhongguancun, o estabelecimento fica a poucos passos das universidades Tsinghua e Pequim, que formam alguns dos principais talentos em IA da China. O bar também fica próximo dos escritórios de grandes empresas de tecnologia chinesas e ocidentais, como DeepSeek e Microsoft. O local já recebeu festas de laboratórios chineses de IA, como a Z.ai, e realiza regularmente seminários para desenvolvedores, encontros sobre inteligência artificial de código aberto e eventos ligados à pesquisa universitária. Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang "Esta é uma localização muito singular e vantajosa", disse Song. "Haidian sempre foi o coração da pesquisa científica na China. Empresas de internet estão concentradas aqui, e o ambiente tecnológico, os investimentos do setor e as incubadoras de capital de risco proporcionam um enorme impulso para o segmento." Dentro do bar, as paredes são cobertas por logotipos, figuras coloridas e produtos de algumas das principais empresas chinesas de inteligência artificial. Um enorme gongo de bronze ocupa lugar de destaque na entrada. Ele foi tocado pela Z.ai quando a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, em janeiro. O estabelecimento se tornou um símbolo do esforço da China para usar a inteligência artificial como motor de transformação da economia e de expansão da indústria de alta tecnologia. A tecnologia já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho e se espalha por diferentes áreas, da adoção de ferramentas de IA por aposentados à inclusão de programação nos currículos de escolas de ensino fundamental. Tokens da DeepSeek para clientes A bebida exclusiva do bar, também chamada AGI, é um copo de chope que custa 9,9 yuans (US$ 1,50). Pelo Wi-Fi do estabelecimento, os clientes também podem acessar um agente de inteligência artificial que oferece uso gratuito e ilimitado de tokens da DeepSeek para programação. O sistema funciona em dois computadores Nvidia DGX Spark expostos no local. "Dizemos que a IA é um serviço público essencial do futuro, como água, eletricidade e internet. A IA deveria ser como o Wi-Fi", disse Song, que considera o avanço da tecnologia mais importante do que a Revolução Industrial. O nome chinês registrado do bar significa "destilação do conhecimento", em um trocadilho entre a produção de bebidas alcoólicas e a chamada destilação de modelos de IA. "Primeiramente, é um termo técnico de IA para a transferência de conhecimento de modelos grandes para modelos pequenos, mas, entre humanos em um bar, isso também é uma forma de destilação de conhecimento", disse Song. Bar terá robôs humanoides em breve Embora o bar ainda tenha funcionários, Song já usa um agente de inteligência artificial para automatizar boa parte do controle de estoque, das reservas, dos serviços públicos e do sistema de membros. Ele também planeja incorporar robôs humanoides à operação do bar em breve. Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang
22/08/2026 06:00:55 +00:00
Nova Volkswagen Amarok chega em 2027 e será ainda mais potente

Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada Divulgação / Volkswagen A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a nova geração da Amarok. A picape ainda está camuflada, mas a marca confirmou que o modelo será lançado em 2027 e terá mais potência do que qualquer outra Amarok já produzida. Hoje a picape é vendida no Brasil com motor 3.0 V6 turbho diesel de 258 cavalos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A apresentação faz parte da ofensiva de picapes da Volkswagen na América do Sul, que também inclui a nova Tukan. A região participa do desenvolvimento do novo modelo, com atuação das equipes locais de design, engenharia, testes e validação. No Brasil, a Stellantis tem muita força no segmento com Fiat Strada e Fiat Toro. Além dos modelos da RAM. Agora no g1 Segundo a Volkswagen, a nova Amarok está sendo desenvolvida a partir das necessidades dos consumidores sul-americanos e terá tecnologia e eletrificação associadas à proposta da picape. A nova Amarok está sendo testada com clientes em diferentes países da América do Sul. Os testes incluem situações de uso em áreas urbanas e rurais, além de estradas pavimentadas e não pavimentadas. O desenvolvimento considera diferentes condições de temperatura, altitude, poeira e tipos de terreno. A Volkswagen afirma que essa variedade também influenciou a camuflagem usada no modelo apresentado em Barretos. A nova geração da picape faz parte dos investimentos de R$ 20 bilhões previstos pela Volkswagen para a América do Sul até 2028. Desse total, R$ 4 bilhões serão destinados à operação na Argentina. O investimento também inclui melhorias na fábrica de Pacheco, onde a Amarok é produzida desde 2010. A empresa afirma que o aporte envolve mudanças nas instalações e avanços nos processos de fabricação. Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada Divulgação / Volkswagen Camuflagem Apesar de esconder o desenho definitivo da picape, a camuflagem apresentada em Barretos traz elementos relacionados a diferentes regiões da América do Sul. Dá para perceber que o porte da Amarok permanece, mas a dianteira assume linhas horizontais iluminadas. A nova geração será lançada após 16 anos de produção da Amarok na América do Sul. Desde 2010, a picape é fabricada no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina. A produção acaba de atingir 800 mil unidades. De acordo com a Volkswagen, a Amarok se tornou o modelo mais fabricado da história da operação da marca na Argentina. Mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados. VW revela Tukan Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Volkswagen também apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionalizadas. A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi mostrada na versão Extreme, topo da linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional. A picape foi mostrada, mas só chega às lojas em 2027. A Volkswagen ainda não confirmou preço e demais detalhes técnicos. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como oT-Cross. O SUV foi o ponto de partida para o desenvolvimento da Tukan. A fabricante afirma que até tentou usar o Tera,as não encontrou as proporções desejadas. Esta é a primeira vez que a plataforma é usada no mundo em uma picape. Para adaptar a estrutura ao transporte de carga, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira específica com feixe de molas. A solução foi projetada para lidar com diferentes condições de uso, inclusive com o veículo carregado. O entre-eixos também foi aumentado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a alteração permitiu criar espaço para a caçamba sem reduzir o espaço destinado aos ocupantes. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Cabine simples A configuração de cabine simples tem uma proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, ela foi projetada para aplicações profissionais. Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizouavaliações com consumidores. De acordo com a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos. A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, além do uso como picape. A plataforma MQB da Tukan foi desenvolvida para receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A VW, porém, não detalha quais equipamentos desse tipo estarão disponíveis na picape. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Apesar de utilizar uma arquitetura relacionada ao T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen diz que trabalhou para criar uma identidade específica para a picape. Mesmo assim, o para-brisas da picape é o mesmo do T-Cross. Na frente, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos do Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas. A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A unidade utiliza inteligência artificial na inspeção das peças estampadas. O modelo terá 76% de peças nacionais. A fabricante afirma que a Tukan faz parte de uma estratégia em que novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul, a partir de 2026, terão versão eletrificada. Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 Divulgação / VW Primeira aparição A primeira aparição pública da Tukan ocorreu acompanhando a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026. O protótipo estava com uma camuflagem artística desenvolvida pela equipe de Design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo canário, já haviam sido anunciados anteriormente. Veja fotos Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP)
22/08/2026 01:00:16 +00:00
Preço do suíno cai para o 3º menor patamar da história em SP: 'sobreoferta e baixa demanda', analisa USP

Carne suína Reprodução/TV TEM A combinação de sobreoferta de animais e demanda enfraquecida, registrada na segunda quinzena de julho de 2026, ameaça o mercado paulista independente de suínos. O cenário fez o preço do porco pronto para o abate na capital e interior de São Paulo atingir o menor patamar de toda a série histórica, com média de R$ 5,18 o quilo nas praças acompanhadas pelo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP em Piracicaba (SP). Segundo levantamento do Cepea, divulgado na última quinta-feira (20), a desvalorização acentuada no mês, impulsionada pelas férias escolares, acumula queda de 43,1% no ano para o animal vivo, na comparação com as cotações reais de dezembro de 2035. A carcaça especial registrou recuo de 36,2% no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante semelhante ao observado em 2022. Para efeito de comparação, o pior momento do mercado naquele ano, nessa mesma praça, foi observado em fevereiro, quando a média era de R$ 5,97/kg, em valores reais (deflacionados pelo IGP-DI de jul/26). Preços da carne suína recuaram em março de 2026 Reprodução/TV TEM “[Isso]pressionou as margens do setor, gerando prejuízos aos carcinicultores e forçando o encerramento das atividades de produtores independentes”, afirmou o Centro de Estudos da Esalq. A área do SP-5, acompanhadas pelos pesquisadores da Esalq-USP, abrange as cidades de Bragança Paulista (SP), Campinas (SP), Piracicaba (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). Ainda conforme o Centro de Estudos, a procura pela carne suína fica tipicamente enfraquecida na segunda metade do mês, devido ao menor poder de compra da população. “Consequentemente, reduz a demanda pelo animal vivo. Além disso, o período de férias escolares reforçou a redução na procura, levando as médias a recuarem, apesar dos aumentos registrados no início de julho”, explica. Consumidores aproveitam queda no preço da carne de porco, mas produtores estão na bronca Surpresa para o setor O Centro de Pesquisas destaca que o cenário baixista tanto da carne quanto do vivo este ano é surpreendente para o setor, que esperava demanda firme em 2026, conforme observado em 2025. Além da demanda enfraquecida, o Cepea entende que o momento atual do mercado é fruto de maiores investimentos realizados pelo setor no ano passado e que resultam em maior produção e, portanto, maior oferta interna em 2026. Março As cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e a diferença nos valores alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022. A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano. A gangorra de preços entre as carnes concorrentes foi explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025. Carne suína: fevereiro de quedas Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP). O movimento de baixa nas cotações no período foi explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. "Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. Em janeiro, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba). Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
21/08/2026 21:37:35 +00:00
Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (21), após conversa com o representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, que a prioridade do Brasil é ampliar a lista de exceções ao tarifaço. O representante do USTR ligou para o ministro brasileiro depois da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. Na ligação, o presidente Lula pontuou que as tarifas afetam negativamente a economia dos dois países e ressaltou que a manutenção das negociações é o melhor caminho bilateral. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o presidente americano concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltem a se reunir o mais brevemente possível. "Combinamos de reservar dia e hora para falarmos na semana que vem. Ele disse que era a determinação do presidente Trump. Ficamos de alinhar a primeira conversa. Deveremos ajustar o caminho das negociações. Serão retomados os diálogos diretamente", disse o ministro Márcio Elias. Tarifaço Há pouco mais de um mês, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas adicionais ao Brasil. No primeiro caso, foi aplicada uma adicional de 25% a produtos brasileiros depois de investigação do governo dos Estados Unidos concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os americanos. Entre os exemplos citados na investigação estiveram o PIX e a regulação de plataformas digitais. Depois, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa extra de 12,5% às exportações brasileiras. A decisão foi resultado de outra investigação que concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas novas taxas resultaram em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Milhares de itens, porém, ficaram isentos das cobranças. Entre eles produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de calçados, máquinas, madeira e açúcar ficaram submetidos à tarifa máxima. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil Impacto sobre a economia brasileira A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) chegou a estimar que a tarifa anunciada sob a justificativa de falhas na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano". Segundo a Amcham, a medida tem o potencial de atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros, que somam US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos. A entidade afirmou que o cenário de sobretaxas comprometia a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e elevaria os custos para empresas e consumidores norte-americanos, além de "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais".
21/08/2026 21:12:57 +00:00
ANPD inicia monitoramento de redes sociais e ferramentas de IA para avaliar proteção de crianças e mulheres

