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g1 > Economia

Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em meio à guerra no Oriente Médio

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano manteve a taxa no mesmo nível. Em 28 de janeiro, o Fed interrompeu um ciclo de três cortes seguidos, citando incertezas nas perspectivas econômicas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global tiveram grande peso na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país. (leia mais abaixo) Apesar do cenário incerto, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026. Dos 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), 12 projetam ao menos uma redução, enquanto sete preveem a taxa no nível atual. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) A decisão desta quarta-feira foi a décima desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano. O que disse o Fomc O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) informou, em comunicado, que a atividade econômica dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, enquanto a criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses. O colegiado destacou que a inflação continua "um pouco elevada" e citou incertezas em relação à economia, em meio à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. "A incerteza sobre a perspectiva econômica continua elevada. As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas", diz o texto. O Fomc afirmou ainda que "continuará monitorando as implicações das informações recebidas para a perspectiva econômica" e que está "preparado para ajustar a postura da política monetária, conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance de seus objetivos". Impactos da guerra no Oriente Médio Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a atingir US$ 120, o maior valor desde 2022. Depois, recuou, mas segue na casa dos US$ 100, ainda em nível bastante elevado. Trump passou, então, a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais) Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre os preços de diversos produtos nos EUA. O cenário preocupa, em especial, o Fed, que tem mandato duplo: controlar a inflação e manter o mercado de trabalho aquecido. "O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e em trazer a inflação de volta ao objetivo de 2%", declarou o Fomc nesta quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 2,4%. Dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu quase 25% desde que o republicano iniciou a guerra, atingindo o maior valor desde outubro de 2023. 🚢 O fator central da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros. O fluxo da commodity na região passou a preocupar Trump, que pediu apoio de outros países para monitorar e "cuidar" da passagem — solicitação rejeitada por seus aliados europeus e asiáticos. Trump reagiu à negativa dizendo que não precisa da ajuda “de ninguém” para seguir na guerra contra o Irã e controlar Ormuz. “Nós não precisamos deles [países da Otan, aliança militar liderada pelos EUA], mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo." Ele também declarou que "não demorará muito" para a liberação da rota do petróleo, em um cenário que permanece incerto. Pressão sobre o Fed Enquanto isso, a pressão do presidente dos EUA por cortes de juros continua. Nesta semana, ele afirmou que o Fed deveria realizar uma “reunião especial” para reduzir as taxas “imediatamente”. A declaração foi feita poucos dias depois de um juiz federal americano bloquear, na última sexta-feira (13), intimações contra Jerome Powell, no âmbito de uma disputa judicial relacionada à sua atuação à frente do Fed. Trump é um crítico recorrente de Powell, cujo mandato se encerra em maio. Esta deve ser a penúltima decisão de juros do Fed sob seu comando. Para substituí-lo, o republicano indicou o economista Kevin Warsh, considerado por Trump o nome ideal para conduzir cortes nas próximas reuniões. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado e, se confirmada, Warsh pode já presidir a decisão de junho. Busca por cadeiras No segundo semestre de 2025, Trump intensificou as críticas ao Federal Reserve e passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria da instituição. Em setembro, o republicano nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída e deixou o cargo em agosto. Enquanto isso, a Suprema Corte ainda analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed , além do presidente da instituição. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters
18/03/2026 18:00:13 +00:00
'Temos proposta de acordo em nível federal', diz encarregado dos EUA sobre minerais críticos no Brasil

Gabriel Escobar, encarregado de negócios dos EUA no Brasil Reprodução/X @EmbaixadaEUA Mesmo com algumas tensões diplomáticas entre os países, os Estados Unidos e o Brasil estão com negociações abertas para fechar um acordo sobre as cadeias de suprimento de minerais críticos. Quem afirmou, nesta quarta-feira (18), que as conversas estão em andamento foi Gabriel Escobar, encarregado de negócios norte-americano por aqui. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A declaração foi feita à agência Reuters após a assinatura de um acordo preliminar separado com o estado de Goiás e antes de um evento promovido pela embaixada dos EUA que reuniu investidores americanos e empresas brasileiras interessadas na produção de minerais críticos. Entre os participantes estavam Citi e Anglo American. “Temos uma proposta de acordo em nível federal. Já tivemos discussões iniciais, mas ainda estamos aguardando avanços”, disse Escobar, durante o evento. Os EUA têm buscado ampliar o acesso a reservas de minerais críticos, especialmente às cadeias de terras raras, hoje amplamente dominadas por empresas da China. Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos Tensão diplomática As negociações ocorrem em meio a um momento de atrito entre Washington e Brasília, que acabou esvaziando o evento da embaixada. Autoridades brasileiras se retiraram após o desgaste nas relações, intensificado quando um integrante do governo americano pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão — o que foi interpretado pelo governo brasileiro como tentativa de interferência em assuntos internos. O pedido foi barrado sob a justificativa de “falsificação” dos motivos da visita. Amostras de terras raras: Óxido de cério, Bastnasita, óxido de neodímio e carbonato de lantânio REUTERS/David Becker Segundo a Reuters, o Brasil recebeu em fevereiro uma proposta de memorando de entendimento. O documento, no entanto, teria sido enviado inicialmente com o nome de outro país, erro posteriormente corrigido. As negociações seguem com o escritório do representante de Comércio dos EUA e podem avançar em uma eventual visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. Um encontro entre Lula e Donald Trump, que estava previsto para este mês, foi adiado em meio ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além das tensões bilaterais. Os bastidores Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro criticaram a decisão dos EUA de firmar acordo direto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adversário político de Lula. A iniciativa foi vista como uma tentativa de contornar o governo federal. O acordo prevê cooperação em áreas como mapeamento de potencial mineral, conexão de mineradoras locais com tecnologia americana e aprimoramento regulatório, segundo o governo estadual. Goiás concentra reservas de lítio e nióbio e abriga a única empresa em operação comercial de terras raras no país, a Serra Verde, com apoio dos EUA. De acordo com o governo estadual, a parceria busca estimular o processamento local e a agregação de valor, incluindo a separação de terras raras — uma prioridade também para o governo Lula, segundo um integrante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Autoridades americanas veem potencial para investimentos bilionários e já identificaram mais de 50 projetos de mineração no Brasil que podem ajudar a diversificar a oferta global e reduzir a dependência da China nesse mercado estratégico.
18/03/2026 17:04:57 +00:00
Ministério dos Transportes diz que vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete

Ministério dos Transportes diz que governo vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete O Ministério dos Transportes informou nesta quarta-feira (18) que está intensificando, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o cerco contra empresas que descumprem a tabela do frete. 🚚A Tabela do Frete, oficialmente chamada de Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, é uma norma que estabelece o valor mínimo que deve ser pago pelo serviço de transporte de cargas no Brasil. O objetivo é impedir que o frete seja negociado por valores que não paguem nem o custo da viagem. Segundo o governo, a fiscalização tem gerado autuações em cerca de 20% das abordagens, revelando um cenário de irregularidade no setor. Somente nos dois primeiros meses de 2026, 40 mil infrações foram registradas. A lista das empresas que acumulam os maiores valores em multas por descumprimento da tabela inclui companhias do setor de alimentos, bebidas e logística. VALDO: aumento do diesel irrita e preocupa Lula Novas Medidas O ministro Renan Filho destacou que o objetivo agora é transformar a multa, que hoje é vista por muitas empresas apenas como um "custo operacional" ou "passivo regulatório", em uma punição com impacto real. Para isso, o governo prepara um instrumento jurídico para aumentar a capacidade de aplicação da lei ("enforcement") do ambiente regulatório. A principal mudança será o impedimento de contratar frete. Caso a empresa seja reincidente ou apresente um volume alto de irregularidades, tanto o embarcador – quem vende o produto – quanto o transportador poderão ser proibidos de operar. "O cumprimento da tabela do frete é fundamental para que os custos da entrega estejam compensados. Muitos caminhoneiros sentem um achatamento no valor recebido, o que compromete a renda, a segurança e a sustentabilidade da atividade", afirmou o ministro Renan Filho. Segundo o governo, o pacote de medidas prevê: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes. Atualmente, a ANTT não possui instrumento legal para suspender as atividades de transporte como forma de sanção direta por multas de tabela. Com a nova regulamentação, a ideia é que a irregularidade deixe de ser vantajosa financeiramente. A responsabilidade será estendida a toda a cadeia, garantindo que o contratante também responda pelo valor justo do serviço prestado ao caminhoneiro. Motoristas de caminhão têm demonstrado insatisfação com a elevação do preço do diesel, uma consequência da guerra no Irã. O governo já anunciou medidas para conter impactos do conflito no Oriente Médio nos preços, e tenta fazer com que as ações sejam refletidas nas bombas dos postos de combustíveis. Ministro dos Transportes, Renan Filho Reprodução/RPC Motta diz que alta de preços 'preocupa' O presidente da Câmara, Hugo Motta (União-PB), disse que a alta no preço dos combustíveis é motivo de preocupação por parte do parlamento, mas que o governo tem adotado medidas para tentar equilibrar os valores e evitar o impacto para o consumidor. "O que posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também quando tivemos as tarifas impostas ao Brasil", argumentou. Nesse contexto, o presidente da Câmara disse que não descarta a adoção de medidas para auxiliar na manutenção da estabilidade dos preços, entretanto ele não detalhou que tipo de medidas seriam essas. "Penso que o momento é de união. Não queremos desequilíbrios nos preços do país, queremos que a estabilidade seja mantida. Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados pela alta do petróleo", afirmou.
18/03/2026 15:47:00 +00:00
Governo propõe que estados isentem ICMS na importação de diesel até maio, com compensação de metade das perdas

Governo tenta conter alta no diesel, resultado do conflito no Oriente Médio Marcelo Camargo/Agência Brasil O governo federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União. A informação é do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que se reuniu mais cedo, de forma virtual, com os secretários de Fazenda desses entes federativos. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção do ICMS na importação do diesel custará R$ 3 bilhões por mês até o fim de maio, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1, 5 bilhão por mês aos estados. A decisão, segundo ele, será tomada até o dia 28 de março, quando está marcada uma reunião presencial sobre o assunto em São Paulo. 🔎Como o ICMS é um imposto estadual, cada estado tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar o imposto. "Há um desafio em razão da guerra da importação de diesel. O Brasil tem de importar 27% do diesel consumido no Brasil, e a importação tem se descasado do preço interno por conta a guerra, do 'brent' [preço do petróleo], do frete e do seguro. O que tem dificultado fechar os contratos"[de importação], disse Durigan, do Ministério da Fazenda. Durigan também pediu aos secretários de Fazenda dos estados que eles enviem, ao governo, a lista de devedores contumazes (empresas que recorrentemente não pagam tributos) - na esteira da lei aprovada pelo Congresso Nacional sobre o assunto. Outro pedido é que as unidades da federação disponibilizem à Agência Nacional do Petróleo (ANP) suas notas fiscais de venda de combustíveis em tempo real, com o objetivo de ajudar na fiscalização de abusos nos preços cobrados. Segundo ele, 21 estados concordaram com o pedido. Governadores se manifestaram Nesta terça-feira (17), antes do encontro de hoje, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) negou pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS sobre o diesel (veja mais abaixo nessa reportagem) O governo tenta conter o aumento no preço do diesel, que já ficou mais caro para os distribuidores. Na semana passada, o Executivo anunciou redução de impostos federais sobre o diesel, além de subsídios para produtores e importadores. A preocupação do Planalto é com os custos logísticos e seu impacto nos preços de alimentos e outros produtos. Ao mesmo tempo em que negocia com os estados, o governo preparou um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra. ➡️O Executivo, com isso, tem se articulado também para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel. O que dizem os estados Petrobras anuncia aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio Em manifestação pública divulgada no início desta semana por meio do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) avaliou que a redução do ICMS sobre o combustível prejudicaria o financiamento de políticas públicas. Os governos estaduais alegaram, ainda, que cortes no imposto estadual sobre o combustível "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. O Comsefaz acrescentou que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
18/03/2026 15:40:16 +00:00
Trump suspende lei centenária que impõe restrições ao transporte marítimo de petróleo durante guerra no Oriente Médio

Plataforma de petróleo em Sergipe Jeová Luiz/TV Sergipe O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu temporariamente nesta quarta-feira (18) uma lei marítima centenária para tentar conter a alta nos custos de energia após a escalada da guerra no Oriente Médio. A medida ocorre depois que ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ampliaram o conflito na região. A decisão concede uma isenção de 60 dias da chamada Jones Act. Durante esse período, navios com bandeira estrangeira poderão transportar cargas entre portos dos EUA. Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a medida busca reduzir “interrupções de curto prazo no mercado de petróleo” provocadas pela guerra. “Essa ação permitirá que recursos vitais, como petróleo, gás natural, fertilizantes e carvão, cheguem com mais facilidade aos portos americanos pelos próximos 60 dias”, afirmou em comunicado. LEIA TAMBÉM: Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo conforme guerra corta fornecimento
18/03/2026 15:38:46 +00:00
Após ouvir 'não', Trump ameaça deixar aliados resolverem bloqueio do Estreito de Ormuz sozinhos

Países europeus e asiáticos se recusam a enviar militares para reabrir Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (18) que poderia deixar os aliados dos Estados Unidos garantirem por conta própria a livre passagem pelo Estreito de Ormuz. O Irã fechou o estreito em resposta aos ataques americanos e israelenses, fazendo o preço do petróleo disparar. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Irã ➡️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma faixa marítima liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico. Cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo passa pela região, além de entre 20% e 25% do comércio global de gás natural. Grande parte dessa energia segue para países asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Índia e China. EUA não precisam de Ormuz? Em uma mensagem em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que seu país não precisa do estreito e, portanto, vai "deixar que os países que o utilizam" encontrem uma solução. "Eu me pergunto o que aconteceria se 'acabássemos' com o que resta do Estado terrorista iraniano e deixássemos os países que o utilizam - e não nós - responsáveis pelo chamado 'Estreito'. Isso despertaria alguns de nossos 'aliados' indiferentes", escreveu. Apesar da fala de Trump, uma interrupção prolongada no fluxo de navios no Estreito de Ormuz deve provocar efeitos diretos na economia global - incluindo a dos EUA. U.S. President Donald Trump speaks as he meets with Irish Taoiseach (Prime Minister) Micheal Martin at the White House in Washington, D.C. REUTERS/Evan Vucci Os aliados europeus e asiáticos dos EUA recusaram os repetidos pedidos de Trump por navios caça-minas e outros equipamentos para liberar o estreito. Esta última declaração na Truth Social sugere que os Estados Unidos podem abandonar a situação por completo, deixando que outros países lidem com as consequências. O Irã tenta usar seu controle sobre a passagem marítima como forma de pressionar os Estados Unidos e Israel contra ataques que dizimaram sua Marinha, atingiram milhares de alvos em todo o país e mataram seus principais líderes. Embora apenas algumas embarcações comerciais tenham sido atingidas por fogo iraniano, a ameaça foi suficiente para paralisar a navegação, fazendo com que os preços mundiais do petróleo disparassem.
18/03/2026 14:43:08 +00:00
Governo federal descarta ajudar BRB em capitalização de recursos

O Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto descartam uma federalização do Banco de Brasília (BRB) ou mesmo o uso de recursos públicos para auxiliar na capitalização do banco controlado pelo governo do Distrito Federal. Nas últimas semanas, o BRB chegou a procurar diretamente a Caixa Econômica Federal, segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, mas qualquer decisão teria que vir do governo federal, já que a Caixa é 100% estatal. Outra solução aventada no mercado financeiro seria a entrada do Banco do Brasil (BB) no negócio, via federalização, mas o governo também descarta a possibilidade. Questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o BB negou haver qualquer estudo sobre federalização (leia mais abaixo). BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master Integrantes do governo relataram ao blog que o tamanho do rombo no BRB é desconhecido pela Fazenda. Levantamento A atual administração do banco reconheceu a necessidade de capitalização acima de R$ 8 bilhões, mas investidores do mercado financeiro já falam em cifras que ultrapassam R$ 15 bilhões. A credibilidade do banco junto ao mercado financeiro é essencial para que investidores comprem cotas do fundo imobiliário que o BRB tenta viabilizar com imóveis repassado pelo GDF, mas que são tema de polêmica jurídica. O BRB precisa apresentar, até o fim de março o orçamento de 2025, números que serão dissecados pelo mercado e pelo Banco Central para determinar a viabilidade do banco seguir com liquidez para continuar atuando. A crise no BRB ficou exposta a partir das investigações da tentativa de compra do Master pelo BRB, negada pelo Banco Central. Há indícios de que o Master vendeu ao BRB R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas ou sem lastro. Justiça do DF determina suspensão da lei que permite uso de terrenos públicos como garantia para empréstimos do BRB Jornal Nacional/ Reprodução
18/03/2026 14:42:26 +00:00
Brasil registra maior abate de bovinos da história pelo 2º ano consecutivo

Brasil registra maior abate de bovinos da história pelo 2º ano consecutivo Gustavo Wanderley/g1 Pelo segundo ano consecutivo, o abate de bovinos no Brasil atingiu o maior nível da série histórica. Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças, um aumento de 8,2% em relação a 2024. O crescimento foi registrado em todos os trimestres do ano na comparação com os mesmos períodos do ano anterior, reforçando a trajetória de alta observada desde 2022. O resultado também supera o recorde anterior, alcançado em 2024. Um dos principais fatores por trás do avanço foi o aumento no abate de fêmeas, que subiu pelo quarto ano consecutivo. Em 2025, a alta foi de 18,2% na comparação anual. O aumento dos abates foi um dos fatores que segurou o aumento de preço de carne bovina ao consumidor, no ano passado. Resultado por estado No total, foram abatidas 3,25 milhões de cabeças a mais do que em 2024. O avanço ocorreu em 26 das 27 unidades da federação. Entre os estados com maior participação na produção nacional, os maiores aumentos foram registrados em: São Paulo: +629,22 mil cabeças Pará: +472,77 mil cabeças Rondônia: +364,43 mil Goiás: +244,87 mil cabeças Mato Grosso: +199,21 mil cabeças Mato Grosso do Sul: +175,09 mil cabeças O Mato Grosso manteve a liderança no ranking nacional de abate de bovinos, com 17,1% de participação. Em seguida aparecem São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%). No recorte do 4º trimestre de 2025, foram abatidas 11,04 milhões de cabeças. O número representa alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024, mas queda de 2,7% frente ao 3º trimestre do próprio ano. Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará
18/03/2026 14:10:32 +00:00
Chinesa GAC anuncia produção de veículos no Brasil a partir de 2027

GAC GS3 Divulgação / GAC A GAC confirmou nesta quarta-feira (18) que vai iniciar a produção de veículos no Brasil a partir de 2027. A fábrica é da HPE Automotores e está localizada em Catalão (GO). Lá já são produzidos modelos da Mitsubishi. A previsão é de uma capacidade de produção de até 50 mil veículos da GAC por ano. Segundo a montadora, já existe uma equipe de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A missão desse time é adaptar os produtos ao mercado nacional e às necessidades dos clientes. A GAC já conta com centro de distribuição de peças em Cajamar (SP) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para estabelecar a marca e operação no Brasil, a GAC diz que vai investir US$ 1,3 bilhão até 2030 (R$ 6,76 bilhões, em conversão direta). Fábrida da HPE em Catalão (GO) vai produzir modelos da GAC Divulgação / GAC "A produção local no Brasil representa um passo importante em nossa estratégia global e reforça nossa confiança no potencial do setor industrial brasileiro”, afirmou Lu Guojie, vice-presidente da GAC International. Segundo o executivo, a cooperação com a HPE Automotores vai combinar a experiência de manufatura local com a tecnologia global da GAC. Como é o GAC GS3 GAC GS3: SUV 'esconde' origem chinesa para disputar mercado de carros a combustão O GAC GS3 ainda não foi confirmado como o primeiro carro a ser produzido na fábrica brasileira, mas é o modelo que marca a estreia dos veículos totalmente a combustão entre as chinesas que chegaram recentemente ao Brasil. O modelo já está à venda no Brasil, com preços a partir de R$ 139.990. Na fase de pré-venda, limitada a 1.000 unidades, há um desconto de R$ 10.000. Nas dimensões, o GS3 tem porte de SUV que já virou figurinha comum nas ruas brasileiras. No visual, porém, mira em um caminho pouco explorado tanto por chinesas como por marcas tradicionais: a esportividade. Isso fica claro no escapamento com ponteira dupla cromada na traseira, junto de difusores — solução típica de carros esportivos. GAC GS3 Divulgação / GAC Outro elemento que reforça a proposta esportiva está nas linhas. As curvas são raras: quase tudo é marcado por ângulos retos. Isso aparece nos vincos da carroceria, no aerofólio traseiro, no desenho dos faróis e das lanternas, e chega até aos retrovisores. Lembra o visual cheio de linhas retas das Lamborghinis mais antigas, como a Diablo? É mais ou menos esse o caminho. Há também um toque de retrofuturismo, que traz o DMC DeLorean na lembrança, famoso pelo desenho quase todo formado por ângulos retos. GAC GS3 Divulgação / GAC Comparar o novo SUV com modelos americanos ou europeus não é por acaso. Por fora, o GS3 foge do minimalismo tão associado aos carros chineses. Para quem vê rapidamente, ele pode até lembrar modelos recentes da Hyundai, Peugeot ou da Renault, sobretudo pela grande tomada de ar frontal. Para completar o pacote esportivo, o GS3 chega ao Brasil com uma única motorização. É um motor 1.5 turbo que gera 170 cv, aliado a um câmbio automatizado de dupla embreagem. Entre SUVs de dimensões semelhantes, perde apenas para o 1.6 turbinado do Hyundai Creta na versão mais cara. GAC GS3 Divulgação / GAC Além do visual ousado, as dimensões colocam o GS3 20 centímetros à frente do Volkswagen T-Cross em comprimento, com 9 centímetros a mais de largura e o mesmo entre-eixos. Na prática, pela fita métrica, ele se aproxima mais de SUVs médios como o Volkswagen Taos. Se por fora o GS3 não parece chinês, por dentro a origem aparece apenas no minimalismo das texturas do acabamento do painel. No restante, a inspiração é claramente ocidental. GAC GS3 Divulgação / GAC Lista de equipamentos do GAC GS3 No Brasil o GS3 chega em duas versões, onde a única diferença está na quantidade de itens de série em cada uma: GAC GS3 Premium, por R$ 139.990 Central multimídia de 14,6 polegadas; Painel de instrumentos digital; Faróis de LED com acendimento automático; Câmera de ré; Freio de estacionamento eletrônico; Rodas de liga leve com 18 polegadas; Chave presencial. GAC GS3 Elipte custa R$ 159.990 e tem todos os itens acima, mais: Piloto automático adaptativo; Frenagem automática de emergência; Assistente de permanência em faixa; Câmera 360 graus; Teto solar panorâmico; Rodas de liga leve com 19 polegadas.
18/03/2026 13:09:41 +00:00
Petrobras faz nova descoberta de gás em poço exploratório na Colômbia

Poço Sirius-2 na Colômbia Divulgação/Petrobras A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (18) a descoberta de uma nova reserva de gás natural em águas profundas da Colômbia. O poço Copoazu-1 fica a cerca de 36 quilômetros do litoral, em uma área de mar profundo, com quase 1 mil metros de profundidade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele também está próximo de outros dois poços importantes já perfurados na região, o Sirius-1 e o Sirius-2, a cerca de 8 quilômetros de distância. 🔎 A Petrobras explora gás natural para garantir o abastecimento de energia, reduzir a dependência de importações, gerar receita e aproveitar recursos encontrados junto ao petróleo, além de contribuir como uma alternativa menos poluente no processo de transição energética. Segundo a companhia, a nova descoberta indica que há ainda mais gás disponível no local do que se imaginava, o que pode ajudar a garantir o abastecimento de energia no futuro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A perfuração começou em novembro de 2025 e continua em andamento. A Petrobras informou que a presença de gás foi confirmada por testes feitos durante a exploração e que novas análises ainda serão realizadas para entender melhor o volume e a qualidade desse recurso. A Petrobras atua no bloco como operadora, com participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56%. A descoberta faz parte da estratégia da Petrobras de encontrar novas reservas de petróleo e gás, especialmente fora do Brasil, para atender à demanda de energia nos próximos anos. Maior descoberta de gás da Colômbia Em 2024, a Petrobras e a Ecopetrol confirmaram a maior descoberta de gás da história da Colômbia no poço Sirius-2, com volume estimado acima de 6 trilhões de pés cúbicos. O achado poderia elevar em até 200% as reservas do país. O projeto, localizado em águas profundas, ainda entraria nas etapas de desenvolvimento e licenciamento. À época, a expectativa era iniciar a produção em cerca de três anos, com potencial de abastecer o mercado por uma década. O consórcio também previa investimentos bilionários para viabilizar a exploração e o transporte do gás até a costa. Veja a nota completa da Petrobras A Petrobras informa uma nova descoberta de acumulação de gás no poço exploratório Copoazu-1, no Bloco GUA-OFF-0, localizado em águas profundas da Colômbia. Esta descoberta consolida a província gasífera e o potencial de gás no offshore colombiano, ao mesmo tempo em que adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região. O poço Copoazu-1 encontra-se a aproximadamente 36 quilômetros da costa, a uma lâmina d’água de 964 metros e a uma distância de 8 quilômetros dos poços Sirius-1 (descobridor) e Sirius-2 (de avaliação), o que ressalta sua relevância dentro do contexto exploratório do Bloco Gua-Off-0. A perfuração do poço Copoazu-1 foi iniciada em 11/11/2025 e segue de maneira segura, em respeito ao meio ambiente e às pessoas. Os intervalos portadores de gás foram constatados por meio de perfis elétricos e amostragem de fluido, confirmando presença de gás em outro objetivo além do objetivo principal, tornando a descoberta ainda mais relevante. Os intervalos portadores de gás serão posteriormente caracterizados por análises laboratoriais. A atuação da Petrobras no Bloco GUA-OFF-0 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética. A Petrobras, por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB COL), atua como operadora do consórcio (participação de 44,44%), em parceria com a Ecopetrol S.A. (participação de 55,56%).
18/03/2026 12:33:17 +00:00
Elas abriram o próprio negócio para dar conta de tudo, enfrentam jornada dupla e mesmo assim dizem não ao CLT

Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para conciliar a rotina Freepik Antes de se consolidar como negócio, o nanoempreendedorismo feminino no Brasil tem funcionado, em muitos casos, como uma estratégia de adaptação à realidade econômica e social. É o que mostra uma pesquisa inédita do Consulado da Mulher, em parceria com a Vert.se e a Be.Labs, que analisou as condições em que essas atividades são desenvolvidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Não se trata de pequenos negócios no sentido tradicional, mas de uma engrenagem de sobrevivência — marcada pela informalidade, pela sobreposição de jornadas, pela baixa possibilidade de crescimento e pela falta estrutural de apoio. "O que encontramos não foi um grupo de empreendedoras no sentido tradicional", diz a diretora-executiva do Consulado da Mulher, Adriana Carvalho. "Foi um contingente de mulheres criando soluções econômicas em um cenário de limitações". Nanoempreendedores são pessoas físicas que atuam em pequena escala, com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, como trabalhadoras informais ou autônomas. Criada pela reforma tributária, a categoria reduz burocracias, dispensa CNPJ e garante isenção do novo imposto sobre consumo como forma de incentivar a formalização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O levantamento foi realizado em duas etapas, com 120 mulheres em grupos qualitativos e 371 participantes em um questionário nacional, e indica que esse “empreender” quase sempre começa antes do negócio: começa na vida. Mais de 85% dessas mulheres têm filhos, e 29% cuidam de três ou mais. Mais da metade convive com crianças em idade escolar ou pré-escolar. Ao mesmo tempo, muitas assumem responsabilidades com outros membros da família, especialmente idosos. Não por acaso, 61% têm entre 30 e 49 anos — faixa associada à chamada geração sanduíche, marcada pela sobreposição de demandas de cuidado. “Essa mulher está no auge da pressão de tempo”, afirma Adriana. “Ela não tem margem. Então, o trabalho precisa caber na vida — e não o contrário. Com o empreendedorismo, elas têm autonomia para decidir: ‘no dia tal, não vou aceitar a encomenda’ ou ‘não vou fazer porque tenho outra prioridade’". Essa dinâmica ajuda a explicar por que o empreendedorismo surge menos como escolha e mais como adaptação. Para 75% das entrevistadas, abrir o próprio negócio foi uma resposta direta a crises como desemprego, queda de renda, maternidade ou dificuldade de conciliar um emprego formal com a rotina doméstica. Mesmo quando existe a possibilidade de um emprego formal, ele não elimina o problema. A origem da sobrecarga não está apenas no mercado de trabalho, mas na estrutura social. Cerca de 70% das entrevistadas são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico. Entre as 60% que vivem com parceiros, a divisão de tarefas segue desigual. Em muitos casos, a presença de um companheiro não reduz a carga de cuidado. “Há uma ideia de que é uma escolha ficar em casa empreendendo. Não é”, diz Adriana. “É o que cabe dentro de uma rotina em que tudo depende dela.” A pesquisa também evidencia recortes raciais e sociais. Segundo o levantamento, 71% das nanoempreendedoras são mulheres negras, proporção superior à observada no empreendedorismo feminino em geral. E diferentemente do estereótipo, segundo a pesquisa, o grupo não é marcado por baixa escolaridade. Quase 40% têm ensino superior completo ou pós-graduação. “Elas têm formação, mas não têm condições de permanecer no mercado”, diz Adriana. “O problema não é preparo. É sustentação — especialmente pela falta de creches e políticas públicas de cuidado.” Faturamento Essa ruptura entre formação e inserção se reflete na renda. Embora 78% dos negócios faturem até R$ 3 mil por mês e 83% das famílias vivam com até três salários mínimos — sendo mais da metade abaixo de dois. Para Adriana, os dados indicam uma fragilidade estrutural: o faturamento do negócio frequentemente se confunde com a renda familiar. Em mais da metade dos casos, não há separação entre finanças pessoais e do negócio. Custos operacionais, tempo de trabalho e despesas indiretas não entram no cálculo. “O dinheiro entra e sai no mesmo lugar”, afirma Adriana. “E isso cria uma sensação de ganho que não corresponde à realidade.” O resultado é um modelo de subsistência, com baixa capacidade de acumulação e crescimento limitado — um retrato do chamado “piso pegajoso”, que mantém essas mulheres na base da pirâmide econômica. Ainda assim, os negócios apresentam longevidade. Mais de 78% existem há mais de três anos, 41% ultrapassam seis anos e cerca de 20% têm mais de uma década de atividade. Grande parte se concentra em atividades de baixa barreira de entrada e compatíveis com a rotina doméstica. O setor de alimentação reúne 51% dos casos. Somados alimentação, artesanato, costura e manufatura, predominam atividades manuais e intensivas em trabalho. Jornada exaustiva Mais de 60% dedicam mais de cinco horas diárias ao negócio, e 31% trabalham mais de oito horas por dia. Quando somadas às atividades de cuidado — às quais 37% destinam mais de cinco horas diárias —, as jornadas podem ultrapassar 10 horas por dia. Mais da metade afirma trabalhar mais hoje do que quando tinha emprego formal. “Elas trabalham o tempo inteiro”, diz Adriana. “A flexibilidade existe, mas vem acompanhada de uma carga contínua.” ⚠️ Mesmo diante de uma rotina exaustiva, marcada por sobrecarga e instabilidade financeira, cerca de 60% das entrevistadas afirmam não desejar voltar ao regime CLT, sobretudo pela falta de flexibilidade. A pesquisa também identificou impactos na saúde em três dimensões: mental, física e social. Na saúde mental, 59% relatam ansiedade, estresse ou depressão, e 44% afirmam que esses quadros surgiram após o início do negócio. A instabilidade da renda e a responsabilidade integral pela sustentação da casa aparecem como fatores centrais. Na saúde física, 46% relatam dores ou limitações, principalmente na coluna, pescoço, pernas e braços — padrão associado a atividades repetitivas e longas jornadas sem suporte ergonômico. Já na dimensão social, a pesquisa aponta o papel das redes de apoio informais. Mais de 80% se identificam como cristãs e, para 92%, a fé é um elemento importante para lidar com as dificuldades do negócio. Em muitos casos, a igreja também funciona como espaço de sociabilidade e apoio prático, sendo citada por 53% como canal de divulgação e venda de produtos. Apesar de cumprirem um papel relevante no cotidiano dessas mulheres, as redes informais têm alcance limitado quando se trata de garantir estabilidade e crescimento dos negócios. Dificuldade de formalização Ainda de acordo com a pesquisa, a formalização ainda avança de forma limitada. Cerca de 44% estão formalizadas, enquanto 47,7% permanecem na informalidade. Entre os principais obstáculos estão o custo fixo, citado por aproximadamente um terço das entrevistadas, além da insegurança em relação à estabilidade da renda. Entre as mulheres que participaram de programas de capacitação oferecidos pelo Consulado da Mulher, os resultados indicam mudanças relevantes. Nesse grupo, 83% relataram aumento de renda, 66% passaram a se considerar mais independentes financeiramente e mais de 80% apontaram avanços no desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, 70% afirmaram ter conseguido melhorar o equilíbrio entre trabalho e família. Segundo Adriana, o impacto vai além da renda. “O que muda é a forma como elas se enxergam. Elas deixam de se ver como alguém que faz um complemento de renda e passam a se reconhecer como alguém que tem um negócio.” O estudo 'Nanoempreendedoras em Foco' faz parte das ações da Whirlpool, responsável pelo Consulado da Mulher. Nos último 10 anos, a empresa investiu R$ 89 milhões em projetos que reforçam o compromisso com a inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em contextos de vulnerabilidade. Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos
18/03/2026 12:28:49 +00:00
Dólar fica estável à espera de decisões de juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar ficou praticamente estável nesta quarta-feira (18). Por volta das 14h55, a moeda americana tinha leve alta de 0,11%, sendo cotada a R$ 5,20. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava apenas 0,01%, aos 180.388 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos. ▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados, com a decisão saindo a partir das 15h. Sem perspectiva clara de trégua na guerra, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito. ▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. 🛢️ Por volta das 14h13, o barril do tipo petróleo Brent subia 5,11%, a US$ 108,70, enquanto o WTI avançava 1,85%, a US$ 97,30. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. "Superquarta" Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed Já o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nos Estados Unidos nesta quarta-feira, enquanto a guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre a economia. Na reunião de janeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. O movimento interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos. Antes, o temor com as tarifas de Donald Trump levou o Fed a adiar cortes de juros. Depois, sinais de desaceleração da economia, com inflação sob controle, abriram espaço para redução das taxas. Agora, no entanto, o problema é outro: o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e, com isso, encareceu combustíveis e outros produtos, o que pode pressionar a inflação americana. Diante desse cenário, o banco central americano fica dividido: de um lado, há risco de preços mais altos; de outro, a economia pode desacelerar e afetar empregos. Por isso, a tendência é esperar mais antes de mexer nos juros, enquanto acompanha os impactos da guerra. A segunda decisão sobre os juros em 2026 também ocorre em meio à pressão crescente do presidente Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, após já ter eliminado, na véspera, Ali Larijani, uma das principais figuras do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando um casal de idosos, segundo a imprensa local. Já o Exército israelense também bombardeou o centro de Beirute, no Líbano, deixando seis mortos e 24 feridos, de acordo com autoridades locais. Os Estados Unidos também intensificaram a ofensiva e utilizaram uma bomba de penetração contra posições iranianas no Estreito de Ormuz. Acompanhe aqui a cobertura a vivo da guerra. Combustíveis O governo quer apertar a fiscalização para garantir que caminhoneiros recebam um valor mínimo justo pelo frete. Empresas que pagarem menos poderão ser punidas, até com suspensão das atividades. A medida será anunciada nesta quarta (18) e faz parte de um esforço para evitar uma nova greve de caminhoneiros, diante da alta do diesel. Apesar da redução de impostos federais, o governo avalia que o impacto no preço ainda é limitado sem a colaboração dos estados na queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS), o que mantém a pressão sobre a categoria. Nesta tarde, o governo federal propôs zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas aos estados. A medida pode custar R$ 3 bilhões por mês, sendo R$ 1,5 bilhão bancado pela União. A decisão deve sair até 28 de março. ▶️Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins. ▶️Nesta semana, porém, os governadores informaram que não reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas, e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". Por falar em Haddad, o ministro confirmou hoje que deixará a pasta na sexta-feira (20). O g1 preparou uma reportagem especial que reúne 10 gráficos sobre seu período à frente da economia. Mercados globais Em Wall Street, os investidores aguardam a decisão do Fed, mas outros números importantes da economia americana também já estão ditando o humor dos mercados por lá. Por volta das 11h, as bolsas operavam em queda depois que dados de inflação vieram pior do que o esperado. Dow Jones recuava, assim como o S&P 500, que perdia 0,5% (235 pontos), e o Nasdaq, que caiu 0,4%. Isso porque o indicador que mede os preços no atacado — quanto as empresas estão pagando pelos produtos antes de chegarem ao consumidor — que subiu 0,7% em fevereiro, bem acima do esperado. 🔎Isso acendeu o alerta de que a inflação já estava pressionada antes mesmo da guerra com o Irã, aumentando o medo de um cenário ruim para a economia, com preços altos e crescimento fraco ao mesmo tempo. As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta, pressionadas pela alta do petróleo após um ataque a um campo de gás no Irã, o que reacendeu temores sobre a guerra no Oriente Médio. O índice STOXX 600, um dos principais índices de referência da Europa, caiu 0,70%, interrompendo dois dias de ganhos.Entre os principais mercados: Londres recuou 0,94%, Frankfurt caiu 0,96%, Paris perdeu 0,06%, Milão caiu 0,33% e Lisboa recuou 0,44%. Na contramão, Madri subiu 0,29%. Na Ásia, as bolsas também fecharam em alta, impulsionadas pelo otimismo com inteligência artificial após resultados do Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia da China. Por conta disso, o índice de Xangai avançou 0,32%, enquanto o CSI300 fechou em alta de 0,45%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,61%. Em outros mercados, os ganhos foram mais fortes: o Nikkei, do Japão, saltou 2,87%, e o Kospi, da Coreia do Sul, disparou 5,04%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar e real Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
18/03/2026 12:00:33 +00:00
Governo prepara medidas para endurecer fiscalização do frete; anúncio deve ser feito nesta quarta

