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g1 > Economia

Salão de Pequim: conheça o GAC Aion UT, lançamento confirmado para o Brasil

GAC Aion UT divulgação/GAC A GAC revelou ao g1, durante o Salão do Automóvel de Pequim, que o próximo veículo a ser lançado no Brasil será o Aion UT. O modelo é um hatchback totalmente elétrico e deve ser anunciado oficialmente no país nas próximas semanas. O Aion UT chega com a missão de disputar espaço com o BYD Dolphin, atualmente o segundo carro elétrico mais vendido do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No ranking da ABVE, o modelo teve 4.577 unidades emplacadas no primeiro trimestre de 2026. A liderança é do Dolphin Mini, com 14.767 registros no mesmo período. Na comparação com o Dolphin GS — e não com a versão Plus —, o modelo da GAC é 15 centímetros mais comprido, com 4,27 metros de comprimento, ante 4,12 metros do concorrente. A distância entre os eixos, que influencia diretamente no espaço interno, também é 5 centímetros maior. GAC Aion UT com adesivos e acessórios vendidos na China André Fogaça/g1 (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Com isso, o Aion UT oferece mais espaço para os passageiros e para a bagagem: são 440 litros de porta-malas, contra 250 litros do Dolphin GS. A GAC ainda não informou quais serão o motor e as versões do Aion UT no Brasil. A fabricante adiantou apenas que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional, como já aconteceu com o GS3, que recebeu uma central multimídia maior por aqui em relação à versão vendida na China. Na China, o Aion UT é oferecido com duas opções de motor. A mais potente entrega 204 cv, enquanto a segunda é mais simples, com 136 cv. Ainda assim, mesmo a versão menos potente supera os 95 cv do Dolphin GS. A configuração mais potente do Aion UT, portanto, fica no mesmo nível dos 204 cv do Dolphin Plus, versão topo de linha da BYD. Em relação à bateria, também há duas opções para o mercado chinês. A versão menor tem 44,1 kWh, enquanto a maior chega a 60 kWh. O Aion UT conta ainda com a tecnologia V2L, que permite usar a energia do carro para alimentar outros equipamentos, como uma TV, um ventilador, iluminação ou até um videogame. No interior, o Aion UT segue a tendência dos carros chineses ao oferecer uma lista generosa de equipamentos. Entre os destaques estão a central multimídia de 14,6 polegadas, o painel de instrumentos digital de 8 polegadas e o uso de materiais macios ao toque, que reduzem a presença de plástico rígido. GAC Aion UT André Fogaça/g1 O modelo também traz sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e carregador de celular por indução. Por outro lado, repete um ponto negativo comum em carros chineses: a concentração de muitos comandos na central multimídia e a ausência de alguns botões físicos no volante.
25/04/2026 09:29:45 +00:00
Vinhos soterrados por enchentes no RS viram edição especial; agricultores celebram retomada após tragédia

Agricultores testam novas variedades de uva no RS Após enfrentarem a maior catástrofe ambiental da história do Rio Grande do Sul em 2024, os viticultores da Serra Gaúcha vivem um momento de alívio e celebração. A safra deste ano é descrita como "emblemática", com uma produção que atingiu 905 mil toneladas — somando uvas de mesa e para a indústria —, um volume considerado acima da média, segundo dados da Emater-RS. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A retomada, no entanto, não é apenas fruto do clima favorável, mas de uma combinação de uma alta no investimento em tecnologia e persistência por parte dos agricultores. Vinhos soterrados Edição especial dos vinhos da família Argenta, de Barão (RS), que ficaram soterradas durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Reprodução/Globo Rural Até chegarem ao atual momento de celebração, os agricultores do Rio Grande do Sul passaram por perdas sucessivas. O produtor Arnaldo Argenta, de Barão (RS), por exemplo, relata que sua propriedade sofreu com transbordamentos e enchentes por três anos consecutivos, entre 2023 e 2025. Em maio de 2024, a família perdeu toda a produção que estava em processo de fermentação e teve máquinas cobertas pela lama. O prejuízo acumulado em três anos chegou a R$ 1,5 milhão. Para seguir adiante, a família transformou a tragédia em um símbolo de resistência: das garrafas soterradas, 180 foram limpas e vendidas como a "Edição Inundação", acompanhadas de um poema sobre a força da terra e da água. "A gente vai levar cinco anos para voltar ao estágio em que estávamos, mas a gente tem muita resiliência e vai conseguir", afirma Arnaldo. (veja detalhes no vídeo acima) Poema escrito na embalagem da edição Inundação dos vinhos produzidos pela família Argenta, de Barão (RS). Reprodução/Globo Rural Tecnologia contra as mudanças climáticas Para reduzir os riscos impostos pelas variações extremas do tempo, a aposta tem sido o sistema de cultivo coberto. A técnica protege os frutos da chuva e reduz em até 90% a ocorrência de doenças fúngicas, permitindo uma irrigação direta no solo. Contudo, o custo de implantação é elevado, chegando a R$ 450 mil por hectare. Além da proteção física, a pesquisa com novas variedades é fundamental. Em Santa Teresa, a família de João Paulo Berra mantém uma área experimental com 50 variedades de uvas europeias, como a Palava, originária da República Checa. Essa uva é precoce, o que ajuda a escalonar a colheita e o processamento industrial, evitando a pressa excessiva nos períodos de pico. Tradição que atravessa gerações A viticultura na Serra Gaúcha é um legado que remonta à chegada dos imigrantes italianos em 1875. Atualmente, cerca de 15 mil famílias cultivam uva no estado, sendo que 90% da produção está concentrada na região serrana. Para muitos, como para João Paulo Berra, a continuidade do trabalho é uma questão de "sangue nas veias". Mesmo trabalhando na cidade, ele retorna às origens todos os anos durante a colheita para manter viva a tradição da quinta geração da família. "A viticultura não é só uma fonte de renda, é um legado. Passa de pai para filho", resume João Paulo. De onde vem o vinho
25/04/2026 09:01:02 +00:00
Fim do Wayback Machine? Como a preservação da memória da internet está sobre pressão

Wayback Machine Reprodução Há 30 anos, o portal archive.org guarda a memória da internet. Sua plataforma Wayback Machine contém mais de um bilhão de sites arquivados e funciona como uma ferramenta imprescindível, que permite a jornalistas, pesquisadores, historiadores e juristas acessar conteúdos originais de páginas que foram alteradas ou até mesmo excluídas. No entanto, esse projeto fundamental da entidade criada em São Francisco, nos EUA, enfrenta uma crise existencial. E a última ameaça vem justamente de quem mais precisa do arquivo — os veículos de imprensa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Um número cada vez maior de empresas de comunicação vem negando o acesso do Internet Archive aos seus conteúdos. Segundo uma pesquisa da Nieman Foundation for Journalism, da Universidade de Harvard, pelo menos 241 portais de notícias de nove países já bloquearam o acesso da Wayback Machine. Entre eles estão o britânico The Guardian, o americano New York Times, o francês Le Monde e o USA Today, maior conglomerado jornalístico dos Estados Unidos. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM 'Pegou foto sem autorização', diz evangélica de 16 anos vítima de influencer que usou IA para sexualizar sua imagem em igreja Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado Abrindo mão de uma importante ferramenta O próprio USA Today publicou recentemente uma reportagem mostrando como a polícia de imigração americana, o ICE, havia ocultado informações na web sobre sua política de detenção. Para a apuração, o jornal utilizou conteúdos da Wayback Machine do archive.org, contradizendo a própria política da empresa, que agora bloqueia o acesso da plataforma a seus artigos. O motivo pelo qual os veículos de comunicação estão barrando o acesso à ferramenta que eles mesmos utilizam é simples. Os jornais temem que empresas de inteligência artificial, como OpenAI ou Google, acessem os conteúdos jornalísticos arquivados na plataforma para treinar seus modelos de linguagem — sem autorização e sem pagamento. "O problema é que os conteúdos do New York Times no Internet Archive são utilizados pelas empresas de IA, que infringem direitos autorais para concorrer diretamente conosco", declarou o porta-voz do NYT, Graham James. Milhares de consultas por segundo com robôs De fato, dados mostram que, no site archive.org, inúmeros robôs são usados para buscar conteúdos jornalísticos e utilizá-los no treinamento de modelos de IA — obtendo, assim, exatamente as informações que lhes são negadas. O diretor do Wayback Machine, Mark Graham, afirmou à revista Wired que algumas empresas chegaram a acessar os arquivos com dezenas de milhares de solicitações por segundo, a ponto de sobrecarregar temporariamente os servidores. Era algo que o archive.org não esperava. A organização sem fins lucrativos se apresenta como uma entidade comprometida com a internet aberta. "Exatamente como uma biblioteca clássica, oferecemos acesso gratuito a pesquisadores, historiadores, cientistas e pessoas com deficiência visual e ao público em geral. Nosso objetivo é possibilitar a todas as pessoas o acesso universal a todo o conhecimento", diz o lema da associação. Isso também exclui a possibilidade de bloquear robôs e rastreadores — o que levou às sanções impostas por grandes editoras e empresas de mídia. A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização de direitos humanos especializada em questões digitais, compara a atitude dos veículos de imprensa a uma situação em que "um jornal proibisse bibliotecas de manter cópias de seu periódico". A história da internet pode se perder para sempre Desde então, mais de 100 jornalistas assinaram uma petição em apoio ao Internet Archive. Em carta aberta, eles afirmam: "Em um cenário de mídia digital em que artigos desaparecem devido à perda de links, fusões de empresas ou cortes de custos, os jornalistas dependem frequentemente da Wayback Machine do Internet Archive para recuperar páginas que, de outra forma, estariam perdidas. Sem esse trabalho contínuo de preservação da Internet, grande parte da história jornalística recente já teria se perdido." Mark Graham, do New York Times, afirmou também à Wired que está em conversas com as empresas de jornalismo para reaver o acesso. O desfecho ainda é incerto. "Não há dúvida de que o bloqueio crescente de grande parte da internet pública prejudica a capacidade da sociedade de compreender o que está acontecendo em nosso mundo", confessou Graham. Fragmentar a internet é inevitável? Getty Images Arquivo como infraestrutura pública Repórter especializado em mídia e fundador do socialmedia watchblog.de, Martin Fehrensen vê no archive.org o único registro funcional da web aberta. Caso a plataforma não consiga mais cumprir essa função, isso teria consequências graves, diz ele à DW. "Milhões de trechos da Wikipedia perderiam a referência; pesquisas sobre a responsabilidade das plataformas – ou seja, quais termos de uso vigoravam em cada momento, quais regras de moderação foram reformuladas e de que maneira – se tornariam significativamente mais difíceis; e as evidências digitais com valor probatório judicial seriam perdidas", explica, acrescentando que, especialmente para os veículos jornalístico, seria totalmente absurdo bloquear o arquivo. Segundo Fehrensen, há duas maneiras de se resolver esse conflito. "Precisamos de um diálogo com os editores, com uma separação técnica clara entre o arquivamento e o treinamento de IA, pois esse é o verdadeiro conflito, não o arquivo em si", explica o jornalista. A médio prazo, na opinião dele, deve ser criado um status jurídico especial para os arquivos da web. E, a longo prazo, o arquivamento da internet deve ser tratado como infraestrutura pública, não como um projeto isolado de uma ONG em São Francisco, acrescenta. "O fato de que, em 2026, ele ainda dependa de uma única organização é a verdadeira falha estrutural", conclui. Um conflito dramático – entre vários Não é a primeira vez que o Internet Archive luta para continuar existindo. Em setembro de 2024, um ataque hacker ao site resultou no roubo de 31 milhões de contas de usuário. Foi um duro golpe, mas a organização conseguiu se recuperar. No mesmo ano, o Archive perdeu um processo de direitos autorais em um tribunal de apelação dos EUA: as editoras Hachette, Penguin Random House, HarperCollins e Wiley entraram com uma ação contra o programa gratuito de empréstimo de e-books que o Archive havia lançado durante a pandemia de Covid-19, e obtiveram sucesso. Mais de 500 mil livros tiveram que ser retirados da plataforma. Mas o archive.org ainda enfrenta pedidos de indenização na casa dos milhões. Em comparação com essas derrotas, a ameaça atual representada pelos bloqueios da mídia é estruturalmente mais grave, pois não pode ser sanada por uma decisão judicial ou uma atualização. Ela é o resultado de inúmeras decisões corporativas que, em conjunto, minam a essência do Wayback Machine: a documentação completa da internet pública.
25/04/2026 07:02:05 +00:00
Pacotes de Inteligência Artificial expõem dilema do Brasil na disputa entre EUA e China

Xi Jinping e Lula na China Ricardo Stuckert / Presidência da República Em 23 de julho de 2025, Donald Trump assinou ordem para exportar “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia. A medida intensifica a disputa com a China por influência tecnológica global. No mesmo período, o Brasil firmou memorando com Pequim e negocia com Washington, enquanto amplia dependência de infraestrutura digital estrangeira. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia O Brasil está nominalmente na lista de destinos prioritários. Ao lado do Egito e da Indonésia, o país figura entre os mercados emergentes onde a presença americana precisa ser consolidada, antes que a influência chinesa se torne irreversível. Para entender o que isso representa na prática, vale olhar o que aconteceu com o Japão. Em outubro de 2025, durante a visita de Trump a Tóquio, os dois países assinaram um “Technology Prosperity Deal”, um acordo de alinhamento em política de IA que vai muito além da compra e venda de hardware. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento inclui compromissos sobre padrões técnicos, frameworks de governança, fluxo de dados e cooperação em segurança digital. O Japão passou a integrar estruturalmente a órbita tecnológica americana, não apenas como parceiro comercial, mas como parceiro normativo. Washington quer replicar esse modelo em escala. A lógica americana é clara e, num certo sentido, legítima. A China exporta tecnologia de IA num modelo que analistas descrevem como “full-stack com condições embutidas”: hardware subsidiado, software com lógica de caixa preta e frameworks de governança que replicam o modelo regulatório de Pequim. Washington entendeu que competir chip a chip não é suficiente. É preciso exportar o ecossistema inteiro e, com ele, a arquitetura normativa que o acompanha. Para o Brasil, o problema é que os dois modelos chegam com política externa no rodapé do contrato. Em 2025, o governo Lula assinou um memorando de entendimento com a China para aprofundar a colaboração em inteligência artificial. No mesmo período, Brasília avançava nas conversas com Washington sobre o programa de exportação de IA e recebia anúncios de bilhões de dólares em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle. Do ponto de vista diplomático, é um malabarismo admirável. Do ponto de vista tecnológico, é uma contradição estrutural que vai cobrar seu preço mais cedo do que se imagina. A questão central não é quem vende o chip. É quem treinou o modelo. Os grandes sistemas de linguagem e tomada de decisão que o setor público e privado brasileiro já usa, na análise de crédito, na triagem de políticas, na recomendação de conteúdo e na gestão de contratos foram desenvolvidos majoritariamente por empresas americanas, segundo padrões americanos, com dados que refletem realidades americanas. O viés não é necessariamente malicioso. Mas é estrutural. E tende a se aprofundar na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos ao CLOUD Act americano, a lei que autoriza o governo federal dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente de onde o servidor esteja fisicamente localizado. O próprio debate regulatório revela a ambiguidade. O Senado brasileiro tem acompanhado de perto o AI Act europeu como referência normativa para sua legislação nacional, e o projeto em discussão cria um sistema de governança de IA sob a responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na teoria, é soberania. Na prática, o discurso regulatório aponta para autonomia, mas a implementação é operada por corporações multinacionais americanas. O Brasil faz a lei, mas quem comanda a infraestrutura sobre a qual essa lei incide são outros. Isso não é uma acusação. É uma descrição de como o poder funciona no século 21. Brasil é maior mercado de dados da América Latina A boa notícia é que o Brasil tem cartas genuínas nessa mesa. É o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o que importa imensamente para data centers, e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação no planeta. Quando Washington e Pequim disputam o Brasil como parceiro de IA, não o fazem por generosidade. É porque o país tem o que ambos precisam: escala, energia e população conectada. A dependência, se vier, será escolhida, não imposta. A pergunta que o debate público brasileiro ainda não fez com a seriedade necessária é esta: ao aceitar o pacote completo de IA americano, com seus chips, seus modelos, seus padrões de governança e suas obrigações de compliance, o que o Brasil está abrindo mão em troca? Não em termos comerciais, mas em termos de autonomia sobre decisões que, daqui a dez anos, serão tomadas por sistemas que alguém, em algum lugar, já programou.
25/04/2026 06:00:43 +00:00
Você manda currículo e ninguém responde? IA está te eliminando? O que mudou nos processos seletivos

Por que ninguém responde seu currículo? Por muitos anos, a fórmula para conseguir um emprego parecia clara: formação, experiência e disponibilidade para assumir a vaga. Esses critérios continuam no centro das decisões de contratação, e ninguém no mercado sério discute isso. O que mudou é que, nos últimos anos, eles deixaram de ser suficientes para garantir avanço em um processo seletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo candidatos qualificados passaram a esbarrar em uma etapa invisível da seleção. Ferramentas de inteligência artificial passaram a organizar, priorizar e filtrar perfis antes mesmo de qualquer análise humana. Nesse cenário, saber fazer o trabalho já não basta. É preciso, antes de tudo, ser notado. A engenheira de produção Samanta Santos conhece bem essa sensação. Com formação técnica, experiência em diferentes áreas e abertura para diferentes modelos de contratação, ela segue enviando currículos e acumulando silêncios. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. A experiência de Samanta se tornou comum em um mercado que amplia as oportunidades e intensifica a disputa ao mesmo tempo. No Brasil, seis em cada 10 profissionais afirmam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano, segundo levantamento do LinkedIn. Entre os fatores mais citados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de processos mais exigentes (50%). Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Esse contexto ajuda a explicar por que a inteligência artificial passou a ocupar um lugar central no debate. O uso da tecnologia avançou rapidamente. Mais da metade das organizações ouvidas pela Society for Human Resource Management (SHRM) afirmou ter utilizado inteligência artificial em processos de recrutamento em 2025. Ao mesmo tempo, os candidatos também passaram a recorrer a essas ferramentas: estima-se que cerca de um terço dos usuários do ChatGPT tenha utilizado o chatbot para apoiar a busca por emprego. Na prática, isso criou uma dinâmica: sistemas automatizados filtram candidatos que, por sua vez, usam tecnologia para tentar se destacar dentro desses mesmos sistemas. “A inteligência artificial deu rosto a um problema que já existia, o de disputar vagas em um mercado cada vez mais competitivo”, analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, o Brasil vive um período intenso de mobilidade profissional. Nesse cenário, trabalhadores empregados se sentem mais confiantes para buscar novas oportunidades, motivados por melhores salários, flexibilidade ou crescimento na carreira. O efeito prático é um aumento expressivo do número de candidatos por vaga, muitos deles com trajetória sólida e sem urgência imediata para trocar de emprego. “As empresas hoje escolhem entre profissionais muito qualificados. Isso torna as decisões mais criteriosas e, naturalmente, mais lentas”, afirma Beck. Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, observa que há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez graças a uma triagem eficiente. Ela cita seleções que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Em outros, a ausência de etapas estruturadas transforma a análise de currículos em um gargalo inevitável. Entre os profissionais de atração de talentos que já testaram ou integraram a IA generativa, 70% dizem que a tecnologia melhora a eficiência da contratação. Outros 47% avaliam que os anúncios de vagas se tornam mais assertivos, e 33% apontam melhora na qualidade das escolhas. Quando a tecnologia consegue organizar esse volume, o gargalo tende a surgir em outra etapa: aquelas que ainda dependem exclusivamente da decisão humana. Entrevistas, reuniões com gestores e validações internas seguem condicionadas a agendas, alinhamentos e critérios subjetivos. Além disso, o custo de uma contratação equivocada faz com que as empresas adotem uma postura cada vez mais cautelosa. É nesse momento que o processo desacelera, explica Thomas Costa, head de growth da Pandapé e da Redarbor. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua em andamento, ainda que silencioso. Nesse período, pesa também o fato de haver mais candidatos empregados disputando as vagas. “Esse perfil [profissional que já está empregado] não tem a mesma urgência ou velocidade para responder ou marcar uma entrevista do que alguém que está desempregado”, diz. Outro fator que reforça essa percepção é a forma como os sistemas operam. Plataformas de recrutamento afirmam que a inteligência artificial não elimina candidatos, mas organiza os perfis conforme a compatibilidade aos critérios da vaga. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que alimenta a sensação de exclusão. "O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial", afirma Samanta. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos Segundo o levantamento do LinkedIn, 29% dos brasileiros dizem não entender como a inteligência artificial é usada nos processos seletivos, e 28% desconfiam se as candidaturas são avaliadas de forma justa. Esse desconhecimento amplia o desgaste emocional da busca por emprego Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as frustrações relatadas por quem procura trabalho, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta Samanta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas ressalta que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, houve 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. A empresa decidiu agir diante da sensação de "vagas fantasmas", anúncios que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que acumulavam cerca de 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. “Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo”, explica. O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos pelo avanço tecnológico e mais por decisões internas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos, nos quais o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve durar ou o que está sendo avaliado, reforçam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, ainda que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a sensação de acompanhamento humano — e não apenas a de um desaparecimento silencioso —, apontam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e formulários preenchidos, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. “Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro”, conclui. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos
25/04/2026 05:57:36 +00:00
Antes de IPO, SpaceX aposta em IA para empresas como mercado maior que o de foguetes

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo No último quarto de século, Elon Musk revitalizou as viagens espaciais e transformou a exploração cósmica em um negócio próspero. Agora, a SpaceX mira uma oportunidade ainda maior em um campo mais mundano: a criação de inteligência artificial para empresas. A SpaceX calcula que seu mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) — métrica acompanhada de perto por investidores — pode chegar a US$ 28,5 trilhões, segundo um registro S-1 analisado pela Reuters. O TAM representa a receita máxima que uma empresa poderia alcançar se conquistasse todos os clientes de um mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O registro regulatório S-1, no qual empresas divulgam finanças e riscos antes de abrir capital, indica que a SpaceX espera que mais de 90% desse mercado — ou US$ 26,5 trilhões — venha do setor de IA. A maior parte desse valor, cerca de US$ 22,7 trilhões, estaria na IA voltada a empresas. A companhia avança com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), prevista para o verão no hemisfério norte (de junho a setembro), com avaliação estimada em cerca de US$ 1,75 trilhão. A empresa pretende levantar aproximadamente US$ 75 bilhões, o que pode tornar a operação a maior da história. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acreditamos que identificamos o maior mercado endereçável e acionável da história da humanidade", disse a empresa no registro. As novas informações sobre onde a SpaceX enxerga sua maior oportunidade contrastam com a forma como a empresa ganha dinheiro hoje. A companhia não respondeu a pedido de comentário. Embora o TAM não seja uma previsão nem uma avaliação, ele é um indicador importante para investidores que analisam o potencial de crescimento de uma empresa. Esses números costumam ser elevados e raramente questionados. Quando abriu capital, em 2019, a Uber estimou uma oportunidade de mercado de US$ 5,7 trilhões apenas para o negócio de transporte por aplicativo. A oportunidade bilionária apontada pela SpaceX, detalhada em mais de 300 páginas de documentos financeiros, reforça o desejo antigo de Musk de ter papel central no avanço da IA. Atualmente, o mercado de IA para empresas é dominado por Anthropic e OpenAI, que disputam a liderança do setor. As duas já indicaram intenção de abrir capital ainda neste ano. Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de pesquisa em IA fundada por Musk no início de 2023. O documento analisado pela Reuters indica que a xAI ainda é uma operação incipiente e altamente deficitária. A unidade de IA registrou prejuízo operacional de US$ 6,4 bilhões em 2025, acima dos US$ 1,6 bilhão do ano anterior. As perdas eclipsaram os US$ 4,4 bilhões de lucro operacional da Starlink, serviço de internet via satélite e principal fonte de receita da empresa. A Starlink respondeu por US$ 11,4 bilhões da receita total de US$ 18,7 bilhões no ano passado. No consolidado, a SpaceX teve prejuízo de US$ 4,9 bilhões. A unidade de IA também demanda altos investimentos. Em 2025, o capex total da SpaceX chegou a US$ 20,7 bilhões, sendo US$ 12,7 bilhões destinados à IA — mais do que o gasto somado com os negócios espaciais e de conectividade. A empresa afirma que pode aproveitar ferramentas da xAI, como o Grok Enterprise e uma plataforma autônoma em desenvolvimento com a Tesla, chamada Macrohard. No documento, a empresa alertou investidores sobre os planos de investir pesadamente no desenvolvimento de IA e outras tecnologias, incluindo a fabricação de componentes essenciais, como as unidades de processamento gráfico (GPUs). A SpaceX também pretende montar uma equipe de vendas especializada e enviar profissionais, chamados de engenheiros avançados, para atuar diretamente com clientes e apoiar a adoção de IA. “Acreditamos que nossa estratégia empresarial, focada em atender às necessidades digitais dos maiores setores do mundo com soluções de IA, nos posiciona de forma competitiva para aproveitar essa oportunidade de rápido crescimento”, disse a SpaceX no documento. Uma fonte familiarizada com as finanças da empresa não ficou convencida. “Se você decidir que vai ser realmente conservador em relação a isso e valorar apenas os negócios que eu realmente consigo ver, você não vai chegar nem perto do valor que o mercado quase certamente vai atribuir", disse. SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk
25/04/2026 05:00:38 +00:00
Taxa das blusinhas: receita dos Correios com encomendas internacionais cai de 22% para 8%

A participação das receitas com a distribuição de encomendas internacionais nas contas dos Correios caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025, segundo as demonstrações financeiras da estatal publicadas no Diário Oficial da União na quinta-feira (24). A queda está relacionada à criação do programa Remessa Conforme, do Ministério da Fazenda, que encerrou o monopólio dos Correios na distribuição de encomendas internacionais no Brasil e reduziu a receita da empresa nos últimos dois anos. Em 2024, a estatal tinha registrado uma receita de R$ 3,9 bilhões com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões para 2023. Em 2025 o valor caiu para R$ 1,3 bilhão, com uma redução de R$ 2,6 bilhões em relação ao ano anterior. Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da instituição aponta que a criação do programa "Remessa Conforme" escancarou os problemas econômico-financeiros da empresa. "A redução da participação de mercado no segmento de encomendas internacionais, que até agosto de 2024 representava uma espécie de “monopólio” para os Correios, evidenciou a ausência de reposicionamento negocial da Empresa, diante das transformações do comportamento da sociedade", afirmou o documento assinado pela diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução Taxa das blusinhas Em 2023, o governo criou o programa Remessa Conforme que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Até então, essas compras estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. A medida gerou um impacto significativo nas receitas dos Correios. Um estudo produzido pela empresa no começo de 2025 apontou que a estatal teve um prejuízo de receita de R$ 2,2 bilhões após o implemento do programa. Redução de transporte de encomendas Um documento interno dos Correios aponta que o volume de encomendas internacionais transportadas caiu cerca de 110 milhões de objetos nos nove primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, a empresa transportou 149 milhões de pacotes até setembro de 2024, contra 41 milhões de encomendas no mesmo período do ano passado. Tráfego Postal Internacional Reprodução/ Correios Com a difusão das compras por meio de marketplaces internacionais nos últimos anos, a receita com encomendas estrangeiras, que já chegou a responder por quase 25% de todo o faturamento da empresa, agora representa apenas 8,8%. Em julho de 2024, a empresa transportou 21 milhões de pacotes e teve uma receita de R$ 449 milhões, contra 3 milhões de encomendas e R$ 87 milhões em receita em setembro passado — a menor quantidade em 23 meses. Ciclo vicioso de prejuízo Essa frustração de receitas gerou um "ciclo vicioso de prejuízos" nos últimos anos, admitido pelos próprios Correios. "Formou-se, assim, um ciclo vicioso de perda de clientes e receitas, decorrente da baixa qualidade operacional, que reduziu progressivamente a geração de caixa necessária para regularizar as obrigações dos Correios", afirmou a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo. Segundo o documento, o agravamento da performance operacional foi o principal responsável pelos prejuízos recorrentes registrados pela empresa nos últimos trimestres. "As negociações com grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita de vendas — tornaram-se cada vez mais sensíveis, comprometendo acordos e frustrando expectativas de resultado", completou.
25/04/2026 05:00:34 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.999 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (25), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
25/04/2026 03:01:05 +00:00
Salão de Pequim: GWM Tank 300 ganha motor híbrido plug-in flex no Brasil, por R$ 342.000

GWM Tank 300 flex divulgação/GWM A GWM anunciou, neste sábado (25), durante Salão do Automóvel de Pequim, o Tank 300 equipado com motor híbrido plug-in flex. Trata-se do primeiro veículo do mundo a utilizar esse tipo de conjunto, que chega custando R$ 342.000, R$ 3 mil acima da versão a gasolina - R$ 339.000. A chegada desse tipo de motorização não surpreende, já que, desde 2024, a GWM informava ter iniciado o desenvolvimento de seu primeiro motor híbrido flex. Naquele momento, a previsão era estrear o conjunto no SUV Haval H6. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em entrevista ao g1, Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM Brasil, explicou que a escolha do Tank 300, em vez do Haval H6, como modelo de estreia, se deu pela quantidade de versões disponíveis do veículo. “No H6 você tem híbrido plug-in e híbrido pleno em mais de uma configuração, o que aumenta a complexidade da transição do modelo”, apontou. GWM Tank 300 PHEV Flex Divulgação / GWM O executivo apontou que, neste momento, já não existe estoque do Tank 300 movido apenas a gasolina. “Todos os carros do estoque já são flex”, disse. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) No Brasil, o Tank 300 é vendido em uma única configuração, que combina um motor 2.0 turbo a gasolina com um sistema elétrico capaz de percorrer até 75 quilômetros no modo totalmente elétrico, sem consumo de combustível. O modelo aposta em um visual robusto, com proposta mais tradicional, mas traz claras referências a concorrentes já conhecidos do público. GWM Tank 300 inaugura segunda invasão chinesa ao Brasil As principais referências estão: O estepe traseiro sem cobertura, instalado em uma tampa de porta-malas que abre para a direita e tem maçaneta vertical, remete diretamente ao Jeep Wrangler; As lanternas traseiras lembram as do Land Rover Defender 90; Os parabarros sobre as rodas e os faróis redondos trazem inspiração nos modelos aventureiros da Jeep e do Mercedes Classe G; O acabamento interno, com saídas de ar redondas, relógio analógico e detalhes cromados sobre as grelhas dos alto-falantes, também segue o estilo da Mercedes; Já os faróis, embora redondos, são “cortados” por listras iluminadas muito semelhantes às do Ford Bronco. O Tank 300 segue à risca a cartilha de um verdadeiro 4x4. Começa pela construção em chassi sobre carroceria, que torna o conjunto mais firme e resistente, especialmente fora do asfalto. No uso off-road, o sistema funciona de forma semelhante: um bloqueio central distribui a força do motor para as rodas traseiras — e ainda é possível travar os diferenciais dianteiro e traseiro para reforçar o desempenho 4x4 e garantir tração mesmo em terrenos difíceis. O Tank 300 também conta com um piloto automático adaptativo, desenvolvido para uso fora de estrada, e uma interface especial na central multimídia. Nesse último caso, o carro exibe dados como inclinômetro, bússola, pressão atmosférica, altitude, ângulo de esterço das rodas e inclinação longitudinal e lateral. Além disso, o veículo conta com uma entrada de ar do motor elevada, ideal para enfrentar ruas ou trechos alagados. A altura livre do solo de 22,2 cm e da suspensão, macia na medida certa para o off-road, ajudam a absorer os solavancos — inclusive no asfalto irregular — sem perder a estabilidade.
25/04/2026 02:57:10 +00:00
Governo publica regras que ampliam crédito para a reforma de imóveis; teto passa de R$ 30 mil para R$ 50 mil

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24) as novas regras da linha de financiamento para reformas habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). As mudanças foram anunciadas na quarta-feira (15) juntamente com alterações nas faixas de renda e nos valores dos imóveis do MCMV (veja detalhes abaixo). O público-alvo foi ampliado. Eram elegíveis à linha de financiamento famílias com renda de até R$ 9,6 mil. Agora, podem tomar o crédito famílias com renda de até R$ 13 mil. Com a publicação das alterações, também passa a valer o novo valor máximo da reforma: R$ 50 mil. Antes, o teto estava fixado em R$ 30 mil. O prazo dos financiamentos também mudou, de 60 para 72 meses, a uma taxa de 0,99% ao mês. Condomínio de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação Novas regras compra imóveis Na quarta-feira (22), entraram em vigor as novas regras de financiamento de imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliaram o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e também para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com as novas condições de financiamento. 💰 Novos limites de renda por faixa Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000 🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade; Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil; Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.
24/04/2026 23:57:27 +00:00
Governo desiste de uso do FGTS para pagar débitos de endividados e foca em nova fase do Desenrola

Ana: Saque do FGTS foi descartado para socorro a endividados Depois de semanas de discussão, o governo federal desistiu da proposta de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a população abater dívidas e deve apostar em uma nova fase do programa Desenrola. O governo encontrou dificuldades jurídicas para viabilizar o uso do FGTS para quitação ou redução de dívidas. (veja aqui como o assunto impacta a eleição) A decisão está em fase final de discussão dentro da área técnica do governo e pode ser fechada na próxima segunda-feira (27), quando o ministro da Fazenda, Dario Duringan, se reúne com representantes dos principais bancos em São Paulo. 💰 Uma nova fase do programa que permitiu renegociação de dívidas seria uma forma de ajudar famílias endividadas por conta dos juros altos e dívidas que se avolumam. Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido Jornal Nacional/ Reprodução Pesquisa do instituto de pesquisas Datafolha mostrou que o endividamento atinge dois em cada três brasileiros. O desenrola foi promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 e é considerado um programa importante do início do atual governo. Impacto eleitoral Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz. O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros. A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.
24/04/2026 22:59:23 +00:00
Passagens aéreas sobem quase 20% em março, diz Anac

Movimentação intensa de passageiros no Aeroporto de Congonhas RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Os preços das passagens aéreas subiram 19,4% em março em relação ao mesmo período de 2025, informou nesta sexta-feira (24) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 🔎 O indicador utilizado pela agência é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), que ficou em R$ 0,5549 no mês. Ele mede o preço efetivamente cobrado pelas companhias aéreas por distância percorrida e permite uma leitura mais precisa das tarifas no setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A alta ocorre em meio à disparada do preço do petróleo, após a escalada do conflito no Oriente Médio. O barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 45% no período. Isso impacta derivados como o querosene de aviação (QAV), usado pelo setor aéreo. Apesar do aumento, a agência afirmou que a variação está dentro da margem típica do setor e ocorre “mesmo com o contexto atual de conflitos externos". Segundo a Anac, a tarifa real média em março foi de R$ 707,16, alta de 17,8% em relação a março de 2025 e de 0,9% frente a março de 2024, já em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A tarifa real média vem em processo de queda desde 2023", afirmou a agência. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preocupação do setor No início deste mês, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), aplicado em abril, poderia gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens. Segundo a entidade, a alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, fez com que o combustível passasse a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%. "A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", disse, em nota, a Abear. A declaração ocorreu poucas horas após a confirmação de que a Petrobras elevou, em abril, o preço médio de venda do querosene de aviação às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Aviação cresce em março A movimentação da aviação civil brasileira também cresceu no mês. Foram 10,6 milhões de passageiros transportados, somando voos domésticos e internacionais, no maior volume já registrado para o período. Do total, 8 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas e 2,6 milhões em voos internacionais. No comparativo anual, o número total de passageiros cresceu 3,1% em relação a março de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo mercado internacional, que teve alta de 8,9%, enquanto o segmento doméstico avançou 1,3%. Os dados fazem parte do relatório de demanda e oferta da Anac, atualizado com a série histórica até março de 2026. A agência também registrou crescimento na demanda e na oferta de voos. A demanda, medida pelo total de passageiros multiplicado pela distância percorrida, aumentou 7,8% no mercado doméstico. Já a oferta — calculada pelo número de assentos disponíveis em relação aos quilômetros voados — teve alta de 7,9%. Já no segmento internacional, a demanda subiu 3,3% e a oferta avançou 0,4%. No transporte de cargas, foram movimentadas 117,5 mil toneladas no total, uma leve queda de 0,3% na comparação anual.
24/04/2026 22:59:13 +00:00
Auditoria externa faz ressalva e diz que precatórios a serem pagos pelos Correios podem não ter valor informado

