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g1 > Economia

Adolescente que processava a Meta por danos à saúde mental desiste das acusações contra a empresa dias antes do julgamento

União Europeia acusa Meta de induzir vício e países avaliam proibir redes sociais para menores Um adolescente da Flórida retirou o processo contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook, no qual alegava que as plataformas da empresa contribuíram para sua depressão e ansiedade. A decisão foi tomada poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, segundo os advogados do jovem informaram nesta quarta-feira (22). O processo, movido pelo adolescente de 15 anos identificado pelas iniciais R.K.C., inicialmente envolvia quatro empresas: Google, responsável pelo YouTube; Meta, dona do Instagram; Snap, proprietária do Snapchat; e ByteDance, controladora do TikTok. O YouTube e o TikTok chegaram a acordos para encerrar a disputa em junho. Logo da Meta. Daniel Cole/Reuters Segundo a Bloomberg, o Snapchat também teria alcançado um acordo preliminar no caso. De acordo com documentos judiciais, R.K.C. começou a usar redes sociais por volta dos 8 anos e afirmou que desenvolveu dependência das plataformas, o que teria levado à perda de sono, além de sintomas de depressão e ansiedade. O motivo da desistência "Diante do resultado geral bem-sucedido do litígio e de suas preocupações em enfrentar um julgamento exaustivo de várias semanas, ele decidiu retirar as acusações contra a Meta", afirmaram os advogados de R.K.C. em um comunicado. "Ele está pronto para encerrar esse capítulo, concentrar-se em sua recuperação e dedicar-se à terapia, na busca por uma vida normal." Um porta-voz da Meta declarou que R.K.C. desistiu das acusações sem receber qualquer pagamento. "As alegações nunca se sustentaram, e esse desfecho deixa claro que não recuaremos na defesa contra processos infundados", afirmou a empresa. Meta pode pagar multa de US$ 1,4 trilhão por 'vício' Paralelamente ao caso do joven de 15 anos, a Meta enfrenta cada vez mais represália de usuários e estados. A Meta Platforms informou à Justiça dos Estados Unidos que quatro estados norte-americanos pedem US$ 1,4 trilhão (R$ 7,15 trilhões) em multas em um processo que acusa a empresa de ter criado o Facebook e o Instagram com recursos destinados a tornar jovens usuários dependentes das plataformas e de ter enganado o público sobre a segurança dos serviços. O valor foi revelado em um documento apresentado pela companhia no começo deste mês, em resposta aos cálculos feitos pelos procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey. Segundo os estados, a cifra foi estimada com base no número de supostas violações cometidas pela Meta e nas multas previstas nas leis estaduais de proteção ao consumidor. A empresa classificou o cálculo como "absurdo" e afirmou que a penalidade não tem base nos fatos nem na legislação. A Meta também negou as acusações e disse que não há provas de que tenha enganado usuários ou criado plataformas com o objetivo de gerar dependência. O julgamento está previsto para agosto, na Califórnia, e analisará acusações de que a Meta violou leis de proteção ao consumidor e a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA), ao coletar dados de menores sem autorização adequada dos pais. Ao todo, 29 estados processam a empresa por práticas relacionadas ao uso das plataformas por crianças e adolescentes. Leia mais: Meta diz que estados dos EUA pedem multa de US$ 1,4 trilhão por 'vício' em Facebook e Instagram
22/07/2026 19:04:25 +00:00
Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço do governo Trump

Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço do governo Trump O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também aquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio. A medida é chamada de "Brasil Soberano 3" pelo governo. setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas. ados no "Brasil Soberano 1" e das renegociações de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões virão do BNDES. O financiamento será destinado às empresas que: são afetadas por tarifas comerciais dos EUA, como setores de aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, entre outros; são de setores industriais estratégicos, por exemplo: fertilizantes, farmacêutico, têxtil, minerais críticos, entre outros; setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas. O crédito será destinado a empresas exportadoras de diversos setores. O governo coloca algumas regras para as empresas que aderirem ao programa como, por exemplo, a manutenção de pelo menos parte dos empregos. O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões, o "Brasil Soberano 2", em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma medida provisória (MP) de março de 2026. Outras medidas continuam em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados, como adiantou o blog da Ana Flor. O anúncio ocorre um dia após o governo federal iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo "tarifaço" dos Estados Unidos. Os encontros são para ouvir as demandas das empresas e discutir medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras. Coletiva de imprensa do Brasil Soberano III Reprodução Andamento das negociações Conforme a avaliação de integrantes do governo brasileiro envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram no ano passado — após o encontro Lula e o presidente norte-americano Donald Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano. Entretanto, a partir do fim de maio e o início de junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos — matérias-primas consideradas essenciais para setores estratégicos, como baterias, veículos elétricos, eletrônicos, energia e defesa. Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos. Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta. Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro, mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Essa rodada aconteceu, o Brasil disse que o tarifaço era injusto. De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação nem deixasse a ideologia contaminar as conversas. Entretanto, a avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa. Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido". Sem retaliação, segundo Alckmin Nesta terça, Alckmin disse que “a ideia não é retaliação”. No entendimento do vice-presidente, o uso da Lei de Reciprocidade Econômica pelo Brasil é diferente de retaliar os produtos americanos, e a medida pode vir a ser adotada no momento “adequado”. Ele deu a declaração após uma série de encontros com representantes de setores afetados pelo tarifaço. Esses representantes do setor produtivo têm defendido que o Brasil não use a lei da reciprocidade, entendem que a medida poderia prejudicar ainda mais a economia, os setores e os consumidores. Diante disso, têm pedido ao governo que insista na via diplomática. O que é o 'Brasil Soberano'? O Brasil Soberano é uma medida criada pelo governo federal via BNDES para apoiar empresas brasileiras em momentos de instabilidade no cenário internacional. O programa oferece linhas de crédito para empresas exportadoras. O plano foi criado no ano passado para oferecer apoio financeiro aos exportadores que foram afetados no primeiro tarifaço. Nesta segunda etapa do plano, o crédito será destinado a empresas exportadoras e seus fornecedores que sofrem os impactos do segundo "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida também alcança empresas afetadas pela instabilidade no Golfo Pérsico e setores industriais considerados importantes para as exportações do país.
22/07/2026 18:40:16 +00:00
Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump para inimigos (e aliados)

Brasil não é o único país alvo de uma investigação com base na Seção 301, que permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA Getty Images via BBC A nova tarifa dos Estados Unidos contra parte das exportações do Brasil – que entra em vigor nesta quarta-feira (22/07) – faz parte de uma estratégia maior do governo de Donald Trump para contornar uma proibição imposta pela Suprema Corte americana e reconstruir as maiores e mais abrangentes tarifas implementadas no início de seu segundo mandato. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a taxação aplicada contra os produtos brasileiros após uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas pode ser apenas a primeira de uma série de novas medidas protecionistas com base em inquéritos semelhantes. "Em resposta à decisão da Suprema Corte, o governo Trump está implementando um plano B e identificando uma estratégia mais robusta do ponto de vista jurídico", resume Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV. Desde antes de assumir a Casa Branca pela segunda vez, Trump tem defendido uma agenda econômica conservadora e protecionista para os EUA. Tarifaço de 25% de Trump contra o Brasil passa a valer hoje; veja o que muda Ainda nos primeiros meses de 2025, o presidente americano anunciou as chamadas tarifas recíprocas, que estavam no núcleo da estratégia tarifária do governo. Dezenas de países foram alvos de alíquotas extras entre 10% e 41%, impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). Segundo Trump, a legislação nacional de 1977 o autorizaria a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. Mas entre negociações bilaterais e idas e vindas anunciadas pela própria Casa Branca, a Suprema Corte decidiu em fevereiro deste ano que o republicano extrapolou sua autoridade e que a IEEPA não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Imediatamente após a decisão judicial, Trump assinou uma ordem executiva para impor uma nova tarifa global de 10%, dessa vez usando a seção 122 da Lei de Comércio americana de 1974. Esta seção da legislação americana permitiu que o presidente impusesse taxas de até 15% por até 150 dias sobre as importações de todos os países, sem necessidade de aprovação do Congresso. O prazo de 150 dias, porém, expira ainda nesta semana, em 24 de julho. LEIA TAMBÉM Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump Cidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo Em busca de bases jurídicas É nesse contexto que entram as investigações sobre práticas comerciais desleais e ameaças à segurança nacional conduzidas pelo governo americano. Essa foi a alternativa encontrada por Trump e seus assessores para manter sua agenda protecionista, avaliam economistas e analistas políticos consultados pela BBC News Brasil. Em entrevista ao podcast The Daily, do jornal The New York Times, o próprio representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que o governo está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas. Ele também falou sobre uma outra frente de tarifas em preparação, que poderá atingir mais de 40 países acusados de práticas como subsídios à indústria e manipulação cambial. Segundo Ana Swanson, repórter do jornal que entrevistou Greer, a administração americana acredita que esse caminho pode ser muito mais duradouro e prevê a entrada em vigor de tarifas de cerca de 10% contra mais de 80 países, provavelmente até o final deste mês. O primeiro país efetivamente taxado seguindo essa estratégia no segundo mandato de Trump é o Brasil. Após uma investigação de quase um ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a aplicação das tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. O inquérito tem como base uma outra parte da mesma lei de 1974 usada pelo presidente republicano para aplicar as tarifas temporárias que expiram nesta semana. A Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA. O instrumento segue um trâmite que passa pelo início de diálogo com o parceiro comercial, investigação, mediação e, por fim, medidas para corrigir eventuais irregularidades. O processo completo dura pelo menos 12 meses, podendo ser estendido. No caso brasileiro, a tarifa foi justificada pelos EUA alegando práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento. Segundo Jamieson Greer, a medida é necessária "para enfrentar práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em condições justas." Nova tarifa dos EUA contra o Brasil segue nova estratégia do governo americano para burlar decisão da Suprema Corte Getty Images via BBC A lista dos produtos alvo das tarifas inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina entraram na lista de exceções. Mas o Brasil não é o único país alvo de uma investigação com base na Seção 301. O USTR conduz atualmente um inquérito que tem como alvo dezesseis dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos — China, União Europeia (UE), Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia — por se envolverem em práticas comerciais supostamente desleais. Essa investigação está em curso e os resultados são esperados em breve. Outro processo recente, que também se baseia na 301, concluiu que 60 parceiros comerciais dos EUA, incluindo a UE, o Japão e o Brasil, adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. O USTR propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. O período de consulta pública sobre as taxas já encerrou e elas podem ser impostas a qualquer momento. Os EUA também investigam Alemanha e Vietnã em processos individuais por questões relacionadas à indústria farmacêutica e propriedade intelectual, respectivamente. Há ainda inquéritos sendo conduzidos a partir de outro artigo da legislação americana, a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. Esse artigo permite que o presidente americano ajuste as importações por meio de tarifas ou cotas, caso o Departamento de Comércio reconheça que determinados bens estão sendo importados em quantidades ou circunstâncias que ameacem a segurança nacional dos EUA. Essa seção foi usada, por exemplo, para aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos feitos com aço, alumínio e cobre importados, que também afeta o Brasil. Mais recentemente, o presidente americano acionou o artigo novamente, mas para reduzir as tarifas sobre alguns desses itens e favorecer empresas que se comprometerem a fortalecer a produção dos metais no país. Na última segunda-feira (20/7), o governo americano ainda usou mais um artigo, de outra lei comercial americana, para anunciar uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos importados do Canadá, em retaliação ao que Trump chamou de "tratamento desigual" dado a carros, laticínios e bebidas alcoólicas dos EUA. A Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 foi a escolhida da vez. Segundo essa peça da legislação americana, o presidente pode impor tarifas sobre as importações de um país estrangeiro para compensar o ônus ou a desvantagem decorrente da discriminação ou da imposição desigual de tarifas sobre o comércio nacional. Para Filipe Mendonça, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a taxação do Canadá confirmou o padrão da nova estratégia americana de tentar reconstruir, de forma mais durável, o mesmo "poder de coerção tarifária que a IEEPA permitia". Segundo o especialista, Seção 338 é "um instrumento praticamente esquecido, nunca usado na política comercial moderna, ressuscitado para ampliar o arsenal disponível". Nesse contexto, o caso do Brasil foi uma primeira tentativa para o governo de Donald Trump em sua estratégia, afirma Oliver Stuenkel. Mas por que o Brasil? Segundo Filipe Mendonça, o Brasil é um caso emblemático dessa reconfiguração da estratégia tarifária americana. "O Brasil combina, de forma pouco comum, atrito regulatório e desalinhamento político com os Estados Unidos", diz. "Historicamente, o Brasil já é 'veterano' da Seção 301, pois fomos alvos desse tipo de unilateralismo agressivo em 1985 (informática), em 1987 (patentes farmacêuticas) e em 2021 (Imposto sobre Serviços Digitais), o que facilita, na perspectiva trumpista, reativar o instrumento contra o Brasil com custo relativamente baixo." Ainda segundo Mendonça, a investigação sob a Seção 301 "já nasceu mais política do que comercial", reunindo acusações heterogêneas e pouco comuns para esse tipo de instrumento. Trump usou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos para a implementação de taxas em 2025 Getty Images via BBC Stuenkel aponta ainda que por ser governado pela esquerda, o Brasil atrai certo descontentamento em Washington. Ao mesmo tempo, o país é considerado um adversário de "baixo risco". Isto é, se o Brasil decide retaliar e uma guerra tarifária se inicia, o impacto não seria tão extenso devido à menor relevância comercial em comparação com, por exemplo, um parcerio americano de mais peso como a China, diz o especialista. E enquanto em 2025, quando o Brasil foi alvo de uma taxa extra de 50% diante da insatisfação do governo Trump com o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, a motivação para as tarifas "era abertamente política", agora foi preciso "encontrar um verniz técnico" para justificar a ação americana. Por que Trump é a favor de tarifas? Donald Trump disse muitas vezes que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA. Ele as vê como uma forma de fazer a economia dos EUA crescer e aumentar as receitas fiscais. "Sob meu plano, os trabalhadores americanos não ficarão mais preocupados em perder seus empregos para nações estrangeiras", disse Trump, quando anunciou o primeiro tarifaço de seu segundo mandato. "Em vez disso, as nações estrangeiras ficarão preocupadas em perder seus empregos para a América." Trump também defende as tarifas como uma forma de suprimir as vendas de produtos importados e promover as vendas de produtos nacionais. Esse foi seu motivo para impor tarifas no passado à UE, por exemplo. Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, disse que o governo americano está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas Bloomberg via Getty Images/BBC Em sua entrevista ao The Daily, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse ainda que o protecionismo é uma questão de "emergência" nos EUA, como forma de reduzir o déficit comercial do país e recuperar sua industrialização, elevando os salários dos americanos. No ano passado, o Tesouro dos EUA registrou um forte aumento de arrecadação graças ao tarifaço do presidente. No primeiro semestre de 2025, a receita proveniente das tarifas de importação atingiu US$ 87 bilhões (R$ 442 bilhões), valor que supera toda a arrecadação de 2024. Mas desde que a Suprema Corte decidiu, em fevereiro, que as tarifas impostas por Trump eram ilegais, os importadores receberam cerca de US$ 71 bilhões em reembolsos, de acordo com o relatório mensal do Tesouro dos EUA. E outros US$ 166 bilhões ainda devem ser pagos de volta pelo governo americano. Para alguns especialistas, esses resultados também têm motivado os EUA a buscar novas estratégias para a implementação de tarifas. Por outro lado, aponta Filipe Mendonça, o déficit comercial e a arrecadação do governo americano não são os objetivos centrais de Trump. "O que está por trás é a busca de realinhamento estratégico dos parceiros comerciais dos EUA no contexto da rivalidade com a China", afirma o professor da UFU. "O acesso ao mercado americano é usado como instrumento de disciplina política, não apenas como resposta a distorções comerciais específicas." Tal objetivo fica evidente no caso brasileiro, segundo o especialista. "A lógica de fundo é reposicionar o Brasil na órbita americana num momento de disputa por cadeias produtivas, tecnologia e influência regulatória com a China, justamente na véspera da disputa presidencial brasileira", diz. A nova estratégia vai funcionar? Embora a nova política tarifária americana esteja cada vez mais clara, ainda não é possível afirmar se as novas tarifas contribuirão para os objetivos do governo Trump – e, principalmente, se resistirão a novas contestações judiciais. Em seu primeiro mandato, o presidente americano usou a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos (a mesma utilizada atualmente contra o Brasil) para impor tarifas de 25% sobre aproximadamente US$ 250 bilhões em importações chinesas. E embora tenham sido contestadas por cortes nos Estados Unidos, as tarifas de Trump sobre a China não foram anuladas pelos tribunais. Os especialistas ouvidos pela reportagem também enxergam a estratégia de usar a lei comercial americana para apoiar as tarifas como mais consistente e robusta do ponto de vista jurídico do que a aplicação da IEEPA. Mas isso não elimina os riscos. "A Seção 338, último capítulo desta nova onda tarifária trumpista, não é usada há quase um século e sua aplicação contra o Canadá certamente será contestada", diz Mendonça. "Já as determinações de Seção 301 também podem ser questionadas por vícios processuais ou por serem consideradas arbitrárias pelos tribunais, mas acho muito difícil a reversão pela via jurídica neste caso", completa. Donald Trump defende que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA CFOTO/Future Publishing via Getty Images No caso brasileiro, Jamieson Greer afirmou que Washington continua aberto a conversas com Brasília em relação à nova tarifa de 25%. O sentimento do governo Lula, porém, é de pessimismo. Segundo uma fonte no Palácio do Planalto, a decisão dos EUA tem mais motivações políticas do que econômicas, e os argumentos apresentados pelo Brasil para contestar as acusações não foram sequer considerados. Mas para a economista e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE), Monica de Bolle, a extensa lista de itens que não serão alvo das tarifas americanas contra o Brasil revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje. A lista de produtos isentos das tarifas inclui mais de 2,2 mil itens, entre eles carnes bovinas, frutas, café, minerais, fertilizantes e aeronaves, itens de maior importância entre os exportados pelo Brasil aos EUA. "Pelas minhas contas, cerca de 65%, senão mais, das exportações do Brasil para os Estados Unidos ficarão completamente isentas", disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil. "Ou seja, a tarifa de 25% se aplica apenas a um terço dos bens exportados. Além disso, já havia uma lista de isenções publicada no início de junho, e novos itens foram acrescentados agora", afirmou. "Tudo isso é muito revelador dos limites dessa ação norte-americana. Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo." Para Monica de Bolle, o caso do Brasil deve servir como um sinalizador para outros países que também estão sendo investigados sob a Seção 301: ao mesmo tempo em que os EUA adotaram uma nova estratégia comercial, há um limite para o protecionismo norte-americano. Pressões internas, especialmente antes das eleições para o Congresso marcadas para novembro e diante da perspectiva de alta da inflação, também podem dificultar o caminho de Trump para manter sua estratégia. Por tudo isso, diz Mendonça, da UFU, "o sucesso da estratégia depende menos da blindagem jurídica do instrumento e mais da capacidade do governo de sustentar capital político doméstico e internacional simultaneamente".
22/07/2026 17:37:45 +00:00
Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump

A Ponte Internacional Gordie Howe é vista de River Rouge, Michigan, ligando Detroit a Windsor, Ontário Foto AP/Paul Sancya O governo do Canadá cancelou um evento de inauguração de uma ponte que liga o país aos Estados Unidos após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos canadenses. A informação foi divulgada pela Associated Press. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ➡️ O governo dos EUA anunciou, nesta segunda-feira (20), a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma ampla gama de produtos importados do Canadá. Segundo Trump, o objetivo é compensar "o ônus ou a desvantagem decorrentes da discriminação contra o comércio dos Estados Unidos" (saiba mais.) Trump anuncia tarifa de 50% contra o Canadá, após taxar o Brasil A cerimônia entre os dois países estava prevista para esta sexta-feira (24) e marcaria a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que conecta as cidades de Detroit, nos Estados Unidos, e Windsor, na província canadense de Ontário. "Diante das ameaças de medidas comerciais feitas pelos Estados Unidos no início desta semana, seria inadequado prosseguir com um evento comemorativo entre os dois países", afirmou Jenna Ghassabeh, porta-voz do ministro da Infraestrutura do Canadá, Gregor Robertson, em comunicado. De acordo com a Associated Press, Canadá e Estados Unidos haviam chegado a um acordo no início deste mês para realizar a cerimônia após atrasos provocados por divergências entre os dois governos. Agora, o governo canadense planeja fazer um evento próprio na sexta-feira, enquanto ainda não há confirmação sobre uma eventual cerimônia organizada pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM Trump acompanha chegada aos EUA dos corpos de militares mortos na guerra do Irã Congresso da Nicarágua inicia plano para acabar com eleições após ordem de Daniel Ortega Dois funcionários americanos ouvidos pela agência, sob condição de anonimato, disseram que a expectativa é manter a abertura da ponte ao tráfego em 27 de julho, embora haja menos certeza sobre o cronograma do que anteriormente. A ponte tem 2,4 quilômetros de extensão, atravessa o Rio Detroit e liga Detroit a Windsor. A inauguração estava inicialmente prevista para 12 de junho, mas foi adiada porque os dois governos ainda discutiam questões pendentes. De acordo com a AP, o Canadá financiou a construção da ponte por meio de um acordo que prevê a recuperação dos custos com a arrecadação de pedágios. O governo Trump buscava alterar esse modelo. O projeto, negociado durante a gestão do ex-governador de Michigan Rick Snyder, começou a ser construído em 2018 e custou quase US$ 4,4 bilhões. Saídas da Interestadual 75 para a Ponte Internacional Gordie Howe e a Ponte Ambassador, que ligam Windsor, Ontário, a Detroit Foto AP/Paul Sancya A estrutura recebeu o nome de Gordie Howe, ídolo canadense do hóquei no gelo que atuou por 25 temporadas no Detroit Red Wings, e deve se tornar uma das principais rotas comerciais entre os dois países. Em fevereiro, Trump chegou a exigir, em uma publicação nas redes sociais, que o Canadá cedesse aos Estados Unidos pelo menos metade da propriedade da ponte, além de atender a outras exigências não especificadas.
22/07/2026 16:48:24 +00:00
Cidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo

Gavi e Fabian Ruiz recebendo tomates Reprodução X Dois campeões da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha receberam uma homenagem inusitada nesta terça-feira (21). Naturais de Los Palacios y Villafranca, na região da Andaluzia, Gavi e Fabián Ruiz ganharam tomates em quantidade equivalente ao próprio peso durante uma cerimônia organizada pela prefeitura. A homenagem ocorreu dois dias depois da vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final da Copa do Mundo. Os dois meio-campistas foram peças importantes da equipe comandada pelo técnico Luis de la Fuente na campanha do bicampeonato mundial. Initial plugin text Antes da entrega dos presentes, os jogadores subiram em uma balança instalada no evento para definir a quantidade de tomates que receberiam. Gavi levou 68 quilos e Fabián Ruiz 84 quilos. Por que o tomate? A escolha do presente não foi por acaso. Los Palacios y Villafranca é uma referência na produção de tomates na Andaluzia, e o cultivo do fruto é uma das atividades que ajudam a movimentar a economia local. O tomate também faz parte da identidade do município, que promove eventos e ações para valorizar os produtores e a cultura ligada ao produto. Entre as variedades associadas à região está o Bombón Colorao, um dos símbolos agrícolas locais. Por isso, em vez de oferecer uma lembrança tradicional aos campeões, a prefeitura decidiu transformar um dos principais produtos da cidade em uma homenagem aos jogadores.
22/07/2026 16:33:48 +00:00
Instagram fora do ar? Rede social apresenta instabilidade nesta quarta-feira

Logo do Instagram Getty Images O Instagram apresenta instabilidade na manhã desta quarta-feira (22). De acordo com dados do site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços digitais, o sistema registrou 861 notificações de mau funcionamento por volta das 11:30h desta manhã. Agora no g1 Nas redes sociais, os usuários da plataforma relataram diversos problemas principalmente relacionados ao direct, confira: Initial plugin text Initial plugin text O g1 procurou a Meta para entender as instabilidades mas ainda não obteve retorno. *Em atualização
22/07/2026 15:09:05 +00:00
Desmatamento no Brasil coloca agricultores dos EUA em desvantagem, diz representante comercial americano

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou, durante uma audiência no Comitê de Finanças do Senado americano nesta quarta-feira (22), que práticas de desmatamento no Brasil colocam os agricultores americanos em desvantagem competitiva. Greer também afirmou que "padrões ambientais mais baixos em outros países justificam tarifas mais altas" e reiterou que os EUA trabalham para manter e expandir o acesso ao mercado agrícola em outros países, como o México e o Canadá. Como o g1 já mostrou, o desmatamento ilegal foi um dos principais argumentos usados pelo governo americano para justificar o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos. Entre essas práticas, segundo a investigação americana, estaria a oferta de produtos como madeira e carne a preços mais competitivos porque eles seriam produzidos em áreas associadas a crimes ambientais. Agora no g1 Para sustentar essa acusação, o documento recorre principalmente a dados de desmatamento, mas cita indicadores já defasados. Um deles é a alta do desmatamento registrada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o país teve um dos piores resultados da série histórica recente. Embora os dados citados sejam reais, o documento ignora números mais recentes que apontam queda nos índices de desmatamento. Um exemplo é o fato de o país ter registrado, em 2025, a menor taxa de desmatamento na Amazônia em mais de dez anos. Ministro rebate acusações dos EUA Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos sobre o desmatamento no Brasil utilizados pelos Estados Unidos para justificar o novo tarifaço contra produtos brasileiros são "absolutamente improcedentes". "Os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas são absolutamente improcedentes, não tem nenhum fundamento técnico, não está baseado em nenhuma informação comprovável", afirmou Capobianco. O ministro afirmou que toda a madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização, reiterando que a informação utilizada pelo governo americano é "absolutamente inverídica". "O sistema de exportação de madeira é hoje um dos mais rigorosos de todo o sistema de controle ambiental por exigência, inclusive, do mercado internacional. Toda a madeira exportada é certificada. Ela tem acompanhamento desde a origem na floresta até o embarque, os técnicos do Ibama e da Receita monitoram as cargas. Não é possível, em nenhum porto brasileiro, exportar uma madeira sem a verificação e a comprovação da cadeia de custódia", disse o ministro. Tarifaço de 25% passa a valer nesta quarta-feira As declarações foram feitas no mesmo dia em que o novo tarifaço de 25% imposto pelo governo americano sobre produtos brasileiros entrou em vigor. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. Veja perguntas e respostas sobre o novo tarifaço A expectativa é que outra tarifa adicional, estimada entre 10% e 12,5%, seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a cobrança estaria relacionada a investigações sobre supostas práticas de trabalho forçado. *Com informações da agência de notícias Reuters.
22/07/2026 14:48:59 +00:00
Reforma tributária: governo adia para janeiro obrigação de pessoa física e produtor rural ter 'CNPJ técnico' e emitir nota fiscal

Um decreto presidencial publicado no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quarta-feira (22) adia para janeiro de 2027 a obrigatoriedade das pessoas físicas, e dos produtores rurais, terem o chamado "CNPJ técnico" e, também, de emitirem a nota fiscal do novo imposto sobre o consumo — no âmbito da reforma tributária. O "CNPJ técnico" é uma inscrição cadastral vinculada ao CPF de pessoas físicas que sejam contribuintes dos futuros impostos sobre o consumo (CBS e IBS). Esse cadastro não corresponde à abertura de uma empresa nem transforma a pessoa física em pessoa jurídica. Sua finalidade é identificar esses contribuintes nos sistemas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços, facilitando a emissão de documentos fiscais e a apuração dos novos tributos. Agora no g1 Com a mudança, as notas fiscais que não trouxerem preenchidos os campos dos futuros impostos sobre o consumo, a CBS federal e o IBS estadual, também não serão automaticamente rejeitadas pelo Fisco — algo que o governo já havia informado que também não cobraria das empresas. "A alteração confere maior prazo para adaptação dos contribuintes, das administrações tributárias e dos desenvolvedores de sistemas às novas exigências decorrentes da Reforma Tributária sobre o consumo", informou a Receita Federal. Segundo o órgão, a prorrogação também está alinhada ao desenvolvimento de solução simplificada para inscrição de pessoas físicas no CNPJ, em modelo semelhante ao atualmente adotado para o Microempreendedor Individual (MEI), bem como à disponibilização gradual de orientações operacionais, ambientes de testes e manuais técnicos destinados à adaptação dos contribuintes e dos emissores de documentos fiscais eletrônicos.  ACIC e FGV promovem palestra com especialista em Reforma Tributária – Crédito: Divulgação. ACIC e FGV promovem palestra com especialista em Reforma Tributária – Crédito: Divulgação. Nova plataforma tecnológica Uma nova plataforma tecnológica inédita no mundo, 150 vezes maior do que o PIX, que já está em fase de testes, mas com funcionamento pleno previsto a partir do próximo ano, será responsável por operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços. 🔎 O novo sistema vai viabilizar e estruturar o pagamento dos futuros impostos sobre valor agregado (IVA), previstos na reforma tributária sobre o consumo – aprovada em 2024 pelo Congresso Nacional e sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em fase de testes, o objetivo da Receita Federal é de que a plataforma esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota pequena de 1%, que será "destacada", ou seja, abatida em outros tributos). Segundo a Receita Federal, das 13,5 bilhões de notas fiscais emitidas neste ano, 7,4 bilhões já têm os impostos "destacados" (informados) de maneira voluntária pelas empresas. A partir de 2027, quando haverá extinção do PIS e da Cofins federais, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios). Desafio para empresas Reportagem do g1 mostrou, em novembro, que a reforma tributária sobre o consumo está exigindo ações na área de processos de gestão e de sistemas de emissão da nota fiscal por parte das empresas como forma de evitar problemas a partir de 2026. ➡️Especialistas ouvidos relataram que as empresas despreparadas poderiam ter desde mercadorias paradas e incapacidade do contas a pagar, liquidar a fatura, até a possibilidade de a empresa não aproveitar os créditos tributários, gerando um impacto direto no fluxo de caixa. ➡️Já a Receita Federal negou que haverá um aumento de complexidade na emissão das notas fiscais, e também afastou interpretações de que poderá haver um cenário caótico para as empresas a partir de 2026. Segundo o órgão, os campos das notas fiscais serão praticamente os mesmos de hoje, como: CNPJ ou CPF, de compradores ou vendedores, além da quantidade de produtos, valor da venda e códigos tributários, por exemplo. Reforma tributária Com a reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2024, serão gradualmente extintos, nos próximos anos, o PIS, a Cofins e o IPI (para a maior parte dos produtos) federais, além do ICMS estadual e do ISS municipal. Em seu lugar, serão criados dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Eles funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, ou seja, eles serão não cumulativos. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, os impostos seriam pagos uma só vez por todos os participantes do processo. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que deverá ser dividido por toda a cadeia de produção (produtor, atacadista, distribuidor, varejista). Outra mudança é que o tributo sobre o consumo (IVA) será cobrado no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas. Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.
22/07/2026 14:09:57 +00:00
Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA Divulgação / RM Sotheby's A primeira Ferrari Luce que saiu da linha de produção será leiloada na Califórnia, nos Estados Unidos. O valor arrecadado no evento será repassado para uma fundação com foco em iniciativas de educação, que ainda será definida pela Fundação Ferrari. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A casa de leilões RM Sotheby's não divulgou estimativa de preço do arremate. O leilão será no dia 15 de agosto de 2026. A expectativa é que, pelo valor histórico e exclusividade, esta Luce ultrapasse o preço de lançamento de US$ 650 mil (R$ 3,3 milhões, em conversão direta). O esportivo causou polêmica recentemente por ser o primeiro 100% elétrico da história da marca. A controvérsia envolve o seu design, resultado de uma parceria com Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple. Além de colecionar memes, a recepção do carro gerou forte impacto: as ações da Ferrari caíram 8% no dia do anúncio e, poucas semanas depois, o gerente de marketing deixou a companhia e foi substituído. Agora no g1 Ferrari única A Ferrari Luce "Chassis 0", primeira unidade de produção do modelo, traz uma configuração exclusiva desenvolvida pelo programa Ferrari Tailor Made em parceria com o Ferrari Design Studio, focada na utilização da cor branca e no trabalho com a luz. Na parte externa, a carroceria recebe a pintura exclusiva Madreperla Semi-Gloss. A tinta utiliza um pigmento especial que gera reflexos, mudando de tom entre o verde e o violeta de acordo com a luz e o ângulo de visão. Interior do primeiro Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, que vai a leilão nos EUA O exterior também conta com rodas exclusivas, pinças de freio brancas sob medida e o logotipo da Ferrari aplicado sobre um fundo preto na porta na cor optical white, recurso criado especialmente para este exemplar. No interior, o revestimento é em couro Le Mans na cor Perla, produzido a partir de couros suíços selecionados para refletir a luz na cabine. Pela primeira vez em um projeto da marca, os elementos secundários da cabine abandonam o acabamento preto tradicional e adotam a cor Grigio Corvara. O veículo conta com uma placa de identificação dedicada por ser o primeiro chassis produzido. A Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h. Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA Divulgação / RM Sotheby's Entenda a polêmica A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares em junho, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina. Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos.] Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre. A Ferrari precisou até vir a público explicar que não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo. A afirmação na época foi de Enrico Galliera, até então diretor de marketing e comercial da Ferrari. Ele deixou a empresa nas semanas seguintes.
22/07/2026 14:01:52 +00:00
Tarifaço dos EUA: setor de cargas diz que medida de Trump é 'política' e que responder da mesma forma pode piorar situação

Tarifaço: setor de cargas diz que medida de Trump é 'política' e que responder da mesma forma pode piorar situação O setor de transporte de cargas e logística afirmou nesta quarta-feira (22) que vê com "muita preocupação" os desdobramentos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump. Para Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), a medida dos EUA, que entrou em vigor nesta quarta, tem mais caráter político do que econômico. Ele também avaliou que, se o Brasil responder na mesma moeda, a "situação pode piorar". Lustosa participou nesta quarta-feira de uma reunião com integrantes da gestão Lula, como o vice-presidente Geraldo Alckmin. O governo tem ouvido setores afetados para elaborar medidas de reação ao tarifaço de Donald Trump. Lula vai anunciar nova linha de crédito para empresas Em entrevista após o encontro com Alckmin, o presidente da Fenatac disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade. "O setor de transporte é uma atividade meio, uma ligação entre o setor industrial, que produz, e quem consome. Então na medida que a carga reduz, o nosso setor sofre", afirmou Lustosa. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação e aplicar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, o presidente da Fenatac alertou para os riscos de uma escalada na crise comercial. Segundo ele, agir da mesma forma que os EUA pode agravar o conflito e piorar ainda mais a situação das empresas brasileiras. Em vez de uma resposta retaliatória, Lustosa defende um canal permanente de diálogo entre o governo federal e o setor produtivo nacional para buscar uma solução negociada. Embora o setor ainda não conte com números consolidados sobre o prejuízo financeiro ou o volume total de redução no fluxo de fretes, o presidente da entidade destacou que os efeitos práticos da medida serão sentidos de forma imediata na cadeia logística. Operação de transporte de cargas em porto Bruno Leão/ Sedecti
22/07/2026 13:55:45 +00:00
Embraer vai produzir mais 20 caças Gripen no interior de SP

Embraer vai produzir mais 20 caças Gripen em Gavião Peixoto A Embraer e a fabricante sueca Saab assinaram um acordo que prevê a produção de mais 20 caças Gripen no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O anúncio foi feito na terça-feira (21). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram As aeronaves serão montadas no interior de São Paulo para complementar a linha de produção da Saab, na Suécia, e atender à demanda global pelo modelo. O acordo estabelece as bases para ampliar a capacidade de fabricação do Gripen, caça utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), e reforça a parceria entre as duas empresas, iniciada há 10 anos. Segundo a Embraer, a unidade de Gavião Peixoto ficará responsável pela montagem das novas aeronaves dentro de um modelo de produção integrado com a fábrica da Saab, em Linköping, na Suécia. Embraer prevê produção de mais 20 caças Gripen no complexo industrial de Gavião Peixoto Saab Leia também: RELEMBRE: VÍDEO: primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado na Embraer, no interior de SP GAVIÃO: Cargueiro militar da Embraer vendido à República Tcheca faz voo inaugural em Gavião Peixoto TECNOLOGIA: Caças Gripen: como inteligência da nova geração de supersônicos vai proteger fronteiras do Brasil Parceria O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, informou que a parceria fortalece a presença da empresa na América Latina e amplia a capacidade para atender futuras oportunidades de negócios. Já o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, disse que a ampliação do acordo reforça o papel estratégico da fabricante brasileira no programa Gripen e posiciona a empresa para atender à expansão da produção e novos mercados. Caça F-39 Gripen Sgt. André Souza/Força Aérea Brasileira O complexo industrial de Gavião Peixoto é considerado um dos principais polos aeroespaciais do país e reúne atividades de fabricação, montagem e testes de aeronaves. Segundo as empresas, a produção dos novos caças também deve fortalecer a cadeia de fornecedores e gerar novas oportunidades para a indústria aeroespacial de alta tecnologia. A cooperação entre Saab e Embraer começou há mais de 10 anos com o Programa Gripen da FAB. Desde então, engenheiros, pilotos de testes, técnicos e especialistas brasileiros participaram de programas de treinamento e transferência de tecnologia na Suécia. Brasil assina acordo para comprar mais 20 caças Gripen Andre Penner/AP Photo/picture alliance Supersônico A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional. Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal. A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia. Caça F-39 Gripen Sarg. Müller Marin/FAB REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
22/07/2026 13:03:45 +00:00
Funcionários acusam Meta de usar IA em demissões, mas esbarram na falta de provas

