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Dia dos Pais: Procon reforça orientações para evitar problemas durante compras O mundo pode enfrentar uma nova onda de inflação dos alimentos, impulsionada pela combinação da guerra entre Irã e Israel, do conflito na Ucrânia e dos efeitos do El Niño sobre a produção agrícola. O alerta é de Máximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que prevê uma alta dos preços das commodities agrícolas ainda neste ano, com impacto mais forte sobre os alimentos no fim de 2026 e ao longo de 2027. Mesa com alimentos: Segundo especialistas, o mais importante é prestar atenção aos sinais de fome e criar maior consciência sobre o que se está comendo. Getty Image Em entrevista à Reuters, Torero afirmou que a transmissão do aumento das commodities para o preço pago pelo consumidor costuma levar de três a seis meses. "Acreidto que os preços das commodities comecem a subir mais agora, e que os alimentos passem a encarecer até o fim do ano. No ano que vem, com certeza, a alta será ainda maior", disse. Os alimentos tiveram papel central na disparada da inflação global em 2022. Neste ano, porém, os preços permaneceram relativamente comportados, ajudando até a amenizar, em alguns países, o impacto da alta dos custos de energia. Segundo o economista, essa estabilidade deve ser temporária. Isso porque a alta do petróleo, a redução da oferta de fertilizantes provenientes da região do Golfo, a escassez de diesel em algumas partes do mundo e os eventos climáticos extremos estão elevando os custos de produção agrícola. Esse aumento, segundo ele, inevitavelmente chegará ao consumidor, ainda que com algum atraso. Super El Niño pode intensificar chuvas, tempestades e enchentes no Brasil; entenda Embora os preços de commodities como trigo, milho e arroz tenham subido nos últimos meses, eles ainda refletem boas safras recentes e não incorporam plenamente as dificuldades esperadas para o próximo ciclo agrícola. Frutas, verduras e legumes ricos em água ajudam a manter a hidratação e a alimentação equilibrada das crianças nos dias de calor intenso. DB Supermercados Ormuz preocupa setor agrícola Torero destacou que o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás natural comercializados no mundo, tornou-se um fator de preocupação para o setor agrícola. "O Estreito de Ormuz afeta todos os insumos da agricultura. O petróleo Brent é usado no bombeamento de água, nas embalagens, no processamento e no transporte. Já o gás natural é essencial para a produção de fertilizantes", afirmou. Ao mesmo tempo, os ataques da Ucrânia à infraestrutura russa de petróleo e gás reduziram a oferta exportável de diesel e gás natural — dois insumos fundamentais para a produção de alimentos. Como os preços das commodities são determinados globalmente, os efeitos acabam sendo sentidos em diversos países, ainda que as economias mais ricas tenham maior capacidade de proteger seus produtores. "Estamos ouvindo isso na Europa, nos Estados Unidos, no Brasil e na Ásia. As margens apertadas estão influenciando as decisões de plantio", disse Torero. Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos REUTERS Nos Estados Unidos, por exemplo, produtores das nove principais culturas agrícolas podem acumular perdas de US$ 32 bilhões (R$ 164,48 bilhões) em 2027 sem apoio do governo federal, segundo a American Farm Bureau Federation. A entidade estima que todas as culturas analisadas devem operar abaixo do ponto de equilíbrio financeiro no próximo ano. Os efeitos já começam a aparecer na produção mundial O plantio de trigo e milho diminuiu nos três primeiros meses da guerra envolvendo o Irã, enquanto parte dos agricultores americanos migrou para a soja, cultura que exige menos fertilizantes. Na Austrália, um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, o governo prevê uma queda de 21% na produção das culturas de inverno, atribuída, em parte, ao forte aumento dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes, além das incertezas sobre a disponibilidade desses insumos. Como o El Niño impacta a alimentação Outro fator de pressão é o El Niño, que neste ano deve ser especialmente intenso. O fenômeno altera os padrões de chuva em diversas regiões do planeta, reduz a produtividade agrícola, eleva os preços das commodities e pode levar dezenas de milhões de pessoas à insegurança alimentar grave. El Niño forte e Atlântico aquecido acendem alerta para calor extremo e seca no Amazonas Arquivos/Rede Amazônica Na Índia, por exemplo, a temporada de monções já começou com atraso e as previsões apontam chuvas abaixo da média neste mês, o que pode prejudicar a produção de arroz e pressionar ainda mais os preços globais dos alimentos.

Currais em São Paulo usam biometria facial em bois O setor de carne bovina brasileiro deve enfrentar um cenário internacional bem mais desafiador ao longo de 2026. A combinação de conflitos geopolíticos, imposição de novas tarifas e barreiras comerciais no exterior tem criado obstáculos adicionais para a cadeia produtiva, segundo avalia o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa. 🐂 Em 2025, o rebanho bovino brasileiro foi estimado em 195,5 milhões de cabeças, mantendo o país na liderança mundial em número de animais destinados à produção comercial a frente dos EUA. Durante evento do setor em São Paulo nesta quarta-feira (5), o presidente da ABIEC destacou que a situação macroeconômica global e as decisões unilaterais de grandes parceiros comerciais exigirão maior flexibilidade e capacidade de adaptação das indústrias brasileiras. "Enfrentamos questões geopolíticas, recessões, tarifas, cotas e salvaguardas impostas unilateralmente. Tudo isso cria ainda mais dificuldades para o setor produtivo", afirmou Perosa a participantes da Exposição Internacional de Proteína Animal. A mudança no ambiente externo já se reflete de maneira direta nas projeções de oferta e processamento do país. Segundo estimativas apresentadas pela Abiec, o volume de abate no Brasil deve girar em torno de 40 milhões de cabeças de gado em 2026, indicando uma desaceleração no ritmo de produção industrial em comparação com o período anterior. Gado confinado em Barretos, São Paulo. Joel Silva/Reuters Como foi o ano passado: recordes de abate e forte ritmo de produção O cenário de maior cautela esperado para a pecuária brasileira em 2026 contrasta com o desempenho registrado no ano passado. Em 2025, o setor viveu um período de oferta elevada de animais e forte ritmo de produção nos frigoríficos. Ao longo do ano, o Brasil movimentou cerca de 42 milhões de cabeças de gado, impulsionado por um momento favorável do ciclo pecuário e pela demanda internacional aquecida. O bom desempenho das exportações também ajudou a sustentar o setor. A China continuou como principal destino da carne bovina brasileira, enquanto mercados mais exigentes, como o europeu, mantiveram as compras de cortes de maior valor agregado. Relembre: Brasil registra maior abate de bovinos da história pelo 2º ano consecutivo Em 2025, a União Europeia importou mais de US$ 1,04 bilhão em carne bovina brasileira. O resultado ajudou os frigoríficos nacionais a manterem bons níveis de operação e a posição de liderança do Brasil no comércio global de proteína animal. Em 2026, setor enfrenta pressão de grandes mercados Para este ano, o cenário é mais desafiador. O setor deve lidar com uma desaceleração das compras chinesas, após anos de forte crescimento, além dos impactos de medidas protecionistas e mudanças nas regras de comércio internacional. Na Europa, novas exigências também aumentam a pressão sobre produtores e exportadores. A União Europeia passou a cobrar uma rastreabilidade mais ampla para comprovar que a carne importada não teve contato com determinados antimicrobianos durante toda a vida do animal. Antes, o controle era concentrado nos últimos 100 dias de engorda por meio da chamada lista Trace. A mudança exige uma adaptação dos produtores e da indústria, que pode levar até dois anos para ser totalmente implementada. Mesmo com os desafios, representantes do setor avaliam que a diversidade de mercados compradores ajuda a reduzir os impactos. A estratégia das empresas é ampliar vendas para países do Sudeste Asiático, fortalecer negócios no Oriente Médio e buscar novas oportunidades nas Américas. Entenda: Veto da UE atinge carne e mel brasileiros enquanto ganhavam espaço no mercado europeu UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados *Contém informações da Reuters

Raphaël Graven, streamer conhecido como Jean Pormanove, morreu durante live na Kick Divulgação; X/@JeanPormanove O tribunal criminal de Nice, na França, condenou nesta quarta-feira (5) os streamers Naruto e Safine a penas de prisão suspensas, multas e a um “banimento digital” de seis meses por atos de violência e humilhações online que antecederam a morte do influenciador Jean Pormanove, em agosto de 2025. Owen Cenazandotti, conhecido como Naruto, de 27 anos, foi condenado a dois anos de prisão com suspensão condicional e ao pagamento de multa de 15 mil euros (cerca de R$ 88 mil). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já Safine Hamadi, conhecido como Safine, de 24 anos, recebeu pena de 18 meses de prisão com suspensão condicional e multa de 5 mil euros (aproximadamente R$ 29 mil). 🔎 O termo “prisão com suspensão condicional” significa que os streamers foram condenados, mas não terão de cumprir a pena na prisão imediatamente. Eles permanecerão em liberdade durante um período determinado e deverão cumprir condições impostas pela Justiça. Caso descumpram as regras ou cometam novos crimes, a pena poderá ser executada. Os dois organizavam transmissões ao vivo em canais na internet, inicialmente na plataforma Twitch e depois na Kick, rede social conhecida por ter regras de moderação mais flexíveis. O caso ganhou repercussão após a morte de Jean Pormanove, nome pelo qual era conhecido o francês Raphaël Graven, de 46 anos. O influenciador morreu durante uma transmissão ao vivo realizada em agosto de 2025, em um ambiente onde participava de conteúdos que envolviam episódios de violência, humilhações e agressões praticadas por outros criadores. Segundo as investigações, os vídeos exibidos nas transmissões mostravam Graven sendo submetido a situações de abuso, que eram acompanhadas por espectadores na plataforma Kick. As autoridades francesas abriram uma investigação para apurar as circunstâncias da morte e possíveis crimes relacionados à violência contra uma pessoa vulnerável e à divulgação de imagens de agressões. Antes da morte, reportagens investigativas já haviam apontado que os conteúdos produzidos pelo grupo envolviam práticas de humilhação e violência como forma de entretenimento e monetização. Os vídeos reuniam milhares de espectadores e eram publicados em canais como o “Le Lokal”, na Kick. Após o caso, a plataforma anunciou o banimento dos criadores envolvidos e passou a ser alvo de questionamentos na França sobre a responsabilidade das redes sociais na fiscalização de conteúdos violentos transmitidos ao vivo. A Kick, criada em 2022, ganhou popularidade entre criadores de conteúdo por oferecer uma divisão de receita mais favorável aos streamers e por adotar uma política de moderação considerada menos restritiva em comparação com concorrentes como a Twitch. A plataforma afirmou, na época, que estava revisando as circunstâncias da morte de Jean Pormanove e que suas regras proibiam conteúdos que retratassem ou incentivassem violência extrema. Morte de influenciador em live: o que é a Kick, rede social que abrigou transmissão *Com informações das agências RFI e France Presse

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo O modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5, da Anthropic, considerado um dos modelos de IA mais perigosos do mundo, criou identidades falsas para tentar convencer um desenvolvedor a aprovar alterações maliciosas em um projeto de código aberto durante um teste de segurança cibernética. O caso foi divulgado pelo AI Security Institute e é o mais recente de uma série de incidentes envolvendo os sistemas mais avançados de IA. Segundo o instituto, o comportamento foi identificado durante avaliações rotineiras para medir a capacidade dos modelos de executar ataques cibernéticos e não gerou nenhum impacto no mundo real. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, os pesquisadores registraram 17 ações do Mythos 5 e outras duas do GPT-5.6-Sol, da OpenAI, relacionadas a tentativas de burlar mecanismos de segurança utilizando classificadores cibernéticos. O episódio reforça as preocupações de especialistas de que modelos de IA cada vez mais sofisticados estejam desenvolvendo capacidade para combinar habilidades técnicas com estratégias de manipulação de pessoas, conhecidas como engenharia social. Modelo acende alertaM O Claude Mythos é considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos. O chatbot Claude, da Anthropic, está entre os mais populares, rivalizando com o ChatGPT e o Gemini Reuters via BBC "Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia", explicou ao g1, Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais. "O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web", afirmou a Anthropic. "Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta", explica Diogo Cortiz. Entre os integrantes do grupo estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla. Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas. Ainda segundo a própria Anthropic, versões preliminares encontraram milhares de vulnerabilidades de alta gravidade em sistemas operacionais e navegadores, motivo pelo qual seu acesso foi restrito a um grupo de empresas e órgãos governamentais. Neste ano, uma versão derivada do modelo, chamada Fable 5, chegou a ter sua distribuição suspensa temporariamente pelo governo dos Estados Unidos por preocupações relacionadas à segurança nacional antes de voltar a ser liberada. Entenda na matéria abaixo: Novo episódio amplia preocupações No fim de julho, a Anthropic informou que um erro de configuração deu ao Mythos acesso à internet durante avaliações de segurança cibernética, permitindo que o modelo acessasse os sistemas de três empresas reais. Já a OpenAI revelou que um de seus modelos experimentais conseguiu explorar vulnerabilidades e comprometer um servidor de testes após receber acesso a ferramentas externas. Embora todos os episódios tenham ocorrido em ambientes de teste, eles aumentaram a preocupação sobre o potencial desses sistemas para executar ataques digitais cada vez mais complexos. LEIA TAMBÉM: OpenAI descobre mais casos em que sua IA escapou de isolamento, diz agência

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,06% nesta quarta-feira (5), cotado a R$ 5,1281. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,05% na reta final do pregão, aos 177.809 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os investidores ficaram à espera da decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) faça um novo corte na taxa básica de juros, levando a Selic para 14% ao ano. ▶️ Os sinais de que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã pode sair em breve também ficaram no radar. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que um tratado para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota marítima global, pode ser anunciado nos próximos dias. O Irã, no entanto, segue contradizendo o republicano. Em meio às incertezas, o petróleo oscilava nesta quarta-feira. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,06% perto das 15h30, cotado a US$ 79,41. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,78% no mesmo horário, a US$ 75,18 o barril. ▶️As eleições brasileiras também seguem no centro das atenções. Nesta quarta-feira (5) o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como o candidato à vice-presidência de sua chapa nas eleições deste ano. Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,22%; Acumulado do mês: +1,22%; Acumulado do ano: -6,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado do mês: 0%; Acumulado do ano: +10,47%. Decisões de juros ficam no radar Após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter as taxas básicas americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% na semana passada, investidores voltam as atenções para o BC brasileiro. A expectativa é que o Copom promova o quarto corte consecutivo da Selic, de 14,25% ao ano para 14% ao ano na reunião desta quarta-feira. Caso confirmado, esse será o menor patamar da taxa básica desde março de 2025. A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, mesmo com o novo corte, as expectativas de inflação mais elevadas por parte do mercado, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da economia pedem que o BC ainda aja com cautela nas suas decisões de política monetária. "A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência na condução dos juros", disse. Acordo entre EUA e Irã pode estar próximo O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser fechado já na quarta (5) ou quinta-feira (6), enquanto o Irã e Omã se aproximavam de um tratado para reabrir a importante via navegável e potencialmente ajudar a pôr fim à guerra. Trump foi questionado por repórteres que viajavam com ele na Califórnia sobre uma reportagem do site de notícias Axios, que afirmava que um anúncio sobre o Estreito de Ormuz poderia ser feito na quarta-feira. “Pode acontecer. Amanhã ou depois de amanhã”, disse ele, falando na noite de terça-feira, horário da Califórnia, que já era manhã de quarta-feira no Oriente Médio. “Muitos progressos foram feitos.” O possível acordo resultante das negociações entre o Irã e Omã prevê que os navios entrem no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e saiam por uma rota controlada por Omã, disseram dois funcionários regionais à Associated Press. Seriam cobradas taxas de serviço para garantir a segurança e preservar o meio ambiente marítimo, afirmaram os funcionários. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na terça-feira que as negociações entre Teerã e Omã estavam focadas em "estabelecer rotas marítimas seguras de entrada e saída", rotas que "respeitem os direitos soberanos e, ao mesmo tempo, abordem as considerações de segurança nacional tanto do Irã quanto de Omã". “Os resultados finais dessas negociações serão anunciados assim que forem concluídas”, acrescentou ele, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam mistos, de olho nos preços do petróleo e na divulgação de resultados corporativos. Perto das 15h30, o Dow Jones tinha alta de 0,82% o S&P 500 subia 0,07%. Já o Nasdaq Composite tinha queda de 0,47%. O alívio das tensões no Oriente Médio se refletiu positivamente nos mercados europeus nesta quarta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com ganho de 0,04%, a 657,14 pontos. Entre os demais índices da região, o alemão DAX caiu 0,29%, enquanto o francês CAC-40 teve alta de 0,03%. O FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,08%. Na Ásia, as ações chinesas alcançaram a maior cotação da semana, à medida que os fortes ganhos nos papéis de fabricantes de chips superaram a queda vista em empresas de módulos ópticos. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,2% e o Nikkei, do Japão, avançou 3,66%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,76%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
Alliança Saúde protocola plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,1 bilhão em dívidas

Grupo Alliança, dono de marcas como o laboratório CDB, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de cerca de R$ 1,1 bilhão Divulgação A Alliança Saúde informou nesta quarta-feira (5) que entrou com um pedido na Justiça para homologar seu plano de recuperação extrajudicial, etapa que busca oficializar um acordo para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. Segundo a empresa, o pedido foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e faz parte do processo de reestruturação financeira iniciado após a mudança no controle da companhia. 🔎 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores e leva o acordo à Justiça apenas para homologação. Já na recuperação judicial, o processo é conduzido sob supervisão do Judiciário desde o início, com regras mais amplas para reorganizar as dívidas e preservar as atividades da empresa. Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências. Agora no g1 De acordo com a Alliança, o plano já conta com a adesão de mais de 83 credores, entre instituições financeiras, fornecedores, prestadores de serviços e proprietários de imóveis e equipamentos. Juntos, eles representam cerca de 54% das dívidas incluídas na recuperação, percentual suficiente para atender ao quórum previsto na legislação para que o plano possa ser homologado pela Justiça. A companhia informou que as negociações com outros credores continuam e que espera obter novas adesões antes e depois da decisão judicial. Como funciona o plano Segundo a Alliança, o plano proposto oferece diferentes alternativas para os credores receberem os valores devidos. A principal opção permite que o credor troque a dívida por ações da empresa de saúde, tornando-se acionista da empresa. De acordo com a Alliança, mais de 92% do valor das dívidas dos credores que já aderiram ao plano será convertido em participação acionária. 📉 Considerando o fechamento desta quarta-feira (5), as ações da Alliança, negociadas na B3 sob o ticker AALR3, estavam cotadas a R$ 3,15. Desde o início deste ano, os papéis da companhia acumulam desvalorização de cerca de 37%. Outra alternativa prevê o pagamento de 30% da dívida em 11 parcelas anuais, após um período de carência de um ano. Os 70% restantes seriam perdoados. Há ainda uma terceira opção para credores com valores menores, com o pagamento de até R$ 15 mil em parcela única, em até 180 dias após a homologação do plano. O documento homologado pela companhia na Justiça também aborda condições específicas para fornecedores considerados estratégicos e para proprietários de imóveis alugados pela empresa, com formas de pagamento diferenciadas para preservar as relações comerciais. Objetivo é reduzir endividamento Segundo a Alliança, a conversão de parte das dívidas em ações e o alongamento dos prazos de pagamento devem reduzir o endividamento da companhia e melhorar sua situação financeira. A empresa também informou que o plano permite a captação de novos recursos para reforçar o caixa, cumprir as obrigações previstas na recuperação e reorganizar sua estrutura de capital. A Alliança afirmou que a recuperação extrajudicial tem escopo exclusivamente financeiro e não altera suas obrigações com pacientes, colaboradores, operadoras de planos de saúde, seguradoras e cooperativas médicas. O pedido de homologação foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da companhia e ainda será submetido à ratificação dos acionistas em assembleia geral extraordinária. A Alliança é a mais recente empresa do setor de saúde a recorrer à recuperação extrajudicial. No mês passado, a Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. Segundo a empresa, o objetivo é criar um ambiente jurídico para negociar novas condições de pagamento com os credores, sem interromper as operações da companhia. A recuperação extrajudicial ocorreu após meses de dificuldades financeiras enfrentadas pela Oncoclínicas. A companhia acumulou um elevado nível de endividamento, em um cenário de juros altos, e passou a negociar com credores para reorganizar sua estrutura de capital. No início deste ano, a companhia encerrou as negociações com a Porto Seguro e o Fleury para a criação de uma nova empresa de oncologia para reduzir o endividamento da Oncoclínicas.

Loja da Starbucks na Coreia do Sul. A rede virou alvo de investigação após uma campanha publicitária que gerou críticas por fazer referência ao uso de tanques durante a repressão aos protestos pró-democracia de Gwangju, em 1980 Reuters A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks, informou à AFP a operadora local da rede de cafeterias. A operação faz parte da investigação aberta após uma campanha publicitária ser acusada de difamar ativistas mortos nos protestos pró-democracia de 1980, um dos episódios mais marcantes da história recente do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um grupo da sociedade civil e familiares das vítimas apresentaram uma queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae, que opera a Starbucks na Coreia do Sul, acusando-os de difamação. As buscas representam o mais recente desdobramento da crise, que já havia levado a empresa a pedir desculpas publicamente, demitir seu principal executivo no país e promover treinamentos obrigatórios para os funcionários. Agora no g1 A controvérsia começou em 18 de maio, quando a Starbucks Korea lançou uma campanha para divulgar uma nova linha de copos térmicos de grande capacidade chamada "SS Tank". A empresa classificou a data como "Tank Day" ("Dia do Tanque"), coincidindo com o 46º aniversário do Levante de Gwangju. 🔎 O levante ocorreu em maio de 1980, quando estudantes e moradores da cidade de Gwangju protestaram contra a ditadura militar. A repressão foi conduzida pelo Exército, que enviou soldados, tanques e outros veículos militares às ruas. Segundo o balanço oficial, 165 civis morreram na operação, embora grupos de direitos humanos afirmem que o número real de vítimas pode ter sido maior. A campanha foi amplamente criticada por banalizar um dos principais símbolos da luta pela democracia na Coreia do Sul e por desrespeitar a memória das vítimas, consideradas mártires por muitos sul-coreanos. O anúncio também utilizava o slogan "Bata na mesa!", expressão associada por críticos a uma frase usada por autoridades em 1987 para tentar encobrir a morte sob tortura do estudante e ativista Park Jong-chol, cuja morte ajudou a impulsionar os protestos que culminaram na redemocratização do país. Diante da reação negativa, o Grupo Shinsegae retirou a campanha do ar poucas horas após seu lançamento. A empresa também demitiu o CEO da Starbucks Korea e divulgou um pedido público de desculpas por meio de seu presidente, Chung Yong-jin, reconhecendo a gravidade da repercussão. Em junho, a Starbucks anunciou uma série de medidas para tentar restaurar sua imagem. Pela primeira vez desde a chegada da rede à Coreia do Sul, em 1999, todas as mais de 2.000 lojas do país fecharam mais cedo para que os funcionários participassem de um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social. Executivos e empregados da sede assistiram a aulas ministradas por professores de história e sociologia, enquanto os demais colaboradores acompanharam a gravação da sessão. Segundo a empresa, a iniciativa buscava evitar que episódios semelhantes voltassem a ocorrer. A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da Starbucks no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, o que dá ainda mais visibilidade à crise enfrentada pela companhia no país.

Gasolina e alimentos pressionam, e inflação nos EUA atinge maior patamar em 40 anos em maio Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as petroleiras americanas a reduzir os preços da gasolina. Em publicação nas redes sociais, ele reclamou dos lucros das empresas do setor e afirmou que os consumidores não deveriam arcar com preços tão elevados, que começaram a subir após a escalada do conflito com o Irã no Oriente Médio. ➡️ Na segunda-feira, o preço médio da gasolina atingiu US$ 4,095 por galão nos EUA, cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da American Automobile Association (AAA). Trump afirmou que as empresas deveriam repassar aos consumidores os benefícios das medidas adotadas por seu governo para ampliar a produção de petróleo. "Não gosto disso. Eu deveria ser a última pessoa a dizer isso, porque sou um grande defensor da livre iniciativa, ninguém mais do que eu. Estão surpresos por eu dizer isso? Vou dizer em alto e bom som. Não estou satisfeito", disse o presidente a jornalistas na Casa Branca. O presidente dos EUA também criticou publicamente o CEO da Chevron, Mike Wirth, por não reconhecer o papel de sua administração no fortalecimento da indústria do petróleo. Na Truth Social, afirmou que seu governo "salvou" o setor e citou o retorno da Chevron à Venezuela como prova. Também estendeu as críticas a outras gigantes do setor, como a ExxonMobil, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Petróleo ainda em alta O petróleo é uma commodity negociada globalmente. Isso significa que qualquer ameaça à oferta mundial afeta rapidamente as cotações internacionais, mesmo em países que produzem grandes volumes, como os EUA. A alta dos preços do petróleo foi impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Sempre que surgem ameaças de bloqueio da região, investidores passam a projetar uma oferta menor de petróleo e o preço sobe. A situação fez disparar os lucros das petroleiras. Juntas, ExxonMobil e Chevron lucraram US$ 29 bilhões (R$ 147 bilhões) no segundo trimestre, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior. 🔍🛢️ O Brent é a principal referência usada no mercado internacional para acompanhar o preço do petróleo. Durante a escalada da guerra no Oriente Médio, o barril passou de cerca de US$ 70 para US$ 126, antes de recuar para perto de US$ 80 nesta terça-feira (4), com sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Segundo Nivaldo de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mesmo quando a tensão diminui, os preços não recuam imediatamente. "As refinarias trabalham com estoques e contratos de curto, médio e longo prazo. Por isso, uma eventual queda do petróleo leva tempo para chegar ao consumidor." Como o preço da gasolina nos EUA acompanha as cotações internacionais do petróleo, o combustível ficou mais caro e voltou a pressionar o orçamento das famílias. Evolução do preço médio da gasolina nos Estados Unidos Reprodução/American Automobile Association - AAA Em maio, consumidores relataram que passaram a reduzir as viagens de carro, concentrar compromissos em trajetos mais curtos e recorrer com maior frequência ao transporte público para economizar combustível. Na época, o preço médio do galão de gasolina comum era ainda mais alto: US$ 4,52 (R$ 22,64). Uma pesquisa da Ipsos, divulgada pelo Washington Post e pela ABC News, mostrou que 44% dos americanos diminuíram o número de viagens de carro em razão da alta da gasolina. Para especialistas ouvidos pelo g1, a pressão de Trump sobre as petroleiras tem efeito político, mas capacidade limitada de alterar os preços pagos pelos consumidores. Embora os EUA sejam hoje o maior produtor mundial de petróleo, a gasolina vendida no país continua fortemente influenciada pelas cotações internacionais da commodity, pela estrutura do parque de refino e pelos custos de distribuição. Há uma contradição no discurso de Trump? Para Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), existe um contraste entre a cobrança feita por Trump às petroleiras e a política externa adotada pelos EUA. Segundo ela, conflitos internacionais elevam a percepção de risco dos investidores e pressionam o preço internacional do petróleo. "O preço do petróleo é formado em um mercado global e incorpora expectativas. Quando aumenta o risco de interrupção da oferta, o barril sobe rapidamente." A especialista lembra que os EUA também ampliaram sua participação nas exportações de petróleo e gás natural nos últimos anos, o que beneficia parte do setor energético quando as cotações internacionais sobem. "A valorização do petróleo aumenta a receita de parte dessas empresas, ao mesmo tempo em que encarece a gasolina para o consumidor americano." Por que a gasolina continua cara nos EUA? Pode parecer contraditório que o maior produtor mundial de petróleo tenha gasolina tão cara, mas especialistas dizem que parte das refinarias dos EUA foi projetada para processar tipos de petróleo mais pesados do que o produzido atualmente em grande escala no país. Por isso, empresas americanas exportam parte do petróleo extraído no país e continuam importando outros tipos de petróleo cru para abastecer suas refinarias. São compras que acompanham as cotações internacionais. Segundo Castro, da UFRJ, essa característica torna o mercado americano mais exposto às oscilações globais. "Os Estados Unidos exportam parte do petróleo que produzem e importam outro tipo de petróleo para abastecer suas refinarias. Isso faz com que os preços internos acompanhem muito mais de perto as oscilações do mercado internacional." Ele explica que, além disso, a cadeia de combustíveis nos EUA é formada por diversas empresas privadas responsáveis pela produção, pelo refino, pela distribuição e pela revenda, o que reduz a capacidade de coordenação do governo sobre todo o setor. Por que o Brasil sente esses efeitos de forma diferente? Assim como os EUA, o Brasil também acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo. A diferença está na forma como a cadeia de combustíveis é organizada. No Brasil, a Petrobras ainda concentra boa parte da produção de petróleo e da capacidade de refino, o que garante maior integração entre essas etapas da cadeia. Segundo Castro, essa característica reduz parte da exposição imediata às oscilações internacionais, embora os preços domésticos também sejam influenciados pelo mercado externo. "A integração entre produção e refino permite amortecer parte dos impactos das oscilações internacionais. Isso não significa que o Brasil fique imune às altas do petróleo, mas o repasse pode ocorrer de forma diferente do observado nos Estados Unidos." Nos EUA, por outro lado, a cadeia é mais pulverizada. Empresas diferentes atuam na produção, no refino, na distribuição e na venda dos combustíveis, o que limita a capacidade de coordenação do governo sobre o setor.

Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel A disputa entre empresas de telefonia em torno de um sistema criado para evitar ligações indesejadas mostra a dificuldade para definir em quais casos é preciso derrubar chamadas logo na origem. Ao menos sete empresas buscaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reclamar sobre ligações legítimas derrubadas pelo "anti-spam" da Vivo, que alega bloquear apenas quem faz chamadas em massa e sem identificação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O sistema promete criar uma camada de proteção adicional contra ligações excessivas. E, em alguns casos, resolve um problema que não foi solucionado nem mesmo com ferramentas como o "Não Me Perturbe", criado para acabar com o telemarketing de operadoras e bancos. Mas por que tanta gente ainda é impactada por chamadas indesejadas? A resposta está na limitação do "Não Me Perturbe", na possibilidade de adulterar números de origem e no período de transição de um sistema que pode ao menos acabar com as chamadas fraudulentas. Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico Batizado de "Origem Verificada", ele faz uma autenticação em tempo real das ligações e garante que o número exibido no seu celular é, de fato, de uma empresa legítima. O sistema autenticou 6,6 bilhões de chamadas em junho de 2026, segundo a ABR Telecom. A Anatel obriga empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês a aderirem ao sistema. Mas a exigência para que todas usem a ferramenta só começará em 2028. (saiba mais ao final) Enquanto isso, consumidores que querem evitar ligações excessivas podem aderir aos sistemas já existentes, aos recursos disponíveis nos sistemas dos seus celulares e a aplicativos de terceiros. (confira abaixo como fazer) 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério Por que ligações indesejadas são tão comuns? Muitas das ligações indesejadas são automatizadas e não têm uma pessoa do outro lado da linha. Conhecidas como "robocalls", essas chamadas ficam mudas e caem sozinhas depois de alguns segundos. Isso acontece porque empresas ligam para vários números ao mesmo tempo: quando alguém atende, as demais chamadas são encerradas. A estratégia serve ainda para call centers verificarem números que estão ativos e enriquecerem suas listas de contatos. Brasil teve mais de 10 bilhões de "robocalls" por mês em 2025 Por que recebemos ligações mudas que desligam sozinhas – e como evitá-las Autores de ligações excessivas chegam até mesmo a adulterar seus números para que eles fiquem parecidos com os de linhas telefônicas comuns e não sejam bloqueados pelas operadoras. É o chamado "spoofing numérico", que pode ser feito por meio de servidores VoIP (sigla em inglês para "Voz sobre Protocolo de Internet"), programas de computador que se conectam à rede de telefonia via internet. Servidores VoIP são usados para gerenciar ramais de empresas, mas a possibilidade de alterar o número de origem atrai pessoas com interesses indevidos. A Anatel chegou a criar o prefixo 0303 para identificar ligações de telemarketing, mas derrubou a obrigatoriedade após perceber uma alta rejeição a esse tipo de chamada. Fim da exigência do prefixo 0303 para telemarketing foi criticado por Procons e Idec Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas Como diminuir ligações indesejadas O "Não Me Perturbe" promete acabar com ligações indesejadas de todas as empresas de telefonia, obrigadas a se adequarem ao sistema, e de 74 instituições financeiras, que aderiram ao programa de forma voluntária. O cadastro pode ser feito no site www.naomeperturbe.com.br e começa a valer em até 30 dias. Mas lembre-se: algumas chamadas podem continuar acontecendo porque golpistas e algumas empresas de vendas ignoram o cadastro. 'Não Me Perturbe' não funciona? Por que pessoas recebem ligações de telemarketing Alguns celulares Android têm recursos para identificar e bloquear chamadas suspeitas. A ferramenta costuma ser encontrada ao acessar a página de "Configurações" e pesquisar por "Proteção ID" ou "Spam". O iPhone, por sua vez, tem o recurso "Perguntar motivo da ligação", que faz todas as chamadas serem atendidas automaticamente por um robô (saiba mais aqui). Uma alternativa é baixar aplicativos de identificação de chamadas como o Whoscall e o Truecaller, que podem mostrar quem realmente está ligando e bloquear chamadas. Os serviços podem cobrar por recursos avançados. Em último caso, a saída é bloquear chamadas de números desconhecidos. A medida acaba com o problema, mas pode fazer você perder ligações realmente importantes. A Anatel também orienta consumidores a registrar reclamações, caso o problema não seja resolvido. A denúncia pode ser feita neste link. A agência indica ainda a plataforma "Qual Empresa Me Ligou", que permite verificar o nome e o CNPJ de quem fez a ligação. Acesse www.qualempresameligou.com.br, digite o número, clique em "Sou humano" e selecione "Consultar". O que vem por aí? O "Origem Verificada" é a aposta da Anatel contra ligações abusivas. Ele atua em duas frentes: autenticação, com selo de verificação em ligações legítimas, e identificação, que mostra o nome e o logo da empresa, além do motivo da chamada. O sistema usa o protocolo internacional STIR/SHAKEN, que analisa o número que está ligando a partir do banco de dados da ABR Telecom, associação que reúne operadoras. A partir de outubro de 2028, a autenticação será obrigatória para todas as ligações de empresas para consumidores. A identificação com nome e logo da companhia será opcional. Hoje, o "Origem Verificada" tem 63 empresas de telefonia parceiras, incluindo Vivo, Claro, TIM e Algar. A Anatel prevê que, com a chegada do prazo, metade das ligações de empresas serão autenticadas. O serviço é gratuito para clientes, que precisam ter o celular conectado a uma rede 4G ou 5G e com um desses sistemas: iPhone com iOS 18.2 ou superior e celulares Android a partir do Android 11 (aparelhos Samsung são compatíveis a partir do Android 10). Como é uma ligação de número autenticado no Android g1/Thalita Ferraz Fim das robocalls? Veja se seu celular é compatível com ferramenta contra golpes

Solidão corporativa: entenda o que é e como ela pode afetar a saúde mental e a carreira Geovanna Santos, de 28 anos, acumula uma década de experiência na área administrativa. Apesar de sempre ter facilidade para fazer amizades no ambiente de trabalho e manter vínculos com ex-colegas, no ano passado ela viveu uma situação completamente diferente e descobriu, na prática, o que especialistas chamam de solidão corporativa. Após deixar uma empresa de atuação nacional para trabalhar em um negócio familiar, Geovanna imaginava encontrar apenas uma nova rotina. Em vez disso, deparou-se com um ambiente onde se sentia completamente isolada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Eu ficava literalmente olhando para a parede", relembra. Sua mesa ficava isolada em uma sala, enquanto o gerente, único colega no ambiente, passava boa parte do dia fora. Enquanto isso, as outras três funcionárias da equipe trabalhavam juntas em outro ambiente. Geovanna tentou se aproximar, mas as conversas não evoluíram. No horário de almoço, os grupos saíam juntos para restaurantes, deixando-a para trás. '"Eu ia sozinha. Nem para comer me chamavam”, lembra a trabalhadora. A situação começou a afetar sua saúde mental. Ela passou a acordar sem vontade de ir ao trabalho, acumulou atrasos e desenvolveu crises de ansiedade, síndrome do pânico e sintomas físicos relacionados ao estresse. A empresa também não ofereceu um processo estruturado de integração. A ausência de acolhimento aumentou a sensação de isolamento e prejudicou seu desenvolvimento profissional. "Eu me sentia invisível. Não tinha ninguém para olhar e reconhecer o meu esforço”, conta. Depois de três meses de desgaste emocional, Geovanna pensou em pedir demissão. Antes disso, porém, foi desligada da empresa logo após apresentar um atestado médico. "Foi péssimo", resume. Geovanna Santos encontrou no trabalho amizades que transformaram sua rotina, mas, após mudar de emprego, passou a enfrentar a solidão e a dificuldade de criar novos vínculos no ambiente profissional. Arquivo Pessoal Segundo um levantamento da Pluxee com mais de 2 mil brasileiros, 47% dizem se sentir sozinhos no trabalho, seja frequentemente ou às vezes. Outro dado chama atenção: 78% consideram essencial ter amizades verdadeiras no ambiente profissional, indicando que a qualidade das relações influencia diretamente a experiência no emprego. As conexões ajudam a retenção de talentos. Em uma escala de 1 a 5, os entrevistados atribuíram nota média de 3,39 ao impacto das amizades na decisão de permanecer ou deixar uma empresa. Um segundo estudo, realizado pela Vittude em parceria com o Opinion Box, reforça esse cenário. Embora o trabalho remoto integral seja desejado por muitos profissionais, o levantamento indica que esse modelo pode intensificar o isolamento social e dificultar a construção de redes de apoio. Entre os trabalhadores que atuam 100% em home office, 11,4% apresentam níveis críticos de sofrimento mental. Para 30,8% dos entrevistados, o senso de equipe e a interação social são os principais motivos para preferir o trabalho totalmente presencial. Solidão no trabalho afeta quase metade dos brasileiros Arte g1 Quase metade dos brasileiros se sente sozinha no trabalho Arte g1 O que é a solidão corporativa? O conceito de solidão corporativa não significa necessariamente trabalhar sozinho, mas sentir-se isolado mesmo em meio a colegas. Ela é caracterizada pela falta de vínculos significativos, de relações de confiança e de senso de pertencimento no ambiente de trabalho. "O problema não é estar sozinho fisicamente, mas sentir-se desconectado, mesmo cercado de colegas", explica Camilla Pádua, sócia-líder da área de consultoria em gestão de pessoas da KPMG no Brasil. Segundo ela, esse sentimento costuma surgir quando o profissional não consegue construir relações, trabalha em ambientes excessivamente competitivos ou sente que não pode ser autêntico. "Os líderes têm um papel central em construir ambientes em que a conexão humana não seja vista como algo secundário, mas como parte da estratégia do negócio. Marcela Zaidem, fundadora da consultoria Cultura na Prática, afirma que o fenômeno ganhou visibilidade nas redes sociais, mas já vinha sendo identificado por pesquisas internacionais há muitos anos. "Não estamos falando de gente 'carente de escritório'. Estamos falando de um ambiente em que muita gente está cercada de reunião, meta, canal, call e cobrança, mas ainda assim se sente sozinha", explica. Muller Gomes, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half, destaca que o isolamento também pode comprometer a carreira. "O ser humano é biopsicossocial. A gente precisa do outro. Ter com quem conversar, compartilhar e até desabafar ajuda a lidar melhor com os problemas”, explica. Segundo ele, a falta de interação afeta a produtividade, a saúde mental e até o desenvolvimento profissional, já que o networking é fundamental para novas oportunidades de carreira. "O ser humano não foi feito para viver isolado", afirma. Home office ampliou o desafio Especialistas afirmam que a expansão do trabalho remoto reduziu os momentos espontâneos de convivência entre colegas. "Perdemos aquela conversa de corredor, o café depois do almoço ou o comentário sobre o tempo. São esses pequenos momentos que geram proximidade", afirma Lucimara Costa, diretora de Recursos Humanos da Nexti. Para Bruno Gonçalves, especialista em experiência do colaborador e felicidade corporativa, o problema não é o home office em si, mas a falta de adaptação das empresas. "No trabalho remoto, esses momentos precisam ser desenhados intencionalmente. Produtividade depende de pessoas conectadas de verdade, e não apenas monitoradas." Apesar disso, Geovanna Santos acredita que o formato de trabalho, sozinho, não explica a sensação de isolamento. Durante a pandemia, ela conta que trabalhou por um ano em home office e nunca se sentiu sozinha. "Mesmo no home office eu tinha uma ótima conexão com o time. A gente falava o tempo todo", conta. "O problema é a cultura, é a forma como as pessoas acolhem ou não." Mesmo cercados de colegas, muitos profissionais relatam sentir isolamento no trabalho. Freepik Cultura organizacional faz diferença Na avaliação dos especialistas, combater a solidão corporativa depende menos de happy hours e eventos esporádicos e mais da construção de ambientes em que as pessoas se sintam acolhidas desde o primeiro dia de trabalho. Isso passa por processos de integração mais estruturados, lideranças mais próximas das equipes, espaços para diálogo e uma cultura baseada em confiança, pertencimento e segurança psicológica. "Quando a empresa não constrói esse contexto, a solidão aparece. E, quando aparece, ela não é um detalhe emocional. É sintoma de liderança fraca, vínculos frágeis e uma cultura insuficiente para sustentar as pessoas", resume Marcela Zaidem. Depois daquela experiência, Geovanna voltou a trabalhar em outro ambiente e percebeu que o problema nunca foi o modelo de trabalho, mas a forma como foi recebida. Como perceber que você está vivendo a solidão corporativa? Segundo especialistas, alguns sinais podem indicar que o problema está afetando sua rotina: Você sente que não faz parte da equipe, mesmo trabalhando cercado de colegas; Evita interações ou percebe que raramente é incluído em conversas e atividades do grupo; Tem dificuldade para criar vínculos ou sente que não pode ser autêntico no ambiente de trabalho; Perde a motivação para ir ao trabalho e sente que seus esforços passam despercebidos; Apresenta sintomas como ansiedade, estresse, desânimo ou esgotamento relacionados ao trabalho. Quando procurar ajuda? Se a sensação de isolamento for persistente e começar a afetar sua saúde mental, seu desempenho ou sua qualidade de vida, especialistas recomendam conversar com a liderança, com o RH ou buscar apoio psicológico. Em ambientes saudáveis, o acolhimento e o senso de pertencimento também fazem parte das responsabilidades da empresa. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho

Do cachorro-quente ao churrasco: negócios simples que viraram empresas milionárias Cachorro-quente, brigadeiro e churrasquinho são produtos comuns. Mas, quando ganham gestão, estratégia e um diferencial, podem se transformar em negócios de sucesso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Foi o que aconteceu com Dona Eny Matos e o filho, Hugo Matos. O que começou como uma barraquinha de cachorro-quente em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), virou uma rede que hoje fatura cerca de R$ 4 milhões por ano. Em Porto Alegre, uma confeiteira criou um rodízio de brigadeiros e alcançou um faturamento de cerca de R$ 108 mil por mês. Já um ex-açougueiro começou vendendo churrasquinho na garagem de casa e hoje tem uma churrascaria que fatura aproximadamente R$ 300 mil mensais. As três histórias mostram que o diferencial nem sempre está no produto, mas na forma como ele é vendido. Investir na experiência do cliente, manter a qualidade e executar bem a operação faz diferença no crescimento do negócio. Para quem quer empreender, a principal lição é que a pergunta não deve ser se a ideia já existe, mas como fazer melhor do que já é feito. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Cachorro quente Caled Oquendo/Pexels Leandra Winck apostou nos brigadeiros e hoje fatura R$ 108 mil por mês — Foto: Leandra Winck Leandra Winck

Oliveira pega fogo durante um incêndio florestal no vale de Mégara, Grécia REUTERS/Louisa Gouliamaki O calor extremo, a seca prolongada e os incêndios florestais vêm aumentando a pressão sobre a agricultura europeia, especialmente sobre os olivais do sul do continente. Produtores alertam que a combinação desses fatores tem reduzido a produtividade das lavouras, comprometido a qualidade dos frutos e elevado os custos de produção, o que pode resultar em novos aumentos nos preços de alimentos como o azeite de oliva. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Estudos climáticos mostram que o número de dias de verão com condições extremas favoráveis à propagação de incêndios, combinação de calor, seca e vento, dobrou desde 1981, reforçando a vulnerabilidade estrutural dos olivais e de outras culturas mediterrâneas. A preocupação é compartilhada por instituições e entidades do setor agrícola. No início de julho, a Comissão Europeia apontava uma redução dos preços do azeite de oliva desde abril, devido ao excesso da produção italiana. Agora no g1 Contudo, revisou sua previsão para a produção de azeite do bloco, que deve recuar 5% no ciclo 2025/26. A queda é puxada sobretudo pela Grécia, onde a produção deve encolher 18%. O relatório alertava que as perspectivas para a próxima safra dependiam da ausência de novos eventos climáticos extremos, devido à vulnerabilidade dos olivais. Poucas semanas depois, esse cenário de risco começou a se concretizar. Segundo o jornal britânico The Guardian, a associação agrícola espanhola ASAJA afirma que os incêndios florestais que se intensificaram no país a partir de meados de julho atingiram pomares, vinhedos, áreas agrícolas, estufas e olivais, afetando produtos como frutas cítricas, abacates, amêndoas, hortaliças e azeitonas. Milhares de hectares foram devastados. Para a entidade, a principal preocupação não é a redução das exportações, mas o aumento dos custos de produção, que tende a ser repassado aos consumidores. A Espanha também segue enfrentando restrições hídricas que reduzem a umidade do solo e aumentam o risco de queda prematura das azeitonas. Além disso, antes mesmo dos incêndios de julho, a colheita de cereais no país já havia sido revista para baixo, de 24 milhões para cerca de 18,5 milhões de toneladas, ampliando a pressão sobre os preços agrícolas. Por ser a maior produtora mundial de azeite, a Espanha tem papel central na formação dos preços globais. O portal Data España ressalta que a estabilidade do mercado continua frágil após a queda recente dos custos do azeite, que sucedeu um período de valores recordes. No início do ano, chuvas intensas provocaram alagamentos em áreas produtoras e reduziram as previsões de colheita. Agora, a seca extrema e os incêndios voltam a ameaçar a produção. Trabalhadores usam ramos de oliveira para tentar apagar as chamas no vale de Mégara, Grécia REUTERS/Louisa Gouliamaki Grécia luta contra destruição de olivais O impacto sobre o azeite é particularmente relevante na Grécia. “É uma sensação terrível quando você constrói algo com tanto esforço, e quando dinheiro não é fácil de conseguir”, disse a produtora Anastasia Hatzoglou à Reuters sobre as queimadas no país. As chamas, que se espalharam rapidamente, destruíram florestas exuberantes e causaram grandes danos a oliveiras poucos meses antes da colheita, um ritual anual muito aguardado em muitos lares gregos. Ela afirmou que sua casa sofreu danos extensos e que suas oliveiras foram queimadas. "Foi tanto esforço, e quando você dedica cuidado à sua propriedade, à sua terra, ao azeite que produz todos os anos, não é nada bom", contou. Segundo o portal grego Neakriti, o déficit hídrico, agravado pelas ondas de calor e pelos incêndios tem reduzido a produtividade dos olivais no país. Além dos danos provocados diretamente pelo fogo, produtores relatam prejuízos causados pela fumaça, pela piora da qualidade do ar e pela maior incidência de pragas e doenças favorecidas pelas temperaturas elevadas. O resultado pode ser a redução do tamanho dos frutos e da qualidade do azeite produzido. O portal italiano Dissapore descreve cenário semelhante em outros países mediterrâneos. De acordo com a publicação, incêndios atingiram olivais na Grécia, Itália e Portugal. O calor prolongado facilita também o avanço de pragas. Helicóptero de combate a incêndios florestais em ação no Monte Kitheronas, perto de Psatha, a oeste de Atenas, Grécia REUTERS/Louisa Gouliamaki Produção agrícola afetada Os impactos climáticos não se limitam às oliveiras. Segundo o jornal The Guardian, a associação francesa Légumes de France estima perdas de milhares de toneladas de hortaliças, incluindo alface, cenoura, alho, cebola e alho-poró. Em algumas regiões, a produção pode cair até 50% devido à falta de chuva e à escassez de água. O clima extremo ainda afeta vinhedos de regiões tradicionais como Champagne, Bordeaux e Borgonha, onde o amadurecimento acelerado das uvas ameaça reduzir os rendimentos da safra. A Europa enfrentou em junho e julho de 2026 uma das ondas de calor mais severas já registradas, com temperaturas acima de 40 °C em países como Alemanha, França, Dinamarca e República Tcheca. O calor extremo provocou mais de 1.300 mortes apenas na última semana de junho, além de interrupções em serviços públicos, derretimento de asfalto e cancelamento de eventos em várias cidades europeias. Cientistas afirmam que esse tipo de evento teria sido "praticamente impossível” sem o aquecimento global, e que a Europa já aquece duas vezes mais rápido que a média mundial, com temperaturas médias 2,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Esse conjunto de fatores consolidou 2026 como um dos verões mais extremos do continente, agravando a pressão sobre sistemas agrícolas vulneráveis.

Exportações para União Europeia cresceram entre setores que devem ser embargados pelo bloco A carne bovina e o mel brasileiros vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado europeu nos últimos anos. Esse cenário pode mudar com a proibição da exportação desses produtos para a União Europeia a partir de 3 de setembro. O bloco europeu alega que o governo brasileiro não fiscaliza adequadamente o uso de antimicrobianos na produção de proteína animal. Empresários brasileiros dos setores afetados, no entanto, afirmam que a medida é protecionista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A carne bovina, por exemplo, registrou aumento de 19% no volume exportado no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Foram enviadas 51,2 mil toneladas aos países do bloco europeu. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec). O crescimento já vinha sendo registrado nos anos anteriores. Em 2025, o Brasil exportou 7% mais carne bovina para a UE do que em 2024. Esse aumento também se refletiu na receita das exportações do setor. Entre 2024 e 2025, o valor das vendas brasileiras de carne bovina para a União Europeia aumentou 18%, passando de US$ 895,7 milhões para US$ 1,06 bilhão. O mel orgânico brasileiro também vem ganhando espaço no mercado europeu. Entre janeiro e junho deste ano, as exportações para o bloco renderam US$ 6,35 milhões — o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando somaram US$ 3,18 milhões. Os dados são da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). No ano passado, as vendas de mel para a UE corresponderam a cerca de 5% do total exportado pelo Brasil. No primeiro semestre deste ano, essa participação ficou próxima de 10%. Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia. Arte/g1 Mercados substitutos Para qualquer produto de exportação, é necessário tempo para encontrar novos mercados e negociar com compradores. No caso da carne bovina, o bloco europeu importa principalmente cortes nobres de alto valor agregado, como filé mignon, contrafilé e alcatra. Por isso, a União Europeia lidera em preço médio pago pela carne brasileira. O mercado asiático também está entre os destinos para os quais o Brasil ampliou as exportações de carne nos últimos anos. No entanto, esses países têm interesse em outros tipos de corte, como os miúdos. No caso do mel, também é improvável que outros mercados absorvam todo o volume destinado à UE. Em 2025, o Brasil foi o 7º maior exportador de mel do mundo em volume e o 8º em valor. Os principais destinos foram Estados Unidos (84%), Canadá (8%) e Alemanha (4%). A proibição europeia preocupa ainda mais os setores diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Apesar de a carne bovina e o mel terem ficado isentos, empresários consideram imprevisível a relação com o mercado norte-americano. Até então, a Europa era vista como um destino mais seguro.
Como o mercado financeiro reage às notícias? Manchetes sobre guerra, inflação, PIB, decisões do Banco Central e tarifas anunciadas pelos Estados Unidos podem movimentar bilhões de reais na bolsa de valores em poucos segundos. Isso acontece porque o mercado financeiro não reage apenas aos fatos, mas também ao impacto que eles podem ter sobre os lucros futuros das empresas e a economia. Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa. O preço desse ativo reflete a expectativa sobre a capacidade da companhia de gerar resultados no futuro. Em geral, o crescimento da economia, a queda dos juros e o aumento dos lucros tendem a favorecer a valorização das ações. O fator decisivo, porém, é a diferença entre a expectativa e a realidade. Quando um resultado supera o que o mercado esperava, as ações podem subir. Se os números apenas confirmam as projeções ou ficam abaixo delas, os papéis podem cair, mesmo diante de um lucro recorde. Por isso, a bolsa é vista como uma aposta no futuro, e não como um retrato do presente. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

Raphael Ribeiro/BCB O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (5) e deve promover o quarto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14,25% para 14% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Confirmada em 14% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em pouco mais de um ano. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h. Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo. Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — o que embute uma nova queda em novembro. A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã. Miriam Leitão: IPCA-15 assegura queda dos juros Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028. Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,03%, 4,22% e 3,80% - todas acima da meta central de inflação. Especialistas comentam Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, o atual cenário da economia, mesmo com as estimativas de inflação do mercado acima da meta central neste e nos próximos anos, permite a continuidade do ciclo gradual de corte de juros nesta reunião do Copom, para 14% ao ano, "mas recomenda cautela na comunicação e menor comprometimento com os passos futuros da política monetária". "O Comitê deve justificar a continuidade da calibração dos juros diante da projeção de inflação ao redor da meta no horizonte relevante. No entanto, as expectativas de inflação acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da atividade econômica exigem ainda uma política monetária contracionista. A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência adicional na condução dos juros", avaliou Felipe Salles, do C6 Bank. O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, observou que os dados de inflação nos últimos meses têm sido favoráveis. Para ele, o IPCA-15 de julho surpreendeu significativamente para baixo, "apresentando uma composição mais benigna e sinais encorajadores nos indicadores de núcleo". "Os dados não resolvem o problema da inflação, nem eliminam o fato de que a inflação de núcleos e a de serviços permanecem acima dos níveis compatíveis com a meta. No entanto, eles reduzem a urgência de uma mudança para uma postura mais restritiva (hawkish) e reforçam a visão de que a deterioração qualitativa da inflação pode ter deixado de se acelerar", concluiu Marco Antonio Caruso, do Santander, em comunicado.

Sede do Banco de Brasília, em imagem de arquivo Jornal Nacional/ Reprodução Termina nesta quarta-feira (5) o prazo de 180 dias para que o Banco de Brasília (BRB) execute as medidas do plano de capitalização entregue ao Banco Central no início do ano. O documento foi apresentado em 6 de fevereiro como um "plano de capital preventivo". O material incluía uma série de providências para reforçar, se necessário, o patrimônio do BRB após a sequência de transações malsucedidas com o Banco Master. De lá para cá, a necessidade de reforço foi confirmada. O BRB divulgou alguns dos números do rombo (veja abaixo) e algumas medidas para combatê-lo – entre elas, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e um acordo com um fundo para negociar outros R$ 15 bilhões em ativos do Master. As ações, no entanto, não saíram do papel. Relembre plano entregue pelo BRB ao Banco Central no início do ano O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. Já o acordo com o fundo Quadra Capital foi desfeito em junho, como noticiou o g1. O plano preventivo de capital do BRB segue sob sigilo, 180 dias após a apresentação. Por isso, não é possível saber exatamente quantas e quais medidas foram incluídas nele. Desde fevereiro, o BRB anunciou outras ações para tentar reverter parte do prejuízo: a responsabilização cível de pelo menos 12 ex-gestores do banco (que pode gerar indenizações ou ordens de ressarcimento ao banco, ao fim do processo); o pedido de bloqueio de bens do ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro e de outros sócios para, ao fim do processo, reaver esses recursos; a ampliação do capital social do banco, já aprovada em assembleia, para absorver a venda de novas ações e outros aportes de capital. Como não divulga seus balanços patrimoniais desde 2025, no entanto, o BRB ainda não conseguiu detalhar o benefício gerado por essas medidas – e nem quanto ainda falta para equalizar o patrimônio. Que crise é essa? A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. Entenda a relação entre o Banco BRB e o Banco Master Empréstimo segue pendente O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para recuperar a maior parte do rombo foi definido em um acordo mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Passados mais de dois meses, no entanto, o crédito ainda não foi assinado. ➡️ O governo do DF é acionista controlador do BRB. Por isso, as regras bancárias definem que cabe ao governo pegar esse empréstimo e arcar com o seu pagamento – mesmo que o dinheiro seja transferido ao BRB, e mesmo que o banco ajude o governo a quitar a dívida no futuro. Procurado, o banco afirma que segue confiante na conclusão das medidas e não menciona pedido de ampliação do prazo. “A instituição reforça que mantém diálogo permanente técnico e transparente com o Banco Central, prestando todas as informações requeridas no âmbito da supervisão prudencial, em conformidade com as normas aplicáveis”, diz comunicado. A nota informa ainda que as tratativas para efetivação do empréstimo seguem em andamento. O Banco Central não quis se manifestar. Balanços seguem pendentes Esse é mais um descumprimento do prazo pelo BRB. Em junho, a instituição adiou mais uma vez a divulgação do balanço consolidado de 2025. Os números seguem sem divulgação desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou irregularidades envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. O presidente do BRB chegou a dizer que divulgaria os números até junho, mas o prazo não foi cumprido também. Relembre: BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente 'Socorro' pode vir em período eleitoral Os 180 dias desde a entrega do plano preventivo não são o único prazo que gera algum alerta no BRB e no governo do DF. Uma resolução de 2003 do Senado, aprovada para regulamentar um trecho da Lei de Responsabilidade Fiscal, proíbe prefeitos e governadores de pegarem empréstimo nos últimos quatro meses de mandato. Em tese, infringir essa regra poderia até tornar inelegível a atual governadora Celina Leão (PP), que é pré-candidata à reeleição. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal, no entanto, afirma que o acordo no Supremo “autoriza expressamente a contratação do empréstimo junto ao FGC e afasta a aplicação dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis à operação”. De fato, o acordo homologado pelo STF diz que o empréstimo a ser contratado pelo governo do DF fica dispensado "da observância dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis". O Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o STF não quiseram responder ao g1 se o trecho permite que o empréstimo seja feito nesse período. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam, no entanto, que um eventual crédito tomado nessas condições pode ser contestado na Justiça. O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), Alexandre Andrade, explica que a contratação do empréstimo com menos de 120 dias do fim do mandato fere o artigo 42 da LRF. O artigo proíbe a contratação de "despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito". “A medida evita a prática de um ‘oportunismo político de fim de período’, impedindo que um governante contraia novas dívidas cujos recursos sejam integralmente usufruídos em sua gestão, mas cujo ônus de pagamento (as parcelas de amortização e juros) seja transferido para o governante sucessor”, explica. Acionada, a Secretaria de Economia do DF alega que a contratação do empréstimo não se confunde com uma despesa. Outros impasses Para piorar o cenário, os R$ 6,6 bilhões previstos para o empréstimo até aqui podem não ser suficientes para resolver o patrimônio do BRB. A falta de divulgação do balanço de 2025 deixa incertezas sobre o déficit no capital do banco. Há duas semanas, o g1 mostrou que o consórcio Quadra Capital recuou do acordo que previa a compra de até R$ 15 bilhões de ativos ligados ao Banco Master que foram internalizados pelo BRB desde 2004. Com isso, além da dúvida sobre o empréstimo em negociação, o BRB e o governo do DF terão de achar uma nova saída para movimentar esses papéis. Passadas duas semanas desde que o acordo entre BRB e Quadra Capital foi desfeito, o banco ainda não anunciou novo parceiro para essa negociação. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (4) a ampliação do atendimento remoto em saúde mental a pessoas com necessidades relacionadas às apostas. O teleatendimento é sigiloso, possui caráter orientativo e extensivo aos familiares daqueles que desenvolveram algum tipo de vício aos jogos. O teleatendimento é conduzido por profissionais de saúde, como psicólogos e enfermeiros. Especialista alerta para riscos psicológicos de jogos de apostas online RPC Como acessar o teleatendimento? O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa. Para acessar o aplicado Meu SUS Digital, é preciso possuir uma conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em "Miniapps" e selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta". Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS. É necessário ainda é aceitar o "Termo de Uso" para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário. As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana. O profissional poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial. O Ministério da Saúde informou que quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação. "O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento", diz a mensagem com o alerta do Ministério da Saúde. Procura atendimentos O Ministério da Saúde lançou o serviço em março em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, com uma oferta inicial de 600 teleatendimentos mensais. Agora, ainda de acordo com a pasta, a capacidade de atendimento está sendo ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais. A razão para a ampliação, de acordo com a pasta, é a alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital. O Ministério da Sáude alertou que são sinais de uma relação problemática com jogos e apostas alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando. Regulamentação bets No mês passado, o Ministério da Fazenda publicou regras para a publicidade de apostas online — conhecidas como bets —, e estabeleceu que toda publicidade de bet deverá ser acompanhada de uma advertência, semelhante com o que acontece com propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. Em dezembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei para regulamentar o mercado de apostas esportivas online no Brasil. A lei tributa empresas e apostadores, bem como definiu regras para a exploração das apostas e para a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.040 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertaressem as seis dezenas era de R$ 133 milhões. No entanto, nenhum apostador levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 150 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 16 - 24 - 30 - 49 - 54 5 acertos: 89 apostas ganhadoras, R$ 47.258,21 4 acertos: 6.555 apostas ganhadoras, R$ 1.057,65 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Resultado do concurso 3040 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o julgamento das ações que contestam a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo uma decisão judicial. O processo vai analisar se a operação viola as leis de defesa da concorrência e poderá definir o futuro do negócio. Segundo a Reuters, até lá, a conclusão da compra continuará suspensa. De acordo com documento apresentado à Justiça, a operação ficará bloqueada até que seja julgada a ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, ou até 1º de junho de 2027. Califórnia e outros 11 estados processam acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. A suspensão tem como objetivo impedir que a fusão avance antes da análise dos possíveis impactos sobre a concorrência. Estados alegam risco de concentração no mercado A Califórnia e outros 11 estados processam o acordo de aproximadamente US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões) entre Paramount e Warner Bros. Discovery. Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA Na ação, os estados argumentam que a união das duas empresas poderá concentrar excessivamente o mercado de entretenimento, reduzindo a concorrência nos setores de cinema e televisão por assinatura e levando ao aumento dos preços de filmes e programas de TV. Os procuradores também afirmam que, se a compra for concluída antes da decisão da Justiça, a Paramount poderá promover demissões, integrar operações e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente, essas mudanças seriam difíceis de reverter. Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters Paramount rebate acusações A Paramount nega as acusações e afirma que a ação faz uma interpretação equivocada da legislação antitruste dos Estados Unidos. Em nota enviada à Reuters, um porta-voz da empresa disse estar confiante de que as alegações dos procuradores-gerais "não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais". A companhia também sustenta que um atraso na conclusão da operação prejudica trabalhadores da indústria do entretenimento e pode elevar os custos da transação. Uma das maiores aquisições do setor Anunciada em fevereiro, a aquisição é considerada uma das maiores da história da indústria do entretenimento. Se for aprovada, dará origem a um grupo com aproximadamente 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. A expectativa é fortalecer a posição da empresa na disputa com concorrentes como Netflix e Disney.

Casal é suspeito de furtar bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena em MT Um bilhete de loteria premiado com 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) foi recuperado do lixo na Itália depois que a vencedora, desesperada, pediu ajuda aos coletores de lixo para encontrá-lo, informou à AFP a empresa responsável pela coleta de resíduos. O bilhete estava "milagrosamente intacto" depois que os funcionários vasculharam montes de lixo dentro do caminhão de coleta, contou Roberto Nicola Toscano, administrador da empresa SANB, na região da Puglia, no sul da Itália. Segundo Toscano, a mulher foi no domingo até uma lotérica para conferir o bilhete. A máquina informou que ele "não era pagável", porque estabelecimentos menores só podem pagar prêmios de baixo valor. A vencedora — cuja identidade não foi divulgada — não percebeu que havia acertado o prêmio principal. "Ela sempre jogava os mesmos números, porque estavam ligados à lembrança de uma pessoa querida", explicou Toscano. Bilhete premiado é encontrado por garis, na Itália. ALBERTO PIZZOLI / AFP Ao voltar para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar haviam sido sorteados. Eles correram de volta ao estabelecimento, mas descobriram que o bilhete já havia sido jogado no lixo e que a coleta já tinha passado. Foi então que a mulher entrou em contato com Toscano. "Reconstruímos o caminho percorrido pelo bilhete, embora tivéssemos pouca esperança de encontrá-lo, já que ele já havia sido recolhido pelo caminhão de lixo", disse o administrador à AFP. Por sorte, eles conseguiram identificar qual caminhão havia feito a coleta e o interceptaram antes que os resíduos fossem descartados. Como o lixo poderia conter materiais perigosos, o veículo foi levado a uma empresa especializada, equipada para realizar a busca com segurança. Os trabalhadores passaram mais de um dia revirando o conteúdo do caminhão. Encontraram diversos bilhetes e comprovantes de apostas. "Entre eles estava justamente o bilhete que procurávamos, milagrosamente ainda inteiro", contou Toscano à AFP nesta terça-feira (4). Quando ele avisou à vencedora que o bilhete havia sido encontrado, ela "chorou de emoção", disse. "Eu teria dado um abraço nela, mas estávamos falando por telefone." A operação para evitar o prejuízo, porém, teve um custo. Como a SANB, sediada em Bitonto, perto de Bari, é uma empresa pública, as despesas da busca seriam pagas pelos contribuintes. Por isso, Toscano afirmou que fez a mulher assinar um compromisso de arcar com todos os custos extras da operação — uma aposta que, nesse caso, certamente valeu a pena.

Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados - conhecidos como data centers - que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA). Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas. Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias. A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso. Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras. Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas. Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis. Escritório da Oracle em Dubai Oracle /Divulgação Oracle concentra o maior risco Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço. A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos. A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers. Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda - indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa - no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes. A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027. Quanto cada empresa já comprometeu A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço. A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões). A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

E195-E2 da Embraer Divulgação/Embraer O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (3), uma operação de financiamento para que a Embraer exporte até 19 jatos do modelo E195-E2 para a companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings Inc. O montante negociado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, cobrindo parte da encomenda total de 75 aeronaves feita pela empresa estrangeira. Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Carteira de pedidos da Embraer foi de 34 bilhões e meio de dólares no 2º trimestre de 2026 O crédito conta com a cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), garantindo prazos de entrega que se estendem até o ano de 2030. A encomenda global da Porter faz parte de um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves encomendadas junto à fábrica em São José dos Campos (SP), 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados pelo acordo direto firmado com a instituição financeira pública no fim de 2025. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale. De acordo com o BNDES, o aporte financeiro tem como foco sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e assegurar postos de trabalho no setor aeronáutico do país. O financiamento à exportação de aeronaves do BNDEs consiste na venda a prazo, mas com recebimento dos recursos do Banco à vista. Nesse caso, o devedor no exterior assume e paga a dívida junto ao BNDES. No caso dos aviões, o valor mínimo para o financiamento é de R$ 40 milhões. A Porter Airlines utiliza o modelo E195-E2 para conectar destinos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central. Já a Embraer acumula mais de 9 mil aeronaves entregues desde a sua fundação e se consolida como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Teste do novo BYD Song Pro com motor flex O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas. O preço oficial do novo Song Pro Flex na versão GS é de R$ 199.990; na versão GL é R$ 176.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total combinada caiu com a calibração flex. São 219 cavalos na versão GS e 218 cv na versão GL. Antes, a versão GS tinha 235 cv. Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro. A atualização de design será feita nas duas versões. BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo/g1 Lista de equipamentos As medidas do novo Song Pro mudaram pouco: Comprimento: 4,74 m Largura: 1,86 m Altura: 1,71 m Entre-eixos: 2,71 m O peso é de 1.700 kg na versão GL e 1.760 kg na configuração GS. A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. No interior, a GS ainda se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada. Além do ADAS. BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel GL - R$ 176.990 Pacote ADAS 2; Controle de cruzeiro adaptativo (ACC); Controle de cruzeiro inteligente (ICC); Alerta de colisão frontal (FCW); Alerta de mudança de faixa (LCW); Assistência de permanência em faixa (LKA); Frenagem automática de emergência (AEB); Reconhecimento de placas de trânsito (TSR); Assistente automático de farol alto (IHBC); Controle inteligente de limite de velocidade (ISLC); Seis airbags; Central multimídia de 12,8"; Google Automotive Services; Apple CarPlay e Android Auto sem fio; Atualizações remotas OTA (Over-the-Air); Pacote de dados 4G; Sistema de som com oito alto-falantes; Chave presencial. BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel GS - R$ 199.990 Além dos itens da GL, acrescenta: Alerta de colisão traseiro (RCW); Alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA); Frenagem automática em tráfego cruzado traseiro (RCTB); Aviso de abertura de portas (DOW); Detector de ponto cego (BSD); Bancos com ajustes elétricos para motorista e passageiro; Teto solar panorâmico; Sensor de chuva; Retrovisor interno fotocrômico; Carregador de celular por indução ventilado de 50 W. Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro. Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha. O conjunto de baterias da versão testada pelo g1 comporta 18,3 kWh, já a versão GL tem só 13,1 kWh nas baterias. Com isso, a autonomia somente na bateria é, respectivamente, de 72 km e 57 km. Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv. A BYD confirmou no lançamento que a potência combinada total ficou em 218 cv na versão GL e 219 cv na versão GS. O torque em ambas as configurações é de 30,6 kgfm. Os números de desempenho são parecidos nas duas configurações, com 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos. A velocidade máxima é de 180 km/h em ambas as versões. O motor a combustão 1.5 de ciclo Atkinson passou por alterações para operar com gasolina e etanol e integra o novo sistema híbrido DM-i 5.0. Segundo a BYD, a eficiência térmica subiu de 43,04% para 46,06%, o que melhora o aproveitamento da energia gerada pelo motor, usado para alimentar a bateria e auxiliar a tração em situações de maior demanda. De acordo com a (PBEV), o novo Song Pro Flex é o SUV médio com o menor consumo energético do país. O índice é de 0,53 MJ/km na versão GL e de 0,55 MJ/km na GS. A fabricante afirma que a nova grade ativa, com aletas de abertura e fechamento automáticos, contribui para esse resultado. O consumo de combustível aferido pelo Inmetro é: Gasolina 15,9 km/l na cidade 13,5 km/l na estrada Etanol 11,7 km/l na cidade 10,5 km/l na estrada BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo / g1 A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol. O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes. A calibração do conjunto de suspensão foi refeita e agrada. Somado ao novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público. Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio. Há um novo painel com quadro de instrumentos integrado de 8,8 polegadas. Os bancos foram redesenhados e, na versão GS, contam com ajustes elétricos para motorista e passageiro. O seletor de marchas foi transferido para a coluna de direção, enquanto o revestimento interno passou a utilizar couro ecológico em tom cinza escuro. A central multimídia passou a ser de 12,8 polegadas e adotou o sistema Google Automotive Services. O modelo também oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, atualizações remotas OTA, pacote de dados 4G, sistema de som com oito alto-falantes e acesso por chave digital via NFC. Na versão GS, o carregador de celular por indução passou a ser ventilado e teve a potência ampliada para 50 W. O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear. Galerias Relacionadas A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático. A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário. O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso. O porta-malas tem 530 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento. Motor 1.5 aspirado do BYD Song Pro GS com motor flex Carlos Cereijo / g1 Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 219 cavalos, adequado à proposta do segmento. Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI. Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro. Uma das novidades é que a BYD vai oferecer aos clientes do Song Pro a oportunidade de comprar painéis solares parcelados em até 36 vezes. Galerias Relacionadas

À esquerda, Otto Lobo durante sabatina no Senado; à direita, Antonio Carlos Berwanger Reprodução/TV Senado e FGV O presidente Lula (PT) indicou o servidor de carreira Antonio Carlos Berwanger para ocupar a última vaga aberta na diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O nome foi encaminhado ao Senado e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4). Berwanger ainda terá de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e ser aprovado pelo plenário do Senado antes de assumir o cargo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Formalmente, a indicação é para a vaga aberta com o término do mandato de Otto Lobo como diretor, em dezembro de 2025. Depois de deixar a diretoria, Otto foi indicado por Lula e voltou à CVM em junho, desta vez como presidente. Na mesma ocasião, o advogado Igor Muniz assumiu uma das diretorias. Se Berwanger for aprovado, o colegiado, formado por cinco integrantes, voltará a ficar completo. Agora no g1 A escolha ocorre após a indicação de Otto para a presidência ter sido cercada por questionamentos sobre decisões tomadas por ele durante o período em que comandou a CVM interinamente, no segundo semestre de 2025. A principal controvérsia envolveu a Ambipar e fundos ligados ao Banco Master. A área técnica da CVM havia entendido que os fundos atuaram em conjunto com o controlador da empresa na compra de ações e, por isso, deveriam realizar uma oferta pública de aquisição, conhecida como OPA, aos acionistas minoritários. O julgamento terminou empatado. Já como presidente interino, Otto votou contra a exigência da oferta e usou o voto de qualidade, o equivalente ao voto de desempate, para fazer prevalecer sua posição. A Procuradoria Federal Especializada junto à CVM questionou o procedimento e apontou possível fragilidade na decisão. Críticos avaliaram que o resultado beneficiou o Banco Master. Durante a sabatina para a presidência da CVM no Senado, Otto negou qualquer favorecimento. “Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara, não se pode impor OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Então eu não consigo entender como eu e o diretor Accioly auxiliamos o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime”, afirmou. A controvérsia não impediu a aprovação de Otto pelo Senado. Nomeado por Lula em junho, ele promoveu, em seu primeiro ato como presidente, uma ampla troca no primeiro escalão da CVM. Segundo a autarquia, foram substituídos os titulares de seis superintendências, além do superintendente-geral. Os servidores deixaram os cargos de confiança, mas permaneceram no quadro da instituição. Quem é Antonio Carlos Berwanger Servidor da CVM desde 2005, Berwanger é atualmente superintendente de Desenvolvimento de Mercado, área responsável pela elaboração de normas sobre companhias abertas, fundos de investimento, ofertas públicas e outros segmentos do mercado de capitais. Ele começou na autarquia como inspetor, atuou na fiscalização e na área de processos sancionadores e, entre 2011 e 2015, foi gerente de Aperfeiçoamento de Normas. Comanda a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado desde março de 2015. Berwanger é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é mestre em Direito da Regulação pela Fundação Getulio Vargas e tem especialização em regulação de fintechs e inovação financeira pela Cambridge Judge Business School. É considerado internamente um especialista em inovação e ativos digitais. Em maio, ele esteve entre os 27 integrantes da cúpula da CVM que assinaram uma manifestação pela escolha de um servidor de carreira para a vaga restante no colegiado. O grupo argumentou que a presença de um funcionário da casa ajudaria a preservar a memória regulatória e a estabilidade das decisões da autarquia. GloboPop: veja os vídeos do palco da Julia Dualibi
Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Café robusta Globo Rural/Tv Globo As chuvas atípicas registradas em julho nas principais regiões produtoras de café arábica no Brasil — como o interior paulista e o Sul de Minas — ameaçam a qualidade dos grãos e o padrão da bebida, acendendo o alerta para as exportações do setor. O cenário é desafiador porque cerca de 30% da safra brasileira 2026/2027 ainda não tinha sido colhida e ficou sujeita aos danos do clima. A análise consta no boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), de Piracicaba (SP). Além de atrasar os trabalhos no campo, o excesso de água reflete diretamente na avaliação sensorial da bebida — um dos critérios mais rigorosos de classificação do café e valor no mercado estrangeiro. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Para avaliar os desdobramentos do clima tanto na lavoura quanto na xícara do consumidor, o g1 ouviu especialistas da área acadêmica e do mercado de cafés especiais. Veja na reportagem, abaixo. Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação As precipitações se concentraram principalmente nos últimos dias do mês, momento em que a colheita se encaminha para o fim e a varrição passa a ser a atividade de maior demanda. "Tradicionalmente, a colheita do café ocorre no inverno, período mais seco. Neste ano, tivemos 'um verão no inverno', com muita chuva. Além de desacelerar o serviço no campo, a umidade afeta o processo de secagem e prejudica o produto final", explica Renato Garcia Ribeiro, pesquisador responsável pela área de café no Cepea. De acordo com o Cepea, embora não seja possível mensurar os prejuízos em volume absoluto neste momento, os grãos que ficaram expostos no chão ou no pé sofreram perda direta de qualidade. "Esta safra era muito aguardada em termos de volume, vindo de anos com problemas climáticos. Havia a expectativa de uma safra recorde, e o produtor receava que isso pressionasse os preços", complementa Ribeiro. Café tipo robusta Arquivo Pessoal Qualidade da bebida x exportação Segundo o pesquisador, o impacto real só será dimensionado à medida que os lotes forem provados, beneficiados e comercializados — processo que pode levar de dois a três meses. “Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar. Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida - um café que secou mais bem - mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador. Leia mais: Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida Claudia Assencio/g1 Café com gosto de remédio? O barista Júnior Damada, especialista em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma do café na xícara quando um lote do produto sofreu com excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem dos grãos. Um café influenciado com umidade pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba. “As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica. Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba Adrian Dona/Júnior Damada Classificação Para que um lote seja classificado como café especial, ele precisa ser totalmente isento de defeitos e apresentar doçura e complexidade sensorial. Lotes afetados pela umidade do solo ou colhidos na varrição dificilmente atingem esse patamar, sendo rebaixados para categorias como gourmet, superior ou tradicional. "Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha. Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita. "Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui. Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida Adrian Dona/Júnior Damada Densidade e tamanho A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria. Damada pontua que se grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição, eles se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina, de espresso ou no coado. "Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tamanho dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos. Tanto as torrefações artesanais, as industriais, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera. Conheça os fatores que influenciam o preço do café para o consumidor Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta terça-feira (4), com avanço de 0,87%, cotado a R$ 5,1312. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em queda de 0,07%, aos 177.883 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos foi o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos. ▶️ O mercado também seguiu à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano. ▶️ Além disso, o petróleo também continuou na mira dos investidores. O Catar afirmou, hoje, que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre EUA e Irã, embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que as negociações já estavam em andamento. Com o maior otimismo, os preços do petróleo voltaram a cair no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional, caiu 5,26%, cotado a US$ 79,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuou 5,69%, a US$ 75,77 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,22%; Acumulado do mês: +1,22%; Acumulado do ano: -6,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado do mês: 0%; Acumulado do ano: +10,47%. Maior otimismo com o petróleo O Catar afirmou nesta terça-feira que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã , embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente Donald Trump de que as negociações já estejam em andamento. Em meio à expectativa de que um acordo possa retomar tráfego pelo Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado, os preços do petróleo operavam em queda. Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com Teerã haviam começado e que o Irã enfrentava uma "última chance" para chegar a um acordo. Autoridades iranianas insistiram que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos. O Irã afirma que suas únicas conversas são com Omã sobre o estreito e que nenhuma reunião importante estava planejada para esta semana. "Elas estão acontecendo agora", disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval na segunda-feira, quando questionado sobre as negociações, acrescentando que as discussões estavam ocorrendo a pedido do Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. "Esta é a última chance para eles (Irã) assinarem um bom documento." O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos atingiram "estágios muito avançados". Ansari afirmou, ainda, que mediadores, incluindo representantes do Catar, Paquistão e Omã, estavam coordenando estreitamente para facilitar as negociações e a troca de propostas preliminares entre Washington e Teerã. "Muita coisa está acontecendo nos bastidores. Estamos conversando com os dois lados. Nosso único objetivo neste momento é fazer com que ambas as partes pelo menos concordem em começar a dialogar", disse um alto funcionário da segurança paquistanesa à Reuters. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta nesta terça-feira (4), após previsões mais otimistas divulgadas pela Caterpillar e pela Palantir reforçarem a confiança dos investidores na demanda impulsionada pela inteligência artificial. No fim do pregão, o Dow Jones subiu 1,72%, o S&P 500 avançou 1,81% e o Nasdaq Composite teve alta de 2,58%. O maior otimismo com a possibilidade de uma cordo de paz entre EUA e Irã trouxe um dia positivo para os mercados europeus. No encerramento do pregão, o STOXX 600 avançou 0,77%, o DAX subiu 0,77%, o CAC 40 ganhou 0,61% e o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,20%. Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Vinte e cinco Estados americanos entraram com processos na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump na segunda-feira (03/08) devido a uma onda de tarifas contra dezenas de países que entrou em vigor em julho. Os EUA afirmam que as tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, foram impostas devido ao fato de parceiros comerciais — incluindo Brasil, Reino Unido, China e União Europeia — não terem combatido adequadamente o trabalho forçado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um documento legal consultado pela BBC, uma aliança de Estados — entre eles, Califórnia e Nova York — governados por políticos do Partido Democrata afirma que a decisão de Trump foi "arbitrária, impulsiva e contrária à lei". Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse: "Os EUA estão usando sua autoridade legal" para lidar com práticas que prejudicam as empresas americanas. Agora no g1 Desai acrescentou que o fato de qualquer país não combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado era "inaceitável" e precisava ser enfrentado. As novas tarifas, que entraram em vigor em julho, foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, uma legislação concebida para atingir países que utilizam trabalho forçado. As tarifas abrangem 99,4% das importações dos Estados Unidos, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). O processo alega que o governo Trump "não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu esquema ilegal de tarifas". "As tarifas impostas pelo USTR são tão abrangentes que desafiam os próprios objetivos declarados do USTR e ridicularizam a legislação usada para justificá-las", afirmou. "As tarifas ilegais do presidente Trump nada mais são do que um imposto sobre as famílias trabalhadoras", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul. "Apesar de ter perdido em todas as instâncias, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, em um comunicado. "Todos nós estamos pagando o preço por essas tarifas ilegais, não os governos estrangeiros", acrescentou. Diversos parceiros comerciais afetados expressaram decepção com as novas tarifas. Os governos do Brasil e do Japão reagiram classificando as medidas como "injustificadas". Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais." O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descreveu as tarifas como uma "desculpa para manipulação política". Washington e Pequim estão envolvidos em uma guerra de tarifas retaliatórias — que está atualmente suspensa. Alguns analistas também questionaram como os países seriam capazes de demonstrar que abordaram adequadamente as alegações de trabalho forçado. O processo movido pelos Estados americanos representará um "grande desafio" às tarifas de Trump, afirmou o professor de administração Alex Capri, acrescentando que espera "exceções e recuos que gradualmente reduzirão o impacto dessas tarifas". Segundo Capri, da Universidade Nacional de Singapura, faltam evidências confiáveis que sustentem as alegações de que os países acusados prejudicaram empresas americanas por meio de violações relacionadas ao trabalho forçado. Essa medida representa o passo mais recente em uma série de políticas comerciais anunciadas por Trump desde que ele retornou ao cargo em janeiro de 2025. Muitas das abrangentes tarifas que Trump impôs aos parceiros comerciais globais em suas chamadas tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado, foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. "A Suprema Corte deixou claro que este governo não pode ignorar a lei para impor tarifas abrangentes", disse Hochul. A decisão do tribunal resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares para empresas que haviam pago os impostos. O presidente argumenta há muito tempo que as tarifas protegem os trabalhadores americanos e impulsionam a economia dos EUA. As tarifas que foram anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre todas as importações globais. Essas tarifas expiraram em julho. Mais tarifas podem ser implementadas no futuro, já que os EUA estão atualmente investigando 16 países por alegações de excesso de capacidade produtiva.

Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel Um serviço que promete bloquear ligações indesejadas tem gerado uma disputa entre operadoras de telefonia: de um lado, a defesa de que ele protege consumidores, de outro, a acusação de que impede chamadas legítimas. A solução em questão é o "Vivo Anti-spam", ativado automaticamente em novas linhas de celulares administradas pela operadora. Segundo a empresa, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas operadoras como a TIM dizem que o serviço impede ligações legítimas. Ao menos sete empresas questionaram o bloqueio de milhares de chamadas, incluindo de serviços de saúde para pacientes. Elas abriram reclamações formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que disse analisar os casos e buscar "o equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor". Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A TIM disse à Anatel que seus usuários sofreram restrições indevidas, mas se recusou a participar de uma reunião de conciliação. Procurada pelo g1, a operadora afirmou que não comentará o assunto. A principal questão na disputa entre as empresas é o critério usado para bloquear as ligações, explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. "O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve", afirmou. "A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça", continuou. Bloqueios afetaram atendimento ao público A empresa de telefonia Adyl Telecom afirmou que, desde o início de junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas por conta do anti-spam. A empresa alegou à Anatel que hospitais e órgãos públicos foram afetados. O sistema da Vivo também foi acusado de bloquear ligações de mais de 800 números da prefeitura de Araçatuba. A reclamação foi feita pela 3corp Technology, que presta serviços de telefonia para a cidade. Em sua representação, a 3corp afirmou que as ligações servem para prestar serviços públicos em áreas como saúde, segurança e educação, mas foram "sistematicamente bloqueadas ou interrompidas" pelo anti-spam. 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério A 3corp disse que, nos primeiros contatos, a Vivo não tinha oferecido uma saída viável para resolver a situação. Mas em julho, a empresa afirmou que, após tratativas, os números foram liberados e estão em pleno funcionamento. A Adyl, por sua vez, reclamou da falta de clareza sobre critérios para o bloqueio e disse que, depois de entrar em contato com o canal de atacado da Vivo, conseguiu desbloquear a maioria dos números. A Net2Phone Brasil, outra empresa a questionar o anti-spam da Vivo, disse que espera uma reunião de conciliação mediada pela Anatel. A Agera Telecomunicações afirmou que, desde o início de junho, recebe reclamações de clientes sobre bloqueios em chamadas para números da Vivo e classificou o anti-spam como uma ferramenta de "degradação artificial de tráfego". Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico A Ateky Internet e a Ágil Telecom também alegam que o filtro Vivo impede chamadas legítimas feitas a partir de suas redes. O g1 entrou em contato com as empresas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. A Anatel informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e que, desde então, tem se aprofundado nos materiais apresentados pelas empresas. "O objetivo é oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos", disse a agência. A Adyl e a Agera afirmaram à Anatel que o sistema anti-spam da Vivo bloqueou até as ligações de números autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas. O Origem Verificada usa uma tecnologia internacional chamada STIR/SHAKEN. Ela verifica, no momento da ligação, se o número usado pela empresa consta em um cadastro mantido pelas operadoras. O que diz a Vivo Apesar de as reclamações terem surgido em junho, a Vivo disse que oferece a ferramenta desde novembro de 2024. Segundo a operadora, ela protege os clientes de ligações automáticas que usam números adulterados para ocultar quem está fazendo a chamada. A companhia informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental com cerca de 700 mil usuários antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos. Ainda segundo a Vivo, seu anti-spam funciona em dois níveis: primeiro, analisa se a chamada é autenticada ou não, e, depois, o perfil do número de origem. Em nota, a empresa alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu anti-spam e do STIR/SHAKEN. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação". A operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes". Donos de números afetados pelo bloqueio podem solicitar uma análise por meio do site da Vivo, e clientes que não recebem ligações podem desativar o serviço no aplicativo da operadora.

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 AFP/Saul Loeb A Truth Social, rede social criada por Donald Trump, começou a vender acesso antecipado às publicações do presidente dos Estados Unidos para investidores institucionais e empresas que utilizam sistemas automatizados para negociar ativos financeiros. A iniciativa levanta uma questão para o mercado financeiro: quanto vale receber, alguns milissegundos antes dos demais, uma mensagem capaz de influenciar o preço de ações, moedas, juros e commodities? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da plataforma, o Truth API foi desenvolvido para entregar essas publicações em tempo real a organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação. 🔎 A expectativa é que o serviço funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, e inclua um arquivo de mensagens publicadas desde 2022. A ferramenta é oferecida por meio de uma API — sistema que permite que programas de computador recebam automaticamente as publicações da plataforma. Segundo a Reuters, a empresa chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso. Agora no g1 No anúncio do Truth API, Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media & Technology Group (TMTG), justificou a criação do serviço afirmando que "os mercados já reagem com base nas publicações do Truth Social". Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que essa pequena vantagem de tempo pode favorecer investidores que utilizam programas de computador para negociar ativos automaticamente e levantar dúvidas sobre a igualdade de acesso a informações capazes de influenciar os preços. Pedro Teberga, especialista em negócios digitais e professor da Faculdade Einstein, explica que, nesse intervalo, alguns investidores conseguem negociar antes que o restante do mercado tenha tempo de reagir à informação. "Quando um grupo restrito recebe antes uma informação capaz de mexer nos preços, ele consegue comprar ou vender contra participantes que ainda operam com os preços anteriores à notícia", afirma. Por que milissegundos fazem diferença? Para investidores individuais, alguns milissegundos dificilmente fariam diferença. No universo da negociação automatizada, porém, esse intervalo pode ser suficiente para que sistemas identifiquem uma informação relevante e executem ordens de compra e venda antes que os preços se ajustem. Essa lógica ajuda a explicar por que anúncios publicados por Trump na Truth Social costumam provocar reações rápidas nos mercados. Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que o valor econômico dessa vantagem depende da relevância da mensagem, do volume negociado e da velocidade com que o mercado incorpora a informação. Segundo ele, um exemplo ajuda a dimensionar esse potencial: 💰 Imagine que uma publicação provoque uma variação de 0,5% no preço de um ativo. Se uma instituição conseguir negociar US$ 50 milhões antes que essa mudança seja refletida nos preços, o ganho bruto potencial seria de US$ 250 mil. "A relevância não está apenas em saber antes, mas em conseguir transformar a informação automaticamente em ordens antes que o mercado reorganize os preços", afirma. O especialista ressalta, porém, que esse cálculo não representa lucro garantido, já que há custos de execução, impacto das próprias ordens sobre os preços e até o risco de o sistema interpretar a mensagem de forma equivocada. Quando Trump posta, o mercado reage Arte/g1 O que diferencia a Truth API das agências de notícias? A principal diferença em relação a serviços como Bloomberg e Reuters, segundo os especialistas, não está na velocidade da entrega das informações, mas na origem delas. "A comparação não se sustenta, e a diferença não está na velocidade, que sempre foi um produto comercializado no mercado financeiro", afirma Teberga. Segundo ele, empresas como Bloomberg e Reuters vendem rapidez na distribuição de informações que observam, organizam ou reportam, mas não produzem as decisões capazes de movimentar os mercados. Ele lembra que, quando uma empresa se aproximou dessa fronteira, houve reação das autoridades. ⚖️ Em 2013, a Thomson Reuters encerrou um serviço que antecipava em dois segundos um índice de confiança do consumidor após investigação do procurador-geral de Nova York. "No caso da Truth API, quem produz a informação é a mesma pessoa que decide a política capaz de mover os preços", afirma. Apesar disso, Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, gestora sediada em Nova York, faz uma ressalva: pelas informações divulgadas até o momento, o Truth API não oferece acesso antecipado às publicações, mas maior velocidade na distribuição de um conteúdo que já é público. "O Truth API não poderá vender acesso antecipado aos posts de Donald Trump, pois isso seria ilegal. Segundo as notícias divulgadas, a empresa irá vender velocidade de entrega e formatação de informação que já é pública", afirma. Quando a comunicação presidencial vira fator de mercado O debate não se limita aos EUA. Como Trump costuma anunciar decisões de política econômica e comercial primeiro na Truth Social, publicações da plataforma também podem provocar reações imediatas em ativos de outros países, incluindo o Brasil. Para Cabral, esse tipo de impacto é consequência de uma transformação mais ampla na forma como decisões de governo passaram a ser comunicadas. Na avaliação dele, medidas de política econômica passaram a ser anunciadas primeiro nas redes sociais do presidente, antes dos canais oficiais do governo. "O ponto mais interessante do debate não é a legalidade nem o caráter pouco democrático do Truth API, mas sim o padrão inusitado de comunicação, em que decisões importantíssimas de política econômica são divulgadas na rede social do presidente antes de serem anunciadas nos canais oficiais do governo." É justamente nesse contexto que, segundo Praça, investidores brasileiros também podem ser afetados. "Uma mensagem sobre tarifas contra o Brasil poderia provocar ordens simultâneas em dólar contra real, Ibovespa, ações de exportadoras, ativos brasileiros negociados em Nova York, juros futuros e instrumentos de proteção cambial", afirma. Segundo ele, o risco aumenta porque parte relevante das negociações envolvendo ativos brasileiros ocorre em mercados internacionais e fora do horário de funcionamento da B3. "O preço pode começar a se ajustar nos ADRs, no câmbio offshore, nos ETFs e nos mercados futuros antes da abertura do mercado brasileiro", diz. Painel exibe informações sobre as ações da Truth Social e da Trump Media & Technology Group enquanto um homem observa o celular em frente ao Nasdaq MarketSite, em Nova York, em março de 2024. REUTERS/Brendan McDermid.

Bezerro com três orelhas O nascimento de um bezerro em uma propriedade rural de Coromandel, no Alto Paranaíba (MG), chamou a atenção por uma característica incomum: o animal nasceu com três orelhas, uma delas nas costas, o que é mais raro ainda. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. De acordo com o especialista, a anomalia provavelmente surgiu nos primeiros 45 dias de gestação da vaca. Ortolani explica que esse tipo de ocorrência é considerado muito raro, especialmente pela localização da orelha extra, fora da cabeça do animal. Apesar de estar completamente formada externamente, ela não tem função auditiva, pois não possui as estruturas internas necessárias para captar sons. A boa notícia é que a condição não deve comprometer a qualidade de vida do animal. Segundo o veterinário, o bezerro pode conviver normalmente com a má-formação, sem apresentar problemas de saúde relacionados à terceira orelha. O especialista também afirma que a característica não deve ser transmitida aos descendentes. Isso porque se trata de uma má-formação, e não, necessariamente, de uma alteração genética hereditária. Caso o produtor decida retirar a orelha extra por meio de uma cirurgia, a recomendação é que o procedimento seja realizado apenas com acompanhamento de um médico-veterinário qualificado. LEIA TAMBÉM: Produtor colhe mamão de quase 8 kg no interior de São Paulo; veja vídeo Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa Bezerro com três orelhas Globo Rural Pesquisadores registram pela 1ª vez gato-mourisco em reserva ambiental da Serra Gaúcha

A flexibilidade oferecida pelo home office é um fator importante para muitos profissionais Erik Reis/IKOstudio/Zoonar/picture alliance Há apenas seis anos formada em arquitetura, Clara Martinez já trabalhou em quatro empresas. Na primeira troca, o motivo foi exclusivamente financeiro. Depois ela passou a priorizar desafios e desenvolvimento profissional, a ponto de recusar uma contraproposta superior à nova oferta. Na troca mais recente, ela deixou um emprego estável, mas sem perspectivas de crescimento, para ingressar numa empresa maior: manteve o mesmo salário, abriu mão do trabalho remoto e apostou num plano de carreira de longo prazo. "Eu não fugi de um ambiente ruim. Eu fugi da estagnação", conta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A trajetória da arquiteta reflete um movimento cada vez mais comum no mercado de trabalho: o job hopping, prática de trocar de emprego com frequência em busca não apenas de salários maiores, mas também de desenvolvimento profissional, flexibilidade e até maior identificação com a cultura da nova empresa. Por que os jovens trocam mais de emprego? Veja como pensa cada geração Leia ainda Por que tantos brasileiros querem sair do emprego O que cada geração valoriza e por que pensam tão diferente Os números por trás da tendência Dados da consultoria Michael Page comprovam essa tendência: 44% dos brasileiros buscam ativamente outra oportunidade, enquanto 39% consideram deixar o emprego atual. Uma recente pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que principalmente os jovens estão trocando de emprego. Entre pessoas de 25 a 29 anos, 25,3% deixam o trabalho antes de completar um ano. Na faixa de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 38,2% e, entre adolescentes de 14 a 17 anos, supera a metade (52%). Segundo o levantamento, baixos salários, longas jornadas e poucas oportunidades de desenvolvimento profissional ajudam a explicar esse comportamento. Diante da percepção de que não haverá investimento em sua carreira, muitos jovens optam por pedir demissão em busca de empregos semelhantes que ofereçam alguma vantagem adicional. Para o consultor Lucas Oggiam, diretor executivo da Michael Page Brasil, o aumento da rotatividade tem diferentes causas. Em parte ela decorre de decisões voluntárias dos profissionais, e em parte reflete demissões ligadas ao cenário econômico. Segundo ele, a troca frequente de emprego já vinha acontecendo nos últimos anos, mas não da mesma forma em todos os níveis hierárquicos. Funções operacionais e de entrada tradicionalmente têm maior rotatividade, enquanto executivos da alta liderança (os chamados C-levels) permanecem mais tempo na mesma empresa. Já quando as mudanças acontecem por razões econômicas, ciclos mais curtos nem sempre representam uma escolha do trabalhador, mas, em muitos casos, cortes de custos e reestruturações nas empresas. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik Da estabilidade ao propósito Para a pesquisadora Maira Blasi, especializada em futuro do trabalho, a estabilidade no emprego perdeu espaço para outras vantagens, como uma carreira mais diversificada e alinhada a um propósito profissional. Ela avalia que a expansão do ensino superior e do acesso à internet ampliou o acesso à informação, às oportunidades e a diferentes referências de carreira. "À medida que os brasileiros se tornam mais escolarizados e que a informação mundial circula livremente, a população acessa outros referenciais no mundo, outros jeitos de viver a vida", diz Blasi. Ao mesmo tempo, a estabilidade oferecida pelas empresas não é mais a mesma. Demissões em massa, contratação de trabalhadores como pessoa jurídica e projetos mais curtos reduziram a atratividade de permanecer muitos anos na mesma organização. "Um lado passou a não prometer estabilidade, e o outro passou a pensar: 'Vou ver como está a minha carreira'", diz Blasi. "Quando você 'pejotiza' alguém que antes ocupava uma vaga com características fixas, de CLT, abre espaço para essa pessoa se sentir menos presa à empresa", diz. Diversidade e inclusão Outro fator para trocar de emprego é a busca por ambientes de trabalho mais inclusivos. A maior visibilidade midiática de temas como neurodiversidade e diversidade de gênero levou muitos profissionais a questionarem o ambiente de trabalho tradicional. Em consequência, empresas que oferecem flexibilidade, políticas de diversidade e melhores condições para conciliar vida pessoal e trabalho se tornaram mais atrativas. Para Blasi, depois da pandemia, a vida fora do trabalho ganhou mais importância, levando profissionais a experimentarem novas empresas e modelos de trabalho. "Se uma empresa não fala de diversidade, eu vou testar outra. Se aqui eu não posso cuidar do meu filho, vou tentar em outra", resume. A insatisfação com lideranças é outro fator que pesa, pois trabalhar num ambiente tóxico tem efeitos negativos também sobre a vida pessoal. Autodescoberta profissional Aos 36 anos, Ana Zampolo, especialista em educação corporativa, também se rendeu ao job hopping. Nos últimos seis anos, passou por cinco empresas e ainda abriu e fechou o próprio negócio. Também migrou da logística, sua área de formação, para a área organizacional. Para ela, as mudanças fizeram parte de um processo de autodescoberta profissional. Para a profissional, nem toda mudança de emprego significou um aumento de salário. Em alguns momentos, ela aceitou ganhar menos para se aproximar da área em que desejava construir a carreira. "Eu aceitei fechar minha empresa e vir para cá porque era interessante no recálculo de rota. Eu vi um caminho." Hoje, ela afirma que, em vez de estabilidade, valoriza mais o propósito e os valores pessoais. "Eu não busco estabilidade. Eu busco realização, propósito, que a empresa seja conforme com aquilo que eu tenho como objetivos de vida. Se aquele lugar ou aquelas funções não estão me levando aonde eu quero como pessoa, como carreira, eu não continuo ali. O que me interessa é fazer carreira dentro da minha vida", diz Zampolo. Isso não significa descartar uma trajetória de longo prazo. Ela diz que aceitaria permanecer por muitos anos na mesma empresa se houvesse um plano de carreira claro, com metas, prazos e oportunidades concretas de crescimento. O que pensam os recrutadores Nem Martinez nem Zampolo dizem ter sido questionadas por recrutadores sobre as frequentes mudanças de emprego. Pelo contrário. "Na verdade, eu recebi como feedback positivo que eu nunca estou parada", diz a arquiteta. Especialistas alertam, porém, que o contexto dessas mudanças continua sendo determinante. Para Oggiam, quando o profissional está em início de carreira, é natural buscar cargos diferentes e numa velocidade maior de mudança. Já executivos tendem a construir trajetórias mais longas. Segundo ele, aos recrutadores interessa sobretudo entender as razões por trás das mudanças. Já os empregadores tendem a avaliar se aquele comportamento pode voltar a se repetir. Ele também descreve que, mesmo em áreas com alta rotatividade, como tecnologia, muitas empresas continuam valorizando trajetórias duradouras. Segundo os especialistas, não há um período considerado ideal para permanência num emprego. Blasi diz que o recomendado é permanecer pelo menos um ano em cada organização, mas o mais importante é ficar tempo suficiente para entregar resultados e saber explicar o impacto que o próprio trabalho teve.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.040 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 135 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (4), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (2), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Loterias caixa. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classificou como "desnecessário" o pedido da Enel São Paulo para a realização de uma nova perícia técnica no processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da distribuidora. Segundo memorando da Superintendência de Fiscalização Técnica (SFT), uma nova perícia reexaminaria fatos que já foram registrados, analisados e debatidos ao longo do processo, sem acrescentar elementos relevantes para a apuração. "A realização de nova perícia técnica para reexaminar fatos já registrados, analisados e debatidos nos autos mostra-se, na visão da SFT, desnecessária, pois não acrescentaria elementos relevantes à apuração e apenas retomaria questões técnicas já avaliadas no processo", afirma o documento. Agora no g1 A área técnica também considera que o processo já reúne provas técnicas, documentos e demais elementos apresentados tanto pela concessionária quanto pela própria agência, suficientes para embasar a decisão da diretoria colegiada. O processo na Aneel foi aberto após falhas massivas na distribuição de energia e demora no restabelecimento do serviço pela Enel na Grande São Paulo em 2024. 🔎 Considerada uma medida extrema, a caducidade (ou extinção do contrato) pode ocorrer quando confirmado que a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população. RELEMBRE: Enel apresenta manifestação final antes de decisão da Aneel sobre perda da concessão em SP O documento foi encaminhado à Procuradoria Federal vinculada à Aneel. No próximo dia 11 de agosto, a diretoria colegiada deve analisar o recurso apresentado pela Enel contra a decisão tomada em abril, quando a agência instaurou o processo que pode levar à extinção da concessão da distribuidora em São Paulo. Em nota, a Enel afirmou que tem apresentado avanços em seu desempenho e que o pedido de reavaliação "considera as características diferenciadas do evento de dezembro — um ciclone com ventos fortes por mais de nove horas seguidas —, distintas dos eventos anteriores, de curta duração". "A Enel segue atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024, reafirmando seu compromisso com a qualidade do serviço prestado a seus mais de 8,5 milhões de clientes na Grande São Paulo." No memorando, a SFT afirma ainda que o pedido da Enel não busca comprovar fatos novos nem esclarecer aspectos técnicos desconhecidos pela administração pública. Funcionário da Enel trabalhando na manutenção de fiação na Marginal Tietê, em SP GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO "Dessa forma, a prova pretendida possui caráter meramente revisional ou contrapositivo, não sendo necessária ao esclarecimento dos fatos tratados no processo administrativo", diz o texto. Os técnicos ressaltam que o foco da investigação "se concentra na avaliação dos danos causados à rede de distribuição e da capacidade da Concessionária em minimizar os impactos e responder de maneira eficiente às ocorrências registradas". Entenda o que acontece se o contrato da Enel em SP for encerrado "Não se trata, portanto, de avaliar as caraterísticas específicas de um evento climático para delimitar a atuação da Distribuidora, ao contrário, o importante é buscar compreender como a Concessionária se organiza e lida com os consumidores na gestão do processo de recomposição nos períodos durante e após o evento climático em si", destaca o memorando.

Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok. AP/Matt Slocum/Arquivo O TikTok concordou em fazer um acordo em três processos movidos por jovens que acusam empresas de redes sociais de projetarem suas plataformas para serem viciantes e prejudicarem a saúde mental dos usuários, disse um advogado dos autores na segunda-feira. Os termos dos acordos são confidenciais e dependem da finalização dos documentos formais com o TikTok, segundo Joseph VanZandt, advogado dos autores. O TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os casos estão entre milhares de ações judiciais semelhantes consolidadas em um tribunal estadual da Califórnia. As alegações dos autores contra a Meta Platforms, o YouTube (do Google) e o Snapchat (da Snap Inc.) prosseguirão. Um julgamento está agendado para outubro. Agora no g1 Os três casos, movidos por autores identificados apenas pelas iniciais por serem menores de idade, foram selecionados como julgamentos-piloto dentre cerca de 3.300 processos que tramitam perante a juíza Carolyn Kuhl, do Tribunal Superior de Los Angeles. A juíza supervisiona as ações consolidadas que alegam que as plataformas de redes sociais são viciantes e prejudicam usuários jovens. 🔍Advogados frequentemente usam veredictos de casos-piloto para avaliar como júris podem encarar alegações semelhantes, ajudando-os a estimar o valor potencial dos casos restantes e a orientar negociações de acordo. As empresas negaram as acusações e afirmam adotar medidas abrangentes para manter adolescentes e jovens usuários seguros em suas plataformas. Os autores que estão fechando acordo com o TikTok são: S.J., uma jovem de 15 anos de Illinois que alegou que as plataformas de redes sociais levaram a quadros de automutilação, ansiedade, depressão, vício e transtorno alimentar; P.M.Y., um jovem de 15 anos de Nova Jersey que alegou vício, depressão e automutilação; e K.D.B., um jovem de 18 anos do Mississippi que alegou que o uso excessivo das plataformas causou ansiedade, depressão, vício, automutilação e transtorno alimentar, segundo VanZandt. Os acordos ocorrem após outro caso-piloto ter sido encerrado antes do julgamento em julho, quando um autor adolescente desistiu de suas alegações contra a Meta depois que os outros réus firmaram acordos. Leia também: Apple trava nova batalha contra Reino Unido para impedir acesso do governo a dados de usuários Condenação inédita Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? O primeiro julgamento, encerrado em março, resultou em uma decisão condenatória de US$ 4,2 milhões contra a Meta e outra de US$ 1,8 milhão contra o Google. O TikTok e o Snap fizeram acordos para encerrar o processo antes do julgamento. Este processo foi movido por uma mulher que alegou ter desenvolvido dependência de plataformas de rede social ainda jovem, devido ao design dessas plataformas voltado a capturar a atenção dos usuários. Outros 2.600 processos com alegações semelhantes — movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e estados — tramitam atualmente em um tribunal federal da Califórnia. Além disso, praticamente todos os procuradores-gerais estaduais processaram empresas de redes sociais nos tribunais de seus respectivos estados. Saiba também: Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada pela plataforma Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo

Trump prorroga decreto de tarifas contra o Brasil Um grupo de 25 Estados norte-americanos governados por democratas processou o governo do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (3), argumentando que a mais recente rodada de tarifas sobre produtos de 60 parceiros comerciais, assim como a maioria de suas tarifas anteriores, excede sua autoridade legal para tributar importações. Em 24 de julho, o governo Trump impôs novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia e o Brasil, sob a alegação de que eles não estavam fazendo o suficiente para impedir a exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Movida pelos Estados no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, em Nova York, a ação segue contestações anteriores apresentadas por pequenas empresas norte-americanas, que buscaram a via judicial para bloquear as tarifas no dia em que entraram em vigor, no mês passado. Estados e pequenas empresas já contestaram com sucesso tarifas globais impostas por Trump em seu segundo mandato, mas o presidente seguiu com novas tarifas, apesar de uma série de reveses legais. Pequenas empresas dos EUA processam Trump por novas tarifas sobre 60 países Os Estados que entraram com a ação judicial, incluindo Oregon e Nova York, têm todos procuradores-gerais ou governadores democratas. "Apesar de ter perdido em todas as etapas, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Estado, Dan Rayfield, em comunicado. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que as tarifas eram uma resposta apropriada e legal a práticas comerciais desleais de outras nações. "O fato de um país estrangeiro não impor e não fazer cumprir efetivamente a proibição da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é algo desarrazoado, prejudica o comércio dos EUA — incluindo os trabalhadores americanos — e precisa ser enfrentado", disse Desai. Trump fez das tarifas um pilar central de sua política externa, mesmo após uma dura derrota na Suprema Corte dos EUA, que emitiu decisão contra a maioria das tarifas mais abrangentes de Trump em 20 de fevereiro, concluindo que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas unilateralmente a parceiros comerciais. Trump respondeu a essa decisão intensificando sua guerra comercial, chamando os juízes da Suprema Corte de "desleais" e impondo novas tarifas temporárias de 10% sob uma autoridade legal diferente que, assim como a IEEPA, não havia sido usada anteriormente por nenhum presidente para impor tarifas. O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa o local após uma reunião de gabinete em Camp David, em Thurmont, Maryland, EUA, em 31 de julho de 2026 REUTERS/Nathan Howard/Pool Essas tarifas também foram consideradas ilegais pelo Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, mas permaneceram em vigor enquanto o governo Trump recorria. A última rodada de tarifas globais foi imposta sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que visa combater práticas econômicas desleais ou discriminatórias por parte de outras nações. As tarifas impostas em julho afetam mais de 99% das importações dos EUA. Diferentemente da IEEPA ou da autoridade tarifária global temporária, a Seção 301 já foi utilizada por presidentes anteriores. Mas Estados e pequenas empresas alegam em seus processos judiciais que as tarifas da Seção 301 historicamente visam atingir nações e setores específicos, e a abordagem abrangente de Trump não tem precedentes históricos. Segundo a queixa dos Estados, assim como duas ações judiciais anteriores movidas por pequenas empresas contra as tarifas, o "trabalho forçado" é utilizado como pretexto para reimpor tarifas que já haviam sido consideradas ilegais pelos tribunais. Sustentam ainda que uma taxação abrangente sobre as importações não resolve os problemas reais do trabalho forçado em todo o mundo.

Tecnodicas: Apple alerta para golpe no FaceTime que pode zerar conta bancária A Apple entrou com uma nova ação na Justiça do Reino Unido para tentar impedir que o governo britânico obrigue a empresa a criar um meio de acessar dados criptografados de usuários armazenados na nuvem, informou o jornal Financial Times nesta segunda-feira (3). Segundo a publicação, a empresa apresentou no mês passado uma contestação ao Investigatory Powers Tribunal, órgão independente responsável por julgar disputas envolvendo vigilância e poderes de investigação do Estado. A ação questiona uma exigência do Ministério do Interior britânico para que a Apple permita o acesso do governo aos backups criptografados de usuários do Reino Unido. Esses backups são cópias de segurança dos dados armazenadas na nuvem. Eles são protegidos por criptografia, tecnologia que embaralha as informações para que apenas o dono da conta consiga acessá-las. Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters O governo britânico quer que a Apple crie uma forma de contornar essa proteção — conhecida como "porta dos fundos" (backdoor) —, permitindo o acesso aos dados mesmo quando eles estiverem criptografados. Não é a primeira vez No ano passado, o Reino Unido desistiu de uma proposta semelhante, que permitiria o acesso a dados de usuários britânicos e americanos, após meses de negociações com o governo dos Estados Unidos, então presidido por Donald Trump. De acordo com o Financial Times, as autoridades britânicas emitiram posteriormente uma nova determinação técnica direcionada à Apple. Dessa vez, a medida se aplica apenas aos dados de usuários do Reino Unido, sem atingir clientes nos Estados Unidos. Procurado, um porta-voz do governo britânico afirmou que não comenta processos judiciais nem questões operacionais, incluindo a existência ou não de notificações enviadas a empresas. Em nota, o governo afirmou que apoia o uso de criptografia para proteger a privacidade dos cidadãos, mas defendeu que as autoridades tenham acesso a comunicações quando isso for considerado necessário e proporcional para investigar casos de terrorismo, crimes graves e abuso sexual infantil. Apple WWDC 2026 Reprodução/YouTube/Apple A Apple não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. Para Ruth Ehrlich, diretora de relações externas da organização de direitos humanos Liberty, o caso pode ter consequências duradouras para a proteção da privacidade. Segundo ela, criar uma "porta dos fundos" para acessar informações protegidas aumenta os riscos para os dados pessoais dos usuários e exige que o governo leve em consideração as preocupações de especialistas e da sociedade antes de adotar esse tipo de medida.

Bondades de Lula superam R$ 280 bilhões e se aproximam de pacote de Bolsonaro Medidas de incentivo à economia têm sido anunciadas com frequência pelo Palácio do Planalto desde o início do ano. Juntas, essas ações já somam R$ 283,2 bilhões. As medidas com impacto econômico em 2026 foram compiladas pelo banco suíço UBS e atualizadas pela reportagem. O valor se aproxima rapidamente do pacote de bondades de quatro anos atrás, quando Jair Bolsonaro costurou uma ofensiva de R$ 325 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, conforme dados compilados pela Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As iniciativas do governo Lula para estimular a economia ocorrem em várias frentes. Vão da desoneração do Imposto de Renda à oferta de empréstimos com garantia de fundos estatais. Apesar de a legislação restringir esse tipo de iniciativa, anos eleitorais historicamente costumam registrar impulso na economia gerado por ações do governo. Ao comparar as medidas adotadas nas duas eleições, é possível ver estratégias bastante diferentes entre Lula e Bolsonaro. Em 2022, segundo os dados da Reuters, sob o estado de emergência decretado pelo Congresso, Bolsonaro avançou com a então chamada “PEC Kamikaze”, que incluiu corte de impostos e reforço nos programas sociais, como o antigo Auxílio Brasil, além dos inéditos Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista. Na época, o resultado foi um choque no caixa do Tesouro: R$ 167,7 bilhões em isenções e desonerações (51,6%), além de R$ 123 bilhões em renda adicional para a população por meio do reforço dos programas sociais (37,9%). Os valores foram corrigidos pelo IPCA. Em 2026, a fórmula é bem diferente. Limitado pelo novo arcabouço fiscal, o governo traçou um caminho alternativo: tenta criar uma sensação de bem-estar econômico mexendo o mínimo possível no próprio caixa. A solução foi recorrer ao sistema financeiro e a fundos estatais de garantia. Dos recursos mobilizados pela atual gestão, R$ 193,5 bilhões (69%) dependem de um gesto simples, mas decisivo, do cidadão ou do empresário: assinar um contrato de dívida. A assinatura desse contrato para comprar um carro ou uma geladeira nova, no entanto, pode estar esbarrando na realidade. Com o endividamento em alta e a inadimplência em nível recorde, muitos brasileiros — que até gostariam de tomar crédito — não conseguem porque estão com o nome sujo. Essa diferença entre expectativa e realidade é simbolizada pela marcha lenta do programa Move Brasil. A iniciativa, que prevê R$ 30 bilhões em crédito para a compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas, entra no segundo mês com apenas R$ 2 bilhões liberados. A razão? Boa parte dos interessados está com nome sujo ou não consegue cumprir as exigências dos bancos. Isso talvez explique a obsessão do atual governo com as iniciativas para renegociar dívidas, como o Desenrola que cresceu e alcança agora até quem está adimplente. LEIA MAIS Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil Move Aplicativos: só 7,3% do valor destinado ao crédito foi liberado para motoristas de app e taxistas 'Busca incessante' pelo equilíbrio fiscal O Ministério da Fazenda nega que haja uma concentração de medidas econômicas com objetivo eleitoral e afirma que a equipe busca o equilíbrio das contas públicas. Segundo a pasta, há uma “busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo”. Em nota à GloboNews, o Ministério da Fazenda afirma que, desde o início do governo, foram aprovadas “cerca de 70 políticas públicas” na área econômica pelo Congresso Nacional. “Ou seja, este governo trabalha desde seu início para resolver questões econômicas, estruturais e conjunturais”, cita a nota. A Fazenda cita como exemplo o novo “Novo Desenrola Brasil”, considerado uma política de longo prazo. “O endividamento das famílias é um problema persistente desde a pandemia, que o governo se esforça para mitigar”, cita. Sobre o novo Imposto de Renda, que prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil, o Ministério afirma que a iniciativa “endereça a baixa progressividade do IRPF, que constituía um problema econômico amplamente diagnosticado no Brasil”. “A reforma buscou enfrentar essa distorção com o propósito de ampliar a justiça tributária e contribuir para a redução da desigualdade socioeconômica em um dos países mais desiguais do mundo”, diz o texto. Sobre os juros cobrados nos empréstimos e incidentes sobre a dívida pública, o Ministério afirma que eles refletem uma combinação de fatores. “Como os prêmios de risco fiscal, inflacionário, cambial, o diferencial entre os juros domésticos e internacionais, a distância da inflação à meta e a política de juro básico da autoridade monetária para a convergência da inflação efetiva à meta”, cita o texto. “Em particular, desde setembro de 2023, o juro médio americano, principal referência global de juro, muito influente sobre o juro brasil🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1eiro, tem estado em máximas de 20 anos. Ou seja, para além dos riscos, por exemplo, fiscais e cambiais, a conjuntura global de juros tem contribuído para a resistência à queda da curva de juros no Brasil, o que onera o custo de rolagem da dívida pública”, argumenta a Fazenda. O Ministério nega ainda que não haja esforço para equilíbrio das contas públicas. “A política fiscal tem buscado contribuir com a redução das taxas de juros e, por consequência, do pagamento de juros nominais, via busca incessante do equilíbrio fiscal, em especial com a meta de alcançar superávits primários em curtíssimo prazo. Assim, reduz-se a precificação do risco fiscal, reduzem-se os cupons cambiais e ajuda-se a estabilizar mais rapidamente a dívida pública”, diz a nota.

