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g1 > Economia

Equilíbrio fiscal: onde está o desafio e o que fazer para superá-lo? - O Assunto #1793

Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir. Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. O que você precisa saber: Contas públicas têm déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho; ao incluir juros, rombo soma R$ 1,3 trilhão em doze meses; Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros; VÍDEO: Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo'; Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês; Mercado financeiro baixa projeção de crescimento da economia em 2026 para 1,95%; VÍDEO: Sem propostas econômicas nas campanhas, mercado financeiro piora previsões para o PIB; Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com IPCA-15, dívida pública e dados dos EUA; Ibovespa avança. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Ministério da Fazenda Agência Brasil
28/08/2026 03:30:15 +00:00
Guerra no Oriente Médio completa seis meses com impacto no petróleo, alimentos e mercados

Prazo de 60 dias do Memorando de Entendimento para terminar guerra entre EUA e Irã se aproxima do fim com um impasse A guerra no Oriente Médio completa seis meses nesta sexta-feira (28), com efeitos que ultrapassaram as fronteiras da região e atingiram os mercados de energia, alimentos e investimentos em todo o mundo. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Desde então, as restrições à passagem de petróleo e outros produtos pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, provocaram forte impacto nos mercados de energia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Petróleo e combustíveis mais caros A guerra afetou a produção de petróleo nos países do Golfo e reduziu fortemente o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 120 por barril em abril. O impacto também chegou aos combustíveis produzidos a partir do petróleo, como diesel e querosene de aviação. O diesel sofreu uma pressão ainda maior sobre os preços. Além da redução das exportações do Golfo, ataques ucranianos a refinarias russas diminuíram a oferta de combustíveis no mercado internacional. O combustível de aviação também foi afetado no início do conflito. Depois, o aumento da produção e das exportações das refinarias dos Estados Unidos ajudou a aliviar parte das preocupações com o abastecimento. Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda por energia tende a aumentar, novos problemas no Estreito de Ormuz ou na infraestrutura energética russa podem voltar a pressionar os combustíveis e a inflação. Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bolsas resistem ao impacto da guerra Apesar do choque no setor de energia, as bolsas globais resistiram aos efeitos da guerra e continuaram avançando. O valor das empresas que fazem parte do índice mundial de ações da MSCI, que reúne mercados de 47 países, atingiu neste mês o recorde de US$ 105 trilhões. São quase US$ 7 trilhões a mais, uma alta de 9%, desde o início da guerra. Um dos principais fatores que sustentaram as bolsas foi o forte volume de investimentos em empresas ligadas à inteligência artificial. A valorização das empresas de tecnologia ajudou a compensar parte das perdas provocadas pela guerra em outros setores e regiões, especialmente nos mercados do Golfo. Premiê de Israel chama governantes do Irã de 'selvagens': 'Um acordo não pode ser alcançado' Dólar, ouro e títulos não foram refúgios tão seguros Em momentos de crise, investidores costumam procurar ativos considerados mais seguros, como dólar, ouro e títulos do governo americano, na tentativa de proteger o patrimônio das oscilações dos mercados. Desta vez, porém, esses investimentos não tiveram um comportamento uniforme. O dólar acumula alta de cerca de 1,4% em relação a um conjunto das principais moedas do mundo desde o início da guerra. Já os títulos do governo dos Estados Unidos acumularam perda de cerca de 3,5%, considerando tanto a variação de preço quanto os rendimentos pagos aos investidores. O desempenho foi pressionado principalmente pela alta da inflação e pelas expectativas para os juros americanos. O ouro também oscilou bastante. Caiu quase 25% entre o início da guerra e julho, mas subiu mais de 15% somente neste mês, em meio às preocupações com o dólar. Guerra aumenta pressão sobre alimentos e fertilizantes Os efeitos do conflito também chegaram à produção de alimentos. A redução dos embarques pelo Estreito de Ormuz afetou o comércio internacional de fertilizantes, produtos usados nas lavouras para fornecer nutrientes às plantas e aumentar a produtividade. O problema se somou aos efeitos do El Niño e às interrupções no transporte de grãos provocadas pela guerra na Ucrânia. A combinação desses fatores aumentou a pressão sobre os preços dos alimentos. Segundo a Reuters, os preços globais da alimentação atingiram em julho o maior nível em mais de três anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O JPMorgan estima que, mesmo sem considerar os efeitos da guerra, um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,7 ponto percentual à inflação global dos alimentos no momento de maior impacto. O impacto tende a ser maior em países da Ásia, América Latina e África, onde as famílias gastam uma parcela maior da renda com alimentação. Países do Golfo são os mais atingidos Os países produtores de petróleo e gás do Golfo estão entre os mais afetados economicamente pela guerra. As exportações da Arábia Saudita caíram 10% do primeiro para o segundo trimestre. No Catar, a Oxford Economics estima que a economia encolha quase 30% neste ano, em razão dos danos ao complexo de gás de Ras Laffan. As bolsas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos caíram cerca de 14%, enquanto o mercado global de ações avançou no período. O mercado imobiliário de Dubai também sofreu forte impacto. Segundo estimativa do JPMorgan, as vendas de imóveis caíram entre 70% e 80%.
28/08/2026 03:01:26 +00:00
Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes

União Europeia exige que Meta mude o 'design viciante' do Facebook e do Instagram O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta quinta-feira (27). Nascido em São Paulo, em 1982, Saverin se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg, durante a graduação em economia na Universidade Harvard, e se tornou um dos cofundadores do Facebook, em 2004. Hoje, aos 44 anos, vive em Singapura com a esposa e o filho. O brasileiro domina inglês e português de forma fluente, e conversa em espanhol no nível intermediário. No início da rede social, Saverin ficou responsável pela área de negócios e fez o investimento inicial que permitiu o funcionamento da empresa, segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich. Foi a participação no Facebook que deu origem à sua fortuna. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua fatia na companhia. Foto de Eduardo Saverin ao lado da esposa, Elaine Andriejanssen (à direita), e de Justin Trudeau (à esquerda), educador e ex-primeiro ministro do Canadá Divulgação/Linkedin A participação de Saverin, porém, acabou sendo menor do que a dos demais fundadores. Ele e Zuckerberg romperam a parceria ainda nos primeiros anos da empresa, em meio a divergências sobre os rumos do negócio. A disputa foi parar na Justiça e inspirou parte da trama do filme A Rede Social (2010), em que o brasileiro é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Como Saverin foi 'varrido' do Facebook Enquanto Saverin cuidava da área de negócios, Zuckerberg concentrava o desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente. Com a expansão da empresa, surgiram divergências entre os dois sobre a condução do Facebook. Segundo uma reportagem publicada em 2012 pelo Business Insider, Zuckerberg pretendia transferir o registro da empresa para o estado americano de Delaware, conhecido por ter uma legislação mais favorável às empresas. Ele também demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia. Em uma mensagem enviada ao cofundador Dustin Moskovitz, Zuckerberg afirmou que Saverin havia falhado em suas principais responsabilidades: estruturar a empresa, captar recursos e desenvolver um modelo de negócios. Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma nova empresa em Delaware para assumir o controle do Facebook. Em poucos meses, a participação de Saverin foi diluída de 65% para menos de 10%. O caso acabou nos tribunais. O Facebook questionou um documento que garantiria mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin ficou com cerca de 5% da empresa. Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook, o brasileiro renunciou à cidadania americana e passou a viver oficialmente em Singapura, onde mora até hoje. Eduardo Saverin à esquerda, segurando um peixe com Johan Attby, ao seu lado (no meio da foto), sócio da Norrsken Evolve. Divulgação/Linkedin A carreira depois do Facebook Depois de deixar a gestão do Facebook, Saverin passou a investir em empresas de tecnologia em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, ex-executivo da Bain Capital e do Boston Consulting Group (BCG). Atualmente, Saverin é cofundador e copresidente da empresa, que investe em companhias de tecnologia, saúde e clima em diferentes países. Segundo a Forbes, a gestora administra mais de US$ 7 bilhões (R$ 35,77 bilhões) e mantém escritórios em cidades como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha. Sob a liderança de Saverin, a B Capital ampliou sua atuação nos últimos anos. Em 2022, levantou US$ 250 milhões (R$ 1.277,5 bilhões) para investir em startups em estágio inicial. Em 2024, captou outros US$ 750 milhões (R$ 3.832,5 bilhões) para empresas mais consolidadas. Já em 2026, anunciou um novo fundo de US$ 500 milhões (R$ 2.55 bilhões) voltado ao financiamento de novos negócios de tecnologia, ampliando sua presença no mercado de investimentos em inovação.
28/08/2026 03:00:16 +00:00
Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, mantém pelo terceiro ano consecutivo o posto de brasileiro mais rico. É o que aponta o ranking anual de bilionários da Forbes, divulgado nesta quinta-feira (27). Com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões, Saverin ficou conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, a quem conheceu ainda na faculdade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nascido em São Paulo e residente em Singapura, Saverin apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. Ele segue como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook e, atualmente, também atuante no mercado de venture capital, que investe em empresas com potencial de crescimento. ➡️Formado em economia por Harvard, Saverin conheceu Mark Zuckerberg na universidade e ajudou a criar o Facebook em 2004. Segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich, publicado em 2012, ele foi responsável pelo investimento inicial que viabilizou o começo das operações da empresa. Na segunda posição aparece Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e uma das mulheres mais ricas do país. Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela acumula R$ 130,6 milhões, segundo a Forbes — patrimônio ligado à sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020. Na terceira posição aparece Jorge Paulo Lemann, empresário e um dos principais acionistas da AB InBev e da 3G Capital. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 103,5 bilhões — patrimônio construído principalmente a partir de investimentos no mercado financeiro e em grandes empresas. LEIA TAMBÉM: Bilionário brasileiro Eduardo Saverin se junta a Jeff Bezos em consórcio que negocia compra de 30% do Liverpool, diz site Na quarta posição aparece André Esteves, fundador e principal acionista do BTG Pactual. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 66,1 bilhões — patrimônio construído a partir de sua trajetória no mercado financeiro e da expansão do banco de investimentos. Na 14ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão Entre os bilionários listados, 57,25% ampliaram suas fortunas no último ano, enquanto 30,2% registraram queda. Apenas um manteve o mesmo patrimônio. A edição também traz cinco novos integrantes, que entraram pela primeira vez para o grupo de bilionários. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. (verficar lista que chegar, até agora está assim) Eduardo Saverin (Meta / Facebook): R$ 162,9 bilhões Vicky Sarfati Safra e família: R$ 130,6 bilhões Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital / AB InBev): R$ 103,5 bilhões André Santos Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 50,3 bilhões Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco / CBMM): R$ 46,6 bilhões Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital / AB InBev): R$ 38,8 bilhões Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev / 3G Capital): R$ 35,4 bilhões Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026 Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo 1. Eduardo Saverin: R$ 162,9 bilhões Idade: 44 anos Onde mora: Singapura Empresa: Facebook Setor: Tecnologia Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna é resultado da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou com as divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme A Rede Social (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua participação. A fortuna ganhou novo impulso anos depois, com a valorização da Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou seu primeiro programa de distribuição de dividendos, contribuindo para ampliar ainda mais o patrimônio de Saverin. Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo 2. Vicky Safra: R$ 130,6 bilhões Idade: 73 anos Onde mora: Suíça Empresa: Banco Safra Setor: Finanças Nascimento: Grécia/naturalizada brasileira Vicky Safra, de 72 anos, tem origem grega. Ela tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800. Só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país. Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais. Entre os filhos, Jacob e David administram os negócios do Safra no Brasil e fora do país. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações, e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo 3. Jorge Paulo Lemann: R$ 103,5 bilhões Idade: 86 anos Onde mora: Suíça Empresa: AB Inbev/3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard. Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle. No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons. Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo REUTERS/Nacho Doce 4. André Esteves: R$ 66,1 bilhões Idade: 58 anos Onde mora: Brasil Empresa: BTG Pactual Setor: Finanças O banqueiro André Esteves começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição. Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual. Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa. O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição. Fernando Moreira Salles Crédito: Divulgação 5. Fernando Roberto Moreira Salles: R$ 50,3 bilhões Onde mora: Brasil Idade: 80 anos Empresa: Itaú Unibanco/CBMM Setor: Finanças/Mineração Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú. Pedro Moreira Salles Crédito: Divulgação 6. Pedro Moreira Salles: R$ 46,6 bilhões Idade: 65 anos Onde mora: Brasil Empresa: Itaú Setor: Finanças Pedro Moreira Salles nasceu no Rio de Janeiro e é filho de Walther Moreira Salles, banqueiro que fundou o Unibanco e também foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Formado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ele seguiu a trajetória da família no setor financeiro e se tornou uma das principais figuras do Itaú Unibanco. Sua fortuna está ligada principalmente à participação no Itaú Unibanco e aos investimentos da família na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), uma das maiores produtoras de nióbio do mundo. Moreira Salles também é copresidente da Cambuhy, empresa de investimentos criada em 2011. A trajetória no setor bancário ganhou um novo capítulo em 2008, quando o Unibanco se uniu ao Itaú, formando uma das maiores instituições financeiras da América Latina. Além dos negócios ligados ao banco, Moreira Salles atua em diferentes áreas e preside o conselho de administração da Alpargatas, companhia dona da marca Havaianas. O empresário também mantém investimentos fora do setor financeiro por meio da Cambuhy, que reúne participações em empresas de diferentes segmentos. A família Moreira Salles continua entre os principais grupos empresariais do país, com presença em negócios que vão do sistema financeiro à mineração. 7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles: R$ 38,8 bilhões Idade: 30 anos Onde mora: Nova York Empresa: AB InBev / 3G Capital Setor: Investimentos Max Van Hoegaerden Herrmann Telles é o filho mais novo do bilionário Marcel Herrmann Telles. Segundo a Forbes, ele está assumindo a participação do pai na AB InBev, a maior cervejaria do mundo, proprietária da Ambev. 8. Miguel Krigsner: R$ 35,7 bilhões Idade: 76 anos Onde mora: Brasil Empresa: O Boticário Setor: Cosméticos Nascido na Bolívia, Miguel Krigsner fundou o Grupo Boticário, que se tornou a segunda maior empresa de cosméticos do Brasil, atrás apenas da Natura. O grupo está presente em mais de 50 países, e Krigsner detém individualmente cerca de 80% do negócio. Seu cunhado, Artur Grynbaum, entrou na companhia como assistente financeiro e chegou à presidência do Grupo Boticário em 2008. Grynbaum possui aproximadamente 20% da empresa e, atualmente, atua como vice-presidente do conselho consultivo, enquanto Krigsner ocupa a presidência. Em 1990, Krigsner criou a Fundação Grupo Boticário, voltada à proteção ambiental. A entidade recebe cerca de 1% do lucro líquido anual do grupo. Hoje, os dois empresários seguem à frente do conselho consultivo da companhia. 9. Carlos Alberto Sicupira: R$ 35,4 bilhões Idade: 77 anos Onde mora: Suíça Empresa: AB Inbev/3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. 10. Ricardo Castellar de Faria: R$ 35,1 bilhõoes Idade: 76 anos Onde mora: Brasil Empresa: O Boticário Setor: Cosméticos Nascido na Bolívia, Miguel Krigsner fundou o Grupo Boticário, que se tornou a segunda maior empresa de cosméticos do Brasil, atrás apenas da Natura. O grupo está presente em mais de 50 países, e Krigsner detém individualmente cerca de 80% do negócio. Seu cunhado, Artur Grynbaum, entrou na companhia como assistente financeiro e chegou à presidência do Grupo Boticário em 2008. Grynbaum possui aproximadamente 20% da empresa e, atualmente, atua como vice-presidente do conselho consultivo, enquanto Krigsner ocupa a presidência. Em 1990, Krigsner criou a Fundação Grupo Boticário, voltada à proteção ambiental. A entidade recebe cerca de 1% do lucro líquido anual do grupo. Hoje, os dois empresários seguem à frente do conselho consultivo da companhia.
28/08/2026 02:32:46 +00:00
Mega-Sena 3050 acumula e prêmio vai a R$ 30 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.050 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 23,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 30 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 14 - 30 - 38 - 49 - 55 5 acertos: 26 apostas ganhadoras, R$ 55.536,51 4 acertos: 1.682 apostas ganhadoras, R$ 1.415,06 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3050 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
28/08/2026 00:02:26 +00:00
Meta é denunciada após fazer ação publicitária sobre Instagram em frente a escolas

Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução A Meta foi denunciada nesta quinta-feira (27) ao Ministério Público de São Paulo depois de realizar ações publicitárias em frente a escolas da capital paulista. O objetivo da campanha era promover recursos do Instagram voltados para crianças e adolescentes. A denúncia foi feita por três organizações: Instituto Alana, de proteção de crianças e adolescentes, CTRL+Z, que monitora a atuação de grandes empresas de tecnologia, e Plataforma 12, que se concentra nos direitos digitais de menores de 18 anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As entidades alegam que a campanha da Meta descumpriu o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusiva a propaganda que explora a deficiência de julgamento e experiência de crianças. A Meta afirmou que sua ação próximo a escolas não teve natureza comercial. "Essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis", afirmou a empresa, em nota. Agora no g1 Registros apresentados na denúncia apontaram que representantes da Meta instalaram estandes e realizaram dinâmicas perto de ensino fundamental e médio. O objetivo era divulgar a funcionalidade conhecida como "Contas de Adolescente". Segundo as organizações, os integrantes da campanha chegavam minutos antes do horário de saída dos alunos e distribuíram brindes sem consultar a direção das escolas ou pedir autorização dos pais ou responsáveis pelos jovens. As entidades pedem que o MP-SP analise as condutas da Meta e determine que a empresa preste esclarecimentos sobre a ação realizada nas escolas, bem como a interrupção da campanha e a aplicação de multa por violações aos direitos de crianças e adolescentes. A denúncia é protocolada um dia após a Meta fechar um acordo para pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar um processo que a acusava de incentivar a dependência de menores de idade em redes sociais. Leia a íntegra do comunicado da Meta: "Não é verdade a alegação de que a ação da Meta fora de escolas teve natureza comercial. Como parte de nosso compromisso com o ECA Digital, temos o dever de informar a sociedade sobre os recursos disponíveis em nossos aplicativos para proteger jovens no ambiente online. E essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis. Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram." Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução
27/08/2026 23:01:00 +00:00
Jatinho sai da pista e cancela voos no Santos Dumont: saiba os direitos dos passageiros

Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Um avião de pequeno porte saiu da pista na tarde desta quinta-feira (27) no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Até as 20h58, 15 chegadas foram alteradas para o Galeão e 66 partidas foram canceladas. Entre os afetados estão voos da ponte aérea. Quando um voo é cancelado ou atrasado, por qualquer motivo, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência aos passageiros. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Dependendo do caso, o cliente pode pedir reembolso ou ter direito a hospedagem, alimentação e acesso à internet, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O especialista em Direito Aeronáutico Felipe Bonsenso lembra que a lei exige apoio imediato, mesmo quando o atraso ou cancelamento não é culpa direta da empresa. "Todos os passageiros devem procurar imediatamente as companhias aéreas e também podem recorrer à Justiça em busca de indenizações, em caso de perdas de eventos ou reuniões, por exemplo", diz. Avião de pequeno porte sai da pista e Santos Dumont interrompe operações Reprodução/Youtube Aviation TV 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lugar no voo é garantido? Veja o que as companhias aéreas podem fazer (ou não) O que a empresa deve fazer em caso de atraso ou cancelamento? Segundo a resolução 400 da Anac, a companhia deve avisar o passageiro assim que souber do atraso ou cancelamento. Além disso, ela precisa adotar outras medidas: manter o passageiro informado, a cada 30 minutos, sobre a previsão de partida; oferecer assistência gratuita de acordo com o tempo de espera; garantir reacomodação, reembolso integral ou transporte alternativo, quando o atraso for maior que 4 horas ou em caso de cancelamento. A opção deve ser escolhida pelo passageiro. Em caso de atraso, a assistência varia conforme o tempo de espera: a partir de 1 hora: comunicação (internet, telefone ou outros meios); a partir de 2 horas: alimentação (voucher ou refeição); a partir de 4 horas: hospedagem (em caso de pernoite no aeroporto) e transporte. Se o voo for na cidade de residência do passageiro, a empresa pode oferecer apenas o transporte até a casa e de volta ao aeroporto. Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae) e seus acompanhantes têm direito a hospedagem em qualquer situação. Leia também: Companhia pode colocar passageiro em quarto com estranhos? Entenda as regras Veja as possíveis consequências para passageiros que brigam em voos Saguão do Santos Dumont fica cheio após interrupção de voos no aeroporto Isa Leite/GloboNews O que fazer se a empresa não cumprir? Se a companhia aérea não oferecer as assistências, isso é considerado um descumprimento do contrato de transporte aéreo, segundo a Anac. O passageiro deve primeiro procurar os canais de atendimento da empresa. Se não resolver, pode registrar reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, usada pelo governo federal. As queixas registradas nesse canal ajudam a Anac a identificar falhas e reforçar a fiscalização. E a indenização, como funciona? Caso o passageiro tenha prejuízos maiores, como a perda de uma entrevista de emprego ou de um casamento, pode pedir indenização além do reembolso. Para isso, deve acionar o Procon. Se ainda assim ele se sentir insatisfeito, o caminho pode ser a Justiça, que seria o último recurso. Além da resolução 400 da Anac, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também garante indenização por danos patrimoniais ou morais. Especialistas dizem que ele pode ser utilizado pelos passageiros que se sentirem prejudicados. “No caso de cancelamento de voo, o artigo 14 do CDC estabelece que o prestador de serviço responde pelos danos que causa ao consumidor”, diz o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro e do consumidor.
27/08/2026 21:07:20 +00:00
Meta só pagará o valor integral de multa se YouTube e TikTok também fecharem acordo nos EUA; entenda

Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, fechou um acordo para pagar US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar o processo que a acusa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais. O valor, no entanto, só será pago integralmente se o TikTok e o YouTube também fecharem acordos. Segundo a Meta, o dinheiro deve ser usado para financiar atividades de segurança online para jovens e "outras prioridades estaduais". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pagamento será dividido em duas partes. A primeira, equivalente a 70% do valor (cerca de US$ 12,7 bilhões ou R$ 65,6 bilhões), será feita em parcelas ao longo de 10 anos. Os 30% restantes (cerca de US$5,3 bilhões ou R$ 27,4 bilhões) só serão liberados se duas condições forem cumpridas: implementação de restrições para adolescentes no YouTube e TikTok, sendo elas o limite diário de uma hora de uso, modo noturno e medidas de verificação de idade; YouTube e TikTok pagarem, cada um, um valor equivalente à parcela de 30%. A Meta exige que metade dos recursos restantes esteja vinculada ao pagamento do YouTube e a outra metade ao do TikTok. Além do pagamento, a Meta também concordou em adotar novas regras para usuários menores de 18 anos que usam Facebook e Instagram nos Estados Unidos. As medidas deverão ser mantidas por 10 anos. Veja abaixo quais são. Limite de tempo: adolescentes só poderão passar duas horas por dia no Facebook e no Instagram (o tempo de uso nas duas plataformas será somado). O limite só poderá ser desativado com autorização dos pais. Modo noturno: os aplicativos serão bloqueados entre meia-noite e 6 horas da manhã. Modo escolar: as notificações serão silenciadas por padrão entre 8 horas da manhã e 15 horas da tarde. Lembretes regulares: adolescentes receberão avisos a cada 15 minutos de uso contínuo do Facebook e do Instagram. Também haverá lembretes aos 60 e 90 minutos de uso. Controle do feed algorítmico: os usuários poderão optar por um feed sem personalização baseada no sistema de recomendações da Meta. Controle de reprodução automática: a função poderá ser desativada. Curtidas ocultas: adolescentes não verão, por padrão, o número de curtidas e reações nas publicações. Desativação de filtros de cirurgia plástica e maquiagem extrema. Verificação de idade: a Meta implementará medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas. Restrições de conteúdo adequado à idade: a empresa usará feedback e classificações de filmes para garantir que o conteúdo seja apropriado para cada faixa etária e impedirá que adolescentes sigam ou interajam com contas inadequadas. Contato indesejado de estranhos: as contas serão definidas como privadas por padrão. Denúncias e proteção contínua contra conteúdo prejudicial: : a Meta oferecerá mecanismos simples para denunciar conteúdos inadequados para adolescentes. Fortalecimento dos controles parentais: a plataforma incentivará os pais a configurar ferramentas de supervisão. Fim dos processos O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters. O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades. O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos. Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão. Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas. Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters. Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental. Leia também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT
27/08/2026 20:06:16 +00:00
Do Habib's às Casas Bahia, por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega que razão para a alta de recuperações judiciais seja somente as taxas de juros EPA-Shutterstock Habib's, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Grupo Toki (Tok&Stok e Mobly), Grupo CVLB (Casa & Vídeo e Le Biscuit), St. Marché. A lista de grandes empresas no Brasil que entraram com pedido de recuperação judicial ou extrajudicial só este ano é grande e deve aumentar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de 2026 — desse total, 21% são do varejo, 19,6% são da indústria de transformação e 17,5% são do agronegócio, os setores mais atingidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na recuperação judicial, pela qual passa a Americanas desde 2023, por exemplo, todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça; na recuperação extrajudicial, a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário. Ambas são alternativas para a empresa não entrar em falência, quando a Justiça constata que a companhia não consegue mais pagar suas dívidas e deve encerrar suas atividades, como aconteceu com a Oi na última terça-feira (25/8). Agora no g1 O papel do juros e de outros fatores O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o varejo é pressionado pela alta taxa de juros, uma vez que depende do crédito tanto para comprar dos fornecedores quanto para revender aos consumidores, mas negou uma crise generalizada. "Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", disse em entrevista à Globonews no último dia 21. Segundo ele, por se tratar de um período eleitoral, a oposição quer tratar o assunto como uma crise que atinge toda a economia. De acordo com especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, a atual onda de pedidos de recuperação empresarial, que atinge mais fortemente o setor de varejo, está calcada em três fatores principais: A alta prolongada da taxa básica de juros, hoje em 14% ao ano, que aumenta de maneira exponencial o passivo das empresas e diminui a oferta de crédito ao consumidor; Erros na gestão das empresas, que cortaram milhares de posições gerenciais na última década, a fim de reduzir custos e ganhar agilidade, mas concentraram poder nas mãos de poucos, o que torna decisões equivocadas fatais para os negócios; As mudanças no mundo do trabalho: menos gente deseja seguir carreira em uma companhia, diante de baixos salários e perspectivas, enquanto as empresas valorizam cada vez menos as "pratas da casa" e sofrem com apagões de mão de obra. "A causa deste fenômeno de recuperações judiciais e extrajudiciais tem uma composição híbrida e parece longe do fim", diz Fabian Salum, professor titular e pesquisador líder de estratégias competitivas da FDC, a Fundação Dom Cabral. "De um lado, estão fatores externos à companhia, como a dificuldade de acesso ao capital, os bancos restringindo cada vez mais as linhas de financiamento e de capital de giro, a alavancagem [peso dos empréstimos] que subiu muito no pós-pandemia, quando a Selic passou de 2% para 15%." Crise nas empresas tem sido usada por adversários de Lula para criticar a condução econômica do governo às vésperas das eleições, mas especialistas dizem que motivos são variados e não se limitam ao que acontece em Brasília EPA-Shutterstock Os erros de gestão, como expansão e cortes mal calculados Além disso, é preciso levar em conta o alto endividamento dos consumidores, com 39% da população inadimplente. "O recuo no consumo faz com que as empresas não alcancem metas. Com isso, elas reduzem investimentos, incluindo qualificação de pessoal", diz Salum, doutor em administração de empresas e conselheiro de companhias de médio e grande porte. "Diante da dificuldade de sustentar o ciclo financeiro da companhia, o que ela precisa? De gente com mais habilidade, competência e conhecimento no corpo gerencial para encontrar soluções. Mas a média gerência compõe justamente o segmento mais afetado." Esses profissionais são responsáveis por fazer a ponte entre o nível tático, a base da companhia (supervisores, coordenadores, analistas, operadores) e o estratégico, da diretoria. No entanto, deixam de ser treinados e se tornam dispensáveis ou, diante da falta de um plano de carreira, saem da empresa para se tornarem consultores, diz. Segundo Salum, o movimento de pressão sobre a média gerência é diferente do "downsizing" dos anos 90, quando diversos níveis hierárquicos foram cortados. "O que se vê hoje é um acúmulo de tarefas para quem fica no topo da hierarquia: um vice-presidente ou diretor de recursos humanos, por exemplo, também responde por ESG, inovação, segurança e medicina do trabalho; ou então é diretor administrativo, financeiro, de marketing e tecnologia. "Algumas dessas áreas podem até ser sinérgicas, mas requerem uma atenção especial, especialmente no momento em que as companhias precisam tomar decisões cada vez mais rápidas. É preciso gerente para liderar, não para supervisionar." Durante a pandemia de coronavírus, por exemplo, a maioria das empresas aumentou o investimento em tecnologia e criou ou expandiu as operações de comércio eletrônico. Os especialistas concordam que era uma medida necessária, mas foi tomada de forma afoita e sem levar em conta que a Selic poderia subir. "As empresas em dificuldade hoje ainda se ressentem de decisões tomadas entre 2020 e 2021, um período de muita incerteza", diz Isabella Vasconcellos, professora do curso de administração da ESPM, a Escola Superior de Propaganda e Marketing. Houve gente que investiu demais ou que cortou muito também. Entre 2020 e 2025, o Brasil eliminou 322 mil vagas de gerência e diretoria, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), acrescenta Vasconcellos. O saldo de contratações para esses cargos ficou negativo em 112 mil postos. Nos casos de recuperações empresariais, os cortes e ajustes devem ser muito bem pensados para não desmontar a capacidade da companhia de se reerguer. "É preciso tomar cuidado para não perder gente qualificada", afirma André Pimentel, sócio da consultoria Performa Partners. O varejo é uma área que demanda muito do profissional e é mais difícil encontrar gestores bem preparados neste meio, diz. "Os melhores executivos partem para outros setores, porque não querem trabalhar sete dias por semana". Decisões envolvendo a expansão dos negócios são sempre muito críticas em momentos de instabilidade como os dos últimos anos, que envolvem não só fatores macroeconômicos, como geopolíticos. "As empresas buscam um ritmo de crescimento incompatível com a sua geração de caixa, perseguem uma realidade que não existe. E na ânsia de apresentar resultados para acionistas e investidores, vão buscar capital a um custo muito alto", diz ele. "Não só os CEOS têm se aventurado em planos de crescimento exagerado, como os próprios conselhos de administração vêm sendo pouco cuidadosos na hora de aprovar os planos". Na Casas Bahia, por exemplo, diz, eram mais de 1.000 lojas espalhadas pelo Brasil. Com a recuperação judicial, foram fechadas 298 e demitidos 1.900 funcionários - mas a Justiça determinou a reintegração provisória das equipes."Talvez a empresa até precisasse fechar mais lojas", afirma Pimentel. "Muitos desses pontos já deviam ter sido encerrados ou, em última análise, nem deveriam ter sido abertos, porque não se sustentam. Mas o que temos visto são menos varejistas preocupadas com a rentabilidade do negócio e mais em demonstrar desempenho, se aventurando em um crescimento acelerado". Isso porque existe um conflito de interesses por parte dos próprios executivos, que recebem bônus por atingirem metas de expansão. A maioria das empresas, no entanto, deveria reduzir de tamanho para retomar a rentabilidade, diz Pimentel. "Existe também a pressão dos investidores, que temem ver o valor das suas ações depreciado caso haja um movimento de enxugamento das lojas". Mas com o avanço do comércio eletrônico e das novas tecnologias, diz, é isso que a maioria deveria fazer. Para a psicóloga Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional e sócia da consultoria BTA Associados, a tecnologia tem gerado mais incertezas do que soluções no mundo corporativo e feito com que muitos gestores promovam cortes mal calculados. "É mais fácil para as empresas cortar pessoal se os resultados não vêm, do que projetar a expansão de modo racional", afirma. "Eliminar de 10% a 20% da mão de obra, como vimos nas crises recentes, é um erro gigante, sobrecarrega quem fica e compromete a qualidade." Vasconcellos diz que o corte de pessoal qualificado compromete o futuro das empresas, em um momento extremamente delicado para os negócios. "A estrutura de capital das companhias vai continuar comprometida, com a previsão de juros em dois dígitos pelo menos até o final de 2028. Mesmo quando as empresas vendem mais e aumentam a receita, a despesa financeira [custos da dívida] cresce e consome o caixa. E se as vendas desaceleram, como estamos vendo agora, a situação se agrava", afirma a doutora em negócios, que não enxerga uma solução no curto prazo. Felipe Tanus, diretor de crédito da Allianz Trade Brasil, diz que qualquer taxa de juros acima de dois dígitos eleva o risco de insolvência das empresas. Mas a má gestão é igualmente preocupante. "Assistimos a casos de fraude, como a da Americanas, ou de uma expansão mal calculada, como a da Raízen, o que chama a atenção para a necessidade de boa governança", diz o executivo, que concede seguro de crédito a empresas. Lojas Americanas está em recuperação judicial desde 2023. Reuters via BBC Neste modelo de negócio, o fornecedor de uma varejista em recuperação judicial, por exemplo, cliente da Allianz Trade Brasil, recebe entre 90% e 95% do total em até 30 dias após o deferimento do pedido pela Justiça. Embora as vendas da companhia tenham crescido 6% no primeiro semestre deste ano, o aumento dos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial causam reflexos para todo o mercado: o limite de crédito cai e fica mais caro, diz. Armando Castelar, pesquisador associado do FGV IBRE, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, reforça que a conjuntura econômica afeta não só as empresas, mas as famílias. "Vemos trabalhadores cujo salário está sendo engolido por empréstimos consignados", diz Castelar, doutor em economia. Segundo ele, é um cenário que pode levar a mais pedidos de recuperação judicial, o que aumenta a pressão sobre o Banco Central para reduzir a taxa de juros.
27/08/2026 19:32:15 +00:00
Contas do governo registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho

As contas do governo federal registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27). O acumulado do ano é de déficit. (Veja mais detalhes) 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️ Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi registrado déficit de R$ 59,1 bilhões, em valores nominais. ➡️ Esse também foi melhor resultado para meses de julho desde 2022. Receitas e despesas Segundo o governo, as despesas totais em julho, no montante de R$ 215,5 bilhões, tiveram uma diminuição real de R$ 56,4 bilhões em relação ao mesmo mês do ano passado, em que foi registrado R$ 271,8 bilhões, puxados por: Sentenças judiciais e precatórios (custeio e capital), redução de R$ 37,1 bilhões; Créditos extraordinários, aumento de R$ 4,2 bilhões; Benefícios previdenciários, redução de R$ 18,1 bilhões; Pessoal e encargos sociais, redução de R$ 4,2 bilhões. Já as receitas líquidas registraram alta real de 7,7% em julho deste ano, para R$ 226,3 bilhões. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 81,3 bilhões, com alta real de 12,4%. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 70,3 bilhões. 📈 Nos sete primeiros meses de 2026, houve um aumento real na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,5 trilhão, sem correção. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,5 trilhão entre janeiro e julho deste ano, com uma alta real de 10,9% no período, em valores nominais. Ministério da Fazenda Agência Brasil
27/08/2026 19:15:34 +00:00
Justiça do DF suspende imposto de exportação de 12% sobre petróleo; arrecadação já chega a R$ 7,9 bilhões

A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, provisoriamente, nesta quinta-feira (27) a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. 🔎Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, utilizadas na produção de combustíveis e derivados de petróleo. A decisão de suspensão é do juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, e atende a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar determina que a Receita Federal se abstenha de exigir o imposto das empresas representadas pela associação. Agora no g1 A cobrança havia sido estabelecida pela Resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) nº 938/2026, publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias. 🔎O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo e decisório da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o órgão responsável por formular, implementar e monitorar a política de comércio exterior e a política tarifária brasileira. A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões de acordo com a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução renovou uma cobrança criada pela Medida Provisória 1.340/2026, que perdeu eficácia no mesmo dia por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional. Para ele, a manutenção da alíquota por meio de uma resolução do Gecex pode representar uma tentativa de contornar o processo legislativo. "Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo", disse. O juiz também apontou questionamentos sobre a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto pode não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo. A decisão, no entanto, é liminar e ainda haverá julgamento definitivo do processo. Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea
27/08/2026 18:58:37 +00:00
Gestão Trump negocia com governo interino da Venezuela para assumir parte das reservas de petróleo do país, diz site

Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters A gestão Trump está conversando com o governo interino da Venezuela para assumir uma participação acionária nas enormes reservas de petróleo do país, segundo o site americano Axios. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O site diz ter ouvido dois altos funcionários da Casa Branca. A Venezuela possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Agora no g1 Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
27/08/2026 17:13:41 +00:00
Brasil assina acordo para ampliar comércio com a Índia enquanto aguarda retomada de negociação para reduzir tarifaço dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação da Indústria Indiana assinaram nesta quinta-feira (27) um memorando de entendimento para aproximar os setores produtivos do Brasil e da Índia. A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal de intensificar a diversificação de parceiros comerciais para diminuir os impactos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Paralelamente à abertura de novos mercados, o governo prepara a retomada do diálogo com a gestão de Donald Trump. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reunirá virtualmente na próxima segunda-feira (31) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro contará também com a participação do chanceler Mauro Vieira. A reabertura das conversas ocorre após um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano. Segundo Márcio Elias Rosa, a ligação foi decisiva para destravar a mesa de negociação sem que o Brasil precisasse fazer concessões prévias unilaterais. Estrutura de cooperação Brasil e EUA retomam negociações sobre 'tarifaço' na próxima segunda-feira O Memorando de Entendimento firmado nesta quinta-feira (27) entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas estabelece uma estrutura de cooperação para ampliar as relações comerciais e de investimentos entre Brasil e Índia. O acordo prevê o intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, o compartilhamento de boas práticas, a promoção de feiras e o incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs). O memorando não tem caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações para as partes. A proposta é aproximar empresas brasileiras e indianas e facilitar novos negócios. O documento também prevê uma base institucional para o desenvolvimento de projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios entre os dois países. “O governo do presidente Lula definiu claramente como uma diretriz obrigatória a diversificação de mercado. O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disso. A necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa. De acordo com o ministro, a diretriz estabelecida pelo Palácio do Planalto é ampliar as rotas de exportação nacional. Nos últimos anos, segundo ele, a relação comercial com a Índia registrou alta de 82%. Entre os pontos destacados no diálogo bilateral com o país asiático, está a expansão do atual acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia — hoje restrito a 450 linhas de produtos Segundo Márcio Elias Rosa, há interesse dos dois países em setores como a indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos. O Brasil também busca parcerias para exploração de minerais críticos, que devem levar em consideração o desenvolvimento de tecnologia nacional. "O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro", ressaltou Rosa. Diálogo com os EUA Para a reunião virtual da próxima segunda-feira com autoridades norte-americanas, o Márcio Elias Rosa disse que podem ser abordadas listas de exceções tarifárias. A possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade também estará na pauta de discussão, segundo o ministro. O ministro enfatizou que o país manterá a postura de defesa dos interesses locais, mantendo o apoio a empresas afetadas por meio de medidas emergenciais, como o programa Brasil Soberano. "Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional", pontuou Márcio Elias Rosa. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC
27/08/2026 16:48:40 +00:00
OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (27) o lançamento de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. A decisão ocorre após o país se tornar o terceiro maior mercado do ChatGPT no mundo. Segundo a empresa, o número de usuários brasileiros do chatbot quase dobrou no último ano. A OpenAI não informou quantas pessoas usam a ferramenta no país, mas afirmou que os brasileiros enviam 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Esse é um compromisso de longo prazo: trabalhar lado a lado com o ecossistema brasileiro para garantir que a IA gere valor econômico e social significativo em todo o país. Estou muito entusiasmado com o que podemos construir juntos no Brasil", escreveu Sam Altman, CEO da OpenAI, em nota. Brasil é um dos queridinhos da big tech Em número de desenvolvedores que usam a API da OpenAI, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo. O país também é o maior mercado do Codex na América Latina. Desde o início de 2026, o número de usuários semanais do Codex no Brasil cresceu mais de 11 vezes, enquanto as interações diárias aumentaram quase 30 vezes. Além disso, o país também lidera mundialmente na taxa de uso de imagens no ChatGPT, de acordo com a companhia. O país ainda está entre os cinco maiores mercados para os recursos de voz e ditado. Segundo a OpenAI, o número de usuários semanais de voz no Brasil dobrou no último ano. Como parte da expansão, a empresa anunciou uma parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para oferecer contas a estudantes e créditos para o uso de recursos de suas ferramentas de programação. Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar A OpenAI também informou que está desenvolvendo, em parceria com a startup brasileira Enter, um programa voltado a advogados. A iniciativa prevê treinamentos que utilizarão o ChatGPT. Além disso, a empresa assinou um memorando de entendimento com a Prodam, empresa de processamento de dados da cidade de São Paulo, para disponibilizar ferramentas de inteligência artificial. *Com informações da Reuters
27/08/2026 15:27:32 +00:00
Honda Prelude volta ao Brasil após 25 anos por R$ 380 mil; Senna já foi garoto-propaganda do esportivo