Logo da Meta. Daniel Cole/Reuters Uma ação judicial protocolada em um tribunal na Califórnia, nos Estados Unidos, acusa a Meta Platforms de usar ferramentas de inteligência artificial de forma discriminatória, para selecionar funcionários para demissão. A ação expõe os desafios enfrentados por trabalhadores que tentam processar empregadores pelo uso dessa tecnologia, incluindo a dificuldade de comprovar como ela foi realmente utilizada. O caso ajuda a explicar por que a esperada onda de ações trabalhistas relacionadas ao uso de inteligência artificial ainda não se concretizou. Especialistas afirmam que os trabalhadores geralmente sabem pouco sobre como sistemas de IA são usados no ambiente de trabalho. Além disso, muitos abriram mão do direito de recorrer à Justiça ao concordar em resolver disputas trabalhistas por meio da arbitragem, um procedimento privado de resolução de conflitos fora da Justiça. Em uma decisão divulgada na semana passada, na qual rejeitou o pedido da Meta para concluir as demissões de 26 funcionários que moveram uma ação judicial, o juiz federal William apontou um obstáculo central para quem alega discriminação por inteligência artificial: os trabalhadores não participaram das discussões nem tiveram acesso aos processos internos que levaram às decisões. Agora no g1 Isso significa que trabalhadores como os funcionários da Meta, que afirmam ter sido selecionados para demissão por causa de deficiências ou por terem tirado licença médica ou familiar, muitas vezes não conseguem reunir provas suficientes para demonstrar irregularidades no processo. Eles enfrentam ainda outro obstáculo: como a maioria dos trabalhadores americanos, estão vinculados a acordos de arbitragem, o que significa que não podem se unir em uma ação coletiva, apresentar seu caso a um júri ou pressionar por um acordo multimilionário em um tribunal aberto. Arbitragem dificulta ações na Justiça As empresas geralmente preferem a arbitragem por considerá-la uma alternativa mais rápida e barata aos tribunais. Já defensores dos direitos dos trabalhadores afirmam que o modelo frequentemente favorece os empregadores e desestimula os funcionários a apresentarem reclamações. Além disso, o processo é confidencial, o que pode impedir que provas desfavoráveis descobertas em um caso sejam conhecidas por outros trabalhadores ou pelo público. "Mesmo que se comprove que um determinado sistema produz resultados discriminatórios em larga escala, não há como compartilhar essa informação com outros funcionários", afirmou Christine Webber, co-presidente da área de direitos civis e trabalhistas do escritório Cohen Milstein Sellers & Toll, especializada na representação de autores em ações judiciais. O escritório de Webber não participa do processo contra a Meta. Segundo Webber e outros advogados que representam trabalhadores, esses obstáculos ajudam a explicar por que ainda são raros os processos de grande repercussão envolvendo o uso de inteligência artificial por empregadores, embora a tecnologia esteja cada vez mais presente no ambiente de trabalho. Eles afirmam que até mesmo a ação movida contra a Meta, que busca apenas uma medida cautelar, é um caso incomum. Um dos poucos casos que ganharam repercussão envolve a Workday, acusada de usar seu software de gestão de recursos humanos para filtrar ou excluir ilegalmente candidatos a vagas de emprego com base em fatores como raça, idade e deficiência. Nesse caso, a arbitragem não é um fator relevante porque a empresa não mantém contratos com os candidatos que se inscrevem para vagas de seus clientes. A Workday nega as acusações. Funcionários tentam barrar demissões Os contratos assinados pelos trabalhadores da Meta incluem uma exceção limitada que permite solicitar uma ordem judicial para impedir temporariamente que uma das partes tome medidas capazes de causar danos irreversíveis. No entanto, esse recurso costuma ser usado em disputas envolvendo suposto roubo de segredos comerciais ou aliciamento de clientes e funcionários, e não em casos de demissão. Orrick negou aos trabalhadores uma liminar que teria impedido a Meta de concluir as demissões. O juiz ainda precisa decidir se concederá uma tutela antecipada, uma medida provisória mais ampla que poderia permitir o retorno dos funcionários aos seus postos até a conclusão dos processos de arbitragem. Segundo ele, essa decisão poderá ser revista caso os autores apresentem provas que demonstrem se e como a inteligência artificial foi usada de maneira inadequada. Uma audiência está marcada para 24 de agosto, e a parte derrotada poderá recorrer da decisão de Orrick. Os trabalhadores alegam que, ao definir quais cargos seriam eliminados, a Meta consultou ferramentas de inteligência artificial que monitoravam a produtividade e o uso de recursos de IA pelos funcionários. Segundo eles, esse sistema teria prejudicado pessoas que precisaram se afastar do trabalho por motivos de saúde ou para cuidar de familiares. De acordo com o processo, a Meta utilizava diversos sistemas internos baseados em inteligência artificial. Entre eles estavam: o "Metamate", um assistente de linguagem de grande porte; uma ferramenta descrita como um "segundo cérebro", alimentada pelos próprios funcionários e capaz de rastrear comunicações e documentos internos; e um sistema que atribuía notas de produtividade com base na análise de digitações, conteúdo exibido na tela, e-mails e histórico de navegação. Em documentos judiciais e manifestações apresentadas na semana passada, a Meta afirmou que todas as decisões relacionadas às quase 8 mil demissões anunciadas no início do ano foram tomadas por pessoas, e não por sistemas automatizados. A empresa também negou ter usado inteligência artificial para selecionar funcionários para demissão ou para realizar avaliações de desempenho. Um porta-voz informou à Reuters na terça-feira que a companhia não comentaria o caso além do que já foi apresentado à Justiça. Orrick afirmou que, neste estágio do processo, precisava considerar as informações apresentadas pela Meta, já que os autores não conseguiram apresentar provas capazes de contradizer as alegações da empresa. Em uma declaração conjunta divulgada na semana passada, os advogados dos trabalhadores reconheceram as dificuldades para reunir provas e chegaram a pedir que funcionários atuais e ex-funcionários da Meta entrassem em contato caso soubessem como a inteligência artificial foi utilizada no processo de seleção para as demissões. "A Meta detém praticamente todas as informações relevantes", disseram os advogados.
22/07/2026 12:57:01 +00:00
Tarifaço dos EUA: governo anuncia nesta quarta nova linha de crédito para setores afetados

Ana Flor: Governo anuncia financiamentos para compensar tarifaço O governo Lula anuncia nesta quarta-feira (22), no Palácio do Planalto, uma nova linha de crédito para setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor a partir desta quarta. Nos moldes do programa Brasil Soberano, criado para ajudar setores no tarifaço de 2025, o governo vai divulgar uma nova linha de crédito, com custos menores. Como contrapartida, o governo vai pedir a manutenção de pelo menos parte dos empregos das empresas que aderirem ao programa de crédito. O governo decidiu anunciar a primeira medida em resposta ao tarifaço de Donald Trump no dia de entrada em vigor das novas taxas, de 25%. Lula cobrava de seus ministros um anúncio nesta quarta. Outras medidas ainda estão em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados. O blog apurou que não vai haver anúncio de desoneração tributária às empresas dos segmentos atingidos. Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário. Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário Jornal Nacional/ Reprodução
22/07/2026 12:29:00 +00:00
Escalada da guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global a 1,3% em 2026, diz Banco Mundial

Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA A escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã pode reacender a inflação, elevar as taxas de juros e reduzir o crescimento global para até 1,3%, ante 2,9% no ano passado, afirmou à Reuters o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Nesse caso, a inflação global chegaria a 4,5%. Conflitos prolongados e danos à infraestrutura petrolífera da região também podem agravar a insegurança alimentar ao interromper embarques de fertilizantes, hélio e enxofre, desencadeando uma série de efeitos indiretos, como taxas de juros mais altas, disse Gill. As declarações são as primeiras de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde a forte escalada das tensões entre Washington e Teerã e o fim do cessar-fogo, que havia alimentado esperanças de um impacto menos severo do conflito. Agora no g1 A guerra se intensificou nesta semana, com forças norte-americanas bombardeando alvos no sul e no oeste do Irã e Teerã atacando instalações dos EUA no Barein, no Kuwait e na Jordânia. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz segue interrompido, enquanto os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval aos embarques da Arábia Saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que dá acesso ao Mar Vermelho. Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã Gill afirmou que países pobres que ainda não se recuperaram dos efeitos da pandemia de Covid-19 podem enfrentar maior insegurança alimentar. Já as nações mais endividadas tendem a ser afetadas pelo aumento dos custos de financiamento, à medida que os juros sobem e reduzem os recursos disponíveis para educação, saúde e outros serviços essenciais. “Minha impressão pessoal é que talvez estejamos a alguns meses disso, sabe, porque ainda não começamos a ver as taxas de juros de referência subindo”, disse ele. Segundo Gill, se a inflação acelerar, pode levar apenas alguns meses para que países altamente endividados enfrentem dificuldades para honrar o pagamento de suas dívidas. Os sinais de pressão já começaram a aparecer. Alguns países com dificuldades financeiras solicitaram ao Fundo Monetário Internacional a ampliação de empréstimos já existentes. Além disso, o Paquistão pediu nesta semana aos Estados Unidos uma linha de estabilização cambial de US$ 10 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters. A previsão divulgada pelo Banco Mundial em junho mostrou que 40% dos países de baixa e média renda já estavam em situação de sobreendividamento ou corriam alto risco de chegar a esse ponto. Isso equivale a 32 países, mas o número pode aumentar rapidamente se os juros subirem, disse Gill. Ele acrescentou que outras nações podem ver suas perspectivas de crescimento de longo prazo piorarem, mesmo sem entrar em moratória ou deixar de pagar suas dívidas. “É simplesmente um desastre em câmera lenta”, disse Gill. Segundo ele, países pressionados pelo peso da dívida acabarão consumindo recursos que poderiam ser destinados à educação, à saúde e a outras áreas essenciais para sustentar o crescimento futuro. A relação média entre dívida e PIB dos países emergentes e em desenvolvimento era de cerca de 74% em 2025, bem acima dos 50% a 55% registrados antes da pandemia, segundo dados do Banco Mundial. Nos países de baixa renda, o indicador chegou a 67%, ante cerca de 40% no período pré-pandemia. Alguns países precisarão de perdão de dívida, analisado caso a caso, afirmou Gill. Gill observou que as maiores economias do mundo — Estados Unidos, China e Índia — permanecem relativamente protegidas dos efeitos da guerra, cada uma amparada por diferentes fatores de resiliência. Os países em desenvolvimento, no entanto, enfrentam riscos significativamente maiores.
22/07/2026 12:16:36 +00:00
OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes'

Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer A OpenAI informou que alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados agiram por conta própria e invadiram uma startup após a empresa perder o controle sobre eles durante um teste de segurança. A criadora do ChatGPT declarou que seu agente — um sistema de IA capaz de operar autonomamente após receber instruções iniciais de humanos — estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades. O sistema teve como alvo a Hugging Face, uma das maiores plataformas do mundo para compartilhamento de modelos de IA, obtendo acesso a alguns sistemas internos da empresa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes" e afirmou estar conduzindo uma investigação em conjunto com a Hugging Face. O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, declarou em uma publicação no X que era "impressionante que tudo isso tenha acontecido de forma autônoma". "A investigação está em andamento, e compartilharemos mais aprendizados sobre o que pode ser o primeiro incidente desse tipo", acrescentou. Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo Ambientes de teste (sandboxes) inseguros Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, disse ao programa Today, da BBC Radio 4, que os testes de segurança — conhecidos como sandboxes — "deveriam ser ambientes seguros onde é possível observar do que os modelos são capazes". "Neste caso, parece que a OpenAI não criou um ambiente de teste suficientemente seguro", acrescentou ela. Em vez disso, os agentes criaram seu próprio ataque cibernético contra o ambiente de teste, encontrando uma vulnerabilidade que lhes permitiu escapar. Uma vez fora, a IA identificou a Hugging Face como uma provável fonte das respostas que buscava no teste e tentou obter acesso. Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge, classificou o feito como "impressionante", mas ressaltou que ele "está totalmente dentro das capacidades conhecidas da geração atual" de modelos de IA de alto desempenho. Ele observou que a OpenAI busca abrir seu capital na bolsa de valores e enfrenta forte pressão da rival Anthropic, que ganhou destaque com sua própria ferramenta de IA poderosa, a Mythos. "A OpenAI está agora correndo atrás do prejuízo; eles estão tentando demonstrar as capacidades de seus próprios sistemas em segurança cibernética." "Isso nos mostra que a OpenAI não é capaz de implementar sua própria tecnologia com segurança", acrescentou. Em seu comunicado inicial sobre a invasão, em 16 de julho, a Hugging Face informou que ainda estava avaliando se dados de clientes ou parceiros haviam sido afetados e que entraria em contato com as partes atingidas, se necessário. A empresa afirmou que já corrigiu as vulnerabilidades apontadas pelo incidente e reconstruiu os sistemas afetados. "Ferramentas ofensivas autônomas impulsionadas por IA já não são algo teórico", declarou a empresa. "Defender uma plataforma online agora significa tratar os dados e a superfície do modelo como uma superfície de ataque de primeira ordem, e utilizar IA na defesa para acompanhar o ritmo. "Continuaremos investindo nessa área e compartilhando o que aprendermos." 'Momento de reflexão' O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa. Spencer Starkey, executivo da empresa de cibersegurança SonicWall, disse à BBC que o episódio deixou claro que as organizações precisam "intensificar" suas defesas e "tratar a resiliência cibernética como uma prioridade operacional fundamental". "A verdade desconfortável é que muitas organizações ainda se defendem na velocidade humana, enquanto os adversários estão avançando para a velocidade das máquinas", afirmou. Enquanto isso, Travis Lelle, engenheiro-chefe de segurança da consultoria Guidepoint Security, disse que a atualização marcou um "momento de reflexão na cibersegurança". "Isso evidencia uma assimetria conhecida", disse ele. "Os agentes ofensivos não têm restrições, enquanto as melhores ferramentas de defesa estão limitadas por mecanismos de controle que não conseguem compreender o contexto." No entanto, Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, observou que o anúncio também poderia ter uma dimensão competitiva. Ele argumentou que a OpenAI pode estar tentando destacar suas próprias capacidades de IA, uma vez que a rival Anthropic atrai cada vez mais atenção com seu modelo Claude Mythos. "Isso levanta a questão de se a OpenAI estaria tentando alcançar o sucesso de marketing da Anthropic", disse. O fato ocorre uma semana após a startup chinesa de IA Moonshot apresentar o Kimi K3 — um novo e gigantesco modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, pode rivalizar com as principais companhias dos EUA.
22/07/2026 12:00:54 +00:00
Dólar cai, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e passou a operar em queda nesta quarta-feira (22), com um recuo de 0,32% perto das 15h45, cotado a R$ 5,0571. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 2,37% no mesmo horário, aos 177.435 pontos, puxado pelos papéis da B3, Weg e Petrobras. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve ficar entre 10% e 12,5% seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menores de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também segue no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam. As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 15h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,47%, cotado a US$ 94,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,08% no mesmo horário, cotado a US$ 86,94 por barril. ▶️ Na agenda econômica, investidores também aguardam uma série de balanços corporativos previstos para hoje. Essa é a primeira leva de balanços das empresas do setor de tecnologia nos Estados Unidos e poderá determinar se a alta impulsionada pela inteligência artificial em Wall Street ainda tem espaço para continuar. ▶️ Entre os destaques do Ibovespa, os papéis da Weg subiam mais de 9%, após a empresa reportar um segundo trimestre positivo. As ações da B3, do Bradesco e da Petrobras também subiam e ajudavam a impulsionar o índice para cima. LEIA MAIS Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,75%; Acumulado do mês: -1,74%; Acumulado do ano: -7,57%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --0,22%; Acumulado do mês: +0,76%; Acumulado do ano: +7,57%. Tarifaço passa a valer A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. LEIA MAIS Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump Governo ainda estuda como reagir à taxação Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata Petróleo e tensões no Oriente Médio Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários americanos operavam mistos nesta quarta-feira (22), à espera de novos balanços corporativos do setor de tecnologia. Perto das 15h45, o Dow Jones subia 0,14%, enquanto o S&P 500 caía 0,03% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,35%. Na Europa, o dia foi positivo, puxado por ações de energia e defesa. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,60%, para os 647,07 pontos, no nível mais alto de fechamento desde 6 de julho. Entre os principais índices da região, o alemão DAX subiu 0,58%, enquanto o francês CAC-40 avançou 0,89% e o britânico FTSE 100 teve alta de 1,24%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, conforme investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo Jornal Nacional/ Reprodução
22/07/2026 12:00:08 +00:00
Ministro diz que Brasil vai usar reciprocidade quando for necessário: 'Precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo'

Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (21) que o instrumento aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao Brasil adotar reciprocidade nas relações comerciais com os Estados Unidos é "diferente de retaliação e de vingança". Em entrevista à rádio Bandeirantes, ele afirmou que o Brasil "vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário". "O problema é que precisamos primeiro dimensionar qual a medida que eventualmente poderia corresponder à uma reciprocidade. Segundo, se ela não poderia produzir um efeito negativo, reflexo. Se o prejuízo não poderia ser maior aqui do que lá. Se você for adotar a reciprocidade, precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo", declarou o ministro. A declaração foi dada no primeiro dia de vigência da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. A medida de aplicação das tarifas foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. Apesar de dizer que o Brasil vai usar a reciprocidade quando for adequado, Márcio Elias defendeu a continuidade das negociações com os Estados Unidos a respeito do tarifaço. "Não é razoável que não tenhamos acordo. Não podemos de maneira alguma alimentar o dissenso. A despeito do desaforo, temos de continuar na mesa de negociação tentando trazer de volta", afirmou o ministro. Em sua visão, o tarifaço não seria revogado com a eventual eleição de um governo de direita no Brasil. "O governo Trump quer reintroduzir sua indústria e comércio, e, para isso, é preciso submeter os outros a um regime de restrição tarifária. Fez ontem [terça] 50% de tarifa com o Canadá, e também com medicamentos genéricos, para reindustrializar os EUA", avaliou. Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde Jornal Nacional/ Reprodução Início do tarifaço dos EUA O ministro Márcio Elias, do Desenvolvimento, afirmou ainda que a tarifa adicional dos Estados Unidos de 25% que tem início nesta quarta-feira tem muito mais um "caráter de sanção, como se o brasil tivesse feito algo errado, que não fez, do que regulação de mercado". Ele lembrou que o Brasil é um dos poucos países que têm déficit comercial com os norte-americanos nos últimos anos. O ministro disse, também, que o Brasil vem reduzindo o desmatamento e combatendo a pirataria, pontos questionados pelos EUA na investigação sobre o país. "Quando o outro lado não se conecta com a realidade, fica difícil. Quando as questões são meramente comerciais ou econômicas, teríamos chegado a um consenso um acordo. Do lado dos EUA, sempre foram ideológicas ou políticas", avaliou o ministro.
22/07/2026 11:48:18 +00:00
Tarifaço de Trump: lagosta viva é taxada, mas congelada escapa; veja lista de peixes e crustáceos isentos e tarifados

Lagosta Monika Borys/Unplash O Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou na terça-feira (21) uma lista completa dos peixes e crustáceos que foram taxados em 25% pelos EUA e os que ficaram isentos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A nova tarifa entrou em vigor nesta terça-feira (22), após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. No setor de pescados e crustáceos, os produtos isentos representam 89,2% do valor exportado aos Estados Unidos em 2025. A lista inclui alguns dos principais itens da pauta de exportações, como tilápia, atum, espadarte e lagosta congelada. Produtos isentos Albacora-laje fresca ou refrigerada; Albacora-bandolim fresca ou refrigerada; Cavalinhas frescas ou refrigeradas; Espadarte fresco ou refrigerado; Tilápia fresca ou refrigerada; Tilápia inteira congelada; Filé de tilápia fresco ou refrigerado; Lagosta congelada; Outros peixes congelados, como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro. Produtos taxados Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana; Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae e outras; Filé de tilápia congelado; Outros filés congelados de peixes; Outras carnes de peixes, frescas, refrigeradas ou congeladas; Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas; Algas próprias para alimentação humana; Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas. Leia também: Tarifaço dos EUA: taxa adicional de 25% passa a valer nesta quarta; veja perguntas e respostas Tarifaço de Trump: governo ainda estuda como reagir à taxação que começa nesta quarta Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor
22/07/2026 11:42:03 +00:00
Homem é condenado nos EUA por invadir mais de 500 contas do Snapchat e roubar fotos íntimas

Executivos de YouTube, Snapchat e TikTok foram interrogados por senadores americanos Richard Drew/AP Foto Um homem de Illinois foi condenado na terça-feira (21) a mais de seis anos de prisão após admitir ter invadido contas do Snapchat de centenas de mulheres para roubar fotos de nudez total ou parcial, que guardava, vendia ou trocava na internet. Kyle Svara, de 27 anos, foi condenado a 76 meses de prisão pelo juiz federal Brian Murphy, em Boston, após se declarar culpado das acusações relacionadas a um processo anterior contra um ex-treinador de atletismo da Northeastern University, que o pagou para invadir contas de atletas universitárias e de outras mulheres. A sentença foi confirmada por um porta-voz da procuradora federal Leah Foley, responsável pelo processo contra Svara. O advogado de Svara não respondeu aos pedidos de comentário. Em documentos judiciais, a defesa afirmou que ele sente "profundo remorso e vergonha por suas ações". Segundo os advogados, os crimes ocorreram durante um período de isolamento, quando ele era estudante da Universidade de Illinois, durante o lockdown da Covid-19. Agora no g1 Segundo os promotores, entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara usou números de telefone anônimos obtidos pela internet para enviar mensagens de texto a mais de 1.500 mulheres, fingindo integrar a equipe de suporte do Snapchat, plataforma operada pela Snap. Centenas de vítimas responderam às mensagens de phishing enviadas por Svara com códigos de segurança que lhe permitiram acessar suas contas do Snapchat. Segundo os promotores, ele conseguiu invadir as contas de pelo menos 517 mulheres. O esquema permitiu que ele acessasse fotos de nudez total ou parcial armazenadas nas contas de pelo menos 59 mulheres, segundo os promotores. Além de guardar as fotos para si, Svara anunciava seus serviços de invasão de contas na internet. Segundo os promotores, ele recebeu US$ 50 (R$ 253,90) do ex-técnico da Northeastern University Steve Waithe para invadir contas de mulheres, incluindo ex-atletas que havia treinado, e roubar imagens delas. Waithe foi condenado em 2024 a cinco anos de prisão por enganar jovens mulheres para que lhe enviassem fotos íntimas ou para roubar essas imagens. Segundo os promotores, ele fez ao menos 56 vítimas em todo o país. Svara se declarou culpado em fevereiro das acusações de fraude informática e roubo de identidade agravado. Ele também admitiu ter feito uma declaração falsa às autoridades ao afirmar que não tinha interesse em pornografia infantil. Investigadores encontraram esse tipo de material em suas contas online. Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba o que fazer Teve fotos íntimas vazadas? Saiba como reunir provas, denunciar e pedir a remoção do conteúdo O caso ocorreu nos Estados Unidos, mas situações semelhantes também são punidas no Brasil. A divulgação de fotos íntimas sem consentimento é crime e pode resultar em prisão e no pagamento de indenização às vítimas. Como mandar nudes de forma segura Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1 É possível apagar 100% das imagens da internet? Nem todas as plataformas oferecem ferramentas para remover esse tipo de conteúdo. Como o g1 mostrou, quando o caso chega à Justiça, podem ser emitidas determinações para que redes sociais e outros serviços retirem as imagens do ar. No entanto, a própria vítima também pode solicitar a remoção diretamente às plataformas: Google: o pedido pode ser feito por meio deste formulário. Caso a vítima seja menor de idade, a empresa exige que um responsável legal faça a solicitação e comprove que tem autorização para agir em seu nome. X: o pedido de remoção pode ser feito por meio deste formulário. Embora as Delegacias da Mulher costumem contar com equipes mais preparadas para acolher vítimas desse tipo de crime, o registro da ocorrência e a denúncia podem ser feitos em qualquer delegacia. Veja como denunciar exposição de nudes Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1 *Com informações da agência de notícias Reuters
22/07/2026 11:38:54 +00:00
Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã

Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (22), em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent ultrapassou os US$ 95 pela primeira vez desde o início de junho, impulsionado pelos temores de uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. 🔎 Por volta das 6h45 (horário de Brasília), o contrato do Brent para entrega em setembro avançava 4,4%, para US$ 95,02 por barril. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 4,5%, para US$ 88,16. Às 8h19, o Brent reduzia parte dos ganhos, mas ainda registrava alta de 3,85%, cotado a US$ 94,51 por barril. No mesmo horário, o WTI avançava 3,59%, para US$ 87,37 por barril. A alta ocorre em meio à intensificação do conflito entre Washington e Teerã. Na madrugada desta quarta-feira (horário local do Irã), os eua bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva, atingindo centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones, segundo as forças americanas. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Nos últimos dias, o Irã também realizou ataques contra instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, principal corredor para o transporte de petróleo da região, aumentando as preocupações sobre a segurança do fluxo global da commodity. As tensões se ampliaram ainda mais após os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, anunciarem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A medida ameaça o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio para a Ásia e a Europa. Na terça-feira (21), dois petroleiros carregados com petróleo saudita e destinados à Ásia mudaram de rota no Mar Vermelho após ameaças de ataque dos Houthis. O episódio reforçou os receios de que o conflito possa comprometer o abastecimento mundial de petróleo. O mercado teme que tanto o Estreito de Ormuz quanto Bab el-Mandeb enfrentem restrições ao tráfego de embarcações. Juntas, as duas passagens concentram uma parcela significativa do comércio marítimo global de petróleo, e qualquer interrupção pode reduzir a oferta da commodity e elevar os preços internacionais. Bolsas reagem de forma mista A disparada do petróleo favoreceu ações do setor de energia e ajudou a impulsionar as bolsas europeias. O índice pan-europeu STOXX 600 avançava cerca de 0,6%, apoiado pelas empresas de petróleo e gás. Já os futuros das bolsas americanas operavam em queda antes da divulgação dos balanços trimestrais de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Tesla. Os contratos futuros do Nasdaq recuavam cerca de 0,6%, enquanto os do S&P 500 caíam 0,2%. No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas importantes, enquanto o iene japonês se recuperava após autoridades do Japão indicarem preocupação com os riscos de inflação e a possibilidade de uma alta de juros mais rápida do que a esperada pelo mercado. Alta do petróleo complica cenário para bancos centrais O avanço da commodity também aumenta os desafios para os principais bancos centrais, já que preços mais elevados de energia tendem a pressionar a inflação. Nesta quinta-feira (23), o Banco Central Europeu (BCE) divulgará sua decisão de política monetária. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA. A expectativa predominante é de que ambas as instituições mantenham os juros inalterados neste mês. No entanto, operadores passaram a precificar pelo menos uma alta adicional de 0,25 ponto percentual tanto nos EUA quanto na zona do euro até o fim do ano, diante do risco de que a inflação volte a ganhar força com a escalada dos preços do petróleo. *Com informações da agência Reuters
22/07/2026 11:31:10 +00:00
Falta de emprego entre jovens vira desafio global

Jovens encontram mercado em transformação com avanço da IA e novas configurações sociais Joerg Carstensen/picture alliance A dificuldade de inserção de jovens no mercado de trabalho deixou de ser um problema localizado e passou a mobilizar diferentes países. No ano passado, o desemprego persistente e a escassez de oportunidades levaram manifestantes às ruas no Quênia, Peru, Nepal, Indonésia e Filipinas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Neste ano, a preocupação com a falta de trabalho para essa faixa etária também impulsionou protestos na África do Sul e no Marrocos. Na Índia, ajudou a dar visibilidade ao Partido Cockroach Janta, movimento que surgiu como uma iniciativa satírica nas redes sociais e rapidamente ganhou projeção nacional. O desemprego juvenil na China O desemprego juvenil mede a parcela de jovens, normalmente entre 15 e 24 anos, que procuram trabalho ativamente, mas não conseguem uma vaga. Essa taxa costuma superar a de desemprego geral, em razão da menor experiência profissional e das barreiras enfrentadas por quem está iniciando a carreira. Ainda assim, a diferença entre os dois indicadores tem aumentado em um número crescente de países. A China tornou-se um dos exemplos mais visíveis desse fenômeno. O avanço das matrículas no ensino superior e o aumento do número de formados ocorreram em ritmo mais acelerado do que a criação de empregos, contribuindo para a ansiedade, a prolongada busca por trabalho e o subemprego em um período de desaceleração econômica. Agora no g1 Em maio, a taxa oficial de desemprego entre jovens urbanos de 16 a 24 anos na China foi de 15,6%, segundo dados do governo citados pela agência Reuters. Embora seja o menor nível em 11 meses, o índice permanece muito acima da taxa geral de desemprego do país, em torno de 5%. Desde 2023, as estatísticas chinesas sobre desemprego juvenil deixaram de incluir os milhões de estudantes universitários, o que dificulta a comparação com os dados anteriores. No Brasil, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho também afeta de forma desproporcional os mais jovens. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Entre a população de 14 a 24 anos, quase 20% não estudam nem trabalham. Em alguns países, há crescimento do emprego juvenil em vagas que exigem menor qualificação Stefan Sauer/dpa/picture alliance A culpa é da IA? A China não é o único país a enfrentar crescimento econômico fraco, menor mobilidade social e uma crescente percepção de desigualdade entre gerações. Em diversas economias, o avanço tecnológico, a desaceleração das contratações e o aumento da concorrência têm enfraquecido a relação tradicional entre diploma universitário e emprego estável de colarinho-branco. Além do aumento do número de graduados, outro fator que alimenta a insegurança é o temor de que a inteligência artificial (IA) elimine postos de trabalho de entrada. Os especialistas, porém, ainda não chegaram a um consenso sobre os efeitos da tecnologia. "No Reino Unido, as novas vagas para graduados caíram mais rapidamente do que as destinadas a pessoas sem formação universitária, e muitas dessas funções apresentam alta exposição à IA", afirma Golo Henseke, professor associado de economia aplicada da University College London. Segundo pesquisa conduzida por ele, regiões em que as empresas adotaram a IA mais rapidamente registraram crescimento mais lento do emprego entre pessoas de 15 a 24 anos, enquanto a ocupação entre trabalhadores em idade principal permaneceu estável. Ainda assim, Henseke avalia que, por enquanto, o impacto da IA é pequeno quando comparado aos efeitos normais do ciclo econômico. Sara Elder, especialista em emprego juvenil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), concorda. Para ela, a IA pode contribuir para a estagnação do emprego entre jovens, mas não é o principal fator. "No momento, as economias não estão suficientemente dinâmicas, e a criação de vagas não acompanha o número de jovens que entram no mercado de trabalho", afirma. Segundo Elder, o problema é agravado pela tendência de empregadores elevarem as exigências de contratação, dificultando a entrada de candidatos com pouca experiência profissional. Sem oportunidades em cargos de entrada, muitos jovens podem deixar de adquirir a experiência necessária para avançar na carreira. As consequências incluem menor consumo, redução das taxas de compra de imóveis, adiamento da formação de famílias e aumento da frustração social. Muitos se dizem cada vez mais endivididados. Os setores mais afetados A OIT identificou aumento das taxas de desemprego juvenil em oito das 11 regiões do mundo entre 2023 e 2025, incluindo o Leste Asiático, a América do Norte e o Sudeste Asiático e Pacífico. A redução de oportunidades foi mais acentuada nos setores de manufatura, construção e serviços. Por outro lado, segundo Elder, empregos técnicos altamente qualificados e intensivos em conhecimento, como os das áreas de ciência, engenharia, saúde e tecnologia da informação e comunicação, apresentaram desempenho mais favorável e seguiram em expansão na maioria dos países. Cenário exige novos investimentos O crescimento econômico mais lento, a concorrência acirrada entre graduados e as mudanças nos critérios de contratação tornaram mais difícil para muitos jovens conquistar o primeiro emprego. Na Alemanha, uma pesquisa da consultoria EY mostrou que os estudantes estão menos otimistas em relação à possibilidade de encontrar trabalho adequado após a graduação do que estavam há dois anos. A segurança no emprego também superou o salário como principal critério na escolha de um empregador. Para Elder, esse cenário evidencia a necessidade de investimentos públicos e privados na criação de empregos de qualidade e em políticas que facilitem a transição dos jovens da escola para o mercado de trabalho. Henseke, por sua vez, demonstra cautela ao atribuir o problema à qualificação das novas gerações. "É muito improvável que os graduados de hoje sejam menos capacitados do que aqueles que concluíram os estudos há apenas alguns anos, e as competências exigidas pelos empregadores não mudaram da noite para o dia", afirma. "Mais do que qualquer outra medida, o que realmente ajudaria seria um crescimento econômico mais forte", conclui. Ainda assim, ele não vê a Europa enfrentando atualmente uma crise generalizada de emprego juvenil. A taxa de desemprego juvenil na União Europeia foi de 15,2% em maio, contra 5,9% para a população em geral. Desde 2022, a proporção de jovens que não estudam, não trabalham nem participam de programas de formação aumentou apenas em alguns países europeus, como Áustria e Alemanha, e caiu em grande parte do sul do continente. "O desemprego juvenil também não é novidade na Europa", afirma. "Ele foi especialmente grave após a crise financeira global, e as maiores melhorias ocorreram justamente nos países mais afetados naquele período." Autor: Timothy Rooks 'Assédio por pelos': por que campanha para incentivar homens a usar bermuda no trabalho causa polêmica no Japão 'Assédio por pelos': por que campanha para incentivar homens a usar bermuda no trabalho causa polêmica no Japão
22/07/2026 10:32:52 +00:00
Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa ao chegar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, nos EUA Evan Vucci / Reuters O Brasil passa a ter nesta quarta-feira (22/07) a maior tarifa aplicada pelos Estados Unidos entre os países da América do Sul, quando passam a valer as novas taxas impostas por Donald Trump na semana passada. O dado é do Global Trade Alert (GTA), iniciativa do St. Gallen Endowment, centro de estudos independente sediado na Suíça e que compila estatísticas de comércio global. ➡️ Antes do novo tarifaço, o Brasil aparecia empatado com o Uruguai, com tarifa efetiva média de 11,66%, atrás apenas do Paraguai, com 12,92%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Agora, com o novo tarifaço passar a valer, a tarifa de importação do Brasil passará para 18,17%, segundo o GTA, enquanto seus vizinhos — pelo menos por enquanto — seguirão com taxas bem menores. Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor Essa percentagem calculada pelo GTA difere da alíquota de 25% anunciada por Trump porque considera o peso de cada produto na pauta exportadora e as exceções previstas nas novas regras. Essa tarifa média valerá entre 22 de julho (quando passa a valer a Seção 301 para o Brasil) e 26 de julho, quando expirará outra tarifa de 10%, temporária, aplicada pela Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA. A partir daí, o monitor estima uma tarifa de 14,42% para o Brasil. No entanto, o alívio parcial deve durar pouco, e a média mais alta deve voltar a prevalecer. Isso porque o governo Trump já anunciou que pretende impor uma nova tarifa adicional para substituir a que vai expirar. Membros do governo Trump sinalizaram que a nova tarifa, que deve afetar dezenas de países, pode ser fixada entre 10% e 12,5%. Mas por que o Brasil se tornou um dos principais alvos da política tarifária americana na região? Segundo especialistas, a resposta cruza pelo menos quatro dimensões: política, econômica, estratégica e diplomática. Desalinhamento ideológico Para Carlos Pio, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB), a tarifa contra o Brasil reflete uma mudança mais ampla na doutrina comercial de Trump: da lógica de livre mercado para uma visão nacionalista, que prioriza proteger setores industriais afetados pela desindustrialização, além de favorecer alianças políticas em detrimento de protocolos diplomáticos tradicionais. "É uma ação política, mas não quer dizer que não seja uma ação que tenha propósito comercial", pondera. Segundo Pio, o Brasil se torna alvo preferencial não só pela economia relativamente fechada e resistente à liberalização, mas por um desalinhamento ideológico somado à proximidade pessoal que o governo Bolsonaro cultivou com Trump. "Não é nem com a Casa Branca nem com o governo americano. É com o Trump", resume. Essa lógica, diz o professor, também aparece em outras frentes da direita global apoiadas inicialmente por Trump — como Marine Le Pen, na França, e as "expectativas frustradas com [Giorgia] Meloni", na Itália, depois que ela adotou posições mais liberais. "Como a PF [Polícia Federal] e o Supremo [Tribunal Federal] foram em cima do Bolsonaro, reforça esse outro lado de: aos meus amigos, tudo." A comparação com a Argentina de Javier Milei, segundo Pio, reforça o argumento. "A Argentina também é protecionista como o Brasil, mas Milei está em uma condição distinta do Lula em relação à política." Proximidade com a China Jan Marcel, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acrescenta que o Brasil é a maior economia da América Latina e tem relevância comercial superior para os Estados Unidos do que os seus vizinhos, o que inclui produtos de maior valor agregado, como aeronaves, máquinas, petróleo, aço e produtos químicos. Há ainda no tabuleiro a disputa entre Estados Unidos e China por influência global. Como o Brasil mantém relação econômica forte com a China e, ao mesmo tempo, segue como parceiro relevante dos EUA, "acaba ficando no centro dessa competição", diz Marcel, o que transforma a tarifa em instrumento de pressão sobre temas que vão muito além do comércio bilateral. Instrumento de pressão política Celso Figueiredo, advogado especialista em comércio internacional e professor de Relações Governamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que as tarifas comerciais de Trump deixaram de ser meras ferramentas econômicas para se tornarem instrumentos de pressão política e arrecadação fiscal, sob a doutrina America First: mais competitividade para produtos americanos, e mais receita para o governo também. No caso brasileiro, porém, Figueiredo vê "componentes extras". "Quando a gente observa a nota publicada no começo de junho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), e a decisão publicada em 15 de julho, o fundo técnico objetivo dessa decisão acaba sendo raso, o que leva a crer que, de fato, essa tomada de decisão tem um aspecto mais político", diz o advogado. O especialista lembra que o atual patamar de taxação contra o Brasil estar acima dos pares da região também pode não ser definitivo. Segundo ele, há, inclusive, uma investigação em curso contra 60 países (incluindo o Brasil), voltada a apurar se eles ganharam vantagem competitiva com ítens produzidos por meio dotrabalho forçado, o que demonstra, segundo o advogado, que o instrumento seguirá sendo usado para outras nações também. Isso mostra, de acordo com o especialista, que os Estados Unidos monitoram de perto qualquer sinal que ameace a hegemonia do país, como também do dólar nas transações internacionais — como a ideia, discutida no âmbito do Brics, de uma moeda própria para o bloco de 11 países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Uma escalada é provável? Em nota divulgada após o anúncio dos EUA na semana passada, o governo federal brasileiro classificou a medida como "um marco lastimável" nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Para o executivo brasileiro, não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e que a balança comercial é favorável aos EUA. Uma fonte da Casa Branca citada pelo jornal O Globo sinalizou que qualquer retaliação brasileira forçaria os Estados Unidos a "potencialmente modificar" sua ação para "garantir a eliminação dessas práticas". "Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado”. Ainda assim, um cenário de escalada não é o mais provável, na visão de Figueiredo. A Lei de Reciprocidade, sancionada no ano passado após o primeiro tarifaço, ficou "engavetada", já que as tarifas foram derrubadas. Para o advogado e professor da FGV, o mesmo padrão deve se repetir agora e a retaliação direta "não é o que está na mesa". Ele lembra que a nova lista de exceções tarifárias, semelhante à do ano anterior, deve protegerboa parte das exportações brasileiras, o que reduz a pressão para uma resposta mais dura. A aposta segue sendo a negociação diplomática.
22/07/2026 10:31:09 +00:00
'Assédio por pelos': por que campanha para incentivar homens a usar bermuda no trabalho causa polêmica no Japão

