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g1 > Economia

Alckmin diz que decisão da Suprema Corte dos EUA é 'importante' para o Brasil e que tarifa global de 10% preserva competitividade

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria e Comércio, comemorou nesta sexta-feira (20) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço imposto por Donald Trump no ano passado. Alckmin classificou a decisão judicial como "muito importante para o Brasil". Após a decisão do tribunal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato. Geraldo Alckmin destacou que a nova tarifa valerá para todos os países, o que coloca o Brasil em iguais condições de competitividade com seus concorrentes. "Os 10% global é para todos. Nós não perdemos competitividade, se é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de 40% que ninguém mais tinha", afirmou Alckmin. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, 22% das exportações brasileiras pagavam a sobretaxa de 40%, o que poderia levar a tarifa para 50% caso produtos também fossem cobrados em 10%.  Com a derrubada do tarifaço, essa sobretaxa de 40% é zerada. A medida alcança produtos como armamentos, máquinas de linha amarela (equipamentos pesados para construção civil), máquinas agrícolas, motores, madeira e  café solúvel. Além disso, alimentos como pescado, cereais, mel, açúcar e tabaco também deixarão de pagar a tarifa. A decisão desta sexta-feira não afeta os produtos taxados pela secção 232, como aço e alumínio. Assim, as tarifas seguem em vigor.. O vice-presidente Geraldo Alckmin Reprodução/GloboNews
20/02/2026 20:21:39 +00:00
Alckmin comemora a queda do tarifaço e diz que nova taxa global de Trump não tira a competitividade do Brasil
Alckmin comemora a queda do tarifaço e diz que nova taxa global de Trump não tira a competitividade do Brasil Mais cedo, o presidente americano criticou a decisão da Justiça e anunciou, sem dar detalhes, tarifa de 10% O vice-presidente Geraldo Alckmin fala pela primeira vez sobre reflexo da queda do tarifaço para o Brasil. Haddad diz que Brasil agiu ‘de forma impecável’ após tarifaço e que decisão da Justiça americana favorece países afetados. Pouco depois da decisão da Suprema Corte, Trump anunciou 'tarifa global' de 10%. Presidente americano criticou juízes da Suprema Corte e falou em medidas drásticas como plano B
20/02/2026 20:11:39 +00:00
Trump critica derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA e anuncia nova taxa global de 10%
Trump critica derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA e anuncia nova taxa global de 10% Juízes decidiram que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. A Suprema Corte dos EUA derrubou, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por Trump a mais de 180 países.. O presidente dos EUA afirmou que a decisão é “uma vergonha” e que já tem um plano B.. A decisão pode influenciar medidas aplicadas aos parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil.. Segundo um estudo, mais de US$ 175 bilhões podem ter de ser devolvidos após a decisão.. Líderes de países parceiros e empresas afetadas pelas tarifas já reagiram à decisão.
20/02/2026 19:52:38 +00:00
'Que falta de lógica é essa?': leia a íntegra do texto em que Trump anuncia tarifa global de 10%

Trump anuncia tarifa global O presidente Donald Trump anunciou novas tarifas globais de 10% aos produtos importados pelos Estados Unidos após a Suprema Corte derrubar, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por ele em abril. O anúncio foi feito na rede Truth Social, paralelamente à coletiva de imprensa do presidente sobre a decisão do tribunal. LEIA MAIS Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço Leia abaixo o texto postado por Trump: "Para mostrar o quão ridícula é a decisão, a Corte disse que eu não posso cobrar nem US$ 1 de qualquer país com base na IEEPA — imagino que para proteger outros países, não os Estados Unidos, que é quem eles deveriam querer proteger. Mas eu posso cortar todo e qualquer comércio ou negócio com esse mesmo país, até impor um embargo devastador, e fazer qualquer outra coisa que eu queira contra eles. Que falta de lógica é essa? Eles estão dizendo que eu tenho o direito absoluto de conceder uma licença, mas não o direito de cobrar uma taxa por essa licença. Que licença já foi concedida sem o direito de cobrar uma taxa? Mas agora a Corte me deu o direito incontestável de proibir a entrada de todo tipo de coisa em nosso país, um poder muito maior do que muitos achavam que nós tínhamos. Nosso país é o “MAIS AQUECIDO” do mundo, mas agora estou seguindo por um caminho diferente, que é ainda mais forte do que a nossa escolha original. Como escreveu o juiz Kavanaugh em seu voto divergente: “Embora eu discorde firmemente da decisão da Corte hoje, ela pode não limitar de forma substancial a capacidade de um presidente de impor tarifas no futuro. Isso porque diversas outras leis federais autorizam o presidente a impor tarifas e podem justificar a maioria (se não todas) das tarifas emitidas neste caso. (...) Essas leis incluem, por exemplo, a Lei de Expansão Comercial de 1962 (Seção 232); a Lei de Comércio de 1974 (Seções 122, 201 e 301); e a Lei Tarifária de 1930 (Seção 338).” Obrigado, juiz Kavanaugh! Na realidade, embora eu tenha certeza de que não era essa a intenção, a decisão da Suprema Corte hoje tornou o poder de um presidente de regular o comércio e impor TARIFAS ainda mais forte e totalmente claro, em vez de mais fraco. Não haverá mais nenhuma dúvida, e a arrecadação que está entrando, assim como a proteção das nossas empresas e do nosso país, vai, na verdade, aumentar por causa dessa decisão. Com base em uma longa tradição jurídica e em centenas de decisões favoráveis ao contrário, a Suprema Corte não derrubou as TARIFAS; ela apenas anulou um uso específico das tarifas com base na IEEPA. A capacidade de bloquear, embargar, restringir, conceder licença ou impor qualquer outra condição à capacidade de um país estrangeiro de fazer comércio com os Estados Unidos sob a IEEPA foi plenamente confirmada por essa decisão. Para proteger nosso país, um presidente pode, na verdade, cobrar mais TARIFAS do que eu vinha cobrando no passado com base nas várias outras autoridades tarifárias, que também foram confirmadas e plenamente autorizadas. Portanto, com efeito imediato, todas as TARIFAS de Segurança Nacional, da Seção 232, e as tarifas existentes da Seção 301 permanecem em vigor e com plena validade. Hoje assinarei uma ordem para impor uma TARIFA GLOBAL de 10%, com base na Seção 122, além das tarifas normais já cobradas, e também estamos iniciando várias investigações com base na Seção 301 e outras, para proteger nosso país de práticas comerciais injustas. Obrigado pela atenção a este assunto. TORNAR A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP" Trump fala sobre o tarifaço Kevin Lamarque/Reuters
20/02/2026 19:04:28 +00:00
Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço

Trump anuncia tarifa global Após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por Donald Trump em abril do ano passado, o presidente comunicou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato. O anúncio foi feito na Truth Social, ao mesmo tempo em que ele concedia entrevista coletiva na Casa Branca para comentar a decisão do tribunal americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes da Corte concluiu mais cedo que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. (leia mais abaixo) Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. "Outras saídas serão usadas", disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar "ainda mais dinheiro". Ele anunciou, então, a ativação da Seção 122 — dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias — para estabelecer uma nova tarifa global de 10%. Segundo o republicano, sua gestão também irá recorrer à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais. (entenda este e outros dispositivos abaixo) Além da nova ofensiva comercial, Trump usou a entrevista coletiva para disparar contra os juízes do tribunal e classificar a decisão da Corte como "vergonhosa" e "terrível". "Os juízes que votaram contra as tarifas são uma vergonha para a nossa nação. Nossa Suprema Corte está sendo pressionada por interesses estrangeiros", afirmou o republicano. A decisão do tribunal atingiu principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, não foram afetadas. LEIA MAIS Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Entenda a decisão da Suprema Corte O presidente do tribunal, John Roberts, foi o relator da decisão desta sexta, enquanto Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh ficaram vencidos. No voto vencedor, Roberts afirmou que Trump precisa demonstrar uma "autorização clara do Congresso" para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte. ⚖️ O tarifaço entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump. Na prática, os juízes confirmaram a decisão de instância inferior que concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a IEEPA, de 1977. A decisão representou o maior revés para o republicano desde seu retorno ao cargo, em janeiro de 2025. Mais cedo, em reunião com governadores estaduais, o republicano já havia classificado a decisão como "uma vergonha" e afirmado ter um "plano B" para manter as taxas sobre produtos importados, segundo reportou a agência de notícias Reuters. Entenda as alternativas legais para Trump O governo Trump vinha indicado que buscaria outros fundamentos legais para impor taxas de importação, como argumentos ligados à segurança nacional ou a práticas comerciais consideradas desleais. Veja abaixo os caminhos legais que o presidente dos EUA pode usar para manter ou reintroduzir tarifas, segundo análises do Goldman Sachs, Deutsche Bank e Panmure Liberum. Algumas dessas alternativas também foram mencionadas no voto dissidente do juiz Brett Kavanaugh. Seção 122 da Lei de Comércio O instrumento utilizado por Trump é uma das opções mais rápidas para o governo. A lei permite aplicar tarifas de até 15% por até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas. Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 Essa alternativa permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses. Trump já utilizou esse instrumento em seu primeiro mandato para taxar importações chinesas, o que levou a uma disputa comercial prolongada entre os dois países. Seção 338 da Lei de 1930 Essa lei autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem o comércio dos EUA. Ela nunca foi usada na prática, mas não exige investigação formal, o que poderia torná-la uma via mais rápida do que a Seção 301, embora com limite máximo para as taxas. Seção 232 da Lei de Comércio de 1962 Outra possibilidade é usar a lei que permite tarifas por motivos de segurança nacional, já aplicada a produtos como aço, alumínio e automóveis, que seguem taxados. Nesse caso, o governo argumenta que a dependência de importações pode enfraquecer a indústria local e a segurança do país. A aplicação costuma exigir uma investigação conduzida pelo governo, o que torna o processo mais demorado do que o uso de poderes emergenciais. O que acontece agora? Os efeitos práticos da nova taxa anunciada por Trump ainda serão avaliados. A decisão da Suprema Corte, por sua vez, derrubou as tarifas de 10% ou mais que vinham sendo aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA. No entanto, não foram afetadas as tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, que também incluem produtos brasileiros, aplicadas com base na "Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962", uma lei voltada exclusivamente à segurança nacional. Com a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, o governo americano poderá ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados com os impostos de importação. De acordo com economistas do Penn-Wharton Budget Model, esse valor pode ultrapassar US$ 175 bilhões (aproximadamente R$ 912,5 bilhões). Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não foram afetadas pela decisão da Suprema Corte, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA. * Colaboraram Janize Colaço e Micaela Santos
20/02/2026 18:21:26 +00:00
Empresas americanas comemoram vitória sobre as tarifas de Trump, mas reembolsos levarão tempo

Suprema Corte americana decide que tarifaço de Trump é ilegal Milhares de empresas americanas obtiveram uma vitória nesta sexta-feira (20) quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar as tarifas de emergência impostas pela Casa Branca. O processo de reembolso, no entanto, está apenas começando. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em uma decisão que pode ter efeitos na economia global por anos, a corte determinou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não podia usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 para aplicar tarifas amplas sobre importações. Nos últimos meses, o mundo corporativo precisou se ajustar à política comercial em constante mudança de Trump e ao uso centralizado de tarifas, que serviam tanto para lidar com questões comerciais quanto como instrumento político diante de outros governos. Agora, milhares de empresas — não apenas aquelas que processaram o governo — devem decidir se solicitarão reembolsos, o que pode envolver mais de US$ 175 bilhões em tarifas já arrecadadas, segundo economistas do Penn-Wharton Budget Model. Os mercados de ações reagiram positivamente nos EUA e na Europa, com alta em empresas afetadas, incluindo marcas de luxo europeias como LVMH, Hermes e o grupo italiano Moncler. “Não temos todos os detalhes, mas estávamos esperando por essa decisão, assim como muitas outras empresas, então é um dia esperado”, disse Michael Wieder, cofundador da Lalo, empresa norte-americana de produtos infantis, que planeja solicitar cerca de US$ 2 milhões em reembolsos. O processo, porém, deve ser lento. LEIA TAMBÉM: Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil? Relembre a judicialização do caso que chegou à Suprema Corte dos EUA Milhares de ações judiciais Empresas dos setores de bens de consumo, automotivo, manufatura e vestuário foram particularmente afetadas, pois dependem da produção de baixo custo na China, Vietnã, Índia e outros centros de abastecimento. As tarifas de Trump aumentaram o custo de importação de produtos acabados e componentes, pressionando margens e desorganizando cadeias de abastecimento globais. Desde abril, mais de 1.800 ações judiciais relacionadas a tarifas foram movidas no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, responsável por questões alfandegárias, em comparação com menos de duas dúzias de casos em todo o ano de 2024. Entre os demandantes estão subsidiárias do Grupo Toyota, a varejista Costco, a fabricante de pneus Goodyear Tire & Rubber, a Alcoa, a Kawasaki Motors e a EssilorLuxottica. Muitos advogados esperam que outras empresas ao redor do mundo se juntem às ações, aguardando a decisão para não atrair atenção da Casa Branca. Empresas que aguardam o reembolso podem levar meses ou anos para recuperar os bilhões pagos em impostos de importação. “Reunir dados detalhados de importação para calcular as tarifas pagas sob diferentes regimes e períodos é um desafio, mesmo para multinacionais”, explicou Nabeel Yousef, do escritório Freshfields. A decisão da corte não significa que os cheques começarão a chegar imediatamente. As tarifas elevaram os custos para os consumidores, que já enfrentam inflação persistente. O Federal Reserve de Nova York informou que 90% das tarifas de Trump foram pagas por consumidores e empresas norte-americanas, contrariando a argumentação da Casa Branca de que seriam arcadas por estrangeiros. Em novembro, a alíquota efetiva das tarifas dos EUA era de 11,7%, ante uma média de 2,7% entre 2022 e 2024, segundo o Yale Budget Lab. Incerteza permanece A logística dos reembolsos ficará a cargo do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, o que deve tornar o processo administrativamente complexo, segundo John Denton, secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional. A corte não detalhou como será essa operação. O governo Trump informou que poderá usar outras autorizações legais para impor tarifas, incluindo leis que permitem proteger os EUA contra práticas comerciais desleais ou setores estratégicos para a segurança nacional. Empresas e advogados alertam que isso manterá a incerteza nos próximos meses. “As chances de que as tarifas reapareçam de forma revisada continuam significativas. Somando isso aos reembolsos, surge uma confusão operacional e jurídica que aumenta a incerteza econômica”, disse Olu Sonola, da Fitch Ratings. A associação alemã VDMA, representando empresas de engenharia mecânica afetadas, afirmou que a decisão não elimina a insegurança, pois Trump ainda tem opções legais para impor tarifas. O setor automotivo seguirá sujeito a tarifas que não dependem da IEEPA, como a de 25% sobre veículos importados do México e Canadá, baseada em motivos de segurança nacional. Advogados apontam que milhares de peças automotivas enviadas aos EUA de países sujeitos às tarifas recíprocas ainda são afetadas, elevando custos para fornecedores e fabricantes. Algumas empresas norte-americanas decidiram vender seus direitos de reembolso a investidores externos, recebendo cerca de 25 a 30 centavos por dólar adiantado, abrindo mão do restante caso as tarifas sejam revogadas. A DHL disse que usará tecnologia para garantir precisão e eficiência no reembolso, se autorizado. Não está claro se os preços ao consumidor serão reduzidos para aliviar famílias de renda média e baixa, que já ajustaram gastos devido aos custos mais altos. “Solicitaríamos o reembolso, como outras empresas, mas duvido que os preços caiam. Isso raramente acontece”, disse Jason Cheung, CEO da fabricante de brinquedos Huntar Co, uma das demandantes. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de janeiro de 2026 REUTERS/Kylie Cooper
20/02/2026 18:15:51 +00:00
Chevrolet convoca recall do Onix e Onix Plus por falha no airbag; veja se seu carro está na lista

Chevrolet Onix fica mais moderno e segura motor para desconto de IPI Verde A Chevrolet anunciou um recall do Onix e Onix Plus. Segundo a montadora, os sensores de airbag para impacto lateral foram "produzidos com a orientação interna incorreta". "Em caso de impacto lateral com intensidade suficiente para o acionamento dos airbags laterais e de cortina, existe a possibilidade dos airbags não serem acionados, comprometendo a proteção aos ocupantes do veículo, com possibilidade de lesões físicas graves e até mesmo fatais", diz a Chevrolet em nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quais veículos estão na lista? Chevrolet Onix 2026 divulgação/GM O recall envolve apenas duas unidades do Onix e do Onix Plus, ambas fabricadas no mesmo dia na unidade da GM em Gravataí (RS), na região metropolitana de Porto Alegre. Ano/modelo: 2026; Fabricados: em 31 de julho de 2025; Chassis: 9BGEA48A0TG114740 e 9BGEY69H0TG113722. O reparo pode ser realizado em qualquer concessionária da Chevrolet e consiste na substituição do sensor lateral de impacto do airbag. O serviço é gratuito e tem duração estimada de 60 minutos. A fábrica de Gravataí (RS) produz o Onix desde o lançamento do modelo, em 2012. Essa é a linha de produção mais longeva da história da marca, superando a do Corsa, que também foi fabricado no local até 2016.
20/02/2026 18:15:39 +00:00
Haddad diz que Brasil agiu ‘de forma impecável’ após tarifaço e que decisão da Justiça americana favorece países afetados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil agiu "de forma impecável" enquanto vigorou o aumento de tarifas sobre importações dos Estados Unidos, conhecido como "tarifaço". Haddad também destacou os benefícios da decisão da Suprema Corte dos EUA que entendeu pela ilegalidade da medida tomada pelo governo do presidente Donald Trump. O ministro usou as redes sociais para exaltar a diplomacia brasileira em meio ao tarifaço e reforçar o discurso sobre os benefícios da decisão da Corte americana (leia mais abaixo). “O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes. Na contestação pelos canais competentes. Tanto na OMC [Organização Mundial do Comércio] quanto no judiciário americano", disse. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Estabeleceu uma relação diplomática, uma conversa direta para falar de temas relevantes. Então, o Brasil, do ponto de vista da sua relação bilateral, ele agiu de uma forma impecável. Essa é a verdade. Dito isso, o efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados”, prosseguiu o ministro da Fazenda. Haddad está na Índia acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agenda no país. O posicionamento do ministro foi dado após ficar sabendo da decisão da Justiça americana. Manifestação nas redes socias Haddad fez uma publicação em suas redes sociais no mesmo sentido de sua declaração pública. O texto é praticamente o mesmo da sua fala. "O Brasil, em todos os momentos se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes', escreveu. "O Brasil, do ponto de vista de sua relação bilateral, agiu de forma impecável. Dito isso, o efeito imediato é evidentemente favorável aos países", completou. Em maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou em Los Angeles, nos EUA, uma política nacional de data centers que prevê a desoneração de investimentos no setor Getty Images Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, o presidente americano Donald Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. ➡️Paralelamente, nos bastidores, um grupo composto por autoridades brasileiras, incluindo Haddad, articulava para negociar as tarifas e diminuir o impacto delas ao Brasil. Vale destacar que as tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA.
20/02/2026 18:05:50 +00:00
Justiça dos EUA mantém multa de R$ 1,2 bilhão contra a Tesla após acidente fatal com Autopilot

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Tesla para anular um veredicto de júri de US$ 243 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) relacionado a um acidente ocorrido na Flórida, em 2019, com um Model S equipado com Autopilot. O sistema é utilizado pela Tesla como modo de direção autônoma. A colisão matou uma mulher de 22 anos e deixou o namorado dela gravemente ferido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em decisão divulgada nesta sexta-feira (20), a juíza Beth Bloom afirmou que as provas apresentadas no julgamento “mais do que sustentaram” o veredicto de agosto de 2025. Segundo ela, a Tesla não apresentou novos argumentos capazes de derrubar a decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Tesla, comandada por Elon Musk, deve recorrer da decisão. Procurados, seus advogados não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Como o acidente aconteceu O acidente aconteceu na cidade americana de Key Largo, Flórida, em 25 de abril de 2019, quando George McGee conduzia seu Model S a aproximadamente 100 km/h e atravessou um cruzamento, colidindo com um Chevrolet Tahoe estacionado no acostamento, onde estavam as vítimas. McGee teria se abaixado para pegar um celular que caiu no chão do veículo e, segundo relatos, não recebeu qualquer alerta antes de avançar um sinal de parada e um semáforo, colidindo com o SUV onde estavam as vítimas. Naibel Benavides Leon foi arremessada a cerca de 23 metros e morreu no local, enquanto Angulo teve ferimentos graves. “Temos um motorista que não agiu de forma ideal, e ainda assim o júri concluiu que a Tesla teve responsabilidade no acidente”, disse Philip Koopman, professor de engenharia da Universidade Carnegie Mellon e especialista em tecnologia autônoma. “A única maneira de o júri ter decidido contra a Tesla foi identificando uma falha no software do Autopilot”, acrescentou. “Isso é relevante.” Em comunicado, a Tesla declarou que McGee foi o único responsável pelo acidente. “Para deixar claro, nenhum carro em 2019 — e nenhum atualmente — teria evitado esse acidente”, afirmou a empresa. “Nunca se tratou do Autopilot; foi uma narrativa criada pelos advogados das vítimas, culpando o veículo quando o motorista — desde o início — admitiu e assumiu a responsabilidade.” Os jurados consideraram a Tesla 33% responsável pelo acidente. Foram concedidas indenizações compensatórias de US$ 19,5 milhões ao espólio de Benavides e de US$ 23,1 milhões a Angulo, além de US$ 200 milhões em danos punitivos, a serem divididos entre eles. McGee já havia firmado um acordo com os autores da ação. O veredicto foi o primeiro de um júri federal a tratar de um acidente fatal relacionado ao sistema Autopilot. Ao pedir a reversão da decisão, a Tesla argumentou que McGee deveria ser o único responsabilizado pelo acidente, que o Model S não apresentava defeitos e que o veredicto contrariava o bom senso. A Tesla afirmou que montadoras “não são responsáveis por todos os danos causados por motoristas imprudentes” e que os danos punitivos deveriam ser anulados, já que a empresa não teria demonstrado “desprezo temerário pela vida humana”, conforme a lei da Flórida. Os advogados dos autores da ação também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Impactos em casos futuros A Tesla já foi alvo de vários processos semelhantes envolvendo a tecnologia de direção autônoma de seus veículos, mas a maioria foi encerrada ou arquivada antes de ir a julgamento. Em junho do ano passado, um juiz negou o pedido da Tesla para encerrar o processo na Flórida. Especialistas apontam que o veredicto desta semana pode estimular novas ações judiciais e aumentar o custo de acordos futuros. “É um marco relevante”, disse Alex Lemann, professor de Direito da Universidade Marquette. “Esta é a primeira vez que a Tesla é condenada em um dos inúmeros casos fatais relacionados à sua tecnologia de piloto automático.” O veredicto também pode dificultar os esforços de Elon Musk, atualmente o homem mais rico do mundo, para convencer investidores de que a Tesla pode liderar o mercado de direção autônoma — tanto em veículos particulares quanto em robotáxis, cuja produção está prevista para o próximo ano. Tesla Model S divulgação/Tesla
20/02/2026 17:54:19 +00:00
Governador da Califórnia diz que tarifas eram 'extorsão' e provoca Trump após derrubada: 'Hora de pagar a conta'

Montagem mostra o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e o presidente dos EUA, Donald Trump Reuters Após a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre o tarifaço de Trump, o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, possível candidato à presidência em 2028, comentou a derrubada das tarifas. "Chegou a hora de pagar a conta, Donald", escreveu o governador. "Essas tarifas não passaram de uma extorsão ilegal que aumentou os preços e prejudicou as famílias trabalhadoras, para que você pudesse destruir alianças de longa data e extorqui-las. Cada dólar obtido ilegalmente deve ser devolvido imediatamente — com juros. Pague" Segundo o governador, as cobranças funcionaram como uma arrecadação indevida que elevou preços e prejudicou trabalhadores. Newson defendeu que todos os valores recolhidos sejam devolvidos “imediatamente — com juros”. Suprema Corte americana decide que tarifaço de Trump é ilegal LEIA TAMBÉM: Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas de Trump, aponta instituto Tarifaço derrubado: quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil Um levantamento feito pela agência de notícias Reuters prevê que mais de US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões) em arrecadação com tarifas podem ter de ser devolvidos após a decisão. Em uma nota publicada pelo governo da Califórnia, o governador diz que as tarifas — que, na prática, funcionavam como um imposto — arrecadaram mais de US$ 130 bilhões de importadores e que esses custos foram repassados aos consumidores na forma de preços mais altos em produtos do dia a dia. A Califórnia foi o primeiro estado a contestar judicialmente as tarifas, em abril de 2025, argumentando que "o uso de poderes emergenciais foi ilegal, economicamente imprudente e inconstitucional por ter sido adotado sem aprovação do Congresso". Gavin Newsom, governador da Califórnia e possível candidato democrata à presidência dos EUA. Mike Blake/Reuters/Arquivo
20/02/2026 17:29:31 +00:00
Com vendas baixas, Tesla lança versão mais barata da Cybertruck

Tesla Cybertruck 2026 Divulgação A Tesla anunciou uma versão mais barata da Cybertruck por US$ 59.990. Antes, a versão mais acessível da picape nos Estados Unidos partia de US$ 79.990. A empresa também reduziu o preço da versão topo de linha, a Cyberbeast, de US$ 114.990 para US$ 99.990. No Brasil, a Tesla não tem operação oficial, mas o g1 mostrou que é possível importar a Cybertruck de forma independente por cerca de R$ 1 milhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil Mercado de elétricos esfria nos EUA e China Em janeiro, as vendas de veículos elétricos e híbridos recuaram 3% no mundo, na comparação com janeiro de 2025. Os dados são da consultoria BMI. A China registrou queda de 20% no período, e a América do Norte, de 33%. Os Estados Unidos tiveram o pior resultado de emplacamentos de veículos eletrificados em janeiro desde 2022. Por outro lado, a Europa e outros mercados registraram aumento nas vendas. A decisão dos Estados Unidos de retirar incentivos fiscais para carros eletrificados é uma das explicações para a queda. A China também cortou subsídios e, recentemente, criou uma taxa para a compra desses veículos. Já o Brasil registrou, em 2025, aumento de 26% nas vendas de carros elétricos e híbridos. Tesla perde liderança Com 1,64 milhão de unidades emplacadas em 2025, a Tesla teve uma queda de 9% e deixou de ser a maior fabricante de elétricos no mundo. A BYD assumiu o posto com 2,26 milhões de veículos eletrificados vendidos no ano passado. Mesmo assim, o bilionário Elon Musk não parece muito preocupado. Para o executivo o futuro da empresa depende mais do serviço de táxi autônomo, armazenamento de energia e robôs domésticos. Ele também anunciou que deve usar as fábricas que montam Model X e Model S para produzir robôs. A Tesla enfrenta uma crise desde que Musk mostrou apoio a eleição de Donald Trump e, em seguida, passou a fazer parte do gabinete do presidente. A situação ficou ainda mais complicada quando Trump e Musk entraram em conflito, culminando com saída do bilionário do governo. O antigo aliado do presidente passou então a atacar política econômica adotada pelos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 30 de maio de 2025. Reuters/Nathan Howard Em novembro de 2025, a assembleia de acionistas da Tesla aprovou o pagamento de US$ 878 bilhões a Musk. Isso mostra o apoio que o executivo tem para transformar a fábrica de carros em uma potência de inteligência artificial e robótica. Para receber esse valor, Musk precisa bater algumas metas nos próximos 10 anos como entregar 20 milhões de veículos, operar 1 milhão de robotáxis, vender 1 milhão de robôs e obter US$ 400 bilhão de lucro operacional.
20/02/2026 16:42:54 +00:00
Café solúvel, uva, mel e pescados brasileiros podem ser impactados por derrubada do tarifaço de Trump; entenda

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump Produtos brasileiros como o café solúvel, a uva, o mel e os pescados podem ser beneficiados pela decisão da Suprema Corte dos EUA desta sexta-feira (20) de suspender o tarifaço imposto por Trump. Isso porque esses itens ficaram de fora de duas decisões anteriores do governo americano que isentaram do tarifaço, no final do ano passado, diversos produtos exportados pelo agro brasileiro aos EUA. Na ocasião, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou que a reversão parcial do tarifaço abrangeu 55% do valor que o Brasil exportou aos EUA, em 2024. Alguns dos beneficiados, na época, foram o café em grão e a carne bovina, que são, respectivamente, o segundo e o terceiro itens mais vendidos ao mercado americano, atrás apenas dos produtos florestais. Os 45% que ficaram fora da isenção incluem setores que, apesar de não liderarem as vendas aos EUA, têm forte dependência do mercado americano, caso justamente do café solúvel, mel, pescados e uva. Horas depois da decisão da Suprema Corte, Trump anunciou novas taxas globais de 10%, na rede social Truth Social. Ele não informou quais produtos serão atingidos, e afirmou que deve assinar uma ordem executiva ainda nesta sexta-feira. Decisão da Suprema Corte de derrubar tarifas é uma vergonha, diz Trump A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) disse que a medida da Suprema Corte reforça a segurança jurídica e o respeito às competências legais nas relações comerciais internacionais. A nota diz ainda que, medidas "unilaterais", como o tarifaço, geram incertezas e impactos ao longo de toda a cadeia produtiva. Após o anúncio da Suprema Corte, o g1 procurou a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já a Associação Brasileira dos produtores e exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) falaram que ainda estão buscando mais informações para entender a medida. A CNA, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disseram que não vai se pronunciar no momento. Trump reverteu parte do tarifaço no final de 2025 A primeira medida de isenção do tarifaço aconteceu no dia 14 de novembro e retirou a tarifa recíproca de 10%, imposta em abril, para cerca de 200 produtos alimentícios de diversos países. A segunda, no dia 20 do mesmo mês, foi direcionada ao Brasil, e suspendeu a sobretaxa de 40%, anunciada em julho, para mais de 200 produtos, que foram acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço. Café solúvel Em 2024, as vendas de solúvel para os EUA representaram 10% de toda a exportação da indústria brasileira de café. O restante da exportação é de café em grão que já foi isenta da tarifa. O café solúvel brasileiro sempre teve uma forte presença nos supermercados dos EUA, segundo o diretor-executivo da Abics, Aguinaldo Lima, em entrevista ao g1 em novembro. No ano passado, por exemplo, 38% do que os americanos importaram teve origem no Brasil, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA, citados por Lima. As exportações brasileiras para o país começaram nos anos de 1960 e, desde então, os americanos se mantiveram como o principal destino do solúvel nacional, o que mudou após o tarifaço. "A Rússia, que tradicionalmente sempre foi o segundo colocado, passou para primeiro. Algo inédito", diz Lima, detalhando que isso aconteceu a partir de julho, quando Trump impôs a taxa adicional de 40%. Desde então, o volume exportado para os EUA nos meses de agosto, setembro e outubro caiu cerca de 50%, quando comparado a igual período de 2024. Saiba também: Preços globais do café despencam após Trump retirar tarifas sobre Brasil Uva Em 2024, o país foi o destino de 12% todas as frutas frescas exportadas pelo Brasil. Nesse período, somente os exportadores de uva faturaram US$ 41,5 milhões, segundo a Abrafrutas. Segundo o AgroStat, plataforma de dados de exportação do Ministério da Agricultura, 23% do total de uvas vendidas para o exterior em 2024 foram para os EUA. Entre outubro e novembro, a comercialização de uvas para os EUA caiu 73% na comparação com o mesmo período de 2024, informou o diretor-executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, em entrevista ao g1 em novembro. Apesar de ter uma categoria de “frutas frescas” na lista de exceções publicadas pela Casa Branca em novembro, a uva ficou de fora dela, segundo confirmou a Abrafrutas com a embaixada. Para o diretor-executivo, essa exclusão aconteceu porque os EUA são grandes produtores de uva e devem ter uma supersafra no próximo ano. Além disso, eles também importam muito do Chile e do Peru. Entretanto, Brandão afirma que os cachos que deixaram de ir para os EUA já foram realocados para países da Europa e da América do Sul. O maior prejuízo, portanto, foi que, com menos demanda, o poder de negociação para decidir o preço caiu, aponta o diretor. Mel Além do tarifaço de 50%, o mel brasileiro já estava sujeito à uma taxa de importação de 8,04% nos EUA, conta Renato Azevedo, presidente da Abemel, em entrevista ao g1 em novembro. Todos os contratos com os EUA estavam garantidos até dezembro de 2025, afirmou Sitônio Dantas, diretor da Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), em Picos (Piauí). De acordo com o AgroStat, os EUA representaram quase 80% de todas as exportações de mel natural do Brasil. Pescados A exclusão dos pescados das isenções do tarifaço também frustrou o setor, disse o presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, em entrevista ao g1 em novembro. Segundo a associação, as vendas de pescados para os Estados Unidos geram US$ 300 milhões por ano para o setor. Os norte-americanos representaram quase metade de todas as exportações do alimento em 2024, aponta o AgroStat. Segundo Lobo, a atividade tem um peso importante no sustento de comunidades costeiras e ribeirinhas, com forte impacto em pequenas e médias empresas, "justamente onde a sensibilidade às tarifas é maior" Ele afirma que é urgente recolocar o pescado brasileiro no radar das negociações bilaterais. “Precisamos de reciprocidade e de estratégia. A cada rodada de negociação em que o pescado é esquecido, perdemos espaço para concorrentes internacionais. O mercado americano é vital para o Brasil e a ausência de avanços é um sinal claro de que estamos ficando para trás.” Veja mais: Navio que vaga há meses tenta voltar ao Uruguai com vacas e bezerros à beira da morte Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras
20/02/2026 16:24:25 +00:00
Decisão da Suprema Corte de derrubar tarifas é uma vergonha, diz Trump

O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou as tarifas de importação impostas por ele é “uma vergonha”. Ele também teria destacado que já tem “um plano B” para manter as tarifas sobre produtos importados. Segundo informação da agência Reuters, as declarações foram feitas após o anúncio da decisão, durante uma reunião com governadores estaduais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesta sexta-feira (20), a maioria da Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais do país, destacando que a lei usada como base para a medida “não autoriza o presidente a impor tarifas”. Em parecer divulgado após a decisão, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, afirmou que Trump precisaria contar com uma “autorização clara do Congresso” para justificar a imposição das tarifas, o que não ocorreu. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na prática, a decisão da Suprema Corte derruba as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA com base na IEEPA. A decisão afeta a maior parte das tarifas recíprocas, mas outras tarifas impostas pelo presidente — como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil — continuam em vigor. A batalha judicial de Trump com os tribunais dos EUA ocorre desde o ano passado. Em agosto de 2025, o presidente criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegal a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, as tarifas permaneceram em vigor. Trump afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter as tarifas. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. O que acontece agora? Com a decisão, a estratégia comercial de Donald Trump pode sofrer mudanças significativas. As medidas aplicadas com base nessa lei foram invalidadas, mas ainda há outras formas legais de impor tarifas. (veja aqui) As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional. Por fim, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados com tarifas de importação. De acordo com economistas do Penn-Wharton Budget Model, esse valor pode ultrapassar US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões). LEIA MAIS Quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil Relembre a judicialização do caso que chegou à Suprema Corte Decisão pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões *Com informações da agência de notícias Reuters
20/02/2026 16:17:14 +00:00
Offshore e patrimônio internacional: Entenda o que é mais confiável quando o assunto é segurança patrimonial

