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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que vários outros países têm sistemas instantâneos de pagamentos semelhantes ao PIX brasileiro, e avaliou que isso é algo que terá de ser aceito e incorporado pelos demais.
Ele deu a declaração ao responder uma pergunta sobre a investigação dos Estados Unidos à ferramenta brasileira, que pode resultar em aumento de tarifas.
Novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.
"Do ponto de vista do relatório dos Estados Unidos, o Banco Central vem disponibilizando gente e tempo para estar auxiliando nas explicações necessárias ao governo americano. O PIX coloca o Brasil em uma posição que em poucas coisas o Brasil tem essa possibilidade de estar na fronteira do que há de mais moderno e é exemplo pro resto do mundo, e o PIX é um deles", disse Galípolo.
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Segundo ele, porém, vários outros países têm um sistema instantâneo de pagamentos parecido com o brasileiro.
"Vários países do mundo vêm aqui entender como a gente fez e copiar. Mas o Brasil não é o único que tem. Hoje, vários países têm", declarou.
"Me parece que é um processo de evolução meio natural, a gente está vendo vários outros bancos centrais e autoridades tentarem seguir esse movimento. Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado", conclui o presidente do Banco Central.
Críticas dos EUA
Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes.
As censuras fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas.
De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.
Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento.
Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.
Reação do governo brasileiro
A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: "O PIX é do Brasil".
Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas.
"Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O PIX é do Brasil'. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", afirmou Lula, na ocasião.
O diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, defendeu nesta quinta-feira (25) a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic, de 14,5% para 14,25% ao ano na semana passada, reiterando que a política de juros não deve reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta".
🔎Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços e, portanto, são insensíveis a mudanças na taxa básica de juros da economia.
Ele comparou os choques de oferta a um "hematoma", e explicou, em seguida, que uma eventual elevação da taxa de juros neste momento não reabriria o Estreito de Ornuz — que estava fechado nos últimos meses por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. Seu fechamento foi um dos principais fatores a impulsionar a inflação corrente, e as expectativas para o futuro, por pressionar os preços dos combustíveis.
"É como um hematoma, leva uma pancada e fica roxo. Tem sua dinâmica, sua inércia, não tem muito o que você pode fazer no caminho para tirar ele, não tem um remédio que pode tomar. Desaparece se não houver outro choque", disse Pichetti, sobre a natureza dos chamados "choques de oferta".
"Se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não ia abrir estreito de Ormuz, não ia fazer o El Nino mudar de ideia e deixar de nos visitar esse ano. Mas causaria volatibilidade", acrescentou o diretor do Banco Central.
Ele reiterou que a autoridade monetária segue perseguindo o chamado "horizonte relevante" da política de juros, ou seja, perseguir a meta de 3%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, considerando a inflação encerrada um ano e meio adiante (18 meses).
Pichetti explicou que a instituição citou, em seus comunicados oficiais sobre o corte da taxa de juros, o primeiro trimestre de 2028, embora esse não fosse o horizonte relevante (que, nesse Copom, é o ano de 2027 fechado), para mostrar que as projeções recuavam mais fortemente nesse período pela dissipação do choque de oferta na economia (conflito no Irã e El Nino).
"Foi uma situação especial que levou a gente a chamar a atenção a isso. Ali era um hematoma desaparecendo. A gente não esta alongando o horizonte relevante, a não pretendemos fazer isso. Foi uma situação muito especial que levou a gente a chamar a atenção a isso", disse o diretor do BC.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado.
Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período.
O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom.
O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos".

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Paramount Skydance Corp. está preparada para se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às preocupações da União Europeia sobre concorrência em relação à aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, disse à Reuters, nesta quarta-feira (25), uma fonte familiarizada com o assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta, que será apresentada na próxima terça-feira (30), foi elaborada após uma reunião com autoridades europeias de defesa da concorrência, segundo a fonte. Caso seja formalizada, a medida estenderá em dez dias úteis o prazo preliminar da Comissão Europeia para analisar o negócio, passando de 7 para 21 de julho. Agora no g1 Em fevereiro, a Reuters noticiou com exclusividade que a aquisição deveria receber aval da União Europeia sem grandes obstáculos, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário. Segundo a fonte, essa possibilidade foi descartada porque os reguladores não identificaram problemas nesse segmento. A venda da parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures pode aliviar as preocupações manifestadas por exibidores de cinema na Europa. Procurada, a Paramount afirmou que não comenta processos regulatórios em andamento. A operação também está sendo analisada em um procedimento separado, previsto no Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, já que a oferta conta com financiamento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L'imad Holding Company, de Abu Dhabi, e da Autoridade de Investimento do Catar. A expectativa é que a Paramount obtenha aprovação sem restrições nessa etapa. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição, afirmando que é improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores. Apesar disso, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos preparam uma ação judicial para tentar barrar a operação, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o assunto.

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra e saiba o que dizem os acionistas de referência da companhia. Relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise Agora no g1 Veja a lista de alvos Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência das Americanas; Paulo Alberto Lemann, acionista de referência das Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann; Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro das Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital; José de Castro Araújo Rudge Filho e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, diretor executivo do Bradesco e membro do conselho de administração da Alelo S.A.; André Juaçaba de Almeida, sócio e vice-presidente executivo do Santander; e Alexandre Lian Abdo, chefe de Banking e Corporate Finance do Santander. Quem é Paulo Alberto Lemann? Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira. Paulo Alberto foi conselheiro de administração das Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho. Quem é Carlos Alberto Sicupira? O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência das Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes. A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. Veja o que dizem os acionistas de referência. Quem é Eduardo Saggioro Garcia? Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração das Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho. O que diz as Americanas? Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. Veja a nota das Americanas na íntegra: "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." O que dizem os acionistas de referência? Em nota, os acionistas de referência se disseram "surpreendidos" pela operação da PF, reiterando que as investigações ao longo dos últimos anos indicam que a antiga diretoria da companhia continuamente os enganou e induziu a erro. Veja a nota na íntegra: "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar."

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão. Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda. Agora no g1 A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo. As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, informou nesta quinta-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 241 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de maio desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Efeito petróleo ▶️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em maio também é resultado da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. ▶️Somente em maio, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 4,1 bilhões. Já a arrecadação sobre a extração do produto subiu R$ 8 bilhões. "O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IOF e do IRPJ e da CSLL", informou a Receita. "Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de maio e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto", prosseguiu. Moedas, trocado, dinheiro, troco, real Freepik Parcial do ano Nos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,32 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,34 trilhão de janeiro a maio, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,26 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 Agora no g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas. Distrito Federal tem a maior média salarial As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13. O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Veja abaixo qual é o salário médio no seu estado: Média salarial por estado brasileiro. Arte/g1

Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. Jornal Nacional/ Reprodução O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45 e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Veja abaixo qual é o salário médio no seu estado: Média salarial por estado brasileiro. Arte/g1 Agora no g1 Seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares Os jovens brasileiros estão entrando mais cedo no mercado de trabalho, mas ficam menos tempo nos empregos e enfrentam dificuldades para seguir um caminho estável entre estudo e trabalho. O Brasil tem 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos. Desse total, apenas 13,9% estão ocupados, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do CIEE divulgados nesta quinta-feira (25). Na outra ponta, 6,2 milhões não estudam nem trabalham. São os chamados "nem-nem", que já representam 18,7% dos jovens. Esse número cresceu 12,7% em relação ao fim de 2025, quando eram 5,5 milhões. Mesmo assim, os jovens não vivem uma única realidade. Muitos ainda estão na escola. No total, 12,8 milhões só estudam e 4,3 milhões conseguem conciliar estudo e trabalho. Juntos, eles são mais da metade dos jovens do país. 39% só estudam 29,1% só trabalham 13,2% estudam e trabalham A taxa de desemprego também pesa. Entre jovens de 18 a 24 anos, ela é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Já entre adolescentes de 14 a 17 anos, chega a 25,1%. Entre os jovens que estão empregados, a maioria está no mercado formal, que representa 57,8% das vagas. Porém, mesmo com mais oportunidades e mais empregos com carteira assinada, o principal desafio mudou. Antes, o mais difícil era conseguir o primeiro emprego. Agora, é conseguir se manter nele. Entre os jovens que trabalham, 84% estão em funções mais simples, que exigem pouca qualificação. Apenas 2,15 milhões atuam em áreas técnicas ou em cargos que pedem ensino superior. Isso também aparece nos salários. Cerca de 7,8 milhões ganham até um salário mínimo e meio, e outros 2,7 milhões recebem até um salário mínimo. As profissões mais comuns mostram esse cenário: Balconistas e vendedores (1,24 milhão) Escriturários (1,07 milhão) Auxiliares da construção civil (394 mil) Recepcionistas (391 mil) Caixas (367 mil) Nesse contexto, aparece um dos sinais mais claros dessa instabilidade: o pouco tempo nos empregos. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, 52% ficam menos de um ano na mesma função. Trocar de emprego com frequência virou parte da realidade, principalmente no começo da vida profissional, segundo o MTE. Salários baixos, funções mais simples, contratos temporários e a busca por algo melhor ajudam a explicar esse movimento. A rotina também pesa. Jovens de 18 a 24 anos trabalham, em média, 38,6 horas por semana, quase o mesmo que a média geral. Entre adolescentes, são 27,3 horas, muitas vezes divididas com a escola. O resultado é um ciclo que se repete: o jovem entra no mercado, mas nem sempre fica tempo suficiente para ganhar experiência, crescer ou conseguir melhores oportunidades. 250812_info_cartas-trabalho-e-carreira-genz-desk Arte g1 / Dhara Assis Mudança geracional Essa diferença de comportamento fica mais clara quando se comparam gerações, conforma já evidenciado em outras reportagem no g1. É o caso de Aurélio Santana e Raphaella Abrahão, que têm algo em comum: ambos trabalharam em seis empresas ao longo da vida. Mas em momentos bem diferentes. Aurélio, hoje com 66 anos, representa uma geração em que estabilidade era vista como sucesso. Ele passou 43 anos na mesma empresa, a Anfavea. Raphaella, de 22 anos, é da geração Z e tem outra forma de ver o trabalho. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes. “Estabilidade nunca foi meu objetivo. Prefiro estar em lugares onde eu possa aprender e me desenvolver”, diz Raphaella. A comparação mostra uma mudança no jeito de pensar a carreira. No passado, ficar muito tempo na mesma empresa era sinal de realização. Hoje, muitos jovens dão mais valor a aprender rápido, ter flexibilidade e trabalhar em algo que faça sentido para a vida deles. Aurélio vê isso de outra forma. “O importante é chegar ao fim da carreira com segurança financeira, saúde e poder ajudar a família. Olhar para trás e ver que você teve uma trajetória útil. Isso é sucesso”, afirma. O fenômeno do 'job hopping' Essa mudança tem até nome: job hopping, expressão usada para falar de pessoas que trocam de emprego com frequência em pouco tempo. Para muitos jovens, isso não é problema, mas uma estratégia. Mudar de trabalho pode ser uma forma de aprender mais rápido, ganhar melhor e buscar ambientes com os quais se identificam. Os motivos para sair de um emprego se repetem: novas oportunidades, falta de reconhecimento, ambiente de trabalho ruim, estresse, saúde mental e pouca flexibilidade estão entre os principais. “Minha geração não quer ficar 20 anos no mesmo lugar. Eu fico enquanto estiver aprendendo e entregando resultado. Job hopping não é indecisão, é buscar algo que faça sentido”, diz Raphaella. Especialistas explicam que esse comportamento não depende só do trabalhador. Ele também reflete mudanças no mercado, que hoje é mais instável, com novas formas de contratação e menos garantias. Hoje, o desafio não é só entrar no mercado de trabalho. É conseguir ficar tempo suficiente para transformar experiência em carreira de verdade.

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) Shannon Stapleton/Reuters A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) aumentos nos preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida não afeta o iPhone, principal produto da empresa. Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para disputar mercado com modelos mais baratos de Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (de cerca de R$ 3.114 para R$ 3.634, na conversão). O reajuste mostra que nem mesmo a Apple, considerada referência pela eficiência de sua cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que já começa a afetar o mercado de eletrônicos. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips de IA, como a Nvidia, o que elevou seus lucros, mas reduziu a oferta para fabricantes de computadores e smartphones. Agora no g1 "Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos." Entre os principais reajustes: MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A empresa também elevou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%. Rivais podem subir preços ainda mais Analistas avaliam que outras fabricantes de eletrônicos podem precisar promover reajustes ainda maiores que os da Apple, já que a empresa possui relações mais fortes com fornecedores e conseguiu adiar parte do impacto. "O cenário para memória é difícil e continuará estruturalmente apertado no futuro previsível", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. A Apple já havia alertado, em abril, que o aumento dos custos de memória começaria a pressionar suas margens de lucro a partir do fim de junho. "Esperamos custos significativamente maiores com memória", disse o CEO Tim Cook durante teleconferência com analistas. Segundo ele, esse impacto tende a aumentar nos próximos trimestres. Tim Cook, CEO da Apple Reprodução Próximo alvo pode ser o iPhone A Apple não informou quais outras medidas está adotando para conter a alta dos custos além dos reajustes de preços. Especialistas acreditam que os iPhones também deverão ficar mais caros nos próximos meses. "O iPhone não escapará; o aumento de preço está a caminho", disse Nabila Popal, diretora sênior de pesquisas da IDC. Segundo ela, a Apple anunciou primeiro os reajustes dos Macs e iPads para que, no lançamento da próxima geração de iPhones, o foco fique nas novidades dos aparelhos, e não nos preços. Explosão dos preços da memória Segundo a consultoria TrendForce, os preços da memória DRAM — usada na maior parte dos dispositivos eletrônicos — subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual. A disparada, apelidada por especialistas de "RAMageddon", é consequência do boom na construção de data centers de IA. Empresas como a Nvidia fecharam contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção. Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (cerca de R$ 114,4 bilhões) em contratos de fornecimento de longo prazo para garantir memória a seus clientes. A expectativa é que o aumento dos custos pressione as vendas de eletrônicos em 2026. A IDC projeta que o mercado global de smartphones registre sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto as vendas de computadores deverão recuar 11,3%. "O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais." Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as vendas da Apple e levou parte do mercado a revisar para cima as projeções para o setor de PCs. Com o aumento para US$ 699 (R$ 3.634), porém, o notebook perdeu a vantagem de US$ 100 (R$ 520) que tinha sobre o novo Dell XPS 13, lançado no mês passado pelo mesmo preço (US$ 699, ou R$ 3.634), além de passar a custar mais do que alguns Chromebooks da Lenovo e da Asus.

Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência das Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Entre os alvos estão: os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios. Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles: José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander. Agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões. Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista (entenda mais abaixo). Paulo Alberto Lemann, acionista das Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta. LEIA MAIS: Sicupira, Saggioro e filho de Lemann: quem são os alvos da PF no caso de fraude nas Americanas O que dizem os citados Os acionistas de referência afirmaram, em nota, que foram surpreendidos pela operação da Polícia Federal e sustentam que tanto eles quanto o Conselho de Administração foram enganados e induzidos ao erro pela antiga diretoria da empresa, com base nas investigações conduzidas ao longo dos últimos anos (leia notas na íntegra). Eles dizem que a ação faz parte do curso normal das apurações e reiteram que vêm colaborando com as autoridades desde que tiveram conhecimento das fraudes, em janeiro de 2023. As defesas também informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial e aguardam mais informações para eventual manifestação. O Bradesco, por sua vez, informou que acompanha a situação e está à disposição das autoridades. Já o Itaú afirmou que não é investigado no caso, mas que colabora com as autoridades desde 2023, fornecendo informações. Em nota, o banco diz ter comprovado à Justiça a regularidade de sua atuação, destacando que recusou pedidos da antiga gestão das Americanas para alterar documentos, e reiterou que agiu com rigor e confiança no trabalho das autoridades. O Santander também se posicionou. O banco informou que "está ao lado das partes prejudicadas" envolvendo as fraudes e que segue colaborando com as autoridades. A instituição acrescentou que reitera o compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações. As Americanas também informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. “A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou. Lojas Americanas Divulgação Conhecimento prévio Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos das Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado. De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos. “Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF. “As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou. Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo Descoberta da fraude A fraude contábil das Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial. Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia. O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa. Notas Nota das Americanas "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." Nota dos acionistas das Americanas "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar." Nota do Itaú “Em relação à operação realizada hoje, o Itaú Unibanco, embora não seja investigado, esclarece que colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas. As investigações oficiais já demonstraram que a varejista foi palco de uma das maiores fraudes corporativas do País. O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços. A instituição reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista." Nota do Santander "O Santander informa que está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com as autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações. A instituição reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações."

IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e energia elétrica O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%. 🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio. Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 1,38% Habitação: 1,03% Artigos de residência: 0,21% Vestuário: 0,36% Transportes: -0,33% Saúde e cuidados pessoais: 1,05% Despesas pessoais: 0,50% Educação: 0,01% Comunicação: 0,34% Preço dos alimentos acelera em maio No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +26,29% 🍅 Tomate: +12,97% 🥛 Leite longa vida: +6,07% 🥩 Carnes: +1,98% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: 🍎 Maçã: −2,32% ☕ Café moído: −2,09% Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a alimentação foi um dos principais fatores de surpresa no IPCA-15 de maio. Segundo ele, a alta ficou acima da projeção da casa, de 1,47%. “As surpresas em alimentação têm sido recorrentes, e a pressão tem se espalhado por vários itens”, afirmou. O economista destaca que, após um período mais favorável ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, 2026 passou a registrar aumentos disseminados em diferentes categorias. Entre os itens pressionados, Barbosa cita carnes, panificados, leite e derivados e, principalmente, hortifrúti, grupo que inclui produtos in natura, como alface, tomate e batata. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. Segundo o economista, o movimento ainda reflete questões de oferta e demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam principalmente os hortifrutis. No caso das carnes, ele aponta que o aumento das exportações para a China também contribui para a pressão nos preços no curto prazo. “Ainda assim, os riscos para alimentação seguem para cima, especialmente no segundo semestre, por conta do El Niño”, afirmou. Energia elétrica pressiona preços de habitação O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês. A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia: 💡 Fortaleza: +5,59% 💡 Salvador: +4,78% 💡 Recife: +3,86% Reajuste dos remédios impulsiona inflação O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde. Entre os destaques do mês estão: 🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60% 💊 Produtos farmacêuticos: +1,25% 🏥 Plano de saúde: +0,50% No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril. Combustíveis aliviam o grupo de transportes Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período. O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%. A desaceleração acontece em meio às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo no mercado internacional, causada pelas tensões no Oriente Médio. Entre as ações anunciadas estão subsídios temporários para diesel e gasolina, além de benefícios tributários para reduzir o impacto da alta internacional sobre os preços internos. Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Braskem tenta renegociar dívidas com credores financeiros. Divulgação/Braskem A Braskem informou nesta quinta-feira (25) que começou a negociar com bancos e outros credores financeiros para reestruturar suas dívidas. A petroquímica também entrou com um pedido de Tutela de Urgência Cautelar — que garante uma proteção temporária e evita que a situação financeira da empresa piore enquanto ela tenta concluir as negociações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado ao mercado, a companhia informou que as medidas visam "preservar um ambiente estável" para que a petroquímica continue com as negociações "em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada". Agora no g1 A Braskem informou, ainda, que seu conselho de administração também aprovou a adoção de medidas protetivas no exterior se necessário, “A mediação e o pedido de tutela de urgência têm escopo limitado [à área financeira] e não afetam as obrigações da companhia com fornecedores, clientes e outros parceiros”, disse a empresa em nota. A crise financeira na Braskem A Braskem, petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht), está há anos no mercado em busca de um novo comprador. A negociação é considerada estratégica para a empreiteira, que enfrenta um processo de recuperação judicial desde as investigações da Operação Lava Jato. Em maio, a Novonor recebeu uma proposta não vinculante do fundo de Tanure para aquisição do controle da companhia. A empreiteira detém 50,1% do capital votante da petroquímica. No entanto, a crise ambiental em Maceió (AL) envolvendo a companhia pode dificultar ainda mais a venda. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. A atividade provocou o afundamento do solo em diversos bairros e levou à evacuação de cerca de 60 mil pessoas. Em 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange. Vale lembrar que a Braskem é uma sociedade entre a Novonor e a Petrobras. Em 2019, a Novonor, ainda sob o nome Odebrecht, deu entrada na recuperação judicial com uma dívida total de R$ 98,5 bilhões. A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras. A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes, medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes registrado em março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024. Ou seja, a dívida da empresa é mais de 10 vezes maior que o lucro que ela gera. O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta — classificada como um “ponto de partida” do qual se fabricam muitos produtos químicos e plásticos — por gás e a produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho. Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo. Ele acrescentou que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre uma eventual venda de ativos nos Estados Unidos. A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 45,4 bilhões, na cotação atual), com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030. Ao final de junho, a posição de caixa (total de dinheiro disponível), excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) , sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta semana a primeira lista dos chamados devedores contumazes em sua página na internet, ou seja, relativa a contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias. Essa lista inicial, entretanto, contém apenas duas empresas: Menendez Amerino e Bellavana Indústria, Comércio, Importação, Exportação de Tabacos, do setor fumageiro. A Receita Federal lembrou que as primeiras notificações a contribuintes caracterizados como possíveis devedores contumazes foi feita em abril, justamente a empresas do setor fumageiro, com 13 empresas notificadas. Eles devem mais de R$ 25 bilhões em tributos. O Fisco informou que novas empresas serão agregadas com o passar do tempo. No caso do setor de combustíveis, a Receita estima que os débitos superem R$ 30,6 bilhões. Agora no g1 "Com a publicação, os contribuintes passam a se sujeitar às restrições estabelecidas na Lei Complementar, como o impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais, de participação em licitações promovidas pela administração pública e de propositura de recuperação judicial", explicou o órgão. Além disso, haverá a declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes e o cancelamento dos Selos adquiridos em programas de conformidade", prosseguiu. As empresas foram classificadas como devedores contumazes, explicou o órgão, por inadimplência substancial, reiterada e injustificada no recolhimento de tributos, segundo os termos da lei complementar 225, aprovada pelo Congresso Nacional. "O enquadramento ocorreu ao término do processo administrativo, que assegurou notificação prévia e prazo de 30 dias para regularização ou apresentação de defesa, garantindo o contraditório e a ampla defesa", mencionou o Fisco. "Os contribuintes que não se regularizaram nem se manifestaram no prazo da LC foram declarados revéis e formalmente considerados devedores contumazes. Os primeiros contribuintes nessa situação são do setor fumageiro", completou. A fachada da Superintendência da Receita Federal. Pillar Pedreira/Agência Senado

Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prévia de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que havia sido de 0,62%. O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,44%. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,26%. Assim como no mês anterior, os maiores aumentos vieram da alimentação e da habitação. Agora no g1 Segundo o IBGE, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Entre os demais itens, houve variação menor: Transportes teve leve queda de 0,03%, enquanto Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 0,74% Habitação: 0,72% Artigos de residência: 0,36% Vestuário: 0,45% Transportes: -0,03% Saúde e cuidados pessoais: 0,47% Despesas pessoais: 0,34% Educação: -0,02% Comunicação: 0,36% O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de maio (1,38%) para junho (0,74%), mas ainda foi o que mais pesou no índice, com impacto de 0,16 ponto percentual. A alimentação dentro de casa subiu 0,87% em junho, abaixo dos 1,73% registrados em maio. O destaque foi a batata inglesa, que voltou a registrar a maior alta, assim como no mês anterior. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +29,42% 🍅 Tomate: +17,27% 🫘 Feijão-carioca: +14,29% 🧅 Cebola: +9,54% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: ☕ Café moído: −3,69% 🍏 Frutas: -0,96% Já a alimentação fora de casa subiu 0,40% em junho, abaixo dos 0,51% registrados em maio. Dentro desse grupo, a refeição ficou mais cara em ritmo menor, passando de 0,57% em maio para 0,39% em junho. Já o lanche teve leve aceleração, saindo de 0,37% para 0,45% no mesmo período. Energia elétrica ainda pressiona preços de habitação O grupo Habitação desacelerou, passando de 1,03% em maio para 0,72% em junho. No entanto, a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, continua pesando no bolso do brasileiro e foi o item que mais influenciou o resultado da inflação. Essa alta ocorreu, entre outros fatores, pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes nas tarifas em diferentes cidades, aplicados entre abril e maio. Entre os aumentos, estão: 💡Belo Horizonte (5,21%) 💡Recife (3,86%) 💡Fortaleza (5,59%) 💡Salvador (4,78%) No caso da taxa de água e esgoto, a alta foi de 0,35%, influenciada por reajustes em Curitiba (2,52%) e Brasília (3,97%). Já o gás encanado subiu 0,13%, resultado de um reajuste seguido de uma redução tarifária no Rio de Janeiro. Higiene pessoal mais cara, transporte estável No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os maiores aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal (1,03%), com destaque para o perfume (2,22%). Também pesou o reajuste dos planos de saúde, que subiram 0,35% no mês. A alta reflete a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reajustes de até 5,11% em contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, com vigência a partir de maio de 2026. O grupo de Transportes ficou praticamente estável em junho, com leve queda de 0,03%. Dentro do grupo, houve altas em: ✈️ Passagens aéreas: +7,24% 🚌 Ônibus urbano: +1,18% 🚗 Automóveis novos: +0,42% Já a queda dos combustíveis (-1,22%) ajudou a puxar o resultado para baixo. Entre os combustíveis: ⛽ Gás veicular: + 3,78% ⛽ Etanol: -5,30% ⛽ Gasolina: -0,73% ⛽ Óleo diesel: -1,47% No caso do ônibus urbano, houve impacto de reduções e gratuidade em algumas cidades em dias específicos, como domingos e feriados em capitais como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Regionalmente, a maior alta foi em Brasília (0,93%), influenciada pela passagem aérea e pela gasolina. Já os menores resultados foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador (0,28%), onde quedas em itens como hospedagem, taxas e combustíveis ajudaram a conter o índice.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com volatilidade na sessão desta quinta-feira (25) e oscilava entre altas e baixas. Perto das 11h30, a moeda tinha uma queda de 0,18%, cotada a R$ 5,1925. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,92% no mesmo horário, aos 172.239 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Já nos EUA, o índice PCE, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou 4,1% no mês de maio (veja mais abaixo). ▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz melhorou a perspectiva sobre o mercado internacional de petróleo, levando a commodity para o menor valor desde o início do conflito. O cenário positivo continuava nesta quinta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Inflação no Brasil e nos EUA IPCA-15 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras. No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo. Veja mais na reportagem abaixo: Prévia da inflação sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz Inflação americana Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior. "Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments. O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%. Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam. Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros. Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano. Mercados globais Os principais índices de Wall Street operavam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores repercutindo novos indicadores econômicos e a continuidade da queda dos preços do petróleo. Por volta das 11h30 (de Brasília), o Dow Jones avançava 0,58%. O S&P 500 subia 0,21%, enquanto o Nasdaq recuava 0,26%. Na Europa, os mercados operavam em alta nesta quinta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,96%. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, liderava os ganhos, com alta de 1,42%, seguido pelo FTSE 100, de Londres, que avançava 0,86%, e pelo CAC 40, de Paris, que registrava valorização de 0,69%. Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos Reuters Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio. "Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados", o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74. Agora no g1 Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito. A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro. Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu. Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia. Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, "agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado", considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, "um sinal de superabundância" imediata da oferta, segundo o analista. Cessar-fogo O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo. Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários. Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Entenda os estragos deixados pela guerra *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse

PF cumpre mandados contra alvos ligados às Lojas Americanas A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda etapa da Operação Disclosure, que apura as irregularidades contábeis bilionárias envolvendo as Americanas. Na ação, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além disso, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o bloqueio de bens e ativos dos investigados até o montante de R$ 54 bilhões, quantia que, segundo perícias técnicas, corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes. Nesta nova fase, as investigações se concentram em verificar se acionistas da varejista e representantes de alguns dos maiores bancos privados do país tiveram participação no esquema sob apuração. A operação representa mais um capítulo de um escândalo que veio à tona em janeiro de 2023 e levou uma das maiores empresas do varejo brasileiro à recuperação judicial. Relembre o caso: Relembre o caso Americanas Fachada das Lojas Americanas em Franca, no interior de SP. IGOR DO VALE/ESTADÃO CONTEÚDO O escândalo veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando as Americanas divulgaram um fato relevante informando que haviam sido identificadas "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos, estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões. Segundo a companhia, os valores referentes aos primeiros nove meses de 2022 e a exercícios anteriores não haviam sido registrados de forma adequada. À época, o então presidente Sergio Rial deixou o cargo apenas nove dias após assumir a função, assim como o diretor financeiro André Covre. Na ocasião, a empresa informou que havia detectado operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem de grandeza, nas quais era devedora perante instituições financeiras, mas que não estavam adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras. No dia seguinte, 12 de janeiro, a revelação provocou forte turbulência no mercado financeiro. Instituições financeiras colocaram as ações das Americanas sob revisão, enquanto a B3 chegou a submeter os papéis da companhia a leilão diante da volatilidade. Ao final do pregão, as ações acumulavam queda de 77,33%, uma das maiores perdas diárias já registradas por uma empresa de capital aberto no Brasil. Naquele momento, Sergio Rial afirmou que o problema não se referia a valores inexistentes, mas sim a registros contábeis feitos de forma inadequada ao longo dos anos. Ele também explicou que a origem das inconsistências estava nas operações de risco sacado. O que é o risco sacado O risco sacado é uma modalidade comum no varejo em que uma instituição financeira antecipa o pagamento devido a fornecedores e passa a ser credora da empresa. Segundo especialistas ouvidos à época, no caso das Americanas essas obrigações deixavam de aparecer corretamente nos balanços. 🔍Em vez de serem reclassificadas como dívidas financeiras junto aos bancos, eram simplesmente retiradas das contas de fornecedores, reduzindo artificialmente o endividamento apresentado pela companhia. As investigações também apontam irregularidades envolvendo verbas de propaganda cooperada (VPCs), incentivos comerciais concedidos por fornecedores ao varejo. De acordo com a PF, foram registrados valores inexistentes ou inflados, sem respaldo econômico. Proteção judicial e agravamento da crise Em 13 de janeiro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar protegendo as Americanas contra o vencimento antecipado de dívidas, suspendendo temporariamente cobranças enquanto a empresa avaliava um eventual pedido de recuperação judicial. A decisão buscava impedir que credores esgotassem rapidamente os ativos da companhia e preservasse sua atividade econômica. Na mesma época, também vieram à tona informações de que executivos haviam vendido aproximadamente R$ 212 milhões em ações da empresa durante o segundo semestre de 2022, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada. No dia 14 de janeiro, a empresa informou que a correção das inconsistências exigiria revisão dos resultados financeiros de exercícios anteriores e alteraria significativamente seus indicadores de endividamento e capital de giro. Enquanto isso, credores como o BTG Pactual passaram a contestar judicialmente as medidas de proteção concedidas à varejista. Nos dias seguintes, as ações continuaram em forte queda, refletindo a deterioração da confiança do mercado. Recuperação judicial Em 19 de janeiro de 2023, apenas oito dias após revelar as inconsistências contábeis, as Americanas ingressaram com pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na ocasião, a companhia informou possuir apenas R$ 800 milhões em caixa, valor muito inferior aos R$ 8,6 bilhões divulgados no balanço do terceiro trimestre de 2022, tornando sua situação financeira insustentável. Posteriormente, a recuperação judicial tornou-se uma das maiores da história empresarial brasileira, envolvendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões. Em março de 2026, a companhia informou que havia cumprido as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento até dois anos após sua homologação e protocolou o pedido de encerramento do processo. A Justiça aceitou o encerramento, marcando a saída formal da empresa da recuperação judicial. No processo de reestruturação, a Americanas já promoveu a venda de ativos estratégicos como a holding Uni.Co, que reúne marcas como Imaginarium e Puket, em uma operação adquirida pelo grupo BandUP!. A companhia também vem reduzindo sua estrutura por meio do fechamento ou desmobilização de unidades menos rentáveis, dentro da estratégia de simplificação do negócio e geração de caixa no contexto da recuperação judicial. Avanço das investigações Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que ex-executivos da companhia teriam manipulado deliberadamente os resultados financeiros para apresentar um caixa artificialmente elevado e melhorar indicadores da empresa perante investidores e o mercado. Segundo os investigadores, a maquiagem contábil permitia ocultar dívidas, inflar lucros e gerar valorização indevida das ações negociadas na Bolsa, beneficiando diretamente os responsáveis por meio de bônus e operações com papéis da companhia. Em junho de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Disclosure. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra ex-executivos das Americanas, além de pedidos de prisão preventiva contra o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali, que estavam no exterior. As investigações identificaram indícios de crimes como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Nova fase da Operação Disclosure Na segunda fase da operação, realizada nesta quinta-feira (25), a PF ampliou o foco das investigações para apurar se acionistas da empresa e representantes dos principais bancos privados do país também tiveram participação no esquema. Além dos nove mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados, montante correspondente ao prejuízo estimado pelas fraudes apontadas nos laudos técnicos periciais. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa. De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente. “Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF. “As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB O Banco Central (BC) estimou nesta quinta-feira (25) que a inflação, no acumulado em 12 meses, permanecerá acima do teto do sistema de metas até o fim deste ano. Com isso, a autoridade monetária prevê ter de escrever uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, por descumprir o objetivo fixado em lei. ➡️Entenda: desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. ➡️Pela regra, o BC tem de escrever carta aberta quando houver estouro da meta de inflação por seis meses seguidos. Agora no g1 Em doze meses até maio deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial subiu para 4,72%, ultrapassando, assim, o teto de 4,5% fixado no sistema de metas brasileiro. Nesta quinta-feira (25), o Banco Central informou, por meio do Relatório de Política Monetária, que projeta uma inflação de 4,8% em doze meses até junho e setembro, e de 5,2% no ano de 2026 fechado. A estimativa retornaria para dentro dos limites no segundo trimestre do ano que vem, projetou o Banco Central. E, para 2027 fechado, a expectativa está em 4%. ➡️Como a inflação oficial permanecerá acima do teto de 4,5% do sistema de metas até o fim do ano, o BC projeta que terá de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda em novembro - pois haveria estouro da meta por seis meses seguidos em outubro. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA Guerra no Oriente Médio A explicação para o aumento da inflação neste ano é a guerra no Oriente Médio. O conflito fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem pressionado a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Com a guerra, o barril de petróleo operou, nos últimos meses, ao redor de US$ 100. Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o produto teve queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 75 por barril nesta quinta-feira (25). O governo lançou medidas para aliviar o impacto do aumento do petróleo na inflação brasileira, como redução de tributos e subsídios para combustíveis. Por conta do conflito, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação, atingindo, na semana passada, 5,33%. Eles também passaram a projetar cortes menores de juros no decorrer de 2026. "Em um ambiente de hiato do produto positivo [atividade em alta] e mercado de trabalho aquecido, a inflação mais elevada no trimestre também decorre do conflito no Oriente Médio, com impacto em especial no preço de combustíveis. Nesse contexto, as expectativas de inflação registraram elevação acentuada para 2026 e ampliação da desancoragem [das metas] para 2027 e 2028", informou o BC.