'Assédio por pelos': como campanha para incentivar homens a usar bermuda no trabalho causa polêmica no Japão Getty Images Com o aumento das temperaturas este verão no Japão, o governo metropolitano de Tóquio está incentivando os homens a trocarem o tradicional terno e gravata por roupas mais casuais — camisetas, tênis e, agora, bermudas — no ambiente de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, lançou em abril a iniciativa Tokyo Cool Biz, com o objetivo de ampliar sua campanha de combate ao calor, que já se tornou uma tradição anual no verão japonês. Quase quatro meses depois, a medida que tornou aceitável o uso de bermudas no escritório divide opiniões. Alguns funcionários aprovam as regras mais flexíveis, que permitem trabalhar com mais conforto. Outros dizem que a política é injusta com as mulheres, já que delas ainda se espera o uso de meia-calça quando deixam parte das pernas à mostra. Agora no g1 E algumas mulheres descrevem a situação como sunehara, termo criado na internet que significa "assédio por pelos nas pernas" e descreve o desconforto que elas sentem ao serem obrigadas a ver os pelos das pernas dos colegas homens. "Queremos oferecer às pessoas mais opções durante o calor intenso, não dizer o que elas devem vestir. Não deve haver problema desde que a roupa de trabalho não seja ofensiva para ninguém", afirmou à BBC Noboru Watanabe, funcionário da área ambiental do governo metropolitano de Tóquio. 'Assédio por pelos': como campanha para incentivar homens a usar bermuda no trabalho causa polêmica no Japão Getty Images Uma pesquisa realizada em junho pela Gorilla Clinic — especializada em tratamentos estéticos, entre eles, remoção de pelos — mostrou que 53,5% dos entrevistados são contra o uso de bermudas no trabalho durante o verão, enquanto 46,5% apoiam a nova recomendação. Entre os que são contra o uso, o principal motivo apontado — tanto por homens quanto por mulheres — foi a preocupação com a aparência do corpo e com os pelos. A clínica afirma que o número de mulheres contrárias foi significativamente maior, indicando que elas podem ser mais resistentes a ver as pernas dos colegas homens. Nos últimos anos, mais trabalhadores japoneses — especialmente aqueles que atuam em startups e empresas de tecnologia — passaram a usar roupas mais informais no trabalho. Mas a recomendação do governo de Tóquio neste ano tornou esse estilo mais socialmente aceito. Ainda assim, alguns homens passaram a se sentir constrangidos em relação aos pelos das pernas. Akifumi Funatsu, diretor da Gorilla Clinic, afirma ter percebido um aumento de clientes que procuram a clínica não apenas por motivos estéticos, mas também por uma questão de "etiqueta social ao usar bermudas". Segundo ele, algumas mulheres acreditam que "os homens deveriam ter menos pelos nas pernas", o que levou alguns trabalhadores a buscar depilação a laser para evitar causar desconforto às pessoas ao redor. Medidas contra o calor extremo Koike introduziu pela primeira vez a mudança no vestuário de verão em 2005, quando era ministra do Meio Ambiente do Japão. Ela lançou uma campanha nacional de economia de energia chamada Cool Biz, que incentivava funcionários de empresas a optarem por camisas de manga curta. Líderes do governo aderiram à iniciativa. O então primeiro-ministro Junichiro Koizumi era frequentemente visto em público sem gravata ou paletó, ajudando a popularizar a campanha. Alguns anos depois, após o terremoto e tsunami de Tohoku, em março de 2011, o governo lançou o Super Cool Biz, ampliando as recomendações para reduzir o consumo de energia tanto no trabalho quanto em casa. Assim como outros países, o Japão vem enfrentando temperaturas recordes nos últimos meses, enquanto lida com o aumento dos preços da energia provocado pela instabilidade no Oriente Médio. Meteorologistas alertaram para um verão de calor extremo e a Agência Meteorológica do Japão tenta aumentar a conscientização da população com o termo kokusho-bi, que significa "dia de calor extremo", quando a temperatura ultrapassa os 40°C. Os dados mais recentes divulgados semanalmente mostram que sete pessoas morreram no Japão por insolação e 4.580 foram internadas em hospitais entre 6 e 12 de julho, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. Além de manter a hidratação e ligar o ar-condicionado — medidas básicas frequentemente recomendadas pelas autoridades —, moradores têm recorrido a novos produtos e tecnologias para enfrentar o calor. Itens como roupas com ventiladores embutidos, toalhas úmidas descartáveis, guarda-chuvas com proteção contra raios ultravioleta e calor, além de ventiladores portáteis, se tornaram populares e passaram a ser vendidos em lojas de todo o país. Especialistas da Rede Acadêmica Japonesa para Redução de Desastres destacam a importância da aclimatação ao calor, já que o corpo leva várias semanas para se adaptar às altas temperaturas. Segundo eles, o ideal é começar a se preparar para o calor e adotar medidas de prevenção contra a insolação ainda durante a temporada de chuvas, antes da chegada do verão mais intenso. O Japão também enfrenta altos níveis de umidade, o que dificulta a evaporação do suor e reduz a capacidade do corpo de se resfriar. Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais
22/07/2026 09:49:31 +00:00
Bitcoin, ethereum e outras criptomoedas: o que são e por que atraem tantos investidores

O que são as criptomoedas? Criptomoedas são ativos digitais, e não moedas oficiais como o real ou o dólar. Elas não são emitidas por governos e utilizam tecnologias como o blockchain para registrar e validar transações. O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Esses ativos atraem investidores pelo potencial de valorização, mas também estão sujeitos a fortes oscilações de preço, o que faz deles investimentos de alto risco. No Brasil, a compra e a venda de criptoativos são permitidas, e o setor vem sendo regulamentado pelo Banco Central. A regulamentação, porém, não garante rentabilidade nem protege o investidor de prejuízos. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.
22/07/2026 05:00:16 +00:00
O que é abandono de trabalho? Entenda regras que podem levar Eduardo Bolsonaro à demissão da PF

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; decisão cabe ao ministro da Justiça A recomendação de demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal colocou em evidência um conceito comum em processos trabalhistas e administrativos, mas nem sempre bem compreendido: o abandono de trabalho. A corporação concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e encaminhou ao Ministério da Justiça, nesta terça-feira (21), o pedido para que o ex-deputado seja desligado dos quadros da PF. A investigação apontou que ele não retornou às atividades após perder o mandato na Câmara dos Deputados. Agora, caberá ao ministro da Justiça decidir se aplica ou não a penalidade. Embora a expressão "abandono de trabalho" seja relativamente conhecida, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que ela significa na prática. 🤔 Afinal, faltar 30 dias consecutivos leva automaticamente à demissão? Existe um prazo definido em lei? E o que muda quando o trabalhador atua no setor público em vez da iniciativa privada? As respostas variam de acordo com o regime de contratação. Enquanto trabalhadores com carteira assinada são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela jurisprudência da Justiça do Trabalho, servidores públicos estão submetidos a estatutos próprios e a procedimentos administrativos específicos. Ou seja, as regras para apurar a conduta e as consequências para o trabalhador são diferentes. Veja as principais diferenças na tabela abaixo. Apesar das diferenças entre os regimes, um ponto costuma gerar confusão: a ideia de que existe um prazo que transforma automaticamente uma ausência em abandono de trabalho. Na prática, não é tão simples. Quando vira abandono? A CLT prevê o abandono de emprego como hipótese de justa causa, mas não estabelece quantos dias de ausência são necessários para caracterizá-lo. Ao longo dos anos, os tribunais passaram a adotar o período de 30 dias como referência para analisar os casos, mas não como uma regra automática, explica Gustavo Fonseca Monteiro, advogado trabalhista empresarial e sócio da Tahech Advogados. Segundo ele, a Justiça costuma exigir dois elementos: ausência prolongada e injustificada e intenção do empregado de não retornar ao trabalho. "Faltar ao trabalho por um período e abandonar o emprego não são a mesma coisa (...) para que exista abandono, as circunstâncias devem demonstrar que o empregado não pretende retornar e decidiu, ainda que sem uma comunicação formal, romper o vínculo" . 🔎 Essa intenção é conhecida no meio jurídico como "animus abandonandi". Em outras palavras, não basta que o trabalhador esteja ausente. É preciso haver indícios de que ele decidiu, de fato, encerrar a relação de emprego. Felipe Mazza, coordenador da área de Direito Trabalhista do Efcan Advogados, explica que os 30 dias funcionam apenas como um parâmetro. "A empresa deve avaliar as circunstâncias concretas e buscar demonstrar que o empregado decidiu romper, por sua conduta, a continuidade da relação de trabalho". Por isso, uma pessoa pode ficar mais de um mês sem trabalhar e, ainda assim, não ter abandonado o emprego. Uma internação, uma doença grave, problemas relacionados a benefícios previdenciários ou dificuldades relevantes de comunicação podem afastar essa conclusão. Para que a justa causa seja aplicada, é necessário demonstrar algo além da ausência: a intenção de não retornar ao trabalho. Esse cuidado existe porque situações excepcionais são comuns, pontua Taunai Moreira, sócio do escritório Bruno Boris Advogados. Um trabalhador pode não conseguir avisar a empresa imediatamente porque está hospitalizado, enfrenta uma doença grave ou outro impedimento relevante, exemplifica. O que a empresa precisa fazer antes de demitir? Se a intenção do trabalhador é um dos elementos centrais da análise, cabe à empresa reunir provas antes de aplicar a demissão por justa causa. O procedimento normalmente começa pela verificação de eventuais justificativas para as faltas, como: Atestados médicos; Afastamentos previdenciários; Internações ou licenças devem ser consideradas antes de qualquer decisão. Na sequência, recomenda-se tentar contato pelos meios habituais, como telefone, e-mail e aplicativos de mensagens, registrando todas as tentativas realizadas. Caso o trabalhador permaneça sem responder, a empresa deve formalizar uma convocação para que retorne ao trabalho ou apresente justificativas. Monteiro explica que o documento deve informar o período de ausência, convocar o trabalhador a retornar ou apresentar justificativa em prazo razoável e advertir expressamente que a falta de manifestação poderá caracterizar abandono de emprego e resultar em demissão por justa causa. "A convocação deve ser enviada por meio que permita comprovar tanto o seu conteúdo quanto a entrega, como por exemplo carta registrada com aviso de recebimento ou, conforme o caso, notificação extrajudicial. E-mail e mensagens também podem reforçar a prova, desde que seja possível demonstrar o envio e o recebimento". Embora a legislação não determine um número mínimo de notificações, os especialistas recomendam que todas as tentativas sejam documentadas. Isso pode fazer diferença caso a situação seja discutida posteriormente na Justiça do Trabalho. "Sem isso, a justa causa não se sustenta", afirma Taunai, lembrando que o ônus da prova recai sobre o empregador. O que o trabalhador perde se houver abandono? Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados Quando a demissão por abandono é confirmada, os efeitos são os mesmos de uma dispensa por justa causa. Nesse caso, o empregado deixa de receber: aviso-prévio; multa de 40% sobre o FGTS; saque imediato do FGTS em razão da rescisão; seguro-desemprego; 13º salário proporcional; férias proporcionais acrescidas de um terço. Por outro lado, alguns direitos permanecem preservados. A empresa continua obrigada a pagar o saldo de salário referente aos dias efetivamente trabalhados e as férias já adquiridas, mas ainda não usufruídas. Outra dúvida comum envolve o FGTS. O dinheiro depositado na conta vinculada não é perdido e continua pertencendo ao trabalhador, embora ele não possa sacá-lo imediatamente em razão daquela demissão. E serviço público? Como funciona? Se, nas empresas privadas, a caracterização do abandono costuma ser discutida posteriormente na Justiça do Trabalho, na administração pública a apuração precisa ocorrer antes de qualquer punição. Para os servidores federais submetidos à Lei nº 8.112, o abandono de cargo é definido como ausência intencional por mais de 30 dias consecutivos. 🔎 No caso dos policiais federais, uma legislação específica prevê a demissão por 30 dias consecutivos de faltas injustificadas ou 60 dias alternados em um período de 12 meses. Mesmo quando a legislação estabelece critérios objetivos, porém, a punição não é automática. "A Administração não pode aplicar a demissão imediatamente: deve instaurar um Processo Administrativo Disciplinar", explica Felipe Mazza. Segundo Monteiro, o PAD é indispensável para que a administração pública identifique o período de ausência, avalie possíveis justificativas e assegure ao servidor o direito de apresentar provas e se defender. "A perda do cargo é uma sanção grave e está sujeita ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa", afirma. Por isso, a conclusão de uma comissão disciplinar não significa necessariamente o encerramento do caso. Em situações como a de Eduardo Bolsonaro, a comissão apenas recomenda a penalidade, e a decisão final cabe à autoridade competente. O que aconteceu no caso de Eduardo Bolsonaro? Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou que deixou o Brasil por se considerar alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda do mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer a atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF, então, determinou que ele retornasse ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, Eduardo Bolsonaro não se reapresentou. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após concluir a investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada ao ministério, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade.
22/07/2026 03:00:53 +00:00
Trabalho em feriados: veja quais comércios podem abrir sem acordo, mesmo com nova regra do governo

Ministério do Trabalho oficializa acordo para regulamentar funcionamento do comércio durante os feriados Nem todo comércio precisará negociar com sindicatos para abrir durante os feriados. Embora as novas regras, anunciadas nesta terça-feira (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), passem a exigir convenção coletiva para o funcionamento de parte do comércio nessas datas, algumas atividades continuarão autorizadas a operar sem acordo entre empregadores e trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É o caso de farmácias, postos de combustíveis, restaurantes, bares e hotéis, que estão entre os setores com autorização permanente para funcionar em feriados. ➡️ Para os demais estabelecimentos, a regra determina que o trabalho nessas datas deverá estar previsto em convenção coletiva firmada entre o sindicato patronal e o sindicato que representa os trabalhadores da categoria. Na prática, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar a abertura do comércio em feriados. A exigência, porém, não se aplica às seguintes atividades: venda de pão e biscoitos; varejistas de produtos farmacêuticos, incluindo farmácias de manipulação; flores e coroas; barbearias e salões de beleza; entrepostos de combustíveis, lubrificantes e acessórios para automóveis (postos de combustíveis); comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP); locadores de bicicletas e similares; hotéis, restaurantes, bares e similares; casas de diversões, inclusive estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso; feiras livres; porteiros e cabineiros de edifícios residenciais; agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações; comércio em feiras e exposições; lavanderias e lavanderias hospitalares; estabelecimentos de prestação de serviços funerários. Trabalho em feriados no comércio: veja o que muda e os setores afetados Reprodução/EPTV Segundo o MTE, a portaria restabelece uma exigência prevista na Lei nº 10.101, que trata do trabalho em datas comemorativas no comércio. Com a mudança, questões como escalas de trabalho, folgas compensatórias, pagamento de adicionais e outras contrapartidas poderão ser negociadas entre representantes dos trabalhadores e dos empregadores. A medida também deixa claro que as novas regras se aplicam apenas aos feriados. ⚠️ O trabalho aos domingos continua autorizado pelas normas já previstas na legislação e não sofreu alterações. Durante reunião realizada nesta terça-feira (21) com representantes de trabalhadores e empregadores, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou esperar que as negociações ocorram de forma equilibrada entre as partes. “O que nós esperamos é que tenha maturidade das lideranças sindicais, dos trabalhadores e dos empregadores em torno de uma mesa (...) para que vocês possam encontrar soluções, muitas vezes, para problemas que pareciam não ter solução. E, quanto mais se conversa, pode-se ir aproximando dessa possibilidade", afirmou Marinho. Representante do setor empresarial, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirmou que o acordo encerra uma etapa da negociação, mas que o debate deve continuar. "A discussão não para por aqui. Temos absoluta consciência disso, até porque novas formas, novos mecanismos e novas ferramentas vêm sendo incorporados ao mundo do trabalho. Então, creio que hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente". Funcionamento do comércio em feriados dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva g1/ Júlia Christine
22/07/2026 03:00:46 +00:00
Tarifaço de Trump: governo ainda estuda como reagir à taxação que começa nesta quarta

O governo federal ainda avalia quais medidas adotará em resposta às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começam a valer nesta quarta-feira (22). A decisão foi confirmada pelo governo americano na semana passada. ➡️ A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros é resultado de uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável por formular a política comercial norte-americana. A apuração levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. Ao longo do processo, representantes do governo brasileiro e de setores da economia participaram de reuniões e audiências com membros do governo norte-americano e apresentaram argumentos contra a adoção das sobretaxas. A investigação analisou temas como o sistema de pagamentos PIX, regras para plataformas digitais e outras políticas brasileiras apontadas pelos Estados Unidos como possíveis restrições ao comércio (veja mais abaixo). Governo se reúne com setores para avaliar impacto da nova tarifa dos EUA Logo após as tarifas serem anunciadas, o governo brasileiro divulgou uma nota em que chamou a decisão de "marco lastimável" na relação entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. A medida é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que os Estados Unidos anunciaram as primeiras tarifas, ainda no ano passado. Na semana passada, um dia após os Estados Unidos confirmarem a tarifa, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo brasileiro avalia usar a Lei da Reciprocidade e que "no momento adequado, saberá como implementá-la". "Destacar que nós temos uma lei que é a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e que o governo no momento adequado, saberá como implementá-la", afirmou. "A lei não é retaliatória. Não há retaliação. O que existe uma lei que defendendo o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, da economia brasileira", complementou o vice. Além disso, o vice-presidente adiantou que o governo terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa. No entanto, nenhuma medida ainda foi anunciada oficialmente. O governo brasileiro tem realizado reuniões com os setores afetados pela nova tarifa para identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio. Após os encontros, no entanto, alguns setores afirmaram ser contra a reciprocidade e defenderam a ampliação do plano Brasil Soberano, programa de crédito para as empresas afetadas pelo tarifaço. Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. Bruno Leão/Sedecti Negociações Ao confirmarem o novo tarifaço, os Estados Unidos afirmaram que o governo do presidente Donald Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico. Além disso, representantes do governo conversaram com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e com o representante de Comércio americano, Jamieson Greer, em pelo menos 11 ocasiões. Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas. Interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação de membros do governo também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política. As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA. O governo afirma que, em todos os casos, a iniciativa para abrir o diálogo partiu do lado brasileiro, em uma tentativa de negociar uma saída para o impasse comercial. A informação é apresentada como resposta às críticas de que o Brasil teria deixado de buscar uma negociação com o governo dos Estados Unidos antes da adoção das medidas tarifárias. A percepção é que o cenário se mostrava favorável às negociações após o encontro entre Lula e Trump na Malásia e ainda melhor após o encontro entre os dois em Washington. No entanto, o cenário mudou depois da visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA. ➡️ Marco Rubio mantém relações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A aproximação começou em 2018 e, no mês passado, Rubio recebeu os filhos de Bolsonaro nos EUA. LEIA TAMBÉM: 'Latino-americano frustrado' x 'passa pano para Maduro': relembre as trocas de farpas entre Lula e Marco Rubio Argumentos para nova tarifa Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, sigla em inglês), o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que "várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos". Entre os fatores usados pelos Estados Unidos estão o PIX, ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra big techs, desmatamento e corrupção. LEIA TAMBÉM: PIX, STF, redes sociais: governo Lula contesta argumentos dos EUA para novo tarifaço contra o Brasil Após a confirmação da tarifa, o governo brasileiro divulgou uma nota contestando os argumentos do governo Trump para aplicar o novo tarifaço de 25% contra o Brasil.
22/07/2026 03:00:31 +00:00
Tarifaço: por que o Brasil evita uma retaliação imediata — e como pode responder aos EUA

Ordem de Lula é evitar reação que dê munição a Trump e Flávio Bolsonaro na crise das tarifas A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22) sem que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha, até agora, adotado uma retaliação prática à medida. Após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto chegou a divulgar uma nota em que classificou a decisão americana como um "marco lastimável" e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo) Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada "no momento adequado". A falta de uma reação mais enérgica, ao menos até agora, segue uma orientação do próprio presidente Lula. Conforme mostrou o blog do Valdo Cruz, a estratégia é tentar ampliar a lista de produtos brasileiros isentos da nova tarifa e manter as negociações sem radicalismo. ➡️ A nova tarifa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. (veja a lista completa) Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras. Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja buscada pela via diplomática e empresarial. Processo longo Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos que vão além do fator político. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões. "A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato", explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. Exportações brasileiras para os EUA desabam com o tarifaço, mas vendas para outros países compensam Jornal Nacional/ Reprodução Quais são os riscos do uso da Lei da Reciprocidade? Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações. Esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos. "O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro", afirma. Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais: Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida. Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo. Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo. Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo. "A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira", afirma Jackson Campos. Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. "O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa", lembra Campos. Quais são, então, as saídas para o Brasil? Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é "o Brasil retaliar e se machucar sozinho". Ele lembra que a "munição" brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional. "Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica", diz. 🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. 🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial. Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. 🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. O governo também informou ao blog da Ana Flor que prepara linhas de crédito para empresas afetadas, condicionadas à manutenção de empregos, além de ações para apoiar a abertura de novos mercados. Lula e Trump Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters Fator eleições A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado. Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil. "O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição", avalia Jackson Campos. "Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva." Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida. Pesquisa Quaest divulgada na última semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática. "Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima", diz. "A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil", conclui.
22/07/2026 03:00:15 +00:00
Tarifaço dos EUA: taxa adicional de 25% passa a valer nesta quarta; veja perguntas e respostas

Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. (leia mais abaixo) A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a nova tarifa. O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor? Quais são os principais produtos atingidos? Quais são os impactos para o Brasil? Como o governo dos EUA justifica a medida? O que diz o governo brasileiro? Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica? Quais podem ser as respostas do Brasil? Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora? Tarifas podem aumentar ainda mais? Imagem de drone do Porto de Santos (SP) Reuters O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor? Confirmada na noite da última quarta-feira (15) pelo governo Trump, a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA passa a valer nesta quarta-feira (22). A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 🔎 Na prática, isso aumenta o custo de levar esses produtos ao país e pode desestimular as compras de produtos brasileiros por empresas americanas. Enquanto isso, outros mais de 2 mil produtos ficaram de fora da medida. Muitos deles foram excluídos por serem considerados estratégicos para a economia americana, seja pelo risco de encarecer produtos essenciais, seja porque o país não produz quantidade suficiente desses itens. Voltar ao índice. Quais são os principais produtos atingidos? Entre os 50 principais produtos brasileiros exportados aos EUA em 2025, ficaram de fora da nova tarifa itens como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Por outro lado, produtos como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns itens de alumínio passam a estar sujeitos à tarifa adicional. VEJA AQUI COMO FICOU CADA ITEM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos isentos e impactados Voltar ao índice. Quais são os impactos para o Brasil? O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Segundo ele, o percentual tem como referência as exportações de 2024, ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados por Trump. O valor corresponde a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões). Se a base for 2025, a participação dos setores afetados cai para 15%, o equivalente a US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministro acrescentou que, com a nova medida, 57% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA permanecerão sem tarifa. No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o tarifaço afetará R$ 4,6 bilhões por ano em exportações, o equivalente a 36,5% das vendas do setor aos EUA. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apesar dos segmentos atingidos, a medida não terá impacto sobre "a economia do país como um todo". Especialistas também avaliam que os efeitos serão restritos, entre outros fatores, pela extensa lista de exceções. LEIA MAIS: Voltar ao índice. Como o governo dos EUA justifica a medida? A decisão é resultado de uma investigação comercial do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo permite ao governo americano investigar práticas de outros países que considera prejudiciais ao comércio dos EUA. No relatório final, o USTR afirmou que algumas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" e que poderiam "onerar ou restringir" o comércio com os EUA. Entre os temas analisados estão: PIX e serviços de pagamento: o USTR afirmou que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas. Regulação de plataformas digitais: o órgão questionou decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA. Acordos comerciais: os americanos criticaram tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia. Desmatamento ilegal: o relatório apontou falhas na fiscalização ambiental. Mercado de etanol: os EUA alegaram falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro. Propriedade intelectual: o documento citou problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes. Combate à corrupção: o USTR criticou medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato. Voltar ao índice. O que diz o governo brasileiro? O governo classificou o tarifaço como um "marco lastimável" na relação entre os dois países e afirmou que a medida tem motivação política por envolver temas considerados internos e inegociáveis, como o PIX. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente Lula (PT) orientou aliados a evitar radicalismos na reação ao tarifaço. Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como "injusta e descabida" e afirmou que o Brasil "não saiu da mesa de negociação". Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda "não cabe falar em retaliação" aos EUA. "Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem 'viralatice' e seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida", afirmou. Voltar ao índice. Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica? Na madrugada da última quinta (16), logo após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto divulgou uma nota em que afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Uma das preocupações é com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. Há, também, o fator eleitoral. Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras. Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja feita pela via diplomática e empresarial. Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula Montagem - Arte/g1 Voltar ao índice. Quais podem ser as respostas do Brasil? Para especialistas, a via diplomática ou o uso cauteloso da Lei da Reciprocidade Econômica, sem uma escalada das tensões, seguem como os principais caminhos para o governo. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. Voltar ao índice. Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora? O presidente Lula anunciou nesta tarde a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas e também para setores impactados pela guerra no Oriente Médio. A medida foi batizada pelo governo de "Brasil Soberano 3". Segundo o governo, R$ 13,5 bilhões virão de recursos não utilizados no "Brasil Soberano 1" e da renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões serão destinados pelo BNDES. 🔎 O Plano Brasil Soberano é um programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço. Criado no ano passado por meio de medida provisória, o programa tem três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial. O financiamento será destinado a empresas que: são afetadas por tarifas comerciais dos EUA, como as dos setores de aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, entre outros; pertencem a setores industriais estratégicos, como fertilizantes, farmacêutico, têxtil e minerais críticos, entre outros; tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas pela guerra. O presidente também sancionou a lei que libera R$ 15 bilhões, batizada de "Brasil Soberano 2", para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano. A medida amplia o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos EUA. A lei é resultado de uma medida provisória (MP) editada em março de 2026. O crédito será destinado a empresas exportadoras de diversos setores. Entre as contrapartidas exigidas pelo governo está a manutenção de pelo menos parte dos empregos. Paralelamente, a ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Outras medidas continuam em estudo e poderão ser adotadas à medida que as empresas enfrentarem dificuldades para escoar os produtos atingidos pelas tarifas, como antecipou o blog da Ana Flor. Voltar ao índice. Tarifas podem aumentar ainda mais? Há essa possibilidade. O governo brasileiro reconhece que os EUA devem aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado. A principal dúvida é se essa nova tarifa será acumulada aos 25% que entram em vigor nesta quarta-feira (22). Caso seja cumulativa, os produtos brasileiros poderiam enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. A possível nova tarifa também é resultado de uma investigação do USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que concluiu que a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A confirmação da nova tarifa pode sair na sexta-feira (24). Em entrevista à CNBC, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta terça-feira que as medidas serão anunciadas "em breve". Voltar ao índice.
22/07/2026 03:00:11 +00:00
Trump prevê tarifa de 100% sobre medicamentos genéricos em 2028 e de 200% em 2029

O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Evelyn Hockstein / Reuters O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (21) que os medicamentos genéricos importados pelos Estados Unidos continuarão isentos de tarifas até agosto de 2028. A partir dessa data, a alíquota será elevada para 100% durante um ano e, em agosto de 2029, passará para 200%. "Isso é feito para TRAZER DE VOLTA a produção de medicamentos genéricos para os Estados Unidos, impondo uma penalidade às empresas que decidirem não construir fábricas e instalar equipamentos dentro do prazo estabelecido para elas", escreveu Trump na Truth Social. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O republicano vem pressionando as farmacêuticas, por meio de sua política baseada na cláusula da nação mais favorecida ("most-favored-nation"), a reduzir os preços dos medicamentos para patamares semelhantes aos praticados em outros países de alta renda. 🔎 Essa cláusula busca equiparar os preços pagos pelos americanos aos cobrados em outros países ricos. Agora no g1 Mais de 90% dos medicamentos vendidos nos Estados Unidos são genéricos, segundo a Administração de Alimentos e Medicamentos do país (FDA). A política para medicamentos patenteados, de marca ou inovadores permanecerá inalterada, segundo Trump. As maiores farmacêuticas do mundo assinaram acordos com o governo dos Estados Unidos no ano passado, o que livrou bilhões de dólares em medicamentos das tarifas. Em abril, Trump assinou uma ordem executiva que impôs tarifas de 100% sobre medicamentos de marca importados. A sobretaxa poderia ser evitada caso os fabricantes concordassem com acordos de preços com o governo ou se comprometessem a produzir seus medicamentos no país.
22/07/2026 01:08:08 +00:00
Mega-Sena, concurso 3034: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3034: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3034 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça (21), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas seria de R$40.711.163,89. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 62 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 37 - 28 - 08 - 39 - 30 - 60 5 acertos: 22 apostas ganhadoras, R$ 79.843,32 4 acertos: 2.287 apostas ganhadoras, R$ 1.266,03 concurso 3034 da Mega-Sena Reprodução / Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
22/07/2026 00:02:57 +00:00
Tarifaço de Trump: Alckmin diz que Brasil negociará 'sempre' e que ideia do governo para resolver crise 'não é retaliação'

Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil buscará sempre negociar com os Estados Unidos para resolver a crise entre os dois países causadas pela taxação de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na semana passada e que entram em vigor na quarta-feira (22). "Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões", disse Alckmin. 🔎 Na semana passada, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). A aplicação começa nesta quarta-feira (22) (veja mais detalhes abaixo). O vice-presidente deu a declaração em entrevista após a primeira rodada de reuniões com os setores produtivos que serão atingidos pela decisão do governo de Donald Trump. Perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no "momento adequado". "A ideia não é retaliação. Não é retaliação. 'Olho por olho', o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?", afirmou o vice-presidente. Imagem de drone do Porto de Santos (SP) Reuters 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. Nesta terça, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram que são contra a aplicação de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil. Os representantes dos setores se reuniram com o vice-presidente e com os ministros Márcio Elias Rosa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Segundo Elias Rosa, o governo está levantando informações com os setores mais afetados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos para medir os impactos sobre empregos, competitividade e lucro das empresas. De acordo com o ministro, o governo também trabalha, em parceria com a ApexBrasil, para abrir novos mercados aos produtos brasileiros. “A decisão do governo norte-americano não deixa de ser injusta e descabida, mas isso não significa que o governo brasileiro deixará de ajudar o setor”, afirmou. Representantes da Abimaq também defenderam a ampliação do programa Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com melhores condições para os setores afetados pelo tarifaço. O governo já indicou que deve reforçar esse programa. LEIA TAMBÉM: Governo prepara ajuda para empresas em etapas Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a ajuda aos setores pode não ser linear, ou seja, deve ter um desenho específico para cada setor. Isso, segundo ele, pode favorecer a tomada de crédito pelas empresas e facilitar trâmites.  "O acesso não pode ser muito complicado. Em uma pequena indústria, a questão das garantias pode ser um problema. Pedimos para analisar bem para que se o empréstimo não seja moroso e precisa ter uma flexibilidade", comentou.  Assim como defendido pela Abimaq, a Abicalçados é contra a aplicação da Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na mesma linha, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), vê no instrumento um meio de negociação.  "Nossa proposta é de que não haja reciprocidade. Negociar, negociar, negociar, seja com a diplomacia empresarial privada, diplomacia governamental, as duas juntas. Nós temos conversado com as nossas contrapartes nos Estados Unidos", afirmou Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, ao g1. Entenda o caso Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA. 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
21/07/2026 22:19:46 +00:00
Chefe do Pentágono diz que guerra contra o Irã já custou aos EUA quase R$ 200 bilhões

Irã ameaça impedir trânsito de petróleo sem autorização no Estreito de Ormuz: 'nem uma gota' O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (21) que a guerra com o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bilhões) aos cofres americanos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A ofensiva começou em 28 de fevereiro, após o fracasso das negociações entre Irã e Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano. Em menos de cinco meses, a guerra já consumiu mais recursos do que o governo brasileiro pretende gastar com o Bolsa Família neste ano: R$ 158,6 bilhões. Hegseth divulgou o novo valor durante uma audiência no Comitê de Apropriações do Senado, marcada por protestos e cobranças da oposição. O governo tenta aprovar um pacote de US$ 95 bilhões para financiar as Forças Armadas e outras prioridades de Donald Trump. O financiamento da guerra representa a maior parte do novo pacote orçamentário defendido pelos republicanos. A proposta também prevê US$ 10 bilhões em ajuda para agricultores afetados pelas tarifas de Trump e outros US$ 10 bilhões para mudanças na legislação eleitoral. Segundo o secretário, os recursos extras para a guerra são "urgentes e necessários" e, somados à proposta de orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,6 trilhões) apresentada por Trump, representam um investimento de longo prazo nas Forças Armadas. "Sem esses recursos, enfrentamos déficits críticos", afirmou. A audiência ocorreu poucos dias depois de o Pentágono informar a morte de mais três militares americanos no conflito, elevando para 17 o número de soldados mortos. Mais de 100 também ficaram feridos desde o início de julho. A principal democrata no comitê, a senadora Patty Murray, afirmou que os EUA caminham para "mais uma guerra sem fim" e criticou o novo pedido de verbas feito pelo governo. "Essa guerra está novamente saindo do controle", disse. Segundo Murray, Trump afirmou dezenas de vezes que um acordo para encerrar o conflito estava próximo, mas agora pede bilhões de dólares para financiar a ofensiva. A Casa Branca divulgou um comunicado antes da audiência pedindo que o Congresso aprove a proposta orçamentária "sem modificações e imediatamente". LEIA TAMBÉM EUA identificam militar morto em ataques do Irã a base no Iraque Homem que foi parcialmente sugado para fora de avião diz que sobreviveu por milagre: 'Tenho sorte' 'Pai do Brexit' vai concorrer com lata de lixo humana após renunciar ao mandato USS Gerald R. Ford, o mais avançado porta-aviões dos Estados Unidos, está a caminho do Mediterrâneo Andrew Vaughan/The Canadian Press via AP VÍDEOS: mais assistidos do g1
21/07/2026 20:52:04 +00:00
Governo publica nova regra sobre trabalho em feriados no comércio; veja o que muda