Prejuízo dos Correios atingiu R$ 8,5 bilhões em 2025 A auditoria externa contratada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, para analisar as demonstrações financeiras de 2025 alertou que os precatórios a serem pagos pela estatal podem não ter o valor informado. De acordo com a auditoria, os Correios ainda não têm um processo de mensuração preciso dos processos judiciais e precatórios a pagar que não deixem qualquer dúvida a respeito do real valor que a empresa deve pagar. 🔎 Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica. 💰 As informações da análise foram publicadas no "Diário Oficial da União". Atualmente, a empresa registra uma obrigação de pagamento de precatórios no valor de R$ 6,4 bilhões. "Diante dessas circunstâncias, não foi possível concluir, mesmo com a aplicação de procedimentos alternativos de auditoria, sobre a adequação integral do saldo da provisão para contingências vinculadas aos processos e de seus eventuais reflexos contábeis correlatos no resultado do exercício", justificou a auditoria. Em função da imprecisão no cálculo do montante devido por conta de processos judiciais, os Correios tiveram que fazer ajustes nas demonstrações financeiras de 2023 e 2024, para inserir mais R$ 1,6 bilhão de expectativa de perdas em disputas judiciais. O setor de contabilidade dos Correios afirmou que reapresentou os dados em atendimento à recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). 💰 Além disso, foram revertidos R$ 144 milhões a mais destinados para esse gasto em 2024, causando uma ligeira redução no prejuízo dos Correios no ano retrasado, passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,4 bilhões. Na tarde de quinta-feira (23), os Correios anunciaram um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões, alcançando a marca de 14 trimestres seguidos com resultados negativos. A série começou no 4º trimestre de 2022. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,4 bilhões. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução O que explica o resultado de 2025? Segundo as demonstrações financeiras da estatal, o principal fator por trás do aumento bilionário das despesas foi o pagamento de precatórios decorrentes de decisões judiciais já transitadas em julgado. 💵 Sem aprofundar as causas desse crescimento — que atingiu R$ 6,4 bilhões em 2025, alta de 55,1% em relação a 2024 —, representantes da estatal afirmaram que parte do valor, equivalente a R$ 2,63 bilhões, está relacionada a dívidas herdadas de gestões anteriores. Ainda segundo informações apresentadas pela empresa, a receita bruta no ano passado foi de R$ 17,3 bilhões, — 11,35% menor que a registrada em 2024. A queda nas receitas foi provocada, principalmente, pela redução de encomendas internacionais transportadas, em 66%, em relação ao ano anterior. "O maior fator isolado da queda de receita foi a redução de 65,6% nas encomendas internacionais, provocada por mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor que alteraram os fluxos do comércio global", diz o comunicado. Segundo esse mesmo documento, os Correios reservaram R$ 2,63 bilhões para cobrir possíveis perdas em ações trabalhistas que tratam do pagamento do adicional de atividade de distribuição e coleta externa (AADC) e do adicional de periculosidade. Esse tipo de reserva, chamada de provisão, é usada quando a empresa avalia que pode ter de pagar esses valores mais adiante.
24/04/2026 22:50:47 +00:00
Funcionários e precatórios puxaram gastos dos Correios em 2025; despesas aumentaram 37% enquanto receitas caíram 12%

correios, crise, entregas, encomendas Reprodução/TV Globo Em 2025, as despesas gerais e administrativas dos Correios, que incluem parte do pagamento dos funcionários e precatórios, dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça, atingiram R$ 6,3 bilhões, um crescimento de 37% em relação ao ano anterior, quando alcançaram R$ 4,6 bilhões. Esse foi maior valor desde 2001, ano da demonstração financeira mais antiga disponibilizada pelos Correios na internet. As receitas com a venda de serviços, como a entrega de encomendas, recuaram 12%, de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões para 2025. O detalhamento dos números foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (23), após anúncio da estatal de um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos. O resultado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,4 bilhões. O que mais pesou no ano passado? As duas despesas que mais impactaram o caixa dos Correios foram o pagamento de funcionários administrativos, que aumentou R$ 215 milhões entre 2024 e 2025, e os custos com os processos perdidos na Justiça pela estatal, já no formato de precatório, saindo de R$ 1,1 bilhão em 2024 para R$ 2,5 bilhões no período. Assim, as despesas gerais e administrativas, que são os gastos indiretos para que a empresa funcione, atingiram R$ 6,3 bilhões em 2025, R$ 1,7 bilhão a mais do que em 2024. 🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica. 'Taxa das blusinhas' As receitas repetiram comportamento que vem sendo observado após o governo federal lançar em 2023 o programa Remessa Conforme, caíram principalmente por conta da queda da prestação de serviço de transportes de encomendas internacionais. O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Em 2024, a estatal tinha registrado uma receita de R$ 3,9 bilhões com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões em relação a 2023. Em 2025, o valor despencou para R$ 1,3 bilhão, R$ 2,6 bilhões a menos que o ano anterior. Com isso, a receita com esse tipo de produto, que chegou a representar 22% do todo em 2023, hoje representa apenas 7,8%. Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da instituição aponta que a criação do programa "Remessa Conforme" escancarou os problemas econômico-financeiros da empresa. "A redução da participação de mercado no segmento de encomendas internacionais, que até agosto de 2024 representava uma espécie de “monopólio” para os Correios, evidenciou a ausência de reposicionamento negocial da Empresa, diante das transformações do comportamento da sociedade", diz o documento. correios, crise, entregas, encomendas, sedex Reprodução/TV Globo Despesas com pessoal Além do aumento nos precatórios a pagar, em função de derrotas na Justiça, outro fator que impacta diretamente a situação dos Correios são os gastos com os funcionários da empresa, seja os carteiros que estão nas ruas ou a parte administrativa. Apenas nos últimos quatro anos, a empresa viu os gastos com pessoal saltarem 31,25%, saindo de R$ 11,1 bilhões em 2022 para R$ 14,6 bilhões em 2025. Por outro lado, a atual gestão do presidente Emmanoel Rondon conseguiu reduzir os gastos com a remuneração do pessoal chave da administração da estatal. A redução nos gastos com a diretoria executiva foi de quase R$ 857 mil. Empréstimos As demonstrações financeiras também dão transparência ao contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões tomado pelos Correios junto a um sindicato de bancos no final de 2025. Entre as novidades sobre o contrato, está a taxa de juros na qual ele foi negociado, 1,89% ao ano mais a taxa DI referenciada. Além disso, os Correios tiveram que pagar R$ 240 milhões em taxa de contratação. Com isso, a expectativa da estatal é que os juros totais incorridos na contratação do empréstimo sejam de R$ 22,4 bilhões. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. Além disso, o contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. Parte do valor do empréstimo recebido foi também para quitar os outros empréstimos que a estatal tinha tomado com bancos entre dezembro de 2024 e junho de 2025, no valor de R$ 2,3 bilhões. Além de pagar o que foi emprestado, a empresa ainda pagou R$ 422 milhões em juros. Todos eles foram quitados até janeiro de 2026. Os Correios começaram o ano de 2025 com dois empréstimos a pagar até o final do ano no valor de R$ 550 milhões, tomados ainda pela gestão do ex-presidente Fabiano Silva dos Santos, para aliviar ajudar o caixa da empresa a quitar despesas de final de ano, como o salário e o décimo terceiro dos funcionários. Em junho, ainda sem conseguir uma solução para a falta de liquidez da empresa, Fabiano tomou um novo empréstimo com um grupo de bancos no valor de R$ 1,8 bilhões. Entretanto, uma cláusula do contrato bloqueou o dinheiro que a estatal teria a receber por meio do faturamento na prestação de seus serviços, durante o segundo trimestre de 2025. A cláusula previa estabilidade no estoque de precatórios a pagar pelos Correios. Entretanto, em função da necessidade de reconhecimento de novas perdas com processos judiciais durante o ano, a quantidade aumentou e a garantia foi acionada. Até para conseguir reverter a situação, a nova administração da estatal renegociou o contrato para conseguir liberar a receita enquanto não finalizava o acordo para a tomada de um novo empréstimo, no valor de R$ 12 bilhões. Isso gerou um custo adicional de R$ 45 milhões.
24/04/2026 22:49:43 +00:00
Governo inicia fiscalização de transparência de preços em aplicativos de transporte e delivery

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, começou nesta sexta-feira (24) a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor em aplicativos de transporte individual e de delivery. 🚗 De acordo com a Senacon, o prazo de 30 dias para adequação às regras de transparência de preços terminou na quinta-feira (23). 🛵 Uma portaria editada pelo governo este determina que os aplicativos informem, de forma clara e destacada, como o valor pago em cada serviço é distribuído. A norma determina que as plataformas detalhem a composição do preço ao consumidor, indicando: quanto cabe ao aplicativo, quanto cabeao motorista ou entregador; e quanto cabe ao estabelecimento comercial. "Com o fim do período de adequação, a Senacon passa a verificar o cumprimento efetivo das regras, para garantir que as mudanças não se limitem a ajustes formais nas interfaces, mas resultem em informação clara ao consumidor. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) já recebeu relatos de usuários que identificaram alterações nas plataformas, indicando movimento inicial de adequação", informou a Senacon. Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa Freepik Fiscalização e cumprimento da norma A Senacon informou que a fiscalização concentra-se na verificação da apresentação adequada e compreensível das informações. 💰 O descumprimento pode ser caracterizado como infração às regras de defesa do consumidor, sujeitando as empresas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), como multa e suspensão temporária das atividades. Segundo a portaria, as plataformas devem exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. As informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização. Ao tornar mais visível a composição do preço, a Senacon diz que a norma reduz a assimetria de informação e fortalece a capacidade de escolha do consumidor. Como reclamar A Senacon afirmou que consumidores que não encontrarem as informações exigidas, ou identificarem apresentação inadequada ou incompleta, podem fazer uma reclamação. A queixa pode ser registrada na plataforma consumidor.gov.br e junto aos Procons locais. De acordo com a Senacon, as manifestações também subsidiam as ações fiscalizatórias da secretaria.
24/04/2026 22:39:40 +00:00
Conta de luz: com menos chuvas, Aneel define bandeira tarifária amarela em maio

A bandeira tarifária para o mês de maio será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa. Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura. 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. A Aneel registrou no entanto que há uma "redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota, a agência destacou que "os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico." Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Governo anunciou bandeira tarifária para contas de energia de maio Gilvana Giombelli/g1 Paraná Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
24/04/2026 21:17:32 +00:00
Salão de Pequim: conheça o Xpeng Aridge, carro voador que carrega embutido em van híbrida; VÍDEO

Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido Com um nome nada fácil de pronunciar, um pequeno caminhão chama a atenção no Salão do Automóvel de Pequim: o Xpeng Aridge. A dificuldade na fala, porém, se torna irrelevante quando a caçamba se abre e revela algo inesperado: um carro voador surgindo de dentro dela. Olhando primeiro para a parte que circula apenas no chão, o veículo lembra uma caminhonete das grandes. São 5,5 metros de comprimento, 2 metros de altura e o visual é marcado por chapas em cinza fosco e linhas retas, que lembram o estilo adotado pela Tesla na Cybertruck. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Trata-se de um veículo off-road, com tração nas seis rodas. Ela é garantida por dois motores elétricos, auxiliados por um motor a combustão. O conjunto funciona principalmente com energia elétrica. Na prática, as rodas são movimentadas pelas baterias, enquanto o motor a combustão entra em ação apenas para gerar eletricidade e recarregá-las quando necessário. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Com todas as baterias carregadas e o tanque abastecido, a Xpeng promete uma autonomia total de até 1.000 quilômetros. Apesar de levar um carro voador inteiro na caçamba, o veículo ainda acomoda até quatro ocupantes. Durante o salão, porém, os vidros estavam completamente opacos, o que impediu a visualização do interior da parte terrestre. O veículo aéreo, por sua vez, podia ser observado de perto e até ocupado pelo público. Diferentemente de alguns chamados “carros voadores”, ele conta com comandos físicos para controlar a direção. Com isso, o modelo se assemelha mais a um drone pilotado como um helicóptero do que a um carro voador totalmente automático, no qual o ocupante apenas informa o destino e aguarda a chegada. Xpeng Aridge divulgação/Xpeng A marca afirma, no entanto, que também há um modo de voo em que o piloto apenas informa o destino. A partir daí, o veículo voador se encarrega sozinho de decolar, percorrer o trajeto necessário e pousar com segurança. A experiência lembra a de um helicóptero também nos detalhes internos. Os bancos são mais rígidos do que os de um carro de luxo, e há diversos botões dedicados ao controle do voo. Para que os rotores caibam no veículo terrestre, eles se dobram de forma semelhante a um brinquedo articulado. Segundo a Xpeng, todo esse processo é automático e leva cinco minutos. Basta o piloto pousar o veículo voador próximo ao carro para que a caçamba se abra e o drone se recolha sozinho até o encaixe correto. Totalmente elétrico, o veículo voador tem autonomia de até 20 quilômetros. Isso deixa claro que sua proposta é atender a deslocamentos curtos. Já o sistema de baterias da parte terrestre permite recarregar o veículo voador até seis vezes. Se toda essa experiência pareceu empolgante, a Xpeng informa que o Aridge já está em produção e tem preço de US$ 280 mil na China. Na cotação da data de publicação deste texto, o valor equivale a cerca de R$ 1,5 milhão. A fabricante diz que começará a aceitar pedidos a partir do segundo semestre deste ano. Saiba mais sobre o Salão do Automóvel de Pequim: Salão de Pequim: GWM lança o Ora 5, que promete rodar até 1 mil km com um tanque
24/04/2026 21:00:33 +00:00
Trump critica Suprema Corte e diz que 'decisão ridícula' sobre tarifaço vai custar US$ 159 bilhões aos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One rumo ao Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Base Aérea Conjunta Andrews, Maryland, EUA, em 24 de abril de 2026 REUTERS/Kylie Cooper O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (24) a Suprema Corte do país. Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que a decisão de suspender o tarifaço e permitir reembolsos a importadores é “ridícula” e deve custar US$ 159 bilhões aos cofres do país. "Pessoas e empresas que se aproveitaram do nosso país por décadas, por causa da decisão horrível e ridícula da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas, agora supostamente devem receber de volta 159 bilhões de dólares", escreveu Trump. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Tudo o que [os juízes] precisavam fazer era incluir uma pequena meia frase — “que os Estados Unidos não precisam devolver valores que já foram pagos” — e o nosso país estaria 159 bilhões de dólares mais rico", acrescentou. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Com a medida invalidada, importadores passaram a poder solicitar reembolsos à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA pelas taxas pagas. O sistema para pedidos de devolução entrou em vigor na segunda-feira (20). Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A plataforma consolida os reembolsos para que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de valores separados por importação. Mais de 330 mil empresas importadoras pagaram as tarifas em 53 milhões de remessas, segundo o tribunal. Na terça-feira (21), Trump afirmou, em entrevista à rede norte-americana CNBC, que vai se lembrar das companhias que não pedirem reembolso. “Seria ótimo se as empresas não solicitassem”, acrescentou. Apesar dos US$ 159 bilhões mencionados pelo republicano, estimativas apontam valor ainda maior, com devoluções que podem chegar a US$ 175 bilhões. Levantamento do Penn Wharton Budget Model, da Universidade da Pensilvânia, indica ainda cerca de US$ 700 milhões em juros. Em publicação nesta sexta-feira (24), Trump também afirmou que o montante é maior "do que a maioria dos países vale”. "Pense nisso — apenas meia frase, e teríamos economizado 159 bilhões de dólares. Eles [juízes] não poderiam ter feito isso pelo nosso país?", concluiu o presidente, ao disparar contra a Suprema Corte. Carta a CEOs Um grupo de 15 democratas na Câmara dos Representantes dos EUA pediu, na quinta-feira, que CEOs de grandes empresas repassem aos consumidores eventuais valores obtidos com os reembolsos. A informação é da agência Reuters. Os parlamentares, opositores de Donald Trump, questionaram executivos de empresas como Walmart, Amazon e FedEx sobre que medidas pretendem adotar para garantir que o alívio tarifário se traduza em preços mais baixos ou outros benefícios diretos aos consumidores, como créditos. Segundo a Reuters, o grupo de democratas também pediu, em carta, que os executivos se comprometam a não usar os recursos para recompra de ações ou remuneração. Ainda não está claro se essas empresas buscarão reembolsos, já que o sistema de solicitação da Alfândega dos EUA não é público. A iniciativa ocorre após Trump afirmar que “vai se lembrar” das companhias que abrirem mão dos valores, sugerindo algum tipo de benefício não especificado. Veja a cronologia do tarifaço de Trump: Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232. No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. Em 21 de fevereiro, o republicano anunciou o aumento da taxa para 15%. A declaração foi feita nas redes sociais, mas a alíquota não entrou em vigor, já que não houve formalização por meio de ato oficial do governo dos EUA.
24/04/2026 19:30:50 +00:00
Ministro de Minas e Energia diz que aumento do teor de etanol na gasolina será discutido em maio

O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, anunciou, nesta sexta-feira (24), que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% será analisado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para maio. Segundo o ministro, a elevação para o chamado “E32” já conta com respaldo técnico. “Vamos submeter ao CNPE o E32, elevando o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, percentual que já teve os testes aprovados quando adotamos o E30”, afirmou. De acordo com o governo, a medida pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medida temporária O ministro informou, ainda, que a iniciativa terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE. Segundo o ministério, a proposta deve melhorar a logística do setor, ao liberar infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina. Isso pode aumentar a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel. Ministério vai propor aumento do teor de etanol na gasolina Reprodução/EPTV A proposta faz parte das diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório que busca ampliar o uso de energias renováveis e reduzir emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma diretriz ampliou o teor de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%. Desta vez, em particular, a mudança acontece em um momento sensível do mercado internacional de combustíveis. A guerra no Oriente Médio afetou diretamente o preço do petróleo e deixou a gasolina mais cara em todo o mundo. O governo tem adotado medidas emergenciais para conter os efeitos dessa instabilidade, incluindo redução de impostos e concessão de subsídios. A mistura de 32% será o próximo passo.
24/04/2026 19:11:13 +00:00
Regulação das apostas: governo bloqueia 27 plataformas que faziam previsões sobre eventos

Apostas, bets, plataforma de apostas Divulgação O governo federal informou nesta sexta-feira (24) que bloqueou 27 plataformas de chamadas apostas de “predição”, que fazem previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto, sobre a regulação do setor de apostas no país. ➡️Inicialmente, o governo informou que foram 28 bloqueios. Contudo, às 16h40 desta sexta, eles corrigiram a informação sob o argumento de que uma plataforma foi retirada da lista na noite desta quinta (veja lista abaixo). Segundo integrantes do governo, a medida faz parte do esforço para evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem controle. A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe brasileiros a riscos financeiros e opera em desconformidade com a legislação brasileira. 🔎Os chamados mercados de predição funcionam como plataformas em que os participantes apostam dinheiro no desfecho de eventos futuros — como eleições, decisões políticas, resultados de reality shows ou até indicadores econômicos. 🔎Diferentemente das bets tradicionais, essas apostas envolvem previsões sobre acontecimentos públicos e podem se aproximar de instrumentos financeiros não autorizados no Brasil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Representantes do governo disseram ainda que, desde 2023, vem adotando uma regulação mais firme do setor de apostas e que atua para fechar as portas de empresas que tentam operar de forma irregular no país. O anúncio ocorre no dia em que foi publicada resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, desse tipo de plataforma. A norma, aprovada em sessão realizada na quinta (23) e que passa a valer em 4 de maio, não afeta as bets já conhecidas no Brasil. O endurecimento das regras sobre apostas também acontece em meio a uma preocupação recorrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o impacto do setor no orçamento das famílias. Em diferentes ocasiões, Lula tem alertado para o avanço das bets e para o risco de endividamento, principalmente entre consumidores mais vulneráveis. O endividamento das famílias, inclusive, é um ponto central nos discursos recentes de Lula, que tem discutido medidas para diminuir o impacto dessas dívidas na renda dos brasileiros — principalmente em ano eleitoral, em que o petista concorre ao quarto mandato. Irregulares Participaram da entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Casa Civil, Miriam Belchior. Durigan reforçou o caráter irregular do mercado de predição no Brasil. "Nós temos hoje, no comando do Congresso Nacional, uma lei no mercado de apostas que tem sido executada de maneira rigorosa. O mercado de predição não está aderente a essa regulação do Congresso, portanto viola a lei que o Congresso aprovou que trata de apostas", argumentou. "Há outro campo de preocupação que é dos derivativos do sistema financeiro. O Conselho Monetário Nacional esclareceu quais são os ativos subjacentes que podem ser objeto de derivativos — de modo que a gente não vá ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil", prosseguiu. 🔎De acordo com o ministro, entre 2024 a 2025, o governo bloqueou 39 mil domínios de bets irregulares, além de mais de 450 perfis em redes sociais. Lista das plataformas bloqueadas PredictIt Palpita Cravei Previsao Véspera Palpitano PRÉVIAS - Plataforma de Mercado Preditivo Predict ProphetX Prediction Market Robinhood OG | Prediction Markets & Real-Time Odds Fanatics Markets Novig Hedgehog Markets IBKR ForecastTrader Voxfi Futuriza Eu Já Sabia Mercados Preditivos MercadoPred Palpitada Pliks PolySwipe PRED Exchange Ruckus Market Stride Polymarket Kalshi
24/04/2026 19:01:48 +00:00
YouTube lança ferramenta de detecção de deepfakes para celebridades de Hollywood

Logo do YouTube REUTERS/Lucy Nicholson O YouTube lançou uma ferramenta gratuita para celebridades de Hollywood conseguirem detectar deepfakes, reforçando o combate aos roubos de identidade geradas por inteligência artificial. A plataforma lançou no mês passado uma função de proteção de imagem, que ajuda a identificar conteúdos em que um rosto aparece modificado ou gerado com tecnologias de IA para imitar o de uma pessoa real. O projeto era inicialmente voltado a funcionários de governo, candidatos políticos e jornalistas. Mas, nesta semana, o YouTube ampliou o acesso à indústria do entretenimento, incluindo atores e músicos, por meio de agências de talentos e representantes de celebridades. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia A ferramenta permite "buscar conteúdos gerados por IA que reproduzam a aparência de uma pessoa inscrita, como um deepfake de seu rosto, e lhe dá a possibilidade de localizá-los e solicitar sua remoção". Celebridades e artistas podem acessá-la mesmo sem ter um canal no YouTube. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O fato de o YouTube abrir suas capacidades de detecção de deepfakes para personalidades públicas marca um ponto de inflexão na maneira como as plataformas abordam a proteção da identidade na era da IA generativa", declarou à AFP Alon Yamin, diretor-executivo e cofundador da plataforma Copyleaks, de detecção de conteúdo de IA. "A tecnologia que permite reproduzir o rosto, a voz e os gestos de uma pessoa avançou mais rápido do que as salvaguardas ao seu redor, criando uma brecha que agentes mal-intencionados já estão explorando", afirmou. Desafios importantes A iniciativa chega em um momento em que se multiplicam os vídeos hiper-realistas de celebridades mortas, criados com aplicativos de uso geral como Sora, a ferramenta da OpenAI. O aplicativo desencadeou uma enxurrada de vídeos de Michael Jackson e Elvis Presley. No mês passado, a OpenAI anunciou que encerraria o aplicativo. Em fevereiro, o diretor irlandês Ruairí Robinson criou um clipe surpreendentemente realista que mostrava Brad Pitt lutando contra Tom Cruise em um terraço por meio de um comando de duas frases. O clipe, que provocou grande inquietação em Hollywood, foi gerado com Seedance 2.0, ferramenta do grupo chinês ByteDance. Robinson também criou outros vídeos: um em que Pitt luta contra um zumbi ninja armado com espada e outro em que ele se junta a Cruise para combater um robô. Charles Rivkin, presidente da Motion Picture Association (MPA), que reúne os grandes estúdios de produção americanos, instou a ByteDance a "cessar imediatamente suas atividades de falsificação", acusando-a de atropelar os direitos autorais. Na ocasião, o YouTube disse que trabalhava com as principais agências de talentos para melhorar a detecção de imagens problemáticas e proteger melhor os artistas. Leia também: Microsoft faz 1º plano de demissão voluntária de sua história, diz jornal 'Seu patrimônio' O YouTube "faz a coisa certa ao fornecer essas ferramentas gratuitamente aos talentos, para que possam proteger seu patrimônio", afirmou Jason Newman, da empresa de representação e produção Untitled Entertainment. "Seu patrimônio é seu rosto, seu corpo, quem eles são, o que fazem, sua forma de se expressar", acrescentou em entrevista à revista Hollywood Reporter. O desenvolvimento da ferramenta ocorre após queixas de personalidades americanas de destaque que denunciavam a complexidade do procedimento no YouTube para sinalizar e retirar um deepfake. "Os riscos são especialmente altos porque os deepfakes podem ser usados para difundir desinformação, manipular mercados, prejudicar reputações ou fazer acreditar em um apoio enganoso. Uma detecção robusta já não é opcional", explicou o responsável da Copyleaks. "Os sistemas de detecção devem ser extremamente precisos, atualizados continuamente e associados a normas claras e procedimentos rápidos de remoção para serem eficazes", afirmou. "Isso não eliminará por completo os deepfakes, mas pode reduzir consideravelmente seu alcance e seu impacto, ao dificultar a circulação de conteúdos manipulados sem serem detectados ou questionados", argumentou Yamin. Veja também: Novo modelo de IA de baixo custo da chinesa DeepSeek acirra disputa tecnológica com os EUA Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação? México reconhece 'cachorro caramelo' como raça mexicana e provoca reação de brasileiros na
24/04/2026 18:43:19 +00:00
Caso Master: STF forma maioria para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado

STF avalia prisão de ex-presidente do BRB A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter as prisões do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, investigados no caso do Banco Master. Além do ministro André Mendonça, relator do caso, votaram a favor das prisões os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes votou para manter a prisão de Paulo Henrique Costa, mas divergiu em relação a Daniel Monteiro, defendendo a substituição da prisão preventiva por domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito no caso e, por isso, não participou do julgamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Paulo Henrique e Daniel Monteiro foram presos no último dia 16 em uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo os negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada por André Mendonça, relator dos inquéritos do Banco Master no STF. Desde quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Daniel Monteiro, advogado do Banco Master Divulgação e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Decisão do relator Na decisão que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero, o ministro Mendonça aponta que as apurações "revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional". "Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público", declarou Mendonça. Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos. "Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões", completou. Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF LEIA TAMBÉM: Quem é Paulo Henrique Costa Ex-presidente do BRB levava esposa para visitar apartamentos luxuosos oferecidos por Vorcaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
24/04/2026 17:39:35 +00:00
Ministro diz que subsolo pertence à União e que acordo de Goiás com EUA sobre terras raras 'não se sustenta'

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (24) que o subsolo do território brasileiro pertence à União e que cabe a ela regulamentar a exploração de terras raras e minerais críticos. Em entrevista ao programa Canal Gov, o ministro também afirmou que, na avaliação dele, o memorando de entendimento assinado por Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidado à Presidência da República, e os Estados Unidos para a exploração de terras raras no estado tem um vício de inconstitucionalidade e "não se sustenta". No lançamento de sua candidatura, Caiado chegou a defender que o Brasil assuma o protagonismo na exploração e no processamento de minerais críticos, citando Goiás como uma referência para o país deixar de ser apenas exportador de matéria-prima. 🔎O acordo entre o estado de Goiás e os Estados Unidos envolve o financiamento bilionário e a cooperação estratégica para a exploração de terras raras, com elementos minerais essenciais para a indústria de alta tecnologia. O ponto central dessa parceria é o apoio financeiro ao projeto Pela Ema, da mineradora Serra Verde, localizada no município de Minaçu. Na entrevista que concedeu nesta sexta, Márcio Elias Rosa também disse que cabe à União estabelecer acordos com outros países. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A competência para regulamentar é da União. Esse subsolo pertence à União. E nós temos uma regra constitucional que defere ao poder central esse papel de interlocução com outros países. O interesse nacional não pode ser gerido localmente", afirmou. "Eu não vou desconfiar da boa intenção. É possível que tenha boa intenção [por parte do governo de Goiás], de levar o desenvolvimento para o estado, que motive alguém a fazer uma negociação desse tipo. Mas, do ponto de vista constitucional e jurídico, a negociação não se sustenta. Não vai trazer nenhum tipo de obrigação. É muito mais um memorando sem nenhum comprometimento ou sanção", completou o ministro. 📗O artigo 22 da Constituição Federal diz que compete privativamente à União legislar sobre jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia. Para Márcio Elias Rosa, o acordo entre Goiás e Estados Unidos pode, inclusive, ser derrubado pelo Judiciário, caso venha a ser questionado. 'Brasil precisa legislar logo', diz ministro Na entrevista, Márcio Elias Rosa reconheceu que o Brasil precisa legislar e regulamentar a exploração de terras raras e minerais críticos com rapidez. "É um tema que suscita dúvidas e inseguranças. Muita gente leu as notícias dos últimos dias e ficou imaginando que o Brasil está perdendo um ativo importante e uma quantidade grande de minerais críticos para um grupo econômico que não é brasileiro. Eu acho que precisa ter regras", afirmou o ministro. Ele contou que o presidente Lula tem cobrado da equipe ministerial "empenho" nesse tema. E disse que o governo não deve criar uma estatal para centralizar a atividade de exploração dos minerais críticos. "É um tema importante, mas não é simples de ser resolvido. Precisamos nos debruçar com cuidado, ouvindo especialistas e geólogos. A questão não é só política e só econômica. É também técnica e científica, e é preciso ter respeito", disse. "No caso de Goiás, temos ainda muita desinformação. Acho que temos ainda muita desinformação. É preciso saber exatamente que tipo de atividade vai ser feita", concluiu. 🔎As "terras raras" são um grupo de 17 elementos químicos conhecidos por suas propriedades magnéticas e condutoras únicas. Apesar do nome, eles não são necessariamente "raros" na crosta terrestre, mas são extremamente difíceis de serem encontrados em concentrações puras e de difícil extração mineral. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC
24/04/2026 16:30:31 +00:00
Brasil barra plataformas de previsões em política e esporte; decisão não afeta bets

Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket AP Photo/Jenny Kane O Banco Central do Brasil tornou pública nesta sexta-feira (24) uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, de apostas de previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. A norma, aprovada em sessão realizada na quinta-feira (23) e que passa a valer em 4 de maio, não afeta as bets já conhecidas no Brasil. Na prática, a regra impede no Brasil plataformas como Kalshi e Polymarket de oferecer apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam ligados à economia. A resolução continua permitindo os chamados contratos de eventos ligados a indicadores da economia e do mercado financeiro, como inflação, juros, câmbio, risco de crédito, preços de commodities, ações e outros ativos negociados em mercados autorizados, além de outras variáveis econômicas que possam ser comprovadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai detalhar as regras e fiscalizar a medida. A proibição também vale para produtos oferecidos no Brasil, mesmo que sejam negociados fora do país. O que são plataformas de previsões? Qual a diferença para as outras bets? 💰 Nas casas de apostas conhecidas como "bets", o usuário aposta uma determinada quantia em um resultado e, se acertar, recebe um prêmio fixo. 💰 Já os contratos de evento funcionam de forma diferente: o usuário compra uma posição de "sim" ou "não" sobre algo que pode acontecer, e esse contrato tem um preço que sobe ou cai conforme as probabilidades mudam, como uma ação na bolsa. Por causa das diferentes lógicas financeiras, os dois produtos têm reguladores diferentes no Brasil. As bets esportivas são supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. Os contratos de evento, por se parecerem com derivativos, são território do Conselho Monetário Nacional e da CVM. Na prática, quem usa as outras bets licenciadas no Brasil não é afetado pela decisão. O que são derivativos Derivativos são contratos que travam antecipadamente o valor de algo, como juros, petróleo ou bolsa de valores, para que uma empresa ou investidor não seja surpreendido por variações de preço no futuro. Por exemplo: uma companhia aérea pode fechar hoje um contrato travando o preço do querosene de aviação para os próximos seis meses. Se o petróleo disparar, ela está protegida. O objetivo não é lucrar com a alta, mas garantir previsibilidade. No mercado financeiro, isso se chama hedge.
24/04/2026 16:19:11 +00:00
Justiça dos EUA encerra investigação sobre Jerome Powell, presidente do Fed

Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters O Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidiu encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Federal Reserve (Fed), sob a gestão de Jerome Powell. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (24) pela procuradora federal Jeanine Pirro, remove um dos principais entraves à confirmação de Kevin Warsh para o comando do banco central. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “O Inspetor-Geral tem autoridade para responsabilizar o Federal Reserve perante os contribuintes americanos”, afirmou Pirro em publicação nas redes sociais. “Espero um relatório abrangente em breve e estou confiante de que o resultado ajudará a resolver, de uma vez por todas, as questões que levaram este gabinete a emitir intimações.” De acordo com a procuradora, o caso será agora encaminhado ao Escritório do Inspetor-Geral do Fed, órgão responsável pela fiscalização interna da instituição, que ficará encarregado de analisar eventuais irregularidades nos custos da obra. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A investigação criminal contra Powell havia atrasado o avanço da indicação de Warsh no Senado. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado. Powell foi investigado por suspeita de mentir ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed — especialmente após o projeto ficar mais caro do que o previsto —, embora nenhuma acusação formal tenha sido apresentada. A reforma, estimada em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões), teve aumento relevante de custos, o que levou procuradores a analisarem documentos, contratos e a condução do projeto. Powell nega irregularidades e afirma que a investigação é uma “ameaça” ligada à pressão política sobre os juros. A Casa Branca e Donald Trump também negam envolvimento. Investigação acirrou disputa entre Powell e Trump A investigação do Departamento de Justiça americano é um dos episódios dos sucessivos embates entre o presidente dos EUA e o presidente do banco central americano em torno da política de juros. Trump defende cortes mais rápidos nos juros para estimular a economia, enquanto Powell tem adotado uma postura cautelosa, mantendo as taxas elevadas para conter a inflação. Nos últimos meses, as críticas do presidente ao chefe do banco central se intensificaram, saindo do campo técnico e avançando para ataques diretos. Em março, Trump afirmou que o banco central estaria “muito melhor” se reduzisse as taxas, e voltou a defender cortes em abril, ao anunciar novas tarifas de importação. Em julho, após a manutenção dos juros, ele intensificou o tom e chegou a chamar o presidente do Fed de “estúpido” e “cabeça oca”, dizendo que a política monetária estava prejudicando a população. Paralelamente, o governo apoiou a abertura da investigação sobre os gastos na reforma da sede do Fed — movimento que Powell classificou como uma forma de pressão política e uma ameaça à independência da instituição. O caso também enfrentou obstáculos judiciais. Um juiz federal chegou a barrar intimações contra o conselho do Fed, apontando que elas tinham como objetivo pressionar Powell a reduzir os juros ou deixar o cargo. Além disso, Trump tentou ampliar sua influência dentro da autoridade monetária ao mirar outros integrantes. Um dos episódios mais relevantes foi a tentativa de destituir a diretora Lisa Cook, sob acusação de fraude hipotecária. A medida foi bloqueada pela Justiça e acabou levada à Suprema Corte, em um processo que pode redefinir os limites de interferência do Executivo no banco central. Ao mesmo tempo, o presidente avançou na estratégia de remodelar a cúpula do Fed com nomes alinhados à sua visão econômica. Em janeiro, anunciou a indicação de Kevin Warsh para presidir a instituição — escolha vista como parte de um esforço para influenciar a condução da política de juros. Na semana passada, a pressão atingiu o ápice com ameaças públicas de Trump de demitir Powell caso ele não deixe o cargo após a eventual confirmação de seu indicado. Trump também disse acreditar que as taxas de juros poderão cair quando Warsh assumir o cargo.
24/04/2026 15:21:22 +00:00
Azeite brasileiro leva nota máxima em prêmio europeu, algo jamais visto na história da competição

Azeite Frantoio, da fazenda Estância das Oliveiras, conseguiu tirar nota 100 na European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026. Divulgação O azeite brasileiro Frantoio fez história neste mês ao alcançar a pontuação máxima no European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026. “Foi a primeira vez que isso aconteceu na premiação", confirmou ao g1 o CEO e cofundador do Global International Olive Oil Competitions (GIOOC), Raouf Chouket. Produzido pela fazenda Estância das Oliveiras, em Viamão (RS), o rótulo recebeu nota 100 de 100 de todos os jurados do concurso. "É a nota em forma de perfeição", comenta André Goelzer, responsável pela produção e dono da fazenda. O g1 já visitou a Estância das Oliveiras, em 2023, para mostrar como funciona o processo de produção do azeite. Veja no vídeo abaixo. De onde vem o azeite Chouket afirma que outros rótulos já alcançaram a pontuação máxima em competições organizadas pela GIOOC, mas que, no European International, é a primeira vez que isso acontece. “É algo extremamente raro". O concurso, que está em sua 5ª edição, aconteceu entre os dias 14 e 16 de abril, em Genebra, na Suíça. Neste ano, a competição reuniu mais de 200 marcas de diversos países, entre eles Turquia, Espanha, Grécia, Itália e França. As sessões de degustação aconteceram no Château de Bossey, e os azeites foram avaliados por especialistas de diferentes nacionalidades. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como é o azeite Frantoio O rótulo Frantoio tem um sabor intenso, com presença marcante da picância, amargor e frutado, explica Rafael Sittoni Goelzer, diretor de relacionamento da Estância das Oliveiras. Além disso, o azeite tem notas de especiarias, erva-doce, melão, amêndoa verde, manjericão, frutas vermelhas, pera, aipo, figo, coentro, banana, pimentão verde e ervas frescas. "Todas essas notas de sabor foram identificadas na análise olfativa e gustativa do mestre de Lagar André Goelzer e equipe", conta Rafael. Ele ressalta que o produto contém apenas azeite de oliva extravirgem puro. “Muita gente pergunta se adicionamos esses ingredientes à garrafa”, diz. “Na verdade, são percepções de análises sensoriais”. Segundo Rafael, as notas de sabor são resultado do terroir, da variedade da azeitona e do cuidado em todas as etapas de produção. ➡️ Terroir é o conjunto de fatores como clima, solo, relevo e técnicas de produção que influenciam o sabor e a qualidade de um produto. Isso explica por que alimento iguais podem ter características diferentes conforme a região onde são feitos. André Goelzer, responsável pela produção e dono da fazenda Estância das Oliveiras. Divulgação
24/04/2026 15:10:31 +00:00
Veja dicas para cultivo e consumo de plantas alimentícias não convencionais (PANCS)

