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g1 > Economia

Justiça dos EUA marca para março de 2027 julgamento sobre compra da Warner Bros. pela Paramount

Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o julgamento das ações que contestam a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo uma decisão judicial. O processo vai analisar se a operação viola as leis de defesa da concorrência e poderá definir o futuro do negócio. Segundo a Reuters, até lá, a conclusão da compra continuará suspensa. De acordo com documento apresentado à Justiça, a operação ficará bloqueada até que seja julgada a ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, ou até 1º de junho de 2027. Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. A suspensão tem como objetivo impedir que a fusão avance antes da análise dos possíveis impactos sobre a concorrência. Estados alegam risco de concentração no mercado A Califórnia e outros 11 estados processam o acordo de aproximadamente US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões) entre Paramount e Warner Bros. Discovery. Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA Na ação, os estados argumentam que a união das duas empresas poderá concentrar excessivamente o mercado de entretenimento, reduzindo a concorrência nos setores de cinema e televisão por assinatura e levando ao aumento dos preços de filmes e programas de TV. Os procuradores também afirmam que, se a compra for concluída antes da decisão da Justiça, a Paramount poderá promover demissões, integrar operações e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente, essas mudanças seriam difíceis de reverter. Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters Paramount rebate acusações A Paramount nega as acusações e afirma que a ação faz uma interpretação equivocada da legislação antitruste dos Estados Unidos. Em nota enviada à Reuters, um porta-voz da empresa disse estar confiante de que as alegações dos procuradores-gerais "não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais". A companhia também sustenta que um atraso na conclusão da operação prejudica trabalhadores da indústria do entretenimento e pode elevar os custos da transação. Uma das maiores aquisições do setor Anunciada em fevereiro, a aquisição é considerada uma das maiores da história da indústria do entretenimento. Se for aprovada, dará origem a um grupo com aproximadamente 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. A expectativa é fortalecer a posição da empresa na disputa com concorrentes como Netflix e Disney.
04/08/2026 19:42:48 +00:00
Mulher joga bilhete premiado de R$ 6 milhões no lixo e garis conseguem recuperá-lo na Itália

Casal é suspeito de furtar bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena em MT Um bilhete de loteria premiado com 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) foi recuperado do lixo na Itália depois que a vencedora, desesperada, pediu ajuda aos coletores de lixo para encontrá-lo, informou à AFP a empresa responsável pela coleta de resíduos. O bilhete de raspadinha estava "milagrosamente intacto" depois que os funcionários vasculharam montes de lixo dentro do caminhão de coleta, contou Roberto Nicola Toscano, administrador da empresa SANB, na região da Puglia, no sul da Itália. Segundo Toscano, a mulher foi no domingo até uma lotérica para conferir o bilhete. A máquina informou que ele "não era pagável", porque estabelecimentos menores só podem pagar prêmios de baixo valor. A vencedora — cuja identidade não foi divulgada — não percebeu que havia acertado o prêmio principal. "Ela sempre jogava os mesmos números, porque estavam ligados à lembrança de uma pessoa querida", explicou Toscano. Bilhete premiado é encontrado por garis, na Itália. ALBERTO PIZZOLI / AFP Ao voltar para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar haviam sido sorteados. Eles correram de volta ao estabelecimento, mas descobriram que o bilhete já havia sido jogado no lixo e que a coleta já tinha passado. Foi então que a mulher entrou em contato com Toscano. "Reconstruímos o caminho percorrido pelo bilhete, embora tivéssemos pouca esperança de encontrá-lo, já que ele já havia sido recolhido pelo caminhão de lixo", disse o administrador à AFP. Por sorte, eles conseguiram identificar qual caminhão havia feito a coleta e o interceptaram antes que os resíduos fossem descartados. Como o lixo poderia conter materiais perigosos, o veículo foi levado a uma empresa especializada, equipada para realizar a busca com segurança. Os trabalhadores passaram mais de um dia revirando o conteúdo do caminhão. Encontraram diversos bilhetes e comprovantes de apostas. "Entre eles estava justamente o bilhete que procurávamos, milagrosamente ainda inteiro", contou Toscano à AFP nesta terça-feira (4). Quando ele avisou à vencedora que o bilhete havia sido encontrado, ela "chorou de emoção", disse. "Eu teria dado um abraço nela, mas estávamos falando por telefone." A operação para evitar o prejuízo, porém, teve um custo. Como a SANB, sediada em Bitonto, perto de Bari, é uma empresa pública, as despesas da busca seriam pagas pelos contribuintes. Por isso, Toscano afirmou que fez a mulher assinar um compromisso de arcar com todos os custos extras da operação — uma aposta que, nesse caso, certamente valeu a pena.
04/08/2026 19:37:52 +00:00
Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados - conhecidos como data centers - que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA). Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas. Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias. A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso. Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras. Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas. Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis. Escritório da Oracle em Dubai Oracle /Divulgação Oracle concentra o maior risco Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço. A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos. A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers. Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda - indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa - no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes. A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027. Quanto cada empresa já comprometeu A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço. A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões). A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.
04/08/2026 18:45:56 +00:00
BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá

E195-E2 da Embraer Divulgação/Embraer O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (3), uma operação de financiamento para que a Embraer exporte até 19 jatos do modelo E195-E2 para a companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings Inc. O montante negociado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, cobrindo parte da encomenda total de 75 aeronaves feita pela empresa estrangeira. Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Carteira de pedidos da Embraer foi de 34 bilhões e meio de dólares no 2º trimestre de 2026 O crédito conta com a cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), garantindo prazos de entrega que se estendem até o ano de 2030. A encomenda global da Porter faz parte de um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves encomendadas junto à fábrica em São José dos Campos (SP), 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados pelo acordo direto firmado com a instituição financeira pública no fim de 2025. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale. De acordo com o BNDES, o aporte financeiro tem como foco sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e assegurar postos de trabalho no setor aeronáutico do país. O financiamento à exportação de aeronaves do BNDEs consiste na venda a prazo, mas com recebimento dos recursos do Banco à vista. Nesse caso, o devedor no exterior assume e paga a dívida junto ao BNDES. No caso dos aviões, o valor mínimo para o financiamento é de R$ 40 milhões. A Porter Airlines utiliza o modelo E195-E2 para conectar destinos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central. Já a Embraer acumula mais de 9 mil aeronaves entregues desde a sua fundação e se consolida como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
04/08/2026 14:09:00 +00:00
EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, vendido por R$ 199.990

Teste do novo BYD Song Pro com motor flex O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas. O preço oficial do novo Song Pro Flex na versão GS é de R$ 199.990; na versão GL é R$ 176.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total combinada caiu com a calibração flex. São 219 cavalos na versão GS e 218 cv na versão GL. Antes, a versão GS tinha 235 cv. Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro. A atualização de design será feita nas duas versões. BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo/g1 Lista de equipamentos As medidas do novo Song Pro mudaram pouco: Comprimento: 4,74 m Largura: 1,86 m Altura: 1,71 m Entre-eixos: 2,71 m O peso é de 1.700 kg na versão GL e 1.760 kg na configuração GS. A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. No interior, a GS ainda se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada. Além do ADAS. BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel GL - R$ 176.990 Pacote ADAS 2; Controle de cruzeiro adaptativo (ACC); Controle de cruzeiro inteligente (ICC); Alerta de colisão frontal (FCW); Alerta de mudança de faixa (LCW); Assistência de permanência em faixa (LKA); Frenagem automática de emergência (AEB); Reconhecimento de placas de trânsito (TSR); Assistente automático de farol alto (IHBC); Controle inteligente de limite de velocidade (ISLC); Seis airbags; Central multimídia de 12,8"; Google Automotive Services; Apple CarPlay e Android Auto sem fio; Atualizações remotas OTA (Over-the-Air); Pacote de dados 4G; Sistema de som com oito alto-falantes; Chave presencial. BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel GS - R$ 199.990 Além dos itens da GL, acrescenta: Alerta de colisão traseiro (RCW); Alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA); Frenagem automática em tráfego cruzado traseiro (RCTB); Aviso de abertura de portas (DOW); Detector de ponto cego (BSD); Bancos com ajustes elétricos para motorista e passageiro; Teto solar panorâmico; Sensor de chuva; Retrovisor interno fotocrômico; Carregador de celular por indução ventilado de 50 W. Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro. Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha. O conjunto de baterias da versão testada pelo g1 comporta 18,3 kWh, já a versão GL tem só 13,1 kWh nas baterias. Com isso, a autonomia somente na bateria é, respectivamente, de 72 km e 57 km. Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv. A BYD confirmou no lançamento que a potência combinada total ficou em 218 cv na versão GL e 219 cv na versão GS. O torque em ambas as configurações é de 30,6 kgfm. Os números de desempenho são parecidos nas duas configurações, com 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos. A velocidade máxima é de 180 km/h em ambas as versões. O motor a combustão 1.5 de ciclo Atkinson passou por alterações para operar com gasolina e etanol e integra o novo sistema híbrido DM-i 5.0. Segundo a BYD, a eficiência térmica subiu de 43,04% para 46,06%, o que melhora o aproveitamento da energia gerada pelo motor, usado para alimentar a bateria e auxiliar a tração em situações de maior demanda. De acordo com a (PBEV), o novo Song Pro Flex é o SUV médio com o menor consumo energético do país. O índice é de 0,53 MJ/km na versão GL e de 0,55 MJ/km na GS. A fabricante afirma que a nova grade ativa, com aletas de abertura e fechamento automáticos, contribui para esse resultado. O consumo de combustível aferido pelo Inmetro é: Gasolina 15,9 km/l na cidade 13,5 km/l na estrada Etanol 11,7 km/l na cidade 10,5 km/l na estrada BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo / g1 A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol. O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes. A calibração do conjunto de suspensão foi refeita e agrada. Somado ao novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público. Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio. Há um novo painel com quadro de instrumentos integrado de 8,8 polegadas. Os bancos foram redesenhados e, na versão GS, contam com ajustes elétricos para motorista e passageiro. O seletor de marchas foi transferido para a coluna de direção, enquanto o revestimento interno passou a utilizar couro ecológico em tom cinza escuro. A central multimídia passou a ser de 12,8 polegadas e adotou o sistema Google Automotive Services. O modelo também oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, atualizações remotas OTA, pacote de dados 4G, sistema de som com oito alto-falantes e acesso por chave digital via NFC. Na versão GS, o carregador de celular por indução passou a ser ventilado e teve a potência ampliada para 50 W. O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear. Galerias Relacionadas A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático. A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário. O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso. O porta-malas tem 530 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento. Motor 1.5 aspirado do BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo / g1 Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 219 cavalos, adequado à proposta do segmento. Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI. Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro. Uma das novidades é que a BYD vai oferecer aos clientes do Song Pro a oportunidade de comprar painéis solares parcelados em até 36 vezes. Galerias Relacionadas
04/08/2026 13:38:09 +00:00
Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM

À esquerda, Otto Lobo durante sabatina no Senado; à direita, Antonio Carlos Berwanger Reprodução/TV Senado e FGV O presidente Lula (PT) indicou o servidor de carreira Antonio Carlos Berwanger para ocupar a última vaga aberta na diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O nome foi encaminhado ao Senado e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4). Berwanger ainda terá de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e ser aprovado pelo plenário do Senado antes de assumir o cargo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Formalmente, a indicação é para a vaga aberta com o término do mandato de Otto Lobo como diretor, em dezembro de 2025. Depois de deixar a diretoria, Otto foi indicado por Lula e voltou à CVM em junho, desta vez como presidente. Na mesma ocasião, o advogado Igor Muniz assumiu uma das diretorias. Se Berwanger for aprovado, o colegiado, formado por cinco integrantes, voltará a ficar completo. Agora no g1 A escolha ocorre após a indicação de Otto para a presidência ter sido cercada por questionamentos sobre decisões tomadas por ele durante o período em que comandou a CVM interinamente, no segundo semestre de 2025. A principal controvérsia envolveu a Ambipar e fundos ligados ao Banco Master. A área técnica da CVM havia entendido que os fundos atuaram em conjunto com o controlador da empresa na compra de ações e, por isso, deveriam realizar uma oferta pública de aquisição, conhecida como OPA, aos acionistas minoritários. O julgamento terminou empatado. Já como presidente interino, Otto votou contra a exigência da oferta e usou o voto de qualidade, o equivalente ao voto de desempate, para fazer prevalecer sua posição. A Procuradoria Federal Especializada junto à CVM questionou o procedimento e apontou possível fragilidade na decisão. Críticos avaliaram que o resultado beneficiou o Banco Master. Durante a sabatina para a presidência da CVM no Senado, Otto negou qualquer favorecimento. “Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara, não se pode impor OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Então eu não consigo entender como eu e o diretor Accioly auxiliamos o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime”, afirmou. A controvérsia não impediu a aprovação de Otto pelo Senado. Nomeado por Lula em junho, ele promoveu, em seu primeiro ato como presidente, uma ampla troca no primeiro escalão da CVM. Segundo a autarquia, foram substituídos os titulares de seis superintendências, além do superintendente-geral. Os servidores deixaram os cargos de confiança, mas permaneceram no quadro da instituição. Quem é Antonio Carlos Berwanger Servidor da CVM desde 2005, Berwanger é atualmente superintendente de Desenvolvimento de Mercado, área responsável pela elaboração de normas sobre companhias abertas, fundos de investimento, ofertas públicas e outros segmentos do mercado de capitais. Ele começou na autarquia como inspetor, atuou na fiscalização e na área de processos sancionadores e, entre 2011 e 2015, foi gerente de Aperfeiçoamento de Normas. Comanda a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado desde março de 2015. Berwanger é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é mestre em Direito da Regulação pela Fundação Getulio Vargas e tem especialização em regulação de fintechs e inovação financeira pela Cambridge Judge Business School. É considerado internamente um especialista em inovação e ativos digitais. Em maio, ele esteve entre os 27 integrantes da cúpula da CVM que assinaram uma manifestação pela escolha de um servidor de carreira para a vaga restante no colegiado. O grupo argumentou que a presença de um funcionário da casa ajudaria a preservar a memória regulatória e a estabilidade das decisões da autarquia.
04/08/2026 12:15:33 +00:00
Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Café robusta Globo Rural/Tv Globo As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto. O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea. O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho. “Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea. Café tipo robusta Arquivo Pessoal “A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou. Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida Claudia Assencio/g1 O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar. "E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta. Qualidade da bebida e exportação Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados. “Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida - um café que secou mais bem - mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador. Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba Adrian Dona/Júnior Damada E quando o café chega na xícara? O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem. “Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha. Leia mais: Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica Conheça os fatores que influenciam o preço do café para o consumidor Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima. “As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica. 'EPTV nas Férias': Conheça como funciona a torra do café em cafeteria de Franca O que define o café especial? Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica: "Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha. Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua: "Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins". Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida Adrian Dona/Júnior Damada Densidade e tamanho A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria. "Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera. Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita. "Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui. Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
04/08/2026 12:14:19 +00:00
Dólar e Ibovespa operam em alta, com dados dos EUA e redução das tensões no Oriente Médio

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal visto na primeira hora da manhã e passou a operar em alta nesta terça-feira (4), com um avanço de 0,29% perto da 11h30, cotado a R$ 5,1015. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,28% no mesmo horário, aos 178.504 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos. ▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano. ▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. O Catar afirmou, hoje, que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre EUA e Irã, embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que as negociações já estavam em andamento. Com o maior otimismo, os preços do petróleo voltaram a cair no mercado internacional. Perto das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 4,70%, cotado a US$ 79,83. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,29% no mesmo horário, a US$ 76,09 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: -0,34%; Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado do mês: 0%; Acumulado do ano: +10,47%. Maior otimismo com o petróleo O Catar afirmou nesta terça-feira que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã , embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente Donald Trump de que as negociações já estejam em andamento. Em meio à expectativa de que um acordo possa retomar tráfego pelo Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado, os preços do petróleo operavam em queda. Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com Teerã haviam começado e que o Irã enfrentava uma "última chance" para chegar a um acordo. Autoridades iranianas insistiram que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos. O Irã afirma que suas únicas conversas são com Omã sobre o estreito e que nenhuma reunião importante estava planejada para esta semana. "Elas estão acontecendo agora", disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval na segunda-feira, quando questionado sobre as negociações, acrescentando que as discussões estavam ocorrendo a pedido do Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. "Esta é a última chance para eles (Irã) assinarem um bom documento." O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos atingiram "estágios muito avançados". Ansari afirmou, ainda, que mediadores, incluindo representantes do Catar, Paquistão e Omã, estavam coordenando estreitamente para facilitar as negociações e a troca de propostas preliminares entre Washington e Teerã. "Muita coisa está acontecendo nos bastidores. Estamos conversando com os dois lados. Nosso único objetivo neste momento é fazer com que ambas as partes pelo menos concordem em começar a dialogar", disse um alto funcionário da segurança paquistanesa à Reuters. Bolsas globais Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta terça-feira, após previsões mais fortes da Caterpillar e da Palantir tranquilizarem investidores quanto à demanda impulsionada pela inteligência artificial. Perto das 11h30, o Dow Jones subia 1,04% e o S&P 500 tinha ganhos de 0,97%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,53%. O maior otimismo com a possibilidade de uma cordo de paz entre EUA e Irã trazia um dia positivo para os mercados europeus, que operavam em alta generalizada nesta terça-feira. Perto das 11h30, o DAX, da Alemanha, tinha ganhos de 0,82% enquanto o CAC-40, da França, subia 0,43% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,28%. Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
04/08/2026 12:01:05 +00:00
Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros países

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Vinte e cinco Estados americanos entraram com processos na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump na segunda-feira (03/08) devido a uma onda de tarifas contra dezenas de países que entrou em vigor em julho. Os EUA afirmam que as tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, foram impostas devido ao fato de parceiros comerciais — incluindo Brasil, Reino Unido, China e União Europeia — não terem combatido adequadamente o trabalho forçado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um documento legal consultado pela BBC, uma aliança de Estados — entre eles, Califórnia e Nova York — governados por políticos do Partido Democrata afirma que a decisão de Trump foi "arbitrária, impulsiva e contrária à lei". Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse: "Os EUA estão usando sua autoridade legal" para lidar com práticas que prejudicam as empresas americanas. Agora no g1 Desai acrescentou que o fato de qualquer país não combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado era "inaceitável" e precisava ser enfrentado. As novas tarifas, que entraram em vigor em julho, foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, uma legislação concebida para atingir países que utilizam trabalho forçado. As tarifas abrangem 99,4% das importações dos Estados Unidos, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). O processo alega que o governo Trump "não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu esquema ilegal de tarifas". "As tarifas impostas pelo USTR são tão abrangentes que desafiam os próprios objetivos declarados do USTR e ridicularizam a legislação usada para justificá-las", afirmou. "As tarifas ilegais do presidente Trump nada mais são do que um imposto sobre as famílias trabalhadoras", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul. "Apesar de ter perdido em todas as instâncias, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, em um comunicado. "Todos nós estamos pagando o preço por essas tarifas ilegais, não os governos estrangeiros", acrescentou. Diversos parceiros comerciais afetados expressaram decepção com as novas tarifas. Os governos do Brasil e do Japão reagiram classificando as medidas como "injustificadas". Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais." O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descreveu as tarifas como uma "desculpa para manipulação política". Washington e Pequim estão envolvidos em uma guerra de tarifas retaliatórias — que está atualmente suspensa. Alguns analistas também questionaram como os países seriam capazes de demonstrar que abordaram adequadamente as alegações de trabalho forçado. O processo movido pelos Estados americanos representará um "grande desafio" às tarifas de Trump, afirmou o professor de administração Alex Capri, acrescentando que espera "exceções e recuos que gradualmente reduzirão o impacto dessas tarifas". Segundo Capri, da Universidade Nacional de Singapura, faltam evidências confiáveis que sustentem as alegações de que os países acusados prejudicaram empresas americanas por meio de violações relacionadas ao trabalho forçado. Essa medida representa o passo mais recente em uma série de políticas comerciais anunciadas por Trump desde que ele retornou ao cargo em janeiro de 2025. Muitas das abrangentes tarifas que Trump impôs aos parceiros comerciais globais em suas chamadas tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado, foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. "A Suprema Corte deixou claro que este governo não pode ignorar a lei para impor tarifas abrangentes", disse Hochul. A decisão do tribunal resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares para empresas que haviam pago os impostos. O presidente argumenta há muito tempo que as tarifas protegem os trabalhadores americanos e impulsionam a economia dos EUA. As tarifas que foram anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre todas as importações globais. Essas tarifas expiraram em julho. Mais tarifas podem ser implementadas no futuro, já que os EUA estão atualmente investigando 16 países por alegações de excesso de capacidade produtiva.
04/08/2026 10:11:07 +00:00
Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel

Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel Um serviço que promete bloquear ligações indesejadas tem gerado uma disputa entre operadoras de telefonia: de um lado, a defesa de que ele protege consumidores, de outro, a acusação de que impede chamadas legítimas. A solução em questão é o "Vivo Anti-spam", ativado automaticamente em novas linhas de celulares administradas pela operadora. Segundo a empresa, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas operadoras como a TIM dizem que o serviço impede ligações legítimas. Ao menos sete empresas questionaram o bloqueio de milhares de chamadas, incluindo de serviços de saúde para pacientes. Elas abriram reclamações formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que disse analisar os casos e buscar "o equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor". Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A TIM disse à Anatel que seus usuários sofreram restrições indevidas, mas se recusou a participar de uma reunião de conciliação. Procurada pelo g1, a operadora afirmou que não comentará o assunto. A principal questão na disputa entre as empresas é o critério usado para bloquear as ligações, explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. "O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve", afirmou. "A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça", continuou. Bloqueios afetaram atendimento ao público A empresa de telefonia Adyl Telecom afirmou que, desde o início de junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas por conta do anti-spam. A empresa alegou à Anatel que hospitais e órgãos públicos foram afetados. O sistema da Vivo também foi acusado de bloquear ligações de mais de 800 números da prefeitura de Araçatuba. A reclamação foi feita pela 3corp Technology, que presta serviços de telefonia para a cidade. Em sua representação, a 3corp afirmou que as ligações servem para prestar serviços públicos em áreas como saúde, segurança e educação, mas foram "sistematicamente bloqueadas ou interrompidas" pelo anti-spam. 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério A 3corp disse que, nos primeiros contatos, a Vivo não tinha oferecido uma saída viável para resolver a situação. Mas em julho, a empresa afirmou que, após tratativas, os números foram liberados e estão em pleno funcionamento. A Adyl, por sua vez, reclamou da falta de clareza sobre critérios para o bloqueio e disse que, depois de entrar em contato com o canal de atacado da Vivo, conseguiu desbloquear a maioria dos números. A Net2Phone Brasil, outra empresa a questionar o anti-spam da Vivo, disse que espera uma reunião de conciliação mediada pela Anatel. A Agera Telecomunicações afirmou que, desde o início de junho, recebe reclamações de clientes sobre bloqueios em chamadas para números da Vivo e classificou o anti-spam como uma ferramenta de "degradação artificial de tráfego". Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico A Ateky Internet e a Ágil Telecom também alegam que o filtro Vivo impede chamadas legítimas feitas a partir de suas redes. O g1 entrou em contato com as empresas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. A Anatel informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e que, desde então, tem se aprofundado nos materiais apresentados pelas empresas. "O objetivo é oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos", disse a agência. A Adyl e a Agera afirmaram à Anatel que o sistema anti-spam da Vivo bloqueou até as ligações de números autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas. O Origem Verificada usa uma tecnologia internacional chamada STIR/SHAKEN. Ela verifica, no momento da ligação, se o número usado pela empresa consta em um cadastro mantido pelas operadoras. O que diz a Vivo Apesar de as reclamações terem surgido em junho, a Vivo disse que oferece a ferramenta desde novembro de 2024. Segundo a operadora, ela protege os clientes de ligações automáticas que usam números adulterados para ocultar quem está fazendo a chamada. A companhia informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental com cerca de 700 mil usuários antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos. Ainda segundo a Vivo, seu anti-spam funciona em dois níveis: primeiro, analisa se a chamada é autenticada ou não, e, depois, o perfil do número de origem. Em nota, a empresa alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu anti-spam e do STIR/SHAKEN. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação". A operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes". Donos de números afetados pelo bloqueio podem solicitar uma análise por meio do site da Vivo, e clientes que não recebem ligações podem desativar o serviço no aplicativo da operadora.
04/08/2026 08:03:35 +00:00
Trump quer vender milissegundos de vantagem a investidores; entenda por que isso vale milhões

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 AFP/Saul Loeb A Truth Social, rede social criada por Donald Trump, começou a vender acesso antecipado às publicações do presidente dos Estados Unidos para investidores institucionais e empresas que utilizam sistemas automatizados para negociar ativos financeiros. A iniciativa levanta uma questão para o mercado financeiro: quanto vale receber, alguns milissegundos antes dos demais, uma mensagem capaz de influenciar o preço de ações, moedas, juros e commodities? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da plataforma, o Truth API foi desenvolvido para entregar essas publicações em tempo real a organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação. 🔎 A expectativa é que o serviço funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, e inclua um arquivo de mensagens publicadas desde 2022. A ferramenta é oferecida por meio de uma API — sistema que permite que programas de computador recebam automaticamente as publicações da plataforma. Segundo a Reuters, a empresa chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso. Agora no g1 No anúncio do Truth API, Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media & Technology Group (TMTG), justificou a criação do serviço afirmando que "os mercados já reagem com base nas publicações do Truth Social". Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que essa pequena vantagem de tempo pode favorecer investidores que utilizam programas de computador para negociar ativos automaticamente e levantar dúvidas sobre a igualdade de acesso a informações capazes de influenciar os preços. Pedro Teberga, especialista em negócios digitais e professor da Faculdade Einstein, explica que, nesse intervalo, alguns investidores conseguem negociar antes que o restante do mercado tenha tempo de reagir à informação. "Quando um grupo restrito recebe antes uma informação capaz de mexer nos preços, ele consegue comprar ou vender contra participantes que ainda operam com os preços anteriores à notícia", afirma. Por que milissegundos fazem diferença? Para investidores individuais, alguns milissegundos dificilmente fariam diferença. No universo da negociação automatizada, porém, esse intervalo pode ser suficiente para que sistemas identifiquem uma informação relevante e executem ordens de compra e venda antes que os preços se ajustem. Essa lógica ajuda a explicar por que anúncios publicados por Trump na Truth Social costumam provocar reações rápidas nos mercados. Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que o valor econômico dessa vantagem depende da relevância da mensagem, do volume negociado e da velocidade com que o mercado incorpora a informação. Segundo ele, um exemplo ajuda a dimensionar esse potencial: 💰 Imagine que uma publicação provoque uma variação de 0,5% no preço de um ativo. Se uma instituição conseguir negociar US$ 50 milhões antes que essa mudança seja refletida nos preços, o ganho bruto potencial seria de US$ 250 mil. "A relevância não está apenas em saber antes, mas em conseguir transformar a informação automaticamente em ordens antes que o mercado reorganize os preços", afirma. O especialista ressalta, porém, que esse cálculo não representa lucro garantido, já que há custos de execução, impacto das próprias ordens sobre os preços e até o risco de o sistema interpretar a mensagem de forma equivocada. Quando Trump posta, o mercado reage Arte/g1 O que diferencia a Truth API das agências de notícias? A principal diferença em relação a serviços como Bloomberg e Reuters, segundo os especialistas, não está na velocidade da entrega das informações, mas na origem delas. "A comparação não se sustenta, e a diferença não está na velocidade, que sempre foi um produto comercializado no mercado financeiro", afirma Teberga. Segundo ele, empresas como Bloomberg e Reuters vendem rapidez na distribuição de informações que observam, organizam ou reportam, mas não produzem as decisões capazes de movimentar os mercados. Ele lembra que, quando uma empresa se aproximou dessa fronteira, houve reação das autoridades. ⚖️ Em 2013, a Thomson Reuters encerrou um serviço que antecipava em dois segundos um índice de confiança do consumidor após investigação do procurador-geral de Nova York. "No caso da Truth API, quem produz a informação é a mesma pessoa que decide a política capaz de mover os preços", afirma. Apesar disso, Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, gestora sediada em Nova York, faz uma ressalva: pelas informações divulgadas até o momento, o Truth API não oferece acesso antecipado às publicações, mas maior velocidade na distribuição de um conteúdo que já é público. "O Truth API não poderá vender acesso antecipado aos posts de Donald Trump, pois isso seria ilegal. Segundo as notícias divulgadas, a empresa irá vender velocidade de entrega e formatação de informação que já é pública", afirma. Quando a comunicação presidencial vira fator de mercado O debate não se limita aos EUA. Como Trump costuma anunciar decisões de política econômica e comercial primeiro na Truth Social, publicações da plataforma também podem provocar reações imediatas em ativos de outros países, incluindo o Brasil. Para Cabral, esse tipo de impacto é consequência de uma transformação mais ampla na forma como decisões de governo passaram a ser comunicadas. Na avaliação dele, medidas de política econômica passaram a ser anunciadas primeiro nas redes sociais do presidente, antes dos canais oficiais do governo. "O ponto mais interessante do debate não é a legalidade nem o caráter pouco democrático do Truth API, mas sim o padrão inusitado de comunicação, em que decisões importantíssimas de política econômica são divulgadas na rede social do presidente antes de serem anunciadas nos canais oficiais do governo." É justamente nesse contexto que, segundo Praça, investidores brasileiros também podem ser afetados. "Uma mensagem sobre tarifas contra o Brasil poderia provocar ordens simultâneas em dólar contra real, Ibovespa, ações de exportadoras, ativos brasileiros negociados em Nova York, juros futuros e instrumentos de proteção cambial", afirma. Segundo ele, o risco aumenta porque parte relevante das negociações envolvendo ativos brasileiros ocorre em mercados internacionais e fora do horário de funcionamento da B3. "O preço pode começar a se ajustar nos ADRs, no câmbio offshore, nos ETFs e nos mercados futuros antes da abertura do mercado brasileiro", diz. Painel exibe informações sobre as ações da Truth Social e da Trump Media & Technology Group enquanto um homem observa o celular em frente ao Nasdaq MarketSite, em Nova York, em março de 2024. REUTERS/Brendan McDermid.
04/08/2026 08:03:06 +00:00
Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso

Bezerro com três orelhas O nascimento de um bezerro em uma propriedade rural de Coromandel, no Alto Paranaíba (MG), chamou a atenção por uma característica incomum: o animal nasceu com três orelhas, uma delas nas costas, o que é mais raro ainda. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. De acordo com o especialista, a anomalia provavelmente surgiu nos primeiros 45 dias de gestação da vaca. Ortolani explica que esse tipo de ocorrência é considerado muito raro, especialmente pela localização da orelha extra, fora da cabeça do animal. Apesar de estar completamente formada externamente, ela não tem função auditiva, pois não possui as estruturas internas necessárias para captar sons. A boa notícia é que a condição não deve comprometer a qualidade de vida do animal. Segundo o veterinário, o bezerro pode conviver normalmente com a má-formação, sem apresentar problemas de saúde relacionados à terceira orelha. O especialista também afirma que a característica não deve ser transmitida aos descendentes. Isso porque se trata de uma má-formação, e não, necessariamente, de uma alteração genética hereditária. Caso o produtor decida retirar a orelha extra por meio de uma cirurgia, a recomendação é que o procedimento seja realizado apenas com acompanhamento de um médico-veterinário qualificado. LEIA TAMBÉM: Produtor colhe mamão de quase 8 kg no interior de São Paulo; veja vídeo Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa Bezerro com três orelhas Globo Rural Pesquisadores registram pela 1ª vez gato-mourisco em reserva ambiental da Serra Gaúcha
04/08/2026 06:00:30 +00:00
Por que os brasileiros estão trocando mais de emprego

A flexibilidade oferecida pelo home office é um fator importante para muitos profissionais Erik Reis/IKOstudio/Zoonar/picture alliance Há apenas seis anos formada em arquitetura, Clara Martinez já trabalhou em quatro empresas. Na primeira troca, o motivo foi exclusivamente financeiro. Depois ela passou a priorizar desafios e desenvolvimento profissional, a ponto de recusar uma contraproposta superior à nova oferta. Na troca mais recente, ela deixou um emprego estável, mas sem perspectivas de crescimento, para ingressar numa empresa maior: manteve o mesmo salário, abriu mão do trabalho remoto e apostou num plano de carreira de longo prazo. "Eu não fugi de um ambiente ruim. Eu fugi da estagnação", conta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A trajetória da arquiteta reflete um movimento cada vez mais comum no mercado de trabalho: o job hopping, prática de trocar de emprego com frequência em busca não apenas de salários maiores, mas também de desenvolvimento profissional, flexibilidade e até maior identificação com a cultura da nova empresa. Por que os jovens trocam mais de emprego? Veja como pensa cada geração Leia ainda Por que tantos brasileiros querem sair do emprego O que cada geração valoriza e por que pensam tão diferente Os números por trás da tendência Dados da consultoria Michael Page comprovam essa tendência: 44% dos brasileiros buscam ativamente outra oportunidade, enquanto 39% consideram deixar o emprego atual. Uma recente pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que principalmente os jovens estão trocando de emprego. Entre pessoas de 25 a 29 anos, 25,3% deixam o trabalho antes de completar um ano. Na faixa de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 38,2% e, entre adolescentes de 14 a 17 anos, supera a metade (52%). Segundo o levantamento, baixos salários, longas jornadas e poucas oportunidades de desenvolvimento profissional ajudam a explicar esse comportamento. Diante da percepção de que não haverá investimento em sua carreira, muitos jovens optam por pedir demissão em busca de empregos semelhantes que ofereçam alguma vantagem adicional. Para o consultor Lucas Oggiam, diretor executivo da Michael Page Brasil, o aumento da rotatividade tem diferentes causas. Em parte ela decorre de decisões voluntárias dos profissionais, e em parte reflete demissões ligadas ao cenário econômico. Segundo ele, a troca frequente de emprego já vinha acontecendo nos últimos anos, mas não da mesma forma em todos os níveis hierárquicos. Funções operacionais e de entrada tradicionalmente têm maior rotatividade, enquanto executivos da alta liderança (os chamados C-levels) permanecem mais tempo na mesma empresa. Já quando as mudanças acontecem por razões econômicas, ciclos mais curtos nem sempre representam uma escolha do trabalhador, mas, em muitos casos, cortes de custos e reestruturações nas empresas. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik Da estabilidade ao propósito Para a pesquisadora Maira Blasi, especializada em futuro do trabalho, a estabilidade no emprego perdeu espaço para outras vantagens, como uma carreira mais diversificada e alinhada a um propósito profissional. Ela avalia que a expansão do ensino superior e do acesso à internet ampliou o acesso à informação, às oportunidades e a diferentes referências de carreira. "À medida que os brasileiros se tornam mais escolarizados e que a informação mundial circula livremente, a população acessa outros referenciais no mundo, outros jeitos de viver a vida", diz Blasi. Ao mesmo tempo, a estabilidade oferecida pelas empresas não é mais a mesma. Demissões em massa, contratação de trabalhadores como pessoa jurídica e projetos mais curtos reduziram a atratividade de permanecer muitos anos na mesma organização. "Um lado passou a não prometer estabilidade, e o outro passou a pensar: 'Vou ver como está a minha carreira'", diz Blasi. "Quando você 'pejotiza' alguém que antes ocupava uma vaga com características fixas, de CLT, abre espaço para essa pessoa se sentir menos presa à empresa", diz. Diversidade e inclusão Outro fator para trocar de emprego é a busca por ambientes de trabalho mais inclusivos. A maior visibilidade midiática de temas como neurodiversidade e diversidade de gênero levou muitos profissionais a questionarem o ambiente de trabalho tradicional. Em consequência, empresas que oferecem flexibilidade, políticas de diversidade e melhores condições para conciliar vida pessoal e trabalho se tornaram mais atrativas. Para Blasi, depois da pandemia, a vida fora do trabalho ganhou mais importância, levando profissionais a experimentarem novas empresas e modelos de trabalho. "Se uma empresa não fala de diversidade, eu vou testar outra. Se aqui eu não posso cuidar do meu filho, vou tentar em outra", resume. A insatisfação com lideranças é outro fator que pesa, pois trabalhar num ambiente tóxico tem efeitos negativos também sobre a vida pessoal. Autodescoberta profissional Aos 36 anos, Ana Zampolo, especialista em educação corporativa, também se rendeu ao job hopping. Nos últimos seis anos, passou por cinco empresas e ainda abriu e fechou o próprio negócio. Também migrou da logística, sua área de formação, para a área organizacional. Para ela, as mudanças fizeram parte de um processo de autodescoberta profissional. Para a profissional, nem toda mudança de emprego significou um aumento de salário. Em alguns momentos, ela aceitou ganhar menos para se aproximar da área em que desejava construir a carreira. "Eu aceitei fechar minha empresa e vir para cá porque era interessante no recálculo de rota. Eu vi um caminho." Hoje, ela afirma que, em vez de estabilidade, valoriza mais o propósito e os valores pessoais. "Eu não busco estabilidade. Eu busco realização, propósito, que a empresa seja conforme com aquilo que eu tenho como objetivos de vida. Se aquele lugar ou aquelas funções não estão me levando aonde eu quero como pessoa, como carreira, eu não continuo ali. O que me interessa é fazer carreira dentro da minha vida", diz Zampolo. Isso não significa descartar uma trajetória de longo prazo. Ela diz que aceitaria permanecer por muitos anos na mesma empresa se houvesse um plano de carreira claro, com metas, prazos e oportunidades concretas de crescimento. O que pensam os recrutadores Nem Martinez nem Zampolo dizem ter sido questionadas por recrutadores sobre as frequentes mudanças de emprego. Pelo contrário. "Na verdade, eu recebi como feedback positivo que eu nunca estou parada", diz a arquiteta. Especialistas alertam, porém, que o contexto dessas mudanças continua sendo determinante. Para Oggiam, quando o profissional está em início de carreira, é natural buscar cargos diferentes e numa velocidade maior de mudança. Já executivos tendem a construir trajetórias mais longas. Segundo ele, aos recrutadores interessa sobretudo entender as razões por trás das mudanças. Já os empregadores tendem a avaliar se aquele comportamento pode voltar a se repetir. Ele também descreve que, mesmo em áreas com alta rotatividade, como tecnologia, muitas empresas continuam valorizando trajetórias duradouras. Segundo os especialistas, não há um período considerado ideal para permanência num emprego. Blasi diz que o recomendado é permanecer pelo menos um ano em cada organização, mas o mais importante é ficar tempo suficiente para entregar resultados e saber explicar o impacto que o próprio trabalho teve.
04/08/2026 04:00:14 +00:00
Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 135 milhões nesta terça-feira; acompanhe ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.040 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 135 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (4), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (2), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Loterias caixa. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
04/08/2026 03:00:43 +00:00
Enel SP: Área técnica da Aneel rejeita pedido de perícia e defende manter processo para encerrar concessão

