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Os economistas do mercado financeiro reduziram de 3,97% para 3,95% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Esse foi o sexto recuo seguido do indicador. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,8%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que já foram pagos R$ 37,2 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, o que representa 92% do montante a ser pago. 🔎O balanço considera as operações fechadas até as 10h desta quarta. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua para manter a estabilidade do setor, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores. "Em termos de números de beneficiários da garantia, aproximadamente 653 mil credores já receberam os valores, correspondente a 84% do total de credores", informou o FGC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O órgão informou que o processo de pagamento aos credores, pessoas físicas, do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank segue pelo aplicativo do FGC. A liquidação do Master foi decretada pelo BC em novembro do ano passado. A instituição operava, antes, sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. O FGC deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo. Antes da liquidação do Banco Master, o FGC possuía patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões correspondiam a recursos líquidos em caixa, para o exercício de sua atividade. Will Bank No caso do Will Bank — outra instituição financeira liquidada pelo Banco Central, e parte do conglomerado do Master — FGC informou que começou, em 13 de fevereiro, a antecipação do pagamento da garantia aos credores que sejam clientes diretos e que possuem valores a receber de até R$ 1 mil Sobre esses casos, em que o processo está sendo realizado pelo aplicativo do Will Bank, já foram pagos R$ 53 milhões, o que representa 27% do montante das antecipações a ser pago (valor estimado em R$ 200 milhões). Em termos de números de beneficiários, aproximadamente 380 mil credores já receberam os valores, correspondente a 6% do total de 6 milhões de pessoas que atendem aos requisitos para receber a antecipação da garantia. Além da antecipação dos pagamentos de garantias pelo FGC, clientes do Will Bank estão recebendo valores referentes aos depósitos em moeda eletrônica (conta de pagamento). Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. "Os clientes do Will Bank que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC através de plataformas de distribuição de investimentos, ou cujo valor a receber ultrapasse R$ 1.000,00, não são elegíveis ao pagamento via aplicativo do Will Bank e deverão solicitar suas garantias utilizando o aplicativo do FGC, uma vez concluído o trabalho de consolidação da lista de credores que está sendo realizado pelo liquidante, com o apoio do FGC", informou o órgão. Foto de 23 de janeiro de 2026 mostra que a sede do Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, foi cercada por tapumes e o logo da instituição financeira foi coberto Amanda Perobelli/Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,2401 nesta Quarta-feira de Cinzas (18), dia em que os mercados abriram somente durante a tarde. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda na última hora do pregão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para uma série de indicadores econômicos divulgados pela manhã. Os dados mostraram um ritmo misto da economia americana, com um avanço na construção de moradias unifamiliares e na produção manufatureira do país, mas uma queda nas encomendas de bens duráveis. (Veja mais abaixo) ▶️Outro destaque fica com a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que decide os juros nos EUA. O documento indicou que os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ainda estão divididos sobre o próximo passo da instituição em relação à condução dos juros do país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil (BC). O caso não foi considerado uma surpresa para o mercado, mas a ligação da instituição com o caso Master, volta a chamar atenção para a necessidade de regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, somando R$ 4,9 bilhões. Com isso, liquidação dos bancos Master, Pleno e Will Bank devem deixar um rombo de mais de R$ 50 bilhões no fundo. ▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado reduziram as estimativas para a inflação neste ano pela sexta vez seguida. A projeção passou de 3,97% para 3,95%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,21%; Acumulado do mês: -0,14%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,92%; Acumulado do mês: +2,81%; Acumulado do ano: +15,73%. Liquidação do Banco Pleno O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. LEIA MAIS FGC diz que Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 50 bi no FGC Banco Pleno teve trajetória marcada por rebatismo, venda e reestruturações Agenda econômica Moradias nos EUA A construção de moradias unifamiliares nos EUA se recuperou em dezembro. Segundo dados do Census Bureau do Departamento de Comércio americano, o início de construção dessas casas, que representam a maior parte da construção civil do país, cresceu 4,1% em dezembro, para uma taxa ajustada de 981 mil unidades. As licenças para construção futura de casas unifamiliares, no entanto, caíram 1,7% no último mês de 2025, para 881 mil unidades. A divulgação dos relatórios havia sido adiada devido à paralisação do governo federal dos EUA. As tarifas sobre produtos importados, incluindo madeira e armários de banheiro, elevaram os preços dos materiais. Além disso, a escassez de mão de obra em meio a uma repressão à imigração por parte do governo Trump também tem elevado os custos de construção e restringido a atividade. Bens duráveis nos EUA As encomendas de bens duráveis nos EUA recuaram 1,4% em dezembro em relação a novembro, somando US$ 319,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Departamento do Comércio. O resultado frustrou as expectativas de analistas, que previam alta de 1,6%. Ao excluir o setor de transportes, os pedidos cresceram 0,9% no mês. Já sem a categoria de defesa, houve queda de 2,5%. O dado de novembro também foi revisado, com a alta mensal ajustada de 5,6% para 5,4%. Produção manufatureira dos EUA Segundo o Federal Reserve, a produção manufatureira dos EUA subiu 0,6% no mês passado, após ter ficado estável em dezembro. Economistas esperavam um crescimento menor, de 0,4%. Na comparação com janeiro do ano anterior, a alta foi de 2,4%. O resultado de dezembro também foi revisado, com o crescimento ajustado de 0,2% para zero. O setor responde por cerca de 10,1% da economia americana e tem sido afetado pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que, segundo empresários, elevaram os custos para indústrias e consumidores. Alguns segmentos, como tecnologia, se beneficiaram do aumento dos investimentos em inteligência artificial, e analistas avaliam que esse impulso pode se espalhar para outras áreas, além de possíveis efeitos de cortes de impostos. Ata do Fed A ata do Fed, divulgada nesta quarta-feira, também ficou no radar dos investidores. O documento indicou que os dirigentes do BC americano chegaram a um acordo quase unânime para manter as taxas de juros inalteradas na reunião do mês passado. Ainda assim, os diretores seguem divididos sobre quais devem ser os próximos passos do Fed na condução da política monetária dos EUA, com vários membros do comitê levantando a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada. Outros, no entanto, divergiram sobre se e quando novos cortes seriam justificados. O Fed interrompeu o ciclo de cortes de juros e manteve a taxa americana entre 3,50% e 3,75% na reunião de 29 de janeiro. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta quarta-feira (18), impulsionados pelo bom desempenho de papéis de tecnologia, que se recuperavam após as recentes preocupações com inteligência artificial. Dow Jones, S&P e Nasdaq tinham altas na sessão. Já na Europa, a alta de ações dos setores de defesa e bancários impulsionaram as principais bolsas da região. Investidores também seguiam atentos a notícias sobre uma possível transição de liderança no Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,2% na sessão, a 628,69 pontos, com todos os principais índices regionais também encerrando a sessão no território positivo. Entre os destaques, o DAX, da Alemanha, subiu 1,12%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,81%. Na Ásia, vários dos mercados permaneceram fechados por conta do feriado do Ano Novo Lunar. China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais Jornal Nacional/ Reprodução

Augusto Lima, dono do Banco Pleno Vanner Casaes/Agência Alba A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil (BC), voltou a chamar atenção para Augusto Ferreira Lima, controlador da instituição desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lima, que também foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18). Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.

Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua para manter a estabilidade do setor, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, funciona como um fundo privado que opera como um seguro. É ele quem garante a proteção dos recursos depositados ou investidos em um banco caso a instituição enfrente crise ou dificuldade financeira. Para clientes e investidores do Banco Master, o FGC deve pagar R$ 40,6 bilhões em garantias, segundo o próprio fundo. No caso do Will Bank, cuja lista de credores ainda não foi fechada, a estimativa é de R$ 6,3 bilhões em pagamentos. Esse valor pode mudar após o fechamento da lista. Com a liquidação do Banco Pleno, o fundo estima que as garantias a serem pagas a credores da instituição somem R$ 4,9 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Liquidações Extrajudiciais Considerando o Banco Pleno — antes conhecido como Banco Voiter — e a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), pelo menos sete instituições ligadas ao Banco Master já tiveram a liquidação decretada. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. Tanto o Banco Pleno quando a Pleno DTVM faziam parte do grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foram vendidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi decretada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações diárias. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas ou investidores do banco. A estimativa do FGC é de que a instituição tenha cerca de 160 mil clientes com direito ao pagamento de garantias. Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Veja as etapas para o pagamento das garantias pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Depois da nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes.

Toyota Yaris Cross é híbrido pleno flex mais barato do Brasil. O g1 finalmente pode conduzir o principal lançamento da Toyota em 2026. O Yaris Cross é a grande aposta da marca, que entra na disputa em uma das categorias mais vendidas do mercado brasileiro e oferece versões híbridas pelo preço mais convidativo possível. A palavra "convidativo" foi usada de propósito, pois não se pode chamar o Yaris Cross híbrido de barato. As versões custam R$ 172.390 ou R$ 189.990. Ainda assim, é o híbrido pleno flex mais barato do Brasil, e uma das principais opções para quem pretende entrar no universo dos eletrificados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Também é o SUV mais barato da Toyota. O Corolla Cross, de porte maior, parte de R$ 190.490 na versão a combustão e começa em R$ 219.890 na versão híbrida. Entre os híbridos, seu concorrente mais próximo é o chinês Omoda 5. Preço e porte são semelhantes. O Yaris aposta no renome da Toyota e no motor flex. Já o Omoda entrega mais que o dobro da potência, mas funciona apenas com gasolina. 🤔 Mas fica a pergunta: o preço será suficiente para convencer o consumidor a deixar modelos consagradíssimos a combustão — como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V — e apostar no Yaris Cross híbrido? Galerias Relacionadas O teste realizado pela Toyota, no autódromo de Indaiatuba (SP), não permite avaliar da forma mais adequada o ponto mais crucial do Yaris Cross: o consumo. A marca promete que o SUV chega a até 17,9 km/l com gasolina na cidade. Seria possível, portanto, rodar 644 quilômetros com um único tanque. O número é bastante superior a qualquer concorrente, mesmo o Omoda 5, que faz cerca de 15 km/l. Na pista, obstáculos foram posicionados para simular situações do uso urbano, como desvios em zigue-zague no trânsito e a baliza paralela à calçada. Mas, só nas situações de trânsito real — inclusive com os congestionamentos das grandes cidades — será possível ver a performance do sistema. O Yaris Cross tem três modos de condução: ECO, Normal e Power. Foi possível alterar para o mais econômico durante o teste e perceber que a eletrificação entrou mais em jogo, inclusive nas frenagens simuladas. Nessa situação, o computador de bordo se aproximou dos 17 km/l prometidos. Potência reduzida Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O benefício da economia de combustível tem um custo: a opção híbrida conta com um motor mais fraco do que a versão a combustão do próprio Yaris Cross. O modelo leva um bloco 1.5 a combustão com dois motores elétricos, que geram apenas 111 cv de potência combinada. O motor a combustão oferece 12,3 kgfm de torque, enquanto o elétrico entrega 14,4 kgfm. Como os valores não se somam, a marca não especifica um valor combinado. Estes números são inferiores ao que conseguem SUVs de porte menor que o Yaris Cross, mas que têm motores turbo. É o caso de versões mais completas de Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. No autódromo, as retas mais longas permitem acelerar com o pé embaixo. Ainda que a proposta não seja de um esportivo, a resposta do Yaris Cross nunca foi empolgante. Por outro lado, o motor elétrico ajuda a compensar a potência mais baixa com torque imediato em algumas situações. O torque disponível logo nas primeiras rotações ajuda bastante nas arrancadas. Não foi percebido impacto da potência reduzida ao sair dos boxes, ponto inicial do teste. Traduzindo para o uso urbano: o Yaris Cross certamente chegará a responder melhor que um Fiat Pulse com motor turbo ao sair do semáforo ou da garagem. A Toyota afirma que o sistema híbrido é praticamente o mesmo usado no Corolla, tanto na carroceria sedã quanto na SUV. Com esse conjunto, o motor elétrico atua principalmente nas arrancadas e passa a ajudar pouco o motor a combustão em velocidades mais altas. Aqui, estamos falando de ritmos acima dos 40 km/h. Isso ficou claro na pista, onde predominam retomadas e quase não há arrancadas. Sempre que uma curva fazia o Yaris Cross reduzir de 100 km/h para cerca de 40 km/h, a volta da aceleração contava com pouca ajuda do motor elétrico e levava mais tempo para recompor o vigor. Fluxo de energia do Toyota Yaris Cross Hybrid divulgação/Toyota A dinâmica dos motores podia ser vista na central multimídia, que indica o fluxo de energia e mostra quando o motor a combustão atua sozinho, quando o elétrico entra em ação ou quando ambos trabalham em conjunto. Isso quer dizer que o Yaris Cross híbrido tem motor ruim? Não. O que muda é a necessidade de mais cautela em situações como uma ultrapassagem na estrada — algo que não se manifesta nas saídas de semáforo. Ainda assim, tudo isso tende a perder importância quando o consumo de 17,9 km/l aparece no painel de instrumentos. A economia gerada com acelerações menos vigorosas faz o carro gastar menos combustível. No fim das contas, economizar combustível é mais importante do que acelerar mais — para a proposta do Yaris Cross e de quem busca esse carro. Se você prefere acelerações mais empolgantes, existem opções melhores no mercado, mas nenhuma delas é híbrida plena dentro da mesma faixa de preço. Exemplos são: Volkswagen T-Cross 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Volkswagen Nivus 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Honda WR-V: 126 cv e 15,8 kgfm Honda HR-V: 177 cv e 24,5 kgfm Peugeot 2008: 130 cv e 20,4 kgfm Nissan Kicks: 125 cv e 22,4 kgfm Caoa Chery Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive: 150 cv e 21,4 kgfm Isso posto, é nesse quesito que a comparação com o Omoda 5 pode pesar para quem busca um acelerador mais apimentado em um carro híbrido pleno. O chinês tem 224 cv de potência por preço R$ 12,4 mil mais baixo: R$ 159.990. Por ser uma marca nova, a montadora tem um trabalho inglório de se mostrar tão confiável quanto um Toyota. Se a potência não foi o destaque, o Yaris Cross compensou ao cumprir bem seu papel em outros aspectos. O principal deles é a estabilidade, com um conjunto de suspensão que agradou. Em um trecho do autódromo, havia obstáculos que exigiam curvas mais fechadas. Mesmo em velocidades suficientes para fazer os pneus cantarem, a cabine permaneceu estável — algo sempre relevante em um SUV. Toyota Yaris Cross chega para rivalizar com T-Cross, Creta e HR-V Por dentro, o Yaris Cross é sóbrio demais Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O Yaris Cross entrega exatamente o que se espera de um SUV compacto mais simples. No acabamento, há bastante plástico rígido e pouca variação de texturas ou cores. O visual é sóbrio, com predominância do preto. Se não há grandes destaques visuais ou de conforto, o teto solar panorâmico da versão topo de linha surge como um forte atrativo. Ele é grande o bastante para que os ocupantes do banco traseiro também aproveitem a vista do céu, mas vale saber que se trata apenas de um painel fixo de vidro. Não há abertura para entrada de ar, apenas passagem de luz — ainda assim, está entre os maiores da categoria. Com 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e 2,62 m de entre-eixos, o Yaris Cross tem medidas alinhadas às dos principais concorrentes. Esse porte garante bom espaço interno, especialmente para quem vai no banco traseiro, e reforça sua vocação familiar. Vale a pena o comprador conferir com atenção o porta-malas. Na versão híbrida, apesar do acionamento elétrico, são 391 litros, volume inferior ao de alguns rivais diretos, como Creta e WR-V. O espaço é 9 litros menor do que na versão a combustão, e o motivo é a bateria, cujo módulo de alta tensão ocupa parte da área. Não chega a ser um ponto negativo grave, mas, como mencionado acima, Hyundai Creta (422 litros), Nissan Kicks (470 litros) e Honda WR-V (458 litros) oferecem porta-malas maiores. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Dada a partida, o motorista passa a contar com um painel digital de sete polegadas, que substitui os mostradores analógicos. Ele não é tão completo nem tão personalizável quanto o do Corolla, mas transmite sensação de modernidade e segue a lógica de fazer o básico bem feito, sem grandes pretensões. A central multimídia, por sua vez, se destaca e chama atenção, seja pela posição mais elevada no painel, seja pela tela de 10 polegadas, a mesma usada em modelos mais caros, como o Corolla. Além disso, a central adota uma solução importante ao rodar sobre Android. Todas as transições de tela contam com animações, um cuidado ainda pouco comum no setor automotivo. Até a exibição do número da estação de rádio em destaque foge do padrão. Há bom uso de cores, fontes bem desenhadas e atenção evidente ao design da interface. A Toyota, porém, fez alterações profundas no sistema Android, o que impede a instalação de aplicativos como o Waze ou Google Maps. Em compensação, a interface é moderna e funciona sem travamentos durante o uso. Para o motorista, há câmera com visão de 360 graus, alerta de ponto cego, farol alto automático e auxílios como frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo e sistema de centralização de faixa. Já para os demais ocupantes, o Yaris Cross oferece conexão Wi-Fi, capaz de atender até 10 dispositivos, como celulares, tablets, notebooks ou outros aparelhos. Toda essa modernidade perde força diante de um detalhe curioso: mesmo na versão mais cara, que aproxima o Yaris Cross dos R$ 200 mil, ele não conta com ajustes elétricos dos bancos. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Toyota Yaris Cross híbrido: vale a pena? O Yaris Cross chama atenção por ser um SUV compacto e, ainda assim, oferecer bom espaço para as pernas de quem vai no banco traseiro. O consumo de 17,9 km/l também é um atrativo relevante, especialmente por se tratar de um modelo eletrificado que recarrega a própria bateria, sem a necessidade de ser plugado na tomada. O apelo familiar é reforçado pelo Wi-Fi para até dez dispositivos ao mesmo tempo, o que ajuda em viagens mais longas. Ainda assim, é importante considerar que a potência do SUV exige mais cautela em ultrapassagens na estrada e que o porta-malas pode ficar limitado quando há muitas bagagens. Ao olhar para o Yaris Cross como um carro de uso urbano, ele faz bastante sentido e estes pontos negativos são muito reduzidos. Seu principal rival, tanto na cidade quanto na estrada, dentro do universo dos híbridos plenos, é o Omoda 5. O modelo chinês é R$ 5 mil mais barato na versão topo de linha e entrega quase o dobro da potência, além de mais conforto interno e telas maiores. Em contrapartida, é menos econômico e aceita apenas gasolina, enquanto o Yaris Cross é flex. Toyota Yaris Cross chega com medidas semelhantes às dos rivais Divulgação | Toyota

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), encerra uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional. A instituição surgiu a partir do Banco Indusval & Partners (BI&P), fundado em 1967 e voltado principalmente ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio. Diante de dificuldades operacionais e resultados pressionados, o banco passou por diversas reorganizações societárias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio. Diante das dificuldades, os controladores passaram a buscar potenciais compradores. Tentativas de vendas até chegar ao Master Em 2023, o banco negociou uma possível venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição. A operação, porém, não avançou, abrindo espaço para conversas com o Banco Master. No início do ano seguinte, os controladores do então Voiter anunciaram negociações com Daniel Vorcaro, sem divulgar os valores envolvidos. O acordo previa a transferência de controle e a incorporação das áreas de atacado, corretora e gestoras ao conglomerado do Master. Pouco tempo depois, em julho de 2025, o Banco Central autorizou a transferência do controle para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, dando origem ao Banco Pleno. Após a venda ao Master, a família Rezende Barbosa entrou em disputa judicial contra o conglomerado e seus controladores, envolvendo uma debênture de R$ 400 milhões emitida pela controladora do grupo. Segundo os vendedores, a primeira parcela de R$ 100 milhões não foi paga e, mesmo após um aditivo que previa o desembolso de R$ 200 milhões em duas parcelas, os valores também não foram quitados. O Master alegou que os credores teriam exigido a antecipação do contrato. A família acionou a Justiça em São Paulo, com valor da causa estimado em R$ 470,5 milhões, mas desistiu do processo após um acordo homologado no início de novembro, poucos dias antes da intervenção do BC no grupo. Problemas de liquidez A aprovação da operação veio acompanhada de exigências, entre elas a apresentação de um plano para enfrentar eventuais problemas de liquidez. Apesar disso, o banco manteve forte dependência de captação por meio de depósitos a prazo, especialmente Certificados de Depósito Bancário (CDBs), como principal fonte de financiamento. 🔎 Problemas de liquidez ocorrem quando o banco não tem caixa para cumprir compromissos imediatos, como saques e resgates, mesmo possuindo ativos no papel. Ou seja, tem patrimônio, mas não consegue convertê-lo rapidamente em dinheiro, o que gera atrasos, perda de confiança e, em casos graves, intervenção do BC. Segundo dados do BC, em setembro o Banco Pleno tinha passivos de cerca de R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Com o aumento da percepção de risco, esses títulos passaram a ser negociados no mercado secundário com taxas bem acima do CDI, o que indica vendas forçadas e deterioração da confiança dos investidores. A presença do Banco Pleno no sistema financeiro era reduzida. Até setembro do ano passado, a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, que superavam R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Nas captações, a fatia era de cerca de 0,05% de um total superior a R$ 13 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 6,5 bilhões. Segundo o BC, a liquidação foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." Saiba mais na reportagem abaixo. Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que o Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, junto com a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master. Assim, o liquidante irá apurar os valores a serem garantidos até o limite previsto na regulamentação. "Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado", acrescentou o fundo. O Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do BC indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. De acordo com o FGC, informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis no site da entidade. O fundo orientou que os credores utilizem o aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento das garantias de forma totalmente online. O aplicativo do FGC está disponível nas lojas Apple Store e Google Play, e os credores já podem realizar o cadastro básico. Em etapa posterior, assim que o FGC receber a relação dos credores do liquidante, será possível solicitar a garantia, com a identificação do beneficiário e a indicação de uma conta de sua titularidade, onde o valor será depositado. Depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão divulgadas todas as informações e atualizações. Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação Liquidação do Banco Pleno Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. Saiba mais na reportagem abaixo. Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. "A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil." 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. O g1 procurou o Banco Pleno para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da instituição também não se manifestou até o momento. Banco Pleno Banco Pleno/Divulgação O que acontece com os correntistas do Banco Pleno? Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas ou investidores de títulos do banco. Segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o volume de depósitos cobertos no Banco Pleno é de R$ 4,9 bilhões. Cerca de 160 mil clientes têm direito à garantia após a liquidação extrajudicial. "Os valores garantidos, nos termos da regulamentação, serão pagos após o recebimento das informações da instituição que estão sendo consolidadas pelo Liquidante (responsável legal indicado pelo Banco Central) com o apoio do FGC", diz o comunicado. Saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O advogado José Eduardo Victória, sócio da MRV Advogados, foi nomeado liquidante do Banco Pleno. Em comunicado, ele informou que, com a decretação do regime especial de liquidação extrajudicial, todas as operações da instituição foram encerradas, incluindo o funcionamento das agências e dos canais digitais de transação. “Para dúvidas específicas sobre o processo de liquidação, o contato deve ser feito exclusiva e diretamente com a comissão liquidante, especificamente por meio do seguinte e-mail: [email protected] .” Liquidação envolvendo o Banco Master A crise envolvendo o grupo Master, liderado por Daniel Vorcaro, levou o Banco Central a intervir em diversas instituições ao longo dos últimos meses. Com o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários já são sete instituições ligadas ao conglomerado que tiveram a liquidação decretada. Em novembro do ano passado, o regulador passou a adotar uma série de medidas para desarticular o grupo, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação para outras instituições do sistema financeiro. As primeiras liquidações foram decretadas em novembro de 2025 e atingiram empresas centrais do conglomerado, como o Banco Master S/A, o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank — que operava com a marca BlueBank — e a corretora vinculada ao grupo. Em janeiro, a intervenção foi ampliada para a CBSF DTVM, antiga Reag Investimentos, citada pelo Banco Central como parte da estrutura usada para ocultar prejuízos. Poucos dias depois, em 21 de janeiro, o regulador também decretou a liquidação do Will Bank, braço digital do grupo, após a tentativa de venda não avançar e a Mastercard bloquear as operações com cartões.

Gavin Arm e Bert de Wit implementaram a semana de quatro dias na empresa em 2019 BBC Os holandeses adotaram discretamente a jornada de trabalho de quatro dias por semana. Mas qual foi o impacto da medida e como fazê-la perdurar? "Seus filhos só são pequenos uma vez", afirma Gavin Arm, cofundador da Positivity Branding, uma pequena empresa com sede em Amsterdã, capital holandesa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A maioria das pessoas, quando dirige uma empresa, se dedica totalmente e trabalha, trabalha, trabalha para tentar fazê-la dar certo. E provavelmente elas fazem isso pelos filhos", explica Arm. "Mas depois, quando elas ficam mais velhas, olham para trás e dizem 'eu perdi essa parte da vida deles', e isso é terrível. Nós não queremos ser assim." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Arm fala à reportagem no escritório aconchegante da empresa, no animado bairro De Pijp. Ao sul do centro da cidade, a região é conhecida por seus mercados movimentados, sua história boêmia e pela intensa gentrificação (processo de transformação da população local, que é substituída gradualmente por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores). A empresa, fundada por ele e pelo colega Bert de Wit, presta consultoria em identidade de marca e design de embalagens. Há sete anos, os sócios adotaram a semana de quatro dias para si e para os funcionários. Os empregados não precisaram aceitar redução salarial nem trabalhar mais horas nos quatro dias. A carga horária semanal permanece em 32 horas, ou oito horas por dia. "O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho esteve no centro da decisão", afirma de Wit. Ele discorda da ideia de que os funcionários agora trabalham menos pelo mesmo salário. "Trata-se de trabalhar de forma mais inteligente, não mais intensa." Segundo ele, "em outros países, as pessoas passam muito tempo no trabalho, mas isso não significa que trabalhem muito. Mudar a cultura e a mentalidade é o maior desafio." Os holandeses trabalham o menor número de horas por semana na Europa AFP via Getty Images (BBC) A jornada de quatro dias por semana já se tornou comum na Holanda há vários anos, com a adesão inclusive de grandes empresas. O maior sindicato do país, Netherlands Trade Union Confederation (FNV, na sigla em holandês), continua a pressionar o governo holandês para que a medida se torne uma recomendação oficial. De todo modo, os trabalhadores já têm o direito legal de solicitar redução de jornada. "Gostamos de ter tempo para liberar a mente. Tenho minhas melhores ideias quando passeio com o meu cachorro", diz Marieke Pepers, diretora de gestão de pessoas da empresa holandesa de software Nmbrs. Ela tira a sexta-feira de folga toda semana. "Ninguém espera nada de mim nesse dia, eu me inspiro, fico melhor e a empresa também." Segundo Pepers, desde que a empresa adotou a semana de quatro dias, "as licenças médicas diminuíram e a retenção aumentou". No entanto, ela afirma que a proposta enfrentou resistência no início. "Tivemos que convencer os investidores. Nossos próprios funcionários estavam céticos no começo: 'não consigo terminar meu trabalho nem em cinco dias' [foi uma das reações]", diz Pepers. "Algumas pessoas se sentiam pressionadas. Mas precisamos ser extremamente criteriosos ao definir prioridades no nosso trabalho e reduzimos o número de reuniões." Marieke Pepers afirma que tem suas melhores ideias quando sai para passear com o cachorro Marieke Pepers A adoção discreta da semana de quatro dias na Holanda atraiu atenção internacional. Os trabalhadores holandeses cumprem, em média, 32,1 horas por semana, a menor carga horária da União Europeia, bem abaixo da média do bloco, de 36 horas. Ao mesmo tempo, o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas) per capita do país — isto é, por habitante — está entre os mais altos da Europa e figura próximo ao topo entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, conhecida como "clube dos países ricos"), que reúne economias desenvolvidas. O desempenho desafia a premissa de que países ricos precisam de jornadas longas para se manter competitivos. Mas a realidade da semana de quatro dias na Holanda é tão bem-sucedida para a economia quanto sugerem as manchetes da imprensa? "É verdade que a Holanda tem alta produtividade e trabalha menos horas", afirma Daniela Glocker, economista responsável pela Holanda na OCDE. "Mas o que vimos nos últimos 15 anos é que ela [a produtividade] não cresceu." Glocker acrescenta: "Então, se os holandeses quiserem manter sua qualidade de vida, terão de aumentar a produtividade ou ampliar a oferta de trabalho." Segundo Glocker, isso significa que os trabalhadores atuais precisarão produzir mais bens e serviços por dia de trabalho ou que o país terá de ampliar o número de pessoas no mercado, possivelmente com maior imigração. A Holanda tem a maior proporção de trabalhadores em tempo parcial entre os países da OCDE: quase metade dos empregados trabalha menos que a jornada integral. Salários mais altos e a forma como os impostos holandeses incidem sobre a faixa intermediária de renda tornam menos atraente trabalhar horas extras, levando famílias a trocar renda por tempo livre. Uma análise do próprio governo aponta que 3 em cada 4 mulheres e 1 em cada 4 homens trabalham menos de 35 horas por semana. Sindicatos argumentam que "um dia a menos" pode beneficiar a energia, a produtividade e a sociedade, e que normalizar a semana de quatro dias pode manter no mercado pessoas que, de outra forma, deixariam de trabalhar. A OCDE, no entanto, alerta que esse modelo enfrenta pressões crescentes. Como a maioria dos países, a Holanda lida com o envelhecimento da população: à medida que mais pessoas se aposentam, menos permanecem na força de trabalho. "Os holandeses são ricos e trabalham menos — mas a questão é: isso é sustentável?", questiona Nicolas Gonne, economista da OCDE. "Há um limite para o que se pode fazer com poucos trabalhadores." "O que vemos é que a Holanda enfrenta restrições por todos os lados; a forma de aliviar isso é expandir a oferta [de trabalho]", afirma Gonne. AFP via Getty Images Alguns economistas afirmam que mais mulheres na Holanda precisam trabalhar em tempo integral Uma forma de ampliar a oferta de trabalho seria aumentar a participação de mulheres holandesas em jornadas integrais. Embora a taxa de emprego feminino seja elevada, mais da metade das mulheres no país trabalha em tempo parcial, cerca de três vezes a média da OCDE. O acesso a creches a preços acessíveis continua sendo um entrave importante, e a elevada carga tributária sobre a renda, aliada à complexidade do sistema de benefícios, pode desestimular o aumento da jornada, especialmente entre os chamados segundos provedores de renda familiar. Peter Hein van Mulligen, do Escritório Central de Estatísticas da Holanda (CBS, na sigla em holandês), aponta para um "conservadorismo institucionalizado" profundamente enraizado na sociedade holandesa, que atua como barreira à participação feminina. Um estudo de 2024 apontou que 1 em cada 3 holandeses considera que mães com filhos pequenos (de até três anos) não deveriam trabalhar mais do que um dia por semana, e quase 80% afirmam que três dias semanais seriam o máximo. Entre os pais, os percentuais são, respectivamente, 5% e 29%. "Uma diferença considerável", observa van Mulligen. Yvette Becker, do sindicato FNV, afirma que a semana de quatro dias pode ajudar a reduzir a desigualdade de gênero. "Há ganho de produtividade com menor absenteísmo." De volta à Positivity Branding, de Wit afirma que a semana de quatro dias torna o emprego "mais atraente", sobretudo em setores com escassez de mão de obra, como educação e saúde. "Pode ser uma forma de tornar essas profissões mais atrativas e elevar novamente a produtividade." Seu sócio, Arm, resume sua visão sobre o modelo: "Você está mais feliz? Está aproveitando mais a vida? É disso que se trata". Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1

CNU 2025: tudo sobre o concurso Depois de semanas de expectativa, esta quarta-feira (18) marca um dos momentos mais aguardados pelos candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CNU): a divulgação dos resultados individuais da segunda edição. A consulta foi liberada às 16h. As informações estarão disponíveis na área do candidato no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas. Cada participante poderá verificar o resultado definitivo da prova discursiva, após a análise dos recursos, além da avaliação de títulos (quando houver), do resultado dos procedimentos de cotas e das respostas aos pedidos de revisão. Também nesta quarta-feira serão publicadas as listas completas com os resultados finais pós-recursos, no mesmo formato das tabelas já divulgadas anteriormente, com número de inscrição e notas. Já na sexta-feira (20) serão divulgadas as listas de classificação para vagas imediatas e para cadastro de reserva — etapa que define quem segue dentro das vagas e quem permanece na lista de espera. No mesmo dia, será publicada a primeira convocação para confirmação de interesse. Todos os candidatos convocados precisarão confirmar interesse em continuar no processo seletivo. A regra vale para cargos com curso de formação, vagas imediatas e também para quem estiver na lista de espera. O prazo da primeira rodada vai até as 23h59 de domingo (23), exclusivamente pelo site da FGV. ⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente. Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. 📆 Confira o cronograma oficial 18 de fevereiro – Consulta individual aos resultados definitivos e publicação das listas completas 19 de fevereiro – Extrato no DOU com link para as listas 20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesse Até 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada 27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocação De 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada 6 de março – Divulgação da 3ª convocação De 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada 16 de março – Divulgação da classificação final Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação

Shein Reuters A União Europeia abriu uma investigação formal sobre a varejista online chinesa Shein nesta terça-feira (17), por venda de produtos ilegais e preocupações com o design potencialmente viciante da plataforma. A decisão intensifica o escrutínio sob a rigorosa Lei de Serviços Digitais do bloco. A medida é baseada na lei que exige que as plataformas online ajam para combater conteúdos ilegais e prejudiciais. A decisão veio após a França ter instado o órgão executivo da UE, em novembro do ano passado, a reprimir a venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein. Desde então, a Shein interrompeu a venda de todas as bonecas sexuais em todo o mundo. A empresa e sua rival chinesa Temu se tornaram os símbolos mais notórios das preocupações mais amplas com o fluxo de produtos chineses baratos para a Europa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A Lei dos Serviços Digitais mantém os consumidores seguros, protege seu bem-estar e os capacita com informações sobre os algoritmos com os quais estão interagindo. Avaliaremos se a Shein está respeitando essas regras e sua responsabilidade”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado. A Comissão sinalizou a possibilidade de uma investigação da UE no mês passado. Medidas de segurança adicionais A Shein afirmou que continuará a cooperar com o órgão regulador da UE e que investiu significativamente em medidas para reforçar a conformidade com a legislação da UE, incluindo a realização de avaliações de risco sistêmico e estruturas de mitigação, e o reforço da proteção dos usuários mais jovens. “Além do aprimoramento das ferramentas de detecção, também aceleramos a implementação de salvaguardas adicionais em torno de produtos com restrição de idade”, afirmou a empresa, incluindo medidas de verificação de idade para impedir que menores visualizem ou comprem conteúdo e produtos com restrição de idade. A Comissão Europeia disse que investigaria os sistemas que a Shein implementou na UE para limitar a venda de produtos ilegais, incluindo possíveis materiais de abuso sexual infantil. A investigação também se concentrará no design viciante da Shein, incluindo a concessão de pontos ou recompensas pelo engajamento, que podem ter um impacto negativo no bem-estar dos usuários. A transparência dos sistemas de recomendação que a Shein utiliza para propor conteúdos e produtos aos usuários também será alvo de escrutínio por parte da UE.

Irã mostra exercícios militares que fecharam parcialmente o Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA. O Irã fechou nesta terça-feira (17) parcialmente o Estreito de Ormuz, importante via petrolífera mundial ao sul do país, por conta de exercícios militares, segundo a agência de notícias iraniana semioficial Fars. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O fechamento parcial do estreito ocorre em meio às negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos. Negociadores dos dois países se encontraram em Genebra, na Suíça, nesta terça. O governo Trump exige um acordo com Teerã para limitar o programa nuclear iraniano e encerrar o enriquecimento de urânio, e ameaça atacar o Irã caso as negociações fracassem. Segundo a Fars, o fechamento de partes do Estreito de Ormuz durará algumas horas e é necessária por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana realiza exercícios militares na rota de exportação de petróleo mais importante do mundo. Os exercícios foram anunciados na segunda-feira e escalaram as tensões em um momento delicado das relações com os EUA. Além disso, dezenas de navios de guerra norte-americanos estão estacionados na região. O Irã já havia ameaçado no passado fechar o estreito se fosse atacado, medida que bloquearia um quinto do fluxo global de petróleo e elevaria os preços do petróleo bruto. Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. Wana via Reuters Também nesta terça-feira, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que tentativas dos EUA de derrubar seu governo fracassarão, enquanto Washington e Teerã iniciam negociações indiretas em Genebra sobre sua longa disputa nuclear, em meio a um aumento do contingente militar norte-americano no Oriente Médio. Os EUA, que se juntaram a Israel no bombardeio das instalações nucleares do Irã em junho, enviaram uma força de combate para a região, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma “mudança de regime” no Irã pode ser a melhor coisa que poderia acontecer. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão participando das negociações, que estão sendo mediadas por Omã, disse uma fonte informada sobre o assunto à Reuters, juntamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. Donald Trump disse que estaria envolvido “indiretamente” nas negociações de Genebra e que acredita que Teerã queira chegar a um acordo. “Não acho que eles queiram as consequências de não fazer um acordo”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One na segunda-feira. “Poderíamos ter feito um acordo em vez de enviar os B-2s para destruir seu potencial nuclear. E tivemos que enviar os B-2.” Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz para fazer exercício militar Mesmo os mais fortes podem ser 'esbofeteados', diz Khamenei Logo após o início das negociações, a mídia iraniana citou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei dizendo que Washington não poderia forçar a saída de seu governo. A república é governada por clérigos desde a Revolução Islâmica de 1979. “O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode levar um tapa tão forte que não consegue se levantar”, disse ele, em comentários publicados pela mídia iraniana. Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã em 24 de janeiro de 2025. Sepah News/AFP Uma autoridade de alto escalão iraniano disse à Reuters na terça-feira que o sucesso das negociações em Genebra dependia de os EUA não fazerem exigências irrealistas e de sua seriedade em suspender as sanções econômicas que prejudicam o Irã. LEIA TAMBÉM: Chanceler do Irã diz que negociações com os EUA avançaram e abriram caminho para acordo nuclear Khamenei diz que Trump não conseguirá derrubá-lo e ameaça afundar porta-aviões dos EUA Imagens revelam aumento de navios de guerra e caças dos EUA no Oriente Médio às vésperas de reunião com o Irã Negociação nuclear e tensão militar As negociações nucleares entre os EUA e o Irã são tratadas com cautela porque os dois países têm grandes diferenças entre suas posições: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear. Em fevereiro, as Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do grupo de ataque do porta-aviões Lincoln no Mar Arábico. Divulgação/Marinha dos EUA via Reuters A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear. O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região. As Forças Armadas dos EUA estão se preparando para a possibilidade de semanas de operações contra o Irã, caso Trump ordene um ataque, disseram duas autoridades americanas à agência de notícias Reuters. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Washington e seu aliado próximo, Israel, acreditam que o Irã aspira construir uma arma nuclear que poderia ameaçar a existência de Israel. O Irã afirma que seu programa nuclear é puramente pacífico, embora tenha enriquecido urânio muito além da pureza necessária para a geração de energia e próximo do necessário para uma bomba. Desde os ataques de junho, os governantes islâmicos do Irã foram enfraquecidos por protestos de rua, reprimidos com o custo de milhares de vidas, contra uma crise no custo de vida impulsionada em parte por sanções internacionais que estrangularam a receita do petróleo do Irã. O Irã aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, que garante aos países o direito de desenvolver energia nuclear civil em troca da renúncia às armas atômicas e da cooperação com a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica. Israel, que não assinou o TNP, não confirma nem nega ter armas nucleares, sob uma política ambígua de décadas destinada a dissuadir os inimigos vizinhos.