Ora-pro-nóbis, uma planta alimentícia não convencional (PANC) Guilherme Maragno/Embrapa Neste domingo (26), o Globo Rural indica um folheto da Embrapa com dez plantas alimentícias não convencionais, conhecidas pelo termo PANCS. A publicação traz uma ficha bem completa de espécies como ora-pro-nóbis, araruta, vinagreira (cuxá) e língua-de vaca (cariru). O folheto tem dicas de como plantar, colher e utilizar as PANCS na alimentação. 📱Acesse aqui Saiba como a Embrapa cria novas variedades de uva
24/04/2026 14:48:33 +00:00
Microsoft faz 1º plano de demissão voluntária de sua história, diz jornal

Fachada do prédio da Microsoft. AP Photo/Michel Euler A Microsoft está promovendo um plano de demissão voluntária (PDV) para cerca de 7% de sua força de trabalho nos Estados Unidos, segundo o jornal Financial Times. É a primeira vez que a empresa adota esse tipo de medida em seus 51 anos de história. Procurada, a Microsoft se recusou a comentar o assunto. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia "Muitos desses funcionários passaram anos, e em alguns casos décadas, ajudando a moldar a Microsoft no que é hoje", escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da empresa, em memorando obtido pelo jornal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela afirmou ainda que a decisão busca dar a esses profissionais "a escolha de dar o próximo passo", com o que descreveu como um apoio generoso da companhia. Segundo o Financial Times, o PDV é voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais. Nos Estados Unidos, a Microsoft tem cerca de 125 mil funcionários, e cerca de 8 mil seriam elegíveis ao programa. Meta também faz demissões Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP Também nesta quinta-feira (23), a Meta informou internamente que vai demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho — e eliminar outras 6 mil vagas ainda não preenchidas, segundo a agência AFP. Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, disse que a medida faz parte dos esforços para "gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos" da companhia, que disputa espaço no desenvolvimento de inteligência artificial. No fim de dezembro, a Meta tinha 78.865 funcionários, segundo documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. Em 2022, a empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp iniciou sua primeira rodada de demissões, que atingiu 11 mil postos de trabalho, seguida por uma segunda rodada, em março de 2023, com outros 10 mil cortes. Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio México reconhece 'cachorro caramelo' como raça mexicana e provoca reação de brasileiros na Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos
24/04/2026 13:10:06 +00:00
Polônia vai à Justiça da União Europeia contra acordo com Mercosul

Por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul A Polônia anunciou nesta sexta-feira (24) que vai recorrer ao tribunal máximo da União Europeia contra o acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul, segundo informações da agência Reuters. Segundo o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, o país pretende apresentar uma queixa formal ao Tribunal de Justiça da União Europeia até o prazo limite de 26 de maio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão reforça a posição de Varsóvia, que, ao lado da França, lidera a oposição ao acordo dentro da União Europeia. O tratado UE-Mercosul foi firmado em janeiro, após mais de 25 anos de negociações e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas entre o bloco europeu e o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Críticos do acordo afirmam que a medida pode prejudicar produtores locais, especialmente no setor agrícola, ao ampliar a entrada de produtos mais baratos, como carne bovina, açúcar e frango. Agricultores e ambientalistas também estão entre os que se opõem ao tratado. Na mesma linha, o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, disse que há riscos à segurança alimentar, à proteção do consumidor e ao mercado interno. A resistência ganhou força no Parlamento Europeu, que em janeiro decidiu encaminhar o acordo para análise do tribunal da União Europeia. O governo francês teme impactos negativos sobre o setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a classificar como uma “má surpresa” a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo. Por outro lado, países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado, ao enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Defensores do acordo também argumentam que ele pode ampliar o acesso de empresas europeias aos mercados da América do Sul, beneficiando principalmente a indústria. Acordo passa a valer de forma provisória a partir de maio Apesar das críticas, a Comissão Europeia informou em março que o acordo deve começar a ser aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, enquanto segue o processo de aprovação completa pelos países-membros. Os países do Mercosul estão em estágios avançados de aprovação do acordo com a União Europeia, o que permite o início da aplicação provisória enquanto os trâmites formais continuam. Brasil, Argentina e Uruguai já concluíram seus processos internos de aprovação. Paraguai, que atua como depositário do tratado, também finalizou os trâmites legais e formalizou a promulgação, etapa essencial para viabilizar a entrada em vigor. Com isso, o acordo pode começar a ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já cumpriram essas etapas. A aprovação no Brasil incluiu aval da Câmara e do Senado, seguido de promulgação e notificação formal. No Paraguai, o processo também passou pelas duas casas legislativas antes da sanção presidencial. Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo
24/04/2026 12:46:53 +00:00
Nike anuncia demissão de 1.400 funcionários; área de tecnologia será a mais afetada

Nike em Pequim, China REUTERS/Tingshu Wang A Nike anunciou nesta quinta-feira (23) a demissão de cerca de 1.400 funcionários, como parte de um plano para otimizar suas operações. Os cortes representam pouco menos de 2% da força de trabalho global e devem atingir principalmente áreas de tecnologia. A decisão foi tomada enquanto a empresa enfrenta uma queda de vendas que já dura anos. Em memorando enviado aos funcionários, a Nike afirmou que a medida também busca integrar melhor sua cadeia de suprimentos e concentrar operações tecnológicas em dois polos principais: Oregon, nos Estados Unidos, e na Índia. Em janeiro, a companhia já havia cortado 775 vagas, como parte de uma estratégia para acelerar a automação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As ações da Nike subiram cerca de 0,5% no pós-mercado, mas acumulam queda de mais da metade do valor nos últimos três anos. No período, concorrentes como On, Hoka e Anta ganharam espaço. O CEO Elliott Hill, que assumiu o comando em 2024, prometeu reposicionar a marca, com foco em esportes como corrida e futebol e no lançamento mais rápido de novos produtos. Ainda assim, analistas avaliam que os esforços têm sido inconsistentes e que os cortes não chegam a ser uma surpresa. LEIA TAMBÉM: IR 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir? Com queda do dólar, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º trimestre Brasil iniciará testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel em maio Novo limite de renda e imóveis de até R$ 600 mil: o que mudou no Minha Casa, Minha Vida Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda
24/04/2026 12:26:48 +00:00
Dia Nacional do Churrasco: em que parte do boi fica a picanha? Dê play no game e teste seus conhecimentos

O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24). Mas você sabe exatamente de onde vêm os cortes de carne que chegam ao seu prato? Da picanha, do patinho, do filé mignon? Nem sempre é fácil identificá-las. Neste jogo interativo, teste seus conhecimentos e descubra se você acerta a localização dos principais cortes. O Dia Nacional do Churrasco é comemorado nesta sexta-feira (24). Nadin Sh/Pexels e Pedro Furtado/Pexels Por que tem tanto boi na Amazônia? PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia
24/04/2026 12:01:43 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 4,99, de olho nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Dólar sobe com sinais de novas negociações entre EUA e Irã O dólar encerrou em queda de 0,10% nesta sexta-feira (24), cotado a R$ 4,9977, após uma sessão marcada por oscilações. Ao longo do dia, a moeda chegou à máxima de R$ 5,0258 e à mínima de R$ 4,9944. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,33% no pregão, aos 190.745 pontos. ▶️ As tensões entre o Irã e os Estados Unidos continuaram no centro das atenções, elevando a percepção de risco de investidores ao redor do mundo. Movimentos diplomáticos e decisões militares mantêm a região em foco, enquanto surgem sinais de possíveis negociações para reduzir o conflito. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deve chegar a Islamabad, no Paquistão, na noite desta sexta-feira, acompanhado de uma pequena equipe. A expectativa é que a visita abra caminho para as negociações de paz do país com os EUA, segundo uma fonte paquistanesa. ▶️ Já no Hemisfério Norte, o presidente Donald Trump deu sinais contraditórios sobre o conflito com o Irã: disse que não está ansioso para encerrar a guerra contra o país persa, ao mesmo tempo em que estendeu por tempo indeterminado um cessar-fogo para tentar abrir espaço a negociações. Ainda nesta sexta-feira, a Casa Branca informou que Trump concedeu uma prorrogação de 90 dias à isenção da Lei Jones, permitindo o transporte de petróleo e gás natural por embarcações não americanas em razão da guerra com o Irã. ▶️ No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para transformar ganhos extraordinários de arrecadação com a alta do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,29%; Acumulado do mês: -3,50%; Acumulado do ano: -8,95%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,55%; Acumulado do mês: +1,75%; Acumulado do ano: +18,38%. Negociações no Oriente Médio A guerra envolvendo os EUA e o Irã tem mantido investidores e governos em estado de alerta. Um dos movimentos mais recentes envolve a viagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Ele deve chegar a Islamabad, no Paquistão, na noite desta sexta-feira, acompanhado de uma pequena equipe. De acordo com uma fonte paquistanesa, há expectativa de que a visita possa abrir caminho para conversas de paz com os EUA. Essa tentativa de diálogo ocorre depois de uma semana marcada por forte impasse entre Washington e Teerã. De um lado, os EUA mantiveram um bloqueio naval aos portos iranianos. Do outro, o Irã reagiu no Estreito de Ormuz, interceptando embarcações que tentavam atravessar a região. Em meio à escalada de tensão, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que ordenou à Marinha americana que “atire e destrua” embarcações iranianas que estejam instalando minas na hidrovia. A declaração ocorreu dois dias depois de Trump anunciar a extensão, por tempo indeterminado, de um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Segundo ele, a decisão busca dar espaço para novas tentativas de negociação entre os dois países. Apesar disso, os avanços diplomáticos ainda são limitados. A continuidade das tensões também levou o governo americano a adotar medidas para evitar problemas no fornecimento de energia. Nesta sexta-feira, a Casa Branca informou que Trump decidiu prorrogar por mais 90 dias uma isenção ligada à chamada Lei Jones. A medida permite que navios de outros países transportem petróleo e gás natural para os EUA. Segundo a assessora de imprensa da Casa Branca, Taylor Rogers, dados reunidos após a adoção inicial da medida indicam que a flexibilização ajudou a acelerar a chegada de suprimentos de energia aos portos dos EUA. Initial plugin text Receita do petróleo poderá reduzir impostos O governo federal decidiu enviar ao Congresso Nacional uma proposta para tentar reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a população, em meio ao aumento do preço do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio. 👉 O projeto de lei complementar foi protocolado na Câmara dos Deputados na quinta-feira (23). A proposta cria um mecanismo que permite usar parte do dinheiro extra arrecadado com o petróleo para diminuir impostos que incidem sobre combustíveis. A ideia do governo é usar esse aumento de arrecadação para aliviar o impacto da alta dos combustíveis enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Na prática, funcionaria da seguinte forma: quando o preço do petróleo subir e gerar receita adicional para o governo; parte desse dinheiro poderá ser usada para reduzir impostos sobre combustíveis; a medida pode atingir diesel, gasolina, etanol e biodiesel. Entre os tributos que poderiam ser reduzidos estão o PIS/Cofins e a Cide aplicada à gasolina. Mercados globais Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única nesta sexta-feira. Enquanto o Dow Jones caiu 0,16%, o S&P 500 subiu 0,80% e o Nasdaq teve um avanço de 1,63%. Na Europa, o desempenho das bolsas foram majoritariamente negativo. No fechamento, o índice STOXX 600 caiu 0,6% no dia, para 610,65. Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,11%, a 24.128,98 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,84%, para 8.157,82 pontos. Em Londres, o FTSE 100 registrava queda de 0,75%, a 10.379,08 pontos. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. Em Shanghai, o índice SSE recuou 0,33%, para 4.079 pontos. O CSI 300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,35%, a 4.769 pontos. Já em Hong Kong, o Hang Seng Index subiu 0,24%, para 25.978 pontos. Em Tokyo, o Nikkei 225 avançou 0,97%, para 59.716 pontos. dolar André Paixão / G1
24/04/2026 12:00:19 +00:00
Com queda do dólar, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º trimestre

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 6,04 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (24). Isso representa um crescimento de 21,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 4,96 bilhões. Esse também é o maior valor para os três primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995. Somente em março, as despesas lá fora totalizaram US$ 1,99 bilhão, valor que é recorde para o mês. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países. Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. Nesta quinta (23), o dólar fechou em alta de 0,58%, cotado a R$ 5. Mesmo assim, no ano, o recuo acumulado foi de 8,85%. A queda do dólar acontece em meio à guerra no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real). Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora. Ascom CCR/Aeroportos Contas externas Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 10,76% no primeiro trimestre deste ano. 🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 20,27 bilhões nos três primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 22,71 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Dólar atinge menor valor em dois anos em meio a tensões entre EUA e Irã Investimentos diretos caem O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram pequeno recuo no primeiro trimestre de 2026. Os estrangeiros trouxeram US$ 21,03 bilhões em investimentos entre janeiro e março de 2026, contra US$ 23,04 bilhões no mesmo período do ano passado. Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.
24/04/2026 11:56:05 +00:00
Entenda projeto de lei que proíbe radar de trânsito escondido, aprovado por comissão da Câmara

Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia Carlos Pradini Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade. O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A proposta aprovada na comissão inclui normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país. ➡️ O que muda Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas. Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos. Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido. Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro. Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar. O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo a deputada, a medida busca tornar a fiscalização mais transparente e com foco educativo. “A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora. O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas. “O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva. Proposta de lei pede instalação de painéis eletrônicos para informar motorista sobre velocidade aferida g1 / Cauê Adamuz ➡️ Como recorrer de uma multa O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. ➡️ CNH foi suspensa. E agora? Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos. A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação. Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.
24/04/2026 11:42:43 +00:00
Brasil iniciará testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel em maio

José Cruz/Agência Brasil Pesquisadores brasileiros do Instituto Tecnológico de Mauá iniciarão testes para investigar a viabilidade de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio, disse Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, nesta quinta-feira (23). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina. A crise energética global causada pela guerra no Irã tem forçado o Brasil a ampliar esforços para aumentar essas misturas obrigatórias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fontes de energia importadas. "A ideia é começar em maio", disse Romio à Reuters, em um evento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) em São Paulo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante a primeira fase, o instituto testará misturas de biodiesel de 15% e 20% – conhecidas como B15 e B20, respectivamente – e planeja instalar o primeiro motor a ser testado no próximo mês, disse Rômio. Os combustíveis a serem testados devem chegar na última semana de maio, acrescentou. Os motores serão testados por 300 horas para avaliar o entupimento do filtro, o comportamento do sistema de injeção e para inspecionar o bico injetor, disse Romio, acrescentando que a segunda fase de testes também analisará as emissões de poluentes em diesel misturado com 7% e 25% de biodiesel. Os testes planejados são uma boa notícia para o setor, disse o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, no evento. "Porque é um conjunto de testes bastante amplo, bastante bem discutido entre todas as entidades que estão relacionadas à questão da produção e do uso de biodiesel e que certamente vai abrir as portas para misturas superiores a B15 até o B20, o que traz um cenário bastante promissor para o setor", disse Amaral. Trata-se de um conjunto bastante abrangente de testes, amplamente discutido por todas as entidades relacionadas à produção e ao uso do biodiesel", disse Amaral. "Certamente abrirá caminho para misturas acima de B15 e até B20, o que representa um cenário muito promissor para o setor."
24/04/2026 11:16:22 +00:00
Novo modelo de IA de baixo custo da chinesa DeepSeek acirra disputa tecnológica com os EUA

O DeepSeek mostrou que a China também pode desenvolver os "cérebros" da IA Reuters A startup chinesa DeepSeek lançou nesta sexta‑feira (24) um novo modelo de inteligência artificial com custos "drasticamente reduzidos", mais de um ano após surpreender o mundo com um modelo de raciocínio de baixo custo que igualava as capacidades de rivais americanos. A corrida pela IA intensificou a rivalidade entre a China e os Estados Unidos, e a Casa Branca acusou, nesta quinta‑feira, entidades chinesas de realizarem um esforço em larga escala para roubar tecnologia de inteligência artificial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com sede em Hangzhou, a DeepSeek ganhou projeção em janeiro do ano passado com um chatbot de IA generativa, alimentado por seu modelo de raciocínio R1, que abalou as suposições sobre a dominância dos EUA nesse setor estratégico. O DeepSeek‑V4 "apresenta um contexto ultralongo", informou a empresa em um comunicado na plataforma de mídia social WeChat, descrevendo‑o como "líder mundial, com custos drasticamente reduzidos de computação e memória" em um anúncio separado no X. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O V4 suporta um comprimento de contexto de um milhão de "tokens" — pequenos componentes de texto, incluindo palavras ou pontuação —, colocando‑o no mesmo nível do Gemini, do Google. O comprimento de contexto determina quanto de entrada um modelo é capaz de absorver para ajudar na execução de tarefas. O novo V4 foi lançado em duas versões, DeepSeek‑V4‑Pro e DeepSeek‑V4‑Flash, sendo esta última "uma opção mais eficiente e econômica" por contar com parâmetros menores. Em termos de "conhecimento de mundo", um benchmark de raciocínio, o V4‑Pro fica atrás apenas do modelo mais recente do Gemini, segundo a DeepSeek. Uma versão prévia do modelo de código aberto já está disponível, informou a empresa, sem indicar quando uma versão final será lançada. No começo do ano passado, logo apos ser lançado, o modelo da DeepSeek chegava a custar 18 vezes menos que o ChatGPT. Ponto de inflexão Especialistas afirmam que a chegada do V4 marca um "ponto de inflexão” em termos de hardware e custo. "Isso resolve problemas antigos de desempenho mais lento e custos mais altos associados a comprimentos de contexto longos, marcando um verdadeiro ponto de inflexão para a indústria", disse Zhang Yi, fundador da empresa de pesquisa tecnológica iiMedia. "Para os usuários finais, isso trará benefícios amplos e acessíveis. Por exemplo, se o suporte a contextos ultralongos se tornar um recurso padrão, o processamento de textos extensos deverá sair dos laboratórios de pesquisa de ponta e entrar em aplicações comerciais convencionais", acrescentou. O V4‑Pro possui 1,6 trilhão de parâmetros, enquanto o V4‑Flash tem 284 bilhões de parâmetros, que refinam a capacidade de tomada de decisão dos modelos. O modelo também foi "otimizado" para produtos populares de agentes de IA, como Claude Code, OpenClaw, OpenCode e CodeBuddy, segundo o comunicado da DeepSeek. O lançamento mais recente da DeepSeek é um "marco" para as empresas chinesas, afirmou o veterano analista da indústria de IA Max Liu. "Isso é algo positivo para toda a indústria doméstica de IA. Pode oferecer modelos melhores para os usuários locais, e agora podemos esperar muitas outras coisas — mais produtos e um mercado mais competitivo", disse. Momento Sputnik e questionamentos O chamado "choque DeepSeek" do ano passado provocou uma queda nas ações relacionadas à IA e uma reavaliação das estratégias de negócios, sendo também descrito como um "momento Sputnik", ou seja, um choque estratégico repentino para o setor. O chatbot apresentou desempenho em nível semelhante ao do ChatGPT e de outras ofertas líderes dos Estados Unidos, mas a empresa afirmou que utilizou significativamente menos poder computacional para desenvolvê‑lo. No entanto, sua popularidade repentina levantou questionamentos sobre privacidade de dados e censura, já que o chatbot frequentemente se recusava a responder a perguntas sobre temas sensíveis, como o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989. No país, as ferramentas de IA da DeepSeek vêm sendo amplamente adotadas por governos municipais chineses, instituições de saúde, pelo setor financeiro e por outras empresas. Isso foi impulsionado em parte pela decisão da DeepSeek de tornar seus sistemas de código aberto, com seus funcionamentos internos públicos — em contraste com os modelos proprietários vendidos pela OpenAI e outros concorrentes ocidentais. Acusação dos EUA Mas a Casa Branca acusou empresas chinesas de tentarem "roubar” tecnologia americana, antes de uma cúpula prevista entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim no próximo mês. "Os EUA têm evidências de que entidades estrangeiras, principalmente na China, estão conduzindo campanhas de destilação em escala industrial para roubar IA americana", disse Michael Kratsios, principal assessor de ciência e tecnologia de Trump, em uma publicação no X. A destilação é uma prática comum no desenvolvimento de IA, frequentemente utilizada por empresas para criar versões mais baratas e menores de seus próprios modelos. O anúncio da DeepSeek nesta sexta‑feira também ocorre em um momento em que a Meta afirma que planeja cortar um décimo de sua força de trabalho em busca de ganhos de produtividade, ao mesmo tempo em que investe pesadamente em inteligência artificial. Relatos indicam que a Microsoft também estaria planejando reduzir seu quadro de funcionários.
24/04/2026 11:01:25 +00:00
O que o consumo de carne de burro na Patagônia revela sobre a atualidade da Argentina

Carne de burro na churrasqueira Diário El Chubut via BBC A carne bovina argentina, famosa mundialmente pela qualidade e maciez, sempre ocupou um lugar central na mesa do país. Resultado de uma combinação de genética, alimentação e da criação do gado nas extensas planícies dos pampas — onde o relevo plano reduz o esforço físico dos animais —, os cortes são conhecidos por serem tão tenros que, como dizem locais e turistas, podem ser "cortados até com colher". Mas em meio à alta dos preços da carne bovina, que subiu 6,9% em março, acima da inflação mensal de 3,4% — o maior índice dos últimos 12 meses — um tipo de carne pouco tradicional começa a ganhar espaço na Argentina: a de burro. Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana. A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — faz parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A iniciativa foi criada pelo produtor rural Julio Cittadini, que vinha desenvolvendo a ideia há cerca de dois anos, enquanto aguardava autorização das autoridades sanitárias locais e nacionais. Após a aprovação, ele levou a proposta a um açougue e a um restaurante tradicional da cidade, onde a novidade rapidamente atraiu público. Em entrevista à BBC News Brasil, a proprietária do restaurante Don Pedro, Carla Gutiérrez, disse que foram servidos pratos como empanadas, churrasco e linguiça feitos com carne de burro, que agradaram aos clientes. "Foi um sucesso. Veio muita gente e todos gostaram. Eu também provei e gostei. A carne é parecida com a bovina, só um pouco mais escura e com menos gordura", afirmou, acrescentando que a carne se esgotou rapidamente no açougue. "Vi gente perguntando e o açougueiro dizendo que já tinha terminado" disse. Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico Novidade fez restaurante tradicional lotar Diário El Chubut Apesar da repercussão, Victor Tonelli, especialista em carnes na Argentina, afirma que o consumo de carne de burro ainda é pontual: "Não há nenhum impacto (no consumo e na produção local)" por ser algo muito especifico, diz. Ainda assim, os chamados "bifes de jumento" chamaram atenção por refletirem um comportamento mais amplo dos consumidores: a busca por alternativas diante da perda de poder de compra. Para Carla, não há dúvidas que parte do interesse está ligada ao preço. Ela contou que em Trelew, o quilo da carne de burro é vendido por cerca de 7.500 pesos (cerca de R$ 27), enquanto a bovina pode chegar a 18 mil ou 19 mil pesos (R$ 65 ou R$ 69) — quase três vezes mais. "Estamos em recessão, não só na gastronomia", afirmou. Inflação alta e queda no consumo A procura por opções mais baratas ocorre em um momento de pressão sobre o consumo na Argentina, impulsionada pela inflação, que acumula um aumento de 9,4% no ano. Segundo o último relatório do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina, carnes e derivados estiveram entre os itens que mais subiram na categoria de alimentos, um dos principais fatores na composição da inflação. Na Grande Buenos Aires, por exemplo, a carne registrou aumento anual de 55%, chegando a 61,5% na região Noroeste, sendo o item com a maior alta no período. Isso tem impactado diretamente o consumo da população, sobretudo no caso da carne bovina. Carla Gutierrez (de cabelo preto amarrado) e sua mãe ao lado de funcionários no restaurante Don Pedro Arquivo Pessoal Dados recentes mostram que o consumo da carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o menor nível em duas décadas. Segundo Tonelli, essa queda acompanha uma mudança nos hábitos alimentares. Atualmente, o consumo total de carnes na Argentina gira em torno de 115 a 116 quilos por pessoa ao ano, incluindo cerca de 51 quilos de frango, 45 quilos de carne bovina e entre 19 e 20 quilos de carne suína. Mas esse consumo de carne bovina já é menor que o ano passado e está e distante dos níveis históricos do país. "No ano passado, nesta época, era de cerca de 50 quilos por pessoa. E, há 60 anos, para termos uma ideia, eram 82 quilos de carne bovina por habitante, contra apenas 12 quilos somados de frango e suína", afirmou. Na época, como costumam lembrar os próprios argentinos, o país passou a ser visto como "carnívoro", diante da predominância da carne bovina na dieta e da menor diversidade alimentar. Projeto surgiu antes da crise Trabalhando há 60 anos como produtor rural, Cittadini afirma que o projeto não foi concebida como resposta à atual situação econômica. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir das dificuldades enfrentadas pela pecuária e criação de ovelhas na região da Patagônia, devido ao clima rigoroso e o relevo irregular, além da presença de predadores. "Foi por tudo isso que pensei no burro como alternativa. Ele é mais resistente ao meio ambiente daqui. E se adapta perfeitamente ao clima patagônico." O que o consumo de carne de burro na Patagônia revela sobre a atualidade da Argentina Diário El Chubut Atualmente, Cittadini mantém cerca de 150 burros e planeja ampliar o rebanho em breve, com foco no mercado local da província de Chubut. "É verdade que a carne de burro é mais barata que a bovina, mas o projeto não está ligado a situação econômica do momento. Já vivemos muitas crises e essa é uma mais. Estamos acostumados e sempre nos erguemos, sempre enfrentamos e superamos", disse à reportagem. Procurado, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) informou que não há registro de exportação de carne de burro no país e que o consumo "não é habitual, mas também não é proibido". Situação econômica na Argentina A situação econômica da Argentina tem afetado principalmente o consumo e os setores de comércio e indústria. Segundo o economista Ricardo Arriazu, o país está diante de uma profunda mudança estrutural. "Eu nunca tinha visto o que está acontecendo, com uma nova dinâmica nos setores de energia, mineração e do agro, que geram forte aumento de divisas para o país, mas não absorvem mão de obra. A indústria, a construção e o comércio, por sua vez, têm retrocesso", afirmou. De acordo com a União Industrial Argentina (UIA), o setor industrial tem registrado perdas de entre 1.000 e 1.500 postos de trabalho por mês desde março do ano passado. Dados oficiais indicam ainda que a indústria argentina caiu 8,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, acumulando oito meses seguidos de retração. Nesse cenário, a inflação de março (3,4%) foi o principal fator de preocupação do governo, segundo a imprensa local. O combate à inflação foi uma das principais bandeiras da campanha de Javier Milei à Casa Rosada. No entanto, com a pressão sobre os preços — em um país com histórico de inflação elevada —, o desafio de conter a alta se tornou ainda maior. Em discurso na semana passada, Milei pediu paciência aos argentinos e voltou a afirmar que a situação vai melhorar. "Normalmente, os políticos fingem demência ou falam de outra coisa quando recebem um dado negativo. Mas como eu sou Milei e detesto a maneira como fazem política tradicional, e como odeio a inflação, e como este dado me gerou repulsa, vou falar sobre a inflação", disse em um evento com empresários. O Banco Mundial prevê que a economia argentina crescerá 3,6% em 2026 e 3,7% em 2027, com uma das maiores expansões da região. Porém, como observou o economista Arriazu, trata-se de um crescimento desigual. Enquanto isso, experiências como a de Trelew seguem despertando curiosidade — seja como alternativa econômica ou como novidade gastronômica em um país onde a carne bovina sempre foi dominante. Ainda que restrito, o consumo de carne de burro revela como mudanças no cenário econômico podem influenciar até mesmo hábitos profundamente enraizados na cultura alimentar argentina.
24/04/2026 10:37:48 +00:00
Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação?

O CEO (diretor-executivo) da Palantir, Alex Karp, levou a empresa a ser líder em análise de dados Getty Images via BBC Sempre que você se conecta à internet, alguém está coletando as informações que você vai deixando, seja o seu provedor, o servidor da página que você está visitando ou o navegador usado durante o acesso. Todas estas informações ajudam as empresas a compreender melhor o comportamento dos seus clientes e projetar estratégias e produtos que atendam melhor às necessidades dos consumidores. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Da mesma forma, os dados podem ser empregados para localizar indivíduos considerados como ameaça. Foi o que fizeram os Estados Unidos para encontrar o bunker de Osama Bin Laden (1957-2011) no Paquistão. E também servem para identificar e definir alvos militares, como faz atualmente o exército israelense no Irã. Mas, para que as informações sejam úteis, a sua coleta pura e simples não é suficiente. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A quantidade cada vez maior de dados produzidos na Web todos os dias (estimados em cerca de 400 milhões de terabytes) faz com que as organizações precisem usar programas especializados, alimentados por inteligência artificial, para poder coletá-los, organizá-los e, por fim, interpretar o que eles podem revelar. Atualmente, a maioria dos especialistas em cibersegurança concorda que não existe no mundo um software de análise de dados que possa ser comparado, em termos de complexidade e alcance, com o da companhia americana Palantir, especialmente em relação à segurança e à inteligência militar. No final do ano passado, o colunista do jornal The New York Times Michael Steinberger publicou o livro The Philosopher in the Valley: Alex Karp, Palantir, and the Rise of the Surveillance State ("O filósofo no Vale: Alex Karp, a Palantir e a ascensão do estado de vigilância", em tradução livre). Ele defende que parte do sucesso da empresa se deve ao fato de ter desenvolvido sua tecnologia lado a lado com os serviços de inteligência dos Estados Unidos. O poder das ferramentas da Palantir gerou protestos nos Estados Unidos Getty Images via BBC "A reviravolta para a Palantir foi o recebimento de fundos da In-Q-Tel, que foi o braço de investimento de capital da CIA", a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, explica Steinberger à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Além do investimento, que foi imenso, os engenheiros da Palantir tiveram acesso aos analistas da CIA e, por isso, conseguiram desenvolver o software lado a lado com eles." Tudo isso faz com que as ferramentas da Palantir sejam largamente utilizadas por diversas agências do governo americano. E não apenas pelos órgãos de inteligência, como a CIA, o FBI (Escritório Federal de Investigações) e a NSA (Agência Nacional de Segurança). Entidades de saúde dos Estados Unidos, como os Centros de Controle de Doenças (CDC), e agências migratórias, como o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), também fazem uso dos programas da Palantir. O ICE emprega atualmente essas ferramentas para identificar e localizar imigrantes procurados para detenção e deportação. "O trabalho do ICE ao lado da Palantir começou em um momento de crise, algo típico em relação à Palantir", explica Steinberger. "Eles cobram bastante pelos seus serviços e muitas organizações acreditam que podem economizar, se desenvolverem um software in-house. Mas, quando chega a crise, eles decidem experimentar." "Foi o que aconteceu com o ICE em 2014", relembra ele. "Quando um agente da DEA [a Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos] foi morto no México e o governo precisava encontrar os assassinos, eles recorreram à Palantir, que reuniu uma grande quantidade de dados em poucos dias e permitiu que eles encontrassem o assassino com muita facilidade." Para podermos entender o papel desempenhado atualmente pela Palantir no setor militar americano, é preciso retornar à criação da empresa e ao momento histórico que forneceu diretamente sua razão de ser: os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Do PayPal ao governo dos Estados Unidos Max Levchin e Peter Thiel são os fundadores da empresa que se transformaria no PayPal Getty Images via BBC No final dos anos 1990, a internet passava por um seus períodos de maior e mais rápida expansão. No que viria a ser conhecido como o "boom das ponto com", milhares de empreendedores se aventuraram a lançar negócios na rede. Muitas empresas que, hoje, são imensos conglomerados digitais começaram naquela época. Uma delas foi o PayPal, talvez a plataforma de pagamentos digitais mais conhecida do mundo. Ela surgiu da fusão de duas empresas distintas. Uma delas era a Confinity, do então jovem investidor Peter Thiel. A outra foi a X.com, de Elon Musk, hoje principal acionista da Tesla e do X (antigo Twitter). Naquela época, a segurança das transações online estava começando a ser desenvolvida. E o PayPal passou a ser o site preferido dos golpistas, graças ao anonimato que ele proporcionava. Em resposta, o sócio de Thiel e um dos fundadores da Confinity (depois, PayPal), Max Levchin, se concentrou no desenvolvimento de um software que, por meio de algoritmos, pudesse garantir a segurança das transações ocorridas dentro da plataforma, para poder liberar todo o potencial das compras via internet. O software recebeu o nome de Igor, o mesmo do golpista russo que se tornaria o primeiro a cair com a nova ferramenta. O sucesso foi tanto que o software conseguiu reduzir as fraudes nas transações para menos de 0,5%, colocando o PayPal na vanguarda do comércio online. Como era de se esperar, o sucesso da ferramenta também chamou a atenção das autoridades americanas. O FBI se interessou e começou a trabalhar com a equipe de segurança do PayPal em investigações de fraude. Até que veio o dia 11 de setembro de 2001, quando tudo mudou. Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 inspiraram Thiel a desenvolver a tecnologia da Palantir Getty Images via BBC "Uma forma de ver os atentados de 11 de setembro é que eles constituíram uma falha de integração de dados", segundo Steinberger. "E, de fato, o relatório da Comissão do 11 de Setembro afirmou exatamente isso." "Houve uma falha na hora de conectar os pontos, que conduziu àquela tragédia. A CIA dispunha de informações, o FBI dispunha de informações, mas eles não se comunicavam entre si. A informação não era compartilhada." Para Peter Thiel, ficou claro que, frente a este problema de organização de dados, o Igor poderia ser muito útil para os diferentes serviços de inteligência americanos. Por isso, ele começou a buscar uma forma de entrar em contato com a CIA. 'CEO filósofo' Karp acredita que a tecnologia da Palantir é fundamental para 'proteger o modo de vida ocidental' Getty Images via BBC Quando Thiel começou a buscar o capital necessário para desenvolver o projeto que tinha em mente, ele se encontrou novamente com Alex Karp. Ambos eram bons amigos na Faculdade de Direito da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mesmo estando em polos opostos do debate ideológico. Thiel é um conservador devoto e Karp, um progressista convicto, filho de um casal inter-racial. Sua amizade se baseou principalmente no descontentamento gerado pela educação que recebiam em uma das melhores universidades do país, pela paixão comum pelo xadrez e pelas discussões acaloradas sobre temas profundos. Karp é doutor em filosofia alemã e foi aluno do filósofo Jürgen Habermas (1929-2026). Quando se reencontraram após os atentados de 2001, Thiel o recrutou para ajudar a conseguir investidores para o empreendimento. E ficou surpreso com a sua paixão pelo projeto. O nome Palantir é uma homenagem às pedras mágicas da saga de livros O Senhor dos Anéis. Elas davam a quem as possuísse o poder de ver o mesmo que seus inimigos. A associação com a obra de J. R. R. Tolkien (1892-1973) é tão forte que os funcionários da empresa se denominam palantirianos e alguns dos seus escritórios são adornados com runas élficas. Apesar da sua falta de experiência no campo militar, os diretores da empresa decidiram fazer de Karp seu CEO (diretor-executivo), por ter visão mais clara do que eles desejavam fazer com a Palantir. Parte do sucesso da Palantir se deve ao acesso da empresa às agências de segurança dos Estados Unidos Getty Images via BBC Mesmo tendo sido criado em um lar progressista, no Estado americano da Califórnia, e estudado filosofia na Alemanha, as ideias de Karp "evoluíram" com o passar do tempo, segundo Steinberger. "Elas se aproximaram da forma como Peter Thiel observa o mundo." "Karp fala cada vez menos da defesa da democracia liberal e mais da defesa do Ocidente como entidade cultural. Esta sempre foi a controversa postura de Thiel, que afirma não acreditar que a liberdade (em referência à liberdade econômica) e a democracia sejam compatíveis." Karp também defende a superioridade militar e tecnológica dos Estados Unidos como "o fator de dissuasão mais importante" do mundo atual. "As guerras são travadas com tecnologia", declarou Karp durante um fórum recente em Washington, sobre o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. "Se observamos a operação 'Martelo da Meia-Noite' [o ataque americano à infraestrutura nuclear iraniana em 2025], a operação na Venezuela [que capturou Nicolás Maduro] ou a operação que estamos vendo no Irã, veremos uma sociedade totalmente dominadora", prosseguiu ele, "e esta sociedade é a nossa." "Sempre discuto com meus amigos intelectuais quando me perguntam 'mas não seria melhor um sistema de normas em que todos sejam iguais?' e eu respondo: 'Sim, claro. Na teoria. Mas, neste mundo, somos nós ou é a China ou a Rússia.'" Alex Karp afirma que os Estados Unidos 'dominam' outras sociedades Getty Images via BBC Recentemente, a Palantir publicou nas redes um resumo de 22 pontos das ideias apresentadas por Karp no seu livro A República Tecnológica: Tecnologia, Política e o Futuro do Ocidente (Ed. Intrínseca, 2025), que muitos descreveram como o manifesto da empresa. Os pontos refletem algumas das ideias mais polêmicas do pensamento libertário americano, como a declaração de que, embora "algumas culturas tenham produzido avanços fundamentais, outras continuam sendo disfuncionais e regressivas", ou que os países ocidentais "devem resistir à tentação superficial de um pluralismo vazio e oco". Para Karp, "uma era de dissuasão — a era atômica — está terminando e uma nova era de dissuasão, baseada na inteligência artificial, está a ponto de começar" e "se um soldado da marinha americana pedir um fuzil melhor, devemos construí-lo e o mesmo se aplica ao software". A publicação do manifesto gerou grandes polêmicas nas redes sociais. Muitos comentários expressaram repúdio e preocupação. A parlamentar britânica Victoria Collins declarou que a lista parecia fruto dos "desvarios de um supervilão". "É preciso entender um ponto sobre a Palantir", destaca Steinberger. "Ela foi política desde o princípio." "Ela foi fundada para ajudar o governo de Washington a combater a guerra contra o terrorismo. Isso gerou a ideia de que 'estamos ajudando o governo dos Estados Unidos e seus aliados a defender seu modo de vida'." Desde o princípio, a empresa se comprometeu a não vender sua tecnologia para países como a China ou a Rússia, considerados adversários geopolíticos dos Estados Unidos. "Atualmente, não há dúvida sobre essa concorrência, mas, em 2007 ou 2008, era um tanto atrevido sair dizendo que você não iria oferecer seus produtos no mercado que mais crescia no mundo." Por outro lado, a empresa oferece seus serviços a países alinhados às políticas americanas, como Israel. "Eles sempre se consideraram os guardiões do Ocidente", segundo Steinberger. "Esta é uma ideia básica da empresa desde a fundação." "No livro, falo sobre a relação da Palantir com o Mossad [o serviço de inteligência de Israel], que entrou em contato com eles em meados dos anos 2000 e é cliente da empresa desde então. E, depois [do ataque do Hamas] de 7 de outubro de 2023, as IDF [Forças Armadas de Israel] basicamente disseram 'precisamos do seu produto'." Outros países que empregam as ferramentas da Palantir incluem o Reino Unido (dos serviços de saúde até o Ministério da Defesa), Ucrânia, França, Canadá, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Estado de vigilância? A Palantir é uma das empresas de IA mais bem sucedidas da atualidade Getty Images via BBC Mais de duas décadas se passaram desde a fundação da Palantir e seus produtos se transformaram em uma poderosa arma para os Estados Unidos e seus aliados. A Palantir desenvolveu as ferramentas que levaram à morte de Osama Bin Laden em 2011 e foram um componente fundamental para a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021. Além disso, seu sistema de integração de dados Maven é empregado atualmente para identificar alvos militares no Irã e operar os drones deslocados pelos Estados Unidos para a região. A Palantir também é a empresa encarregada de desenvolver o software do "Domo de Ouro", um dos projetos mais emblemáticos do segundo mandato de Donald Trump: um sistema de mísseis antiaéreos similar ao "Domo de Ferro" de Israel, capaz de proteger o país contra qualquer tipo de ameaça, incluindo mísseis nucleares. Paralelamente, a Palantir oferece serviços a empresas civis, como a Airbus, Panasonic, Merck e até para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, para gestão e análise dos seus dados. O preço das ações da Palantir registra crescimento constante, desde o início da guerra no Irã Getty Images via BBC Devido exatamente a esta versatilidade das suas ferramentas, a Palantir defende que os organismos reguladores do governo, não a própria empresa, devem ser responsáveis por impor limites aos usos da sua tecnologia. Em entrevista à BBC, o diretor da Palantir no Reino Unido e no continente europeu, Louis Mosley, explicou que o software da empresa foi projetado para sempre exigir um ser humano para tomar decisões. "É assim que ele está programado atualmente", garante Mosley. Mas muitos críticos destacaram que a velocidade de análise e previsões dessas ferramentas pode levar a erros de confirmação por parte dos usuários. "Esta priorização da velocidade e da escala, além do uso da força, deixa muito pouco tempo para a verificação significativa dos seus objetivos, a fim de assegurar que não sejam incluídos acidentalmente alvos civis", declarou à BBC a professora Elke Schwarz, da Universidade Queen Mary de Londres. A tecnologia da Palantir tem todo tipo de uso, civil ou militar Getty Images via BBC Mas, para Mosley, "na verdade, esta é uma questão para nossos clientes militares. São eles que decidem o marco normativo que determina quem pode tomar qual decisão." Mesmo com todas as críticas e preocupações geradas pela sua tecnologia, a Palantir está avaliada em mais de US$ 380 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) e continua aumentando. "Aqui, surge a questão do grau de responsabilidade que recai sobre a Palantir em relação ao uso que é feito do seu produto", destaca Michael Steinberger. "E esta é uma questão muito real neste momento, por exemplo, em referência às suas relações com o ICE." "A Palantir tem alguma responsabilidade pelos abusos que estão sendo cometidos? Eles têm conhecimento disso? Se forem perpetrados crimes de guerra com essa tecnologia, a Palantir tem alguma responsabilidade?", questiona o colunista do The New York Times. "Estas são algumas das questões que a empresa está enfrentando. E são perguntas que atingem diretamente o centro das controvérsias que rodeiam a Palantir", conclui Steinberger. Com informações do repórter de IA da BBC News, Marc Cieslak, e de Matt Murphy, da BBC Verify (o serviço de verificação de dados e imagens da BBC).
24/04/2026 10:19:21 +00:00
Supercarro brasileiro de R$ 1,5 milhão ganha configurador virtual aberto ao público

Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro Divulgação / Super Veloce Quem cresceu jogando videogame, com títulos como Gran Turismo, Forza ou Need for Speed, conhece a diversão de um configurador de carros. É ali que o jogador escolhe a pintura, define o interior, testa diferentes rodas e observa o resultado final. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Agora, essa experiência chega ao primeiro supercarro brasileiro. O Unico, da marca Super Veloce, oferece nove opções de tons em fibra de carbono, 11 cores brilhantes e quatro alternativas foscas. O site permite montar o modelo e visualizar o resultado na tela. Clique aqui e monte o seu. O usuário pode selecionar faixas distribuídas pela carroceria e escolher entre 13 cores para pintá-las. O interior, que acomoda apenas o motorista, também pode ser personalizado. Há 11 opções de cores para os acabamentos. Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro Divulgação / Super Veloce O configurador traz ainda quatro modelos de rodas, com quatro opções de cores. Também é possível escolher uma das nove cores disponíveis para as pinças de freio. Ao final da configuração, o interessado pode solicitar uma cotação à equipe de vendas da Super Veloce. Nesse ponto, a experiência deixa de ser apenas virtual. É preciso ter conta bancária farta. A estimativa é que cada unidade custe cerca de R$ 1,5 milhão. Segundo a empresa, três Unicos já foram encomendados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sem passageiros O Super Veloce Unico foi apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2025. A marca foi criada pelo empresário Rafael Espíndola, conhecido pelo Batmóvel adquirido pelo jogador Neymar Jr. O carro foi desenvolvido no Brasil ao longo de dois anos, sob a liderança de Adhemar Cabral, responsável pelo projeto e sócio do UNICO. A fabricação ocorre na zona sul de São Paulo e, por enquanto, o modelo só pode rodar em pistas fechadas. A empresa, no entanto, trabalha para obter a homologação para uso em vias públicas. Super Veloce Unico, supercarro brasileiro com preço estimado em R$ 1,5 milhão Divulgação / Super Veloce O carro é um monoposto, ou seja, transporta apenas o piloto. A ideia não é novidade; modelos como BAC Mono, McLaren Solus e Caparo T1 são exemplos de carros para só uma pessoa. A estrutura é tubular, feita de aço carbono, com a opção de uso de cromo-molibdênio, material que deixa o conjunto mais rígido. A carroceria é de fibra de carbono e pesa apenas 40 kg. Em comunicado, a marca afirma que cada detalhe do desenho tem uma função específica, como melhorar a passagem do ar, ajudar no resfriamento do motor ou aumentar a aderência ao solo. Modelo tem motor 2.0 turbo de 360 cv e chega a 270 km/h Divulgação / Super Veloce O motor é um quatro cilindros 2.0 turbo da Ford, com 360 cv e torque de 42 kgfm. Embora os números não impressionem à primeira vista, o peso total do Unico é de apenas 700 kg. Um carro popular 1.0, por comparação, pesa cerca de 1.100 kg. Com esse conjunto, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e atinge velocidade máxima de 270 km/h. O comprador pode optar por câmbio automático sequencial de seis marchas, com trocas feitas por aletas atrás do volante. O projeto prioriza a facilidade de condução e a estabilidade em curvas rápidas. A suspensão dianteira e traseira segue o padrão usado em carros de corrida. Os freios são da Brembo, as rodas de 18 polegadas levam a marca americana Apex e os pneus semislick da Yokohama são voltados para uso em autódromos.
24/04/2026 09:00:45 +00:00
Após proibição pela Anvisa, marca relança café em sachê sem extrato de cogumelo na fórmula

Café em sachê Fellow Criativo, da Cafellow Divulgação A marca Cafellow relançou neste mês o café em sachê Fellow Criativo, que havia sido proibido em outubro do ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na época, a agência vetou o produto devido à presença de um extrato de cogumelo em sua composição, além de outras irregularidades. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a legislação brasileira, para ser considerado café, o produto precisa conter somente o grão, sem os chamados “elementos estranhos” — que são grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão. Para se adequar à lei, a Cafellow relançou o Fellow Criativo usando apenas café arábica e aromatizantes autorizados em sua fórmula. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A decisão está diretamente relacionada ao enquadramento regulatório do produto como café, que não permite a adição de outros ingredientes além de aromas", diz a empresa. Segundo a Cafellow, a nova versão do Fellow Criativo traz 14g de café arábica torrado e moído, com aroma natural de caramelo e baunilha. O produto original, por sua vez, tinha extrato de cogumelo Agaricus Bisporus, um ingrediente que, segundo análise da Anvisa em outubro, não foi avaliado quanto à segurança para consumo. Quando proibiu o produto, a agência também destacou outro ponto: a embalagem e a publicidade afirmavam que ele ajudava no controle da insulina e na redução do colesterol, mas essas informações não tinham comprovação da Anvisa. Pó de café pode ter impurezas, mas há restrições; saiba mais Reportagem do Fantástico de 2002 mostra como eram testes de fraude de café
24/04/2026 08:03:46 +00:00
Salão de Pequim: GWM lança o Ora 5, que promete rodar até 1 mil km com um tanque; VÍDEO

GWM Ora 5 promete 1 mil km com tanque cheio A GWM lançou nesta sexta-feira (24) o Ora 5, primeiro híbrido da linha, no Salão do Automóvel de Pequim. O modelo foi flagrado em testes no Brasil, e chega para concorrer em uma faixa de SUVs híbridos como o Toyota Corolla Cross e abaixo do Haval H6. A fabricante não detalhou boa parte das especificações técnicas do modelo. A potência total do sistema híbrido não foi revelada, mas a marca confirmou o uso de um motor elétrico combinado a um motor a combustão 1.5 turbo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Uma configuração parecida já é utilizada no Haval H6, em que esse conjunto híbrido entrega 243 cv de potência e 55 kgfm de torque, utilizando exclusivamente gasolina. No Ora 5, a autonomia divulgada é de até 1.100 km, enquanto o consumo urbano informado é de 22,2 km/l, segundo o sistema de medição chinês. O próprio carro gerencia automaticamente o uso do motor elétrico ou do motor a combustão, além de controlar a recarga da bateria. GWM Ora 5 divulgação/GWM (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Em termos de tamanho, o Ora 5 segue proporções de SUV. O modelo tem 4,47 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos. Para efeito de comparação, ele é cerca de 7 centímetros mais curto que um Jeep Compass e tem um entre-eixos 8 centímetros maior que o do Toyota Corolla Cross. Dentro da própria linha da GWM, o Ora 5 é menor do que os modelos Haval H6, mas não decepciona quando o assunto é aproveitamento de espaço. Durante o anúncio, foi possível apenas sentar no carro, sem que ele estivesse em movimento. Ainda assim, deu para perceber um ganho significativo de espaço, tanto para as pernas quanto no porta-malas, em comparação com o Ora 03. A impressão é a de sair de um hatch mais espaçoso e avançar para um SUV que se aproxima do segmento médio, sem passar por modelos menores, como Jeep Renegade ou Volkswagen Tera. GWM Ora 5 chega primeiro elétrico no Brasil A GWM ainda avalia a chegada do Ora 5 híbrido ao Brasil, assim como de outras versões do modelo, já que a base do carro usada pela marca aceita diferentes tipos de motor. Antes disso, porém, o Brasil receberá a versão 100% elétrica do Ora 5. Visualmente, ela é igual à versão híbrida, com a diferença de usar apenas um motor movido a bateria. O modelo que será vendido no Brasil terá 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque, com duas opções de bateria, de 45,3 ou 58,3 kWh — número que indica a capacidade de energia. Segundo o padrão chinês de medição, mais otimista, a autonomia pode passar dos 500 km. Ora 5 quer peitar Toyota e melhorar reputação da linha Em 2026, o híbrido mais vendido do Brasil é o Toyota Corolla Cross, com 5.950 unidades emplacadas entre janeiro e março, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O SUV da Toyota registra consumo urbano de até 16,6 km/l com gasolina. Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2026 Rafael Leal/g1 Pelos números divulgados pela GWM, o Ora 5 é 33% mais econômico, mas a medida de contagem do sistema chinês costuma ser mais "generoso" do que o apurado no Brasil. Ainda assim, o modelo também promete gastar menos combustível que o segundo híbrido mais vendido do período, o Haval H6 (4.478 unidades emplacadas). De acordo com o Inmetro, o Haval H6 tem consumo urbano de 14,7 km/l com gasolina. Se os bons números se confirmarem, o Ora 5 pode dar um fôlego maior à própria linha de veículos da GWM. Atualmente, o único modelo da marca à venda no Brasil é o Ora 03, totalmente elétrico e com desempenho decepcionante nas vendas. GWM Ora 03 GT tem visual com personalidade Fabio Tito/g1 No primeiro trimestre de 2026, enquanto o Ora 03 emplacou 732 unidades zero quilômetro, o líder de vendas foi o BYD Dolphin Mini, com 14.767 veículos comercializados — cerca de 20 vezes mais. O rival direto do Ora 03 é o Dolphin, sem sufixo, e mesmo ele registrou um volume de vendas muito superior. Foram 4.557 unidades em 2026, o que representa um carro da GWM para cada seis modelos da BYD zero quilômetro que chegaram às ruas.
24/04/2026 07:12:05 +00:00
Orçamento 2027: estatal que controla usinas nucleares em Angra pode precisar de aporte do governo

A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), controladora da Eletronuclear – responsável pela operação pelas operações das usinas nucleares Angra 1 e 2 e pela construção de Angra 3 –, pode precisar de um aporte por parte do Tesouro Nacional em 2027. 💰 A pressão nas finanças da ENBPar decorre da situação econômico-financeira da Eletronuclear, que demanda investimentos para a extensão da vida útil da Usina Angra 1, além das incertezas que ainda cercam a conclusão das obras na Usina de Angra 3. 📝 A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional. "A incerteza quanto à decisão definitiva acerca da conclusão do empreendimento de Angra 3 e aos eventuais custos decorrentes, bem como o descasamento temporal entre os investimentos requeridos e a geração de receitas (prevista para o longo prazo), mantém o risco fiscal no horizonte analisado", diz trecho do projeto do governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 A ENBPar, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), também controla a participação brasileira em Itaipu Binacional, que opera a usina que pertence ao Brasil e ao Paraguai. "Ressalta‑se que a eventual materialização desse risco dependerá da evolução das decisões de política pública setorial, da definição quanto à modelagem do empreendimento de Angra 3 e da capacidade de equacionamento das fontes de financiamento, não configurando, no presente momento, obrigação fiscal certa ou determinada", complementa o documento. A Eletronuclear gasta com a manutenção de Angra 3 mais de R$ 1 bilhão por ano. No momento, a empresa espera ganhar algum fôlego financeiro com debêntures, mas, mesmo assim, a situação "estrutural" da estatal precisa ser resolvida, segundo o presidente interino, Alexandre Caporal. "Não tem sentido fazer a Eletronuclear sangrar até potencialmente ter um colapso, porque R$ 1 bilhão de reais nenhuma empresa no mundo segura sem ter fonte de recurso para isso, por uma indefinição do governo [falta de definição do CNPE]. Ou vai vir a definição, ou vai vir o 'stand still'. [suspensão da dívida] Porque chegou-se num patamar que não tem como suportar mais", disse ele, ao g1, em dezembro de 2025. Em fevereiro deste ano, ele voltou a dizer que o caixa da empresa estava esgotando. “Se não houver uma solução, seremos os Correios amanhã”, disse Caporal, em referência à crise econômico-financeira dos Correios. Quem é dono da Eletronuclear? Apesar do controle estatal, a Eletronuclear tem uma estrutura acionária moldada pela privatização da antiga Eletrobras e pela legislação que impõe controle estatal sobre a geração nuclear de energia no Brasil. A companhia é uma sociedade de economia mista controlada pela ENBPar. Após a reorganização societária concluída entre 2022 e 2025, a ENBPar passou a deter 64,7% do capital votante da Eletronuclear, o que garante à União o comando estratégico da empresa. O capital restante passou a ser detido pela Âmbar Energia, braço do grupo J&F, que adquiriu a participação que ainda estava com a Eletrobras, que passou a se chamar Axia após a privatização. 💵Realizada em outubro de 2025, a operação de venda da participação da Axis para a Âmbar foi estimada em aproximadamente R$ 535 milhões. Com o negócio, a Âmbar ficou com cerca de 36% do capital votante e 68% do capital total, assumindo também obrigações financeiras relevantes, como debêntures associadas ao projeto de Angra 3. Usina Nuclear Angra 1 é uma das duas em operação no complexo localizado em Angra dos Reis (RJ) Divulgação/Eletronuclear Rombo das estatais 📨 Puxado pela situação dos Correios, as estatais federais registraram, em 2025, um déficit de R$ 5,1 bilhões, o segundo pior resultado da história. A situação continuou ruim no primeiro bimestre deste ano, quando o resultado negativo somou R$ 4,1 bilhões. 🔎 O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ⛽ Os números foram divulgados pelo Banco Central. A série não considera a Petrobras e nem as empresas do setor financeiro como bancos públicos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras, privatizada em 2022, foram excluídas do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). No documento enviado ao Congresso Nacional, o governo também aborda a situação da Infraero. Embora não aponte necessidade de aporte neste momento, o governo destacou que a redução da receita líquida de caixa pode comprometer a sustentabilidade da empresa no longo prazo. "A perspectiva de venda da participação da empresa no aeroporto do Galeão e o saldo de caixa e equivalentes de caixa da ordem de R$ 1,97 bilhão no encerramento de 2025 mitiga, no curto prazo, os riscos de eventual necessidade de aporte no curto prazo, no entanto, a continuidade de sucessivas reduções de saldo de caixa a cada exercício podem comprometer a sustentabilidade da empresa no longo prazo", diz o PLDO. Nos últimos dois exercícios, a empresa vem registrando redução líquida de caixa e equivalentes nos últimos dois exercícios. Nos últimos anos, a empresa perdeu a administração de dezenas de aeroportos em todo o Brasil para empresas concessionárias, o que diminuiu a receita.
24/04/2026 07:01:29 +00:00
Bloqueio em Ormuz faz empresas gastarem até US$ 4 milhões no Canal do Panamá

Trump ordena que Marinha dos EUA ataque barcos que estejam colocando minas em Ormuz Empresas chegaram a desembolsar até US$ 4 milhões para fazer navios atravessarem o Canal do Panamá, com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, segundo a Autoridade do Canal do Panamá, em um movimento que provocou uma mudança sísmica nos fluxos globais de comércio. Embora a passagem pela hidrovia normalmente ocorra por meio de uma tarifa fixa via reservas, empresas sem reserva podem cruzar pagando uma taxa adicional em leilões por vagas, que são concedidas ao maior lance, em vez de esperar dias na costa da Cidade do Panamá. Esse valor disparou nas últimas semanas, à medida que Irã e Estados Unidos criaram um gargalo na principal rota marítima do Estreito de Ormuz e a demanda por essas vagas aumentou fortemente. Os navios passaram a utilizar com mais frequência o Canal do Panamá à medida que cargas foram redirecionadas e compradores passaram a buscar fornecedores em outros países para evitar o comércio pela agora arriscada rota do Oriente Médio. “Com todos os bombardeios, os mísseis, os drones... as empresas estão dizendo que é mais seguro e mais barato cruzar pelo Canal do Panamá”, afirmou Rodrigo Noriega, advogado e analista na Cidade do Panamá. “Tudo isso está afetando as cadeias globais de suprimentos.” Vista aérea de navio passando pelo Canal do Panamá. REUTERS/Enea Lebrun Ao mesmo tempo, segundo Noriega, o governo panamenho está “maximizando o quanto pode ganhar com o Canal do Panamá”. O preço médio para atravessar o canal varia entre US$ 300 mil e US$ 400 mil, dependendo da embarcação. Antes, para conseguir uma travessia antecipada, empresas pagavam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil adicionais. Nas últimas semanas, esse custo extra médio subiu para cerca de US$ 425 mil. Ricaurte Vásquez, administrador do canal, afirmou que outra empresa, cujo nome não revelou, pagou US$ 4 milhões extras quando seu navio de combustível precisou mudar de destino por causa das tensões geopolíticas em andamento. Era um navio transportando combustível para a Europa, e ele foi redirecionado para Singapura, porque Singapura está ficando sem combustível”, disse. Outras petroleiras pagaram mais de US$ 3 milhões além da taxa de travessia para acelerar a passagem diante da disparada dos preços do petróleo. Irã divulga vídeo do que diz ser apreensão de navios no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 Reprodução Vásquez disse que não houve acúmulo de navios no canal, mas que os custos refletem mudanças de última hora e maior urgência de embarcações que precisam chegar mais rapidamente ao destino em meio ao caos comercial global. Ele ressaltou que esses custos não representam uma tarifa geral de mercado, mas sim um pedágio temporário assumido pelas empresas. “Elas decidem até onde estão dispostas a pagar”, disse Vásquez. Ao mesmo tempo em que lucra mais com o novo movimento comercial, o governo do Panamá também foi atingido pela crise geopolítica. Na quarta-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores do país acusou o Irã de apreender ilegalmente uma embarcação com bandeira panamenha da empresa italiana MSC Francesca no Estreito de Ormuz. O Panamá, que possui um dos maiores registros navais do mundo, afirmou que o navio foi “tomado à força” pelo Irã. Ainda não estava claro se a embarcação permanecia sob custódia iraniana. “Isso representa um grave ataque à segurança marítima e constitui uma escalada desnecessária em um momento em que a comunidade internacional defende que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação internacional, sem ameaças ou coerção de qualquer tipo”, afirmou o governo. Noriega disse que o valor pago pelas empresas para cruzar o Canal do Panamá pode aumentar ainda mais caso o conflito continue, já que os preços do petróleo seguem em forte alta. O barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar brevemente US$ 107 nesta semana, ante cerca de US$ 66 há um ano. “Ninguém realmente previu os efeitos potenciais que essa guerra teria sobre o comércio global”, afirmou.
24/04/2026 06:52:23 +00:00
Robô supera jogadores humanos profissionais em partidas de tênis de mesa

Robô usa IA e vence partida de tênis de mesa contra atletas profissionais Um robô autônomo que joga tênis de mesa, batizado de Ace, alcançou um marco para a inteligência artificial e a robótica ao enfrentar e derrotar atletas de alto nível, incluindo profissionais. Criado pela divisão de pesquisa de IA da Sony, o Ace é o primeiro robô a alcançar desempenho de especialista em um esporte físico, que exige decisões rápidas e precisão, segundo o responsável pelo projeto. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia A tecnologia, que é um braço mecânico, conseguiu o feito usando sensores de alta velocidade, controle por inteligência artificial e sistema de última geração. Desde 1983 existem robôs que jogam tênis de mesa, mas nenhum deles havia conseguido competir com jogadores humanos experientes. O Ace, por sua vez, enfrentou jogadores profissionais e de elite. As partidas seguiram as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa e foram arbitradas por juízes licenciados. Robô vence meia-maratona em Pequim e bate recorde mundial humano 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Robô Ace, da Sony AI, durante partida de tênis de mesa com atleta de alto nível Sony AI/Divulgação "Ao contrário dos jogos de computador, em que os sistemas de IA anteriores superaram os especialistas humanos, os esportes físicos e em tempo real, como o tênis de mesa, continuam sendo um grande desafio", diz Peter Dürr, líder do projeto Ace da Sony AI. “Eles exigem interações rápidas, precisas e adversárias perto de obstáculos e no limite do tempo de reação humana.” Dürr é o autor principal de um estudo, publicado nesta quarta-feira (22) na revista Nature, que detalha os feitos do Ace. Segundo Dürr, o objetivo do projeto não era apenas competir no tênis de mesa, mas entender como robôs podem perceber, planejar e agir com rapidez e precisão em situações que mudam o tempo todo. O responsável pelo projeto diz que as técnicas usadas no Ace podem ser aproveitadas em outras áreas que precisam de respostas rápidas e interação com pessoas. Ele cita como exemplos o uso em fábricas, serviços, esportes, entretenimento e áreas que exigem segurança. Duelo contra jogadores reais A arquitetura do Ace integra nove câmeras sincronizadas e três sistemas de visão para rastrear uma bola giratória com precisão e processamento rápido, o suficiente para “capturar movimentos que seriam um borrão para o olho humano", afirma Dürr. Os pesquisadores desenvolveram uma plataforma de robô com oito articulações. Segundo Dürr, esse era o mínimo necessário para executar jogadas competitivas: três articulações para a posição da raquete, duas para sua orientação e outras três para a velocidade e força da tacada. O estudo detalha que, em abril de 2025, o Ace venceu três de cinco partidas contra jogadores de elite e perdeu duas partidas contra profissionais, o nível mais alto de habilidade no esporte. A Sony AI informou que, depois disso, Ace venceu jogadores profissionais em dezembro de 2025 e novamente no mês passado. Empresas de vários países estão avançando no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. No domingo (19), por exemplo, robôs superaram atletas em uma meia-maratona em Pequim. Os sistemas de IA já se destacaram nos domínios digitais em jogos de estratégia, como xadrez e Go, além de videogames complexos. Mas enquanto os videogames são realizados em ambientes simulados, o tênis de mesa exige decisões rápidas, movimentos precisos e adaptação constante a um adversário imprevisível, afirma Dürr. Ele explica que a bola se move muito rápido e com trajetórias difíceis, exigindo máxima atenção e controle tanto de pessoas quanto dos robôs. Robô Ace, da Sony AI, durante partida de tênis de mesa com atleta de alto nível Sony AI/Divulgação Jogador sem emoções Mayuka Taira, profissional de tênis de mesa que perdeu uma partida para o Ace em dezembro, afirmou, em comentários divulgados pela Sony AI, que o ponto forte do robô é que ele “é muito difícil de prever e não demonstra nenhuma emoção". "Como não é possível ler suas reações, é impossível perceber que tipo de golpes ele não gosta ou tem dificuldades, o que torna ainda mais difícil jogar contra ele", afirma. Rui Takenaka, jogador de elite que ganhou e perdeu partidas contra o Ace, diz que, caso efetuasse um saque com giro complexo, o robô devolvia a bola do mesmo jeito, aumentando a dificuldade. “Mas quando eu usava um saque simples, o que chamamos de saque de mão, o Ace devolvia uma bola mais simples. Isso facilitou meu ataque na terceira tacada, e acho que esse foi o principal motivo de eu ter conseguido vencer", conta. Dürr afirma que o Ace tem uma capacidade de ler o giro das bolas e um tempo de reação que são “sobre-humanos”. "Como ele aprende a jogar não observando os humanos, mas treinado por si em uma simulação, ele também reage de forma diferente dos jogadores humanos e cria situações surpreendentes", diz o líder do projeto. "Ao mesmo tempo, os atletas humanos profissionais são ótimos em se adaptar ao adversário e encontrar pontos fracos, que é uma área em que estamos trabalhando."
24/04/2026 06:01:13 +00:00
Trump ameaça Reino Unido com 'grande tarifa' por imposto sobre big techs americanas, diz jornal

O premiê britânico, Keir Starmer, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em 27 de fevereiro de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma “tarifa pesada” ao Reino Unido caso o governo do primeiro-ministro Keir Starmer não revogue o Imposto sobre Serviços Digitais (DST, na sigla em inglês), segundo entrevista ao jornal britânico The Telegraph. Ao veículo, Trump afirmou que considera o tributo injusto por atingir principalmente gigantes americanas de tecnologia, como Apple, Google e Meta, ao aplicar uma taxa de 2% sobre receitas geradas por redes sociais, mecanismos de busca e marketplaces online. “Não gosto quando atacam empresas americanas”, disse Trump ao The Telegraph. Segundo ele, se o Reino Unido não reduzir o imposto, Washington poderá retaliar com tarifas comerciais ainda mais altas sobre produtos britânicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O tema aumenta a tensão entre os dois países em meio a uma relação já desgastada por divergências sobre comércio, liberdade de expressão e imigração. A ameaça também ocorre às vésperas da visita oficial do rei Charles III e da rainha Camilla aos EUA. O imposto britânico sobre serviços digitais se tornou uma importante fonte de arrecadação para o Tesouro. De acordo com dados divulgados pela Receita e Alfândega do Reino Unido, o tributo somou 944 milhões de libras (cerca de R$ 6 bilhões) em 2025-26, alta de 17% em relação ao ano anterior. O governo britânico sustenta que o imposto é uma medida temporária até que haja um acordo tributário global para empresas digitais, mas autoridades americanas criticam a política por considerá-la direcionada contra empresas dos EUA.
24/04/2026 05:25:23 +00:00
Denúncia contra empresa de MrBeast: quais as diferenças na licença-maternidade nos EUA e Brasil

Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio Um dos pontos mais críticos da denúncia da brasileira Lorrayne Mavromatis contra as empresas do youtuber MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo, foi a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA), legislação federal que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos. Segundo o processo, a empresa teria: Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade. Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo: - Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto; - Gestão de lançamentos de produtos; - Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho. Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem. Nesta reportagem, o g1 explica as diferenças entre a licença-maternidade nos EUA e no Brasil. A reportagem também procurou as empresas citadas no processo, mas não recebeu resposta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 MrBeast e Lorrayne Mavromatis Richard Shotwell/Invision/AP e Instagram 🤔 Como funciona a licença‑maternidade nos Estados Unidos? Diferentemente do Brasil, os EUA não possuem licença-maternidade remunerada obrigatória em âmbito federal. Segundo a advogada trabalhista Renata Azi, a legislação norte-americana garante até 12 semanas de afastamento para o nascimento ou adoção de um filho, sem previsão de pagamento durante o período. Esse direito está previsto na Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act — FMLA) e só se aplica a trabalhadoras que cumpram alguns requisitos mínimos. Para ter acesso ao benefício, é necessário: Ter trabalhado no mínimo 12 meses para o mesmo empregador; Ter cumprido ao menos 1.250 horas de trabalho nos últimos 12 meses; Trabalhar em um local onde haja pelo menos 50 funcionários em um raio de 75 milhas (cerca de 120 quilômetros). O pagamento, quando existe, depende de leis estaduais — atualmente, apenas 13 estados e o Distrito de Columbia oferecem esse tipo de benefício." "Além disso, a norma federal não impede demissões por reestruturação durante o período de afastamento, desde que não sejam discriminatórias." A advogada ressalta que o modelo adotado nos Estados Unidos é bastante diferente do sistema brasileiro. Por aqui, a legislação garante estabilidade à gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Nos EUA, não há garantia equivalente. A lei americana proíbe demissões motivadas por discriminação em razão da gravidez, mas permite o desligamento por outros fatores, como baixa produtividade, dificuldades financeiras da empresa, reestruturações internas ou eliminação do cargo. “Nos EUA, há proteção, mas não estabilidade”, resume Renata Azi. No Brasil, esse entendimento foi ampliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Tema 542, que assegurou o direito à estabilidade e à licença‑maternidade também para trabalhadoras com contratos temporários ou em período de experiência. "Já nos EUA, o acesso à licença depende do cumprimento de requisitos mínimos, como ter pelo menos 12 meses de trabalho para o mesmo empregador, o que restringe significativamente o alcance do benefício", afirma a especialista. Na prática, o chamado salário-maternidade nos EUA pode existir, mas não é uma regra geral. Ele depende de leis estaduais, de benefícios oferecidos pelas empresas ou da possibilidade de uso de férias ou licenças remuneradas acumuladas. Alguns estados, como Califórnia, Nova York, Nova Jersey, Massachusetts e Washington, contam com programas próprios de Paid Family Leave (PFL) — em português, Licença Familiar Remunerada. Esses programas são financiados por contribuições dos trabalhadores ou dos empregadores, e garantem remuneração parcial durante o afastamento. O próprio Departamento do Trabalho dos EUA recomenda que os trabalhadores verifiquem a legislação estadual, já que ela pode assegurar direitos adicionais em relação à lei federal. ‘Foi um choque, fiquei sem chão’: mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade em cinco anos 🤔 Como funciona no Brasil? No Brasil, por outro lado, a legislação garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação. Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício. Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período. A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada. Além disso, a CLT assegura outros direitos à gestante, como: Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê; Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário. Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade. Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade aqui no Brasil podem ser consideradas discriminatórias. Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação. Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre: Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado; Receber indenização em dobro, além de eventual indenização por danos morais. “A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada. Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades. Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos
24/04/2026 05:01:23 +00:00
INSS começa a pagar benefícios de abril e antecipa 13º; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber, a partir desta sexta-feira (24), os pagamentos de abril e também a primeira parcela do 13º salário. O 13º será antecipado para cerca de 35,2 milhões de beneficiários, com pagamentos divididos entre abril e maio, conforme decreto do governo federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o governo federal, serão pagos aproximadamente R$ 39 bilhões na primeira parcela, entre abril e maio, e outros R$ 39 bilhões na segunda, prevista para o fim de maio e início de junho. O calendário da primeira parcela começa sexta-feira e segue até 8 de maio. Já a segunda metade do 13º será depositada entre 25 de maio e 8 de junho. As datas variam conforme o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). Quem tem direito ao 13º? ✅Têm direito à antecipação segurados que receberam, em 2026, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade e auxílio-reclusão. ❌Por outro lado, não têm direito ao 13º salário os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia. O BPC é destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda. A consulta aos valores do 13º pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção de extrato de pagamento. Calendário de abril Já no calendário regular de abril, as datas de pagamento seguem o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador. Os depósitos começam para quem recebe até um salário mínimo. Em seguida, passam a ser feitos os pagamentos para quem ganha acima do piso nacional. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/4 Final 2: 27/4 Final 3: 28/4 Final 4: 29/4 Final 5: 30/4 Final 6: 2/5 Final 7: 5/5 Final 8: 6/5 Final 9: 7/5 Final 0: 8/5 Para quem ganha acima de um salário mínimo, os pagamentos começam em 2 de maio. Veja as datas: Finais 1 e 6: 2/5 Finais 2 e 7: 5/5 Finais 3 e 8: 6/5 Finais 4 e 9: 7/5 Finais 5 e 0: 8/5 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal
24/04/2026 03:01:14 +00:00
Petrobras abre mão de preferência e assina novo acordo de acionistas da Braskem

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (23) que assinou um novo acordo de acionistas da Braskem e decidiu não exercer direitos que lhe permitiriam aumentar sua participação na empresa após a saída da Novonor do controle da petroquímica. Na prática, a estatal abriu mão de comprar mais ações da Braskem neste momento e também de vender sua fatia nas mesmas condições da negociação da participação da Novonor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 No mercado, esses mecanismos são conhecidos como “direito de preferência” (que permite comprar mais ações) e “tag along”, que dá ao acionista a opção de vender sua participação nas mesmas condições de uma grande negociação. Mesmo com as mudanças, a Petrobras seguirá como uma das principais acionistas da Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto. A petroleira dividirá o controle da companhia com um fundo de investimentos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Paralelamente, a petroleira fechou um novo acordo com o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), sob gestão da Vórtex Capital e assessorado pela IG4 Capital. O objetivo é estabelecer controle compartilhado da Braskem entre as duas partes. Pelo novo modelo, a Petrobras e o FIP terão o mesmo número de representantes no conselho de administração e na diretoria da empresa. Além disso, decisões estratégicas só poderão ser tomadas com o aval de ambas as partes — o que, na prática, estabelece controle compartilhado. A mudança ocorre após a Novonor acertar a venda de sua participação na Braskem. Com isso, o novo acordo só passa a valer depois da conclusão dessa transferência de ações. *Com informações da agência de notícias Reuters
24/04/2026 00:48:28 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.999: prêmio acumula e vai a R$ 100 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2999 O sorteio do concurso 2.999 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 100 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 09 - 24 - 26 - 38 - 45 - 58 5 acertos - 111 apostas ganhadoras: R$ 28.755,27 4 acertos - 5.741 apostas ganhadoras: R$ 916,43 O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Mega-Sena, concurso 2.999 Reprodução / Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
24/04/2026 00:02:16 +00:00
Meta vai demitir 8 mil funcionários em meio a gastos com IA, diz agência

