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g1 completa 20 anos e lança campanha que marca início das comemorações O g1 inicia as comemorações de seus 20 anos com o lançamento da campanha "Conecta você ao que acontece", nesta segunda-feira (24). A iniciativa celebra a trajetória do portal e sua capacidade de acompanhar as mudanças na forma de consumir informação ao longo das últimas duas décadas. A iniciativa reforça o papel do g1 como referência para brasileiros de todas as regiões do país na busca por informação confiável, contextualizada e acessível. Também destaca como o portal acompanhou as mudanças nos hábitos de consumo de notícias, nas tecnologias e nas plataformas digitais desde sua criação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A campanha celebra mais do que a história do g1, reforça o seu papel em conectar o jornalismo à vida dos brasileiros. Mudam as telas, os formatos, os hábitos. O que não muda é o compromisso do g1 com a informação que importa, na hora que importa, sempre com responsabilidade e credibilidade", diz Julia Censi, gerente de marketing do g1. A campanha de 20 anos será dividida em três fases. A primeira, já em veiculação, apresenta um filme institucional que percorre duas décadas de mudanças na forma de consumir notícias. A narrativa acompanha uma personagem entre 2006 e 2026 e mostra a evolução dos dispositivos e dos formatos digitais, destacando a presença do g1 ao longo desse período. As fases seguintes dão continuidade à narrativa do primeiro vídeo. A segunda etapa será voltada ao período eleitoral e destacará a cobertura do g1 em um dos principais momentos da agenda nacional. Na terceira fase, um novo filme institucional retoma a personagem nos dias atuais para mostrar a evolução do g1. O roteiro apresenta a diversidade de formatos, conteúdos e serviços disponíveis e reforça a proposta de continuar acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo de informação nos próximos anos. Com a campanha “Conecta você ao que acontece”, o g1 celebra sua trajetória de 20 anos e reforça seu papel de conectar o jornalismo à vida dos brasileiros, acompanhando as transformações na forma de consumir informação. Os conteúdos do g1 podem ser acessados pelo site, aplicativo e redes sociais. g1 completa 20 anos e lança campanha 'Conecta você ao que acontece' Arte/g1 Veja o vídeo da campanha nas redes sociais do g1: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Braskem Divulgação A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. "A Braskem S.A.vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que protocolou, nesta data, em conjunto com certas controladas, pedido de recuperação extrajudicial , distribuída na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo", escreveu a companhia em fato relevante. As tabelas financeiras anexadas ao plano mostram que o valor total envolvido é maior quando também são consideradas as dívidas entre as próprias empresas do grupo, chamadas de obrigações intercompany. Somadas, essas dívidas chegam a R$ 130,6 bilhões, sendo R$ 51,5 bilhões da Braskem S.A., R$ 34,5 bilhões da Braskem Netherlands B.V., R$ 44,2 bilhões da Braskem Netherlands Inc. B.V. e R$ 372 milhões da Braskem Trading & Shipping B.V. Com a soma das dívidas internas e externas, o total de créditos relacionados ao plano chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões. O pedido foi apresentado com o apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos na reestruturação — percentual acima do mínimo de um terço exigido para o protocolo da recuperação extrajudicial. Com o pedido, começa agora um período de 90 dias de proteção, durante o qual os credores abrangidos pelo plano não poderão cobrar judicialmente essas dívidas nem adotar determinadas medidas contra os ativos das empresas. Durante esses 3 meses, a Braskem vai negociar com os demais credores para tentar ampliar o apoio ao plano. O objetivo é alcançar a maioria simples dos créditos sujeitos à recuperação, percentual necessário para que o acordo seja aprovado e passe a valer para toda a dívida incluída na reestruturação. O que acontece agora Hoje (24): pedido de recuperação extrajudicial é protocolado e começa o período de 90 dias de proteção; 31 de agosto: Braskem deve apresentar plano de negócios atualizado e proposta detalhada aos credores; 9 de setembro: reuniões presenciais entre executivos, acionistas e credores; 9 de outubro: prazo para buscar acordo sobre as principais condições comerciais; Até o fim dos 90 dias: Braskem precisa conquistar apoio suficiente dos credores para aprovar o plano definitivo. Entenda a RE da Braskem O que muda com a recuperação extrajudicial A recuperação extrajudicial prevê a reestruturação de cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras da Braskem e de cinco empresas do grupo no exterior. O plano estabelece as bases para uma negociação com os credores, que poderá envolver alongamento dos prazos de pagamento, capitalização de juros e um período inicial de alívio financeiro. A recuperação extrajudicial da Braskem ocorre em paralelo à reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, pelo chamado Chapter 11. Esse mecanismo permite que uma empresa continue funcionando enquanto negocia a reorganização de suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano da Braskem prevê um aporte de US$ 476 milhões (R$ 2,427 bilhões) da companhia para manter o controle da subsidiária mexicana. "Para os credores, esse momento é de negociação. Para os acionistas, é um período de atenção, porque uma reestruturação desse tamanho mostra que a empresa enfrenta uma pressão financeira, mas também pode representar uma oportunidade de recuperar a sustentabilidade do negócio no longo prazo", conta Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões Por que a Braskem chegou à recuperação extrajudicial A decisão é resultado da combinação de diferentes pressões financeiras enfrentadas pela companhia nos últimos anos. "Quando uma empresa acumula uma dívida muito elevada e percebe que precisa de novas condições para conseguir pagar seus compromissos, ela pode buscar uma recuperação", explica Matos. "[Na recuperação extrajudicial] a empresa busca construir um acordo diretamente com seus principais credores e utiliza a Justiça para dar segurança jurídica e validar esse entendimento", reitera. Um dos principais fatores são os custos relacionados ao desastre geológico em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema. A atividade levou à instabilidade do solo em bairros da capital alagoana, provocando a retirada de moradores e a interdição de imóveis. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Desde então, a Braskem passou a desembolsar recursos para indenizações, auxílios e realocação de moradores e comerciantes. A companhia já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões nessas medidas e mantém R$ 3,24 bilhões reservados no balanço para custos futuros relacionados ao desastre e às ações de reparação. Outro fator foi a piora das condições do mercado petroquímico global. O setor passou por um período de aumento da produção, especialmente com a expansão da capacidade industrial da China. Com mais produtos disponíveis, os preços caíram enquanto o consumo perdeu força em diferentes regiões. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Esse cenário reduziu a rentabilidade das empresas do setor. O EBITDA recorrente da Braskem — indicador usado para medir a geração de caixa das operações — somou US$ 557 milhões (R$ 2,840 bilhões) em 2025, uma queda de 49% em relação ao ano anterior. Dívida e pressão financeira No fim de 2025, a dívida da Braskem, já descontado o dinheiro disponível em caixa, somava US$ 7,5 bilhões (R$ 38,25 bilhões). A relação entre a dívida e a geração de caixa chegou a 14,7 vezes. Esse indicador é utilizado pelo mercado para avaliar a capacidade de uma empresa de pagar suas dívidas. Quanto maior a relação, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores com a capacidade de pagamento. As dificuldades também afetaram as ações da companhia. Os papéis da Braskem acumulavam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. A Braskem Idesa também enfrentou dificuldades financeiras e deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032, situação que caracteriza um default, ou seja, o não cumprimento de uma obrigação de pagamento. Mudança no controle A situação financeira da Braskem também passou por uma mudança na estrutura de controle da companhia. Em abril, a Novonor, antiga Odebrecht, assinou contrato para vender sua participação de controle ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica. A transação foi concluída em junho, quando a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 possui 50,1% do capital votante. O que é a Braskem Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A empresa atua no setor químico e petroquímico e produz resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC. Esses materiais são usados como matéria-prima para a fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos outros produtos. A companhia também produz insumos químicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno, utilizados por outras indústrias. A Braskem possui operações em 11 países, mais de 8 mil funcionários, 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e sete centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países. Em 2025, a empresa registrou R$ 70,7 bilhões em receita líquida. No segundo trimestre de 2026, teve receita de R$ 21,72 bilhões e lucro líquido de R$ 3,33 bilhões. Mesmo com a melhora dos resultados no segundo trimestre, a companhia continua enfrentando um cenário de pressão financeira, marcado pelo alto endividamento, pelos efeitos do desastre em Maceió e pelas dificuldades do mercado petroquímico global. *Com colaboração dos repórteres Janize Colaço e André Catto

Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook A General Mills, dona dos sorvetes Häagen-Dazs, anunciou recentemente que a marca deixará de ser distribuída no Brasil. Presente em solo brasileiro há 29 anos, a marca é consolidada no mercado de sorvetes premium e, com o anúncio, brasileiros foram às redes sociais pedir que a empresa não saia do país. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Façam uma revisão da estratégia! Pelo amor de Deus, deixar de oferecerem o sorvete em um país como o Brasil é um absurdo", comentou um usuário na última publicação da Häagen-Dazs Brasil no Instagram. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. "Muito triste, um dos únicos de mercado que são sorvete de verdade. Sentirei muita falta", disse outro usuário. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. Agora no g1 O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Usuária se lamenta nas redes sociais sobre a saída da Häagen-dazs do país. Reprodução/Redes Sociais Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.

Ana Flor: Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), propondo um pacto para o fim da reeleição, que já valeria para o mandato do candidato à Presidência pelo PL, caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto. Segundo relato de duas fontes próximas a campanha do PL e uma próxima ao governador de São Paulo, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio ao Planalto. O pacote foi proposto para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha de Flávio, vista até hoje como incerta. Em conversas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, se ele vencer a disputa à presidência do Senado, garante a aprovação na casa. Presença de Flávio Bolsonaro em convenção de Tarcísio gera incômodo no Republicanos A discussão revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita à campanha de Flávio Bolsonaro. O engajamento de dois nomes é extremamente importante para a campanha de Flávio: Tarcísio, que pode agregar votos no maior colégio eleitoral, e a própria Michelle Bolsonaro, que ajuda com votos dos segmentos feminino e religioso. Na sexta-feira, em evento com Tarcísio, Flávio disse ao governador que aceita fazer um "mandato de transição". "Eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento”, afirmou Flávio. Em maio de 2025, a Comissão de Constiuição e Justiça do Senado aprovou uma proposta de Emenda à Constituição que acaba com a reeleição para presidente, governadores e prefeitos e amplia os mandatos para cinco anos. O texto ainda aguarda análise no Plenário do Senado e também precisa passar pela Câmara dos Deputados para começar a valer. Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a Festa do Peão de Barreto Érico Andrade/g1

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investiu entre US$ 15.001 (R$ 77,3 mil) e US$ 50.000 (R$ 257,5 mil) na SpaceX, empresa de Elon Musk, em junho, segundo uma declaração financeira pública. A compra das ações ocorreu em 23 de junho, de acordo com uma declaração assinada por Trump em 12 de agosto e divulgada dez dias depois. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação fez parte de mais de 1.000 transações com ações registradas na carteira do presidente naquele mês. A SpaceX realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 12 de junho, em uma operação que estabeleceu recordes. Trilionário por 2 meses: a ‘marcha à ré’ da SpaceX que fez Elon Musk perder bilhões de dólares Trump amplia vínculo com empresa de Musk A compra criou um vínculo financeiro entre Trump e a SpaceX, que é comandada por Musk, ex-assessor do presidente. A empresa presta serviços às Forças Armadas dos EUA e depende de autorizações de órgãos federais para parte de suas operações. Além disso, na última quinta-feira, Trump instruiu sua equipe a aumentar o número de lançamentos espaciais comerciais no país. A SpaceX está entre as líderes desse mercado. Em comunicado à Reuters, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou que a carteira de investimentos de Trump é administrada de forma independente por instituições financeiras terceirizadas, que seguem "índices reconhecidos, como o Schwab 1000". "Nem o presidente Trump nem qualquer membro de sua família tem qualquer capacidade de orientar, influenciar ou dar sugestões sobre como a carteira é investida ou quando os investimentos são comprados ou vendidos", disse Ingle. A Reuters informou que não conseguiu determinar imediatamente o valor exato investido, porque as autoridades federais informam os ativos em faixas de valores nos formulários de declaração financeira. O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 30 de maio de 2025. Reuters/Nathan Howard
INSS retira exigência de biometria para beneficiários contratarem consignado
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou, nesta segunda-feira (24), que segurados que não tenham biometria facial cadastrada nas bases do governo poderão validar os dados bancários para acessar o aplicativo Meu INSS e autorizar operações de contratação de empréstimo consignado.
Ou seja, ao acessar o sistema, a Dataprev verifica se o beneficiário possui cadastro biométrico disponível nas bases do governo. Caso não haja, o sistema liberará o login via Gov.br para validação via dados bancários.
A medida consta em instrução normativa do órgão e já está em vigor.
Segundo o órgão, a biometria facial continua sendo a principal forma de acesso ao consignado, mas a nova regra amplia tende a ampliar o serviço a beneficiários que não possuem cadastro biométrico nas bases do governo.
"Na prática, a mudança evita que a ausência de biometria impeça o beneficiário de acessar o consignado. A autenticação por dados bancários passa a ser uma alternativa para essas pessoas, mantendo a necessidade de autorização expressa do titular do benefício", diz o órgão, em nota.
Biometria
A exigência de biometria para a contratar empréstimo consignado entrou em vigor em maio deste ano. regra está prevista em uma lei criada em 2026. A medida é mais uma tentativa de reforçar a segurança depois do escândalo dos descontos ilegais de entidades e associações nas aposentadorias e pensões do INSS.
A lei busca aumentar a segurança de aposentados e pensionistas que contratam empréstimos consignados.
Além disso, o uso da biometria havia sido recomendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar fraudes.
Portabilidade
A regra também cobre transferência de empréstimo de uma instituição bancária a outra. Dessa forma, o beneficiário solicita a portabilidade ao banco de destino e autoriza o procedimento pelo Meu INSS, por biometria ou, na ausência de cadastro biométrico, por validação de dados bancários. A modalidade não dispensa a assinatura do Termo de Autorização de Portabilidade.
A instituição de origem tem até 20 dias para confirmar a operação. Caso não seja feita dentro deste prazo, a portabilidade é cancelada.

Com alto potencial inexplorado, Goiás entra na rota da produção de terras raras A empresa americana USA Rare Earth avançou no processo de compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil. A companhia anunciou nesta segunda-feira (24) que garantiu os recursos necessários para concluir a compra. O negócio, no entanto, ainda depende da aprovação dos acionistas em uma assembleia marcada para esta sexta-feira (28). 💰 Para concluir a compra, a USA Rare Earth afirmou ter garantido US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em recursos. O dinheiro ficará em uma estrutura financeira criada especificamente para viabilizar a operação. 💸 Desse total, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) vieram do Departamento de Guerra dos EUA. Além do aporte do governo americano, a operação contará com uma linha de crédito de até US$ 500 milhões oferecida por um grande banco. O governo dos EUA também se comprometeu a comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de cinco anos. 🔍 Isso não significa que o governo dos Estados Unidos esteja comprando a Serra Verde. A mineradora será adquirida pela USA Rare Earth. O governo americano está ajudando a financiar a operação e, separadamente, se comprometeu a comprar parte dos produtos de terras raras. Quem é a Serra Verde Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação A Serra Verde é uma mineradora brasileira que opera a mina Pela Ema, em Minaçu, no norte de Goiás. A empresa extrai terras raras de um depósito de argila iônica, formação geológica que permite a obtenção desses minerais. A unidade iniciou a produção comercial em 2024. A mina produz quatro elementos usados na fabricação de ímãs de alto desempenho: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses materiais são usados em tecnologias como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares. Segundo a USA Rare Earth, após a conclusão da aquisição, a Pela Ema será a única mina de terras raras extraídas de argila iônica em produção comercial fora da Ásia. A companhia também afirma que a Serra Verde é a única produtora comercial fora da Ásia dos quatro elementos usados em ímãs de alto desempenho. A USA Rare Earth anunciou o acordo para adquirir a Serra Verde em 20 de abril deste ano. Mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto brasileiro. LEIA MAIS Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional; 'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda; UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia. Qual é o interesse dos EUA? As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia. Brasil e China estão entre os países com grandes reservas, mas a China domina principalmente as etapas de processamento e refino desses minerais. Para os EUA, ampliar o acesso à produção brasileira é uma forma de reduzir essa dependência. 🔍 O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). O país concentra cerca de 25% das reservas mundiais desses minerais. Os EUA querem reduzir a dependência da China no fornecimento de terras raras, consideradas estratégicas tanto para a indústria quanto para a segurança nacional americana. Em nota, Mike Cadenazzi, secretário assistente de Guerra para Política de Base Industrial dos EUA, afirmou que o investimento busca garantir ao país e a seus aliados acesso a terras raras importantes para a fabricação de equipamentos militares. Segundo ele, a operação é uma tentativa de reduzir a dependência de fornecedores que dominam o mercado global. “Esse esforço garante que nossa indústria de defesa tenha acesso estável e duradouro aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de próxima geração e manter nossa vantagem tecnológica”, afirmou Cadenazzi. Na prática, o governo americano está colocando recursos na operação e garantindo a compra de parte da produção de terras raras. Com isso, os EUA buscam assegurar uma fonte de terras raras fora da cadeia dominada pela China, sobretudo de elementos usados em equipamentos militares. A China domina grande parte da cadeia global de processamento de terras raras, etapa necessária para transformar os minerais extraídos em materiais que podem ser usados pela indústria. As terras raras são usadas na fabricação de ímãs de alto desempenho presentes em equipamentos militares, como caças, submarinos, mísseis e drones, além de veículos elétricos, eletrônicos e equipamentos de energia. A Serra Verde é estratégica para os americanos porque produz neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos usados na fabricação desses ímãs. Ao apoiar financeiramente a operação, os EUA buscam garantir uma fonte de fornecimento fora da China e integrar a produção brasileira à cadeia de terras raras voltada ao mercado americano. Para a USA Rare Earth, a aquisição amplia sua atuação em diferentes etapas da cadeia de terras raras, desde a mineração até a produção de metais, ligas e ímãs. A empresa já possui operações de processamento e fabricação de ímãs nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos Os sorvetes Häagen-Dazs deixarão de ser distribuídos no Brasil, afirmou a General Mills Brasil, dona da marca. A decisão vem após 29 anos de presença no país. "A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", informou, em nota, a companhia. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Häagen-Dazs atua no segmento de sorvetes premium. A marca chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no mercado com produtos como potes, copinhos e picolés, vendidos a preços mais altos que os de marcas tradicionais. Segundo a General Mills, a decisão de encerrar a distribuição da marca no Brasil faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. Em março, a empresa americana anunciou um acordo definitivo para vender sua operação no país ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. Häagen-Dazs deixa de ser distribuído no Brasil Reprodução/Facebook O acordo incluiu marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos. A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. Segundo a General Mills, a nova estratégia tem foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Ao anunciar a reestruturação, a companhia afirmou que a operação deve contribuir para melhorar as margens de lucro e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Quais são os negócios da General Mills? Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo comunicado publicado pela General Mills em março, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
Braskem despenca mais de 6% após pedido de recuperação extrajudicial tirar ações de 18 índices da B3

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em queda de 6,71% nesta segunda-feira (24), a R$ 4,73. A baixa ocorreu no mesmo dia em que a companhia anunciou um pedido recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. Além da recuperação extrajudicial, a Braskem terá outra mudança importante na Bolsa. A agência Bovespa informou que as ações da companhia — tanto as ordinárias (BRKM3) quanto as preferenciais (BRKM5) — serão retiradas de uma série de índices. A exclusão ocorrerá após o encerramento do pregão regular desta terça-feira (25), pelo preço de fechamento. A medida vale para os índices IGCX, ICO2, IBXX, IMAT, IGCT, IBRA, INDX, ISEE, ITAG, IBHB, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC, SMLL, IBBR, SCSR e IBOV. Entre eles está o Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa, além do IBrX (IBXX), do Small Caps (SMLL) e de outros indicadores de referência do mercado. "Índice de bolsa é como uma cesta que reúne as principais ações do país, e o Ibovespa é a mais conhecida delas. Muita gente investe sem saber, porque fundo de previdência, fundo de índice e carteira de banco compram exatamente essa cesta, e não escolhem ação por ação. Quando a B3 tira uma empresa dessa cesta, todo mundo que segue o índice precisa vender aquele papel, não porque avaliou a companhia, mas porque o manual do fundo obriga", explica Matheus Matos, sócio da MA7 Capital. Segundo a agência, a exclusão ocorre porque, a partir de terça-feira, os negócios com os papéis da Braskem passarão a ser listados sob o título de “Recuperação Extrajudicial”. A participação que hoje pertence à Braskem nos índices será redistribuída proporcionalmente entre os demais ativos que integram cada carteira, com os ajustes correspondentes nos redutores dos índices. Vale destacar que a saída dos índices não significa que as ações da Braskem deixarão de ser negociadas na Bolsa. Os papéis BRKM3 e BRKM5 continuarão listados e poderão ser negociados normalmente. A mudança significa que eles deixarão de fazer parte das carteiras teóricas desses índices. "Embora esse movimento seja negativo, seu impacto tende a ser secundário diante do cenário complexo e delicado enfrentado pela empresa", tranquiliza Rodrigo Boselli, gestor de renda variável da Rio Bravo Investimentos. O pedido de RE da Braskem No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bilhões "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Justiça determina que Braskem indenize CBTU por interrupção de VLT Para Gustavo Assis, CEO da Asset Wealth Management, o problema pirncipal da empresa continua sendo a RE, e não a repercussão na Bolsa. "O efeito é muito mais oncentrado na própria companhia e em seus acionistas [...]. A exclusão dos índices é uma consequência desse cenário, e não a origem do problema". Quando protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (24) o combate à chamada "pejotização" como forma de combater o crescente rombo na Previdência Social. 🔎A "pejotização" é uma contratação sistemática de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ), e não como empregados com carteira assinada. O modelo é legal em diversas atividades, mas gera controvérsia quando é usado para substituir vínculos formais de trabalho previstos na legislação trabalhista. Em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, Durigan falou novamente como representante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que busca um quarto mandato. De acordo com o ministro, há estudos que mostram que algumas empresas tiveram uma migração de empregados celetistas para "pejotizados", o que estaria gerando uma piora no déficit da Previdência Social. Agora no g1 Esses empregados podem, por exemplo, estar sendo contratados como microempreendedores, que têm contribuição reduzida. "Poderia se ter uma regra no país de uma porcentagem do que uma empresa contrata como pejotizado ou não. Se tem 10% [contratado como pejotizado], está terceirizando um serviço e que é da regra do jogo, é ok. Agora uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada, eventualmente pode ter de obrigar essa empresa a ter uma contribuição previdenciária para nivelar e poder oferecer aos seus trabalhadores um futuro um pouco mais protegido do ponto de vista da seguridade social", explicou o ministro Durigan. Ele afirmou que esse tipo de regra tem sido estudada pela equipe econômica, e pode ser apresentada ao Congresso Nacional em um novo mandato do presidente Lula. "A gente já fez alguns debates nesse sentido", acrescentou o ministro da Fazenda. Esse tema já havia sido comentado também pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. No fim de junho, ele disse que o MEI não pode ser utilizado para fraudes trabalhistas e que o micrompreendedor não pode ter características de trabalhadores com carteira assinada. Na ocasião, o ministro afirmou que há situações em que isso aconteceria – ele cita como exemplo o caso de um hospital que fizesse uma licitação para terceirização de alguma atividade e a empresa terceirizada contratasse MEIs como funcionários formais. Segundo o ministro, isso poderia "arrebentar" recursos como com a Previdência, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema S, que reúne instituições como Senai, Sesi e Senac. Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação sobre pejotização na economia, não permita que isso aconteça. "Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. Não é o enfermeiro, não é o gari. Isso é fraude trabalhista, não é o gerente. O conceito de debate do que é PJ e não precisa ficar claro, o Supremo tem a responsabilidade de não cometer a irresponsabilidade de permitir contratar PJ como empreendedor. Tem que caracterizar o que é empreendedor", disse Marinho a jornalistas, em junho. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF

O governo publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU) desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais. A a alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, um pacote de medidas anunciado pelo governo em julho. Do montante total de R$ 13,5 bilhões, a maior fatia, de R$ 5 bilhões, será destinada especificamente ao apoio de exportadores e de cadeias de fornecimento afetados pelo aumento das alíquotas de tarifas aplicadas pelo governo norte-americano. Outros R$ 3,5 bilhões serão alocados para companhias e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos econômicos decorrentes do conflito no Oriente Médio. Lula diz a Trump que alegações para o tarifaço são infundadas Em relação aos demais recursos: R$ 2 bilhões vão para projetos industriais e tecnológicos nas etapas de lavra associadas a beneficiamento, refino ou transformação de minerais; R$ 2 bilhões serão direcionados à produção e fabricação de fertilizantes ou de intermediários para o setor; R$ 1 bilhão vai para setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira. Poderão ter acesso às linhas de crédito do Brasil Soberano: empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores produtores e exportadores de produtos da agricultura, pecuária e pesca empresas e fornecedores ligados à exportação de recursos minerais Os beneficiários poderão utilizar os recursos para aquisição de máquinas, reforço do capital de giro, inovação tecnológica, entre outras finalidades. A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, detalhando o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados. Empresas exportadoras de São Carlos (SP) temem impacto do tarifaço de Trump Reprodução/EPTV

Braskem pede recuperação extrajudicial A petroquímica Braskem informou, nesta segunda-feira (24), que vai entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida bilionária. A empresa era responsável pela mineração de sal-gema em Maceió em 2018, quando tremores foram sentidos em diversos bairros da capital alagoana. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O episódio revelou uma série de problemas nos anos seguintes, que vão de rachadura de imóveis, relocação de cerca de 60 mil pessoas para outros bairros, e colapso de uma das minas de exploração de sal-gema. O g1 fez uma linha cronológica com os principais acontecimentos, desde o início da extração do minério, na década de 1970, até a aceitação da denúncia por parte da Justiça Federal, que apura a atuação de ex-dirigentes e técnicos no desastre socioambiental na capital alagoana (confira abaixo). Braskem diz que vai fazer pedido de recuperação judicial. Arte/g1 Cronologia A mineração em Maceió começou em 1976, com a empresa Salgema Indústrias Químicas S/A que, posteriormente, passou a se chamar Braskem. A extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, tinha autorização do poder público. Em 1996, a empresa mudou de nome para Trikem, após passar por mudança de administração no ano anterior, de 1995. O nome só passou a ser Braskem em 2002, quando a Trikem se fundiu com outras empresas. Em 2012, a Braskem inaugurou uma fábrica de PVC no Polo Industrial de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras grandes rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 agravou as rachaduras e crateras no solo, provocando danos irreversíveis nos imóveis. Já no início de 2019, o piso de um apartamento no Pinheiro afundou de repente e assustou os moradores. Novos buracos surgiram e a Defesa Civil Municipal precisou evacuar um prédio e interditar uma rua por questões de segurança. Residência com rachaduras afetada pela mineração de sal-gema em Maceió. Assessoria Meses depois, moradores do Mutange e do Bebedouro, bairros vizinhos, também relataram o surgimento de diversas rachaduras. Em algumas casas, o piso cedeu e as paredes apresentam grandes fissuras. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. Só então foram emitidas as primeiras ordens de evacuação para moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Com o problema se agravando, a ordem também foi ampliada para parte do Bom Parto e do Farol. Foi somente em novembro de 2019 que a Braskem anunciou a decisão de fechar definitivamente poços de extração de sal-gema em Maceió. A partir dessa decisão, um trabalho foi iniciado pela Braskem para fechamento e estabilização de 35 minas com profundidade média de 886 metros na região do Mutange e de Bebedouro. Segundo especialistas, esse trabalho levaria ao menos 10 anos para estabilizar o solo na região. Desde então, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados, afetando cerca de 60 mil pessoas e transformando áreas antes habitadas em bairros fantasmas. Um Programa de Compensação Financeira foi criado ainda no final de 2019 pela Braskem para indenizar os proprietários dos imóveis que tiveram que ser desocupados. Os moradores da região que discordavam dos valores oferecidos movem ação na Justiça contra a mineradora. Frase Maceió afunda em lágrimas! foi pintada em rua do Bebedouro, bairro de Maceió afetado pela mineração Reprodução/Vídeo Em janeiro de 2022, já com grande parte dos bairros afetados desocupados, foi iniciada a demolição de 2 mil imóveis localizados na encosta do Mutange, a primeira etapa de um projeto de demolições em uma área com cerca de 200 mil m². Após indenizar a maior parte dos proprietários dos imóveis das áreas desocupadas, a Braskem firmou acordo, em janeiro de 2023, para ressarcir a Prefeitura de Maceió em R$ 1,7 bilhão em em razão dos prejuízos causados à capital com o afundamento do solo. Ao longo do ano de 2023, moradores do Bom Parto que ainda vivem na borda da área de risco realizaram diversos protestos cobrando inclusão no Programa de Compensação Financeira da Braskem, mas a Defesa Civil Municipal afirmava que não havia risco para essas moradias. Contudo, após 5 tremores de terra somente no mês de novembro, a Defesa Civil de Maceió alertou para o "risco de colapso em uma das minas" próximo da lagoa Mundaú e os moradores do Bom Parto foram obrigados a sair de casa às pressas sob ordem da Justiça Federal, que autorizou até uso da força policial caso as pessoas resistam a deixar o local. Em 29 de novembro de 2023, o Hospital Sanatório, localizado no Pinheiro, transferiu todos os seus pacientes para outras unidades de saúde, mesmo sem ordem para evacuação. O professor da UFAL Abel Galindo, engenheiro civil com mestrado em geotecnia pela UFPB, avalia que há uma grande probabilidade de o desabamento da mina 18 afetar também duas minas vizinhas, formando uma cratera em que caberia o estádio do Maracanã na área da lagoa, tornando a água salgada e afetando o ecossistema na região "de forma bastante trágica". A gravidade da situação levou a Prefeitura de Maceió a decretar situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal em 1 de dezembro de 2023. O rompimento de parte da mina 18 da Braskem aconteceu no dia 10 de dezembro. Segundo a Defesa Civil, a cavidade foi preenchida com rocha e água da lagoa, levando à estabilização da área. Em 2023, a Polícia Federal deu início à Operação Lágrimas de Sal, para investigar o afundamento de solo nos bairros de Maceió. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Maceió (11), Rio de Janeiro (2) e Aracaju (1). Uma casa desocupada afetada pelas rachaduras e instabilidade do solo no Pinheiro, em Maceió, AL Jamerson Soares/G1 A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) divulgou, em 2025, que os danos causados pela mineração vão além do afundamento da área diretamente afetada, reconhecida nos Mapas de Linhas de Ações Prioritárias. O estudo apontou indícios de afundamento de solo nos Flexal de Cima, Flexal de Baixo e na Rua Marquês de Abrantes, localizados no bairro do Bebedouro, e do bairro do Bom Parto. Apesar de estarem fora das áreas oficiais de risco, os locais sofrem com o "ilhamento socioeconômico" e ainda são habitados por pessoas. Na ocasião, o órgão pediu a desocupação das regiões. A Defesa Civil de Maceió explicou que as regiões são monitoradas e que, até o momento, não via indícios para ampliação das áreas de risco ou para novas realocações. Moradores dos bairros do Farol e Pinheiro denunciaram, em junho de 2025, que novas rachaduras surgiram nos imóveis. A Defensoria Pública estadual fez uma vistoria nos prédios indicados. Em novembro do mesmo ano, a Braskem e o governo de Alagoas anunciaram um acordo de R$ 1,2 bilhão. A previsão é que o montante seja pago em 10 anos. Na ocasião, a empresa informou ter pago R$ 139 milhões do acertado. Em 2026, a Justiça Federal em Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo MPF contra a Braskem, ex-dirigentes e técnicos ligados à atividade de mineração que provocou o afundamento do solo em Maceió. Na prática, a decisão torna a empresa e os executivos réus na ação penal que apura a responsabilidade pelo desastre socioambiental. Entre os crimes apontados pelo MPF estão poluição ambiental qualificada; elaboração e apresentação de estudos ambientais considerados falsos ou enganosos; extração irregular de recursos minerais; dano qualificado ao patrimônio.

G1 | Loterias - Mega-Sena 3048 Uma aposta única de Blumenau, em Santa Catarina, foi a vencedora do concurso número 3048 e levou o prêmio de R$ 57.261.598,09. O ganhador realizou a aposta pela internet. O sorteio foi realizado neste domingo (23), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Além do grande vencedor, outros dois apostadores de Santa Catarina também foram premiados. Moradores de Concórdia e Riqueza acertaram a quina e cada um levou R$ 34.212,24. No Brasil, outras 74 apostas também fizeram cinco acertos e levaram a mesma quantia. Outras 4.346 apostas acertaram quatro números, com prêmio de R$ 986,17. Veja os números sorteados no concurso 3048 da Mega-Sena: 02 - 06 - 27 - 39 - 44 - 50. Números sorteados no concurso 3048 da Mega-sena, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1
Galípolo vê risco em crédito caro usado para despesas fixas e alerta para endividamento das famílias

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em um cenário de endividamento elevado das famílias. Segundo ele, o crescimento recente das dívidas tem sido puxado principalmente por linhas de crédito usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa o BC. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo, durante participação no evento Febraban Tech. O presidente do BC ressaltou que o endividamento continua avançando apesar da melhora no mercado de trabalho. Em junho, a taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor nível para o período. Em maio, a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões. Agora no g1 Para Galípolo, a preocupação não está apenas no tamanho da dívida, mas também no tipo de crédito contratado. Ele diferenciou financiamentos usados para construir patrimônio, como a compra de um imóvel, de dívidas feitas para bancar despesas de consumo e que não deixam um bem para o consumidor. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. 8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; cartão de crédito segue como principal vilão Crescimento do endividamento das famílias g1 Presidente do BC comemora confiança no PIX Além do endividamento, Galípolo comentou o alto nível de confiança dos brasileiros no PIX e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. 📊 A pesquisa da Quest mostra o PIX à frente de instituições tradicionais como a Igreja Católica (76%), a Polícia Militar (75%) e as Forças Armadas (70%), além de figurar bem à frente da Presidência da República (57%), do Supremo Tribunal Federal (50%), do Congresso Nacional (49%), das redes sociais (44%), dos partidos políticos (44%) e dos juízes de futebol (41%). Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o PIX se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Segundo estudo do BC, a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas — o equivalente a 86% da população adulta — e por 12,8 milhões de empresas. Crescimento do endividamento das famílias g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) que as tarifas sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá subirão para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em publicação no Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o Canadá “vem explorando os Estados Unidos há anos” e criticou as tarifas canadenses sobre agricultores e produtos agrícolas americanos. “Suas tarifas absurdamente altas sobre nossos agricultores e produtos agrícolas tornaram a vida impossível para esses grandes patriotas americanos e criaram um déficit de US$ 60 bilhões entre nossos dois países. Isso não é sustentável, e NÃO ACONTECERÁ MAIS!”, escreveu. Segundo Trump, a nova tarifa de 50% será aplicada a “todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço”. O presidente ainda acrescentou que produtos fabricados nos Estados Unidos não estarão sujeitos às tarifas. Agora no g1 “Produza nos EUA e não haverá tarifas”, afirmou. Trump também endureceu o discurso contra o Canadá e disse que o país não será mais tratado como um Estado pelos EUA. “Em termos comerciais e em outros aspectos, eles estão entre as piores nações do mundo para se negociar”, declarou. O presidente americano afirmou ainda que os canadenses “se acham no direito de tudo”, mas que os Estados Unidos não precisam do país vizinho. “NÓS NÃO PRECISAMOS DO CANADÁ, ELES PRECISAM DE NÓS!”, escreveu. Trump também alegou que 95% dos negócios do Canadá são realizados com os Estados Unidos, enquanto, segundo ele, a relação comercial inversa não apresenta a mesma dependência. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social Ainda nesta segunda-feira, o primeiro-ministro canadense Mark Carney disse não se surpreender cim as ameaças tarifárias do presidente Trump. Segundo Carney, um acordo mutuamente benéfico com os Estados Unidos ainda é possível, mesmo que as negociações tenham fracassado na semana passada. No domingo (23), Trump já havia elevado o tom contra o Canadá após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu o presidente. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social No sábado, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos importados do Canadá, já que não foi possível finalizar um acordo que, na avaliação americana, teria reduzido substancialmente as tarifas e oferecido condições mais favoráveis de acesso ao mercado dos EUA. Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu Trump. O cabo de guerra dos norte-americanos A nova escalada ocorre apenas alguns dias depois de os dois países indicarem que estavam próximos de um acordo. Na terça-feira (18), Trump havia suspendido por três dias a aplicação das tarifas de 50%, alegando que EUA e Canadá tinham chegado a um entendimento preliminar. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, confirmou que havia "progressos substanciais" nas conversas. As negociações, porém, fracassaram na noite de sexta-feira (21). As tarifas americanas entraram em vigor à 0h01 de sábado (22), no horário de Washington, sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. Em resposta, Carney anunciou que o Canadá aplicará tarifas "dólar por dólar" a produtos americanos. "Nos próximos dias, divulgaremos detalhes dessas novas medidas tarifárias, que entrarão em vigor na terça-feira seguinte ao Dia do Trabalho", afirmou o premiê em coletiva de imprensa. Casa Branca chama Carney de 'insensato' Neste domingo, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou que "pensar que eles [canadenses] vão entrar em guerra com Donald Trump e realmente vencer a guerra contra os Estados Unidos, acho que é insensato da parte deles", ao programa "Fox News Sunday". Carney, por outro lado, adotou um tom desafiador ao anunciar a retaliação canadense. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", afirmou no sábado (22), depois de rejeitar o que classificou como um "mau acordo" oferecido por Washington. Por que o Canadá não firmou o acordo? Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Segundo Carney, os avanços obtidos nas negociações não foram suficientes para atender aos objetivos do Canadá. O premiê também afirmou que os Estados Unidos tentaram incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade canadense de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros. As negociações também envolveram uma série de outros pontos de atrito, incluindo tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, acesso ao mercado canadense de leite, aves e ovos, compras governamentais, bebidas alcoólicas, serviços digitais, propriedade intelectual, agricultura, trabalho forçado, energia e preços de medicamentos. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. "Washington estava exigindo demais e oferecendo muito pouco", declarou Carney. O primeiro-ministro também afirmou que algumas exigências americanas representariam uma ameaça à língua francesa e à cultura de Quebec. Entre os temas discutidos estavam subsídios à produção cultural francófona, a presença de meios de comunicação em francês nas plataformas digitais e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue de produtos vendidos no Canadá. "Quando somos atacados, estamos em guerra. Nós fomos atacados", disse Carney em Ottawa. A disputa marca uma nova deterioração na relação entre os dois países e coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. O Canadá é particularmente vulnerável à escalada porque cerca de 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. EUA impõem tarifas de 50% sobre importações do Canadá após fracasso de negociações

Justiça do Trabalho determina que Braskem pague plano de saúde de químico diagnosticado com leucemia na Bahia Divulgação/Braskem A decisão da Braskem de recorrer à recuperação extrajudicial marca o capítulo mais recente de uma crise que se arrasta há vários anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O processo é resultado da combinação de três pressões: os custos bilionários do desastre geológico em Maceió, um período longo de margens mais baixas na indústria petroquímica global e o alto nível de endividamento. A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça. Esse cenário passou a afetar diretamente a capacidade da companhia de gerar caixa e manter o pagamento regular de suas obrigações. À medida que as despesas aumentavam e os resultados operacionais se enfraqueciam, o equilíbrio financeiro da empresa se deteriorava. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a Braskem, maior petroquímica da América Latina, a enfrentar uma das crises mais profundas de sua história. O desastre em Maceió Crise no setor petroquímico Dívida elevada e pressão financeira Mudança no controle e reestruturação Impasse com credores e recuperação extrajudicial Veja os vídeos que estão em alta no g1 O desastre em Maceió É difícil separar a origem da crise financeira da companhia do desastre ambiental em Maceió. A exploração de sal-gema, tipo de sal extraído do subsolo e usado pela indústria química, na capital de Alagoas, começou na década de 1970. A atividade era conduzida pela então Salgema Indústrias Químicas S.A., empresa que mais tarde daria origem à Braskem. Décadas depois, começaram a surgir sinais de instabilidade no solo em bairros da capital alagoana. As primeiras grandes rachaduras foram registradas em fevereiro de 2018, no bairro do Pinheiro. No mês seguinte, um tremor de terra agravou as fissuras e levou ao início da desocupação da região. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que o fenômeno estava relacionado à mineração de sal-gema feita pela companhia. O episódio provocou um dos maiores deslocamentos urbanos já registrados no país. Mais de 14 mil imóveis foram desocupados e cerca de 60 mil pessoas foram afetadas. Bairro do Mutange, em Maceió, antes de depois da demolição dos imóveis desocupados por causa da mineração g1 AL Diante das consequências do desastre, a Braskem firmou acordos com autoridades locais para compensar e reparar os danos. Um desses compromissos, assinado em 2023, previa o pagamento de R$ 1,7 bilhão ao município de Maceió, segundo o relatório de resultados da companhia. Em novembro de 2025, foi firmado outro acordo, desta vez com o governo de Alagoas, no valor de R$ 1,2 bilhão. Paralelamente ao pagamento das indenizações, a petroquímica criou um programa de compensação financeira e apoio à realocação de moradores das áreas afetadas. A Braskem já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões em indenizações, auxílios temporários e apoio à realocação de moradores e comerciantes afetados pelo afundamento do solo em Maceió. Apesar disso, a empresa ainda mantém R$ 3,24 bilhões reservados em seu balanço para cobrir custos futuros relacionados ao desastre e às medidas de reparação. Voltar ao índice. Crise no setor petroquímico Ao mesmo tempo em que arcava com os custos do desastre geológico em Maceió, a Braskem passou a enfrentar um cenário mais desfavorável no mercado internacional. Isso porque, nos últimos anos, a indústria petroquímica entrou em um período de produção elevada. 🔎 Parte desse movimento está ligada à rápida expansão industrial na China. Segundo relatório da consultoria ICIS (Independent Commodity Intelligence Services), o país adicionou mais de 18 milhões de toneladas por ano em nova capacidade produtiva em 2024, após aumentos recordes registrados em 2022 e 2023. Com mais produtos disponíveis no mercado, os preços passaram a cair. Ao mesmo tempo, o consumo perdeu ritmo em várias regiões do mundo, já que a inflação elevada e os juros altos reduziram a demanda por resinas e outros derivados químicos. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem Esse desequilíbrio entre produção e consumo afetou a rentabilidade das empresas do setor e tende a persistir nos próximos anos. A agência de classificação de risco Fitch projeta que os spreads petroquímicos — diferença entre o preço do produto final e o custo da matéria-prima — devem permanecer baixos pelo menos até 2028. Para a Braskem, esse cenário aparece nos resultados mais recentes: o EBITDA recorrente da companhia — número que mede a geração de caixa da empresa — somou US$ 557 milhões em 2025, queda de 49% em relação ao ano anterior. Voltar ao índice. Dívida elevada e pressão financeira Os custos relacionados ao desastre em Maceió, somados ao enfraquecimento do setor petroquímico, passaram a afetar de forma mais direta a situação financeira da Braskem. No fim do ano passado, o endividamento da empresa — já descontado o dinheiro em caixa —, somava US$ 7,5 bilhões. A relação entre a dívida e a geração de caixa atingiu 14,7 vezes. 🔎 Esse indicador é usado pelo mercado para avaliar a capacidade de pagamento de uma companhia. De maneira geral, quanto maior esse número, maior tende a ser a preocupação de investidores e credores sobre a capacidade da empresa de cumprir seus compromissos financeiros. As dificuldades e desconfiança apareceram no preço das ações. Na B3, os papéis da Braskem acumulam queda de cerca de 82% desde o início da crise em Maceió, passando de R$ 42,05 em fevereiro de 2018 para R$ 7,51 em 18 de junho de 2026. Os efeitos da crise também atingiram as operações fora do Brasil. A Braskem Idesa, subsidiária da companhia no México, deixou de pagar juros de títulos com vencimento em 2029 e 2032 — situação que caracteriza um evento de calote (ou "default", no jargão econômico). No fim de março, a empresa iniciou negociações com credores para reorganizar sua estrutura de capital por meio de medidas judiciais semelhantes ao processo conhecido como Chapter 11 nos Estados Unidos. Voltar ao índice. Mudança no controle e início da reestruturação Em abril, a Novonor (antiga Odebrecht) assinou o contrato para vender o controle da Braskem ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital. A operação envolveu a transferência de cerca de 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica e estava ligada a aproximadamente R$ 20 bilhões em dívidas da holding garantidas por ações da própria companhia. Com a conclusão do negócio, em junho, a IG4 passou a dividir o controle da Braskem com a Petrobras. ➡️ A nova controladora assumiu as negociações com bancos e outros credores e começou a elaborar um plano para reorganizar as finanças da empresa, que acumulava uma dívida próxima de R$ 60 bilhões, incluindo os passivos da subsidiária mexicana Braskem Idesa. A proposta apresentada aos credores prevê mais prazo para o pagamento das dívidas, redução dos juros e períodos maiores de carência. O plano, porém, não prevê novos aportes de recursos dos acionistas nem a troca de parte das dívidas por participação na companhia. Voltar ao índice. Impasse com credores e recuperação extrajudicial No início de agosto, informações divulgadas pela Reuters apontavam que a Braskem estava em negociações avançadas para uma recuperação extrajudicial para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As negociações envolviam detentores de títulos de dívida e bancos, mas ainda não havia acordo. Os credores haviam rejeitado uma proposta da companhia que previa carência de cinco anos para o pagamento do principal e de dois anos e meio para os juros. Segundo a Bloomberg, parte dos credores também pressionava a Petrobras, uma das acionistas controladoras da Braskem, a fazer um novo aporte de recursos na companhia. A estatal, porém, resistia à ideia, entre outros motivos, pelo risco de ampliar sua participação na petroquímica e ter de consolidar a dívida da empresa em seu próprio balanço. ⚖️ A estrutura em discussão para a recuperação extrajudicial previa um período de suspensão de cobranças de 90 dias, durante o qual a empresa e os credores poderiam negociar um plano mais amplo de reestruturação. Além das dívidas relacionadas às operações no Brasil, nos EUA e na Europa, a Braskem também vinha negociando a reestruturação de US$ 2 bilhões em dívidas da Braskem Idesa, sua subsidiária no México. Na semana passada, a Braskem Idesa entrou com um pedido de Chapter 11 nos EUA para renegociar suas dívidas, após fechar um acordo com credores e acionistas. O processo faz parte da estratégia de reestruturação financeira do grupo e ocorreu em cronograma próximo ao pedido de recuperação extrajudicial anunciado no Brasil. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Braskem pode levar de três a cinco anos para superar os problemas financeiros herdados da gestão anterior. Voltar ao índice. Braskem abre inscrições para programa de estágio Divulgação

Free flow do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios Divulgação/Tamoios O Ministério dos Transportes atualizou, nesta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil. Com a mudança, os motoristas poderão consultar pela plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema "free flow". 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o Ministério dos Transportes, todas as passagens por rodovias estarão listadas no aplicativo, “sejam elas federais ou estaduais. Além da consulta, o cidadão terá acesso a informações centralizadas para identificar, pela plataforma, a concessionária responsável e acessar o respectivo canal indicado para pagamento do pedágio”. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que apenas uma das concessionárias que operam o sistema free flow no Brasil ainda não está integrada à plataforma: a responsável pelo Rodoanel, em São Paulo. Segundo o ministro, enquanto a concessionária não estiver integrada à plataforma, não poderão ser aplicadas multas pelo não pagamento da tarifa no sistema free flow, e a homologação para o uso da tecnologia será revogada. Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa. “Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamento”, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponíveis apenas para o proprietário do veículo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista. O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo. “A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro. O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veículo. Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço. Confusão fez ministério suspender multas Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos. Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações. Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal. Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dívida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veículo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow identifica o veículo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo. O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veículos que não possuem o dispositivo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.

