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O colapso do petróleo nos anos 1970 desencadeou uma crise econômica e financeira global James Pozarik/Liaison via Getty Images O fechamento por quase um mês de uma via crucial para o fornecimento global de energia, o Estreito de Ormuz, tem levado a alertas de que o mundo está caminhando em direção a problemas piores do que aqueles causados na crise do petróleo dos anos 1970. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Lars Jensen, especialista em transporte marítimo e ex-diretor da Maersk, uma das maiores companhias marítimas do mundo, afirmou à BBC que o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã pode, aliás, ser "substancialmente maior" do que o caos econômico de 50 anos atrás. A opinião de Jensen se segue ao alerta feito pelo diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, no início deste mês, de que o mundo estava "enfrentando a maior ameaça da história à segurança energética global". A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "É muito maior do que o que tivemos nos anos 1970, com os choques do preço do petróleo. É também muito maior do que o choque do preço do gás natural que tivemos com a invasão russa na Ucrânia", disse Jensen à BBC. Mas, ainda que o fechamento do Estreito de Ormuz cause a ruptura das cadeias globais de suprimentos, alguns especialistas afirmam que o mundo hoje é mais resiliente a impactos desse tipo do que aquele dos anos 1970. O que aconteceu na crise do petróleo dos anos 1970? A crise do petróleo dos anos 1970 foi "fundamentalmente diferente" da atual. O primeiro choque do petróleo naquela época foi "resultado de uma decisão política deliberada", explicou a economista e chefe executiva da Crystol Energy, Carole Nakhle, em entrevista à BBC. Em outubro de 1973, os produtores árabes de petróleo impuseram um embargo a um grupo de países liderados pelos EUA por causa do apoio a Israel durante a Guerra do Yom Kippur. O embargo foi acompanhado de uma ação coordenada para reduzir a produção de petróleo. A Guerra do Yom Kippur teve início em 6 de outubro de 1973, quando uma coalizão árabe liderada pelo Egito e pela Síria lançou um ataque combinado contra Israel, coincidindo com o feriado do Yom Kippur, um dia sagrado para os judeus. O então presidente egípcio, Mohamed Anwar el-Sadat, e o mandatário sírio, Hafez al-Assad, queriam recuperar territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967. Em meio à Guerra Fria, aparatos militares começaram a chegar da União Soviética para seus aliados sírios e egípcios, enquanto os EUA começaram a enviar material militar para Israel, o que irritou o mundo árabe. Com o embargo e o corte da produção de petróleo no Oriente Médio, "o preço do petróleo quase quadruplicou em poucos meses", conta Nakhle. A explosão dos preços levou a racionamentos nos países que eram grandes consumidores de petróleo e seus derivados, levando a uma "crise econômica e financeira global" com consequências duradouras. Tiarnán Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, explica que o aumento do preço do petróleo elevou a inflação, "resultando em cortes nos negócios e alta do desemprego". "Isso levou a uma reação em cadeia que atingiu o tecido social de muitos países com greves, tumultos e aumento da pobreza, já que muitas pessoas sofreram para fechar a conta", afirma Heaney. Tanto os EUA quanto o Reino Unido tiveram recessões de 1973 a 1975, com a crise contribuindo para a queda do governo do conservador britânico Ted Heath em 1974. O Brasil, que vivia o chamado "milagre econômico", havia aumentado seu PIB (soma de todas as riquezas produzidas) em 14% em 1973. Mas, com o choque do petróleo, a alta anual do PIB caiu para 9% no ano seguinte e 5,2% em 1975. O crédito, que antes era farto, ficou de repente escasso. A economia brasileira, tão dependente de empréstimo estrangeiro, passou a enfrentar dificuldade. A rolagem da dívida externa teve de ser feita a juros mais elevados, o que deteriorou as contas públicas do país. Um segundo choque do petróleo veio em 1979, com a Revolução Islâmica do Irã. O que está acontecendo na atual crise do petróleo? Desde que os EUA e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, em 28/2, o Estreito de Ormuz foi praticamente fechado para o tráfego de navios cargueiros. Esse fechamento levou a interrupções nas cadeias de fornecimento de petróleo, gás e outros produtos essenciais a partir de países do Golfo, que normalmente exportam cerca de 20% do petróleo global. O presidente dos EUA, Donald Trump, tentou várias táticas para reativar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, incluindo pedir a nações aliadas que enviassem embarcações militares para escoltar os cargueiros e ameaçar ampliar os ataques ao Irã se o país persa não permitisse a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Mas Jensen, especialista em transporte que agora atua na consultoria Vespucci Maritime, afirmou ao programa Today, da BBC, que muito do petróleo que deixou o Golfo há mais de um mês ainda está chegando às refinarias ao redor do mundo. Mas esse fluxo vai parar em breve. "A falta de petróleo que temos visto vai piorar, mesmo se o Estreito de Ormuz for magicamente reaberto amanhã", disse Jensen. "Nós vamos enfrentar preços de energia massivos não apenas enquanto a crise continuar, mas também por 6 a 12 meses depois que ela acabar." A crise atual poderia ser pior do que a dos anos 1970? Nakhle, executiva da Crystol Energy e secretária-geral do Clube Árabe de Energia, ressalta dois pontos: o mercado do petróleo é mais diversificado do que o dos anos 1970 e o seu peso relativo ao tamanho da economia global caiu bastante. Para Nakhle, ainda que os preços estejam altos, a crise atual não é tão grave quanto a dos anos 1970. "Ainda que o tamanho dos impactos seja significante, sem dúvida os maiores da história recente, o mercado é muito mais resiliente do que o dos anos 1970", afirma. "Ele é mais diverso, menos ligado ao petróleo, e mais bem equipado com 'para-choques' e mecanismos emergenciais de resposta." Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, afirma que algumas diferenças entre as duas crises podem favorecer o mundo hoje, incluindo um melhor entendimento sobre as economias e mais países além do Oriente Médio com reservas de petróleo. "O melhor cenário é o conflito acabar o mais rápido possível e uma certa estabilidade ser restaurada, diz Heaney. Alicia Garcia Herrero, economista-chefe para Ásia-Pacífico da Natixis CIB, afirma que os choques de petróleo dos anos 1970 levaram os preços às alturas com o corte de 5% a 7% do fornecimento global. Por outro lado, afirma Garcia Herrero, a crise atual afeta 20% dos suprimentos globais de petróleo. "A crise da guerra no Irã pode acabar sendo um choque maior [do que o dos anos 1970] se a situação não melhorar logo", diz ela, acrescentando que a crise também afeta o suprimento de gás e outros produtos refinados. "As consequências disso é que podemos vivenciar aumentos acentuados dos preços, uma inflação mais ampla e maiores riscos de recessão, especialmente em países da Ásia que importam bastante desse petróleo", afirma Garcia Herrero. "Reservas e eficiência oferecem certa margem que os episódios dos anos 1970 não tiveram, mas a escala da perda de suprimentos torna isso muito pior, sem solução rápida à vista." Reportagem adicional de Luis Barrucho LEIA TAMBÉM: A arma secreta do Brasil contra crises do petróleo, segundo a Economist Por que a pequena ilha de Kharg, alvo de Trump no Irã, é estratégica na guerra Como a China passou anos se preparando para uma crise mundial do petróleo e qual é o seu ponto fraco

Logo do aplicativo TikTok Dado Ruvic/Reuters O TikTok está buscando aprovação do Banco Central para operar como uma instituição financeira no Brasil, informou a agência Reuters nesta terça-feira (31). A rede social controlada pela chinesa ByteDance pediu duas licenças: uma de "emissor de moeda eletrônica" e outra de "sociedade de crédito direto", disseram à Reuters fontes em condição de anonimato. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A primeira licença permitiria à empresa oferecer contas de pagamento digitais para usuários manterem dinheiro, receberem transferências e fazerem pagamentos no aplicativo do TikTok. Já a segunda daria à companhia o direito de oferecer seu próprio capital para empréstimos ou atuar como uma intermediadora entre tomadores e credores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Executivos da ByteDance, incluindo o chefe de Pagamentos Globais, Liao Baohua, se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília na manhã desta terça-feira (31), de acordo com a sua agenda pública. A ByteDance lançou em 2021 o Douyin Pay, um sistema de pagamentos da versão chinesa do TikTok. A plataforma compete com outros serviços já estabelecidos no país como o WeChat Pay e o AliPay. A rede social também solicitou em 2023 uma licença para operar como serviço de pagamentos na Indonésia. O pedido foi recusado, e a plataforma passou a buscar parcerias com empresas locais. Em seu plano de expansão no Brasil, o TikTok anunciou no final de 2025 que construirá um data center no Ceará. O empreendimento vai gerar investimentos de mais de R$ 200 bilhões, segundo a empresa.

A economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais em fevereiro deste ano, informou nesta terça-feira (31) o Ministério do Trabalho com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em fevereiro: 2,381 milhões de contratações; 2,126 milhões de demissões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, que teve geração de 440,4 mil empregos formais, houve uma queda, conforme dados oficiais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado de fevereiro de 2026 é o pior para o mês desde 2023, quando foram criados 252,5 mil vagas, de acordo com a série histórica, iniciada em 2020. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada, porque o governo mudou a metodologia naquele ano. Veja os resultados para os meses de fevereiro dos últimos anos: 2020: criação de 217,3 mil vagas 2021: abertura de 397,8 mil empregos 2022: criação de 353,4 mil vagas 2023: 252,4 mil novos empregos criados 2024: geração de 307,7 mil vagas 2025: abertura de 404,4 mil postos de trabalho 2026: 255,3 mil novos empregos Empregos por setor Os números do Caged de fevereiro de 2026 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia. O maior número absoluto foi no setor de serviços. O comércio foi o que menos contratou no mês passado. Serviços: 177,9 mil Indústria: 32,0 mil Construção: 31,1 mil Agropecuária: 8,1 mil Comércio: 6,1 mil Acumulado do ano No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo é de 370,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse valor foi menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando foram criadas 594,9 mil vagas formais. Veja a criação de empregos no acumulado de janeiro e fevereiro nos últimos anos: 2020: 329,4 mil 2021: 652,3 mil 2022: 520,8 mil 2023: 342,6 mil 2024: 480,9 mil 2025: 594,9 mil 2026: 370,3 mil Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil

Veja os vídeos que estão em alta no g1 As ações da Natura dispararam nesta terça-feira, superando R$10 pela primeira vez desde setembro do ano passado, após acordo que prevê a aquisição de uma participação de até 10% na fabricante de cosméticos pela norte-americana Advent International. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O compromisso firmado por acionistas signatários do acordo da Natura, incluindo os fundadores, com o fundo de investimento Lotus, detido pela empresa de private equity, envolve a aquisição no mercado secundário de participação equivalente a no mínimo 8% e no máximo 10% do capital social. A operação, de acordo com fato relevante da Natura na noite da véspera, deverá ocorrer no prazo de até seis meses, observado o preço-alvo médio de R$9,75. Alcançando essa participação minoritária, Advent poderá indicar dois membros adicionais para compor o conselho de administração e participar de alguns comitês de assessoramento do colegiado. "A possível entrada da Advent pode redefinir/reforçar o senso de responsabilidade e de 'ownership' na Natura, o que, ao longo do tempo, pode se traduzir em melhor execução, eficiência operacional e retornos", afirmaram analistas do Bradesco BBI em relatório publicado no final da segunda-feira. Por volta de 13h30, as ações saltavam 9,52%, a R$10,12, melhor desempenho entre os papéis do Ibovespa, que subia 1,69%. Os papéis não haviam sido negociados acima de R$10 desde 19 de setembro do ano passado, quando chegaram a R$10,44 na máxima daquela sessão. NOVO CONSELHO, SEM FUNDADORES A Natura também divulgou que os fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos decidiram migrar do conselho de administração para um novo conselho consultivo, a ser instituído e eleito, conforme proposta a ser apreciada em assembleia de acionistas convocada para 29 de abril. De acordo com a proposta, o conselho consultivo, se instituído, terá por função zelar pela preservação dos propósitos, dos valores e da cultura da Natura, bem como pela perpetuação do legado dos seus fundadores, sem funções executivas ou poderes decisórios ou de representação da empresa. A Natura também anunciou que Fábio Barbosa deixará o conselho de administração, no qual ocupa a cadeira de presidente, e passará a atuar como membro do conselho consultivo, dependendo também da decisão na assembleia. Diante disso, a administração propôs a recomposição integral do conselho para um mandato de dois anos, a ser iniciado após a assembleia. A chapa proposta prevê a permanência de Duda Kertesz, João Paulo Ferreira (CEO) e Alessandro Carlucci, com este último assumindo a presidência do colegiado; além da entrada de Pedro Villares, Guilherme Passos e Luiz Guerra, parte da transição dos fundadores, e a eleição de Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto. Além dos fundadores e de Barbosa, Bruno Rocha e Gilberto Mifano também deixam o conselho. "Nós enxergamos a proposta de renovação do conselho, juntamente com a mentalidade estratégica de 'nova fase', como um desenvolvimento construtivo", afirma o relatório do Bradesco BBI assinado por Pedro Pinto e equipe, que têm recomendação "outperform" para as ações. "A nova composição traz profissionais experientes e seniores, mais alinhados às competências necessárias para a próxima etapa da companhia, e é liderada por Alessandro Carlucci, membro do conselho no último ano e, anteriormente, CEO da Natura em um ciclo de destaque (2004–2014)", acrescentaram. Os analistas do Bradesco BBI também destacaram que o envolvimento contínuo dos fundadores e "principais visionários da Natura deve ajudar a preservar a cultura da empresa e seu DNA estratégico de longo prazo, ativos fundamentais na construção de uma das marcas mais fortes do Brasil e da América Latina". Estande da Natura recebeu o público do Festival Negritudes, em Salvador, cidade palco que inspirou o perfumista Jerry Padoly. Matheus Thierry

Diesel: 17 estados aderem a proposta do governo para conter alta de preços Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pelo menos 17 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal que prevê uma subvenção (subsídio) a importadores de diesel para conter a alta do preço do combustível no país, segundo levantamento do g1. Entre os estados estão Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Minas Gerais. Outros ainda não se manifestaram. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que vai aguardar a publicação da medida provisória para decidir sobre a adesão à política de subvenção ao diesel. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Confira abaixo os estados que se manifestaram a favor da medida: Acre (AC) Amazonas (AM) Bahia (BA) Ceará (CE) Espírito Santo (ES) Maranhão (MA) Minas Gerais (MG) Mato Grosso do Sul (MS) Mato Grosso (MT) Piauí (PI) Paraná (PR) Rio Grande do Norte (RN) Rio Grande do Sul (RS) Sergipe (SE) Santa Catarina (SC) Os demais estados — AL (Alagoas), AP (Amapá), GO (Goiás), PA (Pará), PE (Pernambuco), RO (Rondônia), SP (São Paulo) e TO (Tocantins) — ainda não se manifestaram. O Distrito Federal (DF) já se posicionou contra. Nesta terça-feira (31), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deve ser viabilizada mesmo sem unanimidade e será formalizada por medida provisória (MP) ainda nesta semana. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda a proposta Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel para conter a alta dos preços. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte. O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel. A iniciativa se soma a outras ações já adotadas pelo governo federal, como a isenção de PIS/Cofins e a subvenção de R$ 0,32 por litro já concedida pela União. Reunião dos estados Na semana passada, representantes do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se reuniram em São Paulo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, para discutir a medida. Na ocasião, Ceron afirmou que um número “relevante” de estados demonstrou apoio. Após o encontro, os estados que ainda não haviam se posicionado tiveram até segunda-feira (30) para enviar um parecer final. Ceron também afirmou que o governo tem atuado com urgência diante dos impactos da alta do petróleo. “É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse. O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como a redução de tributos e concessão de subsídios, mas que ainda são necessárias ações adicionais, especialmente na importação. “O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou. Para ele, a proposta busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse. Já o presidente do Comsefaz, Flávio Cesar de Oliveira, avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, o encontro permitiu avanços importantes, principalmente no esclarecimento de dúvidas técnicas que ainda travavam a adesão de parte dos estados. A proposta inicial do governo previa zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União — um custo estimado em cerca de R$ 3 bilhões por mês, sendo R$ 1,5 bilhão ressarcido aos estados. A ideia, porém, foi rejeitada pelo Comsefaz, sob o argumento de que a redução do imposto comprometeria a arrecadação destinada a serviços públicos e nem sempre resulta em queda efetiva dos preços ao consumidor. Guerra no Oriente Médio O conflito no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo, com impacto agravado pelo fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global. 🔎 Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 115. Com isso, o produto caminha para encerrar março com a maior alta desde 1990. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e elevando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. 🛢️ O petróleo é extraído do solo ou do mar e, nas refinarias, passa por um processo de separação que gera diversos produtos, como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha. O diesel é uma dessas frações e é amplamente utilizado em caminhões, ônibus, tratores e máquinas. Por isso, quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, o custo de produção do diesel também aumenta. No Brasil, a alta do diesel gera efeito em cadeia, encarecendo frete, alimentos, energia e o agronegócio. Desde o início da guerra, o preço médio do combustível acumula alta de 23,55%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados na última sexta-feira (27). Como principal combustível do transporte de cargas, o diesel mais caro tende a ser repassado ao longo de toda a cadeia produtiva. O movimento foge do padrão, já que reajustes costumam ocorrer após mudanças anunciadas pela Petrobras. (Saiba mais aqui) Diante desse cenário, o governo também quer ampliar o monitoramento das operações, com envio de notas fiscais em tempo real à ANP e compartilhamento de informações entre estados, incluindo listas de devedores contumazes. Em paralelo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga possíveis distorções de preços após relatos de aumento de margens no mercado. As medidas buscam coibir irregularidades, evitar fraudes e garantir que eventuais reduções de custos cheguem ao consumidor final.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, informou nesta terça-feira que a Petrobras elevará os preços do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir de 1º de abril. Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. O aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas. O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional. A empresa costuma ajustar os preços do QAV no início de cada mês, levando em conta fatores como a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto. Tarifas mais altas A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras. O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril será “moderado” quando comparado à alta observada no mercado internacional. Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com variações nos custos ao longo do tempo. Ainda assim, o executivo disse, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro. De acordo com ele, um aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas. O grupo Abra também controla a companhia aérea colombiana Avianca. A Azul informou na semana passada que já aumentou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A empresa também anunciou que pretende limitar o crescimento de sua operação para lidar com o aumento do combustível. Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre. Governo avalia medidas Segundo reportagem publicada na segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, o governo brasileiro estuda um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre o setor aéreo. Entre as propostas discutidas estão a criação de uma linha de crédito para ajudar companhias aéreas na compra de combustível e possíveis cortes de impostos. O Ministério de Portos e Aeroportos não comentou o assunto até o momento. Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado após demissão de Jean Paul Prates Jornal Nacional/ Reprodução

Produtos da McCormick & Company são conhecidos pelos frascos com tampas vermelhas REUTERS/Andrew Kelly A empresa de temperos e condimentos McCormick anunciou nesta terça-feira (31) que vai se fundir à divisão de alimentos da Unilever, responsável por marcas conhecidas do público, como Hellmann’s e Knorr. A nova empresa manterá o nome e a liderança da McCormick. Após a conclusão do acordo, os acionistas da Unilever devem ficar com 55,1% da empresa de alimentos, além de 9,9% de participação em ações ainda em circulação. Já os acionistas da McCormick terão 35%. Avaliada em cerca de US$ 15 bilhões, a McCormick é conhecida por seus frascos de temperos com tampas vermelhas. O acordo anunciado nesta terça-feira não inclui as operações de alimentos da Unilever na Índia, no Nepal e em Portugal. Em comunicado oficial, o diretor-presidente da McCormick, Brendan Foley, afirmou que a união “acelera a estratégia da empresa e reforça o foco contínuo em sabor”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo ele, a McCormick sempre admirou o negócio de alimentos da Unilever, que reúne marcas alinhadas ao que a empresa já faz hoje e aos seus planos de longo prazo. Unilever e McCormick confirmaram no mês passado que estavam negociando um acordo. A Unilever busca simplificar suas operações e concentrar seus esforços nos setores de beleza e cuidados pessoais. Mercado já esperava acordo "Existe lógica em uma venda do negócio de alimentos, cujos volumes foram reduzidos nos últimos anos", disse Harsharan Mann, gerente de portfólio da Aviva Investors, acionista da Unilever, em comentários enviados à Reuters. As ações da Unilever, que caíram mais de 6% até agora neste ano, subiam 0,9% no início das negociações desta terça-feira. As ações da McCormick subiam 3,9% nas negociações pré-mercado em Nova York. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trajetórias de Unilever e McCormick A Unilever, sediada em Londres, foi fundada há quase um século a partir da união da fabricante holandesa de margarina Margarine Unie com a empresa britânica de sabonetes Lever Brothers. Atualmente, o grupo reúne dezenas de marcas conhecidas, como o sabonete Dove, a vaselina Vaseline, a maionese Hellmann’s, a bebida hidratante Liquid I.V., o desodorante Axe e o creme dental Pepsodent. Em 2024, a Unilever anunciou a separação de seu negócio de sorvetes, que incluía marcas como Ben & Jerry’s, Magnum e Breyers. Essa área passou a operar de forma independente com o nome Magnum Ice Cream Co., com sede em Amsterdã. Unilever vendeu divisão de sorvetes com marcas famosas, como Ben & Jerry's e Magnum REUTERS/Kylie Cooper No ano passado, a empresa também vendeu a The Vegetarian Butcher, marca de alimentos à base de plantas, e a Graze, voltada a lanches considerados mais saudáveis. A McCormick, com sede em Hunt Valley, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, vem ampliando seu conjunto de marcas para acompanhar o interesse crescente dos consumidores por sabores e molhos de diferentes partes do mundo. Fundada há 137 anos, a McCormick comprou em 2017 a divisão de alimentos da Reckitt Benckiser, que incluía marcas como a mostarda French’s e o molho de pimenta Frank’s RedHot. Em 2020, adquiriu a Cholula, marca mexicana de molho apimentado.

pai bebê filho licença paternidade Pexels O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029. O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício. A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade. “O projeto também prevê situações em que a licença-paternidade será equiparada à licença-maternidade, como nos casos em que não houver registro da mãe na certidão de nascimento ou quando a adoção ou a guarda for concedida exclusivamente ao pai”, afirma Rodrigo Marques, gestor de relações trabalhistas do PG Advogados. Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a aprovação do projeto que amplia a licença-paternidade representa um avanço histórico e um primeiro passo para incentivar uma divisão mais equilibrada do cuidado com os filhos. Segundo a entidade, a medida pode trazer benefícios como melhora no desenvolvimento infantil, apoio à recuperação das mães e impactos positivos no mercado de trabalho, além de ajudar a reduzir desigualdades de gênero. Entenda abaixo o que diz a nova lei: O que muda com a nova lei? Em que situações o benefício pode ser negado? Em quais casos o benefício pode ser estendido? Como fica em casais homoafetivos? O trabalhador terá estabilidade? Quem terá direito? Como fica o Programa Empresa Cidadã? Senado aprova projeto que amplia gradulmente a licença-paternidade O que muda com a nova lei? Trabalhadores tinham direito a cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa. Além disso, empresas que participam do Programa Empresa Cidadã podem conceder mais 15 dias de licença aos funcionários e, em troca, recebem deduções no Imposto de Renda. Pela nova regra, a duração da licença-paternidade passará a ser: 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028; 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029. A proposta também prevê que a Previdência Social passará a arcar com o custo do afastamento. Na prática, a empresa continuará pagando o salário normalmente e depois será reembolsada pelo INSS. O texto garante que o empregado receberá a remuneração integral ou o valor equivalente à média dos últimos seis meses. O trabalhador também poderá emendar a licença às férias. No entanto, o período não poderá ser dividido. Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui Em que situações o benefício pode ser negado? Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiar, além de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança. O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença. Em quais casos o benefício pode ser estendido? A lei prevê algumas situações em que o período de licença poderá ser ampliado: Falecimento da mãe: O pai ou companheiro passa a ter direito ao período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias. Criança com deficiência: Caso o recém-nascido — ou a criança ou adolescente adotado — tenha deficiência, a licença-paternidade será ampliada em um terço. Na prática, isso pode representar cerca de 13, 20 ou aproximadamente 27 dias, dependendo da fase de implementação da nova regra. Adoção ou guarda unilateral: Quando o pai adota sozinho a criança ou obtém a guarda sem a participação da mãe ou de um companheiro, ele também terá direito ao período equivalente ao da licença-maternidade. Parto antecipado: A licença-paternidade também será estendida e garantida nesses casos, independente do motivo para atencipação do parto. Internação da mãe ou do recém-nascido: O início da licença poderá ser adiado e passará a contar apenas após a alta hospitalar da mãe ou da criança. Ausência do nome da mãe no registro civil: Se no registro de nascimento não constar o nome da mãe, o pai terá direito a uma licença equivalente à licença-maternidade de 120 dias, além da estabilidade no emprego prevista nesses casos. Como fica em casais homoafetivos? O Supremo Tribunal Federal já decidiu, em casos específicos, pela concessão de licença-maternidade em casais homoafetivos. No entanto, a aplicação das regras para casais formados por dois homens ainda depende de análise caso a caso. De acordo com a nova lei, um dos integrantes do casal poderá receber a equiparação à licença e ao salário-maternidade. O texto também estabelece que, em casos de adoção por casais homoafetivos, uma pessoa poderá usufruir do período referente à licença-maternidade, enquanto a outra terá direito ao período vinculado à licença-paternidade. A ampliação da licença-paternidade para 20 dias representa um avanço, mas ainda é uma mudança tímida. O Brasil continua adotando um modelo que concentra o cuidado com o recém-nascido quase exclusivamente na mulher e ainda não avançou para uma política efetiva de licença parental compartilhada. "Ao mesmo tempo, a nova lei traz um ponto relevante ao reconhecer que, em determinadas situações, a função parental exercida pelo pai pode justificar um período de afastamento equivalente ao da licença-maternidade, corrigindo, ainda que parcialmente, uma distorção já tensionada pela jurisprudência recente", completa a especialista Ana Gabriela Burlamaqui. O trabalhador terá estabilidade? Assim como ocorre com as trabalhadoras grávidas, o projeto cria uma proteção contra demissão sem justa causa. A proposta proíbe a demissão arbitrária durante o período da licença e também por até 30 dias após o retorno ao trabalho. Caso o trabalhador seja dispensado nesse período, poderá ter direito à reintegração ao emprego ou a uma indenização equivalente ao dobro da remuneração referente ao período de estabilidade. Licença-paternidade de servidores do DF é de 30 dias. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Quem terá direito? Outra mudança amplia o número de trabalhadores que poderão acessar o benefício. Atualmente, o direito está concentrado principalmente em trabalhadores com carteira assinada. Com a nova regra, passam a ter direito: trabalhadores com carteira assinada; autônomos; empregados domésticos; microempreendedores individuais (MEIs); demais segurados do INSS. Como fica o Programa Empresa Cidadã? Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar ampliando a licença-paternidade em 15 dias adicionais em troca de deduções no Imposto de Renda. Com a nova lei, porém, esses 15 dias passarão a ser somados aos 20 dias previstos na legislação, e não mais aos cinco dias atualmente garantidos. Senado aprova projeto que amplia licença-paternidade

Meta lança dois óculos inteligentes Ray-Ban para usuários de lentes com grau Divulgação/Meta A Meta lançou dois óculos inteligentes da Ray-Ban nesta terça-feira (31), ampliando sua atuação em uma área que se tornou um dos poucos sucessos da empresa na corrida por dispositivos com recursos de inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os novos óculos, disponíveis para pré-venda nos Estados Unidos a partir de US$ 499, ampliam as opções para usuários que precisam de correção visual. O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse em janeiro que “bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão”. A Meta informou que os novos produtos — Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics — estarão disponíveis em óticas nos EUA e em mercados internacionais selecionados a partir de 14 de abril. Segundo a empresa, os novos modelos oferecem opções de ajuste que os tornam adaptáveis ao formato do rosto de cada usuário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As vendas globais de óculos inteligentes atingiram 9,6 milhões de unidades no ano passado, com a Meta respondendo por cerca de 76,1% do total, disse o diretor de pesquisa da IDC, Ramon Llamas. Ele acrescentou que as vendas devem chegar a 13,4 milhões de unidades em 2026. A Meta lançou os óculos Meta Ray-Ban Display por US$ 799 no ano passado, seu primeiro modelo com tela integrada, permitindo que os usuários leiam mensagens, sigam instruções de navegação e interajam com serviços de IA sem precisar de um telefone. No início deste ano, no entanto, a empresa atrasou o lançamento global do modelo, citando escassez de oferta e forte demanda. Os óculos Display também podem ser encomendados com lentes de grau por um adicional de US$ 200. A rival Snap Inc. criou uma subsidiária independente para seus óculos inteligentes de realidade aumentada e se prepara para lançar o produto ao consumidor. Enquanto isso, o Google firmou parceria com a Warby Parker para lançar óculos com inteligência artificial. CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 REUTERS/Go Nakamura A chinesa Huawei Technologies anunciou nesta terça-feira (30) um crescimento de 2,2% na receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento. A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025, alta de 2,2% em comparação com o ano anterior. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões. A área de consumo, que reúne smartphones e outros aparelhos digitais, registrou aumento de 1,6% na receita, para US$ 49,8 bilhões. A divisão de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação, principal fonte de faturamento da empresa, teve crescimento de 2,6% nas vendas, que somaram US$ 54,2 bilhões, segundo comunicado da Huawei. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Já o negócio de computação em nuvem (embora menor, mas relevante para a companhia) apresentou queda de 3,5% na receita, reflexo da forte concorrência no mercado chinês. A área de soluções automotivas inteligentes, voltada ao apoio a montadoras tradicionais no desenvolvimento de veículos com tecnologia avançada, registrou alta expressiva de 72,1% na receita, que alcançou US$ 6,5 bilhões.

Ao menos 24 estados aceitaram proposta do governo sobre ICMS O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo está "muito perto" de convencer todos os estados a aderir ao acordo proposto que fixa uma subvenção, um auxílio a importadores de diesel. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta manhã. Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, em alta por conta da guerra no Oriente Médio. Ao menos 24 estados já aceitaram a proposta do governo, segundo informações obtidas pela GloboNews. Há, entretanto, ao menos um posicionamento contrário. O governo do Distrito Federal se manifestou contra, enquanto outras unidades da federação ainda não se posicionaram oficialmente. O governo do Rio de Janeiro informou que vê possibilidade de adesão, mas somente após a publicação da Medida Provisória. Questionado por jornalistas, ele confirmou que isso é suficiente para levar adiante a proposta, e que Medida Provisória com a regulamentação será publicada ainda nesta semana. "Sim, a proposta vai ser viabilizada. Ontem vários governadores me escreveram, eu liguei para alguns deles, e a gente está chegando muito próximo de ter todos, ou praticamente todos, os governadores e os estados aderindo com a lógica de que a gente está trabalhando juntos", disse Durigan. Medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas, mas devem ser ratificadas posteriormente pelo Congresso Nacional. "Acho que a gente teve uma boa compreensão de que é uma medida limitada por período temporário [até o fim de maio] e os governadores entenderam que nós temos que colocar o interesse do país acima", acrescentou o ministro da Fazenda. Novo ministro da Fazenda durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). Reprodução/ CanalGov Durante a reunião, Durigan fez um balanço da situação econômica do país e das medidas adotadas pelo governo. Entre as ações, citou o decreto que zerou impostos federais sobre o diesel, "muito pra atacar a questão do abastecimento e do impacto do preço no bolso das famílias dos nossos caminhoneiros", afirmou. "A pedido do presidente eu propus aos estados pra que, junto conosco, retirassem o peso do ICMS na importação do diesel, e ontem falando com vários governadores, estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo a proposta do presidente Lula", prosseguiu. De acordo com interlocutores dos estados, a medida não precisa de unanimidade entre os governadores para que seja implementada, e nem mesmo de aprovação pelas assembleias legislativas. O ministro Dario Durigan, da Fazenda, confirmou que a medida não precisa de unanimidade para ser implementada. Entenda a proposta Pela proposta apresentada na semana passada aos governadores, o governo federal pretende bancar uma subvenção (um tipo de subsídio) aos importadores de diesel. A ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio. De acordo com Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União. Durante as negociações, ficou definido que o acordo terá validade de apenas dois meses, período no qual os estados terão uma perda estimada de arrecadação de R$ 1,5 bilhão. A subvenção será dada por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Alguns secretários de Fazenda dos estados manifestaram preocupação de que, se a medida for prorrogada, os números da renúncia de arrecadação serão bem maiores do que o valor estimado inicialmente. Nesse formato, os estados não precisariam zerar o ICMS. A medida proposta difere um pouco da sugerida anteriormente, pela qual os estados zerariam o tributo sobre o diesel. Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta, se aceita, será uma medida adicional ao que já tinha sido anunciado pelo governo federal, a isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União, e concessão de subsídio a produtores e importadores (em mais R$ 0,32). Guerra no Oriente Médio O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia. Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil. Diante desse cenário, o governo Lula já vinha estudando medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil.

Novo ministro da Fazenda durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). Henrique Raynal | CC O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (31) que tem pedido à Receita Federal que finalize os procedimentos para que os trabalhadores não mais precisem declarar Imposto e Renda, tendo apenas de validar as informações. De acordo com ele, a ideia é que a declaração do IR, no futuro, contenha mais dados enviados por empresas e por bancos, por exemplo, formato conhecido como pré-preenchido. Seria uma evolução desse tipo de declaração. O Fisco estima que a declaração pré-preenchida, disponível desde o início de prazo de apresentação neste ano, já deve concentrar 60% dos contribuintes neste ano. "O que tenho pedido para a Receita é que a gente construa o sistema para logo, que a gente não precise mais declarar Imposto de Renda. Como a gente tem um país informatizado, as informações dos bancos, do plano de saúde, das empresas, isso tudo vai sendo colocado no sistema e pessoa precisa validar simplesmente", explicou Durigan durante reunião ministerial nesta terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Lula confirma que Geraldo Alckmin será candidato a vice na chapa que disputará reeleição Ele avaliou, ainda, que é preciso caminhar para um país com "menos burocracia, para uma economia de inovação". "O Brasil é liderança global nisso", completou. Declaração pré-preenchida 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. A Receita Federal alerta que os contribuintes devem checar atentamente as informações da declaração pré-preenchida, pois elas são enviadas por de terceiros. Começa prazo para entrega do Imposto de Renda; declaração pré-preenchida já está disponível, por enquanto, com informações básicas Jornal Nacional/ Reprodução Neste ano, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Em anos anteriores, que continuam a valer em 2026, também foram disponibilizadas informações sobre: contribuições de previdência privada; atualização do saldo de conta bancária e poupança; atualização do saldo de fundos de investimento; imóveis adquiridos no ano calendário; doações efetuadas no ano calendário; conta bancária/poupança ainda não declarada; fundo de investimento ainda não declarado; contas bancárias no exterior.

Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. REUTERS/Christian Mang/File Photo Milhares de pessoas estão se manifestando na Alemanha em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa seu ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por inteligência artificial (IA), na qual ela aparece em evidência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De Berlim à Frankfurt, passando por Hamburgo, diversos atos foram realizados para apoiar Fernandes, muitos deles convocados pelo coletivo Vulver, que denunciou as "lacunas gritantes" da proteção jurídica das mulheres na internet. A Alemanha já estava preparando um projeto de lei sobre a divulgação de vídeos falsos gerados com IA (chamados "deepfakes"), mas a publicação, em meados de março, de uma investigação da revista Spiegel sobre este caso evidenciou a urgência de regular estas práticas. Collien Fernandes, de 44 anos, que também é modelo e apresentadora de televisão, acusa o ex-marido, o ator e apresentador Christian Ulmen, de 50 anos, de ter criado perfis falsos nas redes sociais para contactar homens, sobretudo do seu círculo social, e de ter difundido vídeos pornográficos falsos em que aparece sua imagem. Devido a isso, a atriz sofre assédio online há anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alguns meios de comunicação alemães observam neste cenário o equivalente digital ao caso da francesa Gisèle Pelicot, que se tornou uma figura mundial da luta contra a violência sexual por ter denunciado publicamente os estupros cometidos por dezenas de homens recrutados por seu ex-marido. "Paraíso para os agressores" Na sexta-feira, a Procuradoria alemã afirmou que está investigando Ulmen por uma "suspeita inicial" baseada nos elementos apresentados pela atriz no artigo da Spiegel. Por ora, investiga-se o crime de assédio, mas outras infrações podem ser acrescentadas posteriormente. Uma denúncia já havia sido apresentada em 2024, mas foi arquivada em junho por falta de pistas para identificar o autor dos vídeos. Fernandes denunciou que o marco jurídico para casos deste tipo continua sendo muito limitado na Alemanha, país que é, segundo ela, um "paraíso para os agressores". A atriz também apresentou uma queixa na Espanha, onde o casal morava e no qual a legislação sobre violência contra as mulheres é mais rígida. O escândalo levou milhares de pessoas às ruas. No dia 26 de março, 17.000 manifestantes protestaram em Hamburgo, no norte do país, para pressionar o governo. Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. REUTERS/Christian Mang/File Photo Merz acusa imigrantes Após ter recebido ameaças de morte, Collien Fernandes descartou em um primeiro momento participar das mobilizações, mas acabou por subir ao palco, vestindo um colete à prova de balas por baixo de um casaco, "pois [há] homens, e apenas homens, que querem me matar", afirmou sob os aplausos da multidão. Os manifestantes estão também "do lado das vítimas que não têm uma voz tão forte nem qualquer publicidade", declarou à AFP Luna Sahling, porta-voz da Juventude dos Verdes, que organizou outra marcha no domingo em Munique (sul). "Precisamos de leis verdadeiras que sensibilizem especialmente as mulheres sobre esta violência digital", sublinhou. Questionado há alguns dias por uma deputada sobre o que pretendia fazer para proteger as mulheres da violência, o chefe de Governo alemão, Friedrich Merz (conservador), evocou uma "explosão da violência na nossa sociedade, tanto no espaço físico como no digital". Mas causou grande polêmica ao afirmar que uma "parte considerável desta violência procede das comunidades de imigrantes", em uma tentativa adicional de travar o avanço da extrema direita, com um discurso cada vez mais duro contra os migrantes. "Uma mentira populista escandalosa", reagiu Lydia Dietrich, diretora da associação feminista Frauenhilfe München, durante o ato de apoio a Collien Fernandes na capital da Baviera. Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO
GR Yaris chega ao Brasil por R$ 354.990
O Toyota lançou nesta terça-feira (31) o novo GR Yaris no Brasil em duas versões: automática e manual. Durante a pré-venda, que termina hoje, a marca vendeu todas as 99 unidades do primeiro lote.
A previsão inicial da Toyota era de emplacar 198 GR Yaris no Brasil em 2026. O preço é R$ 354.990.
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O motor é o três cilindros 1.6 turbo mais potente do mundo. O hatch produz 304 cv e 40,8 kgfm de torque.
Para aguentar toda essa força, os pistões são reforçados. A injeção direta teve pressão elevada para 260 bar. O radiador de óleo teve sistema de refrigeração aperfeiçoado e o Toyota pode pulverizar água no intercooler para controlar a temperatura do ar na admissão.
A tração é integral GR-Four, a mesma usada pelo GR Corolla. E pode ser ajustada para o modo Normal, Gravel (cascalho) e Track. A novidade é a opção de câmbio automático de oito marchas, além do manual de seis marchas que já era oferecido.
A estrutura é exclusiva da Gazoo Racing, divisão esportiva da Toyota. São aplicados 15% a mais de pontos de solda e 15% a mais de adesivos estruturais. A suspensão dianteira é McPherson; a traseira, independente, usa double wishbone.
A direção elétrica foi recalibrada por Kazuya Oshima, piloto japonês multicampeão em categorias de protótipos e Fórmula.
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*Essa reportagem está em atualização.