O governo federal deve anunciar na manhã desta quarta-feira (18), no Ministério dos Transportes, um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra. O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio (veja detalhes abaixo). O Executivo tem se articulado para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel. 🔎Preço mínimo do frete: É uma tabela obrigatória, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, que estabelece quanto um frete precisa custar no mínimo, dependendo do tipo de carga, distância percorrida, número de eixos e outras variáveis. Foi criada para impedir que caminhoneiros rodem “no prejuízo”. LEIA TAMBÉM: Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel; veja resultado Levantamento do Procon aponta aumento de 20,24% no preço do diesel em Poços de Caldas Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, o pacote prevê: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; divulgação pública, ainda hoje, dos nomes das principais empresas infratoras; fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes. De acordo com auxiliares do Ministério dos Transportes, a avaliação é que a baixa efetividade da fiscalização atual facilita que empresas paguem fretes abaixo do piso. O governo quer alterar essa lógica para atender uma das reivindicações centrais da categoria. Ministro dos Transportes, Renan Filho, durante uma coletiva de imprensa. TV Globo/Reprodução Medidas sobre diesel Apesar da desoneração federal anunciada na semana passada — que zerou PIS e Cofins sobre o diesel — o governo reconhece que o efeito prático da medida pode ser pequeno se os estados não reduzirem o ICMS. Governadores resistem à ideia e alegam perdas fiscais acumuladas. Ao fazer o anúncio na semana passada sobre as medidas relativas ao imposto do diesel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido para que os estados baixassem o ICMS de combustíveis. Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se reunirá com estados para pedir novamente a redução sobre o ICMS. Interlocutores da área econômica avaliam que, sem a colaboração dos estados, o preço final do diesel seguirá alto, alimentando a insatisfação da categoria e aumentando o risco de greve.
18/03/2026 11:44:07 +00:00
Haddad se reúne nesta quarta com estados para falar sobre combustíveis; Lula quer redução do ICMS estadual

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo pretende levar uma proposta para a reunião com os estados sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre diesel. Ele não antecipou o que será proposto. ▶️Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins. ▶️Nesta semana, porém, os governadores informaram que não reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas, e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Temos reunião hoje com o Confaz, [que reúne governo e secretários de Fazenda dos estados] vamos fazer uma proposta para eles, mas não vou antecipar para não ser deselegante com os proprietários", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a jornalistas. "Nós estamos tratando isso do ponto de vista federativo, numa reunião convocada para esse fim, com audiência de toda a imprensa, para que vocês possam acompanhar", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎Com a redução de impostos federais, caso do PIS e Cofins, pelo governo, houve um questionamento de Lula se os governadores também baixariam os impostos estaduais, caso do ICMS. Cada estado, entretanto, tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar impostos. Haddad não confirmou diretamente que pedirá redução do ICMS sobre combustíveis, conforme proposta do presidente Lula rejeitada pelos estados, mas observou que ações do governo já estão elevando a arrecadação do tributo estadual. São elas: A ação contra o crime organizado, no setor de combustíveis, que está retirando empresas irregulares do setor, que não recolhiam corretamente os tributos, dando lugar a outras que funcionam corretamente. "Nós temos um trabalho a fazer em relação a ICMS, que é justamente o combate a essas quadrilhas, a essas organizações criminosas que estão sendo expulsas do mercado. Então isso é um dado positivo, que a arrecadação aumenta sem que o imposto aumente", declarou o ministro. O trabalho de fiscalização que está sendo implementado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), medida anunciada na semana passada com o objetivo de garantir o repasse da redução dos impostos federais ao preço do combustível. "Vejam você que a gasolina [preço] nao foi alterada no caso da Petrobras. A Petrobras não mudou a preço da gasolina. No entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação e prejudicando a economia popular", disse Haddad. Fernando Haddad concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (25) Reprodução/ TV Globo Estados rejeitaram pedido de Lula Nesta terça-feira, antes da reunião do Confaz, que acontece nesta quarta, os governadores informaram que não reduziriam o ICMS sobre combustíveis. A justificativa do Comitê é que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. O Comsefaz acrescentou que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. Questionado nesta quarta-feira se o governo vai propor uma compensação aos estados por uma eventual redução do ICMS sobre o diesel, o ministro Haddad não respondeu. Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
18/03/2026 11:38:20 +00:00
Quaest: 71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (17) mostra que 71% dos entrevistados são contra a proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. O ministro Guilherme Boulos anunciou que o governo pretende propor um valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km. A pesquisa questionou se os entrevistados já conhecem a proposta: 76% disseram que sim, conhecem, e 24% não conhecem. Para 78% dos entrevistados, essa mudança levaria a um aumento de preços nos pedidos de entrega por aplicativo. Outros 17% acreditam que o preço ficaria igual, enquanto 5% acham que vai diminuir. Além disso, 86% dizem que a mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres, contra 14% que acreditam que o impacto seria maior sobre os mais ricos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O levantamento foi realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) e ouviu 1.031 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Fernando Blower, Presidente Executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) a regulamentação dos entregadores é necessária mas deve ser feita com equilíbrio, "pensando em soluções que protejam os trabalhadores e a sustentabilidade do setor". "A própria pesquisa mostra que a população não apoia a proposta colocada, especialmente diante do potencial impacto nos preços. Medidas como a fixação de valores mínimos podem afetar os consumidores, sobretudo os mais vulneráveis, e pressionar a operação de bares e restaurantes, em especial os de pequeno porte, que dependem do delivery”, aponta Blower. Veja os resultados: Você diria que é a favor ou contra essa proposta de taxa mínima para os pedidos de entrega de empresas como Ifood, 99food, Rappi, Aiqfome e Keeta, entre outras? A favor: 29% dos entrevistados; Contra: 71%. Você acredita que, se essa proposta for aprovada, o preço dos pedidos feitos por aplicativo vai subir, ficar igual, ou diminuir? Subir: 78% os entrevistados; Ficar igual: 17% Diminuir: 5%. Na sua opinião, quem será mais afetado pelo aumento no custo das entregas: as pessoas mais pobres ou as pessoas mais ricas? As pessoas mais pobres: 86% dos entrevistados; As pessoas mais ricas: 14% O levantamento perguntou aos entrevistados se estariam dispostos a pagar mais pelas entregas de aplicativo caso essa proposta seja aprovada e os preços subam: 29% disseram que sim, pagaria mais pelas entregas, enquanto 71% responderam que não pagaria. Questionados se o governo federal deveria se preocupar mais ou se preocupar menos em criar novas regras para o trabalho das empresas brasileiras, 40% responderam que deveria se preocupar mais, enquanto 60% disseram que deveria se preocupar menos. Entregadores de aplicativo se concentram na porta de supermercados da Zona Sul do Rio Marcos Serra Lima/G1
18/03/2026 11:06:23 +00:00
Nvidia retoma produção de chips para clientes da China

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang, após a empresa americana receber pedidos autorizados pela China. "Estamos retomando a fabricação", anunciou Huang, em entrevista coletiva realizada paralelamente à conferência anual da Nvidia. No mês passado, uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que ainda não havia sido realizada nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas, uma situação que mudou, segundo Huang. Como um ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa da história a atingir US$ 5 trilhões em valor Além da autorização do governo americano, essas operações exigem a aprovação de autoridades chinesas. Segundo vários veículos, Pequim pretende aprová-las gradualmente, para limitar a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos. Em abril de 2025, o governo americano proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana que prevê o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro. Desde então, no entanto, as entregas estavam paralisadas. No fim do mês passado, a Nvidia anunciou que não esperava nenhuma receita do mercado chinês no trimestre atual. Para cumprir as restrições impostas pelo governo americano, que se recusa a permitir que a Nvidia venda seus produtos mais avançados para empresas chinesas, o grupo desenvolveu uma nova versão do processador H200. O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
18/03/2026 11:01:27 +00:00
Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso

Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso Getty Images via BBC O tão aguardado ciclo de queda dos juros no Brasil — que muitos esperavam que começaria nesta quarta-feira (17) — pode não mais acontecer agora, ou ser mais lento do que se imaginava. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Desde junho do ano passado, a Selic está em 15% — seu patamar mais alto em quase 20 anos. O motivo dessa alta era a preocupação com a inflação brasileira, que dava sinais de que poderia ultrapassar a meta tolerada no país, de 4,5% ao ano. Como as expectativas de inflação vinham caindo esse ano, esperava-se que o juro — principal instrumento das autoridades monetárias para segurar aumentos de preço na economia — também caísse. O próprio Banco Central havia dito em janeiro, a sua primeira reunião deste ano, que os juros poderiam começar a cair agora em março. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse a ata da reunião do Copom da ocasião. No entanto o "cenário esperado" citado na nota não se confirmou. Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel atacaram o Irã, dando início a uma guerra que vem provocando aumento no preço internacional do petróleo, diante das incertezas sobre o fornecimento global de combustíveis. Antes da guerra, o preço referência do barril de petróleo estava abaixo de US$ 80 — agora ele tem sido cotado acima de US$ 100 em vários dias. E essa incerteza já teve repercussões na economia brasileira. A Petrobras anunciou na semana passada o aumento do preço do diesel — para colocar os preços domésticos em linha com os custos internacionais. E o governo federal anunciou a isenção que alguns tributos, na tentativa de conter grandes aumentos de preço. O temor do governo é que, se a guerra durar por muito tempo e o preço internacional do petróleo seguir em patamar elevado, a alta de combustíveis no Brasil provoque inflação. Combustíveis são um componente importante no preço de diversos produtos, como alimentos. "Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, ao anunciar as medidas do governo. Desde o começo da guerra no Irã, agentes de mercado passaram a acreditar que haverá aumento da inflação no Brasil. O mais recente boletim Focus do Banco Central — que reúne expectativas de mais de cem instituições financeiras do Brasil — divulgado na segunda-feira (17/3) mostra que o mercado espera que a inflação IPCA termine o ano em 4,1%. Há uma semana, a previsão do mercado era de 3,91%. Já a expectativa do mercado para a Selic no final de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% em uma semana. Isso significa que se o mercado entende que o ciclo de queda dos juros será menos intenso do que se previa antes da guerra. Entre corretoras havia uma expectativa antes do início da guerra de que haveria um corte de 0,5 ponto percentual nos juros brasileiros. Esta semana algumas instituições revisaram suas previsões para um corte mais gradual, de 0,25 ponto percentual. E outras já esperam que o Copom sequer promova qualquer corte. "Acreditamos que o Copom manterá a taxa Selic em 15% nesta semana", diz um relatório da XP publicado na segunda-feira. "Acreditamos que, se o Copom não estiver confiante para cortar a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, é melhor deixá-la inalterada e fazê-lo com mais embasamento em abril." Mas afinal, o que é exatamente o juro Selic e como ele afeta na prática o bolso das pessoas? O que é a taxa básica de juros? A taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como referência para todas as taxas de juros do mercado brasileiro e é definida pelo Copom, grupo composto pelo presidente e diretores do Banco Central. Eles se reúnem para definir a trajetória da Selic. A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo Banco Central para controlar a inflação. O Banco Central tem autonomia em relação ao governo federal para definir a Selic. Quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e no cartão ficam mais altos e isso desencoraja o consumo — o que, por sua vez, estimula uma queda na inflação. Por outro lado, se a inflação está baixa e o BC reduz os juros, isso barateia os empréstimos e incentiva o consumo. Para definir o que fazer com a Selic, o BC avalia as condições da inflação, da atividade econômica, das contas públicas e o cenário externo — sempre com o objetivo de manter a inflação dentro da meta. O instrumento é usado por todos os governos e autoridades monetárias. O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, define os juros básicos da economia americana. O Banco Central Europeu faz o mesmo com os juros nos países que compõem a zona do euro. Desde a pandemia, o mundo passou por um aumento da inflação — como reflexo de desequilíbrios na cadeia de produção combinados com um aumento do consumo. Nesses anos, a inflação bateu recorde de mais de quatro décadas em países europeus e nos EUA. No Brasil, um ciclo de alta começou em março de 2021 e durou até agosto de 2023, com escalada do juro de 2% para 13%. Por um ano depois disso, o juro chegou a cair para 10,5%. Mas desde setembro de 2024, o juro vem subindo, no atual ciclo de alta. Foram oito aumentos consecutivos na Selic, atingindo em junho do ano passado o patamar de 15%, que se mantém inalterado desde então. Esse nível é o maior registrado no Brasil desde julho de 2006. O objetivo do Copom é fazer a inflação brasileira ficar dentro da meta, que também é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Juros elevados encarecem crédito e tendem a reduzir consumo Getty Images via BBC O que é a meta de inflação? O regime de metas de inflação, o câmbio flutuante e a meta fiscal compõem o chamado "tripé macroeconômico", anunciado em 1999 como a nova estrutura da política econômica brasileira. Isso depois de o Brasil ter superado, com o Plano Real (1994), um período traumático de hiperinflação, durante o qual os preços chegavam a aumentar 80% em um único mês. A ideia da meta é que uma inflação previsível, estável e baixa possa ajudar a economia a crescer mais, reduzindo as incertezas. Se não houvesse aumento nos juros, as pessoas estariam expostas à inflação alta, o que provocaria uma queda nos padrões de vida de todos. Os preços de bens e serviços subiriam, e os salários das pessoas não acompanhariam essa alta. A meta, inicialmente fixada em 8% ao ano em 1999, foi sendo gradualmente reduzida ao longo dos anos. Para 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação anual em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais. O que significa que o CMN "tolera" uma inflação de 4,5% em 2026. Antigamente o cumprimento da meta era avaliado ao final de cada ano. Mas desde 2024, a meta é contínua, ou seja, precisa ser cumprida mês a mês. A meta é considerada descumprida quando a inflação acumulada em doze meses se desvia por seis meses consecutivos do intervalo de tolerância. Quando ela é descumprida, a autoridade monetária precisa publicar uma carta e uma nota técnica explicando os motivos do desvio da inflação, as providências para assegurar o retorno aos limites estabelecidos e o prazo estimado desse retorno. Efeitos de juros altos na prática Juros elevados têm dois efeitos claros no cotidiano das pessoas: Fica mais caro pegar dinheiro emprestado Torna-se mais atraente poupar e investir dinheiro em renda fixa Sobre empréstimos, juros altos afetam principalmente pessoas que tomam financiamentos para comprar casa ou carro — e também consumidores que têm dívidas com cartão de crédito. O mesmo acontece com empresas: juros altos não incentivam tomada de empréstimos para realizar investimentos. Se há menos investimentos, geram-se menos emprego e, consequentemente, renda. E governos também sofrem: juros elevados prejudicam as finanças públicas, já que os países também tomam empréstimos ao emitir títulos de dívida (uma das formas como governos se financiam — a outra é arrecadação de impostos). Juros mais altos acabam sendo vantajosos para quem tem dinheiro para emprestar e investir. Mas é preciso tomar cuidado. Os investimentos e poupanças precisam ter taxa de retorno superior à inflação para que haja um ganho real. Por outro lado, para quem não tem dinheiro guardado, a vida fica bem mais difícil, e o fosso entre ricos e pobres tende a aumentar. Por isso, quando os juros estão elevados, a desigualdade sobe. "Classes de renda inferiores se prejudicam mais com maiores taxas de inflação já que não contam com instrumentos de proteção financeira", diz nota do ministério da Fazenda que explica o regime de metas do país. * Com informações de Luis Barrucho
18/03/2026 10:12:39 +00:00
PIB acima do esperado, dívida em alta: o balanço da gestão Haddad em 10 gráficos

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo Fernando Haddad (PT) deixará o Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (20) após um período em que a economia apresentou resultados melhores do que o esperado — com crescimento do PIB, inflação controlada e mercado de trabalho aquecido. Mesmo assim, a relação entre o ministro e o mercado financeiro continuou marcada por altos e baixos. Pouco mais de três anos após assumir a pasta, economistas avaliam que Haddad não avançou em reformas importantes para melhorar a economia no longo prazo. O principal problema foi a dificuldade de controlar os gastos públicos, marcada por revisões e mudanças nas metas. Nesta reportagem, veja o que os números da economia mostram sobre a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O calcanhar de Aquiles Embora Haddad tenha conquistado parte do mercado financeiro no início do mandato — com um discurso focado em melhorar as contas públicas e controlar gastos — seus planos acabaram enfrentando resistências dentro do próprio governo. Nos primeiros dias de governo, em 2023, Haddad chegou a afirmar que “não aceitaria” o déficit previsto para aquele ano e que trabalharia para reduzi-lo. “Um dos méritos de Haddad é que ele sempre buscou dialogar com o mercado e com analistas, explicando a agenda econômica e os objetivos do governo”, afirma Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria. A aprovação do arcabouço fiscal, ainda em 2023, foi um passo importante para mostrar o compromisso do ministro com as contas públicas. Mas o resultado fiscal daquele ano — com déficit de R$ 249 bilhões — acabou pesando na avaliação do mercado. Segundo o economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, embora Haddad tenha herdado despesas do governo Bolsonaro (PL) que precisaram ser pagas em 2023, o ministro também tem parte da responsabilidade pelo aumento dos gastos naquele ano. “Ele manteve regras que aumentam despesas automaticamente e não discutiu mudanças em benefícios como aposentadorias, abono salarial, seguro-desemprego e BPC. Isso também aumentou a pressão sobre as contas públicas”, afirma Salto. No ano seguinte, o déficit caiu para R$ 47,6 bilhões — uma redução de mais de 80% em relação a 2023. Mesmo assim, problemas no orçamento, dificuldade para cortar gastos e a autorização de despesas fora da meta fiscal voltaram a reduzir a confiança do mercado em Haddad. Contas do setor público consolidado Arte/g1 Em abril de 2024, por exemplo, o governo propôs reduzir as metas de superávit primário para os anos seguintes no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com isso, o superávit que era esperado para 2025 passou a ser previsto apenas para 2026. A medida abriu espaço para aumento dos gastos públicos e foi duramente criticada pelo mercado financeiro. “A mudança foi mal recebida pelo mercado, e com razão. Ela mudou o caminho esperado para as contas públicas e reacendeu a percepção de que o governo poderia recorrer a manobras contábeis para ajustar o resultado fiscal”, afirma Salto, da Warren. Arrecadação em alta – e gastos também Apesar dos esforços de Haddad para manter a confiança nas contas públicas, especialistas dizem que faltaram medidas concretas para cortar despesas. O ministro fez uma nova tentativa de cortar gastos em novembro de 2024, ao anunciar um pacote de medidas que previa economizar R$ 70 bilhões em dois anos. O gesto, porém, não foi suficiente para recuperar a confiança do mercado. Isso porque também foi anunciado, no mesmo dia, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A promessa de campanha de Lula foi vista imediatamente como um novo gasto. “O governo também enfrentou dificuldades para reduzir gastos por causa do Congresso. Haddad tentou discutir várias propostas, mas muitas acabaram sendo enfraquecidas pelos próprios parlamentares”, diz André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica. Entre as medidas que ajudaram a aumentar a arrecadação estão mudanças em impostos, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a chamada “taxa das blusinhas”, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Peso dos impostos na economia. Arte/g1 Arrecadação federal Arte/g1 “Ainda que o ministro tenha adotado algumas medidas corretas para aumentar a arrecadação, elas não foram suficientes para mostrar estabilidade da dívida. O ponto mais sensível, que seria controlar o crescimento das despesas obrigatórias, não foi enfrentado”, diz Ribeiro, da Tendências. Segundo dados do Banco Central, desde o início do mandato de Haddad a dívida bruta do governo em relação ao PIB subiu cerca de sete pontos percentuais, para 78,66%. Para este ano, a previsão do Tesouro Nacional é que a dívida chegue a 83,6%. “Não chegamos a uma situação fiscal desastrosa, mas o déficit primário do governo ainda não é compatível com uma trajetória sustentável da dívida”, completa Salto. Tamanho da dívida do governo em relação à economia do país. Arte/g1 PONTO A PONTO: Entenda o que impulsionou a dívida pública nos últimos anos Dos males, o menor Apesar das dificuldades para cortar gastos, os especialistas ouvidos pelo g1 reconhecem o mérito de Haddad na defesa e na aprovação da reforma tributária, após três décadas de discussões no Congresso. A reforma, aprovada em dezembro de 2023, criou um imposto sobre valor agregado (IVA), definiu uma cesta básica nacional isenta de tributos e estabeleceu o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. ENTENDA: Veja a reforma tributária em 7 pontos “Essa é uma reforma extremamente difícil e que, no início, poucos acreditavam que sairia do papel. Ainda não é o modelo ideal, mas deve gerar efeitos positivos para a economia ao longo do tempo e conta a favor de Haddad”, afirma Ribeiro, da Tendências. Os especialistas, porém, dizem que ainda há um longo caminho para completar a reforma tributária no país. Segundo o economista e coordenador do curso de administração pública da Fundação Getulio Vargas (FGV), Nelson Marconi, uma parte importante que ainda precisa ser discutida é a reforma sobre a renda. “O governo poderia ter feito uma reforma tributária mais ampla, que também incluísse a tributação da renda e a revisão de despesas e desonerações. A taxa de 10% sobre a renda dos mais ricos é um passo, mas ainda é insuficiente”, afirma. Contra as previsões, crescimento A dificuldade para implementar um plano de gastos mais alinhado ao que o mercado esperava, porém, não impediu que Haddad entregasse crescimento e inflação melhores do que o previsto. Durante seu mandato, o PIB cresceu acima das projeções do mercado em todos os anos. A inflação também ficou dentro do intervalo de tolerância da meta em dois dos três anos em que esteve à frente da Fazenda — muito em virtude do rigor do Banco Central em manter juros mais altos, apesar das pressões do governo federal. “A economia tem apresentado um desempenho positivo, com crescimento elevado. Mesmo com a desaceleração em 2025, a atividade ainda cresceu bastante para o padrão recente do país”, avalia Salto. Evolução da atividade econômica brasileira (PIB). Arte/g1 Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa uma desaceleração em relação ao ano anterior, mas marcou o quinto ano seguido de crescimento da economia. Parte dessa desaceleração também é reflexo dos juros elevados, que estão em 15% ao ano desde junho de 2025. "A política monetária restritiva [juros altos] e o alto endividamento das famílias, que bateu recorde no ano passado, têm puxado um pouco o consumo para baixo", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do instituto, em coletiva de imprensa para falar sobre o resultado do PIB. Segundo ela, o alto nível da Selic foi o "vilão" do PIB no ano passado. Apesar dos juros elevados, o mercado financeiro avalia que o BC fez bem em não ceder. “Além disso, o fato de Haddad ter respeitado a autonomia do Banco Central e permitido que a instituição atuasse sem interferência também é um ponto positivo”, afirma Salto. Nesse ponto, o ministro também ajudou a manter a inflação controlada nos últimos anos — mesmo com uma meta considerada exigente, de 3%. Comparação entre a inflação acumulada em 12 meses e a evolução da taxa básica de juros. Arte/g1 “Hoje vemos as expectativas caminhando para níveis mais baixos, e em nenhum momento houve descontrole da inflação ou sinal de que o governo tenha abandonado o compromisso de mantê-la sob controle”, completa. Por fim, os especialistas consultados pelo g1 também destacam os bons resultados do mercado de trabalho e da renda como parte do legado de Haddad. “Esse é um indicador ligado ao crescimento da economia e que também ficou melhor do que o mercado previa. O mercado de trabalho está realmente muito positivo”, avalia Alessandra Ribeiro, da Tendências. Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025 — o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. Já o rendimento médio real das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024. Dados de desemprego e renda. Arte/g1
18/03/2026 08:03:52 +00:00
Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado

Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado Em 2025, o Guia de Compras comparou o preço de 15 ovos de Páscoa com os valores de 2024 para entender qual foi o aumento percentual do setor entre esses dois anos. Agora, o g1 voltou a pesquisar preços para trazer uma nova comparação entre 20 ovos de 2025 e 2026, considerando a alta do chocolate usado para a Páscoa. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Veja 25 opções de ovos de Páscoa (até para pets) para presentear por até R$ 185 As pesquisas em ambos os anos foram feitas um mês antes da Páscoa. Em 2025, a celebração foi em 20 de abril. Neste ano, vai cair em 5 de abril. Considerando os menores valores encontrados nessa comparação, a maioria ficou mais cara de um ano para cá, e só houve redução de preço para um modelo. Veja na tabela abaixo. A maior variação encontrada de um ano para outro foi de 36,36%, contra 25% no ano passado. Esse percentual não considera a inflação acumulada que, nos últimos 12 meses, foi de 3,81%, pelo IPCA. O índice de março só será divulgado em abril. Variação de preços dos ovos de Páscoa Os maiores aumentos percentuais foram verificados para os ovos Lacta Favoritos 540g, que passou de R$ 88 para R$ 120 (36,36%), e o Lacta Sonho de Valsa 277g, que subiu de R$ 42 para R$ 57 (35,7%). Já os menores aumentos foram os dos ovos Nestlé KitKat 332g, que saiu de R$ 68 para R$ 70 (2,94%) e teve uma alta percentual abaixo da inflação, e o Ferrero Rocher 225g, que foi de R$ 107 a R$ 115 (7,47%). Também houve redução de preço no ovo Arcor Tortuguita Baunilha 120g, que passou de R$ 43 para R$ 40 (-6,97%), após um aumento de 22,8% entre os anos de 2024 e 2025. A seguir, veja onde comprar os ovos listados na tabela. Ferrero Rocher Garoto Kinder Lacta Nestlé Ferrero Rocher Ferrero Rocher 225g Garoto Garoto Baton 204g Garoto Crocante 227g Talento Avelã 227g Kinder Kinder Maxi Natoons 150g Lacta Lacta ao leite 157g Lacta Trakinas com Biscoito 190g Lacta Sonho de Valsa 277g Lacta Oreo Tripla Camada 320g Nestlé Nestlé Classic ao leite 199g Nestlé Galak 199g Nestlé Alpino 349,5g Comércio de ovos de Páscoa; supermercado; vendas; mercado; chocolate Marcelo Camargo/Agência Brasil Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
18/03/2026 07:01:48 +00:00
Por que a China devolveu cargas de soja do Brasil e uma grande exportadora cancelou embarques

Colheita de soja no Piauí. Divulgação Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês. Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 80% das exportações do produto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China recentemente por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático. Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema. Na terça-feira (17), o ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, disse em coletiva de imprensa que a qualidade da soja brasileira “é inquestionável”, mas que a preocupação dos chineses é legítima. Ele afirmou ainda que vai propor à China a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja. Quando a pressão começou Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil. "O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos", diz Bulascoschi. "Recentemente, a China voltou a cobrar o Ministério da Agricultura de forma mais dura, o que levou o governo a adotar uma 'postura de tolerância zero' para evitar tensões diplomáticas e a emitir certificados fitossanitários com mais rigor", acrescenta. Na prática, diz ele, o Ministério passou a fazer inspeções mais frequentes e deixou de emitir certificados para carregamentos que não cumprem as exigências. "Sem esse certificado, as empresas ficam impedidas de entregar a carga na China e de receber o pagamento", explica. Interrupção da Cargill Segundo Bulascoschi, foi nesse contexto que a Cargill decidiu interromper as exportações para a China. O g1 procurou a companhia, que informou que suas entidades representativas — a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) — publicariam uma nota conjunta. No entanto, as entidades não têm dado explicações. Na nota conjunta, publicada na quinta-feira (12), disseram apenas que acompanham "de forma atenta" os "recentes desdobramentos" das exportações de soja. (veja no final da reportagem) O Ministério da Agricultura disse ao g1 que se reuniu com as principais tradings (comercializadoras de grãos) e associações do país e que, juntos, atuam para "superar eventuais dificuldades" e "assegurar os elevados padrões de qualidade dos produtos brasileiros". Fávaro ressaltou que, após essa reunião, nenhuma regra de inspeção foi flexibilizada. Ele disse isso após rumores de que o governo teria afrouxado normas. Segundo o ministro, se tivesse ocorrido um “alívio” da parte do ministério, “os navios estavam navegando”, em referência a embarcações que não tiveram o certificado. Impacto para as exportações Analistas da Hedgepoint Global Markets avaliam que o caso é pontual e não deve afetar o volume de soja exportado para a China. "A fila de navios nos portos brasileiros continua forte, com cerca de 17 milhões de toneladas de soja, sendo 10 milhões destinadas à China", afirma Thais Italiani, gerente de Inteligência de Mercado. "Até agora, não há registro de atrasos relevantes na saída de navios, o que indica que se trata de ajustes pontuais no processo de inspeção das cargas", acrescentou. Luiz Fernando Gutierrez Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos e Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, afirma que 20 navios com cargas de soja representam entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas. "É pouco diante das 112 milhões de toneladas que o Brasil deve exportar no total no ano", conclui. Nota da Abiove e da Anec "A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) informam que estão acompanhando, de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês. Diante desse cenário, a ABIOVE e a ANEC reafirmam que seguem atuando de forma colaborativa e mantendo diálogo constante com as autoridades competentes e com as demais entidades da cadeia produtiva para buscar soluções que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade." Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
18/03/2026 07:01:25 +00:00
Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes

Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF Reprodução/Rosinei Coutinho/STF Programas usados em investigações da Polícia Federal podem desbloquear celulares e recuperar o conteúdo de conversas no WhatsApp. Em alguns casos, conseguem até acessar imagens apagadas pelo dono do aparelho. Na investigação do caso Master, a PF realizou uma análise técnica para obter mensagens trocadas em 17 de novembro entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou o jornal "O Globo" em 6 de março. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A conversa incluía prints com mensagens escritas pelo banqueiro no aplicativo de bloco de notas e enviadas pelo WhatsApp como imagens de visualização única. O jornal afirmou que teve acesso ao conteúdo obtido por um software da PF que exibe, de forma conjunta, mensagens e arquivos, o que permitiu reverter a visualização única. Em nota enviada anteriormente, Moraes afirmou que os prints de mensagens de Vorcaro não aparecem como enviados a ele e que uma análise técnica indicou que as imagens de visualização única não correspondem aos contatos do ministro. Vorcaro falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master O perito em segurança digital Wanderson Castilho explicou ao g1 que a estratégia de Vorcaro de criar capturas de tela do bloco de notas para ocultar o conteúdo das conversas pode, na prática, ter contribuído para criar mais evidências. "É até mais fácil recuperar imagens do que a conversa propriamente dita. Quando ele transformou a conversa em imagem, deixou um rastro maior", afirmou. Segundo o especialista, as imagens enviadas por Vorcaro podem ter sido recuperadas de locais como: O aplicativo bloco de notas; A galeria de fotos que armazena a captura de tela; Pastas ocultas que podem manter arquivos temporariamente no dispositivo. Tanto o bloco de notas quanto a galeria de fotos possuem lixeiras que guardam arquivos excluídos por alguns dias. Mesmo depois de removidos da lixeira, esses arquivos podem deixar rastros na memória do aparelho. "Conseguimos analisar todas essas correlações e chegar à mensagem de visualização única que, em tese, ninguém mais conseguiria ver", disse Castilho. A estrutura do WhatsApp, que armazena as conversas no próprio aparelho e não em um servidor externo, permite que autoridades recuperem mensagens quando estão com o dispositivo em mãos, explicou o perito. O WhatsApp usa criptografia de ponta a ponta, que impede o acesso às mensagens por terceiros, incluindo a própria plataforma. As conversas são protegidas por uma espécie de cadeado, aberto apenas com as chaves armazenadas no celular de cada usuário. "A segurança está no caminho que as mensagens percorrem. Quando chegam aos aparelhos, elas são descriptografadas e ficam legíveis para qualquer pessoa", resumiu o perito. Como funcionam os programas usados pela PF Programas como o israelense Cellebrite e o americano GrayKey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e celulares Android mesmo quando estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele faz varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia conforme a condição do dispositivo: Se estiver com a tela bloqueada, podem ser usados programas como GrayKey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha e baixar informações ao se conectar ao aparelho por cabo USB; Se estiver desligado ou danificado, pode-se usar a técnica chamada chip-off, na qual o chip de memória é removido do aparelho e as informações contidas nele são transferidos para outro dispositivo. Apesar de arquivos e mensagens não desapareçam imediatamente da memória, o ideal é que a extração com esses programas seja feita o quanto antes. Foto de visualização única no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Peritos têm pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, explicou Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, por exemplo. Alguns celulares são reiniciados automaticamente para dificultar a extração da senha. A empresa que criou o GrayKey informou em 2024 que uma atualização do iPhone faz o aparelho reiniciar automaticamente se permanecer bloqueado por mais de três dias. Busca por mensagens O IPED, criado pela Polícia Federal, facilita a busca por informações em um celular e consegue até extrair texto de imagens. O sistema usa um princípio semelhante ao de radares de trânsito que fotografam placas e transformam os números em texto para identificação no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro. "Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. (veja no vídeo abaixo) O programa permite fazer buscas por padrões, como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. Ele também consegue analisar mensagens apagadas, mas não as que têm visualização única. O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que desenvolvedores contribuam com melhorias na ferramenta. Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF
18/03/2026 06:01:04 +00:00
Fundo da Reag recebeu R$ 1 bilhão de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do PCC

Comunicados bancários enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontam que o Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o fundo é administrado, controlado, gerido, custodiado e distribuído pela Reag, administradora de fundos de investimentos e que é apontada pela Polícia Federal em envolvimentos no esquema de fraudes do Banco Master. Os dados foram enviados pelo Coaf à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. As transações correspondem a um período entre 2023 e 2025. Ao todo, os valores recebidos somam R$ 1 bilhão. Segundo publicações feitas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Fundo Gold Style tem um ativo de R$ 2 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dentre o que foi repassado à Gold Style, estão R$ 759,5 milhões feitos pela Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis ligada ao PCC. De acordo com as investigações da operação Carbono Oculto, a distribuidora era usada na engrenagem do grande esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos em todo o setor de combustíveis de oito estados brasileiros. O comunicado foi feito pelo Banco do Brasil, em agosto de 2024, antes da deflagração da operação. Além da Aster, a Gold também recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, uma fintech apontada pelas investigações da Polícia Federal como um dos núcleos financeiros usados pelo PCC para lavar dinheiro. O fundo também recebeu R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento, fintech apontada em comunicados bancários ao Coaf como uma instituição que movimentou mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas pela Operação Carbono Oculto. Um comunicado feito ao Caof pela Reag, administradora do fundo, informou que, além dos valores recebidos, a Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024. O comunicado foi feito uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025. A Reag A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que investiga o Banco Master e que levou o banqueiro Daniel Vorcaro à prisão em 4 de março. Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos Reprodução/Instagram A suspeita dos investigadores é que a empresa atuou na estruturação e administração de uma "ciranda" de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. A empresa também foi alvo da operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, atribuído a integrantes PCC. A suspeita é que o PCC utilizou a estrutura de fundos da Reag para lavar dinheiro com um único cotista. O mecanismo dificulta a identificação dos beneficiários finais desses recursos.
18/03/2026 04:00:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição?