Honda lança Prelude no Brasil Divulgação / Honda O Honda Prelude foi apresentado nesta quinta-feira (27) no Festival Interlagos 2026. As vendas começam hoje, por R$ 380 mil. O cupê volta ao mercado brasileiro após 25 anos. Na década de 1990, o modelo teve Ayrton Senna como garoto-propaganda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A sexta geração do Prelude tem um sistema híbrido que combina dois motores elétricos com um motor 2.0 a gasolina. O propulsor a combustão utiliza ciclo Atkinson e injeção direta, tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de combustível. O conjunto entrega 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque. O modelo também utiliza componentes do chassi do esportivo Civic Type R. Entre eles estão a suspensão independente nas quatro rodas, com sistema multilink na traseira e duplo eixo na dianteira, além de amortecedores adaptativos, que ajustam seu funcionamento de acordo com as condições de condução. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Equipamentos O Prelude será vendido em versão única. Entre os equipamentos estão rodas de 19 polegadas com pneus 235/40 R19, pedaleiras esportivas, painel digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 9 polegadas com Google Assistente, Apple CarPlay e Android Auto. O modelo também traz carregador de celular por indução, sistema de som Bose com oito alto-falantes, alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro. A carroceria tem configuração cupê 2+2, com dois bancos dianteiros e dois lugares atrás. O banco traseiro é rebatível. Na frente, os bancos são esportivos, revestidos de couro claro e têm apoios de cabeça integrados e ajustes de posição. Na prática, os bancos traseiros são mais adequados para trajetos curtíssimos e não oferecem conforto para quem tem mais de 1,80 m. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos Divulgação / Honda Segurança O Prelude vem equipado com o Honda SENSING, pacote de tecnologias que auxiliam o motorista durante a condução. Entre os recursos estão: Frenagem automática para reduzir o risco ou a gravidade de colisões; Correção de saída involuntária da pista; Assistentes de permanência e centralização em faixa; Ajuste automático dos faróis; Controle de cruzeiro adaptativo, que ajusta a velocidade para manter distância do veículo à frente. O carro também tem discos de freio dianteiros de 350 mm e pinças de quatro pistões Brembo. As pinças são pintadas de azul em referência ao sistema híbrido. Produzido no Japão, o Prelude tem carroceria baixa e larga. O desenho inclui teto com duas elevações, para-lamas alargados e elementos aerodinâmicos na dianteira e na tampa do porta-malas. O modelo será oferecido no Brasil nas cores Crystal Black Pearl, Rallye Red e Moonlit White Pearl. Cabine do novo Honda Prelude Divulgação / Honda A garantia do veículo é de seis anos, sem limite de quilometragem. Para a bateria e os motores do sistema elétrico, a cobertura é de oito anos ou 160 mil quilômetros. A pré-venda começa em 27 de agosto e segue até o fim de setembro. Os 50 compradores terão benefícios como capa de proteção, porcas antifurto, tapetes, condições especiais de pagamento e seguro, miniatura do Prelude, proteção para a pintura e experiências de direção promovidas pela Honda. Propaganda do Honda Prelude no Japão em 1991 com Ayrton Senna reprodução/redes sociais Prelude em Interlagos Uma das principais novidades é o sistema S+ Shift. Acionado por um botão no console central, ele simula o funcionamento de um câmbio com trocas de marcha, embora o sistema híbrido não faça essas trocas da maneira convencional. Para criar o efeito, o carro controla eletronicamente o funcionamento dos motores elétrico e a combustão. O sistema também simula reduções de marcha e até o efeito do punta-tacco, técnica usada em carros esportivos para ajustar a rotação do motor durante uma redução. O S+ Shift funciona com os quatro modos de condução: Comfort, GT, Sport e Individual. Os modos alteram características como a resposta do motor, o peso da direção, a rigidez dos amortecedores, o som reproduzido na cabine, as informações do painel e o funcionamento do controle de cruzeiro adaptativo. Galerias Relacionadas O g1 testou o Honda Prelude no Autódromo de Interlagos, palco de algumas das principais conquistas de Ayrton Senna, que também foi garoto-propaganda do modelo. O primeiro ponto é que o Prelude não tem a mesma proposta do Civic Type R. Com câmbio manual e foco maior no desempenho, o Type R foi desenvolvido para buscar tempos rápidos em autódromos. O Prelude tenta combinar esportividade com conforto para o uso cotidiano. Nos primeiros quilômetros, com o modo Comfort selecionado, o Prelude mostrou uma condução confortável para duas pessoas. O sistema híbrido também tem como proposta reduzir o consumo de combustível. Honda lança no Brasil o novo Prelude Divulgação / Honda O conjunto formado pelo motor 2.0 a combustão e pelo sistema híbrido é o mesmo utilizado no Honda Civic. O g1 já testou o modelo no Brasil e também mostrou por que ele desapareceu das lojas e das ruas. Por dentro, a cabine segue o padrão de outros modelos da Honda. O quadro de instrumentos apresenta as informações de forma clara, com visual predominantemente em preto e branco. O couro claro com costuras azuis é um dos elementos que mais chamam atenção. No modo Sport, o comportamento fica mais esportivo. O som do motor a combustão é reforçado artificialmente pelo sistema de áudio Bose, criando na cabine a sensação de um escapamento mais ruidoso. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos A suspensão e a direção também funcionaram bem no circuito. Os componentes derivados do Civic Type R ajudam o Prelude a entrar e sair das curvas com facilidade e a manter a carroceria bem apoiada no asfalto. Durante o teste, o conjunto de suspensão e chassi passou a impressão de que poderia lidar com mais potência sem comprometer o equilíbrio nas curvas. Com a função S+ Shift, a experiência muda. O sistema cria artificialmente a sensação de trocas e reduções de marcha, mesmo em um conjunto híbrido no qual o motor elétrico tem papel central na movimentação do carro. O efeito lembra o funcionamento de um câmbio esportivo nas acelerações e retomadas. Na pista, a simulação é convincente. As mudanças no som e na resposta do carro dão a sensação de que um câmbio está realizando trocas de marcha, embora o funcionamento real do sistema seja diferente. A conclusão é que o Prelude pode encontrar seu público no Brasil. E a Honda poderá ampliar a oferta dependendo da procura pelo modelo. Entre os potenciais compradores estão consumidores atraídos pelo visual e pela história do Prelude, especialmente aqueles que acompanharam o modelo nas décadas de 1980 e 1990. Cerca de 25 anos depois, esse público volta a ter a opção de comprar um Prelude no Brasil, agora com uma proposta que combina esportividade e conforto para o uso cotidiano. Honda Prelude Preço: R$ 380 mil; Comprimento: 4,52 m; Largura: 1,88 m; Altura: 1,35 m; Entre-eixos: 2,60 m; Porta-malas: 264 litros; Peso: 1.469 kg; Rodas: 19 polegadas; Pneus: 235/40 R19; Suspensão dianteira: independente McPherson; Suspensão traseira: independente multilink; Freios dianteiros: discos ventilados; Freios traseiros: discos; Direção: elétrica; Tipo de híbrido: convencional, sem recarga externa; Motor a combustão: 2.0 DI DOHC 16V; Combustível: gasolina; Potência do motor a combustão: 143 cv a 6.000 rpm; Torque do motor a combustão: 19,1 kgfm a 4.500 rpm; Potência do motor elétrico: 184 cv; Torque do motor elétrico: 32,1 kgfm; Potência combinada: 203 cv; Transmissão: e-CVT; Tração: dianteira; Consumo urbano: 17,9 km/l; Consumo rodoviário: 15,7 km/l; Tanque de combustível: 40 litros.
27/08/2026 14:32:40 +00:00
Vitória lidera ranking de cidades mais competitivas do país pela primeira vez; veja municípios do top 10

Cidade de Vitória, capital do Espírito Santo Felipe Mota A cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, assumiu pela primeira vez o topo do Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP) divulgado nesta quinta-feira (27). A seleção avaliou 423 municípios com mais de 80 mil habitantes e mostrou quais cidades estão mais preparadas para oferecer boas condições de vida, serviços públicos eficientes e um ambiente favorável para moradores e empresas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em 2026, Vitória desbancou a sequência de três anos de Florianópolis, Santa Catarina, no primeiro lugar. A capixaba também alcançou o topo da seleção entre as capitais. No ano anterior, em 2025, a cidade ultrapassou São Paulo e se tornou a 2ª cidade mais competitiva do Brasil. Já no ano anterior, a capixaba ocupava a terceira posição do ranking. Outras cidades capixabas que se destacaram em 2025 tiveram resultados diferentes em 2026. Serra e Vila Velha, na Grande Vitória, haviam ocupado a 4ª e a 5ª posições, respectivamente, na dimensão Instituições. Neste ano, Vila Velha subiu para a 4ª, enquanto Serra caiu para a 26ª posição. Mais detalhes podem ser conferidos no site do Ranking de Competitividade dos Municípios aqui. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: NORTE DO ES: Polícia prende 25 pessoas durante operação contra facções e crimes violentos MATERNIDADE: Miss perde título após anunciar gravidez: 'Sou uma futura mãe e isso não cancela minha história' Ranking de Competitividade dos Municípios O ranking é composto por 13 pilares temáticos e três dimensões principais: Instituições (com 19,5% do peso) Sociedade (com 42,4% do peso) Economia (com 38,1% do peso) No levantamento de 2026, Vitória somou as notas 81,01 em Instituições; 65,72 em Sociedade; e 54,13 em Economia, alcançando o 1° lugar geral do Brasil. Em 2026, a cidade se destacou especialmente em Funcionamento da Máquina Pública, em que subiu quatro posições e alcançou o topo nacional; Capital Humano, em terceiro lugar do Brasil; e Acesso à Saúde, na quinta posição do país. Confira os 10 dos municípios mais competitivos do Brasil em 2026: Vitória (ES) Barueri (SP) Jaraguá do Sul (SC) Campinas (SP) Maringá (PR) São Caetano do Sul (SP) São Paulo (SP) Curitiba (PR) Porto Alegre (RS) Florianópolis (SC) O CLP destaca que considerar uma cidade “mais competitiva” não significa necessariamente dizer que é a “melhor cidade para morar” em todos os aspectos. Segundo a organização, o levantamento é uma ferramenta para comparar o desempenho dos municípios em diferentes áreas e identificar onde cada um se destaca ou precisa melhorar. "A competitividade municipal é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida [...] O estudo identifica experiências que podem inspirar gestores públicos de todo o Brasil a tomar decisões baseadas em evidências", destacou o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
27/08/2026 14:19:43 +00:00
MG apresenta o elétrico IM6 no Brasil, SUV de luxo para encarar a Porsche; g1 já testou

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG A MG Motor Brasil apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV elétrico IM6. O modelo marca a estreia da divisão de luxo IM Motors no país, que tem início previsto de vendas até o fim de 2026. A marca britânica — que pertence à SAIC e produz carros na China — já confirmou uma linha de montagem no Brasil. A fábrica no Ceará é a mesma utilizada pela Chevrolet para montar Spark e Captiva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Thiago Marques, gerente de marketing da MG Motor, a empresa identificou espaço no Brasil para uma nova marca de luxo voltada a um volume menor de vendas. Os carros da IM serão vendidos em espaços exclusivos dentro das lojas da MG. Primeiro modelo apresentado no Brasil, o IM6 é um SUV elétrico com porte do Porsche Cayenne. A marca ainda não divulgou quais versões serão vendidas no Brasil, quando começam as entregas nem as condições de venda. Durante o Festival Interlagos, porém, trouxe a configuração mais potente do IM6. Agora no g1 Na configuração Performance, o SUV tem dois motores elétricos que entregam 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e atinge velocidade máxima de 305 km/h. A reportagem do g1 pode fazer uma volta rápida no autódromo com uma configuração menos potente. A expectativa é que essa versão custe cerca de R$ 400 mil. Na Inglaterra, a versão do IM6 com um único motor elétrico, instalado no eixo traseiro, tem os seguintes números: Potência: 407 cv; Torque: 51 kgfm; Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,4 segundos; Velocidade máxima: 235 km/h; Capacidade da bateria: 96,5 kWh. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG Entre os recursos tecnológicos estão sistemas de assistência ao motorista (ADAS), tecnologias para evitar colisões e capotamentos, controle de estabilidade para reduzir o risco de aquaplanagem e esterçamento das quatro rodas, que permite que as rodas traseiras também mudem de direção para ajudar nas manobras e na estabilidade. O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também conta com sistema de som e bancos com formato semelhante ao de poltronas. IM6 na pista Mesmo com o centro de gravidade mais alto, característica comum aos SUVs, o IM6 se saiu bem nas curvas do circuito. O comportamento foi previsível, inclusive nas acelerações na saída das curvas, e mostrou que o modelo pode ser divertido de dirigir. Como o asfalto de Interlagos é liso, ainda não foi possível avaliar como o IM6 reage às irregularidades comuns nas ruas e estradas brasileiras. O acabamento da cabine é de boa qualidade, mas o modelo exagera na quantidade de telas. O painel de instrumentos se estende em direção ao centro da cabine e forma, junto à central multimídia, uma grande superfície digital. SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras divulgação/MG No console central, os botões físicos também dão lugar a uma tela usada para controlar diferentes configurações do carro. Apesar do excesso de telas, os comandos usados durante a condução respondem bem. A direção, por outro lado, transmite pouca sensação do que acontece entre as rodas e o asfalto. Durante o teste, ficou evidente a atuação dos sistemas eletrônicos para controlar o comportamento do carro. A suspensão faz ajustes para reduzir os movimentos da carroceria e manter o veículo equilibrado nas curvas. No banco traseiro, o espaço para a cabeça é mais limitado. Isso ocorre porque o teto desce em direção à traseira, característica comum aos SUVs cupês e presente também em modelos de marcas como BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG
27/08/2026 12:19:01 +00:00
Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico

Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano, quando estava em 5,8%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado (maio a julho de 2025), a queda foi de 0,3 ponto percentual, de 5,6% para 5,3%. No trimestre encerrado em julho, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril, quando 6,3 milhões de pessoas procuravam trabalho. Agora no g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado, havia 299 mil desempregados a menos, o que representa uma queda de 4,9%. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Em relação ao trimestre anterior, foram 1 milhão de trabalhadores a mais. Na comparação com o ano passado, o aumento foi de 0,9%. 🔎 Com mais gente empregada, também aumentou a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada. Esse índice, chamado de nível de ocupação, ficou em 58,9%, acima do registrado no trimestre anterior (58,4%). Evolução da taxa desemprego no Brasil - Trimestre encerrado em julho Fonte: IBGE Outro indicador que melhorou foi o de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, aquelas que gostariam de trabalhar mais horas e as que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. A taxa ficou em 13% no trimestre encerrado em julho. Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa situação. O contingente caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado. Veja os principais destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,3 milhões Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,1%, o equivalente a 721 mil pessoas a mais. A população desalentada ficou em 2,3 milhões. Em relação ao trimestre anterior, esse contingente caiu 9,7%, o equivalente a 248 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,1%, o que representa 380 mil pessoas a menos. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Evolução do número de desempregados no país Arte g1 Vínculos, informalidade e renda O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, sem contar os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. O total ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou para 13,8 milhões, com alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o contingente permaneceu praticamente estável. Somando trabalhadores com e sem carteira assinada, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, outro recorde da série histórica. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, sem mudanças significativas na comparação trimestral e anual. Já o total de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas 236 mil pessoas menor do que no mesmo período de 2025. A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada. Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em situação de informalidade, percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres. Renda O rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas ficou 3,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica do IBGE. O total ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2025, alta de R$ 15,1 bilhões. Emprego por setor Entre os setores da economia, apenas a construção ampliou o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O setor ganhou 371 mil vagas, alta de 5,1%. Veja a comparação com o mesmo período do ano passado em cada setor: 🔨 Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%). 🚚 Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%). 🏛️ Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%). 🏠 Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%). Em relação aos salários, o rendimento médio ficou praticamente estável na maioria dos setores na comparação com o trimestre anterior. A única exceção foi o segmento de alojamento e alimentação, onde a renda caiu 5,1%, o equivalente a R$ 128. Na comparação com o mesmo período de 2025, os rendimentos aumentaram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Nos demais setores, não houve variações significativas. Considerando a posição dos trabalhadores no mercado, o rendimento médio também permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve aumento para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.
27/08/2026 12:00:33 +00:00
Dólar mais baixo e férias escolares impulsionam gastos de brasileiros no exterior a US$ 2,45 bilhões em julho, recorde em mais de 30 anos

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (27). Trata-se do maior valor já registrado desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995. O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2014 (US$ 2,41 bilhões). ➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana. O dólar fechou julho em R$ 5,0696, com queda de 7,64% na parcial do ano. Agora no g1 Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. ➡️Também acontece em um mês de férias escolares, considerado "alta temporada", quando as viagens familiares se intensificam. ➡️Outro fator que costuma influenciar os gastos no exterior é o crescimento da economia brasileira. Embora em desaceleração neste ano, a expectativa dos analistas é de nova expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 15,1 bilhões — valor que também representa recorde histórico para o período. Entenda como a perda de valor do dólar pelo mundo tem impacto no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Contas externas Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 9,6% nos sete primeiros meses deste ano. 🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 35,97 bilhões de janeiro a julho deste ano, em comparação com um rombo de US$ 39,78 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Somente em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 8,11 bilhões, contra US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado. Investimentos diretos sobem O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento nos sete primeiros meses de 2026. Os estrangeiros trouxeram US$ 54,44 bilhões em investimentos entre janeiro e julho de 2026, contra US$ 43,74 bilhões no mesmo período do ano passado. Com isso, os investimentos foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado de janeiro a julho meses deste ano. Somente em julho, os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram US$ 7,46 bilhões, contra US$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2025.
27/08/2026 12:00:14 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,16, de olho na taxa de desemprego e na alta do petróleo; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21% nesta quinta-feira (27), cotado a 5,1620. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,31%, aos 175.135 pontos. No Brasil, investidores ficaram de olho nos novos dados de emprego e seus efeitos sobre as expectativas para os juros. No exterior, petróleo e ações de tecnologia ficaram no radar dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior, segundo o IBGE. O mercado de trabalho mais aquecido pode pesar na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, já que uma economia mais forte pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica. 🔎 Na prática, uma mudança nos juros pode afetar o custo de empréstimos e financiamentos para consumidores e empresas. ▶️ Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho, o maior valor para um único mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. O recorde anterior era de US$ 2,41 bilhões, em julho de 2014. O resultado ocorre em meio à queda do dólar, que fechou julho a R$ 5,0696, tornando viagens ao exterior mais baratas. ▶️ No exterior, os mercados acompanharam as negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio às conversas, o preço do barril tipo Brent, referência mundial, avançava. Por volta das 17h30, a alta era de 2,05%, para US$ 89,64. O WTI, referência nos EUA, subia 1,68%, para US$ 83,61. ▶️ O movimento beneficiou as ações da Petrobras, que subiram mais de 3% na sessão. ▶️ Nos Estados Unidos, os resultados da Nvidia reduziram as dúvidas sobre a procura por produtos e serviços ligados à inteligência artificial. A empresa dobrou o lucro líquido e a receita no segundo trimestre. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: +1,82%; Acumulado do ano: -5,95%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,40%; Acumulado do mês: -1,61%; Acumulado do ano: +8,70%. Desemprego cai em julho A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a PNAD Contínua, do IBGE. É a menor taxa para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O número de desempregados caiu de 6,3 milhões para 5,8 milhões, enquanto o total de pessoas trabalhando chegou a 103,3 milhões, recorde da série. 🔎 Os dados do mercado de trabalho também são considerados pelo Copom, do Banco Central, na definição da taxa básica de juros. Um mercado de trabalho mais aquecido pode ser levado em conta na avaliação das pressões sobre a inflação, enquanto sinais de enfraquecimento da atividade podem pesar de outra forma na decisão. A taxa de desemprego, no entanto, é apenas um dos indicadores analisados pelo Copom. A decisão sobre manter, reduzir ou elevar os juros considera também a trajetória da inflação e outros dados sobre a economia. Impasse sobre Ormuz mantém petróleo em alta Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira (27), após terem recuado mais cedo, em meio à incerteza sobre as negociações entre Irã e Omã para definir as condições de navegação no Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi a Teerã nesta quinta-feira para tentar retomar as negociações e reduzir as tensões. O país atua como mediador informal entre Irã e EUA e participou da negociação de um cessar-fogo em junho. As conversas envolvem uma proposta para criar temporariamente um corredor marítimo entre Irã e Omã pelo estreito e realizar um projeto conjunto para retirar minas da hidrovia. Apesar de a Guarda Revolucionária iraniana ter afirmado que houve um acordo, uma fonte de alto escalão disse que os detalhes ainda estão sendo negociados. 🔎 A situação é acompanhada de perto pelos mercados porque o Estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo. O fluxo pela região caiu para cerca de 5 milhões de barris por dia, ante aproximadamente 20 milhões antes da guerra. Bolsas globais Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (27), após a Nvidia divulgar uma previsão de resultados que reforçou a confiança dos investidores na demanda por inteligência artificial. O índice Dow Jones subiu 0,20%, o S&P 500 avançou 0,72 e o Nasdaq teve ganhos de R$ 1,57%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira. O índice STOXX 600 recuou 0,72%. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,79%; em Paris, o CAC 40 perdeu 1,68%; enquanto, em Frankfurt, o DAX avançou 0,31%. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,72%, aos 651,70 pontos. O DAX, de Frankfurt, destoou e subiu 0,31%, aos 26.367,24 pontos; o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,79%, aos 10.792,54 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve queda de 1,68%, aos 8.319,87 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com o resultado da Nvidia também favorecendo empresas ligadas à inteligência artificial e à fabricação de equipamentos para o setor na China. Hong Kong foi a exceção, encerrando o pregão em baixa. Em Xangai, o SSEC subiu 1,13%, aos 3.956 pontos, e o CSI300 avançou 0,86%, aos 4.630 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,34%, aos 25.565 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,20%, aos 66.131 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
27/08/2026 12:00:08 +00:00
Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos

Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, vai pagar indenização bilionária em processo por vício em redes sociais A Polônia solicitou à Comissão Europeia que imponha uma multa de € 250 milhões (cerca de R$ 1,50 bilhão) à Meta, dona do Instagram e do Facebook, disse o ministro de Assuntos Digitais do país nesta quinta-feira (27). Ele acusa a empresa de não combater adequadamente anúncios fraudulentos. Esta é a mais recente crítica às práticas da Meta após a gigante de tecnologia dos EUA ser obrigada a pagar US$ 16 bilhões em um acordo com estados americanos, anunciado na quarta-feira (26), para resolver alegações de que projetou suas plataformas de mídia social para viciar crianças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada. "Temos provas concretas de que a plataforma não age no melhor interesse dos usuários, mas sim em seu próprio interesse, o que lhe permite monetizar publicidade enganosa", disse o ministro polonês de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, em uma coletiva de imprensa. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Em uma carta datada de 26 de agosto à Comissão Europeia, o ministro citou testes conduzidos pela CERT Polska, a equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança, que identificou 122 anúncios classificados como fraudulentos. Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover os anúncios. Apenas 10 anúncios foram removidos, enquanto em seis casos não houve resposta. "Já passou o tempo de dizermos 'melhorem'. Eles dizem 'estamos melhorando', mas os cidadãos ainda não sentem isso. Agora chegou a hora dos pênaltis", disse Gawkowski. Ele também pediu à Meta que "introduza imediatamente ferramentas eficazes para eliminar golpes, publicidade enganosa e a promoção de aplicativos ilegais". A Meta, em um comunicado fornecido à Reuters, afirmou que está fazendo todo o possível para impedir fraudes em suas plataformas. "Golpistas são criminosos persistentes que usam táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso continuamos investindo fortemente em tecnologias e parcerias — com a indústria e as forças de segurança — para encontrar, remover e, em última instância, deter golpistas", disse o comunicado. Gawkowski disse que, durante a próxima cúpula do G20, buscaria persuadir líderes europeus a se manifestarem conjuntamente contra o que ele descreveu como práticas da Meta. "Esta deve ser uma iniciativa conjunta que demonstre que temos argumentos fortes e estamos determinados a conter as ações da Meta", disse ele. Considerando a escala das operações da Meta e os danos causados aos usuários na Polônia, Gawkowski disse que uma multa de € 250 milhões "poderia constituir uma medida real e dissuasora de fiscalização". Em 2024, o bilionário polonês Rafal Brzoska processou a Meta por anúncios falsos no Facebook e Instagram, alegando que eles exibiam seu rosto e traziam informações falsas sobre sua esposa. O tribunal de apelação de Varsóvia decidiu em abril deste ano que a Meta era responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas. A empresa argumentou no tribunal que não era responsável pelas ações fraudulentas de seus usuários. ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
27/08/2026 11:28:49 +00:00
Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão

Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve se reunir nos próximos dias com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, numa tentativa de distensionar uma relação atualmente marcada pela desconfiança. Mendonça é o relator de dois inquéritos considerados hoje os de maior potencial de desgaste político e eleitoral para o governo: os casos Dark Horse/Master e INSS/Lulinha (entenda mais abaixo). O blog apurou que o encontro deve ocorrer depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que Andrei procure o ministro do STF. O encontro será mediado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O pano de fundo da reunião é a crescente desconfiança entre integrantes da PF e o gabinete do ministro sobre o ritmo das investigações desses casos e também sobre vazamentos de informações. Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF Divergência entre ministros Dentro do STF, a condução dos inquéritos também expôs divergências entre ministros. A diferença de visão é mais evidente entre o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes, e André Mendonça, responsável pelos processos com maior repercussão política no momento, especialmente o caso Master, que também afeta ministros da corte. Nesse contexto, decisões e movimentos do diretor-geral da PF relacionados ao andamento das apurações, à designação de delegados e à alocação de recursos para as equipes passaram a ser alvo de críticas. Entre interlocutores de parte a parte ouvidos pelo blog, são citadas a desconfiança na PF por vazamentos, pelo interesse do governo em desacelerar investigações do caso Lulinha e acelerar aquelas relacionadas ao caso Dark Horse e ate a proximidade de Andrei Rodrigues com Alexandre de Moraes. Também aparece a desconfiança sobre o relator dos casos no STF e sua proximidade com nomes de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro — Mendonça foi indicado por ele — que desejam uma investigação mais lenta do caso Dark Horse. Investigações A investigação sobre o filme Dark Horse é um desdobramento do caso Master, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O inquérito relatado por André Mendonça passou a investigar repasses para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro após a revelação de mensagens nas quais o senador Flávio Bolsonaro pedia recursos a Vorcaro para financiar o longa. A Polícia Federal apura a origem dos recursos, a eventual existência de contrapartidas políticas e suspeitas de que parte do dinheiro tenha sido utilizada para custear atividades de aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso também provocou uma disputa sobre a relatoria no STF. Enquanto setores ligados ao PT defendiam a condução do tema por Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que a investigação tinha conexão direta com o caso Master, sob responsabilidade de André Mendonça. O entendimento prevaleceu e o processo permaneceu com Mendonça. Nos bastidores do STF, o avanço das investigações passou a se misturar a divergências entre grupos de ministros e a disputas sobre o ritmo das apurações, compartilhamento de provas e definição das estratégias investigativas. Já o caso INSS/Lulinha reúne inquéritos abertos a partir de desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações alcançaram o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e são consideradas uma das principais preocupações políticas do governo no atual ciclo eleitoral. Por envolver personagens com potencial impacto na disputa presidencial de 2026, os casos Master, Dark Horse e INSS/Lulinha são considerados hoje alguns dos processos de maior repercussão política em tramitação na Corte.
27/08/2026 11:20:50 +00:00
A corrida da IA pode encarecer sua conta de luz? Entenda o impacto dos data centers

A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
27/08/2026 06:00:25 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.050 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 25 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (27), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (25), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
27/08/2026 03:02:07 +00:00
Governo não espera solução rápida para tarifaço, mesmo com a volta das negociações com os EUA

Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço Apesar da retomada das negociações sobre o tarifaço, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não esperam uma redução rápida das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 🔎 No mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afirmaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio. 🔎 Também anunciaram outra sobretaxa, de 12,5%, resultado de uma investigação para punir países que adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. (leia mais abaixo) Segundo negociadores brasileiros, dificilmente será possível chegar a um acordo antes do fim das eleições, em outubro deste ano. O governo brasileiro espera que assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentem uma proposta com os pontos a serem negociados. Ou seja, os EUA devem dizer o que esperam do Brasil para dar início às tratativas. O comércio e as tarifas sobre o etanol estavam no centro das discussões para tentar evitar o novo tarifaço de Trump. Atualmente, o Brasil cobra tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos EUA. Antes do novo tarifaço, os americanos aplicavam uma taxa de 12,5% sobre o etanol brasileiro. Segundo integrantes do governo Lula que participam das negociações, o Brasil estaria disposto a reduzir a alíquota cobrada sobre o etanol norte-americano se os Estados Unidos reduzirem as barreiras à entrada do açúcar brasileiro. Um eventual acordo dependeria dos termos apresentados pelos negociadores de Trump. O mercado americano opera com cotas de importação de açúcar com tarifa reduzida. O Brasil, maior produtor mundial da commodity, pode exportar 155 mil toneladas por ano com tarifa menor, volume considerado pequeno pelo governo brasileiro. O volume que ultrapassa essa cota pode ser taxado em 100%, segundo o governo brasileiro. Além das tarifas americanas, Brasil enfrenta barreiras de outros parceiros comerciais importantes Jornal Nacional/ Reprodução Reunião O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro será a primeira etapa de uma agenda definida pelos dois países para retomar as negociações técnicas sobre as barreiras comerciais impostas pelos EUA. LEIA TAMBÉM: Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro A retomada das negociações ganhou força após o telefonema realizado na semana passada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Na conversa, que durou cerca de 1h20, os dois trataram principalmente das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. No encontro virtual, o governo brasileiro deve apresentar um roteiro para dividir a discussão por setores. Assim, será possível aprofundar as negociações de acordo com a realidade de cada segmento. A ideia é começar pelos bens de capital, seguir para o setor automotivo e depois para o químico. No entanto, a reunião de segunda-feira deve servir como preparação para conversas mais técnicas e futuras discussões entre ministros. Reciprocidade Há poucas semanas, o governo brasileiro informou ter iniciado o processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os EUA em resposta às tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. (veja os próximos passos) O tema deve entrar na pauta da nova rodada de negociações com o governo norte-americano. Segundo interlocutores de Lula, o governo deve insistir que o tempo está passando, as tarifas seguem em vigor e a lei pode ser acionada, se considerado necessário. O discurso a ser adotado é que, se não houver acordo nos próximos meses, o processo de análise da aplicação da lei da reciprocidade será concluído e o Brasil terá de decidir sobre o tema. Nesse cenário, o país poderá aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos. Tarifaço Os EUA aplicaram, neste ano, duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A primeira acrescentou 25% sobre parte das exportações brasileiras após uma investigação do governo americano concluir que o país adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os pontos citados pelos americanos estavam o PIX e a regulação das plataformas digitais. Posteriormente, os americanos anunciaram uma segunda tarifa adicional, de 12,5%, após outra investigação comercial. Com isso, parte dos produtos brasileiros passou a enfrentar uma alíquota total de 37,5% para entrar no mercado dos EUA. Apesar disso, milhares de produtos ficaram fora da cobrança adicional, incluindo itens relevantes para as exportações brasileiras, como petróleo, café e carne bovina. Já setores como calçados, máquinas, madeira e açúcar continuaram submetidos à tarifa máxima. Agora, a aposta do governo brasileiro é que a retomada das negociações técnicas abra caminho para ampliar a lista de exceções e para um possível acordo que reduza os efeitos do tarifaço sobre as exportações do país.
27/08/2026 03:00:48 +00:00
Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O que acontece agora?

