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g1 > Economia

Petrolífera americana assumirá controle de campos de petróleo na Venezuela

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters A petrolífera americana North American Blue Energy Partners (NABEP) assumirá o controle de alguns campos de petróleo anteriormente detidos por diversas empresas chinesas e uma empresa russa, disseram dois funcionários americanos à Reuters nesta segunda-feira (31). A aquisição fará parte de um amplo acordo de produção de petróleo que o presidente Donald Trump anunciou com a Venezuela, disseram eles. De acordo com as autoridades, os projetos estavam entre os 14 contratos recentemente concedidos à North American Blue Energy Partners (NABEP), empresa apoiada pelos EUA. A NABEP pertencia anteriormente ao magnata do petróleo americano Harry Sargeant e agora é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. "A Venezuela é abençoada com abundância de recursos naturais, pessoas trabalhadoras e um potencial inexplorado", disse Betancourt em um comunicado, confirmando o acordo. "Esta transação liberará esse potencial para o grande benefício tanto dos venezuelanos quanto dos americanos." Suspeita e dúvidas diante do acordo petrolífero 'histórico' entre Venezuela e EUA Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do ex-presidente da Venezuela na prisão A NABEP afirmou que terá o controle operacional do negócio e que o governo dos EUA terá direito a uma participação de 35% na empresa, além de "acesso preferencial" a 20% da produção da empresa a preço de custo. A Casa Branca afirmou que a NABEP também concedeu ao Departamento de Estado dos EUA o direito de preferência na compra dos 80% restantes de sua produção. Agora no g1 Na semana passada, Trump anunciou que os EUA garantiram acesso a cerca de 64 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de uma parceria com empresas privadas. O acordo concede às empresas americanas uma posição estratégica em alguns dos ativos petrolíferos mais importantes da Venezuela, ao mesmo tempo que desloca os interesses chineses e russos que há muito desempenham um papel preponderante no setor energético do país. Além disso, confere a Washington um papel direto na determinação de quem produz e vende o petróleo venezuelano, numa altura em que a administração Trump procura reformular a indústria petrolífera do país e aproximar as suas vastas reservas dos interesses económicos e geopolíticos dos EUA. Os EUA também terão poder de veto sobre o conselho e os diretores da NABEP e estipularam que a maioria dos membros do conselho deve ser composta por cidadãos americanos, acrescentou a Casa Branca. A NABEP deverá controlar um total de 17 projetos na Venezuela, que planeja desenvolver e, em última instância, usar para fornecer petróleo aos EUA. Quatorze desses projetos serão concedidos recentemente pelo governo venezuelano, disseram as autoridades. Donald Trump prometeu explorar as reservas de petróleo da Venezuela NICOLE COMBEAU/POOL/EPA/Shutterstock Cinco dos 14 campos eram operados por empresas chinesas, segundo um modelo promovido pelo então presidente Nicolás Maduro, enquanto um era anteriormente operado por uma empresa russa, disseram as autoridades. Dois dos projetos eram operados pela China Concord Resources, que foi sancionada pelos EUA em 2019 por atividades relacionadas ao Irã. Outro projeto era operado pela Sinopec e outro pela China National Petroleum Corp, disseram as autoridades. "Não estamos apenas abrindo novas oportunidades para o governo dos EUA e para as empresas petrolíferas americanas, mas também estamos abrindo os Estados Unidos como mercado para esse petróleo que antes era enviado para a China", disse o funcionário. Outros dois projetos eram operados por afiliados de Alex Saab, um antigo colaborador próximo do ex -presidente venezuelano Nicolás Maduro, que atualmente está sob custódia dos EUA, disseram as autoridades. Outro campo petrolífero foi ligado a um sobrinho da esposa de Maduro, Cilia Flores, disseram as autoridades. Trump disse a repórteres na manhã de segunda-feira que os EUA estavam retirando "milhões e milhões de barris de petróleo" que estão sendo enviados para refinarias no Texas e na Louisiana, entre outros locais. Ele se reunirá com varejistas e representantes de refinarias de petróleo e gás na terça-feira. As autoridades disseram que as conversas entre as autoridades interinas da Venezuela e representantes da Assembleia Nacional de 2015 visam restaurar um mínimo de ordem constitucional e abordar questões legais relacionadas à transição do país. O governo Trump considera a assembleia de 2015 como o último órgão legislativo venezuelano eleito e em funcionamento sob a constituição do país, embora não possua poder governamental formal. Um funcionário afirmou que chegar a um acordo com a assembleia de 2015 poderia fornecer uma base constitucional e legal para uma transição mais ampla, incluindo decisões econômicas como a revitalização da indústria petrolífera da Venezuela.
01/09/2026 03:49:51 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.052 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 26 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (1º), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (30), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
01/09/2026 03:01:13 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em setembro

Bolsa Família 2026: confira o calendário completo deste ano. A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de setembro do Bolsa Família no dia 17. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Calendário do Bolsa Família para setembro de 2026 Final do NIS: 1 - pagamento em 17/9 Final do NIS: 2 - pagamento em 18/9 Final do NIS: 3 - pagamento em 21/9 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/9 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/9 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/9 Final do NIS: 7 - pagamento em 25/9 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/9 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/9 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/9 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Calendário de setembro do Bolsa Família 2026. Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família 2026? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/09/2026 03:01:10 +00:00
7 de setembro é feriado? Quem trabalhar na Independência ganha em dobro? Saiba o que diz a lei

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Agosto mal terminou e muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” que chega na próxima segunda-feira (7): o Dia da Independência do Brasil. A data, considerada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Celebrado em 7 de setembro, o feriado marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, quando o país rompeu seus laços coloniais com Portugal. Como a data cai em uma segunda-feira, quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. Enquanto alguns trabalhadores terão a oportunidade de aproveitar o feriado, outros seguirão trabalhando normalmente. A legislação permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (veja quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Praia de Copacabana no feriado de 7 de Setembro Marcos Serra Lima/g1 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia. " Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo feito entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa, é necessário que outros fatores sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão. O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Quem for escalado para trabalhar terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro — Finados (segunda-feira) 15 de novembro — Proclamação da República (domingo) 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro — Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira) 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
01/09/2026 03:01:07 +00:00
Pagamento do INSS de setembro: veja calendário e datas

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados O pagamento do INSS de setembro de 2026 começa no dia 24 de setembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de outubro, conforme o número final do benefício. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de setembro começam em 1º de outubro e terminam em 7 de outubro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Calendário de pagamento do INSS de setembro Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/9 Final 2: 25/9 Final 3: 28/9 Final 4: 29/9 Final 5: 30/9 Final 6: 1º/10 Final 7: 2/10 Final 8: 5/10 Final 9: 6/10 Final 0: 7/10 Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/10 Finais 2 e 7: 02/10 Finais 3 e 8: 05/10 Finais 4 e 9: 06/10 Finais 5 e 0: 07/10 Como saber quando o INSS vai pagar o meu benefício? O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Quem recebe o pagamento do INSS? O calendário contempla os pagamentos de benefícios e auxílios administrados pelo INSS. Entre os beneficiários estão aposentados, pensionistas e pessoas que recebem outros benefícios previdenciários ou assistenciais. O calendário é organizado de acordo com o valor recebido e o número final do benefício. Por isso, dois beneficiários podem receber valores semelhantes, mas ter datas diferentes de pagamento dependendo do número final do benefício. Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Pagamento do INSS de setembro: veja calendário e datas Arquivo/Agência Brasil
01/09/2026 03:01:01 +00:00
Calendário BPC/Loas setembro 2026: veja datas de pagamento

Calendário BPC/Loas setembro 2026. Divulgação O calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de setembro e 7 de outubro, de acordo com o número final do benefício. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Calendário do BPC/Loas de setembro de 2026 Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro: Final 1: 24/9 Final 2: 25/9 Final 3: 28/9 Final 4: 29/9 Final 5: 30/9 Final 6: 1º/10 Final 7: 2/10 Final 8: 5/10 Final 9: 6/10 Final 0: 7/10 As cinco primeiras datas ficam em setembro. Já os beneficiários com finais de 6 a 0 recebem o pagamento da competência de setembro em outubro. Agora no g1 Como saber a data do pagamento do BPC Para descobrir quando o benefício será pago, é necessário consultar o número final do benefício, desconsiderando o dígito que aparece depois do hífen. Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o número considerado para definir a data de pagamento é o 4. A consulta também pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, no serviço de “Extrato de pagamento”. Outra opção é entrar em contato com a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135. O que é o BPC/Loas? O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Ele é destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos para a concessão do benefício. Diferentemente da aposentadoria, o BPC é um benefício assistencial e não exige contribuições ao INSS para ser concedido. O pagamento corresponde a um salário mínimo por mês. O próprio INSS informa que idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência enquadradas na Loas também seguem o calendário de pagamentos dos benefícios de até um salário mínimo.
01/09/2026 03:00:59 +00:00
Orçamento 2027: salário mínimo, previsão de contas no azul, reajuste limitado a servidores e 'imposto do pecado'; veja destaques do projeto

Governo Federal apresenta proposta de orçamento para o ano que vem A equipe econômica apresentou nesta segunda-feira (31) os principais pontos da proposta de orçamento para 2027, enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. Esse também será o primeiro ano de um novo mandato para presidente da República, governadores e prefeitos. O documento define como temas importantes do orçamento público para o próximo ano, como: Valor do salário mínimo; Projeção de superávit nas contas do governo; Reajuste salarial limitado a servidores públicos; Recursos para emendas parlamentares; Bolsa Família sem reajuste; Novos impostos da reforma tributária, a CBS e o "imposto do pecado". A votação do Orçamento do ano seguinte geralmente ocorre no encerramento do ano parlamentar. Se o orçamento não for aprovado, como aconteceu em 2025, o governo começa o ano com restrições. Salário mínimo Proposta do governo para o Orçamento de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo ▶️A proposta do governo para o Orçamento de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano – R$ 120 a mais que os atuais R$ 1.621. Se confirmado, o reajuste será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. Os R$ 120 a mais representam uma alta de 7,4% em relação ao patamar atual. O valor definitivo, porém, será conhecido somente em dezembro deste ano — quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro (que serve de base para a correção). De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil. Por seu elevado impacto na Previdência e assistência social, analistas observam que a política de aumento real do salário mínimo, acima da inflação, nos últimos anos, contribui para o aumento das despesas públicas. A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB, o que significa um aumento menor do salário mínimo. Esse modelo foi adotado na gestão Jair Bolsonaro, por exemplo. Promessa de contas no azul Ana Volpe/Agência Senado ▶️O governo federal fixou uma meta fiscal saldo positivo em 2027, primeiro ano de um novo mandato do presidente da República — a ser eleito em outubro. O objetivo é de um superávit de R$ 73,2 bilhões. Pelas regras das contas públicas e abatimentos aprovados pelo Congresso Nacional, entretanto, as contas podem continuar no vermelho sem descumprimento de normas. ▶️Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, ou 0,13% do PIB, porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal. ▶️Se a estimativa de saldo positivo em 2027 for cumprida, ou seja, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro. Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e maior pagamento de dividendos pelas estatais. ▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer. ▶️A contenção do crescimento da dívida pública, que já subiu mais de 10 pontos percentuais no atual governo do presidente Lula, o maior patamar desde a pandemia, é considerada importante por analistas para promover uma queda sustentável da taxa de juros, elevada para padrões internacionais. Reajustes limitados a servidores Roneymar Alves/INSS ▶️A proposta de orçamento de 2027 do governo federal limita os recursos disponíveis para reajustes de servidores públicos no próximo ano. Isso está relacionado com um gatilho proposto pelo governo federal, e aprovado pelo Congresso Nacional, ou seja, uma regra que contém os gastos públicos no caso de déficit fiscal. Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que, por conta dessa limitação de despesas com pessoal existente, relacionada com o gatilho, o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027. "Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse, na ocasião. Emendas parlamentares Jornal Nacional/ Reprodução ▶️O governo federal propôs destinar R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027. O valor está no projeto de lei de orçamento para o próximo ano. O valor não contempla, entretanto, as emendas de comissão, que o governo delegou decisão ao Congresso Nacional. Para alocar recursos para essas emendas, o Legislativo terá de fazer cortes em outras áreas. 🔎 Emendas parlamentares são recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, a verba é repassada para obras e projetos nos estados de origem dos parlamentares. O valor para as emendas parlamentares é maior do que o proposto pelo governo em 2024 (R$ 37,6 bilhões), em 2025, quando somou R$ 38,9 bilhões, e em 2026 (R$ 40,8 bilhões). Nos últimos anos ano, apesar das propostas do governo, os parlamentares inflaram o valor durante a tramitação do orçamento no Congresso, que atingiram R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026. O aumento dos recursos para as emendas parlamentares consome espaço no valor total dos gastos livres do governo — que são limitados. Bolsa Família sem reajuste Lyon Santos/MDS ▶️A equipe econômica informou que não está sendo proposto reajuste no valor pago nos benefícios do Bolsa Família no próximo ano. Desde que foi relançado em março de 2023 pelo governo petista, o programa não teve reajuste. Para o próximo ano, o governo federal estimou gastos de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família. O valor é menor do que a proposta para 2026 — que contemplava R$ 158,6 bilhões em recursos, e também de 2025 (R$ 167,2 bilhões). Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado. Também é necessário o cumprimento de compromissos em saúde e educação. CBS e 'imposto do pecado' Lula sanciona texto que regulamenta a reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução ▶️O governo também incluiu, na proposta de orçamento de 2027, os futuros impostos sobre o consumo previstos na reforma tributária: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o imposto seletivo, conhecido como "imposto do pecado". A CBS, com seu início programado para 2027, substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). O governo prevê arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS em 2027. O governo não trouxe, na peça orçamentária, uma estimativa para a alíquota da futura contribuição. Essa definição será feita pelo Senado Federal até dezembro. Já o imposto do pecado vai taxar o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. O governo buscará manter, com esses dois novos tributos, a arrecadação estável sobre o consumo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A lógica é que eles arrecadem a mesma carga dos tributos que estão sendo extintos. Com o imposto do pecado, o governo prevê arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027.
01/09/2026 03:00:15 +00:00
Joesley Batista se reuniu com Trump e articulou redução de tarifa sobre carne do Brasil, diz jornal

Joesley Batista dono da JBS Divulgação Joesley Batista, bilionário brasileiro e um dos controladores da JBS, fez lobby junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela redução das tarifas sobre as importações de carne bovina do Brasil, segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal. A atuação do empresário teria como pano de fundo a alta dos preços da carne nos EUA. A JBS, maior processadora de carnes do mundo, tem forte presença no mercado americano e é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a publicação, Joesley se reuniu com Trump no Salão Oval da Casa Branca em 20 de agosto. Na ocasião, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo jornal, os dois discutiram como um aumento no fornecimento de carne bovina do Brasil poderia ajudar a reduzir os preços caso Trump eliminasse a tarifa de importação de 26%. No dia seguinte, Trump anunciou nas redes sociais um plano para permitir temporariamente a entrada de mais carne bovina estrangeira nos EUA. Segundo o presidente americano, os produtos importados seriam vendidos com desconto de 25% em relação aos preços de mercado. LEIA MAIS: ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Agora no g1 Em comunicado divulgado no mesmo dia (21 de agosto), o governo brasileiro informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa de 80 minutos por telefone com Trump. Na conversa, foram discutidos temas como tarifas, combate ao crime organizado e as visões dos dois líderes sobre os conflitos atuais no mundo. O Wall Street Journal afirmou não ter sido possível determinar quem organizou a reunião entre Joesley Batista e Donald Trump. O Brasil é o maior produtor de carne bovina do mundo. Alta da carne e impacto político A alta dos preços da carne bovina tem sido um desafio para o governo Trump, que busca reduzir o custo de produtos do dia a dia nos EUA. O plano de reduzir temporariamente as tarifas sobre a carne importada, com o objetivo de aumentar a oferta e baixar os preços para os consumidores, enfureceu os pecuaristas e provocou fortes críticas de parlamentares republicanos e de grupos do setor. A National Cattlemen’s Beef Association, maior entidade comercial de pecuaristas dos EUA, afirmou que a intervenção do governo só prejudicará os produtores e dificultará a estabilidade de longo prazo da indústria de carne bovina. Segundo o Wall Street Journal, a decisão também enfrentou resistência de republicanos que disputam eleições acirradas nas eleições de meio de mandato em áreas rurais. A relação da JBS com o governo Trump O jornal afirma que a JBS desempenhou um papel importante na formação das posições do governo Trump, antes mesmo da ordem que ampliou temporariamente as importações de carne bovina. A publicação também destaca que a Pilgrim’s Pride, segunda maior processadora de frango dos EUA e controlada majoritariamente pela JBS, contribuiu com US$ 5 milhões para a posse de Trump, tornando-se a maior doadora. A relação da JBS com o governo Trump ocorre enquanto o Departamento de Justiça investiga as quatro maiores processadoras de carne dos EUA, incluindo a empresa, para determinar se elas estão envolvidas em práticas anticompetitivas. As companhias negam qualquer irregularidade e enfrentam dificuldades financeiras à medida que o gado fica mais caro para ser processado nos EUA. Segundo o jornal, Tyson Foods e JBS fecharam unidades depois de perder centenas de milhões de dólares no processamento de carne bovina. A expansão da JBS Para a JBS, importar mais produtos brasileiros para os EUA permitiria à empresa ampliar sua participação no mercado americano, segundo o Wall Street Journal. O Brasil enviou cerca de US$ 1,5 bilhão em carne bovina para os EUA nos primeiros seis meses deste ano, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA. A JBS começou como um frigorífico familiar no Brasil. Desde então, expandiu-se e se tornou uma das maiores processadoras de carne bovina dos EUA e do Brasil, empregando cerca de 280 mil pessoas em mais de 20 países, destacou o jornal. Em 2025, a empresa listou suas ações na Bolsa de Nova York. Segundo o Wall Street Journal, a expectativa era atrair um grupo maior de investidores e consolidar a imagem da companhia como uma gigante americana do setor de carnes. De olho em outros mercados Além da JBS, os irmãos Batista controlam a J&F, holding com negócios nos setores de celulose, mineração, energia, higiene e limpeza, serviços financeiros, petróleo e gás e comunicação. Neste mês, Joesley e Wesley também compraram 100% da Avibras, uma das principais empresas da indústria de defesa do Brasil. A operação foi realizada por meio da Globe Investimentos, empresa de investimentos dos irmãos. A operação envolve a Nova AVB, estrutura criada durante o processo de reestruturação da Avibras. O negócio foi notificado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o valor da transação não foi divulgado. A Avibras enfrentava uma grave crise financeira e estava em recuperação judicial desde 2022. A empresa também passou por um longo período de paralisação e por uma greve que durou mais de três anos. Como parte da reestruturação, os ativos industriais e tecnológicos foram concentrados em uma nova estrutura empresarial, enquanto a companhia original permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial.
01/09/2026 00:23:30 +00:00
Leandro Vilain será novo presidente da Febraban

O Conselho diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicou o advogado Leandro Vilain para assumir a presidência executiva da entidade a partir do fim de outubro. Leandro Vilain foi indicado para ser o próximo presidente da Febraban Reprodução/TV Globo O processo de transição do atual presidente, a Isaac Sidney, para Vilain, começa nesta semana. Isaac Sidney deixará o comando da Febraban depois de 7 anos. "A indicação do novo executivo ocorre no âmbito de uma transição institucional harmoniosa e planejada", diz a nota publicada pela entidade. Leandro Vilain era o CEO da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC) desde abril de 2025. Ele integrou a diretoria da Febraban por nove anos, entre 2015 e 2024.
31/08/2026 22:03:49 +00:00
Bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros: governo inclui 'imposto do pecado' no orçamento de 2027

bebidas alcóolicas álcool garrafas bar drinks Pexels O governo incluiu o imposto seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", no projeto da lei de orçamento para o ano de 2027 — documento que está sendo encaminhado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. A expectativa da equipe econômica é de arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo no próximo ano. A lista de produtos taxados inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. ➡️Segundo o Ministério da Fazenda, a ideia é manter a carga tributária que incide sobre os produtos em um período de transição, cujo prazo não foi especificado. Em um segundo momento, porém, a estratégia é aumentar mais a taxação "pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano Junto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo da reforma tributária sobre o consumo que terá início em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. ➡️Produtores nacionais dizem que os produtos afetados já têm taxação alta no Brasil, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal.
31/08/2026 21:24:26 +00:00
Orçamento: governo estima arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS em 2027, novo tributo da reforma tributária

A equipe econômica estima que a futura Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária, arrecadará R$ 636 bilhões em 2027. A informação constam na proposta de orçamento de 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. 🔎A CBS, com seu início programado para 2027, substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Os dois primeiros tributos, que estão entre aqueles que mais geram disputas judiciais no país, serão extintos no fim deste ano, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Agora no g1 Alíquota sai até dezembro ➡️O governo não estimou, porém, na proposta de orçamento do próximo ano, a alíquota da futura CBS. Informou apenas os valores que buscará arrecadar. Pelas regras da reforma tributária, a Receita Federal tem até 14 de setembro para enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma proposta de cálculo da alíquota de referência. 🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e que começa a valer em 2027. 🗓️Após o recebimento da proposta, o TCU terá até 30 de outubro para aprovar os cálculos da alíquota de referência da CBS e do redutor das compras governamentais. Na sequência, o Senado Federal terá até 15 de dezembro para fixar a alíquota de referência da CBS para 2027 — momento no qual ela será de fato oficializada. Entenda A reforma tributária sobre o consumo determinou a extinção, nos próximos anos, do PIS, a Cofins e o IPI (para a maior parte dos produtos) federais, além do ICMS estadual e do ISS municipal. Em seu lugar, serão criados três novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal, que começa com cobrança cheia em 2027, com valor ainda a ser definido; e o imposto sobre o pecado; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) dos estados e municípios — com alíquota marginal de 0,1% no próximo ano e em 2028. Até 2032, haverá transição, com essa alíquota aumentando e, a partir de 2033, será feita cobrança integral do IBS. ➡️A CBS e o IBS funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, de maneira não cumulativa. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Outra mudança é que os tributos sobre o consumo (IVA) serão cobrados no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas. Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais. Governos federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução Tributação alta Em agosto, o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) estimou que a alíquota dos futuros impostos sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, será maior do que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — fórum que 38 países com economias desenvolvidas. A estimativa do Comitê é que o imposto total sobre o consumo brasileiro, assim que o IBS estiver totalmente implementado em 2033, juntamente com a CBS do governo federal e o imposto do pecado, somará cerca de 28% em 2033, o primeiro ano com tributação cheia. "A alíquota média de imposto geral sobre o consumo na OCDE é de 19,4%. A Hungria apresenta a alíquota mais alta, de 27%, enquanto os Estados Unidos têm a mais baixa, de 7,5%", diz levantamento da Tax Foundation, de 2025. A Tax Foundation é uma organização sem fins lucrativos que atua há mais de 80 anos fazendo avaliações sobre impostos e coletando dados sobre tributos ao redor do mundo. ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são maiores ainda, com tributação média de cerca de 34% – há dificuldade em calcular o peso dos impostos, pois o sistema é muito complexo, há exceções, e os tributos incidem sobre si mesmos. Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço) ➡️Tributos altos sobre o consumo, por sua vez, penalizam a população de baixa renda — uma vez que uma parte maior de sua renda é destinada aos impostos.
31/08/2026 21:23:19 +00:00
Orçamento 2027: governo prevê Bolsa Família sem reajuste no próximo ano

A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que não está sendo proposto reajuste no valor pago nos benefícios do Bolsa Família no projeto de orçamento para 2027, encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). Desde que foi relançado em março de 2023 pelo governo petista, o Bolsa Família não teve reajuste. Para o próximo ano, o governo federal estimou gastos de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família. O valor é menor do que a proposta para 2026 — que contemplava R$ 158,6 bilhões em recursos, e também de 2025 (R$ 167,2 bilhões). Agora no g1 Regras Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado. Também é necessário o cumprimento de compromissos em saúde e educação. Em agosto, o governo realizou o pagamento do benefício para cerca de 19,3 milhões de famílias no Brasil. No ano passado, quando foi divulgada a proposta de orçamento deste ano, o benefício englobava 19,2 milhões de famílias em situação de pobreza. O valor mínimo pago por família é de R$ 600,00. Além disso, há benefícios adicionais cumulativos. São eles: R$ 150,00 por criança de até 6 anos; R$ 50,00 por gestante; R$ 50,00 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos. R$ 50,00 por bebê de até 6 meses. Bolsa Familia Reprodução Marca social de Lula Principal vitrine na área social do presidente Lula, o Bolsa Família foi relançado pelo petista em março de 2023, primeiro ano de seu novo mandato. Na época, o governo estabeleceu um modelo de cálculo dos benefícios proporcional ao tamanho da família – o que é apontado por especialistas como um formato mais justo e que melhora a qualidade do gasto público. Além disso, Lula cumpriu a promessa de campanha de manter o benefício mínimo em R$ 600 por família. A lei do novo Bolsa Família prevê que esses valores poderão ser corrigidos em, no máximo, dois anos. Na visão do governo, a lei autoriza o reajuste, mas não o torna obrigatório.
31/08/2026 21:15:44 +00:00
Comissão adia votação do fim da taxa das blusinhas para terça-feira

A votação da medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas foi adiada nesta segunda-feira (31) depois de o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão mista que analisa o texto, suspender a sessão. 🔎Em análise em uma comissão mista do Congresso, o texto precisa ser votado pelo colegiado antes de ir para os plenários da Câmara e do Senado. Segundo Lopres, antes de ser votado, o parecer sobre o tema precisa ser alinhado com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em análise em uma comissão mista do Congresso, o texto precisa ser votado pelo colegiado antes de ir para os plenários da Câmara e do Senado. O presidente da comissão convocou uma nova sessão para terça-feira (1°) àss 10h da manhã para a votação do parecer da relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). Agora no g1 Após reuniões com integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda, a relatora incluiu um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros. “Vamos manter o texto-base da MP e incluir, a partir de uma demanda do setor produtivo, um mecanismo para que o Ministério da Fazenda avalie periodicamente os impactos da medida, dê transparência a esses dados e, caso sejam identificados efeitos relevantes, possa propor futuramente medidas de mitigação”, disse a senadora após reunião com o Palácio do Planalto. A avaliação ocorrerá inicialmente a cada três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. "É um critério de transparência, de avaliação e de monitoramento. Porque o setor industrial está falando que é muito prejudicial à indústria nacional. "Então, criamos esse dispositivo", disse Lopes. MP não afeta impostos estaduais A Medida Provisória (MP) acaba com a chamada taxa das blusinhas, como ficou conhecido o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50. Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. A expectativa, segundo Reginaldo Lopes, é que o plenário da Câmara vote ainda na terça-feira (1°) a MP para que o Senado analise o texto em seguida. No entanto, em caso de pedido de vista, Lopes disse que poderá conceder de 1 hora a até 24 horas. O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF) Bruno Spada/Câmara dos Deputados A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana. Pauta na campanha O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e se tornou um tema central para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza Divulgação Por isso, o governo tomou a decisão de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
31/08/2026 20:53:58 +00:00
Orçamento 2027: proposta do governo limita reajustes de servidores públicos seguindo 'gatilho' da regra fiscal

A proposta de Orçamento de 2027 do governo federal limita os recursos disponíveis para reajustes de servidores públicos no próximo ano, o primeiro de um novo mandato presidencial. Isso está relacionado com um gatilho proposto pelo governo federal, e aprovado pelo Congresso Nacional, ou seja, uma regra que contém os gastos públicos no caso de déficit fiscal. A regra diz que a medida será adotada no ano seguinte ao que for registrado rombo nas contas do governo. E só poderá ser interrompida quando houver superávit primário. Como foi registrado déficit fiscal em 2025 e está projetado novo rombo em 2026, os gastos serão contidos por esse "gatilho" em 2027. 🔎 O déficit primário ocorre quando receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, sem considerar os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário ocorre quando as receitas com impostos ficam acima das despesas – também desconsiderando juros da dívida. Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano ➡️O resultado negativo nas contas, projetado para 2026, é um estopim para acionar limites ao aumento de gastos do governo com pessoal, salários e encargos sociais, por exemplo, de servidores ativos, inativos e pensionistas. LEIA TAMBÉM: Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano 📈 Segundo a regra, até 2030, as despesas com servidores não poderão ter crescimento superior ao piso de reajuste das despesas permitido pelo arcabouço fiscal — 0,6% ao ano acima da inflação — caso as contas permaneçam no vermelho. Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que, por conta dessa limitação de despesas com pessoal existente, relacionada com o gatilho, o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027. "Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse. A regra fiscal O arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, foi aprovada em 2023, no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita a despesa 70% da alta da receita, ou a 2,5% ao ano acima da inflação. No fim de 2024, porém, o Congresso Nacional aprovou um reforço à regra, definindo que, em caso de déficit primário, ficará proibida a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos e/ou benefícios tributários. E também fixou um limite para os reajustes de servidores. Salvador recebe ação do INSS com serviços previdenciários INSS Acordo com servidores Em 2024, o governo fechou um acordo com servidores do Executivo contemplando reajustes salariais aprovadas ou em discussões no âmbito das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação, além das reestruturações de carreiras, o acordo abrangeu, à época, 98,2% dos servidores do governo federal. Os acordos contemplam aumentos salariais para os servidores em 2025 e 2026, com diferentes índices de correção. Algumas categorias fecharam negociações posteriormente, contemplando também reajustes escalonados. Naquele ano, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que os acordos não só garantiriam a reposição inflacionária para todo o mandato do presidente Lula, como haveria, ainda, um ganho real (acima da inflação esperada para os quatro anos).
31/08/2026 20:38:11 +00:00
Orçamento 2027: governo propõe R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares

O governo federal propôs destinar R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027. O valor está no projeto de lei de orçamento para o próximo ano, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O que representa um aumento de R$ 4 bilhões em relação ao proposto para 2026. (Veja mais detalhes) O valor não contempla, entretanto, as emendas de comissão, que o governo delegou decisão ao Congresso Nacional. Para alocar recursos para essas emendas, o Legislativo terá de fazer cortes em outras áreas. 🔎 Emendas parlamentares são recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, a verba é repassada para obras e projetos nos estados de origem dos parlamentares. 🔎 O governo controla o ritmo de liberação das emendas e, em geral, tende a autorizar o seu pagamento em momentos que precisa fortalecer o apoio no Congresso Nacional. O dinheiro é importante em negociações entre Executivo e Legislativo. Agora no g1 O valor para as emendas parlamentares é maior do que o proposto pelo governo em 2024 (R$ 37,6 bilhões), em 2025, quando somou R$ 38,9 bilhões, e em 2026 (R$ 40,8 bilhões). Nos últimos anos ano, apesar das propostas do governo, os parlamentares inflaram o valor durante a tramitação do orçamento no Congresso, que atingiram R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026. O aumento dos recursos para as emendas parlamentares consome espaço no valor total dos gastos livres do governo — que são limitados. ➡️Com isso, sobra menos dinheiro para políticas importantes, como: bolsas do CNPq e da Capes; investimentos em infraestrutura; Pronatec; emissão de passaportes; programa Farmácia Popular; bolsas para atletas; fiscalização ambiental e do trabalho, entre outros. Tipos de emendas As emendas parlamentares são separadas por tipo, que define como elas devem ser pagas pelo governo. Atualmente, são três tipos: Bancada: quando os parlamentares de um mesmo estado se juntam para definir onde aplicar recursos; o governo é obrigado a pagá-las. Comissão: quando os membros de comissões permanentes temáticas do Congresso se reúnem para definir a aplicação; o governo não é obrigado a pagá-las. Individual: definidas individualmente por cada um dos 594 parlamentares (deputados e senadores) do Congresso; o governo é obrigado a pagá-las. Além dessas, entre 2020 e 2022, as emendas de relator – apelidadas de "orçamento secreto" – eram definidas pelo relator do orçamento da União e não traziam as identificações de quais parlamentares tinham feito as indicações. A categoria foi considerada inconstitucional pelo STF em 2022. Palácio do Congresso Nacional, em Brasília Leonardo Sá/Agência Senado Emendas PIX e rastreabilidade No lugar do orçamento secreto, surgiram as chamadas "emendas PIX" — que estão dentro das emendas individuais. Segundo determinação do Supremo Tribunal Federal, ficou definido, no encontro, que as emendas PIX serão mantidas, mas deverão "respeitar critérios de transparência, rastreabilidade e correção". Ao mesmo tempo, também contarão com o critério da impositividade (dever de execução obrigatória), mas será necessária a identificação prévia do objetivo da destinação do recurso, com prioridade para obras inacabadas e com prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).
31/08/2026 20:34:11 +00:00
Orçamento: governo projeta superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas em 2027

Após quatro anos com as contas no vermelho, o governo federal fixou uma meta fiscal com saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões, primeiro ano de mandato do próximo presidente da República — a ser eleito em outubro. O objetivo de superávit para as contas do governo federal consta da proposta de Orçamento para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. ▶️Pelas regras do arcabouço fiscal, entretanto, as contas poderão continuar no vermelho sem descumprimento da lei. Mas o governo, até o momento, projeta saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões. Agora no g1 “Temos toda confiança que somos capazes de entregar esse resultado cheio [superávit de R$ 18,6 bilhões]. Há um peso menor das despesas obrigatórias. Não estamos prevendo receitas que dependam de aprovação do Congresso, porque, em outros exercícios, encaminhamos o PLOA e outras medidas de arrecadação. Aqui não contamos com nenhuma medida nova”, disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. ▶️Se a meta fiscal e a estimativa de saldo positivo em 2027 for cumprida, ou seja, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro. Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e maior pagamento de dividendos pelas estatais. Meta é positiva, mas contas podem seguir no vermelho ▶️A meta proposta pelo governo no orçamento de 2027 é de um resultado positivo de R$ 73,2 bilhões em 2027, o equivalente a 0,5% do PIB. Entretanto, há uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo; ou seja, o piso da banda é de um saldo positivo de R$ 36,6 bilhões. Além disso, R$ 64,7 bilhões de gastos governo com precatórios — sentenças judiciais — e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra — exceções ao limite de gastos aprovados pelo Congresso nos últimos anos. ▶️Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 28,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. ▶️Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, ou 0,13% do PIB, porque não prevê o uso do intervalo de tolerância. ▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer. Promessas de contas equilibradas Ao aprovar o chamado arcabouço fiscal em 2023, ou seja, a regra para as contas públicas, a equipe econômica fixou objetivos (sem bandas de tolerância) de ter as contas equilibradas de 2024 em diante. Entretanto, isso não aconteceu. O objetivo inicial era de ter um saldo zero para as contas do governo em 2024, um superávit de 0,5% do PIB em 2025 e um saldo positivo de 1% do PIB em 2026. Em abril de 2024, porém, o governo propôs e aprovou a alteração das metas, que passaram a ser de um saldo zero em 2025, e de um superávit de 0,25% do PIB em 2026. Pelo arcabouço fiscal, porém, há um intervalo de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo sem que a meta seja formalmente descumprida. Além disso, o Congresso também aprovou abatimento de precatórios das metas, o que foi feito em articulação com a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com esses fatores, as contas continuaram no vermelho e a projeção oficial é de novo rombo em 2026. 🔎O primeiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pelo aumento de impostos, com a carga tributária batendo recordes históricos, e crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição em 2022, que incorporou cerca de R$ 170 bilhões em despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano. A regra do arcabouço fiscal, por sua vez, buscou limitar o crescimento das despesas, mas gastos por fora da regra fiscal têm ampliado as despesas, pressionado a taxa de juros e, também, a dívida pública, que já avançou mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato do presidente Lula, atingindo o maior nível desde a pandemia. 🔎 A dívida pública é considerada um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. Propostas dos candidatos à Presidência Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país. Eles defendem ajuste das contas públicas, com o retorno de superávits. Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia. Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação ▶️ Em seu plano de governo, o candidato Lula diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um "enorme esforço fiscal" (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato. ▶️ A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um "grande tesouraço" por meio de um "corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina". O objetivo é, 'com as contas em ordem", conquistar "juros menores". ▶️ A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será "princípio moral e condição de crescimento". A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir. ▶️ A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um "remédio amargo", por meio da implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Equilíbrio Fiscal. Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social. ▶️ A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano — impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um "choque fiscal nos gastos do governo". Orçamento de 2027: texto prevê resultado positivo para contas públicas Jornal Nacional/ Reprodução
31/08/2026 20:30:14 +00:00
Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano

Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano A proposta do governo para o Orçamento de 2026 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano – R$ 120 a mais que os atuais R$ 1.621. O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo envia ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O valor final ainda deve ser atualizado até o fim do ano. Se confirmado, o reajuste será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. Os R$ 120 a mais representam uma alta de 7,4% em relação ao patamar atual. A nova estimativa também ficou acima do que foi projetado em abril deste ano. Naquele momento, a previsão era de R$ 1.717 para o salário mínimo. Valor pode mudar até dezembro O valor definitivo, porém, será conhecido somente em dezembro deste ano — quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro (que serve de base para a correção). Isso porque foi instituída por lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma fórmula de valorização real do salário mínimo – ou seja, de aumento do valor acima da inflação. Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices: a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição; o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 – que cresceu 2,3%. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a correção do salário mínimo se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real. No início do terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo passou a ser corrigido pela soma da inflação do ano anterior com a variação do PIB de dois anos antes, modelo do governo petista de Dilma Rousseff (PT). Em 2024, porém, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma limitação do aumento real, acima da inflação, a um teto 2,5%, o mesmo do arcabouço fiscal para as demais despesas. A medida tem como objetivo adequar o crescimento do piso salarial do país aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. O teto valerá até 2030. Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica Referência para 61,9 milhões de pessoas De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil. "O salário mínimo tem enorme alcance social, servindo de referência direta para trabalhadores assalariados, servidores públicos, beneficiários da Previdência Social, do BPC e do abono salarial, além de influenciar a remuneração de trabalhadores sem carteira assinada. Ao elevar o piso nacional, a política contribuiu para a redução das desigualdades salariais, inclusive entre homens e mulheres, negros e não negros e entre diferentes regiões do país", disse o Dieese, em dezembro de 2025. Por seu elevado impacto na Previdência e assistência social, analistas observam que a política de aumento real do salário mínimo, acima da inflação, nos últimos anos, contribui para o aumento das contas públicas. Segundo eles, isso gera um impacto no endividamento público, que já é o maior em cinco anos, e pressiona a taxa básica de juros da economia, a Selic – atualmente em 14% ao ano – o que diminui o crescimento sustentado da economia. A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, do governo Bolsonaro, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB, o que significa um aumento menor do salário mínimo. Somente a limitação do aumento real do salário mínimo a 2,5%, proposta da equipe econômica do governo Lula no fim de 2024, por exemplo, gerou uma redução de gastos com pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais de R$ 110 bilhões entre 2025 e 2030. Estudo do consultor de Orçamento da Câmara, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal do governo federal, estima uma redução de gastos acima de R$ 1 trilhão em dez anos com a correção do salário mínimo apenas pela inflação do ano anterior. 90 anos de história Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano. "Embora definido em 1936 com base nas necessidades alimentares do trabalhador e da trabalhadora, logo se percebeu que a legislação precisava especificar que o salário mínimo deveria ser aplicado a homens e a mulheres, e mais tarde que deveria considerar as necessidades das famílias trabalhadoras. Ao longo dos anos, porém, seu valor veio sendo corroído, atendendo cada vez menos às necessidades básicas do trabalhador e da trabalhadora", avaliou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em publicação do Dieese sobre o tema. O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho, ou 4,7 vezes o mínimo atual de R$ 1.621. 🔎O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
31/08/2026 20:29:26 +00:00
Após ampliar cota para importação, EUA anunciam plano para pecuaristas com prioridade à carne americana

Trump assina medida para aumentar importação de carne moída e baratear hambúrguer Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (31) um pacote de medidas para ajudar pecuaristas e aumentar o rebanho bovino do país, que está no menor nível em 75 anos. A estratégia inclui crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pacote, batizado de Ranchers First Initiative, foi anunciado pela secretária de Agricultura, Brooke Rollins. A iniciativa ocorre em meio à alta dos preços da carne bovina no país e à pressão do governo Donald Trump para reduzir o custo do alimento para os consumidores. Menos gado, carne mais cara 🐂 O rebanho bovino americano encolheu nos últimos anos, principalmente em razão de períodos de seca e da redução das áreas disponíveis para criação. Com menos animais para o abate, a oferta de carne diminuiu e os preços subiram. O governo americano tenta agora estimular os pecuaristas a aumentar os rebanhos. Uma das medidas anunciadas é a ampliação do acesso a crédito para pequenos frigoríficos. A ideia é aumentar a capacidade de processamento e reduzir a concentração existente no setor. Governo quer dar preferência à carne americana O pacote também prevê medidas para ampliar a utilização de carne produzida nos Estados Unidos em instituições públicas, como escolas, hospitais e presídios. A estratégia faz parte do esforço do governo Trump para fortalecer os produtores americanos e aumentar a demanda pela produção doméstica. Preço da carne bovina em um supermercado dos EUA. AP Photo/Nam Y. Huh O governo também pretende facilitar o acesso de pecuaristas a determinadas áreas de conservação afetadas por desastres naturais e incêndios, que poderão ser utilizadas para pastagem. Medidas acontecem enquanto Trump amplia importações O anúncio ocorre em um momento em que o governo americano enfrenta um dilema: ao mesmo tempo em que tenta aumentar a produção doméstica, também busca ampliar a oferta de carne importada para reduzir os preços pagos pelos consumidores. Trump anunciou recentemente medidas para facilitar a entrada de carne bovina estrangeira no mercado americano. Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA A lógica é aumentar a oferta no curto prazo para ajudar a conter os preços. O problema é que uma maior concorrência com carne importada pode reduzir a remuneração dos pecuaristas americanos justamente quando o governo tenta convencê-los a aumentar seus rebanhos. Brasil está no meio dessa disputa O Brasil é um dos principais fornecedores de carne bovina para os Estados Unidos e, por isso, as mudanças na política americana podem afetar diretamente os exportadores brasileiros. De um lado, a necessidade de abastecer o mercado americano favorece a compra de carne estrangeira. De outro, o plano de reconstrução do rebanho mostra que o governo Trump quer aumentar a produção doméstica e reduzir, no futuro, a dependência das importações. Além disso, o governo americano vem pressionando grandes frigoríficos e defendendo maior concorrência no processamento de carne. Entre as maiores empresas que atuam no mercado americano estão as brasileiras JBS e MBRF. O desafio de Trump O governo americano tenta, portanto, enfrentar dois problemas diferentes: reduzir o preço da carne para o consumidor no curto prazo e aumentar a produção doméstica nos próximos anos. Para baixar os preços agora, a estratégia é ampliar a oferta de carne no mercado, inclusive por meio de importações. Já o aumento da produção americana depende de medidas de mais longo prazo, como incentivar os pecuaristas a ampliar os rebanhos e aumentar a capacidade de processamento de carne nos Estados Unidos. O pacote anunciado nesta segunda-feira faz parte justamente dessa segunda frente: a tentativa de aumentar a produção de carne dentro do país.
31/08/2026 19:11:38 +00:00
Tarifaço: em reunião, ministros dizem que não concordam com 'tratamento discriminatório' e 'injusto' dos EUA contra o Brasil

Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (31) na qual informaram que os ministros das pastas afirmaram a representantes do governo americano que não concordam com "o tratamento discriminatório" e "injusto" dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Segundo as pastas, o governo brasileiro disse também que o Brasil está "aberto" ao diálogo para conduzir novas negociações. A nota conjunta foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Itamaraty) e Márcio Elias Rosa (MDIC) terem participado de uma conversa virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, além de outros integrantes dos governos brasileiro e norte-americano, para discutir o tema. "Os ministros reiteraram, ademais, que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio", afirma a nota. "Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo governo dos EUA nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil", acrescenta o comunicado. Os ministros Márcio Rosa (MDIC) e Mauro Vieira (Itamaraty) durante reunião virtual com representantes do governo dos EUA Divulgação/MRE Após a reunião, durante entrevista, o ministro Márcio Elias Rosa disse estar otimista com a possibilidade de um acordo tarifário. "Eu continuo muito otimista, como estava na semana passada, porque, sobretudo agora, depois do telefonema do presidente Lula com o presidente trump, parece haver, de fato, uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil. Um acordo que reequilibre a relação e a política tarifária". De acordo com o governo brasileiro, os países concordaram em voltar a se reunir para "revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas". "Admitiu-se, ainda, que as próximas reuniões sejam virtuais ou presenciais", diz o documento. Retomada das negociações A reunião desta segunda-feira marca a retomada das negociações entre Brasil e EUA sobre o tarifaço dos EUA contra exportações brasileiras. A conversa desta segunda-feira foi acertada após os presidentes Lula e Donald Trump terem se falado no dia 21 de agosto, por telefone. Na ocasião, os dois chefes de Estado falaram sobre o tarifaço, e Lula disse a Trump que as justificativas do USTR para recomendar o tarifaço eram "infundadas". Recentemente, os Estados Unidos anunciaram duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano:
 25%: diante do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais contra empresários americanos em seis setores da economia (como PIX, desmatamento, propriedade intelectual e etanol); 12,5%: diante do entendimento da Casa Branca de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas onde há trabalho forçado. Em reação às medidas, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que os Estados Unidos agiram de maneira discriminatória e feriram compromissos do próprio país na entidade. O governo americano já respondeu que está “à disposição” para conversar sobre o tema, mas não indicou se haverá reversão ou não. Diplomatas brasileiros dizem, nos bastidores, que não esperam uma reversão do tarifaço a partir de uma eventual decisão da OMC, mas que a medida marca, diante da comunidade internacional, a posição do Brasil sobre o tema. “O governo brasileiro reitera que seguirá perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional”, conclui a nota. Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, que participou de reunião com ministros de Lula nesta segunda-feira REUTERS/Evan Vucci
31/08/2026 18:56:20 +00:00
Em último dia como CEO da Apple, Tim Cook se despede em carta aos funcionários: 'É difícil acreditar que este dia chegou'

Tim Cook em evento da Apple AFP Depois de 15 anos à frente da Apple, Tim Cook deixa o cargo de CEO nesta segunda-feira (31), encerrando um dos ciclos mais longos da história da companhia. Ele assumiu o comando da empresa em agosto de 2011, sucedendo Steve Jobs, que morreu de câncer em outubro daquele ano, aos 56 anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partir de 1º de setembro, a liderança da Apple será assumida pelo atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, John Ternus, poucos dias antes da apresentação da nova geração do iPhone 18. Em mensagem enviada aos funcionários obtida pela Bloomberg, Cook confirmou sua saída do cargo, agradeceu à equipe pelos anos de trabalho e afirmou que permanecerá na empresa como presidente do conselho de administração. (leia o memorando completo ao final da matéria) "Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou", escreveu. No comunicado, o executivo disse que deixa a função "completamente em paz" e demonstrou confiança na sucessão. Segundo Cook, John Ternus é a pessoa certa para liderar a empresa. "Não estou deixando a Apple. Mas estou me afastando de uma função que amei profundamente. Não poderia estar mais entusiasmado com a liderança do John." Cook também atribuiu o sucesso de sua gestão aos funcionários e destacou a cultura da empresa como o principal diferencial da Apple. "A verdade é que, independentemente do que se diga sobre o meu sucesso, sei que tudo se deve a vocês. Vocês fizeram com que eu desse o meu melhor”, afirma o executivo. "Este lugar é a prova de que a cultura triunfa sobre tudo." Na mensagem, ele afirmou que o propósito compartilhado de desenvolver produtos capazes de melhorar a vida das pessoas foi o que permitiu à empresa alcançar resultados históricos. "Juntos, criamos algo muito maior do que qualquer um de nós poderia ter imaginado ou conquistado sozinho. Esse é o segredo do nosso sucesso." No encerramento da carta, Cook agradeceu aos funcionários e afirmou que continuará acompanhando a empresa em sua nova função. "Com tudo que tenho e tudo que sou, estou sempre com vocês." O legado de Tim Cook Tim Cook, presidente-executivo da Apple, durante a WWDC 2023 Divulgação/Apple Cook ingressou na Apple em 1998, após passagens pela IBM, onde trabalhou por 12 anos, e pela Compaq. Inicialmente vice-presidente de operações, tornou-se diretor de operações (COO) em 2005 e foi escolhido por Steve Jobs para assumir a liderança da empresa em 2011. "Pedi a Tim Cook para ser responsável pelo dia a dia das operações da Apple. Tenho grande confiança de que Tim e o resto da equipe de gerenciamento executivo vão fazer um ótimo trabalho de execução dos planos emocionantes que temos em vigor para 2011", disse Jobs no e-mail em que anunciou licença médica em janeiro naquele ano. Durante sua gestão, a Apple consolidou sua posição como a empresa mais valiosa do mundo. Sob seu comando, foram lançados produtos como o Apple Watch, os AirPods e o Apple Vision Pro, além da expansão dos ecossistemas de iPhone, iPad e Mac e do fortalecimento de serviços como iCloud, Apple Music, Apple TV+ e Apple Pay. No período, o valor de mercado da companhia passou de cerca de US$ 350 bilhões para aproximadamente US$ 4 trilhões, enquanto a receita anual cresceu de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Para especialistas ouvidos pelo g1, apesar das incertezas no início, Tim Cook deixa saldos positivos à frente da Apple, e os números indicam mais acertos do que erros (leia a matéria completa aqui). Quem é John Ternus John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em setembro Getty Images John Ternus está na Apple desde 2001, quando ingressou na equipe de design de produtos. Ao longo da carreira, assumiu posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva da companhia como vice-presidente sênior da divisão. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, Ternus trabalhou anteriormente na Virtual Research Systems. Ao anunciar o sucessor, Cook elogiou o executivo: "John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra. Ele é um visionário cujas contribuições para a Apple ao longo de 25 anos já são numerosas demais para serem contadas e é, sem dúvida, a pessoa certa para liderar a Apple rumo ao futuro." Leia a mensagem de Tim Cook na íntegra: "Equipe, Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e, ainda assim, é difícil acreditar que ele chegou e que estou escrevendo estas palavras. Amo esta empresa e a equipe por trás dela, e não poderia deixar este dia passar sem enviar uma mensagem para dizer o quanto sou grato pela demonstração de carinho que vocês me deram, pela forma como estiveram presentes todos os dias e, acima de tudo, pelo privilégio de uma vida inteira servindo como líder de vocês. A verdade é que, independentemente do que se diga sobre o meu sucesso, sei que tudo isso se deve a vocês. Vocês fizeram com que eu desse o meu melhor. Em toda a minha vida, nunca conheci ou trabalhei com uma equipe de pessoas tão extraordinária, e, a cada dia, vejo novos exemplos disso. Há algo verdadeiramente especial na Apple. O que mais me orgulha é justamente aquilo que um relatório anual jamais conseguiria retratar. Este lugar é a prova de que a cultura supera tudo. Compartilhamos a convicção de que o que construímos importa e de que temos tanto a oportunidade quanto a responsabilidade de deixar o mundo melhor do que o encontramos. Esse propósito é parte do que torna este lugar extraordinário. A Apple ajuda a cultivá-lo, mas acredito que ele já existia dentro de cada um de vocês muito antes de chegarem aqui. Foi isso que os trouxe para esta empresa e é isso que continua impulsionando o trabalho que realizam todos os dias. Juntos, criamos algo muito maior do que qualquer um de nós poderia ter imaginado ou conquistado sozinho. E esse é o segredo do nosso sucesso. Extraímos o melhor uns dos outros. Nos apoiamos mutuamente. Tornamos possível deixar nossa "marca no universo", como Steve certa vez descreveu, por causa de quem somos, do que acreditamos, do que valorizamos e da forma como enxergamos o mundo. Como somos afortunados. Como eu sou afortunado. Como vocês sabem, eu não estou deixando a Apple. Mas estou me afastando de uma função que amei profundamente. Sentirei falta deste trabalho de maneiras que mal consigo imaginar, mesmo estando completamente em paz com a minha decisão. Sentirei falta de liderar vocês e de estar ao lado de vocês em cada etapa da jornada, ao mesmo tempo em que encontro enorme tranquilidade em passar o comando para alguém tão brilhante, extraordinário e competente quanto John. Poucas pessoas entendem o que é preciso para criar produtos capazes de mudar o mundo da maneira como John entende, e eu não poderia estar mais entusiasmado com a liderança dele. Espero que vocês saibam o quanto os admiro e o quanto foi uma honra ser o CEO de vocês. Acima de tudo, espero que continuem orgulhosos de fazer parte deste lugar extraordinário que chamamos de Apple e que continuem dando sempre o melhor de si. Quando nos dedicamos plenamente a este trabalho, cuidando uns dos outros e das pessoas que atendemos, não há limites para o impacto transformador que podemos causar. Espero encontrá-los em minha nova função no Apple Park e ao redor do mundo. Com tudo o que tenho e tudo o que sou, estarei sempre com vocês. Com carinho, Tim."
31/08/2026 18:02:54 +00:00
Refit: Justiça decreta falência das empresas do grupo no RJ

Refit Reprodução/TV Globo A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (31) a falência das empresas que compõem o Grupo Refit, dono da antiga Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. A decisão é do juiz Arthur Ferreira, da 5ª Vara Empresarial, que converteu em falência a recuperação judicial de quatro empresas: Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S/A e Refinaria de Petróleos Manguinhos. O processo de recuperação judicial tramitava desde 2015. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a conversão em falência havia sido pedida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada e de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf). Na decisão, o magistrado afirma que investigações e operações realizadas contra empresas do grupo apontaram irregularidades e indicariam que o modelo de negócio estava baseado em práticas reiteradas de sonegação e fraude fiscal. Veja abaixo reportagem do RJ2 sobre investigações contra a Refit: Refit: veja o histórico de investigações no grupo empresarial Juiz cita operação da PF Arthur Ferreira cita, entre outras, as operações Cadeia de Carbono, Carbono Oculto, Poço de Lobato e Sem Refino, além de uma interdição administrativa feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A mais recente dessas investigações é a Operação Sem Refino, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ao Grupo Refit. O ex-governador Cláudio Castro é um dos investigados. A investigação também apura se agentes públicos atuaram para beneficiar a empresa. Entre os órgãos citados pela PF estão a Secretaria Estadual de Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Tribunal de Justiça do Rio. O empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, ele mora em Miami, nos Estados Unidos, e passou a ser considerado foragido. O STF também determinou a inclusão do nome dele na lista da Interpol. No âmbito da Operação Sem Refino, Moraes determinou ainda o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades das empresas investigadas. Ao decretar a falência, o juiz Arthur Ferreira afirmou que a operação: "evidenciou que o verdadeiro modelo de negócio empreendido pela Refit e suas empresas coligadas é baseado, intrinsecamente, em atos reiterados de sonegação fiscal e fraude fiscal estruturada, por meio de ocultação patrimonial e esvaziamento econômico da empresa deliberadamente para fins de não pagamento de tributos". Leia também: Ex-funcionários da Refit dizem que não receberam verbas rescisórias; grupo acumula R$ 52 bilhões em dívidas Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit Entenda as investigações contra Cláudio Castro e Ricardo Magro Contas bloqueadas Com a decretação da falência, o juiz determinou o bloqueio de todas as contas bancárias das empresas. As companhias também terão prazo máximo de cinco dias para apresentar a relação nominal de seus credores e fornecer informações ao administrador judicial. O magistrado ainda solicitou à Receita Federal as últimas declarações de Imposto de Renda das empresas e informações sobre operações imobiliárias. A decisão atinge: Gasdiesel Serviços, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; Distribuidora S.A., em Manguinhos, na Zona Norte do Rio; Refinaria de Petróleos Manguinhos, na Avenida Brasil; Química S/A, localizada na Rodovia Anhanguera, em Campinas (SP). O g1 tenta contato com o Grupo Refit para comentar a decisão.
31/08/2026 17:30:31 +00:00
Governo lança medidas para padronizar uso de biometria em portos e aeroportos

O Ministério dos Portos e Aeroportos lançou na tarde desta segunda-feira (31) uma política para ampliar e padronizar o uso de biometria em aeroportos, portos e hidrovias. A iniciativa busca reforçar a segurança e agilizar a identificação de passageiros e trabalhadores nesses locais. Batizada de "Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica", a medida uniformiza o uso de tecnologias, como reconhecimento facial e digital nesses espaços. As diretrizes incluem: a padronização dos procedimentos de identificação e autenticação biométrica; a integração entre sistemas de informação; e a adoção de soluções que contribuam para viagens mais fluídas e com menos etapas de contato físico. Agora no g1 Segundo o Ministério dos Portos e Aeroportos, a política tem o objetivo de ampliar a segurança e facilitar o embarque de passageiros tanto em voos domésticos como nos internacionais. Ministro de Portos e Aeroportos visita Aeroporto do Galeão Reprodução/ TV Globo Como vai funcionar A identificação, que é manual, será gradualmente substituída por sistemas automatizados, que serão integrados a bases públicas, como as da Polícia Federal, da Receita Federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O processo será guiado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantiu o ministério, e será supervisionado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). "Outro princípio da política é a neutralidade tecnológica, ou seja, o governo não adotará uma solução específica de mercado, mas requisitos de desempenho, segurança e interoperabilidade, que poderão ser atendidos por diferentes tecnologias, desde que cumpram os padrões definidos pelos órgãos reguladores", explicou o Ministério dos Portos e Aeroportos. A primeira etapa, já realizada, se deu com uma prova de conceito no Porto de Santos, em São Paulo. A dinâmica inclui testes de integração de sistemas e a eficiência das tecnologias em ambientes com grande circulação. A próxima etapa ocorrerá no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com apoio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
31/08/2026 17:30:11 +00:00
Tentativas de golpes por meios como mensagens ou ligações afetam 45 milhões no Brasil, diz pesquisa

Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (31) aponta que 32% dos brasileiros usuários de internet com 16 anos ou mais relatam já ter sofrido tentativas de golpes com uso de seus dados pessoais. O índice equivale a 45 milhões de pessoas. Ainda segundo o levantamento, 20% dos usuários de internet com 16 anos ou mais afirmam ter sido, de fato, vítimas de golpes com uso de suas informações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os dados fazem parte da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que ouviu 2.500 pessoas em dezembro de 2025. Os meios mais usados por golpistas ao abordar vítimas são aplicativos de mensagens (84%), ligações (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%). Agora no g1 Entre os que viveram situações envolvendo golpes, 48% afirmam que tiveram dinheiro roubado. No mesmo grupo, 43% dizem que perderam acesso a contas de e-mail ou de redes sociais. Os usuários que foram alvos de golpistas também relatam ter sofrido mal-estar e estresse emocional (58%), dívidas feitas por terceiros (42%) e roubo de informações como números de cartões de crédito ou de senhas de banco (42%). O levantamento aponta ainda que o tipo de dispositivo usado para acessar a internet pode aumentar a exposição a tentativas de golpes. O uso de sites ou aplicativos falsos é mais comum contra usuários que navegam apenas pelo celular (80%) do que contra os que combinam o acesso móvel com o computador (68%), por exemplo. Para o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, a pesquisa ajuda a comprovar que golpes envolvendo dados pessoais acontecem por diferentes canais e podem trazer consequências além das perdas financeiras. "A disseminação dessas situações reforça a importância de iniciativas de prevenção e conscientização, combinadas a políticas de proteção de dados e segurança no ambiente digital", afirma.
31/08/2026 17:00:18 +00:00
10 anos depois, startup acusa Meta de roubar ideia que virou o Instagram Shopping

Meta pagará indenização de US$17 bilhões nos EUA Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou uma ação movida pela startup britânica Ollywan, que acusava a Meta de ter copiado seu plano de negócios antes de lançar o Instagram Shopping, em 2016. A Ollywan alegava que a Meta violou a legislação antitruste dos Estados Unidos ao integrar o Instagram ao Instagram Shopping, recurso que permite aos usuários comprar produtos marcados em publicações. 🔎Antitruste são regras que protegem a livre concorrência, evitando práticas que prejudiquem a disputa entre empresas, favoreçam monopólios ou causem prejuízos aos consumidores. A decisão foi tomada na sexta-feira (28) pela juíza Virginia DeMarchi, de San Jose, na Califórnia. Segundo ela, as acusações antitruste apresentadas pela Ollywan foram feitas tarde demais e não demonstraram de forma plausível que houve danos à concorrência. Em 2016, a Ollywan havia lançado o Winstag, um aplicativo de compartilhamento de fotos que também oferecia recursos de marcação de produtos e compras por meio de links de afiliados. A startup afirmou que seu presidente chegou a compartilhar um plano de negócios com executivos da Meta sob garantias de confidencialidade. A Meta negou qualquer irregularidade. Em manifestação à Justiça, a empresa afirmou que a Ollywan tentava usar indevidamente as leis antitruste para responsabilizá-la pelo fracasso de seu aplicativo e pelo sucesso da Meta. A Meta também argumentou que as alegações estavam fora do prazo de quatro anos previsto pela legislação federal dos EUA para ações antitruste. DeMarchi concordou com o argumento e afirmou que a Ollywan não explicou como poderia ser considerada válida uma ação apresentada dois anos depois do encerramento das operações da startup. A ação também questionava os esforços da Meta para impedir a Ollywan de usar o nome “Winstag”. Nesse ponto, a juíza afirmou que as leis antitruste não impedem a Meta de fazer valer seus direitos de marca registrada. Apesar da rejeição, DeMarchi permitiu que a Ollywan apresente uma nova petição inicial, seguindo algumas restrições. Outros processos A Meta enfrenta outras ações relacionadas a questões antitruste. Uma delas foi movida por uma empresa ligada a um aplicativo de compartilhamento de fotos que também encerrou as atividades e que acusa a Meta de tê-la levado à falência. No ano passado, a Meta venceu uma ação movida pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos que buscava obrigar a empresa a reestruturar ou vender o Instagram e o WhatsApp. A Meta negou as alegações nesses casos. *Com informações da Reuters Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução
31/08/2026 16:32:50 +00:00
Indústria da defesa pode perder contratos, competitividade e investimentos se reciprocidade for adotada, diz ministério

Uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Defesa afirma que uma eventual retaliação comercial do Brasil contra os Estados Unidos por meio da Lei da Reciprocidade trará impactos negativos para a indústria nacional de defesa e segurança. Entre as consequências previstas, estão a perda de contratos, encarecimento de projetos, perda de competitividade no mercado internacional, retração de investimentos americano e o risco para o acesso a tecnologias. "É possível inferir que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica trará impactos negativos para a Base Industrial de Defesa e Segurança. O setor poderá sofrer a perda de contratos com empresas norte-americanas e perda na competitividade internacional, pelo fato de ter em seu processo de produção insumos norte-americanos relevantes", diz trecho do documento. "A retração de investimentos oriundos dos Estados Unidos também poderá ocorrer, o que demandará reconfiguração de cadeias de suprimento", completa a nota técnica. Agora no g1 O parecer foi produzido após solicitação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para avaliar o enquadramento de medidas de retaliação às recentes sobretaxas impostas por Washington a produtos brasileiros. As tensões comerciais se intensificaram após o governo de Donald Trump aplicar duas rodadas de tarifas adicionais a produtos do Brasil. O governo brasileiro chegou a apresentar documentos ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), mas as alegações não surtiram efeito prático. Apesar de o setor de defesa também já estar sofrendo com as sobretaxas americanas, a Defesa avalia que responder com tarifas retaliatórias não beneficiará o setor nacional. Entre as principais exportadoras nacionais listadas estão empresas como CBC, Taurus, Nitroquímica, Embraer, CSD e RJC, que enviam aos EUA itens como peças de aeronaves, munições, compostos químicos e detonadores. Nesta segunda-feira, integrantes do governo Lula e representantes do USTR vão se reunir por videoconferência para tratar das tarifas de Trump. Dependência de insumos Outra preocupação do Ministério da Defesa é a alta dependência de componentes e insumos americanos na linha de montagem da indústria brasileira. A aplicação de tarifas pelo Brasil encareceria esses insumos, inviabilizando custos de produção e afetando grandes programas das Forças Armadas: a fabricação de aeronaves KC-390, por exemplo, utiliza peças e subsistemas de fornecedores dos EUA embarcações desenvolvidas pela Marinha também contam com peças e componentes norte-americanos Via diplomática Diante do cenário, a equipe técnica do Ministério da Defesa recomenda cautela e prioridade ao diálogo diplomático e empresarial. O Ministério da Defesa conclui que a retaliação tarifária forçaria uma "reconfiguração intempestiva" das cadeias globais de suprimento brasileiras, comprometendo a inserção internacional do país. KC-390 Millennium da Embraer Divulgação/Embraer
31/08/2026 15:41:07 +00:00
Ex-deputado dos EUA George Santos é banido para sempre de plataforma de apostas

Ex-deputado dos EUA, brasileiro George Santos comparece a tribunal em Nova York onde se declarou culpado em caso de corrupção em 19 de agosto de 2024. AP Photo/Stefan Jeremiah A plataforma de mercado de previsões Kalshi anunciou o banimento permanente do ex-deputado americano George Santos, que é filho de imigrantes brasileiros. Ele já havia sido multado pelo governo dos EUA em US$ 35 mil (cerca de R$ 179 mil) e proibido temporariamente de usar o serviço após uma investigação regulatória apontar fraude em suas apostas. Segundo a Kalshi, é a primeira vez que a empresa aplica a expulsão definitiva a um usuário. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A denúncia ocorreu após a Kalshi identificar operações feitas por Santos antes do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, em 24 de fevereiro. O ex-deputado havia afirmado repetidamente que participaria do evento e, na véspera, a plataforma estimava em quase 75% a probabilidade de sua presença. Poucos minutos depois do início do discurso, Santos publicou no X que havia sido retido no aeroporto e não conseguiria comparecer. A publicação provocou acusações nas redes sociais de que ele teria apostado contra a própria presença no evento para lucrar com a informação. A Kalshi também comunicou as operações à Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão regulador americano responsável pela supervisão dos mercados de derivativos. A agência vinha aumentando a fiscalização sobre possíveis casos de uso de informação privilegiada em mercados de previsões. Agora no g1 Na época que o caso veio à tona, George Santos negou ter conhecimento da investigação. Em entrevista à NPR, também se recusou a confirmar ou negar que tivesse uma conta na Kalshi. "Não estou dizendo que sim, nem dizendo que não", afirmou. Em março, o ex-deputado comentou as acusações em seu podcast e disse que algumas pessoas haviam perdido dinheiro com as apostas. Segundo ele, o episódio mostraria como os mercados de previsões podem ser "frágeis". No começo de agosto, ele teve de devolver todo o dinheiro lucrado com a fraude, cujo valor somava mais de US$ 17,5 mil, isto é, quase R$ 88,9 mil. Além disso, o governo americano o condenou a pagar uma multa de US$ 35 mil, equivalente a R$ 179 mil. O caso ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre plataformas como Kalshi e Polymarket. Legisladores americanos têm pressionado as empresas a adotar medidas contra operações baseadas em informações privilegiadas. As duas plataformas afirmam que comunicam negociações suspeitas às autoridades. LEIA TAMBÉM George Santos, ex-deputado dos EUA filho de brasileiros, deixa prisão após perdão de Trump Quem é George Santos, o ex-deputado dos EUA filho de brasileiros que foi sentenciado a 7 anos de prisão George Santos defende tarifaço e diz que apoia Trump mesmo se ele atirar em alguém: 'Provavelmente acharia justificável' Foto de arquivo: Ex-deputado dos EUA George Santos em 25 de abril de 2025 Julia Demaree Nikhinson/AP
31/08/2026 15:39:06 +00:00
Bradesco e Agro: infográfico mostra como o banco vem construindo a parceria com o setor

Divulgação Fundado em Marília (SP), uma região de forte vocação agrícola, o Bradesco construiu, desde o início de sua história, uma relação próxima com o agronegócio brasileiro. Ao longo de mais de oito décadas, essa parceria evoluiu acompanhando as transformações do setor e hoje se reflete em um modelo de atuação baseado em relacionamento de longo prazo, conhecimento do campo e acompanhamento contínuo do produtor rural. Presente em todos os estados do país, o Bradesco atende desde agricultores familiares até grandes empresas do agronegócio. Além de um portfólio completo de soluções financeiras, o banco conta com uma equipe formada por gerentes de agronegócio, engenheiros agrônomos, além de todo time comercial dos segmentos que acompanham as operações de perto, oferecendo atendimento consultivo e suporte em diferentes momentos da jornada. Mais do que disponibilizar crédito, a proposta é estar presente nas decisões que impulsionam o desenvolvimento da produção, combinando conhecimento técnico, inovação e soluções para apoiar o crescimento sustentável do setor. No infográfico a seguir, veja como funciona esta parceria. Divulgação Com o Bradesco, o Ano Safra é sucesso. Conte com gerentes e agrônomos prontos para te atender.
31/08/2026 15:33:33 +00:00
Com mais alternativas de financiamento, produtor ganha flexibilidade para planejar a produção

Divulgação O agronegócio brasileiro segue inserido em um cenário que exige planejamento e capacidade de adaptação. Fatores como mudanças climáticas, oscilações de mercado e o atual ambiente de juros reforçam a importância de decisões financeiras bem estruturadas ao longo de todo o ciclo produtivo. Nesse contexto, o produtor passou a contar com um conjunto mais amplo de opções para financiar a atividade. Além das linhas do Plano Safra, recursos livres e instrumentos privados ampliam o acesso ao crédito e permitem estruturar operações de acordo com as características da produção e os objetivos de cada investimento. Com um portfólio que integra essas modalidades, o Bradesco apoia produtores em diferentes fases da atividade, desde o custeio da safra até projetos de expansão, modernização e ganho de produtividade. Para a safra 2026/27, o banco prevê disponibilizar cerca de R$ 50 bilhões em recursos, combinando linhas com taxas controladas e livres para atender às demandas do campo. Planejamento e gestão ganham protagonismo A ampliação das fontes de financiamento também exige uma análise mais criteriosa na contratação do crédito. Aspectos como custos, prazos, fluxo de caixa e finalidade dos recursos passam a ser avaliados em conjunto para apoiar decisões mais alinhadas aos objetivos da propriedade. Nesse processo, o crédito deixa de ser uma escolha isolada e passa a integrar a estratégia financeira do produtor, considerando as necessidades de cada etapa do ciclo produtivo. Soluções para diferentes perfis de produtores A diversidade do agronegócio brasileiro demanda soluções compatíveis com diferentes realidades, desde agricultores familiares até grandes empresas do setor. Além das linhas tradicionais de custeio e investimento, o Bradesco disponibiliza recursos próprios, operações estruturadas e instrumentos privados que complementam as modalidades subsidiadas pelo governo. O portfólio contempla crédito para custeio, aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação, armazenagem, infraestrutura, sustentabilidade e modernização da produção, além de operações por meio de instrumentos privados, como a CPR Financeira (CPRF), e linhas vinculadas a programas como Pronaf, Pronamp, PCA, Proirriga, Inovagro, Renovagro e Prodecoop. Essa combinação permite atender projetos com diferentes características, acompanhando as necessidades de investimento ao longo da evolução do negócio rural. Crédito como estratégia para o negócio rural As demandas da atividade rural mudam ao longo do tempo, acompanhando o ciclo produtivo e os planos de crescimento de cada propriedade. Por isso, contar com soluções financeiras adequadas para cada momento contribui para ampliar a eficiência da gestão e dar suporte às decisões de investimento. Com presença em diferentes segmentos do agronegócio, o Bradesco conta com plataformas agro distribuídas por todo o Brasil, que oferecem atendimento especializado, com assessoria de gerentes de agronegócio, engenheiros agrônomos e todo o time comercial dos segmentos, além de um portfólio capaz de apoiar o produtor em cada etapa da sua jornada. Para entender as diferentes soluções, consulte um gerente das Plataformas Agro do Bradesco e saiba como planejar a próxima safra.
31/08/2026 15:29:22 +00:00
Itapetininga recebe 2ª edição do Dia de Campo

Mais de 500 pessoas, entre produtores, empresários e visitantes, participaram da segunda edição do Dia de Campo, em Itapetininga Reprodução / TV TEM Mais de 500 pessoas, entre produtores, empresários e visitantes, participaram da segunda edição do Dia de Campo, em Itapetininga, para discutir o agronegócio no estado. O objetivo foi apresentar novas tecnologias e incentivar pequenos e médios produtores a ampliar suas atividades. Segundo Roberto Ueno, presidente do Sindicato Rural de Itapetininga, o encontro busca fortalecer os produtores e estimular investimentos no campo, especialmente em um período de desafios para o setor. Entre as novidades, foram apresentados drones e sistemas de inteligência artificial capazes de identificar problemas nas lavouras e otimizar o trabalho no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Itapetininga recebe a segunda edição do Dia de Campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo
31/08/2026 15:01:00 +00:00
Governo quer repetir modelo da Operação Carbono Oculto a cada dois meses contra lavagem de dinheiro