O Banco Central (BC) elevou sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 1,6% para 2%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (25). A revisão para cima acontece apesar do patamar de juros altos, e dos efeitos da disparada do petróleo, e da guerra entre Estados Unidos e Irã, encerrada por um acordo de paz, sobre a economia brasileira. ➡️A autoridade monetária explica que o aumento da estimativa de expansão da economia, neste ano, reflete, "em grande parte", "estímulos de natureza fiscal e creditícia". "A revisão decorre principalmente da surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e da melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria extrativa. Ela também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia", diz a autoridade monetária. Agora no g1 Em um ano eleitoral, o governo tem lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas. ➡️O aumento dessa modalidade faz o Banco Central manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em um patamar maior. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, ainda em patamar considerado restritivo à economia, apesar de três cortes seguidos. No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução "Ainda assim, em um contexto de política monetária contracionista [juro alto] e de reduzido grau de ociosidade dos fatores de produção, permanece a perspectiva de crescimento moderado no trimestre corrente e ao longo do segundo semestre. Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços, o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento", acrescenta o BC. Mesmo com o aumento na estimativa de crescimento do PIB para este ano, a instituição ainda estima que haverá desaceleração frente ao ano de 2025 — quando foi registrada uma expansão de 2,3%. Se confirmado, também será o menor crescimento desde 2020.

Wafer com protótipos de chips de 0,7 nanômetro da IBM Divulgação/IBM A IBM anunciou nesta quinta-feira (25) a primeira tecnologia de chip do mundo com dimensão abaixo de 1 nanômetro. A empresa disse que o avanço deve permitir 50% mais desempenho na comparação com a geração anterior. O componente tem arquitetura de 0,7 nanômetro, que permite reunir quase 100 bilhões de transistores em um chip do tamanho de uma unha. É aproximadamente o dobro da densidade em relação ao chip de 2 nanômetros apresentado pela companhia em 2021. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Um chip é um circuito integrado que reúne transistores, fabricados com materiais semicondutores como o silício e capazes de controlar o processamento de informações. Chips de menos nanômetros costumam ter mais transistores na mesma área, melhorando a capacidade de processamento. Chips com materiais semicondutores são úteis tanto para itens como celulares e carros, setores de inteligência artificial e infraestrutura crítica, entre outros. Agora no g1 Segundo a fabricante, o que torna o novo chip diferente é o fato de ele ser o primeiro a contar com uma arquitetura tridimensional. Além de colocar transistores lado a lado, foi possível colocar um em cima do outro. A IBM disse que o novo chip pode apresentar 70% mais eficiência energética do que a versão anterior e que poderá colocá-lo em produção nos próximos cinco anos, como costuma acontecer no setor. A empresa destacou ainda que a atualização aproxima o escalonamento de chips para o nível de um angstrom (0,1 nanômetro), em que as dimensões se aproximam do tamanho de átomos individuais. E, apesar de admitir que fabricantes enfrentam limites físicos para aumentar a densidade dos chips, a companhia afirmou que poderá continuar a manter os avanços por mais uma década. "Não estamos apenas criando transistores menores, estamos reinventando a forma como os chips são construídos para oferecer muito mais potência e eficiência energética", afirmou Jay Gambetta, diretor da IBM Research, divisão de pesquisa e desenvolvimento da empresa.
Mais ovelhas do que gente? Faça o QUIZ e descubra curiosidades do agro das seleções da Copa do Mundo

Sabia que alguns países da Copa têm mais ovelha do que gente? Teste e descubra. Tanner Yould/Unplash Você sabe quais países da Copa têm mais ovelhas do que habitantes? Para onde o Brasil mais exporta erva-mate? Ou quais produtos agrícolas compra do Uzbequistão? As seleções do mundial têm curiosidades que vão muito além do futebol. Faça o quiz e teste seus conhecimentos sobre a produção agropecuária e o comércio entre os países da Copa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Copa do Agro: teste seus conhecimentos sobre os países do Mundial QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa

Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil, fala durante uma entrevista à Reuters em Pequim, China. Maxim Shemetov / Reuters O Brasil planeja emitir seus primeiros títulos panda nos próximos dois a três meses e captar até 5 bilhões de yuans (US$ 734,99 milhões), disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, à Reuters em Pequim nesta quinta-feira (25). No início do mês, o governo havia anunciado a intenção, mas não divulgou os valores previstos. Com isso, o Brasil pretende vender a investidores chineses os chamados Panda Bonds, títulos de dívida emitidos por governos ou empresas estrangeiras no mercado financeiro da China e negociados em yuan. 🔎 Ao comprar esses títulos, os investidores emprestam dinheiro ao governo brasileiro, que se compromete a devolver os recursos no futuro com o pagamento de juros. Se a operação for confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento no mercado chinês. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 A iniciativa ocorre poucos meses após o país realizar sua primeira emissão de títulos em euros desde 2014. Em abril, o governo captou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) junto a investidores internacionais. Segundo a Reuters, a emissão dos Panda Bonds faz parte da estratégia do Ministério da Fazenda de diversificar as fontes de financiamento do país e ampliar sua presença nos mercados internacionais. A ideia é reduzir a dependência do dólar e acessar investidores de outras regiões do mundo, especialmente da China. O anúncio deve ocorrer durante uma viagem de autoridades brasileiras a Xangai e Pequim, entre os dias 24 e 26 de junho. A agenda será liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Procurado pela Reuters, o ministério não comentou o assunto. China moeda local iuan AP China amplia presença na economia brasileira A visita acontece em um momento de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro. No ano passado, o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo recebendo US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em novos projetos e negócios, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O valor representa 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior no período, colocando o Brasil à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. Além disso, o país foi o único a permanecer entre os cinco principais destinos do capital chinês nos últimos cinco anos. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República O movimento também ocorre em meio a tensões com os EUA, após o governo do presidente Donald Trump propor novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificar facções criminosas do país como organizações terroristas. Antes da viagem, representantes dos dois países participarão de uma reunião de um subcomitê financeiro bilateral. De acordo com a Reuters, o governo brasileiro também pretende apresentar iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa Eco Invest Brasil, o projeto Tropical Forest Forever Facility (TFFF), voltado à preservação de florestas tropicais, e os avanços na criação de um mercado regulado de carbono. A expectativa é que essas medidas ajudem a atrair mais investimentos chineses para setores estratégicos da economia brasileira.
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro. A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha. Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Trabalhadores com valores no antigo fundo PIS/Pasep começam a receber, nesta quinta-feira (25), um novo lote de pagamentos do chamado “dinheiro esquecido”. Nesta etapa, os valores contemplam quem solicitou o ressarcimento até 31 de maio. Já quem pedir o ressarcimento até terça-feira (30) receberá o dinheiro em 27 de julho, conforme o calendário divulgado pelo governo. (Veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber) 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.

Após assistir ao vídeo de mais de 26 minutos, em duas partes, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma pergunta se apresenta: por que agora? Por que escancarar uma briga de dezembro do ano passado neste momento, a menos de quatro meses da eleição? Ouvindo integrantes do PL e pessoas próximas a Michelle, a resposta está na pressão crescente do partido e de aliados de Flávio para que ela se engaje na campanha para tentar reverter perdas na intenção de votos entre evangélicos e mulheres. A pressão cresceu em especial depois da última pesquisa Quaest, no início de junho, que mostrou abalo de Flávio entre os dois públicos depois da revelação dos encontros de Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no que ficou conhecido como escândalo do filme 'Dark Horse'. Agora no g1 Em especial no grupo evangélico, Michelle tem sido pressionada a entrar em campo. Essa possibilidade foi reduzida a zero depois das duas publicações da ex-primeira dama. Ela relata ter sido "humilhada" por Flávio, que teria dito para ela, após o caso do Ceará, que ela "havia chegado ha pouco tempo" e "não entendia de política". Michelle e Flávio Bolsonaro Reprodução "Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar com o relacionamento", disse ela. Além disso, Michelle é, entre os Bolsonaros, o melhor contato com o ministro André Mendonça, do STF, relator do caso Master. Em dois vídeos, Michelle expõe uma briga com Flávio e diz que eles não se falam desde o fim de 2025. A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). À época, Michelle criticou a negociação de palanque no Ceará em que o PL estava em busca do apoio de Ciro Gomes (PSDB), que havia criticado Jair Bolsonaro à época em que ele era presidente.

Neymar e Vini Jr. na Copa do Mundo de 2026. Reuters/Sam Navarro A seleção brasileira de Carlo Ancelotti venceu a Escócia por 3 a 0 pela última rodada da Copa do Mundo de 2026 e se classificou para a fase de mata-mata. Além da vitória, outra novidade foi a volta de Neymar Jr. à equipe do Brasil. A internet, como de costume, reagiu com memes. Veja os memes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Fábrica da Chevrolet no Brasil divulgação/Chevrolet A General Motors, grupo responsável por marcas como a Chevrolet, anunciou um novo investimento em sua operação no Brasil. O aporte é de R$ 3,5 bilhões e se soma aos R$ 7 bilhões já anunciados, totalizando R$ 10,5 bilhões no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No Brasil, a GM tem cinco fábricas: Gravataí (RS): onde são produzidos os modelos Chevrolet Onix, Onix Plus e Sonic; Joinville (SC): responsável pela fabricação de motores, cabeçotes e blocos; Mogi das Cruzes (SP): onde são produzidos componentes estampados, como a lataria dos veículos; São Caetano do Sul (SP): a fábrica mais antiga da GM no Brasil, onde são produzidos os modelos Chevrolet Tracker, Spin e a picape Montana; São José dos Campos (SP): onde são fabricados o Chevrolet Trailblazer e a picape S10, além de motores, transmissões e outros componentes. Segundo a empresa, esse investimento será destinado à renovação do portfólio de carros disponíveis no Brasil, além do desenvolvimento de modelos híbridos. Além de lançar novos produtos, o aporte também será usado para modernizar fábricas, com foco nas unidades localizadas no estado de São Paulo. "O Brasil reúne uma sólida base industrial, capacidade de engenharia, mercado consumidor relevante e profissionais altamente qualificados. Esses fatores, aliados a um ambiente favorável ao investimento, são fundamentais para sustentar o desenvolvimento da indústria automotiva e ampliar o papel do país como polo produtor e exportador da General Motors para a América do Sul", diz Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil O investimento total é de R$ 10,5 bilhões até 2028 Esse novo aporte se soma a um investimento anterior de R$ 7 bilhões, anunciado em 2024, com aplicação prevista até 2028. A montadora destacou que o primeiro investimento tinha foco em mobilidade sustentável, abrange a renovação completa do portfólio de veículos e o desenvolvimento de tecnologias para o mercado local, além de criação de novos negócios. Os recursos começaram a ser utilizados no mesmo ano do anúncio e já resultaram em alguns lançamentos recentes da Chevrolet, como: Duas novas versões do Chevrolet Onix, incluindo uma reestilização recente que trouxe um modelo movido exclusivamente a etanol; O novo Chevrolet Sonic, um SUV compacto que chegou para competir com modelos como Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse; O Chevrolet Spark EUV, primeiro modelo 100% elétrico da GM no Brasil após o Chevrolet Bolt, fruto de uma parceria com uma montadora chinesa; O Chevrolet Captiva EV, que retornou ao Brasil e também foi desenvolvido em parceria com uma fabricante chinesa. Os dois últimos carros da lista acima são fabricados no Brasil, mas em um sistema de montagem de kits que chegam praticamente prontos da China. Diferentemente de outros modelos da marca, a produção ocorre em uma fábrica terceirizada localizada na cidade de Horizonte (CE).

Unidade da St Marche em São Paulo Reprodução/Google Maps A rede de supermercados St Marche, com sede em São Paulo, acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, controlador da Giga Atacado. Paralelamente, a companhia entrou nesta quarta-feira (24) com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 574,3 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A conclusão da venda depende do cumprimento de condições previstas no acordo, incluindo a aprovação pela Justiça do plano de recuperação do Grupo Hortus, controlador do St Marche, e o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a transação, a varejista chilena deverá acrescentar 32 lojas à sua presença no Brasil. A compra será feita livre de dívidas e de caixa — ou seja, sem assumir o endividamento financeiro da rede paulista. Segundo o grupo Cencosud, o negócio será financiado com recursos obtidos na recente venda de suas operações em Minas Gerais. Agora no g1 'Crise de liquidez' Fundada em 2002, a St Marche opera 32 lojas no estado de São Paulo e conta com um centro de distribuição de 7,5 mil metros quadrados. As vendas da rede somaram mais de R$ 1,078 bilhão nos 12 meses encerrados em março. No documento apresentado à Justiça de São Paulo, o Grupo Hortus, controlador da St Marche, afirma que o pedido de recuperação judicial se deve a uma crise de liquidez (falta de caixa para honrar compromissos de curto prazo), provocada pelo aumento do endividamento, pela alta dos juros no país e pela redução das linhas de crédito no mercado. A empresa já passou por um plano de recuperação extrajudicial, suspenso em fevereiro. O novo pedido ocorre, segundo o grupo, após o processo não ter sido suficiente para mitigar os problemas financeiros. 🔎 A recuperação extrajudicial envolve a negociação direta entre a empresa e seus credores, com posterior homologação judicial do acordo. Já a recuperação judicial é um processo supervisionado pela Justiça, que permite à empresa reorganizar suas dívidas sob proteção legal contra cobranças. Na prática, a recuperação judicial suspende a cobrança das dívidas por até 180 dias, enquanto a empresa mantém suas operações. Segundo o Grupo Hortus, a conclusão da venda à Cencosud representaria “uma saída organizada” para a companhia, com preservação de empregos e garantia de pagamento a fornecedores e credores. * Com informações da agência Reuters

O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (24) e atingiu os menores níveis desde antes do início da guerra entre Irã e Israel. O movimento reflete a redução dos temores de interrupções no fornecimento global da commodity, à medida que o fluxo de navios petroleiros na região começa a se normalizar. O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,3%, para US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos Estados Unidos, recuou 3,9%, encerrando o dia a US$ 70,34. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao longo do pregão, o Brent chegou a ser negociado a US$ 73,12, o menor valor desde 27 de fevereiro. O WTI, por sua vez, ficou abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2 de março. A principal razão para a queda foi a retomada do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa da produção mundial da commodity. Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito. Agora no g1 Durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu. Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia. O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo. Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários. *Com informações da agência de notícias Reuters Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Receita Federal em São Paulo realizará, em 30 de junho, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Ao todo, são 232 lotes, que incluem smartphones, relógios inteligentes, notebooks, videogames, carros, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados, artigos esportivos, entre outros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas já está aberto e vai até as 21h do dia 29 de junho. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 30 de junho (horário de Brasília). Agora no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. O lote mais barato tem lance inicial de R$ 10, contendo resíduos de plástico. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 562,5 mil e reúne milhares de embalagens de papel crepom. Outros destaques do leilão incluem: No lote 2, é possível adquirir um iPhone 13 a partir de R$ 480. No lote 12, é possível adquirir um PlayStation 4 a partir de R$ 400. No lote 27, é possível adquirir um violão Gibson a partir de R$ 12 mil. No lote 138, é possível adquirir uma bicicleta Canyon Aeroad Speed a partir de R$ 9,6 mil. No lote 228, é possível adquirir um veículo Volkswagen Jetta a partir de R$ 13,2 mil. Novo leilão da Receita tem iPhone 13 por R$ 480. Divulgação/Receita Federal De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação até 26 de junho na capital paulista e nas cidades de Bauru, Campinas, Guarulhos, Santos, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Guarujá, Araraquara e Taubaté. Os lotes poderão ser examinados de forma presencial, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas. Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Novo leilão da Receita tem VW Jetta por R$ 13,2 mil. Divulgação/Receita Federal Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: até 29 de junho, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000006/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Detran RJ deixa de exigir manobra de baliza no exame prático de primeira habilitação DIvulgação/Detran RJ As novas regras para a emissão da primeira CNH aumentaram em 23,5% o número de exames de direção nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o Ministério dos Transportes. Em comunicado, o ministério informou que foram realizadas 2.280.021 avaliações neste ano, contra 1.845.694 no mesmo período de 2025. Apesar do aumento no número de candidatos, a pasta destacou que as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação. No mesmo período, foram realizados 2.343.393 cursos práticos, um aumento de 20% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs com as novas regras — o maior número já registrado pelo ministério para esse intervalo. CNH ficou mais barata Uma das principais mudanças com a nova CNH foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58. Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal: Novas regras da CNH mudaram o exame prático A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

Neymar (ao centro, com a chuteira amarela) em treino da Seleção Brasileira no domingo (21) Caean Couto/Reuters A Puma anunciou hoje (24) o lançamento de um novo modelo de chuteira que foge do mar dos calçados rosa que dominam os pés dos jogadores na Copa do Mundo de 2026. Com o tema "Fênix", a chuteira Future 9 NJR foi desenhada em parceria com Neymar Jr. e mistura uma base amarela com detalhes em laranja e marrom. O verde no logo da marca completa o visual. 🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Quanto custam as chuteiras dos grandes craques da Copa? Segundo a fabricante, a Future 9 NJR chega na sexta-feira (26) por R$ 2.500. Até então, o atacante usava a Puma Future 9 Ultimate, que custava R$ 1.800. Será que veremos Neymar entrar em campo hoje contra a Escócia já com o modelo novo no pé? O jogador apareceu nos treinos dos últimos dias com a chuteira amarela. Neymar com sua nova chuteira amarela em treino da Seleção Brasileira na terça (23) Vincent Carchietta/Reuters Quanto custam as chuteiras da Seleção Brasileira As chuteiras podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo de jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2026. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.500. Jogadores da seleção brasileira em campo após o fim de Brasil x Marrocos no último sábado (13) Jeenah Moon/Reuters Quatro marcas dominam os pés dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol: Nike (11 jogadores), Adidas (8), Puma (4) e New Balance (1). Cada marca tem sua linha de chuteiras rosa, com seu nome específico de cor: Lucid Pink (Adidas) Rosa Neon (New Balance) Hyper Pink / Hot Punch – tonalidade complementar (Nike) Poison Pink (Puma) Neymar Jr. mostra nova chuteira da Puma ao lado do designer KidSuper Puma/Divulgação No levantamento feito pelo Guia de Compras com os fabricantes, apenas dois atletas estão sem patrocínio de chuteiras. Por fotos em redes sociais, deu para perceber que Ibañez usa produtos da Adidas, e Igor Thiago, da Nike. Veja a seguir as chuteiras usadas pelos convocados e alguns dos modelos disponíveis nas lojas on-line. Adidas Vale ressaltar que as chuteiras da Adidas para a Copa do Mundo fazem parte de uma nova linha chamada "Road to Glory", anunciada no início do torneio, e que ainda está chegando às lojas. Chuteira Adidas da linha "Road to Glory" especial para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Os modelos são os mesmos que os já disponíveis nas lojas da internet, só que em edição especial. Atletas patrocinados pela Adidas Adidas F50 Elite Adidas F50 LL Adidas Predator Elite New Balance Chuteira New Balance para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Atleta patrocinado pela New Balance New Balance Tekela “Pure Ambition” Nike Chuteira Nike para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Atletas patrocinados pela Nike Nike Mercurial Vapor 17 Elite Nike Phantom 6 Elite Low Nike Tiempo Maestro Elite Puma Nova chuteira Puma do Neymar chega às lojas dia 26 de junho. Puma Atletas patrocinados pela Puma Puma Future 9 Ultimate Puma Ultra 6 Ultimate Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Na Copa do Mundo, não grite "gol" com atraso

As pausas para hidratação na Copa do Mundo estão sendo tratadas como tempos técnicos pelas equipes e como uma máquina de fazer dinheiro por algumas emissoras Getty Images via BBC Quatro minutos e 20 segundos por partida. Ou sete horas, 30 minutos e 40 segundos ao longo do torneio. Essa é a quantidade extra de publicidade na TV que alguns torcedores de futebol em todo o mundo estão assistindo durante os intervalos obrigatórios de hidratação na Copa do Mundo. Em alguns países, como no Reino Unido, as emissoras exibem o que está acontecendo em campo e aproveitam o intervalo para colocar no ar a opinião de comentaristas. Mas em diversos outros lugares, o intervalo é usado pelas emissoras para exibir publicidade. Os anúncios podem começar 20 segundos depois que o árbitro apita para a pausa de três minutos no meio de cada tempo, e devem terminar 30 segundos antes de o jogo recomeçar. Isso resulta em um potencial de oito espaços publicitários adicionais de 30 segundos por partida para cada emissora em cada país — 832 no total da competição. Especialistas disseram à BBC Sport que um espaço médio de 30 segundos na Copa do Mundo na emissora americana Fox Sports custa entre US$ 200 mil e US$ 300 mil (R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão), chegando a US$ 750 mil (R$ 3,8 milhões) durante jogos dos EUA e das fases finais. Isso significa que a publicidade durante as pausas para hidratação provavelmente gerará mais de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) apenas nos EUA. As pausas interromperam o ritmo das partidas, provocaram fortes críticas de técnicos e jogadores e geraram vaias altas de torcedores em quase todos os estádios. Mas em quais países os anúncios estão sendo exibidos, como funcionam e o que isso pode significar para o futuro do futebol? Pausa bilionária A Fifa insistiu que os intervalos de hidratação foram introduzidos para beneficiar o bem-estar dos jogadores no calor da América do Norte, e que a integridade esportiva significa que eles devem ser usados igualmente em todas as partidas — mesmo quando as temperaturas são baixas em estádios cobertos e com ar condicionado. Em diversos países, as emissoras têm a capacidade de escolher como usar as pausas, e a maioria as utiliza como uma oportunidade de arrecadar dinheiro extra com publicidade, seja interrompendo para um intervalo comercial completo ou exibindo anúncios em tela dividida. A Fox Sports, emissora dos EUA, tem usado o máximo de tempo publicitário possível durante as pausas e exibido anúncios em tela cheia. O próprio intervalo de hidratação da Fox Sports tem um patrocinador especial. Além disso, a Coca-Cola, que é patrocinadora da Fifa, fornece bebidas com marcas aos jogadores durante a pausa. Ou seja, os espectadores nos EUA são expostos a uma camada tripla de publicidade. "Os americanos estão acostumados a anúncios durante o jogo há 40, 50 anos, então, culturalmente, isso se encaixa perfeitamente [na cultura local]", diz Rob di Gisi, professor de gestão de esportes na Wharton School da Universidade da Pensilvânia. "Há muito pouca reação contrária aqui. Quaisquer mudanças que tornem os jogos mais 'americanizados' serão abraçadas sem que as pessoas percebam." A Telemundo, emissora nos EUA que exibe partidas em espanhol e é voltada para latino-americanos, é uma das poucas que decidiu não mostrar anúncios durante as pausas. Durante o jogo de estreia do Canadá na semana passada, o narrador da Telemundo disse: "Preferimos o jeito tradicional. Devemos poder ver o que os jogadores fazem. Mostramos os torcedores, pessoas se divertindo, não o lado corporativo do futebol". A BBC Sport procurou a Fox Sports e a Telemundo para comentar o assunto. Em outros grandes mercados ao redor do mundo os anúncios também estão sendo usados, incluindo no Brasil, México, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, China, Japão, Índia, Austrália, Oriente Médio e África Subsaariana. As emissoras nesses territórios não conseguem cobrar preços tão altos quanto a Fox Sports, e nem todas estão exibindo pelo tempo máximo permitido, mas o valor total arrecadado provavelmente é enorme. "Quando você amplia isso para todos os outros países, provavelmente chega a US$ 1 bilhão (mais de R$ 5,2 bilhões) em anúncios durante pausas para hidratação ao redor do mundo", acrescenta Di Gisi. No entanto, ter espectadores vendo produtos durante pausas no jogo não garante necessariamente sucesso. "Os anunciantes durante a pausa para hidratação enfrentarão um nível de descontentamento capaz de anular o valor da publicidade?", questiona T. Bettina Cornwell, chefe de marketing da Universidade de Oregon. "É fato que, quando as marcas interrompem a experiência esperada — neste caso, o fluxo do jogo —, os torcedores podem reagir negativamente." A Fox Sports perdeu o reinício do jogo após a segunda pausa para hidratação na partida de abertura entre México e África do Sul porque seus anúncios ultrapassaram o tempo Getty Images via BBC 'Chegaram para ficar' As emissoras em cada território atuam de forma independente ao vender espaços publicitários, o que significa que a Fifa não obtém ganhos financeiros diretamente. Mas a receita extra torna a compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo mais valiosa para as emissoras, o que significa que a Fifa pode teoricamente cobrar preços mais altos ao negociar torneios futuros. A Fifa ainda não confirmou se as pausas para hidratação serão usadas em futuras edições da Copa do Mundo, mas, dado o benefício financeiro para a organização e seus parceiros de transmissão — e o fato de que a Copa do Mundo de 2030 no Marrocos, Espanha e Portugal será realizada em climas com verões muito quentes —, é altamente provável que as pausas sigam sendo usadas. "Os direitos desta Copa do Mundo, a Fox Sports conseguiu por apenas US$ 485 milhões (R$ 2,5 bilhões)", diz Dennis Deninger, autor do livro Live Sports Media: The What, How and Why of Sports Broadcasting ("Mídia Esportiva ao Vivo: O que, como e por que da transmissão esportiva", em tradução livre). "Se eles estão ganhando US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) apenas com as pausas para hidratação, essa taxa de direitos é um grande negócio." "Quando a Fifa entrar na próxima negociação de direitos, pode dizer que seu produto vale mais, porque as emissoras podem vender patrocínio nessas pausas para hidratação, ter mais publicidade, e há um aumento no número de partidas, então podem cobrar mais de cada emissora em cada país." "Nunca há volta — quando existe uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, ninguém jamais diz 'vamos ganhar menos dinheiro'." O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino (à direita), disse que as pausas para hidratação são "desnecessárias", exceto em casos de calor extremo Getty Images via BBC O perfil mais casual de torcedores que a Copa do Mundo atrai facilitou a introdução dos anúncios. "Acho que isso veio para ficar, especialmente em torneios organizados pela Fifa", diz Thomas Peeters, professor de economia estratégica na Erasmus School of Economics. "A Copa do Mundo é um evento que atrai não tradicionalistas, pessoas que assistem sem acompanhar todos os jogos. Um público muito amplo." "Há uma tendência de essas pessoas assistirem a clipes em vez de jogos inteiros, então, nesse sentido, você pode inserir pausas por conta própria [e mostrar anúncios a elas sem que se importem]." "Isso divide o jogo em partes menores que, como vemos em outras formas de entretenimento, ajudam com públicos mais jovens, que normalmente consomem conteúdo em porções menores." Mas ainda não se sabe se outras grandes competições de futebol adotarão pausas para hidratação pelo benefício econômico. A Premier League — o campeonato inglês — é limitada no Reino Unido pelas regras das agências reguladoras e provavelmente enfrentaria uma grande reação negativa dos torcedores. Já a Uefa tem buscado criar uma clara distância em relação à Fifa em questões de política nos últimos meses, incluindo o compromisso de não usar preços dinâmicos de ingressos na Eurocopa 2028. "Quando uma partida é assistida por torcedores fanáticos de ambos os lados, eles não querem uma pausa após 25 minutos", acrescenta Peeters. "Para a Uefa e a Premier League, essa ideia é menos relevante porque estão em mercados muito maduros em comparação com a Fifa." Em mensagem à BBC, a Uefa disse: "A Uefa não tem planos de mudar os regulamentos [de pausas para hidratação] para as próximas competições, incluindo a Champions League e a Eurocopa 2028."