Descubra com a Trivia como como estruturar um patrimônio fora do Brasil seguindo regras dos Estados Unidos Divulgação O cenário brasileiro atual é de juros elevados, instabilidade econômica e maior preocupação com sucessão familiar. Consequentemente, pesquisas mostram que cresceu o interesse por estratégias de proteção patrimonial internacional. Termos como trust, offshore e wealth planning ganharam destaque. Mas, para muitos, ainda geram dúvidas: qual é a diferença entre eles? O que é mais seguro e confiável? E como estruturar um patrimônio fora do Brasil seguindo regras dos Estados Unidos? Especialistas afirmam que não existe uma solução única para todos os perfis. Mas há modelos consolidados, cada um com objetivos distintos. A Triva é uma empresa especializada nesse tipo de estruturação que surge como aliada fundamental para quem busca segurança jurídica, eficiência tributária e planejamento sucessório profissional. A consultoria reúne serviços jurídicos, contábeis e estratégicos em um único lugar, oferecendo soluções completas de estruturação patrimonial internacional. Entendendo a solução completa À frente da Triva estão Gilda Almeida, Fabiana Ciobotaru e João Gomes, três profissionais que se tornaram referências internacionais em suas áreas. Os sócios da empresa explicam quais são os diferenciais que a empresa alcançou para ganhar destaque global. Advogada Gilda Almeida Divulgação “Quando o cliente chega até nós, ele traz dúvidas sobre tributação internacional que poderiam impactar toda a família no futuro. Nossa missão é mostrar o caminho seguro, com total conformidade nos Estados Unidos e no Brasil. A clareza jurídica é o primeiro passo para qualquer decisão patrimonial”, introduz a advogada Gilda Almeida, com mais de 38 anos de experiência, Juris Doctor com especialização em Direito Tributário, licenciada nos EUA, no Brasil e em Portugal. “Muitos brasileiros querem investir ou proteger parte do patrimônio fora do país, mas não sabem por onde começar. Nosso trabalho é desenhar a estrutura certa, que permita crescer com segurança, eficiência e alinhamento regulatório”, acrescentou a advogada Fabiana Ciobataru, que tem mestrado nos EUA com especialização na área de investimento internacional. Advogada Fabiana Ciobotaru Divulgação “O maior desafio do cliente é entender as diferenças entre o sistema tributário brasileiro e o americano. Nossa função é traduzir isso de forma simples, para que ele tome decisões seguras. Uma estrutura mal feita pode custar caro”, alertou João Gomes, contador licenciado nos EUA, mestre em tributação americana. João Gomes, especialista na área da contabilidade Divulgação O que é um trust? O trust é uma ferramenta jurídica amplamente utilizada em países de common law, como Estados Unidos e Reino Unido. Funciona como uma relação fiduciária na qual o instituidor transfere bens para um administrador (trustee), que os gerencia em benefício de terceiros. Na prática, o trust é usado para: Planejamento sucessório sem burocracia. Evitando-se inventário em diversas jurisdições; Maior proteção patrimonial; Privacidade e continuidade familiar por múltiplas gerações Possibilidade definição de critérios para transmissão para os herdeiros por múltiplas gerações. O que é uma offshore? A offshore é uma empresa registrada fora do país de residência. Em geral, em jurisdições com regras societárias mais competitivas. Não se trata de algo ilegal, desde que cumpridas as obrigações junto aos órgãos governamentais pertinentes. Offshores são usadas para: Otimização tributária internacional; Diversificação de investimentos; Planejamento para investidores globais; Holdings de ativos financeiros e imobiliários. Estruturação patrimonial internacional: por que cresce tanto? Segundo especialistas, três movimentos explicam essa tendência: Busca por segurança jurídica e previsibilidade regulatória; Planejamento sucessório eficiente e menos burocrático; Interesse crescente em investir ou morar nos EUA. A estruturação patrimonial no exterior pode ser feita por quem pretende imigrar, mas também por quem continuará vivendo no Brasil e quer apenas proteger seus bens ou diversificar investimentos. “Traduzimos soluções complexas em abordagens mais intuitivas e menos burocráticas. Nosso trabalho antecipa mudanças, posicionando nossos clientes na linha de frente de um mundo em constante transformação. A excelência é o que cultiva relações capazes de gerar valor duradouro”, destaca o comunicado oficial da Triva sobre estruturação patrimonial. A Triva e a proposta de solução para brasileiros A Triva se consolidou como referência entre brasileiros que querem organizar, proteger e internacionalizar seu patrimônio. A empresa oferece planejamento sucessório, jurídico, contábil, tributário e estrutural em um único ecossistema. A seguir, apresentamos os 5 principais diferenciais da empresa: Tudo em um só lugar - A Triva reúne planejamento sucessório, estruturação de investimentos internacionais e compliance global, com profissionais licenciados nos EUA. Visão estratégica e 360° - A empresa entrega uma leitura completa do patrimônio e das necessidades da família, conectando aspectos jurídicos, contábeis e financeiros. Expertise dos três sócios - Os sócios combinam formação internacional e experiência prática no mercado americano. Cada um contribui com uma especialidade técnica complementar. Transformar o complexo em simples - A consultoria traduz regras americanas, muitas vezes complexas, em soluções claras, práticas e acessíveis, antecipando riscos e reduzindo custos futuros. Visão global e domínio da legislação dos EUA - A equipe acompanha mudanças regulatórias nos Estados Unidos, garantindo estruturas adequadas ao país onde o cliente investe ou residirá. Além disso, o atendimento da Triva é completamente personalizado, adaptado ao momento de vida e aos objetivos de cada cliente. A missão da Triva O comunicado oficial da empresa destaca: “A vida floresce em encontros significativos. Acreditamos que os negócios e a vida são moldados pelas relações que cultivamos. Com a confiança como base sobre a qual a grandeza é construída. Unidos por habilidades complementares e por um portfólio de clientes de destaque, Fabiana Ciobataru, Gilda Almeida e João Gomes transformaram sua colaboração em uma parceria com visão global”. “Atuamos na interseção entre jurídico, finanças e contabilidade. Os clientes confiam em nossa perspectiva. Dos primeiros passos às transições mais complexas. Seja qual for o momento, desenhamos e implementamos a estratégia que melhor se adapta a você”, acrescenta o comunicado. Os serviços oferecidos em destaque Estruturação corporativa e de investimentos - Criação de veículos de propósito específico (SPV) para M&A, joint ventures ou fundos de private equity. Estabelecimento de holdings familiares e trusts em múltiplas jurisdições. Estruturação de fundos (private equity, venture capital, hedge funds) com alinhamento regulatório. Planejamento tributário e sucessório internacional - Planos de otimização da taxa efetiva global de impostos (ETR). Estruturação patrimonial e sucessória - Planejamento sucessório e de herança (testamentos internacionais, trusts, constituições familiares). Estruturas de proteção patrimonial por meio de fundações, trusts ou veículos offshore. Criação de veículos de filantropia (fundações beneficentes, fundos orientados por doadores). Estruturas de governança para a próxima geração. Compliance e gestão de risco - Estruturas globais de reporte fiscal (CRS, FATCA, DAC6). Manuais de conformidade AML/KYC para veículos de investimento e familiares. Mapeamento de compliance de residência e domicílio (regra dos 183 dias, exit tax, exposição a imposto sobre patrimônio). Relocação e mobilidade - Programas de mobilidade global para executivos e famílias. Consultoria em residência/cidadania por investimento. Estratégias de equalização tributária para expatriados em corporações. Planos de integração de estilo de vida e patrimônio (escolas, saúde, bancos etc.). Consultoria estratégica e transações - Estruturação de M&A transnacional (tributário, jurídico, fluxos de financiamento). Soluções de estruturação e refinanciamento de dívida com credores internacionais. Estruturação pré-IPO (cap table, governança, domicílio). Estruturação de parcerias estratégicas (joint ventures, licenciamento, acordos de distribuição). Para saber mais Para se aprofundar sobre este tema, clique aqui, acesse o site oficial da Triva e descubra como a equipe de atendimento online pode apresentar uma solução personalizada para você.
20/02/2026 15:47:43 +00:00
Países reagem à derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein Países e empresas começaram a reagir à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (20). A maioria da Suprema Corte americana decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor o amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, destacando que a lei usada como base para a medida "não autoriza o presidente a impor tarifas". ENTENDA: O que acontece agora? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em parecer divulgado após a decisão, o presidente do tribunal americano, John Roberts, afirmou que Trump precisaria contar com uma "autorização clara do Congresso" para justificar a imposição do tarifaço — o que não aconteceu. Na prática, a decisão estabelece limites ao poder do presidente para impor tarifas sem a aprovação do Congresso americano e pode afetar diretamente medidas adotadas contra o Brasil. O processo judicial se arrastava desde meados de 2025. A decisão afeta a maior parte das tarifas recíprocas, mas outras taxas impostas pelo presidente americano — como sobre aço e alumínio e tarifas sobre fentanil — ainda permanecem. Segundo a agência de notícias Reuters, mais de 1,8 mil ações judiciais relacionadas às tarifas foram registradas no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA desde abril do ano passado. O tribunal tem jurisdição sobre as tarifas e questões alfandegárias. Em todo o ano de 2024, menos de duas dúzias de casos semelhantes foram registrados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja a reação de países e empresas ao redor do mundo à decisão da Suprema Corte americana: União Europeia Segundo um porta-voz da UE, o bloco está analisando "cuidadosamente" a decisão e vai continuar a defender tarifas mais baixas. "Mantemos contato próximo com o governo dos EUA, buscando esclarecimentos sobre as medidas que pretendem tomar em resposta a essa decisão", disse o porta-voz à Reuters. "Empresas de ambos os lados do Atlântico dependem da estabilidade e previsibilidade nas relações comerciais. Por isso, continuamos a defender tarifas baixas e a trabalhar para reduzi-las", acrescentou. Reino Unido Já o governo do Reino Unido afirmou que espera que sua posição comercial privilegiada com os EUA continue, mesmo após a derrubada das tarifas. "O Reino Unido goza das tarifas recíprocas mais baixas a nível mundial e, em qualquer cenário, esperamos que a nossa posição comercial privilegiada se mantenha", disse um porta-voz do governo britânico em comunicado. O governo ainda destacou que continuará a trabalhar com os americanos para "entender como a decisão afetará as tarifas para o Reino Unido e o resto do mundo", e reiterou que apoiará as empresas britânicas quando mais detalhes forem anunciados. Suíça O governo da Suíça afirmou em comunicado que o Conselho Federal, órgão máximo do governo, analisará os desdobramentos e impactos específicos da decisão da Suprema Corte americana. Câmara de Comércio Britânica O chefe de comércio da Câmara de Comércio Britânica (BCC), William Bain, afirmou que a decisão "pouco contribuiu para esclarecer as águas turvas para os negócios". "Para o Reino Unido, a prioridade continua sendo a redução das tarifas sempre que possível", disse ele à Reuters, citando um acordo para reduzir as tarifas sobre o aço no âmbito do acordo tarifário EUA-Reino Unido, que ainda não foi implementado. "Qualquer vantagem competitiva que conseguirmos garantir provavelmente ajudará a impulsionar nossas exportações para o único país, globalmente, com o qual realizamos mais comércio." DHL Logística O grupo de logística afirmou nesta sexta-feira que monitora de perto os desdobramentos legais relativos às tarifas americanas, reiterando que vai garantir que seus clientes estejam em posição de exercer plenamente seus direitos previstos em lei. Em comunicado, a empresa, de origem alemã, ainda acrescentou que vai desempenhar um papel técnico, utilizando tecnologia de despachantes aduaneiros, para rastrear os processos e garantir que os clientes recebam o dinheiro de volta caso os reembolsos sejam autorizados. Swissmem A Swissmem, associação líder da indústria tecnológica da Suíça, deu as boas-vindas à decisão da Suprema Corte, mas reforçou o pedido ao governo da Suíça para que conclua o acordo comercial firmado com os Estados Unidos no final de 2025, a fim de garantir uma base jurídica sólida às empresas do país. "Isso porque é esperado que a administração Trump invoque outras leis para legitimar as tarifas", afirmou a associação à Reuters. A associação ainda afirmou que o comprador americano deveria ser o responsável pelo pagamento dos direitos alfandegários às autoridades, reiterando que o reembolso, portanto, deveria ser obtido por meio do importador. DIHK A associação empresarial alemã DIHK afirmou nesta sexta-feira (20) que a administração dos EUA dispõe de outros instrumentos para medidas restritivas ao comércio, reiterando que a economia da Alemanha precisa se preparar para uma possível ativação dessas ferramentas. "A União Europeia deve responder com calma à decisão e às possíveis novas tarifas americanas e trabalhar para garantir que o quadro da política comercial continue confiável para as empresas", afirmou em comunicado. VCI A associação alemã da indústria química (VCI) afirmou que novas tarifas podem ser impostas a qualquer momento. "A turbulência na política comercial não vai desaparecer – está apenas mudando de cenário", afirmou em comunicado. Scienceindustries A associação da indústria química farmacêutica suíça Scienceindustries afirmou que a decisão da Suprema Corte americana fortalece o Estado de Direito no comércio internacional. "A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos é um sinal importante para o Estado de Direito e a confiabilidade no comércio internacional. Condições estruturais estáveis ​​e previsíveis são cruciais para nossa indústria globalmente interconectada", disse Stephan Mumenthaler, chefe do grupo Scienceindustries, à Reuters. *Com informações da agência de notícias Reuters.
20/02/2026 15:40:58 +00:00
Tarifaço derrubado: quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que o aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países é ilegal. Por maioria, os juízes decidiram que Trump não poderia impor tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso. Analistas veem a decisão como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e a economia brasileira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pela Constituição dos EUA, cabe ao Congresso criar impostos e tarifas. Trump, no entanto, argumentava que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. Embora a lei já tenha sido usada para embasar sanções e restrições comerciais, nunca havia servido de base para tarifas de alcance tão amplo. Esse é o ponto questionado por empresas e governos estaduais dos EUA. As tarifas acabam de vez? Na prática, a decisão da Suprema Corte derruba as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA com base na IEEPA. No entanto, isso não significa que o governo tenha perdido totalmente o poder de impor tarifas sobre importações. Segundo a Corte, as medidas aplicadas com base nessa lei foram invalidadas, mas ainda existem outras formas legais de impor tarifas. Trump, inclusive, já disse a interlocutores que tem um “plano B”. (veja mais abaixo) O voto dissidente do juiz Brett Kavanaugh destacou que o presidente pode recorrer a outras leis federais em diferentes situações, como: Lei de Expansão Comercial de 1962 (Seção 232): Permite ajustes em importações que ameacem a segurança nacional. Lei de Comércio de 1974 (Seções 122, 201 e 301): Autoriza tarifas para lidar com déficits comerciais, proteger indústrias americanas ou responder a práticas comerciais desleais. Lei de Tarifas de 1930 (Seção 338): Dá poder para impor tarifas a países que discriminem o comércio dos EUA. 🔎 As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional. As exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas ao aumento de tarifas. A alíquota começou em 25% em março de 2025 e, posteriormente, foi elevada para 50% em diversos produtos de aço, alumínio e seus derivados. Em agosto do ano passado, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, anunciou um alívio nas tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras com conteúdo de aço e alumínio. A medida igualou a alíquota desses produtos à aplicada a outros países, aumentando a competitividade brasileira. LEIA MAIS Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço Reembolso bilionário Embora a Suprema Corte tenha considerado as tarifas ilegais e a cobrança deva ser suspensa, isso não garante a devolução automática do dinheiro já arrecadado, segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior. “Parte das tarifas já recolhidas pode ser reembolsada, mas isso depende de ações administrativas e judiciais individuais das empresas”, afirma. 🔎 Ou seja, as companhias que pagaram as tarifas terão de apresentar pedidos específicos para tentar recuperar os valores. Trump havia alertado para o impacto financeiro de uma derrota. Ele afirmou que uma decisão contrária poderia obrigar os EUA a devolver centenas de bilhões de dólares e gerar um cenário de “completo caos”. De acordo com economistas do Penn-Wharton Budget Model, esse valor pode ultrapassar US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões). Para o mercado financeiro, a derrota de Trump tende a enfraquecer o dólar. “Sem a pressão inflacionária das tarifas, o Fed ganha espaço para cortar juros, o que torna o dólar menos atrativo”, diz Campos. Nesse cenário, investidores ficam mais dispostos a assumir riscos e aplicar recursos em mercados emergentes, incluindo o Brasil. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, afirma que a decisão desta sexta-feira limita o uso de tarifas como instrumento político permanente pelo presidente. Segundo ela, a medida tende a reduzir a incerteza no cenário econômico mundial e, em geral, é vista como positiva pelos mercados. "Os mercados estão reagindo positivamente, com uma menor incerteza jurídica e menores custos para as companhias listadas, especialmente as que têm cadeias globais de suprimentos e vendas. As tarifas não resultaram em choques inflacionários em um primeiro momento, mas podem pesar sobre o crescimento." Na prática, isso significa: O dólar perde força no mercado internacional; Aumenta a entrada de capital em países emergentes; O real tende a se valorizar frente ao dólar; As expectativas de juros no Brasil podem cair. Impactos nos setores Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os principais setores beneficiados pela decisão, no âmbito da pauta exportadora, são o agronegócio e setores industriais brasileiros. "A derrubada das tarifas traz um alívio claro e devolve competitividade e previsibilidade para o comércio exterior brasileiro", avalia Campos. 🔎 A suspensão das tarifas permitirá que produtos como café solúvel, mel, pescados e frutas recuperem espaço e competitividade no mercado americano. Campos destaca que a mudança influencia positivamente o comportamento dos compradores, estimulando a reabertura de negociações e o fechamento de novos contratos em categorias nas quais o Brasil se destaca, especialmente alimentos e produtos agroindustriais. Já o professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente, reforça que, com a suspensão das tarifas, a relação comercial entre os EUA e o Brasil deve melhorar. “Não há razão para cobrar uma tarifa que agora é ilegal”, afirma, ressaltando que a medida traz maior previsibilidade para as operações. Ele acrescenta que, embora as tarifas devam retornar aos patamares anteriores no momento da passagem pela alfândega, a decisão também tende a gerar efeitos positivos no mercado global. Próximos passos O governo Trump já sinalizou que pode buscar outras bases legais para impor tarifas, como regras de segurança nacional ou a alegação de práticas comerciais desleais. Isso significa que o julgamento não elimina totalmente a incerteza, mas reduz o poder do presidente de agir de forma unilateral e repentina. “O principal efeito no curto prazo não é financeiro, mas a redução da insegurança jurídica”, avalia Campos. "Para a economia dos EUA, a derrubada das tarifas tende a reduzir custos de importação, aliviar pressões inflacionárias e melhorar a competitividade da indústria. Por outro lado, há perda de arrecadação e impacto político interno", afirma Jackson Campos. Para o Brasil, a derrota do presidente americano abre espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio. Durante o tarifaço, as exportações do Brasil para os EUA se distribuíam, de forma geral, em dois grupos: produtos que entravam no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%. Em 2025, Donald Trump aplicou tarifas sobre produtos brasileiros em três momentos-chave: Começou com 10% em abril, de taxa ampla para todos os produtos; A tarifa subiu para até 50% em julho, com entrada em vigor em agosto e uma lista de 700 itens excluídos do tarifaço; Em novembro, a tarifa de 10% foi retirada, mantendo apenas a taxa maior sobre determinados produtos e foram retiradas as tarifas de 40% para uma nova lista de produtos, incluindo café, carnes e frutas. Suprema Corte dos Estados Unidos. AP Photo/J. Scott Applewhite, File
20/02/2026 15:33:15 +00:00
Nestlé vai deixar o negócio de sorvetes e focar em áreas mais lucrativas

Logotipo da Nestlé em uma de suas fábricas em Konolfingen, na Suíça. Arnd Wiegmann/Reuters A Nestlé informou na última quinta-feira (19) que vai deixar o negócio de sorvetes para concentrar suas operações nos segmentos de Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação — que, juntos, somam mais de 70% das vendas da companhia. A empresa também pretende ampliar sua presença regional na área de Alimentos e Lanches. A medida faz parte dos esforços do presidente da Nestlé, Philipp Navratil, para melhorar o desempenho da companhia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Estamos acelerando a nossa estratégia e concentrando nosso portfólio em quatro negócios, liderados por nossas marcas mais fortes, com recursos priorizados e uma organização mais simplificada", afirmou o executivo em nota. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa registrou lucro líquido de US$ 9 bilhões (R$ 47 bilhões) em 2025, uma queda de 17% em relação ao ano anterior, quando havia somado US$ 10,9 bilhões (R$ 56,9 bilhões). As vendas também recuaram no comparativo anual, passando de US$ 91,4 bilhões (R$ 477,6 bilhões) para US$ 89,5 bilhões (R$ 467,7 bilhões), uma redução de 2%. Segundo Navratil, a empresa iniciou, em janeiro, as conversas com a Froneri para a venda dos negócios remanescentes no setor de sorvetes. A Froneri foi criada em 2016 como uma joint venture entre a Nestlé e a PAI Partners. De acordo com o jornal britânico Financial Times, a Nestlé já vendeu a maior parte de suas operações de sorvetes para a Froneri. Os negócios que ainda não foram negociados estão no Canadá, Chile, Peru, China, Malásia e Tailândia. "Nosso negócio de sorvetes remanescente é forte, mas pequeno e nos distrai", afirmou Navratil na véspera, segundo a Reuters.
20/02/2026 15:21:13 +00:00
Tarifaço de Trump: relembre a judicialização do caso que chegou à Suprema Corte dos EUA

Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 Reuters/Carlos Barria/File Photo A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que o presidente Donald Trump não tinha base legal para impor o amplo aumento de tarifas sobre importações, medida que atingia produtos de vários países, incluindo o Brasil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A decisão, tomada por seis votos a três, confirma o entendimento de uma instância inferior de que o presidente excedeu sua autoridade ao recorrer a uma lei de 1977 para estabelecer tarifas de forma unilateral. ⚖️ O caso foi levado à Justiça por empresas impactadas pelas cobranças e por 12 estados americanos, em sua maioria administrados por governadores democratas. 💰 O pacote tarifário havia sido estruturado para arrecadar trilhões de dólares ao longo da próxima década, segundo estimativas, e fazia parte da estratégia econômica do governo Trump. Abaixo, entenda como a ofensiva judicial de empresas e estados americanos questionou o alcance dos poderes presidenciais e levou o caso à Suprema Corte. Relembre a briga judicial Suprema Corte aceita analisar o caso Ações judiciais de empresas e estados americanos Sustentações orais na Suprema Corte Debate divide a Corte Tarifaço derrubado Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou Suprema Corte aceita analisar o caso Em 9 de setembro de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu analisar a legalidade do tarifaço, após o governo recorrer da decisão do tribunal inferior. A Corte passou a avaliar os limites do poder do presidente para adotar medidas econômicas de forma unilateral. O caso envolvia trilhões de dólares em tarifas previstas para os próximos anos, e Trump afirmou que as taxas seriam um “remédio” para a economia americana. Ações judiciais de empresas e estados americanos As tarifas foram contestadas na Justiça por empresas afetadas pelas cobranças e por 12 estados americanos, a maioria administrada por governadores democratas. As ações sustentam que o presidente extrapolou suas atribuições ao impor as tarifas sem o aval do Congresso. Sustentações orais na Suprema Corte Em 5 de novembro, os juízes ouviram os argumentos das partes em uma sessão que durou mais de duas horas e meia. Durante o debate, magistrados levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas e discutiram se Trump ultrapassou as competências do Congresso ao recorrer à lei de 1977 para justificar as medidas. Debate divide a Corte Na última quinta-feira (19), alguns juízes conservadores afirmaram que o tribunal discutia o poder “inerente” dos presidentes para lidar com outros países. A manifestação indicou possível divisão sobre o resultado do caso, em uma Corte que tem maioria conservadora, com seis votos contra três. Tarifaço derrubado A Suprema Corte dos EUA decidiu nesta sexta-feira que o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países é ilegal. O julgamento decidiu que Trump não poderia impor tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso. A decisão é vista por analistas como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e também a economia brasileira. Críticas de Trump Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegais a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, o tarifaço permaneceu em vigor. O republicano afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter a taxação. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. Na prática, Trump fez das tarifas um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores aos EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros. O que acontece se as tarifas forem suspensas? Se a Suprema Corte declarar as tarifas ilegais, a estratégia comercial de Trump pode ser completamente alterada, incluindo o tarifaço anunciado em abril de 2025. Além de derrubar as taxas, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões de dólares arrecadados com as tarifas, que funcionam como impostos sobre importações. Segundo apuração da BBC, poucas empresas, no entanto, esperam uma vitória na Suprema Corte. "Esperamos que isso seja considerado ilegal, mas também estamos nos preparando para o caso de se elas se consolidarem", disse Bill Harris, cofundador da Cooperative Coffees, cooperativa sediada na Geórgia (EUA), à BBC. A empresa, que importa café de mais de uma dezena de países, pagou cerca de US$ 1,3 milhão (R$ 7,4 milhões) em tarifas entre abril e novembro do ano passado. Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que incluiu itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. Enquanto as discussões sobre o tarifaço perderam espaço no noticiário diante da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por agentes americanos — e de outros fatores geopolíticos —, os rumos da política tarifária voltaram ao radar à espera da decisão da Suprema Corte dos EUA.
20/02/2026 15:11:08 +00:00
Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump

Suprema Corte americana decide que tarifaço de Trump é ilegal A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos. Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte. A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo. ⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump. O que você vai encontrar nesta reportagem: O que acontece agora? Alternativas legais para Trump O que diz a Constituição americana Críticas de Trump Como estavam as tarifas sobre produtos brasileiros Trump anuncia tarifas recíprocas REUTERS/Carlos Barria LEIA MAIS Quais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço O que acontece agora? Na prática, a decisão da Suprema Corte derruba as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA com base na IEEPA. Com a decisão, a estratégia comercial de Donald Trump pode sofrer mudanças significativas. As medidas aplicadas com base nessa lei foram invalidadas, mas ainda há outras formas legais de impor tarifas. (veja abaixo) As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional. Por fim, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados com tarifas de importação. De acordo com economistas do Penn-Wharton Budget Model, esse valor pode ultrapassar US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões). Voltar ao índice. Alternativas legais para Trump O governo Trump já indicou que pode buscar outros fundamentos legais para impor tarifas de importação, como argumentos ligados à segurança nacional ou a práticas comerciais consideradas desleais. Confira os caminhos legais que o presidente dos EUA pode usar para manter ou reintroduzir tarifas, segundo análises do Goldman Sachs, do Deutsche Bank e da Panmure Liberum. Algumas dessas alternativas também foram mencionadas no voto dissidente do juiz Brett Kavanaugh. Seção 122 da Lei de Comércio Essa é uma das opções mais rápidas para o governo. A lei permite aplicar tarifas de até 15% por um período de até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas. Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 Essa alternativa permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se forem confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses. Trump já utilizou esse instrumento em seu primeiro mandato para taxar importações chinesas, o que levou a uma disputa comercial prolongada entre os dois países. Seção 338 da Lei de 1930 Essa lei autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem o comércio dos EUA. Ela nunca foi usada na prática e não exige investigação formal, o que pode torná-la uma via mais rápida do que a Seção 301, embora com limite máximo para as tarifas. Seção 232 da Lei de Comércio de 1962 Outra possibilidade é recorrer à lei que permite impor tarifas por motivos de segurança nacional, já aplicada a produtos como aço, alumínio e automóveis, que continuam taxados. Nesse caso, o governo argumenta que a dependência de importações pode enfraquecer a indústria local e comprometer a segurança do país. A aplicação costuma exigir uma investigação conduzida pelo governo, o que torna o processo mais demorado do que o uso de poderes emergenciais. Voltar ao índice. O que diz a Constituição americana? A Constituição dos EUA estabelece que o poder de criar impostos e tarifas é exclusivo do Congresso, e não do presidente. Mesmo assim, Trump utilizou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para impor tarifas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil, sem a aprovação do Legislativo. O presidente também aplicou tarifas adicionais com base em outras leis, que não foram objeto de análise da Suprema Corte neste caso. 🔎 A IEEPA (International Emergency Economic Powers Act, ou Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) permite ao presidente regular o comércio em situações de emergência nacional. Donald Trump foi o primeiro a usar essa lei para criar tarifas, ampliando de forma inédita os limites da autoridade presidencial em diversas áreas, como imigração, demissão de funcionários federais, envio de tropas e operações militares no exterior. Entre as medidas aplicadas com base na IEEPA estavam as tarifas “recíprocas” de alcance quase global e outras tarifas relacionadas ao combate ao tráfico de drogas letais nos EUA. No entanto, a Suprema Corte destacou que a IEEPA não menciona explicitamente a criação de tarifas. A lei apenas permite que o presidente “regule a importação” de bens estrangeiros após declarar emergência nacional para enfrentar ameaças consideradas “incomuns e extraordinárias”. O governo Trump argumentava que essa redação conferia ao presidente o poder de impor tarifas sobre produtos estrangeiros. A Corte reafirmou que, de acordo com o Artigo I, Seção 8 da Constituição, apenas o Congresso pode criar e cobrar impostos e tarifas alfandegárias. Os juízes concluíram que seria inconcebível delegar ao presidente, de forma ambígua, poderes com impacto econômico e político tão amplo. Embora a decisão limite o uso da IEEPA, os juízes dissidentes observaram que o presidente ainda pode tentar impor tarifas por meio de outras leis específicas, como a Lei de Expansão Comercial de 1962 ou a Lei de Comércio de 1974. A partir de agora, a IEEPA não poderá mais ser usada como uma “caixa de ferramentas” para criar tarifas de forma unilateral e imediata. Voltar ao índice. Críticas de Trump Segundo a agência Reuters, Trump classificou como “uma vergonha” a decisão da Suprema Corte dos EUA. O presidente também afirmou que já tem “um plano B” para manter as tarifas sobre produtos importados. Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegal a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, as tarifas permaneceram em vigor. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. Na prática, Trump transformou as tarifas em um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores para os EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros. Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou Voltar ao índice. Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que excluiu da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A nova alíquota entrou em vigor em 6 de agosto. Em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes, em discurso na ONU, o presidente afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. Voltar ao índice.
20/02/2026 15:06:40 +00:00
Reforma trabalhista de Milei avança no Senado argentino e aprovação final deve acontecer no dia 27

Reforma trabalhista de Milei é analisada pela Câmara dos Deputados Após a aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto de reforma trabalhista recebeu parecer favorável nas comissões do Senado nesta sexta-feira (20). A proposta deve ser analisada no plenário do Senado na próxima sexta-feira (27), etapa que pode garantir sua aprovação final. A reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei voltou ao Senado após sofrer apenas uma modificação na Câmara dos Deputados. Para viabilizar a aprovação, o texto passou por ajustes pontuais, entre eles a retirada do dispositivo que previa a redução da indenização em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho — ponto que havia provocado forte resistência ao longo da tramitação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A mudança foi feita durante a madrugada no texto que havia sido aprovado pelo Senado na semana passada. Embora ainda não haja convocação oficial, a intenção do governo é realizar a sessão de votação no dia 27 de fevereiro, dentro de um calendário considerado apertado pelo próprio Executivo. Vista como uma das reformas mais amplas na legislação trabalhista argentina desde a redemocratização, a proposta pretende atualizar regras consideradas rígidas e defasadas, reduzir custos trabalhistas e incentivar a criação de empregos formais, segundo o governo. Críticos dizem que as mudanças podem fragilizar as relações trabalhistas, aumentar a insegurança no emprego e enfraquecer os sindicatos, sobretudo entre trabalhadores menos qualificados. O momento é um dos mais decisivos do governo Milei desde a posse, em dezembro de 2023. A medida faz parte de um pacote de reformas voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao investimento. Entre as mudanças que permanecem, estão a flexibilização das férias e jornadas de trabalho de até 12 horas. A expectativa é aprovar o texto final até 1º de março. (veja abaixo as principais mudanças) Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni A reforma foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), com 42 votos favoráveis e 30 contrários, após uma sessão marcada pela polarização. No dia anterior (11), milhares de manifestantes se reuniram nos arredores do Congresso, em Buenos Aires, para protestar contra a proposta. Os atos terminaram em confrontos com a polícia, e cerca de 30 pessoas foram detidas, segundo a agência de notícias France Presse. Nesta quinta-feira, o Ministério da Segurança anunciou medidas extraordinárias para a imprensa e alertou para possíveis situações de risco. A pasta recomendou que jornalistas evitem permanecer entre possíveis focos de confronto e as forças de segurança e informou que será criada uma “zona exclusiva” para a cobertura em ruas laterais à praça em frente ao Parlamento. Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; Milei promete repressão Principais mudanças previstas Entre as mudanças estão a flexibilização das férias — que poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do intervalo tradicional — e a possibilidade de ampliar a jornada diária de oito para até 12 horas, desde que respeitado o descanso mínimo. O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados. Abaixo, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos formalmente como autônomos, com regras próprias e um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais estabelecidas durante a pandemia. Além do quesito mais polêmico de redução de salários, o governo também retirou o artigo que permitia pagar salários em moeda estrangeira ou por carteiras digitais — como as do Mercado Pago — por não oferecerem as mesmas garantias dos bancos tradicionais, supervisionados pelo Banco Central. O mercado de trabalho argentino Dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, indicam que a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados — uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões, o equivalente a 51,4% da população total. Entre os trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% tinham emprego formal com contribuição previdenciária. Somando os autônomos, a informalidade alcança cerca de 43% do mercado. O setor de serviços reúne aproximadamente 70% dos postos de trabalho, seguido por indústria e construção (22%) e agropecuária (8%). Além disso, mais de um quarto dos ocupados trabalha mais de 45 horas por semana, indicando jornadas prolongadas. Protestos contra o governo na Argentina
20/02/2026 14:45:19 +00:00
Lula defende moedas locais no Brics e cita protagonismo do Brasil ao criticar tarifaço

Lula participa de entrevista a emissora indiana. Reprodução/ Índia Today O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar nesta sexta-feira (20) que o dólar não precisa ser a moeda usada por países do Brics e defendeu o uso de moedas locais nas transações. Na ocasião, o petista também citou protagonismo do Brasil ao criticar tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre importações (entenda mais abaixo). 🔎Brics é o grupo que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo como Brasil, Índia, China e Rússia. "Eu respeito muito as decisões que são tomadas pelos países. Eu defendi que não é necessário que um acordo comercial entre Brasil e Índia precise ser feito em dólares americanos. O que eu defendo é que podemos usar nossas próprias moedas", afirmou Lula. "É difícil, sim, é difícil, mas podemos tentar. Ninguém precisa depender do dólar, mas você também não pode desfazer esse sistema da noite para o dia. É preciso levar em conta as dificuldades de cada nação", prosseguiu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente brasileiro também disse entender a razão de os americanos defenderem o uso do dólar para transações comerciais internacionais, contudo sugeriu que os países reflitam se realmente é algo necessário. "Este é um processo que precisamos discutir. O que é mais vantajoso para um país, para o Brasil? E o que é mais vantajoso para cada país que negocia com outros países?", questionou. Não é a primeira vez que Lula defende o uso de moedas locais nas transações comerciais entre os países do Brics. O presidente brasileiro defende que reduzir a dependência do dólar pode baratear custos, ampliar o comércio dentro do bloco e dar mais autonomia financeira aos países emergentes. A proposta, no entanto, não é apenas uma bandeira brasileira: o tema vem sendo discutido internamente há anos, com diferentes graus de apoio entre os membros. Tarifas Durante sua fala, o presidente enfatizou a importância do multilateralismo. E lembrou de sua atuação junto Brics pós-tarifaço. 🔎A aplicação de tarifas recíprocas foi anunciada por Trump no início do ano passado, mas só começou a ser aplicada meses depois, após vários ajustes e revisões. Segundo Lula, foi a partir de iniciativa dele que o grupo emitiu declaração condenando a imposição das tarifas pelos Estados Unidos sobre importações. "Quando o presidente [Donald] Trump impôs tarifas universais a todos os países, realizei uma reunião do Brics por teleconferência para que pudéssemos emitir uma declaração de que o comportamento do presidente dos EUA, impondo tarifas unilaterais, não era correto", argumentou. LEIA TAMBÉM: Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Banco do Brics Nesse contexto, Lula destacou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics que, segundo o petista, "precisa funcionar de maneira diferente de outras instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial". "Não precisamos continuar copiando tudo o que aconteceu no século XX. Podemos inovar por causa do século XXI, das necessidades da sociedade civil e dos avanços da sociedade. O Brics é essa esperança", ponderou. As declarações foram dadas durante uma entrevista à emissora indiana "Índia Today". A entrevista foi feita em inglês, com apoio de tradutores. Lula respondeu às perguntas em português. O grupo formado pelo Brics se juntou com o objetivo de coordenar as políticas econômicas e diplomáticas de seus membros, encontrar novas soluções para as instituições financeiras e reduzir a dependência do dólar americano. Mas com a emergência de grandes conflitos no contexto global e uma dominância cada vez maior da China e da Rússia dentro do grupo, o Brics está cada vez mais sendo enquadrado dessa forma. Ainda assim, seus integrantes sempre recusaram publicamente o título de “bloco anti-Ocidente” atribuído por alguns. Venezuela Na ocasião, Lula reforçou que a posição do governo brasileiro sobre conflitos internacionais permanece coerente e baseada no princípio da "não intervenção". Ao comentar a situação na Venezuela, Lula mencionou que o Brasil adotou a mesma postura ao condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia e a ofensiva em Gaza. "Não podemos aceitar que um chefe de Estado de um país invada outro país e capture o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso, e não é aceitável", criticou. Lula afirmou que, com Maduro preso, a prioridade agora deve ser “consolidar o processo democrático na Venezuela, restabelecer a democracia no país”. Para o presidente brasileiro, eventuais julgamentos deveriam ocorrer dentro da Venezuela e não fora, como ocorreu após a captura de Maduro. Essa não é a primeira vez que ele critica a intervenção norte-americana no país vizinho. “Não é aceitável a interferência de uma nação sobre outra”, disse, lembrando que, nos anos 1960, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil sofreram golpes militares em um contexto no qual embaixadas dos Estados Unidos exerciam forte influência política na região. Lula classificou a trajetória recente venezuelana como “uma experiência negativa”, mas reforçou que qualquer saída deve partir dos próprios venezuelanos: “eu espero que a questão venezuelana possa ser resolvida pelo próprio povo da Venezuela, e não por interferência estrangeira de qualquer outro país.”
20/02/2026 14:45:16 +00:00
Suprema Corte pode obrigar EUA a devolver até US$ 175 bilhões em tarifas de Trump, aponta instituto

Suprema Corte dos Estados Unidos. AP Photo/J. Scott Applewhite, File Mais de US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões) em arrecadação com tarifas podem ter de ser devolvidos após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que as medidas adotadas pelo presidente Donald Trump são ilegais, segundo economistas do Penn-Wharton Budget Model. A estimativa, elaborada a pedido da Reuters, baseia-se em um modelo que cruza as alíquotas por produto e país com as tarifas específicas impostas por Trump. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O cálculo inclui tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), explicou Lysle Boller, economista sênior do grupo de pesquisa fiscal da Universidade da Pensilvânia. Com as tarifas invalidadas, importadores poderão solicitar reembolsos à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA referentes às taxas pagas no ano passado. LEIA TAMBÉM: O tarifaço de Trump vai cair? Como a decisão da Suprema Corte pode afetar o dólar e o mercado global Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump tem destacado a arrecadação gerada por suas tarifas, estimada pelo Escritório de Orçamento do Congresso em cerca de US$ 300 bilhões por ano ao longo da próxima década. No entanto, os cálculos indicam que uma parcela significativa desse valor poderá ter de ser devolvida com a decisão desfavorável ao ex-presidente. O montante estimado de US$ 175 bilhões em reembolsos supera a soma dos gastos do Departamento de Transportes, de US$ 127,6 bilhões, e do Departamento de Justiça, de US$ 44,9 bilhões, no ano fiscal de 2025. Em janeiro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à Reuters que o governo tem capacidade para arcar com eventuais reembolsos, embora tenha demonstrado confiança de que a Suprema Corte manterá as tarifas com base na IEEPA.
20/02/2026 12:58:27 +00:00
Ferramenta que impede abertura de contas falsas alcança 1 milhão de adesões, diz Banco Central

Lançada em dezembro de 2025, a ferramenta do Banco Central (BC) que permite ao cidadão bloquear a abertura de contas bancárias em seu nome, chamada de "BC Protege+", alcançou um milhão de adesões, informou a instituição nesta sexta-feira (20). "O número reflete a crescente adesão de cidadãos e empresas a mecanismos adicionais de segurança para blindar CPF e CNPJ contra tentativas indevidas de abertura de contas correntes, contas poupança e contas de pagamento em instituições financeiras", afirmou a autoridade monetária. Segundo o BC, a ferramenta aumenta a segurança dos cidadãos contra fraudes e golpes, permitindo bloquear a abertura de novas contas bancárias em seu nome. A iniciativa foi criada pela autoridade monetária para reduzir riscos de crimes financeiros e reforçar a confiança no sistema bancário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Com a ampliação do uso do BC Protege+, a instituição reforça o compromisso de oferecer soluções acessíveis e eficazes para a proteção da população", acrescentou o BC. Além disso, o sistema oferece ao cidadão a possibilidade de consultar dois históricos: das ativações e desativações realizadas pelo próprio usuário das consultas feitas pelas instituições financeiras ao seu status no BC Protege+. Passo a passo Para fazer o bloqueio, é preciso: Acessar o site do BC; Entrar no "Meu BC"; Colocar o login e a senha do gov.br; e Ativar o BC Protege+. BC lança ferramenta para bloquear abertura de contas 🏦 A restrição para abertura de contas será comunicada de maneira automática pelo Banco Central a todas as instituições financeiras. 💳O bloqueio vale para abertura de conta-corrente e poupança. Só não funciona para conta salário, aquela aberta exclusivamente para o empregado receber o pagamento. 🔐 O serviço é grátis e poderá ser cancelado pelo próprio usuário, caso ele decida abrir uma nova conta. Sede do Banco Central em Brasília Reprodução/TV Globo
20/02/2026 12:10:17 +00:00
Desemprego cai em 6 estados brasileiros no 4º trimestre de 2025, diz IBGE

A taxa de desemprego recuou em seis estados brasileiros no quarto trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, a desocupação ficou em 5,1% no período, abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e 1,1 ponto percentual menor do que no mesmo período de 2024, quando era de 6,2%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na comparação com o trimestre anterior, a taxa de desemprego caiu em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nas demais unidades da federação, o indicador permaneceu estável. Os maiores índices de desocupação foram registrados em Pernambuco (8,8%) e no Amapá (8,4%), seguidos por Alagoas, Bahia e Piauí, todos com 8%. Já as menores taxas apareceram em Santa Catarina (2,2%) e em Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (2,4%). 👉 Veja abaixo a variação trimestral em cada estado. Passe o mouse ou clique na unidade da federação para consultar o percentual, e use o zoom para ampliar a visualização: Os dados do IBGE também mostram diferenças de gênero no acesso ao mercado de trabalho, com taxas de desemprego mais altas entre elas nos três últimos meses do ano. Veja: 👨 Homens: 4,2% 👩 Mulheres: 6,2% Por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional de 5,1% somente entre pessoas brancas (4%), e acima entre pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%). O desemprego também apresentou diferenças relevantes conforme o nível de escolaridade do trabalhador. Veja abaixo: 🎓 Ensino superior completo: 2,7% 📚 Ensino superior incompleto: 5,6% 🏫 Ensino médio incompleto: 8,7% Ainda nos três último meses do ano, eram 1,1 milhão de pessoas que buscavam trabalho havia dois anos ou mais no país. O número recuou 19,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando 1,3 milhão estavam nessa situação. Entre os que procuravam emprego havia menos de um mês, o contingente também foi de 1,1 milhão, uma queda de 23,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, quando 1,4 milhão estavam nessa condição. Desigualdades regionais Ainda no quarto trimestre, a taxa de subutilização da força de trabalho foi de 13,4% no país. O maior nível foi registrado no Piauí (27,8%), enquanto o menor apareceu em Santa Catarina (4,4%). O percentual de pessoas que desistiram de procurar trabalho ficou em 2,4%. O Maranhão teve a maior proporção (9,1%), e Santa Catarina, a menor (0,3%). Entre os trabalhadores do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada. Santa Catarina liderou com 86,3%, enquanto o Maranhão apresentou o menor percentual, com 52,5%. A parcela de trabalhadores por conta própria foi de 25,3% no país. O Maranhão teve a maior proporção (34%), e o Distrito Federal, a menor (17%). Já a taxa de informalidade foi de 37,6% da população ocupada. O Maranhão registrou o maior nível (57,3%), e Santa Catarina, o menor (25,7%). Desemprego anual no menor nível em 20 unidades No resultado anual, a taxa de desemprego recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Em 20 estados, o indicador também registrou o menor nível de toda a série. Entre os estados, as maiores taxas anuais de desemprego foram registradas no Piauí (9,3%), na Bahia e em Pernambuco (ambos com 8,7%) e no Amazonas (8,4%). Já os menores índices foram observados em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). 👉 Veja abaixo a média anual em cada estado. Passe o mouse ou clique na unidade da federação para consultar o percentual, e use o zoom para ampliar a visualização: A taxa anual de subutilização do trabalho ficou em 14,5% no Brasil. O Piauí registrou o maior nível, com 31,0%, seguido por Bahia e Alagoas, ambos com 26,8%. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%). Já a taxa anual de informalidade atingiu 38,1% da população ocupada. Os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Os menores níveis apareceram em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%). O percentual anual de pessoas que desistiram de procurar trabalho ficou em 2,6% no país. O Maranhão teve a maior taxa, de 9,5%, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%). Rendimento médio de todos os trabalhos Em relação à renda, em 2025 o rendimento médio anual habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560 no país. ▶️ Maiores rendimentos médios anuais: 🏛️ Distrito Federal: R$ 6.320 🌆 São Paulo: R$ 4.190 🌊 Rio de Janeiro: R$ 4.177 ▶️ Menores rendimentos médios anuais: 🌴 Maranhão: R$ 2.228 🌞 Bahia: R$ 2.284 🏖️ Ceará: R$ 2.394 Já em relação ao quarto trimestre, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.613. O valor cresceu em relação ao trimestre anterior, quando estava em R$ 3.527, e também frente ao mesmo período de 2024, quando era de R$ 3.440. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, as regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) registraram aumento no rendimento, enquanto as demais regiões ficaram estáveis. Em relação ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões tiveram alta. Já a soma de todos os rendimentos do trabalho no país chegou a R$ 367,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. O total também aumentou em relação ao trimestre anterior, quando era de R$ 356,7 bilhões, e ao mesmo período de 2024, quando somava R$ 345,5 bilhões. Santa Catarina tem taxa de desemprego abaixo da média nacional. Foto: Roberto Zacarias/SECOM
20/02/2026 12:00:41 +00:00
Dólar fecha em R$ 5,17 e tem menor patamar em mais de 20 meses após derrubada do tarifaço; Ibovespa bate os 190 mil pontos

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (20) em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, no menor patamar desde maio de 2024. O Ibovespa, por sua vez, tinha uma forte alta na sessão, aos 190 mil pontos, e caminhava para um novo recorde de fechamento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O principal fator que mexeu com os mercados globais nesta sexta-feira (20) foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas de importação impostas pelo presidente americano, Donald Trump. O tribunal decidiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor o aumento das taxas e considerou o tarifaço ilegal. ▶️ Em resposta, Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais, reforçando que "outras saídas são usadas". O republicano, então, recorreu à Seção 122 — dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias — para estabelecer uma nova tarifa global de 10%. ▶️ Outro fator que pressionou o dólar para baixo foi o fraco desempenho da economia americana no 4º trimestre de 2025. Segundo informações do Departamento de Comércio, o PIB dos EUA desacelerou para 1,4% no período — bem abaixo da projeção do mercado, de 3%. No trimestre anterior, a atividade do país tinha avançado 4,4%. ▶️ Na agenda econômica americana, o mercado também monitorou a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que é um dos preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) para acompanhar a inflação do país. O indicador registrou um avanço de 0,4% em dezembro, após um avanço revisado de 0,2% no mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de 2,9%, contra 2,8% em novembro. ▶️ Ainda no cenário internacional, o petróleo continuou no centro das atenções após a recente alta de preços, em meio às tensões entre EUA e Irã. A preocupação é que o conflito se intensifique e afete o Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela relevante do comércio mundial de petróleo. ▶️No Brasil, a agenda é mais enxuta, com destaque para a divulgação da taxa de desemprego do quarto trimestre pela Pnad Contínua. Segundo o IBGE, o desemprego recuou em seis estados no quarto trimestre de 2025. Nas demais unidades da federação, o indicador permaneceu estável. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,02%; Acumulado do mês: -1,37%; Acumulado do ano: -5,70%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +3,95%; Acumulado do ano: +17,01%. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos. Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte. A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo. Resposta de Trump Em resposta, o presidente americano criticou a decisão da Suprema Corte e anunciou uma nova taxa global de 10%. Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. "Outras saídas serão usadas", disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar "ainda mais dinheiro". Para estabelecer a nova tarifa, Trump disse que vai ativar a Seção 122 — dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias. O republicano ainda reiterou que sua gestão também vai recorrer à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais. Além da nova ofensiva comercial, Trump usou a entrevista coletiva para disparar contra os juízes do tribunal e classificar a decisão da Corte como "vergonhosa" e "terrível". "Os juízes que votaram contra as tarifas são uma vergonha para a nossa nação. Nossa Suprema Corte está sendo pressionada por interesses estrangeiros", afirmou o republicano. LEIA MAIS ENTENDA: O que acontece agora? Países reagem à derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA Decisão da Suprema Corte de derrubar tarifas é uma vergonha, diz Trump Agenda econômica PIB dos EUA Segundo a estimativa preliminar divulgada pelo Departamento de Comércio dos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025. A expectativa do mercado era de crescimento de 3%, mas a projeção foi feita antes de dados que mostraram um aumento do déficit comercial em dezembro. No trimestre anterior, a economia havia crescido a um ritmo de 4,4%. O Escritório Orçamentário do Congresso estimou que a paralisação do governo reduziu o crescimento do PIB em até 1,5 ponto percentual no último trimestre, ao limitar serviços públicos, gastos federais e benefícios sociais. Parte dessa perda tende a ser recuperada, mas entre US$ 7 bilhões e US$ 14 bilhões podem não retornar à economia. Antes da divulgação do relatório, o presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que a paralisação teria custado “pelo menos dois pontos do PIB” e defendeu juros mais baixos para estimular a economia. O relatório também apontou um crescimento sem forte geração de empregos e uma economia com desempenho desigual: famílias de renda mais alta continuam em situação confortável, enquanto consumidores de renda mais baixa enfrentam dificuldades com inflação elevada e salários estagnados. Economistas classificam esse cenário como uma “crise de acessibilidade”. PCE dos EUA O núcleo da inflação nos EUA acelerou em dezembro e pode ganhar ainda mais força em janeiro. O indicador de preços PCE, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 0,4% em dezembro, após alta de 0,2% em novembro, segundo o Departamento de Comércio dos EUA. O resultado veio em linha com as projeções de economistas. No acumulado de 12 meses, o índice avançou para 3%, acima dos 2,8% registrados no mês anterior. 🔎 O indicador é uma das principais métricas usadas pelo Fed para acompanhar sua meta de inflação de 2%. A aceleração dos preços reforça a avaliação de que o banco central americano deve adiar o início dos cortes de juros, possivelmente para depois de junho. Já o índice PCE geral, que inclui todos os itens, também subiu 0,4% em dezembro, após 0,2% em novembro. Em 12 meses, a alta foi de 2,9%, ante 2,8% no mês anterior. Brasil Desemprego A taxa de desemprego caiu para 5,1% no quarto trimestre de 2025, abaixo dos 5,6% do trimestre anterior e dos 6,2% registrados um ano antes, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. Na comparação trimestral, o indicador recuou em seis estados (SP, RJ, PE, DF, PB e CE) e ficou estável nos demais. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%), enquanto as menores apareceram em Santa Catarina (2,2%) e Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (2,4%). No resultado anual, o desemprego caiu para 5,6% em 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, com 20 estados atingindo seus menores patamares. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta sexta-feira (20), conforme investidores avaliavam a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump. Dados econômicos também ficavam no radar. Perto das 17h15, o Dow Jones registrava alta de 0,33%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite subiam 0,72% e 0,92%, respectivamente. A decisão da Suprema Corte americana também influenciou os mercados na Europa, que fecharam majoritariamente em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,84%, aos 630,56 pontos. Entre os demais destaques, o CAC-40, da França, subiu 1,39%, enquanto o DAX, da Alemanha, avançou 0,87% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,56%. Já as bolsas da Ásia tiveram um dia misto nesta sexta-feira, influenciadas principalmente pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que deixaram os investidores mais cautelosos. No Japão, Nikkei caiu -1,1%, fechando em 56.825 pontos, Topix também fechou em queda -1,1%, em 3.808 pontos. A queda foi puxada por ações de companhias aéreas e empresas financeiras, além do impacto negativo de problemas no setor de investimentos nos Estados Unidos. Em outros mercados da Ásia: Hong Kong (Hang Seng): caiu 1,10%, aos 26.413 pontos; Coreia do Sul (Kospi): subiu 2,31%, aos 5.808 pontos; Cingapura (Straits Times): alta de 0,15%, aos 5.009 pontos; Austrália (S&P/ASX 200): leve queda de 0,05%, aos 9.081 pontos Os investidores ficaram receosos com possíveis conflitos entre EUA e Irã durante o feriado prolongado no Japão, o que levou muitos a vender ações para garantir lucro antes do fim de semana. Cédulas de dólar Divulgação
20/02/2026 12:00:29 +00:00
Nenhuma unidade estadual dos Correios atingiu meta de entrega de produtos no prazo; Roraima teve pior índice, 65%