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, teve o pedido de recuperação judicial aceito nesta terça-feira (25), pela Justiça de São Paulo. O grupo declarou dívidas de R$ 265,2 milhões, e o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. Segundo o pedido apresentado à Justiça, a crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores principais: os efeitos da pandemia, as mudanças no comportamento dos consumidores e a alta dos juros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundado em 1987, o Habib’s se tornou uma das principais redes de alimentação do país e ficou conhecido principalmente pelas esfihas e outros produtos de inspiração árabe. São 119 lojas no Brasil. O grupo também controla o 26 lojas do Ragazzo, voltado principalmente a massas, salgados e lanches, seis churrascarias da rede Tendall, além de empresas que atuam na estrutura de franquias e em outras etapas da operação. Nessa matéria, você vai ver: Os 3 motivos que levaram o grupo à crise Os restaurantes vão fechar? O que acontece com os funcionários? Qual a recomendação para os franqueados? Dívida chega a R$ 265,2 milhões Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial O que acontece agora Os 3 motivos que levaram o grupo à crise A pandemia afetou especialmente as lojas localizadas em grandes centros urbanos. Segundo o grupo, as restrições de circulação reduziram o movimento nesses locais. Mesmo depois da reabertura da economia, o avanço do trabalho remoto e híbrido mudou a rotina de consumidores que antes frequentavam regiões comerciais e shoppings. Ao mesmo tempo, o crescimento dos serviços de entrega mudou a forma de consumir refeições. Mais clientes passaram a fazer pedidos por aplicativos e outras plataformas digitais, em vez de frequentar os restaurantes. O delivery ajudou a manter as vendas, mas, segundo o grupo, também pressionou os resultados das lojas físicas. O terceiro fator foi a alta dos juros. Segundo o grupo, dívidas contraídas para sustentar as operações ficaram mais caras com o aumento da taxa básica de juros, a Selic. Com isso, uma parcela maior do dinheiro gerado pelos restaurantes passou a ser usada para pagar juros e dívidas, reduzindo os recursos disponíveis para manter o negócio. Os restaurantes vão fechar? "Não há determinação de fechamento das lojas. Pelo contrário: a recuperação judicial existe justamente para tentar manter a empresa funcionando enquanto reorganiza suas dívidas", explica Fernando Moreira, advogado especialista em direito do consumidor e professor da FGV. A empresa informou que o atendimento e as operações seguem normalmente e reiterou que empresas franqueadas não integram o processo. Entretanto, vale ficar atento. O advogado explica que "dentro de uma reestruturação, pode haver futuramente o fechamento de unidades deficitárias, venda de ativos ou outras medidas previstas no plano, mas isso dependerá da estratégia de recuperação que vier a ser apresentada". Ao aceitar o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou a suspensão temporária de parte das ações e cobranças contra as empresas, respeitadas as exceções previstas em lei. Também proibiu que credores interrompam contratos apenas porque o grupo entrou em recuperação. O que acontece com os funcionários? A recuperação judicial não significa demissão automática nem encerramento dos contratos de trabalho. "A lógica da recuperação é justamente preservar a atividade empresarial, os empregos e a fonte produtora", afirma Moreira. Segundo ele, os salários correntes continuam tendo de ser pagos normalmente. Eventuais dívidas trabalhistas anteriores ao pedido de recuperação são congeladas e entram no processo, observadas as regras e prioridades previstas na lei. Por exemplo, se a empresa pedir recuperação judicial em agosto e tiver uma rescisão de contrato de julho em aberto, esse valor é considerado uma dívida anterior ao pedido e entra na recuperação judicial. Já as demissões após agosto são pagas normalmente. Qual a recomendação para os franqueados? O primeiro passo é não tomar nenhuma medida precipitada. "A recuperação judicial da franqueadora não extingue automaticamente os contratos de franquia e também não autoriza, por si só, o franqueado a deixar de pagar royalties ou outras obrigações contratuais", enfatiza o professor da FGV. "Minha recomendação é que cada franqueado revise seu contrato e a COF [Circular de Oferta de Franquia], acompanhe o processo e, principalmente, documente qualquer falha concreta da franqueadora". São consideradas falhas concretas: Falta de produtos; Problemas de abastecimento; Interrupção de sistemas, publicidade, treinamento ou suporte operacional. Na falha desses itens, poderá existir fundamento para discutir a relação contratual judicialmente ou em arbitragem. Dívida chega a R$ 265,2 milhões O grupo declarou R$ 265.207.959,83 em dívidas no pedido de recuperação judicial. Desse total, R$ 22,3 milhões correspondem a dívidas trabalhistas. Outros R$ 241,7 milhões são devidos a credores sem uma garantia específica de pagamento, grupo que reúne grande parte das dívidas com bancos, fornecedores e outros parceiros comerciais. Há ainda R$ 1,15 milhão devido a micro e pequenas empresas. Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial Antes de pedir a recuperação judicial, o Grupo Gennius tentou negociar diretamente com os credores. Em 25 de junho, o grupo pediu à Justiça proteção temporária contra cobranças enquanto negociava com os credores por meio de uma mediação. A medida previa um período de 60 dias para que as partes tentassem chegar a um acordo. A estratégia, porém, não foi suficiente para resolver a crise financeira. O grupo relatou que instituições financeiras estavam retendo recursos e que havia risco de interrupção de serviços e fornecimentos essenciais para manter as lojas funcionando. Entre os problemas apontados estava o risco de interrupção dos sistemas de tecnologia usados pelo grupo. Segundo a empresa, a suspensão desses serviços poderia prejudicar vendas, gestão e outras atividades necessárias ao funcionamento das lojas. Sem conseguir chegar a um acordo com os credores, o Grupo Gennius pediu recuperação judicial na segunda-feira (24). A Justiça aceitou o pedido no dia seguinte. O que acontece agora Das esfihas à dívida: trajetória do Habib's "O grande desafio será conciliar a renegociação da dívida com a geração de caixa necessária para manter a operação funcionando", explica Fernando Moreira, advogado do direito do consumidor. A KPMG Corporate Finance foi nomeada administradora judicial. Ela será responsável por acompanhar a recuperação, fiscalizar as informações apresentadas pelo grupo e auxiliar a Justiça durante o processo. O grupo terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. O documento deverá mostrar como pretende pagar ou renegociar as dívidas e manter as empresas funcionando. Se o plano não for apresentado no prazo, o processo poderá ser convertido em falência. Enquanto isso, o grupo deverá apresentar relatórios financeiros mensais e prestar contas à Justiça sobre a evolução de sua situação. A recuperação judicial não significa que o Habib’s vai fechar as portas. O objetivo do processo é justamente permitir que as empresas continuem funcionando enquanto tentam reorganizar as dívidas e evitar a falência. O futuro do grupo dependerá principalmente do plano que será apresentado aos credores e da capacidade das empresas de voltar a gerar dinheiro suficiente para manter as operações e pagar as dívidas renegociadas. Crime ocorreu na unidade do Habib's de Guarujá Sílvio Luiz/A Tribuna Jornal Saiba mais sobre o funcionamento da recuperação judicial: Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos
27/08/2026 03:00:40 +00:00
Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo

Governo processa Discord e pede multa de R$ 500 milhões O processo de R$ 500 milhões do governo federal contra o Discord leva em conta uma série de crimes realizados por usuários na plataforma, falhas para tirar do ar conteúdos nocivos e a falta de um acordo para o serviço se alinhar às leis brasileiras. A Advocacia-Geral da União (AGU) registrou na terça-feira (25) uma ação civil pública para tentar forçar o Discord a adotar medidas que protejam crianças, adolescentes, mulheres e animais na internet, e a pagar a indenização por dano moral coletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A ação pede que a plataforma tenha uma verificação de idade mais robusta e seja mais ativa contra os conteúdos que incentivem automutilação, suicídio, violência e assédio, por exemplo. Também busca melhorias na moderação e nos canais de denúncia da rede social. Segundo o governo, a decisão pela ação civil pública foi tomada porque a plataforma ainda apresenta falhas em seus mecanismos de proteção de usuários e não chegou a uma proposta satisfatória para resolver o problema. O processo foi aberto cerca de três semanas depois de uma adolescente tirar a própria vida em uma live no Discord. Após o caso, a primeira-dama, Janja da Silva, defendeu que a plataforma deveria ser retirada do ar "imediatamente". A ação da AGU não pede o banimento da rede social no Brasil. Ela é diferente da decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou a suspensão de lives do Discord no Brasil. Discord Ivan Radic/Flickr O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que antes da abertura do processo, a AGU buscou durante duas semanas um acordo com o Discord por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que a plataforma assumiria obrigações voluntariamente. "A empresa, num primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Não nos restou outra saída que não o ingresso de uma ação civil pública", disse. Segundo a procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto, o governo federal e o Discord assinaram um termo de confidencialidade antes de começarem a negociação em torno do TAC. Por isso, o órgão não revelou o que fez a plataforma desistir do acordo. "O que eu posso dizer, sem quebrar o termo de confidencialidade, é que o nosso padrão de exigência da segurança de criança e adolescentes, lamentavelmente, não foi aceito pela empresa e, por isso, tivemos que encerrar a mesa de negociação", afirmou. Ainda de acordo com Clarice, a quantia solicitada para a indenização leva em conta a gravidade e o número das infrações que teriam sido cometidas pelo Discord, bem como o faturamento da rede social, que, segundo a avaliação da AGU, gira em torno de R$ 4 bilhões por ano. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse que a ação contra o Discord é uma resposta de Estado. "É uma resposta que busca fazer valer que qualquer plataforma, nacional ou estrangeira, não venha a descuidar dos limites impostos pela lei". ‘Não podemos tolerar cracolândias digitais’, diz Messias sobre Discord O Discord afirmou que o processo da AGU é desproporcional e não reflete a abordagem da plataforma em relação à segurança e ao cumprimento da legislação brasileira. "Temos mantido, de forma consistente e de boa-fé, um diálogo com a Advocacia-Geral da União e apresentamos uma proposta detalhada para reforçar a segurança no Discord por meio de mudanças técnicas e de um investimento financeiro em segurança online no Brasil", disse a plataforma. "Acreditamos que há um caminho melhor e seguimos comprometidos em trabalhar com as autoridades competentes para chegar a uma solução que amplie a segurança na plataforma e, ao mesmo tempo, permita que os brasileiros continuem utilizando o Discord", completou. Indução à violência Segundo o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Fernandes, o Discord demonstrou lentidão para atuar no caso da adolescente que tirou a própria vida em uma live na plataforma. Um relatório do ministério apontou que a live começou por volta de 2h20. A empresa foi alertada pela Polícia Civil de São Paulo às 3h50, mas só derrubou o grupo em que a transmissão estava sendo realizada às 4h15. O Discord só baniu os investigados às 15h20 do dia seguinte. Ainda segundo o secretário, esse não é um episódio isolado. Discord Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Reprodução internet Entre 2025 e 2026, foram produzidos mais de 115 relatórios envolvendo casos de indução ao suicídio, automutilação, maus-tratos e sacrifícios de animais no Discord. O levantamento foi feito pelo Ciberlab, centro de inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado de São Paulo registra, em média, cinco denúncias por dia relacionadas a indução ao suicídio e à automutilação, estupro e outros crimes contra menores de idade, segundo um relatório divulgado em fevereiro pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo. O mesmo órgão destacou que, em 2026, foram registrados mais de 385 casos de maus tratos e sacrifícios de animais no Discord. "As plataformas não podem mais esperar que o Estado tenha que notificá-las para que elas tomem providência. Elas têm que adotar medidas proativas de detecção e remoção desse conteúdo. Nada disso foi observado nesse caso", afirmou Fernandes. Para ele, os números mostram que o Discord tem um problema sistêmico por conta de sua arquitetura que inclui servidores fechados, transmissões ao vivo com criptografia, ausência de verificação etária para administradores de grupos e facilidade para promover grupos por meio de links. "Uma série de funcionalidades técnicas da plataforma acaba convergindo para a criação do ambiente de espetacularização da violência e de extremismo nessa rede", afirmou. "O Discord é uma plataforma muito singular e muito diferente das outras em termos da quantidade de incidentes". Falhas na moderação O diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Otávio Margonari Russo, afirmou que o órgão monitora grupos do Discord, em que pessoas trocam mensagens. Antes da suspensão pela ANPD, os espaços também eram usados no Brasil para acompanhar transmissões ao vivo. Segundo Russo, a Polícia Federal já identificou casos de automutilação de meninas e de maus tratos a animais que eram acompanhados por centenas de pessoas. "O que a gente tem visto hoje em dia, especialmente nessa plataforma, é muito mais difícil do que a gente vinha vendo antes", afirmou. "A gente, quando trata desse assunto, está falando de coisas que, mesmo para nós que somos policiais federais, que somos treinados pra isso, é difícil de enfrentar". Ainda segundo ele, o Discord atende aos pedidos da Polícia Federal para derrubar grupos nocivos, mas permite que os mesmos participantes criem rapidamente novos canais com nomes parecidos. "A gente quer ver eles trabalharem na arquitetura da plataforma para prevenir e não deixar acontecer não só nas lives, como nas conversas. Começou a conversar sobre automutilação? Cai a conversa, bane tudo e comunica à polícia", afirmou.
27/08/2026 03:00:24 +00:00
Lucro da Nvidia dispara 126% no 2º trimestre, para US$ 59,7 bilhões, e CEO diz que demanda por chips segue forte

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A gigante americana de semicondutores Nvidia voltou a superar as expectativas no segundo trimestre de seu exercício fiscal. O CEO da empresa, Jensen Huang, afirmou que a demanda, impulsionada pela inteligência artificial (IA), continua crescendo. A empresa de maior valor de mercado do mundo registrou lucro líquido de US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões) no segundo trimestre. O resultado foi 126% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (26). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O lucro por ação, indicador de referência para os investidores, foi de US$ 2,22 (R$ 11,44), acima dos US$ 2,09 (R$ 10,77) projetados pelos analistas consultados pela FactSet. "A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis", disse Huang, que busca reduzir as dúvidas, principalmente entre as empresas, sobre os benefícios econômicos da IA. Agora no g1 "A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor", acrescentou. A receita da empresa atingiu US$ 96,2 bilhões, alta de 106% em relação ao ano anterior. Apesar de os números terem superado as previsões, o resultado não impressionou o mercado. No pós-fechamento, a ação da empresa caía 0,27%. “Isso mostra o quão alto está o sarrafo” para a Nvidia, observou o analista Jacob Bourne, da eMarketer. Para ele, a falta de entusiasmo dos investidores se deve principalmente às dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter o ritmo de crescimento. O mercado também se preocupa com os valores elevados que a Nvidia destina a estruturas que permitem a seus clientes investir em IA. Para alguns especialistas, esses investimentos podem estar inflando artificialmente a demanda.
27/08/2026 01:16:48 +00:00
Caixa tem lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, alta de 5,9%

Fachada da Caixa Econômica Federal. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo relatório da administração divulgado nesta quarta-feira (26). O resultado foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A captação e as receitas de prestação de serviços também contribuíram para o desempenho no trimestre, segundo a Caixa. A carteira imobiliária atingiu R$ 1,01 trilhão, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. As carteiras comercial, de infraestrutura e de agronegócio totalizaram R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente. Agora no g1 O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 0,98 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, para 3,64%. Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 7 bilhões, alta de 97,6% na comparação anual. O Índice de Basileia ficou em 15,5%, ante 16% no segundo trimestre de 2025.
27/08/2026 00:51:01 +00:00
Chinesa DFM chega ao Brasil em outubro com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM

A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o início de suas operações no Brasil sob o nome DFM. Segundo representantes da marca, que anteciparam a informação ao g1, a fabricante chega ao país com uma rede de 60 lojas já autorizadas a operar em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira concessionária da marca será inaugurada em Curitiba (PR). "Estamos aqui para ficar, investir e crescer", revelou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas. Ao g1, Wang Jiong revelou que as lojas devem ficar prontas entre outubro e novembro deste ano. "A gente tem expectativa de que a maioria das lojas fique pronta em meados de outubro. Os carros chegam em outubro para preparativos e as entregas começam em meados de novembro", disse o executivo. Para compensar o fato de ainda ser uma marca pouco conhecida no Brasil, a DFM oferece sete anos de garantia para o veículo, ou até 300 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro. Para a bateria e o motor, a cobertura é de dez anos, sem limite de quilometragem. A estratégia da DFM não é atuar com apenas uma marca de veículos, mas diversificar sua operação por meio de subsidiárias voltadas para diferentes segmentos: DFM: voltada para veículos de passeio; Voyah: marca de luxo de carros de passeio 100% elétricos, desempenhando um papel semelhante ao da Denza para a BYD ou a Audi para a Volkswagen; MHero: divisão de luxo dedicada a veículos 100% elétricos voltados para o uso fora de estrada; DFM: também utiliza a mesma marca em sua divisão de veículos comerciais, que inclui caminhões. Em um primeiro momento, oferecerá apenas veículos 100% elétricos. Os primeiros modelos serão o hatch Box e o SUV Vigo. No futuro, a empresa pretende ampliar seu portfólio com novas opções de motorização e iniciar a fabricação nacional entre o último trimestre de 2027 e o início de 2028. Os primeiros modelos dessa nova fase serão os híbridos plug-in, com híbridos plenos na sequência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Box chega ao Brasil para disputar espaço com dois dos três modelos movidos a bateria mais vendidos do país em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que consideram os emplacamentos entre janeiro e julho deste ano: BYD Dolphin Mini: 42.945 unidades vendidas; Geely EX2: 20.678 unidades vendidas. Agora no g1 Entre eles aparece o BYD Dolphin, maior e mais potente, com 24.546 unidades zero km vendidas, mas posicionado em uma faixa acima da do DFM Box. O Box tem motor elétrico no eixo dianteiro, com 95 cv de potência e 16 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 43,8 kWh. DFM Box divulgação/DFM Por fora, o carro adota traços já conhecidos de modelos chineses, com iluminação diurna em LED bastante fina na dianteira, faróis menos destacados e predominância de curvas sobre ângulos retos — uma receita já vista em modelos de marcas como BYD, GWM, Leapmotor e GAC. Já a traseira faz jus ao nome Box (caixa, em inglês) e tem linhas menos curvas, mas ainda sem pontas marcadas, como as vistas no Hyundai HB20, por exemplo. Esse visual, somado às maçanetas embutidas na carroceria, contribui para a aerodinâmica e ajuda a ampliar a autonomia da bateria. No interior, a fórmula adotada por fabricantes chinesas também aparece em elementos como: Ausência de botões físicos para controle do ar-condicionado, com todos os comandos concentrados na central multimídia; Volante com botões minimalistas, alguns deles com mais de uma função; Central multimídia destacada de 12,3 polegadas; Acabamento nas portas e no painel que remete às costuras de um sofá de couro; Câmbio na coluna de direção. DFM Box por dentro divulgação/DFM O painel digital, porém, chama atenção. A interface lembra a exibida no BYD Dolphin, mas a tela é quadrada, e não retangular. Já o Vigo é um SUV de porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta, por exemplo, já que suas linhas mais retas lembram o visual do utilitário coreano. DFM Vigo divulgação/DFM Ele é consideravelmente mais potente que o Box, com 165 cv e 23 kgfm de torque entregues pelo motor elétrico. A bateria tem 51,8 kWh de capacidade e, por dentro, os atributos também são mais sofisticados. O painel de instrumentos deixa de ser quadrado e assume um visual mais minimalista, ao ficar “encaixado” entre dois vincos que percorrem toda a parte frontal. O Vigo também traz carregador de celular por indução e abertura elétrica do porta-malas. Outra diferença marcante no Vigo está no acabamento, que dispensa a textura que simula costuras. No SUV, ele é mais sóbrio, sem grandes alterações visuais ou táteis pela cabine. DFM Vigo por dentro divulgação/DFM Quem é a DFM? Novata no Brasil, a marca chinesa chega ao país após a onda de conterrâneas como BYD e GWM. Na China, a empresa foi fundada em 1969, na cidade de Wuhan, e é uma das maiores montadoras do país. Na China, a DongFeng também fabrica veículos de marcas como Nissan, Peugeot, Citroën, Honda, Jeep e Kia. A produção ocorre por meio de parcerias entre a montadora chinesa e essas fabricantes internacionais. Entre essas marcas, há modelos da Peugeot em desenvolvimento na China que serão comercializados no Brasil. A marca tem 127 mil funcionários em todo o mundo e já vendeu 62 milhões de veículos em mais de 100 países. Desse total, 1,2 milhão de unidades foram comercializadas fora da China. A marca está em diferentes segmentos, como veículos elétricos, híbridos, comerciais leves e pesados, incluindo caminhões e vans. Para isso, conta com divisões internas como Voyah e Mhero, estratégia que também será adotada na operação brasileira.
26/08/2026 23:01:15 +00:00
Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (26) que interromperam uma operação de hackers ligada à China. Segundo o Departamento de Justiça americano, o grupo invadiu ou tentou invadir sistemas da Justiça, da NASA, do Federal Reserve (banco central dos EUA), do Senado e de outras instituições importantes do governo. O Departamento de Justiça informou que apreendeu os domínios — os endereços usados na internet — de duas plataformas de invasão, chamadas QScan e QTRouter. Segundo as autoridades, as ferramentas faziam parte da operação. Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. O governo chinês costuma negar envolvimento em ataques virtuais. Segundo o Departamento de Justiça, as plataformas eram administradas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. As autoridades americanas afirmam que entre os clientes da empresa estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular. A Nanjing Xinjiuwei também não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência feito fora do horário comercial. Hackers tentam invasão há pelos menos 8 anos De acordo com o documento apresentado à Justiça, os hackers usam ferramentas próprias para tentar invadir redes consideradas importantes e outros sistemas sensíveis nos Estados Unidos e em outros países desde pelo menos 2018. O nível de acesso obtido pelos invasores variou. Em agosto de 2019, por exemplo, eles tentaram, sem sucesso, entrar em redes da NASA explorando uma falha em um sistema usado para permitir acesso remoto. Em setembro de 2024, segundo o documento, os hackers conseguiram invadir sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança. Representantes dos órgãos e organizações citados pelo Departamento de Justiça como alvos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Hackers invadem contas de prefeitura e desviam R$ 1,5 milhão Empresas privadas atuam para o governo chinês, dizem especialistas Nos últimos anos, grupos de hackers ligados à China foram associados a invasões de redes do governo e de empresas privadas nos Estados Unidos. Em março, o FBI informou ao Congresso que hackers haviam conseguido entrar em determinadas redes de órgãos públicos relacionadas a pessoas que estavam sendo investigadas pela agência. Reportagens publicadas posteriormente atribuíram a invasão à China. Criminosos ligados ao país também foram associados à invasão de redes de comissões da Câmara dos Representantes dos EUA e de várias grandes empresas de telecomunicações nos últimos anos. Especialistas que acompanham as atividades de hackers chineses afirmam que empresas privadas são contratadas com frequência para realizar invasões em nome de diferentes órgãos do governo chinês. “Na última década, o número de empresas que oferecem serviços especializados de invasão aumentou muito”, afirmou Dakota Cary, analista sobre a China da empresa de segurança digital SentinelOne. *Com informações da Reuters
26/08/2026 22:34:03 +00:00
Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA

Festival Recife Burger Gourmet Gustavo Steffen/Divulgação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a importação de carne bovina com imposto menor, informou a Casa Branca. A medida tem o objetivo de aumentar a oferta e tentar conter os preços da carne para os consumidores norte-americanos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova cota vale apenas para carnes consideradas magras, usadas na produção de carne moída e para a preparação de hambúrgueres. A ampliação será válida por 90 dias a partir de 1º de setembro e permitirá a entrada de até 100 mil toneladas por mês. Agora no g1 Segundo a Casa Branca, a medida estabelece uma redução em 25% do preço da carne no mercado norte-americano em relação aos valores atuais. Além disso, o governo Trump acredita que ela aumentará em 10% a oferta do produto no país. A ampliação não altera os acordos de livre-comércio com os EUA e não se aplica a países que possuem cotas específicas de carne bovina. Na última sexta-feira (21), Trump já havia anunciado nas redes sociais que ampliaria a cota de importação da carne bovina. Brasil pode ser beneficiado? A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou ao g1 que o Brasil será contemplado pela medida, "embora não seja o único país que poderá se beneficiar da ampliação". Contudo, os ganhos da indústria devem ser limitados, uma vez que a proclamação estabelece a comercialização com valores menores aos consumidores. O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Felipe Fabbri concorda que o Brasil deve se beneficiar da medida. Segundo o especialista, uma ampliação da cota ou uma redução das tarifas aumentaria a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e poderia abrir espaço para um volume maior de embarques aos Estados Unidos. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores dos EUA, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Depois que esse volume é esgotado, a carne brasileira continua podendo entrar no país, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil deve melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano. A medida de Trump acontece em um momento em que o Brasil diminuiu os embarques para o seu maior cliente, a China, depois de atingir o limite de cotas de comercialização sem a tarifa adicional. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para a Abiec, a medida não substitui o mercado chinês, uma vez que China e Estados Unidos demandam produtos com características e perfis distintos. Leia também: China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. Fabbri explica que a alta da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. Ele aponta que o impacto da medida sobre o preço ao consumidor ainda é incerto e dependerá da estratégia adotada pelas indústrias locais. “É difícil afirmar que o preço do hambúrguer cairá para o consumidor americano, mas a expectativa é que a medida ajude, ao menos em parte, a conter novas altas e a reduzir o custo de produção das indústrias locais”, afirma. Nesta quarta-feira (26), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A afirmação feita no programa de Glenn Beck ocorreu depois que o apresentador sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. Brasil já é um dos principais fornecedores Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para o país, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,54 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual, segundo dados da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos. Devido aos altos preços, Trump solicitou a abertura de uma investigação contra os quatro maiores frigoríficos atuantes no país, a JBS, a National Beef, controlada pela Marfrig, e as norte-americanas Cargill e Tyson Foods. Na época, o presidente afirmou que o encarecimento aconteceu "por meio de conluio ilícito". Saiba mais: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Irmãos Batista compram fabricante de armas de guerra Avibras Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1
26/08/2026 21:37:55 +00:00
Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio

Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio O governo federal é contra a exploração de terras raras em Minaçu, norte de Goiás, por uma empresa americana. A USA Rare Earth firmou um acordo para adquirir participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina no município. O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção de ímãs — da extração à fabricação — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado. Ainda é necessária, porém, a aprovação dos acionistas em assembleia marcada para sexta-feira (28). O ponto do contrato mais criticado pelo governo é a previsão de envio de 100% da produção inicial para os Estados Unidos. Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação O Brasil ainda não tem uma Política Nacional de Minerais Críticos. Uma proposta para criar essas regras aguarda aprovação do Congresso Nacional. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e ainda aguarda aval do Senado Federal. Nesta terça-feira (26), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que o projeto deverá ser votado na próxima semana. Exploração em Goiás Segundo integrantes do governo federal, está em estudo uma estratégia para rever o contrato de exploração entre as empresas em Goiás. Segundo esses interlocutores de Lula, as terras raras estão no subsolo, sendo,ãoportanto, patrimônio da União. Nessa avaliação, o negócio poderia ser revisto após a aprovação do projeto de lei, já que a empresa não teria direito adquirido de exploração desses recursos da União. A proposta da Política Nacional de Minerais Críticos prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Esse Conselho será responsável por definir diretrizes do setor e também por validar os projetos de mineração no país. Se a aprovação do projeto demorar no Congresso, o Conselho não será instalado no curto prazo. Nesse cenário, integrantes do governo avaliam que podem acionar a Justiça contra a exploração das terras raras pela empresa americana. Prioridade do governo As regras para exploração de terras raras e minerais críticos estão entre as prioridades do governo Lula. Ministros do presidente afirmam que a política de exploração deve incentivar investimentos privados nacionais - e que pode haver capital estrangeiro, desde que os minerais sejam transformados no Brasil. A ideia é, por exemplo, que os recursos passem por um processo de industrialização para se tornarem produtos de alta tecnologia, como chips, baterias ou equipamentos de defesa nacional.
26/08/2026 21:29:03 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos

Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), com dívidas de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, "com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo". "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. Veja abaixo qual é o rito da recuperação judicial. Quais são os próximos passos da recuperação judicial? E depois que o plano é apresentado? Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? O passo a passo da recuperação judicial Saiba mais na reportagem abaixo. Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões Quais são os próximos passos da recuperação judicial? Depois que a Justiça aceita o pedido de recuperação judicial, é nomeado um administrador para acompanhar e fiscalizar a empresa. Nesse momento, também começa a fase de elaboração do plano de recuperação, que será apresentado aos credores. Segundo o advogado e doutor em direito civil Vanderlei Garcia Junior, a fase de reorganização é uma das etapas mais delicadas do processo. Em geral, a empresa tem cerca de 60 dias corridos, contados da publicação da decisão, para apresentar esse plano. “Essa etapa é fundamental para identificar quem são os credores, que tipo de dívida cada um tem — como trabalhista, sem garantia ou com garantia — e o peso de cada grupo nas decisões que serão tomadas ao longo do processo”, explica. O plano de recuperação precisa ser viável na prática. A empresa deve explicar de forma clara as causas da crise, as medidas para reorganizar suas operações e como pretende pagar, renegociar ou reorganizar suas dívidas. Além disso, o plano pode detalhar outras medidas que a empresa pretende adotar para melhorar as contas, como a venda de ativos, o fechamento de unidades ou mudanças na estrutura societária. “Esse plano não é apenas um documento formal, mas um compromisso legal e financeiro que a empresa assume com seus credores”, afirma Garcia Junior. Volte ao índice. E depois que o plano é apresentado? Depois que o plano é apresentado, os credores analisam o documento e podem aprovar a proposta ou indicar pontos de discordância. Essa fase tem um prazo legal de 30 dias. Quando é preciso discutir esses pontos, é convocada uma Assembleia Geral de Credores (AGC). Na reunião, os credores votam o plano e podem aprová-lo, com ou sem mudanças, ou rejeitá-lo. “Diferentemente das etapas iniciais, essa fase não tem um prazo único e previamente definido, porque sua duração depende de fatores como o número de credores envolvidos, a complexidade das medidas previstas no plano e o nível de negociação necessário”, explica Garcia Junior. Na prática, essa etapa pode durar meses. Ela tende a ser mais rápida quando há consenso entre os credores e mais longa quando as divergências entre as partes são maiores. Se o plano for aprovado, a empresa passa a colocá-lo em prática, sob a fiscalização da Justiça. 🤔 E se o plano for rejeitado? Caso a assembleia rejeite o plano, a consequência prevista em lei é a decretação da falência da empresa. Isso ocorre porque a Justiça entende que não há um consenso mínimo para a continuidade das atividades nos termos propostos. Em algumas situações previstas em lei, o juiz pode aprovar o plano mesmo sem o apoio dos credores. Esse procedimento é conhecido como “cram down”. Nesses casos, a lei exige o cumprimento de alguns critérios rigorosos, como: O respeito a um tratamento equilibrado entre os credores; A aprovação de credores que representem mais da metade do valor das dívidas e que tenham participado da assembleia; A ausência de abuso de direito; A comprovação de que o plano é economicamente viável, entre outros pontos. Volte ao índice. Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? Segundo o especialista, depois que o plano é aprovado pela Justiça, a empresa permanece em recuperação judicial por um período mínimo de dois anos. “Esse prazo corresponde à fase de supervisão judicial mais intensa, na qual o juiz e o administrador judicial acompanham de perto o cumprimento das obrigações assumidas, especialmente as previstas para o curto prazo”, diz Garcia Junior. O advogado destaca, no entanto, que a duração financeira do plano pode ser bem maior, a depender das obrigações estabelecidas, como parcelamentos, prorrogação de dívidas ou condições especiais de pagamento. As propostas podem se estender por 10 a 20 anos, por exemplo, variando conforme a complexidade do caso e a capacidade de geração de caixa da empresa. Mas é preciso ter a aprovação dos credores para alongar a dívida por tanto tempo. “Na prática, muitos planos de recuperação judicial têm um horizonte financeiro entre cinco e 10 anos, mas a fiscalização judicial direta se concentra, como regra, nos primeiros dois anos após a concessão da recuperação”, completa. Depois de encerrar a recuperação judicial, a empresa retoma sua autonomia de gestão e deixa de estar submetida à fiscalização do Poder Judiciário e do administrador judicial. Isso, no entanto, não significa que a empresa deixe de ter responsabilidades em relação ao que foi acordado durante a recuperação judicial. Segundo o advogado, a empresa permanece “juridicamente obrigada a cumprir integralmente todas as condições e obrigações assumidas no plano aprovado” e pode ser responsabilizada caso não cumpra esses compromissos. Volte ao índice. E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? A recuperação judicial é um processo criado para permitir que a empresa continue funcionando. A proposta é manter contratos ativos e garantir a entrega de produtos e serviços, mesmo diante de dificuldades financeiras. Na prática, os clientes comuns tendem a não sentir impactos. “Novos contratos podem ser firmados normalmente, e os serviços essenciais costumam ser mantidos. Esse processo é importante para gerar receita e viabilizar o plano de recuperação”, diz Garcia Junior. Quem costuma ser mais afetado são investidores e credores, já que os pagamentos ficam suspensos, pelo menos, até a aprovação do plano de recuperação. No documento, ficam definidos os prazos de pagamento para cada grupo de credores e eventuais reduções no valor das dívidas. Por isso, os credores precisam acompanhar as informações oficiais do processo, participar das decisões nas assembleias e verificar se a empresa está cumprindo o que foi acordado. O bom andamento da recuperação judicial depende do cumprimento desse cronograma. Segundo Garcia Junior, a recuperação torna o processo mais “transparente e previsível”, ao estabelecer uma negociação coletiva acompanhada pela Justiça. “Isso reduz a falta de informação entre as partes e limita decisões tomadas de forma isolada, trazendo mais segurança jurídica para todos os envolvidos”, conclui. Volte ao índice. O passo a passo da recuperação judicial A empresa apresenta o pedido formal de recuperação judicial, explicando as razões da crise financeira. A Justiça analisa o pedido e, se aceitar, nomeia um administrador judicial para acompanhar e fiscalizar a empresa. Com a aprovação da Justiça, a empresa tem cerca de 60 dias para elaborar um plano, no qual detalha as causas da crise, como pretende reorganizar suas operações e sua gestão e de que forma vai pagar, renegociar ou reorganizar as dívidas. O plano é analisado pelos credores. Caso haja discordâncias, o juiz pode convocar uma assembleia geral de credores para que o texto seja votado. Depois de aprovado, o plano passa a ser colocado em prática pela empresa. A empresa sai da recuperação judicial quando cumpre todas as medidas previstas no plano de recuperação. Volte ao índice. Loja do Habib's em São Paulo Divulgação/Habib's
26/08/2026 20:30:42 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Entenda os motivos que levaram o Habib's a entrar em recuperação judicial O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), declarando uma dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, “com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”. As lojas continuam abertas. "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou o grupo. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. O grupo também possui uma ampla rede de franquias. Essas unidades não estão incluídas nesses números nem fazem parte da recuperação judicial. No pedido à Justiça, o grupo atribuiu parte da crise aos efeitos da pandemia de Covid-19, que reduziu o movimento em shoppings e centros urbanos onde estavam concentradas muitas de suas lojas. “Ali, sem dúvida, começou a se verificar um descompasso entre os investimentos feitos — lojas e mais lojas do Grupo Gennius para atender à demanda nos grandes centros de aglomeração, como shopping centers e centros urbanos das principais cidades brasileiras — e a receita obtida”, diz o documento. Ainda segundo a companhia, a expansão do delivery mudou os hábitos de consumo e reduziu o movimento nos restaurantes. O Grupo Gennius também citou a alta dos juros, que tornou suas dívidas mais caras em um momento de menor movimento nas lojas. Com menos dinheiro entrando e mais recursos destinados ao pagamento das dívidas, o grupo afirma que passou a ter dificuldades para pagar fornecedores. 🔎 A recuperação judicial é um processo que permite a uma empresa com dificuldades financeiras ganhar tempo para negociar suas dívidas e tentar evitar a falência. Durante esse período, parte das cobranças e ações dos credores fica suspensa. Em regra, essa proteção dura 180 dias, enquanto a empresa apresenta e negocia um plano para pagar as dívidas. Além das empresas responsáveis pelas lojas próprias, o processo inclui os controladores do Grupo Gennius, Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto, e companhias responsáveis pela gestão das marcas, do patrimônio, da produção de insumos, do marketing e de outras áreas. Habib's e Ragazzo, do Grupo Gennius. Divulgação/Habib's Quais os próximos passos? Com a aceitação do pedido pela Justiça, parte das cobranças e ações contra o grupo fica temporariamente suspensa, dando tempo para que as empresas tentem reorganizar as finanças. A KPMG, nomeada administradora judicial, terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas. Também deverá analisar o pedido para que as dívidas das diferentes empresas do grupo sejam tratadas de forma conjunta no processo. Em seguida, será publicada a lista de pessoas e empresas que têm valores a receber do grupo. Os credores terão 15 dias para apontar eventuais erros nos valores ou pedir a inclusão de dívidas que não apareçam na relação. O grupo terá 60 dias, a partir da publicação da decisão, para apresentar um plano explicando como pretende reorganizar e pagar as dívidas. Se o documento não for apresentado no prazo, a recuperação judicial poderá ser convertida em falência. SAIBA MAIS Habib’s em recuperação judicial: veja quais são os próximos passos Estratégia de preços baixos O Habib’s foi fundado em 1987 pelos irmãos Alberto e Belchior Saraiva. Desde o início, a rede apostou em preços baixos e grande volume de vendas para crescer no mercado de alimentação rápida. Para sustentar a estratégia, o grupo passou a produzir parte dos ingredientes e produtos usados nas próprias lojas, em vez de comprar tudo de fornecedores externos. A estrutura inclui indústrias, laticínios e panificadoras. Com o crescimento do Habib’s, o grupo ampliou sua atuação para outras marcas. Criou o Ragazzo, focado em coxinhas e outros lanches, e as churrascarias Tendall, voltadas ao segmento de rodízio de carnes. Com isso, expandiu os negócios para além da rede de comida árabe.
26/08/2026 19:49:03 +00:00
Carro zero mais barato do Brasil, preço do Renault Kwid cai quase R$ 12 mil e parte de R$ 71.190

Renault Kwid 2027 divulgação/Renault A Renault anunciou nesta quarta-feira (26) que a linha 2027 do Kwid terá o preço reduzido em R$ 11,6 mil, partindo de R$ 71.190 até R$ 84.890. Assim, o hatch segue sendo o carro zero mais barato do Brasil. Veja abaixo. Renault Kwid: entre R$ 71.190 e R$ 84.890; Fiat Mobi: entre R$ 85.490 e R$ 87.990; Citroën C3: entre R$ 88.990 e R$ 116.990. O hatch compacto também ganhou novo visual e uma central multimídia maior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Por fora, as mudanças são sutis e aparecem principalmente na dianteira. A grade de entrada de ar está mais fina, e há mais plástico preto fosco, que agora sobe a partir do para-choques e reduz o destaque dos faróis. No modelo anterior, eles eram envolvidos pela pintura na cor da carroceria. Outro detalhe é o logo atualizado da Renault. Ele segue o padrão já adotado em Boreal, Koleos e Kardian. Nesses modelos, o emblema tem linhas mais finas e abre mão do losango com preenchimento interno. Agora no g1 Internamente, as mudanças são mais visíveis: A central multimídia passa de 8 para 10,1 polegadas, deixa o centro do console e passa a ficar no topo, integrada ao painel de instrumentos; O painel de instrumentos ganha uma tela maior, colorida e personalizável; O volante passa a ter botões para controlar a mídia e personalizar as informações exibidas no painel digital. Renault Kwid 2027 divulgação/Renault O porta-malas continua com 290 litros, capacidade que o coloca à frente dos 200 litros do Fiat Mobi e atrás dos 310 litros do Citroën C3. O porte e o motor do novo Kwid também seguem inalterados (veja a ficha técnica abaixo). O consumo, porém, mudou conforme o cenário. A diferença é bastante pequena, mas, na cidade, o novo Kwid faz: Gasolina: 14,7 km/l, contra 14,4 km/l; Etanol: 10,2 km/l, contra 10,4 km/l. Já na estrada, foi para: Gasolina: 15 km/l, contra 15,4 km/l; Etanol: contra 10,6 km/l, contra 10,7 kml. Renault Kwid 2027 Mesmo com preços mais baixos, os carros de entrada não vendem tanto. Entre janeiro e julho de 2026, dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que esses modelos responderam por menos de 10% das vendas de carros zero quilômetro no país.
26/08/2026 19:30:04 +00:00
O que muda nas redes nos EUA após acordo bilionário da Meta

