Qual o endereço do seu site?

exemplo: meusite.com.br

www.

Logo do site

  • Início
  • Quem somos
  • Produtos
  • Contrate Online
  • Proposta
  • Contato
Seguro de vida individual - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro saúde - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de auto - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro residência - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de equipamentos portáteis - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio automóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio imóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo

g1 > Economia

Após cessar-fogo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz, OPEP+ aumenta produção de petróleo

Irã transforma funeral de Ali Khamenei em demonstração de poder A OPEP+, aliança formada pelos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e produtores aliados, como a Rússia, concordou com um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto, informou o grupo em comunicado divulgado neste domingo (5). A decisão amplia a oferta global em um momento em que os preços do petróleo recuam, impulsionados pela reabertura gradual do Estreito de Ormuz para as exportações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo concordou, durante uma reunião online, em elevar as cotas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, além dos aumentos de mesmo volume aprovados para junho e julho. Os sete principais membros da OPEP+, grupo que reúne a OPEP e produtores aliados, como a Rússia, elevaram suas cotas de produção entre abril e julho em quase 800 mil barris por dia. No entanto, esse aumento permaneceu, em grande parte, apenas no papel devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros de alguns dos principais integrantes da OPEP+, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Sinais de recuperação A produção da OPEP+ caiu para 33,13 milhões de barris por dia em maio, segundo dados da OPEP, ante 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro. A recuperação começou em junho, impulsionada pelos esforços dos EUA para ajudar os Emirados Árabes Unidos e outros integrantes da OPEP+ a ampliar as exportações de petróleo. Ainda assim, a produção segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra. Apesar das persistentes interrupções no fornecimento, os preços do petróleo voltaram aos níveis pré-guerra, pressionados pela queda das importações chinesas, pelo aumento das exportações de produtores de fora do Oriente Médio e por uma liberação recorde de estoques estratégicos globais coordenada pela Agência Internacional de Energia. "O grupo dos sete continuou a reverter seus cortes de produção, como amplamente esperado", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. "O foco no curto prazo permanecerá em quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e na rapidez com que a demanda e as importações chinesas de petróleo bruto se recuperarão." Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar a guerra também ajudou a convencer os investidores de que a oferta acabará retornando aos níveis normais. Iraque pressiona por cotas maiores 🔍Na sexta-feira (3), o petróleo Brent era negociado próximo de US$ 72 por barril, abaixo dos picos recentes de mais de US$ 120 e de volta aos níveis observados pouco antes do ataque de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. Além de definir as metas de produção, a OPEP+ também enfrenta outros desafios após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo e a sinalização do Iraque de que pretende obter cotas maiores. A OPEP+ reúne 21 membros, entre eles o Irã. Nos últimos anos, porém, apenas sete países — além dos Emirados Árabes Unidos, antes de sua saída — participaram da gestão mensal da produção. Esses sete produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — vêm aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado em 2023, quando o grupo ainda contava com os Emirados Árabes Unidos. Os Emirados Árabes Unidos deixaram a aliança no fim de abril por desejarem alinhar sua capacidade de produção de forma mais próxima à produção efetiva, sem as restrições impostas pelo grupo. A partir de agosto, considerando a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, os sete principais membros ainda terão cerca de 379 mil barris por dia do corte original para devolver ao mercado, segundo cálculos da Reuters. Com o aumento de agosto já definido, o grupo terá revertido completamente o corte de 2023 caso aprove mais um aumento de volume semelhante para setembro, na próxima reunião, marcada para 2 de agosto. Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia JN
05/07/2026 13:55:27 +00:00
Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Reprodução/TV TEM A sustentabilidade na produção agrícola vai muito além do manejo das lavouras. Depois da aplicação dos defensivos agrícolas, uma etapa igualmente importante começa: o descarte correto das embalagens vazias. Prevista em lei desde 2002, a logística reversa desses recipientes é fundamental para evitar a contaminação do solo e da água, além de proteger a saúde de trabalhadores e animais e contribuir para uma cadeia produtiva cada vez mais responsável. Esse cuidado começa antes mesmo da aplicação dos produtos. Em uma usina de Novo Horizonte (SP), a preparação dos defensivos é feita por um sistema automatizado conhecido como "Smart Calda", que calcula com precisão a quantidade necessária para cada área da propriedade. O processo reduz desperdícios, aumenta a segurança da operação e garante que cada talhão receba exatamente a dose recomendada. Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Jacob Pires, todo o planejamento é realizado antes da pulverização. "É gerada uma ordem de serviço onde se informa a quantidade do produto, a dose por hectare, a fazenda, o talhão que vai ser aplicado e o volume desse defensivo", explica o engenheiro. Depois da aplicação, o trabalho continua. As embalagens passam pela tríplice lavagem, procedimento obrigatório que remove praticamente todos os resíduos do produto. Em seguida, elas são perfuradas para impedir qualquer reutilização e ficam armazenadas até serem encaminhadas para uma central de recebimento. Somente nessa usina, cerca de 2.500 embalagens são preparadas todos os meses para a destinação correta. Semanalmente, caminhões identificados fazem o transporte até a central de Catanduva (SP), onde todo o processo é registrado e conferido para garantir a rastreabilidade das embalagens. O especialista ambiental Rodrigo Pinheiro Facca explica que existe um controle rigoroso desde a compra do defensivo até o descarte final das embalagens. "A gente faz o romaneio, informa todas as quantidades enviadas, realiza uma dupla conferência e consegue controlar tudo o que foi comprado, utilizado e destinado corretamente", conta Rodrigo. Responsabilidade compartilhada Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Reprodução/TV TEM A destinação correta das embalagens integra o Sistema Campo Limpo, programa nacional de logística reversa que estabelece responsabilidades para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Segundo o gestor da central do InpEV, Rafael Vitalino, o produtor deve realizar a devolução das embalagens; e as revendas informam o local de entrega no momento da venda. O poder público fiscaliza todo o processo, e os fabricantes financiam a operação. Após chegarem às centrais do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), os recipientes passam por uma nova triagem. O material reciclável segue para empresas parceiras, enquanto aquilo que não pode ser reaproveitado é encaminhado para incineração ambientalmente adequada. Segundo o gestor, a reciclagem já alcança a maior parte das embalagens recebidas. "Hoje, cerca de 93% do nosso portfólio são papelão e plástico; eles viram novamente embalagens de papelão. Também temos barricas de papelão que são utilizadas, depois, para armazenar materiais impróprios destinados à incineração. E, na parte de plástico, nós temos um portfólio grande de material, desde conduítes e galões até tubos de PVC", explica. Na prática, o sistema já faz parte da rotina de muitos produtores rurais. Ao fim de cada safra, o pecuarista Thomas Arias Rocco organiza as embalagens utilizadas e realiza a devolução na central de recebimento, mesmo arcando com os custos do transporte. Para ele, o investimento vale a pena porque fortalece a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. "Hoje a parte ambiental é um dos principais pilares do agronegócio. Quanto mais processos ambientalmente corretos adotamos, mais segurança temos para que todo o setor continue evoluindo de forma sustentável", explica. Quem não realiza o descarte adequado das embalagens pode receber multas que variam de R$ 384 a R$ 96 mil, além de outras sanções previstas em lei. Os produtores podem realizar a devolução nas centrais de Paraguaçu Paulista, São Manuel, Taquarituba e Piedade (SP). O agendamento pode ser feito pelo Sistema Campo Limpo. Veja a reportagem exibida no programa em 05/07/2026: Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
05/07/2026 10:30:12 +00:00
Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem

Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem TV TEM A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite. Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas. 40% dos seus hectares são utilizados para plantio do cereal que, de acordo com Garcia, é o grão mais eficiente para o gado. A selagem pode ser armazenada por longos períodos de tempo, o que traz segurança para o pecuarista e evita a venda de animais em períodos de inverno e pasto seco. Durante a estação, com dias mais curtos é comum que o gado perca peso. O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira fala da importância da silagem para bois, espécie ruminante que necessita de fibras para uma boa produção de energia. Em Ocauçu (SP) o gado recebe uma mistura de massa de milho, sorgo e casca de amendoim e na ida ao cocho é diluída em água. A técnica recebe o nome de DDG, sigla em inglês para “grãos secos e destilaria”. A pecuarista Dárcia Fiabane, relata a importância de garantir energia para manter a saúde dos animais, pois a pastagem sozinha é insuficiente nos momentos de maior consumo de energia. Veja a reportagem exibida no programa em 05/07/2026: Silagem reforça alimentação do gado no inverno no campo brasileiro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
05/07/2026 10:30:09 +00:00
Brasil x Noruega: qual é a seleção mais valiosa da partida deste domingo? Veja o top 10

Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Reuters A Noruega será a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil até agora na Copa do Mundo de 2026. A partida ocorre neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília). Liderados por Erling Haaland, os jogadores da equipe nórdica são avaliados em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). O valor coloca os "vikings" à frente do Marrocos e dos já eliminados Japão e Escócia. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Isso, porém, não basta para competir com o Brasil. Puxado por Vini Jr., o elenco comandado por Carlo Ancelotti é avaliado em 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões). A seleção brasileira ocupa a sexta posição entre as mais valiosas do mundo, atrás de potências como França e Espanha. A Noruega aparece na nona posição, logo atrás da Holanda. 🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores. Seleções mais valiosas da Copa do Mundo de 2026. Arte/g1 Vini Jr. ou Haaland: quem é mais caro? O confronto deste domingo coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland. No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida. Vini Jr. aparece logo atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira. Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland. Vini Jr. e Erling Haaland são os jogadores mais valiosos de Brasil e Noruega Arte/g1 Haaland concentra um terço do valor da Noruega Haaland, que atua pela equipe do Manchester City, concentra 34% do valor de mercado da seleção norueguesa. Depois dele, o jogador mais caro é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões). A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt. O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% do valor total da equipe. Isso reflete um elenco mais equilibrado. Além de Vini, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa
05/07/2026 08:00:40 +00:00
El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados

Café é o principal produto de exportação de Varginha. Crédito: Divulgação. Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1. "Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno. Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%. Veja a seguir como ficam as produções dos principais itens: Café O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores. Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo. 🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto. Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos. "Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo. Com isso, a indústria acabaria repassando os preços para os consumidores. Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva. Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras. Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida Milho Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África. O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina. 🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho. Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho). "O que o produtor faz é se arriscar menos", diz o diretor executivo. Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças. Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro. Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional. Saiba também: Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño Carne Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves. Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca. 🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos. Frutas e hortaliças No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio. Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA. Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade. Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva. Por outro lado, algumas culturas podem ser beneficiadas. Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas. Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA. A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA. Cana-de-açúcar Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país. O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação. Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta. LEIA TAMBÉM Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
05/07/2026 08:00:36 +00:00
Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Haaland fala sobre as chances da Noruega contra o Brasil: "Pequenas" Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking. Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge. Muito além da Escandinávia Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa. Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos. Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal. “Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores. Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias. Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção Reprodução Nem toda a riqueza veio do comércio Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking. A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época. De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata. 👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual. Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking. Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade. "O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores. A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários. Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade. Onde as rotas vikings se encontravam Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland. Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa. ⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha. Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio. "A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores. Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir. Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. REUTERS/John Sibley
05/07/2026 07:01:11 +00:00
Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Época de colheita muda rotina de produtores para evitar prejuízos com gado, pimenta e café A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino. Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais. Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados. "Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou. LEIA TAMBÉM: PESQUISA: DNA da água em rio do ES ajuda cientistas a encontrar peixe ameaçado de extinção GABIROBA GIGANTE: Conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal GATO POR LEBRE: Produtor compra sementes pela internet, cai em golpe e recebe capim Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta O produtor lembrou que a realidade no campo era diferente há alguns anos. "Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou. Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado. Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades. Medidas para reduzir riscos Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita. "É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana. Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos. PM reforça patrulhamento rural Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026. A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança. O produtor rural Almir Gaburro está entre os agricultores que recebem as visitas da Patrulha Rural. "Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse. Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas. Polícia Militar realiza Operação Colheita 2026 no Espírito Santo Reprodução/PMES Espírito Santo é destaque nacional O período de colheita coincide com uma das épocas mais importantes para o agronegócio capixaba. O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba. São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto. Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas. O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro. Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos. Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
05/07/2026 07:00:52 +00:00
Copa impulsiona contratações temporárias no Brasil; veja os direitos dos trabalhadores

Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis A Copa do Mundo de 2026 já movimenta o mercado de trabalho brasileiro, mesmo sendo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio, que segue até 19 de julho, tem impulsionado o consumo de alimentos, bebidas, televisores, artigos esportivos e produtos para confraternizações. Com isso, empresas reforçaram as equipes, principalmente em bares e restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos, com foco em contratações temporárias. (veja abaixo os direitos do trabalhadores) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dados da Catho, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, entre abril e junho deste ano, o número de vagas anunciadas em setores tradicionalmente beneficiados pelo torneio cresceu 26% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 40.217 vagas anunciadas neste ano, ante 31.910 no mesmo intervalo do ano passado. As maiores altas entre os cargos ocorreram para atendente de restaurante (+120%), auxiliar de loja (+38%), auxiliar de produção (+28%) e auxiliar de logística (+16%). Já entre as áreas de atuação, restaurantes registraram crescimento de 47% nas vagas, enquanto logística e suprimentos avançaram 16%. O crescimento foi puxado principalmente por funções operacionais e de atendimento ao público. Veja os destaques do segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Por profissão Atendente de Restaurante: +1.975 vagas (saltou de 1.634 para 3.609 — um crescimento de +120%). Auxiliar de Produção: +1.477 vagas (de 5.215 para 6.692 — crescimento de +28%). Auxiliar de Loja: +1.472 vagas (de 3.814 para 5.286 — crescimento de +38%). Auxiliar de Logística: +1.172 vagas (de 7.128 para 8.300 — crescimento de +16%). Por área de atuação: Logística Suprimentos: +2.973 vagas (de 18.584 para 21.557 — alta de +16%). Restaurante: +2.922 vagas (de 6.217 para 9.139 — alta de +47%). Administrativo Comercial: +2.777 vagas (de 63.575 para 66.352 — alta de +4%). Administrativa: +2.333 vagas (de 13.247 para 15.580 — alta de +17%). Administrativo/ Operacional: +2.065 vagas (de 25.315 para 27.380 — alta de +8%). Segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), a Copa se soma a outras datas sazonais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, para impulsionar a contratação de trabalhadores. A entidade estima cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026 e afirma que aproximadamente 20% dos profissionais acabam sendo efetivados pelas empresas. Para Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, a competição costuma ampliar a demanda por mão de obra principalmente nos setores de comércio, indústria e serviços. "Quanto mais tempo a Seleção Brasileira permanecer na competição, maior tende a ser o prolongamento desses contratos", afirma. Segundo ele, muitos trabalhadores enxergam as vagas temporárias como uma oportunidade de recolocação e efetivação. Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo Marcelo Brandt/G1 Interesse dos trabalhadores também cresce Uma pesquisa do InfoJobs mostra que 65,1% dos entrevistados pretendem buscar empregos temporários durante a Copa do Mundo, enquanto 64,8% acreditam que grandes eventos esportivos aumentam as chances de conseguir trabalho. Para Hosana Azevedo, gerente de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, a competição amplia a demanda por mão de obra em diversos segmentos. "Para muitos profissionais, esse pode ser um caminho para conquistar renda extra, adquirir experiência ou até abrir portas para futuras contratações efetivas", afirma. Ela destaca que muitas empresas utilizam esse período para identificar talentos e avaliar candidatos em situações reais de trabalho. Vagas temporárias frequentemente podem se transformar em oportunidades efetivas para candidatos que apresentem bom desempenho, comprometimento e capacidade de adaptação. Segundo especialistas do setor, as oportunidades concentram-se principalmente em funções operacionais e de atendimento, como garçons, atendentes, cozinheiros, bartenders, operadores de caixa, auxiliares de logística, estoquistas e entregadores. Além da experiência técnica, as empresas também buscam profissionais com boa comunicação, flexibilidade, disponibilidade de horário e capacidade para trabalhar sob pressão. Bar Novo Estrela preparado para recebr os jogos da Copa do Mundo Arquivo Pessoal Bares e restaurantes esperam faturar mais Entre os setores mais beneficiados está o de alimentação. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 80% dos empresários esperam aumentar o faturamento durante a Copa, enquanto 52% pretendem transmitir os jogos. Os segmentos mais impactados são bares, restaurantes, cervejarias, choperias, churrascarias e espetarias, que costumam registrar maior movimento durante as partidas da Seleção Brasileira. A maior parte dos empresários estima crescimento de até 20% nas receitas. Segundo José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo e Inteligência da Abrasel, o desempenho da Seleção influencia diretamente o consumo. "Os jogos da Seleção são os principais picos de faturamento. Nesses dias, há aumento expressivo no fluxo de clientes e no gasto médio, o que transforma cada partida em uma oportunidade relevante de geração de receita para bares e restaurantes", explica o especialista da Abrasel. Camargo destaca ainda que muitos estabelecimentos também exibem partidas de outras seleções, mantendo o movimento ao longo de toda a competição e justificando reforços pontuais nas equipes durante o torneio. Além da alimentação, o varejo também deve ser beneficiado pelo aumento do consumo durante a Copa, avalia Thiago Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os segmentos com maior potencial de crescimento são lojas de eletrônicos, impulsionadas pela venda de televisores e equipamentos de áudio, supermercados, devido ao aumento da procura por alimentos e bebidas, lojas de vestuário e artigos esportivos, e comércio de artigos para festas. Segundo o economista, o período também funciona como uma oportunidade para as empresas avaliarem profissionais para futuras efetivações. Como o segundo semestre é o melhor período de vendas para o setor e, consequentemente, a época em que o varejo mais contrata e investe na abertura de lojas, os colaboradores que forem bem avaliados terão grandes chances de permanecer.” Quais são os direitos dos trabalhadores temporários? O patrão tem várias obrigações ao contratar um trabalhador temporário, que devem ser seguidas conforme a lei 6.019/1974. Esse tipo de contrato tem como objetivo atender a necessidades excepcionais, como picos de demanda ou substituição de funcionários permanentes. A legislação permite que o funcionário temporário seja contratado por um período de até 180 dias, consecutivos ou não, com a possibilidade de prorrogação apenas uma vez por mais 90 dias, conforme a necessidade da empresa. Esses trabalhadores têm direitos semelhantes aos dos empregados contratados por prazo indeterminado, como benefícios trabalhistas e previdenciários, registro em carteira, além do recolhimento do FGTS e o pagamento de férias proporcionais. “Ainda que o trabalhador esteja contratado de forma temporária, isso não significa que não exista a necessidade de observação dos direitos e garantias estabelecidos nas relações de trabalho, os quais a legislação brasileira protege”, afirma a advogada trabalhista Márcia Cleide Ribeiro. Veja abaixo os principais direitos dos trabalhadores temporários: Remuneração, respeitando a igualdade salarial; Jornada de oito horas diárias (40 horas semanais); Pagamento de horas extras (que não excedam duas horas diárias); Repouso semanal remunerado; Pagamento de adicional noturno, insalubridade e periculosidade, caso necessário; Recebimento de férias proporcionais ao período trabalhado; Indenização se dispensado fora do tempo previsto no contrato, sem justa causa; Seguro contra acidente de trabalho, bem como proteção previdenciária; Recepção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em conta vinculada; 13º salário proporcional ao período trabalhado. Além das obrigações financeiras, a empresa deve garantir ao trabalhador temporário as mesmas condições de trabalho oferecidas aos empregados permanentes, como segurança, higiene, saúde e ambiente salubre. “O temporário deve ter acesso ao atendimento médico, ambulatorial e de refeição nas mesmas condições que os outros empregados da empresa”, completa a advogada trabalhista Agatha Otero. O recolhimento do FGTS, que deve ser feito pela empresa, é de 8% sobre a remuneração paga ao empregado durante o período de contrato. Ao final do vínculo, o trabalhador pode sacar 100% do saldo do FGTS. No entanto, nesse tipo de contratação, não há o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia, já que essa penalidade se aplica apenas em rescisões sem justa causa de contratos por tempo indeterminado. É o que explica Márcio Coelho, advogado especializado em direito trabalhista e previdenciário. “Não têm direito ao aviso prévio e não recebem a multa de 40% sobre o FGTS. Quanto ao seguro-desemprego, o trabalhador temporário terá direito se tiver trabalhado pelo menos seis meses nos últimos 12 meses antes da demissão, não recebendo nenhum outro benefício previdenciário e se a demissão ocorrer sem justa causa”, afirma. Uma das obrigações mais importantes do empregador é a formalização do contrato por escrito. Esse documento deve detalhar a função do empregado, o período de serviço, a remuneração e todas as condições de trabalho. Além disso, é necessário registrar na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) que o vínculo é temporário, assegurando o cumprimento correto do contrato e prevenindo complicações futuras. O registro em carteira é fundamental para garantir que o contrato seja encerrado corretamente. Caso o empregador deixe de formalizar o contrato por escrito ou não siga as regras legais estabelecidas, a relação de trabalho pode ser reconhecida como permanente. Nesse caso, o empregado passa a ter os mesmos direitos que um trabalhador efetivo, incluindo aviso prévio, seguro-desemprego, multa de 40% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa e estabilidade em casos de gravidez ou acidente de trabalho. “É fundamental que os trabalhadores leiam atentamente os termos do contrato temporário, compreendendo as cláusulas e direitos, para evitar surpresas desagradáveis no futuro. A conscientização sobre as condições de trabalho ajuda a garantir que os profissionais sejam tratados de maneira justa e respeitosa, mesmo em situações temporárias", completa Márcio Coelho. LEIA TAMBÉM Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Faça o QUIZ e descubra Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista
05/07/2026 06:00:17 +00:00
Seu salário é bom? Veja por que a resposta depende de mais do que o valor na conta

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
05/07/2026 05:00:29 +00:00
Mega-Sena, concurso 3027: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões

Mega-Sena, concurso 3027: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3027 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 38 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 15 - 16 - 24 - 34 - 47 5 acertos - 44 apostas ganhadoras: R$ 45.413,55 4 acertos - 3.304 apostas ganhadoras: R$ 996,89 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (7). O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Mega-Sena, concurso 3027 Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
05/07/2026 00:02:37 +00:00
Americanas vende dona da Imaginarium e Puket para BandUP! por R$ 152 milhões

Americanas abre 330 vagas temporárias para a Páscoa na Bahia Divulgação A Americanas fechou, na quinta-feira (2), a venda da Uni.Co, holding dona da Imaginarium, para a BandUP! e recebeu R$ 20 milhões como primeira parcela dos R$ 152,9 milhões da operação. O acordo faz parte do plano de recuperação judicial da empresa. Parte do dinheiro foi usada para cobrir os custos da venda, e o valor remanescente foi destinado à amortização extraordinária da 22ª emissão de debêntures não conversíveis em ações da companhia, ou seja, ao pagamento antecipado de parte da dívida, fora do cronograma previsto. A BandUP! é especializada na venda de produtos oficiais licenciados de franquias como Harry Potter, Disney e Cartoon Network. Agora no g1 O restante do valor da venda será pago à Americanas em cinco parcelas anuais, iguais e sucessivas, com vencimento da primeira em um ano. Até o pagamento de cada parcela, os valores serão corrigidos pelo CDI, tomando como referência o período entre a data de fechamento da operação e a data do efetivo pagamento. A Americanas está em recuperação judicial desde janeiro de 2023, após revelar inconsistências contábeis bilionárias em seu balanço financeiro. A empresa informou ter identificado um rombo estimado em mais de R$ 20 bilhões relacionado à contabilização de operações com fornecedores, o que desencadeou uma crise financeira e uma disputa judicial com credores. Desde então, a varejista vem executando medidas previstas no plano de recuperação, como a venda de ativos e a renegociação de dívidas, com o objetivo de reduzir seu endividamento e reequilibrar as contas. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) iniciou a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude na empresa. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. "Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis", diz o documento.
04/07/2026 20:14:49 +00:00
O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários

O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários BBC/SERENITY STRULL/GETTY IMAGES O TikTok é conhecido por oferecer um fluxo infinito de vídeos que, de forma geral, são razoavelmente positivos. Alguns de seus críticos chamariam este fluxo de suavizado. Mas, abaixo desta superfície, existem bilhões de outros vídeos que, normalmente, a plataforma não mostra. Alguns deles são monótonos. Outros são bizarros. E ainda outros são realmente perturbadores. Há quem diga que, se você ficar até muito tarde, rolando a tela por horas até esgotar as recomendações normais do TikTok, poderá surgir uma visão momentânea desses vídeos. Mas os usuários da plataforma afirmam ter encontrado uma forma de mergulhar mais a fundo neste tipo de conteúdo. Agora no g1 Com as estratégias certas, é possível atingir esse espaço digital misterioso, mais estranho, sombrio e grotesco do que o alegre caminho normalmente conduzido pelo algoritmo da plataforma. Ele é conhecido como TikTok Farlands, as "terras distantes" do TikTok. Aparentemente, a melhor forma de chegar lá é inserir um conjunto de letras e números aleatórios que outro usuário tenha postado nos comentários de um vídeo. "Você não consegue chegar lá apenas com as recomendações do algoritmo", explica o repórter especializado em cultura da internet e pesquisador de memes Aidan Walker, em uma postagem sobre o assunto. "Você precisa que um ser humano o convide a entrar." As discussões sobre as TikTok Farlands se desenvolveram nos últimos meses. Elas misturam teorias da conspiração, lendas urbanas e discussões sérias sobre o poder das empresas que administram as redes sociais. Os usuários encontraram formas de assumir o controle do algoritmo do TikTok para trazer à tona vídeos que eles acreditam que o aplicativo não quer que eles vejam. Este é um movimento social, mais do que uma tendência ou meme. As pessoas estão atacando as muralhas da máquina. Em um mundo de AI slop (conteúdo desleixado, criado por inteligência artificial) e rolagens sem sentido, este fenômeno me deixou mais otimista em relação ao futuro da internet, algo que eu não sentia há muito tempo. 'Brasil' vira 'sutiã' no ranking da Fifa traduzido para o português; entenda Descendo pelo buraco do coelho O nome Farlands vem de um antigo erro técnico do jogo Minecraft. Nas primeiras versões do jogo, se você andasse por tempo suficiente, um erro criava cenários distorcidos e caóticos, repletos de túneis e estruturas estranhas. "As Farlands do Minecraft eram o extremo do jogo. Você literalmente chegava ao fim do mundo e não conseguia avançar mais", explica a professora de estudos da comunicação Jessica Maddox, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Seu foco de estudo são as redes sociais. As TikTok Farlands seguem a mesma ideia. "É o fim da internet, onde tudo fica estranho. Você sai do convencional e faz uma curva para o lado errado." Com a ajuda dos comentários à postagem do vídeo de Walker, consegui seguir alguns conjuntos de caracteres aleatórios e saltar no vazio. Coloquei um código na barra de busca e encontrei algo totalmente diferente da minha experiência comum no TikTok. Figuras apavorantes geradas por IA desfilavam pela tela. Rostos contorcidos em uma névoa de distorção pixelada. Alguma espécie de criatura alienígena com suas veias conectadas aos fios de uma TV gritava de agonia, enquanto um adolescente observava com um controle de videogame. Grande parte deste material era perturbador demais para que a BBC pudesse oferecer um link. E eu recomendo um pouco de cautela antes de qualquer observação. Os visitantes das Farlands assumem o controle do algoritmo do TikTok, para divulgar vídeos que o aplicativo normalmente não promoveria Shane Moore/Lucas Wilm/Mason T. Os próprios conjuntos de letras e números aleatórios compartilhados pelas pessoas como senhas para as Farlands são envoltos em mistério. Em alguns casos, os usuários marcam seus próprios vídeos com esses códigos e os compartilham para promover seu trabalho. Mas conversei com algumas pessoas que juram terem encontrado códigos das Farlands por tentativa e erro e martelando o teclado. Alguns dos códigos parecem trazer resultados verdadeiramente aleatórios. É difícil analisar o que realmente está acontecendo, pois a função de busca do TikTok fornece resultados diferentes para diferentes usuários. A ideia, em si, é subverter deliberadamente o TikTok para atingirmos nossos próprios objetivos, segundo Walker. "Isso faz parte da emoção", ela conta. "Você usa a plataforma de forma diferente da que ela se destina a ser usada." "Você ultrapassa os limites do TikTok normal, além da fronteira onde ninguém sabe realmente o que acontece." Nos comentários desses vídeos estranhos, é possível encontrar pessoas escrevendo repetidamente, em grandes blocos, "QUERO FICAR NAS FARLANDS". E alguns visitantes parecem acreditar que postar um comentário de 500 palavras aciona o algoritmo para mostrar conteúdo similar. Será verdade? Impossível dizer. Os algoritmos das redes sociais são uma caixa-preta. Entrei em contato com o TikTok, mas não recebi resposta. "As pessoas estão tentando reaver o controle dos seus feeds e das suas experiências na internet", explica Maddox. "É um reflexo do nosso cansaço com os feeds gerados pelos algoritmos e da nossa ansiedade em relação à força que eles exercem sobre as nossas vidas, determinando o que observamos." "A internet é avassaladora. De certa forma, as Farlands representam a esperança de que você tenha de fato encontrado o fim, chegando a um lugar onde realmente pode parar." Leia também: Brasileiro assume comando de nova divisão de inteligência artificial da Microsoft; saiba quem é Seguindo a tendência Toda esta discussão sobre o "final da internet" é meio paradoxal. O objetivo de "entrar" nas Farlands é descobrir vídeos difíceis de se encontrar. Alguns são genuinamente estranhos, criados por pessoas que não compreendem ou não se preocupam com as normas das redes sociais. Outros são intencionalmente ousados ou artísticos. Mas algumas dessas postagens supostamente "obscuras" nas Farlands possuem milhões de visualizações. E sua popularidade aumentou, levando certos usuários a fazer novos vídeos para se adequar a esta tendência. Encontrar este material é mais fácil: basta digitar "Farlands". Mas os usuários afirmam que estes vídeos não são autênticos. Os verdadeiros vídeos das Farlands não têm títulos, nem marcações e "certamente, não têm a hashtag Farlands", como comentou um usuário em um vídeo popular. Um verdadeiro vídeo das Farlands, segundo os especialistas no assunto, terá apenas 30 visualizações e virá de uma conta sem seguidores, que só pode ser encontrada por pessoas determinadas a sair em busca dele. Saiba também: AGU notifica Google no Brasil sobre perfis no YouTube que promovem apostas ilegais 'Meio assustador, meio bizarro' As TikTok Farlands são um fenômeno relativamente novo. Mas existem ali muitos memes, ideias, estética e vídeos antigos. Parte deste conteúdo traz de volta metáforas da era das creepypastas, um gênero de histórias de fantasmas do início da internet moderna. Muitos vídeos compartilham a estética dos memes deep fried ("fritos"), com imagens que passam por diversos filtros até ficarem pixeladas e desgastadas. Esta tendência remonta pelo menos a 2015. E os usuários discutiam o lado oculto do TikTok em 2019 e 2020, quando exploravam o chamado Deeptok. "Realmente, parece uma miscelânea de materiais diferentes de toda a história da internet", segundo Walker. "É um nicho, meio assustador, meio bizarro." Ainda assim, existe algo diferente por aqui. Para começar, grande parte do conteúdo popular que as pessoas descrevem como Farlands se parece mais com comentários sobre tecnologia e as próprias redes sociais. As postagens de Shane Moore, mais conhecido como @smoorel8r, começam com as típicas resenhas sobre comida do TikTok, até que a imagem se degrada como se fosse um arquivo de vídeo corrompido, com cenas que parecem filmes de terror surgindo e desaparecendo. Outros, como @realityisoptional.net e Lucas Wilm, produzem vídeos que se parecem menos com redes sociais e mais com os vídeos de arte que encontramos nos museus. Diversos criadores de conteúdo me disseram que eles já faziam este estilo de conteúdo antes que se começasse a falar nas Farlands. Pergunto a Aidan Walker se a cobertura das Farlands por um órgão da imprensa convencional, como a BBC, poderia fazer tudo parecer menos atraente. "Já é algo convencional", responde ele. "É grande parte do consumo de mídia de algumas pessoas." Em outras palavras, os criadores mais interessantes provavelmente já saíram dali. Mas existe a sensação, no discurso sobre as Farlands, de que algo subversivo está acontecendo, especialmente porque as pessoas estão encontrando métodos de manipular os algoritmos. "Eles desafiam a lógica do que deveria ser um bom conteúdo", segundo Maddox. "O TikTok gosta de um certo conteúdo. O Instagram gosta de um certo conteúdo. As Farlands vão contra tudo isso." Rebelião tecnológica É preciso relembrar que, se tudo isso fizer você passar mais tempo no TikTok, o resultado será exatamente o que a plataforma deseja. Seja como for, as Farlands fazem parte de uma tendência maior. As pessoas vêm trocando há anos seus smartphones por "telefones burros". As câmeras analógicas e os fones de ouvido com fio estão de volta. A reação negativa à IA é tão popular que até o papa vem falando a respeito. De forma geral, existe a sensação de que está surgindo uma rebelião tecnológica na nossa sociedade. Pode ser apenas um breve e interessante desvio histórico. Ou pode ser um sinal de algo que está por vir. Thomas Germain é jornalista sênior de tecnologia da BBC. Ele escreve (em inglês) a coluna Keeping Tabs e é um dos apresentadores do podcast The Interface. Seu trabalho revela os sistemas ocultos que conduzem sua vida digital e como você pode viver melhor dentro deles. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology. Leia também: WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso Tecnologia decisiva: como o chip na bola da Copa detectou toque que anulou o gol da Croácia e classificou Portugal WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
04/07/2026 18:17:05 +00:00
5 motivos do 'boom' econômico do Paraguai (e seus efeitos para o país)

