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g1 > Economia

Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do Brasil, segundo a Forbes

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
29/08/2026 03:00:39 +00:00
Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo em reservas da Venezuela

EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela O presidente dos EUA, Donal Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que garante aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país. A Venezuela se encontra sob ampla influência americana desde que o governo Trump sequestrou e depôs Nicolás Maduro, em janeiro deste ano (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Sob minha orientação, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário de Guerra Pete Hegseth — trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e por meio de uma parceria com o setor privado — garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem qualquer custo para o contribuinte americano", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Esse controle ocorrerá, segundo Trump, por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros. Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos. Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas. Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters Deposição de Maduro Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
28/08/2026 22:52:53 +00:00
Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária amarela em setembro

A bandeira tarifaria de setembro será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados. [...] Diante desse cenário, a ANEEL reforça a importância do uso consciente da energia elétrica. Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz". Agora no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor Divulgação/CEEE Equatorial
28/08/2026 21:56:16 +00:00
ArcelorMittal anuncia investimento de até R$ 5 bi na unidade Tubarão, no ES; projeto deve gerar 3 mil empregos

ArcelorMittal irá instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, no Espírito Santo Divulgação A ArcelorMittal anunciou, nesta sexta-feira (28), a aprovação de um novo investimento bilionário no Espírito Santo. A empresa vai instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, na Serra, Grande Vitória. O valor total estimado do projeto está entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Segundo a companhia, a nova linha de revestimento terá capacidade para produzir 560 mil toneladas de produtos por ano. O processo usará as bobinas a quente já fabricadas na própria unidade para gerar produtos laminados a frio e com revestimento metálico, que oferecem maior resistência à corrosão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As novas usinas vão entregar produtos de alto valor agregado para setores como automotivo, construção civil e linha branca. O objetivo, ainda de acordo com a ArcelorMittal, é fornecer materiais de elevado valor agregado para setores estratégicos, como a indústria automotiva, a linha branca (eletrodomésticos) e a construção civil. Geração de empregos A expectativa é que as obras tenham início ainda em 2026, com duração aproximada de três anos e meio. O empreendimento promete movimentar o mercado de trabalho capixaba, com geração de 3 mil vagas no pico das obras e aproximadamente 450 profissionais atuando na unidade na fase de operação, prevista para o primeiro semestre de 2030. LEIA TAMBÉM: Defesa do Consumidor do ES propõe à Fazenda que bets mostrem risco de perda para apostadores Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade no trabalho Justiça cancela dívida de R$ 23 mil de cliente de banco que foi vítima do golpe do falso gerente com 'spoofing' no ES Estímulo à economia local O presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM, Jorge Oliveira, destacou o impacto do anúncio para a região. "Ao gerar oportunidades, atrair novos negócios e criar um efeito multiplicador positivo em toda a cadeia de valor, este projeto contribuirá para o crescimento econômico do Estado e reflete nossa confiança no futuro do Brasil". Unidade Tubarão da ArcelorMittal na Serra, no Espírito Santo Divulgação Consumo de aço no Brasil A iniciativa faz parte de uma estratégia de diversificação de portfólio da companhia, com foco em etapas avançadas de produção (downstream) e no potencial de expansão do mercado nacional. Segundo dados da empresa, o consumo de aço por pessoa no Brasil ainda é considerado baixo: a média nacional é de 122,5 kg ao ano por habitante, um volume 41% menor do que a média global, que chega a 209 kg. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
28/08/2026 20:18:07 +00:00
Chefe do Fed adota tom mais duro e sugere alta de juros nos EUA para conter inflação; veja impactos

Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em 22 de maio de 2026 Reuters/Evelyn Hockstein O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sugeriu nesta sexta-feira (28) que o banco central americano pode ter que aumentar as taxas de juros nos próximos meses para conter a inflação dos Estados Unidos. A declaração foi considerada um sinal mais claro em relação a comentários feitos anteriormente por Warsh sobre a situação dos EUA. O chefe do banco central americano disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Agora no g1 Warsh não sinalizou que uma alta dos juros esteja próxima, mas destacou que o combate à inflação continua sendo prioridade. O índice oficial de preços dos EUA permanece acima da meta de 2% definida pelo Fed. O presidente do BC americano afirmou ainda que não deseja fornecer o que analistas chamam de "orientação futura" sobre a taxa de juros, mas sugeriu que o patamar atual não restringe a atividade econômica dos EUA. Após a repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O BC se reunirá novamente para discutir a taxa de juros dos EUA nos dias 15 e 16 de setembro. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter os preços — e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, o efeito mais claro apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Impacto sobre os mercados O movimento aumenta a atratividade dos investimentos nos EUA, o que tende a fortalecer o dólar e enfraquecer as bolsas. Como reflexo, o dólar avançou 0,66% frente ao real nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa, porém, avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, apesar do discurso de Warsh e na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%), em meio às oscilações dos preços do petróleo, e Banco do Brasil (+1%). O resultado fez o dólar encerrar a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, também repercutindo o discurso de Kevin Warsh. O Dow Jones recuou 0,02%, aos 53.559,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,25%, aos 7.711,76 pontos, e o Nasdaq recuou 0,52%, aos 26.402,42 pontos. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros elevados nos EUA mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.
28/08/2026 19:21:38 +00:00
Brasil cria 58,5 mil empregos formais em julho, queda de 56% na comparação com mesmo mês de 2025

A economia brasileira gerou 58,mil empregos formais em julho deste ano, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em julho: ➡️2,26 milhões de contratações; ➡️2,2 milhões de demissões. 📈 O resultado representa recuo de 56,3% em relação a julho de 2025 — quando foram criados cerca de 133,9 mil empregos com carteira assinada. 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de julho desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de julho: 2020: 108,5 mil vagas abertas; 2021: 307 mil empregos criados; 2022: 225,4 mil vagas abertas; 2023: 142,4 mil vagas abertas; 2024: 191,8 mil empregos criados; 2025: 133,9 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 972,2 mil empregos formais foram criados no país de janeiro a julho deste ano. O número representa queda de 21% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1,38 milhão de vagas formais em meio à pandemia. Ao fim de julho de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 48,08 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com junho deste ano (48,02 milhões) e com relação a julho de 2025 (47,2 milhões). Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho de 2026 mostram que foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.419,23 em julho deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a junho de 2026 (R$ 2.404,10). Na comparação com julho do ano passado, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.370,85. Caged x Pnad Emprego novo: Como fazer um bom currículo usando IA Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho. De acordo com o IBGE, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica
28/08/2026 17:15:03 +00:00
Trump mira grandes frigoríficos em meio à alta de preços da carne nos EUA; JBS pode ser afetada

Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que está preparando uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores tenham o direito de processar seus próprios alimentos. Sem citar nomes, Trump afirmou que quatro empresas fazem produtores americanos terem uma vida miserável. "Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto", disse em sua rede social. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas disse ter autorizado a elaboração de documentos legais para quebrar o que ele classificou como um "poderoso monopólio". Segundo a Reuters, quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. As empresas não responderam a pedidos de comentários enviados pela agência de notícias. Agora no g1 A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que haverá "grandes anúncios" sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31), incluindo a ampliação da capacidade dos pecuaristas de vender seus produtos entre estados, maior apoio a pequenos processadores de carne e o cancelamento de "orientações desatualizadas". A declaração de Trump acontece dias após ele participar do podcast de Glenn Beck. O apresentador do programa sugeriu que as regras do Departamento de Agricultura dos EUA deixam pecuaristas dependentes da indústria de processamento de carnes. A fala também acontece em um momento em que consumidores americanos continuam a enfrentar um aumento de preços dos alimentos, meses antes das eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Carne em crise nos EUA Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. A alta no preço da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços.
28/08/2026 16:14:08 +00:00
Veja como fazer análise do solo

Produtor precisa ficar atento aos nutrientes realmente necessários para a vida da planta em períodos de solo e ar mais úmidos Vereda Comunica A qualidade do solo é um dos fatores mais importantes para o sucesso dos cultivos. Para ajudar o produtor com isso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais lançou um material gratuito com dicas. Na cartilha, o agricultor poderá verificar a forma correta de retirar as porções de terra e aprender a identificar o material para a análise de nutrientes. Em seguida, é necessário enviar o conteúdo para um laboratório da região. 📱Acesse aqui Veja também: VÍDEO: Horta em casa - veja dicas de quem tentou e deu certo De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'
28/08/2026 15:30:49 +00:00
Quer comprar carro pelo Move Brasil? Governo amplia prazo de financiamento para 84 meses

Motorista de aplicativo, app, Uber, 99 Maksim Goncharenok/Pexels O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as condições de financiamento do programa Move Brasil para taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas. Agora, os veículos poderão ser financiados em até 84 meses, contra os 72 meses previstos anteriormente, e o valor máximo do automóvel passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mudança foi aprovada em reunião extraordinária do CMN nesta quinta-feira (27). O programa é voltado à compra de veículos novos usados no transporte individual de passageiros. O prazo maior permite que o valor financiado seja dividido em mais parcelas, o que pode reduzir o valor pago mensalmente pelos motoristas. O programa mantém a possibilidade de até seis meses de carência para o pagamento do valor principal — período em que o beneficiário não precisa começar a quitar essa parte da dívida. Move Brasil: após baixa procura, governo aumenta limite de crédito para motoristas de app comprarem carros Programa 'Move Brasil': Teto para financiar veículos sobe para R$ 200 mil Mais modelos de carros poderão ser financiados O aumento do limite de R$ 150 mil para R$ 200 mil amplia a quantidade de veículos que podem ser comprados pelo programa. Segundo levantamento do próprio ministério da Fazenda, feito com base nos emplacamentos de 2025, o limite anterior incluía cerca de 63% do mercado analisado. Com a inclusão dos carros que custam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a fazer parte do grupo de veículos que podem ser financiados pelo critério de preço. Com isso, a cobertura sobe para aproximadamente 88% do mercado considerado. A mudança também permite que os motoristas tenham acesso a mais modelos e versões de veículos, inclusive carros que atendem a categorias de aplicativos que exigem maior nível de conforto. Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Move Brasil tem baixa procura O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na última quarta-feira (20) que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite. “Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, disse Durigan.
28/08/2026 15:23:30 +00:00
Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE

Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE. Luiz Franco/g1 A população do Brasil é estimada em 214.211.951 habitantes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O dado representa um crescimento de 0,37% em relação a 2025. O levantamento considera uma contagem realizada até 1º de julho de 2026 e mostra a população total dos estados e municípios. (Veja o número de habitantes por estado). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No último Censo Demográfico, realizado em 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Na ocasião, o levantamento foi realizado dez anos após a edição anterior da pesquisa, devido à pandemia. Segundo o IBGE, os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo (SP), com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; e Brasília (DF), com estimativa de 3.009.996 pessoas. Agora no g1 O Brasil ainda conta com 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 20% da população brasileira, somando 49.886.420 pessoas. “[O levantamento] aponta ainda que, dessa lista, apenas Guarulhos e Campinas, no estado de São Paulo, não são capitais estaduais, com 1.351.284 e 1.189.761 habitantes, respectivamente”, diz o instituto. Os estados de Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram as maiores taxas de crescimento populacional: 3%, 1,5% e 1,5%, respectivamente. Veja os principais destaques por estado As 27 capitais estaduais concentram 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a quase um quarto (23,1%) da população brasileira. Boa Vista (RR) é a capital com maior taxa de crescimento populacional entre 2025 e 2026, com aumento de 3,2%. Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%) registraram redução populacional em relação às estimativas de 2025. O Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguido pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%). População por estado São Paulo: 46.179.008 Minas Gerais: 21.460.311 Rio de Janeiro: 17.225.410 Bahia: 14.889.472 Paraná: 11.952.456 Rio Grande do Sul: 11.233.317 Pernambuco: 9.583.176 Ceará: 9.302.211 Santa Catarina: 8.312.759 Pará: 8.756.324 Goiás: 7.495.033 Maranhão: 7.024.557 Amazonas: 4.360.926 Paraíba: 4.182.828 Espírito Santo: 4.150.692 Mato Grosso: 3.950.330 Rio Grande do Norte: 3.463.737 Piauí: 3.392.617 Alagoas: 3.221.128 Distrito Federal: 3.009.996 Mato Grosso do Sul: 2.946.317 Sergipe: 2.307.255 Rondônia: 1.757.338 Tocantins: 1.595.994 Acre: 887.794 Amapá: 809.953 Roraima: 761.012 Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Entenda como vai funcionar o alerta em publicidade de bets
28/08/2026 14:32:45 +00:00
Mesmo com Desenrola 2.0, inadimplência bancária sobe e bate recorde em julho

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 4,6% para 4,9% de junho para julho, informou nesta sexta-feira (28) o Banco Central (BC). O valor atingiu, assim, o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,4%, em junho, para 5,8% em julho, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência subiu de 3,2% para 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%). Agora no g1 Desenrola 2.0 O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta semana que o governo federal decidiu prorrogar a adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Sem a extensão, o programa terminaria no começo de agosto. Dívidas com cartões têm tirado sono de aposentada Reprodução/EPTV Endividamento De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma queda marginal — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses ficou estável em 49,8% em junho. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
28/08/2026 13:44:00 +00:00
Câmara deve votar na próxima segunda MP do fim da taxa das blusinhas; Congresso definiu aliada de Lula como relatora

O Congresso Nacional definiu nesta sexta-feira (28) o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente da comissão que vai analisar a medida provisória (MP) do fim da taxa das blusinhas. A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi escolhida como a relatora. Leila deve apresentar o parecer sobre a medida na segunda-feira (31) e a comissão vai votar o tema no mesmo dia, segundo Reginaldo Lopes. O deputado disse ainda que os deputados e senadores irão ouvir o setor produtivo, apesar do curto tempo, e não descartou mudanças no texto. “Estou com a minha agenda aberta para ouvir todos”, disse o presidente da comissão. Leila concordou, apesar de antecipar que é a favor do texto inicial do governo. Na segunda-feira, se aprovada pela comissão, a MP deve ser votada no plenário da Câmara, conforme pauta definida pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta sexta. Depois, será encaminhada para o Senado, para votação ainda nesta semana. A Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, foi publicada em maio e tem até 8 de setembro para ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso. Caso a votação não ocorra, o imposto voltará a ser cobrado em 9 de setembro. ‘Taxa das blusinhas’ pode voltar em setembro; entenda o que está em jogo Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50. Acordo entre Poderes Depois de chegar perto de caducar, a MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em um almoço na quarta-feira (26), eles anunciaram que o tema seria votado. "Eu faço compromisso, como foi com Motta, com o Brasil, que precisa dessa matéria em vigência, que na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, vamos deliberar, para sancionar e virar lei, para milhões de brasileiros e terem qualidade de vida melhor", declarou Alcolumbre. A pauta tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Por isso a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro. Crédito para motoristas Nesta sexta-feira (28), outra comissão mista do Congresso aprovou o parecer da MP que criou uma linha de financiamento para motociclistas, motoristas de aplicativo e taxistas. A medida segue, agora, para o plenário da Câmara. A relatora, deputada Amanda Gentil (PP-MA), fez mudanças no texto acatando emendas para incluir o transporte escolar nas medidas. O objetivo da MP facilitar o acesso ao crédito para a renovação da frota de trabalhadores do transporte de pessoas e de pequenas cargas em centros urbanos. Dep. Reginaldo Lopes (PT - MG) e Leila Barros (PDT-DF) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Edilson Rodrigues/Agência Senado
28/08/2026 13:22:25 +00:00
Quem são os cinco bilionários mais velhos do Brasil em 2026? Dois têm 97 anos

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
28/08/2026 13:00:00 +00:00
Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes em 2026

Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Reprodução Os cinco bilionários brasileiros mais jovens da lista da Forbes têm entre 21 e 28 anos e pertencem à mesma família. Todos são herdeiros da WEG, fabricante de máquinas e equipamentos, e têm fortunas estimadas entre R$ 5,6 bilhões e R$ 7,2 bilhões. A mais jovem é Amelie Voigt Trejes, de 21 anos. Segundo a Forbes, ela também é a bilionária mais jovem do mundo e desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais nova. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A lista dos bilionários brasileiros foi divulgada nesta sexta-feira (28) e reúne nomes como Eduardo Saverin (Meta/Facebook), Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) e Miguel Krigsner (Grupo Boticário). Veja abaixo quem são os cinco brasileiros mais jovens da lista: Agora no g1 1. Lívia Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Reprodução / Redes sociais Lívia Voigt de Assis, de 22 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela é uma das herdeiras da WEG, fabricante de motores elétricos cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Em 2024, ela foi considerada pela Forbes a bilionária mais jovem do mundo. Atualmente, cursa a universidade e não ocupa cargo executivo na companhia. 2. Dora Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Dora Voigt de Assis, de 28 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela também é herdeira da WEG. Dora e a irmã, Lívia, detêm juntas cerca de 3,1% das ações da companhia. 3. Amelie Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 4. Pedro Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Pedro Voigt Trejes, de 23 anos, também figura entre os jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de máquinas e equipamentos elétricos. Seu patrimônio é estimado em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Felipe, e a irmã mais nova, Amelie. 5. Felipe Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Felipe Voigt Trejes, de 23 anos, também está entre os jovens bilionários brasileiros ligados à WEG. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele também é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Pedro, e a irmã mais nova, Amelie. Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões
28/08/2026 12:33:24 +00:00
Ibovespa sobe pela 8ª vez seguida e acumula alta de 2,7% na semana, apesar de fala do chefe do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,66% nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%) e Banco do Brasil (+1%). Com os resultados, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta sexta-feira, o mercado reagiu à fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, de que o banco central americano pode ter que elevar os juros nos próximos meses para conter a inflação nos Estados Unidos. ▶️ A declaração de Warsh foi considerada mais clara sobre a possibilidade de alta dos juros nos EUA do que seus comentários anteriores. O chefe do Fed disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. ▶️ Ele afirmou que o BC americano ainda precisa avançar no combate à inflação e que, segundo ele, houve progresso modesto nos últimos dois anos. Ponderou, porém, que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos da política monetária. (veja mais abaixo) ▶️ No exterior, o petróleo operava em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem manter as exportações pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Por volta das 17h, o Brent, referência global, caía 0,43%, a US$ 89,31, e o WTI, referência nos EUA, recuava 0,08%, a US$ 83,46 ▶️ No Brasil, o mercado acompanhou os novos dados de emprego. Em julho, foram criados 58,6 mil postos formais, resultado de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões. O número representa queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando foram criadas 133,9 mil vagas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. 🔎 A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
28/08/2026 12:00:05 +00:00
'Rei do Ovo', irmãos Batista e mais: veja quem são os bilionários do agro brasileiro em 2026

Empresário Ricardo Castellar de Faria, presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins/Divulgação O agronegócio mantém forte presença entre as maiores fortunas do país, segundo o ranking de bilionários brasileiros da Forbes de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27). Ricardo Castellar de Faria, conhecido como o "Rei do Ovo", e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos de um dos maiores grupos do setor de carnes, estão entre os representantes do agronegócio que figuram na lista dos mais ricos do Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Faria, de 51 anos, estreou na lista em 2024, quando ocupava a 21ª posição do ranking nacional, com patrimônio estimado em R$ 17,45 bilhões. Hoje, o proprietário da Granja Faria tem patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, ocupa a 10ª posição. (veja mais sobre ele abaixo) Já os irmãos Batista, proprietários da JBS, têm fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões cada. Eles ocupam a 17ª posição no ranking brasileiro e aparecem em segundo e terceiro lugares na lista dos bilionários do agronegócio. Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Na quarta colocação entre os bilionários do agro está Alceu Elias Feldmann, fundador da Fertipar, com fortuna estimada em R$ 19,2 bilhões. A companhia responde por cerca de 15% do mercado brasileiro de fertilizantes e atende diferentes cadeias produtivas do campo. Segundo a lista de Bilionários do Agro da Forbes de 2026, os 37 bilionários ligados ao setor somam R$ 207,7 bilhões, o equivalente a 11,2% da fortuna total dos 255 brasileiros presentes no ranking. A distribuição geográfica dos bilionários do agronegócio revela concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera, com 18 nomes e fortuna conjunta de R$ 89,1 bilhões; Em seguida aparece o Sul, com 12 bilionários que somam R$ 57,7 bilhões; O Centro-Oeste, embora tenha apenas três representantes, concentra R$ 46,6 bilhões em fortunas, impulsionado por empresas dos segmentos de grãos e proteína animal. O Nordeste conta com três integrantes, enquanto um dos bilionários da lista mantém atuação sediada no exterior. Veja quem são os 10 maiores bilionários do agro em 2026: Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões; Joesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Wesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Alceu Elias Feldmann (Fertipar): R$ 19,2 bilhões; Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper): R$ 7,9 bilhões; Blairo Maggi (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Itamar Locks (Amaggi): R$ 6,7 bilhões; Rubens Ometto (Cosan/Raízen/Rumo): R$ 6,3 bilhões; Marcos Molina dos Santos (MBRF): R$ 6,1 bilhões. Ricardo Castellar de Faria Título informal é dado a Ricardo Faria, responsável por 24 granjas em todo o país Arquivo pessoal No topo da lista está Ricardo Castellar de Faria, com fortuna estimada em R$ 35,1 bilhões. O empresário ocupa a 10ª posição entre os brasileiros mais ricos e construiu sua fortuna com a expansão da produção de ovos e a internacionalização dos negócios. Em 2024, adquiriu a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão e, no ano seguinte, comprou o Grupo Hevo, da Espanha. Conhecido como "Rei do Ovo", Faria, de 51 anos, é proprietário da Granja Faria, com sede em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina. Ele também é fundador das empresas Insolo e RCF Capital e preside a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Fundada em 2006, a Granja Faria se tornou a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos do Brasil. Com 2,7 mil funcionários distribuídos em 34 unidades produtoras, a empresa produz cerca de 16 milhões de ovos por dia. Faria também fundou a Lavebras, empresa de higienização de têxteis vendida em 2017. A produção da Granja Faria está distribuída por Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo e São Paulo. Os produtos são exportados para 17 países, entre eles África do Sul, Alemanha e Arábia Saudita. Natural do Rio de Janeiro, Faria chegou a Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aos 3 anos, depois que o pai, médico, se mudou para o estado para atender vítimas de uma tragédia ocorrida na região, em março de 1974. Aos 8 anos, durante as férias escolares, passou a vender picolés na praia. Em entrevista à NSC, em setembro de 2023, o empresário contou que decidiu empreender ainda na infância. Aos 15 anos, fez intercâmbio na Califórnia, nos Estados Unidos. Inicialmente, Faria planejava seguir a carreira do pai e se tornar médico. No entanto, ao conhecer a produção de frutas na Califórnia, mudou de planos. De volta ao Brasil, cursou agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "No final da faculdade, decidi migrar da confecção para a locação. Ao invés de vender uniformes para a indústria, eu locava. Montei minha primeira empresa, que foi a Lavebras, que alugava roupas e lavava", disse. Wesley e Joesley Batista Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Logo atrás de Faria estão os irmãos Joesley Batista, de 54 anos, e Wesley Batista, de 56. Eles são filhos de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, multinacional brasileira do setor de alimentos. Cada um possui fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões e ocupa a 17ª posição no ranking nacional. A empresa ampliou sua atuação global nas últimas décadas por meio de aquisições no mercado de proteínas e, em 2025, passou a deter metade da produtora de ovos Mantiqueira. Os irmãos controlam a companhia por meio da J&F Investimentos, empresa que dividem em partes iguais. Segundo a Forbes, a JBS teve origem em um açougue fundado por José Batista Sobrinho em 1953. Os irmãos assumiram o controle da empresa no início dos anos 2000 e lideraram a aquisição da processadora americana de carnes Swift & Co. Outros destaques Além dos líderes do setor, o ranking mantém nomes historicamente ligados ao agronegócio brasileiro. É o caso de Blairo Maggi, da Amaggi, uma das maiores empresas de grãos do país, e de Rubens Ometto, controlador da Cosan, grupo com atuação em energia, logística e combustíveis. A presença desses empresários mostra a diversidade de segmentos ligados ao agronegócio, da produção agrícola e pecuária aos setores de fertilizantes, papel e celulose, logística e bioenergia. Segundo a metodologia da Forbes, o cálculo das fortunas considera principalmente participações em empresas de capital aberto com base nos valores de mercado registrados em 30 de junho de 2026.
28/08/2026 11:47:10 +00:00
Brasil ganhou 5 novos bilionários em 2026; veja quem são os estreantes da lista da Forbes

A empresária Luana Lopes Lara Fantástico/Reprodução A Lista Forbes Brasileiros 2026, divulgada nesta quinta-feira (27), ganhou cinco novos integrantes no grupo de bilionários brasileiros. Em sua 14ª edição, a lista identificou 255 pessoas com fortuna superior a R$ 1 bilhão. Juntos, os bilionários brasileiros somam R$ 1,86 trilhão. O estreantes representam 1,96% dos integrantes do ranking, com fortunas que variam de R$ 2,1 bilhões a R$ 13,4 bilhões. Confira abaixo quem são os novos bilionários da lista: Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ari de Sá Cavalcante Neto e família (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões; Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões; Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões; Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões. Agora no g1 Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo a Forbes. Ela tem fortuna estimada em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. (saiba mais aqui) Ari de Sá Cavalcante Neto (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões Aos 47 anos, Ari de Sá Cavalcante Neto estreia na lista de bilionários da Forbes ao lado da família, com fortuna estimada em R$ 3,9 bilhões. O empresário cearense é um dos principais acionistas da Arco Educação e divide essa participação com a mãe, Margarida de Sá Cavalcante. A Arco reúne marcas do ensino privado como SAS, Positivo, Dom Bosco e COC. Em 2025, incorporou a International School ao portfólio. Ari é herdeiro de uma família tradicional do setor educacional. Seu pai, Oto de Sá Cavalcante, assumiu os negócios da família ainda jovem e fundou, em 2000, o Colégio Ari de Sá ao lado da esposa, Margarida. Oto morreu em junho deste ano, aos 80 anos. Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões Aos 68 anos, Rosangela Maggi Schmidt estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 3,5 bilhões. A empresária gaúcha tem sua riqueza ligada à Amaggi, uma das maiores companhias do agronegócio brasileiro. Filha de Lucia Maggi, Rosangela é acionista da empresa fundada por André Maggi, que se tornou um dos principais grupos produtores e exportadores de grãos do país. Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 54 anos, Carlos Moche Dayan passa a integrar a lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é um dos principais acionistas e executivos da instituição financeira. Formado em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos tem sua fortuna ligada à participação da família no banco. Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 56 anos, Salim Dayan estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões, o mesmo valor atribuído ao irmão Carlos Moche Dayan. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é executivo e um dos principais acionistas da instituição. Engenheiro de produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), Salim também tem mestrado em administração e finanças pelo Ibmec.
28/08/2026 11:47:08 +00:00
Luana Lopes Lara, da Kalshi, é a bilionária mais jovem a construir a própria fortuna; veja quem é

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo o ranking da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Cofundadora e diretora de operações da Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nela, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples, como "Vai acontecer ou não?", relacionadas a diversos temas, incluindo guerras, mudanças climáticas e eleições. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que construíram a própria fortuna após a Kalshi captar US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em uma rodada de investimentos no fim de 2025. Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são A rodada foi liderada pela Paradigm, empresa de investimentos focada em criptomoedas, e contou com a participação de investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. Segundo a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado, passando de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em dezembro. Com a valorização da empresa, a fortuna dos cofundadores também cresceu. Além de Luana, o sócio Tarek Mansour passou a integrar a lista de bilionários. Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em ciência da computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e medalha de bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, mudou-se para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois passaram pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na gestora Bridgewater. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não havia uma forma direta de negociar com base nos resultados desses acontecimentos. Em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma para negociar contratos baseados no resultado de eventos específicos. Em 2020, a empresa recebeu autorização regulatória e se tornou a primeira bolsa totalmente regulamentada dos EUA para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), uma das principais agências reguladoras do mercado americano. Com o reconhecimento, passou a integrar a mesma categoria regulatória de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa solicitou autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o pedido foi negado. O argumento foi que haveria risco de manipulação e prejuízo à integridade das eleições nos EUA. A Kalshi recorreu à Justiça. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer legalmente negociações ligadas a resultados eleitorais nos EUA. Em entrevista à CNBC, Mansour, presidente da Kalshi, afirmou que a empresa avalia realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no fim de 2027 ou no início de 2028. Em julho, a plataforma anunciou que passou a oferecer contratos sobre ensaios clínicos e decisões regulatórias da agência de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA). Durante a Copa do Mundo, a Kalshi registrou US$ 27 bilhões (R$ 137,1 bilhões) em volume de negociações e alcançou a marca de três milhões de usuários durante o torneio, segundo a Reuters. As polêmicas envolvendo a Kalshi O crescimento dos mercados de previsão ao redor do mundo aumentou a discussão sobre se essas plataformas devem ser tratadas como mercados financeiros ou como empresas de apostas e jogos de azar. A Kalshi está no centro desse debate. Só neste ano, pelo menos quatro estados americanos tentaram impedir a atuação da companhia em seus territórios, alegando que a plataforma operava um negócio ilegal de jogos de azar. O caso mais recente envolve o procurador-geral de Nova York, que processou a plataforma no fim de julho sob a alegação de que a empresa viola as leis estaduais contra jogos de azar. A Espanha também bloqueou o site da Kalshi sob a alegação de que a plataforma operava sem licença para jogos de azar. No Brasil, o governo bloqueou, em abril, a Kalshi e outras 26 plataformas que oferecem previsões relacionadas a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Segundo integrantes do governo, a medida busca evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem supervisão. A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe os brasileiros a riscos financeiros e opera em desacordo com a legislação do país. Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais
28/08/2026 11:21:09 +00:00
Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa é uma multinacional brasileira e uma das principais fabricantes de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria. A fortuna de Amelie está diretamente ligada às ações que possui da companhia, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. Agora no g1 Quem é Amelie Voigt Trejes? Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), por Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus — as iniciais dos sobrenomes dos três deram origem ao nome WEG. Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela faz parte do grupo de acionistas controladores por meio das empresas da família que possuem ações da WEG. Segundo os registros societários mais recentes, Amelie possui: 5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG; 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., empresa familiar dividida igualmente entre ela e os irmãos, Felipe e Pedro; 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa da família que detém patrimônio. Somando as ações que possui diretamente às participações por meio das empresas da família, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% da companhia. também integra o grupo de acionistas ligado à WPA Participações e Serviços S.A., empresa que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Por meio dessa estrutura, as famílias mantêm o controle da companhia e têm peso nas principais decisões tomadas pelos acionistas. A 'fábrica de bilionários' brasileira A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle da empresa concentrado nas famílias, o que levou diversos herdeiros a figurar entre os brasileiros mais ricos. Cinco dos seis brasileiros mais jovens da lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt: Dora Voigt de Assis, 28 anos: US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão; Amelie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão. Felipe e Pedro são irmãos de Amelie e compartilham com ela participações em empresas da família que fazem parte da estrutura de controle da WEG. Como nasceu a WEG Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, ampliou sua atuação para diferentes áreas de equipamentos elétricos e industriais. Hoje, a empresa produz: motores elétricos; geradores; transformadores; turbinas; painéis elétricos; sistemas de automação industrial; equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia; carregadores para veículos elétricos; tintas industriais e automotivas; componentes elétricos, entre outros produtos. Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos. A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil pessoas e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais nos cinco continentes. Em 2024, a empresa nomeou, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para sua diretoria executiva. Uma fortuna construída pela valorização da empresa A fortuna de Amelie está ligada principalmente à valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas. A companhia se tornou uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo e uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. A combinação entre a valorização da companhia e a estrutura de controle criada pelos fundadores permitiu que os herdeiros acumulassem participações bilionárias na WEG sem precisar ocupar cargos de gestão.
28/08/2026 11:13:47 +00:00
Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais

Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais Receita Federal/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP). Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que "teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025". Após as diligências, o MPF informou que as buscas ocorreram em endereços ligados ao grupo NSX, dona da BetNacional. A NSX Brasil disse, em nota, ter colaborado com a ação desta sexta e ter disponibilizado os documentos solicitados na ocasião. Acrescentou que antes da regulamentação do setor atuou de acordo com o marco jurídico vigente e com práticas adotadas no mercado, mas que depois da nova regulamentação, fez adequações (veja nota na íntegra abaixo). Agora no g1 Detalhes da investigação Segundo o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor. Os investigadores suspeitam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as verdadeiras responsáveis pelas atividades no país. Os órgãos também investigam a suspeita de envio de recursos para o exterior seguido do retorno de parte desse dinheiro ao Brasil por meio de pagamentos por serviços. Segundo os investigadores, o modelo poderia ter sido usado para justificar a entrada de recursos anteriormente remetidos para fora do país. As investigações apontam ainda o possível uso de "contas bolsão", modelo que concentra recursos de diferentes clientes em uma mesma conta. 🔎Segundo os investigadores, isso pode dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários finais das operações. Segundo a Receita e o MPF, as suspeitas não se limitam ao período anterior à regulamentação das apostas esportivas. A investigação apura se parte das estruturas utilizadas anteriormente foi adaptada para continuar permitindo mecanismos de sonegação fiscal após a entrada em vigor das novas regras do setor. Paralelamente às medidas judiciais, a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais para aprofundar a apuração das suspeitas. Segundo o órgão, a recuperação potencial de tributos é estimada em cerca de R$ 300 milhões. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda ainda avalia quais medidas poderá adotar, do ponto de vista técnico, em relação ao grupo investigado. De acordo com integrantes da pasta, a empresa citada na investigação já responde a dois processos administrativos em andamento. Conforme a legislação do setor, as penalidades podem variar de advertência à suspensão das atividades da companhia. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que está sendo investigado De acordo com o MPF e a Receita Federal, a operação busca esclarecer suspeitas de: sonegação fiscal; evasão de divisas; lavagem de dinheiro; uso de empresa de fachada no exterior; movimentação irregular de recursos entre Brasil e outros países; declaração de despesas supostamente fictícias para reduzir impostos. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF. Segundo os órgãos, a operação cumpre apenas mandados de busca e apreensão, não de prisão. Esta é a segunda grande operação conjunta da Receita Federal e do MPF voltada ao mercado de apostas esportivas em agosto. No dia 13, a Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e teve decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão. RELEMBRE: Governo divulga lista de 'bets' autorizadas a atuar no Brasil Os detalhes da operação foram apresentados em entrevista coletiva nesta manhã, na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram da coletiva: o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o subprocurador-geral da República e coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou de Araújo Sá; o procurador regional da República e coordenador-adjunto do Gaeco Nacional, Fábio George Cruz da Nóbrega; a coordenadora-geral de Fiscalização da Receita Federal, Vandreia Mota Rocha; e o coordenador-geral de Pesquisa e Investigação da Receita, Sérgio Luiz Messias de Lima. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que diz a empresa citada "A NSX Brasil informa que recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma diligência da Receita Federal em seu escritório, em Recife, no âmbito da Operação Jogo de Sombras. A companhia prestou integral colaboração à ação, disponibilizando os documentos solicitados, e seguirá à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Antes da regulamentação específica do setor de apostas, a empresa atuou de acordo com o marco jurídico então vigente e com as práticas adotadas pelo mercado naquele período. Após a entrada em vigor da nova regulamentação, promoveu as adequações necessárias e passou a cumprir rigorosamente as regras aplicáveis à operação do mercado brasileiro. A companhia mantém o compromisso com a transparência, o respeito às instituições e o cumprimento rigoroso de suas obrigações, confiando que os esclarecimentos necessários serão prestados pelos canais institucionais adequados." Jovens estão mais vulneráveis ao vício das apostas online Reprodução/EPTV
28/08/2026 11:12:06 +00:00
Elon Musk tem 2,4 vezes a fortuna dos 255 bilionários brasileiros juntos, mostra a Forbes

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Segundo a revista Forbes, o empresário Elon Musk acumula uma fortuna de US$ 870 bilhões. O valor equivale a cerca de 2,5 vezes a soma das fortunas dos 255 bilionários brasileiros que fazem parte do ranking nacional divulgado nesta quinta-feira (27). Os super-ricos brasileiros somam cerca de R$ 1,86 trilhão. Considerando o dólar a R$ 5,16, a fortuna do dono da SpaceX, Tesla e X chega a R$ 4,49 trilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Assim, o valor acumulado dos bilionários brasileiros não chega à metade da fortuna de Musk. Mais precisamente, representam 41,5% do patrimônio do empresário sul-africano naturalizado americano. A diferença fica ainda mais evidente na comparação com Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista. O cofundador do Facebook tem fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seriam necessárias cerca de 27,6 fortunas como a de Saverin para alcançar a de Elon Musk. Elon Musk, CEO da X e da SpaceX, se formou em 1997 na Upenn REUTERS/Gonzalo Fuentes Bilionários brasileiros Em sua 14ª edição, a lista de bilionários brasileiros conta com 255 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Pelo quarto ano consecutivo, o líder brasileiro é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja na reportagem abaixo o perfil do top 10: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 11:05:57 +00:00
Quem são os maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026, segundo a Forbes

Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York. Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo A Forbes divulgou, nesta sexta-feira (28), a lista dos maiores bilionários brasileiros do setor de tecnologia em 2026. No topo está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Saverin é conhecido por ter sido sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu na faculdade. Segundo a Forbes, sua fortuna caiu 28,24% em relação ao ano anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A revista atribui a queda ao aumento da concorrência entre empresas de inteligência artificial, que levou as ações da Meta a recuarem cerca de 16% e afetou a fortuna de Saverin. A lista deste ano também inclui José Roberto Nogueira, fundador e CEO do Grupo Brisanet, e Laércio Cosentino, maior acionista individual da Totvs. Agora no g1 1. Eduardo Saverin Patrimônio: R$ 162,9 bilhões Empresa: Facebook e B Capital Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna vem principalmente da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou após divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. A fortuna ganhou novo impulso nos anos seguintes, com a valorização da Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou o pagamento de dividendos pela primeira vez, contribuindo para ampliar o patrimônio de Saverin. 2. José Roberto Nogueira José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet Reprodução/TV Verdes Mares Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Brisanet Fundador e CEO do Grupo Brisanet, José Roberto criou a empresa em 1998, na cidade de Pereiro (CE), "com o sonho de transmitir sinal de internet a um custo acessível em pleno sertão", segundo relato publicado pela Forbes Brasil em 2025. A companhia se expandiu pelo Nordeste e se tornou líder em banda larga fixa na região, com atuação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Em julho de 2024, a empresa anunciou ter alcançado 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa. José Roberto também é sócio-diretor das empresas Nossa Fruta Brasil e Agritech, segundo seu perfil no LinkedIn. 3. Laércio Cosentino Laércio José de Lucena Cosentino, da Totvs Reprodução/LinkedIn Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Totvs Aos 23 anos, em 1983, Cosentino fundou a Microsiga ao lado do empresário Ernesto Haberkorn, que ocupa a quinta posição desta lista. A empresa passou a se chamar Totvs em 2005 e, no ano seguinte, abriu capital na Bolsa, iniciando um ciclo de aquisições. A companhia foi uma das pioneiras no Brasil no desenvolvimento e na implantação de softwares de gestão. Atualmente, atua em 41 países. Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas segue como presidente do conselho de administração e maior acionista individual da empresa, com 8,6% das ações, segundo a Forbes Brasil. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte
28/08/2026 10:57:20 +00:00
Quem ganhou e quem perdeu: veja como o 'top 10' dos bilionários brasileiros mudou entre 2025 e 2026

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Eduardo Saverin manteve a liderança entre os brasileiros mais ricos em 2026. Pelo quarto ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da Forbes, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seguindo o valor de sua participação na Meta, Saverin reduziu a distância em relação aos demais bilionários do país em 2026. Ele continua à frente de Vicky Safra e família, que aparecem em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, que agora a coloca na Grécia, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém CPF ativo e negócios no país. As cinco primeiras posições também permaneceram inalteradas. Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões. André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões. Agora no g1 Quem ganhou espaço 💸 Pedro Moreira Salles foi o único entre os bilionários que permaneceram no "top 10" a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com fortuna estimada em R$ 46,5 bilhões. Carlos Alberto Sicupira, por outro lado, perdeu posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em nono, com R$ 32,7 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões. Novidade no top 10 🤑 A lista de 2026 trouxe dois novos nomes para o grupo dos 10 brasileiros mais ricos. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no top 10, na sétima posição, com fortuna estimada em R$ 37,8 bilhões. Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o "rei do ovo", o empresário ocupa a nona posição, com fortuna estimada em R$ 34,8 bilhões. As duas entradas mudaram a composição do top 10, mas não alteraram as cinco primeiras posições do ranking. Quem perdeu espaço 📉 A principal queda no top 10 foi a de Carlos Alberto Sicupira, que passou da sexta para a nona colocação. Além disso, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram a lista dos 10 maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, da 3G Capital, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D'Or, que estava em décimo. Veja os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família: R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja quem eram os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025. Eduardo Saverin (Facebook/Meta): R$ 227 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 120,5 bilhões; Jorge Paulo Lemann (AB InBev/3G Capital): R$ 88 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 51 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 40,2 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB InBev/3G Capital): R$ 39,1 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 38 bilhões; Miguel Gellert Krigsner (O Boticário): R$ 34,2 bilhões; Alexandre Behring da Costa (3G Capital): R$ 31 bilhões; Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or): R$ 30,4 bilhões. Veja abaixo o perfil dos 10 mais ricos do Brasil em 2026: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 10:55:31 +00:00
Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas

Quem é a Vicky Safra Afinal, Vicky Safra é brasileira ou grega? A resposta depende da lista da Forbes consultada. Na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega. A mudança chamou atenção porque ela figurava entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas há um detalhe: Vicky continua entre os brasileiros na lista da Forbes Brasil. E a diferença está nos critérios adotados pelas duas publicações. Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo O que diz a Forbes americana Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". 🔎 Quando uma pessoa tem mais de uma nacionalidade, a revista leva em conta fatores como o país de nascimento, o de residência e aquele com o qual mantém os vínculos mais relevantes. No caso de Vicky, a Forbes americana decidiu que a Grécia era o país mais adequado para indicar como sua principal cidadania. "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global e responsável pela lista mundial de bilionários. Segundo ele, não houve mudança na metodologia da revista. A alteração no caso de Vicky foi uma atualização específica de seu perfil. A Forbes também informou que o perfil da bilionária registra que ela nasceu na Grécia, tem cidadania grega e brasileira e vive principalmente na Suíça. 📍 Ou seja: a Forbes não passou a considerar Vicky exclusivamente grega nem deixou de reconhecer sua cidadania brasileira. A revista apenas passou a usar a Grécia como principal referência para classificá-la na lista mundial. O que diz a Forbes brasileira Também questionado pelo g1, Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse Gradilone. 📍 Ou seja: embora a publicação internacional tenha escolhido a Grécia como referência principal para seu perfil, a Forbes Brasil mantém a bilionária entre os brasileiros por causa de seus vínculos formais e econômicos com o país. A diferença, portanto, não está na nacionalidade de Vicky, mas nos critérios usados para classificá-la em cada lista. Agora no g1 Quem é Vicky Safra? Nascida na Grécia em 1952, Vicky veio ainda criança para o Brasil com a família e se naturalizou brasileira. Ela se casou com Joseph Safra em 1969, aos 17 anos. O casal teve quatro filhos: Jacob, David, Esther e Alberto. Joseph fazia parte da família que construiu o grupo Safra, cuja história no setor financeiro remonta ao século XIX. 🌍 Os Safra eram originários de Alepo, na atual Síria, e começaram a construir sua fortuna financiando o comércio nos territórios do então Império Otomano; Em 1953, Jacob Safra, pai de Joseph, mudou-se para São Paulo com os filhos e deu continuidade aos negócios da família no Brasil; A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Após a morte de Joseph, em 2020, Vicky herdou parte da fortuna da família e passou a figurar entre as pessoas mais ricas do mundo. Atualmente, vive na Suíça. A família mantém negócios financeiros em diferentes países e investimentos imobiliários, incluindo o edifício Gherkin, em Londres, e o prédio localizado no número 660 da Madison Avenue, em Nova York. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Vicky também atua na filantropia por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas nas áreas de educação, saúde, artes e cultura.
28/08/2026 10:48:25 +00:00
Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são

Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Vicky Safra, viúva e herdeira do fundador do Banco Safra, continua sendo a mulher mais rica do Brasil, segundo a lista de bilionários da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Com fortuna de R$ 130,6 bilhões, ela é a segunda pessoa mais rica do país, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que acumula R$ 162,9 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Vicky é viúva de Joseph Safra, fundador do Banco Safra, e herdou parte da fortuna construída pelo banqueiro. Após a morte do marido, em 2020, Vicky passou a administrar os negócios da família ao lado dos filhos. Ela também mantém investimentos em diferentes setores e atua em iniciativas filantrópicas, além de figurar entre as pessoas mais ricas do Brasil. Agora no g1 No ranking de bilionários brasileiros, o número de mulheres cresceu em relação à edição anterior. Ainda assim, elas representam uma parcela minoritária da lista e, juntas, acumulam R$ 329 bilhões. Veja as 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026: Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Itaú Unibanco): R$ 11,9 bilhões; Mariana Voigt Schwartz Gomes (WEG): R$ 8,6 bilhões; Cristina Junqueira (Nubank): R$ 8,1 bilhões; Neide Helena de Moraes (Votorantim): R$ 7,2 bilhões; Dora Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Lívia Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Vera Rechulski Santo Domingo (Grupo Santo Domingo/AB InBev): R$ 6,7 bilhões; Márcia Pascoal Marçal dos Santos (MMS/Marfrig): R$ 5,9 bilhões. Quem é a Vicky Safra Vicky Safra nasceu na Grécia e tinha 17 anos quando se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, onde os Safra atuavam no setor financeiro desde o século XIX. A história da família no Brasil começou em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, se mudou com a família para o país. A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph morreu em 2020, aos 82 anos. A viúva lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, fundação que apoia iniciativas nas áreas de saúde, educação, artes e cultura. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Brasileira ou grega? Uma curiosidade chama atenção: na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega, seu país de nascimento. A mudança chama atenção porque ela figurou entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global. Já Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse. Saiba mais sobre essa questão na reportagem abaixo. Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas
28/08/2026 10:26:31 +00:00
Polêmica do anti-spam: Anatel anuncia regras para sistemas de operadoras contra ligações abusivas

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu na quinta-feira (17) regras para sistemas anti-spam oferecidos por operadoras de telefonia com o objetivo de proteger usuários contra ligações abusivas. A medida foi adotada após ao menos sete empresas reclamarem do sistema anti-spam da Vivo desde junho. Elas alegaram que o recurso foi responsável por bloquear milhares de chamadas legítimas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a mudança, sistemas anti-spam deverão seguir critérios como quantidade e duração de ligações. As empresas precisarão ainda respeitar os princípios da proporcionalidade e da não discriminação ao decidir quais chamadas bloquear. Os serviços deverão ser ativados como padrão a todos os clientes e não poderão envolver cobranças adicionais. As empresas deverão informar previamente a ativação dos recursos e explicar como eles funcionam, além de oferecer a opção para desativar as ferramentas. Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel As novas regras proíbem bloqueios de números usados por serviços essenciais e de utilidade pública, como órgãos de saúde, segurança, defesa civil e bombeiros. Além disso, as operadoras deverão oferecer canais para que titulares de linhas bloqueadas solicitem informações ou peçam a liberação de seus números. As empresas terão até 10 dias para apresentar suas resposta. Segundo a Anatel, o objetivo é trazer segurança, padronização e efetividade para soluções oferecidas pelas operadoras. A agência afirmou ainda que a medida é apoiada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Disputa por anti-spam O "Vivo Anti-spam", que promete bloquear ligações indesejadas gerou uma disputa com operadoras em junho: a dona da ferramenta disse que ele protege consumidores, mas concorrentes afirmaram que ele impede chamadas legítimas. Segundo a Vivo, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes. Mas ao menos sete empresas abriram reclamações formais na Anatel em que apontam interrupções indevidas de ligações. Uma das empresas afirmou que mais de 16 mil ligações, incluindo as de hospitais e órgãos públicos, foram interrompidas pelo anti-spam da Vivo. Outra afirmou que o sistema bloqueou mais de 800 números de uma prefeitura no interior de São Paulo. Operadoras afirmaram ainda que a ferramenta bloqueou até mesmo ligações de números que tinham sido autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas. A Vivo disse não ter impedido ligações que seguem regras de seu anti-spam e do Origem Verificada. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação", afirmou a empresa ao g1, em junho. Na ocasião, a operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes". 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério
28/08/2026 08:03:39 +00:00
Casas Bahia, Habib’s, Braskem: o que está por trás da onda de recuperações em 2026

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Só nesta semana, duas grandes empresas recorreram à Justiça para reorganizar suas dívidas. O Grupo Gennius, dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, pediu recuperação judicial. Já a petroquímica Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial. Com os novos episódios, agosto já soma cinco casos emblemáticos: três de recuperação judicial e dois de recuperação extrajudicial. E há diversos fatores em comum entre eles. (entenda abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A lista deste mês inclui a Alliança Saúde, a Marabraz e as Casas Bahia. Considerando todo o ano de 2026, são 12 pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial. 🔎 A recuperação judicial permite que empresas renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. Já na recuperação extrajudicial, a companhia negocia a reorganização das dívidas diretamente com os credores. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e criar condições para que a empresa continue funcionando. Empresas que entraram em recuperação judicial e extrajudicial em 2026. Arte/g1 As dificuldades financeiras têm atingido empresas de diversos setores, como saúde, indústria e energia. A maior concentração de casos, no entanto, está no varejo e no consumo. “É no varejo de bens duráveis que dói mais, e por um motivo simples: ele é atingido pelas duas pontas do negócio ao mesmo tempo", afirma André Matos, CEO da MA7 Capital. O especialista explica que, de um lado, os varejistas enfrentam dívidas mais caras e precisam manter estoques elevados. Do outro, os consumidores dependem de parcelamentos para comprar. A combinação desses dois fatores pressiona o setor. Para Matos, porém, os pedidos de recuperação não representam um risco sistêmico. “Esses casos foram amplamente telegrafados, com ressalva de auditor, patrimônio negativo e reestruturação anterior. Ou seja, não foram surpresa.” Como ficam os consumidores? Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a onda de recuperações deve continuar, mas não representa, por ora, uma ameaça mais ampla a consumidores e à economia. "Se as medidas econômicas não forem firmes, até pode haver retrocesso em pontos como qualidade de emprego e renda. Mas não vejo como um risco imediato", aponta Júlio Moretti, CEO da NEOT, especializada em dados sobre recuperações na Justiça. Ele estima que o cenário turbulento para as empresas deve se prolongar pelos próximos 2 ou 3 anos. “É consenso que não se trata de algo que vai durar pouco tempo”, acrescenta. Casas Bahia, Habib's e Marabraz: as varejistas que entraram com pedido de recuperação judicial em 2026. Divulgação Por que tantas recuperações? Os pedidos de recuperação judicial e extrajudicial têm algumas causas em comum. Entre as principais estão: juros elevados; endividamento acumulado desde a pandemia; dificuldade de acesso ao crédito; e mudança no comportamento dos consumidores. Para Cristina de Mello, professora da PUC-SP, os problemas financeiros das empresas podem ter origens diferentes, ainda que alguns fatores se repitam. “A gente não pode associar a todas o mesmo problema. Tem causas comuns, sim, mas há causas muito específicas e muito particulares”, afirma. No caso da Marabraz, por exemplo, ela cita conflitos societários e familiares que comprometeram a renovação de linhas de financiamento e dificultaram o acesso a crédito. O cenário também é especialmente difícil para companhias do varejo porque muitas trabalham com margens estreitas. “São empresas que precisam muito de capital de giro”, diz Mello. 🔎 Capital de giro é o dinheiro que uma companhia precisa para pagar suas contas e manter as operações. Segundo Eduardo Terra, fundador da BTR Retail, o momento em que as dívidas foram contraídas ajuda a explicar parte dos problemas. Ele afirma que diversas empresas cresceram no período pós-pandemia recorrendo a empréstimos na expectativa de recuperar os lucros de antes da Covid-19. Depois, porém, se depararam com um custo maior do que o previsto para pagar essas dívidas. “[A taxa Selic] veio aumentando por uma série de motivos econômicos e chegou a 15%. Agora, está em um ciclo lento de baixa. O problema é que o endividamento dessas empresas, que cresceram durante a pandemia, ficou muito caro”, explica. E não é só isso. O Grupo Gennius, do Habib's, afirmou em seu pedido de recuperação que a mudança no comportamento dos consumidores depois da quarentena foi um dos fatores responsáveis pela crise financeira. Para os restaurantes, o aumento dos pedidos por delivery e a menor circulação de pessoas nas unidades contribuíram para o fechamento de diversas lojas. Paula Sauer, professora da FIA Business School, afirma que a rede enfrenta custos elevados com matérias-primas, energia, salários e aluguel, enquanto atua em um segmento de preços baixos e com muitas opções para o consumidor. Relembre abaixo os casos e as empresas em dificuldades financeiras. Grupo Toky O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras desde a pandemia, quando fechou mais de 17 lojas, e afirmou que o cenário do setor de móveis e decoração agravou os problemas. Valor: cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Situação: o grupo afirmou que o caixa estava pressionado e pediu medidas urgentes para garantir a continuidade das operações. Mais de 2 mil funcionários tiveram os salários ameaçados pelo bloqueio de valores de vendas no cartão. Motivos: juros altos, endividamento das famílias, crédito mais restrito, queda nas vendas e dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia. Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly St Marche O Grupo Hortus, controlador do St Marche, entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 574,3 milhões em dívidas. A rede também acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, operação que depende da aprovação da Justiça e do Cade. Valor: R$ 574,3 milhões. Situação: a rede mantém 32 lojas em São Paulo. A venda para a Cencosud foi acertada paralelamente ao pedido de recuperação. Motivos: aumento do endividamento, juros altos, menor oferta de crédito e falta de caixa para cumprir compromissos de curto prazo. A empresa já havia tentado uma recuperação extrajudicial, suspensa em fevereiro. St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga Oncoclínicas Uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, a Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. Segundo a empresa, o processo não interrompe o atendimento aos pacientes nem as atividades do dia a dia. Valor: cerca de R$ 5,1 bilhões. Situação: credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano já haviam aderido. A empresa segue negociando com os demais. Motivos: queda no número de procedimentos, aumento dos custos, problemas com medicamentos, dívida elevada e dificuldade para gerar caixa. Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas Alliança Saúde A Alliança Saúde entrou na Justiça com um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. A proposta prevê diferentes formas de pagamento aos credores, incluindo a conversão da maior parte da dívida em participação na empresa. Valor: cerca de R$ 1,1 bilhão. Situação: mais de 83 credores já haviam aderido ao plano, representando cerca de 54% das dívidas incluídas. Motivos: endividamento elevado, falta de caixa, problemas na cobraça dos planos de saúde e mudança de controle da companhia. Justiça autoriza recuperação extrajudicial da Alliança Saúde, que tem dívida de R$ 1,1 bilhão Lojas Marabraz A rede de móveis Marabraz protocolou pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. A empresa afirmou que as lojas continuam funcionando normalmente. Valor: cerca de R$ 140 milhões. Situação: a empresa pretende preservar empregos e manter as relações com clientes, fornecedores e parceiros. Motivos: dificuldades no varejo, ruptura na estrutura familiar que dava suporte às operações e dificuldade de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões Casas Bahia O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida é resultado de um processo de reestruturação iniciado em 2023, que incluiu fechamento de lojas e redução de funcionários. Valor: cerca de R$ 17,3 bilhões. Situação: em agosto, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. No segundo trimestre, registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. Motivos: juros elevados, crédito restrito, aumento do custo financeiro, enfraquecimento do consumo e dificuldade para concluir operações de captação de recursos. Casas Bahia pede recuperação judicial: entenda a crise da varejista e quem faz parte do grupo Braskem A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. O valor chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões quando são incluídas dívidas entre empresas do próprio grupo. Valor: US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas incluídas na recuperação; cerca de R$ 187,1 bilhões considerando também as dívidas entre empresas do grupo. Situação: o pedido teve apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos. A empresa agora negocia para ampliar esse apoio. Motivos: custos relacionados ao desastre geológico em Maceió e piora do mercado petroquímico global, com aumento da produção, queda dos preços e menor força do consumo. Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Grupo Gennius Esse é o pedido de recuperação mais recente. Dono das marcas Habib's, Ragazzo e Tendall, o Grupo Gennius entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar R$ 265,2 milhões em dívidas. As lojas próprias continuam funcionando normalmente, enquanto as franquias ficaram fora do processo. Valor: R$ 265,2 milhões. Situação: o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. O grupo mantém 119 lojas próprias do Habib's, 26 do Ragazzo e seis unidades Tendall. Motivos: efeitos da pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e juros altos. Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
28/08/2026 08:03:34 +00:00
'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inteligência artificial

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte Um movimento curioso está acontecendo entre empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial: elas estão criando formas para que os próprios usuários denunciem conteúdos feitos com IA ou identificando com mais clareza quando uma publicação foi produzida com a tecnologia. 👀 A questão envolve a pressão por regulação, a tentativa de "limpar o feed", e até a sobrevivência do modelo de negócio dessas plataformas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma das questões centrais é a facilidade para criar conteúdos com IA. Segundo Elizabeth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pesquisadora de IA, as ferramentas são projetadas para serem simples de usar e atrair cada vez mais pessoas. Mas a falta de esforço fez com que esse tipo de material se espalhasse rapidamente, mesmo que a qualidade do resultado seja questionável. É o que analistas chamam de "AI slop". 🔎 O que é AI slop? É o nome dado à enxurrada de conteúdos de baixa qualidade feitos com IA. São textos, imagens, vídeos e músicas publicados em massa nas redes, muitas vezes sem sentido ou com pouco valor para quem consome, mas criados para atrair visualizações e gerar dinheiro para seus criadores. Plataformas estão mais 'dedo-duro' "Parece lixo de IA" Reprodução/LinkedIn Recentemente, o LinkedIn passou a exibir um botão para denunciar postagens feitas com IA. Em português, ele se chama... "Parece lixo de IA". "Estamos desenvolvendo uma série de classificadores novos e aprimorados que identificam se uma postagem é lixo de IA. Isso vai reduzir a quantidade de conteúdo de IA que você pode ver nas recomendações e fora da sua rede", defendeu o diretor de produto da empresa, Hari Srinivasan, em um post. A plataforma de newsletters Substack anunciou uma ferramenta que estima, em porcentagem, quanto de um texto foi escrito por IA. O leitor pode ver se o conteúdo foi produzido 100% por pessoas, se recebeu ajuda da tecnologia ou se foi totalmente gerado por ela. A novidade faz parte de uma parceria da empresa com o Pangram, software de identificação de textos produzidos por IA. O Claude, IA rival do ChatGPT, também gerou polêmica ao anunciar que passaria a identificar textos e imagens criados com sua tecnologia para se adequar ao AI Act, lei da União Europeia que estabelece regras para conteúdos feitos com inteligência artificial. Até o Snapchat disse, no fim de julho, que deixará de recomendar publicações totalmente geradas por IA. A nova regra vale para o Spotlight, um feed semelhante ao TikTok onde usuários publicam vídeos curtos e verticais. "Não se trata de rejeitar IA", afirmou o Snapchat. "Sabemos que ela desempenha uma parte importante do processo criativo e acreditamos que ela pode desbloquear novas formas incríveis de expressão. Portanto, conteúdos que foram aprimorados ou editados com IA do Snapchat continuarão elegíveis para recomendação e incluirão indicadores de transparência", completou. Em maio, o Google também anunciou que mais empresas adotariam o SynthID, tecnologia da companhia que ajuda a identificar imagens e vídeos criados por IA. Entre as parceiras estão a OpenAI, dona do ChatGPT, além da Kakao e da ElevenLabs. Segundo a empresa, todas vão incorporar o SynthID a seus produtos. YouTube exibe informações sobre vídeos criados com IA. Reprodução/YouTube O YouTube, que vinha ampliando o uso de IA entre seus criadores, agora está mais cauteloso. A plataforma decidiu retirar a monetização de vídeos genéricos, com histórias repetitivas de IA e que não se diferenciam de outros conteúdos já publicados pelo mesmo canal, segundo o portal de tecnologia Mashable. Para o YouTube, os vídeos precisam trazer histórias diferentes, explicações e ensinamentos que realmente agreguem ao público. A mudança faz parte de uma estratégia para combater a produção em massa de conteúdos de baixa qualidade. Além desses casos, TikTok e Instagram já permitem que os usuários identifiquem, em suas próprias publicações, quando elas foram feitas com o auxílio de IA. O que está por trás dessas mudanças Rótulo de IA da Meta. Divulgação/Meta No dia 2 de agosto, entrou em vigor uma nova regra da União Europeia: o artigo 50 do AI Act (Regulamento de Inteligência Artificial da União Europeia), que determina que conteúdos gerados ou manipulados por IA sejam identificados de forma clara. A mudança ajuda a explicar por que tantas plataformas anunciaram novidades relacionadas à identificação de conteúdo gerado por IA nos últimos meses, analisa Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. "Toda plataforma grande que atende usuários europeus tinha esse prazo pela frente. A onda de anúncios entre maio e julho deste ano, como o rótulo da Meta em maio e o do LinkedIn em julho, acontece perto demais dessa data para ser coincidência de calendário de produto", afirma. Para o especialista, as big techs estão olhando para a ética, mas, principalmente, para os impactos financeiros de não deixarem claro o que é real e o que foi gerado artificialmente em seus serviços. "As plataformas entendem que, quando o feed enche de conteúdo genérico, a assinatura paga pelo usuário perde valor. Além disso, conteúdos feitos com IA e não identificados aumentam os riscos jurídicos, regulatórios e de reputação para elas", diz. Google anunciou IA no Google Earth. Divulgação/Google Essas empresas também estão preocupadas com a reputação de suas marcas. Quanto mais conteúdo ruim circula, maior é a impressão de que essas ferramentas só produzem publicações falsas, afirma Elizabeth Saad. Um episódio recente ajuda a ilustrar esses riscos. O Google lançou uma ferramenta de IA capaz de criar imagens falsas a partir de registros reais de satélite do Google Earth, serviço que permite visualizar imagens da Terra. A empresa voltou atrás e retirou o recurso após identificar que usuários estavam criando imagens de desinformação, como cenas falsas de guerras em locais reais. "Estamos revertendo esse recurso no Earth enquanto trabalhamos na implementação de proteções mais fortes", disse a empresa em comunicado. Tendência não deve terminar aqui Para a professora Elizabeth Saad, as pessoas aprendem a usar as novas ferramentas de IA com uma rapidez impressionante, o que acelera o ciclo de produção e consumo de conteúdos gerados pela tecnologia. Como ainda não há uma regulamentação ampla para essas ferramentas, muitas empresas já estão se antecipando a possíveis problemas legais e questionamentos, afirma. Mas a tendência é que esse movimento continue. Para o professor Edney Souza, a disputa entre quem cria modelos de IA e quem desenvolve ferramentas para identificá-los está longe de acabar. "Tem uma corrida escondida nisso também. Cada geração nova de detector esbarra numa geração nova de modelo melhor em escapar dele. Então, essa infraestrutura de rotulagem vai continuar mudando por um bom tempo e não deve se estabilizar em um padrão único tão cedo", diz. Elizabeth concorda. Segundo ela, o desenvolvimento de ferramentas para identificar conteúdos gerados por IA é contínuo e deve acompanhar a evolução dos próprios modelos. Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
28/08/2026 07:01:33 +00:00
Acordo com a Meta nos EUA abre frente em luta global contra danos gerados por redes sociais

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A decisão da Meta de restringir o uso das redes sociais por adolescentes nos EUA mostra que as empresas têm ferramentas para proteger melhor os jovens na internet, afirmaram autoridades australianas nesta quinta-feira (27). A declaração ocorre enquanto o país enfrenta dificuldades para aplicar restrições semelhantes em seu próprio território. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo de até US$18 bilhões da Meta com quase todos os estados dos EUA em relação aos danos causados pelas redes sociais aos adolescentes abriu uma nova frente na luta global dos governos para proteger as crianças e coibir o vício em plataformas como Facebook e Instagram. Governos em todo o mundo estão tentando restringir o acesso de crianças a conteúdos online prejudiciais. A primeira proibição mundial do uso de redes sociais por menores de 16 anos aconteceu na Austrália, no final do ano passado. Agora no g1 A ministra australiana das Comunicações, Anika Wells, afirmou à Reuters que as empresas de redes sociais “têm à sua disposição as ferramentas para proteger os jovens contra seus recursos viciantes, mas optaram por não utilizá-las”. Além da multa, a Meta concordou em limitar o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes por meio de um acordo com quase todos os estados norte-americanos. A empresa é acusada de ter desenvolvido as plataformas de forma a estimular o uso compulsivo por crianças. A Meta negou qualquer irregularidade ao concordar com o acordo. O acordo traz mudanças radicais nas plataformas Facebook e Instagram nos EUA, incluindo a imposição de um limite padrão de duas horas dos aplicativos para usuários menores de 18 anos. Na Coreia do Sul, o órgão regulador da mídia afirmou que algumas das medidas da Meta deveriam ser aplicadas a jovens usuários em todo o mundo, e não apenas em mercados específicos. A Malásia, que proíbe menores de 16 anos de criarem contas em plataformas de mídia social, também acolheu a decisão como um sinal de que as plataformas devem ser responsabilizadas pelo que ocorre nelas. A Comissão Europeia afirmou que aguarda que a Meta apresente mudanças para limitar os designs que geram dependência em suas redes sociais. No início deste ano, o órgão já havia divulgado conclusões preliminares, indicando que a Meta violou a Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). Em julho, a Comissão Europeia afirmou que o Facebook e o Instagram deveriam desativar a reprodução automática e a rolagem infinita por padrão, introduzir intervalos no tempo de uso e alterar os sistemas de recomendação para reduzir os incentivos que mantêm os usuários engajados — medidas que vão além do acordo nos EUA. Em abril, a Comissão afirmou que a Meta não havia impedido que crianças menores de 13 anos abrissem ou mantivessem contas. O acordo nos EUA pode tornar mais difícil para a Meta argumentar que medidas mais rigorosas de verificação de idade são impraticáveis. “Fomos muito claros. Esperamos uma gestão adequada do tempo de uso e um controle parental adequado nessas plataformas”, disse o porta-voz Thomas Regnier. Leia também: Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo Questões de aplicação A aplicação das restrições na Austrália, no entanto, tem sido irregular até o momento. As primeiras evidências sugerem que a lei tem sido prejudicada por sistemas fracos de verificação de idade. Vários estudos, inclusive do órgão australiano regulador da internet, mostram que 80% dos menores ainda estavam nas redes sociais meses após a proibição entrar em vigor, em dezembro. Isso levou os parlamentares a dobrar a multa máxima e aumentar os poderes regulatórios. Na Ásia, países como China, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Indonésia e Filipinas também buscam uma supervisão mais rigorosa das redes sociais, bem como medidas restritivas, incluindo o bloqueio de supostos golpes e, em particular, a proteção das crianças. O secretário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicações das Filipinas, Henry Aguda, disse esperar que o acordo com a Meta ajude nas negociações com a empresa para discutir questões como abuso e exploração sexual de crianças online e golpes financeiros direcionados a filipinos. O escritório de advocacia australiano especializado em ações coletivas Shine Lawyers informou que está em negociações com Mark Lanier, advogado que atuou na ação movida na Califórnia contra a Meta, sobre uma possível ação semelhante. “Há anos, as famílias vêm perguntando se já foi feito o suficiente para proteger as crianças dos recursos das plataformas projetados para maximizar o engajamento”, disse Craig Allsopp, chefe de ações coletivas da Shine Lawyers. “Estamos agora analisando se questões jurídicas semelhantes se apresentam na Austrália, inclusive se crianças e famílias australianas podem ter reivindicações relacionadas ao design, à operação e à promoção de plataformas de mídia social. Se famílias australianas foram afetadas, elas merecem respostas”, disse. Saiba também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
28/08/2026 06:00:39 +00:00
Mais data centers, mais energia: por que a expansão da IA abre disputa sobre a conta de luz
A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
28/08/2026 06:00:31 +00:00
Equilíbrio fiscal: onde está o desafio e o que fazer para superá-lo? - O Assunto #1793

Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir. Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Peso da caneta do presidente é ‘bem menor’ que 20 anos atrás O que você precisa saber: Contas públicas têm déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho; ao incluir juros, rombo soma R$ 1,3 trilhão em doze meses; Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros; VÍDEO: Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo'; Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês; Mercado financeiro baixa projeção de crescimento da economia em 2026 para 1,95%; VÍDEO: Sem propostas econômicas nas campanhas, mercado financeiro piora previsões para o PIB; Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com IPCA-15, dívida pública e dados dos EUA; Ibovespa avança. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Ministério da Fazenda Agência Brasil
28/08/2026 03:30:15 +00:00
Guerra no Oriente Médio completa seis meses com impacto no petróleo, alimentos e mercados

Prazo de 60 dias do Memorando de Entendimento para terminar guerra entre EUA e Irã se aproxima do fim com um impasse A guerra no Oriente Médio completa seis meses nesta sexta-feira (28), com efeitos que ultrapassaram as fronteiras da região e atingiram os mercados de energia, alimentos e investimentos em todo o mundo. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Desde então, as restrições à passagem de petróleo e outros produtos pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, provocaram forte impacto nos mercados de energia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Petróleo e combustíveis mais caros A guerra afetou a produção de petróleo nos países do Golfo e reduziu fortemente o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 120 por barril em abril. O impacto também chegou aos combustíveis produzidos a partir do petróleo, como diesel e querosene de aviação. O diesel sofreu uma pressão ainda maior sobre os preços. Além da redução das exportações do Golfo, ataques ucranianos a refinarias russas diminuíram a oferta de combustíveis no mercado internacional. O combustível de aviação também foi afetado no início do conflito. Depois, o aumento da produção e das exportações das refinarias dos Estados Unidos ajudou a aliviar parte das preocupações com o abastecimento. Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda por energia tende a aumentar, novos problemas no Estreito de Ormuz ou na infraestrutura energética russa podem voltar a pressionar os combustíveis e a inflação. Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bolsas resistem ao impacto da guerra Apesar do choque no setor de energia, as bolsas globais resistiram aos efeitos da guerra e continuaram avançando. O valor das empresas que fazem parte do índice mundial de ações da MSCI, que reúne mercados de 47 países, atingiu neste mês o recorde de US$ 105 trilhões. São quase US$ 7 trilhões a mais, uma alta de 9%, desde o início da guerra. Um dos principais fatores que sustentaram as bolsas foi o forte volume de investimentos em empresas ligadas à inteligência artificial. A valorização das empresas de tecnologia ajudou a compensar parte das perdas provocadas pela guerra em outros setores e regiões, especialmente nos mercados do Golfo. Premiê de Israel chama governantes do Irã de 'selvagens': 'Um acordo não pode ser alcançado' Dólar, ouro e títulos não foram refúgios tão seguros Em momentos de crise, investidores costumam procurar ativos considerados mais seguros, como dólar, ouro e títulos do governo americano, na tentativa de proteger o patrimônio das oscilações dos mercados. Desta vez, porém, esses investimentos não tiveram um comportamento uniforme. O dólar acumula alta de cerca de 1,4% em relação a um conjunto das principais moedas do mundo desde o início da guerra. Já os títulos do governo dos Estados Unidos acumularam perda de cerca de 3,5%, considerando tanto a variação de preço quanto os rendimentos pagos aos investidores. O desempenho foi pressionado principalmente pela alta da inflação e pelas expectativas para os juros americanos. O ouro também oscilou bastante. Caiu quase 25% entre o início da guerra e julho, mas subiu mais de 15% somente neste mês, em meio às preocupações com o dólar. Guerra aumenta pressão sobre alimentos e fertilizantes Os efeitos do conflito também chegaram à produção de alimentos. A redução dos embarques pelo Estreito de Ormuz afetou o comércio internacional de fertilizantes, produtos usados nas lavouras para fornecer nutrientes às plantas e aumentar a produtividade. O problema se somou aos efeitos do El Niño e às interrupções no transporte de grãos provocadas pela guerra na Ucrânia. A combinação desses fatores aumentou a pressão sobre os preços dos alimentos. Segundo a Reuters, os preços globais da alimentação atingiram em julho o maior nível em mais de três anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O JPMorgan estima que, mesmo sem considerar os efeitos da guerra, um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,7 ponto percentual à inflação global dos alimentos no momento de maior impacto. O impacto tende a ser maior em países da Ásia, América Latina e África, onde as famílias gastam uma parcela maior da renda com alimentação. Países do Golfo são os mais atingidos Os países produtores de petróleo e gás do Golfo estão entre os mais afetados economicamente pela guerra. As exportações da Arábia Saudita caíram 10% do primeiro para o segundo trimestre. No Catar, a Oxford Economics estima que a economia encolha quase 30% neste ano, em razão dos danos ao complexo de gás de Ras Laffan. As bolsas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos caíram cerca de 14%, enquanto o mercado global de ações avançou no período. O mercado imobiliário de Dubai também sofreu forte impacto. Segundo estimativa do JPMorgan, as vendas de imóveis caíram entre 70% e 80%.
28/08/2026 03:01:26 +00:00
Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes

União Europeia exige que Meta mude o 'design viciante' do Facebook e do Instagram O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta quinta-feira (27). Nascido em São Paulo, em 1982, Saverin se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg durante a graduação em economia na Universidade Harvard e se tornou um dos cofundadores do Facebook, em 2004. Hoje, aos 44 anos, vive em Singapura com a esposa e o filho. O brasileiro fala inglês e português fluentemente e tem nível intermediário de espanhol. No início da rede social, Saverin ficou responsável pela área de negócios e fez o investimento inicial que permitiu o funcionamento da empresa, segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich. A participação no Facebook deu origem à sua fortuna. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua fatia na companhia. Foto de Eduardo Saverin ao lado da esposa, Elaine Andriejanssen (à direita), e de Justin Trudeau (à esquerda), educador e ex-primeiro ministro do Canadá Divulgação/Linkedin A participação de Saverin, porém, acabou menor do que a dos demais fundadores. Ele e Zuckerberg romperam a parceria ainda nos primeiros anos da empresa, em meio a divergências sobre os rumos do negócio. A disputa foi parar na Justiça e inspirou parte da trama do filme A Rede Social (2010), no qual o brasileiro é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Como Saverin foi 'varrido' do Facebook Enquanto Saverin cuidava da área de negócios, Zuckerberg se concentrava no desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente. Com a expansão da empresa, surgiram divergências entre os dois sobre a condução do Facebook. Segundo reportagem publicada em 2012 pelo Business Insider, Zuckerberg pretendia transferir o registro da empresa para o estado americano de Delaware, conhecido por ter uma legislação mais favorável às empresas. Ele também demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia. Em uma mensagem enviada ao cofundador Dustin Moskovitz, Zuckerberg afirmou que Saverin havia falhado em suas principais responsabilidades: estruturar a empresa, captar recursos e desenvolver um modelo de negócios. Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma nova empresa em Delaware para assumir o controle do Facebook. Em poucos meses, a participação de Saverin foi diluída de 65% para menos de 10%. O caso foi parar nos tribunais. O Facebook questionou um documento que garantiria mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin ficou com cerca de 5% da empresa. Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook, o brasileiro renunciou à cidadania americana e passou a viver oficialmente em Singapura, onde mora até hoje. Eduardo Saverin à esquerda, segurando um peixe com Johan Attby, ao seu lado (no meio da foto), sócio da Norrsken Evolve. Divulgação/Linkedin A carreira depois do Facebook Depois de deixar a gestão do Facebook, Saverin passou a investir em empresas de tecnologia em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, ex-executivo da Bain Capital e do Boston Consulting Group (BCG). Atualmente, Saverin é cofundador e copresidente da empresa, que investe em companhias de tecnologia, saúde e clima em diferentes países. Segundo a Forbes, a gestora administra mais de US$ 7 bilhões (R$ 35,77 bilhões) e mantém escritórios em cidades como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha. Sob a liderança de Saverin, a B Capital ampliou sua atuação nos últimos anos. Em 2022, levantou US$ 250 milhões para investir em startups em estágio inicial. Em 2024, captou outros US$ 750 milhões para empresas mais consolidadas. Em 2026, a empresa anunciou um novo fundo de US$ 500 milhões (R$ 2,58 bilhões) voltado ao financiamento de novos negócios de tecnologia, ampliando sua presença no mercado de investimentos em inovação.
28/08/2026 03:00:16 +00:00
Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, mantém pelo quarto ano consecutivo o posto de brasileiro mais rico. É o que aponta o ranking anual de bilionários da Forbes, divulgado nesta quinta-feira (27). Com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões, Saverin ficou conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, a quem conheceu ainda na faculdade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nascido em São Paulo e residente em Singapura, Saverin apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. Ele segue como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook, e também atua no mercado de capital de risco, investindo em empresas com potencial de crescimento. ➡️ Formado em economia por Harvard, Saverin conheceu Mark Zuckerberg na universidade e ajudou a criar o Facebook em 2004. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, ele fez o investimento inicial que ajudou a viabilizar as operações da empresa. Na segunda posição está Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e a mulher mais rica do país. Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela acumula R$ 130,6 bilhões, segundo a Forbes — patrimônio ligado à sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020. Na terceira posição está Jorge Paulo Lemann, empresário e um dos principais acionistas da AB InBev e da 3G Capital. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 103,5 bilhões — patrimônio construído principalmente a partir de investimentos no mercado financeiro e em grandes empresas. Na 14ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Juntos, eles acumulam uma fortuna de R$ 1,86 trilhão. Entre os bilionários listados, 57,25% ampliaram suas fortunas no último ano, enquanto 30,2% registraram queda. Apenas um manteve o mesmo patrimônio. A edição também traz cinco novos integrantes no grupo de bilionários. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família: R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026 1. Eduardo Saverin: R$ 162,9 bilhões Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo Idade: 44 anos Onde mora: Singapura Empresa: Facebook Setor: Tecnologia Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna vem principalmente da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou após divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. A fortuna ganhou novo impulso nos anos seguintes, com a valorização da Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou o pagamento de dividendos pela primeira vez, contribuindo para ampliar o patrimônio de Saverin. 2. Vicky Safra: R$ 130,6 bilhões Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Idade: 74 anos Onde mora: Suíça Empresa: Banco Safra Setor: Finanças Nascimento: Grécia; naturalizada brasileira Vicky Safra nasceu na Grécia e tinha 17 anos quando se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, onde os Safra atuavam no setor financeiro desde o século XIX. A história da família no Brasil começou em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, se mudou com a família para o país. A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph morreu em 2020, aos 82 anos. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. 3. Jorge Paulo Lemann: R$ 103,5 bilhões O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Idade: 86 anos Onde mora: Suíça Empresa: 3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém entre os mais ricos do Brasil, mesmo após perdas com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, que aplica recursos na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade e é filho de suíços que imigraram para o Brasil no início do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, formou-se em economia em Harvard. Lemann iniciou a carreira em bancos e financeiras e, em meados da década de 1960, tornou-se sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Depois, tornou-se sócio da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle. No início da década de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou um título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio passou a investir em uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a companhia comprou a SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons. 4. André Esteves: R$ 66,1 bilhões Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo REUTERS/Nacho Doce Idade: 58 anos Onde mora: Brasil Empresa: BTG Pactual Setor: Finanças O banqueiro André Esteves começou a carreira em 1989, no banco de investimentos Pactual. Quatro anos depois, tornou-se sócio da instituição. Em 2006, o Pactual foi vendido ao banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando o UBS Pactual. Esteves assumiu como CEO da instituição. Em 2008, deixou o UBS e fundou a BTG Investments. No ano seguinte, a BTG adquiriu o UBS Pactual, formando o BTG Pactual. O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, o BTG Pactual comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan após adquirir a participação que pertencia à CaixaPar, subsidiária da Caixa Econômica Federal. 5. Fernando Roberto Moreira Salles: R$ 50,3 bilhões Idade: 80 anos Onde mora: Brasil Empresa: Itaú Unibanco/CBMM Setor: Finanças/Mineração Fernando, filho mais velho do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, durante uma reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João e passou a deter 50% da E. Johnston, que possui cerca de 33% das ações do Itaú. 6. Pedro Moreira Salles: R$ 46,6 bilhões Pedro Moreira Salles Crédito: Divulgação Idade: 65 anos Onde mora: Brasil Empresa: Itaú Unibanco Setor: Finanças Pedro Moreira Salles nasceu no Rio de Janeiro e é filho de Walther Moreira Salles, banqueiro que fundou o Unibanco e também foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Formado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), seguiu a trajetória da família no setor financeiro e se tornou uma das principais figuras do Itaú Unibanco. Sua fortuna está ligada principalmente à participação no Itaú Unibanco e aos investimentos da família na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), uma das maiores produtoras de nióbio do mundo. Pedro também é copresidente da Cambuhy, empresa de investimentos criada em 2011, que reúne participações em empresas de diferentes segmentos. A trajetória no setor bancário ganhou um novo capítulo em 2008, quando o Unibanco se uniu ao Itaú, formando uma das maiores instituições financeiras da América Latina. 7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles: R$ 38,8 bilhões Idade: 30 anos Onde mora: Nova York Empresa: AB InBev/3G Capital Setor: Investimentos Max Van Hoegaerden Herrmann Telles é o filho mais novo do bilionário Marcel Herrmann Telles. Segundo a Forbes, ele está assumindo a participação do pai na AB InBev, maior cervejaria do mundo e controladora da Ambev. 8. Miguel Krigsner: R$ 35,7 bilhões Idade: 76 anos Onde mora: Brasil Empresa: Grupo Boticário Setor: Cosméticos Nascido na Bolívia, Miguel Krigsner fundou o Grupo Boticário, que se tornou uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil. O grupo está presente em mais de 50 países, e Krigsner detém individualmente cerca de 80% do negócio. Seu cunhado, Artur Grynbaum, entrou na companhia como assistente financeiro e chegou à presidência do Grupo Boticário em 2008. Grynbaum possui aproximadamente 20% da empresa e, atualmente, atua como vice-presidente do conselho consultivo, enquanto Krigsner ocupa a presidência do colegiado. Em 1990, Krigsner criou a Fundação Grupo Boticário, voltada à proteção ambiental. A entidade recebe cerca de 1% do lucro líquido anual do grupo. 9. Carlos Alberto Sicupira: R$ 35,4 bilhões Brasil, São Paulo, SP, 11/11/2010. O empresário Beto Sicupira durante a noite de autógrafos da jornalista Patrícia Broggi, do livro "Falando de grana " um guia para pais", na Livraria da Vila do Itaim, zona sul da capital paulista. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Idade: 77 anos Onde mora: Suíça Empresa: 3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, na qual possui cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário também é um dos principais sócios da 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles. Filho de uma dona de casa e de um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com a venda de carros usados. Cursou administração de empresas na UFRJ e também fez especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo. 10. Ricardo Castellar de Faria: R$ 35,1 bilhões Empresário Ricardo Castellar de Faria, presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins/Divulgação Idade: 51 anos Onde mora: Brasil Empresa: Granja Faria/Global Eggs Setor: Produção de ovos Ricardo Faria é fundador e CEO da Global Eggs, grupo do qual faz parte a Granja Faria, e ficou conhecido no agronegócio como o "Rei do Ovo". Formado em engenharia agronômica, o empresário criou a companhia em 2018 e detém cerca de 82% do grupo. Antes de entrar no mercado de produção de ovos, Faria fundou, em 1997, uma empresa de lavanderia industrial voltada a hotéis e uniformes. Quase duas décadas depois, vendeu o negócio para o grupo francês Elis e passou a concentrar os investimentos na expansão da Granja Faria.
28/08/2026 02:32:46 +00:00
Mega-Sena 3050 acumula e prêmio vai a R$ 30 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.050 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 23,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 30 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 14 - 30 - 38 - 49 - 55 5 acertos: 26 apostas ganhadoras, R$ 55.536,51 4 acertos: 1.682 apostas ganhadoras, R$ 1.415,06 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3050 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
28/08/2026 00:02:26 +00:00
Meta é denunciada por suposta ação publicitária sobre Instagram em frente a escolas

Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução A Meta foi denunciada nesta quinta-feira (27) ao Ministério Público de São Paulo depois de realizar ações publicitárias em frente a escolas da capital paulista. O objetivo da campanha era promover recursos do Instagram voltados para crianças e adolescentes. A denúncia foi feita por três organizações: Instituto Alana, de proteção de crianças e adolescentes, CTRL+Z, que monitora a atuação de grandes empresas de tecnologia, e Plataforma 12, que se concentra nos direitos digitais de menores de 18 anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As entidades alegam que a campanha da Meta descumpriu o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusiva a propaganda que explora a deficiência de julgamento e experiência de crianças. A Meta afirmou que sua ação próximo a escolas não teve natureza comercial. "Essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis", afirmou a empresa, em nota. Agora no g1 Registros apresentados na denúncia apontaram que representantes da Meta instalaram estandes e realizaram dinâmicas perto de ensino fundamental e médio. O objetivo era divulgar a funcionalidade conhecida como "Contas de Adolescente". Segundo as organizações, os integrantes da campanha chegavam minutos antes do horário de saída dos alunos e distribuíram brindes sem consultar a direção das escolas ou pedir autorização dos pais ou responsáveis pelos jovens. As entidades pedem que o MP-SP analise as condutas da Meta e determine que a empresa preste esclarecimentos sobre a ação realizada nas escolas, bem como a interrupção da campanha e a aplicação de multa por violações aos direitos de crianças e adolescentes. A denúncia é protocolada um dia após a Meta fechar um acordo para pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar um processo que a acusava de incentivar a dependência de menores de idade em redes sociais. Leia a íntegra do comunicado da Meta: "Não é verdade a alegação de que a ação da Meta fora de escolas teve natureza comercial. Como parte de nosso compromisso com o ECA Digital, temos o dever de informar a sociedade sobre os recursos disponíveis em nossos aplicativos para proteger jovens no ambiente online. E essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis. Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram." Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução
27/08/2026 23:01:00 +00:00
Jatinho sai da pista e cancela voos no Santos Dumont: saiba os direitos dos passageiros

Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Um avião de pequeno porte saiu da pista na tarde desta quinta-feira (27) no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Até as 20h58, 15 chegadas foram alteradas para o Galeão e 66 partidas foram canceladas. Entre os afetados estão voos da ponte aérea. Quando um voo é cancelado ou atrasado, por qualquer motivo, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência aos passageiros. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Dependendo do caso, o cliente pode pedir reembolso ou ter direito a hospedagem, alimentação e acesso à internet, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O especialista em Direito Aeronáutico Felipe Bonsenso lembra que a lei exige apoio imediato, mesmo quando o atraso ou cancelamento não é culpa direta da empresa. "Todos os passageiros devem procurar imediatamente as companhias aéreas e também podem recorrer à Justiça em busca de indenizações, em caso de perdas de eventos ou reuniões, por exemplo", diz. Avião de pequeno porte sai da pista e Santos Dumont interrompe operações Reprodução/Youtube Aviation TV 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lugar no voo é garantido? Veja o que as companhias aéreas podem fazer (ou não) O que a empresa deve fazer em caso de atraso ou cancelamento? Segundo a resolução 400 da Anac, a companhia deve avisar o passageiro assim que souber do atraso ou cancelamento. Além disso, ela precisa adotar outras medidas: manter o passageiro informado, a cada 30 minutos, sobre a previsão de partida; oferecer assistência gratuita de acordo com o tempo de espera; garantir reacomodação, reembolso integral ou transporte alternativo, quando o atraso for maior que 4 horas ou em caso de cancelamento. A opção deve ser escolhida pelo passageiro. Em caso de atraso, a assistência varia conforme o tempo de espera: a partir de 1 hora: comunicação (internet, telefone ou outros meios); a partir de 2 horas: alimentação (voucher ou refeição); a partir de 4 horas: hospedagem (em caso de pernoite no aeroporto) e transporte. Se o voo for na cidade de residência do passageiro, a empresa pode oferecer apenas o transporte até a casa e de volta ao aeroporto. Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae) e seus acompanhantes têm direito a hospedagem em qualquer situação. Leia também: Companhia pode colocar passageiro em quarto com estranhos? Entenda as regras Veja as possíveis consequências para passageiros que brigam em voos Saguão do Santos Dumont fica cheio após interrupção de voos no aeroporto Isa Leite/GloboNews O que fazer se a empresa não cumprir? Se a companhia aérea não oferecer as assistências, isso é considerado um descumprimento do contrato de transporte aéreo, segundo a Anac. O passageiro deve primeiro procurar os canais de atendimento da empresa. Se não resolver, pode registrar reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, usada pelo governo federal. As queixas registradas nesse canal ajudam a Anac a identificar falhas e reforçar a fiscalização. E a indenização, como funciona? Caso o passageiro tenha prejuízos maiores, como a perda de uma entrevista de emprego ou de um casamento, pode pedir indenização além do reembolso. Para isso, deve acionar o Procon. Se ainda assim ele se sentir insatisfeito, o caminho pode ser a Justiça, que seria o último recurso. Além da resolução 400 da Anac, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também garante indenização por danos patrimoniais ou morais. Especialistas dizem que ele pode ser utilizado pelos passageiros que se sentirem prejudicados. “No caso de cancelamento de voo, o artigo 14 do CDC estabelece que o prestador de serviço responde pelos danos que causa ao consumidor”, diz o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro e do consumidor.
27/08/2026 21:07:20 +00:00
Meta só pagará o valor integral de multa se YouTube e TikTok também fecharem acordo nos EUA; entenda

Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, fechou um acordo para pagar US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar o processo que a acusa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais. O valor, no entanto, só será pago integralmente se o TikTok e o YouTube também fecharem acordos. Segundo a Meta, o dinheiro deve ser usado para financiar atividades de segurança online para jovens e "outras prioridades estaduais". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pagamento será dividido em duas partes. A primeira, equivalente a 70% do valor (cerca de US$ 12,7 bilhões ou R$ 65,6 bilhões), será feita em parcelas ao longo de 10 anos. Os 30% restantes (cerca de US$5,3 bilhões ou R$ 27,4 bilhões) só serão liberados se duas condições forem cumpridas: implementação de restrições para adolescentes no YouTube e TikTok, sendo elas o limite diário de uma hora de uso, modo noturno e medidas de verificação de idade; YouTube e TikTok pagarem, cada um, um valor equivalente à parcela de 30%. A Meta exige que metade dos recursos restantes esteja vinculada ao pagamento do YouTube e a outra metade ao do TikTok. Além do pagamento, a Meta também concordou em adotar novas regras para usuários menores de 18 anos que usam Facebook e Instagram nos Estados Unidos. As medidas deverão ser mantidas por 10 anos. Veja abaixo quais são. Limite de tempo: adolescentes só poderão passar duas horas por dia no Facebook e no Instagram (o tempo de uso nas duas plataformas será somado). O limite só poderá ser desativado com autorização dos pais. Modo noturno: os aplicativos serão bloqueados entre meia-noite e 6 horas da manhã. Modo escolar: as notificações serão silenciadas por padrão entre 8 horas da manhã e 15 horas da tarde. Lembretes regulares: adolescentes receberão avisos a cada 15 minutos de uso contínuo do Facebook e do Instagram. Também haverá lembretes aos 60 e 90 minutos de uso. Controle do feed algorítmico: os usuários poderão optar por um feed sem personalização baseada no sistema de recomendações da Meta. Controle de reprodução automática: a função poderá ser desativada. Curtidas ocultas: adolescentes não verão, por padrão, o número de curtidas e reações nas publicações. Desativação de filtros de cirurgia plástica e maquiagem extrema. Verificação de idade: a Meta implementará medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas. Restrições de conteúdo adequado à idade: a empresa usará feedback e classificações de filmes para garantir que o conteúdo seja apropriado para cada faixa etária e impedirá que adolescentes sigam ou interajam com contas inadequadas. Contato indesejado de estranhos: as contas serão definidas como privadas por padrão. Denúncias e proteção contínua contra conteúdo prejudicial: : a Meta oferecerá mecanismos simples para denunciar conteúdos inadequados para adolescentes. Fortalecimento dos controles parentais: a plataforma incentivará os pais a configurar ferramentas de supervisão. Fim dos processos O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters. O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades. O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos. Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão. Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas. Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters. Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental. Leia também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT
27/08/2026 20:06:16 +00:00
Do Habib's às Casas Bahia, por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega que razão para a alta de recuperações judiciais seja somente as taxas de juros EPA-Shutterstock Habib's, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Grupo Toki (Tok&Stok e Mobly), Grupo CVLB (Casa & Vídeo e Le Biscuit), St. Marché. A lista de grandes empresas no Brasil que entraram com pedido de recuperação judicial ou extrajudicial só este ano é grande e deve aumentar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de 2026 — desse total, 21% são do varejo, 19,6% são da indústria de transformação e 17,5% são do agronegócio, os setores mais atingidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na recuperação judicial, pela qual passa a Americanas desde 2023, por exemplo, todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça; na recuperação extrajudicial, a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário. Ambas são alternativas para a empresa não entrar em falência, quando a Justiça constata que a companhia não consegue mais pagar suas dívidas e deve encerrar suas atividades, como aconteceu com a Oi na última terça-feira (25/8). Agora no g1 O papel do juros e de outros fatores O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o varejo é pressionado pela alta taxa de juros, uma vez que depende do crédito tanto para comprar dos fornecedores quanto para revender aos consumidores, mas negou uma crise generalizada. "Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", disse em entrevista à Globonews no último dia 21. Segundo ele, por se tratar de um período eleitoral, a oposição quer tratar o assunto como uma crise que atinge toda a economia. De acordo com especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, a atual onda de pedidos de recuperação empresarial, que atinge mais fortemente o setor de varejo, está calcada em três fatores principais: A alta prolongada da taxa básica de juros, hoje em 14% ao ano, que aumenta de maneira exponencial o passivo das empresas e diminui a oferta de crédito ao consumidor; Erros na gestão das empresas, que cortaram milhares de posições gerenciais na última década, a fim de reduzir custos e ganhar agilidade, mas concentraram poder nas mãos de poucos, o que torna decisões equivocadas fatais para os negócios; As mudanças no mundo do trabalho: menos gente deseja seguir carreira em uma companhia, diante de baixos salários e perspectivas, enquanto as empresas valorizam cada vez menos as "pratas da casa" e sofrem com apagões de mão de obra. "A causa deste fenômeno de recuperações judiciais e extrajudiciais tem uma composição híbrida e parece longe do fim", diz Fabian Salum, professor titular e pesquisador líder de estratégias competitivas da FDC, a Fundação Dom Cabral. "De um lado, estão fatores externos à companhia, como a dificuldade de acesso ao capital, os bancos restringindo cada vez mais as linhas de financiamento e de capital de giro, a alavancagem [peso dos empréstimos] que subiu muito no pós-pandemia, quando a Selic passou de 2% para 15%." Crise nas empresas tem sido usada por adversários de Lula para criticar a condução econômica do governo às vésperas das eleições, mas especialistas dizem que motivos são variados e não se limitam ao que acontece em Brasília EPA-Shutterstock Os erros de gestão, como expansão e cortes mal calculados Além disso, é preciso levar em conta o alto endividamento dos consumidores, com 39% da população inadimplente. "O recuo no consumo faz com que as empresas não alcancem metas. Com isso, elas reduzem investimentos, incluindo qualificação de pessoal", diz Salum, doutor em administração de empresas e conselheiro de companhias de médio e grande porte. "Diante da dificuldade de sustentar o ciclo financeiro da companhia, o que ela precisa? De gente com mais habilidade, competência e conhecimento no corpo gerencial para encontrar soluções. Mas a média gerência compõe justamente o segmento mais afetado." Esses profissionais são responsáveis por fazer a ponte entre o nível tático, a base da companhia (supervisores, coordenadores, analistas, operadores) e o estratégico, da diretoria. No entanto, deixam de ser treinados e se tornam dispensáveis ou, diante da falta de um plano de carreira, saem da empresa para se tornarem consultores, diz. Segundo Salum, o movimento de pressão sobre a média gerência é diferente do "downsizing" dos anos 90, quando diversos níveis hierárquicos foram cortados. "O que se vê hoje é um acúmulo de tarefas para quem fica no topo da hierarquia: um vice-presidente ou diretor de recursos humanos, por exemplo, também responde por ESG, inovação, segurança e medicina do trabalho; ou então é diretor administrativo, financeiro, de marketing e tecnologia. "Algumas dessas áreas podem até ser sinérgicas, mas requerem uma atenção especial, especialmente no momento em que as companhias precisam tomar decisões cada vez mais rápidas. É preciso gerente para liderar, não para supervisionar." Durante a pandemia de coronavírus, por exemplo, a maioria das empresas aumentou o investimento em tecnologia e criou ou expandiu as operações de comércio eletrônico. Os especialistas concordam que era uma medida necessária, mas foi tomada de forma afoita e sem levar em conta que a Selic poderia subir. "As empresas em dificuldade hoje ainda se ressentem de decisões tomadas entre 2020 e 2021, um período de muita incerteza", diz Isabella Vasconcellos, professora do curso de administração da ESPM, a Escola Superior de Propaganda e Marketing. Houve gente que investiu demais ou que cortou muito também. Entre 2020 e 2025, o Brasil eliminou 322 mil vagas de gerência e diretoria, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), acrescenta Vasconcellos. O saldo de contratações para esses cargos ficou negativo em 112 mil postos. Nos casos de recuperações empresariais, os cortes e ajustes devem ser muito bem pensados para não desmontar a capacidade da companhia de se reerguer. "É preciso tomar cuidado para não perder gente qualificada", afirma André Pimentel, sócio da consultoria Performa Partners. O varejo é uma área que demanda muito do profissional e é mais difícil encontrar gestores bem preparados neste meio, diz. "Os melhores executivos partem para outros setores, porque não querem trabalhar sete dias por semana". Decisões envolvendo a expansão dos negócios são sempre muito críticas em momentos de instabilidade como os dos últimos anos, que envolvem não só fatores macroeconômicos, como geopolíticos. "As empresas buscam um ritmo de crescimento incompatível com a sua geração de caixa, perseguem uma realidade que não existe. E na ânsia de apresentar resultados para acionistas e investidores, vão buscar capital a um custo muito alto", diz ele. "Não só os CEOS têm se aventurado em planos de crescimento exagerado, como os próprios conselhos de administração vêm sendo pouco cuidadosos na hora de aprovar os planos". Na Casas Bahia, por exemplo, diz, eram mais de 1.000 lojas espalhadas pelo Brasil. Com a recuperação judicial, foram fechadas 298 e demitidos 1.900 funcionários - mas a Justiça determinou a reintegração provisória das equipes."Talvez a empresa até precisasse fechar mais lojas", afirma Pimentel. "Muitos desses pontos já deviam ter sido encerrados ou, em última análise, nem deveriam ter sido abertos, porque não se sustentam. Mas o que temos visto são menos varejistas preocupadas com a rentabilidade do negócio e mais em demonstrar desempenho, se aventurando em um crescimento acelerado". Isso porque existe um conflito de interesses por parte dos próprios executivos, que recebem bônus por atingirem metas de expansão. A maioria das empresas, no entanto, deveria reduzir de tamanho para retomar a rentabilidade, diz Pimentel. "Existe também a pressão dos investidores, que temem ver o valor das suas ações depreciado caso haja um movimento de enxugamento das lojas". Mas com o avanço do comércio eletrônico e das novas tecnologias, diz, é isso que a maioria deveria fazer. Para a psicóloga Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional e sócia da consultoria BTA Associados, a tecnologia tem gerado mais incertezas do que soluções no mundo corporativo e feito com que muitos gestores promovam cortes mal calculados. "É mais fácil para as empresas cortar pessoal se os resultados não vêm, do que projetar a expansão de modo racional", afirma. "Eliminar de 10% a 20% da mão de obra, como vimos nas crises recentes, é um erro gigante, sobrecarrega quem fica e compromete a qualidade." Vasconcellos diz que o corte de pessoal qualificado compromete o futuro das empresas, em um momento extremamente delicado para os negócios. "A estrutura de capital das companhias vai continuar comprometida, com a previsão de juros em dois dígitos pelo menos até o final de 2028. Mesmo quando as empresas vendem mais e aumentam a receita, a despesa financeira [custos da dívida] cresce e consome o caixa. E se as vendas desaceleram, como estamos vendo agora, a situação se agrava", afirma a doutora em negócios, que não enxerga uma solução no curto prazo. Felipe Tanus, diretor de crédito da Allianz Trade Brasil, diz que qualquer taxa de juros acima de dois dígitos eleva o risco de insolvência das empresas. Mas a má gestão é igualmente preocupante. "Assistimos a casos de fraude, como a da Americanas, ou de uma expansão mal calculada, como a da Raízen, o que chama a atenção para a necessidade de boa governança", diz o executivo, que concede seguro de crédito a empresas. Lojas Americanas está em recuperação judicial desde 2023. Reuters via BBC Neste modelo de negócio, o fornecedor de uma varejista em recuperação judicial, por exemplo, cliente da Allianz Trade Brasil, recebe entre 90% e 95% do total em até 30 dias após o deferimento do pedido pela Justiça. Embora as vendas da companhia tenham crescido 6% no primeiro semestre deste ano, o aumento dos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial causam reflexos para todo o mercado: o limite de crédito cai e fica mais caro, diz. Armando Castelar, pesquisador associado do FGV IBRE, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, reforça que a conjuntura econômica afeta não só as empresas, mas as famílias. "Vemos trabalhadores cujo salário está sendo engolido por empréstimos consignados", diz Castelar, doutor em economia. Segundo ele, é um cenário que pode levar a mais pedidos de recuperação judicial, o que aumenta a pressão sobre o Banco Central para reduzir a taxa de juros.
27/08/2026 19:32:15 +00:00
Contas do governo registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho

As contas do governo federal registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27). O acumulado do ano é de déficit. (Veja mais detalhes) 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️ Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi registrado déficit de R$ 59,1 bilhões, em valores nominais. ➡️ Esse também foi melhor resultado para meses de julho desde 2022. Receitas e despesas Segundo o governo, as despesas totais em julho, no montante de R$ 215,5 bilhões, tiveram uma diminuição real de R$ 56,4 bilhões em relação ao mesmo mês do ano passado, em que foi registrado R$ 271,8 bilhões, puxados por: Sentenças judiciais e precatórios (custeio e capital), redução de R$ 37,1 bilhões; Créditos extraordinários, aumento de R$ 4,2 bilhões; Benefícios previdenciários, redução de R$ 18,1 bilhões; Pessoal e encargos sociais, redução de R$ 4,2 bilhões. Já as receitas líquidas registraram alta real de 7,7% em julho deste ano, para R$ 226,3 bilhões. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 81,3 bilhões, com alta real de 12,4%. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 70,3 bilhões. 📈 Nos sete primeiros meses de 2026, houve um aumento real na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,5 trilhão, sem correção. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,5 trilhão entre janeiro e julho deste ano, com uma alta real de 10,9% no período, em valores nominais. Ministério da Fazenda Agência Brasil
27/08/2026 19:15:34 +00:00
Justiça do DF suspende imposto de exportação de 12% sobre petróleo; arrecadação já chega a R$ 7,9 bilhões

A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, provisoriamente, nesta quinta-feira (27) a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. 🔎Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, utilizadas na produção de combustíveis e derivados de petróleo. A decisão de suspensão é do juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, e atende a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar determina que a Receita Federal se abstenha de exigir o imposto das empresas representadas pela associação. Agora no g1 A cobrança havia sido estabelecida pela Resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) nº 938/2026, publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias. 🔎O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo e decisório da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o órgão responsável por formular, implementar e monitorar a política de comércio exterior e a política tarifária brasileira. A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões de acordo com a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução renovou uma cobrança criada pela Medida Provisória 1.340/2026, que perdeu eficácia no mesmo dia por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional. Para ele, a manutenção da alíquota por meio de uma resolução do Gecex pode representar uma tentativa de contornar o processo legislativo. "Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo", disse. O juiz também apontou questionamentos sobre a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto pode não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo. A decisão, no entanto, é liminar e ainda haverá julgamento definitivo do processo. Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea
27/08/2026 18:58:37 +00:00
Gestão Trump negocia com governo interino da Venezuela para assumir parte das reservas de petróleo do país, diz site

Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters A gestão Trump está conversando com o governo interino da Venezuela para assumir uma participação acionária nas enormes reservas de petróleo do país, segundo o site americano Axios. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O site diz ter ouvido dois altos funcionários da Casa Branca. A Venezuela possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Agora no g1 Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
27/08/2026 17:13:41 +00:00
Brasil assina acordo para ampliar comércio com a Índia enquanto aguarda retomada de negociação para reduzir tarifaço dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação da Indústria Indiana assinaram nesta quinta-feira (27) um memorando de entendimento para aproximar os setores produtivos do Brasil e da Índia. A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal de intensificar a diversificação de parceiros comerciais para diminuir os impactos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Paralelamente à abertura de novos mercados, o governo prepara a retomada do diálogo com a gestão de Donald Trump. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reunirá virtualmente na próxima segunda-feira (31) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro contará também com a participação do chanceler Mauro Vieira. A reabertura das conversas ocorre após um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano. Segundo Márcio Elias Rosa, a ligação foi decisiva para destravar a mesa de negociação sem que o Brasil precisasse fazer concessões prévias unilaterais. Estrutura de cooperação Brasil e EUA retomam negociações sobre 'tarifaço' na próxima segunda-feira O Memorando de Entendimento firmado nesta quinta-feira (27) entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas estabelece uma estrutura de cooperação para ampliar as relações comerciais e de investimentos entre Brasil e Índia. O acordo prevê o intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, o compartilhamento de boas práticas, a promoção de feiras e o incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs). O memorando não tem caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações para as partes. A proposta é aproximar empresas brasileiras e indianas e facilitar novos negócios. O documento também prevê uma base institucional para o desenvolvimento de projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios entre os dois países. “O governo do presidente Lula definiu claramente como uma diretriz obrigatória a diversificação de mercado. O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disso. A necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa. De acordo com o ministro, a diretriz estabelecida pelo Palácio do Planalto é ampliar as rotas de exportação nacional. Nos últimos anos, segundo ele, a relação comercial com a Índia registrou alta de 82%. Entre os pontos destacados no diálogo bilateral com o país asiático, está a expansão do atual acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia — hoje restrito a 450 linhas de produtos Segundo Márcio Elias Rosa, há interesse dos dois países em setores como a indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos. O Brasil também busca parcerias para exploração de minerais críticos, que devem levar em consideração o desenvolvimento de tecnologia nacional. "O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro", ressaltou Rosa. Diálogo com os EUA Para a reunião virtual da próxima segunda-feira com autoridades norte-americanas, o Márcio Elias Rosa disse que podem ser abordadas listas de exceções tarifárias. A possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade também estará na pauta de discussão, segundo o ministro. O ministro enfatizou que o país manterá a postura de defesa dos interesses locais, mantendo o apoio a empresas afetadas por meio de medidas emergenciais, como o programa Brasil Soberano. "Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional", pontuou Márcio Elias Rosa. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC
27/08/2026 16:48:40 +00:00
OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (27) o lançamento de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. A decisão ocorre após o país se tornar o terceiro maior mercado do ChatGPT no mundo. Segundo a empresa, o número de usuários brasileiros do chatbot quase dobrou no último ano. A OpenAI não informou quantas pessoas usam a ferramenta no país, mas afirmou que os brasileiros enviam 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Esse é um compromisso de longo prazo: trabalhar lado a lado com o ecossistema brasileiro para garantir que a IA gere valor econômico e social significativo em todo o país. Estou muito entusiasmado com o que podemos construir juntos no Brasil", escreveu Sam Altman, CEO da OpenAI, em nota. Brasil é um dos queridinhos da big tech Em número de desenvolvedores que usam a API da OpenAI, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo. O país também é o maior mercado do Codex na América Latina. Desde o início de 2026, o número de usuários semanais do Codex no Brasil cresceu mais de 11 vezes, enquanto as interações diárias aumentaram quase 30 vezes. Além disso, o país também lidera mundialmente na taxa de uso de imagens no ChatGPT, de acordo com a companhia. O país ainda está entre os cinco maiores mercados para os recursos de voz e ditado. Segundo a OpenAI, o número de usuários semanais de voz no Brasil dobrou no último ano. Como parte da expansão, a empresa anunciou uma parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para oferecer contas a estudantes e créditos para o uso de recursos de suas ferramentas de programação. Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar A OpenAI também informou que está desenvolvendo, em parceria com a startup brasileira Enter, um programa voltado a advogados. A iniciativa prevê treinamentos que utilizarão o ChatGPT. Além disso, a empresa assinou um memorando de entendimento com a Prodam, empresa de processamento de dados da cidade de São Paulo, para disponibilizar ferramentas de inteligência artificial. *Com informações da Reuters
27/08/2026 15:27:32 +00:00
Honda Prelude volta ao Brasil após 25 anos por R$ 380 mil; Senna já foi garoto-propaganda do esportivo