Adam Mosseri, chefe do Instagram, deixa o Tribunal após julgamento em que a Meta está sendo processada por 'incentivar' vício de adolescentes nas redes sociais. KARL MONDON/AFP A Meta fechou um acordo no qual aceitou pagar em torno de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões) e adicionar medidas de segurança mais robustas para proteger as crianças em suas plataformas Facebook e Instagram. A decisão encerra um julgamento histórico nos Estados Unidos sobre o vício em redes sociais entre adolescentes e resolve as ações movidas por 47 dos 50 estados americanos, anunciaram na quarta-feira (26) os procuradores-gerais estaduais. O caso buscava responsabilizar a gigante da tecnologia pelo papel que suas plataformas desempenharam na deterioração da saúde mental das crianças. A Meta foi acusada de contribuir para a crise de saúde mental juvenil ao projetar deliberadamente recursos que viciam crianças em suas plataformas e escondê-los do público. Os reclamantes também argumentaram que a empresa violou leis federais ao coletar rotineiramente dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais O acordo selado nesta quarta-feira deve encerrar o processo judicial envolvendo os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que estavam entre os 29 que processaram a Meta em 2023. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, estava entre os que deveriam depor perante um júri em um tribunal federal na Califórnia. Os casos em outros estados devem ir a julgamento posteriormente. Além disso, nove procuradores-gerais entraram com ações judiciais em seus respectivos estados. O julgamento começou na semana passada em Oakland, Califórnia, com a juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, supervisionando os procedimentos. A Meta estimou o valor do acordo em cerca de US$ 18 bilhões, número que aparentemente inclui uma indenização para o estado do Texas. Acordo "encerra práticas perigosas" da Meta "Durante anos, a Meta enganou intencionalmente o público sobre os recursos de design viciantes e prejudiciais que causaram estragos na saúde mental dos jovens", disse o procurador-geral da Virgínia, Jay Jones. O acordo, segundo ele, "colocará um fim a essas práticas perigosas e proporcionará um alívio significativo que protegerá as crianças de danos online". O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que o dinheiro será pago ao longo de dez anos, com seu estado recebendo pelo menos US$ 1,5 bilhão se o acordo for aprovado pelo tribunal. Nova Jersey espera receber pelo menos US$ 525 milhões, enquanto Massachusetts poderá receber pelo menos US$ 366 milhões. A parte que cabe à Virgínia é de US$ 353 milhões. A Meta afirmou em uma postagem que estava "dando continuidade aos nossos esforços de longa data para capacitar pais e apoiar adolescentes". "Garantir que os adolescentes tenham uma experiência segura e produtiva em nossas plataformas é um imperativo absoluto para a Meta", disse a empresa. "Queremos acertar isso junto a pais e adolescentes, e é por isso que firmamos parceria com procuradores-gerais estaduais para estabelecer um novo padrão do setor." A empresa incentivou seus concorrentes, TikTok e YouTube, a adotarem medidas de segurança semelhantes. O acordo de US$ 17 bilhões representa uma fração da receita da Meta em 2025, de US$ 201 bilhões. Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos O que diz o acordo Nos termos do acordo proposto, a Meta concordou em adotar uma série de recursos de segurança, incluindo limites diários de tempo de uso e pausas obrigatórias para crianças que usam o Instagram e o Facebook. A empresa eliminará as notificações push durante o horário escolar em dias de semana e implementará medidas robustas de verificação de idade e controles de conteúdo apropriados para cada faixa etária, a fim de prevenir o bullying e a disseminação de material prejudicial sobre temas como distúrbios alimentares e automutilação. As notificações push também deverão ser desativadas entre as 22h e as 7h. Haverá controles parentais mais fortes e fáceis de usar, além de limites para recursos de comparação social, como a contagem de curtidas. Um auditor independente avaliará como a Meta está implementando os recursos de segurança e qual a sua eficácia. Como serão feitos os pagamentos A Meta deverá pagar o valor estipulado em dez parcelas anuais, totalizando cerca de US$ 11,7 bilhões, com outros US$ 5,3 bilhões a serem pagos aos estados somente se plataformas concorrentes assinarem acordos semelhantes. Isso atingiria um máximo de US$ 16,7 bilhões. Separadamente, a empresa pagaria US$ 75 milhões para cobrir os custos legais dos estados e US$ 459 milhões para resolver antigas reivindicações relacionadas ao escândalo de dados da Cambridge Analytica – caso de uso indevido de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook para influenciar eleições e veicular propaganda política, revelado em 2018. No entanto, a empresa afirmou que 30% do valor total – cerca de US$ 5,3 bilhões – só serão liberados para os estados se as concorrentes YouTube e TikTok cumprirem duas condições: implementar recursos de segurança semelhantes, incluindo um limite diário de uma hora, um bloqueio noturno e medidas de verificação de idade; e pagar valor equivalente, dividido entre as duas empresas. A Alphabet, proprietária do Google e do YouTube, e o TikTok não se pronunciaram imediatamente sobre o acordo desta quarta-feira. Espera-se que os estados gastem o dinheiro em programas de saúde mental para jovens, linhas de apoio em crises, atividades extracurriculares e alfabetização digital, embora as decisões finais caibam às assembleias legislativas estaduais. Limite diário e bloqueio noturno Dentro de seis meses, os perfis de adolescentes deverão ser bloqueados no Facebook e no Instagram da meia-noite às 6h. As mensagens e as configurações permaneceriam disponíveis, mas com recursos limitados para que os jovens não possam usá-las para acessar o restante do aplicativo. As contas teriam um limite padrão de duas horas de uso diário cumulativo nos aplicativos da Meta, reiniciando à meia-noite. Mensagens e vídeos longos não contam para o total. O toque de recolher e o limite não podem ser alterados por um adolescente sem a aprovação dos pais. Se plataformas concorrentes adotarem compromissos equivalentes, o bloqueio noturno se estenderá das 22h às 7h e o limite diário cairá para 60 minutos por aplicativo, com um máximo de duas horas no total. Dentro de quatro meses, os adolescentes deverão ter acesso a um feed que não é personalizado por algoritmos. A contagem de curtidas seria ocultada e os filtros de cirurgia plástica seriam bloqueados. Verificação de idade A Meta tem um ano para implementar um sistema preciso de verificação de idade. As ferramentas de verificação não devem identificar erroneamente mais de 3% dos jovens de 13 a 15 anos como adultos, e não mais de 10% dos jovens de 16 e 17 anos. Novos perfis cuja idade não for verificada após 14 dias serão tratados como contas de adolescentes, independentemente da idade declarada. Para usuários menores de 13 anos, que são proibidos de usar as plataformas de acordo com a legislação dos EUA, a Meta deve presumir que uma conta denunciada é de menor de idade, a menos que haja evidências em contrário, além de verificar as redes de amigos de contas excluídas em busca de outros usuários menores de idade. O papel dos pais Os pais que supervisionam uma conta de adolescente receberão notificações diárias sobre o tempo gasto, lembretes para revisar as configurações e a possibilidade de ajustar o horário escolar. A Meta deve responder às denúncias de conteúdo ilegal ou ofensivo feitas por adolescentes em até seis horas em pelo menos 90% dos casos registrados em inglês ou espanhol. Um auditor independente, escolhido em conjunto pela Meta e por um comitê de estados e pago pela empresa, deverá monitorar o cumprimento do acordo geral durante dez anos. Uma decisão separada impede a Meta de fazer declarações falsas ou enganosas sobre seus recursos de segurança.
26/08/2026 19:12:42 +00:00
Trump analisa regras da carne bovina enquanto produtores se opõem a tarifas; JBS e MBRF estão no setor

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26), no programa de Glenn Beck, que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A declaração ocorreu depois que Beck sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. O governo Trump tem adotado medidas para reduzir regulamentações em diferentes áreas do governo. ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Beck pediu a Trump que "analisasse o cartel que é o setor de processamento de carne" e sugeriu que a redução das regulamentações do Departamento de Agricultura facilitaria o processamento de carne bovina por pecuaristas de menor porte. "Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas", disse Trump. "Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso -- são quatro empresas, e é um monopólio." Quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co. Duas delas, JBS USA e National Beef, são controladas pelas brasileiras JBS e MBRF. No ano passado, o Departamento de Justiça informou que investigava se as empresas de frigoríficos estavam elevando ilegalmente os preços da carne bovina para os consumidores. Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços, que estão em níveis recordes. "Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota", disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Preço da carne pode subir? Medida é criticada e pecuaristas pedem que Trump volte atrás A medida foi criticada por grupos agrícolas, incluindo a principal entidade de lobby do setor, a American Farm Bureau Federation. O presidente da AFBF, Zippy Duvall, pediu a Trump, em uma carta enviada na terça-feira (25), que reconsiderasse o plano. Segundo ele, a medida "prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas". A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca, na terça-feira, que não sabia quais países estavam incluídos no anúncio de Trump. Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. *Com informações da Reuters ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
26/08/2026 18:34:45 +00:00
Dívida pública federal cresce 0,22% em julho e atinge R$ 9,28 trilhões

A dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$R$ 9,28 trilhões, informou nesta quarta-feira (26) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em junho o endividamento estava em R$ R$ R$ 9,26 trilhões. A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. De acordo com o Tesouro, o resultado está relacionado ao crescimento da dívida em decorrência do aumento dos juros, no valor de R$ 85,53 bilhões. Esse movimento foi em parte neutralizado pelo resgate líquido, no valor de R$ 65,14 bilhões. Segundo o governo, o prazo médio da dívida apresentou aumento, passando de 4,01 anos, em junho, para 4,05 anos, em julho. Agora no g1 Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses da dívida reduziu de 12,68% ao ano em junho, para 12,45% ao ano, em julho. A chamada "reserva de liquidez' (disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida) apresentou aumento, em termos nominais, de 1,89%, passando de R$ 1,34 trilhão em junho, para R$ 1,37 trilhão, em julho. Em relação ao mesmo mês de 2025 (R$ 988,35 bilhões), houve crescimento, em termos nominais, de 38,74%. A previsão do Tesouro Nacional é que a dívida encerre o ano de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional O dado consta no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado nesta quarta-feira (26). Ainda em relação ao PAF, o Tesouro revisou a composição esperada da dívida. A expectativa do Tesouro é que entre 49% e 53% do estoque da dívida seja composto por títulos atrelados à taxa flutuante, reduzindo a expectativa de títulos pré-fixado ou corrigidos pela inflação.
26/08/2026 18:09:44 +00:00
Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro

Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada "subvenção" à gasolina, ou seja, um tipo de subsídio, até 9 de setembro. Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 0,44 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo. 🔎Essa subvenção é uma ajuda financeira dada pelo governo para reduzir o preço de um produto ou serviço. No caso da gasolina, o governo federal está pagando parte do aumento de custos para evitar que a alta do petróleo seja repassada integralmente aos consumidores. Anunciado inicialmente em maio e renovado em julho, o subsídio foi definido para tentar conter os efeitos da guerra na economia brasileira. A explicação é que, com a alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia. Sem o subsídio para conter o preço, haveria impacto inflacionário maior. "A prorrogação da medida decorre da avaliação de que ainda persiste um cenário externo de instabilidade, marcado por recentes oscilações no mercado internacional de petróleo e seus derivados, e seus potenciais reflexos sobre os preços domésticos dos combustíveis. A manutenção do valor de R$ 0,44/litro se mostra compatível para mitigar o repasse da volatilidade de preços a população", afirmou o Ministério da Fazenda. Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Devido à subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro. Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em julho a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP
26/08/2026 17:09:05 +00:00
Jeep lança Série Especial 85 Anos para Renegade, Avenger, Compass e Commander

Jeep Avenger da série especial 85 anos. Divulgação/Stellantis A Jeep apresentou nesta quarta-feira (26) a Série Especial 85 Anos durante o Festival Interlagos, em São Paulo. A linha comemorativa abrange toda a gama produzida no país: o novo utilitário esportivo Avenger e os modelos Renegade, Compass e Commander. As vendas começam em setembro em todas as concessionárias do Brasil, com produção restrita a até 500 unidades por modelo. Preços não foram divulgados, mas, segundo a Stellantis, quando as unidades chegarem às lojas, os valores serão comunicados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A nova opção toma como base a versão Longitude nos modelos Avenger, Renegade e Compass, enquanto o Commander utiliza como partida a versão Limited. Agora no g1 As mudanças visuais e os itens exclusivos da Série Especial 85 Anos incluem: Pintura externa em dois tons com teto preto e rodas em tom Preto Opaco no Avenger; Emblemas comemorativos de 85 anos fixados na carroceria; Grade dianteira e protetores de para-choque em tom Preto Onyx para o Compass e em Dark Chrome para o Commander; Logotipos externos com acabamento em preto brilhante exclusivos do Commander; Cabine com costuras de contraste no tom Mayan Gold nos assentos, nas portas e no painel em todos os veículos; Volante com acabamento em tom escuro e manopla de câmbio na cor preta; Revestimento interno com detalhes em suede na cabine do Commander; Faróis com iluminação Matrix e grade dianteira iluminada no Avenger. Além das novidades de design, a série comemorativa do Avenger incorpora assistente de voz com tecnologia ChatGPT, câmeras de visão em 360 graus e sensores de estacionamento na frente. Itens que já foram apresentados no lançamento do produto. O que é o Jeep Avenger Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis A reportagem do g1 já testou o Jeep Avenger, lançamento mais importante da marca nos últimos anos. O SUV começa é fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990. O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado às primeiras mil unidades. É possível ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades. As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais. O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel. Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento. O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema híbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina. O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Ficha técnica - Jeep Avenger Limited Assentos: 5 Comprimento: 4,08 m Largura: 1,77 m (sem retrovisor) Altura: 1,58 m Entre-eixos: 2,55 m. Porta-malas: 320 litros (VDA) Peso: 1.280 kg Rodas: 18 polegadas Pneus: 215/55 R18 Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora Suspensão traseira: Eixo de torção Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: Disco sólido Direção: Elétrica Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV Combustível: Gasolina / Etanol Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina) Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina) Câmbio: Automático, CVT Marchas: 7 marchas simuladas Tração: Dianteira Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l Consumo urbano etanol: 8,8 km/l Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l Tanque de combustível: 47 litros Capacidade de carga: 400 kg Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Design forte Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse. A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saída e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas características tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada. O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca. As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustível na parte traseira dos jipes durante os combates. Jeep lança o Avenger no Brasil Divulgação / Stellantis Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimídia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot. Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores. A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai. Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos. Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços. Jeep Avenger Altitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades) Design Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16; Bancos revestidos em tecido; Console central com apoio de braço, porta-copos removível, porta-celular e porta-objetos; Lanternas escurecidas em LED; Maçanetas e retrovisores externos na cor preta. Tecnologia e conforto Faróis em LED + Automatic High Beam; Ar-condicionado; Cluster de 7" full digital Multimídia 10"; 1 entrada USB e 1 USB-C; Freio de estacionamento elétrico; Partida do motor sem chave; Seletor de terrenos (Selec-Terrain); Sensor de chuva; Sensor de estacionamento traseiro; Volante multifuncional; Hill Descent Control (assistente de descida de rampa). Segurança 6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais; Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera; Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA); Controle de estabilidade (ESC); Detector de fadiga do motorista; Controle automático de velocidade de cruzeiro; Reconhecimento de placas de trânsito (TSR). Opcional Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990): Barras de teto Câmera de ré Jeep Avenger Longitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990 Tudo da versão Altitude + Design Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17; Bancos revestidos em tecido e vinil; Barras longitudinais no teto; Maçanetas na cor do veículo; Retrovisores em black piano; Volante multifuncional em couro e acabamento black piano. Tecnologia e conforto Ar-condicionado digital automático; Faróis de neblina com função de iluminação em curva; Walk away lock (veículo trava quando a chave se afasta); Keyless + Entry N'go (veículo destrava com aproximação da chave); Câmera de ré; Carregador de celular sem fio; Aletas para trocas de marcha atrás do volante. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC); Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera. Opcionais Pacote Convenience Pack com: Entradas USB e USB-C traseiras; Retrovisor Frameless (sem moldura) Espelhos rebatíveis; Detector de ponto cego (Blind Spot Detection); Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais. Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence Teto solar; Cluster Full Digital 10,25"; Jeep Connect + ChatGPT embarcada. Jeep Avenger Limited Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Limited — R$ 145.990 Tudo da versão Longitude + Design Grade de sete fendas iluminada; Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18; Bancos revestidos em vinil; Teto preto; Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico; Ambient Light - 8 cores; Iluminação interna em LED; Retrovisores em Black Piano. Tecnologia e conforto Farol LED Matrix; Jeep Connect + ChatGPT embarcada; Câmera 360°; Retrovisores externos com rebatimento automático; Cluster full digital 10,25"; Sensor de estacionamento frontal; Navegação embarcada; Porta USB para passageiros traseiros. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa; Sistema de monitoramento de ponto cego. Opcional Teto solar
26/08/2026 17:04:09 +00:00
Justiça libera R$ 2,75 bilhões para atrasados do INSS; veja quem tem direito e como receber

A cobrança do INSS era indevida, o que justificou a indenização por danos morais Divulgação / INSS O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,31 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos do governo federal. Do total, R$ 2,75 bilhões são destinados a ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais, incluindo casos de revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade e outros benefícios. Os recursos atendem 280.193 beneficiários em 220.110 processos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em número de processos, as ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais representam 57,2% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas e concentram aproximadamente 83% do dinheiro. São valores que o governo deixou de pagar ou pagou a menos e que, após decisão judicial, precisam ser quitados. Esses valores são chamados de atrasados. Estagiário de agência do INSS é preso por envolvimento em fraudes de benefícios Como são feitos os pagamentos? O CJF libera os recursos para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são responsáveis por fazer os depósitos. O dinheiro é colocado em uma conta específica, aberta para cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal. Ou seja, o valor não é depositado automaticamente na conta bancária que a pessoa usa normalmente. Depois que o TRF informar que o pagamento está disponível, o beneficiário pode sacar o dinheiro diretamente em uma agência do banco indicado, apresentando os documentos necessários. Em determinadas situações, também é possível pedir a transferência do valor para uma conta indicada pelo advogado. A data em que o dinheiro estará apto deve ser consultada no site do TRF responsável pelo processo. Quanto cada TRF recebeu Como saber se sou um dos atrasados? Para receber os atrasados, não basta ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS, é preciso ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote. Veja o passo a passo de verificação: Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal; Procure informações sobre a expedição da RPV ou sobre a liberação do pagamento; Consulte o TRF responsável pelo processo. É o TRF que informa quando o dinheiro estará disponível; Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme o sistema de consulta do tribunal.
26/08/2026 16:45:24 +00:00
Meta vai pagar US$ 16 bilhões em acordo por alegações de vício de crianças em redes sociais nos EUA

Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, concordou em pagar US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 86,7 bilhões) a estados americanos em um acordo judicial relacionado a um processo que acusa a empresa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais. A empresa também concordou em adotar novas regras para adolescentes que usam Facebook e Instagram em todos os Estados Unidos, incluindo limite diário de uso e bloqueio durante a madrugada, segundo documentos judiciais. (veja outras medidas) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters. O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades. O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos. Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão. Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas. Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters. Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental. 🔎 Além do pagamento de US$ 16,68 bilhões, o acordo prevê uma série de mudanças nas contas de menores de 18 anos, segundo a Reuters: limite diário padrão de 2 horas para usuários menores de 18 anos, que só pode ser alterado por um dos pais; que a Meta responda a 90% dos relatos de adolescentes sobre conteúdo potencialmente prejudicial em até 6 horas; que usuários menores de 18 anos tenham a opção de usar um feed não personalizado; inclui bloqueio noturno padrão entre meia-noite e 6h para usuários menores de 18 anos, que pode ser removido pelos pais; que a Meta mantenha, revise e melhore as medidas existentes de segurança de conteúdo para adolescentes; que a empresa implemente medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas; E bloqueie notificações para usuários menores de 18 anos das 22h às 7h e durante o horário escolar. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
26/08/2026 13:41:32 +00:00
Jaecoo 5 chega em setembro como o mais potente da categoria, para enfrentar HR-V, Creta e Renegade

Omoda & Jaecoo apresenta o Jaecoo 5 no Festival Interlagos Carlos Cereijo/g1 A Omoda&Jaecoo apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV compacto Jaecoo 5, que promete ser o mais potente da categoria. A marca não divulgou preço, mas o g1 apurou que o modelo chega para concorrer com Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta e outros SUVs na faixa dos R$ 200 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Jaecoo 5 utiliza um sistema híbrido pleno, que não precisa ser ligado à tomada, já que a bateria é recarregada durante o funcionamento do veículo. A pré-venda começa em setembro de 2026. O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv com um motor elétrico de 204 cv. Juntos, eles entregam 224 cv de potência. Agora no g1 O Jaecoo 5 acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. A bateria tem capacidade de 1,83 kWh e é recarregada pelo próprio sistema híbrido. Veja as dimensões do Jaecoo 5: Comprimento: 4,38 metros; Largura: 1,86 metro; Altura: 1,65 metro; Distância entre-eixos: 2,62 metros; Porta-malas: 410 litros de capacidade básica (1.214 litros com assentos rebaixados). Entre os principais equipamentos da versão topo de linha estão: Central multimídia de 13,2 polegadas com sistema de karaokê; Apple CarPlay e Android Auto sem fio; Carregador de celular por indução e comandos de voz; Sistema de som Sony e ar-condicionado de duas zonas; Bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação; Teto panorâmico de 1,45 m² e iluminação interna configurável; Recursos internos voltados ao transporte de animais de estimação; Pacote com 17 assistentes de condução, incluindo frenagem automática de emergência, alerta de colisão, piloto automático adaptativo e monitoramento de pontos cegos. A montadora oferece sete anos de garantia para o veículo e oito anos para a bateria. Segundo a empresa, o Jaecoo 5 acumula mais de 187 mil unidades vendidas no mundo em pouco mais de um ano e é o modelo mais vendido globalmente pela marca, que pertence ao Grupo Chery. Além do Jaecoo 5, a fabricante prepara outros dois lançamentos no Brasil: o Jaecoo 8, previsto para o início de 2027, e o Omoda 7, que chega ainda neste ano. Os modelos fazem parte do plano de expansão da empresa no país. Os preços dos novos SUVs ainda não foram divulgados. Jaecoo 8 Galerias Relacionadas O Jaecoo 8 terá capacidade para até sete passageiros e sistema híbrido plug-in — ou seja, com bateria que pode ser recarregada na tomada. O conjunto inclui motor 1.5 turbo e tração nas quatro rodas. O SUV chega em 2027, mas ainda não teve o preço divulgado. Veja as dimensões do Jaecoo 8: Comprimento: 4,82 metros; Largura: 1,93 metro; Distância entre-eixos: 2,82 metros; Porta-malas: 738 litros. Omoda 7 Galerias Relacionadas Já o Omoda 7 terá sistema híbrido plug-in de 279 cv e autonomia de 60 km rodando apenas com eletricidade, segundo o padrão brasileiro de medição. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 8,4 segundos e chega ainda neste ano. O preço também não foi divulgado. Veja as dimensões do Omoda 7: Comprimento: 4,66 metros; Largura: 1,87 metro; Distância entre-eixos: 2,72 metros; Porta-malas: 590 litros. Entre os equipamentos anunciados para os novos modelos estão: Centrais multimídia com telas sensíveis ao toque e conexão sem fio para celulares; Painéis de instrumentos digitais e teto solar panorâmico; Sistemas de som e carregadores de celular por indução; Bancos com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento; Frenagem automática de emergência e piloto automático adaptativo; Câmeras com visão de 360 graus e até 10 airbags. A empresa oferece sete anos de garantia para os veículos e oito anos para as baterias.
26/08/2026 13:09:43 +00:00
Omar Aziz vai propor transição de até um ano para fim da escala 6x1

O relator da proposta do fim da escala 6x1 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), irá propor uma transição de até um ano para a redução das horas semanais trabalhadas e quer exceções para setores específicos. Ao blog, o senador afirmou que entregará o relatório nesta quinta-feira (27), para que Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) possa votar o texto na próxima semana. Segundo Aziz, há um acordo com o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), para que a proposta seja o primeiro item na pauta. Principais pontos que o relator irá propor: transição de dois meses para a redução de 44 horas semanais para 42 horas transição de até um ano para a redução de 42 horas semanais para 40 horas os dois dias de descanso não precisam ser o sábado e o domingo; podem ser alternados atividades atípicas podem ter escalas especiais, a serem discutidas em leis complementares; um exemplo dessas atividades são os trabalhadores de plataformas, que ficam dias em alto mar Após reuniões com Lula, Alcolumbre destrava PEC da Segurança e fim da escala 6x1 O texto de Aziz foi formulado de modo que a proposta não precise voltar à Câmara – onde foi aprovada em maio. A rapidez na tramitação tem relação com a urgência eleitoral. Tanto o governo Lula quanto os senadores que disputarão o pleito de outubro querem se apresentar aos eleitores como responsáveis pela redução nas horas trabalhadas. A recente pacificação na relação entre os presidentes da República e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez com que o Senado desengavetasse a proposta. Senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ do Senado Geraldo Magela/Agência Senado
26/08/2026 13:02:07 +00:00
Bill Gates alerta para perigos da IA e quer discutir regras com Xi Jinping, presidente da China

Na China, seu rosto já pode ser alugado ou vendido para a IA Bill Gates, cofundador da Microsoft, pretende se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste ano para discutir formas de reduzir os riscos provocados pelo avanço da inteligência artificial (IA). Em entrevista à agencia Reuters, Gates afirmou que acredita que a China poderia concordar em restringir o lançamento de modelos de IA potencialmente perigosos caso os Estados Unidos tomassem a iniciativa primeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O mundo inteiro concordaria com isso", disse Gates. A equipe do bilionário trabalha para finalizar uma reunião com Xi durante sua próxima viagem à China, prevista para novembro, segundo um porta-voz. Gates já havia se encontrado com o presidente chinês em 2023. Gates também quer propor que os países monitorem a capacidade da inteligência artificial de criar moléculas e contribuir para ataques biológicos. Segundo ele, esse tipo de acompanhamento não impediria o desenvolvimento da indústria de tecnologia. Para o bilionário, poucos líderes mundiais estão agindo com a rapidez necessária para antecipar os possíveis danos provocados pela IA. "Sim, no passado, a tecnologia nunca fazia isso. Desta vez é diferente", afirmou. "Isso é como um marco evolutivo que precisa de uma incrível gestão de políticas por parte da sociedade como um todo." O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. Gates se preocupa com segurança da IA Gates adotou uma postura mais otimista sobre a inteligência artificial no início deste ano, mas afirma que passou a se preocupar com a possibilidade de a tecnologia ser usada para realizar ataques, substituir trabalhadores e manipular usuários. IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada? Ele citou como exemplo recentes testes de segurança envolvendo sistemas de inteligência artificial da OpenAI, Anthropic e Meta. Durante avaliações de cibersegurança, os modelos conseguiram realizar ataques contra sites reais. "Esses incidentes de segurança são chocantes e deveriam impressionar as pessoas", disse Gates Em um texto publicado em seu blog nesta quarta-feira (26), o bilionário defendeu a criação de uma organização internacional para administrar questões relacionadas à inteligência artificial. A proposta teria elementos de modelos já utilizados em outras áreas, como as inspeções internacionais relacionadas a armas nucleares, as regras da aviação e os acordos para proteção da camada de ozônio. Gates concorda que os Estados Unidos devem liderar as discussões sobre segurança da IA, mas defende que sejam estabelecidos critérios claros para determinar quais medidas devem ser adotadas. Impacto no mercado de trabalho Além dos riscos relacionados à segurança, Gates também demonstrou preocupação com os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. O bilionário afirmou que considera a possibilidade de criar impostos sobre empresas que utilizem IA para substituir trabalhadores. Segundo ele, a arrecadação poderia ajudar a financiar uma rede de proteção social. Gates também disse que a sociedade deveria considerar reservar até 40% dos empregos atuais para seres humanos. Como exemplo, citou os cuidados que seu pai recebeu durante o período em que teve Alzheimer. Para Gates, atividades relacionadas ao cuidado de pessoas possuem características que não podem ser substituídas pela tecnologia. O bilionário também criticou protestos comunitários contra a construção de data centers voltados à inteligência artificial. Segundo ele, essas manifestações deixam de lado uma questão maior: os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho. "Espere até realmente estragar o mercado de trabalho", afirmou. Fundação Gates A Fundação Gates pretende gastar US$ 200 bilhões até 2045, com uma atenção crescente ao uso da inteligência artificial. A organização trabalha com a Anthropic no desenvolvimento de exames de saúde para a gravidez com uso de IA e com a OpenAI em projetos voltados a profissionais de saúde em Ruanda. Gates afirmou ainda que pretende conversar com funcionários das duas empresas sobre projetos de impacto social. Para o bilionário, garantir que a inteligência artificial não aumente a desigualdade e não prejudique pessoas vulneráveis deve ser uma das principais prioridades do mundo. Bill Gates durante o Fórum Econômico Mundial, em maio de 2022 Reuters/Arnd Wiegmann
26/08/2026 12:36:28 +00:00
GWM Tank 400 híbrido flex chega ao Brasil em 2026, para rivalizar com Toyota SW4

GWM Tank 400 André Fogaça/g1 A GWM confirmou que o Tank 400, um jipão de cinco lugares, chega ao mercado brasileiro em 2026. O modelo será um híbrido plug-in flex e terá o Toyota SW4 como um dos principais concorrentes. O modelo estará em exibição no Festival Interlagos, que acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, em São Paulo (SP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp À primeira vista, o Tank 400 não tem o mesmo visual quadrado do Haval H9 e do Tank 300. As linhas são mais suaves e aproximam o modelo da proposta do Toyota SW4. O Tank 400 também traz elementos que lembram o rival japonês. Um deles é a linha lateral, que sobe no fim das portas traseiras e deixa a janela seguinte em uma posição mais alta. Agora no g1 A grade frontal integrada aos faróis, posicionados mais acima, também lembra a do SW4. Nas dimensões, porém, o Tank 400 é maior e chega a ter 19 centímetros a mais de comprimento: Comprimento: 4,98 metros (contra 4,79 metros do SW4); Largura: 1,95 metro (contra 1,85 metro do SW4); Altura: 1,9 metro (contra 1,83 metro do SW4); Distância entre-eixos: 2,85 metros (contra 2,74 metros do SW4). Na traseira, porém, o Tank 400 se distancia do SW4: a tampa do porta-malas abre lateralmente e leva o estepe preso na parte externa. GWM Tank 400 divulgação/GWM Por dentro, as diferenças ficam mais evidentes. Enquanto o SW4 tem uma cabine mais simples e funcional, o Tank 400 aposta em materiais macios ao toque, acabamento com cores mais discretas e uma lista maior de equipamentos. O destaque é a enorme central multimídia de 16,3 polegadas, acompanhada por um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas. No SW4, o quadro de instrumentos ainda combina mostradores analógicos, e a central multimídia tem só 9 polegadas. O Tank 400 também traz dois carregadores de celular por indução. Diferentemente da versão chinesa, o seletor de marchas fica exclusivamente na coluna de direção. A GWM ainda não divulgou todas as informações técnicas do Tank 400 que será vendido no Brasil. Por enquanto, a fabricante confirmou apenas que o modelo terá sistema híbrido plug-in flex, que combina motor a combustão, motor elétrico e bateria que pode ser recarregada na tomada. Em outros mercados, o Tank 400 utiliza o mesmo conjunto mecânico do Tank 300 vendido no Brasil. No Tank 300, os números são os seguintes: Conjunto híbrido com um motor elétrico e um a combustão; Potência combinada: 394 cv; Torque combinado: 76,4 kgfm; 0 a 100 km/h: 6,8 segundos; Bateria: 37 kWh; Autonomia no modo elétrico: 74 km. GWM Tank 400 divulgação/GWM Novo rival de peso Como mostrou o g1 em julho, a SW4 já vinha sofrendo com a concorrência do GWM Haval H9. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades. Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9. Veja na reportagem abaixo. GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês
26/08/2026 12:27:25 +00:00
IPCA-15: preços caem 0,40% em agosto, com conta de luz, gasolina e alimentos mais baratos

TV Verdes Mares/Reprodução O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, registrou queda de 0,40% nos preços em agosto. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% em 12 meses. Nesse último recorte, houve desaceleração em relação aos 4,52% registrados no período anterior. Em agosto de 2025, o índice havia caído 0,14%, última deflação registrada. O resultado de deflação veio mais baixo que as expectativas, segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos. Segundo ele, as projeções consideradas apontavam resultados entre alta de 0,25% e queda de 0,30%. Para o economista, a inflação menor que a esperada pode contribuir para a queda dos juros negociados pelo mercado para prazos mais curtos. Outros fatores recentes, como o comportamento dos preços do petróleo e a valorização do real, também podem ajudar nesse movimento. Agora no g1 IPCA-15 de agosto Arte/g1 A queda de agosto foi puxada principalmente pelos grupos de Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. Os três grupos recuaram 1,41%, 1% e 0,57%, respectivamente. Essas quedas retiraram 0,22, 0,20 e 0,12 ponto percentual do IPCA-15. Nos demais grupos, as variações foram da queda de 0,20% em Vestuário à alta de 0,66% em Despesas pessoais. Veja a variação dos grupos em agosto: Alimentação e bebidas: -0,57%; Habitação: -1,41%; Artigos de residência: 0,04%; Vestuário: -0,20%; Transportes: -1%; Saúde e cuidados pessoais: 0,40%; Despesas pessoais: 0,66%; Educação: 0,46%; Comunicação: -0,02%. Conta de luz, transportes e alimentos puxam queda A queda de 1,41% em Habitação foi influenciada principalmente pela conta de luz, que ficou 6,25% mais barata. Sozinha, a energia elétrica retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15. A redução ocorreu após a inclusão do Bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto. Mesmo com a queda, a bandeira tarifária amarela continuou em vigor no mês, acrescentando R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Em Transportes, os preços passaram de uma alta de 0,11% em julho para uma queda de 1% em agosto. O recuo foi puxado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 13,30% mais baratas, e pelos combustíveis, com queda de 1,43%. Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,63%, a gasolina recuou 1,23% e o óleo diesel, 0,71%. Na contramão, o gás veicular subiu 1,42%. As tarifas de táxi aumentaram 0,20%, influenciadas por um reajuste de 8,42% em Belo Horizonte, aplicado a partir de 8 de agosto. IPCA-15 acumulada em 12 meses Arte/g1 O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57% em agosto, puxado principalmente pela redução de 0,97% nos preços dos alimentos consumidos em casa. Para Perri, a alimentação no domicílio foi o principal destaque do resultado, porque reúne produtos importantes para o orçamento das famílias e vinha pressionando o custo de vida. “O destaque mesmo vem para alimentação no domicílio. É um alívio bem legal, teve alguns itens importantes na mesa do Brasil que tiveram recuo importante, por exemplo, feijão carioca caiu mais de 2%.” Entre os produtos, alguns tiveram quedas expressivas, enquanto outros ficaram mais caros: 🍅 Tomate: -27,38% 🥔 Batata-inglesa: -25,14% 🥕 Cenoura: -17,05% ☕ Café moído: -2,31% 🥛 Leite longa vida: +3,41% 🍎 Frutas: +3,11% Já a alimentação fora de casa ficou 0,42% mais cara em agosto, abaixo da alta de 0,55% registrada em julho. Os lanches subiram 0,75%, ante 0,30% no mês anterior, enquanto as refeições avançaram 0,25%, após alta de 0,66% em julho. Na avaliação do economista, a queda dos alimentos pode aliviar o orçamento das famílias, depois de anos de pressão desse grupo sobre o custo de vida. Segundo Perri, o resultado também pode ser positivo para o governo, por reduzir a pressão sobre os preços de itens presentes no dia a dia da população. Despesas pessoais, educação e saúde registram alta O grupo Despesas pessoais subiu 0,66% em agosto, puxado principalmente pelo aumento de 5,56% no preço dos cigarros, após reajuste aplicado a partir de 1º de agosto. Em Educação, os preços subiram 0,46% no mês. Os cursos regulares ficaram 0,52% mais caros, com altas de 0,58% no ensino fundamental e de 0,49% no ensino superior. Já os demais cursos subiram 0,36%, puxados principalmente pelo aumento de 0,92% nos cursos de idiomas. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,40%, com aumento de 0,47% nos produtos de higiene pessoal e de 0,42% nos planos de saúde. No caso dos planos, a variação incorpora os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o reajuste pode chegar a 5,11%, com aplicação entre maio de 2026 e abril de 2027. Para contratos anteriores à lei, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, dependendo do plano. Prazo para atualizar cadastro de habitação começa nesta segunda em Campo Grande Divulgação
26/08/2026 12:00:39 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com IPCA-15, dívida pública e dados dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,22% nesta quarta-feira (26), cotado a R$ 5,1513. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve leve avanço de 0,01%, aos 174.586 pontos. ▶️ Os investidores acompanharam a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, pelo IBGE. O índice recuou 0,40% em agosto, após ter avançado 0,06% em julho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Além disso, o Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira que a dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$ 9,28 trilhões. Em junho, o endividamento estava em R$ 9,26 trilhões. ▶️ Um dia antes, a Receita Federal havia divulgado o resultado da arrecadação de julho. No mês, o governo arrecadou R$ 289,3 bilhões, alta real de 9% em relação a julho de 2025. Foi o maior valor já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1995. 🔎 Investidores acompanham as contas públicas porque elas afetam a percepção de risco do país. Um quadro fiscal pior pode pressionar o dólar e os juros e pesar sobre ativos brasileiros, como o Ibovespa. ▶️ Nos EUA, os investidores repercutem a segunda prévia do PIB do segundo trimestre e os dados de julho do índice de inflação PCE, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed). O indicador subiu 0,2% no mês, acima do esperado. Já o PIB americano cresceu 1,5% no segundo trimestre. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +1,61%; Acumulado do ano: -6,15%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,08%; Acumulado do mês: -1,92%; Acumulado do ano: +8,35%. Prévia da inflação: habitação e transportes puxam queda A prévia da inflação no Brasil caiu 0,40% em agosto, segundo o IBGE. Isso significa que, em média, alguns preços ficaram mais baratos neste mês. (veja o que ficou mais caro e mais barato no mês) A queda foi puxada principalmente por: 🏠 Habitação (como energia elétrica e custos da casa); 🚗 Transportes; 🍎 Alimentos e bebidas. Mesmo com essa queda em agosto, a inflação ainda acumula 3,09% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses. No entanto, esse índice ficou menor do que o registrado no mês anterior, quando estava em 4,52%. Na prática, a desaceleração da inflação pode aliviar o custo de vida e aumentar as chances de o Banco Central reduzir os juros no futuro, embora essa decisão dependa de outros fatores econômicos. Novos dados da economia dos EUA Nos EUA, a inflação ficou em 3,7% em julho, repetindo o resultado de junho e permanecendo bem acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. No mês, os preços subiram 0,2%, acima do esperado pelo mercado. 🔎 Os números reforçam as dúvidas sobre os próximos passos do Fed. Como a inflação continua resistente, cresce a possibilidade de que o banco central volte a elevar os juros para tentar conter a alta dos preços, embora parte dos dirigentes defenda manter as taxas no nível atual. Ao mesmo tempo, a economia americana segue mostrando força. O PIB dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre, em linha com as expectativas, enquanto o consumo das famílias permaneceu robusto, indicando que a atividade econômica continua aquecida apesar dos juros elevados. Bolsas globais Os mercados globais fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com investidores atentos a três eventos considerados decisivos para o humor dos mercados: a divulgação do índice de inflação PCE nos EUA; o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole; e o balanço da Nvidia. Na Europa, as bolsas fecharam praticamente estáveis. Os investidores repercutiram os dados de inflação dos EUA, que vieram acima do esperado e reforçaram as apostas de uma alta de juros pelo Fed em setembro, além das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz. As conversas trouxeram algum alívio, mas ainda há incertezas sobre um acordo definitivo. Entre os destaques do dia, as ações dos bancos europeus avançaram, impulsionadas pelos ganhos do Deutsche Bank e do Commerzbank. Em contrapartida, o setor de tecnologia recuou antes da divulgação do balanço da Nvidia, enquanto o segmento de saúde liderou as perdas. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,01%, aos 656,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, para 10.878,12 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,08%, aos 26.285,96 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,27%, para 8.462,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,31%, aos 52.882,99 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, avançou 0,05%, para 20.067,30 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,01%, aos 9.446,39 pontos. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, refletindo a cautela antes da divulgação do balanço da Nvidia. O Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq teve perda de 0,08%. 🔎 A expectativa é que o resultado da Nvidia funcione como um teste para o otimismo em torno da inteligência artificial, enquanto os dados de inflação e o discurso de Kevin Warsh podem influenciar as expectativas para a política de juros nos EUA. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionada pelo avanço das empresas de tecnologia e da cadeia ligada à inteligência artificial, após a Nvidia interromper uma sequência de sete quedas em Wall Street. Na China, o índice de Xangai subiu 0,59%, enquanto o CSI300 avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,56%. Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, avançou 0,62%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,97%; e o Taiex, de Taiwan, teve alta de 1,47%. Já o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,24%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
26/08/2026 12:00:16 +00:00
MPT processa Uber em R$ 321 milhões por cobrar taxa de motoristas para trabalhar