O Paraguai lidera o crescimento regional na América do Sul, atrás apenas da Guiana Getty Images Na Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026, a seleção do Paraguai não está entre as favoritas da América Latina. Mas, em outro setor, o país vem marcando gols sem parar: a economia. Nos últimos três anos, o Paraguai cresceu, em média, 5,5% ao ano, muito acima da média dos seus vizinhos e da América do Sul como um todo. Números do Banco Mundial indicam que cerca de 300 mil paraguaios saíram da pobreza nos últimos dois anos. E 2025 registrou o índice de desemprego mais baixo dos últimos 13 anos. Os economistas concordam que o país vive um boom econômico. Eles mencionam razões como um sistema tributário relativamente simples e competitivo, dívida pública moderada, baixa inflação, população jovem e disponibilidade de energia renovável barata. A localização geográfica do Paraguai, no centro do continente, também oferece certas vantagens. A dúvida dos especialistas é se este é um crescimento pontual ou se faz parte de uma tendência de longo prazo. "Neste momento, o Paraguai sai de uma etapa de crescimento muito acelerado, impulsionado pela agricultura e por outros fatores, para outra fase, talvez de mais estabilidade, mas com altos níveis de crescimento", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o principal analista para as Américas da empresa de inteligência de riscos Verisk Maplecroft, Mariano Machado. De fato, segundo ele, as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) calculam o crescimento do Paraguai em 2026 em cerca de 3,7% — abaixo dos 6,6% do ano passado. Ou seja, o auge do Paraguai é real, mas a sua economia está passando de um crescimento excepcional para uma fase de execução, mais estável. Nesta nova etapa, o governo conservador do presidente Santiago Peña precisará tentar convencer parte importante da população paraguaia, que continua percebendo que os benefícios do crescimento não chegam igualmente para todos. Em 2025, o PIB do Paraguai cresceu em 6,6%, segundo o Banco Central do país Getty Images "Geralmente, uma economia em crescimento gera mais emprego e renda", explica Humberto A. Colman, economista-chefe da fundação paraguaia Desenvolvimento em Democracia (Dende, na sigla em espanhol). "De fato, nos últimos três anos, foram criados mais de 260 mil empregos, um número considerável para uma força de trabalho de cerca de 3,4 milhões de pessoas", prossegue ele. "Mas ainda predominam empregos de menor qualidade. Seis a cada 10 trabalhadores estão na economia informal, o que limita seu acesso à previdência social." "E, embora os salários reais tenham aumentado em mais de 5% no último ano, muitas famílias ainda não recuperaram plenamente o poder aquisitivo perdido em um período anterior de forte inflação dos alimentos", explica Colman. Este fenômeno ajuda a explicar por que ainda persiste alta desigualdade na distribuição de renda. É um abismo que não se fecha, apesar do crescimento do país, e será o maior desafio a ser enfrentado pelos paraguaios nos próximos anos. Redução da pobreza Para Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, o crescimento econômico do Paraguai trouxe reflexos para a população, especialmente em relação à redução da pobreza. "Nas últimas duas décadas, a pobreza caiu em mais da metade, para 16%, enquanto a pobreza extrema atingiu o mínimo histórico de 2,4%", explica ela. "Grande parte deste progresso proveio de melhorias da produtividade agrícola, que ajudaram a aumentar a renda rural." "Os resultados foram reconhecidos no exterior pelas agências de avaliação de crédito", prossegue Guerra. "A Moody's promoveu o Paraguai a grau de investimento, mencionando seu sólido crescimento e as reformas realizadas no país. A S&P seguiu o mesmo caminho, elevando a classificação para BBB, em dezembro de 2025. E a Fitch também melhorou sua perspectiva para positiva, em outubro de 2025." A central hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores obras de engenharia do mundo, é administrada em conjunto pelo Brasil e pelo Paraguai Getty Images O aumento da classificação de crédito reduz o custo de financiamento do país, por transmitir menos riscos para os investidores. Com isso, surgem mais investimentos estrangeiros, o acesso aos mercados de capital internacional é facilitado e a moeda nacional pode sair fortalecida. Mas Machado acredita que, embora a melhor classificação de crédito tenha fortalecido a atratividade do país para os investidores, "o governo, agora, precisa transformar esta confiança em projetos financiáveis, capacidade de exportação e melhor infraestrutura". Quais fatores ajudaram a economia paraguaia a atingir este doce momento? São três os pilares que sustentam esta decolagem: a força do setor agrícola, o potencial energético do país e os baixos impostos. Mas o desenvolvimento de infraestrutura também desempenhou um papel importante, além do investimento de capital estrangeiro. 1. Energia barata O potencial energético começa a se tornar um dos ativos mais valorizados do país. O Paraguai é o maior exportador mundial de eletricidade limpa per capita, graças à represa de Itaipu. Por isso, ele se tornou um polo de atração para centros de processamento de dados e fabricação de alta tecnologia. "A energia é o trunfo geopolítico do Paraguai", segundo Machado. "A energia hidrelétrica passou a ser o eixo central da proposta paraguaia, em termos de inteligência artificial, centros de dados, fertilizantes e crescimento industrial." Para ele, "o impulso aos centros de dados poderia transformar o modelo de desenvolvimento do Paraguai". "O interesse dos Estados Unidos, Taiwan e do setor privado nos planos paraguaios de IA e centros de dados está diretamente relacionado à eletricidade produzida pelas represas de Itaipu e Yaciretá." Em 2025, o Chile permaneceu sendo o principal importador de carne bovina do Paraguai Getty Images "Aproveitando a energia verde e a energia digital, o Paraguai não constrói apenas estradas, mas um futuro digital respaldado por energia 100% renovável", concorda o economista Lucas Mendes Teixeira, presidente do centro de estudos LatAm Future. Mas o Paraguai não exporta apenas eletricidade. O país também avança no mercado de biocombustíveis. O país segue os passos do Brasil, que desenvolveu uma indústria líder na produção de etanol e biodiesel, com base em cultivos agrícolas. Agora, o Paraguai vem impulsionando a produção de combustíveis renováveis, para diversificar sua matriz energética e gerar novas exportações. 2. Agricultura e exportações A agropecuária representa quase dois terços da atividade econômica do Paraguai. Ela inclui não apenas os cultivos, mas também as indústrias locais que dependem do setor. A soja é um dos principais produtos, mas existem outros subsetores com papel muito importante, como a criação de gado e as exportações de carne, especialmente suína. E existe a participação cada vez maior da indústria relacionada à atividade florestal. "Em 2022, o Paraguai sofreu uma seca intensa, que levou o país a uma grave crise no setor. A economia se contraiu, arrastada por uma época de baixa colheita e queda do setor agrícola", explica Marcos Lascurain Rodrigo, economista encarregado do Paraguai da empresa FocusEconomics. "A partir de 2023, observamos uma recuperação, com boas colheitas, que voltam a trazer boa renda para os agricultores e retomam o crescimento das exportações agrícolas." Para Machado, a diferença deste governo é o trabalho de diversificação do destino das exportações do país. "Em nível internacional, o Paraguai é um dos poucos países que reconhecem Taiwan e a ilha é um dos principais destinos das exportações guaranis, especialmente de carne bovina e suína", explica ele. "Mas o país também está buscando ativamente outros mercados asiáticos, que permitam uma ampliação ainda maior." Assunção, capital do Paraguai, em dia de sol e céu azulCrédito,Getty Images Legenda da foto,A região metropolitana da capital, Assunção, concentra cerca de um terço da população do Paraguai A região metropolitana da capital, Assunção, concentra cerca de um terço da população do Paraguai Getty Images 3 . Investimento estrangeiro direto O investimento estrangeiro direto (IED) no Paraguai disparou nas últimas duas décadas, atingindo níveis recorde. Foi o resultado da relativa estabilidade política e econômica do país, em comparação com vizinhos como a Argentina e a Bolívia. "Desde 2023, o governo do presidente Santiago Peña criou uma série de reformas, destinadas a melhorar o ambiente empresarial e criar um ambiente de negócios e investimentos mais estável, com uma agenda econômica muito ortodoxa e favorável aos investimentos privados", explica Lascurain. "A partir daquele ano, observamos a retomada dos investimentos, que viriam a ser o principal motor do crescimento econômico paraguaio no momento." Os últimos dados disponíveis do Banco Central do Paraguai (BCP) estimam que o IED atingiu US$ 931 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) em 2024. Este número representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior. As empresas internacionais recorreram ao país em busca de mão de obra mais barata, estabilidade macroeconômica e acesso aos mercados regionais próximos, devido à sua localização geográfica, no coração da América do Sul. Um dos projetos de infraestrutura privada mais importantes da região é a fábrica de celulose da multinacional Paracel. "Com investimentos de mais de US$ 4 bilhões [cerca de R$ 20,8 bilhões] ao longo de vários anos, esta instalação, perto de Concepción, representa o maior investimento privado individual da história do Paraguai", explica Mendes Teixeira. Além da fábrica em si, o projeto inclui a construção de um porto fluvial privado e uma expansão considerável da rede viária regional, gerando mais de 40 mil empregos indiretos. "O país detém uma janela de oportunidade para transformar estabilidade em investimento, investimento em produtividade e produtividade em melhores empregos e bem-estar para seus cidadãos. O país demonstrou que pode crescer e reduzir a pobreza", destaca o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Paraguai, Alonso Chaverri-Suárez. Para ele, a tarefa nos próximos anos será sustentar os avanços e garantir que mais famílias possam transformar estas melhorias conjunturais em uma trajetória estável de bem-estar. Homem conta notas de guaranis em uma rua de AssunçãoCrédito,Getty Images Legenda da foto,No Paraguai, a pobreza é claramente rural. Ela atinge cerca de 40% da população no campo, contra 15% nas zonas urbanas No Paraguai, a pobreza é claramente rural. Ela atinge cerca de 40% da população no campo, contra 15% nas zonas urbanas Getty Images 4. Baixos impostos A carga tributária do Paraguai, uma das mais baixas da América Latina, também atraiu as empresas. O país mantém alíquotas fixas de 10% de imposto de renda, IVA e impostos corporativos. Em termos de comparação, a alíquota empresarial efetiva no Brasil é de 34%. "Por isso, os promotores internacionais investem bilhões no país", explica Mendes Teixeira. "A disciplina macroeconômica do Paraguai permite reduzir impostos, oferecer isenções fiscais e melhores condições", destaca Machado. O Paraguai não conta com a escala da economia brasileira. Mas, por estar no centro do Cone Sul, o país atua como ponto de interconexão entre todas as economias da região. Mas esta pressão fiscal tão baixa costuma suscitar discussões. Afinal, com impostos baixos, o Estado arrecada menos, o que limita sua capacidade de financiamento de serviços públicos como educação, saúde, infraestrutura, previdência social e justiça. A pressão fiscal é definida como a relação entre os impostos e o PIB do país. No Paraguai, este índice é de 14%, o segundo menor da América Latina, perdendo apenas para o Panamá. O número está abaixo da média latino-americana (22%) e dos países desenvolvidos (34%), segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Paraguai tem um dos índices de desigualdade mais altos da América Latina. O coeficiente de Gini é usado pelo Banco Mundial para avaliar a desigualdade. Nele, 0 é a igualdade perfeita e 1, a máxima desigualdade. O índice de Gini do Paraguai é de cerca de 0,45, deixando claro que o crescimento econômico sustentado não se traduziu proporcionalmente em melhoria das condições de vida para as camadas inferiores da sociedade. Vendedor de bilhetes de loteria com um maço de notas de diferentes coresCrédito,Getty Images Legenda da foto,O trabalho informal continua sendo um fator estrutural no Paraguai, com cerca de 60% da população ocupada trabalhando na informalidade O trabalho informal continua sendo um fator estrutural no Paraguai, com cerca de 60% da população ocupada trabalhando na informalidade Getty Images 5. Infraestrutura no coração da América do Sul O Paraguai emerge como o principal centro logístico e energético da América do Sul, impulsionado pela hidrovia Paraguai-Paraná e pelo Corredor Bioceânico, que irá conectar o oceano Atlântico ao Pacífico. A autoestrada de 3,5 mil quilômetros ligará o porto de Santos (SP) aos portos chilenos de Iquique e Antofagasta, atravessando o coração do Chaco paraguaio. Quando os trechos finais deste corredor estiverem em operação, o tempo de trânsito das exportações com destino à Ásia será reduzido em até 14 dias e os custos logísticos, em cerca de 25% A hidrovia Paraguai-Paraná também recebeu melhorias significativas. A rota é de importância estratégica fundamental para a exportação de soja, milho e carne. A via fluvial se beneficiou de uma aliança público-privada no valor de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para dragagem e sinalização. As obras garantiram sua navegabilidade por todo o ano, independentemente das condições climáticas. "Empresas como a Cofco, ADM e Viterra ampliaram suas instalações portuárias ao longo do rio", destaca Mendes Teixeira. "Estes modernos terminais recebem, agora, mais de 25 milhões de toneladas de carga por ano." "A frota fluvial paraguaia, atualmente, é a terceira maior do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos e pela China, o que demonstra a destreza marítima do país, mesmo não tendo saída para o mar." Manter a taxa de crescimento de 5% ao ano será difícil. Os economistas indicam que o crescimento irá prosseguir, mas com menos ímpeto, de forma mais estável. O Paraguai tem pontos fortes muito claros. Mas, para dar o salto rumo a uma economia de maior receita, o país precisa resolver restrições estruturais, oferecendo maior produtividade, melhores empregos, instituições mais sólidas e desenvolvimento sustentável para toda a população.
04/07/2026 17:55:55 +00:00
Vini Jr. ou Haaland: qual o jogador mais valioso da partida entre Brasil e Noruega?

Vini Jr. e Erling Haaland em partidas da Copa do Mundo 2026. Reuters A seleção brasileira enfrenta neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), seu maior desafio até agora na Copa do Mundo de 2026. O confronto com a Noruega, pelas oitavas de final, coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida. Vini Jr. aparece atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira. Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland. 🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores. Vini Jr. e Erling Haaland são os jogadores mais valiosos de Brasil e Noruega Arte/g1 Haaland concentra um terço do valor da Noruega Haaland concentra grande parte do valor de mercado da seleção norueguesa, avaliada em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). Sozinho, o atacante do Manchester City representa cerca de um terço do valor da equipe — a nona mais valiosa da Copa. Depois dele, o jogador mais valioso da seleção nórdica é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões). A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt. O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Somados, os jogadores convocados por Carlo Ancelotti para a Copa alcançam valor de mercado de 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões). Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% desse total. Além dele, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros. Seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil Além da força já demonstrada dentro de campo, a Noruega será, até agora, a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil na Copa do Mundo de 2026. Adversário na estreia, o Marrocos tem valor de mercado estimado em 447 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões). O Japão, eliminado pelo Brasil na primeira fase do mata-mata, é avaliado em 270,8 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão). Já a Escócia, última adversária da equipe de Carlo Ancelotti na fase de grupos, tem valor de mercado de 170,25 milhões de euros (R$ 1,01 bilhão). Veja abaixo o top 10 das seleções: 🇫🇷 França: 1,52 bilhão de euros (R$ 8,99 bilhões) 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra: 1,36 bilhão de euros (R$ 8,04 bilhões) 🇪🇸 Espanha: 1,22 bilhão de euros (R$ 7,22 bilhões) 🇵🇹 Portugal: 1,01 bilhão de euros (R$ 5,97 bilhões) 🇩🇪 Alemanha: 947 milhões de euros (R$ 5,60 bilhões) 🇧🇷 Brasil: 928,2 milhões de euros (R$ 5,49 bilhões) 🇦🇷 Argentina: 807,5 milhões de euros (R$ 4,78 bilhões) 🇳🇱 Holanda: 754,2 milhões de euros (R$ 4,46 bilhões) 🇳🇴 Noruega: 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões) 🇧🇪 Bélgica: 547,5 milhões de euros (R$ 3,24 bilhões) LEIA TAMBÉM: Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa
04/07/2026 08:00:50 +00:00
Durigan nega erros do governo e promete ajuste nas contas públicas

Dario Durigan Washington Costa/MF O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que decisões do governo federal sejam a principal causa dos juros elevados no país e afirmou que a equipe econômica fará um ajuste nas contas públicas nos próximos anos para cumprir as metas fiscais. "Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (...) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil", disse o ministro da Fazenda, em entrevista ao g1. ▶️Para economistas, porém, o que está faltando é justamente a harmonização da política de gastos com a definição dos juros. ▶️ Eles avaliam que esse descompasso dificulta controle da inflação e pressiona taxa de juros. É como se fossem dois remadores puxando o barco em direções opostas, com o governo estimulando a economia e o BC tentando desacelerar a atividade. Ministro da Fazenda fala sobre operação contra brasileiros sancionados pelos EU Para Durigan, os juros altos são o "gargalo" (obstáculo) da economia brasileira e o fator que prejudica os investimentos do setor privado e pressiona a dívida pública brasileira – atualmente em 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB), elevada para o padrão de países emergentes. Em 14,25% ao ano, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC), é a mais alta do mundo em termos reais (descontada a inflação para os próximos 12 meses) em um ranking da MoneYou com 40 nações. ▶️A taxa de juros, por sua vez, corrige grande parte da dívida pública. Quando ela sobe, cresce também o endividamento (entenda mais a seguir). "De fato, a taxa de juros, ela prejudica o investimento privado e ela prejudica a dívida pública. Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros", declarou o ministro. Durigan avaliou ser preciso "harmonizar" a estratégia relacionada com receitas e gastos públicos com a chamada política monetária, ou seja, a definição dos juros pelo Banco Central para conter a inflação. Ajuste fiscal e regra para as contas públicas O ministro da Fazenda declarou também que o governo implementará o ajuste nas contas públicas necessário nos próximo anos para tentar atingir as metas fixadas de que as contas públicas retornem ao azul. Segundo ele, isso será feito por meio de contenção de gastos e redução de benefícios fiscais. Em 2027, a meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões. Porém, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões no próximo ano. Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra. Para os anos seguintes, as metas fiscais são de superávits primários de 1% do PIB em 2028, de 1,25% do PIB em 2029 e de 1,5% do PIB em 2030. "Eu acho que o Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento de dívida no que compete ao Ministério da Fazenda. Tudo o que o Ministério da Fazenda puder fazer para melhorar a fiscal e harmonizar a política monetária, nós faremos. A preocupação da inflação é minha também", disse Durigan. No processo de ajuste das contas públicas, o ministro defendeu tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos. Sobre eventual desindexação do salário mínimo de benefícios previdenciários e de gastos em saúde e educação da variação da receita, medidas defendidas por analistas, ele afirmou que esse é um debate para o próximo governo. Ele disse, ainda, que o arcabouço fiscal – a regra para as contas públicas aprovada em 2023 – é "viável e sustentável", apesar da compressão prevista, ano a ano, dos gastos livres do governo. O temor é que isso leve à paralisia da máquina pública. ➡️A explicação é que, pelas regras do arcabouço fiscal, os gastos do governo, não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação). ➡️Como os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo acima disso, o espaço para as despesas livres vai ficando cada vez menor - o que pode levar ao chamado "shutdown" da máquina pública. ➡️Para manter a atual regra fiscal de pé, o governo tem de propor, e aprovar no Congresso Nacional, cortes nos gastos obrigatórios nos próximos anos – como aconteceu no fim de 2024. ➡️Sem um corte robusto de despesas, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos. "Reconheço, o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal. É o arcabouço fiscal que vai nos permitir acomodar a trajetória de receita e despesa no país. Então, o arcabouço fiscal é sustentável e é necessário que seja mantido", concluiu o ministro. Banco Central é o responsável pela definição da taxa básica de juros Jornal Nacional/ Reprodução Linhas de crédito Questionado se a concessão de linhas de crédito com taxas favorecidas em um ano eleitoral, como para compra de caminhões, ônibus, reforma de imóveis, táxis e para o Desenrola 2.0, entre outros, não prejudicou um corte mais agressivo de juros pelo BC, o ministro avaliou que não. "O mercado de crédito brasileiro é de 600 bilhões por mês. Você está falando de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões para moto, R$ 30 bilhões para carros. Isso não tem impacto do ponto de vista de atrapalhar a política monetária (...) Não me parece que as políticas que a gente tem feito têm impacto macroeconômico. São ajudas setoriais pontuais e específicas", avaliou Durigan. Na semana passada, o BC informou ter elevado sua projeção de crescimento da economia neste ano "em grande parte" por conta de "estímulos de natureza fiscal e creditícia". A autoridade monetária tem pontuado que busca desacelerar a atividade como estratégia para conter a inflação e, com isso, reduzir a taxa de juros. Definição dos juros pelo BC O Banco Central costuma explicar que sua atuação sobre a taxa de juros é reativa, ou seja, a instituição apenas reage ao cenário da economia. 🔎Se há um aumento de despesas e de crédito, que estimulam a economia e pressionam as estimativas de inflação, por exemplo, o BC tem que adotar uma política de juros mais agressiva. A autoridade monetária esclarece, em sua página na internet, que a taxa básica da economia, a Selic, é de curto prazo. Analistas observam que a curva de juros em mercado para prazos mais longos (que servem de base para a venda de títulos públicos) reflete as expectativas dos agentes econômicos para gastos públicos e atividade, entre outros, e, consequentemente, para a inflação. Ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto já vinculou a alta taxa de juros no país ao nível de endividamento Reuters/Brendan McDermid Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento. "Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião. ▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos. Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para que os juros possam cair de forma sustentável no país, e conter a dívida pública. Copom corta selic para 14,25% ao ano
04/07/2026 07:00:45 +00:00
Ministro da Fazenda defende tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos

O ministro Dario Durigan em entrevista ao g1 Reprodução/TV Globo O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu aumentar a tributação sobre a renda, englobando, assim, a população mais rica, rever programas sociais, aumentando o enfoque, e cortar benefícios fiscais, como caminhos para melhorar a economia nos próximos anos. Em entrevista ao g1, ele afirmou que não foi abordado, até o momento, pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, mas que tem conversado com José Sérgio Gabrielli, que chefia o programa de governo petista, e com aliados. "Eu não fui abordado especificamente para contribuir com o plano de governo. Não foi esse o tom. Eu tenho, sim, conversado com o Gabrielli, com o Edinho [presidente do PT], com o próprio presidente [Lula], com outras figuras do partido e dos partidos aliados, do PSB, do PDT, no sentido de explicar o que eu acho que deve ser o caminho do futuro", disse o ministro. ➡️Um dos pontos defendidos por Durigan é o aumento da taxação da renda no Brasil, contemplando a fatia mais rica da população. Historicamente baixa na comparação com nações mais desenvolvidas, a carga tributária, isto é, os impostos aplicados sobre a renda não mudaram com a reforma tributária aprovada — que manteve o país entre aqueles que mais focam sua tributação no consumo no mundo (penalizando a população mais pobre). A alíquota sobre o consumo está entre as mais altas do planeta. Taxar lucros e dividendos ➡️Para taxar mais a renda, o titular da Fazenda defende a economia brasileira deveria caminhar na direção do que acontece nos países mais avançados do planeta, tributando os lucros e dividendos, algo que vigorou até 1995. Desde então, a distribuição de lucros e dividendos é isenta de tributação no Brasil, que é um dos poucos países do mundo que têm alíquota zero. A alíquota média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por sua vez, foi de 24,7% em 2024, segundo dados da Tax Foundation. Nesse grupo, somente Estônia e Letônia não tributam lucros e dividendos. ➡️A taxação de lucros e dividendos já foi proposta antes pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto chegou a ser aprovado pela Câmara em 2021, mas não foi levado adiante no Senado Federal. Estimativas de analistas apontam que seria possível arrecadar mais de R$ 100 bilhões por ano com a medida, dependendo de como for implementada. Ao mesmo tempo, segundo Durigan, seria possível caminhar na direção da redução do imposto de renda das empresas e da tributação sobre o consumo, algo também buscado pelo ex-ministro Paulo Guedes, na gestão Bolsonaro. "Então, de fato, é um desafio do Brasil. A gente tem que tributar menos o consumo, e mais a renda e o patrimônio. Essa diretriz deve seguir, deve se espelhar para frente. A gente nunca teve tributação ou nunca teve, pelo menos nos últimos 30 anos, a tributação de dividendos. Foi até 1996, agora (...) Para o futuro, a gente deveria aprimorar essas discussões tributárias e tentar tributar melhor, em especial os mais ricos, quem tem capacidade econômica, sem exagero. É um caminho que a gente deve seguir", declarou Durigan. Corte de benefícios ➡️Para ajudar no equilíbrio das contas públicas, o ministro defendeu, também, continuar reduzindo os chamados "gastos tributários", ou seja, os benefícios existentes por meio da redução de tributos para setores ou segmentos específicos da sociedade. Esses subsídios são estimados pela Receita Federal em mais de R$ 600 bilhões por ano. "Eu acho que desde que justificados, tem espaço para corrigir distorção tributária. Não estou falando aumentar tributo, então é importante colocar aqui, por exemplo, gasto tributário. O gasto tributário no país segue alto e tem espaço para rever (...) Esse ano, nós estamos cortando 10%. Acho que segue tendo espaço para cortar gasto tributário ano que vem. E é justo isso", afirmou Durigan ao g1. Consolidação de benefícios sociais ➡️Ao mesmo tempo, o ministro também avaliou que é importante continuar realizando reformas para cortar gastos obrigatórios, e citou uma proposta, já defendida pelo seu antecessor, Fernando Haddad, de revisão dos programas sociais. Estudo aponta que os principais benefícios sociais do país, juntos, vão custar cerca de R$ 550 bilhões em 2026, e que há registro de duplicidades e fraudes. Durigan afirmou ver com "bons olhos" a proposta de consolidação dos programas sociais. "Esse esforço tem que ser feito para racionalizar e dar eficiência para o gasto social. Isso é dinheiro público e tem que ser bem gasto. Essa é a minha posição (...) Nós precisamos olhar agora para a situação como o país reconhece a necessidade de benefício em razão do seu histórico de desigualdade e da pobreza persistente, estamos saindo da pobreza, estamos tirando as pessoas da fome. E é preciso racionalizar esse gasto. Para quê? Para que a gente abra espaço para investimento", acrescentou Durigan. Desindexação Questionado se seria possível a desindexação o salário-mínimo dos gastos previdenciários, ou os pisos em saúde e educação das receitas, propostas defendidas por analistas para uma melhora mais rápida das contas públicas, ele afirmou que esse é um debate para o futuro governo que assumir em 2027. "Nós estamos vivendo um momento eleitoral. Precisa ver o que vai ser a eleição e, depois da eleição, abrir quais são as propostas específicas", concluiu. LEIA TAMBÉM: Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: 'interferência nos preocupa' Durigan diz que PIX não prejudica americanos e defende 'racionalidade' em decisão dos EUA sobre tarifas
04/07/2026 07:00:36 +00:00
Economia do paradoxo: Noruega ficou rica com o petróleo e hoje lidera a transição para a energia limpa

Bandeira da Noruega Maarten Heerlien/@Maarten1979/Reprodução O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos países mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza. À primeira vista, essas duas realidades parecem difíceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis? Agora no g1 Petróleo na estratégia norueguesa Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o país está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural. ⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025. 🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental. É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatível com seus objetivos climáticos. Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros países. Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar. Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas. "À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês. Essa iniciativa, no entanto, também desperta questionamentos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo. No caso da Noruega, o organismo considera que o país conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas. Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar países a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo. Adversário do Brasil: Noruega tem participação na fundação do 1º time de futebol de NY Financiando a transição com a riqueza do petróleo Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações. Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo. No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante. Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável. A transição também foi facilitada por uma característica da matriz elétrica do país. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes. O resultado mais visível dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veículos elétricos. 🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefícios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo. Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública. Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustíveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos elétricos. Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municípios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar políticas de gestão de resíduos. E a própria indústria petrolífera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável às plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.
04/07/2026 07:00:34 +00:00
Copa do Mundo 2026: os 'astros virais' conseguirão transformar sucesso nas redes sociais em fortuna?