Honda lança Prelude no Brasil Divulgação / Honda O Honda Prelude foi apresentado nesta quinta-feira (27) no Festival Interlagos 2026. As vendas começam hoje, por R$ 380 mil. O cupê volta ao mercado brasileiro após 25 anos. Na década de 1990, o modelo teve Ayrton Senna como garoto-propaganda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A sexta geração do Prelude tem um sistema híbrido que combina dois motores elétricos com um motor 2.0 a gasolina. O propulsor a combustão utiliza ciclo Atkinson e injeção direta, tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de combustível. O conjunto entrega 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque. O modelo também utiliza componentes do chassi do esportivo Civic Type R. Entre eles estão a suspensão independente nas quatro rodas, com sistema multilink na traseira e duplo eixo na dianteira, além de amortecedores adaptativos, que ajustam seu funcionamento de acordo com as condições de condução. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Equipamentos O Prelude será vendido em versão única. Entre os equipamentos estão rodas de 19 polegadas com pneus 235/40 R19, pedaleiras esportivas, painel digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 9 polegadas com Google Assistente, Apple CarPlay e Android Auto. O modelo também traz carregador de celular por indução, sistema de som Bose com oito alto-falantes, alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro. A carroceria tem configuração cupê 2+2, com dois bancos dianteiros e dois lugares atrás. O banco traseiro é rebatível. Na frente, os bancos são esportivos, revestidos de couro claro e têm apoios de cabeça integrados e ajustes de posição. Na prática, os bancos traseiros são mais adequados para trajetos curtíssimos e não oferecem conforto para quem tem mais de 1,80 m. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos Divulgação / Honda Segurança O Prelude vem equipado com o Honda SENSING, pacote de tecnologias que auxiliam o motorista durante a condução. Entre os recursos estão: Frenagem automática para reduzir o risco ou a gravidade de colisões; Correção de saída involuntária da pista; Assistentes de permanência e centralização em faixa; Ajuste automático dos faróis; Controle de cruzeiro adaptativo, que ajusta a velocidade para manter distância do veículo à frente. O carro também tem discos de freio dianteiros de 350 mm e pinças de quatro pistões Brembo. As pinças são pintadas de azul em referência ao sistema híbrido. Produzido no Japão, o Prelude tem carroceria baixa e larga. O desenho inclui teto com duas elevações, para-lamas alargados e elementos aerodinâmicos na dianteira e na tampa do porta-malas. O modelo será oferecido no Brasil nas cores Crystal Black Pearl, Rallye Red e Moonlit White Pearl. Cabine do novo Honda Prelude Divulgação / Honda A garantia do veículo é de seis anos, sem limite de quilometragem. Para a bateria e os motores do sistema elétrico, a cobertura é de oito anos ou 160 mil quilômetros. A pré-venda começa em 27 de agosto e segue até o fim de setembro. Os 50 compradores terão benefícios como capa de proteção, porcas antifurto, tapetes, condições especiais de pagamento e seguro, miniatura do Prelude, proteção para a pintura e experiências de direção promovidas pela Honda. Propaganda do Honda Prelude no Japão em 1991 com Ayrton Senna reprodução/redes sociais Prelude em Interlagos Uma das principais novidades é o sistema S+ Shift. Acionado por um botão no console central, ele simula o funcionamento de um câmbio com trocas de marcha, embora o sistema híbrido não faça essas trocas da maneira convencional. Para criar o efeito, o carro controla eletronicamente o funcionamento dos motores elétrico e a combustão. O sistema também simula reduções de marcha e até o efeito do punta-tacco, técnica usada em carros esportivos para ajustar a rotação do motor durante uma redução. O S+ Shift funciona com os quatro modos de condução: Comfort, GT, Sport e Individual. Os modos alteram características como a resposta do motor, o peso da direção, a rigidez dos amortecedores, o som reproduzido na cabine, as informações do painel e o funcionamento do controle de cruzeiro adaptativo. Galerias Relacionadas O g1 testou o Honda Prelude no Autódromo de Interlagos, palco de algumas das principais conquistas de Ayrton Senna, que também foi garoto-propaganda do modelo. O primeiro ponto é que o Prelude não tem a mesma proposta do Civic Type R. Com câmbio manual e foco maior no desempenho, o Type R foi desenvolvido para buscar tempos rápidos em autódromos. O Prelude tenta combinar esportividade com conforto para o uso cotidiano. Nos primeiros quilômetros, com o modo Comfort selecionado, o Prelude mostrou uma condução confortável para duas pessoas. O sistema híbrido também tem como proposta reduzir o consumo de combustível. Honda lança no Brasil o novo Prelude Divulgação / Honda O conjunto formado pelo motor 2.0 a combustão e pelo sistema híbrido é o mesmo utilizado no Honda Civic. O g1 já testou o modelo no Brasil e também mostrou por que ele desapareceu das lojas e das ruas. Por dentro, a cabine segue o padrão de outros modelos da Honda. O quadro de instrumentos apresenta as informações de forma clara, com visual predominantemente em preto e branco. O couro claro com costuras azuis é um dos elementos que mais chamam atenção. No modo Sport, o comportamento fica mais esportivo. O som do motor a combustão é reforçado artificialmente pelo sistema de áudio Bose, criando na cabine a sensação de um escapamento mais ruidoso. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos A suspensão e a direção também funcionaram bem no circuito. Os componentes derivados do Civic Type R ajudam o Prelude a entrar e sair das curvas com facilidade e a manter a carroceria bem apoiada no asfalto. Durante o teste, o conjunto de suspensão e chassi passou a impressão de que poderia lidar com mais potência sem comprometer o equilíbrio nas curvas. Com a função S+ Shift, a experiência muda. O sistema cria artificialmente a sensação de trocas e reduções de marcha, mesmo em um conjunto híbrido no qual o motor elétrico tem papel central na movimentação do carro. O efeito lembra o funcionamento de um câmbio esportivo nas acelerações e retomadas. Na pista, a simulação é convincente. As mudanças no som e na resposta do carro dão a sensação de que um câmbio está realizando trocas de marcha, embora o funcionamento real do sistema seja diferente. A conclusão é que o Prelude pode encontrar seu público no Brasil. E a Honda poderá ampliar a oferta dependendo da procura pelo modelo. Entre os potenciais compradores estão consumidores atraídos pelo visual e pela história do Prelude, especialmente aqueles que acompanharam o modelo nas décadas de 1980 e 1990. Cerca de 25 anos depois, esse público volta a ter a opção de comprar um Prelude no Brasil, agora com uma proposta que combina esportividade e conforto para o uso cotidiano. Honda Prelude Preço: R$ 380 mil; Comprimento: 4,52 m; Largura: 1,88 m; Altura: 1,35 m; Entre-eixos: 2,60 m; Porta-malas: 264 litros; Peso: 1.469 kg; Rodas: 19 polegadas; Pneus: 235/40 R19; Suspensão dianteira: independente McPherson; Suspensão traseira: independente multilink; Freios dianteiros: discos ventilados; Freios traseiros: discos; Direção: elétrica; Tipo de híbrido: convencional, sem recarga externa; Motor a combustão: 2.0 DI DOHC 16V; Combustível: gasolina; Potência do motor a combustão: 143 cv a 6.000 rpm; Torque do motor a combustão: 19,1 kgfm a 4.500 rpm; Potência do motor elétrico: 184 cv; Torque do motor elétrico: 32,1 kgfm; Potência combinada: 203 cv; Transmissão: e-CVT; Tração: dianteira; Consumo urbano: 17,9 km/l; Consumo rodoviário: 15,7 km/l; Tanque de combustível: 40 litros.
27/08/2026 14:32:40 +00:00
Vitória lidera ranking de cidades mais competitivas do país pela primeira vez; veja municípios do top 10

Cidade de Vitória, capital do Espírito Santo Felipe Mota A cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, assumiu pela primeira vez o topo do Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP) divulgado nesta quinta-feira (27). A seleção avaliou 423 municípios com mais de 80 mil habitantes e mostrou quais cidades estão mais preparadas para oferecer boas condições de vida, serviços públicos eficientes e um ambiente favorável para moradores e empresas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em 2026, Vitória desbancou a sequência de três anos de Florianópolis, Santa Catarina, no primeiro lugar. A capixaba também alcançou o topo da seleção entre as capitais. No ano anterior, em 2025, a cidade ultrapassou São Paulo e se tornou a 2ª cidade mais competitiva do Brasil. Já no ano anterior, a capixaba ocupava a terceira posição do ranking. Outras cidades capixabas que se destacaram em 2025 tiveram resultados diferentes em 2026. Serra e Vila Velha, na Grande Vitória, haviam ocupado a 4ª e a 5ª posições, respectivamente, na dimensão Instituições. Neste ano, Vila Velha subiu para a 4ª, enquanto Serra caiu para a 26ª posição. Mais detalhes podem ser conferidos no site do Ranking de Competitividade dos Municípios aqui. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: NORTE DO ES: Polícia prende 25 pessoas durante operação contra facções e crimes violentos MATERNIDADE: Miss perde título após anunciar gravidez: 'Sou uma futura mãe e isso não cancela minha história' Ranking de Competitividade dos Municípios O ranking é composto por 13 pilares temáticos e três dimensões principais: Instituições (com 19,5% do peso) Sociedade (com 42,4% do peso) Economia (com 38,1% do peso) No levantamento de 2026, Vitória somou as notas 81,01 em Instituições; 65,72 em Sociedade; e 54,13 em Economia, alcançando o 1° lugar geral do Brasil. Em 2026, a cidade se destacou especialmente em Funcionamento da Máquina Pública, em que subiu quatro posições e alcançou o topo nacional; Capital Humano, em terceiro lugar do Brasil; e Acesso à Saúde, na quinta posição do país. Confira os 10 dos municípios mais competitivos do Brasil em 2026: Vitória (ES) Barueri (SP) Jaraguá do Sul (SC) Campinas (SP) Maringá (PR) São Caetano do Sul (SP) São Paulo (SP) Curitiba (PR) Porto Alegre (RS) Florianópolis (SC) O CLP destaca que considerar uma cidade “mais competitiva” não significa necessariamente dizer que é a “melhor cidade para morar” em todos os aspectos. Segundo a organização, o levantamento é uma ferramenta para comparar o desempenho dos municípios em diferentes áreas e identificar onde cada um se destaca ou precisa melhorar. "A competitividade municipal é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida [...] O estudo identifica experiências que podem inspirar gestores públicos de todo o Brasil a tomar decisões baseadas em evidências", destacou o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
27/08/2026 14:19:43 +00:00
MG apresenta o elétrico IM6 no Brasil, SUV de luxo para encarar a Porsche; g1 já testou

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG A MG Motor Brasil apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV elétrico IM6. O modelo marca a estreia da divisão de luxo IM Motors no país, que tem início previsto de vendas até o fim de 2026. A marca britânica — que pertence à SAIC e produz carros na China — já confirmou uma linha de montagem no Brasil. A fábrica no Ceará é a mesma utilizada pela Chevrolet para montar Spark e Captiva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Thiago Marques, gerente de marketing da MG Motor, a empresa identificou espaço no Brasil para uma nova marca de luxo voltada a um volume menor de vendas. Os carros da IM serão vendidos em espaços exclusivos dentro das lojas da MG. Primeiro modelo apresentado no Brasil, o IM6 é um SUV elétrico com porte do Porsche Cayenne. A marca ainda não divulgou quais versões serão vendidas no Brasil, quando começam as entregas nem as condições de venda. Durante o Festival Interlagos, porém, trouxe a configuração mais potente do IM6. Agora no g1 Na configuração Performance, o SUV tem dois motores elétricos que entregam 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e atinge velocidade máxima de 305 km/h. A reportagem do g1 pode fazer uma volta rápida no autódromo com uma configuração menos potente. A expectativa é que essa versão custe cerca de R$ 400 mil. Na Inglaterra, a versão do IM6 com um único motor elétrico, instalado no eixo traseiro, tem os seguintes números: Potência: 407 cv; Torque: 51 kgfm; Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,4 segundos; Velocidade máxima: 235 km/h; Capacidade da bateria: 96,5 kWh. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG Entre os recursos tecnológicos estão sistemas de assistência ao motorista (ADAS), tecnologias para evitar colisões e capotamentos, controle de estabilidade para reduzir o risco de aquaplanagem e esterçamento das quatro rodas, que permite que as rodas traseiras também mudem de direção para ajudar nas manobras e na estabilidade. O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também conta com sistema de som e bancos com formato semelhante ao de poltronas. IM6 na pista Mesmo com o centro de gravidade mais alto, característica comum aos SUVs, o IM6 se saiu bem nas curvas do circuito. O comportamento foi previsível, inclusive nas acelerações na saída das curvas, e mostrou que o modelo pode ser divertido de dirigir. Como o asfalto de Interlagos é liso, ainda não foi possível avaliar como o IM6 reage às irregularidades comuns nas ruas e estradas brasileiras. O acabamento da cabine é de boa qualidade, mas o modelo exagera na quantidade de telas. O painel de instrumentos se estende em direção ao centro da cabine e forma, junto à central multimídia, uma grande superfície digital. SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras divulgação/MG No console central, os botões físicos também dão lugar a uma tela usada para controlar diferentes configurações do carro. Apesar do excesso de telas, os comandos usados durante a condução respondem bem. A direção, por outro lado, transmite pouca sensação do que acontece entre as rodas e o asfalto. Durante o teste, ficou evidente a atuação dos sistemas eletrônicos para controlar o comportamento do carro. A suspensão faz ajustes para reduzir os movimentos da carroceria e manter o veículo equilibrado nas curvas. No banco traseiro, o espaço para a cabeça é mais limitado. Isso ocorre porque o teto desce em direção à traseira, característica comum aos SUVs cupês e presente também em modelos de marcas como BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG
27/08/2026 12:19:01 +00:00
Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico

Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano, quando estava em 5,8%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado (maio a julho de 2025), a queda foi de 0,3 ponto percentual, de 5,6% para 5,3%. No trimestre encerrado em julho, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril, quando 6,3 milhões de pessoas procuravam trabalho. Agora no g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado, havia 299 mil desempregados a menos, o que representa uma queda de 4,9%. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Em relação ao trimestre anterior, foram 1 milhão de trabalhadores a mais. Na comparação com o ano passado, o aumento foi de 0,9%. 🔎 Com mais gente empregada, também aumentou a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada. Esse índice, chamado de nível de ocupação, ficou em 58,9%, acima do registrado no trimestre anterior (58,4%). Evolução da taxa desemprego no Brasil - Trimestre encerrado em julho Fonte: IBGE Outro indicador que melhorou foi o de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, aquelas que gostariam de trabalhar mais horas e as que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. A taxa ficou em 13% no trimestre encerrado em julho. Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa situação. O contingente caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado. Veja os principais destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,3 milhões Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,1%, o equivalente a 721 mil pessoas a mais. A população desalentada ficou em 2,3 milhões. Em relação ao trimestre anterior, esse contingente caiu 9,7%, o equivalente a 248 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,1%, o que representa 380 mil pessoas a menos. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Evolução do número de desempregados no país Arte g1 Vínculos, informalidade e renda O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, sem contar os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. O total ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou para 13,8 milhões, com alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o contingente permaneceu praticamente estável. Somando trabalhadores com e sem carteira assinada, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, outro recorde da série histórica. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, sem mudanças significativas na comparação trimestral e anual. Já o total de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas 236 mil pessoas menor do que no mesmo período de 2025. A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada. Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em situação de informalidade, percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres. Renda O rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas ficou 3,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica do IBGE. O total ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2025, alta de R$ 15,1 bilhões. Emprego por setor Entre os setores da economia, apenas a construção ampliou o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O setor ganhou 371 mil vagas, alta de 5,1%. Veja a comparação com o mesmo período do ano passado em cada setor: 🔨 Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%). 🚚 Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%). 🏛️ Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%). 🏠 Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%). Em relação aos salários, o rendimento médio ficou praticamente estável na maioria dos setores na comparação com o trimestre anterior. A única exceção foi o segmento de alojamento e alimentação, onde a renda caiu 5,1%, o equivalente a R$ 128. Na comparação com o mesmo período de 2025, os rendimentos aumentaram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Nos demais setores, não houve variações significativas. Considerando a posição dos trabalhadores no mercado, o rendimento médio também permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve aumento para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.
27/08/2026 12:00:33 +00:00
Dólar mais baixo e férias escolares impulsionam gastos de brasileiros no exterior a US$ 2,45 bilhões em julho, recorde em mais de 30 anos

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (27). Trata-se do maior valor já registrado desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995. O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2014 (US$ 2,41 bilhões). ➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana. O dólar fechou julho em R$ 5,0696, com queda de 7,64% na parcial do ano. Agora no g1 Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. ➡️Também acontece em um mês de férias escolares, considerado "alta temporada", quando as viagens familiares se intensificam. ➡️Outro fator que costuma influenciar os gastos no exterior é o crescimento da economia brasileira. Embora em desaceleração neste ano, a expectativa dos analistas é de nova expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 15,1 bilhões — valor que também representa recorde histórico para o período. Entenda como a perda de valor do dólar pelo mundo tem impacto no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Contas externas Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 9,6% nos sete primeiros meses deste ano. 🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 35,97 bilhões de janeiro a julho deste ano, em comparação com um rombo de US$ 39,78 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Somente em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 8,11 bilhões, contra US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado. Investimentos diretos sobem O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento nos sete primeiros meses de 2026. Os estrangeiros trouxeram US$ 54,44 bilhões em investimentos entre janeiro e julho de 2026, contra US$ 43,74 bilhões no mesmo período do ano passado. Com isso, os investimentos foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado de janeiro a julho meses deste ano. Somente em julho, os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram US$ 7,46 bilhões, contra US$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2025.
27/08/2026 12:00:14 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,16, de olho na taxa de desemprego e na alta do petróleo; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21% nesta quinta-feira (27), cotado a 5,1620. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,31%, aos 175.135 pontos. No Brasil, investidores ficaram de olho nos novos dados de emprego e seus efeitos sobre as expectativas para os juros. No exterior, petróleo e ações de tecnologia ficaram no radar dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior, segundo o IBGE. O mercado de trabalho mais aquecido pode pesar na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, já que uma economia mais forte pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica. 🔎 Na prática, uma mudança nos juros pode afetar o custo de empréstimos e financiamentos para consumidores e empresas. ▶️ Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho, o maior valor para um único mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. O recorde anterior era de US$ 2,41 bilhões, em julho de 2014. O resultado ocorre em meio à queda do dólar, que fechou julho a R$ 5,0696, tornando viagens ao exterior mais baratas. ▶️ No exterior, os mercados acompanharam as negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio às conversas, o preço do barril tipo Brent, referência mundial, avançava. Por volta das 17h30, a alta era de 2,05%, para US$ 89,64. O WTI, referência nos EUA, subia 1,68%, para US$ 83,61. ▶️ O movimento beneficiou as ações da Petrobras, que subiram mais de 3% na sessão. ▶️ Nos Estados Unidos, os resultados da Nvidia reduziram as dúvidas sobre a procura por produtos e serviços ligados à inteligência artificial. A empresa dobrou o lucro líquido e a receita no segundo trimestre. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: +1,82%; Acumulado do ano: -5,95%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,40%; Acumulado do mês: -1,61%; Acumulado do ano: +8,70%. Desemprego cai em julho A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a PNAD Contínua, do IBGE. É a menor taxa para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O número de desempregados caiu de 6,3 milhões para 5,8 milhões, enquanto o total de pessoas trabalhando chegou a 103,3 milhões, recorde da série. 🔎 Os dados do mercado de trabalho também são considerados pelo Copom, do Banco Central, na definição da taxa básica de juros. Um mercado de trabalho mais aquecido pode ser levado em conta na avaliação das pressões sobre a inflação, enquanto sinais de enfraquecimento da atividade podem pesar de outra forma na decisão. A taxa de desemprego, no entanto, é apenas um dos indicadores analisados pelo Copom. A decisão sobre manter, reduzir ou elevar os juros considera também a trajetória da inflação e outros dados sobre a economia. Impasse sobre Ormuz mantém petróleo em alta Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira (27), após terem recuado mais cedo, em meio à incerteza sobre as negociações entre Irã e Omã para definir as condições de navegação no Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi a Teerã nesta quinta-feira para tentar retomar as negociações e reduzir as tensões. O país atua como mediador informal entre Irã e EUA e participou da negociação de um cessar-fogo em junho. As conversas envolvem uma proposta para criar temporariamente um corredor marítimo entre Irã e Omã pelo estreito e realizar um projeto conjunto para retirar minas da hidrovia. Apesar de a Guarda Revolucionária iraniana ter afirmado que houve um acordo, uma fonte de alto escalão disse que os detalhes ainda estão sendo negociados. 🔎 A situação é acompanhada de perto pelos mercados porque o Estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo. O fluxo pela região caiu para cerca de 5 milhões de barris por dia, ante aproximadamente 20 milhões antes da guerra. Bolsas globais Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (27), após a Nvidia divulgar uma previsão de resultados que reforçou a confiança dos investidores na demanda por inteligência artificial. O índice Dow Jones subiu 0,20%, o S&P 500 avançou 0,72 e o Nasdaq teve ganhos de R$ 1,57%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira. O índice STOXX 600 recuou 0,72%. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,79%; em Paris, o CAC 40 perdeu 1,68%; enquanto, em Frankfurt, o DAX avançou 0,31%. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,72%, aos 651,70 pontos. O DAX, de Frankfurt, destoou e subiu 0,31%, aos 26.367,24 pontos; o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,79%, aos 10.792,54 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve queda de 1,68%, aos 8.319,87 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com o resultado da Nvidia também favorecendo empresas ligadas à inteligência artificial e à fabricação de equipamentos para o setor na China. Hong Kong foi a exceção, encerrando o pregão em baixa. Em Xangai, o SSEC subiu 1,13%, aos 3.956 pontos, e o CSI300 avançou 0,86%, aos 4.630 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,34%, aos 25.565 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,20%, aos 66.131 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
27/08/2026 12:00:08 +00:00
Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos

Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, vai pagar indenização bilionária em processo por vício em redes sociais A Polônia solicitou à Comissão Europeia que imponha uma multa de € 250 milhões (cerca de R$ 1,50 bilhão) à Meta, dona do Instagram e do Facebook, disse o ministro de Assuntos Digitais do país nesta quinta-feira (27). Ele acusa a empresa de não combater adequadamente anúncios fraudulentos. Esta é a mais recente crítica às práticas da Meta após a gigante de tecnologia dos EUA ser obrigada a pagar US$ 16 bilhões em um acordo com estados americanos, anunciado na quarta-feira (26), para resolver alegações de que projetou suas plataformas de mídia social para viciar crianças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada. "Temos provas concretas de que a plataforma não age no melhor interesse dos usuários, mas sim em seu próprio interesse, o que lhe permite monetizar publicidade enganosa", disse o ministro polonês de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, em uma coletiva de imprensa. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Em uma carta datada de 26 de agosto à Comissão Europeia, o ministro citou testes conduzidos pela CERT Polska, a equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança, que identificou 122 anúncios classificados como fraudulentos. Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover os anúncios. Apenas 10 anúncios foram removidos, enquanto em seis casos não houve resposta. "Já passou o tempo de dizermos 'melhorem'. Eles dizem 'estamos melhorando', mas os cidadãos ainda não sentem isso. Agora chegou a hora dos pênaltis", disse Gawkowski. Ele também pediu à Meta que "introduza imediatamente ferramentas eficazes para eliminar golpes, publicidade enganosa e a promoção de aplicativos ilegais". A Meta, em um comunicado fornecido à Reuters, afirmou que está fazendo todo o possível para impedir fraudes em suas plataformas. "Golpistas são criminosos persistentes que usam táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso continuamos investindo fortemente em tecnologias e parcerias — com a indústria e as forças de segurança — para encontrar, remover e, em última instância, deter golpistas", disse o comunicado. Gawkowski disse que, durante a próxima cúpula do G20, buscaria persuadir líderes europeus a se manifestarem conjuntamente contra o que ele descreveu como práticas da Meta. "Esta deve ser uma iniciativa conjunta que demonstre que temos argumentos fortes e estamos determinados a conter as ações da Meta", disse ele. Considerando a escala das operações da Meta e os danos causados aos usuários na Polônia, Gawkowski disse que uma multa de € 250 milhões "poderia constituir uma medida real e dissuasora de fiscalização". Em 2024, o bilionário polonês Rafal Brzoska processou a Meta por anúncios falsos no Facebook e Instagram, alegando que eles exibiam seu rosto e traziam informações falsas sobre sua esposa. O tribunal de apelação de Varsóvia decidiu em abril deste ano que a Meta era responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas. A empresa argumentou no tribunal que não era responsável pelas ações fraudulentas de seus usuários. ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
27/08/2026 11:28:49 +00:00
Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão

Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve se reunir nos próximos dias com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, numa tentativa de distensionar uma relação atualmente marcada pela desconfiança. Mendonça é o relator de dois inquéritos considerados hoje os de maior potencial de desgaste político e eleitoral para o governo: os casos Dark Horse/Master e INSS/Lulinha (entenda mais abaixo). O blog apurou que o encontro deve ocorrer depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que Andrei procure o ministro do STF. O encontro será mediado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O pano de fundo da reunião é a crescente desconfiança entre integrantes da PF e o gabinete do ministro sobre o ritmo das investigações desses casos e também sobre vazamentos de informações. Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF Divergência entre ministros Dentro do STF, a condução dos inquéritos também expôs divergências entre ministros. A diferença de visão é mais evidente entre o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes, e André Mendonça, responsável pelos processos com maior repercussão política no momento, especialmente o caso Master, que também afeta ministros da corte. Nesse contexto, decisões e movimentos do diretor-geral da PF relacionados ao andamento das apurações, à designação de delegados e à alocação de recursos para as equipes passaram a ser alvo de críticas. Entre interlocutores de parte a parte ouvidos pelo blog, são citadas a desconfiança na PF por vazamentos, pelo interesse do governo em desacelerar investigações do caso Lulinha e acelerar aquelas relacionadas ao caso Dark Horse e ate a proximidade de Andrei Rodrigues com Alexandre de Moraes. Também aparece a desconfiança sobre o relator dos casos no STF e sua proximidade com nomes de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro — Mendonça foi indicado por ele — que desejam uma investigação mais lenta do caso Dark Horse. Investigações A investigação sobre o filme Dark Horse é um desdobramento do caso Master, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O inquérito relatado por André Mendonça passou a investigar repasses para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro após a revelação de mensagens nas quais o senador Flávio Bolsonaro pedia recursos a Vorcaro para financiar o longa. A Polícia Federal apura a origem dos recursos, a eventual existência de contrapartidas políticas e suspeitas de que parte do dinheiro tenha sido utilizada para custear atividades de aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso também provocou uma disputa sobre a relatoria no STF. Enquanto setores ligados ao PT defendiam a condução do tema por Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que a investigação tinha conexão direta com o caso Master, sob responsabilidade de André Mendonça. O entendimento prevaleceu e o processo permaneceu com Mendonça. Nos bastidores do STF, o avanço das investigações passou a se misturar a divergências entre grupos de ministros e a disputas sobre o ritmo das apurações, compartilhamento de provas e definição das estratégias investigativas. Já o caso INSS/Lulinha reúne inquéritos abertos a partir de desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações alcançaram o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e são consideradas uma das principais preocupações políticas do governo no atual ciclo eleitoral. Por envolver personagens com potencial impacto na disputa presidencial de 2026, os casos Master, Dark Horse e INSS/Lulinha são considerados hoje alguns dos processos de maior repercussão política em tramitação na Corte.
27/08/2026 11:20:50 +00:00
A corrida da IA pode encarecer sua conta de luz? Entenda o impacto dos data centers

A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
27/08/2026 06:00:25 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.050 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 25 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (27), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (25), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
27/08/2026 03:02:07 +00:00
Governo não espera solução rápida para tarifaço, mesmo com a volta das negociações com os EUA

Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço Apesar da retomada das negociações sobre o tarifaço, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não esperam uma redução rápida das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 🔎 No mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afirmaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio. 🔎 Também anunciaram outra sobretaxa, de 12,5%, resultado de uma investigação para punir países que adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. (leia mais abaixo) Segundo negociadores brasileiros, dificilmente será possível chegar a um acordo antes do fim das eleições, em outubro deste ano. O governo brasileiro espera que assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentem uma proposta com os pontos a serem negociados. Ou seja, os EUA devem dizer o que esperam do Brasil para dar início às tratativas. O comércio e as tarifas sobre o etanol estavam no centro das discussões para tentar evitar o novo tarifaço de Trump. Atualmente, o Brasil cobra tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos EUA. Antes do novo tarifaço, os americanos aplicavam uma taxa de 12,5% sobre o etanol brasileiro. Segundo integrantes do governo Lula que participam das negociações, o Brasil estaria disposto a reduzir a alíquota cobrada sobre o etanol norte-americano se os Estados Unidos reduzirem as barreiras à entrada do açúcar brasileiro. Um eventual acordo dependeria dos termos apresentados pelos negociadores de Trump. O mercado americano opera com cotas de importação de açúcar com tarifa reduzida. O Brasil, maior produtor mundial da commodity, pode exportar 155 mil toneladas por ano com tarifa menor, volume considerado pequeno pelo governo brasileiro. O volume que ultrapassa essa cota pode ser taxado em 100%, segundo o governo brasileiro. Além das tarifas americanas, Brasil enfrenta barreiras de outros parceiros comerciais importantes Jornal Nacional/ Reprodução Reunião O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro será a primeira etapa de uma agenda definida pelos dois países para retomar as negociações técnicas sobre as barreiras comerciais impostas pelos EUA. LEIA TAMBÉM: Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro A retomada das negociações ganhou força após o telefonema realizado na semana passada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Na conversa, que durou cerca de 1h20, os dois trataram principalmente das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. No encontro virtual, o governo brasileiro deve apresentar um roteiro para dividir a discussão por setores. Assim, será possível aprofundar as negociações de acordo com a realidade de cada segmento. A ideia é começar pelos bens de capital, seguir para o setor automotivo e depois para o químico. No entanto, a reunião de segunda-feira deve servir como preparação para conversas mais técnicas e futuras discussões entre ministros. Reciprocidade Há poucas semanas, o governo brasileiro informou ter iniciado o processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os EUA em resposta às tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. (veja os próximos passos) O tema deve entrar na pauta da nova rodada de negociações com o governo norte-americano. Segundo interlocutores de Lula, o governo deve insistir que o tempo está passando, as tarifas seguem em vigor e a lei pode ser acionada, se considerado necessário. O discurso a ser adotado é que, se não houver acordo nos próximos meses, o processo de análise da aplicação da lei da reciprocidade será concluído e o Brasil terá de decidir sobre o tema. Nesse cenário, o país poderá aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos. Tarifaço Os EUA aplicaram, neste ano, duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A primeira acrescentou 25% sobre parte das exportações brasileiras após uma investigação do governo americano concluir que o país adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os pontos citados pelos americanos estavam o PIX e a regulação das plataformas digitais. Posteriormente, os americanos anunciaram uma segunda tarifa adicional, de 12,5%, após outra investigação comercial. Com isso, parte dos produtos brasileiros passou a enfrentar uma alíquota total de 37,5% para entrar no mercado dos EUA. Apesar disso, milhares de produtos ficaram fora da cobrança adicional, incluindo itens relevantes para as exportações brasileiras, como petróleo, café e carne bovina. Já setores como calçados, máquinas, madeira e açúcar continuaram submetidos à tarifa máxima. Agora, a aposta do governo brasileiro é que a retomada das negociações técnicas abra caminho para ampliar a lista de exceções e para um possível acordo que reduza os efeitos do tarifaço sobre as exportações do país.
27/08/2026 03:00:48 +00:00
Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O que acontece agora?

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, teve o pedido de recuperação judicial aceito nesta terça-feira (25), pela Justiça de São Paulo. O grupo declarou dívidas de R$ 265,2 milhões, e o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. Segundo o pedido apresentado à Justiça, a crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores principais: os efeitos da pandemia, as mudanças no comportamento dos consumidores e a alta dos juros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundado em 1987, o Habib’s se tornou uma das principais redes de alimentação do país e ficou conhecido principalmente pelas esfihas e outros produtos de inspiração árabe. São 119 lojas no Brasil. O grupo também controla o 26 lojas do Ragazzo, voltado principalmente a massas, salgados e lanches, seis churrascarias da rede Tendall, além de empresas que atuam na estrutura de franquias e em outras etapas da operação. Nessa matéria, você vai ver: Os 3 motivos que levaram o grupo à crise Os restaurantes vão fechar? O que acontece com os funcionários? Qual a recomendação para os franqueados? Dívida chega a R$ 265,2 milhões Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial O que acontece agora Os 3 motivos que levaram o grupo à crise A pandemia afetou especialmente as lojas localizadas em grandes centros urbanos. Segundo o grupo, as restrições de circulação reduziram o movimento nesses locais. Mesmo depois da reabertura da economia, o avanço do trabalho remoto e híbrido mudou a rotina de consumidores que antes frequentavam regiões comerciais e shoppings. Ao mesmo tempo, o crescimento dos serviços de entrega mudou a forma de consumir refeições. Mais clientes passaram a fazer pedidos por aplicativos e outras plataformas digitais, em vez de frequentar os restaurantes. O delivery ajudou a manter as vendas, mas, segundo o grupo, também pressionou os resultados das lojas físicas. O terceiro fator foi a alta dos juros. Segundo o grupo, dívidas contraídas para sustentar as operações ficaram mais caras com o aumento da taxa básica de juros, a Selic. Com isso, uma parcela maior do dinheiro gerado pelos restaurantes passou a ser usada para pagar juros e dívidas, reduzindo os recursos disponíveis para manter o negócio. Os restaurantes vão fechar? "Não há determinação de fechamento das lojas. Pelo contrário: a recuperação judicial existe justamente para tentar manter a empresa funcionando enquanto reorganiza suas dívidas", explica Fernando Moreira, advogado especialista em direito do consumidor e professor da FGV. A empresa informou que o atendimento e as operações seguem normalmente e reiterou que empresas franqueadas não integram o processo. Entretanto, vale ficar atento. O advogado explica que "dentro de uma reestruturação, pode haver futuramente o fechamento de unidades deficitárias, venda de ativos ou outras medidas previstas no plano, mas isso dependerá da estratégia de recuperação que vier a ser apresentada". Ao aceitar o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou a suspensão temporária de parte das ações e cobranças contra as empresas, respeitadas as exceções previstas em lei. Também proibiu que credores interrompam contratos apenas porque o grupo entrou em recuperação. O que acontece com os funcionários? A recuperação judicial não significa demissão automática nem encerramento dos contratos de trabalho. "A lógica da recuperação é justamente preservar a atividade empresarial, os empregos e a fonte produtora", afirma Moreira. Segundo ele, os salários correntes continuam tendo de ser pagos normalmente. Eventuais dívidas trabalhistas anteriores ao pedido de recuperação são congeladas e entram no processo, observadas as regras e prioridades previstas na lei. Por exemplo, se a empresa pedir recuperação judicial em agosto e tiver uma rescisão de contrato de julho em aberto, esse valor é considerado uma dívida anterior ao pedido e entra na recuperação judicial. Já as demissões após agosto são pagas normalmente. Qual a recomendação para os franqueados? O primeiro passo é não tomar nenhuma medida precipitada. "A recuperação judicial da franqueadora não extingue automaticamente os contratos de franquia e também não autoriza, por si só, o franqueado a deixar de pagar royalties ou outras obrigações contratuais", enfatiza o professor da FGV. "Minha recomendação é que cada franqueado revise seu contrato e a COF [Circular de Oferta de Franquia], acompanhe o processo e, principalmente, documente qualquer falha concreta da franqueadora". São consideradas falhas concretas: Falta de produtos; Problemas de abastecimento; Interrupção de sistemas, publicidade, treinamento ou suporte operacional. Na falha desses itens, poderá existir fundamento para discutir a relação contratual judicialmente ou em arbitragem. Dívida chega a R$ 265,2 milhões O grupo declarou R$ 265.207.959,83 em dívidas no pedido de recuperação judicial. Desse total, R$ 22,3 milhões correspondem a dívidas trabalhistas. Outros R$ 241,7 milhões são devidos a credores sem uma garantia específica de pagamento, grupo que reúne grande parte das dívidas com bancos, fornecedores e outros parceiros comerciais. Há ainda R$ 1,15 milhão devido a micro e pequenas empresas. Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial Antes de pedir a recuperação judicial, o Grupo Gennius tentou negociar diretamente com os credores. Em 25 de junho, o grupo pediu à Justiça proteção temporária contra cobranças enquanto negociava com os credores por meio de uma mediação. A medida previa um período de 60 dias para que as partes tentassem chegar a um acordo. A estratégia, porém, não foi suficiente para resolver a crise financeira. O grupo relatou que instituições financeiras estavam retendo recursos e que havia risco de interrupção de serviços e fornecimentos essenciais para manter as lojas funcionando. Entre os problemas apontados estava o risco de interrupção dos sistemas de tecnologia usados pelo grupo. Segundo a empresa, a suspensão desses serviços poderia prejudicar vendas, gestão e outras atividades necessárias ao funcionamento das lojas. Sem conseguir chegar a um acordo com os credores, o Grupo Gennius pediu recuperação judicial na segunda-feira (24). A Justiça aceitou o pedido no dia seguinte. O que acontece agora Das esfihas à dívida: trajetória do Habib's "O grande desafio será conciliar a renegociação da dívida com a geração de caixa necessária para manter a operação funcionando", explica Fernando Moreira, advogado do direito do consumidor. A KPMG Corporate Finance foi nomeada administradora judicial. Ela será responsável por acompanhar a recuperação, fiscalizar as informações apresentadas pelo grupo e auxiliar a Justiça durante o processo. O grupo terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. O documento deverá mostrar como pretende pagar ou renegociar as dívidas e manter as empresas funcionando. Se o plano não for apresentado no prazo, o processo poderá ser convertido em falência. Enquanto isso, o grupo deverá apresentar relatórios financeiros mensais e prestar contas à Justiça sobre a evolução de sua situação. A recuperação judicial não significa que o Habib’s vai fechar as portas. O objetivo do processo é justamente permitir que as empresas continuem funcionando enquanto tentam reorganizar as dívidas e evitar a falência. O futuro do grupo dependerá principalmente do plano que será apresentado aos credores e da capacidade das empresas de voltar a gerar dinheiro suficiente para manter as operações e pagar as dívidas renegociadas. Crime ocorreu na unidade do Habib's de Guarujá Sílvio Luiz/A Tribuna Jornal Saiba mais sobre o funcionamento da recuperação judicial: Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos
27/08/2026 03:00:40 +00:00
Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo

Governo processa Discord e pede multa de R$ 500 milhões O processo de R$ 500 milhões do governo federal contra o Discord leva em conta uma série de crimes realizados por usuários na plataforma, falhas para tirar do ar conteúdos nocivos e a falta de um acordo para o serviço se alinhar às leis brasileiras. A Advocacia-Geral da União (AGU) registrou na terça-feira (25) uma ação civil pública para tentar forçar o Discord a adotar medidas que protejam crianças, adolescentes, mulheres e animais na internet, e a pagar a indenização por dano moral coletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A ação pede que a plataforma tenha uma verificação de idade mais robusta e seja mais ativa contra os conteúdos que incentivem automutilação, suicídio, violência e assédio, por exemplo. Também busca melhorias na moderação e nos canais de denúncia da rede social. Segundo o governo, a decisão pela ação civil pública foi tomada porque a plataforma ainda apresenta falhas em seus mecanismos de proteção de usuários e não chegou a uma proposta satisfatória para resolver o problema. O processo foi aberto cerca de três semanas depois de uma adolescente tirar a própria vida em uma live no Discord. Após o caso, a primeira-dama, Janja da Silva, defendeu que a plataforma deveria ser retirada do ar "imediatamente". A ação da AGU não pede o banimento da rede social no Brasil. Ela é diferente da decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou a suspensão de lives do Discord no Brasil. Discord Ivan Radic/Flickr O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que antes da abertura do processo, a AGU buscou durante duas semanas um acordo com o Discord por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que a plataforma assumiria obrigações voluntariamente. "A empresa, num primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Não nos restou outra saída que não o ingresso de uma ação civil pública", disse. Segundo a procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto, o governo federal e o Discord assinaram um termo de confidencialidade antes de começarem a negociação em torno do TAC. Por isso, o órgão não revelou o que fez a plataforma desistir do acordo. "O que eu posso dizer, sem quebrar o termo de confidencialidade, é que o nosso padrão de exigência da segurança de criança e adolescentes, lamentavelmente, não foi aceito pela empresa e, por isso, tivemos que encerrar a mesa de negociação", afirmou. Ainda de acordo com Clarice, a quantia solicitada para a indenização leva em conta a gravidade e o número das infrações que teriam sido cometidas pelo Discord, bem como o faturamento da rede social, que, segundo a avaliação da AGU, gira em torno de R$ 4 bilhões por ano. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse que a ação contra o Discord é uma resposta de Estado. "É uma resposta que busca fazer valer que qualquer plataforma, nacional ou estrangeira, não venha a descuidar dos limites impostos pela lei". ‘Não podemos tolerar cracolândias digitais’, diz Messias sobre Discord O Discord afirmou que o processo da AGU é desproporcional e não reflete a abordagem da plataforma em relação à segurança e ao cumprimento da legislação brasileira. "Temos mantido, de forma consistente e de boa-fé, um diálogo com a Advocacia-Geral da União e apresentamos uma proposta detalhada para reforçar a segurança no Discord por meio de mudanças técnicas e de um investimento financeiro em segurança online no Brasil", disse a plataforma. "Acreditamos que há um caminho melhor e seguimos comprometidos em trabalhar com as autoridades competentes para chegar a uma solução que amplie a segurança na plataforma e, ao mesmo tempo, permita que os brasileiros continuem utilizando o Discord", completou. Indução à violência Segundo o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Fernandes, o Discord demonstrou lentidão para atuar no caso da adolescente que tirou a própria vida em uma live na plataforma. Um relatório do ministério apontou que a live começou por volta de 2h20. A empresa foi alertada pela Polícia Civil de São Paulo às 3h50, mas só derrubou o grupo em que a transmissão estava sendo realizada às 4h15. O Discord só baniu os investigados às 15h20 do dia seguinte. Ainda segundo o secretário, esse não é um episódio isolado. Discord Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Reprodução internet Entre 2025 e 2026, foram produzidos mais de 115 relatórios envolvendo casos de indução ao suicídio, automutilação, maus-tratos e sacrifícios de animais no Discord. O levantamento foi feito pelo Ciberlab, centro de inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado de São Paulo registra, em média, cinco denúncias por dia relacionadas a indução ao suicídio e à automutilação, estupro e outros crimes contra menores de idade, segundo um relatório divulgado em fevereiro pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo. O mesmo órgão destacou que, em 2026, foram registrados mais de 385 casos de maus tratos e sacrifícios de animais no Discord. "As plataformas não podem mais esperar que o Estado tenha que notificá-las para que elas tomem providência. Elas têm que adotar medidas proativas de detecção e remoção desse conteúdo. Nada disso foi observado nesse caso", afirmou Fernandes. Para ele, os números mostram que o Discord tem um problema sistêmico por conta de sua arquitetura que inclui servidores fechados, transmissões ao vivo com criptografia, ausência de verificação etária para administradores de grupos e facilidade para promover grupos por meio de links. "Uma série de funcionalidades técnicas da plataforma acaba convergindo para a criação do ambiente de espetacularização da violência e de extremismo nessa rede", afirmou. "O Discord é uma plataforma muito singular e muito diferente das outras em termos da quantidade de incidentes". Falhas na moderação O diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Otávio Margonari Russo, afirmou que o órgão monitora grupos do Discord, em que pessoas trocam mensagens. Antes da suspensão pela ANPD, os espaços também eram usados no Brasil para acompanhar transmissões ao vivo. Segundo Russo, a Polícia Federal já identificou casos de automutilação de meninas e de maus tratos a animais que eram acompanhados por centenas de pessoas. "O que a gente tem visto hoje em dia, especialmente nessa plataforma, é muito mais difícil do que a gente vinha vendo antes", afirmou. "A gente, quando trata desse assunto, está falando de coisas que, mesmo para nós que somos policiais federais, que somos treinados pra isso, é difícil de enfrentar". Ainda segundo ele, o Discord atende aos pedidos da Polícia Federal para derrubar grupos nocivos, mas permite que os mesmos participantes criem rapidamente novos canais com nomes parecidos. "A gente quer ver eles trabalharem na arquitetura da plataforma para prevenir e não deixar acontecer não só nas lives, como nas conversas. Começou a conversar sobre automutilação? Cai a conversa, bane tudo e comunica à polícia", afirmou.
27/08/2026 03:00:24 +00:00
Lucro da Nvidia dispara 126% no 2º trimestre, para US$ 59,7 bilhões, e CEO diz que demanda por chips segue forte

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A gigante americana de semicondutores Nvidia voltou a superar as expectativas no segundo trimestre de seu exercício fiscal. O CEO da empresa, Jensen Huang, afirmou que a demanda, impulsionada pela inteligência artificial (IA), continua crescendo. A empresa de maior valor de mercado do mundo registrou lucro líquido de US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões) no segundo trimestre. O resultado foi 126% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (26). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O lucro por ação, indicador de referência para os investidores, foi de US$ 2,22 (R$ 11,44), acima dos US$ 2,09 (R$ 10,77) projetados pelos analistas consultados pela FactSet. "A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis", disse Huang, que busca reduzir as dúvidas, principalmente entre as empresas, sobre os benefícios econômicos da IA. Agora no g1 "A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor", acrescentou. A receita da empresa atingiu US$ 96,2 bilhões, alta de 106% em relação ao ano anterior. Apesar de os números terem superado as previsões, o resultado não impressionou o mercado. No pós-fechamento, a ação da empresa caía 0,27%. “Isso mostra o quão alto está o sarrafo” para a Nvidia, observou o analista Jacob Bourne, da eMarketer. Para ele, a falta de entusiasmo dos investidores se deve principalmente às dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter o ritmo de crescimento. O mercado também se preocupa com os valores elevados que a Nvidia destina a estruturas que permitem a seus clientes investir em IA. Para alguns especialistas, esses investimentos podem estar inflando artificialmente a demanda.
27/08/2026 01:16:48 +00:00
Caixa tem lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, alta de 5,9%

Fachada da Caixa Econômica Federal. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo relatório da administração divulgado nesta quarta-feira (26). O resultado foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A captação e as receitas de prestação de serviços também contribuíram para o desempenho no trimestre, segundo a Caixa. A carteira imobiliária atingiu R$ 1,01 trilhão, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. As carteiras comercial, de infraestrutura e de agronegócio totalizaram R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente. Agora no g1 O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 0,98 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, para 3,64%. Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 7 bilhões, alta de 97,6% na comparação anual. O Índice de Basileia ficou em 15,5%, ante 16% no segundo trimestre de 2025.
27/08/2026 00:51:01 +00:00
Chinesa DFM chega ao Brasil em outubro com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM

A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o início de suas operações no Brasil sob o nome DFM. Segundo representantes da marca, que anteciparam a informação ao g1, a fabricante chega ao país com uma rede de 60 lojas já autorizadas a operar em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira concessionária da marca será inaugurada em Curitiba (PR). "Estamos aqui para ficar, investir e crescer", revelou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas. Ao g1, Wang Jiong revelou que as lojas devem ficar prontas entre outubro e novembro deste ano. "A gente tem expectativa de que a maioria das lojas fique pronta em meados de outubro. Os carros chegam em outubro para preparativos e as entregas começam em meados de novembro", disse o executivo. Para compensar o fato de ainda ser uma marca pouco conhecida no Brasil, a DFM oferece sete anos de garantia para o veículo, ou até 300 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro. Para a bateria e o motor, a cobertura é de dez anos, sem limite de quilometragem. A estratégia da DFM não é atuar com apenas uma marca de veículos, mas diversificar sua operação por meio de subsidiárias voltadas para diferentes segmentos: DFM: voltada para veículos de passeio; Voyah: marca de luxo de carros de passeio 100% elétricos, desempenhando um papel semelhante ao da Denza para a BYD ou a Audi para a Volkswagen; MHero: divisão de luxo dedicada a veículos 100% elétricos voltados para o uso fora de estrada; DFM: também utiliza a mesma marca em sua divisão de veículos comerciais, que inclui caminhões. Em um primeiro momento, oferecerá apenas veículos 100% elétricos. Os primeiros modelos serão o hatch Box e o SUV Vigo. No futuro, a empresa pretende ampliar seu portfólio com novas opções de motorização e iniciar a fabricação nacional entre o último trimestre de 2027 e o início de 2028. Os primeiros modelos dessa nova fase serão os híbridos plug-in, com híbridos plenos na sequência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Box chega ao Brasil para disputar espaço com dois dos três modelos movidos a bateria mais vendidos do país em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que consideram os emplacamentos entre janeiro e julho deste ano: BYD Dolphin Mini: 42.945 unidades vendidas; Geely EX2: 20.678 unidades vendidas. Agora no g1 Entre eles aparece o BYD Dolphin, maior e mais potente, com 24.546 unidades zero km vendidas, mas posicionado em uma faixa acima da do DFM Box. O Box tem motor elétrico no eixo dianteiro, com 95 cv de potência e 16 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 43,8 kWh. DFM Box divulgação/DFM Por fora, o carro adota traços já conhecidos de modelos chineses, com iluminação diurna em LED bastante fina na dianteira, faróis menos destacados e predominância de curvas sobre ângulos retos — uma receita já vista em modelos de marcas como BYD, GWM, Leapmotor e GAC. Já a traseira faz jus ao nome Box (caixa, em inglês) e tem linhas menos curvas, mas ainda sem pontas marcadas, como as vistas no Hyundai HB20, por exemplo. Esse visual, somado às maçanetas embutidas na carroceria, contribui para a aerodinâmica e ajuda a ampliar a autonomia da bateria. No interior, a fórmula adotada por fabricantes chinesas também aparece em elementos como: Ausência de botões físicos para controle do ar-condicionado, com todos os comandos concentrados na central multimídia; Volante com botões minimalistas, alguns deles com mais de uma função; Central multimídia destacada de 12,3 polegadas; Acabamento nas portas e no painel que remete às costuras de um sofá de couro; Câmbio na coluna de direção. DFM Box por dentro divulgação/DFM O painel digital, porém, chama atenção. A interface lembra a exibida no BYD Dolphin, mas a tela é quadrada, e não retangular. Já o Vigo é um SUV de porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta, por exemplo, já que suas linhas mais retas lembram o visual do utilitário coreano. DFM Vigo divulgação/DFM Ele é consideravelmente mais potente que o Box, com 165 cv e 23 kgfm de torque entregues pelo motor elétrico. A bateria tem 51,8 kWh de capacidade e, por dentro, os atributos também são mais sofisticados. O painel de instrumentos deixa de ser quadrado e assume um visual mais minimalista, ao ficar “encaixado” entre dois vincos que percorrem toda a parte frontal. O Vigo também traz carregador de celular por indução e abertura elétrica do porta-malas. Outra diferença marcante no Vigo está no acabamento, que dispensa a textura que simula costuras. No SUV, ele é mais sóbrio, sem grandes alterações visuais ou táteis pela cabine. DFM Vigo por dentro divulgação/DFM Quem é a DFM? Novata no Brasil, a marca chinesa chega ao país após a onda de conterrâneas como BYD e GWM. Na China, a empresa foi fundada em 1969, na cidade de Wuhan, e é uma das maiores montadoras do país. Na China, a DongFeng também fabrica veículos de marcas como Nissan, Peugeot, Citroën, Honda, Jeep e Kia. A produção ocorre por meio de parcerias entre a montadora chinesa e essas fabricantes internacionais. Entre essas marcas, há modelos da Peugeot em desenvolvimento na China que serão comercializados no Brasil. A marca tem 127 mil funcionários em todo o mundo e já vendeu 62 milhões de veículos em mais de 100 países. Desse total, 1,2 milhão de unidades foram comercializadas fora da China. A marca está em diferentes segmentos, como veículos elétricos, híbridos, comerciais leves e pesados, incluindo caminhões e vans. Para isso, conta com divisões internas como Voyah e Mhero, estratégia que também será adotada na operação brasileira.
26/08/2026 23:01:15 +00:00
Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (26) que interromperam uma operação de hackers ligada à China. Segundo o Departamento de Justiça americano, o grupo invadiu ou tentou invadir sistemas da Justiça, da NASA, do Federal Reserve (banco central dos EUA), do Senado e de outras instituições importantes do governo. O Departamento de Justiça informou que apreendeu os domínios — os endereços usados na internet — de duas plataformas de invasão, chamadas QScan e QTRouter. Segundo as autoridades, as ferramentas faziam parte da operação. Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. O governo chinês costuma negar envolvimento em ataques virtuais. Segundo o Departamento de Justiça, as plataformas eram administradas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. As autoridades americanas afirmam que entre os clientes da empresa estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular. A Nanjing Xinjiuwei também não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência feito fora do horário comercial. Hackers tentam invasão há pelos menos 8 anos De acordo com o documento apresentado à Justiça, os hackers usam ferramentas próprias para tentar invadir redes consideradas importantes e outros sistemas sensíveis nos Estados Unidos e em outros países desde pelo menos 2018. O nível de acesso obtido pelos invasores variou. Em agosto de 2019, por exemplo, eles tentaram, sem sucesso, entrar em redes da NASA explorando uma falha em um sistema usado para permitir acesso remoto. Em setembro de 2024, segundo o documento, os hackers conseguiram invadir sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança. Representantes dos órgãos e organizações citados pelo Departamento de Justiça como alvos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Hackers invadem contas de prefeitura e desviam R$ 1,5 milhão Empresas privadas atuam para o governo chinês, dizem especialistas Nos últimos anos, grupos de hackers ligados à China foram associados a invasões de redes do governo e de empresas privadas nos Estados Unidos. Em março, o FBI informou ao Congresso que hackers haviam conseguido entrar em determinadas redes de órgãos públicos relacionadas a pessoas que estavam sendo investigadas pela agência. Reportagens publicadas posteriormente atribuíram a invasão à China. Criminosos ligados ao país também foram associados à invasão de redes de comissões da Câmara dos Representantes dos EUA e de várias grandes empresas de telecomunicações nos últimos anos. Especialistas que acompanham as atividades de hackers chineses afirmam que empresas privadas são contratadas com frequência para realizar invasões em nome de diferentes órgãos do governo chinês. “Na última década, o número de empresas que oferecem serviços especializados de invasão aumentou muito”, afirmou Dakota Cary, analista sobre a China da empresa de segurança digital SentinelOne. *Com informações da Reuters
26/08/2026 22:34:03 +00:00
Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA

Festival Recife Burger Gourmet Gustavo Steffen/Divulgação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a importação de carne bovina com imposto menor, informou a Casa Branca. A medida tem o objetivo de aumentar a oferta e tentar conter os preços da carne para os consumidores norte-americanos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova cota vale apenas para carnes consideradas magras, usadas na produção de carne moída e para a preparação de hambúrgueres. A ampliação será válida por 90 dias a partir de 1º de setembro e permitirá a entrada de até 100 mil toneladas por mês. Agora no g1 Segundo a Casa Branca, a medida estabelece uma redução em 25% do preço da carne no mercado norte-americano em relação aos valores atuais. Além disso, o governo Trump acredita que ela aumentará em 10% a oferta do produto no país. A ampliação não altera os acordos de livre-comércio com os EUA e não se aplica a países que possuem cotas específicas de carne bovina. Na última sexta-feira (21), Trump já havia anunciado nas redes sociais que ampliaria a cota de importação da carne bovina. Brasil pode ser beneficiado? A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou ao g1 que o Brasil será contemplado pela medida, "embora não seja o único país que poderá se beneficiar da ampliação". Contudo, os ganhos da indústria devem ser limitados, uma vez que a proclamação estabelece a comercialização com valores menores aos consumidores. Para o Ministério da Agricultura, a medida representa uma "vantagem econômica significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela". O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Felipe Fabbri concorda que o Brasil deve se beneficiar da medida. Segundo o especialista, uma ampliação da cota ou uma redução das tarifas aumentaria a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e poderia abrir espaço para um volume maior de embarques aos Estados Unidos. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores dos EUA, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Depois que esse volume é esgotado, a carne brasileira continua podendo entrar no país, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil deve melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano. A medida de Trump acontece em um momento em que o Brasil diminuiu os embarques para o seu maior cliente, a China, depois de atingir o limite de cotas de comercialização sem a tarifa adicional. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para a Abiec, a medida não substitui o mercado chinês, uma vez que China e Estados Unidos demandam produtos com características e perfis distintos. Leia também: China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. Fabbri explica que a alta da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. Ele aponta que o impacto da medida sobre o preço ao consumidor ainda é incerto e dependerá da estratégia adotada pelas indústrias locais. “É difícil afirmar que o preço do hambúrguer cairá para o consumidor americano, mas a expectativa é que a medida ajude, ao menos em parte, a conter novas altas e a reduzir o custo de produção das indústrias locais”, afirma. Nesta quarta-feira (26), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A afirmação feita no programa de Glenn Beck ocorreu depois que o apresentador sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. Brasil já é um dos principais fornecedores Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para o país, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,54 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual, segundo dados da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos. Devido aos altos preços, Trump solicitou a abertura de uma investigação contra os quatro maiores frigoríficos atuantes no país, a JBS, a National Beef, controlada pela Marfrig, e as norte-americanas Cargill e Tyson Foods. Na época, o presidente afirmou que o encarecimento aconteceu "por meio de conluio ilícito". Saiba mais: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Irmãos Batista compram fabricante de armas de guerra Avibras Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1
26/08/2026 21:37:55 +00:00
Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio

Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio O governo federal é contra a exploração de terras raras em Minaçu, norte de Goiás, por uma empresa americana. A USA Rare Earth firmou um acordo para adquirir participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina no município. O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção de ímãs — da extração à fabricação — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado. Ainda é necessária, porém, a aprovação dos acionistas em assembleia marcada para sexta-feira (28). O ponto do contrato mais criticado pelo governo é a previsão de envio de 100% da produção inicial para os Estados Unidos. Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação O Brasil ainda não tem uma Política Nacional de Minerais Críticos. Uma proposta para criar essas regras aguarda aprovação do Congresso Nacional. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e ainda aguarda aval do Senado Federal. Nesta terça-feira (26), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que o projeto deverá ser votado na próxima semana. Exploração em Goiás Segundo integrantes do governo federal, está em estudo uma estratégia para rever o contrato de exploração entre as empresas em Goiás. Segundo esses interlocutores de Lula, as terras raras estão no subsolo, sendo,ãoportanto, patrimônio da União. Nessa avaliação, o negócio poderia ser revisto após a aprovação do projeto de lei, já que a empresa não teria direito adquirido de exploração desses recursos da União. A proposta da Política Nacional de Minerais Críticos prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Esse Conselho será responsável por definir diretrizes do setor e também por validar os projetos de mineração no país. Se a aprovação do projeto demorar no Congresso, o Conselho não será instalado no curto prazo. Nesse cenário, integrantes do governo avaliam que podem acionar a Justiça contra a exploração das terras raras pela empresa americana. Prioridade do governo As regras para exploração de terras raras e minerais críticos estão entre as prioridades do governo Lula. Ministros do presidente afirmam que a política de exploração deve incentivar investimentos privados nacionais - e que pode haver capital estrangeiro, desde que os minerais sejam transformados no Brasil. A ideia é, por exemplo, que os recursos passem por um processo de industrialização para se tornarem produtos de alta tecnologia, como chips, baterias ou equipamentos de defesa nacional.
26/08/2026 21:29:03 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos

Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), com dívidas de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, "com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo". "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. Veja abaixo qual é o rito da recuperação judicial. Quais são os próximos passos da recuperação judicial? E depois que o plano é apresentado? Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? O passo a passo da recuperação judicial Saiba mais na reportagem abaixo. Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões Quais são os próximos passos da recuperação judicial? Depois que a Justiça aceita o pedido de recuperação judicial, é nomeado um administrador para acompanhar e fiscalizar a empresa. Nesse momento, também começa a fase de elaboração do plano de recuperação, que será apresentado aos credores. Segundo o advogado e doutor em direito civil Vanderlei Garcia Junior, a fase de reorganização é uma das etapas mais delicadas do processo. Em geral, a empresa tem cerca de 60 dias corridos, contados da publicação da decisão, para apresentar esse plano. “Essa etapa é fundamental para identificar quem são os credores, que tipo de dívida cada um tem — como trabalhista, sem garantia ou com garantia — e o peso de cada grupo nas decisões que serão tomadas ao longo do processo”, explica. O plano de recuperação precisa ser viável na prática. A empresa deve explicar de forma clara as causas da crise, as medidas para reorganizar suas operações e como pretende pagar, renegociar ou reorganizar suas dívidas. Além disso, o plano pode detalhar outras medidas que a empresa pretende adotar para melhorar as contas, como a venda de ativos, o fechamento de unidades ou mudanças na estrutura societária. “Esse plano não é apenas um documento formal, mas um compromisso legal e financeiro que a empresa assume com seus credores”, afirma Garcia Junior. Volte ao índice. E depois que o plano é apresentado? Depois que o plano é apresentado, os credores analisam o documento e podem aprovar a proposta ou indicar pontos de discordância. Essa fase tem um prazo legal de 30 dias. Quando é preciso discutir esses pontos, é convocada uma Assembleia Geral de Credores (AGC). Na reunião, os credores votam o plano e podem aprová-lo, com ou sem mudanças, ou rejeitá-lo. “Diferentemente das etapas iniciais, essa fase não tem um prazo único e previamente definido, porque sua duração depende de fatores como o número de credores envolvidos, a complexidade das medidas previstas no plano e o nível de negociação necessário”, explica Garcia Junior. Na prática, essa etapa pode durar meses. Ela tende a ser mais rápida quando há consenso entre os credores e mais longa quando as divergências entre as partes são maiores. Se o plano for aprovado, a empresa passa a colocá-lo em prática, sob a fiscalização da Justiça. 🤔 E se o plano for rejeitado? Caso a assembleia rejeite o plano, a consequência prevista em lei é a decretação da falência da empresa. Isso ocorre porque a Justiça entende que não há um consenso mínimo para a continuidade das atividades nos termos propostos. Em algumas situações previstas em lei, o juiz pode aprovar o plano mesmo sem o apoio dos credores. Esse procedimento é conhecido como “cram down”. Nesses casos, a lei exige o cumprimento de alguns critérios rigorosos, como: O respeito a um tratamento equilibrado entre os credores; A aprovação de credores que representem mais da metade do valor das dívidas e que tenham participado da assembleia; A ausência de abuso de direito; A comprovação de que o plano é economicamente viável, entre outros pontos. Volte ao índice. Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? Segundo o especialista, depois que o plano é aprovado pela Justiça, a empresa permanece em recuperação judicial por um período mínimo de dois anos. “Esse prazo corresponde à fase de supervisão judicial mais intensa, na qual o juiz e o administrador judicial acompanham de perto o cumprimento das obrigações assumidas, especialmente as previstas para o curto prazo”, diz Garcia Junior. O advogado destaca, no entanto, que a duração financeira do plano pode ser bem maior, a depender das obrigações estabelecidas, como parcelamentos, prorrogação de dívidas ou condições especiais de pagamento. As propostas podem se estender por 10 a 20 anos, por exemplo, variando conforme a complexidade do caso e a capacidade de geração de caixa da empresa. Mas é preciso ter a aprovação dos credores para alongar a dívida por tanto tempo. “Na prática, muitos planos de recuperação judicial têm um horizonte financeiro entre cinco e 10 anos, mas a fiscalização judicial direta se concentra, como regra, nos primeiros dois anos após a concessão da recuperação”, completa. Depois de encerrar a recuperação judicial, a empresa retoma sua autonomia de gestão e deixa de estar submetida à fiscalização do Poder Judiciário e do administrador judicial. Isso, no entanto, não significa que a empresa deixe de ter responsabilidades em relação ao que foi acordado durante a recuperação judicial. Segundo o advogado, a empresa permanece “juridicamente obrigada a cumprir integralmente todas as condições e obrigações assumidas no plano aprovado” e pode ser responsabilizada caso não cumpra esses compromissos. Volte ao índice. E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? A recuperação judicial é um processo criado para permitir que a empresa continue funcionando. A proposta é manter contratos ativos e garantir a entrega de produtos e serviços, mesmo diante de dificuldades financeiras. Na prática, os clientes comuns tendem a não sentir impactos. “Novos contratos podem ser firmados normalmente, e os serviços essenciais costumam ser mantidos. Esse processo é importante para gerar receita e viabilizar o plano de recuperação”, diz Garcia Junior. Quem costuma ser mais afetado são investidores e credores, já que os pagamentos ficam suspensos, pelo menos, até a aprovação do plano de recuperação. No documento, ficam definidos os prazos de pagamento para cada grupo de credores e eventuais reduções no valor das dívidas. Por isso, os credores precisam acompanhar as informações oficiais do processo, participar das decisões nas assembleias e verificar se a empresa está cumprindo o que foi acordado. O bom andamento da recuperação judicial depende do cumprimento desse cronograma. Segundo Garcia Junior, a recuperação torna o processo mais “transparente e previsível”, ao estabelecer uma negociação coletiva acompanhada pela Justiça. “Isso reduz a falta de informação entre as partes e limita decisões tomadas de forma isolada, trazendo mais segurança jurídica para todos os envolvidos”, conclui. Volte ao índice. O passo a passo da recuperação judicial A empresa apresenta o pedido formal de recuperação judicial, explicando as razões da crise financeira. A Justiça analisa o pedido e, se aceitar, nomeia um administrador judicial para acompanhar e fiscalizar a empresa. Com a aprovação da Justiça, a empresa tem cerca de 60 dias para elaborar um plano, no qual detalha as causas da crise, como pretende reorganizar suas operações e sua gestão e de que forma vai pagar, renegociar ou reorganizar as dívidas. O plano é analisado pelos credores. Caso haja discordâncias, o juiz pode convocar uma assembleia geral de credores para que o texto seja votado. Depois de aprovado, o plano passa a ser colocado em prática pela empresa. A empresa sai da recuperação judicial quando cumpre todas as medidas previstas no plano de recuperação. Volte ao índice. Loja do Habib's em São Paulo Divulgação/Habib's
26/08/2026 20:30:42 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Entenda os motivos que levaram o Habib's a entrar em recuperação judicial O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), declarando uma dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, “com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”. As lojas continuam abertas. "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou o grupo. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. O grupo também possui uma ampla rede de franquias. Essas unidades não estão incluídas nesses números nem fazem parte da recuperação judicial. No pedido à Justiça, o grupo atribuiu parte da crise aos efeitos da pandemia de Covid-19, que reduziu o movimento em shoppings e centros urbanos onde estavam concentradas muitas de suas lojas. “Ali, sem dúvida, começou a se verificar um descompasso entre os investimentos feitos — lojas e mais lojas do Grupo Gennius para atender à demanda nos grandes centros de aglomeração, como shopping centers e centros urbanos das principais cidades brasileiras — e a receita obtida”, diz o documento. Ainda segundo a companhia, a expansão do delivery mudou os hábitos de consumo e reduziu o movimento nos restaurantes. O Grupo Gennius também citou a alta dos juros, que tornou suas dívidas mais caras em um momento de menor movimento nas lojas. Com menos dinheiro entrando e mais recursos destinados ao pagamento das dívidas, o grupo afirma que passou a ter dificuldades para pagar fornecedores. 🔎 A recuperação judicial é um processo que permite a uma empresa com dificuldades financeiras ganhar tempo para negociar suas dívidas e tentar evitar a falência. Durante esse período, parte das cobranças e ações dos credores fica suspensa. Em regra, essa proteção dura 180 dias, enquanto a empresa apresenta e negocia um plano para pagar as dívidas. Além das empresas responsáveis pelas lojas próprias, o processo inclui os controladores do Grupo Gennius, Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto, e companhias responsáveis pela gestão das marcas, do patrimônio, da produção de insumos, do marketing e de outras áreas. Habib's e Ragazzo, do Grupo Gennius. Divulgação/Habib's Quais os próximos passos? Com a aceitação do pedido pela Justiça, parte das cobranças e ações contra o grupo fica temporariamente suspensa, dando tempo para que as empresas tentem reorganizar as finanças. A KPMG, nomeada administradora judicial, terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas. Também deverá analisar o pedido para que as dívidas das diferentes empresas do grupo sejam tratadas de forma conjunta no processo. Em seguida, será publicada a lista de pessoas e empresas que têm valores a receber do grupo. Os credores terão 15 dias para apontar eventuais erros nos valores ou pedir a inclusão de dívidas que não apareçam na relação. O grupo terá 60 dias, a partir da publicação da decisão, para apresentar um plano explicando como pretende reorganizar e pagar as dívidas. Se o documento não for apresentado no prazo, a recuperação judicial poderá ser convertida em falência. SAIBA MAIS Habib’s em recuperação judicial: veja quais são os próximos passos Estratégia de preços baixos O Habib’s foi fundado em 1987 pelos irmãos Alberto e Belchior Saraiva. Desde o início, a rede apostou em preços baixos e grande volume de vendas para crescer no mercado de alimentação rápida. Para sustentar a estratégia, o grupo passou a produzir parte dos ingredientes e produtos usados nas próprias lojas, em vez de comprar tudo de fornecedores externos. A estrutura inclui indústrias, laticínios e panificadoras. Com o crescimento do Habib’s, o grupo ampliou sua atuação para outras marcas. Criou o Ragazzo, focado em coxinhas e outros lanches, e as churrascarias Tendall, voltadas ao segmento de rodízio de carnes. Com isso, expandiu os negócios para além da rede de comida árabe.
26/08/2026 19:49:03 +00:00
Carro zero mais barato do Brasil, preço do Renault Kwid cai quase R$ 12 mil e parte de R$ 71.190

Renault Kwid 2027 divulgação/Renault A Renault anunciou nesta quarta-feira (26) que a linha 2027 do Kwid terá o preço reduzido em R$ 11,6 mil, partindo de R$ 71.190 até R$ 84.890. Assim, o hatch segue sendo o carro zero mais barato do Brasil. Veja abaixo. Renault Kwid: entre R$ 71.190 e R$ 84.890; Fiat Mobi: entre R$ 85.490 e R$ 87.990; Citroën C3: entre R$ 88.990 e R$ 116.990. O hatch compacto também ganhou novo visual e uma central multimídia maior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Por fora, as mudanças são sutis e aparecem principalmente na dianteira. A grade de entrada de ar está mais fina, e há mais plástico preto fosco, que agora sobe a partir do para-choques e reduz o destaque dos faróis. No modelo anterior, eles eram envolvidos pela pintura na cor da carroceria. Outro detalhe é o logo atualizado da Renault. Ele segue o padrão já adotado em Boreal, Koleos e Kardian. Nesses modelos, o emblema tem linhas mais finas e abre mão do losango com preenchimento interno. Agora no g1 Internamente, as mudanças são mais visíveis: A central multimídia passa de 8 para 10,1 polegadas, deixa o centro do console e passa a ficar no topo, integrada ao painel de instrumentos; O painel de instrumentos ganha uma tela maior, colorida e personalizável; O volante passa a ter botões para controlar a mídia e personalizar as informações exibidas no painel digital. Renault Kwid 2027 divulgação/Renault O porta-malas continua com 290 litros, capacidade que o coloca à frente dos 200 litros do Fiat Mobi e atrás dos 310 litros do Citroën C3. O porte e o motor do novo Kwid também seguem inalterados (veja a ficha técnica abaixo). O consumo, porém, mudou conforme o cenário. A diferença é bastante pequena, mas, na cidade, o novo Kwid faz: Gasolina: 14,7 km/l, contra 14,4 km/l; Etanol: 10,2 km/l, contra 10,4 km/l. Já na estrada, foi para: Gasolina: 15 km/l, contra 15,4 km/l; Etanol: contra 10,6 km/l, contra 10,7 kml. Renault Kwid 2027 Mesmo com preços mais baixos, os carros de entrada não vendem tanto. Entre janeiro e julho de 2026, dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que esses modelos responderam por menos de 10% das vendas de carros zero quilômetro no país.
26/08/2026 19:30:04 +00:00
O que muda nas redes nos EUA após acordo bilionário da Meta

Adam Mosseri, chefe do Instagram, deixa o Tribunal após julgamento em que a Meta está sendo processada por 'incentivar' vício de adolescentes nas redes sociais. KARL MONDON/AFP A Meta fechou um acordo no qual aceitou pagar em torno de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões) e adicionar medidas de segurança mais robustas para proteger as crianças em suas plataformas Facebook e Instagram. A decisão encerra um julgamento histórico nos Estados Unidos sobre o vício em redes sociais entre adolescentes e resolve as ações movidas por 47 dos 50 estados americanos, anunciaram na quarta-feira (26) os procuradores-gerais estaduais. O caso buscava responsabilizar a gigante da tecnologia pelo papel que suas plataformas desempenharam na deterioração da saúde mental das crianças. A Meta foi acusada de contribuir para a crise de saúde mental juvenil ao projetar deliberadamente recursos que viciam crianças em suas plataformas e escondê-los do público. Os reclamantes também argumentaram que a empresa violou leis federais ao coletar rotineiramente dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais O acordo selado nesta quarta-feira deve encerrar o processo judicial envolvendo os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que estavam entre os 29 que processaram a Meta em 2023. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, estava entre os que deveriam depor perante um júri em um tribunal federal na Califórnia. Os casos em outros estados devem ir a julgamento posteriormente. Além disso, nove procuradores-gerais entraram com ações judiciais em seus respectivos estados. O julgamento começou na semana passada em Oakland, Califórnia, com a juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, supervisionando os procedimentos. A Meta estimou o valor do acordo em cerca de US$ 18 bilhões, número que aparentemente inclui uma indenização para o estado do Texas. Acordo "encerra práticas perigosas" da Meta "Durante anos, a Meta enganou intencionalmente o público sobre os recursos de design viciantes e prejudiciais que causaram estragos na saúde mental dos jovens", disse o procurador-geral da Virgínia, Jay Jones. O acordo, segundo ele, "colocará um fim a essas práticas perigosas e proporcionará um alívio significativo que protegerá as crianças de danos online". O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que o dinheiro será pago ao longo de dez anos, com seu estado recebendo pelo menos US$ 1,5 bilhão se o acordo for aprovado pelo tribunal. Nova Jersey espera receber pelo menos US$ 525 milhões, enquanto Massachusetts poderá receber pelo menos US$ 366 milhões. A parte que cabe à Virgínia é de US$ 353 milhões. A Meta afirmou em uma postagem que estava "dando continuidade aos nossos esforços de longa data para capacitar pais e apoiar adolescentes". "Garantir que os adolescentes tenham uma experiência segura e produtiva em nossas plataformas é um imperativo absoluto para a Meta", disse a empresa. "Queremos acertar isso junto a pais e adolescentes, e é por isso que firmamos parceria com procuradores-gerais estaduais para estabelecer um novo padrão do setor." A empresa incentivou seus concorrentes, TikTok e YouTube, a adotarem medidas de segurança semelhantes. O acordo de US$ 17 bilhões representa uma fração da receita da Meta em 2025, de US$ 201 bilhões. Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos O que diz o acordo Nos termos do acordo proposto, a Meta concordou em adotar uma série de recursos de segurança, incluindo limites diários de tempo de uso e pausas obrigatórias para crianças que usam o Instagram e o Facebook. A empresa eliminará as notificações push durante o horário escolar em dias de semana e implementará medidas robustas de verificação de idade e controles de conteúdo apropriados para cada faixa etária, a fim de prevenir o bullying e a disseminação de material prejudicial sobre temas como distúrbios alimentares e automutilação. As notificações push também deverão ser desativadas entre as 22h e as 7h. Haverá controles parentais mais fortes e fáceis de usar, além de limites para recursos de comparação social, como a contagem de curtidas. Um auditor independente avaliará como a Meta está implementando os recursos de segurança e qual a sua eficácia. Como serão feitos os pagamentos A Meta deverá pagar o valor estipulado em dez parcelas anuais, totalizando cerca de US$ 11,7 bilhões, com outros US$ 5,3 bilhões a serem pagos aos estados somente se plataformas concorrentes assinarem acordos semelhantes. Isso atingiria um máximo de US$ 16,7 bilhões. Separadamente, a empresa pagaria US$ 75 milhões para cobrir os custos legais dos estados e US$ 459 milhões para resolver antigas reivindicações relacionadas ao escândalo de dados da Cambridge Analytica – caso de uso indevido de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook para influenciar eleições e veicular propaganda política, revelado em 2018. No entanto, a empresa afirmou que 30% do valor total – cerca de US$ 5,3 bilhões – só serão liberados para os estados se as concorrentes YouTube e TikTok cumprirem duas condições: implementar recursos de segurança semelhantes, incluindo um limite diário de uma hora, um bloqueio noturno e medidas de verificação de idade; e pagar valor equivalente, dividido entre as duas empresas. A Alphabet, proprietária do Google e do YouTube, e o TikTok não se pronunciaram imediatamente sobre o acordo desta quarta-feira. Espera-se que os estados gastem o dinheiro em programas de saúde mental para jovens, linhas de apoio em crises, atividades extracurriculares e alfabetização digital, embora as decisões finais caibam às assembleias legislativas estaduais. Limite diário e bloqueio noturno Dentro de seis meses, os perfis de adolescentes deverão ser bloqueados no Facebook e no Instagram da meia-noite às 6h. As mensagens e as configurações permaneceriam disponíveis, mas com recursos limitados para que os jovens não possam usá-las para acessar o restante do aplicativo. As contas teriam um limite padrão de duas horas de uso diário cumulativo nos aplicativos da Meta, reiniciando à meia-noite. Mensagens e vídeos longos não contam para o total. O toque de recolher e o limite não podem ser alterados por um adolescente sem a aprovação dos pais. Se plataformas concorrentes adotarem compromissos equivalentes, o bloqueio noturno se estenderá das 22h às 7h e o limite diário cairá para 60 minutos por aplicativo, com um máximo de duas horas no total. Dentro de quatro meses, os adolescentes deverão ter acesso a um feed que não é personalizado por algoritmos. A contagem de curtidas seria ocultada e os filtros de cirurgia plástica seriam bloqueados. Verificação de idade A Meta tem um ano para implementar um sistema preciso de verificação de idade. As ferramentas de verificação não devem identificar erroneamente mais de 3% dos jovens de 13 a 15 anos como adultos, e não mais de 10% dos jovens de 16 e 17 anos. Novos perfis cuja idade não for verificada após 14 dias serão tratados como contas de adolescentes, independentemente da idade declarada. Para usuários menores de 13 anos, que são proibidos de usar as plataformas de acordo com a legislação dos EUA, a Meta deve presumir que uma conta denunciada é de menor de idade, a menos que haja evidências em contrário, além de verificar as redes de amigos de contas excluídas em busca de outros usuários menores de idade. O papel dos pais Os pais que supervisionam uma conta de adolescente receberão notificações diárias sobre o tempo gasto, lembretes para revisar as configurações e a possibilidade de ajustar o horário escolar. A Meta deve responder às denúncias de conteúdo ilegal ou ofensivo feitas por adolescentes em até seis horas em pelo menos 90% dos casos registrados em inglês ou espanhol. Um auditor independente, escolhido em conjunto pela Meta e por um comitê de estados e pago pela empresa, deverá monitorar o cumprimento do acordo geral durante dez anos. Uma decisão separada impede a Meta de fazer declarações falsas ou enganosas sobre seus recursos de segurança.
26/08/2026 19:12:42 +00:00
Trump analisa regras da carne bovina enquanto produtores se opõem a tarifas; JBS e MBRF estão no setor