Correios admitem ‘ciclo vicioso de prejuízos’ com perda de clientes e de receitas Em meio à crise econômico-financeira vivida pelos Correios nos últimos anos, um levantamento feito pela estatal aponta que nenhuma das unidades estaduais atingiu a meta de entregas dentro do prazo estabelecida para o período até setembro de 2025. Ao todo, a empresa conseguiu alcançar o índice de 90,18%, abaixo da meta de 95,54% que havia sido definida. Os dados fazem parte de documentos obtidos com exclusividade pelo g1, e que vêm sendo publicados ao longo dos últimos dias. "O acompanhamento dos registros no sistema SIAT e das ações direcionadas evidenciam carga represada nas origens e destinos", justificou a estatal. Tesouro aprovou empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução A avaliação leva em consideração o cumprimento dos prazos estabelecidos junto aos clientes finais dos principais serviços postais — Encomenda, Logística e Mensagens. O índice é calculado pela razão entre os objetos entregues no prazo e o total de objetos entregues (dentro e fora do prazo), além dos extraviados e roubados nas Superintendências Estaduais. Entre todas as unidades analisadas, a que teve o pior resultado foi a de Roraima (64,84%), com desempenho 30 pontos percentuais abaixo da meta estimada (94,84%). A Região Norte é responsável por seis dos sete piores índices de entrega no ano. Veja no gráfico abaixo: Mesmo abaixo do esperado, os Correios afirmam que o resultado ainda foi ligeiramente melhor — 0,71 ponto percentual acima — do que o registrado no mesmo período de 2024. "O cenário de backlog ao longo do tempo revela lacunas no processo de tratamento nos principais centralizadores exportadores de carga das Superintendências Estaduais (SE) do Grupo I e II, motivadas pela falta de mão de obra contratada por Execução Indireta de Serviços – EIS e necessidades de ajustes no processo produtivo, somadas as dificuldades iniciadas nas operações", ponderou a empresa. Para contornar a situação e reduzir os atrasos no processo de entrega das encomendas, a estatal informou que adotou as seguintes medidas: Reestruturação do fluxo de caixa, priorizando pagamentos a fornecedores logísticos; Negociação de parcelamentos com fornecedores para retomada dos serviços; Contratação emergencial de operadores logísticos regionais; Implementação de matriz de criticidade, priorizando encomendas urgentes e clientes estratégicos; Otimização da malha de transporte (superfície nacional/regional e aérea), com revisão do guia de transporte e planos de paletização; Contratação de viagens extras nas rotas de Linha de Transporte Nacional e da Rede Postal Noturna. Atrasos no pagamento Ao longo do último ano, a empresa deixou de pagar fornecedores de logística responsáveis pelo transporte de encomendas por aviões ou caminhões pelo país. Em função disso, até julho, as transportadoras estão cobrando na Justiça R$ 104 milhões em faturas atrasadas. Ao todo, eram 58 processos envolvendo 41 empresas. Parte dessas empresas assinou, em março, duas cartas públicas informando que, a partir de 1º de abril, paralisariam a prestação dos serviços de transporte de cargas para os Correios. Mesmo assim, os pagamentos não foram regularizados. E as paralisações ocorreram. Ao longo de 2025, a estatal deixou de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores; com o fundo de pensão, o Postalis; com o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde; e em tributos federais. Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações: INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão; Fornecedores: R$ 732 milhões; Postal Saúde: R$ 545 milhões; Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões Remessa Conforme: R$ 346 milhões; Postalis: R$ 135 milhões. Correios apontam que o programa Remessa Conforme expôs problemas de 'reposicionamento negocial da empresa' Cobrança do Congresso Diante desse cenário, na última semana, o deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES) protocolou quatro requerimentos para que órgãos de controle fiscalizem os Correios. Os pedidos foram encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Os documentos foram recebidos pela Câmara dos Deputados, mas ainda não começaram a tramitar na Casa. Por isso, ainda não têm força de requisição junto aos órgãos citados. Em um dos pedidos, Melo solicita informações sobre a regularidade do modelo de atuação de empresas intermediadoras na comercialização de serviços postais dos Correios. O parlamentar questiona a existência de auditorias, possíveis contratações sem licitação e se há análise do TCU sobre a situação econômico-financeira da estatal.
20/02/2026 10:40:05 +00:00
'Perder uma roça é perder uma vida': o drama dos indígenas do Amapá causado pela vassoura-de-bruxa da mandioca

Doença ameaça cultivo da mandioca no Amapá "Perder a roça é perder uma vida." A fala é do coordenador do Conselho de Caciques do Oiapoque, Edmilson Oliveira. Desde 2020, o município do Amapá sofre com a vassoura-de-bruxa da mandioca, que devasta o sustento de comunidades indígenas. Dez dos dezesseis municípios do estado registram casos da doença. O Amapá está em situação de emergência desde 2024. A vassoura-de-bruxa é causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae. A suspeita é que ele tenha chegado ao Amapá pela fronteira com a Guiana-Francesa. A doença bloqueia a circulação da seiva no caule. Com isso, a planta seca e morre. O agricultor perde a produção. O cacique Gilberto Iaparrá diz que, para sobreviver, alguns produtores passaram a depender do Bolsa Família, programa do governo federal. "Não tinha mais pra onde correr. [...] Era melhor trabalhar e plantar, porque quando tem o rendimento é melhor que o Bolsa Família [...]. A gente acostumava fazer 100 kg, já ganhava R$ 1.400. Hoje não tem", diz o indígena. Leia também: Tomate e pão francês pesaram no custo da cesta básica nas capitais em janeiro, diz Conab Sem tratamento O esforço da Ciência para combater vassoura-de-bruxa da mandioca Ainda não há tratamento eficaz contra a vassoura-de-bruxa da mandioca. Para o agrônomo Stephan Winter, é a doença mais preocupante que ele já acompanhou. Segundo ele, ainda há poucas informações sobre o comportamento do fungo na natureza. Além disso, o fungo se espalha rapidamente, explica a agrônoma Samar Winter. O governo do estado já investiu R$ 8 milhões em ações para conter o avanço da doença, afirma Beatriz Barros, secretária de Desenvolvimento Rural do Amapá. Segundo a secretária, há preocupação de que a doença chegue à região de Pacuí, maior produtora de farinha de mandioca do estado. Saiba também: Ovo de jacaré faz barulho e temperatura define sexo do animal; conheça produção Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei Entenda a regra que pode mudar nomes de alimentos no Brasil
20/02/2026 08:03:36 +00:00
TCU consolida dados sobre força-tarefa que fiscaliza estatais com risco às contas públicas

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) vai consolidar as informações sobre a força-tarefa das estatais nas contas do governo, apurou o g1. As contas devem ser analisadas até junho, pelas regras do regimento da Corte. No fim do ano passado, a Corte de Contas instalou uma força-tarefa para fiscalizar nove estatais federais que apresentam riscos fiscais. Entre elas estão os Correios e a Casa da Moeda. A iniciativa foi motivada por um relatório do Tesouro Nacional que identificou fragilidades financeiras e possíveis riscos às contas públicas em nove das 27 empresas estatais analisadas. Além dos Correios e da Casa da Moeda, o documento cita as Companhias Docas (CDC, CDP, Codeba, CDRJ e Codern), a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Infraero. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os trabalhos estão sendo estruturados em cinco eixos temáticos: gestão e inovação, desempenho financeiro, gestão de pessoal, contratações e tecnologia da informação. O objetivo é ampliar o escopo da fiscalização para além do aspecto finnaceiro, incorporando dimensões de governança, eficiencia operacional e qualidade da gestão. “O objetivo é ampliar o escopo da fiscalização para além do aspecto financeiro, incorporando dimensões de governança, eficiência operacional e qualidade da gestão”, afirmou o presidente do TCU. “Esses são fatores que frequentemente estão na raiz das dificuldades fiscais enfrentadas por essas entidades”, completou. Papai Noel dos Correios - começa no Ceará a edição 2025 da maior ação de solidariedade natalina do país Divulgação
20/02/2026 07:02:27 +00:00
Nova regra da CNH prevê suspensão com 20, 30 ou 40 pontos; entenda os critérios

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Divulgação/Detran-AM Em 2026, houve mudança nas regras para acúmulo de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O limite agora depende da quantidade de infrações gravíssimas cometidas nos últimos 12 meses. No início do sistema de pontuação, o Código Brasileiro de Trânsito permitia acumular até 20 pontos em um ano. Ultrapassar esse limite significava suspensão da CNH. Agora, o teto é de 40 pontos, mas apenas para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 365 dias. A depender das infrações, o limite de suspensão da CNH cai para 20 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja abaixo os novos limites Limite de 40 pontos : vale para o motorista que não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses. Portanto, ele pode acumular pontos por infrações graves, médias e leves até esse teto. Limite de 30 pontos: se o motorista tiver uma infração gravíssima nos últimos 12 meses, o teto cai para 30 pontos. Nesse caso, a regra fica mais rígida e o motorista precisa redobrar a atenção. Limite de 20 pontos: com duas ou mais infrações gravíssimas no período, o total permitido cai para 20 pontos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ⚠️ Há uma exceção para motoristas profissionais, que têm na CNH o registro de atividade remunerada. Nesse caso, o limite para suspensão da carteira é de 40 pontos em 12 meses, independentemente de infrações gravíssimas. Essa regra vale apenas para o acúmulo de pontos e não para infrações que geram suspensão imediata da CNH. É preciso ficar atento ao prazo de validade desses pontos, pois eles só deixam de contar após 12 meses da data da infração. 🔎 Por exemplo: um motorista cometeu infrações leves e médias e tem 27 pontos acumulados na CNH nos últimos 12 meses. Se ele cometer uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos e o teto pode ser ultrapassado. Nesse caso, há risco de suspensão da carteira. Tipos de infrações Além de acumular pontos, as infrações também geram multas. Os valores podem ser multiplicados por agravantes e reajustados pelos órgãos competentes. Veja alguns exemplos: Infrações leves: exemplos incluem parar o carro na calçada, estacionar no acostamento e buzinar em local proibido. Essas infrações somam 3 pontos à CNH e geram multa de R$ 88,38. Infrações médias: incluem circular com velocidade até 20% acima da permitida, transitar com velocidade inferior a 50% da máxima da via e parar sobre a faixa de pedestres. São 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Infrações graves: exemplos incluem estacionar em ciclofaixa, não usar cinto de segurança e ultrapassar em mais de 20% o limite de velocidade. Nesses casos, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23. Infrações gravíssimas: incluem dirigir sob efeito de álcool ou de substância psicoativa, deixar de prestar socorro à vítima de acidente em que o condutor esteja envolvido e estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. A multa é de R$ 293,47 e são 7 pontos na CNH. No caso de dirigir embriagado, a multa pode chegar a quase R$ 3 mil se o teor alcoólico aferido for superior a 0,04 mg/L. Esse tipo de conduta também leva à suspensão imediata da CNH, mas não é a única infração com essa consequência. Infrações autossuspensiva Se o motorista cometer uma infração gravíssima autossuspensiva, a CNH fica suspensa imediatamente, independentemente da quantidade de pontos acumulados. Alguns exemplos são transitar em velocidade 50% acima do limite da via, dirigir ameaçando pedestres, conduzir de forma a intimidar outros veículos, participar de rachas e fazer manobras perigosas. Como recorrer O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. CNH foi suspensa. E agora? Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos. A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação. Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado. Veja também as mudanças na prova prática para tirar a CNH. Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória
20/02/2026 06:01:04 +00:00
Com a ampliação de acordos comerciais, governo elabora medidas de proteção ao setor produtivo

O governo federal prepara um decreto que vai estabelecer regras de proteção à indústria e ao agronegócio no contexto de ampliação dos acordos comerciais assinados pelo Brasil com outros países. O texto está sendo elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e deve ser encaminhado à Casa Civil nas próximas semanas. "Desde 2023, foram concluídos acordos com Singapura, com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e, mais recentemente, com a União Europeia, ampliando em 2,5 vezes a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias", afirmou o MDIC em nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎As chamadas salvaguardas são instrumentos de defesa comercial que protegem a produção nacional. Elas podem ser aplicadas em alguns cenários: quando forem estabelecidas cotas, que deixem de seguir as preferências do acordo; quando forem suspensas, ainda que de forma temporária, reduções do imposto de importação previstas no acordo; ou quando for restabelecido o nível tarifário original, anterior ao acordo. As regras de proteção valerão para os acordos comerciais atuais e os futuros. E, de acordo com o MDIC, dará mais transparência, previsibilidade e segurança jurídica ao setor produtivo. China Em dezembro de 2025, a China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger produtores locais. Governo brasileiro negocia uma solução para as proteções impostas pela China às importações de carne bovina Na ocasião, o país fixou cotas anuais para empresas comprarem o produto de países estrangeiros, incluindo o Brasil. No ano passado, o Brasil destinou 48% do volume total de carne bovina exportado para a China. Maior importador de carne bovina do mundo e segundo maior consumidor, atrás apenas dos EUA, a China começou a investigar os impactos das compras do alimento de países estrangeiros em 2024.
20/02/2026 06:00:29 +00:00
Reforma trabalhista de Milei é aprovada na Câmara com mudanças; texto volta ao Senado

Reforma trabalhista de Milei é analisada pela Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, com mudanças, a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. O texto precisará voltar ao Senado, onde havia sido aprovado na última quinta-feira, pois o governo precisou retirou um trecho que previa redução na indenização em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho. Vista como uma das reformas mais amplas na legislação trabalhista argentina desde a redemocratização, a proposta pretende atualizar regras consideradas rígidas e defasadas, reduzir custos trabalhistas e incentivar a criação de empregos formais, segundo o governo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Críticos dizem que as mudanças podem fragilizar as relações trabalhistas, aumentar a insegurança no emprego e enfraquecer os sindicatos, sobretudo entre trabalhadores menos qualificados. O momento é um dos mais decisivos do governo Milei desde a posse, em dezembro de 2023. A medida faz parte de um pacote de reformas voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao investimento. Entre as mudanças que permanecem, estão a flexibilização das férias e jornadas de trabalho de até 12 horas. A expectativa é aprovar o texto final até 1º de março. (veja abaixo as principais mudanças) Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni Debates acalorados A sessão começou às 14h (horário local), após solicitação enviada ao presidente da Casa, Martín Menem. A sessão foi marcada por confusão e troca de provocações no plenário. O chefe do bloco União pela Pátria, Germán Martínez, criticou a condução dos trabalhos e chegou a provocar o presidente da Casa com a frase “Cresça, Sr. Presidente”, além de afirmar que os parlamentares “vão se arrepender” da decisão. Mais para o fim da noite, por volta das 21h30, a deputada Marcela Mango, do partido União pela Pátria, solicitou uma questão de ordem, que foi negada, para que o projeto de reforma trabalhista retornasse à comissão. Em contra ataque, a Silvana Myriam Giudici pediu uma questão de ordem para que a proposta fosse votada em meia hora. A moção foi aceita, mas depois a deputada retirou o pedido. Manifestantes participam de um protesto em frente ao Congresso Nacional da Argentina no dia em que legisladores discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Mile REUTERS/Agustin Marcarian A reforma foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), com 42 votos favoráveis e 30 contrários, após uma sessão marcada pela polarização. No dia anterior (11), milhares de manifestantes se reuniram nos arredores do Congresso, em Buenos Aires, para protestar contra a proposta. Os atos terminaram em confrontos com a polícia, e cerca de 30 pessoas foram detidas, segundo a agência de notícias France Presse. Nesta quinta-feira, o Ministério da Segurança anunciou medidas extraordinárias para a imprensa e alertou para possíveis situações de risco. A pasta recomendou que jornalistas evitem permanecer entre possíveis focos de confronto e as forças de segurança e informou que será criada uma “zona exclusiva” para a cobertura em ruas laterais à praça em frente ao Parlamento. Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; Milei promete repressão Principais mudanças previstas Entre as mudanças estão a flexibilização das férias — que poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do intervalo tradicional — e a possibilidade de ampliar a jornada diária de oito para até 12 horas, desde que respeitado o descanso mínimo. O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados. Abaixo, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos formalmente como autônomos, com regras próprias e um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais estabelecidas durante a pandemia. Além do quesito mais polêmico de redução de salários, o governo também retirou o artigo que permitia pagar salários em moeda estrangeira ou por carteiras digitais — como as do Mercado Pago — por não oferecerem as mesmas garantias dos bancos tradicionais, supervisionados pelo Banco Central. O mercado de trabalho argentino Dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, indicam que a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados — uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões, o equivalente a 51,4% da população total. Entre os trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% tinham emprego formal com contribuição previdenciária. Somando os autônomos, a informalidade alcança cerca de 43% do mercado. O setor de serviços reúne aproximadamente 70% dos postos de trabalho, seguido por indústria e construção (22%) e agropecuária (8%). Além disso, mais de um quarto dos ocupados trabalha mais de 45 horas por semana, indicando jornadas prolongadas. Protestos contra o governo na Argentina
20/02/2026 03:31:29 +00:00
Ipsos: Brasileiros têm segurança nas finanças hoje, mas mantêm pé atrás em relação aos próximos meses

Cédulas de dinheiro no bolso Arquivo/Agência Brasil O brasileiro começou 2026 sentindo uma melhora no bolso hoje, mas pisando no freio em relação aos próximos meses. É o que revela pesquisa Ipsos divulgada nesta quinta-feira (19) com Índice de Confiança do Consumidor, que mediu como a população de 30 países percebe o momento econômico atual e as expectativas para o futuro. De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Consumidor atingiu o maior patamar dos últimos 18 meses, com 55,1 pontos em janeiro de 2026 (1,9 ponto a mais que o mês anterior e 3,9 pontos em relação a janeiro de 2025). 🌡️A pesquisa usa "termômetros" para medir a confiança na economia. A melhora entre os brasileiros é puxada principalmente pelos indicadores do presente (que avalia a percepção sobre as finanças pessoais e o emprego hoje), do bolso (que mede a coragem de gastar) e da estabilidade (confiança na segurança do emprego). Os três índices tiveram alta em relação ao período anterior. ⏲️Por outro lado, o "barômetro do futuro", que mede projeções para os próximos seis meses, foi o único indicador a registrar queda. Em janeiro de 2026, o Índice de Expectativas marcou 64,1 pontos (1,8 ponto a menos que no mês anterior e 0,2 ponto abaixo do registrado em janeiro de 2025). Pesquisa Ipsos mostra aumento no Índice de Confiança do Consumidor Kayan Albertin - Arte/g1 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O resultado revela um comportamento que especialistas descrevem como um “carpe diem” econômico: aproveitar o momento, sem apostar muito no amanhã. Segundo Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos, o momento reflete uma sensação de oportunidade. "O brasileiro se sente mais seguro no emprego hoje e crê que sobrou um pouco mais de dinheiro no bolso agora. Por isso, a 'coragem de gastar' aumentou. É como se o consumidor dissesse: 'vou aproveitar para realizar meus planos agora, porque não sei como estará o cenário daqui a seis meses'", aponta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A pesquisa mostra ainda que a geração Z (nascidos entre 1996 e 2010) é a mais disposta a gastar. Já entre os brasileiros de até 35 anos, 61% estão otimistas quanto à possibilidade de economizar e investir no futuro. Entre os maiores de 50 anos, o percentual cai para 47,1%, o menor índice entre as faixas etárias. Embora menos otimista, a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) registrou avanço na percepção de que a situação econômica é boa: alta de 14 pontos em relação ao ano anterior. O levantamento também indica que, em janeiro de 2026, cerca de 55% dos brasileiros se sentiam mais seguros no emprego na comparação com os seis meses anteriores, enquanto 45% relataram queda na confiança. Entre a geração Z, 62% disseram estar mais confiantes. Quando o assunto é o emprego nos próximos seis meses, 73% afirmam não acreditar que perderão o trabalho por causa das condições econômicas, enquanto 27% veem essa possibilidade. Veja os resultados da pesquisa: Indicadores avaliados pela pesquisa Ipsos Kayan Albertin - Arte/g1 🔎A pesquisa Índice de Confiança do Consumidor é realizada mensalmente pela Ipsos em 30 países e mede como a população percebe o momento econômico atual e as expectativas para o futuro, além de investigar a situação financeira individual, a disposição para poupar e a segurança para realizar compras ou investimentos de maior valor. As informações de janeiro foram coletadas entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026.
20/02/2026 03:00:57 +00:00
CNU 2025: listas de classificação e espera são divulgadas; veja como acessar

CNU 2025: tudo sobre o concurso As listas de classificação para vagas imediatas e as listas de espera da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foram divulgados nesta sexta-feira (20). ➡️ VEJA AS LISTAS DE CLASSIFICAÇÃO Além disso, também será publicado o edital da primeira convocação para confirmação de interesse — etapa obrigatória para garantir a continuidade no processo. A publicação ocorre primeiro no Diário Oficial da União (DOU). Em seguida, as listas ficam disponíveis no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela execução do concurso. É a partir desse resultado que cada participante descobre se está dentro do número de vagas ofertadas nesta etapa ou se permanece no cadastro de reserva, aguardando possíveis chamadas futuras. 🚨Na manhã desta sexta-feira, no entanto, os resultados ainda não estavam disponíveis no site da FGV. A fundação informou que a plataforma está fora do ar desde as 7h30, em razão de problemas técnicos. Segundo a entidade, a equipe de tecnologia da informação atua para restabelecer o serviço, mas não há previsão de normalização. De acordo com a instituição, até o momento não há indícios de comprometimento de dados ou sistemas. Por medida preventiva, o acesso a alguns serviços por meio de URL foi temporariamente interrompido e passa por processo de normalização. A FGV afirmou ainda que segue monitorando o ambiente e adotando os protocolos de segurança da informação. O g1 também procurou o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para comentar as dificuldades de acesso ao sistema e informar se há previsão de normalização. Em nota, a pasta afirmou que, sobre as instabilidades no site da Fundação Getulio Vargas (FGV) relatadas por candidatos, a orientação é que os usuários entrem em contato diretamente com a banca organizadora. O ministério reiterou ainda que o resultado do Concurso Público Nacional Unificado 2 está previsto para ser divulgado no site da FGV a partir das 16h desta sexta-feira, conforme estabelecido em edital e já informado em comunicado oficial do MGI. ➡️ A confirmação de interesse é um passo decisivo. Todas as pessoas aprovadas nas vagas imediatas — incluindo cargos que exigem curso de formação e as 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo — devem se manifestar até as 23h59 de segunda (23), exclusivamente pela área do candidato no site da FGV. ⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente do cargo e daqueles abaixo dele, mas continua na disputa pelos cargos de maior preferência. Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação. Os candidatos também poderão consultar, a partir das 16h, o resultado individual no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A plataforma disponibiliza o desempenho consolidado em todos os cargos para os quais o candidato se inscreveu, com notas finais, classificações e a situação em cada um deles. Já no Diário Oficial da União (DOU), os resultados são divulgados por meio de listas gerais, organizadas por bloco temático e por cargo ou especialidade. As publicações não apresentam o nome dos candidatos, apenas o número de inscrição. Para cada cargo ou especialidade, constam o número de inscrição, a nota final ponderada, a ordem de classificação na ampla concorrência, além das classificações nas modalidades de reserva de vagas, quando aplicável — como para pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas. Também é informada a situação do candidato, que pode ser aprovado em vaga imediata, aprovado em vaga imediata por conversão, aprovado em cadastro de reserva (no caso do cargo de Analista Técnico Administrativo) ou aprovado em lista de espera. As vagas imediatas incluem aquelas que exigem curso de formação, restritas aos cargos da Ancine e da ANP, além das 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo, consideradas cadastro de reserva. Todos os candidatos aprovados em vagas imediatas deverão confirmar interesse para prosseguir no processo. A etapa desta sexta-feira ocorre dois dias após a divulgação dos resultados individuais definitivos. Na quarta-feira (18), os candidatos tiveram acesso ao resultado final da prova discursiva após a análise de recursos, à avaliação de títulos, aos procedimentos de cotas e às respostas aos pedidos de revisão. O calendário foi reforçado previamente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que orientou atenção especial ao período entre 20 e 23 de fevereiro. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. 📆 Confira o cronograma oficial 20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesse Até 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada 27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocação De 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada 6 de março – Divulgação da 3ª convocação De 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada 16 de março – Divulgação da classificação final Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação
20/02/2026 03:00:55 +00:00
O tarifaço de Trump vai cair? Como a decisão da Suprema Corte pode afetar o dólar e o mercado global

Suprema Corte dos Estados Unidos. AP Photo/J. Scott Applewhite, File A Suprema Corte dos Estados Unidos deve se manifestar nesta sexta-feira (20) sobre a legalidade do chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países. O julgamento vai decidir se Trump podia impor tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso. A decisão é vista por analistas como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e também a economia brasileira. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pela Constituição dos EUA, cabe ao Congresso criar impostos e tarifas. Trump, no entanto, sustenta que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. Embora a lei já tenha sido usada para embasar sanções e restrições comerciais, nunca havia servido de base para tarifas de alcance tão amplo. Esse é justamente o ponto questionado por empresas e governos estaduais americanos. Até agora, três instâncias inferiores da Justiça rejeitaram os argumentos da defesa do governo dos EUA. A palavra final ficará com a Suprema Corte. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que acontece se Trump ganhar? Se a Corte decidir a favor de Trump, as tarifas impostas desde abril de 2025 — que variam de 10% a 50% — continuam em vigor e passam a ser consideradas legais. Na avaliação de Jackson Campos, especialista em comércio exterior, uma decisão favorável consolida as tarifas como instrumento legítimo de política econômica. “Isso reforça o uso de medidas unilaterais e aumenta o risco de novos aumentos tarifários, mantendo o ambiente comercial instável”, afirma. Do ponto de vista financeiro, o cenário tende a fortalecer o dólar. “Tarifas geram inflação, que exige juros altos, que fortalecem o dólar”, explica Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio. Tarifas mais altas também tornam os produtos importados mais caros, o que aumenta os preços dentro do país e faz a inflação subir. Para controlar isso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) costuma manter os juros altos por mais tempo. ▶️ Juros altos tornam os investimentos nos EUA mais atraentes, atraindo capital estrangeiro e aumentando a demanda por dólares e dando mais força à moeda americana. “Isso transforma os EUA em um verdadeiro ‘aspirador de capital’, atraindo investimentos globais para a renda fixa americana”, diz Brotto. Os preços ao consumidor nos EUA subiram 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, acima da meta de 2%. Esse cenário aumenta a expectativa de que o Fed mantenha os juros altos por mais tempo. Na última reunião, nos dias 27 e 28 de janeiro, a decisão foi de interromper o ciclo de quedas e manter os juros inalterados, contrariando mais uma vez a pressão de Trump para reduzir as taxas. O que acontece se Trump perder? Se a Suprema Corte considerar as tarifas ilegais, a cobrança tende a ser suspensa, mas isso não significa devolução automática do dinheiro já arrecadado, segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior. “Parte das tarifas já recolhidas pode ser reembolsada, mas isso depende de ações administrativas e judiciais individuais das empresas”, afirma. 🔎 Ou seja, companhias que pagaram as tarifas terão de entrar com pedidos específicos para tentar recuperar os valores. Trump já alertou para o impacto financeiro de uma eventual derrota. Em postagem na rede Truth Social na segunda-feira, ele afirmou que uma decisão contrária poderia obrigar os EUA a devolver centenas de bilhões de dólares e gerar um cenário de “completo caos”. Para o mercado financeiro, a derrota de Trump tende a enfraquecer o dólar. “Sem a pressão inflacionária das tarifas, o Fed ganha espaço para cortar juros, o que torna o dólar menos atrativo”, diz Campos. Nesse cenário, os investidores ficam mais dispostos a correr riscos e aplicar recursos em mercados emergentes, incluindo o Brasil. Na prática, isso significa: O dólar perde força no mercado internacional; Aumenta a entrada de capital em países emergentes; O real tende a se valorizar frente ao dólar; As expectativas de juros no Brasil podem cair. As tarifas acabam de vez? Mesmo em caso de derrota, o governo Trump já sinalizou que pode buscar outras bases legais para impor tarifas, como regras de segurança nacional ou alegar práticas comerciais desleais. Isso significa que o julgamento não elimina totalmente a incerteza, mas reduz o poder do presidente de agir de forma repentina e unilateral. “O principal efeito no curto prazo não é financeiro, mas a redução da insegurança jurídica”, avalia Campos. Independentemente do desfecho, a decisão deve afetar pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 483 bilhões) em tributos de importação já recolhidos. Isso é o equivalente a aproximadamente metade da receita tarifária arrecadada pelos EUA em 2025 até setembro, segundo analistas do banco Wells Fargo. "Para a economia dos EUA, a derrubada das tarifas tende a reduzir custos de importação, aliviar pressões inflacionárias e melhorar a competitividade da indústria. Por outro lado, há perda de arrecadação e impacto político interno", afirma Jackson Campos. No Brasil, os efeitos para o Brasil variam conforme o desfecho do julgamento, de acordo com o especialista. Se Trump vencer, exportadores brasileiros tendem a continuar enfrentando custos elevados, perda de competitividade, e um ambiente comercial marcado por instabilidade e mudanças frequentes nas regras. Já em caso de derrota do presidente americano, abre-se espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio. Atualmente, as exportações do Brasil para os EUA se distribuem, de forma geral, em dois grupos: produtos que entram no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%. Em 2025, Donald Trump aplicou tarifas sobre produtos brasileiros em três momentos-chave: Começou com 10% em abril, de taxa ampla para todos os produtos; A tarifa subiu para até 50% em julho, com entrada em vigor em agosto e uma lista de 700 itens excluídos do tarifaço; Em novembro, a tarifa de 10% foi retirada, mantendo apenas a taxa maior sobre determinados produtos e foram retiradas as tarifas de 40% para uma nova lista de produtos, incluindo café, carnes e frutas.
20/02/2026 03:00:31 +00:00
Suprema Corte dos EUA pode decidir nesta sexta sobre legalidade do tarifaço de Trump

Trump anuncia tarifas recíprocas REUTERS/Carlos Barria A Suprema Corte dos Estados Unidos pode anunciar nesta sexta-feira (20) sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil. A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência. (leia mais abaixo) Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil. O processo judicial se arrasta desde o meio de 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, a Suprema Corte pode estabelecer parâmetros para outros casos relevantes, definindo o alcance da autoridade de Trump. O republicano tem testado os poderes do poder Executivo ao adotar políticas de forma unilateral e interferir na dinâmica do comércio global. A briga judicial A Suprema Corte dos EUA decidiu em setembro passado analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump, após o governo recorrer da decisão de um tribunal de apelações, que concluiu que a maioria das tarifas não tem respaldo legal. As ações contra as taxas foram apresentadas por empresas impactadas pelo tarifaço e por 12 estados americanos, a maioria administrada por democratas. Além dos limites do poder de decisão de Trump, estão em jogo trilhões de dólares em tarifas alfandegárias ao longo da próxima década. O presidente americano já defendeu que as cobranças são um "remédio" necessário para a economia americana. Em 5 de novembro, durante as sustentações orais do caso, os juízes da Suprema Corte levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump. O debate durou mais de 2h30. O principal ponto das discussões foi avaliar se o presidente havia ultrapassado a competência do Congresso americano ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, originalmente prevista para ser aplicada em situações de emergência nacional. Segundo a agência Reuters, alguns juízes conservadores afirmaram que a Corte estava debatendo o poder "inerente" dos presidentes ao lidar com outros países — na prática, isso indica uma possível divisão sobre o resultado do caso. O tribunal possui maioria conservadora de 6 a 3. Críticas de Trump Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegais a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, o tarifaço permaneceu em vigor. O republicano afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter a taxação. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. Na prática, Trump fez das tarifas um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores aos EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros. Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou O que acontece se as tarifas forem suspensas? Se a Suprema Corte declarar as tarifas ilegais, a estratégia comercial de Trump pode ser completamente alterada, incluindo o tarifaço anunciado em abril de 2025. Além de derrubar as taxas, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões de dólares arrecadados com as tarifas, que funcionam como impostos sobre importações. Segundo apuração da BBC, poucas empresas, no entanto, esperam uma vitória na Suprema Corte. "Esperamos que isso seja considerado ilegal, mas também estamos nos preparando para o caso de se elas se consolidarem", disse Bill Harris, cofundador da Cooperative Coffees, cooperativa sediada na Geórgia (EUA), à BBC. A empresa, que importa café de mais de uma dezena de países, pagou cerca de US$ 1,3 milhão (R$ 7,4 milhões) em tarifas entre abril e novembro do ano passado. Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. Enquanto as discussões sobre o tarifaço perderam espaço no noticiário diante da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por agentes americanos — e de outros fatores geopolíticos —, os rumos da política tarifária voltaram ao radar à espera da decisão da Suprema Corte dos EUA.
20/02/2026 03:00:11 +00:00
Ações da Azul despencam 36% com oferta bilionária para reestruturação

Companhia aérea azul voos Araxá e Patos de Minas Azul/Divulgação As ações da Azul despencaram 36,27% nesta quinta-feira (19), após a companhia aérea anunciar uma captação de R$ 4,98 bilhões por meio de uma nova oferta de papéis. A medida ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da empresa nos Estados Unidos. Após o tombo, as ações encerraram o dia a R$ 162,50. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🔎 Diferentemente do que costuma ocorrer em quedas acentuadas na bolsa, o movimento não reflete uma crise operacional ou escândalo envolvendo a companhia. A desvalorização está ligada ao plano de reestruturação: parte das dívidas está sendo convertida em ações, o que reduz juros, mas dilui a participação dos atuais acionistas e pressiona os preços dos papéis. As ações emitidas passam a ser negociadas na bolsa na próxima segunda-feira (23), conforme fato relevante divulgado pela companhia. A oferta envolve 45,48 trilhões de papéis ordinários, ao preço de R$ 0,0001096566 cada. A emissão levou o capital social da Azul a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Recuperação judicial A Justiça americana aprovou o plano de reorganização da Azul em dezembro do ano passado, marcando a conclusão de mais uma etapa do processo de recuperação judicial da companhia. “Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação”, disse a empresa em comunicado divulgado em 12 dezembro. A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, também conhecido como “Chapter 11”, em maio do ano passado. O mecanismo é semelhante ao processo de recuperação judicial adotado no Brasil. O processo de reestruturação previsto no Chapter 11 estabelece os termos para a reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia. Segundo a empresa, a entrada no mecanismo de proteção ocorreu após a Azul enfrentar “efeitos profundos da pandemia de Covid‑19, combinados a pressões macroeconômicas e setoriais" que elevaram significativamente seu endividamento. “Em meio à instabilidade econômica e política no Brasil, a companhia adotou diversas medidas de reestruturação e captação de recursos entre 2020 e 2025, culminando no protocolo do Chapter 11 em maio de 2025”, disse a empresa.
20/02/2026 00:54:57 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.974: prêmio acumula e vai a R$ 105 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2974 O sorteio do concurso 2.974 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (19), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 105 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 10 - 12 - 19 - 37 - 40 5 acertos - 108 apostas ganhadoras: R$ 27.143,02 4 acertos - 7.587 apostas ganhadoras: R$ 636,88 O próximo sorteio da Mega será no sábado (21). Mega-Sena, concurso 2.974 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
20/02/2026 00:02:56 +00:00
Policiais e manifestantes entram em confronto na Argentina enquanto Congresso discute reforma trabalhista

Manifestantes empurram uma cerca enquanto um canhão de água tenta dispersá-los durante um protesto em frente ao prédio do Congresso em Buenos Aires, durante discussões da reforma trabalhista no país TOMAS CUESTA / AFP Policiais e manifestantes entraram em confronto em Buenos Aires nesta quinta-feira (19) em frente ao Congresso da Argentina em meio à discussão de um projeto de reforma trabalhista no país. A Câmara dos Deputados da Argentina começou a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Milei viaja aos EUA e oferece tropas ao Conselho da Paz de Trump em meio a greve geral Segundo a imprensa local, os policiais contiveram os manifestantes com gás lacrimogêneo e canhões d'água depois que eles tentaram furar os bloqueios que isolavam o prédio do Congresso, na região central da capital. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), realizou uma greve geral que afetou o transporte público no país. As ruas de Buenos Aires amanheceram vazias, e nem todos os comércios abriram. Diversos voos foram afetados, inclusive no Brasil. Entenda o motivo da greve geral na Argentina Drone mostra o entorno da estação de trem Retiro, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei Agustin Marcarian/Reuters Estação de trem Constitución, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei Alessia Maccioni/Reuters O governo Milei havia determinado que a imprensa seguisse "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. Greve geral na Argentina: quais os direitos dos passageiros em caso de voo cancelado ou atrasado "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos. Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes Reforma trabalhista O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%.
19/02/2026 22:04:21 +00:00
Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin

Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik Os vinhos brasileiros devem receber proteções contra a concorrência no acordo entre o Mercosul e a União Europeia por meio de salvaguardas, afirmou o presidente em exercício e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (19). "No próprio acordo Mercosul-UE, tem um capítulo voltado a salvaguardas. E o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada", disse Alckmin durante a Festa do Vinho, que ocorre no Rio Grande do Sul. 🔎As salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no acordo. "Qualquer problema, você pode suspender aquele item. Se tiver um aumento grande de imposto de exportação, a salvaguarda você pode imediatamente acioná-la", explicou o vice-presidente. Acordo UE-Mercosul pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil O g1 apurou que o texto está sendo elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Itamaraty e a minuta deve seguir nos próximos dias para análise da Casa Civil. Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil A União Europeia já aprovou a regulamentação de salvaguardas para a comercialização no bloco em dezembro. No caso da Europa, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de 3 anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios. Na proposta original da comissão, divulgada em outubro, esse limite era maior, de 10%. Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis. Como vai ficar a venda de vinho europeu no Brasil? O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode baratear o preço dos vinhos europeus e ampliar a variedade de rótulos disponíveis no Brasil no longo prazo, avaliam especialistas. Diferentemente do Brasil, onde a produção de vinho é pequena, a Europa concentra os maiores produtores globais, como Itália, França, Espanha, respectivamente, segundo a International Organisation of Vine and Wine (OIV). É por isso que, no continente, é possível encontrar "vinhos muito bons por dois, três, quatro euros", diz Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV. No entanto, o que desestimula a compra pelo Brasil atualmente é justamente a alta taxa de importação. "Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele", diz Kanter. Ele afirma, no entanto, que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as suas compras e a apostar em vinhos europeus de menor preço. "Eu acredito que o consumidor brasileiro vai ser beneficiado. Ele vai passar a ter acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média, a preços extremamente competitivos, muito mais do que você encontra hoje no mercado", ressalta. O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, concorda com a avaliação de Kanter e aposta que o brasileiro "vai tomar vinho mais barato", principalmente pelo aumento da concorrência entre mais países pelo mercado nacional. Os dois especialistas destacam que essa diminuição de preço não será imediata e deve acontecer gradualmente, após o acordo entrar em vigor. O economista Marcos Troyjo, que liderou as negociações do acordo entre 2019 e 2020, afirma que, como a tarifa levará anos para ser zerada, os produtores de vinho do Brasil — hoje concentrados no Rio Grande do Sul — terão tempo para se adaptar. Saiba mais: Acordo UE-Mercosul: o que está em jogo para o agro brasileiro O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul
19/02/2026 21:51:51 +00:00
Milei canta 'Burning love' e ri com Orban e Infantino nos EUA, em meio a greve geral na Argentina; VÍDEO

Milei canta 'Burning Love' e ri com Orban e Infantino nos EUA em meio a greve na Argentina Em um dia de tensão e greve geral na Argentina, o presidente Javier Milei apareceu em um vídeo que mostra clima descontraído, cantando a música "Burning love", hit de Elvis Presley, aos risos com Viktor Orbán, premiê húngaro, e Gianni Infantino, presidente da Fifa. A cena ocorreu nos Estados Unidos, onde Milei participa da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, nesta quinta-feira (19), em meio a protestos contra o projeto de reforma trabalhista na Argentina. A música estava tocando no sistema de som do evento organizado por Trump. Milei, que estava ao lado de Orban, pegou o microfone para imitar Elvis abraçado ao premiê húngaro, com gestos de aprovação de Infantino. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Alvo de protestos no próprio país devido à proposta de reforma trabalhista que tenta aprovar no Congresso, Milei foi um dos líderes que se reuniu com o presidente dos EUA em Washington e foi elogiado por ele em seu discurso. De acordo com a agência de notícias AFP, Milei ofereceu tropas argentinas para irem à Faixa de Gaza, ajudar no processo de paz, caso necessário. Milei canta 'Burning Love' e ri com Orban e Infantino nos EUA em meio a greve geral na Argentina Reprodução / Redes Sociais Greve geral na Argentina A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos). A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), convocou a paralisação e, nesta quinta, um de seus líderes, Jorge Sola, comemorou o que classificou como um nível de participação "muito significativo". A greve tem "níveis de participação nunca antes vistos sob este governo. Haverá muitos que discordarão, mas o apoio é impressionante, muito significativo", disse o líder sindical à Rádio con Vos. Parlamentares argentinos debatem reforma trabalhista em meio a protestos, em Buenos Aires Agustin Marcarian/Reuters Em resposta à paralisação, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação. Diante de atos de violência, nossas forças agirão, disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado. Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.
19/02/2026 21:23:35 +00:00
Reforma tributária: estudos apontam que carga sobre vinhos e espumantes deve cair para 33%, diz Alckmin

O presidente em exercício e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (19) que estudos apontam que a carga tributária sobre vinhos e espumantes deve ficar em torno de 33% com a reforma tributária. O percentual seria inferior ao atual, de cerca de 40,5%. No começo de janeiro, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que a pasta poderia enviar o projeto de lei do imposto seletivo ao Congresso na volta do recesso legislativo, mas isso ainda não aconteceu. 🔎O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária. O tributo é aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma tributação maior do que a alíquota padrão. Segundo Alckmin, o governo acompanhará de perto a regulamentação do imposto seletivo sobre o setor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Feira da Uva Alckmin fez a fala durante a Festa do Vinho, que ocorre no Rio Grande do Sul. Antes do evento, ele conversou com o setor de produção de uvas e vinhos, que apresentou dúvidas também em relação ao acordo Mercosul União Europeia. Sobre isso, o presidente em exercício disse que a desgravação tarifária para os vinhos se dará em oito anos, enquanto que para os espumantes, em 12 anos. Presidente em exercício Geraldo Alckmin participa de Feira da Uva em Caxias do Sul (RS) Cadu Gomes/VPR Ele afirmou, ainda, que Lula vai regulamentar as salvaguardas por decreto. "No próprio acordo Mercosul-União Europeia, tem um capítulo voltado a salvaguardas. E o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada", disse Alckmin. 🔎As salvaguardas definem em que situações o Brasil poderá suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no acordo. "Qualquer problema, você pode suspender aquele item. Se tiver um aumento grande de imposto de exportação, a salvaguarda você pode imediatamente acioná-la", explicou o vice-presidente.  O g1 apurou que o texto está sendo elaborado pelo MDIC e Itamaraty e a minuta deve seguir nos próximos dias para análise da Casa Civil.
19/02/2026 21:21:47 +00:00
Greve geral na Argentina paralisa fábricas da Stellantis, VW, Ford, Toyota e Mercedes