Dario Durigan Washington Costa/MF O governo federal pretende transformar a Operação Carbono Oculto em uma ação permanente de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. A estratégia foi anunciada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (31), durante o Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual. Segundo Durigan, a Receita Federal desenvolveu um sistema de inteligência artificial capaz de monitorar continuamente fundos de investimento e setores considerados mais vulneráveis à atuação do crime organizado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa é que a tecnologia permita realizar, a cada dois meses, uma grande ofensiva contra esquemas de lavagem de dinheiro. "Nós conseguimos botar de pé um sistema de inteligência artificial que vai usar essas informações olhando para os fundos do país, olhando para o mercado de postos de combustível e outros em que a gente vai conseguir otimizar e fazer uma Carbono Oculto a cada dois meses no país, se a gente tiver o compromisso político de avançar contra o crime organizado, em especial a lavagem de dinheiro no andar de cima", afirmou. Agora no g1 A iniciativa foi desenvolvida com base nas informações obtidas durante a Operação Carbono Oculto, realizada há um ano. A investigação, conduzida pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Ministério Público, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Secretaria da Fazenda paulista, revelou como organizações criminosas utilizavam postos de combustíveis para ocultar patrimônio e lavar dinheiro por meio de fundos de investimento e outras estruturas do mercado financeiro. O esquema alcançou empresas de investimentos, fundos e fintechs, permitindo mapear os mecanismos usados pelo crime organizado para movimentar recursos ilícitos. Crime organizado na Faria Lima: por que fintechs viraram meio 'fácil' de lavar dinheiro? Como parte das ações que marcaram o primeiro aniversário da operação, a Receita Federal cancelou, na última sexta-feira (28), cerca de mil CNPJs vinculados a contas bancárias consideradas comprometidas, impedindo essas empresas de emitir notas fiscais. Segundo Durigan, o sistema de inteligência artificial foi treinado com base nos padrões identificados durante a Operação Carbono Oculto. A tecnologia cruza dados de todos os fundos de investimento do país com informações de setores considerados mais suscetíveis à lavagem de dinheiro, como o de combustíveis. O objetivo é identificar movimentações incompatíveis com o perfil dos investimentos, estruturas usadas para ocultar patrimônio e indícios de lavagem de dinheiro, direcionando as ações de fiscalização da Receita Federal. Governo quer rever regras do sistema financeiro Além do uso de inteligência artificial no combate à lavagem de dinheiro, o governo prepara mudanças na regulação do sistema financeiro e nas regras de recuperação judicial e falências. Segundo Durigan, a revisão das normas foi impulsionada por episódios recentes envolvendo o Banco Master e a gestora REAG, que, na avaliação do governo, evidenciaram fragilidades na regulação do mercado financeiro. 🔎 O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025 após o Banco Central identificar uma grave crise de liquidez. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso no âmbito das investigações relacionadas ao caso. Já a REAG apareceu nas investigações da Operação Carbono Oculto por movimentações ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro. "Olhar para a regulação financeira, que acho que a gente aprendeu muito com casos Master, REAG e outros que estão aí que mostram distorções que existem, que a gente tem que fazer, evidentemente aqui, deixando claro, sem controle de capital", disse o ministro. Segundo Durigan, as propostas elaboradas pela Secretaria de Reforma Econômica buscam reduzir abusos nos processos, dar mais segurança aos credores e diminuir o custo do crédito. "Regis [Dudena], hoje meu secretário de Reforma Econômica, tem me apresentado reformas tanto de abusos que existem na recuperação judicial, na falência, com foco em diminuir o spread, facilitar a vida do credor no Brasil", afirmou. 🔎 O spread bancário é a diferença entre o custo que os bancos têm para captar recursos e os juros cobrados dos clientes em empréstimos e financiamentos. Quanto maior o risco de inadimplência e a dificuldade de recuperar dívidas, maior tende a ser esse diferencial e, consequentemente, mais caro fica o crédito para empresas e consumidores. Na avaliação do governo, as regras atuais permitem distorções que aumentam a insegurança jurídica, dificultam a recuperação de créditos e acabam elevando o custo dos empréstimos.
31/08/2026 14:29:43 +00:00
Em meio a negociações sobre tarifaço, André Esteves, do BTG, se reúne com Trump nos EUA

André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual Divulgação/Reprodução/LinkedIn O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (29), nos Estados Unidos. ] O encontro ocorreu em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre as tarifas impostas pelo governo americano. A informação foi divulgada inicialmente pelo Metrópoles e confirmada pelo BTG ao g1. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A reunião aconteceu no Trump National Golf Club, nos arredores de Washington, e durou cerca de 45 minutos. O encontro teria tratado de oportunidades econômicas para o Brasil. Entre os temas estavam energia, minerais raros e data centers. Relação entre Brasil e EUA Esteves se reuniu com Trump poucos dias após o presidente Lula conversar por telefone com o líder do executivo americano, em 21 de agosto. Nesta segunda-feira (31), Brasil e Estados Unidos retomam as negociações comerciais sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. ➡️ Esteves também está entre os empresários e banqueiros convidados para um jantar com Lula nesta segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada, onde o governo espera que os detalhes da reunião do banqueiro com Trump sejam compartilhados. De volta as negociações A conversa com André Esteves ocorre em um momento em que Trump reabriu as discussões sobre o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. ➡️ O governo brasileiro tenta reduzir a sobretaxa adicional de 25% ou ampliar a lista de produtos brasileiros que ficaram de fora da cobrança. Após conversa entre Lula e Trump, Brasil e EUA iniciam nesta segunda nova fase de negociações sobre o tarifaço Nesta segunda-feira (31), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, terá uma reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). O órgão é responsável por conduzir a política comercial do governo americano.
31/08/2026 14:09:57 +00:00
IA pode ameaçar sistema financeiro global ao facilitar ataques cibernéticos, alerta presidente do Banco da Inglaterra

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA O avanço da inteligência artificial pode aumentar o risco de uma crise no sistema financeiro global, principalmente ao facilitar ataques cibernéticos, alertou Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra e presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB). Em carta enviada a ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, Bailey afirmou que sistemas de IA mais avançados podem alterar a velocidade, a escala e o custo de ataques cibernéticos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Bailey, esse é o risco mais imediato da inteligência artificial para a estabilidade financeira. Ele afirmou que um ataque cibernético pode se espalhar entre diferentes países e instituições em razão da forte conexão entre os sistemas financeiros. IA pode ampliar ataques Bailey também chamou atenção para a falta de protocolos em vários países para acompanhar o desenvolvimento, o lançamento e a utilização de modelos avançados de inteligência artificial. O avanço da tecnologia pode acelerar a identificação de vulnerabilidades nos sistemas, aumentando a necessidade de que bancos e outras instituições consigam corrigir falhas e recuperar seus serviços rapidamente. Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA Outro ponto de preocupação é a dependência do setor financeiro de um número reduzido de grandes fornecedores de tecnologia. Andrew Bailey AP/Amber Baesler Segundo Bailey, essa concentração pode fazer com que um problema em uma empresa afete diversas instituições e prejudique a confiança dos investidores no sistema como um todo. Risco também está nos mercados Além dos ataques cibernéticos, Bailey alertou para a possibilidade de uma queda nos mercados financeiros ser ampliada pelo entusiasmo dos investidores com a inteligência artificial. ➡️ Segundo ele, ações relacionadas à IA estão sendo negociadas a valores elevados, enquanto o aumento do uso de dívida para investir em mercados de ações e títulos pode deixar o sistema mais vulnerável. Bill Gates alerta para perigos da IA e quer discutir regras com Xi Jinping, presidente da China A combinação desses fatores poderia ampliar os efeitos de uma eventual correção dos mercados, especialmente se diferentes problemas ocorrerem ao mesmo tempo. O sistema de "financiamento circular" pode ter um efeito dominó caso a bolha da IA estoure Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance Bailey afirmou que governos e autoridades financeiras precisam priorizar medidas para garantir que modelos avançados de IA sejam desenvolvidos e colocados em funcionamento de forma segura e responsável em escala global. O que é o FSB O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) é um órgão internacional que reúne autoridades financeiras de diferentes países e busca identificar e reduzir riscos ao sistema financeiro global. Bailey assumiu a presidência do órgão no ano passado e também é governador do Banco da Inglaterra desde março de 2020. *Com informações da agência Reuters
31/08/2026 12:56:22 +00:00
Alckmin diz que Brasil não sairá da mesa de negociação sobre tarifaço dos EUA

Brasil reabre negociação do tarifaço com representante de Comércio dos EUA O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (31), durante o Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, que o Brasil não deixará a mesa de negociação com os Estados Unidos para tentar reverter o tarifaço imposto a produtos brasileiros. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo aberto com Washington e discutir tanto questões tarifárias quanto não tarifárias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A declaração foi feita horas antes da videoconferência entre representantes dos dois países para discutir as tarifas impostas sobre produtos brasileiros. O encontro foi agendado após a conversa entre Lula e Donald Trump e contará, pelo lado brasileiro, com os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além de assessores da Presidência. "Nós não vamos sair da mesa de negociação. Essa é a orientação do presidente Lula." Alckmin afirmou que o governo está disposto a colocar todos os assuntos na mesa para buscar um acordo que reduza o tarifaço imposto pelos EUA. Entre os temas que podem ser discutidos está o projeto Redata, que prevê incentivos para a instalação de data centers no Brasil e é de interesse dos EUA. Segundo Alckmin, a proposta deve ser aprovada pelo Congresso Nacional ainda nesta semana e pode atrair até R$ 1 trilhão em investimentos, aproveitando a oferta de energia renovável do país. O vice-presidente acrescentou que o governo também trabalha para aprovar o projeto que regulamenta o setor de minerais críticos. "Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários podem e devem ser colocados. Nós temos tudo para ir para um ganha-ganha", declarou. O vice-presidente destacou que, embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, os EUA continuam sendo o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados e o maior investidor estrangeiro no país, com cerca de 4 mil empresas instaladas em território nacional. Alckmin voltou a classificar como "injusta" a decisão dos EUA de elevar tarifas sobre produtos brasileiros. 🔎 Segundo ele, os produtos americanos pagam, em média, 3,1% de imposto de importação para entrar no Brasil, enquanto 76% das mercadorias exportadas pelos EUA ao mercado brasileiro entram com tarifa zero. O vice-presidente também ressaltou que os EUA acumulam superávit comercial na relação com o Brasil. No mês de julho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões, alta de 1% em relação ao mesmo mês de 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as exportações para os EUA caíram 5%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões. Entretanto, o governo afirmou que ainda não é possível atribuir o recuo ao tarifaço de 25% imposto pelos EUA, já que a medida passou a valer apenas em 29 de julho. Os EUA impuseram duas novas tarifas sobre produtos brasileiros: uma de 25%, sob a alegação de que o Brasil adota práticas consideradas desleais em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual; e outra de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Em resposta, o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que as medidas são discriminatórias e violam regras do comércio internacional. Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Cadu Gomes/VPR
31/08/2026 12:49:39 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,17; Ibovespa sobe, mas saída de estrangeiros em agosto é a maior de 2026

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,31% nesta segunda-feira (31), cotado a R$ 5,1797. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1%, aos 177.419 pontos, e chegou à 9ª alta seguida. Mesmo com a sequência positiva, o índice encerrou o mês em queda de 0,33%. Ao longo de agosto, a bolsa acumulou perda de 6,55% nos primeiros 11 pregões, mas recuperou 6,66% nos últimos dias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Dados da B3 levantados por Einar Rivero, da Elos Ayta, mostram que agosto foi marcado por forte saída de recursos estrangeiros: até o dia 27, investidores retiraram R$ 18,4 bilhões da bolsa brasileira. O valor supera o saldo positivo acumulado no ano até a mesma data, de R$ 17,92 bilhões. ▶️ Já nesta segunda, os mercados fecharam sob pressão diante de uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores acompanham a agenda do governo, que concentra compromissos ligados ao Orçamento de 2027 e às negociações comerciais com os EUA. ▶️ Os EUA realizaram sua primeira ofensiva contra o Irã desde o fim de julho. A nova escalada do conflito aumentou as preocupações com a inflação e impulsionou os preços do petróleo. Por volta das 17h (de Brasília), o Brent, referência mundial, subia 2,63%, a US$ 90,42 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, avançava 2,99%, a US$ 85,89. ▶️ O movimento valorizou as ações da Petrobras, que subiram mais de 3% e ajudaram a puxar o Ibovespa para o campo positivo. Os papéis do Banco do Brasil, que também avançaram mais de 3%, reforçaram a alta do índice. ▶️ No Brasil, o governo apresenta ao Congresso o projeto do Orçamento de 2027, enquanto a Câmara deve votar sobre a escala 6x1 e o fim da chamada “taxa das blusinhas”. Ministros do governo participam de eventos e reuniões sobre o Orçamento e as negociações comerciais com os EUA. ▶️ Nos negócios, a Natura anunciou a renúncia do presidente-executivo, João Paulo Ferreira, com efeito após 30 de setembro. A novidade fez as ações dispararem 9% na bolsa, embora analistas sigam cautelosos com as perspectivas para a companhia. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,31%; Acumulado do mês: +2,17%; Acumulado do ano: -5,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: -0,33%; Acumulado do ano: +10,11%. Petróleo sobe com nova escalada entre EUA e Irã Os preços do petróleo subiam cerca de 3% nesta segunda-feira, após os EUA atacarem dois lançadores na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e o Irã afirmar ter retaliado com ataques a duas bases aéreas americanas na Jordânia. A nova escalada aumentou as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento da commodity. O Estreito de Ormuz é uma rota importante para o transporte de petróleo, e dados de navegação mostraram que apenas cinco navios de carga por dia passaram pelo local no fim de semana. Um petroleiro também foi atingido por um projétil ao entrar no estreito no sábado, segundo a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo. “Novos ataques militares no Oriente Médio e preocupações com novas interrupções no abastecimento de petróleo elevaram os preços do petróleo”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. Segundo ele, os mercados devem acompanhar se a situação vai se acalmar ou se o conflito continuará se agravando. Bolsas globais Os principais índices acionários em Wall Street caíram nesta segunda-feira, depois que ataques militares entre os EUA e o Irã elevaram os preços do petróleo, alimentando temores de inflação após as declarações mais duras do chefe do Federal Reserve, Kevin Warsh. O índice Dow Jones recuou 0,70%, o S&P 500 caiu 0,34%, e o Nasdaq teve queda de 0,12%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente no campo negativo. O STOXX 600 recuou 0,61%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 1,17%,4 e o CAC 40, de Paris, teve baixa de 0,79%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,29%. Na Ásia, o movimento foi diferente. As bolsas chinesas fecharam em alta, com a valorização das empresas de tecnologia compensando as preocupações com dados econômicos mais fracos e a queda das ações do setor imobiliário após mudanças promovidas pelo governo chinês. Em Xangai, o SSEC subiu 0,86%, aos 3.986 pontos, e o CSI300 avançou 0,35%, aos 4.625 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,07%, aos 25.566 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei recuou 0,14%, aos 66.311 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
31/08/2026 12:00:51 +00:00
Contas públicas têm superávit em julho; dívida sobe para 82,5% do PIB, maior nível em mais de cinco anos

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (31). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com julho do ano passado, houve melhora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 66,6 bilhões naquele mês (devido ao pagamento de precatórios). ➡️Mesmo com o saldo positivo das contas públicas em julho, o endividamento continuou subindo e atingiu, no mês passado, 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — veja mais abaixo nessa reportagem. Agora no g1 Veja abaixo o desempenho das contas em julho deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 11 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 8,5 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,1 bilhão. Parcial do ano No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas públicas registraram um déficit primário de R$ 78,8 bilhões — o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 44,5 bilhões (0,61% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 82,4 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$,7 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 97,6 bilhões nas contas do setor público em julho. ➡️No acumulado em 12 meses até julho, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,24 trilhão, ou 9,34% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,15 trilhão (8,67% do PIB) em doze meses até julho deste ano. Dívida pública Em julho, segundo números do Banco Central, a dívida do setor público consolidado subiu 0,6 ponto percentual, para 82,5% do PIB — o equivalente a R$ 10,95 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde abril de 2021, quando somava 82,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 10,8 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza de um conceito internacional — englobando os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em julho: 95,4% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. A norma prevê crescimento das despesas abaixo das receitas, e um limite para gastos. Entretanto, despesas excluídas desse limite continuam pressionando para cima o endividamento. dos seteAnalistas pedem um corte robusto de gastos para conter a dívida e proporcionar queda do juro básico. Rombo nas estatais federais Segundo o Banco Central, as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 476 milhões em julho. Na parcial dos sete primeiros meses deste ano, o rombo já soma R$ 8,3 bilhões. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ➡️Esse é o pior resultado para o período de janeiro a julho da série histórica do BC, que tem início em 2002. ➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões. A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). ➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. ➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com forte piora do seu resultado financeiro em 2025, quando foi registrado um rombo de R$ 8,5 bilhões. ➡️No primeiro semestre deste ano, o déficit foi de R$ 5,6 bilhões. O governo prevê um aporte de R$ 6 bilhões na estatal em 2027.
31/08/2026 11:47:54 +00:00
Analistas do mercado reduzem estimativa de inflação e de crescimento da economia em 2026

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de de inflação e, também, de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,02% para 5,01%. A manutenção na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,02% para 5,01%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,25% para 4,28%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro reduziu sua projeção de 1,95% 1,92% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.
31/08/2026 11:33:51 +00:00
Após conversa entre Lula e Trump, Brasil e EUA iniciam nesta segunda nova fase de negociações sobre o tarifaço

Brasil e EUA marcam nova reunião sobre tarifaço Representantes do governo brasileiro participam nesta segunda-feira (31) de uma conversa virtual com integrantes do governo dos Estados Unidos, para retomar as negociações em torno do tarifaço imposto pela Casa Branca a produtos brasileiros vendidos no mercado americano. A conversa está marcada para às 14h30 e foi agendada após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, há cerca de 10 dias, quando os dois concordaram em retomar os debates sobre o tema, sob a alegação do Brasil de que a medida é infundada. Do lado brasileiro, devem participar os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio - MDIC) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além de assessores do presidente Lula, como o diplomata Audo Faleiro. Pela manhã, os ministros Marcio Elias e Mauro Vieira se reuniram no Itamaraty para preparar o posicionamento que o governo apresentará aos EUA. Em conversa com jornalistas, o chefe do MDIC afirmou que a expectativa para esta segunda é apenas a retomada das conversas. Na Casa Branca, Lula e Donald Trump discutem terras raras, crime organizado e comércio Jornal Nacional/ Reprodução Conversa entre Lula e Trump Em 21 de agosto, Lula e Trump se falaram por telefone, numa conversa que durou aproximadamente uma hora e vinte minutos, tempo considerando longo em se tratando de dois chefes de Estado. Em nota, o Palácio do Planalto informou que os dois abordaram temas como conflitos ao redor do mundo, a classificação, pelos EUA, de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e o próprio tarifaço. No trecho a respeito das tarifas, segundo o Planalto, Lula afirmou que a Trump que a medida é infundada, e os dois presidentes concordaram, então, em reabrir as conversas. A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores é que o “sinal” de Trump em relação ao tema foi positivo, entretanto, não se espera, neste momento, uma reversão completa do tarifaço. Isso porque, segundo avaliação de integrantes do governo, um cenário possível seria o aumento da lista de exceções, isto é, produtos que podem entrar nos EUA sem a sobretaxa. Segundo diplomatas, o entendimento é que Trump tem conhecimento do tarifaço, mas não se envolve nos pormenores, deixando isso para o Departamento de Estado e para o USTR, órgãos onde as negociações não avançaram nos últimos meses. Diante disso, integrantes do Itamaraty e do Planalto dizem que é preciso aguardar o que os EUA vão apresentar para saber onde é possível dialogar. Os tarifaços contra o Brasil Ao todo, os Estados Unidos anunciaram dois tarifaços sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano:
 Sobretaxa de 25%: diante do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais contra empresários americanos em seis setores da economia (como PIX, desmatamento, propriedade intelectual e etanol); Sobretaxa de 12,5%: diante do entendimento da Casa Branca de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas onde há trabalho forçado. Em reação às medidas, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que os Estados Unidos agiram de maneira discriminatória e feriram compromissos do próprio país na entidade. O governo americano já respondeu que está “à disposição” para conversar sobre o tema, mas não indicou se haverá reversão ou não. Diplomatas brasileiros dizem nos bastidores que não esperam uma reversão do tarifaço a partir de uma eventual decisão da OMC, mas que o movimento marca diante da comunidade internacional a posição do Brasil sobre o tema.
31/08/2026 11:05:46 +00:00
O plano bilionário da China para fazer uma nova revolução industrial com milhões de robôs

Robô garçom vira atração em padaria e aumenta faturamento em até 60% no interior de SP "Tiro um cochilo e o mundo muda", diz Chen Tianyu. Aos 28 anos, ele se mantém atualizado sobre as tecnologias mais recentes passando seu tempo livre em fábricas que estão migrando para a automação. Assim, sabe o que priorizar ao ministrar suas aulas sobre inteligência artificial (IA) e robótica. Diante dele, cerca de 30 estudantes universitários estudam programação. Um deles digita freneticamente enquanto os olhos alternam rapidamente entre a tela e o robô: "A ideia é que ele pegue aquela peça cilíndrica e a mova para lá". Uma fileira de robôs industriais aguarda programação e, em outra parte da sala de aula, estudantes tentam desenvolver instrumentos médicos robóticos. Enquanto os orienta, Chen afirma: "Se o mundo da IA ​​e da robótica não precisar de você, certamente você estará entre os que serão descartados". Para as pessoas nesta sala, este é um passo — ou melhor, um salto — em direção a um futuro que a China constrói meticulosamente: o plano de US$ 20 bilhões (ou R$ 103,1 milhões) de Xi Jinping para colocar o país na vanguarda da inovação e em concorrência direta com os Estados Unidos. As evidências estão por toda parte. Eles estão no Instituto Técnico de Hangzhou, uma das várias escolas profissionalizantes enormes, construídas especificamente para esse fim, que visam formar a próxima geração de engenheiros com domínio tecnológico. O campus fica nos arredores de Hangzhou, uma antiga capital imperial cujo horizonte futurista é apenas o primeiro indício de seu papel como um polo tecnológico global. Em todo o país, há mais de 2 milhões de robôs operando nas fábricas chinesas — um número superior ao de qualquer outro lugar —, e essa quantidade continua a crescer em ritmo extraordinário. É um compromisso que certamente mudará o mundo, assim como ocorreu na última vez em que a economia chinesa passou por uma transformação gigantesca. O país já exporta seus robôs para todo o globo: mais da metade dos robôs industriais do mundo é fabricada na China. O que não está tão claro é o impacto de uma automação tão abrangente em um país que ocupa o centro da manufatura, do comércio e da inovação globais. O que isso significa para a mão de obra humana da China? E como poderíamos mensurar o custo dessa transformação em um regime que controla as informações de forma tão rígida? O futuro dos trabalhadores chineses é incerto diante da revolução industrial que o mundo acompanha: redes de energia solar de última geração, horários de pico silenciosos graças aos veículos elétricos e máquinas que se movem mais rápido do que Usain Bolt. No fim de semana, a China sediou a segunda edição dos Jogos Mundiais de Humanoides, onde robôs disputaram lutas de boxe, corridas de velocidade e marchas. O que impulsiona esse espetáculo é uma outra revolução, menos visível, que ocorre dentro de fábricas e salas de aula. A BBC visitou instalações industriais onde robôs que não têm aparência humana, nem dançam ou saltam no palco, soldam, pintam, içam cargas, montam peças e trabalham ininterruptamente, sem pausas ou benefícios trabalhistas. Alguns são projetados para construir outros robôs. Também estivemos em centros de treinamento onde a China prepara as pessoas que trabalharão ao lado de sua força de trabalho robótica. É uma oportunidade de acompanhar de perto o que Xi chama de "novas forças produtivas" da China — e como elas podem remodelar o país. Mais de 2 milhões de robôs trabalham ao lado de pessoas nas fábricas da China BBC No chão de fábrica da cidade de Chengdu, no sul do país, o antigo e o novo trabalham lado a lado. Uma linha de montagem composta por cerca de 30 homens e mulheres de meia-idade realiza tarefas de parafusamento, perfuração e polimento no principal produto da CRP Technology: um braço robótico capaz de executar diversas funções industriais. No mesmo ambiente, quatro jovens engenheiros estão reunidos em torno de um console, tentando decifrar a programação de um protótipo — um novo robô que, esperam eles, ajudará a construir outros robôs. Um deles, Pang Kai, que tem 31 anos e integra a equipe de pesquisa e desenvolvimento, empurra a estrutura elegante do robô pelo recinto. Afinal, essa futura força de trabalho da China ainda não está pronta para entrar em ação plenamente; por enquanto, o robô só consegue realizar movimentos simples e repetitivos, como ler um código QR. "Talvez daqui a seis meses ele consiga realizar outra tarefa", diz Pang, com um sorriso no rosto. É um longo caminho a se percorrer, e a equipe celebra cada pequena conquista. A CRP Technology, que emprega 300 pessoas, fabrica braços robóticos há nove anos. Cada braço pode ser adaptado às necessidades de uma fábrica para auxiliar na produção de automóveis, eletrônicos ou turbinas eólicas. A empresa diz que um único braço pode ser programado para executar mais de 90% das tarefas repetitivas. Os engenheiros também se perguntam se, um dia, poderão substituir a mão de obra da própria empresa. "Queremos que nosso novo robô seja como os seres humanos. Esperamos que ele consiga pensar por conta própria", diz Pang. "Precisamos desse tipo de robô porque, em dez anos, talvez não tenhamos trabalhadores suficientes na China." Pang Kai faz parte da equipe de pesquisa e desenvolvimento BBC A redução da população e o envelhecimento da força de trabalho são mais um motivo pelo qual Pequim tem pressa em revolucionar suas fábricas. Até 2035, mais de um terço da população da China terá mais de 60 anos, segundo estimativas oficiais. O país também perderá quase 60 milhões de habitantes na próxima década — um número quase equivalente à população da França —, de acordo com algumas projeções. A esperança é que o aumento da automação preencha essa lacuna iminente na força de trabalho antes que ela comece a afetar uma economia que já apresenta ritmo lento. No entanto, a velocidade dessa transição é fundamental. Cerca de 120 milhões de pessoas ainda trabalham no setor manufatureiro. Se a China avançar rápido demais, poderão ocorrer perdas de empregos, o que representa um golpe catastrófico para milhões de pessoas que dependem dos salários das fábricas. "Em teoria, as máquinas podem trabalhar 24 horas por dia, o que é certamente uma vantagem em relação aos trabalhadores humanos. Mas as máquinas também exigem manutenção. Precisamos de tempo para isso todos os dias e, mensalmente, a linha de produção também requer inspeção e reparos", diz Cao Li, vice-presidente da Leapmotor, fabricante de veículos elétricos. Cada vez mais populares na Europa e no Reino Unido, os carros da empresa — acessíveis e com foco em tecnologia — são montados na fábrica de Hangzhou, com robôs auxiliando o processo em todas as etapas. Ao final da linha de montagem, surgem mais trabalhadores humanos. A empresa conta com mais de 25 mil funcionários, e centenas deles realizam as verificações finais à medida que os veículos novos passam pela linha. Chegará o dia em que eles não serão mais necessários? "É perfeitamente possível", diz Cao. "E isso pode acontecer relativamente rápido. Nas áreas de produção, incluindo estampagem, soldagem e pintura, já alcançamos praticamente 100% de automação." Máquinas fazem parte de todas as etapas da fabricação dos veículos elétricos da Leapmotor, na China BBC A China leva vantagem sobre os EUA graças à sua enorme base industrial. Motores, baterias, eletrônicos, engrenagens, sensores — tudo o que é necessário para construir a estrutura de um robô está prontamente disponível. "A China também tem uma visão. Tem um plano. Eles sabem onde querem estar daqui a cinco anos. O planejamento ocorre em alto nível, mas é desdobrado para as regiões e municípios", afirma a Susanne Bieller, secretária-geral da Federação Internacional de Robótica. "Se você quiser construir um robô em Shenzhen, encontrará um ecossistema completo. Leva-se menos de uma hora para obter os componentes necessários para fabricá-lo. Na Europa, isso pode levar até uma semana." No entanto, ela reconhece que, embora a China seja eficiente na construção da estrutura física, os EUA ainda lideram o desenvolvimento do "cérebro" — o que inclui a criação da IA ​​para programar os robôs. Ainda assim, empresas chinesas como a DeepSeek e a Moonshot vêm lançando novos modelos de IA que, segundo elas, podem competir com as principais empresas americanas. Impulsionada por uma abordagem de código aberto, conhecida como open-source, na qual startups de IA compartilham seus códigos, a inovação chinesa conseguiu reduzir a distância em relação aos líderes mais rapidamente do que o esperado, apesar dos controles de exportação dos EUA sobre chips avançados críticos. Analistas acreditam agora que a próxima etapa dessa corrida será definida não por quem possui o melhor modelo de linguagem, mas por quem conseguir incorporar essa inteligência a milhões de máquinas. A inovação chinesa está impulsionando as fábricas do país mais rápido do que o esperado BBC É por isso que a China também está investindo na formação de uma geração de estudantes que aprendem a imaginar o que pode vir a seguir. No Instituto Técnico de Hangzhou, por exemplo, os jovens podem ingressar a partir dos 15 anos. E a escala do que é ensinado pode impressionar. Há um prédio inteiro dedicado a motores e aeronáutica, além de um andar de acesso restrito para alunos que trabalharão para manter a China na vanguarda do processamento de terras raras — outra commodity crucial na disputa com Washington. Alguns veem isso como uma solução para a taxa de desemprego juvenil persistentemente alta na China, onde um em cada cinco jovens enfrenta dificuldades para encontrar trabalho. "Nossos alunos são muito requisitados e podem até ser contratados antecipadamente por empresas. Eles não precisam se preocupar com emprego, e realizamos competições como parte de seu treinamento", diz Chen, o jovem professor. "É melhor encontrar seu lugar na onda tecnológica. No processo de progresso, mudanças estruturais são inevitáveis, e é exatamente nessas mudanças estruturais que residem as futuras oportunidades de emprego para os estudantes." No entanto, a China ainda enfrenta desafios econômicos sérios, desde uma crise imobiliária que se arrasta até a enorme dívida dos governos locais e um consumo persistentemente baixo. Não está claro se — ou como — a revolução promovida por Pequim resolverá esses problemas, e é difícil avaliar o que pensam, sobre as mudanças que se aproximam, aqueles cujos empregos estão ameaçados. Será que os robôs criarão prosperidade para eles ou simplesmente tomarão muitos de seus postos de trabalho? "Meus alunos me perguntam o que acontecerá no futuro", diz Chen. "Eu respondo que não sei. A tecnologia muda muito rápido. Mas não podemos ficar parados e acomodados. Precisamos avançar para ver do que somos capazes." Alunos aprendendo robótica no Instituto Técnico de Hangzhou, uma das muitas novas escolas profissionalizantes da China BBC
31/08/2026 10:33:47 +00:00
Os vídeos feitos com IA que erotizam a escravidão no Brasil para lucrar com anúncios