Logo da Braskem no complexo de Triunfo REUTERS/Diego Vara A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas (aproximadamente R$ 59 bilhões). A medida foi adotada após o fim do prazo de proteção contra credores obtido pela companhia, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela petroquímica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia é considerada uma das principais petroquímicas das Américas, com atuação global e forte presença em cadeias industriais estratégicas. Seus produtos estão presentes em itens do dia a dia, desde embalagens e materiais de construção até peças automotivas e insumos agrícolas. Conheça a Braskem e o que faz a gigante petroquímica que pediu recuperação extrajudicial no Brasil. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criada em 2002, a Braskem surgiu da integração de ativos da antiga Odebrecht — atualmente Novonor — e do Grupo Mariani. A operação reuniu seis empresas petroquímicas e deu origem a uma estrutura integrada inédita no Brasil, consolidando a companhia como líder regional logo nos primeiros anos de fundação. Ao longo de sua trajetória, a Braskem ampliou sua presença por meio de aquisições e parcerias estratégicas, incluindo a incorporação de ativos no exterior. Esse movimento permitiu a expansão para mercados como Estados Unidos, Alemanha e México, além de reforçar sua posição como uma das maiores produtoras globais de resinas termoplásticas, que são a base de boa parte dos produtos plásticos usados atualmente. A Petrobras é uma das principais acionistas da Braskem e detém cerca de 47% do capital votante da companhia, além de ser uma das principais fornecedoras de matéria-prima, o que reforça sua integração com a cadeia de óleo e gás no Brasil. O que a Braskem faz A Braskem atua no setor químico e petroquímico, com foco na produção de resinas termoplásticas como polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC). Esses materiais são fundamentais para a indústria de transformação e servem de base para a fabricação de uma ampla variedade de produtos. Além das resinas, a companhia produz insumos químicos básicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno e tolueno. Esses compostos são obtidos principalmente a partir de matérias-primas como petróleo, nafta, gás natural e etano. A operação da empresa é organizada de forma integrada: Primeira geração: produção de petroquímicos básicos a partir de matérias-primas fósseis ou renováveis; Segunda geração: transformação desses insumos em resinas termoplásticas; Terceira geração (clientes): empresas que utilizam essas resinas para fabricar produtos finais. Essa integração permite ganhos de escala e eficiência operacional, sendo um dos diferenciais competitivos da companhia. Presença global e números A Braskem possui operações em 11 países e conta com mais de 8 mil funcionários. Sua estrutura inclui 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e 7 centros de inovação. A companhia atende clientes em mais de 70 países e, em 2025, registrou receita líquida de R$ 70,7 bilhões, com capacidade de produção superior a 12 milhões de toneladas de produtos químicos por ano. No segundo trimestre de 2026, a Braskem registrou receita de R$ 21,72 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa também reverteu o prejuízo registrado um ano antes e teve lucro líquido de R$ 3,33 bilhões, impulsionado pela melhora do mercado petroquímico internacional. 🔎 No mercado financeiro, suas ações são negociadas na B3 sob os códigos BRKM3, BRKM5 e BRKM6, além de ADRs listados na Bolsa de Nova York (NYSE), sob o ticker BAK. Considerando o fechamento das ações da última sexta-feira (21), a Braskem vale cerca de R$ 6,62 bilhões na bolsa brasileira. Apesar da escala, a empresa enfrenta um momento de pressão. O setor petroquímico global passa por um ciclo de baixa, com redução de demanda e aumento de custos, o que afeta diretamente os resultados. Estrutura acionária e desafios recentes Logo da Odebrecht Paulo Whitaker / Reuters A Braskem tem controle compartilhado entre a Petrobras e um fundo ligado à gestora IG4 Capital. A Petrobras detém cerca de 47% do capital votante (ações com direito a voto) e 36,1% do capital total da companhia. Já o fundo ligado à IG4 Capital possui 50,1% do capital votante, participação assumida após a aquisição da fatia anteriormente pertencente à Novonor. O restante das ações ordinárias e preferenciais está distribuído entre investidores no mercado. Atualmente, a Braskem é comandada por Helcio Tokeshi. Ele assumiu o cargo em junho deste ano, sucedendo a Roberto Ramos. Já o conselho de administração da companhia é presidido por Magda Chambriard, que também é diretora-presidente da Petrobras. Nos últimos anos, a Novonor vinha tentando vender sua participação na Braskem. Em março, a empresa encerrou seu processo de recuperação judicial, após cinco anos. A IG4 Capital, por meio do fundo Shine, assumiu em junho de 2026 a participação da Novonor na Braskem e passou a dividir o controle da petroquímica com a Petrobras. Após a operação, a Novonor deixou o bloco de controle e permaneceu apenas como acionista minoritária, com 4% das ações preferenciais. Esse cenário adicionou incertezas à governança e ao futuro da empresa, ao mesmo tempo em que pressiona sua avaliação de mercado, que tem apresentado queda nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, as ações BRKM5 desvalorizaram cerca de 40,70%. Exploração de sal-gema em Alagoas Famílias protestam na frente da Braskem, em Maceió Waldson Costa / G1 Um dos casos mais significativos e polêmicos da história recente da empresa aconteceu em Maceió e envolve a extração de sal-gema. 🔎 O sal-gema é uma matéria-prima essencial da indústria petroquímica. No caso da Braskem, ele entra na base da produção de químicos que acabam sendo transformados em plásticos e outros produtos usados no dia a dia. A atividade de mineração subterrânea, realizada por décadas, provocou instabilidade geológica em diversos bairros da capital alagoana. Regiões como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto foram afetadas por rachaduras, afundamento do solo e risco de colapso estrutural. O problema levou à evacuação de mais de 55 mil pessoas desde 2019, além da interdição de imóveis e fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais. Estudos indicaram que a técnica utilizada — baseada na injeção de água para dissolução do sal a centenas de metros de profundidade — comprometeu a estabilidade do solo, gerando crateras e colapsos em minas. Após o agravamento da situação, a Braskem interrompeu a exploração de sal-gema em 2019 e passou a firmar acordos com autoridades para indenização e realocação de moradores, além de implementar medidas de reparação socioambiental. A área segue sob monitoramento contínuo, e o caso continua gerando impactos financeiros, jurídicos e reputacionais para a companhia.

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, disse nesta segunda-feira (24) que seu partido apresentará ao Parlamento um projeto de lei para proibir crianças menores de 16 anos de usar redes sociais. A proposta prevê multas de até 10% da receita global das plataformas que não cumprirem a medida. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O texto exigiria que as empresas adotassem medidas razoáveis para verificar a idade dos usuários, incluindo o uso de informações de contas existentes, tecnologia de reconhecimento facial e documentos de identidade digital. "Simplesmente não podemos aceitar o mal que está sendo causado a uma geração de crianças neozelandesas", disse Luxon em um comunicado. França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE "As redes sociais estão expondo-as a conteúdo prejudicial, tecnologias viciantes e pressões para as quais não estão preparadas. Isso está afetando sua vida familiar, saúde mental, sono e educação", afirmou. Ainda não está claro se o projeto terá apoio suficiente para ser aprovado pelo Parlamento. Um dos partidos que integram a coalizão de governo de Luxon, o Nova Zelândia Primeiro, já afirmou que não apoiará a proposta. "Estamos preocupados com a legislação proposta e com a direção e o caminho perigoso que uma medida como essa inevitavelmente levará nosso país", disse Winston Peters, líder do partido e ministro das Relações Exteriores, em uma publicação no X. Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida restringe o acesso a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook. A legislação australiana foi um "fracasso colossal", disse Peters. Segundo ele, manter as crianças longe das redes sociais deveria ser responsabilidade dos pais. "Não vou fingir que será simples ou que será perfeito", disse Luxon em um evento. "Não vamos conseguir tirar todas as crianças das redes sociais. Algumas sempre encontrarão maneiras de contornar isso, mas, francamente, é importante demais para não tentarmos", afirmou.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar subiu na sessão desta segunda-feira (24), com uma alta de 0,16%, cotado a R$ 5,1526. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,53%, aos 171.942 pontos. O movimento dos mercados ocorreu em meio à atenção ao cenário eleitoral brasileiro e às relações entre Brasil e Estados Unidos. No exterior, as tensões entre EUA e Irã também permaneceram no radar, com expectativa por novas sanções. A Braskem ganhou atenção após anunciar que pretende pedir recuperação extrajudicial para reestruturar suas dívidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As ações da Braskem caíram mais de 6% durante o pregão desta segunda-feira, após a empresa anunciar que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. (veja mais abaixo) ▶️ O cenário eleitoral brasileiro seguiu na mira dos investidores, após o primeiro debate presidencial ter acontecido na véspera sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados nas pesquisas. Na sexta-feira (21), o Datafolha divulgou a intenção de voto separado por segmento, considerando cenários com e sem o candidato Pablo Marçal. DATAFOLHA: Veja intenção de voto no 1º turno Veja cenário com Pablo Marçal ▶️A relação entre Brasil e Estados Unidos também ficou sob os holofotes, após Lula (PT) ter falado por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira. Lula afirmou que as tarifas americanas adotadas contra o produtos brasileiros são "infundadas". Trump, por sua vez, propôs uma nova rodada de reuniões entre as equipes técnicas, cujos detalhes devem ser definidos hoje. ▶️ No exterior, o conflito entre os EUA e o Irã continuou no centro das atenções. A expectativa é que o governo americano anuncie nesta segunda-feira o novo pacote de sanções contra o país do Oriente Médio. Já o Irã ameaçou nesta segunda-feira os países que aderirem à pressão econômica do governo americano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,16%; Acumulado do mês: +1,64%; Acumulado do ano: -6,12%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,40%; Acumulado do ano: +6,64%. EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias. A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto "mais duro de medidas já aplicado", segundo o secretário do Tesouro dos EUA. Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar "consequências". Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou: "As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências". No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica". Em um post na rede social X, Ghalibaf afirmou que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou punir os países que sigam negociando com o Irã, foi a motivação do contato. "Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco", escreveu. Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Braskem vai pedir recuperação extrajudicial A Braskem anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", disse a empresa em nota. Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento. A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Bolsas globais Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,28%, aos 7.653,00 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,77%, aos 25.979,66 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 0,27%, aos 53.418,68 pontos. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou praticamente estável, com alta de 0,05%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,35%, aos 10.854,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,11%, aos 26.106,60 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,37%, aos 8.453,01 pontos. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Justiça determina que Braskem prove que imóveis não foram afetados pela mineração A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 (CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 informou que a Braskem havia protocolado um pedido de recuperação extrajudicial. Na verdade, o Conselho de Administração aprovou a medida, e a empresa se prepara para oficializar o pedido. A informação foi corrigida às 10h.) No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento. 🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação. É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça. O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando. A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação. A companhia informou que vinha avaliando medidas para se proteger de eventuais cobranças dos credores. Afirmou ainda que as conversas haviam se intensificado e que avaliava diferentes alternativas para reorganizar suas dívidas financeiras. Boa parte da dívida da Braskem está em títulos emitidos no exterior. Na prática, são recursos que a empresa tomou emprestados de investidores e que precisam ser pagos nas condições estabelecidas na emissão. A Braskem também pediu reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos pelo Chapter 11. O mecanismo permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano prevê um aporte de US$ 476 milhões da Braskem para manter o controle da subsidiária. O que é a Braskem Braskem Divulgação A Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas brasileiras. Foi criada em 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A companhia produz resinas plásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, usadas na fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos produtos do dia a dia. Também produz insumos químicos, como eteno e propeno, usados por outras indústrias na fabricação de diferentes materiais. A empresa tem operações em países como Estados Unidos, Alemanha e México e tem a Petrobras como uma de suas principais acionistas. A IG4 Capital adquiriu recentemente a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. A Braskem enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor e pode levar anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas. O caso causou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores. SAIBA MAIS AQUI: Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial

Tesla Model Y foi o carro mais vendido em 2024 Divulgação | Tesla A Tesla decidiu fazer um recall de 2,7 milhões de Model 3 e Model Y fabricados na China devido a problemas nos sistemas de monitoramento usados durante a operação dos recursos de assistência à direção. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A informação é da Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR, na sigla em inglês). A SAMR disse ainda que a Tesla vai fazer outra campanha para carros equipados com dispositivos internos nas portas que podem dificultar a saída de uma pessoa do veículo em caso de emergência. Agora no g1 Outras oito montadoras chinesas também solicitaram recalls devido a riscos de segurança semelhantes, anunciou a SAMR. A medida da Tesla afeta 2,9 milhões de veículos elétricos dos modelos Model 3 e Model Y produzidos no país e terá início em 25 de setembro. Segundo a agência reguladora, os carros afetados têm maçanetas internas de emergência com cor semelhante à do revestimento das portas, o que pode dificultar sua identificação e utilização em situações de emergência. Fabricantes chineses de veículos elétricos, como Xiaomi, XPeng, Geely, Chery e Leapmotor, também estão fazendo recalls de veículos que apresentam problemas semelhantes nas maçanetas internas. *com informações da AFP.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 de 1,98% para 1,95%. A expectativa faz parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. Agora no g1 Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua projeção estável, pela segunda semana seguida, em 5,02% para 2026. A manutenção na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação permaneceu 5,02%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,24% para 4,25%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Guerra tarifária: economistas expressam preocupação com os efeitos sobre empregos, PIB e inflação Reprodução/TV Globo Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30 por dólar.

Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal libera nesta segunda-feira (24), às 9h, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) referente a agosto de 2026. O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. Ao todo, serão pagas 521.935 restituições, que somam R$ 1.238.013.251,34. Os créditos bancários serão realizados ao longo do dia 31 de agosto. (veja mais abaixo como consultar) Do total de restituições deste lote: 16.850 são destinadas a idosos acima de 80 anos; 86.873 a idosos entre 60 e 79 anos; 9.029 a pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave; 26.769 a contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 338.912 a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem pelo recebimento via Pix; 43.502 a contribuintes sem prioridade. Agora no g1 Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 31 de agosto Como fazer a consulta? O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

Novos empreendimentos imobiliários investem em áreas de lazer, o que aumenta o custo do condomínio Georg Ismar/dpa/picture alliance via DW No Brasil, ao menos 40 milhões de pessoas vivem em condomínios. Para muitos nessa situação, gastos com serviços e segurança já fazem parte do cotidiano. Mas, podendo chegar a até 40% do valor de um aluguel mensal, essa cobrança extra é chamada muitas vezes de "segundo aluguel". Atualmente, o valor médio do condomínio pago no país é de R$ 516 por mês, segundo dados do Censo Condominial 2025/2026 da plataforma uCondo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A plataforma leva em conta apenas espaços de habitação em condições formalizadas, com o total de condomínios no país sendo bem superior. Essa taxa vem crescendo nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a inflação condominial no Brasil foi de 25%, superando a elevação média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período. Agora no g1 O estudo aponta que esse aumento é resultado direto de custos operacionais mais altos e de uma gestão que, cada vez mais, busca manter serviços essenciais e valorizar os empreendimentos. "Há uma transformação nos perfis de lançamento, com toda uma área de lazer dentro dos condomínios, especialmente nos casos de apartamentos menores", aponta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE. No caso do quadro de funcionários, a especialista indica ainda que, nos últimos anos, há uma escassez de mão de obra no país, o que, com um aquecimento de economia, significa aumento do valor gasto com pessoal em muitos casos. Outro fator que pesa são os elevadores, cuja manutenção costuma ser cara. Em uma tendência mais recente, a uCondo observou ainda que um custo que vem aumentando em muitos condomínios é o de instalação de equipamento necessário para as recargas de carros elétricos. Outro avanço são investimentos cada vez maiores em espaços para pets, que já estão presentes em mais de 53% dos lares do país. Em comparação com outros países, o gasto com condomínios se destaca no Brasil, especialmente pela quantidade de serviços e instalações, como portarias 24 horas e câmeras internas. "Apartamentos na Europa, por exemplo, não tem quase nada disso", aponta Castelo. "Preço oculto" "Muitas pessoas compram o imóvel vendo a prestação e esquecem o condomínio, é um preço oculto", aponta Castelo. Em um cenário de alta no endividamento no país, o tema levanta preocupações. Entre 2022 e 2025, a inflação condominial no Brasil foi de 25% Zoonar/picture alliance via DW O censo do setor indicou que, entre o primeiro semestre de 2022 e o mesmo período de 2025, a inadimplência passou de 9,72% para 11,95%, considerado um "salto expressivo" e que ligou um sinal de alerta para a saúde financeira dos condomínios. Essa taxa varia entre os estados, o maior índice foi registrado no Rio Grande do Norte (32,83%). Leonardo Mack, diretor de operações da uCondo, destacou que não houve recortes relevantes de poder aquisitivo entre os inadimplentes. Neste caso, condôminos que moravam em prédios, por exemplo, de classe A, tiveram como solução ir a prédios de classe B visando adequar as taxas ao orçamento. Ainda que sejam casos extremos, a inadimplência pode representar até a perda do patrimônio, além do pagamento de juros e taxas. "A dívida não fica no CPF, vai para o imóvel ", lembra Mack. No caso do não pagamento dos débitos junto ao condomínio, o resultado pode ser o leilão da unidade visando quitar a dívida. Menos "taxas extras eternas" Historicamente, a gestão destes espaços costumava ser feita por moradores, que muitas vezes cumpriam o papel em troca da isenção de suas taxas ou por um salário mínimo. Nestes contextos, era comum que "taxas extras" fossem cobradas de forma não planejada. Em alguns casos, despesas que, inicialmente seriam extraordinárias, como no caso de um reparo de um portão ou uma reforma, passavam a ser incorporadas às cobranças de forma permanente. "Um dos grandes problemas que tínhamos era a cobrança de taxas extras. Às vezes, a síndica fazia obras sem a aprovação dos moradores, e quando íamos ver, o condomínio vinha com taxas gigantescas que tínhamos que pagar. Impactava no planejamento ", conta Carolina Guilarducci, que vive na cidade de Juiz de Fora. "Eram descrições muito vagas e genéricas, não sabíamos o que havia sido feito e o valor de cada serviço. Uma vez, a taxa que era de R$ 300 em um mês virou R$ 450 no outro", lembra. Alguns brasileiros buscam apartamentos em prédios com condomínios mais baratos Marcos Hirakawa/imageBROKER/picture alliance via DW Mateus Oliveira, com quem ela vive hoje, também teve problemas recentes em outro condomínio com administração pouco formal. "Em maio, no antigo prédio em que morava, o síndico arrumou o portão sem avisar ninguém e mandou uma cobrança. Eu e outros moradores estávamos pedindo para que houvesse uma troca e não esses concertos o tempo todo. Acabamos discutindo e não aceitei pagar", conta. O quadro de incertezas motivou o condomínio em que ambos vivem hoje a buscar uma administradora. Por outro lado, desde então, houve um aumento na taxa mensal cobrada. "Hoje, há uma tendência de profissionalização. Nestes casos, há amadurecimento na gestão, incluindo a previsão orçamentária", avalia Mack. Nas situações mais amadoras, era comum que o síndico muitas vezes fosse eleito quase sem querer, lembra. Adaptações e novos planos O aumento das taxas condominiais levou brasileiros a buscar alternativas ao "segundo aluguel". Morador de São Paulo, Hector Corrêa planejava financiar um apartamento na cidade para deixar o aluguel, mas mudou de ideia quando percebeu que a soma das parcelas aos custos do condomínio acabaria ficando mais cara do que o que paga atualmente. Em um prédio também com poucos serviços, as taxas reduzidas o fizeram permanecer no apartamento atual. "Hoje, pago cerca de 10% do preço do aluguel em taxas. Procurei lugares mais próximos ao trabalho, e esse valor chegava a até 40%. O valor do condomínio acabou me fazendo ficar onde estou hoje, o que acaba me levando a enfrentar mais trânsito e perder qualidade de vida, mas o custo total é menor ", conta. Hector Corrêa desistiu de mudança devido ao valor do condomínio Luisa Preisler via DW No caso de Guilarducci, o fato de o imóvel ser de sua família torna a situação mais cômoda. "Apesar de o condomínio ser muito caro, para mim ainda vale por não pagar o aluguel, mas teria procurado outro lugar caso não fosse da família. O prédio não tem portaria, piscina, não tem nada. A manutenção é muito simples ", afirma. Portaria eletrônica? Uma das opções que condomínios buscam para economizar é reduzir os custos com funcionários. Mais de 14 mil condomínios optaram pela substituição de porteiros por serviços eletrônicos no país. "Grande parte dos custos dos condomínios são com zeladoria, segurança e portaria. Então, é comum começar um corte de custos assim ", aponta Mack. A questão se tornou tão frequente que levou uma sessão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) a criar uma cláusula em 2025 que prevê o pagamento de dez pisos do salário da categoria aos profissionais demitidos nestas condições. O argumento é o de que a norma "compatibiliza o avanço tecnológico com a valorização social do trabalho, conforme os princípios constitucionais da livre iniciativa e da equidade social". Um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo quer restringir no estado a implantação de sistemas de portaria virtual em condomínios que excedam a quantidade de 30 imóveis. De autoria do deputado Márcio Nakashima, a medida afirma que, com o aumento das portarias virtuais, quase 150 mil vagas de porteiros seriam cortadas. Além de menor segurança, associações do setor reforçam outros riscos da adoção de serviços eletrônicos, como a chance de ficar sem acesso em casos de falta de luz ou internet.

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional terão uma nova decisão tributária para tomar ainda em 2026. Entre os dias 1º e 30 de setembro, elas poderão escolher como irão recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no primeiro semestre de 2027, tributos criados pela reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As novas regras foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) e fazem parte da adaptação do regime ao novo sistema tributário, que começa a entrar em vigor em 2027. Pela nova regulamentação, as empresas poderão continuar recolhendo IBS e CBS dentro da guia única do Simples Nacional ou optar pelo chamado regime regular, no qual os dois tributos serão calculados e pagos separadamente. Agora no g1 A escolha pelo regime regular não significa sair do Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para os demais tributos, mas seguirá regras próprias para calcular e pagar IBS e CBS. O calendário para entrar no Simples Nacional também mudou. Empresas que quiserem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido entre 1º e 30 de setembro de 2026, e não mais em janeiro. Se a solicitação for aceita, a entrada valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Já as empresas que fazem parte do Simples Nacional continuarão enquadradas automaticamente, desde que não tenham sido excluídas do regime. Nesse caso, não será necessário fazer uma nova adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A decisão sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS feita em setembro valerá de janeiro a junho de 2027, ou seja: seis meses. As empresas terão uma nova oportunidade entre 1º e 31 de março de 2027 para escolher como recolherão os tributos no segundo semestre. Nesse caso, a decisão valerá de julho a dezembro. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Segundo o Comitê Gestor do Simples, a antecipação dos prazos busca dar mais previsibilidade às empresas e evitar que elas comecem o ano sem saber se poderão permanecer ou ingressar no regime. O que muda na prática? Para as empresas que mantiverem IBS e CBS dentro do Simples Nacional, a lógica continuará mais próxima da atual: os tributos serão incluídos no pagamento unificado feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), dentro de um percentual sobre a receita. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Em contrapartida, poderá aproveitar créditos gerados nas compras para reduzir os valores a pagar e também gerar mais créditos para seus clientes. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, essa diferença na geração de créditos é um dos principais pontos que as empresas devem considerar antes de tomar uma decisão. No regime regular, a empresa poderá gerar crédito integral de IBS e CBS para quem comprar seus produtos ou contratar seus serviços. No Simples, o crédito repassado ao comprador tende a ser menor. Por isso, a diferença pode ser mais relevante para pequenos negócios que vendem produtos ou serviços para outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a escolha dependerá do perfil de cada negócio, e um dos principais fatores a considerar é quem são seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais motivos para avaliar o regime regular. Isso porque a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode tornar esses fornecedores mais atrativos para seus clientes. Para negócios voltados principalmente ao consumidor final, esse benefício tende a ter menos impacto. Por outro lado, o regime regular exige que IBS e CBS sejam calculados separadamente e demanda mais controles fiscais, o que pode aumentar os gastos com contabilidade e tornar a rotina tributária mais complexa. Por isso, a recomendação é que os empresários simulem os dois cenários antes do prazo de setembro, considerando os possíveis benefícios e os custos envolvidos em cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. Outra mudança importante é no calendário para empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e pretendem ingressar no regime em 2027. Até agora, a opção era feita em janeiro. Para 2027, o pedido deverá ser apresentado entre 1º e 30 de setembro de 2026. Se aceito, valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até o último dia de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, haverá prazo de 30 dias para regularizar a situação e tentar garantir o ingresso no regime. Quem já está no Simples e não tiver sido excluído continuará automaticamente no regime e não precisará solicitar uma nova adesão. Quais regras para novas empresas? Há uma regra específica para empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026. Nesses casos, a opção pelo Simples feita no momento da abertura valerá tanto para o restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. Se a empresa também escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular durante a abertura, essa opção começará a valer em janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? IBS e CBS são dois dos principais tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é federal e substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência dos municípios. A administração ficará a cargo de um comitê formado por representantes dos estados e municípios. E o MEI? O Microempreendedor Individual (MEI) não participa da escolha entre recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão sujeitos às regras específicas do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), com pagamento mensal em valor fixo. As mudanças no calendário de adesão ao Simples também não se aplicam ao MEI. A opção pelo Simei continuará sendo realizada em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, traz mudanças relacionadas à emissão de documentos fiscais. Na prestação de serviços, permanece a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já nas vendas de mercadorias e em determinadas atividades de transporte, a regulamentação prevê o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também alteram alguns critérios usados para calcular os tributos do Simples Nacional, incluindo os aplicados a empresas em início de atividade, à receita acumulada e à folha de salários. A definição de receita bruta também foi atualizada e passa a mencionar expressamente operações com bens materiais, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores de IBS e CBS pagos pelo regime regular não entrarão no cálculo da receita bruta considerada para fins do Simples Nacional. Outra mudança envolve o momento em que a receita é reconhecida para o cálculo dos tributos. Pela nova regra, o faturamento passa a estar ligado à emissão do documento fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — teto de faturamento usado para definir o recolhimento de determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Isso significa que, ao ultrapassar esse valor de receita, a empresa pode ter de recolher esses tributos separadamente. Também permanece o limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação, enquanto a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão deixa de existir. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada separadamente. As informações passarão a ser incluídas diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e deverão ser informadas uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia Estar entre as empresas mais valiosas do mundo não significa automaticamente ser o melhor lugar para construir uma carreira. É o que mostra um estudo do Burning Glass Institute e da Schultz Family Foundation, que analisou a trajetória profissional de 12 milhões de trabalhadores em 1.750 grandes empresas dos Estados Unidos entre 2019 e 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento, chamado Where You Work Matters 2026, utilizou informações de plataformas como LinkedIn e Glassdoor para avaliar três fatores principais: as chances de promoção nos primeiros cinco anos de carreira, a retenção de funcionários e a remuneração oferecida. A partir desses indicadores, o estudo concedeu selos às empresas mais bem avaliadas em diferentes categorias. São eles: 🏆 Overall Employer (Avaliação Geral): mede o desempenho da empresa considerando simultaneamente crescimento profissional, estabilidade e oportunidades de carreira. 📈 Growth (Crescimento): avalia as chances de promoção e progressão profissional dos funcionários. 🛡️ Stability (Estabilidade): mede a capacidade da empresa de reter trabalhadores por mais tempo. 🌱 Early Career (Início de Carreira): identifica as empresas que oferecem melhores oportunidades para profissionais nos primeiros anos de atuação. Os resultados são classificados em dois níveis: 🏆 Platinum: grupo de elite do levantamento, que reúne as empresas com melhor desempenho em cada categoria. 🥇 Gold: empresas com desempenho acima da média, mas abaixo do grupo Platinum. Para esta reportagem, o g1 fez um recorte das 10 empresas mais valiosas do mundo, segundo levantamento da Forbes. Oito delas aparecem no estudo: Nvidia, Apple, Alphabet (controladora do Google), Microsoft, Amazon, Broadcom, Meta e Tesla. As empresas mais valiosas do mundo onde é melhor construir carreira O resultado reforça uma das principais conclusões da pesquisa: o tamanho ou o prestígio da marca não são suficientes para explicar a qualidade da experiência profissional. O que faz diferença é a capacidade de oferecer oportunidades concretas de desenvolvimento ao longo do tempo. Escritório do Google em São Paulo Divulgação/Google Abaixo, veja detalhes sobre a avaliação das empresas: Microsoft A Microsoft aparece como o principal destaque do grupo analisado. A empresa, conhecida por produtos como Windows, Office, Azure e Xbox, recebeu os seguintes reconhecimentos: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Early Career Gold Employer O conjunto de selos indica um desempenho equilibrado em praticamente todos os indicadores analisados, combinando oportunidades de crescimento, retenção de talentos e boas perspectivas para profissionais em início de carreira. Amazon Além de controlar a maior plataforma de comércio eletrônico do mundo, a companhia é proprietária da AWS, uma das maiores empresas globais de computação em nuvem. A empresa recebeu: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Early Career Gold Employer O próprio levantamento aponta a Amazon como um dos exemplos mais bem-sucedidos na combinação de salários elevados, oportunidades de promoção e retenção de funcionários. Entre engenheiros de software, a companhia aparece entre os maiores destaques de todo o estudo. Google Controlada pela Alphabet, a empresa é responsável por serviços como Google Search, YouTube, Android e Google Cloud. A companhia recebeu: Overall Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Platinum Employer Tesla A Tesla, fabricante de veículos elétricos e tecnologias de energia limpa, ficou logo atrás das três líderes. A empresa conquistou: Overall Platinum Employer Early Career Platinum Employer Growth Platinum Employer Stability Gold Employer O principal diferencial está nas oportunidades oferecidas para profissionais em início de carreira. Apple Fabricante do iPhone, iPad, Mac e de uma ampla gama de serviços digitais, a Apple recebeu os seguintes reconhecimentos: Overall Gold Employer Stability Platinum Employer Segundo os pesquisadores, os funcionários da Apple costumam receber bons salários e permanecem por mais tempo na companhia, mas as promoções acontecem com menos frequência quando comparadas às observadas em outras gigantes de tecnologia. O caso mostra que uma empresa pode oferecer excelente estabilidade sem necessariamente liderar os indicadores de crescimento profissional. Meta Controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta recebeu: Overall Gold Employer Stability Platinum Employer A análise aponta que a retenção de funcionários é um dos principais pontos fortes da empresa. Por outro lado, os resultados ligados a promoções aparecem em níveis mais moderados, variando consideravelmente de acordo com a função exercida. Nvidia A Nvidia vive um dos momentos mais importantes de sua história e atualmente lidera o ranking global de valor de mercado graças à demanda por chips de inteligência artificial. No levantamento sobre carreira, recebeu: Gold Employer Stability Gold Employer A empresa se destaca principalmente pela combinação entre remuneração competitiva e estabilidade, características que ajudam a explicar sua reputação como empregadora em um setor marcado pela intensa disputa por talentos. Ao mesmo tempo, trabalhar na companhia significa atuar em um ambiente extremamente competitivo e pressionado pela rápida expansão do mercado de IA. Broadcom A Broadcom, fabricante de semicondutores e softwares de infraestrutura, foi a única entre as gigantes analisadas que não recebeu nenhum selo corporativo geral. Ainda assim, isso não significa que seja necessariamente um lugar ruim para trabalhar. O estudo mostra que diversas carreiras específicas receberam avaliações positivas, especialmente na categoria relacionada ao crescimento profissional. Entre os destaques estão: Engenheiros de sistemas e segurança (Platinum) Especialistas de suporte ao usuário (Platinum) Gerentes de projetos de TI (Platinum) Engenheiros de software (Gold) Analistas de sistemas de TI (Gold) Outras pesquisas Além de comparar grandes empresas, o levantamento chama atenção para um aspecto frequentemente ignorado por candidatos e profissionais: a diferença entre salário, crescimento e estabilidade. Segundo os pesquisadores, algumas empresas conseguem atrair trabalhadores oferecendo remunerações elevadas, mas apresentam resultados mais fracos em promoções e retenção. A Goldman Sachs e a Deloitte foram citadas como exemplos desse fenômeno em diversas funções técnicas. A pesquisa também constatou que existe uma diferença média de 81 pontos percentuais entre as funções com melhor e pior desempenho em promoção e retenção dentro das empresas analisadas. Para os autores, isso significa que olhar apenas para o salário ou para o prestígio da marca pode esconder uma parte importante da história.

Cães-robôs sobem escadas em demonstração na China, em 21 de março de 2025 REUTERS/Florence Lo A chinesa Unitree Robotics, uma das maiores fabricantes de robôs humanoides e quadrúpedes do mundo, baseou o design de seus cães-robôs em tecnologias desenvolvidas com financiamento dos militares dos Estados Unidos, segundo um ex-integrante da área de tecnologia de defesa americana e três pesquisadores envolvidos no projeto. As informações são da agência de notícias Reuters. O modelo Go2, lançado em 2023 e vendido por cerca de US$ 1.600 (R$ 8.322,24), ajudou a Unitree a conquistar rapidamente espaço no mercado global de robôs quadrúpedes. O interesse pela empresa também impulsionou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Xangai. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Outro robô da Unitree apareceu em imagens exibidas pela televisão estatal chinesa transportando uma arma e acompanhando tropas do Exército de Libertação Popular (ELP) durante um exercício militar. Segundo pesquisadores ouvidos pela Reuters, esses robôs utilizam avanços na locomoção de máquinas quadrúpedes financiados pelo Laboratório de Pesquisa do Exército dos EUA e por outros programas militares americanos. Agora no g1 O projeto financiado pelo Exército acabou servindo de base para o primeiro robô da Unitree produzido em escala comercial relevante, afirmou Gavin Kenneally. Ben Katz, que trabalhava no Laboratório de Robótica Biomimética do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), integrante de um consórcio de universidades financiado por programas militares dos EUA, afirmou que as dimensões da popular série Go da Unitree eram praticamente idênticas às de um robô que ele ajudou a desenvolver, chamado Mini Cheetah. O caso evidencia dificuldades mais amplas dos Estados Unidos para competir com a capacidade industrial chinesa em setores estratégicos de alta tecnologia, incluindo áreas consideradas essenciais para a segurança nacional. Apoiadas por subsídios estatais, polos industriais especializados e maior disposição para operar com margens reduzidas ou prejuízos prolongados, empresas chinesas ampliaram sua participação em mercados como os de painéis solares, drones, veículos elétricos e comunicações quânticas. Muitas dessas tecnologias tiveram suas origens em pesquisas apoiadas por governos ou forças armadas dos EUA. Kenneally transformou parte desses avanços em produtos comerciais por meio da Ghost Robotics, empresa que fornece robôs para forças especiais dos Estados Unidos. Ainda assim, sua operação continua menor e mais cara do que a da Unitree. Em junho, o Pentágono incluiu a Unitree em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificando-a como uma "contribuinte para a base industrial de defesa chinesa". A medida não equivale a uma sanção, mas pode restringir o uso futuro da tecnologia da empresa pelas Forças Armadas dos EUA. A Unitree afirma que seus robôs são destinados a aplicações civis. A Unitree, o Conselho de Estado da China e o Ministério da Defesa chinês não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. Segundo os pesquisadores ouvidos pela agência de notícias, a Unitree não agiu de forma inadequada ao utilizar pesquisas financiadas pelo Exército dos EUA. Os resultados do programa foram publicados abertamente para estimular avanços na área, uma prática comum no meio acadêmico. A porta-voz do Laboratório de Pesquisa do Exército, Amanda Ligon, afirmou que a pesquisa fortaleceu o setor de robótica dos Estados Unidos como um todo e serviu de base para trabalhos posteriores nos setores público e privado. O laboratório encaminhou as perguntas sobre a utilização comercial da tecnologia pela Unitree ao Pentágono, que se recusou a comentar. Como a China ganhou escala na robótica A Unitree vendeu mais de 5.500 robôs humanoides e 18 mil robôs quadrúpedes no ano passado, segundo documentos da empresa, e atualmente é avaliada em cerca de US$ 9 bilhões antes de sua estreia na bolsa de valores, prevista para quarta-feira. Em contrapartida, nenhuma empresa dos Estados Unidos conseguiu produzir robôs desse tipo em larga escala, incluindo a Tesla, de Elon Musk, que há anos apresenta protótipos de seu robô humanoide Optimus. A Boston Dynamics, fabricante do robô Spot, afirmou recentemente em audiência no Congresso que os preços praticados por empresas chinesas podem expulsar concorrentes americanos do mercado. Nenhum dos pesquisadores entrevistados pela Reuters defendeu que pesquisas financiadas pelo governo fossem mantidas em segredo. Em vez disso, eles argumentaram que os formuladores de políticas públicas deveriam criar condições para que empresas americanas transformem rapidamente esses avanços em produtos competitivos. O Laboratório de Pesquisa do Exército também afirmou que a divulgação dos resultados é importante para o avanço científico e tecnológico. Os EUA continuam se destacando em inovação e desenvolvimento de software, mas precisam de capital, infraestrutura industrial, mão de obra qualificada e cadeias de suprimentos robustas para transformar essas inovações em produção em larga escala, afirmou Vijay Kumar, reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade da Pensilvânia. Por ora, as autoridades americanas têm recorrido principalmente a restrições comerciais para proteger empresas nacionais da concorrência chinesa. Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) proibiu a importação de futuros modelos de robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior, incluindo os da Unitree. A China respondeu à medida com ameaças de retaliação. A embaixada da China em Washington afirmou, em comunicado, que as empresas chinesas estão ajudando a tornar novas tecnologias mais acessíveis em todo o mundo. O governo chinês também acusou os Estados Unidos de abuso de poder administrativo e de promover "distorção de mercado e intimidação unilateral". A maioria dos especialistas ouvidos pela Reuters apoiou as restrições impostas pelos Estados Unidos, mas afirmou que essa política, sozinha, não é suficiente para construir uma indústria capaz de competir com a China. “Esta não é apenas uma disputa entre empresas americanas e chinesas de robótica”, disse Kenneally, fundador da Ghost Robotics. “É uma disputa entre empresas privadas dos Estados Unidos e uma estratégia industrial coordenada pelo governo chinês.” Em 2015, o presidente chinês Xi Jinping lançou um plano de dez anos para transformar a China em líder em setores como energia verde, veículos elétricos e robótica. Desde então, o país tem direcionado grandes volumes de capital para a manufatura avançada, muitas vezes aceitando margens de lucro reduzidas para ganhar escala. A rapidez com que fabricantes chineses conseguem reproduzir e adaptar novas tecnologias está ligada ao domínio do país no refino de minerais críticos usados em ímãs para robótica, além da concentração de fornecedores de motores, engrenagens, atuadores — componentes que funcionam como os "músculos" dos robôs — e outras peças na região de Hangzhou, onde fica a sede da Unitree. Reyk Knuhtsen, analista de robótica da SemiAnalysis, classificou a dificuldade dos Estados Unidos em transformar pesquisas nacionais em produtos comerciais como uma "oportunidade perdida". Segundo ele, parte do problema está na preferência de investidores americanos por startups de software com retorno mais rápido. Na sua avaliação, barreiras comerciais contra a China não serão suficientes para impulsionar a fabricação de robôs. “Este é um desafio enorme para os Estados Unidos”, afirmou. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre a política industrial dos Estados Unidos. Um porta-voz da FCC afirmou que a agência busca proteger os americanos de ameaças estrangeiras e preparar o país "para cumprir a visão do presidente Trump de liderar o mundo na próxima geração de tecnologias". Jaret Riddick, ex-diretor do Laboratório de Pesquisa do Exército e responsável pelo projeto de robótica financiado pelos militares, afirmou que a iniciativa ajudou a impulsionar a indústria americana de robôs quadrúpedes. Mas, sem incentivos para ampliar a produção em larga escala, a Unitree "simplesmente monopolizou esse mercado", disse. Ensinando novos truques a cães-robôs O Exército dos Estados Unidos financiou a Aliança de Tecnologia Colaborativa em Robótica (RCTA, na sigla em inglês) entre 2010 e 2020. A iniciativa reuniu pesquisadores do governo, universidades e empresas, incluindo profissionais da Universidade da Pensilvânia, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Boston Dynamics, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e de outras instituições de pesquisa. O principal parceiro industrial foi a General Dynamics Land Systems, fabricante dos tanques Abrams M1. Em 2016, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, entre eles Kenneally, substituíram pesados sistemas centrais de engrenagens por motores instalados diretamente nas pernas dos robôs. A mudança aumentou a capacidade das máquinas de perceber e reagir ao terreno. O avanço se baseou em pesquisas anteriores do MIT financiadas pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Em 2019, o laboratório do MIT apresentou o Mini Cheetah, que incorporava características desenvolvidas na Universidade da Pensilvânia e se destacava pela maior resistência e pela capacidade de executar cambalhotas para trás. Katz afirmou que, poucos meses após publicar sua dissertação sobre os atuadores do Mini Cheetah, já encontrou cópias dos componentes sendo vendidas por fabricantes chineses. A Unitree havia sido fundada três anos antes por Wang Xingxing, então com 26 anos. Em sua dissertação de mestrado de 2016, analisada pela Reuters, Wang citou pesquisas do MIT, incluindo versões anteriores do projeto Cheetah, e mencionou aplicações futuras em áreas como defesa, segurança, uso doméstico e educação. Em seu site, a Unitree afirma ter desenvolvido internamente componentes como motores, sistemas de transmissão, controladores e até alguns sensores utilizados em seus robôs quadrúpedes. João Ramos, que pesquisava no laboratório do MIT na mesma época que Katz, afirmou que a Unitree reproduziu elementos do formato, da estrutura e do projeto do Mini Cheetah. Ainda assim, reconheceu o mérito da empresa por ter realizado um trabalho sólido de engenharia para transformar a tecnologia em um produto fabricado em larga escala. "A implementação prática e a transformação dessa tecnologia em um produto comercial foram mérito deles", afirmou Ramos. Cães-robôs no campo militar Robôs bípedes ainda não são amplamente utilizados em operações militares, mas as Forças Armadas dos Estados Unidos e da China já testaram esse tipo de aplicação. Em outubro, quadrúpedes da série Robot Wolf, desenvolvidos por outra empresa chinesa, apareceram em reportagens da mídia estatal sobre exercícios que simulavam desembarques militares em praias realizados pelo Exército de Libertação Popular. A Unitree afirma publicamente que seus produtos têm finalidade civil. Em 2022, a empresa assinou uma carta aberta, ao lado de fabricantes de robôs de outros países, comprometendo-se a não transformar essas máquinas em armas, citando riscos de danos e preocupações éticas. Apesar disso, a televisão estatal chinesa exibiu imagens de robôs Go2 da Unitree acompanhando tropas do país e de uma versão modificada do modelo B1 disparando um fuzil de assalto acoplado à estrutura da máquina. Em setembro de 2023, o Exército dos Estados Unidos recebeu uma autorização especial para contornar exigências federais que priorizam a compra de produtos fabricados no país e adquirir dois robôs Unitree Go2. Registros oficiais classificavam os equipamentos como ferramentas importantes diante da falta de alternativas americanas disponíveis em escala comercial e com qualidade considerada satisfatória. A Reuters não conseguiu confirmar se a compra foi concluída. Ainda naquele mês, os fuzileiros navais dos Estados Unidos realizaram testes para acoplar um lançador de foguetes a um robô Go1 e permitir disparos remotos. A Ghost Robotics, fundada por Kenneally, já entregou cerca de mil robôs Vision 60, principalmente para clientes militares e governamentais. Os equipamentos são usados em tarefas de vigilância e busca em ambientes considerados hostis. O primeiro cliente da empresa foi o Comando de Guerra Especial da Marinha dos Estados Unidos, responsável pelas equipes SEAL. Alguns componentes do Vision 60, vendido por mais de US$ 165 mil, ainda são fabricados na China, embora a empresa tenha buscado diversificar sua cadeia de fornecedores. Em comparação, a Unitree comercializa sua série B nos Estados Unidos por menos de US$ 100 mil. Há dois anos, a Ghost Robotics transferiu o fornecimento de motores da China para a Coreia do Sul. Ainda assim, a empresa enfrenta dificuldades para substituir ímãs produzidos por fabricantes chineses e alguns componentes metálicos, segundo Kenneally. Segundo Kenneally, a única forma de reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa é ampliar o fornecimento por países aliados que possuam capacidade produtiva inexistente hoje nos Estados Unidos. Em 2024, a sul-coreana LIG Defense & Aerospace adquiriu 60% da Ghost Robotics por US$ 240 milhões. Segundo Kenneally, a empresa também avalia a possibilidade de produzir equipamentos em Taiwan. "Precisamos trabalhar em estreita colaboração com nossos aliados", afirmou. "Não existe um caminho viável sem eles."