Deu ruim: lançamento de óculos da Meta é marcado por falhas Com mais de 7 milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo no ano passado, os óculos inteligentes da Meta geram preocupações de privacidade em diversos países. Na Alemanha, onde é robusta a cultura da proteção de dados pessoais, especialistas falam numa possível proibição da tecnologia, que pode ser usada para filmar pessoas sem consentimento, enquanto autoridades já propõem medidas localizadas. Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas, mas acendem alerta sobre exposição indevida nas redes Segundo a imprensa alemã, o órgão regulador das telecomunicações no país examina o caso. Em recente entrevista para a emissora ARD, o comissário de proteção de dados encarregado dos serviços da Meta na Alemanha, Thomas Fuchs, disse que o seu gabinete já toma ações para prevenir filmagens escondidas com os óculos, bem como a imposição de multas por gravações proibidas. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria O especialista ainda acrescentou que, pela dificuldade de distinguir os óculos inteligentes no cotidiano e de identificar quando a câmera está ativa, haveria justificativa legal para uma proibição completa. A distribuição de imagens de outra pessoa sem o seu consentimento é vedada pela lei alemã. A preocupação sobre o tema já foi levantada por organizações especializadas, partidos políticos e cidadãos. A organização HateAid, focada em direitos digitais, alertou que "óculos inteligentes com câmeras permitem gravações discretas, sem que as pessoas envolvidas percebam. E são justamente esses tipos de gravações que estão cada vez mais aparecendo nas redes sociais." Preocupação com piscinas e saunas Em Hamburgo, uma mulher teria sido filmada inadvertidamente ao ser abordada por um desconhecido quando tomava sol, de biquíni, na beira de um lago. As imagens foram, depois, postadas na rede social TikTok, segundo a ARD. Incidentes parecidos já foram reportados em outras cidades da Alemanha, como Colônia, de acordo com relatos da mídia. Em Potsdam, nas imediações de Berlim, autoridades aprovaram em junho uma proibição dos óculos em piscinas e saunas. A mesma medida foi proposta pelo partido A Esquerda em Hamburgo. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Nos Estados Unidos, o estado de Nova York proibiu o uso de óculos inteligentes em tribunais de todos os níveis, a fim de evitar gravações indevidas. A preocupação, segundo autoridades, veio à tona depois que membros da equipe de segurança de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, usaram os dispositivos durante julgamento dele na Califórnia. Revisão humana de imagens sensíveis Em fevereiro, dois jornais suecos revelaram que trabalhadores terceirizados pela Meta no Quênia tinham acesso a imagens sensíveis filmadas pelos óculos de usuários, incluindo nudez e conteúdo sexual. A Meta afirmou, então, que os trabalhadores poderiam ver os vídeos compartilhados pelos usuários com a empresa. Mas o caso gerou controvérsia internacional, com autoridades do Quênia e do Reino Unido expressando preocupação. Um processo foi aberto nos Estados Unidos contra a Meta, que cancelou mais tarde o contrato com a empresa do Quênia. Os óculos inteligentes da Meta já estão disponíveis para venda também no Brasil.

Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Arquivo Pessoal Usuários do WhatsApp relatam que tiveram as contas bloqueadas pela plataforma. Os perfis bloqueados exibem uma mensagem informando que estão em análise para verificar se seguem os termos de serviço da plataforma. Segundo o aviso, o resultado da análise será informado em até 24 horas. Nas redes sociais, usuários afetados dizem que não fizeram nada que viole as políticas da plataforma. Ao g1, a Meta disse que trabalha para "estar à frente daqueles que tentam fazer uso indevido do serviço" e que bane contas para "ajudar a proteger os demais usuários". "Eventualmente, podemos cometer equívocos e, quando isso acontece, buscamos resolver a situação o mais rápido possível para que as pessoas possam voltar a se comunicar", completa a nota. Agora no g1 Os bloqueios não acontecem apenas no Brasil. Na rede social X, usuários que falam outros idiomas, como espanhol, também estão reclamando do problema. Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Arquivo pessoal Leia também: Alemanha discute proibição de óculos inteligentes da Meta depois de gravações ilegais Confira a reação dos usuários bloqueados Usuários relatam conta bloqueada no WhatsApp Reprodução/X Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Reprodução / Redes sociais Initial plugin text Usuários do WhatsApp relatam conta bloqueada Reprodução/g1 Saiba também: Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha Musk perde R$ 1,8 trilhão em um mês, mas segue como pessoa mais rica do mundo; veja ranking WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon alcançou pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões (R$ 15,2 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (3), impulsionada por mais um dia de alta das ações da companhia. No início do pregão, as ações da empresa avançavam quase 5%, para US$ 284,49 (R$ 1,4 mil), elevando seu valor de mercado para cerca de US$ 3,1 trilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a marca, a Amazon passa a integrar o grupo de empresas que já superaram os US$ 3 trilhões em valor de mercado, consolidando a força das gigantes de tecnologia impulsionadas pela corrida da inteligência artificial. A valorização veio após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. A Amazon registrou lucro superior a US$ 62 bilhões (R$ 314,8 bilhões), impulsionado pelo avanço de negócios ligados à inteligência artificial, como computação em nuvem e chips. Agora no g1 A companhia também registrou o maior crescimento de sua divisão de computação em nuvem em mais de quatro anos, reforçando a percepção dos investidores de que os bilhões investidos em inteligência artificial estão gerando uma nova onda de demanda. A receita da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, saltou 37% no segundo trimestre, para US$ 42,2 bilhões (R$ 214,3 bilhões). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam crescimento de 31,21%, segundo dados da LSEG. Ao comentar os resultados, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, afirmou que a demanda por serviços de inteligência artificial continua tão forte que a capacidade de computação da empresa ainda não é suficiente para atender todos os clientes, apesar do aumento dos investimentos. Após a divulgação do balanço, pelo menos cinco corretoras elevaram suas projeções para as ações da Amazon. “Estamos otimistas com a solidez do negócio principal da AWS, que apresenta alta correlação com a receita de IA, e esperamos que essa relação se fortaleça ainda mais com o tempo, à medida que mais cargas de trabalho de IA passem para a produção em grande escala e impulsionem uma demanda adicional por serviços essenciais”, afirmou o J.P. Morgan em uma nota. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

O bilionário e conselheiro de Donald Trump, Elon Musk, é um dos vários que querem comprar o aplicativo Reuters O empresário Elon Musk, que comanda a Tesla e a SpaceX, segue como a pessoa mais rica do mundo, mesmo após perder US$ 363 bilhões (R$ 1,815 trilhão) em julho. Os dados são da Forbes. 💰Em 12 de junho, Musk se tornou a primeira pessoa da história a alcançar uma fortuna de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). No mesmo período, Jeff Bezos, fundador da Amazon, ganhou US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões) e voltou ao terceiro lugar do ranking da Forbes. O movimento reforça o domínio das empresas de tecnologia e inteligência artificial entre os maiores bilionários do mundo: oito das dez maiores fortunas do planeta estão ligadas ao setor. Entre elas estão Google, Amazon, Meta, Nvidia, Oracle, Tesla e SpaceX. Juntas, as dez maiores fortunas do planeta encolheram US$ 368 bilhões (R$ 1,84 trilhão) em julho e passaram a somar US$ 2,6 trilhões (R$ 13 trilhões). Segundo a Forbes, as oscilações refletem principalmente o desempenho das ações das empresas controladas pelos bilionários. Quem ganhou mais dinheiro Entre os bilionários, o principal destaque positivo do mês foi realmente Jeff Bezos, fundador da Amazon. A alta de 14% das ações da empresa elevou sua fortuna em US$ 29 bilhões (R$ 145 bilhões), para um montante de US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão). O avanço fez o empresário ultrapassar Sergey Brin, cofundador do Google, e voltar à terceira posição do ranking. Já Larry Page, também cofundador do Google, acrescentou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) ao patrimônio e permaneceu na segunda colocação, com US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão). Brin registrou ganho semelhante, mas caiu para a quarta posição após ser ultrapassado por Bezos. Elon Musk pode se tornar o primeiro trilionário do mundo Outro destaque foi Jensen Huang, cofundador e CEO da fabricante de chips Nvidia. Sua fortuna subiu para US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões), suficiente para ultrapassar Larry Ellison, fundador da Oracle, e assumir a sétima posição entre os mais ricos do mundo. Quem perdeu mais Apesar de continuar na liderança, Musk respondeu praticamente sozinho pela maior parte da queda registrada entre os dez maiores patrimônios do mundo. Sua fortuna recuou para US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões) depois que as ações da SpaceX caíram 37% e as da Tesla recuaram 26% em julho. ➡️A queda da fortuna de Musk foi impulsionada pelo desempenho negativo de suas duas principais empresas. A SpaceX perdeu valor de mercado após sua abertura de capital, enquanto a Tesla decepcionou investidores ao divulgar resultados abaixo das expectativas. Relembre o caso na reportagem abaixo: Essa combinação fez com que as ações de ambas despencassem rapidamente, resultando em uma perda recorde bilionária para o empresário em um único mês. O segundo maior recuo foi o de Larry Ellison, fundador da Oracle, que perdeu US$ 24 bilhões (R$ 120 bilhões) e caiu uma posição no ranking. Michael Dell, fundador da Dell Technologies, também viu sua fortuna diminuir em US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões). Já Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Bernard Arnault, controlador do grupo de luxo LVMH, e Warren Buffett, presidente do conselho da Berkshire Hathaway, registraram perdas menores no período. Tecnologia domina o ranking O levantamento também mostra como a riqueza global está concentrada nas empresas de tecnologia. Dos dez maiores patrimônios do planeta, oito têm origem em companhias do setor ou diretamente ligadas ao avanço da inteligência artificial. Além de Musk, Bezos, Page e Brin, a lista reúne Mark Zuckerberg, da Meta; Jensen Huang, da Nvidia; Larry Ellison, da Oracle; e Michael Dell, da Dell Technologies. Os únicos nomes fora desse grupo são Bernard Arnault, dono do conglomerado de luxo LVMH, e Warren Buffett, um dos investidores mais conhecidos do mundo. Veja quem são as dez pessoas mais ricas do mundo Elon Musk (Tesla/X/ Space X)— US$ 690 bilhões (R$ 3,45 trilhões) Larry Page (Google) — US$ 292 bilhões (R$ 1,46 trilhão) Jeff Bezos (Amazon) — US$ 278 bilhões (R$ 1,39 trilhão) Sergey Brin (Google) — US$ 269 bilhões (R$ 1,345 trilhão) Michael Dell (Dell Technologies) — US$ 229 bilhões (R$ 1,145 trilhão) Mark Zuckerberg (Meta) — US$ 191 bilhões (R$ 955 bilhões) Jensen Huang (Nvidia) — US$ 174 bilhões (R$ 870 bilhões) Larry Ellison (Oracle) — US$ 168 bilhões (R$ 840 bilhões) Bernard Arnault (LVMH) — US$ 146 bilhões (R$ 730 bilhões) Warren Buffett (Berkshire Hathaway) — US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) Além do amplo domínio das empresas de tecnologia, o levantamento expõe a forte concentração geográfica das maiores fortunas globais: nove dos dez integrantes do ranking são norte-americanos. A única representação europeia no topo da lista vem do francês Bernard Arnault, controlador do império de luxo LVMH, evidenciando o abismo de valorização entre o ecossistema corporativo dos Estados Unidos e as empresas sediadas na Europa.

Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao programa Radar, da GloboNews, nesta segunda-feira (3) Reprodução/GloboNews Auxiliar de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica, Daniella Marques (Republicanos) disse nesta segunda-feira (3) que o plano do candidato do PL a presidente prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e enxugar a estrutura do governo. “O Brasil precisa, antes de qualquer corte, recuperar a credibilidade”, disse Daniella em entrevista ao Radar GloboNews. Segundo Daniella, o plano tem quatro etapas: criar um Conselho Superior de Governança Fiscal; rever o arcabouço para controlar a trajetória da dívida em relação ao PIB; promover um corte de 1,5% do PIB, equivalente a cerca de R$ 190 bilhões com base no resultado de 2025; e realizar um “choque de gestão”, com redução e modernização da estrutura administrativa. 🔎 Daniella presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2022 e 2023. Antes, foi secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Questionada sobre como pretende alcançar o corte, Daniella citou a securitização da dívida ativa, a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de royalties, a revisão das estatais dependentes e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas. Agora no g1 Daniella estimou que a securitização, que permite antecipar o recebimento de dívidas devidas ao governo, poderia gerar de R$ 200 bilhões a R$ 400 bilhões. Ela também defendeu a exploração econômica de parte dos mais de 700 mil imóveis que, segundo ela, pertencem à União. “A gente vai fazer um fundo imobiliário para conseguir monetizar parte desses ativos”, disse. “Por fim, [vamos] fortalecer a segurança jurídica e encurtar caminhos com um amplo programa de concessões e parcerias público-privadas.” Ao defender a revisão das estatais, Daniella citou os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, segundo balanço divulgado pela empresa. Ela, porém, não detalhou quanto cada medida contribuiria para o corte de 1,5% do PIB nem quais despesas permanentes seriam reduzidas. Daniella é cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Questionada sobre o assunto, disse ser "uma honra ter o nome lembrado". O candidato ainda não definiu que estará na vice dele.

Foto de uma nota de iene. Thomas White/Reuters O Japão e os Estados Unidos entraram juntos no mercado para comprar ienes e tentar frear a queda da moeda japonesa, que ia rumo ao menor nível em 40 anos. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os dois países não hesitarão em tomar novas medidas. A medida, considerada incomum, foi feita na última sexta-feira (31), e aconteceu com o objetivo de evitar que a forte queda do iene e dos título públicos japoneses causassem repercussões globais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Analistas afirmam que uma forte desvalorização do iene pode provocar instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento do governo dos Estados Unidos. Essa foi a primeira ação coordenada entre Japão e Estados Unidos desde 2011, quando os dois países atuaram juntos após o terremoto e o tsunami que devastaram o leste japonês. Agora no g1 Dados divulgados pelo banco central do Japão indicam que o país pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões (R$ 185,7 bilhões) na compra de ienes durante a operação de sexta-feira. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o apoio ao iene é um gesto de amizade ao Japão e uma forma de contribuir para a estabilidade da economia mundial. Analistas afirmam que a medida beneficia um aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia e também ajuda Washington a lidar com a forte desvalorização do iene. Isso porque uma moeda japonesa mais fraca torna os produtos do país mais competitivos no exterior, reduzindo parte do efeito das tarifas adotadas por Trump. Em comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a operação realizada em conjunto com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ajudou a conter as fortes oscilações do iene registradas nos últimos meses. "Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário", afirmou a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, nesta segunda-feira (3). Após o anúncio, o iene se valorizou mais de 1% e passou a ser negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A moeda se afastou da mínima de cerca de 40 anos registrada no mês passado, quando chegou perto de 164 ienes por dólar. Mesmo assim, investidores continuaram atentos à possibilidade de novas ações das autoridades. Questionada sobre uma possível nova atuação do governo nesta segunda-feira, Katayama se recusou a comentar.

Empresas se adaptam às mudanças previstas na reforma tributária A partir desta segunda-feira (3), empresas começam a adaptar as notas fiscais eletrônicas para incluir informações sobre dois novos tributos criados pela reforma tributária, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A medida faz parte da transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo e tem como objetivo preparar empresas e órgãos públicos para a substituição gradual dos impostos atuais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar de o cronograma ter começado nesta segunda, a Receita Federal informou que, neste primeiro momento, notas fiscais sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS não serão rejeitadas automaticamente, enquanto os sistemas passam por adaptação. O que são o IBS e a CBS? A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um tributo federal que substituirá o PIS/Pasep e Cofins. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será compartilhado entre estados e municípios e substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Os dois tributos fazem parte do novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela reforma tributária para simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo. Em 2026, as empresas que cumprirem as novas exigências da reforma tributária, como informar corretamente os dados nas notas fiscais, não precisarão pagar os novos tributos. Caso seja necessário recolher os valores de teste — 0,9% de CBS e 0,1% de IBS — a legislação prevê mecanismos de compensação com tributos federais, evitando aumento permanente da carga tributária nessa fase de transição. O que muda a partir desta segunda-feira? A primeira etapa da implementação atinge empresas que não fazem parte do Simples Nacional e que emitem determinados documentos fiscais eletrônicos, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). Esses documentos passam a ter campos específicos para informar dados relacionados ao IBS e à CBS. A mudança envolve diferentes tipos de documentos fiscais usados pelas empresas para registrar vendas de produtos, prestação de serviços e operações de transporte. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é utilizada principalmente nas vendas de produtos entre empresas. É o documento emitido, por exemplo, quando uma indústria vende mercadorias para um supermercado ou quando uma empresa fornece produtos para outra empresa; Já a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) é a nota mais comum nas compras do dia a dia. Ela registra vendas feitas diretamente ao consumidor final, como a compra de alimentos em um supermercado, roupas em uma loja ou medicamentos em uma farmácia; O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) não registra a venda de um produto, mas sim a prestação de um serviço de transporte de cargas. É o documento emitido por uma transportadora contratada para levar mercadorias de uma fábrica até uma loja ou outro estabelecimento. O cronograma também contempla documentos utilizados em outras atividades, como transporte de passageiros, fornecimento de energia elétrica e cobrança de pedágios. Segundo o advogado tributarista Mateus Pontalti, sócio do escritório Feitosa, Rodrigues e Pontalti, a principal mudança para as empresas é tecnológica. "Os sistemas das empresas devem estar preparados para gerar os novos leiautes e informar corretamente os dados relativos ao IBS e à CBS." A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), usada por empresas e profissionais que prestam serviços, como escritórios de advocacia, consultorias, clínicas médicas e empresas de arquitetura, segue um calendário diferente. Para a maior parte dos serviços atualmente tributados pelo ISS, a inclusão dos novos campos começa em 1º de outubro de 2026. Já as empresas optantes pelo Simples Nacional entram nessa etapa apenas em 1º de janeiro de 2027. As empresas já são obrigadas a preencher os novos campos? Embora o cronograma tenha entrado em vigor, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram que a ausência ou inconsistência das informações sobre IBS e CBS não provocará, neste primeiro momento, a rejeição automática das notas fiscais. Segundo os órgãos, um Ato Técnico Conjunto formalizará a suspensão temporária da obrigatoriedade do preenchimento dessas informações em documentos como NF-e, NFC-e, CT-e, BP-e, NF3-e e NFCom, além de atualizar as regras técnicas para a implementação da reforma. Para Mateus Pontalti, isso reduz o impacto imediato para as empresas. "Embora já exista a obrigação de adaptação da Nota Fiscal Eletrônica, da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, do Conhecimento de Transporte Eletrônico e dos demais documentos abrangidos por essa etapa, o contribuinte poderá, neste primeiro momento, continuar emitindo os documentos sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS, sem que o sistema os rejeite automaticamente." 🔎 Para o consumidor, neste primeiro momento, a principal mudança será na forma como os impostos aparecem na nota fiscal. Os documentos passarão a trazer informações sobre o IBS e a CBS, novos tributos criados pela reforma tributária. Isso não significa que o consumidor começará a pagar esses impostos imediatamente, já que a substituição dos tributos atuais ocorrerá de forma gradual até 2033. (veja mais abaixo o cronograma da reforma tributária) Quais são os riscos para quem não se adaptar? Antes da flexibilização anunciada pela Receita, o principal risco era ter notas fiscais rejeitadas, o que poderia impedir vendas e outras operações. Agora, esse risco foi adiado. Segundo Pontalti, também não haverá aplicação imediata de multas. Durante o período de adaptação, em 2026, empresas que deixarem de cumprir as novas exigências relacionadas ao IBS e à CBS não serão multadas imediatamente. Primeiro, serão notificadas pela Receita para corrigir o problema em até 60 dias. Se fizerem a regularização dentro desse prazo, a multa será cancelada. O advogado ressalta, porém, que isso não significa que as empresas possam deixar de se preparar. "A flexibilização atual é apenas transitória. Em algum momento, o preenchimento correto dos campos do IBS e da CBS e a utilização dos novos leiautes serão exigidos de forma definitiva", afirma. "A empresa que adiar a adaptação poderá ter de corrigir, em pouco tempo, sistemas, cadastros e processos internos, o que tende a gerar mais trabalho, custos adicionais e maior risco de erros no futuro." Como fica o cronograma da reforma? A implantação do novo sistema será feita em etapas: 3 de agosto de 2026: começam as novas regras para a maior parte dos documentos fiscais eletrônicos. 1º de outubro de 2026: entram as Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e). 1º de dezembro de 2026: começam as mudanças para operações de locação de bens e administração de condomínios. 1º de janeiro de 2027: empresas do Simples Nacional passam a informar IBS e CBS nas notas fiscais. Também entram em vigor a CBS em substituição ao PIS e à Cofins e o Imposto Seletivo. Entre 2029 e 2032: ocorre a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS. 2033: o novo modelo da reforma tributária passa a funcionar integralmente, com a extinção do ICMS e do ISS. Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução

Prejuízo dos Correios quase dobrou no 1º trimestre do ano: ficou em R$ 3 bilhões O plano de saúde dos funcionários dos Correios, a Postal Saúde, registrou prejuízo de R$ 844 milhões em 2025. Segundo a operadora, o resultado foi impactado principalmente pela falta de repasses financeiros da estatal, que enfrenta sucessivos resultados negativos. Criada em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Postal Saúde é responsável pela assistência médica, hospitalar e odontológica dos empregados dos Correios e de seus dependentes. De acordo com as demonstrações financeiras de 2025, a maior parte do prejuízo decorre da decisão de reconhecer como perda valores que a operadora não espera mais receber dos Correios. A medida foi adotada diante da crise financeira enfrentada pela estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução Ao todo, a Postal Saúde deixou de contabilizar R$ 865 milhões em receitas após concluir que não há expectativa de receber esses valores dos Correios. Nas demonstrações financeiras, a administração da operadora afirma que a despesa com provisão para perdas saltou de R$ 350,3 milhões em 2024 para R$ 857,5 milhões em 2025, principalmente em razão da ausência de repasses por parte dos Correios. "No exercício de 2025, a despesa com provisão de perda alcançou R$ 857.466.468 milhões contra R$ 350.341 mil de 2024. A variação no grupo deve-se, sobretudo, à ausência de repasses financeiro por parte do Mantenedor, obrigando a Operadora reconhecer a possível perda", disse a administração da Postal Saúde. Apesar do resultado, a Postal Saúde informou que, em 13 de janeiro deste ano, recebeu dos Correios um aporte correspondente a cerca de 50% dos passivos em aberto. A operadora, no entanto, não informou o valor transferido. Segundo a administração, o repasse representa "uma sinalização de regularidade nos repasses" e permitiu o início das negociações para pagamento de débitos junto à rede credenciada. Resultados da Postal Saúde A Postal Saúde é financiada por repasses mensais dos Correios e pelas contribuições dos cerca de 189 mil beneficiários, entre empregados da estatal e seus dependentes. Por isso, a crise financeira dos Correios afeta diretamente a operadora. Nos últimos meses, usuários relataram dificuldades para utilizar o plano em parte da rede credenciada, e as reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentaram 44% na comparação com o primeiro semestre de 2024. Reclamações contra a empresa Ativos encolhem e dívidas passam de R$ 1 bilhão A falta de repasses dos Correios ao longo de 2025 também afetou o patrimônio da Postal Saúde. As demonstrações financeiras mostram uma redução dos ativos da operadora — que incluem bens e direitos, como dinheiro em caixa e valores a receber — e um aumento das dívidas. O total de ativos caiu de R$ 557 milhões, em 2024, para R$ 193 milhões, em 2025, uma redução de 65%, equivalente a R$ 364 milhões. Segundo a operadora, os recursos disponíveis foram utilizados para manter pagamentos e garantir o funcionamento dos serviços diante da ausência dos repasses. Ao mesmo tempo, o passivo, que reúne as obrigações financeiras da empresa, passou de R$ 568 milhões para R$ 1,1 bilhão no período, um aumento de cerca de 85%. Empresa aponta risco para continuidade das operações Nas notas explicativas das demonstrações financeiras, a administração da Postal Saúde afirma que há risco para a continuidade das operações em razão da dependência financeira da operadora em relação aos Correios. Segundo o documento, a interrupção ou atraso nos repasses pode provocar aumento das despesas assistenciais, ações judiciais, reclamações de beneficiários e maior fiscalização por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comprometendo a estrutura operacional da empresa. A operadora também afirma que a sustentabilidade do plano depende da capacidade financeira dos Correios de manter os aportes necessários. De acordo com a Postal Saúde, o crescimento ocorreu porque nem todos os compromissos financeiros puderam ser quitados sem os recursos dos Correios. "Observando o atual cenário econômico do Mantenedor [Correios], é imprescindível manter a análise em contextos gerais, sobre a possibilidade de os riscos não serem integralmente garantidos. Deste modo, entende-se que a Empresa Pública deve garantir legalmente e financeiramente os riscos da Postal Saúde perante a Autarquia reguladora", justificou a operadora.

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters O Brasil bateu um novo recorde na produção de petróleo em junho, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (3), em um momento de forte volatilidade nos preços da commodity no mercado internacional. Segundo a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,475 milhões de barris ao dia (bpd) em junho. O volume representa uma alta de 4% em relação a maio e de 19,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A marca supera o recorde anterior, registrado em abril, quando o país produziu 4,340 milhões de barris por dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ainda segundo a ANP, o pré-sal foi o principal responsável pelo resultado, com produção de 3,699 milhões de barris por dia no período. O recorde ocorre em um momento de grande atenção do mercado ao setor petrolífero. Nos últimos meses, os preços internacionais do petróleo oscilaram fortemente em razão das tensões no Oriente Médio e das preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity. Agora no g1 Preço do petróleo no mercado internacional Os preços do petróleo vêm registrando forte volatilidade nos últimos meses, influenciados principalmente pelas tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz por um período prolongado, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, já que responde por cerca de 20% do comércio mundial da commodity. Em meio aos temores sobre a oferta global, o petróleo chegou a superar os US$ 100 por barril. Posteriormente, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 diante de sinais de negociação entre os países envolvidos. No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã caso um acordo fosse alcançado rapidamente para interromper o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. O governo iraniano, porém, negou ter solicitado uma suspensão das ações militares norte-americanas, contrariando a versão apresentada por Trump. Citando autoridades militares, a agência iraniana Mehr afirmou que a declaração de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas do país permaneciam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade" diante da possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos. Apesar das divergências entre as partes, a perspectiva de novas negociações e a possível reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram o otimismo dos investidores e pressionaram os preços do petróleo para baixo no mercado internacional. Perto das 10h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha uma queda de 5,79%, cotado a US$ 82,84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 7,23%, a US$ 78,55 o barril. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst O Truth Social, rede social criada pelo presidente americano, Donald Trump, lançou o Truth API, um serviço pago que oferece acesso mais rápido às publicações das contas mais influentes da plataforma. A ferramenta passou a ser disponibilizada para clientes institucionais no último sábado (1º). Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora do Truth Social, a empresa já havia fechado contratos com clientes antes do lançamento do produto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O Truth API oferece um feed direto, licenciado e em tempo real das publicações com maior potencial de movimentar os mercados na plataforma, ao mesmo tempo em que avança nossa estratégia de monetizar ativos proprietários por meio de uma fonte de receita recorrente e com alta margem", afirmou o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, em comunicado divulgado no anúncio do serviço. "À medida que a adoção cresce, esperamos que o Truth API se torne uma fonte relevante e contínua de receita para a empresa, gerando valor duradouro para os acionistas", acrescentou. Agora no g1 Segundo a empresa, o Truth API foi desenvolvido para "organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação" e utiliza métodos de distribuição capazes de entregar as publicações da Truth Social em "milissegundos". A expectativa é que o serviço ofereça cobertura contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de incluir um arquivo histórico de publicações que remonta a 2022. Segundo a Reuters, a Trump Media chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso ao Truth API. Serviço enfrenta polêmicas Após o anúncio do serviço, em julho, senadores democratas solicitaram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigasse o Truth API. Segundo os parlamentares, a ferramenta ampliaria riscos legais, políticos e regulatórios. "Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que enriquece Wall Street e outros participantes privilegiados e abastados", escreveram os senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff em carta dirigida ao presidente da SEC, Paul Atkins. O lançamento chamou a atenção de analistas porque publicações de Trump nas redes sociais frequentemente provocam oscilações em ações, moedas e títulos públicos, especialmente quando tratam de tarifas comerciais, política econômica ou relações internacionais. Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins confirmaram o recebimento da carta, mas se recusaram a comentar o assunto. Indicado por Trump, o republicano é defensor do livre mercado e tem adotado uma postura considerada mais branda em relação à regulação do setor financeiro.

UE excluiu o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Medida começa a valer dia 3 de setembro. Foto de David Foodphototasty na Unsplash A partir do dia 3 de setembro, a União Europeia vai interromper as suas compras de produtos de origem animal do Brasil e, no caso da carne bovina, a suspensão não preocupa pelo volume, mas pelo peso estratégico do bloco para pecuaristas e frigoríficos nacionais. ➡️A UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A UE é destino de apenas 3,7% do volume total que o Brasil exporta em carne bovina – e por 5,8% do valor –, mas compra cortes nobres e é considerada uma espécie de "vitrine" para o mundo: atender às exigências dos europeus é visto como um selo de qualidade que ajuda a abrir portas em outros mercados, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. "A Europa é uma vitrine seja por causa das exigências em termos de rastreabilidade, seja pela remuneração. Ela compra praticamente só cinco cortes do nosso boi, só que paga bem", ressalta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea-USP. Segundo Carvalho, enquanto a China — destino de cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina — paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo do produto, a União Europeia desembolsa cerca de US$ 10 pelo mesmo volume. A preferência europeia é por cortes do traseiro do boi, como filé mignon, contrafilé, alcatra e coxão mole, mas também pelo filé de costela, que é retirado do dianteiro. O restante da carne desses animais é comercializado no mercado brasileiro, como a picanha. A China, maior compradora da carne bovina brasileira, importa US$ 8,8 bilhões do produto, 5,5 vezes mais do que a União Europeia, terceira colocada no ranking, com US$ 1,6 bilhão. A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados 5 maiores compradores de carne bovina do Brasil. Arte/g1 Veto à carne do Brasil: UE proíbe promotores de crescimento em animais e antiobióticos de uso humano; entenda 'Investimos anos para atender à Europa': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto Por que a UE é uma 'vitrine' para o mundo? Como maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, o Brasil segue padrões sanitários rigorosos para abastecer todos os mercados em que atua, inclusive o interno. Mas, no caso da União Europeia, o processo de habilitação de fazendas e frigoríficos é mais complexo. Para começar, nem todos os estados brasileiros podem exportar carne para a UE. Hoje, apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm essa autorização. Além disso, estar em um desses estados não garante venda para os europeus. As fazendas interessadas precisam receber uma comitiva da UE, que avalia se a propriedade cumpre os requisitos sanitários, veterinários e de bem-estar animal exigidos pelo bloco. Outro detalhe é que cada boi que vira carne para a União Europeia precisa ser rastreado individualmente. É justamente essa série de exigências que faz da UE um mercado vitrine. "Se um país recebe o aval para exportar para a Europa, ele está recebendo um certificado de alto padrão regulatório", comenta Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado. Adaptar-se ao rigoroso sistema europeu também facilita o acesso a outros países exigentes, como o Japão e a Coreia do Sul, países com os quais o Brasil negocia a abertura no setor de carne bovina. Por trabalhar com a União Europeia há mais de 20 anos, o pecuarista André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, diz que está preparado para atender a esses mercados quando eles forem abertos. Ele lamenta, contudo, que o bloqueio da UE possa desestimular outros pecuaristas a manter os padrões de rastreabilidade. O economista do Cepea-USP tem a mesma preocupação. Segundo ele, como o boi padrão Europa é mais caro de produzir, uma boa parte dos produtores pode acabar deixando os protocolos de lado. "É natural que isso ocorra porque eles não estarão recebendo a mais por isso", diz Carvalho. "Geralmente um boi Europa recebe até 10% de premiação", afirma Carvalho, explicando que o prêmio é o valor extra pago por um boi criado para atender às regras da UE em relação à cotação nacional. Brasil pode perder mais de US$ 500 milhões com bloqueio da União Europeia 'União Europeia não volta a comprar carne do Brasil antes de 2 anos': bloqueio entra em vigor em um mês e segue sem acordo Busca por novos mercados A estratégia de pecuaristas entrevistados pelo g1 é negociar essa premiação em outros mercados. A ideia do pecuarista Rafael Andrade Asato, que também é do MS, é encaixar o gado de padrão europeu em programas de exportação para os EUA ou em protocolos de carnes nobres voltadas para o consumo interno. Caso o mercado não pague um valor adicional pelo seu rebanho, Asato diz que vai parar de seguir os protocolos europeus. "Não faz sentido eu agregar um custo de rastreabilidade, de chip, se eu não tiver um prêmio por isso", afirma. Carvalho, do Cepea-USP, lembra que, mesmo que a UE volte a liberar as exportações do Brasil, ainda leva um tempo para que os produtores voltem a vender para o bloco. Isso porque a UE vai passar a exigir comprovações de que um boi não usou antimicrobianos durante toda a sua vida. "Um bezerro que nascer em agosto ou setembro de 2026, por exemplo, só vai estar pronto para o abate por volta de 2028 ou início de 2029", explica. O pecuarista André Bartocci explica que seu rebanho já não usa antimicrobianos há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE Vai sobrar carne no Brasil? O veto da União Europeia chega em um momento sensível para o Brasil, que também lida com a imposição de cotas de exportação de carne bovina por parte da China, maior comprador do produto nacional, diz Juliana Torres, analista de inteligência de mercado da StoneX Brasil. "O primeiro semestre foi marcado por uma aceleração das exportações para a China para atender às cotas e talvez, agora, o Brasil olhasse mais para os países europeus. Historicamente o Brasil exporta mais para a União Europeia no segundo semestre", diz Torres. Sem China e UE, a analista diz que dificilmente o volume de carne será totalmente absorvido por outros países e a tendência é que ocorra um aumento da oferta de carne no mercado interno brasileiro nos próximos meses. "Os cortes mais nobres que tradicionalmente vão para a União Europeia podem ficar mais baratos. Claro que não é volume tão grande, mas podemos encontrar preços mais reduzidos", afirma Carvalho. Apesar da perspectiva de maior oferta, Juliana Torres ressalta que o Brasil atravessa uma virada do ciclo pecuário, marcada por uma diminuição da oferta de animais para abate, que deve evitar quedas muito expressivas de preços.

À esquerda, o pecuarista Rafael Andrade Asato; à direita, André Bartocci. Ambos têm fazendas em Mato Grosso do Sul. Arquivo pessoal "Investimos durante anos para atender à União Europeia.” “É frustrante. Faz mais de 20 anos que rastreio gado para exportar carne para a Europa.” As falas dos pecuaristas Rafael Andrade Asato e André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, refletem o sentimento do setor a um mês de a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil. O bloco é destino de apenas 5,8% do valor exportado de carne bovina pelo Brasil, mas, na fazenda de Asato e Bartocci, 100% do rebanho é criado para atender às exigências do mercado europeu. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A UE tomou essa decisão após alegar que o Brasil não segue as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. (entenda aqui). O embargo está previsto para começar em 3 de setembro, mas, mesmo que o bloco volte a autorizar o Brasil, as exportações não serão retomadas de imediato. "A Europa disse que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz Bartocci, que também preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura. Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões. Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem. ➡️ A União Europeia é a terceira maior compradora de carne bovina do Brasil, com US$ 1,6 bilhão em importações. A China, principal destino do produto, compra 5,5 vezes mais, somando US$ 8,8 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, de 2025. ➡️ Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea-USP, enquanto a China paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo da carne bovina, a União Europeia desembolsa cerca de US$ 10 pelo mesmo volume. UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados Contagem regressiva Desde maio, quando a UE anunciou a decisão, o governo brasileiro negocia com os europeus para reverter a medida. Em junho, o Ministério da Agricultura criou novas regras para atender às exigências do bloco, mas, até o momento, os europeus não voltaram atrás. Enquanto isso, o prazo aperta para os exportadores, que precisam colocar a carne no navio bem antes do dia 3 de setembro. "Se eu conseguir vender os animais para o frigorífico até 21 de agosto, ainda recebo o prêmio pago pelo boi padrão Europa. A partir do dia 22, esse prêmio deixa de existir", conta Asato, diretor da Fazenda Campanário. O prêmio a que ele se refere é o quanto se paga a mais por um boi criado para atender às normas da UE em relação à cotação nacional. "Geralmente um boi Europa recebe até 10% de premiação", diz Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea. Tudo isso porque além de a União Europeia ser um destino de cortes nobres, como filé-mignon e alcatra, as normas para exportar para lá são mais exigentes em comparação a outros mercados. Exemplo disso é a obrigatoriedade de rastrear cada boi individualmente. "Aqui na fazenda, cada animal recebe um brinco com chip na orelha e isso permite acompanhar toda a vida dele, incluindo o registro de cada medicamento aplicado, o manejo realizado e a dieta", conta Asato. Inclusive, tanto ele como Bartocci afirmam que não usam antimicrobianos em seus rebanhos há anos porque exportam pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE Estratégias de sobrevivência Sem expectativa de que a União Europeia volte a comprar carne do Brasil tão cedo, pecuaristas já começam a redesenhar seus planos para reduzir os impactos do embargo. Rafael Asato, por exemplo, conta que tem conversado com frigoríficos próximos para tentar não perder o prêmio pago pelo boi Europa. A ideia dele é encaixar o gado de padrão europeu em programas de exportação para os Estados Unidos ou em protocolos de carnes nobres voltados para o consumo interno, como o mercado de carne Angus. "Temos uma conversa bem aberta com os frigoríficos porque isso impacta não só a nossa margem de lucro, como a margem deles também", diz o pecuarista. Além disso, ele estuda redirecionar parte da produção para a China e aproveitar as cotas de importação com isenção de tarifa no próximo ano. "Como o transporte para a China demora entre 60 e 70 dias, a ideia é retomar os abates com força na segunda quinzena de setembro para a carne chegar ao destino em janeiro", afirma. Caso o mercado não pague um valor adicional pelo seu rebanho, Asato diz que vai parar de seguir os protocolos da Europa. "Não faz sentido eu agregar um custo de rastreabilidade, de chip, se eu não tiver um prêmio por isso", diz. Imagem da Fazenda Campanário, em Mato Grosso do Sul. Divulgação Já André Bartocci afirma que pretende manter os protocolos do boi Europa por pelo menos seis meses, enquanto acompanha o andamento das negociações entre o governo brasileiro e a União Europeia. A avaliação dele é que, quando a UE voltar a importar carne brasileira, quem já estiver preparado terá vantagem para conquistar os melhores contratos. Enquanto aguarda uma definição, Bartocci também estuda desacelerar o ciclo de produção. "Em vez, por exemplo, de terminar os animais em 6 meses, a gente pode passar a terminá-los em 10 meses. A ideia é não acelerar muito a produção justamente para esperar essa reabertura da Europa", destaca. Caso o bloqueio se prolongue, porém, ele cogita voltar a utilizar antimicrobianos como a monensina, substância permitida no Brasil e em diversos mercados, mas proibida pela União Europeia como promotora de crescimento. Segundo ele, a medida aumentaria a produtividade e ajudaria a recuperar parte da rentabilidade perdida. Frustração e protecionismo Bartocci afirma que o veto frustra um momento em que o Brasil negocia para ampliar o acesso a mercados internacionais. "A gente tinha tudo para acessar os grandes mercados hoje. Então esse veto da Europa frustra", diz. "Estar no mercado europeu funciona como um selo de qualidade para abrir portas em outros mercados de elite, como o Japão e a Coreia do Sul", explica. Para os dois pecuaristas, a decisão da UE vai além da discussão sobre o uso de antimicrobianos e tem motivação política. Na avaliação dele, a medida funciona como um pretexto comercial após o acordo entre Mercosul e União Europeia. "Eu realmente acho que a questão dos antimicrobianos é um pano de fundo. É uma estratégia para segurar essa carga", afirma. "A gente acredita que é algo parecido com o que aconteceu com a imposição de cotas por parte da China. É uma questão política, é um protecionismo dos produtores", acrescenta Asato. O pecuarista também questiona o fato de a União Europeia manter outros países com regras menos rígidas entre seus fornecedores de carne. "Não faz muito sentido você ter países como o Irã [na lista de fornecedores] e tirar o Brasil", afirma. COP30 - Boi com chip: como saber se a carne está livre de desmatamento?