Imagem de IA gerada por canal para narrar 'romances' fictícios sobre escravidão Reprodução/YouTube Atenção: esta reportagem aborda vídeos que sexualizam e romantizam a escravidão, com descrições de violência sexual e física contra pessoas escravizadas. O conteúdo pode ser considerado perturbador. "O escravo gigante de olhos azuis que fez a sinhá enlouquecer", "A escrava que engravidou do coronel e virou sinhá" e "A sinhá viúva que não resistiu ao escravo de olhos verdes". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esses são alguns dos títulos de vídeos de histórias fictícias de romance, desejo e violência sexual passados no período da escravidão no Brasil publicados no YouTube, a maior plataforma de streaming do mundo. Com capas ultrarrealistas geradas por inteligência artificial (IA), que frequentemente mostram homens negros musculosos ao lado de mulheres brancas, esses vídeos acumulam milhões de visualizações em português, inglês, espanhol, francês e outros idiomas. Uma pesquisa feita pela BBC News Brasil identificou ao menos 150 canais que publicam esse tipo de conteúdo na plataforma, por meio de buscas por palavras-chave, transcrições e títulos. Juntos, somam cerca de 80 milhões de visualizações e mais de 1 milhão de inscritos. A produção ocorre em escala global, com conteúdos publicados no Brasil (inclusive por brasileiros), nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá, na Espanha, na França e em outros países, segundo as descrições destes canais, que aparecem publicamente no YouTube. Agora no g1 Os títulos prometem revelar episódios chocantes ou desconhecidos do período escravista. Um vídeo que atrai espectadores frequentemente leva a dezenas de outros semelhantes, que repetem personagens, palavras-chave, imagens e estruturas de roteiro. Especialistas que analisaram parte do material a pedido da BBC News Brasil afirmam que os vídeos romantizam a violência da escravidão, reforçam estereótipos racistas e apresentam histórias inventadas como se fossem fatos documentados. Sua produção está ligada a um mercado de canais que usam inteligência artificial para criar conteúdo de forma rápida e barata, em busca de audiência e, potencialmente, a tão almejada monetização, ou seja, ganhar dinheiro com publicidade. Um administrador de um dos canais analisados pela reportagem resumiu sua estratégia de forma direta: "O conteúdo é usado apenas para monetizar. Depois que monetiza, é trocado o nicho". O YouTube disse à BBC News Brasil que, após análise, tomou medidas contra canais e vídeos por violarem suas diretrizes, mas não especificou quais conteúdos foram removidos. A reportagem refez a análise após o posicionamento da empresa e constatou que cerca de 10% dos canais identificados saíram do ar. A plataforma afirmou que qualquer material que viole suas diretrizes e políticas é removido assim que é identificado. "Além disso, tomamos medidas contra canais que desrespeitam nossos termos de forma recorrente ou grave, o que inclui a desmonetização ou o encerramento da conta", disse o YouTube. O site esclareceu ainda que exige que seus criadores informem quando usam mídia alterada ou sintética, incluindo IA, para criar conteúdo realista. "Estamos em constante evolução dos nossos sistemas de análise humana e automatizada para identificar e remover conteúdos que tentem explorar nossa plataforma para obter lucro por meio da promoção de violência ou da sexualização de grupos protegidos." Produção em larga escala em busca de dinheiro Os vídeos que erotizam a escravidão no Brasil fazem parte de um mercado dedicado à produção de conteúdo em larga escala com uso de inteligência artificial, chamado, por alguns especialistas, de AI Slop, termo usado para descrever material barato, repetitivo e produzido em série. Este tipo de vídeo é publicado, em sua maioria, em páginas conhecidas como canais dark ou sem rosto (faceless), modelo de produção de conteúdo para redes sociais em que seus criadores não aparecem nas produções. O YouTube não informa publicamente quem administra cada canal. A BBC News Brasil tem documentado os impactos desse fenômeno em diferentes áreas, como nos vídeos de IA hipnotizantes e de baixa qualidade voltados para crianças e falsos médicos de IA, que usam avatares hiperrealistas para assustar idosos e vender suplementos milagrosos. Também mostrou quem são as pessoas por trás de canais deste tipo, que muitas vezes acreditam que poderão faturar alto com vídeos feitos com IA, como anunciam os gurus deste mercado. Mas poucos lucram, de fato, segundo especialistas. Em geral, os vídeos de IA sobre a escravidão trazem histórias longas, de quase uma hora cada, acompanhadas de imagens que simulam fotografias ou cenas históricas, com títulos construídos para despertar curiosidade e choque. Os canais não serão identificados nesta reportagem para não contribuir para a popularização de conteúdos que podem ser considerados ofensivos, racistas, enganosos, segundo especialistas que assistiram ao conteúdo coletado. Formato importado dos EUA tem terreno fértil no Brasil Vídeos feitos por IA abordam tema da escravidão com histórias de romance entre escravos e mulheres brancas Reprodução/YouTube/BBC A BBC News Brasil apurou que esse tipo de conteúdo começou a surgir com mais frequência há cerca de dois anos em canais do YouTube criados nos EUA. Os produtores perceberam que vídeos de inteligência artificial com títulos extremos conseguem atrair audiência e começaram a explorar narrativas de violência sexual, submissão e supostos romances entre pessoas escravizadas e seus senhores. O sucesso das páginas em inglês chamou a atenção de administradores de canais brasileiros, que passaram a produzir, a partir de 2025, vídeos semelhantes, ambientados no Brasil. O país oferece um terreno fértil para esse tipo de narrativa — foi o que mais recebeu africanos escravizados nas Américas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 4 milhões de homens, mulheres e crianças foram trazidos da África entre o século 16 e meados do século 19, mais de um terço de todo o comércio negreiro nas Américas. Nos vídeos analisados pela BBC News Brasil, a escravidão aparece menos como um sistema de exploração e mais como cenário para histórias de desejo, traição, vingança e violência. Gustavo Souza, organizador do livro Enfrentando Deepfakes e pesquisador da organização Desvelar — organização de mobilização e pesquisa sobre tecnologia e políticas públicas —, assistiu a parte do material identificado pela BBC News Brasil. Ele avalia que esses vídeos retomam formas de representação de pessoas negras que perderam espaço na mídia, com a redução na TV aberta de produções que colocam pessoas negras na posição da escravidão, mas que continuam presentes no imaginário do público. Para Souza, os vídeos podem encontrar audiência justamente por recuperar esse repertório conhecido. "Essas histórias repercutem com o que já existe de crença. É meio que eu querer escutar a mesma música novamente", diz o pesquisador. "Então, para mim, tem um lugar de racismo aqui de reforçar essa imagem de qual é o lugar eternamente de pessoas negras no Brasil, o lugar do escravo, do escravizado. Esse tipo de conteúdo me ofende em uma dimensão coletiva." 'Uso para monetizar. Depois, troco de nicho' A maior parte dos canais analisados não informa publicamente quem está por trás das páginas. Em um deles, porém, a BBC News Brasil conseguiu identificar o responsável e falar com ele. A BBC News Brasil localizou o responsável a partir de uma busca online pela imagem usada no perfil do canal. O retrato levou às redes sociais de Diego Souza, criador de conteúdo que reúne quase 1 milhão de seguidores no Instagram e vende cursos sobre como ganhar dinheiro com vídeos de fofocas e notícias nas redes sociais. Os vídeos mais populares de seu canal tentam atrair os espectadores com imagens de capa que mostram homens negros sem camisa ao lado de mulheres brancas e frases sugestivas. A descrição da página afirmava que o canal apresenta "documentários narrativos e histórias históricas que vão além dos livros", além de "histórias criadas por IA, baseadas e inspiradas em fatos históricos reais". Segundo o texto, o conteúdo é voltado ao público adulto e tem como objetivo promover a "preservação da memória histórica com respeito, responsabilidade e verdade". Diego confirmou à reportagem ser o responsável pelo canal, mas disse que essa não é sua atividade principal. Segundo ele, os vídeos sobre escravidão foram publicados para que a página alcançasse os requisitos necessários à monetização no YouTube, ou seja, para que pudesse receber dinheiro com anúncios. A plataforma exige, para isso, ao menos 1 mil inscritos e 4 mil horas de exibição pública nos últimos 12 meses. "O conteúdo é usado apenas para monetizar. Depois que monetiza, é trocado o nicho", disse Diego. Nicho é como os criadores de conteúdo no YouTube se referem aos temas de um canal desse tipo. No seu caso, publicações mais recentes do canal passaram a tratar de artistas e casos policiais. Questionado sobre o risco do material ser considerado ofensivo ou preconceituoso e as implicações éticas da estratégia, Diego afirmou que não conseguiria formular uma opinião, pois esse não era o conteúdo principal de seu trabalho. "O YouTube permite, então está dentro das regras", disse. Diego afirmou, após ser perguntado sobre o potencial ofensivo deste tipo de conteúdo, que não "daria permissão" para mostrar esse conteúdo como sendo de sua autoria e avisou que tornaria os vídeos privados. No dia seguinte à primeira conversa, Diego voltou a falar com a BBC News Brasil. Afirmou que o material não era de sua autoria, que não refletia o conteúdo que produz e que se tratava de "material de terceiros, de caráter público", utilizado "de forma pontual" e fora de sua linha de trabalho. Depois, os vídeos foram removidos de seu canal. R$ 25 mil em seis meses com vídeos de escravidão Não há dados públicos sobre quanto canais no YouTube ganham com seus vídeos. Mas a BBC News Brasil encontrou um exemplo que pode ajudar a ilustrar por que esses vídeos se tornaram um nicho consolidado na plataforma. Uma captura de tela exibida por um desses canais, que já não está mais no ar, indicava ganhos de cerca de R$ 24,6 mil em seis meses, com aproximadamente 200 vídeos publicados e mais de 2 milhões de visualizações. A reportagem não conseguiu confirmar esses ganhos de forma independente. Para verificar que tipo de publicidade era exibida junto aos conteúdos, a reportagem criou uma nova conta no YouTube e acessou os maiores canais analisados. Durante o teste, identificou anúncios em inglês de ao menos quatro empresas, em vídeos que estavam no ar há dois anos. Uma delas, de Vancouver, no Canadá, afirmou à BBC News Brasil que não tinha conhecimento de que sua publicidade estava sendo exibida junto a esse tipo de conteúdo e que não havia selecionado especificamente aquele canal ou vídeo. Segundo a companhia, após ser informada pela reportagem, tomou medidas imediatas para revisar e ajustar as configurações de suas campanhas publicitárias. Outra empresa, uma multinacional da área da saúde, disse que não tinha conhecimento da exibição dos anúncios. Afirmou que direciona suas campanhas para públicos "com interesse em temas de saúde, bem-estar e qualidade de vida", que o canal citado foi bloqueado e que exigiu esclarecimentos da plataforma. 'Vídeos recriam mitos sexistas e racistas sobre a escravidão' Uma das características em comum é que esses canais apresentam histórias fictícias como se fossem narrativas históricas ou "baseadas em fatos históricos". Um dos canais em português identificados pela BBC News Brasil tem 23,4 mil inscritos e quase 1 milhão de visualizações. O vídeo mais popular ultrapassa 100 mil visualizações e está no ar há pelo menos oito meses. Embora o YouTube informe que o conteúdo foi gerado por IA, a narração, igualmente artificial, afirma tratar-se de uma "história que precisa ser contada exatamente como aconteceu, sem filtros, sem amenizações". A trama acompanha Eulália Mendes de Albuquerque, que seria casada com um rico proprietário de escravos e passaria a se relacionar sexualmente com um deles, Tomé. O vídeo chega a afirmar que "arqueólogos da USP" teriam descoberto a ossada desses personagens. Uma busca pelo nome da personagem mostra que o mesmo enredo é reproduzido em textos e vídeos de páginas semelhantes, sem qualquer fonte histórica, inclusive em inglês. A reportagem não encontrou registro documental que comprove a existência dos personagens ou do episódio descrito. Procurada, a Universidade de São Paulo (USP) também não encontrou tal informação. Nenhum dos quase 300 comentários publicados sobre o vídeo questiona a veracidade da história ou dos personagens. "Bom trabalho e obrigado pelo belo vídeo", diz um espectador. "Sinto muito por Tomé e Eulália", afirma outro. A BBC News Brasil pediu a historiadores que comentassem, de forma geral, o teor desses vídeos. Para Keila Grinberg, professora da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, esses conteúdos recriam mitos antigos sobre a escravidão. "São mitos profundamente racistas e sexistas", afirma. Segundo Grinberg, as histórias misturam a ideia da suposta potência sexual dos homens negros com a imagem de mulheres brancas dominadas pelo desejo. A escolha de casais formados por mulheres brancas e homens negros também não seria casual. "Isso é o suprassumo da proibição da sociedade escravista nos olhos dessas pessoas. É aquilo que não poderia acontecer de jeito nenhum", diz. Ao mesmo tempo, relações entre homens brancos e mulheres negras escravizadas são frequentemente naturalizadas. "Como se fosse uma coisa correta, como se não fosse violento, como se não fosse escravidão." Para Grinberg, a mistura de invenção e aparência documental é um dos principais problemas. "O que o vídeo cita também pode ser inventado." Ela afirma que o público precisa aprender a perguntar como uma informação histórica foi produzida: se os personagens existiram, que documentos registram o episódio e quais outras fontes podem confirmar a narrativa. "Ele [o aluno] aprende história quando vê uma novela, com o pai e a mãe. Aprende história de várias maneiras. Isso é bom. O complicado é conseguir distinguir uma mentira repetida mil vezes", afirma. 'É um apelo à sexualização e à erotização nas relações escravistas e nas relações interraciais' As imagens e os títulos de alguns desses vídeos constroem uma representação específica das pessoas escravizadas. Homens negros aparecem frequentemente sem camisa, musculosos, acorrentados ou em posições de submissão. Mulheres brancas são apresentadas como sedutoras, perversas ou dominadas pelo desejo. Lorena Telles, professora do Departamento de História da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial do Afro-Cebrap, assistiu a alguns dos vídeos coletados pela BBC News Brasil. Ela afirma que o material transforma um passado de exploração e violência em histórias de romance e desejo. "É um apelo à sexualização e à erotização nas relações escravistas e nas relações interraciais", afirma. Nos vídeos, reforça Telles, os homens negros aparecem frequentemente musculosos, com o corpo exposto e associados a uma suposta potência sexual. Para ela, essa representação retoma estereótipos racistas que apresentam homens negros como reprodutores e "máquinas sexuais" e, em algumas narrativas, como estupradores. "O homem branco aparece como todo-poderoso e a mulher branca como completamente anulada, submissa ou diabólica", diz. Telles pesquisa a história de mulheres negras, africanas e descendentes, relações de gênero, maternidade e escravidão no século 19, além do trabalho doméstico no pós-abolição. Para ela, alguns desses vídeos, ambientados em fazendas de café no século 19, transformam relações marcadas por exploração do trabalho, torturas físicas, estupros, separação de famílias, lutas pela liberdade e muita opressão em "historietas" sobre paixões entre senhores, mulheres brancas escravistas e pessoas negras escravizadas. "Multiplicam-se nos enredos narrativas de estupros de meninas e mulheres negras, mulheres brancas escravistas sendo oferecidas pelo marido para serem sexualmente violentadas por homens cativos", afirma. "O que é mais chocante é que essas imagens de romantização do estupro têm público. Apelam e criam uma narrativa de prazer sexual masculino ligada à violência e ao sofrimento das mulheres." Canais copiam histórias em busca de visualizações A reportagem identificou que parte desses canais recicla as mesmas histórias. Algumas versões mantêm personagens, datas, locais e situações de violência. Outras transferem a narrativa para diferentes países e alteram nomes e detalhes, preservando a mesma premissa. Um dos exemplos mais difundidos conta a história de um coronel que teria permitido que sete homens escravizados mantivessem relações sexuais com sua esposa. A versão mais popular, publicada com o título "O coronel que dividia a esposa com 7 escravos", teve mais de 1,5 milhão de visualizações e recebeu mais de 1,5 mil comentários. O YouTube sinaliza o uso de IA no material. Segundo o vídeo, o episódio teria ocorrido em Minas Gerais, em 1864. A narração apresenta nomes de personagens, propriedades e acontecimentos específicos, mas não indica fontes sobre o caso. Variações do enredo foram publicadas por mais de 30 outros canais, segundo pesquisa da BBC News Brasil. Em alguns casos, o título é repetido quase palavra por palavra. Em outros, a história é transportada para outros países, com mudanças nos personagens e na data, mantendo a promessa de revelar um episódio desconhecido da escravidão. Os comentários mostram que o público recebe o material de maneiras diferentes. Alguns espectadores consideram a narrativa plausível. "Acredito sim. Toda vida existiram belos canalhas", escreveu um usuário. Outros questionam a origem das informações. "Quem registrou esses detalhes?", perguntou uma pessoa, referindo-se às datas, aos personagens e às circunstâncias descritas na narração. Há também espectadores que identificam o conteúdo como ficção ou produto de inteligência artificial. "Agora histórias fictícias estão bombando", escreveu um usuário. Outro resumiu: "ChatGPT tá criativo mesmo." 'Plataformas não deveriam monetizar ou recomendar esse conteúdo' A pesquisadora Fernanda Rodrigues, que estuda a regulação de inteligência artificial, defende que vídeos que configurem discriminação, discurso de ódio ou violência contra a mulher deveriam ser removidos. Na sua visão, os canais identificados pela reportagem se apresentam como produtores de conteúdo educativo ou histórico para usar o sofrimento de pessoas negras para atrair audiência. Rodrigues afirma ainda que a circulação desses vídeos pode influenciar a forma como crianças e adolescentes compreendem a escravidão. "A gente perde a noção se aquele conteúdo é problemático", diz Rodrigues, que é coordenadora de pesquisa do Instituto de Referência Internet e Sociedade (Iris). "No final das contas, há um mercado que ensina a criar esse tipo de conteúdo, sabendo que plataformas monetizam e você consegue lucrar de forma muito fácil sobre algo que viraliza muito." Na avaliação da pesquisadora, "quando se trata de um conteúdo que brinca na linha tênue sobre o que é discriminação, seria relevante que as plataformas, ao menos, não monetizassem esse tipo de conteúdo ou sequer o recomendassem". O YouTube afirmou à BBC News Brasil que reconhece que alguns temas podem ser profundamente sensíveis ou controversos e que seu objetivo é "equilibrar a manutenção de uma comunidade segura com a defesa da liberdade de expressão dentro dos limites das nossas políticas". A empresa disse que mídias sintéticas que violam as diretrizes da comunidade existentes, como assédio, discurso de ódio ou desinformação, que possam causar danos no mundo real, estão sujeitas à remoção, "independentemente de estarem rotuladas ou não" (como IA). Disse também que falhas repetidas ou graves ao divulgar mídias sintéticas realistas podem resultar em penalidades, incluindo remoção de conteúdo ou suspensão do Programa de Parcerias do YouTube (que é o que permite a remuneração dos canais).
31/08/2026 06:00:45 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita paga o 4º lote de restituição nesta segunda; veja como fazer

Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal paga nesta segunda-feira (31) o quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. Ao todo, serão pagas 521.935 restituições, que somam R$ 1.238.013.251,34. (veja abaixo como consultar) Do total de restituições deste lote: 16.850 são destinadas a idosos acima de 80 anos; 86.873 a idosos entre 60 e 79 anos; 9.029 a pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave; 26.769 a contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 338.912 a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem pelo recebimento via PIX; 43.502 a contribuintes sem prioridade. Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 31 de agosto Como fazer a consulta? O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
31/08/2026 03:01:14 +00:00
Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado após quase três meses

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Depois de um agosto inteiro sem uma folga extra no calendário, os trabalhadores já podem começar a contagem regressiva: falta uma semana para o próximo feriado nacional, após quase três meses sem um fim de semana prolongado. Na próxima segunda-feira (7), será celebrado o Dia da Independência do Brasil. Como a data cai no início da semana, quem não trabalha aos fins de semana terá três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
31/08/2026 03:01:05 +00:00
Feriados de setembro de 2026: veja o calendário e se haverá folga prolongada

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado O mês de setembro de 2026 terá um feriado nacional no Brasil. O Dia da Independência, celebrado em 7 de setembro, cairá na próxima segunda-feira, o que permite um fim de semana prolongado para quem não precisar trabalhar na data. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Confira todos os feriados que ainda restam em 2026 Além do feriado nacional, alguns estados e municípios podem ter feriados locais ao longo do mês. Essas datas variam de acordo com a legislação de cada localidade. Qual é o feriado de setembro de 2026? O único feriado nacional de setembro é: 7 de setembro (segunda-feira) — Independência do Brasil. A data marca a declaração de independência do Brasil de Portugal, em 1822. Com mais feriados prolongados, calendário de 2026 favorece turismo; veja datas Jornal Nacional/ Reprodução Setembro de 2026 tem feriado prolongado? Sim. Como o 7 de setembro de 2026 cai em uma segunda-feira, a data forma um período de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos e também tem folga no feriado: 5 de setembro (sábado) 6 de setembro (domingo) 7 de setembro (segunda-feira) — feriado nacional Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1
31/08/2026 03:01:04 +00:00
Quando é o quinto dia útil de setembro de 2026? Veja data para pagamentos dos salários

Confira quando cai o quinto dia útil de setembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Para trabalhadores com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 será sábado, dia 5. Para o cálculo do prazo de pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil, enquanto domingos e feriados não entram na contagem. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Quando é o quinto dia útil de setembro de 2026? No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem. Em setembro de 2026, a sequência será: Primeiro dia útil: 1º de setembro (terça-feira); Segundo dia útil: 2 de setembro (quarta-feira); Terceiro dia útil: 3 de setembro (quinta-feira); Quarto dia útil: 4 de setembro (sexta-feira); Quinto dia útil: 5 de setembro (sábado). Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 é 5 de setembro. Como a data cai em um sábado, o empregador deve observar as regras aplicáveis à forma de pagamento para garantir que o salário esteja disponível ao trabalhador dentro do prazo legal. Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário? Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil. A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil. Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados. O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil? O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados. Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis. Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador. Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa. O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.
31/08/2026 03:01:02 +00:00
Judicialização de dívidas bate recorde e passa de 1,2 milhão de ações; especialistas veem crédito fácil, bets e endividamento entre as causas

As cobranças judiciais de dívidas privadas chegaram ao maior patamar da série histórica em 2025, segundo levantamento feito pelo g1 com base no Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foram 1.239.537 novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais no ano passado. Em 2020, haviam sido 772.645. A alta no período foi de cerca de 60%. Quer sugerir uma história ou enviar uma denúncia? Fale com o g1. O crescimento ocorre em meio ao endividamento recorde das famílias. Em março, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas, maior percentual da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Percentual de famílias endividadas subiu de 77,1% para 80,4% entre março de 2025 e março de 2026 Equipe de Arte/g1 🔎 Os processos analisados pelo g1 podem envolver tanto consumidores quanto empresas. Eles são usados para cobrar dívidas privadas com base em documentos que já comprovam o débito, como contratos de empréstimo, financiamentos de veículos ou imóveis, dívidas de aluguel, cheques, duplicatas e outros títulos. A série mostra crescimento ano a ano: 2020: 772.645 novos processos; 2021: 838.701; 2022: 994.098; 2023: 1.131.730; 2024: 1.194.184; 2025: 1.239.537. Execuções de dívidas privadas chegaram a 1,2 milhão em 2025, maior número da série Equipe de arte/g1 Entre janeiro e março de 2026, já foram registrados 295.541 novos processos. Para Fernando Corrêa, coordenador do laboratório de jurimetria da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ), a judicialização costuma aparecer quando outras tentativas de recebimento já não funcionaram. “Execução é meio inefetiva, porque é difícil pegar os bens das partes. Não é que estão descobrindo essa opção como uma possibilidade de satisfazer melhor as dívidas. É meio que o último recurso”, afirma. Falta de renegociação Para a juíza Káren Rick Danilevicz Bertoncello, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o aumento das ações deve ser lido em meio à falta de uma cultura consolidada de renegociação antes da chegada do caso à Justiça. “Nós, no Brasil, ainda não temos uma cultura solidificada sobre renegociação voluntária extrajudicial. Embora nós tenhamos alguns canais muito efetivos, por exemplo, consumidor.gov, outras plataformas que são independentes ou mesmo canais como Procon e Defensoria Pública. Mas, de fato, nós não temos essa cultura no Brasil”, afirma. Endividamento de 80% das famílias acende o alerta em ano eleitoral Segundo a juíza, feirões e acordos isolados podem resolver uma dívida, mas não necessariamente ajudam quem deve para vários credores ao mesmo tempo. “Esses feirões bancários abrangem uma renegociação, mas não olham o conjunto das dívidas do consumidor. Então, ele renegocia pontualmente aquele credor que tem acesso ao feirão. Do ponto de vista do consumidor, acaba prejudicando o orçamento, porque ele não consegue ter esse olhar global para distribuir o que tem de capacidade de pagamento a todos os seus credores”, diz. No Rio Grande do Sul, o TJRS mantém um projeto de gestão de superendividamento para aproximar consumidores e credores e tentar construir acordos com base na renda, nas despesas básicas e na real capacidade de pagamento da pessoa endividada. A ideia é evitar que o consumidor faça acordos isolados que, somados, não cabem no orçamento. O projeto soma 31.075 processos, dos quais mais de 20 mil seguem ativos. Do total, 13.657 envolvem idosos. Ao todo, 6.273 acordos foram homologados. Crédito fácil, bets e refinanciamento Nos últimos anos, o governo federal lançou programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, para tentar limpar o nome de consumidores inadimplentes e facilitar acordos com credores. Em abril, o g1 mostrou que o governo Lula estudava uma nova proposta para socorrer brasileiros endividados. A ideia era reunir dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal e outras em uma só dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que poderia chegar, em alguns casos, a 80%. Também em 2026, o governo regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no Consignado CLT, modalidade de empréstimo com desconto direto no salário de trabalhadores com carteira assinada. Pela regra, o trabalhador pode autorizar o uso de parte do FGTS, da multa rescisória e de outros valores da rescisão para quitar ou abater a dívida em caso de demissão sem justa causa. Para especialistas, a renegociação pode aliviar o orçamento no curto prazo, mas não resolve o problema se vier acompanhada de nova concessão de crédito sem avaliação real da capacidade de pagamento do consumidor. Káren explica que o excesso de crédito tem papel importante no superendividamento das famílias. “Há um fenômeno de redução de renda. Os acidentes da vida, como divórcio, doença, desemprego, também colocam a pessoa numa situação de superendividamento. Mas o que mais nos chama a atenção é que nós temos um excesso de concessão de crédito”, afirma a magistrada. Segundo ela, a Lei do Superendividamento passou a impor a bancos e financeiras o dever de avaliar a real capacidade de pagamento do consumidor antes da concessão de crédito. “A lei trouxe o dever dos credores, dos bancos, das financeiras, de analisar quem é esse consumidor. Será que ele, de fato, tem condições de fazer esse empréstimo? Será que ele tem condições de comprar esse bem? Isso é dever expresso na lei. Ela coloca nos ombros do credor essa obrigação de saber com quem está contratando”, diz. Dados do Banco Central também mostram que as famílias comprometem quase 30% da renda mensal com o pagamento de dívidas. O endividamento total, considerado em relação à renda acumulada em 12 meses, chegou a 50% dos ganhos das famílias. Estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente: o endividamento inclui compromissos financeiros ainda em dia, enquanto a inadimplência considera contas vencidas. Em maio de 2026, as maiores taxas de inadimplência foram registradas no Amapá, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, segundo a Serasa. Estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente: o endividamento inclui compromissos financeiros ainda em dia, enquanto a inadimplência considera contas vencidas. Em maio de 2026, as maiores taxas de inadimplência foram registradas no Amapá, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, segundo a Serasa. Equipe de Arte/g1 Para a juíza, as bets também aparecem como fator de preocupação nas audiências de mediação do projeto do TJRS. Segundo ela, as apostas não entram diretamente nos processos de repactuação, mas aparecem nos relatos de consumidores que fazem empréstimos para continuar jogando. Viúva só descobriu dívida de quase R$ 1 milhão depois que policial morreu após vício em bets “Dentre os relatos que são feitos em audiência, na questão de mediação, embora as bets não estejam no processo de repactuação, porque nós sabemos que não há concessão de crédito direta, as pessoas acabam fazendo empréstimos para continuar jogando. É um fenômeno que nos preocupa muito. A população que tem utilizado, seja o seu salário, seja empréstimos pessoais, acaba entrando em uma espiral que não tem fim”, afirma. Empresas e produtores rurais Endividamento no campo: medidas ampliam renegociação de dívidas no Paraná No caso das empresas, a alta das execuções também deve ser vista em um cenário de crédito caro, afirma Fernando Corrêa, da ABJ. Segundo ele, juros altos e spread bancário maior, que é a diferença entre o custo que os bancos têm para captar dinheiro e a taxa cobrada nos empréstimos, dificultam a reorganização financeira de empresas endividadas. “O nível da taxa de juros no Brasil, o spread de crédito e consequentemente o comprometimento da saúde financeira são fatores bem importantes nessa dinâmica”, afirma. Corrêa cita os produtores rurais como um dos grupos que aparecem de forma relevante nas séries de insolvência, que é a situação em que uma empresa ou produtor não consegue cumprir suas obrigações financeiras. “Se você vê o aumento da insolvência dos produtores rurais, é um efeito muito claro nas séries de insolvência. O que aconteceu com eles foi o seguinte: teve algumas crises ocasionadas por eventos climáticos, guerra, etc. Só que a taxa de juros subiu. Então, os atores do mercado não conseguem ter acesso a crédito barato o suficiente para remediar a situação”, diz. Por meio do Observatório da Insolvência, mantido em parceria com a PUC-SP, a ABJ mapeia gargalos da crise empresarial. Os dados mostram que processos de falência no estado de São Paulo duram, em média, mais de 16 anos para serem encerrados. Também indicam que os credores recebem de volta apenas 6,1% do valor originalmente devido. Outro dado do observatório ajuda a mostrar quem costuma acionar a Justiça nesses casos: 91,9% dos pedidos de falência são feitos pelos próprios credores, sendo quase um terço por empresas do setor financeiro e de seguros. O que é superendividamento A Lei 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, alterou o Código de Defesa do Consumidor e criou mecanismos para prevenir e tratar situações em que a pessoa não consegue pagar suas dívidas sem comprometer o mínimo necessário para viver. Na prática, isso significa que a pessoa pode buscar uma renegociação global das dívidas, com todos os credores ao mesmo tempo, para preservar despesas básicas, como moradia, alimentação, água, luz, transporte e saúde. Para Káren, o problema não é apenas a inadimplência pontual, mas a situação em que a pessoa deixa de conseguir pagar as dívidas sem comprometer despesas básicas. “Você tem uma renda e não está conseguindo pagar as suas obrigações sem prejudicar a sua subsistência. Então, isso já é um sinal de alerta de que você está superendividado. Tem pessoas, por exemplo, que dobram ou triplicam a jornada de trabalho. Isso também já é um sinal de superendividamento”, afirma. Segundo Fernando Corrêa, da ABJ, a dívida dificilmente vira processo logo no começo da inadimplência, porque acionar a Justiça tem custo. No caso de contratos de empréstimo e duplicatas, por exemplo, o prazo para cobrar judicialmente costuma ser de até cinco anos. Mas ele afirma que, depois de cerca de um ano de atraso, a judicialização pode começar a se tornar mais vantajosa para o credor. “Judicializar é caro. Você vai pagar um percentual da dívida para ir atrás. Então, eu acho que é muito raro judicializar logo no começo. Depois de um ano, começa a ficar mais vantajoso”, afirma. O projeto do TJRS orienta que, nesses casos, o consumidor procure o projeto-piloto de tratamento do superendividamento na comarca. Onde não houver atendimento específico, a recomendação é buscar a Defensoria Pública, um advogado ou o Procon. Como o levantamento foi feito O g1 consultou o Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e levantou os novos processos classificados como execução de títulos extrajudiciais não fiscais. A série analisada vai de 2020 a 2025. Também foram considerados os dados parciais de janeiro a março de 2026, último período em que foi possível manter a mesma comparação. Desde junho, o painel passou a exibir a categoria de forma diferente, sem a separação usada neste levantamento para as execuções não fiscais. Por isso, os dados de 2026 não foram atualizados para os meses seguintes, para evitar comparar recortes diferentes. A categoria reúne processos usados para a cobrança judicial de dívidas privadas, com base em documentos que já comprovam o débito. Podem entrar nesse grupo cobranças contra consumidores e empresas, como contratos de empréstimo, financiamentos, dívidas de aluguel, cheques e duplicatas. Não entram no levantamento as execuções fiscais, como cobranças de tributos e dívidas com o poder público.
31/08/2026 03:00:55 +00:00
Os milhões de argentinos com dívidas em atraso e o que isso indica sobre a economia do país: 'Não tentamos mais refinanciar porque é impagável'

Eliana Yaynes e Iván Venencio se conheceram em uma manhã durante a transmissão de um programa de rádio. "Você veio devido à questão da dívida?", perguntou ela, com naturalidade. "Sim", respondeu ele. Ambos estavam ali para falar de um problema hoje bastante comum na Argentina. Segundo os números do Banco Central do país e de consultorias locais, mais de 20 milhões de cidadãos estão endividados e cerca de 6 milhões estão em mora, ou seja, com seus pagamentos em atraso ou simplesmente inadimplentes. A Argentina tem hoje pouco mais de 46 milhões de habitantes. Ou seja, um a cada três argentinos enfrenta problemas para liquidar a dívida adquirida com bancos, carteiras digitais, lojas de eletrodomésticos ou agiotas, como aponta a consultoria Analytica. No dia 20 de agosto, a Praça de Maio, em Buenos Aires, foi o cenário de um protesto contra o nível de endividamento da população. Getty Images No mesmo dia da entrevista de Yaynes e Venencio à emissora de rádio, em 20 de agosto, ocorreu na capital argentina, Buenos Aires, a primeira marcha de cidadãos endividados. Eles reivindicaram mecanismos para refinanciar suas dívidas e protestaram contra a decisão de não intervir na crise, que tem marcado o governo do presidente Javier Milei. Funcionários do governo argentino definiram esta situação como "uma questão entre entes privados". Milei atribuiu o aumento do número de endividados ao auge da compra de televisores para a Copa do Mundo de Futebol. Ele chegou até a perguntar, durante entrevista ao jornal argentino La Nación, se alguém havia colocado "uma pistola na cabeça" dos devedores para que eles se endividassem. A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) entrou em contato com a Presidência argentina, pedindo comentários sobre a declaração do mandatário do país, mas não houve resposta até o momento da publicação desta reportagem. Yaynes comemorou a vitória de Milei na última eleição presidencial argentina, quase três anos atrás. Agora, ela afirma que ouvir este tipo de raciocínio parece surreal. "Eles não podem pensar que alguém tenha se endividado por capricho", declarou ela, de Buenos Aires, à BBC News Mundo. "Tipo 'eu estava entediada e achei que o melhor para a minha vida seria me endividar'. Este menosprezo é muito triste e degradante." Yaynes e seu marido estão pagando quatro empréstimos. "Não fiz os cálculos exatos, mas, antes do quarto empréstimo, eu calculava que devia cerca de 10 milhões de pesos (US$ 6.620, cerca de R$ 34,1 mil)". "Se você não conseguir sanear as dívidas e quiser pagar, precisará contratar crédito", explica Venencio. Ele não votou em Milei, nem no seu adversário peronista, Sergio Massa, na última eleição presidencial. "O governo faz isso quando vai ao FMI [Fundo Monetário Internacional]. Por que nós, da microeconomia, não vamos fazer?" Ele e sua esposa devem hoje a bancos e a familiares. Entre os dois cartões do meu banco, devo 10 milhões de pesos [US$ 6.620, cerca de R$ 34,1 mil] em cada um", ele conta. "Nos dois cartões da minha mulher no banco dela, devemos 8 milhões [US$ 5.295, cerca de R$ 27,3 mil] em um e 9 milhões [US$ 5.957, cerca de R$ 30,7 mil], no outro." Dívida 'impagável' Venencio se lembra perfeitamente do dia em que tudo começou a sair de controle: 9 de fevereiro de 2025. Até então, ele e sua esposa trabalhavam como assalariados e ele ainda tinha outra renda, como motorista de aplicativo. Com esta renda adicional, eles conseguiram, por exemplo, tirar as férias no Brasil que haviam planejado para fevereiro. Mas, assim que chegaram ao território brasileiro, com sua "família misturada" (cada um com seu filho), ele ficou sabendo que seu sogro havia morrido. "Tiramos, então, passagens para minha mulher e o filho dela poderem voltar", ele conta. "Foi um gasto que não havíamos planejado e, obviamente, saiu do cartão." "Depois, minha esposa perdeu uma gravidez em março e isso, aliado à perda do seu pai, fez com que ela tirasse licença psiquiátrica no seu trabalho", conta Venencio, de Buenos Aires, para a BBC. Em agosto de 2025, o carro que ele usava para obter renda adicional pegou fogo. O seguro pagou apenas a metade dos gastos e ele precisou se endividar mais para fazer o conserto. Paralelamente, a renda do aplicativo era cada vez menor. "Muitas pessoas do país foram ficando sem trabalho e começaram a trabalhar com o carro", explica ele. "Para dar uma ideia, quando comecei, em 2021, eu ganhava cerca de 1,8 milhão de pesos [US$ 1.191, cerca de R$ 6,1 mil] trabalhando meio período. Em alguns meses, já estava faturando menos de um milhão [US$ 660, cerca de R$ 3,4 mil]. E o aluguel do apartamento, a luz e o gás continuavam subindo." Em novembro, Venencio entrou em depressão. Em seguida, ele e sua mulher ficaram sem trabalho. A esposa conseguiu recentemente um novo emprego e ele, agora, dirige seu carro entre 10 e 12 horas por dia para poder pagar os gastos mínimos da família, mas não sobra dinheiro para a dívida. "Quando você começa a olhar os juros, aquilo se tornou totalmente impagável. Não tentamos mais negociar refinanciamento porque não podemos pagar." O problema das dívidas em atraso O diretor do Centro de Economia Política Argentina (Cepa), Hernán Letcher, elaborou um relatório sobre o endividamento no país. Para ele, o número de 20 milhões de pessoas endividadas não é o dado mais preocupante. "Veja bem, se vou comer hoje à noite e pago com cartão, entre o momento do jantar e o pagamento, estou endividado", explica ele. "Para mim, o problema são os seis milhões de pessoas em mora, ou seja, que têm 90 dias de atraso no pagamento da sua dívida." Para agravar a situação, segundo Letcher, 55% dos quase seis milhões (cerca de 3,5 milhões de pessoas) detêm dívidas que, tecnicamente, são consideradas irrecuperáveis, como as de Venencio, que as chama de impagáveis. O outro fator que deve ser considerado é o motivo que leva as pessoas a se endividarem. Letcher destaca que, se alguém pede crédito para comprar um telefone celular, isso é positivo para a economia. Mas, se o empréstimo for para pagar as refeições do dia ou os serviços básicos, a situação é oposta. "Conversei com diversos presidentes de bancos que me confirmaram que cerca de 90% do atraso de pagamento de cartões de crédito são compras de supermercado — basicamente, alimentos", segundo ele. Na sua opinião, o alto número de devedores em atraso é consequência da queda da renda dos lares argentinos, que foi compensada pelo endividamento. "Veja, estou na cidade de Buenos Aires", explica Letcher. "Aqui, o metrô aumentou 2000%; o trem, 1800%; e os serviços, 850%. Mas os salários subiram 300%." "E estou falando de gastos que as pessoas precisam pagar sem terem opção, pois elas não podem deixar de pegar o transporte." "Então, quando faço uma dívida para pagar a luz, no mês seguinte preciso pagar a luz outra vez e ainda tenho a dívida", destaca ele. A dívida e suas consequências Eliana Yaynes não se lembra de um dia específico em que tudo saiu de controle. Seu processo foi mais gradual. No início de 2025, ela trabalhava como responsável por uma loja de decoração e revestimento. Mas, em busca de um salário melhor, ela conseguiu emprego no setor de vendas, em um atacadista. "O problema é que, quando comecei no meu novo emprego, meu corpo não respondeu", explica ela. "Trabalhei em vendas até completar 30 anos. Eu andava, saía, ia visitar clientes. Mas, agora, com 47, o corpo cobrou a conta. Todos os dias, eu saía, tentava e morria tentando, até que saí de lá." Paralelamente, seu marido trabalhava há anos como motorista de aplicativos. Ele viu sua renda ser reduzida, devido à quantidade de pessoas que também começaram a trabalhar atrás do volante. "Essa superpopulação fez com que, obviamente, nossa renda diminuísse muito", prossegue ela. "E, comigo sem trabalho, começamos a fazer pagamentos com cartão que, antes, não fazíamos, como os gastos do carro: combustível, peças de reposição, trocas de óleo e filtros." O cartão que eles usavam era o adicional do cartão do pai de Yaynes. E, com a falta de dinheiro, a única ferramenta que eles tinham para pagar era uma carteira digital. "O que fazíamos era tentar financiar tudo em parcelas", ela conta. "Mas, em algum ponto, era uma espécie de mentira imaginar que, parcelando, as parcelas são pequenas. Depois, por menores que sejam, se forem muitas, aquilo se torna uma bola de neve." Em janeiro deste ano, Yaynes foi diagnosticada com câncer de mama, que ela atribui, em parte, à angústia pelas finanças familiares. E a doença a surpreendeu sem plano de saúde privado. "Em outubro do ano passado, devido às complicações financeiras, deixamos de pagar a mensalidade do plano de saúde", explica ela. "Mas, agora, isso volta a ser prioridade e precisamos colocar estes pagamentos mais ou menos em dia." "Por isso, todos os meses, pagamos a mensalidade mais antiga que devemos, pois não temos dinheiro para colocar toda a dívida em dia." 'Culpa e vergonha' A Central Geral de Trabalhadores da Argentina (CGT) organizou a manifestação de 20 de agosto, em defesa dos trabalhadores endividados. Mas também participaram grupos como os Endividadxs Organizadxs, formados pela aproximação espontânea de pessoas com dívidas. Fernando Moyano é um dos três porta-vozes deste grupo. Ele contou à BBC que tudo começou com uma dívida que ele não conseguia liquidar. Moyano pensava que aquilo "era um fracasso pessoal meu, pura e simplesmente". Até que começou a entrar em contato com outras pessoas na mesma situação. Nos seus contatos com pessoas endividadas, ele encontrou desde jovens que não conseguem um trabalho formal com salário decente até aposentados que perderam o acesso a certos remédios no serviço público de saúde e se endividaram para pagar pelos medicamentos. Ele também conversou com pessoas que se endividaram com apostas esportivas, cassinos digitais e jogos no celular. "A questão do instantâneo, que permite, por exemplo, sacar um crédito em minutos no seu telefone para uma carteira digital, traz problemas similares aos do jogo", explica Moyano. "As pessoas tentam a sorte porque acham que isso não irá mudar muito sua situação financeira, até que chegam as dívidas de jogo e, com elas, a culpa e a vergonha." A principal reivindicação do grupo Endividadxs Organizadxs é uma declaração nacional de emergência de crédito, que reconheça oficialmente a existência da crise e leve à tomada de medidas para combatê-la, como a regulamentação dos juros que podem ser cobrados dos devedores. Moyano não espera uma reação positiva por parte do governo Milei, mas aposta nos projetos de lei apresentados por diversas bancadas no Congresso argentino. A precarização da dívida Hernán Letcherz, do Cepa, explica que os bancos, depois de 180 dias de atraso, podem renegociar a dívida com o cliente, não emprestar mais dinheiro enquanto a dívida não for paga ou vender a carteira para uma agência de cobrança terceirizada. Quando a pessoa não pode mais recorrer ao banco, sua outra alternativa, além dos familiares e amigos, é pedir emprestado a uma carteira digital ou fintech. Estas empresas fazem uso das inovações digitais para oferecer serviços financeiros rápidos, fáceis e acessíveis. "É muito fácil obter crédito nestes aplicativos", explica Letcher. "Abro o aplicativo, aperto um botão e tenho o dinheiro na minha conta. Depois, preciso pagar. Acredito que esta facilidade também ajudou a aumentar o nível de endividamento." O diretor da consultoria Analytica, Claudio Caprarulo, destaca que a adoção das carteiras digitais se consolidou na Argentina durante a pandemia. Estes fornecedores de serviços financeiros digitais se dedicaram, desde o princípio, ao setor informal em crescimento: trabalhadores sem contrato de trabalho seguro, direitos trabalhistas, previdência social e representação sindical. "A Argentina tem um problema de informalidade muito grande e o que as fintechs fazem é se dirigir a este público", explica Caprarulo. "Elas dizem aos bancos 'vou emprestar a alguém a quem você não empresta' e chamam isso de 'inclusão financeira'." Os níveis de atraso de pagamento dos devedores das carteiras digitais costumam ser mais altos que os dos bancos. E, como as entidades bancárias, as fintechs podem vender estas carteiras de devedores a empresas que se dedicam exclusivamente à sua cobrança. Estas empresas, segundo Letcher, podem telefonar para a pessoa endividada a qualquer momento e até divulgar sua condição de devedor. "É muito traumático, conheço muitos casos em que telefonaram para a empresa da pessoa dizendo que ela estava endividada", ele conta. O terceiro passo da precarização do endividamento, depois de não poder solicitar crédito ao banco, nem a uma carteira digital, é pedir dinheiro para agiotas, a taxas de juros totalmente desregulamentadas. A forma de cobrança pode fazer com que alguém entre na casa da pessoa em atraso para levar os móveis da cozinha ou o televisor, explica Letcher. O secretário de Segurança da província de Buenos Aires (governada pelo peronismo), Javier Alonso, declarou à imprensa local que este tipo de cobrança vem se tornando cada vez mais violento. "Os crimes (homicídios, tentativas de homicídio, ameaças, tiros nas pernas) causados por dívidas com criminosos, com pequenos traficantes que emprestam dinheiro, dobraram", ele afirma. "As famílias começam pedindo um milhão de pesos [US$ 660, cerca de R$ 3,4 mil] e, em cinco meses, devem 25 milhões" (US$ 16.545, cerca de R$ 85,3 mil). Os juros por trás da dívida A BBC News Mundo perguntou ao porta-voz do grupo Endividadxs Organizadxs quais são os obstáculos encontrados pelas pessoas que querem pagar suas dívidas, mas não conseguem. Fernando Moyano enumerou três deles: "As taxas de juros abusivas praticadas pelas carteiras digitais e mesmo pelos bancos; os salários, que estão congelados e defasados em relação à inflação; e as tarifas dos serviços básicos, que estão acima da inflação." Em relação às taxas de juros, Caprarulo destaca que, embora a política fiscal do governo Milei não tenha se alterado (ela continua apostando na sua "motosserra" e no corte de gastos), a política monetária e a gestão das taxas de juros foram mais erráticas. "Isso gerou saltos muito grandes das taxas de juros e muita volatilidade", explica ele. "Quando os atrasos de pagamento começaram a aumentar, as taxas de juros para as famílias ficaram em níveis muito altos em relação à inflação." O diretor da Analytica indica que a taxa nominal anual (TNA) está em 70% "nos bancos que emprestam mais barato", enquanto a inflação projetada para os próximos 12 meses é de cerca de 30%. Esta informação relativa aos bancos é mais precisa que a existente sobre outras instituições, como as carteiras digitais, explica Caprarulo. O motivo é que estes serviços muitas vezes modificam suas taxas dependendo do cliente e do empréstimo a ser concedido. "Você abre uma carteira digital no seu celular e ela dirá a você, por exemplo, que, devido ao seu registro de crédito e à sua renda, irá emprestar dinheiro a tal taxa, que pode ser melhor que a que ela irá oferecer para mim", segundo Caprarulo. "Ao mesmo tempo, o setor das fintechs empresta por prazos muito menores. Você pode sacar um empréstimo por 10 dias e, neste caso, a taxa é diferente." Para Lechter, "quando você passa de um banco para uma carteira, passa de um custo financeiro total [o valor total do crédito ou financiamento, incluindo as taxas de juros, os gastos de concessão, de liquidação, IVA e adicionais] de 180% para um custo financeiro total que pode chegar a 1500% e o nível de exigência na cobrança não é o mesmo." As fintechs costumam se defender indicando que emprestam dinheiro para pessoas do setor informal, com risco maior de não conseguir pagar os empréstimos. Por isso, quanto maior o risco, maior a taxa. A BBC entrou em contato com o Ministério da Economia da Argentina para conhecer a posição do ministro Luis Caputo sobre os níveis de endividamento do país, o papel do Estado e as taxas de juros cobradas pelas carteiras digitais. A porta-voz do Ministério nos indicou uma entrevista coletiva do último dia 13 de agosto. Consultado sobre as taxas de juros dos serviços financeiros digitais, que oscilam entre 400% e 700%, Caputo respondeu na ocasião: "Se estão cobrando taxas de 400% e 700%, elas obviamente são abusivas. Hoje, não há nada que os impeça de fazer isso. Esta é a realidade." Questionado se o Estado iria intervir, o ministro reiterou que se trata de uma "questão entre entes privados". "É preciso não confundir empatia com políticas públicas", concluiu Caputo.
30/08/2026 17:55:43 +00:00
Mega-Sena, concurso 3051: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3051: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.051 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ 29.343.361,52. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 21 - 15 - 20 - 48 - 38. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Segundo a Caixa, 35 apostadores acertaram a quina e levaram R$ 55.635,04 cada. Outras 2.706 apostas acertaram 4 números e levaram R$ 1.186,14 cada. O prêmio do próximo sorteio está estimado em R$ 36 milhões. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Sorteio Mega-Sena 3051 Reprodução Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/08/2026 14:02:21 +00:00
Presidente interina da Venezuela afirma manter 'soberania' em acordo petrolífero com os EUA; Trump fala em 'presente' para o povo americano