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta anunciou internamente nesta quinta-feira (23) que demitirá 8 mil funcionários — cerca de 10% de sua força de trabalho — e eliminará outras 6 mil vagas ainda não preenchidas. A informação é da agência France Presse (AFP), citando uma fonte próxima ao caso. Em nota interna, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, afirmou que a decisão faz parte dos esforços da Meta para "gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos" do grupo, que participa da corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No fim de dezembro, a Meta tinha 78.865 funcionários, segundo documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. Em 2022, a empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp iniciou sua primeira rodada de demissões, que atingiu 11 mil postos de trabalho, seguida por uma segunda rodada, em março de 2023, com outros 10 mil cortes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre o fim de 2023 e o fim de 2025, o quadro de funcionários da Meta cresceu em mais de 11 mil pessoas. Embora a inteligência artificial não tenha sido mencionada diretamente como motivo da redução de pessoal anunciada nesta quinta-feira, no fim de janeiro o diretor-executivo Mark Zuckerberg já havia associado essa tecnologia à redução de custos. "Projetos que antes exigiam grandes equipes agora são concluídos por uma única pessoa altamente qualificada", afirmou. Ao mesmo tempo, a Meta investe somas colossais no desenvolvimento e uso de IA. A empresa, com sede em Menlo Park, planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões) em 2026, principalmente para garantir infraestrutura para IA — de chips a centros de dados. No fim de fevereiro, a Meta anunciou um acordo com a AMD para a compra de milhões de chips por ao menos 60 bilhões de dólares (R$ 297 bilhões).
23/04/2026 22:20:25 +00:00
Governo envia ao Congresso projeto que permite usar receita extra de petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

Governo quer royalties para compensar isenção sobre combustíveis O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que abre a possibilidade de converter aumento de receita extraordinária de petróleo em redução de tributos sobre combustíveis. A proposta, que já foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (23), visa mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio. No início do mês, o governo anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio (veja mais abaixo). A proposta é uma autorização para reduzir tributos sobre combustíveis (diesel, gasolina, etanol e biodiesel) toda vez que for apurado aumento extraordinário da receita decorrente das cotações do preço do petróleo. Assim, quando houver aumento de receita, o montante seria utilizado para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins e Cide-gasolina.  Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a tese do governo é de que, como o Brasil é produtor e exportador de petróleo, as receitas públicas aumentam quando o preço sobe em função de receitas com royalties, por exemplo. "O ponto central nosso é converter esse aumento de receita em mecanismos que possam amortecer os efeitos para a população", explicou. Ou seja, se o projeto for aprovado e se houver necessidade, o Executivo poderia tomar novas medida sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel. "Toda vez que apuramos em demonstrativos realizados pelas equipes técnicas que há aumento extraordinário da receita decorrente dessas cotações do preço do petróleo, esse aumento servira de compensação para redação de tributos aplicáveis a esses combustíveis", explicou Moretti. Segundo ele, eventual nova rodada de retirada de tributos, incidiria sobre prorrogação da medida sobre o diesel, que tem duração de dois meses, e redução sobre gasolina e etanol, que ainda não sofreram ajustes de tributos. "O limite é a receita extraordinária apurada com o aumento petróleo, de maneira que a neutralidade fiscal dessas medidas estará sempre assegurada", explicou Moretti. A medida durará enquanto durar a guerra no Oriente Médio. "Para o caso da gasolina nós não temos proposta imediata de redução de tributos. A proposta é nos dar condições fiscais para redução do tributo", adicionou. "A cada 10 centavos retirados dos tributos, sobre a gasolina, teríamos o impacto de 800 milhões por dois meses. A retirada é efetivada por meio de um decreto presidencial e só serão propostos na medida em que houver autorização do Congresso", adicionou Moretti, que essa redução seria limitada à receita extraordinária. Segundo o projeto enviado pelo governo federal, os recursos decorrentes de aumento de receita extraordinário que poderão ser utilizados terão como fonte:  royalties e participação especial da União da exploração de petróleo ou gás natural; dinheiro oriundo da venda do petróleo, o gás natural e outros hidrocarbonetos destinados à União; montante oriunda de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativos ao setor de óleo e gás; dividendos da União recebidos de empresas do setor de óleo e gás; recursos oriundos do Imposto de Exportação de 12% extraordinário das exportações de petróleo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as medidas serão acompanhadas diariamente pela equipe econômica. "Vamos manter o compromisso de que a gente perceber de arrecadação adicional é o limite para reduzir a tributação. Aprovando o projeto, faremos uma redução parcial sobre gasolina e etanol. Trabalho pelo período de dois meses que vai ser avaliado", explicou. A membros da equipe econômica se reuniram com os presidentes do Senado e da Câmara. Segundo relatos do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), a conversa com os dois presidentes "fluiu bem". 'Há uma concordância com o enfrentamento do problema", destacou. Na próxima terça-feira (28), haverá uma reunião de líderes em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tratará do assunto. A ideia, de acordo com Guimarães, é "construir uma unidade ampla para discutir a matéria no Congresso". Pacote de medidas No início do mês, o governo anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio. Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis Segundo o ministro do Planejamento, o custo total das medidas anunciadas no início do mês será de R$ 30,5 bilhões. Mas, segundo ele não terá impacto fiscal, pois será compensado por receita advinda do óleo diesel e royalties, por exemplo. As ações contemplam subvenção (um apoio financeiro) ao diesel importado, ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, e ao querosene da aviação. Entre as medidas anunciadas estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; linhas de crédito para o setor aéreo. Medidas para o diesel A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somada ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. ➡️ O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. A divisão busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo. Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. Pelo lado dos estados, o subsídio será feito por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O fundo é usado pelo governo federal para repassar recursos mensalmente aos governos estaduais. Agora, parte desse dinheiro será retido, em valor equivalente a R$ 0,60 por litro, que cada estado vai contribuir. ➡️ O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O benefício será direcionado aos importadores de diesel, empresas responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país. A medida também cria uma nova subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se somará àquela de R$ 0,32/litro que já está em vigor. Essa subvenção será realizada apenas com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês. A medida durará por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor. Além disso, o governo vai publicar um decreto que zera o PIS/Cofins que incidem sobre o biodiesel. Segundo o Palácio do Planalto, a medida vai gerar uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%. Gás de cozinha O governo também subsidiará o gás de cozinha. Segundo o governo, haverá uma compensação relativa à diferença entre o preço nacional e o internacional, que será coberto por uma subvenção de até R$ 330 milhões. De acordo com o ministro da Fazenda, a isenção do PIS/Cofins, tanto para o biodiesel quanto para o querosene da aviação, será compensada pelo ajuste da alíquota dos cigarros. Com isso, a alíquota será elevada a 3,5%, e o preço mínimo aumentará de R$ 6,50 para R$ 7,50. Querosene da aviação Diante do risco de as passagens aéreas aumentarem em até 20%, o governo federal anunciou que vai zerar o PIS/Cofins até o final do ano sobre o querosene da aviação. O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana. Também serão lançadas duas linhas de crédito. Uma delas será ofertada pelo Fundo Nacional da Aviação (Fnac) e terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. As tarifas de navegação também serão prorrogadas. As taxas referentes aos meses de abril, maio e junho serão pagas pelas empresas aéreas somente no mês de dezembro.
23/04/2026 20:29:45 +00:00
Cade abre investigação contra Google por uso de conteúdo produzido por IA

Sede do Cade, em Brasília Adriano Machado/Reuters O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quinta-feira (23), por unanimidade, abrir um processo para investigar o Google por suposto uso em excesso de notícias sem autorização dos veículos jornalísticos, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial (IA). O caso teve origem no próprio Cade, que viu a necessidade de aprofundar as apurações das condições concorrenciais do mercado de busca e da utilização pelo Google de conteúdos produzidos por IA. O processo administrativo reaberto nesta quinta vai investigar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. O julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Histórico O tema começou a ser analisado pelo tribunal do Cade no ano passado. A Superintendência-Geral chegou a concluir pela "ausência de indícios suficientes de infração à ordem econômica e recomendou o arquivamento do feito". O caso foi avocado pelo Tribunal e posteriormente distribuído à relatoria do ex-conselheiro e presidente Gustavo Augusto, que chegou a votar pelo arquivamento do processo. O julgamento foi retomado em 8 de março com o voto do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu a investigação por haver indícios robustos a respeito da atuação da empresa. Após o voto de Thomson, Augusto ajustou sua posição anterior e concordou com a apuração sobre o uso de notícias em IA. A conselheira Camila Cabral retomou a sessão com seu voto a favor da abertura do processo. Segundo a conselheira, o Google usa sem autorização prévia das empresas que produzem conteúdo jornalístico. "O tema enfrentado nestes autos recomenda cautela justamente porque envolve ambiente de rápida transformação tecnológica, forte assimetria informacional e baixa observabilidade externa sobre os mecanismos pelos quais a plataforma organiza a busca, distribui atenção, coleta dados, monetiza tráfego e reutiliza conteúdo produzido por terceiros. Em casos dessa natureza, a dificuldade não está apenas em medir efeitos já consumados", disse a conselheira em seu voto. Segundo a conselheira, o "problema, portanto, alcança também a forma pela qual a plataforma dominante administra a arquitetura da intermediação informacional e transforma conteúdo de terceiros em insumo para retenção de atenção, coleta de dados e reforço de seu próprio poder de coordenação". O que diz o Google: Acompanhamos a decisão do CADE de encaminhar este caso à Superintendência para uma análise detalhada, mas acreditamos que a decisão reflete uma compreensão equivocada sobre como nossos produtos funcionam e o valor que entregamos aos editores de notícias. Em um mundo onde as preferências dos usuários estão evoluindo, o AI Overviews foi projetado para mostrar links para uma ampla variedade de resultados, criando novas oportunidades para que sites relevantes e conteúdos diversos sejam descobertos. Temos um compromisso com a web aberta e continuamos enviando bilhões de cliques para websites diariamente. Seguiremos dialogando com o CADE para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o nosso produto
23/04/2026 18:54:08 +00:00
Correios fecharam 2025 com um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões; série negativa vem desde 2022

Os Correios apresentaram nesta quinta-feira (23) os resultados financeiros de 2025. No ano passado, a empresa registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, sendo R$ 6,4 bilhões só com despesas com precatórios, que são dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões. Empréstimo de R$ 12 bilhões Nos últimos dias de 2025, os Correios conseguiram fechar um empréstimo de R$ 12 bilhões. A maior parte dos recursos entrou ainda em dezembro daquele ano. A chegada do dinheiro, no entanto, pouco afetou o resultado financeiro da empresa, já que o crédito teve que ser usado para cobrir despesas emergenciais. A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no dia 27 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), e envolveu um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação contou com a garantia do Tesouro Nacional. De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco aportaram individualmente R$ 3 bilhões. Já Itaú e Santander emprestaram outros R$ 1,5 bilhão, cada um. Em 26 de fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a abertura de mais espaço para que os Correios consigam captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios ficaram habilitados a um novo empréstimo no valor de R$ 8 bilhões. O martelo para a nova operação de crédito só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que explica o resultado de 2025? De acordo com as demonstrações financeiras da estatal, o principal fator por trás do aumento bilionário das despesas foi o pagamento de precatórios decorrentes de decisões judiciais já transitadas em julgado (leia mais abaixo). Sem aprofundar as causas desse crescimento — que atingiu R$ 6,4 bilhões em 2026, alta de 55,1% em relação a 2024 —, representantes da estatal afirmaram que parte do valor, equivalente a R$ 2,63 bilhões, está relacionada a dívidas herdadas de gestões anteriores. 🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica. Ainda segundo informações apresentadas pela empresa, a receita bruta no ano passado foi de R$ 17,3 bilhões, —11,35% menor que a registrada em 2024. A queda nas receitas foi provocada, principalmente, pela redução de encomendas internacionais transportadas, em 66%, em relação ao ano anterior. "O maior fator isolado da queda de receita foi a redução de 65,6% nas encomendas internacionais, provocada por mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor que alteraram os fluxos do comércio global", diz o comunicado. Segundo esse mesmo documento, os Correios reservaram R$ 2,63 bilhões para cobrir possíveis perdas em ações trabalhistas que tratam do pagamento do adicional de atividade de distribuição e coleta externa (AADC) e do adicional de periculosidade. Esse tipo de reserva, chamada de provisão, é usada quando a empresa avalia que pode ter de pagar esses valores mais adiante. Estatal deixou de pagar compromissos de R$ 3,7 bilhões Correios admitem 'ciclo vicioso de prejuízos' com perda de clientes Programa Remessa Conforme expôs problemas da empresa Plano de Demissão Voluntária Segundo os Correios, entre 3 de fevereiro e 7 de abril deste ano, 3.181 funcionários aderiram ao programa, o que gerou uma expectativa de redução de gastos de cerca de 40%. O Plano de Demissão Voluntária (PDV) faz parte do conjunto de medidas adotadas pelos Correios para reduzir despesas com pessoal e equilibrar as contas da estatal. "Como vocês podem ver, o PDV [Plano de Demissão Voluntária] que abrimos este ano teve uma duração menor que o outro, que durou o ano todo e atingiu a mesma quantidade de funcionários", afirmou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon. 🔎O PDV é um mecanismo pelo qual o trabalhador opta por deixar a empresa de forma voluntária, mediante o recebimento de indenizações e benefícios previstos em regulamento, prática recorrente em processos de reestruturação de estatais. Considerando os PDVs lançados em 2024 e 2025, o total de adesões chega a 3.756 empregados, com uma economia estimada em R$ 147,1 milhões neste ano e uma projeção de R$ 775,7 milhões em 2026, ainda de acordo com dados divulgados pela empresa. Sede dos Correios em Palmas, Tocantins Djavan Barbosa/TV Anhanguera
23/04/2026 17:22:39 +00:00
Plano de reestruturação dos Correios: resultado parcial está abaixo das expectativas, aponta estatal

Coletiva de imprensa dos Correios. Clerton Cruz/ TV Globo Após pouco mais de cinco meses da aprovação do plano de reestruturação dos Correios pelo Conselho de Administração da empresa, a estatal apresentou nesta quinta-feira (23) um balanço das ações tomadas no período. Saiba o que está por trás da crise dos Correios Além do balanço do plano, a empresa também informou que fechou o ano de 2025 com um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões. O plano reúne três eixos principais: recuperação financeira; consolidação do modelo; e crescimento estratégico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, para atingir as metas definidas, os Correios esperam, até o final do ano, ter retornos positivos por meio de ações diretas como: Programa de Demissão Voluntária e redução de custos com planos de saúde. Reestruturação da rede de atendimento: a estatal poderá eliminar até mil pontos deficitários. Modernização da operação e da infraestrutura tecnológica. Monetização de ativos e venda de imóveis: há potencial identificado de R$ 1,5 bilhão nessa frente. Expansão de portfólio para comércio eletrônico e avaliação de fusões e aquisições para reconstruir a empresa a médio prazo. PDV Entretanto, o início da execução do plano não foi como o esperado. O plano de demissão voluntária (PDV) anunciado pela empresa no começo do ano, foi aderido por 3,2 mil funcionários. A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2027. Mesmo assim, o presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, afirmou que o resultado acabou sendo positivo frente ao PDV anterior, que ficou aberto para cadastro entre 2024 e 2025 e teve uma adesão de 3,8 mil pessoas. "Como vocês podem ver, o PDV que abrimos este ano teve uma duração menor que o outro, que durou o ano todo e atingiu a mesma quantidade de funcionários", afirmou Rondón. Em um comunicado interno, que o g1 teve acesso com exclusividade, os Correios informaram que o impacto total das adesões aos PDVs que foram abertos deve gerar uma economia de R$ 923 milhões. Venda de imóveis Outra frente de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas. Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país. Fechamento de unidades A empresa também prevê o fechamento, até o fim deste ano, de mil unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades. Apenas em 2026, foram 68 unidades encerradas e há uma expectativa que outras 700 podem ter sua funcionalidade modificada por parcerias com outros órgãos públicos. Outras medidas Como parte do plano de reestruturação, a estatal informou que o volume de encomendas em atraso caiu 43% após uma reformulação das rotas de entregas, que otimizou os trabalho em 40% e a renegociação de dívidas em atraso, que geraram uma economia de R$ 321 milhões. “A falta de liquidez estava afetando os nosso problemas de funcionamento. Após a chegada do empréstimo, tivemos um alcance de pontualidade de 99% dos contratos”, afirmou o presidente dos Correios, Rondón. A empresa ainda informou que, a partir de agora, pretende “diversificar” as receitas e na modernização tecnológica da malha logística para aumentar ainda mais a eficiência operacional. O presidente dos Correios não descartou a possibilidade de uma nova captação de empréstimo de R$ 8 bilhões, mas ponderou que o valor pode ser menor.
23/04/2026 17:21:00 +00:00
Rádio Eldorado vai encerrar atividades após quase 70 anos no ar

Assinantes do jornal O Estado de S. Paulo visitam a sede do grupo para conhecer as instalações da Rádio Eldorado, do Acervo Estadão, da Redação e da gráfica do veículo de comunicação, que completa 150 anos, na sede do Grupo Estado, no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo, fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar. A informação foi confirmada pelo Grupo Estado em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23). A Eldorado era considerada uma referência em curadoria musical e jornalismo cultural, tendo marcado gerações de ouvintes na capital paulista. Ao anunciar o encerramento, a empresa agradeceu aos profissionais e ouvintes que fizeram parte da trajetória da rádio ao longo das décadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão ocorre após o fim da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM. A mudança também faz parte de um reposicionamento estratégico, com o objetivo de priorizar a presença digital. Apesar do fim da transmissão em FM, a marca Eldorado não será descontinuada. Segundo o comunicado, projetos e programas da emissora serão adaptados a novos formatos, com foco em vídeo e plataformas online. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa cita como exemplo os programas Som a Pino e Clube do Livro, que passarão por reformulação. Nos últimos anos, o grupo tem investido em conteúdo digital e audiovisual, com ampliação da atuação em site, aplicativo, redes sociais e vídeo. A aquisição da NZN, em 2025, também reforçou essa estratégia, ampliando a capacidade de produção e distribuição. O Grupo Estado afirma que mudanças no consumo de áudio — especialmente o avanço das plataformas de streaming e a queda do consumo de rádio tradicional — impactaram o modelo de operação das emissoras FM.
23/04/2026 16:08:30 +00:00
Conta de luz: Aneel aprova reajustes que atingem mais de 22 milhões de unidades consumidoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão. Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país. De forma geral, os principais fatores que pressionaram os reajustes foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia. Entre as distribuidoras, a CPFL Santa Cruz, com sede em Jaguariúna (SP), registrou o maior aumento, com efeito médio de 15,12% para o consumidor. Conta de luz terá aumento de mais de 9% para clientes da CPFL Paulista A CPFL Santa Cruz atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Já a Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras. Na Bahia, a Coelba registrou alta média de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras. Conta de luz Neoenergia Elektro Diferimento tarifário Em alguns casos, os reajustes foram atenuados pelo diferimento tarifário, mecanismo que autoriza o repasse de parte dos custos apenas nos próximos ciclos tarifários. Com isso, o aumento na conta de luz fica menor no curto prazo, como previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret). Foi o caso da Neoenergia Cosern, sediada em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. Com o diferimento, o efeito médio para o consumidor ficou em 5,40%. O mesmo mecanismo foi aplicado à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, que atende mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em um reajuste médio de 6,86%. Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios paulistas, o efeito médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras. Por fim, a Energisa Mato Grosso, que atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios, registrou efeito médio de 6,86% para o consumidor. Conta de luz  A conta de luz é um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Projeções recentes da Aneel apontam uma alta média de 8% para este ano, ou seja, acima da inflação. O dado consta no boletim InfoTarifa, publicado trimestralmente pela agência. O Executivo chegou a vislumbrar uma proposta de empréstimo para conter o impacto dos reajustes, mas a medida já nasceu com divergências dentro do próprio governo e acabou submergindo. O g1 apurou que o custo do crédito seria, inevitavelmente, repassado aos consumidores com juros nos próximos anos e que, portanto, poderia trazer dor de cabeça futuramente.
23/04/2026 15:29:11 +00:00
Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount; veja os números

Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução A megafusão bilionária entre a Warner Bros. Discovery e Paramount está cada vez mais próxima de ser concluída. Nesta quinta-feira (23), o acordo recebeu a aprovação da maioria dos acionistas da Warner, favoráveis à venda integral da gigante do entretenimento. O aval ocorre após a assinatura da proposta, em fevereiro deste ano, ao fim de meses de disputa que também envolveu a Netflix ---- a empresa optou por não aumentar sua proposta e deixou a negociação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao todo, incluindo dívidas, a oferta da Paramount — comandada por David Ellison — chega a cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação. A operação deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”, além de uma base estimada de cerca de 200 milhões de assinantes e potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming. O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa pela Warner A disputa entre Warner Bros. Discovery, Netflix e Paramount foi marcada por idas e vindas desde o fim de 2025. Inicialmente, a Netflix avançou com uma proposta para adquirir parte dos ativos da Warner, focando em estúdios e streaming. Na sequência, a Paramount entrou na disputa com uma oferta mais ampla para comprar toda a empresa — incluindo canais de TV — e passou a liderar a negociação. Após meses de disputa, a Warner considerou a proposta da Paramount superior e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor, o que não aconteceu. A oferta prevê US$ 31 por ação, inclui a dívida da companhia e estabelece uma multa maior em caso de bloqueio regulatório, tornando o acordo mais atrativo aos acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Com a aprovação do acordo, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Após o aval dos acionistas da Warner, a megafusão ainda depende do aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia. Veja os vídeos que estão em alta no g1
23/04/2026 15:25:16 +00:00
Acionistas da Warner Bros aprovam a aquisição pela Paramount

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters Uma megafusão entre Warner e Paramount recebeu o aval dos acionistas, aproximando da linha de chegada um acordo que pode remodelar profundamente Hollywood e o setor de mídia como um todo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo uma contagem preliminar de votos nesta quinta-feira, a esmagadora maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery votou a favor da venda de toda a empresa para a Paramount por US$ 31 por ação, o que totaliza US$ 81 bilhões -- aproximadamente R$ 402 biilhões. Incluindo dívidas, o negócio é avaliado em quase US$ 111 bilhões -- aproximadamente R$ 551 bilhões. A Paramount, controlada pela Skydance, quer comprar toda a Warner. Isso significa que HBO Max, títulos cult como “Harry Potter” e até a CNN podem em breve ficar sob o mesmo teto que a CBS, “Top Gun” e o serviço de streaming Paramount+. O aval dos acionistas aumenta a probabilidade de que isso se concretize. Mas o acordo ainda enfrenta análises regulatórias em andamento, incluindo pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Warner disse esperar concluir a operação em algum momento do terceiro trimestre fiscal. Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade A tentativa da Paramount de adquirir a Warner esteve longe de ser tranquila. E, embora o conselho da Warner agora apoie a fusão, nem sempre esteve disposto a esse casamento. No fim do ano passado, a Warner rejeitou as investidas da Paramount para fechar um acordo de US$ 72 bilhões com a Netflix envolvendo estúdios e streaming. A Paramount, por sua vez, foi diretamente aos acionistas com uma oferta hostil para assumir toda a empresa, incluindo o negócio de TV a cabo que a Netflix não queria. As três companhias passaram meses disputando publicamente quem tinha a melhor proposta. O conselho da Warner apoiou repetidamente a oferta da Netflix. Mas, no fim, a Paramount ofereceu mais dinheiro e a Netflix desistiu da disputa em vez de prolongar a briga. Esse drama corporativo pode ter chegado ao fim, mas as implicações permanecem. Milhares de atores, diretores, roteiristas e outros profissionais da indústria manifestaram “oposição inequívoca” ao acordo, em uma carta que argumenta que mais concentração levará à perda de empregos e a menos opções para cineastas e público. Alguns parlamentares também estão em alerta. “O que está em jogo claramente não é apenas um acordo corporativo, mas quem controla as notícias, quem controla o entretenimento, quem controla as narrativas”, disse o senador democrata Cory Booker em uma audiência realizada em Washington na semana passada. “Trata-se da concentração e consolidação do poder cultural.” A fusão reuniria dois dos cinco grandes estúdios tradicionais restantes de Hollywood. Também uniria duas grandes plataformas de streaming — Paramount+ e HBO Max — e dois nomes importantes do jornalismo televisivo nos EUA — CBS e CNN — além de uma série de outras marcas e redes de entretenimento. Executivos das empresas afirmam que isso será positivo para os consumidores, que teriam acesso a catálogos maiores, especialmente se HBO Max e Paramount+ se tornarem um único serviço. O CEO da Paramount, David Ellison, também tentou tranquilizar cineastas com a promessa de uma janela de exibição nos cinemas de 45 dias e a meta de lançar 30 filmes por ano entre Paramount e Warner, que, segundo ele, permanecerão como operações separadas dentro da empresa combinada. “Eu amo o cinema e amo o filme”, disse Ellison na CinemaCon na semana passada. “Podem contar com nosso total compromisso.” Mas o novo controlador também buscará cortar custos. Documentos regulatórios já indicam que isso incluiria demissões e redução de operações sobrepostas. Críticos também são céticos quanto aos benefícios ao consumidor, alertando para possíveis aumentos de preços no streaming e menor diversidade de conteúdo no futuro. Há ainda a questão do jornalismo. Desde que passou ao controle da Skydance há menos de um ano, a CBS, pertencente à Paramount, já passou por mudanças editoriais significativas, incluindo a nomeação da fundadora da Free Press, Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Se a aquisição da Warner for concluída, muitos esperam mudanças semelhantes na CNN, que há tempos é alvo de críticas do presidente Donald Trump. Outras dúvidas sobre influência política também surgiram. O Departamento de Justiça e a liderança das empresas afirmam que a política não terá papel no processo regulatório — mas o próprio Trump já comentou publicamente o futuro da Warner em algumas ocasiões. Ele também mantém relação próxima com a família Ellison, especialmente com o bilionário fundador da Oracle, Larry Ellison, que está financiando com bilhões de dólares a proposta da empresa de seu filho. Enquanto isso, a Paramount garantiu recursos de diversos fundos soberanos — incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, além de fundos dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, segundo documentos regulatórios. Esses investidores, porém, não terão direito a voto na futura empresa combinada, segundo os registros. A Paramount não detalhou publicamente quanto cada um está investindo. Outros países, incluindo reguladores europeus, também estão analisando o acordo — e estados americanos podem tentar contestá-lo. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tem sido especialmente crítico da operação e afirmou que o estado está investigando o caso.
23/04/2026 14:42:34 +00:00
SpaceX prepara IPO na bolsa, mas deve manter controle concentrado em Elon Musk

Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo A SpaceX está dizendo aos investidores em potencial que seu conselho não precisará de uma maioria de diretores independentes da empresa, de acordo com um trecho de seu pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) analisado pela Reuters, ressaltando como o fundador Elon Musk está mantendo o controle da fabricante de foguetes e inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Diferentemente da grande maioria das empresas de capital aberto, a SpaceX disse que manteria o "status de empresa controlada" após seu IPO de US$1,75 trilhão, previsto para meados do ano. Isso significa que ela não precisará que a maioria de seu conselho seja independente, nem precisará de comitês independentes de remuneração e nomeação, segundo o trecho do registro da oferta. Ela só precisa ter um comitê de auditoria composto inteiramente por diretores independentes, segundo o documento. Um estudo realizado em 2024 pela National Association of Corporate Directors (Associação Nacional de Diretores Corporativos) constatou que apenas 3% a 4% do índice Russell 3000 era composto por empresas em que pessoas de dentro constituíam a maioria do conselho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A SpaceX ainda pode optar por adicionar diretores independentes. Um precedente é a Meta, uma empresa de tecnologia cujo poder de voto majoritário do presidente-executivo lhe confere o status de "empresa controlada" de acordo com as regras da Nasdaq. Apesar disso, a Meta continuou a ter a maioria de seus diretores independentes. A SpaceX não retornou imediatamente uma solicitação da Reuters para comentar o registro. A notícia vem depois que a Reuters informou que Musk e um pequeno grupo de pessoas têm ações com direito a voto que superam os outros investidores. Ter uma diretoria com ideias semelhantes não é novidade para Musk. Embora sua montadora de carros elétricos Tesla indique que a maioria de seus nove diretores é independente, de acordo com os padrões da Nasdaq, muitos críticos levantaram a preocupação de que o conselho - que inclui o irmão de Musk, Kimbal, e o ex-diretor de tecnologia da Tesla, JB Straubel - continua muito próximo do presidente-executivo. Essas preocupações contribuíram para um longo ciclo de reclamações na Tesla, como a decisão de um juiz em 2024 de rescindir o pacote de pagamento de US$56 bilhões a Musk, alegando que o conselho não tinha independência quando concedeu o pagamento em 2018. Musk ganhou uma decisão que restabeleceu o pagamento em dezembro. Por outro lado, o fato de ter o status de empresa controlada poderia dar à SpaceX mais flexibilidade para fazer acordos salariais, disse David Larcker, professor da Universidade de Stanford que acompanha a governança corporativa. O status "parece aliviar algumas das coisas que têm sido legalmente dolorosas para a Tesla", disse Larcker. O conselho de administração da SpaceX supervisionará quantias potencialmente enormes de remuneração para Musk, de acordo com partes relacionadas do documento.
23/04/2026 14:41:39 +00:00
Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico

Veja os vídeos que estão em alta no g1 As exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico caíram em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados na plataforma ComexStat, mostram que as vendas brasileiras para a região somaram US$ 537,1 milhões no mês. O valor representa uma queda de 31,47% em relação a março do ano passado. 🌊 O Golfo Pérsico reúne mercados importantes para o Brasil, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Bahrein. A maior parte do comércio com esses países é formada por produtos do agronegócio, que representam cerca de 75% das exportações brasileiras para a região. Isso porque a interrupção parcial do transporte marítimo afetou principalmente alimentos que dependem de embarques regulares em grande escala. O milho praticamente deixou de ser enviado no mês, enquanto as exportações de açúcar e melaços sofreram forte retração. Outros grãos também sentiram o impacto: no caso do trigo e do centeio, não houve embarques relevantes ao Golfo Pérsico em março (veja os detalhes na tabela abaixo). A principal explicação para a queda está na logística. Com o aumento do risco na região, companhias de navegação passaram a cobrar taxas adicionais e a adotar rotas mais longas, muitas vezes contornando o continente africano para evitar a passagem por Ormuz. O desvio amplia o tempo de viagem e encarece o transporte. Para analistas do mercado financeiro, episódios como o conflito no Irã mostram como fatores políticos passaram a influenciar diretamente o comércio de commodities. “A geopolítica voltou a ditar regras no fluxo global de mercadorias”, afirma Pedro Ros, CEO da Referência Capital. Segundo ele, tensões internacionais podem alterar rotas logísticas, pressionar custos de seguro e aumentar a volatilidade de preços, exigindo maior planejamento das empresas exportadoras. Carnes e commodities mantêm demanda Mesmo com a queda das exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, alguns produtos mantiveram demanda e ajudaram a sustentar o fluxo comercial com a região. As carnes seguem como um dos principais pilares da pauta brasileira nesses mercados. O frango permanece como o principal item exportado pelo Brasil ao Golfo, liderando as vendas externas tanto em 2025 quanto no início deste ano. LEIA TAMBÉM: Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região A carne bovina também mostrou resiliência no período, com avanço no valor exportado — movimento associado sobretudo à alta dos preços internacionais, e não necessariamente ao aumento do volume embarcado. A relação comercial entre Brasil e Golfo, no entanto, não se limita às exportações brasileiras. O país também depende de produtos vindos da região — especialmente fertilizantes nitrogenados, insumos essenciais para a produção agrícola. Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais fornecedores desses produtos para o mercado brasileiro. Diante das incertezas sobre a duração do conflito e das dificuldades no transporte marítimo, empresas brasileiras passaram a antecipar compras para garantir estoques. Não por acaso, em março, as importações de fertilizantes nitrogenados vindos desses países cresceram mais de 265%, segundo dados do MDIC. Produção de soja e milho em Macapá – Exportação para a Guiana Francesa Arthur Alves/PMM
23/04/2026 14:10:05 +00:00
Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 105 após Irã apreender navios

Presidente do Irã divulga vídeo de ataque a hospital iraniano O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz e pelo agravamento do conflito com o Irã. 🔎 O barril do Brent avançou cerca de 2,5% ao longo da manhã, chegando a se aproximar de US$ 105. Por volta das 13h42 (horário de Brasília), era negociado a US$ 103,35, com alta de 1,41%. O movimento refletiu o aumento do risco geopolítico, que pressionou mercados globais. A alta ocorre após o Irã apreender dois navios que tentavam deixar o estreito — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. O episódio aumentou as incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo com os Estados Unidos e deixou os investidores mais cautelosos. O conflito segue em impasse. Mesmo sob bloqueio naval na região, o Irã continua exportando petróleo de forma discreta. O cessar-fogo foi prorrogado pelo presidente Donald Trump, mas Teerã ameaça abandonar a trégua e as negociações caso a restrição marítima não seja suspensa. A tensão aumentou ainda mais após novos ataques a embarcações. Em paralelo, o Hezbollah sinalizou que pretende manter a trégua com Israel, desde que o acordo seja respeitado — um indicativo de que o conflito permanece contido em algumas frentes, mas longe de uma solução ampla. Tensão nos mercados globais O cenário pressionou os mercados. Na Europa, as principais bolsas caíram entre 0,2% e 0,8%, em meio também a sinais de desaceleração econômica. Dados recentes apontaram contração inesperada da atividade empresarial na zona do euro, especialmente em Alemanha e França, segundo a agência Reuters. Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operaram em queda, enquanto investidores aguardam novos desdobramentos da crise. Os rendimentos dos Treasuries subiram, acompanhando a alta do petróleo (veja mais detalhes do dia no mercado). Na Ásia, os mercados chegaram a renovar máximas históricas antes de recuar diante do avanço dos preços da energia. Japão, Coreia do Sul e Taiwan fecharam em baixa, refletindo o temor de impacto sobre o crescimento global. Analistas avaliam que o ambiente segue altamente instável. “Os mercados estão extremamente sensíveis. Mesmo um ruído não confirmado sobre escalada já é suficiente para impulsionar o petróleo e pressionar ativos de risco”, afirmou Charu Chanana, em entrevista à agência. Além da apreensão de navios, persistem preocupações com possíveis interrupções mais severas no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — cenário que pode prolongar a alta dos preços e intensificar pressões inflacionárias globais. O mercado, segundo especialistas, segue em um ambiente de incerteza, no qual qualquer novo desdobramento pode provocar fortes oscilações. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters
23/04/2026 13:30:30 +00:00
Projeto de lei que proíbe radar de trânsito escondido é aprovado por comissão da Câmara

Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia Carlos Pradini Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade. O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A proposta aprovada na cimissão inclui normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país. Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas. Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos. Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido. Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro. Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar. O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão. Segundo a deputada, a medida busca tornar a fiscalização mais transparente e com foco educativo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora. O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas. “O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva.
23/04/2026 13:29:36 +00:00
Correios devem manter 'elevado prejuízo' neste ano; governo vê estatais federais no vermelho até 2030
Os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor. A informação está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional. "Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo. No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck. O governo também projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030 (veja mais abaixo nessa reportagem). 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. Segundo a ministra informou em março, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. De acordo com ela, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Rombo das estatais Puxado pela situação dos Correios, as estatais federais registraram, em todo ano passado, um déficit de R$ 5,13 bilhões, o segundo pior resultado da história. A situação continuou ruim no primeiro bimestre deste ano, quando o resultado negativo somou R$ 4,1 bilhões. 🔎Os números foram divulgados pelo Banco Central. O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). O Tribunal de Contas da União (TCU) destacou nesta quarta-feira (22) que 95% do déficit das estatais não dependentes foi puxado por 4 empresas, dentre elas os Correios Para 2026, o governo estimou, no projeto de lei de diretrizes orçamentárias, um aumento do déficit das estatais para R$ 6,75 bilhões. Para 2027, a equipe econômica projetou que o rombo pode ser maior ainda: R$ 7,55 bilhões. Para 2028, 2029 e 2030, o déficit estimado para as estatais federais é de, respectivamente: R$ 6,1 bilhões; R$ 5,04 bilhões e de R$ 5,71 bilhões.
23/04/2026 13:14:47 +00:00
Bilionários russos batem recorde de riqueza mesmo sob sanções e guerra

Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Os bilionários russos aumentaram sua riqueza em 11%, alcançando um recorde de US$ 696,5 bilhões (cerca de R$ 3,4 trilhões) no ano passado, apesar da guerra na Ucrânia e das sanções ocidentais mais duras já impostas a uma grande economia, segundo a Forbes Russia. Os homens mais ricos da Rússia estão ligados às vastas reservas de recursos naturais que o país exporta há décadas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A riqueza deles cresceu à medida que as interrupções no comércio elevaram os preços das commodities. Ainda assim, a Forbes destacou que não houve novos nomes no topo da lista. A Forbes classificou Alexei Mordashov, diretor-geral da empresa de investimentos Severgroup, como o bilionário mais rico da Rússia, com uma fortuna de US$ 37 bilhões (R$ 184 bilhões) — um aumento de US$ 8,4 bilhões em relação ao ano anterior. Alexey Mordashov, presidente do Conselho de Administração da Severstal Maxim Shemetov/Reuters Vladimir Potanin, chefe da Interros e da produtora de metais Nornickel, aparece em segundo lugar, com uma fortuna de US$ 29,7 bilhões (R$ 147 bilhões), segundo a Forbes. Vagit Alekperov, ex-chefe da Lukoil, aparece em terceiro lugar, com US$ 29,5 bilhões. Já Leonid Mikhelson, presidente-executivo da Novatek, ocupa a quarta posição, junto com sua família, com uma fortuna de US$ 28,3 bilhões, segundo a Forbes. Antes entre os mais ricos do mundo, os bilionários russos — muitos dos quais construíram suas fortunas após o colapso da União Soviética — hoje têm patrimônios bem menores do que os dos principais magnatas de tecnologia dos Estados Unidos. Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, lidera a lista global de bilionários da Forbes, com uma fortuna de US$ 839 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões). Larry Page, do Google, aparece em segundo lugar, com US$ 257 bilhões. Praça Vermelha em Moscou, em 20 de outubro de 2021 Alexander Nemenov/ AFP
23/04/2026 13:09:50 +00:00
Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio; veja as principais acusações

Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou, em publicação nas redes sociais na quarta-feira (22), que sofreu assédio sexual e moral enquanto trabalhava em empresas do youtuber MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As alegações constam em uma ação judicial protocolada na Justiça dos Estados Unidos, à qual o g1 teve acesso. Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, é o maior youtuber do mundo, com mais de 470 milhões de inscritos na plataforma. Ele se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações. No processo, Lorrayne afirma que foi submetida a uma série de irregularidades trabalhistas durante o período em que esteve empregada pelas companhias. Entre os principais pontos da ação está a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act – FMLA), que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos. Segundo a denúncia, a empresa teria: Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade. Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo: Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto; Gestão de lançamentos de produtos; Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho. Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem. O g1 procurou as empresas citadas nesta reportagem, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O processo descreve o ambiente de trabalho como um “Clube do Bolinha”, marcado por tratamento desigual entre homens e mulheres. Segundo a ação, Lorrayne teria sido excluída de reuniões compostas apenas por homens, além de relatar episódios considerados humilhantes. Veja mais: Quem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo Entre eles, estaria a ocasião em que teria sido obrigada a buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson (nome de MrBeast) antes de uma gravação — uma tarefa que, segundo a denúncia, tinha caráter degradante, especialmente por ter ocorrido diante da equipe. A denúncia também cita condutas atribuídas ao então CEO da empresa, James Warren, que teria feito comentários considerados inapropriados sobre a aparência da funcionária e solicitado encontros privados fora do ambiente profissional. Em outro trecho do processo, Lorrayne afirma que Warren teria comentado sobre o suposto “efeito sexual” que ela causaria em MrBeast. Ainda segundo o relato, ao comunicar que um cliente teria feito avanços indesejados, ela teria ouvido como resposta que deveria se sentir “honrada”. Após formalizar uma queixa interna sobre o ambiente de trabalho, em novembro de 2023, Lorrayne afirma que passou a sofrer uma série de consequências profissionais, que descreve como retaliatórias. Entre elas, segundo o processo: Foi transferida de um cargo executivo para uma função de nível médio na divisão de mercadorias da empresa; Teve suas atribuições reduzidas e perdeu autonomia; Foi desligada de sua equipe; Passou a atuar em um setor descrito internamente como o local onde “as carreiras seguem para morrer”; Teria sido isolada profissionalmente, com redução de orçamento e responsabilidades. A ação judicial afirma ainda que as empresas ligadas a MrBeast não possuíam um manual tradicional de funcionários, adotando em seu lugar um documento intitulado “How to Succeed in MrBeast Production” (“Como ter sucesso na produção do MrBeast” ,em português). MrBeast e Lorrayne Mavromatis Richard Shotwell/Invision/AP e Instagram Segundo o processo, o guia continha diretrizes consideradas problemáticas, como: “É normal que os meninos sejam infantis”; “'Não' não quer dizer não” (no contexto de alcançar resultados para vídeos); “A quantidade de horas que você trabalha é irrelevante”. Para Lorrayne, essas orientações teriam contribuído para a normalização de comportamentos abusivos e para a violação de direitos trabalhistas básicos. A brasileira afirma que as experiências vividas durante e após a gravidez resultaram em impactos graves à sua saúde mental, incluindo diagnósticos de depressão severa, ansiedade e episódios de ideação suicida. A ação inclui pedidos de indenização por sofrimento emocional, além de alegações de violação das leis da Carolina do Norte, que proíbem discriminação de gênero e retaliação no ambiente de trabalho. Pedidos à Justiça No processo, a brasileira pede indenizações e outras medidas de reparação contra as empresas, incluindo o pagamento de salários e benefícios perdidos após a demissão e uma compensação adicional prevista na legislação americana. Ela também solicita a reintegração ao cargo — ou pagamento indenizatório —, além de danos por sofrimento emocional e danos punitivos, sob a alegação de conduta deliberada ou negligente. O pedido inclui ainda reembolso de custos processuais, pagamento de juros e o reconhecimento judicial de violação de leis trabalhistas da Carolina do Norte, além de outras medidas que a Justiça considerar cabíveis. A autora afirma, por fim, que pretende ampliar a ação com base na lei federal dos Estados Unidos que proíbe discriminação no trabalho, após autorização da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC). O processo foi protocolado na Justiça Federal dos EUA, no Tribunal Distrital do Distrito Leste da Carolina do Norte. A escolha do local ocorreu porque as empresas mantêm operações na região, especialmente em Greenville, e, segundo a ação, os fatos apontados como irregulares ocorreram dentro dessa jurisdição. Até o momento, as empresas citadas não se manifestaram publicamente sobre as acusações. O caso segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos. Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP
23/04/2026 12:39:19 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5 com tensão no Oriente Médio; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal negativo visto na primeira metade do pregão e fechou em alta de 0,58% nesta quinta-feira (23), cotado a R$ 5,0028. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,78%, aos 191.378 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As tensões no Oriente Médio voltaram a ganhar destaque nesta quinta-feira, após novos episódios envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. De um lado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que apreendeu dois navios de carga e realizou disparos contra uma terceira embarcação no canal, em mais um episódio de demonstração de poder na região. Ao mesmo tempo, a Marinha dos Estados Unidos afirmou ter forçado 27 navios a recuar após um bloqueio imposto aos portos iranianos. 🔎 O fechamento do canal, que completou dez dias em 22 de abril, continua a trazer preocupações sobre a oferta da commodity e seus eventuais impactos na inflação mundial. Perto das 17h (horário de Brasília), o Brent avançava 3,78%, negociado a US$ 105,76 por barril. ▶️ No campo dos indicadores econômicos, os EUA divulgaram nesta quinta-feira os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que subiram em 6 mil na semana encerrada em 18 de abril, chegando a 214 mil solicitações com ajuste sazonal. O resultado veio ligeiramente acima da previsão de economistas, que esperavam cerca de 210 mil pedidos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,39%; Acumulado do mês: -3,40%; Acumulado do ano: -8,85%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,23%; Acumulado do mês: +2,08%; Acumulado do ano: +18,78%. Novas tensões no Oriente Médio O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que um eventual acordo com o Irã só será fechado quando considerar que os termos são “apropriados e benéficos” para os interesses americanos. Em mensagem publicada na rede Truth Social, ele rebateu reportagens que apontavam pressa por um desfecho rápido da guerra. “Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o relógio está correndo”, escreveu. O presidente já havia anunciado na terça-feira (21) a extensão do cessar-fogo com o Irã, mas a decisão não foi suficiente para reduzir as tensões no Estreito de Ormuz. 🔎 O bloqueio naval americano na região continua em vigor, e forças dos EUA apreenderam um petroleiro suspeito de transportar petróleo iraniano de forma irregular. Enquanto Washington afirma aguardar uma nova proposta de paz de Teerã, autoridades iranianas indicaram que não pretendem participar de negociações no curto prazo. Nesta quinta-feira, Trump afirmou ter ordenado que a Marinha dos EUA “atire e mate” qualquer embarcação que tente instalar minas na passagem marítima. Segundo o presidente, navios militares especializados já atuam na retirada de explosivos da área. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o jornal "The Washington Post" informou que o Pentágono avalia que a remoção completa das minas no estreito pode levar até seis meses. O Estreito de Ormuz segue no centro da disputa entre os dois países. Na semana passada, em um gesto ligado ao cessar-fogo, o Irã chegou a reabrir a passagem marítima. Dias depois, porém, o canal foi fechado novamente depois que os EUA recusaram um pedido iraniano para suspender o bloqueio naval mantido na entrada da rota. Mercados globais As bolsas internacionais fecharam a sessão desta quinta-feira sem direção única, em meio à cautela dos investidores diante da guerra no Oriente Médio e de resultados corporativos mistos no setor de tecnologia. Em Wall Street, também pesavam preocupações sobre os impactos da inteligência artificial nas empresas de software. Ao final da sessão, o Dow Jones fechou em queda de 0,32%, enquanto o S&P 500 caiu 0,57% e o Nasdaq teve perdas de 0,87%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou em leve alta de 0,12%, aos 614,63 pontos. Entre as principais bolsas da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,19%, aos 10.457,01 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 0,16%, aos 24.155,45 pontos. Já o CAC 40, de Paris, avançou 0,87%, encerrando aos 8.227,32 pontos. Na Ásia, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, aos 25.915 pontos. Em Xangai o índice SSEC recuou 0,32%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, cedeu 0,28%, aos 4.786 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou queda de 0,75%, aos 59.140 pontos, enquanto em Seul o Kospi avançou 0,90%, aos 6.475 pontos. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
23/04/2026 12:00:07 +00:00
Quem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo

Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio Uma brasileira afirma ter sofrido assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou na empresa do youtuber Jimmy Donaldson, a MrBeast Industries. Lorrayne Mavromatis expôs o caso em um vídeo publicado em seu Instagram, na noite desta quarta-feira (22). "Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos", relatou ela. Ela disse ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO empresa. "Em uma sala no andar de cima, iluminada apenas por um abajur lateral e tive que escutar o quanto atrante e bonita eu era". Quem é MrBeast Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, é um influenciador digital e o maior youtuber do mundo, com mais de 470 milhões de inscritos na plataforma. Ele se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social. MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo. Um de seus vídeos, ele chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas. Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras. Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos EUA em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo. O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões. O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs
23/04/2026 11:46:51 +00:00
Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio moral e sexual

Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou, em suas redes sociais, nesta quarta-feira (22), que sofreu assédio sexual e moral durante os anos em que trabalhou na empresa do youtuber MrBeast, a MrBeast Industries. Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, é o maior youtuber do mundo, com mais de 470 milhões de inscritos na plataforma. Ele ficou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações. Além do relato, ela entrou com um processo contra a empresa em um Tribunal na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O g1 entrou em contato com a MrBeast Industries e aguarda posicionamento. "Nos últimos três anos, eu trabalhei na MrBeast Industries. [...] Eu estava genuinamente, profundamente orgulhosa de ter a oportunidade de trabalhar ao lado de alguns dos melhores do setor", diz Lorrayne, no início da postagem. "Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra — apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa 90 segundos depois e receber uma rodada de aplausos", completou. "Me mandaram calar a boca na frente de toda a minha equipe", disse. Veja as principais acusações contra a empresa do MrBeast Quem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo Lorrayne Mavromatis Reprodução/Instagram A brasileira conta ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO da empresa, "em uma sala iluminada apenas por um abajur lateral". "Tive que escutar o quão atraente e bonita eu era." No vídeo, Lorrayne não cita o nome do CEO que a teria assediado. No entanto, o processo menciona o ex-CEO da empresa, James Warren. Após três anos trabalhando nas empresas do MrBeast, Lorrayne contou que engravidou, mas disse que o que "deveria ser um momento mágico e feliz foi imediatamente substituído por medo". “Será que ainda terei um emprego? Ainda serei capaz de sustentar minha família?” "Eu tinha uma licença-maternidade aprovada e assinada pelo RH e concordei que trabalharia até o meu último dia de gravidez. Eu disse: enquanto eu estiver em trabalho de parto a caminho do hospital, eu ligarei para vocês. E é aí que quero que minha licença comece". "No papel, parecia lindo, mas na realidade, não significava nada. Eu estava no hospital em trabalho de parto em uma reunião de equipe; uma semana após o parto, ainda me recuperando, privada de sono, emocionalmente e fisicamente exausta, eu já estava de volta ao trabalho." Lorrayne conta que foi demitida duas semanas depois de voltar da licença-maternidade. "E a razão foi: 'você tem um calibre muito alto para essa posição. Precisamos de alguém com um calibre menor'". "Minha filha acabou de completar um ano. E quando olho para trás, para aqueles primeiros meses, e percebo que perdi o tempo de vínculo com o meu bebê, perdi os primeiros momentos dela — seu primeiro sorriso, sua primeira risada — isso me machuca de formas que eu nem consigo expressar. Esses momentos não esperam por você. Eles acontecem e, depois, se vão" Lorrayne comentou ainda que não teve a chance de se recuperar, tanto física quanto mentalmente. "Tudo isso foi tirado de mim. Nunca poderei recuperar isso." "Hoje estou tomando medidas legais. Por todas as mulheres que enfrentaram medo no ambiente de trabalho, que foram levadas a acreditar que precisam escolher entre seus filhos ou suas carreiras. Por cada mulher que foi silenciada. Tentaram me silenciar o suficiente — mas chega." O que diz o processo Entre os principais pontos da ação está a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act – FMLA), que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos. Segundo a denúncia, a empresa teria: Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade. Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo: Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto; Gestão de lançamentos de produtos; Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho. Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem. O processo descreve o ambiente de trabalho como um “Clube do Bolinha”, marcado por tratamento desigual entre homens e mulheres. Segundo a ação, Lorrayne teria sido excluída de reuniões compostas apenas por homens, além de relatar episódios considerados humilhantes. Entre eles, estaria a ocasião em que teria sido obrigada a buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson (nome de MrBeast) antes de uma gravação — uma tarefa que, segundo a denúncia, tinha caráter degradante, especialmente por ter ocorrido diante da equipe. MrBeast e Lorrayne Mavromatis Richard Shotwell/Invision/AP e Instagram
23/04/2026 10:56:25 +00:00
Pentágono avalia que a retirada de minas do Estreito de Ormuz pode levar até 6 meses, diz jornal

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. AP/Altaf Qadri, Arquivo Retirar as minas no Estreito de Ormuz poderia levar seis meses, o que teria um impacto no preço dos combustíveis em todo o planeta, considerou o Pentágono durante uma apresentação confidencial no Congresso dos Estados Unidos, informou o jornal Washington Post. O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início da guerra em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Quase 20% do petróleo e gás consumidos em todo o mundo transitavam por esta via crucial antes do conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Washington Post cita três fontes anônimas, segundo as quais "os parlamentares foram informados de que o Irã pode ter instalado 20 minas ou mais no Estreito de Ormuz e em suas imediações". Segundo a apresentação de uma fonte do Departamento da Defesa, "algumas foram colocadas na água, à distância, graças à tecnologia GPS", o que dificulta a detecção. Outras teriam sido instaladas com "embarcações pequenas". "Um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz é uma impossibilidade e algo completamente inaceitável", afirmou um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado enviado à AFP no qual desmente a notícia. Parnell destacou que a notícia é baseada em uma "sessão confidencial de informações, a portas fechadas" e que vários pontos são "falsos". A Guarda Revolucionária do Irã, advertiu em meados de abril sobre uma "zona perigosa" de 1.400 quilômetros quadrados que poderia conter minas. Veja mais: Irã divulga vídeo do que diz ser apreensão de navios comerciais no Estreito de Ormuz Irã divulga vídeo do que diz ser apreensão de navios comerciais no Estreito de Ormuz
23/04/2026 10:42:29 +00:00
A histórica condenação da Lafarge, a grande empresa do setor de cimento, por fomentar o terrorismo internacional

Bruno Lafont, ex-diretor executivo do grupo Lafarge, no tribunal de Paris, na França, em 13 de abril de 2026 EPA via BBC A histórica condenação de uma das empresas mais importantes da França sacode o mundo das multinacionais e poderá mudar sua forma de operação em zonas de conflito. Na segunda-feira, 13 de abril, a empresa do setor de cimento Lafarge foi considerada culpada pelo pagamento de milhões de dólares em subornos a grupos jihadistas, incluindo o autodenominado grupo Estado Islâmico (EI), para manter seus negócios na Síria durante a guerra civil do país (2011-2024). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Oito ex-diretores da empresa também foram declarados culpados por financiar o terrorismo internacional. Entre eles, está o seu ex-diretor-executivo, Bruno Lafont, condenado a seis anos de prisão, com início imediato do cumprimento da pena. Atualmente, a empresa faz parte do conglomerado suíço Holcim. Ela efetuou pagamentos a três organizações jihadistas, incluindo o EI, por um montante de cerca de 5,6 milhões de euros (cerca de R$ 32,3 milhões) entre 2013 e 2014. O objetivo era manter em funcionamento uma fábrica no norte da Síria, segundo a sentença do Tribunal Penal de Paris. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O dinheiro teria permitido que o IE "organizasse atentados terroristas", como o ataque ao semanário francês Charlie Hebdo em janeiro de 2015, segundo o tribunal. A advogada do ex-diretor-executivo da Lafarge, Jacqueline Laffont, defendeu que a decisão contrária ao seu cliente não é "justa, nem razoável". "Esta não será a primeira, nem a última vez, em que uma decisão de juízes de primeira instância é revogada pelo Tribunal de Recursos", declarou ela em entrevista à rede de rádio pública francesa France Info. "Trata-se de uma sentença sem provas, sem demonstração. O tribunal presume a culpabilidade de Bruno Lafont e que ele tinha conhecimento dos pagamentos em questão, que ocorreram dentro da empresa Lafarge, pelo simples fato de que era seu presidente." Lafont dirigiu a empresa entre 2007 e 2015. Ele reiterou que é inocente e afirmou ter dito a verdade durante o julgamento. Seus representantes informaram que irão recorrer ao veredito, mas a sentença pode mudar o tabuleiro das multinacionais que operam em zonas de conflito. A Lafarge declarou à BBC que reconhece a sentença judicial e garantiu que as ações "que ocorreram há mais de uma década constituíram uma violação flagrante do código de conduta da Lafarge". A empresa descreveu a decisão como um "marco importante" nos seus esforços para "tratar de forma responsável deste tema herdado". Decisão histórica O professor de direito e ciências penais Didier Rebut, da Universidade Paris-Panthéon-Assas, na França, afirma que a decisão é "histórica" por vários motivos. "Em primeiro lugar, ela é histórica pela qualificação de terrorismo aplicada a fatos cometidos por uma empresa e seus dirigentes no âmbito da sua atividade econômica", declarou ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Vista da fábrica de cimento da Lafarge Cement Syria (LCS) em Jalabiya, no norte da Síria Getty Images via BBC Para ele, "o que se deduz é que uma empresa e seus diretores podem ser condenados por terrorismo, em razão das suas decisões econômicas e financeiras". "Trata-se, aparentemente, da primeira vez na França e no mundo que uma grande empresa internacional e seus dirigentes são condenados por terrorismo, mesmo que, é claro, não exista nenhuma adesão ideológica, nem conivência com os grupos terroristas em questão." Rebut destaca que a decisão também é histórica devido à gravidade das penas impostas. Ele explica que o veredito demonstra que a qualificação de terrorismo, uma vez mantida, implica sanções proporcionais à sua gravidade. "Com isso, o tribunal deixa claro que, quando o assunto é terrorismo, não há por que atenuar a pena pelo simples fato de que a conduta em questão consistia em uma decisão econômica ou financeira, não em um ato violento", explica ele. O professor também destaca que a decisão demonstra que as grandes empresas não estão isentas de sanções quando contribuem, "incluindo por meio de mecanismos econômicos, para o funcionamento de organizações terroristas". Pagamentos para garantir acesso e matéria-prima A Lafarge adquiriu a fábrica de cimento de Jalabiya, no norte da Síria, em 2008, por US$ 680 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões). Ela começou a operar em 2010, poucos meses antes do início da guerra civil no país, em 2011. Os promotores indicam que os funcionários da empresa residiam na localidade próxima de Manbij. Eles precisavam cruzar o rio Eufrates para ter acesso à fábrica, localizada em uma região que ficaria mergulhada no conflito pouco tempo depois. A Lafarge se declarou culpada e admitiu ter pago milhões de dólares ao EI para manter sua fábrica em funcionamento Getty Images via BBC A acusação afirma que os pagamentos foram realizados entre 2013 e setembro de 2014. Eles incluíram cerca de 800 mil euros (cerca de R$ 4,3 milhões), destinados a garantir a segurança dos trabalhadores, bem como 1,6 milhão de euros (cerca de R$ 13 milhões) para a compra de matérias-primas em pedreiras sob o controle do Estado Islâmico. A guerra civil da Síria começou em março de 2011, após violenta repressão dos protestos antigovernamentais do então presidente Bashar al-Assad, que governou o país entre 2000 e 2024. Em 2014, os jihadistas do Estado Islâmico se apoderaram de amplas zonas da Síria e do vizinho Iraque. Ali, eles proclamaram um autodenominado "califado" transfronteiriço, onde impuseram sua interpretação extremista da lei islâmica. 'Não é possível alegar que eles simplesmente se adaptaram' A juíza Isabelle Prévost-Desprez afirmou que os pagamentos foram "fundamentais" para que o EI pudesse controlar os recursos naturais da Síria. "Isso permitiu que eles financiassem atos terroristas, tanto na região quanto no exterior, especialmente na Europa", destacou ela. A Promotoria Nacional Antiterrorista da França (PNAT) qualificou o caso em dezembro como "um deslize, uma perversão que levou a Lafarge, uma referência da indústria francesa, a acabar financiando organizações terroristas com um único objetivo: o lucro". Didier Rebut destaca que a principal consequência desta sentença é o aumento do nível de exigência para as empresas multinacionais. "As empresas que operam em zonas de conflito não poderão mais alegar que simplesmente se adaptaram a um contexto local difícil, se seus pagamentos, intermediários, fornecedores ou circuitos logísticos beneficiarem grupos armados ou entidades que receberam sanções", explica ele. Este veredito provavelmente irá obrigar muitas empresas a reforçar seus sistemas de controle, logística e administração. "Essencialmente, quando uma empresa sabe que sua atividade depende de tratar com organizações terroristas, o risco deixa de ser sua reputação e passa a ser penal, tanto para a companhia quanto para seus diretores", prossegue Rebut. O professor afirma que o caso da Lafarge define um precedente importante. Ele demonstra que as empresas podem ser processadas por apoiar economicamente grupos armados em zonas de guerra. Mas ele esclarece que não haverá necessariamente muitos casos futuros por financiamento do terrorismo, já que esta acusação exige condições jurídicas muito específicas. Por outro lado, Rebut alerta que a decisão aumenta o risco de que as empresas sejam investigadas por cumplicidade em crimes de guerra ou de lesa-humanidade se continuarem operando, sabendo que suas atividades beneficiam grupos violentos.
23/04/2026 10:29:19 +00:00
Acordo Mercosul-UE pode aumentar exportações brasileiras em 13%, diz Alckmin

Geraldo Alckmin durante Reunião sobre o acordo Mercosul União Europeia em 25 de fevereiro Cadu Gomes/VPR O governo brasileiro espera ver um aumento de 13% nas exportações do país quando o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiver totalmente em prática em 2038, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, às vésperas da entrada em vigor parcial do tratado.  "A degravação é gradual, mas você tem aí perto de 5 mil produtos que a partir do dia 1º de maio estão zerados o imposto, então você vai ter aí um impacto importante", disse Alckmin na quarta-feira (22) em entrevista com agências internacionais de notícias. Para o setor industrial brasileiro especificamente, o ganho nas exportações deve chegar a 26% com o acordo, acrescentou o vice-presidente. A entrada em vigor em 1º de maio ainda é provisória, já que alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça europeu. Ainda assim, a retirada gradual de tarifas entre os países da UE e do Mercosul começa imediatamente e deve se completar em até 12 anos.  Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o vice-presidente -- que participou das negociações como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até deixar o cargo este mês -- setores como frutas, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de maquinário podem ter impactos imediatos.  Alckmin lembrou, no entanto, que também devem aumentar as importações brasileiras. Hoje, o comércio entre Brasil e UE – segundo maior parceiro comercial do país atrás da China -- chega a US$100 bilhões, com um ligeiro superávit europeu, de aproximadamente US$500 milhões. Uma conta feita pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) aponta para um incremento de até US$1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano de vigência do acordo.  Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as reduções de tarifas e as cotas de exportação podem trazer um aumento de 0,46% no Produto Interno Bruto brasileiro entre 2024 e 2040, o equivalente a mais US$9,3 bilhões.  Apesar do otimismo com o acordo, a adoção de salvaguardas rígidas pelos europeus, que preveem a suspensão das importações se houver um aumento de 5% acima da média dos últimos três anos, irritou o setor agrícola brasileiro e levou o Brasil a aprovar medidas semelhantes.  "A salvaguarda vale para os dois lados. Então, se tiver um pico de importação, tanto o Mercosul quanto os países da União Europeia podem pedir uma suspensão temporária. É um acordo equilibrado", afirmou Alckmin.      Desde 2013 sem assinar acordos comerciais, o Mercosul deu um salto nas negociações nos últimos anos, fechando acordos também com Cingapura e o bloco europeu Efta (Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia). Segundo o vice-presidente, ainda é possível que até o fim deste ano sejam assinados novos acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá.  Além disso, o próprio Mercosul pode crescer. Além da Bolívia, que está em processo de adesão às regras do bloco, a Colômbia demonstrou interesse em participar. E a Venezuela, que está suspensa atualmente, pode voltar, disse o vice-presidente.  "A Venezuela está suspensa do Mercosul, mas à medida que está vivendo outro momento agora, isso será rediscutido", afirmou.  Estados Unidos Enquanto festeja o início do acordo com a UE, o governo brasileiro continua tentando negociar avanços com os Estados Unidos. Apesar da maior parte das tarifas norte-americanas terem caído com uma decisão da Suprema Corte norte-americana, os setores de aço e alumínio e cobre continuam com tarifas de 50%, aplicadas ao mundo todo, e de 25% no setor de automóveis e autopeças.  Além disso, o Brasil está sob duas investigações dentro da seção 301 da lei de comércio norte-americana. Uma delas, que envolve várias dezenas de países, trata de uso de trabalho escravo; a outra, apenas sobre o Brasil, inclui investigações sobre o Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios. Ambas podem ser usadas pelos EUA para retomar com tarifas de 50%. Na semana passada, uma comitiva brasileira esteve nos EUA para negociações sobre as investigações.  "Nós prestamos todos os esclarecimentos. E, se precisar, faremos outros", disse Alckmin, sem entrar em detalhes sobre as reuniões em Washington.  "A boa química que foi estabelecida entre o presidente Lula e o presidente Trump nós defendemos que continue. A gente pode ter muita parceria na área tarifária, tem espaço na área tarifária e não tarifária", afirmou.
23/04/2026 10:18:59 +00:00
Caso Master: PF conclui que Sicário atentou contra a própria vida e apresenta a Mendonça conclusão de investigação

A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A conclusão da Polícia Federal (PF) é de que a morte se deu por suicídio e não foi provocada por outra pessoa ou pressão sofrida por Sicário. Uma equipe da superintendência irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (23) apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça. Até mesmo a possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas foi examinada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além do vídeo que mostra toda a permanência de Sicário na cela da PF, os policiais ouviram testemunhas, pessoas próximas e analisaram conversas dele. Apesar da conclusão do inquérito, Sicário permanece com os bens bloqueados, o que não deve mudar. A leitura é que seus recursos eram fruto de ações criminosas. Ao receber o relatório da PF, a tendência é que Mendonça envie as conclusões para a PGR para analisar um possível arquivamento. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG Reprodução A morte de Sicário Em março, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta. Segundo a instituição, ele "atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais". "Sicário" foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Também foi preso na mesma operação Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como chefe da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral. Os investigadores mencionam também uma "dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão", e indica que ele atuaria como 'longa manus' (expressão do contexto jurídico que indica um agente que atua em nome de outro) da prática das práticas violentas atribuídas à organização. O relatório fala, ainda, da existência de fortes indícios de que Mourão recebia a quantia de 1 milhão de reais por mês de Vorcaro como remuneração pelos "serviços ilícitos".
23/04/2026 08:03:23 +00:00
Como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas

Acabei de ler um artigo instigante do professor Carlo Ratti, diretor do MIT Senseable City Lab – cuja tradução vai além de Laboratório de Cidades Sensíveis do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Nesse caso, o termo “sensível” indica que a cidade é capaz de medir (e “sentir”) a atividade humana por meio de sensores e dados. No jornal “Financial Times”, Ratti detalha um estudo que será publicado na revista Nature Cities: como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas. Estudo transcontinental mostra que pessoas acima de 66 anos têm mais encontros com grupos diversificados da sociedade Mariza Tavares E como os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Graças ao uso dos celulares, deixamos rastros de nossos deslocamentos e atividades. As informações mapeiam a rede de encontros entre seres humanos. “Imagine as pessoas como partículas se movimentando no tempo e espaço. Fizemos um levantamento dos padrões de mobilidade diária dos indivíduos, associando-os a dados socioeconômicos e à idade”, escreveu o professor. Trata-se do primeiro estudo transcontinental a cruzar dados de 200 mil pesquisas domiciliares de mobilidade (que contêm informações socioeconômicas detalhadas e autorrelatadas) com o rastreamento por GPS. Isso permitiu medir a “mistura social” – o encontro entre diferentes classes de renda – com maior precisão. O trabalho, realizado em Boston, Chicago, Hong Kong, Londres e São Paulo, revela que aposentados acima de 66 anos interagem com grupos mais diversificados da sociedade do que segmentos mais jovens em idade ativa. O padrão se repete nas cinco cidades do estudo. Essa “mistura social”, que é intensa entre adultos jovens, tende a declinar na meia-idade, quando as prioridades se concentram em família e trabalho. Com o passar do tempo, a rotina estreita não somente o número de lugares aonde vamos, como também a diversidade de pessoas que encontramos. A aposentadoria remove essa barreira, abrindo espaço para deslocamentos menos previsíveis e mais diversos. Para Ratti, as cidades poderiam usar tais informações para aumentar as oportunidades de interação social. Ele dá exemplos, como estimular espaços públicos a oferecer atividades intergeracionais. Em Londres, sugere que os pubs seriam uma ótima opção, já que tradicionalmente reúnem diferentes gerações. “Fundamentalmente, nossa pesquisa desafia a narrativa de que o envelhecimento populacional está relacionado a um quadro de declínio: força de trabalho encolhendo, custos crescentes, maior isolamento. A aposentadoria costuma ser vista como um retraimento, um afastamento. Ao contrário, pode ser uma retomada, uma reabertura”, defende. O estudo faz parte de uma mudança no formato e abordagem das pesquisas urbanas. Por décadas, análises quantitativas eram voltadas para os aspectos físicos da cidade: prédios, ruas, infraestrutura. Atualmente, há uma preocupação em ampliar tal visão, incluindo as interações que dão significado a esses espaços. O trabalho, uma parceria do MIT Senseable City Lab e da Universidade de Hong Kong, chama-se Latent patterns of urban mixing in mobility analysis across five global cities (Padrões latentes de mistura urbana na análise de mobilidade em cinco cidades globais). Há uma versão pré-publicação neste link. Veja os vídeos que estão em alta no g1
23/04/2026 07:02:10 +00:00
Fraude no INSS: um ano após operação revelar desvios, ressarcimento a segurados chega a quase R$ 3 bilhões

A Operação Sem Desconto, que revelou desvios em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), completa um ano nesta quinta-feira (23).  Até 27 de março, o órgão devolveu R$ 2,95 bilhões a 4,34 milhões de pessoas que identificaram como irregular o desconto em seu benefício. Segundo o INSS, cerca de 4 milhões de beneficiários ainda não se manifestaram. INSS prorroga prazo para contestar descontos indevidos ➡️De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo as estimativas. Em maio de 2025, 9,5 milhões de aposentados e pensionistas receberam uma notificação do INSS sobre descontos associativos. A partir desse alerta, o órgão abriu um prazo — prorrogado duas vezes, por 90 dias cada uma — para que o segurado respondesse se o desconto havia sido autorizado, se gostaria de contestá-lo e solicitar o ressarcimento ou se o desconto foi legítimo. 🗓️Os aposentados e pensionistas tem até 20 de junho para contestar os descontos indevidos (veja abaixo como contestar). Proibição descontos Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que proíbe descontos por associações em benefícios pagos pelo INSS. A lei sancionada, que foi aprovada no fim do ano passado pelo Congresso Nacional, também determinava uma "busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento", mas esse trecho foi vetado pelo presidente. INSS cria regras para devolver descontos indevidos a herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram Jornal Nacional/ Reprodução "Em que pese a boa intenção do legislador, o dispositivo contraria o interesse público, pois atribui ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS competências que não lhe são próprias, de modo a expor a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de custos extraordinários, sem a apresentação da devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro", informou o governo, ao explicar as razões do veto. Pelo texto sancionado, quando for constatado um desconto indevido, a entidade associativa, instituição financeira ou empresa responsável deverá devolver integralmente o valor ao beneficiário em até 30 dias, contados da notificação da irregularidade ou de decisão administrativa definitiva. Entenda o esquema de fraudes O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. Segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinícius de Carvalho informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura. Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para apurar o caso. ⏱️O prazo da CPMI acabou no fim de março e o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas. Entre elas, parlamentares, ex‑ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. O parecer foi rejeitado pelos parlamentares e o colegiado chegou ao fim sem ter um documento formal. Prisões Foram presos, em diferentes fases da operação: ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; ex-procurador do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; Antônio Carlos Antunes Camilo, o "Careca do INSS", figura central no esquema de desvios; empresário Maurício Camisotti; André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS; Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS; Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio; Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT); Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes; Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário também ligado à Conafer; Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também ligado à Conafer; ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota; empresário Natjo de Lima Pinheiro; entre outros. Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.
23/04/2026 07:00:54 +00:00
Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional

Marc Mueller/Pexels Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. “Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.” Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A ánalise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas. Os cargos “sêniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini. “Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.” Impacto imediato nos países desenvolvidos Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos. ]Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “júniores”, como tratamento de dados e redação. “O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA. Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.” Formação dos profissionais do futuro em risco  A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados sêniores tenham menos competências. “É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os sêniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.” É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro.
23/04/2026 06:00:33 +00:00
Calor extremo ameaça produção de alimentos no mundo, alertam agências da ONU

Cultivo de cenoura é novidade e está sendo testado em Boa Vista Andro Barros/Rede Amazônica O calor extremo está levando os sistemas agroalimentares globais ao limite, ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, de acordo com um novo relatório das agências de alimentação e de meteorologia da Organização das Nações Unidas (ONU). A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmaram que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, prejudicando as colheitas, a pecuária, a pesca e as florestas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar e quando podem cultivar. Em alguns casos, está até mesmo determinando se eles ainda podem trabalhar", disse Kaveh Zahedi, chefe do escritório de mudanças climáticas da FAO. Conjuntos de dados climáticos recentes mostram que o aquecimento global está se acelerando, com 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, provocando extremos climáticos mais frequentes e severos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atuando como um multiplicador de riscos, o calor extremo intensifica as secas, os incêndios florestais e os surtos de pragas e reduz drasticamente a produtividade das colheitas quando os limites críticos de temperatura são ultrapassados. O relatório afirma que as temperaturas mais altas estão diminuindo a margem de segurança da qual as plantas, os animais e os seres humanos dependem para funcionar, com queda na produtividade da maioria das principais culturas quando as temperaturas ultrapassam cerca de 30 graus Celsius. Zahedi citou o Marrocos, onde seis anos de seca foram seguidos por ondas de calor recordes. "Isso levou a uma queda na produção de cereais em mais de 40%. Isso dizimou a colheita de azeitonas e frutas cítricas. Basicamente, essas colheitas fracassaram", disse ele. As ondas de calor marinhas também estão se tornando mais frequentes, reduzindo os níveis de oxigênio na água e ameaçando os estoques de peixes. Em 2024, 91% dos oceanos do mundo sofreram pelo menos uma onda de calor marinha, segundo o relatório. Os riscos aumentam acentuadamente à medida que o aquecimento se acelera. Espera-se que a intensidade dos eventos extremos de calor dobre aproximadamente a 2 graus Celsius de aquecimento e quadruplique a 3 graus, em comparação com 1,5 grau, segundo o relatório. Zahedi disse que cada aumento de um grau na temperatura média global reduz a produção das quatro principais culturas do mundo - milho, arroz, soja e trigo - em cerca de 6%. A FAO e a OMM disseram que as respostas fragmentadas são inadequadas e pediram uma melhor governança dos riscos e sistemas meteorológicos de alerta antecipado para ajudar os agricultores e pescadores a tomar medidas preventivas. "Se você conseguir colocar os dados nas mãos dos agricultores, eles poderão ajustar quando plantam, o que plantam e quando colhem", disse Zahedi. Mas o relatório afirma que a adaptação por si só não é suficiente, argumentando que a única solução duradoura para a crescente ameaça do calor extremo é uma ação ambiciosa e coordenada para conter a mudança climática.
23/04/2026 03:01:24 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.999 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, ninguém acertou as seis dezenas. O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
23/04/2026 03:01:04 +00:00
BRB: acionistas e DF terão até o fim de maio para comprar novas ações e manter nível de participação