Motorista de aplicativo, app, Uber, 99 Maksim Goncharenok/Pexels O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Uber do Brasil para suspender o programa "Passe para Motoristas", que cobra dos motoristas uma taxa para que eles possam aceitar corridas pelo aplicativo. O órgão também pede a devolução dos valores pagos pelos trabalhadores e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Lançado em 25 de maio deste ano em 12 cidades, o programa da Uber permite ao motorista adquirir um passe por período ou por ganhos. Na primeira modalidade, o pagamento dá direito ao uso do aplicativo por 24 ou 72 horas. Na segunda, o motorista paga uma quantia e fica sem cobrança de taxa de serviço até atingir um determinado limite de faturamento. O programa também prevê uma ativação automática após a conclusão da primeira viagem considerada elegível. Agora no g1 Segundo o MPT, o principal problema está no fato de o trabalhador ter de pagar antecipadamente para ter acesso às condições previstas pelo programa, sem garantia de que conseguirá realizar corridas suficientes para recuperar o valor desembolsado. Nos próprios termos do serviço, segundo o órgão, a Uber informa que a compra do passe não garante um número mínimo de viagens. As corridas também podem ser direcionadas pelo algoritmo a motoristas que não aderiram ao programa. Para o Ministério Público do Trabalho, isso faz com que o risco da atividade seja transferido para o motorista. (saiba mais abaixo) Em nota enviada ao g1, a Uber negou as acusações feitas pelo MPT e afirmou que vai apresentar à Justiça as informações necessárias para explicar como funciona o programa. A empresa também destacou que o juiz responsável pelo caso pediu cautela na análise dos argumentos apresentados pelo Ministério Público, que ainda precisam ser investigados. A Uber disse que as acusações sobre endividamento dos motoristas, retenção de pagamentos e concentração do trabalho no aplicativo não podem ser tratadas como fatos comprovados neste momento. Segundo a empresa, o “Passe para Motoristas” é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança de taxa por corrida e está sendo testado em diferentes cidades do país. Como funciona o 'Passe para Motoristas' O procurador do trabalho Luiz Antonio Nascimento Fernandes, responsável pela ação, afirma que o mecanismo pode criar uma situação de dependência econômica e caracterizar servidão por dívida. "O mecanismo de cobrança do Passe cria uma estrutura objetiva de endividamento permanente: o motorista que não possui saldo suficiente tem suas futuras remunerações retidas automática e integralmente pela Ré. Esse mecanismo perpetua a dependência econômica do trabalhador em relação à plataforma e replica, no ambiente digital, a estrutura de servidão por dívida”, afirma Fernandes na ação. Segundo o procurador, quando o motorista não possui saldo suficiente, valores de suas futuras remunerações podem ser retidos para quitar o débito com a plataforma. Para o MPT, o mecanismo reproduziria, no ambiente digital, características de um sistema de servidão por dívida. O órgão também afirma que os valores cobrados podem superar R$ 1 mil por mês, dependendo da modalidade utilizada e da frequência de trabalho do motorista. MPT processa Uber em R$ 321 milhões por cobrar taxa de motoristas para trabalhar Reprodução/Uber/MPT MPT vê risco de fidelização dos motoristas Outro ponto questionado pelo Ministério Público do Trabalho é o efeito do programa sobre a concorrência entre plataformas. A avaliação do órgão é que, depois de pagar pelo passe, o motorista teria menos incentivo para trabalhar em outros aplicativos durante o período de validade da assinatura. Isso ocorreria porque cada hora trabalhada em uma plataforma concorrente representaria um período em que o motorista não estaria utilizando o serviço pelo qual já pagou. Para o MPT, o mecanismo funcionaria como uma espécie de fidelização indireta, mesmo sem uma cláusula formal de exclusividade. O órgão também questiona as condições contratuais do programa. Segundo a ação, os termos são definidos unilateralmente pela Uber e permitem que a empresa altere as regras do Passe a qualquer momento e desative o benefício sem necessariamente devolver o valor pago pelo motorista. Pedido de acesso ao algoritmo Além da suspensão do programa, o MPT solicitou acesso ao código-fonte do algoritmo utilizado pela Uber. O objetivo é investigar, entre outros pontos, os critérios utilizados para a distribuição das corridas, a formação dos preços, os mecanismos de precificação dinâmica e os valores efetivamente repassados aos motoristas. Na avaliação do órgão, o acesso a essas informações é necessário para verificar como o funcionamento do algoritmo interfere na atividade dos trabalhadores e na dinâmica do programa. "Trata-se de uma cobrança abusiva de valores pela Uber em face dos seus motoristas, valores que podem superar até R$ 1 mil por mês. Em quase todos os países do mundo, há uma regra que proíbe empresas ou agências de cobrarem valores dos empregados para que eles tenham acesso ao trabalho", afirmou Ilan Fonseca, coordenador nacional de combate às fraudes trabalhistas do MPT. Segundo Fonseca, a cobrança pode configurar condição análoga à escravidão, hipótese que será analisada no processo. Essa dinâmica de cobrança gera endividamento ao motorista de app que já começa sua jornada devendo à plataforma e tal condição pode caracterizar o crime de condição análoga à escravidão pela nossa legislação. Por tais motivos, o MPT ingressou com essa medida e estamos confiantes na Justiça para barrar essa funcionalidade ilegal. A ação foi distribuída à 9ª Vara do Trabalho de Salvador (BA), que deverá analisar os pedidos apresentados pelo Ministério Público do Trabalho. O MPT pede, entre outras medidas, a suspensão do programa, a restituição dos valores cobrados dos motoristas e o pagamento de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. A ação ainda será analisada pela Justiça, portanto, as alegações apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho são objeto de contestação no processo e não representam, neste momento, uma decisão definitiva sobre a legalidade do programa. O que diz a UBER "Em decisão proferida no último dia 20, o juiz titular da 9ª Vara do Trabalho de Salvador manifestou a necessidade de "cautela" e "prudência processual" na análise dos pedidos formulados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho). De acordo com o juiz Luciano Carreiro, a relevância do tema "não se confunde com a presença automática dos pressupostos necessários à concessão, sem contraditório, de todas as providências requeridas". O magistrado lista, especificamente, "as alegações referentes ao endividamento dos prestadores, à retenção de créditos futuros, à concentração de atividade na plataforma, aos efeitos concorrenciais e às projeções econômicas" apresentadas pelos procuradores. "A relevância dessas questões recomenda sua investigação, mas não autoriza que sejam consideradas fatos definitivamente estabelecidos", afirma. A Uber refuta as conclusões apresentadas pelo MPT na ação e vai fornecer à Justiça, no prazo legal, todas as informações necessárias para o esclarecimento das questões levantadas pelos procuradores, que são baseadas em concepções equivocadas sobre o funcionamento da plataforma e em posições ideológicas sobre a relação estabelecida pelos motoristas com o aplicativo. O modelo de assinatura é praticado no setor de transporte individual privado de passageiros, há anos, por outros aplicativos em funcionamento no Brasil. O Passe para Motoristas representa uma alternativa comercial ao modelo tradicional de taxa de serviço por viagem, em fase de testes pela Uber, com o objetivo de verificar sua aderência a contextos locais diversos, possibilitando oferecer aos parceiros previsibilidade antecipada sobre o custo do serviço de intermediação prestado pela plataforma dentro das condições definidas." Justiça determina que Prefeitura de SP autorize Uber a operar moto por aplicativo em até 48 horas
26/08/2026 11:28:09 +00:00
Häagen-Dazs de saída do Brasil: os 4 motivos para o adeus da marca de sorvetes

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Depois de quase 30 anos de operação no Brasil, a Häagen-Dazs vai deixar o país. A multinacional americana General Mills, dona da marca de sorvetes premium, decidiu abandonar as suas vendas no território nacional. O desfecho vinha sendo anunciado por números estagnados: entre 2021 e 2025 a marca se manteve em quinto lugar no mercado, com 2% de participação no setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No mesmo período, as vendas de sorvete cresceram no Brasil, de R$ 14,7 bilhões para R$ 20,3 bilhões ao ano, segundo a consultoria Euromonitor. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam ao menos quatro motivos para a saída da marca do país: a reestruturação global de portfólio da General Mills, que vem priorizando marcas americanas de maior escala; a mudança no comportamento de consumo do brasileiro, que passou a comprar menos, mas produtos mais caros; o fechamento das lojas próprias da Häagen-Dazs ainda em 2018, que afastou a marca do consumidor; e a falta de inovação e de investimento em um mercado premium que ficou mais concorrido. Em comunicado divulgado esta semana, a General Mills afirma que "a marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio, anunciado em março de 2026". Em março, a multinacional vendeu as suas operações no país, envolvendo as marcas Yoki e Kitano, para o Grupo 3Corações, especializado em cafés, por R$ 800 milhões. A Häagen-Dazs, cujos produtos são importados, em especial da França, não foi incluída no negócio. "O negócio de sorvetes exige toda uma logística de distribuição, de cadeia congelada, que é mais onerosa mesmo para as grandes empresas", diz Cecília Russo Troiano, sócia da Troiano Branding. "Em caso de reestruturação de indústrias multimarcas, elas acabam priorizando categorias que não exigem tanto esforço e capital", diz a consultora. É o caso tanto da General Mills, que vem se concentrando em marcas globais com forte presença nos Estados Unidos, como Betty Crocker (mistura para bolos) e Cheerios (cereais), quanto da Unilever, que no ano passado separou o negócio de sorvetes, dando origem à The Magnum Ice Cream. Ao mesmo tempo, o consumo de sorvetes no Brasil vem mudando de perfil. "O consumo de sorvetes e guloseimas no Brasil está se transformando: o público compra menos, mas prefere marcas mais caras, produtos de maior qualidade. Esse é um dos efeitos também do uso de canetas emagrecedoras, que tiram a compulsão pela comida", diz Eduardo Halpern, professor do curso de Administração da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Halpern lembra ainda que a busca por um estilo de vida mais saudável vem sendo observada em diferentes faixas etárias. Uma pesquisa da NielsenIQ aponta que as canetas emagrecedoras, conhecidas pelos nomes comerciais de Ozempic, Wegovy e Mounjaro, entre outros, estão presentes em 25% a 30% dos lares no país — seja a versão oficial dos medicamentos, ou genéricas como as "canetas do Paraguai", ou mesmo as versões manipuladas aplicadas por endocrinologistas em consultórios, prática proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No país, diz Halpern, o consumo de sorvetes é pulverizado: 62% do mercado está com marcas que detêm menos de 1% de participação cada. "São marcas fortes em suas respectivas cidades ou regiões, mas sem presença nacional, porque a distribuição deste produto é complexa". A líder é a The Magnum Ice Cream (dona de Kibon, Ben & Jerry's, Magnum e Cornetto), com 24% de participação em valor. Em segundo lugar está a Nestlé, com 7%, seguida pela paulista Jundiá (3%) e a goiana Creme Mel (2%). Quando chegou ao Brasil, em 1997, a Häagen-Dazs — nome de inspiração dinamarquesa inventado pelo casal de fundadores, Reuben e Rose Mattus, em 1960, nos Estados Unidos — deu origem ao negócio de sorvetes premium no país e chegou a ter lojas próprias em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília. Mas em 2018 a marca fechou os oito pontos de venda que ainda mantinha e passou a ser vendida apenas no varejo. Para especialistas, foi o início do afastamento da marca de seu consumidor. "Uma marca sem loja perde pontos de contato com o cliente, o que é muito importante para um produto que não se vende por preço, mas por desejo", diz Cecília Troiano. "Depender apenas do ponto de venda de terceiros te deixa esquecido no congelador". O diretor de uma rede de supermercados de médio porte da capital paulista, que não quis se identificar, diz que a Häagen-Dazs já dava sinais de cansaço no ponto de venda. "Paramos de vender Häagen-Dazs há um ano e meio, os freezers da marca estavam dando problemas e o pessoal dizia que não conseguia consertar. Além disso, eram muito ruins na negociação comercial", diz ele. "Colocamos a Bacio di Latte no lugar e está indo bem melhor que a Häagen-Dazs", afirma. Nos últimos anos, uma série de marcas premium surgiu com lojas próprias — casos de Bacio di Latte, Borelli, La Basque e Heladeria Havanna —, ocupando o espaço que a Häagen-Dazs deixou vago. "Uma marca premium precisa de uma flagship [loja de referência]", diz o publicitário Luiz Lara, fundador da agência Lew'Lara\TBWA (hoje Lola\TBWA). "A Häagen-Dazs se acomodou e deixou de inovar. [Hoje em dia o mercado] tem até picolé com proteína", afirma. Häagen-Dazs anunciou que sairá do Brasil. Reprodução/Instagram
26/08/2026 10:14:56 +00:00
Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para 'clonar' pessoas no Brasil, revela estudo

Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor Um dos golpes mais comuns na internet, o roubo de senhas, está dividindo espaço com uma nova estratégia no Brasil: a "clonagem" de pessoas para tentar enganar vítimas e obter dinheiro. É o que mostra um levantamento inédito da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que analisa menções nas redes sociais sobre diferentes temas, em parceria com a Certta, empresa especializada em soluções antifraude. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo analisou conteúdos relacionados à segurança digital, incluindo publicações de pessoas que relataram ter sido vítimas de golpes. O g1 teve acesso a alguns desses casos. O levantamento identificou relatos de golpes em que ferramentas de IA são usadas para reproduzir a voz ou a aparência de pessoas reais a partir de fotos, vídeos e outros conteúdos disponíveis na internet. Com esse material, criminosos podem criar identidades falsas ou se passar por alguém conhecido da vítima para tornar a abordagem mais convincente. O que o levantamento encontrou Segundo a Nexus, 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados pelos consumidores foram identificadas nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026. Desse total, 2,8 mil menções, ou 7,3%, tratavam da manipulação de dados pessoais. O levantamento também identificou 9,1 mil menções a PIX e transações financeiras, relacionadas a preocupações com fraudes. "O estudo também revela um contraste: enquanto criminosos já usam ferramentas de IA para se passar por outras pessoas de formas cada vez mais convincentes, os brasileiros ainda tentam entender o que é deepfake e como funcionam os novos tipos de golpe", afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. ➡️ O que é deepfake? É uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista. Ela pode, por exemplo, colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou simular alguém dizendo algo que nunca disse. "Identificar essa lacuna entre o avanço da tecnologia e a familiaridade da sociedade com o assunto é o primeiro passo para proteger o ambiente digital", completa Tokarski. Vítima de golpe de roubo de dados alerta seguidores em publicação no X. Reprodução/X Um dos golpes mapeados é o "SIM swap", em que criminosos se passam pela vítima para pedir à operadora um novo chip, alegando que o atual foi roubado ou danificado. Quando conseguem fazer a troca, o chip original deixa de funcionar e o número passa a receber chamadas e mensagens no aparelho controlado pelos criminosos. Com isso, eles podem interceptar códigos enviados por SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos, como Instagram e WhatsApp. Outro golpe identificado envolve perfis falsos para a venda de ingressos. Nesse caso, criminosos usam dados de outras pessoas para criar perfis aparentemente legítimos e anunciar ingressos falsos para shows. As ofertas geralmente são direcionadas a usuários que publicam nas redes sociais que estão procurando ingressos. (veja na imagem acima) Golpistas avançam do roubo de senhas para a clonagem de pessoas no Brasil, revela estudo. Pexels
26/08/2026 08:04:17 +00:00
As duas frentes da guerra comercial de Trump - O Assunto #1791

O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação. Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Canadá enfrenta Trump e busca novos parceiros O que você precisa saber: Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA Canadá prepara empréstimos e ampliação de benefícios em resposta às tarifas de Trump Guerra comercial de Trump com Canadá ameaça republicanos em disputas pelo Senado 'Dólar por dólar': Canadá dobra tarifa e aplica até 50% de taxa sobre US$ 20 bi em importações dos EUA Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA marcam nova reunião na segunda para negociar tarifaço Trump anuncia 'guerra econômica' contra o Irã e ameaça países que ajudarem o regime O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo
26/08/2026 03:30:15 +00:00
Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia; veja o que acontece agora

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes A Justiça do Trabalho manteve, nesta segunda-feira (24), a decisão que suspendeu as demissões de 1.900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determinou a reintegração provisória dos funcionários. A empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial na semana passada. A companhia havia apresentado um mandado de segurança para tentar derrubar a reintegração dos demitidos, mas o processo foi encerrado porque documentos obrigatórios não foram apresentados. Com isso, a Justiça não chegou a analisar o mérito do pedido. A decisão foi assinada pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Segundo a magistrada, os documentos exigidos deveriam ter sido apresentados no início da ação e não era possível conceder um novo prazo para corrigir a falha. De acordo com Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a decisão garante que os trabalhadores demitidos e abrangidos pela medida permaneçam, por enquanto, vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos. "Isso não significa estabilidade definitiva: as dispensas ainda poderão ocorrer futuramente, desde que precedidas de diálogo efetivo com o sindicato", diz. Segundo o advogado, o sindicato não precisa autorizar ou concordar com os desligamentos, mas deve participar previamente das negociações. O que diz o Grupo Casas Bahia Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que respeita o Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais cabíveis em relação à decisão. "As decisões em curso integram um amplo processo de reestruturação, necessário para garantir a continuidade e a sustentabilidade do negócio, bem como a preservação dos empregos mantidos", diz a empresa. Segundo Soares, do IW Melcheds, a negociação poderá discutir alternativas aos desligamentos, critérios para as dispensas e medidas para reduzir seus impactos. "Caso não haja acordo, a validade definitiva das demissões ainda será analisada no processo principal." Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema na economia
26/08/2026 03:00:55 +00:00
TikTok leva multa inédita no Brasil: o que causou a decisão? E o que muda? Veja perguntas e respostas

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A multa aplicada contra a ByteDance, dona do TikTok, na terça-feira (25) foi uma medida inédita contra uma empresa de rede social no Brasil. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa pague R$ 153,7 milhões por violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão concluiu que o TikTok tratou indevidamente dados de menores de idade em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não adotou medidas suficientes para evitar a prática. O TikTok afirmou ao g1 que a multa se refere a um período anterior ao seu enquadramento à LGPD e que seguirá dialogando com a agência enquanto avalia medidas cabíveis. O processo permite que a empresa entre com um recurso contra a decisão. Multa ao TikTok marca nova fase da ANPD A ANPD também determinou que a empresa exclua os dados coletados de forma irregular e apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores em sua plataforma. "Os mecanismos adotados pela empresa não foram suficientes para evitar, desde a origem, o tratamento indevido de dados pessoais de crianças e adolescentes", disse a ANPD, em comunicado, com base na avaliação de sua Superintendência de Fiscalização. O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço. Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos Por que o TikTok foi multado no Brasil? A ANPD identificou infrações à LGPD em acessos feitos por usuários sem cadastro, que conseguem assistir a vídeos mesmo sem conta, e com cadastro, que informam os dados pessoais à plataforma. Segundo a agência, as violações cometidas pelo TikTok foram: coletar indevidamente dados de menores de idade sem cadastro; não adotar medidas para prevenir a coleta de dados de usuários sem cadastro; coletar indevidamente dados para criar contas de menores de idade; não adotar medidas para prevenir cadastros de menores de idade; não demonstrar medidas que comprovem o cumprimento de normas de proteção de dados. Segundo a ANPD, o TikTok tratou dados de forma irregular porque não tinha uma "hipótese legal válida" para a prática, ou seja, não cumpria nenhum dos critérios previstos pela LGPD para coletar informações de crianças e adolescentes. O TikTok alegou que estava amparado pela hipótese de "execução de contrato", aplicada quando usuários aceitam os Termos de Serviço. Mas a ANPD rejeitou a justificativa porque crianças e adolescentes precisariam de representação ou da assistência dos pais para que o contrato fosse validado. Como o valor da multa foi definido? A multa foi calculada com base no faturamento bruto da ByteDance no Brasil em 2025, excluindo os tributos. A receita da empresa não foi exposta nos documentos porque essa informação é protegida pelo sigilo fiscal. Em seu cálculo, a ANPD rejeitou os atenuantes solicitados pela ByteDance, isto é, fatores que levariam a uma redução do valor da multa. A empresa disse que apresentou um plano de conformidade que está em vigor desde 2025. Mas a agência alegou que, para reduzir o valor da multa, é preciso ter comprovação de que as medidas do plano foram colocadas em prática. Quais são os próximos passos? A ByteDance deve pagar a multa em até 20 dias úteis ou entrar com um recurso contra a decisão em até 10 dias úteis. A empresa pode diminuir a quantia a ser paga em 25% se desistir de recorrer e se fizer o pagamento dentro do prazo. A dona do TikTok também deverá implementar um plano de conformidade para melhorar a proteção de crianças e adolescentes em sua plataforma. Para menores de 16 anos cadastrados, o TikTok deverá aplicar as configurações mais restritas, que só poderão ser alteradas com autorização dos responsáveis. A plataforma também terá que reforçar sistemas de supervisão de pais e implementar filtros de conteúdo mais rigorosos. Na versão sem cadastro, o TikTok deverá: limitar a experiência a 12 horas; bloquear a publicação de vídeos, os comentários, o envio de mensagens e interações com terceiros; impedir usuários de seguirem outros perfis ou serem seguidos; proibir usuários de publicarem ou assistirem a transmissões ao vivo; limitar a personalização de conteúdo; suspender veiculação de anúncios; exibir apenas conteúdo apropriado para todas as idades; reduzir a coleta de dados para o mínimo necessário, incluindo idioma e região da pessoa, informações sobre o dispositivo para proteção contra fraudes e informações para melhorar o desempenho do aplicativo. O que diz o TikTok? O TikTok afirmou ao g1 que a segurança de crianças e adolescentes é "uma prioridade absoluta" da plataforma e que mantém um diálogo "transparente e colaborativo" sobre o assunto com a ANPD. A empresa disse ainda que o "trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025". "A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis", disse o TikTok. A ANPD está investigando outras plataformas? A ANPD iniciou um monitoramento desse setor para mitigar riscos e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. Em coletiva com a imprensa logo após a decisão sobre o TikTok, a agência confirmou que está olhando para outras plataformas, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (21), a agência abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. Na lista, estão Instagram, Facebook, X, Discord, YouTube, LinkedIn, Gemini, ChatGPT, Claude, além das lojas de aplicativos de celular App Store e Google Play Store. As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
26/08/2026 03:00:46 +00:00
Eleições 2026: presidenciáveis defendem contas em ordem para baixar juro e estimular economia, mas não detalham propostas

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país. Para impulsionar o crescimento econômico sem gerar desequilíbrios, eles defendem ajuste das contas públicas, trazendo-as de volta ao azul, algo que não ocorre, de forma recorrente e sustentada, desde 2013. Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia —, e baixar os juros (atualmente os mais altos do mundo em termos reais). Embora a análise seja semelhante, os caminhos propostos para enfrentar o desequilíbrio fiscal, e a intensidade do ajuste, variam entre as candidaturas. Os programas de governo dos candidatos, embora tragam as linhas gerais de como tentar retomar superávits fiscais, não trazem muitos detalhes de como fazê-lo. Também incluem propostas (genéricas) de reformas em despesas obrigatórias, medidas tradicionalmente impopulares e de implementação politicamente complexa. 🔎Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, o g1 apresenta as propostas dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Foram considerados os programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). g1 e GloboNews começam cobertura especial das eleições 2026 com entrevistas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lula, candidato à Presidência da República pelo PT Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo Em seu programa de governo para um eventual quarto mandato, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a economia teve um crescimento médio de 3% nos últimos anos e avalia que a "taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia". O governo diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um "enorme esforço fiscal" (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções [aumentos de arrecadação via alta de tributos e cortes de benefícios]", acrescenta, na proposta. Veja outras propostas: Programa de governo diz que, para melhorar as contas públicas, será mantido o chamado "arcabouço fiscal", a regra aprovada em 2023. Pela norma, as despesas não podem crescer acima das receitas e, também, não podem avançar mais do que 2,5% ao ano (acima da inflação). Analistas criticam, porém, as exceções à regra - que têm impulsionado os gastos nos últimos anos. O plano diz, ainda, que, em um novo mandato, Lula dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o salário mínimo tem aumento acima da inflação, limitado a 2,5% ao ano (teto do arcabouço). Por ser atrelado a gastos previdenciários, analistas avaliam que isso dificulta o ajuste fiscal. A proposta diz que o governo, se eleito, combaterá a "pejotização espúria, com fiscalização, regras que inibam migrações fraudulentas, equiparando responsabilidades administrativas e previdenciárias e fortalecendo a inspeção do trabalho". Indicado pela campanha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou um pouco mais a proposta. O governo diz, também, que manterá a ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados. Flávio Bolsonaro (PL) Flavio Bolsonaro na Marcha para Jesus, em São Paulo. Miguel Schincariol / AFP A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um "grande tesouraço" por meio de um "corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina". O objetivo é, 'com as contas em ordem", conquistar "juros menores". "Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União", diz o projeto do PL. A proposta contempla, também, redução de impostos sobre energia e combustíveis "para sobrar dinheiro no fim do mês" para as famílias. "Menos imposto no que a família consome, conta de luz mais simples e mais barata, custo de transporte menor na prateleira do supermercado e crédito que não afunda o orçamento", acrescenta. Uma redução de arrecadação, por sua vez, dificulta o ajuste das contas públicas. Veja outras propostas: O documento da coligação diz que o Brasil cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas. E acrescenta que a meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, "apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços". O programa de governo promete, ainda, promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária e da "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz. Outra proposta é manter os programas sociais existentes com "aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes". Informa, ainda, que o programa social é ponto de partida e que haverá uma "trilha de qualificação e intermediação desenhada especialmente para quem recebe o benefício, para que a saída não seja um salto no escuro, mas um caminho com apoio em cada passo". O programa de governo diz, também, que dará continuidade a uma reforma administrativa já enviada ao Congresso, mas que não foi avaliada pelo Legislativo, para "modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor". Promete, ainda, o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e o "combate aos penduricalhos e supersalários". Ronaldo Caiado (PSD) Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será "princípio moral e condição de crescimento". A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir. "O equilíbrio não será buscado à custa dos mais pobres, mas pela reorganização da máquina, pela avaliação das políticas e pela retomada do crescimento baseado em produtividade, investimento e emprego", diz o documento do PSD, que defende instituir revisão periódica de programas, subsídios, fundos e benefícios tributários. Segundo o documento, a dívida pública aumentou, o custo real dos juros permaneceu elevado e o investimento federal foi comprimido no atual governo pela "incerteza fiscal", que "encarece o capital privado, reduz o horizonte dos empreendedores e impede que a infraestrutura, a indústria e a inovação avancem no ritmo necessário". Veja outras propostas: O programa de governo diz que o ajuste das contas públicas "não será baseado em aumentos sucessivos de impostos nem em cortes lineares [de gastos]". "O foco será impedir que as despesas obrigatórias cresçam acima da capacidade da economia, eliminar privilégios, rever gastos e benefícios sem resultado e reconstruir a confiança na trajetória da dívida", acrescentou. A campanha do PSD defende "qualificar a gestão dos benefícios sociais, integrar bases, corrigir pagamentos indevidos, atualizar cadastros e preservar o acesso de quem tem direito, concentrando o controle em fraudes e desvios, não em barreiras ao cidadão vulnerável". Outra proposta é trabalhar para que o investimento total avance dos atuais cerca de 17% do PIB em direção a aproximadamente 25%, "com participação relevante do investimento público das três esferas em áreas nas quais o retorno social não é plenamente apropriado pelo setor privado". Avaliou, ainda, que o crescimento sustentável depende de produtividade. "Entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas cerca de 0,5% ao ano. Com a desaceleração do crescimento da população em idade ativa, a produção por trabalhador será o principal determinante da renda futura", concluiu. Renan Santos (Missão) Renan Santos Reprodução A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um "remédio amargo", por meio da implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Equilíbrio Fiscal. Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social. Segundo o documento, a proposta é a "desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo (corrigindo-os apenas pela inflação), a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita, a revisão do abono salarial e a redução de renúncias fiscais (gastos tributários), com economia projetada de R$ 1,1 trilhão até 2031". O programa do Missão cita o governo do presidente argentino, Javier Milei, como um exemplo. "No nosso caso, também será preciso um remédio amargo para resolver a 'década perdida' que começou em 2014, resultado da inconsequente política fiscal do governo Dilma", acrescentou. Veja outras propostas: O plano de governo diz que é apenas com "equilíbrio fiscal" que será possível realizar as demais bandeiras da plataforma para o país: "a destruição do crime organizado, o investimento massivo em infraestrutura e tecnologia, a desfavelização do território e da cultura, e a elevação do Brasil para a posição de uma das cinco nações mais importantes do mundo ao longo das próximas décadas". Cita, também, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. "Essas propostas já deverão estar presentes no nosso projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um novo modelo mais inteligente", diz. O plano prevê, ainda, a retomada da produtividade: por meio de um diagnóstico sobre a estagnação produtiva brasileira e seus gargalos estruturais; e a reforma total do sistema de assistencialismo, "substituindo o Bolsa Família por um modelo de frentes de trabalho, em que os beneficiários participam de projetos para o bem público, se consolidando como participantes ativos da comunidade". Na estratégia para aumentar o crescimento da economia, o programa diz que haverá uma série de "propostas tangíveis" para superar gargalos, que "envolverão quase todos os eixos estruturais da economia brasileira, passando por justiça tributária, legislação trabalhista, regulação financeira e governança pública". Romeu Zema (Novo) Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República Gabriel Pinheiro / CNI / Divulgação A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano — impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um "choque fiscal nos gastos do governo". "O resultado é um país sufocado por impostos, travado por juros altos e empurrado para mais endividamento. Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas", diz o Missão, em seu plano de governo. O programa também traz a proposta de revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e das regras "que fazem o gasto público se expandir sozinho, inclusive as emendas parlamentares", ampliando assim o espaço do orçamento destinado a investimento. Veja outras propostas: Fazer uma reforma da Previdência envolvendo estados e municípios, bem como a previdência rural e militar, criando também um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria com base na expectativa de vida da população e na sustentabilidade do sistema previdenciário no longo prazo, para que as futuras gerações tenham segurança de que serão protegidas na velhice. O programa propõe privatizar todas as empresas estatais para que o "governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira". Também recomenda vender os imóveis e ativos públicos sem uso ou não essenciais. Unificar programas de transferência de renda e aumentar a qualidade do CadÚnico, integrando "fontes alternativas de informação para evitar fraudes e duplicidade de benefícios, de modo que os esforços do governo sejam voltados para tirar as pessoas da pobreza de forma definitiva". Fazer uma ampla reforma administrativa que "reduza gastos e deixe o governo enxuto e eficiente, reduzindo os ministérios, cortando cargos comissionados e revisando as autarquias e fundações do governo".
26/08/2026 03:00:20 +00:00
Mega-Sena 3049 acumula e prêmio vai a R$ 25 milhões; veja os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.049 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2.8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 25 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 13 - 36 - 43 - 53 - 55 5 acertos: 22 apostas ganhadoras, R$ 41.986,04 4 acertos: 1.567 apostas ganhadoras, R$ 971,64 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3049 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
26/08/2026 00:02:30 +00:00
Dona do Instagram sabia de falhas em recursos de segurança para menores, dizem testemunhas em processo nos EUA

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A Meta sabia que as ferramentas do Instagram para proteger adolescentes eram ineficazes, afirmaram nesta terça-feira (25) testemunhas no julgamento em que 29 estados americanos acusam a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp de mentir sobre os riscos de suas plataformas. Com mais de 3 bilhões de usuários no mundo, a Meta é alvo de um grupo de estados que afirmam que a empresa criou seus produtos para viciar as crianças e coletar seus dados. O julgamento acontece na Califórnia e deve durar até o fim de setembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Documentos internos da Meta apresentados ao júri indicam que a função que permite ao usuário configurar lembretes para parar de rolar a tela teve uma taxa de adesão de 1,8%. Já o modo que silencia as notificações noturnas foi ativado por 8,7%. Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse em interrogatório que não poderia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" caso as ferramentas não estivessem ativadas por padrão. Agora no g1 A juíza Yvonne Rogers, que decidirá o caso tendo o veredito do júri como referência, pareceu surpresa com o fato de Fogu desconhecer os dados internos. O diretor se mostrou combativo em alguns momentos, durante o interrogatório de um dos advogados dos estados. Outros ex-funcionários também disseram que as ferramentas eram ineficazes. "Na minha experiência, 'Take a Break' é uma função desenvolvida para falhar", declarou na semana passada Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta. O cientista de dados George Volichenko, que trabalhou em recursos de segurança do Instagram em 2022 e 2023, disse na segunda-feira (24) que as taxas de adoção dos recursos eram "muito baixas e decepcionantes" e descreveu a liderança da Meta como pouco interessada em promover o seu uso. Segundo ele, a diretoria não aprovou a ativação do modo silencioso por padrão para adolescentes mais jovens, o que prejudicou a sua adoção, uma vez que a função não era facilmente localizada no aplicativo. Ativar os recursos de segurança por padrão teria "um impacto negativo considerável" na interação dos usuários, acrescentou. O modelo de negócios da Meta gira em torno da venda de publicidade, e a empresa lucra mais quando os usuários passam mais tempo em seus aplicativos.
25/08/2026 23:18:04 +00:00
Governo reduz em R$ 5 bilhões previsão de gastos da Previdência para 2027
O governo federal reduziu em R$ 5 bilhões a estimativa de gastos da Previdência Social em 2027. As despesas com aposentadorias e benefícios devem chegar a R$ 1,218 trilhão no ano que vem, segundo estimativa apresentada nesta terça-feira (25) ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na projeção divulgada em agosto, os gastos somariam R$ 1,223 trilhão. Mesmo com a redução da projeção, o valor previsto para 2027 representa uma alta de 7,92% em relação à previsão de gastos para 2026 (R$ 1,129 trilhão). A revisão foi feita depois que o governo federal incorporou o efeito do crescimento do número de concessões de benefícios e da implementação das ações para a diminuição da fila de requerimentos a espera de análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%. A redução da fila implica aumento de despesas. LEIA TAMBÉM: Apesar de queda na fila no INSS, pessoas relatam espera de até 8 meses por resposta a pedido de benefício Agora no g1 A maior parte do dinheiro será usada para pagar benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. Para esse grupo, a previsão é de R$ 1,161 trilhão em 2027, alta de 8,76% em relação à projeção para 2026. A previsão foi aprovada por unanimidade pelo CNPS. O governo poderá agora usar o espaço orçamentário aberto pela redução das despesas previdenciárias em R$ 5 bilhões na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
25/08/2026 20:58:22 +00:00
Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez desde novembro
A Justiça do Rio decreta falência do Grupo Oi A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. Por decisão unânime, os desembargadores negaram provimento aos recursos impetrados pelos bancos Bradesco e Itaú e, com esses votos, a falência da companhia foi decretada. Em novembro de 2025, a falência da Oi já havia sido decretada, mas a decisão acabou sendo suspensa após bancos terem recorrido levando a empresa de telecomunicações ao segundo processo de recuperação judicial. A relatora dos agravos de instrumentos julgados nesta terça-feira, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, citou pontos da recuperação judicial da Oi e compromissos que não conseguiram ser saldados durante os dois períodos da recuperação judicial. A magistrada lembrou a importância de se fazer garantir os direitos dos trabalhadores preservando, assim, todas as garantias constitucionais e trabalhistas. Ela anunciou a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial e Adriano Pinto Machado como observador judicial, do escritório Pinto Machado Advogados, assim como o escritório Sergio Zveiter para atuarem no processo de falência da Oi. Nos últimos dias, a contabilização da dívida da Oi foi estimada em R$ 44 bilhões e tinha cerca de 164 mil credores, sem conseguir honrar a totalidade de seus compromissos. Com a decisão, o colegiado restabeleceu a quebra determinada em novembro de 2025 pela 7ª vara Empresarial da Capital, que havia sido suspensa após recursos de bancos credores. Na mesma sessão, foram julgados os agravos de instrumento, além dos impetrados pelo Itaú Unibanco e Bradesco, os do UM Bank e V.tal, que estavam relacionados à decisão que convolou a recuperação do Grupo Oi em falência. Também foram julgados os agravos da American Tower do Brasil. Justiça homologa venda da telefonia fixa da Oi por R$ 60 milhões 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
25/08/2026 20:50:54 +00:00
TCU derruba medida cautelar que suspendia o uso do 'dinheiro esquecido' no Desenrola 2.0

O Tribunal de Contas da União (TCU) derrubou, nesta terça-feira (25), a medida cautelar que determinava ao Ministério da Fazenda e ao Banco do Brasil a suspensão do uso de recursos do chamado “dinheiro esquecido” no programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas. O placar foi 5 votos a 3. A Corte, no entanto, analisou apenas a medida de cautelar concedida no domingo (23) e não entrou no mérito do processo. Prevaleceu o entendimento do ministro revisor, Odair Cunha, de que não havia urgência que justificasse a interrupção da política pública, uma vez que o processo estava no TCU há mais de 80 dias e se encerrará no dia 31 de agosto. Agora no g1 “A demora, Sr. Presidente, revela que o risco, ainda que existente e detectável, não foi considerado suficiente, elevado, para justificar uma atuação mais célere durante o período de julho ao início de agosto”, afirmou. Outro ponto levantado pelo ministro foi o de que a medida provisória que autoriza o uso dos recursos ainda está em análise pelo Congresso Nacional. Para Cunha, suspender a execução do programa antes da apreciação definitiva da medida pelo Legislativo poderia representar uma forma de controle de constitucionalidade que não caberia ao TCU. “Interromper a execução de política pública, que se encontra expressamente autorizada por um instrumento normativo com força de lei e ainda pendente de apreciação pelo Congresso Nacional equivale, a meu entender, ao exercício de controle de constitucionalidade repressivo por parte deste tribunal, o que não encontra amparo no ordenamento jurídico”, adicionou o ministro. Tribunal de Contas da União (TCU) Jornal Nacional/ Reprodução Dinheiro Esquecido Em junho, o g1 revelou que a Corte havia aberto investigação a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos diretamente para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0. ➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. ➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos. ➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias". 🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.
25/08/2026 20:09:33 +00:00
Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 289,3 bilhões em julho deste ano, informou nesta terça-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 265,5 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. ➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação neste ano também tem sido resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. Postos da região de Bauru começam a receber bombas de combustível antifraude TV TEM/reprodução Parcial do ano Nos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,87 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,9 trilhão de janeiro a julho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,77 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
25/08/2026 16:55:38 +00:00
Embraer certifica jato que pousa sozinho; modelo é o mais veloz e de maior alcance do mundo

Phenom 300EV certificado triplo. Divulgação/Embraer O Phenom 300EV, da Embraer, foi aprovado por agências e se tornou o primeiro jato leve certificado com o sistema Garmin Emergency Autoland, que permite à aeronave realizar um pouso automático caso o piloto fique incapacitado. Segundo a Embraer, é o jato leve mais veloz e de maior alcance do mundo. A aeronave pode atingir até Mach 0,80 (cerca de 980 km/h) e tem alcance de até 3.806 quilômetros com quatro passageiros e uma reserva de combustível prevista pelas regras da aviação executiva dos Estados Unidos. O modelo recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da autoridade de aviação dos Estados Unidos (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). Como funciona o sistema de pouso O sistema Emergency Autoland pode assumir o controle da aeronave e realizar o pouso sem a intervenção do piloto em uma situação de emergência. A tecnologia foi desenvolvida para o caso, por exemplo, de o piloto ficar inapto durante o voo. O Phenom 300EV também é o maior jato executivo equipado com o sistema. Para permitir que os comandos eletrônicos da aeronave controlem funções como frenagem automática e direção do leme, a Embraer desenvolveu um novo controlador eletrônico. A tecnologia também busca reduzir a carga de trabalho dos pilotos e facilitar a manutenção. Phenom 300EV da Embraer. Divulgação/Embraer Com o alcance ampliado para 3.806 quilômetros, o modelo pode realizar voos regionais sem escalas, como São Paulo-Manaus, segundo a fabricante. A aeronave também ganhou maior capacidade de carga e melhorias na cabine. Entre as novidades está a possibilidade de conexão de alta velocidade por meio de satélites de baixa órbita. O serviço Gogo Galileo - um sistema avançado de internet via satélite de alta velocidade e baixa latência - poderá ser instalado de fábrica, enquanto a conectividade da Starlink estará disponível posteriormente como opção de pós-venda. As entregas do Phenom 300EV estão previstas para começar em 2028.
25/08/2026 16:15:30 +00:00
Setor de fertilizantes pede R$ 2 bilhões ao governo para conter impacto da guerra no Irã