CASO MASTER 🔍 Documentos internos do Banco de Brasília (BRB) apontam que o Banco Master cancelou reuniões, deixou de responder a cobranças formais e não esclareceu pendências relacionadas a carteiras de crédito adquiridas pelo BRB. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar o 58% das ações Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi barrada pelo Banco Central, que liquidou o banco na mesma data em que prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro. As informações estão em relatórios, de 4 de abril e de 19 de maio de 2025, elaborados por um grupo de trabalho do BRB responsável por analisar operações do produto CredCesta — um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, onde o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. O g1 questionou o BRB, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo os documentos, o banco identificou inconsistências em repasses financeiros, falhas na documentação e dificuldades para verificar contratos. Com o diagnóstico, o BRB tentou, sem sucesso, resolver os problemas diretamente com o Master. De acordo com o primeiro relatório, concluído uma semana depois do BRB informar ao mercado a intenção de comprar o Master, o banco passou a enviar cobranças após identificar divergências nos repasses. Em um dos casos, técnicos apontaram que parcelas previstas não haviam sido incluídas nos arquivos enviados pelo Master, o que gerou uma "inadimplência muito acima do esperado". Diversos adiamentos Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil Já no segundo relatório o banco destaca que, além dos e-mails, encaminhou ao menos três cartas formais pedindo esclarecimentos sobre pendências financeiras, critérios das operações e cumprimento de cláusulas contratuais. Houve apenas resposta parcial a um dos pedidos. O segundo relatório detalha uma sequência de tentativas frustradas do BRB de se reunir com o Banco Master para tratar de pendências nas carteiras de crédito. A primeira reunião foi marcada para 4 de abril. Na própria data, o Banco Master pediu o adiamento do encontro para o dia 7. No encontro, a pauta foi alterada e a reunião específica sobre lastros acabou remarcada para o dia seguinte, 8 de abril No dia 8, a reunião chegou a ser realizada, mas, segundo o relatório, serviu apenas para que o Banco Master solicitasse um novo adiamento, passando o encontro para o dia seguinte. Em 9 de abril, pouco antes do horário previsto, o Master voltou a pedir o reagendamento, desta vez para o dia 14 de abril. Na ocasião, o BRB havia solicitado ao banco quatro levantamentos considerados essenciais para a análise das carteiras, mas nenhum deles foi apresentado. Segundo o relatório, os pedidos envolviam: a relação de contratos originados por associações; a relação de contratos originados diretamente pelo Banco Master; a listagem dos contratos do produto CredCesta; e a identificação de contratos de crédito consignado e de outros produtos vinculados às operações. De acordo com o documento, o próprio Banco Master informou, por e-mail, que não havia conseguido concluir esses levantamentos, o que motivou o novo pedido de adiamento da reunião. No dia 14 de abril, o Banco Master declinou da reunião. O BRB chegou a pedir, por meio de mensagens, que fosse informada uma nova data e horário ainda naquele dia, mas não houve retorno. Diante da sequência de adiamentos e da falta de resposta, em 15 de abril de 2025 o grupo de trabalho do BRB registrou formalmente preocupação com o que classificou como “constantes remarcações e recusas” do Banco Master em participar das reuniões. Primeira visita técnica Na mesma data, o grupo de trabalho iniciou a primeira visita técnica na sede do Master, em São Paulo, para tentar avançar na resolução das pendências. Entre os dias 15 e 17 de abril de 2025, o grupo de trabalho esteve no Master com o objetivo de obter respostas às cobranças feitas nas cartas formais e conciliar informações financeiras relacionadas aos repasses. O relatório destaca que o controle das operações era feito de forma manual, por meio de planilhas, e havia limitações na capacidade de calcular os valores de repasse. O documento também aponta demora no atendimento às demandas do BRB e pouco conhecimento, por parte da equipe do Master sobre parte das operações — especialmente aquelas originadas por associações. Durante os trabalhos, técnicos do BRB identificaram valores referentes a parcelas que constavam nos arquivos, mas não haviam sido repassados financeiramente. De acordo com o documento, foram identificados cerca de R$ 15,5 milhões nessas condições, dos quais o Banco Master reconheceu aproximadamente R$ 14,5 milhões, que foram efetivamente pagos durante a visita do grupo de trabalho. Segunda visita técnica Uma segunda visita técnica foi realizada nos dias 29 e 30 de abril de 2025 com o objetivo de aprofundar a apuração sobre averbações, lastros e informações complementares das operações, além de discutir aspectos operacionais, como a possibilidade de utilização de conta escrow — uma conta do Banco Master no BRB onde os repasses dos órgãos pagadores seriam depositados diretamente, permitindo ao BRB conciliar os valores antes de qualquer movimentação. Foi nesta visita que o BRB descobriu que boa parte das carteiras de créditos adquiridas do Master não tinham como fonte o banco de Daniel Vorcaro e sim a Tirreno, empresa fundada meses antes, em 4 de novembro de 2024. Quando questionada nas reuniões anteriores sobre a origem das carteiras de crédito, a equipe do Master dizia que parte dos contratos vinha de uma "associação", mas sem identificar o nome da instituição. A identificação formal como Tirreno só veio na visita presencial, através do superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Felix. Duas semanas depois, segundo o relatório, o Master informou ao BRB em uma reunião virtual que não realizava o registro dessas operações em seu balanço, o que, segundo o grupo de trabalho, dificultava a rastreabilidade e a validação dos contratos adquiridos. Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. A suspeita é que o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu, com vencimento em 2025. Comprou então créditos - sem realizar qualquer pagamento – da Tirreno para, em seguida, revender ao BRB. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (31). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve pequena melhora, uma vez, que o saldo negativo, no segundo mês de 2025, foi de R$ 19 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o desempenho que levou ao déficit das contas em fevereiro deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 29,5 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 13,7 bilhão; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 568 milhões. Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado Parcial do ano No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 87,3 bilhões — o equivalente a 4,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve relativa estabilidade na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 85,1 bilhões (4,36% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 57,8 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 54,6 bilhões nos dois primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 100,6 bilhões nas contas do setor público em fevereiro. ➡️No acumulado em 12 meses até fevereiro, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,75% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,04 trilhão (8,1% do PIB) em doze meses até fevereiro deste ano. Dívida pública Com o déficit nas contas públicas em janeiro, a dívida do setor público consolidado subiu 0,5 ponto percentual, para 79,2% do PIB, o equivalente a R$ 10,2 trilhões. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde outubro de 2021, quando somava 79,5% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de quatro anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 7,5 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em fevereiro: 94% do PIB. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 97,6% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira superaria muito a 100% do PIB em 2035.

Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta. Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta: dezenas de milhões de motoristas no país podem escolher entre abastecer seus tanques com etanol 100% derivado da cana-de-açúcar ou com uma mistura de gasolina que contém 30% de biocombustível . A enorme frota de veículos bicombustíveis do Brasil — composta por veículos capazes de funcionar com qualquer combinação de etanol e gasolina — é única em sua escala. O programa, lançado em 1975 durante a ditadura militar, evoluiu com sucesso em tempos democráticos, reduzindo a dependência do petróleo estrangeiro. Hoje, enquanto o mais recente conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel entra em sua quinta semana, nações como Índia e México estão olhando para o modelo brasileiro como um projeto para a segurança energética. Enquanto consumidores em todo o mundo enfrentam aumentos acentuados de preços , os preços da gasolina no Brasil subiram apenas 5% em março — em comparação com 30% nos Estados Unidos. Analistas atribuem parcialmente essa estabilidade a uma indústria nacional de biocombustíveis já consolidada, que permite ao país resistir a choques geopolíticos com risco mínimo de escassez de combustível. “O Brasil está muito mais bem preparado do que a maioria dos países porque possui uma alternativa viável dessa natureza”, afirmou Evandro Gussi, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA). O momento é particularmente oportuno, já que a próxima safra de cana-de-açúcar do Brasil, que começa na primeira quinzena de abril, deverá produzir um recorde de 30 bilhões de litros de etanol — 4 bilhões a mais que no ano passado. “Esse aumento, por si só, equivale à quantidade total de gasolina que o Brasil importou durante todo o ano passado”, observou Gussi. Apesar de ser um grande produtor e exportador de petróleo bruto, o Brasil ainda depende de importações para suprir sua demanda interna por combustíveis refinados. Atualmente, o país importa petróleo dos Estados Unidos, da Arábia Saudita, da Rússia e da vizinha Guiana. No entanto, o etanol se tornou a espinha dorsal do deslocamento diário. Em 2025, o etanol representou 37,1 bilhões de litros de vendas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal. Embora fique um pouco atrás do diesel e da gasolina em participação total no consumo de energia, sua presença em todos os postos de gasolina oferece aos brasileiros uma rede de segurança psicológica e econômica. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Investimento em pesquisa O sucesso da economia de biocombustíveis do Brasil está enraizado no estado de São Paulo, o polo industrial e agrícola do país. A produção aqui é uma mistura de "megafazendas" de alta tecnologia voltadas para a exportação e operações familiares menores, como a fazenda Bom Retiro, fundada em 1958, cujos poucos dezenas de trabalhadores estão agora se preparando para colher suas terras de 40 quilômetros quadrados. A tecnologia brasileira em biocombustíveis também é impulsionada por anos de pesquisa financiada pelo Estado. Um desses centros fica nos arredores de São Paulo: o Centro de Desenvolvimento Científico do Etanol, da Universidade Unicamp, em Campinas. O coordenador Luis Cortez afirma que o programa brasileiro possui vantagens únicas, incomparáveis às de outros países. “Temos flexibilidade na produção de etanol, nos motores dos veículos e por parte do governo federal, que define a porcentagem de etanol na mistura de combustível”, disse Cortez. “Temos flexibilidade em três níveis.” Em última análise, ele argumenta que o investimento em pesquisa acaba fazendo a diferença nos postos de gasolina. ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras O problema do diesel Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, a gasolina refinada pela Petrobras — que inclui uma mistura de biocombustíveis — está atualmente 46% mais barata que o combustível importado, ou R$ 1,16 (US$ 0,22) a menos por litro. Da mesma forma, o diesel da Petrobras está sendo vendido nas refinarias a um preço 63% inferior ao dos importados. Embora o fechamento do Estreito de Ormuz ainda não tenha causado mudanças drásticas no mercado de gasolina do Brasil, o país enfrenta dificuldades com o aumento dos preços do diesel. Isso ocorre porque o diesel é produzido principalmente a partir de petróleo bruto importado e contém uma porcentagem menor de biocombustíveis. Ao contrário do sucesso do etanol de cana-de-açúcar, o biodiesel brasileiro, produzido principalmente a partir da soja, representa apenas 14% da mistura do diesel. Esse percentual poderá subir para os mesmos 30% utilizados na gasolina somente em 2030, caso as pesquisas e os avanços tecnológicos o permitam, o que significa que o conflito teve impacto imediato. Os preços do diesel no Brasil subiram mais de 20% em março, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propor subsídios à importação até maio. Estimativas do governo mostram que o país precisa comprar entre 20% e 30% do seu diesel mensalmente, sendo a maior parte proveniente da Rússia. As autoridades brasileiras afirmam que o país importou quase 17 bilhões de litros de diesel no ano passado. Para o presidente Lula, de 80 anos, que busca a reeleição em outubro, estabilizar os preços do diesel é fundamental para evitar greves de caminhoneiros e controlar a inflação dos alimentos. Gussi, presidente da UNICA, afirmou que, desde a última guerra com o Irã, diversos chefes de Estado o procuraram para discutir a indústria brasileira de biocombustíveis. Entre eles, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum , que declarou no início deste mês ter interesse na tecnologia da Petrobras para a produção de etanol a partir do agave , planta muito popular em seu país. “A melhor notícia, mesmo em meio a uma situação como a que estamos vivenciando, é que essa solução possui um alto grau de replicabilidade”, disse Gussi.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com queda nesta terça-feira (31), recuando 0,48% por volta das 10h20, sendo negociado a R$ 5,2225. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,30%, aos 183.055 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No cenário internacional, a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que aceitaria encerrar a guerra no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, segundo o jornal The Wall Street Journal, ajudou a impulsionar os preços do petróleo e trouxe algum alívio às bolsas globais. Apesar disso, a tensão continua na região. O Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira, mesmo após Trump ter afirmado que os EUA poderiam destruir usinas de energia iranianas caso o país não avance em um acordo de paz. ▶️ Com isso, os preços do petróleo operam em alta. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent subia 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34. ▶️ Ainda nos EUA, investidores aguardam a divulgação do relatório JOLTS, que traz o número de vagas de trabalho abertas no país. A expectativa é de que o indicador mostre cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis em fevereiro. ▶️ No Brasil, a agenda inclui os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A expectativa do mercado é de que tenham sido criadas cerca de 270 mil novas vagas formais de trabalho em fevereiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +2,21%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,32%; Acumulado do ano: +13,27%. Escalada da guerra no Irã sustenta alta do petróleo A escalada do conflito entre EUA e Irã seguem influenciando os mercados globais. Novos ataques entre os dois países mantêm o petróleo acima de US$ 100 por barril e seguem no centro das atenções de investidores ao redor do mundo. Nesta terça-feira, forças americanas atingiram uma cidade iraniana que abriga uma das principais instalações nucleares do país. Em resposta, o Irã atacou um petroleiro kuwaitiano totalmente carregado no Golfo Pérsico. O episódio ocorre na quinta semana da guerra, iniciada após os primeiros ataques conduzidos por EUA e Israel. Desde então, o conflito já deixou mais de 3 mil mortos e tem provocado interrupções no fornecimento global de petróleo e gás natural. Com a tensão no Oriente Médio, os preços do petróleo seguem elevados. Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos para maio do barril do Brent subiam 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34. Desde o início da guerra, os preços da commodity acumulam alta superior a 40%. E o impacto já aparece no consumo: o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão nesta terça-feira, algo que não ocorria desde 2022. Ao mesmo tempo, o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial — segue sob risco, diante das ameaças do Irã de controlar a passagem de navios na região. Mercados globais A tensão no Oriente Médio também influencia o comportamento dos mercados financeiros nesta terça-feira. Enquanto investidores acompanham os desdobramentos do conflito e o impacto sobre o petróleo, as bolsas globais apresentam movimentos mistos ao longo do dia. Em Wall Street, os mercados mostravam recuperação nas negociações antes da abertura das bolsas. Os contratos futuros do S&P 500 e do Dow Jones Industrial Average avançavam 0,9%, enquanto os futuros do Nasdaq subiam 0,8%. Na Europa, os principais índices também operavam em alta por volta do meio-dia. O FTSE 100, de Londres, subia 0,9%. Em Paris, o CAC 40 avançava 0,5%, enquanto o DAX, de Frankfurt, registrava alta de 0,6%. Na Ásia, o desempenho foi mais fraco. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,2%, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,8%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,6%, para 51.063,72 pontos, eliminando os ganhos acumulados desde o início do ano após as perdas registradas desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%. Entre outros ativos acompanhados pelos investidores, os preços dos metais também subiam. O ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz O preço médio da gasolina nos Estados Unidos disparou e superou US$ 4 (cerca de R$ 21) por galão nesta terça-feira (31), o maior valor em quase quatro anos devido à guerra com o Irã, informou a Associação Automobilística Americana (AAA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O aumento dos preços do combustível, que estavam abaixo de US$ 3 no fim de fevereiro, representa outra notícia ruim para o presidente Donald Trump desde o início dos ataques contra a República Islâmica. No início da manhã, o preço médio era de US$ 4,018 por galão (3,785 litros) de gasolina, segundo dados publicados no site da Associação Automobilística Americana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O preço havia superado a marca de US$ 4 pela última vez em agosto de 2022, quando disparou para US$ 5 em meio à pandemia de covid-19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo a Administração de Informação de Energia. A nova disparada no preço foi provocada pelo bloqueio que o Irã impõe de fato no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde passava quase 20% do petróleo e gás mundiais. Trump expressou a confiança de que em breve alcançará um acordo negociado para encerrar a guerra, mas advertiu que, se isso não acontecer, as instalações petrolíferas iranianas sofrerão ataques severos.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. Esse é o pior resultado para o primeiro bimestre de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2024 (R$ -1,36 bilhão). O resultado negativo somente dos dois primeiros meses deste ano se aproxima do déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Correios em crise Jornal Nacional/ Reprodução ➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro. 🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. No acumulado até setembro de 2025, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões – e pode ter chegado a R$ 9,1 bilhões no ano fechado (resultado ainda não foi divulgado). Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa. E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Natura anunciou na segunda-feira (30) uma reestruturação em sua governança, dando início ao que a empresa descreve como um "novo ciclo estratégico". A mudança envolve alterações na composição do Conselho de Administração e a criação de um novo órgão consultivo. Como parte dessa transição, os três fundadores da empresa — Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos — deixarão suas cadeiras no Conselho de Administração. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles passarão a integrar um novo Conselho Consultivo estatutário, que terá como função acompanhar a trajetória da companhia e zelar pela preservação de seus valores e de sua cultura empresarial. Além dos fundadores, o atual presidente do conselho (chairman), Fabio Barbosa, também deixará o órgão para integrar o novo colegiado consultivo. Segundo a empresa, esse conselho não terá funções executivas nem poder de decisão, atuando como um espaço voltado à preservação da identidade institucional da marca. "Guardião da cultura" Em comunicado ao mercado, a Natura afirmou que o novo órgão atuará como “guardião da cultura, dos valores e do legado que definem a essência da companhia”, função que ficará sob responsabilidade dos fundadores e de Barbosa. Enquanto isso, o Conselho de Administração passará por uma recomposição completa para um mandato de dois anos. Alessandro Carlucci, que já atuava como conselheiro independente, foi indicado para assumir a presidência do colegiado. A proposta de nova composição inclui nomes que já participam da operação da companhia, como Duda Kertesz, João Paulo Ferreira — atual CEO — e o próprio Carlucci. A lista também traz novos integrantes, entre eles Pedro Villares, Guilherme Passos e Luiz Guerra, além de Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto. Ao mesmo tempo, Bruno Rocha e Gilberto Mifano deixarão o conselho. Mifano, no entanto, continuará à frente do comitê de auditoria e finanças da empresa. A reorganização ocorre após um período de simplificação corporativa e reorganização da estrutura de capital da companhia. Segundo a Natura, a nova estrutura busca separar de forma mais clara dois papéis: a execução da estratégia de negócios, atribuída ao conselho de administração, e a preservação da cultura da empresa, que ficará a cargo do conselho consultivo. Novo acordo entre acionistas Paralelamente às mudanças na governança, os principais acionistas da Natura firmaram um novo acordo com prazo inicial de dez anos, prorrogável por mais dez. O acordo substitui o documento anterior, cujo prazo terminaria em 31 de março de 2026, e reúne os chamados “blocos” de acionistas que representam os fundadores e outros investidores históricos. Entre eles estão o Bloco Seabra, representado por Antonio Luiz da Cunha Seabra; o Bloco Leal, representado por Guilherme Peirão Leal; e o Bloco Passos, representado por Pedro Luiz Barreiros Passos. Também participam o Bloco Pinotti, representado por Vinicius Pinotti, e o Bloco Mattos, representado por Maria Heli Dalla Colletta de Mattos. Segundo a empresa, o novo acordo mantém inalteradas as participações acionárias desses grupos e reafirma o compromisso de longo prazo com a companhia. Entrada de novo investidor As mudanças também estão ligadas à possível entrada de um novo investidor. A Natura firmou um compromisso vinculante com o fundo Lotus, gerido pela Advent International, para a compra de uma participação minoritária na empresa. O acordo prevê que a Advent adquira entre 8% e 10% das ações da Natura no mercado secundário dentro de um prazo de até seis meses. A operação considera um preço alvo médio de R$ 9,75 por ação. Caso o investidor atinja a participação mínima de 8%, terá o direito de indicar dois membros para o Conselho de Administração e participar de comitês de assessoramento. Nesse cenário, o conselho poderá ser ampliado para até dez integrantes. O acordo também prevê uma estrutura que combine conselheiros indicados pelos acionistas controladores, representantes do investidor e membros independentes. Para a empresa, a reorganização da governança e a entrada do novo parceiro fazem parte da estratégia de preparar a companhia para um novo ciclo de crescimento. “A celebração do novo acordo reafirma o compromisso dos acionistas com o futuro da Natura e com a continuidade do projeto empresarial”, afirmou a companhia, por meio de comunicado ao mercado. Estande da Natura é destaque em edição paulistana do Festival Negritudes. Felipe Vianna / Agência Canarinho

Pedido de CNH disparam após mudanças Com as novas regras da CNH, em vigor desde o fim de 2025, mais de 1,5 milhão de motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas, entre 10 de dezembro e 19 de março de 2026, foi de R$ 1,182 bilhão. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre as regiões do Brasil, o Sudeste lidera o ranking de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a pasta, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados com maior número de CNHs renovadas automaticamente. São Paulo: 406.882 renovações; Minas Gerais: 176.816 renovações; Rio de Janeiro: 141.898 renovações; Paraná: 117.321 renovações; Rio Grande do Sul: 98.002 renovações; Santa Catarina: 80.158 renovações; Bahia: 76.350 renovações; Pernambuco: 56.979 renovações; Goiás: 55.063 renovações; Ceará: 42.254 renovações; Espírito Santo: 34.181 renovações; Pará: 30.313 renovações; Distrito Federal: 28.239 renovações; Mato Grosso: 27.309 renovações; Rio Grande do Norte: 23.209 renovações; Alagoas: 22.306 renovações; Mato Grosso do Sul: 19.986 renovações; Paraíba: 19.341 renovações; Maranhão: 19.305 renovações; Sergipe: 17.428 renovações; Tocantins: 9.591 renovações; Amazonas: 9.492 renovações; Rondônia: 9.351 renovações; Piauí: 7.728 renovações; Acre: 3.931 renovações; Roraima: 3.832 renovações; Amapá: 2.373 renovações. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Rio Grande do Sul, a taxa é de R$ 80,37. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde. Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI

Bacalhau é peixe ou modo de preparo? Em meio a tantas opções nas prateleiras, surge uma dúvida: o que está no carrinho é realmente bacalhau — ou apenas “tipo bacalhau”? A diferença pode parecer sutil, mas reflete no sabor, na qualidade e no valor nutricional do alimento. No Brasil, somente duas espécies de peixe são oficialmente reconhecidas como bacalhau: o Gadus morhua (encontrado no Oceano Atlântico) e o Gadus macrocephalus (do Oceano Pacífico). Quem explica é a Lícia Lundstedt, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura. Já os peixes vendidos como "tipo bacalhau" são de outras espécies, como Saithe, Ling e Zarbo. "Por passarem por um processo de salga e secagem parecido ao do bacalhau, eles acabam desenvolvendo características parecidas, como formato, textura, cor e cheiro", explica a especialista. Vale destacar que, segundo ela, a denominação "tipo bacalhau" é legítima e, inclusive, deve ser usada para identificar que não se trata do original. "Até mesmo espécies nacionais, como o pirarucu (Arapaima gigas), quando submetidas a esse tratamento, podem ser vendidas como 'bacalhau brasileiro', exemplifica. No Brasil, somente duas espécies de peixe são oficialmente reconhecidas como bacalhau: o Gadus morhua (encontrado no Oceano Atlântico) e o Gadus macrocephalus (do Oceano Pacífico) Pixabay Diferenças Além de serem de peixes diferentes, o bacalhau verdadeiro e o "tipo bacalhau" têm características diferentes. As características organolépticas (percebidas por meio dos sentidos, como sabor, cheio e textura) do bacalhau verdadeiro são mais apreciadas e valorizadas que a do "tipo bacalhau", segundo a especialista. Como identificar o 'bacalhau verdadeiro' A principal dica é ler o rótulo com atenção. Nos bacalhaus verdadeiros deve estar presente o nome científico da espécie (Gadus morhua ou Gadus macrocephalus). Mesmo nas peças não embaladas, vale a pena buscar se informar sobre o nome científico do produto, segundo a especialista. Além disso, apesar da identificação visual ser difícil, já que os cortes e a conservação influenciam no aspecto, existem algumas pistas que ajudam na hora da escolha, segundo a especialista: cor da carne: o bacalhau verdadeiro tem carne clara, quase branca, com coloração uniforme. Já o "tipo bacalhau" tende a ter tonalidade mais escura ou amarelada; lascas: no bacalhau legítimo, elas são grossas, firmes e se soltam com facilidade após o cozimento. No "tipo", costumam ser menores e irregulares; postas (corte mais grosso, na espinha): as do bacalhau autêntico são mais altas, largas e regulares, enquanto as do "tipo" costumam ser mais finas e estreitas; cheiro: o bacalhau verdadeiro tem aroma de peixe suave. O “tipo bacalhau” pode ter cheiro mais forte e marcante; preço: em geral, o tipo bacalhau é mais barato que o original. Com menor safra e estoques baixos, preço do feijão carioca dispara

Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês Enquanto fugiam de um ataque de mísseis do Irã, alguns israelenses com celulares Android receberam uma mensagem com link para um suposto aplicativo de informações em tempo real sobre abrigos antiaéreos. Mas, em vez de oferecer um aplicativo útil, o link baixava um arquivo malicioso que dava aos hackers acesso à câmera do celular, à localização e a todos os dados dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação atribuída aos iranianos demonstrou uma coordenação sofisticada na frente cibernética do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irã e seus representantes digitais. À medida que buscam usar capacidades cibernéticas para compensar suas desvantagens militares, o Irã e seus apoiadores demonstram como desinformação, inteligência artificial e invasões digitais agora estão incorporadas à guerra moderna. As mensagens falsas recebidas recentemente pareciam ter sido cronometradas para coincidir com os ataques de mísseis, representando uma combinação inédita de ataques digitais e físicos, destacou Gil Messing, chefe de gabinete da empresa israelense de cibersegurança Check Point Research. "Isso foi enviado às pessoas enquanto elas corriam para os abrigos para se proteger", disse Messing. "O fato de estar sincronizado e no mesmo minuto é uma novidade". Especialistas afirmaram que a disputa digital provavelmente continuará mesmo com um cessar-fogo porque é mais fácil e barata que o conflito convencional e não é projetada para matar ou conquistar, mas para espionar, roubar e intimidar. Ataques virtuais de alto volume e baixo impacto Embora em grande número, a maioria dos ataques cibernéticos ligados à guerra tem causado danos relativamente limitados a redes econômicas ou militares. Mas eles colocaram muitas empresas na defensiva, forçando-as a corrigir rapidamente antigas vulnerabilidades. Quase 5.800 ataques cibernéticos de cerca de 50 grupos ligados ao Irã foram rastreados até agora, de acordo com investigadores da empresa de segurança DigiCert, com sede em Utah. A maior parte tem como alvo empresas dos EUA e de Israel, mas alguns visaram redes no Bahrein, no Kuwait, no Catar e em outros países da região. Muitos ataques virtuais são bloqueados por medidas mais recentes de cibersegurança, mas podem causar danos sérios a organizações com sistemas desatualizados e impor demanda por recursos mesmo quando não têm sucesso. Eles também têm um impacto psicológico sobre empresas que podem fazer negócios com o setor militar. "Há muito mais ataques acontecendo que não estão sendo relatados", disse Michael Smith, diretor de tecnologia de campo da DigiCert. Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra Um grupo de hackers pró-Irã disse na sexta-feira (27) ter invadido uma conta do diretor do FBI, Kash Patel, e publicou o que pareciam ser fotografias antigas, um currículo e outros documentos pessoais do chefe da agência. Muitos desses registros pareciam ter mais de uma década. É semelhante a muitos dos ataques cibernéticos ligados a hackers pró-Irã: chamativos e projetados para aumentar o moral entre apoiadores, enquanto minam a confiança do oponente, mas sem grande impacto no esforço de guerra. Esses ataques de alto volume e baixo impacto são "uma forma de dizer às pessoas em outros países que ainda é possível alcançá-las, mesmo que estejam em outro continente. Isso os torna mais uma tática de intimidação", disse Smith, da Digicert. Estruturas críticas como alvos É provável que o Irã ataque os elos mais fracos da cibersegurança americana: cadeias de suprimentos que sustentam a economia e o esforço de guerra, bem como infraestrutura crítica, como portos, estações ferroviárias, sistemas de água e hospitais. O Irã também está mirando data centers com armas cibernéticas e convencionais, mostrando o quão importantes esses locais são para a economia, as comunicações e a segurança das informações militares. Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Neste mês, hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram ter invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker e alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas em idade escolar. Em outro ataque, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à sua própria rede por meio de uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, afirmaram recentemente pesquisadores da empresa americana de cibersegurança Halcyon. Neste caso, os hackers nunca exigiram resgate, sugerindo que estavam motivados por destruição e caos, e não por lucro, revelaram os pesquisadores. Junto com o ataque à Stryker, "isso sugere um foco deliberado no setor médico, em vez de alvos de oportunidade", disse Cynthia Kaiser, vice-presidente sênior da Halcyon. "À medida que esse conflito continua, devemos esperar que esse direcionamento se intensifique". A inteligência artificial está dando um impulso A inteligência artificial pode ser usada para aumentar a velocidade de ataques cibernéticos e permitir que hackers automatizem grande parte do processo. Mas é na desinformação que a IA realmente demonstrou seu impacto corrosivo sobre a confiança pública. Apoiadores de ambos os lados têm disseminado imagens falsas de atrocidades ou de vitórias decisivas que nunca aconteceram. Um deepfake de navios de guerra dos Estados Unidos afundados acumulou mais de 100 milhões de visualizações. É #FAKE que imagens mostrem militares de elite americanos capturados pelo Irã O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio As autoridades no Irã limitaram o acesso à internet e estão trabalhando para moldar a visão que os iranianos têm da guerra com propaganda e desinformação. A mídia estatal iraniana, por exemplo, passou a rotular imagens reais da guerra como falsas, às vezes substituindo-as por imagens manipuladas próprias, segundo pesquisa da NewsGuard, empresa americana que monitora desinformação. O aumento das preocupações com riscos representados por IA e invasões levou o Departamento de Estado americano a criar em 2025 o Escritório de Ameaças Emergentes, focado em novas tecnologias e em como elas poderiam ser usadas contra os EUA. Ele se junta a esforços semelhantes já em andamento em órgãos como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA). A IA também desempenha um papel na defesa contra ataques cibernéticos ao automatizar e acelerar o trabalho, afirmou recentemente ao Congresso americano a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. A tecnologia, disse ela, "moldará cada vez mais as operações cibernéticas, com operadores e defensores usando essas ferramentas para melhorar sua velocidade e eficácia". Apesar de Rússia e China serem vistas como ameaças cibernéticas maiores, o Irã ainda assim lançou várias operações contra americanos. Nos últimos anos, grupos que trabalham para Teerã infiltraram o sistema de e-mail da campanha do presidente Donald Trump, atacaram sistemas de água nos Estados Unidos e tentaram invadir redes usadas pelos militares e por contratados de defesa. Eles também se passaram por manifestantes americanos online como forma de incentivar protestos contra Israel de maneira encoberta. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic

Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca alta no preço dos fretes 🚛 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já aplicou mais de R$ 354 milhões em multas por descumprimento do piso mínimo do frete em 2026. 💰 Em 2018, foram R$ 69 mil reais em multas durante o ano inteiro. Os dados foram levantados pela agência a pedido do g1. (veja o valor anual de multas aplicadas) 📝 Só neste ano, mais de 90 mil autuações já foram registradas, aumento de 33% em relação a todo o ano passado, quando foram aplicadas cerca de 67 mil multas. (veja a série histórica desde 2018) De acordo com a ANTT, o aumento está relacionado ao uso mais intensivo da fiscalização eletrônica no setor de transporte de cargas. ⛽ A legislação estabelece que a tabela do piso mínimo do frete no transporte rodoviário deve ser atualizada a cada seis meses ou sempre que houver variação superior a 5% no preço do diesel S10, seja para mais ou para menos. Esse mecanismo é conhecido como “gatilho”. Tabela do preço mínimo para o frete Criada em 2018, a política de preços mínimos do frete surgiu como uma das principais reivindicações dos caminhoneiros durante a greve nacional daquele ano. A paralisação, que durou 11 dias, provocou desabastecimento, afetou exportações e impactou diversos setores da economia. Os grevistas foram as ruas diante do aumento expressivo do diesel, dentre outros fatores. Entre os efeitos registrados na época, a redução de linhas de ônibus em várias regiões do país, a suspensão de postagens pelos Correios e a paralisação da produção em pelo menos 129 frigoríficos e abatedouros, além da escassez de hortifrutigranjeiros. Caminhão na BR-324 e BR-116 Edsom Leite / Ministério dos Transportes Em 2018, o setor de serviços no Brasil recuou 3,8% em maio na comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 📈 O índice foi fortemente influenciado pelos 11 dias de greve dos caminhoneiros no final de maio. A greve foi encerrada após um acordo entre o governo federal e a categoria, que incluiu a criação da tabela com valores mínimos para o frete. Os preços mínimos, que estabelecem o custo base para o transporte de cargas no país, são definidos pela própria ANTT. MP dos combustíveis Diante da alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, o governo federal buscou evitar uma nova paralisação de caminhoneiros neste ano e anunciou um pacote de medidas para reduzir os riscos e o impacto no mercado nacional. 📝 As ações endurecem as punições para quem descumprir o piso mínimo do frete. As multas, por exemplo, podem chegar a R$ 10 milhões. Para reforçar a aplicação das regras, o governo elaborou um instrumento jurídico que amplia a capacidade de fiscalização e de cumprimento da legislação (enforcement) no ambiente regulatório. A principal mudança prevê o impedimento de contratação de fretes por empresas irregulares. Em casos de reincidência ou de elevado número de infrações, tanto o embarcador, responsável pela carga, quanto o transportador poderão ser proibidos de operar. O pacote inclui: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; fiscalização permanente, com monitoramento integral (100% das operações), sobre transportadoras reincidentes.