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Veja mais perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
18/03/2026 03:01:22 +00:00
BC deve cortar juros pela 1ª vez em quase dois anos nesta quarta, mas disparada do petróleo freia intensidade

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (18) e deve iniciar o ciclo de corte da Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em 15% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024, ou seja, em quase dois anos. Mas também há analistas que projetam manutenção do juro. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O começo do processo de queda dos juros no Brasil deverá acontecer apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo O que dizem analistas Sem o fator guerra, os economistas dos mercado financeiro projetavam um corte maior na taxa de juros nesta semana, de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Mas ajustaram suas projeções para uma redução de menor intensidade, para 14,75% ao ano. Foi o que aconteceu com a estimativa do Itaú, que passou a projetar uma redução menor dos juros "em meio à incerteza mais elevada e a um balanço de riscos menos favorável, associado à alta relevante nos preços do petróleo". "Como de costume, a condução da política monetária diante desse tipo de choque dependerá da avaliação quanto à sua persistência e à propagação por meio de efeitos de segunda ordem (...) O balanço de riscos se tornou altista para 2026-2027, mas com alguns atenuantes, como medidas tributárias voltadas à mitigação do aumento de preços de combustíveis no mercado doméstico", informou o Itaú, em comunicado. A equipe de macroeconomia do ASA também reduziu de 0,5 ponto para 0,25 ponto sua projeção de corte na Selic, para 14,75% ao ano, ou seja, com um "início de ciclo de flexibilização mais cauteloso" por conta da alta no preço do petróleo. "Em nossa leitura, esse choque deve elevar a projeção do Banco Central para o IPCA no horizonte relevante, que passaria a se aproximar de 3,6% no terceiro trimestre de 2027 [o chamado horizonte de relevância da política de juros] afastando-se do centro da meta [central de 3%]. Esse deslocamento, por si só, já reforça a conveniência de um início de ciclo mais parcimonioso" avaliou o ASA. ▶️Mesmo com a guerra, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação, continue a recuar nos próximos meses — chegando a 12,25% ao ano no fim de 2026. Banco Central pode começar ciclo de corte de juros nesta quarta-feira Adriano Machado/ Reuters Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.
18/03/2026 03:01:20 +00:00
INSS inicia pagamento de benefícios de março; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de março na próxima quarta-feira (25). O calendário é organizado conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Depois, começam os depósitos para quem recebe acima do piso nacional. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 25/3 Final 2: 26/3 Final 3: 27/3 Final 4: 30/3 Final 5: 31/3 Final 6: 1º/4 Final 7: 2/4 Final 8: 6/4 Final 9: 7/4 Final 0: 8/4 Veja as datas de pagamento para quem ganha acima de um salário mínimo: Finais 1 e 6: 1º/4 Finais 2 e 7: 2/4 Finais 3 e 8: 6/4 Finais 4 e 9: 7/4 Finais 5 e 0: 8/4 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Pedido de adesão é feito pelo aplicativo do INSS INSS/Divulgação
18/03/2026 03:01:11 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de março começam nesta quarta; veja calendário

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em março de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de março do Bolsa Família 2026 nesta quarta-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para março de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/3 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/3 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/3 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/3 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/3 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/3 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/3 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/3 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/3 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/3 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
18/03/2026 03:01:10 +00:00
ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária Alguns sites pornográficos como RedTube e Pornhub seguem aceitando apenas a autodeclaração de maioridade nesta terça-feira (17), um dia após entrar em vigor o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que proíbe esse tipo de prática. Ao g1, que verificou os casos, os sites mencionados disseram que estão "comprometidos a trabalhar com autoridades para chegar a uma solução efetiva"'. A nova lei determina que plataformas com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes, como as de conteúdo pornográfico, adotem mecanismos mais robustos de verificação de idade — e não apenas o botão “Sim, tenho mais de 18 anos”. Além disso, o ECA Digital também estabelece que plataformas com acesso por crianças e adolescentes, como redes sociais, devem adotar medidas para evitar a exposição a conteúdos inadequados. Na prática, porém, pouca coisa mudou. O g1 verificou que plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, X e Discord (plataforma que permite jogar ao vivo com outros usuários) ainda não passaram a exigir, de forma ampla, métodos mais rigorosos, como envio de documentos ou reconhecimento facial. Ao acessar esses serviços, não há mudanças visíveis em relação aos dias anteriores. Em fevereiro, o Discord informou que passaria a exigir reconhecimento facial ou o envio de um documento de identificação quando um perfil tentasse acessar conteúdos com restrição etária, além de usar um sistema para estipular a idade do usuário. Mas, em um teste realizado nesta terça-feira (17), o g1 conseguiu acessar conteúdos impróprios sem que nenhuma verificação de idade fosse realizada. Já o YouTube e o Tiktok também disseram usar um sistema para estimar a idade do usuário, a partir do comportamento dele na rede social e restringir conteúdos inadequados para menores. Sites pornográficos pedem autodeclaração de idade Reprodução 🔎O fato de muitas dessas plataformas serem originalmente estrangeiras não muda a obrigação, segundo advogado especialista em regulação digital e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) Francisco Brito Cruz. “Se o serviço tem público no Brasil, monetiza aqui ou oferece conteúdo em português, ele precisa cumprir a lei brasileira”, afirma. ECA Digital: Google e Meta explicam como é a verificação de idade em suas plataformas Plataformas devem verificar idade de usuários a partir desta terça com o ECA Digital; veja como vai funcionar Por que as mudanças do ECA digital ainda não apareceram? Segundo Cruz, na prática, ainda não é possível ver grandes mudanças com a nova lei porque ela ainda está em "um momento intermediário" de aplicação. “Tem coisa que vai mudar a partir de hoje? Tem. Mas provavelmente não é tudo”, afirma. Ele explica que o ECA Digital funciona como uma base geral, que depende de outras etapas para sair do papel. O próximo passo é a publicação de um decreto que deve detalhar parte das regras. A expectativa é que ele seja assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias. Depois disso, segundo o especialista, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) — responsável por fiscalizar e aplicar punições — ainda deve definir regras específicas sobre como isso será feito na prática. “A gente só vai saber exatamente quem pode ser multado ou não depois dessas regras mais detalhadas”, afirma. A expectativa, segundo Cruz, é que as mudanças aconteçam de forma gradual, à medida que a regulamentação avance. Verificação de idade é algo complexo Criança no celular Canva Um dos pontos centrais da nova lei é justamente a verificação de idade — e também um dos mais complexos. No caso de sites pornográficos, onde o conteúdo é claramente voltado para adultos, a necessidade de adaptação é mais imediata, segundo o especialista. “Nesses casos, é o mínimo a ser feito”, afirma Brito Cruz. Já nas redes sociais, a implementação tende a ser mais complexa, porque as exigências devem variar de acordo com o nível de risco para crianças e adolescentes. Na prática, caberá à ANPD definir quando será necessário exigir medidas mais ou menos rigorosas. A lei prevê que a verificação pode ser feita por diferentes métodos, como: 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário; 🤳 envio de selfie, que estima a idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial; 🪪 envio de documentação, que permite confirmar a idade exata. “Esse tipo de regra não é imediata. A lei traz uma diretriz geral, mas a aplicação depende da regulamentação”, afirma Cruz. Veja mais: ECA Digital: menores de 16 anos terão que vincular suas redes sociais com as de seus pais O que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens
18/03/2026 03:01:04 +00:00
Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônio; emissão de ações foi adiada

BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master O Banco de Brasília (BRB) adiou, na noite de terça-feira (17), uma assembleia de acionistas que tinha sido convocada para a manhã desta quarta (18). O adiamento, com menos de 24 horas de antecedência, foi anunciado em fato relevante ao mercado e antecipado pelo blog da Camila Bomfim no g1. Segundo o blog, o BRB avaliou que o impasse jurídico sobre o uso de imóveis do governo do Distrito Federal (acionista controlador) para reforçar o caixa do banco afugentou investidores (entenda abaixo). Na pauta da assembleia, estava a intenção do BRB de captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias – aquelas que dão direito a voto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A intenção é aumentar o capital social do banco e, na prática, reenquadrar o balanço patrimonial do BRB nos limites prudenciais previstos pela lei brasileira. "[...] o Banco entendeu como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a Companhia", afirmou o BRB no comunicado ao mercado. Por que a assembleia foi adiada? Em entrevista exclusiva à GloboNews, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, creditou o adiamento da assembleia do BRB ao impasse sobre a lei que autorizou a entrega dos imóveis públicos do DF ao banco. Uma decisão liminar da Justiça do DF suspendeu a validade da lei na manhã de segunda-feira (16). Um dos argumentos era de que o governo não poderia ter sancionado a lei antes de aprovar a medida na assembleia de acionistas do BRB. A liminar foi derrubada na noite desta terça (17) pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF, desembargador Roberval Belinati. Mas, segundo o presidente do BRB, esse impasse gerou "temor" nos investidores. "Essa suspensão da lei 7.845 gerou, eu diria, um certo temor nos investidores qualificados. Todo aquele trabalho que nós fizemos na Faria Lima de buscar os grandes investidores – fizemos um roadmap, tivemos uma lei, um roadshow, e já tínhamos vários [investidores]", declarou à GloboNews. "Com isso, com essa insegurança jurídica que foi criada, foi um desserviço para a capitalização do BRB", seguiu. Presidente do BRB explica cancelamento da assembleia de acionistas E agora, o que o BRB vai fazer? Além dessa captação no mercado financeiro, o BRB trabalha com pelo menos outros quatro mecanismos principais para restabelecer seu patrimônio: a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões – mecanismo já autorizado em uma lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB); a oferta desses mesmos imóveis como garantia em um empréstimo a ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – autorizada na mesma lei; a venda de ativos do próprio BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas; a securitização de ativos do governo como a dívida ativa, recebíveis da Terracap e dividendos da Caesb e da CEB – ou seja, transformar esses créditos em ações e antecipar o recebimento do dinheiro. Em entrevista exclusiva, presidente do BRB fala sobre medidas para recompor o banco Parte desse "cardápio" já constava no plano "preventivo" entregue pelo BRB ao Banco Central em fevereiro, segundo apurou o g1. O documento segue em sigilo. O BRB tem até o fim do mês para divulgar o balanço do segundo semestre de 2025. O mercado financeiro espera que, junto com esse documento, o banco divulgue também as soluções concretas que serão tomadas para recompor o capital – como forma, inclusive, de manter uma imagem de solidez. LEIA TAMBÉM: SEM GARANTIA: com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá União como avalista em empréstimo PATRIMÔNIO, VENDA E FEDERALIZAÇÃO: saiba quais riscos o BRB corre GESTÃO FRAUDULENTA: BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 Sede do Banco BRB Getty Images via BBC O que a assembleia ia votar? Se (ou quando) a assembleia de acionistas do BRB aprovar a emissão de ações nas próximas semanas, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️Todo esse plano precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do DF , que detém 71,92% do capital do banco do BRB. ➡️Se novas ações forem emitidas, os atuais acionistas terão "direito de preferência". Ou seja, poderão comprar ações suficientes para manter o mesmo nível atual de participação no capital do banco. ➡️Até o momento, o governo do DF não indicou se vai exercer seu direito de preferência, e de onde tiraria esse dinheiro. Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
18/03/2026 03:00:42 +00:00
Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel; veja resultado

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto. Alain Jocard/AFP A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou nesta terça-feira (17) uma fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos em postos de combustíveis em nove estados e no Distrito Federal. A ação foi conduzida por fiscais da agência, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons municipais e estaduais. Há denúncias de que alguns postos tenham aproveitado o contexto da guerra no Oriente Médio para elevar preços sem justificativa. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a ANP, foram analisados 42 postos e uma distribuidora de combustíveis em 22 cidades. A operação resultou em 13 autos de infração por "motivos diversos". A agência informou que, nesses casos, notificou os estabelecimentos para que enviem notas fiscais de compra de combustíveis de períodos recentes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esses dados serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos, poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos, multas", acrescentou, em nota, a agência. Em caso de irregularidades, as multas podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da conduta e do porte do infrator. A aplicação pode ser feita pela ANP ou por seus órgãos conveniados. O que motivou a operação Segundo a agência, o objetivo da fiscalização é acompanhar a evolução do preço do diesel, especialmente após a publicação da Medida Provisória 1.340, na última sexta-feira (13). A MP zerou os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel, reduzindo o preço em R$ 0,32 por litro. Um decreto complementar determinou o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores do combustível, também no valor de R$ 0,32 por litro. As medidas foram adotadas em meio à guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo no mercado global. Até a publicação da MP, o diesel já havia subido 11,8%, chegando a R$ 6,80 por litro. A operação de fiscalização, porém, ocorreu após denúncias de que redes de postos estariam aproveitando o contexto internacional para elevar o preço do diesel de forma abusiva, antes mesmo de a Petrobras anunciar reajustes às distribuidoras. A operação desta terça-feira foi realizada nos seguintes estados: Amazonas; Bahia; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; São Paulo. Além dos preços do diesel, a fiscalização também verificou a quantidade de combustível fornecida pelas bombas e a qualidade do produto.
18/03/2026 00:48:01 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.985: três apostas levam prêmio e dividem R$ 104,5 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2985 O sorteio do concurso 2.985 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (17), em São Paulo. Três apostas acertaram as seis dezenas e vão dividir o prêmio de R$ 104.568.157,59. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 08 - 21 - 32 - 41 - 60 Os vencedores são de Camocim (CE), Catalão (GO) e Presidente Castelo Branco (PR). Com a divisão do prêmio, cada um vai levar R$ 34.856.052,53. Segundo a Caixa Econômica Federal, todos os ganhadores fizeram apostas simples, de seis números. A quina teve 96 apostas vencedoras, rendendo R$ 34.815,62 para cada. Já a quadra teve 4.494 ganhadores, que vão levar R$ 1.225,92 cada. O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (19), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões. Mega-Sena, concurso 2.985 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
18/03/2026 00:03:21 +00:00
Ministro da Justiça diz que PF vai investigar preços abusivos de combustíveis

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta terça-feira (17) que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar preços abusivos de combustíveis. Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou os Procons de todos os estados para a fiscalização. "É inaceitável que a falsa alegação de impacto da guerra seja fator para incremento dos preços", disse o ministro. Segundo ele, desde a semanada passada, foram quase 669 postos de gasolina, 64 distribuidores e uma refinaria fiscalizados pelos Procons. Segundo o ministro, o Ministério de Minas e Energia e os ministérios públicos estaduais também participam do trabalho de fiscalização. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou, nesta terça, uma operação de fiscalização em nove estados e o Distrito Federal (DF) para verificar eventuais preços abusivos. De acordo com os dados preliminares, foram fiscalizados hoje 43 agentes econômicos, sendo 42 postos e uma distribuidora de combustíveis, nessas 22 cidades. Foram lavrados 13 autos de infração por motivos diversos. A ANP realizou notificações para envio, pelos postos à Agência, das notas fiscais de aquisição dos combustíveis dos últimos períodos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além dos valores, a qualidade dos combustíveis e quantidade fornecida pelas bombas também estão na mira da fiscalização. As equipes envolvidas na ação estão nos estados do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Na semana passada, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores. As medidas assinadas por Lula foram: um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo; uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32, por litro; a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população; um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. Prodecon autua 10 postos de combustíveis em fiscalização sobre preço da gasolina em Petrolina Divulgação/Ascom PMP O pacote de ações entrou em vigor com a publicação dos textos no "Diário Oficial da União", em edição extra na quinta-feira (12). Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas. “A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na ocasião. De acordo com o governo federal, com o decreto que zera o PIS/Cofins sobre o diesel, são eliminados os dois únicos impostos federais cobrados sobre o combustível. A renúncia fiscal com a medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões.
17/03/2026 22:24:28 +00:00
ECA Digital: Google, Meta e TikTok explicam como verificam idade de usuários no Brasil

ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites O Google, a Meta, o TikTok e o Reddit detalharam nesta terça-feira (17) como verificam a idade de usuários. As empresas se manifestaram no mesmo dia em que o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) entrou em vigor. A lei determina que plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade". As redes sociais não pedirão para todos os usuários enviarem documentos de identificação ou selfies para comprovar a idade. Em vez disso, elas devem fazer uma "verificação silenciosa", em que a atividade do usuário leva a uma estimativa de faixa etária. Em comunicado, o Google disse que está implementando no Brasil um modelo de estimativa de idade, que analisa a atividade dos usuários, como as buscas realizadas ou as categorias de vídeos assistidos. "Esses sinais nos ajudam a determinar se aquela pessoa provavelmente tem mais ou menos de 18 anos e a aplicar proteções automáticas em nossos produtos, incluindo bloquear conteúdo com classificação 18+ no YouTube e Google Play, além da ativação do SafeSearch e o bloqueio de resultados inapropriados na Busca", disse a empresa. Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outras Menores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais O Google, que controla a loja de aplicativos Play Store, também afirmou que está expandindo o acesso de desenvolvedores a uma ferramenta que fornece sinais de faixa etária para aplicativos. O ECA Digital determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais devem tomar medidas para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Essa informação precisa ser repassada para plataformas como redes sociais, que precisarão oferecer experiência adequada para cada usuário. A Meta, por sua vez, disse que usuários precisam informar a data de nascimento ao se cadastrarem. Segundo a empresa, quando existem suspeitas de declaração incorreta ou tentativa de aumentar a idade na plataforma, usuários precisam fazer uma verificação com o envio de um documento ou de uma selfie em vídeo. A empresa informou ainda que vai usar novos sinais de idade que serão obtidos por meio das lojas de aplicativos e que usuários podem denunciar contas suspeitas de serem de crianças. O TikTok disse que só permite o cadastro de usuários com, no mínimo, 13 anos e que adota uma abordagem em camadas para detectar casos em que pessoas não informaram a data de nascimento correta. "Empregamos uma combinação de modelos de detecção que analisam uma série de sinais, incluindo, mas não se limitando a, informações de perfil da conta e conteúdo postado pelo usuário, para avaliar a probabilidade de que uma conta pertença a um usuário menor de 13 anos", disse a rede social. Ainda segundo o TikTok, casos suspeitos podem ser denunciados por outros usuários e revisados por moderadores humanos. O Reddit, que funciona como um fórum de discussão, disse que fará estimativas de idade para cumprir a legislação brasileira. A plataforma afirmou ter implementado "métodos de garantia de idade para restringir totalmente o acesso a usuários menores de 16 anos e impedir que menores de 18 anos acessem conteúdo adulto". Menores de 13 anos continuarão proibidos de usar a plataforma, e usuários com idade estimada entre 13 e 16 anos ficarão suspensos temporariamente até receberem consentimento dos pais. Por fim, usuários com idade estimada entre 16 e 17 anos precisam da verificação apenas para acessar conteúdo adulto na plataforma. Proteção extra A Meta afirmou que, a partir desta semana, pais poderão ativar a supervisão da conta dos filhos sem precisar da aprovação do adolescente. Adultos que já monitoram as contas não precisam adotar medidas adicionais. Pais também terão a opção de limitar transações financeiras de seus filhos e bloquear assinaturas, contribuições para arrecadações e compras de selos virtuais. A supervisão é habilitada na seção Contas de Adolescentes, disponível para Instagram, Facebook, Messenger e Threads. A Meta também destacou o novo recurso do WhatsApp para pais limitarem quem pode falar com seus filhos. O Google afirmou que menores de 16 anos precisarão ter o recurso de supervisão dos pais ativado para publicar vídeos ou comentários na plataforma. A empresa destacou ainda que pais e adolescentes podem vincular suas contas no YouTube por meio da seção Central da Família e que adultos podem controlar tempo de tela e aplicativos baixados no aplicativo Family Link. Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial AP/Reuters
17/03/2026 20:27:25 +00:00
Ministra da Gestão diz que governo federal deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta terça-feira (17), que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027. Além disso, afirmou que a estatal avalia uma nova captação de empréstimo. Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. "Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27", disse a ministra. "Mas eles estão vendo eventualmente de algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado", complementou a ministra durante a apresentação do balanço da segunda edição do CNPU. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Dweck, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Relembre o caso O empréstimo faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. Ao detalhar o plano de reestruturação dos Correios, no final do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que ainda seria necessário o empréstimo adicional de R$8 bilhões em 2026. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon. Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas Jornal Nacional/ Reprodução Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎 O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.
17/03/2026 20:21:40 +00:00
Congresso Nacional promulga acordo entre Mercosul e União Europeia

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O acordo, assinado em 17 de janeiro no Paraguai após mais de 25 anos de negociação, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Além disso, estabelece regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Apesar do acordo entre os dois blocos, é necessário que cada país internalize as regras para que essas possam valer. O tratado entre os dois blocos foi aprovado no Senado Federal em 4 de março, concluindo o processo de votação no parlamento brasileiro iniciado na Câmara dos Deputados. Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O acordo criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado que atinge de 700 milhões de pessoas. A expectativa é que o tratado comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, ampliando o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Salvaguardas bilaterais Na mesma data da votação no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais", mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária. A medida foi uma resposta a regulamentação de salvaguardas feita pelo Parlamento Europeu após a assinatura do acordo. No caso brasileiro, no entanto, as regras valem para tratados comerciais no geral e não apenas para a relação bom a União Europeia. Série especial do JN mostra como o agronegócio brasileiro está enfrentando as mudanças climáticas Jornal Nacional/ Reprodução Acordo enfrenta resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial. Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O texto final tenta equilibrar esses interesses, com salvaguardas para a agricultura europeia e exigências ambientais mais rígidas. Para o Mercosul, o Brasil tem papel central: precisa comprovar avanços em sustentabilidade e controle ambiental para facilitar a ratificação e ampliar o acesso ao mercado europeu.
17/03/2026 19:21:34 +00:00
Guerra no Irã: companhias aéreas sobem tarifas e cancelam voos após disparada do preço do querosene

Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos nesta semana e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. "Dada a situação atual no Oriente Médio, incluindo o aumento acentuado e repentino nos preços globais de combustível, estamos adotando medidas para fortalecer nossa resiliência", declarou a SAS em comunicado à AFP. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais. Na Ásia-Pacífico, empresas seguem na mesma direção. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens, com alta média de cerca de 5% nos voos internacionais, segundo a imprensa local. A Thai Airways também estuda aumentos entre 10% e 15%, dependendo da evolução dos preços. Já a Air India informou que vai ampliar a cobrança de sobretaxas de combustível em voos domésticos e internacionais. A taxa chegará a US$ 125 em rotas para a Europa e a US$ 200 para a América do Norte. Além dos preços mais altos, companhias também reduziram operações no Oriente Médio por razões de segurança. LEIA TAMBÉM Trump quer tomar Cuba: entenda a pressão americana, os apagões e os sinais de que o regime pode ceder População do Irã vai às ruas protestar contra a guerra após convocação do governo; VÍDEO Diretor de Centro de Contraterrorismo dos EUA renuncia: 'Não posso apoiar a guerra em curso no Irã' Petróleo Um Boeing 787 Dreamliner da Air India com matrícula VT-ANB sobrevoa Tóquio, Japão, em 27 de abril de 2025 Koki Takagi via REUTERS O avanço dos preços do querosene explica a pressão. O combustível, que representa cerca de 40% dos custos das aéreas, dobrou de valor desde o início do ano. Na segunda-feira, o preço médio global chegou a US$ 173,91 por barril, segundo o índice Platts — mais que o dobro do registrado em janeiro. A alta é mais intensa do que a do petróleo bruto porque o querosene depende de refino e tem menor prioridade que gasolina e diesel, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O barril de Brent, referência global do petróleo, gira em torno de US$ 100 após a escalada do conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, agravou a crise de oferta. As companhias afirmam que os reajustes são necessários para evitar prejuízos. A Air India, por exemplo, declarou que sem a aplicação de sobretaxas, alguns voos não cobririam os custos operacionais e teriam de ser cancelados. *Com RFI e AFP. VÍDEOS: mais assistidos do g1
17/03/2026 19:01:33 +00:00
Mulheres se aproximam da metade entre aprovados do CNU 2025; veja números

Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, conduziu a coletiva MGI O governo federal apresentou, nesta terça-feira (17), o balanço oficial da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), conhecido como "Enem dos concursos". A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, conduziu a coletiva e detalhou os dados de desempenho. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Ao todo, o CNU 2025 registrou 761.545 inscritos. Os índices de abstenção chamaram atenção: 42% dos candidatos faltaram à primeira prova, e 21% não compareceram à segunda etapa. Embora a taxa ainda seja considerada alta, houve melhora em comparação com o CNU 1, que havia registrado 54% de faltas. Os dados consolidados também mostraram a predominância feminina entre os participantes: 60% dos inscritos eram mulheres. Além disso, 33% concorreram por vagas reservadas a políticas de ação afirmativa. A edição recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades. Governo prorroga validade da 1ª edição do CNU e amplia prazo para convocação de aprovados Perfil das pessoas aprovadas O governo divulgou ainda os primeiros recortes sobre quem conseguiu aprovação para as 3.649 vagas ofertadas em 32 órgãos: Foram selecionadas pessoas de 578 cidades de todos os 27 estados, o que reforça o caráter nacional da seleção. 40,5% das pessoas aprovadas pertencem aos grupos de pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência — um avanço em relação ao CPNU anterior, que registrou 33,6% nesse segmento. 48,4% das pessoas aprovadas são mulheres, percentual superior ao registrado no CPNU 1, que havia sido de 37%. Segundo o balanço, os aprovados estão distribuídos por todas as regiões do país: 34,5% são do Sudeste, 29,3% do Nordeste, 25,3% do Centro-Oeste, 5,7% do Sul e 5,2% do Norte. Ao todo, houve aprovação de pessoas que realizaram a prova em 196 cidades — um recorte dentro das 228 localidades que sediaram a aplicação do CNU 2. Perfil dos candidatos aprovados no CNU 2025 Arte g1 Ainda segundo o governo, o concurso recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades. A proposta central da seleção — ampliar o acesso, padronizar regras e democratizar a entrada no serviço público federal — foi destacada como um dos pilares da edição. A organização do CNU 2 foi conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A execução das provas e fases do concurso foi responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Concurso Unificado integra um esforço de recomposição da força de trabalho federal. Desde 2023, políticas públicas foram reativadas após a reconstrução das capacidades estatais, de acordo com o MGI. No campo da recomposição, o governo aponta saldo positivo de 2.835 vagas desde 2023. E projeta que, entre 2026 e 2030, cerca de 70 mil servidores devem se aposentar, aumentando a necessidade de novas seleções. Esther Dweck reforçou que a reposição de pessoal tem impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população. Segundo a pasta: Houve avanços em emprego, renda, saúde, assistência e planejamento público graças à recomposição das equipes. Mais profissionais estão atuando em políticas sociais, econômicas, regulatórias e na segurança pública. Comparativos entre as duas edição do CNU Arte g1 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação
17/03/2026 18:30:03 +00:00
Governo fará nova rodada de corte de tarifas de importação após pedidos de empresas, diz secretário do MDIC

Imagem de drone do Porto de Santos (SP) Reuters O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizará uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, revertendo, ainda que de forma temporária, parte das elevações de tarifas aplicadas anteriormente neste ano, afirmou à Reuters o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira. A redução das tarifas a zero será aplicada imediatamente, por até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovarem a ausência de produção nacional dos itens. O governo terá um prazo para avaliar cada pedido e decidir se o corte será mantido posteriormente, explicou. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Se for comprovada a ausência de produção nacional, a tarifa ficará em zero. Esse processo inicial é automático: a empresa que fizer o pedido e comprovar que não há produção local terá a redução de imediato”, afirmou. Segundo o secretário, esse direito se aplica aos itens que antes tinham alíquotas inferiores a 7,2% e que, pela nova regra, passaram a ser taxados em 7,2%. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O prazo para envio das solicitações pelas empresas vai até 31 de março, quando todos os pedidos serão encaminhados ao Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex). A validação dos cortes ocorrerá em reunião extraordinária do colegiado, segundo o secretário, que prevê a chegada de “muitos” pedidos. O aumento do Imposto de Importação foi decidido em fevereiro e inicialmente atingiu mais de 1.200 bens de capital, informática e telecomunicações, com o argumento de estimular a indústria nacional, medida que gerou reação política negativa. Cerca de 350 itens passaram a ter alíquota de 7,2%, enquanto o restante permaneceu com tarifas mais altas, de até 20%. No fim de fevereiro, o governo já havia revertido o aumento de tarifas para 125 produtos, sendo que 105 retomaram a alíquota zero. Para 15 itens, a mudança foi definitiva, enquanto os demais ainda serão avaliados para decidir se o benefício temporário será mantido. O aumento do imposto de importação também gera mais receita para o governo, segundo uma fonte da área econômica, que afirmou que o tema foi discutido com esse objetivo. No entanto, Moreira negou essa interpretação na entrevista. “O governo nunca considerou essa medida sob a perspectiva de arrecadação”, defendeu. “O documento que fundamentou a decisão foca exclusivamente no mérito da política industrial e na preocupação com a perda de densidade produtiva.” Segundo o secretário, as importações de bens de capital e tecnologia pelo Brasil cresceram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, contribuindo para a deterioração das transações correntes e impactando a produção nacional. O debate sobre a produção de itens com tecnologia incorporada ocorre em meio a incertezas sobre a implementação do Redata, política destinada a atrair data centers ao país, que foi criada por medida provisória, mas perdeu validade no Congresso Nacional. Na entrevista, Moreira afirmou que o governo ainda avalia juridicamente o tema para que a política volte a vigorar. Segundo ele, a solução pode envolver o envio de um projeto de lei complementar ao Legislativo, que só passa a valer após aprovação pela maioria absoluta de deputados e senadores, seguida da sanção presidencial.
17/03/2026 17:48:12 +00:00
Lycra entra com pedido de recuperação judicial sob dívida de US$ 1,2 bilhão

Fábrica da The LYCRA Company localizada em Paulínia (SP) Divulgação A The Lycra Company, fabricante de spandex — popularmente conhecido como Lycra — e outros tecidos elásticos, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos nesta terça-feira (17), com uma dívida de US$ 1,2 bilhão (US$ 6,2 bilhões). Os credores concordaram em fornecer US$ 75 milhões em novos financiamentos e eliminar a maior parte dos US$ 1,53 bilhão em dívidas existentes, segundo registros do tribunal. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa afirmou que a reestruturação não afetará suas operações, clientes, fornecedores ou funcionários. A Lycra disse contar com apoio quase unânime dos credores e espera concluir o processo de recuperação em até 45 dias. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sediada em Wilmington, estado norte-americano do Delaware, a empresa vinha enfrentando dificuldades há anos, após sua aquisição em 2019 pela chinesa Ruyi Textile e pela Fashion International Group Limited, segundo registros judiciais. Os credores assumiram o controle em 2022, depois que a companhia deixou de pagar suas dívidas. Ainda assim, a empresa continuou a apresentar desempenho inferior devido à queda na demanda, à concorrência de produtos genéricos de spandex mais baratos, a tarifas nos EUA e a disputas legais com os antigos proprietários na China. 🔎 Fundada em 1958, a The Lycra Company é uma empresa americana criada originalmente como parte da DuPont e que se tornou líder mundial na produção de fibras elásticas, especialmente o spandex, popularmente conhecido como Lycra. Ao longo dos anos, a Lycra conquistou outros segmentos, como moda praia, moda fitness e vestuário de desempenho. A companhia mantém oito fábricas, três laboratórios de pesquisa e 11 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul, empregando cerca de 2 mil pessoas no mundo todo. No Brasil, a companhia possui fábrica em Paulínia (SP) e escritório na cidade de São Paulo (SP). Lycra pede recuperação judicial e busca reduzir dívida bilionária Reprodução/Facebook
17/03/2026 16:22:49 +00:00
Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo conforme guerra corta fornecimento

Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Os índices de referência do petróleo do Oriente Médio atingiram níveis recordes e se tornaram os mais caros do mundo, mesmo com a queda nas negociações causada pela guerra no Irã. Parte dos traders avalia que esses indicadores perderam relevância diante das interrupções no fornecimento. A alta desses índices, usados para definir o preço de milhões de barris exportados para a Ásia, tem elevado os custos das refinarias da região, que começam a buscar alternativas ou até reduzir a produção nos próximos meses. O petróleo Dubai à vista foi cotado a um recorde de US$ 157,66 por barril na terça-feira, para cargas de maio, segundo a S&P Global Platts, superando o recorde histórico do Brent, de US$ 147,50 em 2008. Com isso, o prêmio do Dubai em relação aos swaps subiu para US$ 60,82 por barril na segunda-feira (16), ante uma média de US$ 0,90 em fevereiro, segundo a Reuters. Na mesma linha, o petróleo de Omã também atingiu recorde, a US$ 152,58 por barril, elevando seu prêmio frente aos swaps de Dubai para US$ 55,74 — ante cerca de US$ 0,75 em fevereiro. Os preços de Dubai estão distorcidos, em parte, pela grande diferença em relação ao petróleo Murban, cotado a US$ 114,03 por barril na terça-feira, segundo fontes do mercado. As exportações de petróleo do Oriente Médio para a Ásia caíram para 11,7 milhões de barris por dia em março, ante quase 19 milhões em fevereiro, uma queda de cerca de 32% na comparação anual, segundo a consultoria Kpler. O recuo está ligado às interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz. Diante desse cenário, várias refinarias asiáticas reduziram o ritmo de operação. Oferta reduzida Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos Reuters Fontes do setor de refino atribuem a alta dos preços à menor oferta disponível durante o processo de negociação da Platts, após a retirada de três tipos de petróleo que passam pelo estreito. Uma das fontes afirmou que a formação de preços ficou distorcida, já que os tipos restantes — Omã e Murban — não representam bem o mercado usado como referência para o petróleo do Oriente Médio e parte do petróleo russo. Outra fonte afirmou que o comércio de petróleo do Oriente Médio para maio foi paralisado, devido ao descompasso entre as referências de Dubai e Omã. As fontes falaram sob condição de anonimato. “O Platts Dubai continua refletindo o valor do petróleo do Oriente Médio no mercado à vista”, afirmou um porta-voz da S&P Global Energy, acrescentando que a atividade foi forte neste mês, com várias cargas entregues. Apesar disso, traders afirmam que a TotalEnergies tem sido a principal compradora nas negociações da Platts. A empresa francesa comprou 42 cargas de petróleo de Omã e Murban neste mês, somando cerca de 21 milhões de barris, segundo dados do mercado. Na segunda-feira, a Platts informou que busca avaliações do mercado sobre a capacidade de entrega do petróleo do Oriente Médio e sobre sua metodologia de referência para o Dubai. África e Américas em busca de suprimento alternativo Os prêmios do petróleo das Américas e da África subiram, à medida que refinarias asiáticas buscam garantir fornecimento. Segundo traders, os prêmios do petróleo brasileiro atingiram recordes, entre US$ 12 e US$ 15 por barril acima do Brent. Os prêmios do petróleo da África Ocidental para abril subiram cerca de US$ 1 por barril em relação ao mês anterior, com a maior parte das cargas já vendida, segundo um dos traders.
17/03/2026 13:15:21 +00:00
Grupo 3corações compra dona das marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões

Fábrica da General Mills em Pouso Alegre (MG) Divulgação A General Mills anunciou nesta terça-feira (17) a venda de sua operação no Brasil para o grupo 3corações por R$ 800 milhões, em um movimento que faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. O acordo inclui marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos, e ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, com conclusão prevista até o fim de 2026. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a 3corações, a aquisição reforça a estratégia de diversificação do portfólio e amplia sua presença nas diferentes ocasiões de consumo. “Estamos entusiasmados com a chegada das marcas amadas pelo consumidor Yoki e Kitano. Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirmou o presidente do grupo, Pedro Lima. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O executivo também destacou a integração das equipes. “Entendemos que o sucesso das nossas marcas é reflexo direto da dedicação do nosso povo. Estamos felizes por acolher os profissionais apaixonados pelo que fazem, que se juntarão à nossa família para continuar encantando os consumidores brasileiros. Que essa união gere valor para todos”, disse. Para a General Mills, a venda faz parte de uma estratégia global de reestruturação, com foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. A companhia afirma que a operação deve contribuir para melhorar margens (lucro)e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo o comunicado da General Mills, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025. Já a 3corações tem forte atuação na produção e distribuição de café — torrado e moído, solúvel e em cápsulas — e vem avançando na diversificação do portfólio. O grupo reúne marcas conhecidas como 3 Corações, Santa Clara, Café Pimpinela e Kimimo, além de atuar em categorias como chás, cappuccinos e achocolatados.
17/03/2026 13:13:37 +00:00
Governadores rejeitam pedido de Lula, não diminuem ICMS de combustíveis e dizem que cortes não chegam ao consumidor

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou nesta terça-feira (17) uma manifestação pública na qual informa que não reduzirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre combustíveis. A justificativa do Comitê é que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassadas ao consumidor final". Na semana passada, o governo federal anunciou que, diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, não cobrará impostos (PIS e Cofins) sobre esse combustível. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, também, "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS sobre combustíveis. Foram anunciados, ainda, aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel e ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor (leia mais abaixo). Aumento do valor do diesel para as distribuidoras já está valendo "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. 🔎Com a redução de impostos federais, caso do PIS e Cofins, pelo governo, houve um questionamento de Lula se os governadores também baixariam os impostos estaduais, caso do ICMS. Cada estado, entretanto, tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar impostos. O Comsefaz acrescenta que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. No caso da redução do PIS e Cofins, anunciada pelo governo federal na última semana, o Ministério da Fazenda informou que não haverá perda de arrecadação, pois a redução das alíquotas dos impostos sobre o diesel será compensada, neste ano, pelo aumento do imposto de exportação de petróleo. Se houvesse perda de receita, a União teria mais dificuldade em atingir a meta de superávit em suas contas neste ano (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios). Gasolina e diesel ficam mais caros em Fortaleza na segunda semana de março, aponta ANP. Fabiane de Paula/SVM Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
17/03/2026 12:25:11 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,19 com foco na guerra no Oriente Médio; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,58% nesta terça-feira (17), cotado a R$ 5,1991, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e impactos sobre o petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,30%, aos 180.410 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os impasses em relação ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento do petróleo no mundo, fizeram os preços da commodity disparar novamente nesta terça — após um leve recuo ontem. No entanto, sinais de melhora surgiram após declarações da Casa Branca de que navios petroleiros estão “começando a passar aos poucos” pela região. ▶️ A afirmação do assessor econômico Kevin Hassett aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir que países enviem militares ao Estreito de Ormuz para escoltar navios de petróleo sob risco de ataques pelo Irã. Apesar da pressão americana, governos como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram participação, afirmando que o conflito não é deles. 🔎 Para investidores, a passagem de navios pela região sinaliza maior segurança no abastecimento, o que tende a conter a disparada dos preços do petróleo e favorecer investimentos em ações e outros ativos de maior risco. 🛢️ Por volta das 17h o barril do tipo petróleo Brent subia 3,22%, a US$ 103,44, enquanto o WTI avançava 2,71%, a US$ 96,02. ▶️ A agenda econômica desta terça trouxe novos dados de inflação no Brasil, com a divulgação do IGP-10 de março pela manhã. Nos EUA, os destaques foram os números de emprego, as vendas de imóveis e os estoques semanais de petróleo, além de um leilão de títulos de 20 anos do Tesouro. ▶️ Os investidores também continuaram na expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA, que serão anunciadas nesta "Superquarta" (18). ▶️ No cenário político, o mercado avaliou a pesquisa Genial/Quaest divulgada desta terça-feira. O levantamento mostra que 56% dos brasileiros dizem já ter definido em quem vão votar para presidente, enquanto 43% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. Petróleo volta a disparar Após uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira. Embora o apelo de Trump pela reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz e a liberação de reservas estratégicas por outros países tenham reduzido a pressão sobre a commodity, o efeito durou pouco. Ao menos três países europeus recusaram nesta segunda-feira (16) o pedido do presidente dos EUA para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz. Ao longo do dia, Trump recebeu negativas de vários aliados, com destaque para a Alemanha, que rejeitou qualquer participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise. Nesta terça, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à emissora "CNBC" que petroleiros estão "começando a passar aos poucos" pelo Estreito de Ormuz, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra com o Irã deve durar semanas, e não meses. No entanto, ataques recentes à infraestrutura energética de outros países em meio à guerra vêm comprometendo o escoamento global de petróleo. Segundo a Reuters, o carregamento no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias provocar incêndio no terminal de exportação, enquanto o campo de gás Shah segue com operações suspensas. Com isso, a produção do terceiro maior produtor da Opep caiu mais da metade, intensificando a pressão sobre os preços da energia e agravando a crise no mercado internacional. Guerra no Oriente Médio Enquanto isso, a guerra continua. Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e uma das principais figuras do regime, em um bombardeio de precisão em Teerã. A ação teria ocorrido na noite de segunda-feira, segundo autoridades israelenses, mas não foi confirmada pelo governo iraniano. Aliado próximo da liderança do país, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio à guerra contra EUA e Israel, que seguem realizando ataques frequentes ao território iraniano. Agenda econômica IGP-10 O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%. 👉 O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor. Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas. Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada. Pesquisa eleitoral Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato. O nível de decisão é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% afirmando que a escolha é definitiva. Já entre apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema, predomina a possibilidade de mudança de voto. O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira. O índice Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 avançou 0,25% e Nasdaq avançou 0,47%. Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco. Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
17/03/2026 12:00:33 +00:00
BC anuncia liquidação do Banco Master Múltiplo, antes sob regime especial de administração

O Banco Central anunciou nesta terça-feira (17) a liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo, parte do conglomerado do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição financeira, que foi retirada do sistema financeiro nacional. 🔎A liquidação é adotada quando a situação é irrecuperável e a interrupção do funcionamento da instituição não compromete a estabilidade financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até então, o banco Master Múltiplo estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET), que não afetava as atividades normais da instituição. O RAET havia sido decretado em 18 de novembro do ano passado, com duração de 120 dias. Esse tipo de regime é adotado, segundo o BC, quando o banco, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou a quando a paralisação abrupta do seu funcionamento possa causar riscos à estabilidade financeira. "Trata-se de instituição pertencente ao Conglomerado Master que não possuía captação de depósitos do público e que foi submetida ao Raet na tentativa de se viabilizar a continuidade dos negócios de sua controlada Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Financeira)", informou o Banco Central. A autoridade monetária argumentou que, com a decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira, em de janeiro deste ano, "não mais subsistem motivos para o prosseguimento do Raet do Banco Master Múltiplo". "O BC continua adotando as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. A indisponibilidade dos bens dos controladores e dos administradores decorrentes da decretação do Raet é mantida com a decretação da liquidação extrajudicial', concluiu a instituição, por meio de nota.
17/03/2026 11:10:15 +00:00
INSS suspende consignado do C6 por cobranças indevidas e cobra devolução de R$ 300 milhões

Fachada do C6 Bank Divulgação O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a liberação de novos empréstimos consignados do C6 após identificar cobranças indevidas a aposentados e pensionistas. Segundo o órgão, o banco também terá que devolver cerca de R$ 300 milhões aos beneficiários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão foi publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU) e ocorre depois do descumprimento de regras previstas em um acordo firmado entre o banco e o órgão. As irregularidades foram apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e confirmadas por áreas técnicas do próprio INSS. Segundo o instituto, o banco vinha cobrando valores por serviços não autorizados — como seguros e pacotes adicionais — descontados diretamente dos benefícios dos segurados. Auditoria da CGU identificou pelo menos 320 mil contratos com indícios dessas cobranças, o que reduzia o valor líquido efetivamente recebido pelos beneficiários, prática considerada grave. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mesmo após uma série de reuniões entre as partes nos últimos meses, não houve acordo para solucionar o problema. Com isso, o C6 fica impedido de oferecer novos empréstimos consignados a beneficiários do INSS até que devolva os valores cobrados indevidamente, com correção. O INSS também determinou que o banco interrompa imediatamente esse tipo de cobrança. Caso a ordem não seja cumprida, os repasses financeiros poderão ser suspensos. Além disso, o órgão informou que adotará medidas junto à Dataprev para garantir o cumprimento da decisão. Em nota, o INSS reforçou que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, seguros ou qualquer encargo que não faça parte da operação de crédito consignado. A regra, segundo o instituto, existe para preservar a margem consignável e proteger a renda de aposentados e pensionistas. A suspensão vale até que todos os valores descontados indevidamente sejam ressarcidos aos beneficiários. Em nota ao g1, o C6 afirmou que “discorda integralmente da interpretação do INSS e que buscará seu direito de defesa na esfera judicial”, além de sustentar que “não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes”. Veja a nota do C6 O C6 discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes. O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios. Operação sem desconto Aplicativo Meu INSS, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) INSS/Divulgação Além da fiscalização sobre descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), autoridades intensificaram as investigações sobre o tema. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta terça-feira, a Operação Indébito, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo. Também durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema. O g1 procurou a defesa dos investigados, mas não obteve resposta. A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que já apura irregularidades no sistema de cobrança vinculada a benefícios previdenciários. Ao todo, policiais federais e auditores cumprem 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo as investigações, o objetivo é aprofundar a apuração de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa e estelionato previdenciário. Também são investigados possíveis atos de ocultação e dilapidação de patrimônio ligados ao esquema.
17/03/2026 10:44:01 +00:00
Desvios no INSS: PF mira deputada e associação do Ceará em nova fase da Operação Sem Desconto

PF mira deputada e associação do Ceará em nova fase da Operação Sem Desconto A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito — um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de desvios não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo. Também durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema (entenda mais abaixo). Durante a operação, a PF também cumpriu mandados contra Alan Santos, diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev. Ele foi afastado do cargo. Outros três servidores do INSS também foram afastados das funções no órgão, mas não tiveram os nomes divulgados. 🔎As investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. A defesa da parlamentar informa que ela "não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos" (veja na íntegra mais abaixo). Leia também: Quem é a deputada federal Gorete Pereira, alvo de operação da PF Deputada Gorete Pereira (MDB-CE) suplente em exercício na Câmara dos Deputados em discurso em 2019 Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça. O objetivo, de acordo com a PF, é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Prisões de investigados A PF cumpriu dois mandados de prisão nesta terça-feira (17). Foram presos: Natjo de Lima Pinheiro, empresário; Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). Segundo relatório da PF divulgado pela Comissão Mista Parlamenta de Inquérito (PCMI) do INSS, "o empresário Natjo de Lima Pinheiro foi beneficiário de aproximadamente R$ 400 mil em múltiplas operações advindas das empresas de Cecilia Rodrigues Mota, uma das operadoras do esquema fraudulento, investigada pela PF". A informação consta no requerimento de depoimento apresentado pela CPMI para convocação do empresário, em agosto do ano passado. A deputada Gorete Pereira teria ligação com o esquema da associação Aapen, presidida por Cecília, para os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo as investigações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebeu amplamente recursos originados nos desvios. Ela também teria aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema. Depoimento à CPMI do INSS Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), durante depoimento à CPMI do INSS em novembro de 2025. Jefferson Rudy/Agência Senado Cecília Rodrigues Mota prestou depoimento à CPI do INSS em novembro do ano passado. Na oitiva, ela admitiu conhecer parte das pessoas citadas nas investigações da Operação Sem Desconto. Também reconheceu ser proprietária de várias empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais, mas negou que esses recursos tenham origem ilícita. O que dizem as defesas O g1 procurou as defesas dos investigados. Veja os posicionamentos já enviados à reportagem: Maria Gorete Pereira (MDB-CE) "A deputada federal Gorete Pereira reitera que não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos. Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão. O advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso. Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência." Natjo Pinheiro "O advogado Bruno Queiroz responsável pela defesa de Natjo Pinheiro considera a prisão preventiva decretada medida desnecessária e desproporcional. Desde abril de 2025, o investigado já havia sido alvo de busca e apreensão e bloqueio judicial de bens, medidas que se mostraram plenamente satisfatórias. Os descontos investigados encontram-se paralisados, inexistindo risco de continuidade, e o próprio cumprimento do mandado em sua residência afasta qualquer alegação de risco de fuga. A defesa ingressará com os instrumentos jurídicos cabíveis para revogação da prisão preventiva".
17/03/2026 09:48:29 +00:00
Lula deve assinar decreto que regulamenta ECA Digital nos próximos dias; veja principais pontos

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve assinar nos próximos dias decretos para regulamentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. A previsão era de assinatura nesta terça-feira (17), mas o evento foi cancelado. Interlocutores do Planalto justificaram a decisão alegando necessidade de mudanças no formato da cerimônia. 🔎 O ECA Digital, sancionado por Lula em setembro do ano passado, obriga redes sociais a adotarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar. Devem ser assinados três decretos: a regulamentação do ECA, com mais detalhamento das regras e das responsabilidades; a criação de um centro na Polícia Federal para receber denúncias de potenciais crimes contra crianças e adolescentes provenientes das plataformas; a nova estrutura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O decreto que detalha a regulamentação deve proibir as chamadas "práticas manipulativas" em contas de crianças e adolescentes nas redes sociais. Com isso, ficam vedados rolagem infinita de feed, reprodução automática de vídeos, sistemas de recompensa e notificações de jogos, por exemplo. O documento deve ser assinado nesta terça, quando a lei passa a valer. O g1 teve acesso ao material, que pode sofrer algumas alterações. Veja abaixo os principais pontos: Práticas manipulativas O decreto prevê que plataformas terão que adotar medidas concretas para evitar que crianças e adolescentes desenvolvam dependência digital. Serão proibidos recursos que "prendem" o usuário sem ele perceber, como a rolagem infinita de feed sem pausas naturais e a reprodução automática de vídeos, por exemplo. Também devem ser vedadas práticas manipulativas e que exploram fragilidades emocionais ou cognitivas dos jovens — criação senso de urgência falso ou usar pressão emocional para manter o usuário na plataforma, por exemplo. Além disso, jogos com caixas de recompensa, conhecidas como "loot boxes", precisarão verificar a idade e confirmar que o usuário não é menor de idade. Para que os jogos continuem disponibilizados para crianças e adolescentes, as empresas devem: oferecer uma versão do jogo sem a recompensa, realizar restrição geográfica no território brasileiro ou restringir totalmente a funcionalidade para usuários crianças e adolescentes. Caso adotem essas medidas, será dispensada a verificação de idade. Criança no celular Canva Verificação de idade com método confiável O decreto também deve exigir um método confiável de verificação de idade, a ser organizado pela ANPD. Com isso, não será mais possível que a criança informe uma data de nascimento falsa para acessar conteúdos proibidos, como conteúdo de exploração sexual, serviços de acompanhantes, entre outros. Os dados usados na verificação de idade deverão ser protegidos e não poderão ser compartilhados com terceiros. Além disso, serão removidos aplicativos que não possuam mecanismo de verificação de idade funcional. Canal único para denúncias de conteúdo ilegal Também deve ser criado o Centro Nacional de Triagem de Notificações dentro da Polícia Federal para receber, filtrar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de conteúdos como abuso sexual infantil, sequestro e aliciamento de menores. Será a primeira unidade policial que irá concentrar e agilizar denúncias de crimes nas plataformas. Plataformas serão obrigadas a remover esse tipo de conteúdo imediatamente, sem precisar de ordem judicial, quando a denúncia vier: da própria vítima ou sua família, do Ministério Público ou de organizações da sociedade civil reconhecidas na área de defesa de criança. Fim da publicidade personalizada para crianças Plataformas não poderão mais usar o perfil comportamental de crianças, como gostos, histórico e tempo de tela, para direcionar anúncios publicitários a elas. O decreto deve proibir ainda técnicas como análise emocional, realidade aumentada e realidade virtual com fins publicitários voltados ao público infantojuvenil. Além disso, a ANPD deverá regulamentar formas de previnir e mitigar o acesso, a exposição, a recomendação ou a facilitação de contato de crianças com jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos e demais produtos e serviços de comercialização proibida a crianças e adolescentes. Contas em redes sociais Redes sociais com conteúdo impróprio para menores terão que escolher entre dois caminhos: criar uma versão do serviço sem esse conteúdo. Dessa forma, não será necessário mecanismos para verificar a idade; ou implementar meios de verificação de idade obrigatória, sendo proibida a autodeclaração. Quem navega sem cadastro também ficará sujeito à versão sem conteúdos impróprios. Bloqueio de apostas ilegais nas lojas de apps Lojas como App Store e Google Play deverão impedir a disponibilização de aplicativos que promovam, ofertem ou viabilizem o acesso a apostas que não tenham autorização dos órgãos reguladores brasileiro.
17/03/2026 08:23:07 +00:00
Haddad deixa o Ministério da Fazenda nesta semana; veja os principais marcos da gestão

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Três anos e dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro. À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo — aprovada após três décadas de discussões no Congresso Nacional — e a criação do arcabouço fiscal, na tentativa de reorganizar e equilibrar as contas públicas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou, em um cenário de juros elevados e inflação controlada. Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo que limitaram o alcance de sua agenda. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como a regra de reajuste real do salário mínimo. Assim, a estratégia de Haddad passou a se apoiar mais no aumento da arrecadação e de impostos do que na redução de despesas. Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público — quando os ganhos superam os gastos. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair. Esse cenário enfraqueceu sua imagem e levou economistas e investidores a vê-lo, em determinados momentos, como uma voz isolada na condução do ajuste das contas públicas. Não à toa, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que Haddad deixa o cargo com demonstrações de capacidade técnica e habilidade política, mas com atuação marcada pelas limitações impostas pelo Palácio do Planalto. O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles resume a avaliação: para ele, a gestão de Haddad ficou aquém do que o país precisa no controle das contas públicas, mas teve papel importante para evitar uma deterioração maior da dívida. “Comparado ao que era necessário e ao que ainda precisará ser feito a partir de 2027, a avaliação não é positiva. Por outro lado, considerando todas as pressões que sofreu, fez o melhor possível e conteve ao máximo o aumento de gastos”, afirma Meirelles. Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, faz avaliação semelhante. “Mesmo em um contexto muito adverso, Haddad conseguiu segurar as rédeas. Ele não alcançou a política fiscal ideal, mas também não deixou que o país caminhasse para a insolvência ou para um cenário mais arriscado”, analisa. Veja abaixo esses e outros detalhes da trajetória de Haddad à frente do Ministério da Fazenda. Desconfiança do mercado Ex-ministro da Educação (2005–2012) e ex-prefeito de São Paulo (2013–2016) pelo PT, além de aliado próximo de Lula, Haddad assumiu a equipe econômica em janeiro de 2023, em meio à forte polarização política e a incertezas sobre os rumos da economia brasileira. Sua nomeação ocorreu ainda durante a transição de governo, período em que o Congresso aprovou a PEC da Transição. Na prática, a medida abriu espaço bilionário nas contas públicas, fora da regra do teto de gastos, e permitiu alterar um orçamento insuficiente deixado pela gestão anterior. 🔎 Por um lado, o governo pôde avançar em promessas de campanha, como a ampliação do valor pago aos beneficiários do Bolsa Família. Por outro, aumentaram os receios de agentes do mercado quanto ao compromisso com os gastos da nova administração. “Haddad partiu de um diagnóstico complicado. Ele precisava dar uma sinalização inicial de contenção de despesas e mudança de regras, mas demorou muito para reconhecer isso”, afirma a economista Zeina Latif, em entrevista ao g1. Os gastos públicos federais, ampliados durante a pandemia de Covid-19, também estavam no centro das preocupações, enquanto economistas apontavam a necessidade de reformas estruturais para conter o avanço da dívida pública. Latif lembra que o ministro herdou problemas relevantes da gestão anterior. Um deles foi o impasse dos precatórios, que são dívidas da União reconhecidas pela Justiça, mas cujo pagamento havia sido adiado durante o governo de Jair Bolsonaro. Na prática, isso empurrou para os anos seguintes uma fila bilionária de valores a serem pagos pelos governos seguintes. Em novembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o governo federal a usar um modelo alternativo até 2026 para quitar precatórios atrasados por meio de créditos extraordinários. Outro ponto foi a compensação aos estados pela Lei Kandir, legislação dos anos 1990 que isentou exportações de ICMS. A regra prevê que a União ressarça as perdas de arrecadação. Após anos de disputas, um acordo firmado em 2020 definiu pagamentos ao longo do tempo, com impacto duradouro nas contas públicas. Tamanho da dívida do governo em relação à economia do país. Arte/g1 As marcas da gestão À frente da Fazenda, Haddad liderou a reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. A proposta unifica tributos e busca simplificar a cobrança de impostos no país, com a promessa de tornar o sistema mais transparente e eficiente, sem alterar a carga tributária total. A aprovação do texto — após mais de 30 anos de discussões em diferentes governos — é considerada uma das principais conquistas do ministro, que articulou apoio político no Congresso para viabilizar o avanço da proposta. “O Brasil amadureceu e entrou em compasso com o que há de mais moderno no mundo”, afirmou Haddad após a aprovação. Para André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, a aprovação do texto evidencia a capacidade de articulação do ministro, especialmente diante de um Congresso que nem sempre está alinhado às pautas do governo. “Fazer o volume de reformas que Haddad fez à frente do Ministério da Fazenda é algo elogiável. Ele é um político muito habilidoso. Não por acaso, em diversos momentos de estresse, foi ele quem conectou o Poder Executivo ao Legislativo”, diz. Meses antes, em março de 2023, o ministro havia apresentado e aprovado o arcabouço fiscal, regra que substituiu o teto de gastos com o objetivo de reequilibrar as contas públicas. 🔎 O arcabouço passou a permitir crescimento real das despesas dentro de limites atrelados ao avanço da arrecadação. Já o teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer em 2016, restringia a expansão das despesas à inflação do ano anterior. Inicialmente, o arcabouço foi bem recebido pelo mercado por sinalizar preocupação do governo com as contas públicas. Com o tempo, porém, perdeu credibilidade à medida que determinados gastos passaram a ser excluídos da regra. “O problema maior é que muitas despesas começaram a ser feitas, mas retiradas do arcabouço. Elas deixaram de contar para a regra”, afirma Henrique Meirelles. Ele acrescenta que esse movimento, somado às revisões das metas fiscais, acabou frustrando agentes do mercado financeiro. O ex-ministro, criador do teto de gastos, avalia que o novo modelo é menos eficaz que o anterior também por permitir aumento das despesas acima da inflação. O arcabouço permite elevar as despesas em até 70% do crescimento da receita, mas também determina que o avanço real do gasto fique entre 0,6% e 2,5% ao ano. Crescimento acima do esperado Enquanto isso, indicadores econômicos e sociais estiveram entre os pontos positivos da gestão Haddad. A redução do desemprego, o aumento do rendimento médio da população e a ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família, ajudaram o país a registrar os menores níveis de pobreza e desigualdade em três décadas. Felipe Salto, da Warren, lembra que o crescimento do PIB, especialmente nos dois primeiros anos, foi elevado para os padrões brasileiros. "Inclusive, se discutiu se o potencial de expansão era maior do que muitos economistas estimavam. De fato, o crescimento surpreendeu." Evolução da atividade econômica brasileira (PIB). Arte/g1 "A inflação também permaneceu controlada — é preciso lembrar que a meta de 3% é exigente. Ainda assim, as expectativas vêm convergindo para níveis mais baixos, e não houve descontrole inflacionário nem sinal de abandono do compromisso com seu controle", acrescenta Salto. A viabilização de promessas de campanha do presidente Lula, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, também é apontada como uma vitória da gestão no campo social. Válida a partir de 2026, a medida prevê que salários abaixo dessa faixa — cerca de 10 milhões de contribuintes — não paguem mais Imposto de Renda. Os descontos também serão menores para quem ganha até R$ 7,5 mil. Foi um ganho imediato de renda em um cenário em que a taxa média de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, o menor nível da série histórica. Dados de desemprego e renda. Arte/g1 Taxação da alta renda Desde o início do mandato, Haddad defendeu medidas para aumentar a tributação da alta renda e rever regras que, na avaliação do governo, favorecem os mais ricos. Entre as medidas aprovadas estão a taxação de fundos exclusivos — utilizados principalmente por investidores de maior renda — e a cobrança periódica sobre rendimentos no exterior (offshores). O ministro também propôs alterações nas regras de Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo amplamente usado por grandes empresas para reduzir a carga tributária. O texto, porém, foi modificado durante a tramitação no Congresso. Outra iniciativa foi a proposta de tributação de lucros e dividendos, que ainda enfrenta resistência no Legislativo. Ao levar o tema ao G20, em fevereiro de 2024, Haddad sustentou que a tributação da alta renda exige respostas coordenadas no plano internacional. Para o ministro, apenas uma ação conjunta entre os países permitiria garantir que essa parcela da população contribua de forma mais justa. Galhardo, da Análise Econômica, afirma que uma das principais prioridades do ministro foi tornar o sistema tributário mais progressivo — ou seja, cobrar mais de quem ganha mais. “A ideia nunca pareceu ser tirar dinheiro do empresário ou desestimular investimentos — como parte do mercado sugeriu —, mas trazer mais equilíbrio a um sistema tributário que é muito ruim e oneroso para quem tem pouca renda”, diz. Crise de confiança A confiança na condução das contas públicas, por outro lado, foi abalada após a revisão das metas fiscais pelo governo e por declarações recorrentes que colocaram em dúvida seu cumprimento — apesar das regras anuais previstas no arcabouço fiscal. A economista Zeina Latif afirma que os receios começaram logo no início da gestão Haddad, quando o ministro sinalizou que a meta fiscal para 2023 não seria cumprida, em meio à aprovação da PEC da Transição. “A meta de 2023 já nasceu abandonada. Desde o início ficou claro que não era um compromisso crível, apesar das sinalizações ao mercado. Prometer uma meta que já se sabia, de largada, que não seria cumprida cobra um preço. Isso gera desgaste.” O tão aguardado anúncio do pacote de corte de gastos de Haddad, após a implementação do arcabouço fiscal, parecia ser a resposta para conter o temor de agentes do mercado financeiro. A medida, no entanto, foi recebida com frustração e aprofundou a crise de confiança. Embora o pacote previsse cortes de R$ 70 bilhões em dois anos, o anúncio veio acompanhado da promessa de campanha de Lula de isentar do Imposto de Renda trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. À época, especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que a economia projetada seria insuficiente para atender às necessidades do ajuste e, consequentemente, para reduzir a dívida bruta em relação ao PIB. Também houve frustração com o anúncio de uma renúncia de arrecadação junto com uma medida de corte. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que o episódio é um exemplo de que o titular da área econômica exerce influência, mas não tem o poder decisório final — que, nesse caso, cabe ao presidente da República e ao Congresso Nacional. "Ele pode debater a viabilidade dos projetos. Mas, se o presidente e outros ministros avaliam que a medida é fundamental do ponto de vista político, ele pode até discordar, mas não tem poder para impedir", diz. Meirelles, que também foi presidente do Banco Central, lembra que os cargos possuem dinâmicas diferentes. “No BC, uma decisão do Copom independe do que o presidente pensa. Ele pode reclamar, mas não pode intervir.” “No caso da política fiscal, é o presidente quem decide com o que quer ou não gastar”, acrescenta. Ele pondera que o Congresso também passou a exercer papel mais relevante no Orçamento com o aumento das emendas parlamentares. Além desse episódio, Haddad enfrentou outros momentos de desgaste público. Um deles foi o aumento do IOF anunciado no ano passado. A medida enfrentou forte reação no Congresso, que tentou barrar parte das mudanças, levando a disputa ao Supremo Tribunal Federal (STF). A tributação de compras de até US$ 50 em plataformas internacionais de comércio eletrônico — apelidada de “taxa das blusinhas” — também rendeu ao ministro o apelido de “Taxad”, junção de “taxa” com Haddad, nas redes sociais. Os dados da carga tributária só estão disponíveis até 2024, mas houve aumento em relação ao ano anterior. Peso dos impostos na economia. Arte/g1 Passagem de bastão — e o que esperar à frente A economista Zeina Latif afirma que Haddad já deu sinais de que não será o ministro da Fazenda em um eventual governo Lula 4. “Acredito que esse movimento já indique uma transição para um próximo nome”, afirma. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, surgiu como sucessor natural. “Nesse período de transição, é natural que, dentro do acordo de saída de Haddad, haja uma espécie de blindagem ao ministro interino”, diz Felipe Salto, da Warren. “Ele é da mesma escola de Haddad, foi treinado por ele, tem experiência e já trabalhou ao seu lado na Prefeitura de São Paulo. É um quadro bastante experiente.” Salto, que é especialista em contas públicas, acrescenta que, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais, a agenda de revisão de gastos ficou inevitavelmente para 2027. Henrique Meirelles concorda e faz um alerta: “A dívida pública está aumentando e, a partir de 2027, vamos ter um acerto de contas. Ou se controla essa expansão a partir desse momento ou o país poderá enfrentar, mais adiante, uma crise fiscal.”
17/03/2026 08:04:03 +00:00
Receber dinheiro para pedir demissão? Entenda por que empresas fazem isso