Criança no celular Canva A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta sexta-feira (21), duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. As companhias começaram a ser notificadas nesta sexta-feira e terão dez dias úteis, contados a partir do recebimento oficial da notificação, para responder aos questionamentos da agência reguladora. Agora no g1 Estas são as empresas monitoradas na primeira fase da fiscalização: Redes sociais: Instagram Facebook WhatsApp (em relação à funcionalidade pública “Canais”) Telegram (em relação às funcionalidades “Canais públicos” e “Grupos públicos”) Tiktok X Discord Youtube Kwai Linkedin Snapchat Pinterest Reddit Lojas e ferramentas de IA aparecem na segunda fase: Lojas de aplicativos: App Store Google Play Store Ferramentas de IA: Gemini Copilot Claude Deepseek ChatGPT Meta AI Perplexity A seleção considerou fatores como o alcance dos serviços no mercado brasileiro, sua relevância para os usuários e os possíveis riscos relacionados à circulação de conteúdo publicado por terceiros. O órgão regulador ressaltou que as investigações não abrangem comunicações privadas em aplicativos de mensagens ou serviços de e-mail, em respeito ao sigilo de dados garantido por lei. No caso de aplicativos como WhatsApp e Telegram, a fiscalização se limitará às ferramentas públicas de compartilhamento e distribuição de conteúdo, como canais e grupos abertos. O que a ANPD está monitorando "Nesta primeira fase, as plataformas e lojas de aplicativo terão que responder sobre a existência e efetividade de estruturas de governança, mecanismos de transparência, sistemas de gestão e mitigação de riscos, procedimentos de moderação de conteúdo, canais de denúncia, medidas de proteção de usuários, entre outros pontos que as permitam cumprir as leis e normas brasileiras", diz a ANPD em nota. Nas redes sociais, a ANPD monitora os mecanismos de proteção voltados a impedir o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais, especialmente quando podem atingir crianças, adolescentes e mulheres. A existência de canais de denúncia para esse tipo de publicação também está entre os pontos fiscalizados. No caso das lojas de aplicativos, a fiscalização vai verificar se as plataformas contam com mecanismos capazes de impedir a criação e a disseminação desse tipo de conteúdo.
21/08/2026 20:13:59 +00:00
Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema geral na economia: 'Não há'

Dario: 'Oposição quer trazer tema como crise' Em entrevista a Julia Duailibi e Fernando Nakagawa, no GloboNews Mais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta sexta-feira (21) que os juros elevados pressionam o varejo, mas rejeitou a avaliação de que os problemas enfrentados por empresas como as Casas Bahia sejam sinal de uma crise generalizada na economia brasileira. Segundo Durigan, uma análise de uma série histórica mais ampla mostra redução no número de falências e recuperações judiciais. Nesse levantamento, o varejo aparece atrás de outros setores, como a indústria. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O ministro afirmou que o caso das Casas Bahia é um problema específico da empresa e lembrou que o grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial, mas não conseguiu superar os problemas com as dívidas. Durigan disse ainda que o varejo é especialmente dependente de crédito e, por isso, sente mais os efeitos dos juros elevados. Segundo ele, o crédito mais caro reduz a atividade do setor. “Não posso fugir do tema dos juros, porque o setor varejista tem margens apertadas e depende — a gente fala 'alavancado', no jargão mais técnico — de crédito para trás, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram". Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal' “Então, há uma série de elementos que explicam, em grande medida, o que está acontecendo, mas que não justificam um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há.” "É bem importante a gente colocar isso. Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", diz o ministro. "A gente ouve falar de fechamentos e, claro, nos entristece. É parte da vida a gente entender essas transformações e, no que o Estado puder ajudar dentro dos seus limites, sem comprometer concorrência ou fazer intervenção indevida, a gente tem feito." Governo vai seguir 'apertando' o arcabouço fiscal Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal' Durigan afirmou que parte da resposta do governo aos juros elevados passa por "seguir melhorando" a política fiscal. Segundo ele, o governo já aprovou medidas para conter despesas e pretende continuar trabalhando para melhorar as contas públicas. “Nós aprovamos no Congresso Nacional contenção de crescimento de despesa. Além de ter bloqueio no Orçamento esse ano, mais contenção de despesa obrigatória já aprovada no Congresso, que vai abrir espaço para o ano que vem”, disse. “E a gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal, que é o trabalho do ministro da Fazenda: colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal.” Ao falar sobre os próximos passos, Durigan afirmou que o governo pretende reduzir despesas obrigatórias, melhorar a eficiência dos programas sociais e aumentar a arrecadação. Ele também citou a redução de benefícios tributários e a intenção de limitar os gastos com novas contratações. “Vamos fazer cortes lineares, como está fazendo este ano de eleição, em benefício tributário. Vamos melhorar a eficiência do Estado, colocando menos peso na contratação de pessoal.” “O ano que vem tem um limite de 0,6% para a gente ter incremento de despesa com pessoal, o que já impõe uma disciplina em que a gente tem que investir mais em sistema, em eficiência do Estado, e menos em contratação de pessoal, por exemplo.” Durigan também defendeu a revisão de gastos obrigatórios, medidas para tornar a máquina pública mais eficiente e a redução de privilégios. “Essas várias frentes: diminuição de gasto obrigatório, abertura para espaço discricionário para investimento, aumentando a produtividade e a capacidade de investimento privado; olhar para os privilégios indevidos que nós temos no país, seja de aposentadoria no serviço público, de militares, seja otimizando a máquina pública.” Segundo ele, essas medidas podem liberar mais recursos do Orçamento para investimentos e ajudar a criar condições para a redução dos juros. Ajuste de cerca de 2% do PIB Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo' Ao discutir medidas para conter o crescimento das despesas, Durigan afirmou "nós vamos ter, para o ano que vem, uma boa acomodação no aumento de despesa obrigatória. E é fazendo isso, fazendo esse diálogo, que a gente vai conseguir avançar, seguindo, fazendo esse ajuste, como a Júlia mencionou, de algo como 2% do PIB.” Segundo Durigan, esse cálculo considera o conjunto das medidas e não se limita às exceções relacionadas ao tarifaço e ao Rio Grande do Sul - que tme uma dívida com a União em torno dos R$ 100 bilhões. Governo não discute desvinculação de benefícios do salário mínimo Dario Durigan: 'Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios' Questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários e sociais do salário mínimo, Durigan afirmou que a medida não está em discussão. “Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais.” Para Durigan, o foco agora é sinalizar a manutenção de uma regra fiscal que garanta, necessariamente, que "a despesa pública vá crescer menos do que a receita, para que a gente vire a página da década anterior, em que a gente teve mais despesa no país do que receita e com total descaso para a base fiscal do país". Durigan não confirma redução do crescimento das despesas para 1,5% Questionado sobre a possibilidade de reduzir de 2,5% para 1,5% a taxa de crescimento das despesas prevista no arcabouço fiscal, Durigan não confirmou nenhum número. Não, eu não vou cravar número. De novo, nós vamos cravar uma trajetória de sustentabilidade, com redução da dívida a longo prazo Segundo ele, a trajetória fiscal deverá ficar mais clara com a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), que será entregue ao Congresso na próxima semana. “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido” Sobre o ritmo do ajuste fiscal, o ministro afirmou que o governo já apresentou medidas mais ambiciosas, mas que parte delas não avançou no Congresso. Ele citou como exemplo uma medida que previa a limitação do crédito presumido, um benefício de PIS/Cofins, e que, segundo ele, representava R$ 40 bilhões. “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido.” Apesar disso, Durigan defendeu o ritmo adotado pelo governo e afirmou que considera positivo o avanço de medidas por meio do diálogo com o Congresso e outros Poderes. “Não há opção melhor do que a gente seguir dentro desse processo equilibrado.” R$ 10 bilhões estarão “muito bem colocados” Ao falar sobre o que ainda pode ser feito para acelerar a resposta à situação fiscal, Durigan afirmou que o governo apresentará, na próxima semana, os detalhes da medida que, segundo ele, deve aliviar a pressão sobre as despesas obrigatórias em R$ 10 bilhões ou mais. Basicamente, p governo pretende dar transparência aos detalhes da medida. Dario Durigan Washington Costa/MF Governo promete retirar subsídios e diz que fará o necessário para reduzir juros Durigan também afirmou que os subsídios serão retirados e criticou medidas adotadas pelo governo anterior. “Não vamos fazer como foi feito no governo anterior, que quem teve que reonerar o combustível foi o ex-ministro Fernando Haddad, em 2023. Foram várias bombas, várias armadilhas fiscais deixadas para frente. Nós não vamos fazer isso.” Segundo ele, o Ministério da Fazenda está preparado para adotar novas medidas quando houver espaço para isso. Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros Ao final, Durigan afirmou que o governo fará o necessário para reduzir os juros. “Nós vamos resolver as questões, dando transparência e com esse compromisso, dentro de um projeto muito claro de responsabilidade fiscal, fazer o que for necessário para diminuir a taxa de juros, que é, sim, uma questão para o país.” “Eu sempre digo: não sou o ministro da Fazenda para atender determinado setor, seja o setor financeiro, seja o setor do agro, seja o setor de varejo. É preciso olhar a saúde da economia brasileira como um todo e ver o avanço da qualidade de vida e do bem-estar da população.”
21/08/2026 19:43:55 +00:00
Irmãos Batista compram fabricante de armas de guerra Avibras

Joesley Batista foi à Venezuela pedir a renúncia de Maduro, diz agência Joesley e Wesley Batista, irmãos que controlam a JBS, compraram 100% da Avibras, uma das principais empresas da indústria de defesa do Brasil. A operação foi realizada por meio da Globe Investimentos. ➡️A operação envolve a Nova AVB, estrutura criada durante o processo de reestruturação da empresa. O negócio foi notificado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o valor da transação não foi divulgado. Avibras passou por recuperação judicial A Avibras enfrentava uma grave crise financeira e estava em recuperação judicial desde 2022. A empresa também passou por um longo período de paralisação e por uma greve que durou mais de três anos. A volta por cima dos irmãos Batista: como donos da JBS saíram da Lava Jato e voltaram aos holofotes, com participação até na diplomacia mundial Como parte da reestruturação, os ativos industriais e tecnológicos foram concentrados em uma nova estrutura empresarial, enquanto a companhia original permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial. O processo foi conduzido com participação do Brasil Crédito, que liderou a reestruturação e o plano alternativo de recuperação judicial que viabilizou a criação da Nova AVB. Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Joesley Batista participou de captação de R$ 300 milhões Antes de assumir o controle da empresa, Joesley Batista já havia participado de uma captação de R$ 300 milhões destinada à Avibras. Joesley Batista dono da JBS Joesley Batista dono da JBS O financiamento foi coordenado pelo Fundo Brasil Crédito e reuniu investidores privados. Joesley assinou contrato para participar da operação, mas o valor individual investido por ele não foi divulgado. Lula promete ampliar encomendas para a Avibras; Alckmin diz que empresa pode reabrir fábrica em Lorena A captação ajudou a financiar a retomada das atividades da empresa após anos de dificuldades financeiras. Fábrica voltou a funcionar em maio A unidade da Avibras Aeroco, em Jacareí, no Vale do Paraíba, voltou a operar em maio de 2026. A retomada recolocou em atividade uma empresa estratégica para a indústria de defesa brasileira. Entre os principais projetos associados à Avibras estão o sistema de foguetes Astros e o desenvolvimento do MTC-300, míssil tático de cruzeiro. A Avibras é considerada uma Empresa Estratégica de Defesa e está envolvida em programas de interesse das Forças Armadas brasileiras. Operação foi comunicada ao Cade A aquisição da Nova AVB pela Globe Investimentos foi notificada ao Cade. A operação também ocorre em meio às discussões sobre o futuro da Avibras e sobre a participação do capital privado na recuperação da empresa. Em agosto, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento para obter informações do Ministério da Defesa sobre o processo de aquisição e a situação da companhia.
21/08/2026 18:20:50 +00:00
Aprenda a montar uma horta em casa