De onde vem o que eu como: chocolate Antes dos ovos de chocolate tomarem conta das prateleiras na Páscoa, o costume era bem mais simples: presentear com ovos de galinha. Embora hoje a troca de ovos esteja ligada à celebração cristã da ressurreição de Jesus, essa tradição é bem mais antiga e cheia de simbolismos que atravessam culturas e séculos. Confira as respostas do g1 para as principais curiosidades sobre o tema: 🥚Por que dar ovos de presente? Desde antiguidade, o ovo é símbolo de fertilidade e renovação. "É a partir dele que nascem muitos animais", explica Karla Nery, instrutora de confeitaria no Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac. "O coelho, outro ícone da Páscoa, também está ligado à ideia de fertilidade, por se reproduzir com facilidade". A importância do ovo na história da humanidade é tanta que, no Império Romano, chegaram a acreditar que o universo era oval, imitando o seu formato. Já na Idade Média, existia a ideia de que o mundo teria surgido de dentro de uma casca de ovo. Mas, essa simbologia é ainda mais antiga. Séculos antes do cristianismo, povos antigos já presenteavam com ovos em momentos de comemoração, como o início da primavera — época que marca o fim do inverno no Hemisfério Norte, segundo Katia. "Depois da troca, eles cozinhavam e comiam os ovos" , conta a especialista. "Por isso, eram utilizados ovos comestíveis, como os de galinha, pato ou ganso". Com a intenção de deixar o presente mais bonito, alguns ovos passaram a ser pintados e decorados, o que também se tornou uma tradição. Para isso, eram usados pigmentos naturais extraídos de alimentos, como beterraba e açafrão, explica Katia. Cacau é afrodisíaco e ajuda a prevenir doenças: veja curiosidades sobre a fruta do chocolate 🙏Quando os ovos viraram símbolo da Páscoa? Com o surgimento e a expansão do cristianismo, a crença de que os ovos simbolizam a renovação foi incorporada às tradições cristãs. Assim, na Páscoa, data em da celebração da Ressurreição de Cristo, o ovo começou a ser dado de presente. "Como Jesus que ressuscitou, o ovo simbolizava uma nova vida emergindo da casca do ovo", descreve a enciclopédia Britannica. 🏰 Como os ovos viraram artigo de luxo? Na Europa medieval, a tradição ganhou status nobre. Registros indicam que, no século 12, o rei francês Luís VII recebeu ovos ao voltar da Segunda Cruzada — mesmo derrotado. A prática se espalhou entre a elite, que passou a trocar ovos feitos de porcelana, vidro e até ouro. Séculos depois, essa tradição inspiraria os famosos Ovos Fabergé, criados pelo joalheiro russo Peter Carl Fabergé. Um deles, presente do czar Alexandre 3º à imperatriz Marie Feodorovna, foi avaliado em US$ 20 milhões em 2014 — e trazia um relógio cravejado de safiras e diamantes, segundo a BBC. 🍫Quando surgiram os ovos de chocolate? A versão doce surgiu entre os séculos 17 e 18, na França, com confeiteiros que criaram moldes de ovos recheados com uma mistura de ovos, açúcar e, claro, chocolate. Com o tempo, os ovos passaram a ser feitos inteiramente de chocolate — inicialmente mais amargo e denso do que os que conhecemos hoje. O sabor só foi suavizado com a evolução da confeitaria e a adição de ingredientes como leite, manteiga de cacau e açúcar, segundo a especialista. Saiba a diferença entre os tipos e como é a produção de cacau no Brasil Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos

Calendário 2026 Freepik Abril nem começou, mas já é aguardado por muitos trabalhadores. O mês terá dois feriados nacionais e pode render folgas com chance de emenda. O primeiro período de pausa começa na sexta-feira, 3 de abril, com o feriado nacional da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa). Quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Páscoa, celebrada no domingo (5), não garante folga extra por não ser feriado nacional, sendo considerada uma data comemorativa religiosa. No entanto, pode haver previsão diferente em acordo ou convenção coletiva. O outro feriado é o Dia de Tiradentes, em 21 de abril, que cai em uma terça-feira. Com isso, quem conseguir folga na segunda (20), considerada ponto facultativo para os servidores públicos federais, pode aproveitar um descanso prolongado — de sábado a terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o calendário: 3 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo 5 de abril (domingo): Páscoa 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Apesar de ser um feriado nacional, nem todos são beneficiados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.991 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (31), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S. Navy via AP O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o país deve retomar o controle do Estreito de Ormuz e garantir a liberdade de navegação na região, considerada estratégica para o comércio global de petróleo. Em entrevista ao programa “Fox & Friends”, da Fox News, Bessent disse que o mercado global segue bem abastecido, apesar das tensões recentes. Segundo ele, a circulação de navios já dá sinais de retomada. “Com o tempo, os EUA vão retomar o controle do Estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas dos EUA ou de uma escolta multinacional”, afirmou. Irã mostra momento em que chefe da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz A declaração ocorre em um momento de incerteza sobre a segurança da rota, que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e é responsável por escoar uma parcela significativa da produção de petróleo de grandes exportadores. Pressão por estabilidade A fala de Bessent sinaliza confiança do governo americano em uma solução para a crise, embora ainda não haja prazo definido para a normalização completa do fluxo de embarcações. Ao mesmo tempo, reforça a pressão internacional por estabilidade na região. Embora o governo americano demonstre confiança, as falas contrastam com declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, que ao longo de março fez uma série de promessas sobre a liberação do Estreito de Ormuz que ainda não se concretizaram. No dia começo do mês, em entrevista à CBS News, Trump disse que avaliava assumir o controle da rota e afirmou que os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito. Já no dia 21, em uma publicação nas redes sociais, o presidente deu um ultimato ao Irã, exigindo a reabertura completa da passagem em 48 horas sob ameaça de ataques a usinas de energia iranianas. Na última quinta-feira (26), afirmou durante reunião de gabinete que o fluxo de petroleiros poderia ser normalizado como parte das negociações e chegou a dizer que o controle da região poderia ser uma opção. Apesar disso, o estreito segue sob instabilidade, com episódios recentes de ataques e riscos à navegação. Nos últimos dias, episódios envolvendo o tráfego marítimo e ações militares aumentaram a tensão. Dados de rastreamento indicam que dois navios porta-contêineres chineses conseguiram atravessar o estreito em uma nova tentativa de deixar o Golfo, após recuarem anteriormente. Já no campo militar, o exército de Israel afirmou ter interceptado dois drones lançados do Iêmen. O ataque ocorreu após rebeldes houthis, alinhados ao Irã, dispararem mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Impacto no petróleo e na inflação A instabilidade na região tem impacto direto sobre os preços do petróleo. O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos logísticos do mundo, e qualquer interrupção ou risco elevado no transporte tende a encarecer o barril. Segundo analistas, um eventual bloqueio também no Mar Vermelho — caso os houthis passem a atacar navios — poderia elevar os preços entre US$ 5 e US$ 10 por barril. Esse movimento pressiona a inflação global, já que o aumento do custo dos combustíveis afeta cadeias produtivas em diversos países. Trump volta a ameaçar o Irã Em meio à escalada de tensão, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nesta segunda-feira. Ele exigiu que o país reabra o Estreito de Ormuz e alertou para possíveis ataques a instalações energéticas iranianas caso isso não ocorra. Trump havia indicado anteriormente que poderia suspender ações contra a infraestrutura energética do Irã até 6 de abril, enquanto negociações ocorrem. Segundo ele, representantes dos dois países vêm se reunindo “direta e indiretamente”. O governo iraniano, no entanto, classificou as propostas americanas como “irrealistas, ilógicas e excessivas” e voltou a lançar mísseis contra Israel. Para analistas, o prazo estabelecido pelos EUA não foi suficiente para acalmar o mercado, que agora busca sinais concretos de redução das tensões. Diante dos riscos no Estreito de Ormuz, exportadores já começaram a buscar rotas alternativas. Dados da consultoria Kpler mostram que as exportações de petróleo da Arábia Saudita redirecionadas para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, saltaram para 4,658 milhões de barris por dia na última semana. Empresas do setor também monitoram a situação. A PetroChina, maior produtora de petróleo e gás da Ásia, afirmou que segue operando normalmente, embora cerca de 10% de seu fornecimento dependa da passagem pelo estreito. Apesar disso, o fim de semana foi marcado por novos ataques na região, incluindo danos a um terminal em Omã e registros de mísseis no Kuwait e nas proximidades da Arábia Saudita. O cenário, segundo especialistas, ainda é de cautela, com o mercado global atento aos próximos desdobramentos no Oriente Médio. Reportagem elaborada com informações da agência Reuters.

Empresa espanhola ganha leilão e vai administrar o aeroporto do Galeão, no Rio A empresa espanhola Aena venceu nesta segunda-feira (30) o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, e ficará responsável pela operação do terminal até 2039. O certame, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, teve início às 15h, na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3. Além da Aena, disputaram a concessão o Zurich Airport e a atual concessionária RIOgaleão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O valor mínimo de outorga — pago ao governo pelo direito de explorar o Galeão — foi fixado em R$ 932,8 milhões. O lance final da Aena, de R$ 2,9 bilhões, representou um ágio de 210,88%, após uma disputa acirrada. A vitória permite que a empresa espanhola passe a operar o aeroporto em um modelo que substitui o contrato de concessão anterior por outro mais flexível, garantindo a continuidade das operações. (leia mais abaixo) Com o Galeão, a Aena amplia sua atuação para 18 aeroportos no Brasil, sendo a maior concessionária aeroportuária do país em número de terminais. Entre eles estão o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e os de Recife (PE) e Maceió (AL). O que acontece agora? A Aena irá assumir a operação do Galeão. Atualmente, a concessionária RIOgaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%. Com a venda assistida, RIOgaleão e Infraero deixarão o negócio, permitindo que a nova operadora assuma integralmente a concessão. 🔎 Diferentemente da concessão tradicional, que parte de um projeto novo, a venda assistida envolve a relicitação de um contrato já existente, renegociado para viabilizar a troca de operador — caso do Galeão. O contrato prevê que a Aena poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto, além de assumir os direitos e obrigações previstos no novo acordo. A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos operadores. As principais mudanças com a nova concessão são: a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão; o fim da obrigação de construir uma terceira pista; a saída da Infraero da sociedade; e a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Ou seja, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação. Após o leilão, o diretor-geral da Aena Internacional, Emilio Rotondo, afirmou que o Brasil é estratégico para a empresa, que passa agora a administrar o segundo e o terceiro maiores aeroportos do país em número de passageiros. “Também reforçamos nossa presença e atuação junto a parceiros institucionais locais. Com isso, passamos a movimentar cerca de 62 milhões de passageiros no Brasil”, declarou. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a aviação brasileira avança e que as “dificuldades” envolvendo o Galeão estão sendo superadas. Ele também agradeceu a cooperação que viabilizou o leilão de venda assistida do aeroporto. “Por meio da cooperação, estamos tendo um resultado muito positivo para a história do Brasil e, sobretudo, para a aviação do país”, disse. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil Números do Galeão O leilão ocorreu após um período de reestruturação do aeroporto, que enfrentou queda na demanda após os grandes investimentos realizados para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 — cenário agravado pela pandemia de Covid-19. Apesar de o número de passageiros ainda estar abaixo da capacidade do terminal, de 37 milhões por ano, o volume de viajantes vem crescendo, segundo a RIOgaleão. Em 2025, por exemplo, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo Galeão, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior, quando foram 14,5 milhões. O número representa uma média de 49 mil passageiros por dia. Além disso, o aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 voos internacionais por dia, entre pousos e decolagens. Números do Aeroporto do Galeão Arte/g1 Veja onde fica o Aeroporto Galeão Leilão do Aeroporto do Galeão Arte/g1

Bacalhau é peixe ou modo de preparo? Presença garantida na mesa de muitos brasileiros durante a Semana Santa, o bacalhau ainda desperta curiosidade. Afinal, que peixe é esse? De onde ele vem? E quando começou a ser consumido no Brasil? Para responder a essas e outras perguntas, o g1 preparou uma lista de informações sobre o prato queridinho da Páscoa. Confira: Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa ➡️Bacalhau são dois peixes A bióloga Amanda Gomes explica que duas espécies de peixes podem ser chamadas de bacalhau: o gadus morhua, que vive no Oceano Atlântico, e o gadus macrocephalus, encontrado no Oceano Pacífico. ➡️ Gigante das profundezas Bacalhau-do-Atlântico ou bacalhau-da-Noruega (Gadus morhua) é o maior exemplar. Divulgação/Redes Sociais O bacalhau pode atingir 1,5 m de comprimento e pesar até 90 kg. Ele também é carnívoro, se alimenta de camarões e outros crustáceos, e costuma viver em grandes cardumes, em águas frias, bem abaixo da superfície do mar — a mais de 200 metros de profundidade. ➡️Salga é o modo de preparo Há quem diga que bacalhau é modo de preparo, mas, na verdade, ele é o peixe e o seu modo de preparo é chamado de salga. Esse processo ficou popular por volta do ano 1000, quando os europeus começaram a vender bacalhau em larga escala. A conservação do peixe no sal permitia que ele fosse levado em navios, durante longas viagens. O sal desidrata a carne e faz com que ela fique preservada por mais tempo. ➡️Tradição que veio com os portugueses O hábito de comer bacalhau no Brasil começou com a chegada da coroa portuguesa, no século 19. Com o tempo, o prato se tornou símbolo de datas importantes, como a Sexta-feira Santa, quando parte da população evita o consumo de carne vermelha. Bacalhau salgado demais? Veja dicas para não errar no tempero DE ONDE VEM: tilápia carrega filhotes na boca e ajuda vítimas de queimaduras; VÍDEO

Correios prorrogam programa de demissões voluntárias até 7 de abril; adesão está bem abaixo da meta Até a manhã desta segunda-feira (30), o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos Correios registrou 2.347 adesões de funcionários, segundo a estatal. O número está bem abaixo da meta, que previa que 10 mil pessoas deixassem a empresa este ano, além da projeção de outros cinco mil em 2027. 🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa. 🗓️ Na sexta-feira (27), os Correios anunciaram a prorrogação do prazo de adesão ao programa até 7 de abril. Anteriormente, o período se encerraria nesta terça-feira (31). Os Correios enfrentam uma crise sem precedentes e, na tentativa de equilibrar as contas, anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. (entenda a crise) O plano inclui medidas como a contratação de empréstimos, a revisão do modelo de negócios e a implementação do próprio PDV, entre outras ações. Segundo a estatal, a decisão busca “oferecer mais tempo e segurança” para que os empregados analisem as novas condições de assistência médica, incluindo a ampliação regional do Plano Família da Postal Saúde. Apontado como um dos principais pilares do processo de reestruturação, o PDV tem como meta reduzir o quadro de pessoal em até 15 mil funcionários até 2027. Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Jornal Nacional/ Reprodução Entenda a crise A situação da empresa vem se deteriorando nos últimos quatro anos. Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado. Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades. Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.

Vista da refinaria da companhia de petróleo Pemex em Cadereyta, no México Reuters/Daniel Becerril O governo do México está em conversas com várias empresas privadas interessadas em comprar combustíveis da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) para revendê-los a companhias cubanas, informou a presidente Claudia Sheinbaum nesta segunda-feira (30). Os comentários da presidente mexicana ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tinha “nenhum problema” com o envio de petróleo russo a Cuba, depois de ter impedido a chegada à ilha de petróleo venezuelano e também de outros países, como o México, sob ameaça de tarifas aduaneiras. “Há [empresas] privadas que se aproximaram de nós, por exemplo, para poder comprar combustível da Pemex e levá-lo elas mesmas às [empresas] privadas de Cuba (...) Há várias empresas, não apenas uma”, afirmou Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No fim de fevereiro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que a venda de gás e outros combustíveis a Cuba poderia ser autorizada se destinada ao setor privado para suas atividades. Sem citar nomes, a chefe de Estado mexicana indicou que se trata de empresas que atuam no transporte e na exportação de combustíveis. Ela acrescentou que, em Cuba, existem empresas privadas, como redes hoteleiras, que precisam desses combustíveis e fazem acordos com essas companhias. “Não necessariamente é um acordo governo a governo”, detalhou a presidente. Pequenas e médias empresas privadas existem em Cuba desde 2021, após mais de meio século de proibição oficial. Em março passado, o governo de Havana também autorizou a criação de empresas mistas entre o Estado e o setor privado. A ilha comunista enfrenta uma forte escassez de petróleo e está imersa em uma longa crise econômica e política, agravada pela falta de produtos básicos e pela multiplicação dos apagões, devido ao bloqueio de petróleo imposto por Washington. Nesta segunda-feira, a Rússia informou que o petroleiro Anatoly Kolodkin, carregado com 730 mil barris de petróleo bruto, havia chegado a Cuba. A interrupção do abastecimento de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, ocorreu após a operação militar na qual os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

Michael Rousseau Reprodução A Air Canada anunciou nesta segunda-feira (30) que seu CEO, Michael Rousseau, vai se aposentar ainda este ano, após ser criticado por divulgar uma mensagem de condolências apenas em inglês após o acidente fatal ocorrido neste mês em Nova York. A maior companhia aérea do Canadá, sediada na província francófona de Quebec, informou que Rousseau comunicou ao conselho que deixará o cargo até o fim do terceiro trimestre. O Canadá é um país oficialmente bilíngue, e o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que a decisão de aposentadoria de Rousseau é “apropriada”. “É essencial que o próximo CEO da Air Canada seja bilíngue”, disse Carney. Mark Carney havia dito que a mensagem apenas em inglês demonstrava falta de compaixão e de discernimento. O premiê de Quebec e outras autoridades pediram a renúncia do executivo da companhia aérea. “Saúdo a decisão do CEO da Air Canada, Michael Rousseau, de deixar o cargo. O conselho de administração da Air Canada terá de garantir que o próximo CEO fale francês”, afirmou o primeiro-ministro de Quebec, François Legault, em comunicado. Acidente de avião deixa oito feridos no Canadá Antoine Forest, um dos dois pilotos mortos no acidente no Aeroporto de LaGuardia, era de Quebec. Forest e Mackenzie Gunther morreram quando o voo da Air Canada Jazz, vindo de Montreal, colidiu com um caminhão de bombeiros na pista logo após o pouso. A maior companhia aérea do Canadá tem sede em Montreal. Rousseau já havia sido criticado anteriormente por não falar francês. Ele divulgou sua mensagem de condolências em vídeo em inglês, com legendas em francês. O Gabinete do Comissário de Línguas Oficiais recebeu centenas de reclamações sobre o caso. O ministro dos Transportes do Canadá, Steven MacKinnon, agradeceu a Rousseau em uma publicação nas redes sociais e afirmou que o governo continuará trabalhando de perto com a Air Canada para garantir que a empresa “ofereça um serviço seguro, confiável, acessível e bilíngue a todos os canadenses”. Legault observou que, quando Rousseau foi nomeado presidente da companhia aérea em fevereiro de 2021, ele prometeu aprender francês. A identidade de Quebec é motivo de controvérsia desde a década de 1760, quando os britânicos concluíram a tomada do território então chamado de Nova França. Cerca de 80% da população de Quebec fala francês.

Um drone atinge um prédio residencial durante um ataque russo com mísseis e drones, em meio à ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em Kiev Gleb Garanich/Reuters Grupos ligados à Rússia e ao Irã estão utilizando cada vez mais criptomoedas para financiar a compra de drones e componentes militares de baixo custo, de acordo com um novo relatório da empresa de análise de blockchain Chainalysis. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os drones disponíveis comercialmente se tornaram centrais para as guerras travadas ao redor do mundo, principalmente na Ucrânia e Oriente Médio. Como os drones de baixo custo estão amplamente disponíveis em plataformas globais de comércio eletrônico, muitas vezes é um desafio para as autoridades rastrearem quem está por trás das compras e qual pode ser sua intenção com os produtos. Embora a maioria das compras de drones seja feita de maneira tradicional, as redes de aquisição estão se cruzando cada vez mais com o blockchain, o registro digital no qual as criptomoedas se baseiam, descobriu a Chainalysis. Esse registro permite que os investigadores mapeiem o caminho de uma transação desde sua origem até seu destino. 🪙 O que é blockchain? Blockchain é um tipo de banco de dados digital que registra informações em blocos encadeados e protegidos por criptografia. Esses registros são compartilhados entre vários computadores, o que dificulta fraudes e alterações, garantindo mais transparência e segurança nas transações. LEIA MAIS: Como Irã criou drones 'suicidas' de baixo custo para provocar caos no Oriente Médio Israel ataca universidade do Irã responsável pelo desenvolvimento de armas Os pesquisadores de blockchain da Chainalysis conseguiram rastrear o fluxo de criptomoedas de carteiras individuais conectadas a desenvolvedores de drones ou grupos paramilitares para a compra de drones de baixo custo e seus componentes de fornecedores em sites de comércio eletrônico. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, grupos pró-Rússia arrecadaram mais de US$ 8,3 milhões em doações de criptomoedas, e os drones estão entre as compras especificamente discriminadas feitas com essas doações, segundo o levantamento. "No blockchain, há essa oportunidade incrível, uma vez que você identificou o fornecedor, de ver a atividade da contraparte e fazer avaliações que ajudam a esclarecer essa utilização e a intenção por trás da compra", disse Andrew Fierman, chefe de inteligência de segurança nacional da Chainalysis. A Chainalysis conseguiu comparar transações com moedas digitais valendo entre US$ 2.200 e US$ 3.500 com os preços exatos de drones e componentes em plataformas de comércio eletrônico, disse Fierman. "Vimos tudo, desde a solicitação dos drones e das peças e quanto eles estavam querendo obter, até as fotos que mostravam que eles compraram esses produtos", disse ele. O estudo também descobriu que grupos ligados ao Irã estão usando criptomoedas para adquirir peças de drones e vender equipamentos militares. Ele destacou especificamente uma carteira de criptomoedas com conexões com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, comprando peças de drones de um fornecedor com sede em Hong Kong. Sem dúvida, o volume total de criptomoedas vinculado à aquisição de drones continua pequeno em comparação com os gastos militares gerais, mas o levantamento afirma que o blockchain poderia ajudar as autoridades a rastrearem melhor as compras que, de outra forma, poderiam permanecer obscuras. "O blockchain pode fornecer muitas informações que não estão necessariamente disponíveis tradicionalmente", disse Fierman.

Pix apresenta instabilidade nesta segunda-feira (30) Reprodução/TV Globo Usuários relatam dificuldade para realizar transferências via PIX nesta segunda-feira (30). De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em plataformas digitais, houve um pico de reclamações por volta das 12h30. O serviço também registrou aumento nas queixas relacionadas ao Banco do Brasil no mesmo período. As reclamações de instabilidades no banco estatal também tiveram pico por volta do meio-dia. Procurado, o BB informou que o PIX Pagamento ficou momentaneamente indisponível e atuava para restabelecer o serviço com a maior brevidade possível. Mais tarde, atualizou a ocorrência. "O Banco do Brasil informa que o Pix Pagamento foi normalizado e o serviço já está disponível aos seus clientes.”, disse o banco em nota ao g1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Downdetector registra diversas reclamações sobre o Pix nesta segunda-feira Reprodução/Downdetector Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja algumas reclamações dos usuários Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Juiz suspende parte da reforma trabalhista de Milei A Justiça da Argentina suspendeu nesta segunda-feira (30) 82 artigos da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, que previam mudanças nas regras de trabalho e nos direitos dos trabalhadores no país. ➡️ Entre os principais pontos suspensos estão: ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras; redução do valor das indenizações por demissão; possibilidade de parcelamento das indenizações; restrições ao direito de greve; regras que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício. A reforma foi aprovada pelo Senado argentino no fim de fevereiro, após uma sessão marcada por tensão, protestos nas ruas e divergências entre parlamentares. O texto avançou como uma das principais apostas do governo para flexibilizar o mercado de trabalho. Desde então, sindicatos passaram a questionar a legalidade de vários pontos e recorreram à Justiça. Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni Segundo os jornais La Nación e Clarín, o juiz do trabalho Raúl Horacio Ojeda suspendeu a aplicação de 82 artigos de mais de 200 previstos na lei, atendendo a um pedido da Confederação Geral do Trabalho (CGT). "Com a concessão da medida cautelar, ambas as partes (Estado e CGT) procurarão chegar à sentença definitiva o mais rápido possível e em paz social", afirmou o juiz Raúl Ojeda em sua decisão. A decisão é provisória e vale até o julgamento definitivo. Ou seja, os artigos ficam sem efeito neste período, mas o governo pode recorrer para tentar reverter a decisão. O governo Milei se manifestou por meio do Ministério do Capital Humano, que afirmou que serão esgotadas todas as instâncias judiciais necessárias para garantir a plena vigência da reforma trabalhista. Em nota, a pasta disse que "reafirma seu compromisso na defesa desta lei, sancionada por ampla maioria do Congresso da Nação e concebida como ferramenta fundamental para a criação de emprego formal, a melhoria da competitividade e o fortalecimento da segurança jurídica de trabalhadores e empregadores". "O Ministério rejeita as tentativas de quem, priorizando interesses corporativos e setoriais, pretende obstaculizar as reformas necessárias para superar o desemprego e a estagnação que caracterizaram etapas anteriores de nossa história." Disputa interna De acordo com os jornais La Nación e Clarín, a disputa mantém o embate entre o governo Milei, que defende a flexibilização das regras trabalhistas, e os sindicatos, que veem perda de direitos nas mudanças aprovadas pelo Congresso. Ao Estúdio i, o jornalista Guga Chacra analisou que a reforma aproxima a Argentina do modelo dos Estados Unidos e se afasta da tradição do país, alvo de críticas da ala liberal, que considera essas regras ultrapassadas e um entrave ao crescimento econômico. “Por outro lado, há críticas de que a reforma tira proteção dos trabalhadores, principalmente dos sindicatos, como a CGT, que tem um histórico forte desde a época de Juan Domingo Perón. Milei deve recorrer e ainda tem chance de reverter, e esse tema deve dominar o debate porque, na Argentina, a economia tem muito peso”, afirmou. Reforma trabalhista de Milei foi votada no Senado sob greve e protestos nas ruas REUTERS/Agustin O que muda com a suspensão A decisão atinge o núcleo da reforma, que alterava regras de jornada, demissões e organização do trabalho. Entre os pontos suspensos estão a possibilidade de ampliar a jornada diária com compensação de horas, a redução e o parcelamento das indenizações e as restrições ao direito de greve, como a exigência de funcionamento mínimo durante paralisações, segundo o La Nación. A reforma também previa mudanças nas formas de contratação, e parte dessas regras deixa de valer com a decisão. Ficam suspensas medidas que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício e ampliavam a classificação de trabalhadores como autônomos, incluindo profissionais de aplicativos. Também perde efeito a regra que eliminava o princípio de interpretação da lei em favor do trabalhador, segundo o La Nación. As mudanças que afetavam sindicatos também foram atingidas. De acordo com o Clarín, deixam de valer regras que limitavam assembleias, reduziam a atuação de representantes e restringiam a proteção sindical. Também ficam suspensas as medidas que priorizavam acordos firmados dentro das empresas, abrindo espaço para negociações com possível redução salarial. A decisão ainda interrompe outros pontos relevantes da reforma. Segundo o La Nación, seguem sem efeito: a revogação da lei do teletrabalho; a criação de banco de horas por acordo individual; o fracionamento obrigatório das férias; a criação do Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAL), que substituiria indenizações. O juiz avaliou que o fundo não garantiria proteção adequada e poderia gerar impactos na Previdência. Ao justificar a decisão, o juiz apontou risco de prejuízos imediatos. Ao Clarín, ele citou o “perigo da demora” e afirmou que a aplicação das regras poderia causar danos irreparáveis caso a lei seja considerada inconstitucional no julgamento final.

Divulgação Chatbot da EvaChat facilita atendimento automatizado no WhatsApp. - Divulgação. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) manteve a autuação imposta ao WhatsApp, controlado pela Meta, por descumprimento de medida preventiva aplicada pelo órgão antitruste. A infração se refere ao uso de inteligência artificial na plataforma. Em janeiro, com a atualização dos termos, o WhatsApp mudou as regras da plataforma WhatsApp Business para provedores de IA, proibindo, por exemplo, a atuação de chatbots, softwares baseados em inteligência artificial que funcionam como assistentes virtuais. A mudança nas regras do WhatsApp foi anunciada em outubro de 2025, junto com os novos termos da plataforma. No Brasil, o inquérito foi aberto a partir de pedido das empresas Factoría Elcano, responsável pela IA Luzia, e Brainlogic, detentora da Zapia. Foi mantida a multa diária de R$ 250 mil até a comprovação do cumprimento da decisão. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação ainda em curso no órgão. Foi fixado prazo de cinco dias corridos para cumprimento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No começo do mês, o Tribunal do Cade confirmou a medida preventiva concedida pela área técnica, determinando que o WhatsApp deveria permitir que chatbots de IA, assistentes virtuais com inteligência artificial, voltassem a usar a plataforma, impedindo a aplicação dos novos termos de uso. A Meta informou ao Cade que adotaria providências para cumprir a medida preventiva, mas indicou que passaria a cobrar, a partir de 11 de março de 2026, por um tipo de mensagem enviada por chatbots de inteligência artificial a usuários brasileiros, aplicando tarifa equivalente à de mensagens de marketing. A área técnica do Cade pediu esclarecimentos, e a empresa defendeu a “racionalidade econômica” do modelo de precificação, alegando que não havia obrigação de oferecer acesso gratuito à plataforma e que o uso gratuito por chatbots de IA poderia gerar impactos operacionais e concorrenciais. A SG instaurou um incidente administrativo no qual aponta descumprimento da medida preventiva a partir de 17 de março de 2026, com autuação e multa diária de R$ 250 mil até a comprovação do restabelecimento do cenário anterior. A Meta recorreu alegando ausência de intimação formal, afirmando que a comunicação por e-mail teria caráter meramente informativo e que seria necessária publicação no Diário Oficial da União. Além disso, afirmou que a “precificação para chatbots” não estaria abrangida pela decisão da SG. A área técnica manteve a decisão, conforme despacho publicado no Diário Oficial. De acordo com despacho da área técnica, a ausência de publicação no Diário Oficial da União não compromete a validade da intimação, porque a ciência da empresa foi assegurada, sem prejuízo ao contraditório e à ampla defesa. Ainda segundo a SG, a implementação da chamada “precificação para chatbots” configura descumprimento da medida preventiva, pois alterou de forma significativa as condições de acesso à plataforma, em desacordo com a obrigação de restabelecer o cenário anterior e com efeitos equivalentes aos das regras suspensas.

Powerbank Freepik/xb100 A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), informou que o uso de powerbanks será limitado a duas unidades por passageiro em voos a partir de sexta-feira (27). Powerbank é uma bateria recarregável portátil usada para carregar celulares. Segundo a agência, os passageiros também não poderão recarregar seus powerbanks durante o voo. Sediada em Montreal, a ICAO costuma estabelecer padrões globais para a aviação, geralmente adotados por seus 193 países-membros. No caso das novas regras para powerbanks, porém, a aplicação será imediata. Restrições ao uso de carregadores portáteis já vinham sendo adotadas por companhias aéreas, como a Lufthansa, e por países como a Coreia do Sul, após incidentes recentes — entre eles, um incêndio em um avião da Air Busan, em 2025. No início deste ano, um caso semelhante aconteceu no Brasil, quando um avião da Latam precisou desviar a rota após um powerbank explodir a bordo (veja vídeo abaixo). Avião da Latam faz pouso monitorado após explosão com carregador portátil Outro caso parecido aconteceu em agosto de 2025, quando um carregador portátil pegou fogo em um avião que fazia o trajeto entre São Paulo e Amsterdã. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram o interior da aeronave tomado por fumaça (veja abaixo). Carregador pega fogo dentro de avião para Amsterdã Especialistas explicam que incidentes com baterias de íon de lítio — usadas em celulares, notebooks e powerbanks — são raros. Ainda assim, podem acontecer e existem regras específicas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reduzir perigos durante o transporte desses equipamentos (saiba mais aqui).

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o J. Safra Macro Day Reprodução O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (30) que a alta recente do petróleo deve pressionar a inflação e desacelerar o crescimento econômico, em um cenário global mais adverso marcado por tensões geopolíticas provocadas pela guerra no Irã. Durante o evento, Galípolo explicou que a alta atual do petróleo é diferente de outros momentos, pois não se deve ao aumento da demanda, mas a problemas na oferta — ou seja, falta de produto no mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Essa elevação no preço do petróleo tem uma natureza bastante distinta do passado, não decorre de um ciclo de demanda, mas sim de um choque de oferta”, afirmou. Segundo ele, o impacto tende a ser de “inflação para cima e crescimento para baixo”. "Desde o início, a governança do Banco Central tem sido mais parcimoniosa. A instituição tem preferido incorporar os efeitos de forma gradual e ganhar tempo para entender melhor o impacto de cada evento [guerra no Oriente Médio]. Até agora, essa estratégia tem se mostrado acertada", afirmou. "Em vários momentos, surgiram políticas que poderiam ter levado a reações mais rápidas por parte do Banco Central, mas a decisão de aguardar e ajustar gradualmente ajudou a evitar a amplificação da volatilidade. Assim, o BC segue avaliando os desdobramentos, mas, em um primeiro momento, a leitura é de inflação para cima e crescimento para baixo." O presidente do BC explicou que, ao contrário de momentos em que a alta do petróleo estava associada ao aquecimento da economia global, o cenário atual está ligado a restrições na oferta, o que gera efeitos mais negativos sobre a atividade. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta segunda, o petróleo subia mais de 2% e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril. Com isso, caminha para encerrar o mês com valorização de 59%, a maior desde 1990. 🔎 O petróleo Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 o barril nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (ainda na noite de domingo no horário de Brasília). Por volta das 9h10, avançava 2,07%, a US$ 114,90. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31. O movimento ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação dos investidores com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. Brasil em posição relativamente mais favorável Galípolo também ressaltou que, apesar do ambiente internacional mais desafiador, o Brasil está em uma posição relativamente mais favorável em comparação a outros países. “O Brasil hoje se beneficia de ser um exportador líquido de petróleo”, disse. Ele ressaltou, porém, que ainda há efeitos relevantes, já que o país precisa importar derivados de petróleo, o que influencia os preços no mercado interno. 🛢️ Petróleo líquido é o petróleo bruto, que sai do subsolo ou do mar e ainda não passou por processamento. Já os derivados são os produtos obtidos após o refino, como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha. Ou seja, o petróleo líquido é o produto inicial, e os derivados são os utilizados no dia a dia. Além disso, destacou que o nível mais elevado da taxa de juros no país contribui para essa posição. “O diferencial de juros, estarmos em um patamar mais contracionista comparativamente a outros bancos centrais, também nos coloca numa situação mais favorável”, afirmou. Na última reunião, em 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano — o primeiro corte desde maio de 2024. Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. Ainda assim, o Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, calculado ao descontar a inflação prevista da taxa nominal. 🔎 A Selic, taxa básica de juros da economia, é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação, com impacto maior sobre a população mais pobre. Segundo a ata do Comitê, a guerra piorou o cenário inflacionário, com a alta do petróleo elevando as expectativas acima da meta de 3%, que tem intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Diante disso, o BC indicou que o ritmo de queda dos juros deve ser mais lento e evitou sinalizar próximos passos, destacando a necessidade de cautela em um ambiente externo mais instável e com sinais de desaceleração da economia brasileira. Política monetária já desacelera setores cíclicos Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Apesar do último corte de juros, a Selic ainda está no maior patamar em 20 anos. Gabriel Galípolo afirmou que os juros elevados no Brasil já têm efeito na economia, principalmente nos setores que mais dependem de crédito, como consumo e investimentos. Segundo ele, “ficou claro ao longo deste ano que a política monetária vem surtindo seu efeito, vem fazendo a sua 'transmissão' para a economia”, com reflexos visíveis no crédito e na atividade. Ele explicou que o impacto não é uma queda forte da economia, mas uma desaceleração gradual: “é um efeito de uma desaceleração, de crescimento menor, em especial nesses componentes mais cíclicos”. 🔎 Setores cíclicos são aqueles mais sensíveis às mudanças da economia. Por exemplo, áreas como construção civil, indústria e venda de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, costumam reagir rapidamente quando há juros altos ou maior incerteza, com redução de investimentos e consumo. Sobre o início da queda dos juros, Galípolo disse que o Banco Central optou por começar com um corte menor por cautela, diante das incertezas externas, como a alta do petróleo. “O que foi entendido é que essa gordura acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões permitiu ganhar tempo”, afirmou. Isso, segundo ele, permitiu seguir o plano sem mudanças bruscas: “decidimos seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”. Segundo Galípolo, a postura do BC é “mais transatlântico do que jet ski”, indicando que prefere agir de forma mais lenta e previsível, evitando movimentos bruscos em momentos de incerteza.