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classificou como "desnecessário" o pedido da Enel São Paulo para a realização de uma nova perícia técnica no processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da distribuidora. Segundo memorando da Superintendência de Fiscalização Técnica (SFT), uma nova perícia reexaminaria fatos que já foram registrados, analisados e debatidos ao longo do processo, sem acrescentar elementos relevantes para a apuração. "A realização de nova perícia técnica para reexaminar fatos já registrados, analisados e debatidos nos autos mostra-se, na visão da SFT, desnecessária, pois não acrescentaria elementos relevantes à apuração e apenas retomaria questões técnicas já avaliadas no processo", afirma o documento. Agora no g1 A área técnica também considera que o processo já reúne provas técnicas, documentos e demais elementos apresentados tanto pela concessionária quanto pela própria agência, suficientes para embasar a decisão da diretoria colegiada. O processo na Aneel foi aberto após falhas massivas na distribuição de energia e demora no restabelecimento do serviço pela Enel na Grande São Paulo em 2024. 🔎 Considerada uma medida extrema, a caducidade (ou extinção do contrato) pode ocorrer quando confirmado que a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população. RELEMBRE: Enel apresenta manifestação final antes de decisão da Aneel sobre perda da concessão em SP O documento foi encaminhado à Procuradoria Federal vinculada à Aneel. No próximo dia 11 de agosto, a diretoria colegiada deve analisar o recurso apresentado pela Enel contra a decisão tomada em abril, quando a agência instaurou o processo que pode levar à extinção da concessão da distribuidora em São Paulo. Em nota, a Enel afirmou que tem apresentado avanços em seu desempenho e que o pedido de reavaliação "considera as características diferenciadas do evento de dezembro — um ciclone com ventos fortes por mais de nove horas seguidas —, distintas dos eventos anteriores, de curta duração". "A Enel segue atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024, reafirmando seu compromisso com a qualidade do serviço prestado a seus mais de 8,5 milhões de clientes na Grande São Paulo." No memorando, a SFT afirma ainda que o pedido da Enel não busca comprovar fatos novos nem esclarecer aspectos técnicos desconhecidos pela administração pública. Funcionário da Enel trabalhando na manutenção de fiação na Marginal Tietê, em SP GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO "Dessa forma, a prova pretendida possui caráter meramente revisional ou contrapositivo, não sendo necessária ao esclarecimento dos fatos tratados no processo administrativo", diz o texto. Os técnicos ressaltam que o foco da investigação "se concentra na avaliação dos danos causados à rede de distribuição e da capacidade da Concessionária em minimizar os impactos e responder de maneira eficiente às ocorrências registradas". Entenda o que acontece se o contrato da Enel em SP for encerrado "Não se trata, portanto, de avaliar as caraterísticas específicas de um evento climático para delimitar a atuação da Distribuidora, ao contrário, o importante é buscar compreender como a Concessionária se organiza e lida com os consumidores na gestão do processo de recomposição nos períodos durante e após o evento climático em si", destaca o memorando.
04/08/2026 00:15:14 +00:00
TikTok faz acordo em três processos sobre vício em redes sociais entre jovens antes de julgamento

Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok. AP/Matt Slocum/Arquivo O TikTok concordou em fazer um acordo em três processos movidos por jovens que acusam empresas de redes sociais de projetarem suas plataformas para serem viciantes e prejudicarem a saúde mental dos usuários, disse um advogado dos autores na segunda-feira. Os termos dos acordos são confidenciais e dependem da finalização dos documentos formais com o TikTok, segundo Joseph VanZandt, advogado dos autores. O TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os casos estão entre milhares de ações judiciais semelhantes consolidadas em um tribunal estadual da Califórnia. As alegações dos autores contra a Meta Platforms, o YouTube (do Google) e o Snapchat (da Snap Inc.) prosseguirão. Um julgamento está agendado para outubro. Agora no g1 Os três casos, movidos por autores identificados apenas pelas iniciais por serem menores de idade, foram selecionados como julgamentos-piloto dentre cerca de 3.300 processos que tramitam perante a juíza Carolyn Kuhl, do Tribunal Superior de Los Angeles. A juíza supervisiona as ações consolidadas que alegam que as plataformas de redes sociais são viciantes e prejudicam usuários jovens. 🔍Advogados frequentemente usam veredictos de casos-piloto para avaliar como júris podem encarar alegações semelhantes, ajudando-os a estimar o valor potencial dos casos restantes e a orientar negociações de acordo. As empresas negaram as acusações e afirmam adotar medidas abrangentes para manter adolescentes e jovens usuários seguros em suas plataformas. Os autores que estão fechando acordo com o TikTok são: S.J., uma jovem de 15 anos de Illinois que alegou que as plataformas de redes sociais levaram a quadros de automutilação, ansiedade, depressão, vício e transtorno alimentar; P.M.Y., um jovem de 15 anos de Nova Jersey que alegou vício, depressão e automutilação; e K.D.B., um jovem de 18 anos do Mississippi que alegou que o uso excessivo das plataformas causou ansiedade, depressão, vício, automutilação e transtorno alimentar, segundo VanZandt. Os acordos ocorrem após outro caso-piloto ter sido encerrado antes do julgamento em julho, quando um autor adolescente desistiu de suas alegações contra a Meta depois que os outros réus firmaram acordos. Leia também: Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários Condenação inédita Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? O primeiro julgamento, encerrado em março, resultou em uma decisão condenatória de US$ 4,2 milhões contra a Meta e outra de US$ 1,8 milhão contra o Google. O TikTok e o Snap fizeram acordos para encerrar o processo antes do julgamento. Este processo foi movido por uma mulher que alegou ter desenvolvido dependência de plataformas de rede social ainda jovem, devido ao design dessas plataformas voltado a capturar a atenção dos usuários. Outros 2.600 processos com alegações semelhantes — movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e estados — tramitam atualmente em um tribunal federal da Califórnia. Além disso, praticamente todos os procuradores-gerais estaduais processaram empresas de redes sociais nos tribunais de seus respectivos estados. Saiba também: Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada pela plataforma Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
03/08/2026 22:37:50 +00:00
25 estados americanos entram na Justiça contra novas tarifas impostas por Trump

Trump prorroga decreto de tarifas contra o Brasil Um grupo de 25 Estados norte-americanos governados por democratas processou o governo do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (3), argumentando que a mais recente rodada de tarifas sobre produtos de 60 parceiros comerciais, assim como a maioria de suas tarifas anteriores, excede sua autoridade legal para tributar importações. Em 24 de julho, o governo Trump impôs novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia e o Brasil, sob a alegação de que eles não estavam fazendo o suficiente para impedir a exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.  Movida pelos Estados no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, em Nova York, a ação segue contestações anteriores apresentadas por pequenas empresas norte-americanas, que buscaram a via judicial para bloquear as tarifas no dia em que entraram em vigor, no mês passado. Estados e pequenas empresas já contestaram com sucesso tarifas globais impostas por Trump em seu segundo mandato, mas o presidente seguiu com novas tarifas, apesar de uma série de reveses legais. Pequenas empresas dos EUA processam Trump por novas tarifas sobre 60 países Os Estados que entraram com a ação judicial, incluindo Oregon e Nova York, têm todos procuradores-gerais ou governadores democratas. "Apesar de ter perdido em todas as etapas, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Estado, Dan Rayfield, em comunicado. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que as tarifas eram uma resposta apropriada e legal a práticas comerciais desleais de outras nações. "O fato de um país estrangeiro não impor e não fazer cumprir efetivamente a proibição da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é algo desarrazoado, prejudica o comércio dos EUA — incluindo os trabalhadores americanos — e precisa ser enfrentado", disse Desai. Trump fez das tarifas um pilar central de sua política externa, mesmo após uma dura derrota na Suprema Corte dos EUA, que emitiu decisão contra a maioria das tarifas mais abrangentes de Trump em 20 de fevereiro, concluindo que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas unilateralmente a parceiros comerciais. Trump respondeu a essa decisão intensificando sua guerra comercial, chamando os juízes da Suprema Corte de "desleais" e impondo novas tarifas temporárias de 10% sob uma autoridade legal diferente que, assim como a IEEPA, não havia sido usada anteriormente por nenhum presidente para impor tarifas. O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa o local após uma reunião de gabinete em Camp David, em Thurmont, Maryland, EUA, em 31 de julho de 2026 REUTERS/Nathan Howard/Pool Essas tarifas também foram consideradas ilegais pelo Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, mas permaneceram em vigor enquanto o governo Trump recorria. A última rodada de tarifas globais foi imposta sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que visa combater práticas econômicas desleais ou discriminatórias por parte de outras nações. As tarifas impostas em julho afetam mais de 99% das importações dos EUA. Diferentemente da IEEPA ou da autoridade tarifária global temporária, a Seção 301 já foi utilizada por presidentes anteriores. Mas Estados e pequenas empresas alegam em seus processos judiciais que as tarifas da Seção 301 historicamente visam atingir nações e setores específicos, e a abordagem abrangente de Trump não tem precedentes históricos. Segundo a queixa dos Estados, assim como duas ações judiciais anteriores movidas por pequenas empresas contra as tarifas, o "trabalho forçado" é utilizado como pretexto para reimpor tarifas que já haviam sido consideradas ilegais pelos tribunais. Sustentam ainda que uma taxação abrangente sobre as importações não resolve os problemas reais do trabalho forçado em todo o mundo.
03/08/2026 19:13:01 +00:00
Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários

Tecnodicas: Apple alerta para golpe no FaceTime que pode zerar conta bancária A Apple entrou com uma nova ação na Justiça do Reino Unido para tentar impedir que o governo britânico obrigue a empresa a criar um meio de acessar dados criptografados de usuários armazenados na nuvem, informou o jornal Financial Times nesta segunda-feira (3). Segundo a publicação, a empresa apresentou no mês passado uma contestação ao Investigatory Powers Tribunal, órgão independente responsável por julgar disputas envolvendo vigilância e poderes de investigação do Estado. A ação questiona uma exigência do Ministério do Interior britânico para que a Apple permita o acesso do governo aos backups criptografados de usuários do Reino Unido. Esses backups são cópias de segurança dos dados armazenadas na nuvem. Eles são protegidos por criptografia, tecnologia que embaralha as informações para que apenas o dono da conta consiga acessá-las. Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters O governo britânico quer que a Apple crie uma forma de contornar essa proteção — conhecida como "porta dos fundos" (backdoor) —, permitindo o acesso aos dados mesmo quando eles estiverem criptografados. Não é a primeira vez No ano passado, o Reino Unido desistiu de uma proposta semelhante, que permitiria o acesso a dados de usuários britânicos e americanos, após meses de negociações com o governo dos Estados Unidos, então presidido por Donald Trump. De acordo com o Financial Times, as autoridades britânicas emitiram posteriormente uma nova determinação técnica direcionada à Apple. Dessa vez, a medida se aplica apenas aos dados de usuários do Reino Unido, sem atingir clientes nos Estados Unidos. Procurado, um porta-voz do governo britânico afirmou que não comenta processos judiciais nem questões operacionais, incluindo a existência ou não de notificações enviadas a empresas. Em nota, o governo afirmou que apoia o uso de criptografia para proteger a privacidade dos cidadãos, mas defendeu que as autoridades tenham acesso a comunicações quando isso for considerado necessário e proporcional para investigar casos de terrorismo, crimes graves e abuso sexual infantil. Apple WWDC 2026 Reprodução/YouTube/Apple A Apple não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. Para Ruth Ehrlich, diretora de relações externas da organização de direitos humanos Liberty, o caso pode ter consequências duradouras para a proteção da privacidade. Segundo ela, criar uma "porta dos fundos" para acessar informações protegidas aumenta os riscos para os dados pessoais dos usuários e exige que o governo leve em consideração as preocupações de especialistas e da sociedade antes de adotar esse tipo de medida.
03/08/2026 18:13:24 +00:00
'Bondades' de Lula superam R$ 280 bilhões e se aproximam de pacote de Bolsonaro

Bondades de Lula superam R$ 280 bilhões e se aproximam de pacote de Bolsonaro Medidas de incentivo à economia têm sido anunciadas com frequência pelo Palácio do Planalto desde o início do ano. Juntas, essas ações já somam R$ 283,2 bilhões. As medidas com impacto econômico em 2026 foram compiladas pelo banco suíço UBS e atualizadas pela reportagem. O valor se aproxima rapidamente do pacote de bondades de quatro anos atrás, quando Jair Bolsonaro costurou uma ofensiva de R$ 325 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, conforme dados compilados pela Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As iniciativas do governo Lula para estimular a economia ocorrem em várias frentes. Vão da desoneração do Imposto de Renda à oferta de empréstimos com garantia de fundos estatais. Apesar de a legislação restringir esse tipo de iniciativa, anos eleitorais historicamente costumam registrar impulso na economia gerado por ações do governo. Ao comparar as medidas adotadas nas duas eleições, é possível ver estratégias bastante diferentes entre Lula e Bolsonaro. Em 2022, segundo os dados da Reuters, sob o estado de emergência decretado pelo Congresso, Bolsonaro avançou com a então chamada “PEC Kamikaze”, que incluiu corte de impostos e reforço nos programas sociais, como o antigo Auxílio Brasil, além dos inéditos Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista. Na época, o resultado foi um choque no caixa do Tesouro: R$ 167,7 bilhões em isenções e desonerações (51,6%), além de R$ 123 bilhões em renda adicional para a população por meio do reforço dos programas sociais (37,9%). Os valores foram corrigidos pelo IPCA. Em 2026, a fórmula é bem diferente. Limitado pelo novo arcabouço fiscal, o governo traçou um caminho alternativo: tenta criar uma sensação de bem-estar econômico mexendo o mínimo possível no próprio caixa. A solução foi recorrer ao sistema financeiro e a fundos estatais de garantia. Dos recursos mobilizados pela atual gestão, R$ 193,5 bilhões (69%) dependem de um gesto simples, mas decisivo, do cidadão ou do empresário: assinar um contrato de dívida. A assinatura desse contrato para comprar um carro ou uma geladeira nova, no entanto, pode estar esbarrando na realidade. Com o endividamento em alta e a inadimplência em nível recorde, muitos brasileiros — que até gostariam de tomar crédito — não conseguem porque estão com o nome sujo. Essa diferença entre expectativa e realidade é simbolizada pela marcha lenta do programa Move Brasil. A iniciativa, que prevê R$ 30 bilhões em crédito para a compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas, entra no segundo mês com apenas R$ 2 bilhões liberados. A razão? Boa parte dos interessados está com nome sujo ou não consegue cumprir as exigências dos bancos. Isso talvez explique a obsessão do atual governo com as iniciativas para renegociar dívidas, como o Desenrola que cresceu e alcança agora até quem está adimplente. LEIA MAIS Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil Move Aplicativos: só 7,3% do valor destinado ao crédito foi liberado para motoristas de app e taxistas 'Busca incessante' pelo equilíbrio fiscal O Ministério da Fazenda nega que haja uma concentração de medidas econômicas com objetivo eleitoral e afirma que a equipe busca o equilíbrio das contas públicas. Segundo a pasta, há uma “busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo”. Em nota à GloboNews, o Ministério da Fazenda afirma que, desde o início do governo, foram aprovadas “cerca de 70 políticas públicas” na área econômica pelo Congresso Nacional. “Ou seja, este governo trabalha desde seu início para resolver questões econômicas, estruturais e conjunturais”, cita a nota. A Fazenda cita como exemplo o novo “Novo Desenrola Brasil”, considerado uma política de longo prazo. “O endividamento das famílias é um problema persistente desde a pandemia, que o governo se esforça para mitigar”, cita. Sobre o novo Imposto de Renda, que prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil, o Ministério afirma que a iniciativa “endereça a baixa progressividade do IRPF, que constituía um problema econômico amplamente diagnosticado no Brasil”. “A reforma buscou enfrentar essa distorção com o propósito de ampliar a justiça tributária e contribuir para a redução da desigualdade socioeconômica em um dos países mais desiguais do mundo”, diz o texto. Sobre os juros cobrados nos empréstimos e incidentes sobre a dívida pública, o Ministério afirma que eles refletem uma combinação de fatores. “Como os prêmios de risco fiscal, inflacionário, cambial, o diferencial entre os juros domésticos e internacionais, a distância da inflação à meta e a política de juro básico da autoridade monetária para a convergência da inflação efetiva à meta”, cita o texto. “Em particular, desde setembro de 2023, o juro médio americano, principal referência global de juro, muito influente sobre o juro brasil🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1eiro, tem estado em máximas de 20 anos. Ou seja, para além dos riscos, por exemplo, fiscais e cambiais, a conjuntura global de juros tem contribuído para a resistência à queda da curva de juros no Brasil, o que onera o custo de rolagem da dívida pública”, argumenta a Fazenda. O Ministério nega ainda que não haja esforço para equilíbrio das contas públicas. “A política fiscal tem buscado contribuir com a redução das taxas de juros e, por consequência, do pagamento de juros nominais, via busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo. Assim, reduz-se a precificação do risco fiscal, reduzem-se os cupons cambiais e ajuda-se a estabilizar mais rapidamente a dívida pública”, diz a nota.
03/08/2026 17:30:39 +00:00
Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais

Deu ruim: lançamento de óculos da Meta é marcado por falhas Com mais de 7 milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo no ano passado, os óculos inteligentes da Meta geram preocupações de privacidade em diversos países. Na Alemanha, onde é robusta a cultura da proteção de dados pessoais, especialistas falam numa possível proibição da tecnologia, que pode ser usada para filmar pessoas sem consentimento, enquanto autoridades já propõem medidas localizadas. Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas, mas acendem alerta sobre exposição indevida nas redes Segundo a imprensa alemã, o órgão regulador das telecomunicações no país examina o caso. Em recente entrevista para a emissora ARD, o comissário de proteção de dados encarregado dos serviços da Meta na Alemanha, Thomas Fuchs, disse que o seu gabinete já toma ações para prevenir filmagens escondidas com os óculos, bem como a imposição de multas por gravações proibidas. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria O especialista ainda acrescentou que, pela dificuldade de distinguir os óculos inteligentes no cotidiano e de identificar quando a câmera está ativa, haveria justificativa legal para uma proibição completa. A distribuição de imagens de outra pessoa sem o seu consentimento é vedada pela lei alemã. A preocupação sobre o tema já foi levantada por organizações especializadas, partidos políticos e cidadãos. A organização HateAid, focada em direitos digitais, alertou que "óculos inteligentes com câmeras permitem gravações discretas, sem que as pessoas envolvidas percebam. E são justamente esses tipos de gravações que estão cada vez mais aparecendo nas redes sociais." Preocupação com piscinas e saunas Em Hamburgo, uma mulher teria sido filmada inadvertidamente ao ser abordada por um desconhecido quando tomava sol, de biquíni, na beira de um lago. As imagens foram, depois, postadas na rede social TikTok, segundo a ARD. Incidentes parecidos já foram reportados em outras cidades da Alemanha, como Colônia, de acordo com relatos da mídia. Em Potsdam, nas imediações de Berlim, autoridades aprovaram em junho uma proibição dos óculos em piscinas e saunas. A mesma medida foi proposta pelo partido A Esquerda em Hamburgo. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Nos Estados Unidos, o estado de Nova York proibiu o uso de óculos inteligentes em tribunais de todos os níveis, a fim de evitar gravações indevidas. A preocupação, segundo autoridades, veio à tona depois que membros da equipe de segurança de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, usaram os dispositivos durante julgamento dele na Califórnia. Revisão humana de imagens sensíveis Em fevereiro, dois jornais suecos revelaram que trabalhadores terceirizados pela Meta no Quênia tinham acesso a imagens sensíveis filmadas pelos óculos de usuários, incluindo nudez e conteúdo sexual. A Meta afirmou, então, que os trabalhadores poderiam ver os vídeos compartilhados pelos usuários com a empresa. Mas o caso gerou controvérsia internacional, com autoridades do Quênia e do Reino Unido expressando preocupação. Um processo foi aberto nos Estados Unidos contra a Meta, que cancelou mais tarde o contrato com a empresa do Quênia. Os óculos inteligentes da Meta já estão disponíveis para venda também no Brasil.
03/08/2026 15:39:43 +00:00
Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada pela plataforma

Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Arquivo Pessoal Usuários do WhatsApp relatam que tiveram as contas bloqueadas pela plataforma. Os perfis bloqueados exibem uma mensagem informando que estão em análise para verificar se seguem os termos de serviço da plataforma. Segundo o aviso, o resultado da análise será informado em até 24 horas. Nas redes sociais, usuários afetados dizem que não fizeram nada que viole as políticas da plataforma. Ao g1, a Meta disse que trabalha para "estar à frente daqueles que tentam fazer uso indevido do serviço" e que bane contas para "ajudar a proteger os demais usuários". "Eventualmente, podemos cometer equívocos e, quando isso acontece, buscamos resolver a situação o mais rápido possível para que as pessoas possam voltar a se comunicar", completa a nota. Agora no g1 Os bloqueios não acontecem apenas no Brasil. Na rede social X, usuários que falam outros idiomas, como espanhol, também estão reclamando do problema. Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Arquivo pessoal Leia também: Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais Confira a reação dos usuários bloqueados Usuários relatam conta bloqueada no WhatsApp Reprodução/X Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Reprodução / Redes sociais Initial plugin text Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Reprodução/g1 Saiba também: Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha Musk perde R$ 1,8 trilhão em um mês, mas segue como pessoa mais rica do mundo; veja ranking WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
03/08/2026 15:24:05 +00:00
Amazon atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon alcançou pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões (R$ 15,2 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (3), impulsionada por mais um dia de alta das ações da companhia. No início do pregão, as ações da empresa avançavam quase 5%, para US$ 284,49 (R$ 1,4 mil), elevando seu valor de mercado para cerca de US$ 3,1 trilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a marca, a Amazon passa a integrar o grupo de empresas que já superaram os US$ 3 trilhões em valor de mercado, consolidando a força das gigantes de tecnologia impulsionadas pela corrida da inteligência artificial. A valorização veio após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. A Amazon registrou lucro superior a US$ 62 bilhões (R$ 314,8 bilhões), impulsionado pelo avanço de negócios ligados à inteligência artificial, como computação em nuvem e chips. Agora no g1 A companhia também registrou o maior crescimento de sua divisão de computação em nuvem em mais de quatro anos, reforçando a percepção dos investidores de que os bilhões investidos em inteligência artificial estão gerando uma nova onda de demanda. A receita da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, saltou 37% no segundo trimestre, para US$ 42,2 bilhões (R$ 214,3 bilhões). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam crescimento de 31,21%, segundo dados da LSEG. Ao comentar os resultados, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, afirmou que a demanda por serviços de inteligência artificial continua tão forte que a capacidade de computação da empresa ainda não é suficiente para atender todos os clientes, apesar do aumento dos investimentos. Após a divulgação do balanço, pelo menos cinco corretoras elevaram suas projeções para as ações da Amazon. “Estamos otimistas com a solidez do negócio principal da AWS, que apresenta alta correlação com a receita de IA, e esperamos que essa relação se fortaleça ainda mais com o tempo, à medida que mais cargas de trabalho de IA passem para a produção em grande escala e impulsionem uma demanda adicional por serviços essenciais”, afirmou o J.P. Morgan em uma nota. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.
03/08/2026 15:02:10 +00:00
Musk perde R$ 1,8 trilhão em um mês, mas segue como pessoa mais rica do mundo; veja ranking

O bilionário e conselheiro de Donald Trump, Elon Musk, é um dos vários que querem comprar o aplicativo Reuters O empresário Elon Musk, que comanda a Tesla e a SpaceX, segue como a pessoa mais rica do mundo, mesmo após perder US$ 363 bilhões (R$ 1,815 trilhão) em julho. Os dados são da Forbes. 💰Em 12 de junho, Musk se tornou a primeira pessoa da história a alcançar uma fortuna de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). No mesmo período, Jeff Bezos, fundador da Amazon, ganhou US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões) e voltou ao terceiro lugar do ranking da Forbes. O movimento reforça o domínio das empresas de tecnologia e inteligência artificial entre os maiores bilionários do mundo: oito das dez maiores fortunas do planeta estão ligadas ao setor. Entre elas estão Google, Amazon, Meta, Nvidia, Oracle, Tesla e SpaceX. Juntas, as dez maiores fortunas do planeta encolheram US$ 368 bilhões (R$ 1,84 trilhão) em julho e passaram a somar US$ 2,6 trilhões (R$ 13 trilhões). Segundo a Forbes, as oscilações refletem principalmente o desempenho das ações das empresas controladas pelos bilionários. Quem ganhou mais dinheiro Entre os bilionários, o principal destaque positivo do mês foi realmente Jeff Bezos, fundador da Amazon. A alta de 14% das ações da empresa elevou sua fortuna em US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões), para um montante de US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão). O avanço fez o empresário ultrapassar Sergey Brin, cofundador do Google, e voltar à terceira posição do ranking. Já Larry Page, também cofundador do Google, acrescentou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) ao patrimônio e permaneceu na segunda colocação, com US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão). Brin registrou ganho semelhante, mas caiu para a quarta posição após ser ultrapassado por Bezos. Elon Musk pode se tornar o primeiro trilionário do mundo Outro destaque foi Jensen Huang, cofundador e CEO da fabricante de chips Nvidia. Sua fortuna subiu para US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões), suficiente para ultrapassar Larry Ellison, fundador da Oracle, e assumir a sétima posição entre os mais ricos do mundo. Quem perdeu mais Apesar de continuar na liderança, Musk respondeu praticamente sozinho pela maior parte da queda registrada entre os dez maiores patrimônios do mundo. Sua fortuna recuou para US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões) depois que as ações da SpaceX caíram 37% e as da Tesla recuaram 26% em julho. ➡️A queda da fortuna de Musk foi impulsionada pelo desempenho negativo de suas duas principais empresas. A SpaceX perdeu valor de mercado após sua abertura de capital, enquanto a Tesla decepcionou investidores ao divulgar resultados abaixo das expectativas. Relembre o caso na reportagem abaixo: Essa combinação fez com que as ações de ambas despencassem rapidamente, resultando em uma perda recorde bilionária para o empresário em um único mês. O segundo maior recuo foi o de Larry Ellison, fundador da Oracle, que perdeu US$ 24 bilhões (R$ 120 bilhões) e caiu uma posição no ranking. Michael Dell, fundador da Dell Technologies, também viu sua fortuna diminuir em US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões). Já Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Bernard Arnault, controlador do grupo de luxo LVMH, e Warren Buffett, presidente do conselho da Berkshire Hathaway, registraram perdas menores no período. Tecnologia domina o ranking O levantamento também mostra como a riqueza global está concentrada nas empresas de tecnologia. Dos dez maiores patrimônios do planeta, oito têm origem em companhias do setor ou diretamente ligadas ao avanço da inteligência artificial. Além de Musk, Bezos, Page e Brin, a lista reúne Mark Zuckerberg, da Meta; Jensen Huang, da Nvidia; Larry Ellison, da Oracle; e Michael Dell, da Dell Technologies. Os únicos nomes fora desse grupo são Bernard Arnault, dono do conglomerado de luxo LVMH, e Warren Buffett, um dos investidores mais conhecidos do mundo. Veja quem são as dez pessoas mais ricas do mundo Elon Musk (Tesla/X/ Space X)— US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões) Larry Page (Google) — US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão) Jeff Bezos (Amazon) — US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão) Sergey Brin (Google) — US$ 269 bilhões (R$ 1,345 trilhão) Michael Dell (Dell Technologies) — US$ 229 bilhões (R$ 1,145 trilhão) Mark Zuckerberg (Meta) — US$ 191 bilhões (R$ 955 bilhões) Jensen Huang (Nvidia) — US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões) Larry Ellison (Oracle) — US$ 168 bilhões (R$ 840 bilhões) Bernard Arnault (LVMH) — US$ 146 bilhões (R$ 730 bilhões) Warren Buffett (Berkshire Hathaway) — US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) Além do amplo domínio das empresas de tecnologia, o levantamento expõe a forte concentração geográfica das maiores fortunas globais: nove dos dez integrantes do ranking são norte-americanos. A única representação europeia no topo da lista vem do francês Bernard Arnault, controlador do império de luxo LVMH, evidenciando o abismo de valorização entre o ecossistema corporativo dos Estados Unidos e as empresas sediadas na Europa.
03/08/2026 14:55:30 +00:00
Auxiliar de Flávio Bolsonaro para área econômica propõe cortes equivalentes a 1,5% do PIB

Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao programa Radar, da GloboNews, nesta segunda-feira (3) Reprodução/GloboNews Auxiliar de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica, Daniella Marques (Republicanos) disse nesta segunda-feira (3) que o plano do candidato do PL a presidente prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e enxugar a estrutura do governo. “O Brasil precisa, antes de qualquer corte, recuperar a credibilidade”, disse Daniella em entrevista ao Radar GloboNews. Segundo Daniella, o plano tem quatro etapas: criar um Conselho Superior de Governança Fiscal; rever o arcabouço para controlar a trajetória da dívida em relação ao PIB; promover um corte de 1,5% do PIB, equivalente a cerca de R$ 190 bilhões com base no resultado de 2025; e realizar um “choque de gestão”, com redução e modernização da estrutura administrativa. 🔎 Daniella presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2022 e 2023. Antes, foi secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Questionada sobre como pretende alcançar o corte, Daniella citou a securitização da dívida ativa, a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de royalties, a revisão das estatais dependentes e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas. Agora no g1 Daniella estimou que a securitização, que permite antecipar o recebimento de dívidas devidas ao governo, poderia gerar de R$ 200 bilhões a R$ 400 bilhões. Ela também defendeu a exploração econômica de parte dos mais de 700 mil imóveis que, segundo ela, pertencem à União. “A gente vai fazer um fundo imobiliário para conseguir monetizar parte desses ativos”, disse. “Por fim, [vamos] fortalecer a segurança jurídica e encurtar caminhos com um amplo programa de concessões e parcerias público-privadas.” Ao defender a revisão das estatais, Daniella citou os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, segundo balanço divulgado pela empresa. Ela, porém, não detalhou quanto cada medida contribuiria para o corte de 1,5% do PIB nem quais despesas permanentes seriam reduzidas. Daniella é cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Questionada sobre o assunto, disse ser "uma honra ter o nome lembrado". O candidato ainda não definiu que estará na vice dele.
03/08/2026 14:34:54 +00:00
Japão e EUA compram ienes para conter queda da moeda japonesa

Foto de uma nota de iene. Thomas White/Reuters O Japão e os Estados Unidos entraram juntos no mercado para comprar ienes e tentar frear a queda da moeda japonesa, que ia rumo ao menor nível em 40 anos. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os dois países não hesitarão em tomar novas medidas. A medida, considerada incomum, foi feita na última sexta-feira (31), e aconteceu com o objetivo de evitar que a forte queda do iene e dos título públicos japoneses causassem repercussões globais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Analistas afirmam que uma forte desvalorização do iene pode provocar instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento do governo dos Estados Unidos. Essa foi a primeira ação coordenada entre Japão e Estados Unidos desde 2011, quando os dois países atuaram juntos após o terremoto e o tsunami que devastaram o leste japonês. Agora no g1 Dados divulgados pelo banco central do Japão indicam que o país pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões (R$ 185,7 bilhões) na compra de ienes durante a operação de sexta-feira. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o apoio ao iene é um gesto de amizade ao Japão e uma forma de contribuir para a estabilidade da economia mundial. Analistas afirmam que a medida beneficia um aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia e também ajuda Washington a lidar com a forte desvalorização do iene. Isso porque uma moeda japonesa mais fraca torna os produtos do país mais competitivos no exterior, reduzindo parte do efeito das tarifas adotadas por Trump. Em comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a operação realizada em conjunto com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ajudou a conter as fortes oscilações do iene registradas nos últimos meses. "Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário", afirmou a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, nesta segunda-feira (3). Após o anúncio, o iene se valorizou mais de 1% e passou a ser negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A moeda se afastou da mínima de cerca de 40 anos registrada no mês passado, quando chegou perto de 164 ienes por dólar. Mesmo assim, investidores continuaram atentos à possibilidade de novas ações das autoridades. Questionada sobre uma possível nova atuação do governo nesta segunda-feira, Katayama se recusou a comentar.
03/08/2026 14:12:50 +00:00
Entenda o que são o IBS e a CBS, novas siglas que chegam às notas fiscais a partir desta segunda-feira

Empresas se adaptam às mudanças previstas na reforma tributária A partir desta segunda-feira (3), empresas começam a adaptar as notas fiscais eletrônicas para incluir informações sobre dois novos tributos criados pela reforma tributária, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A medida faz parte da transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo e tem como objetivo preparar empresas e órgãos públicos para a substituição gradual dos impostos atuais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar de o cronograma ter começado nesta segunda, a Receita Federal informou que, neste primeiro momento, notas fiscais sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS não serão rejeitadas automaticamente, enquanto os sistemas passam por adaptação. O que são o IBS e a CBS? A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um tributo federal que substituirá o PIS/Pasep e Cofins. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será compartilhado entre estados e municípios e substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Os dois tributos fazem parte do novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela reforma tributária para simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo. Em 2026, as empresas que cumprirem as novas exigências da reforma tributária, como informar corretamente os dados nas notas fiscais, não precisarão pagar os novos tributos. Caso seja necessário recolher os valores de teste — 0,9% de CBS e 0,1% de IBS — a legislação prevê mecanismos de compensação com tributos federais, evitando aumento permanente da carga tributária nessa fase de transição. O que muda a partir desta segunda-feira? A primeira etapa da implementação atinge empresas que não fazem parte do Simples Nacional e que emitem determinados documentos fiscais eletrônicos, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). Esses documentos passam a ter campos específicos para informar dados relacionados ao IBS e à CBS. A mudança envolve diferentes tipos de documentos fiscais usados pelas empresas para registrar vendas de produtos, prestação de serviços e operações de transporte. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é utilizada principalmente nas vendas de produtos entre empresas. É o documento emitido, por exemplo, quando uma indústria vende mercadorias para um supermercado ou quando uma empresa fornece produtos para outra empresa; Já a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) é a nota mais comum nas compras do dia a dia. Ela registra vendas feitas diretamente ao consumidor final, como a compra de alimentos em um supermercado, roupas em uma loja ou medicamentos em uma farmácia; O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) não registra a venda de um produto, mas sim a prestação de um serviço de transporte de cargas. É o documento emitido por uma transportadora contratada para levar mercadorias de uma fábrica até uma loja ou outro estabelecimento. O cronograma também contempla documentos utilizados em outras atividades, como transporte de passageiros, fornecimento de energia elétrica e cobrança de pedágios. Segundo o advogado tributarista Mateus Pontalti, sócio do escritório Feitosa, Rodrigues e Pontalti, a principal mudança para as empresas é tecnológica. "Os sistemas das empresas devem estar preparados para gerar os novos leiautes e informar corretamente os dados relativos ao IBS e à CBS." A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), usada por empresas e profissionais que prestam serviços, como escritórios de advocacia, consultorias, clínicas médicas e empresas de arquitetura, segue um calendário diferente. Para a maior parte dos serviços atualmente tributados pelo ISS, a inclusão dos novos campos começa em 1º de outubro de 2026. Já as empresas optantes pelo Simples Nacional entram nessa etapa apenas em 1º de janeiro de 2027. As empresas já são obrigadas a preencher os novos campos? Embora o cronograma tenha entrado em vigor, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram que a ausência ou inconsistência das informações sobre IBS e CBS não provocará, neste primeiro momento, a rejeição automática das notas fiscais. Segundo os órgãos, um Ato Técnico Conjunto formalizará a suspensão temporária da obrigatoriedade do preenchimento dessas informações em documentos como NF-e, NFC-e, CT-e, BP-e, NF3-e e NFCom, além de atualizar as regras técnicas para a implementação da reforma. Para Mateus Pontalti, isso reduz o impacto imediato para as empresas. "Embora já exista a obrigação de adaptação da Nota Fiscal Eletrônica, da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, do Conhecimento de Transporte Eletrônico e dos demais documentos abrangidos por essa etapa, o contribuinte poderá, neste primeiro momento, continuar emitindo os documentos sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS, sem que o sistema os rejeite automaticamente." 🔎 Para o consumidor, neste primeiro momento, a principal mudança será na forma como os impostos aparecem na nota fiscal. Os documentos passarão a trazer informações sobre o IBS e a CBS, novos tributos criados pela reforma tributária. Isso não significa que o consumidor começará a pagar esses impostos imediatamente, já que a substituição dos tributos atuais ocorrerá de forma gradual até 2033. (veja mais abaixo o cronograma da reforma tributária) Quais são os riscos para quem não se adaptar? Antes da flexibilização anunciada pela Receita, o principal risco era ter notas fiscais rejeitadas, o que poderia impedir vendas e outras operações. Agora, esse risco foi adiado. Segundo Pontalti, também não haverá aplicação imediata de multas. Durante o período de adaptação, em 2026, empresas que deixarem de cumprir as novas exigências relacionadas ao IBS e à CBS não serão multadas imediatamente. Primeiro, serão notificadas pela Receita para corrigir o problema em até 60 dias. Se fizerem a regularização dentro desse prazo, a multa será cancelada. O advogado ressalta, porém, que isso não significa que as empresas possam deixar de se preparar. "A flexibilização atual é apenas transitória. Em algum momento, o preenchimento correto dos campos do IBS e da CBS e a utilização dos novos leiautes serão exigidos de forma definitiva", afirma. "A empresa que adiar a adaptação poderá ter de corrigir, em pouco tempo, sistemas, cadastros e processos internos, o que tende a gerar mais trabalho, custos adicionais e maior risco de erros no futuro." Como fica o cronograma da reforma? A implantação do novo sistema será feita em etapas: 3 de agosto de 2026: começam as novas regras para a maior parte dos documentos fiscais eletrônicos. 1º de outubro de 2026: entram as Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e). 1º de dezembro de 2026: começam as mudanças para operações de locação de bens e administração de condomínios. 1º de janeiro de 2027: empresas do Simples Nacional passam a informar IBS e CBS nas notas fiscais. Também entram em vigor a CBS em substituição ao PIS e à Cofins e o Imposto Seletivo. Entre 2029 e 2032: ocorre a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS. 2033: o novo modelo da reforma tributária passa a funcionar integralmente, com a extinção do ICMS e do ISS. Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução
03/08/2026 14:07:32 +00:00
Plano de saúde dos Correios tem prejuízo de R$ 844 milhões em 2025