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros. Discovery deu o prazo de uma semana para que a Paramount Skydance ofereça sua "melhor e final oferta" para aquisição da companhia. O período foi concedido à Warner pela Netflix, por meio de uma isenção temporária. 🔎 Conhecida no mercado como "limited waiver", essa isenção serve como uma dispensa temporária de determinadas obrigações contratuais. Nesse caso, a Netflix liberou a Warner de algumas das obrigações acordadas no contrato de fusão, permitindo que a empresa participe de discussões com a Paramount por um período de sete dias, até 23 de fevereiro. Segundo comunicado divulgado pela Warner Bros. nesta terça-feira (17), as conversas serviriam para dar uma "maior clareza" aos acionistas da companhia e para permitir que a Paramount possa apresentar uma oferta melhor e final. "Durante esse período, a Warner se envolverá com a Paramount para discutir as deficiências que permanecem não resolvidas e esclarecer certos termos do acordo de fusão proposto", informou a Warner em comunicado, reiterando que a Netflix manterá seu direito de igualar qualquer proposta feita pela companhia concorrente. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com o comunicado, um representante sênior da Paramount informou a um membro do conselho de administração da Warner que, caso seu conselho autorizasse que as duas empresas discutissem o acordo, a Paramount concordaria em pagar US$ 31 por ação, indicando que a proposta ainda poderia melhorar. "Esse preço, juntamente com diversas outras questões que a Paramount declarou que abordaria em sua carta de 10 de fevereiro, não está refletido no mais recente acordo de fusão proposto", informou a Warner em comunicado, destacando que enviou uma carta à empresa, solicitando esclarecimento às questões ainda não abordadas. A revisão feita pela Paramount em sua oferta na última semana oferecia US$ 30 por ação em dinheiro e a promessa de pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. "Durante todo esse processo, nosso único foco tem sido maximizar valor e segurança para os acionistas da Warner Bros", afirmou o presidente e diretor da companhia, David Zaslav, em comunicado. "A cada etapa, fornecemos à Paramount Skydance orientação clara sobre as deficiências em suas ofertas e oportunidades para corrigi-las. Estamos nos envolvendo com a Paramount agora para determinar se eles podem apresentar uma proposta acionável e vinculante que ofereça valor e segurança superiores para os acionistas da Warner por meio de sua melhor e final oferta", completou Zaslav. Ainda assim, segundo o comunicado, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery continua a recomendar, de forma unânime, que os acionistas votem a favor da oferta de fusão da Netflix. "Continuamos a acreditar que a fusão com a Netflix está no melhor interesse dos acionistas da Warner devido ao enorme valor que proporciona, ao nosso caminho claro para obter aprovação regulatória e às proteções de transação para os acionistas contra riscos de queda", afirmou o presidente do conselho de administração da Warner, Samuel Di Piazza, em comunicado. "Com a Netflix, criaremos um futuro mais promissor para a indústria do entretenimento — oferecendo aos consumidores mais opções, criando e protegendo empregos e expandindo a capacidade de produção nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que aumentamos os investimentos para impulsionar o crescimento de longo prazo do nosso setor", acrescentou Di Piazza. A reunião de acionistas para votar a possível fusão com a Netflix ficou marcada para 20 de março. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.
Custo de vida no Espírito Santo é maior do que a média brasileira; gastos com supermercado, moradia e transporte pesam no bolso Reprodução É caro viver no Espírito Santo? Uma pesquisa revelou que o custo médio de vida do capixaba é de R$ 3.780 por mês, valor acima da média nacional, que é de R$ 3.520. Os dados são da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, divulgados neste mês. O levantamento mostrou que manter o equilíbrio financeiro tem sido um desafio para a maioria das famílias. Apenas 19% da população capixaba, e brasileira, dizem achar fácil organizar e pagar as despesas do dia a dia. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As despesas básicas pesam mais no orçamento. Supermercado, contas recorrentes e custos de moradia concentram a maior parte dos gastos mensais das famílias. Juntas, essas despesas representam 57% do orçamento dos brasileiros. Esses três itens também são apontados como os mais difíceis de manter em dia. "Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos", afirmou Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. Custo de vida (média) Supermercado e contas fixas no Espírito Santo O gasto médio mensal com supermercado do capixaba também é maior do que a média brasileira. Enquanto que no Espírito Santo esse valor foi de R$ 1.030 por mês, no Brasil foi de R$ 930. O maior custo é registrado no Sul do Brasil, enquanto o menor aparece no Nordeste. Nas contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, a média nacional é de R$ 520 por mês. Os capixabas gastam o mesmo valor nessa categoria. Despesa com supermercado (média) LEIA TAMBÉM: VÍDEO: casal é flagrado fazendo sexo em escada de fórum, no ES CASO RARO: gêmeos nascem empelicados em bolsas amnióticas diferentes no ES Veja os vídeos que estão em alta no g1 Moradia tem maior impacto entre os capixabas As despesas com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, variam bastante entre as regiões. Mas no Espírito Santo os gastos são maiores que a média brasileira. Enquanto que a média nacional é de R$ 1.100 mensais, no Espírito Santo o gasto chega a R$ 1.320, acima também do que a média da Região Sudeste. O valor é um dos mais altos do país. Despesas com moradia (média) "As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local", explicou Aline Vieira. Transporte e saúde também variam por região O brasileiro gasta, em média, R$ 350 por mês com transporte e mobilidade. No Espírito Santo, o valor é o mesmo. Já as despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540. Entre os capixabas, esse gasto sobe para R$ 560 por mês. Lazer, educação e compras em geral O gasto médio com lazer no Brasil é de R$ 340 mensais. No Espírito Santo, o valor chega a R$ 400. Em compras em geral, como calçados, cosméticos e produtos para pets, a média nacional é de R$ 390. Os capixabas gastam cerca de R$ 380 por mês. Custo com lazer (média) Quando se fala em gastos com cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, o capixaba também não poupa recursos. Por aqui, o custo médio mensal para manter esses serviços é de R$ 170, o terceiro mais alto do país. Na nossa frente, aparecem Ceará (R$ 180 por mês, em média), seguido do Distrito Federal (R$ 170). Atrás do Espírito Santo, vem Mato Grosso, também com R$ 170 mensais. Poucos pensam em mudar de cidade Mesmo com o peso do custo de vida, a maioria dos brasileiros não considera mudar de cidade para economizar. Apenas um em cada dez entrevistados diz cogitar essa possibilidade em 2026. "Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica", afirmou a especialista. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Para Shuka Piryaee, ir a uma 'sala da fúria' é 'uma forma divertida e ridícula de reset' Shuka Piryaee via BBC "Certamente, houve um momento de desconforto no início." Deena conta à BBC que sua primeira visita a uma "sala da fúria" foi muito diferente do que ela imaginava. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ela não teve sentimentos caóticos, nem ficou agressiva, destruindo coisas. Na verdade, ela ficou "surpreendentemente controlada e muito mais consciente". "Depois que me adaptei, vivenciei a experiência mais como uma liberação física do que como uma explosão emocional." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cada vez mais mulheres vêm pagando para destruir objetos antigos, como televisores, móveis e louças, protegidas com equipamento especial. Acredita-se que o conceito das "salas da fúria" tenha surgido no Japão, no final dos anos 2000. Mas uma mulher chamada Donna Alexander afirma ter criado uma dessas salas na sua garagem mais ou menos na mesma época, no Estado americano do Texas. Naquele espaço, as pessoas podiam entrar e destruir objetos que haviam sido descartados pelos donos. No Reino Unido, ainda são poucos os lugares onde você pode pegar um taco de baseball e liberar as emoções reprimidas. As "salas de fúria" são promovidas como uma forma de aliviar o estresse e liberar a raiva acumulada. E há um aspecto interessante na sua base de clientes. Alguns proprietários afirmam que a maioria das pessoas que procuram essas salas são mulheres. Deena conta que visitou uma 'sala da fúria' para experimentar algo diferente BBC Deena conta que procurou a "sala da fúria", inicialmente, "por curiosidade". "Não sou irada ou volátil", explica ela. "Passo a impressão de ser uma pessoa muito tranquila e serena. Por isso, no princípio, achei muito estranho e quase errado estar aqui." Mas Deena conta que, depois de algum tempo, se sentiu "muito mais leve e tranquila". Ela compara a experiência com "pressionar um botão de reset ou receber uma massagem muito boa". Deena explica que seu trabalho é acelerado e exige muita responsabilidade e constante tomada de decisões. Agora, ela acredita que a "sala da fúria" pode ajudá-la a lidar com estas situações. "Quando me sentir muito estressada, voltarei a visitar uma sala", afirma ela. Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres 'Estranhamente libertador' Shuka Piryaee concorda com Deena. Ela conta que não sentia raiva, mas quis saber como é a experiência de "extravasar". Para isso, ela recebeu um carro para amassar, enquanto ouvia suas canções favoritas. "Foi uma satisfação muito maior do que eu esperava", conta Piryaee. "Senti algo estranho e libertador ao destroçar coisas sem precisar tomar cuidado. Depois, percebi que havia feito um exercício para meu corpo e minha mente." Kate Cutler é fundadora e uma das proprietárias de uma "sala da fúria" em East Sussex, no sudeste da Inglaterra. Ela conta que o local está "ficando cada vez mais concorrido" entre suas clientes. Cutler decidiu montar a sala quando sua filha, já falecida, lutava contra um câncer no cérebro. E ir a uma "sala da fúria" era um dos itens da sua lista de desejos. Ela afirma que algumas mulheres visitam a sala porque foram traídas ou tiveram rompimentos difíceis. Ou, às vezes, simplesmente porque "têm raiva vindo do nada". As 'salas da fúria' existem desde o fim da década de 2000 e vêm ganhando popularidade em várias partes do mundo BBC A autora e psicoterapeuta Jennifer Cox participou do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4. Ela acredita que as mulheres são "condicionadas" a reprimir sentimentos de "frustração, ira, agressão e raiva". Cox explica que as mulheres ficam frequentemente envolvidas com as exigências do trabalho, os pais e os filhos pequenos. Por isso, elas podem acabar ficando "furiosas". Cox defende que as mulheres deveriam extravasar e acredita que espaços como este, que permitem a elas liberar sua raiva, podem ser muito úteis. Ela sugere a criação de "minissalas da fúria em casa", com almofadas e travesseiros empilhados, para que elas "se deixem levar" e liberem parte dessa raiva e do estresse. "Quando reprimimos a raiva, ela se manifesta no nosso corpo de diversas formas, como ansiedade, depressão, TOC, enxaqueca ou problemas estomacais", explica Cox. 'A raiva é saudável' A terapeuta especializada em saúde mental Shelly Dar concorda. Ela defende que as "salas da fúria" podem oferecer "alívio instantâneo" e permitir que, depois, você se sinta mais livre e tranquila. Para a terapeuta, é saudável se sentir furiosa. Mas o sentimento tem má reputação porque só observamos a explosão, não o acúmulo. "E, como estamos tão sobrecarregados, não há um espaço seguro para expressar sentimentos confusos," Espaços como este trazem uma solução para que as mulheres expressem seus sentimentos de forma segura, segundo Dar. "Grande parte do problema para as mulheres hoje em dia é que não queremos ser julgadas", prossegue ela. "Por isso, precisamos reprimir todas estas emoções, interpretando o papel da boa menina, talvez sendo a mãe tranquila, a mãe reflexiva e serena. Fomos educadas para sermos amáveis." Ouça aqui o episódio do programa Woman's Hour, da BBC Rádio 4, que deu origem a esta reportagem.

Governo brasileiro negocia uma solução para as proteções impostas pela China às importações de carne bovina Mesmo com o cenário desafiador apresentado pela cota anual de venda de carne bovina do Brasil à China, o principal destino das embarcações da commodity, o mercado pecuário nacional tem motivos para manter o otimismo, mas precisa ser estratégico. O setor registrou o maior volume de carne bovina escoado à China para um mês de janeiro. "Se o ritmo de embarques verificado em janeiro para a China for mantido, o Brasil deve completar sua cota de volume de exportações de carne bovina em setembro", apontam pesquisadores do Cepea. O principal indício é a crescente procura pela proteína brasileira desde o ano passado, verificada em análises e consultas feitas com agentes do setor pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). ➡️Mas, qual é a cota para o Brasil? Em janeiro, o Brasil, que é o maior fornecedor de carne bovina para a China, foi incluído na lista de países exportadores da proteína com limite de volume a ser vendido ao país asiático. A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para 2026. Essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. 📊O que acontece se o Brasil desrespeitar o limite? O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%. 📊Em boletim mais recente do setor, divulgado na última sexta-feira (12) pelo Centro de Estudos da Esalq/USP, os pesquisadores do Cepea lembram sobre a cota brasileira para a China, de 1,106 milhão de toneladas para o ano. "A demanda externa pela carne bovina brasileira seguirá em crescimento, mesmo nesse cenário desafiador. Apenas em janeiro de 2026, mês em que foram impostos os limites de importação, já foram enviados ao país asiático 119,63 mil toneladas. E, este foi, inclusive, o maior volume escoado à China para um mês de janeiro", ressalta o Cepea O volume total de carne bovina exportado pelo Brasil em janeiro somou 258,94 mil toneladas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Brasil, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e compilados pelo Centro de Estudos da Esalq-USP. "Um recorde para o mês, superando o até então melhor início de ano, registrado em 2025", observa o Centro de Estudos da USP. Exportação e carne bovina é destaque Neto Lucena/Secom China A China foi destino de 46,3% do total escoado pelo Brasil em janeiro, porcentagem próxima da média de 2025, que foi de 47,67%. Cotação As cotações do boi gordo e da carne, segundo o Centro de Pesquisas, têm se mantido crescimentos. Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi, da vaca, novilha e reposição seguem firmes. 📈O valor do indicador Cepea/Esalq-USP do boi gordo, arroba de 15kg fechou em R$ 337,20 em 9 de fevereiro de 2026. Quatro dias depois, passou para 344,05, uma alta de mais de 2%, segundo boletim do Cepea. Exportação de carne bovina Wenderson Araújo /CNA Brasil LEIA TAMBÉM China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? Como vai ficar o preço da carne bovina em 2026? Brasil discute limitar exportação de carne bovina à China O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1. O receio do Ministério da Agricultura é de que a cota cause uma "corrida desenfreada" de exportações: uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo. Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina Kayan Albertin/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro. Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas — será apenas interrupção das atividades. A convocação da greve aumenta a tensão entre o governo e os sindicatos, que têm forte influência política na Argentina. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 REUTERS/Francisco Loureiro A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso. O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Protestos contra o governo na Argentina

Plataforma de petróleo Divulgação Os preços do petróleo subiram ligeiramente nesta segunda-feira (16), conforme investidores avaliavam as implicações das próximas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para o mercado. O encontro visa diminuir as tensões, em um contexto de aumentos previstos na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Os futuros do petróleo Brent (referência internacional) subiram 0,6%, para US$ 68,16 (R$ 356,40) por barril às 12h08 no Brasil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava a US$ 63,32 (R$ 331,09) por barril, com alta de 0,7%. O contrato não terá liquidação na segunda-feira, feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos. Os temores de interrupção no fornecimento devido às tensões entre os EUA e o Irã ajudaram a manter os preços do petróleo estáveis, disse o analista da PVM, Tamas Varga, à Reuters. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 As negociações devem ficar moderadas, com os mercados da China, Coreia do Sul e Taiwan fechados para os feriados do Ano Novo Lunar. Na semana passada, os dois índices de referência registraram quedas semanais, com o Brent fechando cerca de 0,5% abaixo e o WTI perdendo 1% após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington poderia chegar a um acordo com Teerã no próximo mês. Os dois países devem realizar uma segunda rodada de negociações em Genebra na terça-feira (17) sobre o programa nuclear de Teerã. Na véspera das negociações com Washington, mediadas por Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu com o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU). O Irã está buscando um acordo nuclear com os EUA que traga benefícios econômicos para ambos os lados, com investimentos em energia e mineração e compras de aeronaves em discussão, segundo um diplomata iraniano. Os EUA estão se preparando para a possibilidade de uma campanha militar sustentada caso as negociações não tenham sucesso, disseram autoridades americanas à Reuters. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que, em caso de ataques ao território iraniano, poderia retaliar contra qualquer base militar americana. “O aumento da tensão iraniana pode levar o Brent a US$ 80 por barril. O enfraquecimento da tensão faria com que ele caísse para US$ 60 por barril”, disseram analistas do SEB em uma nota. Com as tensões entre os EUA e o Irã elevando os preços do petróleo, os países da Opep+ estão colocando um freio nessa alta, inclinando-se para uma decisão de retomar os aumentos de produção a partir de abril em sua reunião de 1º de março, após uma pausa de três meses, informou a Reuters. Enquanto isso, as importações chinesas de petróleo russo devem subir pelo terceiro mês consecutivo, atingindo um novo recorde em fevereiro, depois que a Índia reduziu as compras devido à pressão dos EUA, de acordo com dados de rastreamento de navios.

Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso O Brasil avalia, pela primeira vez, promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, segundo altos funcionários do governo brasileiro. A iniciativa representaria uma mudança relevante na postura da maior economia da América Latina. Historicamente, o país vetou negociações formais com Pequim para proteger a indústria nacional do avanço das importações chinesas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No entanto, diante da busca da China por laços comerciais mais profundos e das sucessivas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a reavaliar essa posição. Uma declaração conjunta divulgada durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que ambos esperam que as negociações de livre comércio entre China e Mercosul possam começar “o mais rápido possível”. 👉 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno do bloco. Embora um acordo comercial amplo ainda esteja distante, dois integrantes do governo brasileiro afirmaram que um pacto parcial entre Mercosul e China passou a ser visto como uma possibilidade de longo prazo. A avaliação leva em conta as tarifas impostas pelos EUA a parceiros comerciais, que têm afetado o comércio global e alterado alianças econômicas. Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A mudança de postura do Brasil reflete o que um dos funcionários, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, classificou como um “novo cenário global”. “Precisamos diversificar nossos parceiros”, afirmou o funcionário. Segundo ele, a China oferece a possibilidade de um acordo parcial, restrito a algumas faixas tarifárias. Outro representante do governo brasileiro, envolvido diretamente nas negociações internas do Mercosul, disse que o bloco poderia avançar em temas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias e de segurança. Esses pontos, segundo ele, já abririam espaço relevante no mercado chinês. O mesmo funcionário afirmou que ainda é cedo para indicar quais setores poderiam ser incluídos nas negociações, classificando o tema como “altamente complexo”. Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC "Nova dinâmica na região" O Brasil tem demonstrado cautela em relação a um acordo mais amplo, por receio de que a grande capacidade industrial da China prejudique os fabricantes nacionais. Apesar disso, os investimentos chineses na produção brasileira cresceram nos últimos anos, movimento que o governo brasileiro tem interesse em preservar. Segundo Ignacio Bartesaghi, especialista em política externa da Universidade Católica do Uruguai, as políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump — que incluíram pressão sobre países latino-americanos para reduzir laços com a China — podem estar incentivando Pequim a buscar novos acordos comerciais na região. “Há uma nova dinâmica regional no comércio, impulsionada principalmente por Trump”, afirmou Bartesaghi. “Ideias que antes pareciam completamente travadas agora podem avançar”, acrescentou. Ainda assim, qualquer acordo no âmbito do Mercosul exige consenso entre todos os membros, o que impõe desafios relevantes. O Paraguai é um dos poucos países no mundo que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China. Esse fator, segundo autoridades brasileiras, dificulta — embora não inviabilize — um acordo com Pequim. Em 2025, o Paraguai importou US$ 6,12 bilhões em mercadorias da China e participou das discussões entre Mercosul e China, indicando que o diálogo segue aberto. O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que não se opõe a um acordo, desde que seja respeitado o direito do país de manter relações diplomáticas com Taiwan. “Se existe hoje um bloco capaz de negociar com qualquer país ou grupo, esse bloco é o Mercosul”, disse Peña em entrevista concedida em julho à imprensa argentina. A Argentina, terceira maior economia da América Latina, também pode dificultar o consenso. Desde a posse do presidente Javier Milei, em 2023, o país se aproximou de Washington. Milei priorizou o fortalecimento dos laços com os EUA, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro americano. Apesar disso, a China segue como um importante credor e um dos principais compradores das exportações agrícolas argentinas. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA/AFP Ainda assim, especialistas como Bartesaghi avaliam que Buenos Aires pode resistir, ao menos no curto prazo, a apoiar negociações lideradas pela China dentro do Mercosul, sobretudo se isso comprometer os esforços do governo Milei para obter apoio dos EUA a reformas econômicas e financiamento. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que não comentaria “hipóteses” ao ser questionado sobre as negociações entre Mercosul e China. “A Argentina mantém relações cordiais com a China — elas apenas não são muito visíveis”, disse Florencia Rubiolo, diretora do centro de estudos argentino Insight 21. Segundo ela, um acordo envolvendo todo o Mercosul tornaria essa relação mais evidente. “Se a questão for um gesto diplomático, parece improvável que o governo apoie esse tipo de acordo”, concluiu.

A enfermeira Edineusa Matos faz 'bico' como acompanhante de saúde BBC O envelhecimento da população brasileira e as famílias cada vez mais enxutas com a redução do número de filhos tornaram a presença de um cuidador de idosos mais comum em muitas casas — e levam o Congresso a discutir a regulamentação dessa profissão. Mas os profissionais desse ramo também têm sido contratados, inclusive por pessoas mais jovens, para ajudar em outras atividades do dia a dia — por exemplo, como acompanhantes em exames e procedimentos hospitalares e agendando consultas para clientes. Por meio de plataformas online como Cronoshare e GetNinja, clientes procuram por auxiliares para determinadas funções, especificando suas demandas. Quando um trabalhador se interessa, entra em contato com que fez o pedido. A contratação é informal, sem assinatura de contratos de trabalho, assim como o pagamento, que costuma ocorrer via Pix. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Girlaine Ferreira, de 56 anos, tem clientes assim com frequência, mas diz que essa função ainda é pouco conhecida. Ela trabalha como cuidadora há seis anos e tem um trabalho fixo, mas atua como acompanhante para fazer uma renda extra. Cobra R$ 220 no mínimo por acompanhamento, incluindo seu deslocamento — muitas vezes com transporte público. Se a duração do serviço chega a 12h, o valor sobe um pouco: R$ 250 durante a semana e R$ 300 nos finais de semana e feriados. Dessa forma, ela diz que consegue ganhar 35% a mais todo mês. Segundo Girlaine, que atende na região metropolitana de São Paulo, os clientes costumam ser de classe média ou alta, e ela apontar algumas razões para isso. "Para uma pessoa que vive somente com um salário mínimo, é mais difícil [contratar esse tipo de serviço]", diz ela. "Mas, além da parte financeira, não existe ainda muita informação sobre esse trabalho, e não é todo mundo que entende quem presta esse tipo de serviço. Quanto menor for a instrução, menos a pessoa sabe que isso existe." Girlaine conta que já desempenhou funções variadas. Para uma brasileira que mora na França, foi sua acompanhante em um exame. A mãe da cliente já era idosa, não podia ir com ela, e o marido não estava no Brasil, por isso ela a procurou. "Ela devia ter uns 38, 40 anos. Acompanhei, esperei finalizar o procedimento, comprei os remédios e, quando já estava bem, ela me liberou." Com formação no cuidado de idosos, Girlaine conta que não é necessário ter um curso como acompanhante de saúde ou em áreas relacionadas à enfermagem, por exemplo. Assim como o cliente expõe suas demandas, o profissional também esclarece nas plataformas o que pode ou não fazer como parte do serviço. Além de consultas e exames, ela já acompanhou pacientes internados por longos períodos em hospitais. "Já fiquei mais de mês em uma UTI, próximo da finitude do paciente", recorda. 'Atendi cliente com fobia de dirigir' A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos, 40 anos, também viu neste tipo de acompanhamento uma oportunidade de ganhar mais. Ela trabalha há seis anos como acompanhante na capital e no ABC paulistas. "Como trabalho como auxiliar de enfermagem em um turno de 12 horas e descanso por 36 horas, muitas vezes consigo fazer esses trabalhos à parte". "No começo, eu não sabia como me 'vender'. É preciso pensar como se projetar na plataforma. Hoje, eu tenho uma avaliação cinco estrelas, mas não foi fácil." Hoje, além do anúncio online, os novos clientes chegam até por meio de indicações. Um atendimento que chamou sua atenção foi o de uma mãe que precisava levar o filho autista para o médico. A cliente queria ir de carro, mas tinha medo de dirigir — e não queria usar aplicativos de transporte. Edineusa não costuma fazer as vezes de motorista, mas viu o serviço como uma gentileza para a mãe. "Ela tinha especificado tudo isso no anúncio na hora de contratar, e o filho dela era autista nível três [considerado o mais grave]. Dirigi para ela e fui com ela ao médico", lembra. Edineusa conta também já foi retirar remédios de alto custo em um posto público e auxiliou um paciente com bolsa de nefrostomia (usada para coletar urina diretamente de um rim), entre outros serviços. Atualmente, ela acompanha um paciente idoso na hemodiálise aos finais de semana. Ela ganha R$ 2,6 mil por mês como auxiliar de enfermagem e conta que têm conseguido aumentar sua renda como acompanhante — em alguns meses, ganha com isso até mais do que como o emprego oficial. Com a renda extra, Edineusa diz que financiou a compra de um apartamento e que pretende se mudar da comunidade onde mora. Ela cobra por diária, de no mínimo de quatro horas: "O mínimo é R$ 130 o dia, dependendo do procedimento. Quando há um esforço maior do meu trabalho, pode chegar a R$ 260". Riscos de informalidade O trabalho de cuidador tradicional é previsto na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como "cuidador de idosos" e "cuidador em saúde" — o que permite uma contratação com carteira assinada. Esse profissional pode acompanhar uma pessoa em consultas e exames, auxiliar em exercícios leves e administrar medicamentos por via oral, desde que prescritos por um médico. O papel do cuidador é observar sintomas, identificar sinais de emergência e acionar ajuda especializada — sem diagnosticar doenças e receitar medicamentos. No mercado, é comum que seja exigido do trabalhador um curso de cuidador de idosos e pessoas, que normalmente mínima tem carga de 360 horas. Mas a categoria ainda não tem um sindicato nacional unificado, apenas entidades regionais e sindicatos de categorias próximas, como de trabalhadores de saúde e de empregados domésticos. Uma lei que regulamenta especificamente a profissão de cuidador de idosos tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Para a advogada trabalhista Patrícia Schüler Fava, serviços esporádicos, como acompanhar um paciente em exames e consultas, se enquadram como prestação de serviço eventual. Nesses casos, não há vínculo empregatício, e o pagamento costuma ser combinado por diária. Mas a situação muda quando a prestação do serviço vira rotina. O contratante passa a ter obrigações formais como registro em carteira, controle de jornada e cumprimento de todos os direitos trabalhistas previstos para a categoria. "Pela legislação, comparecer à residência pelo menos três vezes por semana, mesmo que por poucas horas, já caracteriza a relação como trabalho doméstico", diz Fava. A BBC News Brasil procurou a Cronoshare e GetNinja para abordar a questão da formalização dos profissionais que oferecem serviços deste tipo oferecidos nestas plataformas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Envelhecimento acelerado e redes de apoio menores A maior longevidade e a queda da fecundidade no Brasil ajudam a explicar a maior demanda pelos serviços oferecidos por Edineusa e Girlaine, segundo especialistas entrevistados pela BBC News Brasil. "Há 30 ou 40 anos, era comum ver babás em pracinhas, mas era raro encontrar cuidadores de idosos. Hoje, em 2025, acontece o contrário", diz a médica Roberta França, especialista em longevidade consciente e saúde mental e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsiquiatria Geriátrica. A médica defende ser preciso a profissionalização do setor e maior formação técnica. "Envelhecemos em 30 anos o que a Europa levou mais de 100. Mas, diferentemente da Europa, não enriquecemos antes de envelhecer e não nos preparamos para esse processo." Como acompanhante de saúde, Girlaine diz que conseguiu aumentar a renda em 35% BBC Márcio Minamiguchi, demógrafo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que a geração que hoje tem cerca de 80 anos já demanda mais esse tipo de cuidado como efeito de terem tido menos filhos e sua rede familiar ser mais reduzida do que era comum no passado. Segundo Minamiguchi, neste cenário, o cuidado familiar tende a perder força, abrindo espaço para a contratação de profissionais e de instituições de longa permanência para idosos (ILPI) — popularmente conhecidos como "asilos" ou "casas de repouso". "São mudanças rápidas e profundas, que tendem a expandir a oferta desses serviços, mas que também enfrenta o desafio da disponibilidade de mão de obra." A antropóloga Valquíria Renk lembra, porém, que muitos brasileiros não têm condições financeiras de contratar serviços de cuidado profissionais, o que faz com que esse trabalho acabe recaindo sobre familiares — geralmente mulheres, sem receber remuneração — ou sobre amigos e vizinhos. Para quem tem maior poder aquisitivo, o dinheiro pode não ser o maior problema, mas sim a falta de tempo, por conta de jornadas longas de trabalho, por exemplo. Contratar alguém para cuidar de uma pessoa em tempo integral ou acompanhá-la no médico ou outros serviços tem se tornado uma saída em casos assim, diz Renk. "Pessoas com mais recursos conseguem montar equipes multidisciplinares, garantir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico contínuo", aponta a antropóloga, que é professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). "Esses serviços têm custos elevados e muitas vezes não são cobertos pelo sistema público de saúde." Renk afirma que a Política Nacional do Cuidado busca ampliar o reconhecimento social desse tipo de atividade e ampliar a qualificação na área, mas ainda é pouco eficaz. Essa política foi proposta pelo governo federal, aprovada pelo Congresso e sancionada no final de 2024. Ela reconhece o cuidado como um direito universal e uma responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias, sociedade e setor privado, dando diretrizes para isso. O objetivo é distribuir responsabilidades e garantir uma estrutura mínima para que famílias consigam cuidar adequadamente de idosos, crianças, pessoas com deficiência ou indivíduos com doenças crônicas. Mas, para França, a política está longe de produzir efeitos concretos — sem trazer ações obrigatórias, ela depende de regulamentação, orçamento e implementação. Essa distância entre o que diz a lei e a realidade cotidiana deixa grande parte das famílias sem apoio. "O que vemos no Brasil inteiro são famílias cuidando de idosos com demência ou doenças graves sem qualquer auxílio. Esse cuidado recai sobre uma única pessoa, normalmente uma mulher, que trabalha por longas jornadas, muitas vezes sem remuneração." Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos

PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa nesta segunda-feira (16). Nesta primeira fase, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram no mês de janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. De acordo com o Ministério do Trabalho, o primeiro lote vai liberar R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários nascidos em janeiro. Quem possui conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil receberá o valor automaticamente. Já os trabalhadores sem conta nesses bancos poderão sacar o benefício diretamente nas agências a partir de quarta-feira (18). Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo PIS-Pasep José Cruz/Agência Brasil

Colhedoras passam por revisão completa durante a entressafra em usina de Catanduva (SP) TV TEM/Reprodução Mesmo durante a entressafra, o ritmo nas usinas de cana-de-açúcar, etanol e energia do noroeste paulista não diminui. Pelo contrário. É nesse período que barracões se transformam em oficinas e máquinas passam por revisões completas para garantir o funcionamento na próxima safra. Em Catanduva (SP), a usina encerrou a última safra em novembro. Desde então, colheitadeiras, veículos e equipamentos agrícolas passam por manutenção. A meta é deixar tudo pronto até março, antes do início de um novo ciclo. A unidade conta com uma equipe exclusiva para o setor, formada por 164 funcionários. Além disso, mantém um estoque próprio com milhares de itens usados nos reparos e na conservação dos equipamentos. Entre as máquinas que mais recebem atenção estão as colhedoras de cana-de-açúcar. Durante a safra, elas operam 24 horas por dia, por nove meses seguidos. A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra. Na entressafra, são desmontadas, têm as peças verificadas e passam por revisão antes de voltarem ao campo. O custo de reforma de cada máquina gira em torno de 150 mil reais. Os setores da moenda e da caldeira também são totalmente desmontados por apresentarem maior desgaste ao longo da safra. A usina tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora. A cerca de 60 quilômetros dali, na área rural de Novo Horizonte (SP), outra usina conseguiu antecipar a instalação de equipamentos que passaram por manutenção neste período. Parte dos reparos foi realizada por empresas terceirizadas, que adiantaram as entregas neste ano. Alguns equipamentos também passam por manutenção dentro da própria unidade, onde trabalham cerca de 3 mil funcionários. Durante a entressafra, eles são remanejados para atuar nas equipes de manutenção. É o caso de Lenin Camargo, operador da fábrica de açúcar durante a safra e líder do grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril. O trabalho é baseado em um mapeamento feito enquanto a usina está em funcionamento. Assim, a empresa identifica equipamentos com problemas, desde pequenas peças até estruturas maiores e mais pesadas, transportadas com auxílio de guindastes. O prazo para executar os serviços também precisa considerar as condições climáticas, como o período de chuvas no noroeste paulista, que pode interferir na instalação de máquinas em áreas externas. Além da manutenção preventiva das máquinas agrícolas, as usinas aproveitam a entressafra para realizar melhorias, substituir equipamentos e trocar materiais, com o objetivo de aumentar a eficiência e a produtividade. Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Usinas investem em manutenções durante entressafra da cana-de-açúcar VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Queijos produzidos na região de Jundiaí (SP) ganham destaques nacionais e internacionais Reprodução/TV TEM Passear na roça, sentir o cheiro da natureza e tomar um bom café quentinho com um pedaço de queijo é maravilhoso. No interior de São Paulo tem tudo isso para quem quer sentir um pedacinho de Minas Gerais em terras paulistas, a chamada Rota do Queijo, é um circuito que cada vez mais atrai visitantes para o campo. Em Jundiaí (SP), um dos destaques é um sítio com rebanhos de cabras e vacas, onde há pouco mais de três décadas, a produtora Célia Storani Biscaro, trocou a enfermagem pela produção de leite de cabra para ter um acréscimo financeiro, e acabou tornoando uma profissão. Atualmente a queijaria fábrica 18 tipos de queijos com leite de vaca e 13 com leite de cabra, entre frescal, meia cura, muçarela, parmesão e além de criações autorais, sendo que algumas foram premiadas internacionalmente. Na propriedade são quase 100 vacas e mais de 130 cabras, com duas ordenhas ao dia. Mesmo com tanto avanço tecnológico, ainda o charme é o que agrega ainda mais na hora de comprar os queijos, e a sua produção que ainda segue o estilo tradicional, as máquinas só ganham espaço para a ordenhadeira, o tanque resfriador, que ajudam garantir a qualidade em todas as etapas da pasteurização à maturação. Ainda na roda, em Cabreúva (SP), uma outra fazendo transforma o queijo em experiências únicas. Além da degustação, o espaço também oferece piqueniques, visitas guiadas, contato com os animais e até um pôr do sol no campo. Érico Kolya, proprietário do local, produz há dez anos e hoje fornece mais de duas toneladas de queijos por mês. São opções de vaca, cabra e búfala, frescos e maturados, muitos exclusivos. Entre os mais procurados estão o “Sol”, que passa por um processo diferenciado, e o “Quina”, de textura macia e sabor suave. Produção de queijo em Cabreúva (SP), faz parte da Rota do Queijo Reprodução/TV TEM Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Queijarias artesanais oferecem qualidade e sabores variados na zona rural VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Raça Brangus foi criada para produzir carne de qualidade e ser rústica TV TEM/Reprodução A raça Brangus foi criada para produzir carne de qualidade e ser rústica. Tudo começou há pouco mais de 100 anos nos Estados Unidos, com a combinação do Angus com o Brahman. O nome Brangus é uma referência a essa mistura. O sucesso da raça se espalhou pelo mundo. No oeste paulista, região conhecida pelas temperaturas altas, o Brangus é uma das raças mais utilizadas. Na fazenda da família de Henrique de Almeida, o rebanho tem mais de 5 mil cabeças. Vacas com bezerro são a maioria. A boiada é criada solta no pasto, com água e sombra disponíveis. O objetivo é a reprodução e o melhoramento genético. "São animais que performam bem, cobrem vaca a campo e entregam carne de qualidade. As duas principais características da raça Brangus são rusticidade e qualidade de carne", explica o pecuarista. No abate, a preferência é por novilhas a partir de 22 meses e com mais de 500 kg. Essa é a fase ideal para comercialização. "Este método proporciona um acabamento mais rápido, o que reduz o tempo de confinamento. Como resultado, os animais são abatidos mais jovens e no ponto ideal, garantindo uma carne de melhor qualidade e com mais maciez", explica o zootecnista e professor Marco Aurélio. Ter animais cada vez mais produtivos é o objetivo de todo criador. Isso passa pelo avanço da genética. Mais de 200 touros da raça Brahman de diferentes regiões do país são acompanhados para esse fim. Uma empresa especializada em inseminação artificial e melhoramento genético faz esse trabalho. O processo começa no pasto e segue no laboratório. O sêmen é coletado de animais de um ano e meio a cinco anos. Um dos doadores é o Tanque, que pesa mais de 800 kg. Veja a reportagem exibida no programa em 15/02/2026: Brangus é rústico e tem carne de qualidade VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Eles criaram blocos para bebês e idosos — e hoje faturam alto com isso Quando o carnaval toma as ruas, cada folião encontra seu ritmo — e, nos últimos anos, até quem ainda nem anda e quem já viveu muitas décadas ganhou espaço na festa. De um lado, um berço adaptado desfilando no meio da multidão. Do outro, idosos abrindo alas com energia de quem não quer ficar de fora da folia. Em comum, a mesma ideia: com cuidado e estrutura, todo mundo pode participar — e isso também virou oportunidade de negócio. Em São Paulo, o bloco criado pelo empresário Diogo Rios surgiu depois que ele adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao carnaval. O vídeo viralizou e impulsionou a criação de um bloco estruturado para crianças na primeira infância. Hoje, o evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e escolha de locais com sombra. O investimento inicial foi de R$ 150 mil. A receita vem da venda de cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil. No mês de carnaval, o bloco chega a faturar R$ 70 mil. O evento gratuito também funciona como porta de entrada para outros projetos infantis pagos ao longo do ano. Evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário Globo/ Pegn Em Nova Friburgo (RJ), a psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, iniciativa que nasceu após seu trabalho com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência. A primeira edição, em 2025, destacou o protagonismo dos idosos, que levaram suas famílias para o desfile. O bloco conta com voluntários para auxiliar a locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e trajeto planejado para evitar desgaste. A ILPI parceira acompanha o evento com uma van. Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com mais procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços focados em envelhecimento saudável. No “esquenta” realizado na instituição parceira, as histórias se misturam: uma participante de 64 anos diz que “envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional”. Um senhor de 96 anos se diverte como quem não pretende abandonar o carnaval. “Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional.” Psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso Globo/ Pegn