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa após a aprovação da Reforma da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos em frente ao Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em 29 de janeiro de 2026 AFP A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento na noite deste sábado (29) e afirmou que o país mantém o controle de seu petróleo. Na sexta-feira (28), o presidente Donald Trump anunciou um acordo que garantiria aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país. "Uma coisa deve ficar absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre seus recursos", disse Rodríguez em um discurso transmitido pela televisão estatal, quase nove meses após seu antecessor, Nicolás Maduro, ter sido deposto pelos militares dos EUA (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Em sua rede social, Donald Trump afirmou neste domingo (30) que vai reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais com o petróleo venezuelano e que isso é um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos. "Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais que, por culpa do sonolento Joe Biden, foram praticamente esvaziadas. O processo de reposição começará muito em breve e é um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos." EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela Na sexta (28), o presidente disse que o acordo acontecerá por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros. Trump disse ainda que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.; Trump fala em 'presente' para o povo americano O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos. Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas. Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters Deposição de Maduro Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
30/08/2026 10:54:13 +00:00
Leite passa por testes para garantir qualidade e segurança

Alunos de engenharia de alimentos e farmácia estudam a qualidade do leite e possíveis fraudes Reprodução / TV TEM Do campo à indústria, o leite é analisado em diferentes etapas para assegurar que chegue ao consumidor com qualidade e sem riscos. A atenção começa na ordenha, feita logo cedo. O leite é armazenado, pasteurizado e passa por novos testes em laboratório antes de ser liberado para consumo. Em Salto de Pirapora (SP), 33 vacas da raça Jersey recebem cuidados especiais para evitar estresse e garantir melhor qualidade do leite. São duas ordenhas por dia, que rendem cerca de 500 litros. A dieta das vacas inclui silagem de milho e grãos, que ajudam a manter o teor de gordura e proteína. Segundo a veterinária Isabelly Dornelas, antes de cada ordenha mecânica é feito o “teste da caneca preta”, que avalia características como a espessura do leite. O leite é mantido a 4 °C até chegar à fábrica, onde continua refrigerado. Essa qualidade é decisiva para o sabor, a textura e o reconhecimento dos queijos produzidos. Uma fábrica da região processa cerca de 3 mil litros de leite por dia, recebidos de oito produtores locais. Entre os produtos estão queijo fresco, meia cura e o maturado especial Estrada de Ferro, que já conquistaram sete medalhas nacionais. Se houver falhas na pasteurização ou presença de bactérias, o leite é descartado e não segue para a produção. Em Sorocaba (SP), alunos de engenharia de alimentos e farmácia estudam na prática a qualidade do leite e possíveis fraudes, com testes físico-químicos e microbiológicos. Nos laboratórios, os estudantes aprendem qual análise aplicar em cada etapa da produção e como identificar fraudes. Uma das mais comuns é a econômica, quando água ou soro são adicionados para aumentar o volume do leite. A coordenadora do curso de engenharia de alimentos, Eduarda Gonçalves, destaca que os testes são essenciais para garantir a segurança do consumidor. Segundo ela, avaliar o leite que chega à indústria é decisivo para saber se pode ser consumido. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Leite passa por testes para garantir qualidade e segurança VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:24 +00:00
Presidente Prudente recebe 7ª edição da Batatec

7ª edição da Feira Tecnológica da Batata Doce (Batatec) acontece em Presidente Prudente (SP) Reprodução / TV TEM Presidente Prudente (SP) recebe em 2026 a 7ª edição da Feira Tecnológica da Batata Doce (Batatec). O evento reúne 60 empresas que apresentam novidades em maquinários e soluções para aumentar a produtividade no campo. Segundo a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA), São Paulo é líder nacional na produção de batata doce, com estimativa de 152 mil toneladas. No oeste paulista, maior região produtora do estado, a previsão é colher 4 milhões de caixas de 24 quilos. A organizadora Lucy Rocha destaca o reconhecimento nacional da batata doce da região. O empresário Hélio Carlos Drape, presente desde a primeira edição, começou com um protótipo de arrancador e hoje oferece diversos implementos para atender às necessidades dos produtores. Entre as inovações apresentadas, o gestor industrial David de Carlo aposta em tecnologia para aproveitar 100% da batata doce na produção de etanol e ração animal. O objetivo é garantir rendimento total, incluindo batatas fora do padrão comercial. A pesquisa também impulsiona a diversidade de cultivos. O produtor Luiz Rocha planta seis variedades diferentes, da canadense às exóticas de polpa roxa e laranja. Com 50 hectares em estágios variados, ele produz o ano todo. Neste ano, a expectativa é colher 150 mil caixas. Luiz já utiliza uma plantadeira e pretende investir em uma colheitadeira, equipamentos desenvolvidos em Presidente Prudente. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Presidente Prudente recebe 7ª edição da Batatec VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:22 +00:00
Irrigashow reúne 5 mil visitantes em Paranapanema

Irrigashow é realizado em Paranapanema e reúne atrações ligadas ao agronegócio e agricultura Reprodução/TV TEM A 14ª edição da Irrigashow aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto em Campos de Holambra, no município de Paranapanema (SP). O evento recebeu 5 mil visitantes com programação de palestras, exposições e tecnologia voltada à irrigação e agricultura irrigada. Organizada pela Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha (ASPIPP), a feira se consolidou como o maior evento de irrigação do estado de São Paulo. Neste ano, também celebrou os 40 anos da instalação dos primeiros pivôs de irrigação na cidade. O organizador Luiz Fernando Doneux destacou a importância da irrigação para diversificar cultivos e garantir renda aos produtores sem depender de uma única cultura. Em 2026, 60 expositores apresentaram inovações e implementos para auxiliar agricultores na irrigação das lavouras, conectando o trabalho no campo com empresas especializadas e profissionais de pesquisa. Entre os temas discutidos, o evento trouxe palestras sobre insumos, equipamentos, extensão rural e os desafios climáticos, como instabilidade do tempo e fenômenos como o El Niño. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:21 +00:00
Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho?

Acidente fez Silvio Pinheiro abandonar temporariamente as entregas Vitor Serrano/BBC Após um acidente, o entregador Silvio Luiz Pinheiro pensou em desistir da profissão. Quando entrou na central para devolver uma bicicleta alugada, ele ainda estava machucado. O ombro doía, o braço quase não acompanhava os movimentos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pouco antes, na Avenida Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, o freio dianteiro da bicicleta elétrica havia travado de repente. Ele precisou desviar de pedestres que estavam no meio da ciclovia. Com areia perto da pista, a bicicleta perdeu a estabilidade, e ele caiu. "Para não machucar o rosto, eu coloquei o braço esquerdo na frente, um reflexo natural que a gente tem", conta. Entregadores e motoristas de aplicativo permanecem fora da previdência Ele levou a bicicleta alugada até o balcão da central de locação, em Pinheiros, também na Zona Oeste da capital paulista, explicou que estava devolvendo o equipamento porque havia sofrido um acidente e esperou alguma reação. Os funcionários fizeram os procedimentos necessários, confirmaram a devolução e encerraram o atendimento. A preocupação parecia ser apenas uma: registrar que a bicicleta havia voltado, diz ele. Este foi o momento em que Silvio quase desistiu da profissão. "Foi uma coisa muito fria", lembra. "A preocupação deles é você devolver a bicicleta, pagar e não gerar muita preocupação para o aplicativo." O resultado foi a clavícula e o cotovelo machucados, e uma recuperação mais lenta do que imaginava. "Eu achava que era uma lesão leve. Mas depois eu percebi que mexer com o ombro foi difícil até para voltar a fazer atividade física", diz. Hoje, ele avalia que está "99,9%" recuperado. Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho? Vitor Serrano/BBC A experiência fez Silvio abandonar temporariamente as entregas e voltar a um emprego de carteira assinada em um restaurante. "Voltei para a CLT por causa do convênio, porque a plataforma não te dá essa segurança." Hoje, ele voltou às entregas por aplicativo, atraído pelos benefícios de saúde do ciclismo. Pré-diabético, descobriu que passar o dia pedalando o ajudava a controlar o peso. E também lhe devolveu um prazer antigo, já que gosta da bicicleta muito antes de ela virar instrumento de trabalho. Silvio gosta de trabalhar depois das 20h, quando os carros deixam de disputar cada centímetro de asfalto. Há menos motoristas, menos calor e, segundo ele, um risco menor de voltar para casa machucado. Geralmente, sua jornada se estende até meia-noite. Em dias bons, continua pedalando até uma ou duas da manhã pelos bairros da República, da Santa Cecília e da Barra Funda. O acidente mudou sua forma de enxergar o trabalho, mas não eliminou os riscos. Enquanto pedala, ele divide a atenção entre trânsito, pedestres e notificações do aplicativo, tentando equilibrar velocidade e segurança a cada cruzamento. Todos os dias, sai de casa com uma meta: faturar, idealmente, R$ 200. No mínimo, R$ 100. "A gente anda com cuidado o tempo todo, mas é uma coisa que um dia pode acontecer. Desde que não seja fatal, pode acontecer com qualquer um." Os acidentes que o Brasil não consegue contar O trabalho por aplicativos segue em expansão no Brasil. Em 2024, eram 1,7 milhão de pessoas nessa modalidade, segundo o IBGE, o equivalente a 1,9% dos ocupados no setor privado. Em dois anos, houve um crescimento de 25,4%, com a entrada de mais 335 mil trabalhadores. A maioria atua no transporte de passageiros: são 58,3% (964 mil). Já os entregadores representam 29,3% — ou seja, 485 mil pessoas. O grupo não é homogêneo: os trabalhadores que atuam em entregas se dividem principalmente pela idade e pelo veículo utilizado. A renda média dos trabalhadores plataformizados, na época, era de R$ 2.996 com jornadas acima de 40 horas semanais. O rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025. Medir o tamanho dos riscos que os entregadores enfrentam ainda é um desafio. O principal obstáculo é a falta de dados oficiais que permitam identificar se uma pessoa acidentada estava trabalhando no momento da ocorrência. Sistemas estaduais registram acidentes de trânsito, e o Ministério da Saúde reúne notificações de atendimentos hospitalares. No Estado de São Paulo, um dos que mais concentram o uso de aplicativo, os dados do Detran indicam que acidentes fatais envolvendo ciclistas cresceram nos últimos cinco anos. Em 2021, foram registradas 320 situações que envolveram mortes. Já em 2025, 409 — um aumento de 27,8% em cinco anos. Esse número se refere a ciclistas em geral, não especificamente a entregadores de aplicativo, já que essas bases historicamente não diferenciam se os envolvidos nos acidentes estavam trabalhando ou não. Segundo o procurador do trabalho Rodrigo Castilho, coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), essa lacuna levou o órgão a criar um projeto estratégico voltado à subnotificação de acidentes de trabalho entre trabalhadores plataformizados. Os formulários do sistema de saúde (Sinan) não registravam se a vítima trabalhava para aplicativos — e, mais importante, se estava de fato em jornada de trabalho no momento do acidente. Após o projeto, o Ministério da Saúde publicou, em abril de 2025, uma nota técnica orientando profissionais de saúde a registrar essa informação. No Estado de São Paulo, um dos que mais concentram o uso de aplicativo, os dados do Detran indicam que acidentes fatais envolvendo ciclistas cresceram nos últimos cinco anos. Vitor Serrano/BBC Mesmo assim, um ano depois, não existem estatísticas consolidadas. "Não temos ainda o dado compilado para saber se realmente esses agravos estão sendo registrados", afirma Castilho. O próximo passo do MPT, segundo ele, é verificar se a orientação está sendo de fato aplicada pelas unidades de saúde. Para o procurador, essa ausência de dados impede que o país conheça a real dimensão do problema. "O senso comum é que esses agravos têm aumentado. Mas não temos os dados compilados para traçar o perfil desse aumento." Além das falhas nos registros de saúde, Castilho aponta um segundo obstáculo: a opacidade das próprias plataformas. "As empresas não vão fornecer o número de ciclistas acidentados trabalhando", diz, classificando a situação como incomum na atuação do MPT. "São as únicas empresas que o Ministério Público do Trabalho não tem nenhuma informação, porque, sob a alegação de que o algoritmo é como se fosse uma pedra filosofal, um segredo que ninguém pode saber por conta da concorrência, nenhum dado é prestado por essas empresas", continua o procurador do trabalho. "Nem ao menos o número de trabalhadores que estão ativos, quantos trabalhadores realizam entregas por mais de doze horas por dia, por dez horas, por oito horas. A gente não tem acesso a nenhum dado." Milhares de trabalhadores como Silvio seguem nas ruas todos os dias, em um setor que ainda busca regulamentação específica. Em março de 2024, o governo federal apresentou uma proposta de regulamentação para motoristas de aplicativo — mas os entregadores ficaram de fora, e as negociações sobre essa categoria seguem sem consenso. Embora muitos rejeitem a ideia de um vínculo empregatício tradicional, isso não significa satisfação com a ausência de proteção social. "Eu acho que o entregador poderia ter uma ajuda no sentido de um convênio. A plataforma tem condição de dar melhorias para o entregador e, às vezes, ela não dá. Seja para o motoboy, seja para o ciclista, seja para o motorista de carro", defende Silvio. Para Rodrigo Castilho, a vulnerabilidade não está apenas no atendimento imediato após um acidente, mas na ausência de rede de proteção de longo prazo: o empregado formal tem proteção previdenciária de aposentadoria e de afastamento por doença, acidente ou invalidez temporária — cobertura que os seguros oferecidos por algumas plataformas, geralmente restritos a morte, não substituem. Procuradas pela BBC News Brasil, as plataformas afirmaram que a segurança dos entregadores é prioridade. O iFood informou que não incentiva comportamentos de risco, que os tempos de entrega consideram trânsito e distância, que entregadores podem recusar pedidos sem prejuízo, e que oferece seguro para acidentes pessoais, auxílio financeiro durante afastamentos e canal de comunicação de acidentes. A 99Food disse que utiliza tecnologia para definir tempos de entrega, orienta o respeito às leis de trânsito e oferece seguro contra acidentes pessoais com cobertura durante o período conectado ao aplicativo. Já a Keeta afirmou que sua operação prioriza a segurança, que os prazos são calculados sem estimular excesso de velocidade, e que mantém políticas de prevenção de acidentes e cobertura securitária. Para Castilho, no entanto, falta comprovação: "A empresa alega. Mas eu não tenho como nem confirmar, nem desconfirmar, a informação. Quantos trabalhadores foram de fato beneficiados por essa assistência?" Entregadores de aplicativo trabalham no centro do Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil
30/08/2026 09:00:41 +00:00
Como um magnata excêntrico que tinha leão como animal de estimação se tornou o homem mais rico do mundo

O magnata fazia suas refeições em uma mesa de quase cinco metros de comprimento, acompanhado apenas por seu cão de guarda Getty Images via BBC Em julho de 1960, Jean Paul Getty organizou uma festa na qual gastou o equivalente a US$ 400 mil (em valores atuais) em Sutton Place, a mansão em estilo Tudor do século 16 localizada em Surrey, no sudeste da Inglaterra, que havia adquirido um ano antes. O evento contou com a presença de mais de 2 mil membros da alta sociedade, aristocratas e celebridades, e ganhou as manchetes quando um fotógrafo de imprensa insistente demais foi atirado na piscina. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O magnata do petróleo americano, que tinha medo de voar e de viajar em navios transatlânticos, viveu ali até sua morte, em 1976, aos 83 anos. Nessa casa, chegou a instalar orelhões para que seus convidados não acumulassem contas elevadas de chamadas de longa distância. Em 1963, Alan Whicker, da BBC, entrevistou Getty, conhecido por seu caráter reservado, naquela mansão que havia servido como residência de verão de Henrique 8º. Agora no g1 Getty vivia em um santuário privado no interior de uma mansão fortificada, onde colecionava obras dos grandes mestres da pintura. O bilionário fazia suas refeições em uma mesa de quase cinco metros de comprimento, acompanhado apenas por seu cão de guarda, um pastor alemão. E foi dessa extensa propriedade rural britânica, e não de um arranha-céu em Manhattan ou do palácio de um potentado no Oriente Médio, que Getty administrou seu vasto império petrolífero durante seus últimos anos. O bilionário americano admitia ser pão-duro Getty Images via BBC O homem mais rico do mundo Getty entrou para o livro do Guinness como o homem mais rico do mundo em 1966: havia ganhado seu primeiro US$ 1 milhão aos 24 anos, quando foi descoberto petróleo em um campo de sua propriedade em Oklahoma. Quando morreu, sua fortuna era estimada em cerca de US$ 4 bilhões (equivalentes a US$ 23,5 bilhões atuais), e ele ganhava por dia mais do que uma pessoa média ganhava ao longo de toda a vida. Uma das máximas do magnata para alcançar o sucesso era: "Acorde cedo, trabalhe duro e encontre petróleo". Em uma série de artigos para a revista Playboy, posteriormente publicados em livro sob o título How to Get Rich ("Como Ficar Rico"), Getty destacou "a importância de ter uma visão independente sobre as coisas e não se deixar influenciar pelo que os outros dizem". No entanto, ao refletir sobre sua fortuna em 1963, ele não conseguia determinar com exatidão o que lhe havia permitido acumular seus bilhões. "A diferença entre um empresário bem-sucedido e outro que talvez não tenha sucesso está no fato de que, para alcançar um grande sucesso, talvez sejam necessárias 37 qualidades distintas; se um homem possui 35 delas, seu sucesso será mais modesto. Mas não sei exatamente quais poderiam ser essas duas qualidades que faltam." Quando Whicker lhe perguntou por que ele havia tido sucesso enquanto outros tinham fracassado, respondeu: "Realmente não conheço nenhuma qualidade que eu possua e que muitos outros não tenham." Depois de mencionar características que acreditava compartilhar com outras pessoas, como ética de trabalho, inteligência e imaginação, acrescentou com modéstia: "Sempre desejei ter uma personalidade mais agradável, saber entreter melhor as pessoas e ser mais habilidoso na conversa. Sempre me preocupei em parecer um pouco entediante como companhia." Apesar de sua relutância em apontar uma chave para o sucesso nos negócios, ele reconhecia o pai como um fator fundamental. "Aconteceu porque meu pai havia construído um negócio muito sólido, um negócio próspero. Eu era filho único e tive de dar continuidade ao negócio." "Ele tem cães de ataque patrulhando a propriedade, um leão de estimação chamado Nero que circula por lá, além de guarda-costas", contou um de seus netos Getty Images via BBC Fortaleza O pai de Getty teve origem humilde, mas em 1903 adquiriu 1.100 acres no território indígena de Oklahoma por US$ 5 mil (equivalentes a US$ 190 mil atuais) e encontrou petróleo. Quando morreu, em 1930, aos 74 anos, possuía uma fortuna de US$ 10 milhões (US$ 200 milhões em valores atuais). Metodista e mais religioso do que seu único filho, deixou para Getty apenas US$ 500 mil (US$ 10 milhões atuais), descontente porque ele já havia se casado e se divorciado. Ao longo de seus cinco casamentos de curta duração, Getty teve cinco filhos, que, por sua vez, tiveram 19 descendentes. Um desses netos, John Paul Getty 3º, foi sequestrado na Itália em 1973. O bilionário se casou cinco vezes. Na foto, aparece com sua advogada, a inglesa Robina Lund Getty Images via BBC Quando lhe pediram o pagamento de um resgate de US$ 16 milhões (US$ 120 milhões em valores atuais), seu avô se recusou, dizendo: "Tenho outros 14 netos e, se eu pagar um centavo agora, então terei 14 netos sequestrados." O neto de Getty, de 16 anos, foi mantido em cativeiro por cinco meses e seus sequestradores cortaram sua orelha, enviando-a a um jornal. Um resgate de US$ 2,8 milhões (US$ 21 milhões em valores atuais) acabou sendo pago, mas a contribuição de Getty não foi divulgada. O bilionário falou sobre sua avareza em 1963, incluindo ocasiões em que esperava do lado de fora de exposições caninas para que o valor do ingresso caísse um pouco, e em que jantava tarde em restaurantes para evitar pagar a taxa adicional pela apresentação da orquestra. "Nunca tive a sensação de estar cheio de dinheiro", disse o magnata a Whicker. "Se eu vendesse tudo... então talvez tivesse algum dinheiro." Getty, no entanto, cercava-se de símbolos de riqueza. Entre as obras em Sutton Place, sua mansão de 72 cômodos, estavam pinturas de Veronese, Gainsborough, Renoir, Rembrandt e Rubens. Ele também tinha uma coleção de mais de 600 peças em sua propriedade em Malibu, que foi aberta ao público em 1954 como o Museu J. Paul Getty. Sua mansão inglesa, que havia sido a residência de verão de Henrique 8º, tinha 72 cômodos Getty Images via BBC Ele se sentia ameaçado a ponto de transformar sua mansão em estilo Tudor em uma espécie de fortaleza, depois de comprá-la, em 1959, após anos administrando seus negócios a partir de suítes de hotel em Londres e Paris. Todos os cômodos, incluindo cada um dos 14 banheiros, eram conectados a um elaborado sistema de segurança. As janelas e portas ganharam barras. Placas de "Proibida a Entrada" foram instaladas por toda a propriedade de 700 acres, com duas piscinas, que também contava com 30 casas e alojamentos, quadras de tênis e um riacho com trutas. Getty era evasivo ao explicar exatamente do que tinha medo, dizendo a Whicker: "Eu não diria que tenho medo de algo em particular. É apenas uma precaução necessária". Pressionado, explicou que poderia haver "malucos... explodindo o lugar com dinamite" e acrescentou: "Tenho os cães policiais principalmente porque gosto deles". Seu neto John Paul Getty 3º falou sobre esses temores em uma entrevista à revista Rolling Stone em 1974, pouco depois do sequestro. "Muitas coisas o assustam. É por isso que ele fica o tempo todo em seu castelo, vestido com seus ternos de três peças e suas camisas engomadas. Ele tem cães de ataque patrulhando a propriedade, um leão de estimação chamado Nero circulando por lá, além de guarda-costas e assessores. As cercas ao redor do castelo são eletrificadas e têm arame farpado no topo." Os melhores momentos da vida 'não me custaram nada' Fora de seu círculo de acompanhantes, o bilionário recluso era um homem solitário. Ainda assim, ele afirmou em 1963: "Eu não diria que alguma vez tenha me sentido especialmente sozinho." "Tenho estado ocupado demais para me sentir sozinho", disse o magnata Getty Imagens via BBC "Tenho estado ocupado demais para me sentir sozinho... como o esquilo na gaiola. Você corre para permanecer onde está." No entanto, ele não era uma pessoa especialmente otimista, argumentando que "grandes responsabilidades financeiras não são, de forma alguma, a chave para a felicidade". Quando Whicker lhe disse que ele muitas vezes parecia tão infeliz que as pessoas deviam acreditar que seu dinheiro não lhe trouxera felicidade, respondeu: "Bem, suponho que isso seja o efeito da responsabilidade. Acho que, desde que meu pai morreu e me deixou a responsabilidade pelos negócios, não tive mais a mesma sensação de leveza que tinha antes." Sobre o peso da riqueza, explicou: "Acho que alguns dos melhores momentos que vivi não me custaram dinheiro algum... na praia, em uma prancha de surfe, esperando uma grande onda chegar, surfando até a areia, sem gastar dinheiro com isso. As ondas são de graça. O sol é de graça."
30/08/2026 08:01:02 +00:00
'Efeito China': mais 4 marcas chinesas desembarcam no Brasil; veja os carros e os planos de cada uma

ICaur V27 está confirmado para o Brasil em 2027. Divulgação / iCaur O desembarque de marcas chinesas no Brasil continua. O g1 percorreu os estandes do Festival Interlagos nesta semana para mostrar os destaques de quatro novidades que chegam ao mercado brasileiro. Foram confirmadas ou detalhadas as operações de BAIC, iCAUR, DFM e IM — esta última, uma marca britânica de "DNA chinês". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Cada vez mais marcas chinesas vêm se instalando no Brasil. E não é à toa: dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a importação de veículos chineses para o Brasil mais que dobrou nos sete primeiros meses de 2026. Os embarques da China para o mercado brasileiro cresceram 105,4% contra o mesmo período do ano passado. O ritmo é muito mais forte que a média: no período, o Brasil importou 344,1 mil autoveículos ao todo até julho, volume 25,7% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025. Veja abaixo o que cada marca pretende nos próximos meses. Agora no g1 BAIC BAIC Arcfox T1 chega ao Brasil em 2026 Divulgação / BAIC A fabricante chinesa BAIC iniciou suas atividades no mercado brasileiro durante o Festival Interlagos. A montadora apresentou os crossovers Arcfox T1 e Arcfox T5, primeiros modelos confirmados para o Brasil. O Arcfox T1 chega em 2026 com foco em volume de vendas. O diretor de operações da BAIC no país, Oswaldo Ramos, disse que a meta é convencer o brasileiro a trocar o carro a combustão por um elétrico. O modelo ainda está em homologação. Na China, tem 95 cv. O modelo será lançado nos próximos meses, com entregas previstas para outubro, após a pré-venda. O preço ainda não foi divulgado, mas, na apresentação, o executivo posicionou o T1 acima de Jeep Avenger, VW Tera e Hyundai i20 e abaixo de Jeep Renegade, VW T-Cross e Hyundai Creta. Essa faixa de preço fica em torno de R$ 130 mil. A operação no Brasil inclui rede de concessionários, equipe local e planejamento comercial próprio. O grupo chinês BAIC confirmou que pretende lançar 10 carros no Brasil até 2028, incluindo uma picape, e também anunciou a construção de uma fábrica no país. A operação será dividida em três submarcas: BAIC, voltada a SUVs híbridos; Arcfox, focada em crossovers; e Stelato, destinada aos modelos de luxo. A marca já trabalha para adaptar alguns de seus modelos híbridos para rodar também com etanol. O primeiro será o BAIC X55. Segundo a empresa, a tecnologia será posteriormente aplicada a outros modelos. A estratégia de expansão da BAIC prevê a abertura de 150 pontos de venda no Brasil até o fim de 2027. Atualmente, 50 lojas já estão prontas e devem começar a funcionar em dezembro. BAIC Arcfox T5 Divulgação / BAIC A empresa pretende cobrir 112 zonas de influência. A estratégia é instalar lojas em cidades que também possam atender municípios próximos, ampliando a área de atuação da rede. A Stelato terá uma estratégia diferente das demais submarcas. A marca de luxo terá uma operação própria e será lançada somente depois que a rede da BAIC estiver estabelecida no país. Segundo Ramos, a fábrica anunciada pelo grupo terá um modelo de produção com importação das peças separadamente para montagem no Brasil. O sistema é o mesmo utilizado pela GWM, onde o executivo também trabalhou. Com isso, a operação não seguirá os modelos SKD e CKD utilizados por outras fabricantes, como a BYD, MG e Chevrolet. Ramos afirma que o objetivo é colocar a BAIC entre as 10 marcas mais vendidas no Brasil até 2028 e entre as cinco primeiras em 2030. Fundada em 1958, em Pequim, a BAIC tem cerca de 130 mil funcionários e presença comercial em mais de 130 países e regiões. Em 2025, o grupo vendeu 1,75 milhão de veículos no mundo, dos quais 308 mil foram enviados ao exterior. iCAUR iCAUR chega ao Brasil com o V27 no ano que vem. Divulgação / iCAUR A iCAUR, divisão do grupo Chery International, iniciou oficialmente sua operação no Brasil durante o Festival Interlagos, com a apresentação do SUV V27. O modelo tem linhas retas inspiradas em utilitários clássicos e inaugura entre os SUVs da marca o estilo de carroceria mais quadrado. As primeiras unidades devem chegar às concessionárias brasileiras no primeiro semestre de 2027. Na configuração Premium, o modelo usa um sistema elétrico de autonomia estendida (REEV), combinado a um motor 1.5 turbo a gasolina. O conjunto tem tração integral inteligente iAWD e dois motores elétricos que entregam 455 cv de potência e mais de 50 kgfm de torque. Essa combinação permite acelerar de zero a 100 km/h em 5,9 segundos. A bateria de lítio-ferro-fosfato tem capacidade de 34,31 kWh. A iCAUR faz parte da ofensiva do grupo Chery no Brasil, que prevê lançar a marca Lepas em 2027 e, depois, as marcas de luxo Freelander, Exeed e Luxeed. DFM DFM Box divulgação/DFM A montadora DongFeng anunciou sua estreia no mercado brasileiro sob o nome comercial DFM. A empresa prevê iniciar as entregas de veículos em meados de novembro e abrir 60 lojas em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira unidade ficará em Curitiba (PR). O presidente executivo da DFM para as Américas, Wang Jiong, afirmou que as concessionárias estarão prontas entre outubro e novembro. A marca vai oferecer garantia de sete anos ou 300 mil quilômetros para os veículos e de 10 anos, sem limite de quilometragem, para motores elétricos e baterias. Os primeiros modelos importados serão o hatch compacto Box e o SUV médio Vigo, ambos elétricos. DFM Vigo divulgação/DFM O Box tem motor elétrico dianteiro de 95 cv, 16 kgfm de torque e bateria de 43,8 kWh. O interior traz uma tela de 12,3 polegadas e painel de instrumentos digital. Já o SUV Vigo tem motor elétrico de 165 cv, 23 kgfm de torque e bateria de 51,8 kWh. O modelo tem tampa do porta-malas com acionamento elétrico e carregador de celular por indução. A empresa pretende iniciar a produção de veículos no Brasil entre o fim de 2027 e o início de 2028, com prioridade para versões híbridas plug-in. IM MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv Divulgação / MG A MG Motor Brasil apresentou o SUV elétrico IM6, modelo que marca a estreia da marca de luxo IM no país. A previsão da marca, controlada pela chinesa SAIC, é iniciar as vendas ainda em 2026. Na versão Performance, trazida para demonstração, o IM6 tem dois motores elétricos que entregam juntos 767 cv e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e tem velocidade máxima de 305 km/h. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG Na Inglaterra, a versão com um motor elétrico traseiro entrega 407 cv e tem bateria de 96,5 kWh. O g1 já testou a novidade no Autódromo de Interlagos. O interior do utilitário traz um painel composto por duas telas integradas, sendo uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas, além de um painel sensível ao toque no console central para ajustar as funções do carro. O veículo tem esterçamento das rodas traseiras para facilitar manobras, além de sistemas de assistência à condução voltados ao controle de estabilidade e à prevenção de colisões. SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras divulgação/MG
30/08/2026 08:00:53 +00:00
Por que governos têm tanta dificuldade para conter os danos das redes sociais

Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução Acordo nos EUA reforça pressão sobre plataformas, acusadas de adotar modelos de negócios e interfaces que incentivam uso compulsivo por jovens e favorecem problemas psicológicos. Vício, automutilação e suicídio estão entre alguns dos graves danos psicológicos associados à estratégia deliberada das redes sociais baseada em maximizar engajamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Essa conclusão, endossada por decisões judiciais em todo o mundo, tem forçado plataformas como Facebook, YouTube e TikTok a olhar para além de seus lucros e reformular suas políticas de proteção a jovens e crianças. A Meta, controladora do Facebook, por exemplo, registrou uma receita recorde de 196,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 1 trilhão) com publicidade no ano passado. Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos Esse modelo de negócios enfrenta agora importantes obstáculos jurídicos e regulatórios, com a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos disseminada em vários países e uma crescente onda de processos judiciais, sobretudo nos Estados Unidos. No caso mais recente de grande repercussão, 29 estados americanos, incluindo Califórnia, Colorado e Nova Jersey, processaram a Meta no início deste mês, alegando que a gigante das redes sociais projetou suas plataformas para viciar usuários jovens. Em um acordo anunciado na quarta-feira (26), a Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 97,4 bilhões) a 47 estados dos EUA, à capital, Washington, e a territórios americanos, incluindo um acordo separado de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) com o Texas. A empresa também concordou em implementar limites de uso e bloquear o acesso de adolescentes aos aplicativos durante a noite. Crescimento das redes superou a regulação Governos em todo o mundo passaram a última década endurecendo regras para o setor, mas os formuladores de políticas públicas têm dificuldade para acompanhar a rápida evolução da tecnologia. Diversos estudos importantes relacionam o uso de redes sociais por adolescentes ao aumento da ansiedade, da depressão e da insatisfação com a própria imagem corporal. Ao mesmo tempo, documentos internos da Meta divulgados em 2021 indicaram que pesquisadores da empresa haviam identificado ligações entre o uso do Instagram e preocupações com imagem corporal e saúde mental entre algumas adolescentes. Segundo a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, adolescentes americanos passaram cerca de 90 minutos por dia no TikTok em 2025. Testes realizados por organizações como a Anistia Internacional em 2023 mostraram que o algoritmo da plataforma pode recomendar vídeos relacionados à depressão e à automutilação para usuários que interagem com conteúdo sobre saúde mental. "Empresas que operam nessa escala e exercem tanta influência sobre a vida das pessoas precisam cumprir padrões básicos de segurança", disse à DW Camille Carlton, diretora sênior de estratégia e impacto da organização Center for Humane Technology. "Isso não é uma ideia radical", afirmou. "É o mesmo padrão que aplicamos a outros produtos, como carros, medicamentos e brinquedos infantis." Redes sociais podem causar dependência em crianças e adolescentes EUA rumo a regras mais rígidas de proteção infantil Após anos de impasse, cresce nos Estados Unidos o apoio bipartidário a regras mais duras para proteger crianças dos danos associados às redes sociais por meio da Lei de Segurança Online para Crianças (Kids Online Safety Act, ou Kosa). As propostas incluem configurações de segurança mais rigorosas por padrão para menores de idade e darão aos pais mais ferramentas para controlar as contas de seus filhos. "A tecnologia está avançando tão rapidamente, e as evidências dos danos estão surgindo tão depressa, que estou realmente otimista de que aprovaremos uma legislação importante na próxima sessão do Congresso", disse na semana passada o psicólogo social Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa, ao podcast The Conversation, da revista Politico. Embora a Kosa possa impor às gigantes da tecnologia um dever explícito de antecipar riscos previsíveis e desenvolver recursos para preveni-los, Carlton defende que os legisladores também submetam os produtos de redes sociais às regras americanas de proteção do consumidor e de responsabilidade por produtos. No Brasil, o debate sobre os efeitos das redes sociais também vem ganhando força. Em 2025, o governo federal sancionou o ECA Digital, que define mais responsabilidades das plataformas na proteção de crianças adolescentes de conteúdos impróprios. Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor de uma interpretação mais incisiva do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, sobre o dever de cuidado das redes sociais em relação ao conteúdo que nelas circula e decidiu por uma maior responsabilização das plataformas. Apoio a modelos alternativos, pelo menos em teoria Na Alemanha, Cornelia Sindermann, professora de psicologia da Universidade Charlotte Fresenius, estuda as atitudes dos usuários diante de modelos alternativos de redes sociais. Entre eles estão planos baseados exclusivamente em assinaturas para evitar publicidade, modelo que a Meta vem testando no Facebook e no Instagram nos 27 países da União Europeia e no Reino Unido. Uma pesquisa conduzida por Sindermann em 2024 constatou que mais da metade dos adultos e dois terços dos adolescentes estariam dispostos a pagar por uma versão de interesse público de uma rede como o Facebook, com mecanismos de proteção muito mais robustos. Embora as plataformas provavelmente venham a "reinventar aspectos de seus modelos de negócios e testar novas fontes de receita", Sindermann disse à DW que duvida que essas alternativas substituam as redes sociais mais populares. Investimentos em IA complicam regulação Outro desafio para os formuladores de políticas é que as mesmas plataformas utilizadas por bilhões de pessoas são também as que investem centenas de bilhões de dólares em projetos avançados de inteligência artificial (IA). Alguns analistas argumentam que os dados coletados pelas redes sociais fornecem informações valiosas sobre o comportamento humano no mundo real para o desenvolvimento da IA. À medida que essas gigantes da tecnologia se tornam mais poderosas, seus novos negócios ligados à inteligência artificial demonstram ser tão difíceis de regular quanto as próprias redes sociais. Especialistas manifestam preocupação crescente com a possibilidade de que práticas problemáticas observadas nas plataformas digitais estejam sendo incorporadas a produtos de IA muito mais poderosos. Assim, enquanto as redes sociais disputam nossa atenção, a inteligência artificial se encontra agora em posição de influenciar pensamentos, comportamentos e relacionamentos humanos de maneiras difíceis até mesmo de imaginar, observou Carlton. "Quando os incentivos que orientam um produto não estão alinhados com o bem-estar humano, não podemos esperar que as empresas priorizem de forma consistente, e por conta própria, o interesse público", alertou Carlton.
30/08/2026 07:01:51 +00:00
Uvas crescem em meio aos cafezais no calor e viram de suco a biscoitos no Norte do ES

Produtor desafia calor e cultiva uvas no Norte do Espírito Santo Longe das vinícolas italianas e dos vinhedos gaúchos, uma propriedade no Norte do Espírito Santo surpreende com parreirais cheios de cachos de uva crescendo em meio às lavouras de café e desafiando o clima quente típico da região. Entre os cafezais de conilon e as altas temperaturas (acima dos 30 graus), o produtor Francisco Santiago apostou nesse cultivo pouco comum em sua propriedade que fica no interior de Jaguaré. A diversificação vai além do cultivo: as frutas se transformam em sucos e até biscoitos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Essa experiência começou em 2018 e hoje já são mais de 400 árvores distribuídas em uma área de quase meio hectare. A aposta surgiu depois que Francisco conheceu uma propriedade que já trabalhava com a cultura da uva por meio de uma iniciativa de incentivo à produção rural. "Gostei, achei bonito e decidi plantar", relembrou. E a aposta deu certo. No início, a falta de informações sobre o cultivo e a incerteza sobre o retorno financeiro que a produção daria foram os principais obstáculos. Uvas produzidas em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu LEIA TAMBÉM: MÚUUUUSICA: vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda no ES; veja VÍDEO DIFERENTE: Pimenta-do-reino na cocada? Doce de sabor inusitado vira fonte de renda para produtores no ES EMPATIA: Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente Mas, com pesquisa e adaptação, além da insistência, o produtor conseguiu provar que a fruta poderia se desenvolver mesmo em um lugar inusitado. "Eu pensei que poderia não dar tão certo, e isso me incentivou a fazer as pesquisas e mostrar que é possível. [...] As variedades que eu tenho aqui deram bastante certo na nossa região", contou Francisco. Colheita e variedades Em vez de depender de apenas uma única colheita, Francisco trabalha com duas podas anuais, geralmente nos meses de fevereiro e agosto. Ele explicou que a quantidade de uva produzida varia conforme as condições climáticas de cada ano, mas o retorno é significativo: a cada safra, o produtor consegue colher de 2 mil a 5 mil quilos de uvas por planta. Três tipos de uvas são produzidos em meio ao calor e aos cafezais em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu Três variedades são cultivadas na propriedade: Niágara Rosada, Isabel Precoce e Bordô. O consultor técnico Douglas Gasparetto, do programa estadual Arranjos Produtivos, explicou as diferenças entre elas. A Niágara Rosada é voltada para o consumo in natura. Já a Isabel Precoce pode ser vendida "em banca", mas é mais utilizada na produção de vinhos. A Bordô, por sua vez, tem frutos menores, mas é doce e aromática, e pode ser usada em sucos e vinhos quando usada junto às outras variedades. Gasparetto ressaltou ainda que o beneficiamento das uvas que não são vendidas diretamente para o consumidor final também ajuda o agricultor a aumentar a produtividade e o lucro. "Isso potencializa o agroturismo local. O produtor não precisa vender só quando tem uva, mas também [pode vender os produtos beneficiados] durante o ano na feira, na merenda escolar, agregando também na renda da família", explicou o consultor técnico. Uvas movimentam o mercado A diversificação de culturas também é incentivada pelo município para fortalecer a economia local e para que os produtores não dependam apenas do café. A secretária de Turismo de Jaguaré, Vera Becker, contou que, nos últimos anos, a produção rural da cidade começou a se destacar. E parte desse novo cenário tem a ver com a diversificação das culturas nas roças. O município, um dos maiores produtores do conilon do Brasil, já conta com cerca de 20 marcas de café e outros produtos agroartesanais derivados. Agora, produtos como licor, geleia, biscoitos e até cocada feitos com as uvas se destacaram. O próprio Francisco também começou a fazer polpas para suco e garantiu que o produto faz sucesso. Biscoitos, polpas e até cocadas são feitos com uvas produzidas em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu "Isso vai trazendo um estímulo maior aos pequenos empreendedores e agricultores a diversificar, inovar e automaticamente melhorar a qualidade de vida e renda das famílias", ressaltou a secretária. Na cidade, a empreendedora Lúcia Fernandes, que já fazia biscoitos artesanais com café, passou a utilizar a uva como ingrediente. "Eu comecei para um auxílio de renda, mas foi evoluindo aos poucos. Graças a Deus, a procura está sendo cada vez maior. Estou me dedicando mais para conseguir atender a clientela que nós temos hoje, que são muitos, graças a Deus", contou Lúcia. Plantação de uvas no meio dos cafezais em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
30/08/2026 07:01:40 +00:00
O que as canetas emagrecedoras têm a ver com supermercados, PIB e combustível de avião?

Como as canetas emagrecedoras impactam a economia global As canetas emagrecedoras já provocam efeitos que vão além da saúde. Um estudo com famílias americanas mostrou que, após seis meses de tratamento, os gastos com supermercado caíram 5,3%, em média, enquanto as despesas em fast-foods, cafeterias e restaurantes de serviço rápido recuaram cerca de 8%. Na Dinamarca, o setor farmacêutico, impulsionado pelas vendas das canetas, respondeu por cerca de metade do crescimento real do PIB em 2023. Segundo o Banco Central dinamarquês, sem esse avanço, a economia teria ficado praticamente estagnada. Há ainda possíveis impactos em estudo: uma projeção estima que passageiros 10% mais leves poderiam reduzir em até 1,5% o consumo de combustível dos aviões. O fenômeno que começou mudando o apetite já afeta os hábitos de consumo e diferentes setores da economia. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
30/08/2026 05:01:39 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.051 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 30 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (30), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (27), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/08/2026 03:00:57 +00:00
Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos

'Split payment': medida da Reforma Tributária reduz capital de giro das empresas A equipe econômica concordou com o pagamento de R$ 0,39 por transação aos bancos no chamado "split payment". A decisão foi tomada por um grupo de trabalho interministerial criado para discutir a remuneração da rede arrecadadora de tributos federais no âmbito da reforma tributária. A decisão ainda não é definitiva. Está pendente uma "avaliação jurídica, orçamentária e de conveniência e oportunidade, que tratará inclusive do instrumento de formalização de eventual remuneração e o seu escopo", diz relatório do grupo de trabalho. De acordo com interlocutores, as tratativas iniciais envolviam valores maiores — rejeitados pelo governo. 💵 O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal, criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎 O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. O governo confirmou que o potencial de operações envolvendo o "split payment", assim que totalmente implementado, varia de 1,3 bilhão a 1,5 bilhão por ano, movimentando cerca de R$ 6 trilhões em recursos. Com a cobrança de R$ 0,39, a remuneração anual dos bancos ficaria entre R$ 507 milhões e R$ 585 milhões. A proposta em estudo contempla o pagamento após o desconto do chamado "float" dos bancos, período em que os recursos ficam no caixa das instituições financeiras antes de serem repassados ao governo — normalmente um dia. Nesse intervalo, as instituições financeiras também obtêm lucro ao aplicar o dinheiro. As instituições financeiras argumentam que a remuneração visa compensar "investimentos relevantes" do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança para acoplar os meios de pagamento ao sistema que viabilizará o "split payment". A deliberação sobre o valor a ser pago terá de ser feita até o fim deste ano, pois o chamado "split payment" entra em vigor a partir de 2027 de forma gradativa e opcional para as operações da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo tributo federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. "Cumpre destacar que por se tratar de instrumento destinado ao recolhimento tanto da CBS quanto do IBS, quaisquer definições sobre ele devem ser tratadas conjuntamente com o Comitê Gestor do Imposto Sobre Bens e Serviços - CGIBS, composto por representantes de todos os Estados, Distrito Federal e Municípios", acrescentou o governo federal. ➡️O g1 questionou o Comitê Gestor do Imposto Sobre Bens e Serviços (CGIBS) se houve concordância em pagar esse valor por transação às instituições financeiras, e se isso não vai beneficiar os bancos. Não houve manifestação até a última atualização dessa reportagem. Cédulas de real dispostas em ordem, da nota de R$ 2 até a nova nota de R$ 200 MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Investimento dos bancos Bruno Medeiros Durão, advogado tributarista e especialista também em direito bancário, diz que os bancos precisarão adaptar toda suas infraestruturas tecnológicas para dialogar em tempo real com a Receita no "split payment". Segundo ele, isso justificaria a cobrança de uma tarifa por transação. "O 'split payment' resolve um problema real, que é a sonegação na retenção de tributos, mas cria outro e alguém precisa pagar pela infraestrutura que viabiliza esse controle em tempo real. Quando essa conta cai sobre o sistema financeiro, ela tende a ser repassada, direta ou indiretamente, para quem está na ponta da cadeia, seja o lojista, seja o consumidor final", avaliou. Para o especialista, a discussão deverá estabelecer quem suportará esse custo e quais critérios serão utilizados para justificar a remuneração. "Para as empresas, a preocupação é evitar que uma nova despesa operacional seja incorporada ao custo das transações justamente durante o período de adaptação à reforma tributária", observou. Por fim, ele chamou atenção ainda para o risco de judicialização caso a metodologia de cálculo da tarifa não seja transparente. "É preciso justificar tecnicamente o valor cobrado, sob pena de a discussão migrar do campo técnico para o contencioso. O questionamento da própria CGU já é um sinal de que os critérios de remuneração ainda precisam ser melhor fundamentados antes da implementação definitiva", disse. ➡️O g1 perguntou à Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), que faz parte do grupo de trabalho sobre a remuneração aos bancos, se o valor de R$ 0,39 por operação não é alto, considerando que serão feitas bilhões de operações anualmente. A organização respondeu apenas que o setor financeiro segue em tratativas com o governo. "Essas discussões envolvem investimentos relevantes por parte do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança que serão necessários para colocar o sistema em operação", afirmou, sem citar números. A Controladoria Geral da União (CGU) também participa do grupo e teria sido contrária ao valor de R$ 0,39. Questionada pelo g1, não respondeu a uma série de perguntas sobre o assunto. Informou apenas que a "proposta em questão está em análise" no âmbito do grupo de trabalho. ➡️O Ministério da Fazenda afirmou que o relatório é "técnico e vai apenas subsidiar a decisão política do ministro [Dario Durigan]". Interlocutores da pasta informaram que a reforma tributária sobre o consumo estabelece uma remuneração às instituições por esse serviço — de modo que algo terá de ser pago aos bancos pelo investimento em sistemas.
30/08/2026 03:00:55 +00:00
Reforma tributária: Receita Federal diz que 'split payment' obrigatório deve começar só em 2028; entenda

Split payment começará gradualmente em empresas que vendem para outras empresas em 2027 DB Supermercados A Secretaria da Receita Federal informou ao g1 que o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas, o chamado "business to business" (B2B). Isso representa atraso em relação à expectativa inicial de que o "split payment" estaria disponível no início de 2027, quando entra em vigor a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo tributo federal da reforma tributária sobre o consumo. 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. LEIA TAMBÉM: Reforma tributária: cobrança de novos impostos sobre consumo começa em 2027; veja como vai funcionar e o que falta definir Segundo Juliano Neves, subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, o sistema do governo que viabilizará o "split payment" estará pronto no início do próximo ano. Mas isso não será suficiente para cobrar a obrigatoriedade de sua utilização a partir de 2027. ➡️Isso ocorre porque ele só será mandatório quando todos meios de pagamento, e instituições responsáveis por eles, estiverem dentro da plataforma. A expectativa é de que a adesão de mais de 200 instituições financeiras ocorra, gradualmente, ao longo do ano que vem. "A gente vai começar de forma opcional, meio de pagamento a meio de pagamento [com um cronograma]. Talvez, o primeiro deve ser a transferência eletrônica financeira, depois a gente vai começar com o PIX estático e a gente vai subindo modelos ao longo do ano. E aí eu não consigo precisar uma data [para o split obrigatório], porque depende do lado dos prestadores de serviços de pagamento estarem prontos", disse Juliano Neves, da Receita Federal. ➡️Somente após o término desse processo, que depende da adesão de todas instituições de pagamento, o que inclui, também, a negociação de uma remuneração por investimentos em sistemas e segurança ao setor financeiro, o "split payment" passará a ser cobrado. "Para as empresas que vão estar afetadas, a primeira coisa é: calma, que o 'split payment' não vai ser obrigatório instantâneo de uma vez. Então, ao longo de 2027, a gente vai começar a colocar opcionalmente por meios de pagamento, indo devagarzinho. Ninguém vai ser obrigado enquanto não estiver disponível para todos os meios de pagamento. Provavelmente, em 2027 não vai dar tempo", acrescentou o subsecretário de Gestão Corporativa do Fisco. ➡️A partir do momento em que os meios de pagamento, e consequentemente as instituições financeiras, forem sendo inseridas no sistema da Receita Federal, as empresas poderão escolher se querem fazer a venda com ou sem o "split payment". Isso valerá para cada transação. Como será feito o crédito da CBS? Uma das mudanças da reforma tributária sobre o consumo é o fim da cumulatividade, ou seja, a CBS federal, que começa já em 2027, assim como uma alíquota marginal do IBS dos estados e municípios, funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA). Vigente no resto do mundo, esse sistema permite que, ao longo da cadeia de produção, o imposto seja cobrado em cada etapa. Com isso, as empresas podem descontar o tributo pago anteriormente. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre as diferentes empresas da produção e da comercialização. ➡️Na ausência do "split payment" obrigatório a partir do início de 2027, a Receita Federal explicou que as empresas continuarão emitindo, normalmente, as notas fiscais por cada compra e venda. Ao fim do mês, elas emitirão um documento de arrecadação (Darf) para pagar os tributos devidos, como é feito atualmente. Depois de pagar os tributos, o ressarcimento relativo ao imposto de outras partes da cadeia de produção será creditado em, no máximo dois meses. Isso porque o tributo vence no último dia útil do mês seguinte. ➡️O Fisco informou, porém, que há um modelo alternativo para receber mais rapidamente os créditos tributários, chamado de "Recolhimento pelo Adquirente (RAD)". Nesse formato, a empresa compradora de um produto ou serviço recolhe diretamente o valor dos tributos da operação e, por isso, consegue obter o crédito tributário de forma mais rápida. A companhia vendedora, por sua vez, recebe o valor da venda já descontado o imposto. O que cada um deve fazer? E o Simples Nacional? ➡️A Receita Federal lembrou que todas empresas devem obrigatoriamente preencher os campos relativos aos impostos sobre o consumo na nota fiscal eletrônica em 2027. Para as empresas sujeitas ao regime não cumulativo, o aproveitamento de créditos poderá ser feito dessa forma no próximo ano: por meio do recolhimento normal, no fim do mês, e abatimento posterior pelo ressarcimento de tributos em outras fases da cadeia; pelo sistema do recolhimento pelo adquirente, com ressarcimento mais ágil; pelo "split payment", assim que for gradualmente implementado ao longo de 2027, com ressarcimento imediato de créditos. ➡️As empresas do Simples Nacional, ou seja, com rendimento anual de até R$ 4,8 milhões, terão a opção de permanecer no atual modelo de tributação simplificado (chamado de Simples "puro"), ou de migrar para um sistema híbrido (com aproveitamento de créditos). A escolha, para o primeiro semestre de 2027, terá de ser feita até o fim de setembro. Em março do ano que vem, o prazo de escolha será aberto novamente para as empresas do Simples, desta vez com validade para as vendas do segundo semestre de 2027. "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente. Aí talvez ela faça sentido pra ela sair do simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", explicou Juliano Neves, da Receita. O subsecretário da Receita Federal observou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final, não sendo necessário, nesse caso, optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). ➡️O microempreendedor individual não terá opção de escolha, ele permanecerá, necessariamente, no Simples Puro, pois realiza vendas diretas ao consumidor final. "O MEI, ele vai pagar um valor fixo de CBS e IBS e o MEI, ele não transfere crédito para frente. Então o MEI não entra nessa", disse o técnico do Fisco. ➡️A Receita Federal esclareceu, também, que nada muda para o consumidor final com a reforma tributária. "O consumidor final, ele nunca sequer vai ver diferença na vida dele se tem 'split' ou não tem 'split'. Nem hoje, nem amanhã, nem em 2035. Porque para pessoa que está fazendo a compra final, pra ele é irrelevante se por trás tem um 'split' ou não", concluiu Neves, do Fisco.
30/08/2026 03:00:53 +00:00
Bilionários brasileiros: quem subiu, quem caiu e quem estreou no top 10 da Forbes

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Eduardo Saverin manteve a liderança entre os brasileiros mais ricos em 2026. Pelo quarto ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da Forbes, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seguindo o valor de sua participação na Meta, Saverin reduziu a distância em relação aos demais bilionários do país em 2026. Ele continua à frente de Vicky Safra e família, que aparecem em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, que agora a coloca na Grécia, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém CPF ativo e negócios no país. As cinco primeiras posições também permaneceram inalteradas. Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões. André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões. Agora no g1 Quem ganhou espaço 💸 Pedro Moreira Salles foi o único entre os bilionários que permaneceram no "top 10" a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com fortuna estimada em R$ 46,5 bilhões. Carlos Alberto Sicupira, por outro lado, perdeu posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em nono, com R$ 32,7 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões. Novidade no top 10 🤑 A lista de 2026 trouxe dois novos nomes para o grupo dos 10 brasileiros mais ricos. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no top 10, na sétima posição, com fortuna estimada em R$ 37,8 bilhões. Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o "rei do ovo", o empresário ocupa a nona posição, com fortuna estimada em R$ 34,8 bilhões. As duas entradas mudaram a composição do top 10, mas não alteraram as cinco primeiras posições do ranking. Quem perdeu espaço 📉 A principal queda no top 10 foi a de Carlos Alberto Sicupira, que passou da sexta para a nona colocação. Além disso, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram a lista dos 10 maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, da 3G Capital, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D'Or, que estava em décimo. As mudanças na lista de bilionários da Forbes Brasil Arte/g1 Veja abaixo o perfil dos 10 mais ricos do Brasil em 2026: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
30/08/2026 03:00:45 +00:00
Correios fecham o primeiro semestre com prejuízo de R$ 5,6 bi; estatal busca empréstimo de R$ 7 bi

Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários Jornal Nacional/ Reprodução A Empresa de Correios e Telégrafos, os Correios, publicaram, neste sábado (29), as demonstrações financeiras do 1º semestre de 2026 com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Com isso, a empresa completa o 16º trimestre seguido apresentando déficit nas contas. Como adiantando pelo g1, o prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026. Correios abrem novo programa de demissão voluntária Na introdução das notas explicativas às demonstrações financeiras, os Correios informaram que estão em "estágio avançado" de estruturação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. A empresa não deu detalhes sobre como será o contrato, mas afirmou que a União será o fiador em caso de calote da dívida. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirma a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o Governo Federal para aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa." Nessas demonstrações do 1º semestre, a empresa reapresentou - informou novamente, após apurar detalhadamente - os saldos para o ano de 2025. Com isso, o prejuízo do 1º semestre de 2025 caiu de R$ 4,4 bilhões para R$ 4,3 bilhões. As receitas obtidas até 30 de junho deste ano reduziram em R$ 320 milhões em relação ao mesmo período de 2025. Já os dispêndios aumentaram em R$ 972 milhões. Receitas: R$ 7,87 bilhões em 2025 e R$ 8,19 bilhões em 2026; Despesas: R$ 13,4 bilhões em 2025 e R$ 12,4 bilhões em 2026. Desempenho das receitas Apesar das receitas dos Correios no semestre terem diminuído, alguns segmentos individuais tiveram melhora no desempenho quando analisados individualmente. O principal aumento se deu no campo da prestação de serviço de logística que a estatal oferece a empresas que envolvem o recebimento do pedido, como a preparação do pacote e envio de produtos ao comprador. A receita saiu de R$ 205 milhões em 2025 para R$ 423 milhões em 2026. Desempenho das receitas Por outro lado, as encomendas internacionais, que já representaram 22,2% de todas as receitas, agora representa apenas 4,3% do total ao atingir apenas R$ 355 milhões no semestre. O desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais. O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. Porém, mesmo com o fim da taxa das blusinhas, a empresa não viu as receitas aumentarem já que o programa Remessa Conforme continuou. Desempenho das despesas Com relação às despesas, os gastos com salários — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios — teve uma pequena redução de R$ 20 milhões no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, dando fim a uma sequência de altas com esses gastos. Ao todo, esse grupo de gastos atingiu R$ 5,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Valor 15% menor do que a previsão feita para esses gastos. Com a redução dos gastos com salários, os Correios ainda conseguiram economizar com despesas atreladas, como planos de saúde e previdência, que totalizaram R$ 260 milhões a menos do que o mesmo período do ano passado. Já os grupos de despesas que justificaram o aumento dos gastos continuam sendo os mesmos do 1º trimestre, as financeiras e com provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais que, posteriormente, viram precatórios. 🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica As despesas financeiras tiveram um aumento de 161%, passando de R$ 673 milhões em 2025 para R$ 1,7 bilhão em 2026. Aumento de R$ 775 milhões apenas no segundo trimestre deste ano e uma redução de quase R$ 225 milhões em relação ao primeiro trimestre. Nessa categoria estão incluídos gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões contratados pela estatal no fim do ano passado. A operação tem previsão de gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros ao longo de sua vigência. Já as despesas com provisões e perdas também ficaram acima do previsto, mantendo o aumento provocado no primeiro trimestre, que sozinho foi responsável por R$ 1,1 bilhão. Até junho a conta totalizou R$ 1,3 bilhão.
29/08/2026 23:39:22 +00:00
Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões para os Correios em 2027, afirma ministro

Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou ao g1 que o governo federal vai incluir um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios na Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027. O projeto será enviado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (31). 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. Apesar da confirmação de que um novo aporte será feito, o ministro não detalhou como será feito. Agora no g1 Afundados em uma crise econômico-financeira sem precedentes, os Correios acumulam prejuízos ao longo dos últimos três anos, com queda de receitas e aumento de despesas. No final do ano passado, Os Correios assinaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa. Correios assinam empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. Também no ano passado, a estatal anunciou um plano de reestruturação, que inclui corte de custos, Programa de Demissão Voluntária (PDV), venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, redução da jornada de trabalho, mudanças nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e lançamento de um marketplace próprio.
29/08/2026 18:27:44 +00:00
Justiça protege Casas Bahia de cobranças por 180 dias durante recuperação judicial

Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia A Justiça de São Paulo decidiu, na sexta-feira (28), antecipar os efeitos da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e suspender, por 180 dias, as ações de cobrança e execuções contra a empresa. A medida busca evitar que credores retirem recursos da companhia enquanto ela tenta reorganizar suas finanças. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo varejista entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. A medida abrange a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. Corrida de credores motivou decisão Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou o argumento apresentado pela companhia de que, após o pedido de recuperação judicial, houve uma "corrida de credores" para tentar receber valores da empresa. Em poucos dias, cerca de R$ 9 milhões foram bloqueados por decisões judiciais. Para a magistrada, deixar a empresa sem proteção nesse momento poderia comprometer a recuperação financeira e colocar em risco a continuidade das operações. Por isso, ela antecipou os efeitos da recuperação judicial antes mesmo da análise definitiva do pedido, concedendo o chamado stay period. 🔎 O stay period é a suspensão temporária das cobranças judiciais contra uma empresa em recuperação judicial, permitindo que ela negocie suas dívidas e tente reorganizar suas finanças. No caso da Casas Bahia, a Justiça determinou que o prazo de 180 dias seja contado a partir de 19 de agosto de 2026, com término previsto para 15 de fevereiro de 2027. Durante esse período, ficam suspensas a maioria das ações e execuções contra o grupo, embora a medida não alcance, por exemplo, execuções fiscais e alguns créditos que, por lei, não se submetem à recuperação judicial. Antes de decidir se aceita definitivamente o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou a realização de uma constatação prévia. Nessa etapa, uma empresa especializada fará uma análise da documentação e da situação financeira do grupo. O laudo deverá ser entregue em até 30 dias. Bancos e credenciadoras terão de liberar acesso a recursos A decisão também obriga o BTG Pactual a restabelecer o acesso da Casas Bahia às suas contas bancárias e determina que as empresas de meios de pagamento Cielo, Getnet e Redecard deixem de reter recursos da companhia apenas em razão do pedido de recuperação judicial. Em nota enviada ao g1, o BTG Pactual informou que o acesso às contas bancárias foi restabelecido no dia 25 de agosto. Caso descumpram a decisão, as instituições poderão pagar multa diária de R$ 100 mil. A Justiça aceitou o pedido da Casas Bahia para retirar a ação contra o Banco do Brasil. Em documento encaminhado à Justiça de São Paulo na sexta-feira, a varejista informou que está em negociação com a instituição financeira para buscar uma solução consensual para o caso e, por isso, retirou todas as solicitações feitas anteriormente contra o banco no processo de recuperação judicial. Na petição inicial, a Casas Bahia afirmou que o Banco do Brasil atuava como garantidor de contratos firmados com a Apple e a Mapfre Seguros. Segundo a empresa, após o pedido de recuperação judicial, essas garantias foram acionadas pelos credores e, em seguida, o banco teria debitado cerca de R$ 422 milhões das contas do grupo para reembolsar os valores pagos. O g1 procurou a Casas Bahia e o Banco do Brasil para comentar o processo. Até a publicação desta reportagem, a varejista não havia se manifestado. O BB informou que não comentará o caso. Juros altos e falta de crédito pressionaram a empresa Unidade da Casas Bahia: três lojas foram fechadas no Espírito Santo Varejo/Divulgação O Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e reorganizar sua estrutura financeira. A empresa atribui a decisão ao cenário de juros elevados, restrição ao crédito, aumento do custo financeiro e enfraquecimento do consumo, fatores que reduziram sua capacidade de gerar caixa. Segundo a companhia, tentativas de captar novos recursos, incluindo negociações com investidores nacionais e internacionais e uma possível oferta de ações, não avançaram, levando à necessidade de recorrer à recuperação judicial. O pedido ocorre após cerca de três anos de medidas para tentar reverter a crise. Desde 2023, a varejista fechou lojas consideradas deficitárias, cortou milhares de postos de trabalho e implementou um plano de redução de custos e aumento da eficiência. Em 2024, renegociou R$ 4,1 bilhões em dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, mas avaliou que a piora do ambiente econômico impediu a recuperação das finanças. Já em agosto deste ano, anunciou o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 3 mil funcionários. Segundo a varejista, as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda continuarão funcionando normalmente durante o processo, que também busca preservar mais de 20 mil empregos.
29/08/2026 11:34:33 +00:00
Justiça suspende demissões de funcionários da Casas Bahia após fechamento de três lojas no ES

Unidade da Casas Bahia: três lojas foram fechadas no Espírito Santo Varejo/Divulgação A Justiça do Trabalho determinou a suspensão provisória das demissões em massa feitas pelas lojas do Grupo Casas Bahia no Espírito Santo. A decisão, publicada na quinta-feira (27), é da 1ª Vara do Trabalho de Vitória, em uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado do Espírito Santo (Sindicomerciários-ES). Em recuperação judicial, a empresa fechou 298 lojas em uma operação de abrangência nacional realizada entre os dias 13 e 14 de agosto e promoveu o desligamento de milhares de funcionários. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp No Espírito Santo, foram encerradas as atividades de três unidades na Grande Vitória: a Pontofrio no Shopping Vitória, e as lojas Casas Bahia nos shoppings Praia da Costa (Vila Velha) e Mestre Álvaro (Serra), com aproximadamente 100 funcionários desligados. Com a decisão, os trabalhadores demitidos nas condições apontadas pela ação deverão ter os vínculos empregatícios provisoriamente restabelecidos e ser reincluídos na folha de pagamento em até cinco dias após a intimação da empresa, ou seja, até o dia 1º de setembro. A medida garante salários futuros e benefícios contratuais. Entenda a decisão Em análise inicial, o juiz Luis Eduardo Soares Fontenelle considerou que houve indícios de descumprimento da exigência de intervenção sindical prévia estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para dispensas coletivas. Segundo o Tema 638 do STF, a participação do sindicato antes das demissões em massa é uma exigência procedimental, embora isso não signifique que a entidade tenha poder de veto sobre os desligamentos. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Supermercado é condenado por racismo após acusar cliente de furtar bandeja de carne ArcelorMittal anuncia investimento de até R$ 5 bi no ES; projeto deve gerar 3 mil empregos Justiça cancela dívida de R$ 23 mil de cliente de banco que foi vítima do golpe do falso gerente no ES Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade no trabalho A decisão foi tomada em caráter de tutela provisória de urgência, ou seja, não representa o julgamento definitivo da ação. O juiz destacou a necessidade de equilibrar a proteção aos trabalhadores com o princípio da preservação da empresa. O presidente do Sindicomerciários, Rodrigo Rocha, comemorou a decisão da Justiça, mas reforçou que a decisão ainda não é final. "A decisão representa uma vitória importante, mas é provisória e a luta ainda não terminou. Vamos fiscalizar rigorosamente o seu cumprimento para garantir o restabelecimento dos vínculos, salários, planos de saúde e demais benefícios", disse Rodrigo Rocha, presidente do Sindicomerciários. A reportagem entrou em contato com o Grupo Casas Bahia em busca de um posicionamento da empresa, mas não recebeu uma resposta até a última atualização desta reportagem. Quais são as garantias? Apesar de restabelecer os vínculos empregatícios, a decisão não determina a reabertura das lojas que foram fechadas. A Casas Bahia poderá realocar os funcionários em outras unidades que continuam em funcionamento no Estado ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto ocorre o diálogo com o sindicato. O magistrado ainda decidiu que valores rescisórios que já tenham sido pagos não precisam ser devolvidos imediatamente pelos trabalhadores. Os planos de saúde e demais benefícios assistenciais de caráter continuado também deverão ser restabelecidos em até 48 horas, mantendo as condições originais de custeio e coparticipação. A Justiça também proibiu novas dispensas coletivas ou em massa relacionadas à Fase 2 do Plano de Transformação no Espírito Santo sem a prévia e efetiva intervenção do sindicato. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 10 mil por empregado dispensado. Sindicato deverá ser consultado A Casas Bahia terá ainda 48 horas para convocar formalmente o Sindicomerciários para iniciar o procedimento de diálogo sindical sobre as medidas de reestruturação no Estado, prazo que se encerra neste sábado (29). A empresa deverá fornecer informações sobre os postos afetados e as medidas de mitigação, sem que seja obrigada a obter consenso com o sindicato. Outro ponto determinado pelo juiz é a preservação de documentos relacionados à reestruturação. A empresa deverá manter e-mails corporativos, arquivos eletrônicos, bases de dados de recursos humanos, registros de rescisões e deliberações da diretoria relacionados ao plano e aos desligamentos. A comprovação deverá ser apresentada no processo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 500 mil. Também em 48 horas, a empresa deverá apresentar à Justiça a relação das lojas fechadas no Estado, com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e localização, o número de empregados desligados por estabelecimento e as respectivas datas, além das alternativas de remanejamento avaliadas. A relação nominal dos trabalhadores dispensados, com informações como nome, Cadastro de Pessoa Física (CPF), cargo, remuneração e documentos rescisórios, deverá ser apresentada sob sigilo. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 500 mil. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
29/08/2026 07:01:24 +00:00
Energia de telhado: geração distribuída avança e desafia o equilíbrio do sistema elétrico

Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas Reprodução/Jornal Nacional O Brasil tem 4,6 milhões de consumidores que também são micro ou minigeradores de energia. Eles representam cerca de 5% do total de consumidores e produzem energia no próprio local de consumo ou bem próximo a ele.  Residências, estabelecimentos comerciais e propriedades rurais estão entre os locais que geram a própria energia por meio dos painéis solares. A chamada geração distribuída mudou a cara da matriz energética brasileira, com incentivos à expansão das fontes renováveis de energia (leia detalhes abaixo). Por outro lado, ela impôs desafios ao sistema elétrico, que precisa manter, a cada instante, o equilíbrio entre a quantidade de energia produzida e a quantidade de energia consumida. ☀️As energias renováveis, que incluem a solar e também a eólica, são fontes de eletricidade cuja geração depende de condições naturais, que não necessariamente coincidem com a necessidade de consumo de energia.  Por essa característica, elas são conhecidas como intermitentes. Períodos de elevada geração de energia podem contrastar com períodos de baixa demanda por energia, principalmente aos fins de semana. Em determinados horários, pode haver mais energia sendo produzida do que o sistema consegue absorver naquele momento. Como a energia não pode ser armazenada em larga escala para ser consumida depois, o ONS precisa adotar medidas para equilibrar geração e consumo e preservar a segurança da operação. No último domingo (23), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela segunda vez, um mecanismo para reduzir esse descompasso. O operador determinou que as distribuidoras cortassem cerca de 1 gigawatt (GW) de geração entre 11h e 13h30. Situação semelhante já havia ocorrido em junho, quando o instrumento foi acionado pela primeira vez.   Incentivo à geração distribuída  A expansão da geração distribuída está relacionada, segundo especialistas e entidades ouvidas pelo g1, ao incentivo dado àqueles que optam pela instalação dos painéis solares. De forma geral, o consumidor paga pela energia que consome, pelo custo da transmissão e pelos investimentos que uma distribuidora faz para montar a rede de distribuição. Mas quem gera a própria energia não paga pela distribuição como os demais consumidores.  O Marco Legal da Geração Distribuída, sancionado em 2022, estabeleceu que esse benefício vale até 2045 para quem solicitou o serviço até janeiro de 2023. Para quem fez a adesão depois, a lei fixou dois grupos de transição, dependendo da data da adesão (veja aqui). De forma gradual, o consumidor passou a ter uma cobrança pelo uso da infraestrutura elétrica quando ele injetar energia na rede. Para Clauber Leite, diretor de Energia Sustentável e Bioeconomia do Instituto E+ Transição Energética, os subsídios ajudaram a viabilizar a transformação da matriz energética brasileira, mas passaram a representar um desafio para o setor e um peso relevante na conta de luz. "Para se ter uma ideia, a Aneel estimou a CDE [Conta de Desenvolvimento Energético] em R$ 52,7 bilhões para 2026, sendo cerca de R$ 47,8 bilhões pagos diretamente via tarifa. A parte ligada à expansão da GD [geração distribuída] e a outros subsídios é o ponto mais sensível do debate, porque transfere custos para consumidores que, muitas vezes, não têm condições de instalar painéis", contextualiza.  💡A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) financia políticas públicas do setor, entre elas, o incentivo à geração distribuída. Os recursos vêm da União e, principalmente, dos consumidores, por meio dos encargos incluídos na conta de luz. Cortes de geração Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os cortes de geração para equilibrar oferta e demanda já são uma ocorrência rotineira no sistema elétrico brasileiro. Eles tendem a ser mais frequentes nas horas de maior geração solar e nos fins de semana, quando a demanda por energia costuma ser menor, especialmente por causa da redução das atividades comerciais e industriais. Segundo Roberto Brandão, diretor técnico-científico do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mesmo quando o ONS reduz a geração de fontes que consegue controlar, como hidrelétricas e termelétricas, ainda pode haver excesso de oferta. “O ONS tende a reduzir a geração hídrica ao mínimo, a térmica ao mínimo, mas, mesmo assim, tem mais geração do que consumo e vai cortando. Corta eólica, corta solar, centralizada”, explica Brandão. Nesses momentos, o ONS precisa agir para evitar problemas na operação do sistema. A atuação afeta as chamadas usinas tipo III, que normalmente não são despachadas diretamente pelo ONS. “São geradores que normalmente não são despachados pelo ONS. (O operador) não tem poder de reduzir a geração desses geradores. Então, montou-se um esquema para que as distribuidoras, que são quem efetivamente recebem essa geração, organizem o corte”, acrescenta ele.  Prejuízos ao setor A consultoria Volt Robotics estimou que, em 2025, os prejuízos decorrentes dos cortes na geração de energia solar e eólica somaram R$ 6,5 bilhões.   Para Joisa Dutra, do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (Cebi) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o excesso de energia e a consequente necessidade de cortes na geração comprometem o retorno dos investimentos realizados no setor. Segundo ela, o cenário provoca perdas financeiras relevantes e, em alguns casos, pode dificultar o cumprimento das obrigações assumidas por investidores. “Com isso, esses investimentos têm os seus retornos comprometidos. Isso já se traduz em perdas financeiras importantes e, em alguns casos, em dificuldades para honrar investimentos que foram feitos”, diz a pesquisadora.  Alternativas O ONS afirmou que avalia medidas para melhorar, no futuro, o equilíbrio entre carga e geração. Entre as ações estão a possibilidade de ampliar o uso de sistemas de armazenamento de energia, o fortalecimento contínuo da infraestrutura de transmissão e a incorporação de novas cargas eletrointensivas, como os data centers, que passam a ter participação crescente no Sistema Interligado Nacional. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) defende a adoção de sinais econômicos horários nas tarifas das distribuidoras e a exigência de mecanismos de supervisão e controle para consumidores com geração distribuída. A entidade cita ainda a restrição de novos acessos em áreas com capacidade esgotada e a instalação de sistemas de armazenamento no SIN. Outra frente apontada pela associação é o estímulo ao aumento da demanda por eletricidade. Entre as medidas defendidas estão a eletrificação da indústria, a expansão da mobilidade elétrica, o crescimento dos data centers e o desenvolvimento do hidrogênio verde.
29/08/2026 07:01:08 +00:00
Até 900 km de autonomia e 767 cv: veja 6 novos SUVs que chegam ao Brasil; VÍDEO

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nesta semana, o g1 esteve no Festival Interlagos, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), para mostrar as principais novidades anunciadas para o mercado automotivo. E não há como escapar de uma lista de SUVs. Confira a seguir seis destaques, com informações técnicas e, em alguns casos, preço já confirmado: BMW iX3; Leapmotor B10 REEV; Jaecoo 5; DFM Vigo; IM6; GAC GS9. BMW iX3 BMW iX3 O SUV totalmente elétrico inaugura a nova linguagem visual da marca alemã, com linhas mais quadradas e um toque de retrofuturismo dos anos 1980. No Brasil, já está disponível em versão única por R$ 582.950. O principal destaque é a autonomia proporcionada pela bateria de 108,7 kWh: são 570 km com uma única carga. No modo de máxima economia, a marca promete alcance de até 800 km, suficiente para percorrer os cerca de 600 km entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). No interior, chama a atenção uma tela que atravessa o painel de ponta a ponta, posicionada próxima à base do para-brisa. O efeito visual lembra um holograma, embora não seja um. Voltar ao início. Leapmotor B10 REEV Leapmotor B10 REEV O B10 REEV tem uma proposta mais simples que a do iX3. O SUV chega em setembro e ainda não tem preço divulgado. O utilitário tem o mesmo visual do Leapmotor B10 já lançado no Brasil, que é totalmente elétrico e custa entre R$ 164.390 e R$ 182.990. O desenho traz poucos ângulos retos e um interior minimalista: até o ajuste dos retrovisores é feito pela central multimídia. Nesta versão, o motor 1.5 aspirado a gasolina serve apenas para gerar energia. Quem movimenta as rodas é o motor elétrico, alimentado pela bateria. A Leapmotor promete até 900 km de autonomia com o tanque cheio e a bateria totalmente carregada. A distância equivale a cerca de 90% dos 1.000 km que separam São Paulo (SP) de Brasília (DF). Voltar ao início. Jaecoo 5 Jaecoo 5 Com uma proposta mais simples que a dos demais, o Jaecoo 5 também chega ao Brasil em setembro e ainda não teve o preço divulgado. Entre os modelos da lista, é o que tem o sistema de eletrificação mais simples: um híbrido pleno. Nesse tipo de híbrido, a bateria é menor e não precisa ser ligada à tomada ou a um eletroposto. Ela é recarregada automaticamente pelo próprio funcionamento do carro, inclusive durante as frenagens. É o mesmo tipo de sistema híbrido usado no Toyota Corolla Cross, por exemplo. Apesar do porte semelhante, o Jaecoo 5 tem quase o dobro da potência. O Jaecoo 5 entrega 224 cv, contra 122 cv do Corolla Cross híbrido. Voltar ao início. DFM Vigo DFM Vigo A DFM é uma marca inédita no Brasil, e os primeiros carros chegam entre outubro e novembro. O Vigo é um dos dois modelos de estreia. O SUV elétrico tem proposta mais discreta e chega ao Brasil a partir de outubro, ainda sem preço divulgado. O Vigo tem porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e ao do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta. Suas linhas mais retas também lembram o visual do SUV coreano. O interior é mais minimalista que o de outros carros chineses. Um exemplo é o painel de instrumentos digital, "escondido" entre dois vincos do painel. Voltar ao início. IM6 IM6 Entre os modelos mais luxuosos da lista, o IM6 marca a estreia da divisão de luxo IM no Brasil. O SUV elétrico de estilo cupê chega ao país no fim de 2026 e terá até 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. Para efeito de comparação, a potência supera os 541 cv do Porsche 911 GTS. O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também tem sistema de som e bancos que lembram poltronas. A marca não divulgou o preço, mas o g1 apurou que o modelo custará cerca de R$ 400 mil, aproximadamente um terço do valor cobrado pelo Porsche 911 GTS, que parte de R$ 1,2 milhão. Voltar ao início. GAC GS9 GAC GS9 Este é o maior e mais caro carro já lançado pela GAC no Brasil. O preço é de R$ 399.990, e o modelo já está disponível nas concessionárias da marca. Um dos destaques é a bateria de 44,5 kWh do sistema híbrido plug-in. A capacidade supera a do carro elétrico mais vendido do país, o BYD Dolphin Mini, que tem até 38,8 kWh. Segundo o Inmetro, o GS9 pode rodar até 114 km apenas no modo elétrico. A autonomia é suficiente para percorrer os cerca de 95 km entre São Paulo (SP) e Campinas (SP). O SUV acomoda seis pessoas, tem acabamento em couro nappa e oferece ventilação, aquecimento e até massagem nos bancos da primeira e da segunda fileiras. Os assentos também podem ser reclinados, em uma configuração que lembra a primeira classe de aviões. Voltar ao início. SUVs anunciados no Festival Interlagos arte/g1
29/08/2026 07:01:07 +00:00
Veja os 5 profissionais de tecnologia mais disputados pelos bancos; setor investirá R$ 3 bilhões em IA

IA nas eleições: MPE lançou ferramenta para tirar dúvidas e registrar crimes Os bancos estão ampliando a busca por profissionais especializados em tecnologia à medida que aumentam os investimentos em inteligência artificial, dados, computação em nuvem e segurança digital. Entre os cinco profissionais de tecnologia mais procurados pelos bancos estão desenvolvedor de software, engenheiro de IA, engenheiro de dados, arquiteto corporativo e engenheiro de DevOps — profissional que atua na integração entre o desenvolvimento de sistemas e as operações de tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A classificação considera os profissionais mais demandados pelas instituições em 2025. Segundo a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, o orçamento destinado à área deve chegar a R$ 50,4 bilhões em 2026, após crescer 12% no último ano. Dentro desse montante, os bancos estimam destinar R$ 2,97 bilhões para inteligência artificial, análise de dados e big data — um conjunto de tecnologias usadas para trabalhar com grandes volumes de informações. Orçamento em tecnologia Febraban A expansão da IA também aumenta a necessidade de profissionais capazes de desenvolver, implementar e manter essas soluções. O levantamento mostra que a formação e a atualização das equipes passaram a fazer parte da estratégia da maior parte das instituições. Os 5 profissionais mais procurados O desenvolvedor de software aparece em primeiro lugar entre os profissionais de tecnologia mais demandados pelos bancos. É quem atua na criação e evolução dos sistemas e aplicativos utilizados pelas instituições. Empregos em tecnologia crescem mais fora do Sul e Sudeste; salários chegam a R$ 40,5 mil Na sequência está o engenheiro de IA, profissional ligado ao desenvolvimento e à aplicação de soluções de inteligência artificial. O terceiro colocado é o engenheiro de dados, responsável por trabalhar com as informações utilizadas pelas instituições. Em seguida aparece o arquiteto corporativo, que atua na organização das estruturas de tecnologia das empresas. Em quinto lugar está o engenheiro de DevOps. A função está relacionada à integração entre o desenvolvimento de sistemas e as atividades necessárias para colocá-los em funcionamento e mantê-los disponíveis. Ranking das profissões mais buscadas pelos bancos. Febraban Tecnologia já reúne 11% dos profissionais dos bancos Em média, 11% dos profissionais dos bancos trabalham na área de tecnologia. Dentro dessas equipes, a maior concentração está em desenvolvimento, que representa 55% dos profissionais de tecnologia. A infraestrutura responde por 18% das equipes, enquanto compliance, gestão de riscos e governança representam 8%. Já análise de dados e inteligência de negócios correspondem a 7%, o mesmo percentual registrado por outras áreas. A segurança da informação e cibernética representa 5%. Capacitação acompanha avanço da IA A busca por profissionais especializados vem acompanhada de investimentos na capacitação das equipes. As principais prioridades dos bancos para a requalificação profissional são inteligência artificial e aprendizado de máquina, segurança cibernética e ciência e análise de dados, engenharia e arquitetura de software, ética e governança no uso de dados e IA e computação em nuvem. A pesquisa mostra que 39% dos bancos já têm estratégias de requalificação implementadas e em execução. Outros 22% estão estruturando essas estratégias, 9% ainda estão em uma fase inicial de discussão e 30% não possuem estratégias. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial
29/08/2026 07:01:05 +00:00
Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)

Reza Motalebpour elogia a facilidade de trabalhar remotamente na Cidade do Panamá Getty Images via BBC A pesquisa Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior), avaliou 31 países, em termos de qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais. Entre os vencedores deste ano, as avaliações de cordialidade e custo de vida foram as que causaram maiores impactos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Sete dos 10 primeiros destinos também ficaram entre os lugares mais fáceis para se estabelecer. E cinco eram os líderes mundiais no quesito finanças pessoais. A BBC conversou com expatriados dos cinco primeiros colocados, para saber por que eles se mudaram para aqueles países, como se adaptaram e o que os possíveis novos moradores devem saber antes de viajar. Agora no g1 1. Panamá O Panamá ocupa a liderança da pesquisa pelo terceiro ano consecutivo. O país foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais. Dentre os imigrantes pesquisados residentes no país, 87% estão felizes com a vida no exterior, em comparação com a média global de 70%. E 90% afirmam que é fácil encontrar moradia. Ariel Barrionuevo se mudou da Argentina para o litoral panamenho do Caribe oito anos atrás. Ele passou rapidamente a ter um sono mais profundo, acordar descansado e se sentir mais presente. "Percebi que não era porque eu estava de férias, mas porque este lugar tem um ritmo próprio", conta Barrionuevo. Agora, ele é diretor do Hotel La Coralina Island House, na ilha Colón. Seu dia típico inclui uma parada à beira-mar, caminhar pelo jardim tropical e ouvir o canto dos pássaros. "É um ritual simples, mas me lembra, todos os dias, por que decidi morar aqui", ele conta. Barrionuevo acha o custo de vida no Panamá mais baixo que na Argentina e destaca a estabilidade econômica, que faz com que o planejamento e os negócios sejam mais previsíveis. Reza Motalebpour se mudou do Canadá para a Cidade do Panamá em 2026. Ela conta que o trabalho remoto é fácil, com internet confiável disponível em casa e nos espaços de co-working. Motalebpour também percebeu que os serviços bancários são simples, especialmente porque a economia do país é dolarizada. A taxa de câmbio pode inicialmente fazer os custos parecerem altos para os canadenses. Mas ela explica que as contas dos serviços essenciais, prêmios de seguro e impostos sobre imóveis no Panamá são relativamente baixos. Com isso, o custo de vida em geral ainda é favorável. A vida no Panamá também tem seus atropelos. Barrionuevo menciona as entregas demoradas e o clima, que pode reverter rapidamente os planos na ilha onde ele mora. Mas ele não se arrepende de ter escolhido um estilo de vida mais lento. E incentiva os visitantes ou possíveis imigrantes a tomar a mesma decisão. Barrionuevo recomenda visitar Bluff Beach, comprar frutas frescas em uma barraca à beira da estrada e passar a tarde observando os surfistas em Paunch Beach. "Cheguei pensando que estava me mudando para um destino bonito", ele conta. "Agora, na verdade, vejo que estava adotando uma forma de vida diferente, que valoriza o tempo e não a velocidade, as experiências e não as posses e a conexão, não a atividade constante." 2. México Em primeiro lugar no quesito Facilidade de Acomodação, o México ocupa o segundo lugar geral e segue sendo o país mais fácil do mundo para que os expatriados se sintam em casa. Fazer amigos locais é fácil para 73% dos pesquisados, bem acima da média global de 39%. O círculo social é majoritariamente local para duas vezes a média global dos expatriados. "Fiz amigos melhores no exterior do que eu tinha em Chicago", afirma Kirsten Raccuia, responsável pelo blog de expatriados Sand in My Curls. Ela e seu marido se mudaram dos Estados Unidos para Puerto Vallarta, no oeste do México, em 2022. Eles dizem que o senso de comunidade e o baixo custo de vida os mantiveram naquele local. As praias e o forte senso de comunidade de Puerto Vallarta, no oeste do México, fizeram do local uma escolha popular entre os estrangeiros Getty Images via BBC Raccuia conta que os tacos de rua custam cerca de um dólar (R$ 5,20) e uma recente cirurgia de emergência de retirada de apêndice, incluindo a internação hospitalar, custou menos de US$ 4 mil (cerca de R$ 20,8 mil), um valor inimaginável nos Estados Unidos. Para vivenciar melhor a cidade, Raccuia recomenda tomar café da manhã nos mercados locais e visitar a praia no domingo, quando as famílias se reúnem. "Sim, é coisa de turista, mas os moradores locais também fazem", segundo ela. Uma ressalva: o México ficou em 25° lugar em segurança entre os 31 países pesquisados, com 68% dos expatriados avaliando positivamente sua segurança pessoal. A média global é de 81%. 3. Tailândia Terceira colocada em geral, a Tailândia recebe os expatriados mais felizes do mundo — 86% deles relatam satisfação com a vida no exterior. O país também recebeu a maior avaliação da pesquisa no quesito Custo de Vida, Foram 85% de opiniões positivas, mais que o dobro da média global. "Nós quatro comemos pelo equivalente a cerca de US$ 1,35" (cerca de R$ 7), conta Bethan Jeentipraphet, relembrando sua primeira refeição de rua na capital tailandesa, Bangkok. A britânica mãe de dois filhos se mudou de Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 2024, com seu marido tailandês. A intenção era ficar um ano, mas, "depois de duas semanas, eu sabia que não iria voltar". O custo de vida da Tailândia foi bem avaliado, com elogios também à comida, cultura e qualidade de vida do país Getty Images via BBC Jeentipraphet afirma que o sistema educacional da Tailândia transformou seu filho. "O respeito é enorme na cultura tailandesa e os estudantes, aqui, certamente têm o máximo respeito pela educação", ela conta. "Ele é uma criança totalmente nova." Aaron Henry se mudou de Los Angeles, nos Estados Unidos, 11 anos atrás. Para ele, Bangkok se modernizou sem mudar sua cultura. "A cidade preservou os aspectos únicos da cultura tailandesa e, especialmente na última década, explodiu em termos de cozinha internacional, parques excepcionais, galerias de arte e shopping centers de luxo", descreve Henry. Ele recomenda caminhar pelos bairros que recebem menos turistas, como Ari e Phra Khanong, para observar a cidade como fazem os moradores. Jeentipraphet recomenda que os recém-chegados se esforcem para compreender e respeitar os costumes locais, retirando os sapatos antes de entrar nas casas e ouvindo de pé, respeitosamente, o hino nacional, executado em público todos os dias, às 8 e às 18 horas. "Para os expatriados dispostos a adotar a cultura tailandesa e incorporar as normas culturais, a Tailândia pode ser um lugar extremamente recompensador para se viver." 4. Emirados Árabes Unidos Com altas notas em Perspectivas de Carreira e Necessidades Básicas para Expatriados (incluindo vistos e idioma), os moradores internacionais acomodam sua vida e constroem suas carreiras nos Emirados Árabes Unidos com facilidade. A InterNations realizou a pesquisa em fevereiro e março de 2026, pouco antes e depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, os resultados refletem seus impactos apenas parcialmente. Mas os expatriados que continuam morando nos Emirados afirmam que, apesar de alguns ajustes, a vida continuou praticamente inalterada. "O dia a dia em Dubai parece normal", segundo a consultora de imagem Michelle Sterling. Ela divide seu tempo entre Dubai e os Estados Unidos, mas, atualmente, prefere os Emirados. "Para mim, Dubai oferece um estilo de vida que parece mais seguro, mais confortável e mais barato." Os mercados do bairro tradicional de Bur Dubai e seus restaurantes mostram melhor o dia a dia da cidade aos visitantes Getty Images via BBC Nikita Oruganty se mudou de Londres para Dubai no início deste ano, para trabalhar em comunicações. Ela conta que o ambiente acolhedor continua fazendo dos Emirados Árabes Unidos um país atraente. "Outros países estão dificultando as regras de imigração, mas os EAU sempre receberam bem os expatriados", afirma ela. Oruganty reconhece como as autoridades do país tratam da segurança e das comunicações durante períodos de incerteza. "Esta sensação de estabilidade é muito importante quando se vive no exterior, sem a proximidade da sua família", ela conta. Para observar como os moradores realmente vivem, Oruganty recomenda passar pelo menos um dia longe da versão de luxo da cidade, andar de metrô na hora do rush, caminhar pelos bairros tradicionais de Bur Dubai e Deira, cruzar Dubai Creek de abra (a balsa de madeira tradicional) e comer em um pequeno restaurante indiano, filipino ou libanês. "É ali que você observa o dia a dia de Dubai, muito mais comum do que sugere sua imagem internacional", explica ela. Além de Dubai, a expatriada britânica Sharon Mckernan mora em Ras Al Khaimah há oito anos e nunca pensou em voltar. "Gosto do ritmo de vida simples e prático", segundo ela. "Não existe a correria constante, o tráfego é menor e, geralmente, há menos complicações diárias, o que nos oferece mais tempo com a família para ir à piscina, à praia ou visitar as montanhas por aqui." Mckernan também destaca que a assistência médica é rápida e eficiente e que fez amigos com facilidade, com pessoas de todo o mundo. Para os visitantes, ela sugere observar o pôr do sol em Jebel Jais, a montanha mais alta dos Emirados Árabes Unidos, ou visitar a aldeia histórica de Al Jazirah Al Hamra. "Ela oferece um lado dos Emirados que é diferente e relativamente desconhecido da maioria", segundo ela. 5. Brasil O Brasil aparece pela primeira vez entre os cinco primeiros, após ocupar a 15ª posição no ano passado. O país contou com altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa. "Você pode encontrar alguém pela primeira vez na quinta-feira e ir à casa daquela pessoa no sábado comer churrasco", conta Clint Manning. Ele se mudou de Barbados para São Paulo para abrir o seu negócio. "Como vim de Barbados, onde tive um estilo de vida similar, parece muito com a minha casa, mas em escala muito maior." O Ibirapuera, em São Paulo, é um dos maiores parques urbanos da América Latina Getty Images via BBC Manning relembra que nem todas as pessoas falam inglês no Brasil, o que ele considera uma vantagem. "Para alguém realmente interessado em aprender o idioma, é uma experiência fantástica, pois você é forçado a se comunicar em português por necessidade", conta ele. "Fiquei fluente com muito mais rapidez do que se estivesse tentando aprender dinamarquês ou alemão, na Dinamarca ou na Alemanha." Em São Paulo, Manning recomenda aos estrangeiros visitar os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, comer sushi no bairro japonês da Liberdade e praticar atividades físicas no parque do Ibirapuera, um dos maiores da América Latina. Mas, mais do que qualquer local ou cenário, os expatriados afirmam que os moradores locais criam a melhor sensação de pertencimento. "Eles são verdadeiramente interessados e curiosos para me conhecer e fazer com que eu me sinta incluído desde o princípio", conta Chris Kohl, que morou em São Paulo por 12 anos. "Em vez de fazerem com que eu me sentisse um estrangeiro, os brasileiros me fizeram sentir pertencimento." Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026 Panamá México Tailândia Emirados Árabes Unidos Brasil Espanha Singapura Portugal Malásia Luxemburgo Aeroporto de Brasília é o terminal de médio porte mais pontual do mundo Aeroporto de Brasília/Divulgação
29/08/2026 06:00:52 +00:00
Da Austrália à Europa: veja países que restringem acesso de crianças às redes sociais

França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida bloqueia o acesso a plataformas como YouTube, Instagram e Facebook. A seguir, um resumo das medidas adotadas ou em discussão em diferentes países para regulamentar o acesso às redes sociais, em meio às crescentes preocupações com os impactos dessas plataformas na saúde e na segurança de crianças e adolescentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Austrália Uma lei histórica obrigou as principais plataformas de redes sociais a impedir o acesso de menores de 16 anos a partir de 10 de dezembro de 2025. A medida é considerada uma das regulamentações mais rigorosas do mundo voltadas às grandes empresas de tecnologia. As empresas que não cumprirem as regras poderão ser multadas em até A$ 49,5 milhões (US$ 34,9 milhões). Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Grã-Bretanha O Reino Unido planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida deverá ser aprovada até o Natal e entrar em vigor por volta da primavera de 2027, segundo o ex-primeiro-ministro Keir Starmer, que fez a declaração em 15 de junho. As grandes empresas de tecnologia que operam no país também deverão impedir que crianças compartilhem imagens de nudez por meio de seus celulares. Caso contrário, poderão ser obrigadas a cumprir uma legislação específica, disse Starmer em 8 de junho. Pelos planos, empresas como Apple e Google teriam de desenvolver ou ativar recursos em smartphones e tablets capazes de detectar e bloquear imagens de nudez para crianças. Adultos ainda poderiam tirar, compartilhar ou visualizar esse tipo de conteúdo por meio de um sistema de verificação de idade. Reino Unido anuncia novas propostas para regular uso de IA e restringir acesso de menores de idade às redes sociais Jornal Nacional/ Reprodução China O órgão regulador do ciberespaço da China implementou um programa chamado "modo menor", que estabelece restrições nos dispositivos e regras específicas para aplicativos. O objetivo é limitar o tempo de uso de telas de acordo com a idade. Dinamarca Em novembro, a Dinamarca anunciou que proibiria o uso de redes sociais por menores de 15 anos. Os pais, no entanto, poderiam autorizar o acesso a determinadas plataformas a partir dos 13 anos. França Em 14 de agosto, o Supremo Tribunal da França bloqueou um projeto de lei que proibia o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Segundo a corte, a medida violava a liberdade de expressão. O Parlamento francês havia aprovado a proibição em julho, em meio a preocupações crescentes com o bullying virtual e os riscos das redes sociais para a saúde mental. Alemanha Menores de 13 a 16 anos só podem usar redes sociais com o consentimento dos pais. Defensores da proteção infantil, porém, afirmam que os controles existentes são insuficientes. Grécia A Grécia está "muito perto" de anunciar uma proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos, disse uma fonte de alto escalão do governo à Reuters em 3 de fevereiro. Índia Em janeiro, o principal conselheiro econômico da Índia defendeu a adoção de limites de idade para o uso de redes sociais. Ele classificou as plataformas como "predatórias" pela forma como mantêm os usuários conectados. Dois dias antes, o estado turístico de Goa havia anunciado que estudava adotar restrições semelhantes às da Austrália. Itália Crianças menores de 14 anos precisam de autorização dos pais para criar contas em redes sociais. A partir dos 14 anos, o consentimento não é mais necessário. Malásia A Malásia começou a impedir que menores de 16 anos criem contas em plataformas de redes sociais, informou seu órgão regulador de comunicações em 1º de junho. Nova Zelândia O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, está propondo proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As plataformas que descumprirem as regras poderão receber multas de até 10% de sua receita global. O projeto de lei exigiria que as empresas adotassem medidas razoáveis para verificar a idade dos usuários. Entre as possibilidades estão o uso de informações de contas existentes, tecnologia de reconhecimento facial e documentos de identidade digital. Noruega Em 2024, o governo norueguês propôs aumentar de 13 para 15 anos a idade mínima para que crianças possam dar consentimento aos termos de uso das redes sociais. Os pais ainda poderiam autorizar o acesso de menores. O governo também começou a elaborar uma legislação para estabelecer 15 anos como idade mínima absoluta para o uso dessas plataformas. Polônia O partido governista da Polônia está preparando uma legislação para proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos e responsabilizar as plataformas pela verificação da idade dos usuários, informou o governo em 27 de fevereiro. Eslovênia A Eslovênia está elaborando um projeto de lei que proibiria menores de 15 anos de acessar redes sociais, afirmou o vice-primeiro-ministro Matej Arcon em 6 de fevereiro. Espanha A Espanha pretende avançar com novas regras para tornar as redes sociais e a inteligência artificial mais seguras, apesar da forte pressão da indústria de tecnologia, afirmou o ministro da Transformação Digital, Oscar López, à Reuters em maio. Em fevereiro, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o país proibiria o acesso às redes sociais por menores de 16 anos e obrigaria as plataformas a adotar sistemas de verificação de idade. Suécia Uma comissão nomeada pelo governo sueco recomendou, em 2 de junho, a adoção de 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais. A proibição poderia ser estruturada de forma que as próprias plataformas fossem responsáveis pela verificação da idade dos usuários, afirmou a investigadora Lisa Englund Krafft em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro de Assuntos Sociais e Saúde Pública, Jakob Forssmed. Turquia Em 24 de abril, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei que proíbe menores de 15 anos de usar redes sociais e estabelece novas regras para plataformas digitais, incluindo empresas de jogos. Emirados Árabes Unidos Os Emirados Árabes Unidos aprovaram, em 18 de junho, uma resolução que estabelece 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais, informou o gabinete de imprensa do governo. O país se tornou o primeiro do mundo árabe a adotar uma medida desse tipo. A resolução proíbe menores de 15 anos de criar ou usar contas pessoais em redes sociais e restringe seu acesso às funcionalidades das plataformas. Estados Unidos Um projeto de lei nos Estados Unidos que obriga empresas de redes sociais a adotar mais medidas para proteger crianças e adolescentes superou um importante obstáculo político depois que o senador republicano Ted Cruz afirmou, em 12 de maio, que apoiaria a proposta. Cruz disse, durante um evento em Washington, que apoiaria o Kids Online Safety Act. O projeto exige que as empresas adotem "cuidados razoáveis" ao desenvolver recursos que possam contribuir para danos a menores. A proposta é independente da Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA), que já está em vigor e impede que empresas coletem dados pessoais de menores de 13 anos sem o consentimento dos pais. Vários estados americanos aprovaram leis que exigem autorização dos pais para que menores usem redes sociais. Essas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais com base no direito à liberdade de expressão. Legislação da União Europeia Em 12 de maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia buscaria reforçar a proteção de crianças contra recursos considerados prejudiciais nas redes sociais. Segundo ela, a Comissão Europeia pretende combater "práticas de design viciantes e prejudiciais" por meio da Lei de Equidade Digital, proposta que deverá ser apresentada ainda neste ano. Um painel de especialistas prepara recomendações sobre como a medida deverá ser implementada. Em novembro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que pede a proibição, em toda a União Europeia, do acesso de menores de 16 anos a plataformas online, sites de compartilhamento de vídeos e assistentes virtuais de inteligência artificial sem o consentimento dos pais. Para menores de 13 anos, a proposta prevê uma proibição total. Indústria de Tecnologia Plataformas como TikTok, Facebook e Snapchat afirmam que os usuários precisam ter pelo menos 13 anos para criar uma conta. Defensores da proteção infantil, porém, consideram os controles insuficientes. Dados oficiais de diversos países europeus mostram que um número significativo de crianças menores de 13 anos possui contas em redes sociais.
29/08/2026 06:00:51 +00:00
Quanto é preciso ganhar para dizer que você ganha bem?