Carteira de trabalho Divulgação/Governo de São Paulo Receber uma indenização maior, manter benefícios por mais tempo e sair da empresa por escolha própria. Essa é a lógica dos programas de demissão voluntária (PDV), mecanismo cada vez mais usado por empresas que precisam reduzir equipes ou reorganizar suas operações. Nos últimos meses, organizações de diferentes setores voltaram a adotar com frequência esse tipo de estratégia. O Banco da Inglaterra, por exemplo, ofereceu pacotes de desligamento que chamou atenção no mundo todo: £ 150 mil (cerca de R$ 900 mil) para funcionários que aceitaram sair voluntariamente da instituição. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo reportagem da Bloomberg, cerca de 446 funcionários devem deixar o banco britânico e um em cada seis participantes do programa recebeu o valor máximo da indenização. O agência também informou que os pagamentos foram calculados com base no salário final e no tempo de serviço de cada funcionário — o equivalente a um décimo do salário anual multiplicado pelos anos trabalhados. Em média, os funcionários receberam cerca de £ 81 mil (R$ 560 mil), o que levou a um custo total estimado em £ 36 milhões (R$ 251 milhões). Os empregos que mais devem crescer em 2026, segundo o ranking do LinkedIn Gigantes da tecnologia também têm recorrido a estratégias semelhantes. No início de 2026, o Google passou a oferecer pacotes de saída voluntária para parte dos funcionários da sua organização global de negócios, conhecida como GBO, que reúne áreas como vendas, soluções e desenvolvimento corporativo. A iniciativa foi comunicada em um e-mail enviado pelo diretor de negócios da empresa, Philipp Schindler. O executivo afirmou que a companhia entra em 2026 “em posição forte”, mas que o cenário continua dinâmico e exige adaptação constante — especialmente diante da expansão da inteligência artificial. De acordo com o Business Insider, o programa foi direcionado apenas a determinadas funções nos Estados Unidos. Equipes que atuam diretamente no atendimento a clientes ficaram de fora da iniciativa para evitar impactos na relação com os consumidores. Esses exemplos ilustram uma estratégia cada vez mais comum no mundo corporativo: usar programas de demissão voluntária para ajustar o tamanho das equipes ou o perfil dos funcionários sem recorrer diretamente a cortes obrigatórios. 🔍 O programa de demissão voluntária é um mecanismo pelo qual a empresa oferece incentivos financeiros ou benefícios adicionais para que o próprio funcionário opte por encerrar o vínculo de trabalho. Na prática, ele funciona como uma alternativa às demissões obrigatórias. Segundo Daniel Consani, CEO do Grupo Top RH, esse tipo de programa costuma aparecer em momentos de transformação organizacional. “Normalmente ele surge em contextos de reestruturação, queda de receita, fusões ou mudanças estratégicas que exigem reorganização da força de trabalho”, afirma. Embora a redução de custos seja um fator importante, Consani explica que o PDV geralmente faz parte de mudanças mais amplas dentro das empresas. “Muitas organizações utilizam o programa para redesenhar estruturas, reduzir funções sobrepostas ou adaptar a equipe a novas prioridades estratégicas”, diz. Em setores que passam por mudanças tecnológicas rápidas, por exemplo, o mecanismo pode facilitar a transição para novos modelos de negócio. Ou seja, nem sempre o PDV é aberto a todos os funcionários. Em muitos casos, a empresa direciona o programa para áreas ou cargos específicos. Segundo Consani, isso acontece porque o instrumento normalmente está ligado a um reposicionamento estratégico da organização. “Empresas tendem a oferecer pacotes voluntários em departamentos que serão reduzidos, automatizados ou substituídos por novas competências.” O caso do Google ilustra essa lógica. A empresa direcionou o programa para determinadas funções dentro da sua organização global de negócios, enquanto manteve outras equipes fora da iniciativa. Segundo o Business Insider, cargos ligados diretamente ao atendimento de clientes não foram incluídos no programa justamente para evitar impactos na relação com os consumidores. Esse tipo de segmentação permite que a empresa ajuste sua estrutura sem comprometer áreas consideradas críticas para o futuro. No Brasil, a implementação desse tipo de iniciativa segue regras específicas. Para que o PDV seja oferecido, o plano deve estar previsto em acordo ou convenção coletiva firmados entre a empresa e o sindicato da categoria. O programa também precisa ser formalizado por escrito. Além disso, a adesão deve partir do próprio trabalhador — ou seja, cabe ao funcionário manifestar interesse em participar. Essa característica reforça o objetivo do mecanismo: transformar um momento delicado em uma negociação estruturada entre empresa e trabalhador. Demissão voluntária bate recorde no Brasil Vantagens e desvantagens Uma das principais vantagens do programa de demissão voluntária é reduzir o impacto social e organizacional das demissões. Quando o desligamento ocorre por adesão voluntária, o processo tende a gerar menos conflitos trabalhistas e menos desgaste na relação entre empresa e colaboradores. Outro benefício importante é a previsibilidade financeira. Ao oferecer incentivos previamente definidos, a empresa consegue estimar melhor o custo das saídas e planejar com mais clareza a reorganização das equipes. Além disso, programas desse tipo costumam reduzir o risco de disputas judiciais ligadas aos desligamentos. Para que isso funcione, porém, a forma como o processo é conduzido faz diferença. Segundo Consani, o papel do RH é fundamental para garantir que o programa seja transparente. “O colaborador precisa entender exatamente o que está sendo oferecido e não pode se sentir pressionado a aderir. Também é importante que exista suporte ao funcionário durante o processo.” Essa abordagem também ajuda a evitar interpretações equivocadas sobre a iniciativa. “Quando o processo é conduzido de forma humanizada, fica claro que não se trata de uma decisão em que apenas a empresa sai ganhando”, afirma. Apesar disso, programas de demissão voluntária também apresentam riscos. Um dos principais é a perda inesperada de profissionais estratégicos. Em muitos casos, trabalhadores mais qualificados ou com maior empregabilidade são justamente os que têm mais facilidade para aderir ao programa e encontrar novas oportunidades. “Existe o risco de saída de talentos importantes e de perda de conhecimento estratégico”, afirma Consani. Isso pode gerar impactos na continuidade operacional da empresa e dificultar a transferência de conhecimento entre equipes. Outro problema possível é a perda da chamada memória organizacional — o conjunto de experiências acumuladas pelos profissionais ao longo dos anos. Esse fator pode ser especialmente crítico em empresas com processos técnicos ou regulatórios complexos, explica Consani. Programas de demissão voluntária também podem influenciar o ambiente de trabalho. “Quando existe transparência e comunicação clara sobre os motivos da decisão, o efeito tende a ser mais controlado.” Por outro lado, quando o programa é percebido apenas como uma tentativa de reduzir custos, ele pode gerar insegurança entre os funcionários que permanecem na empresa. Isso acontece porque o PDV frequentemente sinaliza um período de mudanças e incertezas dentro da empresa. Quando o PDV pode não fazer sentido O programa também não é uma solução universal. Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência. Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência. Além disso, o instrumento pode ser inadequado em setores que já enfrentam escassez de mão de obra qualificada. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que áreas como tecnologia, engenharia e saúde convivem com déficit de profissionais. Nesses casos, estimular saídas voluntárias pode gerar mais dificuldade para repor talentos do que economia efetiva. O que avaliar antes de aceitar? Para os trabalhadores, a decisão de aderir a um programa de demissão voluntária exige análise cuidadosa. Segundo Consani, o ideal é avaliar o pacote com uma visão estratégica de carreira — e não apenas financeira. “Muitas pessoas olham primeiro para o valor da indenização. Mas é fundamental considerar quanto tempo pode levar para se recolocar no mercado.” Ainda de acordo com o CEO do Grupo Top, o trabalhador deve considerar fatores como plano de saúde, previdência complementar e estabilidade financeira da família. “Um pacote que parece vantajoso no curto prazo pode não ser suficiente se o profissional não tiver um plano claro de transição de carreira”, afirma. Por outro lado, há grupos que tendem a ser mais beneficiados por esse tipo de programa. Profissionais próximos da aposentadoria, por exemplo, costumam avaliar o programa como uma oportunidade de antecipar a saída do mercado de trabalho com segurança financeira. O pacote também pode ser interessante para trabalhadores que já planejavam mudar de carreira ou abrir um negócio próprio. Em muitos casos, profissionais utilizam os recursos da rescisão como capital inicial para iniciar um novo projeto profissional. Ainda assim, especialistas recomendam planejamento antes de tomar a decisão. Consani afirma que o erro mais comum é tomar a decisão de forma precipitada. Muitos se concentram apenas no valor imediato da indenização e deixam de avaliar fatores importantes, como planejamento financeiro, custo de vida e chances de recolocação. “Em momentos de transição profissional, decisões impulsivas podem gerar impactos duradouros na trajetória de carreira”, afirma Consani.
17/03/2026 07:01:38 +00:00
Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

São Paulo lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Reprodução Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar para comprar comida? Ou que porcentagem do salário mínimo é gasta com alimentos básicos? A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz esse cálculo para cada capital do país, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório de fevereiro mostrou que São Paulo é a capital onde as pessoas precisam trabalhar mais horas por mês para comprar alimentos da cesta básica: 115 horas e 45 minutos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14). Na outra ponta do ranking está Aracaju, onde são necessárias 76 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Veja a lista completa abaixo. Gráfico mostra as horas de trabalho gastas por mês para adquirir alimentos. Arte/g1 Peso da alimentação no salário mínimo Em fevereiro deste ano, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer, em média, 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas. O cálculo considera o salário já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social. São Paulo também lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Já Aracaju aparece no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido (veja abaixo). O relatório também estima qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor deveria ter sido de R$ 7.164,94 — cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621. O cálculo é feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Porcentagem do salário mínimo utilizada para comprar comida. Arte/g1 Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
17/03/2026 06:01:04 +00:00
ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens em redes sociais, jogos e sites

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet A lei que protege crianças e adolescentes na internet entra em vigor nesta terça-feira (17). O texto, que ficou conhecido como ECA Digital, foi sancionado pelo presidente Lula em setembro e tinha prazo de seis meses para começar a vigorar. As normas passam a valer para todo produto ou serviço digital que possa ser acessado por crianças ou adolescentes, independentemente do setor ou modelo de negócio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, o ECA Digital cria um marco jurídico para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com medidas voltadas à segurança online, proteção de dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos e práticas abusivas. Alguns trechos ainda precisam de regulamentação para detalhar atribuições e formas de aplicação da lei. O decreto com essas regras deve ser publicado ainda nesta terça-feira. A partir de hoje, a nova legislação: Proíbe a autodeclaração de idade em sites e serviços digitais restritos a maiores de 18 anos. Exige que redes sociais ofereçam versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada e que contas de menores de 16 anos sejam vinculadas às de seus responsáveis. Determina que marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos verifiquem a idade no cadastro ou no momento da compra e bloqueiem automaticamente o acesso de menores a itens proibidos. Impõe que plataformas de apostas impeçam o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes. Obriga buscadores a ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e a exigir verificação de idade para o desbloqueio. Exige que provedores de conteúdo pornográfico adotem verificação de idade, proíbam a autodeclaração e removam contas identificadas como pertencentes a menores. Determina que jogos eletrônicos com caixas de recompensa bloqueiem o acesso de menores ou ofereçam versões sem essa funcionalidade. Estabelece que serviços de streaming cumpram a classificação indicativa e disponibilizem perfis infantis, mecanismos de bloqueio e ferramentas de controle parental. Plataformas que têm mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados devem enviar relatórios mostrando como apuraram denúncias e quais medidas de moderação de conteúdo foram adotadas. A mudança também afeta a estrutura do governo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O órgão ainda deverá publicar regras para detalhar pontos-chave da lei, como a verificação de idade e a vinculação de contas de adultos com menores de 16 anos. Punições O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. As empresas também poderão ter as atividades suspensas temporária ou definitivamente. Responsabilidade do governo, família e plataformas digitais O ECA Digital prevê que a proteção de crianças e adolescentes na internet seja uma responsabilidade compartilhada entre pais, Estado e plataformas digitais. Para Igor Luna, coordenador do grupo de trabalho de Crianças e Adolescentes da Câmara Brasileira da Economia Digital, a proteção de menores no ambiente digital deve ser uma responsabilidade compartilhada. "O poder público estabelece regras e coordena políticas de proteção. As plataformas devem aplicar ferramentas e mecanismos de segurança adequados. Já famílias e educadores têm papel importante no acompanhamento do uso da tecnologia e no desenvolvimento do letramento digital", afirma. Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana, afirma que a entrada em vigor do Estatuto reafirma, no ambiente digital, o princípio da prioridade absoluta e da proteção integral de crianças e adolescentes. Ela também ressalta que a responsabilidade do Estado não se limita apenas à agência que vai regular as regras. "A ANPD agora se torna uma agência. A ideia é que tenha mais autonomia e mais força para acompanhar o processo de adequação das empresas. A fiscalização é fundamental, não apenas por parte da ANPD, mas também do sistema de Justiça", diz a especialista. "De forma mais ampla, a comunidade escolar também precisa discutir o tema e se apropriar dessa nova lei, produzindo reflexões e materiais sobre seu conteúdo para gestores, famílias e para as próprias crianças e adolescentes."
17/03/2026 03:01:12 +00:00
Imposto de Renda 2026: quem é obrigado a declarar?

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
17/03/2026 03:00:58 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 105 milhões nesta terça-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.985 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 105 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (17), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
17/03/2026 03:00:54 +00:00
Plataformas devem verificar idade de usuários a partir desta terça com o ECA Digital; veja como vai funcionar

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet Redes sociais e outros serviços online com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes devem verificar a idade de usuários a partir desta terça-feira (17). E não podem usar bloqueios simples, como o botão "Sim, tenho mais de 18 anos". A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), sancionado em setembro de 2025. Ele também ficou conhecido como Lei Felca porque a aprovação aconteceu após o vídeo do influenciador sobre adultização. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O ECA Digital determina que as plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade". A lei determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais devem tomar medidas para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Essa informação deverá ser enviada para plataformas como redes sociais, que precisarão oferecer experiência adequada para aquela pessoa. Mas o ECA Digital diz que as plataformas também são responsáveis por impedir o acesso indevido de crianças e adolescentes. A autodeclaração – o botão "Sim, tenho mais de 16 anos" – está proibida pela lei. Um decreto presidencial deve exigir métodos de verificação confiáveis, a serem definidos pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Entre os métodos de verificação mais robustos, estão: 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário; 🤳 envio de selfie, que estima a idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial; 🪪 envio de documentação, que permite confirmar a idade exata. O Google, por exemplo, disse que está implementando no Brasil um modelo de estimativa de idade, que analisar a atividade dos usuários, como as informações que ele buscou ou as categorias de vídeos que ele assistiu. "Esses sinais nos ajudam a determinar se aquela pessoa provavelmente tem mais ou menos de 18 anos e a aplicar proteções automáticas em nossos produtos, incluindo o bloquear conteúdo com classificação 18+ no YouTube e Google Play, além da ativação do SafeSearch e o bloqueio de resultados inapropriados na Busca", disse a empresa. A verificação não acontecerá em todas as plataformas, mas será exigida em serviços online que podem colocar menores de idade em risco, disse ao g1 a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli. "Ela será utilizada para os provedores de aplicação direcionados a crianças e adolescentes e para os que oferecem risco à integridade física e mental, possibilidade de exploração e vendem produtos não adequados para crianças e adolescentes", afirmou. Configuração de privacidade TikTok Reprodução Ao exigir a verificação de idade em determinados serviços sem autodeclaração, o ECA Digital cria um novo fator de proteção a crianças e adolescentes na internet, avaliou Mielli. "As lojas de aplicativos precisam adotar medidas para vedar o acesso irrestrito de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados. Há uma combinação entre a aferição da idade, a classificação indicativa da aplicação e a supervisão parental", afirmou. Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outras Menores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais Ainda de acordo com o ECA Digital, a verificação deve garantir a privacidade dos usuários e não pode usar os dados para fins além da verificação de idade. Plataformas que não demonstrarem estar agindo para proteger crianças e adolescentes poderão ser punidas com advertência, multa de até 10% do faturamento ou R$ 50 milhões por infração, suspensão ou proibição no Brasil. A aplicação da lei será monitorada pela ANPD, que fez um levantamento sobre diferentes ferramentas de verificação de idade na internet, como a inferência a partir do tipo de conteúdo acessado e a análise de documentos. O ECA Digital entraria em vigor em setembro de 2026, mas foi antecipado para 17 de março por uma medida provisória do presidente Lula, aprovada pelo Congresso. As plataformas não serão prejudicadas por essa diminuição do prazo porque eventuais sanções serão aplicadas em etapas, disse Mielli, do CGI.br. E, como acontece com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas têm o direito de se defender em processos administrativos. "Para aplicar qualquer sanção pecuniária [financeira], existem sanções anteriores. Tem um processo que precisa ser seguido com procedimentos de fiscalização, notificação e advertência", explicou. "A lei não foi feita apenas para redes sociais e jogos online, mas é claro que são esses grandes players que representam o maior risco para crianças e adolescentes. Essas empresas possuem ferramentas para [realizar] aferição de idade em outras praças nas quais elas prestam esse serviço, então, não é uma novidade para nenhuma delas". Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular
17/03/2026 03:00:39 +00:00
Petrobras compra fatia da Petronas em Tartaruga Verde e Espadarte por US$ 450 milhões

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (16)que informou à Petronas sua decisão de exercer o direito de preferência para comprar participações de 50% nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. Após a conclusão da operação, a Petrobras voltará a deter 100% dos ativos e seguirá como operadora. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III) produzem atualmente cerca de 55 mil barris de óleo por dia e estão conectados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes — uma espécie de navio-plataforma que produz, armazena e transfere petróleo. A assinatura do contrato de compra e venda ocorrerá em breve, acrescentou a companhia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na assinatura do contrato e US$ 350 milhões no fechamento da operação — sujeito a ajustes relacionados à data efetiva da transação. Outras duas parcelas, de US$ 25 milhões cada, serão pagas em 12 e 24 meses após o fechamento. "A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, adiciona flexibilidade decisória na gestão de portfólio da companhia e está em consonância com o seu Plano de Negócios, reforçando o direcionamento estratégico voltado ao segmento de óleo e gás", disse a Petrobras. A aquisição anunciada hoje permitirá à Petrobras conectar outros poços no campo de Tartaruga Verde aos novos ativos, disse uma fonte à Reuters. A estatal não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência. A Petrobras fez uma descoberta nas proximidades do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde em novembro, considerada "maravilhosa" por Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da empresa. A Brava anunciou em janeiro um acordo para comprar as participações da Petronas como parte de sua "estratégia de longo prazo", antes de a Petrobras decidir exercer sua opção. A Brava e a Petronas não responderam de imediato aos pedidos de comentário sobre o fracasso do acordo anterior.
17/03/2026 00:41:55 +00:00
Nubank entra para a Febraban, entidade que reúne os maiores bancos do país

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters O Nubank passou a integrar o quadro associativo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), informou a entidade nesta quarta-feira (16), que também convocou uma assembleia para abril para eleger a nova administração. Fundado há 12 anos, o Nubank se consolidou como uma das maiores plataformas digitais de serviços financeiros do mundo, com 131 milhões de clientes. Em 2025, a empresa registrou receita de US$ 16,3 bilhões e lucro líquido de US$ 2,9 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Febraban, o grupo foi responsável por incluir 29 milhões de pessoas no sistema financeiro nos últimos anos. O pedido de filiação do Nubank foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Diretor da Febraban, na primeira reunião ordinária de 2026, após recomendação favorável do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente-executivo do Itaú Unibanco. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A iniciativa do Nubank evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade, do debate qualificado e da construção setorial de soluções em um ambiente representativo e diverso", disse o presidente-executivo da entidade, Isaac Sidney, no comunicado sobre a decisão. "Ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro, além de seguirmos comprometidos em reduzir a complexidade da indústria e simplificar a vida dos nossos clientes", acrescentou a presidente-executiva do Nubank no Brasil, Livia Chanes. O Nubank afirmou que seguirá participando ativamente de outras entidades setoriais, como Zetta, ABBC e Anbima. Nova administração Com a proximidade do fim do mandato de três anos da atual gestão, o presidente do Conselho Diretor da entidade, Luiz Carlos Trabuco, também convocou assembleia para a eleição dos conselheiros e das instituições financeiras que vão compor as instâncias de governança da Febraban entre 2026 e 2029. Trabuco, que preside o conselho de administração do Bradesco, também afirmou que Maluhy Filho registrará chapa única, liderando a lista de instituições associadas e dirigentes que vão compor a nova gestão da Febraban como conselheiros e diretores executivos. A assembleia está prevista para 9 de abril, em reunião presencial na sede da federação, quando serão anunciados os novos integrantes do Conselho Diretor, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.
16/03/2026 21:49:37 +00:00
Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal

Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal Reprodução/TV Verdes Mares A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que os ganhos com as chamadas apostas online (bets) em 2025, assim como o saldo remanescente nos aplicativos pelos apostadores no fim do ano passado, terão de ser informados na declaração do Imposto de Renda de 2026. Pelas regras, a prestação das informações é obrigatória para quem ganhou acima de R$ 28.467,20 em apostas em bets e loterias de quota fixa no ano passado (em todas as empresas). Saldos em conta também têm de ser declarados. "Essas pessoas apuram e pagam o imposto, conforme está na lei, e têm de informar esse rendimento na declaração. Apareceu esse campo na declaração. Elas devem fazer apuração dos ganhos das bets. Na página da receita, tem um formulário onde as pessoas preenchem e, se for superior a esse valor, tem um imposto a ser pago. Essa apuração tem de ser colocada na declaração do IR, pois isso é um ganho", explicou o supervisor do IR da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. Segundo o Fisco, o prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão fazer o download do programa já na próxima sexta-feira (20). IR: saem as novas regras para declaração A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa no valor mínimo de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% (vinte por cento) do imposto sobre a renda devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem seu nome social na declaração; aumento de informaçoes disponibilizadas na declaração pré-preenchida; redução no número de restituições feitas pelo Fisco ao longo do ano, de cinco para quatro lotes; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram alguma retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (Entenda mais abaixo) A expectativa do Fisco é que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Sites de aposta esportiva não regurizados são considerados ilegais Getty Images (via BBC)
16/03/2026 17:06:22 +00:00
Trump diz que Fed deveria realizar uma reunião para cortar juros 'agora mesmo'

O presidente Donald Trump fala com repórteres a bordo do Air Force One, no domingo, 15 de março de 2026, a caminho de West Palm Beach, Flórida, para a Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. AP/Mark Schiefelbein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Federal Reserve (banco central do país) deveria realizar uma "reunião especial" para cortar as taxas de juros "agora mesmo". As falas de Trump vem apenas poucos dias depois de um juiz americano ter bloqueado as intimações emitidas em uma investigação conduzida pelo governo Trump contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell, na última sexta-feira (13). A decisão do juiz americano James Boasberg atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros. Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas. "O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente", escreveu o juiz. "O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta." Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação sobre possíveis custos excessivos nas reformas da sede do banco central, afirmou que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão. 'Nenhuma evidência de qualquer tipo' Os acontecimentos de sexta‑feira deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex‑governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio. Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros. Powell — frequentemente alvo de críticas de Trump — tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed. A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg, em coletiva de imprensa, de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações. "Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade", disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos. O Conselho de Governadores do Fed solicitou ao juiz a anulação das intimações, que pediam informações sobre as reformas de dois prédios históricos no complexo da instituição em Washington e também o depoimento de Powell, previsto para julho de 2025, no Comitê Bancário do Senado. Powell defendeu os gastos com as reformas, classificando-os como necessários, e recebeu legisladores — incluindo o próprio Trump — em uma visita ao Fed para acompanhar o andamento do projeto. Desde que reassumiu a presidência no ano passado, Trump pressiona o Fed a reduzir as taxas de juros de forma mais rápida e intensa. Powell, porém, mantém uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, diante das contínuas preocupações com a inflação. Trump nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas, desde então, tem atacado publicamente o presidente do Fed, chegando a chamá-lo de “imbecil”. O juiz concordou com Powell sobre a natureza da investigação. Segundo Boasberg, uma “montanha de evidências” indica que as intimações tinham como objetivo pressionar o presidente do Fed a reduzir as taxas de juros ou até a renunciar ao cargo. "O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o Presidente Powell. Aliás, as suas justificativas são tão frágeis e infundadas que o Tribunal só pode concluir que são pretextuais", escreveu Boasberg. Por enquanto, a decisão deve dificultar a continuidade da investigação conduzida pelo Departamento de Justiça. De acordo com documentos oficiais divulgados na sexta‑feira, os promotores afirmaram estar analisando se Powell teria feito declarações falsas ao Congresso ou cometido fraude. Um porta-voz do Fed se recusou a comentar. Senadores republicanos defendem Powell O senador republicano Thom Tillis prometeu usar sua posição na Comissão Bancária do Senado para barrar qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a investigação estiver ativa, afirmando que as declarações feitas por Powell ao Congresso não configuram crime. A mesma avaliação é compartilhada por outros republicanos na Comissão Bancária do Senado, incluindo seu presidente, Tim Scott, que conduziu o interrogatório de Powell sobre as reformas que são o foco da investigação de Pirro. Segundo Tillis, um eventual recurso do Departamento de Justiça contra a decisão “apenas atrasará a confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed”. Como parte de sua pressão sobre a liderança do banco central, Trump também tentou, em agosto passado, demitir a governadora do Fed, Lisa Cook, usando alegações não comprovadas de fraude hipotecária — negadas por ela — como justificativa para sua remoção. Foi a primeira tentativa de um presidente de destituir um integrante do Conselho de Governadores do Fed desde a criação do banco central, em 1913. Cook afirmou ainda que as acusações de fraude hipotecária foram apenas um pretexto usado por Trump para removê-la devido a divergências sobre política monetária. Em 21 de janeiro, juízes da Suprema Corte dos EUA demonstraram ceticismo diante da tentativa de Trump de demitir Cook. O tribunal ainda não deu uma decisão final sobre o caso. A decisão de sexta‑feira representa mais um revés judicial para o Departamento de Justiça sob Trump, que continua investigando críticos e opositores do presidente. Em novembro, um juiz rejeitou as acusações contra o ex‑diretor do FBI James Comey e contra a procuradora‑geral de Nova York, Letitia James, ambos responsáveis por investigações anteriores envolvendo Trump. Boasberg, indicado pelo ex‑presidente democrata Barack Obama, escreveu em sua decisão que ser um adversário político de Trump “se tornou arriscado nos últimos anos”. Boasberg entrou em conflito diversas vezes com o governo Trump nos casos que supervisionou, e o presidente chegou a pedir ao Congresso, no ano passado, que iniciasse um processo de impeachment contra ele. No ano passado, Boasberg abriu um processo por desacato contra o governo após constatar que funcionários haviam violado sua ordem de emergência que barrava o uso de poderes extraordinários para deportar imigrantes. O processo foi posteriormente suspenso por um tribunal federal de apelações.
16/03/2026 16:55:38 +00:00
Imposto de Renda 2026: veja 10 perguntas e respostas sobre prazos, mudanças e quem é obrigado a declarar

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). ⚠️ A entrega da declaração após o prazo legal terá multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem o nome social na declaração; aumento das informações disponíveis na declaração pré-preenchida; redução no número de lotes de restituição, de cinco para quatro; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (entenda mais abaixo) A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 2. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 3. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 4. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 5. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 6. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 7. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 8. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
16/03/2026 16:21:50 +00:00
Bank of America firma acordo em ação coletiva movida por vítimas de Epstein

Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução O Bank of America fechou um acordo em um processo civil movido por mulheres que acusam o banco de ter facilitado os abusos cometidos por Jeffrey Epstein. As informações constam em documentos judiciais divulgados nesta segunda‑feira (16). A ação coletiva foi apresentada em outubro do ano passado por uma mulher identificada pelo pseudônimo Jane Doe. Ela acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações financeiras suspeitas ligadas a Epstein, mesmo diante de uma “abundância” de informações sobre seus crimes. Segundo a denúncia, o banco teria feito isso priorizando o lucro em vez da proteção das vítimas. O Bank of America afirmou que Doe apenas alegou que o banco prestou serviços de rotina a pessoas que, na época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e que qualquer sugestão de envolvimento mais profundo era “frágil e sem fundamento”. Em janeiro, o juiz distrital Jed Rakoff, de Manhattan, determinou que o Bank of America deve responder às acusações de Doe de que se beneficiou conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultou a aplicação da Lei Federal de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas. Rakoff ainda precisa aprovar o acordo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as transações citadas por Doe estavam pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o comando da Apollo em 2021, depois que uma auditoria externa concluiu que ele havia pago US$ 158 milhões (R$ 830,2 milhões) a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. O executivo negou qualquer irregularidade e afirmou não ter conhecimento das atividades criminosas de Epstein. A expectativa era a de que Black prestasse depoimento sob juramento em 26 de março, a pedido dos advogados de Doe e do Bank of America. O depoimento não deve mais ocorrer por causa do acordo. O julgamento, previsto para 11 de maio, também será cancelado caso Rakoff aprove a resolução. Os advogados de Doe também moveram ações contra outros supostos cúmplices do esquema de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão) com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões (R$ 394 milhões) com o Deutsche Bank em nome das vítimas. Epstein morreu em uma cela de prisão em Manhattan em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte foi considerada suicídio pelo médico‑legista de Nova York.
16/03/2026 15:13:18 +00:00
Governo de Cuba diz que vai permitir que expatriados voltem a investir no país

Cuba reabre negociações com Estados Unidos Em um gesto histórico, o governo cubano afirmou nesta segunda-feira (16) que vai passar a permitir que cidadãos expatriados voltem a investir no país. A flexibilização faz parte do diálogo que Cuba afirmou estar mantendo com os Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em entrevista à rede de TV norte-americana NBC, o vice-primeiro-ministro de Cuba, Oscar Pérez-Oliva Fraga, sobrinho-neto de Fidel Castro, disse que os cubanos que deixaram o país por conta do regime de Castro poderão "em breve" participar em empresas privadas ou ainda ter seus próprios negócios na ilha. Foi a primeira vez que o regime cubano sinalizou flexibilidade com os expatriados, a maioria em cidades como Miami, nos Estados Unidos, e Madri, na Espanha. Até agora, eles são proibidos de enviar dinheiro ao país e de manter qualquer relação comercial com Cuba. Na entrevista, o vice-premiê, que é também o ministro de Comércio Exterior cubano, afirmou que seu governo está ainda disposto a manter "boas relações" com empresas dos Estados Unidos. “Cuba está aberta a ter uma relação comercial fluida com empresas americanas”, disse o vice-premiê na entrevista, segundo a NBC. "Também queremos manter relações com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes". Ainda de acordo com a NBC, o governo cubano fará o anúncio de forma oficial na noite desta segunda. 👉 Na semana passada, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou que seu país vem travando negociações com o governo dos Estados Unidos para desbloquear os embargos econômicos que os EUA mantêm sobre a ilha desde a década de 1960 — parte deles caiu durante um acordo na gestão do ex-presidente dos EUA Barack Obama, mas a maioria permanece. “O bloqueio nos priva do acesso a financiamento, acesso à tecnologia, acesso a mercados e, nos últimos anos, tem sido especificamente direcionado a privar nosso país do acesso a combustíveis.” Na sexta-feira (13) Cuba começou a libertar presos políticos, como parte das negociações. Já no domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar chegar a um acordo com Cuba "em breve". Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington CTK Photo/IMAGO via DW Ainda assim, as tensões internas vêm crescendo. Além da crise econômica, que vem gerando apagões constantes e deixando parte da população sem energia, manifestantes atacaram, também no fim de semana, uma sede do Partido Comunista cubano. O ataque ocorreu na cidade de Morón, durante um protesto por conta dos apagões, que também vêm gerando desabastecimento de alimentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1
16/03/2026 14:41:08 +00:00
Receita Federal divulga regras do Imposto de Renda 2026
Receita Federal divulga regras do Imposto de Renda 2026 O prazo para entregar a declaração começa em 23 de março e se estenderá até 29 de maio. Receita Federal divulga nesta segunda-feira (16) regras do Imposto de Renda de 2026, ano-base 2025. . O prazo para entregar a declaração começa em 23 de março e se estenderá até 29 de maio. . Já as restituições serão pagas em quatro lotes, o primeiro será no fim de maio. Veja o calendário completo.. As mudanças na faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026.
16/03/2026 14:31:52 +00:00
Prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS termina nesta sexta-feira (20)

Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Termina nesta sexta-feira (20) o prazo para o adesão ao acordo que vai devolver o dinheiro descontado ilegalmente das contas de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo dados da Previdência, 760 mil pessoas que já contestaram os descontos ainda precisam formalizar a adesão ao acordo para receber o dinheiro. Esses beneficiários tiveram o direito à devolução reconhecido pelo INSS, mas ainda não concluíram o procedimento necessário para o ressarcimento. Eles só vão receber de volta o dinheiro que foi descontado indevidamente depois que voltarem ao site ou aplicativo Meu INSS, ou a uma agência dos Correios, para fazer a adesão formal ao acordo. Ressarcimento do INSS Os descontos indevidos foram feitos por organizações sindicais e entidades associativas, que passaram a ser investigadas e também respondem judicialmente pelas irregularidades. No total, mais de 5 milhões de beneficiários tiveram direito à restituição. Desde que o escândalo dos descontos indevidos veio à tona, em abril de 2025, quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos a aposentados e pensionistas. Quem acredita que sofreu descontos não autorizados e ainda não procurou o INSS também pode fazer a contestação até sexta-feira (20). O pedido pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, nas agências dos Correios ou pelo telefone 135. Como aderir ao acordo Para receber os valores, o beneficiário precisa acessar o aplicativo ou site Meu INSS, entrar com CPF e senha e seguir o caminho: acessar a aba “Consultar pedidos”; clicar em “Cumprir exigência”; rolar a tela até o final e selecionar a opção "aceito receber" E selecionar "sim" e "enviar". O valor será depositado na mesma conta em que o beneficiário recebe aposentadoria ou pensão. Alerta para golpes Autoridades também alertam para novos golpes envolvendo falsos aplicativos que prometem ressarcimento. Um dos exemplos é um aplicativo chamado “INSS Reembolso”, que aparece principalmente em celulares com sistema Android. O INSS reforça que o único aplicativo oficial para esse serviço é o “Meu INSS”. Especialistas também orientam os segurados a não clicarem em links enviados por e-mail ou mensagens de celular que prometam a devolução de valores. Segundo o instituto, toda a comunicação oficial é feita exclusivamente pela plataforma Meu INSS, e o órgão não entra em contato por telefone, SMS ou mensagens para tratar de acordos. Quem entrou na Justiça Beneficiários que já entraram na Justiça para pedir ressarcimento também podem aderir ao acordo administrativo. Nesse caso, porém, será necessário abrir mão da ação judicial. Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Reprodução/TV Globo
16/03/2026 14:24:05 +00:00
Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025 – e informou os limites para as deduções que podem ser feitas pelos contribuintes. O prazo para a entrega das declarações começa em 23 de março e vai até 29 de maio. A declaração pré-preenchida estará disponível desde o início do prazo legal. O Fisco lembra que os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada Veja os vídeos que estão em alta no g1 A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. A lista de despesas médicas que podem ser deduzidas inclui pagamentos a: médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias.
16/03/2026 14:23:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: contribuinte terá opção de informar nome social

IR: saem as novas regras para declaração A Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que os contribuintes poderão informar seu nome social na declaração do Imposto de Renda 2026, ano-calendário 2025. Até o ano passado, isso não podia ser feito. Segundo a Receita, o nome social poderá ser informado por pessoas travestis, transexuais ou transgêneras. O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) passou a adotar, em 2024, o uso dos campos ‘nome social’, ‘orientação sexual’ e ‘identidade de gênero’ após uma ação do Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC). Desde 2024, o uso do nome social também é permitido nos concursos públicos federais do país. Além do nome social, também será possível incluir informações sobre raça e cor do contribuinte e de seus dependentes na declaração do Imposto de Renda 2026. "A inclusão de campos como o nome social e dados de raça e cor reflete o avanço dos serviços públicos digitais brasileiros em direção a uma experiência mais inclusiva e aderente à realidade da população", disse Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro. Segundo ela, essas informações também ajudam em diagnósticos para a formulação de políticas públicas, contribuindo para que decisões governamentais sejam cada vez mais baseadas em dados. A Receita Federal informou nesta manhã que o prazo para entrega da declaração começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. A entrega depois do prazo legal terá o valor mínimo de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% (vinte por cento) do imposto sobre a renda devido. As mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5 mil, e redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎Isso porque a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos no ano passado, o chamado "ano-base" da declaração. A ampliação da faixa de isenção terá efeitos na declaração anual de ajuste somente em 2027. A entrega da declaração anual de ajuste do IR 2026 poderá ser feita pela internet, mediante a utilização do programa de transmissão, ou em mídia removível, às unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente. Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1
16/03/2026 13:54:39 +00:00
Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida estará disponível a partir do início do prazo de entrega

IR: saem as novas regras para declaração A Receita Federal começa a receber neste ano a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, ano-base 2025, desde o início do prazo de entrega — divulgado nesta segunda-feira (16). Com isso, os contribuintes poderão usar esse sistema, caso optem por ele, a partir do dia 23 de março. No ano passado, a recepção da declaração pré-preenchida começou somente 13 dias após o início do prazo de envio do IR pelo método tradicional, que foi em 17 de março. A expectativa da Receita Federal é que 60% dos contribuintes apresentem a declaração do IR em 2026 pelo sistema pré-preenchido. Em 2025, o formato foi adotado por 50% dos declarantes (leia mais abaixo). 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. A Receita Federal alerta que os contribuintes devem checar atentamente as informações da declaração pré-preenchida, pois elas são enviadas por de terceiros. Neste ano, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Em anos anteriores, que continuam a valer em 2026, também foram disponibilizadas informações sobre: contribuições de previdência privada; atualização do saldo de conta bancária e poupança; atualização do saldo de fundos de investimento; imóveis adquiridos no ano calendário; doações efetuadas no ano calendário; conta bancária/poupança ainda não declarada; fundo de investimento ainda não declarado; contas bancárias no exterior. Contribuintes poderão usar declaração pré-preenchida, caso opte por ela, desde o dia 23 de março. Getty Images via BBC
16/03/2026 13:35:27 +00:00
Juiz rejeita intimações contra Powell e aponta tentativa de pressionar o Fed; governo Trump vai recorrer