Prejuízo dos Correios quase dobrou no 1º trimestre do ano: ficou em R$ 3 bilhões O plano de saúde dos funcionários dos Correios, a Postal Saúde, registrou prejuízo de R$ 844 milhões em 2025. Segundo a operadora, o resultado foi impactado principalmente pela falta de repasses financeiros da estatal, que enfrenta sucessivos resultados negativos. Criada em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Postal Saúde é responsável pela assistência médica, hospitalar e odontológica dos empregados dos Correios e de seus dependentes. De acordo com as demonstrações financeiras de 2025, a maior parte do prejuízo decorre da decisão de reconhecer como perda valores que a operadora não espera mais receber dos Correios. A medida foi adotada diante da crise financeira enfrentada pela estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução Ao todo, a Postal Saúde deixou de contabilizar R$ 865 milhões em receitas após concluir que não há expectativa de receber esses valores dos Correios. Nas demonstrações financeiras, a administração da operadora afirma que a despesa com provisão para perdas saltou de R$ 350,3 milhões em 2024 para R$ 857,5 milhões em 2025, principalmente em razão da ausência de repasses por parte dos Correios. "No exercício de 2025, a despesa com provisão de perda alcançou R$ 857.466.468 milhões contra R$ 350.341 mil de 2024. A variação no grupo deve-se, sobretudo, à ausência de repasses financeiro por parte do Mantenedor, obrigando a Operadora reconhecer a possível perda", disse a administração da Postal Saúde. Apesar do resultado, a Postal Saúde informou que, em 13 de janeiro deste ano, recebeu dos Correios um aporte correspondente a cerca de 50% dos passivos em aberto. A operadora, no entanto, não informou o valor transferido. Segundo a administração, o repasse representa "uma sinalização de regularidade nos repasses" e permitiu o início das negociações para pagamento de débitos junto à rede credenciada. Resultados da Postal Saúde A Postal Saúde é financiada por repasses mensais dos Correios e pelas contribuições dos cerca de 189 mil beneficiários, entre empregados da estatal e seus dependentes. Por isso, a crise financeira dos Correios afeta diretamente a operadora. Nos últimos meses, usuários relataram dificuldades para utilizar o plano em parte da rede credenciada, e as reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentaram 44% na comparação com o primeiro semestre de 2024. Reclamações contra a empresa Ativos encolhem e dívidas passam de R$ 1 bilhão A falta de repasses dos Correios ao longo de 2025 também afetou o patrimônio da Postal Saúde. As demonstrações financeiras mostram uma redução dos ativos da operadora — que incluem bens e direitos, como dinheiro em caixa e valores a receber — e um aumento das dívidas. O total de ativos caiu de R$ 557 milhões, em 2024, para R$ 193 milhões, em 2025, uma redução de 65%, equivalente a R$ 364 milhões. Segundo a operadora, os recursos disponíveis foram utilizados para manter pagamentos e garantir o funcionamento dos serviços diante da ausência dos repasses. Ao mesmo tempo, o passivo, que reúne as obrigações financeiras da empresa, passou de R$ 568 milhões para R$ 1,1 bilhão no período, um aumento de cerca de 85%. Empresa aponta risco para continuidade das operações Nas notas explicativas das demonstrações financeiras, a administração da Postal Saúde afirma que há risco para a continuidade das operações em razão da dependência financeira da operadora em relação aos Correios. Segundo o documento, a interrupção ou atraso nos repasses pode provocar aumento das despesas assistenciais, ações judiciais, reclamações de beneficiários e maior fiscalização por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comprometendo a estrutura operacional da empresa. A operadora também afirma que a sustentabilidade do plano depende da capacidade financeira dos Correios de manter os aportes necessários. De acordo com a Postal Saúde, o crescimento ocorreu porque nem todos os compromissos financeiros puderam ser quitados sem os recursos dos Correios. "Observando o atual cenário econômico do Mantenedor [Correios], é imprescindível manter a análise em contextos gerais, sobre a possibilidade de os riscos não serem integralmente garantidos. Deste modo, entende-se que a Empresa Pública deve garantir legalmente e financeiramente os riscos da Postal Saúde perante a Autarquia reguladora", justificou a operadora.
03/08/2026 14:04:33 +00:00
Brasil bate recorde na produção de petróleo em junho, diz ANP

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters O Brasil bateu um novo recorde na produção de petróleo em junho, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (3), em um momento de forte volatilidade nos preços da commodity no mercado internacional. Segundo a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,475 milhões de barris ao dia (bpd) em junho. O volume representa uma alta de 4% em relação a maio e de 19,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A marca supera o recorde anterior, registrado em abril, quando o país produziu 4,340 milhões de barris por dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ainda segundo a ANP, o pré-sal foi o principal responsável pelo resultado, com produção de 3,699 milhões de barris por dia no período. O recorde ocorre em um momento de grande atenção do mercado ao setor petrolífero. Nos últimos meses, os preços internacionais do petróleo oscilaram fortemente em razão das tensões no Oriente Médio e das preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity. Agora no g1 Preço do petróleo no mercado internacional Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity. Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos. No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã caso um acordo fosse alcançado rapidamente para interromper o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. O governo iraniano, porém, negou ter solicitado uma suspensão das ações militares norte-americanas, contrariando a versão apresentada por Trump. Citando autoridades militares, a agência iraniana Mehr afirmou que a declaração de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas do país permaneciam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade" diante da possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos. Apesar das divergências entre as partes, a perspectiva de novas negociações e a possível reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram o otimismo dos investidores e pressionaram os preços do petróleo para baixo no mercado internacional. Perto das 10h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha uma queda de 5,79%, cotado a US$ 82,84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 7,23%, a US$ 78,55 o barril. *Com informações da agência de notícias Reuters.
03/08/2026 13:42:54 +00:00
Truth Social, de Trump, começa a vender acesso antecipado a publicações da plataforma

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst O Truth Social, rede social criada pelo presidente americano, Donald Trump, lançou o Truth API, um serviço pago que oferece acesso mais rápido às publicações das contas mais influentes da plataforma. A ferramenta passou a ser disponibilizada para clientes institucionais no último sábado (1º). Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora do Truth Social, a empresa já havia fechado contratos com clientes antes do lançamento do produto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O Truth API oferece um feed direto, licenciado e em tempo real das publicações com maior potencial de movimentar os mercados na plataforma, ao mesmo tempo em que avança nossa estratégia de monetizar ativos proprietários por meio de uma fonte de receita recorrente e com alta margem", afirmou o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, em comunicado divulgado no anúncio do serviço. "À medida que a adoção cresce, esperamos que o Truth API se torne uma fonte relevante e contínua de receita para a empresa, gerando valor duradouro para os acionistas", acrescentou. Agora no g1 Segundo a empresa, o Truth API foi desenvolvido para "organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação" e utiliza métodos de distribuição capazes de entregar as publicações da Truth Social em "milissegundos". A expectativa é que o serviço ofereça cobertura contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de incluir um arquivo histórico de publicações que remonta a 2022. Segundo a Reuters, a Trump Media chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso ao Truth API. Serviço enfrenta polêmicas Após o anúncio do serviço, em julho, senadores democratas solicitaram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigasse o Truth API. Segundo os parlamentares, a ferramenta ampliaria riscos legais, políticos e regulatórios. "Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que enriquece Wall Street e outros participantes privilegiados e abastados", escreveram os senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff em carta dirigida ao presidente da SEC, Paul Atkins. O lançamento chamou a atenção de analistas porque publicações de Trump nas redes sociais frequentemente provocam oscilações em ações, moedas e títulos públicos, especialmente quando tratam de tarifas comerciais, política econômica ou relações internacionais. Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins confirmaram o recebimento da carta, mas se recusaram a comentar o assunto. Indicado por Trump, o republicano é defensor do livre mercado e tem adotado uma postura considerada mais branda em relação à regulação do setor financeiro.
03/08/2026 13:38:28 +00:00
UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados

UE excluiu o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Medida começa a valer dia 3 de setembro. Foto de David Foodphototasty na Unsplash A partir do dia 3 de setembro, a União Europeia vai interromper as suas compras de produtos de origem animal do Brasil e, no caso da carne bovina, a suspensão não preocupa pelo volume, mas pelo peso estratégico do bloco para pecuaristas e frigoríficos nacionais. ➡️A UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A UE é destino de apenas 3,7% do volume total que o Brasil exporta em carne bovina – e por 5,8% do valor –, mas compra cortes nobres e é considerada uma espécie de "vitrine" para o mundo: atender às exigências dos europeus é visto como um selo de qualidade que ajuda a abrir portas em outros mercados, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. "A Europa é uma vitrine seja por causa das exigências em termos de rastreabilidade, seja pela remuneração. Ela compra praticamente só cinco cortes do nosso boi, só que paga bem", ressalta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea-USP. Segundo Carvalho, enquanto a China — destino de cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina — paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo do produto, a União Europeia desembolsa cerca de US$ 10 pelo mesmo volume. A preferência europeia é por cortes do traseiro do boi, como filé mignon, contrafilé, alcatra e coxão mole, mas também pelo filé de costela, que é retirado do dianteiro. O restante da carne desses animais é comercializado no mercado brasileiro, como a picanha. A China, maior compradora da carne bovina brasileira, importa US$ 8,8 bilhões do produto, 5,5 vezes mais do que a União Europeia, terceira colocada no ranking, com US$ 1,6 bilhão. A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados 5 maiores compradores de carne bovina do Brasil. Arte/g1 Veto à carne do Brasil: UE proíbe promotores de crescimento em animais e antiobióticos de uso humano; entenda 'Investimos anos para atender à Europa': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto Por que a UE é uma 'vitrine' para o mundo? Como maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, o Brasil segue padrões sanitários rigorosos para abastecer todos os mercados em que atua, inclusive o interno. Mas, no caso da União Europeia, o processo de habilitação de fazendas e frigoríficos é mais complexo. Para começar, nem todos os estados brasileiros podem exportar carne para a UE. Hoje, apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm essa autorização. Além disso, estar em um desses estados não garante venda para os europeus. As fazendas interessadas precisam receber uma comitiva da UE, que avalia se a propriedade cumpre os requisitos sanitários, veterinários e de bem-estar animal exigidos pelo bloco. Outro detalhe é que cada boi que vira carne para a União Europeia precisa ser rastreado individualmente. É justamente essa série de exigências que faz da UE um mercado vitrine. "Se um país recebe o aval para exportar para a Europa, ele está recebendo um certificado de alto padrão regulatório", comenta Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado. Adaptar-se ao rigoroso sistema europeu também facilita o acesso a outros países exigentes, como o Japão e a Coreia do Sul, países com os quais o Brasil negocia a abertura no setor de carne bovina. Por trabalhar com a União Europeia há mais de 20 anos, o pecuarista André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, diz que está preparado para atender a esses mercados quando eles forem abertos. Ele lamenta, contudo, que o bloqueio da UE possa desestimular outros pecuaristas a manter os padrões de rastreabilidade. O economista do Cepea-USP tem a mesma preocupação. Segundo ele, como o boi padrão Europa é mais caro de produzir, uma boa parte dos produtores pode acabar deixando os protocolos de lado. "É natural que isso ocorra porque eles não estarão recebendo a mais por isso", diz Carvalho. "Geralmente um boi Europa recebe até 10% de premiação", afirma Carvalho, explicando que o prêmio é o valor extra pago por um boi criado para atender às regras da UE em relação à cotação nacional. Brasil pode perder mais de US$ 500 milhões com bloqueio da União Europeia 'União Europeia não volta a comprar carne do Brasil antes de 2 anos': bloqueio entra em vigor em um mês e segue sem acordo Busca por novos mercados A estratégia de pecuaristas entrevistados pelo g1 é negociar essa premiação em outros mercados. A ideia do pecuarista Rafael Andrade Asato, que também é do MS, é encaixar o gado de padrão europeu em programas de exportação para os EUA ou em protocolos de carnes nobres voltadas para o consumo interno. Caso o mercado não pague um valor adicional pelo seu rebanho, Asato diz que vai parar de seguir os protocolos europeus. "Não faz sentido eu agregar um custo de rastreabilidade, de chip, se eu não tiver um prêmio por isso", afirma. Carvalho, do Cepea-USP, lembra que, mesmo que a UE volte a liberar as exportações do Brasil, ainda leva um tempo para que os produtores voltem a vender para o bloco. Isso porque a UE vai passar a exigir comprovações de que um boi não usou antimicrobianos durante toda a sua vida. "Um bezerro que nascer em agosto ou setembro de 2026, por exemplo, só vai estar pronto para o abate por volta de 2028 ou início de 2029", explica. O pecuarista André Bartocci explica que seu rebanho já não usa antimicrobianos há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE Vai sobrar carne no Brasil? O veto da União Europeia chega em um momento sensível para o Brasil, que também lida com a imposição de cotas de exportação de carne bovina por parte da China, maior comprador do produto nacional, diz Juliana Torres, analista de inteligência de mercado da StoneX Brasil. "O primeiro semestre foi marcado por uma aceleração das exportações para a China para atender às cotas e talvez, agora, o Brasil olhasse mais para os países europeus. Historicamente o Brasil exporta mais para a União Europeia no segundo semestre", diz Torres. Sem China e UE, a analista diz que dificilmente o volume de carne será totalmente absorvido por outros países e a tendência é que ocorra um aumento da oferta de carne no mercado interno brasileiro nos próximos meses. "Os cortes mais nobres que tradicionalmente vão para a União Europeia podem ficar mais baratos. Claro que não é volume tão grande, mas podemos encontrar preços mais reduzidos", afirma Carvalho. Apesar da perspectiva de maior oferta, Juliana Torres ressalta que o Brasil atravessa uma virada do ciclo pecuário, marcada por uma diminuição da oferta de animais para abate, que deve evitar quedas muito expressivas de preços.
03/08/2026 12:53:45 +00:00
'Investimos anos para atender à Europa', 'é frustrante': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto da UE

À esquerda, o pecuarista Rafael Andrade Asato; à direita, André Bartocci. Ambos têm fazendas em Mato Grosso do Sul. Arquivo pessoal "Investimos durante anos para atender à União Europeia.” “É frustrante. Faz mais de 20 anos que rastreio gado para exportar carne para a Europa.” As falas dos pecuaristas Rafael Andrade Asato e André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, refletem o sentimento do setor a um mês de a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil. O bloco é destino de apenas 5,8% do valor exportado de carne bovina pelo Brasil, mas, na fazenda de Asato e Bartocci, 100% do rebanho é criado para atender às exigências do mercado europeu. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A UE tomou essa decisão após alegar que o Brasil não segue as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. (entenda aqui). O embargo está previsto para começar em 3 de setembro, mas, mesmo que o bloco volte a autorizar o Brasil, as exportações não serão retomadas de imediato. "A Europa disse que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz Bartocci, que também preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura. Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões. Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem. ➡️ A União Europeia é a terceira maior compradora de carne bovina do Brasil, com US$ 1,6 bilhão em importações. A China, principal destino do produto, compra 5,5 vezes mais, somando US$ 8,8 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, de 2025. ➡️ Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea-USP, enquanto a China paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo da carne bovina, a União Europeia desembolsa cerca de US$ 10 pelo mesmo volume. UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados Contagem regressiva Desde maio, quando a UE anunciou a decisão, o governo brasileiro negocia com os europeus para reverter a medida. Em junho, o Ministério da Agricultura criou novas regras para atender às exigências do bloco, mas, até o momento, os europeus não voltaram atrás. Enquanto isso, o prazo aperta para os exportadores, que precisam colocar a carne no navio bem antes do dia 3 de setembro. "Se eu conseguir vender os animais para o frigorífico até 21 de agosto, ainda recebo o prêmio pago pelo boi padrão Europa. A partir do dia 22, esse prêmio deixa de existir", conta Asato, diretor da Fazenda Campanário. O prêmio a que ele se refere é o quanto se paga a mais por um boi criado para atender às normas da UE em relação à cotação nacional. "Geralmente um boi Europa recebe até 10% de premiação", diz Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea. Tudo isso porque além de a União Europeia ser um destino de cortes nobres, como filé-mignon e alcatra, as normas para exportar para lá são mais exigentes em comparação a outros mercados. Exemplo disso é a obrigatoriedade de rastrear cada boi individualmente. "Aqui na fazenda, cada animal recebe um brinco com chip na orelha e isso permite acompanhar toda a vida dele, incluindo o registro de cada medicamento aplicado, o manejo realizado e a dieta", conta Asato. Inclusive, tanto ele como Bartocci afirmam que não usam antimicrobianos em seus rebanhos há anos porque exportam pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE Estratégias de sobrevivência Sem expectativa de que a União Europeia volte a comprar carne do Brasil tão cedo, pecuaristas já começam a redesenhar seus planos para reduzir os impactos do embargo. Rafael Asato, por exemplo, conta que tem conversado com frigoríficos próximos para tentar não perder o prêmio pago pelo boi Europa. A ideia dele é encaixar o gado de padrão europeu em programas de exportação para os Estados Unidos ou em protocolos de carnes nobres voltados para o consumo interno, como o mercado de carne Angus. "Temos uma conversa bem aberta com os frigoríficos porque isso impacta não só a nossa margem de lucro, como a margem deles também", diz o pecuarista. Além disso, ele estuda redirecionar parte da produção para a China e aproveitar as cotas de importação com isenção de tarifa no próximo ano. "Como o transporte para a China demora entre 60 e 70 dias, a ideia é retomar os abates com força na segunda quinzena de setembro para a carne chegar ao destino em janeiro", afirma. Caso o mercado não pague um valor adicional pelo seu rebanho, Asato diz que vai parar de seguir os protocolos da Europa. "Não faz sentido eu agregar um custo de rastreabilidade, de chip, se eu não tiver um prêmio por isso", diz. Imagem da Fazenda Campanário, em Mato Grosso do Sul. Divulgação Já André Bartocci afirma que pretende manter os protocolos do boi Europa por pelo menos seis meses, enquanto acompanha o andamento das negociações entre o governo brasileiro e a União Europeia. A avaliação dele é que, quando a UE voltar a importar carne brasileira, quem já estiver preparado terá vantagem para conquistar os melhores contratos. Enquanto aguarda uma definição, Bartocci também estuda desacelerar o ciclo de produção. "Em vez, por exemplo, de terminar os animais em 6 meses, a gente pode passar a terminá-los em 10 meses. A ideia é não acelerar muito a produção justamente para esperar essa reabertura da Europa", destaca. Caso o bloqueio se prolongue, porém, ele cogita voltar a utilizar antimicrobianos como a monensina, substância permitida no Brasil e em diversos mercados, mas proibida pela União Europeia como promotora de crescimento. Segundo ele, a medida aumentaria a produtividade e ajudaria a recuperar parte da rentabilidade perdida. Frustração e protecionismo Bartocci afirma que o veto frustra um momento em que o Brasil negocia para ampliar o acesso a mercados internacionais. "A gente tinha tudo para acessar os grandes mercados hoje. Então esse veto da Europa frustra", diz. "Estar no mercado europeu funciona como um selo de qualidade para abrir portas em outros mercados de elite, como o Japão e a Coreia do Sul", explica. Para os dois pecuaristas, a decisão da UE vai além da discussão sobre o uso de antimicrobianos e tem motivação política. Na avaliação dele, a medida funciona como um pretexto comercial após o acordo entre Mercosul e União Europeia. "Eu realmente acho que a questão dos antimicrobianos é um pano de fundo. É uma estratégia para segurar essa carga", afirma. "A gente acredita que é algo parecido com o que aconteceu com a imposição de cotas por parte da China. É uma questão política, é um protecionismo dos produtores", acrescenta Asato. O pecuarista também questiona o fato de a União Europeia manter outros países com regras menos rígidas entre seus fornecedores de carne. "Não faz muito sentido você ter países como o Irã [na lista de fornecedores] e tirar o Brasil", afirma. COP30 - Boi com chip: como saber se a carne está livre de desmatamento?
03/08/2026 12:52:37 +00:00
Petrobras anuncia descoberta de gás na Colômbia

Agora no g1 A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) uma nova descoberta de acumulação de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia. Segundo a companhia, a descoberta reforça os indícios de que a região tem potencial para produzir grandes volumes de gás natural. Se os estudos confirmarem esse potencial, o combustível poderá ajudar a aumentar a oferta de gás e fortalecer a segurança energética da Colômbia. 🛢️ A Petrobras atua na Colômbia na exploração de petróleo e gás natural. No bloco onde foi feita a nova descoberta, a estatal brasileira opera um consórcio com a Ecopetrol, do qual detém 44,44% de participação. Onde fica o poço O poço Sandia-1 está localizado a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, em uma lâmina d'água de 1.251 metros. A descoberta de Sandia-1 é a terceira no mesmo bloco exploratório (GUA-OFF-0), onde a Petrobras e a Ecopetrol fizeram, em dezembro de 2024, uma das maiores descobertas de gás da história da Colômbia. Divulgação A área fica próxima de outras descobertas feitas anteriormente pela Petrobras: está a 18 quilômetros dos poços Sirius-1 e Sirius-2 e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1, o que, segundo a empresa, reforça o potencial exploratório da região. LEIA TAMBÉM: Petrobras muda cálculo do gás natural e reajuste pode cair de 22% para até 6% Descoberta ainda será avaliada A perfuração do poço começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho deste ano. De acordo com a Petrobras, os intervalos onde foi identificada a presença de gás passam por análises com perfis de poço e ainda serão submetidos a estudos laboratoriais para caracterizar o volume e as propriedades da descoberta. Petrobras Divulgação Estratégia da Petrobras No comunicado, a Petrobras afirma que a atuação no bloco GUA-OFF-0 faz parte da estratégia de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, em parceria com outras empresas. A companhia ressalta ainda que a iniciativa busca atender à demanda global por energia durante o processo de transição energética. No bloco, a Petrobras atua por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia (PIB-COL), como operadora do consórcio, com participação de 44,44%. A parceira é a Ecopetrol, que detém os 55,56% restantes.
03/08/2026 12:52:19 +00:00
'União Europeia não volta a comprar carne do Brasil antes de 2 anos': bloqueio entra em vigor em um mês e segue sem acordo

A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados Falta um mês para a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil, e o impasse ainda segue sem acordo. A medida, que começa a valer em 3 de setembro, atinge principalmente carne bovina, frango e mel, os três principais produtos de origem animal vendidos ao bloco. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão foi anunciada em maio, após a UE excluir o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Nenhuma irregularidade foi encontrada na carne brasileira, mas a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🔎Antimicrobianos sãoutilizados para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia (entenda aqui). "A Europa diz que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz o pecuarista André Bartocci, que preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura. Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões. Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de entrevista da reportagem. Por que a UE proíbe promotores de crescimento em animais e antibióticos de uso humano; entenda 'Investimos anos para atender à Europa': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto da UE Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia. Arte/g1 No caso do frango, o ciclo de vida é mais curto, já que ele leva cerca de 45 dias do nascimento ao abate. Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (28), o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que uma missão da União Europeia virá ao Brasil no final de agosto verificar novos protocolos criados pelo governo brasileiro para atender às novas exigências. Segundo ele, a diferença é que, a partir de agora, o governo vai aumentar o número de fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, que já estão previstas pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). “Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos", destacou Santin. UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados Brasil pode perder mais de US$ 500 milhões com bloqueio da União Europeia Principais compradores de frango do Brasil. Arte/g1 O pecuarista André Bartocci, que tem fazenda em Mato Grosso do Sul, disse que não usa antimicrobianos em seu rebanho há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Santin, da ABPA, disse que tem esperança de retomar as exportações de carne de frango ainda em setembro, após a visita da UE, no final de agosto. No entanto, os relatórios produzidos nessa missão vão precisar ser analisados por um órgão da Comissão Europeia, conhecido como SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), que só tem reunião marcada para novembro. Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin disse que tem como redistribuir a produção de frango destinada para a Europa para o consumo interno e para os cerca de 150 países para os quais o Brasil exporta. "Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. [...] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE 5 maiores compradores de carne bovina do Brasil. Arte/g1 Brasil adotou medidas, mas bloqueio é mantido Antes de a UE anunciar o bloqueio ao Brasil, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina. Em maio, o governo brasileiro chegou a propor para a UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta. Em junho, o Ministério da Agricultura também criou um novo protocolo de controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Contudo, até o momento, a União Europeia, não reverteu a sua decisão. Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia. Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus. Exportações de mel cresciam até o veto europeu Apesar de o mel não ser um grande produto de exportação para a União Europeia, as vendas para o bloco vinham crescendo por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, diz o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo. Como as exportações para os EUA ficaram mais caras por causa da sobretaxa, os produtores redirecionaram parte do mel para os europeus e, com isso, as exportações para o bloco dobraram no primeiro semestre deste ano, a US$ 6,3 milhões, diz Azevedo. "O veto da UE acabou sendo um 'balde de água fria' nos esforços dos exportadores, que já estavam colhendo frutos de um trabalho de ampliação de mercado", afirma Azevedo. "No caso específico do mel, não enxergamos risco desse controle encontrar problemas de contaminação. O mel brasileiro exportado é, em grande maioria, orgânico, que já conta com uma cadeia de certificação que tem por objetivo garantir um produto livre de resíduos e antibióticos", explica. Segundo ele, o principal risco para o setor é a chamada "contaminação cruzada". "Se houver uma colmeia próxima a uma área de criação de gado, por exemplo, existe a possibilidade de resíduos chegarem ao mel. Por isso, o controle é importante para evitar esse tipo de contaminação", afirma. 5 maiores compradores de mel do Brasil. Arte/g1 UE excluiu o Brasil da lista de países que seguem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Reprodução
03/08/2026 12:51:36 +00:00
China compra 1 milhão de toneladas de soja americana e amplia disputa entre Brasil e EUA pelo mercado chinês

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Empresas estatais chinesas compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (31). A operação ocorreu após a queda dos preços da commodity e às vésperas da visita prevista do presidente Xi Jinping aos EUA, no próximo mês. As informações são da agência de notícias Reuters. As aquisições somam cerca de 1 milhão de toneladas de soja. Cada carregamento tem aproximadamente 65 mil toneladas, com embarques programados para outubro, segundo as fontes. Segundo o operador de uma empresa global do setor, as compras foram feitas principalmente pela Sinograin, uma grande empresa pública da China, criada em 2000. “Além disso, a aproximação da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos reforça o interesse da China em ampliar as compras de soja americana dentro dos compromissos assumidos com Washington", disse. Agora no g1 🔎 O movimento do governo chinês ocorre em um momento de disputa pela liderança no fornecimento global de soja. O Brasil é hoje o principal exportador do grão para a China e responde pela maior parte das importações chinesas. Os EUA aparecem como segundo principal fornecedor e buscam ampliar sua participação no mercado chinês por meio de acordos comerciais. Para Pequim, manter compras dos dois países ajuda a garantir o abastecimento e reduzir riscos de dependência excessiva de um único fornecedor. Em outubro, a Casa Branca anunciou que a China havia concordado em comprar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028. Antes da operação realizada na sexta-feira, porém, os chineses haviam adquirido pouco mais de 4 milhões de toneladas da commodity em 2026. Segundo uma pessoa afirmou à Reuters, as estatais pagaram um prêmio de US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro negociado na Bolsa de Chicago para cargas embarcadas pelo Golfo dos EUA. Para embarques realizados pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio foi de US$ 3 por bushel. O contrato de soja mais negociado no mercado recuou 5,2% na semana passada. Procuradas pela agência de notícias, as estatais chinesas Sinograin e Cofco não responderam aos pedidos de comentário nem confirmaram as compras. Na sexta-feira, a Sinograin vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada que colocou em leilão. Segundo fontes do mercado, a medida ajuda a abrir espaço nos estoques para a chegada das novas cargas adquiridas nos Estados Unidos. No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Xi Jinping deve visitar o país em 24 de setembro. O mercado também acompanha a possibilidade de a China retirar as tarifas aplicadas à soja norte-americana. Caso isso ocorra, empresas privadas de processamento poderão ampliar as compras do produto. Ainda não está claro, porém, se a soja norte-americana será competitiva o suficiente para atrair compradores privados chineses mais sensíveis aos preços. Analistas ressaltam que o produto dos EUA seguirá disputando espaço com a soja brasileira, que atualmente lidera o abastecimento do mercado chinês. *Com informações da agência de notícias Reuters.
03/08/2026 12:41:19 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 à espera da decisão de juros e com o petróleo no radar; Ibovespa fica estável

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,34% nesta segunda-feira (3), cotado a R$ 5,0870. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou estável, aos 178.000 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O petróleo voltou a ficar na mira dos investidores nesta segunda, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. ▶️ O Irã, por sua vez, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano. Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 4,72%, cotado a US$ 83,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,26% no mesmo horário, a US$ 80,22 o barril. ▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras. ▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básicade juros (Selic), para 14%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: -0,34%; Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado do mês: 0%; Acumulado do ano: +10,47%. Maior otimismo com o petróleo As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo. No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz. "Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social. "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto. No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump. Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano. Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio às expectativa de redução nas tensões no Oriente Médio. O Dow Jones subiu 1,32% e o S&P 500 avançou 1,48%, enquanto o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,13%. Na Europa, o tom também foi mais positivo nos mercados nesse início de mês, conforme investidores monitoravam a queda do petróleo e avaliavam notícia de que a AstraZeneca irá se fundir com sua rival americana Bristol Myers Squibb. O DAX, da Alemanha, subiu 1,45%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 1,22% e o Ibex 35, da Espanha, ganhava 0,95%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,02%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar REUTERS/Lee Jae-Won
03/08/2026 12:00:08 +00:00
Após acordo com MPT, Viih Tube e Eliezer publicam primeiro vídeo sobre trabalho doméstico

Viih Tube e Eliezer encerram reality com empregados e pagarão R$ 350 mil por dano moral Os influenciadores Viih Tube e Eliezer publicaram neste domingo (2) o primeiro de três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos. A iniciativa integra o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após as polêmicas envolvendo o reality show "As Patroas". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na legenda, os influenciadores explicam o que caracteriza o trabalho em condições análogas à escravidão e citam casos em que trabalhadores domésticos passam anos sem salário, férias ou jornadas de trabalho adequadas. "'Ela era praticamente da família'. Essa é a frase mais usada por quem explora trabalhadoras domésticas por décadas para justificar a ausência de salário, férias ou uma jornada de trabalho digna. Mas será mesmo que algum desses empregadores exploraria em condições análogas às de escravidão alguém de sua própria família? Se você reconhece essa história em alguém perto de você, denuncie ao @mptrabalho pelo site: www.mpt.mp.br", diz a publicação. Initial plugin text Além da divulgação dos três vídeos educativos, o casal também se comprometeu a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo e a retirar do ar todos os conteúdos relacionados ao reality show. O programa colocava 11 funcionários da residência para disputar provas em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Em uma das dinâmicas, os participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras. O MPT abriu uma investigação para apurar se o reality violava direitos trabalhistas ao expor publicamente os empregados e utilizar a imagem deles com finalidade comercial. No início de julho, os influenciadores participaram de uma audiência em Barueri (SP), quando foi firmado o TAC. Segundo a procuradora do Trabalho Patrícia Mauad Patruni Isotton, o acordo também tem caráter educativo ao ampliar a conscientização sobre os direitos dos empregados domésticos. "O acordo é resultado do diálogo entre o Ministério Público do Trabalho e os influenciadores, que demonstraram compreender a gravidade da situação e se comprometeram a reparar os danos causados. Mais do que encerrar o caso, esse é um momento de conscientização, inclusive para o público", afirmou. Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer se comprometeram a não produzir nem divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias, ainda que haja consentimento dos participantes. O TAC também proíbe exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes. Caso algum trabalhador participe de futuros conteúdos audiovisuais, a adesão deverá ser voluntária, formalizada por escrito e sem qualquer prejuízo para quem optar por não participar. Além disso, o acordo veda qualquer forma de retaliação contra empregados que recusarem convites ou denunciarem irregularidades. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 50 mil por cláusula violada, acrescida de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado. Após o acordo com o MPT e em meio à repercussão negativa do caso, Viih Tube publicou um vídeo nas redes sociais para explicar o TAC e pedir desculpas a quem se sentiu ofendido. “Quero muito pedir desculpas para vocês que se sentiram ofendidos. A gente entende todos os questionamentos, todas as denúncias, tudo que todo mundo falou”, afirmou pelo Instagram. O reality passou a ser alvo de críticas após exibir funcionários da casa participando de provas e dinâmicas consideradas potencialmente constrangedoras, o que levou o MPT a abrir investigação. A indenização de R$ 350 mil não será paga diretamente aos trabalhadores envolvidos. O valor será destinado a um fundo público, como o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), para financiar projetos de interesse coletivo e prevenir novas violações. Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil Reprodução/YouTube Entenda a decisão do MPT O acordo encerrou a investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis violações relacionadas ao reality “As Patroas”. O programa colocava 11 empregados domésticos do casal em uma competição com provas e desafios em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Entre as dinâmicas exibidas, havia uma prova em que participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras. Para o MPT, a exposição pública dos trabalhadores e o uso da imagem deles em uma produção com finalidade comercial levantaram questionamentos sobre possíveis violações de direitos trabalhistas. Pelo TAC, os influenciadores se comprometeram a: não produzir ou divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias; não exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes; garantir que futuras participações de trabalhadores em conteúdos audiovisuais sejam voluntárias e formalizadas por escrito; não praticar retaliações contra empregados que recusem convites ou denunciem irregularidades. Reality não poderá mais mostrar rotina com funcionárias Em outro story publicado após o pronunciamento, a influenciadora respondeu dúvidas dos seguidores sobre o pagamento da indenização e sobre a relação com as funcionárias. Além de explicar que o dinheiro do dano moral coletivo não será repassado às trabalhadoras, Viih Tube também informou que o casal não poderá mais gravar ou publicar conteúdos mostrando a rotina com as empregadas domésticas, uma das medidas previstas no acordo. “Não poderemos mais mostrar/gravar nossa rotina com elas, como um dos ajustes de conduta. Sei que amavam acompanhar e dávamos muitas risadas, mas preferi avisar para que não achassem que a gente que não quer mais gravar algo com elas”, afirmou. Segundo ela, as funcionárias continuam bem e entenderam a decisão, embora tenham ficado tristes com o encerramento do reality.
03/08/2026 11:46:17 +00:00
Mercado reduz pela 5ª semana seguida estimativa de inflação em 2026 e projeta corte maior de juros

O mercado financeiro baixou novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,03%. Esta é a quinta semana seguida de recuo. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. O mercado também passou a prever um corte maior de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem). Agora no g1 A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,12% para 5,03%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros Mesmo com a estimativa de inflação ainda acima da meta central em 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro passou a prever uma redução maior nos juros no decorrer deste ano. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 14% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução maior da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB caiu de 1,60% para 1,57%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,29 para R$ 5,28 por dólar.
03/08/2026 11:35:22 +00:00
Gigantes da indústria farmacêutica, AstraZeneca e BMS avaliam fusão de R$ 2 trilhões

Servidora da Saúde do DF prepara dose de vacina AstraZeneca para aplicar no posto da Rodoviária do Plano Piloto Sandro Araújo/ Agência Saúde O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca e seu rival americano Bristol Myers Squibb (BMS) iniciaram discussões sobre uma possível fusão que resultaria em uma das maiores empresas do setor, com um valor de quase 400 bilhões de dólares (2 trilhões de reais), segundo o Financial Times. A notícia provocou uma queda de quase 7% nas ações da AstraZeneca pouco depois da abertura da Bolsa de Londres nesta segunda-feira (3). Os dois grupos "mantiveram discussões sobre uma fusão nos últimos meses, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informou o jornal econômico. Segundo as fontes, "as negociações poderiam resultar em um acordo em um futuro próximo, mas também poderiam ser adiadas ou fracassar", acrescentou o FT. LEIA TAMBÉM: Esquecidas na gaveta: brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo Agora no g1 A AstraZeneca está avaliada em aproximadamente 196 bilhões de libras na Bolsa de Londres, segundo valores anteriores à abertura da sessão de segunda-feira, o que equivale a 264 bilhões de dólares (1,34 trilhão de reais). Por sua vez, a BMS tem uma avaliação na Bolsa de 133 bilhões de dólares (675 bilhões de reais). A AstraZeneca divulgou na semana passada um lucro líquido com alta de mais de 2% no segundo trimestre, a 2,5 bilhões de dólares (12,6 bilhões de reais), com boas vendas de seus tratamentos contra o câncer. A empresa britânica, que espera que os Estados Unidos representem metade de suas receitas até 2030, anunciou no ano passado um plano de investimento de 50 bilhões de dólares (253 bilhões de reais) no país para cumprir este objetivo. Como outro sinal de sua aproximação dos Estados Unidos, o laboratório tem cotação na Bolsa de Nova York desde 2 de fevereiro, embora a de Londres continue sendo seu mercado principal. Por sua vez, a BMS divulgou na semana passada um lucro líquido que dobrou no segundo trimestre, a 3,3 bilhões de dólares (16,7 bilhões de reais), impulsionado especialmente por seus medicamentos contra o câncer (Opdivo Qvantig), a anemia (Reblozyl) e as doenças cardiovasculares (Camzyos).
03/08/2026 10:40:58 +00:00
Como provar que o trabalho causou um transtorno mental? Entenda o que a Justiça analisa

Mensagens fora do expediente, metas abusivas, assédio e afastamentos frequentes estão entre os fatores analisados em casos de adoecimento psicológico ligado ao trabalho. Pexels Uma indenização de R$ 5 milhões. Por trás dela está uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Atacadão, empresa do Grupo Carrefour Brasil, e uma série de relatos de assédio moral, sexual e materno, além de evidências de adoecimento mental entre funcionários. A condenação foi imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), em agosto do ano passado, após os desembargadores concluírem que as provas reunidas indicavam a existência de um ambiente de trabalho hostil e prejudicial à saúde dos empregados, especialmente das mulheres. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os elementos analisados estavam afastamentos por transtornos mentais e denúncias de assédio. Um dos casos citados no processo envolveu uma funcionária que teve a roupa manchada por sangue menstrual após não conseguir autorização para deixar o caixa a tempo de ir ao banheiro. Em nota, o Atacadão afirmou que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa e declarou manter canais de denúncia, treinamentos preventivos e medidas disciplinares. A companhia também informou que já recorreu da condenação. (veja a nota abaixo.) Como se identifica o adoecimento mental no trabalho A decisão se tornou um dos casos mais emblemáticos de responsabilização de empresas por questões relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho. Mas também expõe um dos principais desafios desse tipo de ação: demonstrar que o contexto profissional contribuiu para o adoecimento de um funcionário. O debate ganha novos contornos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar fatores de risco psicossociais capazes de afetar a saúde dos trabalhadores. Na prática, a mudança amplia a atenção sobre situações como assédio, pressão excessiva, metas abusivas e outras condições que podem contribuir para o adoecimento. Mas, entre a identificação desses fatores e a responsabilização da empresa em um caso concreto, ainda há um caminho complexo, que envolve laudos médicos, perícias, histórico profissional e decisões da Justiça. Afinal, quando um transtorno mental pode ser considerado consequência do trabalho? E o que é necessário para comprovar essa relação? O quebra-cabeça de provar o adoecimento mental Diferentemente de um acidente físico, em que geralmente há uma relação mais direta entre causa e consequência, os transtornos mentais costumam surgir de forma gradual, silenciosa e por uma combinação de fatores, explica Leandro Savoy, psiquiatra especialista em alta performance para executivos. 💵 Ansiedade, burnout, depressão e reações graves ao estresse raramente têm uma única causa. Questões financeiras, problemas familiares, histórico emocional, insegurança econômica, relações pessoais e experiências anteriores também podem contribuir para o adoecimento. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a Justiça não busca identificar se o trabalho foi a única causa da doença, mas se ele teve participação relevante no agravamento, no desencadeamento ou na manutenção do quadro. Sílvia Lira, advogada e sócia da área trabalhista do B/luz, afirma que o maior desafio, tanto para o trabalhador quanto para o empregador, é demonstrar que existe uma relação entre o trabalho e o adoecimento mental. ⚠️ ATENÇÃO: Mesmo quando existem fatores pessoais envolvidos, a empresa ainda pode ser responsabilizada se ficar comprovado que o ambiente de trabalho contribuiu de forma relevante para o adoecimento. Por isso, médicos, empresas e a própria Justiça analisam a dinâmica de trabalho: metas, jornadas, cobranças, clima organizacional, relação com lideranças, mensagens fora do expediente e práticas de gestão muitas vezes naturalizadas. Um episódio do tipo ganhou repercussão em outubro de 2024. O banco Santander foi condenado por dano moral após funcionários relatarem uma rotina marcada por pressão, cobranças abusivas e humilhações impostas por gestores. Ao g1, o Santander afirmou que o caso segue em discussão e que mantém políticas de prevenção, governança e canais internos para apuração de denúncias. (veja a nota abaixo) Para chegar a uma condenação assim, a Justiça costuma cruzar diferentes tipos de provas para entender como funcionava aquele ambiente de trabalho na prática. Segundo Lira, advogada do b/luz, entram nessa análise mensagens enviadas fora do expediente, registros de jornada, histórico de afastamentos, depoimentos de colegas, denúncias internas, conversas em aplicativos corporativos, entre outros. Em muitos casos, a repetição de adoecimentos em um mesmo setor também chama a atenção. 📎 Quando diferentes trabalhadores apresentam sintomas semelhantes sob a mesma liderança ou dinâmica de trabalho, isso pode reforçar os indícios de risco psicossocial. A postura da empresa diante dos sinais de sofrimento psicológico, como ignorar denúncias, afastamentos frequentes e alta rotatividade também são avaliados. Da reação à prevenção É nesse contexto que entram as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passaram a valer oficialmente em maio e ampliaram a obrigação das empresas de identificar e monitorar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Metas inalcançáveis, jornadas exaustivas, pressão constante, assédio moral, falta de autonomia, sobrecarga, cobranças fora do expediente e relações interpessoais tóxicas passaram a fazer parte do radar da fiscalização trabalhista. Até pouco tempo, muitas empresas tratavam a saúde mental como uma questão estritamente individual, ligada à "resiliência" do trabalhador. Com a atualização da NR-1, o risco psicossocial passa a ser entendido também como resultado da forma como o trabalho é organizado. Isso significa que as empresas passam a ter a obrigação de identificar situações potencialmente adoecedoras e registrá-las no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A fiscalização também muda de foco. Segundo auditores-fiscais do trabalho, a atenção passa a ser menos voltada para máquinas e equipamentos e mais para o chamado "trabalho real": a rotina concreta dos trabalhadores. As organizações precisarão identificar, registrar e monitorar fatores como: metas abusivas; jornadas excessivas; pressão psicológica; assédio moral e sexual; sobrecarga; falhas de gestão; conflitos interpessoais; falta de autonomia; ambientes organizacionais tóxicos. As empresas poderão, inclusive, ser fiscalizadas sem denúncia formal. Para isso, a auditoria poderá cruzar dados da Previdência Social, identificar setores com grande volume de afastamentos por transtornos mentais e iniciar inspeções preventivas. Segundo Savoy e Lira, essa mudança também deve influenciar futuras decisões judiciais. Além de avaliar se houve adoecimento, a Justiça tende a observar o comportamento preventivo das empresas. Em outras palavras: o que a empresa fez — ou deixou de fazer — para evitar que o ambiente de trabalho se tornasse prejudicial à saúde? Treinamentos, canais de denúncia, políticas de combate ao assédio, monitoramento de indicadores, acolhimento interno e revisão contínua de processos também passaram a funcionar como elementos relevantes de defesa. “Ignorar sinais de adoecimento, afastamentos frequentes ou denúncias internas pode aumentar significativamente a responsabilidade da empresa”, alerta Leandro. Apesar disso, especialistas avaliam que ainda há o risco de parte das empresas transformar a nova NR-1 em mera burocracia documental. A própria lógica da norma, porém, dificulta uma atuação apenas formal. “Gerenciar risco é mudar a organização do trabalho”, resume a auditora-fiscal Odete Reis. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O que dizem as empresas? Atacadão "O Atacadão informa que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa, com base em provas documentais e testemunhais que demonstraram a efetividade dos canais internos de denúncia, dos treinamentos preventivos aplicados regularmente e das medidas disciplinares adotadas sempre que condutas inadequadas são identificadas. O Atacadão reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e respeitoso para seus mais de 70 mil colaboradores em todo o Brasil. A empresa já apresentou recurso e aguarda decisão do Poder Judiciário." Santander "O Santander esclarece que o caso ainda se encontra em discussão e que, por isso, aguarda a decisão final. O Banco repudia qualquer forma de assédio, discriminação ou conduta incompatível com seu Código de Conduta e reforça que esse tipo de prática não reflete seus valores e padrões de atuação. A Instituição mantém uma estrutura permanente de governança corporativa voltada para a promoção de um ambiente de trabalho seguro, saudável, respeitoso e inclusivo, além de desenvolver ações e práticas voltadas ao bem-estar e ao cuidado com a saúde mental dos colaboradores. Em 2025, foram registradas mais de 18 mil participações de colaboradores em ações voltadas à saúde mental. Além disso, a Instituição possui canais oficiais internos para o recebimento e a apuração de relatos, com tratamento sigiloso, possibilidade de anonimato e adoção das providências cabíveis."
03/08/2026 07:01:11 +00:00
Ministro vai à Índia em busca de ampliar comércio em defesa, tecnologia e indústria; Brasil quer diminuir efeito do tarifaço dos EUA