Buraco na parede aberto pelos ladrões para entrar na agência Polícia de Gelsenkirch O caso foi descrito como o mais "espetacular" assalto a banco na Alemanha em anos. Nos últimos dias de 2025, em um fim de semana tranquilo logo após o Natal, um grupo de ladrões invadiu uma agência do banco Sparkasse na cidade de Gelsenkirchen, no oeste do país, perfurando uma parede com uma furadeira industrial. Roubaram mais de 3.000 cofres e fugiram com milhões de euros. Mais de um mês depois, a polícia ainda não prendeu nenhum suspeito — e pede que eventuais testemunhas se apresentem para ajudar nas investigações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para os clientes do banco, alguns dos quais afirmam ter perdido as economias de uma vida inteira, joias de família e objetos de valor, este é um momento de raiva, confusão e choque. Há uma forte sensação de que a confiança nas instituições foi abalada. O caso levantou todos os tipos de questões difíceis, e algumas delas foram esclarecidas recentemente pelo ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul. Por que ninguém percebeu o que estava acontecendo? Foi um crime cometido por alguém de dentro? Por que ninguém ouviu a furadeira e como os ladrões sabiam exatamente onde ficava o cofre? Os sistemas de segurança do banco eram muito fracos? Polícia acredita que ladrões entraram no prédio por um estacionamento vizinho Reuters Os investigadores acreditam que os ladrões provavelmente invadiram a agência da rua Nienhofstrasse por meio de um estacionamento adjacente, no bairro de Buer. A hipótese é de que os criminosos tenham corrompido uma porta de saída entre o estacionamento e o banco. Em circunstâncias normais, a porta não poderia ser aberta pelo lado de fora, mas a quadrilha conseguiu impedir que ela fechasse corretamente, permitindo-lhes "acesso irrestrito do estacionamento ao prédio do Sparkasse". A partir daí, a polícia acredita que eles burlaram diversos sistemas de segurança e chegaram a uma sala de arquivos ao lado do cofre, no subsolo do banco. Foi quando teriam montado a furadeira e feito um furo de 40 cm de largura na parede que dava acesso à caixa-forte, onde ficavam os cofres. Vista da caixa forte e do buraco aberto pelos criminosos Polícia de Gelsenkirch As autoridades estimam que o roubo tenha acontecido em algum momento entre o sábado de 27 de dezembro e a segunda-feira de 29 de dezembro e acreditam que os ladrões quase tenham sido flagrados momentos antes de chegarem aos cofres. Pouco depois das 6h do dia 27 de dezembro, o corpo de bombeiros de Gelsenkirchen e uma empresa de segurança privada receberam um alerta de incêndio do banco, que pode ter sido acionado pelos ladrões. A polícia e 20 bombeiros chegaram à agência às 6h15, "mas não encontraram nada que indicasse danos", disse a polícia em um comunicado. O alarme de incêndio veio da caixa-forte, revelou Herbert Reul. Mas os bombeiros não conseguiram entrar porque ela estava trancada com uma porta de aço de enrolar. Ainda de acordo com o relato de Reul, os agentes não viram "fumaça, cheiro de fogo ou danos", então "concluíram que era um alarme falso", o que, segundo ele, não era incomum de acontecer. Para revistar a agência naquele momento, segundo ele, a polícia precisaria de um mandado. Segundo afirmou Reul a uma comissão do parlamento estadual, era o corpo de bombeiros que tinha a prerrogativa de atuar em situações como aquela. Uma vez dentro da caixa-forte, os ladrões abriram quase todos os 3.250 cofres que ficam lá dentro, levando dinheiro, ouro e joias. Reul afirmou que os sistemas de informática do banco mostram que o primeiro cofre foi arrombado às 10h45 do dia 27 de dezembro e o último, às 14h44. Não está claro se eles conseguiram abrir a maioria dos cofres em quatro horas ou se os computadores pararam de registrar dados. Testemunhas disseram à polícia mais tarde que viram vários homens na escadaria do estacionamento carregando sacolas grandes durante a noite de 28 de dezembro. As autoridades afirmam não saber exatamente quanto foi roubado. A imprensa alemã estima que o valor possa ter chegado a até 100 milhões de euros (cerca de R$ 618 milhões). Polícia divulgou imagens do caos deixado dentro do cofre em 29 de dezembro Polícia de Gelsenkirch Nas fotos e vídeos das câmeras de segurança do estacionamento divulgadas pela polícia aparecem homens com os rostos cobertos e dois carros, um Audi RS 6 preto e um Mercedes Citan branco. Ambos tinham placas falsas. O roubo só foi descoberto em 29 de dezembro, quando outro alarme de incêndio disparou às 3h58 da segunda-feira e os bombeiros retornaram ao banco — e se depararam com uma cena de caos. Imagens de câmeras de segurança do dia 29 de dezembro mostram três homens encapuzados com dois veículos Polícia de Gelsenkirch Herbert Reul disse que a imagem era a de um "um lixão", com mais de 500 mil itens espalhados pelo chão — o conteúdo dos cofres que os ladrões haviam deixado para trás. A polícia informou que muitos itens foram danificados com água e produtos químicos jogados pelos criminosos. Desde então, as autoridades têm vasculhado cuidadosamente o local à procura de pistas e na tentativa de identificar a quem pertence cada item. Quando a notícia do roubo veio à tona, cerca de 200 clientes se reuniram do lado de fora da agência saqueada, pedindo para entrar no estabelecimento, cuja entrada foi isolada pela polícia. Joachim Alfred Wagner, de 63 anos, disse que perdeu não apenas ouro no valor de dezenas de milhares de euros, mas também joias que pertenciam a seu pai e avós. Ele havia alugado o cofre depois que seu apartamento fora arrombado várias vezes e pensava que seus objetos de valor estavam finalmente em segurança. "Chorei de raiva", afirmou ele, que é uma das primeiras pessoas a entrar com um processo contra o banco, pedindo indenização pelo que seu advogado, Daniel Kuhlmann, chamou de "segurança negligente". Outro dos criminosos flagrado pelas câmeras de segurança no estacionamento Polícia de Gelsenkirch O banco comunicou que o conteúdo de cada cofre costuma estar segurado no valor de 10.300 euros (aproximadamente R$ 64 mil), disse também ter sido vítima do crime e que suas instalações eram "protegidas de acordo com a tecnologia de ponta reconhecida". Sabe-se ainda de outro cliente que havia depositado 400 mil euros (quase R$ 2,5 milhões) em dinheiro vivo da venda de um apartamento, quantia que seria destinada à sua aposentadoria. Nem todos os correntistas, contudo, possuíam recibos oficiais do conteúdo de seus cofres, o que dificulta a identificação do que foi levado. "Nem mesmo o Sparkasse sabe o que há [nos cofres], porque cada pessoa pode colocar o que quiser neles", disse Herbert Reul. Ele enfatizou que, além do prejuízo material, o dano psicológico daqueles afetados não deve ser subestimado. "Precisamos ajudar as vítimas", afirmou ele. "Para muitos, isso é mais do que apenas a perda de bens materiais; isso também pode afetar a confiança na própria segurança e... a confiança na nossa ordem", argumentou. O chefe de polícia Tim Frommeyer afirmou que estavam lidando com "um dos maiores casos criminais da história do estado da Renânia do Norte-Vestfália". "Meu departamento e todos os seus funcionários estão cientes da magnitude deste caso. Os danos financeiros, a incerteza e a frustração são profundos!" Pouco depois da descoberta do roubo, o partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) realizou um comício em frente ao banco, levando alguns a acusarem o partido de tentar incitar problemas. A revista alemã Der Spiegel afirmou que o roubo se tornou uma questão política e um símbolo de algo maior do que o próprio crime: "A sensação de que as promessas de segurança são vazias, de que as instituições estão falhando, de que, no fim das contas, ninguém está sendo responsabilizado."

As pessoas que, hoje, têm menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa com a ajuda dos pais do que com a renda do seu trabalho, segundo a autora do livro 'Herançocracia'. Getty Images via BBC A historiadora britânica Eliza Filby conta que, sempre que uma empresa a convida para dar uma palestra, ela começa explicando aos empregadores um ponto que ela acredita ser fundamental para entender a dinâmica dos ambientes de trabalho modernos. "Você percebe que, agora, seus empregados com menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa sendo leais aos seus pais e não ao seu chefe?" 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Filby é autora de Inheritocracy: It's Time to Talk About the Bank of Mum and Dad ("'Herançocracia': está na hora de falar do banco da mamãe e do papai", em tradução livre). O livro é best-seller no Reino Unido e analisa como a fortuna acumulada por uma geração específica (os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964) modelou o sistema econômico no qual as gerações posteriores precisaram se desenvolver. "'Herançocracia' é um título intencionalmente provocador", declarou a autora ao apresentador do podcast Radical, da BBC Rádio 4, Amol Rajan. "É o oposto da meritocracia, a crença de que o trabalho árduo resultará em sucesso e oportunidades." "A herançocracia é uma sociedade na qual o importante não é o quanto você ganha, nem o que você aprendeu", prossegue ela, "mas sim se você tem acesso ao banco da mamãe e do papai, que é o que define suas oportunidades, sua rede de segurança e sua plataforma para a vida adulta." Filby garante que este fenômeno tem imenso impacto sobre a vida da geração X (os nascidos entre 1965 e 1980) e os millennials (entre 1981 e 1986). E poderá continuar se expandindo no futuro para a geração Z (1997 a 2012) e alfa (2013 a 2024). Meritocracia A ideia existente na sociedade sobre 'mérito' é prejudicial para o restante do sistema econômico, segundo Filby Getty Images via BBC Filby destaca que o conceito de meritocracia nasceu como uma advertência. O sociólogo britânico Michael Young (1915-2002) cunhou o termo em 1958 como uma sátira, não como um ideal. No seu livro The Rise of the Meritocracy ("A ascensão da meritocracia", em tradução livre), Young descreveu uma sociedade em que o sucesso era moralmente justificado pelo talento e pelo esforço, enquanto o fracasso era culpa exclusiva do indivíduo. Com o passar do tempo, a ironia se perdeu e a palavra passou a ser usada como elogio. Para Filby, este mal-entendido é fundamental para entendermos a frustração da geração atual. "A ideia de que o trabalho árduo deveria trazer recompensas é fundamental para qualquer democracia", declarou ela à BBC. "O problema é que reduzimos o mérito a passar nos exames, acumular credenciais e seguir um único caminho educacional." A escritora explica que, em parte, a ideia do mérito se popularizou entre os baby boomers porque foi um conceito que serviu bem a muitos deles. Foi uma época em que se tornaram comuns as histórias de pessoas que conseguiram sair de casa com pouca idade e, pelo caminho da educação superior, construíram seu próprio futuro. Mas Filby recorda que os reais motivos que fizeram com que este caminho funcionasse tão bem para os baby boomers estão menos concentrados no mérito e mais nas características sem precedentes do mundo do pós-guerra, com crescimento econômico sustentado, impulsionado pela "paz" frágil, mas consistente, oferecida ao mundo pela Guerra Fria (1947-1991). Com maiores receitas, os governos buscaram formas de democratizar as oportunidades para os jovens da zona rural ou da classe trabalhadora e encontraram um caminho para isso, com a educação superior. Filby reconhece que a intenção foi boa e que, em termos sociais e culturais, o envio de mais pessoas para a universidade trouxe benefícios reais. Mas ela também defende que, a partir dos anos 1990, este impulso ajudou a consolidar uma narrativa única do significado do sucesso: estudar, ir para a universidade, conseguir um diploma e atingir uma carreira profissional estável. Ocorre que o sistema não tinha condições de garantir este mesmo sucesso para todos os que ingressassem na universidade. Para a autora, "o problema é que construímos um sistema em que 50% das pessoas não tinham uma forma alternativa clara rumo a uma vida segura". Para muitos jovens, não ir para a universidade deixou de ser uma opção legítima. E, para os que cursaram o ensino superior, o valor monetário de um título universitário começou a cair, enquanto os custos para consegui-lo disparavam. Muito mais pessoas — especialmente mulheres — conseguiram ter acesso à universidade a partir da segunda metade do século 20 Getty Images via BBC O resultado foi uma geração que se endividou para ter acesso a uma promessa que não garantia mais a estabilidade. Em muitos casos, os mais afetados foram jovens de famílias mais modestas, motivados pelo desejo de ganhar mais dinheiro para ajudar em casa. Filby explica que o sistema não fracassou apenas por motivos econômicos, mas pela sua rigidez. Ele foi construído em torno de uma ideia limitada do que constitui inteligência e sucesso, herdada do século 19, uma época em que a economia e a tecnologia viviam uma transformação radical. A autora afirma que essa rigidez se torna ainda mais problemática em uma época em que a inteligência artificial ameaça até mesmo as funções de escritório. "A educação não pode terminar aos 21 anos", orienta ela. "E não pode recair apenas sobre as pessoas." "Durante décadas, as empresas terceirizaram a formação universitária. Antes, se aprendia no trabalho. Hoje, as empresas esperam empregados 'prontos' e investem muito pouco no seu treinamento." O banco da mamãe e do papai Muitos pais decidiram ajudar seus filhos devido às dificuldades que precisaram enfrentar Getty Images via BBC Nas condições atuais, Filby afirma que o "banco da mamãe e do papai" se transformou em uma fonte de estabilidade maior do que o próprio trabalho. Isso está alterando a dinâmica em diferentes áreas da sociedade. Mas a autora destaca que, na maioria dos casos, o que ocorre não são atos de avareza ou irresponsabilidade juvenil, mas sim de adaptação. "A família está intervindo porque o Estado se retirou e o mercado ficou disfuncional em áreas fundamentais", explica ela. "Em muitos sentidos, é uma história de amor parental." Filby conta que a expressão "banco da mamãe e do papai" começou a surgir no Reino Unido perto de 2013. Ela descreve o fenômeno cada vez mais comum que leva pais e avós a usarem seu patrimônio para ajudar seus filhos e netos a pagar estudos, aluguel, hipotecas, creches ou simplesmente para poderem chegar ao final do mês. Depois da crise financeira de 2008, o panorama econômico para as pessoas que entravam na idade adulta mudou repentinamente. Algumas coisas passaram a ser mais baratas, como a tecnologia, viagens e alguns luxos do dia a dia. Mas outras começaram a subir, como a moradia, educação, o cuidado com as crianças e, em alguns países, a assistência médica. Neste panorama, muitos jovens passaram a se concentrar nos gastos pequenos e visíveis, como o café, uma viagem ou o telefone celular. Já os grandes feitos da vida adulta começaram a ficar inatingíveis sem a ajuda da família. É daí, segundo a autora, que nasce o estereótipo do millennial que gasta em "torradas com abacate", uma caricatura que ignora o contexto estrutural por trás daquela imagem. O estereótipo dos millennials, segundo Filby, vem das condições econômicas em que eles precisaram se desenvolver Getty Images via BBC Filby também afirma que o banco da mamãe e do papai não é um conceito válido apenas para a classe média acomodada. Ela explica que, na verdade, a maioria dos jovens que moram com seus pais com perto de 30 anos de idade vem de famílias da classe trabalhadora. Nestes casos, o apoio não se traduz em depósitos para financiamento imobiliário, mas sim em teto, comida e cuidados mútuos. "A solidariedade familiar aumentou em todos os níveis de renda", segundo Filby. São os avós que cuidam dos netos para que seus filhos possam trabalhar. Pais que abrigam filhos adultos para que eles economizem. Famílias que funcionam como redes de segurança frente a um sistema cada vez mais frágil. O problema, segundo a autora, é que nem todas as famílias podem fazer isso. Ela destaca que, em uma sociedade em que a estabilidade depende da família, o nascimento passa a ser decisivo. O divórcio, as famílias misturadas, os conflitos familiares ou simplesmente a pobreza estrutural se transformam em profundas desvantagens. O resultado é uma economia em que a lealdade à família é mais importante que a lealdade ao empregador e a riqueza não se acumula pelo salário, mas principalmente pelos bens, explica Filby. E o trabalho, mesmo que bem remunerado, não consegue garantir o acesso aos pilares básicos da vida adulta. Sociedade herdada A herançocracia influencia até mesmo o tipo de parceiro ou parceira que as pessoas escolhem, segundo a autora Getty Images via BBC Em um fenômeno tão profundo como a herançocracia, seus efeitos se estendem além do dinheiro. Filby afirma que a herançocracia está reconfigurando a forma como as pessoas escolhem parceiros, planejam sua vida e entendem a segurança. Ela cita como exemplo a escolha seletiva de parceiros, que é a tendência a formar casais entre pessoas com origens e recursos similares. Durante o século 20, grande parte da mobilidade social feminina ocorreu pelo casamento. Hoje em dia, o padrão é diferente. Filby explica que, inicialmente, a formação de casais se dava entre formandos universitários. Mas, desde a crise de 2008, a variável decisiva passou a ser outra: o acesso ao patrimônio familiar. "Não é que as pessoas se casem pelo salário do outro", afirma ela. "É que duas pessoas com banco de mamãe e papai tendem a se encontrar e se unir." A autora menciona pesquisas que indicam que mais da metade dos jovens da geração Z consideram a compatibilidade financeira um fator central em uma relação. Esta é uma proporção muito maior do que nas gerações anteriores. Some-se a este panorama a pressão sobre a classe média. As condições atuais deixaram muitas pessoas da geração X como cuidadores dos filhos e dos pais ao mesmo tempo Getty Images via BBC Filby indica que, embora a riqueza extrema tenha aumentado, a maior parte do patrimônio privado permanece concentrada em amplos setores da população mais idosa. Paralelamente, ela descreve uma "classe média espremida", especialmente na geração X, entre o apoio aos filhos adultos e o cuidado com os pais envelhecidos. Para Filby, este fenômeno está levando as gerações atuais a perder a fé na ideia de que o Estado moderno pode proporcionar um sistema em que eles e seus filhos possam ter uma vida melhor no futuro, rompendo a promessa básica inculcada pelos seus pais. Isso faz com que o mundo viva um período similar à década de 1970, ou seja, uma etapa de desilusão, que obriga as pessoas a reformular as bases do contrato social. "Escrevi este livro porque precisamos falar disso", afirma ela. "Não se trata de 'bebês nepotistas'. Trata-se de como as oportunidades são distribuídas." Filby deixa claro que entender como a herançocracia funciona não garante que iremos escapar dela, mas permite tomar decisões pessoais e coletivas mais bem informadas. Ela adverte que o risco é não o fazer. Afinal, quando uma sociedade deixa de acreditar que o esforço vale a pena, algo mais profundo que a economia começa a desmoronar. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Tesla Cybertruck Fabio Tito | g1 A Tesla não vende carros no Brasil. Ainda assim, é possível ver modelos da marca circulando pelo país, como a picape Cybertruck, que se envolveu em um acidente nesta semana, em São Paulo. A chegada desses veículos ocorre por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros ao Brasil sem depender das fabricantes. No entanto, é preciso atenção às condições e às exigências da legislação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O programa Mover estabelece as regras para a importação de carros no Brasil. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem realizar a operação desde que seja caracterizado para uso próprio, e há empresas especializadas em prestar consultoria nesses trâmites. A burocracia é extensa, e o valor dos tributos pode assustar. Como exemplo, veja alguns dos passos abaixo. Depois de escolher o veículo, é preciso verificar se ele se enquadra no critério de “novo”. O carro não pode ter quilometragem alta. A lei não determina um limite, mas, na prática, cerca de 300 km é o valor aceito pela alfândega. Em alguns países, o carro é emplacado ainda na fábrica, o que pode dificultar o processo. Em seguida, é necessário apresentar documentos que comprovam a compatibilidade renda do CPF com a compra. No caso do processo passar pelos dados do cliente final. O Ibama também deve ser consultado para emitir a Licença de Importação. Se o veículo não atender às regras de emissões e ruído, pode ser barrado nessa etapa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 E a burocracia não termina aí, pois o Denatran também participa do processo. O órgão precisa emitir o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que atesta que o veículo está de acordo com as normas brasileiras. “Ainda não tivemos nenhum carro barrado por não atender às exigências do Ibama ou do Denatran”, explica Natel Valério, diretor comercial da Direct Imports. “São muitas etapas e documentos. Por isso, os clientes buscam nossa assessoria e, muitas vezes, optam por fazer a operação pela nossa empresa. Isso agiliza a conclusão da compra”, diz Valério. Depois disso, ainda é necessário registrar a Declaração de Importação no Sistema de Comércio Exterior. O sistema é ligado à Receita Federal e reúne informações sobre processos de exportação e importação. “Com carros zero quilômetro, não tivemos problemas de homologação para a legislação brasileira”, explica Jair De Paula Machado Júnior, sócio de uma empresa de assessoria aduaneira. “Os carros a diesel é que demandam mais atenção. Eles precisam atender à legislação mais recente de emissões. Caso contrário, o Ibama poderia barrar”, diz De Paula. Impostos, muitos impostos Se o carro estiver pronto no país de origem, todo esse processo pode demorar até 90 dias. Além da extensa documentação, importar um carro de forma independente envolve diversas taxas. Também há o custo de transporte: embarque no país de origem, envio em navio cargueiro e desembarque no Brasil. “Para um veículo de US$ 100 mil, as taxas de aduana e transporte podem, somadas, ficar entre R$ 80 mil e R$ 120 mil”, explica Valério. É comum que o preço do veículo praticamente dobre ao somar Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ICMS, taxas aduaneiras e custos de documentação. “Vendemos uma Tesla Cybertruck em outubro de 2025 por cerca de R$ 900 mil”, conta Valério. Nos EUA, a marca vende o modelo na versão topo de linha por US$ 115 mil (cerca de R$ 600 mil). Com a documentação regularizada, o veículo segue para registro e emplacamento no Detran, como ocorre com qualquer outro carro. Manutenção e garantia A dor de cabeça pode não terminar com o emplacamento. Um modelo trazido de forma independente não é necessariamente coberto pelas garantias oferecidas pela fabricante no Brasil. 🔎 Por exemplo: a Honda não é obrigada a oferecer garantia nem fornecer peças ou manutenção para modelos da Acura no país, mesmo sendo proprietária da marca. Isso também vale para modelos vendidos oficialmente no Brasil. Se alguém importar um Mustang com motor 2.3 turbo, a Ford não é obrigada a prestar atendimento de garantia como faria com um Mustang GT comercializado pela própria marca no país. Portanto, quem compra um importado independente precisa ter em mente que peças e manutenção tendem a ser mais caras. “Nós também ajudamos nossos clientes nos trâmites para importar peças para a manutenção desses veículos”, diz Valério. O diretor comercial conta que os proprietários geralmente procuram oficinas especializadas e providenciam as peças. “Em até 30 dias, é possível que o componente chegue ao Brasil”, explica. Além disso, esses carros não foram desenvolvidos especificamente para rodar com o combustível brasileiro. Embora atendam às exigências do Ibama, componentes de alta tecnologia podem ser afetados pelo combustível brasileiro, que contém cerca de 30% de etanol. A maior concentração de etanol é mais corrosiva e exige adaptações por parte das montadoras. Por fim, os ajustes de suspensão não são pensados para encarar o piso lunar do Brasil. Vale a pena importar por conta própria? Alguns clientes optam pela importação independente para realizar uma extravagância: ter na garagem um carro que quase ninguém tem. Os valores, prazos e condições normalmente não são vantajosos para modelos mais acessíveis. Por isso, é comum que marcas de luxo, como Cadillac, Tesla e Hummer, estejam entre as mais procuradas. Cadillac Escalade Divulgação “Já tivemos vários clientes procurando por Cadillac Escalade”, conta De Paula. O assessor acrescenta que há clientes que trazem desde versões customizadas do Mercedes-Benz Classe S até picapes como a Toyota Tundra. Esses são alguns exemplos de clientes que buscam configurações e opcionais não oferecidos no Brasil. Assim, é possível encontrar modelos importados nesse regime, mesmo quando as marcas têm operação no país. Esses veículos passam pelo mesmo processo e não ficam sob responsabilidade das fabricantes, mesmo que as marcas tenham operação no país.

Vista da cidade de Frankfurt coberta de edifícios modernos Freepik Em uma sala de aula em Chennai, na Índia, cerca de 20 enfermeiras estão aprendendo alemão em ritmo acelerado. Elas têm seis meses para se tornarem fluentes o suficiente para trabalhar na Alemanha . Ramalakshi, uma das enfermeiras, conta que sua família enfrentou dificuldades financeiras, mas mesmo assim conseguiu pagar o equivalente a vários milhares de euros para sua faculdade de enfermagem. Desde que concluiu seus estudos, ela sentiu a necessidade de retribuir. "Meu objetivo é trabalhar no exterior", diz. "Quero dar estabilidade financeira à minha família e construir minha própria casa." O governo do estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, financia o curso de idiomas para combater o desemprego local e dar às famílias desfavorecidas uma chance de alcançar oportunidades globais. Agências privadas, então, conectam enfermeiras indianas com potenciais empregadores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trabalhadores necessários A Alemanha está desesperada por trabalhadores qualificados, já que a chamada geração baby boomer está se aposentando e deixando o mercado de trabalho nos próximos anos, enquanto o número de nascimentos é muito baixo. Os hospitais carecem de enfermeiros, as escolas precisam de professores e o setor de TI clama por desenvolvedores. Economistas do Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) em Nuremberg, Alemanha, estimam que o país precisa atrair 300 mil trabalhadores qualificados anualmente apenas para manter o status quo. "Sem eles, os alemães teriam que trabalhar mais horas, se aposentar mais tarde. Ou simplesmente ser mais pobres", afirma o pesquisador do IAB, Michael Oberfichter. Em 1964, português Armando Rodrigues (centro) foi acolhido como o milionésimo trabalhador estrangeiro na então Alemanha Ocidental e ganhou uma moto de presente Horst Ossinger/dpa/picture alliance "Trabalhadores convidados" e o milagre econômico alemão Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha experimentou um boom econômico que ainda é descrito como um "milagre econômico". Nas décadas de 1950, 60 e início de 70, a economia cresceu tanto que a jovem democracia recorreu a trabalhadores estrangeiros para atender à demanda. A Alemanha Ocidental firmou acordos oficiais de recrutamento com países como Itália, Grécia, Turquia e outros, para garantir um fluxo constante de trabalhadores. Até 1973, quando essa política foi gradualmente extinta, 14 milhões de pessoas chegaram para trabalhar no país europeu. Os recém-chegados eram chamados de gastarbeiter na Alemanha, ou trabalhadores convidados, já que o governo presumia que eles partiriam após alguns anos e retornariam para seus países de origem. Mas muitos permaneceram e construíram suas vidas no país. Obstáculos burocráticos Hoje, apesar da renovada necessidade de trabalhadores qualificados na Alemanha, os imigrantes enfrentam muitos obstáculos para trabalhar no país. Zahra, que é do Irã, inicialmente não teve permissão para trabalhar após concluir sua graduação na Alemanha. "Levei quase um ano para conseguir uma entrevista para mudar meu visto de estudante para um visto de trabalho", se recorda. Ela, que não quis que seu nome completo fosse publicado, fala alemão fluentemente, leciona em universidades e trabalha com pesquisa. Mesmo assim, após mais de seis anos no país, não obteve uma autorização de trabalho permanente e precisa se apresentar às autoridades sempre que muda de emprego. "Às vezes penso: 'Será que quero morar aqui?'", disse ela, questionando se não deveria ter se mudado para o Canadá, como alguns de seus amigos, que já obtiveram a cidadania canadense. "Ainda tenho que passar por isso depois de seis anos e meio." Björn Maibaum, advogado de Colônia, na Alemanha, especializado em direito de imigração, afirma que a experiência de Zahra não é incomum para estrangeiros. "Infelizmente, é a mesma situação em toda a Alemanha", constata. O escritório de advocacia de Maibaum lida com cerca de 2 mil casos desse tipo por ano, buscando agilizar os processos de imigração. Entre seus clientes estão "médicos, enfermeiros, engenheiros, caminhoneiros", explicou. Para ele, o principal problema é a falta de pessoal nas autoridades de imigração, o que faz com que os solicitantes esperem por "meses ou até mesmo um ano". "Isso é simplesmente frustrante. E não é essa a mensagem que devemos passar para o mundo. Estamos em uma competição [por trabalhadores]", concluiu. Trabalhadores qualificados e refugiados De acordo com os dados mais recentes do Escritório Alemão para Migração e Refugiados, cerca de 160 mil estrangeiros com autorização de residência são considerados trabalhadores qualificados. No entanto, o escritório também é responsável por processar os pedidos de asilo dos milhões de refugiados que chegaram à Alemanha nos últimos anos devido a conflitos e guerras, como as da Síria e da Ucrânia . Mas, devido à falta de digitalização, a burocracia é lenta na Alemanha. O aumento acentuado no número de refugiados e a incapacidade do governo de integrá-los ao mercado de trabalho levaram a um crescente descontentamento com a política de imigração entre a população e impulsionaram o apoio ao partido de ultradireita anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD). Sentimento antiestrangeiro preocupa Kayalvly Rajavil está fazendo suas rondas e verificando os pacientes na Clínica BDH em Vallendar, uma pequena cidade no estado da Renânia-Palatinado, no oeste da Alemanha. O hospital é especializado em reabilitação neurobiológica, ajudando pacientes a se recuperarem de um AVC ou de um acidente. Rajavil é natural de Tamil Nadu e está na Alemanha há apenas alguns meses. Ela afirma que o idioma alemão foi difícil para ela no início. "Mas meu chefe e meus colegas ajudaram bastante, e nos respeitam", ressalta. Rajavil é uma das cerca de 40 enfermeiras da Índia e do Sri Lanka que a clínica contratou nos últimos anos – a maioria, por meio de agências de recrutamento que cobram da clínica entre 7 mil (R$ 43,5 mil) e 12 mil euros por cada contratação bem-sucedida. Kayalvly Rajavil se sente acolhida na Alemanha e valoriza o respeito dos seus colegas Andreas Becker/Nicolas Martin Jörg Biebrach, chefe da equipe de enfermagem da clínica, afirma que o sentimento anti-estrangeiro na Alemanha, especialmente os casos de racismo, é um problema para os indianos que buscam trabalhar no país. "Recebemos cada vez mais perguntas sobre os acontecimentos políticos no país", salienta, acrescentando que é um desafio crescente fazer com que os novos funcionários estrangeiros se sintam confortáveis e acolhidos na Alemanha. A saudade de casa, problemas familiares e a adaptação cultural são outros desafios que impedem os funcionários estrangeiros de permanecerem no país após o período habitual de dois anos de contrato, segundo Biebrach. Para se manter competitiva na corrida global por enfermeiros qualificados da Índia, a Clínica BDH agora oferece um programa de estágio para jovens indianos recém-formados no ensino médio em seu país de origem. Isso agilizaria o processo de contratação – que normalmente dura até nove meses – e evitaria a necessidade de reconhecimento de qualificações estrangeiras na Alemanha, um procedimento complexo que se torna ainda mais complicado devido às diferentes regras nos 16 estados regionais do país. Bierbach argumenta que as autoridades de imigração precisam ser mais ágeis e as leis, mais uniformes para que a Alemanha se torne mais atraente para jovens talentos. "Todos dizem que precisamos de trabalhadores qualificados. Mas ainda estamos longe de uma cultura acolhedora onde tudo funcione sem problemas", lamenta.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2973 O sorteio do concurso 2.923 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 72 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 16 - 24 - 46 - 45 -27 - 31 5 acertos - 63 apostas ganhadoras, R$ 43.862,01 4 acertos - 4.259 apostas ganhadoras, R$ 1.069,47 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (19). Sorteio da mega 2973 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Agência do Banco do Brasil de Caruaru, no Agreste de Pernambuco Reprodução/Google Street View Clientes do Banco do Brasil reclamam que os canais digitais enfrentam instabilidade neste sábado (14). Nas redes sociais, usuários relataram falhas generalizadas que impactaram o login do app do banco e problemas com operação do PIX. Segundo o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, mais de 2,5 mil reclamações já haviam sido feitas por volta das 10h. Procurado pelo g1, o BB diz que "identificou intermitência no seu aplicativo na manhã deste sábado, 14, e que atua para normalizar o serviço com a maior brevidade possível". Nas redes sociais, são várias as manifestações. Veja abaixo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Veículo afirma que o mundo rico deveria temer a 'Brasilização' Reprodução via BBC A revista The Economist usou o Brasil de alerta para a economia de países ricos. Em artigo publicado na quinta-feira (12/2), o veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasilização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar. O artigo afirma que o paradoxo do país é combinar indicadores que, à primeira vista, seriam considerados positivos, como crescimento econômico, banco central independente e orçamento primário "quase equilibrado", com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com a selic, a taxa básica de juros, em 15% ao ano, o governo brasileiro "provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros", diz a revista, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio. "Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os do mundo rico." Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta do Brasil vai atingir 99% do PIB em 2030. Em 2010, correspondia a 62%. "Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida." Mas a saída pela austeridade, diz a publicação, parece politicamente inviável. Segundo o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição em outubro, "afrouxou os cordões da bolsa", o que reduz as chances de um ajuste fiscal severo no curto prazo. Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Para explicar por que o país paga taxas tão superiores às de economias ricas, a revista aponta uma combinação de fatores institucionais e históricos. As instituições brasileiras, diz a revista, seriam "frágeis" e chegaram a "vacilar" durante a tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, a inflação teria "um pavio mais curto", em razão do trauma da hiperinflação dos anos 1980 e 1990 e da crise econômica da década passada. Outro elemento é a rigidez do gasto público. O Brasil destina cerca de 10% do PIB ao pagamento de aposentadorias. Sem reformas, diz a revista, o país gastará mais em 2050 com pensões do que países "mais ricos e mais envelhecidos". "Ainda assim, as pensões são protegidas na Constituição, que, por exemplo, determina que, quando o salário mínimo sobe, os aposentados também recebam mais. O controle extraordinário dos pensionistas sobre o orçamento dificulta o equilíbrio das contas e também desloca outros gastos mais valiosos." Para a The Economist, o país sul-americano funciona como um "alerta antecipado" do que pode acontecer com economias avançadas. "A aflição fiscal do Brasil lança em relevo os orçamentos do mundo rico", diz. O editorial afirma que os Estados Unidos já exibem sintomas iniciais do processo de "brasilização": instituições sob pressão e uma inflação mais difícil de controlar após a pandemia. O texto cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "politizou o Departamento de Justiça", deseja controlar o Federal Reserve e "cogita federalizar as eleições". A revista também observa que, assim como no Brasil, o peso crescente de aposentadorias e gastos com saúde tende a pressionar os orçamentos do mundo rico. Problemas vão além de 'desperdícios' de Lula Na quarta-feira (11/2), a revista havia publicado outra análise sobre o Brasil. A revista afirma que, apesar de indicadores positivos, a trajetória da dívida brasileira é "insustentável" e que "os pessimistas estão certos em prever problemas". Para a The Economist, a crise fiscal não se explica apenas pela política do governo Lula, mas por um sistema capturado por interesses poderosos, muitos protegidos pela Constituição. No texto, a revista britânica afirma que as eleições de outubro serão fundamentais para evitar que a economia do Brasil não estagne e entre em crise, caso os parlamentares eleitos "encontrem a coragem" para "enfrentar os interesses arraigados". A revista também criticou o sistema tributário, classificado como uma "bagunça". "As estimativas dos custos econômicos variam, mas são da mesma ordem de grandeza da perda de crescimento devido à falta de credibilidade fiscal, o que equivale a talvez meio ponto percentual do PIB anualmente." A falta de reformas, diz a The Economist, mina a confiança do mercado e custa ao Brasil até um ponto percentual de crescimento por ano. A revista reconhece avanços recentes, como o teto para isenções e o IVA dual, que pode elevar o PIB em até 4,5% até 2033, mas avalia que, sem mudanças estruturais, o país seguirá preso a um modelo fiscal insustentável.