O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, já conta com mais de 17 milhões de seguidores no Instagram Reuters Foram necessários apenas 90 minutos para que Vozinha, o goleiro cabo-verdiano de 40 anos, passasse a ser uma sensação mundial, com mais seguidores no Instagram do que a lenda do futebol americano Tom Brady. O impressionante desempenho de Vozinha contra a Espanha, na fase de grupos da Copa do Mundo, levou sua seleção a empatar em 0x0 com uma das seleções favoritas do torneio — resultado comemorado como vitória pelos cabo-verdianos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A enorme surpresa fez com que os 50 mil seguidores do goleiro de Cabo Verde no Instagram disparassem para 17,5 milhões, superando atletas como Brady, com 15,5 milhões. Astros da Copa do Mundo como Vozinha têm a oportunidade de aproveitar sua recente fama nas redes sociais para gerar lucrativas oportunidades financeiras. Agora no g1 Mas, para o especialista em comunicação Mike Serazio, esta possibilidade pode ser efêmera. "É viral", explica ele. "Cresce muito rápido e cai com a mesma rapidez." A professora de redes sociais e comunicação digital Brooke Duffy, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, afirma que influenciadores com milhões de seguidores podem receber pagamentos que ultrapassam a casa dos seis dígitos. Sua presença de destaque nas redes sociais pode gerar parcerias com marcas e patrocinadores que pagam por postagens individuais. "Os seguidores são uma forma de moeda que é importante, atualmente", explica Duffy. "Mais seguidores costumam se traduzir em renda mais alta." Outro caminho para o estrelato Tim Payne, da Nova Zelândia, durante a partida contra a Bélgica na primeira fase da Copa 2026 EPA/Shutterstock via BBC Antes do início do torneio, o zagueiro Tim Payne, da Nova Zelândia, ganhou o apelido de "jogador menos conhecido" da Copa do Mundo, graças a um influenciador argentino. Valen Scarsini é conhecido na internet como "elscarso". Ele compartilhou um vídeo convocando centenas de milhares de seguidores a promover o perfil de Payne online. Payne se envolveu na campanha, postando mais e interagindo com o influenciador. E, em poucos dias, o jogador passou de cerca de 5 mil para perto de seis milhões de seguidores no Instagram — mais do que a própria população da Nova Zelândia, que é de pouco mais de 5,3 milhões de pessoas, como destaca o próprio jogador. Diferentemente do caso do cabo-verdiano Vozinha, a fama recente fama de Payne não se deveu ao seu desempenho no campo de jogo. Este é um fenômeno cada vez mais frequente no mundo esportivo, segundo Mike Serazio. Ele é professor do Boston College, nos Estados Unidos, e pesquisou as conexões entre a comunicação e o esporte. "Nós tivemos, nos últimos cinco a 10 anos, a ascensão de astros do esporte que são frutos de marketing, de seguidores nas redes sociais", explica ele. "Sua fama não é proporcional aos seus talentos esportivos." Serazio destaca que qualquer jogador que chega à seleção nacional do seu país tem grandes talentos. Mas, antigamente, os atletas precisavam estar entre os melhores para fazer comerciais na televisão ou aparecer em embalagens de produtos. "Você simplesmente não precisa da comunicação de massa como antigamente e os atletas compreendem isso", prossegue o professor. "Os atletas vão às redes sociais e as empregam com a ambição de cultivar seguidores, conseguir contratos com marcas, ganhar dinheiro e alavancar sua popularidade." A fama irá durar após a Copa? Serazio acredita que a viralização direciona os rumos da audiência esportiva. "O seu desempenho durante todo o jogo importa menos do que ter um momento único que funcione bem, que reverbere nos confins virais das redes sociais", explica ele. "O momento viral é uma moeda mais valiosa. Ele importa mais do que a partida em si." A questão é se um atleta que participa da Copa do Mundo e consegue milhões de novos admiradores pode transformar este sucesso em uma carreira além das quatro linhas do gramado. "Você tem ali uma janela de atenção", prossegue o professor. "Ninguém sabia quem era o goleiro de Cabo Verde... e acho que não saberão quem é ele depois que terminar a Copa do Mundo." "Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Mbappé, depois que se aposentarem, ainda conseguirão fazer contratos", segundo Serazio. Estes, segundo ele, não são "atletas que têm apenas um grande momento que pode alavancá-los além da sua carreira". Um exemplo de atleta que aproveitou com sucesso seu público nas redes sociais é a jogadora americana de rugby Ilona Maher. Sua popularidade disparou durante os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, na França. Maher tem seu próprio podcast, é embaixadora de marcas, serviu de modelo para a revista Sports Illustrated e ficou em segundo lugar na série de TV Dancing with the Stars. Maher também ganhou o Prêmio ESPY (o mais importante prêmio do esporte nos Estados Unidos), como Atleta Revelação de 2025. Para Duffy, existem oportunidades de carreira a longo prazo para os novos astros das redes sociais. Mas é difícil calcular exatamente o quanto de dinheiro eles podem ganhar com isso. Ela explica que o preço pago por postagens patrocinadas nas redes sociais não tem padrões tão rígidos quanto nos meios de comunicação tradicionais, como os comerciais na televisão. "Existem muito poucas indicações sobre o que seria uma renda razoável", prossegue a professora. "São indivíduos cujas carreiras, até agora, estiveram atreladas ao futebol. Por isso, é curioso imaginar como eles enfrentarão a variabilidade de um ecossistema nebuloso como a economia dos meios digitais." O capital cultural desses astros virais da Copa do Mundo, agora, está no seu ponto mais alto. Mas o que isso significa para o futuro dos jogadores poderá depender de como eles conseguirão manter seus novos admiradores engajados após o fim do torneio.
04/07/2026 06:00:35 +00:00
Copa do Mundo: o que acontece se o trabalhador abandonar o posto para assistir ao jogo? Veja o que diz a lei

Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 aumentou a expectativa dos torcedores. Se chegar à final, a equipe comandada por Carlo Ancelotti disputará mais quatro partidas até a decisão do título. O próximo será no domingo (5), às 17h, contra a Noruega. Mas outros dois estão marcados para dias úteis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo nos jogos aos domingos — dia de folga para parte dos trabalhadores —, muitos profissionais seguirão em serviço, como os que atuam em hospitais, aeroportos, transporte público, segurança e outros setores essenciais. A legislação trabalhista não garante ao empregado o direito de deixar o trabalho para acompanhar a partida. Os jogos não são considerados feriados. Por isso, os trabalhadores escalados devem cumprir a jornada normalmente, salvo quando houver liberação da empresa, acordo prévio ou previsão em convenção ou acordo coletivo. (veja como funciona) Nos casos de trabalho aos domingos, a remuneração e a eventual folga compensatória seguem as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, principalmente, o que estiver previsto em convenções ou acordos coletivos da categoria. Se o domingo já fizer parte da escala regular e o descanso semanal for concedido em outro dia, não há pagamento em dobro apenas por se tratar de um domingo, diferentemente do que ocorre em alguns feriados. (veja como funciona nesses casos) Caso decida liberar os empregados para acompanhar a partida, a empresa poderá adotar formas de compensação da jornada, desde que respeite a legislação e as normas coletivas aplicáveis. Em outras palavras, essa liberação depende da decisão do empregador e não é um direito garantido ao trabalhador. Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo Marcelo Brandt/G1 O que acontece com quem abandonar o trabalho? Segundo a advogada trabalhista Malu Vieira Xavier, sócia do escritório A.C. Burlamaqui Advocacia, o empregado que abandonar o posto sem autorização para assistir ao jogo poderá sofrer penalidades disciplinares, como advertência ou suspensão. Em situações mais graves, a conduta também pode resultar em demissão por justa causa. No entanto, a especialista ressalta que essa é a penalidade mais severa prevista na legislação trabalhista e depende da análise das circunstâncias de cada caso. "Uma conduta isolada dificilmente justifica a justa causa. São avaliados fatores como a gravidade da infração, eventual reincidência e os prejuízos causados à empresa", afirma Malu. A situação tende a ser considerada mais grave em atividades essenciais ou de funcionamento contínuo, como hospitais, aeroportos, transporte público, segurança, fornecimento de energia e serviços de emergência. Nesses casos, o abandono do posto pode comprometer o atendimento à população ou a continuidade da operação. A advogada destaca que o trabalhador tem o dever de cumprir a jornada para a qual foi escalado. Já a empresa pode flexibilizar horários, organizar revezamentos ou liberar parte da equipe para acompanhar a partida, caso considere essa alternativa viável. Por isso, a recomendação é que qualquer alteração na jornada seja negociada previamente com o empregador. O trabalhador, por sua vez, deve evitar se ausentar sem autorização. Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Reuters/Sam Navarro
04/07/2026 06:00:32 +00:00
Robô chinês hiper-realista promete fazer companhia a quem se sente só

Robôs humanoides são exibidos durante o lançamento do robô humanoide U1, produzido pela UWORLD, uma marca da UBTECH Robotics, em Shenzhen, na província de Guangdong, na China, em 30 de junho de 2026. Adek Berry/AFP A empresa chinesa UBTech apresentou novos androides de aparência hiper-realista, com pele macia e voz suave, projetados para ajudar a combater a solidão. A companhia oferece "companheiros emocionais" a partir de 119.800 yuans (R$ 91 mil), equipados com inteligência artificial e capazes de permanecer na sala de casa ouvindo os problemas dos usuários 24 horas por dia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, o U1 é "o primeiro robô humanoide em tamanho real do mundo com aparência ultrarrealista". A apresentação, realizada em Shenzhen, no sul da China, teve clima de ficção científica e contou com a participação do DJ norueguês Alan Walker. Agora no g1 O humanoide promete "amor eterno", afirmou à AFP Michael Tam, diretor-geral da UWorld, marca da UBTech responsável pelo projeto. O robô é destinado principalmente a pessoas solteiras — cerca de 120 milhões na China — e a pessoas com mais de 60 anos, grupo que soma 320 milhões, segundo Tam. Com autonomia de até quatro horas, o U1 oferece palavras de conforto quando detecta sinais de fadiga ou estresse e, com o tempo, aprende mais sobre o usuário. O robô também pode identificar problemas de saúde, lembrar os horários dos medicamentos e dar conselhos sobre vestuário. Versões para todos os gostos Uma mulher toca o rosto de um robô humanoide durante o lançamento do robô humanoide U1, produzido pela UWORLD, uma marca da UBTECH Robotics, em Shenzhen, na província de Guangdong, na China, em 30 de junho de 2026. Adek Berry/AFP O robô consegue mover a cabeça, os olhos e a boca, mas não limpa a casa, cozinha nem passa roupa. Suas capacidades também não se estendem ao quarto. Segundo a UBTech, ele não foi concebido, "por enquanto", para oferecer relações íntimas. Há versões feminina (1,68 metro) e masculina (1,83 metro), com diferentes estilos visuais. O humanoide também pode ser personalizado para se parecer com um ente querido, uma celebridade ou um personagem fictício. Os preços começam em 119.800 yuans (R$ 91 mil) e podem chegar a 990.000 yuans (R$ 753 mil) na versão mais sofisticada. Esse tipo de produto é alvo de críticas por estimular a dependência emocional e levantar preocupações com a privacidade. A UBTech, porém, afirma que os dados são criptografados e não serão usados para treinar modelos de IA. Na China, os robôs estão presentes tanto nas fábricas quanto em espaços públicos e contam com ampla aceitação social, em contraste com o maior ceticismo observado no Ocidente. Segundo o banco Barclays, a China lidera o desenvolvimento de robôs humanoides e respondia por 85% dos equipamentos instalados no mundo em 2025. Somente no ano passado, mais de 140 empresas chinesas lançaram mais de 330 modelos de robôs humanoides, de acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A robótica é uma prioridade estratégica para Pequim em seu plano quinquenal de 2026 a 2030. Segundo estudo do Morgan Stanley, o mercado chinês de robôs humanoides pode atingir US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões) neste ano e US$ 15 bilhões (R$ 77,6 bilhões) em 2030. Fundada em 2012, a UBTech também desenvolve robôs industriais e, com o U1, busca conquistar espaço no mercado de humanoides voltados ao grande público, segmento que, até agora, tem se mostrado pouco rentável. Robôs humanoides são exibidos durante o lançamento do robô humanoide U1, produzido pela UWORLD, marca da UBTECH Robotics, em Shenzhen, na província de Guangdong, na China, em 30 de junho de 2026. Adek Berry/AFP
04/07/2026 05:00:37 +00:00
Quitar logo o financiamento do imóvel parece o certo, mas a matemática pode mostrar o contrário; entenda
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Ao receber uma quantia extra, muita gente fica na dúvida: usar o dinheiro para amortizar o financiamento da casa ou aplicá-lo? A resposta passa pelo custo de oportunidade — isto é, por descobrir qual dos caminhos traz o maior ganho financeiro. Nessa conta entram os juros do financiamento, o retorno do investimento e ainda os impostos, a inflação e os riscos envolvidos. Quando o rendimento líquido da aplicação fica acima do custo da dívida, investir tende a compensar mais. Segundo especialistas, amortizar costuma ser o caminho mais indicado quando os juros estão altos ou o orçamento anda apertado. Investir, por outro lado, faz mais sentido para quem já montou uma reserva de emergência, tem juros baixos a pagar e consegue um retorno maior do que o custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
04/07/2026 05:00:20 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 33 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.027 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 33 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (4), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (2), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
04/07/2026 03:00:49 +00:00
Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70%

O governo federal lançou nesta sexta-feira (3) o Desenrola MEI, programa voltado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) inscritos na Dívida Ativa da União. O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Segundo o governo, cerca de 3,5 milhões de MEIs têm débitos inscritos na Dívida Ativa, que somam R$ 12,4 bilhões. O valor médio das dívidas é de aproximadamente R$ 4 mil. O programa atenderá empreendedores com débitos de até R$ 20 mil. 🔎A iniciativa prevê descontos de até 70% sobre juros e multas, parcelamento em até 145 meses e prestação mínima de R$ 25. Agora no g1 Expectativa de recuperar R$ 1,2 bi A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi, afirmou que a medida não terá impacto fiscal para a União, já que as dívidas contempladas são consideradas de difícil recuperação. A expectativa do governo é recuperar cerca de R$ 1,2 bilhão por meio das renegociações. “Não são só dívidas decorrentes do MEI. Um CNPJ pode ter uma dívida, por exemplo, com a Secretaria do Patrimônio da União, que está inscrita em dívida ativa. Essa dívida também entra no programa de regularização. É um programa de transação tributária customizado para sustentabilidade do pagamento e para a saúde financeira desses MEIs e que fecha o ciclo de estímulo a novos créditos”, disse. Além da renegociação, o governo anunciou uma proposta para ampliar o limite de faturamento anual do MEI. O projeto de lei complementar, enviado ao Congresso Nacional nesta semana, prevê elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também autoriza a contratação de até dois empregados, ante o limite atual de um. Leia também: Especialistas veem MEI com custo elevado e recomendam reduzir benefício; governo quer ampliar limite e contratações Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, o teto de faturamento não é reajustado desde 2018 e, se tivesse sido corrigido pela inflação do período, estaria em torno de R$ 128 mil. “Os efeitos econômicos são terríveis, porque esse empreendedor passa a ser inadimplente, fica com a sua margem de lucro apertada, vai para a renda informal, o que atrapalha o desenvolvimento dos negócios. Ou ele promove mecanismos que são indesejados pelo governo brasileiro, como o crescimento do lado, abre uma outra MEI”, afirmou. O governo também anunciou a ampliação do Contrata+Brasil, plataforma que conecta órgãos públicos a microempreendedores para prestação de serviços. O número de atividades econômicas aptas a participar passará de 107 para 141 Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs), com a inclusão de segmentos como alimentação, fotografia, produção cultural, organização de eventos e estética.
03/07/2026 20:15:58 +00:00
'Brasil' vira 'sutiã' no ranking da Fifa traduzido para o português; entenda

Por que ‘Brasil’ virou ‘sutiã’ no ranking da Fifa traduzido para o português? Alguns usuários notaram que a sigla do Brasil (BRA) é traduzida como "sutiã" no ranking da Copa no site da Fifa. (Veja na imagem abaixo). A página do ranking de seleções no celular mostra o nome dos países abreviados (a França é exibida como FRA, e a Argentina, como ARG, por exemplo). No caso do Brasil, o site exibiu "BRA", que literalmente significa "sutiã" em inglês. O erro foi identificado em um celular com tradução automática, e o g1 conseguiu reproduzi-lo em mais de um aparelho ao ativar o recurso de tradução manualmente. Alguns usuários notaram que a sigla do Brasil (BRA) é traduzida como "sutiã" no ranking da Copa no site da FIFA. Reprodução Não é a primeira vez que o Brasil acaba sendo vítima de um erro virtual. Em uma pesquisa sobre jogo do país, a seção do Google chamada de "Visão Geral Criada por IA" afirmou que a equipe tinha sido eliminada pelo Japão com o placar de 1 a 0. (veja a imagem ao final). A informação incorreta foi identificada pelo g1 cerca de 8 minutos após Gabriel Martinelli fazer o segundo gol do Brasil e 46 minutos depois de Casemiro empatar a partida. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final. IA do Google mostrou Brasil eliminado pelo Japão antes do fim do jogo Reprodução Leia também: Brasileiro assume comando de nova divisão de inteligência artificial da Microsoft; saiba quem é AGU notifica Google no Brasil sobre perfis no YouTube que promovem apostas ilegais WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
03/07/2026 19:38:17 +00:00
Brasileiro assume comando de nova divisão de inteligência artificial da Microsoft; saiba quem é

Microsoft entra em disputa na Justiça contra uso de IA na guerra nos EUA A nova unidade de negócios da Microsoft voltada ao uso de inteligência artificial (IA) para empresas será comandada por um brasileiro, o executivo Rodrigo Kede Lima. Chamada Microsoft Frontier Company, a divisão foi criada, segundo a Microsoft, para ajudar empresas a incorporar inteligência artificial em suas operações e desenvolver novas aplicações para os negócios. O executivo iniciou a carreira na IBM, passou pela Suzano e, mais recentemente, presidiu as operações da Microsoft na Ásia. Agora, assume o comando global da Microsoft Frontier Company. Com mais de 30 anos de experiência no setor de tecnologia, Lima passará a liderar os esforços da Microsoft para ampliar o uso da inteligência artificial entre empresas. O executivo, que integra a companhia desde 2020, terá a missão de liderar projetos voltados à aplicação da tecnologia em diferentes setores, como operações, desenvolvimento de produtos e atendimento ao cliente. "Em sua essência, a Microsoft Frontier Company ajudará os clientes a impulsionar resultados de negócios reais, incorporar a IA aos seus processos", disse. No Brasil, a Microsoft anunciou no ano passado um plano de investimento de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial ao longo de três anos. Parte dos recursos será destinada à expansão de centros de dados (datacenters), estruturas que armazenam e processam dados e dão suporte a serviços digitais e aplicações de IA. Além disso, a companhia afirma ter a meta de capacitar cerca de 5 milhões de brasileiros em habilidades relacionadas à inteligência artificial. Presente no Brasil desde 1989, a Microsoft conta atualmente com mais de 1,3 mil funcionários no país e mantém uma rede de aproximadamente 25 mil empresas parceiras e revendedoras. Rodrigo Kede Lima, novo presidente da Microsoft Frontier Company Divulgação/Microsoft O que é a Microsoft Frontier Company e como ela vai atuar? Criada pela Microsoft para ampliar a adoção de inteligência artificial entre empresas, a Microsoft Frontier Company contará com um investimento de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,9 bilhões) e reunirá cerca de 6 mil profissionais de áreas como engenharia, tecnologia e diferentes setores da economia. Segundo a Microsoft, a divisão terá foco no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial para aplicações específicas dentro das empresas. A expectativa é que esses sistemas possam automatizar tarefas, apoiar a tomada de decisões e aumentar a eficiência operacional. De acordo com Judson Althoff, presidente da divisão comercial da Microsoft, empresas como LSEG, Land O'Lakes, Unilever e Novo Nordisk já participam de projetos desenvolvidos dentro dessa estratégia de expansão da inteligência artificial.
03/07/2026 18:59:57 +00:00
Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, aumento de 66% em relação ao ano passado

A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (3). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O resultado é 66% maior do que o saldo do mesmo mês do ano passado (superávit de US$ 5,9 bilhões). Agora no g1 💵 Segundo o governo, em junho: As exportações somaram US$ 36,3 bilhões, com alta de 24,9% na média por dia útil; As importações somaram US$ 26,5 bilhões, com alta de 14,4% na média por dia útil. Segundo o Mdic, o valor exportado em junho é o maior já registrado na história e superou a marca de qualquer outro mês. Já as importações tiveram o melhor resultado da série para meses de junho. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 42,4 bilhões, com alta de 40,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 30,2 bilhões). De janeiro a junho, as exportações somaram US$ 184,8 bilhões, com alta de 11,5% na média por dia útil. Já as importações somaram US$ 142,4 bilhões, com alta de 5,1% na média por dia útil. Expectativa para o ano O governo atualizou as projeções da balança comercial para o ano. A estimativa é que o superávit seja de US$ 90 bilhões, o segundo melhor da história. As exportações, segundo a perspectiva do governo, deverão somar US$ 394,4 bilhões. Já as importações, US$ 304,4 bilhões. Estados Unidos As exportações para os Estados Unidos aumentaram 3,7% em junho na comparação com o ano passado, passando de US$ 3,34 bilhões para US$ 3,47 bilhões. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Nos últimos meses, as vendas para o mercado norte americano registravam queda. O governo de Donald Trump ameaça o Brasil com mais tarifas. O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (1º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Segundo o Mdic, o aumento das exportações em junho se explica pela maior venda de petróleo bruto, aeronaves, combustíveis. O preço de alguns desses produtos, como combustíveis, subiu por causa do impacto da guerra no Oriente Médio. Exportações em junho Os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China - US$ 12, 2 bilhões União Europeia - US$ 4,8 bilhões Estados Unidos - US$ 3,4 bilhões ASEAN - US$ 2,2 bilhões Oriente Médio - US$ 1,3 bilhões África - US$ 1,2 bilhões Canadá - US$ 647 milhões México - US$ 821mihões Mercosul - US$ 2,1 bilhões América Central e Caribe - US$ 634 milhões
03/07/2026 18:41:56 +00:00
AGU notifica Google no Brasil sobre perfis no YouTube que promovem apostas ilegais

Logo do YouTube REUTERS/Lucy Nicholson A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (3) que notificou extrajudicialmente o Google no Brasil, pedindo a remoção imediata de perfis no YouTube que promovem e facilitam a criação de plataformas de apostas não autorizadas a operar no país. A medida, afirmou a AGU em comunicado, busca "combater a afronta à legislação nacional e garantir o cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF)". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A notificação, feita por intermédio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), é referente a tutoriais sobre "como criar uma plataforma de cassino" e estratégias de marketing para o "jogo do bicho online", afirma a AGU. O órgão acrescentou que os vídeos foram publicados no YouTube e identificados a partir de apuração feita pela Agência Lupa. Agora no g1 Segundo os advogados da União, os perfis se intitulam como de empresas de marketing digital, mas propagam livremente o jogo não regulado e estimulam práticas que configuram contravenção penal. Na notificação, a AGU alerta que a circulação sistemática desses materiais representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção dos consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. "A omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma", acrescentou. Procurado pela Reuters no Brasil, o Google não respondeu de imediato. Leia também: Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
03/07/2026 18:40:24 +00:00
Durigan diz que PIX não prejudica americanos e defende 'racionalidade' em decisão dos EUA sobre tarifas

O ministro Dario Durigan em entrevista ao g1 Reprodução/TV Globo O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu em entrevista exclusiva ao g1 nesta sexta-feira (3) que prevaleça a racionalidade na decisão dos Estados Unidos sobre a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias brasileiras. O Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) conduziu investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e concluiu que práticas adotadas pelo Brasil "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. "São argumentos que, quando colocados, o Brasil tem razão. Então, eu espero que prevaleça a racionalidade, prevaleça o argumento técnico e essas tarifas não fiquem de pé em relação ao Brasil", disse o ministro. O relatório final do USTR listou, em áreas, as preocupações do governo de Donald Trump em relação ao Brasil: comércio digital e serviços de pagamento (PIX); regulação de redes sociais; tarifas preferenciais desleais; desmatamento ilegal; acesso ao mercado de etanol; e proteção da propriedade intelectual. O texto afirma que o Banco Central (BC) favorece o PIX, em detrimento de sistemas de pagamentos americanos. O USTR critica ainda o fato de o BC atuar ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. "O argumento de que o PIX prejudica atores norte-americanos não faz nenhum sentido. (...) O PIX é um meio de pagamento, é uma infraestrutura que o Brasil desenvolveu a várias mãos, há muito tempo, e que é oferecida universalmente. Qualquer empresa, qualquer pessoa que atue no Brasil tem acesso ao PIX", afirmou Durigan. A nova taxa ainda não está valendo. Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas entrem em vigor. Na última quinta-feira (2), o governo brasileiro apresentou a defesa formal do país ao Estados Unidos. O documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, também foi dividido em áreas temáticas. Desde a divulgação o relatório do USTR, autoridades brasileiras e americanas têm feito reuniões de trabalho. No encontro virtual mais recente, o governo propôs um "mapa do caminho", ampliando as garantias de que as práticas adotadas pelo Brasil são legítimas e não são prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos. "Quando a gente olha para a Seção 301, que são acusações específicas, o que me parece é que eles estão desatualizados. Acho que eles estão achando que estão falando ainda com o governo anterior. Eles dizem: "o desmatamento no Brasil é alto". Não. Está desatualizada essa informação. Quando passava a boiada e o desmatamento era alto, era no governo anterior. Agora, nós estamos com mínima de desmatamento na Amazônia, na Mata Atlântica". LEIA TAMBÉM: Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: 'interferência nos preocupa' Brasil nega que PIX ameace empresas americanas
03/07/2026 18:16:56 +00:00
'Parecemos crianças e palhaços': Verstappen detona desfile da Fórmula 1 com carros de Lego

Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego Max Verstappen, piloto holandês da Red Bull, criticou a decisão da Fórmula 1 de colocar os competidores em carros feitos com peças de Lego durante o desfile antes do Grande Prêmio da Inglaterra, neste domingo. Para o tetracampeão mundial, a iniciativa pode fazer com que os pilotos pareçam "crianças e palhaços". O holandês disse à emissora Viaplay que prefere o formato tradicional, em que os pilotos dão uma volta pelo circuito em um caminhão aberto, acenam para o público e concedem entrevistas à TV. "Prefiro brincar de Lego em casa, com as crianças. Não aqui, para ser sincero", afirmou. "Prefiro ficar em cima de um caminhão, com todo mundo junto. Acho que é mais divertido e também passa uma imagem mais profissional." Na quinta-feira (2), a Fórmula 1 e a Lego anunciaram que os 22 pilotos vão percorrer o circuito de Silverstone antes da corrida em pequenos carros montados com milhares de peças da marca. Agora no g1 Leia mais: Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos Uma ação semelhante foi realizada no Grande Prêmio de Miami no ano passado. Na ocasião, os pilotos dividiram carros de dois lugares, houve pequenas colisões entre eles e várias peças ficaram espalhadas pela pista. "No fim das contas, somos pilotos de Fórmula 1. Acho que não devemos parecer crianças e palhaços tentando bater uns nos outros", disse Verstappen. "Não acho que seja disso que a Fórmula 1 precisa, mas fazer o quê." Emily Prazer, diretora comercial da Fórmula 1, afirmou que a ação vai mostrar um lado diferente da categoria e "criar um espetáculo incrível para os fãs". Max Verstappen na quinta feira (2) antes do GP de Silverstone de 2026 REUTERS/Andrew Boyers
03/07/2026 17:50:51 +00:00
Como montar uma horta em casa

Especialistas dão dicas de como cultivar uma horta em casa Reprodução/TV Globo Quem quer cultivar hortaliças em casa pode contar com um guia gratuito da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que reúne orientações para implantar uma horta mesmo em pequenos espaços. A publicação explica os principais fatores que influenciam o desenvolvimento das plantas, como a quantidade de horas de sol, o tipo de solo e a adubação. Segundo a Embrapa, escolher corretamente o local onde a horta será instalada é uma das etapas mais importantes para o sucesso do cultivo. Além disso, a cartilha traz dicas para selecionar as hortaliças mais adequadas ao espaço disponível e orientações sobre o plantio e os cuidados necessários ao longo do cultivo. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos
03/07/2026 16:09:06 +00:00
Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: 'interferência nos preocupa'
Ministro da Fazenda diz que 'interferência' dos EUA preocupa governo O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feita (3) em entrevista exclusiva ao g1 que os alvos das sanções aplicadas pelos Estados Unidos por suposta ligação com facções criminosas já estavam sendo investigados no Brasil "há um tempo" e que a "interferência" da gestão de Donald Trump preocupa. A Polícia Federal (PF) fez hoje uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Ao todo, a PF expediu 11 mandados de prisão temporária. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que na última quarta-feira (1º) foi sancionada pelos EUA por suposto vículo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções do governo americano, está entre os procurados pela PF, mas está foragido. "Essas empresas já estavam sendo investigadas no Brasil, pela Polícia Federal, pela Receita [Federal]. A gente já sabia, não tem novidade. Hoje mesmo a polícia faz uma operação, quer dizer que a investigação já estava em curso há um tempo", disse Durigan. Essa foi a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelos EUA contra alvos que acreditam ter relação com facções criminosas após classificá-las como grupos terroristas internacionais, em junho. "Essas organizações são, de fato, muito ruins e causam terror social no Brasil. E aí, o que a gente fica com dúvida, tanto nós, quanto a população brasileira, é o que será feito com isso. E esse espaço de ataque, esse espaço de interferência dos Estados Unidos no Brasil, sem que a gente saiba exatamente o que se pretende com isso, é o que nos preocupa", afirmou o ministro da Fazenda. De acordo com o ministro, o Brasil está aberto a fornecer informações sobre indivíduos suspeitos de envolvimento com as facções criminosas, mas espera, em contrapartida, que os Estados Unidos forneçam informações aos investigadores brasileiros. "Nesses casos de agora, especificamente, houve troca de informações. A própria autoridade brasileira informou ao governo dos Estados Unidos o que se passava aqui. A gente que já estava investigando e punindo essas pessoas e essas empresas", declarou o ministro. LEIA TAMBÉM: O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro
03/07/2026 16:09:03 +00:00
Governo brasileiro altera regras de exportação de carnes para União Europeia e tenta evitar embargo

Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni O Ministério da Agricultura alterou regras para exportação de carne e derivados para atender às exigências da União Europeia em relação ao uso de antimicrobianos, segundo a agência de notícias Reuters. A medida busca evitar a suspensão dos embarques para o bloco a partir de 3 de setembro. A União Europeia ameaçou interromper algumas importações do Brasil caso o país não cumpra as regras que proíbem o uso de antimicrobianos. ➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Nas novas normas, os frigoríficos autorizados a exportar para o bloco devem implementar controles auditáveis ​​que comprovem a conformidade com as regras europeias, segundo uma circular do ministério datada de 1º de julho obtida pela Reuters. Os controles devem garantir a rastreabilidade de materiais e animais, bem como manter evidências da elegibilidade dos lotes destinados à UE. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) não quis comentar a medida, enquanto a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Brasil deixado de fora O Brasil foi removido de uma lista, divulgada em maio, de países autorizados a exportar carne para a União Europeia devido a preocupações com o uso de antimicrobianos. A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. As exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, e as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão. O Brasil corre o risco de perder o acesso para exportar carne bovina, carne de aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas. Para atender à nova exigência, o Ministério da Agricultura publicou, em 29 de maio, uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos. A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu. ➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos. Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias. Leia também: Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
03/07/2026 15:46:30 +00:00
Neymar, Endrick e mais: veja quanto custa atualizar o álbum da Copa com as novas figurinhas

Neymar Jr. e Endrick estão no kit de atualização de figurinhas da Copa do Mundo. Divulgação/Panini A Panini anunciou o lançamento do kit de atualização para o álbum da Copa do Mundo 2026. Com um total de 120 cromos, o pacote inclui 118 jogadores que ficaram de fora da coleção original e duas novas figurinhas. Entre os jogadores brasileiros que entraram no kit de atualização estão Neymar Jr., Endrick, Weverton, Igor Thiago, Weverton e Alex Sandro. Outros nomes do futebol internacional, como o alemão Manuel Neuer, o espanhol Cubarsí e o inglês Noni Madueke também estão presentes. Quanto custa o kit de atualização? Segundo a Panini, o kit de atualização conta com as 120 novas figurinhas inclusas e está em pré-venda por R$ 119,90 no site oficial da Panini. A expectativa é que o pacote esteja disponível em breve nas principais bancas, lojas, livrarias e Panini Points. Agora no g1 LEIA MAIS Copa do Mundo 2026: como identificar figurinhas falsas do álbum? Álbum da Copa: veja apps para organizar a coleção de figurinhas e ajudar a completar Figurinhas e álbuns da Copa lideram reclamações no Procon-SP; veja cuidados para evitar golpes O que é uma figurinha rara, e qual a chance de achá-la? Álbum da Copa guarda mistério sobre as 'legends' Veja a lista completa de jogadores no kit de atualização: África do Sul Ime Okon Jayden Adams Themba Zwane Relebohile Mokofeng Alemanha Manuel Neuer Malick Thiaw Aleksandar Pavlović Angelo Stiller Deniz Undav Argélia Luca Zidane Rafik Belghali Ibrahim Maza Farès Ghedjemis Adil Boulbina Árabia Saudita Abdudelah Al-Amri Ali Majrashi Mohamed Kanno Sultan Mandash Argentina Giovani Lo Celso Austrália Paul Izzo Jason Geria Paul Okon-Engstler Ajdin Hrustic Nishan Velupillay Bélgica Dodi Lukébakio Brasil Alex Sandro Endrick Neymar Jr. Igor Thiago Weverton Cabo Verde ● Laros Duarte ● Nuno da Costa Canadá Joel Waterman Alfie Jones Coréia do Sul Taehyeon Kim Moonhwan Kim Costa do Marfim Guéla Doué Elye Wahi Nicolas Pépé Croácia Nikola Vlašić Igor Matanović Equador Anthony Valencia Escócia Nathan Patterson Egito Mohamed Abdelmonem Mahmoud Saber Haissem Hassan Ibrahim Adel Espanha Pau Cubarsí Alejandro Grimaldo Marcos Llorente Yeremy Pino EUA Gio Reyna Sebastian Berhalter França N’Golo Kanté Rayan Cherki Marcus Thuram Gana Benjamin Asare Jonas Adjetey Kojo Peprah Oppong Kwasi Sibo Christopher Bonsu Baah Ernest Nuamah Brandon Thomas-Asante Prince Adu Haiti Wilguens Paugain Wilson Isidor Holanda Quinten Timber Noa Lang Inglaterra Nico O’Reilly Eberechi Eze Noni Madueke Irã Arya Yousefi Ali Nemati Amirmohammad Razzaghinia Ali Alipour Amirhossein Hosseinzadeh Iraque Kevin Yakob Japão Hiroki Ito Wataru Endo Yuito Suzuki Daizen Maeda Jordânia Odeh Fakhoury Marrocos Issa Diop Anass Salah-Eddine Chadi Riad Neil El Aynaoui Chemsdine Talbi México Guillermo Ochoa Érik Lira Álvaro Fidalgo Brian Gutiérrez Gilberto Mora Armando González Noruega Jens Petter Hauge Paraguai Braian Ojeda Álex Arce Qatar Ayoub Aloui Jassem Gaber Mohammed Muntari Senegal Ibrahim Mbaye Suécia Carl Starfelt Besfort Zeneli Alexander Bernhardsson Benjamin Nygren Tchéquia Vladimír Darida David Douděra Mojmír Chytil Tunísia Abdelmouhib Chamakh Omar Rekik Anis Ben Slimane Rani Khedira Mohamed Belhadj Mahmoud Mortadha Ben Ouanes Sebastian Tounekti Uruguai Matías Viña Uzbequistão Jakhongir Urozov Akmal Mozgovoy Azizjon Ganiev Panini lança kit de atualização de figurinhas para o álbum da Copa. Divulgação/Panini
03/07/2026 15:01:22 +00:00
Exportações de petróleo do Golfo Pérsico se recuperam em junho, mas seguem 40% abaixo do pré-guerra