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, cumpre agenda na Índia nesta semana numa tentativa de ampliar o comércio do Brasil com o país nas áreas de defesa, tecnologia e indústria. As informações foram divulgadas pelo ministério. O ministro embarcou nesta madrugada e a viagem acontece em meio à implementação de dois tarifaços impostos pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano: um de 25% (por práticas desleais na economia) e outro de 12,5% (por falha no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado). RELEMBRE: Tarifaço: governo prepara programa para diversificar mercado com foco em setores afetados De acordo com representantes do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham), essas medidas “agravam” as condições de mercado e podem afetar diretamente mais de 4 mil produtos. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Diante das tarifas impostas pela Casa Branca, autoridades do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e do Palácio do Planalto defenderam que o país passe a buscar novos parceiros comerciais e ampliar os acordos já existentes. Agora no g1 Nesse contexto, integrantes do governo têm defendido que o Brasil e o Mercosul (bloco do qual o país faz parte) busquem novos acordos comerciais, por exemplo, com a China, com o Canadá e com o Japão. "Em um momento em que o mundo passa por uma onda de medidas restritivas ao comércio global, o Brasil segue fiel na defesa do multilateralismo e na busca de novos mercados para empresas e produtos brasileiros”, afirmou Marcio Elias Rosa, em nota. “A Índia é o segundo maior mercado consumidor do mundo e um grande parceiro comercial do Brasil, com quem mantivemos, em 2025, uma corrente de comércio de mais de US$ 15 bilhões”, acrescentou o ministro. Conforme o MDIC, durante a viagem, o ministro terá agendas em Mumbai e Nova Delhi. Nessas cidades, se encontrará com empresários de setores como energia, infraestrutura, bens de consumo e fertilizantes. No caso dos fertilizantes, o governo federal estima que o Brasil importe mais de 90% do volume consumido no mercado interno. Desse total, metade vem de dois países: Rússia e China. Nesse cenário, autoridades brasileiras têm buscado novos parceiros comerciais na área de fertilizantes para tentar reduzir a dependência do Brasil da Rússia e da China, que em momentos de guerra podem reduzir a produção para o Brasil, o que pode prejudicar o agronegócio brasileiro. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em busca de novos fornecedores de fertilizantes. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Brics Ainda durante a viagem à Índia, Márcio Elias Rosa também irá a Jaipur, onde acompanhará o encontro de ministros do Brics, grupo de países emergentes que reúne, além do Brasil, países como China, Rússia e a própria Índia. Os países do Brics têm feito movimentos nos últimos para ampliar o grupo, numa tentativa de aumentar parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica de alguns países em relação aos Estados Unidos. “Nessas reuniões, buscaremos fortalecer o diálogo econômico e comercial, identificar oportunidades de ampliação do comércio bilateral e promover maior integração entre empresas brasileiras e mercados considerados estratégicos”, afirmou Márcio Elias Rosa.
03/08/2026 03:00:22 +00:00
Irã diz estar próximo de concluir acordo com Omã sobre nova rota de trânsito de navios em Ormuz

Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã. Stringer / Reuters O governo do Irã afirmou neste domingo (2) que está próximo de concluir um acordo com o Omã sobre uma nova rota de trânsito de navios comerciais no Estreito de Ormuz, um ponto crucial na guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes — nem a rota norte, nem a rota sul —, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais e nossa segurança”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaei, em entrevista à televisão estatal. Baghaei não deu muitos detalhes sobre os termos do acordo com o Omã, disse apenas que se o tratado for firmado, "isso não significará que Ormuz esteja sendo fechado ou reaberto". Agora no g1 O anúncio do regime iraniano ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que cancelou ataques em larga escala que faria contra o Irã neste final de semana após "os termos do acordo terem sido definidos", em referência a um possível avanço nas negociações para um novo acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio —que já dura cinco meses. Teerã, no entanto, negou que tenha pedido a Trump para cancelar ataques contra seu território e afirmou que as negociações em que o regime está envolvido atualmente são apenas as com o Omã sobre Ormuz. Ainda não estava claro, até a última atualização desta reportagem, se há alguma relação —e qual seria ela— entre as negociações que Trump afirma estar tendo com o Irã e as que o regime iraniano realiza com Omã.. O Irã reivindica soberania sobre Ormuz —rota do Oriente Médio que é vital para o comércio mundial de petróleo— e manteve a via marítima fechada para navios comerciais desde o final de fevereiro por conta da guerra contra os EUA. Desde a assinatura do acordo de paz preliminar entre os dois países, em junho, Teerã negocia com o Omã por uma gestão compartilhada do Estreito. Washington, no entanto, é contrário a essa ideia e exige que a via permaneça aberta de forma irrestrita e sem soberania de qualquer país.
02/08/2026 17:34:51 +00:00
Mega-Sena, concurso 3039: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3039: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3039 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (2), em São Paulo. O prêmio era de R$ 97 milhões, porém acumulou porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio está estimado em R$ 135 milhões, segundo a Caixa. As dezenas sorteadas foram 21, 58, 53, 16, 14 e 39. Segundo a caixa, 86 apostas acertaram a quina e levaram R$ 45,9 mil cada. Já outras 6.332 apostas acertaram quatro dezenas e levaram R$ 1.028,31 cada. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: Mega-Sena, concurso 3.039 Reprodução/YouTube/Canal da Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
02/08/2026 14:07:08 +00:00
Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho

Usinas da região de Rio Preto (SP) trabalham 24h por dia na colheita da cana. Reprodução / TV TEM Os canaviais da região de São José do Rio Preto (SP) estão em período de colheita intensa, com uma demanda acima das expectativas. Propriedades rurais e usinas mantêm atividades ininterruptas, funcionando 24 horas por dia. O alto volume de chuvas, aliado à boa distribuição, favorece uma produção em larga escala. Em Tabapuã (SP), uma usina com mais de 70 anos de história bateu recorde de produção, com expectativa de moer 14 mil toneladas de cana por dia. Segundo Luciano Garcia, coordenador de colheita e transporte da usina, o planejamento inicial previa cerca de 2,9 milhões de toneladas até o fim de novembro. No entanto, graças às chuvas, a produção pode alcançar 3,05 milhões de toneladas, representando um aumento de aproximadamente 5%. A usina conta com 340 funcionários distribuídos em três turnos. Diariamente, cerca de 30 caminhões chegam carregados de cana-de-açúcar, destinada à produção de açúcar e etanol. Já em Novo Horizonte (SP), uma propriedade rural projeta superar a safra anterior, com crescimento estimado entre 15% e 20%. O produtor William Semensato afirma que a expectativa até o fim da safra é de 50 mil toneladas — 10 mil a mais do que o previsto inicialmente. A equipe, composta por 15 funcionários, trabalha quase 24 horas por dia para atender à elevada demanda da colheita atual. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
02/08/2026 10:30:16 +00:00
Parceria busca recuperar produção de gengibre em Tapiraí

Tapiraí tenta recuperar a produção de gengibre após uma doença reduzir a produtividade. Reprodução / TV TEM Tapiraí (SP), conhecida como a capital paulista do gengibre, tenta recuperar a produção após uma doença que afetou sementes e reduziu a produtividade. A cidade é responsável por 80% do gengibre cultivado no estado. Com apoio da prefeitura e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), produtores locais passaram a adotar novas técnicas. Segundo Eliane Fabri, pesquisadora do IAC, práticas como análise de solo já mostram resultados positivos. “São ferramentas que não eram usadas pelos produtores e agora ajudam a melhorar a produtividade”, explicou. Atualmente, Tapiraí tem cerca de 500 hectares de gengibre cultivados por pequenos agricultores, muitos deles em terras arrendadas. O rizoma, parte da raiz, é usado como semente para o próximo ciclo. A escolha de raízes mais saudáveis fortalece a planta. Para preservar o solo, os produtores fazem rotação de culturas, alternando gengibre e inhame. A previsão para 2026 é colher 30 toneladas por hectare. Hoje, a caixa de 18 quilos é vendida por R$ 60, valor 33% menor que em 2025. Entre tradição e inovação, a família Fernandes cultiva gengibre há mais de 30 anos. Fernando Fernandes, que coordena a produção, espera colher 39 toneladas. Para ele, o uso de tecnologias garante um produto mais valorizado. Já Hélio Tiago de Oliveira, produtor e presidente de uma associação criada para fortalecer o setor, destaca a importância da união. “A parceria e a insistência dos produtores são fundamentais para retomar o destaque do gengibre de Tapiraí”, afirmou. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Parceria busca recuperar produção de gengibre em Tapiraí VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
02/08/2026 10:30:14 +00:00
Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma torta de frutas

Nosso Campo ensina a fazer uma torta de frutas Reprodução / TV TEM O Nosso Campo deste domingo (2) ensina a preparar uma deliciosa torta de frutas. Saiba como fazer: Ingredientes: Para a massa: 400 g de farinha de trigo; 2 colheres de sopa de açúcar; 2 pitadas de sal; 200 g de manteiga gelada em cubos; 1 ovo; 2 colheres de sopa de água fria; 1 gema para pincelar. Para o recheio: 250 g de morangos cortados ao meio; 150 g de mirtilos; 2 maçãs em cubos; 2 colheres de sopa de amido de milho; 4 colheres de sopa de açúcar; suco e raspas de ½ limão pequeno; kiwi, morangos e hortelã para decorar. Modo de preparo Massa Misture a farinha, a manteiga, o açúcar e o sal até formar uma massa firme; Para dar consistência, adicione o ovo batido e misture; Coloque a massa em um saco plástico e leve para a geladeira por 30 minutos. Geleia Misture os ingredientes e leve para uma panela em fogo médio para alto; Mexa em torno de 10 minutos, até as frutas começarem a se dissolver; Leve para gelar. Montagem Em papel manteiga, abra a massa primeiro com a mão e depois com o rolo até chegar na espessura de meio dedo; Com o auxílio de uma tampa redonda, marque e corte a massa; Faça cortes nas extremidades da massa; Espalhe a geléia pelo centro da massa; Dobre as extremidades da massa uma por cima da outra, formando uma cesta por cima da geleia; Pincele a gema por cima da massa; Leve a torta em um forno preaquecido a 180° por 30 minutos; Decore com o kiwi, os morangos e a hortelã. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma torta de frutas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
02/08/2026 10:30:12 +00:00
Esquecidas na gaveta: brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo

Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo No fundo de gavetas, embaixo de sofás e nos bolsos de roupas velhas estão quase R$ 32 milhões dos brasileiros — distribuídos em moedinhas de 1 centavo. Mais de 20 anos após a suspensão da produção, cerca de 3,19 bilhões de moedas de R$ 0,01 ainda estão "em circulação", de acordo com dados do Banco Central (BC). A quantidade é próxima ao número de moedas de 25 e 50 centavos em circulação, cerca de 3,88 bilhões de cada valor. Porém, a menor unidade do real praticamente não é mais usada pelos brasileiros, apesar de continuar com valor garantido pela autoridade monetária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As últimas moedas de 1 centavo foram emitidas em 2004. No ano seguinte, o BC decidiu suspender a produção por dois motivos: mais de 3 bilhões de unidades já estavam em circulação e o custo de fabricação era desproporcional. Na época, gastavam-se R$ 86,53 para produzir 1 mil moedas — ou seja, mais de 8 centavos por unidade. Pela mesma razão, a moeda americana de um centavo, a "penny", deixou de ser cunhada pela Casa da Moeda dos Estados Unidos no fim do ano passado. Em uma década, o custo de produção de 1 mil unidades saltou de US$ 1,42 para US$ 3,69. O 'penny da sorte' Ally Bank via AP Peso do que vale ‘quase nada’ A moeda de 1 centavo aparece entre as denominações que menos fazem falta na hora do pagamento, de acordo com pesquisas do BC. Segundo a instituição, as moedinhas desapareceram por entesouramento — isto é, ficaram retidas pela população. O histórico inflacionário da economia brasileira pode explicar o desinteresse pelas moedas de baixo valor, segundo a economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV). Há décadas, concessionárias faziam campanhas para incentivar a população a pagar os pedágios com moedas. "Mesmo assim, o brasileiro já pensava ‘ah, vou carregar o peso por uma coisa que não vale quase nada’", explica a economista. Hoje, a cobrança automática já é realidade nos pedágios, enquanto novas formas de pagamento ganharam espaço. O PIX já ultrapassou o dinheiro físico, os cartões de crédito e de débito na preferência dos brasileiros. Apesar da inflação e da maior adoção de outras formas de pagamento, não há expectativa de que as moedas de 5 e 10 centavos deixem de ser emitidas, segundo o Departamento do Meio Circulante do BC. R$ 0,01 centavo que vale R$ 100 reais Nem toda moeda de 1 centavo vale apenas o número cunhado no metal. Exemplares raros e bem conservados podem chegar a R$ 100 em sites de colecionadores. A avaliação depende principalmente de três fatores: Quantidade produzida; Estado de conservação; Interesse do mercado. “As moedas de 1 centavo possuem uma tiragem muito alta, fazendo com que elas, via de regra, não valham muito. Seu preço médio é de 1 real cada, para exemplares pouco circulados, a até 10 reais para exemplares que não circularam (chamados de ‘flor de cunho’)”, explica Bruno Pellizzari, diretor-presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB). O mercado tem mais interesse em características “especiais” que diferenciam esses exemplares das moedas comuns. Segundo Pellizzari, um exemplo é o erro conhecido como “boné”, ou cunhagem descentralizada. “No momento em que o disco liso ia receber a batida da cunhagem, ele ‘corria’, uma parte do desenho não era cunhada e o disco ficava parcialmente liso — essas valem dezenas de reais”, explica. "Boné" em moeda de 1 centavo de real. Reprodução/ Tenor e Pellizzari Leilões
02/08/2026 08:00:45 +00:00
Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha

Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos AP Photo/Patrick Sison O caso de uma mulher demitida após ter mensagens de uma conversa privada de WhatsApp encaminhadas a terceiros sem consentimento foi parar em um alto tribunal da Justiça alemã e pode acabar mobilizando até mesmo o Tribunal de Justiça da União Europeia. Em questão está um debate sobre se o vazamento configura ou não violação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que protege os dados pessoais de cidadãos na União Europeia, nos mesmos moldes da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil. Isso porque o RGPD não se aplica ao tratamento de dados pessoais no âmbito da vida privada, sem relação com uma atividade profissional ou comercial. Isso inclui troca de correspondência e a atividade nas redes sociais. Mas é justamente isso que a reclamante está questionando em juízo. O argumento é que essa exceção não se aplicaria ao seu caso, e que ela tem direito a indenização de 7,5 mil euros (R$ 44 mil) pelos danos sofridos em consequência do vazamento, além de ressarcimento dos custos com advogados. Agora no g1 As mensagens haviam sido trocadas há três anos. Nelas, a reclamante, que trabalhava em um consultório médico, se queixava do chefe a uma amiga. Depois que a amizade terminou, as mensagens acabaram chegando à mulher do chefe, que também trabalhava no consultório, cuidando da parte administrativa. Pouco tempo depois, a funcionária foi demitida. A Justiça na primeira instância deu ganho de causa à mulher demitida, mas a decisão foi revertida na segunda instância. A mulher recorreu e, nesta quinta-feira (30/07), o caso começou a ser analisado no Tribunal Federal de Justiça da Alemanha (BGH), a mais alta instância da Justiça comum alemã. O que decidiu a primeira instância? O Tribunal Regional de Frankfurt, de primeira instância, condenou a amiga que encaminhou as mensagens ao pagamento de 7,5 mil euros de indenização. No entendimento da corte, a exceção do RGPD não se aplicava ao caso, já que a ré compartilhou deliberadamente os dados da ex-amiga com uma pessoa próxima ao empregador dela. A ré alegou que queria "proteger" o consultório. Assim, o encaminhamento também estaria ligado, ao menos em parte, aos interesses comerciais do empregador. Haveria, portanto, uma relação com uma atividade econômica, motivo pelo qual a exceção para dados compartilhados no âmbito da vida privada não poderia ser aplicada, concluiu o tribunal. O que decidiu a segunda instância? O Tribunal Regional Superior de Frankfurt chegou a uma conclusão diferente ao analisar um recurso da ré. A corte rejeitou a ação, afirmando que o RGPD não se aplica ao caso, já que o encaminhamento das mensagens não tinha relação com uma atividade profissional ou econômica da ré. A relação profissional entre a reclamante e o empregador seria irrelevante para essa análise, mesmo que a ré tivesse agido impelida pelo desejo de provocar a demissão da ex-amiga. Na avaliação do Tribunal Regional Superior, tampouco o direito à proteção da vida privada, garantido pela Constituição alemã, fundamentaria um pedido de indenização. A corte reconheceu que a ré interferiu de forma ilícita e dolosa na esfera privada e possivelmente até na intimidade da reclamante, mas alega que as violações constatadas não seriam graves o suficiente para justificar a compensação pretendida em juízo. Além disso, a reclamante já havia conseguido uma declaração formal pela qual a ré se comprometia a não repetir a conduta, sob pena de multa. Para o tribunal, isso já representa compensação suficiente. O que está em jogo? O caso segue duas linhas jurídicas bastante distintas, resume Niko Härting, da Associação Alemã dos Advogados. "Uma delas é o direito da proteção de dados e a outra é o direito da personalidade", explicou o advogado especializado em Direito da tecnologia da informação à agência de notícias dpa. No âmbito da proteção de dados, a questão central é como deve ser interpretada a exceção à vida privada do RGPD: "Deve-se considerar exclusivamente a motivação de quem encaminha os chats ou basta que o destinatário possa utilizá-los em um contexto profissional?". Segundo Härting, há pouca jurisprudência tanto do Tribunal Federal de Justiça da Alemanha quanto do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a interpretação dessa exceção. Por isso, ele considera possível que os juízes de Karlsruhe se consultem primeiro com o TJUE, que é a autoridade máxima para interpretação de leis europeias. O caso pode criar um precedente jurídico inédito, já que o TJUE nunca analisou o RGPD no contexto de aplicativos de mensagens. Em um processo de 2014, um homem na República Tcheca foi repreendido pelo TJUE por manter uma câmera de vigilância em sua propriedade que também captava o que se passava na calçada. O argumento da corte foi de que as imagens extrapolavam a esfera privada do réu e invadiam área pública. Atualmente, o TJUE também analisa um outro caso envolvendo a aplicação do RGPD em contextos privados: o de uma mãe que processou a filha e o genro por a terem filmado com uma câmera escondida dentro de casa. A expectativa é que os dois processos não sejam julgados antes de setembro. WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE
02/08/2026 08:00:17 +00:00
Vacas leiteiras tiram férias? Entenda por que elas passam dois meses sem produzir leite

Vacas leiteiras tiram 'férias' de 2 meses todo ano Fábio Tito/g1 Já pensou tirar dois meses de férias do trabalho? Para as vacas leiteiras, isso é possível. Ao fim de cada período de 10 meses de ordenha, elas devem passar 60 dias longe da atividade. Mas isso tem um motivo. Segundo Rui Verneque, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, esse período é importante para descansar o úbere — que é a glândula mamária —, e permitir que o animal direcione sua energia para a própria saúde. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pesquisador recomenda que a pausa na ordenha seja feita mesmo que o animal ainda tenha leite. Isso permite que ele retome o trabalho com uma boa produtividade e também tenha maior expectativa de vida. Essa fase é conhecida como "período seco" na produção de leite. Agora no g1 Normalmente, esse descanso coincide com o final da gestação das vacas, que dura cerca de 9 meses e 10 dias. Nos casos das fêmeas prenhas, ele também permite que o organismo concentre energia no crescimento do bezerro que irá nascer. Da mesma forma, o especialista afirma que o recomendado é garantir à vaca 60 dias de descanso uterino após o parto. Isso significa evitar que ela fique prenha nesse período. Biologicamente, elas já conseguem engravidar cerca de 20 dias após o nascimento da cria. Neste caso, essa fase ajuda o animal a recuperar o tecido uterino. Com esta pausa, o produtor ainda conseguirá que a vaca tenha cria uma vez ao ano. LEIA TAMBÉM Exportadoras dizem que carne brasileira pode não conseguir atender exigências da UE sobre antimicrobianos Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China? De onde vem o leite
02/08/2026 07:01:19 +00:00
Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente no ES: 'Largo o meu para ajudar o outro'

Voluntários se reúnem para fazer colheita de quem está doente em Mimoso do Sul Na comunidade de Palmeira, em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, a colheita do café é também sinônimo de união. Há mais de 30 anos, vizinhos se reúnem em mutirão para colher a safra de produtores que passam por alguma dificuldade e não podem ir para a roça — em uma tradição que une solidariedade e muito trabalho. Neste ano, um dos produtores que recebeu o apoio do grupo foi o agricultor Brenner Gasparelo. Depois de sofrer um acidente de moto e passar por uma cirurgia, ele não teria condições de colher o café sozinho. A mobilização dos vizinhos, no entanto, garantiu que a safra não fosse perdida. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Ia ter uma boa perda, porque quando o café demora a ser colhido, ele seca e cai muito. Ia ser prejuízo. Estou muito feliz de saber que todo mundo gosta da gente para poder ajudar assim, e todo mundo que se propôs a poder vir está ajudando. Só sentimento de gratidão, de felicidade", disse o agricultor. Um dos voluntários é o trabalhador rural João Florentino, que chegou cedo para participar do mutirão na comunidade. Segundo ele, o grupo se reúne no início da manhã e trabalha por horas para realizar a colheita. “Normalmente, às 7h30 está todo mundo junto. Só para às 16h30, 17h, até tirar tudo. Tira o máximo que puder para ajudar, porque esse é o intuito da de cada um de nós aqui. É vir ajudar mesmo para que a pessoa possa ter êxito e sucesso naquilo que está fazendo no dia a dia". LEIA TAMBÉM: ARACRUZ: apicultores usam áreas de preservação ambiental para produzir mel e gerar renda ACHACHAIRU: conheça fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão GABIROBA GIGANTE: conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal João Florentino é trabalhador rural e participa de mutirões para auxiliar outros produtores em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta União faz parte da história da comunidade Quem também participou da força-tarefa foi o agricultor familiar José Cláudio de Oliveira Carvalho. Segundo ele, a união dos moradores é antiga e já faz parte da história da comunidade. “A comunidade sempre foi unida. Há muitos anos, desde 1990, que eu lembro. Nós temos a associação, que foi o motivo da união da comunidade, uma necessidade também. E a partir daí as pessoas começaram a se ajudar. Hoje, se tiver alguém doente, a comunidade se junta para ajudar as pessoas que estão precisando. A pessoa tá impossibilidade de colher café, então nós vimos na lavoura dele e colhemos o café dele", contou. Antônio Carlos Florentino é lavrador e primo de Brenner, que precisou da ajuda do grupo para colher a safra de café. Para ele, trabalhar em equipe faz o serviço render mais e fortalece a amizade entre os moradores. “Aqui na comunidade é com frequência que, sempre que alguém precisa, a gente tá ajudando. Semana passada, ajudamos um amigo também da comunidade. Hoje, estamos aqui ajudando Breninho, meu primo. É diversão, nem cansa”. Brenner Gasparelo é agricultor e recebeu apoio dos voluntários após sofrer um acidente de motocicleta Reprodução/TV Gazeta Mutirão já colheu quase quinhentas sacas de café em um dia Em outro mutirão realizado pelo grupo, os voluntários colheram quase 500 sacas de café em apenas um dia. Para o grupo, o cansaço perde espaço para o orgulho de manter viva uma tradição que transforma solidariedade em colheita. "É gratificante a gente poder ajudar o próximo. Esse é o intuito da nossa comunidade. Principalmente da minha pessoa, estar aqui e ajudar. Eu largo o meu, largo o que tenho que fazer para esse dia. É um dia especial", disse João Florentino. Mutirão já colheu 500 sacas de café em único dia em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. Acervo pessoal Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
02/08/2026 07:01:18 +00:00
O que vai na sua xícara: um mergulho na composição química dos grãos de café brasileiros

Produção de café avança no Acre e atrai novos investimentos e tecnologia A 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está movimentando a semana do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do mundo científico brasileiro. Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a reunião vai até o dia 1º de agosto promovendo conferências, mesas-redondas, atividades culturais, exposições e cursos destinados a estudantes e professores do ensino básico, técnico e superior, além de pesquisadores, profissionais e do público geral. Tudo, como sempre, com inscrições gratuitas. A equipe do TC Brasil está de olho no evento, e pediu a alguns palestrantes para adiantarem o tema de suas apresentações em artigos aqui no site. No texto abaixo, Claudia Moraes de Rezende, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Conselheira titular da Área de Exatas e Tecnológicas da SBPC, revela detalhes e potenciais usos das substâncias bioativas presentes no café nacional: A bebida quente do café - nosso popular cafezinho - é considerada em muitos países como a segunda mais consumida depois da água. O Brasil é o primeiro produtor mundial de grãos crus de café. Em torno de 70% de nossa produção é do café arábica, e o restante do canéfora. O café arábica é conhecido por proporcionar cafés especiais, em geral mais apreciados do que os gerados pelo canéfora. Esta abundância de matéria prima torna a semente do café um material interessante para a pesquisa científica no Brasil. O interesse vai desde aspectos agrícolas de plantio e pós-colheita, até estudos mais detalhados sobre sua composição química e o possível aproveitamento desses compostos em áreas diversas. Química dos cafés A classe química mais abundante nos grãos de café é a de carboidratos, seguido de uma rica fração lipídica, a qual dá origem ao óleo de café. Este óleo possui até 70% de triglicerídeos, muitos com atividades antioxidantes bem conhecidas, tornando-o um produto de uso na cosmética. Além disso, impacta positivamente na espuma da bebida, aumentando sua cremosidade. Ao lado dos triglicerídeos, há um grupo expressivo de metabólitos da classe dos diterpenos. Estas moléculas ocorrem esterificadas gerando 24 derivados, mas são representadas por dois compostos apenas, que são os diterpenos cafestol e caveol. Consciência Café. Divulgação/Consciência Café. Sobre estas substâncias químicas, há estudos diversos sobre sua ação antitumoral, entre outras, mas destaca-se a ação hipercolesterolêmica do cafestol. Turca, prensa francesa, espresso ou coado A atividade comprovada e negativa do cafestol sobre o aumento do colesterol LDL tem respaldo científico e tem sido assunto na mídia, e é obviamente preocupante. Entretanto, cabe destaque o fato de que nem toda bebida de café quente possui concentração significativa de cafestol que consequentemente impactará negativamente saúde. As bebidas que contém maior quantidade de cafestol na xícara são basicamente aquelas não coadas, como a turca, fervida e prensa francesa. O café expresso apresenta teores mais reduzidos. E o coado em pano ou papel tem concentração bastante reduzida, não impactando a saúde. Um aspecto interessante sobre estes diterpenos é sua sensibilidade a temperaturas altas, com possibilidade de degradação da sua estrutura química, a exemplo da que é usada na torra do grão tipo forte e intensa, amplamente apreciada no Brasil. Nestas condições, ocorre majoritariamente uma desidratação e a formação de derivados de cafestol e caveol. Outra curiosidade é o reduzido número de estudos científicos sobre estes derivados diterpênicos formados na torra do café. Algumas das possíveis razões podem ser o alto custo das diterpenos puros e a ausência comercial dos derivados da torra. Cabe ressaltar que a obtenção destes compostos não é tarefa trivial num laboratório de química. Rota de produção para a pesquisa Neste contexto, nosso grupo de pesquisas Laboratório de Análises de Aromas (LAROMA), localizado no Instituto de Química da UFRJ, desenvolveu uma rota de produção para a obtenção de cafestol puro. Isso tem permitido investigar metabólitos formados a partir desta substância em modelos de digestão in vitro e em modelos animais. A ideia é compreender como essa substância se transforma e qual a sua natureza química. Ao saber essas informações, podemos buscar obtê-las no laboratório para posteriormente entender seu papel na saúde humana. Além dessas diretrizes, nosso grupo também tem desenvolvido rotas de produção dos derivados de torra de cafestol. O objetivo é compreender seu papel na saúde. Especialmente se essas moléculas mantêm seu aspecto negativo no colesterol. Recentemente, investigamos alguns derivados dos diterpenos formados sob alta temperatura em modelos teóricos, conhecidos como in silico, e observamos nestes estudos que, a princípio, é provável que tenham impacto semelhante na hipercolesterolemia. Estudos in silico são realizados por simulação computacional de processos biológicos e químicos, mas tem como limitações a simplificação da realidade biológica. Rotas de produção de torra Assim, nosso grupo desenvolve rotas de produção desses derivados de torra, de modo a que sejam submetidos a testes biológicos reais para confirmação de seu papel no organismo vivo. Ao mesmo tempo, temos investigado o aproveitamento de grãos de café defeituosos, de baixo aproveitamento para a bebida de café, com o intuito de produzir óleo e xaropes ricos em açúcares, de modo a colaborar com a economia circular da cadeia do café. O café é uma das bebidas mais apreciadas do mundo e uma fonte potencial de conhecimento científico e de oportunidades para inovação, especialmente no Brasil, que domina sua exportação mundial. Os estudos desenvolvidos pelo nosso grupo visam desenvolver estratégias que tragam informações úteis à saúde, qualidade dos grãos e sustentabilidade, reforçando os aspectos da economia circular da cadeia cafeeira. Claudia Moraes de Rezende recebe financiamento da CNPq e Faperj.
02/08/2026 07:01:08 +00:00
Pele de gente morta e DNA de salmão: clínicas cobram até R$ 2,7 mil por sessão de rejuvenescimento exótico

Sara Yoon compartilhar sua rotina de cuidados com a pele para mais de 90 mil seguidores Sara Yoon Quando o dermatologista explicou que o novo tratamento da clínica era feito "de gente morta", Sara Yoon achou que tinha ouvido algo saído de um filme de ficção científica. A influenciadora de 40 anos, que nasceu em Nova Jersey e mora em Seul desde 2023, logo entendeu que se tratava de uma das apostas mais recentes da indústria da beleza da Coreia do Sul: um procedimento que usa tecido humano doado para tentar reverter sinais de envelhecimento da pele. Nas clínicas sofisticadas do bairro de Gangnam, um dos centros da estética sul-coreana, tratamentos desse tipo passaram a atrair pacientes dispostos a pagar caro pela promessa de uma pele mais jovem. Uma sessão do Re2O, um dos produtos que lideram essa nova onda, custa entre 600 mil e 800 mil won sul-coreanos, o equivalente a cerca de R$ 2 mil a R$ 2,7 mil. O valor é aproximadamente quatro vezes maior do que o cobrado por tratamentos tradicionais de rejuvenescimento da pele, segundo a Bloomberg. Agora no g1 O crescimento da demanda também impulsionou empresas do setor. As ações da L&C Bio Co., empresa sul-coreana de biotecnologia que desenvolveu o Re2O, mais que dobraram no último ano. O movimento mostra como a indústria da beleza da Coreia do Sul está ampliando os limites da chamada K-beauty, conhecida mundialmente por cosméticos, rotinas de cuidados com a pele e produtos voltados ao chamado "rosto de vidro". Agora, a nova fronteira está nos procedimentos médicos regenerativos. Pele humana, DNA de salmão e colágeno de porco O Re2O não é o único tratamento que chama atenção pelos ingredientes utilizados. Outro procedimento popular na Coreia do Sul é o Rejuran, um injetável feito com DNA de salmão. Há também o Laetigen, que utiliza colágeno de porco. Esses tratamentos estimulam a produção natural de colágeno pela pele. A diferença do Re2O está na proposta de reconstrução. O produto usa uma matriz extracelular (MEC), estrutura rica em proteínas como o colágeno e obtida a partir de pele humana processada. O material é injetado no rosto e no pescoço para criar uma espécie de suporte onde as células do próprio organismo possam se desenvolver. O slogan da empresa resume a proposta: "pele sobre pele". Segundo a Bloomberg, a pele usada no produto vem de tecido humano doado nos EUA e certificado pela Association for Advancing Tissue and Biologics (AATB), entidade que estabelece padrões para o uso seguro de tecidos humanos doados. “Trata-se simplesmente do tecido cutâneo sem nenhuma célula, para evitar rejeição imunológica e efeitos colaterais alérgicos”, afirmou Kim Han-saem, dermatologista-chefe da Clínica de Dermatologia do Departamento de Defesa de Seul, em entrevista à Bloomberg. "Quando você injeta em uma pele envelhecida ou danificada, você não está estimulando, mas reconstruindo-a, e é por isso que se trata de uma abordagem completamente diferente", disse o médico. Demanda supera produção A procura pelo tratamento cresceu mais rápido do que a capacidade de produção. Segundo Kim, entrevistado pela Bloomberg, alguns pacientes passaram a esperar até um mês por uma consulta. A L&C Bio produz atualmente cerca de 80 mil frascos de Re2O por mês. O plano da empresa é elevar essa capacidade para 150 mil unidades mensais no segundo semestre e chegar a 300 mil nos próximos dois anos, segundo o presidente-executivo da companhia, Lee Whan Chul. 🔎 O crescimento já aparece nos resultados financeiros. O lucro operacional da empresa no primeiro trimestre aumentou 917% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a 6 bilhões de won, segundo a Bloomberg. “Estamos recebendo consultas do mundo todo, também graças ao boom da beleza coreana”, afirmou Lee à Bloomberg. O produto, cujo nome significa "Retorno aos 20 anos", já é exportado para países como Singapura e Japão. A empresa pretende ampliar as vendas para Austrália, Hong Kong, Malásia, Rússia e Tailândia, além de entrar no mercado americano no próximo ano, segundo o executivo. O negócio do envelhecimento A aposta das empresas ocorre em um mercado global que cresce com o envelhecimento da população e a busca por tratamentos capazes de retardar sinais visíveis da idade. O mercado global de produtos e serviços antienvelhecimento deve quase dobrar até 2035, alcançando US$ 150 bilhões. A expansão é impulsionada principalmente pela Ásia, onde o aumento da renda, a influência das redes sociais e o envelhecimento da população ampliam a procura. A mudança também aparece no setor médico sul-coreano. O número de cirurgiões plásticos em consultórios particulares quase dobrou na última década e ultrapassou 2.700 profissionais, segundo dados citados pela Bloomberg. Com salários mais altos e demanda crescente, médicos de diferentes especialidades passaram a migrar para a medicina estética. Dilemas éticos Críticos questionam se o uso de tecidos doados para fins cosméticos pode competir com aplicações médicas tradicionais, como a reconstrução mamária e o tratamento de queimaduras. A popularização desses procedimentos mostra um dilema da nova era da beleza: até onde os consumidores estão dispostos a ir — e quanto estão dispostos a pagar — para tentar recuperar uma aparência mais jovem. Para pacientes como Sara Yoon, a decisão passa pela confiança nos médicos e pela disposição de experimentar novidades. "Passei a adotar mais essa mentalidade cultural de confiar bastante no médico", resumiu a influenciadora à Bloomberg.
02/08/2026 06:00:33 +00:00
De saladas à feijoada vegana: restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável

De saladas a pratos fitness: comida saudável avança nas periferias de SP O que começou com uma pequena barraquinha na Zona Sul de São Paulo se transformou em um restaurante conhecido por unir comida saudável, preço acessível e impacto social na periferia. No Campo Limpo, bairro mais populoso da capital paulista, mãe e filho comandam um negócio que já recebeu chefs renomados e virou referência de gastronomia comunitária. A ideia nasceu dentro de casa. Thiago Vinícius decidiu transformar os temperos naturais preparados pela mãe, conhecida como Tia Nice, em um empreendimento voltado para democratizar a alimentação saudável. “Eu decidi democratizar o tempero da minha mãe, que era só meu, em casa. Agora, é de todo mundo no Campo Limpo, do Brasil e do mundo”, afirma o empreendedor. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Tia Nice cresceu cercada pela culinária e desenvolveu uma cozinha baseada em ingredientes frescos e naturais. Ela evita temperos industrializados e utiliza ervas e legumes cultivados na própria horta. “Eu sempre quis cozinhar sem temperos artificiais”, conta. Antes de empreender, ela trabalhou em restaurantes vegetarianos de bairros nobres de São Paulo e chegou a ter um bar de petiscos no litoral. Mas foi perto de casa, com o apoio do filho, que conseguiu transformar a experiência em um negócio próprio. O restaurante começou pequeno, com apenas duas mesas. Hoje, acomoda até 50 pessoas e atende clientes no salão, no delivery e em encomendas para eventos. O investimento inicial foi de R$ 80 mil, e o negócio alcançou faturamento mensal de R$ 40 mil, com ticket médio de R$ 19,90. Entre os destaques do cardápio está a feijoada vegetariana, preparada com ingredientes orgânicos fornecidos por pequenos produtores da região. Aos sábados, o prato chega a vender cerca de 150 unidades. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Além da proposta gastronômica, o restaurante também movimenta a economia local. Segundo Thiago, empreender na periferia ainda envolve desafios estruturais, como dificuldade de acesso a crédito e falta de infraestrutura básica. “A gente está o tempo todo desconstruindo a ideia de que a favela é um lugar de violência”, diz. O sucesso do negócio ultrapassou os limites do bairro e chamou a atenção de nomes conhecidos da gastronomia brasileira. Chefs como Rodrigo Oliveira, Bela Gil e Alex Atala já visitaram o restaurante para provar os pratos da casa. Para o futuro, a dupla quer expandir o impacto do negócio dentro da comunidade. “Que a gente possa ser um vetor de inspiração para outras quebradas”, afirma Thiago. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Organicamente Rango 📍 Endereço: Rua Batista Crespo 105 – Vila Pirajussara - São Paulo/SP - CEP 05777-001 📞Telefone: (11) 94885-6108 📧E-mail: percursoproducoes@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/organicamenterango Horta Cores e Sabores 📍 Endereço: Rua Gastao Raul Forton de Bosquet ,401 - São Paulo/SP – CEP: 05797-000 📞Telefone: (11) 98188-6448
02/08/2026 05:00:23 +00:00
Comissão da Câmara aprova projeto que obriga envio de imagem em multas aplicadas por videomonitoramento

Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 544/2026, que exige a disponibilização de imagens que comprovem multas aplicadas por câmeras usadas para identificar motoristas ao celular ou sem cinto de segurança. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Com a proposta, a autuação por esse tipo de câmera passaria a funcionar como a dos radares de velocidade, em que a notificação é enviada junto com uma foto do veículo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Essa ausência de comprovação visual imediata gera insegurança jurídica e desconfiança por parte do cidadão, que se vê penalizado sem ter acesso prévio aos elementos mínimos que evidenciem a ocorrência da infração”, diz Danilo Forte (União-CE), relator na proposta. Ao g1, Marcelo Soletti, ex-secretário de Transportes de Porto Alegre, afirmou que, hoje, o motorista precisa passar por um processo burocrático para ter acesso às imagens registradas por essas câmeras. Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança. Reprodução/TV Globo “Para obter as imagens, o proprietário do veículo ou o condutor deve solicitá-las junto ao órgão de trânsito responsável pela autuação. Essa solicitação faz parte do procedimento de defesa e deve ser feita de forma administrativa, mediante requerimento", apontou Soletti. Esse tipo de câmera, usado para aplicar multas desde 2013, passou a contar com o auxílio da inteligência artificial para identificar motoristas que desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Como essas câmeras usam IA Essas câmeras com IA são instaladas em pontos estratégicos das rodovias e conseguem identificar detalhes mesmo em veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, mesmo com reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações. "A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional. As informações captadas pela ferramenta são verificadas por agentes humanos antes da autuação. "O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF. Em Ribeirão Preto (SP), onde uma das primeiras concessionárias adotou o sistema, os números chamam atenção: entre julho e novembro de 2025, foram registradas mais de 20 mil infrações, sendo mais de 1 mil por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança. Segundo a concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos. “As pessoas percebem que podem ser multadas e isso aumenta o nível de segurança para a rodovia”, afirma Ana Caetano, gerente de operações da concessionária.
02/08/2026 04:00:08 +00:00
Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 100 milhões neste domingo; acompanhe ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (2), em São Paulo. 🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Loterias caixa. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
02/08/2026 03:00:22 +00:00
Receita Federal emite o primeiro CNPJ alfanumérico do Brasil; entenda o que muda

g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho Nesta sexta-feira (31), a Receita Federal informou que foi emitido o primeiro CNPJ alfanumérico do país. A primeira inscrição nesse novo formato foi atribuída a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12. Desde julho, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passou a adotar o formato alfanumérico, permitindo a combinação de letras e números (tire dúvidas abaixo). Segundo a Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada pela Receita Federal, a mudança não afeta empresas já abertas, apenas os novos cadastros. ⚠️ O órgão esclarece, no entanto, que a autorização para o uso do novo formato a partir de julho não significa que todos os CNPJs emitidos após essa data passarão automaticamente a ter letras. A implementação será gradual e progressiva. Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições. As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas; As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. Ainda segundo a Receita, a implementação do CNPJ alfanumérico visa garantir a continuidade das políticas públicas e assegurar a disponibilidade de números de identificação, sem causar impactos técnicos significativos para a sociedade brasileira. Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança: O que é o CNPJ alfanumérico? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. 2. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. 3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). 4. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. 5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. 6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. 7. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. 8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
01/08/2026 13:51:31 +00:00
No Brasil, 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência da mãe em 1 ano

Bebê maternidade nascimento encubadora recém nascido Pexels Cinco rotas entre estados concentraram 53,3% dos registros de crianças realizados fora do estado onde a mãe nasceu e morava em 2024. O maior fluxo foi de Goiás para o Distrito Federal, com 1.585 casos, aproximadamente um em cada quatro dos 6.105 identificados pelo g1 (veja lista abaixo). Os dados fazem parte da Pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorte considera somente mulheres que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas cujos filhos tiveram o nascimento registrado em outro estado. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Embora o estado do registro do bebê não corresponda necessariamente ao local do parto, há casos em que o deslocamento da gestante é conhecido e organizado pela própria rede de saúde. É o que ocorre em Fernando de Noronha, onde os partos programados deixaram de ser realizados em 2004, após a desativação da maternidade do Hospital São Lucas. As gestantes são levadas pelo poder público para dar à luz no Recife. Em 26 de julho, porém, uma mulher teve um bebê no Hospital São Lucas depois de procurar atendimento com dores e descobrir que estava com 41 semanas de gestação. Como o trabalho de parto já estava avançado, a equipe considerou que não havia tempo seguro para transferi-la ao Recife. Agora no g1 O bebê foi levado para a capital pernambucana em uma UTI aérea no dia seguinte. Como esse deslocamento ocorre dentro de Pernambuco, os casos de Noronha não aparecem nos 6.105 registros interestaduais analisados pelo g1. As principais rotas Infográfico - 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência da mãe em 1 ano. Arte/g1 Goiás → Distrito Federal: 1.585 registros Bahia → Pernambuco: 701 Pará → Amapá: 445 Pernambuco → Bahia: 347 Amazonas → Acre: 178 Juntas, as cinco rotas somaram 3.256 registros. Considerando todas as origens, o Distrito Federal foi o principal destino, com 1.795 crianças registradas cujas mães nasceram e moravam em outros estados. Os 6.105 casos equivalem a cerca de 0,26% dos 2,3 milhões de nascimentos ocorridos no país em 2024. O recorte, porém, inclui apenas mães que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas tiveram o filho registrado em outro. Os números podem reunir encaminhamentos para maternidades de referência, proximidade com hospitais de estados vizinhos, viagens, escolhas familiares e particularidades do registro civil. A Lei nº 13.484, de 2017, permite ainda que a naturalidade declarada na certidão seja a do município de nascimento da criança ou a do município de residência da mãe. Deslocamento pode aumentar a segurança do parto Para os especialistas ouvidos pelo g1, encaminhar a gestante para outra cidade não significa necessariamente falta de assistência no local de origem. Em alguns casos, o deslocamento permite que mãe e bebê sejam atendidos em uma unidade com profissionais e recursos que não poderiam ser mantidos com segurança em municípios menores. A condição é que esse trajeto seja definido durante o pré-natal, tenha um destino previamente estabelecido e possa ser realizado no momento adequado. Henrique Vitor Leite, obstetra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que essa organização, que envolve avaliar a gestante, definir previamente o serviço de destino e garantir transporte adequado, é chamada de “transporte responsável”. “Nessas situações de cidade que não tem uma maternidade em condição, [a gestante] procura o hospital, é avaliada pelo profissional e, no transporte adequado, vai ser transferida para um lugar que tem uma condição melhor”, afirma. Foi essa avaliação que determinou a conduta adotada em Noronha. Como a gestante já estava em trabalho de parto avançado, transferi-la naquele momento poderia representar um risco maior. “Tem condição de transferir? Tem. Não tem condição de transferir? Tem que nascer lá. Porque é melhor nascer e ser transportada a criança depois no avião do que essa criança nascer em cima do oceano, dentro do avião”, diz Leite. A escolha da unidade de destino depende do risco da gestação, que pode mudar ao longo dos meses. Leila Katz, obstetra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e doutora em Tocoginecologia pela Unicamp, explica que a avaliação deve começar na primeira consulta. “Essa classificação começa a ser feita a partir do começo do pré-natal e vai sendo reavaliada a cada consulta.” Quando o risco aumenta, o encaminhamento a um serviço mais estruturado pode ser uma medida de proteção. “Muitas vezes, as pessoas são triadas para hospitais de maior risco não só pela gravidade da paciente, mas pela infraestrutura presente para fazer aquele atendimento”, diz Katz. Mirela Foresti Jiménez, obstetra e professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), afirma que o encaminhamento pode ser a escolha mais segura quando a cidade não dispõe de uma equipe completa para responder a possíveis intercorrências. “As pacientes deveriam ser referenciadas para um centro um pouco mais complexo, onde tivesse obstetra presencial, pediatra, neonatologista, anestesista e toda essa estrutura.” Essa decisão, porém, depende de planejamento: é preciso considerar a distância, o tempo do percurso e assegurar transporte adequado. “Quanto maior a estrutura do hospital ou do local onde vai acontecer o parto, maiores são as chances de as coisas darem certo se complicarem”, afirma. “Mas, quando se vai transportar essas pacientes para terem o parto fora da sua cidade, é preciso fazer o planejamento.” O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) segue a mesma linha. Em nota, a entidade afirmou que “nem todo município precisa — ou deve — manter uma estrutura hospitalar para a realização de partos”, porque cidades pequenas podem não ter demanda suficiente para manter equipes completas e experientes durante 24 horas. Viabilizar que a gestante tenha o bebê em outra cidade ou estado, porém, não transfere a responsabilidade pelo atendimento. Segundo o conselho, “a gestão municipal de residência permanece responsável pela coordenação do cuidado da gestante e do recém-nascido”. Cabe ao município garantir o pré-natal, classificar o risco, vincular a mulher à maternidade e organizar o transporte para consultas, parto e urgências. A estrutura necessária também varia conforme o atendimento. Em junho de 2026, 3.594 municípios, 64,5% do total, não tinham leitos cadastrados no CNES na categoria “obstetrícia cirúrgica”. O Ministério da Saúde informou que “a classificação de leitos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, por si só, não determina se um estabelecimento pode realizar partos”. Segundo o ministério, essa categoria é obrigatória apenas para unidades habilitadas para atendimentos obstétricos de alta complexidade. 🔎 A assistência obstétrica no SUS é regulamentada por uma portaria de 2017, enquanto uma resolução da Anvisa, define requisitos de infraestrutura, equipamentos, insumos e equipes compatíveis com a complexidade do atendimento. A Anvisa afirmou que “a existência ou ausência de um tipo específico de leito registrado no CNES, por si só, não permite concluir se um serviço pode ou não realizar partos”. É necessário avaliar o conjunto da estrutura, dos profissionais, dos processos assistenciais e da retaguarda disponível. Um parto vaginal de risco habitual, por exemplo, não precisa ocorrer em uma sala cirúrgica. Leite explica que muitas maternidades utilizam o quarto PPP: pré-parto, parto e pós-parto, no qual a mulher permanece durante as diferentes etapas, com liberdade de movimento e equipamentos próximos para eventuais intercorrências. Essa organização também busca preservar a fisiologia do parto e evitar intervenções desnecessárias. Renné Cosmo da Costa, enfermeiro obstetra e coordenador da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), destaca a importância de respeitar as escolhas da mulher. “Como você quer parir, de que jeito e em que posição. Tudo isso é muito importante”, afirma Costa. Mesmo um parto classificado inicialmente como de risco habitual, no entanto, pode exigir uma cirurgia caso algo se modifique ao longo do processo. Segundo Mirela, a unidade precisa ter acesso rápido a bloco cirúrgico, anestesista, equipe obstétrica, medicamentos, atendimento neonatal e sangue para transfusão. “O parto é uma coisa bastante fisiológica na grande maioria das vezes, mas, quando complica, precisa de mãos experientes, de obstetras e neonatologistas treinados e capacitados.” Katz acrescenta que a maternidade deve ter, ao menos, uma unidade transfusional com sangue disponível, porque intercorrências podem surgir mesmo sem fatores de risco prévios. Já um Centro de Parto Normal pode atender casos de risco habitual, desde que esteja vinculado a uma maternidade com retaguarda cirúrgica e transporte rápido. É esse equilíbrio que define se o deslocamento amplia ou reduz a segurança: concentrar os partos em unidades mais estruturadas pode proteger mãe e bebê, mas somente quando o pré-natal identifica o risco, a maternidade está definida e o transporte funciona em tempo adequado.
01/08/2026 12:28:51 +00:00
O Brasil tem margem para negociar o tarifaço de Trump?

Lula e Trump se encontraram pela última vez na Casa Branca em maio Ricardo Stuckert / PR Em uma cerimônia na última quarta-feira (22/07) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico ao afirmar que o Brasil seguia na mesa de negociação para tentar reverter as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros. "A gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não querem negociar, porque nós vamos estar lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que eles tinham alguma razão de taxar o Brasil porque são deficitários conosco", disse Lula durante evento no Palácio do Planalto, lembrando que há décadas os EUA acumulam superávit com o Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas analistas apontam que a questão vai muito além da balança comercial. Em um momento em que os Estados Unidos buscam rever acordos multilaterais, combater o avanço da influência chinesa e se impor economicamente de forma mais agressiva, especialistas salientam que o Brasil não deveria encarar as tarifas somente como uma discussão puramente técnica. Haveria mais em jogo. Reino Unido, Japão e a União Europeia assinaram acordos bilaterais com os Estados Unidos nos últimos meses, por exemplo. Agora no g1 Eles fizeram concessões importantes em troca de mais estabilidade na relação comercial com os americanos, mas ainda enfrentam incertezas, como o anúncio recente de tarifas sobre combate ao trabalho forçado. Já o Canadá, que assinou um amplo acordo comercial com os EUA de Trump em 2025, também foi alvo neste mês de um novo tarifaço por parte da Casa Branca, levando os canadenses a acusarem Washington de violar o tratado. Ainda assim, o premiê do Canadá, Mark Carney, disse que pretende "intensificar" as negociações comerciais com Trump. Com tudo isso em jogo, o Brasil deveria seguir pelo mesmo caminho? A natureza das tarifas Para o professor de Daniel Vargas, da FGV Direito Rio, o primeiro passo é estabelecer as diferenças das negociações com os Estados Unidos durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo ele, as tratativas agora também envolvem aspectos referentes à influência americana na região e a relação política entre os dois países. “Esse não é apenas um diálogo negocial em sentido estrito. É uma disputa muito mais profunda que envolve tanto questões econômicas e políticas, mas sobretudo questões geopolíticas que se tornaram prioridade para os Estados Unidos”, afirma Vargas. Ele explica que o caráter político da medida seria a construção de uma afinidade ideológica entre os dois países através de um possível impacto nas eleições brasileiras. O segundo, seria a utilização das tarifas para desincentivar que países mantenham uma relação comercial próxima à China. "Não é uma tarifa cujo cálculo carrega consigo a esperança de ter um retorno econômico amanhã. É uma tarifa cujo cálculo tem a expectativa de afirmar a autoridade americana e a sua influência geopolítica sobre a região”, diz. A posição é corroborada pelo professor de relações internacionais do Berea College Carlos Gustavo Poggio. “É difícil negociar porque não se trata de uma questão técnica. A abertura da investigação no Brasil foi política. Ela começa quando Trump envia uma carta falando sobre Jair Bolsonaro, sobre o Supremo Tribunal Federal”, explica Poggio, em referência a primeira rodada de tarifas anunciadas pelo governo americano em julho de 2025. A investigação aberta naquela ocasião visava responder a medidas econômicas de países que restringissem o comércio americano e foi encerrada com o anúncio recente de taxação de 25% de produtos brasileiros. Para Poggio, porém, a aplicação de tarifas estaria mais ancorada em uma visão ideológica do governo Trump, encabeçada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, do que uma estratégia de longo prazo que visa afastar a influência chinesa de parceiros comerciais estratégicos. “O governo Trump não pensa dessa forma porque não existe estratégia, existem impulsos e emoção. Não é algo coerente”, afirma. Rubio, que é filho de cubanos, é considerado integrante da ala mais ideológica do governo americano e tem tido papel central na relação do governo Trump com países da América Latina. Houve tentativa de negociar? O Brasil não se absteve de negociar com os Estados Unidos, segundo o professor Daniel Vargas, mas a posição do governo brasileiro não tem levado em consideração os componentes políticos da medida. “Acho que o governo está tentando negociar, mas de maneira muito estreita, mais do que de qualquer outra negociação em curso ou que aconteceu entre outros países e os Estados Unidos. A negociação com a Europa também envolveu um conjunto de componentes valorativos”, afirma. Já Gustavo Blum, que é analista geopolítico e pesquisador convidado no Geneva Graduate Institute, defende que o país tentou negociar com os Estados Unidos, mas o processo não avançou por conta da lógica “maximalista” do governo Trump, onde há pouca ou nenhuma margem para concessões. “O Brasil não fez uma abertura total e completa, o governo buscou encontrar soluções sem prejudicar setores estratégicos da economia brasileira”, afirma. Blum defende que o tarifaço ocorre num contexto em que os Estados Unidos buscam aumentar sua influência na América Latina, mas questiona a efetividade da medida. “Existe uma lógica neste processo, mas que é pautada pela inconstância”, afirma. Ele menciona que o recente telefonema entre Lula e o líder chinês Xi Jinping, onde um possível acordo entre o Mercosul e a China foi discutido, mostra como o tarifaço pode produzir um efeito reverso ao buscado pelos americanos. O professor Carlos Poggio destaca que não é possível fazer uma comparação direta entre as outras negociações bilaterais dos Estados Unidos e um possível acordo com o Brasil, já que elas envolviam países com uma relação geopolítica e econômica muito mais importante com os americanos. “Além disso, no caso de negociações com a Europa e Japão, por exemplo, não havia o componente político, que há no caso brasileiro”, ressalta. Para Poggio, o país não tem margem de negociação, considerando que as tarifas são utilizadas pelo governo americano para conseguir concessões unilaterais e um alinhamento quase incondicional de outros países, além de serem pouco efetivas para manter as relações comerciais estáveis. “Qualquer negociação com Trump é muito efêmera. Qualquer governo futuro pode anulá-la porque não tem nada que passa pelo Congresso”, explica.
01/08/2026 08:00:53 +00:00
'Bons pagadores' do Fies criticam o Desenrola e cobram no Congresso descontos iguais aos de inadimplentes

'Bons pagadores' do Fies cobram descontos iguais aos de inadimplentes O Novo Desenrola Brasil voltou, neste ano, a incluir formalmente os estudantes com dívidas atrasadas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida reacendeu um antigo debate entre beneficiários do programa. Enquanto estudantes inadimplentes tiveram acesso a descontos de até 99% para renegociar as dívidas, além de parcelamento em até 180 meses, os "bons pagadores" ficaram sem benefício equivalente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A MP nº 1.373/2026, voltada aos estudantes que estão em dia com as parcelas, prevê desconto de apenas 12% para a quitação da dívida à vista e criou o Fies Empreendedor, uma linha de crédito para que egressos do programa abram ou ampliem negócios, com empréstimos de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas. Com isso, estudantes adimplentes passaram a pressionar o Congresso por condições semelhantes às oferecidas aos inadimplentes. Na Câmara, a principal proposta é o PL 1.306/2024, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), que prevê igualdade de tratamento entre beneficiários que mantiveram as parcelas em dia e aqueles que renegociaram dívidas em atraso. A proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Educação e recebeu parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), mas ainda aguarda inclusão na pauta do colegiado. Outros quatro projetos sobre o tema tramitam em conjunto. (saiba mais abaixo) Como funciona o Desenrola Fies O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que financia cursos de graduação em instituições privadas. Para participar, o estudante precisa atender aos critérios de renda, ter média mínima de 450 pontos no Enem e nota superior a zero na redação. Depois de concluir o curso, o beneficiário começa a quitar o financiamento. Nos contratos assinados até 2017, há cobrança de juros. Já no Novo Fies, voltado a estudantes de menor renda, a taxa real de juros é zero. (Confira respostas para essas e outras dúvidas sobre o programa) O Desenrola Fies, segundo o governo, tem potencial para regularizar a situação de mais de 1 milhão de estudantes com contratos assinados até 2017 e que estavam na fase de amortização em maio de 2026. Contratos firmados a partir de 2018 não fazem parte do público-alvo desta etapa do programa. 💰 Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que atua como agente operador do Fies, até o fim de julho, o programa havia realizado 113.444 renegociações, envolvendo R$ 5,92 bilhões em dívidas. Após a aplicação dos descontos, o saldo dos débitos caiu para R$ 1,28 bilhão, uma redução superior a R$ 4,65 bilhões. Adimplentes cobram igualdade Bacharel em Direito e um dos representantes do movimento, Nathã Balbinot recorreu ao Fies para concluir a graduação em Direito e manteve o contrato em dia. Segundo ele, o movimento de estudantes surgiu depois que as renegociações iniciadas em 2023, ainda no primeiro Desenrola, concederam descontos de até 99% aos inadimplentes. 🔎 Em dezembro de 2023, o Governo Federal lançou o Desenrola Fies, uma iniciativa específica para renegociar dívidas de estudantes do financiamento, separada do Desenrola Brasil. O programa permitiu a regularização de contratos firmados até 2017 e com parcelas em atraso até 30 de junho daquele ano, com descontos de até 99% do saldo devedor para inscritos no Cadastro Único ou beneficiários do Auxílio Emergencial de 2021. Três anos depois, o grupo reúne mais de 2 mil participantes no WhatsApp e quase 9 mil seguidores no Instagram. O movimento reivindica condições semelhantes de renegociação para estudantes que mantiveram os pagamentos em dia. Movimento Adimplentes do Fies reúne estudantes que defendem condições iguais de renegociação para quem manteve os pagamentos em dia. Reprodução/Instagram “O pessoal não quer fazer um novo financiamento. Queremos nos livrar do financiamento estudantil”, afirma Nathã. “Queremos os mesmos descontos, de 77% a 99%, e o parcelamento do saldo remanescente após o abatimento.” Na avaliação do movimento, as renegociações criaram uma "sensação de injustiça" entre os estudantes que continuaram pagando as parcelas. 'Ainda moro com meus pais' Lucas Garcia, formado em Engenharia da Computação, paga uma parcela mensal de R$ 767 do Fies Arquivo Pessoal O programador Lucas Garcia, de 28 anos, de Belém (PA), integra o movimento Adimplentes do Fies. Formado em Engenharia da Computação em 2019, ele ainda tem cerca de oito anos de financiamento pela frente e paga uma parcela mensal de R$ 767. "Quem deixou de pagar ganhou até 99% de desconto e ainda pôde parcelar o restante da dívida. Já quem honrou os compromissos recebeu apenas 12% de desconto para pagamento à vista." Ele afirma que não pretende aderir ao Fies Empreendedor. "O governo ofereceu uma nova dívida para quem já está pagando uma." Garcia diz que se esforçou para não atrasar as parcelas porque tem uma fiadora e não queria transferir a ela a responsabilidade pelo contrato. Durante a pandemia, logo após o fim da carência de 18 meses do financiamento, ficou desempregado. "Eu não trabalhava. Tive que pedir dinheiro emprestado para não ficar em débito com o Fies. Depois consegui arrumar um emprego e continuei honrando as parcelas." Segundo ele, foram cerca de seis meses até conseguir uma nova oportunidade profissional. Hoje, há quatro anos empregado como programador, afirma que o financiamento continua limitando seus planos. "Ainda moro com meus pais. A parcela compromete uma parte importante da minha renda e atrasa objetivos como comprar um imóvel." 'A parcela compromete minha renda' A médica Flávia Raiane Ottobelli, de 31 anos, moradora de Medianeira (PR), também integra o grupo de estudantes que defendem condições semelhantes de renegociação para quem manteve o Fies em dia. “Muita gente imagina que, depois de formado, a situação financeira se resolve rapidamente, mas a realidade é diferente. A parcela do Fies compromete uma parte importante da renda.” Atualmente, Flávia paga cerca de R$ 2,8 mil por mês pelo financiamento. Desse total, aproximadamente R$ 1,2 mil correspondem à amortização da dívida e R$ 1,6 mil, aos juros. Ela se formou em 2019, mas o contrato vai até 2044. Segundo Flávia, o saldo devedor atualizado com juros supera R$ 650 mil. Ela afirma que o valor considera a atualização contratual do financiamento ao longo dos anos. Já a proposta para a liquidação antecipada da dívida é de cerca de R$ 451 mil. “Entendo que quem passou por dificuldades graves precisa de apoio. O que considero injusto é que quem fez sacrifícios para pagar em dia não receba tratamento semelhante.” Pressão no Congresso Além do PL 1.306/2024, que tramita na Câmara, o senador Jayme Campos apresentou uma emenda à MP nº 1.355/2026 para estender aos adimplentes as condições de renegociação oferecidas aos estudantes inadimplentes. Já a MP nº 1.373/2026, que criou o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor, recebeu 32 emendas no Congresso. Entre as sugestões apresentadas, há propostas para alterar as condições oferecidas aos beneficiários adimplentes do Fies. Segundo representantes do movimento, a adesão ao programa foi baixa. Em uma enquete organizada pelo grupo, com 1.356 participantes, 98% afirmaram que não pretendem aderir à medida. Para o advogado e especialista em direito do consumidor Stefano Ribeiro, programas de renegociação podem ajudar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento. “Muitas vezes as pessoas acham que estão resolvendo a vida, mas, na verdade, estão só trocando uma dívida por outra. É importante entender que isso não substitui o planejamento financeiro.” Segundo Ribeiro, a criação de condições mais vantajosas para estudantes inadimplentes, por outro lado, também pode gerar uma percepção de desequilíbrio entre os beneficiários que mantiveram os pagamentos em dia. "Isso desestimula quem honra os compromissos." Sobre o Fies Empreendedor, o especialista afirma que os estudantes devem avaliar com cautela a contratação de uma nova linha de crédito, considerando não apenas as condições oferecidas, mas também a capacidade de pagamento e o custo total do empréstimo. O movimento "Adimplentes do Fies" reúne mais de 2 mil participantes em grupos de WhatsApp Reprodução Governo descarta novos descontos para adimplentes Em nota ao g1, o Ministério da Fazenda afirma que a diferença entre as condições oferecidas aos estudantes inadimplentes e aos adimplentes decorre da natureza dos contratos. Segundo a pasta, dívidas com longo período de inadimplência já são tratadas pelas instituições financeiras como perdas esperadas. 🔎 Nesses casos, a recuperação de parte dos valores por meio de programas de renegociação representa a entrada de recursos para a União. Já os contratos que seguem em dia fazem parte da receita prevista pelo governo. "Descontos ou perdões maiores do que os concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário", informou o ministério. A Fazenda afirmou, porém, que o governo buscou criar, por meio do Fies Empreendedor, um benefício específico para os estudantes que mantiveram o financiamento em dia. Segundo a pasta, a linha de crédito terá juros inferiores a 1% ao mês e oferecerá financiamento de até R$ 80 mil para pessoas físicas e de R$ 180 mil para pessoas jurídicas vinculadas a egressos adimplentes do programa. De acordo com o ministério, a economia proporcionada pelas condições da linha de crédito pode chegar a cerca de R$ 145 mil em relação a financiamentos equivalentes disponíveis no mercado. "Assim, por exemplo, o dentista recém-formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional", diz a pasta. O Ministério da Educação afirmou que o Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita voltada a estudantes que concluíram a graduação com apoio do Fies e mantiveram os pagamentos em dia. Segundo a pasta, o programa busca incentivar o empreendedorismo, ampliar a geração de renda e facilitar a inserção profissional dos egressos. O MEC informou que a linha de crédito terá orçamento de até R$ 1 bilhão e poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil pessoas. Os empréstimos serão oferecidos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal para a abertura, expansão ou fortalecimento de negócios. Setor defende equilíbrio Ao g1, a ABMES afirmou que considera positivas as iniciativas de renegociação de dívidas para estudantes inadimplentes, por permitirem que pessoas em dificuldade financeira reorganizem a vida econômica. A entidade, porém, defendeu que eventuais mudanças no Fies também considerem os estudantes que mantiveram os contratos em dia. “O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil.” Segundo a associação, o desafio é equilibrar o apoio aos inadimplentes com mecanismos que valorizem os estudantes que conseguiram honrar seus compromissos. Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo Leia na íntegra: Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) "A ABMES avalia de forma positiva as iniciativas governamentais de renegociação de dívidas de pessoas em situação de inadimplência. Políticas públicas dessa natureza cumprem um importante papel social ao permitir que indivíduos que enfrentam dificuldades financeiras possam reorganizar sua vida econômica. É preciso considerar que, na maioria dos casos, a inadimplência não decorre de uma escolha, mas de circunstâncias que comprometem a capacidade de pagamento. No caso específico do Fies, também é importante reconhecer que muitos dos estudantes financiados possuem perfil socioeconômico que, idealmente, deveria ser atendido pela política de bolsas, ou seja, pelo ProUni. Entretanto, limitações no número de vagas ou no atendimento aos critérios de acesso fazem com que parte desses estudantes recorra ao financiamento estudantil como única alternativa para realizar o sonho de ingressar na educação superior. Ao mesmo tempo, a ABMES entende que o compromisso assumido pelos estudantes que mantiveram seus contratos em dia é fundamental para a sustentabilidade do programa. O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil. Contudo, somos favoráveis que eventuais aperfeiçoamentos na política de financiamento estudantil busquem equilibrar o necessário apoio aos inadimplentes com mecanismos de valorização daqueles que conseguem honrar seus compromissos, preservando a justiça e a sustentabilidade do programa". Ministério da Fazenda "É prática consolidada no sistema financeiro que créditos com longo período de inadimplência sejam classificados como perda esperada e baixados do balanço das instituições — deixando de compor o ativo. Nesse cenário, qualquer recuperação de valores, ainda que parcial, representa entrada líquida de recursos ao credor. Situação distinta é a dos contratos adimplentes, cujos pagamentos futuros integram a receita projetada da União. Descontos ou perdões maiores do que foram concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário. Ainda assim, o governo federal reconhece e valoriza o histórico de bom pagador dos adimplentes do Fies. Por essa razão, foi estruturado o Fies Empreendedor como o passo seguinte da política pública na vida do estudante que se graduou com apoio do Fies: os egressos que honraram seus contratos passam a ter acesso a uma das linhas de crédito mais competitivas do mercado, com juros abaixo de 1% ao mês, financiamento de até R$ 80 mil para pessoa física e R$ 180 mil para pessoa jurídica vinculada a um egresso adimplente do Fies. A linha pode representar uma economia de cerca de R$ 145 mil em relação a equivalentes de mercado - mais que o triplo do desconto médio concedido aos inadimplentes. Assim, por exemplo, o dentista recém formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional. Neste momento, não estão previstos novos benefícios relacionados aos contratos do Fies para esse público. A adesão ao Desenrola Fies tem apresentado resultados positivos, e o Fies Empreendedor tem previsão de iniciar suas operações no começo de agosto". Ministério da Educação "O Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita do Governo Federal que amplia as oportunidades para estudantes que concluíram sua graduação com apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e mantêm seus pagamentos em dia. Voltado aos egressos adimplentes que estão na fase de amortização do financiamento, o programa oferece uma nova linha de crédito para incentivar o empreendedorismo, apoiar a consolidação da trajetória profissional e ampliar a geração de renda e empregos no país. Com orçamento previsto de até R$ 1 bilhão, a iniciativa poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil brasileiros, permitindo que recém-formados tenham acesso a recursos para abrir, expandir ou fortalecer seus negócios. As operações serão realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, com condições específicas para pessoas físicas e jurídicas. Além de estimular a atividade empreendedora, a medida também contribui para promover a educação financeira, ampliar a inclusão produtiva e apoiar jovens profissionais que, após conquistarem o acesso ao ensino superior, passam a contar com melhores condições para desenvolver seus projetos e contribuir para o crescimento econômico e social do país".
01/08/2026 08:00:10 +00:00
Os biscoitos realmente eram melhores antigamente? Entenda por que tanta gente tem essa impressão

Da inflação às novas receitas: o que mudou nos biscoitos? A disputa entre "bolacha" e "biscoito" divide o Brasil há décadas, mas um consenso parece ter surgido entre os consumidores: a sensação de que os biscoitos de antigamente eram melhores. Nas redes sociais, relatos de consumidores se repetem. Eles dizem perceber mudanças no recheio, na textura e até no sabor de produtos que fizeram parte da infância. Mas os biscoitos realmente pioraram? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas em ciência dos alimentos explicam que a resposta não é tão simples. Não há evidências de que os produtos antigos eram melhores em qualidade. Mas é fato que, ao longo dos anos, houve mudanças nas receitas, nos processos industriais e no perfil dos consumidores. Também entraram em cena fatores econômicos que pressionaram a cadeia de produção, como a alta das matérias-primas, a inflação dos alimentos e estratégias adotadas pelas empresas para manter preços e margens, como a redução do tamanho das embalagens e ajustes na formulação dos produtos. (entenda mais abaixo) Foi essa sensação de piora que levou Henrique Lira, de 44 anos, a revisitar alguns dos biscoitos que marcaram sua infância. Personal e professor de educação física escolar, ele conta ao g1 que percebe diferenças em produtos tradicionais, principalmente na textura, no recheio e na quantidade encontrada nas embalagens. "Muitos mudaram. Começando pela quantidade: vários produtos perderam peso e, se você perceber, parece que alguns pacotes ficaram com quatro ou cinco unidades a menos. Também sinto diferença na composição e na experiência de consumo", afirma. Lira cita como exemplo biscoitos que consumia nos anos 1990 e diz perceber alterações nas características sensoriais dos produtos ao longo do tempo. "Antes, alguns recheios tinham outra textura, eram mais cremosos e tinham uma sensação diferente na boca. Hoje, em alguns casos, parecem mais secos e menos intensos no sabor", relata. Por trás do biscoito diferente, há novas receitas e processos Para entender por que um biscoito pode parecer diferente mesmo mantendo a mesma marca na embalagem, é preciso olhar para o que acontece dentro da fábrica. Cristiane Ruffi, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), explica que alterações em ingredientes, processos de fabricação, embalagens e fornecedores podem modificar características como sabor, aroma, textura e crocância. Segundo ela, a percepção dos consumidores tem fundamento. Biscoito recheado Pexels As mudanças também podem ocorrer por fatores econômicos, como redução de custos, diminuição das porções para manutenção do preço de venda ou estratégias das empresas para ampliar seus portfólios. As diferenças percebidas pelos consumidores não significam necessariamente que os biscoitos antigos eram melhores. Elas refletem um período de transformação da indústria, com mudanças nas receitas, nos processos de fabricação e nos critérios usados para desenvolver os produtos. A professora Fernanda Vanin, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, explica que a indústria evoluiu junto com a ciência dos alimentos e que os produtos atuais passam por controles mais rigorosos de segurança. Nos últimos anos, fabricantes passaram a reformular produtos para reduzir nutrientes considerados críticos, como açúcar, sódio e gordura saturada, além de atender à rotulagem nutricional frontal, conhecida pela lupa com alertas de "alto em". Segundo ela, ingredientes como esses ajudam a definir características como textura, aroma, cor, crocância e conservação dos alimentos. Por isso, quando esses componentes são reduzidos ou substituídos, a experiência sensorial pode mudar. Vanin ressalta que a evolução dos alimentos industrializados também trouxe avanços na segurança. Segundo a pesquisadora, os produtos atuais passam por controles microbiológicos e químicos mais rigorosos, além de monitoramento de substâncias indesejadas. "Tenho muito mais segurança em consumir os produtos hoje do que antigamente", afirma Fernanda Vanin. A professora explica que um dos avanços está no controle de substâncias que passaram a ser monitoradas pela ciência dos alimentos. Um exemplo é a acrilamida, uma substância química que pode se formar naturalmente durante o aquecimento de alimentos ricos em carboidratos, como biscoitos, pães e batatas, principalmente em temperaturas elevadas. A preocupação com a acrilamida existe porque estudos apontam que a exposição a níveis elevados da substância está associada ao desenvolvimento de câncer em animais. Por isso, órgãos internacionais de segurança alimentar recomendam o monitoramento e a redução da sua formação nos alimentos. Segundo Vanin, esse tipo de controle mostra uma diferença importante entre os produtos atuais e os antigos. Embora os biscoitos de décadas atrás também estivessem sujeitos à formação da substância, hoje a indústria trabalha com processos mais controlados para reduzir sua presença nos alimentos. Na esteira desses novos cuidados, Cristiane Ruffi explica que o desafio da indústria passou a ser equilibrar dois objetivos: criar produtos considerados mais adequados do ponto de vista nutricional sem perder características valorizadas pelo consumidor. "Hoje, o grande desafio da indústria de alimentos é introduzir ingredientes cada vez mais saudáveis sem que o consumidor precise abrir mão do prazer em comer, da indulgência", afirma. Ela cita como exemplo consumidores que utilizam medicamentos da classe dos GLP-1, conhecidos como "canetas emagrecedoras", além de pessoas que passaram por cirurgia bariátrica ou buscam maior consumo de proteínas. A memória também pode alterar a percepção do sabor Além das mudanças reais nas receitas, especialistas apontam outro fator que ajuda a explicar por que tantos consumidores sentem falta dos biscoitos antigos: a memória afetiva. Aline Garcia, pesquisadora do Ital, explica que muitas vezes o consumidor compara o produto atual não com a fórmula original, mas com uma lembrança construída ao longo dos anos. Ela relaciona esse fenômeno ao chamado efeito "Ratatouille", em referência ao filme da Pixar em que um sabor desperta uma memória marcante da infância. "Existe uma mudança real somada a uma idealização emocional na mente do consumidor", afirma Aline. Se o preço que não sobe... Imagem de biscoito de gengibre. Globo Rural Fatores econômicos também ajudaram a transformar os produtos. Matérias-primas importantes para a indústria de biscoitos, como trigo, açúcar, óleo vegetal e cacau, passaram por períodos de alta nos últimos anos. Segundo o economista Valter Palmieri Jr., autor de um estudo sobre inflação dos alimentos, parte desse movimento está relacionada ao conceito de "inflação invisível". Nesse cenário, o consumidor pode não perceber apenas um aumento direto no preço. A alteração também pode aparecer na quantidade, na composição ou na qualidade percebida do produto. Um dos fenômenos associados é a chamada shrinkflation, conhecida no Brasil como "reduflação". Nesse caso, a receita permanece praticamente igual, mas a quantidade do produto diminui. Um pacote que antes tinha 200 gramas, por exemplo, pode passar a ter 180 gramas, enquanto o preço permanece semelhante. A prática passou a receber mais atenção dos órgãos de defesa do consumidor nos últimos anos. Em 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou uma regra específica para aumentar a transparência em casos de redução de quantidade de produtos já conhecidos no mercado. A norma determina que, quando houver alteração quantitativa, o fabricante deve informar a mudança de forma clara ao consumidor, com destaque na embalagem ou por outros meios de comunicação, durante um período determinado após a alteração. A medida busca evitar que produtos mantenham uma aparência semelhante nas prateleiras enquanto passam a oferecer uma quantidade menor sem que o consumidor perceba. Outro fenômeno associado é a chamada skimpflation, quando empresas substituem ingredientes mais caros por alternativas de menor custo para preservar margens sem repassar todo o aumento ao consumidor. Há ainda a cheapflation, caracterizada pelo crescimento de produtos mais simples e baratos para o consumo cotidiano, enquanto versões premium concentram ingredientes considerados de maior valor agregado. Reformulações acompanharam 'novas demandas' Questionada pelo g1, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) afirma que as alterações nas receitas ocorreram principalmente para atender novas exigências regulatórias e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores. Segundo a entidade, fabricantes reduziram níveis de açúcar e sódio, substituíram aditivos e ampliaram o portfólio com produtos enriquecidos com fibras, proteínas e versões voltadas para pessoas com restrições alimentares Sucesso de vendas Apesar das transformações percebidas pelos consumidores, os biscoitos continuam entre os alimentos mais presentes na rotina dos brasileiros. Segundo a Abimapi, a categoria está presente em 99% dos lares do país. A entidade afirma que o avanço das embalagens menores acompanha mudanças no perfil das famílias e nos hábitos de compra. Pacotes de até 150 gramas já representam cerca de 42% do mercado. Ao mesmo tempo, cresce um comportamento chamado pelo setor de "efeito ampulheta": consumidores economizam em produtos básicos do dia a dia, mas continuam dispostos a pagar mais por itens considerados especiais em momentos de indulgência.
01/08/2026 07:00:10 +00:00
Embraer vive 'oportunidade rara' para desafiar Airbus e Boeing, diz The Economist

Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo Divulgação/Embraer via BBC A Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist. Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira "tem vivido alguns anos extraordinários" — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores. "A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica", escreve a The Economist. Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões. Agora no g1 Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para "um crescimento substancial" nos próximos anos. A Embraer é beneficiada por diversos "ventos favoráveis", afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares. Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte. "Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030", acrescenta. A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer. Nova versão do jato Phenom 300, da Embraer Divulgação/Embraer Ao mesmo tempo, pondera que "romper esse duopólio seria um desafio enorme". O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para "pensar duas vezes" antes de seguir esse caminho. Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira "a outro patamar". "Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais." Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões. Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está "muito confortável com a situação que temos hoje". A origem da Embraer A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos. Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países. A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil. Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país. Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas Getty images As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva. O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968. O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país. Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente. A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola. Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros André Luís Rosa/TV Vanguarda Altos e baixos Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980. "Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994", lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos. A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época). O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor. Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família. Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos. No início dos anos 2000, a Embraer estava entre os maiores exportadores do Brasil. Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 Embraer A empresa diz que a expansão global "acompanhou uma estratégia de diversificação" e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa. O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390. Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer. A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder. No entanto, em abril de 2020, a Boeing anunciou que rescindiu o acordo "após a Embraer não ter atendido as condições necessárias". A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado "falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos". Em 2024, a Embraer anunciou que iria receber US$ 150 milhões da Boeing em acordo para encerrar processo de arbitragem. O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens. *Com informações de Alessandra Corrêa.
01/08/2026 07:00:08 +00:00
O funcionário público chinês condenado à morte por aceitar US$ 325 milhões em propina

Yang Youlin teria se aproveitado de seus cargos para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia e financiamento CCTV Um tribunal no leste da China condenou à morte um ex-funcionário público municipal por receber mais de 2,2 bilhões de yuans (cerca de US$ 325 milhões) em propina ao longo de 30 anos. Yang Youlin, que ocupou diversos cargos na administração municipal da cidade de Nanquim entre 1993 e 2023, também foi considerado culpado por peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O valor obtido de forma ilícita está entre os maiores já registrados em casos de corrupção revelados nos últimos anos na China. Segundo a imprensa estatal, o ex-funcionário público de 69 anos se valeu dos cargos que ocupava para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia, transferências de terrenos e financiamento em troca de dinheiro e outros bens de valor. Agora no g1 Yang passou a ser investigado no âmbito da campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping, que também atingiu integrantes das Forças Armadas e da elite do setor financeiro. O ex-funcionário, que construiu boa parte da carreira na área de desenvolvimento econômico e tecnológico de Nanquim, cometeu crimes "de natureza extremamente grave" e causou "perdas excepcionalmente elevadas aos interesses do Estado e do povo", afirmou na segunda-feira (6) o tribunal da cidade de Changzhou. Presidente chinês, Xi Jinping, tem lançado diversas ações em nome do combate à corrupção Getty Images A 'caça aos corruptos' rivais de Xi Desde sua chegada ao poder, o presidente Xi Jinping lançou diversas campanhas anticorrupção que, segundo críticos, também têm sido usadas como instrumento para enfraquecer seus rivais políticos. Ainda assim, condenações à morte por crimes de corrupção continuam sendo relativamente raras na China, embora sejam aplicadas ocasionalmente — em geral em casos que envolvem valores superiores a 1 bilhão de yuans (cerca de US$ 147 milhões). Um exemplo é o do ex-presidente da gestora estatal de ativos Huarong, Lai Xiaomin, executado em 2021 após ser condenado por receber 1,8 bilhão de yuans (cerca de US$ 265 milhões) em propina ao longo de dez anos. Li Jianping, ex-funcionário da região autônoma da Mongólia Interior, também foi condenado à morte em 2024 por peculato e por receber propina que ultrapassava o valor de 3 bilhões de yuans (cerca de US$ 441 milhões). Em muitos outros casos, porém, os tribunais chineses aplicaram penas de prisão ou condenações à morte com suspensão da execução, que costumam ser convertidas em prisão perpétua após um período determinado. Os juízes também reduziram penas em alguns processos nos quais os condenados colaboraram com as investigações e forneceram informações sobre outros envolvidos. No caso de Yang, embora ele também tenha cooperado com as autoridades, o tribunal de Changzhou afirmou que a gravidade de seus crimes tornou essa colaboração "insuficiente para justificar uma pena mais branda". Segundo a imprensa estatal, Yang se declarou culpado e "manifestou arrependimento em sua declaração final".
01/08/2026 06:00:37 +00:00
Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA que tem o modelo mais perigoso do mundo

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo ✨ ChatGPT, Gemini, Copilot. Nos últimos anos, esses nomes dominaram as conversas sobre inteligência artificial. Mas um novo protagonista já chama a atenção de usuários, empresas e especialistas: o Claude. Enquanto seus rivais começaram focando no público geral, a Anthropic, criadora do Claude, concentrou seus esforços em oferecer sua tecnologia para empresas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultados pelo g1 afirmam que a Anthropic passou a liderar a corrida da inteligência artificial ao desenvolver o que consideram ser a IA mais poderosa — e potencialmente mais perigosa — da atualidade. Isso tem aumentado o interesse de investidores e do público em geral. Enquanto desenvolve versões cada vez mais potentes, a Anthropic também defende uma pausa global na evolução da IA diante de sinais de que sistemas mais avançados poderiam escapar do controle humano. O argumento é de que as pesquisas de segurança precisam de mais tempo para acompanhar o ritmo da tecnologia. Eles talvez estejam certos. Assim como aconteceu com a rival OpenAI em julho, a Anthropic informou na última quinta-feira (30) que o Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet. A empresa A Anthropic, criadora do Claude, foi fundada em 2021 por Dario Amodei (atual CEO da companhia) e outros executivos que deixaram a OpenAI defendendo uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA. O Claude só chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses após o lançamento do ChatGPT. Mesmo tendo entrado na disputa mais tarde e ainda sendo menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar uma virada impressionante da Anthropic. Hoje, ela é a startup de IA mais valiosa do mundo. Avaliada em cerca de US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), a companhia já supera a OpenAI em valor de mercado. No início de junho, a Anthropic protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com um valuation próximo de US$ 1 trilhão, a companhia poderá passar a integrar o grupo mais seleto das empresas listadas no mercado americano. A grande virada Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW O Claude foi lançado globalmente em 2023, mas só chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024 — mais uma vez, depois do ChatGPT, que já estava disponível por aqui desde meados de 2022. Em seguida, a Anthropic lançou o Claude Skills, recurso que permite à IA aprender a executar tarefas específicas. Também vieram o Claude Code e o Claude Cowork, ferramentas que marcaram o grande "boom" do Claude ao permitir que a IA passasse a realizar ações diretamente no computador do usuário. O lançamento do Claude Code, ferramenta de programação com IA capaz de criar sites, foi um marco para a Anthropic e ajudou a ampliar a visibilidade da empresa, explica Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP. "Ele permitiu que a IA realizasse tarefas de longa duração, que podem levar horas ou até dias, por meio de subagentes, robôs que executam etapas do trabalho de forma autônoma", afirma. Segundo Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI, o Claude também se tornou popular entre profissionais de marketing e criação. "Ele virou o queridinho desses profissionais para a produção de textos criativos, roteiros para redes sociais e peças de campanha, sendo considerado superior ao ChatGPT nesse tipo de tarefa", diz. "Além disso, o diferencial do Claude é permitir a criação de automações e a integração com serviços como e-mail sem exigir conhecimentos de programação", afirma. Ela ressalta que outras IAs também realizam tarefas semelhantes — o g1, por exemplo, testou o agente do ChatGPT em 2025. A diferença, de acordo com a especialista, é que o Claude consegue automatizar essas funções de forma mais rápida e eficiente. Embora seja muito elogiado por quem o utiliza, o potencial do Claude é melhor aproveitado nos planos pagos, que não são tão acessíveis. No Brasil, o plano Pro, o mais barato disponível, custa R$ 110 por mês e ainda impõe limites de uso. "É importante dizer que saímos daquela grande euforia das IAs para uma fase de maior racionalidade em relação aos custos. Muitas pessoas e empresas estão buscando um uso mais efetivo e consciente da tecnologia porque as contas estão ficando muito altas", diz Cortiz. ChatGPT ainda domina mercado Apesar do avanço dos concorrentes, o ChatGPT segue com ampla liderança em número de usuários, segundo um levantamento da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower divulgado neste ano. Os dados mostram que, até maio de 2026, o chatbot da OpenAI registrava cerca de 1,1 bilhão de usuários ativos mensais. Em segundo lugar aparece o Gemini, do Google, com 662 milhões. "O Gemini tem expandido sua audiência de forma constante, apoiado em parte por uma sólida base de usuários do Android e por integrações profundas em todo o ecossistema do Google", afirmou a Sensor Tower. O Claude aparece na terceira posição, com 224 milhões de usuários ativos mensais. Segundo a empresa de análise, a ferramenta da Anthropic vem registrando crescimento acelerado desde o início do ano. O levantamento também mostra que, enquanto Gemini e Claude continuam ganhando espaço, a participação do ChatGPT caiu para abaixo dos 50% pela primeira vez. Em maio, o chatbot da OpenAI concentrava 46% dos usuários do mercado, à frente do Gemini, com 28%, e do Claude, com 10%. "O crescimento do Claude foi ainda mais forte em alguns mercados, incluindo os EUA, onde a demanda por recursos de programação e pesquisa avançada atraiu mais usuários", destacou a Sensor Tower. Diogo Cortiz afirma que foi apenas nos últimos seis meses que o Claude começou a ganhar espaço de forma mais significativa entre os consumidores comuns. "E parte dos usuários tem migrado do ChatGPT para o Claude por buscar uma IA capaz de executar tarefas, como organizar arquivos e responder e-mails, em vez de apenas conversar", completa Izabela. Empresa tem modelo de IA mais perigoso do mundo Claude Fable 5 simula o sistema solar e prevê um eclipse solar. Divulgação/Claude Os modelos do Claude têm se mostrado cada vez mais potentes. "Eles costumam acertar muito nos lançamentos. Dá para perceber um grande cuidado no desenvolvimento dos produtos, que geralmente chegam ao mercado com um desempenho muito competitivo", diz Izabela Anholett. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que os sistemas mais avançados da Anthropic também ampliam os riscos associados à inteligência artificial. No início de 2026, a empresa anunciou o Claude Mythos, considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos. "Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia", afirma Izabela. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais. "O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web", afirmou a Anthropic. "Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta", explica Diogo Cortiz. Entre os integrantes do grupo estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla. Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas. "Como parte de nossa colaboração contínua com a Anthropic, tivemos a oportunidade de usar uma versão inicial do Claude Mythos Preview no Firefox. A versão 150 do navegador, lançada nesta semana, traz correções para 271 vulnerabilidades identificadas durante essa avaliação inicial", disse a Mozilla em um relatório sobre o tema publicado em abril. Para Cortiz, embora o marketing das empresas de IA às vezes possa exagerar as capacidades de seus produtos, casos como esse mostram que a habilidade do Mythos para encontrar brechas de segurança é real — e ajudam a explicar por que seu acesso é tão restrito. A proibição do Fable 5, uma versão 'light' do Mythos Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard Junho de 2026 foi um período conturbado para a Anthropic. No início do mês, a empresa disponibilizou o Fable 5, descrito por ela como o modelo de IA mais poderoso já oferecido ao público geral. O sistema faz parte do Mythos e, segundo a companhia, alcança desempenho de ponta em áreas como engenharia de software, análise de dados, pesquisa científica, visão computacional e tarefas complexas de raciocínio. Apesar da abertura ao público, a empresa decidiu impor restrições em temas considerados sensíveis. Quando usuários fizerem solicitações relacionadas à cibersegurança, biologia, química ou técnicas de extração de conhecimento de modelos de IA, o sistema poderá transferir automaticamente a conversa para uma versão menos poderosa, chamada Claude Opus 4.8. Só que, no dia 12 de junho, a Anthropic anunciou a suspensão global do Fable 5 após receber uma determinação do governo dos EUA com base em questões de segurança nacional. Segundo a empresa, a ordem impede o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, esteja ele dentro ou fora dos EUA. A restrição também vale para funcionários estrangeiros da própria Anthropic. Uma reportagem do jornal norte-americano "The Wall Street Journal" revelou que a Amazon teria sido a principal responsável pela pausa no lançamento do Fable 5. Segundo o jornal, pesquisadores da empresa utilizaram uma série de prompts (comandos) que levaram o sistema a auxiliar em ciberataques. A informação chegou à Casa Branca, que determinou a suspensão da IA por considerá-la um risco. A Anthropic rebateu a decisão. "Instituímos salvaguardas fortes que reduzem muito a probabilidade de Fable ser mal utilizado para tarefas relacionadas à cibersegurança (entre outras). Na verdade, nossas salvaguardas são tão fortes que muitos usuários reclamaram que são excessivamente amplas", afirmou a empresa. O Fable 5 voltou a ser liberado globalmente em 1º de julho. "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a Anthropic em uma publicação no X. Antes desse episódio, em março deste ano, Anthropic e Donald Trump já haviam se envolvido em um embate após o Departamento de Guerra dos EUA informar à empresa que ela havia sido classificada como um risco à cadeia de fornecimento. A medida foi tomada depois que a Anthropic impediu que o órgão utilizasse sua tecnologia para fins militares. Diante do impasse, Trump determinou que agências federais dos EUA interrompessem o uso de programas de IA da Anthropic. O presidente afirmou que o país não permitirá que a empresa dite como os militares americanos devem agir e que essa decisão cabe aos líderes das Forças Armadas nomeados por ele. "O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça", declarou Trump. Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes
01/08/2026 06:00:10 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em agosto

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de agosto do Bolsa Família no dia 18. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para agosto de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/8 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/8 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/8 Final do NIS: 4 - pagamento em 21/8 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/8 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/8 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/8 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/8 Final do NIS: 9 - pagamento em 28/8 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/8 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/08/2026 03:01:08 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo. 🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
01/08/2026 03:01:00 +00:00
Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos. Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina. “Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,” aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte. Agora no g1 Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustíveis: a taxa de compressão. 🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores. “A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório. Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório. Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina. “Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno. Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação. Bomba de combustível com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura. Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque. Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E32. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre. Velas de ignição com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura. Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor. Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente. Há solução, mas ela pode ser complexa Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina. Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo. Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples. Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.
01/08/2026 03:00:08 +00:00
63ª Expo Rio Preto reúne agro, produtores, shows e atrações para o público infantil

Recinto de Exposições de São José do Rio Preto (SP) Divulgação / Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) A 63ª edição da Expo Rio Preto será realizada de 1º a 16 de agosto no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP). O evento, considerado a maior feira agropecuária do estado em número de animais, terá entrada e estacionamento gratuitos. Com o tema “A Expo é nossa. O Agro é de todos”, a feira reúne produtores rurais, atrações para crianças, lazer para a população e shows musicais. A proposta é valorizar o pequeno e médio produtor, incentivar tecnologia no campo e aproximar o público urbano do agronegócio. Agora no g1 Organizada pela Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, a Expo é apresentada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A Gaetan Shows e Eventos é correalizadora. Programação agropecuária A programação agropecuária será dividida em duas etapas: de 1º a 9 de agosto, voltada para gado de corte, com destaque para o ranking Nelore Ouro; e de 10 a 16 de agosto, dedicada à bacia leiteira, com torneio de produção. Serão exibidas 11 raças de bovinos, três de ovinos e cavalos da raça Mangalarga. Também haverá julgamentos técnicos e apresentações de novas tecnologias para o setor. Entre 3 e 15 de agosto, acontece a InterTechs Agro, com palestras sobre boas práticas no campo. No mesmo período, o estande da Faesp/Senar-SP oferecerá cursos gratuitos de empreendedorismo rural e artesanato sustentável. As turmas terão até 15 alunos e direito a certificado. Expo Rio Preto é promovida pela prefeitura Prefeitura de Rio Preto/Divulgação A programação também inclui o encontro Jovens do Agro Paulista, com debates sobre sucessão familiar e gestão da produção, além de atividades voltadas à valorização das mulheres no agronegócio. Para as crianças, a Expo Kids terá atrações nos finais de semana: rodeio de carneiro, fazendinha de animais, shows temáticos e oficinas de arte. Entre os destaques estão apresentações de Ana Castela Cover, Baile Real das Princesas e grupos de K-Pop. Shows Os shows terão entrada solidária opcional, com doação de 1 kg de alimento não perecível para o Fundo Social de Solidariedade. Também haverá camarotes disponíveis. 1º de agosto: Clayton & Romário (21h) 2 de agosto: Sérgio Reis (14h) 7 de agosto: Jads & Jadson (21h) 8 de agosto: Di Paullo & Paulino / Kamisa 10 (21h) 9 de agosto: Kombinados, Orquestra de Viola Caipira e Lourenço & Lourival (11h e 14h) 14 de agosto: Kléo Dibah & Rafael (21h) 15 de agosto: Mato Grosso & Mathias (21h) O espaço da feira terá três restaurantes e duas praças de alimentação para toda família. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
31/07/2026 22:08:11 +00:00
OpenAI descobre mais casos em que sua IA escapou de isolamento, diz agência

OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia Getty Images via BBC A OpenAI descobriu outros casos em que agentes de inteligência artificial escaparam do ambiente virtual isolado que era mantido pela empresa, afirmaram nesta sexta-feira (31) duas fontes da agência Reuters. Experimentos com IA costumam ser feitos em sistemas fechados, com pouco ou nenhum acesso à internet. As barreiras de proteção das versões voltadas para usuários comuns são desligadas para testar as capacidades dos agentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na prática, é como se esses modelos de IA tivessem liberdade total para fazer o que quiserem em um ambiente cercado. O que preocupa é que, agora, eles mostraram ser capazes de ultrapassar os "muros" criados pelas empresas. As novas fugas das IAs foram descobertas em meio à investigação anunciada pela OpenAI após a empresa revelar que dois de seus agentes fizeram um ataque virtual contra a empresa de tecnologia Hugging Face. Agora no g1 Os agentes de IA tinham sido submetidos a testes em que deveriam buscar falhas em sistemas para melhorar suas capacidades de cibersegurança. A avaliação resultou em ataques a diversos serviços disponíveis publicamente, segundo a OpenAI. Os novos casos estão sendo analisados pela empresa, mas uma das fontes informou que eles tiveram alcance mais limitado. Segundo ela, apesar de terem escapado do isolamento, os agentes não saíram da rede da empresa. Um porta-voz da OpenAI remeteu à declaração anterior da empresa, que afirmava que a companhia estava analisando "atividades mais amplas de nossos modelos", além do ataque à Hugging Face. A investigação ampliada da OpenAI começou pouco antes da rival Anthropic revelar que seus modelos também foram responsáveis por ataques cibernéticos contra outras três empresas desde abril.
31/07/2026 21:55:32 +00:00
Conta de luz: bandeira tarifária em agosto continuará amarela, decide Aneel

A bandeira tarifaria de agosto permanecerá amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (31). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. Conta de luz Neoenergia Elektro 🔎A bandeira tarifária indica ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", diz o comunicado. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Agora no g1 Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
31/07/2026 20:36:35 +00:00
Super El Niño pode encarecer conta de luz em 2027, aponta estudo

Um eventual "super El Niño" pode elevar as tarifas de energia dos consumidores de baixa tensão, em média, em 2,1% em 2027, segundo estudo da "Ampere Consultoria e da TR Soluções". Quando considerado também o impacto das bandeiras tarifárias, o aumento médio nas contas pode chegar a 4,5% Nesse contexto, o estudo projeta o acionamento de bandeiras vermelhas entre julho e outubro de 2027, com impacto nas contas de energia (leia mais abaixo). 🔎O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do planeta. No Brasil, seus efeitos incluem impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Agora no g1 🔎Entenda mais: Segundo o estudo, as variações de 2,1% e 4,5% são acréscimos em relação aos reajustes ou revisões tarifárias. Ou seja, se uma distribuidora fosse ter 10% de reajuste sem o el Niño, teria impacto de12,1% com o fenômeno (somada a primeira porcentagem). E, se considerado o efeito das bandeiras tarifárias, o reajuste passaria de 10% para 14,5% (somada a segunda porcentagem). 'Super El Niño' Modelos climáticos internacionais indicam alta probabilidade de formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Parte das projeções sugere que o fenômeno pode atingir intensidade forte ou até extrema, cenário conhecido como "super El Niño". Caso se confirme, especialistas apontam maior risco de ondas de calor, secas, incêndios e alterações no regime de chuvas, com possíveis impactos sobre a geração de energia hidrelétrica. Para elaborar as projeções relacionada ao aumento das tarifas, as consultorias estimaram dois cenários hidrológicos: um considerando a ocorrência de um Super El Niño; e outro sem a influência do fenômeno. Os resultados indicam que, no cenário com Super El Niño, o período úmido entre 2026 e 2027 deverá terminar com o armazenamento dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) próximo de 70% em abril. Sem a influência do fenômeno, o nível projetado é de aproximadamente 80%. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Divulgação/TCE-ES Bandeiras vermelhas em 2027 Com o fenômeno meteorológico no radar, o estudo prevê o acionamento das bandeiras vermelhas patamar 1 e patamar 2 entre ao longo de quatro meses de 2027, entre julho e outubro (entenda mais a seguir). Segundo o estudo, o maior impacto tarifário deverá ser registrado na Região Sul, cuja diferença média entre os dois cenários alcança 3,3 pontos percentuais. As consultorias explicam que os efeitos sobre as tarifas são transmitidos, através das bandeiras tarifárias, por variáveis como o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), o risco hidrológico, os encargos setoriais e os custos relacionados ao portfólio de contratação das distribuidoras. Nos demais meses, a bandeira verde deverá predominar no primeiro semestre, enquanto a bandeira amarela tende a ser acionada durante o período seco, seguindo comportamento semelhante ao cenário sem a ocorrência do fenômeno. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
31/07/2026 17:04:11 +00:00
Veja como construir viveiros escavados

Nota técnica defende que tilápia atende a critérios de espécie exótica invasora e amplia debate científico alma_p / iNatualist A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) publicou uma cartilha gratuita que mostra como planejar toda a criação de peixes, desde a instalação dos tanques, passando pelo tipo de solo e pela qualidade da água. O manual também traz informações sobre a alimentação dos peixes e as principais doenças que prejudicam a criação. 📱Acesse aqui Veja também: Carpa colorida Nishikigoi já foi vendida por R$ 1,5 milhão; conheça o peixe
31/07/2026 16:16:24 +00:00
Stellantis faz recall de mais de 1,5 milhão de picapes RAM 1500 por defeito nos cintos, diz agência

RAM 1500 Divulgação / Stellantis A Stellantis, dona da marca RAM, vai fazer um recall de mais de 1,5 milhão de unidades da picape 1500 por problemas nos cintos de segurança. As informações são da agência Reuters. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026. São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte. Desde 2020, a RAM vende no Brasil o modelo 1500. A reportagem do g1 entrou em contato com a Stellantis, que é dona das marcas como Fiat, Jeep e RAM, para verificar se as picapes no mercado brasileiro também fazem parte da campanha. Até a publicação desta reportagem, a Stellantis não havia confirmado se haveria recall das unidades brasileiras. Agora no g1 Defeito na ancoragem dos cintos Segundo a Reuters, o defeito detectado está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança na segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista. De acordo com o informado pela agência, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”. Bancos traseiros da RAM 1500 Divulgação / Stellantis
31/07/2026 15:17:15 +00:00
Move Aplicativos: só 7,3% do valor destinado ao crédito foi liberado para motoristas de app e taxistas

Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move arte/g1 O Move Aplicativos, nova linha de crédito para financiar carros com juros mais baixos para motoristas de aplicativo e taxistas, alcançou R$ 2,2 bilhões em financiamentos aprovados, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa financiou veículos novos para 21.720 profissionais em todo o país. O valor médio dos financiamentos contratados foi de R$ 102 mil por motorista. Apesar dos R$ 2,2 bilhões já financiados, o valor representa apenas 7,3% dos R$ 30 bilhões previstos para o programa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “O programa alcançou 1.445 municípios e, esta semana, registrou quase 3 mil operações aprovadas por dia. Hoje, esta linha já responde por 30% do volume de veículos vendidos no Brasil", disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Mercadante argumentou que o programa é novo e que seria um desafio para o sistema financeiro. "Estamos adotando melhorias que estão nos permitindo avançar no ritmo de aprovações", disse o presidente do BNDES. "Alguns bancos precisaram desenvolver sua interface em tecnologia da informação para aderir ao programa e estão começando a entrar em agosto, abrindo mais opções para motoristas e taxistas", explicou Mercadante. Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil Segundo o presidente do BNDES, nenhuma operação teve falta de fundo garantidor. "O objetivo do programa é chegar ao maior número de veículos possíveis", explicou Mercadante. Especialistas ouvidos pelo g1 argumentam que existe dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. (veja mais abaixo) O que é o Move Aplicativos O programa foi anunciado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os recursos da linha de crédito, de cerca de R$ 30 bilhões, são do Tesouro Nacional e repassados ao BNDES para viabilizar os financiamentos. Podem participar: Taxistas devidamente registrados e ativos; Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma. O carro também precisa atender aos seguintes critérios: Custar até R$ 150 mil; Ser flex, elétrico ou híbrido flex — modelos híbridos apenas a gasolina não entram no programa; Para carros usados, apenas modelos elétricos ou híbridos flex; Ser produzido por montadora habilitada no programa Mover. As taxas de juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. O prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência. Carros usados também participam do programa Para estimular as vendas, a linha de financiamento com juros reduzidos também permite a compra dos usados. No entanto, os veículos seminovos não podem ser apenas flex. Eles precisam ser híbridos flex ou totalmente elétricos. Há poucos carros com sistema híbrido flex disponíveis por menos de R$ 150 mil no mercado de seminovos, segundo o preço médio divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nessa faixa, aparecem as versões híbridas de: Fiat Pulse: R$ 107.493; Fiat Fastback: R$ 117.746; Peugeot 2008 GT: R$ 146.415; Peugeot 208 GT: R$ 120.769. Já os modelos elétricos são mais numerosos, e o preço médio apontado pela tabela Fipe é de: BYD Dolphin Mini: R$ 98.136; BYD Dolphin: R$ 118.540; GWM Ora 03: R$ 120.391; GAC Aion UT: R$ 128.790; Chevrolet Spark EUV: R$ 139.020; Geely EX2: R$ 113.882; Renault Kwid E-Tech: R$ 81.412. Programa enfrenta barreira na aprovação do crédito Mesmo com a injeção de R$ 30 bilhões para financiar a venda de veículos com juros inferiores à metade dos praticados no mercado, poucos carros foram financiados para motoristas de aplicativo e taxistas. Mesmo com os R$ 2,2 bilhões já em financiamento, o montante representa apenas 7,3% do total reservado para garantir o financiamento dos veículos. Segundo Claudio Garcia, gerente da BYD Mooca em São Paulo, o programa Move Aplicativos conseguiu trazer para a loja vários clientes. “Tivemos um aumento significativo de fluxo na loja nestas primeiras semanas do programa”, comenta o gerente. Garcia diz que reconhece a iniciativa do governo, mas gostaria que os clientes tivessem o crédito aprovado com mais facilidade. O g1 ouviu especialistas e representantes do setor para entender o que está travando o programa. Todos foram categóricos ao apontar a dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. “A maioria dos motoristas não tem condições, senão a gente estaria vendo esse valor explodir, como foi em programas anteriores. Então, é realmente a análise de crédito que está impedindo que o programa avance com mais velocidade”, apontou a economista Tereza Fernandez. Ela vai além e comenta que, mesmo com a redução dos juros, o preço do carro ainda é alto. “Um motorista de Uber pagar R$ 120 mil em tantos meses, fica uma prestação salgada mesmo com esses juros”, aponta. “O risco está todo com a instituição financeira. O risco de inadimplemento é alto. As instituições financeiras não estão liberando crédito, pois essa análise está com elas”, afirma o consultor automotivo Milad Kalume Neto. Ele afirma que, das nove instituições financeiras que operam no programa, apenas duas são consideradas mais “acessíveis”. Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que as famílias chegam ao financiamento já endividadas, o que reduz o número de interessados na renovação do veículo. “As famílias estão muito endividadas. Tanto a dívida, quanto o serviço da dívida, que é o que as famílias gastam por mês para pagar juros e amortização, estão no recorde histórico”, diz Castelar. “Eu entendo que haja uma reticência tanto do motorista em se endividar, já que ele já está muito endividado como consumidor. Como as instituições vão dar um crédito para quem já está muito endividado? Pode oferecer a você uma dívida, mas, se você está muito endividado, vai pegar essa dívida só por te oferecerem?”, complementa. A dificuldade de acesso ao crédito para os motoristas foi confirmada por Leandro Cruz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo. Embora aprove a iniciativa do governo, Cruz afirma que uma parcela considerável dos motoristas chega “negativada” para financiar o veículo, e a instituição financeira acaba não aprovando a operação. “O maior problema é que o trabalhador que trabalha muito, que faz de R$ 10 mil a R$ 12 mil, já está negativado. Esse trabalhador é o que mais tem condições de financiar, mas vem sendo negado quando pede o financiamento”, apontou Leandro. Ele ainda lembra que a garantia oferecida por um modelo seminovo é menor que a do modelo zero km, aumentando os custos que o motorista poderá ter em um prazo menor. “Tem que fazer uma cautelar muito minuciosa, pois tem cara que mexe na quilometragem, tem motorista que pegou carro de locadora com quatro meses de rodagem e fundiu o motor, ficando três ou quatro meses sem andar”, revela. A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) também aprova a expansão do programa do governo federal, mas não comemora. "É importante ter uma expectativa realista quanto aos seus efeitos imediatos. Se os critérios de análise de risco permanecerem os mesmos, uma parcela significativa desses profissionais continuará encontrando barreiras para acessar o financiamento", disse Everton Fernandes, presidente da Fenauto. A preocupação é a mesma da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Chamamos a atenção para dois pontos: O crédito ficará sujeito a critérios de aprovação das instituições financeiras que efetivamente são as que tomam o risco. Portanto, é razoável se esperar recusas de propostas por absoluta falta de condições de honrar o crédito. E em alguns casos vão requerer entrada para mitigar o risco de inadimplência", disse Enilson Sales, presidente da Anef. Segundo dados do Serasa, o Brasil enfrenta um alto nível de endividamento. Em junho deste ano, foram contabilizados 83,7 milhões de endividados no país — 17,2% a mais do que em 2023, quando eram 71,4 milhões. Este é o maior número da série histórica, que indica alta por 18 meses consecutivos. *Essa reportagem está em atualização.
31/07/2026 14:53:13 +00:00
O que aconteceu com a bolsa? B3 atrasa abertura de negócios nesta sexta

B3, bolsa de valores brasileira. Divulgação/ B3 A B3, a bolsa de valores brasileira, atrasou o início das negociações nesta sexta-feira (31). As operações com todos os ativos só foram retomadas às 12h30. Segundo a companhia, o problema ocorreu devido ao "atraso no envio dos arquivos e na abertura da Câmara B3", etapa do sistema responsável por processar e garantir as operações realizadas na bolsa. A Câmara B3 é a estrutura responsável por processar e garantir as operações realizadas na bolsa. Segundo a companhia, a abertura das negociações dos contratos de mini índice e mini dólar foi adiada, enquanto todos os demais ativos e contratos permaneceram em leilão. Veja a nota da B3 na íntegra. "A medida teve como principal objetivo preservar a integridade das informações, a segurança dos processos de pós-negociação e o adequado funcionamento da infraestrutura de mercado", informou a B3 em comunicado aos clientes. 🔎 Mini índice e mini dólar são contratos negociados na bolsa que permitem ao investidor apostar na alta ou na queda do Ibovespa e da cotação do dólar sem precisar comprar ações ou a moeda norte-americana. Agora no g1 Com isso, os investidores que tentaram acessar as plataformas de compra e venda de ações das corretoras durante a manhã, conhecidas no mercado como home broker, não conseguiram concluir as operações. O g1 questionou a B3 sobre uma eventual mudança no horário de fechamento do pregão, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O atraso gerou uma série de comentários de investidores e internautas nas redes sociais. Veja alguns abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja a nota da B3 na íntegra: "A B3 informa que a negociação de todos os ativos foi retomada às 12h30 (contratos de Dólar Padrão já havia iniciado às 9h35). Tal atraso decorre de uma intercorrência operacional em um de seus componentes tecnológicos do ambiente de pós-negociação. Como medida preventiva e, alinhada com participantes do mercado, decidiu no início da manhã de hoje (31 de julho), postergar o início da negociação contínua em seus mercados. A medida teve como principal objetivo preservar a integridade das informações, a segurança dos processos de pós-negociação e o adequado funcionamento da infraestrutura de mercado. A B3 tem mantido comunicação contínua com os reguladores, seus clientes e participantes, acompanhando a evolução do cenário e adotando as medidas necessárias para garantir uma retomada segura e ordenada das operações."
31/07/2026 14:06:59 +00:00
Caixa conclui pagamento do lucro do FGTS; veja quanto você recebeu

Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS A Caixa Econômica Federal concluiu o pagamento dos recursos referentes à distribuição do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ao todo, foram creditados R$ 13,04 bilhões nas contas de 138,2 milhões de trabalhadores. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A consulta do valor recebido pode ser feita por meio do aplicativo do FGTS ou pelos canais digitais da Caixa. Como consultar? Veja o passo a passo: Acesse o aplicativo FGTS ou os canais digitais da Caixa; Consulte seu extrato do FGTS; Para sabe o valor já foi creditado, procure no extrato o lançamento identificado como "AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025". Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%. Pela proposta, o crédito é equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Um trabalhador com saldo de R$ 1.000 no FGTS, por exemplo, recebe um crédito de R$ 18,68 em sua conta vinculada. Para calcular o valor o crédito, o saldo existente na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025 foi multiplicado pelo índice 0,0186834. Veja mais detalhes na CALCULADORA do g1 Agora no g1 Quem teve direito ao depósito? Tiveram direito a uma parcela do lucro todos os trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS, ativas ou inativas, em 31 de dezembro de 2025. A divisão foi proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele recebeu do FGTS. Vou poder sacar os recursos? De acordo com as regras, os recursos não podem ser sacados imediatamente. Os valores poderão ser buscados quando houver, por exemplo: demissão sem justa causa, pelo empregador; término do contrato por prazo determinado; rescisão por acordo entre trabalhador e empregador; aposentadoria; idade igual ou superior a 70 anos; doenças graves (trabalhador ou dependente); aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional; saque-aniversário. Veja todas possibilidades no site da Caixa Econômica Federal. Caixa FGTS Beatriz Jarins/g1
31/07/2026 13:37:04 +00:00
Temu é acusada pela UE de não cooperar em investigação sobre possível ajuda da China

Temu e Shein: os efeitos da ‘invasão’ chinesa no mercado europeu A Comissão Europeia acusou nesta sexta-feira (31) a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu de não cooperar com uma investigação sobre possíveis benefícios recebidos pela empresa que poderiam ter dado uma vantagem competitiva no mercado europeu. Segundo o órgão, a empresa não cumpriu pedidos de informações feitos durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin, na Irlanda. A falta de colaboração pode resultar em uma multa de até 1% do faturamento anual total da companhia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Investigação apura possível vantagem na Europa A apuração é conduzida com base no Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia, uma regra criada pelo bloco para investigar se empresas de fora da Europa receberam apoio de governos estrangeiros capaz de distorcer a concorrência. A Comissão Europeia, que também atua como autoridade de concorrência da União Europeia, afirmou que os pedidos de informações feitos à Temu envolviam dados sobre a organização e gestão das operações da empresa no bloco, além de ferramentas, sistemas de tecnologia e registros relacionados às atividades da companhia na Europa. LEIA TAMBÉM: Europa cria sua "taxa das blusinhas" para conter avanço de Shein, Temu e AliExpress "Esses pedidos diziam respeito à disponibilização de informações sobre a organização e gestão das atividades da Temu na UE e as ferramentas e sistemas de TI usados pela empresa para suas atividades na UE, bem como à disponibilização de livros e registros específicos sobre as atividades da empresa na UE", afirmou a Comissão em comunicado. Temu nega irregularidades Em comunicado, a Temu afirmou discordar das acusações da Comissão Europeia e negou ter recebido subsídios estrangeiros que distorçam a concorrência. A empresa disse que cooperou integralmente com a investigação e respondeu aos pedidos feitos pelas autoridades durante a inspeção. "A companhia gera fluxos de caixa sustentados a partir de suas próprias atividades operacionais que são suficientes para financiar as operações da Temu na UE. Não precisamos contar com subsídios estrangeiros para financiar atividades competitivas ou criar qualquer vantagem competitiva no mercado interno", afirmou a empresa. Temu Reuters Europa aumenta pressão sobre plataformas chinesas A investigação contra a Temu ocorre em um momento de maior pressão da União Europeia sobre plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein e AliExpress. O bloco tem adotado medidas para ampliar o controle sobre a entrada de produtos baratos vindos da China. Entre elas está a cobrança de uma taxa de 3 euros sobre pequenas encomendas importadas da China, que passaram a ser taxadas a partir de 1º de julho. Em maio, a Comissão Europeia aplicou uma multa de 200 milhões de euros à Temu por considerar que a plataforma não fez o suficiente para impedir a venda de produtos ilegais em seu marketplace.
31/07/2026 13:05:35 +00:00
Contas públicas têm déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho; ao incluir juros, rombo soma R$ 1,3 trilhão em doze meses