Oficina de Horta Vertical, em junho, no Parque Cultural Casa do Governador. Espírito Santo. Marcos Salles Já pensou em ter uma horta em casa? A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), tem uma cartilha gratuita com dicas para o cultivo de frutas e Pancs, as plantas alimentícias não convencionais. O manual ensina como reutilizar materiais como latas e garrafas pets e o passo a passo de receitas caseiras para combater pragas. 📱Acesse aqui Veja também: VÍDEO: Horta em casa - veja dicas de quem tentou e deu certo De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'
21/08/2026 15:27:36 +00:00
70% dos jovens trabalham e 32% conciliam emprego e estudos no Brasil, diz pesquisa

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina. Reprodução/Jornal Hoje Sete em cada dez jovens brasileiros de 16 a 29 anos estão inseridos no mercado de trabalho, mas a entrada e a permanência nos empregos ainda são marcadas por obstáculos como a falta de experiência profissional, a concorrência por vagas e as desigualdades sociais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É o que mostra a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. O levantamento ouviu 1.816 jovens em todo o país para entender a relação dessa população com o mercado de trabalho e suas expectativas para o futuro. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados trabalham ou fazem estágio. Entre eles, 32% conciliam emprego e estudos, enquanto 39% se dedicam exclusivamente ao trabalho. Outros 16% apenas estudam e 13% não trabalham nem estudam atualmente. Agora no g1 Para Carla Chiamareli, gerente do Observatório Fundação Itaú, o percentual de jovens trabalhando é um indicador positivo, mas ainda há desafios para garantir a inclusão produtiva dessa população. “Um dado positivo é ver que 70% dos jovens estão trabalhando. Ainda temos um problema de inclusão produtiva da juventude no país, mas esse é um indicador relevante diante do cenário econômico que vivemos", explica a espcialista. Desigualdade marca trajetória profissional A possibilidade de conciliar trabalho e estudo varia de acordo com a condição socioeconômica. Entre os jovens das classes A e B, 48% conseguem manter as duas atividades. Na classe D/E, o percentual cai para 16%. A diferença também aparece no recorte racial: 38% dos jovens brancos conciliam trabalho e estudo, contra 29% dos negros. Para Chiamareli, a desigualdade de renda é um dos principais destaques do levantamento. “Uma das coisas que mais me chamou atenção neste estudo foi a desigualdade de renda. Ela aparece de forma muito forte em vários indicadores da pesquisa, mais até do que em outros recortes”, afirma. À medida que a renda diminui, a necessidade de focar exclusivamente no trabalho aumenta: na Classe A/B, apenas 28% dos jovens somente trabalham, número que sobe para 39% na Classe C e atinge 47% na Classe D/E. A desigualdade também aparece na educação. Segundo a pesquisa, 88% dos jovens consideram necessário estudar mais atualmente para conseguir um bom emprego, enquanto 85% consideram o diploma importante para a trajetória profissional. Além disso, 91% veem os cursos técnicos e profissionalizantes como um caminho rápido para entrar no mercado de trabalho. Temos um número significativo de jovens na universidade, mas ainda existe uma diferença muito grande entre as classes sociais. Isso mostra que há uma janela importante para fortalecer políticas públicas de inclusão no ensino superior. Além de trabalhar e estudar, metade dos entrevistados afirma ser responsável pelos cuidados da casa. A sobrecarga é maior entre as mulheres: 60% delas realizam tarefas domésticas, contra 40% dos homens. O cuidado com crianças, idosos ou outras pessoas também recai mais sobre as mulheres: 28% delas desempenham esse tipo de atividade, ante 14% dos homens. “Essa juventude é uma juventude de batalhadores. Ela precisa estudar, trabalhar e, muitas vezes, também cuidar da família, dos pais, dos filhos ou de outras pessoas”, afirma Chiamareli. Para ela, os dados mostram que as responsabilidades de cuidado continuam distribuídas de forma desigual. “A pesquisa trouxe um retrato muito claro das desigualdades sociais. As responsabilidades de cuidado ainda recaem principalmente sobre as mulheres e sobre os jovens mais vulneráveis.” Panorama do jovem no mercado de trabalho brasileiro Arte g1 Falta de experiência é principal barreira A busca por uma oportunidade também é uma dificuldade para boa parte dos jovens. Do total de entrevistados, 61% afirmam ter procurado emprego no último ano, e 20% estão procurando trabalho atualmente. A falta de experiência profissional é apontada como o principal obstáculo para conseguir uma vaga, citada por 49% dos entrevistados. Na sequência aparecem a concorrência pelas vagas (39%), as dificuldades de deslocamento até o trabalho (28%) e a falta de qualificação (25%). As conexões pessoais também têm peso na entrada no mercado. A família é apontada por 46% dos jovens como a principal fonte de orientação profissional, seguida por amigos e conhecidos, com 40%. Entre aqueles que trabalham ou já trabalharam, 77% dizem ter conseguido emprego por indicação ao menos uma vez. A experiência prática também é valorizada. Nove em cada dez jovens dizem aprender mais na prática do que estudando, e 91% consideram os cursos técnicos e profissionalizantes uma forma rápida de entrar no mercado. Além disso, 60% defendem que programas de apoio ao emprego deveriam oferecer atividades práticas, e não apenas conteúdo teórico. Para Chiamareli, os resultados mostram a necessidade de aproximar a formação dos jovens das exigências do mercado. “Os jovens estão vendo muito mais sentido na prática e no mundo do trabalho do que no processo educativo tradicional. Isso nos faz refletir sobre que currículo a escola e a universidade estão oferecendo", diz a especialista. Ela defende uma maior integração entre as duas áreas: “Falta no país uma política mais articulada entre educação e trabalho. Precisamos aproximar a formação dos jovens das situações reais de aprendizagem e do mundo profissional", completa. Trabalho formal hoje, autonomia no futuro Embora o salário seja o principal fator considerado na escolha de uma vaga, citado por 64% dos entrevistados, a qualidade do ambiente de trabalho também pesa. Além disso, 62% afirmam que aceitariam ganhar menos para trabalhar em um local com menos pressão e estresse. As expectativas em relação ao tipo de trabalho também mudam quando os jovens projetam o futuro. Atualmente, 30% dizem desejar um emprego com carteira assinada. Quando pensam nos próximos cinco anos, esse percentual cai para 16%. No mesmo período, o interesse pelo trabalho autônomo aumenta de 28% para 42%. Para a gerente do Observatório Fundação Itaú, a mudança não significa necessariamente uma rejeição ao emprego formal. “Hoje eles querem um trabalho estável para amanhã serem autônomos. Eu vejo isso como um sinal de amadurecimento e de construção de projeto de vida", explica. Segundo ela, porém, parte desses jovens ainda não teve experiências positivas no mercado formal. “Eles projetam um futuro de sucesso com mais autonomia, mas muitas vezes ainda não tiveram contato com experiências positivas dentro do mercado formal de trabalho", completa. Panorama do jovem no mercado de trabalho brasileiro Arte g1 Tecnologia é oportunidade e preocupação A tecnologia aparece na pesquisa tanto como ferramenta de desenvolvimento quanto como fonte de insegurança profissional. 97% dos entrevistados afirmam usar internet e ferramentas digitais para aprender e se desenvolver profissionalmente. Ao mesmo tempo, metade teme perder oportunidades de trabalho por causa dos avanços tecnológicos, e 90% acreditam que a inteligência artificial poderá substituir muitos empregos nos próximos anos. Para Chiamareli, a preocupação é especialmente relevante para quem está começando a carreira. “Quem está no início da carreira percebe que parte das tarefas do primeiro emprego já está sendo substituída pela inteligência artificial.” Entre as áreas de maior interesse para o futuro profissional estão Saúde (25%) e Tecnologia (22%), seguidas por Comércio e Vendas (19%), atividades administrativas (19%) e Educação (16%). Sobre o interesse por Saúde e Tecnologia, Chiamareli afirma: “De certa forma, os jovens estão conectados com tendências do futuro, porque saúde e tecnologia são áreas que devem ganhar cada vez mais importância.” Apesar das dificuldades, os jovens mantêm expectativas positivas sobre o futuro. 91% acreditam que estarão financeiramente melhor daqui a cinco anos, enquanto 88% esperam alcançar uma condição financeira superior à dos pais. Quase metade (46%) também acredita que será mais fácil encontrar boas oportunidades de trabalho nos próximos anos. Ao mesmo tempo, 61% demonstram receio de não conseguir pagar as contas e ter uma vida tranquila no futuro. O levantamento retrata, portanto, uma geração que vê a educação, a experiência prática e a tecnologia como caminhos para construir a carreira, mas que ainda enfrenta barreiras para acessar oportunidades e consolidar sua trajetória profissional. Para Chiamareli, o desafio é transformar esse otimismo em condições concretas de desenvolvimento. “A grande pergunta é: como o país vai seguir pensando políticas que garantam a trajetória profissional da juventude?” Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia
21/08/2026 14:30:15 +00:00
Volkswagen apresenta Tukan, picape eletrificada que tenta ameaçar domínio da Fiat

Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21) a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionais. A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi apresentada na versão Extreme, topo de linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Volkswagen ainda não confirmou o preço nem os demais detalhes técnicos. A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como o T-Cross. O SUV, inclusive, serviu de ponto de partida para o desenvolvimento da picape. Segundo a fabricante, o Tera também foi considerado, mas não oferecia as proporções desejadas para o projeto. Agora no g1 Para adaptar a estrutura ao transporte de cargas, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira específica com feixe de molas. A solução foi projetada para diferentes condições de uso, inclusive com o veículo carregado. O entre-eixos também foi ampliado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a mudança permitiu criar espaço para a caçamba sem comprometer o espaço destinado aos ocupantes. Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP) Cabine simples A configuração de cabine simples tem proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, foi projetada para o uso profissional. Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizou avaliações com consumidores. Segundo a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos. A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, sem deixar de lado o uso como picape. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A plataforma MQB permite receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A Volkswagen, porém, ainda não detalhou quais desses recursos estarão disponíveis na Tukan. Apesar de compartilhar a arquitetura com o T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen afirma que criou uma identidade própria para a picape, embora alguns componentes sejam compartilhados, como o para-brisa. Na dianteira, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos usados no Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas. A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR), que utiliza inteligência artificial na inspeção de peças estampadas. O modelo terá 76% de peças nacionais. Segundo a fabricante, a Tukan faz parte da estratégia de oferecer versões eletrificadas de todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul a partir de 2026. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Primeira aparição A primeira aparição pública da Tukan ocorreu durante a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da equipe antes da Copa do Mundo de 2026. O protótipo apareceu com uma camuflagem artística desenvolvida pela equipe de design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo-canário, já haviam sido anunciados. Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 Divulgação / VW
21/08/2026 13:49:35 +00:00
Entidades acionam MPF contra óculos inteligentes da Meta por riscos à privacidade e aos consumidores