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26), no programa de Glenn Beck, que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A declaração ocorreu depois que Beck sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. O governo Trump tem adotado medidas para reduzir regulamentações em diferentes áreas do governo. ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Beck pediu a Trump que "analisasse o cartel que é o setor de processamento de carne" e sugeriu que a redução das regulamentações do Departamento de Agricultura facilitaria o processamento de carne bovina por pecuaristas de menor porte. "Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas", disse Trump. "Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso -- são quatro empresas, e é um monopólio." Quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co. Duas delas, JBS USA e National Beef, são controladas pelas brasileiras JBS e MBRF. No ano passado, o Departamento de Justiça informou que investigava se as empresas de frigoríficos estavam elevando ilegalmente os preços da carne bovina para os consumidores. Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços, que estão em níveis recordes. "Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota", disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Preço da carne pode subir? Medida é criticada e pecuaristas pedem que Trump volte atrás A medida foi criticada por grupos agrícolas, incluindo a principal entidade de lobby do setor, a American Farm Bureau Federation. O presidente da AFBF, Zippy Duvall, pediu a Trump, em uma carta enviada na terça-feira (25), que reconsiderasse o plano. Segundo ele, a medida "prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas". A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca, na terça-feira, que não sabia quais países estavam incluídos no anúncio de Trump. Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. *Com informações da Reuters ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
26/08/2026 18:34:45 +00:00
Dívida pública federal cresce 0,22% em julho e atinge R$ 9,28 trilhões

A dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$R$ 9,28 trilhões, informou nesta quarta-feira (26) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em junho o endividamento estava em R$ R$ R$ 9,26 trilhões. A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. De acordo com o Tesouro, o resultado está relacionado ao crescimento da dívida em decorrência do aumento dos juros, no valor de R$ 85,53 bilhões. Esse movimento foi em parte neutralizado pelo resgate líquido, no valor de R$ 65,14 bilhões. Segundo o governo, o prazo médio da dívida apresentou aumento, passando de 4,01 anos, em junho, para 4,05 anos, em julho. Agora no g1 Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses da dívida reduziu de 12,68% ao ano em junho, para 12,45% ao ano, em julho. A chamada "reserva de liquidez' (disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida) apresentou aumento, em termos nominais, de 1,89%, passando de R$ 1,34 trilhão em junho, para R$ 1,37 trilhão, em julho. Em relação ao mesmo mês de 2025 (R$ 988,35 bilhões), houve crescimento, em termos nominais, de 38,74%. A previsão do Tesouro Nacional é que a dívida encerre o ano de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional O dado consta no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado nesta quarta-feira (26). Ainda em relação ao PAF, o Tesouro revisou a composição esperada da dívida. A expectativa do Tesouro é que entre 49% e 53% do estoque da dívida seja composto por títulos atrelados à taxa flutuante, reduzindo a expectativa de títulos pré-fixado ou corrigidos pela inflação.
26/08/2026 18:09:44 +00:00
Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro

Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada "subvenção" à gasolina, ou seja, um tipo de subsídio, até 9 de setembro. Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 0,44 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo. 🔎Essa subvenção é uma ajuda financeira dada pelo governo para reduzir o preço de um produto ou serviço. No caso da gasolina, o governo federal está pagando parte do aumento de custos para evitar que a alta do petróleo seja repassada integralmente aos consumidores. Anunciado inicialmente em maio e renovado em julho, o subsídio foi definido para tentar conter os efeitos da guerra na economia brasileira. A explicação é que, com a alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia. Sem o subsídio para conter o preço, haveria impacto inflacionário maior. "A prorrogação da medida decorre da avaliação de que ainda persiste um cenário externo de instabilidade, marcado por recentes oscilações no mercado internacional de petróleo e seus derivados, e seus potenciais reflexos sobre os preços domésticos dos combustíveis. A manutenção do valor de R$ 0,44/litro se mostra compatível para mitigar o repasse da volatilidade de preços a população", afirmou o Ministério da Fazenda. Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Devido à subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro. Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em julho a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP
26/08/2026 17:09:05 +00:00
Jeep lança Série Especial 85 Anos para Renegade, Avenger, Compass e Commander

Jeep Avenger da série especial 85 anos. Divulgação/Stellantis A Jeep apresentou nesta quarta-feira (26) a Série Especial 85 Anos durante o Festival Interlagos, em São Paulo. A linha comemorativa abrange toda a gama produzida no país: o novo utilitário esportivo Avenger e os modelos Renegade, Compass e Commander. As vendas começam em setembro em todas as concessionárias do Brasil, com produção restrita a até 500 unidades por modelo. Preços não foram divulgados, mas, segundo a Stellantis, quando as unidades chegarem às lojas, os valores serão comunicados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A nova opção toma como base a versão Longitude nos modelos Avenger, Renegade e Compass, enquanto o Commander utiliza como partida a versão Limited. Agora no g1 As mudanças visuais e os itens exclusivos da Série Especial 85 Anos incluem: Pintura externa em dois tons com teto preto e rodas em tom Preto Opaco no Avenger; Emblemas comemorativos de 85 anos fixados na carroceria; Grade dianteira e protetores de para-choque em tom Preto Onyx para o Compass e em Dark Chrome para o Commander; Logotipos externos com acabamento em preto brilhante exclusivos do Commander; Cabine com costuras de contraste no tom Mayan Gold nos assentos, nas portas e no painel em todos os veículos; Volante com acabamento em tom escuro e manopla de câmbio na cor preta; Revestimento interno com detalhes em suede na cabine do Commander; Faróis com iluminação Matrix e grade dianteira iluminada no Avenger. Além das novidades de design, a série comemorativa do Avenger incorpora assistente de voz com tecnologia ChatGPT, câmeras de visão em 360 graus e sensores de estacionamento na frente. Itens que já foram apresentados no lançamento do produto. O que é o Jeep Avenger Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis A reportagem do g1 já testou o Jeep Avenger, lançamento mais importante da marca nos últimos anos. O SUV começa é fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990. O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado às primeiras mil unidades. É possível ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades. As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais. O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel. Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento. O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema híbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina. O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Ficha técnica - Jeep Avenger Limited Assentos: 5 Comprimento: 4,08 m Largura: 1,77 m (sem retrovisor) Altura: 1,58 m Entre-eixos: 2,55 m. Porta-malas: 320 litros (VDA) Peso: 1.280 kg Rodas: 18 polegadas Pneus: 215/55 R18 Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora Suspensão traseira: Eixo de torção Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: Disco sólido Direção: Elétrica Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV Combustível: Gasolina / Etanol Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina) Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina) Câmbio: Automático, CVT Marchas: 7 marchas simuladas Tração: Dianteira Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l Consumo urbano etanol: 8,8 km/l Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l Tanque de combustível: 47 litros Capacidade de carga: 400 kg Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Design forte Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse. A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saída e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas características tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada. O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca. As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustível na parte traseira dos jipes durante os combates. Jeep lança o Avenger no Brasil Divulgação / Stellantis Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimídia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot. Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores. A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai. Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos. Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços. Jeep Avenger Altitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades) Design Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16; Bancos revestidos em tecido; Console central com apoio de braço, porta-copos removível, porta-celular e porta-objetos; Lanternas escurecidas em LED; Maçanetas e retrovisores externos na cor preta. Tecnologia e conforto Faróis em LED + Automatic High Beam; Ar-condicionado; Cluster de 7" full digital Multimídia 10"; 1 entrada USB e 1 USB-C; Freio de estacionamento elétrico; Partida do motor sem chave; Seletor de terrenos (Selec-Terrain); Sensor de chuva; Sensor de estacionamento traseiro; Volante multifuncional; Hill Descent Control (assistente de descida de rampa). Segurança 6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais; Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera; Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA); Controle de estabilidade (ESC); Detector de fadiga do motorista; Controle automático de velocidade de cruzeiro; Reconhecimento de placas de trânsito (TSR). Opcional Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990): Barras de teto Câmera de ré Jeep Avenger Longitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990 Tudo da versão Altitude + Design Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17; Bancos revestidos em tecido e vinil; Barras longitudinais no teto; Maçanetas na cor do veículo; Retrovisores em black piano; Volante multifuncional em couro e acabamento black piano. Tecnologia e conforto Ar-condicionado digital automático; Faróis de neblina com função de iluminação em curva; Walk away lock (veículo trava quando a chave se afasta); Keyless + Entry N'go (veículo destrava com aproximação da chave); Câmera de ré; Carregador de celular sem fio; Aletas para trocas de marcha atrás do volante. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC); Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera. Opcionais Pacote Convenience Pack com: Entradas USB e USB-C traseiras; Retrovisor Frameless (sem moldura) Espelhos rebatíveis; Detector de ponto cego (Blind Spot Detection); Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais. Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence Teto solar; Cluster Full Digital 10,25"; Jeep Connect + ChatGPT embarcada. Jeep Avenger Limited Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Limited — R$ 145.990 Tudo da versão Longitude + Design Grade de sete fendas iluminada; Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18; Bancos revestidos em vinil; Teto preto; Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico; Ambient Light - 8 cores; Iluminação interna em LED; Retrovisores em Black Piano. Tecnologia e conforto Farol LED Matrix; Jeep Connect + ChatGPT embarcada; Câmera 360°; Retrovisores externos com rebatimento automático; Cluster full digital 10,25"; Sensor de estacionamento frontal; Navegação embarcada; Porta USB para passageiros traseiros. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa; Sistema de monitoramento de ponto cego. Opcional Teto solar
26/08/2026 17:04:09 +00:00
Justiça libera R$ 2,75 bilhões para atrasados do INSS; veja quem tem direito e como receber

A cobrança do INSS era indevida, o que justificou a indenização por danos morais Divulgação / INSS O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,31 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos do governo federal. Do total, R$ 2,75 bilhões são destinados a ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais, incluindo casos de revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade e outros benefícios. Os recursos atendem 280.193 beneficiários em 220.110 processos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em número de processos, as ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais representam 57,2% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas e concentram aproximadamente 83% do dinheiro. São valores que o governo deixou de pagar ou pagou a menos e que, após decisão judicial, precisam ser quitados. Esses valores são chamados de atrasados. Estagiário de agência do INSS é preso por envolvimento em fraudes de benefícios Como são feitos os pagamentos? O CJF libera os recursos para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são responsáveis por fazer os depósitos. O dinheiro é colocado em uma conta específica, aberta para cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal. Ou seja, o valor não é depositado automaticamente na conta bancária que a pessoa usa normalmente. Depois que o TRF informar que o pagamento está disponível, o beneficiário pode sacar o dinheiro diretamente em uma agência do banco indicado, apresentando os documentos necessários. Em determinadas situações, também é possível pedir a transferência do valor para uma conta indicada pelo advogado. A data em que o dinheiro estará apto deve ser consultada no site do TRF responsável pelo processo. Quanto cada TRF recebeu Como saber se sou um dos atrasados? Para receber os atrasados, não basta ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS, é preciso ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote. Veja o passo a passo de verificação: Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal; Procure informações sobre a expedição da RPV ou sobre a liberação do pagamento; Consulte o TRF responsável pelo processo. É o TRF que informa quando o dinheiro estará disponível; Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme o sistema de consulta do tribunal.
26/08/2026 16:45:24 +00:00
Meta vai pagar US$ 16 bilhões em acordo por alegações de vício de crianças em redes sociais nos EUA

Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, concordou em pagar US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 86,7 bilhões) a estados americanos em um acordo judicial relacionado a um processo que acusa a empresa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais. A empresa também concordou em adotar novas regras para adolescentes que usam Facebook e Instagram em todos os Estados Unidos, incluindo limite diário de uso e bloqueio durante a madrugada, segundo documentos judiciais. (veja outras medidas) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters. O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades. O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos. Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão. Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas. Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters. Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental. 🔎 Além do pagamento de US$ 16,68 bilhões, o acordo prevê uma série de mudanças nas contas de menores de 18 anos, segundo a Reuters: limite diário padrão de 2 horas para usuários menores de 18 anos, que só pode ser alterado por um dos pais; que a Meta responda a 90% dos relatos de adolescentes sobre conteúdo potencialmente prejudicial em até 6 horas; que usuários menores de 18 anos tenham a opção de usar um feed não personalizado; inclui bloqueio noturno padrão entre meia-noite e 6h para usuários menores de 18 anos, que pode ser removido pelos pais; que a Meta mantenha, revise e melhore as medidas existentes de segurança de conteúdo para adolescentes; que a empresa implemente medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas; E bloqueie notificações para usuários menores de 18 anos das 22h às 7h e durante o horário escolar. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
26/08/2026 13:41:32 +00:00
Jaecoo 5 chega em setembro como o mais potente da categoria, para enfrentar HR-V, Creta e Renegade

Omoda & Jaecoo apresenta o Jaecoo 5 no Festival Interlagos Carlos Cereijo/g1 A Omoda&Jaecoo apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV compacto Jaecoo 5, que promete ser o mais potente da categoria. A marca não divulgou preço, mas o g1 apurou que o modelo chega para concorrer com Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta e outros SUVs na faixa dos R$ 200 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Jaecoo 5 utiliza um sistema híbrido pleno, que não precisa ser ligado à tomada, já que a bateria é recarregada durante o funcionamento do veículo. A pré-venda começa em setembro de 2026. O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv com um motor elétrico de 204 cv. Juntos, eles entregam 224 cv de potência. Agora no g1 O Jaecoo 5 acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. A bateria tem capacidade de 1,83 kWh e é recarregada pelo próprio sistema híbrido. Veja as dimensões do Jaecoo 5: Comprimento: 4,38 metros; Largura: 1,86 metro; Altura: 1,65 metro; Distância entre-eixos: 2,62 metros; Porta-malas: 410 litros de capacidade básica (1.214 litros com assentos rebaixados). Entre os principais equipamentos da versão topo de linha estão: Central multimídia de 13,2 polegadas com sistema de karaokê; Apple CarPlay e Android Auto sem fio; Carregador de celular por indução e comandos de voz; Sistema de som Sony e ar-condicionado de duas zonas; Bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação; Teto panorâmico de 1,45 m² e iluminação interna configurável; Recursos internos voltados ao transporte de animais de estimação; Pacote com 17 assistentes de condução, incluindo frenagem automática de emergência, alerta de colisão, piloto automático adaptativo e monitoramento de pontos cegos. A montadora oferece sete anos de garantia para o veículo e oito anos para a bateria. Segundo a empresa, o Jaecoo 5 acumula mais de 187 mil unidades vendidas no mundo em pouco mais de um ano e é o modelo mais vendido globalmente pela marca, que pertence ao Grupo Chery. Além do Jaecoo 5, a fabricante prepara outros dois lançamentos no Brasil: o Jaecoo 8, previsto para o início de 2027, e o Omoda 7, que chega ainda neste ano. Os modelos fazem parte do plano de expansão da empresa no país. Os preços dos novos SUVs ainda não foram divulgados. Jaecoo 8 Galerias Relacionadas O Jaecoo 8 terá capacidade para até sete passageiros e sistema híbrido plug-in — ou seja, com bateria que pode ser recarregada na tomada. O conjunto inclui motor 1.5 turbo e tração nas quatro rodas. O SUV chega em 2027, mas ainda não teve o preço divulgado. Veja as dimensões do Jaecoo 8: Comprimento: 4,82 metros; Largura: 1,93 metro; Distância entre-eixos: 2,82 metros; Porta-malas: 738 litros. Omoda 7 Galerias Relacionadas Já o Omoda 7 terá sistema híbrido plug-in de 279 cv e autonomia de 60 km rodando apenas com eletricidade, segundo o padrão brasileiro de medição. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 8,4 segundos e chega ainda neste ano. O preço também não foi divulgado. Veja as dimensões do Omoda 7: Comprimento: 4,66 metros; Largura: 1,87 metro; Distância entre-eixos: 2,72 metros; Porta-malas: 590 litros. Entre os equipamentos anunciados para os novos modelos estão: Centrais multimídia com telas sensíveis ao toque e conexão sem fio para celulares; Painéis de instrumentos digitais e teto solar panorâmico; Sistemas de som e carregadores de celular por indução; Bancos com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento; Frenagem automática de emergência e piloto automático adaptativo; Câmeras com visão de 360 graus e até 10 airbags. A empresa oferece sete anos de garantia para os veículos e oito anos para as baterias.
26/08/2026 13:09:43 +00:00
Omar Aziz vai propor transição de até um ano para fim da escala 6x1

O relator da proposta do fim da escala 6x1 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), irá propor uma transição de até um ano para a redução das horas semanais trabalhadas e quer exceções para setores específicos. Ao blog, o senador afirmou que entregará o relatório nesta quinta-feira (27), para que Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) possa votar o texto na próxima semana. Segundo Aziz, há um acordo com o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), para que a proposta seja o primeiro item na pauta. Principais pontos que o relator irá propor: transição de dois meses para a redução de 44 horas semanais para 42 horas transição de até um ano para a redução de 42 horas semanais para 40 horas os dois dias de descanso não precisam ser o sábado e o domingo; podem ser alternados atividades atípicas podem ter escalas especiais, a serem discutidas em leis complementares; um exemplo dessas atividades são os trabalhadores de plataformas, que ficam dias em alto mar Após reuniões com Lula, Alcolumbre destrava PEC da Segurança e fim da escala 6x1 O texto de Aziz foi formulado de modo que a proposta não precise voltar à Câmara – onde foi aprovada em maio. A rapidez na tramitação tem relação com a urgência eleitoral. Tanto o governo Lula quanto os senadores que disputarão o pleito de outubro querem se apresentar aos eleitores como responsáveis pela redução nas horas trabalhadas. A recente pacificação na relação entre os presidentes da República e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez com que o Senado desengavetasse a proposta. Senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ do Senado Geraldo Magela/Agência Senado
26/08/2026 13:02:07 +00:00
Bill Gates alerta para perigos da IA e quer discutir regras com Xi Jinping, presidente da China

Na China, seu rosto já pode ser alugado ou vendido para a IA Bill Gates, cofundador da Microsoft, pretende se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste ano para discutir formas de reduzir os riscos provocados pelo avanço da inteligência artificial (IA). Em entrevista à agencia Reuters, Gates afirmou que acredita que a China poderia concordar em restringir o lançamento de modelos de IA potencialmente perigosos caso os Estados Unidos tomassem a iniciativa primeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O mundo inteiro concordaria com isso", disse Gates. A equipe do bilionário trabalha para finalizar uma reunião com Xi durante sua próxima viagem à China, prevista para novembro, segundo um porta-voz. Gates já havia se encontrado com o presidente chinês em 2023. Gates também quer propor que os países monitorem a capacidade da inteligência artificial de criar moléculas e contribuir para ataques biológicos. Segundo ele, esse tipo de acompanhamento não impediria o desenvolvimento da indústria de tecnologia. Para o bilionário, poucos líderes mundiais estão agindo com a rapidez necessária para antecipar os possíveis danos provocados pela IA. "Sim, no passado, a tecnologia nunca fazia isso. Desta vez é diferente", afirmou. "Isso é como um marco evolutivo que precisa de uma incrível gestão de políticas por parte da sociedade como um todo." O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. Gates se preocupa com segurança da IA Gates adotou uma postura mais otimista sobre a inteligência artificial no início deste ano, mas afirma que passou a se preocupar com a possibilidade de a tecnologia ser usada para realizar ataques, substituir trabalhadores e manipular usuários. IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada? Ele citou como exemplo recentes testes de segurança envolvendo sistemas de inteligência artificial da OpenAI, Anthropic e Meta. Durante avaliações de cibersegurança, os modelos conseguiram realizar ataques contra sites reais. "Esses incidentes de segurança são chocantes e deveriam impressionar as pessoas", disse Gates Em um texto publicado em seu blog nesta quarta-feira (26), o bilionário defendeu a criação de uma organização internacional para administrar questões relacionadas à inteligência artificial. A proposta teria elementos de modelos já utilizados em outras áreas, como as inspeções internacionais relacionadas a armas nucleares, as regras da aviação e os acordos para proteção da camada de ozônio. Gates concorda que os Estados Unidos devem liderar as discussões sobre segurança da IA, mas defende que sejam estabelecidos critérios claros para determinar quais medidas devem ser adotadas. Impacto no mercado de trabalho Além dos riscos relacionados à segurança, Gates também demonstrou preocupação com os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. O bilionário afirmou que considera a possibilidade de criar impostos sobre empresas que utilizem IA para substituir trabalhadores. Segundo ele, a arrecadação poderia ajudar a financiar uma rede de proteção social. Gates também disse que a sociedade deveria considerar reservar até 40% dos empregos atuais para seres humanos. Como exemplo, citou os cuidados que seu pai recebeu durante o período em que teve Alzheimer. Para Gates, atividades relacionadas ao cuidado de pessoas possuem características que não podem ser substituídas pela tecnologia. O bilionário também criticou protestos comunitários contra a construção de data centers voltados à inteligência artificial. Segundo ele, essas manifestações deixam de lado uma questão maior: os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho. "Espere até realmente estragar o mercado de trabalho", afirmou. Fundação Gates A Fundação Gates pretende gastar US$ 200 bilhões até 2045, com uma atenção crescente ao uso da inteligência artificial. A organização trabalha com a Anthropic no desenvolvimento de exames de saúde para a gravidez com uso de IA e com a OpenAI em projetos voltados a profissionais de saúde em Ruanda. Gates afirmou ainda que pretende conversar com funcionários das duas empresas sobre projetos de impacto social. Para o bilionário, garantir que a inteligência artificial não aumente a desigualdade e não prejudique pessoas vulneráveis deve ser uma das principais prioridades do mundo. Bill Gates durante o Fórum Econômico Mundial, em maio de 2022 Reuters/Arnd Wiegmann
26/08/2026 12:36:28 +00:00
GWM Tank 400 híbrido flex chega ao Brasil em 2026, para rivalizar com Toyota SW4

GWM Tank 400 André Fogaça/g1 A GWM confirmou que o Tank 400, um jipão de cinco lugares, chega ao mercado brasileiro em 2026. O modelo será um híbrido plug-in flex e terá o Toyota SW4 como um dos principais concorrentes. O modelo estará em exibição no Festival Interlagos, que acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, em São Paulo (SP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp À primeira vista, o Tank 400 não tem o mesmo visual quadrado do Haval H9 e do Tank 300. As linhas são mais suaves e aproximam o modelo da proposta do Toyota SW4. O Tank 400 também traz elementos que lembram o rival japonês. Um deles é a linha lateral, que sobe no fim das portas traseiras e deixa a janela seguinte em uma posição mais alta. Agora no g1 A grade frontal integrada aos faróis, posicionados mais acima, também lembra a do SW4. Nas dimensões, porém, o Tank 400 é maior e chega a ter 19 centímetros a mais de comprimento: Comprimento: 4,98 metros (contra 4,79 metros do SW4); Largura: 1,95 metro (contra 1,85 metro do SW4); Altura: 1,9 metro (contra 1,83 metro do SW4); Distância entre-eixos: 2,85 metros (contra 2,74 metros do SW4). Na traseira, porém, o Tank 400 se distancia do SW4: a tampa do porta-malas abre lateralmente e leva o estepe preso na parte externa. GWM Tank 400 divulgação/GWM Por dentro, as diferenças ficam mais evidentes. Enquanto o SW4 tem uma cabine mais simples e funcional, o Tank 400 aposta em materiais macios ao toque, acabamento com cores mais discretas e uma lista maior de equipamentos. O destaque é a enorme central multimídia de 16,3 polegadas, acompanhada por um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas. No SW4, o quadro de instrumentos ainda combina mostradores analógicos, e a central multimídia tem só 9 polegadas. O Tank 400 também traz dois carregadores de celular por indução. Diferentemente da versão chinesa, o seletor de marchas fica exclusivamente na coluna de direção. A GWM ainda não divulgou todas as informações técnicas do Tank 400 que será vendido no Brasil. Por enquanto, a fabricante confirmou apenas que o modelo terá sistema híbrido plug-in flex, que combina motor a combustão, motor elétrico e bateria que pode ser recarregada na tomada. Em outros mercados, o Tank 400 utiliza o mesmo conjunto mecânico do Tank 300 vendido no Brasil. No Tank 300, os números são os seguintes: Conjunto híbrido com um motor elétrico e um a combustão; Potência combinada: 394 cv; Torque combinado: 76,4 kgfm; 0 a 100 km/h: 6,8 segundos; Bateria: 37 kWh; Autonomia no modo elétrico: 74 km. GWM Tank 400 divulgação/GWM Novo rival de peso Como mostrou o g1 em julho, a SW4 já vinha sofrendo com a concorrência do GWM Haval H9. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades. Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9. Veja na reportagem abaixo. GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês
26/08/2026 12:27:25 +00:00
IPCA-15: preços caem 0,40% em agosto, com conta de luz, gasolina e alimentos mais baratos

TV Verdes Mares/Reprodução O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, registrou queda de 0,40% nos preços em agosto. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% em 12 meses. Nesse último recorte, houve desaceleração em relação aos 4,52% registrados no período anterior. Em agosto de 2025, o índice havia caído 0,14%, última deflação registrada. O resultado de deflação veio mais baixo que as expectativas, segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos. Segundo ele, as projeções consideradas apontavam resultados entre alta de 0,25% e queda de 0,30%. Para o economista, a inflação menor que a esperada pode contribuir para a queda dos juros negociados pelo mercado para prazos mais curtos. Outros fatores recentes, como o comportamento dos preços do petróleo e a valorização do real, também podem ajudar nesse movimento. Agora no g1 IPCA-15 de agosto Arte/g1 A queda de agosto foi puxada principalmente pelos grupos de Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. Os três grupos recuaram 1,41%, 1% e 0,57%, respectivamente. Essas quedas retiraram 0,22, 0,20 e 0,12 ponto percentual do IPCA-15. Nos demais grupos, as variações foram da queda de 0,20% em Vestuário à alta de 0,66% em Despesas pessoais. Veja a variação dos grupos em agosto: Alimentação e bebidas: -0,57%; Habitação: -1,41%; Artigos de residência: 0,04%; Vestuário: -0,20%; Transportes: -1%; Saúde e cuidados pessoais: 0,40%; Despesas pessoais: 0,66%; Educação: 0,46%; Comunicação: -0,02%. Conta de luz, transportes e alimentos puxam queda A queda de 1,41% em Habitação foi influenciada principalmente pela conta de luz, que ficou 6,25% mais barata. Sozinha, a energia elétrica retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15. A redução ocorreu após a inclusão do Bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto. Mesmo com a queda, a bandeira tarifária amarela continuou em vigor no mês, acrescentando R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Em Transportes, os preços passaram de uma alta de 0,11% em julho para uma queda de 1% em agosto. O recuo foi puxado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 13,30% mais baratas, e pelos combustíveis, com queda de 1,43%. Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,63%, a gasolina recuou 1,23% e o óleo diesel, 0,71%. Na contramão, o gás veicular subiu 1,42%. As tarifas de táxi aumentaram 0,20%, influenciadas por um reajuste de 8,42% em Belo Horizonte, aplicado a partir de 8 de agosto. IPCA-15 acumulada em 12 meses Arte/g1 O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57% em agosto, puxado principalmente pela redução de 0,97% nos preços dos alimentos consumidos em casa. Para Perri, a alimentação no domicílio foi o principal destaque do resultado, porque reúne produtos importantes para o orçamento das famílias e vinha pressionando o custo de vida. “O destaque mesmo vem para alimentação no domicílio. É um alívio bem legal, teve alguns itens importantes na mesa do Brasil que tiveram recuo importante, por exemplo, feijão carioca caiu mais de 2%.” Entre os produtos, alguns tiveram quedas expressivas, enquanto outros ficaram mais caros: 🍅 Tomate: -27,38% 🥔 Batata-inglesa: -25,14% 🥕 Cenoura: -17,05% ☕ Café moído: -2,31% 🥛 Leite longa vida: +3,41% 🍎 Frutas: +3,11% Já a alimentação fora de casa ficou 0,42% mais cara em agosto, abaixo da alta de 0,55% registrada em julho. Os lanches subiram 0,75%, ante 0,30% no mês anterior, enquanto as refeições avançaram 0,25%, após alta de 0,66% em julho. Na avaliação do economista, a queda dos alimentos pode aliviar o orçamento das famílias, depois de anos de pressão desse grupo sobre o custo de vida. Segundo Perri, o resultado também pode ser positivo para o governo, por reduzir a pressão sobre os preços de itens presentes no dia a dia da população. Despesas pessoais, educação e saúde registram alta O grupo Despesas pessoais subiu 0,66% em agosto, puxado principalmente pelo aumento de 5,56% no preço dos cigarros, após reajuste aplicado a partir de 1º de agosto. Em Educação, os preços subiram 0,46% no mês. Os cursos regulares ficaram 0,52% mais caros, com altas de 0,58% no ensino fundamental e de 0,49% no ensino superior. Já os demais cursos subiram 0,36%, puxados principalmente pelo aumento de 0,92% nos cursos de idiomas. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,40%, com aumento de 0,47% nos produtos de higiene pessoal e de 0,42% nos planos de saúde. No caso dos planos, a variação incorpora os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o reajuste pode chegar a 5,11%, com aplicação entre maio de 2026 e abril de 2027. Para contratos anteriores à lei, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, dependendo do plano. Prazo para atualizar cadastro de habitação começa nesta segunda em Campo Grande Divulgação
26/08/2026 12:00:39 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com IPCA-15, dívida pública e dados dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,22% nesta quarta-feira (26), cotado a R$ 5,1513. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve leve avanço de 0,01%, aos 174.586 pontos. ▶️ Os investidores acompanharam a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, pelo IBGE. O índice recuou 0,40% em agosto, após ter avançado 0,06% em julho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Além disso, o Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira que a dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$ 9,28 trilhões. Em junho, o endividamento estava em R$ 9,26 trilhões. ▶️ Um dia antes, a Receita Federal havia divulgado o resultado da arrecadação de julho. No mês, o governo arrecadou R$ 289,3 bilhões, alta real de 9% em relação a julho de 2025. Foi o maior valor já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1995. 🔎 Investidores acompanham as contas públicas porque elas afetam a percepção de risco do país. Um quadro fiscal pior pode pressionar o dólar e os juros e pesar sobre ativos brasileiros, como o Ibovespa. ▶️ Nos EUA, os investidores repercutem a segunda prévia do PIB do segundo trimestre e os dados de julho do índice de inflação PCE, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed). O indicador subiu 0,2% no mês, acima do esperado. Já o PIB americano cresceu 1,5% no segundo trimestre. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +1,61%; Acumulado do ano: -6,15%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,08%; Acumulado do mês: -1,92%; Acumulado do ano: +8,35%. Prévia da inflação: habitação e transportes puxam queda A prévia da inflação no Brasil caiu 0,40% em agosto, segundo o IBGE. Isso significa que, em média, alguns preços ficaram mais baratos neste mês. (veja o que ficou mais caro e mais barato no mês) A queda foi puxada principalmente por: 🏠 Habitação (como energia elétrica e custos da casa); 🚗 Transportes; 🍎 Alimentos e bebidas. Mesmo com essa queda em agosto, a inflação ainda acumula 3,09% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses. No entanto, esse índice ficou menor do que o registrado no mês anterior, quando estava em 4,52%. Na prática, a desaceleração da inflação pode aliviar o custo de vida e aumentar as chances de o Banco Central reduzir os juros no futuro, embora essa decisão dependa de outros fatores econômicos. Novos dados da economia dos EUA Nos EUA, a inflação ficou em 3,7% em julho, repetindo o resultado de junho e permanecendo bem acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. No mês, os preços subiram 0,2%, acima do esperado pelo mercado. 🔎 Os números reforçam as dúvidas sobre os próximos passos do Fed. Como a inflação continua resistente, cresce a possibilidade de que o banco central volte a elevar os juros para tentar conter a alta dos preços, embora parte dos dirigentes defenda manter as taxas no nível atual. Ao mesmo tempo, a economia americana segue mostrando força. O PIB dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre, em linha com as expectativas, enquanto o consumo das famílias permaneceu robusto, indicando que a atividade econômica continua aquecida apesar dos juros elevados. Bolsas globais Os mercados globais fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com investidores atentos a três eventos considerados decisivos para o humor dos mercados: a divulgação do índice de inflação PCE nos EUA; o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole; e o balanço da Nvidia. Na Europa, as bolsas fecharam praticamente estáveis. Os investidores repercutiram os dados de inflação dos EUA, que vieram acima do esperado e reforçaram as apostas de uma alta de juros pelo Fed em setembro, além das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz. As conversas trouxeram algum alívio, mas ainda há incertezas sobre um acordo definitivo. Entre os destaques do dia, as ações dos bancos europeus avançaram, impulsionadas pelos ganhos do Deutsche Bank e do Commerzbank. Em contrapartida, o setor de tecnologia recuou antes da divulgação do balanço da Nvidia, enquanto o segmento de saúde liderou as perdas. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,01%, aos 656,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, para 10.878,12 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,08%, aos 26.285,96 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,27%, para 8.462,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,31%, aos 52.882,99 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, avançou 0,05%, para 20.067,30 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,01%, aos 9.446,39 pontos. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, refletindo a cautela antes da divulgação do balanço da Nvidia. O Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq teve perda de 0,08%. 🔎 A expectativa é que o resultado da Nvidia funcione como um teste para o otimismo em torno da inteligência artificial, enquanto os dados de inflação e o discurso de Kevin Warsh podem influenciar as expectativas para a política de juros nos EUA. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionada pelo avanço das empresas de tecnologia e da cadeia ligada à inteligência artificial, após a Nvidia interromper uma sequência de sete quedas em Wall Street. Na China, o índice de Xangai subiu 0,59%, enquanto o CSI300 avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,56%. Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, avançou 0,62%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,97%; e o Taiex, de Taiwan, teve alta de 1,47%. Já o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,24%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
26/08/2026 12:00:16 +00:00
MPT processa Uber em R$ 321 milhões por cobrar taxa de motoristas para trabalhar