Ministério do Trabalho oficializa acordo para regulamentar funcionamento do comércio durante os feriados O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou, na tarde desta terça-feira (21), um acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores para regulamentar o trabalho no comércio durante os feriados. Com as novas regras, o funcionamento dependerá de autorização prevista em convenção coletiva, negociada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Isso significa que a decisão unilateral do empregador deixará de ser suficiente para autorizar a abertura nesses dias. (CORREÇÃO: O g1 errou ao informar que as regras divulgadas nesta terça-feira sobre o trabalho no comércio aos feriados modificavam a Portaria nº 3.665/2023. Na realidade, as medidas foram estabelecidas por uma nova portaria, que substitui a norma anterior. A informação foi atualizada às 20h20 do dia 21 de julho de 2026.) Trabalho em feriados no comércio: veja o que muda e os setores afetados Reprodução/EPTV A exigência, porém, não se aplica às atividades que já têm autorização permanente para funcionar em feriados. São elas: venda de pão e biscoitos; varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de receituário); flores e coroas; barbearias e salões de beleza; entrepostos de combustíveis, lubrificantes e acessórios para automóveis (postos de gasolina); comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP); locadores de bicicletas e similares; hotéis, restaurantes, bares e similares (estabelecimentos de hospedagem, alimentação preparada e bebidas a varejo); casas de diversões, inclusive estabelecimentos esportivos em que o ingresso seja pago; feiras-livres; porteiros e cabineiros de edifícios residenciais; agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações; comércio em feiras e exposições; lavanderias e lavanderias hospitalares; estabelecimentos de prestação de serviços funerários. Segundo o MTE, a mudança restabelece a legalidade e reforça a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores. “O que nós esperamos é que tenha maturidade das lideranças sindicais, dos trabalhadores e dos empregadores em torno de uma mesa (...) para que vocês possam encontrar soluções, muitas vezes, para problemas que pareciam não ter solução. E, quanto mais se conversa, pode-se ir aproximando dessa possibilidade", afirmou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Representante do setor empresarial, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirmou que o acordo encerra uma etapa da negociação, mas que o debate deve continuar. "A discussão não para por aqui. Temos absoluta consciência disso, até porque novas formas, novos mecanismos e novas ferramentas vêm sendo incorporados ao mundo do trabalho. Então, creio que hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente". Funcionamento do comércio em feriados dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva g1/ Júlia Christine Entenda novas regras A principal mudança para o dia a dia do comércio é simples: a abertura das lojas em feriados passa a depender de um acordo entre empregados e empregadores. Ou seja, para que o trabalho seja autorizado, será necessário que essa possibilidade esteja prevista em uma convenção coletiva de trabalho, firmada entre o sindicato patronal e o sindicato que representa os trabalhadores da categoria. A nova portaria também deixa claro que a regra vale para o funcionamento em feriados, não para os domingos. O trabalho aos domingos no comércio continua permitido pelas regras já previstas em lei. Com isso, temas como escalas, compensações, pagamento de benefícios adicionais e outras contrapartidas poderão ser discutidos durante as negociações entre os sindicatos. Outro ponto previsto na portaria é a situação de municípios ou regiões onde não exista sindicato representativo das categorias envolvidas. Nesses casos, a negociação deverá seguir as regras estabelecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para a celebração de convenções coletivas.
21/07/2026 18:52:57 +00:00
Volkswagen faz recall de 150 mil carros no Brasil por falha em freio de estacionamento

Volkswagen Tera divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (20) o recall de 150.290 unidades dos modelos Polo, Tera, Nivus, T-Cross e Virtus. Os dados das unidades envolvidas foram apurados pelo g1 com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que integra o Ministério da Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O possível defeito está no freio de estacionamento. As unidades afetadas podem não ter o travamento correto. Segundo comunicado da Volkswagen, "foi constatada possível falha de produção da alavanca do freio de estacionamento, podendo afetar o seu funcionamento". "A falha pode resultar em movimentação involuntária do veículo quando estacionado, podendo causar acidentes com riscos de danos físicos, fatais e/ou materiais ao condutor, aos passageiros ou a terceiros.", diz a montadora no comunicado. Agora no g1 A solução é a inspeção do componente numa concessionária da Volkswagen e, se necessária, a substituição da alavanca de freio do estacionamento. Segundo a montadora, o serviço é gratuito e leva duas horas para ser concluído. T-Cross - 2026 — Chassis: T4016198 a T4060559. Polo - 2026 — Chassis: TT612107 a TT643157. Polo Track - 2025 e 2026 — Chassis: TP002478 a TP028076 e ST089057 a TT022003. Tera - 2026 — Chassis: TT300291 a TT358902. Virtus - 2026 — Chassis: P003385 a TP008761 e T4003262 a T4018379. Nivus - 2026 — Chassis: TTP011605 a TP040040.
21/07/2026 18:44:19 +00:00
A disparada na Copa do número de pessoas que pediram para CPF ser bloqueado nas bets: 'Hoje nem gosto mais de futebol'

Plataforma de autoexclusão para apostadores foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025. Durante a Copa do Mundo, houve aumento no número de pessoas pedindo para se autoexcluírem de plataformas de apostas BBC News Brasil O Brasil registrou uma "explosão" no número de pessoas que pediram sua autoexclusão de plataformas de apostas online, conhecidas como "bets", durante o período da Copa do Mundo, revelam dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil. O levantamento aponta que, nas primeiras duas semanas da competição, houve um crescimento de 588% no número médio diário de pedidos de autoexclusão na comparação com um período equivalente do mês de maio, antes da Copa. Agora no g1 Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, gerida pelo governo federal, recebeu 250.129 pedidos de bloqueio ou de prorrogação de bloqueios feitos por usuários. Depois de processados, os pedidos impedem que essas pessoas utilizem seus CPFs para apostar em bets legalmente autorizadas a funcionar. Isso representa uma média de 17.866 solicitações por dia no período. Para efeito de comparação, de 11 a 25 de maio, antes do início do torneio, haviam sido registrados 38.907 pedidos ao longo de 15 dias, uma média média de 2.594 por dia. A Copa do Mundo começou em 11 de junho, mas os dados fornecidos pela SPA abrangem somente o período entre os dias 15 e 28 daquele mês. Os dados completos do torneio ainda serão contabilizados. Também estão sendo contabilizados os números de novos usuários que se cadastraram para apostar durante o torneio. Entidades consultadas pela BBC News Brasil atribuem parte do aumento nos pedidos de autoexclusão ao receio de apostadores de agravarem problemas relacionados ao jogo compulsivo durante um evento que, neste ano, foi marcado pela intensa publicidade de bets por conta da regulamentação da atividade, ocorrida em 2023. Esta foi, portanto, a primeira Copa do Mundo com o mercado de bets regulamentado no Brasil. Segundo esses grupos, parte dos pedidos também pode ter sido feita por pessoas que ainda não apresentavam um quadro de compulsão, mas que decidiram se proteger para evitar ingressar ou se aprofundar nesse universo. Para a SPA, o aumento é resultado de uma combinação entre a maior exposição do público às apostas durante o torneio, a divulgação da plataforma de autoexclusão entre usuários e o crescimento da conscientização sobre os riscos financeiros e emocionais associados ao jogo. Representantes do setor de apostas legalizadas dizem que o crescimento dos pedidos de autoexclusão deve ser analisado com cautela e que ele não necessariamente indicaria um aumento dos casos de jogo compulsivo. Em notas enviadas à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) avaliam que o avanço também refletiria a maior divulgação da ferramenta, seu uso preventivo por parte dos usuários e a ampliação dos mecanismos de proteção disponíveis no mercado regulado. Governo Federal anunciou, na semana pasada, novas diretrizes para a propaganda das bets Bruno Peres/Agência Brasil Quase 18 mil pedidos por dia Em números absolutos, foram registrados 211.222 pedidos a mais de autoexclusão durante o período da Copa analisado pela SPA em relação ao intervalo anterior. A diferença ocorreu mesmo com o recorte de junho tendo um dia a menos: foram 14 dias, entre 15 e 28 de junho, contra 15 dias no período de 11 a 25 de maio. Os dados também apontam uma mudança nos motivos que teriam levado os usuários a solicitar o bloqueio. Antes da Copa, o principal motivo para a autoexclusão era a perda de controle sobre o jogo, como mostra o ranking abaixo: perda de controle sobre o jogo (43,56%) motivo não informado (16,1%) dificuldades financeiras (14,07%) decisão voluntária (12,68%) prevenção contra uso de dados (12,08%) recomendação médica (1,52%) Já durante a Copa, o principal motivo alegado para a autoexclusão foi se precaver contra o uso irregular dos dados pessoais por empresas de bets: prevenção contra uso de dados (29,5%) perda de controle sobre o jogo (24,13%) decisão voluntária (18,93%) motivo não informado (15,31%) dificuldades financeiras (10,91%) recomendação médica (1,22%) Para entidades que acompanham os impactos das apostas, essa mudança de perfil sugere que o crescimento da autoexclusão não ocorreu apenas entre pessoas que já enfrentavam problemas relacionados ao jogo compulsivo. Parte dos novos pedidos, segundo essas organizações, pode ter partido de usuários que decidiram se bloquear preventivamente diante da maior exposição às apostas durante a Copa do Mundo e do temor de que seus dados sejam utilizados de forma indevida por essas empresas. Os dados mostram ainda que a maioria dos usuários optou por um bloqueio sem prazo para terminar. Antes do início da Copa, 62,13% solicitaram a autoexclusão por tempo indeterminado. Durante o torneio, esse percentual subiu para 63,53%. A Plataforma Centralizada de Autoexclusão foi lançada pela SPA em dezembro de 2025 e permite que um cidadão bloqueie, com um único comando, o acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas pelo governo federal. Isso evita que o usuário consiga se bloquear em uma plataforma, mas fique livre para jogar em outra. "A combinação entre informação, conscientização e maior divulgação da ferramenta tem contribuído para ampliar o alcance do instrumento e fortalecer a proteção dos cidadãos", disse a SPA em nota enviada à BBC News Brasil. 'Medo de perder o controle' Para Lucas Louback, gestor de incidência política e campanhas da organização não-governamental Bonde e coordenador da campanha "Brasil contra Bets", o aumento no número de pedidos de autoexclusão dão uma amostra do alcance que as apostas adquiriram durante a Copa. "Os dados são alarmantes e mostram o quanto a compulsão por bets tem se espalhado na vida de milhões de brasileiros", afirma à BBC News Brasil. Louback diz que a centralidade do futebol e da Copa do Mundo na cultura brasileira se converteu numa oportunidade valiosa para as empresas de apostas. "A Copa do Mundo concentra a atenção do país porque futebol é uma paixão nossa. Mas essa paixão passou a ser disputada pela publicidade de bets", afirma. O aumento dos anúncios de casas de aposta durante as transmissões das partidas chamou atenção neste ano e tornou o período particularmente difícil para pessoas com transtorno do jogo. É o caso de Bruno, que fez o pedido de autoexclusão há cerca de dois meses e sentiu necessidade de se isolar depois que a Copa começou. "Não consegui me reunir com a família. Me convidaram para churrasco, mas eu não tinha vontade", conta o engenheiro, que desde o fim do ano passado está em tratamento para superar o vício em jogo e pediu para ter seu nome verdadeiro preservado nesta reportagem. "Eu falava que não estava confiante no Brasil, usava isso como desculpa." Ele jogou durante dois anos e perdeu R$ 122 mil em apostas no futebol, esporte que sempre foi seu preferido. Se endividou tanto que em determinado momento não conseguia mais pagar a mensalidade de sócio torcedor do São Paulo. "Hoje eu nem gosto mais de futebol", ele desabafa. "Nunca mais fui no estádio. Não visto uma camisa que tenha o nome de nenhum tipo de bet, e isso eu vou levar para minha vida", ele diz a reportagem da BBC News Brasil. Para Louback, o crescimento dos pedidos pode indicar que parte dos usuários percebeu que aquele período podia levá-los à perda do controle sobre o hábito de apostar. "É positivo que essas pessoas tenham encontrado um mecanismo para interromper um comportamento que estava se tornando compulsivo. Mas, ao mesmo tempo, é alarmante que tanta gente tenha sentido necessidade de recorrer a essa ferramenta em um período curto", diz. L.C.S. é o relações públicas do grupo Jogadores Anônimos. Seu nome foi omitido pela BBC News Brasil a pedido dele para atender a uma regra do grupo. O aumento no número de pedidos de autoexclusão também teria a ver com o receio da perda de controle sobre o jogo, afirma. Ele relata que, neste ano, pessoas que já haviam tido prejuízo em copas anteriores, mesmo antes da regulamentação das bets no Brasil, decidiram se proteger. "Foi o medo de quebrar. Teve muita pessoa que, antes de chegar no meio da Copa, já tentou se precaver e ficar fora do jogo", afirma. Para o porta-voz dos Jogadores Anônimos, o pedido de autoexclusão pode representar um momento de "lucidez" de alguém que sabe ou sente o risco de se perder novamente. "Qualquer passo que a pessoa der nessa direção significa que ela está tentando se salvar. Quem sabe seja também um pedido de socorro", diz. O representante do grupo considera positiva a procura pela plataforma, mas também aponta que o número de autoexcluídos ainda seria pequeno em comparação com a quantidade total de pessoas expostas às apostas. De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil tem pelo menos 25 milhões de apostadores cadastrados, o equivalente a pouco mais de 10% da população brasileira, estimada em aproximadamente 210 milhões de habitantes. Ainda de acordo com a pasta, a receita bruta das bets legalizadas no Brasil foi de R$ 37 bilhões em 2025. Estimativas da firma de consultoria Regulus Partners aponta que o Brasil se tornou, em 2025, o quinto maior mercado de bets do mundo. Impacto depois da Copa O impacto da presença de anúncios de bets durante as transmissões da Copa do Mundo gerou repercussão nacional e movimentou governos locais e o governo federal em meio ao ano eleitoral. Na semana passada, por exemplo, o governo federal introduziu novas regras para a publicidade das bets, obrigando as empresas a exibir alertas de que apostar faz perder dinheiro, pode causar dependência e não é investimento. Além disso, serão proibidas publicidades que induzam a apostas com base na suposta expertise de comentaristas, especialistas ou influenciadores. Estados e municípios também passaram a adotar medidas para restringir a publicidade das casas de aposta. Apesar do aumento dos pedidos de autoexclusão, as entidades consultadas acreditam que parte dos efeitos da Copa aparecerá somente depois do fim da competição. L.C.S. diz que, antes de pedir ajuda especializada, as pessoas com transtorno do jogo compulsivo normalmente tentam reverter os prejuízos jogando ainda mais, o que agrava a situação. "Esse problema vai aparecer, mas não será imediatamente. Pode levar alguns meses. Ele só vai procurar ajuda depois que tentar recuperar tudo o que perdeu. Normalmente, é só quando ele tenta algo extremo, como tirar a própria vida, que se dá conta de que precisa de ajuda", afirma. "O problema vai aparecer, com certeza. Mas também não é de imediato. Vai levar tempo." Segundo ele, os Jogadores Anônimos já vêm se preparando para receber mais pessoas nos próximos meses. De acordo com o representante do grupo, o número de salas dos Jogadores Anônimos no Brasil passou de aproximadamente 30, há cerca de sete anos, para mais de 70 atualmente. Ele diz ainda que os locais de reunião do grupo podem ser encontrados na internet e que há reuniões diárias online para os que não conseguem participar dos encontros presencialmente. Para Louback, a Copa pode ter acelerado um processo que ele classificou como "normalização" das apostas que já estaria em curso no país. "A autoexclusão é uma resposta importante, mas ela atua quando o problema já apareceu. O que precisamos discutir é como evitar que cada vez mais brasileiros cheguem a essa situação", diz. Louback defende restrições mais rigorosas à publicidade das empresas de apostas e cita projeto de lei que propõe limitar esse tipo de propaganda. O projeto foi apresentado por um grupo de 20 deputados e deputadas federais em maio deste ano, mas ainda não avançou na Câmara. O coordenador da campanha "Brasil contra Bets" também alerta que a autoexclusão não substitui políticas de prevenção, atendimento em saúde e combate ao endividamento. Em resposta à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que os dados de autoexclusão citados na reportagem precisam ser analisados levando em consideração que a plataforma de autoexclusão pode ser utilizada por qualquer cidadão, independentemente de ele já apostar ou não. "É essencial que os dados sejam contextualizados com o universo de pessoas que podem usar a plataforma de autoexclusão do governo e com os milhões de brasileiros que, infelizmente, têm apostado em sites ilegais", afirmou a entidade. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), por sua vez, avaliou que o aumento dos pedidos é positivo. "O aumento dos pedidos de autoexclusão mostra que essa ferramenta está sendo utilizada pelos apostadores, o que é positivo. Ela foi criada justamente para permitir que quem entende que precisa interromper ou limitar sua atividade possa fazê-lo de forma simples e segura", disse a entidade. O IBJR também afirmou que ferramentas como a autoexclusão estão disponíveis apenas nas plataformas autorizadas pelo governo federal, e não no mercado ilegal.
21/07/2026 17:32:08 +00:00
O que se sabe sobre a alface investigada após surto de doença nos EUA; México nega ligação com os casos

Alface Iceberg Pexeks Uma investigação das autoridades de saúde dos Estados Unidos colocou a alface iceberg desfiada no centro de um surto de ciclosporíase, uma infecção causada por um parasita que levou cerca de 100 pessoas à hospitalização no país. Os casos foram associados ao consumo de alimentos servidos em restaurantes da rede Taco Bell em cinco estados americanos. A alface é considerada o principal alimento sob investigação, mas as autoridades ainda tentam confirmar onde ocorreu a contaminação e qual foi a origem exata do produto. 🔍A hortaliça que possui cabeça mais fechada, folhas claras e textura crocante é muito utilizada em saladas, sanduíches e preparos de redes de fast-food. Nos EUA, ela é amplamente consumida e também é comercializada já cortada e pronta para uso. Nesta terça-feira (21), o México afirmou que não há evidências de que a alface produzida no país tenha causado o surto. O país passou a ser citado na investigação após as autoridades americanas chegarem a uma empresa com operação em território mexicano. Como a alface entrou na investigação O caso começou a ser investigado após autoridades americanas identificarem um aumento de casos de ciclosporíase, uma infecção causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que pode provocar diarreia intensa e outros sintomas gastrointestinais (saiba mais sobre a doença). Ao entrevistar pacientes, os investigadores encontraram um ponto em comum: muitas das pessoas infectadas haviam consumido alimentos em unidades da rede Taco Bell nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. Estudo mostra crescimento de lideranças femininas no agro A partir da análise dos ingredientes presentes nos pedidos, a hortaliça apareceu como o alimento associado aos casos. Com isso, as autoridades passaram a rastrear a cadeia de fornecimento para tentar identificar a origem do produto. O rastreamento feito pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) chegou à Taylor Farms, empresa de alimentos frescos que fornece produtos para restaurantes e redes de alimentação. Segundo a agência americana, a empresa estava entre os fornecedores ligados à alface iceberg utilizada nos restaurantes onde os casos foram registrados. México nega ligação com o surto A investigação extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e chegou ao México após o rastreamento da cadeia de fornecimento da alface levar as autoridades americanas até uma unidade da Taylor Farms no país, localizada em Guanajuato, no centro do México, mas a origem do alface segue sendo um mistério. Nesta terça-feira, 21, o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, prontamente afirmou que não há evidências, até o momento, de que a alface produzida no país tenha causado o surto. Segundo ele, autoridades mexicanas acompanham a investigação e verificam a possibilidade de envolvimento de produtores da região, mas ainda não há confirmação sobre a origem da contaminação. O México é um dos principais fornecedores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos. O envolvimento de uma empresa com operação no país levou autoridades mexicanas a acompanhar a investigação. Taco Bell retira alface enquanto investigação avança A rede informou que está colaborando com as autoridades durante a investigação e adotou medidas preventivas após a alface iceberg desfiada ser associada aos casos de ciclosporíase. A empresa retirou o ingrediente de determinadas operações enquanto o rastreamento da cadeia de fornecimento avançava e buscava identificar a origem da possível contaminação. *Com Reuters e AP
21/07/2026 17:26:01 +00:00
Carreira de escrivão da PF tem salário inicial acima de R$ 14 mil; veja funções e como ingressar

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; decisão cabe ao ministro da Justiça A recomendação de demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro da Polícia Federal coloca em risco o vínculo com uma carreira que oferece remuneração inicial superior a R$ 14 mil e progressão salarial ao longo dos anos de serviço. A corporação concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suposto abandono de cargo e encaminhou o caso ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final, nesta terça-feira (21). O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu. A corregedoria apurou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos, situação que pode levar à demissão de um servidor público federal. Além das implicações administrativas para o ex-parlamentar, o caso chama atenção para uma das principais carreiras da Polícia Federal. Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial de um escrivão é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, de acordo com a classe e o tempo de serviço do servidor. Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025 Governo Federal O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação. Entre suas atribuições estão: Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça. Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação. O que aconteceu Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade. Nesta semana, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados
21/07/2026 17:14:22 +00:00
GM, dona da Chevrolet, eleva previsão de lucro após alta nas vendas de picapes e SUVs nos EUA

Linha 2027 da Chevrolet Silverado Divulgação / GM A General Motors (GM), dona das marcas Chevrolet e Cadillac no Brasil, elevou nesta terça-feira (21), pela segunda vez neste ano, sua projeção de lucro para 2026. As informações são da agência Reuters. A GM elevou sua expectativa de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões). A GM cita, entre outros fatores, a manutenção de preços elevados nos Estados Unidos de picapes e SUVs de maior valor, os veículos mais lucrativos da empresa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O lucro operacional da companhia no segundo trimestre cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados da montadora de Detroit, EUA, superaram com folga as estimativas de lucro dos analistas, apesar de um ambiente econômico instável, enquanto consumidores enfrentaram preços mais altos dos combustíveis, inflação persistente e desaceleração na geração de empregos durante o trimestre. O forte lucro no mercado da América do Norte, o maior da companhia, foi impulsionado pelos preços elevados. Agora no g1 O preço médio de venda de um veículo da GM nos EUA ficou em cerca de US$ 52 mil (R$ 264.160, em conversão direta) no trimestre, ligeiramente acima do registrado um ano antes. "Conseguimos superar parte dessa incerteza", afirmou o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson, à CNBC nesta terça-feira pela manhã, acrescentando que os clientes da empresa "têm demonstrado muita resiliência". As ações da GM avançavam cerca de 4% nas negociações da manhã desta terça-feira. Executivos da GM demonstraram confiança de que esse ritmo poderá continuar em 2027, com expectativa de crescimento da receita, do lucro operacional e da geração de caixa. Um dos motores desse crescimento é o negócio de equipamentos de defesa, que deve gerar quase US$ 700 milhões (R$ 3,56 bilhões) em receita neste ano e crescer, em média, 30% ao longo dos próximos anos. Em relatório a investidores divulgado nesta terça-feira, o analista Chris McNally, da Evercore ISI, afirmou que a GM tem apresentado uma execução consistente, mesmo enquanto algumas concorrentes globais enfrentam dificuldades. Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA. Rebecca Cook/ Reuters Repatriação da produção O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia no trimestre subiu para US$ 3,9 bilhões (R$ 19,81 bilhões), ante cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,24 bilhões) um ano antes. Em base ajustada, o lucro foi de US$ 3,57 por ação (R$ 18,14 por ação), acima da expectativa dos analistas, de US$ 3,20 por ação (R$ 16,26 por ação), segundo dados da LSEG. A GM elevou sua projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões), após já ter aumentado essa estimativa no mesmo valor anteriormente neste ano. A demanda aquecida dos consumidores americanos ajudou a empresa a compensar as pressões provocadas pelo aumento dos custos de matérias-primas e das despesas relacionadas ao comércio exterior, incluindo os gastos adicionais com a transferência de parte da produção de veículos para os Estados Unidos para evitar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Chevrolet Equinox EV Divulgação / GM A GM começará a produzir o Chevrolet Equinox e o Chevrolet Blazer nos Estados Unidos a partir de 2027. Atualmente, esses SUVs da Chevrolet são fabricados no México. A montadora também está transferindo parte da produção de picapes para uma fábrica no estado de Michigan. Segundo a empresa, a transferência da produção do exterior para os Estados Unidos, somada ao aumento dos gastos com software, gerou custos adicionais entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões). GMC Hummer EV Divulgação / General Motors Mais vendas de veículos a combustão impulsionam lucros Ao mesmo tempo, a montadora foi beneficiada pelo aumento das vendas de veículos movidos a combustão e por uma forte queda nas vendas de veículos elétricos, segmento que historicamente gera prejuízo para a empresa. A GM afirmou que as perdas com veículos elétricos deverão cair entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) neste ano. Desde o segundo trimestre de 2025, a empresa registrou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,37 bilhões) em despesas relacionadas aos veículos elétricos, incluindo US$ 2,3 bilhões (R$ 11,68 bilhões) neste trimestre. Jacobson afirmou que a montadora concluiu as despesas em caixa relacionadas à redução de investimentos em veículos elétricos. As medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado para flexibilizar as regras de eficiência energética e emissões de veículos, permitindo que as empresas comercializem mais carros com motores a combustão, devem beneficiar o resultado financeiro da GM entre US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões) e US$ 750 milhões (R$ 3,81 bilhões) neste ano. A maior montadora dos Estados Unidos em volume de vendas afirmou que seus resultados continuarão pressionados pelas tarifas e pelo aumento dos custos da cadeia de suprimentos. A GM manteve a previsão anterior de que as tarifas terão um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) em seus resultados. A empresa também afirmou que a inflação dos custos de matérias-primas, semicondutores e logística deverá reduzir seus lucros entre US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 10,16 bilhões) neste ano. Na América do Norte, a margem de lucro aumentou para 8,6%, ante 6,1% no mesmo período do ano anterior, apesar da queda de 4% nas vendas trimestrais. Na China, onde a GM passa por um processo de reestruturação, a empresa registrou ganho de equivalência patrimonial de US$ 83 milhões (R$ 421,64 milhões), acima dos US$ 71 milhões (R$ 360,68 milhões) registrados um ano antes. Já os negócios internacionais, excluindo a China, registraram queda de 7% no lucro operacional, para US$ 190 milhões (R$ 965,20 milhões).
21/07/2026 15:40:15 +00:00
IA impulsiona exportações mexicanas para EUA e dificulta cruzada comercial de Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento em 16 de julho de 2026 Saul Loeb/Pool via AP O avanço da inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos impulsionou as exportações mexicanas de equipamentos de alta tecnologia. A alta acontece em um momento em que o governo de Donald Trump tenta reduzir a dependência do paíse relação aos parceiros do acordo de livre comércio da América do Norte, o T-MEC. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Trump pressiona por uma reformulação do tratado para diminuir o déficit comercial americano com Canadá e México. No entanto, o forte crescimento das exportações mexicanas de equipamentos de informática tem produzido o efeito contrário. Ao ampliar o superávit comercial do México, o setor aumenta tensão a uma nova rodada de negociações do T-MEC, que começa nesta terça-feira (21), na Cidade do México. Entre janeiro e abril, o México triplicou as vendas desses equipamentos aos Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2025. As exportações superaram US$ 50 bilhões — cerca de R$ 254 bilhões, na cotação atual —, enquanto as importações somaram US$ 2,23 bilhões, ou R$ 11,3 bilhões, segundo cálculos da AFP com base em dados oficiais. Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço O setor já responde por mais de 30% das exportações mexicanas para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do país. Com isso, ultrapassou a indústria automobilística, que durante anos foi a maior beneficiária do T-MEC e hoje é afetada pelas tarifas impostas por Trump. “É um marco, em grande medida devido à demanda da indústria eletrônica avançada ligada à IA”, afirmou à AFP Diego Flores, responsável pelas indústrias eletrônicas e digitais da Secretaria de Economia do México. O segmento, que inclui tecnologias como unidades de processamento e equipamentos para centros de dados, não está na pauta desta rodada de negociações. Alta demanda Entre os produtos mais procurados estão os chassis que abrigam as placas de processamento de IA, componentes essenciais para os centros de dados que se multiplicam em estados americanos como Arizona e Texas. O principal polo exportador é Jalisco, conhecido como o “Vale do Silício mexicano”. O estado reúne grandes empresas globais do setor e um ecossistema de startups, segundo Flores. A taiwanesa Foxconn monta chassis em Jalisco e é parceira estratégica da fabricante americana de chips Nvidia. Em março, a empresa anunciou investimentos de US$ 137 milhões — cerca de R$ 697 milhões — em duas subsidiárias mexicanas, após estimar que sua produção poderá dobrar neste ano. “Estados Unidos e México continuarão sendo nossos principais centros de produção”, afirmou o diretor-executivo da empresa, Michael Chiang. Ele anunciou que a companhia investirá 30% a mais do que em 2025 para ampliar sua capacidade ligada à inteligência artificial. Com a explosão da demanda, a Flextronics, outra empresa do setor instalada em Jalisco, precisou usar áreas de estacionamento para expandir sua capacidade de produção, segundo Flores. O crescimento, porém, ocorre em meio a um cenário político incerto. O governo Trump rejeitou a prorrogação do T-MEC por mais 16 anos e decidiu submeter o acordo a revisões anuais. Além disso, o governo americano insiste que mais produtos sejam fabricados nos Estados Unidos, embora continue aumentando a dependência das importações do México, de Taiwan e da China para impulsionar o avanço da inteligência artificial. Washington também tenta restringir o uso de tecnologia asiática na América do Norte, segundo William Jackson, economista da Capital Economics. “O governo Trump precisa equilibrar a demanda por essas tecnologias com a necessidade de manter o país na vanguarda do desenvolvimento da IA”, afirmou Jackson à AFP. Para ele, “as tarifas poderiam prejudicar esse objetivo”. O desafio de conciliar a preservação de uma indústria em rápida expansão com o discurso protecionista deixa o setor “muito facilmente na linha de fogo”, acrescentou.
21/07/2026 14:55:46 +00:00
Dona do Ozempic processa fabricante do Mounjaro nos EUA por publicidade enganosa

Agora no g1 A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante dos medicamentos Ozempic e Wegovy, entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra a americana Eli Lilly, dona dos remédios Mounjaro e Zepbound, acusando a rival de fazer publicidade enganosa sobre seus tratamentos para perda de peso. O processo foi apresentado nesta terça-feira (21) em um tribunal federal de Nova Jersey. Segundo a Novo Nordisk, a Eli Lilly violou leis federais e estaduais de publicidade e concorrência ao divulgar campanhas nacionais para o Zepbound, indicado para obesidade, e o Mounjaro, usado no tratamento do diabetes tipo 2. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entenda o que motivou o processo A Novo Nordisk afirma que a Eli Lilly comparou as doses mais altas aprovadas de seus medicamentos com versões de menor dosagem do Wegovy e do Ozempic, deixando de fora estudos mais recentes e doses maiores que, segundo a empresa, apresentam resultados superiores aos utilizados na comparação. Na ação, a farmacêutica afirma que os anúncios são "falsos e enganosos" porque utilizam dados de ensaios clínicos considerados desatualizados para sustentar a superioridade dos medicamentos da rival. A Eli Lilly, sediada em Indianápolis, não comentou imediatamente o caso. A comparação das doses De acordo com a Novo Nordisk, os anúncios da Eli Lilly destacam uma perda média de aproximadamente 50 libras (cerca de 22,7 quilos) com o Zepbound, contra 33 libras (15 quilos) com o Wegovy. Reino Unido investiga possíveis reações adversas do Mounjaro A farmacêutica argumenta, porém, que essa comparação utiliza estudos que não incluem as doses mais altas atualmente aprovadas para o Wegovy. Segundo a empresa, ensaios clínicos em estágio avançado apontam perda média de cerca de 48 libras (21,8 quilos) com o Zepbound e de 47 libras (21,3 quilos) com o Wegovy em suas doses máximas. Disputa bilionária pelo mercado de emagrecimento Novo Nordisk e Eli Lilly disputam a liderança do mercado de medicamentos para obesidade nos Estados Unidos, que analistas estimam superar US$ 100 bilhões até 2030. A Novo Nordisk foi a primeira a ganhar destaque no segmento com o Wegovy. Nos últimos anos, porém, perdeu espaço para o Zepbound, da Eli Lilly. Em resposta, a empresa lançou uma versão oral do Wegovy, cuja demanda permaneceu elevada mesmo após a chegada da pílula concorrente da Lilly. Tirzepatida é a mesma coisa que Mounjaro? Saiba mais sobre o medicamento Divulgação Os Estados Unidos estão entre os poucos países que permitem que farmacêuticas façam publicidade de medicamentos sujeitos à prescrição diretamente ao consumidor. Todos os anos, o setor investe bilhões de dólares em campanhas de televisão e outras mídias. O que a Novo Nordisk pede Além de indenização, a Novo Nordisk quer que a Justiça determine a retirada das peças publicitárias e obrigue a Eli Lilly a realizar uma campanha corretiva para esclarecer as informações divulgadas aos consumidores. A empresa informou ainda que pretende pedir uma liminar caso a rival não retire voluntariamente os anúncios. Segundo John Kuckelman, diretor jurídico da Novo Nordisk, a empresa enviou uma notificação extrajudicial à Eli Lilly em abril, após a aprovação nos EUA da dose de 7,2 miligramas do Wegovy. De acordo com ele, a resposta da rival foi apenas incluir um aviso considerado insuficiente pela farmacêutica dinamarquesa. Kuckelman afirmou ainda que a campanha da Eli Lilly já foi exibida mais de 700 milhões de vezes desde que os anúncios foram modificados no fim de abril.
21/07/2026 14:48:28 +00:00
Tarifaço: setor de máquinas diz não apoiar reciprocidade e defende ampliação de programa de crédito para empresas afetadas

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram nesta terça-feira (21) que são contra a aplicação, pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil. Os representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda). O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) está realizando uma série de reuniões com setores que devem ser mais afetados pelo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. O objetivo é encontrar medidas para diminuir os efeitos da taxação norte-americana na economia do país. 🔎 Na semana passada, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). A aplicação começa nesta quarta-feira (22) (veja mais detalhes abaixo). "A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", disse o presidente da Abimaq, José Velloso, após o encontro com integrantes do governo Lula. Brasil faz primeira rodada de reuniões com setores sobre tarifaço Representantes da Abimaq também defenderam a ampliação do programa Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com melhores condições para os setores afetados pelo tarifaço. O governo já indicou que deve reforçar esse programa. Governo prepara ajuda para empresas em etapas O setor de máquinas e equipamentos também pede o reforço das negociações diplomáticas e da busca por novos mercados, além da adoção de medidas para ampliar a competitividade da indústria nacional. José Velloso, da Abimaq, disse que, apesar das novas barreiras comerciais, o setor vem ampliando as vendas para o exterior, alcançando um patamar recorde. "Estamos aumentando em 12% as exportações nos últimos 12 meses. Nunca exportamos tanto como agora, mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos", afirmou. O presidente da Abimaq disse que a tarifa adicional de 25% aplicada exclusivamente ao Brasil tem um impacto maior sobre a competitividade da indústria nacional. Na prática, explicou, a medida torna as máquinas brasileiras mais caras para os compradores americanos em comparação aos produtos fabricados em outros países. Além disso, os Estados Unidos possuem uma indústria de máquinas que concorre diretamente com a brasileira. Com isso, as empresas do Brasil passam a disputar espaço no mercado americano em condições menos favoráveis. "Quando a tarifa é aplicada apenas ao Brasil, nossos produtos ficam mais caros e perdem competitividade em relação aos concorrentes internacionais", afirmou Velloso. Segundo ele, a situação é diferente da sobretaxa de 12,5% aplicada a diversos países. Nesse caso, os concorrentes internacionais enfrentam as mesmas condições. "Quando a tarifa é para todos, o Brasil perde menos competitividade em relação aos outros fornecedores. O problema maior é quando a taxa é específica para o Brasil", frisou. 🔎 O governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% para países que falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Abertura de novos mercados Geraldo Alckmin se reuniu com representantes do setor de máquinas e equipamentos nesta terça-feira Reprodução Velloso afirmou que a diversificação dos destinos das exportações tem ajudado a compensar a redução das vendas para os Estados Unidos. "Do ponto de vista econômico, não deveria haver tarifaço. Existe um componente político, e o que vai resolver isso é a diplomacia do Estado e a diplomacia empresarial", disse. Apesar de não ter sido definido um prazo para uma resposta, o governo se comprometeu a analisar as propostas apresentadas pelo setor e a dar um retorno sobre as medidas sugeridas. Entenda o caso Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA. 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. Diversificação dos destinos das exportações tem ajudado a compensar a redução das vendas para os Estados Unidos, diz Abimaq Celso Tavares/G1
21/07/2026 14:20:55 +00:00
Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço

Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego O governo federal fecha nos próximos dias uma série de medidas para conter o impacto econômico tanto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil quanto da alta do preço dos insumos de fertilizantes, necessários para o agronegócio e impactados pela guerra no Oriente Médio. Segundo informou ao blog o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas a serem anunciadas nas duas frentes lidam com impactos aqui no Brasil de medidas externas. Uma dessas medidas diz respeito a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, que fazem as combinações que resultam nos fertilizantes. A outra, tem a ver com investimentos, como uma forma de complemento ao Plano Brasil Soberano, mas ainda não há muitos detalhes. Nesse último caso, há a possibilidade de lançamento de linhas de crédito às empresas afetadas, mas com a exigência da manutenção dos postos de trabalho (entenda mais abaixo). 🔎O Plano Brasil Soberano é programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço dos Estados Unidos. Ele foi criado no ano passado por meio de medida provisória e estruturado em três eixos principais: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial Ainda segundo o ministro da Fazenda, a ajuda pontual às empresas afetadas não significará a ampliação de gastos públicos de forma descontrolada. ➡️O tarifaço de 25% para mais de 2 mil produtos exportados aos EUA começa a valer nesta quarta-feira (22). Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio se reúnem nesta terça (21) com setores afetados. Entre os setores mais atingidos pelas novas tarifas estão o de móveis, calçados e máquinas e equipamentos. O objetivo do governo é ouvir as necessidades dos empresários e ajudar na busca de novos mercados e na sobrevivência de empresas (leia mais abaixo). Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação Jornal Nacional/ Reprodução Ajuda às empresas A ajuda anunciada pelo governo deve ocorrer em etapas, de forma pontual e com exigência de contrapartidas pelas empresas, como manutenção de pelo menos parte dos empregos. Segundo integrantes do governo, a ajuda não deve ocorrer com cotas para exportação ou desonerações. Isso quer dizer que a estratégia não deve girar em torno da definição de limites para quantidade de produtos exportados ou na redução ou retirada de impostos para amenizar custos das empresas. Segundo técnicos que desenharam a medida, o governo busca um complemento ao Plano Brasil Soberano, criado no ano passado com o objetivo de fortalecer a produção nacional e mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos EUA. Ainda segundo esses técnicos, s ideia é identificar empresas que continuam enfrentando dificuldades mesmo após as medidas já adotadas e oferecer instrumentos adicionais, principalmente linhas de crédito para custeio e investimentos. Além do tarifaço que entra em vigor nesta quarta, ministros já se preparam para a nova tarifa adicional de 12,5%, que, segundo integrantes do governo, pode já ser anunciada nesta quarta e que deve afetar Brasil e outros 59 países. Fertilizantes Em outra frente, o governo também prepara medidas para reduzir o impacto da alta dos insumos para fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro. O que está em estudo é uma linha de crédito para as empresas misturadoras, responsáveis pelo produto final utilizado na agricultura brasileira. Na prática, essas empresas misturadores compram matérias-primas, como nitrogênio, fósforo e potássio, e fazem as combinações adequadas para produzir os fertilizantes usados nas lavouras brasileiras.
21/07/2026 14:20:38 +00:00
INSS começa a analisar pedidos de pensão a órfãos de feminicídio; veja as regras e como pedir