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 Reuters As exportações de petróleo no Golfo Pérsico aumentaram em mais de 3 milhões de barris por dia em junho na comparação com maio, ultrapassando a marca de 10 milhões de barris diários, segundo empresas globais de análise de cargas. As vendas internacionais da commodity, no entanto, ainda estão 40% abaixo dos níveis registrados antes do conflito. Os Emirados Árabes Unidos lideraram a recuperação das exportações, permitindo que milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos no Golfo chegassem aos mercados internacionais. Isso possibilitou que os produtores elevassem a oferta e contribuíssem para a queda dos preços da commodity aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio. 🔎 O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pela rota. Segundo a Kpler, as exportações combinadas de petróleo bruto e condensado da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Iraque e do Irã cresceram mais de 3,5 milhões de barris por dia em relação a maio, alcançando 10,07 milhões de barris diários. Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde Agora no g1 A Vortexa, outra empresa especializada em análise de cargas, estimou os embarques de junho em 10,2 milhões de barris por dia — acima dos 7 milhões registrados em maio, mas ainda bem abaixo dos 16,5 milhões de barris diários observados um ano antes. A melhora nas vendas de petróleo é um reflexo direto do acordo preliminar assinado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O tratado ajudou a interromper o conflito e a restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo Johannes Rauball, analista da Kpler, ainda restam cerca de 23 milhões de barris para transitar pelo estreito. Ele acrescentou que o petróleo armazenado temporariamente em navios na região atingiu um pico de 96 milhões de barris no fim de abril. Emirados Árabes lideram recuperação das exportações Dados da Kpler, da Vortexa e da LSEG mostram que as exportações dos Emirados Árabes Unidos atingiram um recorde de 3,7 milhões a 3,8 milhões de barris por dia em junho — mais de 1 milhão de barris acima do volume registrado em maio. Segundo a empresa de serviços e análise do transporte marítimo BRS, 98 petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz entre 22 e 28 de junho — cerca de 14 por dia, o maior número desde o início do conflito. O volume incluiu 47 petroleiros carregados deixando o Golfo e 41 embarcações vazias entrando na região, sinalizando maior disposição das empresas de transporte marítimo para operar na área. As exportações de petróleo bruto da Arábia Saudita aumentaram 768 mil barris por dia em junho, alcançando 4,52 milhões de barris diários, segundo a Kpler. Na semana passada, os embarques chegaram a uma média de 6,3 milhões de barris por dia, patamar próximo ao de janeiro, impulsionados pelo aumento dos carregamentos no terminal de Ras Tanura. Durante o conflito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos desviaram parte das exportações por oleodutos que contornam o Estreito de Ormuz, uma alternativa praticamente indisponível para Iraque e Kuwait. A estatal emiradense ADNOC também recorreu ao transporte por navios-tanque para ajudar a manter os embarques. As exportações do Iraque e do Kuwait se recuperaram para cerca de 800 mil barris por dia cada, segundo a Vortexa. O Kuwait aumentou significativamente sua produção em junho para 1,65 milhão de barris por dia, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. Já o Irã elevou suas exportações em mais de 70%, para 640 mil barris diários, beneficiado pelo relaxamento das restrições impostas pelos Estados Unidos, informou a Vortexa.
03/07/2026 13:50:59 +00:00
Dataprev publica edital de concurso com 1,8 mil vagas e salários de até R$ 10,6 mil

Concurso da Dataprev abre 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou nesta sexta-feira (3) o edital do seu novo concurso público. Ao todo, são ofertadas 212 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva com 1.611 oportunidades, totalizando 1.823 vagas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO As vagas são destinadas a candidatos com nível superior em áreas como Arquitetura, Administração, Tecnologia da Informação, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis, Comunicação Social, entre outras. A remuneração inicial varia conforme o cargo e a jornada de trabalho. (veja na tabela abaixo a distribuição de vagas) Analista de Tecnologia da Informação (várias especialidades): jornada de 40 horas semanais e remuneração inicial de R$ 10.685,44. Analista de Processamento: jornada de 30 horas semanais e remuneração inicial de R$ 8.273,94. Agora no g1 Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito aos seguintes benefícios, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e os normativos internos da empresa: Ticket alimentação/refeição de R$ 1.357,20; Auxílio pré-escolar ou escolar de até R$ 1.758,35 para filhos; Auxílio para tratamento especializado de até R$ 1.230,00 para filhos com deficiência; Assistência à saúde, por meio de reembolso, conforme regras específicas; Previdência complementar, por meio da Prevdata; Participação nos Lucros e Resultados (PLR); Gratificação variável por resultado; Seguro de vida em grupo; Possibilidade de progressão na carreira. As vagas e o cadastro de reserva estão distribuídos entre diversas localidades, incluindo rasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Florianópolis (SC), conforme o perfil do cargo. Do total de vagas, 25% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), 5% para pessoas com deficiência, 3% para candidatos indígenas e 2% para candidatos quilombolas. Os interessados poderão se inscrever das 16h do dia 6 de julho até as 16h do dia 6 de agosto, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 110. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar isenção da taxa, conforme o cronograma previsto no edital. Conforme o edital, o processo seletivo será composto pelas seguintes etapas: Prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos; Procedimento de heteroidentificação e avaliação biopsicossocial para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas para negros (pretos e pardos), quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência. As provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal no dia 11 de outubro, das 13h às 17h (horário de Brasília). Os portões serão fechados, impreterivelmente, às 12h30. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a capital onde realizará a prova. Para todos os cargos e perfis, a prova objetiva será composta por 70 questões, sendo: 40 de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Atualidades e Inteligência Artificial e Legislação de Segurança da Informação); 30 de Conhecimentos Específicos. O concurso terá validade de dois anos, contados da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. As contratações ocorrerão após a homologação do resultado final e respeitarão o término da vigência do concurso anterior, realizado em 2024, que permanece válido até 13 de janeiro de 2027. Cronograma do concurso Inscrições: de 6 de julho a 6 de agosto; Pedido de isenção da taxa: de 6 a 8 de julho; Pagamento da taxa de inscrição: até 7 de agosto; Prova objetiva: 11 de outubro de 2026, das 13h às 17h (horário de Brasília); Recursos contra o gabarito preliminar: em até dois dias úteis após a divulgação do gabarito preliminar; Divulgação da imagem do cartão de respostas: após o resultado da prova objetiva, permanecendo disponível por 15 dias corridos após a divulgação do resultado final; Convocação para avaliação biopsicossocial e heteroidentificação: 11 de novembro; Avaliação biopsicossocial e entrevista de heteroidentificação: 22 de novembro; Concurso do IBGE com mais de 9 mil vagas tem edital publicado; veja detalhes
03/07/2026 12:54:09 +00:00
Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência

Dados foram anunciados no site Alibaba Reuters O gigante chinês de tecnologia Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic, no trabalho. A decisão foi tomada após a descoberta de recursos que podem ajudar a identificar usuários com ligação à China. A proibição do Alibaba foi divulgada inicialmente por veículos de imprensa chineses e confirmada pela Reuters, com base em uma fonte familiarizada com o assunto. A proibição faz parte de uma disputa crescente entre as duas empresas. Recentemente, a Anthropic acusou o Alibaba de copiar, de forma indevida, capacidades do modelo de IA Claude. O episódio também reflete a disputa cada vez mais intensa entre os Estados Unidos e a China pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial. O Claude Code é uma ferramenta de programação baseada em inteligência artificial criada pela Anthropic para auxiliar desenvolvedores de software. Apesar das restrições impostas pela empresa a usuários e organizações chinesas, a plataforma se tornou popular entre programadores no país. Segundo a Reuters, os funcionários do Alibaba estão sendo orientados a utilizar a plataforma de programação da própria empresa, chamada Qoder. Agora no g1 Alibaba e Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. A empresa chinesa também não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações até a publicação desta reportagem. O que está por trás do bloqueio da IA do Claude pelos EUA Anthropic acusa Alibaba de copiar capacidades de seu modelo de IA A Anthropic afirmou no mês passado ter sido alvo de uma prática conhecida como "destilação", atribuída ao Alibaba. A técnica consiste em treinar um modelo de inteligência artificial menos avançado a partir das respostas geradas por outro mais sofisticado. Segundo a Anthropic, a destilação pode acelerar os esforços da China para alcançar o nível tecnológico de sistemas avançados de IA, como o Mythos Preview, modelo experimental avançado de IA da Anthropic. A declaração consta em uma carta enviada pela empresa a dois senadores dos Estados Unidos e obtida pela Reuters. A proibição ocorre poucos dias após desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha recursos capazes de coletar informações sobre o ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de conexão à internet, além de inserir marcadores discretos em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic. Um funcionário da Anthropic afirmou na terça-feira (30), em publicação na rede social X, que o recurso fazia parte de um experimento lançado em março para impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger os modelos da empresa contra práticas de destilação. Ainda de acordo com a Reuters, as restrições impostas pela Anthropic a usuários da China são difíceis de aplicar na prática, já que algumas pessoas podem utilizar servidores localizados nos Estados Unidos para fazer suas conexões parecerem originadas naquele país. Ainda assim, as companhias têm demonstrado maior preocupação com riscos legais e regulatórios. Enquanto as empresas americanas de IA tentam impedir o acesso não autorizado, a revenda e a cópia de suas tecnologias, companhias chinesas de computação em nuvem e inteligência artificial têm apostado em modelos desenvolvidos localmente e em soluções de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu. Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses vêm ampliando sua presença no mercado dos Estados Unidos, o que tem despertado preocupação entre especialistas do setor.
03/07/2026 12:19:52 +00:00
Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho

Feira em Sarcelles, França, no subúrbio de Paris, na França. Tom Nicholson/Reuters Os preços globais dos alimentos registraram uma leve queda em junho. O recuo foi puxado pelo recuo nos valores do açúcar, dos cereais e dos laticínios, que superaram as altas dos óleos vegetais e das carnes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities agrícolas — como cereais, carnes, laticínios e óleos vegetais, por exemplo —, que são comercializadas internacionalmente, registrou média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio. O indicador é acompanhado por governos, investidores e empresas porque serve como referência para a evolução dos preços dos alimentos no comércio internacional. 🔎 O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de açúcar, milho, soja e carnes, o que torna as oscilações desses preços especialmente relevantes para o país. Agora no g1 O índice já havia recuado em maio após atingir, em abril, o maior nível em três anos, quando o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos provocou uma disparada nos preços dos óleos vegetais. O índice registrado em junho ficou 1,7% acima do nível observado um ano antes, mas ainda 18,7% abaixo do recorde alcançado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO. O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo foram pressionados pelo avanço da colheita e pelas perspectivas de ampla oferta na região do Mar Negro, importante área produtora e exportadora de grãos. Já o milho recuou diante da expectativa de ampla oferta na América do Sul e da queda dos preços do petróleo. O índice de preços do arroz da FAO, por outro lado, subiu 3,2%, impulsionado pela maior demanda na Ásia por arroz do tipo indica, variedade amplamente consumida nos países asiáticos. Os preços do açúcar, por sua vez, caíram 5,7%. A desvalorização do etanol no Brasil incentivou as usinas a destinar mais cana-de-açúcar à produção do produto. Ainda assim, as preocupações com um possível impacto do El Niño sobre as safras da Índia e da Tailândia limitaram o recuo da commodity. Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta global. Já o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior e renovou o recorde histórico, impulsionado principalmente pelos preços da carne de aves diante da forte demanda global. Os preços dos óleos vegetais avançaram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido ao aumento da demanda por biodiesel.
03/07/2026 12:01:46 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,16, de olho em dados econômicos e com feriado nos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,76% nesta sexta-feira (3), cotado a R$ 5,1680. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74%, aos 174.070 pontos. A sessão registrou um volume de negócios reduzido por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os últimos dados de emprego dos EUA seguiram no centro das atenções dos mercados financeiros globais. O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi divulgado na véspera e apontou para a criação de 57 mil novos postos em junho — bem abaixo do esperado pelos economistas, de 113 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%. A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha os juros no nível atual na próxima reunião. Com isso, diminui a chance de uma alta das taxas em julho, cenário que vinha sendo cogitado pelo mercado. ▶️ No Brasil, o destaque ficou com o resultado da produção industrial de maio que, segundo o IBGE, caiu 0,2% em comparação a abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um avanço de 0,2%. O resultado veio abaixo das estimativas do mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,02%; Acumulado do mês: +0,10%; Acumulado do ano: -5,84%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,45%; Acumulado do mês: +1,19%; Acumulado do ano: +8,03%. Mercados globais Em Wall Street, os índices permaneceram fechados nesta sexta-feira (3), por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas fecharam em alta generalizada. O índice pan-europeu STOXX 600 atingiu mais uma máxima, de 652,35 pontos, e fechou em alta de 0,7%. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,78%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,39% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,25%. Na Ásia, as ações chinesas se recuperaram nesta sexta-feira, após uma forte onda de vendas entre fabricantes de chips no pregão anterior e ainda repercutindo os dados de emprego dos EUA, divulgados na véspera. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 0,62%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,37%. No Japão, o índice Nikkei avançou 1,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 5,76% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,28%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
03/07/2026 12:00:08 +00:00
Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade

AdobeStock O Brasil lançou nesta sexta-feira (3) um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados. Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas. O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento. O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados —e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA —a substância responsável pelo efeito terapêutico— que costuma vir de fora. Agora no g1 O que o centro vai fazer Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia —a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes. Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse —infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos. Do laboratório ao mercado, caminho ainda pode levar anos Nenhum dos dois projetos em andamento deve resultar em medicamento disponível para pacientes dentro do prazo inicial de funcionamento do centro. A proposta do CC-IFABR é avançar as moléculas até etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, reduzindo riscos para que, no futuro, possam ser assumidas por empresas farmacêuticas. Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial. Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados. O ‘vale da morte’ Descobrir uma molécula promissora costuma ser só o primeiro passo. Um dos principais gargalos da indústria farmacêutica é transformar uma descoberta científica em processo produtivo capaz de fabricar grandes quantidades da substância com qualidade, segurança e custo competitivo —a transição entre pesquisa acadêmica e produção industrial que pesquisadores chamam de "vale da morte", onde muitos projetos são abandonados. Prata afirma que o centro pretende reduzir esse risco desenvolvendo, além das moléculas, rotas de produção mais eficientes e sustentáveis. Uma das principais apostas é uma biofoundry, plataforma automatizada que usa robótica e inteligência artificial para desenvolver e otimizar microrganismos capazes de produzir moléculas de interesse farmacêutico —o objetivo é acelerar esses processos e validá-los em escala piloto, aproximando as pesquisas das exigências da indústria e das agências reguladoras. Ainda assim, não há estimativa pública de quantos projetos vão conseguir superar essa etapa e chegar ao mercado. Quem vai ficar com as patentes Outra preocupação em torno de pesquisas com a biodiversidade brasileira é evitar que descobertas feitas no país sejam exploradas economicamente apenas por empresas estrangeiras. Segundo Prata, a estratégia do centro é transformar compostos naturais em novas moléculas patenteáveis, licenciadas de preferência para empresas instaladas no Brasil. Ele afirma ainda que todo o processo vai seguir a legislação sobre acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios, garantindo que comunidades tradicionais e pesquisadores envolvidos recebam a participação prevista em lei. R$ 60 milhões financiam só a primeira fase O investimento anunciado cobre os quatro primeiros anos de funcionamento do centro e será usado na implantação da infraestrutura e no desenvolvimento das pesquisas iniciais. A expectativa, afirma Prata, é captar novos recursos ao longo da execução do programa, com participação da indústria farmacêutica e de outras fontes de financiamento —mas, até o momento, não há parceiros nem valores confirmados para essa segunda etapa. O que é um IFA? O Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) é a substância responsável pelo efeito terapêutico de um medicamento: é ela que combate uma infecção, reduz a febre ou age contra células tumorais. Os demais componentes do comprimido ou da cápsula servem apenas para dar forma, estabilidade e facilitar a administração do remédio. Hoje, embora a maior parte dos medicamentos vendidos no Brasil seja fabricada no país, seus IFAs vêm de fora —principalmente da China e da Índia. É essa dependência que o novo centro diz querer reduzir no longo prazo. Ao fim dos quatro anos iniciais, a expectativa não é substituir importações imediatamente, mas entregar moléculas e processos em estágio mais avançado de desenvolvimento para que possam seguir para testes clínicos, parcerias industriais e, eventualmente, produção em escala. O impacto real sobre a dependência externa de IFAs dependerá das próximas fases de desenvolvimento e da capacidade de transformar essas descobertas em produtos aprovados e fabricados no país. O que diz o Ministério da Saúde Procurado, o Ministério da Saúde afirma que "os R$ 60 milhões compreendem o investimento previsto e já estão totalmente empenhados, no âmbito do Contrato de Gestão firmado com a Embrapii". "O Centro não foi concebido para promover a substituição imediata de IFAs importados, mas para estruturar pesquisa, desenvolvimento, formação de capacidades e geração de conhecimento em uma área de fronteira tecnológica. Acompanhamento semestral será feito pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação, da qual o Ministério da Saúde participa. O modelo de Centro de Competência prevê um conjunto de indicadores técnicos e financeiros, como número de projetos de PD&I desenvolvidos, recursos executados com fontes não Embrapii, número de empresas participantes ou associadas, recursos aportados por empresas e número de startups e empresas de base tecnológica mobilizadas. O Sistema Único de Saúde não incorpora IFAs isoladamente, mas medicamentos e outras tecnologias em saúde. As soluções chegarão ao SUS a partir do escalonamento produtivo e da avaliação regulatória. O CC IFA vai formar capacidades que possam subsidiar produtos de interesse para a saúde pública. O Ministério da Saúde acompanha a iniciativa como interveniente do Contrato de Gestão, mas não exerce fiscalização direta sobre essa legislação específica, que cabe à Embrapii. O desenho do CC-IFABR busca enfrentar o desafio produtivo ao combinar pesquisa aplicada, interação com empresas, foco em projetos de PD&I e acompanhamento por indicadores de desempenho. A articulação entre instituições científicas, infraestrutura tecnológica e parceiros produtivos visa criar condições mais favoráveis para que o conhecimento gerado avance ao longo da cadeia de inovação", conclui a nota.
03/07/2026 09:28:35 +00:00
Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura

O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. REUTERS/Edgar Su Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal. "O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116). Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura. Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias. Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa. Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. De onde vem o que eu como: Mel Leia também: 'Não sabia que era do Brasil': governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Entre ferroadas e enxames Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços. Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes. "Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado. Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores. "Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse. O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Edgar Su
03/07/2026 07:01:15 +00:00
A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher 'superagente' do futebol: 'Acham que a gente não entende do assunto'

Rafaela Pimenta é agente de Erling Haaland, astro da Noruega que vai enfrentar o Brasil no domingo BBC Sport Rafaela Pimenta nunca marcou um gol nem comandou uma equipe à beira do gramado. Ainda assim, aos 53 anos, ela é a única representante do futebol na lista "50 Over 50" da revista Forbes em 2026. Todos os anos, a Forbes publica uma lista global com 50 mulheres que alcançaram posições de destaque e influência, tornando-se referência em suas áreas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na edição deste ano, a brasileira divide espaço com nomes como a atriz Penélope Cruz e a reverenda Sarah Mullally, primeira mulher a ocupar o cargo de Arcebispa de Canterbury. Pimenta comanda a Tatica, uma agência de alto padrão de atletas sediada em Mônaco. Agora no g1 Sua impressionante carteira de clientes inclui o superastro norueguês Erling Haaland — que deve entrar em campo contra o Brasil no próximo domingo (5/7) para a partida das oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Primeira mulher a se tornar uma "superagente" do futebol, a brasileira exerce enorme influência nos bastidores de um esporte historicamente dominado por homens. Ao longo da carreira, liderou algumas das maiores negociações do futebol mundial. Em 2022, recebeu o prêmio de Melhor Transferência do Ano no Globe Soccer Awards após conduzir a negociação de Haaland com o Manchester City. Em 2026, Pimenta também esteve à frente da renovação do contrato do norueguês com o clube inglês até 2034. Além dele, Pimenta agencia a joia mexicana Gilberto Mora, de 17 anos, que estreou no Mundial deste ano, entre outros grandes nomes do futebol. Apesar disso, a brasileira afirma que não há espaço para acomodação. "Eu sempre digo: você é tão bom quanto sua última janela de transferências. Se errarmos, se fizermos um trabalho ruim, acabou. Portanto, o que fizemos há dez anos, um ano ou seis meses já não importa. O que é interessante neste trabalho é que você precisa provar seu valor todos os dias e ser criativo todos os dias, porque tudo muda o tempo todo." Mas antes de se tornar agente de jogadores, Rafaela Pimenta atuou como professora no Brasil. Sua relação com o futebol começou exatamente na sala de aula. Em entrevista à BBC Sports em fevereiro deste ano, ela contou que tinha dificuldade em manter a atenção dos alunos e pensou em estruturar as aulas em torno dos aspectos contratuais do esporte — que lhe interessavam do ponto de vista jurídico. Ela foi apresentada a um ex-jogador de futebol e passou a usá-lo como tema de suas aulas. A partir daí, surgiram mais discussões e Rafaela acabou participando de negociações para pessoas que queriam se envolver com clubes de futebol no Brasil. Depois disso, passou a trabalhar com agentes que tentavam trazer jogadores para o Brasil ou levá-los para fora. "Gostei muito da ideia do futebol e pensei: 'Vamos ver se isso pode funcionar'. Eu não tinha certeza de que funcionaria porque os tempos eram diferentes e os agentes estavam apenas começando, então poderia ter dado errado muitas vezes." A parceria com Mino Raiola O jogador sueco Ibrahimovic ao lado de seu agente Mino Raiola na Copa de 2018 Getty Images via BBC Mas existe um equívoco comum sobre a trajetória de Rafaela Pimenta: o de que ela simplesmente assumiu o lugar deixado pelo italiano Mino Raiola após a morte precoce do empresário em abril de 2022. Embora tenha trabalhado lado a lado com uma das figuras mais controversas do futebol mundial, conhecida principalmente por ter conduzido a carreira de Zlatan Ibrahimovic, Pimenta sempre construiu sua própria trajetória. Eles se conheceram durante negociações no Brasil. Raiola queria fazer negócios de uma determinada maneira, mas a brasileira, na época advogada, disse que aquilo não era possível e houve quase um choque de personalidades. Eles tiveram uma reunião, Raiola foi embora, mas depois decidiu que queria trabalhar com Pimenta porque ficou atraído pela forma como ela se recusava a aceitar simplesmente sua palavra ou concordar com tudo o que ele dizia apenas para ter uma vida mais fácil ou entrar no círculo privilegiado. Ele queria alguém que o enfrentasse. "Ele dizia que eu era a única pessoa que tinha coragem de dizer 'não' para ele. Todos os outros só queriam o dinheiro dele e aceitavam até as ideias mais malucas", lembra. "Tivemos muitas brigas, jogando coisas um na cara do outro, gritando um com o outro, brigas teatrais e cômicas. Mas eu diria que, no fundo, nunca tivemos um desacordo real porque, acima de tudo, tenho que dizer que Mino sempre respeitou o acordo que fizemos. Isto é o que você faz, isto é o que eu faço." Após a morte de Raiola, Pimenta passou a trabalhar com algumas das pessoas com quem o empresário italiano trabalhava, mas já tinha sua própria agência, tendo o mexicano Gilberto Mora, de 17 anos, um de seus primeiros clientes. "Foi uma grande aventura vir para a Europa como imigrante, como mulher em um setor dominado por homens, em um setor que, na época, era visto de forma ainda pior do que hoje. Precisamos encarar a realidade: há muitos desafios relacionados aos agentes e a práticas que não são aceitáveis. É um trabalho desafiador. Poderia ter dado errado. E todos os dias pode dar errado." A vez em que foi confundida com uma prostituta Nem todas as experiências na carreira, porém, foram positivas — principalmente quando o assunto é desigualdade de gênero. "Quando comecei a trabalhar com isso, havia pouquíssimas mulheres em cargos de decisão. Havia a Marina Granovskaia, no Chelsea, mas, no geral, dava para contar nos dedos." "Eu via muitas mulheres trabalhando nos clubes, desempenhando funções importantes e participando das decisões, mas sem receber o devido reconhecimento." Pimenta diz que os clubes tinham uma estrutura semelhante: um longo corredor em que a última porta era sempre a sala de quem realmente tomava as decisões. "Normalmente, a mulher parava antes da última porta, e atrás dela havia um homem", afirma. "Era curioso porque eu ia até a última porta, conversava com o diretor-executivo, o diretor esportivo ou quem fosse. E conheci muitas mulheres que paravam antes daquela porta e se sentiam fortalecidas ao ver que eu estava entrando nela", acrescenta. "Há essa imagem de que as mulheres competem demais entre si. Acho que, se soubermos lidar com isso, não precisa ser assim. Eu realmente fui ajudada muitas vezes por mulheres da indústria." Já entre muitos homens que ocupavam posições de poder, a recepção nem sempre foi amistosa. Em diversas ocasiões, diz, o fato de ser mulher foi usado como uma forma de tentar desestabilizá-la. "Acho que, muitos anos atrás, essa questão do gênero era muito mais forte. Houve uma longa evolução desde uma primeira reunião em que um diretor esportivo me disse: 'Então você existe mesmo? Achei que você fosse uma prostituta brasileira.', até onde estamos hoje." Pimenta lembra de outro episódio, ocorrido há cerca de dois anos, durante a negociação de um contrato. Ao seu lado estava um advogado contratado exclusivamente para auxiliar na redação jurídica, em um idioma estrangeiro. "Entramos numa negociação muito dura com o clube. No final, o resultado foi muito bom para o cliente. Então um dos homens do outro lado da mesa se dirigiu ao advogado, que não tinha aberto a boca até então porque esperava o momento de escrever algo, e disse: 'Você a ensinou bem, ela conhece bem o nosso futebol'", lembra. "E o homem disse aquilo como um elogio, como uma piada simpática. Algumas pessoas têm tão profundamente enraizada a ideia de que mulheres são inferiores aos homens ou de que mulheres não entendem de futebol que, mesmo quando tentam ser gentis, acabam sendo preconceituosas. Eu não aceito isso, nem quando vem disfarçado de gentileza." Pimenta diz que sua principal motivação hoje é tornar esse caminho dentro do futebol um pouco mais fácil para as próximas gerações de mulheres. Além de atuar como agente, ela também é professora em cursos para agentes organizados pela UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e pela associação internacional da categoria. Frequentemente, jovens mulheres pedem conselhos sobre como construir uma carreira no futebol. "E eu digo: 'Não aceite abuso. Você não precisa aceitar nenhum abuso. E não precisa se sexualizar para ser alguém nessa indústria. Não precisa ser bonita, sexy ou aceitar investidas para conseguir espaço. Isso não vai lhe dar espaço. Vai levá-la por um caminho muito ruim'." 'Os clubes têm poder demais' Haaland é um dos jogadores agenciados por Rafaela Pimenta, a primeira mulher a se tornar uma superagente no futebol Getty Images via BBC Rafaela Pimenta construiu sua carreira em um período de profundas transformações no futebol. "Lembro de uma transferência em que chegamos ao clube, fechamos a porta e só saímos quando o negócio foi concluído. Fiquei lá por 18 horas", recorda. "Hoje isso seria impossível. É preciso preparar toda a documentação com uma semana de antecedência, às vezes um mês ou até seis meses antes, porque há muitas questões a resolver: legislação trabalhista, impostos, leis locais." Mas, segundo ela, a transformação mais profunda aconteceu fora das quatro linhas. Os jogadores "passaram a funcionar como verdadeiras empresas" e, com isso, novas oportunidades foram de campo cresceram muito, principalmente em relação às redes sociais. Erling Haaland, por exemplo, é uma superestrela. Ele tem um canal no YouTube com 2 milhões de inscritos e quase 45 milhões de seguidores no Instagram. E, com esse status, vêm também uma enorme demanda e expectativas. "Antigamente, esperava-se que o jogador treinasse pela manhã e jogasse no fim de semana. O resto do tempo era para fazer compras com a esposa ou jogar videogame. Era basicamente isso", afirma. "Você não via banqueiros perseguindo jogadores de futebol. Não via incorporadores imobiliários querendo associar seus projetos a jogadores. Hoje todos querem uma parte disso." Na avaliação de Pimenta, porém, todas essas mudanças não foram acompanhadas por um equilíbrio nas relações entre clubes e atletas, e os jogadores continuam tendo pouca autonomia sobre a própria carreira. A empresária critica, por exemplo, contratos de representação que obrigam atletas a pagar multas caso decidam trocar de agente. "Se eu não faço um bom trabalho, não devo esperar que o jogador continue comigo na próxima janela. Uma coisa que eu detesto é esse mandato com cláusula de multa. Você assina comigo para que eu o represente e, se quiser trocar de agente, precisa me pagar uma multa. Por quê? Se quiser trocar de agente, vá e troque." "É como um casamento. Imagine que sua esposa queira se divorciar e, para isso, você tenha que pagar a ela. Você se sentiria muito injustiçado. É assim que o jogador deveria se sentir. Eles nunca deveriam assinar algo que limite sua liberdade." Segundo Pimenta, o mesmo princípio deveria nortear o sistema de transferências. Para ela, "os clubes têm poder demais" e os jogadores, muitas vezes, tornam-se refém das circunstâncias. "Eu não discordo do sistema de transferências. Ele é necessário para que todo o sistema funcione. Não estou defendendo o caos. Também não acho que os jogadores devam simplesmente fazer tudo o que quiserem. Mas acredito que precisamos de mais equilíbrio. Hoje, existe um desequilíbrio." Na prática, diz, muitos negócios deixam de acontecer porque os clubes mantêm controle quase absoluto sobre a situação dos atletas. "Sempre há um jogador que poderia ter sido negociado, que precisava sair, mas o clube exigiu mais 1 milhão de libras." O debate ganhou força em outubro de 2024, quando o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu que parte das regras da Fifa que regulam as transferências de jogadores viola a legislação europeia. Após a decisão, a entidade implementou um modelo provisório para calcular indenizações e redistribuir o ônus da prova em casos de quebra de contrato. Para Pimenta, a discussão vai além das regras jurídicas e passa pela forma como os jogadores são tratados em um esporte cada vez mais bilionário. "O futebol costumava ser mais humano", afirma. "Um diretor de futebol ou um dono de clube mantinha uma relação especial com o jogador. Se um atleta chegasse e dissesse: 'Por favor, preciso sair', eles buscavam uma solução." "Hoje, o futebol se tornou um negócio tão grande que existe o risco de os jogadores serem vistos apenas como ativos financeiros. Um ativo não tem voz, não tem sentimentos, nem necessidades humanas." "O desafio é encontrar um equilíbrio entre o ativo financeiro e o ser humano."
03/07/2026 07:00:40 +00:00
Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil

g1 em 1 Minuto: Receita paga 2º lote de restituição do Imposto de Renda nesta terça (30) Nesta quinta-feira (2), a Receita Federal divulgou novos dados do Imposto de Renda. Entre os 41,5 milhões de contribuintes que entregaram a declaração, algumas profissões apresentaram patrimônio médio superior a R$ 3 milhões. No conjunto dos declarantes, o patrimônio médio foi de R$ 409,56 mil. A maioria é formada por mulheres, com idade média de 48 anos. Além disso, cerca de 28 milhões de contribuintes declararam patrimônio de até R$ 100 mil. Que tal testar seus conhecimentos? Responda ao quiz abaixo, descubra quais carreiras concentram os maiores patrimônios e veja se você acerta quais estão no topo da lista. Depois de concluir o teste, veja abaixo o ranking com as 12 profissões que mais acumularam dinheiro no país. Médico ganha mais que advogado? Saiba as profissões que registraram o maior patrimônio no IR de 2026 Veja as 10 profissões mais ricas do Brasil Titular de cartório: R$ 3,3 milhões Ministros, juízes e desembargadores: R$ 2,9 milhões Procuradores e promotores: R$ 2,89 milhões Diplomatas: R$ 2,52 milhões Atletas e desportistas: R$ 1,71 milhão Dirigentes, presidentes e diretores de empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços: R$ 1,66 milhão Produtores da exploração agropecuária: R$ 1,58 milhão Servidores das carreiras do Banco Central, da CVM e da Susep: R$ 1,44 milhão Médicos: R$ 1,38 milhão Atores e diretores: R$ 1,34 milhão
03/07/2026 07:00:31 +00:00
WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso

WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa Os nomes de usuário no WhatsApp vão acabar com a necessidade de ter o número de celular para começar conversas ou adicionar alguém a grupos. Ainda vai levar um tempo para a opção ser totalmente implementada, mas, desde segunda-feira (29), o WhatsApp já oferece a reserva de nomes de usuário para seus mais de 3 bilhões de usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A reserva é a primeira etapa para que, no futuro, o WhatsApp libere a opção de acionar outras pessoas por meio dos apelidos. O recurso gerou dúvidas para muitas pessoas, que perguntam se vale a pena usar o mesmo apelido de outras redes sociais e se ele é seguro contra mensagens de desconhecidos. Reserva de nomes de usuário no WhatsApp Divulgação/WhatsApp O g1 reuniu respostas a algumas das principais dúvidas abaixo para ajudar usuários a se prepararem para quando o recurso estiver totalmente disponível. Confira abaixo: O que são nomes de usuário no WhatsApp? Como criar um nome de usuário no WhatsApp? Como excluir o seu nome de usuário? Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp? Como evitar mensagens de desconhecidos? Será possível identificar se contato é real? O que são nomes de usuário no WhatsApp? O recurso de nomes de usuário do WhatsApp permite criar um identificador único para sua conta (como @Nome123) e impedir que desconhecidos saibam seu número de telefone. Com um nome de usuário na sua conta, pessoas que não têm seu número na lista de contatos não terão acesso a ele ao receber suas mensagens ou ligações. A reserva de nomes de usuário já está disponível, mas a opção de buscar pessoas pelo identificador deverá ser liberada no futuro. O WhatsApp afirmou que esta etapa acontecerá ainda este ano. Os nomes de usuário já existem há mais tempo no Telegram, que oferece ainda a opção de usuários criarem um link para suas contas se quiserem ser encontrados mais facilmente. Voltar ao índice. WhatsApp Brett Jordan/Unsplash Como criar um nome de usuário no WhatsApp? Neste momento, não é possível ver o nome de usuário de outras pessoas nem entrar em contato com terceiros por meio desse identificador. Mas o WhatsApp disse que liberou reservas antecipadas para que todos tenham a chance de garantir o nome de usuário desejado. Para reservar seu nome de usuário, siga este caminho: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; insira o apelido desejado; clique em "Salvar". Voltar ao índice. Como excluir o seu nome de usuário? O WhatsApp alerta que, ao apagar um nome de usuário, ele ficará disponível e poderá ser escolhido por outras pessoas. Além disso, seu número de telefone será exibido novamente em conversas e ligações quando o recurso estiver disponível. Para excluir seu nome de usuário, siga este passo a passo: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Editar"; clique em "Apagar nome de usuário" – ou "Mudar nome de usuário" para escolher outro; confirme a escolha em "Apagar". Voltar ao índice. WhatsApp Reuters/Thomas White Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp? Depende. A resposta varia de acordo com quanto você deseja que sua conta seja encontrada por mais pessoas no WhatsApp. Se a sua atividade é restrita a amigos e conhecidos, o mais indicado é criar um nome de usuário mais específico e diferente do que você usa em redes sociais como Instagram, X e TikTok. Por outro lado, criadores de conteúdo e pequenas empresas podem considerar importante ter nomes de usuário que sejam fáceis para seus seguidores e clientes. Se você deseja manter seu nome de usuário de outras redes sociais, mas quer limitar o acesso a pessoas conhecidas, a saída é habilitar as chaves de segurança. (saiba mais abaixo) Voltar ao índice. Como evitar mensagens de desconhecidos? Por padrão, qualquer pessoa poderá entrar em contato com você no WhatsApp se tiver seu nome de usuário. Para evitar mensagens e ligações indesejadas, o aplicativo criou chaves que funcionam como senhas de quatro dígitos para começar a conversa. A chave é gerada pelo WhatsApp e pode ser atualizada a qualquer momento, dificultando o acesso de pessoas indesejadas à sua conta. Seus contatos, pessoas que sabem seu número e pessoas com quem você já conversa não precisarão dessa senha. Para criar uma chave e evitar mensagens de desconhecidos no WhatsApp, siga este passo a passo: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Fale comigo pelo nome de usuário"; selecione "Pessoas que sabem minha chave"; confirme em "Salvar chave". Quando o aplicativo identificar usuários com menos de 18 anos, a chave será ativada como medida padrão para proteger a privacidade de crianças e adolescentes. Voltar ao índice. Será possível identificar se contato é real? Num primeiro momento, não será possível garantir que o nome de alguém que enviou uma mensagem para você realmente se parece com o nome de usuário exibido na conta. O WhatsApp não anunciou medidas como selos de verificação, que existem em outras plataformas e costumam dar mais credibilidade para o perfil. Na Índia, a plataforma chegou a receber um pedido para adiar o lançamento do recurso no país. O governo indiano teme que a funcionalidade contribua para fraudes online. Em resposta, o WhatsApp disse que "nomes de alto perfil", como os de pessoas e empresas famosas, poderão ser reivindicados pelos proprietários legítimos para evitar a falsificação de identidade. Voltar ao índice.
03/07/2026 06:00:12 +00:00
Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer?