BRB aprova aumento de capital bilionário para reduzir rombo deixado pelo Master Investidores que têm ações do Banco de Brasília (BRB) terão até o fim de maio para decidir se vão exercer o direito de preferência – ou seja, se vão comprar as novas ações que o BRB pretende lançar na B3 nas próximas semanas e manter o nível de participação no capital do banco. A emissão de até R$ 8,8 bilhões em novos papéis foi autorizada nesta quarta-feira (22) pela assembleia de acionistas do banco. Entre os dias 29 de abril (próxima quarta) e 28 de maio, essas ações estarão disponíveis apenas para quem já estiver investindo no BRB até a próxima terça (28). As ações que não forem compradas pelos atuais investidores ficam, então, disponíveis para o restante do mercado. A regra vale, inclusive, para o próprio governo do Distrito Federal – que é acionista controlador do banco e detém, atualmente, 53,71% do total de ações. ➡️ Na prática, isso significa que o DF precisaria comprar 53,71% dos novos papéis emitidos para manter seu "nível de sociedade" no banco, sem reduzir esse percentual. ➡️A emissão de ações será de no mínimo R$ 536 milhões, e no máximo R$ 8,8 bilhões – os números foram aprovados em assembleia e inscritos em documento pelo BRB. ➡️Com isso, para manter o nível de participação atual no BRB, o DF terá que encontrar uma forma de comprar, até o fim de maio, algo entre R$ 287,8 milhões e R$ 4,72 bilhões. Prédios do BRB em Brasília Jornal Nacional ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O BRB tenta se recuperar financeiramente após operações malsucedidas com o Banco Master. "Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22). 🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos. 🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização. Anúncio de acordo BRB anuncia acordo de R$ 15 bi com Quadra Capital O BRB informou na segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master. Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos. A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento". Operações com o Banco Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO NO STF: Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados POLÍCIA FEDERAL: Vorcaro interrompeu propina paga a ex-presidente do BRB após descobrir inquérito sigiloso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
23/04/2026 03:00:58 +00:00
Caso Master: Mendonça não conta com delações para avançar em investigações do esquema

Caso Master: Mendonça não conta com delações para avanço das investigações neste momento O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, tem hoje baixa expectativa de que delações premiadas possam trazer elementos novos às investigações e sequer conta com a possibilidade de que as colaborações sejam fechadas. A informação tem sido dada pelo próprio André Mendonça a advogados de nomes investigados que o procuram. Enquanto isso, Daniel Vorcaro, dono do banco, e outros nomes investigados tentam reunir elementos para propor as colaborações, uma estratégia de defesa que visa menor tempo de prisão e liberação de bens aos envolvidos. Os investigadores da PF e a própria equipe de Mendonça que trabalham no caso – hoje são três assessores do gabinete do relator que trabalham com exclusividade no caso Master – acreditam que as provas colhidas e em análise, além de novas frentes da investigação, são suficientes para fazer avançar o caso. Banco Master. Reprodução/TV Globo Além disso, há uma visão de que as delações são do interesse da defesa. Uma fonte a par do trabalho resume o pensamento do grupo ao dizer que “não é possível ficar esperando por uma delação”. Parte do material apreendido desde ano passado ainda está em análise – como o primeiro celular de Vorcaro, apreendido em outubro de 2025 e que ainda não teve seu conteúdo de quatro terabytes ainda analisada por completo. A equipe que trabalha no caso tem um foco especial hoje em um nome dentre todos os citados na investigação: o de Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro e considerado o arquiteto da estratégia de distribuição e ocultação de recursos do então chefe e dono do banco. A PF conseguiu entrar no celular de Monteiro recentemente e acredita que as informações ali contidas vão ajudar no avanço das investigações. Outra convicção da equipe que acompanha a investigação é de que o trabalho ainda levará muitos meses e tem grandes chances de avançar por 2027.
22/04/2026 23:52:58 +00:00
Tesla tem lucro de US$ 477 milhões no 1º trimestre, alta de 17%

Veículos da Tesla em uma estação de recarga. Mike Stewart/ AP Photo A fabricante de veículos elétricos Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, informou nesta quarta-feira (22) que teve lucro de US$ 477 milhões no primeiro trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. O lucro por ação foi de US$ 0,13. Ajustado por itens extraordinários, o indicador chegou a US$ 0,41, superando as estimativas de Wall Street, de US$ 0,36. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A receita da empresa, por sua vez, subiu para US$ 22,39 bilhões, puxada por um aumento de 16% no segmento automotivo. Ainda assim, tanto o lucro quanto a receita seguem bem abaixo do pico registrado, quando os carros da empresa ampliavam sua participação de mercado. Agora, esse movimento se inverte, à medida que concorrentes europeus e chineses avançam sobre sua base de clientes. No ano passado, a empresa perdeu o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a chinesa BYD. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Musk tem minimizado os desafios no negócio de carros e reforçado que o futuro da Tesla depende menos da venda de veículos e mais do uso desses carros como táxis autônomos. A empresa informou que as milhas percorridas por robotáxis dobraram no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado. Atualmente, o serviço opera em São Francisco e em três cidades do Texas, incluindo Austin, onde fica a sede da Tesla. Musk também tem destacado a produção de robôs para uso doméstico e empresarial. Em uma teleconferência com investidores nesta quarta-feira, ele afirmou que a empresa iniciou a construção de uma nova fábrica no Texas para esses robôs, chamados Optimus, com capacidade potencial de até 10 milhões de unidades por ano. “Acho que o Optimus será nosso maior produto”, disse Musk, acrescentando: “não apenas o maior produto da Tesla, mas provavelmente o maior produto de todos”. A empresa também destacou que iniciou a produção dos chamados Cybercabs, sem pedais ou volante. Durante a teleconferência, Musk ainda sugeriu que a Tesla pode lançar um novo carro esportivo Roadster com condução manual dentro de cerca de um mês. A companhia vem intensificando os investimentos nessa transição, com US$ 2,5 bilhões em despesas de capital no último trimestre, alta de 67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Musk alertou ainda para “um aumento muito significativo” desses investimentos no futuro.
22/04/2026 23:48:25 +00:00
INSS: auxílio por incapacidade temporária para afastamento por até 90 dias não precisa de perícia presencial

O governo federal ampliou de 60 para até 90 dias o prazo máximo para que o auxílio por incapacidade temporária – o antigo auxílio doença – seja concedido sem a necessidade de comparecimento a uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília (DF) Wilton Junior/Estadão Conteúdo Segundo o Ministério da Previdência Social e o INSS, os atestados médicos que recomendam o afastamento por até 90 dias agora podem ser aprovados exclusivamente via análise documental, ou seja, sem perícia médica presencial. 🔎A mudança vale para pedidos feitos pela nova versão do Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos, como atestados e exames. Os pedidos de auxílio por incapacidade temporária representam quase metade da fila do INSS. Eles representam 1,3 milhão dos requerimentos. Ao todo, a fila de solicitações de benefícios aguardando decisão em março chegou a 2,8 milhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona Com a mudança, o benefício poderá ser concedido ou negado com base apenas nos documentos médicos enviados pelo segurado, sem necessidade imediata de perícia presencial. Basta acessar o portal ou aplicativo Meu INSS, anexar os atestados e exames complementares e aguardar a análise remota pelos médicos peritos. Site do Inss Reprodução/TV Globo O governo lembra que não é preciso agendar nem ir até uma unidade física. Os peritos darão a resposta pelo aplicativo Meu INSS. O INSS reforçou ainda que o atestado médico deve ser legível, além de conter: nome completo do paciente data de emissão CID (Classificação Internacional de Doenças) ou diagnóstico por extenso assinatura e carimbo do médico com CRM, além do prazo estimado de repouso.
22/04/2026 23:21:55 +00:00
Empresas de Elon Musk compram 1,3 mil Cybertrucks e inflam vendas da Tesla nos EUA

Tesla Cybertruck 2026 Divulgação Um levantamento da S&P Global Mobility, revelados pela Bloomberg, mostra que empresas do bilionário Elon Musk compraram unidades da Tesla Cybertruck em 2025, inflando o número de vendas da picape nos Estados Unidos artificialmente. A SpaceX comprou 1.279 unidades da Cybertruck no último trimestre de 2025. Outras empresas ligadas a Musk adquiriram mais 60 picapes no mesmo período. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Sem essas compras, a Cybertruck teria registrado uma queda de 51% nas vendas nos três últimos meses do ano passado. O levantamento estima que a operação tenha custado mais de US$ 100 milhões. Esse volume de compra representa cerca de 18% de todas as Cybertrucks vendidas nos Estados Unidos. A estratégia deve continuar em 2026. De acordo com a Bloomberg, empresas de Elon Musk seguem encomendando picapes, com vendas registradas em janeiro e fevereiro. Musk lançou o Tesla Cybertruck em 2019 Getty Images via BBC BYD ultrapassa Tesla Esse é apenas mais um episódio em uma sequência de resultados negativos da Tesla, especialmente no desempenho da Cybertruck. Em fevereiro, a montadora anunciou uma versão mais barata da picape, com preço de US$ 59.990. A meta era alavancar as vendas. Antes disso, a opção de entrada da Cybertruck nos Estados Unidos custava US$ 79.990. A empresa também reduziu, na mesma época, o valor da versão mais cara, a Cyberbeast, que passou de US$ 114.990 para US$ 99.990. Com 1,64 milhão de veículos emplacados em 2025, a Tesla registrou uma queda de 9% e perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo. A BYD assumiu a liderança, com 2,26 milhões de veículos eletrificados vendidos no ano passado. Tesla Cybertruck no Brasil No Brasil, a Tesla não tem operação oficial, mas o g1 mostrou que é possível importar a Cybertruck de forma independente por cerca de R$ 1 milhão. Esses veículos chegam ao país por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros sem intermediação das montadoras. Mesmo assim, é necessário ficar atento às regras e às exigências previstas na legislação brasileira. g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil
22/04/2026 19:00:33 +00:00
Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado

Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado. Existem algumas situações em que é preciso ter mais de cuidado, como em momentos de chuva. Também uma boa ideia sempre optar por cabos e fontes originais para evitar risco à vida, por exemplo. Veja mais detalhes abaixo: Como se proteger ao usar o celular enquanto ele carrega Daniel Ivanaskas/Arte g1 1. Tire o celular da tomada durante chuvas fortes e de longa duração Durante tempestades, é possível que um raio atinja a rede elétrica da casa, gerando uma grande tensão que pode chegar até o celular. Há risco de choque se alguém estiver usando o telefone. Por isso, evite usar o aparelho conectado na tomada durante chuvas. 2. Use carregador e cabos originais Os carregadores originais dos smartphones e outros produtos eletrônicos passam pela certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e contam com um selo. Eles possuem componentes mantém uma tensão muito baixa para dar choque. É a opção mais segura para carregar o aparelho em qualquer circustância. Carregadores paralelos que não são certificados ou recomendados pelas próprias fabricantes podem não ter alguns itens de segurança, além de possivelmente passarem mais carga do que o recomendado. Evite ainda o uso de adaptadores e muito cuidado com tomadas com mau contato. LEIA MAIS: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o Google Sua conta no WhatsApp está protegida? Faça o teste e descubra 3. Bateria também original É importante também que a bateria instalada no aparelho seja original. Versões paralelas não passam pelas certificações de segurança. Fique atento com a expansão da bateria – se reparar que o celular está "inchado" ou que alguma parte da tela levantou, deixe de usar o telefone e o leve até uma assistência técnica. Os componentes químicos da bateria podem vazar e causar até explosões. Fique de olho também na temperatura: se o aparelho estiver esquentando mais do que o normal, procure um especialista. 4. Não deixe o celular carregando debaixo de um travesseiro É muito importante nunca abafar o celular enquanto ele estiver carregamento. Por isso, não deixe o aparelho de baixo de um travesseiro, cobertor ou até mesmo do seu corpo enquanto ele estiver na tomada. Isso porque o aparelho naturalmente esquenta durante a carga e se não tiver ventilação adequada, pode superaquecer e causar problemas na bateria que geram risco à vida, como explosões. Quando for dormir, deixe o aparelho longe de você e de objetos inflamáveis. É importante que você não seja pego de surpresa ou que corra grandes riscos caso ocorra um incêndio, por exemplo. São casos raros, mas a precaução é chave. 5. Em caso de telefonema, desconecte o celular do carregador Caso aconteça algum acidente e o aparelho sofra uma descarga elétrica, ele não estará perto do seu rosto. Também é uma boa ideia não usar fones de ouvido com fio durante o carregamento. 6. Não carregue o celular em locais úmidos, como banheiro Para evitar choques, não coloque o telefone para carregar em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro. Também é importante não conectar ou desconectar o carregador com as mãos molhadas. 7. Se o aparelho estiver na tomada, procure usar calçado de borracha A borracha é um material isolante e pode proteger de eventuais choques elétricos. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia
22/04/2026 15:24:33 +00:00
Aumento de capital no BRB pressiona caixa do governo do DF, que terá de buscar ao menos R$ 4 bilhões

A aprovação de um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões no Banco de Brasília (BRB) impõe uma pressão direta sobre as contas do Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista da instituição. Com 53% do controle do banco, o governo local terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização e evitar a diluição de sua participação. A decisão sobre o aumento de capital foi tomada nesta quarta-feira (22) em assembleia de acionistas e faz parte de uma estratégia para recompor o balanço patrimonial do banco, fragilizado após operações malsucedidas com ativos herdados do Banco Master (entenda mais abaixo). Essa medida foi aprovada no mesmo dia em que os acionistas avaliaram temas ligados à governança do banco, como a homologação dos nomes do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, formalização pendente desde o fim do ano passado. Miriam Leitão: Acordo anunciado pelo BRB não resolve situação de liquidez do banco Efeito do caso Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central após investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações comprometeram o capital mínimo prudencial do BRB, indicador exigido pelas regras de solidez do sistema financeiro. Diante desse cenário, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e passou a intensificar o acompanhamento da situação financeira e da governança do banco. Com o balanço pressionado, o BRB passou a buscar alternativas para reduzir o impacto dos ativos problemáticos e atender às exigências regulatórias. PF diz que Vorcaro usou empresas de fachada, laranjas e fundos de investimento para ocultar propina a ex-presidente do BRB Jornal Nacional/ Reprodução Acordo para transferência de ativos Na segunda (20), o BRB anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento destinado à transferência de ativos que têm origem em operações recebidas do Banco Master. Segundo o banco, o valor de referência da operação é de até R$ 15 bilhões. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar os ativos. Apesar do acordo, o banco avançou com o processo de aumento de capital, aprovado agora em assembleia, como parte do esforço para recompor sua base financeira. A governadora Celina Leão (PP) afirmou na terça (21) que o acordo demonstra responsabilidade na condução do momento enfrentado pelo banco.
22/04/2026 15:22:20 +00:00
Fundo da Robinhood investe US$ 75 mi na OpenAI para ampliar acesso de investidores

O fundo de investimentos da Robinhood anunciou nesta quarta-feira (22) um aporte de US$ 75 milhões na OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A iniciativa busca ampliar o acesso de investidores de varejo — pessoas físicas que investem por conta própria — a companhias de tecnologia muito conhecidas, mas que ainda não abriram capital na bolsa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A OpenAI se tornou uma das empresas mais observadas do setor de inteligência artificial generativa após o sucesso viral do ChatGPT. O avanço da companhia ajudou a impulsionar uma corrida entre grandes empresas de tecnologia e startups para desenvolver e lançar ferramentas baseadas em IA, movimento que já atrai bilhões de dólares em investimentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Robinhood amplia atuação e valor de mercado O aporte foi feito por meio do Robinhood Ventures Fund I, fundo que se tornou público em março. A proposta é permitir que investidores de varejo tenham acesso a oportunidades em empresas privadas — um tipo de investimento historicamente concentrado nas grandes gestoras de capital de risco do Vale do Silício. Conhecida inicialmente como um aplicativo de negociação voltado ao investidor pessoa física, a Robinhood passou nos últimos anos a ampliar sua atuação e hoje se apresenta como uma plataforma mais ampla de serviços financeiros. Esse movimento ajudou a empresa a alcançar uma capitalização de mercado próxima de US$ 78 bilhões. Com a notícia do investimento, as ações da companhia subiam 3,6% no pré-mercado. O aporte também sugere uma redução das tensões que haviam surgido entre as duas empresas no ano passado. Na ocasião, a Robinhood anunciou que distribuiria “tokens de ações” baseados em blockchain, no valor de 5 euros, ligados a empresas privadas como a OpenAI e a SpaceX. Esses tokens funcionam como representações digitais de ações e combinam características do mercado financeiro tradicional com a dinâmica de negociação das criptomoedas. A modalidade tem atraído investidores internacionais por oferecer acesso mais simples, horários de negociação mais flexíveis e custos menores. Depois do anúncio, porém, a OpenAI afirmou que não havia firmado parceria com a Robinhood, não apoiava a iniciativa e não participava da oferta desses tokens. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/
22/04/2026 14:56:11 +00:00
BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões para recompor balanço afetado pelo caso Master

Prédios do BRB em Brasília Jornal Nacional O Banco de Brasília (BRB) aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante uma assembleia com acionistas. O BRB, que é controlado pelo governo do Distrito Federal, tenta se recuperar financeiramente após operações malsucedidas com o Banco Master. "Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22). 🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos. 🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização. A assembleia desta quarta também tem o objetivo de homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. Essa formalização está pendente desde o fim do ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Anúncio de acordo BRB anuncia acordo de R$ 15 bi com Quadra Capital O BRB informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master. Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos. A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento". Operações com o Banco Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO NO STF: Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados POLÍCIA FEDERAL: Vorcaro interrompeu propina paga a ex-presidente do BRB após descobrir inquérito sigiloso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:53:09 +00:00
Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB no STF

Dias Toffoli se declara suspeito. Jornal Nacional/ Reprodução O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso que discute a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, nas manhã desta quarta-feria (22). ➡ A análise trata da manutenção da prisão preventiva dos dois, detidos desde 16 de abril durante a operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades em negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram para manter as prisões. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial). A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados. STF avalia prisão de ex-presidente do BRB Ministro se declarou suspeito durante prisão de Vorcaro Em março, Dias Toffoli também declarou-se suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Daniel Vorcaro e também para analisar pedido que cobrava instalação da CPI do Master na Câmara. "Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido de intalação de uma CPI. O ministro Dias Toffoli era relator do caso Master antes de André Mendonça. Em nota, o STF informou que o ministro – "considerados os altos interesses institucionais" – pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso. Interlocutores do Supremo afirmavam que, apesar de Toffoli ter deixado a relatoria do caso, não ficou reconhecida pela Corte suspeição ou impedimento para que ele atuar no caso Master. 🔎 Suspeição é um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado. Esse conceito pode ser aplicado quando há indícios de vínculo ou interesse que possam comprometer a isenção do juiz em um determinado processo. LEIA TAMBÉM: DF-250: Acidente entre carro e moto deixa 2 mortos e 1 ferido DOG DO CANGACEIRO: Food truck é tomado pelas chamas em Ceilândia Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:40:16 +00:00
Ucrânia retoma transporte de petróleo russo para a Europa

Oleoduto de Druzhba, que passa pela Ucrânia e leva petróleo russo para países da Europa. Foto de 2022. REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de Arquivo A Ucrânia retomou nesta quarta-feira (22) o bombeamento de petróleo russo para a Europa, em troca da aprovação preliminar de um empréstimo de grande porte da União Europeia ao país. A informação foi confirmada pelas agências de notícias AFP e Reuters. A retomada do fluxo ocorreu pelo oleoduto de Druzhba, que corta o noroeste do território ucraniano. "O transporte de petróleo começou e o bombeamento foi iniciado", disse uma fonte do setor energético ucraniano à AFP e à Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A gigante energética húngara MOL afirmou nesta quarta em comunicado que espera que "os primeiros carregamentos de petróleo, após a retomada do trecho ucraniano do sistema de oleodutos, cheguem à Hungria e à Eslováquia até amanhã". A ministra da Economia da Eslováquia, Denisa Sakova, afirmou em uma publicação no Facebook que os primeiros fornecimentos devem chegar ao seu país nas primeiras horas de quinta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A retomada do transporte de petróleo russo abriu caminho para que a UE desse o primeiro sinal verde a um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 528 bilhões) que permitirá a Kiev reforçar suas defesas em meio à guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos. A ajuda europeia deve permitir que a Ucrânia financie sua defesa contra o exército russo e garanta os gastos públicos até 2027. A UE impôs um bloqueio à maior parte das importações de petróleo da Rússia em 2022, quando começou a guerra, mas excluiu o oleoduto Druzhba para dar aos países da Europa central sem litoral tempo para encontrar fontes alternativas de petróleo. O oleoduto Druzhba havia sido danificado em janeiro após um ataque russo, o que interrompeu o fornecimento de petróleo para Hungria e Eslováquia. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, derrotado nas eleições no início do mês, acusava a Ucrânia de adiar os reparos e bloqueava, em retaliação, o empréstimo europeu. A Eslováquia, país muito dependente do petróleo russo, também ameaçava impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia. Na terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o fim dos reparos no oleoduto. Em março, ele havia reclamado que a UE o pressionava para prosseguir com a obra, o que ele chamou de "chantagem". "Qual a diferença entre isso e levantar as sanções contra os russos?", questionou Zelensky em uma coletiva de imprensa.
22/04/2026 14:38:27 +00:00
Aneel aperta regras para geração solar distribuída e mira ampliações irregulares

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu nesta quarta-feira (22) uma consulta pública com propostas de novas regras para lidar com a crescente oferta de energia no país. Entre as medidas estão ações para combater ampliações irregulares em usinas solares distribuídas, instaladas em telhados de residências ou em pequenos terrenos. Segundo o regulador, alguns consumidores que possuem esses sistemas têm aumentado a potência das usinas sem comunicar as distribuidoras ou a própria agência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Essas mudanças podem causar dificuldades tanto para as redes locais de distribuição quanto para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por coordenar as linhas de transmissão e as grandes usinas do país. Diante desse cenário, a Aneel decidiu que as distribuidoras deverão negar novos pedidos de conexão de geração distribuída quando o ONS identificar “inviabilidade” na rede local — ou seja, quando a entrada de mais geração puder comprometer a operação do sistema. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A geração distribuída inclui desde painéis solares instalados em telhados até pequenas usinas com potência de até 5 megawatts. O modelo cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por benefícios tarifários. Hoje, essa modalidade soma cerca de 47 gigawatts de potência e se tornou a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira. Ao contrário de grandes hidrelétricas ou termelétricas, porém, a produção desse tipo de energia não pode ser controlada pelo operador do sistema, o que traz desafios para o equilíbrio da rede. Mudanças de características A Aneel afirma ter identificado casos em que usinas solares distribuídas alteraram suas características técnicas para aumentar a potência instalada sem informar o regulador ou as distribuidoras. Segundo o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, há inclusive “casos de polícia”, com fraudes que serão “duramente penalizadas”. "Se alguém burla alguma informação para levar vantagens, se está trazendo problema para outros, tem que ser responsabilizado", afirmou Feitosa, acrescentando que a Aneel buscará responsabilização "civil e criminalmente". Segundo a agência, ampliações irregulares costumam ocorrer para manter benefícios tarifários da geração distribuída sem arcar com custos adicionais. Esse tipo de prática pode provocar sobrecarga nas redes locais, aumentando o risco de interrupções no fornecimento de energia e dificultando a gestão do sistema elétrico nacional. A Aneel ainda não tem estimativas sobre a dimensão do problema, mas já encontrou casos de aumento de potência sem autorização na rede de uma distribuidora do grupo CPFL. Agora, todas as concessionárias do país terão que realizar uma auditoria completa nas conexões de geração distribuída. Pelas regras colocadas em consulta pública por 45 dias, se forem identificadas ampliações irregulares, as distribuidoras poderão cobrar dos consumidores o uso adicional da rede elétrica. Mecanismos regulatórios O diretor Gentil Nogueira, relator do processo, afirmou que já existem instrumentos regulatórios que permitem às distribuidoras lidar com essas situações, inclusive com a suspensão do fornecimento de energia e a recuperação de valores devidos. A Aneel também determinou que as distribuidoras deverão negar novas conexões de geração distribuída em regiões onde o ONS já identificou limitações na rede de transmissão para escoar mais energia. Um exemplo citado são localidades no Mato Grosso. "O ONS mesmo já está sinalizando que temos alguns pontos de restrição no sistema elétrico Mato Grosso, refletindo também nos sistemas de Rondônia e Acre. Isso certamente é o início de um processo crescente que vai atingir daqui a pouco no Mato Grosso do Sul e outros Estados", disse o diretor Willamy Frota. A HostDime opera com energia renovável proveniente de sua usina solar própria, localizada em Pilar-PB. Freepik
22/04/2026 14:33:35 +00:00
Chevrolet Sonic quer desbancar Volkswagen Nivus no Brasil; veja primeiras imagens do SUV

Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM A Chevrolet revelou nesta terça-feira (21) as primeiras imagens do Sonic. O modelo resgata o nome do hatch que foi importado do México, mas agora se apresenta como um SUV compacto que será produzido em Gravataí (RS). A reportagem do g1 teve contato direto com o carro e visitou os laboratórios da General Motors, em São Caetano do Sul (SP), para mostrar os detalhes. O projeto recebeu investimento de R$ 900 milhões ao longo de três anos até o lançamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a marca, o Sonic chega para ocupar o espaço entre o Onix Activ, previsto para 2026 e até agora mostrado apenas em ilustrações, e o Tracker. Durante a apresentação técnica, fitas no chão comparavam as medidas do protótipo do Sonic às do Volkswagen Nivus. Protótipo do Chevrolet Sonic nos laboratórios da General Motors em São Caetano do Sul (SP) Carlos Cereijo / g1 A comunicação da Chevrolet também usou o modelo da VW como referência para o tamanho do porta-malas, sem divulgar os números do Sonic. A motorização ainda não foi confirmada oficialmente, mas o g1 apurou que não haverá opção com motor aspirado nem com o 1.2 turbo. No lançamento, será oferecido apenas o conjunto 1.0 turbo com câmbio automático de seis marchas. No Tracker, esse motor de três cilindros entrega 115 cv e torque de 18,9 kgfm. Funcionários da GM trabalham no 1.0 turbo de um protótipo do Chevrolet Sonic Carlos Cereijo / g1 A Chevrolet também não divulgou preços, mas é possível fazer uma estimativa a partir das pistas deixadas pela marca. O Onix Activ deve custar em torno de R$ 130 mil, já que sai de fábrica com câmbio automático e nível de equipamentos semelhante às versões LTZ e Premier do compacto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Chevrolet Tracker com motor 1.0 turbo é vendido por valores que vão de R$ 120 mil a R$ 160 mil. Com isso, o Sonic deve se posicionar entre R$ 130 mil e R$ 160 mil, faixa muito próxima da do concorrente escolhido pela GM, o VW Nivus com motor 1.0 turbo. Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM Ao vivo O g1 teve acesso antecipado ao Sonic em uma apresentação reservada, na qual não foi permitido fazer fotos. Nas imagens divulgadas pela marca, a dianteira do SUV parece discreta em comparação com a grande grade preta, especialmente na versão RS. Ao vivo, porém, o conjunto se mostra mais equilibrado. O design do Sonic teve como inspiração o Equinox EV. Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM Visto de perfil, as molduras pretas nos para-lamas ajudam a reduzir o peso visual da carroceria. Com 1,53 metro de altura, o Sonic é 6 cm mais alto que o Onix. Essa diferença poderia sugerir um visual desproporcional, já que o SUV usa as mesmas portas do hatch, mas isso não acontece. O rack de teto vai além da aparência e suporta até 50 kg de carga. A traseira tem bom acabamento visual. A combinação do caimento do teto com o spoiler sobre o vidro traseiro contribui para o efeito de estilo cupê que a Chevrolet busca, sem comprometer, ao que tudo indica, o espaço para a cabeça dos ocupantes. O interior do Sonic não pôde ser visto pela reportagem. Telas e mais telas No espaço onde são montados os protótipos da General Motors, todos os componentes internos do Sonic estavam expostos. Motor, câmbio e sistemas eletrônicos apareciam montados em uma bancada. Com o toque de um botão, o motor entra em funcionamento e o sistema é ativado. A cena lembra uma mesa de cirurgia, com tudo à vista. Telas do Chevrolet Sonic no laboratório de protótipos da GM em São Caetano do Sul (SP) Carlos Cereijo / g1 Esse tipo de montagem permite aos engenheiros identificar eventuais problemas sem a necessidade de montar e desmontar o SUV. Nesse ambiente, foi possível observar as telas que serão usadas no Sonic. O painel de instrumentos do motorista fica em um display semelhante a um tablet, com gráficos simples, cores suaves e opções de personalização. A central multimídia é integrada a uma peça maior. Os ícones seguem o mesmo padrão visual, com linhas finas e brancas, que se destacam sobre o fundo escuro em tom azulado. O Sonic será lançado em maio e, segundo a Chevrolet, é o principal lançamento da marca na América do Sul em 2026. “O Sonic provou ser um carro estratégico para a Chevrolet, com potencial tanto para conquistar clientes fiéis em ascensão quanto para atrair um novo perfil de público para a marca, algo fundamental para o plano de crescimento da empresa”, afirma Gustavo Aguiar, diretor de Marketing da GM América do Sul.
22/04/2026 14:12:09 +00:00
Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master

STF avalia prisão de ex-presidente do BRB Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e André Mendonça votaram, na manhã desta quarta-feira (22), para manter as prisões do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. Paulo Henrique e Daniel Monteiro foram presos em 16 de abril, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo os negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Daniel Monteiro, advogado do Banco Master Divulgação e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Decisão do relator Na decisão que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero, o ministro Mendonça aponta que, as apurações "revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional". "Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público", declarou Mendonça. Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos. "Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões", completou. Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF LEIA TAMBÉM: Quem é Paulo Henrique Costa Ex-presidente do BRB levava esposa para visitar apartamentos luxuosos oferecidos por Vorcaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:09:15 +00:00
Obras de arte, joias e carros de luxo: o que dá para comprar com os R$ 5,7 milhões do BBB 26

De desclassificada a protagonista: a jornada da heroína de Ana Paula Renault no 'BBB 26' A edição do Big Brother Brasil 2026 terminou com o maior prêmio da história do reality. A vencedora, Ana Paula Renault, levou R$ 5,7 milhões após conquistar 75,94% dos votos do público na final, exibida na noite desta terça-feira (21). Além do valor em dinheiro, ela também ganhou um carro zero quilômetro e um apartamento. Com uma quantia desse tamanho, as possibilidades de investimento ou de consumo são diversas. Para quem sonha em entrar no BBB 27 e ainda não faz ideia do que faria com o prêmio, o g1 reuniu exemplos do que é possível comprar com R$ 5,7 milhões. Veja a seguir: Obras de arte A obra O Mágico (2001), de Beatriz Milhazes, foi vendida por cerca de R$ 5,2 milhões em leilão Divulgação Do luxo a mudanças no estilo de vida, há uma lista extensa do que dá para fazer com R$ 5,7 milhões. Para quem gosta de arte, por exemplo, o valor permitiria investir em obras como a pintura original de Beatriz Milhazes, com preços que variam entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões. O prêmio do BBB permitiria comprar cerca de 1 a 11 obras dentro desse intervalo de valor. Uma de suas telas mais conhecidas, O Mágico (2001), foi vendida por cerca de R$ 5,2 milhões em um leilão da Sotheby's, em Nova York — ou seja, quase todo o prêmio seria necessário para adquirir uma peça desse nível. Já gravuras, serigrafias e trabalhos menores da artista, com preços entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, permitiriam a compra de 11 a 114 peças. Obras de Vik Muniz ou da dupla Os Gêmeos também aparecem na faixa de centenas de milhares de reais. Trabalhos de Muniz, por exemplo, podem ser encontrados a partir de cerca de R$ 100 mil — o que permitiria adquirir aproximadamente 57 obras com o valor total do prêmio. Joias e peças de grife O anel “Panthère de Cartier”, de aproximadamente R$ 210 mil, permitiria a compra de cerca de 27 peças Divulgação/Cartier No segmento de joias, peças de grifes tradicionais também entram na conta. Um anel com diamantes da Cartier pode ultrapassar R$ 100 mil — o que permitira a compra de mais de 50 unidades com o valor do prêmio. Avaliada em cerca de R$ 236 mil, a pulseira “LOVE”, com pavé de diamantes, poderia ser comprada aproximadamente 24 vezes. Já o anel “Panthère de Cartier”, que custa em torno de R$ 210 mil, permitiria a compra de cerca de 27 unidades. No universo da moda, o prêmio poderia comprar diferentes marcas de luxo. Com o total, seria possível adquirir de 11 a 57 bolsas Birkin, da Hermès — que custam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, ou montar cerca de 11 guarda-roupas repletos de roupas da Chanel e da Louis Vuitton, considerando um custo médio de R$ 500 mil cada. Carros BMW X6 Divulgação Entre os bens de luxo duráveis, o prêmio também permitiria a compra de diferentes carros premium. O BMW X6, na faixa de R$ 700 mil, poderia ser comprado cerca de oito vezes com o prêmio de R$ 5,7 milhões. Já o Range Rover Vogue, com valor acima de R$ 1 milhão, permitiria a compra de aproximadamente cinco unidades. Viagens e experiências Suíte Mansart, do The Ritz Paris, custa cerca de € 17.600 (cerca de R$ 95 mil) a diária. Divulgação/The Ritz Paris No campo das experiências, o valor seria suficiente para bancar uma volta ao mundo em alto padrão, passando por destinos como Maldivas, Paris, Dubai e Nova York. Hospedagens em hotéis icônicos, como o Burj Al Arab ou o The Ritz Paris, elevam o custo de uma viagem de luxo para algo entre R$ 200 mil e R$ 500 mil — o que permitiria realizar cerca de 11 a 28 viagens nesse padrão. Na suíte Mansart, do The Ritz Paris, por exemplo, é possível desfrutar de um espaço de 85 m², com terraço privativo, vista para a Torre Eiffel e para a Place Vendôme, além de sala de estar separada, closet e dois banheiros. Com diárias a partir de € 17.600 (cerca de R$ 95 mil), o prêmio de R$ 5,7 milhões permitiria custear cerca de 60 noites na suíte — o equivalente a aproximadamente dois meses em um dos hotéis mais exclusivos do mundo. Suíte Mansart, do The Ritz Paris, na França. Divulgação/The Ritz Paris Imóveis de alto padrão Roda-gigante e vista para Praia Central de Balneário Camboriú PMBC/Divulgação Já no mercado imobiliário, o valor permitiria adquirir um imóvel de alto padrão em Balneário Camboriú, cidade que tem um dos metros quadrados mais caros do país e é conhecida pelos arranha-céus de luxo. Com cerca de R$ 5 milhões, é possível comprar um apartamento de aproximadamente 204 m², com quatro suítes, duas a três vagas de garagem, próximo à praia e em um condomínio com piscina, academia, cinema, spa e tecnologias de automação residencial. Ana Paula Renault está no 'BBB 26' Globo/Manoella Mello
22/04/2026 13:57:38 +00:00
Como Tim Cook transformou a Apple em uma gigante trilionária e o que fica de legado; CEO deixará o cargo em setembro