Agora no g1 A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) uma nova descoberta de acumulação de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia. Segundo a companhia, a descoberta reforça os indícios de que a região tem potencial para produzir grandes volumes de gás natural. Se os estudos confirmarem esse potencial, o combustível poderá ajudar a aumentar a oferta de gás e fortalecer a segurança energética da Colômbia. 🛢️ A Petrobras atua na Colômbia na exploração de petróleo e gás natural. No bloco onde foi feita a nova descoberta, a estatal brasileira opera um consórcio com a Ecopetrol, do qual detém 44,44% de participação. Onde fica o poço O poço Sandia-1 está localizado a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, em uma lâmina d'água de 1.251 metros. A descoberta de Sandia-1 é a terceira no mesmo bloco exploratório (GUA-OFF-0), onde a Petrobras e a Ecopetrol fizeram, em dezembro de 2024, uma das maiores descobertas de gás da história da Colômbia. Divulgação A área fica próxima de outras descobertas feitas anteriormente pela Petrobras: está a 18 quilômetros dos poços Sirius-1 e Sirius-2 e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1, o que, segundo a empresa, reforça o potencial exploratório da região. LEIA TAMBÉM: Petrobras muda cálculo do gás natural e reajuste pode cair de 22% para até 6% Descoberta ainda será avaliada A perfuração do poço começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho deste ano. De acordo com a Petrobras, os intervalos onde foi identificada a presença de gás passam por análises com perfis de poço e ainda serão submetidos a estudos laboratoriais para caracterizar o volume e as propriedades da descoberta. Petrobras Divulgação Estratégia da Petrobras No comunicado, a Petrobras afirma que a atuação no bloco GUA-OFF-0 faz parte da estratégia de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, em parceria com outras empresas. A companhia ressalta ainda que a iniciativa busca atender à demanda global por energia durante o processo de transição energética. No bloco, a Petrobras atua por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia (PIB-COL), como operadora do consórcio, com participação de 44,44%. A parceira é a Ecopetrol, que detém os 55,56% restantes.

A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados Falta um mês para a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil, e o impasse ainda segue sem acordo. A medida, que começa a valer em 3 de setembro, atinge principalmente carne bovina, frango e mel, os três principais produtos de origem animal vendidos ao bloco. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão foi anunciada em maio, após a UE excluir o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Nenhuma irregularidade foi encontrada na carne brasileira, mas a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias. 🔎Antimicrobianos sãoutilizados para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia (entenda aqui). "A Europa diz que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz o pecuarista André Bartocci, que preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura. Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões. Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de entrevista da reportagem. Por que a UE proíbe promotores de crescimento em animais e antibióticos de uso humano; entenda 'Investimos anos para atender à Europa': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto da UE Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia. Arte/g1 No caso do frango, o ciclo de vida é mais curto, já que ele leva cerca de 45 dias do nascimento ao abate. Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (28), o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que uma missão da União Europeia virá ao Brasil no final de agosto verificar novos protocolos criados pelo governo brasileiro para atender às novas exigências. Segundo ele, a diferença é que, a partir de agora, o governo vai aumentar o número de fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, que já estão previstas pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). “Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos", destacou Santin. UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas para outros mercados Brasil pode perder mais de US$ 500 milhões com bloqueio da União Europeia Principais compradores de frango do Brasil. Arte/g1 O pecuarista André Bartocci, que tem fazenda em Mato Grosso do Sul, disse que não usa antimicrobianos em seu rebanho há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal. "Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci. Santin, da ABPA, disse que tem esperança de retomar as exportações de carne de frango ainda em setembro, após a visita da UE, no final de agosto. No entanto, os relatórios produzidos nessa missão vão precisar ser analisados por um órgão da Comissão Europeia, conhecido como SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), que só tem reunião marcada para novembro. Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin disse que tem como redistribuir a produção de frango destinada para a Europa para o consumo interno e para os cerca de 150 países para os quais o Brasil exporta. "Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. [...] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou. Governo responsabilizou setor produtivo por adequação às exigências da UE 5 maiores compradores de carne bovina do Brasil. Arte/g1 Brasil adotou medidas, mas bloqueio é mantido Antes de a UE anunciar o bloqueio ao Brasil, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina. Em maio, o governo brasileiro chegou a propor para a UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta. Em junho, o Ministério da Agricultura também criou um novo protocolo de controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Contudo, até o momento, a União Europeia, não reverteu a sua decisão. Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia. Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus. Exportações de mel cresciam até o veto europeu Apesar de o mel não ser um grande produto de exportação para a União Europeia, as vendas para o bloco vinham crescendo por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, diz o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo. Como as exportações para os EUA ficaram mais caras por causa da sobretaxa, os produtores redirecionaram parte do mel para os europeus e, com isso, as exportações para o bloco dobraram no primeiro semestre deste ano, a US$ 6,3 milhões, diz Azevedo. "O veto da UE acabou sendo um 'balde de água fria' nos esforços dos exportadores, que já estavam colhendo frutos de um trabalho de ampliação de mercado", afirma Azevedo. "No caso específico do mel, não enxergamos risco desse controle encontrar problemas de contaminação. O mel brasileiro exportado é, em grande maioria, orgânico, que já conta com uma cadeia de certificação que tem por objetivo garantir um produto livre de resíduos e antibióticos", explica. Segundo ele, o principal risco para o setor é a chamada "contaminação cruzada". "Se houver uma colmeia próxima a uma área de criação de gado, por exemplo, existe a possibilidade de resíduos chegarem ao mel. Por isso, o controle é importante para evitar esse tipo de contaminação", afirma. 5 maiores compradores de mel do Brasil. Arte/g1 UE excluiu o Brasil da lista de países que seguem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Reprodução

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Empresas estatais chinesas compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (31). A operação ocorreu após a queda dos preços da commodity e às vésperas da visita prevista do presidente Xi Jinping aos EUA, no próximo mês. As informações são da agência de notícias Reuters. As aquisições somam cerca de 1 milhão de toneladas de soja. Cada carregamento tem aproximadamente 65 mil toneladas, com embarques programados para outubro, segundo as fontes. Segundo o operador de uma empresa global do setor, as compras foram feitas principalmente pela Sinograin, uma grande empresa pública da China, criada em 2000. “Além disso, a aproximação da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos reforça o interesse da China em ampliar as compras de soja americana dentro dos compromissos assumidos com Washington", disse. Agora no g1 🔎 O movimento do governo chinês ocorre em um momento de disputa pela liderança no fornecimento global de soja. O Brasil é hoje o principal exportador do grão para a China e responde pela maior parte das importações chinesas. Os EUA aparecem como segundo principal fornecedor e buscam ampliar sua participação no mercado chinês por meio de acordos comerciais. Para Pequim, manter compras dos dois países ajuda a garantir o abastecimento e reduzir riscos de dependência excessiva de um único fornecedor. Em outubro, a Casa Branca anunciou que a China havia concordado em comprar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028. Antes da operação realizada na sexta-feira, porém, os chineses haviam adquirido pouco mais de 4 milhões de toneladas da commodity em 2026. Segundo uma pessoa afirmou à Reuters, as estatais pagaram um prêmio de US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro negociado na Bolsa de Chicago para cargas embarcadas pelo Golfo dos EUA. Para embarques realizados pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio foi de US$ 3 por bushel. O contrato de soja mais negociado no mercado recuou 5,2% na semana passada. Procuradas pela agência de notícias, as estatais chinesas Sinograin e Cofco não responderam aos pedidos de comentário nem confirmaram as compras. Na sexta-feira, a Sinograin vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada que colocou em leilão. Segundo fontes do mercado, a medida ajuda a abrir espaço nos estoques para a chegada das novas cargas adquiridas nos Estados Unidos. No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Xi Jinping deve visitar o país em 24 de setembro. O mercado também acompanha a possibilidade de a China retirar as tarifas aplicadas à soja norte-americana. Caso isso ocorra, empresas privadas de processamento poderão ampliar as compras do produto. Ainda não está claro, porém, se a soja norte-americana será competitiva o suficiente para atrair compradores privados chineses mais sensíveis aos preços. Analistas ressaltam que o produto dos EUA seguirá disputando espaço com a soja brasileira, que atualmente lidera o abastecimento do mercado chinês. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,34% nesta segunda-feira (3), cotado a R$ 5,0870. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou estável, aos 178.000 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O petróleo voltou a ficar na mira dos investidores nesta segunda, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. ▶️ O Irã, por sua vez, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano. Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 4,72%, cotado a US$ 83,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,26% no mesmo horário, a US$ 80,22 o barril. ▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras. ▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básicade juros (Selic), para 14%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: -0,34%; Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado do mês: 0%; Acumulado do ano: +10,47%. Maior otimismo com o petróleo As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo. No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz. "Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social. "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto. No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump. Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano. Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio às expectativa de redução nas tensões no Oriente Médio. O Dow Jones subiu 1,32% e o S&P 500 avançou 1,48%, enquanto o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,13%. Na Europa, o tom também foi mais positivo nos mercados nesse início de mês, conforme investidores monitoravam a queda do petróleo e avaliavam notícia de que a AstraZeneca irá se fundir com sua rival americana Bristol Myers Squibb. O DAX, da Alemanha, subiu 1,45%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 1,22% e o Ibex 35, da Espanha, ganhava 0,95%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,02%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar REUTERS/Lee Jae-Won

Viih Tube e Eliezer encerram reality com empregados e pagarão R$ 350 mil por dano moral Os influenciadores Viih Tube e Eliezer publicaram neste domingo (2) o primeiro de três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos. A iniciativa integra o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após as polêmicas envolvendo o reality show "As Patroas". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na legenda, os influenciadores explicam o que caracteriza o trabalho em condições análogas à escravidão e citam casos em que trabalhadores domésticos passam anos sem salário, férias ou jornadas de trabalho adequadas. "'Ela era praticamente da família'. Essa é a frase mais usada por quem explora trabalhadoras domésticas por décadas para justificar a ausência de salário, férias ou uma jornada de trabalho digna. Mas será mesmo que algum desses empregadores exploraria em condições análogas às de escravidão alguém de sua própria família? Se você reconhece essa história em alguém perto de você, denuncie ao @mptrabalho pelo site: www.mpt.mp.br", diz a publicação. Initial plugin text Além da divulgação dos três vídeos educativos, o casal também se comprometeu a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo e a retirar do ar todos os conteúdos relacionados ao reality show. O programa colocava 11 funcionários da residência para disputar provas em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Em uma das dinâmicas, os participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras. O MPT abriu uma investigação para apurar se o reality violava direitos trabalhistas ao expor publicamente os empregados e utilizar a imagem deles com finalidade comercial. No início de julho, os influenciadores participaram de uma audiência em Barueri (SP), quando foi firmado o TAC. Segundo a procuradora do Trabalho Patrícia Mauad Patruni Isotton, o acordo também tem caráter educativo ao ampliar a conscientização sobre os direitos dos empregados domésticos. "O acordo é resultado do diálogo entre o Ministério Público do Trabalho e os influenciadores, que demonstraram compreender a gravidade da situação e se comprometeram a reparar os danos causados. Mais do que encerrar o caso, esse é um momento de conscientização, inclusive para o público", afirmou. Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer se comprometeram a não produzir nem divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias, ainda que haja consentimento dos participantes. O TAC também proíbe exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes. Caso algum trabalhador participe de futuros conteúdos audiovisuais, a adesão deverá ser voluntária, formalizada por escrito e sem qualquer prejuízo para quem optar por não participar. Além disso, o acordo veda qualquer forma de retaliação contra empregados que recusarem convites ou denunciarem irregularidades. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 50 mil por cláusula violada, acrescida de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado. Após o acordo com o MPT e em meio à repercussão negativa do caso, Viih Tube publicou um vídeo nas redes sociais para explicar o TAC e pedir desculpas a quem se sentiu ofendido. “Quero muito pedir desculpas para vocês que se sentiram ofendidos. A gente entende todos os questionamentos, todas as denúncias, tudo que todo mundo falou”, afirmou pelo Instagram. O reality passou a ser alvo de críticas após exibir funcionários da casa participando de provas e dinâmicas consideradas potencialmente constrangedoras, o que levou o MPT a abrir investigação. A indenização de R$ 350 mil não será paga diretamente aos trabalhadores envolvidos. O valor será destinado a um fundo público, como o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), para financiar projetos de interesse coletivo e prevenir novas violações. Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil Reprodução/YouTube Entenda a decisão do MPT O acordo encerrou a investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis violações relacionadas ao reality “As Patroas”. O programa colocava 11 empregados domésticos do casal em uma competição com provas e desafios em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Entre as dinâmicas exibidas, havia uma prova em que participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras. Para o MPT, a exposição pública dos trabalhadores e o uso da imagem deles em uma produção com finalidade comercial levantaram questionamentos sobre possíveis violações de direitos trabalhistas. Pelo TAC, os influenciadores se comprometeram a: não produzir ou divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias; não exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes; garantir que futuras participações de trabalhadores em conteúdos audiovisuais sejam voluntárias e formalizadas por escrito; não praticar retaliações contra empregados que recusem convites ou denunciem irregularidades. Reality não poderá mais mostrar rotina com funcionárias Em outro story publicado após o pronunciamento, a influenciadora respondeu dúvidas dos seguidores sobre o pagamento da indenização e sobre a relação com as funcionárias. Além de explicar que o dinheiro do dano moral coletivo não será repassado às trabalhadoras, Viih Tube também informou que o casal não poderá mais gravar ou publicar conteúdos mostrando a rotina com as empregadas domésticas, uma das medidas previstas no acordo. “Não poderemos mais mostrar/gravar nossa rotina com elas, como um dos ajustes de conduta. Sei que amavam acompanhar e dávamos muitas risadas, mas preferi avisar para que não achassem que a gente que não quer mais gravar algo com elas”, afirmou. Segundo ela, as funcionárias continuam bem e entenderam a decisão, embora tenham ficado tristes com o encerramento do reality.

O mercado financeiro baixou novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,03%. Esta é a quinta semana seguida de recuo. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. O mercado também passou a prever um corte maior de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem). Agora no g1 A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,12% para 5,03%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros Mesmo com a estimativa de inflação ainda acima da meta central em 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro passou a prever uma redução maior nos juros no decorrer deste ano. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 14% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução maior da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB caiu de 1,60% para 1,57%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,29 para R$ 5,28 por dólar.

Servidora da Saúde do DF prepara dose de vacina AstraZeneca para aplicar no posto da Rodoviária do Plano Piloto Sandro Araújo/ Agência Saúde O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca e seu rival americano Bristol Myers Squibb (BMS) iniciaram discussões sobre uma possível fusão que resultaria em uma das maiores empresas do setor, com um valor de quase 400 bilhões de dólares (2 trilhões de reais), segundo o Financial Times. A notícia provocou uma queda de quase 7% nas ações da AstraZeneca pouco depois da abertura da Bolsa de Londres nesta segunda-feira (3). Os dois grupos "mantiveram discussões sobre uma fusão nos últimos meses, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informou o jornal econômico. Segundo as fontes, "as negociações poderiam resultar em um acordo em um futuro próximo, mas também poderiam ser adiadas ou fracassar", acrescentou o FT. LEIA TAMBÉM: Esquecidas na gaveta: brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo Agora no g1 A AstraZeneca está avaliada em aproximadamente 196 bilhões de libras na Bolsa de Londres, segundo valores anteriores à abertura da sessão de segunda-feira, o que equivale a 264 bilhões de dólares (1,34 trilhão de reais). Por sua vez, a BMS tem uma avaliação na Bolsa de 133 bilhões de dólares (675 bilhões de reais). A AstraZeneca divulgou na semana passada um lucro líquido com alta de mais de 2% no segundo trimestre, a 2,5 bilhões de dólares (12,6 bilhões de reais), com boas vendas de seus tratamentos contra o câncer. A empresa britânica, que espera que os Estados Unidos representem metade de suas receitas até 2030, anunciou no ano passado um plano de investimento de 50 bilhões de dólares (253 bilhões de reais) no país para cumprir este objetivo. Como outro sinal de sua aproximação dos Estados Unidos, o laboratório tem cotação na Bolsa de Nova York desde 2 de fevereiro, embora a de Londres continue sendo seu mercado principal. Por sua vez, a BMS divulgou na semana passada um lucro líquido que dobrou no segundo trimestre, a 3,3 bilhões de dólares (16,7 bilhões de reais), impulsionado especialmente por seus medicamentos contra o câncer (Opdivo Qvantig), a anemia (Reblozyl) e as doenças cardiovasculares (Camzyos).

Mensagens fora do expediente, metas abusivas, assédio e afastamentos frequentes estão entre os fatores analisados em casos de adoecimento psicológico ligado ao trabalho. Pexels Uma indenização de R$ 5 milhões. Por trás dela está uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Atacadão, empresa do Grupo Carrefour Brasil, e uma série de relatos de assédio moral, sexual e materno, além de evidências de adoecimento mental entre funcionários. A condenação foi imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), em agosto do ano passado, após os desembargadores concluírem que as provas reunidas indicavam a existência de um ambiente de trabalho hostil e prejudicial à saúde dos empregados, especialmente das mulheres. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os elementos analisados estavam afastamentos por transtornos mentais e denúncias de assédio. Um dos casos citados no processo envolveu uma funcionária que teve a roupa manchada por sangue menstrual após não conseguir autorização para deixar o caixa a tempo de ir ao banheiro. Em nota, o Atacadão afirmou que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa e declarou manter canais de denúncia, treinamentos preventivos e medidas disciplinares. A companhia também informou que já recorreu da condenação. (veja a nota abaixo.) Como se identifica o adoecimento mental no trabalho A decisão se tornou um dos casos mais emblemáticos de responsabilização de empresas por questões relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho. Mas também expõe um dos principais desafios desse tipo de ação: demonstrar que o contexto profissional contribuiu para o adoecimento de um funcionário. O debate ganha novos contornos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar fatores de risco psicossociais capazes de afetar a saúde dos trabalhadores. Na prática, a mudança amplia a atenção sobre situações como assédio, pressão excessiva, metas abusivas e outras condições que podem contribuir para o adoecimento. Mas, entre a identificação desses fatores e a responsabilização da empresa em um caso concreto, ainda há um caminho complexo, que envolve laudos médicos, perícias, histórico profissional e decisões da Justiça. Afinal, quando um transtorno mental pode ser considerado consequência do trabalho? E o que é necessário para comprovar essa relação? O quebra-cabeça de provar o adoecimento mental Diferentemente de um acidente físico, em que geralmente há uma relação mais direta entre causa e consequência, os transtornos mentais costumam surgir de forma gradual, silenciosa e por uma combinação de fatores, explica Leandro Savoy, psiquiatra especialista em alta performance para executivos. 💵 Ansiedade, burnout, depressão e reações graves ao estresse raramente têm uma única causa. Questões financeiras, problemas familiares, histórico emocional, insegurança econômica, relações pessoais e experiências anteriores também podem contribuir para o adoecimento. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a Justiça não busca identificar se o trabalho foi a única causa da doença, mas se ele teve participação relevante no agravamento, no desencadeamento ou na manutenção do quadro. Sílvia Lira, advogada e sócia da área trabalhista do B/luz, afirma que o maior desafio, tanto para o trabalhador quanto para o empregador, é demonstrar que existe uma relação entre o trabalho e o adoecimento mental. ⚠️ ATENÇÃO: Mesmo quando existem fatores pessoais envolvidos, a empresa ainda pode ser responsabilizada se ficar comprovado que o ambiente de trabalho contribuiu de forma relevante para o adoecimento. Por isso, médicos, empresas e a própria Justiça analisam a dinâmica de trabalho: metas, jornadas, cobranças, clima organizacional, relação com lideranças, mensagens fora do expediente e práticas de gestão muitas vezes naturalizadas. Um episódio do tipo ganhou repercussão em outubro de 2024. O banco Santander foi condenado por dano moral após funcionários relatarem uma rotina marcada por pressão, cobranças abusivas e humilhações impostas por gestores. Ao g1, o Santander afirmou que o caso segue em discussão e que mantém políticas de prevenção, governança e canais internos para apuração de denúncias. (veja a nota abaixo) Para chegar a uma condenação assim, a Justiça costuma cruzar diferentes tipos de provas para entender como funcionava aquele ambiente de trabalho na prática. Segundo Lira, advogada do b/luz, entram nessa análise mensagens enviadas fora do expediente, registros de jornada, histórico de afastamentos, depoimentos de colegas, denúncias internas, conversas em aplicativos corporativos, entre outros. Em muitos casos, a repetição de adoecimentos em um mesmo setor também chama a atenção. 📎 Quando diferentes trabalhadores apresentam sintomas semelhantes sob a mesma liderança ou dinâmica de trabalho, isso pode reforçar os indícios de risco psicossocial. A postura da empresa diante dos sinais de sofrimento psicológico, como ignorar denúncias, afastamentos frequentes e alta rotatividade também são avaliados. Da reação à prevenção É nesse contexto que entram as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passaram a valer oficialmente em maio e ampliaram a obrigação das empresas de identificar e monitorar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Metas inalcançáveis, jornadas exaustivas, pressão constante, assédio moral, falta de autonomia, sobrecarga, cobranças fora do expediente e relações interpessoais tóxicas passaram a fazer parte do radar da fiscalização trabalhista. Até pouco tempo, muitas empresas tratavam a saúde mental como uma questão estritamente individual, ligada à "resiliência" do trabalhador. Com a atualização da NR-1, o risco psicossocial passa a ser entendido também como resultado da forma como o trabalho é organizado. Isso significa que as empresas passam a ter a obrigação de identificar situações potencialmente adoecedoras e registrá-las no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A fiscalização também muda de foco. Segundo auditores-fiscais do trabalho, a atenção passa a ser menos voltada para máquinas e equipamentos e mais para o chamado "trabalho real": a rotina concreta dos trabalhadores. As organizações precisarão identificar, registrar e monitorar fatores como: metas abusivas; jornadas excessivas; pressão psicológica; assédio moral e sexual; sobrecarga; falhas de gestão; conflitos interpessoais; falta de autonomia; ambientes organizacionais tóxicos. As empresas poderão, inclusive, ser fiscalizadas sem denúncia formal. Para isso, a auditoria poderá cruzar dados da Previdência Social, identificar setores com grande volume de afastamentos por transtornos mentais e iniciar inspeções preventivas. Segundo Savoy e Lira, essa mudança também deve influenciar futuras decisões judiciais. Além de avaliar se houve adoecimento, a Justiça tende a observar o comportamento preventivo das empresas. Em outras palavras: o que a empresa fez — ou deixou de fazer — para evitar que o ambiente de trabalho se tornasse prejudicial à saúde? Treinamentos, canais de denúncia, políticas de combate ao assédio, monitoramento de indicadores, acolhimento interno e revisão contínua de processos também passaram a funcionar como elementos relevantes de defesa. “Ignorar sinais de adoecimento, afastamentos frequentes ou denúncias internas pode aumentar significativamente a responsabilidade da empresa”, alerta Leandro. Apesar disso, especialistas avaliam que ainda há o risco de parte das empresas transformar a nova NR-1 em mera burocracia documental. A própria lógica da norma, porém, dificulta uma atuação apenas formal. “Gerenciar risco é mudar a organização do trabalho”, resume a auditora-fiscal Odete Reis. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O que dizem as empresas? Atacadão "O Atacadão informa que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa, com base em provas documentais e testemunhais que demonstraram a efetividade dos canais internos de denúncia, dos treinamentos preventivos aplicados regularmente e das medidas disciplinares adotadas sempre que condutas inadequadas são identificadas. O Atacadão reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e respeitoso para seus mais de 70 mil colaboradores em todo o Brasil. A empresa já apresentou recurso e aguarda decisão do Poder Judiciário." Santander "O Santander esclarece que o caso ainda se encontra em discussão e que, por isso, aguarda a decisão final. O Banco repudia qualquer forma de assédio, discriminação ou conduta incompatível com seu Código de Conduta e reforça que esse tipo de prática não reflete seus valores e padrões de atuação. A Instituição mantém uma estrutura permanente de governança corporativa voltada para a promoção de um ambiente de trabalho seguro, saudável, respeitoso e inclusivo, além de desenvolver ações e práticas voltadas ao bem-estar e ao cuidado com a saúde mental dos colaboradores. Em 2025, foram registradas mais de 18 mil participações de colaboradores em ações voltadas à saúde mental. Além disso, a Instituição possui canais oficiais internos para o recebimento e a apuração de relatos, com tratamento sigiloso, possibilidade de anonimato e adoção das providências cabíveis."

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, cumpre agenda na Índia nesta semana numa tentativa de ampliar o comércio do Brasil com o país nas áreas de defesa, tecnologia e indústria. As informações foram divulgadas pelo ministério. O ministro embarcou nesta madrugada e a viagem acontece em meio à implementação de dois tarifaços impostos pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano: um de 25% (por práticas desleais na economia) e outro de 12,5% (por falha no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado). RELEMBRE: Tarifaço: governo prepara programa para diversificar mercado com foco em setores afetados De acordo com representantes do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham), essas medidas “agravam” as condições de mercado e podem afetar diretamente mais de 4 mil produtos. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Diante das tarifas impostas pela Casa Branca, autoridades do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e do Palácio do Planalto defenderam que o país passe a buscar novos parceiros comerciais e ampliar os acordos já existentes. Agora no g1 Nesse contexto, integrantes do governo têm defendido que o Brasil e o Mercosul (bloco do qual o país faz parte) busquem novos acordos comerciais, por exemplo, com a China, com o Canadá e com o Japão. "Em um momento em que o mundo passa por uma onda de medidas restritivas ao comércio global, o Brasil segue fiel na defesa do multilateralismo e na busca de novos mercados para empresas e produtos brasileiros”, afirmou Marcio Elias Rosa, em nota. “A Índia é o segundo maior mercado consumidor do mundo e um grande parceiro comercial do Brasil, com quem mantivemos, em 2025, uma corrente de comércio de mais de US$ 15 bilhões”, acrescentou o ministro. Conforme o MDIC, durante a viagem, o ministro terá agendas em Mumbai e Nova Delhi. Nessas cidades, se encontrará com empresários de setores como energia, infraestrutura, bens de consumo e fertilizantes. No caso dos fertilizantes, o governo federal estima que o Brasil importe mais de 90% do volume consumido no mercado interno. Desse total, metade vem de dois países: Rússia e China. Nesse cenário, autoridades brasileiras têm buscado novos parceiros comerciais na área de fertilizantes para tentar reduzir a dependência do Brasil da Rússia e da China, que em momentos de guerra podem reduzir a produção para o Brasil, o que pode prejudicar o agronegócio brasileiro. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em busca de novos fornecedores de fertilizantes. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Brics Ainda durante a viagem à Índia, Márcio Elias Rosa também irá a Jaipur, onde acompanhará o encontro de ministros do Brics, grupo de países emergentes que reúne, além do Brasil, países como China, Rússia e a própria Índia. Os países do Brics têm feito movimentos nos últimos para ampliar o grupo, numa tentativa de aumentar parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica de alguns países em relação aos Estados Unidos. “Nessas reuniões, buscaremos fortalecer o diálogo econômico e comercial, identificar oportunidades de ampliação do comércio bilateral e promover maior integração entre empresas brasileiras e mercados considerados estratégicos”, afirmou Márcio Elias Rosa.

Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã. Stringer / Reuters O governo do Irã afirmou neste domingo (2) que está próximo de concluir um acordo com o Omã sobre uma nova rota de trânsito de navios comerciais no Estreito de Ormuz, um ponto crucial na guerra no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes — nem a rota norte, nem a rota sul —, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais e nossa segurança”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaei, em entrevista à televisão estatal. Baghaei não deu muitos detalhes sobre os termos do acordo com o Omã, disse apenas que se o tratado for firmado, "isso não significará que Ormuz esteja sendo fechado ou reaberto". Agora no g1 O anúncio do regime iraniano ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que cancelou ataques em larga escala que faria contra o Irã neste final de semana após "os termos do acordo terem sido definidos", em referência a um possível avanço nas negociações para um novo acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio —que já dura cinco meses. Teerã, no entanto, negou que tenha pedido a Trump para cancelar ataques contra seu território e afirmou que as negociações em que o regime está envolvido atualmente são apenas as com o Omã sobre Ormuz. Ainda não estava claro, até a última atualização desta reportagem, se há alguma relação —e qual seria ela— entre as negociações que Trump afirma estar tendo com o Irã e as que o regime iraniano realiza com Omã.. O Irã reivindica soberania sobre Ormuz —rota do Oriente Médio que é vital para o comércio mundial de petróleo— e manteve a via marítima fechada para navios comerciais desde o final de fevereiro por conta da guerra contra os EUA. Desde a assinatura do acordo de paz preliminar entre os dois países, em junho, Teerã negocia com o Omã por uma gestão compartilhada do Estreito. Washington, no entanto, é contrário a essa ideia e exige que a via permaneça aberta de forma irrestrita e sem soberania de qualquer país.

Mega-Sena, concurso 3039: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3039 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (2), em São Paulo. O prêmio era de R$ 97 milhões, porém acumulou porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio está estimado em R$ 135 milhões, segundo a Caixa. As dezenas sorteadas foram 21, 58, 53, 16, 14 e 39. Segundo a caixa, 86 apostas acertaram a quina e levaram R$ 45,9 mil cada. Já outras 6.332 apostas acertaram quatro dezenas e levaram R$ 1.028,31 cada. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: Mega-Sena, concurso 3.039 Reprodução/YouTube/Canal da Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Usinas da região de Rio Preto (SP) trabalham 24h por dia na colheita da cana. Reprodução / TV TEM Os canaviais da região de São José do Rio Preto (SP) estão em período de colheita intensa, com uma demanda acima das expectativas. Propriedades rurais e usinas mantêm atividades ininterruptas, funcionando 24 horas por dia. O alto volume de chuvas, aliado à boa distribuição, favorece uma produção em larga escala. Em Tabapuã (SP), uma usina com mais de 70 anos de história bateu recorde de produção, com expectativa de moer 14 mil toneladas de cana por dia. Segundo Luciano Garcia, coordenador de colheita e transporte da usina, o planejamento inicial previa cerca de 2,9 milhões de toneladas até o fim de novembro. No entanto, graças às chuvas, a produção pode alcançar 3,05 milhões de toneladas, representando um aumento de aproximadamente 5%. A usina conta com 340 funcionários distribuídos em três turnos. Diariamente, cerca de 30 caminhões chegam carregados de cana-de-açúcar, destinada à produção de açúcar e etanol. Já em Novo Horizonte (SP), uma propriedade rural projeta superar a safra anterior, com crescimento estimado entre 15% e 20%. O produtor William Semensato afirma que a expectativa até o fim da safra é de 50 mil toneladas — 10 mil a mais do que o previsto inicialmente. A equipe, composta por 15 funcionários, trabalha quase 24 horas por dia para atender à elevada demanda da colheita atual. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Tapiraí tenta recuperar a produção de gengibre após uma doença reduzir a produtividade. Reprodução / TV TEM Tapiraí (SP), conhecida como a capital paulista do gengibre, tenta recuperar a produção após uma doença que afetou sementes e reduziu a produtividade. A cidade é responsável por 80% do gengibre cultivado no estado. Com apoio da prefeitura e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), produtores locais passaram a adotar novas técnicas. Segundo Eliane Fabri, pesquisadora do IAC, práticas como análise de solo já mostram resultados positivos. “São ferramentas que não eram usadas pelos produtores e agora ajudam a melhorar a produtividade”, explicou. Atualmente, Tapiraí tem cerca de 500 hectares de gengibre cultivados por pequenos agricultores, muitos deles em terras arrendadas. O rizoma, parte da raiz, é usado como semente para o próximo ciclo. A escolha de raízes mais saudáveis fortalece a planta. Para preservar o solo, os produtores fazem rotação de culturas, alternando gengibre e inhame. A previsão para 2026 é colher 30 toneladas por hectare. Hoje, a caixa de 18 quilos é vendida por R$ 60, valor 33% menor que em 2025. Entre tradição e inovação, a família Fernandes cultiva gengibre há mais de 30 anos. Fernando Fernandes, que coordena a produção, espera colher 39 toneladas. Para ele, o uso de tecnologias garante um produto mais valorizado. Já Hélio Tiago de Oliveira, produtor e presidente de uma associação criada para fortalecer o setor, destaca a importância da união. “A parceria e a insistência dos produtores são fundamentais para retomar o destaque do gengibre de Tapiraí”, afirmou. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Parceria busca recuperar produção de gengibre em Tapiraí VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Nosso Campo ensina a fazer uma torta de frutas Reprodução / TV TEM O Nosso Campo deste domingo (2) ensina a preparar uma deliciosa torta de frutas. Saiba como fazer: Ingredientes: Para a massa: 400 g de farinha de trigo; 2 colheres de sopa de açúcar; 2 pitadas de sal; 200 g de manteiga gelada em cubos; 1 ovo; 2 colheres de sopa de água fria; 1 gema para pincelar. Para o recheio: 250 g de morangos cortados ao meio; 150 g de mirtilos; 2 maçãs em cubos; 2 colheres de sopa de amido de milho; 4 colheres de sopa de açúcar; suco e raspas de ½ limão pequeno; kiwi, morangos e hortelã para decorar. Modo de preparo Massa Misture a farinha, a manteiga, o açúcar e o sal até formar uma massa firme; Para dar consistência, adicione o ovo batido e misture; Coloque a massa em um saco plástico e leve para a geladeira por 30 minutos. Geleia Misture os ingredientes e leve para uma panela em fogo médio para alto; Mexa em torno de 10 minutos, até as frutas começarem a se dissolver; Leve para gelar. Montagem Em papel manteiga, abra a massa primeiro com a mão e depois com o rolo até chegar na espessura de meio dedo; Com o auxílio de uma tampa redonda, marque e corte a massa; Faça cortes nas extremidades da massa; Espalhe a geléia pelo centro da massa; Dobre as extremidades da massa uma por cima da outra, formando uma cesta por cima da geleia; Pincele a gema por cima da massa; Leve a torta em um forno preaquecido a 180° por 30 minutos; Decore com o kiwi, os morangos e a hortelã. Veja a reportagem exibida no programa em 2/8/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma torta de frutas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo No fundo de gavetas, embaixo de sofás e nos bolsos de roupas velhas estão quase R$ 32 milhões dos brasileiros — distribuídos em moedinhas de 1 centavo. Mais de 20 anos após a suspensão da produção, cerca de 3,19 bilhões de moedas de R$ 0,01 ainda estão "em circulação", de acordo com dados do Banco Central (BC). A quantidade é próxima ao número de moedas de 25 e 50 centavos em circulação, cerca de 3,88 bilhões de cada valor. Porém, a menor unidade do real praticamente não é mais usada pelos brasileiros, apesar de continuar com valor garantido pela autoridade monetária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As últimas moedas de 1 centavo foram emitidas em 2004. No ano seguinte, o BC decidiu suspender a produção por dois motivos: mais de 3 bilhões de unidades já estavam em circulação e o custo de fabricação era desproporcional. Na época, gastavam-se R$ 86,53 para produzir 1 mil moedas — ou seja, mais de 8 centavos por unidade. Pela mesma razão, a moeda americana de um centavo, a "penny", deixou de ser cunhada pela Casa da Moeda dos Estados Unidos no fim do ano passado. Em uma década, o custo de produção de 1 mil unidades saltou de US$ 1,42 para US$ 3,69. O 'penny da sorte' Ally Bank via AP Peso do que vale ‘quase nada’ A moeda de 1 centavo aparece entre as denominações que menos fazem falta na hora do pagamento, de acordo com pesquisas do BC. Segundo a instituição, as moedinhas desapareceram por entesouramento — isto é, ficaram retidas pela população. O histórico inflacionário da economia brasileira pode explicar o desinteresse pelas moedas de baixo valor, segundo a economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV). Há décadas, concessionárias faziam campanhas para incentivar a população a pagar os pedágios com moedas. "Mesmo assim, o brasileiro já pensava ‘ah, vou carregar o peso por uma coisa que não vale quase nada’", explica a economista. Hoje, a cobrança automática já é realidade nos pedágios, enquanto novas formas de pagamento ganharam espaço. O PIX já ultrapassou o dinheiro físico, os cartões de crédito e de débito na preferência dos brasileiros. Apesar da inflação e da maior adoção de outras formas de pagamento, não há expectativa de que as moedas de 5 e 10 centavos deixem de ser emitidas, segundo o Departamento do Meio Circulante do BC. R$ 0,01 centavo que vale R$ 100 reais Nem toda moeda de 1 centavo vale apenas o número cunhado no metal. Exemplares raros e bem conservados podem chegar a R$ 100 em sites de colecionadores. A avaliação depende principalmente de três fatores: Quantidade produzida; Estado de conservação; Interesse do mercado. “As moedas de 1 centavo possuem uma tiragem muito alta, fazendo com que elas, via de regra, não valham muito. Seu preço médio é de 1 real cada, para exemplares pouco circulados, a até 10 reais para exemplares que não circularam (chamados de ‘flor de cunho’)”, explica Bruno Pellizzari, diretor-presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB). O mercado tem mais interesse em características “especiais” que diferenciam esses exemplares das moedas comuns. Segundo Pellizzari, um exemplo é o erro conhecido como “boné”, ou cunhagem descentralizada. “No momento em que o disco liso ia receber a batida da cunhagem, ele ‘corria’, uma parte do desenho não era cunhada e o disco ficava parcialmente liso — essas valem dezenas de reais”, explica. "Boné" em moeda de 1 centavo de real. Reprodução/ Tenor e Pellizzari Leilões

Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos AP Photo/Patrick Sison O caso de uma mulher demitida após ter mensagens de uma conversa privada de WhatsApp encaminhadas a terceiros sem consentimento foi parar em um alto tribunal da Justiça alemã e pode acabar mobilizando até mesmo o Tribunal de Justiça da União Europeia. Em questão está um debate sobre se o vazamento configura ou não violação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que protege os dados pessoais de cidadãos na União Europeia, nos mesmos moldes da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil. Isso porque o RGPD não se aplica ao tratamento de dados pessoais no âmbito da vida privada, sem relação com uma atividade profissional ou comercial. Isso inclui troca de correspondência e a atividade nas redes sociais. Mas é justamente isso que a reclamante está questionando em juízo. O argumento é que essa exceção não se aplicaria ao seu caso, e que ela tem direito a indenização de 7,5 mil euros (R$ 44 mil) pelos danos sofridos em consequência do vazamento, além de ressarcimento dos custos com advogados. Agora no g1 As mensagens haviam sido trocadas há três anos. Nelas, a reclamante, que trabalhava em um consultório médico, se queixava do chefe a uma amiga. Depois que a amizade terminou, as mensagens acabaram chegando à mulher do chefe, que também trabalhava no consultório, cuidando da parte administrativa. Pouco tempo depois, a funcionária foi demitida. A Justiça na primeira instância deu ganho de causa à mulher demitida, mas a decisão foi revertida na segunda instância. A mulher recorreu e, nesta quinta-feira (30/07), o caso começou a ser analisado no Tribunal Federal de Justiça da Alemanha (BGH), a mais alta instância da Justiça comum alemã. O que decidiu a primeira instância? O Tribunal Regional de Frankfurt, de primeira instância, condenou a amiga que encaminhou as mensagens ao pagamento de 7,5 mil euros de indenização. No entendimento da corte, a exceção do RGPD não se aplicava ao caso, já que a ré compartilhou deliberadamente os dados da ex-amiga com uma pessoa próxima ao empregador dela. A ré alegou que queria "proteger" o consultório. Assim, o encaminhamento também estaria ligado, ao menos em parte, aos interesses comerciais do empregador. Haveria, portanto, uma relação com uma atividade econômica, motivo pelo qual a exceção para dados compartilhados no âmbito da vida privada não poderia ser aplicada, concluiu o tribunal. O que decidiu a segunda instância? O Tribunal Regional Superior de Frankfurt chegou a uma conclusão diferente ao analisar um recurso da ré. A corte rejeitou a ação, afirmando que o RGPD não se aplica ao caso, já que o encaminhamento das mensagens não tinha relação com uma atividade profissional ou econômica da ré. A relação profissional entre a reclamante e o empregador seria irrelevante para essa análise, mesmo que a ré tivesse agido impelida pelo desejo de provocar a demissão da ex-amiga. Na avaliação do Tribunal Regional Superior, tampouco o direito à proteção da vida privada, garantido pela Constituição alemã, fundamentaria um pedido de indenização. A corte reconheceu que a ré interferiu de forma ilícita e dolosa na esfera privada e possivelmente até na intimidade da reclamante, mas alega que as violações constatadas não seriam graves o suficiente para justificar a compensação pretendida em juízo. Além disso, a reclamante já havia conseguido uma declaração formal pela qual a ré se comprometia a não repetir a conduta, sob pena de multa. Para o tribunal, isso já representa compensação suficiente. O que está em jogo? O caso segue duas linhas jurídicas bastante distintas, resume Niko Härting, da Associação Alemã dos Advogados. "Uma delas é o direito da proteção de dados e a outra é o direito da personalidade", explicou o advogado especializado em Direito da tecnologia da informação à agência de notícias dpa. No âmbito da proteção de dados, a questão central é como deve ser interpretada a exceção à vida privada do RGPD: "Deve-se considerar exclusivamente a motivação de quem encaminha os chats ou basta que o destinatário possa utilizá-los em um contexto profissional?". Segundo Härting, há pouca jurisprudência tanto do Tribunal Federal de Justiça da Alemanha quanto do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a interpretação dessa exceção. Por isso, ele considera possível que os juízes de Karlsruhe se consultem primeiro com o TJUE, que é a autoridade máxima para interpretação de leis europeias. O caso pode criar um precedente jurídico inédito, já que o TJUE nunca analisou o RGPD no contexto de aplicativos de mensagens. Em um processo de 2014, um homem na República Tcheca foi repreendido pelo TJUE por manter uma câmera de vigilância em sua propriedade que também captava o que se passava na calçada. O argumento da corte foi de que as imagens extrapolavam a esfera privada do réu e invadiam área pública. Atualmente, o TJUE também analisa um outro caso envolvendo a aplicação do RGPD em contextos privados: o de uma mãe que processou a filha e o genro por a terem filmado com uma câmera escondida dentro de casa. A expectativa é que os dois processos não sejam julgados antes de setembro. WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE

Vacas leiteiras tiram 'férias' de 2 meses todo ano Fábio Tito/g1 Já pensou tirar dois meses de férias do trabalho? Para as vacas leiteiras, isso é possível. Ao fim de cada período de 10 meses de ordenha, elas devem passar 60 dias longe da atividade. Mas isso tem um motivo. Segundo Rui Verneque, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, esse período é importante para descansar o úbere — que é a glândula mamária —, e permitir que o animal direcione sua energia para a própria saúde. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pesquisador recomenda que a pausa na ordenha seja feita mesmo que o animal ainda tenha leite. Isso permite que ele retome o trabalho com uma boa produtividade e também tenha maior expectativa de vida. Essa fase é conhecida como "período seco" na produção de leite. Agora no g1 Normalmente, esse descanso coincide com o final da gestação das vacas, que dura cerca de 9 meses e 10 dias. Nos casos das fêmeas prenhas, ele também permite que o organismo concentre energia no crescimento do bezerro que irá nascer. Da mesma forma, o especialista afirma que o recomendado é garantir à vaca 60 dias de descanso uterino após o parto. Isso significa evitar que ela fique prenha nesse período. Biologicamente, elas já conseguem engravidar cerca de 20 dias após o nascimento da cria. Neste caso, essa fase ajuda o animal a recuperar o tecido uterino. Com esta pausa, o produtor ainda conseguirá que a vaca tenha cria uma vez ao ano. LEIA TAMBÉM Exportadoras dizem que carne brasileira pode não conseguir atender exigências da UE sobre antimicrobianos Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China? De onde vem o leite
Voluntários se reúnem para fazer colheita de quem está doente em Mimoso do Sul Na comunidade de Palmeira, em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, a colheita do café é também sinônimo de união. Há mais de 30 anos, vizinhos se reúnem em mutirão para colher a safra de produtores que passam por alguma dificuldade e não podem ir para a roça — em uma tradição que une solidariedade e muito trabalho. Neste ano, um dos produtores que recebeu o apoio do grupo foi o agricultor Brenner Gasparelo. Depois de sofrer um acidente de moto e passar por uma cirurgia, ele não teria condições de colher o café sozinho. A mobilização dos vizinhos, no entanto, garantiu que a safra não fosse perdida. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Ia ter uma boa perda, porque quando o café demora a ser colhido, ele seca e cai muito. Ia ser prejuízo. Estou muito feliz de saber que todo mundo gosta da gente para poder ajudar assim, e todo mundo que se propôs a poder vir está ajudando. Só sentimento de gratidão, de felicidade", disse o agricultor. Um dos voluntários é o trabalhador rural João Florentino, que chegou cedo para participar do mutirão na comunidade. Segundo ele, o grupo se reúne no início da manhã e trabalha por horas para realizar a colheita. “Normalmente, às 7h30 está todo mundo junto. Só para às 16h30, 17h, até tirar tudo. Tira o máximo que puder para ajudar, porque esse é o intuito da de cada um de nós aqui. É vir ajudar mesmo para que a pessoa possa ter êxito e sucesso naquilo que está fazendo no dia a dia". LEIA TAMBÉM: ARACRUZ: apicultores usam áreas de preservação ambiental para produzir mel e gerar renda ACHACHAIRU: conheça fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão GABIROBA GIGANTE: conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal João Florentino é trabalhador rural e participa de mutirões para auxiliar outros produtores em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta União faz parte da história da comunidade Quem também participou da força-tarefa foi o agricultor familiar José Cláudio de Oliveira Carvalho. Segundo ele, a união dos moradores é antiga e já faz parte da história da comunidade. “A comunidade sempre foi unida. Há muitos anos, desde 1990, que eu lembro. Nós temos a associação, que foi o motivo da união da comunidade, uma necessidade também. E a partir daí as pessoas começaram a se ajudar. Hoje, se tiver alguém doente, a comunidade se junta para ajudar as pessoas que estão precisando. A pessoa tá impossibilidade de colher café, então nós vimos na lavoura dele e colhemos o café dele", contou. Antônio Carlos Florentino é lavrador e primo de Brenner, que precisou da ajuda do grupo para colher a safra de café. Para ele, trabalhar em equipe faz o serviço render mais e fortalece a amizade entre os moradores. “Aqui na comunidade é com frequência que, sempre que alguém precisa, a gente tá ajudando. Semana passada, ajudamos um amigo também da comunidade. Hoje, estamos aqui ajudando Breninho, meu primo. É diversão, nem cansa”. Brenner Gasparelo é agricultor e recebeu apoio dos voluntários após sofrer um acidente de motocicleta Reprodução/TV Gazeta Mutirão já colheu quase quinhentas sacas de café em um dia Em outro mutirão realizado pelo grupo, os voluntários colheram quase 500 sacas de café em apenas um dia. Para o grupo, o cansaço perde espaço para o orgulho de manter viva uma tradição que transforma solidariedade em colheita. "É gratificante a gente poder ajudar o próximo. Esse é o intuito da nossa comunidade. Principalmente da minha pessoa, estar aqui e ajudar. Eu largo o meu, largo o que tenho que fazer para esse dia. É um dia especial", disse João Florentino. Mutirão já colheu 500 sacas de café em único dia em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. Acervo pessoal Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Produção de café avança no Acre e atrai novos investimentos e tecnologia A 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está movimentando a semana do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do mundo científico brasileiro. Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a reunião vai até o dia 1º de agosto promovendo conferências, mesas-redondas, atividades culturais, exposições e cursos destinados a estudantes e professores do ensino básico, técnico e superior, além de pesquisadores, profissionais e do público geral. Tudo, como sempre, com inscrições gratuitas. A equipe do TC Brasil está de olho no evento, e pediu a alguns palestrantes para adiantarem o tema de suas apresentações em artigos aqui no site. No texto abaixo, Claudia Moraes de Rezende, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Conselheira titular da Área de Exatas e Tecnológicas da SBPC, revela detalhes e potenciais usos das substâncias bioativas presentes no café nacional: A bebida quente do café - nosso popular cafezinho - é considerada em muitos países como a segunda mais consumida depois da água. O Brasil é o primeiro produtor mundial de grãos crus de café. Em torno de 70% de nossa produção é do café arábica, e o restante do canéfora. O café arábica é conhecido por proporcionar cafés especiais, em geral mais apreciados do que os gerados pelo canéfora. Esta abundância de matéria prima torna a semente do café um material interessante para a pesquisa científica no Brasil. O interesse vai desde aspectos agrícolas de plantio e pós-colheita, até estudos mais detalhados sobre sua composição química e o possível aproveitamento desses compostos em áreas diversas. Química dos cafés A classe química mais abundante nos grãos de café é a de carboidratos, seguido de uma rica fração lipídica, a qual dá origem ao óleo de café. Este óleo possui até 70% de triglicerídeos, muitos com atividades antioxidantes bem conhecidas, tornando-o um produto de uso na cosmética. Além disso, impacta positivamente na espuma da bebida, aumentando sua cremosidade. Ao lado dos triglicerídeos, há um grupo expressivo de metabólitos da classe dos diterpenos. Estas moléculas ocorrem esterificadas gerando 24 derivados, mas são representadas por dois compostos apenas, que são os diterpenos cafestol e caveol. Consciência Café. Divulgação/Consciência Café. Sobre estas substâncias químicas, há estudos diversos sobre sua ação antitumoral, entre outras, mas destaca-se a ação hipercolesterolêmica do cafestol. Turca, prensa francesa, espresso ou coado A atividade comprovada e negativa do cafestol sobre o aumento do colesterol LDL tem respaldo científico e tem sido assunto na mídia, e é obviamente preocupante. Entretanto, cabe destaque o fato de que nem toda bebida de café quente possui concentração significativa de cafestol que consequentemente impactará negativamente saúde. As bebidas que contém maior quantidade de cafestol na xícara são basicamente aquelas não coadas, como a turca, fervida e prensa francesa. O café expresso apresenta teores mais reduzidos. E o coado em pano ou papel tem concentração bastante reduzida, não impactando a saúde. Um aspecto interessante sobre estes diterpenos é sua sensibilidade a temperaturas altas, com possibilidade de degradação da sua estrutura química, a exemplo da que é usada na torra do grão tipo forte e intensa, amplamente apreciada no Brasil. Nestas condições, ocorre majoritariamente uma desidratação e a formação de derivados de cafestol e caveol. Outra curiosidade é o reduzido número de estudos científicos sobre estes derivados diterpênicos formados na torra do café. Algumas das possíveis razões podem ser o alto custo das diterpenos puros e a ausência comercial dos derivados da torra. Cabe ressaltar que a obtenção destes compostos não é tarefa trivial num laboratório de química. Rota de produção para a pesquisa Neste contexto, nosso grupo de pesquisas Laboratório de Análises de Aromas (LAROMA), localizado no Instituto de Química da UFRJ, desenvolveu uma rota de produção para a obtenção de cafestol puro. Isso tem permitido investigar metabólitos formados a partir desta substância em modelos de digestão in vitro e em modelos animais. A ideia é compreender como essa substância se transforma e qual a sua natureza química. Ao saber essas informações, podemos buscar obtê-las no laboratório para posteriormente entender seu papel na saúde humana. Além dessas diretrizes, nosso grupo também tem desenvolvido rotas de produção dos derivados de torra de cafestol. O objetivo é compreender seu papel na saúde. Especialmente se essas moléculas mantêm seu aspecto negativo no colesterol. Recentemente, investigamos alguns derivados dos diterpenos formados sob alta temperatura em modelos teóricos, conhecidos como in silico, e observamos nestes estudos que, a princípio, é provável que tenham impacto semelhante na hipercolesterolemia. Estudos in silico são realizados por simulação computacional de processos biológicos e químicos, mas tem como limitações a simplificação da realidade biológica. Rotas de produção de torra Assim, nosso grupo desenvolve rotas de produção desses derivados de torra, de modo a que sejam submetidos a testes biológicos reais para confirmação de seu papel no organismo vivo. Ao mesmo tempo, temos investigado o aproveitamento de grãos de café defeituosos, de baixo aproveitamento para a bebida de café, com o intuito de produzir óleo e xaropes ricos em açúcares, de modo a colaborar com a economia circular da cadeia do café. O café é uma das bebidas mais apreciadas do mundo e uma fonte potencial de conhecimento científico e de oportunidades para inovação, especialmente no Brasil, que domina sua exportação mundial. Os estudos desenvolvidos pelo nosso grupo visam desenvolver estratégias que tragam informações úteis à saúde, qualidade dos grãos e sustentabilidade, reforçando os aspectos da economia circular da cadeia cafeeira. Claudia Moraes de Rezende recebe financiamento da CNPq e Faperj.

Sara Yoon compartilhar sua rotina de cuidados com a pele para mais de 90 mil seguidores Sara Yoon Quando o dermatologista explicou que o novo tratamento da clínica era feito "de gente morta", Sara Yoon achou que tinha ouvido algo saído de um filme de ficção científica. A influenciadora de 40 anos, que nasceu em Nova Jersey e mora em Seul desde 2023, logo entendeu que se tratava de uma das apostas mais recentes da indústria da beleza da Coreia do Sul: um procedimento que usa tecido humano doado para tentar reverter sinais de envelhecimento da pele. Nas clínicas sofisticadas do bairro de Gangnam, um dos centros da estética sul-coreana, tratamentos desse tipo passaram a atrair pacientes dispostos a pagar caro pela promessa de uma pele mais jovem. Uma sessão do Re2O, um dos produtos que lideram essa nova onda, custa entre 600 mil e 800 mil won sul-coreanos, o equivalente a cerca de R$ 2 mil a R$ 2,7 mil. O valor é aproximadamente quatro vezes maior do que o cobrado por tratamentos tradicionais de rejuvenescimento da pele, segundo a Bloomberg. Agora no g1 O crescimento da demanda também impulsionou empresas do setor. As ações da L&C Bio Co., empresa sul-coreana de biotecnologia que desenvolveu o Re2O, mais que dobraram no último ano. O movimento mostra como a indústria da beleza da Coreia do Sul está ampliando os limites da chamada K-beauty, conhecida mundialmente por cosméticos, rotinas de cuidados com a pele e produtos voltados ao chamado "rosto de vidro". Agora, a nova fronteira está nos procedimentos médicos regenerativos. Pele humana, DNA de salmão e colágeno de porco O Re2O não é o único tratamento que chama atenção pelos ingredientes utilizados. Outro procedimento popular na Coreia do Sul é o Rejuran, um injetável feito com DNA de salmão. Há também o Laetigen, que utiliza colágeno de porco. Esses tratamentos estimulam a produção natural de colágeno pela pele. A diferença do Re2O está na proposta de reconstrução. O produto usa uma matriz extracelular (MEC), estrutura rica em proteínas como o colágeno e obtida a partir de pele humana processada. O material é injetado no rosto e no pescoço para criar uma espécie de suporte onde as células do próprio organismo possam se desenvolver. O slogan da empresa resume a proposta: "pele sobre pele". Segundo a Bloomberg, a pele usada no produto vem de tecido humano doado nos EUA e certificado pela Association for Advancing Tissue and Biologics (AATB), entidade que estabelece padrões para o uso seguro de tecidos humanos doados. “Trata-se simplesmente do tecido cutâneo sem nenhuma célula, para evitar rejeição imunológica e efeitos colaterais alérgicos”, afirmou Kim Han-saem, dermatologista-chefe da Clínica de Dermatologia do Departamento de Defesa de Seul, em entrevista à Bloomberg. "Quando você injeta em uma pele envelhecida ou danificada, você não está estimulando, mas reconstruindo-a, e é por isso que se trata de uma abordagem completamente diferente", disse o médico. Demanda supera produção A procura pelo tratamento cresceu mais rápido do que a capacidade de produção. Segundo Kim, entrevistado pela Bloomberg, alguns pacientes passaram a esperar até um mês por uma consulta. A L&C Bio produz atualmente cerca de 80 mil frascos de Re2O por mês. O plano da empresa é elevar essa capacidade para 150 mil unidades mensais no segundo semestre e chegar a 300 mil nos próximos dois anos, segundo o presidente-executivo da companhia, Lee Whan Chul. 🔎 O crescimento já aparece nos resultados financeiros. O lucro operacional da empresa no primeiro trimestre aumentou 917% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a 6 bilhões de won, segundo a Bloomberg. “Estamos recebendo consultas do mundo todo, também graças ao boom da beleza coreana”, afirmou Lee à Bloomberg. O produto, cujo nome significa "Retorno aos 20 anos", já é exportado para países como Singapura e Japão. A empresa pretende ampliar as vendas para Austrália, Hong Kong, Malásia, Rússia e Tailândia, além de entrar no mercado americano no próximo ano, segundo o executivo. O negócio do envelhecimento A aposta das empresas ocorre em um mercado global que cresce com o envelhecimento da população e a busca por tratamentos capazes de retardar sinais visíveis da idade. O mercado global de produtos e serviços antienvelhecimento deve quase dobrar até 2035, alcançando US$ 150 bilhões. A expansão é impulsionada principalmente pela Ásia, onde o aumento da renda, a influência das redes sociais e o envelhecimento da população ampliam a procura. A mudança também aparece no setor médico sul-coreano. O número de cirurgiões plásticos em consultórios particulares quase dobrou na última década e ultrapassou 2.700 profissionais, segundo dados citados pela Bloomberg. Com salários mais altos e demanda crescente, médicos de diferentes especialidades passaram a migrar para a medicina estética. Dilemas éticos Críticos questionam se o uso de tecidos doados para fins cosméticos pode competir com aplicações médicas tradicionais, como a reconstrução mamária e o tratamento de queimaduras. A popularização desses procedimentos mostra um dilema da nova era da beleza: até onde os consumidores estão dispostos a ir — e quanto estão dispostos a pagar — para tentar recuperar uma aparência mais jovem. Para pacientes como Sara Yoon, a decisão passa pela confiança nos médicos e pela disposição de experimentar novidades. "Passei a adotar mais essa mentalidade cultural de confiar bastante no médico", resumiu a influenciadora à Bloomberg.

De saladas a pratos fitness: comida saudável avança nas periferias de SP O que começou com uma pequena barraquinha na Zona Sul de São Paulo se transformou em um restaurante conhecido por unir comida saudável, preço acessível e impacto social na periferia. No Campo Limpo, bairro mais populoso da capital paulista, mãe e filho comandam um negócio que já recebeu chefs renomados e virou referência de gastronomia comunitária. A ideia nasceu dentro de casa. Thiago Vinícius decidiu transformar os temperos naturais preparados pela mãe, conhecida como Tia Nice, em um empreendimento voltado para democratizar a alimentação saudável. “Eu decidi democratizar o tempero da minha mãe, que era só meu, em casa. Agora, é de todo mundo no Campo Limpo, do Brasil e do mundo”, afirma o empreendedor. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Tia Nice cresceu cercada pela culinária e desenvolveu uma cozinha baseada em ingredientes frescos e naturais. Ela evita temperos industrializados e utiliza ervas e legumes cultivados na própria horta. “Eu sempre quis cozinhar sem temperos artificiais”, conta. Antes de empreender, ela trabalhou em restaurantes vegetarianos de bairros nobres de São Paulo e chegou a ter um bar de petiscos no litoral. Mas foi perto de casa, com o apoio do filho, que conseguiu transformar a experiência em um negócio próprio. O restaurante começou pequeno, com apenas duas mesas. Hoje, acomoda até 50 pessoas e atende clientes no salão, no delivery e em encomendas para eventos. O investimento inicial foi de R$ 80 mil, e o negócio alcançou faturamento mensal de R$ 40 mil, com ticket médio de R$ 19,90. Entre os destaques do cardápio está a feijoada vegetariana, preparada com ingredientes orgânicos fornecidos por pequenos produtores da região. Aos sábados, o prato chega a vender cerca de 150 unidades. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Além da proposta gastronômica, o restaurante também movimenta a economia local. Segundo Thiago, empreender na periferia ainda envolve desafios estruturais, como dificuldade de acesso a crédito e falta de infraestrutura básica. “A gente está o tempo todo desconstruindo a ideia de que a favela é um lugar de violência”, diz. O sucesso do negócio ultrapassou os limites do bairro e chamou a atenção de nomes conhecidos da gastronomia brasileira. Chefs como Rodrigo Oliveira, Bela Gil e Alex Atala já visitaram o restaurante para provar os pratos da casa. Para o futuro, a dupla quer expandir o impacto do negócio dentro da comunidade. “Que a gente possa ser um vetor de inspiração para outras quebradas”, afirma Thiago. Restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Reprodução/PEGN Organicamente Rango 📍 Endereço: Rua Batista Crespo 105 – Vila Pirajussara - São Paulo/SP - CEP 05777-001 📞Telefone: (11) 94885-6108 📧E-mail: percursoproducoes@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/organicamenterango Horta Cores e Sabores 📍 Endereço: Rua Gastao Raul Forton de Bosquet ,401 - São Paulo/SP – CEP: 05797-000 📞Telefone: (11) 98188-6448

Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 544/2026, que exige a disponibilização de imagens que comprovem multas aplicadas por câmeras usadas para identificar motoristas ao celular ou sem cinto de segurança. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Com a proposta, a autuação por esse tipo de câmera passaria a funcionar como a dos radares de velocidade, em que a notificação é enviada junto com uma foto do veículo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Essa ausência de comprovação visual imediata gera insegurança jurídica e desconfiança por parte do cidadão, que se vê penalizado sem ter acesso prévio aos elementos mínimos que evidenciem a ocorrência da infração”, diz Danilo Forte (União-CE), relator na proposta. Ao g1, Marcelo Soletti, ex-secretário de Transportes de Porto Alegre, afirmou que, hoje, o motorista precisa passar por um processo burocrático para ter acesso às imagens registradas por essas câmeras. Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança. Reprodução/TV Globo “Para obter as imagens, o proprietário do veículo ou o condutor deve solicitá-las junto ao órgão de trânsito responsável pela autuação. Essa solicitação faz parte do procedimento de defesa e deve ser feita de forma administrativa, mediante requerimento", apontou Soletti. Esse tipo de câmera, usado para aplicar multas desde 2013, passou a contar com o auxílio da inteligência artificial para identificar motoristas que desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Como essas câmeras usam IA Essas câmeras com IA são instaladas em pontos estratégicos das rodovias e conseguem identificar detalhes mesmo em veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, mesmo com reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações. "A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional. As informações captadas pela ferramenta são verificadas por agentes humanos antes da autuação. "O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF. Em Ribeirão Preto (SP), onde uma das primeiras concessionárias adotou o sistema, os números chamam atenção: entre julho e novembro de 2025, foram registradas mais de 20 mil infrações, sendo mais de 1 mil por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança. Segundo a concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos. “As pessoas percebem que podem ser multadas e isso aumenta o nível de segurança para a rodovia”, afirma Ana Caetano, gerente de operações da concessionária.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (2), em São Paulo. 🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Loterias caixa. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho Nesta sexta-feira (31), a Receita Federal informou que foi emitido o primeiro CNPJ alfanumérico do país. A primeira inscrição nesse novo formato foi atribuída a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12. Desde julho, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passou a adotar o formato alfanumérico, permitindo a combinação de letras e números (tire dúvidas abaixo). Segundo a Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada pela Receita Federal, a mudança não afeta empresas já abertas, apenas os novos cadastros. ⚠️ O órgão esclarece, no entanto, que a autorização para o uso do novo formato a partir de julho não significa que todos os CNPJs emitidos após essa data passarão automaticamente a ter letras. A implementação será gradual e progressiva. Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições. As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas; As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. Ainda segundo a Receita, a implementação do CNPJ alfanumérico visa garantir a continuidade das políticas públicas e assegurar a disponibilidade de números de identificação, sem causar impactos técnicos significativos para a sociedade brasileira. Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança: O que é o CNPJ alfanumérico? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. 2. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. 3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). 4. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. 5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. 6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. 7. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. 8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

Bebê maternidade nascimento encubadora recém nascido Pexels Cinco rotas entre estados concentraram 53,3% dos registros de crianças realizados fora do estado onde a mãe nasceu e morava em 2024. O maior fluxo foi de Goiás para o Distrito Federal, com 1.585 casos, aproximadamente um em cada quatro dos 6.105 identificados pelo g1 (veja lista abaixo). Os dados fazem parte da Pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorte considera somente mulheres que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas cujos filhos tiveram o nascimento registrado em outro estado. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Embora o estado do registro do bebê não corresponda necessariamente ao local do parto, há casos em que o deslocamento da gestante é conhecido e organizado pela própria rede de saúde. É o que ocorre em Fernando de Noronha, onde os partos programados deixaram de ser realizados em 2004, após a desativação da maternidade do Hospital São Lucas. As gestantes são levadas pelo poder público para dar à luz no Recife. Em 26 de julho, porém, uma mulher teve um bebê no Hospital São Lucas depois de procurar atendimento com dores e descobrir que estava com 41 semanas de gestação. Como o trabalho de parto já estava avançado, a equipe considerou que não havia tempo seguro para transferi-la ao Recife. Agora no g1 O bebê foi levado para a capital pernambucana em uma UTI aérea no dia seguinte. Como esse deslocamento ocorre dentro de Pernambuco, os casos de Noronha não aparecem nos 6.105 registros interestaduais analisados pelo g1. As principais rotas Infográfico - 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência da mãe em 1 ano. Arte/g1 Goiás → Distrito Federal: 1.585 registros Bahia → Pernambuco: 701 Pará → Amapá: 445 Pernambuco → Bahia: 347 Amazonas → Acre: 178 Juntas, as cinco rotas somaram 3.256 registros. Considerando todas as origens, o Distrito Federal foi o principal destino, com 1.795 crianças registradas cujas mães nasceram e moravam em outros estados. Os 6.105 casos equivalem a cerca de 0,26% dos 2,3 milhões de nascimentos ocorridos no país em 2024. O recorte, porém, inclui apenas mães que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas tiveram o filho registrado em outro. Os números podem reunir encaminhamentos para maternidades de referência, proximidade com hospitais de estados vizinhos, viagens, escolhas familiares e particularidades do registro civil. A Lei nº 13.484, de 2017, permite ainda que a naturalidade declarada na certidão seja a do município de nascimento da criança ou a do município de residência da mãe. Deslocamento pode aumentar a segurança do parto Para os especialistas ouvidos pelo g1, encaminhar a gestante para outra cidade não significa necessariamente falta de assistência no local de origem. Em alguns casos, o deslocamento permite que mãe e bebê sejam atendidos em uma unidade com profissionais e recursos que não poderiam ser mantidos com segurança em municípios menores. A condição é que esse trajeto seja definido durante o pré-natal, tenha um destino previamente estabelecido e possa ser realizado no momento adequado. Henrique Vitor Leite, obstetra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que essa organização, que envolve avaliar a gestante, definir previamente o serviço de destino e garantir transporte adequado, é chamada de “transporte responsável”. “Nessas situações de cidade que não tem uma maternidade em condição, [a gestante] procura o hospital, é avaliada pelo profissional e, no transporte adequado, vai ser transferida para um lugar que tem uma condição melhor”, afirma. Foi essa avaliação que determinou a conduta adotada em Noronha. Como a gestante já estava em trabalho de parto avançado, transferi-la naquele momento poderia representar um risco maior. “Tem condição de transferir? Tem. Não tem condição de transferir? Tem que nascer lá. Porque é melhor nascer e ser transportada a criança depois no avião do que essa criança nascer em cima do oceano, dentro do avião”, diz Leite. A escolha da unidade de destino depende do risco da gestação, que pode mudar ao longo dos meses. Leila Katz, obstetra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e doutora em Tocoginecologia pela Unicamp, explica que a avaliação deve começar na primeira consulta. “Essa classificação começa a ser feita a partir do começo do pré-natal e vai sendo reavaliada a cada consulta.” Quando o risco aumenta, o encaminhamento a um serviço mais estruturado pode ser uma medida de proteção. “Muitas vezes, as pessoas são triadas para hospitais de maior risco não só pela gravidade da paciente, mas pela infraestrutura presente para fazer aquele atendimento”, diz Katz. Mirela Foresti Jiménez, obstetra e professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), afirma que o encaminhamento pode ser a escolha mais segura quando a cidade não dispõe de uma equipe completa para responder a possíveis intercorrências. “As pacientes deveriam ser referenciadas para um centro um pouco mais complexo, onde tivesse obstetra presencial, pediatra, neonatologista, anestesista e toda essa estrutura.” Essa decisão, porém, depende de planejamento: é preciso considerar a distância, o tempo do percurso e assegurar transporte adequado. “Quanto maior a estrutura do hospital ou do local onde vai acontecer o parto, maiores são as chances de as coisas darem certo se complicarem”, afirma. “Mas, quando se vai transportar essas pacientes para terem o parto fora da sua cidade, é preciso fazer o planejamento.” O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) segue a mesma linha. Em nota, a entidade afirmou que “nem todo município precisa — ou deve — manter uma estrutura hospitalar para a realização de partos”, porque cidades pequenas podem não ter demanda suficiente para manter equipes completas e experientes durante 24 horas. Viabilizar que a gestante tenha o bebê em outra cidade ou estado, porém, não transfere a responsabilidade pelo atendimento. Segundo o conselho, “a gestão municipal de residência permanece responsável pela coordenação do cuidado da gestante e do recém-nascido”. Cabe ao município garantir o pré-natal, classificar o risco, vincular a mulher à maternidade e organizar o transporte para consultas, parto e urgências. A estrutura necessária também varia conforme o atendimento. Em junho de 2026, 3.594 municípios, 64,5% do total, não tinham leitos cadastrados no CNES na categoria “obstetrícia cirúrgica”. O Ministério da Saúde informou que “a classificação de leitos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, por si só, não determina se um estabelecimento pode realizar partos”. Segundo o ministério, essa categoria é obrigatória apenas para unidades habilitadas para atendimentos obstétricos de alta complexidade. 🔎 A assistência obstétrica no SUS é regulamentada por uma portaria de 2017, enquanto uma resolução da Anvisa, define requisitos de infraestrutura, equipamentos, insumos e equipes compatíveis com a complexidade do atendimento. A Anvisa afirmou que “a existência ou ausência de um tipo específico de leito registrado no CNES, por si só, não permite concluir se um serviço pode ou não realizar partos”. É necessário avaliar o conjunto da estrutura, dos profissionais, dos processos assistenciais e da retaguarda disponível. Um parto vaginal de risco habitual, por exemplo, não precisa ocorrer em uma sala cirúrgica. Leite explica que muitas maternidades utilizam o quarto PPP: pré-parto, parto e pós-parto, no qual a mulher permanece durante as diferentes etapas, com liberdade de movimento e equipamentos próximos para eventuais intercorrências. Essa organização também busca preservar a fisiologia do parto e evitar intervenções desnecessárias. Renné Cosmo da Costa, enfermeiro obstetra e coordenador da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), destaca a importância de respeitar as escolhas da mulher. “Como você quer parir, de que jeito e em que posição. Tudo isso é muito importante”, afirma Costa. Mesmo um parto classificado inicialmente como de risco habitual, no entanto, pode exigir uma cirurgia caso algo se modifique ao longo do processo. Segundo Mirela, a unidade precisa ter acesso rápido a bloco cirúrgico, anestesista, equipe obstétrica, medicamentos, atendimento neonatal e sangue para transfusão. “O parto é uma coisa bastante fisiológica na grande maioria das vezes, mas, quando complica, precisa de mãos experientes, de obstetras e neonatologistas treinados e capacitados.” Katz acrescenta que a maternidade deve ter, ao menos, uma unidade transfusional com sangue disponível, porque intercorrências podem surgir mesmo sem fatores de risco prévios. Já um Centro de Parto Normal pode atender casos de risco habitual, desde que esteja vinculado a uma maternidade com retaguarda cirúrgica e transporte rápido. É esse equilíbrio que define se o deslocamento amplia ou reduz a segurança: concentrar os partos em unidades mais estruturadas pode proteger mãe e bebê, mas somente quando o pré-natal identifica o risco, a maternidade está definida e o transporte funciona em tempo adequado.

Lula e Trump se encontraram pela última vez na Casa Branca em maio Ricardo Stuckert / PR Em uma cerimônia na última quarta-feira (22/07) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico ao afirmar que o Brasil seguia na mesa de negociação para tentar reverter as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros. "A gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não querem negociar, porque nós vamos estar lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que eles tinham alguma razão de taxar o Brasil porque são deficitários conosco", disse Lula durante evento no Palácio do Planalto, lembrando que há décadas os EUA acumulam superávit com o Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas analistas apontam que a questão vai muito além da balança comercial. Em um momento em que os Estados Unidos buscam rever acordos multilaterais, combater o avanço da influência chinesa e se impor economicamente de forma mais agressiva, especialistas salientam que o Brasil não deveria encarar as tarifas somente como uma discussão puramente técnica. Haveria mais em jogo. Reino Unido, Japão e a União Europeia assinaram acordos bilaterais com os Estados Unidos nos últimos meses, por exemplo. Agora no g1 Eles fizeram concessões importantes em troca de mais estabilidade na relação comercial com os americanos, mas ainda enfrentam incertezas, como o anúncio recente de tarifas sobre combate ao trabalho forçado. Já o Canadá, que assinou um amplo acordo comercial com os EUA de Trump em 2025, também foi alvo neste mês de um novo tarifaço por parte da Casa Branca, levando os canadenses a acusarem Washington de violar o tratado. Ainda assim, o premiê do Canadá, Mark Carney, disse que pretende "intensificar" as negociações comerciais com Trump. Com tudo isso em jogo, o Brasil deveria seguir pelo mesmo caminho? A natureza das tarifas Para o professor de Daniel Vargas, da FGV Direito Rio, o primeiro passo é estabelecer as diferenças das negociações com os Estados Unidos durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo ele, as tratativas agora também envolvem aspectos referentes à influência americana na região e a relação política entre os dois países. “Esse não é apenas um diálogo negocial em sentido estrito. É uma disputa muito mais profunda que envolve tanto questões econômicas e políticas, mas sobretudo questões geopolíticas que se tornaram prioridade para os Estados Unidos”, afirma Vargas. Ele explica que o caráter político da medida seria a construção de uma afinidade ideológica entre os dois países através de um possível impacto nas eleições brasileiras. O segundo, seria a utilização das tarifas para desincentivar que países mantenham uma relação comercial próxima à China. "Não é uma tarifa cujo cálculo carrega consigo a esperança de ter um retorno econômico amanhã. É uma tarifa cujo cálculo tem a expectativa de afirmar a autoridade americana e a sua influência geopolítica sobre a região”, diz. A posição é corroborada pelo professor de relações internacionais do Berea College Carlos Gustavo Poggio. “É difícil negociar porque não se trata de uma questão técnica. A abertura da investigação no Brasil foi política. Ela começa quando Trump envia uma carta falando sobre Jair Bolsonaro, sobre o Supremo Tribunal Federal”, explica Poggio, em referência a primeira rodada de tarifas anunciadas pelo governo americano em julho de 2025. A investigação aberta naquela ocasião visava responder a medidas econômicas de países que restringissem o comércio americano e foi encerrada com o anúncio recente de taxação de 25% de produtos brasileiros. Para Poggio, porém, a aplicação de tarifas estaria mais ancorada em uma visão ideológica do governo Trump, encabeçada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, do que uma estratégia de longo prazo que visa afastar a influência chinesa de parceiros comerciais estratégicos. “O governo Trump não pensa dessa forma porque não existe estratégia, existem impulsos e emoção. Não é algo coerente”, afirma. Rubio, que é filho de cubanos, é considerado integrante da ala mais ideológica do governo americano e tem tido papel central na relação do governo Trump com países da América Latina. Houve tentativa de negociar? O Brasil não se absteve de negociar com os Estados Unidos, segundo o professor Daniel Vargas, mas a posição do governo brasileiro não tem levado em consideração os componentes políticos da medida. “Acho que o governo está tentando negociar, mas de maneira muito estreita, mais do que de qualquer outra negociação em curso ou que aconteceu entre outros países e os Estados Unidos. A negociação com a Europa também envolveu um conjunto de componentes valorativos”, afirma. Já Gustavo Blum, que é analista geopolítico e pesquisador convidado no Geneva Graduate Institute, defende que o país tentou negociar com os Estados Unidos, mas o processo não avançou por conta da lógica “maximalista” do governo Trump, onde há pouca ou nenhuma margem para concessões. “O Brasil não fez uma abertura total e completa, o governo buscou encontrar soluções sem prejudicar setores estratégicos da economia brasileira”, afirma. Blum defende que o tarifaço ocorre num contexto em que os Estados Unidos buscam aumentar sua influência na América Latina, mas questiona a efetividade da medida. “Existe uma lógica neste processo, mas que é pautada pela inconstância”, afirma. Ele menciona que o recente telefonema entre Lula e o líder chinês Xi Jinping, onde um possível acordo entre o Mercosul e a China foi discutido, mostra como o tarifaço pode produzir um efeito reverso ao buscado pelos americanos. O professor Carlos Poggio destaca que não é possível fazer uma comparação direta entre as outras negociações bilaterais dos Estados Unidos e um possível acordo com o Brasil, já que elas envolviam países com uma relação geopolítica e econômica muito mais importante com os americanos. “Além disso, no caso de negociações com a Europa e Japão, por exemplo, não havia o componente político, que há no caso brasileiro”, ressalta. Para Poggio, o país não tem margem de negociação, considerando que as tarifas são utilizadas pelo governo americano para conseguir concessões unilaterais e um alinhamento quase incondicional de outros países, além de serem pouco efetivas para manter as relações comerciais estáveis. “Qualquer negociação com Trump é muito efêmera. Qualquer governo futuro pode anulá-la porque não tem nada que passa pelo Congresso”, explica.