Motorista de aplicativo, app, Uber, 99 Maksim Goncharenok/Pexels O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Uber do Brasil para suspender o programa "Passe para Motoristas", que cobra dos motoristas uma taxa para que eles possam aceitar corridas pelo aplicativo. O órgão também pede a devolução dos valores pagos pelos trabalhadores e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Lançado em 25 de maio deste ano em 12 cidades, o programa da Uber permite ao motorista adquirir um passe por período ou por ganhos. Na primeira modalidade, o pagamento dá direito ao uso do aplicativo por 24 ou 72 horas. Na segunda, o motorista paga uma quantia e fica sem cobrança de taxa de serviço até atingir um determinado limite de faturamento. O programa também prevê uma ativação automática após a conclusão da primeira viagem considerada elegível. Agora no g1 Segundo o MPT, o principal problema está no fato de o trabalhador ter de pagar antecipadamente para ter acesso às condições previstas pelo programa, sem garantia de que conseguirá realizar corridas suficientes para recuperar o valor desembolsado. Nos próprios termos do serviço, segundo o órgão, a Uber informa que a compra do passe não garante um número mínimo de viagens. As corridas também podem ser direcionadas pelo algoritmo a motoristas que não aderiram ao programa. Para o Ministério Público do Trabalho, isso faz com que o risco da atividade seja transferido para o motorista. (saiba mais abaixo) Em nota enviada ao g1, a Uber negou as acusações feitas pelo MPT e afirmou que vai apresentar à Justiça as informações necessárias para explicar como funciona o programa. A empresa também destacou que o juiz responsável pelo caso pediu cautela na análise dos argumentos apresentados pelo Ministério Público, que ainda precisam ser investigados. A Uber disse que as acusações sobre endividamento dos motoristas, retenção de pagamentos e concentração do trabalho no aplicativo não podem ser tratadas como fatos comprovados neste momento. Segundo a empresa, o “Passe para Motoristas” é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança de taxa por corrida e está sendo testado em diferentes cidades do país. Como funciona o 'Passe para Motoristas' O procurador do trabalho Luiz Antonio Nascimento Fernandes, responsável pela ação, afirma que o mecanismo pode criar uma situação de dependência econômica e caracterizar servidão por dívida. "O mecanismo de cobrança do Passe cria uma estrutura objetiva de endividamento permanente: o motorista que não possui saldo suficiente tem suas futuras remunerações retidas automática e integralmente pela Ré. Esse mecanismo perpetua a dependência econômica do trabalhador em relação à plataforma e replica, no ambiente digital, a estrutura de servidão por dívida”, afirma Fernandes na ação. Segundo o procurador, quando o motorista não possui saldo suficiente, valores de suas futuras remunerações podem ser retidos para quitar o débito com a plataforma. Para o MPT, o mecanismo reproduziria, no ambiente digital, características de um sistema de servidão por dívida. O órgão também afirma que os valores cobrados podem superar R$ 1 mil por mês, dependendo da modalidade utilizada e da frequência de trabalho do motorista. MPT processa Uber em R$ 321 milhões por cobrar taxa de motoristas para trabalhar Reprodução/Uber/MPT MPT vê risco de fidelização dos motoristas Outro ponto questionado pelo Ministério Público do Trabalho é o efeito do programa sobre a concorrência entre plataformas. A avaliação do órgão é que, depois de pagar pelo passe, o motorista teria menos incentivo para trabalhar em outros aplicativos durante o período de validade da assinatura. Isso ocorreria porque cada hora trabalhada em uma plataforma concorrente representaria um período em que o motorista não estaria utilizando o serviço pelo qual já pagou. Para o MPT, o mecanismo funcionaria como uma espécie de fidelização indireta, mesmo sem uma cláusula formal de exclusividade. O órgão também questiona as condições contratuais do programa. Segundo a ação, os termos são definidos unilateralmente pela Uber e permitem que a empresa altere as regras do Passe a qualquer momento e desative o benefício sem necessariamente devolver o valor pago pelo motorista. Pedido de acesso ao algoritmo Além da suspensão do programa, o MPT solicitou acesso ao código-fonte do algoritmo utilizado pela Uber. O objetivo é investigar, entre outros pontos, os critérios utilizados para a distribuição das corridas, a formação dos preços, os mecanismos de precificação dinâmica e os valores efetivamente repassados aos motoristas. Na avaliação do órgão, o acesso a essas informações é necessário para verificar como o funcionamento do algoritmo interfere na atividade dos trabalhadores e na dinâmica do programa. "Trata-se de uma cobrança abusiva de valores pela Uber em face dos seus motoristas, valores que podem superar até R$ 1 mil por mês. Em quase todos os países do mundo, há uma regra que proíbe empresas ou agências de cobrarem valores dos empregados para que eles tenham acesso ao trabalho", afirmou Ilan Fonseca, coordenador nacional de combate às fraudes trabalhistas do MPT. Segundo Fonseca, a cobrança pode configurar condição análoga à escravidão, hipótese que será analisada no processo. Essa dinâmica de cobrança gera endividamento ao motorista de app que já começa sua jornada devendo à plataforma e tal condição pode caracterizar o crime de condição análoga à escravidão pela nossa legislação. Por tais motivos, o MPT ingressou com essa medida e estamos confiantes na Justiça para barrar essa funcionalidade ilegal. A ação foi distribuída à 9ª Vara do Trabalho de Salvador (BA), que deverá analisar os pedidos apresentados pelo Ministério Público do Trabalho. O MPT pede, entre outras medidas, a suspensão do programa, a restituição dos valores cobrados dos motoristas e o pagamento de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. A ação ainda será analisada pela Justiça, portanto, as alegações apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho são objeto de contestação no processo e não representam, neste momento, uma decisão definitiva sobre a legalidade do programa. O que diz a UBER "Em decisão proferida no último dia 20, o juiz titular da 9ª Vara do Trabalho de Salvador manifestou a necessidade de "cautela" e "prudência processual" na análise dos pedidos formulados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho). De acordo com o juiz Luciano Carreiro, a relevância do tema "não se confunde com a presença automática dos pressupostos necessários à concessão, sem contraditório, de todas as providências requeridas". O magistrado lista, especificamente, "as alegações referentes ao endividamento dos prestadores, à retenção de créditos futuros, à concentração de atividade na plataforma, aos efeitos concorrenciais e às projeções econômicas" apresentadas pelos procuradores. "A relevância dessas questões recomenda sua investigação, mas não autoriza que sejam consideradas fatos definitivamente estabelecidos", afirma. A Uber refuta as conclusões apresentadas pelo MPT na ação e vai fornecer à Justiça, no prazo legal, todas as informações necessárias para o esclarecimento das questões levantadas pelos procuradores, que são baseadas em concepções equivocadas sobre o funcionamento da plataforma e em posições ideológicas sobre a relação estabelecida pelos motoristas com o aplicativo. O modelo de assinatura é praticado no setor de transporte individual privado de passageiros, há anos, por outros aplicativos em funcionamento no Brasil. O Passe para Motoristas representa uma alternativa comercial ao modelo tradicional de taxa de serviço por viagem, em fase de testes pela Uber, com o objetivo de verificar sua aderência a contextos locais diversos, possibilitando oferecer aos parceiros previsibilidade antecipada sobre o custo do serviço de intermediação prestado pela plataforma dentro das condições definidas." Justiça determina que Prefeitura de SP autorize Uber a operar moto por aplicativo em até 48 horas
26/08/2026 11:28:09 +00:00
Häagen-Dazs de saída do Brasil: os 4 motivos para o adeus da marca de sorvetes

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Depois de quase 30 anos de operação no Brasil, a Häagen-Dazs vai deixar o país. A multinacional americana General Mills, dona da marca de sorvetes premium, decidiu abandonar as suas vendas no território nacional. O desfecho vinha sendo anunciado por números estagnados: entre 2021 e 2025 a marca se manteve em quinto lugar no mercado, com 2% de participação no setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No mesmo período, as vendas de sorvete cresceram no Brasil, de R$ 14,7 bilhões para R$ 20,3 bilhões ao ano, segundo a consultoria Euromonitor. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam ao menos quatro motivos para a saída da marca do país: a reestruturação global de portfólio da General Mills, que vem priorizando marcas americanas de maior escala; a mudança no comportamento de consumo do brasileiro, que passou a comprar menos, mas produtos mais caros; o fechamento das lojas próprias da Häagen-Dazs ainda em 2018, que afastou a marca do consumidor; e a falta de inovação e de investimento em um mercado premium que ficou mais concorrido. Em comunicado divulgado esta semana, a General Mills afirma que "a marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio, anunciado em março de 2026". Em março, a multinacional vendeu as suas operações no país, envolvendo as marcas Yoki e Kitano, para o Grupo 3Corações, especializado em cafés, por R$ 800 milhões. A Häagen-Dazs, cujos produtos são importados, em especial da França, não foi incluída no negócio. "O negócio de sorvetes exige toda uma logística de distribuição, de cadeia congelada, que é mais onerosa mesmo para as grandes empresas", diz Cecília Russo Troiano, sócia da Troiano Branding. "Em caso de reestruturação de indústrias multimarcas, elas acabam priorizando categorias que não exigem tanto esforço e capital", diz a consultora. É o caso tanto da General Mills, que vem se concentrando em marcas globais com forte presença nos Estados Unidos, como Betty Crocker (mistura para bolos) e Cheerios (cereais), quanto da Unilever, que no ano passado separou o negócio de sorvetes, dando origem à The Magnum Ice Cream. Ao mesmo tempo, o consumo de sorvetes no Brasil vem mudando de perfil. "O consumo de sorvetes e guloseimas no Brasil está se transformando: o público compra menos, mas prefere marcas mais caras, produtos de maior qualidade. Esse é um dos efeitos também do uso de canetas emagrecedoras, que tiram a compulsão pela comida", diz Eduardo Halpern, professor do curso de Administração da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Halpern lembra ainda que a busca por um estilo de vida mais saudável vem sendo observada em diferentes faixas etárias. Uma pesquisa da NielsenIQ aponta que as canetas emagrecedoras, conhecidas pelos nomes comerciais de Ozempic, Wegovy e Mounjaro, entre outros, estão presentes em 25% a 30% dos lares no país — seja a versão oficial dos medicamentos, ou genéricas como as "canetas do Paraguai", ou mesmo as versões manipuladas aplicadas por endocrinologistas em consultórios, prática proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No país, diz Halpern, o consumo de sorvetes é pulverizado: 62% do mercado está com marcas que detêm menos de 1% de participação cada. "São marcas fortes em suas respectivas cidades ou regiões, mas sem presença nacional, porque a distribuição deste produto é complexa". A líder é a The Magnum Ice Cream (dona de Kibon, Ben & Jerry's, Magnum e Cornetto), com 24% de participação em valor. Em segundo lugar está a Nestlé, com 7%, seguida pela paulista Jundiá (3%) e a goiana Creme Mel (2%). Quando chegou ao Brasil, em 1997, a Häagen-Dazs — nome de inspiração dinamarquesa inventado pelo casal de fundadores, Reuben e Rose Mattus, em 1960, nos Estados Unidos — deu origem ao negócio de sorvetes premium no país e chegou a ter lojas próprias em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília. Mas em 2018 a marca fechou os oito pontos de venda que ainda mantinha e passou a ser vendida apenas no varejo. Para especialistas, foi o início do afastamento da marca de seu consumidor. "Uma marca sem loja perde pontos de contato com o cliente, o que é muito importante para um produto que não se vende por preço, mas por desejo", diz Cecília Troiano. "Depender apenas do ponto de venda de terceiros te deixa esquecido no congelador". O diretor de uma rede de supermercados de médio porte da capital paulista, que não quis se identificar, diz que a Häagen-Dazs já dava sinais de cansaço no ponto de venda. "Paramos de vender Häagen-Dazs há um ano e meio, os freezers da marca estavam dando problemas e o pessoal dizia que não conseguia consertar. Além disso, eram muito ruins na negociação comercial", diz ele. "Colocamos a Bacio di Latte no lugar e está indo bem melhor que a Häagen-Dazs", afirma. Nos últimos anos, uma série de marcas premium surgiu com lojas próprias — casos de Bacio di Latte, Borelli, La Basque e Heladeria Havanna —, ocupando o espaço que a Häagen-Dazs deixou vago. "Uma marca premium precisa de uma flagship [loja de referência]", diz o publicitário Luiz Lara, fundador da agência Lew'Lara\TBWA (hoje Lola\TBWA). "A Häagen-Dazs se acomodou e deixou de inovar. [Hoje em dia o mercado] tem até picolé com proteína", afirma. Häagen-Dazs anunciou que sairá do Brasil. Reprodução/Instagram
26/08/2026 10:14:56 +00:00
Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para 'clonar' pessoas no Brasil, revela estudo

Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor Um dos golpes mais comuns na internet, o roubo de senhas, está dividindo espaço com uma nova estratégia no Brasil: a "clonagem" de pessoas para tentar enganar vítimas e obter dinheiro. É o que mostra um levantamento inédito da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que analisa menções nas redes sociais sobre diferentes temas, em parceria com a Certta, empresa especializada em soluções antifraude. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo analisou conteúdos relacionados à segurança digital, incluindo publicações de pessoas que relataram ter sido vítimas de golpes. O g1 teve acesso a alguns desses casos. O levantamento identificou relatos de golpes em que ferramentas de IA são usadas para reproduzir a voz ou a aparência de pessoas reais a partir de fotos, vídeos e outros conteúdos disponíveis na internet. Com esse material, criminosos podem criar identidades falsas ou se passar por alguém conhecido da vítima para tornar a abordagem mais convincente. O que o levantamento encontrou Segundo a Nexus, 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados pelos consumidores foram identificadas nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026. Desse total, 2,8 mil menções, ou 7,3%, tratavam da manipulação de dados pessoais. O levantamento também identificou 9,1 mil menções a PIX e transações financeiras, relacionadas a preocupações com fraudes. "O estudo também revela um contraste: enquanto criminosos já usam ferramentas de IA para se passar por outras pessoas de formas cada vez mais convincentes, os brasileiros ainda tentam entender o que é deepfake e como funcionam os novos tipos de golpe", afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. ➡️ O que é deepfake? É uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista. Ela pode, por exemplo, colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou simular alguém dizendo algo que nunca disse. "Identificar essa lacuna entre o avanço da tecnologia e a familiaridade da sociedade com o assunto é o primeiro passo para proteger o ambiente digital", completa Tokarski. Vítima de golpe de roubo de dados alerta seguidores em publicação no X. Reprodução/X Um dos golpes mapeados é o "SIM swap", em que criminosos se passam pela vítima para pedir à operadora um novo chip, alegando que o atual foi roubado ou danificado. Quando conseguem fazer a troca, o chip original deixa de funcionar e o número passa a receber chamadas e mensagens no aparelho controlado pelos criminosos. Com isso, eles podem interceptar códigos enviados por SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos, como Instagram e WhatsApp. Outro golpe identificado envolve perfis falsos para a venda de ingressos. Nesse caso, criminosos usam dados de outras pessoas para criar perfis aparentemente legítimos e anunciar ingressos falsos para shows. As ofertas geralmente são direcionadas a usuários que publicam nas redes sociais que estão procurando ingressos. (veja na imagem acima) Golpistas avançam do roubo de senhas para a clonagem de pessoas no Brasil, revela estudo. Pexels
26/08/2026 08:04:17 +00:00
As duas frentes da guerra comercial de Trump - O Assunto #1791

O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação. Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Canadá enfrenta Trump e busca novos parceiros O que você precisa saber: Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA Canadá prepara empréstimos e ampliação de benefícios em resposta às tarifas de Trump Guerra comercial de Trump com Canadá ameaça republicanos em disputas pelo Senado 'Dólar por dólar': Canadá dobra tarifa e aplica até 50% de taxa sobre US$ 20 bi em importações dos EUA Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA marcam nova reunião na segunda para negociar tarifaço Trump anuncia 'guerra econômica' contra o Irã e ameaça países que ajudarem o regime O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo
26/08/2026 03:30:15 +00:00
Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia; veja o que acontece agora

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes A Justiça do Trabalho manteve, nesta segunda-feira (24), a decisão que suspendeu as demissões de 1.900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determinou a reintegração provisória dos funcionários. A empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial na semana passada. A companhia havia apresentado um mandado de segurança para tentar derrubar a reintegração dos demitidos, mas o processo foi encerrado porque documentos obrigatórios não foram apresentados. Com isso, a Justiça não chegou a analisar o mérito do pedido. A decisão foi assinada pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Segundo a magistrada, os documentos exigidos deveriam ter sido apresentados no início da ação e não era possível conceder um novo prazo para corrigir a falha. De acordo com Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a decisão garante que os trabalhadores demitidos e abrangidos pela medida permaneçam, por enquanto, vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos. "Isso não significa estabilidade definitiva: as dispensas ainda poderão ocorrer futuramente, desde que precedidas de diálogo efetivo com o sindicato", diz. Segundo o advogado, o sindicato não precisa autorizar ou concordar com os desligamentos, mas deve participar previamente das negociações. O que diz o Grupo Casas Bahia Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que respeita o Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais cabíveis em relação à decisão. "As decisões em curso integram um amplo processo de reestruturação, necessário para garantir a continuidade e a sustentabilidade do negócio, bem como a preservação dos empregos mantidos", diz a empresa. Segundo Soares, do IW Melcheds, a negociação poderá discutir alternativas aos desligamentos, critérios para as dispensas e medidas para reduzir seus impactos. "Caso não haja acordo, a validade definitiva das demissões ainda será analisada no processo principal." Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema na economia
26/08/2026 03:00:55 +00:00
TikTok leva multa inédita no Brasil: o que causou a decisão? E o que muda? Veja perguntas e respostas

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores A multa aplicada contra a ByteDance, dona do TikTok, na terça-feira (25) foi uma medida inédita contra uma empresa de rede social no Brasil. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa pague R$ 153,7 milhões por violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão concluiu que o TikTok tratou indevidamente dados de menores de idade em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não adotou medidas suficientes para evitar a prática. O TikTok afirmou ao g1 que a multa se refere a um período anterior ao seu enquadramento à LGPD e que seguirá dialogando com a agência enquanto avalia medidas cabíveis. O processo permite que a empresa entre com um recurso contra a decisão. Multa ao TikTok marca nova fase da ANPD A ANPD também determinou que a empresa exclua os dados coletados de forma irregular e apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores em sua plataforma. "Os mecanismos adotados pela empresa não foram suficientes para evitar, desde a origem, o tratamento indevido de dados pessoais de crianças e adolescentes", disse a ANPD, em comunicado, com base na avaliação de sua Superintendência de Fiscalização. O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço. Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos Por que o TikTok foi multado no Brasil? A ANPD identificou infrações à LGPD em acessos feitos por usuários sem cadastro, que conseguem assistir a vídeos mesmo sem conta, e com cadastro, que informam os dados pessoais à plataforma. Segundo a agência, as violações cometidas pelo TikTok foram: coletar indevidamente dados de menores de idade sem cadastro; não adotar medidas para prevenir a coleta de dados de usuários sem cadastro; coletar indevidamente dados para criar contas de menores de idade; não adotar medidas para prevenir cadastros de menores de idade; não demonstrar medidas que comprovem o cumprimento de normas de proteção de dados. Segundo a ANPD, o TikTok tratou dados de forma irregular porque não tinha uma "hipótese legal válida" para a prática, ou seja, não cumpria nenhum dos critérios previstos pela LGPD para coletar informações de crianças e adolescentes. O TikTok alegou que estava amparado pela hipótese de "execução de contrato", aplicada quando usuários aceitam os Termos de Serviço. Mas a ANPD rejeitou a justificativa porque crianças e adolescentes precisariam de representação ou da assistência dos pais para que o contrato fosse validado. Como o valor da multa foi definido? A multa foi calculada com base no faturamento bruto da ByteDance no Brasil em 2025, excluindo os tributos. A receita da empresa não foi exposta nos documentos porque essa informação é protegida pelo sigilo fiscal. Em seu cálculo, a ANPD rejeitou os atenuantes solicitados pela ByteDance, isto é, fatores que levariam a uma redução do valor da multa. A empresa disse que apresentou um plano de conformidade que está em vigor desde 2025. Mas a agência alegou que, para reduzir o valor da multa, é preciso ter comprovação de que as medidas do plano foram colocadas em prática. Quais são os próximos passos? A ByteDance deve pagar a multa em até 20 dias úteis ou entrar com um recurso contra a decisão em até 10 dias úteis. A empresa pode diminuir a quantia a ser paga em 25% se desistir de recorrer e se fizer o pagamento dentro do prazo. A dona do TikTok também deverá implementar um plano de conformidade para melhorar a proteção de crianças e adolescentes em sua plataforma. Para menores de 16 anos cadastrados, o TikTok deverá aplicar as configurações mais restritas, que só poderão ser alteradas com autorização dos responsáveis. A plataforma também terá que reforçar sistemas de supervisão de pais e implementar filtros de conteúdo mais rigorosos. Na versão sem cadastro, o TikTok deverá: limitar a experiência a 12 horas; bloquear a publicação de vídeos, os comentários, o envio de mensagens e interações com terceiros; impedir usuários de seguirem outros perfis ou serem seguidos; proibir usuários de publicarem ou assistirem a transmissões ao vivo; limitar a personalização de conteúdo; suspender veiculação de anúncios; exibir apenas conteúdo apropriado para todas as idades; reduzir a coleta de dados para o mínimo necessário, incluindo idioma e região da pessoa, informações sobre o dispositivo para proteção contra fraudes e informações para melhorar o desempenho do aplicativo. O que diz o TikTok? O TikTok afirmou ao g1 que a segurança de crianças e adolescentes é "uma prioridade absoluta" da plataforma e que mantém um diálogo "transparente e colaborativo" sobre o assunto com a ANPD. A empresa disse ainda que o "trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025". "A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis", disse o TikTok. A ANPD está investigando outras plataformas? A ANPD iniciou um monitoramento desse setor para mitigar riscos e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. Em coletiva com a imprensa logo após a decisão sobre o TikTok, a agência confirmou que está olhando para outras plataformas, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (21), a agência abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. Na lista, estão Instagram, Facebook, X, Discord, YouTube, LinkedIn, Gemini, ChatGPT, Claude, além das lojas de aplicativos de celular App Store e Google Play Store. As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
26/08/2026 03:00:46 +00:00
Eleições 2026: presidenciáveis defendem contas em ordem para baixar juro e estimular economia, mas não detalham propostas

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país. Para impulsionar o crescimento econômico sem gerar desequilíbrios, eles defendem ajuste das contas públicas, trazendo-as de volta ao azul, algo que não ocorre, de forma recorrente e sustentada, desde 2013. Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia —, e baixar os juros (atualmente os mais altos do mundo em termos reais). Embora a análise seja semelhante, os caminhos propostos para enfrentar o desequilíbrio fiscal, e a intensidade do ajuste, variam entre as candidaturas. Os programas de governo dos candidatos, embora tragam as linhas gerais de como tentar retomar superávits fiscais, não trazem muitos detalhes de como fazê-lo. Também incluem propostas (genéricas) de reformas em despesas obrigatórias, medidas tradicionalmente impopulares e de implementação politicamente complexa. 🔎Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, o g1 apresenta as propostas dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Foram considerados os programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). g1 e GloboNews começam cobertura especial das eleições 2026 com entrevistas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lula, candidato à Presidência da República pelo PT Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo Em seu programa de governo para um eventual quarto mandato, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a economia teve um crescimento médio de 3% nos últimos anos e avalia que a "taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia". O governo diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um "enorme esforço fiscal" (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções [aumentos de arrecadação via alta de tributos e cortes de benefícios]", acrescenta, na proposta. Veja outras propostas: Programa de governo diz que, para melhorar as contas públicas, será mantido o chamado "arcabouço fiscal", a regra aprovada em 2023. Pela norma, as despesas não podem crescer acima das receitas e, também, não podem avançar mais do que 2,5% ao ano (acima da inflação). Analistas criticam, porém, as exceções à regra - que têm impulsionado os gastos nos últimos anos. O plano diz, ainda, que, em um novo mandato, Lula dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o salário mínimo tem aumento acima da inflação, limitado a 2,5% ao ano (teto do arcabouço). Por ser atrelado a gastos previdenciários, analistas avaliam que isso dificulta o ajuste fiscal. A proposta diz que o governo, se eleito, combaterá a "pejotização espúria, com fiscalização, regras que inibam migrações fraudulentas, equiparando responsabilidades administrativas e previdenciárias e fortalecendo a inspeção do trabalho". Indicado pela campanha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou um pouco mais a proposta. O governo diz, também, que manterá a ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados. Flávio Bolsonaro (PL) Flavio Bolsonaro na Marcha para Jesus, em São Paulo. Miguel Schincariol / AFP A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um "grande tesouraço" por meio de um "corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina". O objetivo é, 'com as contas em ordem", conquistar "juros menores". "Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União", diz o projeto do PL. A proposta contempla, também, redução de impostos sobre energia e combustíveis "para sobrar dinheiro no fim do mês" para as famílias. "Menos imposto no que a família consome, conta de luz mais simples e mais barata, custo de transporte menor na prateleira do supermercado e crédito que não afunda o orçamento", acrescenta. Uma redução de arrecadação, por sua vez, dificulta o ajuste das contas públicas. Veja outras propostas: O documento da coligação diz que o Brasil cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas. E acrescenta que a meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, "apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços". O programa de governo promete, ainda, promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária e da "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz. Outra proposta é manter os programas sociais existentes com "aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes". Informa, ainda, que o programa social é ponto de partida e que haverá uma "trilha de qualificação e intermediação desenhada especialmente para quem recebe o benefício, para que a saída não seja um salto no escuro, mas um caminho com apoio em cada passo". O programa de governo diz, também, que dará continuidade a uma reforma administrativa já enviada ao Congresso, mas que não foi avaliada pelo Legislativo, para "modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor". Promete, ainda, o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e o "combate aos penduricalhos e supersalários". Ronaldo Caiado (PSD) Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será "princípio moral e condição de crescimento". A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir. "O equilíbrio não será buscado à custa dos mais pobres, mas pela reorganização da máquina, pela avaliação das políticas e pela retomada do crescimento baseado em produtividade, investimento e emprego", diz o documento do PSD, que defende instituir revisão periódica de programas, subsídios, fundos e benefícios tributários. Segundo o documento, a dívida pública aumentou, o custo real dos juros permaneceu elevado e o investimento federal foi comprimido no atual governo pela "incerteza fiscal", que "encarece o capital privado, reduz o horizonte dos empreendedores e impede que a infraestrutura, a indústria e a inovação avancem no ritmo necessário". Veja outras propostas: O programa de governo diz que o ajuste das contas públicas "não será baseado em aumentos sucessivos de impostos nem em cortes lineares [de gastos]". "O foco será impedir que as despesas obrigatórias cresçam acima da capacidade da economia, eliminar privilégios, rever gastos e benefícios sem resultado e reconstruir a confiança na trajetória da dívida", acrescentou. A campanha do PSD defende "qualificar a gestão dos benefícios sociais, integrar bases, corrigir pagamentos indevidos, atualizar cadastros e preservar o acesso de quem tem direito, concentrando o controle em fraudes e desvios, não em barreiras ao cidadão vulnerável". Outra proposta é trabalhar para que o investimento total avance dos atuais cerca de 17% do PIB em direção a aproximadamente 25%, "com participação relevante do investimento público das três esferas em áreas nas quais o retorno social não é plenamente apropriado pelo setor privado". Avaliou, ainda, que o crescimento sustentável depende de produtividade. "Entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas cerca de 0,5% ao ano. Com a desaceleração do crescimento da população em idade ativa, a produção por trabalhador será o principal determinante da renda futura", concluiu. Renan Santos (Missão) Renan Santos Reprodução A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um "remédio amargo", por meio da implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Equilíbrio Fiscal. Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social. Segundo o documento, a proposta é a "desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo (corrigindo-os apenas pela inflação), a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita, a revisão do abono salarial e a redução de renúncias fiscais (gastos tributários), com economia projetada de R$ 1,1 trilhão até 2031". O programa do Missão cita o governo do presidente argentino, Javier Milei, como um exemplo. "No nosso caso, também será preciso um remédio amargo para resolver a 'década perdida' que começou em 2014, resultado da inconsequente política fiscal do governo Dilma", acrescentou. Veja outras propostas: O plano de governo diz que é apenas com "equilíbrio fiscal" que será possível realizar as demais bandeiras da plataforma para o país: "a destruição do crime organizado, o investimento massivo em infraestrutura e tecnologia, a desfavelização do território e da cultura, e a elevação do Brasil para a posição de uma das cinco nações mais importantes do mundo ao longo das próximas décadas". Cita, também, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. "Essas propostas já deverão estar presentes no nosso projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um novo modelo mais inteligente", diz. O plano prevê, ainda, a retomada da produtividade: por meio de um diagnóstico sobre a estagnação produtiva brasileira e seus gargalos estruturais; e a reforma total do sistema de assistencialismo, "substituindo o Bolsa Família por um modelo de frentes de trabalho, em que os beneficiários participam de projetos para o bem público, se consolidando como participantes ativos da comunidade". Na estratégia para aumentar o crescimento da economia, o programa diz que haverá uma série de "propostas tangíveis" para superar gargalos, que "envolverão quase todos os eixos estruturais da economia brasileira, passando por justiça tributária, legislação trabalhista, regulação financeira e governança pública". Romeu Zema (Novo) Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República Gabriel Pinheiro / CNI / Divulgação A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano — impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um "choque fiscal nos gastos do governo". "O resultado é um país sufocado por impostos, travado por juros altos e empurrado para mais endividamento. Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas", diz o Missão, em seu plano de governo. O programa também traz a proposta de revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e das regras "que fazem o gasto público se expandir sozinho, inclusive as emendas parlamentares", ampliando assim o espaço do orçamento destinado a investimento. Veja outras propostas: Fazer uma reforma da Previdência envolvendo estados e municípios, bem como a previdência rural e militar, criando também um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria com base na expectativa de vida da população e na sustentabilidade do sistema previdenciário no longo prazo, para que as futuras gerações tenham segurança de que serão protegidas na velhice. O programa propõe privatizar todas as empresas estatais para que o "governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira". Também recomenda vender os imóveis e ativos públicos sem uso ou não essenciais. Unificar programas de transferência de renda e aumentar a qualidade do CadÚnico, integrando "fontes alternativas de informação para evitar fraudes e duplicidade de benefícios, de modo que os esforços do governo sejam voltados para tirar as pessoas da pobreza de forma definitiva". Fazer uma ampla reforma administrativa que "reduza gastos e deixe o governo enxuto e eficiente, reduzindo os ministérios, cortando cargos comissionados e revisando as autarquias e fundações do governo".
26/08/2026 03:00:20 +00:00
Mega-Sena 3049 acumula e prêmio vai a R$ 25 milhões; veja os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.049 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2.8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 25 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 13 - 36 - 43 - 53 - 55 5 acertos: 22 apostas ganhadoras, R$ 41.986,04 4 acertos: 1.567 apostas ganhadoras, R$ 971,64 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3049 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
26/08/2026 00:02:30 +00:00
Dona do Instagram sabia de falhas em recursos de segurança para menores, dizem testemunhas em processo nos EUA

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A Meta sabia que as ferramentas do Instagram para proteger adolescentes eram ineficazes, afirmaram nesta terça-feira (25) testemunhas no julgamento em que 29 estados americanos acusam a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp de mentir sobre os riscos de suas plataformas. Com mais de 3 bilhões de usuários no mundo, a Meta é alvo de um grupo de estados que afirmam que a empresa criou seus produtos para viciar as crianças e coletar seus dados. O julgamento acontece na Califórnia e deve durar até o fim de setembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Documentos internos da Meta apresentados ao júri indicam que a função que permite ao usuário configurar lembretes para parar de rolar a tela teve uma taxa de adesão de 1,8%. Já o modo que silencia as notificações noturnas foi ativado por 8,7%. Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse em interrogatório que não poderia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" caso as ferramentas não estivessem ativadas por padrão. Agora no g1 A juíza Yvonne Rogers, que decidirá o caso tendo o veredito do júri como referência, pareceu surpresa com o fato de Fogu desconhecer os dados internos. O diretor se mostrou combativo em alguns momentos, durante o interrogatório de um dos advogados dos estados. Outros ex-funcionários também disseram que as ferramentas eram ineficazes. "Na minha experiência, 'Take a Break' é uma função desenvolvida para falhar", declarou na semana passada Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta. O cientista de dados George Volichenko, que trabalhou em recursos de segurança do Instagram em 2022 e 2023, disse na segunda-feira (24) que as taxas de adoção dos recursos eram "muito baixas e decepcionantes" e descreveu a liderança da Meta como pouco interessada em promover o seu uso. Segundo ele, a diretoria não aprovou a ativação do modo silencioso por padrão para adolescentes mais jovens, o que prejudicou a sua adoção, uma vez que a função não era facilmente localizada no aplicativo. Ativar os recursos de segurança por padrão teria "um impacto negativo considerável" na interação dos usuários, acrescentou. O modelo de negócios da Meta gira em torno da venda de publicidade, e a empresa lucra mais quando os usuários passam mais tempo em seus aplicativos.
25/08/2026 23:18:04 +00:00
Governo reduz em R$ 5 bilhões previsão de gastos da Previdência para 2027
O governo federal reduziu em R$ 5 bilhões a estimativa de gastos da Previdência Social em 2027. As despesas com aposentadorias e benefícios devem chegar a R$ 1,218 trilhão no ano que vem, segundo estimativa apresentada nesta terça-feira (25) ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na projeção divulgada em agosto, os gastos somariam R$ 1,223 trilhão. Mesmo com a redução da projeção, o valor previsto para 2027 representa uma alta de 7,92% em relação à previsão de gastos para 2026 (R$ 1,129 trilhão). A revisão foi feita depois que o governo federal incorporou o efeito do crescimento do número de concessões de benefícios e da implementação das ações para a diminuição da fila de requerimentos a espera de análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%. A redução da fila implica aumento de despesas. LEIA TAMBÉM: Apesar de queda na fila no INSS, pessoas relatam espera de até 8 meses por resposta a pedido de benefício Agora no g1 A maior parte do dinheiro será usada para pagar benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. Para esse grupo, a previsão é de R$ 1,161 trilhão em 2027, alta de 8,76% em relação à projeção para 2026. A previsão foi aprovada por unanimidade pelo CNPS. O governo poderá agora usar o espaço orçamentário aberto pela redução das despesas previdenciárias em R$ 5 bilhões na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
25/08/2026 20:58:22 +00:00
Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez desde novembro
A Justiça do Rio decreta falência do Grupo Oi A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. Por decisão unânime, os desembargadores negaram provimento aos recursos impetrados pelos bancos Bradesco e Itaú e, com esses votos, a falência da companhia foi decretada. Em novembro de 2025, a falência da Oi já havia sido decretada, mas a decisão acabou sendo suspensa após bancos terem recorrido levando a empresa de telecomunicações ao segundo processo de recuperação judicial. A relatora dos agravos de instrumentos julgados nesta terça-feira, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, citou pontos da recuperação judicial da Oi e compromissos que não conseguiram ser saldados durante os dois períodos da recuperação judicial. A magistrada lembrou a importância de se fazer garantir os direitos dos trabalhadores preservando, assim, todas as garantias constitucionais e trabalhistas. Ela anunciou a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial e Adriano Pinto Machado como observador judicial, do escritório Pinto Machado Advogados, assim como o escritório Sergio Zveiter para atuarem no processo de falência da Oi. Nos últimos dias, a contabilização da dívida da Oi foi estimada em R$ 44 bilhões e tinha cerca de 164 mil credores, sem conseguir honrar a totalidade de seus compromissos. Com a decisão, o colegiado restabeleceu a quebra determinada em novembro de 2025 pela 7ª vara Empresarial da Capital, que havia sido suspensa após recursos de bancos credores. Na mesma sessão, foram julgados os agravos de instrumento, além dos impetrados pelo Itaú Unibanco e Bradesco, os do UM Bank e V.tal, que estavam relacionados à decisão que convolou a recuperação do Grupo Oi em falência. Também foram julgados os agravos da American Tower do Brasil. Justiça homologa venda da telefonia fixa da Oi por R$ 60 milhões 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
25/08/2026 20:50:54 +00:00
TCU derruba medida cautelar que suspendia o uso do 'dinheiro esquecido' no Desenrola 2.0

O Tribunal de Contas da União (TCU) derrubou, nesta terça-feira (25), a medida cautelar que determinava ao Ministério da Fazenda e ao Banco do Brasil a suspensão do uso de recursos do chamado “dinheiro esquecido” no programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas. O placar foi 5 votos a 3. A Corte, no entanto, analisou apenas a medida de cautelar concedida no domingo (23) e não entrou no mérito do processo. Prevaleceu o entendimento do ministro revisor, Odair Cunha, de que não havia urgência que justificasse a interrupção da política pública, uma vez que o processo estava no TCU há mais de 80 dias e se encerrará no dia 31 de agosto. Agora no g1 “A demora, Sr. Presidente, revela que o risco, ainda que existente e detectável, não foi considerado suficiente, elevado, para justificar uma atuação mais célere durante o período de julho ao início de agosto”, afirmou. Outro ponto levantado pelo ministro foi o de que a medida provisória que autoriza o uso dos recursos ainda está em análise pelo Congresso Nacional. Para Cunha, suspender a execução do programa antes da apreciação definitiva da medida pelo Legislativo poderia representar uma forma de controle de constitucionalidade que não caberia ao TCU. “Interromper a execução de política pública, que se encontra expressamente autorizada por um instrumento normativo com força de lei e ainda pendente de apreciação pelo Congresso Nacional equivale, a meu entender, ao exercício de controle de constitucionalidade repressivo por parte deste tribunal, o que não encontra amparo no ordenamento jurídico”, adicionou o ministro. Tribunal de Contas da União (TCU) Jornal Nacional/ Reprodução Dinheiro Esquecido Em junho, o g1 revelou que a Corte havia aberto investigação a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos diretamente para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0. ➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. ➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos. ➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias". 🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.
25/08/2026 20:09:33 +00:00
Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 289,3 bilhões em julho deste ano, informou nesta terça-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 265,5 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. ➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação neste ano também tem sido resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. Postos da região de Bauru começam a receber bombas de combustível antifraude TV TEM/reprodução Parcial do ano Nos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,87 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,9 trilhão de janeiro a julho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,77 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
25/08/2026 16:55:38 +00:00
Embraer certifica jato que pousa sozinho; modelo é o mais veloz e de maior alcance do mundo