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights pediram nesta quinta-feira (20) que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil. As entidades alegam que o produto pode colocar em risco a privacidade das pessoas e violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ofício, as organizações pedem que os três órgãos atuem de forma coordenada para verificar se o produto atende à legislação brasileira e se oferece mecanismos suficientes para proteger não apenas os consumidores, mas também qualquer pessoa que possa ser filmada sem saber. Lançados no Brasil em setembro de 2025, os óculos inteligentes possuem câmeras, microfones e alto-falantes embutidos. 🔎 Além de tirar fotos, gravar vídeos e captar áudio, o dispositivo permite atender ligações, transmitir conteúdo para redes sociais e utilizar recursos de inteligência artificial, como tradução em tempo real e respostas sobre o ambiente observado pelo usuário. Segundo o Idec e a Coding Rights, o principal problema não é a capacidade de gravar imagens, mas a dificuldade de terceiros perceberem que estão sendo registrados. Diferentemente de um celular, que precisa ser levantado para filmar, os óculos permitem que a gravação seja feita de maneira muito mais discreta. Embora o equipamento tenha um LED que indica quando a câmera está ligada, as entidades afirmam que a luz é pequena, pouco perceptível e pode ser desativada por meio de modificações no aparelho amplamente divulgadas em tutoriais na internet. Para elas, um mecanismo de segurança que pode ser facilmente burlado não oferece proteção suficiente. Outro ponto levantado pelas organizações é o tratamento das imagens e dos áudios captados. Segundo o documento, esse material pode ser enviado aos servidores da Meta e utilizado para treinar sistemas de inteligência artificial. As entidades também demonstram preocupação com o desenvolvimento de ferramentas de reconhecimento facial. Embora a funcionalidade não esteja disponível atualmente, elas afirmam que documentos divulgados neste ano indicam que a empresa chegou a testar esse recurso. Pegadinhas impulsionam debate Contas no Instagram e no TikTok fazem pegadinhas com anônimos usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok A representação foi apresentada em um momento em que os óculos inteligentes vêm ganhando popularidade nas redes sociais, principalmente em vídeos de "pegadinhas". Como mostrou o g1, criadores de conteúdo utilizam os dispositivos para gravar desconhecidos em locais públicos sem que eles percebam. Em parte dos vídeos, os participantes autorizam a publicação das imagens ao final da gravação. Em outros casos, porém, não fica claro se houve consentimento antes da divulgação do conteúdo. Uma das brincadeiras mais populares consiste em esconder um cartão de pagamento por aproximação dentro da embalagem de um produto. No caixa do supermercado, o criador aproxima a embalagem da maquininha e registra a reação de surpresa do funcionário ao ver a compra ser paga sem um cartão aparente. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que gravar alguém em espaço público não é necessariamente ilegal, mas publicar essas imagens sem autorização pode gerar pedidos de remoção do conteúdo e ações por danos morais, especialmente quando há exposição vexatória. (veja quais são os direitos do consumidor nesses casos) A Meta afirma que os óculos possuem mecanismos para indicar quando estão gravando e que os usuários são responsáveis por cumprir a legislação e utilizar o equipamento de forma segura e respeitosa. Casos já registrados O documento protocolado pelas entidades cita episódios que reforçam as preocupações com a tecnologia. Um deles ocorreu em Salvador (BA), onde um médico ginecologista foi denunciado por utilizar óculos inteligentes durante o atendimento a uma paciente. Para o Idec e a Coding Rights, dispositivos capazes de registrar imagens e sons de forma praticamente imperceptível podem facilitar situações de assédio, invasão de privacidade e violência, especialmente contra mulheres e meninas. "Sob a ótica do consumidor, o que temos aqui é uma empresa que colocou no mercado um produto perigoso e transferiu para quem nem sequer comprou o dispositivo a tarefa de se proteger dele", afirma Julia Abad, do Idec. Entre os pedidos encaminhados à ANPD, à Senacon e ao MPF, estão: a abertura de investigações; a análise dos riscos do produto para consumidores e terceiros; a criação de mecanismos para que pessoas filmadas possam exercer seus direitos previstos na LGPD; a proibição da ativação de recursos de reconhecimento facial sem autorização prévia das autoridades brasileiras. Debate também avança no exterior o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria As preocupações com os óculos inteligentes também têm crescido fora do Brasil. Com mais de 7 milhões de unidades vendidas no mundo em 2025, o dispositivo vem sendo alvo de debates sobre privacidade em diversos países. Na Alemanha, especialistas defendem regras mais rígidas para o uso da tecnologia devido ao risco de gravações sem consentimento. Segundo a imprensa local, autoridades de proteção de dados analisam medidas para impedir filmagens ocultas e estudam a aplicação de multas em casos de uso irregular.
21/08/2026 13:40:17 +00:00
Compra e venda de carro usado poderão ter transferência pelo app da CNH; entenda

Carro zero com desconto: programa de incentivo do governo aquece a venda de carros no DF Comprar ou vender um carro usado poderá ficar mais simples: a transferência de propriedade poderá ser feita de forma totalmente digital, reunindo em um único fluxo etapas como assinatura, pagamento de débitos e taxas e conclusão da mudança de proprietário. As regras foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução nº 1.027, publicada na terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU). LEIA TAMBÉM: Lei Seca com teste de drogas em motoristas entra em vigor; entenda o que muda A medida regulamenta uma previsão do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e estabelece que as etapas da transferência poderão ser integradas ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Gol, Uno e Stradalideram a lista de carros usados mais vendidos do Brasil g1 A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) trabalha na implementação da ferramenta que permitirá fazer a transferência eletrônica de veículos usados entre pessoas físicas pelo aplicativo CNH do Brasil. O que vai dar para fazer pelo aplicativo Quando a funcionalidade estiver disponível, comprador e vendedor poderão realizar em um mesmo fluxo eletrônico etapas que hoje podem ocorrer separadamente. Entre os procedimentos previstos estão: registro da negociação; assinatura eletrônica da transferência; consulta e pagamento de débitos e taxas dos Detrans; conclusão da mudança de propriedade. A vistoria do veículo continuará fazendo parte do processo e será integrada por meio dos serviços disponíveis. Três modalidades de transferência A resolução estabelece três formas de transferência de propriedadeconvencional, eletrônica e eletrônica custodiada. Na modalidade eletrônica, as etapas poderão ser feitas digitalmente, com integração ao Renavam e cumprimento das exigências previstas na regulamentação, como a vistoria. Já na modalidade eletrônica custodiada, o dinheiro da negociação poderá permanecer em custódia durante a operação. A liberação dos recursos dependerá do cumprimento dos requisitos necessários para concluir a transferência. A regra também prevê mecanismos de bloqueio, reversão e restituição do dinheiro caso a operação não seja concluída. O que já é digital hoje A transferência de veículos já conta com ferramentas digitais, como a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), a assinatura eletrônica e a comunicação eletrônica de venda. A diferença é que esses procedimentos podem ocorrer atualmente em sistemas e etapas distintas. A nova resolução estabelece as condições para integrar essas etapas em um fluxo eletrônico vinculado ao Renavam. Sistema terá mecanismos contra fraudes A regulamentação também estabelece requisitos de segurança para as operações digitais. Entre eles estão autenticação individual e multifator, rastreabilidade, trilhas de auditoria e mecanismos de prevenção e detecção de fraudes. Quando começa? A resolução publicada pelo Contran estabelece as regras para a implementação do novo processo eletrônico. A ferramenta que permitirá realizar a transferência pelo aplicativo CNH do Brasil, porém, ainda será implantada pela Senatran. A disponibilização das funcionalidades e os procedimentos para acesso pelos usuários ocorrerão conforme a implementação dos serviços previstos na resolução.
21/08/2026 13:17:39 +00:00
China faz maior recall de carros da história por risco com maçanetas embutidas

Montadoras estimam aumento de carros importados do México e China A China iniciou nesta sexta-feira (21) a maior campanha de recall automotivo já realizada no país, envolvendo 11 montadoras e veículos elétricos de diferentes marcas. A medida está relacionada a preocupações de segurança com os sistemas de abertura de portas em situações de emergência. 🔍 O recall anunciado pela China vale para veículos do mercado chinês e não inclui, neste momento, os carros vendidos no Brasil. Entre as empresas envolvidas estão Tesla, Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. Algumas delas também têm presença no mercado brasileiro, como Leapmotor e Zeekr. A preocupação dos reguladores chineses é que as maçanetas mecânicas usadas para abrir as portas em emergências possam ser difíceis de localizar ou operar, principalmente depois de uma colisão grave acompanhada de uma falha no sistema elétrico do veículo. Isso poderia dificultar a saída dos passageiros ou o acesso de equipes de resgate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O que são as maçanetas embutidas? As chamadas maçanetas embutidas ou ocultas ficam rente à carroceria quando não estão sendo usadas. Em alguns modelos, elas podem sair automaticamente quando o motorista se aproxima ou ser acionadas por pressão, chave ou celular. O desenho ganhou popularidade principalmente com a Tesla e passou a ser adotado por diversas fabricantes de carros elétricos. O problema é que sistemas eletrônicos podem deixar de funcionar depois de uma colisão ou de uma falha elétrica. Em uma emergência, isso pode dificultar a abertura das portas. Tesla fará recall de quase 3 milhões de carros A Tesla é uma das empresas mais afetadas pela medida. A montadora fará recall de cerca de 2,98 milhões de veículos Model 3, Model Y, Model S e Model X fabricados na China ou importados para o país. O recall começa em 25 de setembro. A empresa informou que instalará etiquetas para facilitar a identificação das maçanetas mecânicas de emergência e fará uma atualização de software que poderá baixar automaticamente os vidros após uma colisão. A ideia é facilitar a saída dos ocupantes ou o acesso dos socorristas caso o sistema elétrico do veículo deixe de funcionar. Outras marcas também registram recalls Pelo menos seis fabricantes anunciaram na sexta-feira seus maiores recalls já registrados, segundo os documentos apresentados ao órgão regulador chinês. Carros chineses Reuters Além da Tesla, estão na lista Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. A Xiaomi, por exemplo, fará recall de mais de 390 mil unidades do SU7, enquanto a Leapmotor terá mais de 371 mil veículos envolvidos. Nove das 11 montadoras envolvidas instalarão gratuitamente etiquetas de advertência para facilitar a localização das alavancas de emergência. A maioria também fará atualizações de software à distância, conhecidas como OTA. China quer acabar com o sistema a partir de 2027 A campanha de recalls ocorre meses depois de a China anunciar novas regras para o sistema de abertura das portas. A partir de 2027, veículos novos vendidos no país terão de permitir a abertura mecânica das portas, inclusive em situações de acidente ou falha de energia. A medida faz da China o primeiro país a eliminar gradualmente o uso de maçanetas ocultas que dependem exclusivamente de sistemas eletrônicos. A mudança faz parte de uma fiscalização mais rigorosa sobre a indústria de veículos elétricos chinesa, que cresce em meio a uma forte disputa por preços e ao lançamento de novas tecnologias. Marcas do recall também estão no Brasil A medida chinesa chama atenção no Brasil porque algumas das fabricantes envolvidas na campanha também atuam no mercado brasileiro. A Leapmotor, controlada internacionalmente em parceria com a Stellantis, também entrou no mercado brasileiro com modelos como o C10 e o B10. Procurado, o grupo não comentou se estes modelos estão no recall. A Zeekr, marca elétrica do grupo Geely, também tem operação no país. A campanha divulgada nesta sexta-feira é referente aos veículos cobertos pelas regras e registros do mercado chinês. Procurado, o grupo não respondeu. * Com informações da Reuters
21/08/2026 12:50:20 +00:00
Free flow: motoristas poderão consultar passagens pelo app CNH do Brasil a partir de segunda