Produção de milho em Macaé (RJ) Marcio Borges - Comunicação A indústria de fertilizantes do Brasil está em negociações com o governo federal para que seja implantado um programa de subvenção de R$ 2 bilhões, por três meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta é para que o setor possa fornecer adubos a preços satisfatórios a agricultores, evitando desdobramentos mais danosos ao setor e à economia, disse um executivo da Mosaic à Reuters. Em momento em que o mundo lida com cotações mais altas dos insumos por conta da guerra no Irã, o programa seria fundamental para ajudar agricultores brasileiros a manter as produtividades, afirmou Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil e Paraguai, empresa líder no setor brasileiro de fertilizantes. O foco do programa de subsídios levado a autoridades do governo federal seria o enxofre, cujos fluxos de comercialização estão afetados, uma vez que 60% da produção mundial dessa matéria-prima derivada do petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, onde o transporte sofre interrupções devido à guerra. Agora no g1 "Estamos pleiteando junto ao governo uma espécie de subvenção, da mesma forma que o setor de petróleo foi contemplado", disse Monteiro, citando subsídios bilionários ao diesel e gasolina pelo governo brasileiro. O Brasil, uma potência agrícola, é um dos maiores consumidores globais de fertilizantes, mas importa o equivalente a cerca de 90% de seu consumo de adubos. A própria Mosaic anunciou em julho medidas temporárias de redução de produção e hibernação de suas unidades de produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, em resposta às restrições à oferta de enxofre, matéria-prima dessas fábricas. O executivo disse ainda, por ocasião de um congresso do setor em São Paulo, que o mercado nacional total de fertilizantes deverá cair este ano, segundo estimativas de especialistas no setor, de um recorde de cerca de 49 milhões de toneladas em 2025, para uma faixa de 42 milhões a 45 milhões. Mas ele alertou que a economia de aplicação de adubos, que impactará o mercado diante dos custos mais altos, pode trazer problemas de produtividade na próxima safra de soja e milho 2026/27, plantada a partir de setembro. Além dos custos mais elevados do produto importado, a indústria de fertilizantes está sendo afetada pelo menor poder de compra de agricultores, que estão lidando com margens de lucro mais baixas, restrição de crédito e juros altos, destacou Monteiro. Colheitadeira em plantação de soja em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro O executivo disse que a menor demanda dos produtores em meio aos preços altos do fertilizante também corta as importações brasileiras dos insumos, que caíram cerca de 10% no acumulado do ano até julho e registram retração de 50% até agora em agosto. O executivo disse que o setor conseguiu, até certo ponto, enfrentar neste ano os desafios da guerra com estoques adquiridos antes do conflito. Mas o futuro próximo pode ficar comprometido, caso o impasse no Oriente Médio não seja resolvido. Além de a produtividade agrícola cair, com a redução nas aplicações de adubos, poderia ocorrer um efeito em cadeia, caso a medida solicitada pelo setor não seja implementada. "Pode ter um custo muito maior se não for implementado, porque você está falando de uma potencial redução que vai reduzir o saldo da balança comercial, que vai reduzir o nível de atividade econômica, que vai reduzir o nível de serviço e, consequentemente, de tributação", disse. "Aí, somando e subtraindo tudo aqui, usando modelos internos econômicos, a gente chega a uma potencial situação que pode impactar as contas públicas do Brasil de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. Ou seja, para cada 1 real investido nessa subvenção, eu estou falando que a gente pode perder, se não fizer nada, de 10 a 15 reais." Ele disse que o tema vem sendo tratado numa "sala de situação" junto aos ministérios da Agricultura, Minas e Energia, Casa Civil e da Fazenda, mas acrescentou que ainda não há uma definição. O executivo disse ainda que, mesmo que a guerra no Irã acabasse amanhã, ainda poderia levar cerca de 12 meses para a oferta se restabelecer, até porque outros fornecedores, como a China e a Rússia, estão restringindo a oferta diante da conjuntura atual. Os russos são afetados ainda por ataques ucranianos às suas instalações, lembrou Monteiro.
25/08/2026 16:04:07 +00:00
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA

Canadá impõe novas tarifas contra os EUA O Canadá anunciou nesta terça-feira (25) tarifas de retaliação sobre produtos dos Estados Unidos avaliados em C$ 27,6 bilhões (US$ 19,94 bilhões, ou cerca de R$ 102,8 bilhões). As medidas, que entram em vigor em 8 de setembro, terão alíquotas de 15%, 25% e 50% e atingirão cerca de 700 produtos importados dos EUA. Trump sugere trocar nome do Lago Ontário para 'Lago América' em meio a disputa com Canadá As novas tarifas foram anunciadas depois que entraram em vigor as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103,1 bilhões) em produtos canadenses. Segundo o governo canadense, as contratarifas foram definidas para ter impacto limitado sobre consumidores e empresas do país, mas aumentar a pressão sobre os Estados Unidos. ➡️ Como parte da resposta à escalada da guerra comercial, o Canadá também anunciou um pacote de C$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 27,9 bilhões) em medidas de apoio a trabalhadores e empresas afetados pelas tarifas. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo O programa inclui recursos para pequenas e médias empresas, financiamento para fluxo de caixa e auxílio a trabalhadores que possam ser prejudicados pelas novas medidas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As tarifas de 50% incidirão sobre setores como aço, alumínio, móveis e vestuário. Produtos como queijo, eletrodomésticos e alguns frutos do mar terão tarifa de 25%, enquanto eletrônicos e ferramentas serão taxados em 15%, segundo um funcionário do governo. "O valor dólar por dólar das contratarifas, assim como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas", disse o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne. Segundo informou a agência Reuters, um funcionário do governo canadense disse que as novas tarifas foram projetadas para que o impacto sobre consumidores e empresas canadenses seja mínimo e ainda possa atingir os EUA. A cronologia da guerra comercial A disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá ganhou força no início de 2025, após Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos canadenses. Em fevereiro daquele ano, o presidente americano determinou uma alíquota de 25% sobre a maior parte das importações do Canadá e de 10% sobre produtos de energia, sob a justificativa de combater o fluxo de drogas e a imigração ilegal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida teve sua entrada em vigor adiada por algumas semanas, mas acabou sendo implementada em março. O Canadá respondeu com tarifas sobre produtos americanos. Em março de 2025, o governo canadense colocou em vigor uma primeira lista de 25% sobre cerca de C$ 30 bilhões (US$ 20,8 bilhões) em produtos dos EUA. Na sequência, ampliou a retaliação para outros US$ 20,6 bilhões em mercadorias, incluindo aço, alumínio e uma série de outros produtos. A disputa continuou a se intensificar ao longo de 2025 e 2026, com novas tarifas americanas sobre setores estratégicos, como aço, alumínio e automóveis. Em 2025, por exemplo, os EUA elevaram para 50% as tarifas sobre aço e alumínio. ➡️ Agora, a tensão voltou a subir. Em 22 de agosto, entraram em vigor novas tarifas americanas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, atingindo mercadorias que incluem vinho, mel, roupas, equipamentos esportivos e outros bens. A medida veio após o fracasso das negociações entre os dois países. Após dias de negociação e sem conseguir chegar a um acordo, Trump anunciou na segunda-feira (24) uma nova escalada: tarifas de 50% sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2027. A decisão ampliou a pressão sobre setores centrais da integração econômica entre os dois países. Foi nesse contexto que o Canadá anunciou nesta terça-feira (25) sua nova rodada de retaliação. O governo canadense vai impor tarifas de 15%, 25% e 50% sobre cerca de 700 produtos americanos, em medidas avaliadas em aproximadamente US$ 19,9 bilhões, com início em 8 de setembro. Nova estratégia de Trump pode parar novamente nos tribunais Para impor as novas tarifas, Trump recorreu à Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma norma pouco conhecida que permite ao presidente americano aplicar tarifas contra países que adotem práticas comerciais consideradas discriminatórias ou desiguais contra os Estados Unidos. A medida chama atenção porque a Seção 338 nunca havia sido usada por um presidente americano para impor tarifas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, 25, pelo jornal americano The New York Times. ➡️ O uso inédito da lei abre dúvidas sobre como ela será interpretada pelos tribunais e se outras normas aprovadas pelo Congresso posteriormente limitaram esse poder presidencial. A estratégia também coloca Trump novamente diante de uma possível batalha judicial. O presidente já teve outras medidas tarifárias contestadas nos tribunais, e especialistas em comércio avaliam que o uso da Seção 338 contra o Canadá pode ser questionado caso a disputa comercial entre os dois países continue se intensificando. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Como as tarifas de Trump podem afetar o Canadá A manutenção das tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos canadenses pode colocar mais de 87 mil empregos em risco no Canadá, segundo estimativa do economista Trevor Tombe, da Universidade de Calgary no Canadá. O cálculo considera os efeitos diretos sobre empresas exportadoras e também os impactos sobre fornecedores e prestadores de serviços. ➡️ Segundo Tombe, cerca de 52 mil postos de trabalho seriam afetados diretamente, enquanto outros 35 mil poderiam ser atingidos indiretamente. A estimativa considera um cenário em que as tarifas permanecem em vigor e as vendas dos produtos afetados aos Estados Unidos caem na mesma proporção da tarifa. As províncias de Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica estariam entre as regiões mais afetadas. Mas os impactos não ficariam restritos às regiões diretamente expostas às tarifas: Alberta, por exemplo, teria cerca de 9 mil empregos em risco, apesar de suas próprias exportações serem pouco atingidas. O economista estima que a perda dos postos poderia elevar a taxa de desemprego canadense de 6,4% para cerca de 6,8%. O Canadá é o principal cliente de 26 estados americanos, incluindo Maine, Michigan e Wisconsin. Além disso, figura entre os três maiores compradores de 45 dos 50 estados americanos. *Com informações da Reuters
25/08/2026 15:03:50 +00:00
Governo amplia serviços para MEIs no Contrata+Brasil e regulamenta sistema de compras online

O evento também marcou o lançamento do programa Contrata+Brasil em Campinas, iniciativa do Governo Federal que facilita a conexão entre órgãos públicos e fornecedores locais, ampliando oportunidades para MEIs, pequenos negócios, cooperativas e agricultores familiares Crédito: Divulgação/PPM Films. O governo federal anunciou nesta segunda-feira (24) a regulamentação do Sistema de Compras Expressas (Sicx) e mudanças no Contrata+Brasil, plataforma que conecta microempreendedores individuais (MEIs) a órgãos públicos interessados em contratar pequenos serviços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As medidas têm como objetivo modernizar as compras públicas, ampliar a participação de fornecedores e facilitar o acesso de pequenos empreendedores a contratos com o governo. Criado para facilitar a participação de MEIs em pequenas contratações feitas pelo poder público, o Contrata+Brasil ampliou de 137 para 272 o número de atividades econômicas de prestação de serviços disponíveis na plataforma. (veja a lista completa abaixo) ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E PEQUENOS REPAROS ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE EVENTOS Inicialmente, eram apenas 47 serviços. A expansão também inclui a adesão formal de empresas públicas, estatais e autarquias, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Correios, Petrobras e INSS. Agora no g1 Na prática, essas instituições poderão utilizar a plataforma para encontrar MEIs que prestem serviços como reparos, pintura, carpintaria e manutenção. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, um dos principais objetivos da iniciativa é reduzir o tempo e a burocracia das contratações e aumentar a renda dos pequenos empreendedores. “Uma contratação que demorava quase seis meses entre contratar o serviço, ser prestado e pagar foi feita em cinco dias em alguns casos. Então é uma velocidade gigantesca”, afirmou. “Muitos MEIs têm um faturamento de R$ 2 mil, R$ 3 mil por mês. E os contratos públicos são, em geral, em torno de R$ 8 mil. Então, às vezes, com um contrato público, a pessoa ganha o dinheiro que demorava o mês inteiro para ganhar”, completou. O acesso é gratuito tanto para os empreendedores quanto para os órgãos públicos. Não há cobrança de taxas ou comissões. Segundo o governo, existem atualmente 13,7 milhões de MEIs ativos no Brasil. Dados do Sebrae citados pelo Ministério da Gestão mostram que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram algum negócio com a administração pública. A proposta é ampliar essa participação e facilitar o acesso dos pequenos empreendedores às oportunidades de contratação. A entrada das novas instituições representa, segundo o governo, mais de 14,7 mil unidades públicas que poderão contratar serviços por meio da plataforma. A iniciativa também será incentivada em cerca de 109 mil escolas públicas que recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Somadas as unidades das estatais e autarquias às escolas, o governo estima um universo potencial de aproximadamente 123 mil pontos de contratação para pequenos serviços em todo o país. Isso, no entanto, não significa que existam 123 mil vagas ou contratos disponíveis para os MEIs. O número representa a quantidade potencial de unidades que poderão utilizar a plataforma para fazer contratações. Contratações em escolas Uma das frentes de expansão do Contrata+Brasil será o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que está em vigor desde o início do ano. Segundo o governo, cerca de 109 mil escolas públicas recebem recursos do programa, que movimenta aproximadamente R$ 933 milhões em despesas de custeio. Entre os gastos estão pequenos reparos, pintura, carpintaria e serviços de manutenção — atividades que podem ser realizadas por MEIs. A ideia é facilitar a contratação de prestadores de serviços da própria região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante o evento de lançamento das medidas, que a iniciativa pode ajudar a manter a circulação de dinheiro dentro das cidades. “Se a diretora da escola souber que pode contratar um prestador de serviço na sua própria cidade, o dinheiro vai ficar ali". Plataforma quer aumentar participação de MEIs O Contrata+Brasil funciona como uma plataforma que conecta pequenos prestadores de serviços a órgãos públicos. O MEI pode procurar oportunidades de acordo com sua atividade e região e enviar uma proposta diretamente pelo sistema. De acordo com o governo, os MEIs representam atualmente 4,7% do valor total contratado pelo Compras.gov.br, apesar de somarem 13,7 milhões de empreendedores ativos no país. A pesquisa do Sebrae citada pelo Executivo mostra que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram alguma transação com a administração pública. A proposta é reduzir as dificuldades de acesso às compras públicas, especialmente para serviços de menor porte. Segundo Esther Dweck, o sistema permite contratações diretas de MEIs para serviços de até R$ 13 mil, dentro das regras aplicáveis. “O governo federal representa cerca de 5,6% a 6% do PIB em compras; é o maior comprador do país. Se ele passa a exigir a compra dos pequenos em todo local, ele vai desenvolver a economia”, afirmou a ministra. Estatais ampliam rede de contratantes Entre as instituições que aderiram ao programa estão: Banco do Brasil: 3.997 unidades; Caixa Econômica Federal: 3.258 unidades; Correios: 5.917 unidades; INSS: 1.587 unidades; Banco do Nordeste; Petrobras. Também já participam ministérios da administração direta, como Defesa, Saúde, Educação e Agricultura. Segundo o governo, a adesão amplia em cerca de 60 vezes o número de potenciais contratantes na plataforma. A iniciativa também prevê uma busca ativa por empreendedores. Em vez de depender apenas da procura dos MEIs pelas oportunidades, a proposta é que o poder público também identifique prestadores de serviços que possam atender às demandas existentes. Novo sistema para compras públicas Além das mudanças no Contrata+Brasil, o governo regulamentou o Sistema de Compras Expressas (Sicx), voltado para a contratação de bens e serviços padronizados pela administração pública. O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece regras para o uso de plataformas de comércio eletrônico nas compras governamentais. A proposta permite que fornecedores utilizem plataformas digitais que já fazem parte de suas atividades comerciais. Com isso, o governo pretende aproveitar tecnologias já disponíveis no mercado e reduzir os custos de adaptação. O modelo também prevê um cadastro digital permanente, integrado ao Registro Cadastral Unificado (RCU). A medida pretende evitar que o fornecedor precise apresentar os mesmos documentos a cada nova oportunidade de contratação. Segundo o governo, o lançamento do RCU está previsto para o último trimestre de 2026. O Sicx faz parte da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), que busca usar as compras do governo para estimular o desenvolvimento econômico e sustentável. Como participar do Contrata+Brasil O microempreendedor pode acessar a plataforma e procurar oportunidades de contratação de acordo com sua atividade e região. O acesso ao Contrata+Brasil é gratuito. Não há cobrança de taxa ou comissão para o empreendedor nem para o órgão público. Para participar, é necessário: acessar a plataforma com uma conta gov.br; realizar o cadastro como fornecedor; informar os dados do negócio; selecionar as atividades que presta; procurar oportunidades compatíveis com seu perfil; enviar uma proposta com o valor e o prazo para execução. Caso seja escolhido, o MEI é contratado diretamente pelo órgão público por meio da plataforma. Atualmente, o Contrata+Brasil reúne 272 atividades econômicas (CNAEs) de prestação de serviços. A plataforma está disponível no site oficial do Contrata+Brasil. Tela do site 'Contrata+Brasil', lançado pelo governo federal PR/Reprodução
25/08/2026 14:23:54 +00:00
iPhone ganha recurso para transmitir câmera ao vivo em ligações à polícia pelo 190

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters A Apple liberou nesta segunda-feira (24) no Brasil o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, que permite aos serviços de emergência solicitar imagens da câmera do iPhone durante uma ocorrência. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a RapidSOS, responsável por conectá-la às centrais de atendimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante uma ligação para o 190, o atendente pode avaliar que as imagens ajudariam a entender melhor a situação e enviar uma solicitação ao celular. O usuário recebe um aviso e decide se quer compartilhar a câmera. Se aceitar, basta tocar em “Compartilhar” para iniciar a transmissão ao vivo. Também é possível escolher fotos ou vídeos já armazenados no aparelho. (veja mais abaixo) Agora no g1 Como usar o recurso no iPhone O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência está disponível em iPhones 14 ou modelos posteriores. Não é necessário ativar previamente o compartilhamento de vídeo: ele só será iniciado se o serviço de emergência solicitar as imagens durante uma chamada. Antes de uma emergência Para deixar o SOS de Emergência configurado, o usuário pode: Acessar Ajustes > SOS de Emergência; Ativar “Pressionar 5 Vezes para Ligar”, que inicia uma contagem regressiva para a chamada de emergência; Ou manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume para iniciar a ligação. Durante a chamada para o 190 Se o atendente considerar que as imagens podem ajudar na ocorrência, ele poderá enviar uma solicitação ao iPhone. A partir daí, o usuário escolhe o que deseja compartilhar: “Compartilhar”: inicia a transmissão da câmera ao vivo; “Escolher”: permite selecionar fotos ou vídeos já armazenados no aparelho; “Agora Não”: recusa o compartilhamento. A transmissão pode ser pausada ou interrompida a qualquer momento pelo usuário. 🔒 Privacidade: segundo a Apple, a transmissão é criptografada por padrão. A empresa alerta, porém, que os serviços de emergência podem manter uma cópia do vídeo transmitido e das fotos ou vídeos compartilhados.
25/08/2026 14:15:57 +00:00
'Robôs assassinos': ONU defende limites globais para armas capazes de atacar sem intervenção humana

Um drone de ataque de longo alcance FP-1, da Ucrânia, é lançado em local não revelado do país, em 16 de agosto de 2026. AP/Efrem Lukatsky A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) reforçaram nesta terça-feira (25) um apelo para que os países adotem proibições e limites ao uso de armas autônomas, sistemas que podem identificar e atacar alvos sem comando humano direto e que são frequentemente chamados de "robôs assassinos". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pedido dá continuidade a uma iniciativa lançada há três anos e às negociações internacionais que vêm sendo realizadas sobre o tema. As duas organizações não defendem uma proibição total de todas as tecnologias do tipo, mas pedem regras claras para controlar seu desenvolvimento e uso. Embora afirmem que esses sistemas já estão sendo desenvolvidos, ONU e Cruz Vermelha dizem não ter confirmado seu emprego em combate. Agora no g1 As entidades argumentam que a criação de regras é necessária para proteger a população civil antes que esse tipo de arma passe a ser utilizado de forma mais ampla. "Estamos perigosamente perto de cruzar uma linha moral: permitir que máquinas escolham seres humanos como alvos de forma autônoma", afirmou a porta-voz da ONU em Genebra, Alessandra Vellucci, ao ler uma declaração conjunta do secretário-geral da ONU, António Guterres, e da presidente do CICV, Mirjana Spoljaric. No texto, os dois líderes afirmam que o alerta ganha ainda mais urgência agora. Segundo eles, as preocupações permanecem as mesmas, mas os riscos aumentaram. A ONU e a Cruz Vermelha argumentam que o rápido avanço das tecnologias militares está colocando pressão sobre as normas internacionais existentes e ampliando a distância entre o que a tecnologia é capaz de fazer e o que a legislação consegue regular. "As armas autônomas não pertencem a um futuro distante. A corrida para ampliar a autonomia dos sistemas de armas já está em andamento", diz a declaração. O novo apelo ocorre enquanto diplomatas se preparam para uma reunião em Genebra, em novembro, dedicada ao fortalecimento da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, acordo internacional que reúne países para discutir limites a armamentos considerados particularmente preocupantes. Guerra na Ucrânia e avanço dos drones A ONU e o CICV avaliam que esse fórum oferece o caminho mais concreto para a criação de regras internacionais obrigatórias sobre armas autônomas. Os esforços para impor restrições a essas tecnologias vêm se arrastando há anos sem produzir resultados definitivos. O debate ganhou força à medida que drones e outros sistemas não tripulados passaram a ser usados em conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de confrontos no Oriente Médio, no Sudão e em outras regiões. Até agora, veículos robóticos terrestres têm sido empregados na Ucrânia principalmente para transportar equipamentos, levar suprimentos às tropas e retirar feridos do campo de batalha. A estratégia reflete a tentativa de reduzir a exposição de soldados em um cenário marcado pela presença crescente de drones. O governo ucraniano também busca ampliar o uso de sistemas robóticos armados para aliviar a pressão sobre a infantaria, que enfrenta desvantagem numérica em diversas frentes de combate. Esses projetos, porém, ainda tiveram alcance limitado. Na avaliação da ONU e da Cruz Vermelha, os alertas não vêm apenas de organizações humanitárias. Cientistas e engenheiros envolvidos no desenvolvimento dessas tecnologias também têm defendido a criação de limites para seu uso. "Quando os próprios criadores dessa tecnologia pedem restrições, os Estados não podem permanecer passivos", afirma a declaração. O documento conclui dizendo que 2026 precisa marcar uma mudança de rumo nas negociações internacionais sobre o tema.
25/08/2026 13:52:21 +00:00
Häagen-Dazs, Walmart e mais: veja marcas famosas que encerraram atividades no Brasil

Häagen-Dazs, Walmart, Forever 21: algumas empresas que encerraram operações no Brasil Divulgação A General Mills anunciou o fim da distribuição da Häagen-Dazs no Brasil, encerrando a presença da marca de sorvetes no país após quase três décadas. Segundo a empresa, a decisão faz parte de um plano de reformulação de portfólio. A saída da Häagen-Dazs não é um caso isolado de mudança na operação de marcas internacionais no Brasil. Ao longo dos anos, empresas de diferentes setores adotaram estratégias distintas para seus negócios no país. ➡️ Algumas encerraram totalmente operações, outras fecharam fábricas ou lojas físicas, mudaram de controlador ou passaram a atuar por outros canais. 🔍 Mudanças que podem fazer parte de decisões específicas de cada empresa, como revisão de portfólio (conjunto de marcas e produtos), mudança no modelo de operação ou reorganização dos negócios em diferentes mercados. Veja abaixo uma lista de empresas que deixaram de produzir, vender ou operar no Brasil em determinados segmentos nos últimos anos: D Häagen-Dazs Começando pelo caso quente da semana, a Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e manteve lojas próprias no país por parte de sua trajetória. Em 2018, a General Mills, dona da marca, encerrou as lojas próprias que ainda mantinha no Brasil. Os produtos continuaram sendo comercializados no mercado brasileiro por outros canais. Agora, a General Mills encerrou as atividades da marca no Brasil. Como motivos, a empresa disse que a marca não seria mais distribuída no Brasil “devido a um plano de reformulação de portfólio”, anunciado pela companhia em março deste ano. Não informou um motivo específico adicional para a saída da marca Haribo A Haribo, fabricante alemã de doces conhecida pelas balas de gelatina em formato de ursinho, já era comercializada no Brasil por meio de produtos importados antes da instalação de uma fábrica no país. Em 2016, a empresa iniciou a produção local em uma fábrica em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa. Dona dos ‘Ursinhos de Ouro’, Haribo encerra produção no Brasil e fecha fábrica no interior de SP Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento das atividades fabris no Brasil. A fábrica permaneceu em operação até julho, dentro do cronograma de encerramento. A empresa afirmou que sua avaliação da operação brasileira ficou mais difícil diante de “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”. Também disse que avalia continuamente as operações considerando ambiente de negócios, competitividade e sustentabilidade da operação no longo prazo. Ford A Ford começou a operar no Brasil em 1919, quando instalou uma unidade em São Paulo. Ao longo das décadas, a montadora ampliou sua presença no país e passou a produzir veículos em diferentes fábricas Em janeiro de 2021, a empresa anunciou o encerramento da produção de veículos no Brasil. As fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) tiveram a produção encerrada naquele ano. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), também foi fechada em 2021. Ford encerra a produção de veículos no Brasil A Ford atribuiu o encerramento da produção no Brasil à capacidade ociosa das fábricas, à redução das vendas e a anos de perdas. A empresa também citou o ambiente econômico desfavorável e os efeitos da pandemia. A montadora, no entanto, manteve operações comerciais no país e passou a atender o mercado brasileiro com veículos importados de outros mercados. Mercedes-Benz A Mercedes-Benz iniciou sua trajetória industrial no Brasil com a produção de caminhões e ônibus, em 1956. Décadas depois, a empresa também passou a fabricar automóveis no país. Em 2020, a montadora alemã anunciou o encerramento da produção na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. A unidade, inaugurada em 2016, produzia os modelos Classe C e GLA. Mercedes-Benz encerra produção de automóveis no Brasil A montadora atribuiu a decisão à situação econômica difícil do Brasil, agravada pela pandemia, que provocou queda nas vendas de carros premium. A empresa também citou a reestruturação de sua rede global de produção e a busca por maior eficiência. A decisão não significou a saída da Mercedes-Benz do Brasil. Assim como a Ford, a companhia manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus no país e continuou vendendo automóveis importados. Forever 21 A Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e abriu suas primeiras lojas no país naquele ano. A rede americana de moda chegou a ter 15 unidades brasileiras. Em 2022, a marca encerrou sua operação de lojas no país. As unidades foram fechadas ao longo daquele ano, após liquidações para a venda dos estoques. A Forever 21 atribuiu a saída do Brasil às dificuldades financeiras da companhia e ao cenário desfavorável para a operação no país, que enfrentava custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas. Fnac A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que combinavam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos culturais. A marca chegou a ter 12 lojas no país. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira da Fnac. No ano seguinte, a rede fechou suas lojas no país. Em outubro de 2018, a última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades. A Fnac afirmou que a operação brasileira precisava atingir um “tamanho crítico” para ser relevante e reforçar sua posição no mercado. A controladora também citou a queda das vendas e o contexto de maior competitividade e crise econômica. Walmart O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma operação com lojas em diferentes regiões do país. Em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da operação brasileira do Walmart. A partir da mudança de controle, o negócio passou por uma reestruturação e a marca Walmart começou a ser substituída por outras bandeiras. O Walmart atribuiu a decisão a uma revisão de seu portfólio internacional. A empresa afirmou que a parceria com a Advent International buscava fortalecer a operação brasileira e criar condições para o crescimento do negócio no longo prazo. A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG, enquanto a marca Walmart deixou de ser utilizada nas lojas brasileiras. Sony A Sony está presente no Brasil desde 1972 e construiu uma operação conhecida principalmente por televisores, câmeras e equipamentos de áudio. Em 2020, a empresa anunciou o fechamento de sua fábrica em Manaus e o fim da produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio no país. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado brasileiro. A Sony atribuiu a decisão ao ambiente de mercado e às perspectivas para os negócios no Brasil naquele momento. A empresa afirmou que a medida fazia parte de uma revisão de suas operações e buscava fortalecer a estrutura e a sustentabilidade dos negócios diante das mudanças no ambiente externo. A saída foi parcial: a Sony manteve no Brasil negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento. A empresa também manteve serviços de suporte e assistência técnica para os produtos vendidos anteriormente. Nikon A Nikon, fabricante japonesa de câmeras e equipamentos fotográficos, anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos. Em setembro de 2018, a companhia anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil. A Nikon atribuiu a decisão a uma reestruturação global da companhia, que incluía a otimização das estruturas de pesquisa e desenvolvimento, vendas e fabricação. A empresa afirmou que o processo buscava fortalecer suas bases para o crescimento sustentável no longo prazo. Topshop A marca britânica de moda Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado de São Paulo. Em 2016, a Topshop anunciou o fechamento de sua última loa no país, no JK Iguatemi, encerrando a operação física da marca no Brasil. A Topshop não apresentou uma justificativa detalhada para o encerramento da operação brasileira. A marca vinha enfrentando dificuldades no país, incluindo problemas relacionados ao pagamento de aluguéis e desempenho das lojas, mas até hoje, a empresa não atribuiu oficialmente a saída a esses fatores.
25/08/2026 13:46:11 +00:00
China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola

Agricultores trabalham em uma plantação de arroz em Leshan, na província de Sichuan, na China Reuters/China Daily Em meados de agosto, a China comprou pouco mais de meio milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos para o próximo ano comercial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa quantidade, no entanto, representa apenas uma parte do total de suas importações: segundo a agência de notícias Reuters, em outubro passado, a China concordou em comprar aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja anualmente dos EUA. O acordo é válido até o final de 2028. Embora o 15º Plano Quinquenal estabeleça como objetivo produzir cada vez mais alimentos dentro do próprio país, a China não consegue substituir todas as importações, como a soja. Essa leguminosa, rica em proteínas, serve não apenas como alimento para humanos, mas principalmente como ração para as enormes criações de suínos, aves e peixes da China. Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China A agricultura chinesa dificilmente conseguirá superar essa dependência devido aos recursos limitados de terra e água disponíveis. A tentativa de garantir seu próprio abastecimento alimentar de forma mais eficaz é motivada, sobretudo, por um cenário internacional cada vez mais incerto. A guerra na Ucrânia demonstrou a rapidez com que o abastecimento agrícola e as rotas comerciais podem ser interrompidos. A isso se somam os conflitos comerciais e as consequências das mudanças climáticas. Para a China, a segurança alimentar é, portanto, também uma questão de segurança nacional. "A guerra entre a Rússia e a Ucrânia exacerbou os riscos à segurança alimentar nacional representados pelo atual mercado global de grãos e desencadeou uma reavaliação do comércio global de cereais baseado no livre comércio", afirmam pesquisadores num artigo publicado pelo think tank americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). Outro desafio são os recursos limitados do país. "Com quase 18% da população mundial, a China é o segundo país mais populoso depois da Índia, mas dispõe de apenas cerca de 7% das terras aráveis do planeta", aponta Christina Otte, especialista econômica da agência alemã de comércio exterior Germany Trade & Invest (GTAI) na China. Ao mesmo tempo, os riscos climáticos estão aumentando. Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostra que eventos combinados de calor e seca aumentaram na China e estão impactando particularmente as colheitas de milho e arroz. Cerca de 84% do consumo doméstico de soja na China depende de importações e mais da metade desse abastecimento vem do Brasil Bloomberg via Getty Images/BBC Metas do 15º Plano Quinquenal Em seu 15º Plano Quinquenal para o período de 2026 a 2030, a liderança chinesa aposta sobretudo no aumento da produtividade agrícola. O plano visa aumentar a proporção de terras agrícolas de alta qualidade, de aproximadamente 70% para 75%. Ao mesmo tempo, busca desenvolver variedades de sementes mais resistentes, aumentar o nível de mecanização e expandir a agricultura inteligente. O uso da água também deve se tornar mais eficiente. "A China certamente estabeleceu metas ambiciosas para o seu setor agrícola", comenta Otte. Mas ela pondera que essa direção não é nova e diz que há anos o país busca uma estratégia de fortalecimento da produção doméstica e redução da dependência de importações. Pequim também mira na modernização tecnológica, com investimento em novas variedades de sementes, biotecnologia, agricultura de precisão, digitalização e inteligência artificial. As máquinas serão utilizadas com maior precisão com o auxílio de sistemas de navegação, e sensores fornecerão alertas precoces de doenças ou eventos climáticos. Também estão previstos sistemas de irrigação mais eficientes e maior uso de fertilizantes orgânicos. "Embora todas essas medidas possam contribuir para um aumento significativo da produção agrícola, ainda se presume que a China continuará dependendo de importações no futuro", afirma Otte. Segundo ela, muitas áreas ou não são adequadas para uso agrícola, ou o são apenas em escala limitada. Impacto nos parceiros comerciais Ao mesmo tempo, Pequim busca diversificar seus fornecedores. O think tank britânico Chatham House descreve a combinação do aumento da produção doméstica, fontes de importação diversificadas e grandes estoques como componentes-chave da estratégia de segurança alimentar da China. Isso também inclui investimentos em novas rotas de transporte e cadeias de suprimentos, como infraestrutura portuária e ferroviária. Para os países que exportam produtos agrícolas para a China, a mudança na demanda chinesa provavelmente terá consequências variadas. Uma análise publicada em meados de agosto na Fulcrum, uma revista voltada para os desenvolvimentos políticos asiáticos do Instituto Iseas-Yusof Ishak, em Singapura, conclui que alguns países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em particular, podem ser afetados. De acordo com a análise, Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietnã estão entre os países com dependência comparativamente alta do mercado chinês. A China já é amplamente capaz de garantir ou expandir ainda mais sua autossuficiência em arroz, aves e carne suína. A produção doméstica de trigo e milho também deve aumentar. No entanto, o país continua dependente de importações de soja, carne bovina, laticínios e óleos vegetais. Por isso, para os países da Asean, o Iseas prevê tanto uma diminuição nas oportunidades de exportação quanto uma demanda contínua ou crescente, a depender do produto. "Para os países que anteriormente exportavam grandes quantidades de alimentos e produtos agrícolas para a China, isso significa inicialmente um aumento da pressão competitiva", afirma Otte. "Ao mesmo tempo, porém, surgem novas parcerias e mudanças nas oportunidades de mercado." O Iseas aponta para o aumento da demanda por alimentos de maior valor agregado e já processados, incluindo café e cacau, bem como peixes e frutos do mar. Ao mesmo tempo, os requisitos de segurança alimentar, rastreabilidade e sustentabilidade provavelmente ganharão mais importância. "A China poderá, portanto, evoluir cada vez mais de um mercado que importa grandes quantidades de alimentos para um mercado de produtos mais seletivos e de maior qualidade", afirma Otte. Tecnologia agrícola como novo setor de exportação A estratégia chinesa não se limita à produção doméstica. O Iseas destaca que a China já se tornou um fornecedor significativo de tecnologia agrícola, sementes melhoradas, sistemas de agricultura digital, tecnologia de irrigação e máquinas para processamento de alimentos. Isso pode criar oportunidades para transferência de tecnologia e cooperação para a Asean. O Chatham House também prevê repercussões internacionais para os investimentos chineses em tecnologia agrícola. Técnicas para aumentar a produtividade, reduzir o desperdício de alimentos e regenerar o solo poderiam, segundo o think tank, ser utilizadas também fora da China. "É possível, portanto, afirmar que a China tem potencial para se tornar um importante centro de tecnologia agrícola moderna", diz Otte. "Contudo, é improvável que o país alcance a independência total das importações de alimentos."
25/08/2026 12:44:57 +00:00
Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou nesta terça-feira (25) a aplicação de multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço. (Entenda a diferença dos casos). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A agência, que é vinculada ao Ministério da Justiça, tem uma atuação semelhante à de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas voltada à proteção de dados pessoais e à privacidade no ambiente digital. Nos últimos meses, a atuação da ANPD foi ampliada. A agência também passou a fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, que estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais, como redes sociais, jogos e sites. Vale lembrar que a regulação do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais é um tema discutido em vários países. A Austrália foi o primeiro país a proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A medida teve repercussão internacional, e vários governos disseram que estudariam medidas semelhantes. Entenda as diferenças entre as decisões sobre TikTok e Discord Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos Unsplash/Solen Feyissa e Mariia Berezovsky No caso envolvendo o TikTok, a ANPD afirmou ter identificado cinco infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso à plataforma: o "feed sem cadastro", que permite assistir a vídeos sem criar uma conta, e o "feed com cadastro". No feed sem cadastro, a agência identificou duas irregularidades: o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes sem uma base prevista na lei que permitisse o uso desses dados e a falta de medidas para prevenir o tratamento desses dados. No feed com cadastro, a ANPD identificou mais duas irregularidades: o uso de dados pessoais de crianças e adolescentes para realizar o cadastro sem uma justificativa prevista em lei e a falta de medidas eficazes para impedir o cadastro desse público na plataforma. A quinta infração foi identificada nas duas formas de acesso. Segundo a ANPD, o TikTok não demonstrou que adotava medidas eficazes e suficientes para comprovar o cumprimento das normas de proteção de dados. ANPD inicia monitoramento de redes sociais e ferramentas de IA Como parte do plano de conformidade, o TikTok deverá adotar medidas para aumentar a proteção de crianças e adolescentes. Entre elas estão configurações de privacidade mais restritivas para contas de usuários com menos de 16 anos, aplicadas automaticamente, e filtros mais rigorosos para limitar o acesso desse público a conteúdos inadequados. Procurado pelo g1, o TikTok afirmou que a multa se refere ao período anterior a um trabalho conjunto da empresa com a ANPD e informou que a agência aprovou em 2025 um Plano de Conformidade que garante o cumprimento da LGPD na plataforma. "Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis", disse a rede social. (leia íntegra ao final da reportagem) A empresa tem dez dias úteis, a partir da notificação, para recorrer da decisão. Discord Ivan Radic/Flickr No caso do Discord, a ANPD suspendeu a funcionalidade "Go Live", que permite fazer transmissões ao vivo dentro da plataforma. O Discord é uma plataforma de comunicação amplamente utilizada por jogadores de games online e também por adolescentes. Diferentemente do caso do TikTok, a ANPD não aplicou uma multa ao Discord nesta decisão. A agência determinou apenas a suspensão das transmissões ao vivo, como medida preventiva, após identificar riscos à proteção de crianças e adolescentes na plataforma. Em comunicado, a ANPD afirmou que não descarta aplicar uma multa ao Discord posteriormente, caso sejam constatadas irregularidades no processo de fiscalização. A multa pode chegar a R$ 50 milhões por infração, conforme previsto no artigo 35 do ECA Digital. A medida foi tomada após o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma. A decisão da ANPD contra o TikTok, no entanto, não tem relação com o caso do Discord. Em nota, o Discord disse que cumpriu a decisão da ANPD e que a empresa "segue comprometida em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura". (leia íntegra ao final da reportagem) Em entrevista ao g1 no início deste mês, Fabrício Guimarães, superintendente de Fiscalização da ANPD, afirmou que o bloqueio total do Discord não foi cogitado, pois uma medida desse tipo exigiria uma ação judicial. Segundo ele, como a autoridade precisava agir com urgência, essa opção "nem entrou no radar". Fabrício também explicou que a fiscalização da ANPD não tem como foco investigar crimes individualmente, papel que cabe à polícia. "O papel da autoridade é olhar para a estrutura da plataforma para verificar se ela possui mecanismos de gestão de riscos e prevenção que dificultem a ocorrência de abusos", afirmou. O que diz o TikTok "Há cinco anos, mantemos um diálogo transparente e colaborativo com a ANPD sobre a segurança de crianças e adolescentes, uma prioridade absoluta para o TikTok. Esse trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025. A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis.'' O que diz o Discord “Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil. O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares. Estamos dialogando ativamente com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer esses recursos para nossos usuários no Brasil. Seguimos comprometidos em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura para todos, tanto no Discord quanto em toda a internet.” Discord: o que é a rede social que terá lives suspensas no Brasil após decisão da ANPD Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
25/08/2026 12:29:25 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,13 com petróleo e tensões entre EUA e Irã; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,25% nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,1399. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,55%, aos 174.577 pontos. As tensões entre Estados Unidos e Irã seguiram no radar dos investidores, enquanto o mercado brasileiro acompanhou as discussões sobre o Orçamento de 2027 e a situação financeira da Braskem. A alta das ações da Vale (+2,04%) e de grandes bancos sustentou o Ibovespa, apesar das perdas da Petrobras (-2,05%). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nos EUA, o mercado acompanhou a divulgação do índice de confiança do consumidor de agosto, enquanto o governo de Donald Trump amplia as sanções contra o Irã. A medida busca pressionar outros países a reduzir relações comerciais com os iranianos e pode levar empresas e entidades a perder acesso ao sistema financeiro que utiliza o dólar. No mercado de petróleo, os preços operavam em queda. Por volta das 17h, o Brent, referência internacional, recuava 5,27%, a US$ 87,31, enquanto o WTI, referência nos EUA, caía 4,60%, a US$ 81,10. O movimento pressionou as ações da Petrobras. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto do Orçamento de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário-mínimo do próximo ano será de R$ 1.741, e outros benefícios continuarão sendo reajustados de acordo com o piso nacional. ▶️ Também por aqui, a Braskem pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. As ações da companhia caíram 6,71% na segunda-feira (24), para R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da bolsa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,09%; Acumulado do mês: +1,39%; Acumulado do ano: -6,35%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,07%; Acumulado do mês: -1,92%; Acumulado do ano: +8,35%. EUA anuncia novas sanções contra o Irã Os EUA ampliaram nesta segunda-feira (24) a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano. Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com Teerã e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com o país. O Departamento do Tesouro norte-americano informou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e que atuam nos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo. 🔎 As medidas fazem parte da "guerra econômica" anunciada pelo presidente Donald Trump na semana passada para pressionar a economia iraniana. Trump havia definido esta segunda-feira como o "Dia D da guerra econômica". Ao anunciar as sanções, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA também pretende pressionar outros países a interromper suas relações econômicas com o Irã. "O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent. Segundo o secretário, Washington estabeleceu um cronograma para que cada país interrompa gradualmente suas "atividades" com o governo iraniano. "Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro", ameaçou Bessent. Bessent também afirmou que uma "grande instituição financeira" será alvo de sanções ainda nesta semana por manter vínculos financeiros com o Irã, mas não informou qual instituição será atingida. A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira (25) que pretende manter as relações comerciais com o Irã e defender seus interesses, apesar das novas medidas anunciadas pelos EUA e da ameaça de punições a países que não aderirem à pressão econômica contra Teerã. Questionado em entrevista coletiva sobre as sanções anunciadas pelo governo americano, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou: "A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações. A China já afirmou em diversas graças que se opõe de modo veemente às avaliações unilaterais prejudiciais (...) A China tomará todas as medidas de segurança para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses". A China está entre os principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim defende um cessar-fogo no conflito e afirma que as medidas adotadas pelos EUA não vão solucionar a guerra. Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 O governo federal prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com o novo valor começando a ser pago em fevereiro. A estimativa consta do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. 🔎 A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o Orçamento do ano. Atualmente, o salário-mínimo é de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% neste ano. Se a projeção do governo para 2027 se confirmar, o piso terá um aumento de 5,92%, ou R$ 96. O valor, porém, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo será definido em dezembro deste ano, após a divulgação do INPC de novembro, índice usado no cálculo do reajuste. Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 Bolsas globais Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com destaque para as empresas de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,34%, o S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq teve ganhos de 0,64%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, apoiadas por dados econômicos positivos e pela valorização das empresas do setor de defesa. O índice STOXX 600, que reúne ações de companhias de diversos países europeus, subiu 0,38%, aos 656,72 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,61%, aos 26.266,14 pontos, enquanto, em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,29%, aos 10.886,16 pontos. Na contramão, o CAC 40, de Paris, recuou 0,16%, aos 8.439,20 pontos. Já na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o SSEC subiu 0,19%, aos 3.889 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,24%, aos 4.552 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,02%, aos 25.511 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,50%, para 65.856 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
25/08/2026 12:00:47 +00:00
BYD mostra picape híbrida Mako para enfrentar Fiat Toro e Volkswagen Tukan