G1 | Loterias - Mega-Sena 3048 O sorteio do concurso da Mega-Sena foi realizado neste domingo (23), em São Paulo. Uma aposta única de Blumenau, em Santa Catarina, acertou os seis números e levou o prêmio de R$ 57.261.598,09. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 44 - 06 - 27 - 50 - 02 - 39 Setenta e seis apostas fizeram cinco acertos e levaram R$ 34.212,24. Outras 4.346 apostas acertaram quatro números, com prêmio de R$ 986,17. Números sorteados no concurso 3048 da Mega-sena, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

EUA impõem tarifas de 50% sobre importações do Canadá após fracasso de negociações O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou neste domingo (23) o tom contra o Canadá após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países. No sábado, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos importados do Canadá, já que não foi possível finalizar um acordo que, na avaliação americana, teria reduzido substancialmente as tarifas e oferecido condições mais favoráveis de acesso ao mercado dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro. “O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um!!! Eles também cobraram dos nossos grandes agricultores, durante muitos anos, enormes quantias em tarifas. Chega!!!”, escreveu Trump. Publicação de Trump na Truth Social. Reprodução/Truth Social O cabo de guerra dos norte-americanos A nova escalada ocorre apenas alguns dias depois de os dois países indicarem que estavam próximos de um acordo. Na terça-feira (18), Trump havia suspendido por três dias a aplicação das tarifas de 50%, alegando que EUA e Canadá tinham chegado a um entendimento preliminar. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, confirmou que havia "progressos substanciais" nas conversas. As negociações, porém, fracassaram na noite de sexta-feira (21). As tarifas americanas entraram em vigor à 0h01 de sábado (22), no horário de Washington, sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. Em resposta, Carney anunciou que o Canadá aplicará tarifas "dólar por dólar" a produtos americanos. "Nos próximos dias, divulgaremos detalhes dessas novas medidas tarifárias, que entrarão em vigor na terça-feira seguinte ao Dia do Trabalho", afirmou o premiê em coletiva de imprensa. Cronologia: da trégua ao colapso do acordo comercial Casa Branca chama Carney de 'insensato' Neste domingo, o secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, declarou que "pensar que eles [canadenses] vão entrar em guerra com Donald Trump e realmente vencer a guerra contra os Estados Unidos, acho que é insensato da parte deles", ao programa "Fox News Sunday". Carney, por outro lado, adotou um tom desafiador ao anunciar a retaliação canadense. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", afirmou no sábado (22), depois de rejeitar o que classificou como um "mau acordo" oferecido por Washington. Por que o Canadá não firmou o acordo? Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Segundo Carney, os avanços obtidos nas negociações não foram suficientes para atender aos objetivos do Canadá. O premiê também afirmou que os Estados Unidos tentaram incluir no acordo cláusulas que limitariam a capacidade canadense de firmar futuros acordos comerciais com outros parceiros. As negociações também envolveram uma série de outros pontos de atrito, incluindo tarifas sobre automóveis, aço e alumínio, acesso ao mercado canadense de leite, aves e ovos, compras governamentais, bebidas alcoólicas, serviços digitais, propriedade intelectual, agricultura, trabalho forçado, energia e preços de medicamentos. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. "Washington estava exigindo demais e oferecendo muito pouco", declarou Carney. O primeiro-ministro também afirmou que algumas exigências americanas representariam uma ameaça à língua francesa e à cultura de Quebec. Entre os temas discutidos estavam subsídios à produção cultural francófona, a presença de meios de comunicação em francês nas plataformas digitais e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue de produtos vendidos no Canadá. "Quando somos atacados, estamos em guerra. Nós fomos atacados", disse Carney em Ottawa. A disputa marca uma nova deterioração na relação entre os dois países e coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México. O Canadá é particularmente vulnerável à escalada porque cerca de 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. De acordo com o governo Trump, um dos principais pontos de divergência envolvia as tarifas previstas na chamada Seção 232 da legislação comercial americana, que permite a aplicação de tarifas por motivos de segurança nacional. Os principais pontos de atrito O fracasso das negociações ocorreu em meio a uma série de disputas comerciais acumuladas entre os dois países. Em seu relatório de 2026 sobre o Canadá, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) destacou diferentes áreas de conflito. Leite, aves e ovos: os Estados Unidos criticam o sistema canadense que controla a produção desses produtos, com limites de produção e cotas de importação; Preferência para empresas canadenses: Washington contesta a iniciativa Buy Canadian ("Compre Canadense"), que dá prioridade a empresas do país e ao uso de aço, alumínio e madeira produzidos no Canadá em grandes contratos públicos; Vinho, cerveja e destilados: os EUA afirmam que o controle da distribuição de bebidas alcoólicas por órgãos públicos provinciais cria barreiras relacionadas a produtos, preços e regras de distribuição; Impostos sobre serviços digitais e plataformas: Washington acompanha o imposto canadense sobre serviços digitais cobrado de grandes empresas de tecnologia; Serviços de streaming: os Estados Unidos também contestam regras que exigem contribuições financeiras de determinadas plataformas para o sistema de radiodifusão canadense; Agricultura e sementes: os Estados Unidos afirmam que o sistema canadense de registro de sementes é lento e burocrático e dificulta a entrada de sementes e grãos americanos; Propriedade intelectual: o Canadá continua na lista de observação dos Estados Unidos sobre proteção à propriedade intelectual; Trabalho forçado: os Estados Unidos consideram insuficiente a fiscalização canadense para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado; Mercado de energia em Alberta: Washington afirma que o mercado de eletricidade da província prejudica produtores americanos; Preços de medicamentos: os EUA criticam o órgão canadense responsável por revisar os preços de medicamentos patenteados. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026 Ken Cedeno/Reuters

Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? Marcello Casal Jr/Agência Brasil Clientes de bancos brasileirosrelataram neste domigno (23) instabilidade nas operações do PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços on-line, registrava, às 08h30 deste domingo, 2.431 relatos de que o serviço não estava funcionando. Às 10h50, havia 117 relatos. Em nota, o Banco Central confirmou a instabilidade, mas disse que os sistemas já restabelecidos. "Na manhã deste domingo, a equipe técnica do Banco Central identificou uma instabilidade nos sistemas do Pix, que gerou dificuldades na realização de transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram prontamente restabelecida e o Pix funciona normalmente", diz a nota. Plataforma Downdetector registra reclamações de instabilidade no funcionamento do PIX, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Downdetector Entre os bancos apontados por usuários na plataforma Downdetector e na rede social X, estão: Bradesco; Caixa Econômica Federal; C6; Inter; Itaú; Nubank; Santander. Veja, abaixo, alguns dos relatos de usuários nas redes sociais: Relato de PIX fora do ar, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ X Relato de PIX fora do ar, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ X Relatos de falhas no PIX na plataforma Downdetector, em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Downdetector Agora no g1

Leide se tornou influenciadora e garota propaganda Reprodução / TV TEM Sem leilão ou competição, a Leide e o Xerife ganharam reconhecimento de um jeito fora do convencional. Mais do que gado, eles são influenciadores na região noroeste do estado de São Paulo; cada um com seu estilo de conteúdo. Leide, uma vaca do município de Guapiaçu (SP), se tornou influenciadora e garota propaganda. Ela compartilha seu dia a dia na fazenda, com dicas, indicações de produtos e algumas fofocas do que acontece no curral. Aguinaldo José Cardoso, o dono da Leide, quase chegou a vender o animal, antes de receber a proposta dos vídeos. A ideia de colocar Leide na frente das câmeras veio do casal Flávio e Jeovana Pessini, produtores de conteúdo. Os vídeos surgiram para mostrar como é a vida no campo e a produção de leite, criando um conteúdo mais divertido e descontraído para os produtores rurais. Jeovana grava, edita e dá voz para a vaquinha. As gravações sempre respeitam a rotina da Leide, para não estressar a vaca ou influenciar sua produção de leite. Xerife, um touro de quase 700 quilos, cresceu cercado de crianças e se tornou famoso pela vizinhança Reprodução / TV TEM Em José Bonifácio (SP), a cara fechada do Xerife esconde um touro dócil e energético. Com quase 20 mil seguidores, ele está nas redes desde bezerro, dando e recebendo muito carinho. Xerife foi um guacho, um bezerro órfão, e passou a vida inteira sendo criado pela família do pecuarista Rafael Vinicius Cardoso. Hoje Rafael e Maria Luiza, veterinária e esposa do pecuarista, compartilham momentos junto de Xerife. O animal de quase 700 quilos cresceu cercado de crianças e se tornou famoso pela vizinhança. Um de seus vídeos mais famosos mostra Xerife ainda jovem invadindo a área da churrasqueira de sua casa. Até os dias de hoje o touro é considerado parte da família, com um forte laço emocional. Xerife e sua família mostram partes da sua rotina nas redes, com diversão e muito amor. Veja a reportagem exibida no programa em 23/8/2026: Bovinos influenciadores: conheça a vaca Leide e o touro Xerife VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Nebbiolo é uma variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo. Reprodução / TV TEM O município de São Roque (SP) é um dos principais polos de produção de uva e vinho no estado de São Paulo, com tradição centenária e forte investimento em enoturismo. Nesta safra de inverno, a cidade apresenta uma novidade: a primeira colheita da uva nebbiolo, variedade italiana que serve de base para inúmeros vinhos prestigiados ao redor do mundo. O produtor e presidente da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Cláudio Góes, destaca o diferencial da nebbiolo. Originária do Piemonte, no noroeste da Itália, a uva possui ciclo mais longo e se adapta melhor ao clima de outono e inverno. A produção de inverno é possível graças à técnica da dupla poda, que altera o ciclo da videira e o período de colheita. Ao longo do ano, realiza-se uma poda de rebaixamento na primavera e, cerca de seis meses depois, uma poda mais alta para estimular a frutificação. Dos 40 hectares de vinhedo, 20 já utilizam esse método. Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Formolo, o processo e a colheita de inverno tornam a uva mais doce, com pH e acidez equilibrados, o que resulta em vinhos de maior qualidade. A vinícola com maior produção de vinhos de inverno na região metropolitana de Sorocaba espera colher cerca de 100 toneladas de uva nesta safra. Na propriedade de Alex Moraes, são 10 hectares de cultivo, dos quais quatro destinados à produção de inverno. A colheita, prevista para o fim de agosto, ocorre fora do período chuvoso — prejudicial à floração — e aproveita dias mais quentes com noites frias, condições que favorecem o acúmulo de açúcar e o equilíbrio da acidez das uvas. O produtor estima colher quatro toneladas, suficientes para gerar aproximadamente 2 mil litros de vinho. O preço será mais elevado devido ao maior custo de produção da safra de inverno. Veja a reportagem exibida no programa em 23/8/2026: Variedade de uva italiana começa a ser produzida em São Roque VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo Com a digitalização dos serviços públicos e a expansão de programas de apoio financeiro e social, golpistas passaram a usar cada vez mais o nome de iniciativas do governo para enganar a população. Entre os alvos estão programas como o Desenrola e o Minha Casa, Minha Vida. O CEO da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, destaca que o avanço tecnológico trouxe facilidades, mas também abriu espaço para golpes de engenharia social cada vez mais personalizados e sofisticados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome por exemplo. Por isso, a informação é o ingrediente mais eficiente contra o crime digital”. Como acontecem os golpes No caso do Minha Casa, Minha Vida, golpistas podem prometer prioridade na fila ou aprovação garantida do financiamento em troca de pagamentos antecipados, feitos por PIX ou boletos falsos. No Desenrola Brasil, a estratégia é semelhante. Sites e aplicativos falsos imitam o programa do governo e oferecem condições atrativas para renegociar dívidas. A vítima faz o pagamento acreditando que está quitando ou reduzindo uma dívida, mas o dinheiro vai para os golpistas. Segundo a ABBC, pedidos de pagamento antecipado ou de transferência de dinheiro para liberar benefícios devem servir de alerta para possíveis golpes. Os sinais de alerta A ABBC lista alguns sinais de alerta para identificar e evitar esse tipo de golpe: Desconfie de mensagens que tentam criar urgência, como “último dia” ou “benefício será cancelado hoje”; Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail antes de verificar a origem; Confira se o endereço acessado pertence aos canais oficiais do governo; Desconfie de supostos atendentes que entram em contato por aplicativos de mensagens oferecendo vantagens ou prometendo agilizar processos. Ao acessar um serviço público, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais, como o portal gov.br. Quando houver necessidade de atendimento presencial, o cidadão deve buscar os locais indicados pelo próprio programa, como o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), quando for o caso. Se perceber que caiu em um golpe, a pessoa deve comunicar imediatamente a instituição financeira e registrar um boletim de ocorrência.

El Niño deve ser o mais intenso de que se tem memória Os alimentos podem ficar mais caros para os brasileiros e atingir um pico de preços em até seis meses após os choques climáticos provocados pelo El Niño. É o que aponta um modelo matemático desenvolvido pelo Rabobank com base no histórico do fenômeno no Brasil. Segundo o estudo, os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, são os que tendem a encarecer mais. Em um cenário de El Niño forte, os preços dessa categoria podem subir 19,9%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria 6,32%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um evento moderado, as altas seriam de 13,4% e 2%, respectivamente. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima em diferentes partes do mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. ➡️ Os alimentos in natura são os que reagem mais rapidamente aos impactos. No caso das hortaliças, isso ocorre porque elas têm ciclos de produção mais curtos, fazendo com que problemas climáticos afetem a oferta mais rapidamente. ➡️ Já os semi-elaborados sentem os efeitos de forma mais gradual, principalmente por causa do encarecimento dos insumos. Essa categoria reúne alimentos que passam por algum processamento antes de chegar ao consumidor, como arroz e feijão. ➡️ Os industrializados, por sua vez, tendem a registrar aumentos mais suaves, porque o preço final também depende de custos como processamento, embalagem, transporte e comercialização. Segundo o relatório, a intensidade e a duração dos impactos variam conforme a força do El Niño, as condições da safra e o cenário econômico. 🔎 Como a conta foi feita? O estudo comparou a evolução do Índice Oceânico Niño (ONI), usado para acompanhar a intensidade do fenômeno, com a inflação dos alimentos consumidos em casa durante os principais episódios de El Niño das últimas décadas. Para classificar a intensidade do fenômeno, o estudo considerou a variação da temperatura do Oceano Pacífico medida pelo ONI. Valores superiores a 0,5°C na média de três meses indicam um El Niño moderado, enquanto aqueles acima de 1°C caracterizam episódios fortes. De acordo com a última divulgação da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), em agosto, há 26% de probabilidade de um El Niño moderado, 57% de um evento forte e 16% de um evento muito forte. Para o fim do ano, as projeções indicam cerca de 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte. LEIA MAIS ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Como vai ficar a inflação? ➡️ El Niño de intensidade moderada Em um El Niño moderado, os preços dos produtos in natura poderiam subir 13,4% no acumulado de 12 meses. Como esses alimentos representam apenas uma parte dos gastos considerados no IPCA, a alta acrescentaria cerca de 0,36 ponto percentual à inflação geral. Os preços dos alimentos semi-elaborados e industrializados também subiriam, mas menos: 0,27% e 0,5%, respectivamente. Somados todos esses efeitos, o El Niño moderado acrescentaria cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA. ➡️ El Niño forte Em um El Niño forte, os preços dos alimentos in natura poderiam subir quase 20%. Sozinha, essa alta acrescentaria cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA. Os semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto, enquanto os industrializados avançariam 1,4%, acrescentando outros 0,11 ponto. No total, o efeito dos alimentos acrescentaria cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA, com o impacto mais forte aparecendo cerca de seis meses após o choque climático. Onde vai ficar mais caro? O estudo também analisou como os impactos podem variar entre as regiões metropolitanas. Os cálculos indicam que regiões com maior peso do consumo ou da produção de alimentos in natura tendem a sentir os efeitos mais rapidamente e com maior intensidade. Em outras localidades, o repasse aos preços seria mais gradual, mas poderia durar mais tempo. Os maiores aumentos de preços no curto prazo se concentrariam em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém. Salvador e Recife teriam impactos menores inicialmente, indicando um repasse mais gradual dos choques climáticos aos preços, segundo o relatório. LEIA TAMBÉM Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores Quais alimentos devem pesar mais no bolso? Segundo economistas ouvidos pelo g1 em julho, os primeiros impactos devem aparecer nas hortaliças, mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño ganhar intensidade, produtos que dependem de safras específicas também podem ficar mais caros no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, entre os principais produtos que podem ser afetados estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode sofrer impactos, dependendo do volume de chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser uma das atividades mais afetadas no Centro-Oeste e no Norte, onde a falta de chuvas pode reduzir a disponibilidade de água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor podem favorecer a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem beneficiar as culturas de inverno. SAIBA MAIS J&F, de Wesley e Joesley Batista, compra fabricante de armas de guerra Avibras Limões 'alienígenas' intrigam produtora; entenda o que causa a deformação

Mais de 31 milhões de notas de euro estão em circulação, em comparação com 24 milhões pouco antes da pandemia Frank Hoermann/SVEN SIMON/IMAGO via DW Dados do Banco Central Europeu (BCE) revelam que o número de cédulas de euro em circulação na União Europeia (UE) está aumentando, apesar da crescente disseminação de pagamentos eletrônicos entre os europeus. Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos contra os sistemas de pagamento online e por aproximação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os incêndios florestais que atingiram com força vários países da Europa nos últimos meses também levaram as pessoas a aumentar suas reservas de emergência em dinheiro vivo. Ainda que em muitas cidades da Europa os pagamentos eletrônicos sejam utilizados com mais frequência do que os em espécie, o valor total das notas em circulação aumentou significativamente, de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026, segundo dados do BCE, que monitora o número de notas bancárias em circulação desde 2002. Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo Mais de 31 bilhões de notas estão em circulação, em comparação com 24 bilhões pouco antes da pandemia de covid-19, em 2019. A nota mais popular em 2025 era a de 50 euros, seguida pela de 100 euros. Em termos proporcionais, a quantidade de notas em circulação equivale a 5.000 euros para cada cidadão da Zona do Euro. O paradoxo do dinheiro vivo na Europa Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirmou recentemente que o estoque total de cédulas continua a crescer. O número de notas está diminuindo nas transações financeiras, ao mesmo tempo em que aumenta em razão dos estoques pessoais. O BCE afirma que o dinheiro em espécie é uma parte fundamental da "prontidão nacional para crises", a capacidade de cada país de antecipar, prevenir e reagir a crises internacionais como conflitos, desastres naturais, apagões de energia, crises de saúde e outras. "A demanda por dinheiro em espécie durante crises — como a crise financeira de 2008, a crise da dívida soberana europeia e a pandemia de COVID-19 — ressalta a sua importância, especialmente em tempos turbulentos", disse Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE. Em 2025, os cidadãos da UE foram aconselhados a estocar alimentos, água e itens essenciais suficientes para 72 horas em caso de emergência, como os incêndios florestais e outras catástrofes, além do risco de ciberataques. As famílias foram incentivadas a ter um kit de emergência contendo água engarrafada, rádio de pilha, alimentos enlatados e dinheiro em espécie. Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão social K. Schmitt/Fotostand/IMAGO via DW Diversos países europeus, como a Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e Suécia, recomendaram que os cidadãos mantenham entre 70 e 100 euros (R$ 425 e R$ 607) por família, o suficiente para pagar por itens essenciais durante 72 horas caso os serviços online e aplicativos móveis fiquem indisponíveis. Lane também destacou a necessidade de legislação para garantir que as redes de caixas eletrônicos permaneçam disponíveis em todas as áreas comerciais da UE. Olive McCarthy, professora da Universidade de Cork, na Irlanda, especializada em inclusão financeira, afirmou em entrevista ao jornal The Guardian que a continuidade da existência do dinheiro em espécie é fundamental para a sociedade. Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão, sendo essencial para idosos e pessoas em condição vulnerável, como vítimas de violência doméstica cujos gastos sejam controlados pelo agressor. O dinheiro em espécie também pode ser uma ferramenta para ensinar as crianças a lidar com finanças e orçamento. Europa cria seu próprio "Pix" Pagamentos eletrônicos se mantêm em alta na Europa Arman Zhenikeyev/Westend61/IMAGO via DW No mês passado, o projeto de lei que cria o euro digital avançou no Parlamento Europeu, aproximando a legislação de sua adoção até o final de 2026. O projeto do BCE cria uma versão digital oficial do euro, emitida e garantida pelo próprio Banco Central. Seria uma forma de dinheiro eletrônico público utilizável em pagamentos digitais, de uso semelhante ao Pix brasileiro. A proposta inicialmente enfrentou críticas de membros do Parlamento Europeu, que argumentaram que o euro digital poderia prejudicar a privacidade e, eventualmente, diminuir o papel das notas e moedas como meio de pagamento. "Gostaria de celebrar o fato de o Parlamento ter aprovado de forma massiva o mandato para estas negociações, que esperamos que sejam concluídas até dezembro", disse a presidente do BCE, Christine Lagarde à emissora de notícias Euronews. Lagarde observou que o euro digital visa trazer o dinheiro público – atualmente disponível principalmente sob a forma de dinheiro físico – para a era digital. Tal como as notas e moedas, a ferramenta seria reconhecida como meio de pagamento de curso legal. "O dinheiro físico e o euro digital serão ambos moeda de curso legal, o que significa que ninguém, em nenhum lugar da Europa, poderá dizer 'desculpe, não aceito as suas notas'", afirmou. UE quer cortar dependência de sistemas estrangeiros Lagarde acrescentou que o euro digital visa fundamentalmente reforçar a autonomia estratégica da Europa nos pagamentos e no processamento de transações. A maioria dos pagamentos com cartão na Europa é processada por meio de redes de pagamento estrangeiras, como as americanas PayPal, Visa e Mastercard, o que levou os formuladores de políticas da UE a pressionarem por uma alternativa regional, à medida que as tensões geopolíticas evidenciam a dependência do bloco de provedores sediados principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, o Pix se tornou alvo de críticas do governo dos EUA, que o acusa de prejudicar empresas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência que considera desigual, e que favoreceria de forma injusta o sistema brasileiro. O sistema de pagamentos online chegou a ser citado por Washington como um dos motivos para o aumento das tarifas americanas contra o Brasil. Para Lagarde, a melhor saída seria uma solução europeia. "Dependemos predominantemente de redes americanas, mas também, às vezes, chinesas, para organizar pagamentos. Precisamos de uma solução europeia porque queremos ser soberanos em termos domésticos", disse. Citando dados do BCE sobre pagamentos com cartão, ela destacou que, em 60% dos casos, as pessoas utilizam infraestruturas de pagamento que estão sob controle de capital estrangeiro.

Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia O receio mais comum sobre a inteligência artificial é que ela elimine empregos. Mas um novo estudo sugere que o primeiro grande impacto da tecnologia pode estar acontecendo de forma mais discreta: os trabalhadores continuam empregados, mas seus salários passam a crescer mais devagar. A conclusão é de uma pesquisa da gestora americana Apollo Global Management. O estudo analisou dados de salários, emprego e uso real de inteligência artificial em 321 ocupações dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os pesquisadores, profissionais de áreas mais expostas à IA tiveram crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de ocupações menos expostas após a popularização de ferramentas como ChatGPT e Claude. O levantamento não encontrou evidências estatisticamente significativas de destruição de empregos nas ocupações mais expostas. O impacto aparece, até agora, na evolução dos salários e é ainda mais forte entre os trabalhadores de menor renda. Nesse grupo, a perda relativa no crescimento salarial chegou a 10,7%. 🔎 O estudo não afirma que os salários dessas profissões necessariamente diminuíram. O que os pesquisadores identificaram foi que eles passaram a crescer em ritmo menor do que os salários observados em ocupações menos expostas à inteligência artificial. Essas não são necessariamente as profissões que mais perderam vagas, mas aquelas em que a inteligência artificial já é usada para executar uma parcela relevante das tarefas do dia a dia. Ou seja: são ocupações nas quais a IA já passou a fazer parte da rotina de trabalho. A pesquisa identificou 11 ocupações com índice de exposição igual ou superior a 0,5, patamar considerado de alta exposição pelos pesquisadores. São elas: Programadores (0,75) Atendentes de customer service (0,70) Digitadores e profissionais de entrada de dados (data entry) (0,67) Especialistas em prontuários médicos (0,67) Analistas de mercado e marketing (0,65) Transcritores médicos (0,64) Representantes de vendas não técnicas (0,63) Arquitetos de banco de dados (0,58) Analistas financeiros e de investimentos (0,57) Analistas e testadores de qualidade de software (QA) (0,52) Assistentes estatísticos (0,51) 📎 A exposição foi calculada a partir do Anthropic Economic Index, indicador criado com base em milhões de interações reais de usuários com o Claude, modelo de IA desenvolvido pela Anthropic. Quanto maior a pontuação, maior a proporção de tarefas daquela profissão que já aparece sendo realizada com auxílio da tecnologia. O ranking revela um padrão claro: quase todas essas ocupações trabalham predominantemente com informações, documentos, textos, análise de dados, atendimento ou produção de conhecimento. São atividades nas quais ferramentas de IA conseguem auxiliar diretamente na execução das tarefas. Isso ajuda a explicar por que ocupações baseadas em processamento de informação aparecem muito acima de profissões ligadas a atividades físicas, como construção civil, indústria, manutenção ou serviços manuais. Exposição não significa perda de emprego Embora as ocupações acima liderem o ranking de exposição, isso não significa que sejam as mais prejudicadas pelo avanço da inteligência artificial. O desempenho do emprego e dos salários depende de uma combinação muito mais ampla de fatores, como produtividade, demanda por trabalhadores, escassez de mão de obra, crescimento do setor e qualificação exigida. Entre as ocupações mais expostas, algumas registraram aumento de emprego, outras perderam trabalhadores. Algumas tiveram crescimento salarial e outras apresentaram queda. Os analistas financeiros e de investimentos, por exemplo, aparecem entre as profissões mais expostas à IA, mas tiveram crescimento de 16,9% no emprego entre 2022 e 2024. Já os programadores lideram o ranking de exposição e registraram queda de 17,2% no número de trabalhadores e redução salarial real de 6,1% no período. Quando a análise passa dos níveis de exposição para os salários efetivamente observados, o ranking muda completamente. As maiores perdas salariais registradas entre 2022 e 2024 foram: Locutores de rádio e DJs (-52,1%) Técnicos de radiodifusão (-29,5%) Diretores musicais e compositores (-17,8%) Técnicos de instrumentos de precisão (-15,0%) Árbitros e mediadores (-14,1%) Artesãos (-14,1%) Psicólogos organizacionais (-13,4%) Juízes e magistrados (-13,3%) Escritores e autores (-12,7%) Legisladores (-11,7%) É importante destacar que esses números não significam que a IA foi responsável pelas perdas salariais. A queda pode ter sido influenciada por fatores específicos de cada setor, mudanças econômicas, transformações tecnológicas ou alterações na demanda por profissionais. O mesmo acontece quando a análise considera apenas a variação no emprego. As maiores reduções observadas foram: Vendedores porta a porta e jornaleiros (-46,9%) Fabricantes de moldes em madeira (-45,5%) Artistas de efeitos especiais e animadores (-40,9%) Legisladores (-38,2%) Técnicos de instrumentos de precisão (-37,8%) Coreógrafos (-36,5%) Técnicos de radiodifusão (-36,2%) Operadores de telemarketing (-31,2%) Entrevistadores de crédito (-28,7%) Astrônomos (-27,8%) Então o que a pesquisa conclui, de fato? A principal conclusão dos autores não veio da análise individual de cada profissão, mas de um modelo estatístico que comparou grupos de ocupações mais e menos expostas antes e depois da popularização da IA generativa. Foi nessa comparação que os pesquisadores encontraram evidências de que ocupações altamente expostas apresentaram crescimento salarial mais fraco do que o restante do mercado de trabalho. O efeito foi particularmente intenso nas ocupações de menor remuneração, enquanto trabalhadores do topo da distribuição salarial não apresentaram resultado estatisticamente significativo. Já para emprego, não foi identificado efeito significativo associado à exposição à IA. Por isso, os autores argumentam que o primeiro impacto mensurável da inteligência artificial pode estar sendo a chamada "compressão salarial" — situação em que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia não se traduzem necessariamente em aumentos equivalentes para os trabalhadores. Apesar dos resultados, os próprios autores fazem uma série de ressalvas. A medida de exposição foi construída com base nos dados da Anthropic, e não inclui necessariamente todo o uso de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou sistemas corporativos próprios. Além disso, apenas 321 ocupações puderam ser cruzadas entre as bases utilizadas, e o período analisado após o surgimento da IA generativa ainda é relativamente curto. programador de sistemas Sora Shimazaki/Pexels

Enter atingiu valor de mercado de US$ 1,2 bilhão em 2026. Divulgação/Enter Em maio, a startup brasileira Enter se tornou uma das empresas mais valiosas da América Latina ao atingir valor de mercado de US$ 1,2 bilhão após uma rodada de investimentos que triplicou sua avaliação, segundo o último comunicado divulgado pela empresa. A companhia captou mais de US$ 100 milhões com os fundos Sequoia e Founders Fund, que já haviam investido na Enter anteriormente. Com isso, a empresa se tornou o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 O mercado financeiro chama de unicórnio as startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão antes de abrirem capital na bolsa de valores. Fundada em 2023 por Mateus Costa-Ribeiro e Henrique Vaz, a empresa oferece ferramentas de inteligência artificial para ajudar outras companhias a lidar de forma mais eficiente com processos judiciais. Agora no g1 "Começando pelo jurídico, a tecnologia da Enter traz mais eficiência para todo o ciclo de um processo judicial: do cadastro de ações e detecção de fraudes documentais à análise de jurisprudências e sugestão de minutas", afirma a empresa. A empresa afirma usar agentes de IA para analisar cada arquivo de um processo, incluindo contratos, áudios, vídeos e extratos, e extrair as informações consideradas relevantes para a defesa. "Cada etapa que se pode imaginar em um processo judicial é primeiro tratada por um agente de IA antes da entrada de um humano", disse Mateus Costa-Ribeiro em entrevista à Bloomberg, em maio deste ano. Com mais de 30 verificações, a Enter diz que sua IA identifica padrões de litigância abusiva, como litispendência (quando uma mesma ação é apresentada mais de uma vez à Justiça), adulteração de documentos e atuação coordenada entre litigantes (pessoas ou empresas envolvidas em um processo judicial). CEO diz ter largado emprego estável para criar startup Mateus Costa-Ribeiro é o cofundador da startup Enter. Reprodução/LinkedIn Em uma publicação no LinkedIn, Costa-Ribeiro, que também é CEO da Enter, afirmou que, há cinco anos, tomou o que considera a "decisão mais importante da minha vida": pedir demissão de um dos principais escritórios de advocacia de Nova York para trabalhar com tecnologia. "Meus pais me ligaram um dia antes e me disseram que eu me arrependeria para sempre daquela decisão. Afinal, eu tinha dedicado boa parte do meu mestrado na Harvard Law School para conseguir aquela vaga e meu novo salário seria menos de um sexto do anterior." "Eu segui a minha intuição: abandonei algo seguro e ótimo para correr atrás do incerto e excepcional. Nosso tempo na Terra é muito curto para ter qualquer pensamento de 'e se eu tivesse tentado?'", completou. O executivo lembra que, após deixar a advocacia, passou a trabalhar com engenheiros de software. Aprendeu o básico de programação, mudou-se para Stanford e criou, com dois amigos, um site simples que permitia aos usuários enviar uma petição inicial em PDF e receber por e-mail uma sugestão de contestação que rebatia os principais argumentos da ação. "Era setembro de 2023, e eu não tinha ideia de que aquele Google Forms feio — a primeira interface do produto da Enter — se transformaria na maior aventura de autoconhecimento e crescimento da minha vida", celebrou. LEIA TAMBÉM: Como era o 'Nokia tijolão', celular mais popular do país na última vez que o Brasil ganhou a Copa iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios

Empreendedor com deficiência visual cria app para pessoas com a mesma condição e fatura R$ 100 mil por mês Por muito tempo, o alagoano Arthur Sendas enxergou o mundo sem cores. Nascido com acromatopsia, condição que provoca ausência total da percepção de cores e baixa acuidade visual, ele transformou uma dificuldade pessoal em oportunidade de negócio. Hoje, lidera uma startup que desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão. A empresa já alcançou faturamento mensal de R$ 100 mil. "Eu enxergo preto e branco, mas não enxergo nítido", conta o empreendedor. Com a tecnologia criada pela própria empresa, ele diz que conseguiu uma experiência inédita. "Hoje, com o nosso aplicativo, eu consigo fazer essa autodescrição, enxergar todas as cores. Então hoje eu enxergo o mundo bastante colorido." A ideia começou ainda na faculdade, em Maceió, onde Arthur cursava Análise de Sistemas aplicada à área da saúde. Segundo ele, a motivação inicial era justamente encontrar soluções que pudessem ajudá-lo no dia a dia. Foi nesse período que conheceu Júnior, colega de turma que também tinha deficiência visual. Juntos, os dois começaram a desenvolver um dispositivo baseado em ecolocalização, tecnologia inspirada no funcionamento de morcegos e golfinhos. O sistema emitia sons capazes de identificar obstáculos e ajudar na locomoção dos usuários. O primeiro protótipo era um crachá equipado com sensores e motores de vibração. Quando um objeto era detectado, o equipamento enviava sinais táteis ao usuário, indicando a direção e a distância do obstáculo. Apesar dos avanços técnicos, transformar a invenção em negócio não fazia parte dos planos iniciais. Isso mudou durante a festa de aniversário de uma criança cega de três anos. Ao conhecer o projeto, o menino fez um pedido que marcou os fundadores. "Ele disse: eu queria enxergar como vocês enxergavam", relembra Arthur. "A gente estava pensando em um monte de coisa pra fazer, menos no que a gente sabia fazer." Startup desenvolveu um aplicativo capaz de descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar na navegação de pessoas cegas e com baixa visão. Globo A partir dali, os amigos decidiram investir na tecnologia assistiva. O impulso para transformar o projeto em empresa veio em 2022, quando a startup foi selecionada pelo programa Startup Nordeste, do Sebrae. Além de mentorias, a empresa recebeu R$ 78 mil para acelerar o desenvolvimento do negócio. "Se não fosse o Sebrae, a gente não estaria aqui, porque a gente não teria começado. A gente não teria dinheiro para começar e não saberia o que fazer com esse dinheiro", afirma o empreendedor. Mas a trajetória da startup enfrentou momentos difíceis. Em outubro de 2023, pouco antes do início das vendas, Júnior faleceu em decorrência de um problema de saúde. Dois meses depois, Arthur recebeu o diagnóstico de câncer na garganta. Sem os fundadores à frente da operação, a empresa praticamente interrompeu as atividades. A retomada aconteceu graças aos próprios usuários. Uma mãe procurou Arthur para pedir que o dispositivo voltasse a funcionar para o filho, que dependia da tecnologia. O encontro convenceu o empreendedor a não abandonar o projeto. Pouco tempo depois, a startup venceu uma competição de inovação e retomou o crescimento. Hoje, a solução funciona diretamente no celular. Com recursos de inteligência artificial, ecolocalização e navegação por áudio 3D, o aplicativo é capaz de descrever cenários, identificar pessoas e auxiliar usuários em deslocamentos. Entre os clientes está Jouciclecia Almeida, que usa a ferramenta para tarefas simples do cotidiano. "Eu consigo tranquilamente só apontar a câmera do meu celular e ela vai me dizer, mesmo com potes idênticos, que ali é o açúcar, que o outro é o café", relata. Ela afirma que o maior benefício foi recuperar a independência. "Um dos principais pilares que ele transformou na minha vida é justamente a autonomia", diz. "Eu não consigo me ver hoje sem ela." Segundo Arthur, esse também é o principal objetivo da empresa. "Autonomia. Pra mim sempre vai ser essa palavra. Ela define tudo o que eu faço", afirma. "É a minha felicidade ver aquela pessoa fazendo as coisas sozinhas, de maneira autônoma." Atualmente, o aplicativo possui mais de mil assinantes e cerca de 100 mil cadastros relacionados a empresas e eventos. Para o empreendedor, o foco agora é ampliar o alcance da tecnologia e impactar ainda mais pessoas. "Eu não sei o que vou conseguir fazer, mas eu sei que vai ser um negócio muito melhor do que eu estou fazendo hoje."

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.042 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 58 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (9), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (6), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

A empresa Globe Investimentos S.A., dos irmãos Joesley e Wesley Batista, afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a aquisição da Avibras representa uma oportunidade para o grupo entrar nos setores de defesa nacional e aeroespacial. A informação consta no formulário apresentado ao órgão para análise da operação. Os irmãos já atuam em áreas como alimentos, energia, mineração e serviços financeiros, e disseram ao Cade que veem o negócio como uma forma de ampliar a atuação para um novo segmento. O documento que o g1 teve acesso também informa que a indústria bélica não teve faturamento em 2025. O período foi marcado pela crise financeira, pela recuperação judicial e por uma greve de funcionários que durou mais de três anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A operação foi anunciada nesta sexta-feira (21) e consiste na aquisição, pela Globe Investimentos, empresa ligada aos irmãos Batista, de 100% das ações da Nova AVB, controladora da Avibras Aeroco. O processo está em análise no Cade e a transferência de controle ainda não foi concluída. LEIA TAMBÉM: Avibras se manifesta sobre compra por empresa de Joesley e Wesley Batista, e diz que negócio ainda depende do Cade Empresa de Wesley e Joesley Batista, compra fabricante de armas de guerra Avibras Avibras: conheça os mísseis, foguetes e sistemas de defesa da empresa Segundo o formulário, esta é a primeira vez que a operação é notificada ao Cade. O negócio consiste na aquisição da integralidade das ações que representam o capital social da Avibras e, por isso, é enquadrado formalmente como uma aquisição de controle. Avibras, em Jacareí. Reprodução/TV Vanguarda No documento, a Globe afirma que a operação representa uma oportunidade de ingressar nos setores de defesa nacional e aeroespacial. A empresa também afirma que a aquisição deve contribuir para a reestruturação e o fortalecimento dessas atividades no Brasil. A informação ajuda a detalhar a estratégia por trás da compra. Nos anúncios feitos anteriormente, a empresa havia informado que o negócio busca dar sustentação à retomada das operações da Avibras, preservar sua capacidade tecnológica e industrial e criar condições para o crescimento da companhia nos mercados brasileiro e internacional. Outro dado que aparece no processo é que a indústria bélica não teve qualquer faturamento em 2025. A empresa passou por uma grave crise financeira, entrou em recuperação judicial em 2022 e enfrentou uma paralisação que incluiu uma greve de funcionários com duração de mais de três anos. Durante o processo de reorganização, foi criada a Nova AVB, estrutura que passou a concentrar os ativos industriais e tecnológicos da companhia. A estrutura empresarial anterior permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial. Em maio de 2026, a unidade da Avibras Aeroco, em Jacareí, no Vale do Paraíba, retomou as atividades. Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Compra ainda depende do Cade Apesar do anúncio da aquisição, a mudança de controle ainda não foi concluída. A operação foi submetida à análise do Cade e depende da aprovação do órgão, além da conclusão dos demais procedimentos necessários para o fechamento do negócio. O valor da transação não foi divulgado. A Avibras informou que continuará comunicando eventuais novos desdobramentos da operação. R$ 300 milhões para a retomada A entrada dos irmãos Batista no negócio ocorre depois de Joesley Batista participar de uma captação de R$ 300 milhões destinada à retomada da Avibras. O financiamento foi coordenado pelo Fundo Brasil Crédito e reuniu investidores privados. O valor investido individualmente por Joesley não foi divulgado. A captação ajudou a viabilizar a retomada das atividades da companhia após anos de dificuldades financeiras. Avibras Reprodução/ TV Vanguarda Avibras é estratégica para a Defesa A Avibras é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento de equipamentos para os setores de defesa e aeroespacial. Entre os principais produtos está o sistema ASTROS, usado pelo Exército Brasileiro, além do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), sistemas de defesa antiaérea e o Skyfire. A empresa também atua no setor espacial e desenvolve motores-foguete, sistemas de propulsão e outros equipamentos. A Avibras fornece ainda foguetes de treinamento utilizados nos centros de lançamento de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Após a retomada das atividades, a Avibras Aeroco foi credenciada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa. Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a fábrica em Jacareí e afirmou que o governo pretendia ampliar as encomendas para a empresa. Quem é a Globe Investimentos A J&F é a holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, responsáveis pelo grupo empresarial que reúne negócios em diferentes setores. A Globe Investimentos, utilizada na aquisição da Avibras, é o veículo de investimentos pessoais dos empresários. Com a operação, os irmãos buscam ampliar a atuação para os setores de defesa nacional e aeroespacial. Aquisição da Avibras é 'oportunidade' de entrar nos setores de defesa e aeroespacial; saiba o que diz processo ao Cade Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Irã diz que Estreito de Ormuz só será reaberto com saída dos EUA A guerra no Irã está obrigando os grandes produtores de petróleo do Golfo Pérsico a reformular a forma como exportam o produto e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, principal rota de saída da região. Segundo o jornal "The New York Times", países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque estão acelerando projetos de oleodutos, terminais e áreas de armazenamento que permitam transportar petróleo sem passar pelo estreito. Os investimentos devem custar bilhões de dólares e levar anos para serem concluídos, mas governos e empresas consideram as novas estruturas necessárias diante do aumento dos riscos na região. Mesmo que um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seja alcançado, os países produtores avaliam que depender de uma única rota de exportação se tornou um risco grande demais. A mudança também pode, ao longo do tempo, reduzir a influência do Irã sobre o comércio de petróleo na região, já que os países vizinhos estarão menos dependentes de uma passagem marítima que pode ser afetada por conflitos. Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos REUTERS "Não acho que nenhum país do mundo queira voltar a depender tanto desse ponto de passagem", disse Ben Cahill, analista de energia da Universidade do Texas em Austin, ao NYT. Segundo ele, os produtores passaram a priorizar mais a segurança de suas estruturas, mesmo que isso implique custos maiores e operações menos eficientes. Exportações pelo estreito despencam Antes de Estados Unidos e Israel iniciarem ataques militares contra o Irã, em 28 de fevereiro, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto por dia passavam pelo Estreito de Ormuz. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas utilizadas para levar o petróleo produzido na região aos mercados internacionais. A guerra, porém, alterou esse fluxo. Bloqueios impostos por Estados Unidos e Irã, minas marítimas, ataques com mísseis e o forte aumento no preço dos seguros para navios praticamente interromperam o funcionamento normal da rota. O NYT explica que na semana passada, as exportações de petróleo bruto pelo estreito haviam caído para cerca de 3,7 milhões de barris por dia, segundo a Kpler, empresa que monitora o transporte marítimo. Ainda assim, isso não significa que apenas esse volume esteja deixando o Golfo. Parte do petróleo continua sendo transportada por navios que adotam medidas para dificultar seu rastreamento. Outra parcela sai por rotas alternativas que já existiam, principalmente oleodutos que não dependem do Estreito de Ormuz. Grande parte dos navios que ainda atravessam a região enfrenta riscos adicionais. Alguns navegam em meio a ataques de drones iranianos; outros desligam seus sistemas de localização para dificultar que sejam identificados. Pelo menos 17 trabalhadores marítimos morreram na região. Emirados ampliam rota alternativa Em Fujairah, cidade portuária dos Emirados Árabes Unidos voltada para o Golfo de Omã, equipes trabalham 24 horas por dia na construção de um segundo oleoduto, paralelo a uma estrutura já existente. O sistema transporta petróleo dos campos terrestres de Abu Dhabi até a costa, permitindo que o produto seja embarcado sem passar pelo Estreito de Ormuz. O novo projeto pretende dobrar a capacidade dessa rota alternativa para 3,6 milhões de barris por dia. Com isso, quase todo o petróleo produzido em terra em Abu Dhabi poderá chegar aos navios que fazem o transporte internacional sem precisar atravessar o estreito. A estatal de energia dos Emirados, Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), também anunciou nesta semana que pretende investir US$ 8,2 bilhões (R$ 42,5 bilhões) na expansão de seus negócios de gás natural. A empresa avalia ainda construir uma instalação para exportar gás natural liquefeito, uma forma de gás natural resfriada a temperaturas muito baixas para facilitar seu transporte em navios, na costa leste dos Emirados. A localização permitiria evitar o Estreito de Ormuz, segundo Peter van Driel, diretor financeiro da ADNOC. Arábia Saudita amplia oleoduto até o Mar Vermelho Na Arábia Saudita, a estatal Saudi Aramco está acelerando uma expansão de bilhões de dólares do Oleoduto Leste-Oeste, uma estrutura criada justamente para oferecer ao país uma alternativa ao transporte marítimo pelo Golfo, registrou o NYT. Construído durante a guerra entre Irã e Iraque, na década de 1980, o oleoduto percorre 1.201 quilômetros pela Península Arábica até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. O presidente da Aramco, Yasir O. Al-Rumayyan, chamou a estrutura neste ano de "linha de vida" econômica do país. Desde que os ataques militares de Estados Unidos e Israel fizeram o Irã interromper, na prática, o funcionamento do Estreito de Ormuz, o oleoduto conseguiu redirecionar cerca de 7 milhões de barris de petróleo por dia. Agora, autoridades sauditas trabalham para acrescentar mais 1 milhão a 2 milhões de barris por dia à capacidade da estrutura. O país também avalia construir um segundo oleoduto, menor e paralelo ao atual, para transportar produtos derivados de petróleo, como combustíveis. "Em relação à exportação do nosso petróleo bruto, estamos trabalhando ativamente para aumentar nossas opções neste momento", disse Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco, na semana passada. Outros países também buscam alternativas A incerteza em torno do Estreito de Ormuz levou outros produtores do Golfo a acelerar projetos semelhantes. O Kuwait negocia com a Arábia Saudita e outros países árabes a construção de um oleoduto que ligaria seus campos de petróleo a portos no Mar Vermelho ou em Omã. Iraque e Jordânia retomaram planos que estavam parados havia anos para construir um oleoduto com capacidade de transportar até 1 milhão de barris por dia até o porto de Aqaba, no Mar Vermelho, segundo informações da televisão estatal jordaniana. O Iraque também está acelerando os planos para reconstruir um oleoduto danificado que permitiria transportar petróleo dos campos de Kirkuk até a costa mediterrânea da Síria. Mas as novas rotas também criam novos riscos. Ao redirecionar parte do transporte de petróleo para o Mar Vermelho, por exemplo, a Arábia Saudita passa a depender mais de uma região onde o grupo rebelde houthi, do Iêmen, tem atacado embarcações. Na terça-feira (11), 6 pessoas morreram quando os houthis atingiram um navio no Mar Vermelho. Petróleo armazenado longe do Golfo Os países produtores também estão adotando outra estratégia: aumentar seus estoques de petróleo em outros países. Além dos novos oleodutos, nações do Golfo estão ampliando a capacidade de armazenamento em locais como Coreia do Sul, Japão e Índia, a milhares de quilômetros da região. A estratégia funciona como uma espécie de seguro: se o Estreito de Ormuz for fechado, parte do petróleo já estará armazenada do outro lado da passagem e poderá ser vendida aos compradores sem depender imediatamente de uma nova travessia pelo estreito. "Todo mundo está tentando aumentar sua capacidade de armazenamento", disse Nasser, da Aramco, ao NYT. "A segurança energética está se tornando uma prioridade agora." Apesar dos investimentos, analistas afirmam que os países do Golfo não conseguirão abandonar completamente o Estreito de Ormuz. "Eles definitivamente precisam do Estreito de Ormuz porque ele oferece muitas vantagens e a infraestrutura já está instalada", disse Carole Nakhle, presidente-executiva da consultoria Crystol Energy. Para ela, porém, a crise mostrou que depender exclusivamente da passagem foi um erro. "Foi tolice colocar toda a confiança em Ormuz", afirmou.
Petrobras e Pemex fazem acordo para explorar petróleo, mas especialistas veem risco de ‘letra morta’