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete concluir a análise, até o fim deste mês, do estoque de pedidos de pensão a crianças e adolescentes que perderam as mães vítimas de feminicídio. São mais de 400 requerimentos parados. A partir de agora, o INSS diz que vai analisar o estoque de pedidos e também as novas solicitações para a pensão. A lei que garante o benefício é de 2023, mas faltava uma etapa da regulamentação da lei que criou o auxílio a esses órfãos. 📄 O INSS começou a receber os pedidos em dezembro de 2025. Mas a portaria com detalhes do processo e critérios para que os requerimentos sejam analisados pelos técnicos da Previdência Social foi publicada no fim de maio. 🗓️ O INSS afirmou que, se os requerimentos apresentados desde dezembro forem aprovados, a pensão será paga de maneira retroativa a partir da data da solicitação do auxílio. 🗓️ O instituto mencionou também que a concessão do benefício dependerá da análise técnica e da verificação do cumprimento de todos os critérios legais necessários. Feminicídio: começa a valer lei que garante pensão para filhos de vítimas Quem tem direito A pensão é destinada às crianças que perderam as mães vítimas de feminicídio. O valor corresponde a um salário mínimo por mês e será dividido entre os dependentes, caso haja mais de um beneficiário. O pagamento é garantido até os 18 anos de idade e ser direcionado ao responsável legal cuja renda familiar seja de até R$ 405,25 por pessoa — o equivalente a um quarto do salário mínimo. A comprovação do crime é feita com documentos do inquérito policial ou de decisão judicial sobre o caso. O auxílio também se estende a órfãos de mulheres transgênero vítimas de feminicídio. Para fazer a solicitação da pensão, o Cadastro Único (CadÚnico) deve ter sido atualizado nos últimos dois anos e com o CPF de todas as pessoas da família. Como solicitar O pedido deve ser feito pelo representante legal da criança ou do adolescente, diretamente ao INSS, seja em uma agência, pela central telefônica 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. Se for pelo aplicativo ou pelo site, siga o passo a passo: Entre no Meu INSS; Informe o CPF e senha do gov.br; Siga para: "Do que você precisa?"; Digite: "Pensão Especial – Dependentes de Vítimas de Feminicídio". Siga as orientações. Auxílio a órfãos do feminicídio atende 18 crianças e adolescentes no Acre Reprodução Atraso na regulamentação A lei que criou a pensão foi aprovada pelo Congresso, em outubro de 2023, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo mês. Mas a regulamentação – etapa que detalha os procedimentos para pagamento do benefício – demorou mais de dois anos e meio. Primeiro, foi necessário um decreto presidencial para regulamentar a lei. O decreto foi publicado no fim do ano passado. A partir daí, o INSS começou a receber os requerimentos da pensão. Mas ainda faltava outra regulamentação: uma portaria do INSS. Essa norma só foi publicada no fim de maio. Em nota, o Palácio do Planalto disse que, para elaborar o decreto, vários ministérios foram envolvidos e que “essas definições exigiram estudos aprofundados e análises técnicas detalhadas”. “Assim, o período transcorrido entre a sanção da lei e a edição do decreto regulamentador correspondeu ao tempo necessário para o tratamento criterioso da matéria, para assegurar a efetividade e a adequada implementação da política”, afirmou o governo. O INSS disse que precisou de tempo para se preparar para o pagamento de um novo tipo de auxílio. “Qualquer novo benefício exige uma série de adaptações por parte da instituição”, declarou.
21/07/2026 13:47:13 +00:00
Ford faz recall no Brasil, mas defeito em Mustang só será consertado em 2027

Ford Mustang GT Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (21) um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade. De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros”. O motivo do possível defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos. “Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutor”, diz a Ford em nota. Agora no g1 A Ford só vai começar a atender este recall no segundo trimestre de 2027. Segundo o comunicado, a solução para o problema só vai estar disponível nesta data. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford para entender a razão da demora em arrumar os modelos. Também foi perguntado se os Mustang envolvidos no recall podem trafegar sem a solução do recall. Assim que a Ford responder, esta reportagem será atualizada. Unidades envolvidas no recall: Mustang - Modelo 2024 - Chassis: de R5433555 até R5434492. Mustang - Modelo 2025 - Chassis: de S5405308 até S5504022. Mustang - Modelo 2026 - Chassis: de T5501127 até T5501731. Ford Bronco Sport Divulgação | Ford Ford pediu para não conduzir Bronco Sport e Maverick Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veículos envolvidos no recall. Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veículos fazem parte deste recall. A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veículos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária. O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veículos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira. Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não seja Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veículo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos físicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida. O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
21/07/2026 13:10:57 +00:00
Embraer fecha acordo para vender até 45 aviões ao grupo controlador da Gol e da Avianca

Jato E195-E2, da Embraer Embraer/Divulgação A Embraer anunciou nesta terça-feira (21) a venda de até 45 aeronaves E195-E2 para o Grupo Abra, controlador das companhias aéreas Gol, Avianca e Wamos Air. O anúncio foi feito durante o Farnborough Airshow, uma das principais feiras de aviação do mundo, realizada no Reino Unido. O acordo prevê a compra de 20 aeronaves, além de 10 opções de compra e 15 direitos de compra, o que pode elevar o negócio para até 45 aviões. O valor do acordo não foi revelado. As primeiras entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2027. Segundo a Embraer, o pedido será incluído na carteira de encomendas do terceiro trimestre de 2026 assim que o contrato for concluído. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com o Grupo Abra, as novas aeronaves vão ampliar a flexibilidade da frota, permitindo abrir novas rotas, aumentar a frequência de voos e atender a demanda de mercados domésticos e regionais da América Latina. Embraer anuncia melhor 2º trimestre em 16 anos O E195-E2 é o maior avião comercial fabricado pela Embraer. O modelo é equipado com motores de nova geração, com redução das emissões de carbono e menos ruído em comparação com aeronaves da geração anterior. Além da venda para o Grupo Abra, a Embraer anunciou outros três acordos durante a feira de Farnborough. A companhia aérea espanhola Binter encomendou mais cinco aeronaves E195-E2 e garantiu quatro direitos de compra. A Luxair, companhia aérea de Luxemburgo, converteu direitos de compra em um pedido firme de três aeronaves E190-E2 e tem um novo direito de compra. A empresa já opera quatro aviões E195-E2 da Embraer e passará a contar com nove aeronaves da família E2 encomendadas. Embraer anuncia acordo para venda de até 30 cargueiros à empresa dos EUA especializada em em aluguel de aeronaves Divulgação/Embraer Já a empresa norte-americana Azorra anunciou um acordo para converter até 30 aeronaves E190 de passageiros em cargueiros. O contrato inclui 20 pedidos firmes de conversão e outros 10 direitos de compra. Os cargueiros serão destinados ao mercado de transporte expresso de cargas. Os anúncios reforçam a série de novos negócios fechados pela Embraer durante o Farnborough Airshow, um dos principais eventos da indústria aeronáutica mundial. A Azorra já é cliente da Embraer. Em junho deste ano, a empresa anunciou a compra de 15 jatos E195-E2, com opção para adquirir outras 15 aeronaves do mesmo modelo. Embraer fecha acordo com Abra Group Divulgação/Embraer Vista da sede da Embraer, em São José dos Campos, interior de SP Luis Lima Jr./Futura Press/Estadão Conteúdo Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
21/07/2026 13:07:50 +00:00
Conselho deve liberar R$ 13 bilhões do lucro do FGTS a 138 milhões de trabalhadores até agosto; entenda

O Conselho Curador do FGTS deve liberar, até o final do mês de agosto, o pagamento de R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada. A decisão sobre o pagamento será formalizada na próxima terça-feira (28), quando está marcada uma reunião do Conselho — formado por representantes do governo, dos patrões e dos trabalhadores. ➡️Os valores devem ser creditados nas contas dos trabalhadores até 31 de agosto de 2026. As consultas serão liberadas no site da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS no celular. App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1 No ano passado, o FGTS registrou resultado positivo de cerca de R$ 14,6 bilhões. O valor a ser distribuído representa 89% do lucro registrado no período. Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%. Pela proposta, o crédito será equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante. Agora no g1 De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos. Quem tem direito ao depósito e como consultar o valor? 💲Todas as pessoas com contas (ativas ou inativas) vinculadas ao FGTS em 2025, com saldo em dezembro, terão direito a receber uma parcela dos lucros. 💲A divisão é proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele irá receber de parte do lucro do FGTS. 💲Para calcular o valor a ser creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta de FGTS em 31/12/2025 pelo índice de 0,01868341. Histórico de distribuição Confirmando a distribuição do lucro neste ano, o Conselho do FGTS manterá uma rotina que vigorou nos últimos anos. Em 2025, o Conselho do FGTS aprovou a divisão de 95% do lucro obtido em 2024 aos trabalhadores. Ao todo, foram repassados R$ 12,9 bilhões. Em 2024, o conselho do FGTS aprovou a distribuição de R$ 15,2 bilhões aos trabalhadores relativos a parte do lucro registrado no ano anterior. A decisão foi unânime. Em 2023, o FGTS registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões. Mas, pela proposta do Ministério do Trabalho, somente parte desse valor, cerca de 65%, foi destinado aos trabalhadores.
21/07/2026 12:58:41 +00:00
Sabre de luz de Luke Skywalker usado em 'O Império Contra-Ataca' é leiloado por R$ 19 milhões

Sabre de luz de Luke Skywalker, acompanhado de mão decepada, foi usado por Mark Hamill em "O Império Contra-Ataca". Heritage Auctions Um sabre de luz de Luke Skywalker acompanhado de uma mão decepada foi vendido por R$ 19 milhões (US$ 3,75 milhões) em um leilão da Heritage Auctions, em Dallas, no Texas, no dia 15 deste mês. O resultado só foi divulgado na segunda-feira (20). O objeto foi usado por Mark Hamill na cena do duelo final entre Luke Skywalker e Darth Vader em "O Império Contra-Ataca" (1980), segundo filme da saga "Star Wars". É nesse momento que Vader revela a icônica frase "Eu sou seu pai" e corta a mão de Luke. O lote veio com o mecanismo de efeitos especiais utilizado para simular a amputação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Cena da mão de Luke Skywalker sendo decepada. Heritage Auctions Segundo a Heritage, esse foi o maior valor já pago por um objeto de cena utilizado em um filme da franquia "Star Wars", destacou a agência de notícias Associated Press. A venda fez parte do leilão Hollywood & Entertainment Signature, que também reuniu outros itens icônicos do cinema. Um chapéu da Bruxa Má do Oeste, usado pela atriz Margaret Hamilton em "O Mágico de Oz" (1939), foi vendido por US$ 550 mil. Já a cartola marrom usada por Gene Wilder em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (1971) foi arrematada por US$ 350 mil. O baú de Daenerys Targaryen, com os ovos de dragão em seu interior, usado na primeira temporada de "Game of Thrones", foi vendido por US$ 312,5 mil. A identidade dos compradores e dos vendedores dos itens não foi divulgada. Agora no g1 O ator Mark Hamill, conhecido pelo papel de Luke Skywalker, na pré-estreia em Hollywood de 'Star Wars: Episódio VII – O despertar da força' nesta segunda-feira (14) Mario Anzuoni/Reuters
21/07/2026 12:41:07 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,07 com conflito no Oriente Médio no radar; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,32% nesta terça-feira (21), cotado a R$ 5,0731, conforme investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,03%, aos 173.326 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O aumento das tensões no Oriente Médio seguiu pressionando os preços do petróleo no mercado internacional. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam. Na véspera, os EUA lançaram uma nova ofensiva, e explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz. As ofensivas voltam a levantar preocupações sobre eventuais impactos na oferta global de petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,58%, cotado a US$ 91,52. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,02% no mesmo horário, cotado a US$ 84,91 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,75%; Acumulado do mês: -1,74%; Acumulado do ano: -7,57%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --0,22%; Acumulado do mês: +0,76%; Acumulado do ano: +7,57%. Escalada das tensões no Oriente Médio O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Na véspera, após novos ataques dos EUA, a mídia iraniana reportou explosões e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. Segundo o Comando Central americano, a ofensiva "visa degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz". Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos. Ainda na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou a promessa de retaliação contra a morte de militares americanos. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street tiveram alta nesta terça-feira, impulsionados pela recuperação do setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,74% e o S&P 500 avançou 0,86%, enquanto o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,29%. O dia também foi positivo na Europa. Investidores continuavam a avaliar o novo ministro de finanças do Reino Unido e seguiam atentos aos desdobramentos da guerra no Irã. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,66%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,28% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,58%. O Ibex 35, da Espanha, teve ganhos de 0,90%. Na Ásia, as ações de tecnologia chinesas subiram nesta terça-feira (21) e ajudaram a impulsionar os principias índices de referência da região, conforme os papéis de semicondutores se recuperaram das perdas registradas na véspera. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 3,06%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,79%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,04%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 3,56% e o Nikkei, do Japão, subiu 3,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
21/07/2026 12:00:08 +00:00
EUA podem perder para o Brasil o papel de maior exportador agrícola do mundo, diz Financial Times

Colheita de soja em Não-Me-Toque, município do Rio Grande do Sul. Diego Vara/Reuters Uma reportagem publicada nesta terça-feira (21/7) no britânico Financial Times, um dois principais jornais de finanças do mundo, afirma que os Estados Unidos correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo. Segundo o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas no ano passado, apenas US$ 2 bilhões a mais do que o Brasil. Em 2021, essa diferença foi de US$ 56 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O texto diz que as exportações brasileiras no agro cresceram 6% no primeiro semestre de 2026, atingindo um recorde de US$ 87 bilhões, graças não só ao seu papel de maior produtor mundial de soja e das carnes bovina e avícola, mas também do sucesso de cultivos como o algodão, que tinha os EUA como seu principal exportador, mas que foi ultrapassado pelo Brasil. Tarifaço de Trump: governo deve iniciar nesta terça reuniões com setores afetados pela nova taxa Veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Vendas de produtos brasileiros para a China batem recorde após tarifaço dos EUA O papel da China Para os analistas ouvidos pela reportagem britânica, que esteve nos Estados de Iowa, nos EUA, e em Mato Grosso, no Brasil, a principal razão por trás desta mudança está nas "perturbações comerciais desencadeadas pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump". Isso porque a China, um dos maiores compradores do mundo, reduziu significativamente suas importações dos americanos depois que o republicano impôs tarifas ao país em 2018, ainda durante seu primeiro mandato na Casa Branca. Um gráfico que acompanha a reportagem mostra que, em 2016, a China comprava volumes semelhantes de soja do Brasil e dos EUA. As exportações brasileiras já cresciam, mas em ritmo mais moderado. Com a retaliação de Pequim às tarifas de Washington em 2018, porém, esse crescimento se acelerou. Em 2025, o Brasil exportou mais de 80 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto os EUA não chegaram à casa das dezenas de milhões de toneladas. Os dados são do UN Comtrade (United Nations Commodity Trade Statistics Database), considerado o maior e mais abrangente repositório público de estatísticas de comércio internacional. Última visita de Trump a China, em maio de 2026, foi definida mais por uma retórica simbolista do que por anúncios concretos Getty Images via BBC O Financial Times diz que, embora os EUA sigam capazes de produzir "safras extraordinárias", "as margens de lucro estão desaparecendo à medida que as tensões comerciais e os preços baixos deixam sua marca no Meio-Oeste". Segundo a reportagem, a estimativa da American Farm Bureau Federation, a maior organização e grupo de lobby de agricultores e pecuaristas dos EUA, é de que o setor tenha no próximo ano prejuízos de US$ 138 por acre para a soja, US$ 167 para o milho, US$ 145 para o trigo e US$ 406 para o algodão. A ascensão de Mato Grosso O Financial Times lembra que "a força do setor agrícola do Brasil não é apenas consequência da política comercial americana", mas é algo que vem sendo construído ao longo das últimas décadas. A reportagem conta que o Brasil, hoje líder ainda na exportação de café, cana-de-açúcar e suco de laranja, dependia de importações para alimentar sua população até os anos 1970. A situação mudou quando o país passou a tirar vantagem de seu território, capaz de gerar duas ou até três safras no mesmo ano. Isso se deve, em parte, à disponibilidade e ao baixo custo da terra, principalmente nas regiões de fronteira, mas também à expansão da produção para áreas antes consideradas inférteis ou de difícil cultivo, que ganharam sobrevida com "o tratamento de solos pobres em nutrientes e o desenvolvimento genético de culturas adaptada ao clima". "Esse modelo de produção contínua ajuda a diluir os custos fixos e, normalmente, melhora as margens das propriedades rurais", explicou Raphael Bulascoschi, analista da corretora de commodities StoneX, ao periódico britânico. Mas o Brasil, acrescentam os especialistas ouvidos pelo Financial Times, também se prepara para cenários menos favoráveis, diante das altas taxas de juros internas, da queda nos preços das commodities e, após a guerra entre Irã e Israel, da alta no preço dos fertilizantes, que vêm, em sua vasta maioria, de fora.
21/07/2026 11:27:49 +00:00
Embraer anuncia venda de dois aviões ao Japão e parceria para integrar míssil ao cargueiro C-390

E-175 da Embraer Divulgação A Embraer anunciou nesta terça-feira (21) que recebeu uma encomenda firme de duas aeronaves E175 da companhia aérea japonesa Fuji Dream Airlines (FDA). O anúncio foi feito durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido. O pedido já foi incluído na carteira da fabricante brasileira e prevê entregas em 2027 e 2028. Com a nova compra, a Fuji Dream Airlines ampliará sua frota, formada exclusivamente por aviões da Embraer. Atualmente, a companhia opera 15 aeronaves da fabricante, sendo dois modelos E170 e 13 E175. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Os novos jatos terão configuração de classe única, com capacidade para 84 passageiros, e serão utilizados na expansão da malha regional da empresa no Japão. Embraer anuncia melhor 2º trimestre em 16 anos Segundo a Embraer, o E175 é voltado para operações de alta frequência e rotas de menor distância, características que atendem ao perfil da companhia japonesa. Integração de míssil Também durante o Farnborough Airshow, a Embraer anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa norte-americana Anduril para estudar a integração do míssil de cruzeiro Barracuda-500M ao cargueiro militar C-390 Millennium. O projeto prevê que o armamento possa ser lançado por meio de sistemas paletizados instalados na aeronave, permitindo o emprego simultâneo de diversas munições em operações militares. Segundo as empresas, a parceria busca ampliar as capacidades operacionais do C-390, tornando a aeronave apta a executar missões com armamentos de longo alcance, além das funções que já desempenha atualmente, como transporte de tropas e cargas, evacuação médica, missões humanitárias, combate a incêndios e busca e salvamento. Projeto de integração de míssil ao C-390 Millennium, da Embraer Divulgação/Embraer O C-390 Millennium é o maior projeto militar da Embraer e já foi adquirido pela Força Aérea Brasileira (FAB) e por países como Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia. O Barracuda-500M teve seu primeiro teste de voo em 2024 e, desde então, vem sendo submetido a uma série de avaliações para validar seu desempenho e ampliar as possibilidades de emprego pelas forças armadas dos Estados Unidos e de países aliados. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
21/07/2026 11:18:54 +00:00
EUA devem anunciar em breve novas tarifas sobre trabalho forçado para 60 países

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington SAUL LOEB/Pool via REUTERS Os Estados Unidos anunciarão novas tarifas para aproximadamente 60 países nos próximos dias, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em entrevista à CNBC nesta terça-feira (21). Essas tarifas, que podem afetar os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, têm o objetivo de substituir as tarifas temporárias de 10% impostas pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte ter derrubado as sobretaxas no ano passado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado. A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato", disse Greer à CNBC. "Esperamos ver algumas ações em breve", acrescentou. O Brasil está incluso na lista de países investigados e pode ser taxado em 12,5%. Setores atingidos pela política comercial americana buscam mercados alternativos Na quarta-feira (15), Trump anunciou uma nova tarifa de 25% para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções, como carnes, café, petróleo, aronaves, sucos de laranja. Cinco dias depois, foi a vez do Canadá ser taxado em 50%. Leia também: Governo deve iniciar nesta terça reuniões com setores afetados pela nova taxa Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras Autoridades americanas defenderam cautela Segundo o jornal britânico Financial Times, autoridades de alto escalão têm aconselhado Trump a preservar a estabilidade nas relações com os parceiros comerciais e a respeitar os acordos firmados por Washington para reduzir tarifas em 2025. O jornal avalia ainda que a guerra comercial lançada por Trump coincide com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que pressiona os mercados de energia e aumenta o risco de um conflito regional. Isso tem gerado custos econômicos nos EUA. Nesta semana, por exemplo, o preço da gasolina subiu para mais de US$ 4 por galão. Uma pesquisa realizada pela Focaldata para o Financial Times no início deste mês mostrou que mais de dois terços dos eleitores desaprovavam a forma como Trump lidava com o custo de vida. “Acredito que a principal influência sobre as alíquotas tarifárias seja o ambiente político e as preocupações com o poder de compra, que limitam a capacidade de Trump de ampliar as medidas”, afirmou ao FT Michael Smart, diretor-gerente da Rock Creek Global Advisors, consultoria de Washington. Autoridades americanas amenizaram parte das tarifas mais duras propostas inicialmente por Trump ao conceder isenções para produtos importantes ao consumidor, como carne bovina e café, e reduzir algumas taxas sobre itens feitos de aço e alumínio. Após duas investigações comerciais recentes sobre minerais críticos e peças de aeronaves, autoridades recomendaram que os EUA negociasse com seus parceiros comerciais, em vez de avançar com novas tarifas. “Mas indica que agora é necessária uma abordagem mais cautelosa, principalmente às vésperas das eleições de meio de mandato.” As tarifas que podem ser anunciadas nesta semana devem variar entre 10% e 12,5% para 60 países, com base em investigações sobre práticas de trabalho forçado. O Brasil está entre os países que podem ser enquadrados na alíquota de 12,5%. Os Estados Unidos iniciaram a investigação em março, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, juntamente com outra apuração sobre excesso de capacidade industrial, e realizaram audiências públicas sobre as ropostas. Essa segunda investigação inclui União Europeia, China, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia.
21/07/2026 10:26:44 +00:00
Vinhos importados mais baratos perdem espaço com inflação, enquanto rótulos premium avançam

Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI. Em contrapartida, o setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado. Elas representaram um terço de toda a receita gerada pelas compras do exterior no primeiro trimestre e atingiram o maior preço médio dos últimos 10 anos: de US$ 31,2 por caixa de 9 litros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, o mercado nacional movimentou R$ 4,18 bilhões e alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Agora no g1 A América do Sul registrou sua maior participação histórica no volume de embarques para o Brasil, representando 65% do total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento para o mercado brasileiro, com aumento de 44%. Em seguida aparece a Argentina, com crescimento de 16%. O setor de espumantes teve alta de 9% em volume, apesar da queda de 24% nas importações. A retração foi puxada principalmente pelos embarques espanhóis, que recuaram 57%. Para Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI, o recorde de volume também é consequência da recuperação dos vinhos tintos importados. Após dois anos de quedas consecutivas, eles ganharam 2 pontos percentuais de participação no mercado e passaram a responder por 70% do faturamento total. Enquanto isso, a participação dos vinhos rosés caiu para 5%. Já os brancos mantiveram fatia de 25% da receita. Apesar dos números inéditos de abastecimento, o consumo de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com crescimento de 1,2%. Já o de espumantes caiu 1,4%. De acordo com o relatório, o mercado de vinhos do Brasil deve encerrar 2026 com a produção de 56,8 milhões de caixas, alta de 6,9% em relação a 2025. Os espumantes devem alcançar mais de 4 milhões de caixas. LEIA TAMBÉM 'Mudamos a rota': produtores do agro já buscam novos mercados após tarifaço de Trump Consumidores de açúcar dos EUA pedem que governo permita mais importações com tarifas reduzidas Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre
21/07/2026 08:02:29 +00:00
'Piratinha', 'hemorroida' e outros: a linha entre humor e assédio que leva apelidos no trabalho a indenizações

Apelidos no trabalho: quando a brincadeira passa do limite "Pano de pia. 8h da manhã e já está fedendo", "Buzina de avião. Não serve para nada", "Cesta básica. Tem tudo, menos carne", "Tartaruga Ninja. Tartaruga para chegar e ninja para sair". Em vídeos curtos que viralizam nas redes sociais, colegas de trabalho trocam esse tipo de apelido para debochar de comportamentos do dia a dia. É uma piada fácil de entender, e o público logo reconhece alguém que "se encaixa" na descrição. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O perfil de Cleitinho Ramalho e Maria das Neves viralizou com um vídeo nesse estilo, que acumulou quase 300 milhões de visualizações no TikTok. Nos comentários, usuários entram na brincadeira e criam novos rótulos, como "Cólica. Nenhuma mulher gosta", "Sensor. Só trabalha quando o chefe aparece", entre outros. Mas o que parece piada levanta uma discussão importante: até que ponto apelidar colegas é uma brincadeira e quando isso ultrapassa o limite? O assunto não é novidade para a Justiça do Trabalho. Há diversos casos em que apelidos deram origem a processos, e nem todos tiveram o mesmo desfecho. Um dos casos mais conhecidos envolve uma trabalhadora de Belo Horizonte (MG), que atuava como analista de suporte comercial e era chamada de "piratinha" por colegas e gerentes, em referência ao fato de ser cega de um olho. Testemunhas confirmaram que o apelido era recorrente e que a funcionária demonstrava incômodo. Mesmo assim, o comportamento continuou. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais entendeu que o apelido configurava uma ofensa direta à dignidade da trabalhadora por destacar uma deficiência física. A empresa foi condenada a pagar R$ 15 mil por danos morais. Por outro lado, um julgamento do TRT da 15ª Região, em Campinas (SP), analisou o caso de um operador de máquinas que alegou ter sido humilhado ao ser chamado de "hemorroida". O pedido foi negado. A decisão considerou que o próprio trabalhador havia dado origem ao apelido ao mostrar uma foto de sua condição de saúde aos colegas. Também ficou comprovado que o empregador não utilizava o apelido nem incentivava a prática. Sem a participação ou omissão da empresa, o tribunal entendeu que não havia nexo para responsabilizá-la. Por isso, concluiu que não houve ato ilícito capaz de gerar dano indenizável. Não existe uma regra automática. Situações semelhantes podem ter desfechos diferentes, dependendo do contexto, das provas e da interpretação sobre o impacto, explicam especialistas ouvidos pelo g1. Abaixo, aprofunde-se mais sobre o tema a partir dos seguintes pontos: O que define um apelido como pejorativo Quando vira assédio moral Todo mundo riu A responsabilidade das empresas E quando isso vai parar nas redes? Como provar que houve abuso Com a popularização de vídeos nas redes sociais, apelidos entre colegas ganharam visibilidade e também podem se tornar provas em processos trabalhistas. TikTok/ Reprodução O que define um apelido como pejorativo No ambiente de trabalho, apelidos não são proibidos. O que os torna problemáticos é o conteúdo que carregam e a forma como são utilizados. A advogada Fernanda Garcez explica que a questão central não é a presença de humor, mas a existência de exposição vexatória, ou "brincadeiras" que reforçam estereótipos ou fragilidades pessoais. “Os critérios que mais pesam na análise são: o apelido ressalta uma característica física, uma condição de saúde, uma deficiência ou outra vulnerabilidade pessoal? Ele foi repetido ao longo do tempo? A pessoa demonstrou desconforto, mesmo sem fazer reclamação formal? Quem utilizava o apelido, apenas colegas ou também superiores? Quanto mais respostas ‘sim’ a essas perguntas, maior a probabilidade de o caso ser enquadrado como assédio moral. A jurisprudência é clara nessa direção”, explica a advogada. O professor de Direito do Trabalho Platon Neto reforça o mesmo ponto: quando o apelido atinge uma fragilidade da pessoa, a tendência é que a Justiça o considere pejorativo, mesmo que não tenha havido essa intenção. Quando vira assédio moral O assédio moral ocorre quando alguém é submetido a situações repetidas que causam constrangimento ou humilhação no trabalho. Nem todo apelido configura assédio automaticamente. No entanto, ele pode passar a configurar quando faz parte de uma dinâmica mais ampla. Alguns fatores pesam nessa avaliação: se o apelido é usado repetidamente, e não apenas de forma pontual; se expõe um aspecto sensível da pessoa; se há demonstração de incômodo; se líderes ou gestores participam da prática. Quanto mais esses elementos aparecem juntos, maior a chance de que a situação seja considerada assédio. Todo mundo riu Os vídeos que viralizam nas redes sociais trazem um elemento que pode confundir essa análise: muitas vezes, todos parecem estar se divertindo. Mas essa reação não encerra o debate. Especialistas apontam que, no ambiente profissional, o riso pode ser uma forma de adaptação. Muitas pessoas evitam se posicionar para não gerar conflito, comprometer relações ou até por receio de prejudicar o próprio emprego. Por isso, a Justiça do Trabalho já reconhece que a ausência de reclamação formal não elimina a possibilidade de assédio. Da mesma forma, o fato de alguém participar da brincadeira não significa, necessariamente, que esteja confortável com ela. Por outro lado, quando há provas de que o próprio trabalhador incentivava o apelido ou não demonstrava qualquer incômodo, esse comportamento pode influenciar a decisão, como ocorreu no caso de Campinas. A responsabilidade das empresas As empresas têm o dever de garantir um ambiente de trabalho respeitoso. Isso inclui agir diante de situações de constrangimento. Se o apelido circula livremente e não há qualquer ação, pode haver omissão, que ocorre quando a empresa deixa de agir diante de um problema que deveria resolver, explica Platon Neto. Se chefes ou gestores utilizam o apelido, a situação se torna ainda mais grave, pois o trabalhador pode se sentir pressionado a aceitar. “Se o apelido circulava apenas entre colegas, sem chegar ao conhecimento da gestão, a responsabilidade é menor. Mas, se era usado pelos próprios supervisores, se era notório no ambiente e a empresa não tomou providências, a responsabilidade é direta”, afirma o advogado. E quando isso vai parar nas redes? Os vídeos nas redes sociais trazem um elemento novo para essa discussão: a exposição pública. As gravações podem ser utilizadas como prova em processos trabalhistas. Elas ajudam a demonstrar não apenas a existência do apelido, mas também o contexto, a frequência e a participação de diferentes níveis hierárquicos. Para o trabalhador, isso pode fortalecer uma ação. Para a empresa, representa um risco significativo, já que a prova é pública e difícil de contestar. Além disso, a exposição nas redes sociais amplia o dano. O apelido deixa de ser restrito ao ambiente interno e pode afetar a imagem do trabalhador em um espaço muito mais amplo, segundo Platon Neto e Fernanda Garcez. Como provar que houve abuso As provas que costumam ser mais eficazes na prática são: testemunhas que presenciaram o uso do apelido e possam confirmar que a vítima demonstrava incômodo; registros escritos, como e-mails, mensagens de WhatsApp ou comunicações internas; vídeos ou fotos; e qualquer comunicação em que o trabalhador tenha manifestado, mesmo informalmente, que não queria ser chamado daquela forma. "Quando há prova efetiva da prática, em geral a condenação ocorre. Existem exceções, a depender dos fatos, especialmente quando o próprio empregado deu origem e incentivou a conduta, como no caso citado do TRT da 15ª Região", conclui Fernanda Garcez.
21/07/2026 07:01:06 +00:00
Excesso de cautela com defeso eleitoral gera apagão de dados públicos que compromete acesso à informação

Aviso usado nas páginas do governo federal bloqueadas em função do defeso: fenômeno causado por cautela excessiva com legislação eleitoral prejudica desnecessariamente quem trabalha com pesquisa de dados públicos. Reprodução Notícias do Ibama sobre a queda do desmatamento, reportagem da Agência Brasil sobre a menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos e o portal de notícias do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão inacessíveis, assim como vários outros portais relevantes. Não se trata de falha técnica, mas de falha jurídica. Desde 4 de julho de 2026 vigora o chamado "defeso eleitoral", um período de três meses que antecede o pleito em que a legislação eleitoral impõe uma série de condutas vedadas aos agentes públicos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dentre elas, está a proibição de publicidade institucional dos órgãos públicos. Isso levou diversos órgãos e entidades da Administração Pública de todo o país a retirar do ar, por precaução, volumes expressivos de dados indispensáveis. Dados destinados a pesquisa científica e formulação de políticas públicas. O fenômeno não é pontual. O Arquivo Nacional, por exemplo, restringiu o acesso a todas as notícias publicadas em seu portal antes de 3 de julho deste ano. A plataforma Brasil Participativo ocultou processos participativos já encerrados. Agora no g1 Alguns estados anunciaram a suspensão integral de sites e redes sociais oficiais até 25 de outubro. Em julho de 2026, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) chegou a retirar do ar cerca de 146 mil matérias jornalísticas sob a mesma justificativa. O resultado é um apagão temporário de dados que atinge quem pesquisa, quem informa e quem depende dessas informações para trabalhar. O que a lei realmente proíbe? A legislação eleitoral proíbe, nos três meses que antecedem o pleito, a "publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos", ressalvada a propaganda de produtos e serviços com concorrência no mercado e os casos de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecidos pela Justiça Eleitoral. O objetivo é legítimo: impedir que a máquina pública seja usada para promover governantes-candidatos, o que romperia a igualdade de oportunidades entre os concorrentes. A questão central está no alcance da expressão "publicidade institucional", sobre o qual a jurisprudência do TSE não é uniforme. Uma primeira orientação (TSE, AgR-AI nº 51.738), mais restritiva e hoje predominante, sustenta que, no período vedado, é proibida toda e qualquer publicidade institucional, independentemente de seu teor informativo, educativo ou de orientação social, advertidas apenas as exceções legais. Uma segunda interpretação (TSE, Rp nº 1.238) condiciona a vedação à prévia caracterização do conteúdo como publicidade institucional, assim entendida a divulgação promovida, autorizada e custeada pelo Poder Público para enaltecer atos e realizações da gestão. Deste modo, a inserção de conteúdo meramente informativo em sítio oficial "não tem a potencialidade de propaganda" que a lei coíbe. A divergência, porém, é mais aparente que real. Mesmo uma leitura restritiva pressupõe que se esteja, antes, diante de publicidade institucional, limiar que o dado técnico ou científico, despido de moldura promocional, não ultrapassa. Publicidade não é sinônimo de informação. Conteúdos meramente informativos e técnicos não se confundem com promoção da gestão. As próprias orientações do Poder Executivo federal para 2026 fazem essa distinção. Tanto a cartilha de condutas vedadas da Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a cartilha de defeso eleitoral da Secretaria de Comunicação Social (Secom) separam a publicidade institucional das informações divulgadas em cumprimento aos deveres de transparência ativa. O que elas exigem é apenas a adequação das páginas: remoção de nomes, símbolos, slogans e elementos de enaltecimento pessoal ou governamental. Em suma: a lei manda retirar a propaganda, não os dados. A estatística sobre o desmatamento produzida pelo Inpe não é, em si, publicidade institucional. Tampouco um boletim epidemiológico ou o relatório de consulta pública de uma Agência Reguladora é publicidade. O que pode caracterizar ilícito eleitoral é a finalidade promocional que eventualmente acompanha esses conteúdos. Este deveria ser o real escopo da restrição legal. Urna eletrônica Reprodução/TV Globo Quando a cautela excessiva viola a lei A retirada indiscriminada de conteúdo decorre de uma interpretação ampliativa movida mais pelo receio de sanções do que pela determinação da norma. Na dúvida, o gestor suprime tudo. Este é o fenômeno, já identificado pela literatura especializada, chamado "apagão das canetas". O fenômeno gera paralisia decisória que consiste na recusa, hesitação ou omissão de autoridades e gestores públicos em tomar decisões. Essa inércia decorre de uma autodefesa corporativa: o medo paralisante de sofrer responsabilização pessoal. Essa cautela tem um custo jurídico e social. A Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) estabelece a publicidade como preceito geral e o sigilo como exceção. E obriga os órgãos públicos a divulgar, independentemente de requerimento, as informações de interesse coletivo que produzem. A Lei nº 13.848/2019 (Lei Geral das Agências Reguladoras) determina que os relatórios de consultas públicas permaneçam disponíveis nos sites das agências. A transparência administrativa, por fim, decorre diretamente do princípio constitucional da publicidade, previsto no artigo 37 da Constituição da República. Não há na legislação eleitoral qualquer dispositivo que suspenda esses deveres durante o período eleitoral. O paradoxo é evidente. Para evitar uma conduta que potencialmente viola a lei eleitoral, órgãos públicos passam a violar efetivamente deveres legais gerais e específicos de transparência que regem a sua atuação. Aplicativos de órgãos públicos Reprodução Os custos para a ciência e para as políticas públicas Para a pesquisa científica, os efeitos são imediatos. Séries históricas de dados ambientais e sanitários ficam temporariamente inacessíveis justamente no segundo semestre, quando boa parte dos artigos, dissertações e teses precisa ser fechada. Quem depende de transparência ativa, isto é, de dados publicados espontaneamente na internet, passa a ter de recorrer a pedidos formais pela Lei de Acesso à Informação para obter documentos que já estavam públicos. Os prazos de resposta podem inviabilizar cronogramas inteiros de pesquisa. Para as políticas públicas, o dano é análogo. Gestores estaduais e municipais, conselhos de políticas públicas e organizações da sociedade civil, que precisam desses dados no planejamento e no controle social, ficam sem acesso. Um apagão de quase quatro meses, repetido a cada dois anos por força do calendário eleitoral brasileiro, cria lacunas recorrentes de memória institucional. A situação seria irônica, se não fosse triste: o período eleitoral é exatamente o momento em que o eleitor mais precisa de informação qualificada sobre o desempenho dos governos. Mal aplicada, a regra criada para proteger a igualdade eleitoral empobrece o debate público que deveria proteger. Período eleitoral é o momento em que o eleitor mais precisa de informação qualificada Alejandro Zambrana/Secom/TSE/Divulgação Possíveis soluções O problema vem sendo documentado desde 2022 pelo Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas e pela Transparência Brasil, que apresentaram ao TSE sugestões para que as resoluções eleitorais garantam expressamente o cumprimento da Lei de Acesso à Informação durante o período vedado. Esse é o caminho normativo. A Resolução TSE nº 23.735/2024 já avançou nessa direção. Seu artigo 15, parágrafo 4º, estabelece que, observada a adequação dos sítios oficiais prevista nos parágrafos 2º e 3º (remoção de nomes, símbolos e slogans que identifiquem autoridades e governos), não configura publicidade institucional vedada a manutenção de páginas de internet destinadas ao estrito cumprimento dos deveres de transparência fiscal (artigo 48-A da Lei de Responsabilidade Fiscal) e de acesso à informação (artigos. 8º e 10 da Lei nº 12.527/2011). No entanto, tal regulação deve ser reforçada, tornando inequívoco que a vedação de publicidade institucional não autoriza a supressão de dados, séries históricas, documentos técnicos e demais conteúdos de transparência ativa. Há também um caminho administrativo. Controladoria-Geral da União, Tribunais de Contas e Ministério Público podem fiscalizar a supressão indevida de informações públicas como violação dos deveres de transparência, e não apenas a manutenção indevida de propaganda. Hoje, o gestor teme sanção apenas pelo excesso de publicidade. Se a ocultação ilegal de dados também gerar responsabilização, o cálculo de incentivos se equilibra. Por fim, existe uma solução técnica, relacionada ao desenho institucional da comunicação oficial dos órgãos públicos. Sites públicos podem separar, desde a origem, a camada de comunicação promocional (marcas de gestão, slogans, balanços laudatórios) da camada de dados e serviços. Com essa arquitetura, o defeso eleitoral exigiria apenas desativar a primeira camada, sem tocar na segunda. A experiência de 2026 mostra que a solução oposta, apagar tudo por precaução, é flagrantemente desproporcional e juridicamente insustentável. Entre a propaganda que a lei proíbe e o dado que a Constituição manda publicar há uma linha razoavelmente clara. A legislação eleitoral existe para impedir o abuso da máquina pública, não para restringir o acesso da sociedade às informações que documentam a atuação do Estado e servem de subsídio para diversas atividades relevantes de interesse público. É preciso que a Justiça Eleitoral, a Administração Pública e os demais órgãos de controle definam, com precisão, as situações em que a divulgação de dados e informações públicas se dê com finalidade, explícita ou implícita, de propaganda eleitoral. O apagão de dados nesta eleição já é um fato consumado. Devemos nos mobilizar para que isso não se repita nos próximos pleitos. Rodrigo Borges Valadão é Procurador do Estado do Rio de Janeiro, Pós-Doutor pela UnB, Universidade de Brasília (UnB). Não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.
21/07/2026 06:00:18 +00:00
Petróleo cai após sinal de mediação entre EUA e Irã