O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tornou-se o funcionário americano de mais alto escalão a visitar a Venezuela em mais de duas décadas Getty Images via BBC Surpresa, confusão, preocupação, alívio, otimismo e muita incerteza. Essas foram algumas das muitas emoções e sentimentos vivenciados pelos venezuelanos em 3 de janeiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país assumiria o controle da indústria petrolífera venezuelana. "O negócio do petróleo na Venezuela tem sido um fracasso", disse o presidente americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Vamos trazer nossas grandes companhias petrolíferas americanas, as maiores do mundo, para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera gravemente danificada e começar a gerar lucro para o país", declarou Trump poucas horas depois da captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação das forças militares americanas. Suas palavras provocaram sentimentos contraditórios entre os venezuelanos, que estão cientes do declínio sofrido pela indústria petrolífera do país no último quarto de século devido a problemas como desinvestimento, corrupção, políticas ineficazes e sanções internacionais. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao mesmo tempo, os venezuelanos possuem um forte senso de identidade ligado ao petróleo, que percebem não apenas como uma fonte de riqueza nacional, mas como um recurso que pertence a todos do país. Esta semana, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tornou-se a autoridade americana de mais alto escalão a visitar a Venezuela em mais de duas décadas. Wright se reuniu com Rodríguez e garantiu-lhe que Trump está comprometido em transformar a relação com Caracas para "trazer comércio, paz, prosperidade, empregos e oportunidades ao povo da Venezuela em parceria com os Estados Unidos". Mas o que significa exatamente para os EUA assumirem o controle da indústria petrolífera da Venezuela? É uma pergunta que ainda carece de uma resposta precisa, mas que vem se delineando nas semanas desde a prisão de Maduro. Como os EUA estão vendendo o petróleo da Venezuela Espera-se que as exportações de petróleo bruto venezuelano para os EUA aumentem. Getty Images via BBC Em 6 de janeiro, apenas três dias após a prisão de Maduro, Trump publicou uma mensagem na rede social Truth Social anunciando que o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA (equivalente a entre um e dois meses da produção venezuelana nos níveis atuais). O presidente declarou que o petróleo bruto seria vendido a preços de mercado e que ele controlaria a receita dessa venda para garantir "que ela seja usada em benefício do povo da Venezuela e dos EUA". No dia seguinte, o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) anunciou em comunicado que os Estados Unidos haviam começado a negociar petróleo venezuelano no volume de barris mencionado e indicou que esse mecanismo seria aplicado indefinidamente. A estatal petrolífera venezuelana, PDVSA, confirmou as negociações para tal acordo com os EUA, mas não mencionou que ele seria aplicado indefinidamente e o comparou ao acordo existente com a petroleira americana Chevron "[O acordo] baseia-se numa transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes", afirmou a PDVSA. Em comunicado, o DOE afirmou que os EUA contataram "as principais empresas de comercialização de commodities do mundo e bancos importantes" para executar e fornecer apoio financeiro para essas vendas de petróleo bruto. Posteriormente, foi revelado que as empresas envolvidas eram a Vitol e a Trafigura, duas das maiores empresas de comercialização de commodities do mundo. Juntas, elas movimentam um volume diário de petróleo suficiente para atender ao consumo combinado do México, Alemanha, Índia e Japão, segundo a Bloomberg. Grande parte do petróleo bruto recebido por essas empresas foi inicialmente armazenada aguardando venda. A Bloomberg informou que essas empresas adquiriram o petróleo a um preço US$ 15 abaixo do custo do barril de petróleo Brent e o ofereceram a refinarias na Costa do Golfo dos EUA por um preço entre US$ 8 e US$ 9 menor que o Brent. Historicamente, o petróleo venezuelano tem sido vendido por um preço aproximadamente US$ 5 a US$ 15 abaixo do preço do petróleo Brent, dependendo da qualidade do petróleo, dos termos da venda e das condições de mercado (quando os preços globais do petróleo subiam, a diferença de preço diminuía, mas quando os preços caíam, tendia a aumentar). Segundo a imprensa americana, a Trafigura e a Vitol foram escolhidas para essas transações iniciais por serem empresas com capacidade para lidar com o petróleo bruto venezuelano e colocá-lo rapidamente no mercado. Mecanismo de curto prazo Como explicou o secretário de Estado americano Marco Rubio, a venda desse petróleo bruto era importante porque a Venezuela estava ficando sem capacidade de armazenamento — devido ao bloqueio marítimo imposto por Trump em dezembro — e o governo de Delcy Rodríguez também estava ficando sem dinheiro para cobrir despesas essenciais. "A Venezuela estava ficando sem capacidade de armazenamento. Eles estavam produzindo petróleo, estavam perfurando, mas não tinham onde armazená-lo nem como transportá-lo. E estavam enfrentando pressão fiscal", disse Rubio. "Precisavam de dinheiro, e precisavam dele imediatamente para pagar a polícia, os profissionais de saúde e para as operações diárias do governo", afirmou o secretário de Estado americano, em depoimento perante o Senado dos EUA. Rubio disse que esse petróleo bruto venezuelano está sendo vendido a preços de mercado, superiores aos que o país recebia antes da prisão de Maduro. "A China estava recebendo esse petróleo com um enorme desconto de cerca de US$ 20 por barril, e nem sequer pagava em dinheiro. Estava sendo usado para amortizar a dívida que a Venezuela tinha com eles. Este é o petróleo do povo venezuelano, e estava sendo entregue aos chineses como forma de troca", disse ele. O diplomata garantiu que essas vendas iniciais foram feitas por meio de um mecanismo de curto prazo que não será permanente. "Estamos usando esse mecanismo de curto prazo tanto para estabilizar o país quanto para garantir que as receitas do petróleo geradas beneficiem o povo venezuelano e não financiem o sistema que existia no passado", disse ele. "Esperamos migrar para um mecanismo que permita que esse petróleo seja vendido normalmente, em uma indústria petrolífera normal, não dominada por nepotismo, suborno e corrupção", acrescentou. O que acontece com o dinheiro? Em 14 de janeiro, as autoridades americanas anunciaram que a primeira venda de petróleo bruto venezuelano, avaliada em US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões), já havia ocorrido. Esse dinheiro, no entanto, não está sob o controle das autoridades venezuelanas, mas sim das autoridades dos Estados Unidos. Asdrúbal Oliveros, economista e consultor empresarial venezuelano, disse à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) que o dinheiro está sendo depositado em uma conta do Banco Central da Venezuela no banco americano JP Morgan, de onde é transferido para uma conta no Catar, que funciona como uma espécie de fundo fiduciário entre os EUA e o governo venezuelano. Um fundo fiduciário (trust fund, em inglês) é uma ferramenta legal que permite transferir a gestão de bens para um administrador. "De lá, o dinheiro é distribuído a bancos venezuelanos para a venda de dólares no mercado de câmbio ou para cobrir as necessidades do país, sujeito à aprovação prévia dos Estados Unidos e do fundo fiduciário", observou. Em seu depoimento perante o Senado, Marco Rubio afirmou que o dinheiro está em uma conta pertencente à Venezuela, mas cujo uso é bloqueado pelas sanções americanas. Ele explicou que a decisão de enviá-lo para o Catar foi tomada para resolver uma dificuldade legal decorrente do fato de os EUA não reconhecerem a legitimidade do governo venezuelano e para evitar que os detentores de dívida venezuelana tentam assumir o controle desses fundos para cobrar o que lhes é devido. "Se qualquer quantia desse dinheiro chegasse a um banco americano, mesmo que estivesse em uma conta em nome de venezuelanos, seria imediatamente congelada por vários credores que, eventualmente, teriam que ser pagos", disse Rubio. "Mas, no curto prazo, isso impediria as autoridades venezuelanas de receberem os fundos necessários para operar", argumentou. E como esse dinheiro está chegando à economia venezuelana? Como o dinheiro está sendo gasto Até o momento, os fundos estão sendo alocados por meio de leilões realizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV), aos quais empresas e indivíduos podem ter acesso por meio de quatro bancos venezuelanos. Os interessados devem apresentar a documentação necessária, indicando quantos dólares precisam e a que preço estão dispostos a comprá-los, conforme confirmado por fontes bancárias venezuelanas à BBC News Mundo. Essas ofertas são comunicadas ao BCV, que decide, em última instância, quem recebe a moeda estrangeira, em que montante e a que preço. Qual o critério para essas alocações? Segundo o economista Alejandro Grisanti, diretor da consultoria Ecoanalítica, que afirmou isso em uma mensagem na rede social X, até 30 de janeiro, os fundos haviam sido alocados da seguinte forma: 80% para setores prioritários, como alimentos e medicamentos, 15% para outros setores produtivos e 5% para pessoas físicas. Essas alocações, em teoria, deveriam estar em consonância com o que foi acordado com os Estados Unidos, como explicou Rubio no Senado. "Criamos um mecanismo temporário para atender às necessidades do povo venezuelano. Esse processo envolve a apresentação de um orçamento mensal por parte deles [o governo de Delcy Rodríguez]: 'É disso que precisamos para ser financiados'. E nós informaremos desde o início para que esse dinheiro não pode ser usado. Eles têm sido muito cooperativos nesse sentido. Aliás, comprometeram-se a usar uma parte considerável desses recursos para comprar medicamentos e equipamentos diretamente dos EUA", disse ele. Rubio acrescentou que os EUA estão desenvolvendo um mecanismo de auditoria posterior — pago com recursos venezuelanos — para verificar como o dinheiro está sendo gasto. Mais dinheiro, menos transparência A falta de transparência é uma das maiores preocupações em torno de todo esse processo implementado entre o governo Trump e o de Delcy Rodríguez. "Não sabemos claramente quem aprova a distribuição dos fundos, quais critérios são usados para garantir que o dinheiro seja realmente destinado à compra de alimentos, combustível ou ao pagamento de salários, e quanta supervisão ou prestação de contas existe para garantir que os fundos estejam sendo desembolsados como deveriam", diz David L. Goldwyn, presidente da consultoria Goldwyn Global Strategies e presidente do Grupo Consultivo de Energia do Atlantic Council. Asdrúbal Oliveros acredita que o sistema de leilão precisa ser aprimorado para se tornar mais transparente e incluir regras mais claras para participação, como a taxa de câmbio é definida e como essa taxa é refletida. "O BCV publica diariamente uma taxa de câmbio que deveria refletir os resultados desse leilão. Até agora, isso não aconteceu plenamente. Acredito que o sistema é suscetível a melhorias significativas que dependem não apenas das sanções, mas também da gestão interna do BCV", afirma. De qualquer forma, até o momento, o BCV leiloou aproximadamente US$ 800 milhões por meio do sistema bancário, seguindo um ritmo que, se mantido, poderia chegar a US$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Nesse caso, estaria em níveis semelhantes aos do último trimestre de 2025, quando, devido ao período natalino, geralmente há maior demanda por moeda estrangeira, como comentou Alejandro Grisanti na rede social X. Um sinal positivo para a economia. "O fato de o programa estar injetando volumes comparáveis em um trimestre de baixa temporada fortalece a ancoragem do mercado e reduz o risco de episódios cambiais abruptos, desde que a execução permaneça consistente", escreveu o economista. E é provável que muito mais dinheiro continue a fluir por meio desse mecanismo temporário de venda de petróleo bruto, já que, segundo Rubio, algo entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões provavelmente serão administrados por meio dele. Embora esteja preocupado com a lentidão de todo o processo e com a falta de transparência, Asdrúbal Oliveros acredita que esses mecanismos representam um progresso em comparação com o cenário anterior na Venezuela: uma situação em que havia dificuldades para vender petróleo bruto devido às sanções, e o governo arrecadava os pagamentos de forma opaca, por meio de intermediários e, muitas vezes, recorrendo a criptomoedas. "A perspectiva agora é de maior estabilidade cambial, uma redução da inflação, que é bastante preocupante no momento. E, claro, isso também impacta a dinâmica do crescimento", afirma. "Isso ajudaria a ter um pouco mais de estabilidade, permitindo que o setor privado opere em melhores condições. Se esse dinheiro também se traduzir em melhorias em serviços essenciais, como eletricidade e infraestrutura, impulsionará o crescimento. Portanto, a perspectiva de médio prazo é positiva", destaca Oliveros. David L. Goldwyn observa que o processo tem sido favorável até o momento em termos de seus efeitos anticorrupção, ao impor controles sobre a gestão de recursos pelo governo venezuelano, e economicamente, ao aumentar a disponibilidade de moeda estrangeira na economia, o que parece ter estancado a desvalorização do bolívar. No entanto, ele alerta que o caminho não está isento de desafios. Ele destaca que essas vendas iniciais foram feitas com petróleo armazenado em navios e em quantidades relativamente pequenas, se comparadas ao tamanho da economia venezuelana. "Uma questão importante é a eficiência desse processo quando for ampliado e quando volumes maiores estiverem envolvidos: com que rapidez as decisões poderão ser tomadas e qual será a sua eficácia", afirma. "É muito cedo para saber se este é um sistema eficaz para estabilizar a economia. Na medida em que o dinheiro for de fato destinado a alimentos, combustível, energia, salários e até mesmo investimentos na recuperação de infraestrutura essencial, isso será positivo para a economia venezuelana, mas eles precisam de receita. Precisam de muito mais receita para alcançar a estabilização", alerta Goldwyn.

Kombi de Neymar divulgação/Império das Kombis Filomena foi a convidada mais comentada do aniversário de Neymar. Esse é o nome da Volkswagen Kombi que Neymar Pai presenteou ao filho por seus 34 anos. O modelo tem pintura personalizada, rodas esportivas, televisão de 43 polegadas, sistema com CarPlay, tapeçaria sob medida e outros detalhes exclusivos. Dayane Vieira é sócia-proprietária da Império das Kombis, empresa responsável pelo projeto. Ela conta que a relação com a família Neymar começou nos primeiros meses de 2025. “O Neymar Pai começou a seguir nosso Instagram e dissemos que gostaríamos de fazer um projeto juntos”, afirma a empresária. Segundo ela, o pai de Neymar disse que a oportunidade surgiria assim que a família resolvesse a chegada ao Brasil. “Os meses passaram e ele continuava interagindo nas nossas redes. Até que publicamos uma Kombi em setembro e ele nos ligou”, diz Dayane. O que se seguiu foi uma conversa que avançou madrugada adentro para alinhar os detalhes. Na manhã seguinte, o contrato da Filomena estava assinado. Kombi personalizada de Neymar divulgação/Império das Kombis Projeto em tempo recorde A empresa estabelece prazo de 10 meses para concluir um projeto completo de customização. “Para entregar a tempo do aniversário, criamos um turno extra de trabalho e concluímos em quatro meses”, conta. Em 2025, a oficina entregou 28 Kombis customizadas, e a agenda deste ano já está cheia. “Só temos mais duas vagas até dezembro. O que chegar depois será entregue no começo de 2027.” Neymar Pai fez alguns pedidos, mas deixou outros detalhes por conta de Dayane e da equipe. “Ele pediu o azul Danúbio, original da Volkswagen, pois é a mesma cor da Kombi que tinha quando levava o Neymar Jr. ainda criança aos treinos. Já na cabine, solicitou apenas que seguíssemos a mesma lógica de combinações”, explica. O projeto foi acompanhado à distância por meio de fotos e vídeos. Neymar recebe sua Kombi personalizada divulgação/Império das Kombis VW Kombi com cara de 2026 Além da pintura impecável, a Kombi 2012 passou por uma revisão mecânica completa. “Revisamos e trocamos tudo o que era necessário em suspensão, freios, direção e parte elétrica”, diz a empresária. O motor 1.4 flex com refrigeração a água foi desmontado e revisado. Segundo dados da fabricante, o modelo entrega, com etanol, 80 cv e torque de 12,7 kgfm. A aceleração até 100 km/h leva 16,1 segundos, e a velocidade máxima é de 130 km/h. Por dentro, há teto solar, acabamento em couro com os nomes da família bordados, volante especial, TV de 43 polegadas e sistema de som com CarPlay. “O som ficou tão potente que, na festa do Neymar, deixaram a Kombi tocando as músicas”, comemora a empresária. A cabine também recebeu consoles e porta-copos de outros modelos para melhorar o conforto a bordo. Construção da Kombi do Neymar divulgação/Império das Kombis Existem Kombis mais caras Apesar de todos os itens e da rapidez na entrega, esse não foi o projeto mais caro da oficina. As Kombis produzidas no Brasil entre 1957 e 1975 são muito valorizadas por colecionadores. Elas são apelidadas de “corujinha” por causa do para-brisa dividido ao meio e do “V” na dianteira. “Para restaurar uma Kombi dessas, o valor gira em torno de R$ 350 mil”, conta Dayane. O preço se justifica pela raridade e pela demanda em outros mercados pela “corujinha”. A empresa já enviou Kombis customizadas para vários países, com pagamentos em dólar e euro. “Já exportamos para Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, França e Itália”, diz a empresária. Esse movimento ocorre porque o Brasil ainda tem oferta de Kombis e mão de obra especializada para restaurar e personalizar veículos destinados ao exterior. Volkswagen Kombi "Corujinha" ao lado do ID.Buzz Divulgação

Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Protestos contra o governo na Argentina Mas o que muda? Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago. Isso porque, essas plataformas não oferecem as mesmas garantias que os bancos tradicionais, que contam com respaldo do Banco Central argentino. Mesmo com os recuos, a proposta mantém grandes mudanças. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Na prática, os principais pontos da reforma preveem: Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril); Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais; Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias); Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho; Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência. No mercado digital, trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais, que também alcançam áreas como saúde, transporte e segurança. O mercado de trabalho argentino Segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões de pessoas, pouco mais da metade da população total do país (51,4%). Do total de trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% deles tinham emprego formal, com desconto previdenciário, enquanto 36,7% trabalhavam sem carteira assinada. Considerando também os trabalhadores por conta própria (que é cerca de 24,5%), a informalidade atinge cerca de 43% do mercado de trabalho. O setor de serviços concentra a maior parte dos empregos, cerca de 70%, seguido pela indústria e construção, com aproximadamente 22%, e pela agropecuária, com cerca de 8%. Apesar do desemprego relativamente baixo, os dados mostram um mercado marcado por elevada informalidade, subocupação e jornadas extensas, com mais de um quarto dos ocupados trabalhando acima de 45 horas semanais. Quais mudanças a reforma pode trazer? Segundo Francisca Vila, coordenadora de Assuntos Públicos da Prospectiva, há consenso na Argentina sobre a necessidade de atualizar a legislação trabalhista por conta da estagnação do mercado de trabalho, mas a proposta provoca forte divisão social. “É uma reforma muito ampla, com muitos artigos, e uma das mais importantes desde a redemocratização da Argentina. O alcance é grande e afeta diversos aspectos das relações de trabalho”, afirma. Alguns pontos da reforma geram muita preocupação, especialmente entre sindicatos e trabalhadores, que veem risco de perda de direitos — o que se refletiu em protestos e mobilizações. Segundo Juliana Inhasz, professora e economista do Insper, a reforma pode trazer benefícios como maior dinamismo econômico, redução de custos para as empresas nas contratações e demissões, além do estímulo à formalização do emprego. Por outro lado, há riscos de fragilização das relações trabalhistas, aumento da insegurança no emprego, precarização das condições de trabalho e enfraquecimento do poder dos sindicatos, especialmente para trabalhadores menos qualificados. Ela alerta que isso pode resultar em negociações coletivas desfavoráveis aos trabalhadores. Além disso, há preocupação com possíveis impactos sobre o sistema previdenciário, caso os novos fundos de indenização substituam contribuições tradicionais. “A reforma pode levar a jornadas mais extensas, menor remuneração por horas extras e maior facilidade para demissões”, explica a professora e economista do Insper. Segundo o professor Paulo Renato Fernandes, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV), a reforma trabalhista argentina busca atualizar uma legislação criada nos anos 1970, que não acompanhou as evoluções e transformações do mercado de trabalho. Na avaliação do especialista, a proposta busca reduzir entraves burocráticos, valorizar a negociação entre as partes e adaptar as relações trabalhistas à dinâmica econômica contemporânea. “Não é possível entrar no século XXI com uma legislação pensada para outra realidade”, afirma. Fernandes avalia ainda que as mudanças podem trazer benefícios também aos trabalhadores ao tornar o ambiente de negócios mais previsível e seguro para as empresas. Segundo ele, a insegurança jurídica e os altos custos desestimulam contratações e contribuem para a informalidade. Com regras mais flexíveis e maior respeito aos contratos, o especialista diz que o objetivo é incentivar a geração de empregos formais. “Quando o ambiente empresarial deixa de ser hostil e passa a ser mais estável, o empresário tem menos receio de contratar, o que amplia o acesso ao trabalho formal”, diz. Milei após eleição legislativa na Argentina Luis Robayo/AFP Quem é Javier Milei Economista de formação, Javier Milei é o atual presidente da Argentina. Ele se apresentou ao eleitorado como um nome de fora da política tradicional, com discurso crítico ao sistema político e às estruturas do Estado argentino. Antes de ingressar na vida pública, atuou no setor privado, com passagem por bancos e por uma empresa de administração de aposentadorias e pensões. Também foi economista-chefe da Fundação Acordar, ligada ao peronista e ex-candidato à Presidência Daniel Scioli. Professor universitário, ganhou notoriedade nacional a partir de participações frequentes em programas de rádio e televisão, onde comentava temas econômicos. Milei entrou na política em 2021, quando foi eleito deputado federal por Buenos Aires pelo partido A Liberdade Avança. Em 2023, venceu a eleição presidencial com um discurso liberal na economia e conservador nos costumes, defendendo privatizações, cortes de gastos públicos, flexibilização de direitos trabalhistas e uma diminuição drástica do papel do Estado. Analistas costumam compará-lo a lideranças da extrema direita internacional, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, sobretudo pelo estilo agressivo, uso frequente das redes sociais e oposição aberta às instituições tradicionais. Próximos passos no Congresso De acordo com o jornal Clarín, o texto será analisado em comissões da Câmara dos Deputados após o feriado de Carnaval. O governo trabalha para aprová-lo antes de 1º de março, mas ainda segue sem uma data oficial. Francisca Vila afirma que no Congresso, o governo atua para acelerar a aprovação ainda no início do ano. Há três cenários possíveis: aprovação rápida na Câmara, aprovação com mudanças (o que exigiria retorno ao Senado) ou atraso caso a votação fique para o período ordinário, após fevereiro. Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, cerca de 300 mil empregos formais foram perdidos, especialmente na construção civil, na indústria e em economias regionais. Enquanto o governo defende que a reforma pode ajudar a reverter esse cenário, sindicatos e empresários da indústria afirmam que a abertura às importações levou ao fechamento de 18 mil empresas nos últimos dois anos. “O verdadeiro problema é a destruição de empresas pela abertura indiscriminada das importações”, disse Daniel Rosato, presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas Industriais Argentinas (IPA). Apesar das divergências, o governo mantém a meta de transformar a proposta em lei nas próximas semanas. “É a lei possível”, afirmou a senadora Carolina Losada, aliada de Milei, ao defender o acordo construído no Senado. Presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, Brasil, em 20 de dezembro de 2025. REUTERS/Kiko Sierich *Com informações das agências de notícias Reuters, AP e Bloomberg.

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.973 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 62 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (14), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

O mercado americano de construção e reformas é considerado um dos mais competitivos do mundo. Ainda assim, uma empresa fundada e liderada por um brasileiro vem ganhando destaque ao aplicar conceitos industriais ainda pouco comuns no setor de vidraçaria. Com sede em Jacksonville, na Flórida, onde mantém sua matriz e centro estratégico de operações, a Clear Choice Shower Doors se consolidou no segmento de soluções em vidro sob medida para projetos residenciais e comerciais. À frente da empresa está o empresário Luiz Guilherme Bettega Xavier da Silva, que levou do Brasil experiência adquirida na indústria madeireira e aplicou, no mercado americano, práticas como padronização operacional, controle rigoroso de qualidade e inovação nos processos técnicos de instalação. Empresário Luiz Guilherme Bettega Xavier da Silva checa qualidade em projeto Divulgação Os resultados aparecem nos números. Em 2019, a empresa faturava cerca de US$ 600 mil. Em 2025, o faturamento atingiu aproximadamente US$ 2,5 milhões, impulsionado pela expansão da base de clientes, abertura de nova unidade em Orlando e consolidação da marca como referência regional em qualidade e confiabilidade. “Eu não trouxe apenas um produto para os Estados Unidos, trouxe uma mentalidade industrial: processo, padronização e consistência. Isso faz diferença em qualquer setor”, afirma Luiz Guilherme. Diferenciais que impulsionaram o crescimento Profissionais da área apontam que a adoção de práticas industriais estruturadas ainda não é predominante em empresas de instalação de vidro nos Estados Unidos, o que contribuiu para posicionar a Clear Choice de forma diferenciada no mercado. Entre os principais fatores estão: Padronização operacional (SOPs) – A empresa implementou procedimentos operacionais padronizados abrangendo todas as etapas, do orçamento à instalação final, reduzindo variabilidade, retrabalho e riscos técnicos. Tecnologia aplicada à instalação – Métodos técnicos mais precisos, protocolos estruturados e treinamento contínuo da equipe garantem maior segurança, melhor acabamento e durabilidade dos projetos. Projetos personalizados – A empresa desenvolve soluções sob medida, incluindo boxes especiais, divisórias arquitetônicas, ambientes comerciais com vidro e adegas climatizadas, atendendo clientes residenciais e corporativos. Mentalidade industrial – Enquanto parte do setor ainda opera de forma artesanal, a empresa estruturou processos replicáveis, permitindo crescimento com manutenção de padrão técnico. Integração com o setor da construção – A atuação próxima a construtoras, arquitetos e designers ampliou a presença da marca em projetos de maior exigência técnica. Origem industrial e trajetória empresarial A história de Luiz Guilherme começou antes do setor de vidro. Descendente de uma tradicional família industrial do Paraná, ele ingressou em 2004, aos 22 anos, na Indústria J. Bettega, a madeireira mais antiga do Brasil, fundada em 1896. Empresário Luiz Guilherme Bettega Xavier da Silva em momento de troca de conhecimentos Divulgação Após passar por diversos setores da empresa, assumiu a presidência em 2013. À frente de mais de 200 colaboradores, liderou a expansão das exportações para Europa, Ásia e Estados Unidos e promoveu modernizações relevantes nos processos produtivos. Em 2008, participou do desenvolvimento pioneiro do compensado plastificado — conhecido internacionalmente como Film Faced Plywood — com tecnologia de 13 lâminas estruturais. O produto trouxe maior resistência, durabilidade e possibilidade de múltiplas reutilizações na construção civil, contribuindo para elevar o padrão técnico da empresa e recebendo reconhecimento nacional. “A indústria me ensinou que qualidade não é discurso, é método. Esse aprendizado levo até hoje”, diz. Com o falecimento do avô, patriarca da família e importante referência empresarial, em 2016, Luiz encerrou um ciclo profissional significativo no Brasil. Em 2018, decidiu iniciar uma nova etapa nos Estados Unidos. Novo mercado e expansão nos EUA A mudança foi motivada por oportunidades de negócio e pela percepção de um ambiente favorável ao empreendedorismo. “Sempre admirei a cultura empresarial americana. Existe maior valorização de eficiência, inovação e entrega consistente de valor ao cliente”. Foi nesse contexto que nasceu a Clear Choice Shower Doors. Embora o material tenha mudado, da madeira para o vidro, os princípios permaneceram: padronização, inovação e qualidade. O crescimento consistente consolidou a empresa como uma das mais respeitadas no segmento de vidro arquitetônico na Flórida. Empresário Luiz Guilherme Bettega Xavier da Silva em feira nos EUA Divulgação Com processos estruturados e marca fortalecida, o próximo passo já está definido: expansão para outros estados americanos. A estratégia inclui novas unidades, ampliação da equipe e replicação do modelo operacional desenvolvido na matriz de Jacksonville. “O que construímos é replicável. Processo bem estruturado permite crescer com controle e manter padrão. Nosso objetivo é expandir mantendo a mesma qualidade”, projeta Luiz Guilherme. “Muita gente acredita que, ao sair do Brasil, precisa começar do zero. Eu trouxe comigo experiência industrial, rigor produtivo e capacidade de adaptação. Isso foi determinante para construir o que temos hoje”, conclui. Conheça a Clear Choice Shower Doors aqui.
Imóveis dos Correios vão a leilão
No primeiro leilão de imóveis para arrecadar dinheiro e tentar sair da crise, os Correios conseguiram vender apenas 3 das 12 unidades que colocaram em oferta.
A venda de imóveis é uma das medidas do plano de reestruturação da estatal, apresentado no fim do ano passado. Com os leilões, os Correios pretendem arrecadar R$ 1,5 bilhão.
O leilão realizado na quinta-feira (12) foi o primeiro de uma série de lotes com imóveis que a estatal irá colocar à venda, de maneira virtual, para que pessoas físicas e empresas possam apresentar os lances.
Economistas chegaram a apontar que os valores estavam superestimados, dada a condição das unidades colocadas à venda. Algumas delas têm sinais de vandalismo e depredação.
Lances
Os lances poderiam ser feitos para 12 imóveis em sete estados. Se todos tivessem sido vendidos pelo valor mínimo, a arrecadação seria de mais de R$ 14,5 milhões.
Os Correios venderam três unidades: em Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Caturaí (GO), o que vai gerar um caixa de R$ 9,1 milhões.
O imóvel mais caro era o de Belo Horizonte. O lance mínimo para o prédio comercial de 3 mil metros quadrados na capital mineira era de R$ 8,3 milhões.
Em nota, a estatal afirmou que “os imóveis que não receberam propostas nesta etapa serão novamente disponibilizados nos próximos leilões, em continuidade à estratégia de racionalização e otimização do patrimônio da empresa”.
Próximos leilões
Já estão previstos novos leilões nas próximas semanas.
No dia 26 de fevereiro, 9 imóveis serão leiloados. O valor mínimo, de todos eles juntos, é de R$ 28,2 milhões.
Outros seis leilões estão previstos para março e abril (dia 5 de março, 12 de março, 19 de março, 26 de março, 02 de abril e 09 de abril). Essas datas são o prazo final para os lances. Depois do encerramento do período de lances, será feita análise das propostas e será declarado o vencedor do leilão.
Crise nos Correios
Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho.
O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 6 bilhões.
Nesta quinta, o g1 mostrou que os Correios esperam resultado negativo de R$ 5,8 bilhões no consolidado de todo o ano de 2025.
Para 2026, documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) da estatal estima que o rombo será maior e deve atingir R$ 9,1 bilhões.

Will Bank: liquidado pelo BC, banco digital cresceu com foco em clientes de baixa renda Divulgação O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta sexta-feira (13) que fará a antecipação do pagamento a quem tinha até R$ 1 mil de saldo em contas no Will Bank e também a investidores com até esse valor que sejam clientes diretos da instituição. A medida inclui quem tinha saldo nas contas de pagamento do Will, que normalmente não são cobertas pelo FGC. Já quem comprou títulos do banco digital por meio de corretoras ou tem saldo acima de R$ 1 mil fica de fora desta rodada de pagamentos. Segundo o FGC, o processo de consolidação da lista de credores, conduzido pelo liquidante do Will Bank, ainda não foi concluído. A decisão busca agilizar o atendimento a aproximadamente 6 milhões de pessoas, que poderão solicitar a liberação diretamente pelo aplicativo do Will Bank. Veja abaixo como fazer o pedido. Acessar o aplicativo do Will Bank e entrar no fluxo específico para antecipação. Validar os dados cadastrais. Visualizar o valor da garantia elegível (limitado a R$ 1.000). Confirmar digitalmente e transferir os recursos para uma conta de mesma titularidade. Clientes que adquiriram produtos garantidos pelo FGC por meio de plataformas de investimento precisam aguardar a conclusão da lista de credores para então fazer o pedido pela via tradicional, que é o aplicativo oficial do FGC. Ressarcimento do caso do Banco Master O FGC também atualizou o balanço de pagamentos do Banco Master. O fundo já pagou R$ 37 bilhões em garantias a credores do grupo, o equivalente a 91% do que era previsto. Aproximadamente 647 mil credores já receberam os valores — 83% do total. Segundo o Fundo, 9% dos credores ainda não iniciaram o processo de solicitação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja a nota do FGC Considerando que o processo de consolidação da base de credores da Will Financeira S.A. – CFI (Will Bank), conduzido pelo liquidante, com o apoio do FGC, não está concluído, bem como o perfil de clientes do Will Bank, o Fundo decidiu antecipar o pagamento da garantia aos credores que sejam clientes diretos do Will Bank e que possuam valores a receber de até R$ 1.000,00 (mil reais). Esta iniciativa busca beneficiar aproximadamente 6 milhões de pessoas, que poderão realizar a solicitação da garantia diretamente pelo aplicativo do Will Bank. Os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC através de plataformas de distribuição de investimentos, ou cujo valor a receber ultrapasse R$ 1.000,00, não são elegíveis ao pagamento via aplicativo do Will Bank e deverão solicitar suas garantias utilizando o aplicativo do FGC, uma vez concluído o trabalho de consolidação da lista de credores. Fique atento aos canais de comunicação oficiais do FGC e do liquidante para se informar a respeito da evolução do processo. Além da antecipação dos pagamentos de garantias pelo FGC, clientes do Will Bank irão receber valores referentes aos depósitos em moeda eletrônica (das contas de pagamento). Este pagamento também será realizado por meio do aplicativo do Will Bank. O valor a ser desembolsado pelo FGC nesta antecipação é de aproximadamente R$ 200 milhões, enquanto o saldo das contas de pagamento é de R$ 25 milhões. Para que possam ser utilizados, os valores recebidos devem ser transferidos para uma conta de mesma titularidade do cliente do Will Bank.

Aplicativo bancário para pagamento financeiro em PIX. Bruno Peres/Agência Brasil O Banco Central do Brasil (BC) informou nesta sexta-feira (13) que houve vazamento de dados cadastrais vinculados a chaves PIX sob responsabilidade do Agibank. O incidente de segurança ocorreu devido a falhas pontuais nos sistemas da instituição. Ao todo, foram expostos dados de 5.290 chaves, incluindo nome do usuário, CPF com máscara — ou seja, parcialmente ocultado —, instituição de relacionamento e número da agência, além de número e tipo da conta. O caso ocorreu entre 26 de dezembro de 2025 e 30 de janeiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o BC, dados sensíveis não vazaram, como senhas, registros de movimentações ou saldos financeiros em contas. Conteúdos protegidos por sigilo bancário também foram preservados. As informações obtidas no incidente, portanto, são de natureza cadastral e não permitem a movimentação de recursos nem o acesso a contas ou a outras informações financeiras, acrescentou o BC, destacando se tratar de um caso de baixo impacto potencial para os clientes. Em nota enviada ao g1, o Agibank informou que o incidente foi pontual, prontamente identificado e imediatamente corrigido. Declarou ainda que, até o momento, nenhum cliente foi impactado financeiramente. "Desde o primeiro momento, a prioridade absoluta foi a proteção dos clientes e usuários da plataforma, com a adoção de medidas técnicas e preventivas adicionais", afirmou o banco digital. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em comunicado, o Banco Central afirmou que as pessoas que tiveram seus dados cadastrais expostos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking do Agibank. "Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail", alertou a autoridade monetária. Ainda segundo a instituição, foram adotadas as providências necessárias para apurar o caso, e as medidas sancionatórias previstas na regulamentação serão aplicadas. Veja a íntegra da nota do Banco Central Regido pelo princípio da transparência, o Banco Central do Brasil (BC) vem a público informar a ocorrência de incidente de segurança com dados pessoais vinculados a chaves Pix sob a guarda e a responsabilidade Banco Agibank S.A., em razão de falhas pontuais em sistemas dessa instituição. Não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras. As pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento. Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail. O BC informa que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente. Mesmo não sendo exigido pela legislação vigente, por conta do baixo impacto potencial para os usuários, o BC decidiu comunicar o evento à sociedade, à vista do compromisso com a transparência que rege sua atuação. Ainda regido pelo princípio da transparência, o BC mantém página específica em seu sítio para registrar incidentes de segurança desse tipo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria contra a proposta de estender, para aposentados, o pagamento de uma gratificação por desempenho devida a servidores da ativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Corte julga, no plenário virtual, um recurso que discute se os inativos da Carreira do Seguro Social têm direito ao benefício com base no direito à paridade de remuneração. A análise começou na última sexta-feira (6) e termina nesta sexta (13), às 23h59. No recurso, o INSS questionou a decisão do Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro que condenou a autarquia a estender o pagamento de Gratificação de Desempenho da Atividade de Seguridade Social (GDASS) para servidores inativos. A Justiça do RJ entendeu que a paridade garante aos aposentados e pensionistas o direito de receber os mesmos reajustes que os funcionários da ativa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relatora votou contra No STF, o INSS pediu a revisão da determinação. Argumentou que o recebimento da parcela pressupõe a participação do servidor em ciclo de avaliação do trabalho, o que não pode ser cumprido pelos aposentados. A maioria acompanhou o voto da relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, que concluiu que o pagamento não é devido. Seguem nesta linha os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. Rosinei Coutinho/STF A ministra propôs uma tese que reafirma entendimento do STF de que "o termo inicial do pagamento diferenciado das gratificações de desempenho entre servidores ativos e inativos é a data da homologação do resultado das avaliações". Ainda no entendimento apoiado pela maioria, a natureza da gratificação, em função do desempenho, seria inaplicável aos servidores públicos inativos. O ministro Edson Fachin divergiu e votou pela extensão do benefício aos inativos. Ele defendeu a tese de que a parcela mínima fixa das gratificações deveria ser estendida aos aposentados e pensionistas com direito à paridade, "independentemente de qualquer avaliação individual ou institucional de desempenho." Fachin foi acompanhado na divergência pelo ministro André Mendonça.

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters Os Estados Unidos flexibilizaram as sanções ao setor energético da Venezuela nesta sexta-feira (13), ao emitir duas licenças gerais que permitem a empresas globais do setor retomar operações de petróleo e gás no país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Além disso, as novas regras permitem que outras companhias negociem contratos de investimento em projetos energéticos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Departamento do Tesouro, emitiu uma licença geral que autoriza Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol a retomar operações de petróleo e gás na Venezuela. A segunda licença autoriza empresas de todo o mundo a firmar contratos para novos investimentos no setor de petróleo e gás da Venezuela. O texto proíbe transações com companhias da Rússia, do Irã ou da China, bem como com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures ligadas a pessoas desses países. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida representa a maior flexibilização das sanções contra a Venezuela desde que forças norte-americanas capturaram e destituíram o presidente Nicolás Maduro no mês passado. Os EUA mantêm sanções contra a Venezuela desde 2019, quando o presidente Donald Trump as impôs durante seu primeiro mandato. Trump agora busca US$ 100 bilhões em investimentos de empresas do setor de energia na indústria petrolífera venezuelana. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na quinta-feira (12), durante seu segundo dia de viagem à Venezuela, que as vendas de petróleo do país desde a captura de Maduro somaram US$ 1 bilhão e podem alcançar outros US$ 5 bilhões nos próximos meses. Wright afirmou que os EUA controlarão os lucros das vendas até que a Venezuela tenha um “governo representativo”. Desde o mês passado, o Tesouro emitiu diversas licenças gerais para facilitar exportações, armazenamento, importações e vendas de petróleo da Venezuela. Também foi autorizado o fornecimento de bens, tecnologia, software e serviços dos EUA para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na Venezuela. O governo venezuelano confiscou os ativos da Exxon Mobil e da ConocoPhillips em 2007, durante a gestão do então presidente Hugo Chávez. A administração Trump tenta agora atrair essas empresas de volta para investimentos no país. Em reunião na Casa Branca com Trump no mês passado, o presidente-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que a Venezuela era “inviável para investimentos” no momento. Wright afirmou na quinta-feira que a Exxon está em negociações com o governo venezuelano e coletando dados sobre o setor petrolífero. A empresa não comentou o assunto.