Petrobras e Pemex vão cooperar na exploração e produção de hidrocarbonetos e no refino e comercialização de biocombustíveis. Imago Duas das maiores petrolíferas estatais da América Latina surpreenderam com o anúncio de uma aliança: a Petrobras e a mexicana Pemex assinaram um memorando de entendimento, inicialmente válido por dois anos, para cooperar na exploração e produção de hidrocarbonetos. Elas também negociaram um segundo acordo, com foco no refino e na comercialização de biocombustíveis como o etanol. A notícia foi acompanhada por gestos de grande repercussão, como uma videochamada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, na qual ambos endossaram a cooperação. Especialistas consultados pela DW concordam que o potencial técnico é real, mas alertam que as questões políticas pesam mais do que a engenharia na aliança bilateral. Complementaridade técnica, com nuances No papel, as empresas se complementam: a Petrobras domina a exploração em águas profundas, enquanto a Pemex sofre com deficiências tecnológicas, mesmo conhecendo o terreno mexicano. "Claro que, em teoria, há complementaridade. A Petrobras é atualmente uma grande detentora de tecnologia para exploração em águas profundas. "O Brasil é exportador de diesel e gasolina", explica Adriano Pires, consultor brasileiro de energia e doutor em Economia Industrial pela Universidade Sorbonne Paris Norte. Gonzalo Monroy, CEO da consultoria GMEC e especialista em petróleo e energia, concorda com Pires. "O Brasil tem vasta experiência em perfuração em depósitos de sal, o que permitiu a exploração na Bacia de Santos; no México, também existe potencial sob os depósitos de sal no Golfo". Ele, porém, alerta para as letras miúdas: "há uma palavra no memorando que me deixa pouco otimista: afirma que o acordo não é vinculativo; nem a Pemex nem a Petrobras são obrigadas a investir nada". Na indústria do petróleo, sem muito dinheiro, nada funciona. Campo de petróleo de Cantarell, no México. Pemex/Notimex/Newscom World/IMAGO A longo prazo, um bom negócio Para Elio Ohep, consultor independente e editor do site Energies.net, a parceria pode ser um bom negócio, mas apenas a longo prazo. "A Petrobras tem vasta experiência em águas profundas e recursos financeiros consideráveis; a Pemex aprenderá com isso, e o México colherá os frutos", comenta o especialista venezuelano. Ele adverte, no entanto, que "obviamente, este é um projeto de longo prazo: cinco, dez, 15 anos". Monroy destaca que, no México, após a contrarreforma do petróleo promovida pelo antecessor e mentor de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador, não existem mecanismos legais e comerciais atrativos para que essa aliança se concretize. "As estruturas atualmente previstas em lei, um contrato de prestação de serviços ou uma joint venture, não oferecem à Petrobras a rentabilidade necessária para investir no México", enfatizou. Ohep também analisa com cautela o entusiasmo com que o acordo foi apresentado: "Sheinbaum o apresenta como algo concluído, e isso não é verdade. Não há nada de concreto, apenas um memorando de entendimento preliminar válido por dois anos." Etanol, uma questão secundária O segundo acordo entre as duas petrolíferas inclui biocombustíveis, mas Pires e Monroy o separam do núcleo energético do pacto. "O etanol é produzido no Brasil pelo setor privado, não pela Petrobras. Ele é misturado à gasolina por distribuidores", observa Pires, que é fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele foi indicado em 2022 pelo governo brasileiro para chefiar a Petrobras, mas recusou a oferta. Monroy acrescenta ainda a pressão externa. "O México vem sendo pressionado para abrir seu mercado e comprar mais misturas de etanol; há pressão dos EUA, que produzem etanol à base de milho, e também do Brasil, que o extrai da cana-de-açúcar." Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea Pressão externa e calendário eleitoral Segundo especialistas, o anúncio é motivado mais por cálculos políticos domésticos do que por um plano industrial. Sheinbaum está sob a sombra da renegociação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) e da pressão de Washington sobre o mercado energético mexicano. No Brasil, a descoberta de petróleo na foz do Amazonas, anunciada com a presença de Lula, ocorreu, segundo Pires, devido ao calendário eleitoral. "Esse evento aconteceu porque o Brasil está em ano eleitoral. Se não fosse esse o caso, não teria havido nenhum evento", afirma. Para o especialista, são necessários pelo menos mais quatro anos de análise para determinar se esse depósito amazônico é comercialmente viável. Petrobras quer perfurar mais 3 poços no Amapá: estatal enfrenta oposição do MPF Ohep enxerga uma condição para a sobrevivência da aliança entre as petrolíferas: "Esse acordo só continuará se Lula for reeleito", opina. Como ambas as empresas são estatais, quando o governo muda, o curso dos acontecimentos também pode mudar, concorda Pires. Lições deixadas por acordos anteriores Os três especialistas consultados pela DW moderam suas expectativas com ceticismo histórico. Sem rodeios, Ohep resume que "a maioria dos memorandos de entendimento acaba sendo letra morta". Pires menciona o precedente que mais o preocupa: a parceria entre a Petrobras e a PDVSA da Venezuela durante os governos de Lula e Hugo Chávez, que resultou na refinaria de Recife, "a mais cara do mundo", manchada pelo escândalo de corrupção Lava Jato. Ele enfatiza que esse projeto foi realizado sem nenhum investimento de capital venezuelano ou benefício para a Petrobras. "Tenho receio desse tipo de acordo que reúne dois governos de esquerda e duas empresas estatais", alerta Pires. "Não vou dizer que vai acabar mal, mas diria que tem todos os ingredientes para ser um desastre".

Pesquisa do CIEE e Instituto Locomotiva revela que jovens priorizam crescimento profissional ao escolher empresas para trabalhar g1 Para os jovens brasileiros, o emprego dos sonhos vai além do salário. A oportunidade de crescer na carreira é o principal critério na escolha de uma empresa, e grandes marcas estão entre os lugares em que essa geração mais deseja trabalhar. É o que aponta um levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), realizado em parceria com o Instituto Locomotiva. O estudo ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos de todas as regiões do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na categoria "Meu Match Perfeito", os primeiros colocados aparecem em situação de empate técnico. O ranking indica que a preferência da nova geração se concentra em grandes marcas e empresas já consolidadas no mercado. 1º lugar (empate técnico) Google Banco do Brasil Itaú Petrobras 2º lugar (empate técnico) Coca-Cola Bradesco Caixa Econômica Federal Sicoob Microsoft Mercado Livre Como se identifica o adoecimento mental no trabalho A preferência por grandes empresas está alinhada a outro resultado da pesquisa: na hora de escolher onde trabalhar, os jovens valorizam mais as oportunidades de crescimento profissional do que a remuneração. Salário e benefícios aparecem em segundo lugar entre os critérios mais mencionados. Os principais fatores citados foram: 54%: oportunidade de crescimento profissional; 43%: boa remuneração e benefícios; 31%: ambiente de trabalho agradável; 24%: empresa tradicional ou renomada; 20%: flexibilidade de trabalho; 20%: localização próxima de casa; 19%: estabilidade e segurança no emprego; 18%: identificação com valores e cultura organizacional; 18%: admiração pela marca ou pelos produtos. O resultado mostra que o salário continua sendo importante, mas, sozinho, não é suficiente para definir onde os jovens desejam trabalhar. A possibilidade de aprender, se desenvolver e crescer profissionalmente surge como uma prioridade ainda maior. Essa expectativa também aparece quando os entrevistados falam sobre o que esperam das empresas. Segundo a pesquisa, 98% consideram importante trabalhar em organizações que incentivem o crescimento profissional. O mesmo percentual afirma que é importante que os profissionais mais jovens sejam reconhecidos e valorizados. A identificação com a empresa também influencia essa escolha. Cerca de sete em cada 10 jovens afirmam que não trabalhariam em organizações cujos valores e princípios sejam diferentes dos seus. O dado reforça a importância de aspectos como propósito, responsabilidade social e ambiente de trabalho na relação com o empregador. Segundo a pesquisa, 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem a saúde mental dos funcionários. A expectativa, portanto, envolve não apenas crescimento profissional, mas também qualidade de vida e boas condições de trabalho. Ao mesmo tempo, o porte da empresa continua associado à segurança. Segundo a pesquisa, 90% dos entrevistados acreditam que trabalhar em uma grande companhia oferece mais estabilidade. Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Espírito Santo Divulgação/CIEE Quem mais contratou jovens em 2026 A pesquisa também revela outro aspecto da relação dos jovens com o mercado de trabalho: quais empresas mais abriram oportunidades para esse público no primeiro trimestre de 2026. Os dados foram obtidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e incluem contratações pelo regime da CLT, vagas de aprendizagem e oportunidades de estágio. Na contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Mercado Livre ficou na primeira posição do ranking nacional. Ranking de contratação CLT Mercado Livre AEC Centro de Contatos S/A Almaviva Vulcabras Atento Brasil S/A Teleperformance CRM S.A Concentrix Brasil Hospital Israelita Albert Einstein Grendene S.A Lar Cooperativa Agroindustrial Na modalidade de aprendizagem, a liderança ficou com a Sendas Distribuidora S/A, responsável pelo Assaí Atacadista. Ranking nacional de contratação de aprendizes Sendas Distribuidora S/A (Assaí Atacadista) Arcos Dourados (McDonald's) AEC Centro de Contatos S/A Seara Alimentos Ltda MBRF S.A Supermercados BH Comércio de Alimentos S/A Correios Raia Drogasil S/A Vale S.A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) Já no estágio, o setor público aparece com força. Tribunais de Justiça e órgãos governamentais ocupam boa parte das primeiras posições. Ranking nacional de contratação de estagiários Tribunal de Justiça de São Paulo Tribunal de Justiça de Minas Gerais Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Itaú Unibanco Prefeitura do Recife Tribunal de Justiça do Paraná Prefeitura de Curitiba Defensoria Pública do Estado de São Paulo Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná

Lula discursa durante anúncio de supercomputador no RN O Brasil deverá ter um novo supercomputador em operação a partir de 2027. O projeto anunciado na última quinta-feira (20) faz parte de um plano voltado à inteligência artificial e prevê um investimento de R$ 1,06 bilhão. A máquina será comprada por meio de edital e ficará instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba (RN). Entre outras funções, servirá para criar e treinar modelos de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O governo apresentou ainda um projeto para instalar outro supercomputador no Rio de Janeiro, além de planos para criar um serviço brasileiro de armazenamento em nuvem e ampliar a fabricação local de chips. (saiba mais abaixo) As iniciativas fazem parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado em 2024 e com previsão de R$ 23 bilhões em investimentos na área até 2028. Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta Segundo o governo, a instalação de novos supercomputadores deve ampliar a capacidade de processamento de dados do país e estimular avanços em áreas como agricultura, indústria, saúde e prevenção de desastres climáticos. A estrutura será voltada a empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos públicos. A expectativa é que ajude a reduzir a dependência de empresas estrangeiras de processamento de dados. Supercomputador do Rio Grande do Norte O supercomputador que será instalado no Rio Grande do Norte terá capacidade de 7.200 petaflops. 🔎 Flop é a unidade usada para medir quantas operações matemáticas simples um computador consegue realizar por segundo. A capacidade anunciada indica que o futuro equipamento será capaz de fazer, em um segundo, a mesma quantidade de cálculos que os 8 bilhões de habitantes da Terra levariam juntos cerca de 29 anos para completar. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a máquina estará entre as dez mais potentes do mundo para processamento de inteligência artificial. Ela será instalada no parque científico e tecnológico localizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo o governo, o estado foi escolhido por conta do potencial energético e da oportunidade de descentralizar a infraestrutura de alta tecnologia do país. Supercomputador do Rio de Janeiro O segundo supercomputador será instalado no Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e as empresas chinesas de tecnologia Huawei e iFlyTek. A estrutura deverá iniciar as operações em julho de 2027 e receber um investimento de R$ 1,276 bilhão durante cinco anos, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ainda segundo a pasta, o equipamento será usado para criar um modelo brasileiro de linguagem semelhante aos usados por serviços como ChatGPT, em uma tentativa de permitir a criação de soluções de IA mais adequadas para o país. Nuvem Brasileira O governo também anunciou o início da estruturação da Nuvem Brasileira, um serviço de armazenamento e processamento de dados em nuvem controlado pelo país e voltado para diminuir a dependência de provedores estrangeiros. A proposta é criar uma solução com padrões abertos e interoperáveis para não focar em apenas uma empresa ou tecnologia. Segundo o governo, ela será desenvolvida em parceria com setores público e privado. A Nuvem Brasileira será estruturada a partir de um acordo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos com o Serpro e o BNDES. O mercado poderá opinar sobre a capacidade nacional de implementar a solução e sobre o modelo a ser seguido. Supercomputador Santos Dumont, em Petrópolis (RJ) Santos Dumont / Divulgação LNCC Produção nacional de chips Outra frente é uma iniciativa para ampliar a capacidade brasileira de produzir chips de inteligência artificial. Segundo o governo, trata-se de uma estratégia de longo prazo, com horizonte de 10 a 15 anos. Para reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países, a iniciativa será baseada na arquitetura RISC-V, que define regras básicas para o funcionamento dos chips. Por ser de código aberto, a RISC-V permite que empresas e instituições desenvolvam chips sem depender de uma tecnologia controlada por uma única companhia. A iniciativa será conduzida em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha. Brasil terá órgão para avaliar IAs O governo federal anunciou ainda o plano de criar o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, um organismo voltado a monitorar o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial e identificar eventuais riscos. O órgão será estruturado pelo Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e terá apenas funções técnicas. Não poderá, por exemplo, aplicar penalidades a empresas de IA. Entre os objetivos do novo centro de IA estão o desenvolvimento de pesquisas, metodologias e ferramentas voltadas à transparência, à segurança e à redução de vieses em sistemas de inteligência artificial. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash

Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang Inteligência artificial e álcool têm três semelhanças, segundo Song De, dono de um bar em Pequim: alucinações, bolhas e destilação. Com o entusiasmo em torno da inteligência artificial crescendo na China, Song espera que seu estabelecimento também possa aproveitar essa onda. Ele inaugurou o AGI Bar no ano passado, em Zhongguancun, polo de tecnologia do distrito de Haidian, na capital chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O nome faz referência ao conceito de inteligência artificial geral, em que sistemas seriam capazes de realizar tarefas com um nível de inteligência semelhante ou superior ao dos humanos. O bar se tornou um ponto de encontro de desenvolvedores, investidores e estudantes de IA em Pequim. Agora no g1 "Você verá pessoas sentadas ao redor de uma mesa, vindas de diferentes laboratórios, empresas concorrentes e universidades, todas conversando sobre as tendências do setor aqui mesmo", disse Song, um desenvolvedor independente de IA na casa dos 30 anos que administra o bar nas horas vagas. Localizado na Inno Way, rua conhecida por concentrar startups em Zhongguancun, o estabelecimento fica a poucos passos das universidades Tsinghua e Pequim, que formam alguns dos principais talentos em IA da China. O bar também fica próximo dos escritórios de grandes empresas de tecnologia chinesas e ocidentais, como DeepSeek e Microsoft. O local já recebeu festas de laboratórios chineses de IA, como a Z.ai, e realiza regularmente seminários para desenvolvedores, encontros sobre inteligência artificial de código aberto e eventos ligados à pesquisa universitária. Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang "Esta é uma localização muito singular e vantajosa", disse Song. "Haidian sempre foi o coração da pesquisa científica na China. Empresas de internet estão concentradas aqui, e o ambiente tecnológico, os investimentos do setor e as incubadoras de capital de risco proporcionam um enorme impulso para o segmento." Dentro do bar, as paredes são cobertas por logotipos, figuras coloridas e produtos de algumas das principais empresas chinesas de inteligência artificial. Um enorme gongo de bronze ocupa lugar de destaque na entrada. Ele foi tocado pela Z.ai quando a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, em janeiro. O estabelecimento se tornou um símbolo do esforço da China para usar a inteligência artificial como motor de transformação da economia e de expansão da indústria de alta tecnologia. A tecnologia já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho e se espalha por diferentes áreas, da adoção de ferramentas de IA por aposentados à inclusão de programação nos currículos de escolas de ensino fundamental. Tokens da DeepSeek para clientes A bebida exclusiva do bar, também chamada AGI, é um copo de chope que custa 9,9 yuans (US$ 1,50). Pelo Wi-Fi do estabelecimento, os clientes também podem acessar um agente de inteligência artificial que oferece uso gratuito e ilimitado de tokens da DeepSeek para programação. O sistema funciona em dois computadores Nvidia DGX Spark expostos no local. "Dizemos que a IA é um serviço público essencial do futuro, como água, eletricidade e internet. A IA deveria ser como o Wi-Fi", disse Song, que considera o avanço da tecnologia mais importante do que a Revolução Industrial. O nome chinês registrado do bar significa "destilação do conhecimento", em um trocadilho entre a produção de bebidas alcoólicas e a chamada destilação de modelos de IA. "Primeiramente, é um termo técnico de IA para a transferência de conhecimento de modelos grandes para modelos pequenos, mas, entre humanos em um bar, isso também é uma forma de destilação de conhecimento", disse Song. Bar terá robôs humanoides em breve Embora o bar ainda tenha funcionários, Song já usa um agente de inteligência artificial para automatizar boa parte do controle de estoque, das reservas, dos serviços públicos e do sistema de membros. Ele também planeja incorporar robôs humanoides à operação do bar em breve. Clientes conversam no AGI Bar, estabelecimento temático de inteligência artificial no bairro de alta tecnologia de Zhongguancun, em Pequim, China. REUTERS/Tingshu Wang

Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada Divulgação / Volkswagen A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a nova geração da Amarok. A picape ainda está camuflada, mas a marca confirmou que o modelo será lançado em 2027 e terá mais potência do que qualquer outra Amarok já produzida. Hoje a picape é vendida no Brasil com motor 3.0 V6 turbho diesel de 258 cavalos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A apresentação faz parte da ofensiva de picapes da Volkswagen na América do Sul, que também inclui a nova Tukan. A região participa do desenvolvimento do novo modelo, com atuação das equipes locais de design, engenharia, testes e validação. No Brasil, a Stellantis tem muita força no segmento com Fiat Strada e Fiat Toro. Além dos modelos da RAM. Agora no g1 Segundo a Volkswagen, a nova Amarok está sendo desenvolvida a partir das necessidades dos consumidores sul-americanos e terá tecnologia e eletrificação associadas à proposta da picape. A nova Amarok está sendo testada com clientes em diferentes países da América do Sul. Os testes incluem situações de uso em áreas urbanas e rurais, além de estradas pavimentadas e não pavimentadas. O desenvolvimento considera diferentes condições de temperatura, altitude, poeira e tipos de terreno. A Volkswagen afirma que essa variedade também influenciou a camuflagem usada no modelo apresentado em Barretos. A nova geração da picape faz parte dos investimentos de R$ 20 bilhões previstos pela Volkswagen para a América do Sul até 2028. Desse total, R$ 4 bilhões serão destinados à operação na Argentina. O investimento também inclui melhorias na fábrica de Pacheco, onde a Amarok é produzida desde 2010. A empresa afirma que o aporte envolve mudanças nas instalações e avanços nos processos de fabricação. Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada Divulgação / Volkswagen Camuflagem Apesar de esconder o desenho definitivo da picape, a camuflagem apresentada em Barretos traz elementos relacionados a diferentes regiões da América do Sul. Dá para perceber que o porte da Amarok permanece, mas a dianteira assume linhas horizontais iluminadas. A nova geração será lançada após 16 anos de produção da Amarok na América do Sul. Desde 2010, a picape é fabricada no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina. A produção acaba de atingir 800 mil unidades. De acordo com a Volkswagen, a Amarok se tornou o modelo mais fabricado da história da operação da marca na Argentina. Mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados. VW revela Tukan Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Volkswagen também apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionalizadas. A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi mostrada na versão Extreme, topo da linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional. A picape foi mostrada, mas só chega às lojas em 2027. A Volkswagen ainda não confirmou preço e demais detalhes técnicos. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como oT-Cross. O SUV foi o ponto de partida para o desenvolvimento da Tukan. A fabricante afirma que até tentou usar o Tera,as não encontrou as proporções desejadas. Esta é a primeira vez que a plataforma é usada no mundo em uma picape. Para adaptar a estrutura ao transporte de carga, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira específica com feixe de molas. A solução foi projetada para lidar com diferentes condições de uso, inclusive com o veículo carregado. O entre-eixos também foi aumentado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a alteração permitiu criar espaço para a caçamba sem reduzir o espaço destinado aos ocupantes. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Cabine simples A configuração de cabine simples tem uma proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, ela foi projetada para aplicações profissionais. Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizouavaliações com consumidores. De acordo com a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos. A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, além do uso como picape. A plataforma MQB da Tukan foi desenvolvida para receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A VW, porém, não detalha quais equipamentos desse tipo estarão disponíveis na picape. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Apesar de utilizar uma arquitetura relacionada ao T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen diz que trabalhou para criar uma identidade específica para a picape. Mesmo assim, o para-brisas da picape é o mesmo do T-Cross. Na frente, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos do Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas. A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A unidade utiliza inteligência artificial na inspeção das peças estampadas. O modelo terá 76% de peças nacionais. A fabricante afirma que a Tukan faz parte de uma estratégia em que novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul, a partir de 2026, terão versão eletrificada. Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 Divulgação / VW Primeira aparição A primeira aparição pública da Tukan ocorreu acompanhando a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026. O protótipo estava com uma camuflagem artística desenvolvida pela equipe de Design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo canário, já haviam sido anunciados anteriormente. Veja fotos Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP)

Carne suína Reprodução/TV TEM A combinação de sobreoferta de animais e demanda enfraquecida, registrada na segunda quinzena de julho de 2026, ameaça o mercado paulista independente de suínos. O cenário fez o preço do porco pronto para o abate na capital e interior de São Paulo atingir o menor patamar de toda a série histórica, com média de R$ 5,18 o quilo nas praças acompanhadas pelo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP em Piracicaba (SP). Segundo levantamento do Cepea, divulgado na última quinta-feira (20), a desvalorização acentuada no mês, impulsionada pelas férias escolares, acumula queda de 43,1% no ano para o animal vivo, na comparação com as cotações reais de dezembro de 2035. A carcaça especial registrou recuo de 36,2% no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante semelhante ao observado em 2022. Para efeito de comparação, o pior momento do mercado naquele ano, nessa mesma praça, foi observado em fevereiro, quando a média era de R$ 5,97/kg, em valores reais (deflacionados pelo IGP-DI de jul/26). Preços da carne suína recuaram em março de 2026 Reprodução/TV TEM “[Isso]pressionou as margens do setor, gerando prejuízos aos carcinicultores e forçando o encerramento das atividades de produtores independentes”, afirmou o Centro de Estudos da Esalq. A área do SP-5, acompanhadas pelos pesquisadores da Esalq-USP, abrange as cidades de Bragança Paulista (SP), Campinas (SP), Piracicaba (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). Ainda conforme o Centro de Estudos, a procura pela carne suína fica tipicamente enfraquecida na segunda metade do mês, devido ao menor poder de compra da população. “Consequentemente, reduz a demanda pelo animal vivo. Além disso, o período de férias escolares reforçou a redução na procura, levando as médias a recuarem, apesar dos aumentos registrados no início de julho”, explica. Consumidores aproveitam queda no preço da carne de porco, mas produtores estão na bronca Surpresa para o setor O Centro de Pesquisas destaca que o cenário baixista tanto da carne quanto do vivo este ano é surpreendente para o setor, que esperava demanda firme em 2026, conforme observado em 2025. Além da demanda enfraquecida, o Cepea entende que o momento atual do mercado é fruto de maiores investimentos realizados pelo setor no ano passado e que resultam em maior produção e, portanto, maior oferta interna em 2026. Março As cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e a diferença nos valores alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022. A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano. A gangorra de preços entre as carnes concorrentes foi explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025. Carne suína: fevereiro de quedas Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP). O movimento de baixa nas cotações no período foi explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. "Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. Em janeiro, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba). Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (21), após conversa com o representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, que a prioridade do Brasil é ampliar a lista de exceções ao tarifaço. O representante do USTR ligou para o ministro brasileiro depois da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. Na ligação, o presidente Lula pontuou que as tarifas afetam negativamente a economia dos dois países e ressaltou que a manutenção das negociações é o melhor caminho bilateral. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o presidente americano concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltem a se reunir o mais brevemente possível. "Combinamos de reservar dia e hora para falarmos na semana que vem. Ele disse que era a determinação do presidente Trump. Ficamos de alinhar a primeira conversa. Deveremos ajustar o caminho das negociações. Serão retomados os diálogos diretamente", disse o ministro Márcio Elias. Tarifaço Há pouco mais de um mês, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas adicionais ao Brasil. No primeiro caso, foi aplicada uma adicional de 25% a produtos brasileiros depois de investigação do governo dos Estados Unidos concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os americanos. Entre os exemplos citados na investigação estiveram o PIX e a regulação de plataformas digitais. Depois, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa extra de 12,5% às exportações brasileiras. A decisão foi resultado de outra investigação que concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas novas taxas resultaram em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Milhares de itens, porém, ficaram isentos das cobranças. Entre eles produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de calçados, máquinas, madeira e açúcar ficaram submetidos à tarifa máxima. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil Impacto sobre a economia brasileira A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) chegou a estimar que a tarifa anunciada sob a justificativa de falhas na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano". Segundo a Amcham, a medida tem o potencial de atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros, que somam US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos. A entidade afirmou que o cenário de sobretaxas comprometia a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e elevaria os custos para empresas e consumidores norte-americanos, além de "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais".

Criança no celular Canva A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta sexta-feira (21), duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. As companhias começaram a ser notificadas nesta sexta-feira e terão dez dias úteis, contados a partir do recebimento oficial da notificação, para responder aos questionamentos da agência reguladora. Agora no g1 Estas são as empresas monitoradas na primeira fase da fiscalização: Redes sociais: Instagram Facebook WhatsApp (em relação à funcionalidade pública “Canais”) Telegram (em relação às funcionalidades “Canais públicos” e “Grupos públicos”) Tiktok X Discord Youtube Kwai Linkedin Snapchat Pinterest Reddit Lojas e ferramentas de IA aparecem na segunda fase: Lojas de aplicativos: App Store Google Play Store Ferramentas de IA: Gemini Copilot Claude Deepseek ChatGPT Meta AI Perplexity A seleção considerou fatores como o alcance dos serviços no mercado brasileiro, sua relevância para os usuários e os possíveis riscos relacionados à circulação de conteúdo publicado por terceiros. O órgão regulador ressaltou que as investigações não abrangem comunicações privadas em aplicativos de mensagens ou serviços de e-mail, em respeito ao sigilo de dados garantido por lei. No caso de aplicativos como WhatsApp e Telegram, a fiscalização se limitará às ferramentas públicas de compartilhamento e distribuição de conteúdo, como canais e grupos abertos. O que a ANPD está monitorando "Nesta primeira fase, as plataformas e lojas de aplicativo terão que responder sobre a existência e efetividade de estruturas de governança, mecanismos de transparência, sistemas de gestão e mitigação de riscos, procedimentos de moderação de conteúdo, canais de denúncia, medidas de proteção de usuários, entre outros pontos que as permitam cumprir as leis e normas brasileiras", diz a ANPD em nota. Nas redes sociais, a ANPD monitora os mecanismos de proteção voltados a impedir o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais, especialmente quando podem atingir crianças, adolescentes e mulheres. A existência de canais de denúncia para esse tipo de publicação também está entre os pontos fiscalizados. No caso das lojas de aplicativos, a fiscalização vai verificar se as plataformas contam com mecanismos capazes de impedir a criação e a disseminação desse tipo de conteúdo.

Dario: 'Oposição quer trazer tema como crise' Em entrevista a Julia Duailibi e Fernando Nakagawa, no GloboNews Mais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta sexta-feira (21) que os juros elevados pressionam o varejo, mas rejeitou a avaliação de que os problemas enfrentados por empresas como as Casas Bahia sejam sinal de uma crise generalizada na economia brasileira. Segundo Durigan, uma análise de uma série histórica mais ampla mostra redução no número de falências e recuperações judiciais. Nesse levantamento, o varejo aparece atrás de outros setores, como a indústria. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O ministro afirmou que o caso das Casas Bahia é um problema específico da empresa e lembrou que o grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial, mas não conseguiu superar os problemas com as dívidas. Durigan disse ainda que o varejo é especialmente dependente de crédito e, por isso, sente mais os efeitos dos juros elevados. Segundo ele, o crédito mais caro reduz a atividade do setor. “Não posso fugir do tema dos juros, porque o setor varejista tem margens apertadas e depende — a gente fala 'alavancado', no jargão mais técnico — de crédito para trás, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram". Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal' “Então, há uma série de elementos que explicam, em grande medida, o que está acontecendo, mas que não justificam um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há.” "É bem importante a gente colocar isso. Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", diz o ministro. "A gente ouve falar de fechamentos e, claro, nos entristece. É parte da vida a gente entender essas transformações e, no que o Estado puder ajudar dentro dos seus limites, sem comprometer concorrência ou fazer intervenção indevida, a gente tem feito." Governo vai seguir 'apertando' o arcabouço fiscal Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal' Durigan afirmou que parte da resposta do governo aos juros elevados passa por "seguir melhorando" a política fiscal. Segundo ele, o governo já aprovou medidas para conter despesas e pretende continuar trabalhando para melhorar as contas públicas. “Nós aprovamos no Congresso Nacional contenção de crescimento de despesa. Além de ter bloqueio no Orçamento esse ano, mais contenção de despesa obrigatória já aprovada no Congresso, que vai abrir espaço para o ano que vem”, disse. “E a gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal, que é o trabalho do ministro da Fazenda: colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal.” Ao falar sobre os próximos passos, Durigan afirmou que o governo pretende reduzir despesas obrigatórias, melhorar a eficiência dos programas sociais e aumentar a arrecadação. Ele também citou a redução de benefícios tributários e a intenção de limitar os gastos com novas contratações. “Vamos fazer cortes lineares, como está fazendo este ano de eleição, em benefício tributário. Vamos melhorar a eficiência do Estado, colocando menos peso na contratação de pessoal.” “O ano que vem tem um limite de 0,6% para a gente ter incremento de despesa com pessoal, o que já impõe uma disciplina em que a gente tem que investir mais em sistema, em eficiência do Estado, e menos em contratação de pessoal, por exemplo.” Durigan também defendeu a revisão de gastos obrigatórios, medidas para tornar a máquina pública mais eficiente e a redução de privilégios. “Essas várias frentes: diminuição de gasto obrigatório, abertura para espaço discricionário para investimento, aumentando a produtividade e a capacidade de investimento privado; olhar para os privilégios indevidos que nós temos no país, seja de aposentadoria no serviço público, de militares, seja otimizando a máquina pública.” Segundo ele, essas medidas podem liberar mais recursos do Orçamento para investimentos e ajudar a criar condições para a redução dos juros. Ajuste de cerca de 2% do PIB Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo' Ao discutir medidas para conter o crescimento das despesas, Durigan afirmou "nós vamos ter, para o ano que vem, uma boa acomodação no aumento de despesa obrigatória. E é fazendo isso, fazendo esse diálogo, que a gente vai conseguir avançar, seguindo, fazendo esse ajuste, como a Júlia mencionou, de algo como 2% do PIB.” Segundo Durigan, esse cálculo considera o conjunto das medidas e não se limita às exceções relacionadas ao tarifaço e ao Rio Grande do Sul - que tme uma dívida com a União em torno dos R$ 100 bilhões. Governo não discute desvinculação de benefícios do salário mínimo Dario Durigan: 'Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios' Questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários e sociais do salário mínimo, Durigan afirmou que a medida não está em discussão. “Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais.” Para Durigan, o foco agora é sinalizar a manutenção de uma regra fiscal que garanta, necessariamente, que "a despesa pública vá crescer menos do que a receita, para que a gente vire a página da década anterior, em que a gente teve mais despesa no país do que receita e com total descaso para a base fiscal do país". Durigan não confirma redução do crescimento das despesas para 1,5% Questionado sobre a possibilidade de reduzir de 2,5% para 1,5% a taxa de crescimento das despesas prevista no arcabouço fiscal, Durigan não confirmou nenhum número. Não, eu não vou cravar número. De novo, nós vamos cravar uma trajetória de sustentabilidade, com redução da dívida a longo prazo Segundo ele, a trajetória fiscal deverá ficar mais clara com a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), que será entregue ao Congresso na próxima semana. “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido” Sobre o ritmo do ajuste fiscal, o ministro afirmou que o governo já apresentou medidas mais ambiciosas, mas que parte delas não avançou no Congresso. Ele citou como exemplo uma medida que previa a limitação do crédito presumido, um benefício de PIS/Cofins, e que, segundo ele, representava R$ 40 bilhões. “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido.” Apesar disso, Durigan defendeu o ritmo adotado pelo governo e afirmou que considera positivo o avanço de medidas por meio do diálogo com o Congresso e outros Poderes. “Não há opção melhor do que a gente seguir dentro desse processo equilibrado.” R$ 10 bilhões estarão “muito bem colocados” Ao falar sobre o que ainda pode ser feito para acelerar a resposta à situação fiscal, Durigan afirmou que o governo apresentará, na próxima semana, os detalhes da medida que, segundo ele, deve aliviar a pressão sobre as despesas obrigatórias em R$ 10 bilhões ou mais. Basicamente, p governo pretende dar transparência aos detalhes da medida. Dario Durigan Washington Costa/MF Governo promete retirar subsídios e diz que fará o necessário para reduzir juros Durigan também afirmou que os subsídios serão retirados e criticou medidas adotadas pelo governo anterior. “Não vamos fazer como foi feito no governo anterior, que quem teve que reonerar o combustível foi o ex-ministro Fernando Haddad, em 2023. Foram várias bombas, várias armadilhas fiscais deixadas para frente. Nós não vamos fazer isso.” Segundo ele, o Ministério da Fazenda está preparado para adotar novas medidas quando houver espaço para isso. Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros Ao final, Durigan afirmou que o governo fará o necessário para reduzir os juros. “Nós vamos resolver as questões, dando transparência e com esse compromisso, dentro de um projeto muito claro de responsabilidade fiscal, fazer o que for necessário para diminuir a taxa de juros, que é, sim, uma questão para o país.” “Eu sempre digo: não sou o ministro da Fazenda para atender determinado setor, seja o setor financeiro, seja o setor do agro, seja o setor de varejo. É preciso olhar a saúde da economia brasileira como um todo e ver o avanço da qualidade de vida e do bem-estar da população.”

Joesley Batista foi à Venezuela pedir a renúncia de Maduro, diz agência Joesley e Wesley Batista, irmãos que controlam a JBS, compraram 100% da Avibras, uma das principais empresas da indústria de defesa do Brasil. A operação foi realizada por meio da Globe Investimentos. ➡️A operação envolve a Nova AVB, estrutura criada durante o processo de reestruturação da empresa. O negócio foi notificado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o valor da transação não foi divulgado. Avibras passou por recuperação judicial A Avibras enfrentava uma grave crise financeira e estava em recuperação judicial desde 2022. A empresa também passou por um longo período de paralisação e por uma greve que durou mais de três anos. A volta por cima dos irmãos Batista: como donos da JBS saíram da Lava Jato e voltaram aos holofotes, com participação até na diplomacia mundial Como parte da reestruturação, os ativos industriais e tecnológicos foram concentrados em uma nova estrutura empresarial, enquanto a companhia original permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial. O processo foi conduzido com participação do Brasil Crédito, que liderou a reestruturação e o plano alternativo de recuperação judicial que viabilizou a criação da Nova AVB. Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Joesley Batista participou de captação de R$ 300 milhões Antes de assumir o controle da empresa, Joesley Batista já havia participado de uma captação de R$ 300 milhões destinada à Avibras. Joesley Batista dono da JBS Joesley Batista dono da JBS O financiamento foi coordenado pelo Fundo Brasil Crédito e reuniu investidores privados. Joesley assinou contrato para participar da operação, mas o valor individual investido por ele não foi divulgado. Lula promete ampliar encomendas para a Avibras; Alckmin diz que empresa pode reabrir fábrica em Lorena A captação ajudou a financiar a retomada das atividades da empresa após anos de dificuldades financeiras. Fábrica voltou a funcionar em maio A unidade da Avibras Aeroco, em Jacareí, no Vale do Paraíba, voltou a operar em maio de 2026. A retomada recolocou em atividade uma empresa estratégica para a indústria de defesa brasileira. Entre os principais projetos associados à Avibras estão o sistema de foguetes Astros e o desenvolvimento do MTC-300, míssil tático de cruzeiro. A Avibras é considerada uma Empresa Estratégica de Defesa e está envolvida em programas de interesse das Forças Armadas brasileiras. Operação foi comunicada ao Cade A aquisição da Nova AVB pela Globe Investimentos foi notificada ao Cade. A operação também ocorre em meio às discussões sobre o futuro da Avibras e sobre a participação do capital privado na recuperação da empresa. Em agosto, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento para obter informações do Ministério da Defesa sobre o processo de aquisição e a situação da companhia.
Oficina de Horta Vertical, em junho, no Parque Cultural Casa do Governador. Espírito Santo. Marcos Salles Já pensou em ter uma horta em casa? A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), tem uma cartilha gratuita com dicas para o cultivo de frutas e Pancs, as plantas alimentícias não convencionais. O manual ensina como reutilizar materiais como latas e garrafas pets e o passo a passo de receitas caseiras para combater pragas. 📱Acesse aqui Veja também: VÍDEO: Horta em casa - veja dicas de quem tentou e deu certo De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina. Reprodução/Jornal Hoje Sete em cada dez jovens brasileiros de 16 a 29 anos estão inseridos no mercado de trabalho, mas a entrada e a permanência nos empregos ainda são marcadas por obstáculos como a falta de experiência profissional, a concorrência por vagas e as desigualdades sociais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É o que mostra a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. O levantamento ouviu 1.816 jovens em todo o país para entender a relação dessa população com o mercado de trabalho e suas expectativas para o futuro. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados trabalham ou fazem estágio. Entre eles, 32% conciliam emprego e estudos, enquanto 39% se dedicam exclusivamente ao trabalho. Outros 16% apenas estudam e 13% não trabalham nem estudam atualmente. Agora no g1 Para Carla Chiamareli, gerente do Observatório Fundação Itaú, o percentual de jovens trabalhando é um indicador positivo, mas ainda há desafios para garantir a inclusão produtiva dessa população. “Um dado positivo é ver que 70% dos jovens estão trabalhando. Ainda temos um problema de inclusão produtiva da juventude no país, mas esse é um indicador relevante diante do cenário econômico que vivemos", explica a espcialista. Desigualdade marca trajetória profissional A possibilidade de conciliar trabalho e estudo varia de acordo com a condição socioeconômica. Entre os jovens das classes A e B, 48% conseguem manter as duas atividades. Na classe D/E, o percentual cai para 16%. A diferença também aparece no recorte racial: 38% dos jovens brancos conciliam trabalho e estudo, contra 29% dos negros. Para Chiamareli, a desigualdade de renda é um dos principais destaques do levantamento. “Uma das coisas que mais me chamou atenção neste estudo foi a desigualdade de renda. Ela aparece de forma muito forte em vários indicadores da pesquisa, mais até do que em outros recortes”, afirma. À medida que a renda diminui, a necessidade de focar exclusivamente no trabalho aumenta: na Classe A/B, apenas 28% dos jovens somente trabalham, número que sobe para 39% na Classe C e atinge 47% na Classe D/E. A desigualdade também aparece na educação. Segundo a pesquisa, 88% dos jovens consideram necessário estudar mais atualmente para conseguir um bom emprego, enquanto 85% consideram o diploma importante para a trajetória profissional. Além disso, 91% veem os cursos técnicos e profissionalizantes como um caminho rápido para entrar no mercado de trabalho. Temos um número significativo de jovens na universidade, mas ainda existe uma diferença muito grande entre as classes sociais. Isso mostra que há uma janela importante para fortalecer políticas públicas de inclusão no ensino superior. Além de trabalhar e estudar, metade dos entrevistados afirma ser responsável pelos cuidados da casa. A sobrecarga é maior entre as mulheres: 60% delas realizam tarefas domésticas, contra 40% dos homens. O cuidado com crianças, idosos ou outras pessoas também recai mais sobre as mulheres: 28% delas desempenham esse tipo de atividade, ante 14% dos homens. “Essa juventude é uma juventude de batalhadores. Ela precisa estudar, trabalhar e, muitas vezes, também cuidar da família, dos pais, dos filhos ou de outras pessoas”, afirma Chiamareli. Para ela, os dados mostram que as responsabilidades de cuidado continuam distribuídas de forma desigual. “A pesquisa trouxe um retrato muito claro das desigualdades sociais. As responsabilidades de cuidado ainda recaem principalmente sobre as mulheres e sobre os jovens mais vulneráveis.” Panorama do jovem no mercado de trabalho brasileiro Arte g1 Falta de experiência é principal barreira A busca por uma oportunidade também é uma dificuldade para boa parte dos jovens. Do total de entrevistados, 61% afirmam ter procurado emprego no último ano, e 20% estão procurando trabalho atualmente. A falta de experiência profissional é apontada como o principal obstáculo para conseguir uma vaga, citada por 49% dos entrevistados. Na sequência aparecem a concorrência pelas vagas (39%), as dificuldades de deslocamento até o trabalho (28%) e a falta de qualificação (25%). As conexões pessoais também têm peso na entrada no mercado. A família é apontada por 46% dos jovens como a principal fonte de orientação profissional, seguida por amigos e conhecidos, com 40%. Entre aqueles que trabalham ou já trabalharam, 77% dizem ter conseguido emprego por indicação ao menos uma vez. A experiência prática também é valorizada. Nove em cada dez jovens dizem aprender mais na prática do que estudando, e 91% consideram os cursos técnicos e profissionalizantes uma forma rápida de entrar no mercado. Além disso, 60% defendem que programas de apoio ao emprego deveriam oferecer atividades práticas, e não apenas conteúdo teórico. Para Chiamareli, os resultados mostram a necessidade de aproximar a formação dos jovens das exigências do mercado. “Os jovens estão vendo muito mais sentido na prática e no mundo do trabalho do que no processo educativo tradicional. Isso nos faz refletir sobre que currículo a escola e a universidade estão oferecendo", diz a especialista. Ela defende uma maior integração entre as duas áreas: “Falta no país uma política mais articulada entre educação e trabalho. Precisamos aproximar a formação dos jovens das situações reais de aprendizagem e do mundo profissional", completa. Trabalho formal hoje, autonomia no futuro Embora o salário seja o principal fator considerado na escolha de uma vaga, citado por 64% dos entrevistados, a qualidade do ambiente de trabalho também pesa. Além disso, 62% afirmam que aceitariam ganhar menos para trabalhar em um local com menos pressão e estresse. As expectativas em relação ao tipo de trabalho também mudam quando os jovens projetam o futuro. Atualmente, 30% dizem desejar um emprego com carteira assinada. Quando pensam nos próximos cinco anos, esse percentual cai para 16%. No mesmo período, o interesse pelo trabalho autônomo aumenta de 28% para 42%. Para a gerente do Observatório Fundação Itaú, a mudança não significa necessariamente uma rejeição ao emprego formal. “Hoje eles querem um trabalho estável para amanhã serem autônomos. Eu vejo isso como um sinal de amadurecimento e de construção de projeto de vida", explica. Segundo ela, porém, parte desses jovens ainda não teve experiências positivas no mercado formal. “Eles projetam um futuro de sucesso com mais autonomia, mas muitas vezes ainda não tiveram contato com experiências positivas dentro do mercado formal de trabalho", completa. Panorama do jovem no mercado de trabalho brasileiro Arte g1 Tecnologia é oportunidade e preocupação A tecnologia aparece na pesquisa tanto como ferramenta de desenvolvimento quanto como fonte de insegurança profissional. 97% dos entrevistados afirmam usar internet e ferramentas digitais para aprender e se desenvolver profissionalmente. Ao mesmo tempo, metade teme perder oportunidades de trabalho por causa dos avanços tecnológicos, e 90% acreditam que a inteligência artificial poderá substituir muitos empregos nos próximos anos. Para Chiamareli, a preocupação é especialmente relevante para quem está começando a carreira. “Quem está no início da carreira percebe que parte das tarefas do primeiro emprego já está sendo substituída pela inteligência artificial.” Entre as áreas de maior interesse para o futuro profissional estão Saúde (25%) e Tecnologia (22%), seguidas por Comércio e Vendas (19%), atividades administrativas (19%) e Educação (16%). Sobre o interesse por Saúde e Tecnologia, Chiamareli afirma: “De certa forma, os jovens estão conectados com tendências do futuro, porque saúde e tecnologia são áreas que devem ganhar cada vez mais importância.” Apesar das dificuldades, os jovens mantêm expectativas positivas sobre o futuro. 91% acreditam que estarão financeiramente melhor daqui a cinco anos, enquanto 88% esperam alcançar uma condição financeira superior à dos pais. Quase metade (46%) também acredita que será mais fácil encontrar boas oportunidades de trabalho nos próximos anos. Ao mesmo tempo, 61% demonstram receio de não conseguir pagar as contas e ter uma vida tranquila no futuro. O levantamento retrata, portanto, uma geração que vê a educação, a experiência prática e a tecnologia como caminhos para construir a carreira, mas que ainda enfrenta barreiras para acessar oportunidades e consolidar sua trajetória profissional. Para Chiamareli, o desafio é transformar esse otimismo em condições concretas de desenvolvimento. “A grande pergunta é: como o país vai seguir pensando políticas que garantam a trajetória profissional da juventude?” Veja as 10 profissões mais valorizadas da tecnologia

Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21) a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionais. A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi apresentada na versão Extreme, topo de linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Volkswagen ainda não confirmou o preço nem os demais detalhes técnicos. A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como o T-Cross. O SUV, inclusive, serviu de ponto de partida para o desenvolvimento da picape. Segundo a fabricante, o Tera também foi considerado, mas não oferecia as proporções desejadas para o projeto. Agora no g1 Para adaptar a estrutura ao transporte de cargas, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira específica com feixe de molas. A solução foi projetada para diferentes condições de uso, inclusive com o veículo carregado. O entre-eixos também foi ampliado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a mudança permitiu criar espaço para a caçamba sem comprometer o espaço destinado aos ocupantes. Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP) Cabine simples A configuração de cabine simples tem proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, foi projetada para o uso profissional. Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizou avaliações com consumidores. Segundo a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos. A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, sem deixar de lado o uso como picape. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A plataforma MQB permite receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A Volkswagen, porém, ainda não detalhou quais desses recursos estarão disponíveis na Tukan. Apesar de compartilhar a arquitetura com o T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen afirma que criou uma identidade própria para a picape, embora alguns componentes sejam compartilhados, como o para-brisa. Na dianteira, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos usados no Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas. A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR), que utiliza inteligência artificial na inspeção de peças estampadas. O modelo terá 76% de peças nacionais. Segundo a fabricante, a Tukan faz parte da estratégia de oferecer versões eletrificadas de todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul a partir de 2026. Volkswagen Tukan divulgação/Volkswagen Primeira aparição A primeira aparição pública da Tukan ocorreu durante a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da equipe antes da Copa do Mundo de 2026. O protótipo apareceu com uma camuflagem artística desenvolvida pela equipe de design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo-canário, já haviam sido anunciados. Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 Divulgação / VW
Entidades acionam MPF contra óculos inteligentes da Meta por riscos à privacidade e aos consumidores

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights pediram nesta quinta-feira (20) que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem a comercialização dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta no Brasil. As entidades alegam que o produto pode colocar em risco a privacidade das pessoas e violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ofício, as organizações pedem que os três órgãos atuem de forma coordenada para verificar se o produto atende à legislação brasileira e se oferece mecanismos suficientes para proteger não apenas os consumidores, mas também qualquer pessoa que possa ser filmada sem saber. Lançados no Brasil em setembro de 2025, os óculos inteligentes possuem câmeras, microfones e alto-falantes embutidos. 🔎 Além de tirar fotos, gravar vídeos e captar áudio, o dispositivo permite atender ligações, transmitir conteúdo para redes sociais e utilizar recursos de inteligência artificial, como tradução em tempo real e respostas sobre o ambiente observado pelo usuário. Segundo o Idec e a Coding Rights, o principal problema não é a capacidade de gravar imagens, mas a dificuldade de terceiros perceberem que estão sendo registrados. Diferentemente de um celular, que precisa ser levantado para filmar, os óculos permitem que a gravação seja feita de maneira muito mais discreta. Embora o equipamento tenha um LED que indica quando a câmera está ligada, as entidades afirmam que a luz é pequena, pouco perceptível e pode ser desativada por meio de modificações no aparelho amplamente divulgadas em tutoriais na internet. Para elas, um mecanismo de segurança que pode ser facilmente burlado não oferece proteção suficiente. Outro ponto levantado pelas organizações é o tratamento das imagens e dos áudios captados. Segundo o documento, esse material pode ser enviado aos servidores da Meta e utilizado para treinar sistemas de inteligência artificial. As entidades também demonstram preocupação com o desenvolvimento de ferramentas de reconhecimento facial. Embora a funcionalidade não esteja disponível atualmente, elas afirmam que documentos divulgados neste ano indicam que a empresa chegou a testar esse recurso. Pegadinhas impulsionam debate Contas no Instagram e no TikTok fazem pegadinhas com anônimos usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok A representação foi apresentada em um momento em que os óculos inteligentes vêm ganhando popularidade nas redes sociais, principalmente em vídeos de "pegadinhas". Como mostrou o g1, criadores de conteúdo utilizam os dispositivos para gravar desconhecidos em locais públicos sem que eles percebam. Em parte dos vídeos, os participantes autorizam a publicação das imagens ao final da gravação. Em outros casos, porém, não fica claro se houve consentimento antes da divulgação do conteúdo. Uma das brincadeiras mais populares consiste em esconder um cartão de pagamento por aproximação dentro da embalagem de um produto. No caixa do supermercado, o criador aproxima a embalagem da maquininha e registra a reação de surpresa do funcionário ao ver a compra ser paga sem um cartão aparente. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que gravar alguém em espaço público não é necessariamente ilegal, mas publicar essas imagens sem autorização pode gerar pedidos de remoção do conteúdo e ações por danos morais, especialmente quando há exposição vexatória. (veja quais são os direitos do consumidor nesses casos) A Meta afirma que os óculos possuem mecanismos para indicar quando estão gravando e que os usuários são responsáveis por cumprir a legislação e utilizar o equipamento de forma segura e respeitosa. Casos já registrados O documento protocolado pelas entidades cita episódios que reforçam as preocupações com a tecnologia. Um deles ocorreu em Salvador (BA), onde um médico ginecologista foi denunciado por utilizar óculos inteligentes durante o atendimento a uma paciente. Para o Idec e a Coding Rights, dispositivos capazes de registrar imagens e sons de forma praticamente imperceptível podem facilitar situações de assédio, invasão de privacidade e violência, especialmente contra mulheres e meninas. "Sob a ótica do consumidor, o que temos aqui é uma empresa que colocou no mercado um produto perigoso e transferiu para quem nem sequer comprou o dispositivo a tarefa de se proteger dele", afirma Julia Abad, do Idec. Entre os pedidos encaminhados à ANPD, à Senacon e ao MPF, estão: a abertura de investigações; a análise dos riscos do produto para consumidores e terceiros; a criação de mecanismos para que pessoas filmadas possam exercer seus direitos previstos na LGPD; a proibição da ativação de recursos de reconhecimento facial sem autorização prévia das autoridades brasileiras. Debate também avança no exterior o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria As preocupações com os óculos inteligentes também têm crescido fora do Brasil. Com mais de 7 milhões de unidades vendidas no mundo em 2025, o dispositivo vem sendo alvo de debates sobre privacidade em diversos países. Na Alemanha, especialistas defendem regras mais rígidas para o uso da tecnologia devido ao risco de gravações sem consentimento. Segundo a imprensa local, autoridades de proteção de dados analisam medidas para impedir filmagens ocultas e estudam a aplicação de multas em casos de uso irregular.

Carro zero com desconto: programa de incentivo do governo aquece a venda de carros no DF Comprar ou vender um carro usado poderá ficar mais simples: a transferência de propriedade poderá ser feita de forma totalmente digital, reunindo em um único fluxo etapas como assinatura, pagamento de débitos e taxas e conclusão da mudança de proprietário. As regras foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução nº 1.027, publicada na terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU). LEIA TAMBÉM: Lei Seca com teste de drogas em motoristas entra em vigor; entenda o que muda A medida regulamenta uma previsão do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e estabelece que as etapas da transferência poderão ser integradas ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Gol, Uno e Stradalideram a lista de carros usados mais vendidos do Brasil g1 A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) trabalha na implementação da ferramenta que permitirá fazer a transferência eletrônica de veículos usados entre pessoas físicas pelo aplicativo CNH do Brasil. O que vai dar para fazer pelo aplicativo Quando a funcionalidade estiver disponível, comprador e vendedor poderão realizar em um mesmo fluxo eletrônico etapas que hoje podem ocorrer separadamente. Entre os procedimentos previstos estão: registro da negociação; assinatura eletrônica da transferência; consulta e pagamento de débitos e taxas dos Detrans; conclusão da mudança de propriedade. A vistoria do veículo continuará fazendo parte do processo e será integrada por meio dos serviços disponíveis. Três modalidades de transferência A resolução estabelece três formas de transferência de propriedadeconvencional, eletrônica e eletrônica custodiada. Na modalidade eletrônica, as etapas poderão ser feitas digitalmente, com integração ao Renavam e cumprimento das exigências previstas na regulamentação, como a vistoria. Já na modalidade eletrônica custodiada, o dinheiro da negociação poderá permanecer em custódia durante a operação. A liberação dos recursos dependerá do cumprimento dos requisitos necessários para concluir a transferência. A regra também prevê mecanismos de bloqueio, reversão e restituição do dinheiro caso a operação não seja concluída. O que já é digital hoje A transferência de veículos já conta com ferramentas digitais, como a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), a assinatura eletrônica e a comunicação eletrônica de venda. A diferença é que esses procedimentos podem ocorrer atualmente em sistemas e etapas distintas. A nova resolução estabelece as condições para integrar essas etapas em um fluxo eletrônico vinculado ao Renavam. Sistema terá mecanismos contra fraudes A regulamentação também estabelece requisitos de segurança para as operações digitais. Entre eles estão autenticação individual e multifator, rastreabilidade, trilhas de auditoria e mecanismos de prevenção e detecção de fraudes. Quando começa? A resolução publicada pelo Contran estabelece as regras para a implementação do novo processo eletrônico. A ferramenta que permitirá realizar a transferência pelo aplicativo CNH do Brasil, porém, ainda será implantada pela Senatran. A disponibilização das funcionalidades e os procedimentos para acesso pelos usuários ocorrerão conforme a implementação dos serviços previstos na resolução.

Montadoras estimam aumento de carros importados do México e China A China iniciou nesta sexta-feira (21) a maior campanha de recall automotivo já realizada no país, envolvendo 11 montadoras e veículos elétricos de diferentes marcas. A medida está relacionada a preocupações de segurança com os sistemas de abertura de portas em situações de emergência. 🔍 O recall anunciado pela China vale para veículos do mercado chinês e não inclui, neste momento, os carros vendidos no Brasil. Entre as empresas envolvidas estão Tesla, Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. Algumas delas também têm presença no mercado brasileiro, como Leapmotor e Zeekr. A preocupação dos reguladores chineses é que as maçanetas mecânicas usadas para abrir as portas em emergências possam ser difíceis de localizar ou operar, principalmente depois de uma colisão grave acompanhada de uma falha no sistema elétrico do veículo. Isso poderia dificultar a saída dos passageiros ou o acesso de equipes de resgate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O que são as maçanetas embutidas? As chamadas maçanetas embutidas ou ocultas ficam rente à carroceria quando não estão sendo usadas. Em alguns modelos, elas podem sair automaticamente quando o motorista se aproxima ou ser acionadas por pressão, chave ou celular. O desenho ganhou popularidade principalmente com a Tesla e passou a ser adotado por diversas fabricantes de carros elétricos. O problema é que sistemas eletrônicos podem deixar de funcionar depois de uma colisão ou de uma falha elétrica. Em uma emergência, isso pode dificultar a abertura das portas. Tesla fará recall de quase 3 milhões de carros A Tesla é uma das empresas mais afetadas pela medida. A montadora fará recall de cerca de 2,98 milhões de veículos Model 3, Model Y, Model S e Model X fabricados na China ou importados para o país. O recall começa em 25 de setembro. A empresa informou que instalará etiquetas para facilitar a identificação das maçanetas mecânicas de emergência e fará uma atualização de software que poderá baixar automaticamente os vidros após uma colisão. A ideia é facilitar a saída dos ocupantes ou o acesso dos socorristas caso o sistema elétrico do veículo deixe de funcionar. Outras marcas também registram recalls Pelo menos seis fabricantes anunciaram na sexta-feira seus maiores recalls já registrados, segundo os documentos apresentados ao órgão regulador chinês. Carros chineses Reuters Além da Tesla, estão na lista Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. A Xiaomi, por exemplo, fará recall de mais de 390 mil unidades do SU7, enquanto a Leapmotor terá mais de 371 mil veículos envolvidos. Nove das 11 montadoras envolvidas instalarão gratuitamente etiquetas de advertência para facilitar a localização das alavancas de emergência. A maioria também fará atualizações de software à distância, conhecidas como OTA. China quer acabar com o sistema a partir de 2027 A campanha de recalls ocorre meses depois de a China anunciar novas regras para o sistema de abertura das portas. A partir de 2027, veículos novos vendidos no país terão de permitir a abertura mecânica das portas, inclusive em situações de acidente ou falha de energia. A medida faz da China o primeiro país a eliminar gradualmente o uso de maçanetas ocultas que dependem exclusivamente de sistemas eletrônicos. A mudança faz parte de uma fiscalização mais rigorosa sobre a indústria de veículos elétricos chinesa, que cresce em meio a uma forte disputa por preços e ao lançamento de novas tecnologias. Marcas do recall também estão no Brasil A medida chinesa chama atenção no Brasil porque algumas das fabricantes envolvidas na campanha também atuam no mercado brasileiro. A Leapmotor, controlada internacionalmente em parceria com a Stellantis, também entrou no mercado brasileiro com modelos como o C10 e o B10. Procurado, o grupo não comentou se estes modelos estão no recall. A Zeekr, marca elétrica do grupo Geely, também tem operação no país. A campanha divulgada nesta sexta-feira é referente aos veículos cobertos pelas regras e registros do mercado chinês. Procurado, o grupo não respondeu. * Com informações da Reuters

O Ministério dos Transportes informou, nesta sexta-feira (21), que, a partir da próxima segunda (24), os motoristas poderão consultar, pelo aplicativo da "CNH do Brasil", as passagens registradas em pedágios eletrônicos, conhecidos como free flow. A implementação do modelo ocorre após um período de testes, adaptação, homologação e integração dos sistemas. 🔎 O free flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. (entenda mais abaixo) Segundo a pasta, a nova funcionalidade permitirá consultar passagens registradas em rodovias que utilizam o sistema, tanto federais quanto estaduais. G1 em 1 minuto - Santos: Governo de SP adia início do Free Flow A plataforma também reunirá informações que ajudarão o motorista a identificar a concessionária responsável pela cobrança e acessar o canal indicado para realizar o pagamento do pedágio. No momento, 14 concessionárias já contam com o serviço em operação. Sistema Anchieta-Imigrantes operará no sistema free flow (pórticos eletrônicos). Diego Bertozzi/TV Tribuna 🚗 O que é free flow? O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias. Estruturas instaladas sobre a pista com câmeras, sensores e leitores de TAGs registram a passagem dos veículos. Cada vez que o carro passa por um desses pontos, o sistema faz a identificação por meio da TAG ou da leitura da placa. Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária. O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.

Hamburguer; lanche Jean-claude Attipoe/Unplash O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) ampliar por 90 dias a cota de importação de carne bovina. A medida busca aumentar a oferta do produto no mercado norte-americano e ajudar a reduzir os preços, principalmente da carne moída usada na produção de hambúrgueres. A publicação feita pelo presidente na rede social Truth Social não deixa claro quais países poderão se beneficiar da mudança nem como a nova regra será aplicada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota", disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Agora no g1 Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Felipe Fabbri explica que a alta da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. Ele aponta que o impacto da medida sobre o preço ao consumidor ainda é incerto e dependerá da estratégia adotada pelas indústrias locais. “É difícil afirmar que o preço do hambúrguer cairá para o consumidor americano, mas a expectativa é que a medida ajude, ao menos em parte, a conter novas altas e a reduzir o custo de produção das indústrias locais”, afirma. Saiba também: China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro Brasil pode ser beneficiado? Fabbri avalia que o Brasil pode se beneficiar da medida. Segundo o especialista, uma ampliação da cota ou uma redução das tarifas aumentaria a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e poderia abrir espaço para um volume maior de embarques aos Estados Unidos. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou ao g1 que ainda não recebeu informações oficiais do governo dos Estados Unidos sobre a medida. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores dos EUA, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Depois que esse volume é esgotado, a carne brasileira continua podendo entrar no país, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil poderia melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano. A Abiec, no entanto, afirma que é preciso aguardar os detalhes oficiais antes de avaliar os efeitos da medida para as exportações brasileiras. A medida de Trump acontece em um momento em que o Brasil diminuiu os embarques para o seu maior cliente, a China, depois de atingir o limite de cotas de comercialização sem a tarifa adicional. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, o Brasil exporta a mesma parte do boi para os dois países, a dianteira. Brasil já é um dos principais fornecedores Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para o país, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,54 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual, segundo dados da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos. Devido aos altos preços, Trump solicitou a abertura de uma investigação contra os quatro maiores frigoríficos atuantes no país, a JBS, a National Beef, controlada pela Marfrig, e as norte-americanas Cargill e Tyson Foods. Na época, o presidente afirmou que o encarecimento aconteceu "por meio de conluio ilícito". Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1 Saiba mais: Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores Exportações de carne bovina caem 26% em agosto com temor de tarifa maior na China A 1 mês de União Europeia vetar carne do Brasil, setor corre para buscar novos mercados

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta nesta sexta-feira (21), com um avanço de 1,84%, aos 171.015 pontos. Já o dólar teve queda de 0,93%, cotado a R$ 5,1443. A melhora do cenário externo ajudou a bolsa brasileira nesta sexta-feira. A queda dos juros dos títulos do governo dos Estados Unidos aumentou a disposição dos investidores para colocar dinheiro em ativos de maior risco, como ações. No Brasil, a expectativa de que o Banco Central reduza novamente a taxa básica de juros, a Selic, em setembro também favorece a bolsa. (veja mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Entre os destaques no Ibovespa estiveram ações de empresas de grande peso no índice, como B3 (+5%), Banco do Brasil (+2%) e Vale (+1,3%). A Minerva também subia mais de 4%, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que flexibilizará por 90 dias as cotas de importação de carne moída. Ainda assim, o Ibovespa ainda acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia. ▶️ Por aqui, com a agenda econômica esvaziada, as atenções ficaram com o quadro eleitoral. Nesta sexta-feira, o Datafolha divulga a primeira pesquisa com intenções de voto da eleição presidencial após o início das campanhas. A expectativa é que a divulgação aconteça após o fechamento dos mercados. ▶️ No exterior, a guerra econômica anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, ao Irã, ficou no centro das atenções. Nesta semana, o republicano anunciou que intensificaria a pressão sobre o país do Oriente Médio e ameaçou países que ofereçam "qualquer tipo de apoio ao Irã". A expectativa é que novas sanções sejam anunciadas nos próximos dias. Sem avanços diplomáticos, permanecem as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,51%, cotado a US$ 94,26, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve alta de 0,09%, a US$ 86,91. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,44%; Acumulado do mês: +1,47%; Acumulado do ano: --6,27%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,45%; Acumulado do mês: -3,92%; Acumulado do ano: +6,14%. Ibovespa se recupera após sequência de quedas A alta do Ibovespa nesta sexta-feira (21) foi puxada principalmente pela melhora do cenário externo e pela queda dos juros dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos, segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. O movimento aumentou a disposição dos investidores para comprar ações e outros ativos considerados mais arriscados, permitindo que a bolsa brasileira acompanhasse a recuperação dos mercados americanos. Para Araújo, a reação também foi favorecida pela redução dos juros futuros no Brasil — taxas que indicam as expectativas do mercado para os juros nos próximos meses. "A expectativa por novo corte da Selic em setembro, sustentada pela desaceleração da atividade econômica, seguiu dando suporte às ações mais sensíveis ao ciclo doméstico, especialmente os bancos, que figuraram entre os principais altas do dia." A recuperação desta semana, porém, ocorre depois de um período de forte queda. Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, afirma que o Ibovespa chegou a acumular 11 pregões consecutivos de baixa, pressionado pela saída de investidores estrangeiros, pelas incertezas eleitorais e pela alta do petróleo. "Até o dia 19, os saques somavam cerca de R$ 22 bilhões no mês, refletindo tanto a rotação global para ativos de tecnologia quanto o aumento da sensibilidade ao risco eleitoral e fiscal doméstico. Já a recuperação dos últimos pregões foi um movimento mais técnico." Sene avalia que a alta dos últimos pregões representa principalmente uma recuperação após a sequência de quedas, e não uma mudança definitiva no cenário. Segundo ela, o movimento também foi favorecido pelo vencimento de contratos que dão aos investidores o direito de comprar ou vender ações por um preço determinado, além da melhora do ambiente internacional. Trump anuncia guerra econômica ao Irã Nos últimos dias, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções previstas para a próxima semana. Além disso, o republicano também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Na quarta-feira, o porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio para atuar na guerra contra o Irã, pouco menos de uma semana após ter saído de sua base no Japão, onde geralmente fica estacionado. As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Os mercados, no entanto, ainda caminham para fechar a semana em queda. O Dow Jones subiu 0,98%, enquanto o S&P 500 avançou 0,43% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,43%. O dia também foi positivo na Europa, onde os mercados operavam em alta generalizada. O DAX, da Alemanha, subiu 0,59%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,37% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,56%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira, conforme investidores avaliavam a possibilidade de apoio fiscal em Hong Kong e avaliavam a recente onda de vendas de títulos globais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, fechou praticamente estável. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,21% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,88%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu, por 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas às regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A norma amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão impede, por 90 dias, que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplique punições às empresas pela falta de identificação e gerenciamento dos riscos psicossociais no trabalho. O prazo começou a contar em 25 de junho, quando a medida foi determinada, e termina em setembro. As demais obrigações previstas na NR-1 continuam em vigor, incluindo o dever dos empregadores de adotar medidas para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores. (veja abaixo o que muda) A suspensão foi determinada em junho, no processo em que a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) questiona, no STF, as mudanças na NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As novas regras obrigam as empresas a identificar, avaliar e adotar medidas para reduzir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como estresse, assédio e sobrecarga. A Confenen afirma, porém, que a norma não deixa claro como esses riscos devem ser avaliados nem quais critérios devem ser usados pelos fiscais do trabalho para aplicar multas às empresas. A medida atende a um pedido da Confenen e vale para todas as empresas do país. Ela também se sobrepõe à decisão tomada em favor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no fim de maio, que beneficiava apenas as cerca de 130 mil empresas ligadas à federação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça Reprodução/TV Globo Conciliação Ao analisar o caso, André Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para prevenir problemas de saúde relacionados ao trabalho. Segundo o ministro, as mudanças na norma foram construídas a partir de discussões entre governo, empregadores e trabalhadores. Mendonça, porém, entendeu que ainda é preciso esclarecer alguns pontos levantados pela Confenen. Por isso, determinou que o caso fosse levado ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, que busca aproximar as partes para tentar chegar a um acordo. A decisão que suspendeu as multas e outras sanções foi confirmada pelo plenário virtual do STF em sessão encerrada em 18 de agosto. Com a suspensão, as empresas não podem ser multadas, durante o período determinado pelo STF, por descumprirem especificamente as exigências da NR-1 relacionadas à identificação e ao gerenciamento dos riscos psicossociais. As demais obrigações da norma continuam valendo. Em nota enviada ao g1, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o assunto está sendo tratado pela Advocacia-Geral da União (AGU), no âmbito do acordo de cooperação mantido entre os dois órgãos. Segundo o ministério, a AGU terá até 90 dias para preparar um documento a ser apresentado ao ministro André Mendonça. O MTE afirmou ainda que "acompanhará os desdobramentos do caso e reafirmou seu compromisso com a promoção da saúde, da segurança e da proteção dos trabalhadores". O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a decisão do STF tem caráter pontual e transitório e não afasta a proteção jurídica à saúde mental no trabalho nem o dever de prevenção dos riscos psicossociais. Segundo o órgão, a decisão restringe, por prazo determinado, a aplicação de multas e interdições pela Auditoria-Fiscal do Trabalho com base em dispositivos específicos da NR-1, mas não impede a fiscalização com fundamento em outras normas. O MPT afirmou ainda que as empresas devem continuar adotando medidas para identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais e integrar a proteção à saúde mental aos programas de segurança e saúde no trabalho. Para o órgão, a decisão não reduz o nível de proteção aos trabalhadores, e o MPT continuará atuando na prevenção e repressão de riscos no ambiente laboral. (veja nota completa abaixo) A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a suspensão das ações que questionam as regras da NR-1 por 120 dias. A proposta é que, nesse período, a discussão aconteça em um processo de diálogo técnico e participativo que reúna órgãos públicos, representantes de empresas, trabalhadores e outros setores envolvidos, com o objetivo de esclarecer dúvidas e buscar uma solução consensual para a aplicação da norma. No documento enviado ao Supremo, a AGU afirma que continua defendendo a validade das novas regras, mas avalia que o debate pode ajudar a reduzir a insegurança jurídica em torno da norma. Ao fim desse período, a AGU pretende apresentar ao STF os resultados das discussões, que poderão subsidiar a continuidade da análise das ações. NR-1: o que muda para os trabalhadores após o STF suspender multas por 90 dias? O que muda? As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. A partir delas, as empresas passaram a ter de incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais e adotar medidas para preveni-los. Entre os fatores que podem ser considerados estão situações de assédio, excesso de trabalho, falta de apoio, cobranças excessivas e condições que possam contribuir para o adoecimento mental dos trabalhadores. Com a decisão do STF, porém, as empresas não podem ser punidas, neste momento, especificamente pela falta de identificação e gerenciamento desses riscos. A obrigação de cuidar da saúde e da segurança dos trabalhadores, prevista na NR-1, permanece. Na ocasião em que as mudanças entraram em vigor, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo. Em resumo: As empresas continuam obrigadas a cumprir as regras da NR-1 e a adotar medidas para prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Ficam suspensas por 90 dias as multas, autuações e outras sanções aplicadas com base nos dispositivos da norma que estão sendo questionados no STF. Também ficam suspensos, durante esse período, os efeitos de sanções já aplicadas com base nesses dispositivos. Capa - afastamentos por saúde mental Otávio Camargo | Arte g1 Pressão e adiamento A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas. Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano. Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma. Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1. Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis. Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações. O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista. A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

Trump diz que não há perspectiva de negociações com o Irã Famílias iranianas estão lutando para comprar o básico em meio à intensificação da pressão econômica dos Estados Unidos ao Irã, segundo a agência de notícias Associated Press. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Apesar do governo de Teerã negar que a guerra econômica declarada pelos EUA vá afetar o país, relatos mostram que muitas famílias estão passando por dificuldades. De acordo com a AP, o desemprego está disparando e aqueles que têm emprego estão trabalhando mais horas por um salário que equivale à metade do que era há um ano, tornando alimentos, remédios e tudo o mais — com exceção da gasolina, que é fortemente subsidiada — ainda mais inacessíveis. “Praticamente desistimos de muitas coisas. Cortamos as frutas, cortamos as proteínas, abrimos mão do lazer e até trabalhamos nos fins de semana", di Ahmad Karimi, de 52 anos, taxista e pai de dois filhos, que tem trabalhado 15 horas por dia para conseguir sustentar a família. Uma mãe de dois filhos do norte do Irã postou uma foto na rede social X esta semana após comprar leite, ovos, papel higiênico e alguns outros itens, mas nenhuma carne. Ela reclamou que a compra custou 89 milhões de riais, cerca de US$ 65 - o equivalente a R$ 337. O arroz está 60% mais caro e o preço da carne bovina aumentou 150% no país desde o início da guerra. Segundo o Fundo Monetário Internacional, até o final do ano, a inflação no Irã deverá subir quase 70% e a economia do país deverá encolher mais de 5%. "“Comprar itens de primeira necessidade se tornou nossa principal prioridade, e nossa cesta de compras ficou menor e mais limitada”, lamenta um homem de 41 anos à Associated Press, sob condição de anonimato, por medo de represálias. Pessoas caminham no principal bazar tradicional de Teerã AP / Vahid Salemi A guerra econômica de Trump A "operação econômica mais esmagadora" já realizada contra um país foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (19). Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana", e também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando, sem detalhar qual seria a punição. Um dia depois, na quinta-feira (20), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que o "Dia D Econômico" dos EUA contra o Irã é apenas uma distração dos problemas econômicos americanos e alertou que a pressão adicional fracassaria, levando "mais derrota" aos Estados Unidos. Quase seis meses após o início da guerra, a economia iraniana está sofrendo um duro golpe devido às sanções e ao bloqueio naval , que torna extremamente difícil para o país exportar petróleo, seu produto mais valioso. No entanto, como está está sujeito a sanções ocidentais há anos, o país se tornou-se hábil em contorná-las parcialmente. “A capacidade de resistência do Irã não apenas evita o colapso, como também impede que o sofrimento econômico se traduza na pressão política e nas mudanças que os EUA esperam”, afirma Hadi Kahalzadeh, especialista em economia iraniana da Universidade Brandeis. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Agora no g1

Ferrari Luce leiloada por US$ 40 milhões divulgação/RM Sotheby's A primeira Ferrari Luce, versão totalmente elétrica da marca, foi leiloada nesta semana por US$ 40 milhões, cerca de R$ 208 milhões. Apesar do valor estrondoso, há um detalhe: parte do que foi pago pode gerar desconto no imposto de renda do comprador nos Estados Unidos. Isso acontece porque todo o dinheiro arrecadado no leilão, realizado nos Estados Unidos pela RM Sotheby’s, será destinado a ações de educação promovidas pela Fundação Ferrari. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Pelas regras tributárias dos Estados Unidos, a Fundação Ferrari é reconhecida como uma entidade beneficente. Isso permite que parte do valor pago no leilão seja tratada como doação e usada para reduzir a renda sobre a qual o comprador pagará imposto. Mas não são os US$ 40 milhões inteiros que entram nessa conta. A regra considera como doação apenas o que foi pago acima do valor estimado do carro. Além disso, há limites para o tamanho da dedução. Primeiro, é preciso descontar o valor estimado do carro. Como a Ferrari foi avaliada em até US$ 1,6 milhão, dos US$ 40 milhões pagos, até US$ 38,4 milhões poderiam ser considerados doação; Depois, entra o limite de renda. Pelas regras aplicáveis ao caso, o contribuinte só pode usar a dedução até determinado percentual de sua renda bruta ajustada no ano; Por fim, deduzir não significa receber esse dinheiro de volta. A dedução reduz a renda sujeita ao imposto. O tamanho da economia depende, entre outros fatores, da alíquota aplicada ao contribuinte, que pode chegar a 37%. Agora no g1 Na prática, o benefício fiscal não significa que o comprador receberá de volta os US$ 38,4 milhões. Esse valor pode servir de base para uma dedução, reduzindo a renda sobre a qual o imposto é calculado. Considerando a alíquota máxima de 37%, a economia tributária poderia chegar a cerca de US$ 14,2 milhões, desde que o comprador cumpra os demais requisitos. Há ainda uma condição importante: o tamanho do benefício depende da renda do comprador. Como existe um limite para quanto da renda pode ser abatido por meio desse tipo de doação, o comprador precisa ter renda suficientemente alta para aproveitar toda a dedução no mesmo ano. Por que essa Ferrari Luce custa tanto? Uma Ferrari Luce convencional custa US$ 640 mil, pouco mais da metade do lance inicial do exemplar leiloado. O carro leiloado tem os mesmos quatro motores elétricos da versão convencional, com 1.050 cv de potência. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o veículo chega aos 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. Galerias Relacionadas Mas o exemplar leiloado tem características exclusivas que encarecem o modelo: O modelo é chamado de "chassi 0", o que significa que foi o primeiro fabricado pela Ferrari; Esta Ferrari Luce foi desenvolvida pela divisão de design "Tailor Made", responsável por elementos exclusivos que não estão presentes nos demais exemplares; Por fora, o carro tem um pigmento que gera brilho iridescente, variando entre tons de violeta e verde conforme a incidência de luz. Há também acabamento branco personalizado para as pinças de freio, as rodas e até o logo da Ferrari, tudo criado especificamente para este modelo; Por dentro, o couro utilizado é exclusivo deste modelo, que tem acabamento totalmente em Perla branco feito com tecido da Suíça.

Funcionário mata três colegas a facadas dentro de fábrica da Bombril em SP Dois episódios de violência envolvendo trabalhadores, em menos de uma semana, reacenderam o debate sobre bullying, assédio moral e violência psicológica no ambiente de trabalho. No início do mês, três funcionários terceirizados foram mortos a facadas dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O autor do ataque, também terceirizado, foi preso em flagrante e tirou a própria vida horas depois na delegacia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dois dias depois, três funcionários do supermercado atacadista Assaí ficaram feridos durante uma briga entre açougueiros em Jundiaí (SP). À polícia, o suspeito afirmou que sofria bullying no trabalho. Segundo o boletim de ocorrência, ele já havia feito ameaças antes das agressões. Embora o termo “bullying” seja utilizado para descrever situações de intimidação e humilhação, o Ministério Público do Trabalho explica que, no ambiente profissional, essas práticas costumam ser enquadradas como assédio moral ou violência psicológica no trabalho. Açougueiro esfaqueia colegas em supermercado e é preso em Jundiaí De acordo com Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), essas condutas podem envolver comportamentos que humilham, constrangem, intimidam, isolam ou desrespeitam o trabalhador, com possíveis impactos sobre sua dignidade, saúde e condições de trabalho. Dados do MPT indicam crescimento expressivo das denúncias relacionadas à violência e ao assédio no ambiente profissional. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram registrados 17.590 relatos — número que já supera as 16.541 denúncias contabilizadas durante todo o ano de 2024. O coordenador do MPT ressalta que o assédio moral não acontece apenas de chefes contra subordinados. Ele também pode ocorrer entre colegas do mesmo nível hierárquico ou até ser praticado por subordinados contra gestores. “Independentemente de quem pratique a conduta, a empresa tem o dever de prevenir, apurar e adotar providências para impedir a continuidade dessas práticas”, afirma Gonçalves. Como a Justiça do Trabalho trata casos de bullying? Em nota enviada ao g1, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) informou que não possui jurisprudência consolidada especificamente sobre bullying no ambiente profissional, ou seja, não há até o momento um entendimento uniforme da Corte dedicado exclusivamente ao tema. Pesquisa realizada pelo próprio TST identificou decisões que tratam situações associadas ao bullying sob a ótica do assédio moral, embora o tema não seja analisado de forma autônoma. Em diferentes casos julgados, os ministros destacaram que cabe ao empregador prevenir e coibir práticas abusivas dentro do ambiente profissional. As decisões também reforçam que a omissão da empresa diante de condutas humilhantes, discriminatórias ou hostis pode gerar responsabilização e o pagamento de indenizações por danos morais. As empresas também devem apurar os relatos recebidos e tomar providências para interromper eventuais condutas abusivas e responsabilizar os envolvidos. Apelidos no trabalho: quando a brincadeira passa do limite Empresas devem prevenir e combater abusos Para trabalhadores que sejam vítimas ou testemunhas de violência psicológica, a orientação é preservar, sempre que possível, elementos que possam ajudar na comprovação dos fatos, como mensagens, e-mails, registros de conversas e identificação de testemunhas. Também é possível recorrer aos canais internos da empresa, quando houver segurança para isso, ou apresentar uma denúncia diretamente ao Ministério Público do Trabalho. (veja abaixo os canais disponíveis e como denunciar) Quais são os sinais de alerta? Para Ricardo Carlos Pinto, especialista em Segurança do Trabalho, prevenir episódios de violência no ambiente profissional exige que as empresas ampliem o olhar para além dos riscos físicos e acompanhem também fatores psicossociais e organizacionais. Segundo ele, esse trabalho pode envolver a aplicação de questionários psicossociais, entrevistas individuais e grupos focais, além da análise de aspectos como metas, ritmo de trabalho, jornadas, pausas e dimensionamento das equipes. Dados de saúde ocupacional, como absenteísmo, afastamentos relacionados a transtornos mentais, atestados médicos e presenteísmo — quando o funcionário trabalha mesmo sem estar em boas condições de saúde — podem sinalizar desgaste entre os trabalhadores. Relatos de assédio moral, discriminação e conflitos registrados pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) ou em canais internos de denúncia são outros sinais de alerta. Pinto ressalta, porém, que as vistorias tradicionais de Segurança do Trabalho, embora fundamentais para prevenir acidentes, não são suficientes para detectar todos os fatores que podem anteceder episódios de violência. “As vistorias tradicionais verificam principalmente a conformidade com requisitos técnicos das Normas Regulamentadoras, enquanto a violência no trabalho geralmente tem origem em aspectos da organização do trabalho, da cultura organizacional e das relações interpessoais”, afirma. Outro ponto de atenção são os trabalhadores terceirizados. Segundo Pinto, eles devem estar submetidos aos mesmos padrões de segurança, compliance e prevenção à violência adotados para os empregados próprios. “A responsabilidade da empresa tomadora não termina na contratação. Ela deve estabelecer requisitos claros, monitorar sua aplicação e verificar continuamente a efetividade dos controles”, afirma. O impacto sobre quem presencia a violência As consequências de episódios de violência no trabalho não ficam restritas a quem é diretamente agredido. Segundo a psicóloga Amanda Amude, a maneira como colegas e a própria empresa reagem a uma situação de hostilidade ou assédio pode aumentar o sofrimento da vítima. Quando uma pessoa é hostilizada diante dos colegas e ninguém intervém, explica a psicóloga, o silêncio pode ser interpretado como falta de proteção e apoio. Esse processo pode intensificar sentimentos de vergonha, abandono e isolamento. “O silêncio das testemunhas pode ser vivido como uma segunda violência. A vítima interpreta que não foi protegida, acreditada ou considerada digna de defesa”, afirma Amude. Segundo ela, esse fenômeno é conhecido como vitimização secundária. A resposta da empresa também influencia a dimensão do impacto psicológico. Quando a organização minimiza uma denúncia, desacredita a vítima ou demora a agir, diz a especialista, o trabalhador pode passar a enxergar o próprio ambiente profissional como parte do problema. “A vítima não se lembra apenas de quem a feriu. Ela também se lembra de quem viu e não fez nada. O silêncio transforma uma agressão individual em uma mensagem coletiva: ‘você está sozinho’”, afirma. Amanda ainda destaca que a ausência de reação dos colegas nem sempre significa indiferença. Em determinados ambientes, trabalhadores podem deixar de intervir por medo de retaliações, demissão ou prejuízos à carreira, ou ainda por acreditarem que uma denúncia não produzirá resultados. Para ela, isso reforça a importância de avaliar a cultura da própria organização. O que fazer depois de um episódio? Quando trabalhadores presenciam um episódio de violência extrema no próprio local de trabalho, a prioridade inicial deve ser restabelecer a sensação de segurança, segundo a psicóloga Amanda Amude. Isso significa retirar as pessoas da situação de risco, comunicar de forma clara o que ocorreu, evitar a disseminação de rumores, oferecer acolhimento e identificar os trabalhadores mais vulneráveis. Nesse primeiro momento, a recomendação é não pressionar os trabalhadores a falar sobre o que presenciaram. O acolhimento deve respeitar a disposição de cada pessoa e evitar que funcionários sejam obrigados a relatar repetidamente cenas potencialmente traumáticas. O cuidado também não deve terminar nos primeiros dias. Segundo a psicóloga, é importante acompanhar possíveis sinais de estresse agudo, insônia, culpa, medo, hipervigilância, luto e sintomas relacionados ao trauma, principalmente entre aqueles que presenciaram diretamente a violência, eram próximos das vítimas ou participaram do socorro. O retorno ao local onde ocorreu o episódio também pode exigir atenção especial. “Voltar ao local da tragédia pode reativar o trauma”, explica Amanda. Por isso, dependendo do caso, a retomada das atividades deve ser gradual e acompanhada. Para a especialista, oferecer atendimento psicológico sem rever as condições que contribuíram para o problema não é suficiente. O pós-crise também deve incluir uma avaliação das práticas da empresa, das lideranças e dos mecanismos disponíveis para prevenção e denúncia de conflitos, assédio e violência. “Se a empresa cuida das pessoas, mas não transforma o ambiente, corre o risco de tratar as consequências e manter as causas”, afirma. Nesse processo, Amanda defende o fortalecimento de canais seguros de escuta e denúncia, a capacitação de gestores para lidar com conflitos e uma política clara de intolerância a comportamentos violentos ou humilhantes. O que acontece quando uma denúncia chega ao MPT? O Ministério Público do Trabalho atua em casos que possam configurar violações coletivas aos direitos dos trabalhadores. Após o recebimento de uma denúncia, o órgão realiza uma análise inicial e, caso encontre indícios de irregularidades, pode abrir uma investigação. Durante a apuração, o MPT pode solicitar documentos, colher depoimentos, realizar inspeções e promover audiências com a empresa e outros envolvidos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o órgão busca inicialmente uma solução extrajudicial, que pode envolver a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Por meio do acordo, a empresa assume compromissos para corrigir os problemas identificados e prevenir novas ocorrências. Quando não há acordo ou as irregularidades continuam, o MPT pode recorrer à Justiça por meio de uma Ação Civil Pública, buscando a responsabilização da empresa e a adoção de medidas preventivas, corretivas e indenizatórias. Como denunciar? Existem diferentes canais para trabalhadores denunciarem situações de assédio ou bullying. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de telefones fixos, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. Ao fazer uma denúncia, é importante fornecer o maior número possível de informações sobre o caso, para que os órgãos responsáveis possam analisar se a situação configura assédio moral e adotar as providências cabíveis. Bullying no trabalho: quais são os sinais de alerta e como denunciar? Foto: Divulgação/Assessoria Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região