BYD apresenta picape híbrida Mako André Fogaça / g1 A BYD mostrou, nesta terça-feira (25), uma versão concluída da picape Mako. O modelo chegará ao Brasil no ano que vem para competir com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e RAM Rampage e será fabricado em Camaçari (BA). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A picape foi vista em detalhes pela primeira vez durante o Festival Interlagos, realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Um protótipo em estágio anterior de desenvolvimento já havia sido apresentado em um evento em Ribeirão Preto (SP), no fim de abril deste ano. Volkswagen apresenta picape Tukan Teste do novo BYD Song Pro com motor flex O protótipo trazia um conjunto de suspensão semelhante ao usado no Song Pro, híbrido plug-in que está entre os cinco eletrificados mais vendidos do Brasil. A solução privilegia o conforto no uso urbano, mas pode limitar a capacidade de carga da picape. Apesar de estar em um estágio mais avançado de desenvolvimento, o modelo exibido ainda é um protótipo e deve passar por mudanças até chegar às concessionárias. Por isso: A pintura final estava escondida sob adesivos que cobriam toda a carroceria; Os dados técnicos ainda não estão definidos e podem mudar até o lançamento; Alguns recursos estavam inoperantes, incluindo sistemas de assistência ao motorista, sensores de estacionamento e câmeras; Parte do acabamento interno estava coberta, escondendo detalhes da versão final. Galerias Relacionadas Pelas dimensões, a impressão é que a BYD Mako está mais próxima da proposta de uma Fiat Toro do que de picapes médias como Ford Ranger e Toyota Hilux. Ao mesmo tempo, tem porte superior ao da Fiat Strada. Durante o teste, a direção pareceu excessivamente pesada, tanto em velocidades mais altas quanto nos trechos percorridos mais lentamente, como na área dos boxes. BYD Mako no Festival Interlagos André Fogaça/g1 A impressão era de que a assistência elétrica da direção não estava funcionando. Procurados, funcionários da BYD deram explicações diferentes sobre o comportamento: não ficou claro se ele é resultado da falta de calibração do protótipo ou se será mantido na versão de produção. Se a direção desagradou, a suspensão causou a impressão oposta. Na parte inferior da Mako, o conjunto se mostrou semelhante ao utilizado no Song Pro. Na pista, essa impressão se confirmou. A Mako apresentou um acerto voltado ao conforto urbano, sem oscilações excessivas da carroceria em acelerações bruscas, frenagens intensas e curvas em alta velocidade. Embora realizado no autódromo que recebe a Fórmula 1, o teste buscou reproduzir condições de uso urbano. Nesse aspecto, a suspensão se mostrou bem ajustada e próxima do que se espera da versão final. Na lateral, um segundo bocal confirmou que a picape utiliza um sistema híbrido plug-in, que permite recarregar a bateria em uma fonte externa. O painel não mostrava a autonomia exclusivamente elétrica, mas indicava 29% de carga na bateria e autonomia total de 977 km. Com a bateria ainda carregada, o motor elétrico podia entregar toda a potência disponível. Nas acelerações, o desempenho lembrou o do BYD Song Pro já testado pelo g1. A Mako acelera de forma contínua, combinando o motor 1.5 turbo com o propulsor elétrico. No Song Pro, o conjunto entrega 219 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque. Como a picape é projetada para carregar mais peso, a expectativa é que a configuração seja ajustada para entregar mais torque. Mako pode tentar reverter desempenho fraco da Shark Mesmo sem preço confirmado, as dimensões colocam a BYD Mako em um segmento diferente do ocupado pela Shark. A Mako é uma picape compacta, enquanto a Shark pertence à categoria das médias. A Mako pode ter mais chances de ganhar espaço no mercado brasileiro do que a Shark, que registra vendas baixas mesmo após quase dois anos no país. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 415 unidades zero km da Shark foram emplacadas entre janeiro e julho de 2026. O volume equivale a apenas 1,5% das 26.732 unidades da Toyota Hilux emplacadas no mesmo período e a 10,5% das 3.921 unidades da GWM Poer P30 vendidas pela rival chinesa.
25/08/2026 11:08:10 +00:00
ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) multou em R$ 153,7 milhões a ByteDance, dona do TikTok, por falhas no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25). A agência também determinou a eliminação dos dados coletados de forma irregular e estabeleceu que a empresa apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores na plataforma. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 A ANPD é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Justiça, cuja missão é zelar pela proteção de dados pessoais. Segundo a ANPD, foram identificadas cinco violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso ao TikTok: o "feed sem cadastro", que pode ser acessado sem criação de conta, e o "feed com cadastro". Procurado pelo g1, o TikTok afirmou que a segurança de crianças e adolescentes é "uma prioridade absoluta" da plataforma. A rede social disse que mantém "um diálogo transparente e colaborativo com a ANPD" sobre o assunto há cinco anos e que "esse trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025". "A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis.", disse o TikTok. Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? No início do mês, a mesma agência havia determinado a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil até que a plataforma adotasse medidas efetivas para proteger crianças e adolescentes durante o uso do serviço. A medida foi tomada após o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida, por um grupo de adolescentes, a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma. A decisão da ANPD contra o TikTok, no entanto, não tem relação com o caso do Discord. Falhas encontradas pela ANPD No acesso sem cadastro, a agência concluiu que o TikTok tratava dados de crianças e adolescentes sem uma base legal válida e não adotava medidas suficientes para impedir esse tratamento. No acesso com cadastro, a ANPD apontou problemas semelhantes: a empresa tratava dados desse público para realizar o cadastro sem uma base legal válida e não adotava medidas eficazes para impedir o cadastro de crianças e adolescentes. A agência também afirmou que a empresa não demonstrou de forma suficiente que as medidas adotadas eram capazes de garantir o cumprimento das regras de proteção de dados. De acordo com a Superintendência de Fiscalização da ANPD, os mecanismos utilizados pelo TikTok não eram suficientes para evitar, desde o início, o tratamento inadequado de dados de crianças e adolescentes. A área técnica também afirmou que faltavam evidências de que as medidas adotadas pela empresa eram efetivas. A multa se refere às condutas identificadas no período analisado pela agência. A ByteDance pode recorrer da decisão ao Conselho Diretor da ANPD em até dez dias úteis a partir da notificação, feita na segunda-feira (24). TikTok terá de restringir recursos e anúncios Sede da TikTok nos Estados Unidos Mike Blake/REUTERS Como parte do plano de conformidade, o TikTok deverá adotar medidas específicas para aumentar a proteção de crianças e adolescentes. Entre elas estão: Privacidade: contas de usuários com menos de 16 anos terão, automaticamente, configurações mais restritivas de privacidade. A mudança dessas configurações dependerá de autorização dos responsáveis; Supervisão dos pais: a plataforma deverá reforçar os mecanismos de controle parental; Conteúdo: o TikTok terá de adotar filtros mais rigorosos para limitar o acesso de menores a conteúdos inadequados. Para quem acessa a rede social sem criar uma conta, o plano prevê ainda restrições ao uso da plataforma: Tempo de acesso: a experiência será limitada a 12 horas; Interações: o usuário não poderá criar conteúdo, comentar, enviar mensagens diretas ou interagir socialmente; Seguidores: não será possível seguir outros usuários nem ser seguido por eles; Transmissões ao vivo: o usuário não poderá publicar nem assistir a lives; Personalização: a recomendação de conteúdo será menos personalizada; Publicidade: os anúncios serão suspensos no Brasil; Conteúdo: o acesso ficará restrito a conteúdos adequados para todas as idades. O TikTok também deverá reduzir a quantidade de dados coletados nessa modalidade de acesso. 🔎 Serão utilizados, por exemplo, dados de idioma e região para definir conteúdos relevantes, informações básicas do dispositivo para prevenção de fraudes e dados necessários para melhorar o funcionamento do aplicativo. Conselho Diretor aprovou plano Em outra decisão publicada nesta terça-feira, o Conselho Diretor da ANPD aprovou, em grau de recurso, o plano de conformidade apresentado pela ByteDance. A aprovação, porém, inclui a exigência de que a empresa cumpra as regras de verificação de idade previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), conforme o cronograma definido pela própria agência. Segundo a ANPD, as medidas previstas no plano reduzem os riscos identificados no processo, entre elas a suspensão de anúncios, a desativação de transmissões ao vivo e das mensagens diretas no acesso sem cadastro.
25/08/2026 10:04:00 +00:00
VÍDEO: gado foge de incêndio que atinge fazendas; fogo avança por áreas rurais de três estados

Gado foge do fogo no MT em vídeo; calor e seca favorecem incêndios também em TO e RO O tempo seco e as altas temperaturas favoreceram incêndios em áreas rurais de Mato Grosso, Tocantins e Rondônia na última semana. Em Jangada, no Mato Grosso, o fogo atingiu áreas de plantação e de criação de animais, e o gado precisou fugir das chamas. (Veja no vídeo acima). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O incêndio causou prejuízos a dezenas de produtores rurais. Alguns, inclusive, tiveram que deixar suas casas. Uma área de 120 hectares de cana-de-açúcar também foi completamente destruída pelo fogo. "Tudo aquilo que a gente já fez, vai ter que fazer de novo. Foram duas áreas queimando ao mesmo tempo e a gente ficou sem poder fazer muita coisa", relata Elizamara de Souza, gerente da usina. Além do clima, rajadas de vento de cerca de 40 km por hora e pastagens sujas, colaboraram para o fogo progredir rapidamente, informou o corpo de bombeiros. Na fazenda de Dogmar Rockenbach, mais de 40 vizinhos se uniram para impedir que o fogo avançasse na propriedade. Já em São Miguel do Tocantins, o incêndio destruiu 50 hectares de vegetação em um assentamento onde vivem 150 famílias de agricultores familiares. Foram mais de 24 horas de combate ao fogo, que foi controlado por agentes da Defesa Civil da região. Não houve registro de danos às propriedades nem de pessoas feridas. Em Rondônia, o fogo atingiu grandes proporções e afetou propriedades rurais e uma área de preservação ambiental no município de Mirante da Serra. As causas do incêndio estão sendo investigadas. Leia também: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
25/08/2026 06:00:46 +00:00
Casas Bahia, Braskem e a onda de recuperações judiciais pelo Brasil - O Assunto #1790

A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor. Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Setor está em crise, mas sem risco sistêmico O que você precisa saber: Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Jornal Nacional: No segundo trimestre de 2026, número de empresas que pediram recuperação judicial aumenta 20% em relação a 2025 Saiba o que afeta pedido de recuperação judicial Por que grandes redes de varejo estão fechando lojas e pedindo recuperação judicial Casas Bahia pede recuperação judicial; entenda o que significa e como funciona Conversão de recuperação extrajudicial em judicial cresce O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. No segundo trimestre de 2026, número de empresas que pediram recuperação judicial aumenta 20% em relação a 2025 Jornal Nacional/ Reprodução
25/08/2026 03:30:15 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.049 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (25), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (23), uma aposta simples em Santa Catarina levou o prêmio de R$ 57 milhões. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
25/08/2026 03:01:06 +00:00
INSS inicia pagamento de benefícios de agosto; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de agosto a partir desta terça-feira (25). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 25/8 Final 2: 26/8 Final 3: 27/8 Final 4: 28/8 Final 5: 31/8 Final 6: 1º/9 Final 7: 2/9 Final 8: 3/9 Final 9: 4/9 Final 0: 8/9 Quem recebe acima de um salário mínimo: Finais 1 e 6: 1º/9 Finais 2 e 7: 2/9 Finais 3 e 8: 3/9 Finais 4 e 9: 4/9 Finais 5 e 0: 8/9 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal
25/08/2026 03:01:01 +00:00
Free flow: veja o passo a passo para consultar e pagar pedágio eletrônico no app CNH do Brasil

Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico O aplicativo CNH do Brasil passou a exibir nesta semana as passagens por pedágios eletrônicos do sistema "free flow". 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o Ministério dos Transportes, 14 concessionárias estão integradas ao aplicativo. Elas administram estradas municipais, estaduais e federais. O novo recurso está disponível para todos os motoristas que utilizam o aplicativo CNH do Brasil, disponível para celulares Android e iPhone. Veja abaixo o passo a passo para verificar se você passou por um pedágio do sistema free flow: Abra o aplicativo CNH do Brasil; Toque na opção em amarelo, chamada “Veículos”; Escolha e toque no seu carro na tela seguinte; Role a tela até a última opção e toque no botão “Pedágio eletrônico”. Na tela, é exibida a lista de passagens registradas nos últimos 30 dias. Pelos botões no topo, é possível filtrar os registros por concessionária e status do pagamento (pendente, isento, em processamento ou pago), além de ampliar o período de consulta para 60 ou 90 dias ou selecionar uma data específica dos últimos cinco anos. O detalhamento da passagem exibe dados como: placa do veículo; data e local da passagem; identificação do pórtico, quando disponível; valor da tarifa; concessionária responsável; prazo para pagamento; situação do débito. Free flow no aplicativo CNH do Brasil divulgação/Ministério dos Transportes Também é possível contestar uma passagem. Além disso, ao tocar na opção "Como pagar", o usuário recebe as orientações de pagamento da concessionária. Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa. “Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamento”, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponíveis apenas para o proprietário do veículo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista. O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo. “A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro. O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veículo. Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço. Confusão fez ministério suspender multas Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos. Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações. Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal. Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dívida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Aplicativo da CNH do Brasil Divulgação / Serpro O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veículo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow identifica o veículo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo. O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veículos que não possuem o dispositivo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
25/08/2026 03:00:57 +00:00
Häagen-Dazs fora do Brasil: por que a marca de sorvetes americana tem nome que parece ser dinamarquês

Häagen-Dazs anunciou que sairá do Brasil. Reprodução/Instagram A marca de sorvetes Häagen-Dazs anunciou recentemente que deixará o Brasil após 29 anos de operação. Consolidada no segmento de sorvetes premium, a marca costuma ser associada a países europeus — especialmente pela sonoridade e pelo nome, que parecem remeter a uma origem alemã ou dinamarquesa. Mas, apesar da aparência europeia, a Häagen-Dazs é, na verdade, americana. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A dona da marca é a General Mills, uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo e responsável por marcas como Cheerios, Nature Valley e Betty Crocker. A companhia também era dona das marcas Yoki e Kitano, mas as duas foram vendidas ao grupo 3corações em março deste ano, em uma operação de R$ 800 milhões. O que significa Häagen-Dazs? Apesar de parecer um nome europeu, Häagen-Dazs não significa nada em dinamarquês, alemão ou em qualquer outro idioma. O nome foi criado nos Estados Unidos com o objetivo de transmitir uma ideia de tradição, qualidade e sofisticação em um mercado no qual o sorvete ainda estava associado principalmente a produtos populares. A combinação de letras e a sonoridade foram pensadas para fazer o consumidor associar a marca à Europa e à ideia de um sorvete artesanal e premium. A estratégia funcionou. Quem quiser consumir o produto antes que ele suma das prateleiras, não desembolsoará menos que R$ 50. Agora no g1 A saída da Häagen-Dazs do Brasil Presente nos mercados brasileiros desde 1997, a decisão da Häagen-Dazs de sair do país passa pela estratégia de reorganização do portfólio da General Mills. Segundo a empresa, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos.
25/08/2026 03:00:43 +00:00
Estado americano investiga OpenAI por ataque hacker feito por inteligência artificial

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, se tornou alvo de uma investigação do estado do Alabama, nos Estados Unidos, depois de revelar em julho que seus modelos de inteligência artificial saíram de controle e realizaram um ataque hacker. Dois modelos escaparam do ambiente de testes da OpenAI e conseguiram acesso à internet. Em seguida, invadiram os sistemas da Hugging Face, plataforma para desenvolvedores armazenarem e compartilharem modelos de IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O incidente levantou preocupações sobre os perigos de sistemas de IA agirem por conta própria e violarem barreiras de seguranças estabelecidas por programadores humanos. A investigação no Alabama é a primeira iniciativa estadual nos EUA para apurar se um sistema de IA que ataca a infraestrutura de outra empresa viola a lei de proteção ao consumidor. Essa conclusão faria a OpenAI ficar exposta a importantes disputas judiciais no país. IA pode decidir atacar empresas? Como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI Em uma ordem de 14 páginas, o gabinete do procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, exigiu que a OpenAI entregue registros internos sobre o incidente de julho. O órgão também solicitou uma extensa lista de outros materiais, incluindo a identidade de todos os funcionários envolvidos na invasão ou nos testes que levaram a ela. A investigação ocorre em resposta à "absoluta falta de supervisão e de salvaguardas adequadas por parte da empresa", afirmou o gabinete de Marshall em comunicado. O Alabama e outros 14 estados escreveram, no dia 3 de agosto, ao diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman. Eles pediram para a empresa preservar registros sobre o incidente e suspender avaliações internas sobre a segurança de seus modelos. Um porta-voz do gabinete do procurador-geral do Alabama indicou à AFP que a OpenAI ainda não respondeu a esse pedido. E a empresa não respondeu a uma solicitação de comentários da AFP. No entanto, em comunicado ao site de notícias de tecnologia TechCrunch, a empresa afirmou que estava "realizando uma revisão minuciosa junto com consultores externos". "Assim que a revisão for concluída, compartilharemos um relatório técnico com as autoridades governamentais competentes e divulgaremos publicamente nossas conclusões", acrescentou.
25/08/2026 00:34:05 +00:00
Governo eleva estimativa e calcula salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal estima que o salário mínimo será de R$ 1.741 em 2027. O valor constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31 deste mês. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que determina as diretrizes do PLOA, o governo havia calculado que o salário mínimo seria de R$ 1.717 em 2027. O valor, entretanto, ainda pode mudar até dezembro de 2026. O salário mínimo definitivo só será conhecido em dezembro deste ano — quando será divulgado o INPC de novembro. Durigan relatou que se reuniu nesta tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e demais ministros da área econômica para fechar a proposta de orçamento de 2027 que o governo enviará ao Congresso Nacional. Agora no g1 Segundo ele, o projeto prevê superávit, ou seja, que o governo deverá gastar menos do que arrecada no próximo ano. Ele afastou a possibilidade de desindexação do salário mínimo sobre os benefícios sociais. Ou seja, eles também refletirão os reajustes no salário mínimo.  "Aproveito para mencionar que também o salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo", afirmou o ministro. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% concedido neste ano. Homem com nota de 200 reais na sede na Banco Central. MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO 90 anos de história Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano. O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. 🔎 O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
24/08/2026 23:16:48 +00:00
g1 completa 20 anos e lança campanha que marca início das comemorações

g1 completa 20 anos e lança campanha que marca início das comemorações O g1 inicia as comemorações de seus 20 anos com o lançamento da campanha "Conecta você ao que acontece", nesta segunda-feira (24). A iniciativa celebra a trajetória do portal e sua capacidade de acompanhar as mudanças na forma de consumir informação ao longo das últimas duas décadas. A iniciativa reforça o papel do g1 como referência para brasileiros de todas as regiões do país na busca por informação confiável, contextualizada e acessível. Também destaca como o portal acompanhou as mudanças nos hábitos de consumo de notícias, nas tecnologias e nas plataformas digitais desde sua criação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A campanha celebra mais do que a história do g1, reforça o seu papel em conectar o jornalismo à vida dos brasileiros. Mudam as telas, os formatos, os hábitos. O que não muda é o compromisso do g1 com a informação que importa, na hora que importa, sempre com responsabilidade e credibilidade", diz Julia Censi, gerente de marketing do g1. A campanha de 20 anos será dividida em três fases. A primeira, já em veiculação, apresenta um filme institucional que percorre duas décadas de mudanças na forma de consumir notícias. A narrativa acompanha uma personagem entre 2006 e 2026 e mostra a evolução dos dispositivos e dos formatos digitais, destacando a presença do g1 ao longo desse período. As fases seguintes dão continuidade à narrativa do primeiro vídeo. A segunda etapa será voltada ao período eleitoral e destacará a cobertura do g1 em um dos principais momentos da agenda nacional. Na terceira fase, um novo filme institucional retoma a personagem nos dias atuais para mostrar a evolução do g1. O roteiro apresenta a diversidade de formatos, conteúdos e serviços disponíveis e reforça a proposta de continuar acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo de informação nos próximos anos. Com a campanha “Conecta você ao que acontece”, o g1 celebra sua trajetória de 20 anos e reforça seu papel de conectar o jornalismo à vida dos brasileiros, acompanhando as transformações na forma de consumir informação. Os conteúdos do g1 podem ser acessados pelo site, aplicativo e redes sociais. g1 completa 20 anos e lança campanha 'Conecta você ao que acontece' Arte/g1 Veja o vídeo da campanha nas redes sociais do g1: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
24/08/2026 20:30:15 +00:00
Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões

Braskem Divulgação A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. "A Braskem S.A.vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que protocolou, nesta data, em conjunto com certas controladas, pedido de recuperação extrajudicial , distribuída na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo", escreveu a companhia em fato relevante. As tabelas financeiras anexadas ao plano mostram que o valor total envolvido é maior quando também são consideradas as dívidas entre as próprias empresas do grupo, chamadas de obrigações intercompany. Somadas, essas dívidas chegam a R$ 130,6 bilhões, sendo R$ 51,5 bilhões da Braskem S.A., R$ 34,5 bilhões da Braskem Netherlands B.V., R$ 44,2 bilhões da Braskem Netherlands Inc. B.V. e R$ 372 milhões da Braskem Trading & Shipping B.V. Com a soma das dívidas internas e externas, o total de créditos relacionados ao plano chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões. O pedido foi apresentado com o apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos na reestruturação — percentual acima do mínimo de um terço exigido para o protocolo da recuperação extrajudicial. Com o pedido, começa agora um período de 90 dias de proteção, durante o qual os credores abrangidos pelo plano não poderão cobrar judicialmente essas dívidas nem adotar determinadas medidas contra os ativos das empresas. Durante esses 3 meses, a Braskem vai negociar com os demais credores para tentar ampliar o apoio ao plano. O objetivo é alcançar a maioria simples dos créditos sujeitos à recuperação, percentual necessário para que o acordo seja aprovado e passe a valer para toda a dívida incluída na reestruturação. O que acontece agora Hoje (24): pedido de recuperação extrajudicial é protocolado e começa o período de 90 dias de proteção; 31 de agosto: Braskem deve apresentar plano de negócios atualizado e proposta detalhada aos credores; 9 de setembro: reuniões presenciais entre executivos, acionistas e credores; 9 de outubro: prazo para buscar acordo sobre as principais condições comerciais; Até o fim dos 90 dias: Braskem precisa conquistar apoio suficiente dos credores para aprovar o plano definitivo. Entenda a RE da Braskem O que muda com a recuperação extrajudicial A recuperação extrajudicial prevê a reestruturação de cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras da Braskem e de cinco empresas do grupo no exterior. O plano estabelece as bases para uma negociação com os credores, que poderá envolver alongamento dos prazos de pagamento, capitalização de juros e um período inicial de alívio financeiro. A recuperação extrajudicial da Braskem ocorre em paralelo à reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, pelo chamado Chapter 11. Esse mecanismo permite que uma empresa continue funcionando enquanto negocia a reorganização de suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano da Braskem prevê um aporte de US$ 476 milhões (R$ 2,427 bilhões) da companhia para manter o controle da subsidiária mexicana. "Para os credores, esse momento é de negociação. Para os acionistas, é um período de atenção, porque uma reestruturação desse tamanho mostra que a empresa enfrenta uma pressão financeira, mas também pode representar uma oportunidade de recuperar a sustentabilidade do negócio no longo prazo", conta Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões Por que a Braskem chegou à recuperação extrajudicial A decisão é resultado da combinação de diferentes pressões financeiras enfrentadas pela companhia nos últimos anos. "Quando uma empresa acumula uma dívida muito elevada e percebe que precisa de novas condições para conseguir pagar seus compromissos, ela pode buscar uma recuperação", explica Matos. "[Na recuperação extrajudicial] a empresa busca construir um acordo diretamente com seus principais credores e utiliza a Justiça para dar segurança jurídica e validar esse entendimento", reitera. Um dos principais fatores são os custos relacionados ao desastre geológico em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema. A atividade levou à instabilidade do solo em bairros da capital alagoana, provocando a retirada de moradores e a interdição de imóveis. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Desde então, a Braskem passou a desembolsar recursos para indenizações, auxílios e realocação de moradores e comerciantes. A companhia já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões nessas medidas e mantém R$ 3,24 bilhões reservados no balanço para custos futuros relacionados ao desastre e às ações de reparação. Outro fator foi a piora das condições do mercado petroquímico global. O setor passou por um período de aumento da produção, especialmente com a expansão da capacidade industrial da China. Com mais produtos disponíveis, os preços caíram enquanto o consumo perdeu força em diferentes regiões. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Esse cenário reduziu a rentabilidade das empresas do setor. O EBITDA recorrente da Braskem — indicador usado para medir a geração de caixa das operações — somou US$ 557 milhões (R$ 2,840 bilhões) em 2025, uma queda de 49% em relação ao ano anterior. Dívida e pressão financeira No fim de 2025, a dívida da Braskem, já descontado o dinheiro disponível em caixa, somava US$ 7,5 bilhões (R$ 38,25 bilhões). A relação entre a dívida e a geração de caixa chegou a 14,7 vezes. Esse indicador é utilizado pelo mercado para avaliar a capacidade de uma empresa de pagar suas dívidas. Quanto maior a relação, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores com a capacidade de pagamento. As dificuldades também afetaram as ações da companhia. Os papéis da Braskem acumulavam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. A Braskem Idesa também enfrentou dificuldades financeiras e deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032, situação que caracteriza um default, ou seja, o não cumprimento de uma obrigação de pagamento. Mudança no controle A situação financeira da Braskem também passou por uma mudança na estrutura de controle da companhia. Em abril, a Novonor, antiga Odebrecht, assinou contrato para vender sua participação de controle ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica. A transação foi concluída em junho, quando a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 possui 50,1% do capital votante. O que é a Braskem Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A empresa atua no setor químico e petroquímico e produz resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC. Esses materiais são usados como matéria-prima para a fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos outros produtos. A companhia também produz insumos químicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno, utilizados por outras indústrias. A Braskem possui operações em 11 países, mais de 8 mil funcionários, 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e sete centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países. Em 2025, a empresa registrou R$ 70,7 bilhões em receita líquida. No segundo trimestre de 2026, teve receita de R$ 21,72 bilhões e lucro líquido de R$ 3,33 bilhões. Mesmo com a melhora dos resultados no segundo trimestre, a companhia continua enfrentando um cenário de pressão financeira, marcado pelo alto endividamento, pelos efeitos do desastre em Maceió e pelas dificuldades do mercado petroquímico global. *Com colaboração dos repórteres Janize Colaço e André Catto
24/08/2026 20:17:58 +00:00
Brasileiros pedem nas redes socias que Häagen-Dazs não deixe o país: 'pelo amor de Deus'

Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook A General Mills, dona dos sorvetes Häagen-Dazs, anunciou recentemente que a marca deixará de ser distribuída no Brasil. Presente em solo brasileiro há 29 anos, a marca é consolidada no mercado de sorvetes premium e, com o anúncio, brasileiros foram às redes sociais pedir que a empresa não saia do país. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Façam uma revisão da estratégia! Pelo amor de Deus, deixar de oferecerem o sorvete em um país como o Brasil é um absurdo", comentou um usuário na última publicação da Häagen-Dazs Brasil no Instagram. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. "Muito triste, um dos únicos de mercado que são sorvete de verdade. Sentirei muita falta", disse outro usuário. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. Agora no g1 O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Usuária se lamenta nas redes sociais sobre a saída da Häagen-dazs do país. Reprodução/Redes Sociais Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
24/08/2026 20:00:34 +00:00
Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só

Ana Flor: Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), propondo um pacto para o fim da reeleição, que já valeria para o mandato do candidato à Presidência pelo PL, caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto. Segundo relato de duas fontes próximas a campanha do PL e uma próxima ao governador de São Paulo, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio ao Planalto. O pacote foi proposto para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha de Flávio, vista até hoje como incerta. Em conversas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, se ele vencer a disputa à presidência do Senado, garante a aprovação na casa. Presença de Flávio Bolsonaro em convenção de Tarcísio gera incômodo no Republicanos A discussão revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita à campanha de Flávio Bolsonaro. O engajamento de dois nomes é extremamente importante para a campanha de Flávio: Tarcísio, que pode agregar votos no maior colégio eleitoral, e a própria Michelle Bolsonaro, que ajuda com votos dos segmentos feminino e religioso. Na sexta-feira, em evento com Tarcísio, Flávio disse ao governador que aceita fazer um "mandato de transição". "Eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento”, afirmou Flávio. Segundo Rogério Marinho, o apoio a Flávio que pode ocorrer pelo compromisso do fim da reeleição já para o mandato que se inicia em 2027 é uma consequência. Coordenador da campanha, ele disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição apenas para presidente já está protocolada há meses no Senado. Em maio de 2025, a Comissão de Constiuição e Justiça do Senado aprovou uma PEC que acaba com a reeleição para presidente, governadores e prefeitos e amplia os mandatos para cinco anos. O texto ainda aguarda análise no Plenário do Senado e também precisa passar pela Câmara dos Deputados para começar a valer. Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a Festa do Peão de Barreto Érico Andrade/g1
24/08/2026 19:18:47 +00:00
Trump comprou ações da SpaceX, de Elon Musk, mostra declaração financeira

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investiu entre US$ 15.001 (R$ 77,3 mil) e US$ 50.000 (R$ 257,5 mil) na SpaceX, empresa de Elon Musk, em junho, segundo uma declaração financeira pública. A compra das ações ocorreu em 23 de junho, de acordo com uma declaração assinada por Trump em 12 de agosto e divulgada dez dias depois. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação fez parte de mais de 1.000 transações com ações registradas na carteira do presidente naquele mês. A SpaceX realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 12 de junho, em uma operação que estabeleceu recordes. Trilionário por 2 meses: a ‘marcha à ré’ da SpaceX que fez Elon Musk perder bilhões de dólares Trump amplia vínculo com empresa de Musk A compra criou um vínculo financeiro entre Trump e a SpaceX, que é comandada por Musk, ex-assessor do presidente. A empresa presta serviços às Forças Armadas dos EUA e depende de autorizações de órgãos federais para parte de suas operações. Além disso, na última quinta-feira, Trump instruiu sua equipe a aumentar o número de lançamentos espaciais comerciais no país. A SpaceX está entre as líderes desse mercado. Em comunicado à Reuters, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou que a carteira de investimentos de Trump é administrada de forma independente por instituições financeiras terceirizadas, que seguem "índices reconhecidos, como o Schwab 1000". "Nem o presidente Trump nem qualquer membro de sua família tem qualquer capacidade de orientar, influenciar ou dar sugestões sobre como a carteira é investida ou quando os investimentos são comprados ou vendidos", disse Ingle. A Reuters informou que não conseguiu determinar imediatamente o valor exato investido, porque as autoridades federais informam os ativos em faixas de valores nos formulários de declaração financeira. O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 30 de maio de 2025. Reuters/Nathan Howard
24/08/2026 18:53:48 +00:00
Beneficiários do INSS sem biometria poderão contratar consignado com validação de dados bancários
INSS retira exigência de biometria para beneficiários contratarem consignado O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou, nesta segunda-feira (24), que segurados que não tenham biometria facial cadastrada nas bases do governo poderão validar os dados bancários para acessar o aplicativo Meu INSS e autorizar operações de contratação de empréstimo consignado. Ou seja, ao acessar o sistema, a Dataprev verifica se o beneficiário possui cadastro biométrico disponível nas bases do governo. Caso não haja, o sistema liberará o login via Gov.br para validação via dados bancários. A medida consta em instrução normativa do órgão e já está em vigor.  Segundo o órgão, a biometria facial continua sendo a principal forma de acesso ao consignado, mas a nova regra amplia tende a ampliar o serviço a beneficiários que não possuem cadastro biométrico nas bases do governo. "Na prática, a mudança evita que a ausência de biometria impeça o beneficiário de acessar o consignado. A autenticação por dados bancários passa a ser uma alternativa para essas pessoas, mantendo a necessidade de autorização expressa do titular do benefício", diz o órgão, em nota. Biometria A exigência de biometria para a contratar empréstimo consignado entrou em vigor em maio deste ano. regra está prevista em uma lei criada em 2026. A medida é mais uma tentativa de reforçar a segurança depois do escândalo dos descontos ilegais de entidades e associações nas aposentadorias e pensões do INSS. A lei busca aumentar a segurança de aposentados e pensionistas que contratam empréstimos consignados. Além disso, o uso da biometria havia sido recomendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar fraudes. Portabilidade A regra também cobre transferência de empréstimo de uma instituição bancária a outra. Dessa forma, o beneficiário solicita a portabilidade ao banco de destino e autoriza o procedimento pelo Meu INSS, por biometria ou, na ausência de cadastro biométrico, por validação de dados bancários. A modalidade não dispensa a assinatura do Termo de Autorização de Portabilidade. A instituição de origem tem até 20 dias para confirmar a operação. Caso não seja feita dentro deste prazo, a portabilidade é cancelada.
24/08/2026 18:38:33 +00:00
Empresa dos EUA avança na compra de mineradora brasileira de terras raras com apoio bilionário do governo