Navio no Estreito de Ormuz nesta terça, 21 de julho. Stringer / Reuters Os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira (21) após surgirem sinais de uma possível mediação entre Estados Unidos e Irã para tentar conter a escalada da guerra. Mesmo com novos ataques registrados nas últimas horas, investidores reagiram à informação de que mediadores apresentaram uma proposta de cessar-fogo de dez dias entre os dois países. Durante a madrugada, o petróleo Brent, referência global, caía 0,9%, para US$ 88,44 por barril (cerca de R$ 450,05). Nos Estados Unidos, o WTI, usado como referência no país, recuava 0,9%, para US$ 82,50 por barril (cerca de R$ 419,82). Segundo a Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã recebeu uma proposta de cessar-fogo temporário de dez dias, em uma tentativa de preservar o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. O acordo provisório tinha como objetivo abrir caminho para um entendimento mais amplo que encerrasse a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Analistas do ING ouvidos pela Reuters afirmaram que o mercado vê com cautela, mas também com esperança, a possibilidade de uma desescalada do conflito. No entanto, destacaram que persistem diferenças significativas entre Washington e Teerã e que as negociações devem enfrentar obstáculos. O banco também lembrou que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliar após a morte de militares americanos em ataques recentes. Agora no g1 Os esforços diplomáticos ocorrem em meio à continuidade dos confrontos. Durante a noite, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques. A Guarda Revolucionária iraniana realizou novas ações contra ativos militares americanos na região, enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou o início de uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos. O mercado também acompanha os riscos ao transporte marítimo. Nesta terça, uma embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter sido atingida por um projétil de origem desconhecida. Segundo a agência britânica UKMTO, a tripulação abandonou o navio e se refugiou em um bote salva-vidas. Além disso, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz voltou a cair diante do aumento da cautela após os ataques entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada uma das principais rotas para o comércio global de petróleo. Outro fator de preocupação foi a declaração dos rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. O grupo afirmou na segunda-feira (20) que pretende impor um bloqueio naval à Arábia Saudita, o que pode abrir uma nova frente de tensão e elevar os riscos para o fornecimento mundial de energia.
21/07/2026 05:45:23 +00:00
Tarifaço de Trump: governo deve iniciar nesta terça reuniões com setores afetados pela nova taxa

O governo federal deve iniciar nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25% anunciada na semana passada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio. A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões. O Plano Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta às primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos, será ampliado para atender os setores atingidos pela nova medida. EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Na última semana, Durigan afirmou que o governo já dispõe de instrumentos para proteger empresas e empregos diante dos impactos da medida. "Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Portanto, com coordenação do ministro Márcio Elias Rosa, os setores afetados serão mais uma vez chamados ao diálogo e nós ampliaremos e reforçaremos o Plano Brasil Soberano, que dá apoio a quem foi injustamente afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos", disse. Apesar dos impactos esperados sobre alguns segmentos da economia, Durigan avaliou que a decisão do governo de Donald Trump não deve comprometer a atividade econômica do país como um todo. O governo calcula que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Entenda o caso Na semana passada, o governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). 🔎A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. A tarifa começa a ser aplicada nesta quarta-feira (22). Operação de transporte de cargas em porto Bruno Leão/ Sedecti Andamento das negociações Conforme a avaliação de negociadores brasileiros envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram efetivamente no ano passado — após o encontro Lula e Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano. Entretanto, a partir de meados de maio e junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos. Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos. Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo USTR na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta. Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro. Mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Na véspera do prazo para os EUA decidirem sobre as novas taxas, integrantes dos dois países se reuniram e o Brasil disse que o tarifaço era "injusto". De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação e não deixasse a ideologia contaminar as conversas. A avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa. Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido".
21/07/2026 03:00:40 +00:00
UE não flexibilizará exigências sanitárias para a carne brasileira, diz embaixador da Irlanda, que preside o bloco europeu

União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, afirmou que a União Europeia não flexibilizará as exigências sanitárias para que a carne brasileira volte a ser exportada ao bloco. A Irlanda ocupa a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, iniciada em 1º de julho e com duração de seis meses. Gallagher ressaltou que as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal não são recentes e vinham sendo discutidas com as autoridades brasileiras havia anos. "Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo", afirmou em entrevista ao g1. Segundo ele, a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender produtos carne ao mercado europeu foi uma decisão "técnica" e caberá ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para atender aos padrões exigidos. 🔎 Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser empregados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. Embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher Embaixada da Irlanda/imagem cedida ao g1 No início de junho, a União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as normas do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o país ficará impedido de exportar carnes e outros produtos de origem animal para o mercado europeu a partir de 3 de setembro. Até então, o Brasil estava autorizado a vender ao bloco carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel. Com a decisão, todos esses produtos perderão acesso ao mercado europeu. Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que "há grandes chances" de a produção de carnes brasileira não conseguir se adequar às novas exigências da União Europeia a tempo de evitar a suspensão das exportações. Segundo a entidade, o ciclo de produção da pecuária bovina dificulta a adaptação às novas regras, que levaria cerca de 30 meses. Gallagher destacou que outros países sul-americanos conseguiram atender às exigências da União Europeia e, por isso, permanecem habilitados a exportar. "Outros países da América do Sul conseguiram atender às exigências da União Europeia. A decisão tomada pelo comitê responsável por esse tema foi uma decisão técnica. O comitê avaliou diversos países, e aqueles que atenderam tecnicamente aos requisitos permaneceram na lista de exportadores autorizados a vender para a União Europeia", disse. Rebanho de gado vacinado contra a febre aftosa no Pará - Arquivo Divulgação / Adepraá De acordo o embaixador, o critério adotado pelo bloco é objetivo. "A regra é muito simples: quem atende aos padrões permanece na lista; quem não atende, deixa de fazer parte dela. Os padrões técnicos estão no centro da União Europeia e do próprio projeto europeu", defendeu. Apesar da decisão, Gallagher afirmou que o governo brasileiro mantém diálogo com a Comissão Europeia para buscar uma solução. Segundo ele, o bloco segue aberto às negociações. "Acredito que esse seja exatamente o caminho correto", afirmou, ao defender que impasses desse tipo sejam resolvidos por meio do diálogo. Questionado sobre quais medidas poderiam permitir a retomada das exportações, o embaixador disse que o Brasil precisará implantar um sistema capaz de garantir o cumprimento das exigências sanitárias europeias. Ele afirmou que a União Europeia está disposta a discutir com o governo brasileiro os caminhos para essa adequação, mas reforçou que a responsabilidade é das autoridades brasileiras. "No fim das contas, porém, a responsabilidade é do lado brasileiro, que precisa estabelecer os padrões necessários", disse. Para explicar a posição do bloco, Gallagher comparou o caso às exigências sanitárias impostas pelo próprio Brasil aos produtos importados. "Se eu quiser exportar produtos da Irlanda para o Brasil, também preciso cumprir os requisitos sanitários e fitossanitários brasileiros antes de poder comercializar esses produtos. É o mesmo princípio. O Brasil não reduziria seus padrões apenas porque a Irlanda deseja exportar determinado produto. Da mesma forma, a União Europeia também não fará isso", ilustrou. Perguntado se uma solução poderá ser alcançada antes de 3 de setembro, quando a suspensão das exportações passa a valer, o embaixador disse que não participa diretamente das negociações e, por isso, não pode prever um prazo. Ainda assim, afirmou acreditar que o impasse poderá ser resolvido ao longo do tempo, desde que o diálogo entre as partes seja mantido. Acordo Mercosul-União Europeia Ainda que avalie ser cedo para medir o impacto real, o diplomata disse que já é possível sentir os primeiros impactos do acordo, que começou a valer em maio. "Hoje tivemos acesso a dados comerciais que mostram que, nos dois primeiros meses de implementação do acordo, houve um aumento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas exportações brasileiras para a União Europeia", afirmou ele, ressaltando que ainda não é possível atribuir que o crescimento decorra exclusivamente do acordo, mas que já é possível observar aumento do comércio entre Brasil e União Europeia. "Além disso, nos seis primeiros meses deste ano, registramos um crescimento de cerca de 13% nas exportações brasileiras para a UE. Portanto, tudo indica que o acordo começa a produzir efeitos, embora seja necessário mais tempo para avaliar plenamente seus resultados", complementou. Promulgado em maio pelo Congresso Nacional do Brasil, o acordo cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Assinado em 17 de janeiro no Paraguai após mais de 25 anos de negociação, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Além disso, estabelece regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios No que diz respeito à União Europeia, o acordo foi encaminhado à Corte Europeia de Justiça para que ela emita um parecer. A Corte tem seu próprio calendário, explicou o embaixador, acrescentando que espera que não haja demora para os próximos passos. "Mas, como acontece em qualquer sistema democrático, o Judiciário é independente. Portanto, precisamos permitir que a Corte realize seu trabalho no seu próprio ritmo", concluiu. Irlanda está na Presidência do bloco europeu À frente do Conselho da União Europeia pelos próximos seis meses, a Irlanda definiu três prioridades para o mandato: fortalecer a competitividade do bloco, defender os valores europeus e ampliar a segurança. Segundo o embaixador, diante dos desafios globais relacionados ao comércio internacional, será fundamental reforçar a cooperação entre os países-membros e simplificar as regras do mercado único europeu. A agenda da presidência também prevê esforços voltados à segurança econômica e à segurança ambiental, temas considerados estratégicos para o bloco. Como presidente do Conselho da União Europeia, a Irlanda também será a principal negociadora do bloco em três conferências climáticas (COPs) previstas para o segundo semestre. "Trabalharemos intensamente nesses temas e, mais uma vez, serão áreas em que teremos de atuar muito próximos do Brasil", afirmou o embaixador.
21/07/2026 03:00:32 +00:00
PPA 2026 abre inscrições e convoca o mercado a celebrar as ideias que 'falam brasileiro'

PPA Milton Cunha TV Globo Alô, criativos do Brasil! Estão abertas, até 7 de agosto, as inscrições para o PPA - Prêmio Profissionais do Ano 2026, um dos mais tradicionais reconhecimentos da publicidade brasileira. E, neste ano, quem faz essa convocação é Milton Cunha, protagonista da campanha que celebra o talento de transformar o jeito brasileiro de viver, falar, rir e se comunicar em campanhas memoráveis. Com o conceito "Ideia boa fala brasileiro", a comunicação reforça uma convicção que move o PPA há quase cinco décadas: não existe criatividade igual à do brasileiro. Aquela que nasce da conversa de esquina, do meme que vira assunto nacional, do improviso genial, do bordão que pega, da história bem contada e das ideias que entram na cultura e ficam. Nas peças, que serão veiculadas nas plataformas da Globo, Milton Cunha assume o papel de tradutor oficial da publicidade em "brasileiro". Entre praia, feira, carro de som e muito bom humor, ele transforma expressões do mercado em versões bem mais familiares para qualquer brasileiro. Afinal, como o próprio Milton resume: "Se é cria do Brasil, é criativo". ​⭐​ As influenciadoras Chaiany Andrade e Renata Saldanha ampliam a conversa nos ambientes digitais, ajudando a levar o convite para profissionais de todas as regiões do país. "A criatividade do brasileiro é única e, quando aplicada à publicidade, transforma ideias em campanhas poderosas. Há 48 anos, o PPA reconhece os trabalhos de maior impacto do mercado que foram exibidos nas plataformas Globo, sempre valorizando a capacidade de incorporar elementos que traduzem a identidade do nosso país", comenta Andrea Sanches, diretora de Marketing Publicitário da Globo. Para Milton Cunha, símbolo máximo da brasilidade, o PPA carrega uma memória afetiva profunda, já que ele acompanha o prêmio desde as primeiras edições, ainda em Belém, no Pará. “A premiação sempre foi um símbolo de excelência, de profissionais que superam a lógica padrão para alcançar uma atmosfera artística verdadeiramente inventiva e potente. Estrelar a campanha neste ano é uma alegria imensa e o coroamento de uma carreira, afinal é um prêmio que celebra a inteligência e a sagacidade”, celebra. Alice Bandeira, gerente de Criação de Marca e Comunicação da Globo, destaca que a criatividade brasileira não é apenas uma característica do nosso povo, mas uma forma de enxergar o mundo, e reforça: “Com Milton Cunha, a campanha dá protagonismo aos publicitários que transformam ideias em cultura”. Como funciona o concurso 🏆 Agências de todas as regiões do Brasil podem inscrever seus trabalhos em 16 categorias, divididas entre as classes Nacional e Regional. No cenário Nacional, disputam os formatos: 🎥Filme 30"; 🎞️Filme 30+”; 💡Campanha; 🔗Integrada; 🎯Inovações em Conteúdo; e 🤝Valor Social. A categoria Integrada traz uma evolução importante, com a possibilidade de inscrição de campanhas exibidas também nas telas da Eletromidia. Outro destaque é a ampliação do escopo e a mudança de nome da categoria Ações em Conteúdo, que agora passa a se chamar Inovações em Conteúdo, que avaliará o conjunto de ações de conteúdo coproduzidos pela Globo e agências e exibidas no ecossistema da empresa. Veja as datas Os jurados se reunirão de forma remota no dia 22 de setembro e presencial na Globo SP, no dia 24 para eleger os melhores trabalhos. Os finalistas serão anunciados em 28 de setembro, após a avaliação de um júri composto por profissionais de diferentes áreas do marketing e da comunicação. A cerimônia de premiação será realizada no Dia da Criatividade, 17 de novembro, em São Paulo. Vai ser no palco do PPA que vamos conhecer também a equipe vencedora da categoria especial LED Globo - Luz na Educação. Pela primeira vez, alunos de publicidade e marketing de todo o país participaram da premiação e inscreveram campanhas com o tema “O papel da educação na transformação social". O projeto vencedor, avaliado pelo júri do PPA, terá seu filme exibido nas plataformas da Globo, ampliando a visibilidade dos jovens criadores e de suas ideias. 🎓 Em 48 anos de história, o PPA já avaliou mais de 47 mil peças e distribuiu mais de 3.400 troféus, reconhecendo e celebrando o talento de profissionais de todas as regiões do Brasil. As inscrições e o regulamento completo podem ser acessados em ppa.globo/ Uma nova categoria do prêmio PPA - Profissionais do ano vai reconhecer o talento dos jovens estudantes
21/07/2026 03:00:16 +00:00
Governo de Donald Trump concede green card dos Estados Unidos para Eduardo Bolsonaro

Imagem do documento concedido pelos EUA a Eduardo Bolsonaro Reprodução O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) obteve do governo dos Estados Unidos o chamado "green card", um visto de permanência no país. 🔎 O green card é um documento emitido pelo governo dos EUA que concede a estrangeiros o direito de residir e trabalhar legalmente no país por tempo indeterminado. A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo blog, que também obteve cópia do documento com fontes próximas ao ex-deputado. A concessão ocorre em meio a um período de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, chefiado pelo presidente Donald Trump. Na semana passada, o governo dos EUA anunciou novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em medidas anteriores, o presidente americano associou sanções comerciais ao que classificou como perseguição do Estado brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Governo de Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro Eduardo Bolsonaro enfrenta problemas judiciais no Brasil. No mês passado, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a decisão da Corte, ficou comprovado que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos com o objetivo de interferir no julgamento da ação penal que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. De acordo com a denúncia, Eduardo afirmou ter realizado articulações junto a integrantes do governo americano para defender a adoção de sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o Brasil. O caso foi usado pelo STF como parte dos elementos que fundamentaram a condenação.
20/07/2026 21:59:37 +00:00
Governo Trump anuncia novo tarifaço de 50% para o Canadá

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento da Fifa em Nova York, em 17 de julho de 2026 Reuters/Evan Vucci Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma ampla gama de produtos importados do Canadá. A medida foi anunciada em resposta ao que o governo americano classificou como um tratamento discriminatório do país contra seus produtos, especialmente nos setores de veículos automotores, bebidas alcoólicas e laticínios. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou três proclamações que autorizam a medida com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma legislação que permite a aplicação de tarifas de até 50% sobre importações de países específicos. O objetivo é compensar "o ônus ou a desvantagem decorrentes da discriminação contra o comércio dos Estados Unidos", escreveu Trump. Agora no g1 As novas tarifas, que passam a valer à 0h01 (horário da Costa Leste dos EUA) de 19 de agosto de 2026, atingirão uma ampla variedade de produtos canadenses, que vão de vinhos e tacos de hóquei a cimento, segundo a Casa Branca. A tarifa adicional de 50% não será aplicada a produtos já sujeitos às restrições de importação previstas na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, nem a determinadas peças e componentes de aeronaves civis. Lista dos produtos canadenses taxados No documento, Trump diz que o Canadá adota um sistema tarifário que prejudica exclusivamente os veículos americanos, enquanto concede tratamento mais favorável a outros países. Segundo a proclamação, essa política fez as exportações de automóveis dos EUA para o Canadá caírem cerca de 22% entre abril de 2025 e março de 2026 em comparação com o período anterior. "O Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos", afirma o texto, acrescentando que as tarifas adicionais são "necessárias e apropriadas" para proteger os interesses americanos e estimular o governo canadense a eliminar essas práticas.
20/07/2026 21:15:18 +00:00
Anthropic fecha acordo histórico de US$ 1,5 bilhão em processo por uso de livros para treinar IA

Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento Uma juíza federal de San Francisco aprovou nesta segunda-feira (20) o acordo histórico de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,66 bilhões) firmado pela empresa de inteligência artificial Anthropic para encerrar uma ação coletiva movida por um grupo de autores que a acusava de usar indevidamente seus livros para treinar o chatbot de IA Claude. A juíza distrital dos Estados Unidos Araceli Martinez-Olguin concedeu a aprovação final ao acordo, considerado o maior já registrado em um processo de direitos autorais nos Estados Unidos. A ação é uma das dezenas movidas por detentores de direitos autorais - incluindo escritores e veículos de imprensa - contra empresas de tecnologia pelo uso de obras protegidas no treinamento de grandes modelos de linguagem, e é o primeiro caso de grande porte no país a chegar a um acordo. O então juiz responsável pelo caso, William Alsup, atualmente aposentado, havia dado um aval preliminar ao acordo em setembro do ano passado. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Os autores processaram a Anthropic em 2024, alegando que a empresa - apoiada por Amazon e Alphabet - utilizou versões pirateadas de seus livros, sem autorização, para ensinar o Claude a responder aos comandos dos usuários. O Claude se enquadra em 'uso justo'? Em junho do ano passado, Alsup decidiu que o uso das obras para treinar o Claude se enquadrava no conceito de uso justo ("fair use") previsto na legislação americana. No entanto, concluiu que a Anthropic violou os direitos autorais ao armazenar mais de 7 milhões de livros pirateados em uma "biblioteca central", que não necessariamente seria utilizada para o treinamento da inteligência artificial. O julgamento que definiria quanto a empresa deveria pagar pelas supostas violações estava previsto para começar em dezembro do ano passado. As indenizações poderiam alcançar centenas de bilhões de dólares. Segundo um advogado que representa os autores, durante audiência realizada nesta segunda-feira, escritores e outros titulares de direitos autorais apresentaram reivindicações referentes a mais de 92% das cerca de 480 mil obras abrangidas pelo acordo. Anthropic Reuters Valor é visto como insuficiente O acordo, porém, também gerou críticas. Alguns autores argumentam que o valor é insuficiente, que os advogados dos autores receberão uma parcela desproporcional da indenização ou que determinados detentores de direitos autorais foram excluídos injustamente da negociação. Além disso, alguns escritores e editoras decidiram não aderir ao acordo e ingressaram com ações próprias contra a Anthropic, que continuam em andamento.
20/07/2026 21:07:45 +00:00
VÍDEO: Avião completa primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico

Como foi o primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico A fabricante de motores aeronáuticos GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (20) que concluiu o primeiro voo do mundo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica. O voo de duas horas de duração alcançou 30 mil pés de altitude (9 km) e foi feito em uma versão por uma versão modificada do avião Saab 340. A aeronave já vinha fazendo testes desde maio, incluindo uma viagem com escalas sobre o Oceano Atlântico. A pesquisa da GE Aerospace está sendo realizada em parceria com a Nasa, a Boeing e a fabricante de aeronaves elétricas Beta Technologies, em um momento em que fabricantes projetam componentes de propulsores que equiparão sucessores dos aviões Boeing 737 e do Airbus A320neo. Os defensores da ideia afirmam que a combinação de propulsão tradicional e elétrica pode ser usada para ajudar as aeronaves a atingirem altitudes maiores mais rapidamente e contribuir para metas ambiciosas de redução do consumo de combustível e das emissões. Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica Divulgação/GE Aerospace A hibridização é uma das quatro principais áreas de pesquisa para o conceito de motor RISE que está sendo testado pela fabricante de motores CFM, de propriedade conjunta da GE e da francesa Safran. Isso também inclui um projeto radical de ventilador aberto, embora a empresa esteja trabalhando em uma alternativa tradicional fechada chamada AD-L ou ADNB, segundo reportagem da Reuters. Após anos de ilustrações artísticas e imagens computadorizadas, os fabricantes de motores estão competindo para demonstrar o progresso em direção à economia de combustível e à durabilidade exigidas da próxima geração de motores, prevista para o final da próxima década. As rivais Pratt & Whitney e Rolls-Royce devem apresentar atualizações sobre suas próprias pesquisas em motores ainda nesta semana. Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica Divulgação/GE Aerospace
20/07/2026 21:02:39 +00:00
Vozinha, Haaland e CR7: veja os jogadores que mais ganharam seguidores na Copa

Fantástico vai até Cabo Verde conhecer a trajetória do goleiro Vozinha Com o término da Copa do Mundo de 2026, a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, divulgou nesta segunda-feira (20) quais jogadores ganharam mais seguidores durante o torneio. E, apesar de a Espanha ter sido campeã, foram jogadores de outros países que mais se destacaram: o goleiro Vozinha, da Cabo Verde, lidera com mais de 28 milhões de novos seguidores no Instagram. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Meta também somou os ganhos dos atletas de cada elenco e informou que Cabo Verde foi o país que mais ganhou seguidores nesta Copa. O elenco ganhou junto mais de 32,1 milhões de seguidores, o que representou um crescimento de 2.027% Segundo a Meta, de 11 de junho a 11 de julho, os atletas convocados para a Copa do Mundo somaram 213,6 milhões de novos seguidores no Instagram, o que representou uma alta de 6,6% no público total conectado aos jogadores. Os fenômenos da Copa A principal surpresa foi o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que saiu de 37 mil para 29 milhões de seguidores. O atleta liderou o crescimento individual na rede social após a repercussão de suas atuações na fase de grupos. O goleiro ganhou 28,8 milhões de novos seguidores ao longo do torneio, assumindo o topo do ranking de crescimento absoluto entre todos os atletas inscritos na competição. O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, já conta com mais de 17 milhões de seguidores no Instagram Reuters Entre os nomes de projeção internacional já consolidada, o atacante Erling Haaland, da Noruega, foi o principal destaque. O jogador somou 23 milhões de novos seguidores no período, superando outros nomes de peso do futebol mundial. Veja os jogadores que mais ganharam seguidores na Copa: Vozinha (Cabo Verde): +28,8 milhões (total: 28,8 milhões) Haaland (Noruega): +23 milhões (total: 63,7 milhões) Cristiano Ronaldo (Portugal): +10 milhões (total: 676,0 milhões) Neymar (Brasil): +6,5 milhões (total: 241,2 milhões) Messi (Argentina): +5,6 milhões (total: 512,3 milhões) A Meta também destacou jogadores jovens que também tiveram grande crescimento em seus perfis no Instagram. Entre eles, estão Endrick (+5,2 milhões), Bellingham (+4,2 milhões), Olise (+4 milhões), Yamal (+3 milhões) e Vinícius Jr. (+2,8 milhões). Erling Haaland, da Noruega Reuters/Vincent Carchietta Avanço por equipes Depois de Cabo Verde, o jogadores do Brasil foram os que somaram a maior alta no número de seguidores no Instagram. O elenco da seleção ganhou junto 26 milhões de seguidores, o que representa um aumento de 6%. Noruega e México também apresentaram altas expressivas no comparativo percentual, com altas de 47,8% e 78,2%, respectivamente. Veja os elencos que mais ganharam seguidores no Instagram durante a Copa: Cabo Verde: +32,1 milhões (+2.027%) Brasil: +26,0 milhões (+6,0%) Noruega: +24,5 milhões (+47,8%) México: +20,8 milhões (+78,2%) Argentina: +18,4 milhões (+2,8%) Portugal: +14,4 milhões (+1,9%) Egito: +11,8 milhões (+10,2%) França: +11,4 milhões (+4,6%) Marrocos: +9,1 milhões (+11,9%) Inglaterra: +7,5 milhões (+4,6%) LEIA TAMBÉM: Algoz da seleção, Haaland ganha milhões de seguidores com o 'efeito Brasil'; veja impacto Quem é Vozinha? Conheça o goleiro de Cabo Verde que virou fenômeno na Copa
20/07/2026 20:37:22 +00:00
TCU pede ao Congresso reajuste de até 40% em penduricalhos pagos aos servidores do órgão

TCU autoriza super-salários pra servidores da Câmara, Senado e do próprio Tribunal O Tribunal de Contas da União (TCU) propôs um reajuste nos valores pagos como gratificações aos servidores do órgão. O aumento pode chegar a 40%. A proposta foi enviada ao Congresso Nacional. 🔎 A gratificação é um adicional pago a servidores que exercem algumas funções especiais, como chefia ou direção. Esses mecanismos para driblar o limite máximo de remuneração são conhecidos como "penduricalhos". Na semana passada, o TCU decidiu que servidores do próprio tribunal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão receber remunerações acima do teto constitucional. A decisão foi do plenário do TCU, que passou a permitir que o salário e a gratificação por funções de direção, chefia e assessoramento desses servidores sejam considerados separadamente. Com a mudança defendida pelo TCU, o teto constitucional não seria aplicado na soma do salário com a gratificação e passaria a ser aplicado a esses dois pagamentos de forma separada. 💰 O teto do funcionalismo corresponde à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19. A Constituição Federal diz que as verbas de caráter remuneratório, ou seja, aquelas pagas por conta do trabalho exercido pelo agente público, devem ficar submetidas ao teto. A proposta de reajuste a servidores do TCU foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela GloboNews. TCU pede ao Congresso reajuste de até 40% em penduricalhos pagos aos servidores do órgão Jornal Nacional/ Reprodução O que diz o projeto O projeto de reajuste das gratificações foi enviado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, na quarta-feira — mesmo dia da decisão sobre os penduricalhos. Pelos cálculos do tribunal, são pagas 923 gratificações a servidores do órgão. Se o reajuste for aprovado, o custo para os cofres públicos será de R$ 27,7 milhões por ano. Alguns exemplos de reajuste: Nível 1: passa de R$ 1.554,42 por mês para R$ 2.176,19 Nível 8 (o mais elevado): vai de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98 Argumentos do TCU Junto ao projeto de lei, o TCU apresentou uma defesa da proposta e escreveu: "Observa-se progressiva defasagem dos valores das funções de confiança quando comparados à complexidade das responsabilidades atualmente exercidas e aos padrões remuneratórios praticados em órgãos federais dotados de estruturas organizacionais equivalentes", diz o ofício enviado ao Congresso. "A atualização proposta é estruturada de forma criteriosa e orientada por parâmetros de governança institucional, fortalecendo os postos de trabalho responsáveis pela supervisão de unidades técnicas, coordenação de fiscalizações de elevada complexidade, assessoramento superior e implementação das diretrizes estratégicas do Tribunal", defende o TCU.
20/07/2026 18:49:32 +00:00
'Dia da Amizade': Em meio ao tarifaço, governo publica imagem do Brasil de mãos dadas com os EUA e manda indireta

Montagem mostram bandeiras do Brasil e dos EUA de mãos dadas Governo do Brasil O governo do Brasil publicou nas redes sociais uma imagem em que a bandeira brasileira aparece de mãos dadas com a dos Estados Unidos. A publicação, feita nesta segunda-feira (20), afirma celebrar o Dia da Amizade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O post foi publicado em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na semana passada, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre exportações do Brasil. Ao anunciar a medida, os EUA alegaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. Entre os exemplos citados pelo governo dos EUA estão o PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Na publicação desta segunda-feira, seis bandeiras aparecem formando um círculo: Brasil, Estados Unidos, Índia, China, União Europeia e Argentina. As bandeiras brasileira e norte-americana estão lado a lado, de mãos dadas. A legenda afirma que as bandeiras representam os principais parceiros comerciais do Brasil. Ao mesmo tempo, há um indireta sobre diplomacia e soberania. "Nesse 20 de julho, Dia da Amizade, vale destacar a relevância do diálogo e da cooperação entre as nações", diz a publicação. "A colaboração internacional contínua atua como um mecanismo para mitigar crises globais, ampliar mercados e promover o crescimento econômico coordenado entre os países, sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação." Initial plugin text Os comentários da publicação foram limitados por causa da legislação eleitoral. LEIA TAMBÉM Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia Trump tenta transformar celebração espanhola em momento de protagonismo político VÍDEO: Piloto faz pegadinha durante voo e leva passageiros argentinos a acreditarem que a seleção foi campeã da Copa Tarifaço Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço No dia 15 de julho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor na quarta-feira (22). Ao anunciar a medida, o governo norte-americana também publicou uma extensa lista de itens isentos do tarifaço. A carne bovina, por exemplo, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista de exceções, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano. Abaixo, veja o que ficou isento e o que será taxado. ▶️ Veja produtos que estão fora do tarifaço Produtos de origem animal e carnes Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças; meias-carcaças; cortes com e sem osso; cortes de alta qualidade; carnes processadas. Miudezas e preparados: línguas; fígados; outras miudezas bovinas; carne preparada ou preservada, como corned beef. Peixes e crustáceos: tilápia (fresca, refrigerada ou congelada, exceto filés em alguns casos); atum albacora e patudo; cavala; espadarte; lagosta; lagostins-do-mar. Outros produtos de origem animal: mel natural orgânico certificado; coral; conchas. Produtos vegetais e alimentos preparados Hortaliças e legumes: tomates (com períodos específicos de entrada); jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d'água; alcaparras; cogumelos secos (orelha-de-pau e shiitake). Raízes e tubérculos: feijão Bambara; mandioca (cassava); taro; inhame (yautia); dasheens; araruta. Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; macadâmia; noz-de-cola; areca; pinhões; bananas; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; etrogs; papaias; marmelos; kiwis; duriões; bagas. Café, chá e especiarias: café (torrado ou não, descafeinado ou não); café solúvel, chá verde; chá preto; erva-mate; pimenta; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro. Cereais, moagem e bebidas: cevada; alpiste; fonio; triticale; amidos; farinhas; suco de laranja; sucos cítricos; suco de abacaxi; água de coco. Minerais, químicos e combustíveis Minérios e minerais: grafite; caulim; fosfatos; sulfato de bário; magnésite; amianto; mica; minérios de ferro, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio e titânio. Combustíveis e óleos: carvão; linhite; turfa; coque; benzeno; tolueno; xilenos; naftaleno; petróleo bruto e refinado; óleos para motores e lubrificantes; biodiesel; gás natural; propano; butanos. Produtos químicos: iodo; gases raros; ácidos clorídrico, sulfúrico e fosfórico; óxidos metálicos; hidrocarbonetos; derivados halogenados; álcoois; fenóis; éteres; cetonas; ácidos carboxílicos; vitaminas; hormônios; antibióticos (muitos classificados como Pharma). Produtos médicos, farmacêuticos e fertilizantes Sangue e vacinas: plasma humano; soro bovino fetal; produtos imunológicos; vacinas humanas e veterinárias; toxinas. Medicamentos: produtos contendo penicilinas; insulina; corticosteroides; alcaloides; vitaminas. Fertilizantes: fertilizantes de origem animal ou vegetal; ureia; sulfato de amônio; nitratos; superfosfatos. Materiais industriais Plásticos e borracha: polímeros de etileno, propileno e vinila; silicones; tubos; mangueiras; pneus (especialmente para aeronaves); juntas. Madeira e papel: madeira em bruto ou serrada (mogno, teca e meranti); compensados (plywood); painéis; pastas de madeira; produtos de papel para aeronaves. Metais, máquinas e equipamentos Metais: ferro fundido; ferroligas; sucata; tubos de aço; cobre; níquel; alumínio; zinco; estanho; metais raros. Máquinas: motores de aeronaves (turbojatos e turbopropulsores); bombas; compressores; ventiladores; aparelhos de ar-condicionado; refrigeradores; extintores. Informática e eletrônicos: computadores e unidades de processamento de dados; notebooks; teclados; unidades de disco; circuitos integrados; monitores; projetores; smartphones. Aeronaves, instrumentos e outros produtos Aeronáutica: balões; helicópteros; aviões; drones; hélices; trens de pouso. Instrumentos: lentes; prismas; bússolas; pilotos automáticos; termômetros; barômetros; multímetros. Arte e antiguidades: pinturas; esculturas; selos; coleções de interesse histórico ou botânico. ▶️ Produtos que serão taxados Etanol. Máquinas agrícolas. Vestuário. Maquinário elétrico. Calçados. Ferramentas de jardinagem. Equipamentos de mineração. Papel. Açúcar orgânico. Bens de capital. Manufaturados em geral. Produtos químicos diversos. Itens industriais processados. VÍDEOS: mais assistidos do g1
20/07/2026 18:38:36 +00:00
França se prepara para proibir uso de redes sociais para menores de 15 anos