Entenda o motivo da greve geral na Argentina Uma greve geral paralisou nesta quinta-feira (19) diversas fábricas de automóveis na Argentina. O movimento é uma resposta à reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, que prevê aumento da jornada de trabalho e regras mais duras para férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas. O país é um importante fornecedor do mercado automotivo brasileiro. Em 2025, o Brasil importou cerca de 200 mil veículos do país vizinho, o equivalente a aproximadamente 40% do total importado no ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre as montadoras impactadas estão as plantas argentinas da Ford, Volkswagen, Toyota, Stellantis e Mercedes-Benz. Ainda não há previsão de efeitos sobre o abastecimento em razão da paralisação. Toyota Hiace sendo montado em Zárate, Argentina Divulgação A Ford produz em Pacheco a Ranger, que no ano passado vendeu mais de 34 mil unidades no Brasil. Ali perto, a Volkswagen monta a Amarok e, em Córdoba, a empresa alemã produz veículos pesados e transmissões que equipam alguns modelos do grupo. Em Zárate, cidade a 90 km de Buenos Aires, a Toyota monta a Hilux e a SW4. A dupla faz sucesso no Brasil e, juntas, acumularam mais de 66 mil unidades vendidas em 2025. Na mesma fábrica, a Toyota também monta a Hiace, van lançada no Brasil no ano passado. A Mercedes monta, em Virrey del Pino, na região de Buenos Aires, a van comercial Sprinter. A Stellantis interrompeu a produção dos Fiat Cronos e Titano e da picape RAM Dakota em Córdoba por causa da greve. A fábrica de Palomar, que produz os Peugeot 208, 2008 e Partner, além do Citroën Berlingo, já tinha programado uma pausa para atualização da linha de montagem. Segundo a empresa, nessa fábrica a produção será retomada integralmente em 2 de março. A fábrica da Renault em Santa Isabel também parou, mas a pausa técnica já estava agendada. Fiat Titano saindo da linha de produção em Córdoba, Argentina Divulgação O que dizem as marcas Segundo a Volkswagen, a fábrica ficará paralisada apenas nesta quinta-feira. A empresa informou que a produção deve ser retomada nesta sexta-feira e que a paralisação não deverá causar atrasos nas entregas ao cliente final. A VW afirma que não haverá impacto no estoque de veículos no Brasil. A Stellantis Argentina diz que a greve geral é um fato que excede o âmbito da companhia e que a paralisação se encerra hoje. A Ford confirma que a produção está parada, mas a previsão é que a produção retorne normalmente amanhã. A marca diz que há plena disponibilidade da Ranger nos estoques da rede e não há impactos previstos para o cliente final. Toyota e Mercedes foram consultadas pelo g1 e ainda não se manifestaram. Saiba mais sobre a reforma trabalhista da Argentina. Reforma trabalhista de Milei começa a ser votada pela Câmara; veja o que está em jogo
19/02/2026 20:00:29 +00:00
O acordo bilionário da Bayer para indenizar usuários do glifosato

Imagem do glifosato sendo vendido sob o nome comercial Roundup. AFP A incerteza sobre um acordo bilionário para encerrar processos envolvendo o agrotóxico Roundup, à base de glifosato, pressionou as ações da Bayer na quarta-feira (18). Os papéis chegaram a cair 12%, apagando os ganhos do dia anterior. Na noite de terça-feira (17), a empresa alemã comunicou que sua subsidiária Monsanto havia chegado a um acordo de até 7,25 bilhões de dólares (R$ 37,91 bilhões) nos EUA para encerrar dezenas de milhares de processos judiciais, atuais e futuros, que alegam que o herbicida causa câncer. A medida representa um passo importante para a empresa alemã, que passou anos lidando com os riscos legais relacionados ao Roundup, adquirido como parte da compra da agroquímica Monsanto por 63 bilhões de dólares em 2018. "A incerteza causada por litígios tem atormentado a empresa por anos, e esse acordo oferece à empresa um caminho para a resolução do problema", disse o CEO da Bayer, Bill Anderson. O Roundup está entre os herbicidas mais utilizados nos Estados Unidos. Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bateu novo recorde no Brasil em 2025 Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil Passo na direção certa Analistas do banco JPMorgan disseram que o acordo foi um passo na direção certa, mas observaram que a Bayer não divulgou quantos demandantes precisam aderir para que ele prossiga. Também não estava claro se eles estavam dispostos a aceitá-lo. "Ainda existem considerações a serem feitas, como a necessidade de aprovação judicial e a possibilidade de uma alta taxa de desistências", disseram. Os analistas afirmam que muito ainda depende de uma decisão pendente da Suprema Corte dos EUA sobre o mérito geral dos processos. A Suprema Corte se prepara para ouvir, em abril, os argumentos da Bayer sobre a alegação de que a aprovação do Roundup pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) sem um alerta sobre o risco de câncer deveria invalidar as ações judiciais movidas em tribunais estaduais. Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil A Bayer argumenta que os consumidores não deveriam poder processá-la sob lei estadual por não alertar que o Roundup aumenta o risco de câncer, visto que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) não encontrou tal risco e não exige tal advertência. A Bayer argumentou que a lei federal não permite que ela adicione qualquer advertência ao produto além da já aprovada pela EPA. Um porta-voz da Bayer destacou um parecer jurídico do procurador-geral dos EUA em dezembro, que mostrou que o governo do presidente Donald Trump concorda com a interpretação da lei feita pela Bayer. Esse caso não seria afetado pelo acordo apresentado nesta terça-feira, mas o acordo eliminaria parte dos riscos da decisão da Suprema Corte. Os pacientes teriam a garantia de receber a indenização mesmo que a Suprema Corte decida a favor da Bayer, e a Bayer estaria protegida de custos potencialmente maiores caso a Suprema Corte decida contra ela. O acordo apresentado pela Bayer A empresa enfrenta ações judiciais relacionadas ao Roundup em tribunais estaduais e federais dos EUA. Os autores das ações alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin e outros tipos de câncer após o uso do herbicida, em casa ou no trabalho. A Bayer contesta a alegação de que o principal ingrediente do Roundup, o glifosato, cause linfoma não Hodgkin. O acordo não exige que a Bayer admita culpa ou irregularidades. A empresa alemã afirmou que a proposta de acordo nacional, apresentada nesta terça-feira num tribunal estadual em St. Louis, no Missouri, estabeleceria um programa de indenização financiado por pagamentos anuais para um fundo especial por até 21 anos, totalizando até 7,25 bilhões de dólares. O valor pago aos indivíduos variaria dependendo de como eles usaram o Roundup, da idade em que foram diagnosticados e da gravidade do linfoma não Hodgkin. Os demandantes podem receber até 198 mil dólares ou mais, de acordo com um advogado que participou das negociações. Pelos termos do acordo proposto, um trabalhador agrícola, industrial ou de gramados exposto por longo período ao Roundup receberia em média 165 mil dólares se tiver sido diagnosticado com uma forma agressiva da doença antes dos 60 anos. Já um usuário residencial do Roundup diagnosticado entre 60 e 77 anos com uma forma menos agressiva da doença receberia em média 20 mil dólares. E aqueles diagnosticados com 78 anos ou mais receberiam em média 10 mil dólares. O advogado Matt Clement, que representa cerca de 280 demandantes do caso Roundup, disse estar surpreso com o acordo proposto e esperar que muitos de seus clientes optem por não participar. Os pagamentos propostos "são extremamente baixos”, disse. O acordo requer a participação de um número mínimo de demandantes. Se muitos optarem por não participar, a Bayer disse que se reserva o direito de cancelá-lo, mas não especificou quantas desistências teriam que ocorrer. Histórico de litígios Cerca de 200 mil ações judiciais relacionadas ao Roundup foram movidas contra a Bayer nos Estados Unidos. Isso inclui mais de 125 mil demandantes que entraram com processos desde 2015, de acordo com os documentos do acordo. A empresa já pagou cerca de 10 bilhões de dólares para encerrar a maioria dos processos judiciais relacionados ao Roundup que estavam pendentes em 2020, mas não conseguiu, na época, um acordo que cobrisse casos futuros. Seu histórico com os poucos casos que foram a julgamento é misto, com 13 vereditos a favor da Bayer e 11 a favor dos demandantes, incluindo uma indenização de 2,1 bilhões de dólares concedida por um júri da Geórgia em março de 2025. Outros casos já foram resolvidos por meio de acordos separados, incluindo dois recentes que contemplariam cerca de 77 mil ações, segundo os documentos judiciais. Os vereditos abalaram a confiança dos investidores e as esperanças da empresa de que o pior já havia passado, e pressionaram a Bayer a encontrar uma solução abrangente para os processos judiciais ainda pendentes relacionados ao Roundup, movidos por cerca de 65 mil pessoas em tribunais estaduais e federais dos EUA. O novo acordo nacional visa abordar a maioria desses processos restantes, bem como quaisquer casos adicionais apresentados em até 21 anos por pessoas que foram expostas ao Roundup antes do dia 17 de fevereiro de 2026.
19/02/2026 17:47:29 +00:00
Milei viaja aos EUA e oferece tropas ao Conselho da Paz de Trump em meio a greve geral na Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán REUTERS/Kevin Lamarque O presidente argentino, Javier Milei, viajou aos Estados Unidos para participar da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, nesta quinta-feira (19), em meio à greve geral na Argentina. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Alvo de protestos no próprio país devido à proposta de reforma trabalhista que tenta aprovar no Congresso, Milei foi um dos líderes que se reuniu com o presidente dos EUA em Washington e foi elogiado por ele em seu discurso. De acordo com a agência de notícias AFP, Milei ofereceu tropas argentinas para irem à Faixa de Gaza, ajudar no processo de paz, caso necessário. "Colocamos à disposição a colaboração de nossos capacetes brancos. Nossa trajetória em operações de paz é um capital comprovado que colocamos a serviço da força de estabilização. A paz duradoura não se constrói sobre consensos que cedem no fundamental. Constrói-se sobre a determinação de defendê-la. Acreditamos em uma diplomacia que assume riscos para alcançar a paz, acreditamos na liderança (...) como a do presidente Trump", afirmou. A Argentina já participou no passado de operações sob bandeira da ONU, como na guerra na ex-Iugoslávia nos anos 1990, e no Haiti. Entenda o motivo da greve geral na Argentina Greve geral na Argentina A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos). A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), convocou a paralisação e, nesta quinta, um de seus líderes, Jorge Sola, comemorou o que classificou como um nível de participação "muito significativo". A greve tem "níveis de participação nunca antes vistos sob este governo. Haverá muitos que discordarão, mas o apoio é impressionante, muito significativo", disse o líder sindical à Rádio con Vos. As ruas da capital Buenos Aires amanheceram vazias por conta da greve. Veja abaixo. Drone mostra o entorno da estação de trem Retiro, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei Agustin Marcarian/Reuters Em resposta à paralisação, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação. Diante de atos de violência, nossas forças agirão, disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado. Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Mulheres correm em meio a gás lacrimogêneo durante um protesto em frente ao Senado argentino, em 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Cristina Sille Reforma trabalhista O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. 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19/02/2026 17:36:46 +00:00
Azul anuncia acordo para aporte de 300 milhões de dólares da American Airlines, da United Airlines e de credores

Azul anuncia acordo para aporte de 300 milhões de dólares de companhias e credores A Azul Linhas Aéreas anunciou três acordos para investimentos de 300 milhões de dólares que serão feitos por duas companhias aéreas norte-americanas, além de outros credores. Segundo o comunicado da empresa, os investimentos ocorrem no processo de recuperação judicial iniciado nos Estados Unidos em maio de 2025. Os aportes serão feitos pela American Airlines e pela United Airlines, que vão investir 100 milhões de dólares cada. Nos dois casos, a expectativa é que as companhias recebam ações da Azul. O comunicado da Azul, feito para o mercado na quarta-feira (18), indica que a companhia firmou acordo de investimento adicional com "determinados credores existentes", sem detalhar quais são, na ordem de mais 100 milhões de dólares. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça O plano de converter parte das dívidas em ações chegou a gerar uma queda de até 70% na Bolsa de Valores em 8 de janeiro deste ano. A estratégia é fazer com que os credores deixem de receber juros e passam a se tornar acionistas. Para fazer a conversão, a empresa lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto). Com o aumento do número de papéis em circulação, houve uma forte queda no preço unitário de cada ação. "A Azul manterá seus acionistas, clientes, tripulantes e o mercado informados sobre todos os desdobramentos relevantes do processo de reestruturação, na medida e nos momentos que entender necessários, em total conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis", comunicou a empresa. Questionada pelo g1 se os investimentos serão suficientes para a saída do processo de recuperação judicial, a companhia aérea não detalhou. "Sobre o assunto, a companhia está se manifestando por meio do Fato Relevante [comunicado aos investidores]", indicou a Azul. Quando a recuperação judicial vai acabar? Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ricardo Moraes/ Reuters Em dezembro de 2025, a companhia divulgou que o Tribunal nos Estados Unidos havia aprovado o plano de reorganização — com mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores elegíveis, diz a empresa. Na avaliação da Azul, isso abriu caminho para a conclusão do processo já no início de 2026, após a finalização das transações determinadas no plano — o que inclui a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, em obrigações com arrendamentos, em juros anuais e em custos recorrentes com frota. Quando a recuperação judicial foi iniciada, a companhia informou que o processo nos Estados Unidos "permite às empresas operar e atender seus públicos de interesse normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira". A empresa também destacou, em maio de 2025, que a medida conta com o apoio de seus principais stakeholders, incluindo detentores de títulos, sua maior arrendadora, a AerCap, e os parceiros estratégicos United Airlines e American Airlines. Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
19/02/2026 16:54:17 +00:00
Amazon supera Walmart e vira maior empresa do mundo em vendas

O fundador da Amazon, Jeff Bezos Mike Segar / Arquivo / Reuters A Amazon superou o Walmart como a maior empresa do mundo em receitas. Só em 2025, a companhia registrou um aumento de 12,4% nas vendas líquidas em relação ao ano anterior, atingindo o patamar de US$ 716,9 bilhões (aproximadamente R$ 3,8 trilhões) no ano. Já o Walmart registrou ganhos de US$ 713,2 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões) na mesma base de comparação. Segundo a Bloomberg, o Walmart ocupava o posto de maior empresa em faturamento por mais de dez anos. A agência ainda indica que o resultado da Amazon veio após o dono da companhia, Jeff Bezos, ter adotado muitas das estratégias que o fundador da rede varejista, Sam Walton, usou para o crescimento de sua empresa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a Bloomberg, a receita da Amazon cresceu 10 vezes mais rápido do que a do Walmart na última década, impulsionada por uma mudança nos gastos do consumidor — que passaram a consumir online com mais frequência — e pelo avanço dos negócios de computação em nuvem da empresa, a Amazon Web Services (AWS). Segundo a Amazon, apesar de as vendas para a América do Norte ainda serem a principal fonte de receitas para a companhia — o segmento cresceu 10% em 2025, para US$ 426,3 bilhões (R$ 2,2 trilhões) —, foi a AWS que registrou o maior avanço no período, de 20%, para US$ 128,7 bilhões (R$ 673,7 bilhões). O lucro líquido da companhia no ano passado foi de US$ 77,7 bilhões (R$ 406,8 bilhões), um aumento de 31,3% em comparação a 2024, quando registrou um lucro de US$ 59,2 bilhões (R$ 309,9 bilhões) no acumulado do ano.
19/02/2026 15:57:32 +00:00
Déficit comercial dos Estados Unidos atinge novo recorde em 2025, mesmo com tarifaço de Trump

Em abril, Donald Trump anunciou aumento de tarifas para o mundo todo. No caso do Brasil, de 10%. Jornal Nacional O déficit comercial dos Estados Unidos atingiu um novo recorde em 2025, segundo dados do governo divulgados nesta quinta-feira (19), apesar das tarifas generalizadas impostas pelo presidente Donald Trump. O déficit de bens dos Estados Unidos situou-se em 1,24 bilhão de dólares (6,82 bilhões de reais na cotação da época) no ano passado, o que representa um ligeiro aumento em relação ao nível de 2024, informou o Departamento de Comércio. No entanto, o déficit comercial de bens com a China diminuiu no conjunto do ano, de acordo com os dados. Ao considerar tanto bens como serviços, o déficit comercial total dos Estados Unidos em 2025 reduziu para 901,5 bilhões de dólares (R $4,95 trilhões na época), face aos 903,5 bilhões (R$ 5,59 trilhões)em 2024. Trump mostra tabela do tarifaço por país Brendan Mialowski/AFP No mês de dezembro, o déficit total aumentou mais do que o esperado, 32,6%, para 70,3 bilhões de dólares (R$386 bilhões), devido à queda das exportações e ao aumento das importações. As exportações de suprimentos industriais, incluindo o ouro não monetário, diminuíram, enquanto as importações na mesma categoria aumentaram no mês. As importações americanas de bens de capital, como acessórios informáticos e equipamentos de telecomunicações, recuperaram em dezembro. Os fluxos comerciais da maior economia do mundo foram fortemente afetados em 2025, quando Trump impôs novas tarifas sobre bens de praticamente todos seus parceiros em seu esforço para reduzir o déficit. Suas medidas elevaram a tarifa média efetiva ao seu nível mais alto desde a década de 1930. A redução do déficit com a China também ocorreu após Trump entrar em uma escalada tarifária de retaliações com Pequim no ano passado, embora desde então ambos tenham atenuado as tensões.
19/02/2026 14:49:29 +00:00
PIX do Itaú fica fora do ar e clientes reclamam nas redes sociais

Mensagem de erro aparece no aplicativo do Itaú quando o usuário tenta fazer um PIX Felipe Cordeiro/g1 O sistema de pagamentos PIX do Itaú Unibanco apresentou problemas nesta quinta-feira (19). Nas redes sociais, clientes reclamaram sobre não conseguirem acessar a ferramenta no aplicativo. De acordo com o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, mais de 400 reclamações foram registradas pela manhã. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Procurado pelo g1, o Itaú informou que identificou uma "instabilidade pontual" na manhã desta quinta-feira (19) que impactou uma parcela de clientes para transações via PIX, mas reiterou que as operações já foram normalizadas. "O banco [...] pede desculpas aos clientes pelo inconveniente", disse o banco em nota. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja relatos de clientes nas redes sociais Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
19/02/2026 13:40:13 +00:00
'Prévia do PIB' do BC indica que Brasil cresceu 2,5% em 2025 e mostra perda de fôlego da economia

'Prévia do PIB' do BC mostra perda de fôlego da economia, apesar de crescimento de 2,5% em 2025 O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 2,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, informou a instituição nesta quinta-feira (19). Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%. Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19. Veja abaixo o desempenho setor por setor em 2025: Agropecuária: 13,1%; Indústria: 1,5%; Serviços: 2,1%. Agropecuária impulsionou a economia no ano passado, segundo o BC Sebrae/divulgação "No caso do agro, a forte expansão da produção de grãos da safra 2024/25 foi favorecida pelas condições climáticas e pelo aumento das exportações. Já o setor de serviços exibiu crescimento robusto, puxado sobretudo por serviços empresariais, transportes e comércio. Esse desempenho refletiu o avanço da renda das famílias — em grande medida devido ao mercado de trabalho aquecido — e a maior digitalização da economia", avaliou Rafael Perez, economista da Suno Research. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. O IBC-Br, indicador do BC, tem um cálculo diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. O resultado oficial do PIB de 2025 será divulgado somente em 3 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o PIB registrou um crescimento de 3,4%. O Ministério da Fazenda estimou, neste mês, uma expansão de 2,3% para o PIB de 2025, que é a mesma projeção do BC para o crescimento da economia no último ano. Dados mensais também mostram queda do indicador no fim do ano passado. Em dezembro, houve uma retração de 0,2% na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal). Desaceleração esperada da atividade A desaceleração da atividade econômica neste ano já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros. Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos. A instituição sinalizou que deve começar a cortar os juros em março deste ano, e o mercado estima uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. ▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]". ▶️No comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em dezembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. Arnaldo Lima, economista e líder da área de relações institucionais da gestora Polo Capital, observou que a evidência de desaceleração da atividade ocorre em um contexto em que o Banco Central tem enfatizado postura dependente de dados na condução da política monetária (definição de juros) acompanhando de perto o processo de moderação do crescimento e de convergência gradual da inflação à meta. PIB x IBC-Br Criado em 2010, o IBC-BR funciona como um termômetro da atividade econômica ao reunir informações de diversos setores. O índice é acompanhado pelo mercado por oferecer sinais sobre o desempenho econômico ao longo do ano. Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o número do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juro.
19/02/2026 12:01:19 +00:00
Indústria criativa do Brasil defende diálogo com empresas de IA sobre uso de conteúdos protegidos

Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. Freepik/ Reprodução Diversas entidades da indústria criativa brasileira se manifestaram em defesa de um diálogo aberto e construtivo com empresas de inteligência artificial (IA) sobre o uso de conteúdos protegidos. Em nota conjunta, representantes do setor reconheceram a IA como uma inovação importante, mas reforçaram que seu avanço deve respeitar os direitos autorais e a propriedade intelectual dos conteúdos produzidos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "O uso não autorizado de tais conteúdos pode comprometer o ecossistema de produção jornalística e artística, além de desestimular a criação intelectual e, principalmente, violar direitos", diz o documento, citando a Constituição Federal e a Lei dos Direitos Autorais. O comunicado é assinado pelas associações de emissoras de rádio e televisão (ABERT), de jornais (ANJ), de editores de revistas (ANER) e outras instituições, como o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), responsável pela gestão e distribuição de direitos autorais. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo as entidades, o objetivo é aproximar a tecnologia dos detentores de direitos autorais, “garantindo que o avanço da IA no Brasil ocorra em harmonia com a sustentabilidade de quem produz informação de qualidade e cultura”. As instituições afirmam ainda que a proposta se estende a todas as plataformas e desenvolvedores de IA que utilizem ou tenham interesse em utilizar conteúdos protegidos produzidos por seus associados. "Caso haja interesse em utilizar conteúdos de nossos associados para fins de (mas não se limitando) mineração de dados, treinamento ou desenvolvimento de sistemas de IA, estamos à disposição para discutir formas de autorização, remuneração e parcerias que beneficiem todas as partes envolvidas e que assegurem a proteção dos direitos autorais sobre tais conteúdos", diz o texto. As entidades também sugerem que empresas de IA entrem em contato com as associações ou diretamente com os veículos caso a utilização de conteúdos já esteja ocorrendo. O objetivo, diz o comunicado, é negociar uma solução amigável, “a fim de evitar litígios futuros”. “Reforçamos que nosso objetivo é promover o diálogo e buscar soluções inovadoras, respeitando os direitos autorais e a legislação vigente. Estamos abertos a reuniões que possam resultar em acordos benéficos para todos”, conclui o texto. A nota é assinada pelas seguintes entidades: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO – ABERT ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS – ANJ ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS – ANER ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MÚSICA E ARTES – ABRAMUS ASSOCIAÇÃO DE MÚSICOS ARRANJADORES E REGENTES – SOCIEDADE MUSICAL BRASILEIRA – AMAR/SOMBRÁS ASSOCIAÇÃO DE INTÉRPRETES E MÚSICOS – ASSIM SOCIEDADE BRASILEIRA DE AUTORES, COMPOSITORES E ESCRITORES DE MÚSICA – SBACEM SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMPOSITORES E AUTORES MUSICAIS – SICAM SOCIEDADE BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO E PROTEÇÃO DE DIREITOS INTELECTUAIS - SOCINPRO UNIÃO BRASILEIRA DE COMPOSITORES - UBC UNIÃO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MÚSICA - UBEM ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO – ECAD Veja a íntegra do documento: A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT, Associação Nacional de Jornais – ANJ, Associação Nacional de Editores de Revistas – ANER, Associação Brasileira de Música e Artes – ABRAMUS, Associação de Músicos Arranjadores e Regentes –Sociedade Musical Brasileira – AMAR/SOMBRÁS, Associação de Intérpretes e Músicos – ASSIM, Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música – SBACEM, Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais – SICAM, Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais – SOCINPRO, União Brasileira de Compositores – UBC, União Brasileira de Editoras de Música - UBEM e Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – ECAD atuam há décadas na promoção da cultura nacional e na produção de informação de qualidade, investindo continuamente em profissionais e tecnologias para fortalecer o setor jornalístico, artístico e audiovisual brasileiros. Reconhecemos que a Inteligência Artificial (IA) representa uma inovação relevante, já incorporada em nossas atividades e com potencial para impulsionar ainda mais a criatividade, produtividade e inovação em diversos segmentos. Nosso compromisso é com o desenvolvimento responsável e sustentável dessas tecnologias. No entanto, entendemos que o avanço da IA deve respeitar os direitos autorais e a propriedade intelectual dos conteúdos produzidos por nossos associados, conforme previsto na Constituição Federal do Brasil e na Lei nº 9.610/98. O uso não autorizado de tais conteúdos pode comprometer o ecossistema de produção jornalística e artística, além de desestimular a criação intelectual e, principalmente, violar direitos. Portanto, caso haja interesse em utilizar conteúdos de nossos associados para fins de (mas não se limitando) mineração de dados, treinamento ou desenvolvimento de sistemas de IA, estamos à disposição para discutir formas de autorização, remuneração e parcerias que beneficiem todas as partes envolvidas e que assegurem a proteção dos direitos autorais sobre tais conteúdos. Na hipótese dessa utilização já estar sendo realizada, solicitamos que V. Sas. façam contato com as Associações e/ou com o veículo associado1 que teve seu conteúdo utilizado, para que seja negociada uma solução amigável, a fim de evitar futuro litígio. Reforçamos que nosso objetivo é promover o diálogo e buscar soluções inovadoras, respeitando sempre os direitos autorais e a legislação vigente. Estamos abertos para reuniões que possam resultar em acordos benéficos para todos. Aguardamos seu retorno e nos colocamos à disposição para avançar nesta conversa.
19/02/2026 12:00:31 +00:00
Dólar recua e fecha em R$ 5,22, de olho em tensões entre EUA e Irã; Ibovespa sobe com apoio da Petrobras
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (19) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,2271. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,35%, aos 188.534 pontos, impulsionado pelo avanço nos papéis da Petrobras. (Entenda mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho indicou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram mais do que o esperado na semana passada. Além disso, os contratos para compra de moradias usadas no país tiveram uma queda inesperada em janeiro, com corretoras imobiliárias atribuindo a culpa ao baixo estoque de imóveis. Os dois dados são relevantes para o mercado porque dão pistas sobre a atividade econômica americana e ajudam economistas a ajustarem suas projeções sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros. ▶️ Ainda no exterior, investidores também seguem atentos às tensões entre os EUA e o Irã. Nesta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo tem “vários argumentos” para atacar o Irã, caso decida agir. Os dois países negociam na Suíça, com mediação de Omã, mas também trocam ameaças nas redes sociais. ▶️ Com o aumento das tensões, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta. Nesta quinta-feira, o Brent (referência internacional) avançou mais de 2%, após ter subido de mais de 4% na véspera. O aumento dos preços da commodity no exterior também impulsionavam os papéis da Petrobras no mercado nacional, que encerraram com um avanço de 2,49%. A preocupação é que o atrito entre os dois países cresça e aumente o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do comércio marítimo de petróleo. Caso se concretize, o cenário pode afetar a oferta da commodity no mundo. A falta de avanço nas negociações entre Ucrânia e Rússia em Genebra também seguia no radar. ▶️ No Brasil, o Banco Central divulgou o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, que apontou crescimento de 2,5% da atividade econômica em 2025. Em dezembro, o índice recuou 0,2% na comparação com novembro, mas a queda foi menor que a esperada pelo mercado, e o quarto trimestre terminou com alta de 0,4% sobre o trimestre anterior. (Veja mais abaixo) Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,04%; Acumulado do mês: -0,39%; Acumulado do ano: -4,77%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +3,95%; Acumulado do ano: +17,01%. Tensões EUA-Irã Os EUA estão prontos para um possível ataque contra o Irã no próximo sábado (21), informou a rede americana CBS News na quarta-feira (18). A operação ainda depende de decisão final do presidente Donald Trump. 🔎 Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos, mas o governo americano teme que o país tente desenvolver uma arma nuclear. Os encontros recentes entre delegações dos dois países terminaram com pequenos avanços, mas ainda longe de um acordo. Trump afirmou que atacará o Irã caso não haja acerto. Nos próximos dias, o Pentágono começará a transferir funcionários americanos no Oriente Médio para outras regiões, como Europa ou EUA, de acordo com a emissora. Movimentos desse tipo são comuns em situações de conflito iminente. O Irã afirmou que atacará bases americanas no Oriente Médio caso seja bombardeado. O país anunciou exercícios militares navais com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (19). Também nesta quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “vários argumentos” para justificar um ataque. “Esse é um tema que o presidente leva a sério. Ele está sempre pensando no que é do interesse dos EUA, das Forças Armadas e do povo americano.” Petróleo sobe com tensões geopolíticas Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira, em meio aos temores de que os conflitos possam afetar a oferta global. Na véspera, a commodity já havia registrado uma alta de mais de 4%. Além das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, investidores também seguem atentos à falta de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Com isso, os preços do petróleo tipo Brent (referência internacional) subiram 2,26%, a US$ 71,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançou 2,46%, cotado a US$ 66,65. Agenda econômica IBC-Br (prévia do PIB) O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador usado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou crescimento de 2,5% em 2025. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central. Em dezembro, o índice recuou 0,2% em relação a novembro, já considerando ajustes sazonais — ou seja, descontando variações típicas da época do ano. A queda foi menor do que a esperada pelo mercado, que projetava retração de 0,5%. Com isso, o indicador fechou o quarto trimestre com alta de 0,4% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br registrou aumento de 3,1%, sem ajustes sazonais. Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%. Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19. Na avaliação de Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a atividade econômica mostrou uma desaceleração em dezembro, em linha com os dados antecedentes de indústria, comércio e serviços, que também vieram fracos. "A perda de ritmo era esperada diante da política monetária contracionista, que segue como um fator importante para a calibragem do ciclo de cortes prestes a começar", afirma. Compras de moradias usadas nos EUA Os contratos para compra de moradias usadas nos EUA tiveram uma queda inesperada em janeiro, com os corretores imobiliários atribuindo a culpa ao baixo estoque de imóveis no país. O indicador registrou uma queda de 0,8% em janeiro, para 70,9. Os dados são da Associação Nacional de Corretores. Os dados vieram abaixo do esperado pelo mercado, que esperava um avanço de 1,3%, segundo a Reuters. Na comparação anual, a queda foi de 0,4% “Com as taxas de hipoteca se aproximando de 6%, mais 5,5 milhões de famílias que não se qualificavam para uma hipoteca há um ano se qualificariam com as taxas mais baixas de hoje”, disse Lawrence Yun, economista-chefe associação de corretores à Reuters. “A menos que a oferta de imóveis aumente, esses potenciais compradores adicionais que estão se tornando ativos no mercado podem simplesmente elevar os preços dos imóveis.” Pedidos de auxílio-desemprego dos EUA O número de pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, reforçando a perspectiva de que o mercado de trabalho americano está a caminho de uma estabilização. As solicitações recuaram em 23 mil, para 206 mil, segundo informou o Departamento de Trabalho dos EUA. Economistas consultados pela Reuters previam 225 mil pedidos no período. Os dados voltam a trazer a atenção do mercado para os próximos passos do Fed na condução dos juros do país. Na ata da última reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) indicou que "a grande maioria dos participantes considerou que as condições do mercado de trabalho vinham mostrando alguns sinais de estabilização". Ainda assim, os dirigentes seguem preocupados com os riscos de desaceleração do mercado de trabalho. Mercados globais Os mercados em Wall Street tiveram um dia em queda. O clima ficou mais cauteloso diante das preocupações com empresas de tecnologia. A tensão aumentou ainda mais após relatos de reforço militar dos EUA perto do Irã, elevando o temor de conflito. O Dow Jones recuou 0,65%, o S&P 500 caiu 0,28% e o Nasdaq teve baixa de 0,31%. Na Europa, o clima foi de cautela, com as bolsas reagindo negativamente aos resultados fracos de grandes empresas, como a Airbus e a mineradora Rio Tinto. Ambos os balanços ficaram abaixo das expectativas e pesaram sobre o sentimento dos investidores, contribuindo para um dia mais fraco no continente. Entre os principais destaques, o DAX da Alemanha caiu 0,93%, o FTSE 100 do Reino Unido registrou queda de 0,55% e o CAC 40 da França recuou 0,36%. Já os mercados asiáticos tiveram um desempenho misto nesta quinta-feira. As bolsas da China, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas por causa dos feriados do Ano Novo Lunar. Já no Japão, o humor foi mais positivo: o mercado reagiu à alta das ações de tecnologia nos EUA e ao novo otimismo em torno do plano de estímulo da primeira ministra Sanae Takaichi. No fechamento, o Nikkei avançou 0,57%, chegando a 57.467,83 pontos, enquanto o índice mais amplo Topix subiu 1,18%, para 3.852,09 pontos. Em outras regiões da Ásia, o KOSPI da Coreia do Sul teve alta de 3,09%, alcançando 5.677 pontos, e o Straits Times de Cingapura subiu 1,28%, chegando a 5.001 pontos.
19/02/2026 12:00:07 +00:00
Natura vende operações da Avon na Rússia por 26,9 milhões de euros

Loja Natura Divulgação A Natura informou nesta quinta-feira (19) que concluiu a venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest. A transação foi realizada por meio de sua subsidiária indireta integral, a Avon Netherlands Holdings II B.V.. O negócio foi fechado por cerca de 26,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 166,2 milhões). Os recursos foram recebidos pela companhia em 17 de fevereiro de 2026. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Natura, a operação encerra a estratégia de simplificação corporativa e reforça o foco no crescimento dos negócios na América Latina. Em setembro do ano passado, a empresa já havia anunciado a venda das operações da marca Avon em seis países da América Central — Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana — por US$ 22 milhões. O acordo foi firmado com o Grupo PDC, que atua na região e no Peru. Na ocasião, a Natura afirmou que a iniciativa também visava simplificar a estrutura do grupo e concentrar esforços na integração das marcas Natura e Avon na América Latina. Mesmo após a operação, a companhia manteve o fornecimento de produtos à Avon Card e o licenciamento da marca na região, com conclusão prevista para outubro de 2025. A empresa informou ainda que segue avaliando alternativas estratégicas para os ativos da chamada Avon Internacional, que reúne operações fora da América Latina. Da expansão global ao recuo A Natura iniciou, em 2012, um ambicioso projeto de expansão internacional com a compra da marca australiana Aesop, seguido pela aquisição da britânica The Body Shop e, em 2019, pela fusão com a americana Avon, que a transformou em um dos maiores grupos globais de beleza. A estratégia buscava ampliar escala, diversificar mercados e consolidar a companhia entre as líderes mundiais do setor. Com a criação da holding Natura&Co, o grupo passou a reunir quatro marcas presentes em mais de 100 países e com faturamento anual superior a US$ 10 bilhões. Apesar do crescimento, a expansão trouxe desafios relevantes. As aquisições foram feitas em um período de ativos valorizados, elevando o endividamento da empresa, enquanto a integração de culturas, modelos de negócio e operações em diferentes regiões se mostrou complexa. A pandemia de Covid-19 agravou o cenário, afetando o consumo de cosméticos, pressionando receitas e dificultando a geração de sinergias entre as marcas. Diante desse quadro, a Natura iniciou um processo de simplificação e redução de riscos. Em 2023, vendeu a Aesop por US$ 2,5 bilhões e, no mesmo ano, a The Body Shop por um valor bem inferior ao pago na aquisição. Restava a operação internacional da Avon, considerada deficitária e onerosa. Em 2025, a companhia anunciou a venda da Avon International por valor simbólico, encerrando o projeto de se tornar uma gigante global da beleza. Segundo analistas, a decisão representou uma mudança estratégica: a empresa optou por concentrar esforços na América Latina, onde suas marcas têm maior participação de mercado e vantagem competitiva. A saída das operações internacionais permitiu reduzir custos, diminuir a queima de caixa e oferecer uma trajetória mais previsível aos investidores, marcando o fim do ciclo de expansão global e o início de uma fase focada em rentabilidade e simplificação operacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1
19/02/2026 11:30:20 +00:00
Lula se reúne com Macron na reta final de aplicação do acordo Mercosul-UE; país europeu resiste

Presidente Lula e Emmanuel Macron, da França, durante bilateral na Índia em fevereiro de 2026 Reprodução/Redes Sociais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, durante viagem à Índia, nesta quinta-feira (19). O encontro ocorre em meio a tratativas internas para ratificação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Na ocasião, Macron convidou Lula para participar da reunião do G7, que ocorre em junho, na França (leia mais abaixo). A França é um dos países mais críticos à aplicação do tratado Mercosul-União Europeia, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo. O acordo foi oficialmente assinado em janeiro, mas ainda precisa passar por processos de ratificação dentro dos Estados-membros para entrar em vigor (entenda mais abaixo). Apesar das divergências sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Brasil e França mantêm posições alinhadas em temas globais, especialmente na agenda ambiental. Lula e Macron também cultivam uma relação considerada muito próxima e cordial no campo diplomático. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após o encontro, o líder francês publicou uma mensagem nas redes sociais, no idioma do país e em português. Ele não citou o acordo Mercosul-UE, mas falou sobre inteligência artificial e redes sociais. "Feliz em reencontrar um grande amigo em Nova Délhi, o presidente Lula. Estamos unindo forças por uma inteligência artificial responsável e por redes sociais que não coloquem nossas crianças em risco. Vamos conseguir. Não vamos recuar!", publicou Macron. Convite para reunião do G7 Nesta tarde, o Planalto divulgou nota confirmando o encontro entre os dois líderes. Segundo o governo, Lula e Macron também conversaram sobre cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia, e comércio. Temas como agenda global e paz também estiveram na pauta. "Também conversaram sobre integração transfronteiriça e os esforços conjuntos para combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa", diz o comunicado. Ainda segundo o Planalto, os presidentes destacaram o intercâmbio comercial recorde de 10,3 bilhões de dólares em 2025, "reconhecendo que o resultado ainda permanece aquém do potencial das duas economias". O governo informou também que Macron convidou o presidente Lula a participar da Cúpula do G7 em Evian, na França, nos dias 15 e 16 de junho. O Brasil não integra o grupo, que reúne as maiores economias do mundo. 🔎 O G7 é um bloco informal de democracias industrializadas que se reúne anualmente para discutir questões e preocupações compartilhadas. Fazem parte do G7 Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Viagem à Índia O presidente Lula está em visita oficial a Nova Dheli, na Índia, onde participou nesta manhã da Cúpula sobre Inteligência Artificial (IA). O petista tem aproveitado a agenda em fóruns internacionais para ampliar a articulação com líderes políticos e empresariais. Depois da plenária, Lula também conversou com o CEO do Google, Sundar Pichai, e com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković. LEIA TAMBÉM: Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs Croácia é a favor do acordo À margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, Lula também se reuniu nesta quarta (19) com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic. Segundo nota divulgada pelo Planalto, durante o encontro, os dois líderes destacaram a importância da assinatura do acordo Mercosul -UE, tanto para o comércio como para o fortalecimento do multilateralismo em um contexto de conflitos globais. Diferente de Macron que é contrário ao acordo, o primeiro-ministro, assim como Lula, deseja que o acordo entre em vigor o mais rápido possível. Ainda conforme o Planalto, Lula e Plenković também discutiram temas relacionados à paz e à segurança internacional. Acordo ainda precisa de aval interno O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado em 17 de janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. Mas, só passa a valer por completo depois de todas as aprovações internas serem concluídas nos dois blocos. Apesar de a maioria dos integrantes da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. É o caso de nações como Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia. Apesar da possibilidade de judicialização na Europa após a aprovação do acordo, uma vez concluída a ratificação interna pelos países do Mercosul, o tratado poderá entrar em vigor provisoriamente. No Brasil, a expectativa de implementação é a partir do segundo semestre de 2026. No campo comercial, o acordo entre Mercosul e União Europeia segue sendo um dos principais pontos de divergência entre os dois presidentes, já que o governo francês mantém resistências e uma postura protecionista, sobretudo por pressões do setor agrícola e por exigências ambientais. Próximos passos ➡️No caso da União Europeia, o texto ainda precisado aval do Parlamento Europeu. Os termos foram encaminhados para o Tribunal de Justiça da UE, que ainda vai analisar a legalidade das medidas. 🔎Dependendo da interpretação jurídica, partes do acordo também poderão ter de ser aprovadas pelos parlamentos nacionais dos países-membros. ➡️Do lado do Mercosul, o acordo também terá de passar pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A previsão é que a Câmara dos Deputados avalie o acordo a partir da próxima segunda-feira (23), período de retorno das atividades parlamentares após o recesso de Carnaval. Lula e Macron são próximos Durante o terceiro mandato do presidente Lula, Macron visitou o Brasil em 2024, quando esteve no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e na Amazônia. Em nova passagem pelo país, durante a COP30, o presidente francês participou da conferência em Belém e também cumpriu agenda em Salvador, onde visitou projetos ligados à embaixada francesa e esteve no Pelourinho.
19/02/2026 11:16:41 +00:00
Greve geral na Argentina provoca cancelamentos de voos no Brasil

Greve geral na Argentina causa cancelamento de voos em SP Uma greve geral de trabalhadores anunciada na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei causou o cancelamento de voos no Brasil nesta quinta-feira (19). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em São Paulo, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo, pelo menos dois voos da companhia aérea Latam, que estavam previstos para o início desta manhã, não seguiram para a cidade de Buenos Aires. A Gol também confirmou que precisou cancelar voos. Em uma nota, o Grupo LATAM disse que precisou alterar sua operação devido à greve geral convocada no país. "Alguns voos poderão operar com alteração de horário e/ou data, sem necessariamente serem cancelados. Por isso, recomendamos que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigir ao aeroporto", diz nota publicada no site da companhia. A Gol também confirmou "que, devido à greve geral que impossibilitará todas operações aeroportuárias nas cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário nesta quinta-feira (19/02), alguns voos de/para a Argentina que estavam programados para esta data foram cancelados". Greve geral na Argentina: quais os direitos dos passageiros em caso de voo cancelado ou atrasado Boeing 737-887, da companhia Aerolíneas Argentinas, decola no aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, na Argentina. Reuters Em Brasília, no Aeroporto Internacional de Brasília, apenas um voo da companhia que estava marcado para 9h foi cancelado. No Rio de Janeiro, o RIOgaleão registrou o cancelamento de 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina. No entanto, assegurou que a operação do aeroporto segue normal. No Rio Grande do Sul, dois voos foram cancelados, um que sairia do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, às 18:30, e um que sairia do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, às 21:05. Em Santa Catarina, a greve provocou o cancelamento diversos voos para o país vizinho no aeroporto Internacional de Florianópolis. Ao menos 32 voos na rota entre a Capital e o país vizinho foram cancelados desde quarta (18). No Rio Grande do Norte, quatro voos foram cancelados no Aeroporto de Natal: dois que chegariam de Buenos Aires e outros dois que partiriam para a capital argentina. No Paraná, não foi verificado impacto da greve no Aeroporto de Curitiba em relação à Argentina. O estado não tem voo agendado para esta quinta-feira e o que está previsto para sexta-feira (20) está mantido. Em Minas Gerais, tanto a BHAirport quanto a Gol confirmaram que neste mês de fevereiro não há voos para Argentina, portanto sem impacto nas chegadas e partidas. Em Salvador, no Aeroporto Internacional de Salvador Luís Eduardo Magalhães, foi registrado o cancelamento do voo da Aerolíneas Argentinas que chegaria às 23h30 e sairia às 00h25. Greve geral Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início às 00h nesta quinta (19), segundo a agência Associated Press. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG. Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado. "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. Mulheres correm em meio a gás lacrimogêneo durante um protesto em frente ao Senado argentino, em 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Cristina Sille Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos. Reforma trabalhista O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%. * Este texto está em atualização.
19/02/2026 10:56:23 +00:00
Em ofício interno, Correios apontam que o programa Remessa Conforme expôs problemas de 'reposicionamento negocial da empresa'