Phenom 300EV certificado triplo. Divulgação/Embraer O Phenom 300EV, da Embraer, foi aprovado por agências e se tornou o primeiro jato leve certificado com o sistema Garmin Emergency Autoland, que permite à aeronave realizar um pouso automático caso o piloto fique incapacitado. Segundo a Embraer, é o jato leve mais veloz e de maior alcance do mundo. A aeronave pode atingir até Mach 0,80 (cerca de 980 km/h) e tem alcance de até 3.806 quilômetros com quatro passageiros e uma reserva de combustível prevista pelas regras da aviação executiva dos Estados Unidos. O modelo recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da autoridade de aviação dos Estados Unidos (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). Como funciona o sistema de pouso O sistema Emergency Autoland pode assumir o controle da aeronave e realizar o pouso sem a intervenção do piloto em uma situação de emergência. A tecnologia foi desenvolvida para o caso, por exemplo, de o piloto ficar inapto durante o voo. O Phenom 300EV também é o maior jato executivo equipado com o sistema. Para permitir que os comandos eletrônicos da aeronave controlem funções como frenagem automática e direção do leme, a Embraer desenvolveu um novo controlador eletrônico. A tecnologia também busca reduzir a carga de trabalho dos pilotos e facilitar a manutenção. Phenom 300EV da Embraer. Divulgação/Embraer Com o alcance ampliado para 3.806 quilômetros, o modelo pode realizar voos regionais sem escalas, como São Paulo-Manaus, segundo a fabricante. A aeronave também ganhou maior capacidade de carga e melhorias na cabine. Entre as novidades está a possibilidade de conexão de alta velocidade por meio de satélites de baixa órbita. O serviço Gogo Galileo - um sistema avançado de internet via satélite de alta velocidade e baixa latência - poderá ser instalado de fábrica, enquanto a conectividade da Starlink estará disponível posteriormente como opção de pós-venda. As entregas do Phenom 300EV estão previstas para começar em 2028.
25/08/2026 16:15:30 +00:00
Setor de fertilizantes pede R$ 2 bilhões ao governo para conter impacto da guerra no Irã

Produção de milho em Macaé (RJ) Marcio Borges - Comunicação A indústria de fertilizantes do Brasil está em negociações com o governo federal para que seja implantado um programa de subvenção de R$ 2 bilhões, por três meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta é para que o setor possa fornecer adubos a preços satisfatórios a agricultores, evitando desdobramentos mais danosos ao setor e à economia, disse um executivo da Mosaic à Reuters. Em momento em que o mundo lida com cotações mais altas dos insumos por conta da guerra no Irã, o programa seria fundamental para ajudar agricultores brasileiros a manter as produtividades, afirmou Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil e Paraguai, empresa líder no setor brasileiro de fertilizantes. O foco do programa de subsídios levado a autoridades do governo federal seria o enxofre, cujos fluxos de comercialização estão afetados, uma vez que 60% da produção mundial dessa matéria-prima derivada do petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, onde o transporte sofre interrupções devido à guerra. Agora no g1 "Estamos pleiteando junto ao governo uma espécie de subvenção, da mesma forma que o setor de petróleo foi contemplado", disse Monteiro, citando subsídios bilionários ao diesel e gasolina pelo governo brasileiro. O Brasil, uma potência agrícola, é um dos maiores consumidores globais de fertilizantes, mas importa o equivalente a cerca de 90% de seu consumo de adubos. A própria Mosaic anunciou em julho medidas temporárias de redução de produção e hibernação de suas unidades de produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, em resposta às restrições à oferta de enxofre, matéria-prima dessas fábricas. O executivo disse ainda, por ocasião de um congresso do setor em São Paulo, que o mercado nacional total de fertilizantes deverá cair este ano, segundo estimativas de especialistas no setor, de um recorde de cerca de 49 milhões de toneladas em 2025, para uma faixa de 42 milhões a 45 milhões. Mas ele alertou que a economia de aplicação de adubos, que impactará o mercado diante dos custos mais altos, pode trazer problemas de produtividade na próxima safra de soja e milho 2026/27, plantada a partir de setembro. Além dos custos mais elevados do produto importado, a indústria de fertilizantes está sendo afetada pelo menor poder de compra de agricultores, que estão lidando com margens de lucro mais baixas, restrição de crédito e juros altos, destacou Monteiro. Colheitadeira em plantação de soja em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro O executivo disse que a menor demanda dos produtores em meio aos preços altos do fertilizante também corta as importações brasileiras dos insumos, que caíram cerca de 10% no acumulado do ano até julho e registram retração de 50% até agora em agosto. O executivo disse que o setor conseguiu, até certo ponto, enfrentar neste ano os desafios da guerra com estoques adquiridos antes do conflito. Mas o futuro próximo pode ficar comprometido, caso o impasse no Oriente Médio não seja resolvido. Além de a produtividade agrícola cair, com a redução nas aplicações de adubos, poderia ocorrer um efeito em cadeia, caso a medida solicitada pelo setor não seja implementada. "Pode ter um custo muito maior se não for implementado, porque você está falando de uma potencial redução que vai reduzir o saldo da balança comercial, que vai reduzir o nível de atividade econômica, que vai reduzir o nível de serviço e, consequentemente, de tributação", disse. "Aí, somando e subtraindo tudo aqui, usando modelos internos econômicos, a gente chega a uma potencial situação que pode impactar as contas públicas do Brasil de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões. Ou seja, para cada 1 real investido nessa subvenção, eu estou falando que a gente pode perder, se não fizer nada, de 10 a 15 reais." Ele disse que o tema vem sendo tratado numa "sala de situação" junto aos ministérios da Agricultura, Minas e Energia, Casa Civil e da Fazenda, mas acrescentou que ainda não há uma definição. O executivo disse ainda que, mesmo que a guerra no Irã acabasse amanhã, ainda poderia levar cerca de 12 meses para a oferta se restabelecer, até porque outros fornecedores, como a China e a Rússia, estão restringindo a oferta diante da conjuntura atual. Os russos são afetados ainda por ataques ucranianos às suas instalações, lembrou Monteiro.
25/08/2026 16:04:07 +00:00
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA

Canadá impõe novas tarifas contra os EUA O Canadá anunciou nesta terça-feira (25) tarifas de retaliação sobre produtos dos Estados Unidos avaliados em C$ 27,6 bilhões (US$ 19,94 bilhões, ou cerca de R$ 102,8 bilhões). As medidas, que entram em vigor em 8 de setembro, terão alíquotas de 15%, 25% e 50% e atingirão cerca de 700 produtos importados dos EUA. Trump sugere trocar nome do Lago Ontário para 'Lago América' em meio a disputa com Canadá As novas tarifas foram anunciadas depois que entraram em vigor as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103,1 bilhões) em produtos canadenses. Segundo o governo canadense, as contratarifas foram definidas para ter impacto limitado sobre consumidores e empresas do país, mas aumentar a pressão sobre os Estados Unidos. ➡️ Como parte da resposta à escalada da guerra comercial, o Canadá também anunciou um pacote de C$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 27,9 bilhões) em medidas de apoio a trabalhadores e empresas afetados pelas tarifas. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo O programa inclui recursos para pequenas e médias empresas, financiamento para fluxo de caixa e auxílio a trabalhadores que possam ser prejudicados pelas novas medidas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As tarifas de 50% incidirão sobre setores como aço, alumínio, móveis e vestuário. Produtos como queijo, eletrodomésticos e alguns frutos do mar terão tarifa de 25%, enquanto eletrônicos e ferramentas serão taxados em 15%, segundo um funcionário do governo. "O valor dólar por dólar das contratarifas, assim como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas", disse o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne. Segundo informou a agência Reuters, um funcionário do governo canadense disse que as novas tarifas foram projetadas para que o impacto sobre consumidores e empresas canadenses seja mínimo e ainda possa atingir os EUA. A cronologia da guerra comercial A disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá ganhou força no início de 2025, após Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos canadenses. Em fevereiro daquele ano, o presidente americano determinou uma alíquota de 25% sobre a maior parte das importações do Canadá e de 10% sobre produtos de energia, sob a justificativa de combater o fluxo de drogas e a imigração ilegal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida teve sua entrada em vigor adiada por algumas semanas, mas acabou sendo implementada em março. O Canadá respondeu com tarifas sobre produtos americanos. Em março de 2025, o governo canadense colocou em vigor uma primeira lista de 25% sobre cerca de C$ 30 bilhões (US$ 20,8 bilhões) em produtos dos EUA. Na sequência, ampliou a retaliação para outros US$ 20,6 bilhões em mercadorias, incluindo aço, alumínio e uma série de outros produtos. A disputa continuou a se intensificar ao longo de 2025 e 2026, com novas tarifas americanas sobre setores estratégicos, como aço, alumínio e automóveis. Em 2025, por exemplo, os EUA elevaram para 50% as tarifas sobre aço e alumínio. ➡️ Agora, a tensão voltou a subir. Em 22 de agosto, entraram em vigor novas tarifas americanas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, atingindo mercadorias que incluem vinho, mel, roupas, equipamentos esportivos e outros bens. A medida veio após o fracasso das negociações entre os dois países. Após dias de negociação e sem conseguir chegar a um acordo, Trump anunciou na segunda-feira (24) uma nova escalada: tarifas de 50% sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2027. A decisão ampliou a pressão sobre setores centrais da integração econômica entre os dois países. Foi nesse contexto que o Canadá anunciou nesta terça-feira (25) sua nova rodada de retaliação. O governo canadense vai impor tarifas de 15%, 25% e 50% sobre cerca de 700 produtos americanos, em medidas avaliadas em aproximadamente US$ 19,9 bilhões, com início em 8 de setembro. Nova estratégia de Trump pode parar novamente nos tribunais Para impor as novas tarifas, Trump recorreu à Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma norma pouco conhecida que permite ao presidente americano aplicar tarifas contra países que adotem práticas comerciais consideradas discriminatórias ou desiguais contra os Estados Unidos. A medida chama atenção porque a Seção 338 nunca havia sido usada por um presidente americano para impor tarifas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, 25, pelo jornal americano The New York Times. ➡️ O uso inédito da lei abre dúvidas sobre como ela será interpretada pelos tribunais e se outras normas aprovadas pelo Congresso posteriormente limitaram esse poder presidencial. A estratégia também coloca Trump novamente diante de uma possível batalha judicial. O presidente já teve outras medidas tarifárias contestadas nos tribunais, e especialistas em comércio avaliam que o uso da Seção 338 contra o Canadá pode ser questionado caso a disputa comercial entre os dois países continue se intensificando. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Como as tarifas de Trump podem afetar o Canadá A manutenção das tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos canadenses pode colocar mais de 87 mil empregos em risco no Canadá, segundo estimativa do economista Trevor Tombe, da Universidade de Calgary no Canadá. O cálculo considera os efeitos diretos sobre empresas exportadoras e também os impactos sobre fornecedores e prestadores de serviços. ➡️ Segundo Tombe, cerca de 52 mil postos de trabalho seriam afetados diretamente, enquanto outros 35 mil poderiam ser atingidos indiretamente. A estimativa considera um cenário em que as tarifas permanecem em vigor e as vendas dos produtos afetados aos Estados Unidos caem na mesma proporção da tarifa. As províncias de Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica estariam entre as regiões mais afetadas. Mas os impactos não ficariam restritos às regiões diretamente expostas às tarifas: Alberta, por exemplo, teria cerca de 9 mil empregos em risco, apesar de suas próprias exportações serem pouco atingidas. O economista estima que a perda dos postos poderia elevar a taxa de desemprego canadense de 6,4% para cerca de 6,8%. O Canadá é o principal cliente de 26 estados americanos, incluindo Maine, Michigan e Wisconsin. Além disso, figura entre os três maiores compradores de 45 dos 50 estados americanos. *Com informações da Reuters
25/08/2026 15:03:50 +00:00
Governo amplia serviços para MEIs no Contrata+Brasil e regulamenta sistema de compras online

O evento também marcou o lançamento do programa Contrata+Brasil em Campinas, iniciativa do Governo Federal que facilita a conexão entre órgãos públicos e fornecedores locais, ampliando oportunidades para MEIs, pequenos negócios, cooperativas e agricultores familiares Crédito: Divulgação/PPM Films. O governo federal anunciou nesta segunda-feira (24) a regulamentação do Sistema de Compras Expressas (Sicx) e mudanças no Contrata+Brasil, plataforma que conecta microempreendedores individuais (MEIs) a órgãos públicos interessados em contratar pequenos serviços. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As medidas têm como objetivo modernizar as compras públicas, ampliar a participação de fornecedores e facilitar o acesso de pequenos empreendedores a contratos com o governo. Criado para facilitar a participação de MEIs em pequenas contratações feitas pelo poder público, o Contrata+Brasil ampliou de 137 para 272 o número de atividades econômicas de prestação de serviços disponíveis na plataforma. (veja a lista completa abaixo) ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E PEQUENOS REPAROS ➡️ LISTA DE SERVIÇOS DE EVENTOS Inicialmente, eram apenas 47 serviços. A expansão também inclui a adesão formal de empresas públicas, estatais e autarquias, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Correios, Petrobras e INSS. Agora no g1 Na prática, essas instituições poderão utilizar a plataforma para encontrar MEIs que prestem serviços como reparos, pintura, carpintaria e manutenção. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, um dos principais objetivos da iniciativa é reduzir o tempo e a burocracia das contratações e aumentar a renda dos pequenos empreendedores. “Uma contratação que demorava quase seis meses entre contratar o serviço, ser prestado e pagar foi feita em cinco dias em alguns casos. Então é uma velocidade gigantesca”, afirmou. “Muitos MEIs têm um faturamento de R$ 2 mil, R$ 3 mil por mês. E os contratos públicos são, em geral, em torno de R$ 8 mil. Então, às vezes, com um contrato público, a pessoa ganha o dinheiro que demorava o mês inteiro para ganhar”, completou. O acesso é gratuito tanto para os empreendedores quanto para os órgãos públicos. Não há cobrança de taxas ou comissões. Segundo o governo, existem atualmente 13,7 milhões de MEIs ativos no Brasil. Dados do Sebrae citados pelo Ministério da Gestão mostram que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram algum negócio com a administração pública. A proposta é ampliar essa participação e facilitar o acesso dos pequenos empreendedores às oportunidades de contratação. A entrada das novas instituições representa, segundo o governo, mais de 14,7 mil unidades públicas que poderão contratar serviços por meio da plataforma. A iniciativa também será incentivada em cerca de 109 mil escolas públicas que recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Somadas as unidades das estatais e autarquias às escolas, o governo estima um universo potencial de aproximadamente 123 mil pontos de contratação para pequenos serviços em todo o país. Isso, no entanto, não significa que existam 123 mil vagas ou contratos disponíveis para os MEIs. O número representa a quantidade potencial de unidades que poderão utilizar a plataforma para fazer contratações. Contratações em escolas Uma das frentes de expansão do Contrata+Brasil será o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que está em vigor desde o início do ano. Segundo o governo, cerca de 109 mil escolas públicas recebem recursos do programa, que movimenta aproximadamente R$ 933 milhões em despesas de custeio. Entre os gastos estão pequenos reparos, pintura, carpintaria e serviços de manutenção — atividades que podem ser realizadas por MEIs. A ideia é facilitar a contratação de prestadores de serviços da própria região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante o evento de lançamento das medidas, que a iniciativa pode ajudar a manter a circulação de dinheiro dentro das cidades. “Se a diretora da escola souber que pode contratar um prestador de serviço na sua própria cidade, o dinheiro vai ficar ali". Plataforma quer aumentar participação de MEIs O Contrata+Brasil funciona como uma plataforma que conecta pequenos prestadores de serviços a órgãos públicos. O MEI pode procurar oportunidades de acordo com sua atividade e região e enviar uma proposta diretamente pelo sistema. De acordo com o governo, os MEIs representam atualmente 4,7% do valor total contratado pelo Compras.gov.br, apesar de somarem 13,7 milhões de empreendedores ativos no país. A pesquisa do Sebrae citada pelo Executivo mostra que 51,6% dos MEIs têm interesse em vender para o governo, mas apenas 13,6% já fizeram alguma transação com a administração pública. A proposta é reduzir as dificuldades de acesso às compras públicas, especialmente para serviços de menor porte. Segundo Esther Dweck, o sistema permite contratações diretas de MEIs para serviços de até R$ 13 mil, dentro das regras aplicáveis. “O governo federal representa cerca de 5,6% a 6% do PIB em compras; é o maior comprador do país. Se ele passa a exigir a compra dos pequenos em todo local, ele vai desenvolver a economia”, afirmou a ministra. Estatais ampliam rede de contratantes Entre as instituições que aderiram ao programa estão: Banco do Brasil: 3.997 unidades; Caixa Econômica Federal: 3.258 unidades; Correios: 5.917 unidades; INSS: 1.587 unidades; Banco do Nordeste; Petrobras. Também já participam ministérios da administração direta, como Defesa, Saúde, Educação e Agricultura. Segundo o governo, a adesão amplia em cerca de 60 vezes o número de potenciais contratantes na plataforma. A iniciativa também prevê uma busca ativa por empreendedores. Em vez de depender apenas da procura dos MEIs pelas oportunidades, a proposta é que o poder público também identifique prestadores de serviços que possam atender às demandas existentes. Novo sistema para compras públicas Além das mudanças no Contrata+Brasil, o governo regulamentou o Sistema de Compras Expressas (Sicx), voltado para a contratação de bens e serviços padronizados pela administração pública. O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece regras para o uso de plataformas de comércio eletrônico nas compras governamentais. A proposta permite que fornecedores utilizem plataformas digitais que já fazem parte de suas atividades comerciais. Com isso, o governo pretende aproveitar tecnologias já disponíveis no mercado e reduzir os custos de adaptação. O modelo também prevê um cadastro digital permanente, integrado ao Registro Cadastral Unificado (RCU). A medida pretende evitar que o fornecedor precise apresentar os mesmos documentos a cada nova oportunidade de contratação. Segundo o governo, o lançamento do RCU está previsto para o último trimestre de 2026. O Sicx faz parte da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), que busca usar as compras do governo para estimular o desenvolvimento econômico e sustentável. Como participar do Contrata+Brasil O microempreendedor pode acessar a plataforma e procurar oportunidades de contratação de acordo com sua atividade e região. O acesso ao Contrata+Brasil é gratuito. Não há cobrança de taxa ou comissão para o empreendedor nem para o órgão público. Para participar, é necessário: acessar a plataforma com uma conta gov.br; realizar o cadastro como fornecedor; informar os dados do negócio; selecionar as atividades que presta; procurar oportunidades compatíveis com seu perfil; enviar uma proposta com o valor e o prazo para execução. Caso seja escolhido, o MEI é contratado diretamente pelo órgão público por meio da plataforma. Atualmente, o Contrata+Brasil reúne 272 atividades econômicas (CNAEs) de prestação de serviços. A plataforma está disponível no site oficial do Contrata+Brasil. Tela do site 'Contrata+Brasil', lançado pelo governo federal PR/Reprodução
25/08/2026 14:23:54 +00:00
iPhone ganha recurso para transmitir câmera ao vivo em ligações à polícia pelo 190

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters A Apple liberou nesta segunda-feira (24) no Brasil o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, que permite aos serviços de emergência solicitar imagens da câmera do iPhone durante uma ocorrência. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a RapidSOS, responsável por conectá-la às centrais de atendimento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante uma ligação para o 190, o atendente pode avaliar que as imagens ajudariam a entender melhor a situação e enviar uma solicitação ao celular. O usuário recebe um aviso e decide se quer compartilhar a câmera. Se aceitar, basta tocar em “Compartilhar” para iniciar a transmissão ao vivo. Também é possível escolher fotos ou vídeos já armazenados no aparelho. (veja mais abaixo) Agora no g1 Como usar o recurso no iPhone O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência está disponível em iPhones 14 ou modelos posteriores. Não é necessário ativar previamente o compartilhamento de vídeo: ele só será iniciado se o serviço de emergência solicitar as imagens durante uma chamada. Antes de uma emergência Para deixar o SOS de Emergência configurado, o usuário pode: Acessar Ajustes > SOS de Emergência; Ativar “Pressionar 5 Vezes para Ligar”, que inicia uma contagem regressiva para a chamada de emergência; Ou manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume para iniciar a ligação. Durante a chamada para o 190 Se o atendente considerar que as imagens podem ajudar na ocorrência, ele poderá enviar uma solicitação ao iPhone. A partir daí, o usuário escolhe o que deseja compartilhar: “Compartilhar”: inicia a transmissão da câmera ao vivo; “Escolher”: permite selecionar fotos ou vídeos já armazenados no aparelho; “Agora Não”: recusa o compartilhamento. A transmissão pode ser pausada ou interrompida a qualquer momento pelo usuário. 🔒 Privacidade: segundo a Apple, a transmissão é criptografada por padrão. A empresa alerta, porém, que os serviços de emergência podem manter uma cópia do vídeo transmitido e das fotos ou vídeos compartilhados.
25/08/2026 14:15:57 +00:00
'Robôs assassinos': ONU defende limites globais para armas capazes de atacar sem intervenção humana

Um drone de ataque de longo alcance FP-1, da Ucrânia, é lançado em local não revelado do país, em 16 de agosto de 2026. AP/Efrem Lukatsky A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) reforçaram nesta terça-feira (25) um apelo para que os países adotem proibições e limites ao uso de armas autônomas, sistemas que podem identificar e atacar alvos sem comando humano direto e que são frequentemente chamados de "robôs assassinos". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pedido dá continuidade a uma iniciativa lançada há três anos e às negociações internacionais que vêm sendo realizadas sobre o tema. As duas organizações não defendem uma proibição total de todas as tecnologias do tipo, mas pedem regras claras para controlar seu desenvolvimento e uso. Embora afirmem que esses sistemas já estão sendo desenvolvidos, ONU e Cruz Vermelha dizem não ter confirmado seu emprego em combate. Agora no g1 As entidades argumentam que a criação de regras é necessária para proteger a população civil antes que esse tipo de arma passe a ser utilizado de forma mais ampla. "Estamos perigosamente perto de cruzar uma linha moral: permitir que máquinas escolham seres humanos como alvos de forma autônoma", afirmou a porta-voz da ONU em Genebra, Alessandra Vellucci, ao ler uma declaração conjunta do secretário-geral da ONU, António Guterres, e da presidente do CICV, Mirjana Spoljaric. No texto, os dois líderes afirmam que o alerta ganha ainda mais urgência agora. Segundo eles, as preocupações permanecem as mesmas, mas os riscos aumentaram. A ONU e a Cruz Vermelha argumentam que o rápido avanço das tecnologias militares está colocando pressão sobre as normas internacionais existentes e ampliando a distância entre o que a tecnologia é capaz de fazer e o que a legislação consegue regular. "As armas autônomas não pertencem a um futuro distante. A corrida para ampliar a autonomia dos sistemas de armas já está em andamento", diz a declaração. O novo apelo ocorre enquanto diplomatas se preparam para uma reunião em Genebra, em novembro, dedicada ao fortalecimento da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, acordo internacional que reúne países para discutir limites a armamentos considerados particularmente preocupantes. Guerra na Ucrânia e avanço dos drones A ONU e o CICV avaliam que esse fórum oferece o caminho mais concreto para a criação de regras internacionais obrigatórias sobre armas autônomas. Os esforços para impor restrições a essas tecnologias vêm se arrastando há anos sem produzir resultados definitivos. O debate ganhou força à medida que drones e outros sistemas não tripulados passaram a ser usados em conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de confrontos no Oriente Médio, no Sudão e em outras regiões. Até agora, veículos robóticos terrestres têm sido empregados na Ucrânia principalmente para transportar equipamentos, levar suprimentos às tropas e retirar feridos do campo de batalha. A estratégia reflete a tentativa de reduzir a exposição de soldados em um cenário marcado pela presença crescente de drones. O governo ucraniano também busca ampliar o uso de sistemas robóticos armados para aliviar a pressão sobre a infantaria, que enfrenta desvantagem numérica em diversas frentes de combate. Esses projetos, porém, ainda tiveram alcance limitado. Na avaliação da ONU e da Cruz Vermelha, os alertas não vêm apenas de organizações humanitárias. Cientistas e engenheiros envolvidos no desenvolvimento dessas tecnologias também têm defendido a criação de limites para seu uso. "Quando os próprios criadores dessa tecnologia pedem restrições, os Estados não podem permanecer passivos", afirma a declaração. O documento conclui dizendo que 2026 precisa marcar uma mudança de rumo nas negociações internacionais sobre o tema.
25/08/2026 13:52:21 +00:00
Häagen-Dazs, Walmart e mais: veja marcas famosas que encerraram atividades no Brasil

Häagen-Dazs, Walmart, Forever 21: algumas empresas que encerraram operações no Brasil Divulgação A General Mills anunciou o fim da distribuição da Häagen-Dazs no Brasil, encerrando a presença da marca de sorvetes no país após quase três décadas. Segundo a empresa, a decisão faz parte de um plano de reformulação de portfólio. A saída da Häagen-Dazs não é um caso isolado de mudança na operação de marcas internacionais no Brasil. Ao longo dos anos, empresas de diferentes setores adotaram estratégias distintas para seus negócios no país. ➡️ Algumas encerraram totalmente operações, outras fecharam fábricas ou lojas físicas, mudaram de controlador ou passaram a atuar por outros canais. 🔍 Mudanças que podem fazer parte de decisões específicas de cada empresa, como revisão de portfólio (conjunto de marcas e produtos), mudança no modelo de operação ou reorganização dos negócios em diferentes mercados. Veja abaixo uma lista de empresas que deixaram de produzir, vender ou operar no Brasil em determinados segmentos nos últimos anos: D Häagen-Dazs Começando pelo caso quente da semana, a Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e manteve lojas próprias no país por parte de sua trajetória. Em 2018, a General Mills, dona da marca, encerrou as lojas próprias que ainda mantinha no Brasil. Os produtos continuaram sendo comercializados no mercado brasileiro por outros canais. Agora, a General Mills encerrou as atividades da marca no Brasil. Como motivos, a empresa disse que a marca não seria mais distribuída no Brasil “devido a um plano de reformulação de portfólio”, anunciado pela companhia em março deste ano. Não informou um motivo específico adicional para a saída da marca Haribo A Haribo, fabricante alemã de doces conhecida pelas balas de gelatina em formato de ursinho, já era comercializada no Brasil por meio de produtos importados antes da instalação de uma fábrica no país. Em 2016, a empresa iniciou a produção local em uma fábrica em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa. Dona dos ‘Ursinhos de Ouro’, Haribo encerra produção no Brasil e fecha fábrica no interior de SP Em abril deste ano, a empresa anunciou o encerramento das atividades fabris no Brasil. A fábrica permaneceu em operação até julho, dentro do cronograma de encerramento. A empresa afirmou que sua avaliação da operação brasileira ficou mais difícil diante de “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”. Também disse que avalia continuamente as operações considerando ambiente de negócios, competitividade e sustentabilidade da operação no longo prazo. Ford A Ford começou a operar no Brasil em 1919, quando instalou uma unidade em São Paulo. Ao longo das décadas, a montadora ampliou sua presença no país e passou a produzir veículos em diferentes fábricas Em janeiro de 2021, a empresa anunciou o encerramento da produção de veículos no Brasil. As fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) tiveram a produção encerrada naquele ano. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), também foi fechada em 2021. Ford encerra a produção de veículos no Brasil A Ford atribuiu o encerramento da produção no Brasil à capacidade ociosa das fábricas, à redução das vendas e a anos de perdas. A empresa também citou o ambiente econômico desfavorável e os efeitos da pandemia. A montadora, no entanto, manteve operações comerciais no país e passou a atender o mercado brasileiro com veículos importados de outros mercados. Mercedes-Benz A Mercedes-Benz iniciou sua trajetória industrial no Brasil com a produção de caminhões e ônibus, em 1956. Décadas depois, a empresa também passou a fabricar automóveis no país. Em 2020, a montadora alemã anunciou o encerramento da produção na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo. A unidade, inaugurada em 2016, produzia os modelos Classe C e GLA. Mercedes-Benz encerra produção de automóveis no Brasil A montadora atribuiu a decisão à situação econômica difícil do Brasil, agravada pela pandemia, que provocou queda nas vendas de carros premium. A empresa também citou a reestruturação de sua rede global de produção e a busca por maior eficiência. A decisão não significou a saída da Mercedes-Benz do Brasil. Assim como a Ford, a companhia manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus no país e continuou vendendo automóveis importados. Forever 21 A Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e abriu suas primeiras lojas no país naquele ano. A rede americana de moda chegou a ter 15 unidades brasileiras. Em 2022, a marca encerrou sua operação de lojas no país. As unidades foram fechadas ao longo daquele ano, após liquidações para a venda dos estoques. A Forever 21 atribuiu a saída do Brasil às dificuldades financeiras da companhia e ao cenário desfavorável para a operação no país, que enfrentava custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas. Fnac A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que combinavam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos culturais. A marca chegou a ter 12 lojas no país. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira da Fnac. No ano seguinte, a rede fechou suas lojas no país. Em outubro de 2018, a última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades. A Fnac afirmou que a operação brasileira precisava atingir um “tamanho crítico” para ser relevante e reforçar sua posição no mercado. A controladora também citou a queda das vendas e o contexto de maior competitividade e crise econômica. Walmart O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma operação com lojas em diferentes regiões do país. Em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da operação brasileira do Walmart. A partir da mudança de controle, o negócio passou por uma reestruturação e a marca Walmart começou a ser substituída por outras bandeiras. O Walmart atribuiu a decisão a uma revisão de seu portfólio internacional. A empresa afirmou que a parceria com a Advent International buscava fortalecer a operação brasileira e criar condições para o crescimento do negócio no longo prazo. A partir de 2019, a operação passou a utilizar a marca Grupo BIG, enquanto a marca Walmart deixou de ser utilizada nas lojas brasileiras. Sony A Sony está presente no Brasil desde 1972 e construiu uma operação conhecida principalmente por televisores, câmeras e equipamentos de áudio. Em 2020, a empresa anunciou o fechamento de sua fábrica em Manaus e o fim da produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio no país. Em março de 2021, confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado brasileiro. A Sony atribuiu a decisão ao ambiente de mercado e às perspectivas para os negócios no Brasil naquele momento. A empresa afirmou que a medida fazia parte de uma revisão de suas operações e buscava fortalecer a estrutura e a sustentabilidade dos negócios diante das mudanças no ambiente externo. A saída foi parcial: a Sony manteve no Brasil negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento. A empresa também manteve serviços de suporte e assistência técnica para os produtos vendidos anteriormente. Nikon A Nikon, fabricante japonesa de câmeras e equipamentos fotográficos, anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos. Em setembro de 2018, a companhia anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil. A Nikon atribuiu a decisão a uma reestruturação global da companhia, que incluía a otimização das estruturas de pesquisa e desenvolvimento, vendas e fabricação. A empresa afirmou que o processo buscava fortalecer suas bases para o crescimento sustentável no longo prazo. Topshop A marca britânica de moda Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado de São Paulo. Em 2016, a Topshop anunciou o fechamento de sua última loa no país, no JK Iguatemi, encerrando a operação física da marca no Brasil. A Topshop não apresentou uma justificativa detalhada para o encerramento da operação brasileira. A marca vinha enfrentando dificuldades no país, incluindo problemas relacionados ao pagamento de aluguéis e desempenho das lojas, mas até hoje, a empresa não atribuiu oficialmente a saída a esses fatores.
25/08/2026 13:46:11 +00:00
China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola

Agricultores trabalham em uma plantação de arroz em Leshan, na província de Sichuan, na China Reuters/China Daily Em meados de agosto, a China comprou pouco mais de meio milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos para o próximo ano comercial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa quantidade, no entanto, representa apenas uma parte do total de suas importações: segundo a agência de notícias Reuters, em outubro passado, a China concordou em comprar aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja anualmente dos EUA. O acordo é válido até o final de 2028. Embora o 15º Plano Quinquenal estabeleça como objetivo produzir cada vez mais alimentos dentro do próprio país, a China não consegue substituir todas as importações, como a soja. Essa leguminosa, rica em proteínas, serve não apenas como alimento para humanos, mas principalmente como ração para as enormes criações de suínos, aves e peixes da China. Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China A agricultura chinesa dificilmente conseguirá superar essa dependência devido aos recursos limitados de terra e água disponíveis. A tentativa de garantir seu próprio abastecimento alimentar de forma mais eficaz é motivada, sobretudo, por um cenário internacional cada vez mais incerto. A guerra na Ucrânia demonstrou a rapidez com que o abastecimento agrícola e as rotas comerciais podem ser interrompidos. A isso se somam os conflitos comerciais e as consequências das mudanças climáticas. Para a China, a segurança alimentar é, portanto, também uma questão de segurança nacional. "A guerra entre a Rússia e a Ucrânia exacerbou os riscos à segurança alimentar nacional representados pelo atual mercado global de grãos e desencadeou uma reavaliação do comércio global de cereais baseado no livre comércio", afirmam pesquisadores num artigo publicado pelo think tank americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). Outro desafio são os recursos limitados do país. "Com quase 18% da população mundial, a China é o segundo país mais populoso depois da Índia, mas dispõe de apenas cerca de 7% das terras aráveis do planeta", aponta Christina Otte, especialista econômica da agência alemã de comércio exterior Germany Trade & Invest (GTAI) na China. Ao mesmo tempo, os riscos climáticos estão aumentando. Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostra que eventos combinados de calor e seca aumentaram na China e estão impactando particularmente as colheitas de milho e arroz. Cerca de 84% do consumo doméstico de soja na China depende de importações e mais da metade desse abastecimento vem do Brasil Bloomberg via Getty Images/BBC Metas do 15º Plano Quinquenal Em seu 15º Plano Quinquenal para o período de 2026 a 2030, a liderança chinesa aposta sobretudo no aumento da produtividade agrícola. O plano visa aumentar a proporção de terras agrícolas de alta qualidade, de aproximadamente 70% para 75%. Ao mesmo tempo, busca desenvolver variedades de sementes mais resistentes, aumentar o nível de mecanização e expandir a agricultura inteligente. O uso da água também deve se tornar mais eficiente. "A China certamente estabeleceu metas ambiciosas para o seu setor agrícola", comenta Otte. Mas ela pondera que essa direção não é nova e diz que há anos o país busca uma estratégia de fortalecimento da produção doméstica e redução da dependência de importações. Pequim também mira na modernização tecnológica, com investimento em novas variedades de sementes, biotecnologia, agricultura de precisão, digitalização e inteligência artificial. As máquinas serão utilizadas com maior precisão com o auxílio de sistemas de navegação, e sensores fornecerão alertas precoces de doenças ou eventos climáticos. Também estão previstos sistemas de irrigação mais eficientes e maior uso de fertilizantes orgânicos. "Embora todas essas medidas possam contribuir para um aumento significativo da produção agrícola, ainda se presume que a China continuará dependendo de importações no futuro", afirma Otte. Segundo ela, muitas áreas ou não são adequadas para uso agrícola, ou o são apenas em escala limitada. Impacto nos parceiros comerciais Ao mesmo tempo, Pequim busca diversificar seus fornecedores. O think tank britânico Chatham House descreve a combinação do aumento da produção doméstica, fontes de importação diversificadas e grandes estoques como componentes-chave da estratégia de segurança alimentar da China. Isso também inclui investimentos em novas rotas de transporte e cadeias de suprimentos, como infraestrutura portuária e ferroviária. Para os países que exportam produtos agrícolas para a China, a mudança na demanda chinesa provavelmente terá consequências variadas. Uma análise publicada em meados de agosto na Fulcrum, uma revista voltada para os desenvolvimentos políticos asiáticos do Instituto Iseas-Yusof Ishak, em Singapura, conclui que alguns países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em particular, podem ser afetados. De acordo com a análise, Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietnã estão entre os países com dependência comparativamente alta do mercado chinês. A China já é amplamente capaz de garantir ou expandir ainda mais sua autossuficiência em arroz, aves e carne suína. A produção doméstica de trigo e milho também deve aumentar. No entanto, o país continua dependente de importações de soja, carne bovina, laticínios e óleos vegetais. Por isso, para os países da Asean, o Iseas prevê tanto uma diminuição nas oportunidades de exportação quanto uma demanda contínua ou crescente, a depender do produto. "Para os países que anteriormente exportavam grandes quantidades de alimentos e produtos agrícolas para a China, isso significa inicialmente um aumento da pressão competitiva", afirma Otte. "Ao mesmo tempo, porém, surgem novas parcerias e mudanças nas oportunidades de mercado." O Iseas aponta para o aumento da demanda por alimentos de maior valor agregado e já processados, incluindo café e cacau, bem como peixes e frutos do mar. Ao mesmo tempo, os requisitos de segurança alimentar, rastreabilidade e sustentabilidade provavelmente ganharão mais importância. "A China poderá, portanto, evoluir cada vez mais de um mercado que importa grandes quantidades de alimentos para um mercado de produtos mais seletivos e de maior qualidade", afirma Otte. Tecnologia agrícola como novo setor de exportação A estratégia chinesa não se limita à produção doméstica. O Iseas destaca que a China já se tornou um fornecedor significativo de tecnologia agrícola, sementes melhoradas, sistemas de agricultura digital, tecnologia de irrigação e máquinas para processamento de alimentos. Isso pode criar oportunidades para transferência de tecnologia e cooperação para a Asean. O Chatham House também prevê repercussões internacionais para os investimentos chineses em tecnologia agrícola. Técnicas para aumentar a produtividade, reduzir o desperdício de alimentos e regenerar o solo poderiam, segundo o think tank, ser utilizadas também fora da China. "É possível, portanto, afirmar que a China tem potencial para se tornar um importante centro de tecnologia agrícola moderna", diz Otte. "Contudo, é improvável que o país alcance a independência total das importações de alimentos."
25/08/2026 12:44:57 +00:00
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