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O Parlamento francês deverá proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos na terça-feira (21), após deputados e senadores chegarem a um acordo nesta segunda-feira (20) sobre a legislação que implementará a medida, que ganha força em todo o mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O presidente francês, Emmanuel Macron, quer fazer da proteção das crianças nas redes sociais e da regulamentação do tempo de uso de telas uma das principais conquistas de seu segundo mandato, que termina em maio de 2027. "Amanhã [terça-feira], a França será o primeiro país da Europa a estabelecer uma maioria digital para melhor proteger nossas crianças online", anunciou a ministra delegada do Setor Digital, Anne Le Hénanff, na rede social X. O governo planeja implementar essa proibição a partir de setembro, quando os alunos retornarem às aulas após as férias. O Reino Unido aprovou uma medida semelhante para menores de 16 anos, mas ela só entrará em vigor no início de 2027. Agora no g1 A Assembleia Nacional (câmara baixa) e o Senado (câmara alta) da França votarão a versão mais recente da lei na terça-feira (21), após terem chegado a um acordo nesta segunda-feira sobre o mecanismo de implementação. Sete senadores e sete deputados concordaram, em geral, em proibir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais, com exceções como enciclopédias online. Os parlamentares optaram, portanto, pela formulação da Assembleia Nacional, segundo diversas fontes parlamentares, em detrimento da proposta do Senado, que defendia a criação de uma lista de plataformas proibidas. A senadora centrista Catherine Morin-Desailly reconheceu que esta última opção exigiria mais tempo para implementar a proibição. O texto também inclui a proibição de celulares no ensino médio, assim como já ocorre no ensino fundamental. A pressão sobre os políticos europeus aumentou desde que a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que considera estabelecer um acesso "progressivo e gradual" de crianças e adolescentes a plataformas digitais.
20/07/2026 17:18:47 +00:00
Justiça dos EUA suspende temporariamente compra da Warner pela Paramount

Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução A Justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente, nesta segunda-feira (20), a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). A decisão foi tomada por uma juíza federal de Oakland, na Califórnia, que determinou a suspensão temporária da operação. Uma audiência será realizada em 3 de agosto para decidir se o negócio permanecerá suspenso durante toda a tramitação da ação, o que pode levar meses. A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor. Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter. Agora no g1 O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney. A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA. A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos. "Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais", afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters. Fusão enfrenta obstáculos regulatórios Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais. Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência. A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia. Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos. Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos. A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária. Entenda a fusão A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento. Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura. Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1
20/07/2026 17:06:51 +00:00
Fabricante holandesa de equipamentos para chips oferece bônus de 20 mil euros a funcionários que ficarem até 2030

Logotipo da ASML na sede da empresa durante uma paralisação de trabalhadores contra os planos de redução do quadro de funcionários, em Veldhoven, na Holanda, em 24 de março de 2026. REUTERS/Nicolas Economou A ASML, maior fabricante mundial de equipamentos usados na produção de chips de computador, pretende conceder um bônus de € 20 mil — cerca de R$ 116 mil — aos funcionários que permanecerem na empresa entre 2027 e 2030. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia confirmou o plano, divulgado inicialmente pelo jornal Eindhovens Dagblad, nesta segunda-feira (20), em um comunicado enviado por email. Segundo a ASML, o benefício será concedido por meio de ações condicionais a partir de 1º de janeiro de 2027. Os detalhes do programa ainda estão sendo definidos, mas a empresa afirmou que ele será oferecido a "todos os funcionários elegíveis". Agora no g1 A iniciativa ocorre em um momento de forte demanda e escassez de profissionais qualificados na indústria de semicondutores. Outras gigantes do setor, como Samsung Electronics, TSMC e SK Hynix, também têm oferecido remunerações adicionais para atrair e reter trabalhadores. Empresa mais valiosa da Europa em valor de mercado, a ASML anunciou neste mês lucro líquido de € 2,92 bilhões. A companhia também informou que sua principal linha de equipamentos de litografia, utilizada na impressão de circuitos em chips, está praticamente esgotada até 2027. A ASML emprega cerca de 44,5 mil pessoas em todo o mundo. Mais da metade trabalha na Holanda, enquanto aproximadamente 8,5 mil estão nos Estados Unidos.
20/07/2026 16:59:18 +00:00
Movimentação de passageiros em aeroportos soma 65,2 milhões no 1º semestre de 2026, diz Anac

A movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros chegou a 65,2 milhões de viajantes no primeiro semestre de 2026, segundo dados atualizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Do total registrado entre janeiro e junho, segundo o governo, 50,2 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, enquanto 15 milhões utilizaram voos internacionais. Os dados mostram que o avanço da movimentação aérea foi puxado pelos dois segmentos do mercado (doméstico e internacional). Agora no g1 No acumulado do semestre, o transporte internacional manteve ritmo de crescimento acima do doméstico. Só no mês de junho, os aeroportos brasileiros movimentaram 10,3 milhões de passageiros, uma queda de 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025 — diferentemente de maio, que teve alta de 2,5% na mesma comparação. RELEMBRE: Movimentação de passageiros em aeroportos bate recorde nos cinco primeiros meses de 2026, diz governo Desse total, 8,1 milhões foram transportados em voos domésticos e 2,2 milhões em viagens internacionais. A demanda por transporte aéreo, medida pelo indicador que considera o número de passageiros e a distância percorrida, avançou 0,2% no mercado doméstico e 1% no internacional em relação a junho do ano passado. Já a oferta, calculada a partir dos assentos disponibilizados pelas companhias aéreas e da distância voada, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional na mesma comparação. Movimentação intensa de passageiros para remarcação de passagens no Aeroporto de Congonhas RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Cargas A movimentação de cargas nos aeroportos brasileiros alcançou 673,6 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025. Do total transportado, 225,4 mil toneladas foram movimentadas no mercado doméstico e 448,2 mil toneladas no internacional. Somente no mês passado, ainda segundo dados da Anac, os aeroportos processaram 116,1 mil toneladas de cargas, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. No período, o segmento doméstico respondeu por 38,3 mil toneladas, enquanto o mercado internacional movimentou 77,8 mil toneladas.
20/07/2026 14:50:33 +00:00
Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça

Vídeo mostra voo protótipo de carro voador, no interior de SP A Eve Air Mobility, empresa da Embraer especializada em mobilidade aérea avançada, anunciou dois novos acordos que somam pedidos de até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), conhecidas como "carros voadores". Um dos acordos foi firmado com a Moov, empresa de aviação sediada na Suíça, que manifestou interesse na aquisição de até 30 eVTOLs. Além da possível compra das aeronaves, as empresas vão estudar a implantação da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e na Europa. Entre as aplicações previstas estão voos turísticos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de conexões entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista. As empresas também avaliam o uso das aeronaves para transporte médico e inspeção de infraestrutura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Eve, Cabo Verde reúne características favoráveis para esse tipo de operação, impulsionado pelo crescimento do turismo e pelos investimentos em infraestrutura. Dados do Banco Mundial apontam que o arquipélago recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, alta de 16,5% em relação ao ano anterior. Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento Jorge Silva/Reuters O segundo acordo foi assinado com a Shearwater Global Capital, empresa de financiamento aeronáutico do grupo Bay Point, que pretende adquirir até 16 eVTOLs. A parceria, segundo a Eve, busca ampliar a oferta de leasing para futuros operadores da mobilidade aérea avançada. A expectativa é facilitar o acesso às aeronaves e acelerar a formação de frotas à medida que o mercado se desenvolve. Carros voadores Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
20/07/2026 14:08:39 +00:00
'Trump tentará punir Brasil por esse sucesso', diz Nobel de economia sobre ação do governo americano contra Pix

Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Pix e afirmou que a ofensiva representa uma tentativa de punir o Brasil pelo sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Krugman afirma que o Pix se tornou uma referência mundial em pagamentos digitais e que a iniciativa do governo de Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico. "Trump tentará punir o Brasil por esse sucesso", escreveu o economista ao comentar a investigação comercial aberta pela administração americana com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano incluiu o Pix entre os temas da investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. Criado pelo Banco Central, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas. Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda Jornal Nacional/ Reprodução Para Krugman, oferecer um sistema público de pagamentos mais barato e eficiente não configura uma prática comercial desleal. "Por que seria desleal um país oferecer aos seus próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona. Pix ampliou concorrência Ao longo do artigo, o economista defende que o Pix aumentou a concorrência no mercado de pagamentos ao oferecer uma alternativa de baixo custo para consumidores e empresas. Na avaliação dele, a popularização do sistema reduziu a dependência de meios tradicionais de pagamento e afetou empresas como Visa e Mastercard. Isso, porém, seria resultado da concorrência entre tecnologias, e não de uma vantagem indevida. "Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?", escreveu. Krugman argumenta que a reação do governo americano reflete, em parte, a perda de espaço de empresas privadas diante de um sistema público considerado mais eficiente. Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. Adam Schultz/Official White House Photo Debate vai além do Pix O Nobel usa o caso brasileiro para defender sistemas públicos de pagamentos e moedas digitais emitidas por bancos centrais. Segundo ele, o sucesso do Pix demonstra que esse tipo de ferramenta pode tornar pagamentos eletrônicos mais baratos e eficientes. Já os Estados Unidos, afirma, ficaram para trás nesse debate devido à resistência política e à pressão de grupos ligados ao mercado de criptomoedas. "A verdadeira preocupação deles é que ela funcione bem demais", escreveu ao comentar a oposição à criação de um dólar digital. Krugman também compara o caso brasileiro à experiência de El Salvador com o Bitcoin. Para ele, enquanto o Pix se tornou amplamente utilizado pela população, a tentativa do governo salvadorenho de transformar a criptomoeda em um meio de pagamento de massa fracassou. Tarifas terão alcance limitado, afirma Na parte final do artigo, Krugman avalia que as tarifas propostas pelo governo Trump dificilmente alcançarão os resultados pretendidos. Segundo ele, as medidas podem elevar os preços de produtos brasileiros consumidos pelos próprios americanos, como café, carne bovina e suco de laranja. Ao mesmo tempo, afirma que o Brasil tende a ampliar sua presença em outros mercados. Krugman cita a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, para sustentar que, no balanço geral, as tarifas americanas fortaleceram a posição do Brasil no comércio internacional. "O desvio do comércio global em reação às tarifas dos Estados Unidos transformou o Brasil em uma potência exportadora", escreveu De Bolle, citada por Krugman. Como exemplo, ela menciona o aumento da participação brasileira nas exportações de soja para a China. Ao concluir o artigo, Krugman faz uma crítica mais ampla à política econômica do governo Trump. "O governo Trump declarou guerra ao futuro", escreveu. "E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam."
20/07/2026 12:49:13 +00:00
Samsung corta empregos nos EUA e oferece realocação antes da mudança da sede

Loja da Samsung em Seul, na Coreia do Sul Reuters/Kim Hong-Ji A Samsung reduziu o quadro de funcionários em suas operações nos Estados Unidos nas áreas de telas, celulares e outros produtos eletrônicos de consumo, afetando principalmente trabalhadores em Nova Jersey e no Texas, de acordo com documentos e duas pessoas a par do assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A gigante sul-coreana de tecnologia informou neste domingo, em comunicado à Reuters, que 739 cargos em Englewood Cliffs, em Nova Jersey, foram afetados pelos planos da Samsung Electronics America (SEA) — que se concentra em eletrônicos de consumo e não inclui chips — de transferir sua sede para o Texas. A maioria das pessoas afetadas recebeu ofertas de realocação, mas outras foram demitidas, acrescentou a empresa, sem dar mais detalhes. No escritório da SEA em Plano, no Texas, cerca de 100 funcionários, incluindo a equipe da divisão de dispositivos móveis, foram demitidos, segundo uma pessoa que afirmou estar entre os demitidos. As fontes preferiram não se identificar devido à delicadeza do assunto. Agora no g1 Os cortes — embora relacionados à mudança da sede — destacam a divergência dentro da gigante sul-coreana de tecnologia, com sua divisão de chips disparando para lucros recordes enquanto suas unidades de eletrônicos de consumo enfrentam dificuldades devido ao aumento dos custos dos chips. A decisão da Samsung de transferir a sede da SEA é surpreendente, pois os funcionários da SEA em Nova Jersey haviam se mudado para novos escritórios com grande alarde há menos de um ano. A SEA emprega cerca de 1.200 funcionários em Nova Jersey, de acordo com um comunicado à imprensa do deputado federal norte-americano Josh Gottheimer, que participou de um evento para marcar a inauguração dos novos escritórios em setembro. Embora não tenha sido possível apurar a extensão exata das demissões em massa na SEA, documentos analisados pela Reuters mostram que a unidade notificou alguns funcionários em 30 de junho sobre uma “redução de pessoal em toda a empresa”, acrescentando que haveria um “número significativo de impactos”. Publicações no LinkedIn analisadas pela Reuters também mostram que mais de 30 funcionários, incluindo executivos de vendas e marketing no Texas e em Nova Jersey, bem como alguns em outras localidades dos EUA, afirmaram ter sido demitidos ou terem deixado a empresa nas últimas duas semanas. Detalhes sobre as demissões em massa na SEA não haviam sido divulgados anteriormente. A Samsung afirmou em seu comunicado que a mudança da sede “pode levar a alterações em nossa estrutura de força de trabalho, como funcionários que não podem se mudar ou certas funções que são otimizadas para garantir que nossas funções estejam alinhadas às principais prioridades de negócios”.
20/07/2026 12:40:43 +00:00
Homens tendem a usar ofertas de emprego para conseguir aumentos salariais mais do que mulheres, mostra estudo

Um homem trabalha na impressão de jornal em Madri, na Espanha, em 20 de julho de 2026. Sergio Leon/Reuters Os homens tendem mais do que as mulheres a usar oportunidades de emprego em outras empresas como moeda de troca para negociar salários mais altos em seus empregos atuais, o que contribui para a persistência das disparidades salariais entre os sexos, de acordo com um estudo da Fundação Rockwool de Berlim ao qual a Reuters teve acesso e publicado neste domingo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo estima que a renegociação seja responsável por cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres. A Diretiva de Transparência Salarial da UE entrou em vigor em junho e deve melhorar as informações sobre as diferenças salariais dentro das empresas. Os resultados sugerem que a transparência salarial, por si só, pode não ser suficiente para eliminar as disparidades de gênero. Agora no g1 Entre os trabalhadores do mesmo local de trabalho e da mesma ocupação, os homens ganham, em média, 8% a mais do que as mulheres. O estudo constatou que oportunidades de emprego externas elevam os salários dos homens em seus empregos atuais, enquanto as mulheres na mesma situação não obtêm ganhos comparáveis, mesmo tendo a mesma probabilidade que os homens de mudar de empregador. As mulheres, em geral, parecem trocar de emprego em vez de usar essas oportunidades para negociar um aumento salarial; os homens, por outro lado, eram mais propensos a obter aumentos salariais sem precisar sair da empresa. Os pesquisadores basearam seu estudo em funcionários que tomaram conhecimento de vagas externas por meio de pais ou irmãos que trabalhavam em outras empresas.
20/07/2026 12:33:44 +00:00
UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais

Logo do AliExpress em uma loja da plataforma em Granada, na Espanha, em julho de 2024 Jon Nazca/Reuters/Arquivo A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (3,2 bilhões de reais) à plataforma chinesa de comércio online AliExpress, subsidiária do gigante Alibaba, por permitir a venda de produtos ilegais no bloco, como brinquedos proibidos e roupas falsificadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A AliExpress foi sancionada por descumprir o regulamento europeu sobre serviços digitais, "que a obriga a avaliar e mitigar com diligência os riscos relacionados à venda em sua plataforma de produtos ilegais, perigosos ou falsificados", anunciou a Comissão Europeia, após uma investigação de mais de dois anos. Trata-se da multa mais alta imposta por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022. "Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos", afirmou a empresa em declaração à AFP, sem informar se irá recorrer da decisão. Agora no g1 O Executivo europeu considera que o sistema de detecção de produtos proibidos implementado pela AliExpress não funcionava quando iniciou sua investigação em março de 2024. "Detectamos uma grande quantidade de produtos falsificados, mas também brinquedos e cosméticos perigosos, que permaneceram à venda por muito tempo", explicou aos jornalistas Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica. Ela também explicou que as sanções aplicadas pela plataforma aos vendedores que infringiam as normas "não eram eficazes", já que suas lojas continuavam ativas por muito tempo depois. Vendedores mal-intencionados também conseguiam driblar facilmente os sistemas de verificação de produtos porque as equipes não tinham pessoal suficiente. A sanção obriga o site a apresentar, no prazo de três meses, medidas destinadas a cumprir a DSA, sob pena de multas periódicas. No ano passado, a Comissão Europeia aceitou as iniciativas propostas pela AliExpress para resolver de maneira amigável infrações detectadas durante suas investigações, mas havia advertido que a plataforma se expunha a uma sanção por esses outros motivos. "Desde a entrada em vigor da DSA, a AliExpress tem se empenhado firmemente em cumprir suas obrigações e continua a fazê-lo", assegurou a plataforma chinesa. "Respeitar as mesmas regras" No âmbito de uma investigação paralela, Bruxelas impôs em maio uma multa de 200 milhões de euros (1,17 bilhão de reais) à Temu, outra plataforma chinesa muito popular na Europa, pelos mesmos motivos, uma sanção que a empresa contestou. A rede social X, do bilionário Elon Musk, também recebeu uma multa de 120 milhões de euros (702 milhões de reais, na cotação atual) no fim de 2025, mas por descumprir as obrigações de transparência previstas pela DSA. A UE vem endurecendo há meses as normas para proteger seu mercado frente a uma concorrência chinesa frequentemente considerada desleal. A medida principal tem sido um imposto mínimo de três euros (17,5 reais) sobre pequenos pacotes importados para o bloco. No entanto, a Comissão negou ter mirado a AliExpress por causa de sua origem. "Estamos realizando investigações sobre várias plataformas online, muitas das quais têm sede nos Estados Unidos, e muitas outras na China, mas também na Europa", e "não levamos em conta sua origem porque todos os que quiserem operar na Europa devem cumprir as mesmas regras", destacou Virkkunen. Outra plataforma de vendas de origem asiática, a Shein, também está na mira de Bruxelas.
20/07/2026 12:19:04 +00:00
China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA

Quais produtos brasileiros mais exportados aos EUA pagarão a tarifa de 25% A China ampliou as compras de soja brasileira e reduziu as importações do produto vindo dos Estados Unidos em junho, reforçando uma tendência observada desde o início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já as compras de soja americana caíram 20,6%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas. No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. O resultado foi impulsionado pela grande oferta brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda mais expressiva: As importações de soja dos EUA recuaram 42,4%, para 9,31 milhões de toneladas, Os embarques brasileiros cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas. O que explica a queda da soja americana? No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. Divulgação Segundo analistas, a redução nas compras dos EUA reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim. Durante boa parte do último ano, compradores chineses adiaram aquisições da safra americana à espera de negociações entre os dois governos. Após uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em maio deste ano, a China voltou a comprar soja dos EUA e manteve o compromisso firmado anteriormente de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas anuais do produto até 2028. Mesmo assim, a soja brasileira continua predominando nas importações chinesas, favorecida pela colheita recorde e pela competitividade do produto nacional. Brasil ganha espaço, mas há um limite Como o g1 mostrou, o bom desempenho de produtos como a soja beneficia o agronegócio brasileiro, mas não compensa as perdas de outros setores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (leia mais aqui) 🔎 Isso porque a pauta de exportações do Brasil para a China é altamente concentrada. Hoje, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes respondem por cerca de 90% das vendas brasileiras ao país asiático. Com isso, empresas brasileiras que exportam produtos industrializados aos EUA — e que podem perder mercado por causa das novas tarifas — dificilmente conseguirão compensar essas perdas vendendo para a China. O motivo é que o mercado chinês compra principalmente commodities brasileiras, enquanto produtos manufaturados enfrentam maior concorrência de fabricantes locais e de outros países, além de barreiras comerciais mais elevadas. *Com informações da Reuters
20/07/2026 12:06:21 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,08, de olho no conflito entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,43% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 5,0893. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,20%, aos 173.371 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Sem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz continuou no centro das atenções. O conflito entre os dois países chegou ao décimo dia nesta segunda-feira, aumentando as incertezas sobre a reabertura da rota e os possíveis impactos da restrição ao fluxo de petróleo para a inflação mundial. No fim de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,99%, cotado a US$ 88,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 0,73%, cotado a US$ 83,09 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,43%; Acumulado do mês: -1,42%; Acumulado do ano: -7,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --0,20%; Acumulado do mês: +0,78%; Acumulado do ano: +7,60%. Escalada das tensões no Oriente Médio O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos. O Departamento do Estado americano chegou a emitir um alerta global de segurança no sábado (18), citando o aumento das tensões no Oriente Médio e o potencial para uma nova escalada. O departamento aconselhou os americanos em todo o mundo — e especialmente aqueles no Oriente Médio — a exercerem maior cautela e a seguirem os alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo. Com a morte dos militares, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19). A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,59%, o S&P 500 caiu 0,16% e o Nasdaq Composite registrou perda de 0,05%. Na Europa, o dia foi majoritariamente negativo, em meio às preocupações com as tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,30%, para 639,6 pontos. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 0,06% e o CAC-40, da França, avançou 0,02%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,71%. Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira (20), impulsionadas por setores tradicionais. Os papéis do setor de tecnologia e capitalização continuaram em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,85%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma desvalorização de 4,46%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
20/07/2026 12:00:16 +00:00
Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia

Vencedor do prêmio Nobel de economia elogiou o Pix Getty Images via BBC O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar - e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07). Agora no g1 Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula. "Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos - alguns dos principais exportados pelo Brasil aos EUA. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo. "De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista. Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro Getty Images via BBC Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz. Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel". O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?" No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar. Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman. O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia - como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo. Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito. "Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.
20/07/2026 11:51:02 +00:00
Copa do Mundo 2026: campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões; veja quanto ganhou cada uma das seleções

Espanha e Argentina Reuters A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo de 2026, após vencer a seleção argentina, por 1 a 0 na prorrogação. A final do mundial aconteceu neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos e garantiu à seleção espanhola um prêmio de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 255,8 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Argentina, a vice-campeã também sai da competição com alguns milhões de dólares a mais no caixa. Por ter conquistado o segundo lugar, o time de Messi vai receber 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões). A disputa pelo terceiro lugar também valeu cifras expressivas. A seleção da Inglaterra embolsou 29 milhões de dólares, cerca de R$ 148,3 milhões, depois de vencer a França por 6 a 4. E a oponente, mesmo derrotada, ainda levou para casa 27 milhões de dólares, R$ 138,1 milhões. LEIA TAMBÉM: Análise: Espanha conquista a Copa do Mundo com estilo, autoridade e dá indícios de nova dinastia Dinheiro pra quase todo mundo Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio. As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México. LEIA TAMBÉM: Jornal critica gesto da Argentina durante premiação da Espanha: 'Desagradável' Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos. Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição. Confira abaixo a premiação de cada seleção na Copa: 1 - Espanha - US$ 50 milhões (R$ 263,5 milhões) 2 - Argentina - US$ 33 milhões (R$ 176,5 milhões) 3 - Inglaterra - US$ 29 milhões (R$ 156 milhões) 4 - França - US$ 27 milhões (R$ 146 milhões) LEIA TAMBÉM: Rodri de novo? Veja como fica disputa pela Bola de Ouro depois da Copa (Eliminados nas quartas) 5 - Noruega - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 6 - Bélgica - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 - Marrocos - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 (empate) - Suíça - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) (Eliminados nas oitavas) 9 - México - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 10 - Colômbia - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 11 - Brasil - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 12 - EUA - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 13 - Portugal - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 14 - Canadá - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 15 - Egito - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 16 - Paraguai - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) (Eliminados nos 16 avos) 17 - Holanda - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 18 - Alemanha - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 19 - Costa do Marfim - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 20 - Croácia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 21 - Japão - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 22 - Austrália - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 23 - RD Congo - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 24 - Gana - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 - Equador - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 (empate) - África do Sul - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 27 - Suécia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 28 - Áustria - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 29 - Bósnia e Herzegovina - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 30 - Argélia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 31 - Senegal - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 32 - Cabo Verde - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) (Eliminados na fase de grupos) 33 - Irã - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 34 - Coreia do Sul - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 35 - Turquia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 36 - Escócia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 37 - Uruguai - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 38 - Arábia Saudita - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 39 - República Tcheca - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 40 - Nova Zelândia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 41 - Qatar - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 42 - Curaçao - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 43 - Panamá - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 44 - Jordânia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 45 - Haiti - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 46 - Uzbequistão - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 47 - Tunísia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 48 - Iraque - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)
20/07/2026 11:41:38 +00:00
Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor

Assessoria do governo do Mato Grosso As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no primeiro semestre de 2026, mas o segundo semestre será mais desafiador para o setor por causa da cota de importação da China e de restrições da União Europeia, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (20). De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume. Apesar do desempenho, a entidade avalia que os resultados devem perder força no segundo semestre. O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho. Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%. Além disso, há o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais. Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro China segue como principal destino As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões. Em volume, o avanço foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%. Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido. Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões. A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano. Outros mercados ajudam a compensar O avanço das vendas para outros mercados pode reduzir parte dos impactos da menor demanda chinesa. Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão. Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas. Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações. O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas. União Europeia ainda negocia certificação As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões. Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho. Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos. Diversificação de mercados Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre: Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%); Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%); Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%); Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%). O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões. Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.
20/07/2026 11:35:24 +00:00
Mercado reduz pela 3ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,15%
O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%; ➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Agora no g1 Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB continuou em 1,65%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.
20/07/2026 11:34:04 +00:00
Como terroristas estão usando IA para planejar ataques e burlar restrições dos chatbots

Fumaça sai do Hotel Intercontinental em Cabul, capital do Afeganistão, durante ataque terrorista em 21 de janeiro de 2018 Mohammad Ismail/Reuters "Bom dia, ChatGPT, você pode me dizer como se faz uma bomba?". Qualquer pessoa que já tenha tentado fazer uma pergunta desse tipo a um chatbot de inteligência artificial (IA) sabe que a resposta pode variar de uma longa explicação sobre a história dos explosivos até o bloqueio permanente da conta do usuário. Mas, às vezes, se a pergunta for formulada de uma determinada maneira, a resposta pode incluir informações potencialmente úteis sobre como fabricar uma bomba. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Diversos veículos de comunicação já testaram essa hipótese e descobriram que, quando são usados os prompts "corretos", alguns modelos de IA podem fornecer orientações sobre a criação de armas biológicas, o planejamento de um atentado num estádio esportivo ou formas de ocultar os rastros de um terrorista. Esse método de contornar as restrições dos sistemas é conhecido como "jailbreaking". A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, define isso como "tentativa de um agente mal-intencionado de induzir o modelo a fornecer conteúdo proibido". Agora no g1 Um recente relatório publicado pela organização Tech Against Terrorism, um observatório online apoiado pelo escritório de contraterrorismo das Nações Unidas, mostrou com que frequência um LLM fornece informações "úteis" para possíveis extremistas. Os pesquisadores enviaram mais de 2.300 solicitações de informação, baseadas em "casos reais de uso por terroristas", a 27 modelos diferentes de IA. Eles descobriram que 32% das consultas resultaram em informações utilizáveis. Quando a mesma pergunta era reformulada como se fosse para fins de pesquisa acadêmica, o percentual subia para 42%. Leia também: IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas Aumento do uso de IA por terroristas O relatório voltou a chamar atenção para uma preocupação crescente entre especialistas em segurança digital e terrorismo: a possibilidade de potenciais agressores passarem a usar a IA para o planejamento de atentados e não só de propaganda. Nos últimos três ou quatro anos, o principal uso da IA por grupos extremistas, como o Estado Islâmico e a rede Al Qaeda, tem sido a produção de propaganda. Isso inclui vídeos, memes, podcasts e diferentes formas de desinformação, disseminados entre simpatizantes e utilizados para radicalizar novos seguidores. Mas esse cenário está mudando. O ano de 2025 registrou um aumento significativo de incidentes nos quais terroristas e extremistas violentos utilizaram ferramentas de IA para planejar, pesquisar e preparar ataques, afirmaram especialistas da publicação Militant wire em dezembro. Ataques que ganharam manchetes e que causaram mortes ou danos materiais, assim como diversas conspirações frustradas, utilizaram IA para planejamento, vigilância, visualização e propaganda. Os casos foram registrados nos Estados Unidos, no Canadá, em Israel, na Finlândia e na Áustria. Frequentemente é difícil saber exatamente como a IA foi utilizada, já que as agências de segurança raramente divulgam detalhes. No entanto, como relatou um especialista ao Parlamento do Reino Unido durante uma inquérito realizado no fim de 2025, "processos judiciais e relatórios periciais documentam cada vez mais conversas nas quais suspeitos pedem a modelos de linguagem instruções para fabricação de bombas, validação ideológica ou justificativas para ataques". Grupos extremistas também adotam IA Esse uso da IA não se limita a indivíduos. Grupos extremistas também estão adotando essa tecnologia. Pesquisadores que estudam o uso de drones pelo grupo afiliado à Al-Qaeda Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), baseado no Mali, acreditam que a organização tenha usado IA para auxiliar na modificação de drones. Em uma análise publicada em junho pela Global Network on Extremism and Technology, os pesquisadores de segurança Yuri Neves e Emily Klein observaram que apoiadores do Estado Islâmico, assim como grupos da extrema direita, discutem regularmente formas de utilizar IA em canais de mensagens. Neves e Klein trabalham na organização americana Moonshot, especializada no combate a ameaças online. Eles identificaram canais no aplicativo Telegram dedicados ao uso de IA, além de extremistas compartilhando "prompts" e links para conversas com chatbots, coordenando estratégias para obter respostas específicas e até dividindo os custos de assinaturas do ChatGPT. Saiba também: Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência A IA substituiu os recrutadores virtuais? O pesquisador Rueben Dass, da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam (RSIS), em Singapura, observa que os chatbots de IA passaram a desempenhar novos papéis em ataques realizados pelos chamados "lobos solitários". "Antes existia o conceito dos planejadores virtuais, que eram pessoas localizadas em zonas de conflito que entravam em contato com outras pelas redes sociais para incentivá-las a cometer ataques", explicou Dass à DW. "Não acho que se possa dizer que os seres humanos tenham sido substituídos, mas, até certo ponto, esses atores isolados passaram a recorrer à IA, como o ChatGPT, para obter esse tipo de apoio." Segundo o analista Moustafa Ayad, do think tank Institute for Strategic Dialogue, sediado no Reino Unido, no ano passado o veículo de mídia do Estado Islâmico Voice of Khorasan publicou orientações sobre como utilizar IA. Ayad afirma que o ecossistema jihadista utiliza a IA de diversas formas, desde a criação de memes e vídeos de dança para o TikTok até propaganda voltada para além das fronteiras. "Também existe um grupo dedicado a tentar burlar os sistemas de IA (jailbreaking) e utilizá-los para apoiar o planejamento operacional e a preparação de ações", afirma. Segundo ele, a IA pode estar simplificando e apoiando processos de propaganda, ao mesmo tempo em que auxilia o planejamento e a preparação operacional. Informações disponíveis sem IA Ainda não está claro o grau exato de perigo representado por esse fenômeno. Hoje, como destacam Dass e outros especialistas, uma pessoa determinada a cometer um atentado consegue encontrar, na internet, informações sobre fabricação de bombas ou armas feitas em impressoras 3D sem precisar recorrer à IA. Por isso, para Neves, uma das questões centrais é se IA fornece informações que uma pessoa não conseguiria obter de outra maneira ou se essas informações são melhores. Klein concorda que os LLMs devem ser vistos como uma continuação de outras tecnologias disruptivas. Assim como a internet e os aplicativos de mensagens criptografadas foram adotados por grupos extremistas, a IA também está sendo incorporada ao seu repertório. "Não há necessariamente evidências de que a IA esteja criando mais terroristas", diz Klein. "A questão está mais relacionada à forma como a IA interage com as pessoas e influencia o percurso delas rumo à violência." Segundo ela, antes mesmo da fase de pesquisa ou planejamento de ataques, a IA pode acelerar etapas do processo de radicalização, validando ressentimentos ou incentivando, de maneira quase servil, crenças que o indivíduo já possui. Instrutor em vez de um manual "Uma pessoa determinada acabará encontrando a maioria das informações que procura", diz Adam Hadley, diretor da Tech Against Terrorism. "O que esses modelos de IA mudam é a velocidade, a facilidade e a abrangência. Pessoas que antes não tinham tempo, recursos ou capacidade agora podem avançar muito mais longe e muito mais rápido." O que também preocupa, segundo ele, é o caráter conversacional dos chatbots de IA. "Uma coisa é encontrar um manual de fabricação de bombas. Outra completamente diferente é ter um instrutor." Dass argumenta que, embora a IA possa fornecer informações com mais rapidez a um potencial agressor, isso não significa necessariamente que um ato terrorista será mais bem-sucedido. "O 'sucesso' de qualquer ato terrorista é multidimensional", afirma. "Não acredito que ele se torne 'bem-sucedido' apenas por causa do uso da IA. Também não acho que veremos muito mais atos terroristas apenas por causa dela. Mas provavelmente veremos um número maior de ataques que envolvem IA de uma forma ou de outra", diz. Hadley concorda. "A direção dessa tendência é clara", diz ele, destacando que uma parcela significativa das pessoas que estão sendo radicalizadas na Europa, no Reino Unido e nos Estados Unidos é composta por adolescentes e até crianças. "Considerando o papel que a internet e as redes sociais já desempenham na radicalização de jovens, acreditamos que é apenas uma questão de tempo até que os chatbots se tornem uma parte significativa desse problema." Leia também: Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
20/07/2026 03:02:01 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de julho começam nesta segunda; veja calendário

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em julho de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família 2026 nesta segunda-feira (20). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 20/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 21/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 27/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 28/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
20/07/2026 03:00:38 +00:00
IBGE: inscrições para concurso com mais de 1,4 mil vagas e salários de até R$ 5,2 mil terminam hoje

Agora no g1 As inscrições para o segundo processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destinado à atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, terminam nesta segunda-feira (20), às 23h59. Inicialmente, o encerramento estava previsto para a última quarta-feira (15). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou o período de inscrições. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para os cargos de Analista Censitário e Agente Censitário de Qualidade. Este é o segundo processo seletivo lançado pelo IBGE para os censos de 2026. Enquanto o primeiro edital, cujas inscrições terminaram no último dia 9, oferecia 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e de supervisão, este reúne oportunidades para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio). Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição varia conforme o cargo: Agente Censitário de Qualidade: R$ 41,76; Analista Censitário: R$ 37,50. O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Do total de vagas, 1.020 são para Analista Censitário e 394 para Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função: Agente Censitário de Qualidade (ACQ): exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932; Analista Censitário (AC): exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40. As vagas de Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo, entre outras. Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Além do salário, os contratados terão direito ao auxílio-alimentação de R$ 1.192 por mês, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar e pagamento proporcional de férias e 13º salário, conforme o período trabalhado. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais. Os dados levantados orientam políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. ➡️ Já o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua é um levantamento inédito que vai mapear, contar e traçar o perfil das pessoas que vivem nas ruas em todo o país. A pesquisa reunirá informações como quantidade de pessoas, distribuição geográfica, perfil sociodemográfico e condições de vida. IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO Quem pode participar? Podem participar candidatos que atendam aos requisitos de escolaridade e às demais condições previstas no edital. Para Agente Censitário de Qualidade, é exigido ensino médio completo. Já para Analista Censitário, diploma de nível superior na área correspondente à vaga. Além disso, os candidatos devem: Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação; Ser brasileiro ou português amparado pelo Estatuto da Igualdade entre brasileiros e portugueses; Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos candidatos do sexo masculino, também com as obrigações militares; Estar em pleno exercício dos direitos políticos; Possuir aptidão física e mental para o exercício da função; Atender aos demais requisitos previstos no edital. Não poderão ser contratados candidatos que: Ocupem cargo ou emprego na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal; Sejam aposentados do serviço público ou das Forças Armadas, das Polícias Militares ou dos Corpos de Bombeiros Militares; Sejam proprietários ou administradores de empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs); Tenham sido contratados temporariamente pelo governo federal com base na Lei nº 8.745/1993 nos últimos 24 meses, exceto nos casos previstos em lei. Reserva de vagas O edital prevê reserva de vagas para ações afirmativas, distribuídas da seguinte forma: 5% para pessoas com deficiência (PcD); 25% para pessoas pretas e pardas (PPP); 3% para pessoas indígenas (PI); 2% para pessoas quilombolas (PQ). Ao todo, 30% das vagas são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas, além da reserva de 5% para pessoas com deficiência. Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem às vagas da ampla concorrência. Caso obtenham nota suficiente para aprovação na lista geral, serão convocados por essa modalidade e não ocuparão uma vaga reservada. Se o candidato se enquadrar em mais de uma modalidade de cota, será classificado prioritariamente naquela com maior percentual de reserva. As vagas reservadas que não forem preenchidas serão redistribuídas conforme os critérios previstos no edital. Todos os candidatos realizarão as mesmas provas e serão avaliados pelos mesmos critérios, independentemente da modalidade de concorrência. Como será a prova? A seleção será composta por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de quatro horas. O exame terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. A distribuição das disciplinas varia conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Geografia (15); Conhecimentos Técnicos (20). Analista Censitário Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Conhecimentos Específicos (35). Os critérios mínimos de aprovação também variam conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade acertar, no mínimo, 30% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. Analista Censitário: acertar, no mínimo, 40% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. As provas serão aplicadas no dia 30 de agosto, em todas as capitais e no Distrito Federal, em turnos diferentes: Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ); Tarde: Analista Censitário (AC). No dia da prova, o candidato deverá: Apresentar documento oficial com foto; Levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente; Chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência; Respeitar as regras do edital, que proíbem o uso de celulares, relógios, calculadoras e outros equipamentos eletrônicos durante a prova. Quanto tempo dura o contrato? Os contratos temporários terão duração inicial de até 12 meses. Os contratos serão firmados inicialmente por períodos de 30 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade orçamentária e o desempenho do profissional. As prorrogações poderão ocorrer conforme a necessidade do instituto e o andamento da coleta de dados, respeitado o limite máximo de 48 meses, previsto na legislação para contratações temporárias. Durante esse período, os profissionais serão avaliados periodicamente com base em critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas. Cadastro de reserva Embora o edital não preveja formação de cadastro de reserva, candidatos aprovados além do número de vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade do processo seletivo, em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas necessidades do IBGE, sempre respeitando a ordem de classificação. Cronograma As principais datas do processo seletivo são: 20 de julho — encerramento das inscrições; 24 de agosto — divulgação do cartão de convocação para a prova; 30 de agosto — aplicação da prova objetiva; 31 de agosto — divulgação do gabarito preliminar; 25 de setembro — divulgação do resultado definitivo da prova objetiva e do resultado preliminar da seleção; 28 de outubro — divulgação do resultado definitivo do procedimento para concorrer às vagas reservadas; 6 de novembro — divulgação do resultado definitivo da seleção. IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias
20/07/2026 03:00:37 +00:00
Petróleo atinge maior preço desde junho após novos ataques entre EUA e Irã

Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã. Stringer / Reuters Os preços do petróleo avançaram neste domingo (19), impulsionados pelas tensões no mercado internacional. Na abertura das negociações, o barril do tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 90 (cerca de R$ 460,53), alcançando o maior patamar desde junho. Na sexta-feira (17), o Brent — referência internacional para os preços do petróleo — já havia fechado em alta de 2,86%, cotado a US$ 86,64. Com o resultado, a commodity acumulava valorização superior a 13% na semana, caminhando para registrar o maior ganho semanal desde abril, quando avançou 16,5% na semana encerrada em 24 de abril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou forte valorização. Na sexta-feira, o contrato subiu 3,15%, para US$ 81,44 o barril, acumulando alta de 12,4% na semana. Já por volta das 7h17 desta segunda-feira (20), os contratos futuros devolviam parte dos ganhos. O Brent recuava 0,07%, para US$ 88,04 o barril, enquanto o WTI caía 0,54%, para US$ 81,34. Agora no g1 Os preços do petróleo seguem pressionados pelos temores em relação ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A passagem foi bloqueada pelo Irã em retaliação aos ataques realizados pelos EUA nos últimos dias. Em meio à escalada das tensões, o presidente norte-americano, Donald Trump, também retomou restrições a embarcações iranianas que utilizam o estreito. Neste domingo (19), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã, pelo nono dia consecutivo. A ofensiva ocorre após a morte de três militares norte-americanos em diferentes episódios relacionados ao conflito. Ainda no domingo, dois petroleiros explodiram enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, os navios se envolveram em um "acidente", enquanto outras duas embarcações desistiram de seguir pela rota. De acordo com o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio, em um movimento que reforça os sinais de intensificação do conflito. A escalada ocorre após dois militares norte-americanos morrerem em um ataque iraniano contra uma base dos EUA na Jordânia, informou o Centcom no sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira. No dia seguinte, um terceiro militar morreu no norte do Iraque durante uma operação de detonação controlada de um artefato explosivo que não havia sido acionado. Antes disso, Trump chegou a cogitar a cobrança de um pedágio de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem o Estreito de Ormuz. Posteriormente, porém, recuou da proposta e afirmou que buscaria acordos comerciais e de investimento com "vários países" do Golfo Pérsico. O agravamento das tensões voltou a elevar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, em um cenário de estoques reduzidos e demanda elevada. Para os investidores, o principal risco é que a alta da commodity continue pressionando os preços dos combustíveis e alimente a inflação global, o que pode afetar as decisões de política monetária, manter os juros elevados e desacelerar o crescimento econômico em diversos países.
20/07/2026 01:12:50 +00:00
Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3033 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (19), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 35 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 23 - 58 - 55 - 18 - 21 - 43 Resultado concurso Mega-Sena 3033 Reprodução/Caixa 5 acertos: 34 apostas ganhadoras, R$ 59.283,30 4 acertos: 2.901 apostas ganhadoras, R$ 1.145,28 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
19/07/2026 14:00:55 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 35 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 35 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (19), em São Paulo. 🔎 Nesta semana, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (16), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
19/07/2026 10:50:05 +00:00
Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado TV TEM/Reprodução O Nosso Campo deste domingo (19) ensina a preparar um delicioso cupim casqueirado. Saiba como fazer: Ingredientes Uma peça de cupim rajada; Sal a gosto. Modo de preparo Limpe a peça, retirando a capa de pele mais dura ; Em uma churrasqueira, com o fogo alto, leve o cupim, no espeto, para a brasa, com a peça mais afastada do fogo; Quando a peça estiver levemente assada, a aproxime mais do fogo; Asse a peça até que esteja bem dourada, levando em torno de 15 minutos; Jogue sal por cima; Com uma faca bem amolada, corte a peça em fatias bem finas: Sirva com mandioca, vinagrete, salada, farinha e molho de tomate com cebola e cheiro verde. Veja a reportagem exibida no programa em 19/07/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado Bom apetite! VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
19/07/2026 10:30:09 +00:00
Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra no interior de SP

Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra TV TEM/Reprodução As instabilidades climáticas provocadas pelo excesso de chuvas, ventos fortes e quedas de granizo estão castigando as lavouras de café e provocando prejuízos em Garça (SP). Com as tempestades, os grãos caem dos galhos e entram em contato direto com a terra úmida, o que prejudica a qualidade da bebida e atrasa os trabalhos. Nas principais propriedades da região, os cafeicultores relatam perdas de quase metade da safra antes mesmo do fim da colheita. É o caso do produtor José Carlos de Morais Filho, que gerencia uma plantação com 370 mil pés de café. Segundo ele, 40% da produção já está caída no chão. Com a desvalorização do grão que teve contato com a terra, José estima uma perda de R$ 400 por saca, o que deve gerar um prejuízo final de cerca de R$ 700 mil. A produtora Ellaritta Crude também projeta uma perda de 40% da safra em seus 450 hectares. A área é cultivada no sistema de sequeiro (que depende exclusivamente da água das chuvas para irrigação). O prejuízo é calculado em R$ 7 mil por hectare prejudicado. Para mitigar os estragos, o maquinário entrou em operação de forma intensiva nos cafezais para recolher o máximo de grãos das árvores antes da chegada de novas frentes frias. Outra alternativa encontrada foi o uso emergencial da colheita manual. Embora o processo manual seja mais lento e oneroso para o caixa do produtor, ele tornou-se a única alternativa viável para salvar os frutos maduros que resistiram à força das tempestades. Veja a reportagem exibida no programa em 19/07/2026: Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
19/07/2026 10:30:08 +00:00
Pane geral? Facebook e Instagram apresentam instabilidade em vários países neste domingo

Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew As redes sociais Instagram e Facebook, da Meta, apresentaram uma instabilidade global neste domingo (19). Usuários de diferentes países relataram problemas tanto nos aplicativos quanto nas versões web das plataformas. No Brasil, segundo o DownDetector, plataforma que monitora interrupções em serviços online, o Instagram registrava mais de 500 reclamações por volta das 6h. Já o Facebook acumulava mais de 100 relatos de problemas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda de acordo com o site, a instabilidade nas duas plataformas atingiu diversos países. Até as 4h46 (horário de Brasília), mais de 4 mil reclamações haviam sido registradas nos Estados Unidos relacionadas ao Facebook. Desse total, 63% dos usuários relatavam dificuldades para acessar a plataforma. O Instagram, por sua vez, acumulava mais de 2,8 mil relatos de falhas nos Estados Unidos por volta das 5h20. Segundo a Reuters, o acesso às duas plataformas também apresentava intermitências em Singapura. Agora no g1 No X, internautas de diferentes países relataram problemas de acesso às plataformas. A falha também ganhou repercussão na imprensa internacional, com veículos da Índia, do Reino Unido, do Catar, da Grécia e de Israel, por exemplo, noticiando episódios de instabilidade. A Meta não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem. Nas redes sociais, internautas de vários países relatavam problemas. Veja algumas das publicações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
19/07/2026 09:23:51 +00:00
Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

Tarifa dos EUA: Brasil avalia adotar a reciprocidade e proteger setores atingidos O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa. Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões). No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior. Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos. "Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate. "O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz. Principais destinos das exportações brasileiras em 2026 Arte/g1 Perfil das exportações limita substituição Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities. 🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês. "Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid. Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados. "A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente." Os 20 produtos mais exportados para a China no 1º semestre de 2026 Arte/g1 A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa. Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões. No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais. Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores. Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%. Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores. 💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas. Economia chinesa cresce menos Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. Reuters Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa. No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo. Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial. "A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato. Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês. "A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa." Oportunidades em novos setores Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 REUTERS/Go Nakamura Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa. 🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética. Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil. Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica. Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China. "O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas. Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações. Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras. "A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa." O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores. "É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma. Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda. "A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados." O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República
19/07/2026 08:00:38 +00:00
'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil Divulgação/Caviar Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil. O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung. Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento. A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17). Agora no g1 A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates. A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português. Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento. O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento. Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo. Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar
19/07/2026 08:00:36 +00:00
Mesmo sem o Brasil, final da Copa deve lotar bares e impulsionar faturamento em até 45%

Esporte: jornalistas projetam final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina O Brasil ficou fora da decisão da Copa do Mundo, mas os torcedores não deixaram de acompanhar o torneio. Bares e restaurantes que vão transmitir a final neste domingo (19) esperam registrar aumento de até 45% no faturamento em relação a um domingo comum, além de lotação máxima nos espaços preparados para a transmissão. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mesmo após a eliminação da seleção brasileira, o interesse do público em assistir aos jogos fora de casa se manteve, o que deve garantir um saldo positivo para o setor ao fim do Mundial. Uma pesquisa realizada pela entidade no mês passado mostrou que 59% dos estabelecimentos pretendiam transmitir partidas envolvendo outras seleções, mesmo sem o Brasil na disputa. Para a Abrasel, a final representa mais uma oportunidade para bares e restaurantes impulsionarem as vendas com promoções e ações voltadas aos clientes que pretendem acompanhar a decisão. "O saldo da Copa para bares e restaurantes foi positivo do início ao fim. (...) O setor manteve bom desempenho ao longo de todo o torneio, e a expectativa é encerrar esse ciclo com a final reforçando ainda mais esse resultado", afirma o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. Cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2026. Reprodução/Fifa Como um bar ganha durante o jogo? Para ampliar o faturamento, a estratégia precisa ser criativa. Os donos dos estabelecimentos costumam combinar ambiente, serviço e oferta de produtos. Veja exemplos comuns: transmissão com telões e som de qualidade; criação de combos e promoções temáticas; cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções; planejamento de entregas antes do início das partidas. A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo. LEIA MAIS Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios
19/07/2026 08:00:35 +00:00
Apicultores usam áreas de preservação ambiental para produzir mel e gerar renda em Aracruz

Apicultores utilizam áreas de preservação ambiental de empresa para produzir mel no ES Em meio às áreas de preservação de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, a criação de abelhas virou fonte de renda para dezenas de famílias e garantiu a posição da cidade entre as maiores produtoras de mel do estado. Os apicultores conseguiram um espaço nas dependências de uma indústria de celulose para montar os apiários. A iniciativa surgiu no programa Apicultura Sustentável, que tem objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do mel no estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Lançado em 2005 no Brasil e em 2014 no Espírito Santo, o programa contempla a organização e a gestão de associações e oferece suporte técnico e administrativo. Apicultor há mais de 50 anos, Sebastião Grazziotti tem cerca de 30 apiários, com 20 colmeias cada, dentro das áreas de mata. Ele viu no local uma oportunidade para os produtores. "A preservação aqui é bem cuidada. É o único lugar que a gente encontra uma preservação cuidada, com bastante recursos naturais, porque outras áreas não tem", disse. Apicultores recebem apoio com o Programa Apicultura Sustentável em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta LEIA TAMBÉM: PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL: Café agroecológico ganha espaço no ES com grãos de mais sabor CARRAPITO: Conheça doce artesanal centenário feito no ES ACHACHAIRU: conheça fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão O programa apoia seis associações de apicultores, com um total de 1.170 colmeias. A produção média é de quase 35 kg cada, resultando em, aproximadamente, 40,9 toneladas de mel por colheita, realizada duas vezes por ano. Para entrar no projeto, é necessário fazer parte de uma das associações. O programa trouxe também a solução para o maior problema de muitos apicultores: a falta de espaço para criar abelhas, como era o caso de Domingos Alburghetti. "A maior parte dos apicultores não tem propriedade rural própria, então eles dependem do parceiro. Como eles têm áreas de preservação, que são bastante protegidas, ali é o lugar onde a gente consegue instalar as colmeias e elas [as abelhas] terem alimento em volta para sua subsistência", explicou. Produtores de mel recebem capacitações, acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura Douglas Abreu / TV Gazeta Apoio para os produtores O programa também incentiva a capacitação dos apicultores. Rafaela Cavalcanti, consultora de desenvolvimento social da empresa, destacou que, para além da cessão do espaço, é oferecido também o acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura. “Nós trabalhamos com eles a questão para tirar a carteirinha de apicultor, que é extremamente importante para a profissionalização e para que eles possam comercializar o produto com maior segurança”, ressaltou. Benefício ambiental Além da geração de renda, a apicultura e a meliponicultura, que é a criação de abelhas com e sem ferrão, respectivamente, desempenham papel fundamental para o equilíbrio do meio ambiente. Domingos Alburghetti lembrou que as abelhas prestam um serviço vital para a biodiversidade. "As abelhas prestam um serviço que não tem preço para toda a humanidade, por todo o planeta, por meio da polinização", disse. Uma maneira que permite o ciclo completo de muitas espécies na natureza. Área de preservação é utilizada para produção de mel em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta Aracruz lidera a produção de mel De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo produziu 846 mil quilos de mel em 2024, um aumento de 55% em relação a 2016, quando o volume era de 544 mil quilos. O valor da produção de mel mais que dobrou no estado, passando de R$ 6,2 milhões em 2016 para R$ 12,3 milhões em 2024. Entre os destaques, Aracruz lidera o ranking estadual, responsável por 10,6% da produção, seguido de Fundão (9,7%) e Marechal Floriano (9,5%). * Reportagem de Ana Maria Vasques, com supervisão de Breno Alexandre e Juirana Nobres. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
19/07/2026 07:01:20 +00:00
Vale a pena trabalhar por aplicativo? Estudo mostra impactos da jornada, custos e direitos

Estudo do TST mostra que motoristas de aplicativo podem ter renda mensal próxima à média dos trabalhadores, mas ganham menos por hora Freepik O motorista de aplicativo pode até olhar o valor depositado na conta no fim do mês e achar que ganhou mais do que outros trabalhadores. Mas, quando o cálculo considera o tempo dedicado ao trabalho, o cenário é outro. Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que a renda desses profissionais é pressionada por jornadas mais longas, custos elevados para manter a atividade e um modelo em que grande parte dos riscos recai sobre o próprio motorista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a pesquisa, o ganho médio mensal dos motoristas de aplicativo chega a R$ 2.996. O valor fica acima do salário mínimo federal, que atualmente é de R$ 1.621, mas ainda abaixo da renda média dos brasileiros considerando todas as fontes de rendimento, que alcançou R$ 3.367 em 2025. Enquanto a jornada média dos trabalhadores em geral é de 39,3 horas por semana, motoristas de aplicativo trabalham cerca de 44,8 horas. Com isso, o rendimento por hora fica 8,3% menor do que o de quem atua fora das plataformas. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025 O levantamento faz parte de um diagnóstico mais amplo sobre o trabalho por aplicativos no Brasil, especialmente no transporte de passageiros, que concentra a maior parcela desses profissionais. Atualmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham por plataformas digitais no país. Quase 60% delas atuam no transporte de passageiros. 🔎 O levantamento do TST combinou dados oficiais de órgãos como IBGE, OIT, Ipea e Dieese, além de estudos empíricos que acompanharam o trabalho de motoristas na prática. A partir dessa base, foram calculadas despesas reais da atividade, faturamento e jornadas. A ideia de que esse modelo garante liberdade e flexibilidade, um dos principais argumentos das empresas, é questionada pelo estudo. Na prática, esses trabalhadores têm pouca influência sobre decisões relevantes da atividade, aponta o TST. 🔎 Os aplicativos definem o valor das corridas, distribuem as chamadas e podem até bloquear motoristas. Mais de 90% afirmam não ter controle sobre o preço cobrado pelas viagens. O estudo do TST ponta que o controle não desapareceu, apenas mudou de forma. Em vez de um chefe supervisionando de perto, entram em cena sistemas de avaliação, notas e rankings. Esses mecanismos podem influenciar diretamente a quantidade de corridas recebidas e, consequentemente, a renda. Motoristas que recusam muitas viagens ou recebem avaliações baixas podem ter menos oportunidades na plataforma. Ao g1, Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que não reconhece os números citados como representativos da realidade dos motoristas e entregadores do Brasil, pois o documento divulgado pela comunicação do TST não apresenta critérios técnicos mínimos para ser classificado como trabalho de pesquisa, como uma metodologia de amostragem. Em contraponto, a associação destacou um estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) que estima a renda líquida média dos motoristas de aplicativos entre R$ 3.083 e R$ 4.400 por mês. Outro ponto destacado pelo TST é que praticamente todos os custos da atividade ficam com o trabalhador. Combustível, manutenção do carro, seguro, impostos, alimentação e até a internet utilizada no trabalho saem do próprio bolso. 🔎 Quando essas despesas entram no cálculo, o ganho real diminui. O estudo estima que os custos mensais podem ultrapassar R$ 5.500. Segundo a pesquisa, a falta de clareza sobre esses gastos pode criar uma percepção equivocada sobre a renda gerada pela atividade. O impacto aparece também no endividamento. Dados citados no levantamento indicam que 92% dos trabalhadores de plataformas estão endividados. Em alguns casos, as próprias empresas oferecem linhas de crédito aos motoristas. Assim, o trabalhador passa a depender do aplicativo não apenas para gerar renda, mas também para quitar dívidas que podem ser descontadas diretamente dos seus ganhos. A falta de proteção trabalhista é outro ponto destacado pelo estudo. A maioria desses profissionais não tem acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego ou aposentadoria garantida. 🔎 Mais de 60% não contribuem para a Previdência Social. Entre os motivos estão a instabilidade da renda e a dificuldade de manter pagamentos regulares. Sem essa proteção, qualquer imprevisto pode interromper a fonte de renda, explica o TST. Uma doença, um acidente ou até um problema mecânico no carro pode deixar o trabalhador sem ganhos, já que as plataformas não oferecem uma rede de proteção equivalente. Além disso, motoristas estão expostos diariamente a riscos como acidentes de trânsito e violência urbana, sem garantias de assistência em situações desse tipo. A pesquisa também destaca a dificuldade de organização coletiva dos trabalhadores. A comunicação com as plataformas costuma ocorrer por canais automatizados, como chatbots, e decisões como bloqueios nem sempre oferecem espaço para contestação. Para os autores do estudo, o modelo atual de trabalho por aplicativos transfere custos, riscos e responsabilidades aos trabalhadores. O TST destaca que a discussão precisa ir além da existência ou não de vínculo empregatício e incluir medidas que garantam condições mínimas de trabalho, remuneração adequada e proteção para esses profissionais.
19/07/2026 07:01:09 +00:00
GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês

GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios. A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço. O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria. A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas. Agora no g1 E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso. E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades. Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9. Galerias Relacionadas Abismo no preço Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos. O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM. O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590. Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km. Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias. Galerias Relacionadas Bem recheado O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo. No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento. O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade. Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta. Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de “transparência” e entrega um visual melhor. A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente. Porte de jipão Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente. Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado. Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando “mais” ao optar pelo modelo da GWM. Galerias Relacionadas No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6. A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante. O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping. Galerias Relacionadas Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veículo voltado ao fora de estrada. Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, característica que tem apelo junto aos consumidores. Bom acerto ao volante Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito. Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento. É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo. Galerias Relacionadas A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta. Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra. Cabine com novidades Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento. Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida. GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia. Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso. A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM. A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.
19/07/2026 07:01:07 +00:00
Como os apps de namoro afetam os relacionamentos e a economia do desejo

Tinder, Bumble e Happn estão entre os aplicativos de relacionamento mais populares no Brasil Nik/Unsplash Nos últimos anos, tornou-se banal ver alguém escolhendo possíveis parceiros com o mesmo gesto (e entusiasmo) usados para passar vídeos no TikTok ou produtos numa loja virtual. Para a direita, interesse; para a esquerda, esquecimento. O que antes envolvia o teatro do encontro — olhares, hesitação, aproximação, rejeição, descoberta — foi comprimido em interfaces quase gamificadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os aplicativos de relacionamento ampliaram as possibilidades de encontro, mas pesquisas em psicologia social indicam que mais opções nem sempre significam maior satisfação, relacionamentos mais estáveis ou melhores resultados para todos os usuários. Apps de namoro como o Tinder não inventaram o desejo nem o sexo casual, a comparação social ou a fantasia de que talvez exista alguém melhor logo em seguida. Sua inovação foi transformar tudo isso em uma máquina de busca. Mas o que acontece quando uma dinâmica humana tão antiga quanto o encontro amoroso passa a operar sob as regras de uma plataforma digital? Agora no g1 O mercado amoroso antes do aplicativo Relacionamentos sempre pareceram pertencer ao domínio nebuloso do acaso. Duas pessoas se encontram numa festa, numa sala de aula, no corredor de uma universidade. Muitas vezes por intermédio de amigos que juram que “vocês têm tudo a ver”. Mas, por baixo dessa névoa, existem padrões identificáveis. Encontrar alguém envolve busca, comparação, tentativa, rejeição, reputação e custo. A própria atratividade inicial requer a satisfação de critérios estatisticamente previsíveis. O amor é tradicionalmente cantado como algo pouco racionalizável, como destino. Mas, na prática, há uma estrutura operando. Antes dos aplicativos, essa infraestrutura era limitada por círculos sociais relativamente estreitos. A pessoa escolhia entre colegas, vizinhos, amigos de amigos, conhecidos de festa, gente que poderia reaparecer no mesmo ambiente após uma possível rejeição. A escassez reduzia as opções, porém aumentava o peso de cada encontro. A abundância faz o oposto: amplia possibilidades, mas também banaliza as opções disponíveis. Diante da expectativa de alguém melhor depois da próxima tela, o compromisso deixa de competir apenas com outras pessoas ao redor e passa a competir com a imaginação estatística de todas as pessoas disponíveis. Não é somente por sexo casual Durante anos, quase tudo o que se dizia sobre aplicativos de namoro oscilava entre lamento moral e propaganda tecnológica. De um lado, o Tinder aparecia como agente da “decadência” romântica. De outro, como libertação eficiente de solteiros presos a círculos sociais estreitos. Faltava descobrir o que mudou de fato quando essa tecnologia passou a mediar cada vez mais relações interpessoais. Grande parte da literatura sobre aplicativos de namoro sugere que o Tinder é um “aplicativo de sexo casual”, mas há nuances importantes aqui. Tinder Good Faces Agency/Unsplash Em 2017, pesquisadoras belgas desenvolveram um questionário para medir as principais motivações para seu uso, chamado de Tinder Motives Scale. Os resultados da aplicação em mais de 3 mil jovens adultos na Bélgica identificaram 13 motivos principais para o uso da plataforma. Eles incluem curiosidade, entretenimento, validação, facilidade de comunicação e também a busca por relacionamentos amorosos. Inclusive, estudos mostram que, nos Estados Unidos, os encontros online se tornaram a principal forma pela qual casais heterossexuais se conhecem. Isso significa que foram deslocados progressivamente os velhos intermediários do encontro — amigos, família, trabalho, escola. Ao mesmo tempo, um estudo longitudinal com estudantes noruegueses mostrou que os usuários do Tinder tinham maior probabilidade de formar relacionamentos românticos ao longo do tempo. Ou seja, o app pode abrir portas, mas parte do “sucesso romântico” talvez reflita características dos próprios usuários, e não apenas esse efeito. Mas é sobre sexo também Entretanto, sexo casual segue sendo um motivo forte para os usuários dos dating apps. Eles tendem a relatar mais parceiros, maior probabilidade de encontros casuais e, em alguns estudos, maior exposição a comportamentos sexuais de risco. Revisões sobre Tinder e saúde sexual indicam que motivações sexuais, permissividade sociossexual e busca por parceiros casuais aparecem de modo recorrente entre os preditores de uso e de desfechos sexuais. Esses resultados são relativamente constantes no Brasil e no mundo. Geralmente as pesquisas não são claras sobre se o app leva à promiscuidade ou se são os usuários mais sexualmente liberais que os procuram com maior frequência. Nesse ponto, vale citar um estudo publicado em 2026. Em vez de simplesmente comparar usuários e não usuários, investigou-se a difusão inicial do Tinder em universidades americanas. Para isso, foram analisados impressionantes 1,1 milhão de respostas do National College Health Assessment entre 2008 e 2019. Os resultados indicaram que maior exposição ao Tinder aumentou a atividade sexual, sem produzir aumento equivalente em relacionamentos estáveis ou melhora consistente na qualidade dos vínculos. Nesse caso, o app pareceu acelerar mais a busca do que o compromisso. Abundância e desatenção Também há evidências de que os apps reorganizam a distribuição da atenção – o que poderia ajudar a explicar a maior facilidade para formação de relacionamentos passageiros. Outros estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches. Além disso, mulheres tendem a receber mais curtidas do que homens. E os homens, em geral, precisam iniciar mais conversas. Esse padrão ajuda a entender por que a abundância prometida pelos aplicativos é vivida de maneira desigual. O mercado parece aberto para todos, mas a atenção não se distribui democraticamente. Como em outros mercados ampliados por tecnologia, pequenas diferenças de atratividade, status, habilidade comunicativa ou timing podem se transformar em grandes desigualdades de resultado. Estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches TV Globo/Reprodução Efeitos na saúde mental A saúde mental é o ponto em que a história fica menos confortável para qualquer tese simples. Uma parte da literatura associa o uso dos aplicativos de relacionamento a piores níveis de autoestima, ansiedade, depressão, solidão, insatisfação corporal e sofrimento psicológico. No entanto, a maior parte desses estudos é correlacional e não consegue estabelecer relações de causa e efeito. Revisões sistemáticas recentes indicam efeitos negativos especialmente consistentes para a imagem corporal e mais heterogêneos para saúde mental e bem-estar. Ao mesmo tempo, o estudo de 2026 que citei acima não encontrou piora média da saúde mental entre os estudantes mais expostos. Em alguns indicadores, especialmente entre mulheres, houve até melhora. Esse contraste sugere que os apps podem causar danos para certos usuários e, simultaneamente, benefícios médios para outros. Por exemplo, via validação, atenção romântica ou sensação de desejabilidade. O ponto, portanto, não é decidir se o Tinder libertou ou corrompeu a vida amorosa. O que a literatura sugere é mais interessante: os aplicativos transformam o namoro em um mercado de busca permanente, com infinitas opções, mais comparação, mais exposição e resultados mais desiguais. Parece que a oferta maior não leva a uma maior satisfação. Mas isso não significa que os aplicativos de namoro sejam os vilões dessa história. Eles não criam nossos desejos por sexo, amor, status, validação e novidade. Apenas conectam esses desejos a uma infraestrutura digital desenhada para ampliar escala e reduzir custos. O romance não desaparece. Ele passa a competir com as infinitas próximas possibilidades. Felipe Carvalho Novaes não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.
19/07/2026 06:00:36 +00:00
Emprego dos sonhos? Eles ganharam mais de R$ 250 mil para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo

Os observadores-chefes da Copa do Mundo, Kevin Akoto e Austin Franklin, comemoram um gol durante a partida semifinal da Copa do Mundo FIFA entre Inglaterra e Argentina REUTERS/John Sibley Os fanáticos por Copa do Mundo Kevin Akoto e Austin Franklin realizaram neste ano o sonho de qualquer torcedor de futebol: assistir a todas as partidas do torneio do início ao fim — e ainda receber por isso. Os “chefes de observação” da emissora norte-americana Fox One vão acrescentar uma experiência inusitada aos seus currículos quando soar o apito final da partida de domingo entre Espanha e Argentina. Eles acompanharam os 104 jogos do torneio, um dos maiores eventos esportivos do mundo, realizado a cada quatro anos. “Meu pai ganha a vida limpando vazamentos de petróleo”, disse Franklin, influenciador digital que mora em Los Angeles. “Eu fico aqui com meu amigo Kevin, assisto a todos esses jogos e ainda tenho a oportunidade de interagir com os torcedores.” Jogador de Cabo Verde foi convocado por LinkedIn, e hoje disputa Copa do Mundo A dupla passa os dias de partidas sentada dentro de um cubo de vidro na Times Square. A atração funciona quase como um aquário humano: quem passa pelo local costuma parar para observá-los e, em alguns casos, até arrasta cadeiras para acompanhar os jogos exibidos nas TVs instaladas no espaço. Cada um dos dois recebe US$ 50 mil (o equivalente a cerca de R$ 254 mil) trabalho durante o torneio. Ao longo da Copa, Akoto e Franklin também produziram conteúdo para as redes sociais, comentando as partidas e interagindo com os seguidores. “Se aprendemos alguma coisa com esta Copa do Mundo, é que as pessoas estão consumindo esportes cada vez mais pelas redes sociais”, afirmou Akoto, que deixou o emprego de cozinheiro na Flórida para assumir a função. “O que mais chama atenção nos bastidores é a forma como as pessoas estão consumindo conteúdo esportivo.” Akoto e Franklin afirmam que aceitariam o trabalho novamente — mesmo que a Copa do Mundo passe de 48 para 64 seleções, uma possibilidade que a Fifa pretende discutir após o torneio. “Acho que ainda não estamos cansados de assistir futebol”, disse Franklin. “Quantos jogos quiserem nos dar, nós assistiremos.” Kevin Akoto e Austin Franklin REUTERS/John Sibley
19/07/2026 06:00:29 +00:00
Da indicação no Orçamento ao dinheiro na conta: veja as fases de execução de uma emenda parlamentar

O Orçamento da União de 2026 tem cerca de R$ 61 bilhões para serem executados conforme indicação de deputados e senadores por meio das chamadas emendas parlamentares. 🔎As emendas parlamentares são um montante do Orçamento reservado para serem executados conforme a indicação dos congressistas. 🏗️Por meio delas, os deputados e senadores podem direcionar verbas para obras, compra de equipamentos, custeio de serviços e investimentos em estados e municípios de suas bases eleitorais. 📄A primeira etapa envolve o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) pelo Executivo. As indicações dos parlamentares têm início durante a tramitação da proposta no Congresso. Quais os tipos de emendas? Agora no g1 As emendas podem ser de três tipos: individuais de bancada de comissão As emendas individuais são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a pagar. Elas são indicadas por cada parlamentar. Neste ano, o montante reservado para esta rubrica é de R$ 26,6 bilhões. 🧑🏻‍💼Cada deputado pode indicar cerca de R$ 40 milhões em emendas individuais, e cada senador, R$ 74 milhões. As emendas de bancada também são impositivas e são definidas pelos parlamentares de cada estado. 💰O Orçamento reservou neste ano um total de R$ 11,2 bilhões para esta rubrica, ou seja, R$ 415 milhões para cada bancada. Dessa forma, as emendas impositivas, aquelas que o governo é obrigado a pagar, somam R$ 37,8 bilhões. Emendas de comissão: novo Orçamento Secreto Já as emendas de comissão não são de execução obrigatória. Em 2026, o montante total desta rubrica é de R$ 12,1 bilhões. Esse total, porém, não é dividido igualmente entre as comissões. As comissões de Saúde da Câmara e do Senado concentram os maiores valores, enquanto alguns colegiados não receberam verba. 🧑🏻‍⚖️As emendas de comissão estão no centro de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da transparência na execução. Isso porque o real autor da emenda fica “escondido” atrás do líder partidário, que assina a emenda. Este é um mecanismo parecido com o que já era usado nas emendas de relator. 📘Um estudo da Organização Transparência Brasil afirma que, em 2025, a Câmara dos Deputados registrou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em nome de líderes partidários sem identificar os parlamentares que efetivamente indicaram os beneficiários dos recursos. 🕵🏻‍♀️Segundo a organização, o montante representa 16% das indicações feitas pelas comissões da Casa no ano e reproduz a lógica do extinto "orçamento secreto". Além desses três tipo de emendas que, somadas, chegam a R$ 49,9 bilhões, o Orçamento prevê R$ 11,1 bilhões como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Indicação das emendas As indicações para execução da verba feita pelos parlamentares precisam respeitar as regras constitucionais e ser compatíveis com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Depois de elaborado o texto final do PLOA, a proposta é votada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Congresso. As emendas aprovadas passam a integrar a Lei Orçamentária sancionada pelo presidente da República. 📄Dependendo do tipo de emenda, o parlamentar indica o município, estado, entidade pública ou organização que receberá os recursos. 🏥Nas emendas com finalidade definida, é necessário especificar o objeto financiado, como construção de uma unidade de saúde, compra de ambulâncias, pavimentação de vias ou custeio de serviços hospitalares. Emendas PIX Operação da PF mira irregularidades em emendas PIX Já nas chamadas transferências especiais, conhecidas como "emendas PIX", os recursos são transferidos diretamente ao ente, que define como aplicar o recurso. Esta modalidade de emenda já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) com o objetivo de apurar uso irregular de recursos públicos. 🔎Essas emendas foram criadas em 2019 e ficaram conhecidas assim pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores são transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa – por isso, não há como fiscalizar qual função o dinheiro terá na ponta. Ministério analisa Após a indicação de quem vai receber a emenda, os ministérios fazem uma análise técnica e avalia aspectos como: a regularidade do município ou da entidade beneficiada; documentação exigida; impedimentos técnicos; compatibilidade da emenda com o projeto proposto para sua aplicação. O próximo passo é celebrar convênios ou outros instrumentos de transferência para permitir a correta aplicação da verba. É nesta fase que o município ou entidade apresenta um plano de trabalho com o cronograma para a execução das verbas, metas e estimativas de custos. Fases da despesa Depois de avaliados os critérios e a documentação regularizada, a emenda é empenhada. Essa é a primeira fase da execução da despesa no Orçamento. O empenho é uma espécie de “reserva” do recurso. É quando o governo assume formalmente o compromisso de efetuar aquele gasto. Sem o empenho, a emenda continua apenas autorizada, mas não entra efetivamente em execução. 💵Após o empenho e a fase da liquidação, que avalia o cumprimento das condições exigidas, ocorre a transferência dos recursos. Nos convênios tradicionais, o pagamento costuma ocorrer em parcelas, de acordo com o andamento do projeto. 💸Nas transferências especiais, os valores são depositados diretamente na conta do estado ou município beneficiado. 📃Encerrada a execução, o município precisa demonstrar como os recursos foram utilizados. A prestação de contas inclui documentação financeira, comprovação das despesas realizadas e evidências do cumprimento das metas estabelecidas. Fachada do Congresso Nacional Jefferson Rudy/Agência Senado
19/07/2026 03:01:10 +00:00
Quanto ganha o campeão da Copa do Mundo 2026? Veja premiação

Espanha e Argentina se enfrentarão na grande final da Copa do Mundo de 2026. Reuters Neste domingo acontece a grande final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina. Para além do prestígio de atingir o degrau mais alto do futebol mundial e entrar para a história, espanhóis e argentinos também estarão disputando uma premiação milionária. FINAL DA COPA DO MUNDO: veja onde assistir e horário de Argentina x Espanha 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Fifa distribui valores progressivos de acordo com a campanha de cada seleção no Mundial, com as equipes que avançam às fases decisivas acumulando quantias cada vez maiores. O campeão da Copa do Mundo de 2026 receberá US$ 51,5 milhões (cerca de R$ 263,5 milhões), a maior premiação da competição. Já o vice-campeão ficará com US$ 34,5 milhões (R$ 176,5 milhões). A disputa pelo terceiro lugar também vale cifras expressivas: o vencedor do duelo entre França e Inglaterra receberá US$ 30,5 milhões (R$ 156 milhões), enquanto o quarto colocado embolsará US$ 28,5 milhões (R$ 146 milhões). Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio. As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México. Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos. Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição. Confira abaixo a premiação de cada seleção na Copa: 1 - US$ 51,5 milhões (R$ 263,5 milhões) 2 - US$ 34,5 milhões (R$ 176,5 milhões) 3 - US$ 30,5 milhões (R$ 156 milhões) 4 - US$ 28,5 milhões (R$ 146 milhões) (Eliminados nas quartas) 5 - Noruega - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 6 - Bélgica - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 - Marrocos - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 (empate) - Suíça - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) (Eliminados nas oitavas) 9 - México - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 10 - Colômbia - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 11 - Brasil - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 12 - EUA - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 13 - Portugal - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 14 - Canadá - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 15 - Egito - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 16 - Paraguai - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) (Eliminados nos 16 avos) 17 - Holanda - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 18 - Alemanha - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 19 - Costa do Marfim - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 20 - Croácia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 21 - Japão - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 22 - Austrália - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 23 - RD Congo - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 24 - Gana - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 - Equador - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 (empate) - África do Sul - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 27 - Suécia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 28 - Áustria - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 29 - Bósnia e Herzegovina - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 30 - Argélia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 31 - Senegal - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 32 - Cabo Verde - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) (Eliminados na fase de grupos) 33 - Irã - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 34 - Coreia do Sul - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 35 - Turquia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 36 - Escócia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 37 - Uruguai - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 38 - Arábia Saudita - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 39 - República Tcheca - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 40 - Nova Zelândia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 41 - Qatar - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 42 - Curaçao - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 43 - Panamá - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 44 - Jordânia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 45 - Haiti - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 46 - Uzbequistão - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 47 - Tunísia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 48 - Iraque - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)
19/07/2026 03:00:54 +00:00
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