Correios apontam que o programa Remessa Conforme expôs problemas de 'reposicionamento negocial da empresa' A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, passa por prejuízos consecutivos há vários trimestres seguidos, causado por uma redução de receitas e aumento das despesas gerais. E um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da instituição aponta que a criação do programa "Remessa Conforme" escancarou os problemas econômico-financeiros da empresa. "A redução da participação de mercado no segmento de encomendas internacionais, que até agosto de 2024 representava uma espécie de “monopólio” para os Correios, evidenciou a ausência de reposicionamento negocial da Empresa, diante das transformações do comportamento da sociedade", afirmou o documento assinado pela diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo. O programa Remessa Conforme, criado pelo Ministério da Fazenda em 2023, passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. E isso gerou um impacto significativo nas receitas dos Correios. Um estudo produzido pela empresa no começo do ano apontou que a estatal teve uma frustração de receita de R$ 2,2 bilhões após o implemento do programa. As demonstrações do 3º trimestre de 2025, apontam que a empresa teve R$ 12,3 bilhões de receitas, 12,7% (R$ 1,8 bilhão) a menos que o mesmo período do ano passado, quando a empresa registrou R$ 14,1 bilhões. Quando o foco são as receitas com postagens internacionais, influenciadas diretamente pela Remessa Conforme, a redução foi de R$ 2 bilhões no mesmo período. Elas saem de R$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2024 para R$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2025. Crise financeira nos Correios se agrava e obriga governo federal a bloquear gastos de ministérios Jornal Nacional/ Reprodução Redução de transporte de encomendas Além disso, outro documento produzido pelos Correios aponta que o transporte de encomendas internacionais despencou quase 110 milhões em quantidade de objetos no período dos nove primeiros de 2025 comparativamente ao mesmo período de 2024. Ao todo, a empresa transportou 149 milhões de pacotes até setembro de 2024, contra 41 milhões de encomendas no mesmo período do ano passado. Tráfego Postal Internacional Reprodução/ Correios Com a difusão das compras por meio de marketplaces internacionais nos últimos anos, a receita com encomendas estrangeiras, que já chegou a responder por quase 25% de todo o faturamento da empresa, agora representa apenas 8,8%. No pico de 2024, em julho, a empresa transportou 21 milhões de pacotes e teve uma receita de R$ 449 milhões, contra 3 milhões de encomendas e R$ 87 milhões em receita em setembro passado — a menor quantidade em 23 meses. 'Ciclo vicioso de prejuízo' Essa frustração de receitas gerou um "ciclo vicioso de prejuízos" nos últimos anos, admitido pelos próprios Correios. "Formou-se, assim, um ciclo vicioso de perda de clientes e receitas, decorrente da baixa qualidade operacional, que reduziu progressivamente a geração de caixa necessária para regularizar as obrigações dos Correios", afirmou a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo. O documento afirma que o agravamento da performance operacional, que perdeu força nos últimos anos, foi o fator principal para a empresa registrar recorrentes prejuízos nos últimos trimestres. "As negociações com grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita de vendas — tornaram-se cada vez mais sensíveis, comprometendo acordos e frustrando expectativas de resultado", completou. Com isso, o escoamento das receitas, o fluxo de caixa da empresa foi diretamente afetado, não conseguindo honrar as obrigações que se formaram ao longo dos últimos anos, deixando de pagar R$ 3,7 bilhões até setembro passado.
19/02/2026 07:02:01 +00:00
Correios admitem 'ciclo vicioso de prejuízos' com perda de clientes e de receitas

Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) aponta que a estatal entrou em um "ciclo vicioso de prejuízos" nos últimos anos. O documento, obtido com exclusividade pelo g1, afirma que o agravamento da performance operacional foi o fator principal para a empresa registrar recorrentes prejuízos nos últimos trimestres. "Formou-se, assim, um ciclo vicioso de perda de clientes e receitas, decorrente da baixa qualidade operacional, que reduziu progressivamente a geração de caixa necessária para regularizar as obrigações dos Correios", afirmou a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo. "As negociações com grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita de vendas — tornaram-se cada vez mais sensíveis, comprometendo acordos e frustrando expectativas de resultado", completou a diretora. Segundo o documento, a estatal deixou de pagar a fornecedores, empregados e em tributos R$ 3,7 bilhões até setembro de 2025. Outro trecho aponta que o elemento mais crítico para a sustentabilidade da empresa é a insuficiência de caixa. (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Não se trata apenas de um problema financeiro momentâneo. É um sinal de que o modelo atual opera entre no limite entre obrigação legal, pressão competitiva e capacidade real de geração de valor", apontou o documento. A incapacidade de recuperar as receitas fez com que a empresa tivesse uma redução de R$ 3,23 bilhões nas entradas de caixa entre janeiro e setembro de 2025. O valor representa uma redução de 17,6% em relação ao mesmo período de 2024. "As entradas de caixa nos nove primeiros meses de 2025 totalizaram R$ 16,94 bilhões, frente aos R$ 18,37 bilhões registrados no mesmo período de 2024. As saídas, por sua vez, atingiram R$ 16,68 bilhões, contra R$ 20,65 bilhões observados no mesmo período do ano anterior", apontou o relatório. A empresa foi atrás de empréstimos e contrataram R$ 13,8 bilhões em 2025 para tentar melhorar a situação, mas a maior parte dos recursos, no entanto, entrou no caixa apenas em 30 de dezembro. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução Expectativa de resultado O mesmo documento traz uma projeção de prejuízo menor do que a que vinha apresentando até o 3º trimestre do ano passado. A nova expectativa dos Correios é fechar o ano com um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões, um pouco menor do que o acumulado até setembro, de R$ 6 bilhões. Para 2026, a diretoria estima que o rombo será maior que o do ano passado e deve atingir R$ 9,1 bilhões. “Executando o pagamento de todas as obrigações (despesas correntes) incluídas no Programa vigente de Dispêndios Globais, havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”, arremata o documento.
19/02/2026 07:01:40 +00:00
Prefere um usado? Veja 5 SUVs maiores e mais potentes pelo mesmo preço do Toyota Yaris Cross

Toyota Yaris Cross é híbrido pleno flex mais barato do Brasil. O Toyota Yaris Cross chega como o híbrido pleno flex mais barato no Brasil. No entanto, não dá para dizer que os R$ 172.390 da versão XRE Hybrid são uma pechincha. E nem todo mundo está disposto a pagar esse valor por um SUV compacto. Por isso, o g1 separou cinco opções de utilitários esportivos usados que entregam mais espaço e desempenho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Há opções para todos os estilos. A lista começa pelo Hyundai Tucson com motor 1.6 turbo e pelo Honda HR-V na versão completa Touring. Para quem prefere a Volkswagen, é possível levar um Taos. Se a ideia de um SUV híbrido da Toyota agrada, mas o Yaris Cross parece pequeno, a alternativa é o RAV4 com alguns anos de uso. Quer apostar em um visual mais voltado ao fora de estrada? Então é possível optar por um Ford Bronco. Todos os preços a seguir são da tabela Fipe, e os dados de consumo são do Inmetro. Veja a lista abaixo. 5. Hyundai Tucson Limited 2024 – R$ 160 mil Hyundai Tucson 2024 Divulgação Os destaques do utilitário são a construção sólida e a ergonomia intuitiva da cabine. Há botões de fácil manuseio no volante e comandos independentes para o ar-condicionado e a central multimídia. O painel tem instrumentos analógicos com iluminação azul. É uma receita clássica, sem excessos. Como este Tucson é produzido em Anápolis (GO), o acerto de suspensão e a calibração da direção seguem o gosto do consumidor brasileiro. A proposta é mais suave, com foco em conforto. A transmissão de dupla embreagem a seco recebeu atualizações de software e tem trocas rápidas. O motor 1.6 turbo gera 177 cavalos e torque de 27 kgfm. Com esse conjunto, é possível aproveitar melhor a estrada. O ruído na cabine é baixo em acelerações moderadas, que exploram o torque em baixas rotações. A lista de equipamentos é extensa e inclui rodas de liga leve de 18 polegadas, alerta de colisão, seis airbags, abertura elétrica do porta-malas por aproximação, controle automático de velocidade de cruzeiro e carregador por indução, entre outros itens. Motor: 1.6 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 177 cavalos Torque: 27 kgfm Câmbio: Dupla embreagem, 7 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 10,6 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada) 4. Honda HR-V Touring 2024 – R$ 164 mil Honda HR-V Touring 2024 Divulgação O modelo subiu de patamar com a nova geração e abandonou o motor 1.8. A versão topo de linha, porém, mantém o motor 1.5 turbo, que trabalha bem com o câmbio CVT. Essa combinação já fazia sucesso no Civic e, no HR-V, continua a agradar. O design é mais discreto e recortado em comparação ao primeiro HR-V, mesmo com a dupla saída de escapamento. Na cabine, impera a sobriedade, com acabamento em plástico preto. Ao volante, o SUV aposta em um acerto mais esportivo. A transmissão CVT pode se tornar barulhenta em aceleração total, algo comum nesse tipo de tecnologia. O Honda consome mais combustível que o Yaris Cross, mas entrega bom desempenho e mais espaço. Motor: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 177 cavalos Torque: 24,5 kgfm Câmbio: CVT automático, 7 marchas simuladas Tração: dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo etanol: 7,9 km/l (cidade) e 8,8 km/l (estrada) Consumo gasolina: 11,3 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada) 3. Volkswagen Taos Highline 2024 – R$ 166 mil Volkswagen Taos 2024 Divulgação Há quem acuse a Volkswagen de ser repetitiva no design. As cabines dos modelos da marca alemã são parecidas entre si, o que também cria uma identidade forte e sensação de familiaridade. Para quem gosta desse DNA, o Taos é uma boa alternativa no mercado de usados. O SUV utiliza uma evolução da plataforma MQB, que também está presente no Tiguan, Golf, Virtus e outros modelos. Essa arquitetura já provou que suporta bem as condições brasileiras. O motor 1.4 turbo flex entrega o mesmo torque e a mesma potência tanto com etanol quanto com gasolina. Os 150 cv são suficientes para levar toda a família em uma viagem. O acerto de suspensão é um pouco mais firme, algo que os clientes da Volkswagen já estão acostumados. Direção e controles são muito parecidos com os do T-Cross. Há leves mudanças de comportamento quando o peso faz diferença, como em curvas de alta velocidade. Motor: 1.4 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 150 cv Torque: 25,5 kgfm Câmbio: Automático, 6 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo etanol: 7,6 km/l (cidade) e 9,1 km/l (estrada) Consumo gasolina: 11,1 km/l (cidade) e 13,1 km/l (estrada) 2. Toyota RAV4 S Connect 4x4 2020 – R$ 166 mil Toyota RAV4 2020 Divulgação O RAV4 é cobiçado no mercado de usados. O SUV tem baixa desvalorização e uma combinação de qualidades rara de se ver. O desempenho, com 222 cv de potência combinada, agrada quem busca agilidade, e o consumo lembra o de um carro 1.0. Sem falar que a tração integral é uma solução inteligente. Não há eixo transmitindo força para as rodas traseiras. Em vez disso, um motor elétrico aciona o eixo quando o sistema entende que é necessário. Isso reduz peso e libera espaço na cabine. Outro ponto forte do RAV4 é o espaço interno, já que há versões mais caras com capacidade para sete ocupantes. Na versão S Connect, sobra espaço para cinco pessoas e bagagem. A disposição dos assentos é eficiente. Portanto, este é o SUV híbrido da Toyota para quem busca mais espaço e qualidade do que o Yaris Cross. Motor a combustão: 2.5 aspirado, quatro cilindros em linha, gasolina Motores elétricos: 3 motores Potência combinada: 222 cv Torque combinado: 27,9 kgfm Câmbio: CVT, 6 marchas simuladas Tração: 4x4 permanente Suspensão: McPherson (dianteira), braços sobrepostos (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 14,3 km/l (cidade) e 12,8 km/l (estrada) 1. Ford Bronco Sport Wildtrak 2022 – R$ 168 mil Ford Bronco WildTrak 2022 Divulgação Esta é a opção para quem cansou de comprar carro “sabor” SUV. O Ford Bronco Sport tem fôlego de sobra no motor 2.0 EcoBoost, boa altura em relação ao solo e tração nas quatro rodas. Soma-se a isso o design icônico do utilitário, quadrado e forte. O modelo marca uma reviravolta da Ford no Brasil, que fechou suas fábricas no país em 2021. A empresa passou a importar todo o catálogo e abandonou os segmentos de entrada. O Bronco é um bom recomeço pela qualidade de construção. A pegada ao dirigir é mais bruta se comparada, por exemplo, à do Toyota RAV4. Ainda assim, o Bronco está longe de ser desconfortável. Pense nele como uma conexão mais direta com o asfalto e com as estradas de terra. Motor: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 240 cavalos Torque: 38,7 kgfm Câmbio: Automático, 8 marchas Tração: Integral sob demanda Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 8,6 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada)
19/02/2026 06:00:41 +00:00
Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil

Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos O transporte de gado vivo dobrou na comparação entre 2023 e 2025, mesmo sendo alvo de críticas por especialistas de bem-estar animal. Apesar de as vendas serem menores do que as de carne bovina, que superou 3 bilhões de quilos no ano passado, a exportação de bovinos vivos bateu recorde em 2025, chegando a quase 4 milhões de quilos, segundo a Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura. Uma das formas de fazer esse transporte é por navios. A maior parte desses bois é comprada por outros países para engorda e abate no exterior. O processo é mais caro do que comprar a carne refrigerada, já que os animais ocupam mais espaço e o cliente ainda vai arcar com o restante do valor da produção. Esse tipo de comercialização tem duas motivações: populações que preferem carne de animais abatidos recentemente, por considerá-la mais fresca; e a realização de protocolos religiosos específicos para o abate, aponta o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Lincoln Bueno. Existe ainda o transporte por avião, mas ele é voltado para exportação de bovinos com foco no material genético, ou seja, para reprodução. Exportação de gado vivo brasileiro dobrou em 3 anos g1 Os principais clientes são os países da região do Magreb, formada por Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Mauritânia e Saara Ocidental. A viagem costuma levar cerca de 10 dias. Apesar da lucratividade, o transporte marítimo de gado vivo é alvo de críticas de especialistas em bem-estar animal ouvidos pelo g1. O caso mais recente aconteceu no final de 2025. Um navio com cerca de 3 mil vacas, vindo do Uruguai, ficou um mês encalhado na Turquia. Na ocasião, ambientalistas alertaram sobre dezenas de mortes e potenciais cadáveres de animais lançados ao mar. O Brasil também já foi acusado de maus tratos. Em 2018, um navio ficou uma semana atracado no Porto de Santos (SP), após um embargo. A embarcação, que tinha 25 mil bois, tinha superlotação e excesso de fezes e urina. (Veja imagem abaixo). Além disso, a permanência dos animais na cidade gerou intenso odor e poluição atmosférica. Depois, o navio seguiu viagem para a Turquia. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a fiscalização é rígida e, ao sair do Brasil, todos os navios estão dentro das exigências da lei. Gado exposto a fezes na embarcação NADA, em 2018 Mercy For Animals Alguns países já proíbem esse tipo de comercialização, caso do Reino Unido e da Nova Zelândia. Para Bueno, da Abeg, a exportação de gado vivo ajuda a regular o preço do boi no mercado interno, garantindo remuneração do criador mesmo em períodos de queda nos valores da carne. "O pecuarista fica contente, por isso que, quando alguém reclama ou quer proibir, se juntam a Confederação Nacional da Agricultura, a Sociedade Rural Brasileira... Entram todos ali [na discussão] e não deixam [proibir]", afirma. Principais compradores de gado vivo do Brasil Arte g1 Como é a viagem? 🚢Capacidade: os navios usados no transporte de gado vivo variam de tamanho e podem levar de 4 mil a até 30 mil animais, segundo Bueno. O mais comum é embarcar bezerros com cerca de 300 kg, porque o manejo é mais fácil. Navio NADA, atracado no Porto do Rio Grande (RS), com capacidade de 26 mil animais, em janeiro de 2026 Mercy For Animals 🌱Alimentação: são servidos feno ou farelos, por serem mais fáceis de transportar no navio. Por causa da limitação de espaço, os animais comem menos do que em confinamento em fazendas, explica Aline Sant'Anna, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), especializada em transporte marítimo de gado vivo. 🌬️Ventilação: nos decks superiores, ela é natural. Nos inferiores, é preciso usar um sistema de exaustão, similar ao de garagens subterrâneas, por exemplo. A ventilação é necessária porque o gado consome muita água e, consequentemente, urina com frequência. Segundo Bueno, da Abeg, o cheiro de ureia nos decks inferiores é muito forte. Esse mecanismo é determinado pela Instrução Normativa 46 de 2018, do Ministério da Agricultura e Pecuária. 🐂Grupos: os animais costumam ser separados em baias com até 10 bois, para limitar a movimentação e reduzir o risco de desequilíbrio da embarcação. Em geral, ficam juntos animais que já conviviam na propriedade antes do embarque, para evitar brigas e também porque bovinos são sociáveis. Baias com gado dentro do navio para transporte marítimo Divulgação / Abeg 🥼Saúde: normalmente, os navios contam com um médico veterinário e vaqueiros, responsáveis pela alimentação e pela limpeza das áreas onde fica o gado. É comum que ocorram de uma a três mortes por viagem, apesar de não existirem dados oficiais, afirma Gisele Leite Camargo, coordenadora do Conselho de Delegados Sindicais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical). "O que eu considero um índice bastante baixo, quando você está pensando em 10 mil, 12 mil, 20 mil animais", afirma. Ela explica que as mortes acontecem porque o boi vai estar em um ambiente estranho, então fica estressado e com menos imunidade. Leia também: Já viu um touro voar? Entenda como mais de 300 viajaram de avião do Brasil ao Senegal O que diz quem é contra Uma das críticas é que o gado não tem espaço suficiente para viajar com conforto. Esse espaçamento é determinado pela Instrução Normativa 46 de 2018, do Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo a norma, a quantidade de animais é determinada a partir do peso. Considerando um bezerro de 300 kg, que é o mais comum a embarcar em navios, a lei determina que seja um por metro quadrado. Na comparação com a criação em confinamento, o espaço é bem inferior. Segundo Sant'Anna, da Unesp, a média nesses sistemas é de 10 metros quadrados por boi. No navio NADA, em 2018, animais tinham menos de 1 metro quadrado de espaço. Mercy For Animals Outro ponto levantado é a circulação de ar precária nos decks, principalmente no inferior, deixando um alto nível de umidade e amônia. A amônia é gerada pela urina e pelas fezes, eliminadas com frequência pelos animais. Segundo Sant’Anna, um boi de cerca de 300 kg consome em torno de 40 litros de água por dia. A especialista afirma ainda que alguns navios não foram originalmente projetados para o transporte de carga viva, sendo adaptações de embarcações antigas. Nesses casos, o risco de falhas no sistema de exaustão é maior. Por causa do cheiro intenso, a limpeza é considerada fundamental durante as viagens. Mesmo assim, segundo a professora, não há estrutura suficiente para drenar todos os dejetos produzidos. "E o bovino não é um animal que gosta de se deitar sobre as próprias fezes. Invariavelmente, ele vai acabar deitando em cima delas, em cima da urina. Estar de acordo com a legislação não é sinônimo de conforto para o animal", afirma. Esse acúmulo de fezes foi observado em uma embarcação que saiu do Rio Grande do Sul rumo ao Iraque, em 2024. Ela fez uma parada na África do Sul e deixou a Cidade do Cabo com um "fedor inimaginável", segundo o jornal inglês The Guardian. Representantes de um conselho sul-africano que combate a crueldade contra animais entraram no navio e encontraram bois mortos, doentes e cobertos de fezes, classificando a situação como "abominável". A professora afirma ainda que existem navios que jogam os resíduos no mar, o que causa grande impacto ambiental. Alguns animais enfrentam também dificuldades de adaptação ao novo ambiente, desenvolvem problemas gastrointestinais e deixam de se alimentar. Outros podem brigar e se machucar por causa do espaço reduzido. Bueno, presidente da Abeg, afirma que as exportadoras brasileiras seguem a legislação vigente. "Agora, se tem alguém que não fez [como na lei] ou se alguém fez algo diferente, isso em todas as atividades pode ser que tenha, mas é muito difícil", afirma. Camargo, do Anffa Sindical, também afirma que a fiscalização é rigorosa e que os navios que deixam o Brasil cumprem as exigências legais. "Eu não posso garantir para você que todos os navios são excelentes. A gente ouve que há navios muito ruins, principalmente que operam na Ásia. A gente não tem um grande problema desses navios aportando aqui no país", afirma a coordenadora. Saiba também: Por que não existe salmão no Brasil? Embarque do gado no navio NADA, atracado no Porto do Rio Grande (RS), com capacidade de 26 mil animais, em janeiro de 2026 Mercy For Animals Como é a fiscalização? Apesar de os navios pertencerem a empresas estrangeiras, eles precisam seguir regras brasileiras, além de atender às exigências dos países compradores. Para garantir que o bovino está saudável, antes de ir para o porto, ele passa por um Estabelecimento de Pré Embarque (EPE), que funciona como uma fazenda de confinamento. No local, o gado passa por exames, recebe vacinas e medicamentos, se necessário, e pode ficar em quarentena por até 30 dias, conforme as regras do país importador. Bois doentes não podem embarcar. O rebanho só deixa a fazenda depois que o navio é vistoriado e aprovado, evitando que os animais enfrentem o estresse do transporte rodoviário sem garantia de embarque. Ao final da viagem, os importadores devem apresentar relatórios às autoridades locais e brasileiras, informando o tempo de trajeto e se houve mortes ou doenças. Mesmo assim, a coordenadora do Anffa explica que, após a saída do navio, ele deixa o território nacional e o Brasil perde o poder de fiscalização. Veja como é o embarque do gado nos navios: Porto de Rio Grande (RS) faz embarque recorde de animais vivos para exportação Ao menos 27 mil bois embarcados no navio atracado em Santos, SP, em 2017. Renan Fiuza/G1 Leia também: Uso de chapéu no campo não foi proibido; veja o que diz a lei Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil
19/02/2026 06:00:36 +00:00
A corrida dos vices para a eleição presidencial - O Assunto #1662

Então candidato de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) surpreendeu o mundo político ao anunciar o convite para que Geraldo Alckmin (PSB) fosse o vice-presidente na chapa que concorreria nas eleições de 2022. O ex-tucano e adversário histórico do PT topou, e a estratégia deu certo: a dobradinha Lula-Alckmin se apresentou ao eleitor como representante de uma frente ampla e venceu a eleição. Quatro anos depois, presidente e vice demonstram ter excelente relação e trocam elogios em público, mas nada garante que a parceria irá se repetir na urna. Lula dá sinais de que a vaga está aberta para negociações com partidos de centro, como o MDB. O objetivo é ampliar alianças, conquistar mais palanques estaduais e municipais e aumentar o tempo de propaganda eleitoral. Na oposição, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida como a mais competitiva, de acordo com as pesquisas mais recentes. E já circulam especulações de potenciais candidatos a vice. Os mais citados são Romeu Zema, governador de Minas Gerais, do Novo, e Tereza Cristina, senadora pelo Mato Grosso do Sul, do PP. Para analisar a viabilidade de todas as estratégias eleitorais em jogo, Natuza Nery recebe o cientista político Fernando Abrucio. Ele, que é professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews, comenta a situação de Geraldo Alckmin no governo e o que Lula busca nas conversas com partidos de centro; e avalia os nomes em torno de Flávio Bolsonaro. Convidado: Fernando Abrucio, cientista político, professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews. O que você precisa saber: Lula negociar vice não é ato contra Geraldo Alckmin, diz Renan Filho BLOG DO VALDO CRUZ: Se não for candidato a vice, Alckmin pode não disputar eleição neste ano, dizem interlocutores BLOG DO CAMAROTTI: Setores do MDB reagem a rumores sobre vice de Lula e veem estratégia para desgastar alianças da oposição nos estados Valdemar quer mulher na chapa de Flávio, e PSB defende que Lula mantenha Alckmin Kassab diz que 'chance é zero' de aceitar ser vice de Lula Tereza Cristina diz ser ‘muito cedo’ para discutir vaga de vice de Flávio Bolsonaro Valdemar diz que vai 'lutar' para que o vice na chapa de Tarcísio à reeleição em SP seja do PL e indica o nome de André do Prado O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. A estratégia de Lula para a vaga de vice O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Lula e Alckmin em cerimônia Ricardo Stuckert/PR
19/02/2026 03:30:29 +00:00
‘Governo brasileiro precisa proteger a indústria’, diz presidente da Nissan ao defender taxas para carros chineses

Christian Meunier, presidente da Nissan para as Américas divulgação/Nissan Em 2025, o mercado brasileiro foi tomado por carros chineses importados, o que gerou tensões com as fabricantes que já produzem no país. Para Christian Meunier, presidente da Nissan nas Américas, o governo brasileiro deveria adotar medidas para proteger a indústria nacional por meio de tributação. “No fim das contas, o governo brasileiro precisa proteger a indústria no Brasil, as pessoas que trabalham no Brasil e a cadeia de suprimentos no Brasil”, disse Meunier, em entrevista a um grupo de jornalistas brasileiros do qual o g1 fez parte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Não faz sentido permitir que carros importados sejam despejados no Brasil e compitam com os carros produzidos localmente.” O executivo citou uma medida recente do México como exemplo. O país passou a aplicar taxas sobre importações da China e de outros parceiros comerciais, assim como fez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida não impacta as relações mexicanas para o Brasil no setor automotivo. Os produtos seguem isentos de taxas, conforme o acordo ACE-55, firmado em 2002 entre o México e o Mercosul. Para os demais, as tarifas variam conforme o tipo de produto e vão de 5% a 50%, atingindo 1.463 itens de 17 setores. Entre eles estão carros e autopeças, vestuário, plásticos, produtos siderúrgicos e eletrodomésticos, com foco em países com os quais o México não tem acordos comerciais firmados. “Há a necessidade de eles [o México] reagirem a isso: ‘Ok, se você produzir um certo volume de carros no México, então estará isento para alguns carros que importar da China; mas, se não produzir no México, terá de pagar uma tarifa de 50%’. E eu acho que o Brasil deveria fazer o mesmo”, disse o executivo. Fábrica da Nissan em Resende (RJ) Divulgação/Nissan Meunier afirma que a localização da produção é parte importante do negócio da Nissan. Ele relembrou a experiência anterior na Stellantis, onde foi presidente global da Jeep e integrou o comitê executivo do grupo, que também reúne a Fiat. “A força da Fiat e da Jeep é ser local. É isso que estamos fazendo sob a minha liderança: localizar o máximo possível. E localizar não significa apenas produzir, mas também ter peças fabricadas no Brasil. Esse é o segredo para ser bem-sucedido aqui”, afirma Meunier. A Nissan mantém uma fábrica no Brasil desde 2014, em Resende (RJ). No complexo industrial, a marca produz modelos como os SUVs Kicks e Kait. Os sedãs Versa e Sentra, além da picape Frontier, continuam sendo importados do México. Ainda assim, a Nissan enxerga a fábrica de Resende como um polo de exportação, com foco em países vizinhos. Para isso, investiu recentemente R$ 2,8 bilhões na planta brasileira. Parte desse investimento foi destinada ao desenvolvimento e à produção do novo Nissan Kait. Além de abastecer o mercado brasileiro, a Nissan também produz o SUV para mais de 20 países da América Latina. Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian Expansão local ocorre em meio a cortes profundos A Nissan passa por uma reestruturação profunda, que incluiu a troca da equipe de diretores globais. Segundo Meunier, a mudança busca resgatar o “espírito de luta” da marca. “Basicamente, toda a equipe executiva mudou, e isso era necessário. Era necessário porque eu acho que a empresa se perdeu por um período, e uma nova energia era exigida para recuperar a força e o espírito de luta da Nissan”, disse o presidente. Segundo o executivo, o plano tem foco em eficiência, redução de custos fixos e variáveis e melhor aproveitamento dos mercados estratégicos. Na região das Américas, a empresa conseguiu reduzir US$ 1 bilhão em custos fixos e outros US$ 1 bilhão em custos variáveis entre os anos fiscais de 2024 e 2025. Os custos fixos incluem despesas com fábricas, pessoal, programas e publicidade, enquanto os custos variáveis estão diretamente ligados à produção dos veículos, como peças e insumos. De acordo com Meunier, a redução de custos ocorreu a partir de alguns pontos-chave: Redução do volume global de produção: o executivo afirma que a fabricação anual caiu de 5,5 milhões para 3,2 milhões de veículos nos últimos seis anos; Redução no tempo de desenvolvimento de veículos: a Nissan vem encurtando o ciclo de criação de novos produtos de seis anos para 38 meses, o que reduz significativamente os custos de engenharia e de mão de obra; Localização da produção: conhecida como “produzir onde se vende”, a estratégia foi essencial para reduzir riscos ligados a tarifas e variações cambiais, além de melhorar a logística. Nos EUA, por exemplo, a produção local passou de 44% para 65% em apenas um ano. Nissan sofre para crescer no Brasil A Nissan mantém desempenho praticamente estável desde 2020, quando respondeu por 3,13% dos emplacamentos de veículos zero km no Brasil. Em 2025, a participação da marca fechou em 3,05%. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O cenário poderia ser considerado positivo, não fosse o fato de a Nissan ter sido superada por Honda e BYD em 2024 — movimento que se manteve nos dados de janeiro deste ano, com os seguintes números de emplacamentos: BYD: 6,03% das vendas, com 9.801 emplacamentos; Honda: 4,14% das vendas, com 6.722 emplacamentos; Nissan: 2,81% das vendas, com 4.559 emplacamentos. O Kicks, que chegou a ocupar a quarta posição entre os SUVs mais vendidos do Brasil em 2024, terminou 2025 na sétima colocação. A queda ocorreu no período em que o modelo teve o preço reajustado após a atualização: Volkswagen T-Cross: 92.837 emplacamentos; Hyundai Creta: 76.156 emplacamentos; Jeep Compass: 61.227 emplacamentos; Honda HR-V: 61.227 emplacamentos; Chevrolet Tracker: 60.867 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 59.674 emplacamentos; Nissan Kicks: 58.388 emplacamentos. Novo Nissan Kicks: saiba o que há de bom e ruim no lançamento
19/02/2026 03:01:00 +00:00
Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; governo Milei promete repressão e alerta jornalistas

Entenda o motivo da greve geral na Argentina A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Milei viaja aos EUA e oferece tropas ao Conselho da Paz de Trump em meio a greve geral A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), informou que a greve geral convocada para o início das discussões do projeto na Câmara começou às 0h desta quinta (19), segundo a agência de notícias Associated Press. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CGT. As ruas da capital Buenos Aires amanheceram vazias por conta da greve. Veja abaixo. Drone mostra o entorno da estação de trem Retiro, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei Agustin Marcarian/Reuters Estação de trem Constitución, em Buenos Aires, vazia em 19 de fevereiro de 2026, dia de paralisação geral na Argentina em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei Alessia Maccioni/Reuters Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. "Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado. Greve geral na Argentina: quais os direitos dos passageiros em caso de voo cancelado ou atrasado "Diante de atos de violência, nossas forças agirão", diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma "zona exclusiva" em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento. Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos. Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes Reforma trabalhista O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%.
19/02/2026 03:00:58 +00:00
Reforma trabalhista de Milei é votada pela Câmara; veja o que está em jogo

Entenda o motivo da greve geral na Argentina Em meio à greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a um ambiente de forte tensão política e social, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (19) a reforma trabalhista. Entre as mudanças, a proposta prevê flexibilização das férias e jornadas de até 12 horas. (Veja o que está em jogo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A sessão foi marcada para as 14h (horário local), após solicitação enviada ao presidente da Casa, Martín Menem. O momento é um dos mais decisivos do governo de Javier Milei desde a posse, em dezembro de 2023. A expectativa do governo é aprovar o texto final até 1º de março. Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni A sessão foi marcada por confusão e troca de provocações no plenário. O chefe do bloco União pela Pátria, Germán Martínez, criticou a condução dos trabalhos e chegou a provocar o presidente da Casa com a frase “Cresça, Sr. Presidente”, além de afirmar que os parlamentares “vão se arrepender” da decisão. A reforma passou pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), com 42 votos favoráveis e 30 contrários, após uma sessão marcada pela polarização. No dia anterior (11), milhares de manifestantes se reuniram nos arredores do Congresso, em Buenos Aires, para protestar contra a proposta. Os atos terminaram em confrontos com a polícia, e cerca de 30 pessoas foram detidas, segundo a agência de notícias France Presse. Manifestantes participam de um protesto em frente ao Congresso Nacional da Argentina no dia em que legisladores discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Mile REUTERS/Agustin Marcarian Nesta quinta-feira, o Ministério da Segurança anunciou medidas extraordinárias para a imprensa e alertou para possíveis situações de risco. A pasta recomendou que jornalistas evitem permanecer entre possíveis focos de confronto e as forças de segurança e informou que será criada uma “zona exclusiva” para a cobertura em ruas laterais à praça em frente ao Parlamento. O governo afirmou que, em caso de violência, as forças de segurança atuarão. Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; Milei promete repressão Milei discursa na Casa Rosada após tomar posse como presidente da Argentina Agustin Marcarian/Reuters O que está em jogo Vista como uma das reformas mais amplas na legislação trabalhista argentina desde a redemocratização, a proposta revisa normas que, em grande parte, datam dos anos 1970. O objetivo é atualizar regras consideradas rígidas e defasadas, reduzir custos trabalhistas, ampliar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais, defende o governo. A medida faz parte de um pacote mais amplo de reformas estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao investimento. Desde que Milei assumiu a Presidência, cerca de 300 mil empregos formais foram eliminados, sobretudo na construção civil, na indústria e em economias regionais. Empresários afirmam que cerca de 18 mil empresas fecharam nos últimos dois anos. O governo defende que flexibilizar regras pode ajudar a reverter essa tendência. Sindicatos e setores da indústria, porém, argumentam que o problema central não está na legislação trabalhista, mas na abertura às importações e na perda de competitividade. Principais mudanças previstas Entre as mudanças estão a flexibilização das férias — que poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do intervalo tradicional — e a possibilidade de ampliar a jornada diária de oito para até 12 horas, desde que respeitado o descanso mínimo. Abaixo, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos formalmente como autônomos, com regras próprias e um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais estabelecidas duraOnte a pandemia. O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados. Entre os principais recuos, foi retirada a possibilidade de que parte do salário fosse paga em bens ou serviços — como moradia e alimentação. Agora, o pagamento deve ser feito exclusivamente em dinheiro, seja em moeda nacional ou estrangeira. Moradia e alimentação podem existir apenas como benefícios adicionais, e não como forma de substituir o salário. Também saiu do texto o artigo que permitia o pagamento por meio de carteiras digitais — como as do Mercado Pago — por não oferecerem as mesmas garantias dos bancos tradicionais, supervisionados pelo Banco Central. Além disso, foi excluído o artigo 44 do capítulo VII, que alterava o sistema de licenças médicas e por doença. No texto original, a medida previa até mesmo a redução na indenização em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho. O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso especial durante a 55ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em 23 de janeiro de 2025. Reuters O mercado de trabalho argentino Dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, indicam que a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados — uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões, o equivalente a 51,4% da população total. Entre os trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% tinham emprego formal com contribuição previdenciária. Somando os autônomos, a informalidade alcança cerca de 43% do mercado. O setor de serviços reúne aproximadamente 70% dos postos de trabalho, seguido por indústria e construção (22%) e agropecuária (8%). Além disso, mais de um quarto dos ocupados trabalha mais de 45 horas por semana, indicando jornadas prolongadas. Avaliações e próximos passos Para Francisca Vila, coordenadora de Assuntos Públicos da Prospectiva, há consenso sobre a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante da estagnação do mercado, mas a proposta gera forte divisão social. Segundo ela, trata-se de uma das reformas mais relevantes desde a redemocratização, com impacto amplo nas relações de trabalho. Já a economista Juliana Inhasz, professora do Insper, considera que a reforma pode gerar maior dinamismo econômico e reduzir custos de contratação e demissão, favorecendo a formalização. Mas alerta que as mudanças podem fragilizar as relações trabalhistas, aumentar a insegurança no emprego e enfraquecer os sindicatos, sobretudo entre trabalhadores menos qualificados. O professor Paulo Renato Fernandes, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a proposta procura atualizar uma legislação criada para outra realidade econômica. Para ele, a redução da insegurança jurídica e de entraves burocráticos pode tornar o ambiente de negócios mais previsível e estimular a criação de empregos formais. Protestos contra o governo na Argentina
19/02/2026 03:00:55 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 72 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.974 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 72 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (19), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (14), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
19/02/2026 03:00:42 +00:00
Boletim Focus: mercado financeiro reduz estimativa de inflação deste ano para 3,95%

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 3,97% para 3,95% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Esse foi o sexto recuo seguido do indicador. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,8%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
18/02/2026 17:01:23 +00:00
FGC já pagou 84% dos credores do Banco Master, no total de R$ 37,2 bilhões

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que já foram pagos R$ 37,2 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, o que representa 92% do montante a ser pago. 🔎O balanço considera as operações fechadas até as 10h desta quarta. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua para manter a estabilidade do setor, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores. "Em termos de números de beneficiários da garantia, aproximadamente 653 mil credores já receberam os valores, correspondente a 84% do total de credores", informou o FGC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O órgão informou que o processo de pagamento aos credores, pessoas físicas, do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank segue pelo aplicativo do FGC. A liquidação do Master foi decretada pelo BC em novembro do ano passado. A instituição operava, antes, sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. O FGC deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo. Antes da liquidação do Banco Master, o FGC possuía patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões correspondiam a recursos líquidos em caixa, para o exercício de sua atividade. Will Bank No caso do Will Bank — outra instituição financeira liquidada pelo Banco Central, e parte do conglomerado do Master — FGC informou que começou, em 13 de fevereiro, a antecipação do pagamento da garantia aos credores que sejam clientes diretos e que possuem valores a receber de até R$ 1 mil Sobre esses casos, em que o processo está sendo realizado pelo aplicativo do Will Bank, já foram pagos R$ 53 milhões, o que representa 27% do montante das antecipações a ser pago (valor estimado em R$ 200 milhões). Em termos de números de beneficiários, aproximadamente 380 mil credores já receberam os valores, correspondente a 6% do total de 6 milhões de pessoas que atendem aos requisitos para receber a antecipação da garantia. Além da antecipação dos pagamentos de garantias pelo FGC, clientes do Will Bank estão recebendo valores referentes aos depósitos em moeda eletrônica (conta de pagamento). Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. "Os clientes do Will Bank que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC através de plataformas de distribuição de investimentos, ou cujo valor a receber ultrapasse R$ 1.000,00, não são elegíveis ao pagamento via aplicativo do Will Bank e deverão solicitar suas garantias utilizando o aplicativo do FGC, uma vez concluído o trabalho de consolidação da lista de credores que está sendo realizado pelo liquidante, com o apoio do FGC", informou o órgão. Foto de 23 de janeiro de 2026 mostra que a sede do Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, foi cercada por tapumes e o logo da instituição financeira foi coberto Amanda Perobelli/Reuters
18/02/2026 16:43:02 +00:00
Dólar avança a R$ 5,24 após feriado, com foco em dados dos EUA e ata do Fed; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,2401 nesta Quarta-feira de Cinzas (18), dia em que os mercados abriram somente durante a tarde. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,24%, aos 186.016 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para uma série de indicadores econômicos divulgados pela manhã. Os dados mostraram um ritmo misto da economia americana, com um avanço na construção de moradias unifamiliares e na produção manufatureira do país, mas uma queda nas encomendas de bens duráveis. (Veja mais abaixo) ▶️Outro destaque fica com a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que decide os juros nos EUA. O documento indicou que os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ainda estão divididos sobre o próximo passo da instituição em relação à condução dos juros do país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil (BC). O caso não foi considerado uma surpresa para o mercado, mas a ligação da instituição com o caso Master, volta a chamar atenção para a necessidade de regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, somando R$ 4,9 bilhões. Com isso, liquidação dos bancos Master, Pleno e Will Bank devem deixar um rombo de mais de R$ 50 bilhões no fundo. ▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado reduziram as estimativas para a inflação neste ano pela sexta vez seguida. A projeção passou de 3,97% para 3,95%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,21%; Acumulado do mês: -0,14%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,24%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: +15,45%. Liquidação do Banco Pleno O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. LEIA MAIS FGC diz que Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 50 bi no FGC Banco Pleno teve trajetória marcada por rebatismo, venda e reestruturações Agenda econômica Moradias nos EUA A construção de moradias unifamiliares nos EUA se recuperou em dezembro. Segundo dados do Census Bureau do Departamento de Comércio americano, o início de construção dessas casas, que representam a maior parte da construção civil do país, cresceu 4,1% em dezembro, para uma taxa ajustada de 981 mil unidades. As licenças para construção futura de casas unifamiliares, no entanto, caíram 1,7% no último mês de 2025, para 881 mil unidades. A divulgação dos relatórios havia sido adiada devido à paralisação do governo federal dos EUA. As tarifas sobre produtos importados, incluindo madeira e armários de banheiro, elevaram os preços dos materiais. Além disso, a escassez de mão de obra em meio a uma repressão à imigração por parte do governo Trump também tem elevado os custos de construção e restringido a atividade. Bens duráveis nos EUA As encomendas de bens duráveis nos EUA recuaram 1,4% em dezembro em relação a novembro, somando US$ 319,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Departamento do Comércio. O resultado frustrou as expectativas de analistas, que previam alta de 1,6%. Ao excluir o setor de transportes, os pedidos cresceram 0,9% no mês. Já sem a categoria de defesa, houve queda de 2,5%. O dado de novembro também foi revisado, com a alta mensal ajustada de 5,6% para 5,4%. Produção manufatureira dos EUA Segundo o Federal Reserve, a produção manufatureira dos EUA subiu 0,6% no mês passado, após ter ficado estável em dezembro. Economistas esperavam um crescimento menor, de 0,4%. Na comparação com janeiro do ano anterior, a alta foi de 2,4%. O resultado de dezembro também foi revisado, com o crescimento ajustado de 0,2% para zero. O setor responde por cerca de 10,1% da economia americana e tem sido afetado pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que, segundo empresários, elevaram os custos para indústrias e consumidores. Alguns segmentos, como tecnologia, se beneficiaram do aumento dos investimentos em inteligência artificial, e analistas avaliam que esse impulso pode se espalhar para outras áreas, além de possíveis efeitos de cortes de impostos. Ata do Fed A ata do Fed, divulgada nesta quarta-feira, também ficou no radar dos investidores. O documento indicou que os dirigentes do BC americano chegaram a um acordo quase unânime para manter as taxas de juros inalteradas na reunião do mês passado. Ainda assim, os diretores seguem divididos sobre quais devem ser os próximos passos do Fed na condução da política monetária dos EUA, com vários membros do comitê levantando a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada. Outros, no entanto, divergiram sobre se e quando novos cortes seriam justificados. O Fed interrompeu o ciclo de cortes de juros e manteve a taxa americana entre 3,50% e 3,75% na reunião de 29 de janeiro. Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta quarta-feira (18), impulsionados pelo bom desempenho de papéis de tecnologia, que se recuperavam após as recentes preocupações com inteligência artificial. Dow Jones teve alta de 0,26%, enquanto S&P 500 subiu 0,50% e Nasdaq avançou 0,78%. Já na Europa, a alta de ações dos setores de defesa e bancários impulsionaram as principais bolsas da região. Investidores também seguiam atentos a notícias sobre uma possível transição de liderança no Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,2% na sessão, a 628,69 pontos, com todos os principais índices regionais também encerrando a sessão no território positivo. Entre os destaques, o DAX, da Alemanha, subiu 1,12%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,81%. Na Ásia, vários dos mercados permaneceram fechados por conta do feriado do Ano Novo Lunar. China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais Jornal Nacional/ Reprodução
18/02/2026 16:00:06 +00:00
Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro

Augusto Lima, dono do Banco Pleno Vanner Casaes/Agência Alba A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil (BC), voltou a chamar atenção para Augusto Ferreira Lima, controlador da instituição desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lima, que também foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18). Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.
18/02/2026 15:46:35 +00:00
Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC

Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua para manter a estabilidade do setor, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, funciona como um fundo privado que opera como um seguro. É ele quem garante a proteção dos recursos depositados ou investidos em um banco caso a instituição enfrente crise ou dificuldade financeira. Para clientes e investidores do Banco Master, o FGC deve pagar R$ 40,6 bilhões em garantias, segundo o próprio fundo. No caso do Will Bank, cuja lista de credores ainda não foi fechada, a estimativa é de R$ 6,3 bilhões em pagamentos. Esse valor pode mudar após o fechamento da lista. Com a liquidação do Banco Pleno, o fundo estima que as garantias a serem pagas a credores da instituição somem R$ 4,9 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Liquidações Extrajudiciais Considerando o Banco Pleno — antes conhecido como Banco Voiter — e a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), pelo menos sete instituições ligadas ao Banco Master já tiveram a liquidação decretada. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. Tanto o Banco Pleno quando a Pleno DTVM faziam parte do grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foram vendidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi decretada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações diárias. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas ou investidores do banco. A estimativa do FGC é de que a instituição tenha cerca de 160 mil clientes com direito ao pagamento de garantias. Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Veja as etapas para o pagamento das garantias pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Depois da nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes.
18/02/2026 13:07:51 +00:00
Toyota Yaris Cross: como anda o carro híbrido pleno flex mais barato do Brasil? Vale a pena?