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O juiz americano James Boasberg bloqueou, na última sexta-feira (13), as intimações emitidas em uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, conduzida por uma promotoria indicada pelo presidente Donald Trump. A decisão atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros. Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas. "O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente", escreveu o juiz. "O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta." A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação sobre possíveis custos excessivos nas reformas da sede do banco central, afirmou que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Nenhuma evidência de qualquer tipo' Os acontecimentos de sexta‑feira deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex‑governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio. Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros. Powell — frequentemente alvo de críticas de Trump — tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed. A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg, em coletiva de imprensa, de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações. "Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade", disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos. O Conselho de Governadores do Fed solicitou ao juiz a anulação das intimações, que pediam informações sobre as reformas de dois prédios históricos no complexo da instituição em Washington e também o depoimento de Powell, previsto para julho de 2025, no Comitê Bancário do Senado. Powell defendeu os gastos com as reformas, classificando-os como necessários, e recebeu legisladores — incluindo o próprio Trump — em uma visita ao Fed para acompanhar o andamento do projeto. Desde que reassumiu a presidência no ano passado, Trump pressiona o Fed a reduzir as taxas de juros de forma mais rápida e intensa. Powell, porém, mantém uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, diante das contínuas preocupações com a inflação. Trump nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas, desde então, tem atacado publicamente o presidente do Fed, chegando a chamá-lo de “imbecil”. O juiz concordou com Powell sobre a natureza da investigação. Segundo Boasberg, uma “montanha de evidências” indica que as intimações tinham como objetivo pressionar o presidente do Fed a reduzir as taxas de juros ou até a renunciar ao cargo. "O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o Presidente Powell. Aliás, as suas justificativas são tão frágeis e infundadas que o Tribunal só pode concluir que são pretextuais", escreveu Boasberg. Por enquanto, a decisão deve dificultar a continuidade da investigação conduzida pelo Departamento de Justiça. De acordo com documentos oficiais divulgados na sexta‑feira, os promotores afirmaram estar analisando se Powell teria feito declarações falsas ao Congresso ou cometido fraude. Um porta-voz do Fed se recusou a comentar. Senadores republicanos defendem Powell O senador republicano Thom Tillis prometeu usar sua posição na Comissão Bancária do Senado para barrar qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a investigação estiver ativa, afirmando que as declarações feitas por Powell ao Congresso não configuram crime. A mesma avaliação é compartilhada por outros republicanos na Comissão Bancária do Senado, incluindo seu presidente, Tim Scott, que conduziu o interrogatório de Powell sobre as reformas que são o foco da investigação de Pirro. Segundo Tillis, um eventual recurso do Departamento de Justiça contra a decisão “apenas atrasará a confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed”. Como parte de sua pressão sobre a liderança do banco central, Trump também tentou, em agosto passado, demitir a governadora do Fed, Lisa Cook, usando alegações não comprovadas de fraude hipotecária — negadas por ela — como justificativa para sua remoção. Foi a primeira tentativa de um presidente de destituir um integrante do Conselho de Governadores do Fed desde a criação do banco central, em 1913. Cook afirmou ainda que as acusações de fraude hipotecária foram apenas um pretexto usado por Trump para removê-la devido a divergências sobre política monetária. Em 21 de janeiro, juízes da Suprema Corte dos EUA demonstraram ceticismo diante da tentativa de Trump de demitir Cook. O tribunal ainda não deu uma decisão final sobre o caso. A decisão de sexta‑feira representa mais um revés judicial para o Departamento de Justiça sob Trump, que continua investigando críticos e opositores do presidente. Em novembro, um juiz rejeitou as acusações contra o ex‑diretor do FBI James Comey e contra a procuradora‑geral de Nova York, Letitia James, ambos responsáveis por investigações anteriores envolvendo Trump. Boasberg, indicado pelo ex‑presidente democrata Barack Obama, escreveu em sua decisão que ser um adversário político de Trump “se tornou arriscado nos últimos anos”. Boasberg entrou em conflito diversas vezes com o governo Trump nos casos que supervisionou, e o presidente chegou a pedir ao Congresso, no ano passado, que iniciasse um processo de impeachment contra ele. No ano passado, Boasberg abriu um processo por desacato contra o governo após constatar que funcionários haviam violado sua ordem de emergência que barrava o uso de poderes extraordinários para deportar imigrantes. O processo foi posteriormente suspenso por um tribunal federal de apelações.
16/03/2026 13:26:48 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita espera receber 44 milhões de declarações neste ano

A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que espera receber 44 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025. O prazo de entrega começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. Quem não entregar dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do Imposto sobre a Renda devido. IR: saem as novas regras para declaração No ano passado, 43,58 milhões de pessoas físicas enviaram a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo legal. Considerando aquelas enviadas fora do prazo, o número foi de 45,64 milhões de pessoas. O programa do IR deste ano será liberado na próxima sexta-feira (20), mas a entrega começará somente no prazo legal, a partir do dia 23. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — ou seja, vai para o fim do calendário de restituições. Entretanto, a Receita Federal prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Quem é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; pessoa que deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
16/03/2026 13:23:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita Federal libera programa de declaração nesta sexta-feira

Prazo para entregar Imposto de renda começa dia 23 de março A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que o programa do Imposto de Renda 2026 estará disponível para download a partir desta sexta-feira (20). Entretanto, a transmissão da declaração só será possível a partir da próxima segunda-feira (23), quando começa o prazo de envio do IR deste ano. Ou seja, o contribuinte poderá começar a fazer a declaração do IR assim que o programa for liberado, mas, o envio só será permitido dentro do prazo legal. ➡️Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — na prática, vai para o fim do calendário de restituições. Vale lembrar que a Receita Federal prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Prioridades Têm prioridade na restituição do Imposto de Renda, nesta ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; as restituições de contribuintes que, conjuntamente, utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX; as restituições de contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX. Lotes de restituição Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes. Em 2025, foram cinco lotes de restituição do Imposto de Renda. 🗓️Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio; 2º lote: 30 de junho; 3º lote: 31 de julho; 4º lote: 28 de agosto.
16/03/2026 13:16:22 +00:00
IR 2026: isenção para quem ganha até R$ 5 mil não começa a valer na declaração deste ano; entenda

IR: saem as novas regras para declaração As mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), para quem ganha até R$ 5 mil, e a redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, aprovadas no ano passado, não estarão em vigor na declaração de ajuste anual de 2026. A Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que o prazo de apresentação da declaração do Imposto de Renda de 2026 começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. A explicação é que a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos em 2025, o chamado "ano-base" da declaração. A ampliação da faixa de isenção já está valendo neste ano (os contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil já deixaram de pagar IR), mas terá efeitos na declaração anual de ajuste somente em 2027. "O contribuinte que ganha até R$ 5 mil tem um redutor total e que ganha até R$ 7,35 mil tem um redutor reduzindo o imposto [pago]. Acima disso, continua a tabela progressiva normal. Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. A entrega da declaração anual de ajuste do IR 2026 poderá ser feita pela internet, mediante a utilização do programa de transmissão, ou em mídia removível, às unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente. Serão pouco mais de dois meses para o contribuinte acertar as contas com o Leão. O prazo e as regras constam no Diário Oficial da União (DOU). Isenção no IR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou em novembro do ano passado a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano). Além da isenção, o texto prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. As novas regras entram em vigor em janeiro de 2026. Como forma de compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha (leia mais aqui). Como fazer a declaração Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio: do Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, do serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: no site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; em aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. O acesso ao serviço referido no serviço "Meu Imposto de Renda" será realizado mediante autenticação por meio da conta "gov.br", com identidade digital ouro ou prata. O aplicativo será disponibilizado nas lojas de aplicativos "Google Play", para o sistema operacional Android, e App Store, para o sistema operacional iOS. Entretanto, há algumas vedações ao uso do serviço "Meu Imposto de Renda", como: quem auferiu os seguintes rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva: ganhos de capital na alienação de bens e direitos; ganhos de capital na alienação de bens, direitos e aplicações financeiras no exterior; ganhos de capital na alienação, baixa ou liquidação de investimento em entidades controladas no exterior, inclusive por meio de devolução de capital; ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira mantida em espécie cujo valor exceda US$ 5 mil no ano-calendário 2025; ou ganhos de capital decorrentes de depósitos não remunerados em conta-corrente ou em cartão de débito ou crédito no exterior. Quem é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
16/03/2026 13:12:49 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes

IR: saem as novas regras para declaração O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou nesta segunda-feira (16) que o órgão estabeleceu um tipo de "cashback" do Imposto de Renda em 2026. IR: prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio; veja quem deve declarar Esse serviço será válido para um tipo específico contribuintes. De acordo com a Receita, será direcionado para: contribuintes que não entregaram a declaração de Imposto de Renda em 2025 por não estarem obrigados; mas que tinham direito à restituição por fatos ocorridos em 2024. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Porém, a Receita Federal informou que depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. "Esta situação pode acontecer, por exemplo, com um empregado que teve imposto de renda retido na fonte por ter recebido salário no primeiro trimestre de 2024, mas ficou desempregado posteriormente e não obteve renda no restante do ano para se encaixar nos critérios de obrigatoriedade de entrega da declaração", explicou a Receita Federal. Segundo o órgão, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. O lote deverá somar R$ 500 milhões para pagar essas pessoas em julho. O valor médio da restituição é de R$ 125, e o máximo será de R$ 1 mil. De acordo com a Receita Federal, esses contribuintes estão com CPF regular e chave PIX registrada no Banco Central. "Se não tiver chave PIX, não recebe. Nesse caso, melhor ela mesma fazer a declaração. Restituição de até R$ 1 mil. Não vai cair na malha, não tem problema nenhum", disse o supervisor do IR da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. "Muita gente tem direito à restituição e nem sabe. Um brasileiro de renda menor, que por alguma razão teve retenção, mas não é obrigado a prestar declaração, nem lembra, e não recebe a restituição", adiantou Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal. "Temos um projeto-piloto para começar a dar restituição automaticamente, mesmo que o pequeno trabalhador não tenha feito declaração [neste ano]. Vamos informar e depositar em 15 de julho. Teremos um lote específico [de restituição]", prosseguiu. Imposto de Renda Marcello Casal Jr./ Agência Brasil Regras A entrega da declaração anual de ajuste do IR 2026 poderá ser feita pela internet, mediante a utilização do programa de transmissão, ou em mídia removível, às unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente. As mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5 mil, e redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎Isso porque a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos no ano passado, o chamado "ano-base" da declaração. A ampliação da faixa de isenção terá efeitos na declaração anual de ajuste somente em 2027.
16/03/2026 13:09:58 +00:00
'Prévia do PIB' do Banco Central tem crescimento de 0,8% em janeiro, maior expansão mensal em um ano

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta segunda-feira (16), mostrou expansão de 0,8% em janeiro, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. Essa foi a primeira alta mensal do indicador desde novembro do ano passado. Também foi o maior crescimento mensal desde janeiro de 2025 (+1,2%). Veja abaixo o desempenho setor por setor em janeiro: agropecuária: -1,5%; indústria: 0,2%; serviços: 0,9%; Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. E, em 12 meses até janeiro, a expansão foi de 2,3%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. ➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Desaceleração da atividade A desaceleração da atividade econômica em 2025, conforme o resultado oficial do PIB, já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros. Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos. A instituição tem sinalizado que os juros permanecerão neste patamar por um "período bastante prolongado" de tempo. Os analistas dos bancos esperam cortes somente em 2026. O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,8% em 2026, com nova desaceleração, mas o governo projeta uma alta de 2,3% - mantendo o ritmo da economia. ▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)". ▶️No comunicado da última reunião do Copom, realizada em dezembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko PIB x IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.
16/03/2026 12:41:46 +00:00
Imposto de Renda 2026: restituições terão quatro lotes neste ano; os dois primeiros concentrarão 80% dos pagamentos

A Secretaria da Receita Federal publicou nesta segunda-feira (16), junto às regras do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025, o calendário de restituições. O prazo de entrega começa em 23 de março e vai até 29 de maio de 2025. Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes. Em 2025, foram cinco lotes de restituição do Imposto de Renda. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos serão feitos nos dois primeiros lotes em 2026, ou seja, até o final do mês de junho. 🗓️Veja o calendário de restituições do IR em 2026 1º lote: 29 de maio: 9 milhões de restituições 2º lote: 30 de junho: 9 milhões de restituições 3º lote: 31 de julho: 4 milhões de restituições 4º lote: 28 de agosto: 1 milhão de restituições IR: saem as novas regras para declaração Prioridades A Receita prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — ou seja, vai para o fim do calendário de restituições. Têm prioridade na restituição do Imposto de Renda, nesta ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; as restituições de contribuintes que, conjuntamente, utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX; as restituições de contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX. Câmara dos Deputados aprovou um dos projetos que regulamentam a reforma e que trata de reduções e isenções de tributos a alguns setores; do imposto do "pecado"; e mecanismos de cashback (devolução de impostos) para pessoas de baixa renda, entre outras medidas. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Getty Images via BBC
16/03/2026 12:01:57 +00:00
Dólar cai e fecha em R$ 5,22, com foco em guerra no Oriente Médio e 'prévia' do PIB; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (16) em queda de 1,60%, cotado a R$ 5,2294. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,25%, aos 179.875 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️Os preços do petróleo voltaram a cair nesta segunda-feira, após ter registrado uma forte alta nas últimas sessões. O movimento reflete um maior alívio do mercado depois que um navio não iraniano conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz, elevando a expectativa de normalização do tráfego de petróleo na região — nos últimos dias, apenas embarcações do Irã estavam conseguindo fazer a travessia. 🔎 Quando o petróleo cai, o custo da energia e produção de bens também diminui, ajudando a conter a inflação. Isso deixa investidores mais confiantes para apostar em ações e outros investimentos mais arriscados. Perto das 17h, o barril tipo Brent, referência internacional, caía 2,74%, a US$ 100,31, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha queda de 4,94%, a US$ 93,78. ▶️Além disso, os mercados globais reagiram positivamente à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do fluxo mundial de petróleo. A expectativa é que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anuncie em breve os países que formarão uma coalizão para manter ocanal aberto à navegação. ▶️Na agenda econômica brasileira, o destaque ficou com a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, que indicou um crescimento de 0,8% da economia brasileira em janeiro, na maior expansão mensal em um ano. Já a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus mostrou que o mercado prevê um corte menor de juros pelo Banco Central. 🔎 A semana também é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). ▶️Além disso, a Receita Federal divulgou nesta segunda-feira as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas ao Fisco sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. O prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio (Saiba mais abaixo). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,60%; Acumulado do mês: +1,86%; Acumulado do ano: -4,72%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,25%; Acumulado do mês: -4,72%; Acumulado do ano: +11,64%. Petróleo na marca dos US$ 100 O preço do petróleo atingiu os US$ 106 por barril em meio à escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã, que entra na terceira semana. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, elevou as incertezas sobre oferta e transporte global. Desde o início do conflito, o Brent, padrão internacional já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global. Em discurso na Casa Branca nesta segunda-feira, Donald Trump reforçou seu apelo para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Ele destacou que os EUA obtêm menos de 1% do seu petróleo pelo estreito, enquanto países como Japão, China, Coreia do Sul e algumas nações europeias dependem muito mais dessa passagem. O presidente americano também afirmou que alguns desses países informaram que estão a caminho para ajudar, enquanto outros não se mostraram muito dispostos. Para Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, a queda do petróleo trouxe alívio aos investidores, com a expectativa de que mais petroleiros atravessem o Estreito de Ormuz. Ele destacou ainda que a liberação de reservas estratégicas por nações desenvolvidas ajudou a reduzir a pressão sobre os preços da commodity, que podem cair para abaixo de US$ 80 nos próximos meses, embora a volatilidade de curto prazo permaneça acima de US$ 100. "Contudo, é importante destacar que, mesmo com algum alívio nos mercados caso o conflito não se agrave, qualquer recuperação nos investimentos de renda fixa e variável pode ser revertida devido à volatilidade e ao sentimento dos investidores diante dos impactos econômicos", afirma o analista. Guerra no Oriente Médio Israel anunciou o início de uma operação terrestre “limitada” no sul do Líbano contra alvos do Hezbollah, com o objetivo de destruir infraestrutura do grupo e reforçar a defesa na fronteira. A ação, na prática, é uma invasão de território. O termo "operação limitada" também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024. À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março, ligada à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde então, Israel intensificou bombardeios e ataques no território libanês, enquanto o Hezbollah também tem lançado ofensivas contra Israel. O confronto já deixou centenas de mortos no Líbano e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Agenda econômica Boletim Focus O mercado financeiro passou a prever um corte menor da taxa Selic na reunião do Copom desta semana, segundo o Boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária. Previsões do mercado: Selic (2026): corte para 14,75% nesta reunião Selic no fim de 2026: 12,25% ao ano Inflação (IPCA) 2026: 4,10% PIB 2026: 1,83% de crescimento Dólar no fim de 2026: R$ 5,40 Prévia do PIB O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,85%, de acordo com pesquisa da Reuters. Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador registrou crescimento de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,3%, conforme dados sem ajuste sazonal. Imposto de Renda A Receita Federal informou que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Quem enviar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Devem declarar, entre outros casos: contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025; tiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil; realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil; ou possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano. As mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, conforme aprovado no ano passado, só terão efeito nas declarações a partir de 2027. (Veja quem mais é obrigado a declarar). Mercados globais A queda no preço do petróleo em meio à perspectiva de que o Estreito de Hormuz possa ser reaberto trouxe algum alívio aos mercados globais nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, com investidores se posicionando para uma semana potencialmente decisiva para os mercados globais. O Dow Jones avançou 0,83%, o S&P 500 subiu 1,01% e o Nasdaq teve ganhos de 1,22%. Na Europa, os mercados fecharam em alta após a queda no preço do petroleo. O DAX, da Alemanha, subiu 0,50%, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,31%. Na Itália, o FTSE MIB teve alta de 0,07%, e o FTSE 100, de Londres, também operou no campo positivo, subindo 0,55%. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,45%, e o CSI300 avançou 0,05%. Já o índice de Xangai recuou 0,26% e o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,1%. O mercado foi parcialmente apoiado por notícias de avanços da China na produção de chips, mas a guerra no Irã continua mantendo os investidores cautelosos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
16/03/2026 12:00:33 +00:00
Governo proíbe venda da marca de azeite San Olivetto

Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O governo federal proibiu nesta segunda-feira (16) a venda de azeites da marca San Olivetto após identificar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades nas empresas responsáveis pela importação e distribuição da marca. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ➡️A decisão prevê a apreensão dos produtos e proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do azeite de oliva extra virgem San Olivetto em todo o país. Imagem de um anúncio do azeite San Olivetto, no site da Shoope, no dia 16 de março de 2026. Reprodução Segundo a decisão, o rótulo do produto indica como importadora a empresa Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda, mas o CNPJ da companhia está suspenso por inconsistência cadastral desde 22 de maio de 2025 junto à Receita Federal. Além disso, a empresa apontada como distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, está baixada desde 6 de novembro de 2024, após encerramento por liquidação voluntária. O g1 não conseguiu localizar os contatos das duas empresas. A reportagem encontrou anúncios da marca San Olivetto nos sites da Shopee e do Mercado Livre e procurou as plataformas para comentar. A Shopee disse que "removeu prontamente os anúncios" após ter tomado conhecimento da determinação. Já o Mercado Livre não respondeu até a última atualização desta reportagem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🫒LISTA: 25 marcas de azeite foram proibidas em 2025 Azeites proibidos: veja como comprar um produto de boa qualidade Apreensão e proibição em todo o país Diante dessas irregularidades, a Anvisa concluiu que não é possível confirmar a origem do produto, o que motivou a adoção das medidas sanitárias. A decisão determina a apreensão de todos os lotes do azeite San Olivetto e proíbe qualquer atividade relacionada ao produto no território nacional. De acordo com a agência, a medida foi tomada com base em normas da legislação sanitária brasileira que tratam da segurança e da regularização de alimentos. Casos de irregularidades envolvendo azeites têm sido recorrentes no país, especialmente relacionados a produtos com origem desconhecida, rotulagem irregular ou suspeita de adulteração. A recomendação das autoridades é que consumidores evitem adquirir produtos sem procedência clara ou vendidos por canais informais. Nota da Shopee “A Shopee tem o compromisso de oferecer uma experiência de compra segura para todos os usuários. Cumprimos com todas as leis e exigimos que os lojistas as cumpram, assim como nossa Política de Produtos Proibidos e Restritos. Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Reforçamos que os itens comercializados na plataforma passam por monitoramento contínuo e, sempre que são identificados produtos que violam os padrões regulatórios ou nossos termos de uso, as medidas cabíveis são adotadas.” Azeite Polina Tankilevitch/Pexels
16/03/2026 11:50:14 +00:00
Imposto de Renda 2026: prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio; veja quem deve declarar

IR: saem as novas regras para declaração A Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que o prazo de apresentação da declaração do Imposto de Renda de 2026, ano-base 2025, começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. Serão pouco mais de dois meses para o contribuinte acertar as contas com o Leão. O prazo e as regras constam no Diário Oficial da União (DOU). A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. As mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5 mil, e redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎Isso porque a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos no ano passado, o chamado "ano-base" da declaração. A ampliação da faixa de isenção terá efeitos na declaração anual de ajuste somente em 2027. Imposto de Renda 2026 Marcello Casal Jr./Agência Brasil "A pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, correspondente à dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, limitado a R$ 16.754,34", informou a Receita Federal. A entrega da declaração anual de ajuste do IR 2026 poderá ser feita pela internet, mediante a utilização do programa de transmissão, ou em mídia removível, às unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente. Quem tiver imposto a pagar, poderá dividir o saldo em até oito parcelas mensais e sucessivas, observado que nenhuma cota deve ser inferior a R$ 50 e que o imposto de valor inferior a R$ 100 deve ser pago em quota única. Haverá opção pelo débito automático. No ano passado, 45,64 milhões de pessoas físicas enviaram as declarações do IR em 2025, 41% da população economicamente ativa (PEA), que somou, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 110,7 milhões de pessoas em fevereiro do ano passado. Quem é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; quem deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Como fazer a declaração Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio: do Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, do serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: no site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; em aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. O acesso ao serviço referido no serviço "Meu Imposto de Renda" será realizado mediante autenticação por meio da conta "gov.br", com identidade digital ouro ou prata. O aplicativo será disponibilizado nas lojas de aplicativos "Google Play", para o sistema operacional Android, e App Store, para o sistema operacional iOS. Entretanto, há algumas vedações ao uso do serviço "Meu Imposto de Renda", como, por exemplo: quem auferiu os seguintes rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva: ganhos de capital na alienação de bens e direitos; ganhos de capital na alienação de bens, direitos e aplicações financeiras no exterior; ganhos de capital na alienação, baixa ou liquidação de investimento em entidades controladas no exterior, inclusive por meio de devolução de capital; ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira mantida em espécie cujo valor exceda US$ 5 mil no ano-calendário 2025; ou ganhos de capital decorrentes de depósitos não remunerados em conta-corrente ou em cartão de débito ou crédito no exterior que: Contribuinte deve se preparar Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, recomendou que os contribuintes se antecipem e comecem a separar os documentos antecipadamente. Quem entrega mais cedo, sem erros ou omissões, também recebe a restituição do Imposto de Renda nos primeiros lotes (após os grupos prioritários). "Nos dias que antecedem a abertura do prazo é importante se mobilizar para reunir documentos e solicitar segundas vias do que estiver faltando. Também é fundamental cobrar os informes de rendimentos das fontes pagadoras, instituições financeiras e demais comprovantes necessários", informou Richard Domingos, da Confirp. De acordo com a consultoria, a organização antecipada reduz riscos de inconsistências, facilita a análise de possíveis deduções legais e permite planejamento tributário mais eficiente. ➡️Parte das informações buscadas pelo Fisco podem ser importadas da declaração do IR de 2025, ano-calendário 2024, caso o contribuinte tenha enviado o documento. Veja os documentos necessários Informes de rendimentos: bancos e instituições financeiras, inclusive corretoras de valores; salários; pró-labore; distribuição de lucros; pensão; aposentadoria; aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos; programas fiscais como Nota Fiscal Paulista e similares; juros sobre capital próprio; previdência privada. Comprovantes e controles de recebimentos: doações; heranças; livro Caixa e Documentos de Arrecadação de Receitas Federais (Darfs) de Carnê-Leão; resgate de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; seguro de vida; indenizações; acordos com redução de dívidas. Informes de pagamentos: assistência médica; assistência odontológica; seguro saúde (médico e odontológico); reembolsos realizados por seguro saúde e/ou odontológico; despesas com educação (creche, pré-escola, ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado etc.); previdência privada. Na ausência dos informes, será necessário reunir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais, recibos e boletos. comprovantes de pagamentos e deduções efetuadas; comprovante de pagamento de previdência social; recibos de doações efetuadas; recibos de pagamentos realizados a prestadores de serviços, pessoas físicas ou jurídicas; comprovantes de gastos com profissionais da área da saúde: médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos; exames laboratoriais e radiológicos; aparelhos e próteses ortopédicas; próteses dentárias; cadeiras de rodas e andadores ortopédicos; despesas com internações e cirurgias, inclusive estéticas. Comprovantes de bens e direitos: notas fiscais ou recibos de venda, compra e permuta de bens como automóveis, motocicletas, aeronaves, embarcações e imóveis; documentos que comprovem construção, reforma ou ampliação de bens; contratos de empréstimos concedidos a terceiros com saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025; demonstrativo de saldo de ações por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio; demonstrativo de saldo de criptoativos por ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio; demonstrativo de saldo de Exchange Traded Fund (ETFs) (um tipo de fundo) ativo em 31/12/2025 apurados a custo médio; demonstrativo de saldo de moedas estrangeiras por moeda em 31/12/2025 apurados a custo médio. Dívidas e ônus: documentos comprobatórios da aquisição de dívidas e ônus com indicação do saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025. Apuração de ganho de capital e renda variável: operações comuns em mercado à vista, opções e derivativos; operações day trade (estratégia de investimento que envolve a compra e venda de ativos financeiros no mesmo dia); memória de cálculo do Imposto de Renda sobre renda variável; operações com fundos imobiliários; memória de cálculo do imposto referente a fundos imobiliários. Informações gerais: nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; endereço atualizado; cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda entregue dados bancários para restituição ou débito das cotas do imposto; atividade profissional exercida atualmente.
16/03/2026 11:49:36 +00:00
Como os aviões comerciais continuam voando em meio a uma guerra

Como os aviões comerciais continuam voando em meio a uma guerra Getty Images via BBC Nas últimas duas semanas, enquanto drones e mísseis cruzavam os céus sobre o Irã e o Golfo, os controladores de tráfego aéreo guiavam aviões de passageiros por rotas mais seguras, porém congestionadas, nas áreas próximas ao conflito. Uma rápida olhada em um mapa de rastreamento de voos mostra como o tráfego aéreo se intensificou sobre o Egito e a Geórgia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trabalhando lado a lado, cada controlador monitora uma parte diferente do mapa, coordenando com os colegas quais aviões estão entrando e saindo de seu espaço aéreo. Em um dia normal, um controlador pode acompanhar cerca de seis aeronaves em sua área ao mesmo tempo. Mas, em tempos de guerra, esse número pode dobrar. Controladores de tráfego aéreo coordenam rotas alternativas para manter voos comerciais seguros durante conflitos no Oriente Médio. FlightRadar24 via BBC "O cérebro só consegue manter esse nível de concentração e intensidade por cerca de 20 a 30 minutos", diz Brian Roche, controlador de tráfego aéreo aposentado. Ele trabalhou 18 anos na profissão, primeiro na Força Aérea Real do Reino Unido, em vários países, e depois com voos comerciais em Londres, onde integrou uma equipe responsável por atender chamadas de emergência. Durante períodos de maior movimento, mais controladores são chamados para lidar com o aumento do número de aeronaves em determinadas áreas, e as equipes passam a se revezar com mais frequência para evitar sobrecarga. Normalmente, os turnos duram entre 45 e 60 minutos, seguidos por 20 a 30 minutos de descanso, afirma Roche. Em períodos de conflito, porém, eles provavelmente trabalham apenas 20 minutos por vez, com pausas do mesmo tempo. "Os controladores neste momento estão fazendo turnos inacreditáveis, lidando com volumes igualmente inacreditáveis de tráfego aéreo", diz. A queda do voo MH17 da Malaysia Airlines em 2014, causada por um míssil de fabricação russa no leste da Ucrânia, que matou todas as 298 pessoas a bordo, mostra como os conflitos podem afetar as rotas de aviões de passageiros. Na época, a Ucrânia era uma zona de conflito de menor intensidade, mas os combates haviam recentemente se estendido ao espaço aéreo e, nos meses anteriores, vários aviões militares haviam sido derrubados. É também um cenário que ninguém quer que se repita. Na semana passada, seis tripulantes americanos morreram depois que o avião-tanque em que estavam caiu no oeste do Iraque. A aeronave participava de operações americanas contra o Irã e foi uma das duas envolvidas no incidente. A segunda pousou com segurança. O Comando Central dos EUA confirmou que o acidente não foi resultado de fogo inimigo nem de fogo amigo. Quando o espaço aéreo é fechado ou fica congestionado de forma repentina, os controladores se comunicam com os pilotos para definir para onde devem seguir, quanto combustível têm e quais aeroportos podem receber o tipo de aeronave que estão pilotando. Os controladores também precisam garantir que todos os aviões, que têm diferentes tamanhos, permaneçam separados com segurança tanto na vertical quanto na horizontal, já que grandes jatos de passageiros provocam mais turbulência e instabilidade para as aeronaves ao redor. Isso significa que jatos menores precisam ser desviados e receber uma área maior de distância, enquanto um pequeno jato executivo pode precisar mudar totalmente de rota. Controladores de tráfego aéreo realizam uma demonstração no Centro de Controle Aéreo de Drones em Tel Aviv AFP via BBC Mas fechamentos repentinos do espaço aéreo são raros, diz John, piloto há mais de 20 anos. Ele preferiu não revelar seu nome verdadeiro porque ainda trabalha como piloto e voa em rotas sobre o Oriente Médio. Segundo ele, a maioria das companhias aéreas planeja com antecedência quando pretende evitar determinado espaço aéreo — seja por causa do mau tempo ou de uma guerra. "Neste caso, todos sabíamos que algo estava se formando no Oriente Médio", afirma John. "Era uma questão de quando [iria acontecer] e não de se [iria acontecer]." Além de conhecer rotas alternativas para evitar áreas de conflito, os pilotos também tentam levar o máximo de combustível possível, caso precisem retornar ao aeroporto de origem ou desviar para um aeroporto mais distante do que o destino previsto. "Esses são eventos perfeitamente normais, treinados e controlados", diz John, que também fez questão de destacar que pilotos e controladores seguem rigorosamente os procedimentos para evitar que o espaço aéreo congestionado se torne incontrolável. "Não é como um engarrafamento que vira caos." Essa sensação de calma e organização é algo que, segundo John, ele e outros pilotos também procuram transmitir aos comissários de bordo e aos passageiros. Rotas aéreas foram desviadas para evitar o espaço aéreo do Irã, aumentando o tráfego em países vizinhos. FlightRadar24 via BBC Hannah ajuda a liderar uma equipe de comissários de bordo em voos de longa distância. Não estamos usando seu nome verdadeiro porque ela não está autorizada a falar em nome da companhia aérea. As rotas que Hannah costuma fazer frequentemente passam pelo Oriente Médio. Ela diz que momentos de conflito destacam a importância da equipe a bordo, especialmente para passageiros nervosos ou insatisfeitos. "Nosso trabalho vai muito além do clichê de que tudo o que fazemos é perguntar aos passageiros se preferem frango ou carne no jantar", afirma. "Muita gente esquece os aspectos de segurança do nosso trabalho… Servir refeições é o que fazemos quando todo o resto está sob controle." Planos de voo desviados e horários alterados podem tornar difícil manter um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal, diz Hannah, tanto para os pilotos quanto para os comissários de bordo. Recentemente, companhias aéreas como a dela passaram a fazer mais escalas em suas rotas, porque não podem mais voar diretamente sobre o Irã. Ainda assim, ela considera que essas exigências fazem parte da profissão, algo que descreve como "um estilo de vida e uma paixão". "Como comissários de bordo, todos nos sentimos parte de uma grande família", diz. "Unidos pelas asas."
16/03/2026 11:33:41 +00:00
Boletim Focus: com guerra no Irã e disparada do petróleo, mercado prevê corte menor dos juros nesta semana pelo Banco Central

Os economistas do mercado financeiro passaram a prever um corte de juros menor na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana — 17 e 18 de março. A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Até a semana passada, os analistas previam uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Com o início da guerra no Irã, o mercado passou a projetar um corte menor, de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão do Copom, do BC, será anunciada na próxima quarta-feira (18). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo, que opera nesta segunda acima de US$ 100, e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Para o fim de 2026, a projeção do mercado para a Selic subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução Inflação Com o início do conflito, o mercado também passou a projetar aumento na inflação, cuja expectativa, para 2026, passou de 3,91% para 4,10%. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%. ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu subiu de 1,82% para 1,83%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgou o IBGE na semana passada. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio em queda O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,50 para R$ 5,47.
16/03/2026 11:25:49 +00:00
Trabalhadores da JBS nos EUA anunciam greve nesta segunda-feira

Funcionários caminham em frente à entrada da fábrica de processamento de carne da JBS, em 23 de julho de 2021, em Greeley, Colorado. David Zalubowski/AP Cerca de 3,8 mil trabalhadores de uma das maiores unidades de processamento de carne da JBS nos Estados Unidos anunciaram uma greve a partir da manhã desta segunda-feira (16), no Colorado. A paralisação deve ocorrer na planta da Swift Beef Co., em Greeley. Segundo o United Food and Commercial Workers Local 7 (UFCW Local 7), sindicato que representa os trabalhadores, esta é a primeira paralisação em um abatedouro de carne bovina nos EUA desde a década de 1980. A decisão ocorreu após acusações do sindicato de que a proprietária da unidade, a JBS USA, retaliou trabalhadores e cometeu outras práticas trabalhistas injustas durante as negociações contratuais. Na unidade de Greeley, a companhia teria tentado intimidar trabalhadores para que deixassem o sindicato durante reuniões individuais, afirmou o conselheiro-geral do sindicato, Matt Shechter. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Kim Cordova, presidente do sindicato, disse que 99% dos trabalhadores votaram pela autorização da greve. Não houve negociações formais durante o fim de semana depois que a empresa recusou um pedido do sindicato para negociar no sábado, disse Shechter. Entre as principais reivindicações estão melhorias nas condições de segurança, reajustes salariais compatíveis com o aumento do custo de vida no Colorado e controle do aumento das despesas com planos de saúde. O sindicato também acusa a empresa de retaliar trabalhadores que defendem direitos trabalhistas e de ameaçar retirar benefícios, como bônus e pagamento único da pensão, caso a paralisação seja realizada. Entre as críticas feitas à empresa está o fato de muitos trabalhadores estarem pagando mais de US$ 1.100 (cerca de R$ 6 mil) para cobrir custos relacionados a equipamentos essenciais de segurança, segundo o sindicato. Além disso, o sindicato afirma que a proposta da empresa prevê aumentos salariais médios inferiores a 2% ao ano, percentual que, segundo a entidade, não acompanha a inflação nem o aumento dos custos com assistência médica. O sindicato também destacou que, em algumas plantas representadas pela entidade no país, funcionários que possuem plano de saúde familiar precisaram destinar cerca de US$ 0,22 de cada US$ 0,30 de aumento anual apenas para cobrir o reajuste dos planos de saúde. Outro ponto levantado pelo sindicato é que a JBS pagou recentemente cerca de US$ 55 milhões para encerrar acusações de conluio com outras grandes empresas do setor de carne bovina — ou seja, de que as companhias teriam combinado entre si para manter os salários dos trabalhadores artificialmente baixos. Segundo o sindicato, a diferença entre a proposta salarial apresentada pelos trabalhadores e a última proposta da empresa seria de aproximadamente US$ 30 mil por semana para toda a planta, valor que, na avaliação da entidade, é pequeno diante do volume de lucros da unidade. A presidente do sindicato, Kim Cordova, afirmou que a paralisação é uma medida extrema diante da falta de avanços nas negociações. “O objetivo das negociações nunca é entrar em greve, mas quando a empresa viola os direitos dos trabalhadores e ignora suas preocupações com segurança e saúde, não resta outra escolha a não ser se unir em solidariedade”, disse. A greve esperada acontece em um momento de baixa histórica na população de gado dos EUA. O inventário de 1º de janeiro contabilizou 86,2 milhões de animais, o que representa uma queda de 1% em relação ao ano anterior. Além disso, os preços da carne bovina aumentaram a ansiedade econômica nos EUA, enquanto o governo do presidente Donald Trump recorreu a um acordo comercial com a Argentina em esforços para reduzir os preços dos alimentos, incluindo a carne bovina. A JBS USA disse em comunicado que qualquer funcionário que não quisesse entrar em greve teria trabalho e seria remunerado. A empresa afirmou que operaria dois turnos na fábrica nesta segunda-feira e que transferiria temporariamente a produção, conforme necessário, para outras unidades da JBS. O comunicado dizia que a empresa opera em total conformidade com as leis trabalhistas federais e estaduais. "Nosso objetivo é minimizar o impacto para nossos clientes, nossos parceiros e o mercado em geral, enquanto trabalhamos para uma resolução justa em Greeley", afirmou a empresa. *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press (AP) e do sindicato United Food and Commercial Workers Local 7 (UFCW Local 7).
16/03/2026 10:27:55 +00:00
Oncoclínicas e Porto Seguro negociam criação de nova empresa