'Bons pagadores' do Fies cobram descontos iguais aos de inadimplentes O Novo Desenrola Brasil voltou, neste ano, a incluir formalmente os estudantes com dívidas atrasadas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida reacendeu um antigo debate entre beneficiários do programa. Enquanto estudantes inadimplentes tiveram acesso a descontos de até 99% para renegociar as dívidas, além de parcelamento em até 180 meses, os "bons pagadores" ficaram sem benefício equivalente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A MP nº 1.373/2026, voltada aos estudantes que estão em dia com as parcelas, prevê desconto de apenas 12% para a quitação da dívida à vista e criou o Fies Empreendedor, uma linha de crédito para que egressos do programa abram ou ampliem negócios, com empréstimos de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas. Com isso, estudantes adimplentes passaram a pressionar o Congresso por condições semelhantes às oferecidas aos inadimplentes. Na Câmara, a principal proposta é o PL 1.306/2024, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), que prevê igualdade de tratamento entre beneficiários que mantiveram as parcelas em dia e aqueles que renegociaram dívidas em atraso. A proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Educação e recebeu parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), mas ainda aguarda inclusão na pauta do colegiado. Outros quatro projetos sobre o tema tramitam em conjunto. (saiba mais abaixo) Como funciona o Desenrola Fies O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que financia cursos de graduação em instituições privadas. Para participar, o estudante precisa atender aos critérios de renda, ter média mínima de 450 pontos no Enem e nota superior a zero na redação. Depois de concluir o curso, o beneficiário começa a quitar o financiamento. Nos contratos assinados até 2017, há cobrança de juros. Já no Novo Fies, voltado a estudantes de menor renda, a taxa real de juros é zero. (Confira respostas para essas e outras dúvidas sobre o programa) O Desenrola Fies, segundo o governo, tem potencial para regularizar a situação de mais de 1 milhão de estudantes com contratos assinados até 2017 e que estavam na fase de amortização em maio de 2026. Contratos firmados a partir de 2018 não fazem parte do público-alvo desta etapa do programa. 💰 Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que atua como agente operador do Fies, até o fim de julho, o programa havia realizado 113.444 renegociações, envolvendo R$ 5,92 bilhões em dívidas. Após a aplicação dos descontos, o saldo dos débitos caiu para R$ 1,28 bilhão, uma redução superior a R$ 4,65 bilhões. Adimplentes cobram igualdade Bacharel em Direito e um dos representantes do movimento, Nathã Balbinot recorreu ao Fies para concluir a graduação em Direito e manteve o contrato em dia. Segundo ele, o movimento de estudantes surgiu depois que as renegociações iniciadas em 2023, ainda no primeiro Desenrola, concederam descontos de até 99% aos inadimplentes. 🔎 Em dezembro de 2023, o Governo Federal lançou o Desenrola Fies, uma iniciativa específica para renegociar dívidas de estudantes do financiamento, separada do Desenrola Brasil. O programa permitiu a regularização de contratos firmados até 2017 e com parcelas em atraso até 30 de junho daquele ano, com descontos de até 99% do saldo devedor para inscritos no Cadastro Único ou beneficiários do Auxílio Emergencial de 2021. Três anos depois, o grupo reúne mais de 2 mil participantes no WhatsApp e quase 9 mil seguidores no Instagram. O movimento reivindica condições semelhantes de renegociação para estudantes que mantiveram os pagamentos em dia. Movimento Adimplentes do Fies reúne estudantes que defendem condições iguais de renegociação para quem manteve os pagamentos em dia. Reprodução/Instagram “O pessoal não quer fazer um novo financiamento. Queremos nos livrar do financiamento estudantil”, afirma Nathã. “Queremos os mesmos descontos, de 77% a 99%, e o parcelamento do saldo remanescente após o abatimento.” Na avaliação do movimento, as renegociações criaram uma "sensação de injustiça" entre os estudantes que continuaram pagando as parcelas. 'Ainda moro com meus pais' Lucas Garcia, formado em Engenharia da Computação, paga uma parcela mensal de R$ 767 do Fies Arquivo Pessoal O programador Lucas Garcia, de 28 anos, de Belém (PA), integra o movimento Adimplentes do Fies. Formado em Engenharia da Computação em 2019, ele ainda tem cerca de oito anos de financiamento pela frente e paga uma parcela mensal de R$ 767. "Quem deixou de pagar ganhou até 99% de desconto e ainda pôde parcelar o restante da dívida. Já quem honrou os compromissos recebeu apenas 12% de desconto para pagamento à vista." Ele afirma que não pretende aderir ao Fies Empreendedor. "O governo ofereceu uma nova dívida para quem já está pagando uma." Garcia diz que se esforçou para não atrasar as parcelas porque tem uma fiadora e não queria transferir a ela a responsabilidade pelo contrato. Durante a pandemia, logo após o fim da carência de 18 meses do financiamento, ficou desempregado. "Eu não trabalhava. Tive que pedir dinheiro emprestado para não ficar em débito com o Fies. Depois consegui arrumar um emprego e continuei honrando as parcelas." Segundo ele, foram cerca de seis meses até conseguir uma nova oportunidade profissional. Hoje, há quatro anos empregado como programador, afirma que o financiamento continua limitando seus planos. "Ainda moro com meus pais. A parcela compromete uma parte importante da minha renda e atrasa objetivos como comprar um imóvel." 'A parcela compromete minha renda' A médica Flávia Raiane Ottobelli, de 31 anos, moradora de Medianeira (PR), também integra o grupo de estudantes que defendem condições semelhantes de renegociação para quem manteve o Fies em dia. “Muita gente imagina que, depois de formado, a situação financeira se resolve rapidamente, mas a realidade é diferente. A parcela do Fies compromete uma parte importante da renda.” Atualmente, Flávia paga cerca de R$ 2,8 mil por mês pelo financiamento. Desse total, aproximadamente R$ 1,2 mil correspondem à amortização da dívida e R$ 1,6 mil, aos juros. Ela se formou em 2019, mas o contrato vai até 2044. Segundo Flávia, o saldo devedor atualizado com juros supera R$ 650 mil. Ela afirma que o valor considera a atualização contratual do financiamento ao longo dos anos. Já a proposta para a liquidação antecipada da dívida é de cerca de R$ 451 mil. “Entendo que quem passou por dificuldades graves precisa de apoio. O que considero injusto é que quem fez sacrifícios para pagar em dia não receba tratamento semelhante.” Pressão no Congresso Além do PL 1.306/2024, que tramita na Câmara, o senador Jayme Campos apresentou uma emenda à MP nº 1.355/2026 para estender aos adimplentes as condições de renegociação oferecidas aos estudantes inadimplentes. Já a MP nº 1.373/2026, que criou o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor, recebeu 32 emendas no Congresso. Entre as sugestões apresentadas, há propostas para alterar as condições oferecidas aos beneficiários adimplentes do Fies. Segundo representantes do movimento, a adesão ao programa foi baixa. Em uma enquete organizada pelo grupo, com 1.356 participantes, 98% afirmaram que não pretendem aderir à medida. Para o advogado e especialista em direito do consumidor Stefano Ribeiro, programas de renegociação podem ajudar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento. “Muitas vezes as pessoas acham que estão resolvendo a vida, mas, na verdade, estão só trocando uma dívida por outra. É importante entender que isso não substitui o planejamento financeiro.” Segundo Ribeiro, a criação de condições mais vantajosas para estudantes inadimplentes, por outro lado, também pode gerar uma percepção de desequilíbrio entre os beneficiários que mantiveram os pagamentos em dia. "Isso desestimula quem honra os compromissos." Sobre o Fies Empreendedor, o especialista afirma que os estudantes devem avaliar com cautela a contratação de uma nova linha de crédito, considerando não apenas as condições oferecidas, mas também a capacidade de pagamento e o custo total do empréstimo. O movimento "Adimplentes do Fies" reúne mais de 2 mil participantes em grupos de WhatsApp Reprodução Governo descarta novos descontos para adimplentes Em nota ao g1, o Ministério da Fazenda afirma que a diferença entre as condições oferecidas aos estudantes inadimplentes e aos adimplentes decorre da natureza dos contratos. Segundo a pasta, dívidas com longo período de inadimplência já são tratadas pelas instituições financeiras como perdas esperadas. 🔎 Nesses casos, a recuperação de parte dos valores por meio de programas de renegociação representa a entrada de recursos para a União. Já os contratos que seguem em dia fazem parte da receita prevista pelo governo. "Descontos ou perdões maiores do que os concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário", informou o ministério. A Fazenda afirmou, porém, que o governo buscou criar, por meio do Fies Empreendedor, um benefício específico para os estudantes que mantiveram o financiamento em dia. Segundo a pasta, a linha de crédito terá juros inferiores a 1% ao mês e oferecerá financiamento de até R$ 80 mil para pessoas físicas e de R$ 180 mil para pessoas jurídicas vinculadas a egressos adimplentes do programa. De acordo com o ministério, a economia proporcionada pelas condições da linha de crédito pode chegar a cerca de R$ 145 mil em relação a financiamentos equivalentes disponíveis no mercado. "Assim, por exemplo, o dentista recém-formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional", diz a pasta. O Ministério da Educação afirmou que o Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita voltada a estudantes que concluíram a graduação com apoio do Fies e mantiveram os pagamentos em dia. Segundo a pasta, o programa busca incentivar o empreendedorismo, ampliar a geração de renda e facilitar a inserção profissional dos egressos. O MEC informou que a linha de crédito terá orçamento de até R$ 1 bilhão e poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil pessoas. Os empréstimos serão oferecidos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal para a abertura, expansão ou fortalecimento de negócios. Setor defende equilíbrio Ao g1, a ABMES afirmou que considera positivas as iniciativas de renegociação de dívidas para estudantes inadimplentes, por permitirem que pessoas em dificuldade financeira reorganizem a vida econômica. A entidade, porém, defendeu que eventuais mudanças no Fies também considerem os estudantes que mantiveram os contratos em dia. “O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil.” Segundo a associação, o desafio é equilibrar o apoio aos inadimplentes com mecanismos que valorizem os estudantes que conseguiram honrar seus compromissos. Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo Leia na íntegra: Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) "A ABMES avalia de forma positiva as iniciativas governamentais de renegociação de dívidas de pessoas em situação de inadimplência. Políticas públicas dessa natureza cumprem um importante papel social ao permitir que indivíduos que enfrentam dificuldades financeiras possam reorganizar sua vida econômica. É preciso considerar que, na maioria dos casos, a inadimplência não decorre de uma escolha, mas de circunstâncias que comprometem a capacidade de pagamento. No caso específico do Fies, também é importante reconhecer que muitos dos estudantes financiados possuem perfil socioeconômico que, idealmente, deveria ser atendido pela política de bolsas, ou seja, pelo ProUni. Entretanto, limitações no número de vagas ou no atendimento aos critérios de acesso fazem com que parte desses estudantes recorra ao financiamento estudantil como única alternativa para realizar o sonho de ingressar na educação superior. Ao mesmo tempo, a ABMES entende que o compromisso assumido pelos estudantes que mantiveram seus contratos em dia é fundamental para a sustentabilidade do programa. O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil. Contudo, somos favoráveis que eventuais aperfeiçoamentos na política de financiamento estudantil busquem equilibrar o necessário apoio aos inadimplentes com mecanismos de valorização daqueles que conseguem honrar seus compromissos, preservando a justiça e a sustentabilidade do programa". Ministério da Fazenda "É prática consolidada no sistema financeiro que créditos com longo período de inadimplência sejam classificados como perda esperada e baixados do balanço das instituições — deixando de compor o ativo. Nesse cenário, qualquer recuperação de valores, ainda que parcial, representa entrada líquida de recursos ao credor. Situação distinta é a dos contratos adimplentes, cujos pagamentos futuros integram a receita projetada da União. Descontos ou perdões maiores do que foram concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário. Ainda assim, o governo federal reconhece e valoriza o histórico de bom pagador dos adimplentes do Fies. Por essa razão, foi estruturado o Fies Empreendedor como o passo seguinte da política pública na vida do estudante que se graduou com apoio do Fies: os egressos que honraram seus contratos passam a ter acesso a uma das linhas de crédito mais competitivas do mercado, com juros abaixo de 1% ao mês, financiamento de até R$ 80 mil para pessoa física e R$ 180 mil para pessoa jurídica vinculada a um egresso adimplente do Fies. A linha pode representar uma economia de cerca de R$ 145 mil em relação a equivalentes de mercado - mais que o triplo do desconto médio concedido aos inadimplentes. Assim, por exemplo, o dentista recém formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional. Neste momento, não estão previstos novos benefícios relacionados aos contratos do Fies para esse público. A adesão ao Desenrola Fies tem apresentado resultados positivos, e o Fies Empreendedor tem previsão de iniciar suas operações no começo de agosto". Ministério da Educação "O Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita do Governo Federal que amplia as oportunidades para estudantes que concluíram sua graduação com apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e mantêm seus pagamentos em dia. Voltado aos egressos adimplentes que estão na fase de amortização do financiamento, o programa oferece uma nova linha de crédito para incentivar o empreendedorismo, apoiar a consolidação da trajetória profissional e ampliar a geração de renda e empregos no país. Com orçamento previsto de até R$ 1 bilhão, a iniciativa poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil brasileiros, permitindo que recém-formados tenham acesso a recursos para abrir, expandir ou fortalecer seus negócios. As operações serão realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, com condições específicas para pessoas físicas e jurídicas. Além de estimular a atividade empreendedora, a medida também contribui para promover a educação financeira, ampliar a inclusão produtiva e apoiar jovens profissionais que, após conquistarem o acesso ao ensino superior, passam a contar com melhores condições para desenvolver seus projetos e contribuir para o crescimento econômico e social do país".

Da inflação às novas receitas: o que mudou nos biscoitos? A disputa entre "bolacha" e "biscoito" divide o Brasil há décadas, mas um consenso parece ter surgido entre os consumidores: a sensação de que os biscoitos de antigamente eram melhores. Nas redes sociais, relatos de consumidores se repetem. Eles dizem perceber mudanças no recheio, na textura e até no sabor de produtos que fizeram parte da infância. Mas os biscoitos realmente pioraram? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas em ciência dos alimentos explicam que a resposta não é tão simples. Não há evidências de que os produtos antigos eram melhores em qualidade. Mas é fato que, ao longo dos anos, houve mudanças nas receitas, nos processos industriais e no perfil dos consumidores. Também entraram em cena fatores econômicos que pressionaram a cadeia de produção, como a alta das matérias-primas, a inflação dos alimentos e estratégias adotadas pelas empresas para manter preços e margens, como a redução do tamanho das embalagens e ajustes na formulação dos produtos. (entenda mais abaixo) Foi essa sensação de piora que levou Henrique Lira, de 44 anos, a revisitar alguns dos biscoitos que marcaram sua infância. Personal e professor de educação física escolar, ele conta ao g1 que percebe diferenças em produtos tradicionais, principalmente na textura, no recheio e na quantidade encontrada nas embalagens. "Muitos mudaram. Começando pela quantidade: vários produtos perderam peso e, se você perceber, parece que alguns pacotes ficaram com quatro ou cinco unidades a menos. Também sinto diferença na composição e na experiência de consumo", afirma. Lira cita como exemplo biscoitos que consumia nos anos 1990 e diz perceber alterações nas características sensoriais dos produtos ao longo do tempo. "Antes, alguns recheios tinham outra textura, eram mais cremosos e tinham uma sensação diferente na boca. Hoje, em alguns casos, parecem mais secos e menos intensos no sabor", relata. Por trás do biscoito diferente, há novas receitas e processos Para entender por que um biscoito pode parecer diferente mesmo mantendo a mesma marca na embalagem, é preciso olhar para o que acontece dentro da fábrica. Cristiane Ruffi, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), explica que alterações em ingredientes, processos de fabricação, embalagens e fornecedores podem modificar características como sabor, aroma, textura e crocância. Segundo ela, a percepção dos consumidores tem fundamento. Biscoito recheado Pexels As mudanças também podem ocorrer por fatores econômicos, como redução de custos, diminuição das porções para manutenção do preço de venda ou estratégias das empresas para ampliar seus portfólios. As diferenças percebidas pelos consumidores não significam necessariamente que os biscoitos antigos eram melhores. Elas refletem um período de transformação da indústria, com mudanças nas receitas, nos processos de fabricação e nos critérios usados para desenvolver os produtos. A professora Fernanda Vanin, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, explica que a indústria evoluiu junto com a ciência dos alimentos e que os produtos atuais passam por controles mais rigorosos de segurança. Nos últimos anos, fabricantes passaram a reformular produtos para reduzir nutrientes considerados críticos, como açúcar, sódio e gordura saturada, além de atender à rotulagem nutricional frontal, conhecida pela lupa com alertas de "alto em". Segundo ela, ingredientes como esses ajudam a definir características como textura, aroma, cor, crocância e conservação dos alimentos. Por isso, quando esses componentes são reduzidos ou substituídos, a experiência sensorial pode mudar. Vanin ressalta que a evolução dos alimentos industrializados também trouxe avanços na segurança. Segundo a pesquisadora, os produtos atuais passam por controles microbiológicos e químicos mais rigorosos, além de monitoramento de substâncias indesejadas. "Tenho muito mais segurança em consumir os produtos hoje do que antigamente", afirma Fernanda Vanin. A professora explica que um dos avanços está no controle de substâncias que passaram a ser monitoradas pela ciência dos alimentos. Um exemplo é a acrilamida, uma substância química que pode se formar naturalmente durante o aquecimento de alimentos ricos em carboidratos, como biscoitos, pães e batatas, principalmente em temperaturas elevadas. A preocupação com a acrilamida existe porque estudos apontam que a exposição a níveis elevados da substância está associada ao desenvolvimento de câncer em animais. Por isso, órgãos internacionais de segurança alimentar recomendam o monitoramento e a redução da sua formação nos alimentos. Segundo Vanin, esse tipo de controle mostra uma diferença importante entre os produtos atuais e os antigos. Embora os biscoitos de décadas atrás também estivessem sujeitos à formação da substância, hoje a indústria trabalha com processos mais controlados para reduzir sua presença nos alimentos. Na esteira desses novos cuidados, Cristiane Ruffi explica que o desafio da indústria passou a ser equilibrar dois objetivos: criar produtos considerados mais adequados do ponto de vista nutricional sem perder características valorizadas pelo consumidor. "Hoje, o grande desafio da indústria de alimentos é introduzir ingredientes cada vez mais saudáveis sem que o consumidor precise abrir mão do prazer em comer, da indulgência", afirma. Ela cita como exemplo consumidores que utilizam medicamentos da classe dos GLP-1, conhecidos como "canetas emagrecedoras", além de pessoas que passaram por cirurgia bariátrica ou buscam maior consumo de proteínas. A memória também pode alterar a percepção do sabor Além das mudanças reais nas receitas, especialistas apontam outro fator que ajuda a explicar por que tantos consumidores sentem falta dos biscoitos antigos: a memória afetiva. Aline Garcia, pesquisadora do Ital, explica que muitas vezes o consumidor compara o produto atual não com a fórmula original, mas com uma lembrança construída ao longo dos anos. Ela relaciona esse fenômeno ao chamado efeito "Ratatouille", em referência ao filme da Pixar em que um sabor desperta uma memória marcante da infância. "Existe uma mudança real somada a uma idealização emocional na mente do consumidor", afirma Aline. Se o preço que não sobe... Imagem de biscoito de gengibre. Globo Rural Fatores econômicos também ajudaram a transformar os produtos. Matérias-primas importantes para a indústria de biscoitos, como trigo, açúcar, óleo vegetal e cacau, passaram por períodos de alta nos últimos anos. Segundo o economista Valter Palmieri Jr., autor de um estudo sobre inflação dos alimentos, parte desse movimento está relacionada ao conceito de "inflação invisível". Nesse cenário, o consumidor pode não perceber apenas um aumento direto no preço. A alteração também pode aparecer na quantidade, na composição ou na qualidade percebida do produto. Um dos fenômenos associados é a chamada shrinkflation, conhecida no Brasil como "reduflação". Nesse caso, a receita permanece praticamente igual, mas a quantidade do produto diminui. Um pacote que antes tinha 200 gramas, por exemplo, pode passar a ter 180 gramas, enquanto o preço permanece semelhante. A prática passou a receber mais atenção dos órgãos de defesa do consumidor nos últimos anos. Em 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou uma regra específica para aumentar a transparência em casos de redução de quantidade de produtos já conhecidos no mercado. A norma determina que, quando houver alteração quantitativa, o fabricante deve informar a mudança de forma clara ao consumidor, com destaque na embalagem ou por outros meios de comunicação, durante um período determinado após a alteração. A medida busca evitar que produtos mantenham uma aparência semelhante nas prateleiras enquanto passam a oferecer uma quantidade menor sem que o consumidor perceba. Outro fenômeno associado é a chamada skimpflation, quando empresas substituem ingredientes mais caros por alternativas de menor custo para preservar margens sem repassar todo o aumento ao consumidor. Há ainda a cheapflation, caracterizada pelo crescimento de produtos mais simples e baratos para o consumo cotidiano, enquanto versões premium concentram ingredientes considerados de maior valor agregado. Reformulações acompanharam 'novas demandas' Questionada pelo g1, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) afirma que as alterações nas receitas ocorreram principalmente para atender novas exigências regulatórias e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores. Segundo a entidade, fabricantes reduziram níveis de açúcar e sódio, substituíram aditivos e ampliaram o portfólio com produtos enriquecidos com fibras, proteínas e versões voltadas para pessoas com restrições alimentares Sucesso de vendas Apesar das transformações percebidas pelos consumidores, os biscoitos continuam entre os alimentos mais presentes na rotina dos brasileiros. Segundo a Abimapi, a categoria está presente em 99% dos lares do país. A entidade afirma que o avanço das embalagens menores acompanha mudanças no perfil das famílias e nos hábitos de compra. Pacotes de até 150 gramas já representam cerca de 42% do mercado. Ao mesmo tempo, cresce um comportamento chamado pelo setor de "efeito ampulheta": consumidores economizam em produtos básicos do dia a dia, mas continuam dispostos a pagar mais por itens considerados especiais em momentos de indulgência.

Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo Divulgação/Embraer via BBC A Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist. Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira "tem vivido alguns anos extraordinários" — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores. "A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica", escreve a The Economist. Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões. Agora no g1 Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para "um crescimento substancial" nos próximos anos. A Embraer é beneficiada por diversos "ventos favoráveis", afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares. Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte. "Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030", acrescenta. A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer. Nova versão do jato Phenom 300, da Embraer Divulgação/Embraer Ao mesmo tempo, pondera que "romper esse duopólio seria um desafio enorme". O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para "pensar duas vezes" antes de seguir esse caminho. Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira "a outro patamar". "Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais." Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões. Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está "muito confortável com a situação que temos hoje". A origem da Embraer A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos. Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países. A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil. Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país. Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas Getty images As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva. O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968. O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país. Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente. A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola. Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros André Luís Rosa/TV Vanguarda Altos e baixos Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980. "Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994", lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos. A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época). O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor. Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família. Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos. No início dos anos 2000, a Embraer estava entre os maiores exportadores do Brasil. Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 Embraer A empresa diz que a expansão global "acompanhou uma estratégia de diversificação" e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa. O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390. Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer. A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder. No entanto, em abril de 2020, a Boeing anunciou que rescindiu o acordo "após a Embraer não ter atendido as condições necessárias". A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado "falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos". Em 2024, a Embraer anunciou que iria receber US$ 150 milhões da Boeing em acordo para encerrar processo de arbitragem. O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens. *Com informações de Alessandra Corrêa.

Yang Youlin teria se aproveitado de seus cargos para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia e financiamento CCTV Um tribunal no leste da China condenou à morte um ex-funcionário público municipal por receber mais de 2,2 bilhões de yuans (cerca de US$ 325 milhões) em propina ao longo de 30 anos. Yang Youlin, que ocupou diversos cargos na administração municipal da cidade de Nanquim entre 1993 e 2023, também foi considerado culpado por peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O valor obtido de forma ilícita está entre os maiores já registrados em casos de corrupção revelados nos últimos anos na China. Segundo a imprensa estatal, o ex-funcionário público de 69 anos se valeu dos cargos que ocupava para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia, transferências de terrenos e financiamento em troca de dinheiro e outros bens de valor. Agora no g1 Yang passou a ser investigado no âmbito da campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping, que também atingiu integrantes das Forças Armadas e da elite do setor financeiro. O ex-funcionário, que construiu boa parte da carreira na área de desenvolvimento econômico e tecnológico de Nanquim, cometeu crimes "de natureza extremamente grave" e causou "perdas excepcionalmente elevadas aos interesses do Estado e do povo", afirmou na segunda-feira (6) o tribunal da cidade de Changzhou. Presidente chinês, Xi Jinping, tem lançado diversas ações em nome do combate à corrupção Getty Images A 'caça aos corruptos' rivais de Xi Desde sua chegada ao poder, o presidente Xi Jinping lançou diversas campanhas anticorrupção que, segundo críticos, também têm sido usadas como instrumento para enfraquecer seus rivais políticos. Ainda assim, condenações à morte por crimes de corrupção continuam sendo relativamente raras na China, embora sejam aplicadas ocasionalmente — em geral em casos que envolvem valores superiores a 1 bilhão de yuans (cerca de US$ 147 milhões). Um exemplo é o do ex-presidente da gestora estatal de ativos Huarong, Lai Xiaomin, executado em 2021 após ser condenado por receber 1,8 bilhão de yuans (cerca de US$ 265 milhões) em propina ao longo de dez anos. Li Jianping, ex-funcionário da região autônoma da Mongólia Interior, também foi condenado à morte em 2024 por peculato e por receber propina que ultrapassava o valor de 3 bilhões de yuans (cerca de US$ 441 milhões). Em muitos outros casos, porém, os tribunais chineses aplicaram penas de prisão ou condenações à morte com suspensão da execução, que costumam ser convertidas em prisão perpétua após um período determinado. Os juízes também reduziram penas em alguns processos nos quais os condenados colaboraram com as investigações e forneceram informações sobre outros envolvidos. No caso de Yang, embora ele também tenha cooperado com as autoridades, o tribunal de Changzhou afirmou que a gravidade de seus crimes tornou essa colaboração "insuficiente para justificar uma pena mais branda". Segundo a imprensa estatal, Yang se declarou culpado e "manifestou arrependimento em sua declaração final".

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo ✨ ChatGPT, Gemini, Copilot. Nos últimos anos, esses nomes dominaram as conversas sobre inteligência artificial. Mas um novo protagonista já chama a atenção de usuários, empresas e especialistas: o Claude. Enquanto seus rivais começaram focando no público geral, a Anthropic, criadora do Claude, concentrou seus esforços em oferecer sua tecnologia para empresas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultados pelo g1 afirmam que a Anthropic passou a liderar a corrida da inteligência artificial ao desenvolver o que consideram ser a IA mais poderosa — e potencialmente mais perigosa — da atualidade. Isso tem aumentado o interesse de investidores e do público em geral. Enquanto desenvolve versões cada vez mais potentes, a Anthropic também defende uma pausa global na evolução da IA diante de sinais de que sistemas mais avançados poderiam escapar do controle humano. O argumento é de que as pesquisas de segurança precisam de mais tempo para acompanhar o ritmo da tecnologia. Eles talvez estejam certos. Assim como aconteceu com a rival OpenAI em julho, a Anthropic informou na última quinta-feira (30) que o Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet. A empresa A Anthropic, criadora do Claude, foi fundada em 2021 por Dario Amodei (atual CEO da companhia) e outros executivos que deixaram a OpenAI defendendo uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA. O Claude só chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses após o lançamento do ChatGPT. Mesmo tendo entrado na disputa mais tarde e ainda sendo menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar uma virada impressionante da Anthropic. Hoje, ela é a startup de IA mais valiosa do mundo. Avaliada em cerca de US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), a companhia já supera a OpenAI em valor de mercado. No início de junho, a Anthropic protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com um valuation próximo de US$ 1 trilhão, a companhia poderá passar a integrar o grupo mais seleto das empresas listadas no mercado americano. A grande virada Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW O Claude foi lançado globalmente em 2023, mas só chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024 — mais uma vez, depois do ChatGPT, que já estava disponível por aqui desde meados de 2022. Em seguida, a Anthropic lançou o Claude Skills, recurso que permite à IA aprender a executar tarefas específicas. Também vieram o Claude Code e o Claude Cowork, ferramentas que marcaram o grande "boom" do Claude ao permitir que a IA passasse a realizar ações diretamente no computador do usuário. O lançamento do Claude Code, ferramenta de programação com IA capaz de criar sites, foi um marco para a Anthropic e ajudou a ampliar a visibilidade da empresa, explica Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP. "Ele permitiu que a IA realizasse tarefas de longa duração, que podem levar horas ou até dias, por meio de subagentes, robôs que executam etapas do trabalho de forma autônoma", afirma. Segundo Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI, o Claude também se tornou popular entre profissionais de marketing e criação. "Ele virou o queridinho desses profissionais para a produção de textos criativos, roteiros para redes sociais e peças de campanha, sendo considerado superior ao ChatGPT nesse tipo de tarefa", diz. "Além disso, o diferencial do Claude é permitir a criação de automações e a integração com serviços como e-mail sem exigir conhecimentos de programação", afirma. Ela ressalta que outras IAs também realizam tarefas semelhantes — o g1, por exemplo, testou o agente do ChatGPT em 2025. A diferença, de acordo com a especialista, é que o Claude consegue automatizar essas funções de forma mais rápida e eficiente. Embora seja muito elogiado por quem o utiliza, o potencial do Claude é melhor aproveitado nos planos pagos, que não são tão acessíveis. No Brasil, o plano Pro, o mais barato disponível, custa R$ 110 por mês e ainda impõe limites de uso. "É importante dizer que saímos daquela grande euforia das IAs para uma fase de maior racionalidade em relação aos custos. Muitas pessoas e empresas estão buscando um uso mais efetivo e consciente da tecnologia porque as contas estão ficando muito altas", diz Cortiz. ChatGPT ainda domina mercado Apesar do avanço dos concorrentes, o ChatGPT segue com ampla liderança em número de usuários, segundo um levantamento da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower divulgado neste ano. Os dados mostram que, até maio de 2026, o chatbot da OpenAI registrava cerca de 1,1 bilhão de usuários ativos mensais. Em segundo lugar aparece o Gemini, do Google, com 662 milhões. "O Gemini tem expandido sua audiência de forma constante, apoiado em parte por uma sólida base de usuários do Android e por integrações profundas em todo o ecossistema do Google", afirmou a Sensor Tower. O Claude aparece na terceira posição, com 224 milhões de usuários ativos mensais. Segundo a empresa de análise, a ferramenta da Anthropic vem registrando crescimento acelerado desde o início do ano. O levantamento também mostra que, enquanto Gemini e Claude continuam ganhando espaço, a participação do ChatGPT caiu para abaixo dos 50% pela primeira vez. Em maio, o chatbot da OpenAI concentrava 46% dos usuários do mercado, à frente do Gemini, com 28%, e do Claude, com 10%. "O crescimento do Claude foi ainda mais forte em alguns mercados, incluindo os EUA, onde a demanda por recursos de programação e pesquisa avançada atraiu mais usuários", destacou a Sensor Tower. Diogo Cortiz afirma que foi apenas nos últimos seis meses que o Claude começou a ganhar espaço de forma mais significativa entre os consumidores comuns. "E parte dos usuários tem migrado do ChatGPT para o Claude por buscar uma IA capaz de executar tarefas, como organizar arquivos e responder e-mails, em vez de apenas conversar", completa Izabela. Empresa tem modelo de IA mais perigoso do mundo Claude Fable 5 simula o sistema solar e prevê um eclipse solar. Divulgação/Claude Os modelos do Claude têm se mostrado cada vez mais potentes. "Eles costumam acertar muito nos lançamentos. Dá para perceber um grande cuidado no desenvolvimento dos produtos, que geralmente chegam ao mercado com um desempenho muito competitivo", diz Izabela Anholett. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que os sistemas mais avançados da Anthropic também ampliam os riscos associados à inteligência artificial. No início de 2026, a empresa anunciou o Claude Mythos, considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos. "Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia", afirma Izabela. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais. "O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web", afirmou a Anthropic. "Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta", explica Diogo Cortiz. Entre os integrantes do grupo estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla. Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas. "Como parte de nossa colaboração contínua com a Anthropic, tivemos a oportunidade de usar uma versão inicial do Claude Mythos Preview no Firefox. A versão 150 do navegador, lançada nesta semana, traz correções para 271 vulnerabilidades identificadas durante essa avaliação inicial", disse a Mozilla em um relatório sobre o tema publicado em abril. Para Cortiz, embora o marketing das empresas de IA às vezes possa exagerar as capacidades de seus produtos, casos como esse mostram que a habilidade do Mythos para encontrar brechas de segurança é real — e ajudam a explicar por que seu acesso é tão restrito. A proibição do Fable 5, uma versão 'light' do Mythos Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard Junho de 2026 foi um período conturbado para a Anthropic. No início do mês, a empresa disponibilizou o Fable 5, descrito por ela como o modelo de IA mais poderoso já oferecido ao público geral. O sistema faz parte do Mythos e, segundo a companhia, alcança desempenho de ponta em áreas como engenharia de software, análise de dados, pesquisa científica, visão computacional e tarefas complexas de raciocínio. Apesar da abertura ao público, a empresa decidiu impor restrições em temas considerados sensíveis. Quando usuários fizerem solicitações relacionadas à cibersegurança, biologia, química ou técnicas de extração de conhecimento de modelos de IA, o sistema poderá transferir automaticamente a conversa para uma versão menos poderosa, chamada Claude Opus 4.8. Só que, no dia 12 de junho, a Anthropic anunciou a suspensão global do Fable 5 após receber uma determinação do governo dos EUA com base em questões de segurança nacional. Segundo a empresa, a ordem impede o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, esteja ele dentro ou fora dos EUA. A restrição também vale para funcionários estrangeiros da própria Anthropic. Uma reportagem do jornal norte-americano "The Wall Street Journal" revelou que a Amazon teria sido a principal responsável pela pausa no lançamento do Fable 5. Segundo o jornal, pesquisadores da empresa utilizaram uma série de prompts (comandos) que levaram o sistema a auxiliar em ciberataques. A informação chegou à Casa Branca, que determinou a suspensão da IA por considerá-la um risco. A Anthropic rebateu a decisão. "Instituímos salvaguardas fortes que reduzem muito a probabilidade de Fable ser mal utilizado para tarefas relacionadas à cibersegurança (entre outras). Na verdade, nossas salvaguardas são tão fortes que muitos usuários reclamaram que são excessivamente amplas", afirmou a empresa. O Fable 5 voltou a ser liberado globalmente em 1º de julho. "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a Anthropic em uma publicação no X. Antes desse episódio, em março deste ano, Anthropic e Donald Trump já haviam se envolvido em um embate após o Departamento de Guerra dos EUA informar à empresa que ela havia sido classificada como um risco à cadeia de fornecimento. A medida foi tomada depois que a Anthropic impediu que o órgão utilizasse sua tecnologia para fins militares. Diante do impasse, Trump determinou que agências federais dos EUA interrompessem o uso de programas de IA da Anthropic. O presidente afirmou que o país não permitirá que a empresa dite como os militares americanos devem agir e que essa decisão cabe aos líderes das Forças Armadas nomeados por ele. "O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça", declarou Trump. Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de agosto do Bolsa Família no dia 18. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para agosto de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/8 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/8 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/8 Final do NIS: 4 - pagamento em 21/8 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/8 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/8 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/8 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/8 Final do NIS: 9 - pagamento em 28/8 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/8 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo. 🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos. Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina. “Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,” aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte. Agora no g1 Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustíveis: a taxa de compressão. 🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores. “A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório. Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório. Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina. “Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno. Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação. Bomba de combustível com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura. Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque. Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E32. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre. Velas de ignição com corrosão pelo etanol Bruno Bandeira/arquivo pessoal Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura. Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor. Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente. Há solução, mas ela pode ser complexa Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina. Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo. Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples. Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.