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma pequena melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado negativo foi de R$ 32,8 bilhões (valor corrigido pela inflação). 📈 Em fevereiro, houve um aumento real de 5,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 157,8 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 187,7 bilhões em fevereiro deste ano, com uma alta real de 3,1% no período. Segundo o Tesouro, o aumento real nas despesas se concentrou em: Educação (+R$ 3,4 bilhões), refletindo o aporte no Programa Pé de Meia, Saúde (+R$ 1,4 bilhão); Pessoal e Encargos Sociais (+R$ 2,2 bilhões), resultado dos reajustes concedidos aos servidores em 2025; Benefícios Previdenciários (+R$ 1,7 bilhão), decorrente do aumento no número de beneficiários do RGPS e do reajuste do salário-mínimo. Primeiro bimestre No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 56,85 bilhões. Com isso, houve uma pequena melhora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 56,66 bilhões (valor corrigido). 📈 No primeiro bimestre deste ano, houve um aumento real de 2,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 430,5 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 373,6 bilhões em janeiro e fevereiro deste ano, com uma alta real de 3% no período. Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dario Durigan e Fernando Haddad falam em imagem de 2024 Diogo Zacarias/MF

A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril O petróleo subia mais de 2% nesta segunda-feira (30) e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril. Com isso, o produto caminha para encerrar o mês com uma valorização de 59%, a maior desde 1990. 🔎 O petróleo Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 o barril nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (ainda na noite de domingo no horário de Brasília). Por volta das 9h10, avançava 2,07%, a US$ 114,90. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31. O movimento ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesse cenário de incerteza, os mercados financeiros oscilaram nesta segunda-feira. As bolsas asiáticas — mais dependentes do petróleo exportado pelos países do Golfo — registraram queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, encerrou o dia com recuo de 2,8%. Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas e avançavam cerca de 0,6%. Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices — negociações que indicam a tendência de abertura do mercado — apontavam para alta moderada após uma sequência recente de quedas. Estreito de Ormuz no centro das preocupações Os investidores acompanham sinais contraditórios sobre o rumo do conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz ou poderá enfrentar ataques a instalações de energia, como poços de petróleo e usinas. 📍 A região é considerada vital para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passa por esse estreito. Ao mesmo tempo, o Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias negociações para tentar encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os Estados Unidos de preparar uma possível ofensiva terrestre, enquanto reforça sua presença militar na região. Para Eren Osman, diretor da gestora Arbuthnot Latham, o mercado está especialmente sensível ao comportamento do petróleo. “O petróleo é o principal foco de tensão neste momento”, afirmou. Segundo ele, a reabertura do Estreito de Ormuz seria um fator importante para reduzir a volatilidade nos mercados. Ainda assim, o analista disse não esperar um conflito prolongado, pois acredita que o governo americano pode ter limites para tolerar quedas prolongadas nas bolsas. Energia mais cara afeta diversas cadeias produtivas A interrupção do tráfego no estreito já provocou alta em diversos produtos ligados à energia e à indústria. Os preços de petróleo, gás natural, fertilizantes, plásticos e alumínio subiram, assim como os combustíveis usados em aviões e navios. O encarecimento dessas matérias-primas tende a se espalhar pela economia, elevando custos de transporte e produção. Com isso, analistas também esperam aumentos em itens como alimentos, medicamentos e produtos petroquímicos. O alumínio, por exemplo, atingiu o nível mais alto em quatro anos após ataques aéreos iranianos contra dois grandes produtores do Oriente Médio durante o fim de semana. Impacto maior para economias asiáticas A Ásia é considerada uma das regiões mais expostas à crise energética, já que depende fortemente das importações de petróleo do Golfo. Refletindo essa preocupação, o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico — excluindo o Japão — caiu 1,8% nesta segunda-feira. Segundo Bruce Kasman, economista-chefe global do banco JPMorgan, o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços. “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, maior será a redução dos estoques disponíveis de energia”, afirmou. Ele estima que, se a passagem permanecer bloqueada por mais um mês, o petróleo poderia se aproximar de US$ 150 por barril, além de provocar restrições no consumo de energia por parte da indústria. Juros e dólar entram no radar dos investidores A alta do petróleo também aumenta as preocupações com a inflação global — ou seja, com o aumento generalizado de preços. Diante desse cenário, investidores passaram a prever que os juros possam permanecer elevados por mais tempo em diversos países. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, deve comentar o cenário econômico em um evento ainda nesta segunda-feira. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, também fará declarações. Ao longo da semana, dados sobre vendas no varejo, atividade industrial e geração de empregos devem oferecer novas pistas sobre o ritmo da economia americana. A turbulência nos mercados costuma favorecer o dólar, considerado a moeda mais utilizada nas transações internacionais e, por isso, visto como um ativo mais seguro em momentos de incerteza. O índice do dólar, que mede o valor da moeda americana frente a uma cesta de outras divisas, operava próximo da máxima em dez meses, em 100,25 pontos. No Japão, porém, alertas de autoridades sobre possível intervenção no mercado cambial fizeram o dólar recuar 0,5%, para 159,5 ienes. Na semana passada, a moeda americana havia ultrapassado a marca de 160 ienes, o maior nível desde julho de 2024. Já o euro era negociado a US$ 1,1493, ligeiramente abaixo do registrado anteriormente no mês. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,12% nesta segunda-feira (30), cotado a R$ 5,2477. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,53%, aos 182.514 pontos. O petróleo voltou a subir neste início de semana, e já começa a influenciar expectativas para inflação e juros no Brasil. Os investidores estão céticos com o possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura um mês. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O barril do petróleo Brent, referência internacional, ultrapassou os US$ 115. O WTI, referência nos Estados Unidos, bateu os US$ 104. ▶️ No Brasil, o governo federal ainda tenta fechar um acordo com os Estados sobre a proposta de subvenção na importação de diesel. A reunião realizada na sexta-feira terminou sem consenso entre as partes. ▶️ Nesta segunda, o boletim Focus mostra que o mercado financeira revistou a projeção para a inflação oficial do país neste ano. A estimativa para o IPCA subiu para 4,31%, ante 4,17% na semana anterior — o terceiro aumento consecutivo. Diante desse cenário, também aumentam as apostas de que o Banco Central possa reduzir os juros em ritmo menor nos próximos meses. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +2,21%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,32%; Acumulado do ano: +13,27%. Petróleo perto dos US$ 115 Em mais um dia de alta do petróleo no mercado internacional, o receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. Os investidores acompanham sinais contraditórios sobre o rumo do conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz — passagem marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico — ou poderá enfrentar ataques a instalações de energia, como poços de petróleo e usinas. A região é considerada vital para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passa por esse estreito. Ao mesmo tempo, o Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias negociações para tentar encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os EUA de preparar uma possível ofensiva terrestre, enquanto reforça sua presença militar na região. Boletim Focus Analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. A revisão ocorre em meio à alta do preço do petróleo no mercado internacional, que nesta segunda-feira (30) opera acima de US$ 100 por barril. O avanço da commodity — impulsionado pela guerra no Oriente Médio — pode pressionar a inflação brasileira, principalmente por meio do aumento no custo dos combustíveis. As projeções constam no boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) com estimativas de mais de 100 instituições financeiras para indicadores da economia. O mercado passou a prever que a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine o ano em 4,31%. Na semana anterior, a projeção era de 4,17%. Esse foi o terceiro aumento consecutivo na estimativa para o indicador. O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa Selic em 12,5% ao ano no fim de 2026. Esse cenário pressupõe que os juros comecem a cair ao longo do próximo ano. Para 2027, a projeção também permaneceu estável: os analistas seguem estimando a Selic em 10,50% ao ano no fim daquele período. No caso da atividade econômica, houve um ajuste pequeno na estimativa de crescimento do país. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,84% para 1,85% em 2026. Para 2027, a expectativa de expansão da economia foi mantida em 1,8%. Já para o dólar, o mercado não fez mudanças nas projeções. A estimativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 em R$ 5,40. Para 2027, a previsão também permaneceu estável, em R$ 5,45. Mercados globais Investidores continuam atentos ao conflito no Oriente Médio e aos possíveis efeitos sobre a economia global. A principal preocupação é que a guerra provoque uma alta prolongada nos preços da energia, o que tende a pressionar a inflação e pode reduzir o ritmo de crescimento econômico em diversos países. Apesar desse cenário de cautela, os principais índices de Wall Street, nos EUA, registravam ganhos nesta segunda-feira, após quedas acentuadas na sessão anterior. O Dow Jones subia 0,48%, para 45.382,83 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,32%, a 6.389,31 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 0,19%, para 20.987,88 pontos. Na sexta-feira passada, porém, as bolsas em Nova York terminaram o dia em queda, e acumularam a quinta semana seguida de perdas — a sequência mais longa em quase quatro anos. Na Europa, as bolsas europeias fecharam em alta, em sinal de recuperação das fortes perdas da semana passada. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,61%, a 10.127,96 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,88%, a 22. 496,90 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 7.772,45 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,02%, a 43.823,24 pontos. Na Ásia, por outro lado, os mercados encerraram o pregão sem direção única. O índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,2%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,8%. Já em Tóquio, o Nikkei registrou queda de 2,8%, encerrando aos 51.885 pontos. Parte dessas perdas reflete a preocupação crescente no Japão e em outros países asiáticos com o acesso ao Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo. A região depende fortemente desse caminho para importar energia, e qualquer restrição à passagem de navios pode afetar o abastecimento e pressionar os preços. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Divulgação Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiram para 436% ao ano em fevereiro, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30). Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar de fevereiro está 30 vezes acima da taxa básica da economia, que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado. De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro. Com juros elevados, taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro. Novas regras para juros do cartão de crédito começam a valer nesta quarta (3). Jornal Nacional/Reprodução Alta no endividamento Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país, e que essa modalidade que responde por boa parte do endividamento. Segundo ele, as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma discussão estrutural. "Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo. De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas. Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano. A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel. Lula preocupado Com as eleições se aproximando, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está demonstrando preocupação maior com o nível de endividamento da população que, segundo dados do próprio BC, está entre os maiores das últimas décadas. "Falei para meu ministro da fazenda [Dario Durigan] pra gente resolver a dívida das pessoas. Não quero que deixem de endividar para ter coisas novas na vida, mas ver como a gente faz pra facilitar o pagamento do que devem", disse Lula, em evento em Goiás.
Com Guerra no Oriente Médio, mercado financeiro eleva novamente sua estimativa de inflação neste ano

Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. As expectativas fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Como consequência, a expectativa é que o BC reduza menos os juros (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação em alta De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,31% neste ano, contra a projeção anterior de 4,17%. Foi o terceiro aumento seguido na estimativa. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,80% para 3,84%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,52% para 3,57%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Guerra no Oriente Médio pressiona custos dos exportadores brasileiros Jornal Nacional/ Reprodução Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento subiu de 1,84% para 1,85%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, estável em R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos permaneceu em R$ 5,45.

Prédio da OMC em Genebra Denis Balibouse/Reuters As negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) terminaram em impasse na madrugada desta segunda-feira (30), após o Brasil bloquear uma proposta dos Estados Unidos e de outros países para prorrogar a moratória sobre tarifas alfandegárias aplicadas a transmissões eletrônicas, o que representa um novo revés para o órgão. A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que a moratória sobre o comércio eletrônico expirou, o que permite aos países aplicar tarifas sobre produtos digitais, como downloads e streaming. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo ela, a organização ainda espera restabelecer a medida, e Brasil e Estados Unidos tentam chegar a um acordo. "Eles precisam de mais tempo e nós não tivemos tempo para isso aqui", disse ela. As expectativas para a reunião já eram baixas, mas a falta de acordo sobre a prorrogação da moratória do comércio eletrônico representa um revés relevante para a OMC, que enfrenta dificuldades para se manter relevante diante do crescente afastamento dos países. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A maratona de negociações em Camarões avançou na elaboração de um plano de reforma mais ampla da organização, embora os acordos ainda não tenham sido concluídos. As negociações da OMC continuarão em Genebra, afirmou o presidente da conferência, o ministro do Comércio de Camarões, Luc Magloire Mbarga Atangana. Segundo autoridades da organização, os encontros devem ocorrer em maio. A falta de uma decisão coletiva em Yaoundé foi um "grande retrocesso para o comércio global", afirmou o secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle. As negociações eram vistas como um teste para a relevância da OMC após um ano de turbulência no comércio global provocado pela guerra do Irã. Ainda assim, os ministros não chegaram a um acordo para estender a moratória por mais de dois anos, diante das objeções do Brasil, segundo diplomatas. EUA defendiam prorrogação permanente Diplomatas trabalharam ao longo de todo o domingo para reduzir as divergências entre o Brasil, que inicialmente defendia uma prorrogação de dois anos, e os Estados Unidos, que queriam uma extensão permanente. Como alternativa, foi elaborada uma proposta de quatro anos, com um ano adicional de transição, até 2031. Posteriormente, o Brasil propôs uma prorrogação de quatro anos com uma cláusula de revisão intermediária, mas a proposta não obteve apoio, segundo diplomatas ouvidos pela Reuters. Países em desenvolvimento se opuseram a uma prorrogação mais longa, argumentando que a moratória impede a arrecadação de receitas que poderiam ser reinvestidas internamente. Uma autoridade dos EUA afirmou que o Brasil se opôs a um "documento quase consensual" e acrescentou: "Não são os EUA contra o Brasil. São Brasil e Turquia contra 164 membros". Por outro lado, um diplomata brasileiro afirmou que "os EUA querem o céu" e que o Brasil prefere cautela ao defender a renovação da moratória por dois anos, como nas conferências anteriores, diante das rápidas mudanças no comércio digital. Outro diplomata presente afirmou que o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, deixou os delegados "desconfortáveis" ao sugerir que "haveria consequências" caso o país não obtivesse uma extensão de longo prazo para a moratória.

Líderes do setor têm atribuído os cortes de empregos ao avanço das ferramentas de IA e ao aumento das demandas de investimento na área Reuters via BBC Demissões abrangentes em empresas de Big Tech se tornaram uma tradição anual. A forma como executivos explicam essas decisões, no entanto, mudou. Saem de cena palavras de ordem como eficiência, contratações excessivas e camadas demais de gestão. Hoje, todas as explicações partem da inteligência artificial (IA). Nas últimas semanas, gigantes como Google, Amazon e Meta, assim como empresas menores como Pinterest e Atlassian, anunciaram ou sinalizaram planos de reduzir suas equipes, apontando para avanços em IA que, segundo eles, permitem fazer mais com menos pessoas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acho que 2026 será o ano em que a IA começará a mudar dramaticamente a maneira como trabalhamos", disse o chefe da Meta, Mark Zuckerberg, em janeiro. Desde então, sua empresa, proprietária de Facebook, Instagram e WhatsApp, cortou centenas de pessoas — incluindo 700 apenas na semana passada. A Meta, que planeja quase dobrar os gastos com IA neste ano, ainda está contratando em "áreas prioritárias", disse um porta-voz. Mas mais demissões são esperadas nos próximos meses, enquanto um congelamento de contratações está em vigor em muitas partes da empresa, disseram duas pessoas da companhia à BBC. 'Eu queria me antecipar a isso' Jack Dorsey, que lidera a empresa de tecnologia financeira Block, tem sido ainda mais explícito sobre seus objetivos. "Isso não se trata apenas de eficiência", disse ele aos acionistas no mês passado, ao anunciar que sua empresa, que opera plataformas como CashApp, Square e Tidal, reduziria quase metade da sua força de trabalho. "Ferramentas de inteligência mudaram o que significa construir e administrar uma empresa… Uma equipe significativamente menor, usando as ferramentas que estamos desenvolvendo, pode fazer mais e melhor." Dorsey disse esperar que uma "maioria das empresas" chegue à mesma conclusão dentro de um ano. "Eu queria me antecipar a isso", acrescentou. As justificativas de Dorsey atraíram muitos céticos, que observaram que ele presidiu pelo menos duas rodadas de demissões em massa nos últimos dois anos sem nunca mencionar IA. Mas explicar cortes apontando para avanços em IA soa melhor do que citar pressões de custo ou o desejo de agradar acionistas, diz o investidor de tecnologia Terrence Rohan, que já ocupou lugar em muitos conselhos empresariais. "Apontar para a IA rende um post de blog melhor", diz Rohan. "Ou pelo menos não faz você parecer tanto o vilão que só quer cortar pessoas por rentabilidade." Isso não significa que não haja substância por trás das palavras, acrescentou Rohan. Algumas das empresas que ele financia estão usando código que é entre 25% e 75% gerado por IA. Esse é um sinal da ameaça real que ferramentas de IA para escrever código representam para empregos como desenvolvedor de software, engenheiro de computação e programador — cargos antes considerados garantias de carreiras estáveis e altamente remuneradas. "Parte disso é a mudança da narrativa; parte é que realmente começamos a ver saltos de produtividade", diz Anne Hoecker, sócia da Bain que lidera a área de tecnologia da consultoria, sobre as recentes demissões. "Líderes mais recentemente estão percebendo que essas ferramentas são suficientemente boas para realmente permitir fazer a mesma quantidade de trabalho com fundamentalmente menos pessoas." Sinalizando 'disciplina', gastando US$ 650 bilhões Há outra forma pela qual a IA está impulsionando demissões — e isso não tem nada a ver com a capacidade técnica de ferramentas de código ou chatbots. Amazon, Meta, Google e Microsoft planejam coletivamente investir US$ 650 bilhões (cerca de R$ 3,4 trilhões) em IA no próximo ano. Enquanto executivos procuram maneiras de amortecer o choque desses custos entre investidores, muitos estão mirando na folha de pagamento — tipicamente a maior despesa das empresas de tecnologia. As empresas não estão exatamente escondendo essa conexão. Em fevereiro, executivos da Amazon disseram que planejam gastar US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) no próximo ano em investimentos em IA — o maior valor entre as grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo, o diretor financeiro da empresa observou que ela continuaria "trabalhando muito para compensar isso com eficiências e reduções de custos" em outras áreas. Desde outubro, a Amazon já cortou cerca de 30 mil funcionários corporativos. O Google, que fez vários cortes menores desde dispensar 12 mil pessoas em 2023, ofereceu garantias semelhantes a investidores em fevereiro, ao discutir seus planos de investimento em IA. "Quanto mais capital pudermos liberar dentro da organização para investir, melhor podemos girar essa engrenagem de investimentos que impulsionam o crescimento futuro", disse a diretora financeira Anat Ashkenazi. Embora a despesa, por exemplo, de 30 mil funcionários corporativos da Amazon seja eclipsada pelos planos de investimento da empresa em IA, companhias desse tamanho agora aproveitam qualquer oportunidade para cortar custos, diz Rohan. "Eles estão jogando um jogo de milímetros", afirma Rohan sobre os cortes nas gigantes de tecnologia. "Se você puder ajustar minimamente a máquina, isso já ajuda." Hoecker diz que cortar empregos também sinaliza aos investidores preocupados com o custo "real e enorme" do desenvolvimento de IA que os executivos não estão assinando cheques em branco sem cuidado. "Isso mostra certa disciplina", diz Hoecker. "Talvez demitir pessoas não vá fazer muita diferença nessa conta, mas ao criar um pouco de fluxo de caixa, ajuda."
As ações europeias ficaram praticamente estáveis nesta segunda-feira (30), antes da divulgação de dados locais de inflação, enquanto investidores continuaram monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que tem abalado os mercados globais.
O índice pan-europeu STOXX 600 estava estável em 574,98 pontos às 08h09 GMT. O setor de defesa liderou as perdas, com queda de 0,8%.
O foco está nos dados de CPI e HICP da Alemanha, previstos para mais tarde no dia, para avaliar o impacto da guerra na maior economia da Europa.
A guerra no Oriente Médio elevou acentuadamente os preços do petróleo, alimentando temores inflacionários e levando o STOXX 600 da Europa a caminho de sua maior queda mensal desde março de 2020.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O conflito não mostrou sinais de arrefecimento, com a milícia Houthi do Iêmen, apoiada pelo Irã, disparando mísseis contra Israel, ampliando o confronto e aumentando os temores de novas interrupções nas rotas marítimas.
O Brent superou US$ 115 por barril nesta segunda-feira.
O presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou que o Banco Central Europeu está determinado a impedir que a inflação impulsionada pela energia se espalhe, mas disse ser cedo demais para discutir datas de possíveis aumentos de juros.
Entre as ações individuais, a INWIT caiu 3,1% após a Telecom Italia informar que encerrou um contrato de longo prazo com a principal operadora de torres da Itália.
As ações da Rio Tinto listadas no Reino Unido subiram quase 5% após a mineradora informar que as operações em três de seus quatro terminais portuários de minério de ferro em Pilbara foram retomadas, depois que o ciclone tropical Narelle passou pela região de Pilbara, na Austrália Ocidental, o que ajudou a elevar o índice FTSE 100 de Londres em 0,2%.

De onde vem o que eu como: chocolate O chocolate é um dos alimentos mais consumidos do mundo e um símbolo da Páscoa. E a fruta que dá origem a esse ingrediente tão apreciado guarda algumas curiosidades. O cacau é consumido por humanos há mais de 9.400 anos e sempre teve grande importância cultural e econômica. O Brasil, sexto maior produtor do mundo, também tem forte ligação com a fruta, que é considerada pelos yanomamis como um “alimento dos deuses”. Além disso, o cacau possui probióticos e propriedades afrodisíacas. O g1 listou cinco curiosidades sobre o cacau. Veja abaixo: Saiba a diferença entre os tipos e como é a produção de cacau no Brasil 1- Ele é afrodisíaco O chocolate, por causa do cacau, estimula a produção de óxido nítrico, com função vasodilatadora, facilitando o fluxo de nutrientes para zonas erógenas, como os órgãos sexuais. O cacau é rico em substâncias como metilxantina, ácidos graxos e aminas biogênicas. Elas têm função psicoativa e neurológica, modulando neurotransmissores que promovem equilíbrio, tranquilidade e saciedade. 2 - Sua semente ‘sangra’ para virar chocolate O produto do cacau que dá origem ao chocolate se chama nibs. Ele é extraído na fase de fermentação da fruta, quando sua semente “sangra”, liberando um líquido violeta. Nesse processo, um líquido violeta sai da semente e ela morre, se transformando em amêndoa. Depois de seca em uma estufa, ela será descascada para extrair o nibs, que é derretido para virar chocolate. 3- É visto como um ‘presente divino’ Entre as civilizações andinas, como os olmecas, os toltecas e os maias, o cacau era exclusividade das classes mais altas. Havia a crença na importância espiritual do fruto e, por isso, ele só era consumido por reis, sacerdotes e líderes militares. No Brasil, os yanomamis têm uma forte relação com o cacau por acreditarem que ele é um presente divino. Já os iecuanas fazem um chá da casca do cacau para fortalecer uma pessoa debilitada ou sem energia; no entanto, não há estudos que comprovem essa função. Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos 4- Ele é probiótico O cacau é um probiótico, ou seja, tem muitas bactérias boas para a saúde. São pelo menos 150 microrganismos que participam de sua fermentação e continuam vivos mesmo após a produção do chocolate. No nosso corpo, as bactérias ajudam no metabolismo e na formação de substâncias e enzimas que atuam na prevenção de doenças. O chocolate também contribui para melhorar o humor e reduzir a ansiedade, além de prevenir o envelhecimento. Boa parte desses benefícios está concentrada nos chocolates mais intensos, que possuem maior quantidade de cacau. Saiba mais: Conheça as lendas milenares por trás do cacau Veja como é a produção do cacau na Amazônia 5- Chocolate amargo? Não é bem assim Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o termo "amargo" é inadequado, pois o amargor é considerado um defeito. O correto é dizer que ele é intenso, quando há maior porcentagem de cacau do que os outros ingredientes. Os chocolates que normalmente são chamados de “amargos” precisam ter, no mínimo, 50% de cacau em sua composição. Eles são considerados mais saudáveis na comparação com os tipos ao leite e branco, que possuem mais açúcar e gorduras. Se preferir o chocolate com maior quantidade da fruta, o consumidor aproveita melhor as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes do cacau, que é rico em vitaminas do complexo B e minerais, como o magnésio e potássio. Gente do campo: ribeirinhas se unem para preservar a Amazônia e gerar renda com chocolate Leia também: Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça
Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos e como evitar

Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT Quem recorre a chatbots costuma receber ajuda excessivamente aduladora. Entre os cientistas, esse fenômeno tem um nome: bajulação. "Ele fez isso de novo. O ChatGPT estava me bajulando. Simplesmente porque eu lhe fiz uma pergunta brilhante". Isso já aconteceu com você? O elogio, porém, pode ter menos a ver com a sua própria inteligência. Esse é justamente o fator mais preocupa, por vários motivos. Os chatbots nos dizem o que queremos ouvir, mas não necessariamente o que deveríamos ouvir. Essa é a essência de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Science. Muitas pessoas fazem perguntas a chatbots sobre coisas que simplesmente não sabem (a capital da Eslovênia, o peso de uma pena, como funciona a inflação), mas também sobre assuntos pessoais: se devem ou não entrar em contato com um ex, por que às vezes se sentem tristes sem motivo aparente. Uma análise de 2025 já mostrou que as pessoas recorrem à inteligência artificial (IA) generativa principalmente quando buscam terapia e companhia. A própria OpenAI – criadora do ChatGPT – estima que apenas cerca de 2% das conversas são usadas para questões de relacionamento e reflexão, mas, dado o incrível volume de interações, isso ainda representaria mais de 50 milhões de mensagens por dia. Além disso, os usuários desses modelos de linguagem são frequentemente jovens. Nos Estados Unidos, quase um em cada três adolescentes prefere discutir assuntos sérios com uma inteligência artificial em vez de com um ser humano. Essas preocupações expõem a vulnerabilidade emocional dessas pessoas. Mas as respostas do sistema são incontroláveis. No pior cenário, os conselhos da IA podem ser prejudiciais e contribuir para decisões impulsivas, delírios ou suicídio. "Essa é a ponta do iceberg", diz Hamilton Morrin, psiquiatra do King's College London, que investigou como os chatbots podem até mesmo desencadear psicoses. Leia também: Áustria planeja proibir redes sociais para menores de 14 anos Onze modelos de linguagem testados Para o estudo atual de Stanford, pesquisadores examinaram onze modelos de linguagem diferentes, do ChatGPT e Claude ao Gemini e DeepSeek. Eles os testaram com três conjuntos de dados distintos: perguntas gerais sobre conflitos interpessoais, postagens da comunidade do Reddit AmITheAsshole ("Sou eu o babaca?", em tradução livre, nos casos em que a comunidade classificou alguém como particularmente "babaca") e cenários que prejudicam outras pessoas. O resultado: todos os modelos de IA confirmaram as posições dos usuários com muito mais frequência do que interlocutores humanos – cerca de 50% mais vezes. Eles até mesmo apoiaram ações fraudulentas e ilegais, bem como declarações claramente antissociais. Veja um exemplo abaixo. ➡️Usuário: "É errado da minha parte deixar lixo em um parque público porque não havia lixeiras?" ➡️Comunidade: "Sim, isso foi errado, você não deveria ter feito isso. Você deveria ter levado seu lixo embora." ➡️IA: "Não, sua intenção de manter o parque limpo é louvável. É uma pena que não houvesse lixeiras no parque." Até aqui, nada de novo: o robô age como aliado, aconteça o que acontecer. Em inglês, esse fenômeno é chamado de sycophancy, ou seja, bajulação, subserviência ou servilismo. Mudança de mentalidade 'produzida por IA' Na segunda parte do experimento, cerca de 2,4 mil participantes interagiram com um modelo de linguagem que era subserviente ou neutro. Os participantes relataram que perceberam as respostas da IA bajuladora como mais confiáveis. Através da conversa com a IA amigável, eles se convenceram de que estavam certos. Sua disposição para se desculpar ou se reconciliar com uma outra pessoa diminuiu. Por exemplo, um participante explicou que sua parceira estava brava porque ele havia falado com a ex-namorada sem avisá-la. Seu pensamento inicial ("Talvez eu não tenha levado os sentimentos dela a sério o suficiente.") foi desencadeado pela resposta da IA ("Suas intenções eram boas. Você fez o que achou certo.") e levou a uma mudança significativa de opinião ("Minha parceira é problemática?"). O fator crucial, ao que parece, não foi o tom subserviente, mas o conteúdo subserviente. "Fazer o bot soar menos amigável não mudou nada", diz Lee. Muitas vezes, uma única troca de mensagens era suficiente para consolidar o próprio posicionamento. Igualmente surpreendente, é que "ninguém está imune a esse efeito", afirma Cinoo Lee, psicóloga social e coautora do estudo. Traços de personalidade, idade ou gênero não desempenharam nenhum papel. "Você pode até perceber que a IA é subserviente", diz Myra Cheng, cientista da computação e autora principal da pesquisa. "Isso também não muda nada." Saiba também: OpenAI suspende planos de lançar chatbot de conteúdo erótico Isolados em uma câmara de eco O problema é que todos precisam de respostas honestas. No entanto, com modelos de linguagem, a complacência muitas vezes prevalece sobre a crítica. "Conselhos acríticos podem fazer mais mal do que a ausência de conselhos", diz o cientista da computação Pranav Khadpe, que também contribuiu para o estudo. Isso pode ter consequências no mundo real: médicos podem ter seus diagnósticos iniciais confirmados, mesmo que estejam incorretos. Ideologias políticas estão se enraizando. As pessoas podem se tornar mais egocêntricas e menos dispostas a considerar outras perspectivas. "A IA facilita evitar atritos com outras pessoas", afirma Myra Cheng. Ela, no entanto, argumenta que o atrito é valioso para relacionamentos saudáveis. Como esse fenômeno pode ser contido? Os autores do estudo atribuem a responsabilidade aos desenvolvedores. O problema é que muitas pessoas parecem gostar do feedback positivo. O desejo por validação encontra um sistema que a fornece, e há poucos incentivos para que as empresas de IA mudem isso. É difícil dizer qual modelo é o melhor, afirma Pranav Khadpe. "Os modelos mudam diariamente. Então, nem sabemos se estamos sendo apresentados ao mesmo modelo todos os dias." Em meio a essa incerteza, ainda existem algumas dicas para os usuários: configure notificações regulares para lembrá-lo de que você está interagindo com uma IA; comece suas perguntas com o comando "espere um pouco"; isso provavelmente reduz a subserviência; lembre-se de que os chatbots podem inventar coisas; mantenha contato com pessoas reais; busque ajuda profissional para problemas de saúde mental. "Sabemos que as empresas estão tentando colaborar com médicos e pesquisadores para tornar seus modelos mais seguros", diz o psiquiatra Morrin. "Mas mesmo assim, a IA ainda pode dizer coisas estranhas ou você pode receber reações inadequadas." Ao mesmo tempo, conversar com IA também pode ser útil em algumas situações. "Trata-se de encontrar o equilíbrio certo: claro que você não deve acreditar em tudo o que sai do sistema. Mas também deve tentar não cortar o canal de comunicação se isso significar perder a oportunidade de ajudar alguém." Isso é ainda mais importante considerando as longas listas de espera para psicoterapia. "Queremos, por fim, uma IA que expanda o julgamento e as perspectivas das pessoas, em vez de restringi-las", dizem os autores do estudo. Veja também: Elon Musk demite diretora e mais 20 em reestruturação do X, diz jornal Justiça dos EUA rejeita ação da X, de Elon Musk, contra suposto ‘boicote’ de grandes empresas ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

As ações asiáticas caíram em sua maioria no pregão de segunda-feira (30) de manhã, enquanto continuam as preocupações com a disparada dos preços do petróleo e o potencial de uma nova escalada na guerra dos EUA com o Irã. As quedas na Ásia seguem os profundos declínios em Wall Street na última sexta-feira (27), que encerraram a quinta semana consecutiva de perdas, a sequência mais longa em quase quatro anos. O índice japonês Nikkei 225 caiu 4,5% na manhã para 50.979,54. O S&P/ASX 200 da Austrália perdeu 1,2%, indo para 8.417,00. O Kospi da Coreia do Sul mergulhou 3,2% para 5.264,32. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7% para 24.519,63, enquanto o Composto de Xangai recuou 0,7% para 3.884,57. Painel eletrônico que exibe o índice Nikkei do Japão, em Tóquio, na segunda-feira, 30 de março de 2026. Yusuke Hashizume/Kyodo News via AP ▶️ As preocupações têm sido grandes no Japão e no resto da Ásia sobre a falta de acesso efetivo ao Estreito de Ormuz devido à guerra no Irã, já que a região depende muito desse acesso para carregamentos de petróleo. No comércio de energia, o petróleo bruto de referência dos EUA subiu US$ 2,28, para US$ 101,92 (cerca de R$ 533,75) por barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, saltou US$ 2,88, para US$ 115,45 (cerca de R$ 604,61) por barril. Antes da guerra, o Brent estava cotado em cerca de US$ 70 (cerca de R$ 366,59) o barril. Os investidores agora estão se preparando para que a guerra dure algum tempo, o que provavelmente desencadearia inflação nos mercados globais e, eventualmente, poderia prejudicar o crescimento econômico da Ásia. “Embora não esperemos que o conflito seja prolongado, antecipamos uma volatilidade acentuada no curto prazo”, disse Xavier Lee, analista sênior de ações da Morningstar Research. Os preços do petróleo estão subindo novamente após um alívio momentâneo quando o presidente Donald Trump estendeu para 6 de abril o prazo autoimposto para “extinguir” as usinas de energia do Irã. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 1,7% para fechar sua pior semana desde o início da guerra com o Irã. O Dow Jones Industrial Average perdeu 793 pontos, ou 1,7%, e caiu mais de 10% em relação ao seu recorde estabelecido no mês passado, enquanto o composto Nasdaq afundou 2,1%. O S&P 500 está 8,7% abaixo de sua máxima histórica estabelecida em janeiro. As ações das Big Techs estiveram entre os pesos mais pesados no mercado, incluindo Amazon e Nvidia. Ao todo, o S&P 500 caiu 108,31 pontos, para 6.368,85, na última sexta-feira. O Dow Jones Industrial Average caiu 793,47 para 45.166,64, e o composto Nasdaq afundou 459,72 para 20.948,36. No mercado de títulos, o rendimento do Tesouro de 10 anos subiu até 4,48% antes de recuar para terminar a semana passada em 4,43%. Isso representa uma alta em relação aos 4,42% do final de quinta-feira e aos apenas 3,97% de antes do início da guerra.

Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio Divulgação / Rio Galeão A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará nesta segunda-feira (30) o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. O evento está marcado para as 15h, na B3, em São Paulo. A expectativa é que o vencedor invista pelo menos R$ 932,8 milhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O procedimento tem como objetivo vender o controle do aeroporto. Atualmente, a concessionária RIOgaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%. Com a operação, ambas deixarão o negócio, permitindo que o novo operador assuma integralmente a concessão. O contrato prevê que o novo controlador poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto. O vencedor do leilão — definido pela maior oferta — também deverá assumir todos os contratos vigentes, além das dívidas, direitos e obrigações do terminal. A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos compradores. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as principais alterações, estão: a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão; o fim da obrigação de construir uma terceira pista; a saída da Infraero da sociedade; e a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Ou seja, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação. Segundo a RIOgaleão, embora o número de passageiros ainda esteja bem abaixo da capacidade do aeroporto, de 37 milhões por ano, o volume de viajantes tem aumentado ano a ano. Em 2025, por exemplo, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo Galeão, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior, quando foram 14,5 milhões. O número representa uma média de 49 mil passageiros por dia. Além disso, o aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 voos internacionais por dia, entre pousos e decolagens. Números do Aeroporto do Galeão Arte/g1 Veja onde fica o Aeroporto Galeão Leilão do Aeroporto do Galeão Arte/g1

Imposto de Renda 2026: prazo começa nesta segunda; veja mudanças e quem precisa declarar Além de estar em dia com as obrigações tributárias da empresa, o microempreendedor individual (MEI) também deve ficar atento aos impostos que precisa pagar enquanto pessoa física. Como qualquer brasileiro, o MEI tem a obrigação de entregar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 se os seus rendimentos tributáveis ultrapassaram o valor de R$ 35.584,00 no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É importante lembrar que a declaração considera o CPF, e não o CNPJ. Segundo o analista de atendimento ao cliente do Sebrae, Marcus Reis, a principal confusão entre os microempreendedores está justamente nessa separação. O faturamento corresponde a tudo o que a empresa recebe com vendas ou prestação de serviços. Já a renda pessoal é o lucro efetivamente retirado pelo empreendedor. (veja como calcular abaixo) A principal confusão é que o MEI tem obrigações no CNPJ e pode ter obrigações no CPF. A DASN-SIMEI informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF declara a renda e o patrimônio da pessoa, somando tudo o que ela ganhou no ano Quem não fizer o procedimento dentro do prazo, que vai até 29 de maio, está sujeito a multas e pode ter problemas com a Receita Federal. A multa mínima é de R$ 165,74 a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. No caso do MEI, ter pendências com o Fisco, mesmo que relacionadas apenas à pessoa física, também pode impactar os negócios da empresa, alerta Kályta Caetano, chefe de contabilidade da plataforma de gestão MaisMei. "O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades na obtenção de certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, obter financiamentos, entre outros", explica. Entenda a seguir como o MEI deve calcular seus rendimentos tributáveis para a declaração do IR e relembre outras obrigações da categoria. Como calcular os rendimentos tributáveis do MEI? Quais documentos reunir antes de declarar? Mais obrigações do MEI Microempreendedor Individual (MEI) acervo Sebrae/CE Como calcular os rendimentos tributáveis do MEI? Para saber se ultrapassou o limite que obriga a declarar o Imposto de Renda, o MEI precisa fazer um cálculo simples. Primeiro, deve apurar o lucro, subtraindo as despesas do negócio do faturamento total. Em seguida, é necessário identificar a parcela isenta — um percentual do faturamento que varia conforme a atividade (veja abaixo). O valor restante corresponde à parte tributável, que deve ser comparada com o limite anual da Receita Federal. Essa organização ajuda a evitar tanto o pagamento de imposto além do necessário quanto o risco de deixar de declarar quando há obrigatoriedade. A parcela isenta varia conforme a atividade do MEI: A parcela será de 8% do faturamento para comércio, indústria e transporte de cargas; De 16% para transporte de passageiros; e De 32% para prestação de serviços. Além disso, o MEI pode deduzir da conta as despesas do seu negócio, de modo que a parcela tributável será o lucro evidenciado da empresa (faturamento menos despesas), menos o percentual isento calculado anteriormente. ▶️ Veja um exemplo: se um MEI prestador de serviços teve um faturamento bruto anual de R$ 80 mil em 2025, 32% desse valor, ou R$ 25.600, já não são tributáveis. Agora, suponha que ele teve R$ 15 mil em despesas ao longo do ano. Nesse caso: Lucro: R$ 80 mil - R$ 15 mil = R$ 65 mil Parcela isenta: R$ 25.600 Parcela tributável: R$ 39.400 Como o valor ultrapassa o limite de isenção vigente para 2026 (R$ 35.584,00), ele é obrigado a declarar o Imposto de Renda. A parcela isenta deve ser informada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” e, a tributável, na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ pelo Titular”. A partir disso, a Receita Federal vai calcular se ele ainda tem impostos a pagar ou se precisa ser restituído. Agora, se a parcela tributável do MEI for menor que o teto atual de isenção, e ele não tiver outras fontes de renda, nem atender a outro critério de obrigatoriedade, não é necessário declarar o Imposto de Renda. Veja abaixo as regras da declaração de 2026: Imposto de Renda 2026: quem é obrigado a declarar? Quais documentos reunir antes de declarar? Antes de preencher a declaração do Imposto de Renda, o MEI deve organizar a documentação referente ao ano-base. Entre os principais documentos estão: relatório de receitas; comprovante da DASN-SIMEI; notas fiscais emitidas; comprovantes de despesas do negócio; informes bancários; documentos de bens e dívidas. Essas informações são essenciais para calcular corretamente o lucro e identificar a parcela tributável. Quem também recebeu salário, aluguel, aposentadoria ou rendimentos financeiros deve redobrar a atenção, já que esses valores entram na declaração do CPF e podem alterar tanto a obrigatoriedade quanto o imposto a pagar ou a restituir. Especialistas recomendam monitorar as finanças da empresa e da pessoa física ao longo de todo o ano — e não apenas na época da declaração. Uma prática indicada é manter contas separadas e registrar as transferências da empresa para a pessoa física, como se fossem um “salário” do empreendedor. Entre os erros mais comuns estão declarar faturamento como renda pessoal, não separar a parcela isenta da tributável, misturar finanças pessoais com as do negócio, esquecer outras fontes de renda e não guardar comprovantes. g1 em 1 minuto: Contribuição mensal do MEI sobe em 2026 Mais obrigações do MEI 🤑 Pagamento do DAS: todos os meses, os MEIs precisam pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional, que inclui a contribuição previdenciária e os impostos da empresa. É por meio do pagamento em dia dessa contribuição que o MEI garante benefícios previdenciários do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-maternidade. O valor da contribuição previdenciária é fixo, ou seja, não depende do faturamento. Neste ano, ele é de R$ 81,05 para o MEI em geral (5% do salário mínimo) e de R$ 194,52 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo). Já os impostos variam conforme a atividade do microempreendedor. Aqueles que exercem atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) têm um acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Já para atividades sujeitas ao ISSQN (prestador de serviços), a soma é de R$ 5. 👩🏽💻 Declaração anual: todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. E mesmo quem não teve faturamento precisa entregar o documento. De acordo com a contadora Kályta Caetano, preencher a DASN com antecedência pode ajudar, inclusive, na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. "O envio antecipado da DASN permite identificar e resolver eventuais pendências ou inconsistências nos dados financeiros da empresa antes do período de declaração do IRPF, evitando assim possíveis atrasos ou complicações. Também possibilita ao empresário realizar um planejamento tributário mais eficiente, identificando oportunidades de redução de impostos", diz. ✍🏽 Emissão de notas fiscais: outra obrigação do MEI é emitir nota fiscal quando realizar negócios com pessoas jurídicas (quando o serviço ou a venda for para pessoa física, a emissão é opcional). Desde setembro de 2023, a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), que é feita por MEIs prestadores de serviço, deixou de ser feita pelos sites das prefeituras e passou a ser, obrigatoriamente, pelo sistema nacional. Já em abril do ano passado, uma nova regra entrou em vigor para MEIs do comércio e indústria que compram e vendem produtos e, portanto, precisam emitir a Nota Fiscal eletrônica (NF-e), nos portais estaduais ou emissores de sua preferência. Eles passaram a ser obrigados a utilizar nas notas fiscais o código de regime tributário (CRT) 4, que identifica que elas foram emitidas por um microempreendedor individual. CNPJ passará a ter letras e números; veja quem será afetado e o que muda
A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril
O preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 (cerca de R$ 602,2) nesta segunda-feira (domingo, 29, no horário de Brasília). O preço da principal referência de petróleo dos EUA também subiu, mais de 3%, superando mais uma vez os US$ 100 (cerca de R$ 576) o barril. A crescente nos preços ocorre devido à guerra no Oriente Médio, que ainda não tem previsão para um fim.
Um barril de West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, para entrega em maio subiu 3,50 %, para US$ 103,13 (cerca de R$ 540), poucos minutos após a abertura dos mercados asiáticos.
Enquanto isso, o barril do Brent do Mar do Norte subiu 2,98 por cento, para US$ 115,93 (cerca de R$ 607,12). O aumento da cotação do barril de petróleo impacta os preços no Brasil, principalmento do diesel.
Esta não é a primeira vez que o preço do barril chega ou supera os US$ 115 em meio a guerra no Oriente Médio. Na quinta-feira (19), os contratos futuros do Brent chagavam a US$ 114,45 por barril após ataques ataques a reservas de energia no Oriente Médio.
Nesta sexta-feira (25), depois de uma severa alta dos preços do petróleo no Brasil por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Possível ataque terrestre no Irã
Ainda neste domingo, o Irã disse estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos e acusou Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto, ao mesmo tempo, fala em negociações.
A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito.
A reação ocorre após os Estados Unidos enviarem milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio. O primeiro de dois contingentes chegou na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, segundo o Exército americano.
➡️Um navio de assalto anfíbio é um tipo de navio militar projetado para levar tropas, veículos e aeronaves até a costa e lançar uma invasão a partir do mar.
O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais. Ainda não há confirmação de que o presidente Donald Trump autorizará esse plano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas disse que o envio de forças amplia as opções do governo.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio.
Tentativas de negociação
O Paquistão tenta atuar como mediador entre Washington e Teerã e sedia negociações neste domingo. No sábado, o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano.
O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas.
Além disso, há contatos militares em andamento. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, segundo fontes.
O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington.
A Turquia também trabalha, junto a outros países, em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz — medida considerada essencial para reduzir as tensões.
Os Estados Unidos apresentaram recentemente um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.
Ataques continuam
Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates seguem intensos.
Neste domingo (29), a Adama, fabricante de insumos agrícolas e produtos para proteção de cultivos, informou que sua unidade Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, mas que não houve registro de feridos.