Minicelular, do tamanho da tampa de uma caneta, foi apreendido dentro de cela da prisão em Canoas Ronaldo Bernardi/Agência RBS Lojas online e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmaram um acordo na última terça-feira (23) para combater a venda de minicelulares. Esses aparelhos são encontrados em presídios e representam riscos à população. O acordo envolve principalmente os marketplaces das lojas online, ou seja, quando um vendedor utiliza a estrutura de um grande site de comércio eletrônico para vender seus produtos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Participam do acordo os seguintes varejistas: Amazon; Shopee; Mercado Livre; Casas Bahia; Magalu; Carrefour; Temu. Segundo a Anatel, o tamanho extremamente reduzido deste tipo de celular "burla de sistemas de vigilância em unidades prisionais". Agora no g1 Para reforçar a fiscalização desse tipo de venda, o acordo prevê que as plataformas criem tecnologias, inclusive com uso de inteligência artificial, para verificar se o número de homologação da Anatel corresponde ao aparelho anunciado. Esse número funciona como um “RG” do celular e permite identificar informações como o fabricante e o nome do modelo. Segundo o superintendente Vinicius Caram, há “elevado percentual de anúncios que não informam o número de homologação, o modelo do equipamento ou o fabricante, além daqueles que apresentam divergências entre as especificações divulgadas e o produto ofertado”. As plataformas digitais ainda precisam apresentar quais medidas serão adotadas, para além da fiscalização do número da homologação. Em seguida, formarão um grupo de trabalho com a Anatel para acompanhar a implementação dessas ações. Por que esse tipo de celular é usado em presídios O principal atrativo desse tipo de aparelho é o tamanho reduzido. Em 2023, agentes prisionais de Canoas (RS) encontraram um celular desse tipo em uma cela. Um detalhe chamou a atenção das autoridades: o dispositivo não foi detectado pelos equipamentos de fiscalização. Nesse caso, o celular tinha o tamanho de uma tampa de caneta. Outro modelo foi encontrado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP) e era tão pequeno que um detento chegou a engolir três aparelhos, junto com quatro baterias. Ainda em 2025, um minicelular em formato de lata de refrigerante foi encontrado em um presídio de Cuiabá (MT). O aparelho também entrou na cela sem ser detectado pelos equipamentos de fiscalização da unidade.

Levantamento do Ministério do Trabalho divulgado nesta quarta-feira (24) mostra que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, principalmente no setor privado, mas englobando também o serviço público, têm jornada acima de 41 horas por semana. Esses trabalhadores, portanto, seriam beneficiados com a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas, em debate no Congresso Nacional, isto é, o fim da escala 6x1 (entenda mais abaixo). De acordo com dados do governo, os 37,11 milhões de trabalhadores representam 73,7% dos 50,32 milhões de trabalhadores celetistas no Brasil registrados no mês de fevereiro. Veja abaixo os dados do levantamento: 37,11 milhões de empregados trabalham mais de 41 horas por semana; 9,24 milhões de trabalhadores têm jornada semanal entre 31 e 40 horas; 2,16 milhões de pessoas trabalham entre 21 e 30 horas por semana; 1,81 milhão de trabalhadores têm jornada semanal de até 20 horas. Agora no g1 No fim de maio, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso). A proposta segue para análise dos senadores. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. Já o governo retirou, neste mês, a urgência constitucional do seu próprio projeto que trata sobre a redução da jornada da escala de trabalho 6x1 enviado à Câmara dos Deputados. A mensagem informando sobre a retirada do pedido de urgência foi enviada em 16 de junho ao Congresso. O projeto em questão não é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que já foi aprovada pela Câmara e aguarda análise no Senado Federal. Carteira de Trabalho Digital Gil Leonardi/ImprensaMG

A abertura de vagas no serviço público superou a criação de postos de trabalho no setor privado no período de 14 meses, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026, informou nesta quarta-feira (24) o Ministério do Trabalho e do Emprego. O cálculo considera o número de contratações menos as demissões. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Além dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que englobam os trabalhadores celetistas, os números da Rais também incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários. Segundo dados oficiais: A abertura de vagas formais no setor público, considerando os 14 meses analisados, somou 1,091 milhão, atingindo 13,81 milhões em fevereiro de 2026. O número de vagas abertas no setor privado, abrangendo o mesmo período, totalizou 1,041 milhão, para 47,97 milhões. Ao todo, considerando o serviço público e o setor privado, foram criados 2,17 milhões de empregos no Brasil, para um total de 62,19 milhões. De acordo com o Ministério do Trabalho, 886 mil contratações no setor público, nesse período, são contratações por tempo determinado. Ou seja, a maior parte dos contratados. Agora no g1 Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, essa movimentação no setor público se intensificou após a reforma trabalhista, sancionada em 2017, no governo Michel Temer — a partir da qual passou a ser mais comum esse o vínculo por tempo determinado. Rafael Coletto Cardoso, Coordenador-Geral de Estudos e Estatísticas do Trabalho da pasta, observou que o período da coleta de dados pode ter influenciado o forte crescimento de empregos no setor público. A lógica é que os governos municipais e estaduais podem ter contratado, por exemplo, professores do início de cada ano, com vínculo até o seu final. Fachada do Ministério do Trabalho, em Brasília Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou, nesta terça-feira (23), uma cota de importação sem impostos para veículos elétricos que entram no país de forma desmontada (CKD) e semimontada (SKD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para compreender a medida, é necessário diferenciar os formatos de importação automotiva que constam na decisão. Os veículos CKD são aqueles montados no Brasil, enquanto os chamados SKD entram no país de forma semimontada. Já os veículos CBU correspondem aos carros que já chegam totalmente montados ao mercado nacional. (veja infográfico) Como são montados os carros com partes importadas Arte/g1 A produção de veículos semimontados costuma ser o ponto de partida para quem decide investir em uma fábrica no território nacional. Dentro dessa estratégia, o formato SKD destaca-se por demandar um menor índice de mão de obra local, uma vez que os automóveis chegam ao país praticamente prontos. De acordo com o modelo de operação, uma das principais vantagens dessa estratégia é aproveitar a mão de obra estrangeira, além de utilizar o desenvolvimento de tecnologias específicas voltadas para componentes que ainda não contam com produção no Brasil. Agora no g1 Entenda a polêmica A decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças". "A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", disse a associação. (leia a íntegra da nota ao fim do texto) O governo afirmou que a importação de carros montados, por outro lado, não terá qualquer tipo de cotas. "A medida converge com outras iniciativas do governo voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2", afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Leia a íntegra da nota Anfavea desta terça-feira (23): "A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) lamenta e vê com grande preocupação a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de restabelecer incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD). A medida é contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças, como atestaram dezenas de manifestações públicas assinadas por sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações da indústria nos últimos dias. A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo. Agora, a mudança ocorre em detrimento do interesse de empresas e de milhares de trabalhadores espalhados por nove Estados do país. Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimento contando com as regras pactuadas. Nos últimos anos, a eletrificação avançou de forma acelerada no país. Novas marcas chegaram ao mercado, a oferta de veículos aumentou e os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025. Ao mesmo tempo, a indústria respondeu aos estímulos criados pela política pública. As fabricantes anunciaram R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, destinados às novas formas de propulsão incluindo a eletrificação, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores. Os resultados também aparecem na produção nacional. Em 2025, os veículos eletrificados produzidos no país responderam por 25,9% das vendas do segmento. No acumulado até maio de 2026, o mercado atendido por veículos produzidos no Brasil cresceu 57% na comparação com o mesmo período de 2025. Por essa razão, a discussão deixou de ser como acelerar a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro. O desafio agora é garantir que essa transformação gere mais produção local, desenvolvimento tecnológico, fornecedores, engenharia e agregação de valor no país. Benefícios destinados à importação podem cumprir papel relevante em fases iniciais de implantação industrial. A ampliação, em um momento em que os investimentos já estão anunciados e a produção local está em expansão, reduz os incentivos para a evolução produtiva esperada dessa nova etapa da indústria automotiva. A decisão também contraria a sinalização que orientou investimentos anunciados sob as regras vigentes e gera insegurança para empresas que estruturaram projetos considerando o cronograma estabelecido pelo próprio governo. A Anfavea vai continuar defendendo a descarbonização, que inclui a eletrificação da frota, a concorrência e a ampliação da oferta de veículos ao consumidor brasileiro. O que está em debate, com essa decisão, não é a transição energética, que já está em curso e não vai parar. O que está em debate é qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo." *Reportagem com André Fogaça, Isabela Bolzani, Mariana Assis e Alexandre Martello.

GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos A GWM decidiu entrar na briga por preço com seu mais novo lançamento. O Ora 5, primeiro SUV elétrico da marca no Brasil, chega por competitivos R$ 159 mil. O preço talvez seja uma forma de compensar o atraso da GWM em ter um bom carro em um dos segmentos que mais crescem entre os veículos elétricos. A missão do Ora 5 é tentar o que o Ora 03 nunca conseguiu: vender bem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao g1, a GWM afirmou que isso não significa que o Ora 03 deixará de ser vendido, apesar de custar R$ 169.000, ou R$ 10 mil a mais. A marca passou a oferecer bônus de R$ 20 mil para quem dá um carro usado na troca pelo hatch elétrico, o que pode levar o preço do irmpode cair para R$ 149.000. Ora 5 é mais sóbrio e aposta em visual monotônico GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM São muitos concorrentes: BYD Yuan Pro: a partir de R$ 182.990; Geely EX5: a partir de R$ 205.800; Chevrolet Captiva EV: a partir de R$ 199.990; Omoda E5: a partir de R$ 209.990; Leapmotor B10: a partir de R$ 182.990; Leapmotor C10: a partir de R$ 204.990; GAC Aion Y: a partir de R$ 175.990; MG S5: a partir de R$ 219.800. O Ora 5 é um Ora 03 com dimensões ampliadas em todas as direções. Ele tem 4,47 metros de comprimento e, com esse tamanho, supera os 4,40 metros do Jeep Compass e até os 4,46 metros do Toyota Corolla Cross. Comparando com elétricos, o Ora 5 não é dos maiores. Ele perde para: Geely EX5: 4,61 metros de comprimento; Leapmotor B10: 4,51 metros de comprimento; Leapmotor C10: 4,73 metros de comprimento; GAC Aion Y: 4,53 metros de comprimento; MG S5: 4,47 metros de comprimento; Chevrolet Captiva EV: 4,74 metros de comprimento. Mesmo assim, o entre-eixos é de 2,72 metros. O espaço interno é confortável para pessoas de estatura média, e o teto solar contribui para uma sensação maior de altura. Porém, o porta-malas não teve o mesmo destaque. GWM Ora 5 BEV por fora GWM Ora 5 BEV por fora Ele tem 362 litros de capacidade. É um volume que comporta facilmente cinco malas de bordo, mas é nesse ponto que o Ora 5 fica atrás da maioria dos concorrentes: BYD Yuan Pro: 265 litros; Geely EX5: 461 litros; Chevrolet Captiva EV: 403 litros; Omoda E5: 340; Leapmotor B10: 365 litros; Leapmotor C10: 465 litros; GAC Aion Y: 361 litros; MG S5: 453 litros. No visual, o Ora 5 tem forte inspiração em modelos da Porsche que ainda não adotaram faróis mais estreitos, como os 718 e 911. As semelhanças aparecem no capô, com laterais mais altas do que a parte central, e nos faróis ovalados, levemente inclinados para trás. De perfil, o Ora 5 adota linhas mais sóbrias. Isso fica evidente na traseira menos arredondada e mais “enxuta” que a do Ora 03 — característica que o aproxima de seus concorrentes. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Por dentro, a sensação mais discreta também aparece na paleta de cores. Enquanto o Ora 03 usa materiais em diferentes cores, o novo utilitário adota um único tom, com variações próximas. As únicas áreas com cor diferente aparecem em cobre claro, destacando elementos específicos que precisam ser encontrados mais facilmente, como o acabamento da porta USB, a maçaneta, as aletas de ventilação do ar-condicionado e o alto-falante. A sobriedade monocromática também se estende ao estofamento dos bancos, que seguem a cor da cabine: bege ou preto. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Motor e autonomia dentro do esperado O Ora 5 tem motor com tração dianteira, que entrega 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Durante um teste rápido em pista fechada, o desempenho ficou dentro do esperado para um carro elétrico: o torque instantâneo foi forte o suficiente para fazer os pneus cantarem em uma arrancada. Se no visual o Ora 5 busca se diferenciar do Ora 03, na experiência ao volante as diferenças entre os dois são pequenas. A sensação ao dirigir é semelhante à do hatch, seja pelo volante menor, pela resposta do freio — que exige mais pressão —, pelo raio de giro ou pela bateria de 58 kWh. O acerto da suspensão também lembra o do Ora 03, mais firme que o de grande parte dos concorrentes chineses e próximo ao padrão de um Volkswagen. Durante o teste, a reportagem realizou frenagens bruscas em retomadas e, mesmo nessas situações, a carroceria não apresentou oscilações — ao contrário de modelos como o Leapmotor B10 e o BYD Dolphin. O que diferencia o SUV do hatch é a autonomia de 349 km (34 km a mais que o Ora 03) e a maior altura em relação ao solo. Isso dá ao Ora 03 um comportamento mais próximo ao de um kart, com o motorista mais rente ao chão, enquanto o Ora 5 se comporta como um utilitário, com assento e visão de condução mais elevados. t Ora 5 vem bem equipado para o preço GWM Ora 5 BEV por dentro Além de adotar uma estratégia diferente de preços, a GWM também mudou outro ponto em relação ao Ora 03. Enquanto o hatch anterior chegou ao Brasil em três versões (Skin, GT e uma edição limitada chamada Copacabana), o Ora 5 será vendido em apenas uma configuração, que nem sequer recebeu um nome. A lista de equipamentos inclui: Grade frontal ativa, que pode se fechar para melhorar a aerodinâmica; Rodas de liga leve de 18 polegadas; Central multimídia de 14,6 polegadas com o mesmo sistema do Haval H6; Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas; Carregador de celular por indução de 50 watts; Nove alto-falantes distribuídos pela cabine; Teto solar panorâmico; Câmera de visão em 360 graus; Ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras; Bancos dianteiros com ajustes elétricos; Função de resfriamento para os bancos dianteiros; Chave presencial; Console central com gaveta na parte traseira; Estepe temporário em vez de kit de reparo de pneus; Seis airbags; Controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa; Alerta de ponto cego; Frenagem automática de emergência. Há ainda um roteador que distribui internet via Wi-Fi para os ocupantes. Ele permite conectar até oito dispositivos ao mesmo tempo, como celulares, notebooks e tablets, e oferece 3 GB de dados sem custo adicional. É possível ampliar esse pacote com compras avulsas de 10 GB por R$ 56, ou por meio de assinatura mensal de 5 GB por R$ 35. Por fim, o Ora 5 pode ser usado como fonte de energia para outros aparelhos, com o auxílio de um adaptador vendido separadamente. Ele fornece até 6.000 watts em 220 volts e desativa essa função automaticamente quando a bateria atinge 30% de carga. Essa capacidade é suficiente, por exemplo, para alimentar uma TV OLED de 65 polegadas (que consome cerca de 400 watts) e um PlayStation 5, que utiliza aproximadamente 217 watts ao rodar jogos em 4K.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (24), com avanço de 0,29%, cotado a R$ 5,2019. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2217. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,44%, aos 170.507 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O quadro de juros no Brasil e nos Estados Unidos seguiu na mira dos investidores. Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) apontou uma piora do cenário para a inflação na ata de sua última reunião e indicou que pode manter os juros inalterados em seu próximo encontro, em agosto. Já no Hemisfério Norte, a perspectiva de alta de juros nos EUA ainda pesa nos mercados. ▶️ No Oriente Médio, o destaque ficou com a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Na véspera, o canal registrou o fluxo mais intenso de navios desde o início do conflito, aumentando esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo. Com isso, a commodity fechou abaixo dos US$ 75 nesta quarta-feira, no menor valor desde o início do conflito entre EUA e Irã. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 4,3%, a US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 3,9%, para US$ 70,34. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Próximos passos nos juros A divulgação da ata da última reunião do Copom, na véspera, continua no radar dos investidores. No documento, o Banco Central (BC) indicou que houve uma piora das expectativas de inflação à frente, apontando uma aceleração da atividade econômica prevista para o segundo semestre. Na reunião da semana passada, o colegiado decidiu diminuir os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano, no terceiro corte seguido da taxa. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O BC ainda reiterou que preferiu ser mais flexível em relação à Selic, ou seja, manter uma trajetória com diferentes momentos de pausa e retomada dos cortes para evitar uma maior volatilidade dos ativos financeiros. Já nos Estados Unidos, dados econômicos divulgados na véspera reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) deve manter os juros elevados por mais tempo. O Índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que considera dados da indústria e de serviços — subiu para 52,2 em junho, no maior nível desde janeiro. O crescimento da produção na indústria foi o maior em seis anos. Os dados reforçam o cenário de uma atividade econômica ainda resiliente, o que indica que os preços podem continuar subindo no país. Volta do tráfego em Ormuz e o alívio no petróleo A volta do tráfego pelo Estreito de Ormuz traz um cenário mais otimista para o petróleo no mercado internacional. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Acompanhe todos os desdobramentos. Teerã e Washington concluíram as conversas técnicas sobre o acordo de cessar-fogo, mas ainda devem tratar sobre temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano. Na véspera, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que, sem mísseis, seu país teria acabado "como a Faixa de Gaza", e ressaltou que seu programa balístico não é negociável. "Se os mísseis que temos para a nossa defesa não existissem, Israel e Estados Unidos teriam arrasado o Irã, como fizeram com a Faixa de Gaza, sem mostrar piedade nem dos idosos nem dos jovens", afirmou Pezeshkian no Paquistão. "Nunca negociaremos com ninguém, sob nenhuma circunstância, sobre nossa capacidade de defesa", ressaltou. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o acordo preliminar assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã não menciona os mísseis balísticos. "Não pode haver dois pesos e duas medidas. Que alguns países possam ter mísseis balísticos e que o Irã não deva tê-los", disse. Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O Dow Jones subiu 0,36%, enquanto o S&P 500 caiu 0,08% e o Nasdaq recuou 0,41%. Na Europa, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,08%. Entre as altas, o CAC 40, da França, ganhou 0,54%, e o FTSE 100, de Londres, subiu 0,31%. Por outro lado, o DAX, da Alemanha, caiu 0,62%. Na Ásia, os mercados acionários fecharam mistos nesta quarta-feira (24), beneficiados, em parte, pera recuperação do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 0,48%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,11%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,33%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 0,88% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 3,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

Consumidores têm optado pelo carro elétrico e isso aumentou a frota no último ano em Bauru TV TEM/ Reprodução O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo renovou a cota de carros elétricos importados semimontados e desmontados, livre de imposto de importação, para garantir "melhores preços" e favorecer o consumidor. A decisão de renovação dessa cota foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) nesta terça-feira (23). O volume de importações que não pagarão imposto é de US$ 463 milhões durante seis meses, a partir de 1º de julho de 2026. 🚗 A medida pode impedir o aumento de preço dos carros elétricos no Brasil, que entram no país sem pagar tributos dentro das regras estabelecidas pelo governo. Em paralelo, empresas chinesas de carros elétricos como a BYD e a Geely já começaram projetos para produzir no país. "O governo federal tomou a decisão ontem [terça] não foi para causar danos para a produção indústria nacional, mas foi para favorecer sobretudo o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos", disse Márcio Elias, ao programa "Bom dia, Ministro", da EBC. Venda de carros elétricos dispara no 1º trimestre Pela decisão do governo, os veículos montados no Brasil (chamados de CKD) e os semimontados no país (chamados de SKD) não pagarão imposto de importação pelos próximos seis meses até o volume de importação definido pelo governo. "Precisamos garantir os melhores preços aos consumidores, na medida do possível. A indústria [automotiva] é essencial ao país, são mais de 110 mil empregos diretos", acrescentou o ministro do Desenvolvimento. Tomada em um ano eleitoral, a decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças". "A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país" , disse a associação. "As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", prosseguiu (leia a íntegra da nota) O ministro Márcio Elias Roasa, do Desenvolvimento, afirmou que o governo federal tem intensificado e fortalecido a indústria automotiva no Brasil, que encontra vantagens e instrumentos de fomento e apoio à produção nacional. Ele observou também que há montadoras de carros elétricos se instalando no Brasil atualmente. "Para acalmar [a indústria nacional], é muito simples. É só olhar para o filme todo, toda história. Desde o início, o governo tem medidas de fortalecimento a indústria nacional, o governo fará tudo para que indústria continue crescendo, o diálogo sempre existirá", concluiu.

Imagem ilustrativa de carne bovina. George Piskov/Pexels A corrida dos frigoríficos para exportar carne bovina à China antes do fim das cotas enxugou a oferta no mercado interno e deixou o churrasco desta Copa mais caro. "A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo", diz Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ➡️ Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%. O consumidor brasileiro pode até ter algum alívio nos próximos meses, com a redução temporária do ritmo de compras da China. Mas a tendência é de nova alta de preços até o fim de 2026, impulsionada pelo El Niño, pelo aumento da demanda nos EUA e pela volta da China ao mercado brasileiro. Em maio, todos os cortes de carne bovina subiram ao consumidor, com destaque para o filé-mignon (+4,4%), picanha (+3,9%) e peito (+3%), segundo dados do IBGE. No acumulado de 2026, o peito (+13,6%) e a picanha (+9,3%) também aparecem entre as maiores altas, além da capa de filé (+11,8%). Cortes de carne bovina que ficaram mais caros em maio. Lara Bernardino/Arte g1 Peito, capa de filé e picanha foram os cortes que mais subiram no ano. Dhara Pereira/Arte g1 QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Oferta menor pesa mais que consumo Mesmo em época de Copa, Iglesias afirma que os preços da carne têm sido muito mais influenciados pela redução da oferta no Brasil do que por um aquecimento muito forte da demanda interna. "Um dos grandes problemas que temos em 2026 é o baixo poder de compra do brasileiro e o alto nível de endividamento. Esse cenário tem sido agravado pelos jogos de apostas, que têm tirado muito dinheiro de circulação da economia, inclusive do consumo de produtos básicos e alimentos", afirma Iglesias. Em relatório mensal, a Consultoria Agro do Itaú BBA também destacou o ritmo acelerado das exportações como principal fator de pressão nos preços. "Apesar de uma oferta de gado terminado um pouco maior que a do ano anterior, a demanda de exportação absorveu bem a produção desde o início do ano", diz. "Com a corrida para o preenchimento da cota chinesa, os envios ao país asiático cresceram 24% na comparação entre janeiro e maio de 2026 e o mesmo período de 2025. A China respondeu por 51% do total embarcado", detalha. Nas projeções da Safras & Mercado, o Brasil deve atingir 98% da cota de exportação para a China até o final deste mês, restando pouco espaço para exportações sem tarifa adicional em julho. "A ausência temporária da China vai trazer um efeito negativo sobre os preços da arroba, mas, no mercado doméstico, vai ter um aumento de disponibilidade de carne, o que vai ajudar nos preços internos nesse período", diz Iglesias. "O problema está no último trimestre do ano, porque será um período de demanda muito aquecida no Brasil, nos EUA, além da retomada da demanda chinesa. Além disso, tem o El Niño, que tende a enxugar a oferta de gado terminado a pasto", destaca. "Em linhas gerais, vamos ter um quadro de restrição de oferta com uma demanda muito aquecida. Ou seja, os preços tendem a subir bastante", prevê Iglesias. E a União Europeia? Questionado sobre os impactos da suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia, Iglesias diz que isso deve ter pouca influência em preço. "A Europa representa apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina. Já não é o cliente voraz que foi no passado. Ainda assim, o bloco tem uma importância simbólica por ser o que chamamos de 'mercado vitrine'. As decisões adotadas pelos europeus costumam servir de referência e acabam sendo replicadas por outros países", diz. "Portanto, o impacto tende a ser mais um arranhão na imagem do Brasil do que propriamente uma perda relevante de volume exportado", acrescenta. ➡️ No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro. UE oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

Cevada, principal cutivo agrícola da Escócia, é base do uísque escocês. Adam Jaime/Unplash O Brasil e a Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) nos jogos da Copa do Mundo, em Miami. Fora do gramado, os dois países também têm diferenças marcantes quando o assunto é agricultura e produção de alimentos. De um lado, está o Brasil: uma potência tropical do agronegócio, grande exportadora de grãos, carnes, café e açúcar, mas também responsável por abastecer um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Do outro, a Escócia, um país de clima frio e relevos montanhosos, cuja produção agropecuária é voltada principalmente a um mercado doméstico de cerca de 5,5 milhões de habitantes — uma população 36 vezes menor que a brasileira. Ainda assim, o país mantém setores exportadores relevantes, caso da indústria do uísque. QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Na agricultura... Enquanto no Brasil a produção agrícola é liderada por culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e café, na Escócia os principais cultivos são a cevada e o trigo, segundo dados do governo escocês, publicados no Relatório de Estimativas da Renda da Agricultura em 2025 (Total income from farming estimates: 2025). Na Escócia, a cevada tem papel central na agricultura e na economia. Principal cereal cultivado no país, ela abastece cadeias produtivas como as de cerveja, malte e uísque. A maior parte da produção é de spring barley (cevada de primavera), semeada geralmente em março. Segundo o governo escocês, a maior parte da cevada cultivada no país pertence a essa variedade, amplamente utilizada na fabricação do malte que dá origem ao tradicional uísque escocês. Se a cevada está intimamente ligada à produção de uísque, o trigo cumpre uma função mais próxima da segurança alimentar na Escócia. O cereal é cultivado principalmente nas regiões agrícolas do leste do país e abastece a indústria de alimentos e a produção de ração animal. Na pecuária... Assim como no Brasil, a pecuária bovina é uma das bases da economia escocesa. Mas a diferença está na escala: enquanto o rebanho brasileiro ultrapassa 230 milhões de cabeças, a Escócia possui cerca de 1,7 milhão de bovinos, segundo dados do IBGE e do Scottish Agricultural Census 2025. Além disso, o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, abastecendo tanto o mercado interno quanto consumidores em centenas de países. Na Escócia, por sua vez, a pecuária é voltada principalmente ao mercado doméstico. Se os bovinos dominam a paisagem pecuária brasileira, na Escócia são as ovelhas que ocupam o protagonismo. Em 2025, o país tinha cerca de 6,5 milhões de ovinos, quase quatro vezes mais do que seu rebanho bovino, estimado em 1,7 milhão de cabeças. Símbolo do campo escocês, as ovelhas estão espalhadas pelas Highlands e por outras regiões de relevo acidentado, onde as condições naturais favorecem a criação extensiva. Confira esquema especial de metrô e trem para Brasil x Escócia nesta quarta

Bandeira da Venezuela AFP via Getty Images, via BBC A Venezuela está prestes a divulgar uma dívida total de US$ 240 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão), valor que supera as estimativas do mercado, que variavam entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões, enquanto se prepara para o que pode se tornar a maior reestruturação de dívida nacional da história, informou o Financial Times nesta quarta-feira, citando fontes familiarizadas com os planos. O país anunciou no mês passado que iniciaria a reestruturação de sua dívida externa. Na época, analistas estimavam que os passivos totais da Venezuela, incluindo indenizações arbitrais e juros acumulados, poderiam ultrapassar US$ 150 bilhões. A Venezuela é um dos maiores casos de calote de dívida pública do mundo, com cerca de US$ 60 bilhões em títulos inadimplentes emitidos pelo governo e pela estatal petrolífera PDVSA. O país sul-americano não realiza pagamentos de sua dívida externa desde 2017. Agora no g1 Segundo a reportagem do Financial Times, a Venezuela deve detalhar a dimensão de seu endividamento nas próximas semanas, quando apresentar aos credores uma atualização de sua situação financeira. A publicação acrescenta que a consultoria americana Centerview Partners, contratada por Caracas, ajudou a desenvolver um plano destinado a restaurar a sustentabilidade da dívida do país. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, esse plano deve ser divulgado no início de julho. A Centerview Partners não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos fora do horário comercial. A Venezuela também divulgará ainda este mês um quadro macroeconômico que estimará o tamanho de sua economia em cerca de US$ 100 bilhões, o que elevaria sua relação dívida/PIB para mais de 200%, acrescentou o Financial Times. LEIA TAMBÉM: Por que Venezuela tem dívida bilionária com Brasil — e quem paga a conta

Os erros que travam empresas Muita gente abre uma empresa, faz os primeiros R$ 500 em vendas e, pouco tempo depois, sente o negócio travar. Segundo especialistas, isso acontece porque a fase inicial costuma ser impulsionada por indicações de amigos e familiares ou por uma demanda reprimida — mas, quando esse efeito passa, o crescimento deixa de acontecer de forma automática. De acordo com o Sebrae, um dos erros mais comuns entre pequenos empreendedores é não estruturar a operação desde o início. Nesse cenário, o negócio passa a depender apenas de indicações, o empreendedor acumula funções e a empresa funciona no improviso. Outro problema recorrente é a falta de clareza sobre quem é o cliente ideal. Sem esse direcionamento, as estratégias de venda e comunicação ficam dispersas e perdem eficiência. Para especialistas, antes de investir mais dinheiro, o primeiro passo é colocar a ideia no papel e entender a viabilidade do negócio. Isso inclui mapear custos, estimar receitas e avaliar se o modelo é sustentável. Uma das estratégias recomendadas pelo Sebrae é começar com um MVP (Minimum Viable Product), ou “produto mínimo viável”. A proposta é lançar uma versão mais simples do produto ou serviço para testar a aceitação de clientes reais antes de ampliar a operação. No fim, segundo o Sebrae, o que faz um negócio sair da fase inicial de improviso não é apenas aumentar o esforço, mas transformar a ideia em uma operação estruturada, com planejamento e validação de mercado. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo compras shopping online e-commerce aplicativo Pexels

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

Defender home office nas redes custou o emprego deles O Itaú decidiu aumentar a presença obrigatória nos escritórios para três dias por semana a partir de 2028. Atualmente, são oito dias presenciais por mês. Assim, o banco embarca numa tendência que vem se consolidando em grandes empresas. ➡️ O trabalho remoto vem perdendo espaço, enquanto o modelo híbrido se consolida como uma espécie de meio-termo nessa transição. Em muitos casos, essa mudança veio acompanhada de novas regras, mudanças na rotina e insatisfação entre profissionais que já tinham reorganizado a vida com mais flexibilidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em nota, o Itaú afirmou que o cronograma foi planejado para dar tempo de adaptação. Segundo o banco, a ideia é permitir que os funcionários reorganizem a vida pessoal e familiar sem mudanças bruscas. A instituição também destacou que os formatos de trabalho são ajustados conforme o contexto e as necessidades de cada período. Do lado dos trabalhadores, a reação foi de surpresa. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que não houve negociação prévia. A entidade pediu reunião com o banco e disse que vai acompanhar de perto a estrutura dos escritórios. Há relatos também de que nem todos os espaços físicos comportam o aumento de pessoas nos dias presenciais. Sem novidade A discussão se tornou rotina em grandes empresas. Em São Paulo, por exemplo, a quantidade de escritórios vazios caiu para 13,4% no primeiro trimestre de 2026, segundo a consultoria JLL. É o menor nível em 14 anos. Isso mostra que mais empresas voltaram a ocupar prédios e usar mais os espaços físicos ao mesmo tempo. Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e na cultura organizacional. Por outro lado, embora as empresas defendam essa retomada, o modelo presencial encontra resistência entre os trabalhadores. Em novembro do ano passado, o Nubank também anunciou que aumentaria os dias presenciais (com dois dias por semana a partir de 2026 e três em 2027), a empresa enfrentou reação imediata. Funcionários divulgaram um manifesto com críticas sobre os possíveis impactos na vida pessoal. De acordo com os relatos, muitos profissionais aceitaram as vagas no banco por conta do regime de home office, e organizaram a vida familiar e financeira em outras cidades, inclusive comprando imóveis e assinando contratos de aluguel. Trabalhadores alegam que a exigência de retorno presencial pode dificultar a rotina familiar, especialmente para quem cuida de filhos, pais ou outros familiares, tornando mais difícil cumprir os novos requisitos da instituição. Preocupações com o tempo de deslocamento, o custo do transporte e a falta de diálogo nessa mudança também foram apontadas pelos trabalhadores. Em nota, o Nubank disse que tem canais de comunicação com os funcionários e espaços para debate interno. A empresa afirmou que não aceita descumprimento de regras, mas não comentou casos específicos de demissão. Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo Gladstone Campos/ Conta Simples No Itaú, essa mudança vem depois de outro episódio recente. No ano passado, o banco demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou remoto. À época, o banco disse que a medida foi tomada após uma revisão de condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada. Quando mudanças assim chegam ao trabalhador, o impacto é grande. Pesquisas ajudam a mostrar isso. O custo do retorno ao presencial Um levantamento da WeWork com a Offerwise mostra que 63% dos brasileiros já trabalham totalmente de forma presencial, mas 79% dizem que isso não é escolha, e sim obrigação. Quando podem decidir, apenas 42% escolheriam ir ao escritório todos os dias. Além disso, 44% dizem que a perda da flexibilidade gera desmotivação e 38%, ansiedade. Os motivos aparecem no dia a dia. O deslocamento é o principal problema para 65% das pessoas. Não é só o tempo no trânsito. É a rotina que muda, com menos tempo em casa e o cansaço que começa antes mesmo do trabalho. Mais da metade dos trabalhadores também diz gastar mais quando precisa ir ao escritório. Transporte e comida pesam no bolso, e esse custo não aparece no salário. “O escritório não compete mais apenas com outras empresas — ele compete com o conforto do lar”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam. O ambiente de trabalho também interfere. 57% reclamam de ambientes barulhentos 53% apontam falta de áreas de descanso Por outro lado, quando o ambiente é melhor, a percepção muda bastante. Em lugares mais confortáveis, a satisfação pode chegar a 96%, segundo a pesquisa. A pesquisa, feita com 2,5 mil profissionais em todo o país, mostra predominância de millennials (37%) e da geração Z (32%). Esses grupos priorizam propósito e flexibilidade, enquanto a geração X, com 26%, mantém o papel de estabilidade nas equipes. Segundo a WeWork, os dados da mostram uma mudança que vai além do local de trabalho. É uma mudança na vida das pessoas. Para muita gente, o impacto não começa quando a regra entra em vigor, mas no momento em que o aviso chega. As pessoas precisam reorganizar transporte, moradia, rotina com a família e até o orçamento. Tudo de uma vez.

Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Um novo lote de pagamento relativos ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep será pago nesta quinta-feira (25). Dessa vez, o dinheiro destinado a quem solicitou o ressarcimento até 31 de maio. Já quem pedir o ressarcimento até terça-feira (30) receberá o dinheiro em 27 de julho, conforme o calendário divulgado pelo governo. (veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber) 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de junho a partir desta quarta-feira (24). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/6 Final 2: 25/6 Final 3: 26/6 Final 4: 29/6 Final 5: 30/6 Final 6: 1º/7 Final 7: 2/7 Final 8: 3/7 Final 9: 5/7 Final 0: 7/7 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/7 Finais 2 e 7: 2/7 Finais 3 e 8: 3/7 Finais 4 e 9: 6/7 Finais 5 e 0: 7/7 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal

O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso após o partido peronista opositor da Argentina triunfar nas eleições legislativas na província de Buenos Aires, deixando o partido governista de Milei em um distante segundo lugar, segundo apuração oficial provisória, na sede do partido La Libertad Avanza, em La Plata, província de Buenos Aires, Argentina Reuters/Tomas Cuesta O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo o ritmo de expansão da economia. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações, apesar dos sinais de deterioração do poder de compra da população e do mercado de trabalho. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A economia argentina cresceu 0,7% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Indec, instituto oficial de estatísticas do país. Agropecuária, pesca, mineração e intermediação financeira foram os setores que mais contribuíram para o crescimento da economia nos três primeiros meses do ano. Já a indústria de transformação (-1,7%) e o comércio varejista (-0,3%) registraram as maiores quedas. Agora no g1 O ministro da Economia, Luis Caputo, comemorou o resultado na rede X e afirmou que o crescimento foi impulsionado pelo aumento das exportações e pelo nível recorde do consumo privado (+2,7%). O economista Andrés Asiaín, diretor do Centro Scalabrini Ortiz, ponderou que esse aumento do consumo "tem a ver com a mudança dos preços relativos", citando como exemplo o "impacto do aumento dos serviços" e o maior gasto que isso representa para a população. "Parte do que esse dado mostra é a composição dos gastos, que está relacionada a um modelo que está redistribuindo a renda de forma muito desigual e favorece determinados setores por meio dos gastos com importações e turismo no exterior", afirmou à AFP. Além disso, o consumo privado inclui a compra de produtos importados e os gastos de argentinos no exterior, que nem sempre impulsionam a atividade do comércio e das empresas locais. O indicador "pode crescer sem que isso necessariamente se traduza em uma melhora no padrão de vida da população", disse à AFP Guido Zack, diretor de Economia da Fundar. Mineração e hidrocarbonetos A Argentina atraiu bilhões em investimentos ao conceder isenções tributárias e aduaneiras por 30 anos, especialmente para os setores de mineração e hidrocarbonetos, dois dos principais motores do crescimento econômico. No entanto, a economia parece seguir em duas direções distintas: enquanto esses setores avançam, a indústria e o comércio recuam. O nível de inadimplência das famílias junto aos bancos atingiu o maior patamar das últimas duas décadas, segundo relatórios do Banco Central. A situação se agravou no último ano: a taxa passou de 3,7% em abril de 2025 para 12,1% um ano depois. Diante desse cenário, bancos públicos lançaram programas de renegociação de dívidas em atraso. A taxa de desemprego ficou em 7,8% no primeiro trimestre de 2026, ante 5,7% registrados quando o presidente Javier Milei assumiu o cargo. A informalidade no mercado de trabalho também avançou e atingiu 44% em abril, informou o Indec na segunda-feira. "Os setores que crescem, como a mineração, não contratam muita mão de obra e sua atividade depende mais das exportações. Os setores que estão em queda concentram mais empregos e vendem para o mercado interno", afirmou à AFP Florencia Fiorentin, economista-chefe da Epyca Consultores. No fim de 2023, o presidente argentino Javier Milei lançou um rígido plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país e reduziu em cerca de um terço a inflação, que havia atingido patamares de três dígitos. A economia cresceu 4,4% em 2025 e deve se aproximar de 3% neste ano.

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A produção de petróleo da Petrobras cresceu 14% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, afirmou nesta terça-feira (23) a presidente da estatal, Magda Chambriard. A executiva não detalhou os volumes produzidos. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo da Petrobras somou 2,62 milhões de barris por dia em abril. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Chambriard defendeu a revisão de regras regulatórias na Bacia de Campos, onde muitos campos de petróleo enfrentam declínio natural da produção. Para ela, a discussão do tema poderia elevar a rentabilidade dos projetos e estimular novos investimentos. Agora no g1 "Marlim Sul, Leste, Albacora precisam de investimentos e não dão retorno como Santos. Isso precisa ser discutido regulatoriamente", disse a executiva. "Nosso arcabouço tem tudo a ver com isso. Temos que enfrentar essa situação da Bacia de Campos", afirmou, ainda no palco do evento, sem detalhar. Perguntada após a declaração, Chambriard disse à agência Reuters que ainda não apresentou a demanda à ANP. "Primeiro estou propondo uma reflexão", afirmou.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu nesta terça-feira (23) um processo administrativo contra o aplicativo 99food por descumprimento da regra que determina que os aplicativos informem a composição dos preços cobrados dos consumidores. 🛵 Em março deste ano, a Senacon publicou uma portaria estabelecendo que as plataformas deveriam exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. A 99food vai ter prazo de 20 dias para responder. Após esse prazo, caso não cumpra a portaria, a empresa estará sujeita a receber multas de até R$ 14 milhões. "A 99Food recebe com naturalidade a abertura de processo pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e reforça que cumpre com as práticas, políticas e regras do Código de Defesa do Consumidor", afirmou a empresa sobre o assunto. Agora no g1 Esta é a terceira plataforma de delivery que o governo instaura processo pelo mesmo motivo. Em maio, a Senacon abriu procedimento contra os aplicativos iFood e Keeta. Segundo o Ifood, desde o último dia 15, a plataforma fez os ajustes e passou a apresentar as informações no recibo. Segundo a Senacon, as informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização, com os seguintes itens: Preço total — valor pago pelo consumidor Parcela da plataforma — valor retido pelo aplicativo pela intermediação Parcela do motorista ou entregador — valor repassado ao profissional, incluindo gorjetas e adicionais Parcela do estabelecimento — valor destinado ao restaurante, lanchonete ou loja, nos casos de delivery A Senacon começou a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor em aplicativos de transporte individual e de delivery em abril, quando o prazo de 30 dias para adequação às regras de transparência de preços terminou. Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa Freepik Fiscalização e cumprimento da norma A Senacon informou que a fiscalização concentra-se na verificação da apresentação adequada e compreensível das informações. 💰 O descumprimento pode ser caracterizado como infração às regras de defesa do consumidor, sujeitando as empresas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), como multa e suspensão temporária das atividades. Segundo a portaria, as plataformas devem exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. As informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização. Ao tornar mais visível a composição do preço, a Senacon diz que a norma reduz a assimetria de informação e fortalece a capacidade de escolha do consumidor. Como reclamar A Senacon afirmou que consumidores que não encontrarem as informações exigidas, identificarem apresentação inadequada ou incompleta, podem fazer uma reclamação. A queixa pode ser registrada na plataforma consumidor.gov.br e junto aos Procons locais. De acordo com a Senacon, as manifestações também subsidiam as ações fiscalizatórias da secretaria.

Confira o resultado do concurso 3022 da Mega-Sena O sorteio do concurso 3022 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (23), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarssem as seis dezenas era de R$ 2,81 milhões. Uma aposta levou o prêmio principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 03 - 08 - 11 - 18 - 22 6 acertos: 1 aposta ganhadora, R$ 2.813.548,14 5 acertos: 102 apostas ganhadoras, R$ 8.964,74 4 acertos: 4.426 apostas ganhadoras, R$ 340,54 G1 | Loterias - Mega-Sena 3022 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3022 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Fachada de agência do Itaú Unibanco Divulgação O Itaú anunciou nesta terça-feira (23) que vai alterar suas regras do trabalho híbrido e aumentar a exigência de presença nos escritórios. A partir do primeiro trimestre de 2028, funcionários em regime semi-presencial passarão ir ao banco três dias por semana. Hoje, a regra é de oito dias presenciais por mês. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As mudanças também vão atingir os superintendentes do banco, que passarão a ter quatro dias de trabalho presencial por semana, como já ocorre com os diretores. Nesse caso, a alteração começa a valer a partir de janeiro de 2027. Em nota, o Itaú afirmou que estruturou um período de transição "para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos". Agora no g1 "Esse movimento reflete a premissa da organização de ajustar seus formatos de acordo com o contexto e as necessidades de cada momento", disse o banco. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou ter recebido com surpresa o anúncio feito pelo Itaú. Também em nota, a entidade declarou que não houve negociação prévia. "Diante da decisão unilateral do banco, solicitamos uma reunião para discutir as mudanças anunciadas e seus impactos sobre os funcionários", disse o sindicato. "Também acompanharemos de perto as condições de retorno presencial, uma vez que há relatos de insuficiência de espaços físicos para acomodar adequadamente todos os trabalhadores", acrescentou. Retorno gradual A decisão do Itaú ocorre em meio a um movimento já adotado por outras instituições financeiras. Em novembro, o Nubank anunciou a exigência de retorno aos escritórios por pelo menos dois dias por semana a partir do segundo semestre de 2026. O Bradesco, por sua vez, decidiu encerrar o modelo de home office para quase 900 funcionários a partir de janeiro deste ano. No ano passado, o Itaú já havia demitido cerca de mil funcionários que atuavam em regime híbrido ou remoto. Na ocasião, o banco informou que a medida foi tomada após uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”. Estudos indicam que empresas têm acelerado o retorno ao trabalho presencial por preocupações com produtividade e gestão. Os trabalhadores, por sua vez, relatam aumento de custos, maior desgaste com deslocamentos e preferência por modelos mais flexíveis. LEIA MAIS: 'Adequação do modelo' Ao justificar novas as mudanças, o Itaú afirmou que adotou uma jornada de trabalho com maior flexibilidade nos últimos oito anos, incluindo cerca de quatro anos em um modelo mais flexível e outros quatro com oito dias presenciais por mês. O banco disse ainda que, mesmo com a atualização, o modelo previsto para 2028 “preserva o equilíbrio do formato híbrido” e está em acordo com “boas práticas globais”. "A adequação do modelo acompanha um plano robusto de investimentos nos polos de trabalho da instituição", declarou, em nota, o banco. "O foco está na modernização dos espaços e na ampliação da capacidade física, garantindo que os ambientes estejam preparados para acolher o fluxo presencial de maneira confortável", concluiu.

Com 54,9 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio, a aviação brasileira bateu recorde para o período, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. O resultado representa crescimento de 6,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, considerando voos domésticos e internacionais. O desempenho também foi recorde para o mês de maio. No período, os aeroportos brasileiros receberam 10,5 milhões de passageiros, alta de 2,5% quando comparado a maio do ano passado e o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2000. O avanço foi puxado tanto pelo mercado doméstico quanto pelo internacional. No mercado interno, 8,3 milhões de passageiros foram transportados em maio, o que representa aumento de 2% em relação ao mesmo mês de 2025. Agora no g1 No acumulado de janeiro a maio, o segmento somou 42 milhões de viajantes, crescimento de 5,5%. Já os voos internacionais registraram em maio 2,2 milhões de passageiros passando pelos aeroportos brasileiros em voos para o exterior ou vindos de outros países, alta de 4,7% na comparação anual. Nos cinco primeiros meses de 2026, a movimentação internacional chegou a 12,8 milhões de passageiros, avanço de 10,3% sobre igual período de 2025. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, registrou a maior movimentação. No período, 9,44 milhões de passageiros passaram por lá. Na sequência figuram Congonhas (SP), com 4,95 milhões; Galeão (RJ), com 4,04 milhões; Brasília (DF), com 3,39 milhões; e Confins (MG), com 2,55 milhões. O avanço da movimentação aérea foi observado nas cinco regiões do Brasil. Em maio, o Sudeste concentrou o maior volume de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques, seguido por Nordeste (1,58 milhão) Sul (1,14 milhão) Centro-Oeste (1,04 milhão) Norte (467,5 mil) Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Sudeste permaneceu na liderança, com 26,26 milhões de passageiros. Seguido por: Nordeste (9,02 milhões) Sul (5,88 milhões) Centro-Oeste (5,1 milhões) Norte (2,3 milhões) Aviões no pátio do Aeroporto de Natal Alex Régis/Zurich Airport

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras e a estatal mexicana Pemex assinaram nesta terça-feira (23) um memorando de entendimento para cooperação em projetos de exploração, produção e processamento de petróleo e gás. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a iniciativa tem "potencial relevante" para a companhia em um cenário de fortalecimento da exploração e produção de petróleo no México. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Temos interesse na exploração no Golfo do México, no incremento da produção de campos maduros e em processos industriais de refino, petroquímica e fertilizantes. A parceria entre as duas estatais será proveitosa para ambos os países”, afirmou Chambriard. De acordo com o documento, as empresas vão avaliar oportunidades para ampliar a produção de campos já existentes e desenvolver projetos em águas profundas e ultraprofundas no Golfo do México. A cooperação também inclui a troca de tecnologias e conhecimento técnico. Agora no g1 Na área industrial, a iniciativa abrange projetos em refino, petroquímica, fertilizantes e processamento de gás, além de ações voltadas ao aumento da eficiência energética, à redução de emissões e à produção de combustíveis com menor impacto ambiental. O diretor-geral da Pemex, Juan Carlos Carpio Fragoso, afirmou que o acordo abre caminho para ampliar a produção de petróleo no Golfo do México. "Há oportunidades para otimizar e aumentar a produção em águas profundas, áreas de óleo pesado e extrapesado, campos maduros e potencial pré-sal", declarou. Abrangência do acordo O entendimento tem validade de dois anos, podendo ser renovado, e não é vinculante — ou seja, não cria obrigação para as partes. Segundo a Petrobras, o acordo não implica compromisso de investimento nem cria sociedade, consórcio ou joint venture. "Eventuais projetos dependerão de negociações futuras, análises de viabilidade e aprovações internas", informou, em nota, a companhia. Durante evento de assinatura do documento, Magda Chambriard declarou que a Petrobras e a Pemex poderão trabalhar juntas também em outras regiões. "Não está obrigada a ser só no México. Ela pode ser na África, no Brasil. Vai ser onde nossas equipes definirem que há oportunidade", disse a executiva. “Vamos descobrir o tamanho dos investimentos a partir dos estudos. Não sei se isso vai estar no próximo plano de investimentos da companhia. Vai depender dos estudos com a Pemex, em benefício da Petrobras e da Pemex. Gostamos de projetos ganha-ganha e nada unilateral”, acrescentou. * Com informações da agência de notícias Reuters

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria A Meta pode estar ampliando os testes de novos produtos em busca de áreas de crescimento para além do Facebook e do Instagram. Segundo o “New York Times”, uma das iniciativas em desenvolvimento é um aplicativo independente voltado a previsões sobre eventos, projeto tratado internamente como prioritário pela companhia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pelo jornal, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Mark Zuckerberg para lançar aplicativos alinhados a novos hábitos dos usuários na internet. Internamente, o projeto é chamado de "Arena". A ideia é que ele funcione separado do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, embora a Meta pretenda usar a enorme audiência dessas plataformas para atrair usuários para o novo serviço. Agora no g1 ➡️ Hoje, mais de 3,56 bilhões de pessoas acessam diariamente ao menos um dos serviços da empresa, o que tem levantado dúvidas sobre até onde suas plataformas atuais ainda conseguem crescer. Procurada pelo jornal, a Meta se recusou a comentar. Mercado de previsões Segundo o NYT, em um primeiro momento, o aplicativo utilizaria um sistema de pontos semelhante aos usados em videogames, sem envolver dinheiro real. Ainda assim, a possibilidade de permitir apostas em dinheiro no futuro não está descartada, segundo as fontes. Caso seja lançado, o Arena colocaria a Meta em um segmento que vem atraindo cada vez mais atenção. Plataformas como Polymarket e Kalshi, que permitem aos usuários fazer previsões sobre resultados de eventos esportivos, políticos e outros acontecimentos, estão entre os serviços de crescimento mais acelerado da internet. O New York Times afirma que o Arena é apenas um dos aplicativos em teste na companhia. Outro projeto em desenvolvimento é o Meta Photos, uma plataforma independente voltada à criação de novos formatos de mídia com inteligência artificial.

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como fazer a biometria? Como saber se você já tem biometria Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como fazer a biometria? A base para a coleta da biometria será a da nova carteira de identidade (CIN). Mas ela pode ser coletada também pela renovação ou emissão de documentos, como o título de eleitor ou pela carteira de habilitação (CNH). (veja abaixo) Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

O logotipo da Exxon Mobil Corporation é exibido em uma tela no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Nova York, EUA, em 30 de julho de 2025. REUTERS/Jeenah Moon A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (23), que a petroleira ExxonMobil pode processar a empresa estatal de petróleo de Cuba e um importante grupo empresarial do país pela expropriação de seus ativos após a Revolução Cubana de 1959. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Corte entendeu que o governo cubano não tem imunidade soberana nesse caso. Os ministros citaram a Lei Helms-Burton, de 1996, que permite a cidadãos e empresas americanas buscar indenizações por bens confiscados em Cuba. A disputa tem origem nos primeiros anos da Revolução. Quando Fidel Castro chegou ao poder, a Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, controlava refinarias, terminais e mais de uma centena de postos de gasolina na ilha. Esses ativos foram nacionalizados pelo novo regime. Em 1969, uma agência federal dos Estados Unidos concluiu que a expropriação provocou perdas superiores a US$ 70 milhões (R$ 361,3 milhões). Corrigido, esse valor hoje ultrapassaria US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões). Agora no g1 A decisão foi aprovada pelos seis juízes conservadores da Corte, enquanto os três magistrados progressistas votaram contra. Com isso, o caso volta às instâncias inferiores, permitindo que a ExxonMobil retome uma ação que estava paralisada havia anos. A decisão ocorre em meio às tensões entre Washington e Havana. Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico contra Cuba desde 1962, e o presidente Donald Trump ampliou a pressão sobre a ilha desde janeiro, com novas sanções e medidas voltadas ao setor petrolífero cubano. O entendimento da Suprema Corte também pode abrir espaço para outras ações semelhantes. Segundo os ministros, a Lei Helms-Burton "revoga a imunidade soberana" de agências e empresas estatais cubanas. Em maio, a Corte já havia decidido que quatro grandes companhias de cruzeiros deveriam pagar US$ 109 milhões (R$ 562,6 milhões) cada a uma empresa americana proprietária de um píer em Havana confiscado pelo governo cubano em 1960.

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

Heineken anuncia acordo para compra da dona da Schin no Brasil Reuters A Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como novo CEO global e presidente do conselho de administração, em uma decisão considerada histórica por ser a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora da empresa para o cargo máximo de liderança. Oliveira atualmente é CEO da JDE Peet’s, multinacional holandesa do setor de café e chá, função que ocupa desde novembro de 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele também foi nomeado pelo conselho da empresa para liderar a futura Global Coffee Co. após uma separação de negócios. Ele deve assumir o novo posto na Heineken a partir de 1º de outubro, com contrato inicial de quatro anos. A companhia informou que espera que o executivo acelere a estratégia de crescimento já definida até 2030. Trajetória internacional e carreira em grandes empresas Rafael Oliveira assumirá como CEO global da Heineken a partir de outubro Divulgação Rafael Oliveira nasceu no Brasil e também tem cidadania britânica. Ele tem quase duas décadas de experiência no setor financeiro global, com atuação em diferentes países e continentes. Ao longo da carreira, viveu em oito cidades de sete países, em seis continentes, incluindo um período de trabalho voluntário com a família no Quênia, conta o executivo em seu perfil no LinkedIn. Ele começou a carreira no setor financeiro, atendendo clientes globais por quase 20 anos. Em 2014, entrou na Kraft Heinz, onde assumiu desafios internacionais e passou a liderar operações na Austrália. Mais tarde, comandou mercados internacionais a partir de Londres, com responsabilidade por Europa, Oriente Médio, África, América Latina e Ásia-Pacífico. Na empresa, trabalhou com crescimento de marcas, inovação e estratégias de consumo, além de atuar na formação de lideranças. Antes disso, trabalhou no Goldman Sachs em cargos de liderança no Reino Unido e na divisão de mercados emergentes em Hong Kong. No início da carreira, atuou no Brasil, em pesquisa de ações no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Oliveira é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e possui MBA internacional pela Universidade de Chicago. Escolha após busca global A indicação foi feita após um processo de seleção internacional. De acordo com a empresa, o conselho de supervisão aprovou o nome por unanimidade, destacando a combinação de visão estratégica, experiência operacional e conhecimento financeiro. Nos bastidores, a escolha ocorre em um momento em que o setor de bebidas alcoólicas tenta acelerar resultados e renovar lideranças diante de um cenário de pressão sobre vendas.

Trabalhadora rural Hellen Vitoria colhe grãos de café em uma plantação em Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de julho de 2025. AP - Bruna Prado Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo relatório internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Segundo a organização Coffee Watch, milhões de pessoas envolvidas na produção de café estão expostas a pesticidas potencialmente perigosos, muitas vezes sem equipamentos adequados de proteção. Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate. O alerta está no relatório "Poison in Your Coffee" ("Veneno no seu café"), que reúne centenas de estudos científicos sobre os impactos ambientais e à saúde associados ao cultivo intensivo do café. A publicação aponta que o café está entre as culturas agrícolas mais dependentes de pesticidas em diversos países produtores. "Há resíduos de pesticidas em aproximadamente uma de cada cinco xícaras consumidas pelos consumidores. Mas a verdadeira tragédia é o envenenamento dos trabalhadores", afirma Etelle Higonnet, diretora da Coffee Watch e uma das autoras do estudo. Uma das culturas mais dependentes de pesticidas O relatório identificou 159 substâncias ativas autorizadas para o cultivo de café nos principais países produtores analisados. Entre elas estão compostos classificados como potencialmente cancerígenos, neurotóxicos ou tóxicos para a reprodução humana. Segundo a Coffee Watch, entre 59% e 60% dos pesticidas utilizados na cafeicultura são proibidos na União Europeia devido aos riscos considerados excessivos para a saúde e o meio ambiente. Entre os produtos citados estão o clorpirifós, proibido na União Europeia desde 2020 por possíveis efeitos sobre o desenvolvimento neurológico infantil, e o imidacloprido, inseticida associado ao declínio de polinizadores como as abelhas. Trabalhadores são os mais expostos A cadeia global do café envolve cerca de 25 milhões de produtores e aproximadamente 100 milhões de trabalhadores em todo o mundo. Em muitas regiões produtoras, porém, o acesso a treinamento e equipamentos de proteção é insuficiente. O resultado é uma exposição frequente a produtos químicos que podem provocar intoxicações agudas, com sintomas como náuseas, vômitos, tontura, irritações na pele e problemas respiratórios. Os autores alertam que os riscos mais graves aparecem a longo prazo. O relatório aponta que cerca de 14% dos pesticidas usados na cafeicultura são classificados como cancerígenos comprovados ou prováveis, enquanto quase dois terços apresentam potencial toxicidade reprodutiva. Também são citadas pesquisas que relacionam a exposição prolongada a determinados pesticidas ao aumento do risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, além de problemas de fertilidade e efeitos sobre o desenvolvimento de crianças expostas ainda durante a gestação. Agora no g1 O caso brasileiro Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate. Estudos citados pela Coffee Watch mostram que trabalhadores rurais brasileiros frequentemente aplicam pesticidas sem equipamentos de proteção adequados. Pesquisas realizadas em regiões cafeeiras de Minas Gerais apontam casos recorrentes de intoxicação e exposição ocupacional a produtos considerados altamente perigosos. O relatório destaca ainda que diversos pesticidas autorizados para uso em lavouras brasileiras de café são proibidos na União Europeia. Entre eles estão substâncias classificadas como altamente tóxicas para seres humanos e para a biodiversidade. Pesquisas realizadas em Minas Gerais também encontraram resíduos de dezenas de pesticidas em cursos d'água próximos a áreas de produção cafeeira, levantando preocupações sobre contaminação ambiental e possíveis impactos sobre o abastecimento de água das comunidades locais. Além dos riscos relacionados aos pesticidas, a Coffee Watch chama atenção para os impactos ambientais da expansão da cafeicultura. Segundo levantamento divulgado pela organização, o Brasil perdeu aproximadamente 737 mil hectares de cobertura florestal associados à produção de café entre 2002 e 2023, sobretudo no Cerrado, principal fronteira agrícola do país. Resíduos chegam ao consumidor Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café reprodução O estudo também analisou a presença de resíduos químicos nos grãos comercializados internacionalmente. Entre 2020 e 2024, os pesticidas foram a principal categoria de risco identificada pelo sistema europeu de alerta rápido para alimentos no setor cafeeiro. Dados analisados pela organização PAN Europe mostram que 23% das amostras de café avaliadas na Europa continham resíduos de pesticidas proibidos pela legislação da União Europeia. Segundo os pesquisadores, o problema não se limita à presença de uma única substância. Em muitos casos, os resíduos encontrados são resultado da combinação de diversos pesticidas, cujos efeitos cumulativos ainda são pouco compreendidos pela ciência. Certificações não garantem ausência de pesticidas O relatório também questiona a eficácia de parte dos selos de sustentabilidade utilizados pela indústria do café. Segundo os autores, certificações ambientais e sociais podem representar avanços importantes, mas não garantem necessariamente a ausência de pesticidas nem asseguram condições dignas de trabalho para todos os produtores e trabalhadores da cadeia. "As exigências variam muito entre os diferentes sistemas de certificação, o que dificulta a compreensão por parte do consumidor", afirma Higonnet. Há alternativas Apesar do diagnóstico preocupante, a Coffee Watch afirma que existem soluções viáveis e já testadas em diversas regiões produtoras. O relatório destaca sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas que reduzem significativamente a dependência de pesticidas ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade, melhoram a qualidade do solo e aumentam a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas. "O café orgânico existe. As soluções existem. A questão agora é saber se o setor está disposto a adotá-las em larga escala", conclui a organização. Foto de produtor de café na colheita Banco de imagens do google

Heineken anuncia acordo para compra da dona da Schin no Brasil Reuters A Heineken nomeou Rafael Oliveira como novo presidente-executivo e presidente do conselho de administração nesta terça-feira (23), marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora para o cargo de liderança. A decisão ocorre em um momento em que empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar vendas por meio de mudanças no comando. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Oliveira é CEO da JDE Peet's, fabricante holandesa de café e chá, desde 2024. Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa. A companhia espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030. “Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a Heineken. As ações da Heineken subiam cerca de 3%, superando o desempenho do mercado e atingindo o nível mais alto desde março. A incerteza sobre quem lideraria a fabricante das marcas Tiger e Sol, além de sua cerveja lager homônima, pressionou as ações da empresa. O ex-CEO Dolf van den Brink, que liderou a Heineken por seis anos, anunciou sua saída inesperada em janeiro, e a empresa está sem presidente-executivo desde o início de junho. Quem é o brasileiro escolhido para comandar a Heineken como CEO global Novo CEO terá desafio de trazer novo fôlego ao negócio Rafael Oliveira assumirá como CEO global da Heineken a partir de outubro Divulgação A saída de Van den Brink foi uma das várias no setor de bens de consumo ao longo do último ano, incluindo em grandes concorrentes de bebidas, como Diageo e Rémy Cointreau, onde comitês de contratação e investidores recorreram a candidatos externos na esperança de renovar a gestão. Oliveira terá a tarefa de liderar a Heineken em um plano para cortar 6 mil empregos, reanimar os volumes de vendas apesar da previsão de queda na demanda global por cerveja e buscar resultados comparáveis aos da rival Anheuser-Busch InBev. 🔍O desafio é ainda maior porque o setor enfrenta aumento do custo de vida, mudanças nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas e preocupações com os efeitos do álcool na saúde, além de novas ameaças, como medicamentos para emagrecimento, que podem reduzir o consumo. Em comunicado, Oliveira afirmou que a estratégia da Heineken para 2030, que prevê crescimento com menos recursos, é uma base sólida para o futuro. “Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele. A Heineken informou que Oliveira tem duas décadas de experiência em mercados desenvolvidos e emergentes, além de histórico na implementação de estratégias e melhoria de desempenho. Antes de ingressar na JDE Peet’s, atuou como presidente de mercados internacionais na Kraft Heinz. Experiência forte em bens de consumo, mas não em bebidas alcoólicas Analistas afirmaram que, além da experiência em bens de consumo, ele também tem passagem por mercados de capitais, o que pode ser uma vantagem na busca por retorno aos investidores da Heineken. Em apenas 17 meses na JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”, afirmou Laurence Whyatt, analista do Barclays. Oliveira, no entanto, não tem experiência direta no setor de cerveja e bebidas alcoólicas, o que, segundo alguns analistas, representa um risco. “Como alguém de fora do setor de cerveja e da Heineken, ele terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em relatório.