O Ministério dos Transportes informou, nesta sexta-feira (21), que, a partir da próxima segunda (24), os motoristas poderão consultar, pelo aplicativo da "CNH do Brasil", as passagens registradas em pedágios eletrônicos, conhecidos como free flow. A implementação do modelo ocorre após um período de testes, adaptação, homologação e integração dos sistemas. 🔎 O free flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. (entenda mais abaixo) Segundo a pasta, a nova funcionalidade permitirá consultar passagens registradas em rodovias que utilizam o sistema, tanto federais quanto estaduais. G1 em 1 minuto - Santos: Governo de SP adia início do Free Flow A plataforma também reunirá informações que ajudarão o motorista a identificar a concessionária responsável pela cobrança e acessar o canal indicado para realizar o pagamento do pedágio. No momento, 14 concessionárias já contam com o serviço em operação. Sistema Anchieta-Imigrantes operará no sistema free flow (pórticos eletrônicos). Diego Bertozzi/TV Tribuna 🚗 O que é free flow? O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias. Estruturas instaladas sobre a pista com câmeras, sensores e leitores de TAGs registram a passagem dos veículos. Cada vez que o carro passa por um desses pontos, o sistema faz a identificação por meio da TAG ou da leitura da placa. Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária. O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.
21/08/2026 12:34:41 +00:00
‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA

Hamburguer; lanche Jean-claude Attipoe/Unplash O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) ampliar por 90 dias a cota de importação de carne bovina. A medida busca aumentar a oferta do produto no mercado norte-americano e ajudar a reduzir os preços, principalmente da carne moída usada na produção de hambúrgueres. A publicação feita pelo presidente na rede social Truth Social não deixa claro quais países poderão se beneficiar da mudança nem como a nova regra será aplicada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota", disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Agora no g1 Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Felipe Fabbri explica que a alta da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. Ele aponta que o impacto da medida sobre o preço ao consumidor ainda é incerto e dependerá da estratégia adotada pelas indústrias locais. “É difícil afirmar que o preço do hambúrguer cairá para o consumidor americano, mas a expectativa é que a medida ajude, ao menos em parte, a conter novas altas e a reduzir o custo de produção das indústrias locais”, afirma. Saiba também: China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro Brasil pode ser beneficiado? Fabbri avalia que o Brasil pode se beneficiar da medida. Segundo o especialista, uma ampliação da cota ou uma redução das tarifas aumentaria a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e poderia abrir espaço para um volume maior de embarques aos Estados Unidos. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou ao g1 que ainda não recebeu informações oficiais do governo dos Estados Unidos sobre a medida. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores dos EUA, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Depois que esse volume é esgotado, a carne brasileira continua podendo entrar no país, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil poderia melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano. A Abiec, no entanto, afirma que é preciso aguardar os detalhes oficiais antes de avaliar os efeitos da medida para as exportações brasileiras. A medida de Trump acontece em um momento em que o Brasil diminuiu os embarques para o seu maior cliente, a China, depois de atingir o limite de cotas de comercialização sem a tarifa adicional. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, o Brasil exporta a mesma parte do boi para os dois países, a dianteira. Brasil já é um dos principais fornecedores Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para o país, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,54 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual, segundo dados da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos. Devido aos altos preços, Trump solicitou a abertura de uma investigação contra os quatro maiores frigoríficos atuantes no país, a JBS, a National Beef, controlada pela Marfrig, e as norte-americanas Cargill e Tyson Foods. Na época, o presidente afirmou que o encarecimento aconteceu "por meio de conluio ilícito". Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1 Saiba mais: Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores Exportações de carne bovina caem 26% em agosto com temor de tarifa maior na China A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados
21/08/2026 12:04:25 +00:00
Ibovespa quase 2% com melhora no exterior e expectativa por corte de juros; dólar cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta nesta sexta-feira (21), com um avanço de 1,84%, aos 171.015 pontos. Já o dólar teve queda de 0,93%, cotado a R$ 5,1443. A melhora do cenário externo ajudou a bolsa brasileira nesta sexta-feira. A queda dos juros dos títulos do governo dos Estados Unidos aumentou a disposição dos investidores para colocar dinheiro em ativos de maior risco, como ações. No Brasil, a expectativa de que o Banco Central reduza novamente a taxa básica de juros, a Selic, em setembro também favorece a bolsa. (veja mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Entre os destaques no Ibovespa estiveram ações de empresas de grande peso no índice, como B3 (+5%), Banco do Brasil (+2%) e Vale (+1,3%). A Minerva também subia mais de 4%, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que flexibilizará por 90 dias as cotas de importação de carne moída. Ainda assim, o Ibovespa ainda acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia. ▶️ Por aqui, com a agenda econômica esvaziada, as atenções ficaram com o quadro eleitoral. Nesta sexta-feira, o Datafolha divulga a primeira pesquisa com intenções de voto da eleição presidencial após o início das campanhas. A expectativa é que a divulgação aconteça após o fechamento dos mercados. ▶️ No exterior, a guerra econômica anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, ao Irã, ficou no centro das atenções. Nesta semana, o republicano anunciou que intensificaria a pressão sobre o país do Oriente Médio e ameaçou países que ofereçam "qualquer tipo de apoio ao Irã". A expectativa é que novas sanções sejam anunciadas nos próximos dias. Sem avanços diplomáticos, permanecem as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,51%, cotado a US$ 94,26, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve alta de 0,09%, a US$ 86,91. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,44%; Acumulado do mês: +1,47%; Acumulado do ano: --6,27%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,45%; Acumulado do mês: -3,92%; Acumulado do ano: +6,14%. Ibovespa se recupera após sequência de quedas A alta do Ibovespa nesta sexta-feira (21) foi puxada principalmente pela melhora do cenário externo e pela queda dos juros dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos, segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. O movimento aumentou a disposição dos investidores para comprar ações e outros ativos considerados mais arriscados, permitindo que a bolsa brasileira acompanhasse a recuperação dos mercados americanos. Para Araújo, a reação também foi favorecida pela redução dos juros futuros no Brasil — taxas que indicam as expectativas do mercado para os juros nos próximos meses. "A expectativa por novo corte da Selic em setembro, sustentada pela desaceleração da atividade econômica, seguiu dando suporte às ações mais sensíveis ao ciclo doméstico, especialmente os bancos, que figuraram entre os principais altas do dia." A recuperação desta semana, porém, ocorre depois de um período de forte queda. Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, afirma que o Ibovespa chegou a acumular 11 pregões consecutivos de baixa, pressionado pela saída de investidores estrangeiros, pelas incertezas eleitorais e pela alta do petróleo. "Até o dia 19, os saques somavam cerca de R$ 22 bilhões no mês, refletindo tanto a rotação global para ativos de tecnologia quanto o aumento da sensibilidade ao risco eleitoral e fiscal doméstico. Já a recuperação dos últimos pregões foi um movimento mais técnico." Sene avalia que a alta dos últimos pregões representa principalmente uma recuperação após a sequência de quedas, e não uma mudança definitiva no cenário. Segundo ela, o movimento também foi favorecido pelo vencimento de contratos que dão aos investidores o direito de comprar ou vender ações por um preço determinado, além da melhora do ambiente internacional. Trump anuncia guerra econômica ao Irã Nos últimos dias, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções previstas para a próxima semana. Além disso, o republicano também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Na quarta-feira, o porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio para atuar na guerra contra o Irã, pouco menos de uma semana após ter saído de sua base no Japão, onde geralmente fica estacionado. As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Os mercados, no entanto, ainda caminham para fechar a semana em queda. O Dow Jones subiu 0,98%, enquanto o S&P 500 avançou 0,43% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,43%. O dia também foi positivo na Europa, onde os mercados operavam em alta generalizada. O DAX, da Alemanha, subiu 0,59%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,37% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,56%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira, conforme investidores avaliavam a possibilidade de apoio fiscal em Hong Kong e avaliavam a recente onda de vendas de títulos globais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, fechou praticamente estável. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,21% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,88%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik
21/08/2026 12:00:28 +00:00
STF mantém suspensão de multas da NR-1; entenda o que muda