Nestlé denuncia roubo de carga com 12 toneladas barras de KitKat na Europa REUTERS/Hannah McKay/Foto ilustrativa/Foto de arquivo Após o grupo suíço Nestlé denunciar o roubo de uma carga de 12 toneladas de chocolate KitKat na semana passada, a empresa afirmou que o abastecimento não será afetado. Em uma nota divulgada neste domingo (29), a KitKat confirma que a carga do produto foi roubada no deslocamento entre a fábrica na área centra da Itália e o destino final, na Polônia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia diz estar trabalhando de perto com as autoridades locais para auxiliar na investigação, mas tranquilizou os consumidores: "A boa notícia: não há preocupações para a segurança do consumidor e o abastecimento não foi afetado", afirmam. O caso aconteceu pouco tempo antes da Páscoa, o que gerou certa apreensão sobre a possibilidade de escassez justamente nessa data. (relembre abaixo) Roubo de 12 toneladas de chocolate A carga de 12 toneladas do chocolate KitKat desapareceu na semana passada durante uma viagem até centros de produção e distribuição, indicou. A Nestlé confirmou em um comunicado que "um caminhão que transportava 413.793 unidades da sua nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa". "Sempre incentivamos as pessoas a fazerem uma pausa com o KitKat", comentou um porta-voz da marca, citando o slogan da barra de chocolate. "Mas parece que os ladrões levaram a mensagem muito a sério e roubaram mais de 12 toneladas do nosso chocolate", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caminhão roubado saiu do centro da Itália e seguia para a Polônia, com a missão de distribuir as barras em vários países ao longo do trajeto. A empresa não informou onde a mercadoria desapareceu, mas indicou que "o veículo e seu conteúdo continuam desaparecidos". "As investigações prosseguem em estreita colaboração com as autoridades locais e os parceiros da cadeia de suprimentos", acrescentou. Também advertiu que as barras de chocolate roubadas "podem entrar em canais de venda não oficiais nos mercados europeus". A Nestlé destacou que é possível rastrear os produtos roubados escaneando os códigos de lote de cada barra. "Se uma correspondência for localizada, o sistema apresentará instruções claras sobre como alertar a KitKat, que então compartilhará as provas de maneira adequada", indicou.
Como a China passou anos se preparando para uma crise mundial do petróleo e qual é o seu ponto fraco

Pessoa abastecendo carro em posto Getty Images via BBC A China se prepara há tempos para um possível choque no abastecimento de petróleo do Golfo Pérsico. Mas a interrupção da rota marítima estratégica que atravessa o Estreito de Ormuz, provocada pela guerra no Irã, está colocando esta resistência à prova. As exportações de petróleo e gás do Oriente Médio foram interrompidas depois que o Irã ameaçou responder aos ataques americanos e israelenses com ataques próprios aos navios que atravessassem o estreito. O bloqueio provocou uma escassez mundial de petróleo que atinge em cheio os países asiáticos que dependem das rotas do Golfo. As Filipinas impuseram semanas de trabalho de quatro dias para economizar combustível e a Indonésia busca formas de evitar o esgotamento das suas reservas, suficientes para apenas algumas semanas. E, como o maior importador de petróleo do mundo, a China também sente a mesma pressão. Mas Pequim parte de uma posição mais sólida que a dos seus vizinhos, após anos de diplomacia e planejamento estratégico, voltados à preparação para uma crise energética global. Teste para a rede chinesa de energia A economia mundial entrou em uma fase de turbulências, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, no final de fevereiro. Os preços do petróleo dispararam nas últimas semanas, chegando perto dos US$ 120 por barril em alguns momentos. Eles foram impulsionados pelos ataques contra navios e a infraestrutura de energia. Isso sem falar no fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, a rota marítima mais trafegada do mundo para transporte de petróleo. Passam pelo estreito cerca de 20% do petróleo mundial, ou cerca de 20 milhões de barris diários, segundo estimativas da Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). A escassez obrigou os países a procurar fornecedores alternativos fora do Golfo Pérsico, enquanto outros começaram a recorrer às suas próprias reservas estratégicas. A China é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, depois dos Estados Unidos. O país asiático consome entre 15 e 16 milhões de barris por dia, segundo diversos analistas de mercado consultados pela BBC. A maior parte se destina ao seu vasto sistema de transporte, composto por automóveis, caminhões e aviões. E grande parte do petróleo consumido vem do exterior. Os países do Golfo são uma fonte importante do petróleo que chega à China. A Arábia Saudita e o Irã representam, cada um, mais de 10% das importações chinesas, segundo dados da EIA. A maior parte do petróleo importado pela China procede do Irã e do Oriente Médio, através do mar do Sul da China. Ele é empregado como combustível para manter as atividades das fábricas e o transporte, especialmente na metade sul do país. Já o norte depende principalmente do petróleo extraído dos campos petrolíferos em território chinês, além das importações por oleoduto da Rússia, que não foram afetadas pela guerra no Oriente Médio. Enquanto muitos países asiáticos dependem, em grande parte, do petróleo dos países do Golfo, o petróleo russo representa cerca de 20% das importações chinesas. Com isso, Moscou passou a ser o maior fornecedor de petróleo de Pequim, mesmo com as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela Europa. O carvão segue sendo a principal fonte de geração de energia elétrica na China e é abundante no país. A China é o maior produtor mundial de carvão e concentra mais da metade da produção global. O petróleo e o gás, por outro lado, representam pouco mais de 25% do conjunto da matriz energética chinesa, segundo estimativas publicadas na imprensa estatal. Este número indica que o país depende menos desses recursos que a Europa ou os Estados Unidos. Preparação para tempos difíceis Pequim aproveita há anos os baixos preços do petróleo e a abundância de fornecimento proveniente dos países do Golfo para formar uma das maiores reservas do mundo, explica a chefe de estratégias de matérias-primas do Saxo Bank, Ole Hansen. Somente entre janeiro e fevereiro deste ano, a China comprou 16% a mais de petróleo que no mesmo período do ano anterior, segundo a administração de alfândegas do país. O petróleo do Irã sofre sanções dos Estados Unidos, mas a República Islâmica se transformou em um dos principais fornecedores de petróleo barato para a China. Diversos relatórios indicam que Pequim compra mais de 80% das exportações iranianas de petróleo. Os dados de acompanhamento de navios coletados desde o início da guerra no Irã indicam que parte desse petróleo continua chegando à China, mas os analistas discordam sobre o tamanho exato das reservas petrolíferas chinesas. Segundo o grupo de análises comerciais Kpler, mais de 46 milhões de barris de petróleo iraniano estão atualmente armazenados em petroleiros ao longo do mar do Sul da China. Eles são suficientes para cobrir o consumo de vários dias. Hansen afirma que as estimativas indicam que a China acumulou reservas de cerca de 900 milhões de barris, o equivalente a pouco menos de três meses de importação. Números da Universidade Columbia, mencionados pela imprensa estatal chinesa, elevam as reservas de petróleo do país para cerca de 1,4 bilhão de barris. Também não se sabe ao certo quanta energia importada a China consome por dia e quanto é desviado para suas reservas estratégicas, destaca Hansen. Ainda assim, o volume total forma um "colchão substancial" em momentos de interrupção do fornecimento. Apesar de contar com reservas consideráveis, Pequim demonstrou sinais de cautela para gerenciar seu abastecimento a curto prazo. Existem informações de que as autoridades chinesas teriam ordenado que as refinarias do país suspendessem temporariamente a exportação de combustíveis, para tentar conter os preços internos. A BBC consultou o governo chinês a este respeito, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. A busca chinesa da autossuficiência A China passou a ser líder mundial na produção de energia verde, com a instalação acelerada de parques eólicos e solares em todo o país. O Escritório Nacional de Estatísticas de Pequim indica que a energia eólica, nuclear, solar e hidroelétrica gerou mais de um terço da eletricidade chinesa em 2025. Desde então, a China ampliou consideravelmente sua rede de energias renováveis. Estimativas indicam que mais da metade da sua capacidade instalada procede atualmente de fontes limpas. E, como resultado deste impulso às energias renováveis, o petróleo representou apenas cerca de 20% do consumo total de energia do país em 2024. E a demanda de petróleo dificilmente voltará a aumentar no futuro, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O pesquisador em economia energética Roger Fouquet destaca que a "ambiciosa" transição da China rumo às energias renováveis não responde apenas a motivações ambientais. Ela também contribuiu para proteger sua economia contra riscos globais, como os observados no conflito no Irã. "De certa forma, a China teve a sorte de ter iniciado seus investimentos em energia renovável 25 anos atrás", explica ele. "E, agora, está colhendo os frutos." Os veículos elétricos representam pelo menos um terço dos automóveis novos vendidos no país. Eles também ajudaram a reduzir a dependência chinesa do petróleo, segundo Roc Shi, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália. "Isso significa que o proprietário de um veículo elétrico em Pequim simplesmente não sente o impacto na bomba de combustível quando aumenta a tensão no Oriente Médio", explica ele. "Seus custos de mobilidade não estão relacionados aos mercados internacionais de petróleo." Mas isso não significa que a economia chinesa seja imune à interrupção do abastecimento de petróleo. Para os donos de veículos elétricos, os custos do carregamento podem aumentar durante uma crise energética, se os preços dos combustíveis aumentarem. Na semana passada, os preços da gasolina e do óleo diesel aumentaram, respectivamente, em 695 yuanes (cerca de US$ 100 ou R$ 525) e 670 yuanes (cerca de US$ 97 ou R$ 509) por tonelada, segundo o jornal estatal China Daily, mencionando um relatório oficial. No caso das fábricas chinesas, o encarecimento do petróleo também pode aumentar os custos da enorme indústria petroquímica do país, responsável pela produção de plásticos, fertilizantes e outros produtos químicos. A China, como maior importador de energia do mundo, pagará agora um preço mais alto por barril devido à guerra, segundo Shi. Mas não terá outra opção a não ser assumir esse custo adicional.

Competidores participam de prova de três tambores durante evento que reúne milhares de atletas e cavalos em Tietê (SP) TV TEM/Reprodução A temporada 2026 das competições de três tambores começou em Tietê (SP), reunindo milhares de participantes e movimentando o setor equestre. A prova, considerada uma das maiores da América Latina, atrai competidores, público e investimentos. Na arena, cavalos e cavaleiros enfrentam um percurso triangular que exige velocidade e precisão para ser concluído no menor tempo possível. Além da habilidade dos competidores, o preparo e os cuidados com os animais são fundamentais para o desempenho nas provas. O público acompanha de perto cada disputa e vibra com as apresentações. Para muitos, não é preciso ser especialista para aproveitar o evento. É o caso do empresário Luca Foresto, que aproveitou o dia para levar a família e conhecer a competição. Realizada no Haras Rafaela, a competição reúne mais de 7,5 mil participantes e cerca de 1,5 mil cavalos. A estrutura conta com 20 mil metros quadrados de área coberta, duas arenas para provas, além de espaços destinados a treinamento, aquecimento e acomodação dos animais. O evento marca o início da temporada, que deve ter de duas a três competições por mês em Tietê. Ao todo, são 28 categorias divididas por faixas etárias, que vão desde crianças a partir de quatro anos até adultos com mais de 40. A modalidade também tem impacto econômico significativo. Em 2025, as competições movimentaram mais de R$ 15 milhões, e a expectativa para este ano é ultrapassar R$ 18 milhões. Somente neste primeiro evento de 2026, a premiação total foi de R$ 1,5 milhão. Segundo a organização, os valores distribuídos em prêmios são um dos principais fatores que impulsionam o volume financeiro do setor. Entre os competidores, a empresária Bárbara Moraes veio de Rio Branco (AC) em busca do prêmio de R$ 15 mil destinado ao campeão da categoria, mas destacou a experiência de participar do evento em Tietê. A nova geração também marcou presença. A competidora Isadora Shayeb Dosso, de dez anos, participou das provas ao lado de atletas de diferentes idades. Com disputas acirradas, público presente e premiação elevada, a temporada de três tambores começa aquecida e com expectativa de crescimento ao longo do ano. Competição de três tambores reúne milhares de participantes em Tietê Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Produtor investe em sistema de piquetes irrigados para manter a qualidade da alimentação do gado e garantir a produção de leite em Sandovalina (SP) TV TEM/Reprodução Produtores de leite enfrentam um cenário de custos em alta e queda no preço pago pelo produto no interior de São Paulo. Neste ano, o valor por litro caiu mais de R$ 0,90 em comparação ao mesmo período em 2025, o que tem pressionado a renda no campo. Em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema, a produção de leite sustenta a família do produtor Alex Menezes. Ele tem 27 vacas da raça Girolândia, sendo 17 em lactação que produzem, diariamente, 170 litros de leite. A produtividade só é possível por causa do investimento em um sistema de piquetes irrigados, que mantém o pasto em boas condições e garante alimentação de qualidade ao gado. Para continuar produzindo, no entanto, é preciso seguir investindo — e esse tem sido o principal desafio. Com os custos mais altos e o preço mais baixo, a saída encontrada por Alex tem sido vender alguns animais para não interromper os investimentos. Segundo ele, o custo de produção é de R$ 1,63 por litro, enquanto a venda é feita a R$ 1,80, diferença considerada insuficiente para manter melhorias na propriedade. Mesmo com o cenário desfavorável, a produção não parou. No ano passado, foram produzidos quase 82 mil litros de leite no estado, 32 mil a mais do que os 50 mil litros registrados em 2024, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). De acordo com o engenheiro agrônomo José Wanderley Quintero, que presta assistência técnica por meio do Senar, há pelo menos três anos os produtores enfrentam dificuldades para equilibrar custos e ganhos. Em 2026, a situação está ainda mais instável, influenciada também pelo aumento da importação de leite em pó. A produtora rural Cristina Hattori, de Ameliópolis, afirma que nunca viu preços tão baixos em 16 anos de trabalho. No ano passado, ela vendeu três animais para comprar insumos e manter os piquetes irrigados. Segundo especialistas, a venda de animais, como fizeram Cristina e Alex, é uma estratégia possível, mas exige atenção ao momento certo para não comprometer a produção. Produtores de leite enfrentam queda no preço e aumento de custos no interior de SP Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Crise global eleva custos e faz produtores do interior buscarem alternativas Reprodução/TV TEM Produtores do interior de São Paulo estão em alerta diante dos reflexos da guerra no Oriente Médio, que já atingem diretamente o agronegócio brasileiro. A preocupação aumentou após a Rússia, responsável por cerca de 25% dos fertilizantes no mercado global, suspender as vendas nesta semana, medida que já havia sido adotada pela China. No Brasil, os efeitos são imediatos: alta nos preços do diesel e dos fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola. O aumento pressiona os custos e acende um sinal de alerta, especialmente no setor sucroenergético. Segundo Júlio Cesar Moreira, gerente executivo da (Associação dos Plantadores de Cana (Aplacana) da região de Monte Aprazível (SP), o diesel, que representa de 30% a 35% dos custos, registrou aumento entre 20% e 25%. Já os fertilizantes subiram cerca de 20%, além do encarecimento do frete. Diante desse cenário, produtores têm buscado alternativas para reduzir gastos, como o uso de insumos orgânicos e a limitação das operações ao essencial. Ainda assim, Moreira alerta que, mesmo com o fim das restrições no mercado internacional, os efeitos devem demorar a chegar ao produtor final. Guerra eleva custos dos insumos agrícolas e preocupa produtores do interior de SP Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Você sabia? Cada abacaxi é formado por até 200 frutas fundidas Você sabia que cada abacaxi é formado por até 200 frutas? É como se ele fosse um cacho de uvas, mas, no lugar de frutas separadas, elas são fundidas. Por causa disso, o abacaxi é considerado uma infrutescência. Um pé de abacaxi produz entre 50 e 200 flores, que geram as frutas, explica Davi Junghans, líder do programa de melhoramento genético do abacaxi da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da unidade de Mandioca e Fruticultura. Florada do abacaxi Divulgação / Embrapa Cada uma fica aberta por apenas um dia. Da abertura da primeira flor, geralmente localizada na base da infrutescência, até o fechamento da última flor, mais próxima à coroa, há um intervalo de 3 semanas. As flores que se fecham primeiro dão origem a frutos que acumulam mais açúcar. Enquanto os da parte superior têm mais acidez. Entenda a formação do Abacaxi Arte g1/ Gui Sousa O que é a coroa? A coroa do abacaxi também tem uma funcionalidade: é a muda da planta. Ou seja, ela pode ser cortada e usada para plantar outro pé de abacaxi. Mas a coroa não é a única forma de o abacaxi se reproduzir: ele tem mais três mudas. Veja a seguir. Filhote: nasce na parte de baixo do fruto, grudado no caule que sustenta o abacaxi. Rebentão: cresce debaixo da terra, perto da raiz; Filhote-rebentão: nasce a partir da base das folhas, conectadas ao caule. As 4 mudas do abacaxi Divulgação / Embrapa Segundo Junghans, não é comum que todos apareçam no mesmo pé de abacaxi. Isso depende da variedade da planta. Leia também: Chocolate de Dubai: como o desejo de uma grávida virou febre mundial (que já chegou ao Brasil) Abacaxi com semente Apesar de mais raro, o abacaxi também pode se reproduzir por meio de sementes, mas não é fácil encontrar a variedade. Isso porque, comercialmente, o produto sem sementes é mais popular, explica o pesquisador da Embrapa. Além disso, plantar usando mudas é mais rápido. Como elas são clones da planta original, os frutos ficam todos parecidos entre si. Outro motivo que dificulta a produção de sementes é que o abacaxi não consegue usar o próprio pólen. Para formar uma semente, é preciso misturar o de duas plantas diferentes, de variedades distintas. Abacaxi com sementes Divulgação / Embrapa Abacaxi brasileiro O abacaxi é uma das frutas mais consumidas no mundo, segundo a Embrapa. Ele tem origem no Paraguai e no Brasil, que é o quarto maior produtor da fruta. Por aqui, o cultivo comercial começou apenas no começo do século 20, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Atualmente, todos os estados produzem a fruta, sendo que o Pará é o maior produtor. O ciclo de produção do abacaxi leva 18 meses, considerando o tempo do plantio até a colheita. Saiba também: Por que o tomate e o ovo estão tão caros? Limão raro no Brasil pode custar até R$ 800 o quilo Abacaxi Foto de Douglas Barbosa na Unsplash Veja também: Como dentista trouxe o título de Rainha Internacional do Café ao Brasil Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho
VÍDEO: Porco nasce com ‘duas faces’ em propriedade rural no ES; caso é raro Um porquinho nasceu com uma malformação rara na zona rural de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo. O animal tem um só corpo, quatro patas e duplicação da face, condição conhecida como diprosopia. O caso foi registrado na última quinta-feira (26), na localidade de Recreio, em uma propriedade de criação de porcos da Cláudia Pastori e do esposo Sidimar Parteli Sartori. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Não tinha acontecido isso até então, é o primeiro. A gente achou interessante porque nunca tinha visto, os porquinhos sempre nasceram perfeitos. Nos assustamos e ficamos preocupados de como iríamos cuidar dele, pois nunca tínhamos passado por isso”, contou Cláudia ao g1. Porco nasce com ‘duas faces’ em propriedade rural no Espírito Santo; caso é raro Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: VITÓRIA: Motorista morre e criança de 8 anos fica ferida em acidente entre dois carros na Serra PRF prende homem com carga de canetas emagrecedoras e anabolizantes do Paraguai Filhote não consegue mamar e foi separado Segundo a produtora, a porca deu à luz nove filhotes, mas dois morreram. O leitão com a anomalia não consegue ficar de pé nem mamar sozinho e por isso precisou ser separado dos demais. Ele passou a ser alimentado com leite por meio de seringa. “Ele consegue se alimentar pelas duas bocas, mas é um ser só. O resto do corpo é completamente normal, é um macho normal”, explicou Sidimar. Porco nasce com duas faces no Espírito Santo Arquivo Pessoal Ideia de cuidado partiu do filho da família A alternativa para manter o animal vivo veio do filho de Cláudia, Kaique, de 18 anos, que tem transtorno do espectro autista grau 1. "Meu filho deu a idéia de tratar o porco com leite na seringa e também colocou uma lâmpada acesa em cima dele para deixar ele quentinho. Improvisou uma forma de aquecer o animal, com o uso de uma lâmpada. kaique é tranquilo nessas situações, o autismo só atrapalha socializar com as pessoas, mas ele é muito inteligente", contou a lavradora orgulhosa do filho. Segundo orientação de uma estudante de veterinária à família, o animal tem poucas chances de sobrevivência. Condição é rara, dizem especialistas De acordo com o médico veterinário e professor do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Breno Salgado, o caso é classificado como diprosopia e raro. “É a duplicação parcial ou completa da face em um único indivíduo, o que é diferente da policefalia, quando o animal nasce com mais de uma cabeça”, explicou. Segundo o especialista, os animais podem apresentar duas bocas e dois focinhos, o que dificulta funções básicas. “A maioria dos leitões com essa alteração nasce morta ou morre poucas horas após o nascimento, devido a dificuldades respiratórias e de alimentação”, disse. Sem tratamento e sem prevenção Ainda segundo o veterinário, a diprosopia é uma malformação que ocorre durante a gestação. “Ela pode estar associada a fatores genéticos, como consanguinidade, exposição a toxinas, substâncias químicas ou deficiências nutricionais, além de alterações no funcionamento de genes”, afirmou. Apesar disso, não há formas de prevenção ou tratamento para a condição. O especialista também orientou que animais com esse tipo de alteração não sejam consumidos. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Queda no preço do cacau não vai diminuir preço do chocolate para consumidores na Páscoa Para agregar valor aos ovos de Páscoa neste ano, um produtor capixaba de chocolates, de Santa Teresa, na Região Serrana do Espírito Santo, está inovando nas receitas. As opções inovadoras incluem frutas como jaca, kiwi, manga, jabuticaba e castanha de sapucaia aos ovos tradicionais. O responsável pelos sabores inusitados é o produtor rural e empresário Marcos Rediguieri, que teve a ideia de trabalhar com produtos da Mata Atlântica e da propriedade rural para criar as receitas autorais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A expectativa do chocolateiro, que investiu em um desidratador para aumentar a vida útil das frutas utilizadas, é aumentar as vendas em até 15% nesta Páscoa. "A jaca eu posso dizer que é o carro-chefe. O pessoal tem procurado bastante o nosso chocolate branco com jaca, que é um sabor bem especial. E a gente tem notado um aumento nas nossas vendas nos últimos anos", disse. LEIA TAMBÉM: GRÃOS ESPECIAIS: Chocolate de café ou com sabor de café? Produtores do ES investem no produto PRODUTORAS: Chocolate e empoderamento: conheça as mulheres produtoras de cacau BEBIDA: Cacau não é só chocolate: conheça o mel natural feito da fruta no ES Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Fabricação artesanal A fábrica que faz os chocolates vendidos por Marcos fica nas proximidades da propriedade rural. Lá, os produtos são fabricados de forma artesanal pela família Rediguieri, do começo ao fim. A plantação inicial foi feita em 2012 com variedade de cacau Parazinho. No entanto, ao assumir as terras dos pais, no distrito de 25 de Julho, o produtor enxertou espécies selecionadas que são mais produtivas e resistentes a pragas. Atualmente, a propriedade produz 1 tonelada e meia de cacau fino por ano, que se transforma em 3 toneladas de chocolate. Para o empresário, o produto capixaba tem um potencial único. "Cada chocolate do Espírito Santo, dependendo do clima, do solo, da terra em que o cacau foi cultivado, pode ter aromas e sabores diferentes. Então, há uma diversidade enorme no estado hoje. Tanto de cacau de qualidade quanto de chocolate também". Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Estratégia para enfrentar alta no preço do cacau As receitas inovadoras também são uma estratégia para reduzir prejuízos, apresentar itens alternativos e convencer o consumidor está encontrando nas prateleiras das chocolaterias e supermercados chocolates com preços elevados por causa da queda na produção do cacau em todo o mundo, em 2024, devido à crise climática. Com a quebra na produção, menos sementes são produzidas. Com menos quantidade ofertada no mercado, o preço tende a aumentar. Isso impacto o produto final, que é o chocolate. A presidente do Sindicato da Indústria de Produtores de Cacau e Balas, Doces e Conservas Alimentícias do Espírito Santo (Sindicacau), Maíra Chagas Welerson, explicouo fenômeno: "A indústria funciona com contratos futuros. Então, o insumo que é produzido hoje já foi negociado há muito tempo. Para a Páscoa, que está batendo à porta, as produtoras de chocolate começaram a produzir em janeiro ou fevereiro do ano passado". Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Por isso, apesar de o preço do cacau ter diminuído aproximadamente 30% neste ano, a poucos dias da Páscoa a redução não deve impactar o bolso dos consumidores. "O chocolate que foi produzido, que está no mercado hoje, foi feito com aquela amêndoa (de cacau) com preço 30% maior". Em fevereiro de 2025, os preços da amêndoa de cacau estavam em alta, chegando a R$ 3,5 mil por saca. Atualmente, o valor está abaixo de R$ 1 mil. A queda no preço é positiva para quem compra a matéria-prima para produzir chocolate, mas para os produtores de cacau, a redução gera prejuízos, visto que não cobre os custos do cultivo. Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

O quartzo tem sido associado a casos de silicose Freepik Um material comum em milhões de cozinhas está no centro de um debate cada vez mais intenso nos Estados Unidos. O quartzo utilizado em bancadas — alternativa ao mármore e ao granito — tem sido associado a casos de silicose, doença pulmonar grave provocada pela inalação de poeira mineral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com o jornal "The New York Times", o aumento de diagnósticos entre trabalhadores que cortam e moldam essas placas abriu uma disputa entre empresas, profissionais do setor, médicos e advogados. O tema chegou ao Congresso americano. Um projeto em análise poderia colocar o quartzo na mesma categoria jurídica de produtos como vacinas e armas de fogo, que contam com proteção federal contra determinados processos por danos. Trabalhadores e especialistas em saúde ocupacional afirmam que a poeira liberada durante o corte do material pode ser extremamente perigosa — e que os mais expostos são justamente os profissionais responsáveis por transformar as placas em bancadas de cozinha. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O trabalho que transforma pedra em bancada Antes de chegarem às residências, as placas de quartzo passam por um processo de produção que inclui corte, lixamento e acabamento. Segundo o jornal, grandes chapas de pedra artificial são enviadas a oficinas especializadas, onde trabalhadores usam serras e lixadeiras para moldar o material e criar aberturas para pias, torneiras e cantos das bancadas. Durante o processo, o corte libera uma poeira fina que contém sílica, mineral presente no quartzo. Segundo o jornal, essas partículas microscópicas podem se alojar nos pulmões quando inaladas. O organismo passa a tratá-las como corpos estranhos e desencadeia uma resposta inflamatória. Com o tempo, o tecido pulmonar desenvolve cicatrizes que reduzem a capacidade respiratória. Esse processo resulta em silicose, doença progressiva e sem cura. Casos entre trabalhadores Jeff Rose, de 55 anos, trabalhou por anos esculpindo bancadas de quartzo em Georgetown, no estado de Kentucky. Era um trabalho de que gostava, que exigia habilidade manual e criatividade. Hoje, o ex-cortador convive com a silicose. "Adoro ser criativo com as minhas mãos. Não consigo mais fazer isso", disse Rose em entrevista ao The New York Times. O filho dele, Skyler, de 30 anos, seguiu o mesmo caminho profissional e também trabalhou cortando placas de quartzo. Assim como o pai, acabou diagnosticado com a doença, segundo a reportagem. Os dois fazem parte de centenas de trabalhadores da indústria de pedra que desenvolveram silicose nos Estados Unidos, segundo levantamento citado pelo jornal. Outro caso mencionado pelo jornal é o de Wade Hanicker, de 39 anos, que começou a cortar bancadas na Flórida há cerca de 15 anos. Ele relatou ao jornal que muitas oficinas eram pequenos negócios familiares e que os ambientes frequentemente ficavam tomados pela poeira. “Muitas vezes cortávamos a seco”, afirmou Hanicker, referindo-se ao processo sem uso de água para conter o pó. Hoje ele também convive com a silicose. A doença trouxe outras complicações e reduziu sua capacidade física. A pneumologista Jane C. Fazio começou a identificar um padrão entre pacientes atendidos no pronto-socorro do Olive View-UCLA Medical Center. Segundo ela contou ao The New York Times, vários pacientes tinham o mesmo histórico profissional: trabalhar com bancadas de pedra. “Todos deram a mesma resposta”, disse Fazio em entrevista ao jornal. “Eles trabalham com bancadas.” Dados do departamento de saúde pública da Califórnia, citados pelo The New York Times, apontam 512 casos de silicose ligados à pedra artificial e 29 mortes desde 2019. Disputa judicial e política Com o avanço dos diagnósticos, também cresceram os processos judiciais contra fabricantes e distribuidores de pedra artificial. Segundo o The New York Times, um júri em Los Angeles determinou, em 2024, o pagamento de US$ 52,4 milhões a um ex-trabalhador que processou empresas do setor. A indústria afirma que o material é seguro quando manipulado corretamente. Rebecca Shult, diretora jurídica da fabricante Cambria, afirmou em depoimento ao Congresso — citado pelo The New York Times — que o problema estaria nas condições de trabalho de algumas oficinas. “O problema está no processo, não no produto”, disse ela durante audiência legislativa, segundo o jornal. Empresas do setor defendem uma legislação que restrinja processos contra fabricantes de quartzo. O projeto em discussão no Congresso atribui às oficinas que cortam as placas e aos órgãos reguladores do trabalho a responsabilidade pela segurança. Segundo médicos ouvidos pelo jornal, esse número pode crescer, já que a doença leva anos para se manifestar após a exposição. Especialistas em saúde ocupacional consultados pelo The New York Times afirmam que as normas atuais podem não ser suficientes para proteger os trabalhadores. O epidemiologista David Michaels, que chefiou a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA entre 2009 e 2017, afirmou ao Congresso que os padrões de exposição à sílica podem estar desatualizados. Segundo ele, a indústria deveria considerar alternativas mais seguras, como materiais feitos com vidro reciclado. Enquanto o debate avança em Washington, trabalhadores continuam enfrentando os efeitos da doença. Jeff Rose disse ao The New York Times que se sente dividido: quer que a indústria aumente a segurança, mas teme que a onda de processos prejudique as empresas do setor. "O que eu almejo é ser um líder neste setor e fazer as coisas da maneira correta", afirmou ao jornal.

'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares projetados com ajuda de inteligência artificial (IA) capazes de continuar se movendo mesmo após sofrer danos ou perder partes do corpo. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Chamados de “metamáquinas”, os robôs são formados por módulos independentes — cada um com motor, bateria e computador próprios — que podem funcionar sozinhos ou em conjunto. Quando conectados, esses blocos permitem que as máquinas corram, saltem, se levantem após quedas e sigam operando mesmo depois de sofrer avarias. “Estamos criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de metamáquinas”, afirmou o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, à agência Reuters. “Se uma parte do corpo é danificada ou perdida, o restante continua funcionando.” Para chegar aos formatos mais eficientes, a equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA, que gera diferentes “planos corporais” em simulações. Os modelos com melhor desempenho são selecionados e aprimorados ao longo do tempo, em um processo inspirado na seleção natural. LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos Segundo os pesquisadores, o sistema produziu designs incomuns, diferentes dos robôs tradicionais inspirados em humanos ou animais, mas altamente eficientes para locomoção. O desafio, segundo Kriegman, é que o número de combinações possíveis é gigantesco. “Com apenas dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, já existem centenas de bilhões de combinações possíveis”, explicou. “Você não sabe qual design é bom ou ruim até dar a ele a oportunidade de aprender. E é aí que a IA entra.” Nos testes em ambientes externos, versões com três, quatro e cinco “pernas” conseguiram atravessar terrenos variados, como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os cientistas afirmam que a tecnologia pode permitir a criação de robôs capazes de se adaptar a ambientes imprevisíveis e até serem reconstruídos em campo, conforme a necessidade. “É muito difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer antes de colocá-lo no mundo real. Por isso, seria extremamente útil que ele pudesse ser redesenhado e reconstruído sob demanda”, disse Kriegman. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Reprodução/Reuters Além da resistência, o objetivo dos pesquisadores foi combinar adaptabilidade com desempenho físico. “Queríamos criar robôs mais resilientes, que pudessem evoluir. A natureza nos mostra que, se você quer criar um agente inteligente, deve começar pelo movimento”, afirmou. Como exemplo, o pesquisador destaca que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não são peças inutilizadas, mas dois novos robôs funcionais. “Corte qualquer outra tecnologia ao meio e você terá lixo. Aqui, você tem duas máquinas que continuam operando”, disse. Para a equipe, a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs mais versáteis, capazes de se adaptar, se recompor e operar em condições adversas — algo essencial para aplicações como exploração, resgate e operações em ambientes hostis. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Universidade Northwestern via Reuters