Recinto de Exposições de São José do Rio Preto (SP) Divulgação / Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) A 63ª edição da Expo Rio Preto será realizada de 1º a 16 de agosto no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP). O evento, considerado a maior feira agropecuária do estado em número de animais, terá entrada e estacionamento gratuitos. Com o tema “A Expo é nossa. O Agro é de todos”, a feira reúne produtores rurais, atrações para crianças, lazer para a população e shows musicais. A proposta é valorizar o pequeno e médio produtor, incentivar tecnologia no campo e aproximar o público urbano do agronegócio. Agora no g1 Organizada pela Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, a Expo é apresentada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A Gaetan Shows e Eventos é correalizadora. Programação agropecuária A programação agropecuária será dividida em duas etapas: de 1º a 9 de agosto, voltada para gado de corte, com destaque para o ranking Nelore Ouro; e de 10 a 16 de agosto, dedicada à bacia leiteira, com torneio de produção. Serão exibidas 11 raças de bovinos, três de ovinos e cavalos da raça Mangalarga. Também haverá julgamentos técnicos e apresentações de novas tecnologias para o setor. Entre 3 e 15 de agosto, acontece a InterTechs Agro, com palestras sobre boas práticas no campo. No mesmo período, o estande da Faesp/Senar-SP oferecerá cursos gratuitos de empreendedorismo rural e artesanato sustentável. As turmas terão até 15 alunos e direito a certificado. Expo Rio Preto é promovida pela prefeitura Prefeitura de Rio Preto/Divulgação A programação também inclui o encontro Jovens do Agro Paulista, com debates sobre sucessão familiar e gestão da produção, além de atividades voltadas à valorização das mulheres no agronegócio. Para as crianças, a Expo Kids terá atrações nos finais de semana: rodeio de carneiro, fazendinha de animais, shows temáticos e oficinas de arte. Entre os destaques estão apresentações de Ana Castela Cover, Baile Real das Princesas e grupos de K-Pop. Shows Os shows terão entrada solidária opcional, com doação de 1 kg de alimento não perecível para o Fundo Social de Solidariedade. Também haverá camarotes disponíveis. 1º de agosto: Clayton & Romário (21h) 2 de agosto: Sérgio Reis (14h) 7 de agosto: Jads & Jadson (21h) 8 de agosto: Di Paullo & Paulino / Kamisa 10 (21h) 9 de agosto: Kombinados, Orquestra de Viola Caipira e Lourenço & Lourival (11h e 14h) 14 de agosto: Kléo Dibah & Rafael (21h) 15 de agosto: Mato Grosso & Mathias (21h) O espaço da feira terá três restaurantes e duas praças de alimentação para toda família. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia Getty Images via BBC A OpenAI descobriu outros casos em que agentes de inteligência artificial escaparam do ambiente virtual isolado que era mantido pela empresa, afirmaram nesta sexta-feira (31) duas fontes da agência Reuters. Experimentos com IA costumam ser feitos em sistemas fechados, com pouco ou nenhum acesso à internet. As barreiras de proteção das versões voltadas para usuários comuns são desligadas para testar as capacidades dos agentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na prática, é como se esses modelos de IA tivessem liberdade total para fazer o que quiserem em um ambiente cercado. O que preocupa é que, agora, eles mostraram ser capazes de ultrapassar os "muros" criados pelas empresas. As novas fugas das IAs foram descobertas em meio à investigação anunciada pela OpenAI após a empresa revelar que dois de seus agentes fizeram um ataque virtual contra a empresa de tecnologia Hugging Face. Agora no g1 Os agentes de IA tinham sido submetidos a testes em que deveriam buscar falhas em sistemas para melhorar suas capacidades de cibersegurança. A avaliação resultou em ataques a diversos serviços disponíveis publicamente, segundo a OpenAI. Os novos casos estão sendo analisados pela empresa, mas uma das fontes informou que eles tiveram alcance mais limitado. Segundo ela, apesar de terem escapado do isolamento, os agentes não saíram da rede da empresa. Um porta-voz da OpenAI remeteu à declaração anterior da empresa, que afirmava que a companhia estava analisando "atividades mais amplas de nossos modelos", além do ataque à Hugging Face. A investigação ampliada da OpenAI começou pouco antes da rival Anthropic revelar que seus modelos também foram responsáveis por ataques cibernéticos contra outras três empresas desde abril.

A bandeira tarifaria de agosto permanecerá amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (31). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. Conta de luz Neoenergia Elektro 🔎A bandeira tarifária indica ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", diz o comunicado. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Agora no g1 Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Um eventual "super El Niño" pode elevar as tarifas de energia dos consumidores de baixa tensão, em média, em 2,1% em 2027, segundo estudo da "Ampere Consultoria e da TR Soluções". Quando considerado também o impacto das bandeiras tarifárias, o aumento médio nas contas pode chegar a 4,5% Nesse contexto, o estudo projeta o acionamento de bandeiras vermelhas entre julho e outubro de 2027, com impacto nas contas de energia (leia mais abaixo). 🔎O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do planeta. No Brasil, seus efeitos incluem impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Agora no g1 🔎Entenda mais: Segundo o estudo, as variações de 2,1% e 4,5% são acréscimos em relação aos reajustes ou revisões tarifárias. Ou seja, se uma distribuidora fosse ter 10% de reajuste sem o el Niño, teria impacto de12,1% com o fenômeno (somada a primeira porcentagem). E, se considerado o efeito das bandeiras tarifárias, o reajuste passaria de 10% para 14,5% (somada a segunda porcentagem). 'Super El Niño' Modelos climáticos internacionais indicam alta probabilidade de formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Parte das projeções sugere que o fenômeno pode atingir intensidade forte ou até extrema, cenário conhecido como "super El Niño". Caso se confirme, especialistas apontam maior risco de ondas de calor, secas, incêndios e alterações no regime de chuvas, com possíveis impactos sobre a geração de energia hidrelétrica. Para elaborar as projeções relacionada ao aumento das tarifas, as consultorias estimaram dois cenários hidrológicos: um considerando a ocorrência de um Super El Niño; e outro sem a influência do fenômeno. Os resultados indicam que, no cenário com Super El Niño, o período úmido entre 2026 e 2027 deverá terminar com o armazenamento dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) próximo de 70% em abril. Sem a influência do fenômeno, o nível projetado é de aproximadamente 80%. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Divulgação/TCE-ES Bandeiras vermelhas em 2027 Com o fenômeno meteorológico no radar, o estudo prevê o acionamento das bandeiras vermelhas patamar 1 e patamar 2 entre ao longo de quatro meses de 2027, entre julho e outubro (entenda mais a seguir). Segundo o estudo, o maior impacto tarifário deverá ser registrado na Região Sul, cuja diferença média entre os dois cenários alcança 3,3 pontos percentuais. As consultorias explicam que os efeitos sobre as tarifas são transmitidos, através das bandeiras tarifárias, por variáveis como o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), o risco hidrológico, os encargos setoriais e os custos relacionados ao portfólio de contratação das distribuidoras. Nos demais meses, a bandeira verde deverá predominar no primeiro semestre, enquanto a bandeira amarela tende a ser acionada durante o período seco, seguindo comportamento semelhante ao cenário sem a ocorrência do fenômeno. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Nota técnica defende que tilápia atende a critérios de espécie exótica invasora e amplia debate científico alma_p / iNatualist A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) publicou uma cartilha gratuita que mostra como planejar toda a criação de peixes, desde a instalação dos tanques, passando pelo tipo de solo e pela qualidade da água. O manual também traz informações sobre a alimentação dos peixes e as principais doenças que prejudicam a criação. 📱Acesse aqui Veja também: Carpa colorida Nishikigoi já foi vendida por R$ 1,5 milhão; conheça o peixe

RAM 1500 Divulgação / Stellantis A Stellantis, dona da marca RAM, vai fazer um recall de mais de 1,5 milhão de unidades da picape 1500 por problemas nos cintos de segurança. As informações são da agência Reuters. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026. São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte. Desde 2020, a RAM vende no Brasil o modelo 1500. A reportagem do g1 entrou em contato com a Stellantis, que é dona das marcas como Fiat, Jeep e RAM, para verificar se as picapes no mercado brasileiro também fazem parte da campanha. Até a publicação desta reportagem, a Stellantis não havia confirmado se haveria recall das unidades brasileiras. Agora no g1 Defeito na ancoragem dos cintos Segundo a Reuters, o defeito detectado está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança na segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista. De acordo com o informado pela agência, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”. Bancos traseiros da RAM 1500 Divulgação / Stellantis

Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move arte/g1 O Move Aplicativos, nova linha de crédito para financiar carros com juros mais baixos para motoristas de aplicativo e taxistas, alcançou R$ 2,2 bilhões em financiamentos aprovados, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa financiou veículos novos para 21.720 profissionais em todo o país. O valor médio dos financiamentos contratados foi de R$ 102 mil por motorista. Apesar dos R$ 2,2 bilhões já financiados, o valor representa apenas 7,3% dos R$ 30 bilhões previstos para o programa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “O programa alcançou 1.445 municípios e, esta semana, registrou quase 3 mil operações aprovadas por dia. Hoje, esta linha já responde por 30% do volume de veículos vendidos no Brasil", disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Mercadante argumentou que o programa é novo e que seria um desafio para o sistema financeiro. "Estamos adotando melhorias que estão nos permitindo avançar no ritmo de aprovações", disse o presidente do BNDES. "Alguns bancos precisaram desenvolver sua interface em tecnologia da informação para aderir ao programa e estão começando a entrar em agosto, abrindo mais opções para motoristas e taxistas", explicou Mercadante. Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil Segundo o presidente do BNDES, nenhuma operação teve falta de fundo garantidor. "O objetivo do programa é chegar ao maior número de veículos possíveis", explicou Mercadante. Especialistas ouvidos pelo g1 argumentam que existe dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. (veja mais abaixo) O que é o Move Aplicativos O programa foi anunciado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os recursos da linha de crédito, de cerca de R$ 30 bilhões, são do Tesouro Nacional e repassados ao BNDES para viabilizar os financiamentos. Podem participar: Taxistas devidamente registrados e ativos; Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma. O carro também precisa atender aos seguintes critérios: Custar até R$ 150 mil; Ser flex, elétrico ou híbrido flex — modelos híbridos apenas a gasolina não entram no programa; Para carros usados, apenas modelos elétricos ou híbridos flex; Ser produzido por montadora habilitada no programa Mover. As taxas de juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. O prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência. Carros usados também participam do programa Para estimular as vendas, a linha de financiamento com juros reduzidos também permite a compra dos usados. No entanto, os veículos seminovos não podem ser apenas flex. Eles precisam ser híbridos flex ou totalmente elétricos. Há poucos carros com sistema híbrido flex disponíveis por menos de R$ 150 mil no mercado de seminovos, segundo o preço médio divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nessa faixa, aparecem as versões híbridas de: Fiat Pulse: R$ 107.493; Fiat Fastback: R$ 117.746; Peugeot 2008 GT: R$ 146.415; Peugeot 208 GT: R$ 120.769. Já os modelos elétricos são mais numerosos, e o preço médio apontado pela tabela Fipe é de: BYD Dolphin Mini: R$ 98.136; BYD Dolphin: R$ 118.540; GWM Ora 03: R$ 120.391; GAC Aion UT: R$ 128.790; Chevrolet Spark EUV: R$ 139.020; Geely EX2: R$ 113.882; Renault Kwid E-Tech: R$ 81.412. Programa enfrenta barreira na aprovação do crédito Mesmo com a injeção de R$ 30 bilhões para financiar a venda de veículos com juros inferiores à metade dos praticados no mercado, poucos carros foram financiados para motoristas de aplicativo e taxistas. Mesmo com os R$ 2,2 bilhões já em financiamento, o montante representa apenas 7,3% do total reservado para garantir o financiamento dos veículos. Segundo Claudio Garcia, gerente da BYD Mooca em São Paulo, o programa Move Aplicativos conseguiu trazer para a loja vários clientes. “Tivemos um aumento significativo de fluxo na loja nestas primeiras semanas do programa”, comenta o gerente. Garcia diz que reconhece a iniciativa do governo, mas gostaria que os clientes tivessem o crédito aprovado com mais facilidade. O g1 ouviu especialistas e representantes do setor para entender o que está travando o programa. Todos foram categóricos ao apontar a dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. “A maioria dos motoristas não tem condições, senão a gente estaria vendo esse valor explodir, como foi em programas anteriores. Então, é realmente a análise de crédito que está impedindo que o programa avance com mais velocidade”, apontou a economista Tereza Fernandez. Ela vai além e comenta que, mesmo com a redução dos juros, o preço do carro ainda é alto. “Um motorista de Uber pagar R$ 120 mil em tantos meses, fica uma prestação salgada mesmo com esses juros”, aponta. “O risco está todo com a instituição financeira. O risco de inadimplemento é alto. As instituições financeiras não estão liberando crédito, pois essa análise está com elas”, afirma o consultor automotivo Milad Kalume Neto. Ele afirma que, das nove instituições financeiras que operam no programa, apenas duas são consideradas mais “acessíveis”. Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que as famílias chegam ao financiamento já endividadas, o que reduz o número de interessados na renovação do veículo. “As famílias estão muito endividadas. Tanto a dívida, quanto o serviço da dívida, que é o que as famílias gastam por mês para pagar juros e amortização, estão no recorde histórico”, diz Castelar. “Eu entendo que haja uma reticência tanto do motorista em se endividar, já que ele já está muito endividado como consumidor. Como as instituições vão dar um crédito para quem já está muito endividado? Pode oferecer a você uma dívida, mas, se você está muito endividado, vai pegar essa dívida só por te oferecerem?”, complementa. A dificuldade de acesso ao crédito para os motoristas foi confirmada por Leandro Cruz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo. Embora aprove a iniciativa do governo, Cruz afirma que uma parcela considerável dos motoristas chega “negativada” para financiar o veículo, e a instituição financeira acaba não aprovando a operação. “O maior problema é que o trabalhador que trabalha muito, que faz de R$ 10 mil a R$ 12 mil, já está negativado. Esse trabalhador é o que mais tem condições de financiar, mas vem sendo negado quando pede o financiamento”, apontou Leandro. Ele ainda lembra que a garantia oferecida por um modelo seminovo é menor que a do modelo zero km, aumentando os custos que o motorista poderá ter em um prazo menor. “Tem que fazer uma cautelar muito minuciosa, pois tem cara que mexe na quilometragem, tem motorista que pegou carro de locadora com quatro meses de rodagem e fundiu o motor, ficando três ou quatro meses sem andar”, revela. A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) também aprova a expansão do programa do governo federal, mas não comemora. "É importante ter uma expectativa realista quanto aos seus efeitos imediatos. Se os critérios de análise de risco permanecerem os mesmos, uma parcela significativa desses profissionais continuará encontrando barreiras para acessar o financiamento", disse Everton Fernandes, presidente da Fenauto. A preocupação é a mesma da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Chamamos a atenção para dois pontos: O crédito ficará sujeito a critérios de aprovação das instituições financeiras que efetivamente são as que tomam o risco. Portanto, é razoável se esperar recusas de propostas por absoluta falta de condições de honrar o crédito. E em alguns casos vão requerer entrada para mitigar o risco de inadimplência", disse Enilson Sales, presidente da Anef. Segundo dados do Serasa, o Brasil enfrenta um alto nível de endividamento. Em junho deste ano, foram contabilizados 83,7 milhões de endividados no país — 17,2% a mais do que em 2023, quando eram 71,4 milhões. Este é o maior número da série histórica, que indica alta por 18 meses consecutivos. *Essa reportagem está em atualização.

B3, bolsa de valores brasileira. Divulgação/ B3 A B3, a bolsa de valores brasileira, atrasou o início das negociações nesta sexta-feira (31). As operações com todos os ativos só foram retomadas às 12h30. Segundo a companhia, o problema ocorreu devido ao "atraso no envio dos arquivos e na abertura da Câmara B3", etapa do sistema responsável por processar e garantir as operações realizadas na bolsa. A Câmara B3 é a estrutura responsável por processar e garantir as operações realizadas na bolsa. Segundo a companhia, a abertura das negociações dos contratos de mini índice e mini dólar foi adiada, enquanto todos os demais ativos e contratos permaneceram em leilão. Veja a nota da B3 na íntegra. "A medida teve como principal objetivo preservar a integridade das informações, a segurança dos processos de pós-negociação e o adequado funcionamento da infraestrutura de mercado", informou a B3 em comunicado aos clientes. 🔎 Mini índice e mini dólar são contratos negociados na bolsa que permitem ao investidor apostar na alta ou na queda do Ibovespa e da cotação do dólar sem precisar comprar ações ou a moeda norte-americana. Agora no g1 Com isso, os investidores que tentaram acessar as plataformas de compra e venda de ações das corretoras durante a manhã, conhecidas no mercado como home broker, não conseguiram concluir as operações. O g1 questionou a B3 sobre uma eventual mudança no horário de fechamento do pregão, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O atraso gerou uma série de comentários de investidores e internautas nas redes sociais. Veja alguns abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja a nota da B3 na íntegra: "A B3 informa que a negociação de todos os ativos foi retomada às 12h30 (contratos de Dólar Padrão já havia iniciado às 9h35). Tal atraso decorre de uma intercorrência operacional em um de seus componentes tecnológicos do ambiente de pós-negociação. Como medida preventiva e, alinhada com participantes do mercado, decidiu no início da manhã de hoje (31 de julho), postergar o início da negociação contínua em seus mercados. A medida teve como principal objetivo preservar a integridade das informações, a segurança dos processos de pós-negociação e o adequado funcionamento da infraestrutura de mercado. A B3 tem mantido comunicação contínua com os reguladores, seus clientes e participantes, acompanhando a evolução do cenário e adotando as medidas necessárias para garantir uma retomada segura e ordenada das operações."

Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS A Caixa Econômica Federal concluiu o pagamento dos recursos referentes à distribuição do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ao todo, foram creditados R$ 13,04 bilhões nas contas de 138,2 milhões de trabalhadores. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A consulta do valor recebido pode ser feita por meio do aplicativo do FGTS ou pelos canais digitais da Caixa. Como consultar? Veja o passo a passo: Acesse o aplicativo FGTS ou os canais digitais da Caixa; Consulte seu extrato do FGTS; Para sabe o valor já foi creditado, procure no extrato o lançamento identificado como "AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025". Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%. Pela proposta, o crédito é equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Um trabalhador com saldo de R$ 1.000 no FGTS, por exemplo, recebe um crédito de R$ 18,68 em sua conta vinculada. Para calcular o valor o crédito, o saldo existente na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025 foi multiplicado pelo índice 0,0186834. Veja mais detalhes na CALCULADORA do g1 Agora no g1 Quem teve direito ao depósito? Tiveram direito a uma parcela do lucro todos os trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS, ativas ou inativas, em 31 de dezembro de 2025. A divisão foi proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele recebeu do FGTS. Vou poder sacar os recursos? De acordo com as regras, os recursos não podem ser sacados imediatamente. Os valores poderão ser buscados quando houver, por exemplo: demissão sem justa causa, pelo empregador; término do contrato por prazo determinado; rescisão por acordo entre trabalhador e empregador; aposentadoria; idade igual ou superior a 70 anos; doenças graves (trabalhador ou dependente); aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional; saque-aniversário. Veja todas possibilidades no site da Caixa Econômica Federal. Caixa FGTS Beatriz Jarins/g1

Temu e Shein: os efeitos da ‘invasão’ chinesa no mercado europeu A Comissão Europeia acusou nesta sexta-feira (31) a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu de não cooperar com uma investigação sobre possíveis benefícios recebidos pela empresa que poderiam ter dado uma vantagem competitiva no mercado europeu. Segundo o órgão, a empresa não cumpriu pedidos de informações feitos durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin, na Irlanda. A falta de colaboração pode resultar em uma multa de até 1% do faturamento anual total da companhia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Investigação apura possível vantagem na Europa A apuração é conduzida com base no Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia, uma regra criada pelo bloco para investigar se empresas de fora da Europa receberam apoio de governos estrangeiros capaz de distorcer a concorrência. A Comissão Europeia, que também atua como autoridade de concorrência da União Europeia, afirmou que os pedidos de informações feitos à Temu envolviam dados sobre a organização e gestão das operações da empresa no bloco, além de ferramentas, sistemas de tecnologia e registros relacionados às atividades da companhia na Europa. LEIA TAMBÉM: Europa cria sua "taxa das blusinhas" para conter avanço de Shein, Temu e AliExpress "Esses pedidos diziam respeito à disponibilização de informações sobre a organização e gestão das atividades da Temu na UE e as ferramentas e sistemas de TI usados pela empresa para suas atividades na UE, bem como à disponibilização de livros e registros específicos sobre as atividades da empresa na UE", afirmou a Comissão em comunicado. Temu nega irregularidades Em comunicado, a Temu afirmou discordar das acusações da Comissão Europeia e negou ter recebido subsídios estrangeiros que distorçam a concorrência. A empresa disse que cooperou integralmente com a investigação e respondeu aos pedidos feitos pelas autoridades durante a inspeção. "A companhia gera fluxos de caixa sustentados a partir de suas próprias atividades operacionais que são suficientes para financiar as operações da Temu na UE. Não precisamos contar com subsídios estrangeiros para financiar atividades competitivas ou criar qualquer vantagem competitiva no mercado interno", afirmou a empresa. Temu Reuters Europa aumenta pressão sobre plataformas chinesas A investigação contra a Temu ocorre em um momento de maior pressão da União Europeia sobre plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein e AliExpress. O bloco tem adotado medidas para ampliar o controle sobre a entrada de produtos baratos vindos da China. Entre elas está a cobrança de uma taxa de 3 euros sobre pequenas encomendas importadas da China, que passaram a ser taxadas a partir de 1º de julho. Em maio, a Comissão Europeia aplicou uma multa de 200 milhões de euros à Temu por considerar que a plataforma não fez o suficiente para impedir a venda de produtos ilegais em seu marketplace.

As contas do setor público consolidadas apresentaram um déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. LEIA TAMBÉM: Dívida pública sobe 10 pontos do PIB na parcial do governo Lula e atinge 81,9%, maior nível em mais de 5 anos Na comparação com junho do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 47,1 bilhões naquele mês. ➡️Ao incluir no cálculo as despesas com juros, o rombo soma R$ 1,32 em doze meses até junho, ou 10% do PIB (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️A sucessão de déficits nos últimos anos, relacionados com a alta de gastos públicos, tem pressionado a dívida pública, que já subiu 10 pontos no atual governo Lula, o maior nível em mais de cinco anos. Agora no g1 Veja abaixo o desempenho das contas em junho deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 47,2 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 6,6 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,47 bilhão. Imagem aérea da Esplanada dos Ministérios interditada em 4 de abril de 2018 TV Globo/Reprodução Parcial do ano No acumulado do primeiro semestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 80,2 bilhões — o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 22 bilhões (0,35% do PIB). Essa piora está relacionada, entre outros fatores, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 93,4 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 12,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 52 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 166 bilhões nas contas do setor público em junho. ➡️No acumulado em 12 meses até junho, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,32 trilhão, ou 10% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. "O déficit nominal do setor público foi de R$ 1,3 trilhão em 12 meses até junho, 10% do PIB. Não ter urgência para resolver a raiz do problema da despesa da dívida só aumenta o custo do ajuste", avaliou Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, em rede social. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,16 trilhão (8,8% do PIB) em doze meses até junho deste ano.

OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (31) que está em contato com a OpenAI e a Anthropic após os recentes episódios em que modelos de inteligência artificial das empresas realizaram ataques cibernéticos durante testes. Segundo autoridades da União Europeia, as duas companhias comunicaram os incidentes antes que eles se tornassem públicos. A Comissão afirmou que acompanha o caso e avalia se será necessário adotar medidas formais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os episódios ocorrem poucos dias antes da entrada em vigor da Lei de IA da União Europeia, prevista para 2 de agosto. A legislação é considerada a primeira do mundo a estabelecer regras abrangentes para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial. O que disse a Comissão Europeia Segundo um funcionário da Comissão Europeia, OpenAI e Anthropic informaram os incidentes diretamente às autoridades europeias. "Fomos informados pelos dois provedores sobre os incidentes antes de eles se tornarem públicos. Estamos em contato com eles e receberemos mais informações. Também avaliaremos se será necessário dar um encaminhamento mais formal a essas questões", afirmou. Outro representante da Comissão disse que os episódios reforçam a importância das novas regras para inteligência artificial. "Esses incidentes destacam a importância de implementar as atividades de monitoramento exigidas dos desenvolvedores." Relembre os casos Na quinta-feira (30), a Anthropic informou que alguns modelos da família Claude invadiram os sistemas de três empresas durante testes de cibersegurança. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que os modelos tivessem acesso à internet. As invasões começaram em abril e foram identificadas durante uma revisão de mais de 141 mil sessões de teste. A Anthropic afirmou que notificou as empresas afetadas após descobrir os incidentes. A revelação ocorreu po ucos dias depois de a OpenAI informar que dois de seus modelos de inteligência artificial encontraram uma forma de invadir um sistema e realizar um ataque considerado "sem precedentes" durante testes de segurança. Os dois casos reacenderam o debate sobre os riscos de agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma. O que muda com a Lei de IA A Lei de IA da União Europeia entra em vigor em 2 de agosto e estabelece obrigações para desenvolvedores de modelos de inteligência artificial considerados de uso geral e com risco sistêmico. Entre as exigências estão medidas para monitorar e reduzir riscos relacionados a ataques cibernéticos, manipulação maliciosa, ameaças a direitos fundamentais e situações em que sistemas de IA possam agir fora do controle humano. As regras também preveem transparência em determinadas aplicações, como informar usuários quando estiverem interagindo com inteligência artificial ou quando um conteúdo tiver sido gerado ou alterado por IA. As multas por descumprimento podem variar de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões) ou 1,5% do faturamento global da empresa até 35 milhões de euros (cerca de R$ 224 milhões) ou 7% da receita mundial, dependendo da gravidade da infração.

O Banco Central informou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ➡️Esse é o pior resultado para o período da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -3,9 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões. Gestão: déficit é tradução de investimentos em estatais A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). ➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. ➡️ Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais — o que eleva o risco para o Tesouro Nacional. "Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho. Coletiva de imprensa dos Correios. Clerton Cruz/ TV Globo Correios ➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com forte piora do seu resultado financeiro em 2025, quando foi registrado um rombo de R$ 8,5 bilhões. No caso dos Correios, o próprio governo federal admite que a estatal pode continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor. "Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo, no projeto da LDO de 2027. A estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, com garantia do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, a estatal poderá buscar mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. ➡️Para a Instituição Fiscal Independente, a piora na situação dos Correios está relacionada com: As receitas de encomendas subiram muito no período da pandemia, tendo se acomodado a partir de 2023. As receitas de mensagem e de postagem internacional sofreram quedas importantes nos últimos quatro anos, especialmente as de postagem. Alterações regulatórias nas compras de produtos importados (criação do programa Remessa Conforme) provocaram uma retração significativa no volume de postagens internacionais, reduzindo as receitas desse setor, que também enfrenta concorrência crescente. Ao mesmo tempo em que registrou queda em receitas, os Correios indicaram algumas pressões de custos com pessoal e benefícios no período de 2022 a 2025. Acordos coletivos elevaram as despesas com pessoal. Além disso, o reconhecimento de obrigações com o Postalis (fundo de pensão). pressionou as despesas financeiras em razão do pagamento de juros e atualizações monetárias do déficit equacionado. Crescimento expressivo da despesa de precatórios e de requisições de pequeno valor (RPVs) nos últimos anos. Outros elementos de pressão sobre as despesas da ECT nos últimos quatro anos foram: provisionamento de novas obrigações de benefício pós -emprego após a identificação da existência de subsídio cruzado entre beneficiários ativos e aposentados no Plano Correios Saúde II, além da elevação de gastos com o plano de saúde; reajustes em valores de contratos de transporte aéreo e terrestre em função de aumentos nos preços dos combustíveis; aumento no saldo de provisões devido a novas ações judiciais e revisões de risco em processos trabalhistas e cíveis; e geração de elevadas despesas com juros e multa em razão de atraso em recolhimentos de tributos e contribuições, devido à falta de liquidez.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar subiu nesta sexta-feira (31), último pregão de julho, mas não evitou fechar o mês em queda. A moeda americana avançou 0,17% no dia, cotada a R$ 5,0696, e acumulou desvalorização de 1,81% no período, depois de ter iniciado julho a R$ 5,2094. Na bolsa de valores, o movimento foi de alta tanto no dia quanto no acumulado do mês. O Ibovespa ganhou 0,47% nesta sexta, aos 177.999 pontos, e encerrou julho com valorização de 3,47%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Essa semana foi de reajuste nos mercados financeiros. Após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter os juros inalterados pela quinta vez seguida, dados de atividade e inflação dos Estados Unidos divulgados na véspera ficaram no radar, fazendo com que o mercado calibrasse suas projeções e voltasse para ativos um pouco mais seguros ou com maior previsibilidade. ▶️ Além disso, resultados corporativos positivos também impulsionaram os mercados globais. Entre os destaques estão papéis do setor de tecnologia, em meio ao foco do mercado em inteligência artificial, e do segmento de energia, com empresas que tiveram bom desempenho no segundo trimestre por conta da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. ▶️ No Brasil, as atenções estiveram voltadas para o cenário fiscal. Segundo dados do Banco Central divulgados hoje, a dívida do setor público consolidado registrou uma alta em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões. Entenda mais detalhes nesta reportagem: Dívida pública atinge 81,9% do PIB, maior nível em mais de 5 anos Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,64%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,27%; Acumulado do mês: +3,45%; Acumulado do ano: +10,45%. Balanços corporativos influenciam os mercados A temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores nesta sexta-feira. Os papéis da Amazon disparam mais de 10% no pré-mercado, após a empresa divulgar receitas acima do esperado, impulsionadas pelo bom desempenho da divisão de computação em nuvem. Os dados reforçam a percepção dos investidores de que os investimentos em inteligência artificial devem continuar fortes no setor e dão fôlego para o segmento. Em contrapartida, as ações da Apple sinalizam queda na sessão desta sexta-feira, após a empresa indicar uma perspectiva mais pessimista, alertando que a redução na capacidade de produção de chips avançados estava limitando o fornecimento de seus produtos. Já no setor de energia, Crevron e ExxonMobil apresentaram resultados fortes no trimestre, com um lucro crescente em meio aos preços mais altos do petróleo por conta da guerra no Irã. Bolsas globais Em meio ao alívio nas preocupações com inteligência artificial após resultados corporativos positivos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (31). O Dow Jones subiu 0,54%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,70% e o Nasdaq Composite avançou 1,01%. Na Europa, apesar do dia misto para os mercados, as principais bolsas da região registraram ganhos mensais. Nesta sexta, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 649,19 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou com um avanço de 0,28% e o CAC-40, da França, subiu 0,28%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, fechou em queda de 0,27%. A recuperação do setor de tecnologia também trouxe um dia positivo para os mercados asiáticos, que tiveram uma alta generalizada na última sessão do mês. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,85%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, aumentou 0,7%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,1% e o Nikkei, do Japão, subiu 4,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 17,91%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Freepik

A dívida do setor público consolidado registrou alta de ponto percentual em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central. 🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). 🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. Com isso, a dívida pública já subiu 10,2 pontos percentuais na parcial da atual gestão do governo Lula, visto que somava 71,7% do PIB no final de 2022. Esse também é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, quando o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB. A dívida pública também já se aproxima, com isso, do recorde histórico, atingindo justamente durante a pandemia, devido ao forte aumento de gastos públicos, de 87,7% do PIB. Dívida Pública Federal passa de R$ 9,2 trilhões em junho 💵 A relação entre dívida e PIB é um indicador relevante para o mercado financeiro, interpretado como um sinal da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. ➡️ Com uma dívida mais alta, impulsionada pelos gastos públicos nos últimos anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento. "Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião. Edifício do Banco Central em Brasília. Adobe stock - Banco Central. Comparação internacional ➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 95,8% do PIB (patamar de junho). ➡️Por esse conceito, a dívida brasileira já está bem mais próxima do recorde histórico, registrado em fevereiro de 2021 — quando somou 96,7% do PIB. A série histórica da dívida brasileira, pelo padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), começou a ser calculada pelo Banco Central no fim de 2001. Naquele momento, somava cerca de 67% do PIB. ➡️Quando utilizado o critério internacional de comparação, calculado pelo FMI, a dívida brasileira, que terminou 2025 em 93,4% do PIB, ficou: longe de economias emergentes, cujo patamar somou 73,6% do PIB no fim do ano passado, e também de países da América Latina (71,1% do PIB); bem acima da média de nações do Oriente Médio e Ásia Central, assim como de países da África Subsaariana; pouco acima do padrão de países da Zona do Euro; abaixo de economias avançadas e de países do G7 (sete maiores economias do mundo). ➡️Relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou em 2023 que os países da América Latina e Caribe reduzam sua dívida pública para um patamar entre 46% a 55% do PIB. O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego. Essa é a mesma posição externada em 2023 por Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para o BC. Para ele, a comparação apropriada para o nível da dívida pública brasileira deve ser feita com os demais países emergentes. "Não adianta querer se comparar com os Estados Unidos", acrescentou, na ocasião. Também naquele ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, avaliou que dívida brasileira não precisa estar no mesmo patamar dos emergentes porque, em sua visão, há "diferenciais importantes" na economia brasileira, como praticamente ausência de dívida em dólar e mercado financeiro doméstico desenvolvido, entre outros. "É difícil falar sobre isso, é uma mega discussão. A Índia tem divida maior do que a nossa, é um país também em desenvolvimento. Cresce bastante, tem uma trajetória estável de dívida, e segue o jogo. Comparar o Brasil com a América Latina? O Brasil é mais comparável com a Índia ou com o Peru?", questionou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em 2023. Crescimento da dívida Os números do BC mostram que o endividamento permaneceu relativamente estável até 2014, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). No primeiro ano do segundo mandato de Dilma, em 2015, a dívida deu um salto de 10 pontos percentuais. Em 2016, subiu outros seis pontos percentuais. Dilma sofreu "impeachment" em agosto daquele ano. Os dados do BC mostram que a dívida continuou crescendo na gestão Temer, e atingiu seu ápice em 2020, sob Jair Bolsonaro, por conta de gastos extraordinários relacionados com a Covid-19. Apesar de mais de R$ 660 bilhões em despesas extraordinárias com a pandemia, a dívida caiu quando se considera toda gestão Bolsonaro, pois estava em 87,1% do PIB em 2019 (início do mandato), terminando 2022 (último ano do governo) em 83,9% do PIB. No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o endividamento subiu dez pontos percentuais em três anos e meio por conta, principalmente, do aumento de despesas públicas, algo que tem pressionado a taxa e as despesas com juros, tais como: PEC da transição: governo aprovou, ainda em 2022, a chamada PEC da transição, por meio da qual ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano. Reajuste real do salário mínimo: governo Lula retomou a política de reajustes reais do salário mínimo, ou seja, aumentos acima da inflação (limitada a 2,5%). Esse foi um dos principais fatores a elevar as despesas, visto que os benefícios previdenciários não podem ser menores que o salário mínimo. Pisos saúde e educação: governo retomou a política de que os gastos mínimos em saúde e educação são atrelados à receita, e não mais à inflação do ano anterior (essas rubricas estavam dentro do teto de gastos, do presidente Temer, até então). Pagamento de precatórios atrasados: o que injetou R$ 92,3 bilhões na economia no fim de 2023, início de 2024. A Fazenda admite que isso influenciou a aceleração no ritmo de crescimento do setor de serviços. Reajustes a servidores públicos: governo retomou política de reajustes a servidores públicos, que estava represada no governo Jair Bolsonaro, com base na inflação. Houve ampla mesa de negociação com cerca de 100 categorias contempladas. Dívida pública por mandatos pelo critério do FMI Lula 1 (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB; Lula 2 (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB; Dilma 1 (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB; Dilma 2 (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB; Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB; Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB; Lula 3 (2023 até junho de 2026): alta parcial de 10,2 pontos percentuais. O que fazer? Para tentar conter o crescimento da dívida pública, e proporcionar uma queda sustentável da taxa básica de juros, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, estimou que o governo teria registrar superávits primários acima de 2% do PIB. A atual gestão do presidente Lula ainda não conseguiu trazer as contas de volta ao azul, apesar de o governo ter elevado uma série de impostos nos últimos anos, com a carga tributária atingindo recordes históricos. ▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos. ▶️Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para trazer as contas de volta ao equilíbrio, conter a expansão da dívida pública e proporcionar uma queda sustentável dos juros no país - favorecendo um crescimento econômico sustentado. A equipe econômica, por sua vez, tem apostado no chamado "arcabouço fiscal", ou seja, nas regras para as contas públicas aprovadas em 2023 em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Por conta de exceções ao limite de gastos e despesas fora do orçamento, entretanto, esse mecanismo não tem se mostrado efetivo na geração de superávits primários nas contas do governo nos últimos anos - que seguem no vermelho. Questionado pelo g1 no começo de julho se não seria excessivo um novo aumento de 10 pontos percentuais da dívida em um eventual quarto mandato de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de início avaliou que a principal culpada pela alta de juros não seria o Ministério da Fazenda, mas sim o peso dos juros nas contas públicas. Depois, entretanto, afirmou que o governo buscaria, em um possível novo mandato, a obtenção de superávits primários, mas "sem loucura". "Nós vamos fazer isso estruturalmente. Se você pegar o histórico de primário efetivo que a gente viu no passado, estrutural e efetivo, não era sustentável. O país estava indo mal. O país agora começa a ir melhor. Nós estamos numa trajetória de melhoria. De novo, está tudo certo? Está tudo pronto? Não. Mas é preciso ser feito de maneira que a gente siga crescendo e comece a gerar resultado primário positivo. Efetivamente positivo. O que eu espero fazer no próximo ano, porque o orçamento que vai ser entregue agora para o próximo ano", afirmou Durigan ao g1, na ocasião.

Logo do Tesouro Direto Reprodução O aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto, informou o programa na quinta-feira (30). A partir dessa data, usuários poderão acessar investimentos apenas pelo Portal do Investidor ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm conta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o Tesouro Direto, a mudança faz parte da "construção de uma nova experiência" para os investidores, que será apresentada futuramente. Ainda não há previsão para o lançamento da nova plataforma. Com o fim do aplicativo, os investidores poderão continuar acompanhando a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates, acessar o histórico de operações e gerenciar os investimentos por meio do Portal do Investidor. O Tesouro Direto ressaltou que a desativação do aplicativo não altera os investimentos já realizados. Os títulos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecerão preservados, sem necessidade de qualquer ação por parte dos participantes do programa. Agora no g1

Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O presidente argentino, Javier Milei, apresentou nesta quinta-feira um pacote de reformas que inclui uma reorganização do Banco Central (BCRA) para aumentar a disciplina monetária e uma iniciativa para suspender atividades não essenciais do Estado em caso de déficit prolongado. Em pronunciamento na TV, Milei detalhou seu plano para o BCRA, que busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias. O projeto de lei estabelece que "a missão fundamental do Banco Central volta a ser a de preservar o valor da moeda", ressaltou o presidente. A mudança também busca dificultar os mecanismos de remoção das autoridades do órgão, para "blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política", disse Milei, que criticou os governos anteriores e afirmou que "o Banco Central tem sido uma ferramenta que permitiu o roubo da alta política". O presidente também anunciou um projeto para implementar um "shutdown", ou fechamento do governo, em caso de déficit fiscal prolongado, durante o qual "as atividades não essenciais do Estado serão paralisadas, os novos gastos serão congelados e nenhum contrato será concedido". Durante esse período, nem os legisladores nem o alto escalão do Executivo "receberão um único peso de salário". O anúncio gerou uma resposta imediata do principal sindicato de trabalhadores do Estado (ATE), cujo líder, Rodolfo Aguiar, destacou que o fechamento "já começou" na prática, devido às políticas do governo. "Muitos serviços essenciais já não estão sendo garantidos por causa do ajuste, de cortes, do esvaziamento e de demissões em massa", publicou no X. O presidente apresentou ainda um projeto de "liberalização profunda" do mercado de capitais e uma "reforma estrutural do mercado de seguros". Todas as iniciativas terão que ser aprovadas pelo Congresso antes de entrar em vigor, mas Milei não informou quando elas serão submetidas ao Legislativo. O Ministro da Economia, Luis Caputo, disse que o presidente explicou os detalhes da reforma à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e que a funcionária saiu dessa reunião "muito satisfeita". O Fundo já havia manifestado seu apoio ao projeto de reforma, que considera fundamental para facilitar o retorno da Argentina aos mercados financeiros e o acesso ao crédito. Para o economista Daniel Marx, diretor da consultoria Quantum, o anúncio da reforma "busca reduzir o risco associado às eleições presidenciais de 2027, que muitas vezes se manifesta na Argentina em movimentos financeiros fortes". Agora no g1