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu, por 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas às regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A norma amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão impede, por 90 dias, que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplique punições às empresas pela falta de identificação e gerenciamento dos riscos psicossociais no trabalho. O prazo começou a contar em 25 de junho, quando a medida foi determinada, e termina em setembro. As demais obrigações previstas na NR-1 continuam em vigor, incluindo o dever dos empregadores de adotar medidas para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores. (veja abaixo o que muda) A suspensão foi determinada em junho, no processo em que a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) questiona, no STF, as mudanças na NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As novas regras obrigam as empresas a identificar, avaliar e adotar medidas para reduzir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como estresse, assédio e sobrecarga. A Confenen afirma, porém, que a norma não deixa claro como esses riscos devem ser avaliados nem quais critérios devem ser usados pelos fiscais do trabalho para aplicar multas às empresas. A medida atende a um pedido da Confenen e vale para todas as empresas do país. Ela também se sobrepõe à decisão tomada em favor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no fim de maio, que beneficiava apenas as cerca de 130 mil empresas ligadas à federação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça Reprodução/TV Globo Conciliação Ao analisar o caso, André Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para prevenir problemas de saúde relacionados ao trabalho. Segundo o ministro, as mudanças na norma foram construídas a partir de discussões entre governo, empregadores e trabalhadores. Mendonça, porém, entendeu que ainda é preciso esclarecer alguns pontos levantados pela Confenen. Por isso, determinou que o caso fosse levado ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, que busca aproximar as partes para tentar chegar a um acordo. A decisão que suspendeu as multas e outras sanções foi confirmada pelo plenário virtual do STF em sessão encerrada em 18 de agosto. Com a suspensão, as empresas não podem ser multadas, durante o período determinado pelo STF, por descumprirem especificamente as exigências da NR-1 relacionadas à identificação e ao gerenciamento dos riscos psicossociais. As demais obrigações da norma continuam valendo. Em nota enviada ao g1, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o assunto está sendo tratado pela Advocacia-Geral da União (AGU), no âmbito do acordo de cooperação mantido entre os dois órgãos. Segundo o ministério, a AGU terá até 90 dias para preparar um documento a ser apresentado ao ministro André Mendonça. O MTE afirmou ainda que "acompanhará os desdobramentos do caso e reafirmou seu compromisso com a promoção da saúde, da segurança e da proteção dos trabalhadores". O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a decisão do STF tem caráter pontual e transitório e não afasta a proteção jurídica à saúde mental no trabalho nem o dever de prevenção dos riscos psicossociais. Segundo o órgão, a decisão restringe, por prazo determinado, a aplicação de multas e interdições pela Auditoria-Fiscal do Trabalho com base em dispositivos específicos da NR-1, mas não impede a fiscalização com fundamento em outras normas. O MPT afirmou ainda que as empresas devem continuar adotando medidas para identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais e integrar a proteção à saúde mental aos programas de segurança e saúde no trabalho. Para o órgão, a decisão não reduz o nível de proteção aos trabalhadores, e o MPT continuará atuando na prevenção e repressão de riscos no ambiente laboral. (veja nota completa abaixo) A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a suspensão das ações que questionam as regras da NR-1 por 120 dias. A proposta é que, nesse período, a discussão aconteça em um processo de diálogo técnico e participativo que reúna órgãos públicos, representantes de empresas, trabalhadores e outros setores envolvidos, com o objetivo de esclarecer dúvidas e buscar uma solução consensual para a aplicação da norma. No documento enviado ao Supremo, a AGU afirma que continua defendendo a validade das novas regras, mas avalia que o debate pode ajudar a reduzir a insegurança jurídica em torno da norma. Ao fim desse período, a AGU pretende apresentar ao STF os resultados das discussões, que poderão subsidiar a continuidade da análise das ações. NR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas por 90 dias? O que muda? As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. A partir delas, as empresas passaram a ter de incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais e adotar medidas para preveni-los. Entre os fatores que podem ser considerados estão situações de assédio, excesso de trabalho, falta de apoio, cobranças excessivas e condições que possam contribuir para o adoecimento mental dos trabalhadores. Com a decisão do STF, porém, as empresas não podem ser punidas, neste momento, especificamente pela falta de identificação e gerenciamento desses riscos. A obrigação de cuidar da saúde e da segurança dos trabalhadores, prevista na NR-1, permanece. Na ocasião em que as mudanças entraram em vigor, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo. Em resumo: As empresas continuam obrigadas a cumprir as regras da NR-1 e a adotar medidas para prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Ficam suspensas por 90 dias as multas, autuações e outras sanções aplicadas com base nos dispositivos da norma que estão sendo questionados no STF. Também ficam suspensos, durante esse período, os efeitos de sanções já aplicadas com base nesses dispositivos. Capa - afastamentos por saúde mental Otávio Camargo | Arte g1 Pressão e adiamento A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas. Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano. Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma. Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1. Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis. Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações. O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista. A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.
21/08/2026 11:21:02 +00:00
Famílias iranianas lutam para comprar o básico enquanto EUA intensificam guerra econômica

Trump diz que não há perspectiva de negociações com o Irã Famílias iranianas estão lutando para comprar o básico em meio à intensificação da pressão econômica dos Estados Unidos ao Irã, segundo a agência de notícias Associated Press. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Apesar do governo de Teerã negar que a guerra econômica declarada pelos EUA vá afetar o país, relatos mostram que muitas famílias estão passando por dificuldades. De acordo com a AP, o desemprego está disparando e aqueles que têm emprego estão trabalhando mais horas por um salário que equivale à metade do que era há um ano, tornando alimentos, remédios e tudo o mais — com exceção da gasolina, que é fortemente subsidiada — ainda mais inacessíveis. “Praticamente desistimos de muitas coisas. Cortamos as frutas, cortamos as proteínas, abrimos mão do lazer e até trabalhamos nos fins de semana", di Ahmad Karimi, de 52 anos, taxista e pai de dois filhos, que tem trabalhado 15 horas por dia para conseguir sustentar a família. Uma mãe de dois filhos do norte do Irã postou uma foto na rede social X esta semana após comprar leite, ovos, papel higiênico e alguns outros itens, mas nenhuma carne. Ela reclamou que a compra custou 89 milhões de riais, cerca de US$ 65 - o equivalente a R$ 337. O arroz está 60% mais caro e o preço da carne bovina aumentou 150% no país desde o início da guerra. Segundo o Fundo Monetário Internacional, até o final do ano, a inflação no Irã deverá subir quase 70% e a economia do país deverá encolher mais de 5%. "“Comprar itens de primeira necessidade se tornou nossa principal prioridade, e nossa cesta de compras ficou menor e mais limitada”, lamenta um homem de 41 anos à Associated Press, sob condição de anonimato, por medo de represálias. Pessoas caminham no principal bazar tradicional de Teerã AP / Vahid Salemi A guerra econômica de Trump A "operação econômica mais esmagadora" já realizada contra um país foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (19). Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana", e também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando, sem detalhar qual seria a punição. Um dia depois, na quinta-feira (20), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que o "Dia D Econômico" dos EUA contra o Irã é apenas uma distração dos problemas econômicos americanos e alertou que a pressão adicional fracassaria, levando "mais derrota" aos Estados Unidos. Quase seis meses após o início da guerra, a economia iraniana está sofrendo um duro golpe devido às sanções e ao bloqueio naval , que torna extremamente difícil para o país exportar petróleo, seu produto mais valioso. No entanto, como está está sujeito a sanções ocidentais há anos, o país se tornou-se hábil em contorná-las parcialmente. “A capacidade de resistência do Irã não apenas evita o colapso, como também impede que o sofrimento econômico se traduza na pressão política e nas mudanças que os EUA esperam”, afirma Hadi Kahalzadeh, especialista em economia iraniana da Universidade Brandeis. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Agora no g1
21/08/2026 09:34:42 +00:00
Ferrari Luce de R$ 200 milhões pode dar 'desconto' milionário no imposto de renda do comprador; entenda

Ferrari Luce leiloada por US$ 40 milhões divulgação/RM Sotheby's A primeira Ferrari Luce, versão totalmente elétrica da marca, foi leiloada nesta semana por US$ 40 milhões, cerca de R$ 208 milhões. Apesar do valor estrondoso, há um detalhe: parte do que foi pago pode gerar desconto no imposto de renda do comprador nos Estados Unidos. Isso acontece porque todo o dinheiro arrecadado no leilão, realizado nos Estados Unidos pela RM Sotheby’s, será destinado a ações de educação promovidas pela Fundação Ferrari. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Pelas regras tributárias dos Estados Unidos, a Fundação Ferrari é reconhecida como uma entidade beneficente. Isso permite que parte do valor pago no leilão seja tratada como doação e usada para reduzir a renda sobre a qual o comprador pagará imposto. Mas não são os US$ 40 milhões inteiros que entram nessa conta. A regra considera como doação apenas o que foi pago acima do valor estimado do carro. Além disso, há limites para o tamanho da dedução. Primeiro, é preciso descontar o valor estimado do carro. Como a Ferrari foi avaliada em até US$ 1,6 milhão, dos US$ 40 milhões pagos, até US$ 38,4 milhões poderiam ser considerados doação; Depois, entra o limite de renda. Pelas regras aplicáveis ao caso, o contribuinte só pode usar a dedução até determinado percentual de sua renda bruta ajustada no ano; Por fim, deduzir não significa receber esse dinheiro de volta. A dedução reduz a renda sujeita ao imposto. O tamanho da economia depende, entre outros fatores, da alíquota aplicada ao contribuinte, que pode chegar a 37%. Agora no g1 Na prática, o benefício fiscal não significa que o comprador receberá de volta os US$ 38,4 milhões. Esse valor pode servir de base para uma dedução, reduzindo a renda sobre a qual o imposto é calculado. Considerando a alíquota máxima de 37%, a economia tributária poderia chegar a cerca de US$ 14,2 milhões, desde que o comprador cumpra os demais requisitos. Há ainda uma condição importante: o tamanho do benefício depende da renda do comprador. Como existe um limite para quanto da renda pode ser abatido por meio desse tipo de doação, o comprador precisa ter renda suficientemente alta para aproveitar toda a dedução no mesmo ano. Por que essa Ferrari Luce custa tanto? Uma Ferrari Luce convencional custa US$ 640 mil, pouco mais da metade do lance inicial do exemplar leiloado. O carro leiloado tem os mesmos quatro motores elétricos da versão convencional, com 1.050 cv de potência. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o veículo chega aos 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. Galerias Relacionadas Mas o exemplar leiloado tem características exclusivas que encarecem o modelo: O modelo é chamado de "chassi 0", o que significa que foi o primeiro fabricado pela Ferrari; Esta Ferrari Luce foi desenvolvida pela divisão de design "Tailor Made", responsável por elementos exclusivos que não estão presentes nos demais exemplares; Por fora, o carro tem um pigmento que gera brilho iridescente, variando entre tons de violeta e verde conforme a incidência de luz. Há também acabamento branco personalizado para as pinças de freio, as rodas e até o logo da Ferrari, tudo criado especificamente para este modelo; Por dentro, o couro utilizado é exclusivo deste modelo, que tem acabamento totalmente em Perla branco feito com tecido da Suíça.
21/08/2026 06:00:42 +00:00
Bullying no trabalho: quais são os sinais de alerta e como denunciar?