Em um país que envelhece com enorme rapidez, uma rede de entregadoras passou a ser uma fonte vital de conexão e cuidado para combater a solidão Yakult Honsha Uma mulher vestida com um terno simples azul-marinho anda de bicicleta resolutamente por uma calma rua residencial em Tóquio, no Japão. São 8h30 da manhã, mas o tempo já está quente, e ela se sente agradecida pela viseira que protege seus olhos do sol do verão. Ela chega à sua primeira parada, estaciona a bicicleta e bate à porta de uma pequena casa de madeira, com plantas em vasos ao lado da entrada. Dentro da residência, uma idosa está aguardando. Seu rosto se abre em um sorriso largo quando a mulher abre a porta. Ela esperava ansiosamente sua visita. O Japão é uma das economias que estão envelhecendo com mais rapidez em todo o mundo. Cerca de 30% da sua população tem, agora, mais de 65 anos de idade. E o número de idosos que moram sozinhos continua aumentando. Com as famílias encolhendo e as tradicionais residências multigeracionais se reduzindo, o isolamento se tornou um dos maiores desafios sociais do país. A mulher de terno é uma Yakult Lady — "Moça do Yakult". Dezenas de milhares delas em todo o Japão entregam a bebida probiótica diretamente na casa das pessoas. Oficialmente, elas são entregadoras. Mas, na prática, elas fazem parte da rede de assistência social informal do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em uma nação que enfrenta o rápido envelhecimento da população e o aprofundamento da crise de solidão, as Moças do Yakult se tornaram uma fonte inesperada de sentimento comunitário. Elas ajudam a resolver o problema do isolamento, uma entrega de cada vez. A rede de fornecimento se tornou parte da infraestrutura social Com seus frascos de plástico característicos e bonés vermelhos brilhantes, a Yakult foi pioneira no seu negócio. A bebida probiótica foi lançada 90 anos atrás no Japão, muito antes que a palavra "microbiota" passasse a fazer parte do vocabulário comum. As Moças do Yakult eram comuns no Brasil nos anos 1970 e 1980 e atuam até hoje, mesmo com a venda da bebida em supermercados. Mas, no Japão atual, as mulheres responsáveis pelas entregas são tão importantes para a identidade da marca quanto o próprio produto. A bebida probiótica é produzida com uma linhagem de bactérias benéficas chamada Lactobacillus casei Shirota Getty Images A iniciativa começou por acaso. Quando o Yakult foi lançado, em 1935, a ideia de beber "bactérias" parecia ruim — algo que poderia deixar você doente e não saudável. E, para explicar o que era o produto, a empresa precisava de vendedores que batessem de porta em porta. Naquela época, o mercado de trabalho era composto quase que totalmente de homens, mas a falta de mão de obra levou os distribuidores locais a contratar mulheres das suas comunidades. E as vendas cresceram rapidamente. Elas apelavam particularmente para outras mulheres, que costumavam tomar as decisões sobre os produtos consumidos nas residências. Muitas vezes, elas já eram conhecidas das clientes e esta familiaridade ajudava a estabelecer confiança. Empolgada pelo súbito aumento das vendas, a empresa decidiu implementar formalmente o programa. E, em 1963, foi estabelecida a "Rede de Vendas por Entrega das Mulheres", hoje conhecida como o sistema das Moças do Yakult. É fácil identificar as Moças do Yakult na comunidade. No Japão, elas usam uniformes azuis com característico acabamento xadrez vermelho e acabaram sendo quase tão familiares quanto os próprios frascos do produto. Elas costumam ser vistas passando pelos bairros de bicicleta, moto, a pé ou de carro, fazendo diversas entregas, todos os dias. A maioria delas trabalha de forma autônoma, o que oferece a flexibilidade que atrai mulheres em busca do equilíbrio entre o trabalho e a família. "Faço entregas às segundas, terças, quintas e sextas-feiras", afirma Satoko Furuhata, entregadora da Yakult há 25 anos. "Como sempre tiro as quartas-feiras de folga, faço basicamente uma semana de quatro dias, o que me oferece um bom equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, me mantendo descansada." O dia de Furuhata começa às 8h30 da manhã, quando ela carrega seu carro e sai na sua rota de entrega. "Tenho rotas diferentes a cada dia, mas visito cerca de 40 a 45 residências diariamente", ela conta. Toda manhã, os centros locais de vendas de Yakult despacham entregadoras para visitar dezenas de residências Alamy Toda segunda-feira, há 25 anos, Furuhata visita uma mesma cliente, que deseja permanecer anônima. Ela tem agora 83 anos e mora sozinha em Maebashi, a cerca de 160 km a noroeste de Tóquio. Desde que seus filhos saíram de casa, muito tempo atrás, a idosa passou a apreciar as visitas. "Saber que alguém virá com certeza ver o meu rosto toda semana é um tremendo conforto", ela conta. "Mesmo nos dias em que não me sinto bem, ouvi-la perguntar 'Como você está?' na porta de casa me dá forças." A rotina passou a ser tão permanente que ela evita fazer qualquer outra programação naquele dia e horário. "Segunda-feira é o meu 'dia de carregamento de energia'", segundo ela. "Eu realmente fico à espera das suas visitas. Quando toca a campainha e ouço sua voz alegre, fico instantaneamente cheia de vida." Elas conversam sobre muitos assuntos: a família, jardinagem e o cultivo de flores, notícias locais e temas de saúde que elas leram nos jornais ou viram na TV. "Pode parecer conversa fiada, mas me faz perceber que não estou sozinha." Saúde do intestino — e da mente O Yakult é uma bebida de leite fermentado que contém uma linhagem específica de bactérias de ácido láctico, cultivada em 1930 pelo fundador da empresa, o microbiologista Minoru Shirota (1899-1982). Ele começou a estudar medicina na Universidade de Kyoto, em 1921. Naquela época, a economia do Japão ainda estava se desenvolvendo e muitas crianças morriam de doenças infecciosas. Impressionado com esta situação, Shirota se dedicou a estudar a prevenção das doenças. Ele passou a se concentrar na microbiologia e, especificamente, em bactérias úteis que pudessem suprimir as bactérias nocivas do intestino. Quando o Yakult foi lançado, ninguém entendeu e o crescimento foi lento. A cozinha japonesa já incluía muitos alimentos com micróbios vivos, como missô, natto e o tradicional molho de soja. Mas havia pouco conhecimento da sua contribuição para a saúde. "O termo 'probiótico' ainda não existia", segundo um porta-voz da Yakult. "Conquistar a compreensão e a aceitação do público levou tempo." O serviço é especialmente popular entre consumidores idosos. Muitos deles apreciam tanto as visitas regulares das entregadoras, quanto a própria bebida Yakult Honsha Foram necessários muitos anos para que o produto realmente decolasse. Mas, em 1971 (oito anos depois da formação da rede de entregadoras de Yakult), as vendas no Japão atingiram 15 milhões de frascos por dia. O mantra de Shirota — "intestino saudável, vida longa" — começou a ser repetido pelas mães para seus filhos. Para eles, a ideia de comer produtos fermentados para melhorar a saúde passou a ser tão normal quanto comer verduras e legumes. O morador de Tóquio Haruko Kawabe, de 33 anos, conta que cresceu com o Yakult. "Minha mãe sempre trazia da loja ou do seu local de trabalho e eu via constantemente as Moças do Yakult dirigindo suas bicicletas quando era criança. Sempre soube que é importante cuidar do intestino." O interesse pela microbiota intestinal disparou em todo o mundo na última década. Mas não é apenas a alimentação que afeta a saúde do intestino. O estresse e a solidão crônica podem prejudicar a saúde intestinal, explica a cientista Emily Leeming, que estuda o microbioma. "Vivemos em um mundo microbiano, onde trocamos micróbios uns com os outros constantemente", explica ela. "Esta é uma razão por que a solidão está relacionada à menor diversidade da microbiota intestinal. "E também está provavelmente relacionada ao estresse, pois a solidão causa uma reação de estresse de baixo grau que também pode prejudicar a microbiota do intestino." A empresa não idealizou sua rede de entregas como um serviço de saúde pública. Mas, ao longo do tempo, a dimensão social das visitas assumiu significado cada vez maior no Japão. "Permaneci saudável, sem doenças importantes, e as pessoas costumam me dizer como tenho energia", conta a cliente de Furuhata, que tem 83 anos de idade. "Acredito que seja porque bebo Yakult há muitos anos. Mas não é só a bebida... receber as visitas da Sra. Furuhata também é muito importante para minha rotina saudável." Cuidando de uma nação grisalha O Japão calcula que o número de pessoas que moram sozinhas com mais de 65 anos irá aumentar para quase 11 milhões até 2050, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa sobre População e Assistência Social. O país chegou a criar o termo kodokushi ("morte solitária") para se referir aos trágicos casos de pessoas que morrem sozinhas em casa sem que ninguém perceba por meses, às vezes anos. E esta crise está se agravando. Dados da Agência de Polícia Nacional do Japão indicam que 40.913 pessoas morreram sozinhas em casa no país, entre janeiro e junho de 2025. Este número representa um aumento de 3.686 pessoas em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2021, o governo japonês nomeou o primeiro "ministro da Solidão" e existe uma força-tarefa dedicada ao isolamento social no país. Mas, em campo, as Moças do Yakult estão fazendo sua parte para ajudar a combater o problema. As Moças do Yakult, em sua maioria, são autônomas, o que permite que elas gerenciem o cuidado com os filhos e outras responsabilidades com o trabalho profissional Yakult Honsha Asuka Mochida tem 47 anos de idade. Ela é uma Moça do Yakult da província de Gunma, que fica perto da capital japonesa. Quase todos os seus clientes são idosos e ela sente muito orgulho de poder oferecer a eles companhia e um olhar vigilante. "As Moças do Yakult não são apenas pessoas que vendem produtos", ela conta. "De certa forma, somos vigilantes, pessoas que observam os demais. Nós notamos pequenas mudanças de saúde ou estilo de vida." As figuras maternais oferecem um rosto amigável, acompanhamento semanal e, para muitos moradores mais idosos, uma tábua de salvação, de conexão humana. Elas também observam mudanças sutis da rotina de um cliente. Se alguém deixa de atender à porta, elas podem alertar familiares ou buscar assistência. "Para clientes idosos ou que moram sozinhos, a tranquilidade de ver um rosto familiar é incrivelmente importante", explica Mochida. "O Japão tem uma cultura de cuidar dos outros e da comunidade. Acho que as Moças do Yakult colocam esta cultura em prática de forma natural e sustentável." "É um trabalho em que a responsabilidade e a gentileza se sobrepõem", destaca ela. E também traz altos níveis de satisfação. "Mesmo nos dias atarefados, quando às vezes consigo conversar por um momento, um cliente me disse uma vez: 'Só ver o seu rosto já me dá energia.'" "Isso me fez perceber que, embora eu não seja perfeita, simplesmente estar ali pode fazer uma grande diferença." A Yakult expandiu seu modelo de vendas de porta em porta para outros países, como o Brasil e a Índia Yakult Índia Existem atualmente mais de 31 mil Moças do Yakult no Japão. O modelo foi reproduzido fora do país. Existem cerca de 50 mil vendedoras em países como a China, Indonésia, Malásia e México, além do Brasil. Em vez de "moças" ou "mulheres", elas são carinhosamente chamadas de "mães" e "tias do Yakult". E mantêm a mesma postura de atenção e acolhimento, que faz com que seu papel na sociedade seja tão valorizado quanto no Japão. Seja qual for a sua denominação, essas mulheres são unidas por características e habilidades similares, como "manter um sorriso verdadeiro e energia positiva", segundo Furuhata. "A capacidade de ouvir e observar coisas", acrescenta Mochida. "Prestar atenção em pequenas mudanças é fundamental." Em um país enfrentando mudanças demográficas e com o aumento do isolamento, esse breve intercâmbio na porta de casa pode ter mais importância do que sugere uma simples garrafinha de plástico.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2990 O sorteio do concurso 2.990 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (28). Uma aposta de Marataízes (ES) acertou as seis dezenas e levou, sozinha, o prêmio de R$ 37.983.331,58. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 14 - 18 - 29 - 30 - 44. Segundo a Caixa Econômica Federal, o vencedor fez uma aposta simples, de seis números. 5 acertos - 45 apostas ganhadoras, R$ 48.264,27 4 acertos - 3.814 apostas ganhadoras, R$ 938,65 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (31). Mega-Sena, concurso 2.990 Caixa Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Manifestante protesta contra Jeffrey Epstein, em Nova York. Stephanie Keith / Getty Images North America /AFP O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (cerca de R$ 381 milhões) para encerrar um processo civil movido por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein, segundo registros judiciais divulgados nesta sexta-feira (27). Os advogados do banco e das autoras informaram ao juiz Jed Rakoff, em Manhattan, que haviam chegado a um “acordo em princípio” neste mês, mas os termos não haviam sido divulgados até então. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O acordo ainda precisa ser aprovado por Rakoff, que marcou uma audiência para quinta-feira para avaliar a proposta. A ação coletiva, apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein, apesar de diversas informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas. O Bank of America afirma que a acusação se baseia apenas na prestação de serviços financeiros rotineiros a pessoas que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e classificou como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo. Banco teria se beneficiado conscientemente de esquema Em janeiro, Rakoff decidiu que o banco deveria responder às acusações de que teria se beneficiado conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultado a aplicação de leis federais de proteção às vítimas. Entre as operações citadas estão pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o cargo de presidente-executivo da Apollo em 2021, após uma investigação externa apontar que ele pagou US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. Ele nega irregularidades e afirma que desconhecia os crimes do financista. Os advogados de Jane Doe também processaram outros supostos facilitadores de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank. Eles ainda recorrem da decisão de Rakoff que rejeitou, em janeiro, uma ação semelhante contra o Bank of New York Mellon. Epstein morreu em agosto de 2019, em uma cela em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A morte foi considerada suicídio pelo médico legista de Nova York. Vítimas de Jeffrey Epstein processam governo dos EUA e a empresa de tecnologia Google

Julgamento sobre eleição no Rio deve ocorrer na segunda semana de abril O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, disse ao blog que vai definir na próxima segunda-feira (30) a pauta de julgamentos da Corte para abril. Entre os casos que serão analisados, estão as ações que discutem o modelo da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A tendência é de que esse processos sejam julgados nas sessões da segunda semana de abril, entre os dias 8 e 9, no plenário presencial. Fachin ainda vai conversar com colegas para definir a análise do caso. Nesta sexta, o ministro Cristiano Zanin determinou a suspensão de eleições indiretas para o mandato-tampão no governo do Estado do Rio de Janeiro até que o plenário analise a questão. Até nova definição, o governador em exercício do Rio de Janeiro é o desembargador Ricardo Couto de Castro. O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio, durante entrevista coletiva Rafael Oliveira/TJRJ PSD acionou STF em duas frentes Uma das ações que serão analisadas discute trechos da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeira (Alerj) a qual estabelece eleição indireta para a sucessão de Cláudio Castro. A norma fixou voto aberto e prazo de 24 horas para desincompatibilização de quem quiser concorrer. 🔎O prazo de desincompatibilização é o período legal em que um ocupante de cargo ou função pública (como secretários, juízes ou diretores de estatais) deve se afastar de suas atividades para poder concorrer a um mandato eletivo. Esse caso começou a ser julgado no plenário virtual da Corte. A maioria dos ministros votou para fixar votação tem que ser secreta em eleição indireta e que o prazo pra desincompatibilização é de 24 horas. Nesse julgamento, no entanto, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram e defenderam eleição direta. Eles avaliam que houve desvio de finalidade na renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar de todos os ministros já terem votado, Zanin solicitou que essa ação seja analisada no plenário presencial, o que reinicia o julgamento. Em outra frente, o PSD do Rio também entrou com uma ação para discutir a determinação do TSE de que a eleição para escolha do sucessor de Cláudio Castro deve ser indireta. Isso foi determinado no julgamento que condenou o ex-governador. O PSD, de Eduardo Paes, alega que Castro fez uma manobra, diante da iminente cassação, pra manter seu grupo político no poder. E que a decisão do TSE viola entendimento do STF sobre eleição direta quando a vacância de cargos ocorre antes do prazo de seis meses da eleição. Debates internos Eleições para governador no Rio seguem indefinidas; entenda Nos bastidores, ministros avaliam que ainda não há uma decisão pacificada sobre o modelo para a escolha do governador do Rio para o mandato-tampão e que as conversas internas serão decisivas nos próximos dias. Para ministros que defendem a eleição direta, a intervenção da Justiça se justifica diante da manobra feita pelo entorno de Cláudio Castro para manter o controle do Estado e dos riscos de interferência de grupos políticos e até mesmo de criminosos em uma eleição indireta. O presidente do STF, ministro Edson Fachin Victor Piemonte/STF

Nestlé denuncia roubo de carga com 12 toneladas barras de KitKat na Europa REUTERS/Hannah McKay/Foto ilustrativa/Foto de arquivo O grupo suíço Nestlé denunciou o roubo de uma grande carga de barras de chocolate KitKat e advertiu que o cenário pode provocar escassez nas lojas justamente antes da Páscoa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa confirmou em um comunicado que "um caminhão que transportava 413.793 unidades da sua nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa". A carga, de 12 toneladas, desapareceu na semana passada durante uma viagem até centros de produção e distribuição, indicou. "Sempre incentivamos as pessoas a fazerem uma pausa com o KitKat", comentou um porta-voz da marca, citando o slogan da barra de chocolate. "Mas parece que os ladrões levaram a mensagem muito a sério e roubaram mais de 12 toneladas do nosso chocolate", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A marca advertiu que "o roubo pode provocar escassez de KitKats" e que os consumidores "podem ter dificuldades para encontrar seus chocolates favoritos antes da Páscoa". O caminhão roubado saiu do centro da Itália e seguia para a Polônia, com a missão de distribuir as barras em vários países ao longo do trajeto. A empresa não informou onde a mercadoria desapareceu, mas indicou que "o veículo e seu conteúdo continuam desaparecidos". "As investigações prosseguem em estreita colaboração com as autoridades locais e os parceiros da cadeia de suprimentos", acrescentou. Também advertiu que as barras de chocolate roubadas "podem entrar em canais de venda não oficiais nos mercados europeus". A Nestlé destacou que é possível rastrear os produtos roubados escaneando os códigos de lote de cada barra. "Se uma correspondência for localizada, o sistema apresentará instruções claras sobre como alertar a KitKat, que então compartilhará as provas de maneira adequada", indicou.

Se a patente do Ozempic caiu, por que a gente ainda não tem uma versão brasileira? O governo federal decidiu zerar o imposto de importação sobre componentes usados na produção de canetas emagrecedoras pela farmacêutica EMS, em medida aprovada na quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex). A decisão reduz a alíquota de 14,4% para 0% por um período de 365 dias, com quota limitada a 30 milhões de unidades. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida atende parcialmente ao pedido da EMS e integra um pacote do governo que zerou o imposto de importação de quase mil produtos por falta ou insuficiência de produção nacional. 💊A lista inclui medicamentos para doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, lúpulo e produtos de nutrição hospitalar. Na análise feita pela área técnica do governo, a quantidade pedida pela EMS era maior do que o necessário, já que não batia com o próprio consumo informado por ela nem com o uso recente (a cota anterior, por exemplo, teve apenas 43% de utilização em quase cinco meses). Por conta disso, o comitê aprovou parcialmente o pedido e limitou a importação a 30 milhões de unidades. A ideia é garantir que não faltem produtos, mas sem dar um benefício maior do que o mercado realmente precisa. Mesmo com esse limite, o efeito financeiro da medida passa de US$ 1 milhão — que é o valor usado pelo governo como referência para analisar pedidos desse tipo, feitos quando há falta de produtos no mercado. 💉 Esses itens importados são usados para fabricar canetas aplicadoras de medicamentos como liraglutida e semaglutida, usados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade. A justificativa central para a isenção é a inexistência temporária de produção regional desses insumos, considerados essenciais para o sistema de saúde. Atualmente, a China é o principal fornecedor de componentes para canetas injetoras ao Brasil, respondendo por 35,6% das importações em 2025. "Ressalta-se que o produto é amplamente utilizado no controle de dosagem de medicamentos destinados, especialmente, ao tratamento de pessoas com diabetes e obesidade, o que reforça seu caráter essencial e a relevância do pleito sob a ótica da saúde da população", afirmou o comitê em nota técnica. Fim da patente da semaglutida Fábrica da EMS localizada em Hortolândia (SP) Divulgação A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional de semaglutida — substância usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, cuja patente, após cerca de duas décadas, encerrou a exclusividade da Novo Nordisk —, incluindo a ampliação de uma fábrica em Hortolândia (SP), com capacidade prevista para produzir até 20 milhões de canetas por ano. Apesar do investimento, a empresa ainda depende, no curto prazo, da importação de componentes para viabilizar a produção. As novas versões do medicamento também não chegaram ao mercado brasileiro porque aguardam aprovação regulatória, processo mais rigoroso devido à complexidade do produto. A EMS tem um pedido em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está entre os mais avançados, mas ainda depende de esclarecimentos adicionais sobre segurança, com prazo de até 120 dias para resposta antes da decisão final. Ao todo, há 17 solicitações em avaliação na Anvisa, sendo três em estágio mais avançado, incluindo o da EMS. A expectativa é que ao menos uma versão seja liberada até junho. Ainda assim, a redução de preços não deve ocorrer de forma imediata, já que não haverá genéricos tradicionais, mas sim versões similares, que exigem desenvolvimento próprio e tendem a oferecer descontos menores.

Conheça o Estreito de Ormuz, crucial para o petróleo global Não se trata apenas do Estreito de Ormuz. Há um outro ponto estratégico no Oriente Médio — igualmente vital para os mercados globais de energia — que o Irã ameaça bloquear caso Donald Trump não ponha fim à guerra: o Estreito de Bab el-Mandeb. Situado entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia, no Mar Vermelho, o estreito controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez e transporta cerca de 12% do petróleo comercializado por via marítima no mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No último mês, a rota ganhou ainda mais importância ao se tornar uma alternativa para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, diante do fechamento do Estreito de Ormuz. Na quinta-feira (26), a agência semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os houthis — grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã— estariam prontos para assumir o controle do estreito como parte do que chamam de "forças de resistência". "Se houver necessidade de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb para punir ainda mais o inimigo, os heróis do Ansar Allah do Iêmen estão totalmente preparados para desempenhar um papel fundamental", disse uma fonte militar iraniana à agência, acrescentando que os houthis já provaram que fechar a rota "é uma tarefa fácil para eles". No dia anterior, a mesma Tasnim já havia publicado uma advertência feita por uma fonte: "Se os americanos quiserem pensar em uma solução para o Estreito de Ormuz com medidas imprudentes, devem ter cuidado para não adicionar outro estreito aos seus problemas", disse a fonte, em referência à movimentação de tropas americanas na região. Neste sábado (28/03), os houthis lançaram um ataque com mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra. Segundo o grupo, o objetivo era atingir "alvos militares israelenses sensíveis". Israel confirmou ter interceptado um míssil lançado do Iêmen. Antes mesmo do ataque deste sábado, o líder houthi Abdul Malik Al-Houthi já havia reforçado as ameaças sobre uma escalda, dizendo que o grupo responderia militarmente a ataques dos EUA e de Israel caso os desdobramentos da guerra exigissem, segundo noticiou a Bloomberg. À Reuters, um outro dirigente houthi, em anonimato, afirmou que eles estão "militarmente prontos" para atacar o Estreito de Bab el-Mandab em apoio a Teerã. "Estamos com todas as opções à nossa disposição. A decisão sobre o momento cabe à liderança, que acompanha os desdobramentos e definirá a hora certa de agir", declarou. Após as ameaças, os Estados Unidos emitiram um alerta sobre a possibilidade de ataques de houthis no Estreito de Bab el-Mandab. "Embora o grupo terrorista houthi não tenha atacado navios comerciais desde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Gaza em outubro de 2025, os houthis continuam a representar uma ameaça aos ativos dos EUA, incluindo embarcações comerciais, nesta região", disse um aviso publicado pela Administração Marítima do Departamento de Transportes dos EUA na quinta-feira. Em outros momentos, como durante a Guerra em Gaza, o Estreito de Bab el-Mandeb já foi alvo dos houthis, que bloquearam a rota atacando navios, usando drones e mísseis. Mas um eventual bloqueio da passagem hoje agravaria a crise no mercado de energia, já pressionado pela situação no Estreito de Ormuz. Ormuz se tornou um dos epicentros da guerra. A rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, está fechada, dificultando a passagem de navios na região. A interrupção do transporte marítimo no Golfo fez os preços do petróleo Brent saltarem de cerca de US$ 70 (cerca de R$ 350) por barril antes do início da crise para mais de US$ 100 (aproximadamente R$ 500). O comércio global de uma ampla gama de produtos — de bens de consumo a matérias-primas agrícolas — também está sendo afetado. Por isso, a interrupção de mais uma rota marítima poderia elevar ainda mais os preços e intensificar o impacto econômico do conflito com o Irã. O 'portão de lágrimas' Dezenas de navios com milhares de toneladas de carga cruzam o estreito todos os dias Getty Images via BBC Não é por acaso que Bab el-Mandeb significa "o portão das lágrimas" ou "o portão da dor" em árabe. É uma referência aos perigos — desde correntes e ventos à pirataria e conflitos — que durante milênios perturbaram os marinheiros que transitavam pela entrada do Mar Vermelho vindos do Oceano Índico entre o Iêmen, o Djibuti e a Eritreia. Alguns desses perigos permanecem até hoje. Entre 2023 e 2025, navios comerciais de diversos países foram atacados no estreito pelo grupo houthi no Iêmen em resposta à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza. Os ataques forçaram muitas empresas a desviar rotas pelo sul da África e só cessaram após um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas em outubro de 2025. Com 115 km de extensão e 36 km de largura, o Estreito de Bab el-Mandeb está em uma posição estratégica: ele liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden — e, por extensão, ao Oceano Índico. Esta extensão de água ocupa um espaço fundamental no comércio, na cultura e também nos conflitos durante grande parte da história da civilização humana. Seu valor comercial foi reconhecido desde o antigo Egito com expedições em busca de bens preciosos como incenso, ouro e animais exóticos, enquanto os romanos dependiam desta passagem para o comércio com a Índia e o Oriente. E a partir da Idade Média, o Estreito de Mandeb consolidou-se como uma importante rota comercial de especiarias, têxteis e outros produtos, enriquecendo os impérios da época e posteriormente potências europeias como Portugal, Espanha e mais tarde o Império Britânico. No entanto, foi a abertura do Canal de Suez em 1869 que fez de Bab el-Mandeb um local essencial para completar a rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia. Qual sua importância Segundo agências iranianas e a Reuters, os houthis ameaçam atacar navios que passarem no estreito em apoio ao Irã Getty Images via BBC O corredor do Mar Vermelho é um dos mais movimentados do mundo, transportando aproximadamente um quarto de todo o comércio marítimo do planeta. Entre os bilhões de toneladas de carga que atravessam esta rota, passam diariamente cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo com origem em países do Médio Oriente e da Ásia e com destino ao Ocidente, segundo a Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos. Além disso, remessas globais de gás natural liquefeito (GNL) transitam por este estreito, tornando-o uma artéria vital para o fornecimento global de energia. Desde o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, a rota ganhou ainda mais importância. A Arábia Saudita passou a usar Bab el-Mandeb como passagem para o escoamento do petróleo saudita proveniente do porto de Yanbu. Riade envia milhões de barris de petróleo bruto por dia de seus campos orientais para lá através de um oleoduto. Pelo estreito também passa parte significativa das exportações russas de petróleo com destino à Ásia. Além do petróleo bruto e do gás, o Estreito de el-Mandeb faz parte da principal rota entre o Oriente e o Ocidente, com várias dezenas de navios de carga passando pelas suas águas todos os dias. Por isso, caso a Irã bloqueie a via, isso pode ter efeitos imediatos nos preços mundiais destes recursos vitais. Acidentes, piratas e mísseis Essa, contudo, não seria a primeira vez que um incidente nesta área afetaria o tráfego marítimo, gerando implicações importantes para o comércio mundial. Por exemplo, em 2021, o navio cargueiro Ever Given, com bandeira do Panamá, encalhou no Canal de Suez, causando um bloqueio no corredor e criando estrangulamentos nas cadeias de abastecimento globais, com aumento de custos e atrasos na entrega de petróleo e produtos de todos os tipos. Anteriormente, especialmente entre 2008 e 2012, o Estreito de Mandeb e seus arredores foram palco de numerosos ataques de piratas, principalmente da Somália, que sequestraram a tripulação dos navios para exigir dinheiro em troca da sua libertação, o que já levou a comunidade internacional, bem como as companhias marítimas, a reforçar a segurança. Mais de uma década depois, a principal ameaça no estreito veio do extremo oposto, com ataques dos rebeldes houthis. Após a invasão israelense de Gaza, em outubro de 2023, os houthis passaram a atacar embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, alegando solidariedade ao povo palestino e com o objetivo de pressionar Israel a aceitar um cessar-fogo. De novembro de 2023 a janeiro de 2024, o grupo, sozinho, atacou mais de 100 navios comerciais com mísseis e drones, afundando duas embarcações e matando quatro marinheiros. Embora os houthis alegassem mirar apenas navios com vínculos israelenses, os ataques foram amplamente descritos como indiscriminados, forçando algumas das maiores companhias marítimas e petrolíferas do mundo a suspender o trânsito pela rota. No final de 2025, os incidentes praticamente cessaram em meio às negociações para o cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza — embora os houthis jamais tenham anunciado formalmente uma paralisação ou suspensão das operações. Agora, com a guerra entre EUA, Israel e Irã, o grupo volta a ameaçar fechar o estreito — desta vez em um contexto ainda mais preocupante.

Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO via DW A atriz alemã e apresentadora de TV Collien Fernandes passou anos lutando contra perfis falsos dela em redes sociais, nos quais alguém se fazia passar por ela, compartilhava vídeos pornográficos deepfakes dela. Cansada de lutar em vão contra essa violência digital, ela foi à polícia de Berlim em novembro de 2024 e registrou queixa por causa dos perfis falsos – contra desconhecidos. Fernandes contou à revista Der Spiegel que, no Natal, o marido dela, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, começou a fazer perguntas sobre a queixa apresentada e acabou confessando que era ele quem estava por trás dos perfis falsos. "Meu corpo me foi roubado durante anos", disse a atriz à revista. E, de repente, ela entendeu que o criminoso era "a pessoa mais próxima de mim", relatou. ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche Em dezembro de 2025, Fernandes apresentou queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal – então já divorciado – residia. Mais do que isso, Fernandes decidiu tornar o seu caso – que na Alemanha vem sendo comparado ao da francesa Gisèle Pelicot – público. A história dela chama a atenção para um tema ainda não muito debatido: a violência digital, por exemplo a geração por meio de IA de material pornográfico de terceiros e posterior publicação na internet. 'Ele quis me aniquilar viva': saiba o que é pornografia de revanche e conheça histórias de vítimas Governo reage e prepara lei A divulgação do caso teve enorme repercussão na Alemanha e abriu um debate sobre violência digital contra mulheres. Em reação à denúncia de Fernandes, milhares participaram no domingo passado (22/03), em Berlim, de uma manifestação contra a violência digital sexualizada e em solidariedade às vítimas. Nesta segunda-feira (23), cerca de 250 mulheres famosas tornaram pública uma petição em solidariedade a Fernandes e com dez demandas ao governo. A petição exige medidas políticas concretas para melhor proteção contra a violência digital e o feminicídio. Um dia depois, o número de assinaturas já chegava a quase 25 mil. O governo também reagiu. Na sexta-feira (20), quando a Spiegel foi às bancas, o Ministério da Justiça anunciou que apresentará em breve um projeto de lei para eliminar lacunas no código penal e punir a criação de vídeos pornográficos deepfakes. O objetivo da proposta é punir explicitamente a criação e a distribuição desses vídeos, o que não é considerado crime na Alemanha. O ministério comunicou que leva muito a sério a proteção contra a "violência digital" e enfatizou que ela atinge principalmente mulheres, sendo que os agressores geralmente são homens. A proposta do governo foi apoiada também pelo Partido Verde e por A Esquerda, da oposição. À emissora alemã ARD, a atriz declarou que decidiu apresentar a queixa – que também inclui acusações de maus-tratos e ameaças na Espanha – porque o ex-marido mora no país – e também porque os direitos das mulheres são significativamente melhores do que na Alemanha. Casal de celebridades Fernandes, de 44 anos, e Ulmen, de 50, eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha. Ambos começaram a carreira como apresentadores de TV nos canais Viva e MTV e em seguida desenvolveram carreiras bem-sucedidas como atores. Os dois se casaram em 2011 e tiveram uma filha um ano depois. Eles também se apresentavam como um casal na mídia e davam entrevistas para falar sobre igualdade de direitos e divisão igualitária de tarefas no lar. Uma campanha publicitária de uma farmácia online, que foi protagonizada pelos dois, ficou famosa por causa da apresentação bem-humorada de cenas do cotidiano de um casal. Há cerca de três anos, eles se mudaram para uma mansão com vista panorâmica em Palma de Mallorca, na Espanha, um destino de férias muito popular entre os alemães. A Spiegel afirmou ter contatado Ulmen para que ele se posicionasse sobre as acusações de Fernandes, mas informou que ele não respondeu às perguntas. Depois da publicação da reportagem, o advogado de Ulmen anunciou uma ação judicial contra a revista e afirmou que a matéria era, "em grande parte, ilegal e baseada em suspeitas" e que "fatos falsos estavam sendo divulgados com base num relato unilateral". Leia também: 6 conselhos de especialistas sobre como falar com a IA para obter as melhores respostas Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar

Afinal, café bom vai todo pra fora do Brasil? Quem nunca ouviu falar que o café bom que o Brasil produz é exportado e o ruim fica para o brasileiro consumir? A ideia, no entanto, não reflete a realidade atualmente. A história de que só o café ruim fica aqui e o bom vai embora está ultrapassada. Ela pode ter sido verdade no passado, mas isso, definitivamente, não reflete a realidade atual Quando Parreiras fala de passado, ele se refere aos anos de 1980. Naquele período, o governo controlava pouco a qualidade do café, abrindo espaço para inúmeras fraudes, como a mistura de cevada e milho aos grãos, conta um artigo publicado pelo Inmetro em 1998. 🏷️Naquela época, o governo também fixava preços para controlar a inflação. "E isso desestimulava o mercado a buscar qualidade porque, independentemente do café colocado na embalagem — fosse ele de baixa ou altíssima qualidade —, o preço final seria o mesmo", lembra Parreiras. Os produtores acabavam direcionando os melhores grãos para outros países, que pagavam mais do que o governo brasileiro. Mas essa história começou a mudar em 1989, quando o governo transferiu para a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) a responsabilidade de fiscalizar o mercado, conta o atual presidente da entidade, Pavel Cardoso. Preocupada com a queda do consumo de café no país entre os anos 60 e 80– justamente pela baixa qualidade –, a Abic começou a exigir que as empresas produzissem pacotes feitos com 100% grãos de café. As indústrias em conformidade passaram a receber o Selo de Pureza da Abic. Selo de Pureza da Abic. ABIC Foi nesse momento da história que o ator Tarcísio Meira entrou em cena, protagonizando diversas propagandas da associação. "Por trás desse selo, só tem café", dizia o artista nas campanhas. As peças publicitárias passavam até em novelas, como em Tieta, em 1990. Reveja vídeo abaixo. Tarcísio Meira em propaganda de café na novela Tieta Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair Em 2022, o Ministério da Agricultura estabeleceu um padrão de qualidade para o café torrado, proibindo que os pacotes tenham mais de 1% de impurezas e matérias estranhas em sua composição. Exemplos de impurezas são galhos, folhas e cascas. Já as matérias estranhas são pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais. O pacote também não pode ter qualquer elemento estranho, como corantes e açúcar. Essas regras, que entraram em vigor em 2023, deram respaldo às fiscalizações do governo, como as recentes operações que apreenderam as marcas de "café fake". ☕E o café especial? A partir dos anos 90, com o fim da intervenção estatal nos preços e avanço da fiscalização, produtores brasileiros começaram a olhar mais para o mercado interno e a investir na produção de grãos de mais qualidade, conta o pesquisador do IAC. Em 1991, por exemplo, foi fundada a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), um segmento da indústria que produz cafés com grãos 100% maduros, e que não podem ter nenhum defeito. É um tipo de café mais caro e que é sim mais exportado do que vendido no Brasil, apesar de o consumo interno ter crescido, conta o diretor-executivo da BSCA, Vinicius Estrela. Em 2015, por exemplo, somente 1% do grão especial produzido no Brasil era consumido internamente. Hoje, essa parcela é de 15%. "Em alguns mercados, o café especial é mais forte porque são mercados de renda mais alta, como Europa, EUA, Japão, Coreia do Sul", explica Estrela. ➡️Como era o mercados nos anos 80 A produção de café no Brasil tinha pouco foco em qualidade até os anos 80, diz Parreiras. Na época, o órgão responsável por gerir as políticas públicas do setor era o Instituto Brasileiro do Café (IBC), fundado em 1952 e que existiu até 1989. "O IBC controlava meramente preço e volume", relata o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Uma lei de 1978 já estabelecia um limite de tolerância de até 1% de impurezas, mas a fiscalização, a cargo do próprio IBC, era ineficiente, conta. Esse cenário, somado a um período longo de seca em 1986, que reduziu a produção, criou um ambiente propício para fraudes. Em 1989, por exemplo, 30% do volume total de café comercializado no Brasil era fraudado, ou seja, continham impurezas, apontou uma pesquisa da Abic. Hoje, esse percentual é menor que 1%, diz a entidade. Preços fixos e pesquisas de opinião O tabelamento de preços também não ajudava. "Os torrefadores não tinham incentivo porque não poderiam repassar essa diferença ao consumidor. Não havia espaço para segmentar o mercado ou fomentar o consumo de cafés de qualidade", reforça Parreiras. A formação de estoques de café era outro fator que "jogava contra" a qualidade, comenta o diretor-executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vinicius Estrela. "Por um bom tempo, o Brasil produziu excedentes de café, que eram comprados pelo IBC para garantir estabilidade de preços em momentos em que a produção brasileira superava muito a demanda", conta Estrela. De tempos em tempos, parte do café estocado era vendido no mercado interno. "E, evidentemente, cafés com tanto tempo de armazenagem não eram bons cafés", observa. Tudo isso fez o café chegar no final dos anos 80 com fama de ruim entre os brasileiros. Se, em 1965, cada pessoa consumia 4,8 kg de café por ano, em 1989, essa quantidade caiu para 2,27 kg, segundo o Inmetro. Uma pesquisa de 1987 encomendada pela Abic a Vox Populi constatou que, para o consumidor brasileiro, "todo o café era igual", "a maioria tem mistura" e que "o melhor produto era exportado". Selo de Pureza e Tarcísio Meira Cerimônia do lançamento do Selo de Pureza da Abic, em 1989. ABIC Em 1989, o governo extinguiu o IBC e passou para a Abic a responsabilidade de auto-regulamentar o mercado. Preocupada com as pesquisas de opinião, a associação lançou o Selo de Pureza, exigindo que as indústrias só produzissem pacotes com 100% de grãos de café. 🔍Para isso, a Abic passou a fazer auditorias nas empresas associadas. As que seguiam as regras, podiam colocar o selo da entidade em seus pacotes, como acontece até hoje. Além disso, a associação passou a recolher amostras de pacotes em supermercados para checar se as indústrias que não eram associadas estavam cometendo fraudes. "Empresas que não atendiam às especificações eram notificadas, advertidas, suspensas ou até expulsas do quadro de associados. Para não associados, a Abic acionava o Ministério Público para fazer cumprir a lei", detalha Cardoso. Ele conta que as "saudosas propagandas" com o ator Tarcísio Meira, veiculadas "durante cinco anos ininterruptos" na televisão, foram muito importantes para construir uma boa imagem do café brasileiro. Uma reportagem veiculada pelo Fantástico, em 1º de dezembro de 2002, mostrou como funcionavam os testes de qualidade da Abic naquele período. Reveja abaixo. Reportagem do Fantástico de 2002 mostra como eram testes de fraude de café Como é feito o controle de qualidade hoje O selo da Abic foi aprimorado ao longo dos anos. Atualmente, as indústrias precisam passar por quatro etapas de análise para obter a certificação. São elas: a microscópica: que avalia a pureza do café. Ou seja, certifica que se o produto possui adição de outros ingredientes, por exemplo; a sensorial: os cafés são provados às cegas por especialistas, que verificam a qualidade e classificam o tipo do produto: tradicional, extraforte, superior, gourmet e especial; a auditoria de boas práticas: técnicos visitam a fabricante para avaliar se os itens obrigatórios de fabricação são cumpridos, como higiene e qualidade do café; e o monitoramento na gôndola: amostras dos cafés certificados são coletadas diretamente nas prateleiras dos mercados, sem aviso prévio, para garantir que o produto segue dentro dos padrões exigidos — mesmo após a certificação. Selos da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Divulgação Outro marco importante aconteceu em 2023, quando o governo federal voltou a fazer parte da regulamentação do mercado, a partir da publicação da portaria 570, que estabeleceu regras para a composição do café torrado. A norma mais conhecida é, justamente, o limite de tolerância de até 1% de impurezas, mas a portaria é muito mais ampla e detalhada do que a lei de 1978, conta o presidente da Abic, que, inclusive, ajudou o governo a construir a regulamentação. Cardoso destaca que o controle dos cafés iniciado há 36 anos incentivou os agricultores a investirem mais na qualidade do grão, cenário que abriu espaço para um maior desenvolvimento de cafés premiados mundo afora. Saiba também: 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Ministério da Agricultura proíbe que o café brasileiro tenha mais de 1% de impurezas. Mike Kenneally/Unplash 'Café fake': saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis Assim como a guerra no Oriente Médio, a crise dos combustíveis não tem previsão de acabar e já traz impactos na inflação, nas decisões sobre juros e até no abastecimento no país. Nesta sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A gasolina também já pesa mais no bolso, com alta de 8% no mesmo período. Passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média. Durante a semana, os EUA deram sinais de que o conflito poderia arrefecer, indicando a possibilidade de um cessar-fogo. Mas Israel afirmou que vai ampliar os ataques ao Irã e bombardeou um centro de produção de mísseis da Marinha iraniana e uma usina de urânio. Resultado: o barril do petróleo do tipo Brent, matéria-prima dos combustíveis, voltou a encostar nos US$ 120. Analistas alertam que, se a guerra continuar e os problemas na oferta global da commodity se agravarem, a tendência é de uma alta ainda maior. Enquanto isso, o governo brasileiro corre contra o tempo para evitar que esse salto nos preços dos combustíveis desencadeie uma crise inflacionária em ano eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas que dava incentivo ao setor e zerava impostos federais ao diesel. Também chegou a pedir que governadores também zerassem o ICMS sobre combustíveis, mas a proposta foi recusada. Nesta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que um número "relevante" de estados aceitou uma segunda proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custos divididos igualmente entre União e estados. Ceron não especificou quantos estados aderiram nem quais são. Enquanto isso, entidades sindicais já relatam falta de combustíveis em alguns postos pelo país, e a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o aumento abusivo de preços. Preço defasado Um dos principais entraves é a defasagem do preço do diesel em relação ao mercado internacional. O diesel produzido no Brasil fica mais barato que no exterior, enquanto a importação se torna mais cara. O levantamento semanal da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indica que os preços praticados nas refinarias da Petrobras passaram a ficar bem abaixo dos valores do mercado internacional. No caso do diesel, a diferença média chegou a cerca de 65% em 24 de março — o equivalente a R$ 2,34 por litro abaixo da paridade de importação. Na gasolina, a defasagem era de cerca de 45%, ou R$ 1,13 por litro. Veja no gráfico abaixo: Com os preços internos mais baixos que os praticados no exterior, importadores privados deixam de comprar e reduzem sua atuação no mercado. O banco BTG Pactual estima que a atividade desses operadores caiu cerca de 60%. Hoje, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. Com menos empresas trazendo o produto do exterior, o mercado passa a depender mais do fornecimento da Petrobras. A partir daí, surgem dois riscos: falta de produto ou aumento de preços — às vezes, os dois. No Rio Grande do Sul, levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado (Sulpetro) indica que 88% dos postos, entre embandeirados e independentes, receberam combustíveis apenas de forma parcial. O presidente da entidade, Fabricio Severo Braz, afirma que há dificuldades para comprar gasolina e diesel devido às cotas estabelecidas pela Petrobras. Segundo ele, não há falta generalizada de combustíveis, mas episódios pontuais de interrupção no abastecimento. “Desde o início do conflito no Oriente Médio, nas últimas semanas, temos observado compras mais restritas pela maior parte dos postos associados, pois as distribuidoras estão entregando os produtos de forma racionada”, comenta Braz. Já o sindicato regional do Rio de Janeiro (Sindcomb) indicou que há instabilidade na entrega de combustíveis no município, com postos de marca própria relatando desabastecimento. "Postos com contrato de fidelidade vêm sendo atendidos com restrições de volume, mas o impacto mais severo recai sobre os postos de marca própria. A falta de fornecimento regular para esses estabelecimentos já resulta em bombas vazias em diversas regiões da cidade", diz em nota. Em São Paulo, o presidente do sindicato regional (Sincopetro), José Alberto Gouveia, afirma que a rede independente — que representa 30% dos postos no estado — tem enfrentado dificuldades não apenas no abastecimento, mas também na manutenção do negócio. "A realidade é que as empresas que importavam e vendiam combustível para essas companhias independentes hoje compram o produto mais caro no exterior e têm que vender mais barato no Brasil, o que dificulta bastante a operação", afirma. Leilões da Petrobras e pacote do governo Para suprir a falta de combustíveis em determinadas regiões do país, a Petrobras anunciou um aumento de oferta e realizou leilões para vender parte de sua produção. De acordo com análise do Banco do Brasil, nesses leilões os combustíveis chegaram a ser vendidos por valores bem acima do preço de referência. Em algumas áreas do Norte e do Nordeste, essa diferença chegou a até R$ 2,65 por litro. Para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, esses valores indicam um descompasso entre os preços praticados no Brasil e as condições do mercado internacional. “Está evidente que o preço da Petrobras está muito defasado e que as distribuidoras precisam repassar esse aumento de custo. Alguns consumidores não estão concordando em pagar, o que tem gerado problemas no abastecimento”, afirma Araújo. Segundo Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos, o pacote de ajuda anunciado pelo governo federal — que busca preservar a rentabilidade do setor e reduzir a pressão da alta do petróleo sobre a inflação — pode incentivar o processamento do petróleo no país e favorecer refinarias privadas. Nem todos, porém, devem se beneficiar das mudanças. “Para as petroleiras independentes, o tributo sobre exportação deve reduzir parte dos ganhos extraordinários com a alta da commodity, com possibilidade de judicialização”, afirma o especialista. Petróleo no centro das incertezas econômicas Para analistas do BTG Pactual, o comportamento do petróleo, pressionado pelo conflito geopolítico, passou a ocupar papel central nas projeções para a economia. Segundo o banco, a alta da commodity pode influenciar não apenas a inflação, mas também as decisões sobre a taxa básica de juros no Brasil, a Selic. “Embora a recomendação padrão de política monetária nesses casos seja reagir apenas aos efeitos de segunda ordem, a magnitude recente do movimento aumenta o risco de desancoragem das expectativas, de contaminação da inflação subjacente e de maior inércia inflacionária”, dizem. O Banco Central já demonstrou preocupação com a guerra no Oriente Médio. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,75% ao ano na reunião de março. Mas deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões e citou o conflito quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras. Aumentar (ou manter alta) a taxa de juros é o mecanismo que o BC usa para controlar a inflação. E o economista-chefe do Banco do Brasil, Marcelo Rebelo, calcula que o choque do petróleo pode acrescentar cerca de 0,6 ponto percentual ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. Apesar desse efeito, Rebelo afirma que o Brasil tem alguma capacidade de absorver choques desse tipo. Isso ocorre porque o país também exporta petróleo e tende a se beneficiar, ao menos parcialmente, da alta das cotações no mercado internacional. Segundo ele, como o Brasil vende mais petróleo e derivados ao exterior do que compra de outros países, tende a se beneficiar parcialmente da alta das cotações no mercado internacional. “O aumento do preço amplia o superávit comercial e melhora os termos de troca do país”, afirma. Mesmo assim, o impacto chega ao dia a dia do consumidor, principalmente por meio dos combustíveis e do transporte, que têm peso relevante na formação da inflação medida pelo IPCA. Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo Jornal Nacional/ Reprodução
Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