Grupo Oncoclínicas Divulgação A Oncoclínicas confirmou, na noite de domingo (15), a assinatura de um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro, firmado na sexta-feira (13), para a criação de uma nova empresa, segundo comunicado ao mercado. A companhia afirmou que, pelos termos do acordo, a nova sociedade (NewCo) reuniria os ativos e as operações das clínicas oncológicas atualmente controladas pela Oncoclínicas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Porto Seguro investiria R$ 500 milhões na nova empresa e passaria a ter o controle das decisões, ficando com pelo menos 30% de participação no negócio. A empresa acrescentou que o “term sheet” é um documento preliminar e não vinculante, razão pela qual a divulgação de fato relevante não era necessária neste momento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Oncoclínicas afirmou ainda que se comprometeu a negociar exclusivamente com a Porto Seguro por um período de 30 dias. Segundo a companhia, os conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos votaram contra a decisão de assinar o acordo com a Porto Seguro. No sábado, a Porto Seguro afirmou em comunicado que não havia nenhum documento vinculante assinado com a Oncoclínicas, em resposta a uma notícia publicada pelo Brazil Journal. A Oncoclínicas também informou, no domingo, a renúncia de Camile Loyo Faria aos cargos de vice-presidente executiva, diretora financeira e de relações com investidores.
16/03/2026 10:26:52 +00:00
Preço do barril de petróleo ultrapassa os US$ 105, mas perde fôlego ao longo do dia

Guerra no Oriente Médio completa duas semanas em meio a crise do petróleo O petróleo Brent ultrapassou os US$ 105 (cerca de R$ 565,29) por barril nesta segunda-feira (16), enquanto países do Golfo relatavam novos ataques do Irã no início da terceira semana da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Mais tarde, porém, a alta dos preços perdeu fôlego. O barril de Brent, padrão internacional, caía 3,04% por volta das 16h, cotado a US$ 100, após ter aberto o dia acima de US$ 106 (cerca de R$ 531,77). Ainda assim, a valorização acumulada desde o início da guerra é de quase 40%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já o WTI, petróleo de referência dos EUA, operava em queda de 5,29%, a US$ 93,42. A alta acumulada desde o início da guerra é de quase 50%. No mercado de ações, o índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,4%, para 53.609,49, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,6%, para 5.521,17. Veja o fechamento nas bolsas dos EUA: o Dow Jones avançou 0,83%, para 46.946,41 pontos; o S&P 500 subiu 1,01%, aos 6.699,40 pontos; e o Nasdaq teve ganhos de 1,22%, aos 22.374,18 pontos. LEIA TAMBÉM Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP Mercado está operando às cegas O Irã retaliou os ataques de Israel e dos EUA interrompendo efetivamente o tráfego de cargas pelo estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial. Isso levou os produtores de petróleo a reduzirem a produção, pois seu petróleo bruto não tem para onde ir. Em pouco mais de uma semana desde o fechamento do Estreito de Ormuz, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos, de acordo com a empresa de pesquisa independente Rystad Energy. No entanto, segundo relatos, alguns navios-tanque atravessaram o estreito, aumentando a incerteza. “A verdade é que, neste momento, grande parte do mercado está operando às cegas”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em um comentário. “Para contextualizar, o estreito normalmente recebe cerca de 25 navios-tanque de petróleo e GNL todos os dias.” Se a guerra continuar a prejudicar a produção e o transporte de petróleo do Golfo Pérsico, poderá causar um aumento prejudicial da inflação. Os membros da Agência Internacional de Energia estão disponibilizando um número recorde de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, embora isso pareça ter feito pouco para tranquilizar os mercados. Expectativas mais elevadas de inflação complicam os esforços do Federal Reserve para reduzir as taxas de juros e, assim, ajudar a economia. Não se espera que o banco central americano reduza as taxas em sua reunião de política monetária desta semana. Um novo panorama dos gastos do consumidor divulgado na sexta-feira mostra que a inflação subiu ligeiramente em janeiro, mesmo antes da guerra com o Irã provocar uma disparada nos preços do petróleo e do gás. O Departamento de Comércio informou na sexta-feira que os preços ao consumidor subiram 2,8% em janeiro em comparação com o ano anterior. Mas, excluindo os voláteis alimentos e energia, os preços básicos subiram 3,1%, o maior aumento em quase dois anos. Ainda assim, os consumidores aumentaram seus gastos a um ritmo sólido de 0,4% em janeiro, com suas rendas crescendo no mesmo ritmo, de acordo com o relatório. A mais recente pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, divulgada na sexta-feira, mostrou uma leve queda, atingindo o menor nível do ano devido ao aumento do preço da gasolina desde o início da guerra no Irã. Wall Street também recebeu uma atualização sobre o desempenho do crescimento econômico dos EUA no trimestre de outubro a dezembro. A economia, prejudicada pela paralisação do governo que durou 43 dias no outono passado, cresceu a uma taxa anual lenta de 0,7% , uma revisão para baixo em relação à estimativa inicial do mês passado. Em outras negociações realizadas no início desta segunda-feira, o dólar americano caiu para 159,47 ienes japoneses, ante 159,55 ienes. O euro subiu para US$ 1,1442, ante US$ 1,1425. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters * Com informações da Associated Press
16/03/2026 05:52:42 +00:00
Pagamento do segundo lote do abono salarial começa nesta segunda; entenda

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? O pagamento do segundo lote do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa nesta segunda-feira (16). Ao todo, 2.021.972 trabalhadores serão contemplados em todo o país, com a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões em benefícios. O calendário de pagamentos do abono salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro e segue até 30 de dezembro, prazo final para que os beneficiários realizem o saque. De acordo com o ministério, mais de 1.8 milhão de trabalhadores são da iniciativa privada e têm direito ao PIS, pago pela Caixa Econômica Federal. Cerca de 203 mil são servidores públicos, com direito ao PASEP, cujo pagamento é feito pelo Banco do Brasil. O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. Neste ano, o valor varia de R$ 136 a R$ 1.162, conforme a quantidade de meses trabalhados. O governo federal também autorizou a antecipação do pagamento para trabalhadores nascidos entre março e dezembro que possuem vínculo empregatício em empresas localizadas nos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, cidades afetadas por fortes chuvas no final de fevereiro. Calendário PIS-Pasep 2019-2020: pagamento de abono salarial para nascidos em março e abril começa nesta quinta Reprodução/TV Globo O que é o abono salarial? O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada — PIS — e a servidores públicos — Pasep — que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS ou para o PASEP, remuneração média mensal de até R$ 2.766,00 no ano-base 2024; ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; ter os dados do ano-base 2023 informados corretamente pelo empregador no eSocial. Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br. Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. Como são os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber. As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa recebem o abono automaticamente. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento.
16/03/2026 05:00:40 +00:00
CNU 2025 divulga classificação final e inicia convocações para nomeação

CNU 2025: tudo sobre o concurso A classificação final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) já está disponível nesta segunda-feira (16). A publicação reúne as listas de aprovados nas vagas imediatas e também o banco de candidatos em lista de espera, organizadas por blocos temáticos e modalidades de concorrência. A partir desta mesma data também começam as convocações para nomeação. Dependendo do cargo, os candidatos poderão ser chamados para etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou curso de formação. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado final, com as classificações gerais do CNU 2025, já pode ser consultado no Diário Oficial da União (DOU) e no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso, onde também são divulgadas convocações e outros comunicados do processo seletivo. A consulta está disponível na área do candidato no portal da FGV. As listas trazem as classificações finais para vagas imediatas e para a lista de espera, consolidadas após a terceira rodada de confirmação de interesse. A fase marca o encerramento do maior concurso público do Brasil, que é coordenado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e executado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A classificação final foi definida após três rodadas de confirmação de interesse previstas no edital, encerradas no dia 9 de março. Nessas etapas, os candidatos precisaram informar se continuavam interessados nos cargos para os quais estavam classificados. 📎 Quem não confirmou interesse dentro do prazo foi eliminado daquele cargo ou, em alguns casos, de todas as opções para as quais poderia ser convocado. Segundo o edital, a lista final considera o resultado dessas confirmações. A ordem de classificação leva em conta: a Nota Final Ponderada (NFP), que soma prova objetiva, prova discursiva e, quando houver, avaliação de títulos; a modalidade de concorrência (ampla concorrência, PcD, pessoas negras, indígenas e quilombolas); a ordem de preferência de cargos definida no momento da inscrição; a confirmação de interesse nas convocações realizadas ao longo do processo. Também foram eliminados candidatos que: foram reprovados na prova discursiva; não enviaram documentação exigida para cotas ou para vagas destinadas a pessoas com deficiência; não compareceram às etapas obrigatórias do concurso; não confirmaram interesse nas convocações realizadas pela organização. O que acontece a partir de agora? Com a divulgação da classificação final, o concurso entra na fase de convocações para as etapas seguintes. Os órgãos participantes passam a chamar os candidatos aprovados dentro do número de vagas, respeitando a ordem de classificação. Dependendo do cargo, o processo pode incluir etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou cursos de formação. Essas fases são eliminatórias e fazem parte do processo de preparação para o exercício das funções públicas. A nomeação dos aprovados seguirá a ordem de classificação final e respeitará a modalidade de concorrência de cada candidato, além do número de vagas previsto para cada cargo. Após a convocação, cada órgão participante será responsável por conduzir as etapas administrativas necessárias para a posse, incluindo a solicitação de documentos, a realização de exames admissionais e o agendamento da posse dos novos servidores. Situação de quem está na lista de espera Os candidatos classificados no banco de espera continuam aptos a serem convocados durante todo o período de validade do concurso. Esse prazo é de 12 meses a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Durante esse intervalo, novas convocações podem ocorrer em caso de abertura de vagas adicionais, desistências de candidatos aprovados ou necessidade de reforço no quadro de servidores. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo MGI, em parceria com a Enap, e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação
16/03/2026 03:00:58 +00:00
Abono salarial PIS/Pasep 2026 terá novo pagamento nesta segunda-feira; veja quem vai receber

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta segunda-feira (16). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram no mês de fevereiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. Em fevereiro, o Ministério do Trabalho já efetuou o pagamento para os nascidos no mês de janeiro. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. Marcello Casal Jr.
16/03/2026 03:00:57 +00:00
Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro

Preços dos ovos registram queda após onda de calor Claudia Assencio/g1 Exportações de ovos brasileiros são recordes em fevereiro de 2026 Claudia Assencio/g1 Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume de exportações brasileiras de ovos em 13 anos. Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado. Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor. Veja detalhes na reportagem, abaixo. Exportações: o movimento de alta nas vendas de ovos para o exterior já tinha sido registrado em janeiro, mas o país não superava essa marca desde 2013, demonstram os dados compilados da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). "Em janeiro deste ano, o desempenho também já havia sido recorde para o mês em 13 anos. Apesar da alta anual, o volume embarcado apresentou leve recuo em relação ao mês anterior", detalha o Cepea. Demanda aquecida e oferta limitada Em relação aos preços, o Cepea aponta que as cotações mantêm tendência de alta neste ano e avançaram até 15% no início de março de 2026 nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos da Esalq-USP. O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agentes do setor, consultados pelo Cepea, apontam alta nos pedidos para abastecimento das redes atacadistas e varejistas. "Já do lado da oferta, a disponibilidade interna segue ajustada à demanda, sem excessos nas granjas. Paralelamente, há relatos de menor oferta de ovos vermelhos em diversas regiões. Assim, o produto teve valorização mais intensa que os brancos, nos últimos dias", detalhou. Conflito no Oriente Médio: Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado de ovos, os impactos dos conflitos no Oriente Médio tendem a ser limitados quando comparados aos demais setores do agronegócio, pois a maior parte da produção nacional da proteína é destinada ao mercado interno, sendo relativamente pequena a parcela exportada 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Produtor de ovos registra alta no poder de compra Reprodução/TV Gazeta Ovos: veja cotações de março Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra foi de R$ 173,72 a caixa com 30 dúzias no dia 13 de março, com variação positiva de quase 3% ao dia. Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 201,21 a caixa na região paulista nesta sexta-feira (13), o que representa alta de 2,99% ao dia. Veja os valores nas demais regiões produtoras de ovos acompanhadas pelo Cepea. Preços Médios - Ovos Recuperação do poder de compra As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento interrompeu a sequência de quedas observada por cinco meses consecutivos em relação ao cereal e por sete meses no caso do derivado da oleaginosa. Em Bastos (SP), o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB), apresenta média de R$ 147,98/caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, avanço de intensos 36,7% frente a janeiro. Para os ovos vermelhos, a média da parcial do mês fechou em R$ 166,57 a caixa a região paulista, alta de 37% em relação ao período anterior. Granja em Bastos produz 20% de todos os ovos consumidos no Brasil TV TEM/Reprodução "Neste cenário, considerando-se o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o avicultor paulista pôde comprar 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos, ou 147,77 quilos de milho com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% maiores, respectivamente, em relação a janeiro", detalhou o Centro de Estudos da Esalq. Sobre o farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP), na mesma comparação, o produtor conseguiu adquirir 80,27 quilos do derivado com a venda de uma caixa do produto branco, ou 90,40 quilos com a venda de uma caixa do produto vermelho, aumentos de 41,3% e de 41,7% no comparativo mensa Preços dos ovos registram alta em janeiro e fevereiro de 2026 Claudia Assencio/g1 Baixo poder de compra em 2025 O poder de compra do produtor de ovos paulista frente ao milho, insumo essencial para a avicultura, caiu por, pelo menos, três meses consecutivos no segundo semestre de 2025 e atingiu menor patamar do ano. A relação de troca sobre o farelo de soja também registra recuos desde o início do segundo semestre em valores reais, deflacionados pelo Índice Geral de Preços (GPD) de outubro. Cotações têm alta em fevereiro Getty Images via BBC Segundo pesquisadores do Cepea, a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro. 🌽Milho: o preço do milho passou de 67,52% para 70,30 entre os dias 14 de novembro e 5 de dezembro de 2025, segundo Indicado Esalq/Bovespa. "A procura doméstica por milho voltou a se aquecer no fim de novembro, o que elevou os preços do cereal na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Parte dos consumidores, que priorizava o uso de estoques e/ou aguardava desvalorização voltou ao mercado para recompor os estoques e se programar para o final de 2025", analisa o Cepea. As últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras. "Do lado da oferta, os vendedores, que estão focados na semeadura da safra verão e atentos a esse retorno dos consumidores, limitam o volume de mercadoria para entrega imediata, reforçando a alta nas cotações", conclui. A paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também dão suporte aos vendedores, que acabam aguardando melhores oportunidades para novos negócios. Leia também: Dia do Ovo: Brasil produz 305 ovos por habitante; veja principais cidades produtoras Exportações de carne de frango e ovos dobram em outubro, aponta Esalq-USP VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
15/03/2026 12:49:36 +00:00
Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade

Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade Reprodução/TV TEM Os primeiros raios de sol em Piedade (SP), no interior de São Paulo, trazem visitantes ilustres. Leves, pequenos e de cores vivas, os beija-flores pairam no ar, alheios ao movimento humano, mas sob o olhar atento de lentes potentes. O que para muitos é apenas um despertar no campo, para os praticantes do birdwatching (observação de aves) é o começo de uma caçada pacífica por registros raros. No sítio de Marcos Mello, a rotina mudou há três anos. Incentivado por um amigo biólogo, o proprietário passou a cuidar de quem sempre esteve por perto. A região é um ponto de biodiversidade. Somente de beija-flores, já foram identificadas 15 espécies, incluindo o Beija-flor-preto, Papo-branco, Rubi e o Front-violeta. Mas a diversidade vai além do jardim, perto dos lagos, famílias de Mergulhão-pequeno dividem o espaço com aves que exigem mais fôlego dos observadores. Para registrar o Surucuá-dourado, por exemplo, é preciso enfrentar trilhas mata adentro, munido de binóculos, botas confortáveis e, acima de tudo, paciência. Hobby em família A atividade tem conquistado diferentes gerações. De São Roque (SP), o casal Hernane e Amanda leva os filhos para colecionar experiências pelo Brasil. Daniel Moderno Teixeira, de apenas 13 anos, já é um veterano: ele comemora o flagrante do Macuco e do Juruva, aves difíceis de serem avistadas. A tecnologia e o talento natural também ajudam na "caça". Enquanto alguns usam o som do canto das aves gravado no celular para atrair os animais, a pequena Sophia, parte do grupo, impressiona ao imitar o som das aves com a própria voz, conseguindo atrair espécies como o próprio Surucuá. A reserva, localizada entre Piedade e Tapiraí (SP), faz parte de um ecossistema privilegiado. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% das espécies de aves conhecidas no Brasil, que possui quase 2 mil tipos catalogados. Para o biólogo Alexandre Franchin, o papel dos observadores vai além do lazer. Ao registrar espécies como o Corocoxó, os entusiastas ajudam a monitorar aves raras ou ameaçadas de extinção, contribuindo diretamente para o catálogo da biodiversidade brasileira. Mais do que fotos bonitas, a observação de aves ensina sobre o tempo da natureza. Veja a reportagem exibida no programa em 15/03/2026: Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/03/2026 10:30:38 +00:00
Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis

Produção de ovos em granja do interior paulista ajuda a abastecer consumidores de diferentes estados TV TEM/Reprodução A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína. Em granjas do interior paulista, os produtores se preparam para atender a essa demanda maior. Em uma granja de Guarantã (SP), o avicultor Rômulo Tinoco explica que esse aumento no consumo acontece todos os anos por causa da tradição religiosa. Segundo ele, o setor se organiza para garantir o abastecimento durante o período. A produção da granja é destinada a consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O ano de 2025 foi histórico para as exportações de ovos do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou mais de 40 toneladas do alimento, um crescimento de 121% em relação a 2024. Na Quaresma do ano passado, o avanço das exportações reduziu a oferta no mercado interno e os preços subiram. O cenário neste ano é diferente. Em uma granja em Presidente Alves (SP), a caixa com 30 dúzias de ovos chegou a ser vendida por R$ 202,50 no atacado durante a Quaresma de 2025. No início da Quaresma deste ano, a mesma caixa foi comercializada por menos de R$ 160. Segundo o gerente administrativo da granja, Pedro Paulo Netto, o ano passado foi considerado atípico e não há expectativa de que os preços alcancem novamente aquele patamar, mesmo com o aumento no custo de produção, causado pela alta do milho e da soja. A granja tem 250 mil galinhas poedeiras e capacidade de produzir mais de 3 milhões de ovos por mês. Para atender a demanda, principalmente neste período do ano, o trabalho conta com o apoio da tecnologia. Os ovos são transportados por esteiras até a área de seleção, onde passam por triagem, lavagem e classificação por peso antes de serem direcionados para as caixas e enviados para comercialização. Ovos passam por seleção, lavagem e classificação antes de seguirem para comercialização TV TEM/Reprodução Veja a reportagem exibida no programa em 15/03/2026: Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/03/2026 10:30:36 +00:00
Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual

Amendoim é colhido após ciclo de mais de 120 dias em lavoura de Luiziânia (SP) TV TEM/Reprodução A colheita do amendoim começou após um ciclo de mais de 120 dias em lavouras do interior de São Paulo. Mesmo com desafios climáticos ao longo do desenvolvimento das plantas, produtores relatam uma safra melhor do que a registrada no ano passado. Em Luiziânia (SP), o produtor rural Clézio Hungaro afirma que, apesar de o clima não ter ajudado tanto, o resultado foi melhor do que em 2025, quando a estiagem trouxe muitos problemas para a lavoura. A expectativa é colher cerca de 400 sacos por alqueire, o equivalente a 170 sacos por hectare. O preço também melhorou. As primeiras sacas, de 25 quilos, foram negociadas a R$ 80, valor acima dos R$ 68 registrados na safra passada. Mesmo assim, ainda está abaixo dos R$ 110 alcançados em 2024. A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Por isso, a estratégia do produtor é armazenar o amendoim e aguardar um melhor momento para a venda. A expectativa é que o preço chegue a R$ 100 por saca até junho, dependendo do comportamento do mercado internacional. Produção de amendoim também é cultivada em áreas de sequeiro em Valparaíso (SP) TV TEM/Reprodução Segundo o engenheiro agrônomo Wanderley Júnior Domingues, um veranico registrado neste ano impactou a lavoura, já que faltou chuva na fase de enchimento dos grãos. Mesmo assim, a avaliação é de que a safra deve ser melhor que a do ano passado. São Paulo é o maior produtor de amendoim do país, responsável por quase 90% da produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma safra superior a 1 milhão de toneladas, entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas de amendoim com casca. Em Valparaíso (SP), o produtor Júlio Cornacini cultiva amendoim há sete safras seguidas. A área plantada soma 350 hectares no município e na região, toda em sistema de sequeiro, o que aumenta a dependência das condições climáticas. Depois de dois anos de resultados abaixo do esperado, o produtor está mais otimista nesta safra. A expectativa é colher cerca de 60 mil sacos em toda a área cultivada, resultado que pode ajudar a recuperar parte dos prejuízos das últimas temporadas. Veja a reportagem exibida no programa em 15/03/2026: Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
15/03/2026 10:30:35 +00:00
Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará; caso expõe gargalos do transporte no Brasil

Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará Dias parados dentro de um caminhão, sem dormir, água para beber ou banheiro perto, foi por esta situação que motoristas que escoam a safra de soja deste ano passaram para chegar ao porto de Miritituba, no Pará. No fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso. “A situação era precária. Banho era no igarapé, banheiro era o mato. Não tem o que fazer”, relata o caminhoneiro Álvaro José Dancini, que ficou dois dias na fila. O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou o congestionamento. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto. “Quem tinha alguma coisa dentro do caminhão, comia. Quem não tinha, ficava com fome. Ainda bem que os postos ali mais próximos passavam com carro dando água para nós”, disse. Além do desconforto, os caminhoneiros também têm prejuízo financeiro. "A gente depende de fazer os fretes. Então, se você fica três dias parado numa fila, é três dias que você não está recebendo nada, porque eles não pagam a estadia. É só prejuízo”, conta Renan Galina. Da esquerda para a direita, os caminhoneiros Renan Galina, Álvaro José Dancini e Jefferson Bezerra Arquivo pessoal Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil: há muitos caminhões chegando aos portos ao mesmo tempo, porque a produção é grande e faltam armazéns para guardar os grãos; o transporte depende, principalmente, de caminhões, que carregam menos carga do que trens ou embarcações; muitas estradas não têm asfalto ou estão em más condições, o que deixa o transporte mais lento e caro. Dependência das rodovias deixa o transporte do agro mais caro Arte g1 Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Dependência de estradas ruins No caso das safras agrícolas, a dependência do transporte rodoviário pode gerar prejuízos, explica Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT). "Esse tipo de carga seria ideal para trafegar por modalidades que têm a vocação de transportar grandes volumes de carga, com um custo de transporte menor, que seriam as ferrovias e as hidrovias”, afirma. Isso não acontece com os caminhões. Eles transportam menos carga e consomem mais diesel. Um caminhão consome cerca de um litro a cada 2 km no transporte de grãos. Deste modo, em uma viagem de 2 mil km até o porto de Santos, o consumo pode chegar a 1 mil litros, exemplifica Thiago Péra, professor do grupo de pesquisa e extensão em logística da Esalq-USP. Esse gasto é agravado pelas distâncias percorridas, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais, explica o professor. "Essa é uma questão infraestrutural importante no transporte, que traz uma perda da competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Péra. No porto de Miritituba, onde os motoristas ficaram parados, o único acesso é por caminhão. "E os terminais não têm dado conta, nessa época, de todo o volume que chega de carga naquela região", relata. O motorista Jefferson Bezerra confirma essa situação. “Os portos não têm pátio suficiente para caminhão e usam a rodovia como área de espera”, diz. O problema da dependência das rodovias se agrava com a baixa qualidade das estradas. Apenas cerca de 12,4% são pavimentadas, segundo dados da CNT. "Você não tem opções de caminhos”, afirma Rezende. Existem ainda as chamadas estradas vicinais, que são aquelas sem asfalto que conectam as regiões de produção até as rodovias para fazer o escoamento. Além disso, buracos e má sinalização também são problemas. “Isso causa um aumento do custo de transporte. Porque, basicamente, as rodovias em condições precárias reduzem a velocidade do caminhão, aumentam gastos com pneu, com manutenção e, principalmente, aumenta o consumo de combustível”, afirma Péra. Para os caminhoneiros, as estradas ruins também causam danos. Bezerra, por exemplo, quebrou o caminhão em fevereiro, depois de passar por um buraco. “A estrada está se desmanchando em buraco [...] Histórias de prejuízo, todos os dias. É uma mola que quebra, é um eixo que quebra”, relata também Dancini. Sem ter onde armazenar Os caminhões chegam praticamente no mesmo momento aos portos por um motivo: faltam armazéns para guardar os grãos. “A gente bate recorde de produção, só que a infraestrutura não acompanha. Então, a gente tem um primeiro gargalo ali, ainda na lavoura”, afirma a diretora executiva Rezende. Segundo dados da CNT, o país consegue armazenar apenas cerca de 80% da produção agrícola. "Tudo que é produzido hoje tem que ser escoado de forma imediata. Então, acaba fazendo com que o caminhão vire um armazém”, afirma. “Aí vão todos os caminhões simultaneamente entregar para a exportação. Só que chega lá no porto, o ele não tem capacidade, muitas vezes, de recepção de todo esse volume”, afirma Péra. Muitos caminhões parados nas filas dos portos geram menos oferta de veículos para transporte. Com isso, o preço do frete dispara na época da colheita. Segundo o caminhoneiro Galina, o congestionamento acontece todos os anos durante a safra, entre janeiro e a primeira quinzena de março. " O caminhão que era para estar viajando, trabalhando, fica parado na fila. O faturamento cai até para menos da metade. A gente aguarda o ano todo para fazer essa safra, para pagar as dívidas do caminhão. Mas vem a fila, e na hora de pagar as contas, a gente não consegue faturar”, afirma o caminhoneiro Bezerra. Leia também: Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil Produtos mais caros O aumento do custo do transporte não afeta apenas empresas. Ele também pesa no valor dos alimentos. “Tudo isso encarece o nosso custo do Brasil, que é um conjunto de distorções que torna a nossa economia mais cara. Então a gente tem bens e serviços mais caros no país por conta dessa infraestrutura precária”, explica Péra. “O problema é que você tem que percorrer distâncias muito maiores para você chegar no mesmo destino”, afirma Rezende. Isso porque caminhos mais longos aumentam o tempo de viagem e o consumo de combustível. Por isso, ajustar a infraestrutura beneficiaria o Brasil internamente e no mercado internacional. “Isso gira mais o agronegócio brasileiro, a economia, geração de emprego, renda e uma série de fatores”, diz o professor da Esalq. Falta de investimento Segundo Péra, o Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura. "É muito baixo, principalmente quando comparado com Estados Unidos e China, que têm um percentual acima de 2%. O Brasil teria que chegar a no mínimo 2% para conseguir gerar infraestrutura e garantir uma maior competitividade”, afirma. Na comparação com o crescimento das safras, o transporte em outros modais, como ferrovia e hidrovia, vem caindo. “Porque basicamente o volume que a gente tem produzido e exportado tem aumentado mais do que o crescimento da infraestrutura ferroviária no país, por exemplo”, diz o professor. Ele explica que o mesmo acontece com os armazéns. Rezende concorda. Para ela, é preciso ampliar e recuperar a malha rodoviária existente e investir para aumentar as modalidades de transporte. "Quando você tem integração entre as modalidades, você faz com que esse transporte seja eficiente”, afirma. Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja brasileira Saiba também: Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda
15/03/2026 08:00:36 +00:00
Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil

Absurdos do Audi RS3 Fora do Brasil desde 2018, o Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui. O Audi RS Q8 é mais potente, mas trata-se de um SUV cupê, com proposta e preço bastante diferentes. O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro. A diferença entre as versões está no acabamento, nos bancos concha mais justos e no conjunto de freios. Os freios de carbono-cerâmica oferecem maior resistência ao uso intenso em pista. Audi RS3 2026 divulgação/Audi O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança. De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral. Tudo isso se traduz em dois pontos principais: Mais aceleração: o 0 a 100 km/h é feito em 3,8 segundos, mais rápido que os 4,1 segundos do Porsche 911 Carrera; Mais estabilidade: a tração nas quatro rodas faz o Audi RS3 “colar” no chão, reduzindo a perda de aderência mesmo em curvas fechadas de alta velocidade. Mesmo com tração integral, o Audi RS3 prioriza o envio de força às rodas dianteiras e transfere torque para as traseiras quando necessário. Se o motorista desejar, é possível favorecer ainda mais o eixo traseiro, desligar o controle de tração e, assim, entrar em uma competição de drift. Além do motor com fôlego de sobra, o ronco do conjunto ecoa pela cabine na medida certa. Ele aparece acima dos 5 mil giros e se mantém constante até as 7 mil rpm. É um deleite esportivo, com o assobio da turbina que reforça o DNA do sedã. Audi RS3 Como anda o Audi RS3? Com as mãos ao volante e em uma pista — onde o limite de velocidade é o bom senso para voltar vivo para casa —, as acelerações foram fortes, inclusive na saída das curvas. Ao entrar nelas, a sensação inicial é de que a traseira pode perder aderência, mas o sistema de tração integral devolve rapidamente o carro à trajetória, permitindo manter uma condução tão agressiva quanto antes. As retomadas de 60 km/h até além dos 120 km/h ocorrem em um piscar de olhos. Em certas situações, chega a causar um embrulho no estômago tamanha a potência. Audi RS3 2026 divulgação/Audi Ele é 10 centímetros mais curto que um Toyota Corolla ou um Honda Civic. Ou seja, o RS3 é relativamente compacto, o que contribui para uma direção mais precisa. A baixa altura em relação ao solo também ajuda nesse comportamento. Os mais puristas sentirão falta de um elemento que deveria estar presente em todo esportivo: a alavanca de câmbio. Mas o Audi RS3 compensa com borboletas no volante para as trocas manuais, que cumprem bem o papel e garantem segurança ao permitir manter as duas mãos sempre no volante. Uma preocupação para o uso de rua é o perfil dos pneus. Os dianteiros têm perfil 30 e os traseiros, 35, o que exige atenção redobrada aos buracos fora da pista, já que não são os mais resistentes a danos. Chega a ser injusto falar de consumo enquanto se explora o limite do motor turbo, mas o resultado foi de um litro de gasolina consumido a cada 3,5 quilômetros. Também não chega a ser um fator determinante para quem compra um RS3. Assim, a título de curiosidade, uma condução mais civilizada pode elevar o consumo para 7,3 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada, segundo dados da Audi. Audi RS3 2026 Com quem concorre? O Audi RS3 tem poucos concorrentes diretos no Brasil. O BMW M2 é um deles, assim como o Ford Mustang. Ambos contam com tração traseira e, em alguns casos, até mais potência, mas o 0 a 100 km/h do modelo testado pela reportagem é mais rápido. Outro concorrente é o Mercedes-AMG CLA 45 S, que é mais barato (R$ 624 mil), mas também não tem o mesmo 0 a 100 km/h do RS3. Os motoristas mais discretos também devem gostar. Apesar do apelo esportivo, o Audi RS3 pode passar facilmente por um carro de uso urbano no dia a dia.
15/03/2026 07:01:36 +00:00
Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado

Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores da Região Serrana do ES A chegada do morango importado do Egito ao Brasil tem pressionado produtores do Espírito Santo e reduzido a renda de famílias que vivem da cultura da fruta. Agricultores afirmam que o produto estrangeiro chega ao país com preço mais baixo do que o custo de produção local, o que dificulta a competição no mercado. Em 2022, o Brasil comprou pouco mais de 4 mil toneladas do morango egípcio, enquanto que, no ano passado, esse número saltou para cerca de 42 mil toneladas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Para se ter uma ideia de como funciona a concorrência atualmente, o custo médio de produção da fruta na Região Serrana capixaba varia entre R$ 15 e R$ 16 por quilo. Enquanto isso, o produto africano entra no Brasil custando cerca de R$ 8 por quilo. "Como é que o produtor vai sobreviver tendo custo de R$ 16 e vendendo morango a R$ 10 ou R$ 11, para tentar equilibrar a concorrência?”, questionou o secretário de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá, Vanderlei Marquez. Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo TV Gazeta LEIA TAMBÉM: MÃO DE OBRA DO CAFÉ: Carteira assinada para atuar na colheita diminui exploração e não tira benefícios como Bolsa Família MUDAS PLANTADAS HÁ 18 ANOS: Parreira gigante produz 500 quilos de uva por ano, até 25 vezes mais do que uma videira comum CHOCOLATE DE CAFÉ? Produtores do ES investem no doce feito com grãos especiais O produtor do município, Regilvan Barbosa, cultiva cerca de 14 mil pés de morango em estufa e sente na pele o problema. Segundo ele, a situação se agravou porque, nos últimos 12 meses, os custos de produção locais ainda aumentaram em torno de 15%. "Quando entraram esses morangos importados, ficou mais difícil para a gente. A região de Santa Maria de Jetibá é grande produtora e a agricultura familiar sente muito", afirmou Barbosa. O cenário desmotiva os produtores e impacta a economia capixaba. Vale lembrar que o Espírito Santo é o quarto maior produtor de morango do Brasil, com uma produção que gira em torno de 10.000 toneladas por ano. As áreas plantadas se concentram em toda a Região Serrana. Santa Maria de Jetibá compõe com os municípios de Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio, o chamado Polo de Morango do estado. 🍓 Calda do morango do amor: aprenda a receita e confira dicas de confeiteiras Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo TV Gazeta Pedido de elevação da tarifa de importação De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura do Espírito Santo, os produtores capixabas já reduziram os preços para tentar competir com o morango importado do Egito, vendido no Brasil principalmente na forma ultra congelada e usado pela indústria na fabricação de sucos e polpas. No entanto, a alíquota de importação é considerada baixa pelo governo estadual, em torno de 4%. Para tentar reduzir o impacto sobre os produtores locais, o governo capixaba enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária pedindo que a questão seja analisada pela Câmara de Comércio Exterior. A proposta é discutir a elevação da tarifa de importação para equilibrar as condições de competição no mercado. "O morango do Egito chega ao país por cerca de R$ 7 ou R$ 8 o quilo para a indústria. Esse valor fica abaixo do custo de produção da maioria das propriedades que cultivam morango no Espírito Santo e no Brasil. Então, o que queremos é equilíbrio. O morango de fora pode vir, mas precisa haver uma relação justa entre o custo de produção aqui e o custo da importação", afirmou o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli. Cooperativas também sentem impacto A concorrência também atinge cooperativas que comercializam morango congelado para a indústria. Em Santa Maria de Jetibá, uma cooperativa precisou reduzir o valor pago aos agricultores para manter a competitividade. Segundo o diretor comercial Geovane Schulz, a fruta egípcia tem características que agradam à indústria. "O clima do Egito, é muito frio à noite e quente de dia, isso que faz o morango no caso ter a maior qualidade de sabor e aí para continuar sendo competitivo e conseguir se dar saída ao ano que vem pelo cooperado, teve que abaixar o preço na ponta e também consequentemente baixar para o cooperado", explicou. Cooperativas do Espírito Santo também comercializam morango congelado para a indústria TV Gazeta No passado, produtores chegaram a receber cerca de R$ 7,50 por quilo. Atualmente, o valor varia entre R$ 2,50 e R$ 5. O cenário começou a desestimular novos plantios. “Hoje, o produtor está bem desanimado. A gente vende também mudas e percebeu muitas desistências de plantio para 2026", afirmou Schulz. Alternativas para o produtor Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) recomendam que agricultores busquem diversificar as lavouras com outras frutas para reduzir riscos econômicos. Entretanto, a transição não acontece rapidamente. "Aprender a trabalhar com outra cultura leva tempo, assim como implantar uma nova lavoura. Para quem depende apenas do morango, isso pode trazer problemas muito sérios para a renda da família", explica a pesquisadora Andrea Costa. Guerra no Oriente Médio pode brecar importação de morangos pelo Brasil e beneficiar produtores do Espírito Santo TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
15/03/2026 07:01:21 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.984: prêmio acumula e vai a R$ 105 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2984 O sorteio do concurso 2.984 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (14), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 105 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 11 - 15 - 28 - 42 - 60 5 acertos - 93 apostas ganhadoras: R$ 33.007,73 4 acertos - 5.668 apostas ganhadoras: R$ 892,72 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (17). Mega-Sena, concurso 2.984 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
15/03/2026 00:02:15 +00:00
Trump diz que EUA 'dizimaram o Irã' e pede que países 'cuidem' do Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (14) que os Estados Unidos "dizimaram completamente o Irã" e pediu que outros países “cuidem” do Estreito de Ormuz, principal rota do comércio global de petróleo. "Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!", escreveu ele na Truth Social. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mais cedo, Trump já havia pedido que outras nações auxiliem na garantia do tráfego marítimo no estreito. O fluxo de navios na região caiu expressivamente após o Irã anunciar o bloqueio da rota, em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel contra seu território em 28 de fevereiro. O cenário se agravou após forças americanas atacarem, na sexta-feira, instalações na ilha de Kharg, no Irã — um território estratégico responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo. A guerra no Oriente Médio fez o preço do barril de petróleo disparar no mercado internacional e atingir US$ 120 na última semana, o maior valor desde 2022. Depois, recuou, mas segue na casa dos US$ 100 — ainda em nível bastante elevado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 Conforme mostrou o g1, a alta nos preços de energia desagrada o eleitorado dos EUA e pode azedar a disputa legislativa para o partido de Trump em novembro deste ano, quando os americanos vão às urnas para eleger governadores, deputados e senadores. Nesse sentido, a liberação do Estreito de Ormuz é crucial para conter o custo do petróleo. Em outra publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que muitos países enviarão navios de guerra, em conjunto com os EUA, para manter o estreito aberto e seguro — sem citar quais. Ele também cobrou apoio de China, Reino Unido e outras economias afetadas. "Espera-se que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial enviem navios à região, para que o Estreito de Ormuz não seja mais uma ameaça de uma nação que foi totalmente dizimada", escreveu. Como a disparada do petróleo pode complicar Trump nas eleições de novembro nos EUA Ataques a navios A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã provocou tensão em todo o Oriente Médio, mas afetou especialmente a principal rota marítima de exportação de petróleo do mundo. Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro, ao menos 13 ataques foram registrados ao redor do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UK Maritime Trade Operations. Com a instabilidade na região, o fluxo de navios petroleiros despencou — fazendo os preços da commodity dispararem. Veja abaixo o mapa dos ataques: Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1 O Estreito de Ormuz Localizada entre Omã e o Irã, a passagem responde pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que partem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos 16 e 17, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. Já no século 20, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como uma via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980–1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito se tornou um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, assim como grande parte do gás exportado pelo Catar. Por isso, qualquer conflito na região tende a impactar os preços da energia e os mercados globais. Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã
14/03/2026 19:06:39 +00:00
Caso Master: Vorcaro lucrou mais de R$ 440 milhões em operações com fundos da Reag

O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, lucrou mais de R$ 440 milhões em operações de compra e venda de cotas de fundo geridos pela empresa Reag Investimentos. Em 24 horas, o dono do Master realizou uma transação em que lucrou mais de R$ 290 milhões entre fundos administrados pela gestora, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o Banco Master e para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As operações aparecem na declaração de Imposto de Renda de 2024, enviada pela Receita Federal à CPMI do INSS, onde o banqueiro detalha os lucros obtidos com vendas de ativos em 2023. A informação foi divulgada pelo jornal "Folha de São Paulo" e confirmada pelo g1. As defesas de Daniel Vorcaro e da Reag foram procuradas pela reportagem, mas preferiram não se manifestar. Segunda Turma do STF mantém prisão de Daniel Vorcaro Entenda a cronologia Em 27 de dezembro de 2023, Vorcaro efetua a compra de cotas do fundo Hans II no valor de R$ 2,5 milhões. No dia seguinte, 28 de dezembro, o banqueiro vende esses ativos para o fundo Itabuna por R$ 294,5 milhões, tendo um ganho de capital de R$ 291.955.496,90. A operação demonstrada no documento mostra que, em 24 horas, os ativos de Vorcaro aumentaram 116 vezes o preço e tiveram uma valorização real de 11.474%. Caso Master: PF investiga se Daniel Vorcaro pagou por ataque de influenciadores ao Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução No mesmo ano, Vorcaro lucrou R$ 150 milhões em uma semana vendendo cotas do Hans II para outro fundo administrado pela Reag, o Astralo Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado I, conhecido como Astralo 95. No dia 31 de maio, Vorcaro adquiriu cotas do Hans II ao custo de R$ 10 milhões. Uma semana depois, no dia 7 de junho, vendeu esses ativos para o Astralo 95 por R$ 160 milhões, 16 vezes o preço pago, o que representa uma valorização de 1500%. Como mostrou o g1, Vorcaro transferiu R$ 700 milhões em ativos do banco Master para uma offshore com sede nas Ilhas Cayman em 2025. A maior parte desse montante, R$ 555,7 milhões, foram transferidas pela GSR Fundo de Investimento, cujo acionista único é justamente o Astralo 95. Somando as duas operações, o banqueiro teve um lucro de R$ 441.955.496,90, 36 vezes o capital investido e uma valorização de 3.523%. Reag é investigada A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que investiga o Master e que levou Vorcaro à prisão em 4 de março. A suspeita dos investigadores é que a gestora atuou na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. A empresa do setor financeiro também foi alvo da operação Carbono Oculto, que investiga a máfia dos combustíveis e ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Investimentos. Prisão de Vorcaro Daniel Vorcaro foi preso duas vezes como parte da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Master. A primeira prisão ocorreu em 17 de novembro, quando o banqueiro se preparava para viajar para a Europa. A segunda ocorreu no último dia 4 de março, em São Paulo, como parte da terceira fase da operação. Após ficar preso na penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, o banqueiro foi transferido para Brasília e está na Penitenciária Federal. A PF solicitou a imediata transferência de Vorcaro afirmando que "há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado".
14/03/2026 16:59:22 +00:00
Argentina derruba exportações de veículos produzidos no Brasil

Toyota Hiace sendo montado em Zárate, Argentina Divulgação Depois de um ano de exportações crescentes, impulsionadas pela demanda argentina, em 2025, a indústria automobilística iniciou 2026 em um cenário externo menos favorável. As vendas recuaram, refletindo a retração do mercado vizinho, que vinha sendo o principal destino dos embarques de veículos produzidos no Brasil. No total, no primeiro bimestre, foram embarcados 59,4 mil veículos, ante 82,4 mil no mesmo período de 2025, o que representou uma retração de 28%. O resultado só não foi pior porque o México trouxe uma inesperada demanda. Em fevereiro, as vendas para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil unidades. A Argentina sempre foi o principal destino das exportações de veículos produzidos no Brasil. Como reflexo de uma demanda crescente e constante, as exportações do setor subiram 32% no ano passado. No entanto, entre janeiro e fevereiro, os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades, uma redução de 7,5%. O efeito dessa retração foi, no entanto, maior em razão do peso da Argentina nas vendas externas do setor. Em 2025, o país vizinho foi o destino de 59% dos embarques. Absorveu 302 mil dos 528 mil veículos exportados pelo Brasil. Dados da Abeceb, uma das maiores consultorias da Argentina, mostram queda nas importações de todos os produtos produzidos no Brasil, mas com impacto maior no setor automotivo. Em fevereiro, as importações argentinas do Brasil somaram US$ 1,057 bilhão, o que representou queda de 26,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o maior declínio desde julho de 2024. Na avaliação da consultoria, o resultado negativo é decorrente, em grande parte, da retração das importações do setor automotivo, que, com uma redução de US$ 284 milhões em fevereiro, representaram 74% da queda geral. Segundo a Abeceb, o maior declínio das importações do setor automotivo foi registrado no segmento de caminhões, com retração de 64,3% em relação a fevereiro de 2025, seguido de uma redução de 51,4% nos comerciais leves. As importações de automóveis caíram 43,6% e as compras de peças e acessórios recuaram 30,9%. A queda nas vendas de peças produzidas no Brasil revela a redução no ritmo de produção nas fábricas de veículos da Argentina, uma consequência da retração do mercado interno diante de incertezas em relação à capacidade de o governo de Javier Milei conter a inflação e honrar o pagamento da dívida externa. A queda nas exportações teve efeito no ritmo de produção das fábricas brasileiras. No primeiro bimestre, o Brasil produziu 338 mil veículos, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025. No mercado interno, o resultado foi melhor. Nos primeiros dois meses do ano foram vendidas 355,7 mil unidades, uma leve queda de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2025. A demanda interna ainda revela o avanço dos produtos importados, com forte presença das marcas chinesas. Ao mesmo tempo, o fraco resultado nas vendas de caminhões revela pouco efeito do Move Brasil, programa governamental que oferece taxa de juros menor, com subsídios do BNDES. No primeiro bimestre, as vendas dos veículos de carga recuaram 28,7%. A produção caiu 27% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar das linhas de financiamento com juros mais baixos, as tensões no Oriente Médio afetam programações de compras de caminhões pelos transportadores à medida que os conflitos na região provocam instabilidade no fornecimento de petróleo e pressão nos preços do diesel e do frete. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
14/03/2026 13:20:57 +00:00
Como a disparada do petróleo pode complicar Trump nas eleições de novembro nos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Reuters A ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã pode impor severos custos políticos ao presidente Donald Trump, à medida que as forças iranianas resistem e os preços do petróleo disparam. Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o barril saltou no mercado internacional e chegou a atingir US$ 120, o maior valor desde 2022. Depois recuou, mas segue na casa dos US$ 100, ainda em nível bastante elevado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump passou a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais abaixo) 🔎 Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre o preço de diversos produtos nos EUA. Esse cenário pode ampliar a insatisfação do eleitorado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pesquisa Ipsos/Reuters divulgada na última segunda-feira (9) mostra que 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano por causa da guerra. Além disso, seis em cada 10 avaliam que as ações militares dos EUA contra o Irã devem se prolongar. Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais da ESPM, afirma que o humor do eleitor — que já vinha se deteriorando em relação a Trump — tende a piorar. "Por isso, ele tem monitorado a situação de perto e tenta transmitir a mensagem de que a guerra vai acabar, que o Estreito de Ormuz será controlado e que haverá condições de equilibrar os preços e o abastecimento", diz. 🚢 O Estreito de Ormuz é a principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios nos últimos dias após o Irã anunciar o bloqueio da área e ataques a petroleiros. Desafio eleitoral e narrativa em xeque Os EUA terão, em novembro, eleições de meio de mandato (midterms). Além de governadores, os americanos vão escolher as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado — total que inclui 33 vagas do ciclo regular e duas eleições especiais. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, avalia que a alta do petróleo ocorre em um momento especialmente desfavorável para o governo Trump, que vinha tentando sustentar a narrativa de economia forte e energia mais barata no mercado interno. ⛽ Dados da associação automobilística AAA, citados pelo jornal britânico Financial Times, mostram que o preço da gasolina subiu mais de 20% desde que o republicano iniciou a guerra, atingindo o nível mais alto de seus dois mandatos. Aragão lembra que, além da disparada nos preços, os EUA já vinham enfrentando perda de empregos e volatilidade econômica — cenário que amplia o descontentamento com o impacto da guerra no bolso dos consumidores. "Isso acaba transformando o preço da energia em uma espécie de termômetro imediato do eleitor, sobretudo em um ano eleitoral”, diz o especialista, que vive nos EUA e é professor de Relações Internacionais da Marymount University. Economistas em Washington estimam que um aumento de 10% no preço do petróleo pode reduzir em cerca de 0,2 ponto percentual o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, bancos calculam que uma alta de US$ 10 no barril pode adicionar cerca de 0,1 ponto à inflação. "Na prática, funciona como um imposto sobre as famílias, comprimindo a renda disponível", diz Aragão. "Isso gera um impacto muito grande nos eleitores de média e baixa renda, especialmente nos independentes — nem democratas nem republicanos, mas decisivos nos estados-pêndulo", explica. 🏛️ Estados-pêndulo são aqueles em que democratas e republicanos têm apoio equilibrado, tornando seus votos decisivos em eleições nacionais. Carolina Moehlecke, coordenadora do mestrado profissional em Relações Internacionais da FGV, também avalia o cenário como bastante prejudicial para Trump. Ela lembra que a pressão sobre os preços foi crucial para a queda de popularidade do ex-presidente Joe Biden no início da campanha eleitoral de 2024. Na reta final da disputa, Biden acabou substituído por Kamala Harris, derrotada por Trump nas urnas. “É um eleitorado que está bastante preocupado com isso agora e que tem observado aumentos rápidos e constantes de preços nos últimos tempos", diz Moehlecke. Resistência inesperada A avaliação de especialistas é que o governo americano calculou mal a intervenção no Irã, recebendo com surpresa a capacidade de resposta e resiliência do exército iraniano. “O cálculo inicial era de uma guerra rápida, com uma intervenção que levaria à queda do aiatolá e à substituição por uma nova liderança mais alinhada aos EUA", diz Denilde Holzhacker, da ESPM. "Não necessariamente se esperava uma mudança completa de regime, mas algo parecido com o que ocorreu na Venezuela", acrescenta. O uso do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão sobre aliados dos EUA e sobre o próprio governo americano também surpreendeu, a ponto de Washington começar a recalcular sua estratégia. No decorrer do conflito, Trump chegou a afirmar que a guerra com o Irã estava “praticamente concluída” e que acabaria “em breve”, o que ajudou a conter a alta do petróleo em determinado momento. Ele também disse que os EUA poderiam assumir o controle da principal rota da commodity no Oriente Médio. O Irã respondeu com novos ataques a navios na região, e as forças americanas intensificaram suas ações — reacendendo os temores. Preocupado com os preços, Trump decidiu ainda afrouxar temporariamente as sanções ao petróleo russo — impostas em fevereiro de 2022, no início da guerra contra a Ucrânia — e afirmou que até 200 milhões de barris da Venezuela serão destinados aos EUA para refino. Outra medida importante partiu da Agência Internacional de Energia (AIE), da qual os EUA fazem parte. Os 32 países-membros concordaram em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta dos combustíveis, na maior liberação da história da agência. David Fyfe, economista-chefe da Argus, porém, avalia que a eficácia dos estoques estratégicos para acalmar os preços depende, em última instância, da duração das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, já que a liberação de reservas é uma medida provisória e de curto prazo. "Estoques estratégicos, por si só, serão insuficientes para evitar novas altas de preços se a navegação no Estreito permanecer intensamente restrita por um período prolongado", afirma Fyfe. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1 Guerra pode embaralhar o Congresso Os republicanos têm, atualmente, maioria na Câmara e no Senado. A vantagem, no entanto, é pequena, reforça Thiago de Aragão, da Arko Internacional. "Na Câmara, eles controlam 220 cadeiras contra 213 dos democratas, e há algumas vagas pendentes de eleições especiais que ainda precisam acontecer. Então, é um espaço de manobra muito estreito, ainda mais que nem todos os republicanos são leais a Trump", analisa. A vantagem no Senado também é pequena — 53 a 47 — mas um pouco mais consistente do que na Câmara, acrescenta Aragão. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a guerra deve tornar a disputa de novembro ainda mais acirrada, especialmente no Senado, que agora deve ter uma corrida mais competitiva do que a prevista há alguns meses. Carolina Moehlecke, da FGV, afirma que a quebra de promessas de Trump também pode prejudicá-lo. O republicano havia afirmado que evitaria entrar em conflitos externos, mas ampliou suas ofensivas contra o Irã após já ter atacado instalações nucleares do país no ano passado. "Para o eleitor, é difícil compreender quais são os interesses dos EUA em bombardear o Irã novamente. O ataque do ano passado foi considerado um sucesso pelo governo americano e bem visto pelo eleitorado. Mas o novo conflito está mais difícil de o eleitor entender", diz. O preço político de uma eventual derrota O cenário atual é mais favorável aos democratas, avalia a professora Denilde Holzhacker, da ESPM. Caso os republicanos percam a maioria na Câmara e no Senado, Trump enfrentará uma resistência maior no Legislativo e perderá capacidade de aprovar projetos. "Além disso, podem ter início processos de impeachment", diz. "O fim da situação confortável de Trump no Congresso pode dificultar os dois últimos anos de seu governo." Thiago de Aragão, da Arko, acrescenta que uma eventual maioria democrata poderia bloquear prioridades de Trump, como cortes de impostos, mudanças na regulamentação ambiental e até o financiamento de operações militares. "Além, óbvio, de abrir diversas investigações contra ele." "Se o Senado passar a ter maioria democrata, aí sim o poder é muito maior: eles podem travar indicações para o Judiciário e cargos-chave no Executivo. Esse seria o pior pesadelo de Trump." Carolina Moehlecke, da FGV, ressalta que o resultado das eleições legislativas também deve influenciar o ciclo político que levará à disputa presidencial de 2028. Até novembro, porém, o cenário ainda pode mudar, a depender da evolução da guerra e de outros fatores capazes de mover as peças do tabuleiro eleitoral. "De fato, existe uma relação em que o eleitor pune o responsável por aumento de custos, inflação ou piora da economia", afirma Moehlecke. "No entanto, ainda faltam oito meses para o pleito. Até lá, a situação no Oriente Médio pode mudar: pode se estabilizar ou até piorar", conclui.
14/03/2026 08:01:01 +00:00
'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA

Como a IA está impactando o trabalho de freelancers A ideia de que “a inteligência artificial vai roubar o seu trabalho” nunca pareceu tão próxima da realidade. Empregadores têm usado ferramentas como ChatGPT e Gemini para realizar tarefas antes delegadas a outros profissionais, como escrever, traduzir e criar imagens. Mesmo quando não são diretamente substituídos, trabalhadores precisam lidar com uma nova realidade em que essas ferramentas estão cada vez mais presentes. Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), junto com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia (NASK), divulgado em maio de 2025, mostrou que um em cada quatro empregos no mundo está potencialmente exposto à transformação pela IA generativa. Mariana Del Nero, Cássio Menezes e Maria Fernanda Acervo pessoal Os impactos dessas mudanças, segundo a ONU, são variados e vão desde ganho de produtividade até a perda de postos de trabalho. Para saber mais sobre esse cenário, o g1 conversou com freelancers de diferentes áreas. Por estarem em contato direto com diversas demandas, eles têm sentido profundamente os efeitos dessas transformações. Confira os relatos. Além disso, confira no final da reportagem dicas para se manter relevante no mercado de trabalho frente às IAs. 'Minha cliente há 10 anos usou uma IA para fazer o meu trabalho', diz produtora de conteúdo Mariana Del Nero, criadora de conteúdo freelancer Acervo pessoal Mariana Del Nero, de 38 anos, é publicitária e trabalha há 15 anos como produtora de conteúdo, com foco em redação de textos para agências de publicidade. Em 2024, ela perdeu um trabalho de uma cliente que atendia há mais de uma década para uma IA. O "job" era escrever um convite para um evento corporativo de uma empresa. Mariana conta que avisou que poderia fazer o texto cerca de meia hora depois que o pedido foi feito. Mas, em poucos minutos, a contratante enviou no grupo de WhatsApp — que incluía o cliente da agência e a própria Mariana — um texto pronto. "Percebi na hora que tinham feito com IA", afirma. "Foi aí que eu entendi que, para tarefas simples, as IAs já estavam me substituindo”. Depois do episódio, ela diz que passou um período se sentindo perdida e refletindo sobre os próximos passos da carreira. A conclusão foi que resistir à tecnologia não seria uma opção. “A solução foi aumentar meu leque de conhecimento dessas ferramentas e me posicionar como a pessoa que fica por trás da IA, usando a tecnologia a meu favor”, afirma. Desde então, passou a utilizar com mais frequência plataformas como o ChatGPT no dia a dia. Segundo Mariana, o uso dessas ferramentas reduziu drasticamente o tempo de execução das tarefas. “O que antes eu levava duas horas para fazer, hoje faço em 15 minutos, com a mesma qualidade”, diz. Mas isso não significou aumento de rendimento. O problema, segundo ela, é que a demanda por trabalhos pontuais diminuiu, o que ela acredita estar diretamente ligado ao avanço da IA. 'Cobrava de R$ 3 a R$ 4 mil; hoje cobro R$ 1,5 mil e acham caro', diz designer Cássio Menezes, designer gráfico Acervo pessoal "Por que você tá cobrando esse valor se eu posso ir no ChatGPT e fazer?". Foi isso que Cássio Menezes, de 35 anos e designer gráfico há mais de uma década, ouviu de um cliente em outubro de 2025. Depois disso, o contratante desistiu do serviço. Cássio estava cobrando R$ 1,6 mil para criar toda a identidade visual de uma marca — incluindo paleta de cores, cartão de visita e outros itens. Segundo ele, o valor já representava uma redução significativa: há cerca de três anos, ele cobrava em torno de R$ 3 mil pelo mesmo pacote. “Com essa tecnologia, as pessoas acham que o nosso trabalho é fácil e desvalorizam. Pensam que é só colocar um prompt e pronto. Agora, mesmo com os valores reduzidos, ainda tem gente reclamando”, afirma. Segundo Cássio, a presença da IA também alterou o perfil das vagas na área criativa. Para ele, empresas passaram a exigir que um único profissional acumule múltiplas funções. “Todo dia eu procuro vagas no LinkedIn, e a maioria paga muito mal e pede várias habilidades ao mesmo tempo”, diz. “Querem alguém que faça tráfego pago, marketing, social media, tudo em uma única contratação — para pagar menos. A justificativa é que a IA faz isso de forma rápida e simplificada", diz. Nesse cenário, Cássio diz que sente "cada vez menos prazer em trabalhar e se profissionalizar na área". "Dá um desânimo. Parece que quanto mais investir na minha carreira, menos clientes eu vou ter, porque eles querem pagar cada vez menos", afirma. 'Maior parte do trabalho hoje é revisão de IA', diz tradutora Maria Fernanda, tradutora Acervo pessoal Maria Fernanda, de 34 anos, trabalha como tradutora freelancer há cinco anos. Ela conta que desde o início de 2024 sentiu uma mudança grande nas ofertas de trabalho por causa do aumento do uso da IA pelos clientes, sejam pessoas físicas ou empresas. "Hoje, a maior parte das ofertas de trabalho é para revisão de textos traduzidos pela IA", diz. Segundo ela, a remuneração por esse trabalho é menor do que a tradução completa de um texto, mas isso não impactou o seu faturamento, porque o tempo de trabalho de revisão é menor, o que possibilita que ela aceite mais trabalhos. Maria acredita que essas mudanças foram maiores para tradutores que trabalham com materiais técnicos (legais e médicos, por exemplo) e publicitários, como ela. Isso porque, segundo ela, na área literária, a tradução humana do texto completo ainda predomina. ➡️Como se manter relevante frente às IAs As ferramentas de IA estão movimentando o mercado de trabalho — e isso deve continuar acontecendo nos próximos anos. Para se manter relevante nesse cenário, a dica é valorizar e investir nos aspectos criativos e exclusivos do trabalho, segundo a professora Luciana Morilas, especialista em trabalho da FEA-USP. "A criatividade não é previsível por algoritmos, é algo da natureza humana. A máquina jamais vai ser criativa", diz. Além disso, Luciana destaca que é importante não "demonizar" a IA e aprender a implementá-la no dia a dia para não "ficar para trás" no mercado. "Existem muitas ferramentas de IA que o profissional pode e deve usar a seu favor, seja para transcrever áudios, organizar cronogramas, entre outras atividades simples", afirma. Veja mais: Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini – e os fiz contar mentiras sobre mim Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete
14/03/2026 07:00:59 +00:00
Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida

Morador faz recarga em carro elétrico com equipamento instalado na própria vaga do prédio em Ribeirão Preto (SP). Marcelo Moraes/EPTV No mês passado, entrou em vigor em São Paulo uma lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas. Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga. “Dependendo do tamanho desse cabeamento até o carregador, o custo pode ser de R$ 5 mil para instalações de cinco metros até R$ 12 mil para 100 metros”, explica Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada em instalação de carregadores em prédios. “Se o condomínio não entrar com parte dos custos, o morador pode pagar três vezes mais no carregador do que um equivalente numa residência”, diz. Condomínio agora tem de colaborar Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. “Durante sete dias um equipamento verifica o consumo de energia e tensão do prédio. Com isso podemos ver quantos carregadores a rede comporta”, diz o gerente. Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio. É com esse documento que o síndico vai ter respaldo para prosseguir com a instalação ou não. Antes da nova lei paulista, o síndico ou assembléia de condomínio podiam vetar sem apresentar justificativa. Agora é preciso ter documento com motivos técnicos para proibir. “Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum, para todos os moradores. Passa a ser uma iniciativa do prédio, não só do morador”, explica Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, administradora de São Paulo. Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias. Segundo Santos, da Revo, outro custo que pode aparecer é o chamado furo técnico, que pode dobrar o valor do serviço. “Em alguns casos para o cabeamento passar pelas lajes é preciso um engenheiro para certificar. Assim, sabemos que não há comprometimento da estrutura com o furo técnico”, explica. O gerente da Revo diz que alguns condomínios estão arcando com uma parte da instalação que beneficia todos os moradores. “O condomínio paga e nós trazemos o cabeamento até um quadro. A partir dali cada morador, se quiser, instala o seu carregador seguindo as normas”, diz Santos. Segundo ele, isso proporciona padrão na instalação e diminui custos para todos. Existem prédios mais antigos em que seria necessário refazer toda a elétrica e ainda substituir o transformador na rua. “Os custos poderiam passar de R$ 500 mil, o que é inviável hoje em dia”, diz. Algumas empresas já se movimentam para facilitar o processo com soluções. "Nós conseguimos criar toda a infraestrutura do prédio sem cobrar nada do condomínio. À medida que os moradores vão aderindo aos carregadores, eles pagam pela instalação individual e manutenção do sistema”, explica Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go. Segundo Azevedo, é possível ter soluções para todas as condições dos clientes. “Mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios conseguem se organizar”, explica. O executivo acredita que o mais importante é síndicos e assembleias entenderem que implementar carregadores valoriza os imóveis. “Quase nenhum prédio no Brasil nasceu pensando em carro elétrico. É preciso fazer o balanceamento da energia e já deixar a estrutura pronta para todas as vagas no futuro e não somente para os poucos moradores que hoje usam o carregador”, aconselha Azevedo. Segundo uma projeção consultoria Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 65% das vendas de carros 0 km no Brasil será de eletrificados em 2035. Nova lei estabelece responsabilidade David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, diz que o desafio para os condomínios é criar regras claras para essa solicitação. "Situações que envolvam intervenções mais profundas em áreas comuns ou na infraestrutura coletiva ainda podem gerar discussões e exigir avaliação caso a caso, inclusive sobre a necessidade de deliberação em assembleia", explica Monteiro. Patrícia de Pádua Rodruigues, sócia da Martinelli Advogados, diz que o síndico e a assembléia do condomínio não podem criar exigências desproporcionais ou sem base técnica apenas para dificultar ou inviabilizar a instalação do ponto de recarga. "A nova lei permite ao condomínio exigir do morador o cumprimento das normas técnicas e das regras de segurança aplicáveis. Se houver previsão em normas da ABNT ou nas orientações dos Bombeiros", diz a advogada. Risco de incêndio Raquel Bueno conta que vários síndicos vetavam os carregadores por não terem normas para se orientar. “Depois das diretrizes nacionais para a instalação elétrica de carregadores, os bombeiros de São Paulo vão definir como deve ser feito o combate ao incêndio de carros elétricos. A partir disso os condomínios vão se adequar”, explica Raquel. Patrícia de Pádua Rodruigues diz que a nova lei autoriza o condomínio definir padrões técnicos e responsabilidade por danos ou consumo relacionados ao ponto de recarga. Portanto, o condomínio pode criar regras para um eventual ressarcimento de prejuízos. "No entanto, essa autorização não permite a atribuição automática de culpa ao dono do carro elétrico em qualquer situação. A convenção não pode simplesmente estabelecer que o morador será responsável por 'todo e qualquer incêndio' ocorrido na garagem, sem a necessária apuração técnica da causa do problema", explica a advogada Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta como deve ser feita a instalação de pontos de recarga. O texto não tem poder de lei, mas precisa ser seguido para renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Na hora da renovação do AVCB, o prédio precisa seguir as regras que estão vigentes, explica o advogado David Monteiro. "Se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação pode ser negada até que a situação seja regularizada", diz. Segundo a gerente da Lello, Raquel Bueno, a tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado. "Nesse modelo, o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a instalação. Assim como já é feito em prédios com motor gerador”, diz. Bombeiros discutem regras para recarga de carros elétricos em condomínios
14/03/2026 06:00:41 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.984 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (14), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
14/03/2026 03:00:54 +00:00
Meta planeja demissões em massa em meio ao aumento de custos com IA, diz agência

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas A Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, planeja demissões em massa que podem atingir 20% ou mais do quadro de funcionários. A informação é da Reuters, que cita três fontes familiarizadas com o assunto. A medida ocorreria enquanto a companhia busca compensar os altos custos de infraestrutura de inteligência artificial e se preparar para ganhos de eficiência com trabalhadores assistidos por IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, ainda não há uma data definida para os cortes, e o tamanho das demissões não foi finalizado. Executivos de alto escalão sinalizaram recentemente o plano a outros líderes da Meta e pediram que começassem a preparar reduções nas equipes, segundo duas das fontes. Eles falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a divulgar as informações. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Procurado pela Reuters, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou se tratar de "especulações sobre abordagens teóricas”. Se a Meta confirmar o corte de 20% do quadro de funcionários, será a maior rodada de demissões desde a reestruturação realizada entre o fim de 2022 e o início de 2023, período que a companhia chamou de “ano da eficiência”. A empresa tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu relatório mais recente. A companhia demitiu 11 mil pessoas em novembro de 2022, cerca de 13% da força de trabalho na época. Aproximadamente quatro meses depois, anunciou outros 10 mil cortes. Zuckerberg foca em IA generativa No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado a Meta a competir de maneira mais agressiva no campo da inteligência artificial generativa. A empresa tem oferecido pacotes salariais elevados, alguns avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos, para atrair pesquisadores de IA de ponta para uma nova equipe dedicada à superinteligência. A companhia afirmou que pretende investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028. No início desta semana, adquiriu a Moltbook, uma plataforma de rede social voltada a agentes de IA. A Meta também está gastando pelo menos US$ 2 bilhões para comprar a startup chinesa de IA Manus, informou anteriormente a Reuters. Zuckerberg tem mencionado ganhos de eficiência decorrentes desses investimentos. Em janeiro, afirmou que já começa a ver “projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa.” Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park REUTERS/Carlos Barria Tendência entre empresas de tecnologia Os possíveis planos da Meta refletem uma tendência mais ampla entre grandes empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia neste ano. Executivos têm citado avanços recentes nos sistemas de IA como um dos motivos para mudanças organizacionais. Em janeiro, a Amazon confirmou que cortaria cerca de 16 mil empregos, o equivalente a quase 10% de sua força de trabalho. No mês passado, a fintech Block reduziu quase metade de seu quadro de funcionários. O CEO Jack Dorsey apontou as ferramentas de IA e sua capacidade crescente de permitir que empresas façam mais com equipes menores como um dos fatores por trás da decisão. Desafios com modelos de IA Os investimentos planejados pela Meta em IA vêm após uma série de contratempos com os modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas de que a empresa teria apresentado resultados enganosos em testes de desempenho usados nas primeiras versões. A empresa também cancelou o lançamento da maior versão do modelo, chamada Behemoth, que estava prevista para o verão. A equipe de superinteligência tem trabalhado para restabelecer a posição da companhia neste ano, desenvolvendo um novo modelo chamado Avocado. No entanto, o desempenho do sistema também ficou abaixo das expectativas.
14/03/2026 00:29:52 +00:00
Abert repudia ameaças e ataques virtuais a jornalistas que cobriam internação de Bolsonaro

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) repudiou com veemência, em nota, as ameaças e ataques virtuais contra jornalistas que trabalhavam na cobertura da internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, nesta sexta-feira (13). Os profissionais foram hostilizados na portaria do hospital e passaram a ser alvos de ameaças nas redes sociais. A nota divulgada pela Abert (leia íntegra abaixo) diz que "nada justifica tamanha violência" e pede que as autoridades locais apurem o caso e punam os autores das ameaças. As ofensas se intensificaram depois que o deputado Mario Frias (PL-SP) publicou um vídeo expondo os profissionais. Na postagem, o parlamentar afirma que os jornalistas estariam "desejando a morte" do ex-presidente. Bolsonaro passa mal e é internado em hospital Não há, nas imagens, qualquer declaração de algum jornalista neste sentido. Mesmo assim, os profissionais tiveram informações pessoais expostas e passaram a receber mensagens ofensivas. Repórteres de diferentes empresas receberam centenas de ameaças nas redes sociais. O caso foi levado à Polícia Civil do Distrito Federal – prints dos comentários foram anexados em pelo menos um boletim de ocorrência. Íntegra Leia a íntegra da nota divulgada pela Abert: "A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia, com veemência, as ameaças e ataques virtuais dirigidos aos jornalistas que cobriam a internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (13), em Brasília. Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística. A ABERT reafirma a defesa intransigente da liberdade de expressão e do direito do brasileiro à livre informação e pede às autoridades locais uma rigorosa apuração do caso e punição dos agressores. A ABERT é uma organização fundada em 1962, que representa 3,2 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas." Viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal escoltam ambulância que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março de 2026 Evaristo Sá/AFP
13/03/2026 23:31:18 +00:00
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