As contas do setor público consolidadas apresentaram um déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. LEIA TAMBÉM: Dívida pública sobe 10 pontos do PIB na parcial do governo Lula e atinge 81,9%, maior nível em mais de 5 anos Na comparação com junho do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 47,1 bilhões naquele mês. ➡️Ao incluir no cálculo as despesas com juros, o rombo soma R$ 1,32 em doze meses até junho, ou 10% do PIB (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️A sucessão de déficits nos últimos anos, relacionados com a alta de gastos públicos, tem pressionado a dívida pública, que já subiu 10 pontos no atual governo Lula, o maior nível em mais de cinco anos. Agora no g1 Veja abaixo o desempenho das contas em junho deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 47,2 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 6,6 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,47 bilhão. Imagem aérea da Esplanada dos Ministérios interditada em 4 de abril de 2018 TV Globo/Reprodução Parcial do ano No acumulado do primeiro semestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 80,2 bilhões — o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 22 bilhões (0,35% do PIB). Essa piora está relacionada, entre outros fatores, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 93,4 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 12,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 52 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 166 bilhões nas contas do setor público em junho. ➡️No acumulado em 12 meses até junho, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,32 trilhão, ou 10% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. "O déficit nominal do setor público foi de R$ 1,3 trilhão em 12 meses até junho, 10% do PIB. Não ter urgência para resolver a raiz do problema da despesa da dívida só aumenta o custo do ajuste", avaliou Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, em rede social. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,16 trilhão (8,8% do PIB) em doze meses até junho deste ano.
31/07/2026 12:59:30 +00:00
Comissão Europeia discute incidentes com OpenAI e Anthropic antes da nova Lei de IA

OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (31) que está em contato com a OpenAI e a Anthropic após os recentes episódios em que modelos de inteligência artificial das empresas realizaram ataques cibernéticos durante testes. Segundo autoridades da União Europeia, as duas companhias comunicaram os incidentes antes que eles se tornassem públicos. A Comissão afirmou que acompanha o caso e avalia se será necessário adotar medidas formais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os episódios ocorrem poucos dias antes da entrada em vigor da Lei de IA da União Europeia, prevista para 2 de agosto. A legislação é considerada a primeira do mundo a estabelecer regras abrangentes para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial. O que disse a Comissão Europeia Segundo um funcionário da Comissão Europeia, OpenAI e Anthropic informaram os incidentes diretamente às autoridades europeias. "Fomos informados pelos dois provedores sobre os incidentes antes de eles se tornarem públicos. Estamos em contato com eles e receberemos mais informações. Também avaliaremos se será necessário dar um encaminhamento mais formal a essas questões", afirmou. Outro representante da Comissão disse que os episódios reforçam a importância das novas regras para inteligência artificial. "Esses incidentes destacam a importância de implementar as atividades de monitoramento exigidas dos desenvolvedores." Relembre os casos Na quinta-feira (30), a Anthropic informou que alguns modelos da família Claude invadiram os sistemas de três empresas durante testes de cibersegurança. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que os modelos tivessem acesso à internet. As invasões começaram em abril e foram identificadas durante uma revisão de mais de 141 mil sessões de teste. A Anthropic afirmou que notificou as empresas afetadas após descobrir os incidentes. A revelação ocorreu po ucos dias depois de a OpenAI informar que dois de seus modelos de inteligência artificial encontraram uma forma de invadir um sistema e realizar um ataque considerado "sem precedentes" durante testes de segurança. Os dois casos reacenderam o debate sobre os riscos de agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma. O que muda com a Lei de IA A Lei de IA da União Europeia entra em vigor em 2 de agosto e estabelece obrigações para desenvolvedores de modelos de inteligência artificial considerados de uso geral e com risco sistêmico. Entre as exigências estão medidas para monitorar e reduzir riscos relacionados a ataques cibernéticos, manipulação maliciosa, ameaças a direitos fundamentais e situações em que sistemas de IA possam agir fora do controle humano. As regras também preveem transparência em determinadas aplicações, como informar usuários quando estiverem interagindo com inteligência artificial ou quando um conteúdo tiver sido gerado ou alterado por IA. As multas por descumprimento podem variar de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões) ou 1,5% do faturamento global da empresa até 35 milhões de euros (cerca de R$ 224 milhões) ou 7% da receita mundial, dependendo da gravidade da infração.
31/07/2026 12:40:37 +00:00
Rombo das estatais federais soma R$ 7,8 bilhões no 1º semestre e bate recorde histórico

O Banco Central informou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ➡️Esse é o pior resultado para o período da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -3,9 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões. Gestão: déficit é tradução de investimentos em estatais A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). ➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. ➡️ Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais — o que eleva o risco para o Tesouro Nacional. "Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho. Coletiva de imprensa dos Correios. Clerton Cruz/ TV Globo Correios ➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com forte piora do seu resultado financeiro em 2025, quando foi registrado um rombo de R$ 8,5 bilhões. No caso dos Correios, o próprio governo federal admite que a estatal pode continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor. "Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo, no projeto da LDO de 2027. A estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, com garantia do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, a estatal poderá buscar mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. ➡️Para a Instituição Fiscal Independente, a piora na situação dos Correios está relacionada com: As receitas de encomendas subiram muito no período da pandemia, tendo se acomodado a partir de 2023. As receitas de mensagem e de postagem internacional sofreram quedas importantes nos últimos quatro anos, especialmente as de postagem. Alterações regulatórias nas compras de produtos importados (criação do programa Remessa Conforme) provocaram uma retração significativa no volume de postagens internacionais, reduzindo as receitas desse setor, que também enfrenta concorrência crescente. Ao mesmo tempo em que registrou queda em receitas, os Correios indicaram algumas pressões de custos com pessoal e benefícios no período de 2022 a 2025. Acordos coletivos elevaram as despesas com pessoal. Além disso, o reconhecimento de obrigações com o Postalis (fundo de pensão). pressionou as despesas financeiras em razão do pagamento de juros e atualizações monetárias do déficit equacionado. Crescimento expressivo da despesa de precatórios e de requisições de pequeno valor (RPVs) nos últimos anos. Outros elementos de pressão sobre as despesas da ECT nos últimos quatro anos foram: provisionamento de novas obrigações de benefício pós -emprego após a identificação da existência de subsídio cruzado entre beneficiários ativos e aposentados no Plano Correios Saúde II, além da elevação de gastos com o plano de saúde; reajustes em valores de contratos de transporte aéreo e terrestre em função de aumentos nos preços dos combustíveis; aumento no saldo de provisões devido a novas ações judiciais e revisões de risco em processos trabalhistas e cíveis; e geração de elevadas despesas com juros e multa em razão de atraso em recolhimentos de tributos e contribuições, devido à falta de liquidez.
31/07/2026 12:38:09 +00:00
Dólar sobe no último pregão de julho, mas fecha o mês em queda; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar subiu nesta sexta-feira (31), último pregão de julho, mas não evitou fechar o mês em queda. A moeda americana avançou 0,17% no dia, cotada a R$ 5,0696, e acumulou desvalorização de 1,81% no período, depois de ter iniciado julho a R$ 5,2094. Na bolsa de valores, o movimento foi de alta tanto no dia quanto no acumulado do mês. O Ibovespa ganhou 0,47% nesta sexta, aos 177.999 pontos, e encerrou julho com valorização de 3,47%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Essa semana foi de reajuste nos mercados financeiros. Após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter os juros inalterados pela quinta vez seguida, dados de atividade e inflação dos Estados Unidos divulgados na véspera ficaram no radar, fazendo com que o mercado calibrasse suas projeções e voltasse para ativos um pouco mais seguros ou com maior previsibilidade. ▶️ Além disso, resultados corporativos positivos também impulsionaram os mercados globais. Entre os destaques estão papéis do setor de tecnologia, em meio ao foco do mercado em inteligência artificial, e do segmento de energia, com empresas que tiveram bom desempenho no segundo trimestre por conta da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. ▶️ No Brasil, as atenções estiveram voltadas para o cenário fiscal. Segundo dados do Banco Central divulgados hoje, a dívida do setor público consolidado registrou uma alta em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões. Entenda mais detalhes nesta reportagem: Dívida pública atinge 81,9% do PIB, maior nível em mais de 5 anos Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,64%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,27%; Acumulado do mês: +3,45%; Acumulado do ano: +10,45%. Balanços corporativos influenciam os mercados A temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores nesta sexta-feira. Os papéis da Amazon disparam mais de 10% no pré-mercado, após a empresa divulgar receitas acima do esperado, impulsionadas pelo bom desempenho da divisão de computação em nuvem. Os dados reforçam a percepção dos investidores de que os investimentos em inteligência artificial devem continuar fortes no setor e dão fôlego para o segmento. Em contrapartida, as ações da Apple sinalizam queda na sessão desta sexta-feira, após a empresa indicar uma perspectiva mais pessimista, alertando que a redução na capacidade de produção de chips avançados estava limitando o fornecimento de seus produtos. Já no setor de energia, Crevron e ExxonMobil apresentaram resultados fortes no trimestre, com um lucro crescente em meio aos preços mais altos do petróleo por conta da guerra no Irã. Bolsas globais Em meio ao alívio nas preocupações com inteligência artificial após resultados corporativos positivos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (31). O Dow Jones subiu 0,54%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,70% e o Nasdaq Composite avançou 1,01%. Na Europa, apesar do dia misto para os mercados, as principais bolsas da região registraram ganhos mensais. Nesta sexta, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 649,19 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou com um avanço de 0,28% e o CAC-40, da França, subiu 0,28%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, fechou em queda de 0,27%. A recuperação do setor de tecnologia também trouxe um dia positivo para os mercados asiáticos, que tiveram uma alta generalizada na última sessão do mês. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,85%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, aumentou 0,7%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,1% e o Nikkei, do Japão, subiu 4,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 17,91%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Freepik
31/07/2026 12:00:09 +00:00
Dívida pública sobe 10 pontos do PIB na parcial do governo Lula e atinge 81,9%, maior nível em mais de 5 anos

A dívida do setor público consolidado registrou alta de ponto percentual em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central. 🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). 🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. Com isso, a dívida pública já subiu 10,2 pontos percentuais na parcial da atual gestão do governo Lula, visto que somava 71,7% do PIB no final de 2022. Esse também é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, quando o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB. A dívida pública também já se aproxima, com isso, do recorde histórico, atingindo justamente durante a pandemia, devido ao forte aumento de gastos públicos, de 87,7% do PIB. Dívida Pública Federal passa de R$ 9,2 trilhões em junho 💵 A relação entre dívida e PIB é um indicador relevante para o mercado financeiro, interpretado como um sinal da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. ➡️ Com uma dívida mais alta, impulsionada pelos gastos públicos nos últimos anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento. "Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião. Edifício do Banco Central em Brasília. Adobe stock - Banco Central. Comparação internacional ➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 95,8% do PIB (patamar de junho). ➡️Por esse conceito, a dívida brasileira já está bem mais próxima do recorde histórico, registrado em fevereiro de 2021 — quando somou 96,7% do PIB. A série histórica da dívida brasileira, pelo padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), começou a ser calculada pelo Banco Central no fim de 2001. Naquele momento, somava cerca de 67% do PIB. ➡️Quando utilizado o critério internacional de comparação, calculado pelo FMI, a dívida brasileira, que terminou 2025 em 93,4% do PIB, ficou: longe de economias emergentes, cujo patamar somou 73,6% do PIB no fim do ano passado, e também de países da América Latina (71,1% do PIB); bem acima da média de nações do Oriente Médio e Ásia Central, assim como de países da África Subsaariana; pouco acima do padrão de países da Zona do Euro; abaixo de economias avançadas e de países do G7 (sete maiores economias do mundo). ➡️Relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou em 2023 que os países da América Latina e Caribe reduzam sua dívida pública para um patamar entre 46% a 55% do PIB. O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego. Essa é a mesma posição externada em 2023 por Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para o BC. Para ele, a comparação apropriada para o nível da dívida pública brasileira deve ser feita com os demais países emergentes. "Não adianta querer se comparar com os Estados Unidos", acrescentou, na ocasião. Também naquele ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, avaliou que dívida brasileira não precisa estar no mesmo patamar dos emergentes porque, em sua visão, há "diferenciais importantes" na economia brasileira, como praticamente ausência de dívida em dólar e mercado financeiro doméstico desenvolvido, entre outros. "É difícil falar sobre isso, é uma mega discussão. A Índia tem divida maior do que a nossa, é um país também em desenvolvimento. Cresce bastante, tem uma trajetória estável de dívida, e segue o jogo. Comparar o Brasil com a América Latina? O Brasil é mais comparável com a Índia ou com o Peru?", questionou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em 2023. Crescimento da dívida Os números do BC mostram que o endividamento permaneceu relativamente estável até 2014, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). No primeiro ano do segundo mandato de Dilma, em 2015, a dívida deu um salto de 10 pontos percentuais. Em 2016, subiu outros seis pontos percentuais. Dilma sofreu "impeachment" em agosto daquele ano. Os dados do BC mostram que a dívida continuou crescendo na gestão Temer, e atingiu seu ápice em 2020, sob Jair Bolsonaro, por conta de gastos extraordinários relacionados com a Covid-19. Apesar de mais de R$ 660 bilhões em despesas extraordinárias com a pandemia, a dívida caiu quando se considera toda gestão Bolsonaro, pois estava em 87,1% do PIB em 2019 (início do mandato), terminando 2022 (último ano do governo) em 83,9% do PIB. No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o endividamento subiu dez pontos percentuais em três anos e meio por conta, principalmente, do aumento de despesas públicas, algo que tem pressionado a taxa e as despesas com juros, tais como: PEC da transição: governo aprovou, ainda em 2022, a chamada PEC da transição, por meio da qual ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano. Reajuste real do salário mínimo: governo Lula retomou a política de reajustes reais do salário mínimo, ou seja, aumentos acima da inflação (limitada a 2,5%). Esse foi um dos principais fatores a elevar as despesas, visto que os benefícios previdenciários não podem ser menores que o salário mínimo. Pisos saúde e educação: governo retomou a política de que os gastos mínimos em saúde e educação são atrelados à receita, e não mais à inflação do ano anterior (essas rubricas estavam dentro do teto de gastos, do presidente Temer, até então). Pagamento de precatórios atrasados: o que injetou R$ 92,3 bilhões na economia no fim de 2023, início de 2024. A Fazenda admite que isso influenciou a aceleração no ritmo de crescimento do setor de serviços. Reajustes a servidores públicos: governo retomou política de reajustes a servidores públicos, que estava represada no governo Jair Bolsonaro, com base na inflação. Houve ampla mesa de negociação com cerca de 100 categorias contempladas. Dívida pública por mandatos pelo critério do FMI Lula 1 (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB; Lula 2 (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB; Dilma 1 (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB; Dilma 2 (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB; Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB; Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB; Lula 3 (2023 até junho de 2026): alta parcial de 10,2 pontos percentuais. O que fazer? Para tentar conter o crescimento da dívida pública, e proporcionar uma queda sustentável da taxa básica de juros, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, estimou que o governo teria registrar superávits primários acima de 2% do PIB. A atual gestão do presidente Lula ainda não conseguiu trazer as contas de volta ao azul, apesar de o governo ter elevado uma série de impostos nos últimos anos, com a carga tributária atingindo recordes históricos. ▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos. ▶️Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para trazer as contas de volta ao equilíbrio, conter a expansão da dívida pública e proporcionar uma queda sustentável dos juros no país - favorecendo um crescimento econômico sustentado. A equipe econômica, por sua vez, tem apostado no chamado "arcabouço fiscal", ou seja, nas regras para as contas públicas aprovadas em 2023 em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Por conta de exceções ao limite de gastos e despesas fora do orçamento, entretanto, esse mecanismo não tem se mostrado efetivo na geração de superávits primários nas contas do governo nos últimos anos - que seguem no vermelho. Questionado pelo g1 no começo de julho se não seria excessivo um novo aumento de 10 pontos percentuais da dívida em um eventual quarto mandato de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de início avaliou que a principal culpada pela alta de juros não seria o Ministério da Fazenda, mas sim o peso dos juros nas contas públicas. Depois, entretanto, afirmou que o governo buscaria, em um possível novo mandato, a obtenção de superávits primários, mas "sem loucura". "Nós vamos fazer isso estruturalmente. Se você pegar o histórico de primário efetivo que a gente viu no passado, estrutural e efetivo, não era sustentável. O país estava indo mal. O país agora começa a ir melhor. Nós estamos numa trajetória de melhoria. De novo, está tudo certo? Está tudo pronto? Não. Mas é preciso ser feito de maneira que a gente siga crescendo e comece a gerar resultado primário positivo. Efetivamente positivo. O que eu espero fazer no próximo ano, porque o orçamento que vai ser entregue agora para o próximo ano", afirmou Durigan ao g1, na ocasião.
31/07/2026 11:41:29 +00:00
Aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto

Logo do Tesouro Direto Reprodução O aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto, informou o programa na quinta-feira (30). A partir dessa data, usuários poderão acessar investimentos apenas pelo Portal do Investidor ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm conta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o Tesouro Direto, a mudança faz parte da "construção de uma nova experiência" para os investidores, que será apresentada futuramente. Ainda não há previsão para o lançamento da nova plataforma. Com o fim do aplicativo, os investidores poderão continuar acompanhando a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates, acessar o histórico de operações e gerenciar os investimentos por meio do Portal do Investidor. O Tesouro Direto ressaltou que a desativação do aplicativo não altera os investimentos já realizados. Os títulos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecerão preservados, sem necessidade de qualquer ação por parte dos participantes do programa. Agora no g1
31/07/2026 11:07:47 +00:00
Milei promove reforma do Banco Central e 'shutdown' em caso de déficit na Argentina

Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O presidente argentino, Javier Milei, apresentou nesta quinta-feira um pacote de reformas que inclui uma reorganização do Banco Central (BCRA) para aumentar a disciplina monetária e uma iniciativa para suspender atividades não essenciais do Estado em caso de déficit prolongado. Em pronunciamento na TV, Milei detalhou seu plano para o BCRA, que busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias. O projeto de lei estabelece que "a missão fundamental do Banco Central volta a ser a de preservar o valor da moeda", ressaltou o presidente. A mudança também busca dificultar os mecanismos de remoção das autoridades do órgão, para "blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política", disse Milei, que criticou os governos anteriores e afirmou que "o Banco Central tem sido uma ferramenta que permitiu o roubo da alta política". O presidente também anunciou um projeto para implementar um "shutdown", ou fechamento do governo, em caso de déficit fiscal prolongado, durante o qual "as atividades não essenciais do Estado serão paralisadas, os novos gastos serão congelados e nenhum contrato será concedido". Durante esse período, nem os legisladores nem o alto escalão do Executivo "receberão um único peso de salário". O anúncio gerou uma resposta imediata do principal sindicato de trabalhadores do Estado (ATE), cujo líder, Rodolfo Aguiar, destacou que o fechamento "já começou" na prática, devido às políticas do governo. "Muitos serviços essenciais já não estão sendo garantidos por causa do ajuste, de cortes, do esvaziamento e de demissões em massa", publicou no X. O presidente apresentou ainda um projeto de "liberalização profunda" do mercado de capitais e uma "reforma estrutural do mercado de seguros". Todas as iniciativas terão que ser aprovadas pelo Congresso antes de entrar em vigor, mas Milei não informou quando elas serão submetidas ao Legislativo. O Ministro da Economia, Luis Caputo, disse que o presidente explicou os detalhes da reforma à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e que a funcionária saiu dessa reunião "muito satisfeita". O Fundo já havia manifestado seu apoio ao projeto de reforma, que considera fundamental para facilitar o retorno da Argentina aos mercados financeiros e o acesso ao crédito. Para o economista Daniel Marx, diretor da consultoria Quantum, o anúncio da reforma "busca reduzir o risco associado às eleições presidenciais de 2027, que muitas vezes se manifesta na Argentina em movimentos financeiros fortes". Agora no g1
31/07/2026 10:41:37 +00:00
ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes

Obras da pista de pouso e dos galpões no Orletti Park Log, em Pinheiros, Norte do Espírito Santo Divulgação/Orletti Park Log Produtores e empresários estão investindo na construção de um complexo logísitico do agronegócio localizado na cidade de Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. A área terá 350 mil metros quadrados, com galpões e até um aeroporto. O complexo deverá abrigar empresas de diferentes áreas, como fertilizantes e do comércio de café e outras culturas do agronegócio da região. "O agronegócio de toda a região vem crescendo muito forte. Estamos falando de café conilon, pimenta e outras culturas", disse Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O empresário também enxerga outras possibilidades para o complexo, para diversificar as atividades no local. Os valores que serão investidos no negócio não foram divulgados. "Já começaremos com uma empresa de comércio de café e com uma outra que fará distribuição, mistura e fabricação de fertilizantes e três estruturas diferentes. Vejo possibilidades para packing house (casa de embalagem e beneficiamento) de frutas, outros tipos de serviços, agroindústria e comércio. O aeroporto vai dar muito dinamismo para isso aqui". A pista do aeroporto, que é o grande chamariz do projeto, terá 1.100 metros e poderá receber voos noturnos. No local, haverá ainda um hangar para guardar aeronaves e receber passageiros. LEIA TAMBÉM: INFRAESTRUTURA: Aeroporto de Cachoeiro é entregue e pode receber até 9 aviões ao mesmo tempo VÍDEO: cachorrinha resgatada de lixão cai em ralo, fica presa em tubulação de casa e é salva por bombeiros MISTURA NAS DROGAS: Técnica de enfermagem é presa suspeita de desviar fentanil e morfina de hospitais para abastecer o tráfico Agora no g1 "Começamos a perceber a necessidade de áreas maiores e mais modernas para que os empresários pudessem tocar os seus negócios e, além disso, a necessidade cada vez maior de pistas adequadas para aeronaves. Os produtores estão usando cada vez mais para trabalhar, afinal, os negócios estão crescendo, e precisamos receber os clientes, muitos vêm de fora do Brasil. Muita gente não vem a Pinheiros por falta de pistas adequadas para pousar. Isso vai acabar quando a nossa pista estiver pronta", explicou Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log. A estapa de asfalto da pista começa em agosto e, na sequência, os empreendedores darão entrada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para que a operação seja autorizada. "Queremos começar a usar o quanto antes, mas dependemos da autorização do órgão regulador. Sobre os armazéns, as obras dos primeiros já estão sendo concluídas e, nas próximas semanas, começaremos a operar", explicou Orletti. *Com informações de Abdo Filho. Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para o Oriente Médio, com destaque para o café e a pimenta-do-reino TV Gazeta Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
31/07/2026 07:01:04 +00:00
Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ

Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ Uma visita inesperada chamou a atenção da produtora rural Mônica Bezerra, em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. Ela registrou em vídeo um felino cruzando o pasto da fazenda e, após o animal desaparecer rapidamente, ficou a dúvida: seria uma onça? A resposta é não. Segundo o veterinário Enrico Ortolani, consultor do Globo Rural, o animal visto nas imagens é um gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, um felino silvestre encontrado em grande parte do território brasileiro. O gato-mourisco é menor que uma onça. Quando adulto, pode pesar até cerca de 7 quilos e apresenta pelagem que varia do cinza-escuro ao avermelhado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A espécie se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, aves, répteis e roedores e tem um hábito diferente da maioria dos felinos: costuma ser mais ativa durante o dia. Apesar de ser relativamente distribuído pelo país, o gato-mourisco é uma espécie ameaçada de extinção, o que torna registros como o feito por Mônica ainda mais importantes para o monitoramento da fauna brasileira. LEIA TAMBÉM: Produtor colhe mamão de quase 8 kg no interior de São Paulo; veja vídeo Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa Gato-mourisco Reprodução/Globo Rural Pesquisadores registram pela 1ª vez gato-mourisco em reserva ambiental da Serra Gaúcha
31/07/2026 06:02:45 +00:00
Gasolina com 32% de etanol chega aos postos; veja como proteger seu carro

Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32% A partir deste sábado, 1º de agosto, a gasolina no Brasil deve ser comercializada com 32% de etanol. Antes, esse percentual era de 30%. A mudança foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e terá validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o conselho, a medida considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, e ocorre em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que veículos antigos ou sem calibração específica podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes. O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho, pedindo a suspensão do aumento da mistura de etanol. O argumento do MPF é que os testes não foram realizados de forma conclusiva e que os impactos ambientais não foram devidamente considerados. O g1 listou algumas dicas para que o motorista proteja dos efeitos do etanol o motor de carros que não são flex. Quais são os desafios da mudança Como o etanol 'ataca' o motor Como proteger carros que não são flex Velas mais resistentes podem ajudar? Quais hábitos podem ajudar a reduzir o desgaste Filtro de combustível merece atenção; entenda Quais são os primeiros sinais de problema? As revisões podem ficar mais caras? Haverá consequências no bolso? O que diz a Anfavea O que diz a indústria do etanol Medida vinha sendo estudada Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil A proposta de aumentar a proporção de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a mudança pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo) Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para concentrações menores de etanol. O CNPE refutou a possibilidade de que a nova mistura cause danos aos automóveis. "No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também afirma que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustível renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo) A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) definiu um período de transição para permitir que distribuidoras e postos comercializem os estoques produzidos antes da entrada em vigor da nova regra sobre a mistura de etanol na gasolina. Durante esse intervalo, a agência não aplicará autuações nem medidas de interdição relacionadas ao novo percentual de etanol. O prazo é de 15 dias para distribuidoras e 30 dias para postos nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Na Região Norte, os prazos são maiores, de 30 dias para distribuidoras e 60 dias para postos, em razão das dificuldades logísticas e do maior tempo necessário para o transporte de combustíveis. Voltar ao menu. Como o etanol 'ataca' o motor O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor. A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica. Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para a nova concentração de etanol. A lista engloba: tanque; boia; bomba de combustível; linhas de combustível metálicas ou plásticas; bico injetor; câmara de combustão; pistões; vedações. Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência. "As principais avarias que podem ocorrer são corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção. Isso pode provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e do consumo e até danos mais graves, principalmente na bomba de combustível e nos injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor Arte / g1 Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor. O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina. 🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal. Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia. Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano. Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado. Voltar ao menu. Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque Divulgação / GM Como proteger carro que não é flex Segundo Marcos Passos, gerente de engenharia da PHINIA, alguns cuidados ajudam a preservar o sistema de combustível de veículos antigos ou importados, desenvolvidos para rodar apenas com gasolina ou com uma concentração menor de etanol. Existem aditivos que podem ajudar em situações específicas, mas eles não tornam compatível com altos teores de etanol um veículo que não foi projetado para esse tipo de combustível, explica Passos. Se houver incompatibilidade em mangueiras, juntas, vedadores, componentes de alumínio, tanque ou sistema de alimentação, o aditivo não elimina esse risco. Entre os produtos que podem fazer diferença estão os estabilizadores de combustível, indicados principalmente para veículos que ficam muito tempo parados. Aditivos para proteger motores a gasolina podem amenizar efeitos do aumento da mistura de etanol Divulgação Há também os inibidores de corrosão, presentes em alguns aditivos premium, que criam uma película de proteção sobre superfícies metálicas. Por fim, há os aditivos limpadores do sistema de combustível, que removem depósitos acumulados em válvulas, bicos injetores e na câmara de combustão. Voltar ao menu. Velas mais resistentes A substituição das velas de ignição não resolve diretamente os efeitos do aumento da concentração de etanol na gasolina. “Porém, velas mais resistentes podem, em alguns casos, melhorar a confiabilidade da ignição, especialmente em motores mais antigos, importados ou que já apresentam dificuldade de partida”, diz o especialista. O principal desafio está na compatibilidade dos materiais do sistema de combustível e na maior absorção de umidade provocada pelo etanol. Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center As velas convencionais de níquel ou cobre são as mais comuns. Já as de platina têm eletrodos mais resistentes ao desgaste, enquanto as de irídio estão entre as melhores opções para muitos veículos modernos. Quando houver modelos homologados para o motor, as velas de platina ou de irídio podem ser uma boa opção, por oferecerem maior durabilidade e uma ignição mais estável. Essas velas normalmente custam mais do que as convencionais, segundo Vinicius Giungi, proprietário da Ben Imports, loja especializada na importação de peças automotivas. "Mas também oferecem maior durabilidade quando aplicadas corretamente. A troca somente deve ser realizada por um modelo homologado para aquele motor, respeitando o grau térmico, o comprimento e o diâmetro da rosca, a folga dos eletrodos e o torque de instalação", explica Giungi. Não é recomendado instalar uma vela mais fria ou mais quente apenas por causa do aumento do etanol. "Uma vela muito fria pode acumular resíduos e provocar falhas, enquanto uma vela muito quente pode favorecer superaquecimento e pré-ignição. Uma folga incorreta também pode sobrecarregar as bobinas e aumentar as falhas de combustão", diz Giungi. Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem um estudo técnico pode reduzir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustível. Portanto, não basta que o filtro retenha partículas menores. Segundo o empresário, ele precisa manter todas as características exigidas pelo sistema. Voltar ao menu. Hábitos ajudam a reduzir o desgaste Na maioria dos carros modernos, a mudança da gasolina com 27% de etanol para a mistura com 32% não exige mudanças na rotina de partida. Os sistemas de injeção eletrônica normalmente conseguem compensar automaticamente essa pequena diferença na composição do combustível. “Ligar o motor e aguardar entre 10 e 30 segundos antes de sair; evitar acelerar logo após a partida; dirigir suavemente nos primeiros minutos e usar o carro regularmente”, aconselha Passos. Voltar ao menu. Filtro de combustível merece atenção Existem filtros de combustível específicos para etanol ou compatíveis com veículos flex. Esses componentes utilizam elementos filtrantes, vedações e carcaças adequados a esse combustível. Nos veículos flex, a mudança da gasolina com 27% para 32% de etanol não causa impactos, já que eles foram projetados para trabalhar com combustíveis de alta concentração desse biocombustível. Filtros de combustível Divulgação Já alguns veículos não flex têm margem para suportar essa variação, mas exigem atenção. Se o filtro foi desenvolvido para gasolina com 27% de etanol, o aumento da concentração pode afetar vedações, adesivos, resinas e componentes metálicos, devido ao maior potencial de corrosão e à absorção de água. Nesses casos, pode ser necessária a substituição por filtros mais modernos, preparados para concentrações mais elevadas de etanol. Passos explica que esses filtros oferecem maior resistência química, melhor retenção de partículas finas e maior capacidade de filtração. Isso também ajuda a reter resíduos que podem se desprender do tanque e das tubulações com a maior concentração de etanol, evitando que cheguem aos injetores de combustível. "Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem estudo técnico pode diminuir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustível", diz Giungi. Portanto, não basta que o filtro retenha partículas menores. Ele precisa manter todas as características exigidas pelo sistema, afirma o empresário. Voltar ao menu. Primeiros sinais de problema Segundo Marcos Passos, os primeiros sinais costumam surgir antes de qualquer dano mais sério ao motor. Na maioria dos casos, os problemas estão relacionados ao sistema de combustível, ao sistema de ignição ou à calibração do veículo. Os sinais iniciais mais comuns são: Dificuldade de partida, principalmente com o motor frio; Marcha lenta instável; Aumento perceptível do consumo de combustível. Também podem surgir perda de desempenho, acelerações mais lentas, dificuldade nas retomadas, luz da injeção eletrônica acesa, cheiro de combustível, vazamentos, engasgos durante as acelerações e falhas sob carga. Em carros antigos, também é importante observar, durante as revisões, sinais de corrosão em conexões metálicas, mangueiras endurecidas ou rachadas e resíduos no filtro de combustível. Se o veículo passar a apresentar dificuldade de partida, marcha lenta irregular ou aumento perceptível do consumo após algumas semanas ou meses de uso da gasolina com 32% de etanol, a orientação é procurar assistência técnica especializada ou um mecânico de confiança para avaliar o sistema. Voltar ao menu. Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina Divulgação Revisões podem ficar caras No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos. "Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio-proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center. O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã. O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor. A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape. Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro Divulgação / Bosch Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor. Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade. Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo. "Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden. Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações. A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque. Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina. Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível. Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições. Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil. Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido. Voltar ao menu. Bolso pode sentir E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Ben Imports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação. As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI. Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina. “Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica. Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são: Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível; desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação; ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos; oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação; travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível; baixa vida útil de velas de ignição. Bico Injetor Bosch para Bmw 320 (F30) feita entre 2012 e 2019 Reprodução Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra. A bomba de combustível de um Range Rover Evoque, feito entre 2011 e 2019, custa mais de R$ 1.900. Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam. “Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica. Voltar ao menu. Anfavea pede cautela A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves. Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes. "Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet. Igor Calvet, presidente da Anfavea Divulgação | Anfavea O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação. A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet. Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país. Voltar ao menu. Indústria do etanol defende medida A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório. Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do país ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.” A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.” A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira. Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável. Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira. Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos. A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível. Segundo Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica, os testes feitos com a especificação de E30 já contemplavam a possibilidade da mistura chegar até 32%. Na época, a legislação permitia que a bomba do posto apresentasse essa composição como margem de erro. Agora, com o E32, segundo Rodrigues, não foi estabelecida a margem de 2 pontos percentuais e, portanto, o posto não pode vender gasolina com 34% de etanol. A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar. Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil. “Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustíveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA. 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31/07/2026 03:00:15 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita paga o 3º lote de restituição nesta sexta; veja se vai receber

A Receita Federal paga nesta sexta-feira (31) o terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2026. Serão pagos R$ 4,61 bilhões a 2,74 milhões de contribuintes. (veja aqui como consultar) Do total de restituições desse lote: 839.464 restituições para contribuintes prioridade em razão da utilização da declaração pré-preenchida e/ou da opção de recebimento via PIX; 507.262 restituições serão pagas a contribuintes enquadrados em diferentes critérios de prioridade; 1.396.474 restituições referem-se a contribuintes sem enquadramento em categorias prioritárias. Agora no g1 Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
31/07/2026 03:00:15 +00:00
Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira (30) o decreto que detalha a liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos do Orçamento de 2026, anunciada na semana passada pela equipe econômica. O texto atualiza a programação orçamentária e financeira da União após a revisão das estimativas de receitas e despesas feita no terceiro relatório bimestral de avaliação fiscal. Para os ministérios, foram liberados R$4,5 bilhões, e entre os mais beneficiados estão: Ministério das Cidades: R$ 1,2 bilhão; Ministério dos Transportes: R$ 1,016 bilhão; Ministério da Fazenda: R$ 540 milhões; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 336 milhões; Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 300 milhões; Ministério da Educação: R$ 280 milhões. As emendas parlamentares também foram contempladas com liberação de R$1,2 bilhão. 🔎 A autorização foi concedida porque o governo reestimou as despesas previstas para este ano e concluiu que havia espaço dentro do limite existente no chamado arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. 🔎 Pelas regras, o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. E o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação. Agora no g1 A medida havia sido anunciada no último dia 24 pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, juntamente com o relatório bimestral de receitas e despesas. Na ocasião, a equipe econômica informou que a revisão para baixo de algumas despesas obrigatórias abriu margem para ampliar os gastos discricionários, que são aqueles sobre os quais o governo tem maior poder de decisão. Apesar da liberação de recursos, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados no Orçamento deste ano. Os anexos do decreto mostram que esse montante continua sujeito a medidas de contenção distribuídas entre ministérios e emendas parlamentares. Em maio, o governo havia informado uma contenção total de R$ 23,7 bilhões. Com a atualização das projeções fiscais, parte desses recursos pôde ser liberada, reduzindo o valor bloqueado Gastos livres A liberação de despesas ocorrerá nos chamados gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Nessa categoria estão despesas administrativas, investimentos, manutenção de universidades federais, funcionamento de agências reguladoras, emissão de passaportes, bolsas da Capes e do CNPq, fiscalização ambiental e combate ao trabalho escravo, entre outras ações. 💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser alvo de bloqueio de recursos, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros. Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado Revisão das despesas A equipe econômica também reduziu projeções de despesas primárias para 2026. Entre os principais recuos estão: pessoal e encargos sociais: R$ 4,2 bilhões; benefícios previdenciários: R$ 3,2 bilhões; Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 3,2 bilhões. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a redução nas estimativas relacionadas aos benefícios previdenciários está ligada ao ritmo de concessão desses benefícios. Por outro lado, o governo aumentou as projeções de gastos com: abono salarial e seguro-desemprego: R$ 1,6 bilhão; saúde: R$ 3,4 bilhões. Meta fiscal Além de cumprir os limites de crescimento das despesas previstos no arcabouço fiscal, o governo também precisa atingir a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para 2026, a meta é registrar superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pela legislação, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Com a revisão das projeções de receitas e despesas anunciada na semana passada, o governo passou a estimar déficit primário de R$ 52 bilhões em 2026, ante uma previsão anterior de R$ 60,3 bilhões. Os anexos do decreto publicado nesta quinta-feira mantêm a projeção de déficit de cerca de R$ 52 bilhões para este ano.
31/07/2026 02:50:03 +00:00
Após ataque de IA da OpenAI, Anthropic diz que seus modelos também invadiram outras empresas

Claude, da Anthropic, está entre os assistentes de IA mais populares do mundo, rivalizando com ChatGPT e Gemini Ryan Donegan/Flickr A Anthropic informou nesta quinta-feira (30) que seu assistente de inteligência artificial Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet. A revelação dos incidentes acontece dias após a OpenAI, dona do ChatGPT, informar que dois de seus modelos de IA encontraram formas de invadir um sistema e fizeram um ataque "sem precedentes". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Anthropic, os ataques do Claude foram identificados após a análise de mais de 141 mil sessões de teste. A revisão começou a ser feita justamente após a divulgação do incidente com os modelos da OpenAI. "O Claude comprometeu a infraestrutura das organizações afetadas usando técnicas básicas, como explorar senhas fracas e pontos de acesso não autenticados", disse a Anthropic. Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI Segundo a Anthropic, as invasões começaram em abril e envolveram o Claude Opus 4.7, o Claude Mythos 5 e um terceiro modelo de IA voltado para pesquisa, durante exercícios em que modelos são orientados a buscar informações ocultas em redes simuladas. Os comandos indicavam para os modelos do Claude que eles não tinham acesso à internet, mas um mal-entendido com a empresa parceira Irregular deixou os sistemas conectados à internet, afirmou a Anthropic. Em comunicado, a empresa disse que começou a revisar os registros em 23 de julho. No mesmo dia, suspendeu as avaliações depois de encontrar indícios de que o Claude poderia ter acessado a internet. A companhia informou que identificou os três incidentes até 24 de julho e notificou as organizações afetadas em 27 de julho. A Anthropic afirmou ainda que duas das empresas que sofreram os ataques não sabiam da atividade indevida antes de serem notificadas e que ainda buscava contato com a terceira companhia.
31/07/2026 00:33:25 +00:00
Vale tem lucro de US$ 1,37 bilhão no 2º trimestre, queda de 35%