Prato do Futuro: pesquisa cria milho mais resistente ao calor Dois meses após a aprovação pelo Parlamento Europeu, as novas regras para plantas obtidas por novas técnicas genômicas (NGTs) continuam gerando debate sobre o futuro da agricultura no bloco. A legislação flexibiliza o cultivo de determinadas variedades editadas geneticamente, diferenciando-as dos transgênicos tradicionais. Isso representa uma grande mudança para o bloco europeu. Bruxelas manteve uma postura cautelosa em relação aos organismos geneticamente modificados (OGMs) desde o início de sua regulamentação na década de 1990. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Há 30 anos, os produtos agrícolas transgênicos ficaram conhecidos entre críticos e parte da imprensa como "alimentos Frankenstein" ou "Frankenfoods". Alguns ambientalistas afirmavam que os OGMs poderiam causar reações alérgicas ou levar à resistência a antibióticos e outros efeitos na saúde a longo prazo. Os críticos argumentavam que as sementes geneticamente modificadas poderiam aumentar o controle corporativo sobre os agricultores e que os genes modificados poderiam vazar para culturas não transgênicas e para o meio ambiente em geral. Em última análise, a União Europeia decidiu regulamentar esse tipo de alimento de forma mais rigorosa do que muitas outras partes do mundo. O relaxamento das regras sobre os OGMs foi contestado por grupos ambientalistas e algumas organizações de pequenos agricultores. "Os tomadores de decisão da UE [...] optaram por priorizar os lucros de alguns gigantes da biotecnologia em detrimento dos direitos daqueles que nos alimentam", disse Mute Schimpf, ativista alimentar da organização Amigos da Terra, após a votação. A comparação com Frankenstein refletia a preocupação pública em relação aos OGM tradicionais, que podem ser produzidos pela inserção de genes de uma espécie em outra por meio da transgenia. As novas técnicas genéticas, porém, são diferentes. Em muitas aplicações das NGTs, nenhum gene externo é adicionado. Em vez disso, genes já presentes na planta são alterados por meio de ferramentas de edição genética como o CRISPR, premiado com o Nobel de Química em 2020, que permite fazer modificações precisas no DNA, incluindo a remoção, desativação ou alteração de genes específicos. Saiba mais: Cientistas alteram a genética do milho e deixam ele mais resistente a secas e altas temperaturas Pequeno impulso às mudanças naturais? De acordo com a nova legislação da UE, haverá dois grupos de NGTs. O NGT-1 inclui culturas com "um número e tipo limitados de alterações, e que poderiam ter ocorrido por meio de melhoramento convencional", segundo um resumo do Parlamento Europeu. Estas seriam tratadas de forma muito semelhante às culturas convencionais. As plantas NGT-2 ficaram de fora das novas regras não se aplicam. Elas são definidas como tendo mais de 20 modificações genéticas ou aquelas que contêm características específicas e excluídas, como a tolerância a herbicidas. "Se uma planta editada por CRISPR não contém DNA estranho e apresenta apenas alterações que também poderiam surgir por meio de processos de mutação natural, então, do ponto de vista científico, não há razão convincente para tratá-la como uma planta transgênica clássica", disse Detlef Weigel, diretor do departamento de biologia molecular do Instituto Max Planck de Biologia da Alemanha. "A UE, portanto, caminha na direção certa ao distinguir entre plantas NGT-1 e NGT-2", pontuou. "O importante, porém, é que as categorias permaneçam cientificamente significativas, transparentes e verificáveis", observou Weigel. "Precisamos de uma regulamentação que seja cientificamente fundamentada, proporcional e viável na prática", acrescentou. Os defensores das mudanças argumentam que um acesso mais amplo às culturas NGT-1 poderia ajudar os agricultores a se adaptarem às mudanças climáticas, permitindo o desenvolvimento de culturas mais resistentes à seca, pragas e doenças. Eles afirmam que as NGT-1 também poderiam reduzir a necessidade de fertilizantes e pesticidas. Mas nem todos os cientistas concordam que a tecnologia deva ser tratada de forma diferente dos OGM convencionais. Mais do que um simples tomate Michael Antoniou, professor de genética molecular na King's College de Londres, afirmou que as plantas geneticamente modificadas são fundamentalmente diferentes das culturas convencionais, pois o próprio processo de edição genética CRISPR pode causar alterações não intencionais no DNA da nova planta. "As evidências científicas mostram que, quando considerado em sua totalidade, o CRISPR causa danos aleatórios e não intencionais em larga escala no DNA da planta, e [esses danos] podem chegar às centenas ou milhares", disse Antoniou à DW. Ele cita como exemplo os tomates Gaba, os primeiros alimentos geneticamente modificados por CRISPR comercialmente disponíveis no mundo. Cultivados no Japão, esses tomates contêm altas quantidades do neurotransmissor Gaba e são comercializados para ajudar a baixar a pressão arterial, melhorar o sono e aliviar o estresse temporário. "Sim, [eles parecem] um tomate normal, mas quais alterações não intencionais em sua bioquímica e composição também ocorreram?", questionou Antoniou. "Não sabemos", respondeu ele mesmo. O professor argumenta que as regras propostas pela UE não levam em conta adequadamente as alterações genéticas não intencionais que podem ocorrer durante o processo de edição genética. Ele acredita que os desenvolvedores deveriam ser obrigados a usar métodos de perfil molecular para determinar como o genoma como um todo foi alterado. Leia também: Peixes têm 'impressão digital' que revela de onde vieram, mostra estudo; entenda Alterar genes das culturas não é novidade Weigel explica que o CRISPR é uma melhoria em relação aos métodos mais antigos usados para criar novas culturas, como a introdução de produtos químicos e radiação para induzir mutações. Esses métodos, segundo ele, são frequentemente menos previsíveis do que os resultados do CRISPR. "O CRISPR é mais preciso nesse aspecto do que muitos métodos mais antigos", disse Weigel. "Isso não torna automaticamente a biologia livre de riscos, assim como nem toda planta que ocorre naturalmente é automaticamente comestível. Mas torna difícil entender por que essas plantas seriam inerentemente mais perigosas do que as plantas cultivadas convencionalmente", diz. Bactéria é inserida nos embriões do milho para edição gênica no Brasil Rafael Leal / g1 Criar melhores salvaguardas em vez de proibir Matin Qaim, professor de economia agrícola na Universidade de Bonn, na Alemanha, argumenta que a UE tem sido excessivamente cautelosa em sua abordagem à biotecnologia agrícola, incluindo técnicas transgênicas mais antigas. "Questões de aceitação pública levaram a procedimentos regulatórios dispendiosos e demorados para culturas transgênicas geneticamente modificadas, não porque essas culturas sejam realmente perigosas, mas porque ativistas conseguiram representá-las como perigosas na percepção pública", disse o especialista à DW. Qaim afirmou que, embora a experiência prática com as novas tecnologias transgênicas seja limitada, a tecnologia provavelmente tornará o melhoramento de novas culturas mais rápido, preciso e eficiente. "A melhor resposta geralmente não é proibir tecnologias específicas, mas identificar políticas inteligentes que ajudem a manter a concorrência e o acesso justo a inovações relevantes para todos", concluiu. Saiba também: Limões 'alienígenas' intrigam produtora; entenda o que causa a deformação China tenta reduzir dependência de alimentos importados; o que isso significa para o agro brasileiro Número de vacas leiteiras cai em 13 anos, mas Brasil bate recorde na produção

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.047 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (20), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 49.2 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 58 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Lotrias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 18 - 22 - 26 - 31 - 58 5 acertos: 64 apostas ganhadoras, R$ 33.112,49 4 acertos: 4395 apostas ganhadoras, R$ 782,39 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Resultado do concurso 3047 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Os Correios abriram um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que prevê um incentivo financeiro para quem quiser sair da empresa. As inscrições para o programa começaram nesta quinta-feira (20) e vão até o dia 30 de setembro. A adesão é voluntaria. O plano é voltado para empregados lotados, desde janeiro de 2025, "em unidades já impactadas ou que vierem a ser abrangidas no processo de otimização da rede e reestruturação dos Correios". No programa aberto no início deste ano, foram 3.181 adesões voluntárias. Agora no g1 A projeção do plano de reestruturação da estatal era de 10 mil desligamentos neste ano e mais 5 mil em 2025. Por isso, logo após o encerramento do primeiro PDV, os Correios passaram a estudar um segundo plano de demissão voluntária — que foi aberto agora. Em nota, os Correios afirmaram que o plano de desligamento integra as iniciativas de reestruturação e sustentabilidade dos Correios, representando um novo ciclo do programa de desligamento voluntário. "A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgados anteriormente". O incentivo financeiro é calculado de acordo com a situação de cada empregado, considerando as rubricas do regulamento, o tempo de serviço, a idade e os adicionais por aposentadoria e incorporação. O incentivo: varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil e é pago integralmente, em parcela única; valor é depositado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento; não tem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS. A inscrição no programa não garante o desligamento automático. As adesões passam por verificação de requisitos e são analisadas conforme as regras do plano, as necessidades operacionais e a disponibilidade de recursos. O empregado pode desistir até a data de desligamento informada pela empresa. Crise nos Correios Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho. O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O rombo nos três primeiros meses deste ano é 82,35% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando a estatal registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Em todo o ano de 2025, o rombo foi de R$ 8,5 bilhões e a previsão para 2026 é de um resultado ainda pior nas contas, segundo cálculos da própria estatal. Os Correios têm tomado uma série de medidas para sanear as contas e projetam chegar a um superávit somente em 2027. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução

Torres de transmissão de energia REUTERS/Manon Cruz O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Márcio Rea, afirmou que, neste momento, não vê risco de falta de energia elétrica durante as eleições. Segundo ele, o órgão fará, como ocorre em grandes eventos, uma operação especial de acompanhamento do sistema. “Sempre tem uma operação especial, mas a gente está trabalhando há meses, vem desenvolvendo (esse trabalho). Então, não vejo nenhum problema, a não ser que seja uma catástrofe”, afirmou Rea a jornalistas, em Brasília. Em paralelo, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou que comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a antecipação de recursos destinados a usinas de produtores independentes que atendem áreas isoladas da Amazônia. A medida busca reduzir o risco de desabastecimento de combustível para essas usinas em caso de dificuldades de navegação nos rios, provocadas pela baixa pluviosidade. “Nós vamos antecipar recursos para que essas empresas comprem o combustível, deixem estocados, para, eventualmente, havendo algum problema no tráfego nos rios, haja combustível suficiente para atender as comunidades e, principalmente, durante as eleições”, afirmou Feitosa. Os recursos são provenientes da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Segundo Feitosa, a preparação para as eleições está sendo feita de forma preventiva. O objetivo é reforçar a segurança do sistema e garantir equipes suficientes para eventuais ocorrências. “O que nós estamos fazendo, especificamente nesse caso, é trabalhar preventivamente. Quando estiver próximo das eleições, certamente o ONS vai tomar as precauções para deixar o sistema o mais robusto possível. Eles já fazem isso todos os anos, mas reforçaremos às distribuidoras a necessidade de reforçar as equipes”, afirmou. El Niño Ao comentar as perspectivas para 2027, Rea avaliou que o cenário pode ser “complicado”, principalmente pela dificuldade de prever a intensidade e os efeitos do El Niño. “A gente entende que vai ser complicado, principalmente em 2027”, afirmou. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele ocorre, em geral, a cada dois a sete anos e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo. No Brasil, o fenômeno pode intensificar o calor, aumentar o risco de seca no Norte e no Nordeste e provocar chuvas acima da média no Sul. Rea destacou, porém, que o sistema elétrico conta com medidas preventivas e alternativas para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. Segundo ele, ocorrências anteriores provocaram danos significativos à infraestrutura, mas não chegaram a interromper o fornecimento de energia. El Niño deixa o verão amazônico com tempo seco e temperaturas altas, em Manaus “A gente tem um trabalho de prevenção. Não tem como saber o que vai vir, de onde vai vir o vento, mas, nos eventos que antecederam, conseguimos não ter interrupção de energia. Mesmo tendo mais de 20 torres afetadas, conseguimos manter o suprimento de energia”, disse. Ele acrescentou que o sistema dispõe de alternativas para preservar o funcionamento da rede mesmo quando parte da infraestrutura é afetada. “A gente tem alternativas nas nossas redes para manter o sistema sempre funcionando”, afirmou ele.

Reforma Tributária vai mexer na forma como impostos são cobrados no país A Receita Federal tem até 14 de setembro para enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma proposta de cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027 e da alíquota aplicada às compras governamentais, que pagarão menos tributos durante a transição para o novo modelo. Nesta quinta-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, se reuniram com o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, para alinhar os ajustes finais. 🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e que começa a valer em 2027. O que são o IBS e a CBS? A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um tributo federal que substituirá o PIS/Pasep e Cofins. O novo imposto entra em vigor integralmente no ano que vem. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terá a cobrança integral em 2033 e será compartilhado entre estados e municípios. O IBS substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Cronograma de definição Após o recebimento da proposta, o TCU terá até 30 de outubro para aprovar os cálculos da alíquota de referência da CBS e do redutor das compras governamentais. 🗓️ Na sequência, o Senado Federal terá até 15 de dezembro para fixar a alíquota de referência da CBS para 2027. Para 2028, o cronograma prevê uma nova etapa. O TCU terá até 31 de dezembro de 2026 para homologar a metodologia de cálculo da alíquota de referência da CBS e do redutor aplicado às compras governamentais. As definições fazem parte do processo de regulamentação e implementação do novo sistema de tributação sobre o consumo, estabelecido pela reforma tributária. Governos federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução Simplificação de impostos A reforma tributária introduziu no sistema tributário nacional o conceito do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). Cinco impostos serão substituídos por dois IVAs, a CBS e o IBS. No modelo do IVA, os impostos não são cumulativos ao longo da cadeia de produção de um item. Exemplo: quando o comerciante compra um sapato da fábrica, paga imposto somente sobre o valor agregado na fábrica, não sobre os produtos anteriores. Não paga imposto sobre a matéria-prima que deu origem ao sapato – a fábrica já terá pagado quando adquiriu o material do produtor rural. Além disso, os impostos passarão a ser cobrados no estado em que o bem ou serviço será consumido, e não mais no estado em que a empresa produz. Isso contribuiria para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios.

Clément Vandenkerckhove (à direita) com seu pai, o príncipe Laurent. Divulgação/BBC O príncipe Laurent da Bélgica reconheceu legalmente Clément Vandenkerckhove, um ex-vendedor de carros de 26 anos, como seu filho e herdeiro. Vandenkerckhove, fruto do relacionamento entre o membro da realeza e a cantora belga Wendy Van Wanten, foi discretamente incorporado à família do príncipe Laurent durante uma cerimônia na prefeitura há seis meses, embora os detalhes só tenham vindo a público agora. Embora passe formalmente a ser príncipe, ele não receberá uma dotação da Casa Real. O novo príncipe teve vários anos para se acostumar com a ideia de ter um pai membro da realeza e declarou recentemente que ainda não tinha certeza se começaria a usar o sobrenome do pai, Saxe-Coburgo. "Talvez eu queira fazer isso, mas tenho orgulho do sobrenome Vandenkerckhove", declarou ao jornal Het Nieuwsblad. O príncipe Laurent da Bélgica teve um relacionamento com a cantora Wendy Van Wanten, do qual nasceu Clément Vandenkerckhove. Divulgação/BBC O teste de DNA Clément não fará parte da linha de sucessão ao trono da Bélgica, ao contrário de sua meia-irmã, a princesa Louise, e de seus meio-irmãos, os príncipes Aymeric e Nicolas. Ele também não participará de eventos públicos da realeza. Vandenkerckhove já é conhecido pelos belgas, pois foi o protagonista de um documentário da televisão flamenga em setembro do ano passado, no qual contou como chegou a conhecer seu pai. Seu pai havia mantido um relacionamento com Wendy Van Wanten — cujo nome verdadeiro é Iris Vandenkerckhove — antes de se casar com a princesa Claire, em 2003. Durante o documentário da emissora VTM, Clément contou que encontrou o príncipe por acaso em um shopping em 2013, sem saber quem ele era. Foi somente quando completou 16 anos que sua mãe revelou a identidade de seu pai. Quatro anos depois, reuniu coragem para telefonar para ele e, após várias outras conversas, os dois se encontraram pessoalmente; por fim, o príncipe Laurent sugeriu que eles fizessem um teste de DNA. "Fomos juntos ao hospital e me lembro de que ele disse: 'Eu vou primeiro para que você fique tranquilo'", declarou à VTM. Depois disso, ele recebeu um e-mail do laboratório informando uma correspondência de DNA de 99,5%. O caso do teste de DNA do príncipe Laurent lembra o de seu pai, o ex-rei Alberto 2º, que também se submeteu a um exame após uma longa batalha judicial. Em 2020, Alberto admitiu ter tido uma filha fruto de um relacionamento extraconjugal, que acabou reconhecendo oficialmente. Alberto 2º abdicou como rei dos belgas em 2013, quando a questão da paternidade se tornou um escândalo para a Casa Real. Delphine Boël, uma conhecida artista, finalmente venceu sua batalha judicial e obteve o direito de ostentar o título de princesa; agora usa o nome de Delphine de Saxe-Coburgo. De acordo com as mudanças na legislação belga feitas em 2013, apenas alguns membros da família real têm direito a receber dotações públicas: o rei Philippe, seu pai, o rei Alberto 2º, o príncipe Laurent e a princesa Astrid.

Imagem de frigorífico Divulgação A Justiça do Trabalho condenou a Companhia de Alimentos Uniaves Ltda. e a Rio Branco Alimentos S/A (Pif Paf) por jornada excessiva e ausência de descanso semanal de funcionários no Espírito Santo. Além disso, as empresas deverão pagar R$ 200 mil por dano moral coletivo e a doar 20 toneladas de alimentos a entidades filantrópicas do Sul do estado. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) e determina, ainda, que a empresa coloque fim às jornadas excessivas e comece a praticar o descanso semanal remunerado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp No ano passado, o órgão denunciou casos de expedientes acima de dez horas diárias, trabalhos por mais de seis dias consecutivos sem folga, além de casos de doenças ocupacionais nos frigoríficos entre os anos de 2023 e 2025. As empresas podem recorrer da sentença acerca das obrigações sobre a jornada de trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-ES). Já o dano moral coletivo foi definido por acordo de forma definitiva. Irregularidades trabalhistas O processo teve início em janeiro de 2023, após o MPT-ES receber denúncias sobre jornadas exaustivas. Na ocasião, foi instaurado o Inquérito Civil, que confirmou as irregularidades trabalhistas e resultou na lavratura de autos de infração pela não concessão de descanso semanal e pela prorrogação indevida da jornada de trabalho. Segundo o órgão, no entanto, a empresa manteve as práticas irregulares mesmo após oportunidades de regularização. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: TRABALHO: Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade DECISÃO: Mulher que faltou ao trabalho por ser perseguida e ameaçada de morte pelo ex tem demissão por justa causa revertida DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: 'A espera é uma dor muito grande', diz filha de paciente na fila por fígado "Ocorreram milhares de jornadas de trabalho superiores a 10 horas diárias ao longo dos anos, com muitos trabalhadores adoecidos, também pelo ritmo extremamente intenso de trabalho", afirmou o procurador do Trabalho Djailson Martins Rocha, responsável pelo ajuizamento da ação. As investigações constataram que a empresa submetia empregados também a jornadas que ultrapassavam o limite de seis dias consecutivos de trabalho sem descanso. Apenas entre janeiro e agosto de 2023, ainda segundo o órgão, foram registradas mais de 24 mil ocorrências de horas extras ilegais, além de mais de 90 casos de supressão do descanso semanal remunerado. Entenda a decisão Conforme a sentença, a Uniaves deverá: parar de prorrogar a jornada de seus empregados além do limite de duas horas diárias, ressalvadas as situações excepcionais previstas em lei; abster-se de prorrogar a jornada dos empregados submetidos a atividades insalubres além de oito horas diárias, salvo mediante autorização prévia das autoridades competentes; conceder descanso semanal de 24 horas consecutivas, no máximo, após o sexto dia consecutivo de trabalho, preferencialmente aos domingos; Também foi celebrado um acordo parcial para reparação do dano moral coletivo. A decisão prevê que as empresas devem doar 20 toneladas de produto alimentício do tipo "leg" (coxa, sobrecoxa e dorsal) a três entidades filantrópicas que abrigam idosos em uma entidade de apoio a pessoas portadoras de câncer situadas na região Sul do Espírito Santo. Além disso, também deverão pagar R$ 200 mil destinados igualmente ao Fundo Municipal de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim e ao Fundo da Infância e Adolescência de Cachoeiro de Itapemirim. Em caso de descumprimento da decisão, a empresa deverá pagar uma multa diária de R$ 1 mil por cada obrigação descumprida e por cada empregado encontrado em situação irregular. Segundo o Ministério Público do Trabalho, os valores serão revertidos aos mesmos fundos da cidade. MPT obtém decisão liminar contra frigorífico do ES aleksandarlittlewolf/ freepik A escolha pelo município, ainda de acordo com a sentença, ocorreu após a prefeitura de Castelo, onde o frigorífico fica localizado, não demonstrar interesse em receber o valor. Diante da negativa, o MPT-ES optou por escolher Cachoeiro de Itapemirim por ser a maior cidade da região sul capixaba e abrigar grande parte dos funcionários da empresa. Relembre o caso A Justiça do Trabalho determinou, em novembro de 2025, que a Companhia de Alimentos Uniaves Ltda. e a Rio Branco Alimentos S/A (Pif Paf) parem de exigir jornadas superiores ao limite legal e respeitem o descanso semanal remunerado dos funcionários em sua unidade em Castelo, no Sul do Espírito Santo. A decisão tem efeito imediato. Na ocasião, o MPT-ES afirmou que as empresas, que estão entre os maiores frigoríficos do país, descumpriram reiteradamente a legislação trabalhista nos últimos dois anos. "O trabalho em frigoríficos está entre os mais penosos, gerando multidões de pessoas ainda jovens incapacitadas pelas doenças provocadas pelo ritmo extremamente intenso de trabalho. Jornadas exaustivas, como no caso da empresa, agravam ainda mais a situação", disse o procurador do Trabalho responsável pela ação, Djailson Martins Rocha. As apurações do órgão ministerial também indicaram um número elevado de casos de doenças osteomusculares entre empregados, causadas por movimentos repetitivos e pelo ambiente frio característico do setor. O caso começou a ser apurado em janeiro de 2023, a partir de denúncias de jornadas exaustivas, assédio moral e atraso no pagamento de horas extras. As irregularidades foram confirmadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Espírito Santo (SRTE/ES), que lavrou autos de infração. Mesmo após tentativas de firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), as empresas mantiveram as práticas, segundo o MPT. O órgão afirmou ainda que as empresas praticaram "dumping social", prática em que o descumprimento sistemático das normas trabalhistas é usado para reduzir custos e obter vantagem competitiva sobre outras empresas que seguem a legislação. As empresas foram procuradas pelo g1 para se manifestarem sobre a decisão. A Pif Paf Alimentos afirmou que não vai falar sobre o tema no momento e a Uniaves não retornou a demanda até a última atualização desta reportagem. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Uma portaria publicada nesta quarta-feira (19) e divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo dos carros que podem ser financiados pelo programa Move Brasil, voltado a motoristas de aplicativo e taxistas. A medida também incluiu novos tipos de veículos híbridos entre os elegíveis. A mudança ocorre após o governo reconhecer que a adesão ao programa está abaixo do esperado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite. “Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, disse Durigan. Agora no g1 Segundo o governo, a elevação do teto amplia de cerca de 63% para 88% o alcance potencial do programa no mercado brasileiro de veículos, com base nos emplacamentos de 2025. O Move Brasil tem até R$ 30 bilhões em crédito para taxistas e motoristas de aplicativo e foi anunciado pelo governo em maio deste ano. Os recursos virão do Tesouro Nacional e serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é cobrir a diferença entre os juros praticados no mercado e as taxas mais baixas oferecidas pelo programa. Táxi em São Vice Prefeitura de São Vicente RELEMBRE: Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Quem pode participar? O programa contempla motoristas de aplicativo de qualquer plataforma, como Uber, 99 e InDrive. Os taxistas precisam estar com a licença e o registro nos órgãos de trânsito em dia, além de manter regularidade fiscal. Como faço o cadastro? Para participar, é necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Tenho nome sujo, e agora? Ter o nome limpo não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelo banco para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras. Como sei se fui aprovado? A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis. Como contrato o financiamento? Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente na concessionária ou no banco em que já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.

Greve dos bancários fechou agências, nesta quinta-feira (20), em Araraquara (SP) Sindicato dos Bancários de Araraquara A paralisação nacional de 24 horas dos bancários nesta quinta-feira (20) levanta dúvidas tanto para quem trabalha nos bancos quanto para quem precisa pagar contas, sacar dinheiro ou realizar outras operações. O motivo é o impasse nas negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2026. A categoria rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiu pausar as atividades. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os trabalhadores cobram 5% de aumento real, além da reposição da inflação, valorização da participação nos lucros e resultados (PLR) e melhorias nos benefícios. Entre os pontos criticados está a proposta de reajuste em três faixas salariais, além do congelamento do piso de ingresso. Em nota, a Fenaban esclarece que "as negociações seguem o cronograma estabelecido, e esperamos, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes". A paralisação já tem uma próxima rodada marcada para segunda-feira (24). Embora a greve não suspenda automaticamente as obrigações dos consumidores, situações em que o cliente fica comprovadamente impedido de realizar um pagamento podem ser analisadas de forma diferente. Greve de bancários fecha agências em Presidente Prudente; veja como acessar os serviços Consumidores terão de pagar as contas? Sim. Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros. O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone. Para Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, a paralisação também não suspende automaticamente as obrigações dos clientes. No entanto, ele afirma que o banco não pode transferir ao consumidor o prejuízo decorrente de uma falha na prestação do serviço. E se não conseguir pagar por causa da greve? Canutto explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais. O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância. Assim, se o consumidor tinha à disposição meios para fazer o pagamento, como aplicativo, internet banking, Pix, caixa eletrônico ou outro canal, e simplesmente não pagou, a alegação de greve dificilmente será suficiente, isoladamente, para afastar juros e multa. Por outro lado, se o cliente conseguir demonstrar que tentou pagar dentro do prazo e que isso se tornou impossível por uma circunstância relacionada à indisponibilidade do serviço bancário, poderá contestar multa, juros e outros efeitos da mora. A recomendação, segundo Canutto, é guardar provas. Prints de aplicativo fora do ar, mensagens de erro, protocolos telefônicos, fotografias ou comunicações sobre o fechamento da agência, tentativas de atendimento e reclamações registradas podem ser importantes para comprovar o que aconteceu. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. A paralisação é juridicamente uma greve? Sim. Para Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a paralisação nacional de 24 horas se enquadra juridicamente como greve, independentemente da denominação utilizada pelo movimento. Segundo ele, a duração do movimento, por si só, não determina se a greve é regular. O exercício do direito de greve também não depende de autorização judicial prévia. Para que seja considerada regular, porém, a mobilização precisa observar os requisitos previstos na legislação. Entre eles estão a tentativa prévia de negociação, a aprovação do movimento em assembleia convocada de acordo com as regras estatutárias e a comunicação prévia aos empregadores, em regra, com antecedência mínima de 48 horas. Há alguma regra específica para os bancários? Sim. Soares destaca que a legislação considera a compensação bancária uma atividade essencial. Se a paralisação atingir esse serviço, sindicatos, empregadores e trabalhadores precisam observar exigências específicas da Lei de Greve. Entre elas estão a comunicação aos empregadores e usuários com antecedência mínima de 72 horas e a garantia dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da população. Quem decidiu pela paralisação pode impedir quem quer trabalhar? Não. Segundo Soares, a mobilização deve respeitar a liberdade daqueles que decidirem trabalhar. Não são admitidos, de acordo com o advogado, atos de coação, impedimento de acesso ao trabalho ou danos a pessoas ou ao patrimônio. Por isso, ele afirma que não é possível classificar uma greve como legal ou ilegal apenas por sua duração. Em caso de questionamento, caberá à Justiça do Trabalho avaliar concretamente se os requisitos legais foram cumpridos e se houve eventual abuso do direito de greve. Os bancos são obrigados a aceitar as reivindicações? Não. Reajustes salariais, benefícios e condições de trabalho são matérias típicas de negociação coletiva, mas isso não significa que os bancos sejam obrigados a aceitar as reivindicações apresentadas pela categoria. Soares explica que, no setor bancário, temas como reajustes de salários e dos vales alimentação e refeição são tradicionalmente disciplinados pela Convenção Coletiva negociada entre trabalhadores e bancos. Questões relacionadas a planos de saúde também podem estar previstas em acordos específicos ou regulamentos próprios de cada instituição. A legislação estabelece o dever de participação na negociação coletiva quando uma das partes é provocada, mas isso não significa obrigação de aceitar determinado percentual de aumento ou chegar a um acordo. O que acontece se bancos e trabalhadores não chegarem a um acordo? As negociações podem continuar e as partes podem recorrer a mecanismos de mediação e, de comum acordo, à arbitragem. A categoria também pode deliberar pela continuidade ou realização de novas mobilizações, desde que sejam observadas as exigências legais aplicáveis. Em determinadas situações, o conflito pode ainda ser levado à Justiça do Trabalho por meio de dissídio coletivo, observados os requisitos constitucionais para essa medida. E se a Convenção Coletiva vencer sem renovação? Segundo Soares, a ausência de renovação da Convenção Coletiva exige atenção. As cláusulas que têm fundamento exclusivamente no instrumento coletivo não se incorporam automaticamente aos contratos de trabalho por prazo indeterminado. Por outro lado, direitos que também estejam assegurados por lei, contrato individual, regulamento interno da instituição ou outra fonte jurídica devem ser analisados separadamente.

Greve dos bancários fechou agências, nesta quinta-feira (20), em Araraquara (SP) Sindicato dos Bancários de Araraquara Os bancários da região de São Carlos e Araraquara (SP) aderiram à greve nacional e paralisaram as atividades nas agências nesta quinta-feira (20). A ação, válida por 24 horas, é uma resposta à proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que foi rejeitada pela categoria nas negociações da Campanha Salarial de 2026. Entre as principais reivindicações da campanha salarial estão o aumento real dos salários acima da inflação, a valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o reajuste nos vales alimentação e refeição, além de melhorias nas condições de trabalho. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Procurada pelo g1, a Fenaban, que representa há 34 anos os bancos nas negociações trabalhistas, disse que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano. "As negociações seguem o cronograma estabelecido, e esperamos, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes", afirmou a federação. Apesar do fechamento das agências físicas, a população tem como alternativa o uso dos caixas eletrônicos, que funcionam normalmente para saques e depósitos, além dos canais digitais, como os aplicativos de celular e o internet banking. Agora no g1 Reivindicações De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Araraquara e região, além da ausência de uma proposta econômica, os banqueiros apresentaram medidas que atacam a unidade e os direitos da categoria, entre elas: Criação de três faixas de reajuste salarial, diferenciando trabalhadores com menores, intermediários e maiores salários; Reajustes diferentes para vale-alimentação e vale refeição, além da possibilidade de redução dos valores pagos aos bancários de estados menores e cidades do interior; Congelamento do piso de ingresso de novos trabalhadores. A proposta, de acordo com o sindicato, foi rejeitada por 97% dos bancários e bancárias, que participaram das assembleias realizadas em todo o país, na última segunda-feira (20). A paralisação foi aprovada por 90% dos votantes. Mais notícias da região: TRAGÉDIA: Lutador de jiu-jitsu morre em grave acidente no interior de SP OPORTUNIDADES: UFSCar abre concurso público com salários de até R$ 13,7 mil no interior de SP CRIME: Casal é preso com 1.432 remédios emagrecedores e anabolizantes em ônibus no interior de SP De acordo com o sindicato, a pauta dos bancários vai além das questões salariais. A categoria também reivindica defesa do emprego, combate à precarização das relações de trabalho e proteção da rede física de atendimento, com oposição ao fechamento das agências. "A paralisação é, portanto, um instrumento de pressão diante da falta de avanços nas negociações. Os bancários reivindicam uma proposta decente, que não divida a categoria, não retire direitos e reconheça a contribuição dos trabalhadores para os resultados bilionários do sistema financeiro", afirmou o Sindicato da categoria em Araraquara. Conforme apurado pelo g1, das 17 agências bancárias em Araraquara, 16 aderiram à paralisação, incluindo Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Mercantil e Santander. Greve dos bancários fechou agências, nesta quinta-feira (20), em Araraquara (SP) Sindicato dos Bancários de Araraquara São Carlos e região O presidente do Sindicato dos Bancários de São Carlos, Lauriberto Viganon, afirmou que, ao todo, 38 agências bancárias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal aderiram à paralisação em São Carlos, Américo Brasiliense, Descalvado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Rincão, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Lúcia, Santa Rita do Passa Quatro e Tambaú. "Atingiu nosso objetivo porque esse dia de hoje foi apenas uma resposta que a gente está dando para o banqueiro para eles apresentarem uma resposta que seja louvável, que seja boa, para a gente discutir entre nós se aceita ou não. A nossa paralisação foi boa, abrangeu muitas cidades, então para nós foi positiva", afirmou Lauriberto. O presidente do Sindicato afirmou que a categoria pode fazer uma greve por tempo indeterminado, caso a proposta apresentada não seja boa. "A nossa proposta é que os banqueiros reponham a inflação do período mais 5% de aumento real, mas, por enquanto, não tivemos nada. Zero de proposta". REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Strancally Castle, que foi recentemente comprado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Waterford, Irlanda, em 20 de agosto de 2026. Patrick Kenealy/Documento via REUTERS ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR UM TERCEIRO. REUTERS O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, comprou um castelo em estilo gótico do século XIX com vista para um rio no sudeste da Irlanda, a 200 quilômetros (125 milhas) da sede europeia de sua empresa, disse um porta-voz na quinta-feira. 🏰O Castelo de Strancally foi construído por volta de 1830 em um terreno com vista para o Rio Blackwater e passou por uma extensa reforma em 2003, segundo um arquivo arquitetônico estadual. 💸A transação não está listada no registro de preços de propriedades do estado irlandês. O Irish Times, que foi o primeiro a noticiar a compra, estimou que a propriedade poderia valer entre €20 milhões e €30 milhões. Mark Zuckerberg presta depoimento em julgamento histórico sobre redes sociais Um porta-voz de Zuckerberg disse que ele e sua família estavam "animados para continuar cuidando desta casa histórica e ansiosos por passar um tempo na Irlanda." A Meta emprega cerca de 1.500 pessoas na Irlanda, onde várias multinacionais de tecnologia dos EUA têm suas sedes na Europa, em parte devido ao regime tributário favorável do país. Veja fotos: Strancally Castle, que foi recentemente comprado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Waterford, Irlanda, em 20 de agosto de 2026. Patrick Kenealy/Documento via REUTERS ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR UM TERCEIRO. REUTERS Strancally Castle, que foi recentemente comprado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Waterford, Irlanda, em 20 de agosto de 2026. Patrick Kenealy/Documento via REUTERS ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR UM TERCEIRO. REUTERS Strancally Castle, que foi recentemente comprado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Waterford, Irlanda, em 20 de agosto de 2026. Patrick Kenealy/Documento via REUTERS ESTA IMAGEM FOI FORNECIDA POR UM TERCEIRO. REUTERS
Desigualdade: 1% mais rico concentra quase um quarto de toda a renda do país, aponta estudo da Oxfam

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores Pixabay A desigualdade de renda no Brasil continua crescendo no topo da pirâmide. Um relatório divulgado nesta quarta-feira (19) pela Oxfam Brasil mostra que o 1% mais rico da população passou a concentrar 24,3% de toda a renda do país em 2023, ante 20,4% em 2017. Isso significa que, de cada R$ 100 recebidos pelos brasileiros, cerca de R$ 24 ficaram com esse pequeno grupo. Segundo o estudo, a maior parte desse avanço beneficiou uma parcela ainda mais restrita: o 0,1% mais rico. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento destaca que a concentração de renda aumentou mesmo em um cenário de melhora dos indicadores sociais. Em 2024, o rendimento mensal per capita atingiu o maior nível da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegando a R$ 2.020. No mesmo período, o índice de Gini caiu para 0,506, o menor já registrado, e a diferença de renda entre o 1% mais rico e os 40% mais pobres também atingiu o menor patamar da série. 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada. O estudo lembra ainda que cerca de 8,6 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza, reduzindo a taxa de 27,3% para 23,1% da população. Ainda assim, a organização afirma que os ganhos não foram distribuídos de forma uniforme, permitindo que os grupos de maior renda ampliassem sua participação na renda nacional. Quando a análise considera o patrimônio, como imóveis, investimentos e outros bens, a concentração é ainda maior. Segundo o relatório, o 1% mais rico detém 37,3% de toda a riqueza declarada no país. Para chegar a essas conclusões, a pesquisa cruzou dados do IBGE, da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de estudos nacionais e internacionais sobre renda, patrimônio, tributação e representação política. Agora no g1 O estudo aponta ainda que o país terminou o ano de 2025 como o quarto com maior desigualdade patrimonial do mundo, com cerca de 386 mil milionários em dólar. Como o g1 mostrou, o Brasil ganhou 9.215 novos milionários no ano passado, encerrando 2025 com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões), segundo estudo do banco UBS. Com isso, o país segue com o maior número de milionários da América Latina. Apesar disso, o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo, ocupando a 4ª posição entre 56 mercados analisados Sistema tributário e rendimentos do capital A Oxfam também critica a estrutura tributária brasileira, que classifica como "regressiva" por concentrar a cobrança de impostos sobre o consumo e os salários do que sobre o patrimônio e a renda dos mais ricos. "Essa combinação limita a capacidade redistributiva do Estado, já que a política fiscal arrecada de forma agressiva sobre o orçamento cotidiano da maioria da população, mas é intencionalmente tímida ao incidir sobre o patrimônio e os rendimentos do capital", afirma a entidade. Segundo o relatório, a alíquota efetiva de Imposto de Renda cai para 4,6% entre o 0,01% mais rico da população, principalmente devido à isenção sobre lucros e dividendos e à baixa tributação sobre heranças. Para a organização, isso significa que pessoas de renda mais baixa acabam comprometendo uma parcela maior do orçamento com impostos, enquanto os mais ricos pagam proporcionalmente menos sobre sua riqueza, o que dificulta a redução da desigualdade. Mulheres e população negra seguem em desvantagem O estudo também destaca que as desigualdades de renda e patrimônio permanecem fortemente marcadas por gênero e raça. Embora representem 44,1% dos declarantes do Imposto de Renda, as mulheres concentram apenas 38% da renda declarada e 29,5% do patrimônio líquido. Em média, uma mulher declara patrimônio de R$ 246 mil, pouco mais da metade do patrimônio médio declarado pelos homens, de R$ 463,6 mil. Os dados mostram que homens e mulheres têm perfis de renda diferentes: 👩 Entre as mulheres, 56,5% dos rendimentos vêm de fontes tributáveis, principalmente salários e outras remunerações do trabalho. 👨 Já entre os homens, a maior parcela da renda é formada por rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte, como lucros e dividendos, aplicações financeiras e outros ganhos de capital, que costumam ter tributação menor ou diferenciada. Segundo a Oxfam, essa diferença faz com que a renda do capital fique mais concentrada entre os homens. No mercado de trabalho, o relatório aponta que homens não negros recebem, em média, R$ 6.560 por mês, enquanto mulheres negras recebem R$ 3.026 no emprego formal. Considerando todo o mercado de trabalho, inclusive o informal, a renda média das mulheres negras cai para R$ 2.079. Patrimônio influencia representação política, segundo organização A pesquisa sustenta que a concentração econômica também se reflete na política brasileira. Apesar de representarem 52,65% do eleitorado, as mulheres ocuparam apenas 17% das cadeiras conquistadas nas eleições de 2022. Já os homens brancos responderam por 56,5% dos eleitos. O patrimônio declarado pelos candidatos também aparece como um fator relevante. Segundo o levantamento, quase 45% dos eleitos declararam patrimônio superior a R$ 1 milhão. Nas disputas para o Senado, nenhum candidato que declarou patrimônio de até R$ 100 mil conseguiu ser eleito. Para a Oxfam, esses dados indicam que a capacidade financeira exerce influência significativa sobre a competitividade eleitoral. Entidade defende aumento da taxação sobre grandes fortunas Entre elas estão a tributação de lucros e dividendos, o aumento da taxação sobre grandes fortunas e heranças, a revisão de benefícios fiscais sem contrapartida social e maior transparência sobre o impacto dos impostos por gênero e raça. A Oxfam também defende regras mais rígidas para o lobby e os conflitos de interesse entre empresas e governo, com maior transparência sobre quem influencia decisões públicas. 🔎 Lobby é a atividade de tentar influenciar decisões do poder público em favor de determinados interesses. Essa atuação pode ser feita por empresas, sindicatos, associações, organizações da sociedade civil ou outros grupos. A entidade também defende: regulamentação mais rigorosa da atividade de lobby; regras de quarentena para reduzir conflitos de interesse entre setor público e privado; ampliação do apoio financeiro a candidaturas de mulheres negras e de grupos sub-representados; maior integração das emendas parlamentares ao planejamento nacional das políticas públicas. Segundo a organização, a combinação dessas medidas seria necessária para reduzir a concentração de riqueza e ampliar a representatividade democrática no país.

Hui Ka Yan, fundador do Grupo Evergrande da China, está em tribunal no Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, em Shenzhen, província de Guangdong, China, neste comunicado de imagem do Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen em 20 de agosto de 2026. Tribunal Intermediário do Povo/Folheto de Shenzhen via REUTERS Reuters Hui Ka Yan, fundador da Evergrande, viveu uma trajetória que resume a ascensão e a queda do mercado imobiliário chinês. O empresário saiu de uma vila rural, trabalhou como técnico em uma siderúrgica e construiu uma das maiores empresas imobiliárias da China. No auge, chegou a ser o homem mais rico da Ásia. Nesta quinta-feira (20), porém, Hui, de 67 anos, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal de Shenzhen, no sul da China. A Justiça também determinou o confisco de todos os seus bens pessoais. Fundador da Evergrande é condenado a prisão perpétua por fraude financeira na China A condenação encerra a trajetória de um empresário que chegou a acumular uma fortuna de US$ 45,3 bilhões em 2017, segundo a Forbes, mas viu seu patrimônio despencar depois que a Evergrande entrou em crise. Quem é Hui Ka Yan? Hui nasceu na província de Henan, no centro da China. Ele foi criado pela avó em uma área rural e começou a carreira trabalhando como técnico em uma siderúrgica. Hui fundou a Evergrande e apostou em um modelo de crescimento acelerado: a empresa tomava dinheiro emprestado para comprar terrenos e construir imóveis. Os apartamentos eram vendidos com margens menores, o que ajudava a empresa a vender rapidamente e continuar expandindo. A estratégia funcionou durante o período de forte crescimento do mercado imobiliário chinês. Por que fundador de gigante do setor imobiliário foi condenado à prisão perpétua na China A Evergrande se tornou uma das maiores incorporadoras do país. Em 2020, chegou a registrar 700 bilhões de yuans em vendas anuais, o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões. Como Hui ficou tão rico? O crescimento da Evergrande fez Hui Ka Yan acumular uma fortuna bilionária. Em 2017, ele tinha um patrimônio estimado em US$ 45,3 bilhões e se tornou o homem mais rico da Ásia, segundo a Forbes. Hui também ganhou espaço entre empresários próximos ao poder chinês. Em 2021, por exemplo, participou das comemorações do centenário do Partido Comunista Chinês em Pequim. Naquele momento, porém, a Evergrande já enfrentava dificuldades financeiras. O que aconteceu com a Evergrande? Para crescer rapidamente, a empresa havia acumulado uma enorme quantidade de dívidas. Em 2021, a Evergrande deixou de pagar dívidas no exterior. O episódio se tornou um dos principais símbolos da crise do mercado imobiliário chinês. A lógica é relativamente simples: a empresa pegava dinheiro emprestado para comprar terrenos e construir imóveis, mas precisava continuar vendendo apartamentos para gerar dinheiro e pagar suas dívidas. Quando o mercado imobiliário perdeu força, esse modelo começou a desmoronar. A Evergrande não conseguiu honrar seus compromissos e acabou entrando em liquidação. O problema não ficou restrito à empresa. O colapso da incorporadora ajudou a aprofundar uma crise no setor imobiliário chinês que continua pesando sobre a economia do país. E o que aconteceu com a fortuna de Hui? A queda da Evergrande também destruiu grande parte da riqueza de seu fundador. A fortuna de Hui, que havia chegado a US$ 45,3 bilhões em 2017, caiu para cerca de US$ 3 bilhões em 2023, segundo a Reuters. Nesta quinta-feira, além da prisão perpétua, o tribunal de Shenzhen determinou o confisco de todos os seus bens pessoais. Por que ele foi condenado? Hui estava detido havia três anos quando se declarou culpado, em abril, de oito acusações. Entre elas estavam uso indevido de fundos, fraude na arrecadação de recursos e tomada ilegal de depósitos públicos. Aos 67 anos, o empresário que já foi o homem mais rico da Ásia agora cumpre uma sentença de prisão perpétua — enquanto a empresa que ajudou a construir se tornou um dos maiores símbolos da crise imobiliária chinesa. *Com informações da Reuters
Governo estabelece novas regras para big techs atuarem no Brasil; veja principais pontos A Austrália aprovou nesta quinta-feira (20) uma lei que pode obrigar grandes empresas de tecnologia a pagar milhões de dólares australianos a veículos de imprensa do país caso não façam acordos comerciais para financiar a produção de notícias. A chamada News Bargaining Incentive prevê uma cobrança equivalente a 2,5% da receita de publicidade das plataformas que se enquadrarem na regra e não cumprirem as exigências previstas na legislação. A medida vale para empresas com serviços relevantes de busca ou redes sociais na Austrália e receita anual de publicidade no país superior a 250 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 178 milhões), Google, Meta, TikTok e LinkedIn estão entre os alvos A cobrança poderá atingir empresas como Google, da Alphabet, Meta, TikTok e LinkedIn, da Microsoft. 'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália O dinheiro arrecadado será destinado a veículos de imprensa australianos. O governo argumenta que as plataformas se beneficiam do conteúdo jornalístico ao utilizá-lo para aumentar o engajamento dos usuários e, consequentemente, a receita publicitária. Marco civil da internet: como EUA e Europa tratam as 'big techs' BBC/Getty Images As empresas, porém, podem evitar a cobrança se fecharem acordos comerciais com veículos de comunicação. Empresas terão de fechar acordos com ao menos 8 veículos Para escapar da cobrança, as plataformas deverão firmar acordos com pelo menos oito diferentes empresas de mídia até o fim de seu período de prestação de contas. Os contratos precisam financiar a produção de notícias ou estar relacionados à disponibilização de conteúdo jornalístico produzido pelos veículos nas plataformas. O valor pago nos acordos será descontado da quantia que a empresa teria de pagar como cobrança. A legislação ainda estabelece incentivos diferentes de acordo com o tamanho do veículo: gastos com grandes empresas de mídia terão um abatimento de 150%, enquanto acordos com veículos pequenos e médios terão abatimento de 200%. Cada contrato individual, porém, poderá representar no máximo 25% do valor total da cobrança à qual a plataforma estaria sujeita. Austrália já havia criado regras para plataformas A nova legislação amplia a pressão da Austrália sobre as grandes empresas de tecnologia para que compartilhem parte da receita gerada com a distribuição de conteúdo jornalístico. O governo australiano afirmou que a aprovação da lei deixa claro para as plataformas que elas devem buscar acordos comerciais com os veículos de imprensa. A medida foi aprovada um dia depois de o Parlamento australiano também aprovar restrições à publicidade de apostas.