Toyota Yaris Cross é híbrido pleno flex mais barato do Brasil. O g1 finalmente pode conduzir o principal lançamento da Toyota em 2026. O Yaris Cross é a grande aposta da marca, que entra na disputa em uma das categorias mais vendidas do mercado brasileiro e oferece versões híbridas pelo preço mais convidativo possível. A palavra "convidativo" foi usada de propósito, pois não se pode chamar o Yaris Cross híbrido de barato. As versões custam R$ 172.390 ou R$ 189.990. Ainda assim, é o híbrido pleno flex mais barato do Brasil, e uma das principais opções para quem pretende entrar no universo dos eletrificados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Também é o SUV mais barato da Toyota. O Corolla Cross, de porte maior, parte de R$ 190.490 na versão a combustão e começa em R$ 219.890 na versão híbrida. Entre os híbridos, seu concorrente mais próximo é o chinês Omoda 5. Preço e porte são semelhantes. O Yaris aposta no renome da Toyota e no motor flex. Já o Omoda entrega mais que o dobro da potência, mas funciona apenas com gasolina. 🤔 Mas fica a pergunta: o preço será suficiente para convencer o consumidor a deixar modelos consagradíssimos a combustão — como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V — e apostar no Yaris Cross híbrido? Galerias Relacionadas O teste realizado pela Toyota, no autódromo de Indaiatuba (SP), não permite avaliar da forma mais adequada o ponto mais crucial do Yaris Cross: o consumo. A marca promete que o SUV chega a até 17,9 km/l com gasolina na cidade. Seria possível, portanto, rodar 644 quilômetros com um único tanque. O número é bastante superior a qualquer concorrente, mesmo o Omoda 5, que faz cerca de 15 km/l. Na pista, obstáculos foram posicionados para simular situações do uso urbano, como desvios em zigue-zague no trânsito e a baliza paralela à calçada. Mas, só nas situações de trânsito real — inclusive com os congestionamentos das grandes cidades — será possível ver a performance do sistema. O Yaris Cross tem três modos de condução: ECO, Normal e Power. Foi possível alterar para o mais econômico durante o teste e perceber que a eletrificação entrou mais em jogo, inclusive nas frenagens simuladas. Nessa situação, o computador de bordo se aproximou dos 17 km/l prometidos. Potência reduzida Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O benefício da economia de combustível tem um custo: a opção híbrida conta com um motor mais fraco do que a versão a combustão do próprio Yaris Cross. O modelo leva um bloco 1.5 a combustão com dois motores elétricos, que geram apenas 111 cv de potência combinada. O motor a combustão oferece 12,3 kgfm de torque, enquanto o elétrico entrega 14,4 kgfm. Como os valores não se somam, a marca não especifica um valor combinado. Estes números são inferiores ao que conseguem SUVs de porte menor que o Yaris Cross, mas que têm motores turbo. É o caso de versões mais completas de Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. No autódromo, as retas mais longas permitem acelerar com o pé embaixo. Ainda que a proposta não seja de um esportivo, a resposta do Yaris Cross nunca foi empolgante. Por outro lado, o motor elétrico ajuda a compensar a potência mais baixa com torque imediato em algumas situações. O torque disponível logo nas primeiras rotações ajuda bastante nas arrancadas. Não foi percebido impacto da potência reduzida ao sair dos boxes, ponto inicial do teste. Traduzindo para o uso urbano: o Yaris Cross certamente chegará a responder melhor que um Fiat Pulse com motor turbo ao sair do semáforo ou da garagem. A Toyota afirma que o sistema híbrido é praticamente o mesmo usado no Corolla, tanto na carroceria sedã quanto na SUV. Com esse conjunto, o motor elétrico atua principalmente nas arrancadas e passa a ajudar pouco o motor a combustão em velocidades mais altas. Aqui, estamos falando de ritmos acima dos 40 km/h. Isso ficou claro na pista, onde predominam retomadas e quase não há arrancadas. Sempre que uma curva fazia o Yaris Cross reduzir de 100 km/h para cerca de 40 km/h, a volta da aceleração contava com pouca ajuda do motor elétrico e levava mais tempo para recompor o vigor. Fluxo de energia do Toyota Yaris Cross Hybrid divulgação/Toyota A dinâmica dos motores podia ser vista na central multimídia, que indica o fluxo de energia e mostra quando o motor a combustão atua sozinho, quando o elétrico entra em ação ou quando ambos trabalham em conjunto. Isso quer dizer que o Yaris Cross híbrido tem motor ruim? Não. O que muda é a necessidade de mais cautela em situações como uma ultrapassagem na estrada — algo que não se manifesta nas saídas de semáforo. Ainda assim, tudo isso tende a perder importância quando o consumo de 17,9 km/l aparece no painel de instrumentos. A economia gerada com acelerações menos vigorosas faz o carro gastar menos combustível. No fim das contas, economizar combustível é mais importante do que acelerar mais — para a proposta do Yaris Cross e de quem busca esse carro. Se você prefere acelerações mais empolgantes, existem opções melhores no mercado, mas nenhuma delas é híbrida plena dentro da mesma faixa de preço. Exemplos são: Volkswagen T-Cross 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Volkswagen Nivus 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Honda WR-V: 126 cv e 15,8 kgfm Honda HR-V: 177 cv e 24,5 kgfm Peugeot 2008: 130 cv e 20,4 kgfm Nissan Kicks: 125 cv e 22,4 kgfm Caoa Chery Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive: 150 cv e 21,4 kgfm Isso posto, é nesse quesito que a comparação com o Omoda 5 pode pesar para quem busca um acelerador mais apimentado em um carro híbrido pleno. O chinês tem 224 cv de potência por preço R$ 12,4 mil mais baixo: R$ 159.990. Por ser uma marca nova, a montadora tem um trabalho inglório de se mostrar tão confiável quanto um Toyota. Se a potência não foi o destaque, o Yaris Cross compensou ao cumprir bem seu papel em outros aspectos. O principal deles é a estabilidade, com um conjunto de suspensão que agradou. Em um trecho do autódromo, havia obstáculos que exigiam curvas mais fechadas. Mesmo em velocidades suficientes para fazer os pneus cantarem, a cabine permaneceu estável — algo sempre relevante em um SUV. Toyota Yaris Cross chega para rivalizar com T-Cross, Creta e HR-V Por dentro, o Yaris Cross é sóbrio demais Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O Yaris Cross entrega exatamente o que se espera de um SUV compacto mais simples. No acabamento, há bastante plástico rígido e pouca variação de texturas ou cores. O visual é sóbrio, com predominância do preto. Se não há grandes destaques visuais ou de conforto, o teto solar panorâmico da versão topo de linha surge como um forte atrativo. Ele é grande o bastante para que os ocupantes do banco traseiro também aproveitem a vista do céu, mas vale saber que se trata apenas de um painel fixo de vidro. Não há abertura para entrada de ar, apenas passagem de luz — ainda assim, está entre os maiores da categoria. Com 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e 2,62 m de entre-eixos, o Yaris Cross tem medidas alinhadas às dos principais concorrentes. Esse porte garante bom espaço interno, especialmente para quem vai no banco traseiro, e reforça sua vocação familiar. Vale a pena o comprador conferir com atenção o porta-malas. Na versão híbrida, apesar do acionamento elétrico, são 391 litros, volume inferior ao de alguns rivais diretos, como Creta e WR-V. O espaço é 9 litros menor do que na versão a combustão, e o motivo é a bateria, cujo módulo de alta tensão ocupa parte da área. Não chega a ser um ponto negativo grave, mas, como mencionado acima, Hyundai Creta (422 litros), Nissan Kicks (470 litros) e Honda WR-V (458 litros) oferecem porta-malas maiores. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Dada a partida, o motorista passa a contar com um painel digital de sete polegadas, que substitui os mostradores analógicos. Ele não é tão completo nem tão personalizável quanto o do Corolla, mas transmite sensação de modernidade e segue a lógica de fazer o básico bem feito, sem grandes pretensões. A central multimídia, por sua vez, se destaca e chama atenção, seja pela posição mais elevada no painel, seja pela tela de 10 polegadas, a mesma usada em modelos mais caros, como o Corolla. Além disso, a central adota uma solução importante ao rodar sobre Android. Todas as transições de tela contam com animações, um cuidado ainda pouco comum no setor automotivo. Até a exibição do número da estação de rádio em destaque foge do padrão. Há bom uso de cores, fontes bem desenhadas e atenção evidente ao design da interface. A Toyota, porém, fez alterações profundas no sistema Android, o que impede a instalação de aplicativos como o Waze ou Google Maps. Em compensação, a interface é moderna e funciona sem travamentos durante o uso. Para o motorista, há câmera com visão de 360 graus, alerta de ponto cego, farol alto automático e auxílios como frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo e sistema de centralização de faixa. Já para os demais ocupantes, o Yaris Cross oferece conexão Wi-Fi, capaz de atender até 10 dispositivos, como celulares, tablets, notebooks ou outros aparelhos. Toda essa modernidade perde força diante de um detalhe curioso: mesmo na versão mais cara, que aproxima o Yaris Cross dos R$ 200 mil, ele não conta com ajustes elétricos dos bancos. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Toyota Yaris Cross híbrido: vale a pena? O Yaris Cross chama atenção por ser um SUV compacto e, ainda assim, oferecer bom espaço para as pernas de quem vai no banco traseiro. O consumo de 17,9 km/l também é um atrativo relevante, especialmente por se tratar de um modelo eletrificado que recarrega a própria bateria, sem a necessidade de ser plugado na tomada. O apelo familiar é reforçado pelo Wi-Fi para até dez dispositivos ao mesmo tempo, o que ajuda em viagens mais longas. Ainda assim, é importante considerar que a potência do SUV exige mais cautela em ultrapassagens na estrada e que o porta-malas pode ficar limitado quando há muitas bagagens. Ao olhar para o Yaris Cross como um carro de uso urbano, ele faz bastante sentido e estes pontos negativos são muito reduzidos. Seu principal rival, tanto na cidade quanto na estrada, dentro do universo dos híbridos plenos, é o Omoda 5. O modelo chinês é R$ 5 mil mais barato na versão topo de linha e entrega quase o dobro da potência, além de mais conforto interno e telas maiores. Em contrapartida, é menos econômico e aceita apenas gasolina, enquanto o Yaris Cross é flex. Toyota Yaris Cross chega com medidas semelhantes às dos rivais Divulgação | Toyota
18/02/2026 13:00:31 +00:00
Banco Pleno teve trajetória marcada por rebatismo, venda e reestruturações até a liquidação pelo BC

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), encerra uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional. A instituição surgiu a partir do Banco Indusval & Partners (BI&P), fundado em 1967 e voltado principalmente ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio. Diante de dificuldades operacionais e resultados pressionados, o banco passou por diversas reorganizações societárias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio. Diante das dificuldades, os controladores passaram a buscar potenciais compradores. Tentativas de vendas até chegar ao Master Em 2023, o banco negociou uma possível venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição. A operação, porém, não avançou, abrindo espaço para conversas com o Banco Master. No início do ano seguinte, os controladores do então Voiter anunciaram negociações com Daniel Vorcaro, sem divulgar os valores envolvidos. O acordo previa a transferência de controle e a incorporação das áreas de atacado, corretora e gestoras ao conglomerado do Master. Pouco tempo depois, em julho de 2025, o Banco Central autorizou a transferência do controle para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, dando origem ao Banco Pleno. Após a venda ao Master, a família Rezende Barbosa entrou em disputa judicial contra o conglomerado e seus controladores, envolvendo uma debênture de R$ 400 milhões emitida pela controladora do grupo. Segundo os vendedores, a primeira parcela de R$ 100 milhões não foi paga e, mesmo após um aditivo que previa o desembolso de R$ 200 milhões em duas parcelas, os valores também não foram quitados. O Master alegou que os credores teriam exigido a antecipação do contrato. A família acionou a Justiça em São Paulo, com valor da causa estimado em R$ 470,5 milhões, mas desistiu do processo após um acordo homologado no início de novembro, poucos dias antes da intervenção do BC no grupo. Problemas de liquidez A aprovação da operação veio acompanhada de exigências, entre elas a apresentação de um plano para enfrentar eventuais problemas de liquidez. Apesar disso, o banco manteve forte dependência de captação por meio de depósitos a prazo, especialmente Certificados de Depósito Bancário (CDBs), como principal fonte de financiamento. 🔎 Problemas de liquidez ocorrem quando o banco não tem caixa para cumprir compromissos imediatos, como saques e resgates, mesmo possuindo ativos no papel. Ou seja, tem patrimônio, mas não consegue convertê-lo rapidamente em dinheiro, o que gera atrasos, perda de confiança e, em casos graves, intervenção do BC. Segundo dados do BC, em setembro o Banco Pleno tinha passivos de cerca de R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Com o aumento da percepção de risco, esses títulos passaram a ser negociados no mercado secundário com taxas bem acima do CDI, o que indica vendas forçadas e deterioração da confiança dos investidores. A presença do Banco Pleno no sistema financeiro era reduzida. Até setembro do ano passado, a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, que superavam R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Nas captações, a fatia era de cerca de 0,05% de um total superior a R$ 13 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 6,5 bilhões. Segundo o BC, a liquidação foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." Saiba mais na reportagem abaixo. Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação
18/02/2026 12:47:12 +00:00
FGC diz que Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que o Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, junto com a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master. Assim, o liquidante irá apurar os valores a serem garantidos até o limite previsto na regulamentação. "Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado", acrescentou o fundo. O Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do BC indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. De acordo com o FGC, informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis no site da entidade. O fundo orientou que os credores utilizem o aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento das garantias de forma totalmente online. O aplicativo do FGC está disponível nas lojas Apple Store e Google Play, e os credores já podem realizar o cadastro básico. Em etapa posterior, assim que o FGC receber a relação dos credores do liquidante, será possível solicitar a garantia, com a identificação do beneficiário e a indicação de uma conta de sua titularidade, onde o valor será depositado. Depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão divulgadas todas as informações e atualizações. Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação Liquidação do Banco Pleno Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. Saiba mais na reportagem abaixo. Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro
18/02/2026 11:54:23 +00:00
Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. O g1 procurou o Banco Pleno para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da instituição também não se manifestou até o momento. Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação O que acontece com os correntistas do Banco Pleno? Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas ou investidores de títulos do banco. Segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o volume de depósitos cobertos no Banco Pleno é de R$ 4,9 bilhões. Cerca de 160 mil clientes têm direito à garantia após a liquidação extrajudicial. "Os valores garantidos, nos termos da regulamentação, serão pagos após o recebimento das informações da instituição que estão sendo consolidadas pelo Liquidante (responsável legal indicado pelo Banco Central) com o apoio do FGC", diz o comunicado. Saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O advogado José Eduardo Victória, sócio da MRV Advogados, foi nomeado liquidante do Banco Pleno. Em comunicado, ele informou que, com a decretação do regime especial de liquidação extrajudicial, todas as operações da instituição foram encerradas, incluindo o funcionamento das agências e dos canais digitais de transação. “Para dúvidas específicas sobre o processo de liquidação, o contato deve ser feito exclusiva e diretamente com a comissão liquidante, especificamente por meio do seguinte e-mail: [email protected] .” Liquidação envolvendo o Banco Master A crise envolvendo o grupo Master, liderado por Daniel Vorcaro, levou o Banco Central a intervir em diversas instituições ao longo dos últimos meses. Com o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários já são sete instituições ligadas ao conglomerado que tiveram a liquidação decretada. Em novembro do ano passado, o regulador passou a adotar uma série de medidas para desarticular o grupo, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação para outras instituições do sistema financeiro. As primeiras liquidações foram decretadas em novembro de 2025 e atingiram empresas centrais do conglomerado, como o Banco Master S/A, o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank — que operava com a marca BlueBank — e a corretora vinculada ao grupo. Em janeiro, a intervenção foi ampliada para a CBSF DTVM, antiga Reag Investimentos, citada pelo Banco Central como parte da estrutura usada para ocultar prejuízos. Poucos dias depois, em 21 de janeiro, o regulador também decretou a liquidação do Will Bank, braço digital do grupo, após a tentativa de venda não avançar e a Mastercard bloquear as operações com cartões.
18/02/2026 10:39:28 +00:00
O país que silenciosamente vem reduzindo a jornada de trabalho para quatro dias por semana

Gavin Arm e Bert de Wit implementaram a semana de quatro dias na empresa em 2019 BBC Os holandeses adotaram discretamente a jornada de trabalho de quatro dias por semana. Mas qual foi o impacto da medida e como fazê-la perdurar? "Seus filhos só são pequenos uma vez", afirma Gavin Arm, cofundador da Positivity Branding, uma pequena empresa com sede em Amsterdã, capital holandesa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A maioria das pessoas, quando dirige uma empresa, se dedica totalmente e trabalha, trabalha, trabalha para tentar fazê-la dar certo. E provavelmente elas fazem isso pelos filhos", explica Arm. "Mas depois, quando elas ficam mais velhas, olham para trás e dizem 'eu perdi essa parte da vida deles', e isso é terrível. Nós não queremos ser assim." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Arm fala à reportagem no escritório aconchegante da empresa, no animado bairro De Pijp. Ao sul do centro da cidade, a região é conhecida por seus mercados movimentados, sua história boêmia e pela intensa gentrificação (processo de transformação da população local, que é substituída gradualmente por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores). A empresa, fundada por ele e pelo colega Bert de Wit, presta consultoria em identidade de marca e design de embalagens. Há sete anos, os sócios adotaram a semana de quatro dias para si e para os funcionários. Os empregados não precisaram aceitar redução salarial nem trabalhar mais horas nos quatro dias. A carga horária semanal permanece em 32 horas, ou oito horas por dia. "O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho esteve no centro da decisão", afirma de Wit. Ele discorda da ideia de que os funcionários agora trabalham menos pelo mesmo salário. "Trata-se de trabalhar de forma mais inteligente, não mais intensa." Segundo ele, "em outros países, as pessoas passam muito tempo no trabalho, mas isso não significa que trabalhem muito. Mudar a cultura e a mentalidade é o maior desafio." Os holandeses trabalham o menor número de horas por semana na Europa AFP via Getty Images (BBC) A jornada de quatro dias por semana já se tornou comum na Holanda há vários anos, com a adesão inclusive de grandes empresas. O maior sindicato do país, Netherlands Trade Union Confederation (FNV, na sigla em holandês), continua a pressionar o governo holandês para que a medida se torne uma recomendação oficial. De todo modo, os trabalhadores já têm o direito legal de solicitar redução de jornada. "Gostamos de ter tempo para liberar a mente. Tenho minhas melhores ideias quando passeio com o meu cachorro", diz Marieke Pepers, diretora de gestão de pessoas da empresa holandesa de software Nmbrs. Ela tira a sexta-feira de folga toda semana. "Ninguém espera nada de mim nesse dia, eu me inspiro, fico melhor e a empresa também." Segundo Pepers, desde que a empresa adotou a semana de quatro dias, "as licenças médicas diminuíram e a retenção aumentou". No entanto, ela afirma que a proposta enfrentou resistência no início. "Tivemos que convencer os investidores. Nossos próprios funcionários estavam céticos no começo: 'não consigo terminar meu trabalho nem em cinco dias' [foi uma das reações]", diz Pepers. "Algumas pessoas se sentiam pressionadas. Mas precisamos ser extremamente criteriosos ao definir prioridades no nosso trabalho e reduzimos o número de reuniões." Marieke Pepers afirma que tem suas melhores ideias quando sai para passear com o cachorro Marieke Pepers A adoção discreta da semana de quatro dias na Holanda atraiu atenção internacional. Os trabalhadores holandeses cumprem, em média, 32,1 horas por semana, a menor carga horária da União Europeia, bem abaixo da média do bloco, de 36 horas. Ao mesmo tempo, o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas) per capita do país — isto é, por habitante — está entre os mais altos da Europa e figura próximo ao topo entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, conhecida como "clube dos países ricos"), que reúne economias desenvolvidas. O desempenho desafia a premissa de que países ricos precisam de jornadas longas para se manter competitivos. Mas a realidade da semana de quatro dias na Holanda é tão bem-sucedida para a economia quanto sugerem as manchetes da imprensa? "É verdade que a Holanda tem alta produtividade e trabalha menos horas", afirma Daniela Glocker, economista responsável pela Holanda na OCDE. "Mas o que vimos nos últimos 15 anos é que ela [a produtividade] não cresceu." Glocker acrescenta: "Então, se os holandeses quiserem manter sua qualidade de vida, terão de aumentar a produtividade ou ampliar a oferta de trabalho." Segundo Glocker, isso significa que os trabalhadores atuais precisarão produzir mais bens e serviços por dia de trabalho ou que o país terá de ampliar o número de pessoas no mercado, possivelmente com maior imigração. A Holanda tem a maior proporção de trabalhadores em tempo parcial entre os países da OCDE: quase metade dos empregados trabalha menos que a jornada integral. Salários mais altos e a forma como os impostos holandeses incidem sobre a faixa intermediária de renda tornam menos atraente trabalhar horas extras, levando famílias a trocar renda por tempo livre. Uma análise do próprio governo aponta que 3 em cada 4 mulheres e 1 em cada 4 homens trabalham menos de 35 horas por semana. Sindicatos argumentam que "um dia a menos" pode beneficiar a energia, a produtividade e a sociedade, e que normalizar a semana de quatro dias pode manter no mercado pessoas que, de outra forma, deixariam de trabalhar. A OCDE, no entanto, alerta que esse modelo enfrenta pressões crescentes. Como a maioria dos países, a Holanda lida com o envelhecimento da população: à medida que mais pessoas se aposentam, menos permanecem na força de trabalho. "Os holandeses são ricos e trabalham menos — mas a questão é: isso é sustentável?", questiona Nicolas Gonne, economista da OCDE. "Há um limite para o que se pode fazer com poucos trabalhadores." "O que vemos é que a Holanda enfrenta restrições por todos os lados; a forma de aliviar isso é expandir a oferta [de trabalho]", afirma Gonne. AFP via Getty Images Alguns economistas afirmam que mais mulheres na Holanda precisam trabalhar em tempo integral Uma forma de ampliar a oferta de trabalho seria aumentar a participação de mulheres holandesas em jornadas integrais. Embora a taxa de emprego feminino seja elevada, mais da metade das mulheres no país trabalha em tempo parcial, cerca de três vezes a média da OCDE. O acesso a creches a preços acessíveis continua sendo um entrave importante, e a elevada carga tributária sobre a renda, aliada à complexidade do sistema de benefícios, pode desestimular o aumento da jornada, especialmente entre os chamados segundos provedores de renda familiar. Peter Hein van Mulligen, do Escritório Central de Estatísticas da Holanda (CBS, na sigla em holandês), aponta para um "conservadorismo institucionalizado" profundamente enraizado na sociedade holandesa, que atua como barreira à participação feminina. Um estudo de 2024 apontou que 1 em cada 3 holandeses considera que mães com filhos pequenos (de até três anos) não deveriam trabalhar mais do que um dia por semana, e quase 80% afirmam que três dias semanais seriam o máximo. Entre os pais, os percentuais são, respectivamente, 5% e 29%. "Uma diferença considerável", observa van Mulligen. Yvette Becker, do sindicato FNV, afirma que a semana de quatro dias pode ajudar a reduzir a desigualdade de gênero. "Há ganho de produtividade com menor absenteísmo." De volta à Positivity Branding, de Wit afirma que a semana de quatro dias torna o emprego "mais atraente", sobretudo em setores com escassez de mão de obra, como educação e saúde. "Pode ser uma forma de tornar essas profissões mais atrativas e elevar novamente a produtividade." Seu sócio, Arm, resume sua visão sobre o modelo: "Você está mais feliz? Está aproveitando mais a vida? É disso que se trata". Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1
18/02/2026 05:00:51 +00:00
CNU 2025: resultados individuais são divulgados

CNU 2025: tudo sobre o concurso Depois de semanas de expectativa, esta quarta-feira (18) marca um dos momentos mais aguardados pelos candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CNU): a divulgação dos resultados individuais da segunda edição. A consulta foi liberada às 16h. As informações estarão disponíveis na área do candidato no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas. Cada participante poderá verificar o resultado definitivo da prova discursiva, após a análise dos recursos, além da avaliação de títulos (quando houver), do resultado dos procedimentos de cotas e das respostas aos pedidos de revisão. Também nesta quarta-feira serão publicadas as listas completas com os resultados finais pós-recursos, no mesmo formato das tabelas já divulgadas anteriormente, com número de inscrição e notas. Já na sexta-feira (20) serão divulgadas as listas de classificação para vagas imediatas e para cadastro de reserva — etapa que define quem segue dentro das vagas e quem permanece na lista de espera. No mesmo dia, será publicada a primeira convocação para confirmação de interesse. A confirmação de interesse é obrigatória para todas as pessoas candidatas aprovadas em vagas imediatas — que incluem as vagas com cursos de formação e as 1.000 vagas do cargo de Analista Técnico Administrativo. O prazo da primeira rodada vai até as 23h59 de domingo (23), exclusivamente pelo site da FGV. ⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente do cargo e daqueles abaixo dele, mas continua na disputa pelos cargos de maior preferência. Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. 📆 Confira o cronograma oficial 18 de fevereiro – Consulta individual aos resultados definitivos e publicação das listas completas 19 de fevereiro – Extrato no DOU com link para as listas 20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesse Até 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada 27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocação De 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada 6 de março – Divulgação da 3ª convocação De 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada 16 de março – Divulgação da classificação final Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação
18/02/2026 03:01:00 +00:00
UE investiga Shein por venda de produtos ilegais e design viciante

Shein Reuters A União Europeia abriu uma investigação formal sobre a varejista online chinesa Shein nesta terça-feira (17), por venda de produtos ilegais e preocupações com o design potencialmente viciante da plataforma. A decisão intensifica o escrutínio sob a rigorosa Lei de Serviços Digitais do bloco. A medida é baseada na lei que exige que as plataformas online ajam para combater conteúdos ilegais e prejudiciais. A decisão veio após a França ter instado o órgão executivo da UE, em novembro do ano passado, a reprimir a venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein. Desde então, a Shein interrompeu a venda de todas as bonecas sexuais em todo o mundo. A empresa e sua rival chinesa Temu se tornaram os símbolos mais notórios das preocupações mais amplas com o fluxo de produtos chineses baratos para a Europa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A Lei dos Serviços Digitais mantém os consumidores seguros, protege seu bem-estar e os capacita com informações sobre os algoritmos com os quais estão interagindo. Avaliaremos se a Shein está respeitando essas regras e sua responsabilidade”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado. A Comissão sinalizou a possibilidade de uma investigação da UE no mês passado. Medidas de segurança adicionais A Shein afirmou que continuará a cooperar com o órgão regulador da UE e que investiu significativamente em medidas para reforçar a conformidade com a legislação da UE, incluindo a realização de avaliações de risco sistêmico e estruturas de mitigação, e o reforço da proteção dos usuários mais jovens. “Além do aprimoramento das ferramentas de detecção, também aceleramos a implementação de salvaguardas adicionais em torno de produtos com restrição de idade”, afirmou a empresa, incluindo medidas de verificação de idade para impedir que menores visualizem ou comprem conteúdo e produtos com restrição de idade. A Comissão Europeia disse que investigaria os sistemas que a Shein implementou na UE para limitar a venda de produtos ilegais, incluindo possíveis materiais de abuso sexual infantil. A investigação também se concentrará no design viciante da Shein, incluindo a concessão de pontos ou recompensas pelo engajamento, que podem ter um impacto negativo no bem-estar dos usuários. A transparência dos sistemas de recomendação que a Shein utiliza para propor conteúdos e produtos aos usuários também será alvo de escrutínio por parte da UE.
17/02/2026 13:50:08 +00:00
Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com EUA

Irã mostra exercícios militares que fecharam parcialmente o Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA. O Irã fechou nesta terça-feira (17) parcialmente o Estreito de Ormuz, importante via petrolífera mundial ao sul do país, por conta de exercícios militares, segundo a agência de notícias iraniana semioficial Fars. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O fechamento parcial do estreito ocorre em meio às negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos. Negociadores dos dois países se encontraram em Genebra, na Suíça, nesta terça. O governo Trump exige um acordo com Teerã para limitar o programa nuclear iraniano e encerrar o enriquecimento de urânio, e ameaça atacar o Irã caso as negociações fracassem. Segundo a Fars, o fechamento de partes do Estreito de Ormuz durará algumas horas e é necessária por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana realiza exercícios militares na rota de exportação de petróleo mais importante do mundo. Os exercícios foram anunciados na segunda-feira e escalaram as tensões em um momento delicado das relações com os EUA. Além disso, dezenas de navios de guerra norte-americanos estão estacionados na região. O Irã já havia ameaçado no passado fechar o estreito se fosse atacado, medida que bloquearia um quinto do fluxo global de petróleo e elevaria os preços do petróleo bruto. Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. Wana via Reuters Também nesta terça-feira, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que tentativas dos EUA de derrubar seu governo fracassarão, enquanto Washington e Teerã iniciam negociações indiretas em Genebra sobre sua longa disputa nuclear, em meio a um aumento do contingente militar norte-americano no Oriente Médio. Os EUA, que se juntaram a Israel no bombardeio das instalações nucleares do Irã em junho, enviaram uma força de combate para a região, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma “mudança de regime” no Irã pode ser a melhor coisa que poderia acontecer. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão participando das negociações, que estão sendo mediadas por Omã, disse uma fonte informada sobre o assunto à Reuters, juntamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. Donald Trump disse que estaria envolvido “indiretamente” nas negociações de Genebra e que acredita que Teerã queira chegar a um acordo. “Não acho que eles queiram as consequências de não fazer um acordo”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One na segunda-feira. “Poderíamos ter feito um acordo em vez de enviar os B-2s para destruir seu potencial nuclear. E tivemos que enviar os B-2.” Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz para fazer exercício militar Mesmo os mais fortes podem ser 'esbofeteados', diz Khamenei Logo após o início das negociações, a mídia iraniana citou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei dizendo que Washington não poderia forçar a saída de seu governo. A república é governada por clérigos desde a Revolução Islâmica de 1979. “O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode levar um tapa tão forte que não consegue se levantar”, disse ele, em comentários publicados pela mídia iraniana. Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã em 24 de janeiro de 2025. Sepah News/AFP Uma autoridade de alto escalão iraniano disse à Reuters na terça-feira que o sucesso das negociações em Genebra dependia de os EUA não fazerem exigências irrealistas e de sua seriedade em suspender as sanções econômicas que prejudicam o Irã. LEIA TAMBÉM: Chanceler do Irã diz que negociações com os EUA avançaram e abriram caminho para acordo nuclear Khamenei diz que Trump não conseguirá derrubá-lo e ameaça afundar porta-aviões dos EUA Imagens revelam aumento de navios de guerra e caças dos EUA no Oriente Médio às vésperas de reunião com o Irã Negociação nuclear e tensão militar As negociações nucleares entre os EUA e o Irã são tratadas com cautela porque os dois países têm grandes diferenças entre suas posições: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear. Em fevereiro, as Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do grupo de ataque do porta-aviões Lincoln no Mar Arábico. Divulgação/Marinha dos EUA via Reuters A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear. O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região. As Forças Armadas dos EUA estão se preparando para a possibilidade de semanas de operações contra o Irã, caso Trump ordene um ataque, disseram duas autoridades americanas à agência de notícias Reuters. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Washington e seu aliado próximo, Israel, acreditam que o Irã aspira construir uma arma nuclear que poderia ameaçar a existência de Israel. O Irã afirma que seu programa nuclear é puramente pacífico, embora tenha enriquecido urânio muito além da pureza necessária para a geração de energia e próximo do necessário para uma bomba. Desde os ataques de junho, os governantes islâmicos do Irã foram enfraquecidos por protestos de rua, reprimidos com o custo de milhares de vidas, contra uma crise no custo de vida impulsionada em parte por sanções internacionais que estrangularam a receita do petróleo do Irã. O Irã aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, que garante aos países o direito de desenvolver energia nuclear civil em troca da renúncia às armas atômicas e da cooperação com a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica. Israel, que não assinou o TNP, não confirma nem nega ter armas nucleares, sob uma política ambígua de décadas destinada a dissuadir os inimigos vizinhos.
17/02/2026 13:26:51 +00:00
Paramount terá uma semana para melhorar oferta pela Warner Bros

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros. Discovery deu o prazo de uma semana para que a Paramount Skydance ofereça sua "melhor e final oferta" para aquisição da companhia. O período foi concedido à Warner pela Netflix, por meio de uma isenção temporária. 🔎 Conhecida no mercado como "limited waiver", essa isenção serve como uma dispensa temporária de determinadas obrigações contratuais. Nesse caso, a Netflix liberou a Warner de algumas das obrigações acordadas no contrato de fusão, permitindo que a empresa participe de discussões com a Paramount por um período de sete dias, até 23 de fevereiro. Segundo comunicado divulgado pela Warner Bros. nesta terça-feira (17), as conversas serviriam para dar uma "maior clareza" aos acionistas da companhia e para permitir que a Paramount possa apresentar uma oferta melhor e final. "Durante esse período, a Warner se envolverá com a Paramount para discutir as deficiências que permanecem não resolvidas e esclarecer certos termos do acordo de fusão proposto", informou a Warner em comunicado, reiterando que a Netflix manterá seu direito de igualar qualquer proposta feita pela companhia concorrente. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com o comunicado, um representante sênior da Paramount informou a um membro do conselho de administração da Warner que, caso seu conselho autorizasse que as duas empresas discutissem o acordo, a Paramount concordaria em pagar US$ 31 por ação, indicando que a proposta ainda poderia melhorar. "Esse preço, juntamente com diversas outras questões que a Paramount declarou que abordaria em sua carta de 10 de fevereiro, não está refletido no mais recente acordo de fusão proposto", informou a Warner em comunicado, destacando que enviou uma carta à empresa, solicitando esclarecimento às questões ainda não abordadas. A revisão feita pela Paramount em sua oferta na última semana oferecia US$ 30 por ação em dinheiro e a promessa de pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. "Durante todo esse processo, nosso único foco tem sido maximizar valor e segurança para os acionistas da Warner Bros", afirmou o presidente e diretor da companhia, David Zaslav, em comunicado. "A cada etapa, fornecemos à Paramount Skydance orientação clara sobre as deficiências em suas ofertas e oportunidades para corrigi-las. Estamos nos envolvendo com a Paramount agora para determinar se eles podem apresentar uma proposta acionável e vinculante que ofereça valor e segurança superiores para os acionistas da Warner por meio de sua melhor e final oferta", completou Zaslav. Ainda assim, segundo o comunicado, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery continua a recomendar, de forma unânime, que os acionistas votem a favor da oferta de fusão da Netflix. "Continuamos a acreditar que a fusão com a Netflix está no melhor interesse dos acionistas da Warner devido ao enorme valor que proporciona, ao nosso caminho claro para obter aprovação regulatória e às proteções de transação para os acionistas contra riscos de queda", afirmou o presidente do conselho de administração da Warner, Samuel Di Piazza, em comunicado. "Com a Netflix, criaremos um futuro mais promissor para a indústria do entretenimento — oferecendo aos consumidores mais opções, criando e protegendo empregos e expandindo a capacidade de produção nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que aumentamos os investimentos para impulsionar o crescimento de longo prazo do nosso setor", acrescentou Di Piazza. A reunião de acionistas para votar a possível fusão com a Netflix ficou marcada para 20 de março. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.
17/02/2026 12:47:42 +00:00
Quanto custa viver no ES? Pesquisa revela que capixaba gasta mais do que a média brasileira; veja valor

Custo de vida no Espírito Santo é maior do que a média brasileira; gastos com supermercado, moradia e transporte pesam no bolso Reprodução É caro viver no Espírito Santo? Uma pesquisa revelou que o custo médio de vida do capixaba é de R$ 3.780 por mês, valor acima da média nacional, que é de R$ 3.520. Os dados são da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, divulgados neste mês. O levantamento mostrou que manter o equilíbrio financeiro tem sido um desafio para a maioria das famílias. Apenas 19% da população capixaba, e brasileira, dizem achar fácil organizar e pagar as despesas do dia a dia. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As despesas básicas pesam mais no orçamento. Supermercado, contas recorrentes e custos de moradia concentram a maior parte dos gastos mensais das famílias. Juntas, essas despesas representam 57% do orçamento dos brasileiros. Esses três itens também são apontados como os mais difíceis de manter em dia. "Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos", afirmou Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. Custo de vida (média) Supermercado e contas fixas no Espírito Santo O gasto médio mensal com supermercado do capixaba também é maior do que a média brasileira. Enquanto que no Espírito Santo esse valor foi de R$ 1.030 por mês, no Brasil foi de R$ 930. O maior custo é registrado no Sul do Brasil, enquanto o menor aparece no Nordeste. Nas contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, a média nacional é de R$ 520 por mês. Os capixabas gastam o mesmo valor nessa categoria. Despesa com supermercado (média) LEIA TAMBÉM: VÍDEO: casal é flagrado fazendo sexo em escada de fórum, no ES CASO RARO: gêmeos nascem empelicados em bolsas amnióticas diferentes no ES Veja os vídeos que estão em alta no g1 Moradia tem maior impacto entre os capixabas As despesas com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, variam bastante entre as regiões. Mas no Espírito Santo os gastos são maiores que a média brasileira. Enquanto que a média nacional é de R$ 1.100 mensais, no Espírito Santo o gasto chega a R$ 1.320, acima também do que a média da Região Sudeste. O valor é um dos mais altos do país. Despesas com moradia (média) "As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local", explicou Aline Vieira. Transporte e saúde também variam por região O brasileiro gasta, em média, R$ 350 por mês com transporte e mobilidade. No Espírito Santo, o valor é o mesmo. Já as despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540. Entre os capixabas, esse gasto sobe para R$ 560 por mês. Lazer, educação e compras em geral O gasto médio com lazer no Brasil é de R$ 340 mensais. No Espírito Santo, o valor chega a R$ 400. Em compras em geral, como calçados, cosméticos e produtos para pets, a média nacional é de R$ 390. Os capixabas gastam cerca de R$ 380 por mês. Custo com lazer (média) Quando se fala em gastos com cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, o capixaba também não poupa recursos. Por aqui, o custo médio mensal para manter esses serviços é de R$ 170, o terceiro mais alto do país. Na nossa frente, aparecem Ceará (R$ 180 por mês, em média), seguido do Distrito Federal (R$ 170). Atrás do Espírito Santo, vem Mato Grosso, também com R$ 170 mensais. Poucos pensam em mudar de cidade Mesmo com o peso do custo de vida, a maioria dos brasileiros não considera mudar de cidade para economizar. Apenas um em cada dez entrevistados diz cogitar essa possibilidade em 2026. "Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica", afirmou a especialista. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
17/02/2026 07:01:03 +00:00
'Salas da fúria': como são os espaços cada vez mais populares para liberar a raiva e aliviar o estresse?