Mineradora Vale. Washington Alves/ Reuters A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (30). O resultado foi pressionado pela piora do desempenho financeiro, principalmente pelos efeitos da marcação a mercado de derivativos e pelo aumento dos tributos sobre o lucro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em comunicados separados, a companhia também anunciou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, informou o pagamento de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio e elevou o piso da faixa de estimativas para a produção de cobre e níquel em 2026. O lucro líquido ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de US$ 1,8 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG. Agora no g1 O lucro líquido proforma, que exclui itens não recorrentes, totalizou US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado refletiu principalmente uma variação negativa de US$ 798 milhões na marcação a mercado de derivativos, diante de uma forte base de comparação com um ano antes. Também houve impacto do aumento dos tributos sobre o lucro, influenciados sobretudo por uma variação negativa de US$ 326 milhões relacionada aos efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias. Segundo a Vale, esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 642 milhões no Ebitda proforma e pelo impacto da provisão da Samarco registrada no segundo trimestre de 2025, refletido nos resultados de equivalência patrimonial de coligadas e joint ventures. "Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos", disse o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, no relatório financeiro da companhia. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou US$ 3,676 bilhões entre abril e junho, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo avanço dos preços realizados e pelo aumento do volume de vendas. A receita líquida de vendas totalizou US$ 10,498 bilhões no trimestre, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. A Vale reiterou que as vendas cresceram em todos os negócios. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas de minério de ferro, cobre e níquel avançaram 3%, 10% e 7%, respectivamente. O preço realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 12% em relação ao segundo trimestre de 2025. Já o cobre teve preço realizado de US$ 14.062 por tonelada, um salto de 57%. Na divisão de metais básicos, o Ebitda ajustado subiu 79%, para US$ 1,289 bilhão, impulsionado principalmente pelo cobre, cujo Ebitda avançou 91%, para US$ 1,026 bilhão. Já na unidade de Soluções de Minério de Ferro, o Ebitda ajustado cresceu 3%, para US$ 3,056 bilhões. Novas estimativas A Vale revisou suas projeções de produção de cobre e níquel para 2026. A estimativa para o cobre passou de 350 mil a 380 mil toneladas para 360 mil a 380 mil toneladas. Já a do níquel foi elevada de 175 mil a 200 mil toneladas para 185 mil a 200 mil toneladas. Segundo a empresa, a revisão reflete o forte desempenho operacional dos dois segmentos no primeiro semestre. A companhia também reduziu suas estimativas de custo total de produção. Para o cobre, passou a prever um custo de até US$ 500 por tonelada, ante uma faixa de US$ 1.000 a US$ 1.500. No níquel, a estimativa caiu para US$ 10.000 a US$ 11.500 por tonelada, frente aos US$ 12.000 a US$ 13.500 projetados anteriormente. Segundo a Vale, a revisão reflete perspectivas mais favoráveis para os preços dos produtos vendidos junto com o minério e ganhos operacionais. O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,505 bilhão no trimestre, 49% acima do registrado um ano antes, impulsionado pelo maior Ebitda proforma e pelo menor pagamento de tributos. A dívida líquida expandida encerrou junho em US$ 16,677 bilhões, uma queda de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior.
31/07/2026 00:13:33 +00:00
Mega-Sena, concurso 3038: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3038: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3038 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas seria de R$ 85.091.902,76. Entretanto, ninguém acertou e o prêmio para o próximo sorteio acumulou para R$ 100 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 38 - 50 - 35 - 39 - 30 - 46 5 acertos: 41 apostas ganhadoras, R$ 64.733,96 4 acertos: 2.549 apostas ganhadoras, R$ 1.716,31 Mega-Sena 3038 Reprodução / Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
31/07/2026 00:01:35 +00:00
Justiça homologa recuperação extrajudicial da Raízen e valida renegociação de R$ 61,4 bilhões

Logo da Raízen Divulgação A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, que torna efetiva a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras da companhia com bancos e investidores. Em valores envolvidos, este é o maior processo de recuperação extrajudicial da história do país. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com os credores. Depois que há adesão do percentual mínimo previsto em lei, o plano pode ser homologado pela Justiça, passando a valer para todos os credores abrangidos. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. Segundo o comunicado divulgado pela empresa, a decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central de São Paulo e faz com que os termos do plano passem a valer para todos os credores abrangidos pela reestruturação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia informou que o plano recebeu a adesão de 81,6% dos credores financeiros sem garantias específicas, percentual suficiente para a homologação judicial, e que nenhum credor apresentou contestação ao pedido. "A homologação do Plano reforça a confiança dos stakeholders na solução consensual e estruturante do endividamento do Grupo Raízen, conciliando suas necessidades de liquidez de curto prazo com uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo." Agora no g1 Plano de reestruturação Com a homologação, a empresa dará sequência às medidas previstas no plano de reestruturação. Entre elas está a possibilidade de alguns credores converterem parte dos valores que têm a receber em participação na companhia, por meio da emissão de units (conjunto de ações negociado na bolsa), além do recebimento de novos títulos de dívida garantidos. A empresa também pretende realizar um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que será integralizado pela Shell Brasil Petróleo e, caso confirme adesão, também pela Aguassanta Participações, empresa controlada pela família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan. Além disso, a Raízen prevê uma reorganização de sua estrutura, incluindo a separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de energia, bem como a venda de ativos e outras medidas previstas no plano. Segundo a companhia, a homologação também torna obrigatório o novo cronograma de pagamento das dívidas renegociadas para todos os credores abrangidos. A empresa informou ainda que divulgará, oportunamente, as regras para que os credores possam escolher as opções de pagamento previstas no plano. "A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema. O plano segue disponibilizado no site de relações com investidores da companhia e no sistema da CVM [Comissão de Valores Mobiliários], nos termos da regulamentação aplicável", diz o comunicado. Pedido de recuperação extrajudicial Em março, a Raízen anunciou que havia pedido recuperação extrajudicial enquanto buscava um acordo com os credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa da companhia. Segundo a empresa, a medida tinha como objetivo dar mais segurança às negociações e facilitar a reorganização do endividamento do grupo. Na época, a Raízen informou que as dívidas financeiras somavam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de obrigações entre empresas do próprio grupo. O pedido ocorreu em um momento de deterioração da situação financeira da companhia. A Raízen afirmou que foi afetada por uma combinação de fatores, como o elevado volume de investimentos realizados nos últimos anos, condições climáticas adversas que prejudicaram as safras de cana-de-açúcar, oscilações nos preços do açúcar e juros elevados, que aumentaram o custo da dívida e pressionaram o caixa. Ao fim de dezembro, a dívida líquida da empresa havia alcançado R$ 55,3 bilhões, segundo números divulgados anteriormente. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em dezembro de 2025, a Raízen registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Desse total, R$ 11,1 bilhões foram resultado de um ajuste contábil que reduziu o valor de parte de seus ativos. Desconsiderando esse efeito, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
30/07/2026 21:05:33 +00:00
BNDES aprova crédito de R$ 8 bilhões para Azul, Gol, Latam e Abaeté

Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (30) uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para reforçar as despesas de quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, Gol e Latam. Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), poderão ser utilizados até dezembro de 2026. A medida busca dar investimento rápido às empresas diante da forte alta nos custos do combustível de aviação, que quase dobrou entre abril e maio deste ano em consequência da escalada da guerra no Oriente Médio. A linha de financiamento é destinada às empresas de transporte aéreo regular doméstico. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento. Avião passando bem perto de bar, em Goiânia, assusta e ao mesmo tempo impressiona clientes Reprodução/Perfil do TikTok de Fernanda Leite "São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio", afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação a partir de junho O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse que a iniciativa fortalece a sustentabilidade financeira das companhias. Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou que o apoio é compatível com a relevância do setor para a economia. Por que o combustível do avião está tão caro? O custo do combustível de aviação disparou no primeiro semestre desse ano devido à escalada da guerra no Oriente Médio. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou as cotações internacionais do petróleo, em meio ao temor de interrupções na oferta global da commodity, especialmente por causa dos riscos ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo. Como o preço do querosene de aviação (QAV) acompanha as oscilações do petróleo, a Petrobras reajustou o combustível em mais de 50% em abril. Embora tenha reduzido o preço em 14,2% em junho, o QAV ainda acumulava alta de 54,5% no ano, pressionando os custos das companhias aéreas.
30/07/2026 20:37:37 +00:00
De Volkswagen à BMW, crise se espalha nas montadoras alemãs

'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos Com a concorrência chinesa em ascensão, os lucros em queda e a popularização de veículos elétricos da China, gigantes automobilísticas alemãs planejam dezenas de milhares de demissões e revisão de estratégias. A BMW anunciou na quarta-feira (29) o corte de até 8 mil postos de trabalho em todo o mundo, tornando-se a quinta montadora alemã a divulgar grandes reduções de pessoal. O setor automobilístico enfrenta crescente pressão da concorrência chinesa, especialmente no segmento de veículos elétricos. Segundo a empresa sediada em Munique, as demissões afetarão cerca de 5% da força de trabalho global, que soma 154 mil funcionários. A BMW, proprietária também das marcas Mini e Rolls-Royce, afirmou que o impacto será maior sobre as operações na Alemanha. Embora fosse considerada mais resistente à concorrência chinesa, a BMW alertou no mês passado que suas vendas na China estão caindo acentuadamente. A disputa no mercado de veículos elétricos com as montadoras do gigante asiático diminuíram o poder de precificação da alemã. Logotipo da BMW em veículo exibido no Salão Internacional do Automóvel de Pequim (Auto China), em Pequim, na China. Reuters No ano passado, as entregas de veículos da montadora na China reduziram para o menor nível desde 2017. No trimestre encerrado em junho, o recuo foi de 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuíram para as dificuldades, juntamente com o aumento dos preços da energia decorrente da guerra entre EUA, Israel e Irã e a expansão das fabricantes chinesas em outros mercados importantes, incluindo Europa, Ásia-Pacífico e América Latina. Na quinta-feira, a empresa informou que o lucro líquido do segundo trimestre caiu 35%, para 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões), enquanto a receita recuou de 34 bilhões (R$ 199 bilhões) para 31 bilhões de euros (R$181 bilhões). A BMW revisou suas projeções para o restante do ano e alertou para uma "queda significativa" nos lucros. Nem a Porsche escapa Dois dias antes, a Porsche anunciara planos para cortar mais 5 mil empregos na Alemanha até o fim de 2035. O número corresponde a cerca de um em cada cinco funcionários da empresa. A fabricante de carros esportivos informou que as novas medidas afetarão sua principal fábrica, em Stuttgart-Zuffenhausen, e seu centro de pesquisa e desenvolvimento na vizinha Weissach. Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha Divulgação / Porsche No ano passado, a Porsche já previra a eliminação de 1,9 mil postos de trabalho na região até 2029 e o encerramento de 2 mil contratos temporários. A empresa também vai adiar aumentos salariais, enquanto os bônus por desempenho passarão a estar mais diretamente vinculados aos lucros. A Porsche, que pertence ao Grupo Volkswagen, mas opera com elevado grau de independência, também reduziu vagas em sua fábrica de Leipzig e está fechando três subsidiárias que empregam cerca de 500 pessoas. No fim do ano passado, a Porsche tinha quase 41,8 mil funcionários, dos quais cerca de 85% estavam na Alemanha. Cortes profundos na Volkswagen A Volkswagen, maior montadora da Europa, dobrou no mês passado seu programa de redução de pessoal e anunciou planos para eliminar até 100 mil empregos. A empresa também pretende fechar quatro fábricas na Alemanha. Os sindicatos e o estado da Baixa Saxônia, que detém 20% dos direitos de voto na companhia e tem poder de veto sobre decisões estratégicas, rejeitaram os novos planos. Inicialmente, a Volkswagen havia informado que reduziria 50 mil postos de trabalho. A montadora é conhecida por seu quadro de pessoal inflado, com cerca de 630 mil funcionários em todo o mundo, ou 680 mil se consideradas as joint ventures chinesas. O grupo sediado em Wolfsburg emprega aproximadamente 60% mais trabalhadores que a Toyota, apesar de produzir quantidade semelhante de veículos. O grande contingente de funcionários, antes visto como símbolo da força industrial alemã, se transformou em peso financeiro diante da intensificação da concorrência das fabricantes chinesas de veículos elétricos. Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo A Volkswagen mantém internamente mais etapas da produção do que os concorrentes, o que aumenta a demanda por mão de obra. Além disso, os custos de produção nas fábricas alemãs costumam ser até duas vezes maiores que os de seus rivais. O avanço considerado lento da empresa no segmento de veículos elétricos também enfraqueceu suas vendas na China, mercado que já representou um terço das entregas globais, além da Europa. Mercedes reduz quadro sem demissões Em março do ano passado, a Mercedes-Benz acertou com seu conselho de trabalhadores um plano para economizar 5 bilhões de euros (R$ 29 bilhões) até 2027. No entanto, a empresa descartou demissões compulsórias em suas fábricas alemãs, defendendo que saídas voluntárias seriam suficientes para implementar as mudanças. Até março deste ano, cerca de 5.500 funcionários das áreas administrativa, de pesquisa e desenvolvimento e de tecnologia da informação haviam aderido a programas de desligamento. Os trabalhadores da produção permaneceram protegidos. No mês passado, a Mercedes adiou para 2027 o pagamento de um bônus a quase três quartos de sua força de trabalho na Alemanha e propôs ampliar a jornada semanal de 35 para 40 horas sem aumento salarial. Mercedes-Benz VLE Divulgação / Mercedes-Benz Executivos da empresa indicaram que algumas funções poderão ser transferidas para outros países. Foram relatadas ainda reduções de pessoal nas operações da montadora na China. Na terça-feira, a Mercedes afirmou ter registrado baixas contábeis superiores a 700 milhões de euros (R$ 4 bilhões) devido à forte concorrência na China. Embora o lucro líquido do segundo trimestre tenha crescido 13,5%, alcançando 1 bilhão de euros (R$ 6 bilhões), o lucro operacional da principal divisão de automóveis caiu um quarto, para 909 milhões de euros (R$ 5 bilhões). Audi também sob pressão A Audi, controlada pela Volkswagen, anunciou no ano passado planos para eliminar até 7,5 mil postos de trabalho na Alemanha até o fim de 2029. A empresa descartou demissões compulsórias e informou que os cortes nas áreas administrativa e de pesquisa e desenvolvimento ocorrerão por meio de programas voluntários e aposentadorias antecipadas. Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia. Divulgação / Audi No entanto, no mês passado, a fábrica da Audi em Neckarsulm foi incluída pela controladora Volkswagen entre as unidades que poderão ser fechadas em 2030. A medida pode afetar cerca de 15 mil trabalhadores.
30/07/2026 19:41:09 +00:00
Contas do governo têm déficit de R$ 48,2 bilhões em junho
As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 46,3 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o pior resultado para meses de junho desde 2023, quando foi registrado um déficit primário de R$ 51,6 bilhões (com a correção). Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, o aumento de despesas influenciou o resultado negativo. Segundo o governo, os gas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9% em junho, para R$ 243,3 bilhões. Os principais aumentos foram: Despesas do Poder Executivo Sujeitas à Programação Financeira (+R$ 10,1 bilhões); Créditos Extraordinários (+R$ 2,8 bilhões); Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões); Abono e Seguro-Desemprego (+R$ 1,7 bilhão); Pessoal e Encargos Sociais (+R$ 1,3 bilhão). Já as receitas líquidas registraram alta real de 10,3% em junho deste ano, para R$ 195,2 bilhões. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da arrecadação relativa à taxação e à alta do petróleo. Parcial do ano No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 92,2 bilhões, com alta de 717%. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 11,3 bilhões. A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos seis primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 5,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,26 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,35 trilhão entre janeiro e junho deste ano, com uma alta real de 12,3% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 52 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
30/07/2026 17:33:20 +00:00
Os 'Bolsonaros de IA' que fazem campanha até contra Flávio nas redes sociais nesta eleição

Vídeos de IA se multiplicam nas redes de apoiadores de Bolsonaro no TikTok Reprodução via BBC O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está há meses preso, atualmente em domiciliar, e proibido de usar redes sociais e fazer manifestações públicas e políticas, mas quem navega pelas redes sociais pode ter uma impressão diferente e acreditar que ele está em plena campanha nas eleições de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Gente, está difícil para nós", diz "Bolsonaro" chorando em um vídeo no TikTok. "Peço que apertem na cruz abaixo da minha foto e me ajudem a ganhar esta eleição." Em outro, o ex-presidente aparece ao lado do filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência pelo PL, fazendo coro em um pedido de apoio. "Vamos mostrar nossa força e vencer ainda no primeiro turno", eles dizem. "Bomba!", diz "Bolsonaro" em um terceiro vídeo. "Eu acabo de receber um alvará de liberdade para minha candidatura. Então, se você me apoia, aperta todos os botões ao lado e mande esse vídeo para três amigos." Não se trata de Bolsonaro de verdade, é claro, mas de sua imagem, fabricada com inteligência artificial (IA), em vídeos direcionados aos seus eleitores. São os chamado deepfakes, uma técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsas com alto grau de realismo. Eles servem para fazer pessoas parecerem dizer ou fazer coisas que nunca aconteceram. Agora no g1 Um "Bolsonaro de IA" foi usado pelo próprio Flávio Bolsonaro ao lançar oficialmente sua candidatura. Na convenção do PL que oficializou seu nome, o senador exibiu um vídeo de menos de um minuto em que a imagem e voz do pai aparecem pedindo o apoio a seu "escolhido". A peça começa informando que "isso que vocês estão vendo" não é Bolsonaro. "Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial", diz o avatar do ex-presidente. "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro, e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente", conclui a imagem de Bolsonaro. Mas, bem além da convenção do PL, a BBC News Brasil também encontrou ao menos uma dezena de vídeos nas redes sociais em que o "Bolsonaro de IA" faz de um pedido de apoio ao filho a uma celebração por um falso "alvará de liberdade". "Não vamos deixar o PT acabar com o Brasil", diz um dos vídeos com dezenas de milhares de visualizações. Em uma amostra de como esse tipo de tecnologia permite mesmo simular qualquer coisa, até mesmo o impossível, também há vídeos em que "Bolsonaro" faz o papel contrário: critica Flávio ao dizer que ele "não tem condição de ser presidente" e faz campanha contra o filho e a favor do seu adversário. "Venho nesse vídeo feito por IA pedir a todos vocês que não percam seu tempo em outubro votando no meu filho", diz um deles. "Por estar inelegível até a volta de Jesus, eu resolvi indicar Flávio como um fantoche da minha candidatura. (...) Mas eu já me arrependi de ter indicado esse moleque. A melhor opção é o Lula mesmo." Esses primeiros sinais de uma campanha que pode ser marcada pela utilização desta tecnologia mostram que a Justiça Eleitoral vai ter que deixar clara sua posição - e especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem discordam sobre o alcance das regras atuais. O advogado Alberto Rollo, mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), avalia que, neste momento de pré-campanha, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixam dúvidas sobre o que é ou não permitido. A resolução da Justiça eleitoral que estabelece regras das propagandas eleitorais (a 23.610, de 2019), veda expressamente o uso de deepfakes, independentemente se são usados para prejudicar ou favorecer candidaturas. A proibição ocorre mesmo que haja autorização, sendo a pessoa viva, falecida ou fictícia. "Mas a vedação está muito clara e objetiva quando se fala de propaganda eleitoral. Não pode e ponto. A questão é que, no momento, estamos fora do período de propaganda. A redação da resolução [do TSE] realmente está complicada e acho que gera dúvidas na fase de pré-campanha", avalia Rollo. O período de campanha e propaganda eleitoral geral começa em 16 de agosto. Já na avaliação de Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV/SP, não há dúvidas de que quem está produzindo e compartilhando vídeos de deepfake no contexto eleitoral já estão cometendo ilegalidade. "Há uma jurisprudência firmada há bastante tempo que diz que todas as regras formais da propaganda que valem para o período eleitoral valem também no período pré-eleitoral", diz. "Essa é uma regra que diz respeito à forma, ao tipo de tecnologia que está sendo usada, e não ao conteúdo. Então, não me resta dúvida, que isso vale também para o caso da convenção [do PL]. Não há área cinzenta", segue Neisser. Vídeo na convenção já sob análise no TSE Na convenção do PL, Flávio exibiu vídeo com avatar do pai Nelson ALMEIDA / AFP via Getty Images/ BBC Logo após a convenção em que Flávio exibiu o deepfake do pai, a Federação Brasil da Esperança, da qual o PT do presidente Lula faz parte, entrou com uma representação por propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial contra o PL e o candidato. O presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques, foi o sorteado para ser o relator da ação. Ao tribunal, os advogados da campanha de Flávio defenderam que a gravação não pretendeu enganar o público ou espalhar conteúdo falso. Na avaliação do especialista Alberto Rollo, pelas regras que existem e pelo fato de o vídeo ser identificado com IA no início - portanto, sem "tentativa de enganar" -, não houve ilegalidade em termos eleitorais na exibição do deepfake de Bolsonaro. Além de estarmos fora do período de propaganda, o advogado avalia que convenção é um "ato interno". "É uma reunião interna dos partidos. Não é para o público externo, eleitor", avalia Rollo. Fernando Neisser discorda. "É indiscutível que, quando você tem um material que é produzido para circular nas redes sociais, é irrelevante se o ambiente é interno ou externo. Segue sendo ilegal", diz. Mas, além da investigação eleitoral, o caso de Bolsonaro se complica ainda mais porque o ex-presidente está preso e vetado de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros. Na terça-feira (28/7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa do ex-presidente explicar se foi autorizado o uso de imagem e voz no vídeo exibido na convenção do PL. Moraes explicou no documento que o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal por golpe de Estado e também está proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. "A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado", escreveu Moraes. Em resposta a Moraes, na quarta-feira (29/7), a defesa do ex-presidente informou que ele não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo. Segundo a defesa, o presidente não teve contato com o filho porque está com o direito de visitas suspenso por 30 dias e Flávio está proibido de visitá-lo por 90 dias. Portanto, de acordo com os advogados, o ex-presidente não poderia ter autorizado o uso de sua imagem e voz Em 15 de julho, Moraes havia suspendido, por 90 dias, o direito de Flávio a visitar o seu pai depois de ter lido, nas suas redes sociais, uma carta em que o pai pedia união da direita em torno da pré-candidatura do senador. Em sua decisão, Moraes argumentou que leitura da carta por Flávio seria uma forma de burlar a restrição ao uso de redes sociais. Caso a campanha de Flávio seja punida por uso de deepfake, isso poderia até levar a alguma condenação de abuso de poder político, sujeito a cassação do registro e mandato. "Mas tem que configurar que teve deepfake, e não só uma uma vez. Toda jurisprudência do TSE, quando fala de abuso de poder político, fala em gravidade da conduta. Ou seja, teria que ter gravidade, condições de influenciar o pleito", diz Rollo. Fernando Neisser avalia que a campanha "já merece punição", mas ainda não se pode falar de "abuso de poder político". "Acho importante uma decisão reconhecendo que é ilegal, tirando conteúdo do ar e aplicando multa. E isso já fica como uma decisão, porque se a campanha decidir reiterar, aí sim vai poder se falar em abuso de poder e cassação de registro e inelegibilidade", conclui. Em nota, o TSE informou à reportagem que não se manifestará sobre temas ou casos que possam vir a ser ou são objetos de análise na Justiça Eleitoral. E os perfis nas redes sociais? E as páginas que publicaram outros deepfakes de Bolsonaro. Elas podem ser responsabilizadas na Justiça? Para Fernando Neisser, a proibição não diferencia candidatos de cidadãos comuns. "O que se quer é um ambiente em que esse tipo de material não seja produzido e não circule, sob pena de que essas pessoas respondam por isso", diz. Já Rollo avalia que, a partir de 16 de agosto, quando começa o período de propaganda eleitoral, esse conteúdo pode vir a ser enquadrado como irregular. "As resoluções não trataram de todas as hipóteses concretas. E aí o brasileiro é invetivo, e a IA permite isso. Então, a Justiça acaba tendo que analisar caso a caso, o que é perigoso, porque permite interpretações", avalia Rollo. O especialista prevê que pode acontecer nessa eleição algo parecido com à campanha à prefeitura de São Paulo em 2024, quando o candidato Pablo Marçal fazia campeonato de recortes de vídeos até com remuneração. "A Justiça Eleitoral não estava preparada, aí começa a jurisprudência sobre engajamento artificial estimulado por prêmio. Então, tem que se atualizar todos os dias, com cuidado para não ser parcial." Para Neisser, ainda não dá pra saber qual o volume de casos que a Justiça Eleitoral terá que analisar. "A Justiça Eleitoral age por provocação. É natural que as próprias candidaturas selecionem casos que elas querem gastar tempo e esforço", diz o especialista, ressaltando que as campanhas não devem entrar com ações contra todo vídeo de deepfake, apenas em casos mais visíveis. Na previsão de Rollo, a quantidade de casos será muito grande. "Mas a Justiça tem técnicos ultrapreparados e tem ferramentas que vão ser usadas na fiscalização, mas acho que, pela quantidade que está se desenhando, aí talvez não se consiga efetividade de controlar 100% do que acontece nas redes. Vai escapar alguma coisa", prevê. O TSE conta com um sistema em que a população pode alertar casos de desinformação eleitoral. As pessoa podem apontar "fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral", inclusive com o uso de iA. O tribunal também fechou acordos com as principais plataformas de redes sociais para ajudar no combate à desinformação durante a eleição geral de 2026. Os documentos incluem acordos de colaboração para detecção e mitigação do "uso enganoso de tecnologias digitais" no contexto das eleições, além de canais exclusivos para TSE enviar denúncias de conteúdos específicos.
30/07/2026 17:20:11 +00:00
Morar sozinho pesa no bolso: 6 em cada 10 jovens da geração Z ainda vivem de aluguel

Geração Z representa 48% dos contratados CLT no mês de abril em MG Morar sozinho continua sendo um marco de independência, mas também um desafio financeiro, especialmente para os mais jovens. 62,6% dos integrantes da Geração Z que vivem sozinhos ainda moram de aluguel. Enquanto isso, entre a Geração X e os Baby Boomers esse percentual cai para 29,1%, segundo uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, que entrevistou 6.063 pessoas pelo Brasil. O levantamento também revela diferenças no perfil de consumo e mobilidade entre as gerações. Entre os entrevistados nascidos entre 1946 e 1980, o carro é o principal meio de transporte, citado por 38% dos respondentes. Já entre os jovens da Geração Z, o transporte público aparece em primeiro lugar, com 26%, seguido pelas motocicletas, com 23%. Edifício Copan, em São Paulo, tem centenas de apartamentos para aluguel de temporada. Fantástico Independentemente da idade, porém, a percepção é de que o custo de vida aumentou. Entre quem mora sozinho, 71,4% dos integrantes da Geração X e dos Baby Boomers afirmaram sentir alta nas despesas nos últimos 12 meses. Na Geração Y, esse percentual é de 64,9%, enquanto entre a Geração Z chega a 55,2%. "A sensação de que viver ficou mais caro é semelhante entre todas as gerações, indicando que a inflação dos gastos essenciais impacta praticamente todos que vivem sozinhos, independentemente da idade", afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira na Serasa. Morar sozinho ou com a família muda pouco a pressão financeira Apesar de viver sozinho representar mais autonomia, administrar as próprias contas continua sendo um desafio. Entre quem mora sozinho, 25% consideram difícil organizar as despesas e outros 20% classificam essa tarefa como muito difícil. O cenário praticamente se repete entre quem vive com familiares, como cônjuge, pais ou filhos: 25% relatam dificuldade e 20% dizem enfrentar muita dificuldade para manter as contas em dia. A inflação dos gastos essenciais também afeta os dois grupos de forma semelhante. O supermercado foi apontado por 80% dos entrevistados como a despesa que mais pesou no orçamento no último ano. Em seguida aparecem as contas recorrentes da casa, como água, luz e internet, mencionadas por 51%. Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa descobriu sobre a geração Z Getty Images / BBC A principal diferença está nos custos com moradia. Entre quem vive sozinho, 34% apontam aluguel, financiamento ou condomínio entre os gastos que mais aumentaram, ante 27% daqueles que moram com familiares. Essa pressão influencia diretamente a forma como o orçamento é organizado. Para quem mora sozinho, as prioridades financeiras são pagar as contas recorrentes da casa (75%), fazer compras de supermercado (74%) e arcar com as despesas de moradia (53%). Entre quem vive com a família, a ordem de prioridades é semelhante, mostrando que o maior peso no orçamento continua concentrado nas despesas essenciais.
30/07/2026 17:03:29 +00:00
Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS a 138 milhões de trabalhadores

Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS A Caixa Econômica Federal iniciou nesta quinta-feira (30) o depósito nas contas dos trabalhadores dos R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada. O pagamento foi concluído já na sexta-feira (31). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A consulta do valor recebido pode ser feita por meio do aplicativo do FGTS ou pelos canais digitais da Caixa. No extrato do FGTS, o trabalhador poderá visualizar um lançamento com a descrição 'AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025', movimentação que representa o crédito da distribuição dos lucros do FGTS do ano passado. Veja como consultar. ➡️Veja mais detalhes na CALCULADORA do g1 App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1 A decisão sobre o pagamento foi formalizada durante reunião nesta terça-feira (28) do Conselho Curador do FGTS. O Conselho é formado por representantes do governo, dos patrões e dos trabalhadores. No ano passado, o FGTS registrou resultado positivo de cerca de R$ 14,65 bilhões. O valor a ser distribuído representa 89% do lucro registrado no período. Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%. Pela proposta, o crédito será equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante. De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos. Agora no g1 Quem teve direito ao depósito e como consultar o valor? 💲Todas as pessoas com contas (ativas ou inativas) vinculadas ao FGTS em 2025, com saldo em dezembro, tiveram direito a receber uma parcela dos lucros. 💲A divisão é proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele recebeu de parte do lucro do FGTS. 💲Para calcular o valor creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta de FGTS em 31/12/2025 pelo índice de 0,01868341. Histórico de distribuição Confirmada a distribuição do lucro neste ano, o Conselho do FGTS manteve uma rotina que vigorou nos últimos anos. Em 2025, o Conselho do FGTS aprovou a divisão de 95% do lucro obtido em 2024 aos trabalhadores. Ao todo, foram repassados R$ 12,9 bilhões. Em 2024, o conselho do FGTS aprovou a distribuição de R$ 15,2 bilhões aos trabalhadores relativos a parte do lucro registrado no ano anterior. A decisão foi unânime. Em 2023, o FGTS registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões. Mas, pela proposta do Ministério do Trabalho, somente parte desse valor, cerca de 65%, foi destinado aos trabalhadores. Pra onde vai o dinheiro? De acordo com as regras, os recursos são depositados nas contas vinculadas dos trabalhadores no FGTS. Isso não quer dizer, entretanto, que eles poderão ser sacados de imediato. Os valores poderão ser buscados quando houver, por exemplo: demissão sem justa causa, pelo empregador; término do contrato por prazo determinado; rescisão por acordo entre trabalhador e empregador; aposentadoria; idade igual ou superior a 70 anos; doenças graves (trabalhador ou dependente); aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional; saque-aniversário. Veja todas possibilidades no site da Caixa Econômica Federal.
30/07/2026 15:50:13 +00:00
Conselho de Política Energética aprova novos leilões de gás; governo prevê redução de mais de 50% no preço para indústria

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quinta-feira (30) uma resolução que muda as regras para a comercialização do gás natural pertencente à União. E permite a venda direta do produto ao mercado livre por meio de leilões realizados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). 🔎 A PPSA é uma estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia responsável pela comercialização do gás natural da União. O Ministério de Minas e Energia (MME) e a PPSA têm a expectativa de realizar o primeiro leilão ainda neste ano. O comunicado do MME foi divulgado minutos antes do início do evento Reestruturação da Política de Comercialização do Gás Natural da União, realizado na sede da pasta. Agora no g1 “A lei determinou que a PPSA tem a obrigação legal de maximizar a receita do óleo e do gás da União”, afirmou o ministro Alexandre Silveira. Silveira faz afirmação preconceituosa em evento A medida estabelece duas frentes de leilões: de curto prazo, entre 2026 e 2030, e de longo prazo, a partir de 2030. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o objetivo é aumentar a oferta de gás no mercado brasileiro e reduzir o custo do insumo, principalmente para a indústria. A resolução altera uma norma do CNPE de 2018 e estabelece que o gás comercializado pela União deverá ser destinado prioritariamente a segmentos da indústria de base que fazem uso intensivo do produto. Entre os setores citados estão as indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica. A destinação deverá observar as condições estabelecidas nos instrumentos de comercialização e os interesses da Política Energética Nacional. Segundo o governo, a redução dos custos do insumo também poderá beneficiar outros segmentos da economia, como a geração termelétrica e o transporte por GNV. O que muda? Na prática, a principal mudança é a possibilidade de a PPSA colocar o gás natural da União diretamente no mercado livre por meio dos leilões. Com a resolução, o governo pretende ampliar a oferta do produto no mercado, com prioridade para segmentos industriais intensivos no uso de gás. O comunicado do MME afirma que o gás natural da União é vendido atualmente pelo que o ministério chama de “agente dominante – a Petrobras” no mercado brasileiro por cerca de US$ 12 por milhão de BTU. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com a nova política o produto poderá chegar à indústria por aproximadamente US$ 5 por milhão de BTU, uma redução superior a 50%. O valor de US$ 5, no entanto, não é um preço definido pela resolução. Trata-se de uma estimativa do governo para o preço que poderá ser alcançado com as mudanças. Em 2023, o CNPE criou um grupo de trabalho do programa Gás para Empregar para estudar formas de ampliar a oferta, reduzir a reinjeção de gás nos campos produtores e aperfeiçoar o funcionamento do mercado. Segundo o MME, o grupo buscou identificar a participação de cada elo da cadeia na composição do preço final do gás — da produção, passando pelo escoamento, processamento e transporte, até a distribuição. Os relatórios produzidos pelo grupo apontaram a possibilidade de redução do preço de US$ 12 para cerca de US$ 5 por milhão de BTU. Governo estima R$ 95 bilhões em investimentos Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) citados pelo ministério estimam que a resolução, em conjunto com medidas em andamento pela ANP, poderá gerar: 436 mil empregos, entre diretos e indiretos; R$ 95 bilhões em investimentos; R$ 79 bilhões de acréscimo no PIB; R$ 9,3 bilhões a mais em arrecadação de impostos federais. Criada em 2013, a PPSA é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia Luoman/Getty Images
30/07/2026 15:15:55 +00:00
CNPE aprova venda direta de gás natural da União, e governo prevê queda de 50% no preço para a indústria

Agora no g1 O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável por definir as diretrizes da política energética do país, aprovou nesta quinta-feira (30) uma resolução que autoriza a venda direta do gás natural pertencente à União no mercado livre. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida pode reduzir em pelo menos 50% o preço desse gás para as indústrias que compram o produto nesse mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão não trata do gás de cozinha (GLP), vendido em botijões, nem altera diretamente os preços pagos pelos consumidores residenciais. ♨️ Como o gás natural é usado por diversos setores da indústria, um custo menor pode reduzir as despesas de produção de empresas e, eventualmente, contribuir para preços menores de alguns produtos. Esse repasse, porém, depende de fatores como a concorrência entre empresas, os contratos de fornecimento e outros custos da cadeia produtiva. A resolução muda uma norma em vigor desde 2018 e define como será feita a comercialização do gás natural da União pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia que administra a parcela de petróleo e gás pertencente ao governo nos contratos de partilha da produção do pré-sal. Hoje, segundo o governo, esse gás é vendido no mercado brasileiro pela Petrobras. Com a nova regra, a expectativa é ampliar a concorrência e reduzir os preços. "O Gás Natural da União, vendido pelo agente dominante -- a Petrobras -- no mercado brasileiro a cerca de US$12 por milhão de BTU, poderá chegar à indústria nacional a cerca de US$5 por milhão de BTU. Uma redução de mais de 50%", afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em nota. *Com informações da agência de notícias Reuters Gás natural em Santa Catarina SCGás/Divulgação
30/07/2026 15:06:44 +00:00
Brasil vê 'discriminação' em novas tarifas dos EUA e pede mediação da OMC

Brasil vê 'discriminação' em novas tarifas dos EUA e pede mediação da OMC O documento que formaliza o pedido de consultas do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) com relação à legalidade das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros menciona que as medidas são discriminatórias e unilaterais. Segundo o governo brasileiro, a aplicação das tarifas viola regras básicas do comércio internacional. O documento foi enviado à entidade em 27 de julho, mas foi divulgado apenas nesta quinta-feira (30) por meio do site da OMC. "O Brasil considera que os Estados Unidos agem de forma inconsistente com o Artigo I: do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio 1994, porque impõe tarifas adicionais sobre produtos originários do Brasil como resultado da ação tarifária decorrente da Investigação da Seção 301 sobre o Brasil, enquanto não impõem tais tarifas sobre produtos similares originários de outros Membros da OMC", diz um dos trechos do documento traduzido para o português. 🔎 A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 é um mecanismo criado pelo Congresso dos EUA que permite ao governo americano investigar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores dos EUA. "Desde fevereiro de 2025, os Estados Unidos impuseram uma série de tarifas adicionais [...] em resposta a atos, políticas e práticas que os Estados Unidos caracterizam unilateralmente como não recíprocos, injustos, irracionais ou discriminatórios", diz outro ponto do documento traduzido. O Brasil contesta especificamente as tarifas decorrentes de duas investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) com base na chamada Seção 301 da lei comercial americana. A primeira resultou na imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, em resposta a questionamentos dos EUA sobre políticas relacionadas ao comércio digital, aos serviços de pagamentos eletrônicos, à proteção da propriedade intelectual e ao combate ao desmatamento ilegal. Já a segunda levou à aplicação de uma sobretaxa de 12,5%, sob a alegação de que o Brasil falhou em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Somadas, essas medidas fazem com que os produtos de origem brasileira fiquem significativamente mais caros ao entrar no mercado americano. Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance Detalhamento Na defesa brasileira, o governo aponta que os Estados Unidos estão tratando o país de forma menos favorável do que outros parceiros comerciais. O texto destaca que os EUA impuseram essas taxas extras a produtos brasileiros enquanto não aplicaram tarifas semelhantes a produtos similares de outros membros da OMC. Além disso, o governo brasileiro alega que, no caso da investigação sobre trabalho escravo, os EUA aplicaram uma taxa inferior a outros países em comparação com a taxa de 12,5% imposta ao Brasil. Outro ponto central da queixa é que Washington agiu de forma unilateral. De acordo com o Brasil, os EUA buscaram punir o país se baseando em determinações próprias, ignorando os procedimentos padrão de solução de controvérsias da OMC, conhecidos como DSU. O Brasil afirma que os EUA violaram o compromisso de recorrer às regras internacionais antes de aplicar sanções comerciais. As tensões comerciais aumentaram desde fevereiro de 2025, quando os EUA começaram a impor uma série de tarifas sob um plano de "Comércio Recíproco". Em julho de 2025, o Brasil já havia sido alvo de uma tarifa de 40% em certos produtos, o que elevou a sobretaxa total para 50% em alguns casos antes de mudanças judiciais nos EUA alterarem os fundamentos das cobranças. Agora, com o pedido de consultas, o Brasil espera que os dois países cheguem a um acordo antes que o caso se torne uma disputa judicial prolongada em Genebra, na Suíça, onde fica a sede da OMC. Recurso marca posição do Brasil Integrantes da diplomacia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que levar o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC) tem caráter “simbólico” e serve para “marcar posição” diante dos Estados Unidos. Isso porque a diplomacia brasileira defende o conceito do chamado multilateralismo, por meio do qual as divergências entre países, sejam políticas, militares ou econômicas, por exemplo, são resolvidas em organismos compostos por mediadores, como a própria OMC, a Organização das Nações Unidas e o Tribunal do Mercosul. Para integrantes do Ministério das Relações Exteriores, contudo, o recurso não deve ter efeito prático porque a avaliação é que a OMC está paralisada e sem força para implementar uma eventual decisão contrária ao tarifaço. Assim, no governo Lula, não se prevê, neste momento, uma reversão. "Mostra que é um recurso à mão. Simbólico, hoje em dia. Para marcar posição”, resumiu um integrante do governo a par da estratégia acerca do tarifaço. Desde 2019, o órgão de apelação do principal mecanismo de resolução de disputas da OMC está paralisado, justamente por conta de Donald Trump, que, ainda no seu primeiro mandato, barrou a nomeação de novos juízes. Assim, as chances de se chegar a um entendimento sobre as tarifas por meio da OMC são quase nulas.
30/07/2026 14:46:45 +00:00
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