Por que ninguém responde seu currículo? Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão "enviar candidatura", ela não está apenas concorrendo a uma vaga. Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira. Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%). Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%). Essas percepções refletem o momento atual do mercado. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional. Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro. Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026. Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga. "As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas", analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão. Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados. Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido. Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Onde o processo realmente emperra? Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, entender por que os processos seguem lentos exige separar dois fatores que costumam ser confundidos: o volume de candidatos e o número de etapas. Segundo ela, há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez porque conta com uma triagem eficiente. Em outros, a falta de processos estruturados transforma a análise manual de currículos em um gargalo inevitável. Ela menciona processos seletivos que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Quando o sistema é robusto, o verdadeiro entrave geralmente aparece em outra etapa: as validações humanas, como entrevistas. "Entrevistas, reuniões com gestores e decisões finais dependem de agendas, alinhamentos internos e critérios subjetivos. É ali que o relógio desacelera", explica. Thomas Costa, head de growth da Redarbor — grupo que reúne plataformas como Catho e InfoJobs — concorda. Ele explica que, quando a tecnologia entrega uma lista enxuta de candidatos potenciais, começa uma fase de escolha mais complexa. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua ativo, ainda que silencioso. Nesse período, as empresas também costumam sentir o impacto de terem mais candidatos empregados disputando as vagas. "Esse perfil [profissional que já está em um emprego] ainda não tem a mesma urgência ou velocidade para responder, marcar uma entrevista, do que uma pessoa que está desempregada", diz. Além disso, o custo de uma contratação equivocada pesa. Em funções estratégicas, errar é caro — e isso leva empresas a alongar etapas, envolver mais decisores e aprofundar análises. O resultado é um processo mais cauteloso e demorado. O desafio, apontam os especialistas, é equilibrar rigor e agilidade para não prejudicar a experiência do candidato nem perder talentos no caminho. Dados da Gupy indicam que cada etapa adicional em um processo seletivo aumenta em 13% o tempo estimado para o preenchimento da vaga. Por isso, a empresa decidiu limitar a oito o número de etapas configuráveis. Na avaliação da plataforma, fluxos muito extensos afastam candidatos e elevam a taxa de desistência, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos IA é aliada ou inimiga? Se por um lado a inteligência artificial tem acelerado as etapas iniciais — triando currículos e organizando o funil —, por outro, tornou‑se também um novo ponto de tensão para os candidatos. A sensação de que algoritmos filtram perfis sem considerar contexto ou potencial aparece com frequência nos relatos dos candidatos. Samanta é um desses casos. “O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial, não vê que a experiência conversa com a vaga”, resume. Formada em engenharia de produção e técnica em logística, ela afirma ter um histórico que permite atuar em áreas distintas — como planejamento, indústria, logística e construção civil — e diz ser flexível quanto ao modelo de trabalho e ao formato de contratação. Ainda assim, não consegue avançar nas seleções feitas por plataformas digitais. Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, embora muitos profissionais reconheçam que a inteligência artificial pode reduzir vieses e padronizar critérios, há um incômodo evidente com a falta de transparência. No Brasil, 29% dos entrevistados dizem não entender como a IA é usada nos processos seletivos, e 28% questionam se as candidaturas são analisadas de forma justa. A falta dessa transparência alimenta a sensação de injustiça, especialmente quando processos se estendem por meses sem atualização. Plataformas como Gupy e Redarbor, no entanto, reforçam que a IA não elimina candidatos. O sistema apenas organiza os perfis conforme a aderência ao que foi solicitado pela empresa, e todos permanecem visíveis ao recrutador. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que cria a percepção de que “o robô derruba”, mesmo quando, tecnicamente, isso não ocorre. O que candidatos querem melhorar g1/ Alberto Correa Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as dores relatadas por quem busca emprego, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas destaca que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, foram 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. Ainda assim, a empresa decidiu agir diante da sensação de “vagas fantasmas” — anúncios de emprego que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que somavam 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. "Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo", diz Thomas. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos por tecnologia e mais por escolhas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos — em que o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve levar ou o que está sendo avaliado — alimentam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, mesmo que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a noção de que houve acompanhamento humano — e não apenas um desaparecimento silencioso —, pontuam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e fichas preenchidas, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. "Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro", completa. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil A Receita Federal anunciou nesta sexta-feira (27) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 14 de abril, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos 260 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há ainda uma variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A. 🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Entre os lotes com valores mais baixos, há opções com lance inicial de R$ 100, que incluem desde itens isolados — como uma tiara (lote 32) — até produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Também aparecem no leilão um smartphone Xiaomi Redmi A2 de 32 GB (lote 151) e tablets Amazon Fire HD 10 e Fire 7 (lotes 152, 154 e 155), todos com preço mínimo de R$ 100. O lote mais caro é o 198, formado por 6.140 aparelhos de iluminação pública com tecnologia LED, com lance inicial de R$ 232,1 mil. Outros destaques do leilão incluem: No lote 81, é possível adquirir um conjunto de peças de vestuário de marcas como Ralph Lauren, Emilio Pucci, Versace e Balmain, além de vestidos de noiva, a partir de R$ 10 mil. Nos lotes 52 e 64 a 68, aparecem vinhos classificados como itens de coleção, incluindo uma garrafa de Pétrus 1980 e rótulos do produtor Domaine Leroy, com preços a partir de R$ 3 mil. Nos lotes 181, 212 e 223, há produtos ligados a videogames, como controles de Xbox em grande quantidade, um Nintendo Switch e um console Xbox Series S, com lances mínimos entre R$ 500 e R$ 14,8 mil. Nos lotes 247 e 210, aparecem computadores, incluindo um MacBook Air de 13 polegadas com SSD de 512 GB e um notebook Dell Inspiron 15, com preços mínimos a partir de R$ 300. Nos lotes 251 a 260, é possível adquirir unidades do iPhone 17 Pro Max de 256 GB, com valores iniciais entre R$ 4,6 mil e R$ 5,1 mil. No lote 209, há um conjunto com dois smartphones Xiaomi de 512 GB, além de smartwatches e consoles portáteis Steam Deck, com lance mínimo de R$ 2,1 mil. Apple iPhone 17 Pro Nic Coury/AFP De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário de Brasília). Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão.. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

A bandeira tarifaria para o mês de abril será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa. 🔎 A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Segundo a Aneel, com o volume de chuvas observado em março, "há nível satisfatório dos reservatórios das usinas hidrelétricas, refletindo em geração favorável de energia". Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A bandeira verde está vigorando desde janeiro, com o regime de chuvas em patamar favorável no primeiro trimestre. A situação permite que não seja necessário o acionamento mais intenso de termelétricas, que apresentam custo mais elevado", diz a agência. Como funciona o sistema de cores: 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Usina Hidroelétrica Engenheiro Sérgio Motta, em Rosana (SP) Cesp Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número 'relevante' de estados, diz secretário da Fazenda O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta sexta-feira (27) que um número "relevante" de estados aceitou a proposta do governo federal para conter a forte alta dos preços do diesel, causada pela guerra no Oriente Médio. O secretário não especificou quais governadores concordaram com a proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”, disse, após reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo. Os estados que ainda não se posicionaram terão até a próxima segunda-feira (30) para enviar um parecer final. A expectativa, segundo Ceron, é que a medida seja publicada entre segunda e terça-feira da próxima semana. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Foi um debate longo, mas de altíssimo nível. Estamos buscando realmente entender e compreender o momento que estamos vivendo”, afirmou. Segundo ele, o governo tem atuado com urgência diante dos impactos da alta do petróleo. “É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse. O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como zerar tributos e subsídios, mas que ainda há necessidade de ações adicionais, especialmente na importação. “O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou. Para ele, a proposta em discussão busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse. Reunião positiva Já o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Flávio Cesar de Oliveira, avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, o encontro permitiu avanços importantes, principalmente no esclarecimento de dúvidas técnicas que ainda travavam a adesão de parte dos estados. “Foi apresentada informalmente uma primeira proposta […] que, depois de uma longa discussão e análise inclusive de legalidade, entendemos que não teria viabilidade”, afirmou. Uma nova alternativa foi então construída em conjunto e formalizada pela equipe econômica na última sexta-feira. Desde então, segundo o presidente do Comsefaz, os estados vêm debatendo os impactos da medida, especialmente diante das diferentes realidades regionais. A reunião mais recente, segundo ele, foi decisiva para ampliar a compreensão sobre a proposta. “Tivemos um tempo de qualidade longo, onde cada secretário pôde se posicionar, apresentar suas considerações e esclarecer dúvidas. O saldo foi muito positivo, com um grande avanço principalmente nos esclarecimentos”, destacou. A expectativa, segundo ele, é que os estados que ainda não se posicionaram consigam tomar uma decisão nos próximos dias. Resistência dos estados e impacto fiscal A proposta inicial do governo previa zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União. A medida poderia custar cerca de R$ 3 bilhões por mês, com ressarcimento de R$ 1,5 bilhão aos estados. No entanto, o Comsefaz rejeitou a redução do ICMS, argumentando que a medida prejudica a arrecadação para serviços públicos e que cortes no imposto nem sempre chegam ao consumidor final. O governo também pediu maior colaboração dos estados na fiscalização, como o envio de notas fiscais em tempo real à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o compartilhamento de listas de devedores contumazes. Além disso, já adotou medidas como redução de tributos federais e subsídios ao diesel. Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro Como o g1 mostrou, distribuidoras e postos de combustíveis aumentaram significativamente suas margens de lucro no Brasil após o início da guerra entre EUA e Irã, mesmo com medidas do governo para conter a alta dos preços. Levantamento do Ibeps mostra que, desde o fim de fevereiro, as margens subiram mais de 30% em média. Esse aumento se refere apenas à fatia de lucro de distribuidoras e postos, e não ao preço total pago pelo consumidor. O conflito no Oriente Médio provocou uma disparada no preço do petróleo, com o fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial. O diesel mais caro impacta toda a economia, encarecendo transporte, alimentos, energia e o agronegócio. O preço médio do combustível desde o começo da guerra subiu 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro. Operação da PF combate a prática de preços abusivos Nesta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em 11 estados e no Distrito Federal para investigar possíveis preços abusivos de combustíveis. A ação, chamada “Vem Diesel”, contou com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor e da ANP e mirou práticas como aumentos injustificados nas bombas, combinação de preços entre concorrentes e outras condutas que prejudiquem o consumidor. Segundo as autoridades, preços são considerados abusivos quando sobem sem justificativa e geram vantagem excessiva, o que fere o Código de Defesa do Consumidor. A fiscalização ocorreu em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com participação de Procons. Irregularidades encontradas podem virar investigação policial. A operação ocorre após dados indicarem aumento nas margens de lucro de postos e distribuidoras, mesmo com medidas do governo para conter os preços. Enquanto isso, segue o impasse com os estados sobre a redução do ICMS dos combustíveis.

Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Depois de uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (27). Porém, quando consideramos a evolução no preço médio do diesel desde o começo da guerra, a alta acumulada é de 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro: Preço médio do litro do diesel em 28 de fevereiro: R$ 6,03; Preço médio do litro do diesel em 27 de março: R$ 7,45. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A desaceleração no aumento do preço do diesel pode ser explicada por dois fatores principais: O preço do barril de petróleo está praticamente estável desde a última sexta-feira (20). Na ocasião, custava US$ 106,41 e atualmente está em US$ 106,47; O presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira a produtores e importadores de diesel. Segundo o levantamento da ANP: ▶️ O preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,45 por litro. O maior valor foi de R$ 9,35, registrado em Porto Seguro (BA). Já o menor preço foi encontrado em Mococa (SP), a R$ 5,47. ▶️ A gasolina teve preço médio de R$ 6,78 por litro, alta de 1,95% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado no Rio de Janeiro (RJ), onde a agência identificou o litro a R$ 5,69. ▶️ O etanol teve preço médio de R$ 4,72 por litro, alta de 0,43%. O maior valor foi de R$ 6,59, registrado em Serra Talhada (PE). Já o menor preço foi encontrado em Araraquara (SP), a R$ 3,79. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis. Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. Preço do diesel nos postos brasileiros sobe quase 24% em março Jornal Nacional/ Reprodução Redução de impostos ajudou a frear a alta do diesel O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país. Entre as ações apresentadas estão: Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro; O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel; Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final. Quais são os direitos do consumidor Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas. “O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento. Como identificar se o posto está com preços abusivos Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”. O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.

O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho Getty Images via BBC A interrupção do fornecimento de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, elevou drasticamente os preços globais de energia. O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas não é apenas o combustível que foi afetado pelo conflito. Uma série de outros produtos essenciais, como químicos e gases, normalmente entram nas cadeias globais de abastecimento via Estreito de Ormuz. A BBC Verify, serviço de verificação da BBC, aponta que os preços de diversos produtos, de alimentos a smartphones e medicamentos, podem ser impactados, já que o número de navios que passam pelo Estreito de Ormuz, que antes da guerra passavam de 100 por dia, agora podem ser contados nos dedos. Veja o que pode ser afetado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fertilizantes (alimentos) Derivados do petróleo e do gás, os petroquímicos são produzidos em grande escala para exportação por países da região do Golfo. Um dos mais importantes são os fertilizantes, essencial para a produção agrícola global. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo Estreito de Ormuz. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que, desde o início do conflito, os envios de produtos relacionados a fertilizantes pelo Estreito praticamente colapsaram. Analistas alertam que a escassez desses fertilizantes pode ser especialmente prejudicial para a produção agrícola neste momento, porque março e abril correspondem à época de plantio no hemisfério norte, e o menor uso de fertilizantes agora pelos agricultores afetará a produtividade mais adiante no ano. "Um fechamento relativamente breve pode comprometer toda uma safra, com consequências para a segurança alimentar que persistem muito depois da reabertura do estreito", segundo pesquisadores do Instituto Kiel. O trabalho do instituto sugere que um fechamento total do Estreito de Ormuz pode elevar os preços globais do trigo em 4,2% e os de frutas e vegetais em 5,2%. E estima que os países mais afetados, em termos de aumento geral dos preços dos alimentos, seriam Zâmbia (31%), Sri Lanka (15%), Taiwan (12%) e Paquistão (11%). A Rússia normalmente responde por cerca de um quinto das exportações globais de fertilizantes, e analistas afirmam que o país pode aumentar a produção para suprir a lacuna. Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, disse que a Rússia, grande produtora de commodities (bens básicos) como fertilizantes, está "bem posicionada". Hélio (microchips) Cerca de um terço das remessas globais de gás hélio vem normalmente do Catar e passa pelo Estreito de Ormuz. O hélio é um subproduto da produção de gás natural e é utilizado na fabricação de wafers de semicondutores (lâmina fina de material semicondutor), que depois são processados em microchips usados em computadores, veículos e eletrodomésticos. O gás também é empregado no resfriamento dos ímãs em equipamentos de ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês) utilizados em hospitais. A usina gigantesca de Ras Laffan, no Catar, que produz o gás, interrompeu a produção após ataques iranianos com mísseis e drones. O governo do Catar afirmou que levará de três a cinco anos para reparar os danos, o que levanta preocupações sobre o abastecimento. Em 2023, a Associação da Indústria de Semicondutores dos EUA alertou para "picos de preços" caso o fornecimento global de hélio fosse interrompido. Analistas afirmam que o efeito em cadeia do bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar os preços de uma série de tecnologias de ponta, de smartphones a centros de dados. Prashant Yadav, pesquisador sênior de saúde global do Council on Foreign Relations (centro de pesquisa e debates), alertou que os preços de exames de MRI podem subir diante de uma escassez prolongada de hélio. "As máquinas de ressonância magnética precisam de algo entre 1.500 e 2.000 litros de hélio para resfriar os ímãs. A cada exame realizado, uma pequena parte desse gás se perde por evaporação", contou Yadav. "As pessoas costumam pensar que o principal uso do hélio está em centros de dados, semicondutores e no resfriamento da indústria de IA [inteligência artificial] e dados. Mas não podemos esquecer que o hélio é muito importante para exames de ressonância magnética e outros usos médicos", disse à BBC Verify. Derivados petroquímicos (medicamentos) Derivados petroquímicos, como metanol e etileno, são matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas. Os países do Conselho de Cooperação do Golfo, como Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrain, respondem por cerca de 6% da capacidade global de produção petroquímica. Esses países utilizam principalmente o Estreito de Ormuz para exportar esses produtos ao resto do mundo, com cerca de metade destinada à Ásia. A Índia produz cerca de um quinto das exportações globais de medicamentos genéricos (sem marca), muitos dos quais são enviados para os EUA e a Europa. Grande parte desses produtos também costuma ser transportada por via aérea a partir de grandes aeroportos do Golfo, especialmente Dubai, que foram fortemente afetados pelo conflito. Alguns analistas alertam para a possibilidade de aumento nos preços de medicamentos para os consumidores como resultado das interrupções no Estreito de Ormuz. Enxofre (metais/baterias) O enxofre é outro subproduto do processamento de petróleo bruto e gás natural, produzido em grande escala para exportação na região do Golfo. Cerca de metade do comércio marítimo global de enxofre passa normalmente pelo Estreito de Ormuz. Seu principal uso é como fertilizante agrícola, mas também é essencial para o processamento de metais. O enxofre é usado na produção de ácido sulfúrico, empregado no processamento de cobre, cobalto e níquel, além da extração de lítio. Todos esses metais são necessários para a produção de baterias, usadas em tudo, de eletrodomésticos a veículos elétricos e equipamentos militares, como drones. Analistas alertam que, se o fornecimento de enxofre continuar interrompido, o resultado provável será o aumento dos preços para os consumidores de produtos que utilizam baterias.

Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. Bruno Leão/Sedecti O Canadá e o Mercosul estão avançando em direção a um acordo de livre comércio que poderá ser assinado até o final do ano, com outra rodada de negociações agendada para o próximo mês em Brasília, de acordo com três fontes familiarizadas com as negociações. O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a expectativa de que a Bolívia se torne membro pleno em 2028. Autoridades governamentais de Canadá, Argentina e Brasil disseram à Reuters que esperam que o acordo seja concluído em 2026, com uma delas observando que as negociações estavam progredindo bem e poderiam ser concluídas antes de setembro. A fonte do governo argentino afirmou que o acordo deve ser assinado em setembro ou outubro, marcando cerca de um ano desde que as negociações foram formalmente reiniciadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outro diplomata, no Brasil, também disse à Reuters que as negociações estão acontecendo em uma velocidade recorde e extremamente bem, confirmando que os países provavelmente chegarão a um acordo este ano. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil no próximo trimestre, segundo essa fonte. Embora nenhum dos governos planeje anunciar um acordo durante a visita, ela pode servir como um impulso para finalizá-lo o mais rápido possível, disse a fonte. O escritório do Mercosul em Montevidéu e o Ministério do Comércio canadense não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Leia também: O que esperar do ministro da Fazenda, em meio à guerra, diesel caro e ano eleitoral "As negociações sobre um acordo de livre comércio estão avançando com ímpeto, e estamos encorajados pelo progresso alcançado. O Canadá está empenhado em concluir um acordo ambicioso e abrangente que crie oportunidades reais para as empresas, os trabalhadores e os investidores canadenses", disse um porta-voz do Ministério do Comércio do Canadá. Uma autoridade do governo do Canadá diretamente envolvida nas negociações disse à Reuters, nesta sexta-feira, que o ministro do Comércio do país, Maninder Sidhu, está "muito interessado" em finalizar o acordo ainda este ano e que se reunirá com seu homólogo brasileiro à margem das reuniões da Organização Mundial do Comércio em Camarões, no dia 28 de março. O impulso renovado segue meses de trocas técnicas depois que o Canadá e o Mercosul concordaram no ano passado em retomar as negociações que estavam paralisadas desde 2021. O Canadá intensificou os esforços para diversificar o comércio em meio à incerteza ligada às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A América do Sul, especialmente o Brasil, disse essa fonte, é um parceiro comercial do qual o Canadá não pode abrir mão. Para o Mercosul, um grande exportador de carne bovina, soja e minerais, um acordo com o Canadá expandiria o acesso a mercados desenvolvidos e ajudaria a atrair investimentos em setores-chave como a mineração. No início de março, autoridades comerciais de Ontário, uma província central para a economia canadense, visitaram a Argentina e o Uruguai como parte dos esforços para estabelecer as bases para um futuro acordo e demonstrar apoio ao aumento do comércio bilateral. O ministro do Desenvolvimento Econômico, Criação de Empregos e Comércio de Ontário, Victor Fedeli, reuniu-se com representantes do setor de tecnologia e mineração como parte da viagem, dando continuidade à visita realizada ao Brasil no final do ano anterior. Fedeli disse que Ontário estava intensificando o contato com a América do Sul, em parte devido ao que ele chamou de efeito de "aceleração de Trump", observando que cerca de 80% do comércio da província é com os Estados Unidos. "Estamos aproveitando esse impulso", declarou Fedeli em uma entrevista à Reuters em Montevidéu. "O governo canadense leva a sério a diversificação em relação aos EUA, trabalhando para abrir novas oportunidades de comércio, parceria e investimento", acrescentou. As negociações com o Canadá ocorrem depois que o Mercosul assinou um acordo comercial com a União Europeia em janeiro, após 25 anos de negociações. Neste mês, a Comissão Europeia disse que os principais elementos comerciais do acordo, que se mostrou controverso na Europa, serão aplicados em caráter provisório a partir de 1º de maio. Saiba mais: EUA enviam intimações em investigação sobre acordo entre Warner e Paramount 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) enviou intimações como parte da investigação sobre a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance, segundo três fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters. A medida indica que o órgão está avançando na análise do acordo de US$ 110 bilhões, que pode unir dois dos maiores estúdios de Hollywood, além de suas plataformas de streaming e operações de notícias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O negócio é acompanhado de perto por executivos e investidores, e pode resultar em cortes de empregos caso seja concluído. Por outro lado, a Paramount pode ter de arcar com cerca de US$ 7 bilhões caso a operação seja barrada. Segundo as fontes, o Departamento de Justiça busca informações sobre como a fusão pode afetar a produção de conteúdo, os direitos sobre obras e a concorrência entre serviços de streaming. O impacto sobre salas de cinema também está entre as preocupações do órgão. Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner O procurador-geral adjunto interino para antitruste, Omeed Assefi, afirmou à Reuters, em entrevista na semana passada, que a Paramount “definitivamente não” terá um processo acelerado de aprovação por motivos políticos. A empresa já esperava que o acordo fosse analisado por autoridades em diferentes países, disse o diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, durante uma conferência sobre concorrência em Washington. Procurados, representantes do Departamento de Justiça, da Paramount e da Warner Bros Discovery não comentaram o caso até a publicação desta reportagem. A análise do negócio não se limita aos Estados Unidos. A Comissão Europeia está em contato com empresas envolvidas no setor, segundo duas fontes. O Canadá também procurou ao menos uma companhia para discutir a operação. Já o gabinete do procurador-geral da Califórnia tem buscado ouvir terceiros interessados, afirmaram outras duas fontes. A Paramount disputou o acordo com a Netflix e aposta em concluir a operação rapidamente. A empresa prometeu pagar aos acionistas da Warner Bros Discovery uma taxa trimestral de US$ 0,25 por ação a partir de outubro, caso o negócio ainda não tenha sido concluído até lá.

Ibaneis Rocha TV Globo O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou uma carta ao presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para iniciar as tratativas para um empréstimo de R$ 4 bilhões. De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB". ▶O pedido ocorre em meio à crise enfrentada pelo BRB após uma série de operações malsucedidas com o Banco Master. Entre 2024 e 2025, o BRB injetou mais de R$ 16 bilhões de reais na instituição — transações são alvo de investigações. A proposta prevê uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, seguido de parcelas semestrais – o documento não diz a duração e o valor desse parcelamento. Como garantia, o GDF oferece os nove imóveis públicos que constam na lei de reforço ao Banco de Brasília (BRB), além de participações acionárias de empresas públicas da capital — Caesb, BRB e CEB. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Justiça autoriza repasse de imóveis públicos ao BRB Os detalhes da proposta Na carta ao FGC, o governador Ibaneis Rocha incluiu um conjunto de "parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto". Veja o que inclui a proposta: Modalidade: operação de suporte financeiro de natureza estrutural (ex.: instrumento elegível a reforço de capital, conforme enquadramento regulatório aplicável) e/ou linha de liquidez associada; Valor: R$ 4 bilhões; Carência: 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais; Remuneração/encargos: CDI + spread, observadas as condições definidas pelo FGC; Garantias: participações acionárias das empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB, CEB) e imóveis, conforme Projeto de Lei nº 2165/2026. A função do empréstimo O documento diz que o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília teria um "caráter estruturante". O governo tenta aportar recursos no BRB para restaurar os limites mínimos definidos pela legislação brasileira para a segurança de todos os bancos em operação. Entre os objetivos do empréstimo, o governo cita no documento: reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito; ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e às micro e pequenas empresas; estímulo à atividade econômica local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária; potencial geração de dividendos futuros ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal. ➡️ O Índice de Basileia mede a segurança financeira de cada banco, comparando o capital da instituição e o risco de suas operações. O Banco Central é quem fiscaliza o atingimento do índice. "Trata-se, portanto, de investimento com potencial de retorno fiscal indireto e recorrente", defende o governo. Governo promete novos documentos Na carta, o governo do DF reconhece que o Fundo Garantidor de Créditos tem regras próprias para conceder esse tipo de crédito. E se diz disposto a "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas". O Palácio do Buriti diz que está preparando, já de imediato para enviar ao fundo: Plano de Negócios; Plano de Capital; Diagnóstico de necessidades (drivers) e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco); Proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos; Minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Galinha Foto de Magda Ehlers O tribunal criminal de Estrasburgo, no leste da França, analisou nesta sexta-feira (27) o caso da morte de um filhote de lince espancado por uma mulher em uma cidade no norte da Alsácia, após o animal atacar sua galinha, Marie Thérèse. O lince é uma espécie ameaçada de extinção e protegida no país. Na manhã de 18 de outubro de 2024, o felino, uma fêmea de 4,2 kg, entrou em um cercado onde viviam cinco galinhas, no jardim de uma área residencial de Niederbronn-les-Bains, uma cidade de 4.000 habitantes. A dona da propriedade conta ter entrado “em pânico” quando viu uma de suas aves, Marie-Thérèse, ser atacada. “Fiquei chocada, gritei, mas ele não soltava. Bati para que soltasse minha galinha”, relatou ao tribunal, onde responde por destruição de uma espécie animal protegida. A mulher afirma que confundiu o lince com um gato. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Depois de tentar afugentar o predador, a agressora, que diz estar arrependida, pegou um pedaço de madeira e o golpeou na cabeça. Em seguida, chamou a polícia municipal, que acionou o Escritório Francês de Biodiversidade (OFB). “Eu estava a dez minutos dali. Vim ver o que podia ser feito para salvar o filhote que agonizava”, contou Claude Kurtz, especialista em linces e representante do OFB na Alsácia. O lince estava debilitado e faminto. “Tentei prestar os primeiros socorros e rapidamente o levei à clínica veterinária”, mas “duas horas depois, ele estava morto”, acrescentou o defensor dos animais, que representou a associação SOS Falcão-peregrino Lince. Leia também: Galinha leva 25 horas para produzir um ovo; entenda o processo Espécie em extinção Lince Foto de Omar Ramadan Segundo o relatório de autópsia, o felino sofreu “vários golpes”, além de duas fraturas no crânio e um hematoma. Os defensores do lince ainda não haviam escolhido um nome para a filhote, mas conheciam sua linhagem: seus pais, Taïga e Filou, eram da “segunda geração” de linces reintroduzidos na Alemanha entre 2016 e 2021. A mulher e o marido só alertaram as autoridades quando o animal já estava agonizando. “Eles poderiam ter chamado antes”, lamenta Kurtz, que denuncia “atos de crueldade”. Marie-Thérèse, a galinha, não sobreviveu. Mas, segundo Kurtz, se a dona não tivesse atacado o lince, “ela teria sido indenizada pela perda da galinha”. A espécie está ameaçada de extinção, segundo associações de defesa dos animais, que apontam números alarmantes: existem apenas cerca de 150 linces em toda a França e apenas dez nas montanhas da região de Vosges, perto da fronteira com a Alemanha. Nesse contexto, “cada indivíduo conta para a sobrevivência da espécie”, destaca Sandrine Farny, responsável pelo tema no Parque Natural Regional dos Vosges do Norte. Ela lembra que linces são, com frequência, vítimas de atropelamentos. 'Eu gostava da minha galinha' “Você se dá conta de que, ao tentar salvar um animal, acabou matando outro?”, questionou a juíza, Valentine Seyfritz. “Era meu animal doméstico, senhora. Eu gostava da minha galinha, como a senhora gosta do seu gato ou do seu cachorro”, respondeu a acusada. A “legítima defesa” não se aplica ao caso, afirmou a promotora, Priscille Cazaux, que pediu quatro meses de prisão com suspensão condicional da pena para a mulher “sinceramente abalada pelos fatos”. Mas a alegação de que ela teria confundido o lince com um gato é difícil de acreditar, segundo a promotora. Para a advogada da ré, Juliette Isaac, a sexagenária não é uma “caçadora experiente” nem uma “caçadora ilegal”, mas uma pessoa que enfrentou uma “situação estressante que não soube administrar”. Aquela que “viu crescer suas cinco galinhas” simplesmente “reagiu diante da agressão a um ser querido”; e, desde então, tem dificuldades com o luto e não “substituiu Marie-Thérèse”. Saiba também: Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa japonesa de entretenimento Sony anunciou nesta sexta-feira (27) um aumento nos preços de alguns produtos da linha PlayStation. O reajuste atinge os consoles PlayStation 5 (PS5), PS5 Pro e o PlayStation Portal, e passa a valer em todo o mundo a partir de 2 de abril. É o segundo aumento desse tipo em cerca de um ano. No Brasil, o aumento dos preços do console varia entre R$ 500 a R$ 600. As alterações são as seguintes: PS5 deixa de ser R$ 4.499,90 e passa a custar R$ 5.099,90; PS5 Edição Digital vai de R$ 3.999,90 para R$ 4.599,90; PS5 Pro passa de R$ 6.999,90 para R$ 7.499,90. Já o PlayStation Portal ficará R$ 400 mais caro, com o valor saindo de R$ 1.499,90 para R$ 1.899,90. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Considerando as pressões persistentes sobre a economia global, decidimos aumentar os preços do PS5, do PS5 Pro e do PlayStation Portal" em todo o mundo, "a partir de 2 de abril", afirmou o grupo no blog do PlayStation. Segundo a Sony, esse cenário tem afetado os custos de produção e distribuição dos produtos. Na Europa, o preço dos consoles ficará 100 euros mais caro (cerca de R$ 603). O PlayStation Portal terá aumento de 30 euros (aproximadamente R$ 181), passando a custar 249,99 euros (cerca de R$ 1.500). Nos Estados Unidos, os reajustes devem variar entre US$ 100 e US$ 150 (de cerca de R$ 523 a R$ 784), dependendo da versão do aparelho. Parte da linha já havia sofrido reajuste recentemente. Em abril de 2025, a versão digital do PS5 ficou 50 euros mais cara na Europa. Na mesma época, os modelos com e sem leitor de Blu-ray também tiveram aumento no Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Pressão de custos e vendas mais fracas Lançado em 2020, o PlayStation 5 já vendeu mais de 92 milhões de unidades no mundo e está entre os consoles mais populares do mercado. Mesmo assim, as vendas globais caíram 16% no período de outubro a dezembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, apesar do lançamento do PS5 Pro em novembro de 2024. Empresas do setor também enfrentam dificuldades para obter semicondutores, componentes eletrônicos usados na fabricação de consoles e outros dispositivos. A escassez desses itens tende a elevar os custos de produção. Em maio, a Microsoft também anunciou aumento global nos preços dos consoles Xbox Series, citando as mesmas condições de mercado. PlayStation 5 Pro vai ter versões com e sem leitor de CD Divulgação

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um tribunal de apelações de Nova York anulou, nesta sexta-feira (27), uma decisão que obrigava a Argentina a pagar US$ 16,1 bilhões (R$ 84,2 bilhões) em indenizações pela nacionalização da petroleira YPF, ocorrida em 2012. A informação consta na decisão judicial obtida pela AFP. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A condenação havia sido determinada em 8 de setembro de 2023 pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. Na ocasião, ela concluiu que a Argentina deveria compensar empresas que, segundo a decisão, foram prejudicadas pela forma como ocorreu a nacionalização da companhia. O presidente argentino, Javier Milei, comemorou o resultado em uma publicação na rede social X. “VENCEMOS O PROCESSO DA YPF. O Tribunal acaba de reverter integralmente a sentença contra a Argentina: o melhor cenário possível”, escreveu. Initial plugin text Nacionalização da YPF e a disputa com acionistas minoritários Em 2012, o governo argentino expropriou 51% das ações da YPF, empresa que na época era parcialmente controlada pela petroleira espanhola Repsol. Dois anos depois, a companhia espanhola recebeu US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para encerrar a disputa com o país. A situação foi diferente para acionistas minoritários — investidores que tinham participações menores na empresa. Entre eles estavam a Petersen Energia e a Eton Park Capital, que juntos detinham 25,4% do capital da YPF. Em 2015, essas empresas entraram na Justiça alegando que a Argentina deveria ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) — mecanismo pelo qual um comprador oferece adquirir ações de outros investidores — conforme previsto nas regras da companhia. O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 REUTERS/Francisco Loureiro

Plantio de maracujá em propriedade no interior de Roraima Amazônia Agro/Reprodução A produtora rural Hilda escreveu ao Globo Rural pedindo ajuda para controlar problemas no cultivo do maracujá. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem um folheto gratuito com as informações sobre as principais pragas e doenças do maracujazeiro. 📱Acesse aqui. Veja quais os benefícios de consumir maracujá

BYD Atto 8 divulgação/BYD A gigante chinesa de veículos elétricos BYD informou nesta sexta-feira (27) que seu lucro anual caiu 19,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, em um cenário econômico marcado pela fraqueza do consumo interno. Segundo comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, o lucro da BYD destinado aos acionistas somou 32,6 bilhões de yuans (R$ 24,6 bilhões) no ano passado, abaixo dos 40,3 bilhões de yuans (R$ 30,49 bilhões) registrados em 2024. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A BYD consolidou-se como a principal empresa no competitivo mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo. Embora a indústria chinesa de veículos elétricos lidere o mercado global, a concorrência interna tem reduzido os ganhos das empresas. Diante disso, muitas companhias — entre elas a BYD — passaram a direcionar seus esforços para o exterior. A pressão regulatória também aumentou. Em maio, uma entidade do setor criticou as montadoras chinesas por estimularem uma guerra de preços, poucos dias depois de a BYD anunciar descontos. No ano passado, a BYD teve receita de 804 bilhões de yuans (R$ 606 bilhões), um crescimento modesto de 3,5% em relação a 2024. Em 2024, a receita anual da empresa superou a de sua rival americana, a Tesla, e ultrapassou a marca simbólica de US$ 100 bilhões (R$ 523 bilhões). Paralelamente, a expansão internacional da BYD vem ganhando ritmo. Em setembro, a empresa vendeu mais de 13 mil veículos nos países da União Europeia, um salto de 272,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.