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
03/07/2026 05:00:09 +00:00
Tecnologia decisiva: como o chip na bola da Copa detectou toque que anulou o gol da Croácia e classificou Portugal

Gol da Croácia que foi anulado após o VAR detectar desvio e decretar impedimento. REUTERS/Jeenah Moon A partida entre Portugal e Croácia foi decidida nos mínimos detalhes. Quando os portugueses venciam por 2 a 1, no fim do segundo tempo da prorrogação, os croatas empataram. No entanto, com o auxílio da tecnologia da bola, foi detectado um desvio na bola que marcava o impedimento no gol, dando, assim, a classificação aos portugueses. A bola da copa, Trionda, é equipada com sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento. Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola foi determinante na partida. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo. Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga. Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem abaixo) Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita) Divulgação/Adidas Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo. O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis. A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão. Bola oficial da Copa do Mundo Fifa 2026. Divulgação/Adidas "Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025. Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes. Mais tecnologias A Fifa também usa uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem. Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo. Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias. Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada. LEIA TAMBÉM: Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos Uniforme da Seleção Brasileira para viagem aos EUA vira meme nas redes sociais; FOTOS
03/07/2026 01:44:30 +00:00
Mega-Sena, concurso 3026: confira os números sorteados

Concurso 3026 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3026 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (2), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 25,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 33 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 19 - 42 - 45 - 48 - 54 5 acertos: 40 apostas ganhadoras, R$ 37.029,54 4 acertos: 2.517 apostas ganhadoras, R$ 970,00 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3026 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
03/07/2026 00:02:24 +00:00
Apesar de prejuízo recorde nos Correios, estatais federais têm lucro maior em 2025

O governo divulgou nesta quinta-feira (2) que o conjunto das estatais federais registrou um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025. Petrobras foi responsável, sozinha, por 65% do lucro das estatais federais em 2025 Fernando Frazão/Agência Brasil 🔎O balanço financeiro foi divulgado pelo Ministério da Gestão. Ao todo, há 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo governo brasileiro. O valor supera em 45,4% o lucro registrado pelas empresas públicas em 2024. O número é puxado principalmente pela Petrobras – a petroleira é responsável por R$ 110,6 bilhões dos lucros, cerca de 65% do resultado total. Além da Petrobras, também se destacaram BNDES, com lucro de R$ 25,6 bilhões, e o Banco do Brasil, com R$ 17,8 bilhões. Juntas, as três estatais concentraram 90,9% dos lucros. Do outro lado, os Correios registraram prejuízo recorde no ano passado, de R$ 8,5 bilhões. (veja mais abaixo) Agora no g1 Apesar do resultado positivo, o lucro total das estatais é inferior ao registrado em 2021, 2022 e 2023. Veja os números: 2021: R$ 187,5 bilhões 2022: R$ 275,1 bilhões 2023: R$ 197,9 bilhões 2024: R$ 116,5 bilhões 2025: R$ 169,4 bilhões Crise dos Correios O prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado pelos Correios em 2025 foi o maior da série histórica da estatal e mais de três vezes superior ao rombo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024. Com o resultado, a empresa chegou a 14 trimestres seguidos no vermelho. Correios divulgam balanço do ano passado A piora das contas da estatal foi impulsionada pela queda das receitas com encomendas internacionais e pelo aumento das despesas, principalmente com precatórios e gastos com pessoal. Em 2025, as despesas gerais e administrativas cresceram 37%, enquanto a receita com serviços caiu 12%. TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025; relator alerta para situação das estatais Para tentar reverter a situação, a estatal anunciou medidas como programa de demissão voluntária (PDV), venda de imóveis, revisão de contratos e fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. Mesmo assim, o cenário continuou se deteriorando. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, 82% maior que o do mesmo período do ano anterior, e já prevê um resultado ainda pior ao fim deste ano.
02/07/2026 22:14:42 +00:00
Alemanha apresenta pacote de reformas com corte de impostos, mudanças na Previdência e flexibilização trabalhista

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em 14 de maio de 2026 REUTERS/Thilo Schmuelgen O governo de coalizão da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para tentar reaquecer a economia e aumentar a competitividade do país. As medidas incluem redução de impostos para trabalhadores de baixa renda, mudanças no sistema de aposentadoria e a diminuição da burocracia para empresas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O pacote também flexibiliza regras trabalhistas, ampliando a contratação por meio de contratos de curto prazo e endurecendo as regras para afastamentos por licença médica. A medida foi criticada pela Associação Alemã de Clínicos Gerais. Para Markus Blumenthal-Beier, presidente da entidade, a mudança nas regras de atestados seria “absolutamente catastrófica” e provocaria um congestionamento no sistema de saúde. Agora no g1 Em outra frente, o plano prevê a construção de moradias populares, combate a fraudes em benefícios sociais e redução de 8% do quadro de funcionários dos ministérios federais por meio da digitalização. Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, o alívio tributário para trabalhadores será de 10 bilhões de euros por ano. A medida será financiada pelo aumento da alíquota máxima do Imposto de Renda, que passará de 45% para 47% para contribuintes com renda anual de 280 mil euros ou mais. O plano ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento. Reação ao pacote As medidas foram bem recebidas por parte de economistas e empresários, que avaliam que o governo apresentou mudanças concretas após meses de negociações entre os partidos da coalizão. Para Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, o pacote representa uma mudança de direção para a economia alemã. "Trata-se de um pacote robusto, concebido para fortalecer a Alemanha como destino de investimentos no longo prazo e colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável", afirmou. Marion Muehlberger, do Deutsche Bank Research, também avaliou que as reformas podem melhorar a confiança na economia. "O governo demonstrou capacidade para chegar a um acordo sobre reformas estruturais importantes e implementá-las até o fim do ano. Isso deve melhorar a confiança e reforça nossa expectativa de aceleração do crescimento econômico na segunda metade do ano", diz. Apesar da recepção positiva de parte do mercado, o pacote também recebeu críticas. Sindicatos afirmam que a ampliação dos contratos de curto prazo enfraquece os direitos dos trabalhadores, enquanto alguns economistas consideram que as medidas não resolvem um dos principais problemas das contas públicas. "A maior fraqueza do pacote é a ausência de medidas para conter os gastos públicos. O alívio tributário não será viável no médio prazo se o crescimento dos gastos do governo não for controlado", disse Clemens Fuest, presidente do instituto Ifo. Reforma da Previdência Um dos principais eixos do pacote é a reforma da Previdência. O governo pretende criar um fundo de pensão inspirado no modelo sueco e elevar gradualmente a idade de aposentadoria para ajudar a estabilizar o sistema diante do envelhecimento da população. A iniciativa enfrenta resistência dos sindicatos, que rejeitam o aumento da idade mínima para trabalhadores que exercem atividades fisicamente desgastantes. Representantes do setor empresarial, por outro lado, afirmam que elevar as contribuições obrigatórias para a Previdência aumentaria os custos de contratação. As reformas fazem parte da estratégia do governo do chanceler Friedrich Merz para recuperar o crescimento da maior economia da Europa. O pacote também busca mostrar capacidade de aprovar mudanças estruturais após meses de divergências entre os partidos que formam a coalizão de governo. * Com informações da agência de notícias Reuters
02/07/2026 21:54:56 +00:00
Fiat Strada é o veículo mais vendido no Brasil no primeiro semestre de 2026; veja a lista

Fiat Strada e Volkswagen Polo lideram o ranking dos carros mais vendidos g1 O primeiro semestre de 2026 fechou com a Fiat Strada como veículo mais vendido do Brasil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A picape alcançou a marca de 83.032 emplacamentos e ficou bem à frente do vice-líder Volkswagen Polo. O hatch, nos seis primeiros meses do ano, chegou a 54.091 unidades vendidas, e foi seguido pelo ‘irmão’ T-Cross, que teve 48.048 emplacamentos. Veja a lista de mais vendidos entre janeiro e junho de 2026: Fiat Strada: 83.032 unidades; Volkswagen Polo: 54.091 unidades; Volkswagen T-Cross: 48.048 unidades; Fiat Argo: 46.029 unidades; Chevrolet Onix: 45.109 unidades; Volkswagen Tera: 41.420 unidades; Hyundai HB20: 38.930 unidades; Hyundai Creta: 35.925 unidades; BYD Dolphin Mini: 35.669 unidades; Fiat Mobi: 33.492 unidades. Agora no g1 Vendas em junho A ordem do pódio de mais vendidos em junho é a mesma do semestre. As diferenças são que o Volkswagen Tera aparece à frente do Chevrolet Onix no mês passado, mas está atrás no acumulado. E, nos primeiros seis meses de 2026, só o BYD Dolphin Mini aparece como eletrificado na lista dos 10 mais vendidos. Já em junho ele aparece atrás do BYD Song. Fiat Strada: 14.303 unidades; Volkswagen T-Cross: 11.753 unidades; Volkswagen Polo: 10.939 unidades; Fiat Argo: 9.831 unidades; Volkswagen Tera: 9.289 unidades; Chevrolet Onix: 7.972 unidades; Hyundai HB20: 6.914 unidades; BYD Song: 6.632 unidades; BYD Dolphin Mini: 6.457 unidades; Hyundai Creta: 5.533 unidades. BYD Song Plus divulgação/BYD Carros elétricos e híbridos ganham espaço No primeiro semestre, a BYD lidera como a queridinha nos segmentos de híbridos e de elétricos. Nas vendas de híbridos, ela é seguida por Toyota e GWM. Já entre os elétricos, aparecem Geely e GM entre os principais concorrentes. No acumulado do ano, a BYD mantém liderança expressiva no segmento de elétricos, com 64,45% de participação no mercado. Entre janeiro e junho de 2026, foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no país. Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veículos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%.
02/07/2026 19:43:25 +00:00
Grupo de mulheres de direita ameaça acionar justiça dos EUA contra ataques de bolsonaristas nas redes sociais

Grupo de mulheres de direita ameaça acionar justiça dos EUA contra ataques de bolsonaristas nas redes sociais Um grupo de mulheres conservadoras que atuam na política avaliam entrar com uma ação nos Estados Unidos contra indivíduos que elas afirmam fazerem parte de um "gabinete do ódio" que vem disseminando ataques nas redes sociais. Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo. Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira. Os ataques engrossaram os motivos para Michelle Bolsonaro gravar o vídeo divulgado na semana passada em que também critica o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No vídeo, Michelle chega a citar ataques que recebeu nas redes de pessoas que estão no exterior. A ex-primeira-dama cita um “grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio”. O blog ouviu duas integrantes de partidos de direita que confirmam que um advogado nos EUA já foi contactado. Elas reuniram diversos posts em redes sociais diferentes, com ataques a mulheres que atuam na política ou se posicionam publicamente sobre temas sociais. Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo. Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira. Os conteúdos caracterizariam calúnia, difamação e injúria, segundo elas, que podem ser considerados crimes também nos Estados Unidos. Além de Michelle, os alvos mais frequentes são a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Mas não apenas. Muitas das grandes plataformas de redes sociais terão a responsabilidade de proibir o acesso a menores de 16 anos. Getty Images O grupo avalia incluir ataques a mulheres de esquerda também, vindas dos mesmos perfis fora do Brasil. A reclamação já chegou ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. As cobranças já ultrapassaram o universo feminino. Nesta quarta-feira (1º), o deputado Marcos Feliciano fez uma postagem na rede social 'X' pedindo que Flávio Bolsonaro "coloque os galos de rinha dentro da caixa", ou perderia apoio dos evangélicos também.
02/07/2026 19:02:20 +00:00
Ministro diz que 'atropelos' atrapalham negociações com EUA sobre tarifas, mas que 'corre contra o tempo' por consenso

Ministro diz que há "atropelos" nas negociações entre Brasil e Estados Unidos O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que alguns “atropelos” provocados por terceiros têm atrapalhado as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos em torno do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump. Mas acrescentou que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que o governo “nunca” abandone a mesa de negociação, deixando questões ideológicas de lado. Elias Rosa deu a declaração durante entrevista no Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda. Ele foi questionado sobre uma conversa que teve nesta quinta com o representante do escritório comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, para tentar reverter o tarifaço.
 O prazo dado pela Casa Branca é 15 de julho, por isso, avaliou o ministro, o governo brasileiro “corre contra o tempo” para tentar um consenso com os norte-americanos. “Todas as vezes em que nós caminhamos positivamente parece que surge algum empecilho ou atropelo e nós precisamos superar. […] O presidente Lula esteve com o presidente Trump na Malásia, depois daquele encontro na ONU, depois tivemos seguidos encontros, vários telefonemas, e sempre foram muito positivos”, declarou o ministro. VALDO: cooperação técnica entre os países esfriou Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Questionado sobre quais seriam esses “atropelos”, Márcio Elias Rosa respondeu: “Os exemplos podem ser a ordem executiva de julho do ano passado, que anuncia a necessidade de interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal, sob pena de imposição de tarifa de 40% mais aquela de 10%; a publicação, por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal se dizendo autor ou patrocinador do tarifaço de encomenda. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, alguém celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposta. Essas pessoas sempre dificultam muito o trabalho”, afirmou. O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida. Para o ministro, esses comportamentos citados por ele na entrevista “poluem o diálogo” entre os negociadores do Brasil e dos Estados Unidos porque levam “à mesa” de negociação “questões que não deveriam estar”. “Não cabem na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, disse o ministro. “Então, a gente também tem que enfrentar essa questão. Estamos enfrentando com a serenidade que o tema exige. Em cada uma dessas reuniões, temos avançado um pouco. Mas volto a dizer, o tempo conspira contra. Temos que chegar até 15 de julho com um acordo”, acrescentou Márcio Elias Rosa. Planalto não espera reversão completa Sob reserva, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço. Afirmam que o governo vai tentar esgotar as negociações, como tem orientado o presidente Lula, mostrando os números do comércio entre os dois países e apresentando argumentos técnicos. Mas a avaliação é que a decisão do USTR tem motivações políticas e não técnicas, assim, dizem avaliar que, no máximo, pode haver alguma exceção ou eventual redução de taxa, mas não a reversão completa da medida. Segundo esses integrantes do Palácio do Planalto, há uma "linha de diálogo" entre os dois governo, que deve ser mantida, com reuniões entre representantes dos presidentes Lula e Donald Trump. Na quarta (1), o Ministério das Relações Exteriores enviou o documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação pelos EUA das práticas comerciais brasileiras. Assinada pelo chanceler Mauro Vieira, a manifestação foi entregue no último dia do prazo previsto. No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE Documentos mostram desconsideração por argumentos No Itamaraty, integrantes da diplomacia brasileira dizem que os documentos do USTR demonstram como a investigação com base na seção 301 tem caráter político e não técnico nem comercial. Segundo relatos à GloboNews, os documentos recebidos pelo Itamaraty relativos à alegações iniciais, de julho de 2025, são "praticamente iguais" aos da recomendação final, de junho de 2026. Isso mostra, para integrantes do Itamaraty, que todos os argumentos técnicos apresentados aos EUA ao longo do último ano pelos negociadores brasileiros foram desconsiderados, como os números que demonstram a queda no desmatamento no governo Lula em comparação com o governo Bolsonaro. Uma delegação brasileira, formada por integrantes das áreas econômica e ambiental do Itamaraty, por exemplo, chegou a ir a Washington para apresentar esses dados, e o entendimento da diplomacia é que todos os questionamentos foram respondidos com dados, mas acabaram ignorados.
02/07/2026 17:48:36 +00:00
Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 quando comparada a 2025

100% elétrico, BYD Dolphin Mini Divulgação/BYD Entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no país. Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veículos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Embora os volumes ainda não sejam tão grandes quanto os demais, os elétricos vêm ampliando sua participação no mercado interno, de forma consistente”, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. Agora no g1 Os veículos híbridos também mostram crescimento. Nos primeiros seis meses de 2026 foram vendidos no Brasil 154.472 veículos híbridos, um salto de 85% ante os 83.468 híbridos vendidos no primeiro semestre de 2025. Em relação a maio, o mês de junho deste ano mostrou aumento de 8,9% nas vendas de híbridos. Em relação a junho de 2025, os emplacamentos aumentaram 116%. “Os carros híbridos têm tido uma aceitação expressiva no mercado nacional e representam o maior volume entre os eletrificados”, disse Arcelio Junior.
02/07/2026 17:20:12 +00:00
Governo deve elevar projeção de inflação em 2026 sob impacto do El Niño, diz secretária

Sul do Brasil pode ter impactos do El Niño O Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%, principalmente por causa dos efeitos do fenômeno climático El Niño. A informação foi dada nesta quarta-feira (2) pela secretária de Política Econômica da pasta, Débora Freire. Em entrevista ao portal Jota, a secretária afirmou que o governo agora tem mais certeza de que o El Niño será intenso. Com isso, a desaceleração da inflação esperada para o segundo semestre deste ano deve ser menor do que o previsto. "A gente já esperava um El Niño mais agressivo, mas agora esse cenário está se consolidando de forma mais robusta. Então, devido a isso, a gente entende que há um risco, há um vetor altista para a inflação neste ano", disse. Segundo Freire, a nova projeção deve ficar acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%, mas ainda abaixo da estimativa do mercado. Nesta semana, o boletim Focus do Banco Central apontou uma expectativa de inflação de 5,33% para 2026. A secretária também disse que a Fazenda, por enquanto, mantém a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. A projeção divulgada em maio é de alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede tudo o que o país produz em bens e serviços. Ela ressaltou, no entanto, que os números ainda estão sendo revisados e poderão ser ajustados antes da divulgação oficial, prevista para este mês. Ministério da Fazenda Agência Brasil Juros altos pelo mundo dificultam crescimento no Brasil Freire acrescentou que os juros mais altos nas principais economias do mundo tornam mais difícil o crescimento da economia brasileira em 2027. Segundo ela, a expectativa de uma taxa Selic maior do que a prevista anteriormente também pode reduzir o ritmo da atividade econômica. Sobre as contas públicas, a secretária afirmou que o arcabouço fiscal, conjunto de regras que limita o crescimento dos gastos do governo, está cumprindo seu papel de melhorar as finanças públicas de forma gradual. "Nossa expectativa é que o arcabouço fiscal faça a convergência da dívida pública no médio prazo, não no próximo ano", afirmou. Ela reconheceu, porém, que ainda há desafios. Entre eles, citou a necessidade de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios, dentro do limite de aumento real de 2,5% ao ano previsto pelo arcabouço fiscal. Também destacou a importância de ampliar a formalização dos trabalhadores, o que aumenta a arrecadação de contribuições para a Previdência.
02/07/2026 15:49:57 +00:00
'Café dos Perdedores': cafeteria oferece bebida grátis para consolar torcedores de seleções eliminadas da Copa do Mundo

Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters Enquanto milhares de mexicanos comemoravam a classificação da seleção para as oitavas de final da Copa do Mundo, uma cafeteria na Cidade do México seguia na contramão da festa. Na porta, a bandeira do Equador permanecia hasteada como forma de receber justamente quem deixou o Mundial pelo caminho. O Losers Cafe ("Café dos Perdedores", em tradução livre), no bairro de Condesa, foi criado para acolher torcedores das seleções eliminadas. A proposta é simples: quem aparece vestindo a camisa de um time derrotado ganha uma bebida gratuita e encontra um ambiente pensado para transformar a frustração em bom humor. Todos os dias, pequenas bandeiras das seleções que deram adeus ao torneio são colocadas na entrada da cafeteria. No interior do estabelecimento, até os guardanapos entram na brincadeira, com a mensagem: "seque suas lágrimas". Foi ali que a fotógrafa Monse Aguilar, de 24 anos, torcedora da África do Sul, encontrou um pouco de conforto depois da derrota por 1 a 0 para o Canadá, resultado que eliminou sua seleção da Copa. "É como um abraço para o coração depois de perder", disse ela enquanto tomava a bebida oferecida pela casa. De cafeteria tradicional a 'Café dos Perdedores' Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters A iniciativa surgiu de uma campanha da marca sueca de alternativas lácteas Oatly, que convidou Ian Infante, proprietário do tradicional Compay Café, para transformar temporariamente o estabelecimento no Losers Cafe durante a Copa do Mundo. Natural da Venezuela, Infante contou que se identificou imediatamente com a proposta. Como imigrante, afirmou compreender o sentimento deixado por uma derrota esportiva e viu na ideia uma forma de criar um espaço de acolhimento para torcedores que, muitas vezes, deixam de fazer parte da festa após a eliminação de suas seleções. Nem todos entenderam a proposta logo de início. "As pessoas diziam: 'Eu não sou um perdedor'. Mas, quando explicávamos o conceito, elas passavam a enxergar a iniciativa com humor e se sentiam mais conectadas umas às outras", contou. Humor mexicano Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters Segundo Rocio de la Cuadra Diaz, desenvolvedora de mercado da Oatly no México, a campanha foi lançada na capital mexicana — e não em cidades dos Estados Unidos ou do Canadá, que também recebem partidas da Copa — por causa do crescimento da marca na América Latina e do senso de humor dos mexicanos. "A ideia de criar um café para perdedores no México fez sentido porque quase sempre perdemos", afirmou. A brincadeira, porém, ganhou um novo contexto. Depois de conquistar sua primeira vitória em um mata-mata de Copa do Mundo em 40 anos, o México voltou a sonhar alto no torneio. Agora, os torcedores do El Tri esperam repetir o feito diante da Inglaterra nas oitavas de final. E, se a eliminação vier, eles já sabem onde encontrar um café — e um pouco de consolo. ACOMPANHE os destaque da Copa do Mundo no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo
02/07/2026 15:35:59 +00:00
Adolescente acusa redes sociais de causar depressão; TikTok fecha acordo antes do julgamento
Dancinhas de TikTok e remixes de funk invadem quadrilhas escolares O TikTok fez um acordo para encerrar uma ação movida por um adolescente poucas semanas antes de a empresa enfrentar um julgamento considerado importante para definir a responsabilidade das redes sociais por danos à saúde mental causados pela dependência de suas plataformas. O adolescente de 15 anos, da Flórida, identificado apenas pelas iniciais R.K.C., acusa quatro empresas de terem prejudicado sua saúde mental. Em 23 de junho, ele já havia chegado a um acordo com o YouTube. Já a Meta e o Snapchat continuam como rés no processo, cujo julgamento está previsto para começar em 27 de julho. "Podemos confirmar que foi alcançado um acordo em princípio com o TikTok", informou nesta quarta-feira (1º) à AFP o escritório Morgan & Morgan, que representa o adolescente. Os termos do acordo não foram divulgados. O TikTok também já havia encerrado, em janeiro, outro processo semelhante - o primeiro desse tipo envolvendo a empresa. Empresa chinesa dona do TikTok fecha acordo para vender a filial da rede social nos EUA Adolescente ainda está em tratamento para depressão e ansiedade O julgamento, que será realizado em um tribunal de Los Angeles, é considerado mais um marco para definir como poderão evoluir milhares de ações relacionadas à dependência de redes sociais nos Estados Unidos. Segundo a ação, anos de uso compulsivo das plataformas contribuíram para que o adolescente desenvolvesse graves problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Ele afirma que ainda está em tratamento. Após o acordo com o YouTube, os advogados do Morgan & Morgan afirmaram que as empresas de redes sociais "vêm há anos elaborando estratégias para fisgar crianças desde cedo e maximizar seu uso, por meio de recursos como reprodução automática e rolagem infinita, tudo com o objetivo de aumentar seus lucros às custas da saúde mental de nossos jovens". Multa passa dos R$ 30 milhões Em março, um júri de Los Angeles determinou que a Meta e o Google, controlador do YouTube, pagassem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,23 milhões) a outra jovem. Na ocasião, TikTok e Snap também encerraram o caso por meio de acordos antes do julgamento, sem admitir responsabilidade. Em maio, Meta, Snap, TikTok e YouTube aceitaram pagar cerca de US$ 27 milhões (R$ 140,55 milhões) a um distrito escolar de Kentucky para evitar outro julgamento. O processo é considerado um teste para cerca de 1.200 ações semelhantes movidas por distritos escolares em todo o país. Além disso, em outro processo que pode ir a julgamento em agosto, em Oakland, mais de 30 estados norte-americanos processam a Meta por acusações semelhantes.
02/07/2026 15:27:37 +00:00
Flávio vê fortalecimento de Lula em ano eleitoral e pede aos EUA adiamento de tarifas contra Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em que pede o adiamento, por 180 dias, da aplicação, por parte do governo norte-americano, de novas tarifas contra exportações brasileiras. Flávio pede, portanto, um adiamento das taxas de 25% para depois das eleições presidenciais no Brasil. No documento de 86 páginas, o político do PL diz que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos e não mudou o comportamento das autoridades brasileiras. Para o senador, as investidas tarifárias da gestão Trump contra o Brasil tem, ao contrário, fortalecido politicamente, em um ano eleitoral, o governo Lula, que tem enquadrado as ações no campo econômico como ataques à soberania nacional. "Pesquisas de opinião pública brasileiras mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente", afirma um trecho do documento de Flávio. "As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA", diz outra parte da carta. Agora no g1 O presidente Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O petista, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida. "Obrigado, presidente Donald J. Trump. Espero que as autoridades brasileiras agora tratem esses assuntos com a seriedade que merecem. O Brasil não pode — e não vai — se tornar outra Venezuela, Cuba ou Nicarágua. Deus abençoe os Estados Unidos, Deus abençoe o Brasil", escreveu Eduardo em julho de 2025. Novas taxas podem entrar em vigor neste mês No documento, encaminhado nesta quarta-feira (1º), Flávio se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência da República e lembra que se reuniu recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e como o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar das tarifas. Na carta, o parlamentar se refere à investigação "Seção 301" da Lei de Comércio de 1974, sobre atos e práticas do Brasil relacionados a comércio digital (PIX), tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento. Com base nessa investigação, o USTR propôs novas tarifas contra produtos brasileiros a serem aplicadas nas próximas semanas. 🔎Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas. Em outra frente, o governo do presidente Lula também enviou nesta quarta uma resposta à investigação dos norte-americanos. No documento, assinado pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o Brasil afirma que o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos. Tanto o documento do governo quanto o de Flávio foram entregues no último dia de prazo para envio de considerações sobre a proposta de taxação do Escritório de Comércio dos EUA. Prazo para negociação Para o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, uma saída para o impasse entre os dois países poderia ser a suspensão, com um prazo de 180 dias, extensível por mais 90 dias caso haja progresso nas negociações, com o retorno automático das tarifas caso o governo brasileiro não se engaje, de boa-fé, nas negociações. "O governo atual teria esse período para se engajar em negociações de boa-fé, sem a perspectiva de dividendos eleitorais, ou enfrentaria as consequências da retomada dessas ações. Esse mesmo período daria à oposição no Congresso o tempo e a legitimidade para pressionar o governo atual a intensificar seus próprios esforços de negociação de boa-fé", afirma Flávio. "No caso de uma vitória da oposição, o presidente eleito nomearia imediatamente um negociador para conduzir as negociações adiante, também de boa-fé", completa o parlamentar. Apesar das afirmações do senador do PL, o governo brasileiro montou um grupo, composto por políticos, economistas e diplomatas, para tratar das tarifas com autoridades dos Estados Unidos. Esse grupo de trabalho já participou de quatro rodadas de negociações com os norte-americanos. A reunião mais recente ocorreu nesta quinta-feira (2). Flávio também apresenta outros argumentos para defender a suspensão da aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, como: custos para os EUA: o senador aponta que as tarifas prejudicam a economia americana, citando que os EUA possuem um superávit comercial com o Brasil, que empresas americanas são os maiores investidores estrangeiros no país e que a retaliação brasileira afetaria exportadores e consumidores americanos. outras alternativas: Flávio sugere que, em vez de tarifas generalizadas, os EUA possuem ferramentas mais eficazes e direcionadas, como sanções financeiras e restrições de visto baseadas na estrutura da Lei Magnitsky para alcançar os responsáveis específicos pelas práticas contestadas pelos norte-americanos, sem punir a população e o setor produtivo brasileiro como um todo. Para Flávio, a sociedade e o setor produtivo do Brasil não apoiam, em sua maioria, a postura do governo Lula em relação aos Estados Unidos. remédio inadequado: o parlamentar diz reconhecer preocupações legítimas dos EUA em alguns pontos, mas contesta a ideia de tarifas "cegas" como remédio adequado para a resolução desses problemas. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC
02/07/2026 15:17:20 +00:00
Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos

Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego A Lego montou 22 karts para que os pilotos de Fórmula 1 façam uma animada volta de apresentação no GP de Silverstone no próximo domingo (5). Cada um dos carrinhos usa 28 mil peças e tem motor elétrico para chegar até 25 km/h. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "Sempre ouvimos nossos fãs, e ficou claro, durante o desfile dos pilotos no Grande Prêmio de Miami de 2025, que tanto os fãs quanto os pilotos queriam mais", afirmou Julia Goldin, diretora de Produto e Marketing do Grupo Lego. Se carros de corrida são conhecidos pela leveza, o mesmo não dá para dizer sobre os karts feitos de Lego. Cada carrinho pesa 280 kg, sendo que 65 kg são só de peças do brinquedo de montar. Os karts foram criados por 20 especialistas em design e precisaram de 6.400 horas de mão de obra para serem concluídos. Cada kart usa as cores e desenhos inspirados nas carrocerias dos modelos de F1. Galerias Relacionadas A inspiração para aumentar o grid de carros de Lego veio depois do sucesso do GP de Miami de 2025. Na ocasião, cada dupla de pilotos compartilhou uma réplica em tamanho real de um carro de F1 feito com 400 mil blocos cada. Os F1 feitos com blocos de montar pesavam 1 tonelada e chegavam até 20 km/h. Os pneus Pirelli eram os mesmos usados pelos carros de corrida. O que era para ser só uma exibição acabou virando uma disputa por posições. Em Miami, os carros de F1 colidiram e deixaram peças pelo caminho. Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego “No ano passado, o desfile dos pilotos da F1 em Miami com os carros gigantes da LEGO foi um dos momentos mais memoráveis e comentados da temporada, capturando a imaginação dos fãs em todo o mundo e mostrando um lado diferente do esporte", diz Emily Prazer, diretora comercial da F1. Neste ano, segundo a executiva, a organização está ampliando essa experiência para criar um espetáculo incrível para os fãs que estarão presentes no Grande Prêmio da Grã-Bretanha e para aqueles que acompanharão a corrida em todo o mundo. "Há algo realmente especial em reunir os universos da Fórmula 1 e das brincadeiras com LEGO, combinando inovação, criatividade e entretenimento de uma forma capaz de inspirar e empolgar fãs de todas as idades", diz. No GP de Miami de 2025, cada dupla de pilotos de F1 compartilhou um carro Divulgação / Lego Carro de Lego a 111 km/h Recentemente, outro carro de Lego mais complexo chamou a atenção. Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construída inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veículo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa. A marca anterior, de 2018, era de 50 km/h e pertencia a um Bugatti Chiron também na escala 1:1. O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluído. Agora no g1 O veículo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veículo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA). A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição. Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade Divulgação / Lego Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veículo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real. A Lego e a montadora sueca não revelaram dados técnicos desse propulsor elétrico. A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo característico da Koenigsegg. Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 Divulgação / Lego Diversas partes do veículo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real. O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8. O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veículo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas. Galerias Relacionadas
02/07/2026 15:02:43 +00:00
Reality de Viih Tube que daria R$ 20 mil a funcionário vira alvo do MPT; veja os direitos dos trabalhadores

Reality de Viih Tube com prêmio de R$ 20 mil levanta debate sobre direitos trabalhistas "Esse é o reality, literalmente, da nossa casa." Foi assim que Viih Tube anunciou, nas redes sociais, o reality "As Patroas", programa em que 11 funcionários da influenciadora e ex-BBB e de seu marido, Eliezer, disputariam um prêmio de R$ 20 mil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O primeiro episódio foi publicado na terça-feira (30) no canal da influenciadora no YouTube e nas redes sociais do casal. Menos de 24 horas depois, o conteúdo foi retirado do ar no Youtube após uma série de críticas relacionadas à exposição da relação entre empregadores e empregados. Embora tenha sido removido do YouTube, o conteúdo continua disponível no Instagram e no TikTok. Na tarde desta quinta-feira (2), Viih Tube e Eliezer publicaram o segundo episódio do reality, que aborda temas como a precarização do trabalho e a escala 6x1. Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil Reprodução/YouTube "O 2º episódio (todo lavando roupa suja) estava previsto para sair no sábado, como anunciado anteriormente. Mas, devido à repercussão gigantesca — a gente queria a atenção de vocês, mas não imaginava tudo isso —, estamos postando hoje", escreveu a influenciadora. A repercussão levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a abrir um procedimento para apurar o caso. Em nota enviada ao g1, o órgão informou que "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos". O caso também motivou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem citar diretamente os influenciadores, o tribunal publicou nas redes sociais que expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. "A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", afirmou o TST. Initial plugin text O g1 procurou Viih Tube e Eliezer para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem. A reportagem também entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para saber se o órgão recebeu alguma denúncia relacionada ao programa ou se pretende analisar o caso sob a ótica da legislação trabalhista. Não houve retorno. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também foi procurado. O g1 questionou se a Justiça do Trabalho já analisou ações envolvendo situações semelhantes, em que a relação de trabalho é transformada em conteúdo de entretenimento, e qual é o entendimento do tribunal sobre esse tipo de iniciativa. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. Exposição indevida A repercussão do reality levantou uma discussão sobre os limites legais quando a relação de trabalho se transforma em entretenimento. Afinal, até onde um empregador pode expor seus funcionários? É possível exigir a participação? Um termo de uso de imagem é suficiente? E se o trabalhador desistir das gravações? Para a advogada trabalhista Paula Borges, especialista em Direito do Trabalho do Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria, o caso envolve duas relações distintas: o contrato de trabalho e a participação em um produto de entretenimento. Segundo ela, o vínculo empregatício, por si só, não autoriza a exploração comercial da imagem do trabalhador. O contrato de prestação de serviços não se estende à exploração da imagem sem relação com a função para a qual ele foi contratado. Como há proveito econômico direto para o empregador, é necessário um tratamento contratual específico, remunerado e separado do vínculo de emprego. Termo de imagem não basta De acordo com a especialista, um simples termo de autorização de uso de imagem não é suficiente para viabilizar esse tipo de iniciativa. Segundo ela, seria necessário um contrato específico, separado do vínculo empregatício, prevendo a participação no reality, remuneração pelo uso da imagem, consentimento livre e informado do trabalhador e o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, a participação deve ser efetivamente voluntária. "A atividade não faz parte das funções para as quais o trabalhador foi contratado. Por isso, a recusa não pode gerar punições, perda de benefícios ou até uma demissão. Qualquer consequência negativa na relação de emprego é ilegal", afirma. Na avaliação da advogada, esse é justamente um dos pontos mais delicados do caso. "Na relação de trabalho, o funcionário pode sentir que precisa aceitar o convite por medo de desagradar o empregador ou sofrer alguma consequência, mesmo que ninguém faça uma ameaça direta. Por isso, a decisão de participar precisa ser realmente livre e sem qualquer tipo de pressão", completa. Funcionário pode desistir Paula Borges afirma que o trabalhador pode desistir da participação a qualquer momento, já que o direito à imagem é um direito da personalidade e sua autorização pode ser revogada. Ela acrescenta que, caso o conteúdo exponha o funcionário a situações humilhantes ou constrangedoras, o empregador poderá responder judicialmente. "A Justiça do Trabalho já possui entendimento consolidado de que obrigar empregados a participar de vídeos, brincadeiras ou situações potencialmente vexatórias extrapola os limites do poder diretivo do empregador e pode gerar indenização por danos morais", afirma. A advogada também chama atenção para o tempo dedicado às gravações. Se a participação ocorrer fora da jornada de trabalho e houver controle do empregador ou obrigatoriedade de comparecimento, esse período poderá ser considerado tempo à disposição da empresa e deverá ser remunerado. Segundo ela, o empregador também pode ser responsabilizado pelos impactos decorrentes da exposição pública dos trabalhadores, como ataques nas redes sociais. "Ao expor o empregado para um público amplo com finalidade comercial, o empregador assume um risco previsível. Se essa exposição causar danos à imagem ou à dignidade do trabalhador, pode haver responsabilização civil", explica. Antes de aceitar participar de um reality promovido pelo próprio empregador, a especialista recomenda que o trabalhador saiba que pode recusar o convite sem sofrer qualquer prejuízo na relação de trabalho, exigir um contrato específico para a exploração de sua imagem, receber remuneração pela participação e desistir a qualquer momento. A especialista ressalta ainda que a assinatura de um termo de uso de imagem não impede um eventual pedido de indenização caso a exposição seja considerada abusiva ou vexatória. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
02/07/2026 14:45:57 +00:00
Cashback do Imposto de Renda: 500 mil contribuintes ficam sem receber por falta de CPF cadastrado como chave PIX

O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou nesta quinta-feira (2) que cerca de 500 mil contribuintes que teriam direito ao chamado "cashback" do Imposto de Renda neste ano não receberão os valores por não ter o CPF cadastrado como chave PIX. Esses contribuintes correspondem a 13% do total de 4 milhões de pessoas que receberão até R$ 1 mil diretamente na conta bancária. Com isso, serão pagos até R$ 500 milhões a cerca de 3,5 milhões de trabalhadores. "Essas pessoas não estavam obrigados a declarar, mas tiveram retenção na fonte em algum mês, pois receberam mais de dois salários mínimos. Se fizessem a declaração, teriam o dinheiro de volta. Mas eles nunca fizeram a declaração, não sabem, ou teriam de pagar pra alguém fazer", explicou José Carlos, da Receita Federal. A partir das 9h da próxima quarta-feira (8), os contribuintes poderão fazer consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. Receita paga lote especial de restituição do IR a contribuintes com direito a 'cashback' Os recursos serão depositados automaticamente nas contas bancárias dos trabalhadores em 15 de julho. Como funciona o cashback do IR A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1 mil; possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF. Como consultar A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento. Pagamento será via PIX A marca PIX, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo o governo Reprodução A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave PIX do tipo CPF. Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte. Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave PIX deverá cadastrá-la para receber os valores. Lote é separado das restituições tradicionais O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026. Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes. Consulta à restituição ao Imposto de Renda John Pacheco/g1
02/07/2026 14:27:35 +00:00
Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño
O governo do Peru declarou estado de emergência em 796 distritos — cerca de 40% do total do país — devido ao risco iminente de fortes chuvas associadas ao fenômeno climático El Niño, segundo um decreto publicado nesta quinta-feira (2). A medida, com duração de 60 dias, permite ao governo adotar ações e medidas extraordinárias para reduzir o risco considerado "muito alto" enfrentado pelos distritos afetados. O estado de emergência, estabelecido por um decreto assinado pelo presidente em fim de mandato José Maria Balcazar, abrange regiões como Lima, Cusco e Arequipa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora no g1 Os governos regionais e locais serão responsáveis por implementar as medidas de emergência em coordenação com as autoridades nacionais, segundo o decreto. As ações adotadas durante o estado de emergência serão financiadas com os orçamentos já existentes das instituições envolvidas, sem necessidade de recursos adicionais do Tesouro Público. O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, que altera os padrões climáticos globais, provocando seca em algumas regiões produtoras de alimentos e chuvas mais intensas em outras. El Niño deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e temperaturas El Niño deve persistir e aumenta alerta para seca no Espírito Santo
02/07/2026 13:54:58 +00:00
PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil

Brasil nega que PIX ameace empresas americanas O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (1º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Na visão do governo brasileiro, se o ritmo e a condução de processos de combate à corrupção, a confidencialidade de ordens judiciais emitidas em conformidade com o direito interno ou a estrutura de um sistema de pagamentos digitais fossem suficientes, por si sós, para justificar uma ação com base na Seção 301, "a lei deixaria de ter um limite claro sobre o que pode ou não ser usado para aplicar sanções". Com isso, enviou um documento de 29 páginas em que rebateu ponto a ponto as críticas norte-americanas. Veja, nesta reportagem, o que os EUA criticaram, e os argumentos de defesa do Brasil (clique para seguir o conteúdo). Comércio digital e serviços de pagamento (PIX) Regulação de redes sociais e STF Tarifas preferenciais desleais Acesso ao mercado de etanol Proteção da propriedade intelectual Combate à corrupção Desmatamento ilegal O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 REUTERS/Elizabeth Frantz Comércio digital e serviços de pagamento (PIX) ➡️O que dizem os Estados Unidos: O USTR afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o relatório norte-americano, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. ➡️O que diz o Brasil: O governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital. O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia. Além disso, o documento compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o autoridade monetária dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal. Regulação de redes sociais ➡️O que dizem os Estados Unidos: O USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem a divulgação dessas decisões. O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site. Isso, segundo os americanos, configura censura e atentado à liberdade de expressão. O Rumble foi bloqueado no Brasil em fevereiro de 2025 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. 🔎O Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual. Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias. Ministro do STF Alexandre de Moraes Luiz Silveira/STF Em reação, a plataforma Rumble e o grupo Trump Media acionaram a Justiça da Flórida contra o ministro Moraes. As duas companhias recorreram para tentar barrar a aplicação de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes no Brasil, sob o argumento de que elas configuram censura e violam garantias constitucionais dos EUA. Como a ação foi apresentada apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo. ➡️O que diz o Brasil: Sobre essas determinações contra redes sociais, o governo afirma que as deciões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais. Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal. A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país. "A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento. O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos." Tarifas preferenciais desleais ➡️O que dizem os Estados Unidos: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com México e Índia. Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente. ➡️O que diz o Brasil: O governo brasileiro afirma que seus acordos comerciais com países como México e Índia são legítimos, de longa data e negociados dentro de estruturas regionais reconhecidas e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo o tratamento diferenciado a países em desenvolvimento. Segundo a manifestação, como membro do Mercosul, o Brasil adota preferencialmente negociações tarifárias por meio de arranjos regionais permitidos pelas normas multilaterais. No documento, o Brasil diz ainda que a insatisfação dos Estados Unidos com o perfil econômico ou a competitividade de parceiros comerciais brasileiros não transforma esses acordos em práticas passíveis de sanção. "A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar arranjos preferenciais legítimos como 'desarrazoados' apenas porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar concorrência dos beneficiários desses arranjos no mercado brasileiro", diz o texto. Neste trecho, volta a destacar que "os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024". Acesso ao mercado de etanol ➡️O que dizem os Estados Unidos: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA. ➡️O que diz o Brasil: O Brasil observa que o USTR não sustenta que a tarifa atual do Brasil sobre o etanol viole quaisquer compromissos bilaterais com os Estados Unidos. Tampouco identifica uma tarifa que seja aplicada de forma discriminatória exclusivamente ao etanol norte-americano. O escritório de comércio americano aponta, no relatório, a queda nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil e o acesso contínuo do etanol brasileiro ao mercado dos Estados Unidos como evidência de que os atos, políticas e práticas do Brasil seriam desarrazoados e onerariam ou restringiriam o comércio dos Estados Unidos. O que, na visão do governo brasileiro, são alegações "insuficientes para sustentar uma ação com base na Seção 301". "A tarifa se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina contra os Estados Unidos." Proteção da propriedade intelectual ➡️O que dizem os Estados Unidos: Os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria. O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses. ➡️O que diz o Brasil: O governo Lula defende que essa abordagem é problemática, considerando que o próprio USTR reconheceu recentemente os avanços do Brasil na área de proteção da propriedade intelectual. "As manifestações de réplica apresentadas pelo Brasil após a audiência destacaram que o próprio USTR, no Relatório Especial 301 de 2025, retirou o Brasil da Lista de Observação Prioritária em reconhecimento ao ‘progresso concreto’ na aplicação da propriedade intelectual". "O Brasil demonstrou que os indicadores relevantes apresentaram melhora significativa como resultado de reformas administrativas e de medidas de redução de acervo acumulado implementadas por meio da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual do Brasil e de iniciativas relacionadas". Combate à corrupção ➡️O que dizem os Estados Unidos: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção. O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. ➡️O que diz o Brasil: Segundo o governo, o relatório não trata adequadamente do histórico mais amplo de combate à corrupção apresentado pelo Brasil ao USTR. "As manifestações anteriores do Brasil explicaram que o país mantém um regime abrangente de combate à corrupção, ancorado tanto no direito interno quanto em compromissos internacionais, incluindo a Convenção Antissuborno da OCDE, a Convenção Interamericana contra a Corrupção, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional". Desmatamento ilegal ➡️O que dizem os Estados Unidos: O documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema. ➡️O que diz o Brasil: O Brasil disse que, desde janeiro de 2023: aumentou os recursos destinados aos principais órgãos responsáveis pelo combate ao desmatamento ilegal; ampliou operações em campo; fortaleceu o monitoramento por satélite; suspendeu congelamentos anteriores que afetavam multas ambientais; e intensificou o uso de instrumentos legais e administrativos já existentes. De acordo com os dados orçamentários mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), a destinação de recursos para a área "passou de R$ 181,8 milhões em 2022 para R$ 340,99 milhões em 2026, um aumento de 87,6% no período, totalizando R$ 1,345 bilhão acumulado entre 2022 e 2026".
02/07/2026 13:04:33 +00:00
Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE

Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais. Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade". Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular. Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 Congerdesign/Pixabay Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%). O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%. Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança. Uso de internet cresce no Brasil No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%. Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular. O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.
02/07/2026 13:00:41 +00:00
Uso de internet chega a 90,5% dos brasileiros, e diferença cai entre áreas urbanas e rurais, diz IBGE

Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE O uso de internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na prática, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil, com base no acesso feito nos 90 dias anteriores às entrevistas. É uma nova alta do índice, que alcançou 89,2% da população, em 2024, de acordo com o IBGE. Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários de internet no Brasil, 98,7% se conectam pelo celular. Na sequência, estão a televisão (57,8%), o computador (33,4%) e o tablet (9,2%). Segundo o IBGE, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil em 2025 Reprodução/Unsplash Áreas urbanas continuam com maior uso de internet, mas a diferença para áreas rurais diminuiu nos últimos anos: a distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025. Entre os estudantes, 92,4% usaram a internet, sendo 97,2% da rede privada de ensino e 89,9% da rede pública. A diferença é maior entre alunos do ensino fundamental e diminui entre estudantes dos ensinos médio e superior. Segundo o levantamento,17,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais não usaram a internet em 2025. Os principais motivos foram não saber usar a rede (44,9%) e a falta de necessidade (27,8%). A pesquisa apontou ainda que 89,8% das pessoas com 10 anos ou mais tinham celular em 2025. Entre os que não tinham o aparelho, os principais motivos foram não saber usar (31,1%), não ver necessidade (21,1%) e o preço alto (14,9%). Cresce uso de internet entre idosos Embora ainda seja o grupo com menor proporção de usuários de internet, a população com 60 anos ou mais registrou o maior crescimento no uso da rede, segundo o IBGE. O uso de internet nesta faixa etária cresceu de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Na comparação com 2019, a alta é ainda maior, chegando a 29,6 pontos percentuais. O crescimento do uso de internet entre idosos pode ter sido causado "pela evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade", avalia o IBGE. Idosos também foram o grupo com a maior alta no uso de celular, passando de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025. O crescimento em relação a 2019 foi de 13,6 pontos percentuais. Preocupação com privacidade de crianças A faixa etária de 10 a 13 anos foi a única a registrar queda no uso de internet, passando de 84,9%, em 2024, para 84,4%, em 2025. Entre os que não usaram a internet no período avaliado, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%), a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%). Crianças de 10 a 13 anos também usaram menos o celular em 2025, passando de 56,7% para 55,2%. A preocupação com privacidade e segurança foi o principal motivo para elas não usarem o aparelho. A PNAD Contínua com dados de 2025 também apontou que: 93,9% dos domicílios tinham televisão, o que representou uma estabilidade e interrompeu uma sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica; entre os domicílios com TV, 85,8% recebiam sinal digital ou analógico, 44,4% pagavam serviço de streaming de vídeo e 23,5% tinham serviço de TV por assinatura; 38,7% dos domicílios tinham computador, interrompendo a sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica; 11,6% dos domicílios tinham tablet; 97,4% dos domicílios tinham celular e 5,9% dos domicílios contavam com telefone fixo; 46,9% dos domicílios tinham rádio; entre os domicílios com internet, 20,2% tinham algum tipo de dispositivo inteligente.
02/07/2026 13:00:05 +00:00
Sony vai deixar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028

Sony deixará de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028 Unsplash/Kerde Severin A Sony deixará de produzir discos físicos (CDs) para os novos videogames de seus consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028, quando os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital, anunciou o grupo japonês. "A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados em consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028", informou a Sony em uma publicação no blog da empresa. A companhia afirmou que a mudança "não afetará os jogos que já tenham sido lançados ou que venham a ser lançados antes de janeiro de 2028 em formato físico". O anúncio ocorre poucos meses antes do lançamento exclusivamente digital de Grand Theft Auto (GTA) VI, que pode se tornar o produto cultural mais vendido da história. Nas redes sociais, alguns usuários criticaram que a ausência de disco físico eliminaria o mercado de segunda mão para esse título. "É uma evolução natural para a Sony Interactive Entertainment, que se adapta às tendências dos consumidores, já que a preferência geral por mídias digitais supera amplamente a dos discos físicos", declarou a companhia. Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios
02/07/2026 12:50:09 +00:00
EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

Máquinas movidas a biodiesel B100 Marcelo Souza / g1 O esforço do presidente Donald Trump para ampliar a produção de biodiesel e cumprir promessas feitas a agricultores e comunidades rurais está esbarrando na realidade do mercado: as usinas americanas não estão conseguindo acompanhar as metas estabelecidas pelo governo. A diferença entre as metas e a produção efetiva traz riscos políticos e econômicos. Uma escassez prolongada pode elevar fortemente os preços dos créditos de combustíveis renováveis e obrigar o governo Trump a recorrer a um dispositivo raramente utilizado, que permite reduzir as metas previamente definidas para adequá-las às condições do mercado. Uma eventual revisão das metas representaria um recuo incomum e poderia desagradar agricultores e produtores de biocombustíveis, que pressionaram por cotas maiores e formam uma importante base política do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. Agora no g1 Parte da produção também já está comprometida com contratos de exportação, onde os preços têm sido mais atrativos devido às interrupções na oferta provocadas pela guerra no Irã. Esses volumes, porém, não geram créditos para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). As refinarias geraram 736 milhões de créditos renováveis (RINs) em maio, segundo dados da EPA, bem abaixo dos cerca de 915 milhões necessários por mês para manter o ritmo exigido pelas metas, afirmou Scott Irwin, economista agrícola da University of Illinois. Segundo as estimativas de Irwin, a produção nos quatro primeiros meses de 2026 ficou 1,41 bilhão de RINs abaixo do necessário. Para compensar esse déficit, a produção teria de superar em mais de 20% o maior volume mensal já registrado pelo setor durante o restante do ano. "As metas, na prática, exigem que as usinas de biodiesel operem em seu maior ritmo sustentado da história e que as plantas de diesel renovável produzam muito acima de qualquer nível que já tenham alcançado", afirmou Irwin. "Não há como o setor cumprir as metas no ritmo em que está", afirmou Paul Niznik, diretor de energia da Capstone LLC, empresa de Washington que assessora refinarias, distribuidoras de combustíveis e fundos de investimento. "O déficit tem gerado grande preocupação em todo o setor, principalmente sobre qual será a reação do governo." Segundo ele, os agentes do mercado não esperam que a EPA intervenha, apesar de a agência ter autoridade para conceder uma flexibilização das metas. Em vez disso, o governo poderia adotar medidas como reduzir as obrigações previstas para 2028, alterando a forma como os volumes importados são contabilizados para o cumprimento das exigências. Incerteza regulatória freou a produção A produção ficou represada por meses enquanto fabricantes de biodiesel e diesel renovável aguardavam que o governo Trump concluísse as regras para o crédito tributário federal 45Z, destinado à produção de combustíveis limpos. As diretrizes, divulgadas nas últimas semanas, eliminaram algumas restrições relacionadas ao uso da terra e ampliaram os incentivos ao diesel renovável produzido com soja — mudanças reivindicadas pelo setor havia cerca de um ano. Segundo Jeramie Weller, gerente-geral da Minnesota Soybean Processors, produtora de biodiesel, as novas regras trazem mais segurança para ampliar a produção e firmar contratos de fornecimento de matéria-prima com agricultores. Ainda assim, ele afirma que não está claro se as medidas chegaram a tempo de compensar as perdas de produção acumuladas anteriormente. A disparada dos preços do petróleo, provocada pelo conflito com o Irã, também reduziu o ritmo de crescimento da produção de biodiesel. As interrupções na oferta elevaram a rentabilidade dos combustíveis fósseis, incentivando as refinarias a maximizar a produção de derivados de petróleo em vez de expandir a oferta de combustíveis renováveis. Estoque de créditos diminui A produção abaixo do esperado também está reduzindo uma reserva que historicamente ajudava o mercado a absorver déficits temporários. O chamado "banco de RINs" — estoque de créditos não utilizados que as refinarias podem usar para cumprir as metas — vem sendo reduzido ao longo deste ano, à medida que a produção fica abaixo do necessário enquanto a demanda permanece elevada. Se essa tendência continuar, analistas alertam que essa reserva poderá se esgotar até o fim de 2026, pressionando ainda mais os preços dos créditos. Os preços dos RINs já atingiram níveis recordes, elevando os custos de conformidade para refinarias menores, que dependem da compra desses créditos em vez de misturar combustíveis renováveis por conta própria. A perspectiva de um mercado mais apertado intensificou a pressão de lobby em Washington. A American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM), principal associação das refinarias americanas, vem se reunindo com parlamentares no Congresso para pressionar o governo a rever as metas de biocombustíveis para 2026. A entidade também entrou com uma ação judicial contra a EPA. "Os americanos pagarão bilhões de dólares a mais do que deveriam se o programa de combustíveis renováveis não for redimensionado", afirmou a AFPM em materiais distribuídos a parlamentares, argumentando que o alto custo dos créditos acaba elevando os preços dos combustíveis para os consumidores. Em resposta por e-mail, a EPA afirmou que avalia o cumprimento das metas considerando o ano inteiro e leva em conta as oscilações normais entre os meses, incluindo o uso dos créditos já existentes para cobrir déficits temporários. Para Brett Gibbs, analista da Bloomberg Intelligence, a EPA pode ter subestimado tanto o volume de exportações de biodiesel e diesel renovável quanto as dificuldades de importar matérias-primas no curto prazo devido ao conflito com o Irã. "A EPA pode muito bem ter um problema nas mãos até as eleições de meio de mandato. E certamente entrando em 2027", afirmou Gibbs.
02/07/2026 12:26:19 +00:00
União Europeia aposta em euro digital para reduzir domínio dos EUA

Notas de euro. Reuters Esperava-se que as moedas digitais, ou criptomoedas, revolucionassem a forma como se executam pagamentos por bens e serviços. Ainda assim, em 2026, quando um europeu entra em uma loja ou compra algo online, ele recorre ao dinheiro em espécie ou ao cartão. A volatilidade e a complexidade do bitcoin impediram que ele se tornasse um meio de pagamento cotidiano. Mas, agora, o Banco Central Europeu (BCE), responsável pela gestão do euro na União Europeia (UE), tem planos para uma moeda digital estável. Para os consumidores, o euro digital promete uma forma simples de realizar pagamentos seguros — em lojas, online ou de pessoa para pessoa — com respaldo direto do BCE. No entanto, o avanço do euro digital não é apenas uma atualização tecnológica. Ele tem se tornado cada vez mais uma necessidade geopolítica. Agora no g1 Busca pela soberania monetária Sob o presidente Donald Trump, os Estados Unidos mostraram que podem rapidamente reescrever regras comerciais, impor tarifas ou endurecer controles de exportação de inteligência artificial (IA). Por isso, formuladores de políticas da UE acreditam que a soberania monetária é uma proteção essencial. Mesmo usando o euro, a União Europeia depende fortemente de sistemas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard. As carteiras digitais e os aplicativos, incluindo Google Pay, Apple Pay e PayPal, adicionam outra camada de dependência. A utilização crescente de instrumentos financeiros como ferramentas de pressão geopolítica tem levado governos e bancos centrais a intensificarem as discussões sobre como reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas por terceiros. Foi o caso do Brasil com o PIX, que colocou a soberania digital no centro da tensão com os EUA. "Se globalmente todas essas transações passarem a ser denominadas em dólar sem um euro digital, isso limitaria a eficácia da política monetária do BCE sobre o euro tradicional", afirma Bas van Donselaar, sócio‑administrador da consultoria PaymentGenes. À medida que mais comércio e pagamentos migram para o ambiente online — e cada vez mais para moedas digitais estrangeiras —, a previsão é que o euro digital também ajudará o BCE a gerenciar melhor a oferta de dinheiro, responder a crises econômicas e proteger a moeda contra choques externos. Outras grandes economias estão avançando mais rapidamente, incluindo a China com o yuan digital, ou e‑CNY. Desde seus primeiros testes em 2020, mais de 230 milhões de carteiras pessoais e cerca de 18,8 milhões de carteiras corporativas foram criadas. Até o fim de novembro, a moeda digital chinesa já havia processado mais de 3,48 bilhões de transações de varejo acumuladas, totalizando cerca de 16,7 trilhões de yuans (R$ 12,81 trilhões), segundo a agência de notícias Xinhua. Pequim agora avança ainda mais, expandindo o uso transfronteiriço e até permitindo remuneração sobre saldos em yuan digital. Protegendo a estabilidade financeira da UE Para o euro digital, no entanto, um desafio fundamental é garantir que ele não funcione como uma conta bancária tradicional completa. Se isso ocorresse, bancos europeus poderiam perder depósitos — especialmente durante crises como corridas aos bancos — com consumidores transferindo suas economias para o euro digital. "Se não houver limite para a quantidade de euros digitais que as pessoas podem ter, ele se torna um substituto de contas bancárias”, alertou Emmanuelle Auriol, professora de economia da Toulouse School of Economics. Para evitar isso, o BCE incorporou salvaguardas. Um possível limite de 3 mil euros (R$ 17.7 mil) para saldos em euro digital redirecionaria automaticamente qualquer valor excedente para uma conta bancária vinculada. O euro digital também não pagaria juros, eliminando incentivos para transferir poupanças para fora dos bancos. Empresas seriam impedidas de manter grandes saldos permanentes. Preocupações com vigilância Entre os consumidores, a privacidade continua sendo uma das maiores preocupações. Alguns temem que uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) permita monitoramento estatal dos gastos, traçando paralelos com o sistema de crédito social da China. Na China, cidadãos recebem pontuações com base em seu comportamento, incluindo confiabilidade financeira. Pontuações baixas podem restringir acesso a empréstimos, empregos, serviços públicos ou viagens. No entanto, Auriol rejeitou qualquer associação com o euro digital. "Sistemas de crédito social (como na China) não têm nada a ver com isso”, disse ela à DW. "Proteções de privacidade podem ser equilibradas com medidas anticrime sem criar ferramentas de controle social." O BCE também planeja permitir pagamentos diretos de pessoa para pessoa entre celulares. Isso preservaria uma anonimidade semelhante à do dinheiro em espécie para pequenas transações cotidianas, ao mesmo tempo em que cumpriria regras de combate à lavagem de dinheiro. Evelien Witlox, diretora do euro digital no BCE, descreveu a moeda proposta como "uma opção pública segura para pagamentos digitais, combinando a facilidade e a conveniência dos métodos modernos com a confiança e a estabilidade do dinheiro em espécie". Convencendo os bancos Um dos maiores desafios na implementação do euro digital é o impacto potencial nas receitas dos bancos europeus. Atualmente, comerciantes perdem uma parte de cada pagamento com cartão para taxas — frequentemente entre 0,5% e 1,5% em uma transação de 100 euros, dividida entre o banco e o processador de pagamento. O euro digital tem como objetivo reduzir esses custos. Muitos bancos de varejo argumentam que carregarão o principal ônus de construir e operar a nova infraestrutura, ao mesmo tempo em que perderão receita significativa com tarifas. Por isso, diversas instituições defendem limites de saldo maiores para usuários e uma compensação justa. "O equilíbrio entre modelos de compensação para bancos e comerciantes é crucial”, disse van Donselaar. "Embora taxas mais baixas para comerciantes sejam compreensíveis, os bancos também precisam de um modelo de negócios viável.” Adoção facilitada pelo consumidor Para garantir aceitação pública, o BCE propõe conceder ao euro digital o status de moeda de curso legal em toda a zona do euro. Pelas propostas atuais, qualquer comerciante com terminal de pagamento teria que aceitar euros digitais pelo valor integral, sem taxas adicionais para o consumidor. "Assim como o dinheiro físico, seu valor será garantido pelo Eurosistema — o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais —, portanto, 1 euro digital sempre será igual a 1 euro comum. Ao contrário das criptomoedas, seu valor é estável e não oscila", afirmou Witlox. Países da UE que não fazem parte da zona do euro poderão optar por oferecer a moeda. O euro digital também funcionará offline, uma utilidade durante quedas de energia ou em áreas com conexão limitada. Na semana passada, o Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu aprovou sua posição sobre o regulamento, abrindo caminho para negociações finais sobre a implementação do euro digital. Formuladores de políticas públicas da UE agora buscam adotar o marco legal ainda este ano, com um projeto‑piloto previsto para 2027 e lançamento completo potencial em 2029.
02/07/2026 12:25:41 +00:00
Dólar fecha em queda, após dados do mercado de trabalho dos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta quinta-feira (2), e fechou com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,2078. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,64%, aos 172.788 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi o principal destaque desta quinta-feira. O documento, usado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) como um termômetro da economia e do emprego, mostrou que a criação de vagas de trabalho no país desacelerou mais do que o esperado em junho, com 57 mil novos postos, após 129 mil em maio. Na véspera, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos EUA, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%. ▶️ Os investidores também seguiram de olho em outros indicadores econômicos. Na agenda, a expectativa foi pelos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA e pela taxa de desemprego da zona do euro. ▶️ No Brasil, o mercado também continuou a avaliar as novas sanções impostas pelo governo americano contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). (entenda mais abaixo) Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,12%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,29%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: +7,24%. Sanções dos EUA contra brasileiros As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na última quarta-feira (1º). 👉 Com as sanções, os bens nos EUA dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. LEIA MAIS: EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Mercados globais Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única, após dados de emprego mais fracos. O Dow Jones subiu 1,10%, enquanto o S&P 500 caiu 0,06% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,87%. Já na Europa, as bolsas fecharam em alta generalizada, com diversos setores compensando as quedas recentes nas ações relacionadas à inteligência artificial. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,4%. Entre os principais índices da região, o DAX ,da Alemanha, teve alta de 2,16%, após marcar um recorde histórico. O CAC-40, da França, subiu 1,65% e o FTSE 100 avançou 1,67%. Na Ásia, as bolsas da China atingiram a menor cotação em três semanas nesta quinta-feira, pressionadas por uma forte onda de venda entre os fabricantes de chips. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 2,96%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,03%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 7,89%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi na contramão do mercado e fechou em alta de 0,76%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
02/07/2026 12:00:29 +00:00
Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR na próxima quarta; veja quem tem direito

Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR Divulgação A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima quarta-feira (8), a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback". O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir. Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte. Agora no g1 Como funciona o "cashback" A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1.000; possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF. Como consultar A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento. Pagamento será via Pix A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte. Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave Pix deverá cadastrá-la para receber os valores. Lote é separado das restituições tradicionais O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026. Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes.
02/07/2026 11:26:28 +00:00
Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF

EUA não provaram que o Pix prejudica as empresas O Ministério das Relações Exteriores enviou um documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação dos Estados Unidos que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos, e propõe uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros. A carta é assinada pelo chanceler Mauro Vieira e foi protocolada na tarde dessa quarta-feira (1º). No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. A manifestação segue a mesma linha de discursos públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em defesa da soberania, e do que o petista afirma que tem conversado com Trump nos encontros entre os dois. "As manifestações anteriores do Brasil demonstraram que os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024", destaca o ministro. "Essas manifestações também estabeleceram que, na prática, a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas", prossegue. Veja aqui os argumentos ponto a ponto. Em outra frente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, também enviou um comentário por escrito sobre o relatório. Disse que uma eventual aplicação de sanções representaria uma vitória política para o atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE O que diz o documento? 🔎O documento foi enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas. Mas, na manifestação, o Brasil afirma que esse requisito não foi demonstrado. Segundo o governo, o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos. Ao longo do documento, o governo sustenta que os Estados Unidos estão usando a investigação para questionar escolhas soberanas do Brasil, e não para tratar de medidas que efetivamente prejudiquem o comércio americano. "A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 não autoriza o USTR a impor medidas comerciais apenas porque discorda das escolhas de política pública de outro país soberano", diz o documento, em inglês (tradução livre). Ao longo do texto, afirma: "Nos seis temas abordados, o USTR identifica áreas de divergência de políticas públicas ou, em alguns casos, desafios internos em curso no Brasil. No entanto, o USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos Estados Unidos." LEIA TAMBÉM BC favorece o PIX? Entenda por que o sistema de pagamento está na mira de Trump PIX, etanol e STF: entenda as críticas dos EUA para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros STF e redes sociais O documento é dividido em áreas temáticas. No capítulo sobre comércio digital, o governo brasileiro rebate críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em redes sociais. O governo afirma que essas decisões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais. Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal. A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país. "A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento. O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos." STF libera parte dos penduricalhos vetados pelo próprio tribunal Jornal Nacional/ Reprodução Defesa do PIX Sobre o PIX, o Brasil rejeita a acusação de que o sistema favoreça empresas nacionais em detrimento de concorrentes americanos, usada como argumento pelo governo Donald Trump para dizer que há favorecimento indevido interno e contra o comércio estrangeiro. No relatório, o USTR diz que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o USTR, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. Mas, o governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital. O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia. O Brasil também compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.
02/07/2026 11:25:10 +00:00
Fim da 6x1: Indústria prevê queda à produtividade e à competitividade com redução da jornada de trabalho

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 70% das indústrias do país preveem queda de competitividade se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à chamada escala 6x1 for aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, segundo a CNI, 68% estimam que haverá queda na produtividade. Defendido pelo governo, PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está no Senado, mas ainda não há data definida para ser votado (veja detalhes da proposta abaixo). Senado faz debate sobre fim da escala 6x1 Por se tratar de uma proposta que muda a Constituição, precisa ser submetida a dois turnos de votação e obter o apoio mínimo de três quintos dos parlamentares, ou seja, 49 entre os 81 senadores. ➡️ Entre outros pontos, o texto aprovado pela Câmara prevê: Fim da escala 6x1, passando para 5x2 — com transição de 2 meses; Redução da jornada de 44 para 42 horas semanais — com transição de 2 meses; Redução da jornada de 42 para 40 horas semanais — com transição de 12 meses. Proibição de redução de salário Segundo a CNI, a pesquisa da entidade junto a representantes do setor mostra os seguintes resultados em relação à proposta: 85% adotam jornada semanal de 44 horas; 97% serão impactados pela redução legal de jornada; 85% projetam aumento de custos com empregados; 82% estimam aumento de custos com fornecedores; 70% preveem perda de competitividade; 68% veem risco de queda do volume de produção; 73% rejeitam a redução da jornada. Ao todo, segundo a entidade, foram ouvidos representantes de 1.664 empresas do setor industrial de pequeno, médio e grande portes, entre os dias 2 e 11 de março. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”. “Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou. Em reunião com representantes das centrais sindicais nesta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o fim do período de transição previsto na proposta aprovada pela Câmara. O presidente do Senado, no entanto, está discutindo com sua assessoria legislativa a possibilidade de uma emenda de redação para que a redução da jornada e o fim da escala 6x1 passem a valer imediatamente após a promulgação do texto. Governo defende aprovação Ao participar de uma uma sessão de debates sobre o tema no Senado, nesta quarta-feira (1º), o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, se manifestou a favor da PEC que põe fim à escala 6x1, afirmando que a proposta tem capacidade de gerar mais negócios para as famílias. “Muitos empreendedores no Brasil são empreendedores de tempo parcial. Com mais tempo, nós teremos um acréscimo, inclusive, de empreendedorismo no Brasil. Muitos desses empreendedores em tempo parcial trabalharão mais, gerarão mais renda para as suas famílias, trarão mais dinheiro para casa, se qualificarão mais e desenvolverão vários negócios, que são dependentes do tempo livre”, declarou o ministro. O que diz a proposta A proposta aprovada pela Câmara altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as duas horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. ⏳O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. ➡️ O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
02/07/2026 11:00:15 +00:00
Criptomoedas, ações e imóveis: de onde vieram os mais de US$ 1 bilhão declarados por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários. As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome. Veja as principais fontes de receita declaradas por Trump: Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações Agora no g1 Criptomoedas Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet. Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times". Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. Ações e fundos de investimento O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada. 🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros. 🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis. Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado. A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano. A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips. De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump. Empreendimentos imobiliários Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã. Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões). Veja outras receitas de empreendimentos: Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões); campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões); campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões); campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões). Mais de R$ 1 milhão em presentes O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente. Veja alguns dos presentes recebidos pelo presidente americano: 10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil); 15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil); 30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil); Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
02/07/2026 06:00:35 +00:00
Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta?

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
02/07/2026 06:00:15 +00:00
Financiamento imobiliário da Caixa cresce 14% em um ano; veja o que está por trás do avanço

Minha Casa, Minha Vida abre cadastro para novos beneficiários A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (1º) que atingiu um marco histórico: sua carteira de crédito habitacional chegou a R$ 1 trilhão. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado segue sendo turbinado pelo Minha Casa, Minha Vida, responsável por 58,4% do valor. As contratações contemplam famílias de diferentes faixas de renda. Leia mais: Minha Casa, Minha Vida: passo a passo da contratação Atualmente, a Caixa concentra 68% do mercado de crédito habitacional e possui 7,9 milhões de contratos ativos, que abrangem 481 mil imóveis, para cerca de 1,44 milhão de pessoas. Em seis anos, a carteira mais que dobrou, passando de R$ 483,6 bilhões, em junho de 2020, para R$ 1 trilhão em junho de 2026. Isso representa um aumento acumulado de aproximadamente 107%, com cerca de R$ 516 bilhões em novos financiamentos incorporados ao estoque do banco. FGTS se mostrou presente Desde outubro de 2025, o governo passou a permitir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar quem financiou um imóvel entre 2021 e 2025, em contratos de imóveis de até R$ 2,25 milhões. A permissão agrega de 2009, que autoriza a aplicação do FGTS no MCMV para compor entrada, abater o saldo devedor ou quitar parcelas. Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram que os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 17,1%, enquanto aqueles concedidos com recursos próprios da Caixa avançaram 9,1%. O fundo também respondeu pela maior parte das novas operações. Entre janeiro e março, a Caixa concedeu R$ 64,2 bilhões em crédito habitacional. Desse total, R$ 38,6 bilhões vieram do FGTS e R$ 25,6 bilhões de recursos próprios do banco. Na prática, cerca de 60% de todo o valor financiado no período utilizou recursos do fundo.
02/07/2026 05:01:46 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 27 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.025 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 27 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (2), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
02/07/2026 03:01:13 +00:00
Grupo Dolly é alvo de pedido de falência por dívida de R$ 15,7 bilhões

Propagada dos refrigerantes Dolly. Reprodução/Facebook A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly. Segundo os órgãos, a dívida ativa da companhia com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo soma R$ 15,7 bilhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Desse total, R$ 8,3 bilhões estão inscritos em dívida ativa da União; R$ 7,4 bilhões se referem à dívida ativa do estado de São Paulo, e cerca de R$ 15 milhões do FGTS", afirmam as procuradorias em nota enviada ao g1. Na manifestação à Justiça, a PGFN e a PGE-SP argumentam que a dívida se arrasta há mais de 25 anos. Além disso, sustentam que o passivo não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”. (leia mais abaixo) Em nota, o Grupo Dolly afirmou que não foi intimado de qualquer decisão judicial relacionada ao processo. Declarou ainda que, quando for notificado, adotará "todas as medidas processuais cabíveis, sejam elas cíveis ou mesmo criminais". Agora no g1 Entenda o pedido das procuradorias Segundo a PGFN e a PGE-SP, a empresa permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais. O processo, afirmam, teria sido usado para desfazer medidas de cobrança e “criar novas estruturas de blindagem patrimonial e planejamento tributário”. Os órgãos também citam que, após a aprovação do plano de recuperação judicial e a exigência de comprovação da regularidade fiscal, o grupo desistiu do processo e tentou convertê-lo em recuperação extrajudicial. Na avaliação das procuradorias, a medida, adotada neste ano, buscava contornar a exigência legal de regularidade tributária. Ainda segundo os órgãos, o Grupo Dolly teria obtido vantagem competitiva ao deixar de recolher tributos e encargos sociais, "prejudicando os demais concorrentes do setor de bebidas que cumprem suas obrigações legais". "O objetivo principal [do pedido de falência] é garantir a estabilidade dos empregos e permitir que a empresa siga operando de forma saudável, rumo a uma nova gestão que respeite os valores do mercado", dizem as procuradorias. O pedido de falência foi apresentado com base em portarias editadas após um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na prática, a decisão da Corte equiparou as fazendas públicas a credores privados para pedir a falência de devedores em casos complexos e de longa duração. Além do pedido de falência, a PGFN e a PGE-SP informaram ter solicitado ao Ministério Público a apuração de eventuais irregularidades. Em nota, o Grupo Dolly ressaltou "seu compromisso histórico com a regularidade de suas operações e com o diálogo institucional com as autoridades fiscais". "[A empresa] continuará prestando esclarecimentos à medida que o processo evoluir, sempre com base em fatos e documentos, e por meio de seus canais oficiais", acrescentou. Recuperação judicial teve início em 2018 O Grupo Dolly entrou com pedido de recuperação judicial em 2018, alegando ser o único meio de evitar a falência. À época, a empresa afirmou não conseguir honrar suas obrigações após um bloqueio de bens determinado pela Justiça. No mesmo ano, o Ministério Público acusava a companhia de fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Um mês antes do pedido, o dono da empresa, Laerte Codonho, chegou a ficar preso por oito dias, suspeito de fraude fiscal. Segundo o MP, a Dolly teria demitido funcionários e os recontratado em outra empresa para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda de acordo com os promotores, havia pelo menos R$ 1,4 bilhão em créditos decorrentes do não pagamento de ICMS. Considerando também os débitos na esfera federal, relacionados a uma possível sonegação de benefícios previdenciários, o valor estimado de recursos desviados chegaria a R$ 4 bilhões. À época, a Dolly negou sonegação de impostos e afirmou ter sido vítima de um escritório contábil que teria omitido dados. Segundo os promotores, a empresa seria “uma das maiores devedoras de impostos do estado de São Paulo”, e o esquema teria começado em 1998.
02/07/2026 00:27:02 +00:00
Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo

Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo Um homem da Califórnia processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, nesta quarta-feira (1º), alegando que o ChatGPT agravou seu transtorno bipolar. Segundo o processo, o chatbot não teria identificado sinais de um episódio de mania e teria reforçado os delírios de Michael Lines, que chegou a acreditar ser Jesus Cristo. Em algumas conversas, a ferramenta teria até assumido o papel de uma entidade divina. Michael, de 34 anos, afirmou na ação apresentada em um tribunal estadual de San Francisco que as conversas que teve com o ChatGPT no ano passado intensificaram um episódio de mania que ele enfrentava, transformando-o em um delírio que durou semanas e, por fim, o levou a tentar tirar a própria vida. O processo afirma que a OpenAI desenvolveu um produto que apresenta riscos específicos para pessoas com transtornos mentais. ChatGPT apoiava o usuário Lines conversava com o GPT-4o, uma versão do chatbot da OpenAI que a empresa aposentou em fevereiro deste ano. Uma atualização do GPT-4o lançada em abril de 2025 foi considerada excessivamente concordante e elogiosa, levando a empresa a reverter a mudança e adotar medidas adicionais para reduzir respostas que apenas validassem o usuário, informou a companhia em uma publicação em seu blog. O processo pede indenização e uma ordem judicial para obrigar a OpenAI a encerrar automaticamente conversas sobre autolesão e a interromper a divulgação de suas plataformas sem alertas adequados sobre riscos de segurança. Um porta-voz da OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo. Open AI é a dona do ChatGPT Getty Images via BBC “Este é o seu momento”, disse a IA ao homem Lines, um atleta de levantamento de peso competitivo que sofreu uma lesão cerebral traumática antes de receber o diagnóstico de bipolaridade, afirmou no processo que contou repetidamente ao chatbot que fazia tratamento e usava medicamentos para o transtorno. Segundo a ação, em vez de identificar sinais claros de um episódio de mania e orientá-lo a buscar ajuda, o chatbot teria validado a crença de Lines de que ele era Jesus Cristo e, posteriormente, teria assumido o papel de uma entidade divina durante as conversas. Após semanas de interações, Lines contou ao chatbot que queria tirar a própria vida. “Este é o seu momento de sair, se desligar e deixar para trás o que está pesando sobre você”, teria respondido o robô, segundo o processo. Lines, que havia tido uma overdose de medicamentos, sobreviveu após ser encontrado por autoridades policiais. O que diz a ação? A ação afirma que a OpenAI tinha conhecimento da condição específica de Lines porque ele havia informado repetidamente o ChatGPT sobre isso. Ainda assim, em vez de sinalizar seus comentários perigosos para uma análise humana, o chatbot teria reforçado seus delírios para manter o usuário engajado. O processo alega que a empresa sabia que os recursos do ChatGPT poderiam ser especialmente prejudiciais para pessoas com transtornos mentais, mas não fez alterações específicas para esses usuários nem alertou sobre os riscos. OpenAI e seu numerosos processos A OpenAI enfrenta um número crescente de processos movidos por famílias que afirmam que o chatbot incentivou seus parentes a se machucarem. A empresa também responde a ações que a acusam de ter ajudado autores de ataques em escolas e de não ter identificado conversas desse tipo para alertar autoridades. A OpenAI afirma que treina seus modelos para orientar pessoas que demonstram intenção de se machucar a buscar ajuda e acessar recursos de apoio no mundo real. A empresa também diz que seus modelos são treinados para recusar pedidos que possam “facilitar de forma significativa atos de violência” e para alertar autoridades quando conversas indicam “risco iminente e confiável de dano a outras pessoas”, com especialistas em saúde mental ajudando a avaliar casos mais complexos.
01/07/2026 19:40:05 +00:00
Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia

Compras pela internet têm variedade de preços e produtos, mas é perciso ficar atento Com o passar dos anos, a internet se popularizou e deu origem a sites, redes sociais e outras plataformas que mudaram a vida das pessoas. No Brasil, um usuário passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias da vida conectado online. Considerando a expectativa de vida de 76 anos, isso significa que mais de 68% da vida é passada online. Os dados são do levantamento da NordVPN, divulgado em abril deste ano e realizado com mais de 20 mil usuários de 20 países O Brasil lidera o ranking e supera países como México, Lituânia, Austrália, Suécia e Coreia do Sul. Na outra ponta da lista está o Japão, onde os moradores passam, em média, 19 anos, 6 meses e 29 dias conectados à internet ao longo da vida. Ranking dos países por tempo de vida online Brasil: 52 anos México: 43 anos Lituânia: 31 anos Austrália: 30 anos Suécia: 30 anos Coreia do Sul: 29 anos Espanha: 29 anos Reino Unido: 27 anos Finlândia: 27 anos Irlanda: 27 anos Polônia: 26 anos Itália: 26 anos Holanda: 25 anos Canadá: 25 anos Estados Unidos: 25 anos Suíça: 25 anos Alemanha: 24 anos França: 23 anos Áustria: 23 anos Japão: 20 anos Celular está entre os principais alvos dos criminosos por causa do valor de revenda das peças no mercado clandestino e do acesso a aplicativos bancários Gladys Peixoto/g1 Brasileiros passam 11 anos a mais na internet desde a última Copa do Mundo O estudo também comparou os resultados de 2026 com os de 2022, ano da última Copa do Mundo, quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nas quartas de final, após perder por 4 a 2 nos pênaltis. Os dados mostram que o tempo médio de vida online dos brasileiros aumentou 11 anos nesse período, o maior crescimento entre os países analisados. Em seguida aparecem o Japão, com aumento de nove anos, e a Suécia, com oito anos. Já alguns países registraram redução no tempo médio passado na internet. É o caso da Coreia do Sul (-5 anos), da Itália (-5 anos), da França (-5 anos) e da Alemanha (-1 ano). O que os brasileiros compartilham na internet? Além do tempo de uso, a pesquisa investigou quais informações pessoais os usuários costumam divulgar online. Entre os brasileiros, 63% afirmam compartilhar o endereço e o status de relacionamento, a maior proporção entre os países analisados. Já a data de nascimento é divulgada por 78% dos entrevistados. O levantamento também mostra que os celulares são o principal meio de acesso à internet. No Brasil, 91% dos entrevistados usam o smartphone para navegar, o maior percentual da pesquisa. O país também lidera o uso de computadores e notebooks para acessar a internet no trabalho, citado por 38% dos participantes.
01/07/2026 19:02:12 +00:00
Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais

O Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que abre a possibilidade de servidores públicos serem administradores de empresas, desde que na modalidade de microempreendedor individual (MEI). A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça de forma terminativa – ou seja, sem a necessidade de votação pelo plenário da Casa. Não havendo recurso, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados. De acordo com a legislação vigente, os servidores públicos são proibidos de participar de gerência ou administração de sociedade privada ou exercer o comércio. Mas, a lei permite que os servidores tenham participação em empresas e possam exercer mais de uma atividade remunerada. A proposta do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), abre uma possibilidade nova para os servidores, já que microempreendedores não podem ter mais de um empregado. A receita bruta anual de uma microempresa individual não pode passar de R$ 81 mil, ou seja, R$ 6.750 por mês. Agora no g1 "Respeitada a compatibilidade de horários e assegurado o regular exercício do cargo público, a atuação como MEI não se distingue das atividades remuneradas atualmente facultadas ao servidor. Afinal, o MEI não cuida, como se intui da própria denominação, da gestão de equipes, tampouco de empreendimento de médio ou grande porte", justificou Trad. Entretanto, o projeto limita a possibilidade apenas para os servidores públicos que não ocupem cargo em comissão ou função de confiança. Além disso, as empresas criadas pelos servidores não poderão participar direta ou indiretamente de licitação ou da execução do contrato agente público de órgão. Para o relator, senador Irajá (PSD-TO), a medida é positiva para "preservar o nível de desenvolvimento econômico" da população brasileira, que tem envelhecido. "Projeções indicam mudanças demográficas aceleradas devido ao envelhecimento da população, tornando essencial ampliar, e não restringir, o número de pessoas aptas a empreender, para preservar o nível de desenvolvimento econômico nas próximas décadas", afirmou. Nelson Trad Filho GloboNews
01/07/2026 18:54:25 +00:00
Trump declara mais de US$ 1 bilhão em receitas em 2025; veja as principais fontes de renda

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários. As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome. Veja as principais fontes de receita declaradas por Trump: Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações Agora no g1 Criptomoedas Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet. Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times". Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. Ações e fundos de investimento O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada. 🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros. 🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis. Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado. A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano. A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips. De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump. Empreendimentos imobiliários Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã. Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões). Veja outras receitas de empreendimentos: Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões); campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões); campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões); campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões). Mais de R$ 1 milhão em presentes O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente. Veja alguns dos presentes recebidos pelo presidente americano: 10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil); 15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil); 30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil); Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
01/07/2026 18:40:09 +00:00
Paramount propõe concessões à UE para destravar compra da Warner Bros

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Paramount Skydance Corp apresentou à União Europeia medidas corretivas para tentar obter a aprovação da compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. As propostas, reveladas em um documento regulatório divulgado nesta quarta-feira (1º), buscam responder às preocupações concorrenciais da Comissão Europeia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Paramount afirmou estar "confiante de que esta medida corretiva aborda de forma direta e abrangente quaisquer preocupações expressas na avaliação preliminar da Comissão Europeia e apoia o caminho para a aprovação em tempo hábil". A Comissão, que atua como responsável pela aplicação das normas de concorrência na UE, não forneceu detalhes sobre as medidas corretivas, em conformidade com a sua política. Agora no g1 Uma pessoa com conhecimento direto do assunto disse à Reuters na semana passada que a Paramount proporia o fim de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atenuar as preocupações antitruste manifestadas por exibidores de cinema europeus. A Comissão prorrogou o prazo para sua decisão de 7 de julho para 22 de julho, a fim de ter tempo para avaliar a medida corretiva. O Departamento de Justiça dos EUA aprovou o acordo, mas a Paramount pode enfrentar um obstáculo, já que a Califórnia, Nova Iorque e outros estados norte-americanos estão preparando uma ação judicial para bloqueá-lo, disseram fontes à Reuters. O Reino Unido afirmou na terça-feira que poderá intervir no acordo devido ao potencial impacto nas notícias, na programação infantil e nos serviços de streaming.
01/07/2026 18:16:42 +00:00
Europa cria sua "taxa das blusinhas" para conter avanço de Shein, Temu e AliExpress

Plataformas como Shein, Temu e Aliexpress inundaram o mercado europeu nos últimos anos com produtos ultrabaratos Alain Apaydin/ABACA/picture alliance via DW A União Europeia (UE) deu o primeiro passo para conter o que chama de concorrência desleal de varejistas online como Shein, Temu e AliExpress. Será aplicada, a partir desta quarta-feira (1º), uma taxa de 3 euros (cerca de R$ 17,80) sobre importações de comércio eletrônico de baixo valor, que anteriormente entravam no bloco isentas de impostos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida é mais um revés para as plataformas que, com produtos ultrabaixos vindos sobretudo da China, vêm obtendo um rápido crescimento no mercado europeu, gerando reclamações da concorrência doméstica e de formuladores de políticas públicas. 🔎 As taxas serão cobradas para cada classificação aduaneira dentro de uma remessa. Isto é, um pacote contendo três tipos diferentes de itens incorrerá em uma cobrança total de 9 euros, enquanto um pacote contendo vários itens de um mesmo tipo (como vestidos ou brinquedos) será tarifado em 3 euros. Agora no g1 A isenção de tarifas para importações de baixo valor existem há décadas, com o limite atual de 150 euros introduzido em 2008. No entanto, o número de encomendas de comércio eletrônico que entram na UE sob essa isenção disparou nos últimos anos, com um salto de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025. "Em um mundo comercial diferente, isso fazia muito sentido, mas esse mundo não existe mais. Ele foi completamente transformado pelo comércio eletrônico, especialmente vindo da China", disse o legislador europeu Dirk Gotink, responsável pelo tema de reforma aduaneira no Parlamento Europeu. "A isenção foi explorada e utilizada indevidamente em escala industrial para criar uma vantagem competitiva às custas das empresas da UE." Tendência entre governos Embora Bruxelas tenha proposto a cobrança no ano passado, alguns Estados‑membros da UE não quiseram esperar e aplicaram suas próprias taxas. Os países deverão deixar de aplicar essas cobranças nacionais, segundo um alto funcionário europeu. A taxa fixa permanecerá em vigor até 1º de julho de 2028, quando a nova Autoridade Aduaneira da UE deverá iniciar suas operações. Depois disso, as tarifas alfandegárias normais serão aplicadas, dependendo do tipo de produto. A Comissão Europeia, responsável pela política comercial da UE, afirma que a medida visa reduzir o ônus financeiro sobre as alfândegas após a explosão das importações, além de enfrentar os riscos à segurança decorrentes de mercadorias não fiscalizadas. Os Estados Unidos já eliminaram uma isenção semelhante, e o Reino Unido seguirá o mesmo caminho. O Brasil, por sua vez, zerou neste ano aquela que ficou apelidada de "taxa das blusinhas", após quase dois anos em vigor. Concorrência justa Bruxelas insiste que a medida não é direcionada à China, nem a qualquer outro país, mas sim a nivelar as condições de concorrência entre empresas europeias e estrangeiras. O setor varejista europeu argumenta que precisa cumprir regras rigorosas da UE, enquanto muitos produtos vindos do exterior não atendem aos padrões europeus. Inspeções direcionadas em toda a UE em 2025 constataram que mais de 60% dos itens importados, como brinquedos, cosméticos e eletrônicos, tinham ingredientes proibidos, rótulos ausentes ou documentação de segurança inadequada. "É praticamente impossível de administrar, e as verificações normais são quase inviáveis", disse o chefe do comitê de comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange. Preços poderão aumentar A UE enfatiza que a taxa será paga pelo importador, e não pelo consumidor. No entanto, as plataformas podem decidir repassar o custo ao aumentarem o preço dos produtos. Alternativamente, elas poderão pressionar fornecedores a absorver parte dos custos adicionais para limitar aumentos de preços aos consumidores e preservar a rentabilidade. O bloco deverá ficar ainda atento a tentativas de burlar a regra, bem como a esforços para redirecionar pequenos pacotes ao bloco por meio de rotas alternativas, como a Suíça, que não pertence à UE. Alguns grandes atores do comércio eletrônico já consideram construir armazéns na Europa para importar mercadorias em grandes volumes e distribuí‑las mais facilmente pelo continente. A Shein, por exemplo, tem ampliado armazéns em Wroclaw, na Polônia, e enviado mais produtos para a UE em grandes volumes. Em uma tentativa de melhorar a rastreabilidade dos produtos, a UE tornará obrigatório, a partir de 1º de novembro de 2026, fornecer dados de referência sobre os produtos. Também é planejada uma taxa de processamento para ajudar as autoridades alfandegárias a lidar com o aumento dos custos, à medida que mais encomendas chegam. O valor dessa taxa ainda não foi definido. Lojas respondem AliExpress, pertencente ao gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba, afirmou em comunicado que as páginas de produtos passarão a exibir o rótulo "Preço inclui tarifas e IVA” quando aplicável. Para outros itens, os clientes verão uma discriminação dos encargos de importação antes de concluir a compra. A Amazon, que lançou seu serviço ultrabarato Amazon Haul após o rápido crescimento de Temu e Shein, afirmou que 97% de suas remessas na UE no ano passado foram atendidas a partir de armazéns dentro do bloco. Para produtos enviados de fora da UE, os clientes também verão os encargos de importação antes de finalizar o pedido, informou a empresa. Nem Shein nem Temu se posicionaram imediatamente.
01/07/2026 17:43:03 +00:00
Acordo Mercosul-UE ainda apresenta problemas a serem resolvidos, diz ministro alemão

Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda há problemas a serem resolvidos antes da ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, embora esteja confiante de que eles poderão ser superados. As declarações de Wadephul foram feitas um dia após a cúpula do Mercosul no Paraguai, onde os países membros discutiram a distribuição das cotas de exportação do recente acordo com a UE -- encontro do qual o ministro alemão participou no âmbito de uma viagem de vários dias pela América do Sul. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bloco regional formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinou em janeiro um acordo comercial com a UE após 25 anos de negociações, que entrou em vigor de forma provisória quatro meses depois. “A implementação (do acordo) ainda vai demorar um pouco. Certamente haverá alguns problemas, mas problemas que podem ser resolvidos”, afirmou Wadephul em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em Buenos Aires. Agora no g1 “Os passos decisivos já foram dados. Queremos esse acordo e seremos capazes de resolver os problemas que surgirem”, acrescentou ele, sem dar detalhes sobre quais são esses obstáculos. 🔎 O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas. O comércio entre os dois blocos, que abrange um mercado de 700 milhões de pessoas, atingiu um valor de 111 bilhões de euros em 2024. Durante o encontro em Buenos Aires, Wadephul e Quirno também anunciaram um memorando de entendimento sobre minerais críticos para ampliar a cadeia de suprimentos, em meio a uma crescente demanda por minerais como o lítio e o cobre devido à transição energética. Wadephul contou que Quirno lhe deu de presente uma camisa de futebol do River Plate, seu time favorito na Argentina, cujo estádio eles visitariam após a coletiva de imprensa.
01/07/2026 17:14:20 +00:00
Quem são os dois brasileiros alvos de sanções do governo Trump sob suspeita de ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Além deles, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa também foram alvos dos bloqueios americanos. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Quem são os brasileiros alvos de sanções? Victor Henrique de Oliveira Shimada Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também é sócio da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, empresa igualmente sancionada pelos EUA nesta quarta-feira. O empresário foi classificado pelos EUA como "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais". O governo Trump o acusa de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. No Brasil, Shimada é investigado por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso VaideBet, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. (Leia mais abaixo). Ao informarem a sanção, os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. Segundo relatório da Polícia Civil de São Paulo, Victor Henrique de Oliveira Shimada aparece em uma cadeia financeira que conecta sua empresa à Wave Intermediações e à UJ Football Talent. A UJ foi citada na delação premiada de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como empresa supostamente relacionada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como "Tripa", apontado pelo delator como integrante do PCC. O relatório ressalta ainda que o próprio Gritzbach surgiu em análises financeiras associadas à Wave, empresa que mantinha intensa movimentação com a Victory Trading. A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa. Além dessa investigação, ele responde a outros quatro processos sem ligação direta com organização criminosa: ameaça violência doméstica e familiar injúria cometida ofendendo a dignidade ou o decoro lesão corporal dolosa Em nota, o advogado de defesa de Shimada, Yuri Cruz, disse que tomou conhecimento, nesta quarta-feira (1º) , das notícias acerca das sanções anunciadas. "Até o presente momento, não tivemos acesso aos documentos oficiais e aos elementos que fundamentaram a medida, o que impede qualquer manifestação específica sobre seu conteúdo. Não obstante, Victor Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro". E complementou: "A situação será analisada com a cautela e a profundidade que o caso exige, após o efetivo acesso aos documentos que embasaram a medida e em conjunto com os profissionais que atuarão perante as autoridades competentes. Por ora, qualquer conclusão seria precipitada. A defesa reafirma sua absoluta confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pelos meios legais adequados". Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele. O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. Ela não tem antecedentes criminais e nem responde a processos. Investigação do caso VaideBet No Brasil, Victor Shimada aparece nas investigações que apuram o suposto desvio de recursos do contrato firmado entre Corinthians e VaideBet. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, a Victory Trading manteve intensa movimentação financeira com a empresa Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., apontada pelos investigadores como uma das empresas utilizadas para movimentar valores provenientes do esquema investigado. A apuração identificou uma cadeia financeira que inclui empresas pelas quais os recursos teriam passado após deixarem a conta do Corinthians. Segundo os autos, parte do fluxo analisado seguiu o caminho: Corinthians → Rede Social Media Design → Neoway → Wave → UJ Football Talent Em paralelo, investigadores apontaram transferências da Victory Trading para a UJ Football Talent, empresa citada em outras apurações policiais. A denúncia sustenta que Shimada teria atuado como operador financeiro de uma empresa utilizada, ao menos parcialmente, para ocultar e dissimular a origem de recursos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro. Em janeiro de 2025, Shimada ficou brevemente em prisão domiciliar no Brasil em um processo com a Votorantim. Em nota, o BV (antigo Banco Votorantim) informou que, "em agosto de 2024, identificou movimentações irregulares no âmbito de seus serviços de Banking as a Service (BaaS). O banco adotou imediatamente as medidas cabíveis, comunicando os fatos às autoridades competentes e colaborando ativamente com as investigações que culminaram com a condenação de um dos sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos conforme lista divulgada hoje. Vale destacar que, na colaboração com as autoridades competentes, o BV atuou como assistente de acusação na ação penal”. As sanções Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas alvos de sanções do governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional'
01/07/2026 16:54:16 +00:00
Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde

AIE alerta para fase crítica do mercado de petróleo A produção de petróleo no Brasil registrou um novo marco. Em maio, o país produziu, em média, 4,3 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o segundo maior volume mensal da história, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou atrás apenas de abril, quando a produção atingiu o recorde de 4,33 milhões de barris por dia. Grande parte desse avanço foi impulsionada pelo pré-sal, que respondeu por 3,47 milhões de barris por dia, mais de 80% de todo o petróleo produzido no país em maio. O resultado reforça a trajetória de crescimento da produção brasileira, depois de 2025 ter fechado com média anual recorde de 3,77 milhões de barris por dia. Petrobras lidera ranking com mais de 2 milhões de bpd Entre as empresas, a Petrobras segue na liderança com ampla vantagem. Em maio, a estatal produziu 2,55 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de seis em cada dez barris extraídos no Brasil. Em seguida aparecem a Shell, com 415,3 mil barris por dia, e a TotalEnergies, com 209,9 mil barris por dia. Veja o ranking: Petrobras: 59,3% Shell: 9,7% TotalEnergies: 4,9% PPSA: 4,8% CNOC Petroleum: 2,8% Petrogral Brasil: 2,5% CNPC: 2,0% Prio Tigris: 1,7% Prio Forte S.A.: 1,4% Equinor Brasil: 1,2% Os 9,7% restantes estão divididos em outras 61 empresas. Petrobras Douglas Magno/AFP via Getty Images/BBC Gás avança na comparação anual, mas recua em relação a abril A produção de gás natural também cresceu na comparação com um ano antes. Foram 206,06 milhões de metros cúbicos por dia em maio, alta de 19,6%. Em relação a abril, porém, houve uma leve queda de 0,3%. Nem todo o gás produzido chega ao mercado. Em maio, 60,83 milhões de metros cúbicos por dia foram comercializados. Outra parte, 120,13 milhões de metros cúbicos por dia, foi reinjetada nos reservatórios. Além disso, 19,23 milhões de metros cúbicos por dia foram consumidos nas próprias plataformas de produção, e 5,87 milhões de metros cúbicos por dia foram queimados durante a operação. Somando petróleo e gás natural, a produção brasileira alcançou 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio.
01/07/2026 16:14:12 +00:00
O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda

O que acontece com os brasileiros alvos de sanções dos EUA por ligação com PCC O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a rede de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Mas o que as sanções significam na prática? EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês). Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada. Os EUA proíbem ainda todas as transações realizadas por pessoas dos EUA (ou dentro do território americano/em trânsito) que envolvam qualquer propriedade ou interesse de pessoas sancionadas. O comunicado alerta também que instituições financeiras estrangeiras que "conscientemente facilitem transações significativas para os sancionados" correm o risco de sofrer sanções secundárias - o que pode incluir a proibição ou imposição de condições rigorosas para manter contas nos Estados Unidos. Rede de lavagem de dinheiro Agora no g1 Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. A defesa de Victor nega qualquer envolvimento dele com a facção criminosa ou prática de lavagem de dinheiro. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais", e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. “Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (...) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira. LEIA TAMBÉM: EUA classificam PCC e CV como terroristas pelos EUA A nova declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV
01/07/2026 15:36:05 +00:00
EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Com as sanções, os bens nos Estados Unidos dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas sancionadas economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, Victor, Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. A defesa dele nega qualquer envolvimento com a facção criminosa ou prática de lavagem de dinheiro. Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews
01/07/2026 15:04:12 +00:00
Fifa diz que abuso online na Copa do Mundo aumentou 13 vezes, 11% motivado por questões raciais

Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, informou a entidade que controla o futebol mundial nesta quarta-feira (1º). O número representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, disputada no Catar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse aumento foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022. Os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas. A proporção de ataques motivados por racismo aumentou 3% em relação à fase de grupos no Catar. Segundo a Fifa, isso representou um "aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo" nas redes sociais. "Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos", afirmou a entidade em comunicado. 🔎 O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, além de proteger os seguidores dos jogadores da exposição a conteúdo abusivo. A Fifa informou que 225 mil publicações foram selecionadas para análise humana. Dessas, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e adotaram medidas, enquanto cerca de 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada. Segundo a Fifa, o formato ampliado do torneio, com 48 seleções, ante as 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado. As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções. Além disso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo de bots ou contas falsas — um volume quatro vezes maior do que o registrado em 2022. "Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais", afirmou a Fifa. “Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.” Os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas nas redes sociais após desperdiçarem pênaltis na derrota para o Marrocos. Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026 EUTERS/Claudia Greco
01/07/2026 15:03:16 +00:00
Argentina zera imposto de exportação de veículos; entenda se preços de carros no Brasil mudam

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina Divulgação / Stellantis O imposto de exportação de veículos na Argentina vai zerar a partir de julho de 2026. Essa medida vale até julho de 2027. A alíquota até então era de 4,5% e era cobrada de carros que saíam da Argentina para outros mercados, como o Brasil. Atualmente, Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis produzem carros na Argentina e os exportam para os consumidores brasileiros. A medida, segundo o especialista Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria, não deve gerar um impacto abrupto ou imediato no setor automotivo. O imposto, que atualmente está em 4,5%, passará por uma redução gradual de 0,375% ao mês até atingir a marca de 0%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No segmento de picapes, a Ford produz a Ranger e a Volkswagen fabrica a Amarok. A Renault já confirmou a produção da Niagara na Argentina; a novidade chega ao Brasil em setembro deste ano e não teve preço revelado. A Toyota produz também picape, a Hilux, e o utilitário esportivo “irmão” SW4. Além da van comercial Hiace. Já a Stellantis fabrica dois modelos da Fiat, Titano e Cronos, e dois carros da Peugeot, 208 e 2008. A RAM Dakota também é feita na Argentina. Segundo Cássio Pagliarin, especialista da Bright Consulting, existe a possibilidade de redução de preço no mercado brasileiro. "Pode haver reflexo, principalmente nas picapes. A diminuição desse imposto afeta o custo de produção e pode fazê-las mais atrativas", explica o consultor. Pagliarin também explica que ainda é difícil saber o quanto desse desconto será repassado ao cliente. Segundo o consultor, também existe a possibilidade de algumas marcas somarem esse desconto à sua margem, mas ainda é impossível prever esse fato. Já Kalume Neto acredita que as fábricas podem não reduzir o preço, mas sim trabalhar em formato de bônus ou descontos pontuais para o consumidor brasileiro. O g1 entrou em contato com todas as montadoras para verificar se o preço para o consumidor brasileiro será reduzido. Nenhuma havia respondido até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada assim que possível. Agora no g1 Setor argentino comemora A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) afirmou que a redução gradual dos impostos sobre exportações anunciada pelo presidente Javier Milei é um passo importante para aumentar a competitividade da indústria automotiva. Segundo a entidade, a definição de um cronograma até meados de 2027 dá previsibilidade para que as montadoras planejem a produção, as exportações e os investimentos. "A redução da carga tributária sobre as exportações representa um estímulo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais, em um cenário mundial extremamente desafiador", acrescentou Rodrigo Pérez Graziano, presidente de ADEFA. A entidade também defendeu que províncias e municípios eliminem impostos e taxas locais que, segundo ela, reduzem a competitividade das exportações e podem representar um impacto de até 10% sobre o valor dos veículos exportados.
01/07/2026 14:53:49 +00:00
Seca ameaça produção de açúcar na França sem previsão de chuva

Beterrabas açucareiras colhidas são vistas em um campo nos arredores de Voinsles, França REUTERS/Abdul Saboor/Foto de arquivo Uma seca prolongada está ameaçando a produção de açúcar na França, o maior produtor da União Europeia, sem previsão de chuva nas principais regiões produtoras de beterraba nas próximas duas semanas, segundo os produtores, enquanto as preocupações com as safras europeias impulsionam uma alta nos preços do açúcar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O preço do açúcar branco subiu quase 10% na última semana, atingindo na quarta-feira a maior alta em 9 meses e meio, impulsionado também pelo fenômeno climático El Niño na Ásia. Os preços haviam caído para o menor nível em mais de cinco anos no início deste ano devido à oferta abundante, prejudicando os lucros das usinas de açúcar. A Europa tem enfrentado uma onda de calor recorde que causou centenas de mortes em excesso e perturbou a vida cotidiana por mais de uma semana, com previsão de que o calor volte a se intensificar na próxima semana em países como França e Alemanha. Agora no g1 “A água é fundamental para a beterraba sacarina. Se não chover nas próximas duas semanas, será catastrófico”, disse Franck Sander, presidente da CGB, associação francesa de produtores de beterraba. A Météo France não prevê chuvas nas planícies de beterraba sacarina ao redor de Paris e no norte da França até pelo menos 14 de julho. Produção de açúcar da UE deve cair 15% Até o momento, a situação na França é desigual, com beterrabas apresentando folhas secas em alguns campos, enquanto outras estão se saindo melhor, disse Sander. Em sua última previsão divulgada em 26 de junho, a Comissão Europeia estimou a produção de açúcar da UE na safra 2026/27 em 14,13 milhões de toneladas métricas, uma queda de 15% em relação à safra 2025/26. Isso se deveu a uma redução de 9% na área plantada e a uma queda de 6,5% na produtividade. A maior queda na produtividade esperada foi registrada na França, mas a Comissão também previu uma queda nos outros dois principais produtores, Alemanha e Polônia. “A seca na França ainda é bastante grave. Os baixos índices de chuva continuarão afetando o extremo oeste da Europa por pelo menos os próximos dez dias e, possivelmente, por duas semanas”, afirmou o corretor e consultor independente do setor açucareiro Michael McDougall. Os agricultores franceses também estão preocupados com a propagação da doença do amarelecimento após fortes infestações de pulgões no início da safra, disse Sander. O vírus devastou as plantações em 2020 depois que a União Europeia proibiu alguns pesticidas neonicotinóides usados para proteger as culturas, citando evidências de que eles prejudicavam as abelhas. A França concedeu isenções temporárias em 2021 e 2022 depois que agricultores e produtores de açúcar afirmaram que a proibição ameaçava a viabilidade do setor. As isenções foram posteriormente revogadas pelo Conselho de Estado da França, após uma decisão do tribunal superior da UE. O Parlamento está debatendo uma nova isenção esta semana como uma emenda a um projeto de lei agrícola mais abrangente. A ministra da Agricultura afirmou que não se opõe à medida, mas preferiria que ela fosse debatida separadamente para reduzir o risco de o projeto de lei mais amplo ser rejeitado. Espera-se uma decisão final ainda este mês. No entanto, ela chegaria tarde demais para afetar a safra deste ano, já que os pulgões geralmente infectam as plantas na primavera e os sintomas surgem no verão.
01/07/2026 14:44:30 +00:00
Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não tinha nada a ver com suas finanças pessoais, um dia depois de ter declarado mais de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) em renda proveniente dos empreendimentos de criptomoedas de sua família. Trump disse ainda que muitas pessoas estão lucrando porque o mercado de ações nos EUA está em alta. “Eu não me envolvo... Temos fundos que administram meu dinheiro”, disse Trump a repórteres na Base Conjunta de Andrews, enquanto se preparava para voar para Dakota do Norte. Os documentos financeiros, sua declaração anual de 2025 junto ao Escritório de Ética Governamental dos EUA, mostraram que suas empresas receberam quase US$ 800 milhões da World Liberty Financial, um empreendimento de criptomoedas que ele e seus filhos cofundaram. Agora no g1 Essa receita, que o presidente divide com membros da família, incluiu mais de US$520 milhões provenientes da venda de tokens de criptomoedas e mais de US$250 milhões da venda de participações nos negócios da World Liberty. “Vocês sabem por que estou lucrando? Porque o mercado de ações está em alta, todo mundo está lucrando”, disse Trump.
01/07/2026 14:10:07 +00:00
Petrobras reduz em 14,5% preço do querosene de aviação a partir de julho

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras vai reduzir em 14,5% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de julho. Segundo a estatal, o corte equivale a uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao valor cobrado no mês anterior. De acordo com a empresa, a redução ocorre porque os preços internacionais do combustível perderam força após a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que haviam pressionado as cotações nos últimos meses. Os preços do QAV são reajustados pela Petrobras no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Este é o segundo corte consecutivo no preço do combustível. Em junho, a Petrobras já havia reduzido o valor em 14,2% (R$ 0,93 por litro), encerrando uma sequência de aumentos registrada desde março. Agora no g1 Apesar das duas quedas seguidas, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em 2026. Em comparação com o preço praticado em dezembro de 2025, o litro do combustível continua R$ 1,39 mais caro. Queda pode aliviar custos das companhias aéreas 🔎 O querosene de aviação é o combustível usado pela maior parte dos aviões comerciais. Produzido a partir do refino do petróleo, o QAV é formulado para funcionar com segurança em motores a jato, suportando condições extremas de temperatura e altitude. Para o setor aéreo, o QAV é um dos principais custos de operação. Em períodos de alta do petróleo ou do dólar, seu preço costuma subir, o que pode aumentar as despesas das companhias aéreas e, em alguns casos, pressionar o preço das passagens. Com a redução anunciada pela Petrobras, o custo do combustível tende a diminuir para as distribuidoras, o que pode aliviar parte das despesas das companhias aéreas. No entanto, isso não significa uma queda imediata no preço das passagens, já que outros fatores, como demanda, câmbio e concorrência, também influenciam o valor cobrado dos passageiros. Nos últimos meses, o preço do QAV foi pressionado pela alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos temores de interrupção no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de petróleo. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 632,53 em maio, alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No mesmo período, o litro do querosene de aviação atingiu R$ 6,46, avanço de 68,5% na comparação anual, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
01/07/2026 13:45:58 +00:00
Meta enfrenta demissões e críticas internas em meio à corrida pela IA

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino Chuva de demissões, vigilância de funcionários, fuga de cérebros. Na Meta, a corrida pela inteligência artificial (IA) cobra um preço: um clima interno tóxico que nem mesmo a prosperidade da gigante da tecnologia consegue apaziguar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Há mais de um ano, a empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp vem enfrentando reduções de pessoal, uma reorganização caótica de sua pesquisa em IA e intensa pressão sobre seus funcionários. Essa instabilidade contrasta fortemente com sua situação financeira. Impulsionada pela publicidade, que representa a maior parte de sua receita, a Meta registrou lucros de quase 23 bilhões de dólares (119 bilhões de reais, na cotação atual) no primeiro trimestre, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Por outro lado, seus gastos de investimento em IA dispararam. Mark Zuckerberg, seu fundador com poder quase absoluto, decidiu impor cortes drásticos e maior supervisão sobre suas equipes. Agora no g1 Este ano, a empresa eliminou aproximadamente 8.000 cargos, quase 10% de sua força de trabalho. Demissões, supressões de postos e transferências forçadas afetaram quase um quinto dos empregados em apenas um ano. A imprensa americana está repleta de relatos que descrevem uma "cultura do medo", onde todos temem a próxima onda de demissões e os rumores paralisam o trabalho. Esses cortes financiam uma corrida frenética por infraestrutura: a Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares (750 bilhões de reais) em inteligência artificial este ano, quase o dobro do valor do ano passado. "Fábrica de extração de dados" Após cerca de 6.500 funcionários serem realocados para a divisão de IA da Meta, alguns reclamaram de tarefas "monótonas" destinadas a treinar máquinas ou até mesmo automatizar seus próprios trabalhos. Essa é a lógica por trás da controversa "Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo", lançada em abril e suspensa em 22 de junho. Ela registrava cliques, digitações e histórico de navegação de funcionários nos Estados Unidos para treinar agentes de IA. Zuckerberg a defendeu durante uma reunião interna: "Os modelos de IA aprendem observando pessoas realmente inteligentes fazendo coisas", disse ele, segundo a Wired. No entanto, mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para interromper a iniciativa, e alguns compararam a Meta a uma "fábrica de extração de dados". Uma falha no sistema acabou expondo conversas privadas e métricas de desempenho para todos os funcionários, o que levou à sua suspensão. "Embora não tenhamos indícios de que os funcionários tenham acessado esses dados, estamos suspendendo a iniciativa enquanto investigamos", afirmou um porta-voz da Meta. "Beco sem saída" A Meta busca expandir sua atuação para além das redes sociais. A empresa também investe pesado em eletrônicos de consumo com óculos inteligentes e avalia um novo aplicativo de apostas online chamado Arena, possivelmente em parceria com a Polymarket e a Kalshi, segundo o The New York Times. No entanto, problemas judiciais ameaçam consumir tempo e recursos. Em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta culpada pela primeira vez pelos efeitos da dependência em redes sociais, apenas um dia após outra condenação no Novo México por negligência na proteção de menores. A Meta recorreu, mas outros julgamentos são esperados este ano. A empresa tenta recuperar terreno em relação a Google, OpenAI e Anthropic, que dominam a corrida pelos modelos de IA mais avançados. Os modelos da Meta, que já foram adiados diversas vezes, decepcionaram inclusive dentro da empresa. Em entrevista ao Financial Times, LeCun, vencedor do Prêmio Turing, o equivalente ao Prêmio Nobel em Informática, considerou que a busca por "superinteligência" baseada em grandes modelos de linguagem (LLM) da Meta leva a "um beco sem saída". Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA
01/07/2026 13:22:22 +00:00
EUA suspendem restrições, e Anthropic libera acesso global a modelos avançados de IA

Anthropic Reuters A Anthropic permitirá, a partir desta quarta-feira (1º), o acesso mundial aos seus modelos de inteligência artificial (IA) mais recentes e potentes, após o governo dos Estados Unidos suspender as restrições à comercialização dessas tecnologias, informou a empresa americana nesta terça-feira (30). Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a companhia em uma publicação no X. "Começaremos a restabelecer o acesso amanhã", acrescentou. Na última sexta-feira (26), o governo suspendeu parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo o acesso ao modelo por alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA. Parceiros estrangeiros, especialmente as agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso. A Anthropic, que há meses mantém uma relação turbulenta com o governo dos EUA, não esclareceu se a medida permitirá que esses órgãos estrangeiros tenham acesso aos seus modelos de IA. O governo de Donald Trump, que por muito tempo se mostrou contrário a qualquer regulamentação da IA, mudou de direção diante das capacidades cada vez mais avançadas desses modelos. Nesta terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, classificou esses modelos como "armas nucleares digitais".
01/07/2026 12:46:01 +00:00
Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O rápido desenvolvimento da IA oferece enormes benefícios potenciais para países e pessoas em todo o mundo, mas também apresenta grandes riscos, afirmaram 40 cientistas e especialistas renomados no primeiro relatório elaborado por um painel científico independente da ONU sobre a tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório, que será apresentado aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre a governança da IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho, oferece a primeira avaliação científica global e independente da IA, com um relatório mais completo e abrangente previsto para o próximo ano. Os membros do painel foram selecionados em todas as regiões do mundo e cumprem um mandato de três anos, independentemente de qualquer governo, instituição ou empresa. Agora no g1 A seguir, alguns detalhes do relatório preliminar: • Os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA, mas as capacidades da tecnologia estão superando o entendimento científico e a capacidade de adaptação dos governos, com poucos métodos disponíveis para controlar sistemas de IA altamente autônomos. • O copresidente do painel Yoshua Bengio observou evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA e afirmou que a ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos “seja por conta própria, seja devido a usuários mal-intencionados”, à medida que suas capacidades aumentam. • “Os benefícios potenciais da IA são enormes”, concluiu o relatório. “A implantação rápida e descontrolada da tecnologia em grande escala também apresenta riscos consideráveis, incluindo danos à saúde mental dos usuários, uso potencial como ferramenta destrutiva, impactos nos sistemas sociais, econômicos e ambientais, e desafios associados ao controle da tecnologia.” • A adoção da IA acelerou de forma ampla, mas desigual, entre países e setores. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas agora usam IA conversacional semanalmente, mas a adoção nos países em desenvolvimento está atrasada. • O desenvolvimento da IA está ainda mais concentrado, com os EUA respondendo por 75% do poder de computação entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, e a China, por 15%. • Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados em todo o mundo, os modelos atuais de IA são treinados para apenas uma pequena fração deles, e a tradução automática de alguns idiomas está repleta de erros que podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento. • Os riscos incluem possíveis impactos negativos sobre os direitos humanos, os sistemas sociais e o meio ambiente, com a circulação cada vez mais frequente de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes. • A IA também facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em grande escala, contribuindo para uma “erosão gradual da integridade da informação que pode enfraquecer a confiança pública, a coesão social e a deliberação democrática”. • A maioria dos países, incluindo as economias avançadas, carece do conhecimento técnico necessário para avaliar os novos modelos de IA mais avançados ou participar de forma significativa de sua governança.
01/07/2026 12:39:48 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,20 com falas do novo presidente do Fed e sanções de Trump no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,90% nesta quarta-feira (1º), cotado a R$ 5,2094. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,20%, aos 171.689 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, ficaram no centro das atenções. O indicado de Donald Trump afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos Estados Unidos, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%. ▶️ Apesar de o mercado ter recebido com certo alívio as declarações de Warsh, um novo movimento de Trump aumentou a percepção de risco dos investidores. O governo americano anunciou nesta quarta-feira sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ▶️ Essa foi a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. ▶️ Os indicadores econômicos de diferentes países também seguiram na mira dos investidores. Na véspera, o relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em maio, enquanto o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais no período, abaixo do esperado. Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. ▶️ No Brasil, o mercado ainda avaliou o resultado primário do setor público, que registrou um déficit (despesas maiores do que receitas) de R$ 56,1 bilhões em maio, uma alta de 66,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,82%; Acumulado do mês: +0,90%; Acumulado do ano: -5,09%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: -0,20%; Acumulado do ano: +6,56%. Sanções dos EUA contra brasileiros As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. 👉 Com as sanções, os bens nos EUA dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. LEIA MAIS: EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Mercados globais Em Wall Street, os índices fecharam em queda nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam novas falas de Warsh e seguiam atentos aos desdobramentos no Oriente Médio. O Dow Jones recuou 0,02%, enquanto o S&P 500 caiu 0,21% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,66%. Na Europa, os mercados fecharam sem direção única. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,18%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,79% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,18%. Na Ásia, as bolsas também fecharam mistas, conforme investidores avaliavam dados sobre a atividade industrial chinesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,41%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,44%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 2,04%. O Hang Seng, de Hong Kong, ficou fechado por conta de um feriado local. *Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP
01/07/2026 12:00:08 +00:00
Inadimplência bate recorde em maio, mês de lançamento do Desenrola 2.0; endividamento segue alto

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em maio deste ano para 4,7%, recorde histórico, informou nesta quarta-feira (1º) o Banco Central (BC). Segundo a autoridade monetária, houve um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, quando somou 4,6% (dado revisado). O valor também foi o maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido no mês de lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou justamente no mês retrasado. Agora no g1 O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5%, em abril, para 5,6% em maio. É o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência permaneceu estável em 3,1% em abril, para 3,2% em maio. É o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%). No início de junho, o governo informou que o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas bancárias. Foram feitas, até aquele momento, 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Foto ilustrativa do momento de uma compra com cartão de crédito/débito. Divulgação/Secretaria da Economia Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de abril — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses permaneceu estável em 49,8%, o maior desde janeiro deste ano (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 42%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
01/07/2026 11:51:29 +00:00
Japão planeja desenvolver modelo próprio de IA e ter 10 milhões de robôs em 2040

Imagem de arquivo de 28 de junho de 2014 mostra robô humanóide japonês gigante "Pepper", durante exposição de aparelhos de alta tecnologia, em Tóquio Yoshikazu Tsuno/AFP O Japão planeja desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial (IA) e ter 10 milhões de robôs equipados com a tecnologia atuando em mais de 10 setores até 2040, informou o governo. Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vários países buscam desenvolver seus próprios sistemas de IA para reduzir a dependência excessiva e potencialmente perigosa de tecnologias dos Estados Unidos e da China. Analistas esperam que o número de empresas investindo na Noetra chegue a 44, incluindo grupos dos setores automotivo, eletrônico, financeiro e de logística, entre outros, informou o jornal econômico Nikkei. Agora no g1 A Noetra vai se concentrar especialmente em IA física. A tecnologia aplica a inteligência artificial em ambientes do mundo real, como carros autônomos, robôs em fábricas e até mordomos androides. Apesar dos investimentos em larga escala e dos planos ambiciosos para robôs com IA, a aplicação da tecnologia e seu desempenho em situações reais ainda são limitados. "A estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e, com a inclusão dos setores de restaurantes, produção de alimentos e medicina, promoverá de forma intensa a adoção da tecnologia em um total de 18 áreas", declarou o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa. Com uma população cada vez mais envelhecida e em declínio, o país também espera que os robôs ajudem a suprir a escassez de mão de obra.
01/07/2026 11:30:48 +00:00
Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA

Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. Pixabay/Pexels "Eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil". Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um dos integrantes do governo americano neste ano, durante um trabalho de lobby para defender a inclusão do mel na lista de isenções da nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. No próximo dia 6, a empresária vai participar de uma audiência pública, em Washington, para defender o produto brasileiro. Há 35 anos no mercado de mel e própolis, Brito comanda a Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a entrada do mel nacional em outros países. Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Nos EUA, ela já participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e com o próprio Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que propôs as tarifas. Nesses encontros, ficou claro para a empresária que o mel não entrou na lista de isenções por um desconhecimento do que o produto brasileiro representa para o mercado americano. Para se ter uma ideia, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. "Quando a gente sentou na mesa para negociar, eles não faziam ideia [...]. Eles costumam olhar a marca do mel, mas não olham o país de origem", diz Brito, explicando que essas conversas fizeram parte de uma ação maior liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Segundo a empresária, o desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiro falharam em divulgar a importância do produto nacional para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta. "Todo mundo [nos EUA] sabe que a carne vem do Brasil, que o café vem do Brasil. Porque tem um grupo que faz um lobby muito bom", diz a empresária. Agora, o setor corre contra o tempo para tentar reverter a medida. Na audiência, além da empresária, importadores de mel americanos também vão defender o produto brasileiro, além da própria Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). Uma das linhas de defesa será mostrar o tamanho da importação de mel pelos EUA, mas também outros pontos, como: O fato de que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. Uma delas é a presença de abelhas africanizadas, que são mais resistentes a doenças, o que elimina a necessidade de usar antibióticos e acaricidas. O impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Como não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda, os consumidores dos EUA seriam os principais prejudicados. A dificuldade de substituição: Brito explica que a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo. O risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Eles devem argumentar que as tarifas vão gerar perda de faturamento nas empresas e cortes de postos de trabalho. Mais sobre a audiência: Maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência Setor de café solúvel vai aos EUA pedir revisão de novas tarifas: 'Não tem lógica' Setor tenta evitar novo prejuízo O mel é um dos setores mais atingidos pelos sucessivos tarifaços de Trump desde o ano passado. A medida impactou especialmente os produtores do Piauí, maior exportador brasileiro do produto aos EUA e altamente dependente do mercado americano. Em 2024, 85% do mel exportado pelo estado foi destinado aos EUA. Em 2025, o setor chegou a ser sobretaxado em 50% por Trump, o que levou ao cancelamento de centenas de toneladas em vendas e causou perdas financeiras a milhares de famílias de apicultores. No estado, a apicultura é fonte de renda para mais de 40 mil famílias. Agora, a expectativa é evitar um novo cenário de prejuízos. "Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção", diz a empresária da Lambertucci. "Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.
01/07/2026 07:01:58 +00:00
Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona

Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico. Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos. A plataforma também permite revisar e acompanhar todo o histórico do trabalho realizado pela IA. Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química. A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. O que a ferramenta entrega? Sempre que realiza uma tarefa, o Claude Science fornece ao usuário: o código utilizado para gerar o resultado; o ambiente em que o trabalho foi executado; uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida; todo o histórico da conversa com a IA. Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente. Divulgação/Anthropic A IA também pode errar Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores. Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original. Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como: análise de sequenciamento de RNA; planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética; previsão da estrutura de proteínas; análises na área de química computacional. Quanto custa o Claude? O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma. Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia. O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro. Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso. Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês. Empresa vai apoiar projetos científicos Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial. Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados. Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas. As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.
01/07/2026 06:02:03 +00:00
Desconto na primeira compra, brindes e mais: as estratégias dos negócios para conquistar clientes

Do zero ao primeiro cliente: o caminho mais curto para começar a faturar Ter um bom produto ou serviço não significa que os clientes vão aparecer. Para quem está começando um negócio, o desafio é transformar uma ideia em venda — e isso exige mais do que colocar uma solução no mercado. Segundo o Sebrae, um dos erros mais comuns de novos empreendedores é tentar vender para todo mundo ao mesmo tempo. A recomendação é começar com foco: escolher uma oferta principal e mostrar com clareza qual problema ela resolve. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Antes de investir alto, testar a ideia pode evitar prejuízos. Criar uma versão inicial do produto, ouvir potenciais clientes e avaliar a demanda ajuda a identificar ajustes necessários antes de ampliar a operação. Outro ponto essencial é fazer o negócio ser conhecido. Muitos empreendimentos não avançam por falta de visibilidade, e não necessariamente por problemas no produto. Conteúdos nas redes sociais, vídeos, dicas e bastidores da rotina podem aproximar a marca do público e criar relacionamento com possíveis compradores. Depois que o interesse surge, a agilidade no atendimento pode ser decisiva. Demorar para responder mensagens ou enviar informações pode fazer o cliente desistir da compra. Estratégias como descontos iniciais, brindes, combos e parcerias com outros negócios também podem ajudar a gerar experimentação e transformar o primeiro contato em venda. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo compras shopping online e-commerce aplicativo Pexels
01/07/2026 06:00:33 +00:00
Links
  • Quem somos
PROPOSTA ONLINE

Solicite uma cotação

Sem sair de casa receba a recomendação do seguro ideal pra você.

  • Whatsapp!
  • Ligue agora!
    (11) 2777-6042
  • Fale conosco
    envie um e-mail
  • Solicite uma
    proposta
  • Conheça nossos
    produtos / serviços

Idealecorp Corretora de Seguros

1 - 00000-000 - São Paulo/SP

  • (11) 2777-6042
  • (11)99954-4417

contato@idealecorp.com.br

Desenvolvido com Webbiz