Com alto potencial inexplorado, Goiás entra na rota da produção de terras raras A empresa americana USA Rare Earth avançou no processo de compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil. A companhia anunciou nesta segunda-feira (24) que garantiu os recursos necessários para concluir a compra. O negócio, no entanto, ainda depende da aprovação dos acionistas em uma assembleia marcada para esta sexta-feira (28). 💰 Para concluir a compra, a USA Rare Earth afirmou ter garantido US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em recursos. O dinheiro ficará em uma estrutura financeira criada especificamente para viabilizar a operação. 💸 Desse total, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) vieram do Departamento de Guerra dos EUA. Além do aporte do governo americano, a operação contará com uma linha de crédito de até US$ 500 milhões oferecida por um grande banco. O governo dos EUA também se comprometeu a comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de cinco anos. 🔍 Isso não significa que o governo dos Estados Unidos esteja comprando a Serra Verde. A mineradora será adquirida pela USA Rare Earth. O governo americano está ajudando a financiar a operação e, separadamente, se comprometeu a comprar parte dos produtos de terras raras. Quem é a Serra Verde Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação A Serra Verde é uma mineradora brasileira que opera a mina Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás. A empresa extrai terras raras de um depósito de argila iônica, formação geológica que permite a obtenção desses minerais. A unidade iniciou a produção comercial em 2024. A mina produz quatro elementos usados na fabricação de ímãs de alto desempenho: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses materiais são usados em tecnologias como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares. Segundo a USA Rare Earth, após a conclusão da aquisição, a Pela Ema será a única mina de terras raras extraídas de argila iônica em produção comercial fora da Ásia. A companhia também afirma que a Serra Verde é a única produtora comercial fora da Ásia dos quatro elementos usados em ímãs de alto desempenho. A USA Rare Earth anunciou o acordo para adquirir a Serra Verde em 20 de abril deste ano. Mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto brasileiro. LEIA MAIS Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional; 'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda; UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia. Qual é o interesse dos EUA? As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia. Brasil e China estão entre os países com grandes reservas, mas a China domina principalmente as etapas de processamento e refino desses minerais. Para os EUA, ampliar o acesso à produção brasileira é uma forma de reduzir essa dependência. 🔍 O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). O país concentra cerca de 25% das reservas mundiais desses minerais. Os EUA querem reduzir a dependência da China no fornecimento de terras raras, consideradas estratégicas tanto para a indústria quanto para a segurança nacional americana. Em nota, Mike Cadenazzi, secretário assistente de Guerra para Política de Base Industrial dos EUA, afirmou que o investimento busca garantir ao país e a seus aliados acesso a terras raras importantes para a fabricação de equipamentos militares. Segundo ele, a operação é uma tentativa de reduzir a dependência de fornecedores que dominam o mercado global. “Esse esforço garante que nossa indústria de defesa tenha acesso estável e duradouro aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de próxima geração e manter nossa vantagem tecnológica”, afirmou Cadenazzi. Na prática, o governo americano está colocando recursos na operação e garantindo a compra de parte da produção de terras raras. Com isso, os EUA buscam assegurar uma fonte de terras raras fora da cadeia dominada pela China, sobretudo de elementos usados em equipamentos militares. A China domina grande parte da cadeia global de processamento de terras raras, etapa necessária para transformar os minerais extraídos em materiais que podem ser usados pela indústria. As terras raras são usadas na fabricação de ímãs de alto desempenho presentes em equipamentos militares, como caças, submarinos, mísseis e drones, além de veículos elétricos, eletrônicos e equipamentos de energia. A Serra Verde é estratégica para os americanos porque produz neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos usados na fabricação desses ímãs. Ao apoiar financeiramente a operação, os EUA buscam garantir uma fonte de fornecimento fora da China e integrar a produção brasileira à cadeia de terras raras voltada ao mercado americano. Para a USA Rare Earth, a aquisição amplia sua atuação em diferentes etapas da cadeia de terras raras, desde a mineração até a produção de metais, ligas e ímãs. A empresa já possui operações de processamento e fabricação de ímãs nos Estados Unidos e no Reino Unido.
24/08/2026 18:10:50 +00:00
Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Os sorvetes Häagen-Dazs deixarão de ser distribuídos no Brasil, afirmou a General Mills Brasil, dona da marca. A decisão vem após 29 anos de presença no país. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Häagen-Dazs atua no segmento de sorvetes premium. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
24/08/2026 18:04:57 +00:00
Braskem despenca mais de 6% após pedido de recuperação extrajudicial tirar ações de 18 índices da B3

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em queda de 6,71% nesta segunda-feira (24), a R$ 4,73. A baixa ocorreu no mesmo dia em que a companhia anunciou um pedido recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. Além da recuperação extrajudicial, a Braskem terá outra mudança importante na Bolsa. A agência Bovespa informou que as ações da companhia — tanto as ordinárias (BRKM3) quanto as preferenciais (BRKM5) — serão retiradas de uma série de índices. A exclusão ocorrerá após o encerramento do pregão regular desta terça-feira (25), pelo preço de fechamento. A medida vale para os índices IGCX, ICO2, IBXX, IMAT, IGCT, IBRA, INDX, ISEE, ITAG, IBHB, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC, SMLL, IBBR, SCSR e IBOV. Entre eles está o Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa, além do IBrX (IBXX), do Small Caps (SMLL) e de outros indicadores de referência do mercado. "Índice de bolsa é como uma cesta que reúne as principais ações do país, e o Ibovespa é a mais conhecida delas. Muita gente investe sem saber, porque fundo de previdência, fundo de índice e carteira de banco compram exatamente essa cesta, e não escolhem ação por ação. Quando a B3 tira uma empresa dessa cesta, todo mundo que segue o índice precisa vender aquele papel, não porque avaliou a companhia, mas porque o manual do fundo obriga", explica Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Segundo a agência, a exclusão ocorre porque, a partir de terça-feira, os negócios com os papéis da Braskem passarão a ser listados sob o título de “Recuperação Extrajudicial”. A participação que hoje pertence à Braskem nos índices será redistribuída proporcionalmente entre os demais ativos que integram cada carteira, com os ajustes correspondentes nos redutores dos índices. Vale destacar que a saída dos índices não significa que as ações da Braskem deixarão de ser negociadas na Bolsa. Os papéis BRKM3 e BRKM5 continuarão listados e poderão ser negociados normalmente. A mudança significa que eles deixarão de fazer parte das carteiras teóricas desses índices. "Embora esse movimento seja negativo, seu impacto tende a ser secundário diante do cenário complexo e delicado enfrentado pela empresa", tranquiliza Rodrigo Boselli, gestor de renda variável da Rio Bravo Investimentos. O pedido de RE da Braskem No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Justiça determina que Braskem indenize CBTU por interrupção de VLT Para Gustavo Assis, CEO da Asset Wealth Management, o problema pirncipal da empresa continua sendo a RE, e não a repercussão na Bolsa. "O efeito é muito mais oncentrado na própria companhia e em seus acionistas [...]. A exclusão dos índices é uma consequência desse cenário, e não a origem do problema". Quando protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.
24/08/2026 17:31:09 +00:00
Eleições 2026: ministro da Fazenda defende combater 'pejotização' para conter déficit da Previdência Social

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (24) o combate à chamada "pejotização" como forma de combater o crescente rombo na Previdência Social. 🔎A "pejotização" é uma contratação sistemática de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ), e não como empregados com carteira assinada. O modelo é legal em diversas atividades, mas gera controvérsia quando é usado para substituir vínculos formais de trabalho previstos na legislação trabalhista. Em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, Durigan falou novamente como representante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que busca um quarto mandato. De acordo com o ministro, há estudos que mostram que algumas empresas tiveram uma migração de empregados celetistas para "pejotizados", o que estaria gerando uma piora no déficit da Previdência Social. Agora no g1 Esses empregados podem, por exemplo, estar sendo contratados como microempreendedores, que têm contribuição reduzida. "Poderia se ter uma regra no país de uma porcentagem do que uma empresa contrata como pejotizado ou não. Se tem 10% [contratado como pejotizado], está terceirizando um serviço e que é da regra do jogo, é ok. Agora uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada, eventualmente pode ter de obrigar essa empresa a ter uma contribuição previdenciária para nivelar e poder oferecer aos seus trabalhadores um futuro um pouco mais protegido do ponto de vista da seguridade social", explicou o ministro Durigan. Ele afirmou que esse tipo de regra tem sido estudada pela equipe econômica, e pode ser apresentada ao Congresso Nacional em um novo mandato do presidente Lula. "A gente já fez alguns debates nesse sentido", acrescentou o ministro da Fazenda. Esse tema já havia sido comentado também pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. No fim de junho, ele disse que o MEI não pode ser utilizado para fraudes trabalhistas e que o micrompreendedor não pode ter características de trabalhadores com carteira assinada. Na ocasião, o ministro afirmou que há situações em que isso aconteceria – ele cita como exemplo o caso de um hospital que fizesse uma licitação para terceirização de alguma atividade e a empresa terceirizada contratasse MEIs como funcionários formais. Segundo o ministro, isso poderia "arrebentar" recursos como com a Previdência, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema S, que reúne instituições como Senai, Sesi e Senac. Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação sobre pejotização na economia, não permita que isso aconteça. "Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. Não é o enfermeiro, não é o gari. Isso é fraude trabalhista, não é o gerente. O conceito de debate do que é PJ e não precisa ficar claro, o Supremo tem a responsabilidade de não cometer a irresponsabilidade de permitir contratar PJ como empreendedor. Tem que caracterizar o que é empreendedor", disse Marinho a jornalistas, em junho. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF
24/08/2026 16:45:44 +00:00
Brasil Soberano: governo define plano para aplicar R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço e conflitos

O governo publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU) desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais. A a alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, um pacote de medidas anunciado pelo governo em julho. Do montante total de R$ 13,5 bilhões, a maior fatia, de R$ 5 bilhões, será destinada especificamente ao apoio de exportadores e de cadeias de fornecimento afetados pelo aumento das alíquotas de tarifas aplicadas pelo governo norte-americano. Outros R$ 3,5 bilhões serão alocados para companhias e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio. Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas Em relação aos demais recursos: R$ 2 bilhões vão para projetos industriais e tecnológicos nas etapas de lavra associadas a beneficiamento, refino ou transformação de minerais; R$ 2 bilhões serão direcionados à produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor; R$ 1 bilhão vai para setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira. Poderão ter acesso às linhas de crédito do Brasil Soberano: empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores produtores e exportadores de produtos da agricultura, pecuária e pesca empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais Os beneficiários poderão utilizar os recursos para aquisição de máquinas, reforço do capital de giro, inovação tecnológica, entre outras finalidades. A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, detalhando o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados. Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump Reprodução/EPTV
24/08/2026 15:50:34 +00:00
Mineração da Braskem: entenda como solo afundou em Maceió e obrigou 60 mil pessoas a deixarem suas casas

Braskem pede recuperação extrajudicial A petroquímica Braskem informou, nesta segunda-feira (24), que vai entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida bilionária. A empresa era responsável pela mineração de sal-gema em Maceió em 2018, quando tremores foram sentidos em diversos bairros da capital alagoana. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O episódio revelou uma série de problemas nos anos seguintes, que vão de rachadura de imóveis, relocação de cerca de 60 mil pessoas para outros bairros, e colapso de uma das minas de exploração de sal-gema. O g1 fez uma linha cronológica com os principais acontecimentos, desde o início da extração do minério, na década de 1970, até a aceitação da denúncia por parte da Justiça Federal, que apura a atuação de ex-dirigentes e técnicos no desastre socioambiental na capital alagoana (confira abaixo). INFOGRÁFICO - Braskem vai pedir recuperação extrajudicial - bairros afetados em Maceió Arte/g1 Cronologia A mineração em Maceió começou em 1976, com a empresa Salgema Indústrias Químicas S/A que, posteriormente, passou a se chamar Braskem. A extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, tinha autorização do poder público. Em 1996, a empresa mudou de nome para Trikem, após passar por mudança de administração no ano anterior, de 1995. O nome só passou a ser Braskem em 2002, quando a Trikem se fundiu com outras empresas. Em 2012, a Braskem inaugurou uma fábrica de PVC no Polo Industrial de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras grandes rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 agravou as rachaduras e crateras no solo, provocando danos irreversíveis nos imóveis. Já no início de 2019, o piso de um apartamento no Pinheiro afundou de repente e assustou os moradores. Novos buracos surgiram e a Defesa Civil Municipal precisou evacuar um prédio e interditar uma rua por questões de segurança. Residência com rachaduras afetada pela mineração de sal-gema em Maceió. Assessoria Meses depois, moradores do Mutange e do Bebedouro, bairros vizinhos, também relataram o surgimento de diversas rachaduras. Em algumas casas, o piso cedeu e as paredes apresentam grandes fissuras. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. Só então foram emitidas as primeiras ordens de evacuação para moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Com o problema se agravando, a ordem também foi ampliada para parte do Bom Parto e do Farol. Foi somente em novembro de 2019 que a Braskem anunciou a decisão de fechar definitivamente poços de extração de sal-gema em Maceió. A partir dessa decisão, um trabalho foi iniciado pela Braskem para fechamento e estabilização de 35 minas com profundidade média de 886 metros na região do Mutange e de Bebedouro. Segundo especialistas, esse trabalho levaria ao menos 10 anos para estabilizar o solo na região. Desde então, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados, afetando cerca de 60 mil pessoas e transformando áreas antes habitadas em bairros fantasmas. Um Programa de Compensação Financeira foi criado ainda no final de 2019 pela Braskem para indenizar os proprietários dos imóveis que tiveram que ser desocupados. Os moradores da região que discordavam dos valores oferecidos movem ação na Justiça contra a mineradora. Frase Maceió afunda em lágrimas! foi pintada em rua do Bebedouro, bairro de Maceió afetado pela mineração Reprodução/Vídeo Em janeiro de 2022, já com grande parte dos bairros afetados desocupados, foi iniciada a demolição de 2 mil imóveis localizados na encosta do Mutange, a primeira etapa de um projeto de demolições em uma área com cerca de 200 mil m². Após indenizar a maior parte dos proprietários dos imóveis das áreas desocupadas, a Braskem firmou acordo, em janeiro de 2023, para ressarcir a Prefeitura de Maceió em R$ 1,7 bilhão em em razão dos prejuízos causados à capital com o afundamento do solo. Ao longo do ano de 2023, moradores do Bom Parto que ainda vivem na borda da área de risco realizaram diversos protestos cobrando inclusão no Programa de Compensação Financeira da Braskem, mas a Defesa Civil Municipal afirmava que não havia risco para essas moradias. Contudo, após 5 tremores de terra somente no mês de novembro, a Defesa Civil de Maceió alertou para o "risco de colapso em uma das minas" próximo da lagoa Mundaú e os moradores do Bom Parto foram obrigados a sair de casa às pressas sob ordem da Justiça Federal, que autorizou até uso da força policial caso as pessoas resistam a deixar o local. Em 29 de novembro de 2023, o Hospital Sanatório, localizado no Pinheiro, transferiu todos os seus pacientes para outras unidades de saúde, mesmo sem ordem para evacuação. O professor da UFAL Abel Galindo, engenheiro civil com mestrado em geotecnia pela UFPB, avalia que há uma grande probabilidade de o desabamento da mina 18 afetar também duas minas vizinhas, formando uma cratera em que caberia o estádio do Maracanã na área da lagoa, tornando a água salgada e afetando o ecossistema na região "de forma bastante trágica". A gravidade da situação levou a Prefeitura de Maceió a decretar situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal em 1 de dezembro de 2023. O rompimento de parte da mina 18 da Braskem aconteceu no dia 10 de dezembro. Segundo a Defesa Civil, a cavidade foi preenchida com rocha e água da lagoa, levando à estabilização da área. Em 2023, a Polícia Federal deu início à Operação Lágrimas de Sal, para investigar o afundamento de solo nos bairros de Maceió. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Maceió (11), Rio de Janeiro (2) e Aracaju (1). Uma casa desocupada afetada pelas rachaduras e instabilidade do solo no Pinheiro, em Maceió, AL Jamerson Soares/G1 A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) divulgou, em 2025, que os danos causados pela mineração vão além do afundamento da área diretamente afetada, reconhecida nos Mapas de Linhas de Ações Prioritárias. O estudo apontou indícios de afundamento de solo nos Flexal de Cima, Flexal de Baixo e na Rua Marquês de Abrantes, localizados no bairro do Bebedouro, e do bairro do Bom Parto. Apesar de estarem fora das áreas oficiais de risco, os locais sofrem com o "ilhamento socioeconômico" e ainda são habitados por pessoas. Na ocasião, o órgão pediu a desocupação das regiões. A Defesa Civil de Maceió explicou que as regiões são monitoradas e que, até o momento, não via indícios para ampliação das áreas de risco ou para novas realocações. Moradores dos bairros do Farol e Pinheiro denunciaram, em junho de 2025, que novas rachaduras surgiram nos imóveis. A Defensoria Pública estadual fez uma vistoria nos prédios indicados. Em novembro do mesmo ano, a Braskem e o governo de Alagoas anunciaram um acordo de R$ 1,2 bilhão. A previsão é que o montante seja pago em 10 anos. Na ocasião, a empresa informou ter pago R$ 139 milhões do acertado. Em 2026, a Justiça Federal em Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo MPF contra a Braskem, ex-dirigentes e técnicos ligados à atividade de mineração que provocou o afundamento do solo em Maceió. Na prática, a decisão torna a empresa e os executivos réus na ação penal que apura a responsabilidade pelo desastre socioambiental. Entre os crimes apontados pelo MPF estão poluição ambiental qualificada; elaboração e apresentação de estudos ambientais considerados falsos ou enganosos; extração irregular de recursos minerais; dano qualificado ao patrimônio.
24/08/2026 14:41:33 +00:00
Mega-Sena 3048: aposta simples que levou R$ 57 milhões foi feita online em SC; estado teve outros dois premiados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3048 Uma aposta única de Blumenau, em Santa Catarina, foi a vencedora do concurso número 3048 e levou o prêmio de R$ 57.261.598,09. O ganhador realizou a aposta pela internet. O sorteio foi realizado neste domingo (23), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Além do grande vencedor, outros dois apostadores de Santa Catarina também foram premiados. Moradores de Concórdia e Riqueza acertaram a quina e cada um levou R$ 34.212,24. No Brasil, outras 74 apostas também fizeram cinco acertos e levaram a mesma quantia. Outras 4.346 apostas acertaram quatro números, com prêmio de R$ 986,17. Veja os números sorteados no concurso 3048 da Mega-Sena: 02 - 06 - 27 - 39 - 44 - 50. Números sorteados no concurso 3048 da Mega-sena, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1
24/08/2026 14:41:05 +00:00
Galípolo vê risco em crédito caro usado para despesas fixas e alerta para endividamento das famílias

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em um cenário de endividamento elevado das famílias. Segundo ele, o crescimento recente das dívidas tem sido puxado principalmente por linhas de crédito usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa o BC. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo, durante participação no evento Febraban Tech. O presidente do BC ressaltou que o endividamento continua avançando apesar da melhora no mercado de trabalho. Em junho, a taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor nível para o período. Em maio, a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões. Agora no g1 Para Galípolo, a preocupação não está apenas no tamanho da dívida, mas também no tipo de crédito contratado. Ele diferenciou financiamentos usados para construir patrimônio, como a compra de um imóvel, de dívidas feitas para bancar despesas de consumo e que não deixam um bem para o consumidor. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. 8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; cartão de crédito segue como principal vilão Crescimento do endividamento das famílias g1 Presidente do BC comemora confiança no PIX Além do endividamento, Galípolo comentou o alto nível de confiança dos brasileiros no PIX e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. 📊 A pesquisa da Quest mostra o PIX à frente de instituições tradicionais como a Igreja Católica (76%), a Polícia Militar (75%) e as Forças Armadas (70%), além de figurar bem à frente da Presidência da República (57%), do Supremo Tribunal Federal (50%), do Congresso Nacional (49%), das redes sociais (44%), dos partidos políticos (44%) e dos juízes de futebol (41%). Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o PIX se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Segundo estudo do BC, a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas — o equivalente a 86% da população adulta — e por 12,8 milhões de empresas. Crescimento do endividamento das famílias g1
24/08/2026 13:54:26 +00:00
Trump anuncia tarifas de 50% sobre produtos do Canadá em 2027

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) que as tarifas sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá subirão para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em publicação no Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o Canadá “vem explorando os Estados Unidos há anos” e criticou as tarifas canadenses sobre agricultores e produtos agrícolas americanos. “Suas tarifas absurdamente altas sobre nossos agricultores e produtos agrícolas tornaram a vida impossível para esses grandes patriotas americanos e criaram um déficit de US$ 60 bilhões entre nossos dois países. Isso não é sustentável, e NÃO ACONTECERÁ MAIS!”, escreveu. Segundo Trump, a nova tarifa de 50% será aplicada a “todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço”. O presidente ainda acrescentou que produtos fabricados nos Estados Unidos não estarão sujeitos às tarifas. Agora no g1 “Produza nos EUA e não haverá tarifas”, afirmou. Trump também endureceu o discurso contra o Canadá e disse que o país não será mais tratado como um Estado pelos EUA. “Em termos comerciais e em outros aspectos, eles estão entre as piores nações do mundo para se negociar”, declarou. O presidente americano afirmou ainda que os canadenses “se acham no direito de tudo”, mas que os Estados Unidos não precisam do país vizinho. “NÓS NÃO PRECISAMOS DO CANADÁ, ELES PRECISAM DE NÓS!”, escreveu. Trump também alegou que 95% dos negócios do Canadá são realizados com os Estados Unidos, enquanto, segundo ele, a relação comercial inversa não apresenta a mesma dependência. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social Ainda nesta segunda-feira, o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse não se surpreender cim as ameaças tarifárias do presidente Trump. Segundo Carney, um acordo mutuamente benéfico com os Estados Unidos ainda é possível, mesmo que as negociações tenham fracassado na semana passada. No domingo (23), Trump já havia elevado o tom contra o Canadá após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu o presidente. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social No sábado, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos importados do Canadá, já que não foi possível finalizar um acordo que, na avaliação americana, teria reduzido substancialmente as tarifas e oferecido condições mais favoráveis de acesso ao mercado dos EUA. Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu Trump. O cabo de guerra dos norte-americanos A nova escalada ocorre apenas alguns dias depois de os dois países indicarem que estavam próximos de um acordo. Na terça-feira (18), Trump havia suspendido por três dias a aplicação das tarifas de 50%, alegando que EUA e Canadá tinham chegado a um entendimento preliminar. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, confirmou que havia "progressos substanciais" nas conversas. As negociações, porém, fracassaram na noite de sexta-feira (21). As tarifas americanas entraram em vigor à 0h01 de sábado (22), no horário de Washington, sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. Em resposta, Carney anunciou que o Canadá aplicará tarifas "dólar por dólar" a produtos americanos. "Nos próximos dias, divulgaremos detalhes dessas novas medidas tarifárias, que entrarão em vigor na terça-feira seguinte ao Dia do Trabalho", afirmou o premiê em coletiva de imprensa. Casa Branca chama Carney de 'insensato' Neste domingo, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou que "pensar que eles [canadenses] vão entrar em guerra com Donald Trump e realmente vencer a guerra contra os Estados Unidos, acho que é insensato da parte deles", ao programa "Fox News Sunday". Carney, por outro lado, adotou um tom desafiador ao anunciar a retaliação canadense. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", afirmou no sábado (22), depois de rejeitar o que classificou como um "mau acordo" oferecido por Washington. Por que o Canadá não firmou o acordo? Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Segundo Carney, os avanços obtidos nas negociações não foram suficientes para atender aos objetivos do Canadá. O premiê também afirmou que os Estados Unidos tentaram incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade canadense de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros. As negociações também envolveram uma série de outros pontos de atrito, incluindo tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, acesso ao mercado canadense de leite, aves e ovos, compras governamentais, bebidas alcoólicas, serviços digitais, propriedade intelectual, agricultura, trabalho forçado, energia e preços de medicamentos. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. "Washington estava exigindo demais e oferecendo muito pouco", declarou Carney. O primeiro-ministro também afirmou que algumas exigências americanas representariam uma ameaça à língua francesa e à cultura de Quebec. Entre os temas discutidos estavam subsídios à produção cultural francófona, a presença de meios de comunicação em francês nas plataformas digitais e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue de produtos vendidos no Canadá. "Quando somos atacados, estamos em guerra. Nós fomos atacados", disse Carney em Ottawa. A disputa marca uma nova deterioração na relação entre os dois países e coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. O Canadá é particularmente vulnerável à escalada porque cerca de 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. EUA impõem tarifas de 50% sobre importações do Canadá após fracasso de negociações
24/08/2026 13:42:43 +00:00
Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial

Justiça do Trabalho determina que Braskem pague plano de saúde de químico diagnosticado com leucemia na Bahia Divulgação/Braskem A decisão da Braskem de recorrer à recuperação extrajudicial marca o capítulo mais recente de uma crise que se arrasta há vários anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O processo é resultado da combinação de três pressões: os custos bilionários do desastre geológico em Maceió, um período longo de margens mais baixas na indústria petroquímica global e o alto nível de endividamento. A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça. Esse cenário passou a afetar diretamente a capacidade da companhia de gerar caixa e manter o pagamento regular de suas obrigações. À medida que as despesas aumentavam e os resultados operacionais se enfraqueciam, o equilíbrio financeiro da empresa se deteriorava. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a Braskem, maior petroquímica da América Latina, a enfrentar uma das crises mais profundas de sua história. O desastre em Maceió Crise no setor petroquímico Dívida elevada e pressão financeira Mudança no controle e reestruturação Impasse com credores e recuperação extrajudicial Veja os vídeos que estão em alta no g1 O desastre em Maceió É difícil separar a origem da crise financeira da companhia do desastre ambiental em Maceió. A exploração de sal-gema, tipo de sal extraído do subsolo e usado pela indústria química, na capital de Alagoas, começou na década de 1970. A atividade era conduzida pela então Salgema Indústrias Químicas S.A., empresa que mais tarde daria origem à Braskem. Décadas depois, começaram a surgir sinais de instabilidade no solo em bairros da capital alagoana. As primeiras grandes rachaduras foram registradas em fevereiro de 2018, no bairro do Pinheiro. No mês seguinte, um tremor de terra agravou as fissuras e levou ao início da desocupação da região. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que o fenômeno estava relacionado à mineração de sal-gema feita pela companhia. O episódio provocou um dos maiores deslocamentos urbanos já registrados no país. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Bairro do Mutange, em Maceió, antes de depois da demolição dos imóveis desocupados por causa da mineração g1 AL Diante das consequências do desastre, a Braskem firmou acordos com autoridades locais para compensar e reparar os danos. Um desses compromissos, assinado em 2023, previa o pagamento de R$ 1,7 bilhão ao município de Maceió, segundo o relatório de resultados da companhia. Em novembro de 2025, foi firmado outro acordo, desta vez com o governo de Alagoas, no valor de R$ 1,2 bilhão. Paralelamente ao pagamento das indenizações, a petroquímica criou um programa de compensação financeira e apoio à realocação de moradores das áreas afetadas. A Braskem já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões em indenizações, auxílios temporários e apoio à realocação de moradores e comerciantes afetados pelo afundamento do solo em Maceió. Apesar disso, a empresa ainda mantém R$ 3,24 bilhões reservados em seu balanço para cobrir custos futuros relacionados ao desastre e às medidas de reparação. Voltar ao índice. Crise no setor petroquímico Ao mesmo tempo em que arcava com os custos do desastre geológico em Maceió, a Braskem passou a enfrentar um cenário mais desfavorável no mercado internacional. Isso porque, nos últimos anos, a indústria petroquímica entrou em um período de produção elevada. 🔎 Parte desse movimento está ligada à rápida expansão industrial na China. Segundo relatório da consultoria ICIS (Independent Commodity Intelligence Services), o país adicionou mais de 18 milhões de toneladas por ano em nova capacidade produtiva em 2024, após aumentos recordes registrados em 2022 e 2023. Com mais produtos disponíveis no mercado, os preços passaram a cair. Ao mesmo tempo, o consumo perdeu ritmo em várias regiões do mundo, já que a inflação elevada e os juros altos reduziram a demanda por resinas e outros derivados químicos. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem Esse desequilíbrio entre produção e consumo afetou a rentabilidade das empresas do setor e tende a persistir nos próximos anos. A agência de classificação de risco Fitch projeta que os spreads petroquímicos — diferença entre o preço do produto final e o custo da matéria-prima — devem permanecer baixos pelo menos até 2028. Para a Braskem, esse cenário aparece nos resultados mais recentes: o EBITDA recorrente da companhia — número que mede a geração de caixa da empresa — somou US$ 557 milhões em 2025, queda de 49% em relação ao ano anterior. Voltar ao índice. Dívida elevada e pressão financeira Os custos relacionados ao desastre em Maceió, somados ao enfraquecimento do setor petroquímico, passaram a afetar de forma mais direta a situação financeira da Braskem. No fim do ano passado, o endividamento da empresa — já descontado o dinheiro em caixa —, somava US$ 7,5 bilhões. A relação entre a dívida e a geração de caixa atingiu 14,7 vezes. 🔎 Esse indicador é usado pelo mercado para avaliar a capacidade de pagamento de uma companhia. De maneira geral, quanto maior esse número, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores sobre a capacidade da empresa de cumprir seus compromissos financeiros. As dificuldades e desconfiança apareceram no preço das ações. Na B3, os papéis da Braskem acumulam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. Os efeitos da crise também atingiram as operações fora do Brasil. A Braskem Idesa, subsidiária da companhia no México, deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032 — situação que caracteriza um evento de calote (ou "default", no jargão econômico). No fim de março, a empresa iniciou negociações com credores para reorganizar sua estrutura de capital por meio de medidas judiciais semelhantes ao processo conhecido como Chapter 11 nos Estados Unidos. Voltar ao índice. Mudança no controle e início da reestruturação Em abril, a Novonor (antiga Odebrecht) assinou o contrato para vender o controle da Braskem ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu a transferência de cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica e estava ligada a aproximadamente R$ 20 bilhões em dívidas da holding garantidas por ações da própria companhia. Com a conclusão do negócio, em junho, a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. ➡️ A nova controladora assumiu as negociações com bancos e outros credores e começou a elaborar um plano para reorganizar as finanças da empresa, que acumulava uma dívida próxima de R$ 60 bilhões, incluindo os passivos da subsidiária mexicana Braskem Idesa. A proposta apresentada aos credores prevê mais prazo para o pagamento das dívidas, redução dos juros e períodos maiores de carência. O plano, porém, não prevê novos aportes de recursos dos acionistas nem a troca de parte das dívidas por participação na companhia. Voltar ao índice. Impasse com credores e recuperação extrajudicial No início de agosto, informações divulgadas pela Reuters apontavam que a Braskem estava em negociações avançadas para uma recuperação extrajudicial para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As negociações envolviam detentores de títulos de dívida e bancos, mas ainda não havia acordo. Os credores haviam rejeitado uma proposta da companhia que previa carência de cinco anos para o pagamento do principal e de dois anos e meio para os juros. Segundo a Bloomberg, parte dos credores também pressionava a Petrobras, uma das acionistas controladoras da Braskem, a fazer um novo aporte de recursos na companhia. A estatal, porém, resistia à ideia, entre outros motivos, pelo risco de ampliar sua participação na petroquímica e ter de consolidar a dívida da empresa em seu próprio balanço. ⚖️ A estrutura em discussão para a recuperação extrajudicial previa um período de suspensão de cobranças de 90 dias, durante o qual a empresa e os credores poderiam negociar um plano mais amplo de reestruturação. Além das dívidas relacionadas às operações no Brasil, nos EUA e na Europa, a Braskem também vinha negociando a reestruturação de US$ 2 bilhões em dívidas da Braskem Idesa, sua subsidiária no México. Na semana passada, a Braskem Idesa entrou com um pedido de Chapter 11 nos EUA para renegociar suas dívidas, após fechar um acordo com credores e acionistas. O processo faz parte da estratégia de reestruturação financeira do grupo e ocorreu em cronograma próximo ao pedido de recuperação extrajudicial anunciado no Brasil. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Braskem pode levar de três a cinco anos para superar os problemas financeiros herdados da gestão anterior. Voltar ao índice. Braskem abre inscrições para programa de estágio Divulgação
24/08/2026 13:39:25 +00:00
Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico

Free flow do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios Divulgação/Tamoios O Ministério dos Transportes atualizou, nesta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil. Com a mudança, os motoristas poderão consultar pela plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema "free flow". 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o Ministério dos Transportes, todas as passagens por rodovias estarão listadas no aplicativo, “sejam elas federais ou estaduais. Além da consulta, o cidadão terá acesso a informações centralizadas para identificar, pela plataforma, a concessionária responsável e acessar o respectivo canal indicado para pagamento do pedágio”. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que apenas uma das concessionárias que operam o sistema free flow no Brasil ainda não está integrada à plataforma: a responsável pelo Rodoanel, em São Paulo. Segundo o ministro, enquanto a concessionária não estiver integrada à plataforma, não poderão ser aplicadas multas pelo não pagamento da tarifa no sistema free flow, e a homologação para o uso da tecnologia será revogada. Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa. “Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamento”, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponíveis apenas para o proprietário do veículo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista. O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo. “A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro. O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veículo. Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço. Confusão fez ministério suspender multas Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos. Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações. Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal. Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dívida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veículo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow identifica o veículo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo. O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veículos que não possuem o dispositivo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
24/08/2026 13:23:10 +00:00
Conheça a Braskem, gigante petroquímica que pediu recuperação extrajudicial

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas (aproximadamente R$ 59 bilhões). A medida foi adotada após o fim do prazo de proteção contra credores obtido pela companhia, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela petroquímica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia é considerada uma das principais petroquímicas das Américas, com atuação global e forte presença em cadeias industriais estratégicas. Seus produtos estão presentes em itens do dia a dia, desde embalagens e materiais de construção até peças automotivas e insumos agrícolas. Conheça a Braskem e o que faz a gigante petroquímica que pediu recuperação extrajudicial no Brasil. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht — atualmente Novonor — e do Grupo Mariani. A operação reuniu seis empresas petroquímicas e deu origem a uma estrutura integrada inédita no Brasil, consolidando a companhia como líder regional logo nos primeiros anos de fundação. Ao longo de sua trajetória, a Braskem ampliou sua presença por meio de aquisições e parcerias estratégicas, incluindo a incorporação de ativos no exterior. Esse movimento permitiu a expansão para mercados como Estados Unidos, Alemanha e México, além de reforçar sua posição como uma das maiores produtoras globais de resinas termoplásticas, que são a base de boa parte dos produtos plásticos usados atualmente. A Petrobras é uma das principais acionistas da Braskem e detém cerca de 47% do capital votante da companhia, além de ser uma das principais fornecedoras de matéria-prima, o que reforça sua integração com a cadeia de óleo e gás no Brasil. O que a Braskem faz A Braskem atua no setor químico e petroquímico, com foco na produção de resinas termoplásticas como polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC). Esses materiais são fundamentais para a indústria de transformação e servem de base para a fabricação de uma ampla variedade de produtos. Além das resinas, a companhia produz insumos químicos básicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno. Esses compostos são obtidos principalmente a partir de matérias-primas como petróleo, nafta, gás natural e etano. A operação da empresa é organizada de forma integrada: Primeira geração: produção de petroquímicos básicos a partir de matérias-primas fósseis ou renováveis; Segunda geração: transformação desses insumos em resinas termoplásticas; Terceira geração (clientes): empresas que utilizam essas resinas para fabricar produtos finais. Essa integração permite ganhos de escala e eficiência operacional, sendo um dos diferenciais competitivos da companhia. Presença global e números A Braskem possui operações em 11 países e conta com mais de 8 mil funcionários. Sua estrutura inclui 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e 7 centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países e, em 2025, registrou receita líquida de R$ 70,7 bilhões, com capacidade de produção superior a 12 milhões de toneladas de produtos químicos por ano. No segundo trimestre de 2026, a Braskem registrou receita de R$ 21,72 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa também reverteu o prejuízo registrado um ano antes e teve lucro líquido de R$ 3,33 bilhões, impulsionado pela melhora do mercado petroquímico internacional. 🔎 No mercado financeiro, suas ações são negociadas na B3 sob os códigos BRKM3, BRKM5 e BRKM6, além de ADRs listados na Bolsa de Nova York (NYSE), sob o ticker BAK. Considerando o fechamento das ações da última sexta-feira (21), a Braskem vale cerca de R$ 6,62 bilhões na bolsa brasileira. Apesar da escala, a empresa enfrenta um momento de pressão. O setor petroquímico global passa por um ciclo de baixa, com redução de demanda e aumento de custos, o que afeta diretamente os resultados. Estrutura acionária e desafios recentes Logo da Odebrecht Paulo Whitaker / Reuters A Braskem tem controle compartilhado entre a Petrobras e um fundo ligado à gestora IG4 Capital. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante (ações com direito a voto) e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 Capital possui 50,1% do capital votante, participação assumida após a aquisição da fatia anteriormente pertencente à Novonor. O restante das ações ordinárias e preferenciais está distribuído entre investidores no mercado. Atualmente, a Braskem é comandada por Helcio Tokeshi. Ele assumiu o cargo em junho deste ano, sucedendo a Roberto Ramos. Já o conselho de administração da companhia é presidido por Magda Chambriard, que também é diretora-presidente da Petrobras. Nos últimos anos, a Novonor vinha tentando vender sua participação na Braskem. Em março, a empresa encerrou seu processo de recuperação judicial, após cinco anos. A IG4 Capital, por meio do fundo Shine, assumiu em junho de 2026 a participação da Novonor na Braskem e passou a dividir o controle da petroquímica com a Petrobras. Após a operação, a Novonor deixou o bloco de controle e permaneceu apenas como acionista minoritária, com 4% das ações preferenciais. Esse cenário adicionou incertezas à governança e ao futuro da empresa, ao mesmo tempo em que pressiona sua avaliação de mercado, que tem apresentado queda nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, as ações BRKM5 desvalorizaram cerca de 40,70%. Exploração de sal-gema em Alagoas Famílias protestam na frente da Braskem, em Maceió Waldson Costa / G1 Um dos casos mais significativos e polêmicos da história recente da empresa aconteceu em Maceió e envolve a extração de sal-gema. 🔎 O sal-gema é uma matéria-prima essencial da indústria petroquímica. No caso da Braskem, ele entra na base da produção de químicos que acabam sendo transformados em plásticos e outros produtos usados no dia a dia. A atividade de mineração subterrânea, realizada por décadas, provocou instabilidade geológica em diversos bairros da capital alagoana. Regiões como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto foram afetadas por rachaduras, afundamento do solo e risco de colapso estrutural. O problema levou à evacuação de mais de 55 mil pessoas desde 2019, além da interdição de imóveis e fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais. Estudos indicaram que a técnica utilizada — baseada na injeção de água para dissolução do sal a centenas de metros de profundidade — comprometeu a estabilidade do solo, gerando crateras e colapsos em minas. Após o agravamento da situação, a Braskem interrompeu a exploração de sal-gema em 2019 e passou a firmar acordos com autoridades para indenização e realocação de moradores, além de implementar medidas de reparação socioambiental. A área segue sob monitoramento contínuo, e o caso continua gerando impactos financeiros, jurídicos e reputacionais para a companhia.
24/08/2026 13:14:56 +00:00
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