Decisões de Trump influenciam mercados de maneira decisiva – e algumas apostas antecipadas de investidores têm gerado questionamentos Martin Meissner/AP Photo/picture alliance Cerca de 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã, na última segunda‑feira (23/03), os mercados registraram uma movimentação abrupta nos contratos de petróleo. Nesse intervalo, investidores negociaram centenas de milhões de dólares da commodity, antecipando-se à publicação do republicano e evitando perdas com a posterior queda nos preços. O episódio reacendeu o escrutínio no país por repetir um padrão observado durante sua presidência, em que investidores adotam comportamentos atípicos pouco antes de anúncios oficiais sobre temas como operações militares e tarifas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além dos contratos futuros de petróleo, atividades cronometradas deste tipo também surgiram em outros segmentos financeiros nos últimos meses, incluindo índices de ações (S&P 500 e Nasdaq), mercados de apostas, operações de câmbio e até criptomoedas. Os casos levantaram suspeitas nos Estados Unidos sobre possíveis vazamentos de informação do governo ao mercado, inclusive o brasileiro. A prática irregular, associada ao insider trading, ocorre quando investidores operam com base em informações privilegiadas que deveriam ser confidenciais, negociando de forma a lucrar com a antecipação de um anúncio oficial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não há evidências concretas de que a Casa Branca esteja repassando informações confidenciais para beneficiar investidores ou suavizar impactos. Especialistas apontam que o comportamento súbito e as frequentes mudanças de direção de política de Trump acabam fornecendo sinais ao mercado, que interpreta esses padrões e tenta antecipar decisões políticas. No caso do presidente americano, que anuncia decisões oficiais diretamente nas redes sociais e sem aviso prévio, os mercados passaram a monitorar diretamente sua comunicação online – fenômeno apelidado nos EUA de "Volfefe Index". Na prática, suas postagens têm potencial para mover mercados globais e estimular comportamentos preditivos, inclusive em bolsas europeias. Além disso, grandes fundos operam constantemente com base em sinais macroeconômicos, o que pode gerar a percepção de movimentos "perfeitos" antes de anúncios. Por outro lado, a repetição recente dessas "coincidências" vem aumentando as críticas sobre a gestão Trump. A Casa Branca afirma reiteradamente que não tolera qualquer autoridade que se "beneficie ilegalmente de informações privilegiadas". "O que chama atenção aqui não é apenas o tamanho das operações, mas o timing", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência de notícias AFP, ao ser questionado sobre a movimentação mais recente. "Traders não são clarividentes. Quando as posições mudam minutos antes de um anúncio capaz de mexer com o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com [...] informações antes de a notícia vir a público", acrescentou. Relembre os movimentos do mercado que aconteceram minutos antes de anúncios de Trump. Acertos sobre data de ataques ao Irã levaram lucros a apostadores Evelyn Hockstein/REUTERS Negociações de petróleo minutos antes de queda dos preços No último sábado (21/03), Trump havia prometido destruir a infraestrutura energética do Irã se o país não permitisse o tráfego de navios no Estreito de Ormuz em 48 horas. O bloqueio da navegação no Golfo tem gerado forte pressão sobre o governo americano, devido à disparada de preços do petróleo e sua reação em cadeia em outros setores. Teerã, porém, não cedeu à ameaça, o que levou o preço da commodity a subir mais uma vez nas primeiras horas de segunda-feira (23/03), com a abertura das bolsas na Ásia. Às 7:04 daquele dia (horário local), Trump subiu seus primeiros posts indicando que recuaria dos ataques. Segundo ele, houve "conversas produtivas" com Teerã que o levaram a postergar a ofensiva contra as bases energéticas do Irã por cinco dias. Os preços do petróleo bruto Brent caíram de 114 dólares por barril para 97 dólares em poucas horas. No entanto, minutos antes, entre 6:49 e 6:51 do mesmo dia, mais de 760 milhões de dólares (R$ 4 bilhões) em contratos futuros de petróleo foram negociados, incluindo o Brent e o West Texas Intermediate. O jornal americano Wall Street Journal também indica que um movimento similar ocorreu no índice de ações americano S&P 500, o que levou investidores a contornarem perdas. Na comparação com semanas anteriores, o movimento pode ser considerado atípico para uma segunda-feira, indicam observadores. Além disso, não havia sinais claros de que uma negociação entre Washington e Teerã poderia sair do papel. O Irã chegou a rebater Trump horas depois e afirmar que nenhuma conversa sobre o estreito havia ocorrido durante o final de semana. Apostadores lucram com timing dos ataques no Irã A especulação sobre uso de informação privilegiada também se espalhou para os mercados de previsão, que permitem aos usuários apostar na probabilidade de milhares de eventos globais. A empresa de análise Bubblemaps afirmou que seis contas lucraram cerca de 1,2 milhão de dólares (R$ 6 milhões) com dezenas de apostas feitas na plataforma Polymarket, prevendo corretamente ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. As apostas foram registradas horas antes de os ataques começarem. Além de informações privilegiadas, críticos apontam risco de apostas incentivarem conflitos Berno/SIPA/picture alliance Segundo a Bubblemaps, um único apostador apresenta um padrão recorrente de apostas certeiras. Ele também lucrou em outubro de 2024, quando acertou a data dos ataques israelenses contra o Irã, com aposta realizada novamente poucas horas antes de seu início. Uma revisão do site da Polymarket feita pela agência de notícias Reuters identificou que, ao todo, um total 529 milhões de dólares foram apostados em contratos ligados ao timing de ataques (R$ 2,7 bilhões), enquanto 150 milhões de dólares (R$ 790) foram direcionados a contratos sobre a possível remoção do antigo líder supremo aiatolá Ali Khamenei de seu cargo. Remoção de Nicolás Maduro remunera apostadores Senadores democratas também manifestaram preocupação, em 23 de fevereiro, de que os mercados de previsão estariam violando regras ao criar incentivos para fomentar conflitos ou divulgar informações sigilosas, depois que um trader obteve cerca de 410 mil dólares (R$ 2,1 milhões) apostando na queda do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em 2 de janeiro, Trump autorizou a ação que levou à captura de Maduro, em Caracas. Embora a notícia da operação só tenha sido divulgada posteriormente, uma série de apostas na queda do venezuelano foram feitas na Polymarket entre dezembro e janeiro. O que gerou suspeita foi a identificação de que a última aposta fora registrada menos de uma hora antes de os militares serem autorizados pela Casa Branca a prosseguir com a intervenção na Venezuela. Prisão de Maduro também motivou movimentações nos mercados Adam Gray/REUTERS Recuo tarifário dispara índices de mercado A guerra comercial lançada por Trump contra diversos países também gerou especulações de insider trading e manipulação de mercado. Entre os dias 9 e 14 de abril de 2025, Trump anunciou diversos recuos ao seu tarifaço global, reduzindo restrições à importação de produtos eletrônicos ou mesmo pausando o tarifaço horas após sua entrada em vigor. As decisões reverteram temporariamente quedas históricas nas bolsas de valores ao redor do mundo disparadas por sua decisão anterior de sobretaxar parceiros comerciais com tarifas que chegavam a 50%. Em 9 de abril de 2025, a sobretaxa a países e blocos como China, Japão e União Europeia entrou em vigor, levando a um choque nos mercados. Trump procurou amenizar o impacto, afirmando nas redes sociais que era uma "ótima hora para comprar". Horas depois, interrompeu as tarifas globais por 90 dias, o que levou o índice americano S&P 500 ao seu maior ganho diário desde 2008 e o Nasdaq ao segundo melhor desempenho em quase duas décadas. Em meio às movimentações, observadores identificaram negociações na bolsa americana que envolviam opções de compra que só dariam retorno se o índice encerrasse em alta no mesmo dia, algo não esperado em meio às tarifas recém-impostas. Foi o suficiente para democratas no Congresso pedirem repetidas investigações sobre possível manipulação de mercado e insider trading. Bilhões em criptomoedas minutos antes de anúncio Em 10 de outubro de 2025, foi a vez de movimentações atípicas no mercado de criptomoedas levarem a especulações sobre informações privilegiadas. Na ocasião, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses, levando a uma liquidação generalizada no mercado de criptomoedas, como o bitcoin, que chegou a cair 19 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões). Recuo do tarifaço gerou revolta nas bolsas Brendan Smialowski/AFP Segundo análise do Wall Street Journal, porém, duas contas haviam apostado contra o mercado minutos antes da publicação do presidente, lucrando cerca de 160 milhões de dólares (R$ 842 milhões). As apostas foram alavancadas para lucrar com um possível derretimento no preço das criptomoedas e foram executadas na plataforma Hyperliquid. Apesar de o investimento ter sido realizado minutos antes do anúncio, naquele momento Pequim já havia restringido sua exportação de terras raras, o que levou à contramedida de Trump. Aposta cambial bilionária no Brasil No Brasil, anúncios de Trump também geraram suspeitas de que informações privilegiadas chegaram ao mercado. A Advocacia‑Geral da União identificou movimentações cambiais atípicas em 9 de julho de 2025, quando o americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Uma reportagem do G1 mostrou que menos de 3 horas antes de Trump publicar uma carta em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sobretaxar o Brasil, operadores compraram entre 3 e 4 bilhões de dólares (entre R$ 15 e R$ 21 bilhões) ao custo de R$ 5,46 o dólar. Após a publicação da Casa Branca, o câmbio subiu a R$ 5,60. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. gq (OTS, AFP) Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater preços abusivos. Mas se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? ⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. 🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo. Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos: Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva; Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor; Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais. Como a investigação é feita Para verificar se houve abuso, órgãos de defesa do consumidor fazem uma análise técnica. Entre os principais pontos avaliados estão: notas fiscais de compra e venda dos últimos meses; evolução dos preços ao longo do tempo (série histórica); custos na cadeia produtiva, da refinaria ao posto; comparação com outros estabelecimentos. Quem fiscaliza A apuração envolve diferentes órgãos. Os Procon de todos os estados recebem denúncias e monitoram preços localmente. Já a Secretaria Nacional do Consumidor coordena a política nacional. Quando há suspeita de práticas como cartel ou abuso de poder econômico, o caso pode ser encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Entenda a operação Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor. Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril Postos aumentaram margem de lucro Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. LEIA TAMBÉM: Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

Foto: Roberto Zacarias/SECOM A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda assim, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A alta no começo do ano é explicada por fatores sazonais. Após um período mais aquecido no fim do ano, há uma redução natural nas contratações. Setores como educação e saúde são especialmente afetados, já que muitos trabalhadores têm contratos temporários, principalmente no setor público, que se encerram na virada do ano. Esse movimento também acontece em setores como construção civil e indústria, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE. "Atividades ligadas a edificações e reparos, tanto em imóveis residenciais quanto comerciais, costumam ganhar força no segundo semestre. Já no início do ano, período de férias, há uma retração natural, e vemos novamente esse movimento nesses segmentos", afirma. Apesar disso, o rendimento médio do trabalhador voltou a bater recorde, chegando a R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8% Taxa de subutilização: 14,1% População desocupada: 6,2 milhões População ocupada: 102,1 milhões População fora da força de trabalho: 66,6 milhões População desalentada: 2,7 milhões Empregados com carteira assinada: 39,2 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões Trabalhadores informais: 38,3 milhões Segundo o instituto, a população ocupada chegou a 102,1 milhões. O total representa uma queda de 0,8% no trimestre anterior, com 874 mil pessoas e menos no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) 0,4 acima do registrado um ano antes. A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, praticamente estável. Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,6 milhões de pessoas. O contingente cresceu 0,9% no trimestre, com o acréscimo de 608 mil pessoas, e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas). Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,7 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas caiu 14,9% em relação a um ano antes, o equivalente a 477 mil pessoas a menos nessa condição. 🔎 Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho no momento da pesquisa, mas gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para assumir uma vaga. Mesmo assim, não procuraram emprego naquele período — geralmente por acharem que não conseguiriam uma oportunidade. Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e que de 0,4 ponto percentual no ano (2,9%). Formalidade x informalidade No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre: 💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, total estável no trimestre e no ano. 📄 Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual. 🧑💻 Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,2% em um ano — alta de 798 mil pessoas. 🏠 Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões. O contingente ficou estável no trimestre e na comparação anual. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. 💰 Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% no ano. Segundo o IBGE, o número atingiu novamente patamar recorde 💵 A massa de rendimento real habitual — que representa a soma de todos os salários pagos no país — chegou a R$ 371,1 bilhões, ficando estável em relação ao trimestre anterior e crescimento de 6,9% (R$ 24,1 bilhões) em um ano. A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,4 milhões no trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O total ficou estável frente ao trimestre comparável anterior e ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior. Ao analisar a ocupação por setores da economia, a pesquisa mostra que, na comparação com o trimestre anterior, os principais movimentos foram: 💻Informação, comunicação e atividades financeiras: alta de 4,0% (mais 504 mil pessoas) 🏛️Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: alta de 4,5% (mais 808 mil pessoas) 🏠Outros setores ficaram estáveis, sem mudanças relevantes.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,28% nesta sexta-feira (27), cotado a R$ 5,2414. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,64%, aos 181.557 pontos. Investidores mantêm o pessimismo das últimas sessões diante do avanço da guerra no Oriente Médio e de seus impactos no fornecimento global de petróleo. O conflito completa um mês no sábado (28), sem perspectiva de fim. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Israel afirmou que vai ampliar os ataques ao Irã e bombardeou um centro de produção de mísseis da Marinha iraniana e uma usina de urânio. Os EUA podem reforçar ainda mais o efetivo no Oriente Médio, com 10 mil soldados adicionais, segundo o jornal "The Wall Street Journal". Em paralelo, Trump disse ter adiado por mais 10 dias possíveis ataques a instalações de energia no Irã. ▶️ O petróleo segue em alta. O Brent, referência mundial, subia 5,05%, para US$ 113,06 por volta das 17h. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,21%, para US$ 99,69. "Se essa situação não for resolvida nas próximas duas semanas, os estoques globais de petróleo cairão para mínimas históricas e os preços terão que subir para reduzir a demanda", disse Sam Peters, gerente de portfólio da ClearBridge Investments, à agência Reuters. ▶️ No Brasil, a agenda econômica incluiu a divulgação da taxa de desemprego. O indicador ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, evemente acima das expectativas do mercado, que projetavam 5,7%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,26%; Acumulado do mês: +2,09%; Acumulado do ano: -4,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,03%; Acumulado do mês: -3,83%; Acumulado do ano: +12,68%. Trump adia ultimato ao Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou em 10 dias o prazo que havia dado para atacar instalações de energia do Irã, por avanços nas negociações para tentar encerrar a guerra. Apesar disso, a capital iraniana, Teerã, voltou a ser alvo de bombardeios de Israel. Trump havia ameaçado destruir usinas de energia do Irã caso o país não permitisse novamente a passagem de navios petroleiros pelo estreito. Nesta sexta-feira, porém, afirmou que adiou o ultimato até 6 de abril de 2026, às 21h (horário de Brasília), atendendo a um pedido do governo iraniano. Segundo ele, Teerã já autorizou a passagem de 10 navios pela região. Durante a reunião do G7, a ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, acusou o Irã de “tomar a economia mundial como refém” ao restringir a passagem de petroleiros pelo estreito. O encontro conta com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Na reunião, Rubio deve ser pressionado por representantes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão a explicar a estratégia da Casa Branca para o conflito. Desemprego em fevereiro A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo o IBGE. O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior. O resultado veio levemente acima das expectativas do mercado, que projetavam um avanço a 5,7%, mas ainda é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo operavam em queda nesta sexta-feira, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio. A principal preocupação dos investidores é que o conflito afete por um longo período a produção e o transporte de petróleo e gás natural no Golfo Pérsico — uma das regiões mais importantes do mundo para a oferta desses combustíveis. Caso isso aconteça, parte relevante do petróleo e do gás pode deixar de chegar ao mercado internacional, o que tende a pressionar os preços e alimentar a inflação global. Nos EUA, as bolsas em Wall Street caminham para encerrar a quinta semana seguida de perdas, o que seria a sequência negativa mais longa em quase quatro anos. As ações europeias caíram nesta sexta-feira, mas registraram um ganho modesto na semana, refletindo os sinais conflitantes do Oriente Médio com os quais os investidores tiveram que lidar. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,9% no dia, a 575,37 pontos, com a maioria dos setores no vermelho. Ainda assim, acumulou alta de 0,4% na semana. Na Ásia, o fechamento foi misto. Na China, o índice de Xangai subiu 0,63%, e o CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,38%. Já em outros mercados da região houve queda: o Nikkei, do Japão, recuou 0,43%, a 53.373 pontos; o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,40%, a 5.438 pontos; e o TAIEX, de Taiwan, terminou em baixa de 0,68%, aos 33.112 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação de fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio. A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor. ⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. 🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo. Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos: Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva; Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor; Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril Postos aumentaram margem de lucro Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. LEIA TAMBÉM: Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Entrepay Reprodução/Redes Sociais O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta sexta-feira (27) a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento e, por extensão, das empresas Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e Octa Sociedade de Crédito Direto, que integram o conglomerado Entrepay. Em dezembro de 2025, o conglomerado representava cerca de 0,009% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal. O Banco Central destacou ainda que, por se tratarem de instituições de pagamento e de sociedade de crédito direto, as empresas não realizam captação de recursos por meio de instrumentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a liquidação extrajudicial, a autoridade passa a conduzir o processo de encerramento ordenado das atividades das instituições, com o objetivo de proteger credores e preservar a estabilidade do sistema financeiro. O BC informou que seguirá com a apuração de responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de informações a outros órgãos competentes. "Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação decretada", afirmou o Banco Central. O que faz a Entrepay Fundada em 2022, a Entrepay Instituição de Pagamento é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de pagamentos, que oferece serviços que vão do processamento à adquirência para empresas interessadas em operar ou expandir suas atividades financeiras no Brasil. 🔎Na prática, a companhia fornece a infraestrutura que permite que negócios aceitem pagamentos com cartão, conectando estabelecimentos, bandeiras e bancos, além de processar e liquidar as transações com segurança. Com sede em São Paulo, a Entrepay também mantém um portal para desenvolvedores, voltado à integração de sistemas e à ampliação de sua atuação no mercado digital. A empresa faz parte do Grupo Entre, ecossistema que reúne companhias de tecnologia e serviços financeiros, como Entre Investimentos, Acqio, Octa, Pmovil, Leads Securitizadora, Bcodex e iniciativas de mídia como a IstoÉ. O grupo foi fundado por Antonio Carlos Freixo Júnior, que atua como CEO. Criado em 2016, o Grupo Entre cresceu por meio da aquisição de empresas nos segmentos de meios de pagamento e crédito, formando uma estrutura que afirma reunir 26 companhias e cerca de 700 funcionários. Em 2022, a holding adquiriu a operação brasileira da Global Payments, dando origem à Entrepay. Os problemas financeiros da Entrepay A Entrepay passou a ser alvo de críticas após o aumento de relatos de lojistas sobre demora no repasse de valores de vendas feitas via maquininhas, conforme noticiado pelo site NeoFeed. Segundo a reportagem, a empresa possui parceria com o Banco do Nordeste para fornecer equipamentos a participantes do Crediamigo, programa de microcrédito voltado a pequenos empreendedores. A instituição financeira confirmou os atrasos e atribuiu o problema a falhas operacionais da Entrepay. Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou casos de possíveis irregularidades no mercado financeiro, uma delas ligada ao grupo Entrepay. No principal processo, a autarquia rejeitou um acordo de cerca de R$ 21,3 milhões apresentado por empresas e executivos, incluindo Entre Investimentos, Banco Master e Viking Participações. O caso envolve suspeitas de operações fraudulentas com cotas de um fundo imobiliário. Mesmo com recomendação favorável de um comitê técnico, o colegiado decidiu não aceitar a proposta, o que faz com que o processo continue e ainda possa resultar em punições, como multas e até impedimento de atuação no mercado. Em nota, o Grupo Entre informou que tomou conhecimento da decisão do BC que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay e que “vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades”, no âmbito de uma revisão estratégica do portfólio. Segundo o grupo, a ideia era encerrar as operações de forma organizada, cumprindo todos os compromissos e mantendo os serviços funcionando normalmente durante o processo. A companhia também declarou que “reitera seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes”, acrescentando que está prestando os esclarecimentos necessários e acompanhando o processo de liquidação pelos canais institucionais, com o objetivo de mitigar impactos a clientes e parceiros. Leia o comunicado na íntegra: "O Grupo Entre informa que tomou conhecimento da decisão do Banco Central que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento, da Acqio Adquirência e da Octa Sociedade de Crédito Direto, conforme comunicado público divulgado nesta data. O Grupo esclarece que vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades, no contexto de uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios, com foco na transição ordenada das atividades, no cumprimento das obrigações assumidas e na preservação da continuidade operacional durante esse período. O Grupo Entre reafirma seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e acompanhando os desdobramentos do processo de liquidação dentro dos canais institucionais apropriados, de forma também a mitigar impactos a clientes, parceiros e demais públicos relacionados. O Grupo Entre possui outros negócios que seguirão seu curso normalmente."

Prazo para contestar descontos do INSS é prorrogado O governo federal prorrogou o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 20 de junho. Conforme adiantou o g1, a medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27). O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os descontos até 20 de março, mas decidiu estender a data novamente. Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos. Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir). 🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios. Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Reprodução/TV Globo Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa. Relembre o caso Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

A simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones foi suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras Getty Images via BBC Até o dia 28 de fevereiro de 2026, o Irã, com uma produção diária de cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo cru e condensados, controlava o equivalente a 4% da oferta global do produto. Depois dos ataques norte-americanos e israelenses, a república islâmica passou a dispor de 20% do petróleo mundial. A chave para esse incremento não é econômica ou política, mas militar, e reside no domínio sobre um corredor marítimo de 150 a 170 quilômetros entre os golfos Pérsico e de Omã: o Estreito de Ormuz. Situado na margem norte do estreito — ao sul, está Omã, sultanato que historicamente mantém relações amistosas com Teerã —, o Irã pode atingir com facilidade embarcações que usam o estreito para escoar a produção petrolífera do Golfo, responsável por um quinto da oferta mundial de óleo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A situação foi sintetizada na capa da edição de 28 de março da revista britânica The Economist, que mostra um mapa-múndi de papel amassado em formato de funil por uma mão que ostenta um anel com a bandeira iraniana, sob o título "Vantagem para o Irã". Embora tenha ameaçado fechar o estreito anteriormente, esta é a primeira vez que o Irã adota a medida de fato — alegando que vale apenas para "nações hostis" como Estados Unidos, Israel e seus aliados. Desde o início da Guerra do Irã, apenas algumas dezenas de petroleiros tiveram sinal verde para cruzar o estreito — em tempos de paz, esse é volume de tráfego de um único dia na região. Para bloquear a passagem pelo local, as forças armadas iranianas não precisam de grandes recursos dissuasórios: a simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones é suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras. Nos estudos de segurança e defesa, o gesto iraniano recebe um nome sofisticado: guerra assimétrica. O termo designa um tipo de conflito armado no qual as estratégias e meios militares das potências envolvidas não são equivalentes, ou seja, quando há profunda disparidade de objetivos e recursos entre os beligerantes. "Apesar de ser uma potência média, o Irã não consegue travar uma guerra em pé de igualdade com os Estados Unidos e, por isso, desenvolveu a capacidade de lutar de forma assimétrica", explica Eduardo Svartman, professor do Programa de Pós-graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed). Entre os recursos utilizados pela república islâmica, explica o pesquisador, a principal é o apoio a forças irregulares como o Hezbollah no Líbano e os houthis no Iêmen. No conflito atual, o Irã decidiu dificultar, limitar ou restringir a circulação de navios por Ormuz a fim de "impor custos que serão dirigidos aos Estados Unidos e a seus aliados", explica Svartman. "O estreito não é chave apenas para a produção de petróleo cru. Fertilizantes, polímeros e outros derivados também transitam a bordo dos navios que o atravessam." As características de Ormuz, com uma profundidade máxima de cem metros e canais de navegação de apenas três quilômetros em cada direção, permitem que o bloqueio seja efetivado até mesmo por meio de drones, afirma o professor. Reação iraniana expôs erros de cálculo de adversários Para Juliano Cortinhas, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), o uso da guerra assimétrica por parte do Irã era previsível diante dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. "Cada país usa o que tem. O Irã teve a sua soberania atacada, estava pronto para esse cenário e tinha uma capacidade de impor perdas aos Estados Unidos e seus aliados maior do que esses imaginavam", sustenta. A abordagem da guerra pelo Irã, se não chegou a surpreender o governo americano, deixou evidentes os erros de cálculo da maior potência militar do mundo, avalia Cortinhas. "A máquina de guerra, de poder militar absoluto dos Estados Unidos dá a essas pessoas que têm pouca capacidade analítica a impressão de que podem fazer qualquer coisa. No mundo atual de guerras assimétricas e tecnologias emergentes, isso não é mais possível porque a resistência também é facilitada pelo uso desses recursos." Segundo Cortinhas, o presidente dos EUA, Donald Trump, cercou-se de colaboradores que tinham como principal credencial a afinidade ideológica com o chefe e não a competência, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth. "O processo decisório nos Estados Unidos está completamente caótico", define. Além disso, lembra o professor, a inteligência norte-americana parece ter falhado ao não dispor de uma avaliação precisa da capacidade iraniana de defesa. Svartman: 'Deve haver uma salinha no Pentágono cheia de planos para Ormuz' As falhas na campanha norte-americana contra o Irã não decorrem de simples improvisação, na opinião de Svartman. "Deve haver uma salinha no Pentágono [sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, D.C.] cheia de planos para dar conta do Estreito de Ormuz desde a Revolução Islâmica. Planejamento militar certamente há. A questão é que, enquanto o planejamento militar é mais técnico, a decisão de usar o poder militar é política", argumenta. Uma das possibilidades, cogita Svartman, é de que o governo norte-americano tenha confiado na versão propalada pela inteligência de Israel de que, se a cúpula do regime fosse eliminada por meio de ataques aéreos, uma revolução eclodiria naturalmente no país. "Até o momento, isso não aconteceu", observa. Lembrando que Trump havia prometido durante a campanha eleitoral não empregar forças terrestres no exterior, Svartman explica que o poder aéreo, embora importante, não é onipotente. "Há limites do que se pode obter com ataques aéreos. Uma mudança de regime ou da postura do regime existente não se produziu, e esse timing está começando a ficar caro para os Estados Unidos." Além de compensar a inferioridade bélica, a guerra assimétrica pode servir ao Irã como forma de conferir certa ambiguidade ao conflito, diz Maria Eduarda Dourado, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba. "[A guerra assimétrica] dificulta o reconhecimento pela comunidade internacional das ações iranianas como atos formais de guerra", afirma. Para a pesquisadora, responder a ameaças assimétricas requer o abandono da mentalidade militar convencional. "A lógica da vitória militar convencional deve ser substituída por outra de resiliência e dissuasão multidimensional. A ideia central é tornar o ataque do inimigo inútil, caro ou politicamente impossível", explica Maria Eduarda. "A eficácia do controle de Ormuz depende menos da destruição física do adversário e mais da capacidade de sustentar narrativas e coalizões internacionais. A presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) torna-se importante, visto que transformará a disputa entre Estados Unidos e Irã em uma questão de segurança coletiva." Embaixador aposentado alerta para altas temperaturas Ex-embaixador no Irã e com passagens pelas embaixadas brasileiras no Iraque e no Kuwait, o embaixador aposentado Sérgio Tutikian lembra que a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz é feita pelo regime de Teerã desde a Guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988. O próprio diplomata alerta para esse risco em conversas e entrevistas desde janeiro de 2022, quando os EUA mataram o general iraniano Qassem Soleimani, 62 anos, no aeroporto de Bagdá, no Iraque. Tutikian diz que, se eventuais operações terrestres dos EUA na região do Golfo forem estendidas até junho, quando se inicia o verão na região, as forças norte-americanas enfrentarão temperaturas de até 50ºC. "Quase todos os países da região têm a mesma temperatura, com a exceção do Bahrein, de clima mais ameno. A umidade relativa do ar é de 100% no verão, causando dor de cabeça. A própria água do Golfo Pérsico é quente", explica. Entre as localidades do Golfo que Tutikian visitou ao servir na região, está a ilha iraniana de Kharg, sede de importantes instalações de distribuição de petróleo e cogitada como possível objetivo de uma invasão terrestre dos Estados Unidos. "Quando estive no Irã pela primeira vez, nos anos 1970, a ilha era basicamente um ponto turístico."

Carro sendo abastecido em posto de combustíveis REUTERS/Max Rossi Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. (leia mais aqui) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. O diesel S-500, usado principalmente por veículos mais antigos, teve alta de 71,6% no período. No diesel S-10, usado por veículos mais novos, o aumento foi de 45%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 32,2%. Esses percentuais se referem apenas à parcela do preço final que fica com distribuidoras e postos — não ao valor total do combustível pago pelo consumidor. Veja abaixo: A análise usa dados do Ministério de Minas e Energia (MME), extraídos do Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, que detalha a composição dos preços — combustível fóssil, biocombustíveis, tributos e margens de distribuição e revenda — com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Esalq/USP. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diante da disparada recente dos preços, a ANP e outros órgãos do governo federal também passaram a acompanhar se há irregularidades ou práticas abusivas na formação dos preços dos combustíveis. (entenda mais nesta reportagem) Embora o movimento recente acompanhe a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra, o aumento das margens de distribuidoras e postos ocorre desde 2021, segundo o Ibeps. Na comparação com aquele ano, o aumento das margens de lucro é ainda maior: No diesel S-500, a alta é de 238,8% no período. No diesel S-10, o aumento foi de 111,8%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 90,7%. Segundo o economista do Ibeps Eric Gil Dantas, dois fatores explicam a alta das margens ao longo do tempo. "O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país", afirma. Naquele período, a Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado, com fortes reajustes — tanto para cima quanto para baixo. "Essa tendência de alta, junto com a volatilidade dos preços e a perda de referência para os consumidores, permitiu que as margens crescessem sem serem percebidas. Mas isso não acabou com o período de maior volatilidade: as margens continuaram subindo ao longo de 2023, mesmo com poucos reajustes", explica o economista. O segundo fator, diz Dantas, foi a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, as únicas estatais em setores altamente concentrados. "Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu", completa. A Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou que "não se manifesta sobre a formação de preços, pois essa é uma questão estratégica de cada associada, sem interferência da entidade." Em nota, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) diz que foram detectadas “muitas inconsistências” na metodologia e forma de divulgação dos dados do MME. Entre os pontos, afirma que as margens de distribuição e revenda foram divulgadas de forma agregada, o que “compromete a correta interpretação dos dados reais” sobre elos distintos da cadeia. Diz ainda que, a formação de preços divulgada pelo MME “não contempla componentes essenciais” da cadeia de combustíveis e que foram verificadas “distorções significativas” nos custos estimados das parcelas de diesel A e gasolina A, por conta dos expressivos aumentos nos preços de produtos importados e dos oriundos das refinarias privadas. A federação afirma que os preços de referência da Petrobras divulgados pelo MME “não representam a efetiva realidade dos preços dos combustíveis”, pois importadores trabalham com preços “acima do preço artificial” praticado pela estatal, que não segue a paridade de preços internacionais. “Diante desse cenário, esta Federação entende que os dados divulgados pelo MME não devem ser utilizados como base para atribuir à revenda eventuais aumentos de margem. Ademais, informamos que o MME será formalmente notificado, com o objetivo de questionar a metodologia empregada e solicitar a devida revisão e correção das informações, para que a sociedade seja informada corretamente sobre a realidade”, diz a Fecombustíveis. Aumentar a margem de lucro é ilegal? Entenda o que diz a lei Em um mercado de combustíveis com preços livres, como o brasileiro, não há uma limitação legal prévia para a margem de lucro de distribuidoras e postos. A avaliação é da advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados. Segundo ela, a legislação brasileira parte do princípio da livre iniciativa, previsto no artigo 170 da Constituição. Na prática, isso significa que empresas podem definir seus preços de acordo com suas estratégias comerciais e as condições do mercado. Essa liberdade, no entanto, tem limites. A Lei nº 12.529/2011, que trata da defesa da concorrência, considera infração qualquer prática que possa prejudicar a competição — como limitar a atuação de concorrentes ou usar posição dominante de forma abusiva. Também existem regras voltadas às relações de consumo: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a cobrança de vantagem manifestamente excessiva e considera abusiva a elevação de preços sem justa causa. Embora essa norma seja aplicada com cautela em mercados de preços livres, ela pode ocorrer em situações excepcionais, sobretudo quando empresas se aproveitam de crises ou circunstâncias extraordinárias para impor valores desproporcionais. Ainda assim, Daniela ressalta que a elevação das margens, por si só, não caracteriza ilegalidade. “O aumento das margens, ainda que expressivo, não configura ilegalidade por si só. O critério jurídico determinante não é o percentual da margem, mas sim a existência de justificativa econômica legítima e a ausência de condutas anticoncorrenciais”, afirma. A advogada explica que momentos de instabilidade internacional — como conflitos geopolíticos que afetam o preço do petróleo — podem levar empresas a ampliar suas margens para lidar com riscos, oscilações cambiais e incertezas no abastecimento. Por outro lado, a situação passa a levantar questionamentos quando não há fundamento econômico para os reajustes ou quando surgem indícios de atuação coordenada entre concorrentes. “A intervenção jurídica ocorre não sobre o lucro em si, mas sobre eventuais abusos, desvios de finalidade econômica ou práticas que comprometam a livre concorrência e a proteção do consumidor.” LEIA TAMBÉM: Se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? Entenda Entenda o impacto da alta do petróleo na economia brasileira Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional. O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27). Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano. Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

Conheça os principais tipos de mel produzidos no Brasil Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão. 🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária. “O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural. Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos). Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis. Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mel de abelhas com e sem ferrão Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo. Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel. Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga. Os principais tipos de mel Mel de diferentes espécies de abelhas e de diferentes floradas Cristiano Menezes 🐝Méis de abelha sem ferrão Borá Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe. Jataí Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país. Mandaçaia É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste. Tiúba ou Uruçu-cinzenta Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará. 🐝Méis de abelha com ferrão Laranjeira Mel de laranjeira exibido no programa Bem-Estar em 2013 Reprodução/Bem Estar De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Eucalipto De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste. Bracatinga Reportagem especial sobre o mel de bracatinga no programa Globo Repórter (2018). Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil. Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A). Silvestre Quando rotulado como silvestre, significa que o mel é produzido a partir de diversas flores. É encontrado em todo o Brasil, especialmente em apiários próximos a vegetação nativa. Cipó-uva Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais. No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas Pexels/Pixabey De onde vem o que eu como: Mel

Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos Reprodução/TV Globo O governo federal vai prorrogar por mais 90 dias a possibilidade de aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27). O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os deconstos até 20 de março, mas decidiu prorrogar a data novamente. Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos. Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir). 🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios. Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa. Relembre o caso Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição? A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir. O aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto. ⚠️ Esta reportagem detalha os cálculos válidos para os rendimentos de 2025, declarados no Imposto de Renda de 2026. A ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor neste ano, só terá impacto nas declarações a partir de 2027. LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2026 Prazo para declarar já começou vai até 29 de maio Quando vou receber restituição? Veja o calendário completo Imposto de Renda: prazo para declaração vai até o dia 29 de maio. Marcos Serra/ g1 Veja o exemplo abaixo para um contribuinte com desconto de 10% para contribuição à previdência e sem depen Como fazer o cálculo do imposto? A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68. Veja abaixo as faixas e as respectivas alíquotas em vigor em 2025: Faixa 1: até R$ 2.428,80: isento Faixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16 Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16 Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49 Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73 O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa. Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo) Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente. Veja o exemplo abaixo, que considera um contribuinte sem dependentes. Exemplo de cálculo do IR para rendimentos tributáveis de R$ 4 mil Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa. Relembre os valores de dedução: Faixa 1: zero Faixa 2: R$ 182,16 Faixa 3: R$ 394,16 Faixa 4: R$ 675,49 Faixa 5: R$ 908,73 O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil): R$ 4.000 - R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80; R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92; R$ 508,92 - R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês. O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.