Sede do Banco do Brasil no Setor Bancário Sul, no centro de Brasília Luiza Garonce/G1 Embora tenha encerrado 2025 com lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, o Banco do Brasil passou a ser observado com mais cautela pelo mercado devido à alta da inadimplência. O tema ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de um calote de R$ 3,6 bilhões no balanço do quarto trimestre, causado por uma única empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o banco, a operação com um cliente entrou em atraso no fim de 2025, durante uma negociação, foi regularizada em janeiro de 2026 e depois cedida a terceiros. Ainda assim, o episódio trouxe à tona um problema mais amplo: o aumento dos atrasos no pagamento de empréstimos em um cenário de juros elevados no Brasil. De acordo com o balanço financeiro, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,17% no quarto trimestre, ante 4,51% no trimestre anterior e 3,16% um ano antes. Sem considerar o efeito desse calote específico, a taxa teria ficado em 4,88%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para o investidor comum, isso significa que aumentou a parcela de clientes que demora mais de três meses para pagar suas dívidas, o que eleva o risco de prejuízo para o banco. Além disso, o Banco do Brasil terminou 2025 com a maior inadimplência entre os grandes bancos tradicionais, mesmo desconsiderando o evento isolado. Banco do Brasil: 5,2% Itaú Unibanco: 2,4% Santander Brasil: 3,7% Bradesco: 4,1% Nubank: 6,6% (2º trimestre) O que explica a inadimplência do Banco do Brasil hoje? O principal fator continua sendo o agronegócio. O balanço mostra que o segmento rural foi o que mais se deteriorou em termos de qualidade de crédito. A inadimplência no agro chegou a 6,1% no quarto trimestre, com alta expressiva em relação ao ano anterior. Esse desempenho reflete um cenário mais amplo de dificuldades financeiras no campo, marcado por perdas causadas por eventos climáticos adversos, como secas e enchentes, e pelo aumento do endividamento dos produtores. O Banco do Brasil tem relação histórica com o agronegócio e é o maior financiador do setor no país, respondendo por quase metade do crédito concedido ao agro. Em dezembro de 2025, a carteira agro somava R$ 406,1 bilhões, o equivalente a 31,3% da carteira total. No Plano Safra 2025/2026, entre julho e dezembro, foram desembolsados mais de R$ 116 bilhões. Ou seja, ao mesmo tempo em que lidera o financiamento do setor, o banco também fica mais exposto quando a atividade rural enfrenta dificuldades. Hoje, a inadimplência do BB cresce principalmente na carteira de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e entre produtores rurais de médio porte. Agronegócio lidera recuperação judicial no país Dados da consultoria RGF mostram que o número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu recorde no quarto trimestre de 2025, com 5.680 companhias nessa situação. Comércio e serviços concentram mais casos em números absolutos porque têm mais empresas ativas, mas o agronegócio é o principal ponto de alerta pela rapidez da piora. Segundo o Monitor RGF, o setor tem hoje o maior índice proporcional de recuperações judiciais, com 13,53 empresas em recuperação judicial a cada mil ativas, bem acima da média nacional de 2,13. “O que sentimos na pele é que o cliente do agro, diferentemente do varejo, não está acostumado a lidar com essa falta de liquidez súbita. Quando a crise bate, o rombo é fundo e sistêmico”, afirma Rodrigo Gallegos, sócio da RGF e especialista em reestruturação. Entre os setores analisados, o agronegócio é o que apresenta maior risco financeiro: são 493 empresas em recuperação judicial, alta de 14,2% no trimestre, e o maior índice de risco (IRJ: 13,53), mais que o dobro do segundo setor mais vulnerável. Dentro do agronegócio, o cultivo de soja concentra 217 empresas em recuperação judicial e é o quarto segmento com mais pedidos no país. Esse contexto ajuda a explicar por que a inadimplência do BB aumenta quando o agronegócio entra em crise. Juros elevados, crédito mais restrito e dificuldades de caixa levaram muitos produtores e empresas ao limite financeiro no fim de 2025. “O balanço do Banco do Brasil é apenas um reflexo de uma ‘febre’ que já se espalhou pela economia real. A sinalização de cortes graduais na taxa Selic é positiva, mas a redução até um patamar mais saudável ainda deve levar tempo”, afirma. “Até lá, empresas muito endividadas tendem a sofrer mais, e o número de pedidos de recuperação judicial deve continuar a aumentar.” O reflexo foi o aumento das provisões — reservas para cobrir possíveis perdas — que chegaram a R$ 10,5 bilhões no agronegócio apenas no quarto trimestre. Helder Jhones, especialista em investimentos e educador financeiro, também destaca o aumento dos custos, a queda nos preços de algumas commodities em determinados períodos e o crédito mais restrito para as empresas. “O calote reportado pelo banco no quarto trimestre afeta os resultados no curto prazo. Porém, como a operação já estava prevista nas contas do banco e foi renegociada, o risco de novas surpresas diminui. O principal ponto de atenção agora é a qualidade dos empréstimos daqui para frente”, diz. Para tentar conter o avanço dos atrasos, o banco lançou o programa BB Regulariza Dívidas Agro, que permite renegociar débitos de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural, com prazos de até nove anos. Até dezembro, R$ 22,6 bilhões haviam sido renegociados com mais de 15 mil produtores. Apesar das medidas, a expectativa é de melhora lenta. Analistas do BTG Pactual avaliam que a normalização da inadimplência no agronegócio deve ocorrer de forma gradual. O próprio banco projeta crescimento modesto da carteira agro em 2026, entre -2% e +2%. Na avaliação do advogado e especialista em reestruturação empresarial Marcos Pelozato, o índice de inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre precisa ser analisado com cautela. “O episódio não representa um risco para todo o sistema financeiro, mas reforça a necessidade de atenção. Quando o índice de atrasos acima de 90 dias sobe de 3,16% para 5,17%, mesmo considerando um fator excepcional, isso indica que o crédito continua sob pressão”, afirma. “Além disso, o custo do crédito praticamente dobrou no último ano, refletindo a necessidade de separar mais recursos para cobrir possíveis perdas e uma postura mais conservadora do banco — o que, do ponto de vista da gestão, é a decisão correta.” Para ele, o caso deixa três lições principais: “Primeiro, a concentração de crédito exige acompanhamento rigoroso, porque um único cliente pode distorcer os números. Segundo, manter reservas adequadas é o que separa um problema controlável de uma crise de confiança. Terceiro, o mercado de crédito no Brasil ainda não voltou à normalidade.” “Não vejo um risco generalizado neste momento. O que vejo é um sistema financeiro que ainda está se ajustando após anos de forte crescimento. A leitura correta não é de pânico, mas de atenção redobrada à qualidade dos empréstimos”, conclui. Após a divulgação do resultado, as ações do Banco do Brasil chegaram a subir mais de 8% na bolsa. Nesta sexta-feira (13), o cenário já é outro: os papéis operam em queda de 3,38%, cotados a R$ 15,15.

Ataque dos Estados Unidos à Venezuela mexe com o mercado de petróleo Reprodução/TV Globo Autoridades dos Estados Unidos concederam nesta sexta-feira (13) licenças que autorizam cinco empresas petrolíferas multinacionais a retomarem as operações na Venezuela sem sanções. A decisão acontece no momento em que o governo Trump busca ampliar a produção após a destituição e prisão do presidente do país. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro, emitiu licenças gerais para BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell. As autorizações permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, sob determinadas condições. Integrantes do governo Trump vêm trabalhando com a líder interina Delcy Rodriguez após a derrubada do líder socialista Nicolas Maduro, em 3 de janeiro. Veja os vídeos que estão em alta no g1

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca em 11 de dezembro de 2025 REUTERS/Al Drago O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja reduzir algumas tarifas sobre produtos de aço e alumínio, informou o jornal britânico Financial Times nesta sexta-feira (13), citando pessoas familiarizadas com o assunto. Autoridades do Departamento de Comércio e do escritório do representante comercial dos EUA acreditam que as tarifas estão prejudicando os consumidores ao aumentar os preços de produtos como formas para tortas e latas de alimentos e bebidas, segundo a reportagem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os eleitores em todo o país estão preocupados com os preços ao consumidor, e as preocupações com o custo de vida devem ser um fator importante para os norte-americanos nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma pesquisa recente da Reuters em parceria com o Ipsos mostrou que 30% dos norte-americanos aprovaram a maneira como Trump lidou com o aumento do custo de vida, enquanto 59% desaprovaram, incluindo nove em cada dez democratas e um em cada cinco republicanos. Trump impôs tarifas de até 50% sobre as importações de aço e alumínio no ano passado e tem usado repetidamente as tarifas comerciais como ferramenta de negociação com vários parceiros. Agora, segundo o Financial Times, Trump começou a revisar uma lista de produtos afetados pelas taxas e planeja isentar alguns itens, interromper a expansão das listas e, em vez disso, lançar investigações de segurança nacional mais direcionadas a produtos específicos. A Casa Branca e o Departamento de Comércio não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters fora do horário comercial normal. Recentemente, Trump destacou seu histórico econômico na cidade de Detroit, em Michigan. O objetivo era redirecionar a atenção para a indústria manufatureira dos EUA e seus esforços para combater os altos custos ao consumidor, enquanto a Casa Branca tenta demonstrar que está lidando com as preocupações econômicas que afligem as famílias norte-americanas. No ano passado, o Departamento de Comércio dos EUA aumentou as tarifas sobre o aço e o alumínio em mais de 400 produtos, incluindo turbinas eólicas, guindastes móveis, eletrodomésticos, escavadeiras e outros equipamentos pesados, além de vagões ferroviários, motocicletas, motores marítimos, móveis e centenas de outros produtos. Tarifas impactam o Brasil O aumento das tarifas promovido por Trump sobre importações de aço, alumínio e derivados entrou em vigor em junho do ano passado. À época, as cobranças passaram de 25% para 50%. Em agosto do mesmo ano, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de uma reunião na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apresentar um conjunto de projetos de interesse do comércio exterior brasileiro. Ao final do encontro, Alckmin anunciou a medida tomada pelo Departamento de Comércio dos EUA, que enquadrou exportações que contêm aço e alumínio na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial. Com isso, alguns dos produtos de aço e alumínio do Brasil passaram a pagar a mesma tarifa de outros países, melhorando a competitividade nos manufaturados nacionais. “Fizemos a conta e dá US$ 2,6 bilhões de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, de US$ 40 bilhões de dólares, ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão do 232, o que torna igual nossa competitividade com o resto do mundo. Isso vai dar uma melhor na competitividade industrial”, disse Alckmin na época. Ainda assim, grande parte das exportações brasileiras ainda são atingidas pelas tarifas de Trump. Como o g1 já mostrou, uma das principais consequências das taxas é a redução das exportações para os EUA. Além disso, há efeitos variados na indústria. Para as empresas com fábricas no Brasil, os efeitos variam. De um lado, estão as companhias com forte atuação no mercado externo, que tendem a ser mais prejudicadas pela queda nas exportações. De outro, estão aquelas com foco maior no mercado interno, que sentem menos o impacto direto. No entanto, essas empresas enfrentam o desafio de lidar com o possível aumento da oferta de produtos no mercado doméstico — o que tende a pressionar os preços e reduzir as margens de lucro. Entenda mais na reportagem abaixo: Tarifas de 50% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; entenda os impactos para o Brasil *Com informações da agência de notícias Reuters.

Maioria das pessoas está 'satisfeita' ou 'muito satisfeita' com trabalho atual, aponta pesquisa Reprodução/TV Globo A maioria das pessoas (78,1%) se sente "satisfeita" ou "muito satisfeita" com o trabalho atual. Essa é a conclusão da oitava edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, na Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que aborda o tema. Esse é o maior valor encontrado para essa parcela desde o início desse quesito na pesquisa, em junho de 2025. Por outro lado, o percentual de respondentes "insatisfeitos" ou "muito insatisfeitos" se manteve em 6,1%, o menor da série. Os respondentes que se mostraram insatisfeitos, em qualquer grau, apontaram que a remuneração foi o principal motivo para isso. Novas regras do vale-refeição e alimentação: preços vão cair? O que muda para trabalhador? A remuneração baixa tem sido consistentemente o motivo mais citado, representando, na média finda em janeiro, 60,5% dos insatisfeitos. Nesse quesito, os respondentes poderiam citar mais de uma opção, por isso elas somam mais de 100%. Os dois outros fatores citados com mais relevância foram: saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%). "A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre. Segundo ele, os primeiros dados de 2026 devem continuar indicando um mercado de trabalho aquecido, mas a tendência para o ano é de desaceleração, acompanhado pelo ritmo mais fraco da atividade econômica. “Nesse sentido, a percepção sobre satisfação tende a registrar ritmo semelhante, abaixo do observado em 2025”, acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde julho de 2025, o FGV Ibre divulga mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), pesquisa mensal do instituto feita com a população brasileira. Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos e derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. São consultadas pessoas de todo o território nacional em idade para trabalhar, que respondem sobre seis diferentes temas: satisfação com trabalho; chance de perder emprego e/ou fonte de renda; proteção social; renda suficiente; percepção geral sobre o mercado de trabalho; e expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral. A FGV explica que, como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores. Por esse motivo, os primeiros relatórios são dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar os quesitos que fazem parte deste grupo. LEIA TAMBÉM: Os 25 empregos que mais devem crescer em 2026; veja o ranking do LinkedIn As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (13) em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,2293. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,69%, aos 186.464 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O destaque da sessão ficou com os novos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O índice subiu 0,2% no mês passado, em uma desaceleração em relação à taxa não revisada de dezembro, de 0,3%. O número também veio abaixo do previsto pelo mercado, de 0,3%. Em 12 meses o índice aumentou 2,4%, também abaixo do observado no mês anterior (2,7%). O resultado foi divulgado com atraso por conta da paralisação de três dias do governo federal americano na última semana. Mesmo em desaceleração, o resultado ainda representa uma inflação acima da meta do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), indicando que as taxas de juros do país podem permanecer elevadas por mais tempo. ▶️ Na agenda econômica brasileira, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado. Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). As vendas no varejo brasileiro também ficam no radar. O indicador recuou 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior e subiram 2,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ▶️No cenário político, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria do caso Banco Master. Com isso, os atos praticados pelo ministro no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso. ➡️ Já no ambiente corporativo, o mercado avaliou os resultados da Usiminas (USIM5) e da Vale (VALE3), que encerrou o quarto trimestre no vermelho. Também segue no radar o calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil em seu balanço financeiro. Os papéis do BB registraram queda de mais de 2,31% nesta sexta-feira, devolvendo todo o ganho da véspera. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,17%; Acumulado do mês: -0,35%; Acumulado do ano: -4,73%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,92%; Acumulado do mês: +2,81%; Acumulado do ano: +15,73%. Agenda econômica Inflação nos EUA No exterior, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostrou um crescimento menor do que o esperado em janeiro, em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação da inflação dos aluguéis. Ainda assim, o indicador mostrou que as famílias americanas continuam a enfrentar custos mais altos com serviços, o que sugere pouca urgência para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) retomar o corte das taxas de juros tão cedo. O índice subiu 0,2% no mês passado, após um aumento de 0,3% em dezembro. Além de representa uma desaceleração, o resultado também veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa uma nova alta de 0,3%. O relatório veio na sequência das notícias desta semana sobre uma aceleração no crescimento do emprego em janeiro e uma queda na taxa de desemprego para 4,3%, ante 4,4% em dezembro. Índice Geral de Preços no Brasil O IGP-10, índice que mede a variação de preços no Brasil, caiu 0,42% em fevereiro, acima do esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,12%. A principal razão foi a queda nos preços no atacado, puxada por produtos como soja e minério de ferro, o que ajudou a compensar a alta no custo de vida das famílias. Com isso, o índice acumula queda de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já os preços ao consumidor subiram, influenciados principalmente pelos reajustes em educação no início do ano letivo e por aumentos em gasolina, transporte e moradia. STF e o caso Master No cenário político, o assunto do dia é a saída do ministro Dias Toffoli das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Após uma reunião entre os ministros, o caso foi redistribuído por sorteio e passou para o ministro André Mendonça. A mudança ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli em dados do celular do banqueiro investigado, o que gerou desconforto no tribunal. Apesar disso, os ministros afirmaram que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli e disseram apoiar pessoalmente o colega. Ele nega qualquer relação financeira com o banqueiro e afirma que não cometeu ilegalidades. Temporada de balanços Banco do Brasil O Banco do Brasil informou na quarta-feira (11), na divulgação de seu balanço financeiro, que uma empresa do segmento atacado deu um calote de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. Por causa desse calote, a taxa de inadimplência do banco subiu para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso. O banco diz que o problema já era conhecido e vinha sendo provisionado há anos, e que a dívida foi repassada a outro credor no início de 2026. O episódio veio a público junto com a divulgação do balanço do banco, que mostrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, apesar da piora na inadimplência. Vale Já a Vale teve prejuízo de US$ 3,8 bilhões no último trimestre de 2025, principalmente por ajustes contábeis ligados ao valor de seus negócios de níquel no Canadá. Na prática, isso não significa que a empresa vendeu menos: as vendas de minério de ferro e cobre foram boas, e o resultado operacional melhorou. Sem esses ajustes, a companhia teria registrado lucro no período. No ano inteiro, porém, o lucro caiu em relação a 2024. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices fecharam em alta, conforme investidores avaliavam os novos dados de inflação ao consumidor. O Dow Jones subiu 0,10%, enquanto o S&P 500 avançou 0,05% e o Nasdaq teve queda de 0,22%. Do outro lado do Atlântico, a maioria dos índices europeus caíram nesta sexta-feira, conforme investidores seguiam cautelosos em relação ao setor de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,13%, aos 617,7 pontos. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,25%, enquanto o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,42%. O CAC-40, da França, teve perdas de 0,35%. Na Ásia, as bolsas também fecharam em queda, em um dia de pouco movimento por causa do feriado do Ano Novo Lunar na China e da preocupação com a inflação nos Estados Unidos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,72%. Na China continental, o índice de Xangai recuou 1,26% e o CSI300 caiu 1,25%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,21%. Em Seul, o Kospi caiu 0,28%. Em Cingapura, o Straits Times recuou 1,65%, e na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,39%. Taiwan não teve negociação. Mulher segura notas de dólar, dinheiro Karolina Grabowska/Pexels

Kathryn Ruemmler é diretora jurídica do Goldman Sachs Divulgação/Goldman Sachs A principal advogada do Goldman Sachs deixará o banco de Wall Street, informou o CEO da instituição na quinta-feira (12), após virem a público seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A consultora jurídica da empresa, Kathryn Ruemmler, passou a ser alvo de forte de investigação depois que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mensagens que evidenciavam sua proximidade com o ex-financista. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em comunicado, o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou respeitar a decisão da executiva e agradeceu a Ruemmler pela “qualidade de suas orientações jurídicas em temas relevantes” para o grupo. O banco informou que a saída será efetiva a partir de 30 de junho. Em declaração ao Financial Times, Ruemmler disse que pediu demissão para evitar que “a atenção da mídia” em torno de seu nome “se torne uma distração” para o Goldman Sachs. Ela trabalhava no banco desde 2020. A relação entre Ruemmler e Epstein já era conhecida desde a divulgação de uma primeira leva de documentos sobre o caso, há alguns meses. Inicialmente, o Goldman Sachs manifestou apoio à executiva, mas a imprensa considerava sua saída praticamente certa após a nova divulgação de mensagens. LEIA TAMBÉM Documentos dos EUA revelam que Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil É #FAKE que fotos de canibalismo estejam nos arquivos de Epstein MPF abre investigação sobre possível conexão do Brasil com rede de Epstein Procuradora-geral dos EUA é flagrada com 'dossiê' de arquivos acessados por deputada Segundo reportagens, as interações entre os dois incluíam conversas sobre assuntos profissionais e questionamentos sobre os crimes cometidos por Epstein. Em algumas mensagens, Ruemmler se referia a ele como “querido” e “Tio Jeffrey”. A relação amistosa foi mantida até pouco antes da morte de Epstein na prisão, em 2019 — ou seja, muitos anos depois de sua primeira condenação, em 2008, por aliciar uma menor para fins sexuais. De acordo com o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após sua prisão, em julho de 2019, por acusações de tráfico sexual de menores. Na época, ela trabalhava no escritório Latham & Watkins, especializado em direito corporativo, fusões e aquisições e mercado de capitais. Antes disso, ocupou cargos no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, durante o governo de Barack Obama, e depois atuou como conselheira jurídica na Casa Branca até junho de 2014. Andrew, Charles, Camilla... família real sente a pressão do escândalo Epstein

Como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros? Quando faltavam poucos minutos para a meia-noite de quinta-feira (12), a Câmara de Deputados da Argentina aprovou o pacto comercial. Foram 203 votos a favor e apenas 42 contrários. Quatro deputados se abstiveram. Até mesmo o bloco opositor do peronismo, historicamente protecionista, dividiu-se, com metade dos legisladores a favor do livre comércio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora, o texto segue para o Senado, que deve debatê-lo no próximo dia 26. Tudo indica que será aprovado, o que faria da Argentina o primeiro país do Mercosul a ratificar integralmente o tratado no Congresso – condição necessária para sua entrada em vigor imediata. Argentina quer vantagem sobre o Brasil Esse é o objetivo do governo de Javier Milei: garantir que a Argentina possa acessar primeiro as cotas de exportação de produtos agropecuários, como a carne, entre outros, levando uma vantagem competitiva sobre o Brasil. Em Brasília, a Câmara dos Deputados só deve começar a debater a ratificação no próximo dia 24. Ao enviar o acordo ao Congresso, o Executivo argentino solicitou que fosse tratado em sessões extraordinárias justamente para acelerar sua aprovação e posicionar o país à frente dos demais membros do bloco. Aplicação provisória na Europa Embora o Parlamento Europeu tenha enviado o tratado para ser analisado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia – processo que pode levar até dois anos –, o capítulo comercial pode ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia, que tem autoridade para avançar com a implementação interina enquanto aguarda o parecer jurídico. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado no último dia 24, depois de 25 anos de negociações. Além de criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, o pacto tem forte dimensão geopolítica: permite que sul-americanos e europeus se unam como contrapeso diante da polarização entre Estados Unidos e China. Vista geral da câmara de deputados em Buenos Aires em 27 de fevereiro de 2013, enquanto discutiam a possibilidade de um acordo com o Irã para estabelecer uma comissão da verdade sobre um ataque terrorista que ocorreu em 1994 AFP PHOTO / Juan Mabromata

Uma pessoa espera para ser atendida dentro de um açougue no Rio de Janeiro, Brasil, em 10 de julho de 2025. REUTERS/Pilar Olivares Dados preliminares do IBGE mostram que o abate de gado no Brasil cresceu 13,1% no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Se esse aumento for confirmado, o total de abates no Brasil em 2025 chega a 42,3 milhões de cabeças, um recorde. A forte demanda chinesa impulsionou a aceleração do processamento e colocou o Brasil à frente dos Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. Brasil discute limitar exportação de carne à China por empresa, para evitar competição desigual Dados do governo brasileiro indicam que a demanda chinesa permaneceu forte em janeiro, com as vendas para o país asiático alcançando US$ 650 milhões no mês passado, quase 45% a mais do que há um ano. No total, o Brasil vendeu cerca de 232.000 toneladas métricas de carne bovina fresca para vários destinos em janeiro de 2026, gerando quase US$ 1,3 bilhão em receita. A participação da China no comércio de carne bovina do Brasil foi de aproximadamente metade, em valor e volume. Carne: o que as cotas da China e do México significam para o Brasil? Cotas chinesas preocupam No futuro, porém, as empresas brasileiras podem não vender tanto para seu principal parceiro comercial, já que Pequim introduziu cotas máximas anuais de importação para fornecedores ao longo de três anos. Qualquer coisa que exceda um determinado limite será tributada com uma sobretaxa de 55%. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil As "medidas de salvaguarda" da China assustaram os processadores locais. Mas, como Pequim está irredutível, o governo brasileiro está agora discutindo com o setor um plano para atribuir cotas específicas às empresas, na mesma proporção de suas exportações para a China no ano passado, a fim de regular os suprimentos. Os defensores da medida argumentam que ela poderia evitar uma pressão ascendente sobre os preços do gado ou uma queda nos preços de exportação da carne bovina, já que as empresas locais correm para exportar para a China a fim de preencher sua cota mais rapidamente do que as outras. Os detratores dizem que isso pode permitir uma interferência sem precedentes nas exportações de alimentos. Pequim isentará 1,106 milhão de toneladas métricas de carne bovina brasileira de tarifas adicionais este ano. Em média, os exportadores locais venderiam cerca de 92.000 toneladas mensais para a China abaixo do limite, em comparação com quase 140.000 toneladas mensais em 2025. Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina Kayan Albertin/g1

Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou O vale-refeição e o vale-alimentação, benefícios do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), passaram a ter novas regras que prometem mudar a forma como os cartões funcionam, como as empresas cobram taxas e como os restaurantes recebem os pagamentos. Desde terça-feira (10), estão em vigor medidas que limitam as tarifas cobradas pelas operadoras, aceleram o repasse do dinheiro aos estabelecimentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o governo, a ideia é reduzir custos, aumentar a concorrência e ampliar a aceitação dos benefícios. Mas o cenário não é simples. Algumas mudanças serão implementadas gradualmente e têm prazos de transição que chegam a 360 dias. Enquanto o governo defende que as regras beneficiam trabalhadores e comerciantes, grandes operadoras do setor conseguiram liminares na Justiça para suspender parte das exigências. 🤔 Com tantas mudanças e polêmicas, surgiram dúvidas: os preços vão subir ou cair? O que muda para o trabalhador? E para restaurantes e empresas? Para responder a essas e outras perguntas, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Abaixo, veja as perguntas e respostas: Os preços vão subir ou cair? O que muda para o trabalhador? Como ficam restaurantes e supermercados? Impacto para as operadoras de cartões Por que o governo mexeu nas regras Argumentos das empresas contra o decreto Por que a Justiça concedeu liminares Reação do governo às decisões judiciais Destino dos contratos atuais O que está em jogo? 1. Os preços de refeições e produtos podem ser impactados? Em tese, sim. Mas ainda não é possível afirmar com certeza. Segundo Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados, o limite das taxas e o repasse mais rápido dos valores podem reduzir os custos de intermediação e pressionar os preços para baixo no comércio de alimentos. “De todo modo, é muito cedo para afirmar isso”, pontua. Antes, as taxas cobradas pelas operadoras de vale costumavam variar entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. O novo decreto estabelece um limite máximo de 3,6% e um teto de 2% para a tarifa de intercâmbio. 2. O que muda para o trabalhador? Para quem usa vale-refeição ou vale-alimentação, a principal promessa é maior liberdade de uso. A partir de 10 de maio, começa a transição para que os cartões sejam aceitos em diferentes maquininhas. Em novembro, o sistema deve estar totalmente integrado: qualquer cartão do PAT poderá funcionar em qualquer maquininha do país. ⚠️ O valor do benefício não muda. Além disso, o decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos e proíbe que o dinheiro seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias, planos de saúde ou cursos. Para Cordeiro, o principal objetivo das mudanças é ampliar a rede de aceitação dos cartões e, de forma indireta, estimular preços mais competitivos. O especialista ressalta, no entanto, que esses efeitos ainda são projeções. 3. O que muda para restaurantes e supermercados? Para os estabelecimentos, as mudanças afetam principalmente as taxas e os prazos de pagamento. A partir de agora: a taxa máxima cobrada pelas operadoras passa a ser de 3,6%; a tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%; o dinheiro das vendas deve ser repassado em até 15 dias corridos. Antes, os estabelecimentos esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber. Segundo Cordeiro, essas medidas tendem a reduzir custos e melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, embora o impacto prático dependa de como o mercado se adaptará às novas regras. O governo argumenta que as mudanças devem ampliar a rede de aceitação dos vales, já que muitos comerciantes deixavam de aceitar os cartões por causa das taxas altas. 4. O que muda para as operadoras de vale-refeição e vale-alimentação? Segundo Marcel Cordeiro, as empresas do setor terão de adequar suas operações aos novos limites de tarifas, aos prazos de pagamento e às exigências de interoperabilidade previstas no decreto. Além disso, o decreto proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas contratantes, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing. Essas práticas eram usadas para conquistar clientes e, segundo o governo, distorciam a concorrência. Veja as datas e as mudanças previstas: 5. Por que o governo decidiu mudar as regras? O governo afirma que o objetivo é modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026, e corrigir distorções no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho, as novas regras buscam reduzir abusos nas taxas, aumentar a concorrência, ampliar a rede de aceitação dos vales e garantir que o benefício seja usado apenas para alimentação. A AGU argumenta que o modelo anterior favorecia a concentração econômica e desviava recursos de uma política pública financiada por uma renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 30 bilhões por ano. O governo também estima que as mudanças podem gerar uma economia anual de cerca de R$ 8 bilhões e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam os vales de 743 mil para 1,82 milhão. 6. Por que algumas operadoras são contra as mudanças? Algumas operadoras afirmam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de taxas e mudanças estruturais por decreto, sem previsão expressa na lei que criou o PAT. Segundo Cordeiro, na visão das empresas, houve excesso na regulamentação, principalmente na fixação de limites de tarifas, no impacto sobre contratos já firmados e na necessidade de prazos maiores para adaptação. Antes das novas regras, as taxas médias cobradas variavam entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. 7. Por que algumas operadoras conseguiram liminares? Empresas como Ticket, VR, Pluxee, Vegas Card, UP Brasil e Alelo obtiveram decisões judiciais que as protegem de sanções por descumprimento de parte das novas regras. Na prática, as liminares permitem que essas operadoras deixem de cumprir alguns pontos do decreto sem sofrer punições, principalmente os limites de taxas e os prazos. Segundo o Ministério do Trabalho, as decisões não suspendem o decreto como um todo. As empresas continuam obrigadas a cumprir as demais regras do PAT, e as liminares não se estendem às outras operadoras. 8. O que o governo pretende fazer contra essas liminares? Na última segunda-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Justiça a derrubada, em bloco, das liminares concedidas às operadoras de vale-refeição e vale-alimentação que questionam as novas regras do PAT. O pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). O objetivo é suspender os efeitos das decisões judiciais que permitem que algumas empresas deixem de cumprir parte do decreto sem sofrer punições. Para o governo, as liminares comprometem a política pública de alimentação do trabalhador e dificultam a implementação de medidas destinadas a corrigir distorções no mercado. A AGU argumenta que as decisões judiciais podem perpetuar a concentração econômica no setor e frustrar os efeitos de concorrência e de distribuição que justificam a existência do programa. No documento enviado ao tribunal, o governo também afirma que o PAT envolve uma renúncia fiscal de cerca de R$ 30 bilhões por ano e que as novas regras buscam garantir que esses recursos cumpram sua função social. 9. O que acontece com contratos que não seguem as novas regras? Contratos que não estiverem de acordo com o novo decreto não podem ser prorrogados e precisam ser adaptados às novas regras dentro dos prazos estabelecidos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), empresas e operadoras que descumprirem as normas do PAT estão sujeitas a sanções, como autuação da empresa, descredenciamento e cobrança da isenção fiscal a partir da constatação da irregularidade, além de multas. As sanções se aplicam tanto a operadoras quanto a empresas beneficiárias e estabelecimentos. Ou seja, quaisquer das empresas que são credenciadas no PAT podem sofrer as sanções previstas na Lei e no decreto. O governo afirma que as operadoras que obtiveram liminares não estão dispensadas de cumprir o decreto como um todo. Segundo o MTE, as decisões judiciais apenas afastam, de forma provisória, a aplicação de sanções em pontos específicos, como limites de taxas e prazos de repasse. Além disso, o decreto prevê prazos de adaptação de 90, 180 e 360 dias, dependendo do tipo de exigência. 10. O que está em disputa no mercado de VR e VA? No cenário atual, o mercado de vale-refeição e vale-alimentação é dominado por poucas grandes operadoras. O governo acredita que as novas regras vão reduzir essa concentração e abrir espaço para mais concorrência. Se isso acontecer, os trabalhadores podem ter mais opções de uso, os estabelecimentos podem pagar menos taxas e novas empresas podem entrar no mercado. As operadoras tradicionais, por outro lado, podem perder parte da vantagem competitiva, explica Cordeiro. No fim, o embate em torno do decreto revela algo maior: a disputa entre um modelo concentrado, baseado em redes fechadas e taxas elevadas, e um sistema mais aberto, com regras padronizadas e maior concorrência. VR e VA ganham novas regras Freepik

Bandeiras dos EUA e de Taiwan são vistas em São Francisco REUTERS/Stephen Nellis Autoridades do governo de Donald Trump firmaram um acordo comercial recíproco que estabelece uma tarifa de 15% dos Estados Unidos sobre produtos importados de Taiwan e, em contrapartida, obriga o país asiático a adotar um cronograma para eliminar ou reduzir tarifas sobre praticamente todos os bens americanos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O documento, divulgado na quinta-feira pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, também compromete Taiwan a aumentar significativamente as compras de produtos dos EUA entre 2025 e 2029, incluindo US$ 44,4 bilhões em gás natural liquefeito e petróleo bruto, US$ 15,2 bilhões em aeronaves civis e motores, US$ 25,2 bilhões em equipamentos e geradores para redes elétricas, além de equipamentos marítimos e para siderurgia. O acordo acrescenta linguagem técnica e detalhes específicos a um pacto-quadro comercial alcançado em janeiro, que reduziu as tarifas sobre produtos taiwaneses — incluindo os do poderoso setor de semicondutores — para 15%, ante os 20% inicialmente impostos por Trump. Isso coloca Taiwan em pé de igualdade com seus principais concorrentes asiáticos de exportação, a Coreia do Sul e o Japão. “Este é um momento decisivo para a economia e as indústrias de Taiwan aproveitarem os ventos da mudança e passarem por uma grande transformação”, escreveu o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em sua página no Facebook. Segundo ele, o acordo vai otimizar a estrutura econômica e comercial Taiwan–EUA, construir cadeias industriais confiáveis e estabelecer uma parceria estratégica de alta tecnologia entre Taiwan e os Estados Unidos. O acordo de janeiro incluía um compromisso de Taiwan de que suas empresas investiriam US$ 250 bilhões para impulsionar a produção de semicondutores, energia e inteligência artificial nos EUA, incluindo US$ 100 bilhões já comprometidos pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company. O governo taiwanês garantiria outros US$ 250 bilhões em investimentos nos EUA, disse o secretário de Comércio, Howard Lutnick. A redação final não trouxe mais detalhes sobre esses investimentos, mas afirmou que o escritório de representação de Taiwan nos EUA colaborará com autoridades americanas para facilitar novos investimentos “greenfield” e “brownfield” em setores estratégicos de manufatura de alta tecnologia, incluindo IA, semicondutores e eletrônicos avançados. O acordo eliminará imediatamente as tarifas de Taiwan de até 26% sobre muitas importações agrícolas dos EUA, incluindo carne bovina, laticínios e milho. Porém, algumas tarifas, como a atual taxa de 40% sobre barriga de porco e de 32% sobre presunto, cairão apenas para 10%, de acordo com a tabela tarifária. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA afirmaram que, pelo acordo, Taiwan removerá barreiras não tarifárias sobre veículos automotores e aceitará os padrões de segurança automotiva dos EUA, bem como os de dispositivos médicos e produtos farmacêuticos. O Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse em comunicado que o acordo ampliará as oportunidades de exportação para agricultores, pecuaristas, pescadores, trabalhadores e fabricantes americanos. “Este acordo também se baseia em nossa longa relação econômica e comercial com Taiwan e aumentará significativamente a resiliência de nossas cadeias de suprimentos, especialmente nos setores de alta tecnologia”, acrescentou Greer. Nos primeiros 11 meses de 2025, o déficit comercial dos EUA com Taiwan saltou para US$ 126,9 bilhões, ante US$ 73,7 bilhões em todo o ano de 2024, em grande parte devido ao forte aumento das importações de chips de IA de alto desempenho vindos de Taiwan, segundo dados do Departamento do Censo dos EUA.

Mineradora Vale. Washington Alves/ Reuters A Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre, ante prejuízo de US$ 694 milhões no mesmo período do ano anterior, com impacto de baixas contábeis, apesar de um sólido desempenho nas vendas de minério de ferro e cobre, informou a mineradora nesta quinta-feira (12). Segundo a empresa, o trimestre sofreu principalmente com impacto de "impairments" de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, diante de uma revisão das premissas de preço de longo prazo para o níquel, além de uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao excluir os itens não recorrentes, como as baixas contábeis, o lucro líquido proforma somou US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, alta de 68% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com impulso do aumento do Ebitda proforma e de impacto positivo da avaliação a mercado dos swaps cambiais. Os fatores positivos foram, entretanto, parcialmente compensados por provisões adicionais relacionadas à Samarco, além da ausência de ganhos extraordinários registrados no quarto trimestre de 2024. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar do prejuízo líquido, o Ebitda ajustado foi beneficiado por maiores volumes de vendas e preços de cobre e minério de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais, segundo o relatório da companhia. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, contra US$3,8 bilhões no quarto trimestre de 2024. No ano de 2025, a Vale registrou lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, uma queda de 62% em relação ao ano anterior. O lucro líquido proforma, entretanto, cresceu 28% no período, para US$ 7,8 bilhões. Ao longo do ano, a companhia elevou em 2,6% a produção de minério de ferro — seu principal produto —, a 336,1 milhões de toneladas em 2025, superando pela primeira vez desde 2018 o total produzido pela concorrente Rio Tinto em Pilbara, principal polo produtor da gigante australiana. "Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances", disse o presidente Gustavo Pimenta. "Em nossas operações, atingimos os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregamos crescimento de dois dígitos na produção de níquel. Esse forte desempenho operacional foi suportado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo bem-sucedido ramp-up de projetos-chave de crescimento, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma." Receita no 4º trimestre A receita líquida de vendas somou US$ 11,06 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 9% ante o quarto trimestre de 2024. A produção da Vale no quarto trimestre somou 90,4 milhões de toneladas, avanço de 6% no comparativo anual, devido ao desempenho da mina Brucutu e pelo contínuo "ramp-up" dos projetos Capanema e VGR1. No quarto trimestre, a dívida líquida da Vale totalizou US$ 11,2 bilhões, um aumento de 7% em relação aos US$ 10,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Já a dívida líquida expandida, que inclui provisões de Brumadinho, Samarco e swaps cambiais, somou US$15,6 bilhões ao final do trimestre, representando uma redução de 5% ante os US$16,5 bilhões de dezembro de 2024, principalmente pela maior geração de caixa livre das operações.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2972 O sorteio do concurso 2.972 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (12), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 62 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 09 - 10 - 15 - 46 - 49 - 51 5 acertos - 55 apostas ganhadoras: R$ 41.264,65 4 acertos - 3.582 apostas ganhadoras: R$ 1.044,39 O próximo sorteio da Mega será no sábado (14). Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (12) que é contra o projeto de lei que prevê a quebra de patentes do Mounjaro e do Zepbound, duas marcas de canetas emagrecedoras. Nesta semana, a Câmara aprovou a urgência do projeto das canetas. O projeto dá o caráter de "interesse público" aos medicamentos Mounjaro e Zepbound. 🔎Com a quebra de patente, outras empresas poderiam fabricar medicamentos semelhantes e aumentar a oferta dos medicamentos. "Quero começar destacando a posição do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços em relação a dois projetos de lei tramitando no poder legislativo. Um que ele faz o licenciamento compulsório. A nossa posição é contrária", afirmou Alckmin a jornalistas. Anvisa emite alerta para uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico "Nós precisamos de inovação, de previsibilidade e de investimentos", completou. O vice-presidente disse que "quando você quebra patente, você afasta investimento, reduz inovação no país". Parlamentares e setores contrários ao projeto afirmam que a quebra de patente representa insegurança jurídica para o setor farmacêutico. Nesta quinta, Geraldo Alckmin também afirmou que é contrário a outra proposta, que prorroga o prazo de patente. Geraldo Alckmin Luciano Tolentino/EPTV

Notas de real Reprodução/ RBS TV Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 67% dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil; outros 30% dizem que sim. Veja os números: Essa isenção beneficiou você ou sua família diretamente ou não? Beneficiou: 30% Não beneficiou: 67% Não sabe/não respondeu: 3% Quaest perguntou se entrevistado foi beneficiado pela nova isenção do pagamento do IR Arte/g1 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Além disso, 47% dos entrevistados disseram ter sentido o impacto da isenção na renda familiar. Desses, 15% avaliam que a renda aumentou significativamente em janeiro, primeiro mês da medida em vigor, e 32% afirmaram que renda aumentou, mas não muito. Outros 50% não sentiram diferença. Veja os números: Sim, a renda aumentou significativamente: 15% Sim, a renda aumentou, mas não muito: 32% Não sentiu diferença: 50% Não sabe/não respondeu: 3 Quaest perguntou se entrevistado sentiu impacto na renda depois da isenção do IR Arte/g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Isenção do IR até R$ 5 mil mensais A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil por ano) passou a valer desde janeiro deste ano. Antes de entrar em vigor, a expectativa era de que os trabalhadores que recebem R$ 5 mil por mês tenham ganhos de R$ 312,89 na renda mensal. Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e comentarista do Jornal da Globo, a medida beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes. A lei, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula (PT), também conta com desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Os contribuintes que recebem acima dessa faixa não são impactados pelas mudanças e seguem pagando 27,5% de imposto de renda. O texto também estabelece uma cobrança para contribuintes de alta renda com ganhos acima de R$ 600 mil por ano - aplicada sobre o valor que exceder o limite. Por exemplo: Quem ganha R$ 600.001,00 paga cerca de R$ 0,10, com alíquota de 0,000017%; Com R$ 615 mil anuais, a alíquota chega a 0,25%, e o imposto mínimo será de R$ 1.537,50. Carazza calcula que um grupo estimado entre 140 mil e 150 mil pessoas — aquelas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano — passará a arcar com parte do custo da medida de isentar quem ganha até R$ 5 mil.

Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O Banco do Brasil informou na quarta-feira (11), na divulgação de seu balanço financeiro, que uma empresa do segmento atacado deu um calote de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o banco, por conta do impacto, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,17%. O resultado ficou acima dos 4,51% no terceiro trimestre e dos 3,16% um ano antes. Ao desconsiderar esse efeito, o índice seria de 4,88%, informou. (ATUALIZAÇÃO: O jornal Valor Econômico noticiou que a empresa que estava inadimplente com o Banco do Brasil seria a Braskem. A informação também foi publicada no g1. Às 18h50, a empresa divulgou um comunicado ao mercado em que nega que tenha dívidas em aberto com o banco.) 🔎 O índice de inadimplência acima de 90 dias mostra a fatia das operações de crédito em atraso e funciona como termômetro da saúde da carteira de crédito dos bancos, ao indicar risco de perdas e a capacidade de receber o dinheiro emprestado. Em seu balanço, o banco afirma que o avanço da inadimplência reflete um caso específico na carteira de Títulos e Valores Mobiliários, ligado a uma empresa do atacado — sem revelar qual. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, comentou o caso em coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre. O executivo reforçou que não poderia divulgar o nome da companhia, mas sugeriu que é possível “fazer uma associação” a partir de informações já publicadas pela mídia. Segundo ele, trata-se de um caso antigo, considerado “problemático” e que já vinha sendo adequadamente provisionado pelo banco há alguns anos. “A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros”, afirmou. Na prática, outro credor passa a deter essa dívida. Os dados financeiros do Banco do Brasil foram divulgados na quarta-feira, após o fechamento dos mercados. Nesta quinta-feira, as ações do banco subiram 4,50%, com investidores animados com o lucro do quarto trimestre. Lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025 Em 2025, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição. O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024. O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período. No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões. Previsão para 2026 O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%. O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%. "Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa. "Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro." Carteira de crédito No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024. Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024. A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026. Retorno de dois dígitos O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%. O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período. A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%. O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%. O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar. * Com informações da agência de notícias Reuters

Carne: o que as cotas da China e do México significam para o BR? O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China. A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo, e confirmada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1. A proposta de controlar as exportações passou a ser discutida após a China implementar, em janeiro, limites à importação de carne produzida em alguns países, incluindo o Brasil — maior fornecedor para o mercado chinês. ➡️Para o Brasil, a China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para 2026. Ou seja: essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%. O receio do Ministério da Agricultura é de que isso cause uma "corrida desenfreada" de exportações: uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo. Além da China, México também criou cotas para carne: o que isso significa para o Brasil? Como vai ficar o preço da carne bovina em 2026 O Ministério sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) discutiria o assunto nesta quinta, mas Rua afirmou ao g1 que o tema não entrou na pauta. O secretário disse ainda que o governo brasileiro pediu à China que redistribuísse as cotas remanescentes de outros países – ou seja, os volumes que não forem usados – entre aqueles que estourarem o limite. No entanto, ainda não houve resposta do governo chinês. "Esse tema ainda é inconclusivo", disse Rua. "É difícil falar sobre isso agora. Talvez os chineses vão querer ver como funciona o sistema [de cotas]. Para eles, isso também é novo", afirmou. "Eles podem querer, antes, avaliar os impactos de mercado. Ver se esses outros players estão fazendo uso ou não da cota". De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil "A gente se coloca, desde já, é à disposição dos chineses para que se, na eventualidade deles precisarem de volumes adicionais, o Brasil seguramente terá interesse em preencher esses volumes", concluiu. "A decisão final depende de análises jurídicas, normativas e até de sistemas de informática. Parece ser algo simples, mas, na verdade, possui muitas nuances e detalhes complexos". O que pode ser feito Segundo Rua, há várias formas de controlar o volume exportado por empresa. Uma das propostas do Ministério é fazer uma distribuição proporcional entre os exportadores privados de acordo com a performance recente das vendas para a China. "Essa é uma das alternativas que estão na mesa, que é baseada em práticas internacionais já consolidadas", afirma. A proposta prevê ainda um mecanismo de inclusão de novos e pequenos exportadores, por meio de uma reserva técnica específica para esse grupo. O controle das cotas seria feito via licenças de exportação, com travas automáticas para impedir embarques acima do volume permitido. Apesar do início das cotas, a China seguiu como o principal destino da carne bovina brasileira em janeiro, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O país foi responsável por cerca de 46% do valor e do volume exportado pelo Brasil, correspondendo a US$ 657,2 milhões e 123,2 mil toneladas, respectivamente. Foi o melhor janeiro da história para as exportações de carne bovina. Leia também: Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina Kayan Albertin/g1 O café não vai dar trégua em 2026

No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA Willam Roth/Secom-RR Os pedidos de falência de agricultores dos Estados Unidos cresceram 46% em 2025 na comparação com 2024, apontou a associação American Farm Bureau Federation (AFBF). Ao todo, foram registrados 315 pedidos. O número pode ser maior, já que nem todos os produtores se enquadram nas regras para fazer a solicitação. Conhecida como "Capítulo 12", a regra vale apenas para agricultores e pescadores familiares. Para pedir a recuperação, é preciso comprovar que a maior parte das dívidas está ligada à atividade rural. O pedido é visto como um último recurso para que o produtor consiga continuar trabalhando. Para o AFBF, a alta nos pedidos reflete a pressão financeira enfrentada por agricultores e pecuaristas, sem perspectiva de melhora no curto prazo. "São esperadas perdas significativas no setor de grãos por mais um ano, e vários segmentos da pecuária também operam com margens mais apertadas", diz a economista Samantha Ayoub, da associação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Perdas profundas em culturas comuns das regiões do Meio-Oeste e do Sudeste se acumularam após anos de queda nas receitas e alta nos custos", disse a economista. As duas regiões são as mais afetadas. Apenas no Meio-Oeste, o crescimento dos pedidos foi de 70%, no Sudeste, de 69%. De acordo com a associação, os pedidos de falência costumam aumentar em períodos de dificuldades prolongadas. Nessas situações, os produtores recorrem a empréstimos maiores e com prazos mais longos para pagamento. Somente no quarto trimestre de 2025, foram feitos 40% a mais de empréstimos para este fim do que no mesmo período em 2024. As dívidas devem continuar crescendo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a dívida total do setor agrícola subirá 5,2%, alcançando o recorde de US$ 624,7 bilhões em 2026. Segundo a AFBF, esse dinheiro está sendo usado para cobrir custos dos insumos e não para investir no crescimento do negócio. Leia também: Trump assina decreto para aumentar importações de carne da Argentina, diz Casa Branca Por que os agricultores estão endividados? Os agricultores são afetados por baixos preços de safra, custos mais altos de mão de obra e insumos, como fertilizantes e sementes. Além disso, as exportações de produtos, como soja, diminuíram no ano passado nos Estados Unidos, devido às disputas comerciais com outros países. Isso porque com o tarifaço agricultores americanos tiveram que pagar a conta de retaliações por parte de outros países, especialmente da China. As perdas agrícolas variam de US$35 bilhões a US$44 bilhões para as nove principais commodities, incluindo milho, soja, trigo e amendoim, disse Shawn Arita, diretor associado do Agricultural Risk Policy Center da North Dakota State University, em dezembro. Os pecuaristas também foram prejudicados. O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o USDA. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Além disso, o fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação para o norte da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado. Para aliviar a situação dos agricultores, o governo norte-americano anunciou em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões. A medida foi anunciada depois de produtores rurais pedirem apoio do governo para comprar sementes e fertilizantes para o próximo plantio. Saiba mais: Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul Tomate e pão francês pesaram no custo da cesta básica nas capitais em janeiro, diz Conab O café não vai dar trégua em 2026

Chevrolet Sonic chega no segundo trimestre de 2026 Divulgação/Chevrolet A Chevrolet anunciou nesta quinta-feira (12) que seu novo SUV subcompacto Sonic será lançado no segundo trimestre de 2026. A marca retoma o nome usado anteriormente em um hatch, mas para seu esperado "SUV do Onix". O Chevrolet Sonic é um SUV que deve apostar em um design mais fluido, com estilo cupê. As poucas imagens divulgadas pela Chevrolet mostram que o caimento do teto na parte traseira é mais acentuado, em uma proposta parecida com a de concorrentes como o Volkswagen Tera. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além disso, o modelo deve aproveitar alguns componentes da carroceria do Onix, como as portas. Essa estratégia acelera o desenvolvimento e reduz os custos de produção. A Volkswagen adotou solução semelhante no Nivus, que utiliza partes do Polo, assim como a Fiat no Pulse, que compartilha peças da carroceria com o Argo. Por isso, o Sonic deve ter cerca de 4,20 metros de comprimento e entre-eixos em torno de 2,60 metros, porte parecido com o Volkswagen Tera e do Renault Kardian. O motor será 1.0 turbo, mas ainda não foi confirmado se terá injeção direta, como no Tracker, ou multiponto, como no Onix. A potência estimada é de 115 cv, com torque em torno de 17 kgfm. O veículo será produzido na fábrica de Gravataí (RS), uma das cinco unidades da Chevrolet no Brasil. A planta gaúcha hoje concentra a produção do Onix, nas versões hatch e sedã, e passa a integrar a estratégia da montadora de ampliar o portfólio de SUVs no país. A unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024. A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa. Novidade era esperada Fabio Rua confirma que Chevrolet terá SUV para brigar com VW Tera e Fiat Pulse Em entrevista ao g1 em março, o vice-presidente da General Motors Brasil, Fabio Rua, havia revelado que esse seria um dos mais importantes movimentos da montadora: a entrada na disputa entre os SUVs de entrada, um dos segmentos que mais cresce em vendas no país. A briga entre SUVs compactos, com preços a partir dos R$ 100 mil, é das mais acirradas do mercado. Foram lançados do zero Volkswagen Tera, Nissan Kait, Renault Kardian e Citroën Basalt, que disputam com Fiat Pulse. “O investimento de R$ 1,2 bilhão que anunciamos para nossa planta de Gravataí (RS) será destinado à produção de um veículo em uma categoria na qual ainda não atuamos, e que será revelado este ano”, afirmou o executivo à época. Chevrolet Sonic já existiu e foi descontinuado Sonic hatch e sedã estreiam design inovador no Brasil Divulgação O nome Sonic não é novidade no Brasil. A Chevrolet lançou, em 2012, um hatch com esse nome, mas o compacto fez pouco sucesso por aqui. Posicionado acima do Onix, o Sonic era o único da linha a usar motor Ecotec 1.6 de 16 válvulas, com 120 cavalos. Isso fazia com que a manutenção tivesse custos diferentes dos demais modelos 1.0 e 1.4 da General Motors. Além disso, o carro, nas versões hatch e sedã, sempre foi importado: primeiro da Coreia do Sul e depois do México. Ele compartilha a plataforma com o já aposentado Cobalt e com a Spin, que segue no portfólio da Chevrolet. A construção do Sonic e a experiência ao volante eram boas, mas, para muitos clientes, o Onix entregava sensações parecidas por um preço mais baixo. Por isso, o modelo foi vendido por apenas dois anos no Brasil. Hoje, o compacto pode ser uma boa opção no mercado de seminovos, mas o fato de ter peças importadas afasta quem não quer correr riscos. Se no motor o hatch empolgava, no porta-malas deixava a desejar: eram apenas 265 litros. Na versão sedã, acomodava mais bagagem, com 477 litros. Em segurança, o Sonic se destacava por oferecer dois airbags e ABS desde as versões mais simples. Era possível comprar o hatch ou o sedã com câmbio automático ou manual.

Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein indicam que o bilionário — acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes — tem um CPF brasileiro. A informação sobre a existência do documento aparece em uma lista de arquivos divulgada pelo órgão americano nas últimas semanas, em uma pasta chamada “Arquivos diversos”, referente a Jeffrey Epstein. O registro foi revelado pelo ICL Notícias e confirmado pelo g1. O CPF foi registrado em nome de Jeffrey Epstein na Receita Federal, emitido em 2003 e ainda com situação regular. O cadastro também apresenta a data de nascimento do bilionário, 20 de janeiro de 1953. 🔎 Entenda, ao final desta reportagem, quem foi Jeffrey Epstein e o escândalo que envolve seu nome. Veja abaixo: CPF brasileiro de Jeffrey Epstein é citado entre os documentos apreendidos nos Estados Unidos. Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA Situação cadastral do CPF de Jeffrey Epstein. Consulta feita em 12 de fevereiro de 2026, às 10h48. Reprodução/Receita Federal 🔎 As regras da Receita Federal permitem que estrangeiros sem residência no Brasil solicitem inscrição no CPF. O pedido pode ser feito pela própria pessoa ou por um procurador — alguém com autorização legal para representá-la. Procurada pelo g1, a Receita Federal afirmou apenas que a possibilidade de um estrangeiro solicitar inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024. O órgão destacou ainda que qualquer medida relacionada ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida — como é o caso de Epstein — só pode ser solicitada por: inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, no caso de haver bens a inventariar no Brasil; ou cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil. Cidadania brasileira O bilionário chegou a conversar com a empresária e investidora alemã Nicole Junkermann — cujo nome aparece em diversos documentos ligados ao caso — sobre a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em uma troca de e-mails datada de outubro de 2011, Junkermann perguntou a Epstein se ele já havia considerado essa alternativa. “Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, respondeu o bilionário. No mesmo dia, eles teriam se encontrado no Ritz, hotel de luxo da rede The Ritz-Carlton. Jeffrey Epstein e Nicole Junkermann conversam sobre a possibilidade de o bilionário obter cidadania brasileira. Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA O caso Epstein O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein tramitava há anos na Justiça americana. As primeiras denúncias formais contra o bilionário surgiram em 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida (EUA), o investigou por abuso sexual de menores. Na época, ele afirmou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Segundo a acusação, o bilionário abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, ele se declarou culpado pelo crime de exploração de menores e firmou um acordo para cumprir 13 meses de prisão e pagar indenizações às vítimas. Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou o acordo ilegal. Em julho do mesmo ano, Epstein foi preso e formalmente acusado de abuso de menores e de operar uma rede de exploração sexual. Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares para que meninas fossem até seus imóveis e realizassem atos sexuais. As jovens também eram incentivadas a recrutar outras garotas com o mesmo objetivo. Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a convidados em uma ilha particular no Caribe e em casas que ele mantinha em Nova York, na Flórida e no Novo México. De acordo com o governo dos EUA, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade. À época, promotores federais defenderam que Epstein deveria permanecer preso até o julgamento. Eles afirmaram que a “riqueza exorbitante” do empresário, além da posse de aviões privados e dos laços internacionais que mantinha, poderia facilitar uma fuga. Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes de morrer, o bilionário assinou um testamento deixando um patrimônio avaliado em mais de US$ 577 milhões. Após a morte do empresário, as acusações contra ele foram retiradas. No entanto, procuradores afirmaram que poderiam responsabilizar outras pessoas envolvidas no esquema. Advogados das vítimas também prometeram buscar indenizações na Justiça. Saiba mais na reportagem abaixo: Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução

Marciano Testa, fundador e controlador do Agibank Reprodução/Redes Sociais O fundador da fintech Agibank, Marciano Testa, é o mais novo brasileiro a entrar na lista de bilionários da Bloomberg após a estreia da empresa na Bolsa de Nova York. A companhia realizou uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta semana, a segunda de uma empresa brasileira desde 2021. As ações do Agibank fecharam o primeiro dia com queda de cerca de 10%, depois que a empresa reduziu, de última hora, o preço e o número de papéis ofertados. Mesmo assim, a fatia de 63% de Testa passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar disso, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o valor captado no IPO não reflete o tamanho total da empresa. As ações de classe A foram vendidas a US$ 12 cada, levantando cerca de US$ 240 milhões, mas esse montante corresponde apenas aos novos papéis colocados no mercado, e não ao conjunto de ações existentes do banco. "Como o CEO tem cerca de 63% do banco, considerando o fechamento da ação a US$ 10,75, essa participação vale aproximadamente US$ 1,1 bilhão. Esse valor está principalmente em ações de classe B, que não são listadas e não têm liquidez. Então, teoricamente, sim, ele se tornou bilionário." Natural do Rio Grande do Sul, Testa, de 49 anos, começou no setor financeiro ao criar a Agiplan, que deu origem ao Agibank. Sob sua liderança, a instituição uniu atendimento digital e pontos físicos e cresceu com foco no crédito consignado e em serviços voltados a clientes de renda mais baixa. Além do banco, ele é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, iniciativa privada voltada a acelerar a transformação digital no Rio Grande do Sul. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Formado em Ciências Econômicas pela Unisinos, com especialização em Finanças, Testa também participou do Executive Program da Singularity University e do programa Owner/President Management (OPM), da Harvard Business School. No ano passado, Testa ficou em 97º lugar na lista de bilionários brasileiros (em reais) da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 4,1 bilhões. Segundo grande IPO desde 2021 O IPO da fintech Agibank marca a segunda entrada de uma empresa brasileira na bolsa de valores desde 2021, em um movimento que indica a retomada das ofertas de companhias ligadas à maior economia da América Latina. Em janeiro, outra fintech brasileira, o PicPay, abriu a fila e listou suas ações na Nasdaq, também nos EUA. Antes, o último IPOde uma empresa brasileira havia sido o do Nubank, em 2021. Apesar da redução de sua participação após a oferta, Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Essas ações não são negociadas em bolsa, mas podem ser convertidas em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte da participação. O Agibank opera com uma plataforma digital combinada a mais de 1 mil pontos físicos e tem mais de 6,4 milhões de clientes ativos, segundo o site oficial da empresa. O foco da instituição é oferecer crédito consignado a aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS. Agibank Divulgação/Agibank

Os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores; com o fundo de pensão, o Postalis; com o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde; e em tributos federais. As informações foram divulgadas em um documento de análise da situação da empresa a que o g1 teve acesso com exclusividade. Ao longo dos últimos anos, os Correios vêm sofrendo de seguidas crises econômico-financeiras que impactaram diretamente o desempenho da empresa. Em função disso, vários planos de recuperação foram anunciados e um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência da estatal, foi criado em junho para lidar diretamente com a crise. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as decisões tomadas por este comitê foi a criação de uma política de postergação, ou seja, de atraso proposital no pagamento de obrigações em razão de um fluxo de caixa afetado por redução de receitas nos últimos anos. A medida foi tomada para tentar preservar a liquidez e reequilibrar o fluxo de caixa da estatal, que acumula seguidos trimestres em prejuízo. "A combinação entre a redução da receita e o aumento dos gastos acentuou o desequilíbrio financeiro", justificou a empresa. Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações: INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão; Fornecedores: R$ 732 milhões; Postal Saúde: R$ 545 milhões; Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões Remessa Conforme: R$ 346 milhões; Postalis: R$ 135 milhões. A empresa afirma que o adiamento aconteceu em função de um fluxo de caixa negativo. Nos primeiros nove meses de 2025 entraram R$ 16,94 bilhões nas contas e havia uma obrigação de pagar R$ 20,65 bilhões. "Caso os pagamentos tivessem sido realizados nas respectivas datas de vencimentos, os desembolsos teriam alcançado R$ 19,71 bilhões. Nesse cenário, o resultado seria um déficit operacional estimado em R$ 2,77 bilhões, superior à capacidade de cobertura com os recursos disponíveis no período", afirmou a estatal. Os Correios ainda ponderaram que parte do problema financeiro está também no acúmulo de dívidas ao longo de 2024 que foram empurradas ao longo dos meses e geraram dívidas ainda maiores para o ano de 2025. "A expressiva redução das saídas reflete, sobretudo, os efeitos das postergações de pagamentos e as limitações na captação de recursos em dezembro de 2024, que resultou em volume inferior ao originalmente estimado, comprometendo parcialmente a cobertura dos compromissos assumidos para o início do exercício", continua o documento. A empresa estima uma redução no prejuízo contábil de 2025. Apesar do 3º trimestre ter fechado com um prejuízo de R$ 6 bilhões, um documento da Diretoria Econômica-Financeira (DIEFI) aponta em um prejuízo de R$ 5,8 bilhões para todo o ano de 2025. Evolução da dívida Em julho, o g1 publicou uma reportagem apontado para outro documento que trazia o valor da dívida atrasada até então, R$ 2,75 bilhões. Desde a publicação da primeira reportagem, a dívida dos Correios aumentou em R$ 1 bilhão e os principais afetados foram com: INSS Patronal: R$ 696 milhões a mais (eram R$ 741 milhões); Tributos PIS/COFINS: R$ 249 milhões a mais (R$ 208 milhões); Postal Saúde: R$ 182 milhões a mais (eram R$ 363 milhões); Fornecedores: R$ 80 milhões a mais (eram R$ 652 milhões); Remessa Conforme: R$ 75 milhões a mais (eram R$ 271 milhões). Os atrasos no pagamento de PIS/COFINS mais que dobraram e a dívida com o INSS Patronal, um tributo obrigatório para financiar aposentadoria dos trabalhadores, quase duplicou em pouco mais de três meses. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução

Correios vedem imóveis para tapar rombo histórico nas contas Documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) aponta que a estimativa de prejuízo para 2025 é menor do que a empresa vinha mensurando ao longo do ano. Até o 3º trimestre do ano passado, a empresa projetava um déficit contábil-financeiro de R$ 6 bilhões. No mais recente documento da DIEFI, porém, a estimativa é que os Correios fechem 2025 com um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões. O documento foi obtido com exclusividade pelo g1. Para 2026, a diretoria estima que o rombo será maior que o do ano passado e deve atingir R$ 9,1 bilhões. “Executando o pagamento de todas as obrigações (despesas correntes) incluídas no Programa vigente de Dispêndios Globais, havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”, diz o documento. A diretoria financeira afirma que o reajuste na projeção de 2025 ocorreu após a decisão de postergar parte dos pagamentos para adequar o fluxo de caixa da empresa, uma das medidas tomadas para contornar os problemas financeiros da estatal (veja no vídeo acima). Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução “Como parte das ações de governança, foi instituído, em junho de 2025, um comitê de contingência para coordenar diretrizes de desembolso e assegurar a continuidade operacional. Até o encerramento do trimestre, o Comitê coordenou reprogramações de desembolsos alinhadas às prioridades estratégicas definidas pela Administração", justifica o documento. "Essas postergações foram adotadas para adequar o fluxo de caixa às prioridades definidas, assegurando a continuidade das operações e o cumprimento dos compromissos essenciais”, acrescenta. Segundo a empresa, a readequação financeira envolveu cerca de R$ 3,1 bilhões que seriam pagos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias. “Em suma, o aumento dos gastos e a não realização da receita conforme planejado nos anos de 2024 e 2025 (…) resultou no agravamento da liquidez dos Correios, fazendo com que a empresa entrasse em um ciclo cada vez mais adverso, com impacto contínuo na regularidade das operações e dos negócios”, aponta o documento. Além de postergar pagamentos, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos no ano passado para tentar melhorar a situação econômico-financeira. A maior parte dos recursos, no entanto, entrou no caixa apenas no penúltimo dia do ano.

Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação O BTG Pactual anunciou que vai comprar até 48% da fintech meutudo, empresa que atua na oferta de crédito pela internet. A operação ainda precisa ser aprovada pelos órgãos reguladores. O negócio faz parte da estratégia do banco para aumentar sua presença no atendimento a pessoas físicas, área conhecida como varejo. Com isso, o BTG quer ampliar a oferta de empréstimos digitais, usando a estrutura da meutudo, que já tem experiência nesse tipo de serviço. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Criada em 2019 por Márcio Feitoza, Marcelo Feitoza e Felipe Oquendo, a meutudo é uma plataforma que permite ao cliente contratar empréstimos de forma online. A plataforma utiliza sistemas próprios para analisar o perfil dos clientes antes da concessão do crédito. Desde que foi fundada, a fintech já concedeu mais de R$ 20 bilhões em empréstimos e atendeu mais de 19 milhões de clientes em todo o país, segudo informações da empresa. Desse total, mais de R$ 10 bilhões foram liberados na modalidade de consignado privado, em que as parcelas são descontadas diretamente do salário de trabalhadores do setor privado. A parceria entre o BTG Pactual e a meutudo já vinha acontecendo há alguns anos. Nesse período, o banco forneceu mais de 80% dos recursos usados para os empréstimos da fintech, ajudando a empresa a crescer com mais estabilidade. Segundo o presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti, a compra reforça os planos do banco de crescer no mercado de crédito para pessoas físicas. “Essa transação amplia nossa capacidade de oferecer crédito acessível, responsável e de alta qualidade para milhões de consumidores”, afirmou. Para Márcio Feitoza, CEO e cofundador da meutudo, a entrada do BTG como sócio fortalece o propósito da empresa. “O crédito, quando bem feito, ajuda as pessoas a alcançarem seus objetivos. O BTG sempre foi o parceiro que mais acreditou nessa visão, e essa parceria amplia nosso impacto para melhorar a vida financeira dos clientes”, disse. Lucro recorde Na últim,a segunda-feira (9), o BTG Pactual divulgou seus resultados financeiros do 4º trimestre, com lucro de quase R$ 4,6 bilhões ---- um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também bateu recorde de faturamento, com cerca de R$ 9,1 bilhões em receitas. Os números vieram um pouco acima do que o mercado esperava, o que foi visto como positivo por analistas. O crescimento veio de várias áreas: investimentos e operações na bolsa; crédito para empresas; gestão de recursos (fundos); e atendimento a clientes de alta renda. Na bolsa, porém, a ação caiu no dia da divulgação do balanço, após duas altas seguidas. Ainda assim, o papel acumula forte valorização nos últimos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,25% nesta quinta-feira (12), cotado a R$ 5,1998. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos, em linha com o desempenho dos mercados internacionais. Na véspera, o índice encostou os 190 mil pontos pela primeira vez na história. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda econômica contou com novos dados econômicos e balanços corporativos. Entre os destaques, o índice de serviços registrou uma queda de 0,4% em dezembro em relação ao mês anterior, abaixo das expectativas do mercado, que previam alta de 0,1% no período. ▶️ Já no noticiário corporativo, os papéis do Banco do Brasil de 4,50% nesta quinta-feira, após o banco informar um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025. Apesar da queda na comparação anual (- 40,1%), o resultado representa um lucro acima do esperado ante os três meses anteriores (+51,7%) e foi bem recebido pelo mercado financeiro. ▶️ A última pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada ontem, também continuou no radar dos investidores. A pesquisa indica Lula à frente de Flávio Bolsonaro por cinco pontos em um eventual segundo turno (43% a 38%), reforçando a percepção de maior competitividade eleitoral e possíveis impactos sobre a condução das contas públicas. ▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para os novos números de pedidos de auxílio-desemprego. O indicador recuou na semana passada, mas veio acima do esperado. Foram 227 mil solicitações na semana encerrada em 7 de fevereiro, ante previsão de 222 mil. Agora, investidores aguardam o índice de preços ao consumidor, previsto para sexta-feira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,39%; Acumulado do mês: -0,91%; Acumulado do ano: -5,26%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,63%; Acumulado do mês: +3,53%; Acumulado do ano: +16,53%. Agenda econômica Serviços no Brasil Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade. Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,8%. Mesmo com o recuo no fim do ano, o setor segue em nível elevado: está cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025. A queda mensal foi puxada principalmente pelo setor de transportes, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios. Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos. Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento. O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tem puxado o setor. Segundo ele, como esse segmento “tropeçou” em dezembro, o volume de serviços acaba sofrendo. "Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal." Auxílio-desemprego nos EUA O número de americanos que entraram com o pedido do seguro-desemprego caiu na semana passada, mas menos do que o mercado esperava. A redução foi pequena, possivelmente influenciada por tempestades de inverno que afetaram o país. Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão de economistas era de 222 mil solicitações no período. Essa queda compensou apenas parte da alta registrada na semana anterior, atribuída às fortes nevascas, às temperaturas muito baixas e a ajustes sazonais comuns no fim de ano e início de janeiro. Apesar disso, o mercado de trabalho segue relativamente estável. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%. Ainda assim, especialistas descrevem o cenário como de poucas contratações e poucas demissões. Quase todas as novas vagas criadas no mês vieram da área de saúde e assistência social. Economistas avaliam que políticas comerciais e de imigração têm limitado a oferta de trabalhadores, mas veem espaço para uma recuperação do emprego ao longo do ano, em parte por causa de cortes de impostos. Pesquisa Quaest Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos. A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição. "A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição. Cenário Lula x Flávio: Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro); Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro); Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro). Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco. Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo fraco desempenho das ações de tecnologia. Resultados corporativos e dados de emprego divulgados na véspera também seguiram no radar. O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda de 2,04%. Na Europa, a maioria dos índices da região fechou em queda, conforme investidores avaliavam novos balanços corporativos e dados econômicos locais. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%. Entre os demais destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,67%, enquanto o CAC-40, de Paris, ganhou 0,33%. O Ibex-35, de Madri, por sua vez, caiu 0,82%. Já os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados. No fechamento, Xangai registrou alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos. Tóquio recuou 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro Karolina Grabowska/Pexels

Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo Lula Quase metade dos brasileiros considera que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Apenas 24% dizem que ela melhorou no mesmo período, enquanto 30% afirmam que não houve mudança. O resultado indica que dados como a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, o rendimento médio em nível recorde e a inflação mais controlada não foram suficientes para melhorar a percepção sobre a situação econômica. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para economistas ouvidos pelo g1, o aumento da taxa de juros — com a consequente desaceleração da economia e alta da inadimplência — foi determinante para reduzir o efeito positivo dos demais aspectos da economia. “Isso quer dizer o seguinte: o sujeito até está ganhando mais, o salário está indo bem, só que, dado o nível de endividamento das famílias, o dinheiro não rende”, diz o economista André Perfeito. “Para as empresas é a mesma coisa: estamos vendo boa parte do lucro empresarial sendo drenado para pagamento de juros, o que faz com que o sentimento empresarial não fique bom.” Para a economista Zeina Latif, os efeitos dos juros altos ainda aparecem na economia, com perda de ritmo em dados ligados ao consumo das famílias. "Não tem alívios. A classe média sente condições que não são ruins, mas também não há coisas positivas em curso. Mesmo no mercado de trabalho, é nítida a mudança de tendência na geração de vagas." "A inflação, principalmente a dos alimentos, tem efeito desigual. Quando vai bem, a confiança não melhora tanto. Em compensação, quando a inflação sobe, a confiança ou a aprovação no governo cai mais.” Veja os resultados da pesquisa A Quaest perguntou sobre a percepção dos entrevistados sobre a economia nos últimos 12 meses. As respostas foram: Piorou: 43% (eram 43% em janeiro); Melhorou: 24% (eram 24%); Ficou do mesmo jeito: 30% (eram 29%); Não souberam/Não responderam: % (eram 4%). Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses Kayan Albertin/Arte g1 Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, os entrevistados disseram que a economia deve: Melhorar: 43% (eram 48% em janeiro); Piorar: 29% (eram 28%); Ficar do mesmo jeito: 24% (eram 21%); Não sabem/não responderam: 4% (eram 3%) Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia Gabs/Arte g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Leia também: Quaest, 2º turno: Lula continua à frente, e menor diferença é contra Flávio Bolsonaro Quaest, 1º turno: Flávio se consolida como principal candidato da oposição 49% desaprovam e 45% aprovam o governo Lula, diz Quaest Preço dos alimentos subiu para 56% dos entrevistados A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos nos supermercados e nas feiras onde as pessoas costumam fazer suas compras. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18%% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais. Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro. Veja os números: No último mês, o preço dos alimentos: Subiram: 56% (eram 58% em janeiro) Ficaram iguais: 24% (eram 24%) Caíram: 18% (eram 16%) Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país. O resultado veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% em janeiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%. Para 43% dos brasileiros a situação da economia piorou nos últimos 12 meses; 24% dizem que melhorou VCA CONSTRUTORA A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro. Veja os números: Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar: Mais: 15% (eram 18% em janeiro) Menos: 61% (eram 61%) O mesmo tanto: 23% (eram 18%) Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%) Com relação ao preço dos alimentos no último mês, 56%% disseram que subiu e 18% que caiu. Outros 24% avaliam que o preço não mudou. 49% avalia que está mais difícil conseguir emprego Os entrevistados foram questionados ainda se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Para 49% está mais difícil, mas para 39% está mais fácil. Outros 5% responderam que está igual. Veja os números: Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses? Mais difícil: 49% Mais fácil: 39% Igual: 5% Não sabem/não responderam: 7% A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual.
Com a extinção do PIS, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) no fim deste ano, no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, cerca de R$ 40 bilhões em benefícios fiscais também deixarão de existir.
🔎Incentivos fiscais são valores que deixam de ingressar nos cofres públicos, por conta de leis aprovadas, beneficiando setores específicos da economia, regiões ou contribuintes por meio da isenção ou redução de tributos.
➡️Como esses tributos acabarão em 2026 e os benefícios não foram renovados, não será mais possível conceder incentivos com base neles no próximo ano — quando eles serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal sobre o consumo que entrará no lugar desses impostos, e pelo imposto seletivo (chamado também de "imposto do pecado").
De acordo com dados do Demonstrativo de Gastos Tributários (DGT) da Secretaria da Receita Federal, que consta no orçamento deste ano, os R$ 40 bilhões em benefícios fiscais que serão extintos representam cerca de 6,5% do valor total de R$ 612,8 bilhões (4,4% do Produto Interno Bruto).
O DGT, porém, não engloba todos os benefícios fiscais existentes. Estudo divulgado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) no fim do ano passado estimou, por exemplo, que os incentivos fiscais somarão quase R$ 1 trilhão em 2026.
▶️Se por um lado estes segmentos perderão benefícios fiscais, por outro todos os setores da economia serão beneficiados por uma premissa básica da reforma tributária, segundo o governo: a desoneração completa dos investimentos e das exportações.
▶️Ao mesmo tempo, como a reforma prevê um regime não cumulativo, as empresas também serão ressarcidas dos tributos pagos em cadeias anteriores da produção — algo que não acontece atualmente.
"O que o novo sistema vai fazer? Vai migrar, salvo as exceções, como o Simples Nacional, para um sistema não cumulativo. Não tem incidência no meio da cadeia, não tem incidência na origem, só no destino das exportações, e não tem incidência nos investimentos. A gente muda a lógica, e vai ficar transparente", afirmou o diretor de Programa da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Rodrigo Orair.
Empresas brasileiras têm desafio em 2026: as novas regras da Reforma Tributária
Qual o impacto?
Com o fim do PIS, Cofins e do IPI, e dos benefícios fiscais ligados a eles, em tese haverá aumento de arrecadação na mesma proporção no próximo ano, ou seja, de cerca de R$ 40 bilhões em 2027.
Outro fator que elevará a arrecadação no próximo ano será o imposto seletivo (chamado de "imposto do pecado") para produtos nocivos, como álcool, tabaco, bebidas açucaradas e combustíveis poluentes. O imposto seletivo ainda tem de ser regulamentado pelo Congresso Nacional.
➡️Em contrapartida, a reforma tributária manteve vários benefícios existentes, como o Simples Nacional e a Zona Franca de Manaus (ZFM), além de defensivos agrícolas, entidades filantrópicas, livros, equipamentos médicos, transporte coletivo e de passageiros, táxis e automóveis para portadores de deficiência. Mais de R$ 150 bilhões em benefícios foram mantidos pelo Congresso Nacional.
Ao mesmo tempo, o Legislativo também definiu reduções adicionais de impostos para cesta básica e medicamentos, além de ter estabelecido subsídios para alguns setores da economia.
"Na grande maioria dos casos, você uniformizou ou diminuiu [os benefícios]. Mas não é que acabaram todos os tratamentos favorecidos. Boa parte deles foram trazidos para o novo modelo. Em alguns casos, até ampliados. Por exemplo, a cesta básica e redução de alíquotas para medicamentos serão maiores do que hoje, são dois casos que aumentaram. E tem várias coisas que continuam, como o Simples e a Zona Franca", explicou Rodrigo Orair, do Ministério da Fazenda.
Serão beneficiados, por exemplo, produtos da cesta básica com alíquota zero, como carnes, peixes (com exceção de salmão, atum e bacalhau, entre outros), arroz leite e feijão, além de uma série de outros produtos. Vários itens, como amido de milho, óleos e pão de forma, por sua vez, terão tributação reduzida.
Uma lista com mais de 300 remédios também contará com isenção do futuro imposto sobre o consumo do governo federal, segundo texto aprovado pelo Legislativo. Na lista estão medicamentos populares como losartana (usado para o tratamento de pressão alta), insulina (para o controle da diabetes), isotretinoína (para controle da acne), além de remédios para ansiedade, como Diazepan. Há ainda outros medicamentos com imposto reduzido.
Outro fator que reduzirá a arrecadação será o chamado "cashback", a devolução de impostos, para a população carente. Serviços essenciais, como água, gás encanado e energia elétrica já terão desconto embutido nas faturas, e haverá devolução de parte do valor do imposto em compras em supermercados e farmácias, por exemplo.
Além disso, alguns setores foram beneficiados com alíquota reduzida (como serviços privados de saúde e educação), ou seja pagarão menos do que o restante da economia, assim como algumas categorias de profissionais liberais - reduzindo a arrecadação final do futuro imposto sobre o consumo.
Futura alíquota do imposto sobre o consumo
No fim das contas, tanto as reduções de incentivos e o imposto seletivo — que elevarão a arrecadação — e os novos benefícios (investimentos, exportações, cesta básica, remédios e setores da economia) aprovados pelo Congresso Nacional, atuando para reduzir as receitas, serão considerados para o cálculo da futura alíquota da CBS — novo tributo federal sobre o consumo que começará em 2027.
▶️O objetivo da reforma tributária é manter o atual peso dos impostos sobre o consumo que já existe — que é um dos maiores do mundo. Com isso, estimativas apontam que a futura alíquota da CBS e do IBS dos estados e municípios será com uma das maiores do planeta, em cerca de 28%.
💰A consequência da concentração maior da carga tributária brasileira sobre o consumo no Brasil é o alto grau de "regressividade" (se arrecada proporcionalmente mais de quem ganha menos).
▶️Em países mais desenvolvidos, há um peso maior da tributação sobre a renda, algo que não foi implementado no Brasil mesmo com a isenção de até R$ 5 mil no IR e a taxação dos mais ricos para compensar essa perda de arrecadação.
"Imposto seletivo mais a CBS vão ter que gerar o mesmo tanto de arrecadação que o PIS, Cofins e o IPI. Quanto mais benefícios eu dei, maior terá de ser a alíquota sobre os bens e serviços em geral. Como eu tenho a meta de arrecadação, se eu reduzir a alíquota para o serviço prestado pelo profissional liberal, vou ter que tributar mais a camiseta, o sabonete, o artigo mobiliário e assim sucessivamente", disse Orair, do Ministério da Fazenda.
▶️O cálculo da alíquota da CBS, que começa em 2027, está sendo feita pela Receita Federal com técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e será divulgado até meados deste ano.
▶️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios) - que terá alíquota cheia a partir de 2033.
Antes disso, o Congresso Nacional terá de regulamentar o imposto seletivo, fixando alíquotas adicionais para cada produto nocivo à saúde, para que a Receita e o TCU possam considerar esses valores para estimar a alíquota da CBS que valerá em 2027.
Com o início do futuro imposto federal sobre o consumo no ano que vem, os valores serão pagos pelas empresas de imediato, ou seja, no ato da compra dos produtos e serviços pela população. É o chamado "split payment", algo que reduzirá a sonegação de impostos.
Desde o início deste ano, uma mega plataforma do governo para operacionalizar o pagamento dos tributos, o "cashback" para a população de baixa renda e a devolução de impostos pagos em cadeira anteriores, já está em funcionamento em fase de testes.