Ilustração mostra notas de euro e cartões Visa e Mastercard 24 de setembro de 2025 Reuters O Banco Central Europeu obteve, nesta terça-feira (23), apoio parlamentar para o lançamento do euro digital, um meio de pagamento eletrônico que busca reduzir a dependência da zona do euro em relação aos cartões de crédito dos Estados Unidos, em meio ao enfraquecimento das relações entre os dois lados do Atlântico. O euro digital, essencialmente uma carteira eletrônica garantida pelo banco central e distribuída por bancos ou fintechs, permitirá que todos os residentes da zona do euro façam pagamentos online e presenciais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em desenvolvimento há seis anos, o dinheiro digital do BCE ganhou urgência após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Ele voltou a impor tarifas até sobre parceiros como a União Europeia e aumentou as preocupações de que os EUA possam, no futuro, usar seu domínio sobre redes de pagamento como Visa e Mastercard como forma de pressão. Agora no g1 A aprovação do projeto de regulamentação pela comissão de economia do Parlamento Europeu ocorre após três anos de disputas entre o BCE e os bancos, que demonstraram preocupação com a saída de depósitos e a perda de receitas, além de terem buscado limitar o alcance da proposta. “A introdução do euro digital reduziria a dependência excessiva de provedores não europeus ao se tornar um meio de pagamento pan-europeu e levaria a moeda única à era digital, dando aos cidadãos da União a liberdade de optar por pagar com dinheiro do banco central em suas transações diárias”, afirma o projeto de regulamento. Siegbert Frank Droese, do grupo político de extrema direita “Europa das Nações Soberanas” no Parlamento Europeu, afirmou que sua bancada votou contra a proposta, o que aumenta a possibilidade de uma nova votação em plenário. Caso não haja objeções, os parlamentares devem iniciar no próximo mês as negociações com os governos da União Europeia e com a Comissão Europeia, com o objetivo de obter aprovação final até o fim do ano. O BCE planeja realizar um projeto-piloto de 12 meses com o euro digital a partir do segundo semestre do próximo ano, antes do lançamento completo previsto para 2029.

O gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (23), ter encaminhado aos Estados Unidos um pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) do dia 6 de julho, que trata sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. Até a última atualização desta reportagem, não havia menção ao senador ou ao gabinete dele na lista divulgada pelo USTR de pessoas ou entidades que pediram para participar da audiência. Nem a representantes do governo federal. 🔎O site do USTR informa, no entanto, que a lista não é atualizada em tempo real e que pode haver atraso na inclusão de requerimentos. A lista inclui o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, além de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e representates da sociedade rural, varejo e mineração. As inscrições para participar da audiência nos EUA terminaram nessa segunda-feira (22). O documento de inscrição foi recebido pelo blog na noite de segunda (22), e divulgado oficialmente pela assessoria de Flávio no Senado nesta terça (23). Secretário de Comércio dos EUA diz a Mauro Vieira que quer continuar a dialogar sobre tarifas Desde 2 de junho, data em que o governo norte-americano divulgou a nova proposta de tarifa adicional sobre mercadorias brasileiras, representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm intensificado as discussões com representantes norte-americanos. A estratégia do governo brasileiro tem como foco a negociação diplomática, apresentação de argumentos técnicos e pressão política. O objetivo é convencer os americanos de que uma solução negociada seria mais vantajosa para os dois lados do que a imposição da tarifa de 25% (entenda mais abaixo). O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Interlocutores no governo afirmam que essas audiências públicas convocadas pelo USTR são um espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Trata-se de uma sessão em que as pessoas submetem documentos e pedem para se manifestar. O formato se assemelha, no entendimento do governo, a uma audiência pública do Congresso Nacional, e não um espaço de negociação entre os Estados. Existe um canal direto de negociação entre os governos brasileiro e norte-americano, no qual o governo vem apresentando a defesa das posições do país, tanto pro escrito quanto por meio de reuniões. O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst Audiências públicas A audiência da primeira semana de julho integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump sobre as tarifas de 25% contra o Brasil. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. 🔎Em 1º de junho, o USTR conclui investigação da Seção 301 contra o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No documento enviado ao órgão americano, Flávio Bolsonaro se identifica como membro do Senado Federal, figura de destaque na oposição parlamentar e pré-candidato declarado à Presidência da República para as eleições de outubro deste ano. O parlamentar solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar de forma presencial e em inglês perante o comitê. No requerimento, o senador também cita já ter se reunido pessoalmente com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado americano Marco Rubio para tratar dos temas que motivaram a investigação. O saldo do encontro entre Flávio e Trump O que diz o requerimento de Flávio No resumo do depoimento anexado ao pedido, o parlamentar antecipa que irá se posicionar contra a aplicação da tarifa proposta de 25% sobre os produtos brasileiros. Flavio deve defender, ainda de acordo com o documento, que a taxação é ineficaz e gerará o oposto do objetivo legal previsto pela legislação americana, que exige que a medida sirva para eliminar as práticas investigadas. Segundo o texto, a sanção econômica acabará punindo exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos, além da própria oposição política no Brasil. O senador argumenta que, na prática, a medida beneficiará o atual governo brasileiro, cujas condutas são o alvo da investigação. O parlamentar também declarou "oposição frontal" a qualquer tipo de medida ou restrição direcionada ao Pix, o sistema público de pagamentos instantâneos do Brasil. O senador afirma no documento que não comparecerá à audiência para pedir alívio financeiro, mas para propor a restauração da parceria histórica entre os dois países sob termos justos e recíprocos. Ele pretende argumentar que, sob a perspectiva de uma eventual vitória eleitoral da oposição, a distância entre as exigências das autoridades americanas e a posição brasileira será significativamente menor do que a registrada com o atual governante. Flavio vai sugerir a suspensão da aplicação das tarifas em troca da abertura imediata de um mecanismo de negociação bilateral. A proposta prevê uma agenda e um calendário definidos para tratar dos seis pontos críticos da investigação: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação de leis anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. Além do depoimento oral na audiência, o gabinete do senador confirmou que protocolará comentários escritos detalhados e registros probatórios adicionais no processo correspondente dentro do prazo estipulado. Em 2025, o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, agradeceu a Donald Trump pela imposição de uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros. Já neste ano, o senador afirmou ter enviado uma carta ao secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, pedindo que as novas tarifas não sejam aplicadas. Governo tem investido em negociações Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor. O presidente Lula afirmou que enviaria uma nova carta a Trump para tratar do assunto. "A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas. Como funcionam as audiências? Antes da eventual adoção de sanções, os EUA abriram consultas públicas para ouvir os envolvidos. O prazo para solicitar participação na audiência terminou nesta segunda-feira (22). O encontro está previsto para o dia 6 de julho, e o governo norte-americano tem até 15 de julho para tomar a decisão final sobre as tarifas. Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições. "Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou. Podem participar: Empresas exportadoras e importadoras; Associações empresariais e industriais; Sindicatos; Universidades e centros de pesquisa; Organizações da sociedade civil; Representantes de governos estrangeiros. "Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse. Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções. "O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite. O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo. O que acontece depois da audiência O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC REUTERS/Evan Vucci Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos. O processo costuma seguir quatro etapas: Recebimento de comentários adicionais; Análise técnica dos dados apresentados; Consultas diplomáticas entre os governos; Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor. "As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite. Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas. Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas. "A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista. "Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca." Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA. Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações. A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta terça-feira (23), com avanço de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reverteu as perdas do início do dia e fechou com avanço de 0,52%, aos 171.249 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiram no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo. Em meio a esse cenário, os preços do petróleo viveram mais um dia de queda nesta terça-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 1,05%, a US$ 77,08. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve um recuo de 0,88%, para US$ 73,21. ▶️ No Brasil, o destaque ficou com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio. ▶️No mercado acionário, as bolsas globais passaram por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,41%; Acumulado do mês: +2,86%; Acumulado do ano: -5,50%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,73%; Acumulado do mês: --1,46%; Acumulado do ano: +6,28%. Negociações entre EUA e Irã avançam Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos. O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias. Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito. O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos. Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta terça-feira, acompanhando a onda de vendas no setor de tecnologia em meio às preocupações com o futuro dos juros do país. O Dow Jones teve queda de 0,09%, enquanto o S&P 500 caiu 1,45% e o Nasdaq Composite teve perdas de 2,21%. Na Europa, os principais índices acionários encerraram a sessão desta terça-feira em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,73%, enquanto o DAX, da Alemanha, perdeu 0,98%. Na França, o CAC-40 caiu 0,71%, e o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,09%. Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar. Jornal Nacional/ Reprodução

Toyota bZ4x chega ao Brasil por R$ 419.990 Divulgação / Toyota A Toyota anunciou nesta terça-feira (23) a chegada do bZ4X ao mercado brasileiro. O modelo é o primeiro carro elétrico da marca no país. O SUV tem dois motores elétricos que entregam potência combinada de 343 cv. A autonomia de até 361 km, segundo o Inmetro, e preço sugerido de R$ 419.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A lista de itens de conforto e tecnologia inclui central multimídia com tela de 14 polegadas e navegação nativa, sistema de som JBL com seis alto-falantes e amplificador, além de conexão sem fio para Apple CarPlay e por cabo para Android Auto. No interior, há quatro portas USB-C (duas na frente e duas atrás) e ar-condicionado digital automático de duas zonas. Os bancos dianteiros têm aquecimento e ventilação, e o do motorista oferece ajustes elétricos em 10 posições e função de memória. Agora no g1 Na parte traseira, os passageiros contam com bancos reclináveis com aquecimento e saídas de ventilação. O SUV também vem com destravamento das portas por aproximação, partida por botão, carregador duplo de celular por indução, volante aquecido com comandos integrados e abertura e fechamento elétricos do porta-malas com sensor de movimento sob o para-choque. No quesito segurança, o bZ4X traz a terceira geração do pacote de segurança ativa da montadora (TSS 3.0). O sistema engloba: Assistência de pré-colisão com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas com frenagem automática de emergência; Alerta de saída de faixa com assistente de centralização; Farol alto adaptativo; Assistente de saída segura; Controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. Toyota bZ4x chega ao Brasil por R$ 419.990 Divulgação / Toyota O modelo tem oito airbags: dois frontais, um de joelho para o motorista, dois laterais dianteiros, dois de cortina e um entre os bancos dianteiros. O pacote inclui ainda controles eletrônicos de tração e estabilidade com assistência para oscilação de reboque, câmera de visão 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, assistente autônomo de estacionamento e espelho retrovisor interno eletrocrômico antiofuscamento. Interior do Toyota bZ4x Divulgação / Toyota Desempenho O conjunto mecânico é formado por dois motores elétricos, um em cada eixo, o que garante tração integral (AWD). O sistema é gerenciado pela tecnologia X-MODE, que oferece modos de condução específicos para terrenos de baixa aderência, como neve, terra e lama. A potência combinada é de 343 cv, com torque de 27,4 kgfm no eixo dianteiro e 17,3 kgfm no eixo traseiro. A bateria de íons de lítio tem refrigeração líquida e capacidade total de 73,1 kWh. O veículo é construído sobre a plataforma global e-TNGA. Segundo os dados homologados pelo Inmetro no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), a autonomia é de até 361 km. Toyota bZ4X tem dois motores elétricos e total de 343 cv de potência. Divulgação / Toyota Preço de Lexus O Toyota bZ4X custa R$ 419.990 e chega às concessionárias no fim de junho, em um lote inicial de 99 unidades. A garantia de fábrica é de cinco anos. Segundo a montadora, esse prazo pode ser ampliado para até 10 anos por meio de um programa de extensão de garantia. O benefício é ativado automaticamente após o quinto ano, desde que as revisões programadas sejam feitas na rede autorizada. A renovação ocorre a cada 12 meses ou 10 mil km. O limite da cobertura estendida é de 200 mil km para uso particular e de 100 mil km para uso comercial.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (23) que, mesmo com a piora do cenário para a inflação nos próximos anos, que serve de base para a decisão sobre a taxa de juros, decidiu não interromper a queda da Selic na semana passada. O BC justificou a decisão sob a perspectiva de que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta". A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia recuou de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da Selic. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Agora no g1 Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços. Nesse caso, o Banco Central citou a guerra no Oriente Médio, que pressionou o preço do petróleo e dos combustíveis ao redor do mundo e, também, os impactos do fenômeno climático conhecido como El Nino. "O Comitê debateu que esse conjunto de resultados deve ser ponderado à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que, no momento atual, incluem incertezas relevantes", informou. "Tais incertezas envolvem não só a extensão dos efeitos de choques já materializados, como, por exemplo, das consequências do conflito armado no Oriente Médio, quanto da extensão de outros considerados na projeção, mas ainda não materializados, como, por exemplo, os impactos do El Niño. O BC também avaliou que seria mais adequado, neste momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às presentes no "Boletim Focus" — que previa corte nos juros — por "evitarem induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, com efeitos potencialmente contraproducentes à própria convergência da inflação à meta". 🔎O Boletim Focus é um termômetro das expectativas do mercado sobre a economia, usado para acompanhar tendências e ajudar nas decisões do Banco Central. "Essas trajetórias contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração. Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores, com a inflação convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028", acrescentou. Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período. O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom — que ocorrem em um ano eleitoral. O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos". "Nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência da inflação à meta, no atual horizonte relevante, implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta", ponderou o BC. "Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos", prosseguiu a instituição.

Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026. Reuters/Stringer Pelo menos 35 navios com carga atravessaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira (22), um recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, segundo dados da plataforma Kpler divulgados uma semana após o anúncio de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos. O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia. Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias. O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada, após um acordo entre Irã e Estados Unidos para acabar com o Oriente Médio, mas Teerã anunciou no sábado o fechamento do estreito em resposta aos ataques de Israel no Líbano. Agora no g1 Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos no Líbano e garantir a segurança do Estreito de Ormuz. "A administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra", afirmou nesta terça-feira o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela agência oficial Irna. Segundo ele, o Irã administrará a via marítima, o que provoca a dúvida sobre se os navios terão que pagar algum tipo de taxa para transitar por Ormuz. O acordo de paz Estados Unidos e Irã registraram um avanço significativo nas negociações para encerrar as tensões entre os dois países após uma maratona de 18 horas de reuniões na Suíça, mediadas por Catar e Paquistão. Segundo os governos envolvidos, houve “grande progresso” nas tratativas, que buscam implementar um acordo preliminar de paz e solucionar impasses relacionados ao conflito no Oriente Médio e ao programa nuclear iraniano. 🔍 Entre os principais entendimentos alcançados está a criação de uma célula de desescalada no Líbano, com o objetivo de reduzir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, além da formação de um grupo de trabalho dedicado a negociar a questão nuclear do Irã. As delegações também concordaram em buscar um acordo definitivo de paz em até 60 dias, renovando o prazo inicialmente estabelecido dias antes. As negociações ocorreram em um ambiente descrito pelos mediadores como positivo, embora tenham sido marcadas por momentos de tensão. No início das conversas, representantes iranianos manifestaram insatisfação com ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda assim, o governo do Irã avaliou que o formato das reuniões — envolvendo negociadores dos dois países e os mediadores do Catar e do Paquistão — contribuiu para o avanço das discussões. De acordo com os mediadores, as equipes dos EUA e do Irã permanecerão na Suíça ao longo da próxima semana para dar continuidade às negociações e tentar consolidar os entendimentos alcançados. *Com informações da agência France Presse

Imagem de um natto, prato japonês à base de soja fermentada. Reprodução/cultesabor Fios translúcidos e pegajosos pendem dos hashis do turista americano Wesley Smith, que saboreia cada porção viscosa de natto, alimento japonês à base de soja fermentada e aroma intenso que conquista espaço fora do Japão. Presença tradicional no café da manhã japonês, o alimento fermentado por bactérias divide opiniões por seu cheiro forte, textura viscosa e sabor ácido. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "No começo achei um pouco estranho", contou Smith à AFP em um restaurante de Tóquio onde é possível comer natto à vontade. Nos últimos anos, o natto se juntou à onda de alimentos fermentados — do kimchi à kombucha — cuja popularidade cresceu no mundo. Segundo dados recentes, as exportações japonesas de natto triplicaram desde 2017 e chegaram a 5.248 toneladas em 2025. China e Estados Unidos lideram os destinos. QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? De onde vem o que eu como: flores comestíveis Superalimento Em Los Angeles, Kenji Suzuki, dono do restaurante japonês Suehiro, comemora o aumento de clientes não japoneses dispostos a experimentar o prato. "Quando as redes sociais começaram a falar do natto e de seu status de superalimento, cada vez mais pessoas quiseram experimentá-lo para ver se era realmente tão desagradável quanto dizem", explicou. Em Tóquio, Smith compara o natto a um "queijo forte", mas diz duvidar que sua consistência viscosa faça sucesso em larga escala nos Estados Unidos. Além dos supostos benefícios à saúde, o natto é valorizado no Japão pelo preço acessível. Um pacote com três porções costuma custar cerca de 100 ienes, aproximadamente US$ 0,60 (cerca de R$ 3). 'Comida de pobre' Nem mesmo o natto escapou da alta de preços, afirma Yoshihiro Noro, ex-presidente da Federação Japonesa de Cooperativas de Natto. Segundo ele, a escassez de nafta, derivado do petróleo usado na fabricação das embalagens, está relacionada à guerra no Oriente Médio. Noro vê nisso uma chance para o produto superar sua imagem de "comida de pobre". "Poucos alimentos podem ser considerados um superalimento e ser tão saudáveis quanto o natto", afirmou o empresário de 72 anos. Ele acredita ter desenvolvido uma versão capaz de conquistar mais consumidores: o Kamakurayama Natto, descrito como "extremamente viscoso", mas sem "cheiro nem amargor". "Continuem comendo... vocês vão acabar gostando!", garantiu.

Açúcar Mathilde Langevin/Unplash A Índia, que já foi o segundo maior exportador de açúcar do mundo, deve ter pouco açúcar disponível para exportação por pelo menos mais três safras, segundo executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores O motivo é a combinação entre o risco de queda na produção de cana por causa do El Niño e o aumento do uso da matéria-prima para a fabricação de etanol. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York. Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar. El Niño pode afetar florada do café e aumentar risco de perdas no Sul de Minas O que esperar do inverno na Serra de Santa Catarina com a previsão do El Niño Restrições das exportações O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias. "A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco", disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai. "Se as chuvas ficarem aquém das previsões, o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ter suas safras afetadas pelo El Niño." O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño. A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 -- cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra. As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto. No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais. O Departamento de Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações. Como nasce um El Niño Arte/g1 El Niño prejudica cana As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos. Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio. "Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano", disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado de Maharashtra, no oeste do país. O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana caiu drasticamente nas últimas semanas. É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar. As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento de água para irrigação. A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar nesta safra, mas a produção agora está estimada em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor. Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, da MEIR. Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado. A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor. "A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte", disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. "A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel." A Maruti Suzuki, maior montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel. A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção de veículos flex-fuel. As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra. A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28. "Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

Víctor Muñoz, Ismael Saibari, Elliot Anderson e Ibrahima Konaté AFP e Reuters É sabido que a Copa do Mundo é uma vitrine inigualável para que jogadores garantam contratos lucrativos ao fim da competição. No entanto, vários participantes do torneio optaram por definir o futuro de suas carreiras em clubes enquanto ainda estão concentrados com suas seleções. O lateral-esquerdo Marc Cucurella foi anunciado oficialmente como jogador do Real Madrid poucas horas antes de entrar em campo pela seleção da Espanha, que iniciou sua campanha com um surpreendente empate sem gols contra Cabo Verde, estreante em Mundiais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Poucos dias depois, o Liverpool venceu a disputa pela contratação de outro espanhol, o atacante Víctor Muñoz, em uma operação avaliada em 40 milhões de euros (R$ 235 milhões, na cotação atual). Também na ‘Roja’, Alex Grimaldo está prestes a trocar o Bayer Leverkusen pelo Atlético de Madrid, enquanto Pedro Porro renovou contrato com o Tottenham após o início do torneio. Essa onda de negociações, somada a um começo decepcionante no Mundial, levantou na Espanha dúvidas sobre se a equipe teria se deixado distrair pelo mercado — algo que o técnico Luis de la Fuente negou categoricamente. “Comemoramos as boas notícias, seja para Cucurella ou para qualquer outro companheiro durante o torneio porque, se é bom para eles, é bom para todo o elenco”, declarou De la Fuente. “Tudo o que traz felicidade aos meus jogadores me deixa tão feliz quanto eles”, acrescentou. Agora no g1 Cucurella trocou o Chelsea pelo Real Madrid, que chegou a um acordo de 55 milhões de euros (R$ 323 milhões) com o clube londrino, fechado em “um dia e meio” para permitir que o jogador se concentrasse na Copa do Mundo. De fato, ele foi o destaque de uma atuação apagada da seleção espanhola contra Cabo Verde. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Mercado aberto Cerimônia de abertura da Copa no México YURI CORTEZ / AFP A Espanha não é a única seleção impactada pelo mercado de transferências. Na semana passada, o Real Madrid também anunciou as contratações do zagueiro francês Ibrahima Konaté e do meio-campista português Bernardo Silva a custo zero. Ambos estão atualmente com suas seleções na Copa do Mundo. Segundo a imprensa, o Bayern de Munique chegou a um acordo com o PSV Eindhoven para contratar o meio-campista marroquino Ismael Saibari, cujos dois gols em dois jogos o transformaram em uma das principais revelações do torneio, por 55 milhões de euros. O zagueiro holandês Jan Paul van Hecke deixou o Brighton e assinou com o Tottenham por cerca de 52 milhões de libras esterlinas (R$ 354 milhões), no intervalo entre os dois primeiros jogos da ‘Oranje’ na fase de grupos, contra Japão e Suécia. “É importante para mim. O técnico me deu tempo para focar nessa transferência. Sou grato por isso, pois representa um grande passo na minha carreira”, disse Van Hecke em entrevista coletiva antes da vitória por 5 a 1 sobre a Suécia. 'Questão de bom senso' Thomas Tuchel afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, JUAN MABROMATA / AFP É provável que Elliott Anderson se torne o jogador inglês mais caro da história enquanto defende o ‘Three Lions’ nos Estados Unidos. O Manchester City está perto de contratar o meio-campista do Nottingham Forest, e especula-se que a negociação pelo jogador de 23 anos possa ultrapassar 120 milhões de libras (R$ 816 milhões). O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, tem vasta experiência no outro lado do eterno debate entre clubes e seleções. Tuchel, que já comandou Paris Saint-Germain, Chelsea e Bayern de Munique, afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, embora haja limites para o que os jogadores podem fazer. “É uma questão de bom senso. Eu não gostaria que isso acontecesse na véspera ou no dia de um jogo. Essa é a regra”, afirmou o treinador alemão. “Se for feito de forma privada, eficiente e discreta, estaremos sempre dispostos a ajudar. É importante ter clareza sobre a situação de cada jogador. Se alguém tiver a oportunidade de mudar de clube, não seremos um obstáculo”, acrescentou. “O ideal seria não haver transferências, mas a realidade é diferente. A questão é até que ponto devemos nos preocupar. Mesmo que eu dissesse aos jogadores para não pensarem nisso agora, seus telefones continuariam tocando sem parar. Como controlar isso?”, questionou Tuchel. Para outros, a Copa do Mundo segue sendo a vitrine ideal para ampliar a visibilidade e viabilizar uma grande transferência. Jogadores como o americano Folarin Balogun, o neozelandês Elijah Just e o atacante suíço Johan Manzambi despertaram interesse após marcarem dois gols, enquanto o marroquino Ayyoub Bouaddi entrou no radar de grandes clubes da Europa por sua atuação de destaque contra o Brasil. “É motivador”, comentou o australiano Alessandro Circati, cujo nome vem sendo ligado a clubes como Atlético de Madrid e Newcastle. “Isso faz você se sentir melhor consigo mesmo. Dá a sensação de que está no caminho certo”, concluiu Circati.

Ministro da Fazenda Dario Durigan. Washington Costa/MF Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (22) pelo site do jornal Folha de S.Paulo mostra que a parcela de pessimistas com a economia brasileira caiu de 35% para 26%. Entre os entrevistados pela pesquisa, 36% acreditam que a economia do Brasil vai melhorar nos próximos meses. A porcentagem representa um avanço frente aos 30% que manifestaram esse otimismo na pesquisa feita em março. Já o percentual daqueles que acreditam que a economia do país vai piorar caiu 9 pontos percentuais, de 35% para 26%. A pesquisa ainda aponta que 32% dos entrevistados acreditam que a economia vai permanecer como está. Em março, o percentual era de 33%. Seis porcento declaram não saber, frente aos 3% da pesquisa anterior. O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 17 e 18 de junho, segundo dados informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-09956/2026 no TSE. Agora no g1

Receita libera consulta a lote recorde de restituição do IR A Receita Federal abriu nesta terça-feira (23), às 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, referente ao mês de junho. O pagamento aos contribuintes contemplados está previsto para o dia 30 de junho. Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia. Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal. (veja aqui como consultar) Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões. Quem recebe neste lote O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: 155.060 restituições para idosos acima de 80 anos; 1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos; 106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave; 507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério. Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote. Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

Wamos Air, da Espanha, e Air Peace, da Nigéria, receberam aval da Anac após cumprirem requisitos previstos na legislação brasileira. Divulgação A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou duas novas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços regulares de transporte internacional de passageiros e carga com origem ou destino no Brasil. As empresas aprovadas são a espanhola Wamos Air S.A. e a nigeriana Air Peace Ltd. As autorizações foram concedidas por meio das Portarias nº 19.439 e nº 19.449, de 15 de junho de 2026, após as companhias cumprirem os requisitos previstos no Código Brasileiro de Aeronáutica e nas normas da Anac para empresas estrangeiras interessadas em atuar no mercado brasileiro. Segundo a agência, a medida faz parte de uma estratégia para ampliar a conectividade aérea internacional e estimular um ambiente regulatório mais competitivo no setor. Agora no g1 Wamos Air pode viabilizar voos internacionais da Gol Com sede na Espanha, a Wamos Air S.A. tem um papel estratégico na expansão internacional da Gol. A empresa faz parte do Grupo Abra, principal grupo de transporte aéreo da América Latina, que também controla a companhia brasileira e a colombiana Avianca. Diferentemente de uma companhia aérea tradicional, a Wamos Air é especializada em operações de fretamento e no modelo conhecido como wet lease — quando uma empresa aérea fornece para outra não apenas a aeronave, mas também tripulação, manutenção e seguro. A empresa foi adquirida pelo Grupo Abra em outubro de 2024 e passou a ser uma peça importante para ampliar a capacidade de voos de longa distância do grupo. Isso porque a Gol ainda não possui aeronaves de longo alcance em sua frota atual. Na prática, a Wamos Air é a estrutura que permite a realização de operações internacionais de maior distância. Mesmo quando o voo é realizado em uma aeronave da companhia espanhola, o passageiro mantém a experiência da Gol, com compra de passagens, check-in, embarque e atendimento seguindo os padrões da empresa brasileira. A trajetória da Wamos Air começou em 2003, ainda como Pullmantur Air, quando recebeu suas primeiras certificações operacionais e de aeronavegabilidade. Em 2014, a companhia adotou o nome atual e ampliou sua atuação no mercado internacional. Ao longo de mais de duas décadas, a empresa se consolidou como uma das principais referências europeias em operações charter e wet lease. Atualmente, conecta mais de 200 aeroportos em 87 países e oferece mais de 3 milhões de assentos por ano. Sua frota inclui modelos como os Airbus A330-200 e A330-300, além de aeronaves que fizeram parte da história da companhia, como o Boeing 747-400. Air Peace A Air Peace Ltd., da Nigéria, também recebeu autorização para operar voos internacionais regulares de passageiros e carga com origem ou destino no Brasil. Criada com o objetivo de ampliar a conectividade aérea da Nigéria, a companhia tem sede em Lagos e atua nos mercados doméstico, regional e internacional. Ao longo de sua trajetória, a empresa expandiu sua rede de destinos e sua capacidade operacional, tornando-se uma das principais companhias aéreas da África Ocidental e Central. A Air Peace também mantém investimentos em frota, segurança operacional e expansão internacional. Com as novas autorizações, as duas companhias estão habilitadas a operar no mercado brasileiro, seguindo as regras estabelecidas pela aviação civil do país.
Ferrari não vai 'obrigar' clientes a comprar modelo elétrico Luce para ter acesso a carros especiais

Espera-se que a Ferrari Luce, que é completamente elétrica, esteja disponível ainda este ano Ferrari A Ferrari não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo, afirmou Enrico Galliera, diretor de marketing e comercial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em uma apresentação de produto no final da semana passada, Galliera negou uma reportagem da Bloomberg de que a compra do Luce, o primeiro veículo elétrico da empresa, avaliado em US$ 630 mil poderia se tornar um requisito para ter acesso aos modelos mais exclusivos da Ferrari, acrescentando que exercer esse tipo de pressão seria um "grande erro". "Correríamos o risco de criar embaixadores negativos que falariam mal do Luce e, depois de alguns meses, o revenderiam", disse Galliera, segundo um porta-voz da empresa. "Isso destruiria seu valor de mercado residual, que é exatamente o que o setor de veículos elétricos de luxo está sofrendo hoje." Tradicionalmente, a Ferrari utiliza um sistema de alocação (especialmente no que diz respeito à qualificação para a compra de seus modelos de edição limitada) que favorece clientes antigos, ou seja, aqueles que possuem vários carros, bem como aqueles que participam de eventos da fábrica e mantêm os veículos por longos períodos. Agora no g1 Galliera afirmou que a Ferrari sempre dizia aos seus concessionários e clientes que o Luce só deveria ser vendido àqueles "verdadeiramente motivados a comprá-lo". "Nossa mensagem para a rede foi: certifiquem-se de que qualquer pessoa que peça este carro realmente o queira e não o esteja comprando para agradar à Ferrari em busca de outros tipos de benefícios", disse ele. A maioria dos clientes da Ferrari normalmente possui mais de um carro da marca. Em 2025, a empresa vendeu cerca de 84% de seus carros novos para atuais proprietários de Ferrari e aproximadamente 56% para compradores que possuíam mais de um veículo da marca. A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares no mês passado, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina. Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos. Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.

Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados. Foto de Ismail Aslandag / ANADOLU / Anadolu via AFP A Wikipédia não confia o suficiente na inteligência artificial para permitir que ela edite artigos diretamente na plataforma, afirmou nesta segunda-feira (22) o cofundador da enciclopédia online, Jimmy Wales. Segundo Wales, o principal problema são as chamadas “alucinações” da IA, quando sistemas apresentam informações falsas com aparente convicção. Embora os modelos mais recentes tenham reduzido esse tipo de erro, a falha ainda é “muito, muito grave”, disse ele durante um evento sobre ação climática em Londres. Agora no g1 O fundador da Wikipédia afirmou, porém, que ferramentas de IA podem ser úteis para ajudar a comunidade formada por milhões de editores a identificar notícias e temas muito específicos que poderiam passar despercebidos. “Não permitiríamos que ela editasse diretamente porque ainda não é possível confiar o suficiente”, afirmou. Ao mesmo tempo, plataformas de inteligência artificial utilizam amplamente o conteúdo da Wikipédia para responder às perguntas dos usuários. Segundo Wales, isso contribuiu para o aumento de acessos ao site por robôs de IA, enquanto o tráfego de visitantes humanos registrou queda de 8%. Integrante do conselho da Wikimedia Foundation, entidade que mantém a Wikipédia, Wales classificou a redução de visitantes humanos como “relevante”, mas afirmou que ela não representa um problema crítico para a enciclopédia, que segue entre os dez sites mais visitados do mundo. Criada em 2001, a Wikipédia depende de doações dos usuários e, por isso, seu modelo de financiamento não está diretamente ligado ao volume de acessos. Wales também defendeu que empresas de IA contribuam financeiramente com a plataforma. Segundo ele, o grande volume de consultas feitas por sistemas automatizados gera custos reais para a manutenção da infraestrutura de servidores. O fundador afirmou que a Wikipédia já firmou acordos com várias gigantes de tecnologia e começou a bloquear empresas que, segundo ele, não estão cumprindo as regras de uso da plataforma.

Uber Dan Gold via unsplash O conselho de administração da Uber Technologies foi processado nesta segunda-feira (22) por acionistas que acusam a gestão e seus diretores de permitirem que a empresa negligenciasse normas de conformidade, o que teria resultado em milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio. Em ação apresentada no tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, acionistas liderados por um fundo de pensão de Detroit afirmam que os membros do conselho ignoraram repetidos alertas internos e externos sobre a suposta falha da Uber em lidar com casos de abuso sexual cometidos por motoristas. Agora no g1 Os investidores sustentam ainda que falhas de supervisão também contribuíram para ações judiciais movidas no ano passado pelo governo federal, que acusou a Uber de se recusar, de forma recorrente, a atender passageiros com deficiência, incluindo pessoas com animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis. A empresa também teria adotado práticas enganosas de cobrança e cancelamento. “A Uber é uma infratora reincidente em matéria de conformidade”, afirma a ação, acrescentando que a reputação da empresa foi “irremediavelmente prejudicada” pela cobertura negativa da mídia. A empresa, sediada em San Francisco, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Os advogados dos acionistas, liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, também não se manifestaram prontamente. A chamada ação derivativa, protocolada nesta segunda-feira, tem como objetivo obrigar os diretores a indenizar a Uber por supostas violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários. O presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, está entre os réus. Segundo os acionistas, ao longo de quase nove anos no cargo, ele tem sido “menos ousado ao testar os limites regulatórios” do que seu antecessor, mas ainda assim teria mantido práticas de economia no cumprimento de normas. Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos em litígios supervisionados pelo tribunal de San Francisco, nos quais motoristas são acusados de conduta sexual imprópria. Os acionistas também afirmam que o conselho da Uber foi informado repetidamente de que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério. No início deste mês, a Uber e sua rival Lyft entraram com uma ação contra a cidade de Nova York para tentar barrar uma nova lei que, segundo as empresas, dificultaria a exclusão de motoristas considerados inadequados e que colocam em risco a segurança dos passageiros. As ações da Uber acumulam queda superior a 25% desde o pico registrado em 22 de setembro.

Apple lança o iPhone Air, o mais fino da linha Nic Coury/AFP A Tata Electronics informou nesta segunda-feira que detectou um recente "incidente de segurança cibernética", após pesquisadores afirmarem que o World Leaks publicou supostos documentos de design e especificação de componentes da Apple e da Tesla, ambas clientes do grupo indiano. As informações são da agência Reuters. O grupo de ransomware publicou mais de 200 mil arquivos na dark web, disseram os pesquisadores de segurança à Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Há algumas semanas, a Tata Electronics identificou um incidente de segurança cibernética em alguns de nossos sistemas. Nossos protocolos de resposta foram implantados imediatamente, e o incidente não teve impacto em nossas operações em todos os negócios, que permanecem inalteradas", disse a Tata Electronics à Reuters em um comunicado. A Apple estava investigando a violação e uma "análise completa estava em andamento", disse uma fonte familiarizada com o assunto, acrescentando que a Tata havia recebido um pedido de resgate relacionado ao incidente. A Apple não respondeu aos pedidos de comentário. A Tata Electronics se recusou a comentar sobre o pedido de resgate. A Tata responde atualmente por cerca de um terço da produção de iPhones da Apple na Índia, com a Foxconn representando o restante. Agora no g1 A violação é o revés mais recente para a cadeia de suprimentos da Apple na Índia, onde a Tata enfrenta escrutínio sobre a suposta contaminação de terras agrícolas perto de uma de suas fábricas de peças de iPhone, informou a Reuters. A Tata está emergindo como um dos parceiros de fabricação mais importantes da Apple fora da China, uma expansão que é uma pedra angular do esforço do primeiro-ministro Narendra Modi para tornar a Índia uma potência na fabricação de eletrônicos. A Tata foi atingida por um ataque cibernético em seu grupo britânico Jaguar Land Rover no ano passado, o que resultou em uma paralisação de seis semanas na produção. A Equipe de Resposta a Emergências Computacionais da Índia, uma unidade do ministério de TI da Índia que supervisiona incidentes cibernéticos, não respondeu imediatamente aos e-mails da Reuters buscando comentários. Apple 'factorydata' O World Leaks, que anteriormente assumiu a responsabilidade por uma invasão na Nike, disse em seu site na dark net que estava publicando dados roubados da Tata Electronics. A Reuters não pôde verificar imediatamente a autenticidade dos dados e não pôde contatar imediatamente o World Leaks para comentários. O site do World Leaks diz que os dados da Tata Electronics compreendem mais de 200 mil arquivos, totalizando mais de 630 gigabytes. Um banco de dados em seu site mostra vários supostos arquivos e pastas da Apple, alguns intitulados "com.apple.factorydata", e documentos que se referem a "especificação de material". O pesquisador indiano de segurança cibernética Rajshekhar Rajaharia, que revisou os arquivos da Tata no World Leaks para a Reuters, disse que eles também contêm e-mails, registros de eventos que abrangem vários anos e cópias de passaportes de funcionários, incluindo cidadãos estrangeiros. Rajaharia já aconselhou a polícia indiana sobre incidentes cibernéticos anteriormente. O site só é acessível na dark web, ou dark net, fora do alcance dos mecanismos de busca. Um segundo pesquisador de segurança que revisou o vazamento de dados, Rakesh Krishnan, disse à Reuters que eles estavam acessíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho. O Model Y da Tesla foi o carro mais vendido no mundo no ano passado Getty Images via BBC Documentos da Tesla, 'segredo comercial' A Tata também fabrica peças para a Tesla, dizem fontes do setor. Uma pasta no banco de dados do World Leaks estava rotulada como "NV36 Chargeport Controller - North America", uma suposta referência a peças usadas em uma versão atualizada do SUV Model Y da Tesla. Outro suposto documento da Tesla de 2023, descrito como "segredo comercial", mostrava certos desenhos para o seu projeto Highland — um codinome interno publicamente conhecido para o seu sedã Model 3 reformulado. A Tesla não respondeu aos pedidos de comentário. Rajaharia também compartilhou uma gravação de tela de sua revisão dos arquivos. Ela mostrou que uma busca por "Apple" retornou 181 arquivos e pastas, enquanto uma busca por "Tesla" retornou arquivos que incluíam o que parecia ser especificações de fabricação e um documento de montagem datado de maio de 2025. Alguns arquivos publicados pelo World Leaks continham rodapés dizendo: "Este documento contém informações proprietárias e confidenciais da Apple Inc." e "as informações aqui contidas são consideradas confidenciais, proprietárias e um segredo comercial da Tesla Inc.". A violação destaca a vulnerabilidade das empresas globais a ataques cibernéticos e de resgate cada vez mais sofisticados. Entre os arquivos estava um documento de 52 páginas com marcas proprietárias da Apple, detalhando supostamente padrões de inspeção de qualidade para componentes de placas de circuito de iPhone. Também havia 33 arquivos e pastas para o termo de busca "Hosur" — a localização da principal fábrica de montagem de iPhones da Tata, no estado de Tamil Nadu. A Tata informou alguns funcionários de suas operações de montagem de iPhone na semana passada sobre a violação de dados, disse uma segunda fonte do setor familiarizada com o assunto.

O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em financiamentos com instituições internacionais apoiadas por organismos multilaterais de crédito, segundo decreto publicado nesta segunda-feira (22). A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni. O objetivo é reduzir os custos da dívida do país por meio de empréstimos em dólar que terão garantias parciais de organismos multilaterais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O decreto também permite que eventuais disputas relacionadas aos contratos sejam julgadas por tribunais de Nova York. Ao mesmo tempo, estabelece que determinados bens do Estado argentino não poderão ser usados como garantia dessas operações. Entre os ativos protegidos estão as reservas e contas do banco central, bens ligados à prestação de serviços públicos essenciais e receitas obtidas com impostos e royalties. O texto ainda autoriza as secretarias do Tesouro e de Finanças a definir as condições dos financiamentos, contratar as instituições envolvidas e administrar os instrumentos necessários para as operações. Milei se mantém pela desorganização da oposição e perde força com crises internas

Receita libera consulta a lote recorde de restituição do IR A partir das 9h desta terça-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente a junho de 2026. O pagamento será realizado no dia 30 de junho. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia. Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio. Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal. (veja aqui como consultar) Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões. Quem recebe neste lote O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: 155.060 restituições para idosos acima de 80 anos; 1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos; 106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave; 507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério. Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote. Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

Como a economia dos EUA continua superando seus rivais apesar de toda turbulência do governo Trump Getty Images via BBC Em Dresden, no leste de Alemanha, um último automóvel fechou no ano passado a linha de montagem da "Fábrica Transparente" da Volkswagen, que foi uma espécie de símbolo do poderio industrial da Europa. A milhares de quilômetros de distância, em Spartanburg, no Estado americano da Carolina do Sul, outra gigante alemã, a BMW, opera sua maior fábrica em todo o mundo. O contraste entre ambas ajuda a explicar um enigma debatido há tempos pelos economistas: por que a economia americana continua superando muitos outros países, enfrentando os mesmos impactos globais? Nos últimos anos, uma sucessão de choques econômicos abalou grande parte do mundo desenvolvido. As tarifas de importação de Donald Trump afetaram o comércio global. As deportações de imigrantes em massa estão mudando o mercado de trabalho. O conflito no Oriente Médio fez disparar os preços do petróleo. Tarifaço de Trump: audiência decisiva sobre produtos brasileiros encerra inscrições; veja como funciona Vice de Trump fala em 'virar a página' nas relações com Irã durante conversas na Suíça Muitos economistas esperavam que os Estados Unidos fossem sofrer fortes abalos com o peso dessas pressões. Mas a economia do país continuou crescendo de forma estável. A inflação persistiu em alguns momentos, mas a combinação entre o fraco crescimento e o contínuo aumento de preços, temida por muitos, acabou não acontecendo. Joe Brusuelas, economista-chefe da consultoria britânica RSM, defende que a guerra comercial foi a prova mais forte da resiliência americana. "As metas próprias impostas pelo governo Trump aos Estados Unidos, em relação ao comércio e à imigração, provavelmente são o exemplo mais claro do dinamismo que sustenta a economia americana", destaca ele. Ao enfrentar a súbita taxação de componentes estrangeiros, as empresas americanas não se contentaram com a redução das margens e passaram a investir com mais força. "O investimento de capital, neste momento, é de 13,9% do PIB americano", segundo Brusuelas. "Deveria estar diminuindo, considerando os diversos impactos sobre a oferta e a procura absorvidos pela economia, mas não é o que está acontecendo." Por outro lado, grande parte das pressões foi compensada pelo notável aumento da produtividade. A economia americana como um todo continua se expandindo a um ritmo anual de cerca de 2%. Os mercados de energia oferecem outra explicação. A guerra no Oriente Médio aumentou os preços do petróleo, o que, historicamente, teria representado uma ameaça considerável ao crescimento americano. Mas a revolução do petróleo de xisto alterou fundamentalmente a vulnerabilidade dos Estados Unidos frente aos choques do setor energético. Ao longo das últimas duas décadas, o país se tornou um dos maiores produtores de petróleo e gás do planeta, enquanto suas empresas reduziram progressivamente sua dependência do petróleo. "O desenvolvimento do fracking (fraturamento hidráulico, técnica de mineração usada para extrair gás natural e petróleo de rochas de xisto localizadas a grandes profundidades) nos Estados Unidos, desde o início dos anos 2000, e a evolução dos combustíveis alternativos criaram condições para que a contribuição do petróleo para o PIB por unidade de energia caísse pela metade nos últimos 50 anos", explica Brusuelas. O contraste com a Europa é evidente. Enquanto os Estados Unidos se concentraram na flexibilidade, aproveitando o fracking e permitindo que os preços reajam livremente ao mercado, a Europa depende de contratos de longo prazo e redes de abastecimento interconectadas para garantir sua segurança energética. Esta estratégia deixou muitos países expostos a riscos com a interrupção do fornecimento de gás russo, após a invasão da Ucrânia. E, com as tensões atuais no Oriente Médio, a vulnerabilidade permanece. Para Rebecca Christie, pesquisadora do centro de análises Bruegel em Bruxelas, na Bélgica, esta discrepância não se observa apenas nas decisões políticas, mas nas atitudes culturais em relação ao risco. "Os americanos são muito voltados às soluções e muito mais cômodos ao assumir riscos imediatos, de olho em vantagens de longo prazo", explica ela. "Já a Europa é culturalmente mais relutante ao risco." Christie conta que participou de um evento onde o próprio responsável de serviços financeiros da União Europeia declarou que os europeus não falam o suficiente sobre o risco de não assumir riscos. As diferenças de estruturação das empresas e dos sistemas de aposentadoria nos dois lados do oceano Atlântico também refletem esta diferença de visão. Em grande parte da Europa, as empresas dependem muito dos empréstimos bancários para seu financiamento e as pensões dos trabalhadores são frequentemente relacionadas a contratos de seguro garantidos, que estabelecem limites tanto para os prejuízos quanto para os lucros. "Se você financiar a sua empresa com um empréstimo bancário, não terá a mesma flexibilidade oferecida pela venda de ações ou atraindo capital de risco", explica Christie. Nos Estados Unidos, as empresas podem recorrer a investidores e ao mercado de ações para obter financiamento. Esta flexibilidade, mesmo com seus altos e baixos, oferece às companhias americanas uma vantagem sobre os modelos europeus, respaldados pelo Estado. Mas Christie destaca com cautela que a resiliência em nível macro pode ocultar um problema real. "Os Estados Unidos são uma terra com enorme desigualdade", afirma ela. "Se você estiver em dificuldades, irá realmente enfrentar tempos conturbados, pois o mercado de trabalho não está aumentando muito, tudo está ficando mais caro e muitas cidades sofrem crises de moradia." Sua maior preocupação é que a desigualdade chegue a um momento crítico. "Ter o dólar e os bancos bastante estáveis não irá ajudar se, na economia real, houver uma crise de empregos", explica a pesquisadora. Os EUA não são imunes a pressões Até o momento, não há grandes evidências de que isso possa acontecer. Na verdade, os empregadores americanos criaram 172 mil postos de trabalho em maio, contra todas as expectativas. Mas os novos dados da inflação mostram o maior aumento dos preços ao consumidor dos últimos três anos. A inflação anual ficou em 4,2% em maio, contra 3,8% em abril. Estes índices indicam que os Estados Unidos podem estar se aproximando do limite da sua resiliência. A economia americana pode estar superando grande parte dos seus rivais, mas isso não significa que ela seja imune a pressões. Os altos preços dos combustíveis, a inflação persistente e a desigualdade cada vez maior trazem riscos que poderão reduzir a atual vantagem do país. Ainda assim, em comparação com muitos outros países desenvolvidos, a economia dos Estados Unidos se mantém robusta. Sua combinação de mercados flexíveis, investimentos rápidos, energia em abundância e tolerância ao risco ajudaram a nação a superar os impactos que atingiram outros países. "É a camisa mais limpa em um cesto de roupas muito sujo", conclui Joe Brusuelas.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (22), com recuo de 0,46%, cotado a R$ 5,1413. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,1234. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em alta de 1,31%, aos 170.365 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã. Apesar das tensões, representantes dos EUA e do Irã avançaram nas negociações realizadas na Suíça, o que ajudou a conter os preços do petróleo. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, recuou 3,31%, a US$ 77,90. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA caiu 2,31%, para US$ 74,82. ▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder. ▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado. ▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,46%; Acumulado do mês: +1,96%; Acumulado do ano: -6,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,21%; Acumulado do mês: --1,97%; Acumulado do ano: +5,73%. Negociações entre EUA e Irã avançam As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo. Acompanhe todos os desdobramentos. Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos. Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação. Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi "concluída com sucesso" na Suíça: "As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas". "Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias", afirmou JD Vance. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street terminaram sem direção única nesta segunda-feira, em meio ao otimismo dos investidores em relação às negociações no Oriente Médio. No fechamento, o Dow Jones avançou 0,29%, aos 51.727,06 pontos. Já o S&P 500 recuou 0,34%, para 7.475,17 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 1,28%, aos 26.178,26 pontos. Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em alta nesta segunda-feira (22), conforme investidores avaliavam as negociações no Oriente Médio e seguiam atentos à renúncia de Keir Starmer como premiê do Reino Unido. O pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,6%. Já entre os principais índices, o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,72%, enquanto o DAX, da Alemanha, teve avanço de 0,62% e o Ibex 35, da Espanha, ganhou 1,01%. O CAC-40, da França, foi na contramão e fechou em queda de 0,25%. Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, subiu 2,4% na sessão e atingiu o nível mais alto desde dezembro de 2021. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,8%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,7%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,6%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Minerais críticos: projeto aprovado na Câmara quer garantir que o Brasil não seja apenas exportador de matéria-prima Jornal Nacional/ Reprodução Enquanto trabalha para diversificar suas fontes de suprimento de minerais críticos, a União Europeia aposta no Brasil como parceiro estratégico e afirma ter uma proposta mais "benéfica" do que a de outros atores na disputa por matérias-primas brasileiras, disse o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, à Reuters. O comissário visitou no sábado o centro de pesquisa e processamento de terras raras da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, em Poços de Caldas (MG), um dos quatro projetos prioritários selecionados para acelerar a colaboração entre a UE e o Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Síkela avalia que a abordagem europeia é um trunfo por priorizar a sustentabilidade do negócio e o incentivo ao processamento local de terras raras. Isso casa com uma diretriz do governo brasileiro, de produzir e exportar minerais processados, que agreguem tecnologias e valores à cadeia produtiva de um setor nascente no Brasil, que conta com a segunda maior reserva global de tais minerais críticos. "É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país", disse o comissário, em entrevista durante a visita à unidade da Viridis, destacando que o Brasil é hoje o parceiro mais estratégico da UE na América Latina e uma economia em expansão. "Podemos cobrir, com base em acordos de compra, as nossas necessidades, e o Brasil terá sua própria capacidade de refino, novas tecnologias e, basicamente, avançará na cadeia de suprimentos para uma geração de margens mais altas." Brasil vive oportunidade estratégica com minerais críticos, afirma embaixador O projeto piloto mineiro da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir por ano até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC, na sigla em inglês), um pó esbranquiçado que contém uma mistura dos elementos de terras raras ainda não separados. A Viridis agora planeja investir US$360 milhões para construir sua planta comercial com capacidade para produzir 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028. O projeto Colossus da Viridis, em Minas Gerais, compreende um total de 228,62 km² de licenças. "E é por isso que gosto tanto deste projeto (da Viridis) em particular, porque ele basicamente entrega objetivos: ele cria empregos, cria novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados", afirmou Síkela. Acordo à vista Ele também destacou a carta de intenções não vinculante assinada neste mês entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla, incluindo apoio tecnológico no processamento. O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, afirmou à Reuters que discussões com a União Europeia sobre apoio ao projeto estão avançadas, e que um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho. Segundo ele, a UE poderá ajudar com financiamento e mecanismos de proteção de preços para reduzir riscos e garantir competitividade. "Um preço mínimo é importante, então concluir todos esses detalhes será importante para nós, e isso não está longe de acontecer", disse Moreno, sem falar em prazos. Síkela afirmou que o seu papel é oferecer apoio político e instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado. "Não estamos vindo para substituir o financiamento privado nem como provedores de capital próprio, mas nosso papel é ajudar a mobilizar investimentos privados", afirmou, sem dar detalhes. O avanço da Viridis no Brasil ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos tentam reduzir sua dependência da China -- maior produtor -- para esses materiais, que são vitais para carros elétricos e sistemas de defesa. Diversificação no Ocidente Questionado sobre o cenário, Síkela afirmou que não se trata apenas da China e explicou que a estratégia europeia busca reduzir "dependências" na cadeia de suprimentos globais, após choques como a pandemia e a guerra na Ucrânia. Além das terras raras, Síkela disse sem dar nomes que a UE vê como prioritários no Brasil projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, e indicou que há planos para avançar em um memorando de entendimento entre o bloco e o governo brasileiro, embora os detalhes ainda estejam em negociação. Questionado se pode estar chegando atrasado na disputa por ativos no Brasil, após Estados Unidos e China terem feito avanços importantes, o comissário disse que "nossa proposta de valor é mais benéfica do que a dos outros. Primeiro, é mais sustentável... A segunda coisa é criação de empregos e educação", afirmou. "Não devemos esquecer que o Brasil é um ator ambiental global, com a floresta tropical, com a Amazônia, com os recursos. Então, o que quer que o Brasil faça, se fizer certo, terá impacto global. E, se fizer errado, terá um impacto negativo. Portanto, o que queremos fazer é ajudar com padrões ambientais, sociais e de governança, porque isso importa para nós", afirmou. O presidente-executivo da Viridis, por sua vez, disse que a companhia está em linha com as orientações europeias, de pensar um mercado diversificado para a cadeia produtiva de terras raras. "Estamos adotando uma abordagem em que queremos que todos tenham direitos, seja na Argentina, no Paraguai, na Europa ou na Austrália... portanto, estamos satisfeitos em manter uma mentalidade europeia ou ocidental -- ou, mais importante ainda, uma mentalidade ocidental", disse Moreno. Ao final do mês passado, o executivo disse à Reuters que a Viridis estava em negociações avançadas com potenciais compradores de minerais críticos na Europa e nos EUA, acrescentando que a empresa não buscava compradores chineses.
O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,33%. Esta é a décima quinta semana seguida de aumento. Os economistas também passaram a projetar somente mais um corte de juros em 2026, para 14% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto (veja mais abaixo nessa reportagem). As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 78 por barril. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,30% para 5,33%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,10% para 4,15%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,68% para 3,70%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Inflação de alimentos tem sido tema incômodo para o governo Lula, cujos indicadores de popularidade estão piorando Getty Images via BBC Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continua projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,75% para 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto. Antes da guerra entre EUA e Irã, os economistas do mercado acreditavam que a taxa de juros terminaria este ano em 12,5% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,25% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,96% para 1,98%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar.

Alan Greenspan, ex-presidente do FED, morre aos 100 anos Alan Greenspan, economista que comandou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) por cinco mandatos consecutivos e conduziu a política monetária do país sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos. A informação foi divulgada pela NBC News nesta segunda-feira (22). Segundo sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa em decorrência de complicações da doença de Parkinson. Os dois eram casados havia 29 anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou Mitchell em comunicado. “Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela. “Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou Mitchell. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.” Formação e início da carreira O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, discursa durante a reunião anual da SIFMA em Nova York, em 23 de outubro de 2012 REUTERS/Lucas Jackson Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Alan Greenspan construiu uma das trajetórias mais influentes da história da política monetária dos EUA, tornando-se uma das principais referências da economia americana no século XX e início do XXI. Formado em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado, iniciou a carreira no setor privado como consultor, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem. Na década de 1950, aproximou-se do debate intelectual ao se conectar com a escritora Ayn Rand, cuja defesa do livre mercado e do individualismo influenciou parte de sua visão econômica. 🔍 Livre mercado é a ideia de que a economia funciona melhor quando empresas e pessoas podem comprar, vender e competir com pouca interferência do governo. Em teoria, os preços e a produção são definidos pela oferta e pela demanda. A lógica é que essa “competição livre” ajuda a economia a se organizar de forma mais eficiente. Em 1968, já consolidado como consultor, participou da campanha presidencial de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, contribuindo para políticas econômicas em um período marcado por inflação alta. Comando do Federal Reserve Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve (à esquerda), faz declaração em 10 de julho de 1991 após o presidente George H. W. Bush (à direita) anunciar sua indicação para um segundo mandato no cargo. Reuters Depois de voltar ao setor privado no fim dos anos 1970, Alan Greenspan foi escolhido em 1987 pelo presidente Ronald Reagan para comandar o banco central dos EUA. À frente da política econômica do país, ele ficou conhecido por evitar aumentos fortes de juros mesmo quando havia o temor de novos aumentos nos preços. Essa postura ajudou a sustentar um longo período de crescimento da economia americana e fez com que ele ganhasse destaque público. Logo no início do mandato, Greenspan enfrentou a queda histórica da Bolsa em 1987 (conhecida como 'segunda-feira negra') e agiu rapidamente para evitar a propagação da crise, o que fortaleceu sua reputação. Nos anos seguintes, ele também apostou na ideia de que o aumento da produtividade da economia — principalmente a partir dos anos 1990 — ajudaria a segurar a inflação, o que influenciou muitas decisões do banco central. Greenspan ficou quase 19 anos no comando do Fed, passando por cinco mandatos e quatro presidentes dos Estados Unidos: Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Isso fez dele um dos chefes mais duradouros da história da instituição. Durante esse período, ele lidou com vários momentos importantes da economia, como o crescimento forte dos anos 1990, a expansão da internet e da globalização, o estouro da bolha das empresas de tecnologia no início dos anos 2000 e os impactos dos ataques de 11 de setembro. Sua gestão ficou associada a um período de crescimento e estabilidade, mas também a uma maior confiança de que o mercado poderia se regular sozinho, com menos intervenção do governo. Depois, essa visão passou a ser bastante questionada após a crise financeira de 2007-2008. Estudos e investigações apontaram que a defesa de menos regras para o sistema financeiro e a tolerância a investimentos mais arriscados podem ter contribuído para a crise imobiliária que levou ao colapso do sistema financeiro dos EUA. Mesmo assim, ele continuou sendo visto como uma figura muito influente na economia. Depois de sair do Fed em 2006, ele passou a trabalhar como consultor e escritor, seguindo ativo em debates sobre economia por muitos anos. Defesa pela independência do banco central Mais recentemente, em meio a debates sobre a independência do Federal Reserve e a pressões políticas sobre o banco central dos EUA, Greenspan foi um dos ex-presidentes da instituição que assinaram uma carta em defesa da autonomia do órgão. O documento pedia que a Justiça mantivesse a diretora Lisa Cook no cargo enquanto a legalidade de uma eventual destituição era analisada, alertando para riscos à credibilidade do Fed e à estabilidade econômica. Entre os signatários estavam também ex-dirigentes como Janet Yellen e Ben Bernanke, além de ex-secretários do Tesouro como Henry Paulson, Timothy Geithner e Lawrence Summers. No texto, os economistas afirmaram que preservar a independência do banco central é essencial para evitar danos à economia americana. O episódio ocorreu em meio a discussões recorrentes sobre a autonomia do Fed e reforçou o arcabouço institucional criado desde a fundação do banco central, em 1913, para reduzir interferências políticas em sua atuação. Jerome Powell, que comandou o Federal Reserve e concluiu seu mandato à frente da instituição, também contou com apoio público de Greenspan em diferentes ocasiões. Em um outro episódio recente, o Departamento de Justiça investigou os custos das reformas na sede do Fed durante a gestão de Powell, investigação que foi encerrada em abril. Nesse contexto, os três últimos ex-presidentes do Federal Reserve — Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan — classificaram as pressões sobre Powell como algo sem precedentes. Eles também compararam esse tipo de interferência a práticas observadas em economias emergentes, onde a independência dos bancos centrais tende a ser mais vulnerável. *Com informações da agência Reuters

Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil Terminam nesta segunda-feira (22) as inscrições para as audiências públicas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). As discussões podem ser decisivas para os próximos capítulos da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, após a proposta do governo Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Marcada para 6 de julho, a audiência integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump. Como funcionam as audiências Antes da eventual adoção de sanções ou outras medidas corretivas, os EUA definiram um cronograma de consultas públicas para receber manifestações dos envolvidos. Veja as principais datas: Até 22 de junho: prazo para solicitar participação na audiência pública; Até 1º de julho: envio de comentários e manifestações por escrito; 6 de julho: realização da audiência pública; 15 de julho: prazo para a decisão final e eventual aplicação das medidas. Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições. "Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou. Podem participar: Empresas exportadoras e importadoras; Associações empresariais e industriais; Sindicatos; Universidades e centros de pesquisa; Organizações da sociedade civil; Representantes de governos estrangeiros. "Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse. Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções. "O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite. O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo. O que acontece depois da audiência O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC REUTERS/Evan Vucci Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos. O processo costuma seguir quatro etapas: Recebimento de comentários adicionais; Análise técnica dos dados apresentados; Consultas diplomáticas entre os governos; Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor. "As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite. Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas. Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas. "A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista. "Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca." Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA. Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações. A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas. A estratégia do Brasil O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO O governo brasileiro tem apostado em uma estratégia que combina contestação técnica e negociação diplomática para tentar evitar a aplicação das tarifas propostas pelos EUA. Em nota ao g1, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que, desde a abertura da investigação, em julho de 2025, o Brasil “tem atuado de forma consistente em defesa dos interesses nacionais” e já apresentou duas manifestações formais ao USTR, nas quais buscou demonstrar que “as políticas e práticas brasileiras objeto da investigação são legítimas, não discriminatórias e não oneram o comércio dos Estados Unidos”. Segundo o Itamaraty, o governo também realizou consultas presenciais com autoridades americanas em Washington, em abril deste ano, e mantém o diálogo em andamento. A pasta informou ainda que estuda apresentar uma nova manifestação escrita durante o atual período de consultas públicas, que segue aberto até 1º de julho. Sobre a audiência pública convocada pelo USTR para 6 de julho, o ministério afirmou que ela representa “um espaço para que empresas, associações e demais partes interessadas, brasileiras e norte-americanas, apresentem ao governo dos Estados Unidos os impactos concretos da medida proposta”. Por esse motivo, acrescentou, o governo optou por concentrar sua atuação “nos canais próprios entre governos”, mantendo coordenação com o setor privado para apoiar sua participação no processo. Paralelamente, o governo busca manter abertas as negociações com Washington. As conversas ocorrem no âmbito de um grupo bilateral criado após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio. Segundo interlocutores dos dois lados, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, sinalizou disposição para dar continuidade às negociações, enquanto o chanceler Mauro Vieira defendeu a intensificação das conversas após a divulgação dos relatórios finais do USTR. Nos bastidores, a avaliação do governo é que ainda existe espaço para reverter parte das medidas propostas. A estratégia tem sido negociar separadamente as investigações conduzidas pelos EUA, na tentativa de reduzir ou eliminar ao menos uma das sobretaxas anunciadas. Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras têm criticado o conteúdo dos relatórios. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a proposta americana como “injusta” e “descabida”. Apesar do tom mais duro adotado publicamente, integrantes do governo afirmam que a prioridade continua sendo a busca por uma solução negociada antes da conclusão do processo de consultas públicas nos EUA. Havia expectativa de um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião do G7, realizada na última quarta-feira (17). No entanto, os dois apenas conversaram brevemente e não trataram do tema. As negociações permaneceram no âmbito ministerial. Entenda o caso No início de junho, o USTR concluiu uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e concluiu que determinadas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" ao comércio americano. (veja mais detalhes sobre a investigação aqui) Como consequência, propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. 🔎O relatório cita temas como o funcionamento do Pix, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais firmados pelo Brasil, combate ao desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual e políticas anticorrupção. Paralelamente, outra investigação conduzida pelos EUA concluiu que dezenas de países, incluindo o Brasil, não estariam fiscalizando adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Nesse caso, o governo americano propôs uma sobretaxa adicional de 12,5%. A proposta tem como base a Seção 301, o mesmo instrumento legal utilizado para embasar a sugestão de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Antes de entrar em vigor, porém, a medida também passará por consulta pública. O governo americano receberá contribuições por escrito até 6 de julho de 2026 e realizará uma audiência pública em 7 de julho para discutir a proposta. Na avaliação de órgãos do governo brasileiro, as duas medidas podem ser cumulativas, elevando a taxação total para até 37,5% sobre parte dos produtos exportados aos EUA. A proposta ainda não entrou em vigor. Antes de qualquer medida ser implementada, o governo americano precisa concluir o processo de consultas públicas. Caso sejam confirmadas, as tarifas poderão atingir parte das exportações brasileiras aos EUA, embora o governo americano já tenha sinalizado uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos, incluindo café, carne, frutas, aeronaves, fertilizantes e minerais críticos. 👉 Veja quais produtos brasileiros devem ficar de fora de taxa de 25%

Agora no g1 Jornadas de trabalho de apenas três horas por dia, ou 15 horas semanais. Sociedades oito vezes melhores, economicamente, do que há 100 anos. Não são delírios infundados, mas sim a crença futurológica de um dos maiores economistas da história, o britânico John Maynard Keynes (1883-1945). Em 1930 ele publicou o ensaio Possibilidades Econômicas para Nossos Netos, um texto em que procura desconstruir o pessimismo econômico de sua época— para ele, um exagero, uma "interpretação grosseiramente errônea" da realidade. Diretora-adjunta do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a economista Patrícia Pelatieri ressalta que se trata de um dos textos clássicos de Keynes. "O ensaio foi apresentado em uma conferência em 1928, foi ampliado em uma palestra apresentada em Madri, em junho de 1930, e publicado em formato literário em outubro do mesmo ano, em pleno contexto da Grande Depressão", contextualiza ela, recordando da grande crise que abalou a econômica mundial no final daquela década de 1920. Ensaio Possibilidades Econômicas para Nossos Netos, de Keynes, falava em jornadas de 3 horas por dia Getty Images Para o economista John Keynes, professor na Universidade de Cambridge, a crise e o desemprego das primeiras décadas do século 20 não indicavam um declínio permanente das sociedade capitalista, mas sim uma fase de transição precipitada pela rapidez das transformações tecnológicas e econômicas. Keynes aponta que, durante milênios, o padrão de vida da humanidade havia mudado muito pouco — e a combinação entre acumulação de capital, juros compostos e avanços científicos acabou desencadeando um crescimento sem precedentes desde a Revolução Industrial — ocorrida na Inglaterra a partir da segunda metade do século 18. Com base nessa tendência histórica, Keynes prevê que, em cerca de cem anos, os países mais desenvolvidos alcançariam um nível de riqueza muito superior ao de sua época. O progresso tecnológico permitiria produzir muito mais com muito menos trabalho humano, embora isso criasse temporariamente o chamado "desemprego tecnológico". No longo prazo, porém, ele acreditava que a humanidade resolveria seu principal problema histórico: a escassez econômica. As necessidades materiais básicas seriam amplamente satisfeitas, reduzindo a centralidade da luta pela sobrevivência. A parte mais original do ensaio é a reflexão sobre as consequências humanas dessa abundância. Keynes reflete sobre uma consequência imediata dessa transformação. Quando o trabalho deixar de ser uma necessidade vital, as pessoas enfrentarão um novo desafio: encontrar propósito para suas vidas e usar bem o tempo livre. Ele imagina jornadas de trabalho muito curtas, talvez de apenas quinze horas semanais, e uma sociedade menos obcecada pela acumulação de riqueza. Quase uma utopia. Nesse cenário, valores como cultura, prazer, convivência e desenvolvimento pessoal ganhariam mais importância do que o dinheiro, permitindo que os seres humanos se dedicassem à "arte de viver" em vez de apenas trabalhar para sobreviver. John Maynard Keynes é considerado um dos maiores economistas da história Domínio Público Professor na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o sociólogo Paulo Niccoli Ramirez explica que a visão keyneseana confrontava o "dogma da economia clássica, de que quanto mais trabalho, mais riqueza". Isso porque ele percebeu o peso que a tecnologia tinha nessa equação. "Para ele, na contramão do aumento da produtividade seria possível reduzir a jornada de trabalho e dar mais qualidade de vida ao trabalhador", comenta Ramirez. O lazer não seria simplesmente a folga — também significava incremento do consumo, já que o trabalhador ganhava o "tempo do consumo", fazendo também a "economia girar", explica o sociólogo. "Os aguerridos fazedores de dinheiro podem levar-nos todos nós junto a eles no colo da abundância econômica", pontua Keynes. "Mas serão aquelas pessoas — que podem manter viva e cultivar em uma perfeição mais completa a arte da vida em si e não vender-se para os meios de vida — que poderão desfrutar a abundância quando ela vier." "Keynes apresenta uma visão bastante otimista sobre o futuro", define Pelatieri. "Para ele, a combinação entre a acumulação do capital e do progresso técnico no capitalismo permitiria um crescimento contínuo da capacidade produtiva. Os investimentos, sobretudo, no estrangeiro, mas não só, impulsionados pelos juros compostos, e os avanços científicos e tecnológicos decorrentes da Revolução Industrial haviam elevado significativamente o padrão de vida médio na Europa e nos Estados Unidos mesmo diante do crescimento da população." Para Keynes, explica a economista, "essas forças permitiriam produzir cada vez mais bens e serviços com menos trabalho humano". "No curto prazo, isso poderia gerar, o que ele destaca como desemprego tecnológico, ou seja, resultado de descobertas que economizam trabalho em ritmo superior à criação de novas ocupações. No longo prazo, porém, a sociedade poderia manter ou até ampliar seu padrão de vida trabalhando muito menos horas", explica Pelatieri. "A aposta de Keynes era que, uma vez resolvido o problema econômico fundamental, que é a luta pela subsistência, a humanidade teria de enfrentar a velha questão: como utilizar o tempo livre conquistado pelo avanço da produtividade. Considerando que ao longo de tantos séculos, fomos treinados a lutar e não a gozar, Keynes descreve este ponto como um problema permanente da raça humana, como vamos lidar com o tempo livre. Ou seja, quanto maior a nossa capacidade produtiva se multiplicasse, precisaríamos de apenas uma fração do tempo de trabalho anterior para garantir o mesmo nível de subsistência, como comida, moradia e roupas", detalha Pelatieri. "O resto do tempo seria convertido em lazer." Foi nesse contexto que ele estimou as tais 15h semanais. Para o economista britânico, isso seria o suficiente para manter a sociedade em funcionamento e, ao mesmo tempo, garantir trabalho a todos. O jurista Brasilino Santos Ramos, desembargador do trabalho aposentado e ex-integrante Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ressalta que na época da proposição keynesiana, no panorama trabalhista predominavam jornadas extenuantes, que facilmente chegavam — e até superavam — as 10h por dia. "Foi nesse cenário que Keynes formulou uma das previsões mais conhecidas da história da economia. Defensor da economia de mercado e da propriedade privada, ele acreditava que o capitalismo poderia ser preservado e aperfeiçoado por meio da atuação do Estado na correção de crises, na promoção do emprego e na redução das instabilidades econômicas", diz o especialista em legislações do trabalho. A escola Keynes "Antes de examinar as ideias de John Maynard Keynes sobre tecnologia, produtividade e redução da jornada de trabalho, é importante compreender sua trajetória intelectual e social", comenta Ramos. "Oriundo da alta classe média intelectual britânica e formado nos mais prestigiados centros acadêmicos de sua época, Keynes dedicou-se a estudar os efeitos das crises econômicas, do desemprego e da desigualdade. Defensor da economia de mercado, mas também da intervenção estatal para corrigir suas falhas, tornou-se um dos economistas mais influentes do século 20 e formulou reflexões que permanecem atuais diante dos desafios impostos pela automação e pela inteligência artificial." Membro do Partido Liberal, Keynes foi um dos principais pensadores a teorizar a respeito da macroeconomia. Suas ideias também mudaram a maneira como as políticas econômicas passaram a ser instituídas pelos governos em boa parte do mundo — o que faz com que ele seja comumente listado entre as pessoas mais influentes do século 20. A principal inovação de seu pensamento econômico está em refutar a ideia econômica neoclássica de que o livre-mercado ofereceria automaticamente empregos aos trabalhadores desde que estes demonstrassem flexibilidade quanto aos salários. Para ele, o Estado precisa ser intervencionista, com medidas fiscais e monetárias que busquem evitar ou atenuar efeitos de recessão, depressão e booms econômicos. No cerne da escola keynesiana, este modelo de pensamento criado por ele, o Estado é visto como agente de controle econômico — em busca do pleno emprego. Em sua concepção, o problema do livre-mercado é que o "espírito animal" dos empresários precisa ser domado, regulado. O antigo Partido Liberal britânico ao qual Keynes era filiado defendia o liberalismo social, com ênfase na construção de um estado de bem-estar social. Por que deu errado? Mas se é nítido que o mundo experimentou avanços econômicos notáveis, principalmente com aparatos tecnológicos que vão da robotização das indústrias à consolidação da inteligência artificial, por que as jornadas de 3h diárias previstas por Keynes não estão nem sequer no horizonte? O cientista político Christian Lohbauer, integrante de grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) comenta que Keynes acertou "no aumento da produtividade" com a intensificação das tecnologias. A questão, segundo ele, é que ele não previu como o consumo também aumentou exponencialmente. "As pessoas querem ter mais lazer e continuam consumindo", explica. "Querem mais acesso a bens e serviços. Para isso, precisam de mais horas de trabalho." "A conta não fechou por isso", sintetiza Lohbauer. Para a fórmula keyneseana dar certo, Lohbauer argumenta que seria preciso que as pessoas quisessem "ter uma casa menor", "usar menos o carro", "comer menos fora", "fazer menos viagens por ano". E não é o que acontece — tanto entre os que efetivamente podem fazer isso quanto para a imensa maioria que apenas têm esses privilégios como objeto de desejo. Crescimento da produtividade veio acompanhado de um aumento no consumo Getty Images Pelatieri lembra que o próprio pensador britânico dividia entre dois tipos as necessidades humanas. De um lado estavam as básicas, necessárias à sobrevivência. De outro, as relativas, aquelas atreladas ao desejo de status e de reconhecimento social. Na perspectiva keynesiana, as do primeiro grupo seriam rapidamente supridas. "O que ele não contava foi a capacidade do capitalismo de criar necessidades, ou seja, as necessidades básicas foram alteradas ao longo do tempo, como a necessidade de celulares, internet, serviços digitais entre outros, passaram a ser percebidos como essenciais para a vida cotidiana", comenta Pelatieri. Ela lembra também que embora a produtividade global tenha crescido "de forma expressiva", os ganhos "gerados por esse avanço não foram distribuídos de maneira homogênea". "Uma parcela significativa dos benefícios do progresso técnico foi apropriada na forma de lucros e rendimentos de capital", pontua. A economista ilustra com o dado de que, em 2024, foram criados 204 novos bilionários — quase um por semana. No fim das contas, "muitos trabalhadores continuaram dependentes de jornadas extensas para sustentar seu padrão de vida, mesmo que modesto", diz Pelatieri. "Além disso, a decisão das empresas sobre utilizar toda a tecnologia disponível está diretamente condicionada à avaliação de custos: se será mais vantajoso investir em inovação tecnológica ou manter a dependência da mão de obra existente", afirma a economista. "Em outras palavras, Keynes subestimou os conflitos em torno da distribuição dos ganhos de produtividade", acrescenta ela. "O trabalho repetitivo foi superado pela automação. Prometia-se a ideia de que seria possível reduzir as jornadas de trabalho, mas o que veio foi a perda dos direitos trabalhistas", diz Ramirez. Para o sociólogo, seria contraditório aumentar a riqueza com menores jornadas. "Não há capitalismo sem exploração da força de trabalho", diz ele. Pelatieri concorda que, "do ponto de vista do raciocínio de Keynes" era de se esperar que com os avanços das novas tecnologias a humanidade ganhasse jornadas menores de trabalho. "O problema, entretanto, não está na tecnologia em si, mas na forma como seus benefícios são distribuídos. A questão central é quem se apropria dos ganhos gerados pelo aumento da produtividade. Em vez de se converter automaticamente em mais tempo livre, o avanço tecnológico muitas vezes resulta em maior concentração de renda ou novas formas de intensificação do trabalho", diz ela. "As tecnologias digitais, por exemplo, ampliaram as possibilidades de monitoramento, controle e disponibilidade permanente dos trabalhadores." "Mais do que uma previsão econômica, o ensaio era uma reflexão sobre as consequências sociais, culturais e morais da abundância. Keynes imaginava uma sociedade em que os indivíduos pudessem dedicar mais tempo à educação, à cultura, ao convívio social e ao desenvolvimento pessoal", analisa Ramos. "Sua mensagem central era que o progresso econômico poderia libertar a humanidade da luta permanente pela sobrevivência material, deslocando o desafio humano para a busca de propósito e realização além do trabalho e da acumulação de riqueza." Ramos pontua que, se a produtividade realmente cresceu de forma extraordinária nas últimas décadas, "o que não se confirmou foi a conversão desses ganhos em uma drástica redução da jornada de trabalho." "Entre as razões para isso estão o surgimento de novos padrões de consumo, o desejo permanente de ampliar renda e patrimônio, o aumento das desigualdades na distribuição dos ganhos de produtividade, a expansão do setor de serviços e do trabalho intelectual e a intensificação da competição econômica global", afirma Ramos. "Keynes também não previu a força da cultura consumista estimulada pela publicidade e pelo crédito, a crescente financeirização da economia nem o papel do trabalho como elemento de identidade, status social e realização pessoal. Tampouco antecipou que parcela significativa dos ganhos de produtividade seria apropriada de forma concentrada por grandes empresas e grupos econômicos, em vez de ser convertida em redução generalizada da jornada."

Um íbis empoleirado ao lado da sede do Banco da Reserva da Austrália , no centro de Sydney, Austrália Daniel Munoz / Reuters A Austrália confirmou nesta segunda-feira (22) um segundo caso de gripe aviária altamente patogênica H5N1 no estado da Austrália Ocidental, dois dias após registrar a primeira infecção no território continental do país. O governo afirmou que continuará adotando medidas para conter a disseminação do vírus. O novo caso foi identificado em uma ave marinha migratória conhecida como petrel-gigante-do-norte, encontrada doente em uma praia remota. No sábado, as autoridades já haviam confirmado a infecção em uma outra ave migratória, um mandrião-pardo. As duas aves foram localizadas nas proximidades da cidade costeira de Esperance, cerca de 570 quilômetros a sudeste de Perth, capital da Austrália Ocidental. “Estamos trabalhando muito de perto com os setores de produção de frango, carne e ovos para fazer tudo o que for possível para reforçar a biossegurança e impedir que o vírus chegue aos sistemas de produção”, afirmou a ministra da Agricultura, Julie Collins. Questionada sobre a possibilidade de manter a doença fora das granjas indefinidamente, Collins respondeu que não há garantias. “Não sabemos a resposta para isso. É uma hipótese”, disse. As infecções humanas pelo vírus continuam sendo raras. No entanto, a disseminação global da gripe aviária provocou o abate de milhões de aves nos últimos anos, afetando o abastecimento de alimentos e pressionando os preços. Até agora, a Austrália era o único continente sem um caso confirmado de H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido detectado apenas no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico australiano localizado a cerca de 4 mil quilômetros do continente. Agora no g1 Como parte da estratégia de prevenção, o país reforçou os protocolos de biossegurança em fazendas, ampliou a testagem de aves costeiras, vacinou espécies consideradas vulneráveis e realizou simulações de resposta a surtos. A produtora de aves Inghams informou que adotará um bloqueio total preventivo em todas as suas fazendas e unidades de processamento na Austrália Ocidental. A empresa ressaltou que não houve qualquer detecção do vírus em aves comerciais, incluindo suas operações e cadeia de fornecedores.

Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução A China adicionou 10 empresas dos Estados Unidos à sua lista de controle de exportações. Segundo o comunicado chinês, as empresas possuem vínculos com as Forças Armadas americanas. Entre elas estão duas empresas do setor de terras raras. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22) e ocorre em resposta à decisão de Washington de impor restrições a diversas companhias chinesas no início do mês. Entre as empresas afetadas estão as produtoras de terras raras MP Materials e USA Rare Earth, além da fabricante de motores para aplicações críticas Aveox. Com a inclusão na lista, ficam suspensas as exportações chinesas de itens de dupla utilização para essas companhias. 🔎 Itens de dupla utilização são bens e tecnologias desenvolvidos para uso civil, mas que também podem ser empregados em aplicações militares. A MP Materials, apoiada pelo Pentágono e operadora da única mina ativa de terras raras dos Estados Unidos, e a USA Rare Earth participam da cadeia produtiva que vai da extração mineral à fabricação de ímãs. Em comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que as medidas são uma resposta às “práticas maliciosas do governo dos EUA” e foram adotadas para proteger a segurança e os interesses nacionais, além de cumprir obrigações internacionais relacionadas à não proliferação. Agora no g1 Segundo o ministério, organizações e indivíduos de qualquer país ou região estão proibidos de transferir ou fornecer às entidades listadas itens de dupla utilização originários da China. As atividades de exportação em andamento devem ser interrompidas imediatamente. Na prática, a decisão representa uma proibição total das exportações desses produtos para as empresas citadas, endurecendo as regras anteriores, que exigiam apenas a obtenção de licenças de exportação. Em uma medida separada, o Ministério das Finanças da China anunciou sanções contra outras 46 empresas americanas. Compradores chineses passam a estar impedidos de adquirir produtos fabricados por essas companhias, embora empresas financiadas por capital dos EUA que operam na China continuem autorizadas a fazê-lo. Há duas semanas, os Estados Unidos incluíram as empresas chinesas Alibaba, Baidu, BYD e NIO em uma lista de companhias que, segundo Washington, estariam auxiliando atividades militares de Pequim. Veja as empresas americanas listadas Aveox, Inc. Red Cat Holdings, Inc. Teal Drones, Inc. IMSAR, LLC (EUA) Jaia Robotics, Inc. Ball Aerospace & Technologies Corp. Oshkosh Defense, LLC L3 Harris Maritime Services, Inc. MP Materials Corp. USA Rare Earth, Inc. Chinesas na lista do Pentágono EUA ampliam lista de empresas chinesas acusadas de colaborar com Exército da China Em 8 de junho, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou a relação de empresas que, segundo o governo americano, colaboram com militares chineses. A versão da lista tem 188 empresas e incluiu mais nomes do setor de tecnologia. Entre elas, estão o buscador Baidu, as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC. O documento passou a apresentar ainda a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells. Por conta de uma lei recente, a partir do final de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente de empresas presentes no documento. E, a partir de 2027, o órgão não poderá comprar seus produtos e serviços por meio de terceiros. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 Reuters/Maxim Shemetov No documento, o Departamento de Guerra afirmou que as empresas "se qualificam para a designação de 'empresas militares chinesas'" e operam nos EUA. Elas poderão pedir a remoção da lista, segundo o órgão. Embora o documento não imponha sanções formais às companhias chinesas, elas poderão sofrer danos concretos com a decisão. A inclusão na lista também dá uma mensagem prejudicial sobre essas companhias para fornecedores do governo americano. A Embaixada da China nos Estados Unidos disse que o governo chinês se opõe à "criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas" e que elas cumprem leis e regulações locais. "Os EUA devem cessar essa prática errônea e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas", afirmou a embaixada em nota, segundo a Reuters. À Reuters, a BYD disse acreditar que sua inclusão na lista de empresas ligadas às forças armadas da China "carece de fundamento factual". O Alibaba afirmou à Reuters que não há fundamento para sua inclusão na lista. Em nota, a empresa disse que "não é uma companhia militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre setores civil e militar" e que adotará as medidas legais disponíveis para contestar a classificação. A WuXi AppTec também contestou a decisão e disse que sua inclusão na lista é equivocada. A empresa afirmou que tomará medidas imediatas para reverter a designação. Já a Baidu rejeitou "categoricamente" sua inclusão. Em declaração à Reuters, a companhia disse que a alegação de que seria uma empresa militar é "totalmente infundada" e disse que utilizará todos os recursos disponíveis para ser retirada da relação. A decisão atualiza uma lista do início de 2025 e é anunciada menos de um mês após o presidente americano Donald Trump se encontrar com seu correspondente chinês Xi Jinping em Pequim. O encontro teve troca de elogios, mas terminou com impasses em temas sensíveis como Taiwan, considerado pela China como parte de seu território. Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

Dia de São João será feriado em ao menos 5 capitais e cidades onde santo é padroeiro O governo federal não considera o dia de São João, celebrado em 24 de junho, como feriado nacional nem ponto facultativo. Ainda assim, a data garante folga para milhares de trabalhadores em diferentes regiões do país, especialmente no Nordeste, onde as festas juninas têm forte tradição. Isso acontece porque estados e municípios podem estabelecer feriados locais por meio de legislação própria. Neste ano, o dia de São João será feriado em pelo menos cinco capitais brasileiras: Aracaju (SE) João Pessoa (PB) Maceió (AL) Recife (PE) Salvador (BA) Em João Pessoa, o período de descanso será ainda mais longo. Além do feriado de São João, a prefeitura decretou ponto facultativo nos dias 22 e 23 de junho para os servidores municipais, estendendo as comemorações na capital paraibana. A data também será feriado em cidades que se destacam pelas tradicionais festas juninas, como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), além de Niterói (RJ) e Barueri (SP), onde São João é o santo padroeiro. Em Pernambuco e Alagoas, o alcance da folga é ainda maior. Isso porque o dia 24 de junho é considerado feriado estadual, beneficiando trabalhadores de diversas cidades além das capitais. Nas localidades onde o São João é oficialmente feriado, os empregados devem ser dispensados do trabalho. Caso sejam convocados para exercer suas atividades, têm direito ao pagamento em dobro pelas horas trabalhadas ou a uma folga compensatória, conforme prevê a legislação trabalhista. O Dia de São João é comemorado em 24 de junho GETTY IMAGES Abaixo, o g1 explica outros direitos dos trabalhadores a partir das seguintes perguntas: O que é ponto facultativo? Sou obrigada a trabalhar durante o feriado ou ponto facultativo? Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? Qual é o próximo feriado de 2025? 1. O que é ponto facultativo? Em dias de ponto facultativo, funcionários públicos são dispensados do serviço sem prejuízo da remuneração. A medida é decretada em dias úteis de trabalho, geralmente entre feriados e fins de semana. No setor privado, ao contrário do que acontece nos feriados, os empregadores não têm a obrigação de dispensar os colaboradores, pagar o salário em dobro ou oferecer folgas compensatórias. Volte ao índice. 2. Sou obrigada a trabalhar durante o feriado ou ponto facultativo? A legislação trabalhista proíbe o exercício de atividades profissionais durante feriados civis e religiosos. No entanto, há exceções. A lei autoriza o trabalho em alguns setores, que são classificados como essenciais. É o caso de indústrias, comércios, transportes, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma convenção coletiva de trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. Já no ponto facultativo, o direito à folga só é concedido para funcionários públicos. Volte ao índice. 3. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta, diante da determinação do empregador para o comparecimento, poderá ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Volte ao índice. 4. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratos de trabalho temporário também podem ter pré-condições específicas. Volte ao índice. 5. Qual é o próximo feriado de 2026? Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 — e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso. O próximo feriado nacional, porém, só acontecerá daqui a três meses: o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, que neste ano cai em uma segunda-feira e pode render folga prolongada para quem não trabalha aos fins de semana. Volte ao índice. Calendário 2026 g1 Assista: Short friday: sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade em algumas empresas O que diz quem passa pelo teste da semana de 4 dias no Brasil