Funcionário mata três colegas a facadas dentro de fábrica da Bombril em SP Dois episódios de violência envolvendo trabalhadores, em menos de uma semana, reacenderam o debate sobre bullying, assédio moral e violência psicológica no ambiente de trabalho. No início do mês, três funcionários terceirizados foram mortos a facadas dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O autor do ataque, também terceirizado, foi preso em flagrante e tirou a própria vida horas depois na delegacia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dois dias depois, três funcionários do supermercado atacadista Assaí ficaram feridos durante uma briga entre açougueiros em Jundiaí (SP). À polícia, o suspeito afirmou que sofria bullying no trabalho. Segundo o boletim de ocorrência, ele já havia feito ameaças antes das agressões. Embora o termo “bullying” seja utilizado para descrever situações de intimidação e humilhação, o Ministério Público do Trabalho explica que, no ambiente profissional, essas práticas costumam ser enquadradas como assédio moral ou violência psicológica no trabalho. Açougueiro esfaqueia colegas em supermercado e é preso em Jundiaí De acordo com Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), essas condutas podem envolver comportamentos que humilham, constrangem, intimidam, isolam ou desrespeitam o trabalhador, com possíveis impactos sobre sua dignidade, saúde e condições de trabalho. Dados do MPT indicam crescimento expressivo das denúncias relacionadas à violência e ao assédio no ambiente profissional. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram registrados 17.590 relatos — número que já supera as 16.541 denúncias contabilizadas durante todo o ano de 2024. O coordenador do MPT ressalta que o assédio moral não acontece apenas de chefes contra subordinados. Ele também pode ocorrer entre colegas do mesmo nível hierárquico ou até ser praticado por subordinados contra gestores. “Independentemente de quem pratique a conduta, a empresa tem o dever de prevenir, apurar e adotar providências para impedir a continuidade dessas práticas”, afirma Gonçalves. Como a Justiça do Trabalho trata casos de bullying? Em nota enviada ao g1, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) informou que não possui jurisprudência consolidada especificamente sobre bullying no ambiente profissional, ou seja, não há até o momento um entendimento uniforme da Corte dedicado exclusivamente ao tema. Pesquisa realizada pelo próprio TST identificou decisões que tratam situações associadas ao bullying sob a ótica do assédio moral, embora o tema não seja analisado de forma autônoma. Em diferentes casos julgados, os ministros destacaram que cabe ao empregador prevenir e coibir práticas abusivas dentro do ambiente profissional. As decisões também reforçam que a omissão da empresa diante de condutas humilhantes, discriminatórias ou hostis pode gerar responsabilização e o pagamento de indenizações por danos morais. As empresas também devem apurar os relatos recebidos e tomar providências para interromper eventuais condutas abusivas e responsabilizar os envolvidos. Apelidos no trabalho: quando a brincadeira passa do limite Empresas devem prevenir e combater abusos Para trabalhadores que sejam vítimas ou testemunhas de violência psicológica, a orientação é preservar, sempre que possível, elementos que possam ajudar na comprovação dos fatos, como mensagens, e-mails, registros de conversas e identificação de testemunhas. Também é possível recorrer aos canais internos da empresa, quando houver segurança para isso, ou apresentar uma denúncia diretamente ao Ministério Público do Trabalho. (veja abaixo os canais disponíveis e como denunciar) Quais são os sinais de alerta? Para Ricardo Carlos Pinto, especialista em Segurança do Trabalho, prevenir episódios de violência no ambiente profissional exige que as empresas ampliem o olhar para além dos riscos físicos e acompanhem também fatores psicossociais e organizacionais. Segundo ele, esse trabalho pode envolver a aplicação de questionários psicossociais, entrevistas individuais e grupos focais, além da análise de aspectos como metas, ritmo de trabalho, jornadas, pausas e dimensionamento das equipes. Dados de saúde ocupacional, como absenteísmo, afastamentos relacionados a transtornos mentais, atestados médicos e presenteísmo — quando o funcionário trabalha mesmo sem estar em boas condições de saúde — podem sinalizar desgaste entre os trabalhadores. Relatos de assédio moral, discriminação e conflitos registrados pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) ou em canais internos de denúncia são outros sinais de alerta. Pinto ressalta, porém, que as vistorias tradicionais de Segurança do Trabalho, embora fundamentais para prevenir acidentes, não são suficientes para detectar todos os fatores que podem anteceder episódios de violência. “As vistorias tradicionais verificam principalmente a conformidade com requisitos técnicos das Normas Regulamentadoras, enquanto a violência no trabalho geralmente tem origem em aspectos da organização do trabalho, da cultura organizacional e das relações interpessoais”, afirma. Outro ponto de atenção são os trabalhadores terceirizados. Segundo Pinto, eles devem estar submetidos aos mesmos padrões de segurança, compliance e prevenção à violência adotados para os empregados próprios. “A responsabilidade da empresa tomadora não termina na contratação. Ela deve estabelecer requisitos claros, monitorar sua aplicação e verificar continuamente a efetividade dos controles”, afirma. O impacto sobre quem presencia a violência As consequências de episódios de violência no trabalho não ficam restritas a quem é diretamente agredido. Segundo a psicóloga Amanda Amude, a maneira como colegas e a própria empresa reagem a uma situação de hostilidade ou assédio pode aumentar o sofrimento da vítima. Quando uma pessoa é hostilizada diante dos colegas e ninguém intervém, explica a psicóloga, o silêncio pode ser interpretado como falta de proteção e apoio. Esse processo pode intensificar sentimentos de vergonha, abandono e isolamento. “O silêncio das testemunhas pode ser vivido como uma segunda violência. A vítima interpreta que não foi protegida, acreditada ou considerada digna de defesa”, afirma Amude. Segundo ela, esse fenômeno é conhecido como vitimização secundária. A resposta da empresa também influencia a dimensão do impacto psicológico. Quando a organização minimiza uma denúncia, desacredita a vítima ou demora a agir, diz a especialista, o trabalhador pode passar a enxergar o próprio ambiente profissional como parte do problema. “A vítima não se lembra apenas de quem a feriu. Ela também se lembra de quem viu e não fez nada. O silêncio transforma uma agressão individual em uma mensagem coletiva: ‘você está sozinho’”, afirma. Amanda ainda destaca que a ausência de reação dos colegas nem sempre significa indiferença. Em determinados ambientes, trabalhadores podem deixar de intervir por medo de retaliações, demissão ou prejuízos à carreira, ou ainda por acreditarem que uma denúncia não produzirá resultados. Para ela, isso reforça a importância de avaliar a cultura da própria organização. O que fazer depois de um episódio? Quando trabalhadores presenciam um episódio de violência extrema no próprio local de trabalho, a prioridade inicial deve ser restabelecer a sensação de segurança, segundo a psicóloga Amanda Amude. Isso significa retirar as pessoas da situação de risco, comunicar de forma clara o que ocorreu, evitar a disseminação de rumores, oferecer acolhimento e identificar os trabalhadores mais vulneráveis. Nesse primeiro momento, a recomendação é não pressionar os trabalhadores a falar sobre o que presenciaram. O acolhimento deve respeitar a disposição de cada pessoa e evitar que funcionários sejam obrigados a relatar repetidamente cenas potencialmente traumáticas. O cuidado também não deve terminar nos primeiros dias. Segundo a psicóloga, é importante acompanhar possíveis sinais de estresse agudo, insônia, culpa, medo, hipervigilância, luto e sintomas relacionados ao trauma, principalmente entre aqueles que presenciaram diretamente a violência, eram próximos das vítimas ou participaram do socorro. O retorno ao local onde ocorreu o episódio também pode exigir atenção especial. “Voltar ao local da tragédia pode reativar o trauma”, explica Amanda. Por isso, dependendo do caso, a retomada das atividades deve ser gradual e acompanhada. Para a especialista, oferecer atendimento psicológico sem rever as condições que contribuíram para o problema não é suficiente. O pós-crise também deve incluir uma avaliação das práticas da empresa, das lideranças e dos mecanismos disponíveis para prevenção e denúncia de conflitos, assédio e violência. “Se a empresa cuida das pessoas, mas não transforma o ambiente, corre o risco de tratar as consequências e manter as causas”, afirma. Nesse processo, Amanda defende o fortalecimento de canais seguros de escuta e denúncia, a capacitação de gestores para lidar com conflitos e uma política clara de intolerância a comportamentos violentos ou humilhantes. O que acontece quando uma denúncia chega ao MPT? O Ministério Público do Trabalho atua em casos que possam configurar violações coletivas aos direitos dos trabalhadores. Após o recebimento de uma denúncia, o órgão realiza uma análise inicial e, caso encontre indícios de irregularidades, pode abrir uma investigação. Durante a apuração, o MPT pode solicitar documentos, colher depoimentos, realizar inspeções e promover audiências com a empresa e outros envolvidos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o órgão busca inicialmente uma solução extrajudicial, que pode envolver a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Por meio do acordo, a empresa assume compromissos para corrigir os problemas identificados e prevenir novas ocorrências. Quando não há acordo ou as irregularidades continuam, o MPT pode recorrer à Justiça por meio de uma Ação Civil Pública, buscando a responsabilização da empresa e a adoção de medidas preventivas, corretivas e indenizatórias. Como denunciar? Existem diferentes canais para trabalhadores denunciarem situações de assédio ou bullying. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de telefones fixos, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. Ao fazer uma denúncia, é importante fornecer o maior número possível de informações sobre o caso, para que os órgãos responsáveis possam analisar se a situação configura assédio moral e adotar as providências cabíveis. Bullying no trabalho: quais são os sinais de alerta e como denunciar? Foto: Divulgação/Assessoria Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região
21/08/2026 05:00:19 +00:00
Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores

Prato do Futuro: pesquisa cria milho mais resistente ao calor Dois meses após a aprovação pelo Parlamento Europeu, as novas regras para plantas obtidas por novas técnicas genômicas (NGTs) continuam gerando debate sobre o futuro da agricultura no bloco. A legislação flexibiliza o cultivo de determinadas variedades editadas geneticamente, diferenciando-as dos transgênicos tradicionais. Isso representa uma grande mudança para o bloco europeu. Bruxelas manteve uma postura cautelosa em relação aos organismos geneticamente modificados (OGMs) desde o início de sua regulamentação na década de 1990. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Há 30 anos, os produtos agrícolas transgênicos ficaram conhecidos entre críticos e parte da imprensa como "alimentos Frankenstein" ou "Frankenfoods". Alguns ambientalistas afirmavam que os OGMs poderiam causar reações alérgicas ou levar à resistência a antibióticos e outros efeitos na saúde a longo prazo. Os críticos argumentavam que as sementes geneticamente modificadas poderiam aumentar o controle corporativo sobre os agricultores e que os genes modificados poderiam vazar para culturas não transgênicas e para o meio ambiente em geral. Em última análise, a União Europeia decidiu regulamentar esse tipo de alimento de forma mais rigorosa do que muitas outras partes do mundo. O relaxamento das regras sobre os OGMs foi contestado por grupos ambientalistas e algumas organizações de pequenos agricultores. "Os tomadores de decisão da UE [...] optaram por priorizar os lucros de alguns gigantes da biotecnologia em detrimento dos direitos daqueles que nos alimentam", disse Mute Schimpf, ativista alimentar da organização Amigos da Terra, após a votação. A comparação com Frankenstein refletia a preocupação pública em relação aos OGM tradicionais, que podem ser produzidos pela inserção de genes de uma espécie em outra por meio da transgenia. As novas técnicas genéticas, porém, são diferentes. Em muitas aplicações das NGTs, nenhum gene externo é adicionado. Em vez disso, genes já presentes na planta são alterados por meio de ferramentas de edição genética como o CRISPR, premiado com o Nobel de Química em 2020, que permite fazer modificações precisas no DNA, incluindo a remoção, desativação ou alteração de genes específicos. Saiba mais: Cientistas alteram a genética do milho e deixam ele mais resistente a secas e altas temperaturas Pequeno impulso às mudanças naturais? De acordo com a nova legislação da UE, haverá dois grupos de NGTs. O NGT-1 inclui culturas com "um número e tipo limitados de alterações, e que poderiam ter ocorrido por meio de melhoramento convencional", segundo um resumo do Parlamento Europeu. Estas seriam tratadas de forma muito semelhante às culturas convencionais. As plantas NGT-2 ficaram de fora das novas regras não se aplicam. Elas são definidas como tendo mais de 20 modificações genéticas ou aquelas que contêm características específicas e excluídas, como a tolerância a herbicidas. "Se uma planta editada por CRISPR não contém DNA estranho e apresenta apenas alterações que também poderiam surgir por meio de processos de mutação natural, então, do ponto de vista científico, não há razão convincente para tratá-la como uma planta transgênica clássica", disse Detlef Weigel, diretor do departamento de biologia molecular do Instituto Max Planck de Biologia da Alemanha. "A UE, portanto, caminha na direção certa ao distinguir entre plantas NGT-1 e NGT-2", pontuou. "O importante, porém, é que as categorias permaneçam cientificamente significativas, transparentes e verificáveis", observou Weigel. "Precisamos de uma regulamentação que seja cientificamente fundamentada, proporcional e viável na prática", acrescentou. Os defensores das mudanças argumentam que um acesso mais amplo às culturas NGT-1 poderia ajudar os agricultores a se adaptarem às mudanças climáticas, permitindo o desenvolvimento de culturas mais resistentes à seca, pragas e doenças. Eles afirmam que as NGT-1 também poderiam reduzir a necessidade de fertilizantes e pesticidas. Mas nem todos os cientistas concordam que a tecnologia deva ser tratada de forma diferente dos OGM convencionais. Mais do que um simples tomate Michael Antoniou, professor de genética molecular na King's College de Londres, afirmou que as plantas geneticamente modificadas são fundamentalmente diferentes das culturas convencionais, pois o próprio processo de edição genética CRISPR pode causar alterações não intencionais no DNA da nova planta. "As evidências científicas mostram que, quando considerado em sua totalidade, o CRISPR causa danos aleatórios e não intencionais em larga escala no DNA da planta, e [esses danos] podem chegar às centenas ou milhares", disse Antoniou à DW. Ele cita como exemplo os tomates Gaba, os primeiros alimentos geneticamente modificados por CRISPR comercialmente disponíveis no mundo. Cultivados no Japão, esses tomates contêm altas quantidades do neurotransmissor Gaba e são comercializados para ajudar a baixar a pressão arterial, melhorar o sono e aliviar o estresse temporário. "Sim, [eles parecem] um tomate normal, mas quais alterações não intencionais em sua bioquímica e composição também ocorreram?", questionou Antoniou. "Não sabemos", respondeu ele mesmo. O professor argumenta que as regras propostas pela UE não levam em conta adequadamente as alterações genéticas não intencionais que podem ocorrer durante o processo de edição genética. Ele acredita que os desenvolvedores deveriam ser obrigados a usar métodos de perfil molecular para determinar como o genoma como um todo foi alterado. Leia também: Peixes têm 'impressão digital' que revela de onde vieram, mostra estudo; entenda Alterar genes das culturas não é novidade Weigel explica que o CRISPR é uma melhoria em relação aos métodos mais antigos usados para criar novas culturas, como a introdução de produtos químicos e radiação para induzir mutações. Esses métodos, segundo ele, são frequentemente menos previsíveis do que os resultados do CRISPR. "O CRISPR é mais preciso nesse aspecto do que muitos métodos mais antigos", disse Weigel. "Isso não torna automaticamente a biologia livre de riscos, assim como nem toda planta que ocorre naturalmente é automaticamente comestível. Mas torna difícil entender por que essas plantas seriam inerentemente mais perigosas do que as plantas cultivadas convencionalmente", diz. Bactéria é inserida nos embriões do milho para edição gênica no Brasil Rafael Leal / g1 Criar melhores salvaguardas em vez de proibir Matin Qaim, professor de economia agrícola na Universidade de Bonn, na Alemanha, argumenta que a UE tem sido excessivamente cautelosa em sua abordagem à biotecnologia agrícola, incluindo técnicas transgênicas mais antigas. "Questões de aceitação pública levaram a procedimentos regulatórios dispendiosos e demorados para culturas transgênicas geneticamente modificadas, não porque essas culturas sejam realmente perigosas, mas porque ativistas conseguiram representá-las como perigosas na percepção pública", disse o especialista à DW. Qaim afirmou que, embora a experiência prática com as novas tecnologias transgênicas seja limitada, a tecnologia provavelmente tornará o melhoramento de novas culturas mais rápido, preciso e eficiente. "A melhor resposta geralmente não é proibir tecnologias específicas, mas identificar políticas inteligentes que ajudem a manter a concorrência e o acesso justo a inovações relevantes para todos", concluiu. Saiba também: Limões 'alienígenas' intrigam produtora; entenda o que causa a deformação China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro Número de vacas leiteiras cai em 13 anos, mas Brasil bate recorde na produção
21/08/2026 05:00:18 +00:00
Mega-Sena 3047 acumula e prêmio vai a R$ 58 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.047 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (20), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 49.2 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 58 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Lotrias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 18 - 22 - 26 - 31 - 58 5 acertos: 64 apostas ganhadoras, R$ 33.112,49 4 acertos: 4395 apostas ganhadoras, R$ 782,39 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Resultado do concurso 3047 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
21/08/2026 00:02:48 +00:00
Correios abrem novo programa de demissão voluntária

Os Correios abriram um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que prevê um incentivo financeiro para quem quiser sair da empresa. As inscrições para o programa começaram nesta quinta-feira (20) e vão até o dia 30 de setembro. A adesão é voluntaria. O plano é voltado para empregados lotados, desde janeiro de 2025, "em unidades já impactadas ou que vierem a ser abrangidas no processo de otimização da rede e reestruturação dos Correios". No programa aberto no início deste ano, foram 3.181 adesões voluntárias. Agora no g1 A projeção do plano de reestruturação da estatal era de 10 mil desligamentos neste ano e mais 5 mil em 2025. Por isso, logo após o encerramento do primeiro PDV, os Correios passaram a estudar um segundo plano de demissão voluntária — que foi aberto agora. Em nota, os Correios afirmaram que o plano de desligamento integra as iniciativas de reestruturação e sustentabilidade dos Correios, representando um novo ciclo do programa de desligamento voluntário. "A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgados anteriormente". O incentivo financeiro é calculado de acordo com a situação de cada empregado, considerando as rubricas do regulamento, o tempo de serviço, a idade e os adicionais por aposentadoria e incorporação. O incentivo: varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil e é pago integralmente, em parcela única; valor é depositado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento; não tem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS. A inscrição no programa não garante o desligamento automático. As adesões passam por verificação de requisitos e são analisadas conforme as regras do plano, as necessidades operacionais e a disponibilidade de recursos. O empregado pode desistir até a data de desligamento informada pela empresa. Crise nos Correios Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho. O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O rombo nos três primeiros meses deste ano é 82,35% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando a estatal registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Em todo o ano de 2025, o rombo foi de R$ 8,5 bilhões e a previsão para 2026 é de um resultado ainda pior nas contas, segundo cálculos da própria estatal. Os Correios têm tomado uma série de medidas para sanear as contas e projetam chegar a um superávit somente em 2027. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução
20/08/2026 22:41:38 +00:00
Eleições 2026: ONS planeja operação especial para acompanhar desempenho do sistema elétrico

Torres de transmissão de energia REUTERS/Manon Cruz O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Márcio Rea, afirmou que, neste momento, não vê risco de falta de energia elétrica durante as eleições. Segundo ele, o órgão fará, como ocorre em grandes eventos, uma operação especial de acompanhamento do sistema. “Sempre tem uma operação especial, mas a gente está trabalhando há meses, vem desenvolvendo (esse trabalho). Então, não vejo nenhum problema, a não ser que seja uma catástrofe”, afirmou Rea a jornalistas, em Brasília. Em paralelo, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou que comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a antecipação de recursos destinados a usinas de produtores independentes que atendem áreas isoladas da Amazônia. A medida busca reduzir o risco de desabastecimento de combustível para essas usinas em caso de dificuldades de navegação nos rios, provocadas pela baixa pluviosidade. “Nós vamos antecipar recursos para que essas empresas comprem o combustível, deixem estocados, para, eventualmente, havendo algum problema no tráfego nos rios, haja combustível suficiente para atender as comunidades e, principalmente, durante as eleições”, afirmou Feitosa. Os recursos são provenientes da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Segundo Feitosa, a preparação para as eleições está sendo feita de forma preventiva. O objetivo é reforçar a segurança do sistema e garantir equipes suficientes para eventuais ocorrências. “O que nós estamos fazendo, especificamente nesse caso, é trabalhar preventivamente. Quando estiver próximo das eleições, certamente o ONS vai tomar as precauções para deixar o sistema o mais robusto possível. Eles já fazem isso todos os anos, mas reforçaremos às distribuidoras a necessidade de reforçar as equipes”, afirmou. El Niño Ao comentar as perspectivas para 2027, Rea avaliou que o cenário pode ser “complicado”, principalmente pela dificuldade de prever a intensidade e os efeitos do El Niño. “A gente entende que vai ser complicado, principalmente em 2027”, afirmou. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele ocorre, em geral, a cada dois a sete anos e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo. No Brasil, o fenômeno pode intensificar o calor, aumentar o risco de seca no Norte e no Nordeste e provocar chuvas acima da média no Sul. Rea destacou, porém, que o sistema elétrico conta com medidas preventivas e alternativas para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. Segundo ele, ocorrências anteriores provocaram danos significativos à infraestrutura, mas não chegaram a interromper o fornecimento de energia. El Niño deixa o verão amazônico com tempo seco e temperaturas altas, em Manaus “A gente tem um trabalho de prevenção. Não tem como saber o que vai vir, de onde vai vir o vento, mas, nos eventos que antecederam, conseguimos não ter interrupção de energia. Mesmo tendo mais de 20 torres afetadas, conseguimos manter o suprimento de energia”, disse. Ele acrescentou que o sistema dispõe de alternativas para preservar o funcionamento da rede mesmo quando parte da infraestrutura é afetada. “A gente tem alternativas nas nossas redes para manter o sistema sempre funcionando”, afirmou ele.
20/08/2026 20:57:07 +00:00
Receita Federal tem até 14 de setembro para entregar proposta de cálculo da CBS ao TCU

Reforma Tributária vai mexer na forma como impostos são cobrados no país A Receita Federal tem até 14 de setembro para enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma proposta de cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027 e da alíquota aplicada às compras governamentais, que pagarão menos tributos durante a transição para o novo modelo. Nesta quinta-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, se reuniram com o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, para alinhar os ajustes finais. 🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e que começa a valer em 2027. O que são o IBS e a CBS? A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um tributo federal que substituirá o PIS/Pasep e Cofins. O novo imposto entra em vigor integralmente no ano que vem. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terá a cobrança integral em 2033 e será compartilhado entre estados e municípios. O IBS substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Cronograma de definição Após o recebimento da proposta, o TCU terá até 30 de outubro para aprovar os cálculos da alíquota de referência da CBS e do redutor das compras governamentais. 🗓️ Na sequência, o Senado Federal terá até 15 de dezembro para fixar a alíquota de referência da CBS para 2027. Para 2028, o cronograma prevê uma nova etapa. O TCU terá até 31 de dezembro de 2026 para homologar a metodologia de cálculo da alíquota de referência da CBS e do redutor aplicado às compras governamentais. As definições fazem parte do processo de regulamentação e implementação do novo sistema de tributação sobre o consumo, estabelecido pela reforma tributária. Governos federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução Simplificação de impostos A reforma tributária introduziu no sistema tributário nacional o conceito do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). Cinco impostos serão substituídos por dois IVAs, a CBS e o IBS. No modelo do IVA, os impostos não são cumulativos ao longo da cadeia de produção de um item. Exemplo: quando o comerciante compra um sapato da fábrica, paga imposto somente sobre o valor agregado na fábrica, não sobre os produtos anteriores. Não paga imposto sobre a matéria-prima que deu origem ao sapato – a fábrica já terá pagado quando adquiriu o material do produtor rural. Além disso, os impostos passarão a ser cobrados no estado em que o bem ou serviço será consumido, e não mais no estado em que a empresa produz. Isso contribuiria para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios.
20/08/2026 19:55:51 +00:00
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