Para Shuka Piryaee, ir a uma 'sala da fúria' é 'uma forma divertida e ridícula de reset' Shuka Piryaee via BBC "Certamente, houve um momento de desconforto no início." Deena conta à BBC que sua primeira visita a uma "sala da fúria" foi muito diferente do que ela imaginava. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ela não teve sentimentos caóticos, nem ficou agressiva, destruindo coisas. Na verdade, ela ficou "surpreendentemente controlada e muito mais consciente". "Depois que me adaptei, vivenciei a experiência mais como uma liberação física do que como uma explosão emocional." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cada vez mais mulheres vêm pagando para destruir objetos antigos, como televisores, móveis e louças, protegidas com equipamento especial. Acredita-se que o conceito das "salas da fúria" tenha surgido no Japão, no final dos anos 2000. Mas uma mulher chamada Donna Alexander afirma ter criado uma dessas salas na sua garagem mais ou menos na mesma época, no Estado americano do Texas. Naquele espaço, as pessoas podiam entrar e destruir objetos que haviam sido descartados pelos donos. No Reino Unido, ainda são poucos os lugares onde você pode pegar um taco de baseball e liberar as emoções reprimidas. As "salas de fúria" são promovidas como uma forma de aliviar o estresse e liberar a raiva acumulada. E há um aspecto interessante na sua base de clientes. Alguns proprietários afirmam que a maioria das pessoas que procuram essas salas são mulheres. Deena conta que visitou uma 'sala da fúria' para experimentar algo diferente BBC Deena conta que procurou a "sala da fúria", inicialmente, "por curiosidade". "Não sou irada ou volátil", explica ela. "Passo a impressão de ser uma pessoa muito tranquila e serena. Por isso, no princípio, achei muito estranho e quase errado estar aqui." Mas Deena conta que, depois de algum tempo, se sentiu "muito mais leve e tranquila". Ela compara a experiência com "pressionar um botão de reset ou receber uma massagem muito boa". Deena explica que seu trabalho é acelerado e exige muita responsabilidade e constante tomada de decisões. Agora, ela acredita que a "sala da fúria" pode ajudá-la a lidar com estas situações. "Quando me sentir muito estressada, voltarei a visitar uma sala", afirma ela. Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres 'Estranhamente libertador' Shuka Piryaee concorda com Deena. Ela conta que não sentia raiva, mas quis saber como é a experiência de "extravasar". Para isso, ela recebeu um carro para amassar, enquanto ouvia suas canções favoritas. "Foi uma satisfação muito maior do que eu esperava", conta Piryaee. "Senti algo estranho e libertador ao destroçar coisas sem precisar tomar cuidado. Depois, percebi que havia feito um exercício para meu corpo e minha mente." Kate Cutler é fundadora e uma das proprietárias de uma "sala da fúria" em East Sussex, no sudeste da Inglaterra. Ela conta que o local está "ficando cada vez mais concorrido" entre suas clientes. Cutler decidiu montar a sala quando sua filha, já falecida, lutava contra um câncer no cérebro. E ir a uma "sala da fúria" era um dos itens da sua lista de desejos. Ela afirma que algumas mulheres visitam a sala porque foram traídas ou tiveram rompimentos difíceis. Ou, às vezes, simplesmente porque "têm raiva vindo do nada". As 'salas da fúria' existem desde o fim da década de 2000 e vêm ganhando popularidade em várias partes do mundo BBC A autora e psicoterapeuta Jennifer Cox participou do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4. Ela acredita que as mulheres são "condicionadas" a reprimir sentimentos de "frustração, ira, agressão e raiva". Cox explica que as mulheres ficam frequentemente envolvidas com as exigências do trabalho, os pais e os filhos pequenos. Por isso, elas podem acabar ficando "furiosas". Cox defende que as mulheres deveriam extravasar e acredita que espaços como este, que permitem a elas liberar sua raiva, podem ser muito úteis. Ela sugere a criação de "minissalas da fúria em casa", com almofadas e travesseiros empilhados, para que elas "se deixem levar" e liberem parte dessa raiva e do estresse. "Quando reprimimos a raiva, ela se manifesta no nosso corpo de diversas formas, como ansiedade, depressão, TOC, enxaqueca ou problemas estomacais", explica Cox. 'A raiva é saudável' A terapeuta especializada em saúde mental Shelly Dar concorda. Ela defende que as "salas da fúria" podem oferecer "alívio instantâneo" e permitir que, depois, você se sinta mais livre e tranquila. Para a terapeuta, é saudável se sentir furiosa. Mas o sentimento tem má reputação porque só observamos a explosão, não o acúmulo. "E, como estamos tão sobrecarregados, não há um espaço seguro para expressar sentimentos confusos," Espaços como este trazem uma solução para que as mulheres expressem seus sentimentos de forma segura, segundo Dar. "Grande parte do problema para as mulheres hoje em dia é que não queremos ser julgadas", prossegue ela. "Por isso, precisamos reprimir todas estas emoções, interpretando o papel da boa menina, talvez sendo a mãe tranquila, a mãe reflexiva e serena. Fomos educadas para sermos amáveis." Ouça aqui o episódio do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4, que deu origem a esta reportagem.
17/02/2026 05:00:32 +00:00
Carne bovina: com volume recorde em janeiro, cota de embarques da proteína do Brasil à China se esgota em setembro, projeta USP

Governo brasileiro negocia uma solução para as proteções impostas pela China às importações de carne bovina Mesmo com o cenário desafiador apresentado pela cota anual de venda de carne bovina do Brasil à China, o principal destino das embarcações da commodity, o mercado pecuário nacional tem motivos para manter o otimismo, mas precisa ser estratégico. O setor registrou o maior volume de carne bovina escoado à China para um mês de janeiro. "Se o ritmo de embarques verificado em janeiro para a China for mantido, o Brasil deve completar sua cota de volume de exportações de carne bovina em setembro", apontam pesquisadores do Cepea. O principal indício é a crescente procura pela proteína brasileira desde o ano passado, verificada em análises e consultas feitas com agentes do setor pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). ➡️Mas, qual é a cota para o Brasil? Em janeiro, o Brasil, que é o maior fornecedor de carne bovina para a China, foi incluído na lista de países exportadores da proteína com limite de volume a ser vendido ao país asiático. A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para 2026. Essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. 📊O que acontece se o Brasil desrespeitar o limite? O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%. 📊Em boletim mais recente do setor, divulgado na última sexta-feira (12) pelo Centro de Estudos da Esalq/USP, os pesquisadores do Cepea lembram sobre a cota brasileira para a China, de 1,106 milhão de toneladas para o ano. "A demanda externa pela carne bovina brasileira seguirá em crescimento, mesmo nesse cenário desafiador. Apenas em janeiro de 2026, mês em que foram impostos os limites de importação, já foram enviados ao país asiático 119,63 mil toneladas. E, este foi, inclusive, o maior volume escoado à China para um mês de janeiro", ressalta o Cepea O volume total de carne bovina exportado pelo Brasil em janeiro somou 258,94 mil toneladas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Brasil, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e compilados pelo Centro de Estudos da Esalq-USP. "Um recorde para o mês, superando o até então melhor início de ano, registrado em 2025", observa o Centro de Estudos da USP. Exportação e carne bovina é destaque Neto Lucena/Secom China A China foi destino de 46,3% do total escoado pelo Brasil em janeiro, porcentagem próxima da média de 2025, que foi de 47,67%. Cotação As cotações do boi gordo e da carne, segundo o Centro de Pesquisas, têm se mantido crescimentos. Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi, da vaca, novilha e reposição seguem firmes. 📈O valor do indicador Cepea/Esalq-USP do boi gordo, arroba de 15kg fechou em R$ 337,20 em 9 de fevereiro de 2026. Quatro dias depois, passou para 344,05, uma alta de mais de 2%, segundo boletim do Cepea. Exportação de carne bovina Wenderson Araújo /CNA Brasil LEIA TAMBÉM China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? Como vai ficar o preço da carne bovina em 2026? Brasil discute limitar exportação de carne bovina à China O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1. O receio do Ministério da Agricultura é de que a cota cause uma "corrida desenfreada" de exportações: uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo. Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina Kayan Albertin/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
16/02/2026 22:26:04 +00:00
Sindicatos da Argentina anunciam greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro. Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas — será apenas interrupção das atividades. A convocação da greve aumenta a tensão entre o governo e os sindicatos, que têm forte influência política na Argentina. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 REUTERS/Francisco Loureiro A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso. O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Protestos contra o governo na Argentina
16/02/2026 16:36:12 +00:00
Preços do petróleo sobem antes das negociações nucleares entre EUA e Irã

Plataforma de petróleo Divulgação Os preços do petróleo subiram ligeiramente nesta segunda-feira (16), conforme investidores avaliavam as implicações das próximas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para o mercado. O encontro visa diminuir as tensões, em um contexto de aumentos previstos na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Os futuros do petróleo Brent (referência internacional) subiram 0,6%, para US$ 68,16 (R$ 356,40) por barril às 12h08 no Brasil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava a US$ 63,32 (R$ 331,09) por barril, com alta de 0,7%. O contrato não terá liquidação na segunda-feira, feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos. Os temores de interrupção no fornecimento devido às tensões entre os EUA e o Irã ajudaram a manter os preços do petróleo estáveis, disse o analista da PVM, Tamas Varga, à Reuters. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 As negociações devem ficar moderadas, com os mercados da China, Coreia do Sul e Taiwan fechados para os feriados do Ano Novo Lunar. Na semana passada, os dois índices de referência registraram quedas semanais, com o Brent fechando cerca de 0,5% abaixo e o WTI perdendo 1% após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington poderia chegar a um acordo com Teerã no próximo mês. Os dois países devem realizar uma segunda rodada de negociações em Genebra na terça-feira (17) sobre o programa nuclear de Teerã. Na véspera das negociações com Washington, mediadas por Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu com o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU). O Irã está buscando um acordo nuclear com os EUA que traga benefícios econômicos para ambos os lados, com investimentos em energia e mineração e compras de aeronaves em discussão, segundo um diplomata iraniano. Os EUA estão se preparando para a possibilidade de uma campanha militar sustentada caso as negociações não tenham sucesso, disseram autoridades americanas à Reuters. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que, em caso de ataques ao território iraniano, poderia retaliar contra qualquer base militar americana. “O aumento da tensão iraniana pode levar o Brent a US$ 80 por barril. O enfraquecimento da tensão faria com que ele caísse para US$ 60 por barril”, disseram analistas do SEB em uma nota. Com as tensões entre os EUA e o Irã elevando os preços do petróleo, os países da Opep+ estão colocando um freio nessa alta, inclinando-se para uma decisão de retomar os aumentos de produção a partir de abril em sua reunião de 1º de março, após uma pausa de três meses, informou a Reuters. Enquanto isso, as importações chinesas de petróleo russo devem subir pelo terceiro mês consecutivo, atingindo um novo recorde em fevereiro, depois que a Índia reduziu as compras devido à pressão dos EUA, de acordo com dados de rastreamento de navios.
16/02/2026 15:44:57 +00:00
Brasil reavalia postura e abre espaço para negociações entre Mercosul e China

Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso O Brasil avalia, pela primeira vez, promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, segundo altos funcionários do governo brasileiro. A iniciativa representaria uma mudança relevante na postura da maior economia da América Latina. Historicamente, o país vetou negociações formais com Pequim para proteger a indústria nacional do avanço das importações chinesas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No entanto, diante da busca da China por laços comerciais mais profundos e das sucessivas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a reavaliar essa posição. Uma declaração conjunta divulgada durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que ambos esperam que as negociações de livre comércio entre China e Mercosul possam começar “o mais rápido possível”. 👉 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno do bloco. Embora um acordo comercial amplo ainda esteja distante, dois integrantes do governo brasileiro afirmaram que um pacto parcial entre Mercosul e China passou a ser visto como uma possibilidade de longo prazo. A avaliação leva em conta as tarifas impostas pelos EUA a parceiros comerciais, que têm afetado o comércio global e alterado alianças econômicas. Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A mudança de postura do Brasil reflete o que um dos funcionários, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, classificou como um “novo cenário global”. “Precisamos diversificar nossos parceiros”, afirmou o funcionário. Segundo ele, a China oferece a possibilidade de um acordo parcial, restrito a algumas faixas tarifárias. Outro representante do governo brasileiro, envolvido diretamente nas negociações internas do Mercosul, disse que o bloco poderia avançar em temas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias e de segurança. Esses pontos, segundo ele, já abririam espaço relevante no mercado chinês. O mesmo funcionário afirmou que ainda é cedo para indicar quais setores poderiam ser incluídos nas negociações, classificando o tema como “altamente complexo”. Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC "Nova dinâmica na região" O Brasil tem demonstrado cautela em relação a um acordo mais amplo, por receio de que a grande capacidade industrial da China prejudique os fabricantes nacionais. Apesar disso, os investimentos chineses na produção brasileira cresceram nos últimos anos, movimento que o governo brasileiro tem interesse em preservar. Segundo Ignacio Bartesaghi, especialista em política externa da Universidade Católica do Uruguai, as políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump — que incluíram pressão sobre países latino-americanos para reduzir laços com a China — podem estar incentivando Pequim a buscar novos acordos comerciais na região. “Há uma nova dinâmica regional no comércio, impulsionada principalmente por Trump”, afirmou Bartesaghi. “Ideias que antes pareciam completamente travadas agora podem avançar”, acrescentou. Ainda assim, qualquer acordo no âmbito do Mercosul exige consenso entre todos os membros, o que impõe desafios relevantes. O Paraguai é um dos poucos países no mundo que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China. Esse fator, segundo autoridades brasileiras, dificulta — embora não inviabilize — um acordo com Pequim. Em 2025, o Paraguai importou US$ 6,12 bilhões em mercadorias da China e participou das discussões entre Mercosul e China, indicando que o diálogo segue aberto. O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que não se opõe a um acordo, desde que seja respeitado o direito do país de manter relações diplomáticas com Taiwan. “Se existe hoje um bloco capaz de negociar com qualquer país ou grupo, esse bloco é o Mercosul”, disse Peña em entrevista concedida em julho à imprensa argentina. A Argentina, terceira maior economia da América Latina, também pode dificultar o consenso. Desde a posse do presidente Javier Milei, em 2023, o país se aproximou de Washington. Milei priorizou o fortalecimento dos laços com os EUA, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro americano. Apesar disso, a China segue como um importante credor e um dos principais compradores das exportações agrícolas argentinas. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA/AFP Ainda assim, especialistas como Bartesaghi avaliam que Buenos Aires pode resistir, ao menos no curto prazo, a apoiar negociações lideradas pela China dentro do Mercosul, sobretudo se isso comprometer os esforços do governo Milei para obter apoio dos EUA a reformas econômicas e financiamento. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que não comentaria “hipóteses” ao ser questionado sobre as negociações entre Mercosul e China. “A Argentina mantém relações cordiais com a China — elas apenas não são muito visíveis”, disse Florencia Rubiolo, diretora do centro de estudos argentino Insight 21. Segundo ela, um acordo envolvendo todo o Mercosul tornaria essa relação mais evidente. “Se a questão for um gesto diplomático, parece improvável que o governo apoie esse tipo de acordo”, concluiu.
16/02/2026 07:01:12 +00:00
A crescente demanda por 'acompanhantes de saúde' em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

A enfermeira Edineusa Matos faz 'bico' como acompanhante de saúde BBC O envelhecimento da população brasileira e as famílias cada vez mais enxutas com a redução do número de filhos tornaram a presença de um cuidador de idosos mais comum em muitas casas — e levam o Congresso a discutir a regulamentação dessa profissão. Mas os profissionais desse ramo também têm sido contratados, inclusive por pessoas mais jovens, para ajudar em outras atividades do dia a dia — por exemplo, como acompanhantes em exames e procedimentos hospitalares e agendando consultas para clientes. Por meio de plataformas online como Cronoshare e GetNinja, clientes procuram por auxiliares para determinadas funções, especificando suas demandas. Quando um trabalhador se interessa, entra em contato com que fez o pedido. A contratação é informal, sem assinatura de contratos de trabalho, assim como o pagamento, que costuma ocorrer via Pix. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Girlaine Ferreira, de 56 anos, tem clientes assim com frequência, mas diz que essa função ainda é pouco conhecida. Ela trabalha como cuidadora há seis anos e tem um trabalho fixo, mas atua como acompanhante para fazer uma renda extra. Cobra R$ 220 no mínimo por acompanhamento, incluindo seu deslocamento — muitas vezes com transporte público. Se a duração do serviço chega a 12h, o valor sobe um pouco: R$ 250 durante a semana e R$ 300 nos finais de semana e feriados. Dessa forma, ela diz que consegue ganhar 35% a mais todo mês. Segundo Girlaine, que atende na região metropolitana de São Paulo, os clientes costumam ser de classe média ou alta, e ela apontar algumas razões para isso. "Para uma pessoa que vive somente com um salário mínimo, é mais difícil [contratar esse tipo de serviço]", diz ela. "Mas, além da parte financeira, não existe ainda muita informação sobre esse trabalho, e não é todo mundo que entende quem presta esse tipo de serviço. Quanto menor for a instrução, menos a pessoa sabe que isso existe." Girlaine conta que já desempenhou funções variadas. Para uma brasileira que mora na França, foi sua acompanhante em um exame. A mãe da cliente já era idosa, não podia ir com ela, e o marido não estava no Brasil, por isso ela a procurou. "Ela devia ter uns 38, 40 anos. Acompanhei, esperei finalizar o procedimento, comprei os remédios e, quando já estava bem, ela me liberou." Com formação no cuidado de idosos, Girlaine conta que não é necessário ter um curso como acompanhante de saúde ou em áreas relacionadas à enfermagem, por exemplo. Assim como o cliente expõe suas demandas, o profissional também esclarece nas plataformas o que pode ou não fazer como parte do serviço. Além de consultas e exames, ela já acompanhou pacientes internados por longos períodos em hospitais. "Já fiquei mais de mês em uma UTI, próximo da finitude do paciente", recorda. 'Atendi cliente com fobia de dirigir' A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos, 40 anos, também viu neste tipo de acompanhamento uma oportunidade de ganhar mais. Ela trabalha há seis anos como acompanhante na capital e no ABC paulistas. "Como trabalho como auxiliar de enfermagem em um turno de 12 horas e descanso por 36 horas, muitas vezes consigo fazer esses trabalhos à parte". "No começo, eu não sabia como me 'vender'. É preciso pensar como se projetar na plataforma. Hoje, eu tenho uma avaliação cinco estrelas, mas não foi fácil." Hoje, além do anúncio online, os novos clientes chegam até por meio de indicações. Um atendimento que chamou sua atenção foi o de uma mãe que precisava levar o filho autista para o médico. A cliente queria ir de carro, mas tinha medo de dirigir — e não queria usar aplicativos de transporte. Edineusa não costuma fazer as vezes de motorista, mas viu o serviço como uma gentileza para a mãe. "Ela tinha especificado tudo isso no anúncio na hora de contratar, e o filho dela era autista nível três [considerado o mais grave]. Dirigi para ela e fui com ela ao médico", lembra. Edineusa conta também já foi retirar remédios de alto custo em um posto público e auxiliou um paciente com bolsa de nefrostomia (usada para coletar urina diretamente de um rim), entre outros serviços. Atualmente, ela acompanha um paciente idoso na hemodiálise aos finais de semana. Ela ganha R$ 2,6 mil por mês como auxiliar de enfermagem e conta que têm conseguido aumentar sua renda como acompanhante — em alguns meses, ganha com isso até mais do que como o emprego oficial. Com a renda extra, Edineusa diz que financiou a compra de um apartamento e que pretende se mudar da comunidade onde mora. Ela cobra por diária, de no mínimo de quatro horas: "O mínimo é R$ 130 o dia, dependendo do procedimento. Quando há um esforço maior do meu trabalho, pode chegar a R$ 260". Riscos de informalidade O trabalho de cuidador tradicional é previsto na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como "cuidador de idosos" e "cuidador em saúde" — o que permite uma contratação com carteira assinada. Esse profissional pode acompanhar uma pessoa em consultas e exames, auxiliar em exercícios leves e administrar medicamentos por via oral, desde que prescritos por um médico. O papel do cuidador é observar sintomas, identificar sinais de emergência e acionar ajuda especializada — sem diagnosticar doenças e receitar medicamentos. No mercado, é comum que seja exigido do trabalhador um curso de cuidador de idosos e pessoas, que normalmente mínima tem carga de 360 horas. Mas a categoria ainda não tem um sindicato nacional unificado, apenas entidades regionais e sindicatos de categorias próximas, como de trabalhadores de saúde e de empregados domésticos. Uma lei que regulamenta especificamente a profissão de cuidador de idosos tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Para a advogada trabalhista Patrícia Schüler Fava, serviços esporádicos, como acompanhar um paciente em exames e consultas, se enquadram como prestação de serviço eventual. Nesses casos, não há vínculo empregatício, e o pagamento costuma ser combinado por diária. Mas a situação muda quando a prestação do serviço vira rotina. O contratante passa a ter obrigações formais como registro em carteira, controle de jornada e cumprimento de todos os direitos trabalhistas previstos para a categoria. "Pela legislação, comparecer à residência pelo menos três vezes por semana, mesmo que por poucas horas, já caracteriza a relação como trabalho doméstico", diz Fava. A BBC News Brasil procurou a Cronoshare e GetNinja para abordar a questão da formalização dos profissionais que oferecem serviços deste tipo oferecidos nestas plataformas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Envelhecimento acelerado e redes de apoio menores A maior longevidade e a queda da fecundidade no Brasil ajudam a explicar a maior demanda pelos serviços oferecidos por Edineusa e Girlaine, segundo especialistas entrevistados pela BBC News Brasil. "Há 30 ou 40 anos, era comum ver babás em pracinhas, mas era raro encontrar cuidadores de idosos. Hoje, em 2025, acontece o contrário", diz a médica Roberta França, especialista em longevidade consciente e saúde mental e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsiquiatria Geriátrica. A médica defende ser preciso a profissionalização do setor e maior formação técnica. "Envelhecemos em 30 anos o que a Europa levou mais de 100. Mas, diferentemente da Europa, não enriquecemos antes de envelhecer e não nos preparamos para esse processo." Como acompanhante de saúde, Girlaine diz que conseguiu aumentar a renda em 35% BBC Márcio Minamiguchi, demógrafo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que a geração que hoje tem cerca de 80 anos já demanda mais esse tipo de cuidado como efeito de terem tido menos filhos e sua rede familiar ser mais reduzida do que era comum no passado. Segundo Minamiguchi, neste cenário, o cuidado familiar tende a perder força, abrindo espaço para a contratação de profissionais e de instituições de longa permanência para idosos (ILPI) — popularmente conhecidos como "asilos" ou "casas de repouso". "São mudanças rápidas e profundas, que tendem a expandir a oferta desses serviços, mas que também enfrenta o desafio da disponibilidade de mão de obra." A antropóloga Valquíria Renk lembra, porém, que muitos brasileiros não têm condições financeiras de contratar serviços de cuidado profissionais, o que faz com que esse trabalho acabe recaindo sobre familiares — geralmente mulheres, sem receber remuneração — ou sobre amigos e vizinhos. Para quem tem maior poder aquisitivo, o dinheiro pode não ser o maior problema, mas sim a falta de tempo, por conta de jornadas longas de trabalho, por exemplo. Contratar alguém para cuidar de uma pessoa em tempo integral ou acompanhá-la no médico ou outros serviços tem se tornado uma saída em casos assim, diz Renk. "Pessoas com mais recursos conseguem montar equipes multidisciplinares, garantir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico contínuo", aponta a antropóloga, que é professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). "Esses serviços têm custos elevados e muitas vezes não são cobertos pelo sistema público de saúde." Renk afirma que a Política Nacional do Cuidado busca ampliar o reconhecimento social desse tipo de atividade e ampliar a qualificação na área, mas ainda é pouco eficaz. Essa política foi proposta pelo governo federal, aprovada pelo Congresso e sancionada no final de 2024. Ela reconhece o cuidado como um direito universal e uma responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias, sociedade e setor privado, dando diretrizes para isso. O objetivo é distribuir responsabilidades e garantir uma estrutura mínima para que famílias consigam cuidar adequadamente de idosos, crianças, pessoas com deficiência ou indivíduos com doenças crônicas. Mas, para França, a política está longe de produzir efeitos concretos — sem trazer ações obrigatórias, ela depende de regulamentação, orçamento e implementação. Essa distância entre o que diz a lei e a realidade cotidiana deixa grande parte das famílias sem apoio. "O que vemos no Brasil inteiro são famílias cuidando de idosos com demência ou doenças graves sem qualquer auxílio. Esse cuidado recai sobre uma única pessoa, normalmente uma mulher, que trabalha por longas jornadas, muitas vezes sem remuneração." Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos
16/02/2026 05:00:34 +00:00
Abono salarial PIS/Pasep 2026 faz pagamento nesta segunda; veja quem recebe

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa nesta segunda-feira (16). Nesta primeira fase, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram no mês de janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. De acordo com o Ministério do Trabalho, o primeiro lote vai liberar R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários nascidos em janeiro. Quem possui conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil receberá o valor automaticamente. Já os trabalhadores sem conta nesses bancos poderão sacar o benefício diretamente nas agências a partir de quarta-feira (18). Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo PIS-Pasep José Cruz/Agência Brasil
16/02/2026 03:00:37 +00:00
Usinas investem em manutenções durante entressafra da cana-de-açúcar

Colhedoras passam por revisão completa durante a entressafra em usina de Catanduva (SP) TV TEM/Reprodução Mesmo durante a entressafra, o ritmo nas usinas de cana-de-açúcar, etanol e energia do noroeste paulista não diminui. Pelo contrário. É nesse período que barracões se transformam em oficinas e máquinas passam por revisões completas para garantir o funcionamento na próxima safra. Em Catanduva (SP), a usina encerrou a última safra em novembro. Desde então, colheitadeiras, veículos e equipamentos agrícolas passam por manutenção. A meta é deixar tudo pronto até março, antes do início de um novo ciclo. A unidade conta com uma equipe exclusiva para o setor, formada por 164 funcionários. Além disso, mantém um estoque próprio com milhares de itens usados nos reparos e na conservação dos equipamentos. Entre as máquinas que mais recebem atenção estão as colhedoras de cana-de-açúcar. Durante a safra, elas operam 24 horas por dia, por nove meses seguidos. A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra. Na entressafra, são desmontadas, têm as peças verificadas e passam por revisão antes de voltarem ao campo. O custo de reforma de cada máquina gira em torno de 150 mil reais. Os setores da moenda e da caldeira também são totalmente desmontados por apresentarem maior desgaste ao longo da safra. A usina tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora. A cerca de 60 quilômetros dali, na área rural de Novo Horizonte (SP), outra usina conseguiu antecipar a instalação de equipamentos que passaram por manutenção neste período. Parte dos reparos foi realizada por empresas terceirizadas, que adiantaram as entregas neste ano. Alguns equipamentos também passam por manutenção dentro da própria unidade, onde trabalham cerca de 3 mil funcionários. Durante a entressafra, eles são remanejados para atuar nas equipes de manutenção. É o caso de Lenin Camargo, operador da fábrica de açúcar durante a safra e líder do grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril. O trabalho é baseado em um mapeamento feito enquanto a usina está em funcionamento. Assim, a empresa identifica equipamentos com problemas, desde pequenas peças até estruturas maiores e mais pesadas, transportadas com auxílio de guindastes. O prazo para executar os serviços também precisa considerar as condições climáticas, como o período de chuvas no noroeste paulista, que pode interferir na instalação de máquinas em áreas externas. Além da manutenção preventiva das máquinas agrícolas, as usinas aproveitam a entressafra para realizar melhorias, substituir equipamentos e trocar materiais, com o objetivo de aumentar a eficiência e a produtividade. Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Usinas investem em manutenções durante entressafra da cana-de-açúcar VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/02/2026 14:47:07 +00:00
Queijarias artesanais oferecem qualidade e sabores variados na zona rural

Queijos produzidos na região de Jundiaí (SP) ganham destaques nacionais e internacionais Reprodução/TV TEM Passear na roça, sentir o cheiro da natureza e tomar um bom café quentinho com um pedaço de queijo é maravilhoso. No interior de São Paulo tem tudo isso para quem quer sentir um pedacinho de Minas Gerais em terras paulistas, a chamada Rota do Queijo, é um circuito que cada vez mais atrai visitantes para o campo. Em Jundiaí (SP), um dos destaques é um sítio com rebanhos de cabras e vacas, onde há pouco mais de três décadas, a produtora Célia Storani Biscaro, trocou a enfermagem pela produção de leite de cabra para ter um acréscimo financeiro, e acabou tornoando uma profissão. Atualmente a queijaria fábrica 18 tipos de queijos com leite de vaca e 13 com leite de cabra, entre frescal, meia cura, muçarela, parmesão e além de criações autorais, sendo que algumas foram premiadas internacionalmente. Na propriedade são quase 100 vacas e mais de 130 cabras, com duas ordenhas ao dia. Mesmo com tanto avanço tecnológico, ainda o charme é o que agrega ainda mais na hora de comprar os queijos, e a sua produção que ainda segue o estilo tradicional, as máquinas só ganham espaço para a ordenhadeira, o tanque resfriador, que ajudam garantir a qualidade em todas as etapas da pasteurização à maturação. Ainda na roda, em Cabreúva (SP), uma outra fazendo transforma o queijo em experiências únicas. Além da degustação, o espaço também oferece piqueniques, visitas guiadas, contato com os animais e até um pôr do sol no campo. Érico Kolya, proprietário do local, produz há dez anos e hoje fornece mais de duas toneladas de queijos por mês. São opções de vaca, cabra e búfala, frescos e maturados, muitos exclusivos. Entre os mais procurados estão o “Sol”, que passa por um processo diferenciado, e o “Quina”, de textura macia e sabor suave. Produção de queijo em Cabreúva (SP), faz parte da Rota do Queijo Reprodução/TV TEM Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Queijarias artesanais oferecem qualidade e sabores variados na zona rural VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/02/2026 14:42:39 +00:00
Brangus é rústico e tem carne de qualidade

Raça Brangus foi criada para produzir carne de qualidade e ser rústica TV TEM/Reprodução A raça Brangus foi criada para produzir carne de qualidade e ser rústica. Tudo começou há pouco mais de 100 anos nos Estados Unidos, com a combinação do Angus com o Brahman. O nome Brangus é uma referência a essa mistura. O sucesso da raça se espalhou pelo mundo. No oeste paulista, região conhecida pelas temperaturas altas, o Brangus é uma das raças mais utilizadas. Na fazenda da família de Henrique de Almeida, o rebanho tem mais de 5 mil cabeças. Vacas com bezerro são a maioria. A boiada é criada solta no pasto, com água e sombra disponíveis. O objetivo é a reprodução e o melhoramento genético. "São animais que performam bem, cobrem vaca a campo e entregam carne de qualidade. As duas principais características da raça Brangus são rusticidade e qualidade de carne", explica o pecuarista. No abate, a preferência é por novilhas a partir de 22 meses e com mais de 500 kg. Essa é a fase ideal para comercialização. "Este método proporciona um acabamento mais rápido, o que reduz o tempo de confinamento. Como resultado, os animais são abatidos mais jovens e no ponto ideal, garantindo uma carne de melhor qualidade e com mais maciez", explica o zootecnista e professor Marco Aurélio. Ter animais cada vez mais produtivos é o objetivo de todo criador. Isso passa pelo avanço da genética. Mais de 200 touros da raça Brahman de diferentes regiões do país são acompanhados para esse fim. Uma empresa especializada em inseminação artificial e melhoramento genético faz esse trabalho. O processo começa no pasto e segue no laboratório. O sêmen é coletado de animais de um ano e meio a cinco anos. Um dos doadores é o Tanque, que pesa mais de 800 kg. Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Brangus é rústico e tem carne de qualidade VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/02/2026 14:41:38 +00:00
Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval

Eles criaram blocos para bebês e idosos — e hoje faturam alto com isso Quando o carnaval toma as ruas, cada folião encontra seu ritmo — e, nos últimos anos, até quem ainda nem anda e quem já viveu muitas décadas ganhou espaço na festa. De um lado, um berço adaptado desfilando no meio da multidão. Do outro, idosos abrindo alas com energia de quem não quer ficar de fora da folia. Em comum, a mesma ideia: com cuidado e estrutura, todo mundo pode participar — e isso também virou oportunidade de negócio. Em São Paulo, o bloco criado pelo empresário Diogo Rios surgiu depois que ele adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao carnaval. O vídeo viralizou e impulsionou a criação de um bloco estruturado para crianças na primeira infância. Hoje, o evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e escolha de locais com sombra. O investimento inicial foi de R$ 150 mil. A receita vem da venda de cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil. No mês de carnaval, o bloco chega a faturar R$ 70 mil. O evento gratuito também funciona como porta de entrada para outros projetos infantis pagos ao longo do ano. Evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário Globo/ Pegn Em Nova Friburgo (RJ), a psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, iniciativa que nasceu após seu trabalho com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência. A primeira edição, em 2025, destacou o protagonismo dos idosos, que levaram suas famílias para o desfile. O bloco conta com voluntários para auxiliar a locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e trajeto planejado para evitar desgaste. A ILPI parceira acompanha o evento com uma van. Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com mais procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços focados em envelhecimento saudável. No “esquenta” realizado na instituição parceira, as histórias se misturam: uma participante de 64 anos diz que “envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional”. Um senhor de 96 anos se diverte como quem não pretende abandonar o carnaval. “Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional.” Psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso Globo/ Pegn
15/02/2026 13:49:45 +00:00
O espetacular roubo multimilionário na Alemanha que ninguém notou

Buraco na parede aberto pelos ladrões para entrar na agência Polícia de Gelsenkirch O caso foi descrito como o mais "espetacular" assalto a banco na Alemanha em anos. Nos últimos dias de 2025, em um fim de semana tranquilo logo após o Natal, um grupo de ladrões invadiu uma agência do banco Sparkasse na cidade de Gelsenkirchen, no oeste do país, perfurando uma parede com uma furadeira industrial. Roubaram mais de 3.000 cofres e fugiram com milhões de euros. Mais de um mês depois, a polícia ainda não prendeu nenhum suspeito — e pede que eventuais testemunhas se apresentem para ajudar nas investigações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para os clientes do banco, alguns dos quais afirmam ter perdido as economias de uma vida inteira, joias de família e objetos de valor, este é um momento de raiva, confusão e choque. Há uma forte sensação de que a confiança nas instituições foi abalada. O caso levantou todos os tipos de questões difíceis, e algumas delas foram esclarecidas recentemente pelo ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul. Por que ninguém percebeu o que estava acontecendo? Foi um crime cometido por alguém de dentro? Por que ninguém ouviu a furadeira e como os ladrões sabiam exatamente onde ficava o cofre? Os sistemas de segurança do banco eram muito fracos? Polícia acredita que ladrões entraram no prédio por um estacionamento vizinho Reuters Os investigadores acreditam que os ladrões provavelmente invadiram a agência da rua Nienhofstrasse por meio de um estacionamento adjacente, no bairro de Buer. A hipótese é de que os criminosos tenham corrompido uma porta de saída entre o estacionamento e o banco. Em circunstâncias normais, a porta não poderia ser aberta pelo lado de fora, mas a quadrilha conseguiu impedir que ela fechasse corretamente, permitindo-lhes "acesso irrestrito do estacionamento ao prédio do Sparkasse". A partir daí, a polícia acredita que eles burlaram diversos sistemas de segurança e chegaram a uma sala de arquivos ao lado do cofre, no subsolo do banco. Foi quando teriam montado a furadeira e feito um furo de 40 cm de largura na parede que dava acesso à caixa-forte, onde ficavam os cofres. Vista da caixa forte e do buraco aberto pelos criminosos Polícia de Gelsenkirch As autoridades estimam que o roubo tenha acontecido em algum momento entre o sábado de 27 de dezembro e a segunda-feira de 29 de dezembro e acreditam que os ladrões quase tenham sido flagrados momentos antes de chegarem aos cofres. Pouco depois das 6h do dia 27 de dezembro, o corpo de bombeiros de Gelsenkirchen e uma empresa de segurança privada receberam um alerta de incêndio do banco, que pode ter sido acionado pelos ladrões. A polícia e 20 bombeiros chegaram à agência às 6h15, "mas não encontraram nada que indicasse danos", disse a polícia em um comunicado. O alarme de incêndio veio da caixa-forte, revelou Herbert Reul. Mas os bombeiros não conseguiram entrar porque ela estava trancada com uma porta de aço de enrolar. Ainda de acordo com o relato de Reul, os agentes não viram "fumaça, cheiro de fogo ou danos", então "concluíram que era um alarme falso", o que, segundo ele, não era incomum de acontecer. Para revistar a agência naquele momento, segundo ele, a polícia precisaria de um mandado. Segundo afirmou Reul a uma comissão do parlamento estadual, era o corpo de bombeiros que tinha a prerrogativa de atuar em situações como aquela. Uma vez dentro da caixa-forte, os ladrões abriram quase todos os 3.250 cofres que ficam lá dentro, levando dinheiro, ouro e joias. Reul afirmou que os sistemas de informática do banco mostram que o primeiro cofre foi arrombado às 10h45 do dia 27 de dezembro e o último, às 14h44. Não está claro se eles conseguiram abrir a maioria dos cofres em quatro horas ou se os computadores pararam de registrar dados. Testemunhas disseram à polícia mais tarde que viram vários homens na escadaria do estacionamento carregando sacolas grandes durante a noite de 28 de dezembro. As autoridades afirmam não saber exatamente quanto foi roubado. A imprensa alemã estima que o valor possa ter chegado a até 100 milhões de euros (cerca de R$ 618 milhões). Polícia divulgou imagens do caos deixado dentro do cofre em 29 de dezembro Polícia de Gelsenkirch Nas fotos e vídeos das câmeras de segurança do estacionamento divulgadas pela polícia aparecem homens com os rostos cobertos e dois carros, um Audi RS 6 preto e um Mercedes Citan branco. Ambos tinham placas falsas. O roubo só foi descoberto em 29 de dezembro, quando outro alarme de incêndio disparou às 3h58 da segunda-feira e os bombeiros retornaram ao banco — e se depararam com uma cena de caos. Imagens de câmeras de segurança do dia 29 de dezembro mostram três homens encapuzados com dois veículos Polícia de Gelsenkirch Herbert Reul disse que a imagem era a de um "um lixão", com mais de 500 mil itens espalhados pelo chão — o conteúdo dos cofres que os ladrões haviam deixado para trás. A polícia informou que muitos itens foram danificados com água e produtos químicos jogados pelos criminosos. Desde então, as autoridades têm vasculhado cuidadosamente o local à procura de pistas e na tentativa de identificar a quem pertence cada item. Quando a notícia do roubo veio à tona, cerca de 200 clientes se reuniram do lado de fora da agência saqueada, pedindo para entrar no estabelecimento, cuja entrada foi isolada pela polícia. Joachim Alfred Wagner, de 63 anos, disse que perdeu não apenas ouro no valor de dezenas de milhares de euros, mas também joias que pertenciam a seu pai e avós. Ele havia alugado o cofre depois que seu apartamento fora arrombado várias vezes e pensava que seus objetos de valor estavam finalmente em segurança. "Chorei de raiva", afirmou ele, que é uma das primeiras pessoas a entrar com um processo contra o banco, pedindo indenização pelo que seu advogado, Daniel Kuhlmann, chamou de "segurança negligente". Outro dos criminosos flagrado pelas câmeras de segurança no estacionamento Polícia de Gelsenkirch O banco comunicou que o conteúdo de cada cofre costuma estar segurado no valor de 10.300 euros (aproximadamente R$ 64 mil), disse também ter sido vítima do crime e que suas instalações eram "protegidas de acordo com a tecnologia de ponta reconhecida". Sabe-se ainda de outro cliente que havia depositado 400 mil euros (quase R$ 2,5 milhões) em dinheiro vivo da venda de um apartamento, quantia que seria destinada à sua aposentadoria. Nem todos os correntistas, contudo, possuíam recibos oficiais do conteúdo de seus cofres, o que dificulta a identificação do que foi levado. "Nem mesmo o Sparkasse sabe o que há [nos cofres], porque cada pessoa pode colocar o que quiser neles", disse Herbert Reul. Ele enfatizou que, além do prejuízo material, o dano psicológico daqueles afetados não deve ser subestimado. "Precisamos ajudar as vítimas", afirmou ele. "Para muitos, isso é mais do que apenas a perda de bens materiais; isso também pode afetar a confiança na própria segurança e... a confiança na nossa ordem", argumentou. O chefe de polícia Tim Frommeyer afirmou que estavam lidando com "um dos maiores casos criminais da história do estado da Renânia do Norte-Vestfália". "Meu departamento e todos os seus funcionários estão cientes da magnitude deste caso. Os danos financeiros, a incerteza e a frustração são profundos!" Pouco depois da descoberta do roubo, o partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) realizou um comício em frente ao banco, levando alguns a acusarem o partido de tentar incitar problemas. A revista alemã Der Spiegel afirmou que o roubo se tornou uma questão política e um símbolo de algo maior do que o próprio crime: "A sensação de que as promessas de segurança são vazias, de que as instituições estão falhando, de que, no fim das contas, ninguém está sendo responsabilizado."
15/02/2026 13:36:15 +00:00
'Herançocracia': por que gerações atuais dependem mais do patrimônio dos pais para seu sucesso financeiro

As pessoas que, hoje, têm menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa com a ajuda dos pais do que com a renda do seu trabalho, segundo a autora do livro 'Herançocracia'. Getty Images via BBC A historiadora britânica Eliza Filby conta que, sempre que uma empresa a convida para dar uma palestra, ela começa explicando aos empregadores um ponto que ela acredita ser fundamental para entender a dinâmica dos ambientes de trabalho modernos. "Você percebe que, agora, seus empregados com menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa sendo leais aos seus pais e não ao seu chefe?" 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Filby é autora de Inheritocracy: It's Time to Talk About the Bank of Mum and Dad ("'Herançocracia': está na hora de falar do banco da mamãe e do papai", em tradução livre). O livro é best-seller no Reino Unido e analisa como a fortuna acumulada por uma geração específica (os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964) modelou o sistema econômico no qual as gerações posteriores precisaram se desenvolver. "'Herançocracia' é um título intencionalmente provocador", declarou a autora ao apresentador do podcast Radical, da BBC Rádio 4, Amol Rajan. "É o oposto da meritocracia, a crença de que o trabalho árduo resultará em sucesso e oportunidades." "A herançocracia é uma sociedade na qual o importante não é o quanto você ganha, nem o que você aprendeu", prossegue ela, "mas sim se você tem acesso ao banco da mamãe e do papai, que é o que define suas oportunidades, sua rede de segurança e sua plataforma para a vida adulta." Filby garante que este fenômeno tem imenso impacto sobre a vida da geração X (os nascidos entre 1965 e 1980) e os millennials (entre 1981 e 1986). E poderá continuar se expandindo no futuro para a geração Z (1997 a 2012) e alfa (2013 a 2024). Meritocracia A ideia existente na sociedade sobre 'mérito' é prejudicial para o restante do sistema econômico, segundo Filby Getty Images via BBC Filby destaca que o conceito de meritocracia nasceu como uma advertência. O sociólogo britânico Michael Young (1915-2002) cunhou o termo em 1958 como uma sátira, não como um ideal. No seu livro The Rise of the Meritocracy ("A ascensão da meritocracia", em tradução livre), Young descreveu uma sociedade em que o sucesso era moralmente justificado pelo talento e pelo esforço, enquanto o fracasso era culpa exclusiva do indivíduo. Com o passar do tempo, a ironia se perdeu e a palavra passou a ser usada como elogio. Para Filby, este mal-entendido é fundamental para entendermos a frustração da geração atual. "A ideia de que o trabalho árduo deveria trazer recompensas é fundamental para qualquer democracia", declarou ela à BBC. "O problema é que reduzimos o mérito a passar nos exames, acumular credenciais e seguir um único caminho educacional." A escritora explica que, em parte, a ideia do mérito se popularizou entre os baby boomers porque foi um conceito que serviu bem a muitos deles. Foi uma época em que se tornaram comuns as histórias de pessoas que conseguiram sair de casa com pouca idade e, pelo caminho da educação superior, construíram seu próprio futuro. Mas Filby recorda que os reais motivos que fizeram com que este caminho funcionasse tão bem para os baby boomers estão menos concentrados no mérito e mais nas características sem precedentes do mundo do pós-guerra, com crescimento econômico sustentado, impulsionado pela "paz" frágil, mas consistente, oferecida ao mundo pela Guerra Fria (1947-1991). Com maiores receitas, os governos buscaram formas de democratizar as oportunidades para os jovens da zona rural ou da classe trabalhadora e encontraram um caminho para isso, com a educação superior. Filby reconhece que a intenção foi boa e que, em termos sociais e culturais, o envio de mais pessoas para a universidade trouxe benefícios reais. Mas ela também defende que, a partir dos anos 1990, este impulso ajudou a consolidar uma narrativa única do significado do sucesso: estudar, ir para a universidade, conseguir um diploma e atingir uma carreira profissional estável. Ocorre que o sistema não tinha condições de garantir este mesmo sucesso para todos os que ingressassem na universidade. Para a autora, "o problema é que construímos um sistema em que 50% das pessoas não tinham uma forma alternativa clara rumo a uma vida segura". Para muitos jovens, não ir para a universidade deixou de ser uma opção legítima. E, para os que cursaram o ensino superior, o valor monetário de um título universitário começou a cair, enquanto os custos para consegui-lo disparavam. Muito mais pessoas — especialmente mulheres — conseguiram ter acesso à universidade a partir da segunda metade do século 20 Getty Images via BBC O resultado foi uma geração que se endividou para ter acesso a uma promessa que não garantia mais a estabilidade. Em muitos casos, os mais afetados foram jovens de famílias mais modestas, motivados pelo desejo de ganhar mais dinheiro para ajudar em casa. Filby explica que o sistema não fracassou apenas por motivos econômicos, mas pela sua rigidez. Ele foi construído em torno de uma ideia limitada do que constitui inteligência e sucesso, herdada do século 19, uma época em que a economia e a tecnologia viviam uma transformação radical. A autora afirma que essa rigidez se torna ainda mais problemática em uma época em que a inteligência artificial ameaça até mesmo as funções de escritório. "A educação não pode terminar aos 21 anos", orienta ela. "E não pode recair apenas sobre as pessoas." "Durante décadas, as empresas terceirizaram a formação universitária. Antes, se aprendia no trabalho. Hoje, as empresas esperam empregados 'prontos' e investem muito pouco no seu treinamento." O banco da mamãe e do papai Muitos pais decidiram ajudar seus filhos devido às dificuldades que precisaram enfrentar Getty Images via BBC Nas condições atuais, Filby afirma que o "banco da mamãe e do papai" se transformou em uma fonte de estabilidade maior do que o próprio trabalho. Isso está alterando a dinâmica em diferentes áreas da sociedade. Mas a autora destaca que, na maioria dos casos, o que ocorre não são atos de avareza ou irresponsabilidade juvenil, mas sim de adaptação. "A família está intervindo porque o Estado se retirou e o mercado ficou disfuncional em áreas fundamentais", explica ela. "Em muitos sentidos, é uma história de amor parental." Filby conta que a expressão "banco da mamãe e do papai" começou a surgir no Reino Unido perto de 2013. Ela descreve o fenômeno cada vez mais comum que leva pais e avós a usarem seu patrimônio para ajudar seus filhos e netos a pagar estudos, aluguel, hipotecas, creches ou simplesmente para poderem chegar ao final do mês. Depois da crise financeira de 2008, o panorama econômico para as pessoas que entravam na idade adulta mudou repentinamente. Algumas coisas passaram a ser mais baratas, como a tecnologia, viagens e alguns luxos do dia a dia. Mas outras começaram a subir, como a moradia, educação, o cuidado com as crianças e, em alguns países, a assistência médica. Neste panorama, muitos jovens passaram a se concentrar nos gastos pequenos e visíveis, como o café, uma viagem ou o telefone celular. Já os grandes feitos da vida adulta começaram a ficar inatingíveis sem a ajuda da família. É daí, segundo a autora, que nasce o estereótipo do millennial que gasta em "torradas com abacate", uma caricatura que ignora o contexto estrutural por trás daquela imagem. O estereótipo dos millennials, segundo Filby, vem das condições econômicas em que eles precisaram se desenvolver Getty Images via BBC Filby também afirma que o banco da mamãe e do papai não é um conceito válido apenas para a classe média acomodada. Ela explica que, na verdade, a maioria dos jovens que moram com seus pais com perto de 30 anos de idade vem de famílias da classe trabalhadora. Nestes casos, o apoio não se traduz em depósitos para financiamento imobiliário, mas sim em teto, comida e cuidados mútuos. "A solidariedade familiar aumentou em todos os níveis de renda", segundo Filby. São os avós que cuidam dos netos para que seus filhos possam trabalhar. Pais que abrigam filhos adultos para que eles economizem. Famílias que funcionam como redes de segurança frente a um sistema cada vez mais frágil. O problema, segundo a autora, é que nem todas as famílias podem fazer isso. Ela destaca que, em uma sociedade em que a estabilidade depende da família, o nascimento passa a ser decisivo. O divórcio, as famílias misturadas, os conflitos familiares ou simplesmente a pobreza estrutural se transformam em profundas desvantagens. O resultado é uma economia em que a lealdade à família é mais importante que a lealdade ao empregador e a riqueza não se acumula pelo salário, mas principalmente pelos bens, explica Filby. E o trabalho, mesmo que bem remunerado, não consegue garantir o acesso aos pilares básicos da vida adulta. Sociedade herdada A herançocracia influencia até mesmo o tipo de parceiro ou parceira que as pessoas escolhem, segundo a autora Getty Images via BBC Em um fenômeno tão profundo como a herançocracia, seus efeitos se estendem além do dinheiro. Filby afirma que a herançocracia está reconfigurando a forma como as pessoas escolhem parceiros, planejam sua vida e entendem a segurança. Ela cita como exemplo a escolha seletiva de parceiros, que é a tendência a formar casais entre pessoas com origens e recursos similares. Durante o século 20, grande parte da mobilidade social feminina ocorreu pelo casamento. Hoje em dia, o padrão é diferente. Filby explica que, inicialmente, a formação de casais se dava entre formandos universitários. Mas, desde a crise de 2008, a variável decisiva passou a ser outra: o acesso ao patrimônio familiar. "Não é que as pessoas se casem pelo salário do outro", afirma ela. "É que duas pessoas com banco de mamãe e papai tendem a se encontrar e se unir." A autora menciona pesquisas que indicam que mais da metade dos jovens da geração Z consideram a compatibilidade financeira um fator central em uma relação. Esta é uma proporção muito maior do que nas gerações anteriores. Some-se a este panorama a pressão sobre a classe média. As condições atuais deixaram muitas pessoas da geração X como cuidadores dos filhos e dos pais ao mesmo tempo Getty Images via BBC Filby indica que, embora a riqueza extrema tenha aumentado, a maior parte do patrimônio privado permanece concentrada em amplos setores da população mais idosa. Paralelamente, ela descreve uma "classe média espremida", especialmente na geração X, entre o apoio aos filhos adultos e o cuidado com os pais envelhecidos. Para Filby, este fenômeno está levando as gerações atuais a perder a fé na ideia de que o Estado moderno pode proporcionar um sistema em que eles e seus filhos possam ter uma vida melhor no futuro, rompendo a promessa básica inculcada pelos seus pais. Isso faz com que o mundo viva um período similar à década de 1970, ou seja, uma etapa de desilusão, que obriga as pessoas a reformular as bases do contrato social. "Escrevi este livro porque precisamos falar disso", afirma ela. "Não se trata de 'bebês nepotistas'. Trata-se de como as oportunidades são distribuídas." Filby deixa claro que entender como a herançocracia funciona não garante que iremos escapar dela, mas permite tomar decisões pessoais e coletivas mais bem informadas. Ela adverte que o risco é não o fazer. Afinal, quando uma sociedade deixa de acreditar que o esforço vale a pena, algo mais profundo que a economia começa a desmoronar. Veja os vídeos que estão em alta no g1
15/02/2026 07:01:34 +00:00
Como pode um Tesla aparecer nas ruas mesmo sem vender no Brasil; saiba regras e custos