Decreto que muda vale-alimentação e vale-refeição divide setores O vale-alimentação e o vale-refeição, que fazem parte do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), passaram a ter novas regras. Desde terça-feira (10), estão em vigor mudanças que limitam as taxas cobradas pelas operadoras, agilizam o repasse dos pagamentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha. As mudanças estão detalhadas no Decreto nº 12.712, assinado em 11 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afetam todos os envolvidos: trabalhadores que usam o benefício, empresas que contratam o serviço e estabelecimentos que recebem os pagamentos. Na prática, o decreto muda as regras do mercado de vale-alimentação e vale-refeição. A taxa cobrada de restaurantes e supermercados passa a ter um limite de 3,6%. A tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%, e qualquer valor acima desses percentuais está proibido. Outra mudança importante envolve o prazo de pagamento. A partir de agora, as operadoras devem transferir o dinheiro das vendas aos estabelecimentos em até 15 dias corridos. Antes, muitos negócios esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber. O valor do benefício não muda, e o uso continua restrito à compra de alimentos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as regras que já estão em vigor têm objetivos claros: reduzir abusos, padronizar práticas entre operadoras, dar mais previsibilidade a quem vende alimentos e garantir que o benefício continue destinado apenas à alimentação. O decreto também prevê mudanças que serão aplicadas de forma gradual nos próximos meses. Abaixo, veja as datas e as mudanças previstas. A partir de 10 de maio, começa uma mudança importante para o usuário: o cartão deixará de ficar restrito a uma única operadora. Isso significa que, aos poucos, o vale-alimentação ou o vale-refeição poderá ser aceito em diferentes maquininhas, independentemente da bandeira ou da empresa que o emitiu. Essa mudança será concluída em novembro, quando está prevista a integração total do sistema: qualquer cartão do PAT deverá funcionar em qualquer maquininha do país. O decreto também redefine o funcionamento das chamadas redes fechadas — situação em que o vale-alimentação ou o vale-refeição só pode ser usado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora. Ou seja, o cartão funciona apenas em uma lista limitada de restaurantes e supermercados. Essas redes continuam permitidas apenas para operadoras que atendam até 500 mil trabalhadores. Acima desse limite, o sistema deverá ser aberto em até 180 dias. Contratos que não seguem as novas regras não podem ser prorrogados. Além disso, há prazos de 90, 180 e 360 dias para que as empresas se adaptem, dependendo do tipo de exigência. Outra medida importante é o fim de vantagens financeiras entre empregadores e operadoras, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing — práticas que desequilibravam a concorrência. O governo afirma que as mudanças reforçam a segurança do programa, reduzem fraudes e garantem que o dinheiro não seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias ou serviços de saúde. O PAT completa 50 anos em 2026, e o governo considera o novo decreto uma atualização necessária para acompanhar as mudanças tecnológicas e econômicas do setor. vale-refeição e vale-alimentação Freepik

Contaminação em piscina: manobrista diz que recebia instruções do dono da academia No último sábado (7), a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após participar de uma aula de natação em uma academia. Outros cinco alunos, entre eles um adolescente e o marido dela, também apresentaram sinais de intoxicação. A principal suspeita das autoridades é que a manipulação de produtos químicos perto da área das aulas tenha afetado os frequentadores, já que o espaço é fechado e tem pouca ventilação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O estabelecimento não tinha um piscineiro. Segundo a investigação, a manutenção da piscina era feita por um manobrista da academia. Em depoimento à polícia, ele afirmou que fazia a limpeza seguindo orientações de um dos sócios, enviadas por mensagens de WhatsApp. De acordo com o depoimento obtido pela TV Globo, Severino José da Silva, de 43 anos, trabalha há cerca de três anos na academia, com registro em carteira como manobrista. Ele relatou, porém, que também era responsável por abrir a unidade e cuidar da manutenção das piscinas. Segundo Severino, o acúmulo de funções era determinado por um dos sócios da academia. O funcionário afirmou que nunca recebeu treinamento, habilitação técnica ou equipamentos de proteção individual (EPIs) para manusear produtos químicos. ⚠️ O caso levantou dúvidas entre trabalhadores sobre os limites das atribuições profissionais. O empregado pode ser obrigado a exercer tarefas para as quais não foi contratado? Segundo o artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalhador não pode ser obrigado a executar atividades diferentes das previstas no contrato, principalmente quando houver risco à segurança. “O funcionário pode realizar atividades compatíveis com sua função, desde que não exijam outra especialização, não causem prejuízo e respeitem os limites do contrato e da legislação”, afirma a advogada Luana Couto Bizerra, especialista em Direito Empresarial e Trabalhista da Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria. Além disso, ordens e orientações enviadas por WhatsApp podem ser consideradas comunicações de trabalho válidas e servir como prova na Justiça, desde que seja possível identificar quem enviou, a data e o contexto das mensagens. A validade depende da autenticidade e da integridade do conteúdo, e pode ser exigida autenticação em cartório ou por outros meios técnicos. Desvio de função x acúmulo de funções A advogada explica que o caso de Severino, contratado como manobrista e que também fazia a manutenção da piscina, pode ser caracterizado como acúmulo de funções. De acordo com a legislação trabalhista, o acúmulo ocorre quando o empregado é contratado para exercer determinada atividade e, sem alteração formal do contrato nem aumento de salário, passa a desempenhar ao mesmo tempo tarefas de outro cargo. A prática se torna ilegal quando configura uma alteração contratual prejudicial ao empregado, o que é proibido pelo artigo 468 da CLT. Segundo a especialista, é fundamental diferenciar acúmulo de funções de desvio de função. No desvio de função, o empregado deixa o cargo para exercer outro. Já no acúmulo de funções, ele continua na função original e assume tarefas extras. Segundo a advogada, o acúmulo de funções só é considerado regular quando as atividades extras já estavam previstas ou foram acordadas desde a contratação e são incompatíveis entre si. “É necessário avaliar se há incompatibilidade, se as novas tarefas exigem aumento da jornada de trabalho ou requerem qualificação técnica específica”, destaca. Quando o acúmulo gera sobrecarga, exige conhecimentos técnicos diferentes ou causa prejuízo ao trabalhador, a situação pode ser questionada na Justiça. Quem responde pelo caso? No caso da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, a responsabilidade, em regra, recai sobre o proprietário da academia. Segundo Tadeu Machado, sócio do Cascione Advogados e especialista em Direito Trabalhista, como o empregador assume os riscos do negócio, cabe a ele responder na esfera civil por eventuais danos decorrentes da atividade. “Isso vale especialmente quando o empregador permite que um funcionário exerça atividades de risco sem qualificação técnica ou treinamento adequado”, afirma. Nessas situações, a empresa pode ser responsabilizada pelas consequências. A responsabilização do empregado só ocorre em casos excepcionais, como quando há dolo — isto é, quando o trabalhador age de forma intencional e contrária às orientações do empregador. Ainda assim, cada situação é analisada individualmente pela Justiça do Trabalho, que avalia se houve orientação adequada e se a empresa cumpriu suas obrigações legais. Dá para recusar sem medo de justa causa? A advogada Luana Couto Bizerra afirma que o trabalhador pode — e deve — se recusar a cumprir ordens ilegais ou que coloquem em risco a própria saúde, a segurança ou a de terceiros. Essa recusa não é motivo para demissão por justa causa. Nesses casos, o chamado direito de recusa é considerado legítimo, especialmente quando o empregado age de boa-fé e respeita as normas trabalhistas e de saúde e segurança. Se a empresa aplicar justa causa nessas circunstâncias, a penalidade pode ser revista pela Justiça. “Quando fica comprovado que a recusa foi justificada e legítima, a demissão pode ser anulada e gerar direito a indenização”, explica a advogada. Tadeu Machado acrescenta que normas do Ministério do Trabalho e Emprego garantem ao trabalhador o direito de interromper as atividades sempre que identificar uma situação que represente risco grave e imediato à própria vida, à saúde ou à de terceiros. Como o trabalhador deve agir nessas situações? Segundo o advogado, ao receber uma ordem que envolva risco grave e iminente, o trabalhador deve comunicar imediatamente o superior. O ideal é que essa comunicação seja feita por escrito, sempre que possível, para que fique registrada. Quando a ordem envolve atividade fora da função contratada, a situação pode gerar dúvidas. A legislação permite a execução de tarefas compatíveis com a capacidade do trabalhador, desde que não sejam técnicas, perigosas ou muito diferentes da função original. Luana Couto Bizerra orienta que o trabalhador aja com cautela e registre todas as situações. “O recomendado é informar de forma respeitosa que a atividade parece insegura, está fora da função ou que não houve treinamento adequado, preferencialmente por escrito”, afirma. Ela também recomenda guardar as ordens recebidas e buscar orientação do Recursos Humanos (RH), da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), do sindicato ou de um advogado. “O trabalhador não deve executar tarefas que ofereçam risco grave e imediato à própria integridade ou à de terceiros sem o treinamento adequado”, reforça. Segundo a especialista, o medo de perder o emprego é compreensível, mas agir com boa-fé, transparência e manter registros ajuda a proteger o trabalhador e a demonstrar que a recusa foi legítima. O que diz a academia Os advogados da academia renunciaram ao caso e, até o momento, nenhum outro representante da C4 Gym foi encontrado para falar sobre o assunto. Nas redes sociais, a direção da academia “lamentou profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02) e informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que mantém contato direto com alunos e familiares para oferecer todo o suporte necessário”. A empresa disse que está “colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com todas as etapas da investigação em andamento”. Sobre a permissão de funcionamento, a empresa informou que possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), regularidade junto ao Conselho Regional de Educação Física (CREF) e alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023”. Piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste, onde professora fez aula de natação e teve problemas respiratórios que a levaram à morte. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre caso de aluna morta após aula de natação Morte de professora acende alerta sobre riscos ; veja sinais de perigo Prefeitura de SP inicia processo de cassação de licença de academia

Bolsa Família: veja as regras e dias de pagamentos em fevereiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de fevereiro do Bolsa Família 2026 nesta quinta-feira (12). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para fevereiro de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 12/2 Final do NIS: 2 - pagamento em 13/2 Final do NIS: 3 - pagamento em 18/2 Final do NIS: 4 - pagamento em 19/2 Final do NIS: 5 - pagamento em 20/2 Final do NIS: 6 - pagamento em 23/2 Final do NIS: 7 - pagamento em 24/2 Final do NIS: 8 - pagamento em 25/2 Final do NIS: 9 - pagamento em 26/2 Final do NIS: 0 - pagamento em 27/2 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Março: de 18/3 a 31/3; Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Sede do Banco do Brasil, em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição nesta quarta-feira (11). O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024. O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período. No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Previsão para 2026 O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%. O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%. "Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa. "Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro." Inadimplência piora No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,17%, ante 4,51% no terceiro trimestre e 3,16% um ano antes. O banco informou que o aumento reflete um caso específico na carteira de TVM de uma empresa do segmento Atacado, no valor de R$ 3,6 bilhões. Desconsiderando esse impacto, o índice seria de 4,88%. Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024. A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026. Retorno de dois dígitos O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%. O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período. A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%. O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%. O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar.

As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, Reprodução/Jornal Nacional Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro “muito promissor” na área de minerais críticos e estão explorando "ativamente" oportunidades para apoiar a capacidade produtiva do país. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na semana passada, os EUA reuniram o Brasil e outros países para apresentar um plano de formar um bloco comercial de minerais críticos. O Brasil, entretanto, ainda avalia se participará da iniciativa. "Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país", afirmou Orr, em uma coletiva de imprensa online. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O secretário assistente, no entanto, evitou dar detalhes sobre os eventuais termos das negociações, inclusive sobre preços. Ele afirmou que o processamento dos minerais resultante de eventuais parcerias poderia ocorrer no Brasil ou nos Estados Unidos. "Nossa abordagem reconhece que as cadeias de suprimento exigem parcerias sólidas, seja por meio do processamento no Brasil, nos Estados Unidos ou em ambos, e esperamos continuar trabalhando com o Brasil." Segundo ele, os EUA estudam formas de apoiar o Brasil por meio de financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, conhecida como DFC. Ele destacou que dois projetos no Brasil já receberam apoio financeiro da DFC, das empresas Serra Verde e Aclara. O foco dos EUA em minerais críticos O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos EUA de minerais críticos após a China ter abalado os mercados globais no ano passado ao reter terras raras, essenciais para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse cenário, o Brasil tem despertado interesse dos EUA e de outros países, devido ao seu grande potencial na exploração de minerais críticos, como terras raras, cobre, níquel e nióbio. Comissões de várias partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e agendado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor, como Vale, BHP e Anglo American. No caso de terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas poucos projetos em desenvolvimento. Na semana passada, Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA e US$2 bilhões em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na semana passada que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. Minérios raros: o que são as matérias-primas do acordo comercial anunciado por Trump entre EUA e China

O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (11), por margem apertada, uma medida para encerrar as tarifas que o presidente Donald Trump impôs ao Canadá. O aval à proposta representa uma rara derrota política para o presidente e para as lideranças de seu partido na Câmara, onde os republicanos são maioria. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, os parlamentares aprovaram, por 219 votos a 211, uma resolução que encerra o uso de emergência nacional por Trump como justificativa para impor medidas comerciais punitivas a produtos canadenses. O texto segue agora para o Senado, onde tem boas chances de aprovação. Ainda assim, é improvável que haja apoio suficiente no Congresso para derrubar um eventual veto de Trump — que já é esperado. Por isso, há baixas expectativas de que a proposta se torne lei. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas redes sociais, Trump reagiu à votação. Ele criticou diretamente parlamentares republicanos e afirmou que aqueles que votarem contra suas tarifas sofrerão “sérias consequências” nas eleições, incluindo as primárias — quando se decidem os candidatos. O republicano afirmou que o déficit comercial do país foi reduzido em 78%, disse que os principais índices das bolsas dos EUA atingiram níveis “antes impossíveis” e atribuiu os resultados às tarifas de importação. "Além disso, as TARIFAS nos deram grande Segurança Nacional, porque a simples menção da palavra faz com que países concordem com nossos desejos mais firmes. As TARIFAS nos deram Segurança Econômica e Nacional, e nenhum republicano deveria ser responsável por destruir esse privilégio", escreveu. Trump critica proposta para barrar tarifas sobre o Canadá. Reprodução/Truth Social Trump também fez declarações sobre o Canadá. Ele afirmou que o país tem se “aproveitado” dos EUA no comércio “há muitos anos” e que está entre os “piores do mundo para negociar”, especialmente no que se refere à fronteira norte. "As TARIFAS são uma vitória para nós, SIMPLES. Os republicanos devem manter isso assim!", concluiu.
Entidades do setor financeiro criticam decisão de ministro do TCU que restringiu acesso do BC a documentos do caso Master
Um grupo de entidades que representa bancos, fintechs e instituições do mercado financeiro divulgou nesta quarta-feira (11) uma nota em que critica a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que restringiu o acesso do Banco Central aos autos do processo que apura a atuação do órgão na liquidação do Banco Master.
O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro, como praxe. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais.
A reclassificação foi de "sigiloso" para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”.
Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master. E disse que fez a reclassificação para evitar vazamentos.
No documento, as associações afirmam que, embora o sigilo possa ser necessário em alguns casos, a restrição ao Banco Central não tem “justificativa técnica clara e transparente”, especialmente por envolver o direito ao contraditório e à ampla defesa.
As entidades também dizem que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam ter motivação objetiva e ser acompanhadas de explicações à sociedade.
Duas notas em defesa do BC já foram divulgadas nos últimos meses pelas entidades, numa unificação do setor raramente vista.
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, por falta de condições de honrar seus papéis no mercado. O banco também é alvo de investigação da PF, que apura suspeitas de fraude financeira.
O TCU determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.
‘Impacto na estabilidade do sistema’
Na nota, as associações avaliam que o processo tem “relevância crítica” e pode gerar impactos sobre a estabilidade do sistema financeiro e a confiança nos mecanismos de supervisão e controle.
Segundo o grupo, nesses casos, a transparência é essencial para preservar a segurança jurídica e a credibilidade institucional.
“As entidades avaliam que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam de motivação e esclarecimentos objetivos à sociedade”, diz o texto.
Entidades pedem decisão colegiada
Outro ponto citado na nota é que decisões com efeitos “restritivos, institucionais e sistêmicos” deveriam ser colegiadas, e não tomadas de forma individual.
“Decisões com efeitos restritivos, institucionais e sistêmicos, além de serem fundamentadas, devem ser colegiadas e acompanhadas de transparência”, afirma o documento.
Quem assina a nota
Assinam a nota entidades como:
ABBC (Associação Brasileira de Bancos)
ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais)
Abracam (Associação Brasileira de Câmbio)
ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento)
Abecs (cartões de crédito e serviços)
Anbima (mercado financeiro e de capitais)
ABIPAG (instituições de pagamento)
Abranet (Associação Brasileira de Internet)
Acrefi (crédito, financiamento e investimento)
Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras)
Febraban (Federação Brasileira de Bancos)
OCB (Organização das Cooperativas do Brasil)
Zetta (associação do setor de tecnologia financeira)
As entidades afirmaram, ao final, que mantêm o compromisso com a estabilidade financeira e com as melhores práticas do sistema.
O governo federal autorizou, nesta quarta-feira (11), leilão de 18 novos blocos de pré-sal nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.
Exploração do petróleo na camada pré-sal no Brasil completa 20 anos em 2026
A estimativa de arrecadação é de até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimento.
"Com a medida, o país cria as condições para realizar a maior rodada do regime de partilha já organizada no Brasil, ampliando significativamente o número de áreas disponíveis para exploração", disse o Ministério de Minas e Energia em nota.
"O impacto esperado é direto sobre a economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gás, com efeitos positivos sobre emprego, renda e desenvolvimento regional", complementa.
Segundo a pasta, com a decisão, os 18 novos blocos se somam aos oito já previstos no edital, o que se concretiza em uma rodada inédita com 26 blocos.
Ministro do TCU restringe acesso do BC a processo sobre Master
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) enviou nesta quarta-feira (11) ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus um relatório sobre o procedimento técnico realizado em documentos do Banco Central (BC), no contexto do processo da liquidação extrajudicial do banco Master.
O documento, que é sigiloso, será analisado por Jhonatan de Jesus e equipe, o que deve ocorrer nos próximos dias. Na sequência será encaminhado ao plenário da Corte de Contas, mas não há uma data para esse envio.
Ministro restringe acesso a processo sobre Master
No mês passado, o TCU autorizou o procedimento. A inspeção foi determinada a pedido dos próprios técnicos, que queriam ter acesso aos documentos basearam a decretação da liquidação extrajudicial do Master pelo BC.
São arquivos relacionados ao início da fiscalização dos problemas econômicos do banco de Daniel Vorcaro, à descoberta de fraudes, a negociações de eventual venda e ao próprio processo de liquidação ordenado pelo BC.
Em parecer anterior, os técnicos concluíram que não houve inação por parte do BC na condução dos trabalhos.
Crise entre BC e TCU
A determinação da inspeção nos documentos do Banco Central pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus gerou uma crise entre as duas instituições.
No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro.
O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU.
Posteriormente, Jhonatan recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos.
Antes mesmo da determinação da inspeção, as explicações solicitadas por Jhonatan de Jesus já haviam sido alvo de críticas.
No mesmo dia em que mandou o BC responder, em até 72 horas, sobre o que fundamentou a liquidação do banco de Vorcaro, instituições do setor bancário reagiram.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos manifestou plena confiança na decisão do BC.

Entenda o que o consumidor e os estabelecimentos devem fazer Divulgação No dia 10 de fevereiro, começaram a valer as primeiras mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A principal novidade envolve a forma como são feitos os pagamentos com cartões de benefícios, como vale-refeição, vale-alimentação e vale-cultura. Com as novas regras, esses pagamentos passam a ser realizados exclusivamente pela função “voucher” nos terminais de pagamento. Isso significa que as transações não poderão mais ser feitas pelas opções tradicionais de crédito ou débito, como ocorria em alguns estabelecimentos até agora. Segundo a Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, a opção “voucher” já está totalmente disponível e funcionando no mercado. Ela foi criada em 2025, passou por um período de adaptação e se tornou obrigatória a partir de novembro do mesmo ano para cartões das bandeiras Visa, Mastercard e Elo usados no âmbito do PAT. O que o consumidor precisa fazer? Para o trabalhador, a mudança é simples: na hora de pagar com o cartão de benefício, é preciso selecionar a opção “voucher” na maquininha ou pedir ajuda ao atendente para escolher essa modalidade. A forma de uso do cartão continua a mesma, inclusive com pagamentos por aproximação e uso em carteiras digitais. O que muda para os estabelecimentos? Restaurantes, supermercados e outros comércios que aceitam benefícios do PAT precisam garantir que a opção “voucher” esteja habilitada em suas maquininhas, sistemas de pagamento (TEF) ou plataformas de e-commerce. Essa habilitação deve ser feita junto à empresa credenciadora ou aos fornecedores de tecnologia de pagamento. De acordo com a Abecs, o novo modelo aumenta a concorrência no setor de benefícios e pode trazer vantagens aos comerciantes, como a possibilidade de negociar taxas melhores. Além disso, as transações ficam mais padronizadas e transparentes, o que facilita a organização financeira e o cumprimento das regras do PAT. Mais aceitação e concorrência Com o chamado arranjo aberto, a expectativa é que os cartões de benefícios sejam aceitos em um número maior de estabelecimentos, usando a mesma infraestrutura e segurança dos cartões bancários tradicionais. Para o trabalhador, isso significa mais opções de onde usar o benefício no dia a dia. As mudanças fazem parte do Decreto nº 12.712/2025, que atualiza as regras do PAT e busca modernizar o funcionamento do programa, ampliando a concorrência e a eficiência no setor de benefícios. A Abecs A Abecs representa o setor de meios eletrônicos de pagamento no Brasil desde 1971, atuando como principal porta-voz do segmento junto ao mercado, ao poder público e à sociedade. A associação reúne hoje mais de 90 empresas, responsáveis por mais de 96% do mercado, entre instituições financeiras, bancos digitais, adquirentes, bandeiras, fintechs, marketplaces e companhias de tecnologia que integram o sistema de pagamentos. Além de ser referência nas discussões regulatórias, a Abecs promove a autorregulação do setor desde 2008. A entidade também consolida e divulga dados do mercado, organiza anualmente o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), estimula o desenvolvimento do setor por meio de comitês e grupos de trabalho e conduz campanhas de incentivo ao uso consciente dos cartões.
TCU arquiva processo que questionava indicação para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários
Ministro do TCU restringe acesso do BC a processo sobre Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar, por unanimidade, o processo que questionava a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido de apuração havia sido apresentado pelo Ministério Público junto à Corte.
No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica.
A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendiam a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política.
O processo foi relatado pelo ministro Bruno Dantas, que seguiu parecer da unidade técnica do Tribunal.
🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento.
À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e as responsabilidades do cargo.
O nome do indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o que ainda não tem uma data para ocorrer.
Caso Master
A atuação da CVM no caso Master é um dos focos do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações.
Segundo a Polícia Federal, fundos podem ter sido usados em esquemas fraudulentos que envolvem o banco e outras instituições, como a Reag Investimentos.
ES volta a ser 2ª maior produtor de petróleo do país Após seis anos, o Espírito Santo ultrapassou São Paulo e voltou a ser o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. O estado capixaba foi responsável por produzir 5,12% de todo o petróleo do país, segundo dados consolidados de 2025, da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O estado paulista produziu 4,89%. Já o Rio lidera com folga o ranking, com 87,8% de tudo o que é produzido no país. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Ao longo de todo o ano passado, 70,45 milhões de barris foram produzidos no estado capixaba, representando um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior, que tinha registrado 56,65 milhões de barris. Além da posição no ranking, o Espírito Santo tem um dos cinco campos que mais produziram petróleo no período. O Campo de Jubarte, no Sul do estado, teve uma média de 152 mil barris por dia, o que corresponde a 4,14% da produção nacional. Os outros maiores produtores foram o campo de Tupi (21,36%), de Búzios (20,47%), Mero (14,44%) e Itapu (4,19%). Os cinco, juntos, representam cerca de 65% da produção total marítima. LEIA TAMBÉM: INVESTIMENTOS: ES vai receber R$ 106 bi em investimentos até 2029; veja obras e valores por cidade NO NORTE DO ES: Vazamento de óleo em poço de petróleo atingiu área equivalente a 5 campos de futebol Segundo Nathan Diirr, gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), que analisou os dados, a expectativa é que, nos próximos meses, a produção seja reforçada com a retomada das operações do navio-plataforma Maria Quitéria, que tem capacidade de produzir diariamente até 100 mil barris de óleo. O navio da Petrobras foi um dos que contribuíram para o aumento da produção capixaba em 2025. Nos meses em que esteve em operação, a plataforma teve aumentos gradativos de produção. Desde 11 de dezembro de 2025, o Maria Quitéria sem produzir, em razão de uma parada programada para reparos no gasoduto. A expectativa é que retome a produção no final de fevereiro de 2026. O navio-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte, no Sul do Espírito Santo. Divulgação Yinson/ Agência Petrobras Produção brasileira bateu recorde A produção de petróleo no Brasil bateu recorde em 2025, tendo sido 12,3% maior que a de 2024. Por dia, foram 3,770 milhões de barris. O gás natural também teve produção maior, com média anual de 179 milhões de metros cúbicos por dia, o que representa crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Quase 80% da produção nacional de petróleo e gás é proveniente de reservatórios do pré-sal. Já o pós-sal e terrestre representam 15,45% e 4,92%. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Caso Master: comissão do Senado aprova reuniões com Vorcaro, PF, BC, TCU, CVM e ex-chefe do BRB
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, restringiu acesso do Banco Central aos documentos do caso Master, mas disse ao blog que a instituição poderá ter o material se fizer pedido ao gabinete dele. Jhonatan é relator da investigação no TCU sobre o processo de liquidação do Master, feito pelo BC.
Mais cedo, o jornal Valor Econômico mostrou que o ministro havia restringido o acesso do BC à documentação, em um movimento considerado incomum, já que mesmo as partes investigadas costumam ter acesso aos dados das apurações.
O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais.
A reclassificação foi de "sigiloso" para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”.
Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master.
Os documentos da área técnica estão previstos para chegar ao gabinete nesta quinta-feira (12).
Ele disse que impôs as restrições de acesso para evitar vazamentos.
Investigação no TCU
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, por falta de condições de honrar seus papéis no mercado. O banco também é alvo de investigação da PF, que apura suspeitas de fraude financeira.
O TCU determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que, para 43% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses. Outros 24% dizem que melhorou. Os percentuais são os mesmos da primeira pesquisa de 2026, divulgada em janeiro. Outros 30% avaliam que a economia ficou mesmo jeito no último ano (eram 29% em janeiro). Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, 43% avaliam que a economia vai melhorar, enquanto 29% acreditam que vai piorar e 24% acham que vai ficar do mesmo jeito. Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses Kayan Albertin/Arte g1 Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia Gabs/Arte g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Leia também: Quaest, 2º turno: Lula continua à frente, e menor diferença é contra Flávio Bolsonaro Quaest, 1º turno: Flávio se consolida como principal candidato da oposição 49% desaprovam e 45% aprovam o governo Lula, diz Quaest Preço dos alimentos subiu para 56% dos entrevistados A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais. Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro. Veja os números: No último mês, o preço dos alimentos: Subiram: 56% (eram 58% em janeiro) Ficaram iguais: 24% (eram 24%) Caíram: 18% (eram 16%) Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%. Para 43% dos brasileiros a situação da economia piorou nos últimos 12 meses; 24% dizem que melhorou VCA CONSTRUTORA A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% disseram que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro. Veja os números: Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar: Mais: 15% (eram 18% em janeiro) Menos: 61% (eram 61%) O mesmo tanto: 23% (eram 18%) Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%) 49% avaliam que está mais difícil conseguir emprego Os entrevistados foram questionados se ficou mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Veja os números: Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses? Mais difícil: 49% Mais fácil: 39% Igual: 5% Não sabem/não responderam: 7% A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. É o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto.

Tim divulgação As ações da TIM disparavam mais de 9% nesta quarta-feira (11), alcançando uma máxima intradia histórica, após a empresa informar um lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% ante o mesmo período de 2024. O resultado também veio acima das previsões no mercado. A companhia ainda informou que o seu conselho de administração aprovou um acordo com a IHS Fiber Brasil, que estabelece os termos para a compra de 51% da I-Systems Soluções de Infraestrutura pelo valor de R$ 950 milhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo um relatório divulgado pelo Citi a clientes, a teleconferência de resultados realizada pelos executivos da empresa de telecomunicações não trouxe grandes novidades. De acordo com os analistas, a empresa indicou que os resultados dos três últimos meses de 2025 foram beneficiados por despesas temporariamente menores, como gastos com interconexão — ligação entre redes de diferentes operadoras — e pagamentos de horas extras, incluindo alguns ajustes retroativos. A companhia reforçou, no entanto, que sua estratégia de eficiência é de longo prazo. Ainda segundo o Citi, a companhia também destacou que a concorrência no segmento móvel segue equilibrada. Os reajustes de preços previstos para 2026 estão, em geral, alinhados aos de 2025 e, até agora, a entrada de novos competidores não teve impacto relevante. Os analistas do Citi também destacaram que a empresa está renegociando contratos de aluguel. Essa e outras medidas devem ajudar a manter o crescimento da companhia em linha com a inflação. "A reação positiva das ações hoje parece refletir o entusiasmo dos investidores em relação às economias em custos operacionais, embora ainda tenhamos dúvidas quanto ao potencial de surpresa positiva antes da atualização do guidance [projeção] para três anos, prevista para 24 de fevereiro", afirmaram.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta quarta-feira (11) do anúncio de um pacote de investimentos para a ampliação e modernização de 11 aeroportos no Brasil. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto. Parte dos recursos, R$ 4,64 bilhões, são oriundos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão aplicados em terminais localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais (veja lista abaixo). O maior investimento, segundo o Planalto, será feito no Aeroporto de Congonhas (SP), um dos principais do país. Já o estado com mais aeroportos beneficiados será o Pará. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o país tem uma "dívida histórica" com o aeroporto de Congonhas. Por isso, a maior parte dos investimentos será destinado a ele que, nas palavras do ministro, "hoje é um hub de negócios". A expectativa é de melhoria nas operações do terminal. "Teremos novas operações em terminais, toda a requalificação do aeroporto, estacionamento. Será muito estratégico para a aviação de São Paulo", descreveu. O valor que será destinado a Congonhas não foi informado pelo Executivo. O terminal passará, segundo o governo, de uma capacidade de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros por ano. Para a ampliação dos terminais, o governo vai contar ainda com recursos de outras fontes além do BNDES, atingindo o investimento de R$ 5,7 bilhões. ✈️ Aeroportos contemplados São Paulo (SP): Congonhas; Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá; Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira; Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. As obras em parte dos aeroportos devem ser concluídas ainda em 2026, enquanto as melhorias no Aeroporto de Congonhas podem se estender até 2028. Os aeroportos brasileiros enfrentam desafios antigos, como, por exemplo, atrasos, problemas de infraestrutura e falhas em sistemas operacionais. O Aeroporto de Congonhas (SP), que receberá o maior aporte, é um exemplo, mesmo após a privatização em 2023, passageiros relatam cancelamentos e esperas. Cancelamento de voos deixou o saguão do Aeroporto de Congonhas lotado nesta quarta-feira (10) Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo Mais anúncios Silvio Costa Filho informou, ainda, que, no próximo mês, deve ser anunciado novos investimentos para o programa "Investe Mais Aeroportos", que visa impulsionar a criação de novos empreendimentos nos aeroportos, permitindo ampliação de fontes de renda para além das tarifarias. Ou seja, o programa incentiva empreendimento como hotéis e escolas, por exemplo. A medida foi antecipada ao g1. Em relação ao leilão do megaterminal de contêiners no Porto de Santos, o chamado Tecon Santos 10, deve ocorrer em maio, de acordo com Costa Filho. Há cerca de oito a 10 interessados, entre eles árabes e espanhóis. A cerimônia no Planalto terminou sem que o presidente Lula desse declaração pública.

A construção civil brasileira deve ter um desempenho melhor em 2026, após desacelerar no ano passado. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento de 2% para o setor, o terceiro ano seguido de expansão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a entidade, o avanço deve ser impulsionado pela expectativa de queda dos juros, pela maior oferta de crédito imobiliário e pelo aumento dos investimentos em infraestrutura. Entre os fatores que devem impulsionar o setor estão o orçamento recorde do FGTS para habitação, novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida, o novo modelo de financiamento imobiliário com recursos da poupança e iniciativas públicas voltadas à reforma de moradias. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um exemplo é o programa Reforma Casa Brasil, que prevê investimentos de cerca de R$ 40 bilhões. Além disso, a ampliação dos limites do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tende a aumentar a oferta de crédito para a compra de imóveis. “A expectativa é de um incremento no crédito imobiliário, com impactos positivos para o setor”, afirma a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos. Desafios para esse crescimento Apesar do cenário mais favorável, a construção civil ainda enfrenta obstáculos. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a CBIC, indica que a carga tributária elevada, os juros ainda altos e o custo da mão de obra — tanto qualificada quanto não qualificada — seguem entre os principais entraves ao setor. O desempenho recente também reflete um ambiente de juros restritivos. Em 2025, a construção cresceu 1,7% até o terceiro trimestre, na comparação anual, depois de ter avançado 4,2% em 2024, o que indica perda de ritmo ao longo do último ano. Ainda assim, Vasconcelos frisa que alguns indicadores continuaram positivos: o consumo de cimento alcançou 66,9 milhões de toneladas em 2025, alta de 3,68% frente a 2024, embora a confiança dos empresários tenha recuado, segundo a sondagem setorial. Desempenho em 2025 Em relação a 2025, a CBIC afirma que o desempenho do setor foi influenciado por um ambiente de juros ainda elevados Os custos da construção subiram acima da inflação geral: o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumulou alta de 5,92%, enquanto o IPCA ficou em 4,26%. A maior pressão veio da mão de obra, cujo custo avançou 8,98%. Mesmo assim, a atividade seguiu crescendo e gerando empregos. Ao final de 2025, a construção civil empregava 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um aumento de 3,08% em relação ao ano anterior. 🏗️ A construção de edifícios concentrou o maior número de empregados e liderou a criação de vagas formais. 📈 Entre 2020 e 2025, o setor abriu 886.709 postos de trabalho com carteira assinada. Os investimentos em infraestrutura também sustentaram a atividade. Em 2025, os aportes podem ter alcançado R$ 280 bilhões, cerca de 3% acima de 2024, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). O capital privado respondeu por 84% desse total. O PBQP-H é um programa que propõe-se a organizar o setor da Construção Civil em torno da melhoria da qualidade por meio da modernização produtiva Divulgação