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Após 15 anos como presidente-executivo (CEO) da Apple, Tim Cook anunciou nesta semana que deixará o cargo. Sucessor de Steve Jobs, ele assumiu o posto de CEO em 2011 e liderou o período em que a companhia se tornou uma das mais valiosas do mundo. O atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, John Ternus, assumirá como novo CEO a partir de 1º de setembro de 2026, poucos dias antes de a empresa anunciar a possível nova geração do iPhone 18. Uma reportagem do The New York Times, publicada em janeiro de 2026, já apontava John Ternus como principal sucessor e revelava que Tim Cook havia dito a executivos da companhia que estava cansado e pretendia reduzir a carga de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Cook não deixará a companhia e vai ocupar o cargo de presidente do conselho de administração. Para especialistas ouvidos pelo g1, apesar das incertezas no início, Tim Cook deixa saldos positivos à frente da Apple, e os números indicam mais acertos do que erros (entenda mais abaixo). "A solidez financeira e operacional da Apple é, talvez, o maior presente que Cook deixa para Ternus", diz Filipe Espósito, especialista em Apple. Ceticismo no início Tim Cook ao lado de Steve Jobs durante conferência sobre problemas no iPhone 4, em julho de 2010. Cook é o sucessor de Jobs na Apple Kimberly White/Reuters Cook está na Apple desde 1998, após passagens pela IBM, onde trabalhou por 12 anos na área de operações, e pela Compaq, por cerca de um ano. Ele ingressou na Apple como vice-presidente de operações e, em 2005, assumiu o cargo de diretor de operações, com responsabilidades sobre cadeia de suprimentos, vendas e serviços. Cook se tornou CEO da Apple em 2011, cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs. "Steve Jobs foi talvez o primeiro CEO 'superstar', e Cook assumiu sob forte ceticismo. Ele era visto como um gestor focado em processos e custos, não como um líder visionário ligado ao design", diz Igreja. "Desde quando entrou na Apple em 1998, Cook trabalhou para reduzir estoques, otimizar a logística global e transformou a empresa em uma máquina de margens de lucro imbatíveis", completa Filipe Espósito. iPhone Pro 17 Pro e iPhone Air Godofredo A. Vásquez/AP À frente da empresa, supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles, novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. "Mas também houve produtos questionáveis, como o Apple Vision Pro, que praticamente ninguém fala desde que foi lançado. Além disso, houve polêmicas envolvendo relações governamentais, incluindo uma aproximação considerada controversa com o governo de Donald Trump", analisa Igreja. A estratégia de produção centralizada na China, embora eficiente, tornou-se um risco geopolítico, principalmente com Cook buscando se aproximar de Trump para evitar tarifas mais pesadas, afirma Espósito. "Ele também teve de lidar com várias acusações de monopólio ao redor do mundo, principalmente por conta do domínio da App Store no iPhone". Sucesso trilionário e dúvidas sobre investimento em IA Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. Arthur Igreja destaca que, ao longo dos 15 anos de gestão de Tim Cook, a Apple ampliou sua presença global, reduzindo a dependência de mercados como EUA e Europa. A empresa também diversificou a produção, antes concentrada na China, com expansão para países como Vietnã e Índia. "A empresa ficou menos dependente do iPhone, que já representou quase metade da receita, e passou a crescer mais em serviços e acessórios", afirma Igreja. Ao mesmo tempo em que tornava a empresa ainda mais poderosa, Tim Cook enfrentou forte pressão e uma delas relacionada aos avanços mais tímidos da Apple em inteligência artificial, enquanto rivais investem bilhões na área. Após anos no topo, a Apple perdeu o posto de empresa mais valiosa para a Nvidia, diante de preocupações de investidores com inovação. O cenário deve desafiar a futura gestão de John Ternus, segundo a agência de notícias Reuters. "A gestão dele enfrentou diversas críticas e momentos conturbados. Para alguns, a Apple deixou de ousar e hoje segue um caminho mais conservador ao evitar o lançamento de produtos que sejam considerados disruptivos, focando em iterações com melhorias incrementais de produtos já existentes", conta Filipe Espósito. Quem é John Ternus John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa Divulgação/Apple Atual vice-presidente sênior de engenharia de Hdrdware da Apple, John Ternus entrou para a empresa em 2001, integrando a equipe de design de produtos. Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa. Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. "John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra. Ele é um visionário cujas contribuições para a Apple ao longo de 25 anos já são numerosas demais para serem contadas, e ele é, sem dúvida, a pessoa certa para liderar a Apple rumo ao futuro", disse Cook ao anunciar seu substituto. LEIA TAMBÉM: Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud pode revelar sobre rotina do usuário Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple iPhone 17e x 16e: veja o que muda no celular 'econômico' da Apple Como um backup no iCloud levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs
22/04/2026 13:03:19 +00:00
Ibovespa cai aos 192 mil pontos e dólar fecha estável em R$ 4,97, após trégua entre EUA e Irã

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,65% nesta quarta-feira (22), aos 192.889 pontos. Já o dólar fechou estável nesta quarta-feira (22), volta do feriado do Dia de Tiradentes no Brasil. A moeda encerrou cotada em R$ 4,9740. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,9549. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As ações do setor financeiro estiveram entre as maiores baixas da sessão nesta quarta-feira. Parte do que explica esse movimento, segundo analistas, é o atual momento do Ibovespa, que vive um período de realização de lucros. De acordo com analistas do Itaú BBA, a projeção é que o índice siga em alta no curto prazo. ▶️ No noticiário, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuam no centro das atenções dos mercados internacionais. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, prorrogou o cessar-fogo com o Irã com o país do Oriente Médio por um prazo indefinido. Segundo Trump, a medida valerá "até que os representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz". ▶️ Apesar da extensão do acordo ser vista como positiva, investidores seguem cautelosos. Isso porque, além da falta de avanços concretos para encerrar o conflito, os EUA ainda mantiveram o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo. 🔎 O fechamento do canal, que completou dez dias nesta quarta-feira, continua a trazer preocupações sobre a oferta da commodity e seus eventuais impactos na inflação mundial. Com isso, o preço do petróleo tipo Brent (referência internacional), subiu mais de 3% na sessão, colocando o barril no patamar dos US$ 101. ▶️ No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou repercussão recente. A discussão é acompanhada de perto por investidores, já que pode influenciar expectativas sobre o ambiente de negócios e o mercado de trabalho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,19%; Acumulado do mês: -3,95%; Acumulado do ano: -9,38%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,45%; Acumulado do mês: +2,89%; Acumulado do ano: +19,71%. Cessar-fogo com Irã Em meio à guerra no Oriente Médio, os EUA decidiram estender por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã. A medida, anunciada por Donald Trump, atende a um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que tenta mediar uma saída diplomática para o conflito. 🔎A trégua, que estava prestes a expirar, foi mantida até que o governo iraniano apresente uma proposta unificada para avançar nas negociações de paz. Apesar da suspensão dos ataques diretos, o cenário segue longe de uma desescalada. Washington manteve o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo — decisão vista por Teerã como provocação e continuidade das hostilidades. Autoridades iranianas reagiram com desconfiança, indicando que a prorrogação do cessar-fogo pode ser apenas uma manobra tática dos EUA. Como resposta, o Irã sinalizou que não pretende reabrir o estreito enquanto a restrição americana continuar em vigor. As negociações também enfrentam impasses. Uma nova rodada de conversas foi adiada diante da falta de resposta iraniana, ampliando a incerteza sobre um possível acordo. Ao mesmo tempo, Trump lida com desgaste interno, com sua taxa de aprovação girando em torno de 36%, pressionado pela condução da guerra. Nesse contexto de tensão, novos episódios agravaram o quadro. O Irã afirmou ter apreendido dois navios comerciais no Estreito de Ormuz, sob a justificativa de que navegavam sem autorização e comprometiam a segurança da região. Uma das embarcações foi associada a Israel. Além disso, ao menos três navios foram alvo de ataques nas proximidades, segundo autoridades marítimas internacionais. Apesar dos danos, não houve vítimas. Escala 6x1 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados também pode votar nesta quarta-feira um parecer favorável ao avanço das propostas que preveem o fim da escala 6x1. Se aprovadas, as PECs seguem para uma Comissão Especial e depois para o plenário, antes de irem ao Senado. 👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo). Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto. A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta. 🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação. Mercados globais Nos EUA, as bolsas em Wall Street fecharam em alta. Dow Jones avançou 0,68%, enquanto o S&P 500 subiu 1,03%. Já o Nasdaq teve ganho de 1,62%. Na Europa, o movimento foi mais contido. O índice STOXX 600 fechou em queda de 0,35%, aos 613,88 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,96%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou 0,25%. O FTSE 100, de Londres, fechou em queda de 0,21%. Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,22%, aos 26.163 pontos. Já na China continental, os índices fecharam em alta: o SSEC, de Xangai, subiu 0,52%, aos 4.106 pontos, e o CSI300 avançou 0,66%, aos 4.799 pontos. No Japão, o Nikkei ganhou 0,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,46%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
22/04/2026 12:00:16 +00:00
Lufthansa cortará 20 mil voos para economizar combustível por conta de guerra no Irã

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker O grupo de companhias aéreas Lufthansa cancelará 20 mil voos de curta distância até outubro para economizar combustível em meio à escassez e à alta dos preços após o início da guerra no Irã. A Lufthansa anunciou na noite desta terça-feira (21/04), em comunicado, que os 20 mil voos cancelados representam uma redução de 1% na capacidade de passageiros para o verão no Hemisfério Norte e uma economia de aproximadamente 40 mil toneladas de querosene, cujo preço dobrou desde o início da guerra no Irã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A maioria dos voos é da subsidiária regional Cityline, cujo fim das operações foi anunciado na semana passada. Na ocasião, a Lufthansa anunciou um conjunto de medidas como não usar aeronaves ineficientes e remover permanentemente os 27 aviões operacionais da CityLine de sua agenda de voos de verão no Hemisfério Norte, no meio do ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A retirada das aeronaves da CityLine já estava planejada, mas a guerra e disputas trabalhistas, incluindo paralisações, forçaram o grupo a antecipar a medida. Rotas não lucrativas A Lufthansa afirmou que os voos cancelados são rotas não lucrativas dos aeroportos de Frankfurt e Munique. Ao mesmo tempo, o grupo, que inclui Lufthansa, Austrian Airlines, Swiss, Brussels Airlines, Eurowings e ITA Airways, expandirá as rotas em Zurique, Viena e Bruxelas. A Lufthansa afirmou que o fornecimento de combustível para o grupo está garantido para as próximas semanas e espera um fornecimento estável para operar seus voos programados para a temporada de férias de verão no Hemisfério Norte. O grupo de companhias aéreas pretende otimizar neste verão europeu sua oferta de voos nos aeroportos de Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma. A Lufthansa cancelará 120 voos até o final de maio e já informou os passageiros afetados. Os voos de Frankfurt am Main para Bydgoszcz e Rzeszow, na Polônia, assim como para Stavanger, na Noruega, foram cancelados "pelo menos temporariamente". Rotas redirecionadas Dez rotas serão redirecionadas, passando a ser operadas a partir de outros aeroportos, afetando voos para Stuttgart (Alemanha), Heringsdorf (Alemanha), Cork (Irlanda), Wroclaw (Polônia), Gdansk (Polônia), Ljubljana (Eslovênia), Rijeka (Croácia), Sibiu (Romênia), Trondheim (Noruega), Tivat (Montenegro). A Lufthansa possui seis hubs – além de Frankfurt e Munique, estes incluem Viena, Zurique, Bruxelas e Roma. A companhia aérea garantiu aos passageiros que eles continuarão a ter "acesso à rede global de rotas". A Lufthansa revisará seu planejamento de rotas de voos a médio prazo para os próximos meses e divulgará um relatório no final de abril ou início de maio.
22/04/2026 10:51:26 +00:00
Maior produtor de camisinhas do mundo pode subir preços em até 30% por causa da guerra no Irã

Goh Miah Kiat, CEO da Karex Reuters O chefe da Karex, maior fabricante de preservativos do mundo, afirmou que a empresa elevará os preços em até 30% — ou mais — caso a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continue a comprometer o fornecimento de matérias-primas usadas em seus produtos. Goh Miah Kiat, CEO da Karex, disse a veículos de imprensa que os custos de produção subiram acentuadamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. A empresa, com sede na Malásia, produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido. No Brasil, a marca Prudence tem preservativos fabricados pela Karex. Goh deu as declarações em entrevistas à agência de notícias Reuters e à Bloomberg. A BBC entrou em contato com a empresa, mas não obteve resposta até o momento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O fornecimento global de petróleo foi fortemente afetado desde que o Irã respondeu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel com ameaças de atingir embarcações no estreito de Ormuz. A medida praticamente interrompeu o tráfego na via marítima, causando grandes impactos nas cadeias de suprimentos globais. Cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, além de outros produtos petroquímicos, passa pela região do estreito de Ormuz. A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone. Segundo Goh, a demanda por preservativos cresceu cerca de 30% neste ano, enquanto o aumento dos custos de frete e os atrasos no transporte agravaram a escassez. "Em tempos difíceis, a necessidade de usar preservativos é ainda maior, porque há incerteza sobre o futuro, como saber se você ainda terá um emprego no próximo ano", disse ele à Bloomberg. "Se você tiver um filho agora, será mais uma boca para alimentar." A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone Bloomberg via Getty Images A alta nos preços dos preservativos ilustra como a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que já sacudiu os mercados globais de energia, também está elevando os preços de outros produtos para os consumidores. A guerra contribuiu para alta nas passagens aéreas, com tarifas mais baratas em classe econômica custando, em média, 24% a mais do que há um ano, segundo pesquisa recente. Ao mesmo tempo, a interrupção de embarques pelo golfo Pérsico levou à alta dos preços de fertilizantes, medicamentos e à escassez de hélio, usado na fabricação de chips de computador. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo estreito de Ormuz. No início do mês, a ONU alertou que os preços de açúcar, laticínios e frutas devem subir, pressionados também pelo aumento dos custos de transporte. Além disso, passam pelo estreito um terço das matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas. A indústria de água engarrafada também enfrenta pressão, à medida que fabricantes têm dificuldade para obter matérias-primas. Já as negociações de paz entre EUA e Irã permaneciam incertas na quarta-feira (22/4), após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que estenderia o cessar-fogo entre os dois países até que haja avanços nas conversas. Vale notar que, desta vez, Trump não especificou por quanto tempo o cessar-fogo poderá durar. No início deste mês, ele havia estipulado um prazo de duas semanas para o primeiro cessar-fogo. A medida ocorreu após declarações contraditórias em entrevistas à imprensa, nas quais afirmou que as negociações avançavam bem, mas também advertiu que consideraria retomar a guerra caso o Irã se recusasse a negociar.
22/04/2026 10:46:44 +00:00
'Meu nome está sujo em 5 bancos por causa de bets': a angústia de brasileiros em meio ao endividamento recorde

Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 82 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde histórico que atormenta o governo em ano de eleição Getty Images via BBC Brasil "Minha Santa Edwiges, agracia o pedido que venho fazer a vós, para que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo, para poder fazer outras compras e pagar no final do mês. Amém, amém, que assim seja e a Senhora abençoe e ilumine, amém." A oração foi publicada no início de abril por uma mãe cearense em uma comunidade virtual que reúne devotos da santa católica protetora dos aflitos e endividados. A aflição dessa mãe é hoje a de 80,4% das famílias brasileiras, que se encontravam endividadas em março, recorde na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a pesquisa, 29,6% das famílias tinham dívidas em atraso em março e 12,3% não tinham condição de pagar as contas atrasadas naquele mês, com o pagamento de dívidas comprometendo quase um terço da renda familiar (29,6%). Cartões de crédito (84,9%), crediários do varejo (16%) e empréstimos pessoais (12,6%) representam hoje os principais tipos de dívidas das famílias, segundo o levantamento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13. Segundo especialistas, três fatores principais explicam o alto endividamento: a ampliação da oferta de crédito com o aumento do número de pessoas com contas em banco desde a pandemia, as altas taxas de juros e, mais recentemente, a disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets. O endividamento elevado virou uma dor de cabeça para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano eleitoral. A avaliação do governo é de que o peso das dívidas mascara a alta da renda e o desemprego baixo, contribuindo para a avaliação negativa dos brasileiros da economia, mesmo com a inflação controlada e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo. Em resposta ao problema, o governo planeja lançar uma segunda versão do programa de renegociação de dívidas Desenrola. Uma das medidas em estudo é a liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, em um montante que pode chegar a R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de plataformas de apostas para tentar reduzir o endividamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o novo programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas. 'Que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo', pede em oração uma mãe cearense a Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados Getty Images via BBC Brasil 'Recebo 20 ligações de cobrança por dia' "Que bom que você avisou que ia ligar, porque senão o DDD 11 eu não atenderia normalmente", diz a catarinense Bárbara Helena da Silva, de 31 anos, ao falar por telefone com a reportagem da BBC News Brasil. "Eu recebo por volta de 20 ligações de cobrança por dia. Descobri que estão ligando até para minha cunhada para cobrar dívida minha. Fiquei triste, porque esse é um problema meu, não queria que respingasse em outras pessoas." As dívidas de Bárbara são hoje as mais comuns entre os brasileiros: foram três cartões de crédito que levaram a moradora de Florianópolis a se tornar inadimplente. Ela estima suas dívidas em atraso hoje em mais de R$ 20 mil — originalmente, eram cerca de R$ 10 mil, que dobraram em seis meses, diz ela, por causa dos altos juros dos cartões. Segundo dados do Banco Central, o juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro — o crédito rotativo é acionado quando a pessoa não paga o valor total da fatura até o vencimento. Mas, desde 2024, está em vigor uma norma que estabelece um teto para o aumento de uma dívida no cartão de crédito até o dobro do valor original. Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada em 18 de abril, 27% dos entrevistados disseram usar o crédito rotativo com diferentes graus de frequência. Esta mesma pesquisa mostrou que 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras e que 21% têm parcelas em atraso. Juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo dados do Banco Central Getty Images via BBC Brasil Bárbara conta que, como psicóloga autônoma, sente em primeira mão quando a renda das pessoas está apertada, porque, quando elas perdem poder de compra, o primeiro gasto que cortam é com a saúde mental. "Fui perdendo clientes, e minha renda foi diminuindo bastante. Aí, tive que optar por pagar o aluguel e as contas de casa ou pagar o cartão de crédito, que tinha várias compras parceladas. Foi meio que inevitável", diz a psicóloga. Entre as compras parceladas nos seus três cartões — dois de instituições financeiras digitais e um de banco tradicional —, ela cita o computador que usa para trabalhar, uma cadeira de escritório e um aparelho de ar-condicionado. "São coisas pequenas, mas que a gente não consegue comprar à vista. A gente vai parcelando, vai juntando parcela com parcela, e vira uma grande bola de neve." Uma sociedade que consome via crédito O geógrafo Kauê Lopes dos Santos estudou a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo em seu livro recém-lançado Parcelado (Editora Fósforo). "Do ponto de vista estrutural, temos no Brasil uma sociedade que consome via crédito, via parcelamento", diz Santos, que é professor da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele observa que essa cultura de consumo se fortaleceu particularmente nas últimas três décadas, a partir dos anos 2000. "Isso vai desde produtos mais caros — e aí temos, sobretudo, os imóveis, já que praticamente todas as classes sociais precisam parcelar a compra de moradia —, mas chega até a situações de parcelamento de compra de alimentos. Então, o espectro do endividamento e do parcelamento é muito grande." A partir de entrevistas que conduziu com moradores de periferias paulistanas desde 2010, Santos observa que o parcelamento passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência. "O que observei nas entrevistas é que a situação de endividamento é tratada com um certo humor, do tipo: 'Mas, também, quem não está parcelando?'", conta o pesquisador. "Ao mesmo tempo, isso é um dado de tensão dentro do orçamento doméstico, justamente porque as populações de baixa renda são aquelas que têm os menores rendimentos e que muitas vezes trabalham em condições de informalidade, ou seja, em situações de maior vulnerabilidade." Pagamento de parcelas compromete o orçamento futuro das famílias, no que o geógrafo Kauê Lopes dos Santos chama em seu livro de uma 'alienação do futuro' DIVULGAÇÃO/EDITORA FÓSFORO O professor da Unicamp destaca que o pagamento de parcelas compromete o orçamento das famílias a longo prazo, no que ele chama em seu livro de uma "alienação do futuro". "Se você tem um rendimento e você sabe que está trabalhando todo mês para pagar aquilo, a possibilidade de você sonhar, de se projetar no cenário no futuro em outro lugar, com outra experiência de vida, ou até mesmo ascender socialmente está comprometida", afirma Santos. "Porque todo esse parcelamento que você está pagando é um produto da sua renda e do seu trabalho. Aquilo não está sendo utilizado para um projeto pessoal, está sendo utilizado por instituições financeiras e para o pagamento de juros — os mais altos do mundo." A esse cenário se somaram recentemente as bets, observa o pesquisador. "Isso potencializa a questão do endividamento", afirma. "É um campo importante de pesquisa, porque o sujeito que está endividado e que vai buscar dinheiro fácil acredita na promessa das bets, se endivida mais ainda, e tem que recorrer ao cheque especial e a outras modalidades de crédito com taxas ainda mais altas." 'O jogo praticamente destruiu minha vida' Foi o que aconteceu com Nicole, de 21 anos, moradora de um município de pouco mais de 8 mil habitantes no interior da Bahia. A jovem dona de casa afirma que teve seu casamento e sua saúde mental destruídos pelo vício em apostas. Atualmente, não sabe dizer quanto tem em dívidas, mas estima que sejam mais de R$ 10 mil, em empréstimos bancários que tomou para continuar apostando em bets. Ela preferiu ter seu nome verdadeiro preservado para dar seu relato à BBC News Brasil. "Tudo começou em 2023. Foi assim: eu estava assistindo o vídeo de uma influenciadora muito famosa nos stories [do Instagram], aí me deparei com ela postando o link de um jogo e acabei clicando", lembra. "Joguei R$ 10 na época e ganhei R$ 100, aí fiquei eufórica. Daí por diante, o vício só foi crescendo, cada dia mais. Eu não conseguia mais sair." 'Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas', conta baiana de 21 anos, que viu seu casamento acabar devido ao vício Joédson Alves/Agência Brasil "Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas. Então, trouxe para mim muitos problemas, tanto financeiros, como físicos e psicológicos. Esse jogo praticamente destruiu minha vida, meu casamento desabou por conta do vício." Desempregada e com o Bolsa Família como única fonte de renda, ela diz que não tem perspectiva de pagar a dívida. "Como não trabalho e, na Bahia, atualmente, é difícil arrumar emprego, não estou pagando, porque são muitas dívidas, não tenho como pagar." Nicole afirma que ainda não tem candidato a presidente para as eleições de outubro, mas se diz pessimista com os rumos do país. "O Brasil só vem decepcionando a gente, por vários fatores, como as casas de apostas. Isso já era para ter sido resolvido pelo governo, porque ele está vendo que está destruindo milhares e milhares de pessoas", diz ela. Uma pesquisa Quaest divulgada em 17 de abril mostrou que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas em bets. "Já era para o governo ter bloqueado as casas de apostas, mas, infelizmente, a gente vive em um país que é basicamente sem lei." 'Bancos são lenientes para conceder crédito' Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, observa que um dos fatores relevantes por trás do recorde de endividamento é a falta de critérios das instituições financeiras na concessão de crédito. O caso de Nicole é um exemplo disso: a dona de casa tem no Bolsa Família sua única fonte de renda, mas conseguiu empréstimos com cinco instituições financeiras. "Existe uma certa leniência dos bancos na concessão do crédito, especialmente modalidades altamente populares, como o rotativo do cartão de crédito, que é praticamente uma linha pré-aprovada de crédito com juros altíssimos", diz Bentes. Procurada pela BBC News Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) discorda da análise e afirma que "o objetivo principal do sistema bancário é promover acesso responsável ao crédito, com equilíbrio entre inclusão financeira, gestão de risco e proteção ao cliente". A entidade afirma que a concessão de crédito das instituições a ela associadas segue "critérios rigorosos de análise", a partir da regulamentação estabelecida pelo Banco Central e considerando o perfil de cada consumidor. No caso específico do rotativo do cartão de crédito, a Febraban aponta que essa é uma "linha emergencial e de curtíssimo prazo". "Seu custo mais elevado está diretamente associado ao maior risco da operação, à ausência de garantias e à maior probabilidade de inadimplência nesse tipo de crédito", diz a nota enviada à reportagem. Outro fator relevante foi o avanço da bancarização a partir da pandemia, com a multiplicação dos bancos digitais e o uso do Pix possibilitando a inclusão financeira e o acesso a crédito. Isso foi positivo para a economia como um todo e trouxe maior segurança para milhares de pessoas, que antes recorriam a agiotas quando necessitavam de empréstimos, explica o economista. No entanto, a combinação de mais pessoas com conta em banco, falta de educação financeira e uma taxa básica de juros que chegou a 15% ao ano (atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, ainda bastante elevada) foi explosiva para o endividamento. Neste cenário, tanto Bentes, como Kauê Lopes do Santos, da Unicamp, avaliam que uma nova edição do Desenrola deve apenas promover um alívio temporário, mas não resolver o problema crônico do endividamento. Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses Ministério da Fazenda Estudo recente da consultoria MB Associados mostra que a primeira versão do programa, encerrada em maio de 2024, "produziu uma redução estatisticamente significativa e economicamente relevante na inadimplência das famı́lias de baixa renda, da ordem de 2 a 3,5 pontos percentuais nas linhas sem garantia" — empréstimos concedidos sem a necessidade de um bem (imóvel ou veículo) para dar segurança ao banco. "Contudo, o efeito foi inteiramente temporário: dissipou-se em 18 meses após o lançamento, com a inadimplência retornando e, em muitos casos, superando os níveis pré-programa", observa Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, em relatório que apresenta os resultados do estudo. "Isso sugere que o Desenrola funcionou como uma limpeza pontual de carteira, sem alterar os determinantes estruturais do endividamento." Para Bentes, da CNC, uma mudança estrutural exigiria promover a educação financeira da população, melhorar a transparência na comunicação dos custos da tomada de crédito, um maior controle por parte das instituições financeiras na concessão de crédito, aumento da competição bancária e, por fim, a redução dos juros básicos da economia. "O governo precisa dar o exemplo e equilibrar o orçamento dele, porque é o desequilíbrio das contas públicas que joga a Selic a 15%", diz o economista. O desequilíbrio das contas públicas — quando o governo gasta mais do que arrecada — tende a elevar os juros, porque aumenta a percepção de risco pelos investidores. Para financiar o déficit, o governo precisa emitir mais dívida, pressionando as taxas para cima. Além disso, há maior incerteza sobre inflação futura, o que leva o Banco Central a manter juros mais altos para controlar a inflação, encarecendo o crédito em toda a economia. O economista-chefe da CNC observa que é o próprio governo o mais afetado pelo mau humor dos endividados, o que deve ter impactos nas eleições deste ano. "As decisões relacionadas a eleições tendem a ser multifatoriais, mas é claro que um eleitor com uma dívida, com a corda no pescoço, tende a criticar a situação, (e dizer) 'esse governo que me levou a essa situação'", afirma Bentes. "Um eleitor menos endividado tende a ter uma decisão mais serena e menos extrema do que o eleitor que está com uma parcela alta da renda comprometida." Os endividados e as eleições de outubro O mineiro Otávio, de 39 anos, é um exemplo dessa insatisfação dos endividados com o governo. Morador de uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes no interior mineiro, onde é dono de uma loja de acessórios de informática e serviço de copiadora, ele também se endividou ao cair no vício das apostas, assim como a baiana Nicole. Primeiro, queimou toda sua poupança, depois, vendeu seu carro avaliado à época em R$ 35 mil para pagar dívidas, mas diz que acabou gastando 80% do valor da venda do veículo em apostas. "Aí começou a minha saga: peguei empréstimos, um por cima do outro, gastei com cartão de crédito, foi virando aquela bola de neve", diz Otávio, que teve seu nome real preservado nesta reportagem. Ele estima ter atualmente cerca de R$ 30 mil em dívidas, mas já ter pedido mais de R$ 100 mil no jogo. Quase 82 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, segundo dados da Serasa Divulgação/Serasa Otávio avalia que o governo faz pouco para combater o problema do vício em apostas entre a população. "Se eles estivessem tão preocupados assim, podiam já ter acabado com isso faz tempo, porque faz mais de cinco anos que isso é um problema no Brasil, não é possível." As apostas foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e regulamentadas em 2023 e 2024, durante o terceiro mandato de Lula. O pequeno empresário mineiro diz que ainda não escolheu seu candidato para outubro, mas que provavelmente será Flávio Bolsonaro (PL). "Acho que, para além desse endividamento, o país está todo desequilibrado, a economia, muitas coisas pioraram bastante." Já a catarinense Bárbara diz que o fato de ela estar inadimplente e de o endividamento no Brasil ser recorde não muda em nada sua intenção de voto em Lula em outubro. "Eu sei que tudo isso acontece por questões que vão além do que o poder público tem em conta de lidar. Então, tem a questão do sistema financeiro, a questão das crises internacionais que acabam afetando o Brasil", diz a psicóloga. "Acho que o governo está fazendo um trabalho bom para tentar evitar que isso chegue à população, mas eles não podem fazer tudo e dar conta de tudo." Apesar das perspectivas políticas distintas, Bárbara, Nicole e Otávio têm em comum não terem ficado sabendo das medidas em estudo pelo governo para reduzir o endividamento dos brasileiros. Informados pela reportagem da BBC News Brasil sobre elas, todos avaliaram que o relançamento do Desenrola pode ser positivo. Mas o desconhecimento por parte de pessoas de todo o Brasil, de classes sociais distintas, revela o desafio de comunicação que o governo enfrenta.
22/04/2026 08:38:20 +00:00
Imposto de Renda 2026: como declarar ganhos com imóveis e quando há isenção no reinvestimento

Imposto de Renda 2026: veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Ganhos com a venda ou o aluguel de imóveis exigem atenção na hora de declarar o Imposto de Renda (IR) e costumam gerar dúvidas entre contribuintes, especialmente sobre tributação e possíveis isenções. Quando uma pessoa física vende um imóvel por um valor maior do que pagou, a diferença é considerada ganho de capital e, em regra, está sujeita à cobrança de imposto, com alíquotas que variam de 15% a 22,5%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esse ganho é tributado pelo Imposto de Renda e precisa ser apurado logo após a venda. A seguir, veja como declarar. Como declarar o ganho O cálculo do imposto não é feito diretamente na declaração anual. Segundo Cristiano Roveda, advogado e sócio fundador do escritório Roveda & Marcelino, o contribuinte deve usar o Programa de Apuração de Ganhos de Capital (GCAP), disponível no site da Receita Federal. “O imposto, se houver, deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à operação, e depois essas informações são importadas para a declaração anual”, afirma. Quando há isenção Apesar da tributação, há uma exceção prevista em lei. Se o valor da venda de um imóvel residencial for reinvestido na compra de outro imóvel residencial no Brasil, o contribuinte pode ter direito à isenção, desde que: o reinvestimento seja feito em até 180 dias após a venda; a isenção seja proporcional ao valor aplicado (total ou parcial); o benefício seja utilizado apenas uma vez a cada cinco anos. Rendimentos com aluguel Os valores recebidos com aluguel também são tributáveis e precisam ser declarados no Imposto de Renda, podendo chegar a uma alíquota de até 27,5%. A forma de pagamento varia: Pessoa física: imposto pago mensalmente via carnê-leão; Pessoa jurídica: imposto retido na fonte pela empresa. “Mesmo assim, os valores precisam ser informados na declaração anual”, diz o advogado. Ele também chama atenção para mudanças recentes na legislação, como a isenção para rendas mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas. No entanto, como o g1 mostrou, as mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, aprovadas no ano passado, não estarão em vigor na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎A explicação é que a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos em 2025, o chamado “ano-base”. A ampliação da faixa de isenção já está valendo neste ano — os contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil já deixaram de pagar IR —, mas só terá efeitos na declaração anual de ajuste em 2027. Para quem busca reduzir a carga tributária, estruturas como holdings patrimoniais podem ser uma alternativa. “A utilização de uma holding pode reduzir a tributação para cerca de 11,33%, além de ajudar na organização, na proteção e na sucessão do patrimônio”, afirma Roveda. LEIA MAIS Quando vou receber a restituição? Declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: como declarar ganhos com imóveis ou o reinvestimento Divulgação
22/04/2026 08:04:55 +00:00
Conteúdos virais prometem atalhos para reduzir dívidas, mas especialistas alertam para armadilhas

Promessas virais para quitar dívidas podem esconder armadilhas Promessas de reduzir dívidas drasticamente — especialmente as bancárias — têm ganhado força nas redes sociais. Em vídeos e publicações, influenciadores afirmam que consumidores podem diminuir o valor devido ou até quitar débitos elevados pagando quantias pequenas. Entre as orientações mais comuns estão pedir à instituição o chamado Descritivo Evolutivo da Dívida (DDE), registrar reclamações no Banco Central ou abrir queixas na plataforma consumidor.gov.br para contestar cobranças. Especialistas ouvidos pelo g1 alertam, no entanto, que esse tipo de orientação costuma simplificar um processo que, na prática, é mais complexo e segue critérios bem definidos. ⚖️ Um dos principais recursos citados nas redes é a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021). A norma foi criada para proteger consumidores que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas do dia a dia. A legislação, no entanto, tem limites. Segundo Gustavo Fonseca, sócio do escritório Fonseca Brasil Serrão Advogados, a legislação brasileira oferece mecanismos para lidar com o endividamento excessivo — mas eles não funcionam como um cancelamento automático das dívidas. A lei permite que o devedor apresente um plano de pagamento que preserve um valor mínimo para sua subsistência, organizando a quitação das dívidas em até cinco anos. Quem pode usar a Lei do Superendividamento? Apesar da possibilidade de renegociação judicial, a legislação estabelece limites para a aplicação do mecanismo. “A lei exige uma situação de colapso financeiro comprovado, não basta estar inadimplente ou considerar os juros altos”, afirma Fonseca. Além disso, alguns tipos de dívida ficam fora do alcance da norma. 🔒 É o caso de contratos que têm o próprio bem como garantia — como financiamentos de imóveis ou veículos, nos quais a casa ou o carro podem ser retomados pelo banco em caso de inadimplência. 🧾 Também não entram no processo créditos rurais nem débitos com o poder público, como impostos e outras obrigações fiscais. Outro requisito previsto na legislação é a boa-fé do consumidor. Isso significa que a medida não se aplica quando há indícios de fraude ou quando a pessoa assume dívidas já sabendo que não terá condições de pagá-las. O procedimento costuma envolver uma análise detalhada da situação financeira do devedor. Em muitos casos, a discussão ocorre na Justiça, com a apresentação de documentos que comprovem renda, despesas e o volume das dívidas. E contestar juros abusivos, pode? Nas redes sociais, também circulam orientações para contestar juros considerados abusivos. Alguns influenciadores sugerem que bastaria registrar reclamações em órgãos públicos para reduzir os valores cobrados pelos bancos. Especialistas, porém, afirmam que essas plataformas não têm poder para alterar contratos. 🏦 O Banco Central atua na fiscalização do sistema financeiro e pode apurar irregularidades cometidas pelas instituições; 🤝 O Consumidor.gov.br funciona como um canal de mediação entre empresas e consumidores. 🚫 Nenhum desses mecanismos, porém, pode obrigar um banco a reduzir ou cancelar uma dívida. Segundo Tiemy Kunimi, advogada do escritório Bruno Boris Advogados, a revisão de cobranças normalmente depende da identificação de alguma irregularidade no contrato ou na forma como os juros foram aplicados. “Não basta afirmar que o valor cobrado é elevado ou contestar o montante da dívida. É necessário indicar algum vício no contrato ou a falta de clareza das informações, o que pode ser demonstrado com apoio técnico.” Na prática, isso significa apontar exatamente onde está o problema — como cobranças indevidas, cláusulas abusivas ou falta de transparência — e não apenas alegar que a dívida ficou alta. Estratégias sugeridas nas redes podem trazer riscos? Para o planejador financeiro Jeff Patzlaff, parte das orientações que circulam nas redes sociais simplifica excessivamente esse processo. “A lei foi criada como um ‘colete salva-vidas’ para quem está se afogando, não como uma prancha de surfe para quem quer tirar vantagem das ondas.” Ele alerta que quem decide interromper os pagamentos deliberadamente para tentar recorrer à lei depois pode enfrentar consequências práticas. Enquanto um eventual processo tramita na Justiça — o que pode levar tempo —, os juros continuam sendo aplicados sobre a dívida. Além disso, orientações que recomendam simplesmente deixar o débito crescer ou evitar qualquer negociação podem aumentar o risco de ações de cobrança e de inclusão do consumidor em cadastros de inadimplentes. Patzlaff também alerta para o impacto que esse tipo de estratégia pode trazer para a vida financeira do devedor. Segundo ele, conteúdos nas redes sociais muitas vezes prometem soluções rápidas sem mencionar os efeitos de longo prazo: como dificuldade para alugar um imóvel, obter crédito ou lidar com eventuais bloqueios judiciais de contas bancárias. “Paz mental tem um valor incalculável para quem quer prosperar. Tratar a lei como se fosse um truque para enganar o sistema não é inteligente. Entrar na lei do superendividamento significa colocar um juiz para mandar no seu salário por meia década.” carteira dívida contas dinheiro pagamento e-commerce boleto Freepik
22/04/2026 07:02:16 +00:00
Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
22/04/2026 07:02:06 +00:00
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