Tesla Cybertruck Fabio Tito | g1 A Tesla não vende carros no Brasil. Ainda assim, é possível ver modelos da marca circulando pelo país, como a picape Cybertruck, que se envolveu em um acidente nesta semana, em São Paulo. A chegada desses veículos ocorre por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros ao Brasil sem depender das fabricantes. No entanto, é preciso atenção às condições e às exigências da legislação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O programa Mover estabelece as regras para a importação de carros no Brasil. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem realizar a operação desde que seja caracterizado para uso próprio, e há empresas especializadas em prestar consultoria nesses trâmites. A burocracia é extensa, e o valor dos tributos pode assustar. Como exemplo, veja alguns dos passos abaixo. Depois de escolher o veículo, é preciso verificar se ele se enquadra no critério de “novo”. O carro não pode ter quilometragem alta. A lei não determina um limite, mas, na prática, cerca de 300 km é o valor aceito pela alfândega. Em alguns países, o carro é emplacado ainda na fábrica, o que pode dificultar o processo. Em seguida, é necessário apresentar documentos que comprovam a compatibilidade renda do CPF com a compra. No caso do processo passar pelos dados do cliente final. O Ibama também deve ser consultado para emitir a Licença de Importação. Se o veículo não atender às regras de emissões e ruído, pode ser barrado nessa etapa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 E a burocracia não termina aí, pois o Denatran também participa do processo. O órgão precisa emitir o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que atesta que o veículo está de acordo com as normas brasileiras. “Ainda não tivemos nenhum carro barrado por não atender às exigências do Ibama ou do Denatran”, explica Natel Valério, diretor comercial da Direct Imports. “São muitas etapas e documentos. Por isso, os clientes buscam nossa assessoria e, muitas vezes, optam por fazer a operação pela nossa empresa. Isso agiliza a conclusão da compra”, diz Valério. Depois disso, ainda é necessário registrar a Declaração de Importação no Sistema de Comércio Exterior. O sistema é ligado à Receita Federal e reúne informações sobre processos de exportação e importação. “Com carros zero quilômetro, não tivemos problemas de homologação para a legislação brasileira”, explica Jair De Paula Machado Júnior, sócio de uma empresa de assessoria aduaneira. “Os carros a diesel é que demandam mais atenção. Eles precisam atender à legislação mais recente de emissões. Caso contrário, o Ibama poderia barrar”, diz De Paula. Impostos, muitos impostos Se o carro estiver pronto no país de origem, todo esse processo pode demorar até 90 dias. Além da extensa documentação, importar um carro de forma independente envolve diversas taxas. Também há o custo de transporte: embarque no país de origem, envio em navio cargueiro e desembarque no Brasil. “Para um veículo de US$ 100 mil, as taxas de aduana e transporte podem, somadas, ficar entre R$ 80 mil e R$ 120 mil”, explica Valério. É comum que o preço do veículo praticamente dobre ao somar Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ICMS, taxas aduaneiras e custos de documentação. “Vendemos uma Tesla Cybertruck em outubro de 2025 por cerca de R$ 900 mil”, conta Valério. Nos EUA, a marca vende o modelo na versão topo de linha por US$ 115 mil (cerca de R$ 600 mil). Com a documentação regularizada, o veículo segue para registro e emplacamento no Detran, como ocorre com qualquer outro carro. Manutenção e garantia A dor de cabeça pode não terminar com o emplacamento. Um modelo trazido de forma independente não é necessariamente coberto pelas garantias oferecidas pela fabricante no Brasil. 🔎 Por exemplo: a Honda não é obrigada a oferecer garantia nem fornecer peças ou manutenção para modelos da Acura no país, mesmo sendo proprietária da marca. Isso também vale para modelos vendidos oficialmente no Brasil. Se alguém importar um Mustang com motor 2.3 turbo, a Ford não é obrigada a prestar atendimento de garantia como faria com um Mustang GT comercializado pela própria marca no país. Portanto, quem compra um importado independente precisa ter em mente que peças e manutenção tendem a ser mais caras. “Nós também ajudamos nossos clientes nos trâmites para importar peças para a manutenção desses veículos”, diz Valério. O diretor comercial conta que os proprietários geralmente procuram oficinas especializadas e providenciam as peças. “Em até 30 dias, é possível que o componente chegue ao Brasil”, explica. Além disso, esses carros não foram desenvolvidos especificamente para rodar com o combustível brasileiro. Embora atendam às exigências do Ibama, componentes de alta tecnologia podem ser afetados pelo combustível brasileiro, que contém cerca de 30% de etanol. A maior concentração de etanol é mais corrosiva e exige adaptações por parte das montadoras. Por fim, os ajustes de suspensão não são pensados para encarar o piso lunar do Brasil. Vale a pena importar por conta própria? Alguns clientes optam pela importação independente para realizar uma extravagância: ter na garagem um carro que quase ninguém tem. Os valores, prazos e condições normalmente não são vantajosos para modelos mais acessíveis. Por isso, é comum que marcas de luxo, como Cadillac, Tesla e Hummer, estejam entre as mais procuradas. Cadillac Escalade Divulgação “Já tivemos vários clientes procurando por Cadillac Escalade”, conta De Paula. O assessor acrescenta que há clientes que trazem desde versões customizadas do Mercedes-Benz Classe S até picapes como a Toyota Tundra. Esses são alguns exemplos de clientes que buscam configurações e opcionais não oferecidos no Brasil. Assim, é possível encontrar modelos importados nesse regime, mesmo quando as marcas têm operação no país. Esses veículos passam pelo mesmo processo e não ficam sob responsabilidade das fabricantes, mesmo que as marcas tenham operação no país.
15/02/2026 06:00:39 +00:00
O país europeu onde vagas sobram e profissionais faltam

Vista da cidade de Frankfurt coberta de edifícios modernos Freepik Em uma sala de aula em Chennai, na Índia, cerca de 20 enfermeiras estão aprendendo alemão em ritmo acelerado. Elas têm seis meses para se tornarem fluentes o suficiente para trabalhar na Alemanha . Ramalakshi, uma das enfermeiras, conta que sua família enfrentou dificuldades financeiras, mas mesmo assim conseguiu pagar o equivalente a vários milhares de euros para sua faculdade de enfermagem. Desde que concluiu seus estudos, ela sentiu a necessidade de retribuir. "Meu objetivo é trabalhar no exterior", diz. "Quero dar estabilidade financeira à minha família e construir minha própria casa." O governo do estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, financia o curso de idiomas para combater o desemprego local e dar às famílias desfavorecidas uma chance de alcançar oportunidades globais. Agências privadas, então, conectam enfermeiras indianas com potenciais empregadores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trabalhadores necessários A Alemanha está desesperada por trabalhadores qualificados, já que a chamada geração baby boomer está se aposentando e deixando o mercado de trabalho nos próximos anos, enquanto o número de nascimentos é muito baixo. Os hospitais carecem de enfermeiros, as escolas precisam de professores e o setor de TI clama por desenvolvedores. Economistas do Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) em Nuremberg, Alemanha, estimam que o país precisa atrair 300 mil trabalhadores qualificados anualmente apenas para manter o status quo. "Sem eles, os alemães teriam que trabalhar mais horas, se aposentar mais tarde. Ou simplesmente ser mais pobres", afirma o pesquisador do IAB, Michael Oberfichter. Em 1964, português Armando Rodrigues (centro) foi acolhido como o milionésimo trabalhador estrangeiro na então Alemanha Ocidental e ganhou uma moto de presente Horst Ossinger/dpa/picture alliance "Trabalhadores convidados" e o milagre econômico alemão Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha experimentou um boom econômico que ainda é descrito como um "milagre econômico". Nas décadas de 1950, 60 e início de 70, a economia cresceu tanto que a jovem democracia recorreu a trabalhadores estrangeiros para atender à demanda. A Alemanha Ocidental firmou acordos oficiais de recrutamento com países como Itália, Grécia, Turquia e outros, para garantir um fluxo constante de trabalhadores. Até 1973, quando essa política foi gradualmente extinta, 14 milhões de pessoas chegaram para trabalhar no país europeu. Os recém-chegados eram chamados de gastarbeiter na Alemanha, ou trabalhadores convidados, já que o governo presumia que eles partiriam após alguns anos e retornariam para seus países de origem. Mas muitos permaneceram e construíram suas vidas no país. Obstáculos burocráticos Hoje, apesar da renovada necessidade de trabalhadores qualificados na Alemanha, os imigrantes enfrentam muitos obstáculos para trabalhar no país. Zahra, que é do Irã, inicialmente não teve permissão para trabalhar após concluir sua graduação na Alemanha. "Levei quase um ano para conseguir uma entrevista para mudar meu visto de estudante para um visto de trabalho", se recorda. Ela, que não quis que seu nome completo fosse publicado, fala alemão fluentemente, leciona em universidades e trabalha com pesquisa. Mesmo assim, após mais de seis anos no país, não obteve uma autorização de trabalho permanente e precisa se apresentar às autoridades sempre que muda de emprego. "Às vezes penso: 'Será que quero morar aqui?'", disse ela, questionando se não deveria ter se mudado para o Canadá, como alguns de seus amigos, que já obtiveram a cidadania canadense. "Ainda tenho que passar por isso depois de seis anos e meio." Björn Maibaum, advogado de Colônia, na Alemanha, especializado em direito de imigração, afirma que a experiência de Zahra não é incomum para estrangeiros. "Infelizmente, é a mesma situação em toda a Alemanha", constata. O escritório de advocacia de Maibaum lida com cerca de 2 mil casos desse tipo por ano, buscando agilizar os processos de imigração. Entre seus clientes estão "médicos, enfermeiros, engenheiros, caminhoneiros", explicou. Para ele, o principal problema é a falta de pessoal nas autoridades de imigração, o que faz com que os solicitantes esperem por "meses ou até mesmo um ano". "Isso é simplesmente frustrante. E não é essa a mensagem que devemos passar para o mundo. Estamos em uma competição [por trabalhadores]", concluiu. Trabalhadores qualificados e refugiados De acordo com os dados mais recentes do Escritório Alemão para Migração e Refugiados, cerca de 160 mil estrangeiros com autorização de residência são considerados trabalhadores qualificados. No entanto, o escritório também é responsável por processar os pedidos de asilo dos milhões de refugiados que chegaram à Alemanha nos últimos anos devido a conflitos e guerras, como as da Síria e da Ucrânia . Mas, devido à falta de digitalização, a burocracia é lenta na Alemanha. O aumento acentuado no número de refugiados e a incapacidade do governo de integrá-los ao mercado de trabalho levaram a um crescente descontentamento com a política de imigração entre a população e impulsionaram o apoio ao partido de ultradireita anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD). Sentimento antiestrangeiro preocupa Kayalvly Rajavil está fazendo suas rondas e verificando os pacientes na Clínica BDH em Vallendar, uma pequena cidade no estado da Renânia-Palatinado, no oeste da Alemanha. O hospital é especializado em reabilitação neurobiológica, ajudando pacientes a se recuperarem de um AVC ou de um acidente. Rajavil é natural de Tamil Nadu e está na Alemanha há apenas alguns meses. Ela afirma que o idioma alemão foi difícil para ela no início. "Mas meu chefe e meus colegas ajudaram bastante, e nos respeitam", ressalta. Rajavil é uma das cerca de 40 enfermeiras da Índia e do Sri Lanka que a clínica contratou nos últimos anos – a maioria, por meio de agências de recrutamento que cobram da clínica entre 7 mil (R$ 43,5 mil) e 12 mil euros por cada contratação bem-sucedida. Kayalvly Rajavil se sente acolhida na Alemanha e valoriza o respeito dos seus colegas Andreas Becker/Nicolas Martin Jörg Biebrach, chefe da equipe de enfermagem da clínica, afirma que o sentimento anti-estrangeiro na Alemanha, especialmente os casos de racismo, é um problema para os indianos que buscam trabalhar no país. "Recebemos cada vez mais perguntas sobre os acontecimentos políticos no país", salienta, acrescentando que é um desafio crescente fazer com que os novos funcionários estrangeiros se sintam confortáveis ​​e acolhidos na Alemanha. A saudade de casa, problemas familiares e a adaptação cultural são outros desafios que impedem os funcionários estrangeiros de permanecerem no país após o período habitual de dois anos de contrato, segundo Biebrach. Para se manter competitiva na corrida global por enfermeiros qualificados da Índia, a Clínica BDH agora oferece um programa de estágio para jovens indianos recém-formados no ensino médio em seu país de origem. Isso agilizaria o processo de contratação – que normalmente dura até nove meses – e evitaria a necessidade de reconhecimento de qualificações estrangeiras na Alemanha, um procedimento complexo que se torna ainda mais complicado devido às diferentes regras nos 16 estados regionais do país. Bierbach argumenta que as autoridades de imigração precisam ser mais ágeis e as leis, mais uniformes para que a Alemanha se torne mais atraente para jovens talentos. "Todos dizem que precisamos de trabalhadores qualificados. Mas ainda estamos longe de uma cultura acolhedora onde tudo funcione sem problemas", lamenta.
15/02/2026 05:00:35 +00:00
Mega-Sena, concurso 2973: prêmio acumula e vai a R$ 72 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2973 O sorteio do concurso 2.923 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 72 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 16 - 24 - 46 - 45 -27 - 31 5 acertos - 63 apostas ganhadoras, R$ 43.862,01 4 acertos - 4.259 apostas ganhadoras, R$ 1.069,47 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (19). Sorteio da mega 2973 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
15/02/2026 00:02:03 +00:00
Clientes do Banco do Brasil reclamam que app do banco está fora do ar

Agência do Banco do Brasil de Caruaru, no Agreste de Pernambuco Reprodução/Google Street View Clientes do Banco do Brasil reclamam que os canais digitais enfrentam instabilidade neste sábado (14). Nas redes sociais, usuários relataram falhas generalizadas que impactaram o login do app do banco e problemas com operação do PIX. Segundo o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, mais de 2,5 mil reclamações já haviam sido feitas por volta das 10h. Procurado pelo g1, o BB diz que "identificou intermitência no seu aplicativo na manhã deste sábado, 14, e que atua para normalizar o serviço com a maior brevidade possível". Nas redes sociais, são várias as manifestações. Veja abaixo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
14/02/2026 13:47:26 +00:00
Países ricos deveriam temer 'Brasilização' da economia global, diz The Economist

Veículo afirma que o mundo rico deveria temer a 'Brasilização' Reprodução via BBC A revista The Economist usou o Brasil de alerta para a economia de países ricos. Em artigo publicado na quinta-feira (12/2), o veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasilização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar. O artigo afirma que o paradoxo do país é combinar indicadores que, à primeira vista, seriam considerados positivos, como crescimento econômico, banco central independente e orçamento primário "quase equilibrado", com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com a selic, a taxa básica de juros, em 15% ao ano, o governo brasileiro "provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros", diz a revista, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio. "Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os do mundo rico." Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta do Brasil vai atingir 99% do PIB em 2030. Em 2010, correspondia a 62%. "Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida." Mas a saída pela austeridade, diz a publicação, parece politicamente inviável. Segundo o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição em outubro, "afrouxou os cordões da bolsa", o que reduz as chances de um ajuste fiscal severo no curto prazo. Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Para explicar por que o país paga taxas tão superiores às de economias ricas, a revista aponta uma combinação de fatores institucionais e históricos. As instituições brasileiras, diz a revista, seriam "frágeis" e chegaram a "vacilar" durante a tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, a inflação teria "um pavio mais curto", em razão do trauma da hiperinflação dos anos 1980 e 1990 e da crise econômica da década passada. Outro elemento é a rigidez do gasto público. O Brasil destina cerca de 10% do PIB ao pagamento de aposentadorias. Sem reformas, diz a revista, o país gastará mais em 2050 com pensões do que países "mais ricos e mais envelhecidos". "Ainda assim, as pensões são protegidas na Constituição, que, por exemplo, determina que, quando o salário mínimo sobe, os aposentados também recebam mais. O controle extraordinário dos pensionistas sobre o orçamento dificulta o equilíbrio das contas e também desloca outros gastos mais valiosos." Para a The Economist, o país sul-americano funciona como um "alerta antecipado" do que pode acontecer com economias avançadas. "A aflição fiscal do Brasil lança em relevo os orçamentos do mundo rico", diz. O editorial afirma que os Estados Unidos já exibem sintomas iniciais do processo de "brasilização": instituições sob pressão e uma inflação mais difícil de controlar após a pandemia. O texto cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "politizou o Departamento de Justiça", deseja controlar o Federal Reserve e "cogita federalizar as eleições". A revista também observa que, assim como no Brasil, o peso crescente de aposentadorias e gastos com saúde tende a pressionar os orçamentos do mundo rico. Problemas vão além de 'desperdícios' de Lula Na quarta-feira (11/2), a revista havia publicado outra análise sobre o Brasil. A revista afirma que, apesar de indicadores positivos, a trajetória da dívida brasileira é "insustentável" e que "os pessimistas estão certos em prever problemas". Para a The Economist, a crise fiscal não se explica apenas pela política do governo Lula, mas por um sistema capturado por interesses poderosos, muitos protegidos pela Constituição. No texto, a revista britânica afirma que as eleições de outubro serão fundamentais para evitar que a economia do Brasil não estagne e entre em crise, caso os parlamentares eleitos "encontrem a coragem" para "enfrentar os interesses arraigados". A revista também criticou o sistema tributário, classificado como uma "bagunça". "As estimativas dos custos econômicos variam, mas são da mesma ordem de grandeza da perda de crescimento devido à falta de credibilidade fiscal, o que equivale a talvez meio ponto percentual do PIB anualmente." A falta de reformas, diz a The Economist, mina a confiança do mercado e custa ao Brasil até um ponto percentual de crescimento por ano. A revista reconhece avanços recentes, como o teto para isenções e o IVA dual, que pode elevar o PIB em até 4,5% até 2033, mas avalia que, sem mudanças estruturais, o país seguirá preso a um modelo fiscal insustentável.
14/02/2026 08:01:02 +00:00
Como os EUA estão vendendo petróleo venezuelano e enviando dinheiro ao governo de Delcy Rodríguez

O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tornou-se o funcionário americano de mais alto escalão a visitar a Venezuela em mais de duas décadas Getty Images via BBC Surpresa, confusão, preocupação, alívio, otimismo e muita incerteza. Essas foram algumas das muitas emoções e sentimentos vivenciados pelos venezuelanos em 3 de janeiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país assumiria o controle da indústria petrolífera venezuelana. "O negócio do petróleo na Venezuela tem sido um fracasso", disse o presidente americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Vamos trazer nossas grandes companhias petrolíferas americanas, as maiores do mundo, para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera gravemente danificada e começar a gerar lucro para o país", declarou Trump poucas horas depois da captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação das forças militares americanas. Suas palavras provocaram sentimentos contraditórios entre os venezuelanos, que estão cientes do declínio sofrido pela indústria petrolífera do país no último quarto de século devido a problemas como desinvestimento, corrupção, políticas ineficazes e sanções internacionais. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao mesmo tempo, os venezuelanos possuem um forte senso de identidade ligado ao petróleo, que percebem não apenas como uma fonte de riqueza nacional, mas como um recurso que pertence a todos do país. Esta semana, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tornou-se a autoridade americana de mais alto escalão a visitar a Venezuela em mais de duas décadas. Wright se reuniu com Rodríguez e garantiu-lhe que Trump está comprometido em transformar a relação com Caracas para "trazer comércio, paz, prosperidade, empregos e oportunidades ao povo da Venezuela em parceria com os Estados Unidos". Mas o que significa exatamente para os EUA assumirem o controle da indústria petrolífera da Venezuela? É uma pergunta que ainda carece de uma resposta precisa, mas que vem se delineando nas semanas desde a prisão de Maduro. Como os EUA estão vendendo o petróleo da Venezuela Espera-se que as exportações de petróleo bruto venezuelano para os EUA aumentem. Getty Images via BBC Em 6 de janeiro, apenas três dias após a prisão de Maduro, Trump publicou uma mensagem na rede social Truth Social anunciando que o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA (equivalente a entre um e dois meses da produção venezuelana nos níveis atuais). O presidente declarou que o petróleo bruto seria vendido a preços de mercado e que ele controlaria a receita dessa venda para garantir "que ela seja usada em benefício do povo da Venezuela e dos EUA". No dia seguinte, o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) anunciou em comunicado que os Estados Unidos haviam começado a negociar petróleo venezuelano no volume de barris mencionado e indicou que esse mecanismo seria aplicado indefinidamente. A estatal petrolífera venezuelana, PDVSA, confirmou as negociações para tal acordo com os EUA, mas não mencionou que ele seria aplicado indefinidamente e o comparou ao acordo existente com a petroleira americana Chevron "[O acordo] baseia-se numa transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes", afirmou a PDVSA. Em comunicado, o DOE afirmou que os EUA contataram "as principais empresas de comercialização de commodities do mundo e bancos importantes" para executar e fornecer apoio financeiro para essas vendas de petróleo bruto. Posteriormente, foi revelado que as empresas envolvidas eram a Vitol e a Trafigura, duas das maiores empresas de comercialização de commodities do mundo. Juntas, elas movimentam um volume diário de petróleo suficiente para atender ao consumo combinado do México, Alemanha, Índia e Japão, segundo a Bloomberg. Grande parte do petróleo bruto recebido por essas empresas foi inicialmente armazenada aguardando venda. A Bloomberg informou que essas empresas adquiriram o petróleo a um preço US$ 15 abaixo do custo do barril de petróleo Brent e o ofereceram a refinarias na Costa do Golfo dos EUA por um preço entre US$ 8 e US$ 9 menor que o Brent. Historicamente, o petróleo venezuelano tem sido vendido por um preço aproximadamente US$ 5 a US$ 15 abaixo do preço do petróleo Brent, dependendo da qualidade do petróleo, dos termos da venda e das condições de mercado (quando os preços globais do petróleo subiam, a diferença de preço diminuía, mas quando os preços caíam, tendia a aumentar). Segundo a imprensa americana, a Trafigura e a Vitol foram escolhidas para essas transações iniciais por serem empresas com capacidade para lidar com o petróleo bruto venezuelano e colocá-lo rapidamente no mercado. Mecanismo de curto prazo Como explicou o secretário de Estado americano Marco Rubio, a venda desse petróleo bruto era importante porque a Venezuela estava ficando sem capacidade de armazenamento — devido ao bloqueio marítimo imposto por Trump em dezembro — e o governo de Delcy Rodríguez também estava ficando sem dinheiro para cobrir despesas essenciais. "A Venezuela estava ficando sem capacidade de armazenamento. Eles estavam produzindo petróleo, estavam perfurando, mas não tinham onde armazená-lo nem como transportá-lo. E estavam enfrentando pressão fiscal", disse Rubio. "Precisavam de dinheiro, e precisavam dele imediatamente para pagar a polícia, os profissionais de saúde e para as operações diárias do governo", afirmou o secretário de Estado americano, em depoimento perante o Senado dos EUA. Rubio disse que esse petróleo bruto venezuelano está sendo vendido a preços de mercado, superiores aos que o país recebia antes da prisão de Maduro. "A China estava recebendo esse petróleo com um enorme desconto de cerca de US$ 20 por barril, e nem sequer pagava em dinheiro. Estava sendo usado para amortizar a dívida que a Venezuela tinha com eles. Este é o petróleo do povo venezuelano, e estava sendo entregue aos chineses como forma de troca", disse ele. O diplomata garantiu que essas vendas iniciais foram feitas por meio de um mecanismo de curto prazo que não será permanente. "Estamos usando esse mecanismo de curto prazo tanto para estabilizar o país quanto para garantir que as receitas do petróleo geradas beneficiem o povo venezuelano e não financiem o sistema que existia no passado", disse ele. "Esperamos migrar para um mecanismo que permita que esse petróleo seja vendido normalmente, em uma indústria petrolífera normal, não dominada por nepotismo, suborno e corrupção", acrescentou. O que acontece com o dinheiro? Em 14 de janeiro, as autoridades americanas anunciaram que a primeira venda de petróleo bruto venezuelano, avaliada em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões), já havia ocorrido. Esse dinheiro, no entanto, não está sob o controle das autoridades venezuelanas, mas sim das autoridades dos Estados Unidos. Asdrúbal Oliveros, economista e consultor empresarial venezuelano, disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) que o dinheiro está sendo depositado em uma conta do Banco Central da Venezuela no banco americano JP Morgan, de onde é transferido para uma conta no Catar, que funciona como uma espécie de fundo fiduciário entre os EUA e o governo venezuelano. Um fundo fiduciário (trust fund, em inglês) é uma ferramenta legal que permite transferir a gestão de bens para um administrador. "De lá, o dinheiro é distribuído a bancos venezuelanos para a venda de dólares no mercado de câmbio ou para cobrir as necessidades do país, sujeito à aprovação prévia dos Estados Unidos e do fundo fiduciário", observou. Em seu depoimento perante o Senado, Marco Rubio afirmou que o dinheiro está em uma conta pertencente à Venezuela, mas cujo uso é bloqueado pelas sanções americanas. Ele explicou que a decisão de enviá-lo para o Catar foi tomada para resolver uma dificuldade legal decorrente do fato de os EUA não reconhecerem a legitimidade do governo venezuelano e para evitar que os detentores de dívida venezuelana tentam assumir o controle desses fundos para cobrar o que lhes é devido. "Se qualquer quantia desse dinheiro chegasse a um banco americano, mesmo que estivesse em uma conta em nome de venezuelanos, seria imediatamente congelada por vários credores que, eventualmente, teriam que ser pagos", disse Rubio. "Mas, no curto prazo, isso impediria as autoridades venezuelanas de receberem os fundos necessários para operar", argumentou. E como esse dinheiro está chegando à economia venezuelana? Como o dinheiro está sendo gasto Até o momento, os fundos estão sendo alocados por meio de leilões realizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV), aos quais empresas e indivíduos podem ter acesso por meio de quatro bancos venezuelanos. Os interessados devem apresentar a documentação necessária, indicando quantos dólares precisam e a que preço estão dispostos a comprá-los, conforme confirmado por fontes bancárias venezuelanas à BBC News Mundo. Essas ofertas são comunicadas ao BCV, que decide, em última instância, quem recebe a moeda estrangeira, em que montante e a que preço. Qual o critério para essas alocações? Segundo o economista Alejandro Grisanti, diretor da consultoria Ecoanalítica, que afirmou isso em uma mensagem na rede social X, até 30 de janeiro, os fundos haviam sido alocados da seguinte forma: 80% para setores prioritários, como alimentos e medicamentos, 15% para outros setores produtivos e 5% para pessoas físicas. Essas alocações, em teoria, deveriam estar em consonância com o que foi acordado com os Estados Unidos, como explicou Rubio no Senado. "Criamos um mecanismo temporário para atender às necessidades do povo venezuelano. Esse processo envolve a apresentação de um orçamento mensal por parte deles [o governo de Delcy Rodríguez]: 'É disso que precisamos para ser financiados'. E nós informaremos desde o início para que esse dinheiro não pode ser usado. Eles têm sido muito cooperativos nesse sentido. Aliás, comprometeram-se a usar uma parte considerável desses recursos para comprar medicamentos e equipamentos diretamente dos EUA", disse ele. Rubio acrescentou que os EUA estão desenvolvendo um mecanismo de auditoria posterior — pago com recursos venezuelanos — para verificar como o dinheiro está sendo gasto. Mais dinheiro, menos transparência A falta de transparência é uma das maiores preocupações em torno de todo esse processo implementado entre o governo Trump e o de Delcy Rodríguez. "Não sabemos claramente quem aprova a distribuição dos fundos, quais critérios são usados para garantir que o dinheiro seja realmente destinado à compra de alimentos, combustível ou ao pagamento de salários, e quanta supervisão ou prestação de contas existe para garantir que os fundos estejam sendo desembolsados como deveriam", diz David L. Goldwyn, presidente da consultoria Goldwyn Global Strategies e presidente do Grupo Consultivo de Energia do Atlantic Council. Asdrúbal Oliveros acredita que o sistema de leilão precisa ser aprimorado para se tornar mais transparente e incluir regras mais claras para participação, como a taxa de câmbio é definida e como essa taxa é refletida. "O BCV publica diariamente uma taxa de câmbio que deveria refletir os resultados desse leilão. Até agora, isso não aconteceu plenamente. Acredito que o sistema é suscetível a melhorias significativas que dependem não apenas das sanções, mas também da gestão interna do BCV", afirma. De qualquer forma, até o momento, o BCV leiloou aproximadamente US$ 800 milhões por meio do sistema bancário, seguindo um ritmo que, se mantido, poderia chegar a US$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Nesse caso, estaria em níveis semelhantes aos do último trimestre de 2025, quando, devido ao período natalino, geralmente há maior demanda por moeda estrangeira, como comentou Alejandro Grisanti na rede social X. Um sinal positivo para a economia. "O fato de o programa estar injetando volumes comparáveis em um trimestre de baixa temporada fortalece a ancoragem do mercado e reduz o risco de episódios cambiais abruptos, desde que a execução permaneça consistente", escreveu o economista. E é provável que muito mais dinheiro continue a fluir por meio desse mecanismo temporário de venda de petróleo bruto, já que, segundo Rubio, algo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões provavelmente serão administrados por meio dele. Embora esteja preocupado com a lentidão de todo o processo e com a falta de transparência, Asdrúbal Oliveros acredita que esses mecanismos representam um progresso em comparação com o cenário anterior na Venezuela: uma situação em que havia dificuldades para vender petróleo bruto devido às sanções, e o governo arrecadava os pagamentos de forma opaca, por meio de intermediários e, muitas vezes, recorrendo a criptomoedas. "A perspectiva agora é de maior estabilidade cambial, uma redução da inflação, que é bastante preocupante no momento. E, claro, isso também impacta a dinâmica do crescimento", afirma. "Isso ajudaria a ter um pouco mais de estabilidade, permitindo que o setor privado opere em melhores condições. Se esse dinheiro também se traduzir em melhorias em serviços essenciais, como eletricidade e infraestrutura, impulsionará o crescimento. Portanto, a perspectiva de médio prazo é positiva", destaca Oliveros. David L. Goldwyn observa que o processo tem sido favorável até o momento em termos de seus efeitos anticorrupção, ao impor controles sobre a gestão de recursos pelo governo venezuelano, e economicamente, ao aumentar a disponibilidade de moeda estrangeira na economia, o que parece ter estancado a desvalorização do bolívar. No entanto, ele alerta que o caminho não está isento de desafios. Ele destaca que essas vendas iniciais foram feitas com petróleo armazenado em navios e em quantidades relativamente pequenas, se comparadas ao tamanho da economia venezuelana. "Uma questão importante é a eficiência desse processo quando for ampliado e quando volumes maiores estiverem envolvidos: com que rapidez as decisões poderão ser tomadas e qual será a sua eficácia", afirma. "É muito cedo para saber se este é um sistema eficaz para estabilizar a economia. Na medida em que o dinheiro for de fato destinado a alimentos, combustível, energia, salários e até mesmo investimentos na recuperação de infraestrutura essencial, isso será positivo para a economia venezuelana, mas eles precisam de receita. Precisam de muito mais receita para alcançar a estabilização", alerta Goldwyn.
14/02/2026 07:01:35 +00:00
Projeto Filomena: conheça a história da Kombi de R$ 270 mil que Neymar ganhou do pai

Kombi de Neymar divulgação/Império das Kombis Filomena foi a convidada mais comentada do aniversário de Neymar. Esse é o nome da Volkswagen Kombi que Neymar Pai presenteou ao filho por seus 34 anos. O modelo tem pintura personalizada, rodas esportivas, televisão de 43 polegadas, sistema com CarPlay, tapeçaria sob medida e outros detalhes exclusivos. Dayane Vieira é sócia-proprietária da Império das Kombis, empresa responsável pelo projeto. Ela conta que a relação com a família Neymar começou nos primeiros meses de 2025. “O Neymar Pai começou a seguir nosso Instagram e dissemos que gostaríamos de fazer um projeto juntos”, afirma a empresária. Segundo ela, o pai de Neymar disse que a oportunidade surgiria assim que a família resolvesse a chegada ao Brasil. “Os meses passaram e ele continuava interagindo nas nossas redes. Até que publicamos uma Kombi em setembro e ele nos ligou”, diz Dayane. O que se seguiu foi uma conversa que avançou madrugada adentro para alinhar os detalhes. Na manhã seguinte, o contrato da Filomena estava assinado. Kombi personalizada de Neymar divulgação/Império das Kombis Projeto em tempo recorde A empresa estabelece prazo de 10 meses para concluir um projeto completo de customização. “Para entregar a tempo do aniversário, criamos um turno extra de trabalho e concluímos em quatro meses”, conta. Em 2025, a oficina entregou 28 Kombis customizadas, e a agenda deste ano já está cheia. “Só temos mais duas vagas até dezembro. O que chegar depois será entregue no começo de 2027.” Neymar Pai fez alguns pedidos, mas deixou outros detalhes por conta de Dayane e da equipe. “Ele pediu o azul Danúbio, original da Volkswagen, pois é a mesma cor da Kombi que tinha quando levava o Neymar Jr. ainda criança aos treinos. Já na cabine, solicitou apenas que seguíssemos a mesma lógica de combinações”, explica. O projeto foi acompanhado à distância por meio de fotos e vídeos. Neymar recebe sua Kombi personalizada divulgação/Império das Kombis VW Kombi com cara de 2026 Além da pintura impecável, a Kombi 2012 passou por uma revisão mecânica completa. “Revisamos e trocamos tudo o que era necessário em suspensão, freios, direção e parte elétrica”, diz a empresária. O motor 1.4 flex com refrigeração a água foi desmontado e revisado. Segundo dados da fabricante, o modelo entrega, com etanol, 80 cv e torque de 12,7 kgfm. A aceleração até 100 km/h leva 16,1 segundos, e a velocidade máxima é de 130 km/h. Por dentro, há teto solar, acabamento em couro com os nomes da família bordados, volante especial, TV de 43 polegadas e sistema de som com CarPlay. “O som ficou tão potente que, na festa do Neymar, deixaram a Kombi tocando as músicas”, comemora a empresária. A cabine também recebeu consoles e porta-copos de outros modelos para melhorar o conforto a bordo. Construção da Kombi do Neymar divulgação/Império das Kombis Existem Kombis mais caras Apesar de todos os itens e da rapidez na entrega, esse não foi o projeto mais caro da oficina. As Kombis produzidas no Brasil entre 1957 e 1975 são muito valorizadas por colecionadores. Elas são apelidadas de “corujinha” por causa do para-brisa dividido ao meio e do “V” na dianteira. “Para restaurar uma Kombi dessas, o valor gira em torno de R$ 350 mil”, conta Dayane. O preço se justifica pela raridade e pela demanda em outros mercados pela “corujinha”. A empresa já enviou Kombis customizadas para vários países, com pagamentos em dólar e euro. “Já exportamos para Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, França e Itália”, diz a empresária. Esse movimento ocorre porque o Brasil ainda tem oferta de Kombis e mão de obra especializada para restaurar e personalizar veículos destinados ao exterior. Volkswagen Kombi "Corujinha" ao lado do ID.Buzz Divulgação
14/02/2026 06:00:50 +00:00
Reforma trabalhista de Milei: entenda o que muda e quais são os próximos passos

Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Protestos contra o governo na Argentina Mas o que muda? Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. Isso porque, essas plataformas não oferecem as mesmas garantias que os bancos tradicionais, que contam com respaldo do Banco Central argentino. Mesmo com os recuos, a proposta mantém grandes mudanças. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. O mercado de trabalho argentino Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões de pessoas, pouco mais da metade da população total do país (51,4%). Do total de trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% deles tinham emprego formal, com desconto previdenciário, enquanto 36,7% trabalhavam sem carteira assinada. Considerando também os trabalhadores por conta própria (que é cerca de 24,5%), a informalidade atinge cerca de 43% do mercado de trabalho. O setor de serviços concentra a maior parte dos empregos, cerca de 70%, seguido pela indústria e construção, com aproximadamente 22%, e pela agropecuária, com cerca de 8%. Apesar do desemprego relativamente baixo, os dados mostram um mercado marcado por elevada informalidade, subocupação e jornadas extensas, com mais de um quarto dos ocupados trabalhando acima de 45 horas semanais. Quais mudanças a reforma pode trazer? Segundo Francisca Vila, coordenadora de Assuntos Públicos da Prospectiva, há consenso na Argentina sobre a necessidade de atualizar a legislação trabalhista por conta da estagnação do mercado de trabalho, mas a proposta provoca forte divisão social. “É uma reforma muito ampla, com muitos artigos, e uma das mais importantes desde a redemocratização da Argentina. O alcance é grande e afeta diversos aspectos das relações de trabalho”, afirma. Alguns pontos da reforma geram muita preocupação, especialmente entre sindicatos e trabalhadores, que veem risco de perda de direitos — o que se refletiu em protestos e mobilizações. Segundo Juliana Inhasz, professora e economista do Insper, a reforma pode trazer benefícios como maior dinamismo econômico, redução de custos para as empresas nas contratações e demissões, além do estímulo à formalização do emprego. Por outro lado, há riscos de fragilização das relações trabalhistas, aumento da insegurança no emprego, precarização das condições de trabalho e enfraquecimento do poder dos sindicatos, especialmente para trabalhadores menos qualificados. Ela alerta que isso pode resultar em negociações coletivas desfavoráveis aos trabalhadores. Além disso, há preocupação com possíveis impactos sobre o sistema previdenciário, caso os novos fundos de indenização substituam contribuições tradicionais. “A reforma pode levar a jornadas mais extensas, menor remuneração por horas extras e maior facilidade para demissões”, explica a professora e economista do Insper. Segundo o professor Paulo Renato Fernandes, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV), a reforma trabalhista argentina busca atualizar uma legislação criada nos anos 1970, que não acompanhou as evoluções e transformações do mercado de trabalho. Na avaliação do especialista, a proposta busca reduzir entraves burocráticos, valorizar a negociação entre as partes e adaptar as relações trabalhistas à dinâmica econômica contemporânea. “Não é possível entrar no século XXI com uma legislação pensada para outra realidade”, afirma. Fernandes avalia ainda que as mudanças podem trazer benefícios também aos trabalhadores ao tornar o ambiente de negócios mais previsível e seguro para as empresas. Segundo ele, a insegurança jurídica e os altos custos desestimulam contratações e contribuem para a informalidade. Com regras mais flexíveis e maior respeito aos contratos, o especialista diz que o objetivo é incentivar a geração de empregos formais. “Quando o ambiente empresarial deixa de ser hostil e passa a ser mais estável, o empresário tem menos receio de contratar, o que amplia o acesso ao trabalho formal”, diz. Milei após eleição legislativa na Argentina Luis Robayo/AFP Quem é Javier Milei Economista de formação, Javier Milei é o atual presidente da Argentina. Ele se apresentou ao eleitorado como um nome de fora da política tradicional, com discurso crítico ao sistema político e às estruturas do Estado argentino. Antes de ingressar na vida pública, atuou no setor privado, com passagem por bancos e por uma empresa de administração de aposentadorias e pensões. Também foi economista-chefe da Fundação Acordar, ligada ao peronista e ex-candidato à Presidência Daniel Scioli. Professor universitário, ganhou notoriedade nacional a partir de participações frequentes em programas de rádio e televisão, onde comentava temas econômicos. Milei entrou na política em 2021, quando foi eleito deputado federal por Buenos Aires pelo partido A Liberdade Avança. Em 2023, venceu a eleição presidencial com um discurso liberal na economia e conservador nos costumes, defendendo privatizações, cortes de gastos públicos, flexibilização de direitos trabalhistas e uma diminuição drástica do papel do Estado. Analistas costumam compará-lo a lideranças da extrema direita internacional, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, sobretudo pelo estilo agressivo, uso frequente das redes sociais e oposição aberta às instituições tradicionais. Próximos passos no Congresso De acordo com o jornal Clarín, o texto será analisado em comissões da Câmara dos Deputados após o feriado de Carnaval. O governo trabalha para aprová-lo antes de 1º de março, mas ainda segue sem uma data oficial. Francisca Vila afirma que no Congresso, o governo atua para acelerar a aprovação ainda no início do ano. Há três cenários possíveis: aprovação rápida na Câmara, aprovação com mudanças (o que exigiria retorno ao Senado) ou atraso caso a votação fique para o período ordinário, após fevereiro. Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, cerca de 300 mil empregos formais foram perdidos, especialmente na construção civil, na indústria e em economias regionais. Enquanto o governo defende que a reforma pode ajudar a reverter esse cenário, sindicatos e empresários da indústria afirmam que a abertura às importações levou ao fechamento de 18 mil empresas nos últimos dois anos. “O verdadeiro problema é a destruição de empresas pela abertura indiscriminada das importações”, disse Daniel Rosato, presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas Industriais Argentinas (IPA). Apesar das divergências, o governo mantém a meta de transformar a proposta em lei nas próximas semanas. “É a lei possível”, afirmou a senadora Carolina Losada, aliada de Milei, ao defender o acordo construído no Senado. Presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, Brasil, em 20 de dezembro de 2025. REUTERS/Kiko Sierich *Com informações das agências de notícias Reuters, AP e Bloomberg.
14/02/2026 05:00:31 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 62 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.973 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 62 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (14), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
14/02/2026 03:00:33 +00:00
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