O lucro dos bancos brasileiros subiu e alcançou a marca histórica de R$ 255 bilhões em 2025, novo recorde. Os números são do Banco Central. O aumento ocorreu em um ano no qual a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, subiu para 15% ao ano – o maior nível em quase 20 anos, e um dos mais altos do mundo em termos reais. O juro começou a recuar somente em 2026. A taxa Selic serve de base para os bancos em seus empréstimos, que, sem contar as linhas com taxas favorecidas (crédito direcionado), têm juros bem maiores do que a taxa básica da economia. Em algumas linhas de crédito, como o cartão de crédito rotativo, mais utilizado no ano passado, e no cheque especial, os juros passam de, respectivamente, 400% e 100% ao ano. Outra característica do setor bancário brasileiro é ser altamente concentrado, com os quatro maiores bancos abocanhando quase 60% do mercado de crédito em 2024. Procurado pelo g1, o Banco Central avaliou que, em 2025, o crescimento do lucro líquido dos bancos brasileiros foi "mais moderado", e a "rentabilidade permaneceu relativamente estável". "Esse comportamento reflete, sobretudo, o aumento das despesas com provisões, que compensou parcialmente o resultado de juros, cujo crescimento desacelerou em função da menor expansão do crédito. Assim, o crescimento do lucro manteve-se alinhado ao ritmo de expansão do ativo total do sistema financeiro nacional", diz o Banco Central. Clientes podem contestar cobranças indevidas feitas por bancos Rentabilidade alta Ao mesmo tempo, o chamado retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que mede quanto lucro uma empresa tem relação ao valor investido pelos acionistas, avançou para 16,76% em 2025. É o maior patamar desde 2021, quando somou 17,55%, segundo o BC. De acordo com levantamento do Escritório do Superintendente de Instituições Financeiras (OSFI) do Canadá – uma agência federal independente responsável pela supervisão bancária –, a rentabilidade dos bancos brasileiros também está bem acima de seus pares em países desenvolvidos. O OSFI ressaltou em seu estudo que comparações internacionais de rentabilidade bancária devem ser interpretadas com cautela, pois são influenciadas por diferenças de alavancagem, modelos de negócio, estruturas de mercado e regras regulatórias de cada país. O diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse que o nível de rentabilidade do setor bancário brasileiro está alinhado com os demais países emergentes. Ele considerou dados da publicação The Banker (1000 maiores bancos do mundo, da Financial Times). "O ROE médio dos bancos brasileiros da amostra é de 16,5%, para uma média do período entre 2020-24 (5 anos), abaixo de países como México, Peru e África do Sul (além de Argentina e Turquia, que possuem níveis de inflação mais elevados e podem distorcer a comparação)", diz Rubens Sardenberg, da Febraban. Diversificação e digitalização Segundo Einar Rivero, especialista em dados financeiros e CEO da consultoria Elos Ayta, o sistema bancário encerrou 2025 em um novo patamar de lucratividade refletindo a capacidade de as instituições financeiras gerarem receitas de forma cada vez mais diversificada, combinando operações de crédito, serviços financeiros, gestão de recursos, seguros e mercado de capitais. "Embora a taxa Selic tenha sido um componente importante dessa trajetória, atribuir o desempenho exclusivamente aos juros elevados seria uma simplificação excessiva", disse Einar Rivero. "Os resultados de 2025 foram impulsionados pela combinação de spreads ainda elevados [valor que os bancos cobram acima do que pagam para captar recursos], redução gradual da inadimplência em relação aos anos anteriores, maior disciplina na concessão de crédito e avanços significativos em eficiência operacional", completou o especialista. De acordo com ele, o setor financeiro também colheu os frutos de investimentos realizados nos últimos anos em digitalização, automação de processos e aprimoramento dos modelos de gestão de risco — fatores que contribuíram para elevar a produtividade e reduzir custos estruturais. "Outro aspecto relevante é que o lucro recorde foi alcançado em um sistema financeiro mais diversificado do que no passado. O crescimento da participação de modelos de negócios voltados para gestão de patrimônio, mercado de capitais e clientes de alta renda tornou os resultados menos dependentes do ciclo tradicional de crédito", concluiu o analista. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região observou que: Desde 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setor bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente 25 mil eram ocupados por mulheres; O número de agências bancárias caiu 37% em dez anos no Brasil, indo para pouco mais de 14 mil, em meio ao avanço da tecnologia para realizar transações e à decisão dos bancos de cortar custos; Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese. Juros altos não ajudam bancos, diz Febraban Placa da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo, principal centro financeiro do país David Irikura/TV Globo Para Rubens Sardenberg, diretor da Febraban, é um "equívoco" afirmar que os bancos se beneficiam da elevada taxa Selic. De acordo com ele, taxa de juros básica alta aumenta o custo de captação das instituições. "Este ambiente tende a pressionar a inadimplência, ou seja, aumenta as perdas com as operações de crédito, faz com que as instituições financeiras sejam mais conservadoras no processo de concessão de crédito", disse Sardenberg. "Isso limita o crescimento da carteira de crédito e limita o crescimento econômico do país, o que contém não só o avanço de receitas oriundas do crédito, mas também de receitas com serviços, como em operações de mercado de capitais", completou o diretor da Febraban. Ele também cita um dado do BC, segundo o qual 80% do chamado "spread bancário" (valor cobrado além da taxa Selic nas linhas de crédito) é composto por custos como despesas com inadimplência (35,4%), administrativas (23,3%) e tributos (21%). E avaliou que a "margem financeira" (20,3%) é a menor fração do spread das operações de crédito. Diante da polêmica sobre o PIX com os Estados Unidos, o diretor observou que, de um lado, a ferramenta gera um aumento da bancarização, o que contribui para o crescimento e o fortalecimento do mercado financeiro e dos negócios. Por outro, promove uma redução de custos para os clientes dos bancos (com queda potencial das receitas com este serviço) "Difícil estimar o impacto líquido [do PIX para o sistema financeiro], que necessita de estudos mais aprofundados. Mas a nossa impressão inicial é que o resultado da implementação do PIX é positivo para os bancos", concluiu Rubens Sardenberg.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP Reprodução/TV TEM Em meio às transformações do campo e aos avanços das grandes redes comerciais, antigas vendinhas do interior de São Paulo seguem resistindo ao tempo. Os estabelecimentos preservam memórias, fortalecem laços comunitários e mantêm viva uma tradição que marcou gerações. Na Estrada 12, em Três Fronteiras (SP), próximo a Santa Fé do Sul, uma vendinha aberta há quatro décadas continua atraindo visitantes em busca de sabores e lembranças de um interior que parece ter parado no tempo. Foi ali que o agricultor Antônio Scarabeli construiu a vida com a família. Segundo ele, a movimentação era intensa quando a região era ocupada principalmente por pequenos sitiantes e cafezais. “Tinha muita gente. Nós vendíamos de tudo. Depois foi acabando o café, entrando a cana e o povo foi indo embora”, relembra. O filho, Dimar Aparecido Scarabeli, conta que o local chegou a funcionar como principal centro comercial da região. “A compra da semana, do mês, era tudo aqui. Chegamos a vender 100, 150 quilos de farinha e dezenas de fardos de açúcar por semana”, afirma. Hoje, a função mudou. A vendinha deixou de ser um grande mercado rural, mas continua sendo ponto de encontro para moradores e turistas. Entre os produtos mais procurados estão conservas, queijos e doces artesanais produzidos por Nádia Maria Freitas Scarabeli. Memória afetiva Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP Reprodução/TV TEM Para muitos frequentadores, visitar uma vendinha é também revisitar a própria história. A cliente Mariene Maia frequenta o local desde a infância, quando acompanhava familiares que moravam na zona rural. “Me faz sentir muita saudade daquele tempo que, infelizmente, não vai voltar. Mas estamos resgatando essas raízes e mantendo essa história viva”, diz Mariene. Segundo o historiador Silvio Luiz Lofego, as vendinhas assumiram um papel importante na preservação da memória rural. “Elas representam espaços de resistência. Muitas comunidades rurais desapareceram ou perderam características ao longo das últimas décadas, mas as vendas permanecem como símbolos de convivência e identidade local”, explica. Tradição que atravessa gerações Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP Reprodução/TV TEM Em Nova Canaã Paulista (SP), a cerca de 30 quilômetros dali, outra vendinha mantém viva a tradição. Localizada no Bairro do Louro, ela existe há quase 70 anos. Há 42 anos, o espaço é administrado por Paulo Francisco Araújo e pela esposa, Sônia Maria Andrade Araújo. “Aqui tinha de tudo, igual a um mercadinho. Muitas vendas fecharam, mas nós continuamos”, conta Paulo. Além das mercadorias, o local preserva um costume cada vez mais raro: a venda fiado. “Já ajudei a tratar de bastante família. Criei meus filhos aqui e melhorei minha vida trabalhando na venda”, lembra. O estabelecimento também guarda uma história de amor. Paulo e Sônia se conheceram ali há mais de meio século e seguem recebendo clientes que, com o tempo, se tornaram amigos. “A clientela virou família. Temos amigos de 50 anos aqui”, afirma Sônia. Veja a reportagem exibida no programa em 21/06/2026: Vendinhas viram atração turística na região de Rio Preto VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa TV TEM/Reprodução Um suco feito com uvas orgânicas em São Roque (SP) foi premiado como um dos melhores do Brasil. O produto conquistou a medalha de platina no concurso da Associação Brasileira de Enologia (ABE), atingindo nota entre 90 e 95 pontos em uma escala até 100. A bebida disputou o título com quase 200 amostras de todo o país. O resultado é fruto de um projeto que une o conhecimento do campo à pesquisa acadêmica. O experimento durou seis anos, com quatro safras colhidas que comprovaram a viabilidade de produzir uvas sem agrotóxicos na região. O trabalho foi desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), em parceria com o Instituto Federal e o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque (Sindusvinho). O cultivo é feito em uma área de 4 mil metros quadrados que reúne mais de 1,3 mil videiras. O espaço funciona como uma "sala de aula a céu aberto" para estudantes do curso de Enologia do Instituto Federal. No local, é aplicado o conceito agroecológico: Linhas alternadas: o mato e as plantas espontâneas são mantidos em uma fileira sim e outra não; Proteção natural: essa vegetação nativa serve de abrigo para insetos que combatem as pragas da videira, eliminando o uso de defensivos químicos; Colheita manual: os cachos são retirados um a um, avaliando critérios de cor, textura e doçura. Após a colheita, as uvas passam por um processo rigoroso de extração e envase para manter a pureza da fruta. De acordo com o presidente do Sindusvinho, Alex de Moraes, o segredo do sabor premiado está na mistura exata e equilibrada de duas variedades tradicionais de uva: a Bordô e a Isabel. Veja a reportagem exibida no programa em 21/06/2026: Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Funcionários de boteco na Vila Madalena. Marcelo Brandt/G1 A economia brasileira vive um fenômeno que desafia as previsões econômicas. A taxa básica de juros começou a cair depois de atingir o maior patamar em 20 anos, enquanto a população enfrentava níveis recordes de endividamento e inadimplência. Economistas esperavam um freio da atividade econômica já no primeiro trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) mostrou, contudo, um avanço do consumo das famílias no período: alta de 1% em relação ao trimestre anterior e de 1,7% contra o mesmo período do ano passado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo especialistas, o mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda das famílias — tanto pelo emprego quanto por políticas públicas de transferência de renda — ajudam a explicar esse cenário. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em abril foi de 5,8%, menor patamar para o período na série histórica do Instituto Brasileirao de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.732, valor 5,3% maior do que um ano antes. Agora no g1 Você está entre os mais ricos do Brasil? Veja quanto é preciso ganhar para entrar no topo da renda “As pessoas precisam permanecer inseridas no mercado de trabalho para dar conta do consumo. Isso faz com que o mercado reaja aos efeitos adversos, como a taxa de juros, com certa sustentabilidade”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE. Junto ao mercado de trabalho forte, o aumento real do salário mínimo, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o alívio de dívidas promovido pelo Desenrola 2.0 foram algumas políticas públicas que mantiveram o ganho de renda da população. “Tivemos, ao longo dos anos, uma série de transferências de renda. Esse dinheiro vai direto para o consumo imediato, como alimentação, vestuário e serviços”, afirma André Sacconato, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo especialistas, esse perfil de consumo também reflete a crescente digitalização da economia. Parte do avanço do setor de serviços está ligada a áreas como tecnologia, internet e telefonia. De acordo com Juliana Trece, coordenadora do núcleo de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), outros segmentos que impulsionam o consumo são bares, restaurantes e viagens. “O curioso é que, mesmo com juros elevados, os bens duráveis — que normalmente crescem menos nesse cenário — seguem avançando, com destaque para o aumento do consumo de automóveis importados, especialmente híbridos e elétricos. Já entre os bens não duráveis, há maior consumo de itens essenciais”, diz. Consumo em alta esbarra no avanço das dívidas Ainda que a economia envie sinais positivos, especialistas alertam para o nível de endividamento das famílias. Os dados mais recentes do Banco Central (BC) mostram que o indicador chegou a 49,8% em março, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2025. “A classe média está pressionada porque tem um consumo maior sustentado pelo crédito, que está cada vez mais caro”, afirma Sacconato, da FecomercioSP. O levantamento do BC também mostra aumento importante da inadimplência em quase todas as modalidades de crédito para pessoas físicas. Nas linhas com recursos livres — aquelas em que taxas e condições são definidas pelos bancos — o calote chegou a 7,2%. 🔎 A inadimplência é especialmente grave porque representa o percentual das operações de crédito com atraso superior a 90 dias em relação ao saldo total. O resultado mais recente mostra aumento de 1,2 ponto percentual em relação a abril de 2025 (6%). “A classe média não consegue consumir hoje como consumia anos atrás. O modelo econômico atual, baseado em transferências de renda, não é sustentável porque, no fim, aumenta o endividamento, a inadimplência e a necessidade de manter juros elevados por mais tempo”, diz Sacconato. Renda recorde e desemprego baixo: por que o brasileiro segue endividado, mesmo ganhando mais? Consumo deve seguir em alta? Mesmo com a perspectiva de juros e inflação elevados nos próximos meses, especialistas avaliam que o consumo das famílias deve continuar crescendo neste ano. Segundo Juliana Trece, a projeção do FGV Ibre é que o consumo das famílias encerre o ano com alta de 2,2%, acima do crescimento de 1,3% registrado no ano passado. “A gente sabe que o BC deve ser cada vez mais cauteloso nos cortes de juros. O mercado de trabalho aquecido ainda deve contribuir e, como se trata de um ano eleitoral, é possível que haja novos estímulos por meio de programas de transferência de renda”, afirma a economista.

A dez dias do fim do prazo estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não pagou 10% do volume mínimo de emendas previstas para o primeiro semestre. 🔎 O calendário aprovado na LDO prevê o pagamento no primeiro semestre de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde, de assistência social e de transferências especiais, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade. O governo ainda precisa repassar um terço do valor previsto para as emendas feitas por transferências especiais — as chamadas emendas PIX. 💰 Até 18 de junho, o governo federal pagou R$ 15,8 bilhões do total de R$ 17,3 bilhões previstos para essas ações. Desse total, o Executivo quitou R$ 12,3 bilhões em emendas de saúde e R$ 583,1 milhões de assistência social, o que representa o total para essas áreas. Em relação às emendas de transferências especiais, conhecidas como emndas PIX, o governo pagou R$ 2,8 bilhões, o que corresponde a 63% dos recursos obrigatórios nessa modalidade. Até o fim do mês, no entanto, o Executivo ainda precisa quitar R$ 1,6 bilhão, 37% do total. Agora no g1 Do valor pendente, R$ 109 milhões tiveram os planos de trabalhos rejeitados pelo governo, por algum vício na indicação, e R$ 530 milhões estão em processo de aprovação. 🔎 As emendas PIX foram criadas em 2019 e ficaram conhecidas assim pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores eram transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa. A modalidade chegou a ser bloqueada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em 2024. Após um acordo entre os Três Poderes em fevereiro de 2025, o Congresso aprovou um projeto de lei complementar com a exigência de um plano de trabalho para as emendas PIX. Pré-campanha eleitoral Para Eduardo Grin, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o calendário de emendas cria um desequilíbrio nas eleições de 2026. "O impacto é direto porque deputado que recebe mais emenda tem mais chance de reeleição. A gente vai consolidando, entre aspas, uma casta no Congresso, privilegiada. Isso torna a competição política desigual. Quem não tem os mesmos recursos têm menos chance de ganhar uma eleição, sobretudo postulantes novos que não têm cargos", pontuou. Ele argumenta também que o envio de verbas por parlamentares para seus redutos eleitorais, na prática, antecipa a campanha para esses políticos e que esse foi o objetivo do Congresso ao aprovar o calendário de pagamento de emendas. "O deputado faz um acordo com o prefeito para dizer 'foi o nosso deputado, a nossa deputada que trouxe recursos para a cidade'. Ou seja, eu tenho chance de ter exposição pública muito maior, eu tenho chance de ter o meu nome associado a uma conquista feita para a cidade", afirmou. "É claro que isso tem impacto nas eleições. Essa nova regra que os parlamentares aprovaram obrigando o governo a empenhar todas as emendas até junho, ela foi pensada, justamente, para ter esse efeito eleitoral", concluiu. Já para o gerente de pesquisa e advocacy da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, essa imposição das emendas ainda criou um novo problema nas contas públicas por trazer um desequilíbrio na execução, obrigando o governo a contigenciar contas como despesas com educação, para pagar as emendas. “Quando você perde essa flexibilidade da execução gerando uma dificuldade também para manter as contas equilibradas e, no final das contas, o que a gente tem visto é que com o calendário para pagamento de emendas não existe flexibilidade no pagamento e outras áreas acabam sofrendo”, disse. Além disso, France ainda aponta que por as emendas estarem aumentando cada vez mais e tomando mais espaço do orçamento do governo federal, elas têm mudado de características, deixando de ter um caráter de investimento e passando a ser custeio de atividades públicas, como o pagamento de salários. “Na Saúde, a gente vê os recursos indo cada vez mais para custeio e não para investimento. O que inverte a lógica do gasto público de emendas, porque as emendas não são necessariamente contínuas. Então, não quer dizer que ano que vem vai ter a mesma emenda que teve esse ano, o que acaba gerando esse problema de gestão pública. A gente está investindo um ano sem saber se terá recursos no ano seguinte”, concluiu. Estudo mostra baixa relevância e transparência das emendas parlamentares individuais Jornal Nacional/ Reprodução Total pago Até a última quinta-feira, o governo pagou um total R$ 18,4 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, R$ 10,9 bilhões foram para indicações feitas por deputados federais. Outros R$ 4,2 bilhões foram para senadores e R$ 3,2 bilhões foram emendas definidas pelas bancadas estaduais. Assim, o governo pagou R$ 2,6 bilhões a mais do que o definido como obrigatório para este 1º semestre de 2026. A maior parte desse montante foram para emendas destinadas ao custeio de serviços relacionados a Atenção Primária à Saúde, R$ 1,9 bilhão. O restante foi pago para outras ações públicas, como fomento à cultura, promoção do turismo e o setor agropecuário.

J10 Entrevista: antissemitismo e memória do holocausto A fundação alemã Memória, Responsabilidade e Futuro (EVZ) completa, neste mês, 25 anos desde o início do pagamento de compensações aos últimos sobreviventes obrigados a trabalhar sob o regime nazista. Mas há quem defenda que esses pagamentos deveriam ter começado muito antes, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e que também deveriam ter sido significativamente maiores. Segundo a EVZ, € 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,6 bilhões) foram pagos a 1,66 milhão de ex-trabalhadores forçados e seus sucessores legais, em cerca de cem países, entre 2001 e 2007, quando as últimas indenizações foram concluídas. Estima-se que cerca de 26 milhões de pessoas tenham sido obrigadas a trabalhar para o regime nazista entre 1933 e 1945, aproximadamente metade delas em territórios ocupados fora das fronteiras da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Estudos históricos indicam que, se todo o trabalho explorado durante a era nazista tivesse sido plenamente indenizado, o fundo original teria que somar entre 90 bilhões e 112 bilhões de euros (cerca de R$ 483 bilhões e R$ 601 bilhões). "Se você me perguntar: foi um fundo grande? Não, claro que não, considerando a injustiça", afirmou a diretora da EVZ, Andrea Despot. "Havia cerca de 26 milhões de pessoas trabalhando em fábricas, na agricultura, em igrejas, em residências particulares e em empresas. Quase não houve setor da sociedade que não tenha se beneficiado disso. Pode-se dizer que o fundo não compensou nem de longe os danos e a exploração sofridos." A EVZ foi criada em julho de 2000, tanto para indenizar trabalhadores forçados quanto para promover e financiar projetos voltados à defesa dos direitos humanos, dos valores democráticos e dos interesses dos sobreviventes do regime nazista. A organização foi constituída com um fundo de 10,1 bilhões de marcos alemães, o equivalente a cerca de € 5,16 bilhões (R$ 27,7 bilhões), sendo metade proveniente do governo federal e a outra metade de uma iniciativa que reuniu cerca de 6.500 empresas alemãs — chamada Iniciativa da Fundação da Indústria Alemã. Muitas dessas empresas, embora não todas, haviam utilizado trabalho forçado. Grupo de civis russos que foi obrigado a fazer trabalhos forçados durante o regime nazista Foto: Everett Collection/IMAGO Compensações 'simbólicas' Embora a Alemanha Ocidental tenha adotado medidas de reparação, como a Lei Federal de Indenização de 1953, destinada a pessoas perseguidas por razões políticas, raciais ou religiosas, essas iniciativas excluíram os trabalhadores forçados. Entre as décadas de 1950 e 1980, sob pressão da opinião pública, algumas grandes empresas da Alemanha Ocidental pagaram voluntariamente milhões de marcos alemães em compensações, mas esses pagamentos não alcançaram pessoas da Europa Oriental. O debate nos anos 1990 foi difícil, com muitas empresas alemãs inicialmente se recusando a contribuir para o fundo e a assumir responsabilidade pelo uso de trabalho forçado. "No fim, foi basicamente uma solução simbólica", afirma o historiador Constantin Goschler, da Universidade do Ruhr, em Bochum, que publicou, em 2012, uma coletânea ampla de estudos sobre o tema. "As pessoas que representavam os demandantes defendiam um valor de pelo menos dois dígitos [em bilhões], enquanto aqueles que pagariam queriam um montante que não ultrapassasse dois dígitos", lembra. "Assim, chegou-se a 10 bilhões de marcos alemães. Isso não refletia a dimensão dos danos, foi resultado de uma negociação psicológica". Ações coletivas, especialmente de grupos judaicos A pressão jurídica também teve papel importante, à medida que diferentes grupos de vítimas — especialmente nos Estados Unidos — passaram a recorrer com mais frequência a ações coletivas. "Não foi uma decisão puramente moral ou ética. Isso teve peso, mas não foi o único fator", diz Despot. "Depois de décadas de reivindicações dos sobreviventes, houve pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos e de organizações judaicas, que estavam preparando ações coletivas." Essas ameaças acabaram levando a Alemanha a negociar com os Estados Unidos, com o objetivo de garantir segurança jurídica no futuro. Por que a compensação demorou tanto? Segundo Goschler, há um motivo central para o fato de o Estado alemão ter levado mais de meio século para oferecer compensações aos ex-trabalhadores forçados: a Guerra Fria. "Havia um princípio: não se enviava dinheiro para o outro lado da Cortina de Ferro." Isso significava que a Alemanha Ocidental se recusava a transferir recursos aos países do Leste, especialmente à Polônia. Outro fator, de acordo com o historiador, é que os ex-trabalhadores forçados na Europa Oriental frequentemente eram tratados com suspeita e, por isso, recebiam pouco apoio em seus próprios países. "Os trabalhadores forçados — muitos deles mulheres — na antiga União Soviética eram vistos como colaboradores, por terem trabalhado para a economia de guerra nazista. Ao retornarem, eram recebidos com desconfiança, enviados a campos de triagem e levavam uma vida muito difícil", explica. Quando a Alemanha finalmente iniciou os pagamentos, muitos sobreviventes estavam menos interessados no dinheiro do que no reconhecimento histórico. "Mais importante do que o valor recebido era o certificado que confirmava que eram vítimas, e não traidores." Defesa dos direitos humanos e da democracia Ainda há muitos ex-trabalhadores forçados vivos. A organização Jewish Claims Conference estima que existam cerca de 200 mil sobreviventes judeus ao redor do mundo, além de várias centenas de milhares de europeus orientais, sinti e roma e ex-prisioneiros políticos que foram obrigados a trabalhar pelos nazistas. Números exatos para esses grupos nunca foram estabelecidos. Embora as indenizações tenham sido pagas há anos, o trabalho da EVZ continua. Hoje, a fundação atua como entidade beneficente, financiando projetos voltados à promoção dos direitos humanos, dos valores democráticos e da educação histórica e política. Segundo Despot, o principal objetivo da EVZ atualmente é preservar a memória histórica da Alemanha sobre o período nazista, em especial o sistema de trabalho forçado que beneficiou milhares de empresas alemãs. Em 2025, a EVZ foi classificada como "organização indesejável" pelo Kremlin, após manifestar apoio à Ucrânia. "Ucrânia, Belarus e Rússia foram profundamente marcadas pela ocupação alemã, que foi genocida e exploratória", afirma Despot. "Esses países sempre foram parceiros em nosso trabalho. A guerra da Rússia contra a Ucrânia também representa um ataque à identidade e à história ucranianas." Atualmente, a EVZ apoia organizações russas e belarussas que foram forçadas ao exílio por seus governos.
Como investir se não sobra dinheiro? Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário. Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria. A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Quer faturar mais na Copa? Veja estratégias para atrair clientes durante o torneio A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores. A competição também abre oportunidades para empresas e pequenos negócios aumentarem as vendas ao explorar as mudanças no comportamento dos consumidores durante os jogos. Alguns setores chegam a registrar crescimento expressivo no faturamento. É o caso de bares e restaurantes, que podem ter alta de até 76% nas vendas durante o torneio, segundo levantamento da Data-Makers. O motivo é simples: para muitos brasileiros, assistir aos jogos é uma atividade coletiva. O futebol se transforma em encontro, e o encontro gera consumo. Como faturar mais durante a Copa Para bares, restaurantes e estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar, a principal estratégia é transformar a transmissão dos jogos em uma experiência para o cliente. Entre as ações mais utilizadas estão: instalar telões e investir em som de qualidade criar combos promocionais para os dias de jogo desenvolver cardápios temáticos inspirados nas seleções organizar entregas e pedidos antes do início das partidas A ideia é atrair o consumidor antes do apito inicial e estimular o consumo ao longo de todo o jogo. Quem prefere acompanhar as partidas no sofá também ajuda a impulsionar alguns setores. Supermercados e lojas de conveniência costumam registrar aumento na procura por alimentos, petiscos e bebidas. Os chamados “kits torcida” ganham espaço e contribuem para elevar o ticket médio. A Copa também impulsiona a venda de televisores, smartphones, móveis e produtos ligados ao evento, como camisetas, bandeiras e itens de decoração. O melhor momento para vender O horário da venda pode fazer toda a diferença durante a Copa. Dados da Data-Makers indicam que o ticket médio pode crescer até 69,2% nas duas horas que antecedem as partidas. Depois do início dos jogos, porém, o consumo tende a cair, com redução que pode chegar a 61,3%. Por isso, empresas que conseguem antecipar compras e reservas costumam ter melhores resultados. Mas nem todos os segmentos são beneficiados. Lojas de rua, parte do varejo físico e estabelecimentos localizados em shoppings podem enfrentar redução no fluxo de clientes durante os jogos, já que a atenção do consumidor fica concentrada nas partidas. Para reduzir os impactos, especialistas recomendam: oferecer descontos em horários alternativos estimular compras antecipadas vender vouchers ou créditos para consumo futuro criar promoções válidas antes e depois dos jogos Redes sociais viram oportunidade Além da televisão, o celular deve ser um dos principais canais de atenção durante a Copa. Segundo a Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros utilizam redes sociais enquanto assistem às partidas. Isso transforma plataformas como Instagram, TikTok e X em ferramentas importantes para divulgar ofertas e se conectar com o público em tempo real. Publicações com comentários sobre os jogos, promoções relâmpago e conteúdos preparados com antecedência podem ajudar marcas a ganhar visibilidade e engajamento ao longo do torneio. Mas atenção ao uso de símbolos da Copa. Empresas interessadas em aproveitar o clima do evento devem ter cautela com o uso de marcas oficiais. Símbolos, logotipos e elementos protegidos pela Fifa não podem ser utilizados sem autorização. A recomendação é apostar em referências indiretas ao universo do futebol, como cores, torcida e expressões populares ligadas ao esporte.Forneça seus comentários sobre o BizChat Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Reprodução/PEGN

Alerta extremo da Defesa Civil: o que se sabe sobre as mensagens falsas enviadas a celular Um alerta sonoro classificado como extremo da Defesa Civil foi enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). As mensagens traziam a palavra "misantropia", ou variações dela, e não estavam relacionadas a nenhuma situação real de risco. Em alguns locais, o aviso mencionava um suposto "ataque alienígena". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O episódio gerou surpresa e confusão nas redes sociais, já que o termo não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de emergência. Como os alertas falsos foram enviados? Alerta da Defesa Civil enviado a moradores de Mato Grosso do Sul. Reprodução O Defesa Civil Alerta é uma plataforma usada para enviar avisos de emergência à população. O sistema utiliza uma tecnologia chamada Cell Broadcast, que permite encaminhar mensagens para celulares conectados à rede móvel em uma determinada área. Os avisos aparecem em formato de pop-up, sobrepondo-se ao conteúdo exibido na tela do aparelho. Em situações de risco, também podem emitir sinais sonoros para chamar a atenção da população. A suspeita da Defesa Civil Nacional é que a plataforma tenha sofrido uma invasão. Segundo o órgão, as mensagens foram disparadas remotamente por alguém sem autorização e podem ter sido resultado de um ataque hacker. Além do alerta sonoro, moradores do Rio de Janeiro relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum. Em um dos registros enviados ao g1, a mensagem atribuída à Defesa Civil dizia: "misantropo ADRESS RJ burros dms pprt". O texto, com erros de escrita e sem contexto, reforçou a suspeita de falha ou uso indevido do sistema. Já em Belo Horizonte, a mensagem dizia: "Proteja-se: ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOSmisantropo". O caso foi relatado por moradores de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande. Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1 O que dizem as Defesas Civis? Em nota, as Defesas Civis do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram que não emitiram as mensagens e disseram que não havia qualquer situação de risco. Ao g1, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cepedec-MS) informou que o caso está sendo investigado. A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou, ainda na madrugada de sábado, que desabilitou temporariamente a ferramenta até que as autoridades federais esclareçam a situação do programa nacional Cell Broadcast. A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar às 1h30 da madrugada de sábado após sofrer uma invasão. "A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", afirmou. (leia a nota na íntegra ao final da reportagem). Quem vai investigar? Ainda no sábado (20), a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar o disparo dos falsos alertas extremos. Segundo a corporação, o procedimento já está em curso. 🔎 Uma investigação preliminar é o conjunto de atos e diligências iniciais realizados antes ou de forma preparatória à instauração formal de um inquérito policial. O Ministério da Integração informou que acionou a Polícia Federal para investigar o episódio. Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, "tudo indica" se tratar de um ataque hacker. De acordo com ele, 10 alertas falsos foram disparados. Desses, nove foram enviados pelo sistema Cell Broadcast e um por SMS. Ainda não é possível estimar quantos celulares receberam as notificações. Como funciona o Defesa Civil Alerta? O Defesa Civil Alerta é um sistema público criado para enviar avisos emergenciais a celulares localizados em áreas de risco. Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo. A tecnologia por trás da ferramenta se chama Cell Broadcast. Diferentemente de mensagens SMS ou notificações de aplicativos, ela não envia o alerta para números cadastrados individualmente. O aviso é transmitido pelas antenas de telefonia para todos os aparelhos compatíveis conectados à rede móvel em uma determinada área. Isso permite que a Defesa Civil envie mensagens para regiões específicas, delimitadas por critérios técnicos e geográficos. Por esse motivo, o sistema não exige cadastro prévio, aplicativo instalado, pacote de dados ativo ou conexão à internet. O objetivo é alcançar rapidamente o maior número possível de pessoas em uma área sob risco. 'Alerta extremo' é o aviso mais grave As notificações enviadas neste fim de semana fizeram parte da categoria "Alerta Extremo", o nível mais grave do sistema, utilizado quando a Defesa Civil identifica ameaças com risco iminente à vida, exigindo que a população busque proteção imediatamente. Essa não é a primeira vez que a categoria é acionada. A Anatel mantém um portal que permite acompanhar os alertas mais recentes enviados pelo sistema. Entre os últimos classificados como "extremo" está um aviso emitido em 31 de maio de 2026 para moradores de Manaus (AM): "Deslizamento para Manaus. Afasta-se de encostas. Procure abrigo seguro". Dados da Anatel mostram que essa mesma classificação foi usada ao longo de 2025 em várias regiões do Brasil para alertas de alagamentos, tempestades com raios, deslizamentos de terra, queda de granizo, inundações e vendavais. Além do alerta extremo, o sistema conta com o "Alerta Severo", uma classificação de menor urgência. Nesses casos, a população tem mais tempo para adotar medidas de proteção, segundo a Defesa Civil. O que é 'misantropia'? Segundo o dicionário Michaelis, misantropia é a qualidade de quem sente aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade. A palavra também pode ser usada para descrever uma tendência ao isolamento social ou um estado de profunda tristeza e melancolia. Na prática, uma pessoa considerada misantropa é aquela que evita o convívio social ou demonstra descrença em relação às outras pessoas. Isso não significa necessariamente que ela odeie todos ao seu redor, mas pode indicar dificuldade de conexão social ou uma visão pessimista sobre a natureza humana. O que diz a Defesa Civil Nacional "A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas." LEIA TAMBÉM: 'Alerta extremo' é o aviso mais grave do sistema e já foi usado em outras situações Por que o alerta extremo da Defesa Civil chegou a alguns bairros e a outros não? ETs? Mistério? Susto com alerta extremo da Defesa Civil Nacional vira meme Após alertas falsos, Defesa Civil diz que vai trabalhar na segurança do sistema Por que alerta tocou tão alto nesta madrugada?