Agibank Divulgação/Agibank A fintech Agibank informou nesta quarta-feira (11) que fixou o preço de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em US$ 12 por papel, movimentando US$ 276 milhões (R$ 1,4 bilhão) com a inclusão do lote adicional. A empresa colocou à venda 20 milhões de ações e deu aos bancos responsáveis pela oferta um prazo de 30 dias para comprar até 3 milhões de ações a mais, pelo mesmo preço. Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup atuam como coordenadores globais da oferta. O sindicato também conta com Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale e XP, além de Oppenheimer & Co. e Susquehanna Financial Group. O preço foi definido no limite inferior da faixa indicativa, entre US$ 12 e US$ 13, que já havia sido revisada para baixo em relação à proposta inicial, de US$ 15 a US$ 18. A empresa também reduziu o tamanho da oferta. O IPO do Agibank ocorre após o banco digital concorrente PicPay abrir capital na bolsa norte-americana Nasdaq no mês passado, na primeira oferta pública de uma empresa brasileira em mais de quatro anos. As ações do Agibank começam a ser negociadas nesta quarta-feira na Bolsa de Valores de Nova York, sob o código “AGBK”. Pedido protocolado em NY A fintech havia protocolado o pedido de IPO com distribuição primária e secundária na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) em 14 de janeiro deste ano. A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para "propósitos corporativos gerais", segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época. A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que "não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento". A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil. Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador. No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores. O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador. O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de entrevista à imprensa em Brasília 27/03/2025 Reuters O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que uma série de medidas está sendo estudada para aprimorar a supervisão do mercado e as regras do Fundo Garantidos de Créditos (FGC) após o caso do Banco Master. Entre as medidas, disse o presidente do BC, estão limites mais claros sobre até quanto uma instituição poderá ampliar seus investimentos usando recursos de terceiros, além de regras mais definidas sobre a obrigação de manter parte desses valores em reserva ou aplicá-los em ativos mais seguros — como títulos públicos, por exemplo — como forma de proteção. Galípolo também mencionou uma medida em consulta pública que trata da qualidade dos ativos, com o objetivo de evitar que instituições que captam recursos de pessoas físicas utilizem esse dinheiro de maneira incompatível — por exemplo, aplicando valores que podem ser sacados a qualquer momento em investimentos de longo prazo. "Não quero dizer que não possa voltar a ocorrer a liquidação de outro banco, mas isso é como polícia e ladrão: você fecha uma porta e eles tentam abrir outra", disse Galípolo em evento do BTG Pactual, reiterando a importância de o sistema financeiro adaptar suas regras para evitar novos casos. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente do BC também ressaltou a importância da colaboração do sistema financeiro e da Polícia Federal nos casos de fraude registrados no último ano. "Tivemos um evento específico, que foi o caso Master, mas também tivemos uma série de ataques que demandaram respostas rápidas e ativas do Banco Central, de entender por onde estava acontecendo aquele problema e de que maneira poderíamos apertar as regras", afirmou. Galípolo se referia, nesse caso, ao ataque cibernético que afetou pelo menos seis instituições financeiras quando, em julho do ano passado, a C&M Software — uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores e fintechs ao PIX — teve seus sistemas invadidos, gerando prejuízos de centenas de milhões de dólares. "Foi essencial contar com a parceria das principais instituições do mercado para que pudéssemos fazer um ajuste adequado: não prejudicar quem atua de forma regular e, ao mesmo tempo, impedir quem tenta fazer mau uso", afirmou Galípolo. "Isso é um trabalho contínuo." Cortes de juros e meta de inflação O presidente do BC afirmou que o atual momento do país e do mundo traz uma série de incertezas que podem influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Por isso, segundo ele, o órgão precisa aguardar dados que reforcem a confiança necessária para iniciar o ciclo de cortes de juros. "Estamos em um ambiente com diversas fontes de incerteza", afirmou Galípolo, destacando dúvidas sobre os rumos da geopolítica internacional, da política econômica dos Estados Unidos e de outros países, além da incerteza relacionada ao ano eleitoral brasileiro. "É uma correlação de variáveis econômicas que não têm sido bem comportadas. Então ainda que a política monetária tenha, sim, conseguido trazer o nível do crescimento da economia brasileira para um nível mais baixo, inflação corrente para um patamar mais baixo ainda temos outras variáveis no Brasil que dificultam extrair uma evidência mais clara [sobre o futuro dos juros]", disse. Galípolo afirmou ainda que a sinalização do Copom de que um ajuste nos juros só deve começar a partir de março visa justamente permitir que o comitê "reúna maior confiança" para iniciar o ciclo de cortes. Ele também defendeu a meta de inflação brasileira — de 3% em 2026, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — reiterando que o país "está em linha" com seus pares. "O que realmente precisa ser melhor debatido com a sociedade é o porquê de o Brasil precisar sustentar taxas de juros [que], comparativamente aos seus pares, são mais elevadas, para com muito esforço conseguir fazer uma convergência maior [da inflação] para a meta", disse durante evento. Galípolo reiterou que a resposta envolve fatores conjunturais (de curto prazo) e estruturais (de longo prazo) e que esse cenário não é exclusivo do Brasil. Segundo o banqueiro central, várias séries históricas — especialmente as do mercado de trabalho — ficaram distorcidas e mais difíceis de analisar desde a pandemia. Além disso, programas sociais e estímulos econômicos ampliaram significativamente a liquidez na economia, o que ainda impacta os dados. "Além disso, temos novas formas de empregabilidade associadas às plataformas [digitais] e, agora, a chegada da inteligência artificial. Ainda é bastante cedo para a gente conseguir ter algum tipo de conclusão [sobre os efeitos disso no mercado de trabalho]", afirmou. No caso do Brasil, disse Galípolo, ainda há sinais mistos no mercado de trabalho: o desemprego segue em níveis historicamente baixos, mas os ganhos de produtividade continuam reduzidos. "O tema central é como a gente consegue colaborar para um ambiente mais convidativo para que o investimento privado possa concorrer, e consiga manter a produtividade [em patamares] mais elevados. Essa é uma agenda central para que a gente consiga se desenvolver", completou.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 2,03% nesta quarta-feira (11), aos 189.699 pontos, e atingiu o 11º recorde em 2026. Ao longo do dia, superou os 190 mil pontos pela primeira vez na história. Já o dólar fechou em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1869 — no menor nível desde maio de 2024. A disparada da bolsa e o recuo da moeda americana refletem o forte fluxo de investimento estrangeiro, à medida que gestores globais reorganizam suas carteiras e reforçam posições em mercados emergentes, como o brasileiro. Nesse contexto, o destaque fica com as ações de grandes exportadoras de commodities, como Petrobras e Vale, que subiram mais de 3% na sessão e puxaram o Ibovespa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nesta quarta-feira, notícias do Brasil ganharam maior peso sobre o humor dos investidores. Pesquisa eleitoral Quaest divulgada às 14h mostrou que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno diminuiu para cinco pontos percentuais. 🔎 Nesse cenário, Lula aparece com 43%, contra 38% de Flávio. A distância era de sete pontos em janeiro e de dez em dezembro. Para o mercado, o resultado reforçou a percepção de maior competitividade eleitoral e de uma possível mudança de governo, elevando os ânimos em relação à condução futura das contas públicas. ▶️ Nos EUA, também foram divulgados dados relevantes. O relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro, bem acima da expectativa do mercado, de cerca de 70 mil. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, enquanto os salários subiram 0,41% no mês e 3,71% em 12 meses. Os números reforçam a leitura de uma economia ainda aquecida, o que tende a levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a adiar o início dos cortes de juros. 🔎 Em geral, a perspectiva de juros altos por mais tempo costuma pressionar os mercados. Desta vez, porém, parte dos investidores concentrou as apostas no lado positivo dos dados — a força da atividade econômica —, que melhora as perspectivas de resultados de empresas e sustenta o apetite por risco, beneficiando também mercados emergentes. ▶️ De volta ao Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o atual ambiente de incertezas no país e no exterior reforça a necessidade de a instituição aguardar novos dados antes de iniciar a redução da taxa de juros — hoje em 15% ao ano. Ainda assim, o mercado segue projetando o início do ciclo de cortes em março. ▶️ Os investidores também avaliavam uma nova rodada de resultados corporativos. A TIM registrou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% na comparação com o mesmo período de 2024 e acima das previsões do mercado. Papéis de Vale e Petrobras também se destacavam na sessão e ajudavam a sustentar a alta do Ibovespa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,64%; Acumulado do mês: -1,16%; Acumulado do ano: -5,50%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,69%; Acumulado do mês: +4,60%; Acumulado do ano: +17,73%. Pesquisa Quaest Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos. A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição. "A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição. Cenário Lula x Flávio: Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro); Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro); Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro). Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco. Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio. Agenda econômica Dados de emprego dos EUA A economia norte-americana abriu 130 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, após a criação de 48 mil empregos em dezembro, segundo dados do relatório de emprego (payroll). O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que previa cerca de 70 mil novas vagas. A criação de vagas de trabalho nos EUA acelerou em janeiro, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,3%, ante 4,4% em dezembro. Parte do resultado acima do esperado está ligada a fatores sazonais nas contratações. Setores como varejo e empresas de entrega contrataram menos temporários no fim do ano passado, o que reduziu o número de demissões em janeiro — período que costuma registrar mais cortes após as festas Bolsas globais Os mercados americanos fecharam em leve queda, com investidores repercutindo o relatório de emprego de janeiro dos EUA. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,13%, enquanto o S&P 500 teve leve queda de 0,01%. O Nasdaq, por sua vez, recuou 0,16%. Na Europa, a maioria dos índices acionários fechou em baixa nesta quarta-feira, com investidores ainda preocupados com os impactos da inteligência artificial sobre diversos setores. Ainda assim, o índice pan-europeu STOXX 600 conseguiu fechar em patamar recorde, com alta de 0,10%, aos 621,58 pontos, conforme ações ligadas a commodities compensaram as perdas do segmento de tecnologia. Entre os demais indicadores, o alemão DAX recuou 0,53%, enquanto o CAC 40, na França, perdeu 0,18%. O FTSE 100, do Reino Unido, destoou do movimento e subiu 1,14%. Na Ásia, o dia foi marcado por estabilidade na China, onde altas de empresas ligadas ao setor metalúrgico compensaram as quedas das companhias de semicondutores. O mercado também reagiu ao anúncio do banco central chinês, que prometeu aumentar o apoio financeiro para estimular a demanda interna, em meio a preocupações com excesso de produção e consumo fraco. No fechamento, Xangai registrou leve alta de 0,09%, aos 4.131 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,22%, para 4.713 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,31%, aos 27.266 pontos. Seul subiu 1,00%, chegando a 5.354 pontos; Taiwan ganhou 1,61%, aos 33.605 pontos; e Cingapura teve alta de 0,41%, para 4.984 pontos. Já Tóquio não abriu nesta sessão. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

CNT lança Guia Viagem Segura 2026 A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou nesta segunda-feira (9) o Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui) para orientar motoristas que vão pegar a estrada. Com a proximidade do carnaval, a entidade chama atenção para o calendário de 2026, que será marcado por uma sequência de feriados prolongados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O guia traz ainda uma pesquisa que mostra que mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema, como pavimento danificado, sinalização insuficiente e trechos considerados críticos, o que aumenta o risco de acidentes. O documento destaca a importância do planejamento da viagem, da escolha de rotas mais seguras, da manutenção preventiva do veículo e da prática da direção defensiva. O levantamento aponta um cenário preocupante: em 2025, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes, com 6.040 mortes e mais de 83 mil feridos — uma média de 198 ocorrências e 17 óbitos por dia. As colisões foram o tipo de acidente mais comum, e a principal causa de mortes continuou sendo o tráfego na contramão. “Conhecer antecipadamente o trajeto, incluindo as condições do pavimento e a sinalização disponível, é essencial para reduzir riscos e tornar a viagem mais segura”, informou a CNT. Veja recomendações da CNT para uma viagem segura: BR-277 Divulgação Antes de iniciar a viagem Documentação: certificar-se de que os documentos do veículo estão em dia e que a CNH está dentro da validade. Condutores das categorias C, D e E devem verificar se o exame toxicológico está vigente; Inspeção mecânica: avaliar itens essenciais como o funcionamento dos freios, as condições e calibragem dos pneus, o sistema de arrefecimento, os níveis de óleo, e os sistemas de suspensão e direção; Sistema de iluminação: conferir faróis, lanternas, setas, luzes de freio e de ré; Veículos Elétricos/Híbridos: avaliar cabos, baterias de tração e planejar a rota considerando a localização de pontos de recarga; Planejamento de rota: pesquisar as condições das rodovias para priorizar trechos em melhor estado e identificar antecipadamente pontos de parada para descanso e abastecimento. Durante o percurso Respeito às regras e sinalização: seguir rigorosamente os limites de velocidade e a sinalização vertical e horizontal; Ultrapassagens Seguras: realizar ultrapassagens apenas em condições de máxima segurança, sempre pela esquerda, e exclusivamente onde a sinalização permitir (faixas seccionadas). O tráfego na contramão é apontado como a principal causa de mortes; Atenção constante: manter foco total na via, abstendo-se do uso de celular, fones de ouvido, ou de comer e fumar enquanto dirige para evitar distrações. A ausência de reação do condutor é a causa mais recorrente de acidentes; Descanso: respeitar os períodos de repouso, parando em locais seguros (como os Pontos de Parada e Descanso - PPD) sempre que houver sinais de cansaço ou sonolência; Capacidade de carga: não trafegar com excesso de peso, o que amplia as chances de tombamentos e saídas de pista. Além do Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui), a entidade oferece ferramentas como o Painel CNT de Acidentes Rodoviários (veja aqui), que permite avaliar as condições das estradas, identificar pontos perigosos e apontar os melhores trajetos com base em critérios de segurança e conservação. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Garrafas de cerveja da marca Heineken REUTERS/Daniel Becerril A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que pretende cortar até 6.000 postos de trabalho em sua operação global e projetar um crescimento menor dos lucros em 2026 em relação ao ano anterior. A decisão ocorre em meio à demanda fraca por cerveja, cenário que também afeta seus principais concorrentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As demissões representam quase 7% do quadro global, formado por cerca de 87 mil funcionários. A empresa, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também busca um novo presidente-executivo após a renúncia inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro. Fabricante das marcas Tiger e Amstel, além da cerveja que leva seu nome, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, numa tentativa de responder às críticas de investidores que consideram a companhia menos eficiente do que seus rivais. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta queda nas vendas devido à pressão sobre o orçamento dos consumidores e a condições climáticas desfavoráveis registradas recentemente. A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos. Outras empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após vários anos de desempenho fraco nas vendas. As ações da Heineken subiam cerca de 4%, acumulando valorização de aproximadamente 7% desde o fim de 2025. Impulso à produtividade A companhia informou que seu programa de produtividade deve gerar economias e reduzir o número de funcionários em entre 5.000 e 6.000 pessoas nos próximos dois anos. “Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou o diretor financeiro Harold van den Broek durante uma teleconferência para apresentação dos resultados anuais. Segundo ele, parte dos cortes ocorrerá na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, com menor potencial de expansão. Outra parcela virá de medidas já anunciadas para a cadeia de suprimentos, a sede e as unidades regionais. Para 2026, a Heineken espera um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa projetada para 2025, de 4% a 8%. Na semana passada, a Carlsberg divulgou estimativa semelhante para o próximo ano. A empresa também informou que seu lucro operacional anual ficou acima das previsões: avançou 4,4% em 2025, superando a expectativa dos analistas, que era de 4%. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Apagão de mão de obra: estudo da Findes aponta impacto em todos os setores da economia Vagas de emprego disponíveis e falta de trabalhadores para preenchê-las. Esse é um problema que o Espírito Santo enfrenta atualmente, o chamado "apagão de mão de obra". A constatação é resultado de um estudo realizado pela Federação das Indústrias do estado, a Findes. Segundo a pesquisa, a dificuldade para contratar profissionais é causada por diversos fatores e, por consequência, acaba impedindo o crescimento da economia capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, afirmou que, no estado, foram identificados três pontos principais que resultam no apagão: novas tendências do mercado de trabalho; economia aquecida; e problemas estruturais. Novas tendências do mercado de trabalho Não é novidade que as tecnologias têm transformado a forma de trabalhar no mundo todo. E no Espírito Santo não é diferente. Segundo a Findes, o desafio provoca uma necessidade de requalificação para que os trabalhadores adquiram novas habilidades para lidar com a modernização dos processos. Além disso, o envelhecimento da população traz mudanças. Com a transição demográfica, aumenta a demanda por serviços voltados para a população mais velha e a necessidade de absorver essas pessoas. "Se há uma escassez de mão de obra e uma população que está envelhecendo e disponível para trabalhar, é preciso passar, mais uma vez, por uma requalificação, preparação, para que essas pessoas também possam ocupar esses espaços", disse a gerente executiva. LEIA TAMBÉM: TRINDADE: Ilha inabitada mais distante da costa brasileira recupera vegetação após exterminar cabras que devastaram área verde EMBOSCADA: Vaqueiro é morto a tiros enquanto ia para o trabalho em fazenda no ES FACÇÃO: Criminosos se disfarçam de trabalhadores rurais para transportar drogas e até fugitivo da BA para o ES Outra tendência que o estudo destaca é uma questão comportamental. Marília explicou que a geração Z, nascida entre os anos 1995 e 2010, chega ao mercado de trabalho com novas necessidades, maior preocupação com questões de diversidade e propósito. A flexibilidade também é uma demanda dos jovens, mas, neste caso, converge com o que buscam os mais velhos que, por conta da pandemia, encontraram novas maneiras de trabalhar: "Na pandemia, quando boa parte dos trabalhadores conseguiu ir para a casa, fazer home office, se introduziu no mercado de trabalho uma flexibilidade que hoje o trabalhador acaba buscando também". Trabalhadores buscam flexibilidade introduzida no mercado de trabalho durante a pandemia de covid-19. Divulgação Economia aquecida O mercado de trabalho capixaba também responde de forma lógica ao desempenho da economia, que está aquecida. Com a população consumindo mais, há maior demanda por produtos e serviços e, consequentemente, a produção precisa aumentar. "Mas hoje a taxa de desemprego no Espírito Santo é de 2,6%. Ou seja, eu procuro o trabalhador, mas ele já está empregado. Seja no mercado formal, cuja demanda está alta, seja no mercado informal", disse Marília Silva. A informalidade, muitas vezes, responde à necessidade de serviços mais flexíveis e com pagamentos mais rápidos, explica a gerente executiva do Observatório Findes. Segundo ela, as questões abrem espaço para uma discussão importante: "Será que o modelo que temos hoje de contratação formal está atendendo às necessidades da população?", questionou Marília. Trabalhadora; mulher segurada Carteira de Trabalho e Previdência Social Agência Brasil Problemas estruturais Além das transformações pelas quais passam o mercado de trabalho, há questões estruturais que dificultam o preenchimento de vagas. Uma delas é a alta taxa de informalidade. Marília Silva cita dados: "Quase metade dos ocupados trabalha no mercado informal. A maioria das pessoas que estão fora da força de trabalho são mulheres, ou muito jovens, ou com idade superior a 60 anos, com escolaridade baixa". Para a especialista, o cenário exige atenção ao perfil da mão de obra disponível. É preciso garantir, por meio de políticas públicas, que as pessoas disponíveis consigam acessar o mercado de trabalho, mas também é necessária a disposição das empresas para contratá-las. "A gente sabe que muitas mulheres não vão para o mercado de trabalho por questão de afazeres domésticos, de idade, problemas de saúde. Então, é preciso suprir essa necessidade antes para que aquela mão de obra se converta em uma oferta e o empresário possa contratar", apontou. "É um casamento entre política pública, que permita que a população coloque o seu trabalho à disposição, e a disposição do empresariado de estar atento a essas tendências", completou a gerente da Findes. A solução apontada pela pesquisadora envolve, sim, a oferta de bons salários, mas não só isso. Marília destaca que são atrativos o ato de pensar no que é possível fazer para que as demandas dos trabalhadores sejam atendidas, a existência de um plano de carreira e a possibilidade de qualificação. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho Em 2025, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) recebeu cerca de 142.814 novos processos por assédio moral no trabalho, um aumento de 22,3% em relação a 2024, quando foram registrados aproximadamente 116.732 casos. As denúncias também cresceram de forma significativa. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que, em 2025, foram recebidos cerca de 18.207 relatos de assédio moral, alta de 26,9% na comparação com 2024, ano em que houve 14.343 denúncias. Já o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), contabilizou 2.757 denúncias em 2025 — um crescimento de 49,8% frente a 2024, quando foram registrados 1.841 relatos. 🤔 Mas como identificar se uma situação desconfortável no trabalho é assédio? Como reconhecer se os comportamentos de chefes ou colegas configuram algum tipo de violência? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma Cartilha de Prevenção ao Assédio, publicada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), indica as características de cada tipo de agressão e dá recomendações a vítimas e testemunhas sobre o que deve ser feito quando o assédio é identificado. Violências, assédios e discriminações cometidas no ambiente de trabalho podem ser consideradas falta grave e levar à dispensa por justa causa em empresas privadas, ou à abertura de processo administrativo no caso de órgãos públicos. Além disso, o artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê a rescisão indireta do contrato de trabalho por falta grave do empregador, como em casos de assédio moral. (entenda como funciona) 🤔 Mas o que é rescisão indireta? Na prática, com a rescisão indireta, o funcionário se demite do emprego, mas garante todos os direitos trabalhistas que conseguiria caso tivesse sido desligado pela empresa (sem justa causa, é claro). Um projeto de lei tramita no Congresso para que o assédio moral também seja considerado crime, com pena de detenção e multa. Novos processos gerados na justiça trabalhista por assédio moral no trabalho Arte g1 Denúncias recebidas pelo Ministério Público por assédio moral no trabalho Arte g1 Denúncias recebidas pelo Disque 100 por assédio moral no trabalho Arte g1 Vale lembrar que em 2025, mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais, o maior número em pelo menos 10 anos. Dentre as causas para afastamento estão os clássicos efeitos do assédio moral no ambiente de corporativo. Para ampliar a responsabilização dos gestores, o governo anunciou a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a incluir os riscos psicossociais nas diretrizes de saúde mental no trabalho. A mudança permite que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplique multas em casos envolvendo metas excessivas, jornadas prolongadas, assédio moral e outras condições prejudiciais ao trabalhador. Após pressão do setor empresarial, porém, a pasta adiou a validade da medida por um ano. Embora tenha sido anunciada, a atualização vem sendo aplicada apenas de forma educativa, sem previsão de multas, e passa a valer a partir de maio deste ano. Veja abaixo os pontos do documento do TST e saiba como se proteger. O que é assédio moral no trabalho? Como as ‘microagressões’ podem ser identificadas? O que fazer se for vítima de assédio? Como denunciar? Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima Freepik O que é assédio moral no trabalho? O assédio moral é qualquer conduta que cause humilhação ou constrangimento no ambiente de trabalho, que ocorra frequentemente e que vise desrespeitar os direitos básicos dos funcionários. Situações isoladas podem causar dano moral, mas não necessariamente configuram assédio. As ações de assédio podem ser causadas por indivíduos específicos ou pela própria estrutura organizacional da empresa. É uma violência que produz danos à dignidade e integridade, prejudicando o ambiente de trabalho. Esse tipo de violação desestabiliza a atuação profissional e a parte emocional da vítima. Pode ocorrer tanto por ações diretas (como gritos, insultos e humilhações públicas) quanto por ações indiretas (propagação de boatos, isolamento social da vítima e recusa em se comunicar com ela). São exemplos de condutas que podem ser classificadas como assédio moral: Difamar ou atentar contra a dignidade de alguém: ações para desacreditar uma pessoa assediada perante as outras; Isolar e recusar comunicação: ações que impedem ou dificultam a comunicação e o contato social da pessoa assediada no trabalho; Espalhar rumores sobre a pessoa; Acusá-la de erros que não cometeu; Pôr em dúvida sua capacidade profissional, como no caso de pessoas com deficiência, que enfrentam estruturalmente este tipo de preconceito; Dirigir-se à pessoa por meio de apelidos depreciativos; Fazer insinuações para criar mal-entendidos; Impor novas tarefas com o objetivo de atrapalhar seu desempenho; Prescrever tarefas inferiores às competências da pessoa; Imposições vexatórias (“dancinhas”, “prendas”, “castigos”); Privar a pessoa assediada de possibilidades de comunicação; Ignorar sua presença; Excluí-la de eventos; Deixar de comparecer a eventos organizados pela pessoa assediada; Agir de forma a colocar os outros colegas contra ela; Impedi-la de trabalhar junto com outros colegas; Posicionar seu posto de trabalho distante dos outros; Dar instruções para que os colegas de trabalho parem de conversar, trabalhar ou socializar com a pessoa assediada; Ignorar a necessidade de oferecer formas alternativas de comunicação para pessoas com deficiência; Evitar a comunicação direta, dirigindo-se à vítima apenas pela via eletrônica, bilhetes ou terceiros e outras formas de comunicação indireta; Sonegar informações necessárias à realização das atividades da pessoa; Fazer piadas e comentários sobre características individuais, ainda que não se referindo diretamente a elas. É o caso, por exemplo, de “humor” em relação à raça/cor, etnia, orientação sexual ou deficiência da pessoa — o que tem se chamado “racismo recreativo” ou “homofobia recreativa” — entre outras formas de constrangimento; Controlar com rigor excessivo a jornada de trabalho; Retirar da pessoa tarefas e demandas que ela costumava executar ou repassá-las a outros, provocando a sensação de inutilidade e de incompetência; Retirar cargos e funções sem motivo justo, ainda que não haja prejuízo financeiro direto; Gritar ou falar de forma desrespeitosa; Tratar com ironia ou com gestos de desprezo; Atribuir resultados positivos obtidos pela pessoa a outro colega; Apontar supostos problemas psicológicos da vítima; Impedir a ascensão profissional da pessoa; Criticar o trabalho da pessoa (em público ou em particular), mesmo quando atender às demandas de forma satisfatória; Zombar de características pessoais; Criticar negativamente aspectos da vida pessoal; Jogar objetos na pessoa; Agredir por meio de palavras; Não levar em conta os problemas pessoais; Ignorar recomendações de ordem médica prescritas à pessoa; Imposições de metas inatingíveis; Convocar reuniões surpresa, sem nenhum resultado adicional a não ser humilhações e repreensões; Agir de forma arbitrária em benefício próprio, em detrimento dos objetivos legítimos da instituição e do respeito a colegas de trabalho, independentemente de relação hierárquica; Retirar a autonomia ou desrespeitar as decisões e visão de mundo da vítima; Sobrecarregar a pessoa com novas tarefas injustificadamente; Limitar o número de idas ao banheiro e monitorar o tempo de permanência; Impor a alguém condições e regras de trabalho personalizadas, diferentes das que são cobradas dos outros profissionais; Instigar o controle de uma pessoa por outra, criando um controle fora do contexto da estrutura hierárquica, para gerar desconfiança e reduzir a solidariedade entre colegas. Também pode configurar assédio fazer piadas ou comentários indesejáveis sobre: Raça, nacionalidade, origem étnica; Cor; Religião; Idade; Sexo, gênero, orientação sexual e expressão de gênero; Estado civil; Deficiência; Situação econômica; Qualquer condição que discrimine o indivíduo. Como as ‘microagressões’ podem ser identificadas? Segundo a cartilha da Justiça do Trabalho, as microagressões são comentários, perguntas ou pequenas ações dolorosas e hostis que questionam, depreciam ou desqualificam uma pessoa ou grupo minoritário, geralmente percebidas apenas pelas vítimas. Essas ações podem ocorrer de maneira velada e rotineira, diferenciando-se para pessoas ou grupos de minorias sociais. Alguns exemplos são comentários em tom de piada, como “ela deve estar de TPM”, “só podia ser mulher” ou “prefiro chefe homem”. De acordo com Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), os comportamentos que envolvem microagressões normalmente são mais repetitivos e sutis. “Normalmente essas situações refletem preconceitos culturais, estruturais, e daí por diante. O assédio moral, por sua vez, é uma conduta mais abusiva”, explica a especialista. Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho O que fazer se for vítima de assédio moral no trabalho? A cartilha do TST recomenda reunir provas sempre que possível. Caso seja vítima, as orientações são: Busque os canais de acolhimento da empresa (caso existam), a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPAA) ou o sindicato profissional, órgão representativo de classe e/ou a associação; Nos casos de assédio sexual, se for possível, comunique ao seu gestor ou gestora (imediato ou superior) sobre a atitude inapropriada e a sua reação; Também, se possível, compartilhe o ocorrido com alguém em quem você confie, pedindo-lhe para que tenha atenção às interações da pessoa assediadora com você; Procure a ajuda de um psicólogo ou de um médico fora do ambiente de trabalho. Isso poderá ajudar você a se cuidar e a reunir evidências do assédio; Evite ficar a sós com a pessoa assediadora. Caso isso não seja possível, prepare-se para registrar a conduta ou gravar o diálogo que revele o assédio; Avalie a possibilidade de ajuizar a ação nas esferas trabalhista, cível e criminal. A Justiça do Trabalho orienta guardar as provas originais. Por isso, é importante fotografar ou digitalizar as provas e armazená-las em um lugar seguro, como pendrive, e-mail ou serviço de armazenamento em nuvem. O trabalhador pode usar como prova: E-mails; Mensagens de aplicativo; Telefonemas (não se esqueça de registrar o dia e horário do contato); Diário funcional: é o registro da sua produtividade e rotina de trabalho, bem como da pessoa agressora. Neste diário é preciso documentar as falas, apelidos, tom de voz, conversas, pessoas que estavam no local, data e horário; Gravações ambientais (entre você e a pessoa agressora, sem a participação de terceiros); Avaliações de desempenho enviesadas, imprecisas ou excessivamente negativas; Imposição de ritmos e metas de trabalho muito diferentes dos demais, seja com a sua subutilização ou com a sobrecarga de trabalho; Testemunhas; Laudos médicos e psicológicos; Receitas médicas ou notas fiscais de farmácias e remédios; Bilhetes ou presentes recebidos. Para testemunhas de assédio no ambiente de trabalho, o TST orienta: Se você viu algo errado acontecer, pode ser útil perguntar à vítima se ela quer a sua ajuda. Faça isso de maneira discreta e respeitosa; Aconselhe a vítima a informar o fato nos canais de acolhimento e denúncias da organização ou de representação da categoria; Nos casos iniciais de violência, você pode ajudar a impedir e inibir posturas inadequadas; Se você presenciou alguma situação de discriminação, como piadas ofensivas, é importante se posicionar; Ofereça apoio à vítima. É importante demonstrar empatia nesse momento difícil; Incentive a vítima a buscar um atendimento médico e psicológico; Mostre-se disponível como testemunha; Comunique ao setor responsável ou ao superior hierárquico da pessoa assediada as situações de assédio, violência ou discriminação que presenciou. Como denunciar? Existem diversos canais para denúncias trabalhistas nos casos de empregados que estão passando por situações de assédio moral. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar um dos sistemas e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que os órgãos possam, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura em assédio moral e realizar as verificações no local de trabalho. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

Logotipo do Google é visto em escritório da empresa em Mountain View, na Califórnia Paresh Dave/Reuters O Google começou 2026 com um recado direto para parte de seus funcionários: quem não estiver confortável com o ritmo de trabalho ou pronto para seguir outro caminho pode sair da empresa com um pacote de desligamento. Segundo o portal Business Insider, a empresa está oferecendo programas de saída voluntária para alguns funcionários da sua organização global de negócios, conhecida como GBO, que reúne áreas como vendas, soluções e desenvolvimento corporativo. A informação consta em um e-mail enviado à equipe na terça-feira (10) pelo diretor de negócios do Google, Philipp Schindler, ao qual a Business Insider teve acesso. O g1 questionou o Google Brasil sobre a possibilidade de o programa se aplicar a funcionários no país, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No texto, Schindler teria afirmado que o Google entra no ano "em uma posição forte", graças aos resultados de 2025, mas destaca que o cenário é dinâmico e exige um ritmo acelerado. De acordo com a Business Insider, o executivo disse que todos na GBO precisam estar "totalmente comprometidos" com a missão da empresa e adotando a inteligência artificial para ampliar o impacto do trabalho. Para aqueles que não estão "curtindo o ritmo" ou que estão prontos para deixar o Google, a empresa passou a oferecer a possibilidade de saída voluntária com pacote de rescisão, mas apenas para determinadas funções nos Estados Unidos, segundo a Business Insider. Entre as áreas elegíveis estão equipes de soluções, vendas, desenvolvimento corporativo e outras funções dentro da GBO. Já grandes equipes de vendas para clientes na América e cargos diretamente voltados ao atendimento ao cliente não foram incluídos no programa. De acordo com a Business Insider, Schindler explicou que a decisão de excluir essas funções foi tomada para evitar impactos na relação com os clientes. “Embora todas as funções da GBO sejam essenciais para nossa estratégia de longo prazo, decidimos não oferecer o programa para esses cargos específicos para limitar ao máximo qualquer interrupção aos nossos clientes”, escreveu o executivo no e-mail. A iniciativa não é inédita dentro da empresa. Segundo a Business Insider, o Google já ofereceu pacotes de desligamento a funcionários de outras áreas ao longo do último ano. Em junho, a companhia fez ofertas semelhantes a alguns trabalhadores nos Estados Unidos enquanto reforçava sua política de retorno ao escritório. Em outubro, também ofereceu pacotes de saída a funcionários do YouTube como parte de uma reorganização interna.
Empresa com participação na Warner pressiona por abandono de acordo de venda com Netflix, diz jornal

Netflix e Warner Bros. Reuters A empresa Ancora Holdings, que tem uma participação que equivale a US$ 200 milhões na Warner Bros. Discovery, planeja se opor ao acordo de compra feito com a Netflix. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (10). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o jornal, o grupo prefere um acordo com a Paramount Skydance e considera que a Warner "não se engajou adequadamente no acordo" proposto pela competidora da Netflix. O jornal afirma que o grupo deve se manifestar nesta quarta-feira (11). Também nesta terça (10), a Paramount anunciou uma revisão estratégica em sua proposta para comprar a Warner. Além de oferecer US$ 30 por ação, em dinheiro, a empresa prometeu pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. Segundo a companhia, a nova proposta é mais previsível do que o acordo com a Netflix, já que o valor final da transação com a plataforma de streaming pode variar de acordo com a situação financeira da Warner no momento da separação das empresas. Em janeiro, a Netflix alterou os termos de sua proposta e ofereceu US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões) em dinheiro para adquirir a Warner. (leia mais abaixo). Desde então, a Paramount e a Netflix travam uma batalha pela aquisição. Supostas práticas anticompetitivas Na última sexta-feira (6), o jornal norte-americano também noticiou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao propor a aquisição. O veículo teve acesso a uma intimação civil relacionada ao caso. A apuração busca entender de que forma a Netflix concorre com outras plataformas e se a fusão com a Warner poderia aumentar seu poder de mercado a ponto de configurar um monopólio. Nos EUA, a legislação antitruste dá às autoridades amplos instrumentos para impedir fusões que possam reduzir a concorrência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Proposta ousada da Netflix Em 20 de janeiro, a Netflix anunciou que alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO. Na prática, a mudança buscou dificultar a entrada de concorrentes no negócio, especialmente da Paramount. A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel. 👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixariam de receber participação acionária na Netflix e passariam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado. David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou na ocasião que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”. “Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.” No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação. A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros.

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos Reuters/Bruno Domingos A Petrobras aumentou as vendas de combustíveis no mercado brasileiro em 2025 na comparação com o ano anterior, mesmo com queda na produção de derivados no período. O resultado foi possível com o reforço das importações, segundo dados publicados pela companhia nesta terça-feira (10). No ano passado, a companhia vendeu 1,747 milhão de barris por dia (bpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% em relação a 2024, puxada pela forte demanda por diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV), que juntos responderam por 74% das vendas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As vendas de diesel da Petrobras — combustível mais comercializado no Brasil — cresceram 5,2% no período, para 763 mil bpd, impulsionadas pela atividade econômica mais forte e pelo aumento das safras de grãos, que elevaram o consumo no campo e no transporte de cargas. As vendas de gasolina, por sua vez, avançaram 2% em 2025 na comparação com o ano anterior, para 409 mil bpd. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por outro lado, a produção de derivados da companhia recuou 2,9% no mesmo período, para 1,732 milhão de bpd, acompanhando uma leve redução no nível de uso das refinarias (FUT). A produção de diesel da companhia caiu 4,5% em 2025, na comparação anual, para 683 mil bpd, enquanto a de gasolina recuou 1,2%, para 415 mil bpd. As importações de diesel, por sua vez, cresceram 91,7% na mesma comparação, para 115 mil bpd, enquanto as compras externas de gasolina avançaram 18,2%, para 13 mil bpd. O parque de refino da Petrobras operou com fator de utilização (FUT) de 91% no ano passado, ante 93% em 2024. A companhia ponderou, entretanto, que manteve “um patamar elevado de uso dos ativos, com segurança operacional e bom rendimento na produção de derivados médios”. "A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo nosso foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado", afirmou a empresa, no relatório. Vendas totais e recorde de exportação de petróleo Somando petróleo, gás e derivados, a Petrobras vendeu 3,12 milhões de barris por dia (bpd) no ano passado, alta anual de 7,2%, impulsionada pelo crescimento de 10,8% na produção total de óleo e gás, segundo dados da estatal. No quarto trimestre, as vendas avançaram 19,1% na comparação com o mesmo período de 2024, para 3,37 milhões de bpd. A produção de petróleo da companhia alcançou 2,4 milhões de bpd em 2025, com a entrada em operação de novos navios-plataforma em importantes campos do pré-sal, como a própria empresa já havia informado no mês passado. Com isso, as exportações de petróleo da empresa atingiram recorde anual de 765 mil bpd em 2025 e também um novo recorde trimestral, ao alcançar o patamar de 1 milhão de bpd no quarto trimestre.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2971 O sorteio do concurso 2.971 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 55 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 27 - 39 - 40 - 46 - 56 5 acertos - 33 apostas ganhadoras: R$ 65.041,25 4 acertos - 2.294 apostas ganhadoras: R$ 1.542,26 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (12). Mega-Sena, concurso 2.971 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
Os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros ligados ao petróleo bruto venezuelano no início de janeiro. Getty Images via BBC O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu nesta terça-feira (10) uma licença geral que autoriza o envio de bens, tecnologia, softwares e serviços americanos para a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás na Venezuela. A informação foi divulgada pela agência Reuters. A medida era aguardada e pode contribuir para o aumento da produção no país. Washington vem flexibilizando, desde 2019, as sanções impostas à indústria de energia venezuelana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O movimento ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas no início de janeiro e a formação de um governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que posteriormente firmou com os EUA um acordo de fornecimento de petróleo no valor de US$ 2 bilhões. Segundo o Tesouro, empresas que atuam no setor precisam de autorização dos EUA para usar equipamentos especializados na Venezuela e importar plataformas necessárias para ampliar a produção de petróleo, hoje próxima de 1 milhão de barris por dia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A licença determina que contratos firmados com o governo venezuelano ou com a estatal PDVSA sigam as leis dos EUA, com disputas a serem resolvidas no país. Também estabelece que pagamentos a entidades sancionadas sejam feitos em um fundo supervisionado pelos EUA. O documento afirma ainda que não está autorizada a formação de novas joint ventures ou de outras entidades na Venezuela para explorar ou produzir petróleo ou gás. Foram autorizadas transações destinadas à manutenção das operações de petróleo ou gás, incluindo reparos de equipamentos usados na exploração e na produção. Autoridades americanas elaboraram um plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera venezuelana, que prevê a expansão de produtores estrangeiros e a entrada de novos participantes, incluindo prestadores de serviços. Os EUA já concederam outras licenças gerais para facilitar a exportação, o armazenamento, a importação e a venda de petróleo da Venezuela. Parceiros e clientes da PDVSA, como Chevron, Repsol, ENI e a refinaria Reliance Industries, também solicitaram licenças individuais para ampliar a produção ou exportação. Segundo fontes, o grande número de pedidos individuais ao governo dos EUA atrasou o avanço dos planos para expandir as exportações e acelerar investimentos no país.

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Paramount Skydance anunciou nesta terça-feira (10) uma revisão estratégica em sua proposta para comprar a Warner Bros. Discovery, que atualmente negocia uma fusão com a Netflix. Além de oferecer US$ 30 por ação, em dinheiro, a empresa prometeu pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. Segundo a companhia, a nova proposta é mais previsível do que o acordo com a Netflix, já que o valor final da transação com a plataforma de streaming pode variar de acordo com a situação financeira da Warner no momento da separação das empresas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Paramount afirmou ainda que já avançou na obtenção de autorizações regulatórias nos Estados Unidos e na Alemanha para viabilizar o negócio. Em comunicado, a empresa pediu que o conselho e os acionistas da Warner Bros. rejeitem o acordo com a Netflix, alegando que sua proposta deixaria o grupo mais forte para competir no mercado de streaming. O presidente e CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que a oferta reforça o compromisso da empresa com os acionistas da Warner. “A oferta integral em dinheiro de US$ 30 por ação demonstra claramente nosso forte e inabalável compromisso em entregar o valor total que os acionistas da WBD merecem por seu investimento. Estamos implementando melhorias significativas, respaldando esta oferta com bilhões de dólares, oferecendo aos acionistas certeza quanto ao valor, um caminho regulatório claro e proteção contra a volatilidade do mercado”, disse. Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa pela Warner ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.

O tomate teve recuo de 16,96% em São Luís Freepik A cesta básica ficou mais cara em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro e janeiro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) tiveram as maiores altas. Os preços subiram 4,44%, 3,37% e 3,22%, respectivamente. Entre os itens da cesta básica, o tomate e o pão francês foram os que mais ficaram caros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do tomate, o maior preço foi observado em Cuiabá (MT), com elevação de 63,54%. A razão para isso é uma menor oferta de frutos de qualidade, segundo a Conab. A alta dos preços foi observada em 26 capitais. O pão francês ficou mais caro em 22 capitais. Manaus teve a maior alta, de 3,06%. Segundo o levantamento, o aumento está ligado à alta nos custos de energia e da principal matéria-prima: a farinha de trigo importada. Apesar das altas, alguns produtos ficaram mais baratos. O leite integral, por exemplo, teve queda de preço em todas as capitais. Em Campo Grande (MS), a redução foi de 8%. Segundo a Conab, a queda ocorreu por causa dos altos estoques de derivados lácteos. De acordo com a Conab, 46% da renda do brasileiro que recebe um salário mínimo foi usada para a compra de alimentos básicos em janeiro. Apesar do número elevado, representa uma queda de 2% na comparação com dezembro. Além da cesta básica, a categoria de alimentação e bebidas ficou 0,23% mais cara em janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Neste índice, que considera uma média nacional, o tomate também foi o alimento que mais encareceu (20,52%), seguido pelas carnes (0,84%). Saiba mais: Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026 Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria O café não vai dar trégua em 2026