A dívida nacional dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões pela primeira vez A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez US$ 40 trilhões nesta quarta-feira (19), um marco histórico em meio ao aumento dos gastos com defesa, programas sociais e ao custo crescente dos juros no país. O valor foi alcançado apenas cinco meses depois de a dívida americana superar US$ 39 trilhões, em março. Outros US$ 1 trilhão haviam sido acrescentados cerca de cinco meses antes, em outubro, quando a dívida chegou a US$ 38 trilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro americano. Dívida dos EUA preocupa mercados globais após megapacote de Trump; entenda O avanço da dívida ocorre enquanto o governo dos Estados Unidos mantém gastos superiores à arrecadação. ⚔️ Os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 954 bilhões em defesa em 2025, segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI), o equivalente a aproximadamente 37% de todo o gasto militar do mundo. Para 2026, a expectativa é que os gastos americanos ultrapassem US$ 1 trilhão. Além disso, a guerra contra o Irã já havia custado US$ 37,5 bilhões aos Estados Unidos até 21 de julho de 2026, segundo o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. O Pentágono também pediu ao Congresso mais US$ 67,1 bilhões para financiar a guerra e outras despesas militares. O presidente americano Donald Trump tem prometido reduzir despesas e vem concentrando os cortes na máquina pública, com redução de funcionários, de programas de agências federais e da ajuda externa. Ao mesmo tempo, o governo também busca cortar gastos em algumas áreas e eliminar despesas que considera desnecessárias. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein ➡️ Para cobrir a diferença, o Tesouro emite títulos públicos e toma dinheiro emprestado de investidores, com a promessa de devolver o valor acrescido de juros. Quanto maior a dívida e os juros cobrados, maior o custo para o governo. Essa pressão aumentou nos últimos dias. Na terça-feira (18), o rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos chegou a 5,34%, o maior nível desde 2007. O indicador representa o retorno exigido pelos investidores para emprestar dinheiro ao governo por um período de 30 anos. 🔎 O que são títulos públicos? São papéis emitidos pelo governo para "pegar dinheiro emprestado com investidores". Quem compra um título recebe o dinheiro de volta no futuro, com juros. É uma das formas usadas pelo governo para financiar seus gastos. Como o Tesouro tenta conter pressão no mercado Foi nesse cenário que o Departamento do Tesouro anunciou na quarta-feira (19) que vai mais que dobrar o tamanho de algumas operações de recompra de títulos de longo prazo, de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A recompra é uma ferramenta de gestão da dívida. O Tesouro compra de volta títulos que estão nas mãos dos investidores, em uma tentativa de melhorar o funcionamento e a liquidez do mercado, ou seja, facilitar a compra e a venda desses papéis. A medida foi anunciada após a alta dos juros dos títulos de longo prazo, em meio às preocupações dos investidores com a situação fiscal americana e os efeitos da guerra com o Irã sobre a inflação e os gastos do governo. Após o anúncio, o rendimento do Treasury de 30 anos recuou para cerca de 5,18%. O objetivo é reduzir a pressão sobre o mercado de títulos públicos e facilitar a negociação desses papéis. Por que a dívida está crescendo? A dívida americana resulta de décadas de déficits. Quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa buscar recursos no mercado para cobrir o rombo. O endividamento aumentou fortemente durante a pandemia de Covid-19, quando o governo ampliou os gastos para sustentar a economia. Nos últimos anos, também houve aumento de despesas e cortes de impostos aprovados durante o governo Trump. Desde 2017, a dívida americana mais que dobrou. Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, o estoque aumentou cerca de US$ 3,8 trilhões, segundo a Reuters. Juros da dívida já são uma das maiores despesas O crescimento do endividamento aumenta também o valor que o governo precisa desembolsar para pagar os juros dos títulos emitidos anteriormente. ➡️ Nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, os gastos com juros da dívida já superaram as despesas com o Medicare, programa de saúde voltado principalmente para idosos. Os juros se tornaram a segunda maior despesa federal, atrás apenas da Previdência Social, segundo a Reuters. Juros mais altos também podem afetar consumidores e empresas. Os títulos do Tesouro americano servem de referência para outras taxas de juros da economia. Quando seus rendimentos sobem, financiamentos imobiliários, empréstimos para compra de carros e crédito empresarial podem ficar mais caros. Dívida pode se aproximar do limite legal Os Estados Unidos têm um limite para o total que o governo federal pode tomar emprestado. O teto é definido pelo Congresso e pode ser elevado, suspenso ou abolido pelos parlamentares. O limite atual é de US$ 41,1 trilhões. Segundo estimativa do Bipartisan Policy Center, o governo americano pode atingir esse valor entre o fim do inverno e meados do verão de 2027. A marca de US$ 40 trilhões, portanto, deixa o país mais próximo de um novo debate sobre o limite da dívida no Congresso. O número, por si só, não significa que os Estados Unidos estejam próximos de uma crise. Economistas acompanham principalmente a trajetória do endividamento, a capacidade do governo de pagar os juros e a disposição dos investidores de continuar financiando o país.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,32% nesta quinta-feira (20), cotado a R$ 5,1926. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,06%, aos 167.927 pontos. Apesar da leve alta, o Ibovespa acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O anúncio de recompra de títulos públicos (Treasuries) pelo Tesouro americano ficou no radar dos mercados nesta quinta-feira. No dia anterior, o Tesouro anunciou que ampliaria a recompra de títulos de longo prazo, com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões). A decisão veio um dia após uma forte onda de venda desses ativos, que levou os juros dos papéis de 30 anos para o maior patamar desde 2007. Entenda o anúncio e como ele afeta os mercados. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio seguiu impactando os preços do petróleo. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em consequências econômicas para países que ofereçam "qualquer tipo de apoio ao Irã". Enquanto isso, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano pressiona a commodity e eleva as preocupações com a inflação global. Os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,06% perto das 17h, cotado a US$ 93,51, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,33%, a US$ 87,83. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,51%; Acumulado do mês: +2,43%; Acumulado do ano: --5,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,59%; Acumulado do mês: -5,66%; Acumulado do ano: +4,22%. Entenda o anúncio do Tesouro americano O Tesouro dos EUA anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro, vem como uma tentativa do Tesouro americano de aliviar o estresse no mercado de renda fixa. Um dia antes do anúncio, por exemplo, uma grande onda de venda de títulos americanos empurrou o rendimento das Treasuries de 30 anos para o nível mais alto desde 2007. O movimento ocorreu em meio a temores de uma escalada na guerra entre os EUA e o Irã, além de crescentes preocupações com a piora do cenário fiscal americano. Do lado do conflito, além do impacto direto no mercado de petróleo internacional por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de toda o comércio global da commodity antes da guerra, os mercados também se preocupam com os efeitos indiretos do conflito. Isso porque além da consequente elevação nos preços dos combustíveis e da energia, os impactos também tendem a se estender para outros produtos, pressionando a inflação global. Além disso, as preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA também segue levantando incertezas sobre o quadro fiscal americano, pressionando os juros dos Treasuries nas últimas semanas. Apesar de o anúncio ter conseguido conter o avanço das taxas desses títulos pontualmente na véspera, os juros dos Treasuries voltaram a subir nesta quinta-feira, trazendo uma nova pressão para a renda fixa americana e, consequentemente, global. Com isso, o sentimento de cautela voltou a crescer no mercado, impulsionando o dólar para uma nova alta nesta quinta-feira. Trump anuncia guerra econômica ao Irã O presidente americano, Donald Trump, afirmou na véspera que vai lançar uma "guerra econômica" contra o Irã. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã irá asfixiar o país. As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, com a alta nos rendimentos dos títulos americanos afetando os mercados. O Dow Jones registrou queda de 1,31%, enquanto o S&P 500 teve perda 0,83% e o Nasdaq Composite recuou 1%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda nesta quinta-feira, em meio aos temores com a inflação local. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,12%, aos 650,35 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,42%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 0,57%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e fechou em alta de 0,04%. Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor de saúde e tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,1,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, subiu 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,8% e o Nikkei,, do Japão, teve ganhos de 1,36%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira (20) que, em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre novamente à reeleição, a equipe econômica promoverá um ajuste das contas públicas de cerca de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB) — um movimento gradual. Falando como representante da campanha de Lula à rádio CBN, o ministro declarou que o "arcabouço fiscal", a atual regra para as contas públicas aprovada em 2023, será mantida, e que a equipe econômica seguirá trabalhando em propostas para cortar gastos obrigatórios e retomar receitas, ou seja, aumentar a arrecadação, "no que for injusto". "De modo que a gente faça um esforço fiscal, como foi feito nesse governo, que a gente fez um esforço fiscal de de 2% do PIB. Isso é o fundamental para as pessoas entenderem que não tem navegação no escuro. Que estamos prontos para fazer um esforço de mesma dimensão [em um eventual novo mandato de Lula]", disse o ministro da Fazenda. A estratégia de ajuste fiscal proposta pela campanha do candidato Lula, segundo o ministro da Fazenda, contempla manter gastos sociais para reduzir desigualdades e aumentar os investimentos, ao mesmo tempo em que permite, segundo sua visão, enfrentar o tema da (elevada) taxa de juros. ▶️Analistas têm manifestado reiteradamente a preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. Agora no g1 Atualmente em 14% ao ano, o juro básico brasileiro é o maior do mundo em termos reais, segundo ranking da consultoria MoneYou. Analistas observam, porém, que a curva de juros em mercado para prazos mais longos (que servem de base para a venda de títulos públicos) reflete as expectativas dos agentes econômicos para gastos públicos e atividade, entre outros, e, consequentemente, para a inflação. Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional. Números oficiais e projeções Dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que as contas do governo registraram um resultado primário (sem contar juros) de: + R$ 68,5 bilhões em 2022 (+0,5% do PIB); - R$ 258,5 bilhões em 2023 (-2,1% do PIB); - R$ 47,3 bilhões em 2024 (-0,4% do PIB); - R$ 62,6 bilhões em 2025 (-0,5% do PIB); - R$ 52 bilhões em 2026 (-0,4% do PIB), projeção oficial. ▶️Deste modo, as contas do governo, considerando as projeções oficiais, deverão registrar uma piora de 0,9 ponto percentual do PIB no atual mandato, passando de um superávit de 0,5% do PIB, em 2022, para um déficit de 0,4% do PIB em 2026. ▶️Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação, naquele ano, da PEC dos precatórios - que conteve as despesas com sentenças judiciais. Também houve um aumento no recebimento de dividendos de estatais. ▶️Ao incorporar o pagamento de mais de R$ 90 bilhões em precatórios atrasados, as contas do governo tiveram um déficit de R$ 230 bilhões em 2023 (R$ 258 bilhões em valores atualizados pela inflação). Expurgando esse fator, o governo alega o desempenho das contas será melhor do que os números mostram no atual mandato de Lula. Dario Durigan Washington Costa/MF 🔎O primeiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pelo aumento de impostos, com a carga tributária batendo recordes históricos, e crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição, que incorporou cerca de R$ 170 bilhões em despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano. A regra do arcabouço fiscal, por sua vez, buscou limitar o crescimento das despesas, mas gastos por fora da regra fiscal têm ampliado as despesas, pressionado a taxa de juros e, também, a dívida pública, que já avançou mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato do presidente Lula, atingindo o maior nível desde a pandemia. 🔎 A dívida pública é considerada um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. ▶️A estratégia anunciada pela campanha do presidente Lula, de um ajuste fiscal de cerca de dois pontos do PIB entre 2027 e 2030, se implementada, levaria o resultado das contas públicas de um déficit primário de cerca de 0,4% do PIB, em 2026, para um superávit de 1,6% do PIB em 2030. ▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer. ▶️Com o ajuste gradual nas contas públicas proposto pela campanha de Lula, a dívida continuaria avançando nos próximos anos e, consequentemente, exerceria pressão sobre a taxa de juros brasileira - com reflexos sobre a atividade produtiva e o endividamento da população e das empresas. "Há quase um consenso entre os analistas da economia, ninguém enxerga uma trajetória sustentável com as regras atuais. Porque, embora a receita esteja dando resposta, as despesas crescem mais do que as receitas. Então neutraliza boa parte do ajuste que você fez", avaliou Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI. Ele defende retirar os abatimentos da meta fiscal que existem atualmente e que o governo mire no centro dos objetivos propostos (sem usar a banda existente). Segundo o economista‐chefe da ARX Investimentos, Gabriel Leal de Barros, o mercado financeiro não identifica o ajuste fiscal de dois pontos percentuais relatado pela equipe econômica no atual mandato do presidente Lula. "Basta observar o juro real de toda a estrutura da curva de juro e sob a qual o Tesouro financia seu déficit. Onde houve 'ajuste' foi na carga tributária, que foi elevada em cerca de dois pontos percentuais do PIB, sem correspondência na melhora do resultado fiscal, tampouco da dívida", declarou Gabriel de Barros. Para ele, a ausência de melhora fiscal efetiva se deu pelo "robusto avanço do gasto, que acelerou também por medidas discricionárias tomadas pelo governo como a criação de novos programas sociais, cada vez mais descentralizados, sobrepostos e ineficientes". "A reversão do delicado quadro fiscal do país será possível apenas com medidas concretas e efetivas, atalhos e narrativa são incapazes de produzir avanço estrutural", concluiu o analista. Plano do governo Ainda em entrevista à CBN, o ministro Dario Durigan afirmou que é preciso mostrar, com credibilidade, ao mercado financeiro — que impõe custo alto ao governo na compra de títulos públicos —, que o endividamento não vai crescer sem controle nos próximos anos. "De modo que a dívida possa se estabilizar e voltar a ter trajetória de queda. Não é novidade, a gente já viu em um passado recente. A dívida com a pandemia cresceu, depois com a taxa de juros a 2% [ao ano], a dívida consegue cair. É um esforço de país, não pense que a dívida alta deixa o ministro da Fazenda em uma posição confortável", acrescentou Durigan. Para melhora das contas públicas, o ministro lembrou que o governo aprovou, no fim do ano passado, uma redução dos chamados "gastos tributários", ou seja, benefícios a segmentos e setores da sociedade, no ritmo de 10% ao ano, algo já implementado em 2026 e que prossegue nos próximos. Ele lembrou, ainda, que a equipe econômica aprovou recentemente travas ao aumento de despesas obrigatórias no Congresso Nacional, algo que impede o crescimento de R$ 10 bilhões em gastos obrigatórios em 2027. Parte do ajuste será feito em cima de uma alta menor de gastos em saúde. Outra regra também limita o crescimento de gastos com pessoal. ➡️Em um orçamento quase totalmente engessado, esses recursos serão destinados a outros gastos livres do governo (não obrigatórios), podendo até mesmo "melhorar trajetória dos resultados fiscais", avaliou na semana passada o ministro Durigan. Ele defendeu, ainda, um esforço nacional para contenção de despesas, envolvendo o Congresso, os estados e o Judiciário. "Tem estudos que mostram que a despesa da união é uma parte do problema. Temos um gasto grande do congresso, dos estados, do judiciário. Por isso que é importante fazer esse diálogo com todo mundo", concluiu o ministro.

Mercado de previsão Polymarket AP Photo/Wyatte Grantham-Philips Mais de 150 carteiras na casa de apostas Polymarket International podem ter operado com base em informações priviligiadas das Forças Armadas dos Estados Unidos, segundo revelou uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (20). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As apostas feitas com base em informações militares também atraíram uma onda de outros apostadores e levantaram preocupações, dentro do governo norte-americano, de que o mercado poderia transmitir sinais que podem ser explorados por adversários estrangeiros dos EUA, indicou ainda a pesquisa. O levantamento foi realizado pelo grupo de pesquisa sem fins lucrativos Anti-Corruption Data Collective (ACDC) e lança nova luz sobre possíveis casos de uso de informações privilegiadas de origem militar no mercado de previsões. O grupo encontrou uma série de apostas que foram realizadas antes de ações militares dos EUA. Em um dos casos, um soldado norte-americano foi acusado de usar informações sigilosas para apostar na deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado em janeiro por militares norte-americanos O estudo surge também em um momento em que autoridades intensificam a fiscalização sobre esse setor em rápida expansão. Porta-vozes da Polymarket, plataforma de apostas fundada em 2020, foram procurados pela agência de notícias Reuters para comentar o levantamento, mas não responderam. A plataforma afirma possuir controles rigorosos, monitorar atentamente atividades suspeitas e ter encaminhado dezenas de carteiras de negociadores às autoridades, incluindo o caso relacionado a Maduro. 👉 A Polymarket liquida negociações em blockchain, o que significa que as apostas são públicas, embora os negociadores permaneçam anônimos. Para chegar às conclusões, o ACDC analisou todos os mercados liquidados até 5 de maio para identificar apostas de "baixa probabilidade", definidas como apostas de pelo menos US$ 2.500 feitas em uma hora ou menos, em um resultado com probabilidade de 35% ou menos. Dentro desse universo, o ACDC identificou 556 carteiras que apelidou de "Orcas", uma referência às táticas de caça precisas e seletivas da orca. Esses negociadores geralmente abriam uma conta e rapidamente faziam uma aposta de baixa probabilidade altamente bem-sucedida em mercados de nicho — onde pessoas com acesso a informações internas poderiam ter vantagem. Depois, na maioria dos casos, obtinham o lucro da aposta e desapareciam da plataforma. Desse grupo, 152 carteiras apresentaram sucesso excepcional ao apostar em mercados militares e de defesa, acumulando US$ 8 milhões em ganhos, com uma taxa média de acerto de 97,2%. Agora no g1 As características das "Orcas" podem ter outras explicações, incluindo pura sorte, afirmou o ACDC. Da mesma forma, nem todos os indivíduos com acesso a informações privilegiadas são "Orcas". Gannon Ken Van Dyke, o soldado que, segundo os promotores, lucrou US$ 400 mil apostando na deposição de Maduro, construiu sua posição de forma mais gradual e, portanto, não figura entre as 152 "Orcas" militares identificadas. Van Dyke declarou-se inocente. Ainda assim, essas carteiras são as mais propensas a negociar com base em segredos militares, segundo o relatório. Embora algumas dessas 152 contas já tenham sido identificadas anteriormente por outros pesquisadores e pela mídia, a ACDC afirma ter descoberto dezenas de outras carteiras não relatadas anteriormente. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos não comenta questões relacionadas à Inteligência ou conclusões de pesquisas de terceiros, disse um porta-voz da pasta. Operações privilegiadas atraem apostas 'imitadoras', diz pesquisa Quem é sargento preso por ganhar R$ 2 milhões em apostas sobre captura de Maduro. 👉 Lucrar com informações confidenciais do governo é, em geral, ilegal. No entanto, uma preocupação maior reside nas evidências de que as negociações militares do tipo "Orca" parecem atrair apostas de imitação feitas por "Baleias" — os chamados investidores de grande porte — e robôs de negociação automatizada, afirmou a ACDC. Embora a prática de imitar negociações seja legal e já tenha sido documentada em mercados de previsão, a ACDC encontrou indícios de que ela pode amplificar os sinais das "Orcas" e propagá-los de forma mais ampla. Quando uma "Orca" apostou em uma ação militar dos EUA no Irã, horas antes dos ataques de junho de 2025, por exemplo, um robô e uma "Baleia" fizeram apostas de imitação nos valores de US$ 200.000 e US$ 100.000, respectivamente. Apostas semelhantes de "Orcas" antes dos ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã, em fevereiro, também pareceram desencadear uma onda de apostas iniciais de alto risco (em resultados menos prováveis) por parte de robôs e "Baleias" que apostavam no mesmo desfecho, segundo a pesquisa. "A maioria das pessoas subestima enormemente o grau de visibilidade da atividade de apostas incomum na Polymarket. Tudo está disponível na internet, e podemos ver sinais claros de que grandes operadores e robôs estão copiando possíveis negociações baseadas em informações privilegiadas", disse David Szakonyi, cofundador da ACDC. "Seria ingenuidade pensar que agências de inteligência estrangeiras não estão monitorando esses mercados." A Polymarket afirmou que seu registro público permite um escrutínio maior. Um porta-voz da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) — agência que busca exercer jurisdição sobre os mercados de previsão — não comentou as conclusões. O órgão regulador declarou que fiscalizará rigorosamente condutas ilícitas nesse setor e já apresentou acusações em pelo menos três casos até o momento. A ACDC é composta por acadêmicos e investigadores especializados em finanças ilícitas e tem como objetivo promover reformas anticorrupção. O grupo defende que todos os operadores sejam obrigados a comprovar sua identidade e que os pagamentos de negociações suspeitas sejam retidos até a conclusão das investigações. No entanto, o texto argumenta que, para realmente mitigar os riscos de apostas privilegiadas, deveriam ser proibidos os mercados nos quais o uso de informações não públicas possa ser mais rentável e passível de exploração. "Limitar o perfil de quem pode apostar em mercados de previsão ou depender de investigações das autoridades... não será suficiente", afirmou o instituto.

Com mais de dois terços do Reino Unido em situação de seca, a histórica ponte de pedra sobre o reservatório de Baitings está exposta devido à queda do nível da água em todo o país. Imagem de 13 de agosto de 2026. AP/Jon Super) Jon Super/AP As recentes ondas de calor fizeram com que muitas pessoas no norte da Europa passassem a buscar novas formas de refrescar suas casas. Historicamente, os projetos de construção no norte europeu priorizaram o aquecimento dos imóveis. Mas, diante das temperaturas cada vez mais altas, mais proprietários estão considerando instalar aparelhos de ar-condicionado. Enquanto 88% das casas nos Estados Unidos têm ar-condicionado, apenas cerca de 3% dos imóveis no Reino Unido contam com o equipamento. LEIA TAMBÉM: Calor extremo leva Europa a repensar aversão ao ar-condicionado Agora no g1 Quais são os principais problemas? Instalar um sistema de ar-condicionado em uma casa já construída provavelmente custará mais de £ 6 mil (cerca de R$ 44 mil) para atender todo o imóvel. Também será necessário passar tubulações pelas paredes, o que pode exigir reformas posteriormente. Os custos de funcionamento variam de algumas centenas a alguns milhares de libras por ano, dependendo do tamanho da propriedade. É importante lembrar que a eletricidade no Reino Unido custa o dobro da tarifa praticada nos Estados Unidos, onde o uso de ar-condicionado é muito mais comum. Normalmente, a instalação de um sistema de ar-condicionado envolve uma unidade externa, chamada condensadora, e uma unidade com ventilador instalada na parede ou no teto. As duas são conectadas por tubulações. Essas tubulações transportam o fluido refrigerante da unidade externa até a unidade interna, que resfria o ar. O processo pode ser invertido durante o inverno para fornecer aquecimento. Esse tipo de equipamento é conhecido como sistema split. Também é preciso considerar as regras de construção e autorização. As unidades condensadoras produzem ruído e podem comprometer a aparência dos imóveis. Em geral, não é necessário obter autorização para instalar o equipamento quando as unidades ficam discretamente posicionadas. Isso, porém, pode ser mais difícil em apartamentos, já que o ruído pode incomodar imóveis vizinhos. Nesses casos, pode ser necessário obter autorização. Por isso, é importante verificar as regras locais antes da instalação. O ar-condicionado também precisa seguir diferentes normas de construção, inclusive as relacionadas à segurança. Rio Wye em 10 de agosto de 2026, durante a seca no Reino Unido. Planet Labs PBC/Handout via Reuters Instalação em imóveis históricos Outro fator importante é a idade e o tipo de construção do imóvel. Edifícios históricos costumam ter paredes grossas de pedra e uma grande massa térmica, o que faz com que demorem mais para esquentar ou esfriar. Muitos deles foram projetados para serem arejados e bem ventilados, o que ajuda a controlar problemas como o excesso de umidade. Por outro lado, isso significa que há uma maior circulação de ar para fora do imóvel, fazendo com que o ar-condicionado precise trabalhar mais. Além disso, os tetos altos aumentam o volume de ar que precisa ser resfriado. A instalação também pode exigir autorizações específicas e ser mais complexa e cara. Outro ponto a considerar é o nível de umidade. Dependendo do sistema de ar-condicionado utilizado, ele pode aumentar, o que pode ser especialmente problemático em construções históricas. Quando a temperatura do ar cai, como acontece durante o resfriamento, a umidade relativa dentro do ambiente aumenta. Por isso, pode ser necessário utilizar um desumidificador. Sudeste da Inglaterra em 12 de agosto de 2026, durante a seca que atinge o Reino Unido. NASA Worldview/Handout via Reuters E os aparelhos portáteis? Outra opção são os aparelhos de ar-condicionado portáteis. Eles concentram todos os componentes em uma única máquina. No entanto, esses equipamentos são projetados para resfriar espaços pequenos e tendem a ser menos eficientes energeticamente, o que aumenta os custos de funcionamento. Eles também precisam de um duto para liberar o calor para fora. Normalmente, isso exige a instalação de uma abertura em uma parede externa ou em uma janela. Deixar o tubo para fora de uma janela aberta pode permitir que o calor entre no ambiente e que o ar frio escape. A instalação de aparelhos semelhantes aos modelos de janela comuns nos Estados Unidos também pode exigir uma consulta ao departamento responsável pelo planejamento urbano para verificar eventuais restrições. Além disso, esses equipamentos precisam de janelas que se abram verticalmente, como as chamadas janelas de guilhotina. Esse tipo de janela não é comum em muitas casas modernas do Reino Unido. Ao comprar um aparelho de ar-condicionado, também é preciso ficar atento a possíveis golpes. Assim como acontece com os chamados aquecedores "milagrosos", há produtos de refrigeração vendidos a preços muito baixos que fazem promessas exageradas. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra 'cachoeira de barro' no Chile após tempestade; governo decreta estado de catástrofe Consequências ambientais O impacto ambiental também é uma preocupação antiga. No passado, os aparelhos de ar-condicionado utilizavam CFCs, substâncias que prejudicam a camada de ozônio, como refrigerantes. Esses compostos, porém, não são mais utilizados nos equipamentos atualmente vendidos. Mesmo assim, os aparelhos contribuem para o chamado efeito de ilha de calor urbana, que faz com que as cidades fiquem mais quentes. Isso acontece porque o calor retirado dos imóveis é liberado pela unidade condensadora para o ar do entorno. Esse efeito pode contribuir para tornar as ondas de calor ainda mais intensas. As emissões de carbono também variam de acordo com a origem da eletricidade utilizada. Na França ou em Portugal, onde a matriz elétrica é composta em grande parte por fontes de baixo carbono, como energia nuclear, hidrelétrica, solar e eólica, as emissões seriam menores. Já em países como Polônia e Chipre, que utilizam relativamente poucas fontes renováveis e têm participação limitada ou inexistente da energia nuclear em suas matrizes elétricas, as emissões seriam muito maiores. Quais são as alternativas? Como as bombas de calor estão se tornando cada vez mais comuns nas casas novas do Reino Unido, uma possibilidade para o futuro é adaptar esses sistemas para que também ofereçam refrigeração durante o verão. A maioria dos sistemas já instalados no país não foi projetada para isso. Mas, se a demanda aumentar, é provável que mais equipamentos capazes de realizar as duas funções sejam colocados à venda. Outra opção, que pode ajudar a reduzir a conta de energia, é tentar lidar com o calor do verão por meio do chamado resfriamento passivo. Isso pode ser feito com a instalação de toldos, persianas externas ou estruturas para criar sombra nas janelas. Essas alternativas têm os menores custos e podem ser mais fáceis de instalar. Além disso, ajudam a reduzir a temperatura dentro dos imóveis. Tradicionalmente, era dessa forma que os edifícios eram mantidos frescos durante o verão. As ondas de calor são uma das consequências das mudanças climáticas. Ao avaliar as diferentes formas de lidar com o calor, também é importante considerar como nossas escolhas podem contribuir para agravar os eventos extremos. Esse impacto é especialmente relevante porque as ondas de calor afetam de maneira mais grave pessoas idosas e outros grupos mais vulneráveis.

Hui Ka Yan, ao centro, é fundador do grupo chinês Evergrande Shenzhen Intermediate People’s Court/WeChat via BBC O fundador da Evergrande — gigante do setor imobiliário no centro de uma grande crise do mercado imobiliário chinês — foi condenado nesta quinta-feira (20/08) à prisão perpétua e teve todos os seus bens pessoais confiscados. Hui Ka Yan se declarou culpado em abril de várias acusações, incluindo apropriação indevida de bens e suborno corporativo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen também multou suas antigas empresas em um total de 15,82 bilhões de yuans (R$ 11 bilhões) por diversos crimes, incluindo falsificação de registros e ocultação de dívidas. A sentença de Hui marca um momento crucial nas consequências do colapso da Evergrande, que abalou o setor imobiliário da China e afetou duramente investidores e bancos do país. Hui e seus negócios "perturbaram seriamente" o mercado imobiliário chinês, resultando em perdas econômicas significativas, afirmou o tribunal. Agora no g1 Outros executivos da Evergrande, incluindo os dois filhos de Hui, Xu Zhijian e Xu Tenghe, também foram condenados a penas de prisão que variam de 22 meses a 18 anos, de acordo com a mídia estatal. Considerado em anos recentes o homem mais rico da Ásia, Hui viu sua fortuna e influência diminuírem à medida que sua empresa entrou em colapso. Hui, também conhecido como Xu Jiayin, teve uma origem humilde na zona rural da China, onde foi criado pela avó antes de se aventurar no ramo imobiliário e fundar a Evergrande em 1996. Ele supervisionou a ascensão meteórica da empresa por meio de um programa de expansão agressivo, financiado com grandes quantias de dinheiro emprestado. A Evergrande tornou-se a maior incorporadora imobiliária da China, com um valor de mercado superior a US$ 50 bilhões (R$ 258 bilhões). A empresa sofreu um duro golpe quando Pequim introduziu medidas em 2020 para controlar a dívida no setor imobiliário do país. Enquanto a empresa lutava para pagar os juros de suas dívidas, ela vendeu propriedades com grandes descontos, antes de entrar em colapso em 2021. Em abril, o tribunal ouviu que a empresa havia recebido milhões de dólares em financiamento que foi direcionado para novos empreendimentos imobiliários, resultando em centenas de projetos inacabados. Em março de 2024, Hui foi multado em US$ 6,5 milhões e banido do mercado de capitais da China para sempre, porque sua empresa superestimou sua receita em US$ 78 bilhões. A avaliação de mercado das ações da Evergrande caiu 99% antes de suas ações serem retiradas da bolsa de valores de Hong Kong em agosto de 2025, após mais de uma década e meia de negociação. O colapso da Evergrande tem sido frequentemente apontado como o fator que desencadeou uma recessão mais ampla no mercado imobiliário chinês, que continua afetando negativamente a economia. Em seu auge, a Evergrande era a maior empresa do setor imobiliário do país, que representava cerca de um terço do produto interno bruto da China na época. O mercado imobiliário foi um importante motor de crescimento e uma fonte de receita significativa para os governos locais na China. Os problemas persistentes do setor têm afetado gravemente a segunda maior economia do mundo, visto que várias outras grandes construtoras também passaram a enfrentar dificuldades financeiras. Hui Ka Yan (nome em cantonês), também conhecido como Xu Jiayin (nome em mandarim), em 2012 AFP

Leilão da Casas Bahia tem notebooks e celulares; veja como não cair em golpe Um leilão de produtos da Casas Bahia termina nesta quinta-feira (20), pela plataforma Kwara. Os itens serão vendidos em meio à crise financeira da varejista. A lista inclui notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões. O leilão, que coincide com o pedido de recuperação judicial da empresa, ganhou repercussão nas redes sociais, mas também abriu espaço para golpes. Em nota, a Casas Bahia afirma que "a operação segue normalmente nas lojas físicas e no e-commerce, com foco na continuidade do atendimento e na experiência dos consumidores". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Kaspersky afirma que ainda não identificou uma campanha fraudulenta específica relacionada à recente liquidação de estoques, mas alerta que esse tipo de golpe já é conhecido. Segundo a empresa, criminosos costumam clonar sites de leiloeiros reais e criar páginas falsas para receber pagamentos das vítimas. O PIX é um dos principais pontos de atenção. Como a transferência é instantânea, o dinheiro pode ser rapidamente distribuído entre diferentes contas, dificultando a recuperação dos valores. "Para não cair em páginas clonadas, recomendamos a verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento", afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky. Como evitar golpes em leilões Veja as principais dicas de como não cair em golpes: Pesquise a reputação do site: consulte o histórico da plataforma em sites de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui. Também verifique o portal Leilão Seguro, que mantém uma lista de sites de leilão falsos; Leia o edital: confira as condições da venda antes de dar um lance. Em leilões de logística reversa e desativação, os produtos são vendidos "no estado em que se encontram" e podem ter avarias, componentes ausentes ou defeitos não aparentes; Calcule o custo total: o valor do lance não é necessariamente o preço final. Pode haver comissão de 5% do leiloeiro e outras taxas administrativas, dependendo da plataforma; Confira a retirada: em geral, o produto não é entregue em casa. O arrematante é responsável por desmontar, embalar e transportar o item a partir do local indicado pela organizadora. Verifique no edital os prazos e horários de retirada, além de possíveis multas por atraso ou perda do lote; Confirme o registro do leiloeiro: verifique se o profissional está registrado na Junta Comercial do estado em que atua. O nome e a matrícula podem ser consultados no site do órgão; Tenha atenção ao pagamento: em um leilão legítimo, o pagamento deve ser feito para a conta da pessoa jurídica organizadora ou diretamente para a conta do leiloeiro oficial. Evite PIX, TED ou depósitos para contas de terceiros ou CPFs desconhecidos. Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1

Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia Fechamento de lojas, recuperações judiciais e falências deixaram de ser episódios isolados no varejo. Da Europa aos Estados Unidos e ao Brasil, grandes redes que dominaram o consumo nas últimas décadas enfrentam dificuldades para se adaptar a um cenário marcado por juros elevados, consumidores cada vez mais exigentes e concorrência crescente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A alemã Galeria Kaufhof avalia fechar dezenas de lojas e mantém uma página dedicada a listar as unidades já encerradas. A brasileira Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial. Já a americana Sears, símbolo do varejo em décadas passadas, luta para permanecer em operação após "sobreviver a duas guerras mundiais, uma depressão econômica e diversas oscilações financeiras". Embora cada caso tenha suas particularidades, especialistas apontam uma combinação de fatores econômicos, transformação digital e mudanças nos hábitos de consumo como as principais causas das dificuldades enfrentadas pelo setor. Parte dessas transformações já vinha sendo observada há mais de uma década. Em meados dos anos 2010, o termo Retail Apocalypse ("apocalipse do varejo") ganhou força no mercado financeiro com a expansão do comércio eletrônico, segundo o jornal Financial Times. Hoje, porém, analistas avaliam que a pressão sobre o setor vai além da digitalização e inclui desafios financeiros e competitivos cada vez mais complexos. Na Alemanha, que também enfrenta um cenário desafiador para o varejo, um estudo da seguradora de crédito Allianz Trade contabilizou 2.490 falências no setor entre agosto de 2024 e agosto de 2025. Já a Sears, que chegou a ser a maior varejista dos Estados Unidos, mantinha apenas cinco lojas no país ao fim de 2025, segundo a Forbes. No Brasil, além das Casas Bahia, a rede de móveis Marabraz também pediu recuperação judicial. Apesar das dificuldades enfrentadas por grandes empresas, especialistas ressaltam que não existe uma única explicação para o momento vivido pelo setor. Plataformas globais espremem as margens de varejistas ao redor do mundo, segundo especialistas Foto: Alain Apaydin/ABACA/picture alliance Novos modelos de consumo e negócios Para Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores, especializada em varejo, "há uma continuidade, mas não se trata exatamente do mesmo fenômeno" do apocalipse do varejo, inicialmente associado à dificuldade de grandes redes tradicionais de adaptar amplas estruturas de lojas físicas a uma nova forma de consumo. Segundo ela, a transformação digital continua em curso, mas agora é acompanhada por uma pressão financeira maior. Depois de anos de crédito barato, empresas que expandiram suas operações por meio de endividamento passaram a enfrentar juros mais altos, crédito mais restrito e custos maiores para manter estoques e financiar suas operações. Ao mesmo tempo, os consumidores lidam com dívidas crescentes e perda de poder de compra. "Estamos em uma segunda fase dessa transformação: a primeira colocou em questão o modelo tradicional de loja física; a atual testa a sustentabilidade financeira dos negócios", acrescenta. Os impactos variam de acordo com o segmento. Varejistas de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, tendem a sofrer mais em períodos de juros elevados porque dependem do crédito ao consumidor e da manutenção de grandes estoques. Já empresas que vendem produtos essenciais e de compra frequente costumam ser mais resistentes a esse cenário. "Por isso, não considero correto falar em uma crise generalizada do varejo. Existem modelos de negócio e categorias muito mais expostos do que outros. O próprio varejo global voltou a crescer em termos reais em 2025, o que mostra que não existe um colapso do setor como um todo", explica. Para Ulysses Reis, professor da Strong Business School (SBS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), comportamento do consumidor, economia e tecnologia estão diretamente ligados nesse cenário. Ele observa que a pandemia acelerou mudanças de hábitos e consolidou o comércio eletrônico entre consumidores que hoje priorizam praticidade, rapidez e comparação de preços. Entre esses novos modelos estão o dropshipping, em que o vendedor comercializa produtos sem manter estoque próprio; os showrooms, usados apenas para exposição; o conceito phygital, que combina experiências físicas e digitais; e, em um futuro próximo, as inteligências artificiais capazes de automatizar decisões de compra de forma personalizada com base nas informações fornecidas pelos consumidores. Segundo Ulysses, todos esses modelos priorizam a eficiência logística e a redução de custos fixos, tornando ultrapassado o modelo tradicional das lojas de departamento. Pressão econômica global Embora os níveis de juros variem entre os países, especialistas apontam desafios econômicos semelhantes em diferentes mercados. Eduardo Yamashita, sócio-diretor da consultoria Gouvêa Inteligência, afirma que o cenário global, especialmente no Brasil, é marcado pela inadimplência, pelo endividamento e pela inflação, fatores que limitam a capacidade de consumo da população. Ao mesmo tempo, custos operacionais e despesas financeiras elevados pressionam receitas, margens e geração de caixa. No pedido de recuperação judicial, as Casas Bahia citaram "patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro" entre os fatores que levaram ao agravamento da situação financeira da empresa. O professor lembra que a empresa aproveitou o período de estabilização da economia brasileira após o Plano Real, marcado pelo crescimento do consumo e pela popularização das vendas a prazo. Segundo ele, o modelo "começou a dar errado quando a Selic subiu". "Os juros aumentam de forma expressiva e a população empobrece, o que reduz o consumo porque sobra menos dinheiro disponível para gastar." Por isso, para Ulysses, modelos baseados em grandes redes de lojas físicas, estoques elevados e forte dependência do crediário perderam espaço para empresas que operam com estruturas mais enxutas, logística eficiente e atuação fortemente digital, como Amazon e Mercado Livre. "O modelo que temos hoje está superado. É caro, ineficiente e convive com taxas de juros muito altas." "Estamos vivendo o fim de alguns modelos de negócio", ressalta. "A pandemia também foi muito dura nos países ricos e mudou o comportamento das pessoas. Na Alemanha, por exemplo, é mais comum preparar refeições em casa do que almoçar ou jantar fora. E, quando alguém quer pedir comida, recorre ao delivery, porque o custo de manter um salão e uma equipe de atendimento é muito alto. É uma mudança sem volta. O modelo de varejo baseado em loja, vendedores, estoque e crediário acabou." "Operações estão estressadas e sem nenhuma margem, e isso pressiona as companhias", diz analista Foto: Dimitar Dilkoff/AFP Impacto das plataformas chinesas Outro fator apontado pelos especialistas é o avanço de plataformas internacionais como Shein, Shopee e Temu, que oferecem preços muito mais baixos e pressionam as margens das varejistas em diversos mercados. "O consumidor não compara mais uma loja apenas com a concorrente da esquina. Ele compara os preços de uma varejista nacional com os de dezenas ou centenas de vendedores de vários países em poucos segundos", explica a especialista da AGR. Segundo ela, a vantagem dessas empresas vai além do baixo custo de produção. O modelo combina escala industrial, tecnologia, marketplaces globais, logística internacional e análise de dados em larga escala, "transformando tendências em produtos finais com enorme rapidez". Diante desse cenário, diversos países têm adotado medidas para taxar encomendas internacionais de baixo valor. Para Ana Paula, o debate envolve a busca por condições mais equilibradas de concorrência. "O problema não é competir com a China. A competição é saudável. O problema é competir em um ambiente de desigualdade de condições, em que a empresa brasileira começa em desvantagem porque enfrenta uma estrutura tributária e regulatória diferente daquela dos produtos vendidos pelas plataformas internacionais", afirma. Ulysses argumenta que a melhor resposta seria reduzir custos e tributos para empresas locais, em vez de ampliar tarifas sobre importações. Efeito das apostas online Como fator adicional de pressão sobre o consumo, executivos do varejo também passaram a apontar as plataformas de apostas esportivas. No Brasil, um levantamento do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em dados do Banco Central, estimou que as famílias brasileiras destinaram R$ 62,5 bilhões às apostas em 2025. Para Ana Paula, as chamadas bets passaram a disputar diretamente a renda disponível das famílias, sobretudo em um contexto de elevado endividamento. "O orçamento familiar é limitado. Quando uma nova categoria de gasto cresce rapidamente, ela precisa disputar espaço com outras despesas, como consumo, entretenimento, pagamento de dívidas ou poupança. Por isso, especialmente entre as famílias de menor renda, valores recorrentes destinados às apostas podem reduzir os recursos disponíveis para outras compras", diz. Apesar dos desafios enfrentados por grandes redes, especialistas avaliam que o setor não caminha para o desaparecimento das lojas físicas, mas para uma reestruturação. Para Ulysses, a sobrevivência das empresas dependerá cada vez mais da capacidade de oferecer comodidade, transparência e preços competitivos em um ambiente altamente digitalizado. Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1

Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda Dois casos envolvendo demissões por justa causa chamaram atenção nesta semana e levantaram dúvidas sobre em quais situações o comportamento de um funcionário pode levar a esse tipo de desligamento. Em Goiás, uma técnica de enfermagem foi demitida após gravar e publicar nas redes sociais o vídeo de uma trend dentro de um hospital de Jataí, na região sudoeste do estado. (entenda o caso) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já em Blumenau, em Santa Catarina, a Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de um funcionário flagrado dançando na Oktoberfest enquanto estava afastado por atestado médico. (entenda o caso) 🤔 Afinal, quando uma atitude pode levar à justa causa? O trabalhador de atestado pode sair de casa? E gravar vídeos durante o expediente pode resultar em demissão? A resposta é: depende. Técnica de enfermagem foi demitida após gravar trend em hospital Reprodução/Instagram de Sirlany Maria Quando uma conduta pode dar justa causa? A demissão por justa causa é a punição mais grave que pode ser aplicada ao trabalhador. A CLT prevê uma série de situações que podem levar a esse tipo de desligamento, como abandono de emprego, indisciplina, insubordinação, desídia e atos de improbidade, além de ofensas físicas ou à honra. Mas cometer uma irregularidade no trabalho não significa, automaticamente, que o funcionário possa ser demitido por justa causa. Segundo Ricardo Calcini, professor de Direito do Trabalho do Insper, a empresa precisa analisar a gravidade do comportamento e ter provas do que aconteceu e de quem praticou o ato. Também é preciso avaliar se o episódio tem relação com o trabalho e se a punição é proporcional à falta cometida. “A empresa precisa comprovar que a conduta foi grave o suficiente para quebrar a relação de confiança com o trabalhador”, explica Calcini. Na prática, quanto mais grave a falta, mais severa pode ser a punição. Em situações menos graves, a empresa pode recorrer primeiro a medidas como advertência ou suspensão. Isso não significa, porém, que todo funcionário precise receber uma advertência antes de ser demitido por justa causa. Segundo Calcini, quando a falta é grave o suficiente para romper a confiança entre empregado e empregador, a demissão pode ser aplicada diretamente. O histórico profissional também pode entrar nessa avaliação. Um funcionário com muitos anos de empresa e sem punições anteriores, por exemplo, pode ter esse fator considerado. Por outro lado, advertências, suspensões e a repetição de comportamentos inadequados podem pesar contra ele. A advogada trabalhista Zilda Ferreira reforça que uma atitude pode ser considerada irregular e merecer punição sem necessariamente ser grave o suficiente para levar à justa causa. “Não basta provar que o empregado fez algo inadequado”, afirma a advogada trabalhista. Por isso, segundo os especialistas, cada situação precisa ser analisada individualmente, levando em conta o que aconteceu, a gravidade do ato, as provas disponíveis e o histórico do funcionário. Justa causa por trabalhar 4 minutos a mais: quando fazer hora extra pode virar motivo de demissão? Posso sair de casa durante um atestado médico? Sim. Estar afastado do trabalho por atestado médico não significa que o funcionário seja obrigado a permanecer dentro de casa durante todo o período, explica Calcini. Ir a uma festa, show ou outro evento durante o afastamento não configura, por si só, motivo para justa causa. Segundo o professor, o atestado afasta o funcionário da obrigação de comparecer ao trabalho, mas não significa que ele tenha de permanecer em casa durante todo o período. O ponto principal é saber se a atividade realizada é compatível com a doença ou lesão que provocou o afastamento e com as recomendações médicas. O que pode justificar a demissão não é o lazer em si, mas a incompatibilidade entre a atividade exercida e a doença ou lesão atestada. Zilda explica que também devem ser considerados fatores como o tipo de doença ou lesão, a atividade realizada, sua intensidade e duração e um eventual impacto na recuperação. Além disso, a situação pode ser mais grave se houver indícios de fraude na obtenção ou no uso do atestado. No caso do funcionário de Santa Catarina, um elemento importante é que, segundo o processo, o atestado determinava repouso absoluto por 90 dias. Seis dias depois do acidente e da fratura no tornozelo, ele foi flagrado dançando na Oktoberfest. Segundo Calcini, quando há uma orientação expressa de repouso e o funcionário pratica uma atividade incompatível com ela, o comportamento pode ser considerado grave e, dependendo das circunstâncias, levar à justa causa. Funcionário é demitido após ir à praia durante licença médica; Justiça mantém justa causa E gravar uma trend no trabalho? Gravar um vídeo para as redes sociais durante o expediente pode gerar punição e, em situações mais graves, levar à justa causa. Mas tudo depende das circunstâncias. Segundo Zilda, devem ser considerados o tempo gasto na gravação, a frequência desse comportamento, um eventual prejuízo ao trabalho, as regras internas da empresa e a existência de episódios anteriores. Um episódio isolado e de pequena gravidade normalmente não sustenta, sozinho, a justa causa. Calcini acrescenta que a empresa também pode avaliar se havia regras sobre o uso de celular e se a gravação expôs informações confidenciais, clientes, colegas ou o próprio ambiente de trabalho sem autorização. O local onde o vídeo foi produzido também pode fazer diferença. Em hospitais, por exemplo, há questões relacionadas à privacidade dos pacientes, à ética profissional e às próprias regras da instituição. Segundo Calcini, o uso do celular para fins particulares, quando não prejudica o trabalho, não é suficiente, por si só, para justificar a demissão por justa causa. Ou seja: gravar uma trend durante o expediente não leva automaticamente à justa causa. Dependendo da gravidade do caso, a situação pode resultar em uma punição mais leve, como advertência ou suspensão. Público na Oktoberfest Blumenau 2025 Daniel Zimmermann O que acontece fora do trabalho pode dar justa causa? Em regra, a empresa não pode interferir na vida pessoal do funcionário simplesmente porque discorda de seu comportamento fora do expediente. Existem, porém, situações em que uma atitude tomada fora do trabalho pode ter impacto direto na relação profissional e resultar em punição. Segundo Calcini, isso pode acontecer, por exemplo, quando o comportamento atinge a imagem ou a reputação da empresa, envolve ameaças ou violência contra colegas, superiores ou clientes ou provoca uma quebra de confiança relacionada à função exercida. E o que é publicado nas redes sociais também pode entrar nessa discussão. Fotos e vídeos publicados pelo próprio funcionário podem ser usados pela empresa como prova, inclusive em um caso envolvendo demissão por justa causa. “Fotos e vídeos podem ser utilizados como prova, especialmente se publicados pelo próprio empregado”, afirma Zilda. Segundo a advogada trabalhista, porém, é preciso verificar quem fez a publicação, quando ela foi feita, o contexto em que o conteúdo foi produzido, sua autenticidade e se o material não foi alterado. Para que um comportamento fora do ambiente profissional tenha consequências no emprego, ele precisa ter uma relação relevante com o trabalho. Técnica de enfermagem é demitida após gravar vídeo de trend dentro de hospital

Trump diz que não há perspectiva de negociações com o Irã O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na quinta-feira (20) que o "Dia D Econômico" dos EUA contra o Irã foi uma distração dos problemas econômicos americanos e alertou que a pressão adicional fracassaria. De acordo com Araqchi, decisão de Trump só trará "mais derrota" aos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (19), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o que chamou de "operação econômica mais esmagadora" já realizada contra um país, tendo como alvo o Irã com guerra econômica e isolamento. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã irá asfixiar o país. Quem pode ser afetado? Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026 Ken Cedeno/Reuters Há dúvidas sobre a efetividade de uma guerra econômica contra o Irã. O país já é alvo de uma série de sanções, que dificultam o comércio com outras nações. Além disso, em janeiro, Trump já havia anunciado uma tarifa de 25% para qualquer país que fizesse negócios com o Irã. Mesmo sob sanções, porém, o Irã mantém uma grande rede de parceiros comerciais, principalmente por ser um importante produtor de petróleo. Apenas em 2022, segundo o Banco Mundial, o Irã enviou produtos para 147 países. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Irã. Em 2022, o país exportou US$ 22 bilhões em produtos para os chineses. Já as importações chegaram a US$ 15 bilhões. Em segundo lugar aparece a Índia. Nos primeiros dez meses de 2025, o comércio entre os dois países somou US$ 1,34 bilhão. As principais exportações indianas para o Irã incluem arroz, frutas, verduras, medicamentos e outros produtos farmacêuticos. A lista de grandes parceiros comerciais do Irã também inclui Alemanha, Coreia do Sul e Japão, países que são aliados dos Estados Unidos. O Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. *Com informações da Reuters. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Agora no g1

BMW fez ação em parceria com estúdio de cinema em telas de multimídia de carros da marca Reprodução / Instagram No começo de agosto, proprietários de BMW em mais de 70 países se depararam com um novo ícone na tela da central multimídia dos carros. Ao ligar o veículo, um banner do filme "Homem-Aranha: Um Novo Dia" aparece no sistema. Ao tocar na imagem, o motorista pode iniciar uma animação inspirada no filme. A ação também utiliza recursos do veículo, com efeitos sincronizados entre a iluminação da cabine e a tela da central multimídia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A campanha é resultado de uma parceria da BMW com a Sony e a Marvel. Os carros da marca também aparecem no filme. Nas redes sociais de outros países, a iniciativa provocou reações negativas entre proprietários. Parte dos donos de BMW questionou a presença de publicidade na central multimídia e afirmou que não gostaria de receber esse tipo de conteúdo dentro do próprio veículo. Agora no g1 A campanha abriu uma discussão mais ampla: as montadoras podem usar a central multimídia dos carros para vender espaço publicitário? O proprietário pode recusar esse tipo de conteúdo? E o que acontece quando a propaganda é direcionada a partir de dados do motorista? O g1 procurou a BMW para saber se a campanha também foi realizada no Brasil, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem. A possibilidade de montadoras exibirem publicidade na central multimídia dos carros não é, por si só, proibida no Brasil. Mas a empresa não tem liberdade para transformar a tela do veículo em um espaço publicitário sem limites. Animação do herói Homem-Aranha é exibida em carros da BMW para promover parceria em filme Reprodução / Instagram Segundo especialistas, a forma como os anúncios são apresentados, o uso de dados pessoais, as informações dadas ao consumidor e os efeitos sobre a segurança são alguns dos pontos que precisam ser considerados. Para Gisele Karassawa, sócia do VLK Advogados, uma montadora pode explorar comercialmente o sistema do veículo, diretamente ou por meio de parceiros. O fato de a central estar dentro de um bem privado não impede a publicidade, mas também não dá à empresa autorização irrestrita para fazer o que quiser. A advogada afirma que a atividade precisa respeitar: Contrato de compra; Expectativas do consumidor; Código de Defesa do Consumidor (CDC); Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); Regras relacionadas à segurança do produto. Uma mudança posterior que introduza anúncios invasivos em um veículo vendido sem essa característica pode levantar questionamentos sobre prática abusiva ou falha de informação. "Aceitar os 'Termos’ não significa renunciar à privacidade nem autorizar qualquer uso futuro dos dados”, explica a advogada. Mesmo que exista uma previsão nos termos de uso do veículo, isso não significa que a montadora tenha autorização para utilizar dados ou alterar a experiência do consumidor de qualquer maneira. Mas a montadora pode vender espaço publicitário? Para Anderson Silva, advogado, professor universitário e CEO da A2 Paralegal, a resposta é sim. Segundo ele, não há uma proibição geral para que a montadora comercialize espaço dentro da interface digital do veículo. Os carros passaram a funcionar também como plataformas conectadas, com software, aplicativos e conteúdo. Isso não significa, porém, que qualquer publicidade seja permitida. O anúncio precisa ser transparente, não pode prejudicar funções do veículo, ser abusivo ou comprometer a segurança. Há ainda uma preocupação específica com conteúdos exibidos na tela dianteira enquanto o carro está em movimento, já que a legislação de trânsito estabelece regras para evitar a distração do motorista. “O limite está na forma como isso é feito. Contrato, LGPD e Código de Defesa do Consumidor precisam caminhar juntos”, diz o advogado. Silva também destaca que a existência de uma propaganda na tela, por si só, não significa que a montadora esteja cometendo uma irregularidade. Para haver responsabilidade, é necessário analisar o caso concreto. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento de informações que possam identificar uma pessoa. No caso de publicidade, ela é relevante quando a montadora usa dados do proprietário ou motorista para decidir qual anúncio será exibido. Entre os exemplos estão: Localização; Perfil; Hábitos; Comportamento do usuário. Se a propaganda for simplesmente enviada para todos os veículos de determinado modelo, sem utilização de dados pessoais para selecionar os destinatários, os advogados afirmam que a questão está principalmente relacionada ao direito do consumidor, e não necessariamente à LGPD. A situação muda quando existe personalização. Nesse caso, a empresa precisa ter uma base legal para utilizar os dados e respeitar princípios como finalidade, necessidade e transparência. Se o tratamento estiver baseado em consentimento, o consumidor pode revogá-lo. Quando a base utilizada for outra, como o legítimo interesse, há outras possibilidades de oposição e questionamento, dependendo de como os dados estão sendo tratados. O consumidor precisa aceitar a publicidade? Karassawa afirma que uma previsão contratual pode permitir a utilização comercial do sistema, mas a cláusula precisa ser clara, destacada e compreensível. O consumidor deve conseguir saber, por exemplo: Que poderá receber publicidade; Quais dados serão utilizados; Com quem eles poderão ser compartilhados; Como poderá exercer seus direitos. Uma referência genérica escondida em um documento extenso, segundo a advogada, não necessariamente resolve a questão. Silva segue linha semelhante. Para ele, os termos precisam informar claramente que a central multimídia poderá apresentar comunicações comerciais, conteúdos patrocinados ou campanhas de parceiros. Uma cláusula genérica, porém, não cria uma autorização ilimitada. “Não existe uma proibição geral que impeça uma montadora de comercializar espaço publicitário dentro da interface digital do veículo”, diz Silva. Karassawa afirma que uma publicidade introduzida posteriormente em um produto que foi vendido originalmente sem essa característica pode ser considerada prática abusiva ou falha de informação, especialmente se for invasiva. Além disso, anúncios que desviem a atenção do motorista podem trazer questões relacionadas à segurança e à responsabilidade civil. Por isso, não basta a montadora argumentar que a central multimídia é um sistema conectado e que a tecnologia permite atualizações remotas. É preciso considerar o que foi informado ao consumidor no momento da compra e como a nova função altera a utilização do produto. Se o consumidor não quiser Os especialistas apontam que o consumidor pode ter direitos diferentes dependendo da maneira como a publicidade é feita. Se houver tratamento de dados pessoais, Karassawa afirma que o proprietário pode pedir a interrupção dos anúncios e do uso de seus dados para essa finalidade, inclusive solicitar a exclusão dessas informações quando cabível. Também pode reclamar ao Procon e apresentar uma petição à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). “Não. A LGPD não dá ao consumidor um direito geral de não receber publicidade”, explica Silva. O que a lei protege, segundo o advogado, é o uso dos dados pessoais. Portanto, uma campanha genérica e não personalizada é diferente de uma publicidade direcionada a partir de informações coletadas sobre o motorista. Para que exista responsabilidade da montadora, é necessário identificar alguma ilegalidade ou dano relevante. Entre as situações que podem ser analisadas estão uso irregular de dados, violação contratual, publicidade abusiva, falha de informação, invasão de privacidade ou risco à segurança. “Qualquer consumidor pode procurar a Justiça, mas isso não significa que a simples aparição de uma publicidade no multimídia gere automaticamente direito a indenização”, diz Silva. Karassawa acrescenta que, em uma eventual disputa, é importante guardar fotos e vídeos dos anúncios, termos de uso, respostas da montadora e registros relacionados ao uso ou compartilhamento de dados. Essas informações podem ajudar a demonstrar a frequência e o caráter invasivo da publicidade. O que diz o Procon O Procon-SP adota uma posição de atenção especial à informação e à possibilidade de escolha do consumidor. O órgão considera que as centrais multimídia deixaram de ser apenas equipamentos instalados no painel. Elas funcionam cada vez mais como plataformas digitais conectadas à internet, capazes de receber atualizações, notificações, mensagens e ofertas comerciais. Por isso, se uma montadora decidir exibir publicidade na tela, o consumidor deve ser informado “antes, de forma clara e ostensiva”, para que possa decidir se aceita ou não esse tipo de comunicação. O Procon-SP também defende que o proprietário tenha um mecanismo para recusar os anúncios, principalmente quando eles ocuparem espaço ou funções da interface pela qual o consumidor pagou. “É de fundamental importância que seja assegurado ao consumidor um mecanismo de recusa a referida publicidade, evitando que seja imposto de forma permanente ou invasiva, sob pena de caracterizar prática abusiva”, diz em nota o Procon. O órgão reforça que o consumidor deve receber informações sobre “quais dados são coletados, para qual finalidade eles serão utilizados, com quem serão compartilhados e como poderá exercer seus direitos”. O Procon-SP também destaca as regras da LGPD sobre consentimento. Quando essa for a base utilizada para o tratamento, a manifestação do consumidor precisa ser demonstrável e relacionada a uma finalidade determinada. Autorizações genéricas não são válidas, e o consentimento pode ser revogado por um procedimento gratuito e facilitado. Na prática, isso significa que uma montadora que queira criar um sistema de publicidade personalizada dentro do carro precisa deixar claro o que está fazendo com os dados e oferecer ao consumidor meios para exercer seus direitos.

Fundador da Evergrande é condenado à prisão perpétua por fraude financeira na China O bilionário fundador da Evergrande, a incorporadora imobiliária mais endividada do mundo, foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (19) por um tribunal chinês, que ordenou o confisco de todos os seus bens pessoais. Hui Ka Yan (nome em cantonês), também conhecido como Xu Jiayin (nome em mandarim), declarou-se culpado, em abril, de oito acusações, incluindo desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. A Evergrande, que já foi a principal incorporadora da China, entrou em inadimplência a partir de 2021 em relação à maior parte de suas dívidas, que somam US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão). As dificuldades da empresa são emblemáticas de uma crise no setor imobiliário que há muito tempo pesa sobre a segunda maior economia do mundo. A sentença de Hui encerra sua trajetória de ascensão meteórica, mas dificilmente trará grande alívio aos credores nacionais e estrangeiros da Evergrande. O ex-presidente da Evergrande, Xu Jiayin, também conhecido como Hui Ka Yan, em 2012 AFP Além da sentença de Hui, o tribunal da cidade de Shenzhen, no sul da China, informou em comunicado que aplicou multas de 8,82 bilhões de yuans (US$ 1,31 bilhão; cerca de R$ 6,7 bilhões) à Evergrande e de 7 bilhões de yuans (cerca de R$ 5,4 bilhões) à sua principal subsidiária, a Hengda Real Estate. Além disso, condenou outros cinco executivos de alto escalão ao pagamento de multas e a penas de prisão que variam de 6 a 18 anos. Miriam Leitão comenta crise da Evergrande

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.047 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 50 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (20), em São Paulo. No concurso da última terça (18), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 16 - 23 - 24 - 33 - 36 - 52. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Compartilhe essa notícia no WhatsApp O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem recuando e atingiu o menor patamar em 21 meses, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Apesar da redução, pessoas ouvidas pelo g1 relatam uma espera de até oito meses por uma resposta a pedidos de benefício. E dizem enfrentar dificuldades durante o processo. Dados do governo mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho, o que representa, segundo a Previdência Social, uma redução de 74% desde o início do ano. A queda ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que pretende zerar a fila ainda em 2026. O g1 entrevistou pessoas que aguardam há meses por uma resposta, tiveram pedidos negados ou enfrentaram dificuldades durante as perícias médicas. Conheça alguns relatos nesta reportagem: Motorista de app enquanto aposentadoria não sai José Flávio trabalha como motorista de app enquanto aguarda resposta a pedido de aposentadoria Acervo pessoal José Flávio Costa, 58 anos, aguarda há cerca de oito meses uma resposta do INSS ao pedido de aposentadoria feito em 24 de novembro de 2025. Enquanto espera, trabalha como motorista de aplicativo para manter as despesas da casa em dia e pagar o apartamento que financiou. Ele afirma que começou a trabalhar ainda na infância, e passou 27 anos trabalhando como motorista de ônibus. “Um trabalho exaustivo, muito cansativo”, afirma. Trabalhando com aplicativo, José Flávio afirma que chega a ficar até 13 horas na rua para tentar atingir a meta de renda. “É muito desgastante", complementa. Depois de mais de 50 anos de trabalho, José lamenta o fato de estar enfrentando dificuldade para obter a aposentadoria. “O que vai me restar é trabalhar de aplicativo até quando eu aguentar, até quando o corpo fala: ‘Hoje eu não aguento mais. Hoje você tem que parar’. Então, se eu me aposentar, eu consigo quitar meu apartamento. Eu consigo chegar numa velhice mais saudável, porque do jeito que tá é difícil chegar lá”, diz. Erika aguarda benefício enquanto espera cirurgia Erika Antônia é cozinheira e diz estar impossibilitada de trabalhar em razão de problemas na coluna Acervo pessoal Cozinheira em um resort na cidade de Ubatuba (SP), Erika Antônia Bonifácio, 38 anos, está sem receber o benefício do INSS e sem salário enquanto aguarda, há cerca de seis meses, uma cirurgia na coluna pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os problemas físicos, afirma Erika, começaram há cerca de cinco anos. Em fevereiro do ano passado, a cozinheira avaliou não ter mais condições de continuar trabalhando. Ela chegou a receber o benefício por incapacidade temporária entre março e julho de 2025. No entanto, depois desses pagamentos, a continuidade do benefício foi negada após a realização de uma perícia do INSS. O caso foi levado à Justiça, que reconheceu a incapacidade laboral. O INSS, então, voltou a pagar o benefício até maio deste ano, mas, após uma reavaliação em julho, o pagamento foi encerrado novamente. Erika trabalha desde os 16 anos, mas hoje afirma depender financeiramente do marido. O filho, de 11 anos, também ajuda nas tarefas domésticas que ela tem dificuldade para fazer. Para Erika, o benefício é necessário não apenas para garantir a renda da família, mas para conseguir continuar o tratamento enquanto não pode voltar ao trabalho. “Muitas vezes, acham que as pessoas que vão atrás de um benefício desses que é para dar golpe. E não é. A gente só quer a oportunidade de poder fazer um tratamento justo. Não é brincadeira, a gente não tá inventando coisa”, finaliza. Demora no resultado da perícia Maria Delene trabalhava como vendedora e, agora, aguarda resultado de perícia do INSS para receber benefício Acervo pessoal Maria Delene Oliveira tem 52 anos e conta que trabalha desde os 11 anos para ajudar a família. Ela deixou o emprego de vendedora com carteira assinada no ano passado por causa de problemas nos joelhos, quadril, lombar e ombros. Ela pediu um benefício por incapacidade temporária em dezembro do ano passado e só conseguiu passar pela perícia cerca de sete meses depois. O resultado, no entanto, ainda não saiu. Paralelamente, ela faz bicos como costureira, o que lhe permite alternar momentos sentada e em pé. O dinheiro ajuda a pagar as despesas e a manter o plano de saúde para tratamento de saúde. “Eu ganho por dia. Se eu trabalhar eu ganho, senão, eu não ganho", afirma. Durante a perícia, Maria diz que teve dificuldades para explicar todos os problemas que enfrenta. Ela teme que o fato de ter conseguido andar e permanecido em pé durante a avaliação seja interpretado como capacidade para trabalhar. Como recorrer das decisões do INSS INSS reduz fila de espera, mas aumenta número de benefícios negados ➡️ O número de benefícios negados tem registrado forte elevação. Em junho, os indeferimentos se aproximaram da marca de 1 milhão. ➡️ No acumulado do ano de 2026, o volume de benefícios rejeitados cresceu 70% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os requerimentos mais rejeitados estão os relativos a benefícios de incapacidade, que incluem o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente. Para garantir a proteção dos direitos dos segurados, o Ministério da Previdência Social explica que, se não concordarem com a decisão, é possível recorrer administrativamente e sem custos. A contestação é feita junto ao Conselho de Recursos da Previdência Social, em até 30 dias após a análise. “O recurso é um instrumento previsto no próprio sistema previdenciário para garantir que as decisões possam ser reavaliadas quando o cidadão apresentar novos elementos ou discordar da análise realizada. A possibilidade de recurso, portanto, é uma garantia de proteção dos direitos dos segurados e faz parte do funcionamento regular da Previdência Social”, informou o Ministério da Previdência. Como entrar com um processo administrativo: Entre no Meu INSS. Informe seu CPF e senha. Siga para “Do que você precisa?”. Digite “Recurso ordinário”. Confira os documentos necessários. Escolha o serviço e avance conforme as orientações. Para consultar a resposta, vá em “Consultar pedidos”, no aplicativo ou site do Meu INSS. Alguns benefícios do INSS exigem perícia médica para obtenção e permanência do repasse financeiro. Natinho Rodrigues/SVM

Latam não revelou quantos clientes foram afetados Latam/Divulgação Clientes da companhia aérea Latam tiveram dados pessoais e parte de números de cartões de crédito expostos após um incidente de segurança que permitiu consultas não autorizadas a seu sistema. Em comunicado enviado na quarta-feira (19) por e-mail, a Latam disse que o caso foi identificado em 29 de julho, mas só foi divulgado depois de uma análise técnica para identificar quais clientes e quais dados foram atingidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em nota, a Latam disse que "identificou uma situação envolvendo dados pessoais de uma parcela limitada de membros do seu programa de fidelidade" e que acionou os clientes afetados e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). (Leia a íntegra ao final da reportagem). A empresa não revelou quantos clientes foram afetados. Agora no g1 Ao comunicar o caso, a Latam orientou clientes a permanecerem atentos a eventuais mensagens e ligações de terceiros usando os dados cadastrais para tentar aplicar golpes. Veja abaixo o que foi exposto e quais cuidados a companhia recomenda. Quais dados foram expostos? Segundo a Latam, os dados que puderam ser consultados por pessoas não autorizadas incluem: nome completo; data de nascimento; e-mail; telefone; endereço residencial; número de sócio do Latam Pass; categoria no programa de fidelidade; saldo de milhas; pontos qualificáveis; seis primeiros e quatro últimos dígitos do cartão de crédito; bandeira do cartão; nome do titular do cartão; data de validade do cartão. A companhia afirmou que não foram expostos o número completo do cartão, o código de segurança e as senhas. Como se proteger? A Latam orientou clientes a ficarem atentos a possíveis tentativas de golpes usando as informações que ficaram expostas. A empresa alertou especialmente para eventuais pedidos de pagamentos, transferências, senhas ou códigos de confirmação. Por isso, clientes devem desconfiar de contatos que façam esse tipo de solicitação em nome da empresa. "Como algumas informações de contato foram visualizadas, orientamos atenção redobrada quanto a potenciais tentativas de mensagens ou ligações falsas", afirmou, no comunicado. "A Latam jamais solicita senhas de acesso, tokens enviados por SMS ou dados completos de cartão de crédito por telefone ou aplicativos de mensagens". O que a Latam fez após identificar o problema? A Latam informou que tomou medidas assim que identificou o incidente. Segundo a empresa, foram bloqueados endereços de IP considerados suspeitos, o código-fonte do sistema foi corrigido e foram aplicadas travas adicionais de segurança. A companhia também disse que notificou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O que diz a Latam "A LATAM Airlines Brasil informa que identificou uma situação envolvendo dados pessoais de uma parcela limitada de membros do seu programa de fidelidade. Em respeito aos clientes e em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a legislação aplicável, a companhia comunicou o público potencialmente afetado e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Assim que identificou a ocorrência, a empresa adotou medidas imediatas de contenção e cibersegurança. A companhia reforça que a segurança e a privacidade dos dados de seus clientes são prioridades e mantém processos contínuos de avaliação e aprimoramento de seus sistemas e controles de proteção de dados."

Usina GNA II, no complexo portuário do Açu, no Rio de Janeiro, é a maior termelétrica do país Divulgação/GNA A usina GNA II, maior termelétrica do país, interrompeu a operação em 10 de agosto após uma falha no disjuntor da turbina a vapor, que afetou o transformador elevador da unidade, segundo fato relevante divulgado pela companhia nesta quarta-feira (19). Com 1,7 gigawatt (GW) de potência instalada, o empreendimento pertence a uma joint venture entre BP, Siemens Energy (que mudará o nome para "Omterra") e SPIC Brasil. A usina fica no complexo portuário do Açu, no Rio de Janeiro, e é movida a gás natural. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A empresa afirmou que os sistemas de proteção atuaram como previsto, resultando no desligamento da usina, e que não houve feridos nem impactos ambientais decorrentes do incidente. "As equipes técnicas da companhia, com o apoio do fabricante do equipamento, estão conduzindo uma avaliação das causas do evento e do plano de retorno da UTE GNA II à operação", disse a empresa, sem dar previsão. Agora no g1 A indisponibilidade da unidade foi comunicada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e já está refletida na programação de despacho do órgão. A empresa acrescentou que as instalações compartilhadas com a UTE GNA I Geração de Energia, no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, incluindo o terminal de GNL e a FSRU, não foram afetadas e continuam operando normalmente. A companhia informou ainda que comunicou o evento à seguradora e que a inspeção e a regulação do sinistro estão em andamento.

Trump diz que não há perspectiva de negociações com o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (19) que está lançando uma "guerra econômica" contra o Irã. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." 🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã irá asfixiar o país. Quem pode ser afetado? Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em 14 de agosto de 2026 Ken Cedeno/Reuters Há dúvidas sobre a efetividade de uma guerra econômica contra o Irã. O país já é alvo de uma série de sanções, que dificultam o comércio com outras nações. Além disso, em janeiro, Trump já havia anunciado uma tarifa de 25% para qualquer país que fizesse negócios com o Irã. Mesmo sob sanções, porém, o Irã mantém uma grande rede de parceiros comerciais, principalmente por ser um importante produtor de petróleo. Apenas em 2022, segundo o Banco Mundial, o Irã enviou produtos para 147 países. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Irã. Em 2022, o país exportou US$ 22 bilhões em produtos para os chineses. Já as importações chegaram a US$ 15 bilhões. Em segundo lugar aparece a Índia. Nos primeiros dez meses de 2025, o comércio entre os dois países somou US$ 1,34 bilhão. As principais exportações indianas para o Irã incluem arroz, frutas, verduras, medicamentos e outros produtos farmacêuticos. A lista de grandes parceiros comerciais do Irã também inclui Alemanha, Coreia do Sul e Japão, países que são aliados dos Estados Unidos. O Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Agora no g1

Após descoberta de petróleo, Marina defende estudos para 'evitar impactos indesejáveis' Candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) defendeu nesta quarta-feira (19), em São Carlos (SP), a necessidade de estudos técnicos para evitar "impactos [ambientais] indesejáveis" em caso de exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas. Ela afirmou que a bacia é "sensível'. Marina cumpriu agenda de campanha com lideranças políticas e partidárias, no Grêmio Recreativo Flor de Maio. A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Aprovação técnica e estudos complementares A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva Brenda Bento/g1 Durante o compromisso no município, a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima enfatizou que os processos de licenciamento conduzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cumprem diretrizes estritamente técnicas e autônomas, sem interferência política do Poder Executivo. "Como senadora ou como ministra, eu vou sempre respeitar o que diz a lei e a opinião dos técnicos, que é baseada em conhecimento e em muita aferição de dados", disse a ministra ao g1, reforçando a postura institucional do governo em relação aos órgãos fiscalizadores. Ao comentar o histórico do processo na Margem Equatorial brasileira, Marina relembrou que a negação anterior de licenças ocorreu dentro do rito regulatório previsto, com o objetivo de garantir os adequados ajustes de segurança e mitigação de riscos operacionais. "Não por acaso, a licença foi negada por duas vezes para que ajustes fossem feitos. Na hora que os técnicos entenderam que deveriam dar a licença para a prospecção, eles deram a licença. E de forma autônoma. Se a licença for sim, vai ser técnica. Se for não, é técnica e será respeitada", explicou. LEIA TAMBÉM: Por que projeto de exploração de petróleo na Foz do Amazonas é controverso? Bacia é 'sensível' Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/divulgação Apesar dos avanços na fase inicial de testes, Marina ressaltou a sensibilidade ecológica da Bacia da Foz do Amazonas e defendeu a realização de estudos para uma possível exploração de petróleo. "Em relação à Foz do Amazonas, é uma bacia sensível, sim, e é uma bacia que não tem muitos estudos. O que eu tenho defendido é de que se façam os estudos necessários na bacia, para evitar os impactos indesejáveis de possível exploração. Qual é o estudo mais importante a ser feito agora? É a Avaliação Ambiental para a Área Sedimentar (AAAS)", concluiu. Exploração na Margem Equatorial Recentes descobertas e pesquisas de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas aqueceram as discussões sobre o potencial energético da região, considerada uma das fronteiras petrolíferas mais promissoras do mundo. No entanto, por se tratar de uma área de alta vulnerabilidade ambiental e ecossistemas marinhos ainda pouco mapeados, órgãos ambientais e pesquisadores reforçam a necessidade de avaliações rigorosas para garantir a preservação da biodiversidade costeira. Diversas organizações ambientais já se colocaram contra os planos de exploração na área, considerada ecologicamente sensível. VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
Foguete dá ré? China consegue feito inédito ao fazer propulsor voltar e pousar em terra firme; VÍDEO

A startup chinesa LandSpace conseguiu um feito inédito nesta quarta-feira (19): recuperou e pousou de ré, em terra firme, o primeiro estágio de seu foguete Zhuque-3. Veja o vídeo abaixo: China faz foguete pousar "de ré" em terra firme Segundo reportagem da Reuters, com a manobra, a empresa se tornou a primeira companhia privada chinesa a realizar esse tipo de pouso de um propulsor de classe orbital, aproximando o país da tecnologia de foguetes reutilizáveis dominada por empresas americanas como SpaceX e Blue Origin. A capacidade de retornar, recuperar e reutilizar um propulsor é fundamental para reduzir custos e facilitar o lançamento de satélites em órbita, transformando a exploração espacial em um negócio comercialmente viável, semelhante à aviação civil. O feito ocorreu na segunda tentativa da LandSpace de pousar o primeiro estágio do Zhuque-3, um foguete de aço inoxidável equipado com nove motores e apresentado pela empresa como a resposta chinesa ao Falcon 9, da SpaceX. Com 66,1 metros de altura, o Zhuque-3 decolou da Zona-Piloto de Inovação Comercial Espacial de Dongfeng, no noroeste da China. O primeiro estágio — também chamado de propulsor — retornou a uma área de pouso na província de Gansu, a cerca de 390 quilômetros a sudeste da plataforma de lançamento, segundo a imprensa estatal chinesa. China faz foguete pousar "de ré" em terra firme Reprodução O pouso deve aumentar a confiança dos investidores enquanto a LandSpace avança em seus planos de abrir capital no STAR Market, segmento de tecnologia da Bolsa de Xangai, escreveu a Reuters em sua reportagem. A empresa pretende levantar 7,5 bilhões de yuans (US$ 1,11 bilhão ou R$ 5,73 bilhões) em uma oferta pública inicial de ações para financiar o desenvolvimento e ampliar seus serviços de lançamento de foguetes reutilizáveis. Em junho, a empresa apresentou uma versão atualizada do prospecto de IPO à Bolsa de Xangai. No documento, afirmou que pretende se tornar lucrativa até 2029. Quarta tentativa O lançamento desta quarta-feira marcou a quarta tentativa da China de recuperar um propulsor de foguete de classe orbital. A LandSpace fez história em dezembro de 2025 ao se tornar a primeira empresa chinesa a realizar um teste de foguete reutilizável. O foguete entrou em órbita conforme o planejado, mas seu primeiro estágio não conseguiu concluir o pouso controlado. Semanas depois, a China lançou o Long March 12A, desenvolvido pelo Estado, que também alcançou a órbita, mas não conseguiu recuperar o primeiro estágio. Em julho, a China realizou com sucesso um teste experimental de recuperação de propulsor usando um sistema de captura por rede instalado em uma plataforma marítima. Com isso, tornou-se apenas o segundo país a conseguir pousar um foguete de classe orbital. Diferentemente dos foguetes equipados com pernas de pouso retráteis, o Long March 10B reutilizável utiliza quatro ganchos leves para se conectar a cabos de aço instalados no sistema de rede da plataforma. Segundo Pequim, a inovação simplifica a estrutura do foguete, reduz seu peso e aumenta sua capacidade de carga. *Com informações da Reuters

Latam não revelou quantos clientes foram afetados por vazamento de dados Gabriel Magacho/Divulgação Aeroporto da Zona da Mata A companhia aérea Latam informou nesta quarta-feira (19) que uma falha em seu sistema permitiu que dados de clientes fossem consultados por pessoas não autorizadas. A empresa não informou quantos clientes foram afetados. O incidente foi identificado em 29 de julho e expôs dados como nome completo, data de nascimento, e-mail, telefone, endereço residencial, número de sócio e categoria no programa de fidelidade Latam Pass, saldo de milhas e pontos qualificáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Identificou uma situação envolvendo dados pessoais de uma parcela limitada de membros do seu programa de fidelidade", disse a empresa em nota enviada ao g1. A empresa disse ainda que acionou os clientes afetados e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). (Leia a íntegra ao final da reportagem). Agora no g1 O vazamento permitiu ainda acesso indevido a dados parciais do cartão de crédito, como os primeiros seis e últimos quatro dígitos, bandeira, nome de titular e data de validade. Segundo a Latam, não houve exposição do número completo e do código de segurança do cartão, nem de senhas. "Como algumas informações de contato foram visualizadas, orientamos atenção redobrada quanto a potenciais tentativas de mensagens ou ligações falsas", afirmou a Latam. Em comunicado, a Latam explicou que comunicou o incidente agora depois de realizar uma análise técnica dos registros para saber quais clientes e quais dados foram afetados. A empresa disse que, assim que identificou o incidente, bloqueou endereços de IP suspeitos, corrigiu o código-fonte do sistema, aplicou travas adicionais de segurança e notificou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A companhia também orientou que clientes fiquem atentos a eventuais tentativas de golpes que citam dados cadastrais para pedir pagamentos, transferências, senhas ou códigos de confirmação. "A Latam jamais solicita senhas de acesso, tokens enviados por SMS ou dados completos de cartão de crédito por telefone ou aplicativos de mensagens", afirmou. O que diz a Latam "A LATAM Airlines Brasil informa que identificou uma situação envolvendo dados pessoais de uma parcela limitada de membros do seu programa de fidelidade. Em respeito aos clientes e em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a legislação aplicável, a companhia comunicou o público potencialmente afetado e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Assim que identificou a ocorrência, a empresa adotou medidas imediatas de contenção e cibersegurança. A companhia reforça que a segurança e a privacidade dos dados de seus clientes são prioridades e mantém processos contínuos de avaliação e aprimoramento de seus sistemas e controles de proteção de dados."

Até 13 de agosto, eles retiraram R$ 15,63 bilhões da Bolsa brasileira Divulgação/ B3 Depois de meses renovando recordes históricos, a bolsa de valores brasileira mudou de direção. Nesta terça-feira (18), o Ibovespa, principal índice da B3, chegou à 11ª sessão consecutiva de queda, registrando a maior sequência de perdas desde 2023. Nesta quarta, o índice conseguiu encerrar a fase ruim e fechou em alta de 0,90%. Se tivesse caído nesta sessão e na próxima, igualaria o recorde histórico de recuos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2026, o desempenho acumulado ainda é positivo: o Ibovespa sobe 4,16%. No entanto, o mês de agosto praticamente eliminou os ganhos acumulados no ano. A perda no mês é de 5,71%, o que coloca a bolsa brasileira como a segunda pior entre os 21 principais mercados acionários acompanhados pela consultoria Elos Ayta. 🤔 Mas o que explica essa mudança tão rápida no humor do mercado? Segundo analistas ouvidos pelo g1, não há um único fator. A combinação entre a saída recorde de investidores estrangeiros, as dúvidas sobre o ritmo de queda dos juros, as incertezas fiscais e eleitorais, e o agravamento do cenário geopolítico levou muitos investidores a reduzir suas apostas no Brasil. Entenda abaixo como esse movimento afeta o Ibovespa. Agora no g1 Estrangeiros retiram bilhões da bolsa O principal gatilho para essa sequência de perdas foi a retirada de recursos por investidores estrangeiros. Até 13 de agosto, investidores estrangeiros retiraram R$ 15,63 bilhões da bolsa brasileira. É a maior saída mensal desde 2022. O recorde anterior havia sido registrado apenas três meses antes, em maio, quando o fluxo negativo somou R$ 13,28 bilhões. Com isso, 2026 já concentra as duas maiores retiradas mensais de capital estrangeiro da série histórica. 🔎 Por que isso derruba a bolsa? Quando investidores estrangeiros vendem grandes volumes de ações, a oferta desses papéis aumenta. Se há mais vendedores do que compradores, os preços caem, pressionando o Ibovespa. O movimento contrasta com o observado no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, investidores estrangeiros aplicaram R$ 42,56 bilhões na bolsa brasileira, um dos maiores volumes registrados na última década. Esse fluxo ajudou o Ibovespa a renovar sucessivos recordes e a superar, pela primeira vez, os 190 mil pontos. Naquele momento, o Brasil reunia uma série de fatores considerados atrativos: os juros elevados aumentavam a rentabilidade dos investimentos locais; muitas ações eram vistas como baratas em comparação com outros mercados; havia maior interesse global por países emergentes; e havia mais dinheiro circulando no mercado financeiro internacional. Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus, esse cenário começou a mudar quando os investidores perceberam que os cortes na Selic, a taxa básica de juros da economia, seriam menos intensos do que o esperado. "O mercado esperava um ciclo mais intenso de cortes na Selic, mas essa expectativa diminuiu por causa do conflito no Oriente Médio e das incertezas em relação à inflação. Com isso, muitos investidores revisaram suas apostas e reduziram a exposição ao Brasil", afirma. 🔎 Por que isso importa para a bolsa? Quando a Selic está alta, aplicações de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, passam a oferecer retornos mais atrativos, enquanto o crédito para empresas fica mais caro. Com isso, muitos investidores deixam a bolsa para aplicar nesses ativos. Quando a Selic cai, a bolsa tende a se tornar mais atrativa, já que empresas e consumidores conseguem crédito mais barato e a economia ganha impulso. No início do ano, parte do mercado acreditava que o Banco Central do Brasil (BC) teria espaço para reduzir os juros de forma mais intensa ao longo de 2026. Afinal, a Selic estava no maior patamar em quase duas décadas. Com a inflação demorando mais para recuar, o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e as preocupações com as contas públicas, o mercado passou a acreditar que os juros permaneceriam elevados por mais tempo. “A leitura predominante do mercado é que o país está precificando um prêmio de risco eleitoral, que combina a incerteza sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic, a competição por capital global com o setor de IA nos Estados Unidos e fatores externos, como o conflito no Oriente Médio”, afirma Beny Fard, sócio da Segundo Minuto e analista geopolítico e econômico. 🔎 Prêmio de risco é o retorno adicional que investidores exigem para aplicar recursos em um país considerado mais incerto. Quanto maior a percepção de risco, menor tende a ser o preço das ações e mais difícil fica atrair novos investimentos. Na avaliação dos analistas, a preocupação com a eleição presidencial de outubro também passou a influenciar as expectativas do mercado. Isso porque a situação das contas públicas e o plano dos candidatos para o ano que vem interferem diretamente nas decisões do BC sobre a taxa Selic. Além disso, o mercado acompanha as pesquisas eleitorais para tentar antecipar os rumos da política econômica a partir de 2027. Propostas que sinalizem maior compromisso com o equilíbrio das contas públicas tendem a melhorar a percepção de risco do país e favorecer o retorno do capital estrangeiro. O cenário internacional também mudou Foto mostra painel em Teerã no dia 6 de agosto de 2026, em meio à guerra entre EUA e Irã. Fatemeh Bahrami/Anadolu/Reuters Além dos fatores internos, a piora do cenário internacional aumentou a cautela dos investidores. A escalada das tensões no Oriente Médio intensificou a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, o ouro e os títulos do Tesouro dos EUA. 🔎 No mercado financeiro, esse movimento é conhecido como "flight to quality", ou "voo para a segurança". Como o g1 mostrou, a escalada do conflito fez o ouro disparar nos mercados internacionais, reforçando esse movimento de busca por proteção. "Não existe um único culpado. O investidor estrangeiro está saindo do Brasil em ritmo acelerado, os juros continuam altos, a renda fixa segue mais atrativa e o aumento das tensões geopolíticas reduziu o apetite global por ativos de risco", afirma economista e consultora financeira Isabel Abreu. Segundo ela, embora muitas empresas tenham divulgado resultados sólidos nos últimos balanços, esse fator ficou em segundo plano. "Hoje, o mercado reage muito mais às incertezas políticas, fiscais e ao cenário internacional do que aos resultados das empresas." Vale lembrar que o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil, somado ao acirramento das tensões diplomáticas entre os dois países, também contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. Nem todos os setores sofrem da mesma forma Petrobras Foto Divulgação A queda da bolsa não afeta todas as empresas da mesma forma. Os setores mais ligados ao consumo interno costumam sentir com mais intensidade os efeitos dos juros elevados, da desaceleração da economia e do aumento da inadimplência. Já as empresas exportadoras, que faturam em dólar ou dependem menos da atividade econômica brasileira, tendem a enfrentar melhor os períodos de turbulência. Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, os setores mais prejudicados neste momento são o varejo e as empresas que vendem produtos e serviços não essenciais, como roupas, eletrodomésticos, móveis e veículos, além das companhias que dependem do crédito. "Juros elevados, inadimplência e menor poder de compra pressionam a receita e as margens dessas empresas. Os bancos também ficam mais vulneráveis, principalmente por causa do aumento do risco de crédito e das provisões [recursos reservados para cobrir possíveis calotes de clientes]", afirma. Nesse cenário, as ações dos grandes bancos estiveram entre as principais responsáveis pelas perdas do Ibovespa nos últimos pregões. Já a Petrobras ajudou a limitar parte dessas perdas, impulsionada pelos preços do petróleo e pela repercussão da descoberta na Foz do Amazonas. Por isso, na avaliação de Sidney, empresas ligadas à produção de commodities, como petróleo, minério de ferro e aço, tendem a oferecer maior proteção aos investidores. "Os setores de petróleo, mineração e siderurgia conseguem atravessar melhor esse cenário porque dependem mais das commodities, do dólar e da demanda externa do que da atividade doméstica. Petrobras e Vale, por exemplo, têm funcionado como importantes amortecedores do Ibovespa", diz. Ainda há espaço para novas quedas? Apesar da sequência de perdas, os analistas acreditam que grande parte dos fatores que pressionaram a bolsa já foi absorvida pelo mercado e já está refletida no preço das ações. Entretanto, a bolsa deve continuar bastante sensível aos próximos indicadores econômicos e aos desdobramentos dos cenários político e internacional. Segundo Matheus Spiess, três fatores serão decisivos para definir o rumo do Ibovespa nos próximos meses: os indicadores de inflação e da atividade econômica brasileira, que podem influenciar a trajetória da Selic; o cenário político e das contas públicas, com foco nas eleições; o noticiário geopolítico, especialmente os desdobramentos no Oriente Médio, que continuam afetando os preços da energia e os juros globais. Esses fatores serão fundamentais para avaliar se o BC terá espaço para continuar reduzindo a taxa Selic. E, segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o mercado continua vulnerável caso o cenário econômico piore. "Uma parte relevante dos riscos já foi precificada após a sequência recente de quedas, mas ainda há espaço para novas perdas se houver uma deterioração adicional do cenário fiscal, eleitoral, do crédito ou das expectativas para a Selic." Por outro lado, a queda acumulada tornou algumas ações mais baratas. Para Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, esse movimento pode abrir oportunidades para investidores, desde que o cenário macroeconômico apresente melhora. "Não é um cenário ideal, mas ficou um pouco mais estável. Se houver espaço para novos cortes na Selic, isso aumenta a atratividade da Bolsa e pode favorecer uma recuperação gradual dos ativos." Na avaliação dos analistas, a bolsa pode estar mais próxima do fim do que do início desse movimento de correção. Ainda assim, uma retomada consistente dependerá da combinação de diversos fatores. Até lá, a expectativa é de que o mercado continue sujeito a períodos de forte volatilidade.