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/08/2026 05:00:26 +00:00
Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do Brasil, segundo a Forbes

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
29/08/2026 03:00:39 +00:00
Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo em reservas da Venezuela

EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela O presidente dos EUA, Donal Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que garante aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país. A Venezuela se encontra sob ampla influência americana desde que o governo Trump sequestrou e depôs Nicolás Maduro, em janeiro deste ano (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Sob minha orientação, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário de Guerra Pete Hegseth — trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e por meio de uma parceria com o setor privado — garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem qualquer custo para o contribuinte americano", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Esse controle ocorrerá, segundo Trump, por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros. Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos. Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas. Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters Deposição de Maduro Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
28/08/2026 22:52:53 +00:00
Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária amarela em setembro

A bandeira tarifaria de setembro será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados. [...] Diante desse cenário, a ANEEL reforça a importância do uso consciente da energia elétrica. Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz". Agora no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor Divulgação/CEEE Equatorial
28/08/2026 21:56:16 +00:00
ArcelorMittal anuncia investimento de até R$ 5 bi na unidade Tubarão, no ES; projeto deve gerar 3 mil empregos

ArcelorMittal irá instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, no Espírito Santo Divulgação A ArcelorMittal anunciou, nesta sexta-feira (28), a aprovação de um novo investimento bilionário no Espírito Santo. A empresa vai instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, na Serra, Grande Vitória. O valor total estimado do projeto está entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Segundo a companhia, a nova linha de revestimento terá capacidade para produzir 560 mil toneladas de produtos por ano. O processo usará as bobinas a quente já fabricadas na própria unidade para gerar produtos laminados a frio e com revestimento metálico, que oferecem maior resistência à corrosão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As novas usinas vão entregar produtos de alto valor agregado para setores como automotivo, construção civil e linha branca. O objetivo, ainda de acordo com a ArcelorMittal, é fornecer materiais de elevado valor agregado para setores estratégicos, como a indústria automotiva, a linha branca (eletrodomésticos) e a construção civil. Geração de empregos A expectativa é que as obras tenham início ainda em 2026, com duração aproximada de três anos e meio. O empreendimento promete movimentar o mercado de trabalho capixaba, com geração de 3 mil vagas no pico das obras e aproximadamente 450 profissionais atuando na unidade na fase de operação, prevista para o primeiro semestre de 2030. LEIA TAMBÉM: Defesa do Consumidor do ES propõe à Fazenda que bets mostrem risco de perda para apostadores Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade no trabalho Justiça cancela dívida de R$ 23 mil de cliente de banco que foi vítima do golpe do falso gerente com 'spoofing' no ES Estímulo à economia local O presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM, Jorge Oliveira, destacou o impacto do anúncio para a região. "Ao gerar oportunidades, atrair novos negócios e criar um efeito multiplicador positivo em toda a cadeia de valor, este projeto contribuirá para o crescimento econômico do Estado e reflete nossa confiança no futuro do Brasil". Unidade Tubarão da ArcelorMittal na Serra, no Espírito Santo Divulgação Consumo de aço no Brasil A iniciativa faz parte de uma estratégia de diversificação de portfólio da companhia, com foco em etapas avançadas de produção (downstream) e no potencial de expansão do mercado nacional. Segundo dados da empresa, o consumo de aço por pessoa no Brasil ainda é considerado baixo: a média nacional é de 122,5 kg ao ano por habitante, um volume 41% menor do que a média global, que chega a 209 kg. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
28/08/2026 20:18:07 +00:00
Chefe do Fed adota tom mais duro e sugere alta de juros nos EUA para conter inflação; veja impactos

Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em 22 de maio de 2026 Reuters/Evelyn Hockstein O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sugeriu nesta sexta-feira (28) que o banco central americano pode ter que aumentar as taxas de juros nos próximos meses para conter a inflação dos Estados Unidos. A declaração foi considerada um sinal mais claro em relação a comentários feitos anteriormente por Warsh sobre a situação dos EUA. O chefe do banco central americano disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Agora no g1 Warsh não sinalizou que uma alta dos juros esteja próxima, mas destacou que o combate à inflação continua sendo prioridade. O índice oficial de preços dos EUA permanece acima da meta de 2% definida pelo Fed. O presidente do BC americano afirmou ainda que não deseja fornecer o que analistas chamam de "orientação futura" sobre a taxa de juros, mas sugeriu que o patamar atual não restringe a atividade econômica dos EUA. Após a repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O BC se reunirá novamente para discutir a taxa de juros dos EUA nos dias 15 e 16 de setembro. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter os preços — e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, o efeito mais claro apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Impacto sobre os mercados O movimento aumenta a atratividade dos investimentos nos EUA, o que tende a fortalecer o dólar e enfraquecer as bolsas. Como reflexo, o dólar avançou 0,66% frente ao real nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa, porém, avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, apesar do discurso de Warsh e na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%), em meio às oscilações dos preços do petróleo, e Banco do Brasil (+1%). O resultado fez o dólar encerrar a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, também repercutindo o discurso de Kevin Warsh. O Dow Jones recuou 0,02%, aos 53.559,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,25%, aos 7.711,76 pontos, e o Nasdaq recuou 0,52%, aos 26.402,42 pontos. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros elevados nos EUA mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.
28/08/2026 19:21:38 +00:00
Brasil cria 58,5 mil empregos formais em julho, queda de 56% na comparação com mesmo mês de 2025

A economia brasileira gerou 58,mil empregos formais em julho deste ano, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em julho: ➡️2,26 milhões de contratações; ➡️2,2 milhões de demissões. 📈 O resultado representa recuo de 56,3% em relação a julho de 2025 — quando foram criados cerca de 133,9 mil empregos com carteira assinada. 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de julho desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de julho: 2020: 108,5 mil vagas abertas; 2021: 307 mil empregos criados; 2022: 225,4 mil vagas abertas; 2023: 142,4 mil vagas abertas; 2024: 191,8 mil empregos criados; 2025: 133,9 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 972,2 mil empregos formais foram criados no país de janeiro a julho deste ano. O número representa queda de 21% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1,38 milhão de vagas formais em meio à pandemia. Ao fim de julho de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 48,08 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com junho deste ano (48,02 milhões) e com relação a julho de 2025 (47,2 milhões). Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho de 2026 mostram que foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.419,23 em julho deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a junho de 2026 (R$ 2.404,10). Na comparação com julho do ano passado, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.370,85. Caged x Pnad Emprego novo: Como fazer um bom currículo usando IA Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho. De acordo com o IBGE, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica
28/08/2026 17:15:03 +00:00
Trump mira grandes frigoríficos em meio à alta de preços da carne nos EUA; JBS pode ser afetada

Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que está preparando uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores tenham o direito de processar seus próprios alimentos. Sem citar nomes, Trump afirmou que quatro empresas fazem produtores americanos terem uma vida miserável. "Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto", disse em sua rede social. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas disse ter autorizado a elaboração de documentos legais para quebrar o que ele classificou como um "poderoso monopólio". Segundo a Reuters, quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. As empresas não responderam a pedidos de comentários enviados pela agência de notícias. Agora no g1 A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que haverá "grandes anúncios" sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31), incluindo a ampliação da capacidade dos pecuaristas de vender seus produtos entre estados, maior apoio a pequenos processadores de carne e o cancelamento de "orientações desatualizadas". A declaração de Trump acontece dias após ele participar do podcast de Glenn Beck. O apresentador do programa sugeriu que as regras do Departamento de Agricultura dos EUA deixam pecuaristas dependentes da indústria de processamento de carnes. A fala também acontece em um momento em que consumidores americanos continuam a enfrentar um aumento de preços dos alimentos, meses antes das eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Carne em crise nos EUA Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. A alta no preço da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços.
28/08/2026 16:14:08 +00:00
Veja como fazer análise do solo

Produtor precisa ficar atento aos nutrientes realmente necessários para a vida da planta em períodos de solo e ar mais úmidos Vereda Comunica A qualidade do solo é um dos fatores mais importantes para o sucesso dos cultivos. Para ajudar o produtor com isso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais lançou um material gratuito com dicas. Na cartilha, o agricultor poderá verificar a forma correta de retirar as porções de terra e aprender a identificar o material para a análise de nutrientes. Em seguida, é necessário enviar o conteúdo para um laboratório da região. 📱Acesse aqui Veja também: VÍDEO: Horta em casa - veja dicas de quem tentou e deu certo De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'
28/08/2026 15:30:49 +00:00
Quer comprar carro pelo Move Brasil? Governo amplia prazo de financiamento para 84 meses

Motorista de aplicativo, app, Uber, 99 Maksim Goncharenok/Pexels O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as condições de financiamento do programa Move Brasil para taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas. Agora, os veículos poderão ser financiados em até 84 meses, contra os 72 meses previstos anteriormente, e o valor máximo do automóvel passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mudança foi aprovada em reunião extraordinária do CMN nesta quinta-feira (27). O programa é voltado à compra de veículos novos usados no transporte individual de passageiros. O prazo maior permite que o valor financiado seja dividido em mais parcelas, o que pode reduzir o valor pago mensalmente pelos motoristas. O programa mantém a possibilidade de até seis meses de carência para o pagamento do valor principal — período em que o beneficiário não precisa começar a quitar essa parte da dívida. Move Brasil: após baixa procura, governo aumenta limite de crédito para motoristas de app comprarem carros Programa 'Move Brasil': Teto para financiar veículos sobe para R$ 200 mil Mais modelos de carros poderão ser financiados O aumento do limite de R$ 150 mil para R$ 200 mil amplia a quantidade de veículos que podem ser comprados pelo programa. Segundo levantamento do próprio ministério da Fazenda, feito com base nos emplacamentos de 2025, o limite anterior incluía cerca de 63% do mercado analisado. Com a inclusão dos carros que custam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a fazer parte do grupo de veículos que podem ser financiados pelo critério de preço. Com isso, a cobertura sobe para aproximadamente 88% do mercado considerado. A mudança também permite que os motoristas tenham acesso a mais modelos e versões de veículos, inclusive carros que atendem a categorias de aplicativos que exigem maior nível de conforto. Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Move Brasil tem baixa procura O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na última quarta-feira (20) que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite. “Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, disse Durigan.
28/08/2026 15:23:30 +00:00
Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE

Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE. Luiz Franco/g1 A população do Brasil é estimada em 214.211.951 habitantes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O dado representa um crescimento de 0,37% em relação a 2025. O levantamento considera uma contagem realizada até 1º de julho de 2026 e mostra a população total dos estados e municípios. (Veja o número de habitantes por estado). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No último Censo Demográfico, realizado em 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Na ocasião, o levantamento foi realizado dez anos após a edição anterior da pesquisa, devido à pandemia. Segundo o IBGE, os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo (SP), com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; e Brasília (DF), com estimativa de 3.009.996 pessoas. Agora no g1 O Brasil ainda conta com 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 20% da população brasileira, somando 49.886.420 pessoas. “[O levantamento] aponta ainda que, dessa lista, apenas Guarulhos e Campinas, no estado de São Paulo, não são capitais estaduais, com 1.351.284 e 1.189.761 habitantes, respectivamente”, diz o instituto. Os estados de Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram as maiores taxas de crescimento populacional: 3%, 1,5% e 1,5%, respectivamente. Veja os principais destaques por estado As 27 capitais estaduais concentram 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a quase um quarto (23,1%) da população brasileira. Boa Vista (RR) é a capital com maior taxa de crescimento populacional entre 2025 e 2026, com aumento de 3,2%. Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%) registraram redução populacional em relação às estimativas de 2025. O Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguido pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%). População por estado São Paulo: 46.179.008 Minas Gerais: 21.460.311 Rio de Janeiro: 17.225.410 Bahia: 14.889.472 Paraná: 11.952.456 Rio Grande do Sul: 11.233.317 Pernambuco: 9.583.176 Ceará: 9.302.211 Santa Catarina: 8.312.759 Pará: 8.756.324 Goiás: 7.495.033 Maranhão: 7.024.557 Amazonas: 4.360.926 Paraíba: 4.182.828 Espírito Santo: 4.150.692 Mato Grosso: 3.950.330 Rio Grande do Norte: 3.463.737 Piauí: 3.392.617 Alagoas: 3.221.128 Distrito Federal: 3.009.996 Mato Grosso do Sul: 2.946.317 Sergipe: 2.307.255 Rondônia: 1.757.338 Tocantins: 1.595.994 Acre: 887.794 Amapá: 809.953 Roraima: 761.012 Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Entenda como vai funcionar o alerta em publicidade de bets
28/08/2026 14:32:45 +00:00
Mesmo com Desenrola 2.0, inadimplência bancária sobe e bate recorde em julho

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 4,6% para 4,9% de junho para julho, informou nesta sexta-feira (28) o Banco Central (BC). O valor atingiu, assim, o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,4%, em junho, para 5,8% em julho, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência subiu de 3,2% para 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%). Agora no g1 Desenrola 2.0 O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta semana que o governo federal decidiu prorrogar a adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Sem a extensão, o programa terminaria no começo de agosto. Dívidas com cartões têm tirado sono de aposentada Reprodução/EPTV Endividamento De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma queda marginal — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses ficou estável em 49,8% em junho. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
28/08/2026 13:44:00 +00:00
Câmara deve votar na próxima segunda MP do fim da taxa das blusinhas; Congresso definiu aliada de Lula como relatora

O Congresso Nacional definiu nesta sexta-feira (28) o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente da comissão que vai analisar a medida provisória (MP) do fim da taxa das blusinhas. A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi escolhida como a relatora. Leila deve apresentar o parecer sobre a medida na segunda-feira (31) e a comissão vai votar o tema no mesmo dia, segundo Reginaldo Lopes. O deputado disse ainda que os deputados e senadores irão ouvir o setor produtivo, apesar do curto tempo, e não descartou mudanças no texto. “Estou com a minha agenda aberta para ouvir todos”, disse o presidente da comissão. Leila concordou, apesar de antecipar que é a favor do texto inicial do governo. Na segunda-feira, se aprovada pela comissão, a MP deve ser votada no plenário da Câmara, conforme pauta definida pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta sexta. Depois, será encaminhada para o Senado, para votação ainda nesta semana. A Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, foi publicada em maio e tem até 8 de setembro para ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso. Caso a votação não ocorra, o imposto voltará a ser cobrado em 9 de setembro. ‘Taxa das blusinhas’ pode voltar em setembro; entenda o que está em jogo Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50. Acordo entre Poderes Depois de chegar perto de caducar, a MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em um almoço na quarta-feira (26), eles anunciaram que o tema seria votado. "Eu faço compromisso, como foi com Motta, com o Brasil, que precisa dessa matéria em vigência, que na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, vamos deliberar, para sancionar e virar lei, para milhões de brasileiros e terem qualidade de vida melhor", declarou Alcolumbre. A pauta tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Por isso a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro. Crédito para motoristas Nesta sexta-feira (28), outra comissão mista do Congresso aprovou o parecer da MP que criou uma linha de financiamento para motociclistas, motoristas de aplicativo e taxistas. A medida segue, agora, para o plenário da Câmara. A relatora, deputada Amanda Gentil (PP-MA), fez mudanças no texto acatando emendas para incluir o transporte escolar nas medidas. O objetivo da MP facilitar o acesso ao crédito para a renovação da frota de trabalhadores do transporte de pessoas e de pequenas cargas em centros urbanos. Dep. Reginaldo Lopes (PT - MG) e Leila Barros (PDT-DF) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Edilson Rodrigues/Agência Senado
28/08/2026 13:22:25 +00:00
Quem são os cinco bilionários mais velhos do Brasil em 2026? Dois têm 97 anos

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
28/08/2026 13:00:00 +00:00
Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes em 2026

Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Reprodução Os cinco bilionários brasileiros mais jovens da lista da Forbes têm entre 21 e 28 anos e pertencem à mesma família. Todos são herdeiros da WEG, fabricante de máquinas e equipamentos, e têm fortunas estimadas entre R$ 5,6 bilhões e R$ 7,2 bilhões. A mais jovem é Amelie Voigt Trejes, de 21 anos. Segundo a Forbes, ela também é a bilionária mais jovem do mundo e desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais nova. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A lista dos bilionários brasileiros foi divulgada nesta sexta-feira (28) e reúne nomes como Eduardo Saverin (Meta/Facebook), Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) e Miguel Krigsner (Grupo Boticário). Veja abaixo quem são os cinco brasileiros mais jovens da lista: Agora no g1 1. Lívia Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Reprodução / Redes sociais Lívia Voigt de Assis, de 22 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela é uma das herdeiras da WEG, fabricante de motores elétricos cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Em 2024, ela foi considerada pela Forbes a bilionária mais jovem do mundo. Atualmente, cursa a universidade e não ocupa cargo executivo na companhia. 2. Dora Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Dora Voigt de Assis, de 28 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela também é herdeira da WEG. Dora e a irmã, Lívia, detêm juntas cerca de 3,1% das ações da companhia. 3. Amelie Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 4. Pedro Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Pedro Voigt Trejes, de 23 anos, também figura entre os jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de máquinas e equipamentos elétricos. Seu patrimônio é estimado em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Felipe, e a irmã mais nova, Amelie. 5. Felipe Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Felipe Voigt Trejes, de 23 anos, também está entre os jovens bilionários brasileiros ligados à WEG. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele também é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Pedro, e a irmã mais nova, Amelie. Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões
28/08/2026 12:33:24 +00:00
Ibovespa sobe pela 8ª vez seguida e acumula alta de 2,7% na semana, apesar de fala do chefe do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,66% nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%) e Banco do Brasil (+1%). Com os resultados, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta sexta-feira, o mercado reagiu à fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, de que o banco central americano pode ter que elevar os juros nos próximos meses para conter a inflação nos Estados Unidos. ▶️ A declaração de Warsh foi considerada mais clara sobre a possibilidade de alta dos juros nos EUA do que seus comentários anteriores. O chefe do Fed disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. ▶️ Ele afirmou que o BC americano ainda precisa avançar no combate à inflação e que, segundo ele, houve progresso modesto nos últimos dois anos. Ponderou, porém, que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos da política monetária. (veja mais abaixo) ▶️ No exterior, o petróleo operava em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem manter as exportações pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Por volta das 17h, o Brent, referência global, caía 0,43%, a US$ 89,31, e o WTI, referência nos EUA, recuava 0,08%, a US$ 83,46 ▶️ No Brasil, o mercado acompanhou os novos dados de emprego. Em julho, foram criados 58,6 mil postos formais, resultado de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões. O número representa queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando foram criadas 133,9 mil vagas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. 🔎 A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
28/08/2026 12:00:05 +00:00
'Rei do Ovo', irmãos Batista e mais: veja quem são os bilionários do agro brasileiro em 2026

Empresário Ricardo Castellar de Faria, presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins/Divulgação O agronegócio mantém forte presença entre as maiores fortunas do país, segundo o ranking de bilionários brasileiros da Forbes de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27). Ricardo Castellar de Faria, conhecido como o "Rei do Ovo", e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos de um dos maiores grupos do setor de carnes, estão entre os representantes do agronegócio que figuram na lista dos mais ricos do Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Faria, de 51 anos, estreou na lista em 2024, quando ocupava a 21ª posição do ranking nacional, com patrimônio estimado em R$ 17,45 bilhões. Hoje, o proprietário da Granja Faria tem patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, ocupa a 10ª posição. (veja mais sobre ele abaixo) Já os irmãos Batista, proprietários da JBS, têm fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões cada. Eles ocupam a 17ª posição no ranking brasileiro e aparecem em segundo e terceiro lugares na lista dos bilionários do agronegócio. Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Na quarta colocação entre os bilionários do agro está Alceu Elias Feldmann, fundador da Fertipar, com fortuna estimada em R$ 19,2 bilhões. A companhia responde por cerca de 15% do mercado brasileiro de fertilizantes e atende diferentes cadeias produtivas do campo. Segundo a lista de Bilionários do Agro da Forbes de 2026, os 37 bilionários ligados ao setor somam R$ 207,7 bilhões, o equivalente a 11,2% da fortuna total dos 255 brasileiros presentes no ranking. A distribuição geográfica dos bilionários do agronegócio revela concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera, com 18 nomes e fortuna conjunta de R$ 89,1 bilhões; Em seguida aparece o Sul, com 12 bilionários que somam R$ 57,7 bilhões; O Centro-Oeste, embora tenha apenas três representantes, concentra R$ 46,6 bilhões em fortunas, impulsionado por empresas dos segmentos de grãos e proteína animal. O Nordeste conta com três integrantes, enquanto um dos bilionários da lista mantém atuação sediada no exterior. Veja quem são os 10 maiores bilionários do agro em 2026: Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões; Joesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Wesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Alceu Elias Feldmann (Fertipar): R$ 19,2 bilhões; Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper): R$ 7,9 bilhões; Blairo Maggi (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Itamar Locks (Amaggi): R$ 6,7 bilhões; Rubens Ometto (Cosan/Raízen/Rumo): R$ 6,3 bilhões; Marcos Molina dos Santos (MBRF): R$ 6,1 bilhões. Ricardo Castellar de Faria Título informal é dado a Ricardo Faria, responsável por 24 granjas em todo o país Arquivo pessoal No topo da lista está Ricardo Castellar de Faria, com fortuna estimada em R$ 35,1 bilhões. O empresário ocupa a 10ª posição entre os brasileiros mais ricos e construiu sua fortuna com a expansão da produção de ovos e a internacionalização dos negócios. Em 2024, adquiriu a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão e, no ano seguinte, comprou o Grupo Hevo, da Espanha. Conhecido como "Rei do Ovo", Faria, de 51 anos, é proprietário da Granja Faria, com sede em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina. Ele também é fundador das empresas Insolo e RCF Capital e preside a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Fundada em 2006, a Granja Faria se tornou a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos do Brasil. Com 2,7 mil funcionários distribuídos em 34 unidades produtoras, a empresa produz cerca de 16 milhões de ovos por dia. Faria também fundou a Lavebras, empresa de higienização de têxteis vendida em 2017. A produção da Granja Faria está distribuída por Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo e São Paulo. Os produtos são exportados para 17 países, entre eles África do Sul, Alemanha e Arábia Saudita. Natural do Rio de Janeiro, Faria chegou a Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aos 3 anos, depois que o pai, médico, se mudou para o estado para atender vítimas de uma tragédia ocorrida na região, em março de 1974. Aos 8 anos, durante as férias escolares, passou a vender picolés na praia. Em entrevista à NSC, em setembro de 2023, o empresário contou que decidiu empreender ainda na infância. Aos 15 anos, fez intercâmbio na Califórnia, nos Estados Unidos. Inicialmente, Faria planejava seguir a carreira do pai e se tornar médico. No entanto, ao conhecer a produção de frutas na Califórnia, mudou de planos. De volta ao Brasil, cursou agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "No final da faculdade, decidi migrar da confecção para a locação. Ao invés de vender uniformes para a indústria, eu locava. Montei minha primeira empresa, que foi a Lavebras, que alugava roupas e lavava", disse. Wesley e Joesley Batista Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Logo atrás de Faria estão os irmãos Joesley Batista, de 54 anos, e Wesley Batista, de 56. Eles são filhos de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, multinacional brasileira do setor de alimentos. Cada um possui fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões e ocupa a 17ª posição no ranking nacional. A empresa ampliou sua atuação global nas últimas décadas por meio de aquisições no mercado de proteínas e, em 2025, passou a deter metade da produtora de ovos Mantiqueira. Os irmãos controlam a companhia por meio da J&F Investimentos, empresa que dividem em partes iguais. Segundo a Forbes, a JBS teve origem em um açougue fundado por José Batista Sobrinho em 1953. Os irmãos assumiram o controle da empresa no início dos anos 2000 e lideraram a aquisição da processadora americana de carnes Swift & Co. Outros destaques Além dos líderes do setor, o ranking mantém nomes historicamente ligados ao agronegócio brasileiro. É o caso de Blairo Maggi, da Amaggi, uma das maiores empresas de grãos do país, e de Rubens Ometto, controlador da Cosan, grupo com atuação em energia, logística e combustíveis. A presença desses empresários mostra a diversidade de segmentos ligados ao agronegócio, da produção agrícola e pecuária aos setores de fertilizantes, papel e celulose, logística e bioenergia. Segundo a metodologia da Forbes, o cálculo das fortunas considera principalmente participações em empresas de capital aberto com base nos valores de mercado registrados em 30 de junho de 2026.
28/08/2026 11:47:10 +00:00
Brasil ganhou 5 novos bilionários em 2026; veja quem são os estreantes da lista da Forbes

A empresária Luana Lopes Lara Fantástico/Reprodução A Lista Forbes Brasileiros 2026, divulgada nesta quinta-feira (27), ganhou cinco novos integrantes no grupo de bilionários brasileiros. Em sua 14ª edição, a lista identificou 255 pessoas com fortuna superior a R$ 1 bilhão. Juntos, os bilionários brasileiros somam R$ 1,86 trilhão. O estreantes representam 1,96% dos integrantes do ranking, com fortunas que variam de R$ 2,1 bilhões a R$ 13,4 bilhões. Confira abaixo quem são os novos bilionários da lista: Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ari de Sá Cavalcante Neto e família (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões; Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões; Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões; Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões. Agora no g1 Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo a Forbes. Ela tem fortuna estimada em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. (saiba mais aqui) Ari de Sá Cavalcante Neto (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões Aos 47 anos, Ari de Sá Cavalcante Neto estreia na lista de bilionários da Forbes ao lado da família, com fortuna estimada em R$ 3,9 bilhões. O empresário cearense é um dos principais acionistas da Arco Educação e divide essa participação com a mãe, Margarida de Sá Cavalcante. A Arco reúne marcas do ensino privado como SAS, Positivo, Dom Bosco e COC. Em 2025, incorporou a International School ao portfólio. Ari é herdeiro de uma família tradicional do setor educacional. Seu pai, Oto de Sá Cavalcante, assumiu os negócios da família ainda jovem e fundou, em 2000, o Colégio Ari de Sá ao lado da esposa, Margarida. Oto morreu em junho deste ano, aos 80 anos. Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões Aos 68 anos, Rosangela Maggi Schmidt estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 3,5 bilhões. A empresária gaúcha tem sua riqueza ligada à Amaggi, uma das maiores companhias do agronegócio brasileiro. Filha de Lucia Maggi, Rosangela é acionista da empresa fundada por André Maggi, que se tornou um dos principais grupos produtores e exportadores de grãos do país. Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 54 anos, Carlos Moche Dayan passa a integrar a lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é um dos principais acionistas e executivos da instituição financeira. Formado em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos tem sua fortuna ligada à participação da família no banco. Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 56 anos, Salim Dayan estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões, o mesmo valor atribuído ao irmão Carlos Moche Dayan. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é executivo e um dos principais acionistas da instituição. Engenheiro de produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), Salim também tem mestrado em administração e finanças pelo Ibmec.
28/08/2026 11:47:08 +00:00
Luana Lopes Lara, da Kalshi, é a bilionária mais jovem a construir a própria fortuna; veja quem é

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo o ranking da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Cofundadora e diretora de operações da Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nela, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples, como "Vai acontecer ou não?", relacionadas a diversos temas, incluindo guerras, mudanças climáticas e eleições. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que construíram a própria fortuna após a Kalshi captar US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em uma rodada de investimentos no fim de 2025. Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são A rodada foi liderada pela Paradigm, empresa de investimentos focada em criptomoedas, e contou com a participação de investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. Segundo a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado, passando de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em dezembro. Com a valorização da empresa, a fortuna dos cofundadores também cresceu. Além de Luana, o sócio Tarek Mansour passou a integrar a lista de bilionários. Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em ciência da computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e medalha de bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, mudou-se para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois passaram pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na gestora Bridgewater. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não havia uma forma direta de negociar com base nos resultados desses acontecimentos. Em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma para negociar contratos baseados no resultado de eventos específicos. Em 2020, a empresa recebeu autorização regulatória e se tornou a primeira bolsa totalmente regulamentada dos EUA para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), uma das principais agências reguladoras do mercado americano. Com o reconhecimento, passou a integrar a mesma categoria regulatória de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa solicitou autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o pedido foi negado. O argumento foi que haveria risco de manipulação e prejuízo à integridade das eleições nos EUA. A Kalshi recorreu à Justiça. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer legalmente negociações ligadas a resultados eleitorais nos EUA. Em entrevista à CNBC, Mansour, presidente da Kalshi, afirmou que a empresa avalia realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no fim de 2027 ou no início de 2028. Em julho, a plataforma anunciou que passou a oferecer contratos sobre ensaios clínicos e decisões regulatórias da agência de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA). Durante a Copa do Mundo, a Kalshi registrou US$ 27 bilhões (R$ 137,1 bilhões) em volume de negociações e alcançou a marca de três milhões de usuários durante o torneio, segundo a Reuters. As polêmicas envolvendo a Kalshi O crescimento dos mercados de previsão ao redor do mundo aumentou a discussão sobre se essas plataformas devem ser tratadas como mercados financeiros ou como empresas de apostas e jogos de azar. A Kalshi está no centro desse debate. Só neste ano, pelo menos quatro estados americanos tentaram impedir a atuação da companhia em seus territórios, alegando que a plataforma operava um negócio ilegal de jogos de azar. O caso mais recente envolve o procurador-geral de Nova York, que processou a plataforma no fim de julho sob a alegação de que a empresa viola as leis estaduais contra jogos de azar. A Espanha também bloqueou o site da Kalshi sob a alegação de que a plataforma operava sem licença para jogos de azar. No Brasil, o governo bloqueou, em abril, a Kalshi e outras 26 plataformas que oferecem previsões relacionadas a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Segundo integrantes do governo, a medida busca evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem supervisão. A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe os brasileiros a riscos financeiros e opera em desacordo com a legislação do país. Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais
28/08/2026 11:21:09 +00:00
Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa é uma multinacional brasileira e uma das principais fabricantes de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria. A fortuna de Amelie está diretamente ligada às ações que possui da companhia, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. Agora no g1 Quem é Amelie Voigt Trejes? Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), por Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus — as iniciais dos sobrenomes dos três deram origem ao nome WEG. Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela faz parte do grupo de acionistas controladores por meio das empresas da família que possuem ações da WEG. Segundo os registros societários mais recentes, Amelie possui: 5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG; 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., empresa familiar dividida igualmente entre ela e os irmãos, Felipe e Pedro; 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa da família que detém patrimônio. Somando as ações que possui diretamente às participações por meio das empresas da família, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% da companhia. também integra o grupo de acionistas ligado à WPA Participações e Serviços S.A., empresa que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Por meio dessa estrutura, as famílias mantêm o controle da companhia e têm peso nas principais decisões tomadas pelos acionistas. A 'fábrica de bilionários' brasileira A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle da empresa concentrado nas famílias, o que levou diversos herdeiros a figurar entre os brasileiros mais ricos. Cinco dos seis brasileiros mais jovens da lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt: Dora Voigt de Assis, 28 anos: US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão; Amelie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão. Felipe e Pedro são irmãos de Amelie e compartilham com ela participações em empresas da família que fazem parte da estrutura de controle da WEG. Como nasceu a WEG Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, ampliou sua atuação para diferentes áreas de equipamentos elétricos e industriais. Hoje, a empresa produz: motores elétricos; geradores; transformadores; turbinas; painéis elétricos; sistemas de automação industrial; equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia; carregadores para veículos elétricos; tintas industriais e automotivas; componentes elétricos, entre outros produtos. Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos. A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil pessoas e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais nos cinco continentes. Em 2024, a empresa nomeou, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para sua diretoria executiva. Uma fortuna construída pela valorização da empresa A fortuna de Amelie está ligada principalmente à valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas. A companhia se tornou uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo e uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. A combinação entre a valorização da companhia e a estrutura de controle criada pelos fundadores permitiu que os herdeiros acumulassem participações bilionárias na WEG sem precisar ocupar cargos de gestão.
28/08/2026 11:13:47 +00:00
Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais

Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais Receita Federal/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP). Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que "teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025". Após as diligências, o MPF informou que as buscas ocorreram em endereços ligados ao grupo NSX, dona da BetNacional. A NSX Brasil disse, em nota, ter colaborado com a ação desta sexta e ter disponibilizado os documentos solicitados na ocasião. Acrescentou que antes da regulamentação do setor atuou de acordo com o marco jurídico vigente e com práticas adotadas no mercado, mas que depois da nova regulamentação, fez adequações (veja nota na íntegra abaixo). Agora no g1 Detalhes da investigação Segundo o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor. Os investigadores suspeitam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as verdadeiras responsáveis pelas atividades no país. Os órgãos também investigam a suspeita de envio de recursos para o exterior seguido do retorno de parte desse dinheiro ao Brasil por meio de pagamentos por serviços. Segundo os investigadores, o modelo poderia ter sido usado para justificar a entrada de recursos anteriormente remetidos para fora do país. As investigações apontam ainda o possível uso de "contas bolsão", modelo que concentra recursos de diferentes clientes em uma mesma conta. 🔎Segundo os investigadores, isso pode dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários finais das operações. Segundo a Receita e o MPF, as suspeitas não se limitam ao período anterior à regulamentação das apostas esportivas. A investigação apura se parte das estruturas utilizadas anteriormente foi adaptada para continuar permitindo mecanismos de sonegação fiscal após a entrada em vigor das novas regras do setor. Paralelamente às medidas judiciais, a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais para aprofundar a apuração das suspeitas. Segundo o órgão, a recuperação potencial de tributos é estimada em cerca de R$ 300 milhões. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda ainda avalia quais medidas poderá adotar, do ponto de vista técnico, em relação ao grupo investigado. De acordo com integrantes da pasta, a empresa citada na investigação já responde a dois processos administrativos em andamento. Conforme a legislação do setor, as penalidades podem variar de advertência à suspensão das atividades da companhia. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que está sendo investigado De acordo com o MPF e a Receita Federal, a operação busca esclarecer suspeitas de: sonegação fiscal; evasão de divisas; lavagem de dinheiro; uso de empresa de fachada no exterior; movimentação irregular de recursos entre Brasil e outros países; declaração de despesas supostamente fictícias para reduzir impostos. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF. Segundo os órgãos, a operação cumpre apenas mandados de busca e apreensão, não de prisão. Esta é a segunda grande operação conjunta da Receita Federal e do MPF voltada ao mercado de apostas esportivas em agosto. No dia 13, a Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e teve decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão. RELEMBRE: Governo divulga lista de 'bets' autorizadas a atuar no Brasil Os detalhes da operação foram apresentados em entrevista coletiva nesta manhã, na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram da coletiva: o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o subprocurador-geral da República e coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou de Araújo Sá; o procurador regional da República e coordenador-adjunto do Gaeco Nacional, Fábio George Cruz da Nóbrega; a coordenadora-geral de Fiscalização da Receita Federal, Vandreia Mota Rocha; e o coordenador-geral de Pesquisa e Investigação da Receita, Sérgio Luiz Messias de Lima. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que diz a empresa citada "A NSX Brasil informa que recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma diligência da Receita Federal em seu escritório, em Recife, no âmbito da Operação Jogo de Sombras. A companhia prestou integral colaboração à ação, disponibilizando os documentos solicitados, e seguirá à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Antes da regulamentação específica do setor de apostas, a empresa atuou de acordo com o marco jurídico então vigente e com as práticas adotadas pelo mercado naquele período. Após a entrada em vigor da nova regulamentação, promoveu as adequações necessárias e passou a cumprir rigorosamente as regras aplicáveis à operação do mercado brasileiro. A companhia mantém o compromisso com a transparência, o respeito às instituições e o cumprimento rigoroso de suas obrigações, confiando que os esclarecimentos necessários serão prestados pelos canais institucionais adequados." Jovens estão mais vulneráveis ao vício das apostas online Reprodução/EPTV
28/08/2026 11:12:06 +00:00
Elon Musk tem 2,4 vezes a fortuna dos 255 bilionários brasileiros juntos, mostra a Forbes

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Segundo a revista Forbes, o empresário Elon Musk acumula uma fortuna de US$ 870 bilhões. O valor equivale a cerca de 2,5 vezes a soma das fortunas dos 255 bilionários brasileiros que fazem parte do ranking nacional divulgado nesta quinta-feira (27). Os super-ricos brasileiros somam cerca de R$ 1,86 trilhão. Considerando o dólar a R$ 5,16, a fortuna do dono da SpaceX, Tesla e X chega a R$ 4,49 trilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Assim, o valor acumulado dos bilionários brasileiros não chega à metade da fortuna de Musk. Mais precisamente, representam 41,5% do patrimônio do empresário sul-africano naturalizado americano. A diferença fica ainda mais evidente na comparação com Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista. O cofundador do Facebook tem fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seriam necessárias cerca de 27,6 fortunas como a de Saverin para alcançar a de Elon Musk. Elon Musk, CEO da X e da SpaceX, se formou em 1997 na Upenn REUTERS/Gonzalo Fuentes Bilionários brasileiros Em sua 14ª edição, a lista de bilionários brasileiros conta com 255 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Pelo quarto ano consecutivo, o líder brasileiro é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja na reportagem abaixo o perfil do top 10: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 11:05:57 +00:00
Quem são os maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026, segundo a Forbes

Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York. Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo A Forbes divulgou, nesta sexta-feira (28), a lista dos maiores bilionários brasileiros do setor de tecnologia em 2026. No topo está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Saverin é conhecido por ter sido sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu na faculdade. Segundo a Forbes, sua fortuna caiu 28,24% em relação ao ano anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A revista atribui a queda ao aumento da concorrência entre empresas de inteligência artificial, que levou as ações da Meta a recuarem cerca de 16% e afetou a fortuna de Saverin. A lista deste ano também inclui José Roberto Nogueira, fundador e CEO do Grupo Brisanet, e Laércio Cosentino, maior acionista individual da Totvs. Agora no g1 1. Eduardo Saverin Patrimônio: R$ 162,9 bilhões Empresa: Facebook e B Capital Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna vem principalmente da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou após divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. A fortuna ganhou novo impulso nos anos seguintes, com a valorização da Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou o pagamento de dividendos pela primeira vez, contribuindo para ampliar o patrimônio de Saverin. 2. José Roberto Nogueira José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet Reprodução/TV Verdes Mares Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Brisanet Fundador e CEO do Grupo Brisanet, José Roberto criou a empresa em 1998, na cidade de Pereiro (CE), "com o sonho de transmitir sinal de internet a um custo acessível em pleno sertão", segundo relato publicado pela Forbes Brasil em 2025. A companhia se expandiu pelo Nordeste e se tornou líder em banda larga fixa na região, com atuação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Em julho de 2024, a empresa anunciou ter alcançado 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa. José Roberto também é sócio-diretor das empresas Nossa Fruta Brasil e Agritech, segundo seu perfil no LinkedIn. 3. Laércio Cosentino Laércio José de Lucena Cosentino, da Totvs Reprodução/LinkedIn Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Totvs Aos 23 anos, em 1983, Cosentino fundou a Microsiga ao lado do empresário Ernesto Haberkorn, que ocupa a quinta posição desta lista. A empresa passou a se chamar Totvs em 2005 e, no ano seguinte, abriu capital na Bolsa, iniciando um ciclo de aquisições. A companhia foi uma das pioneiras no Brasil no desenvolvimento e na implantação de softwares de gestão. Atualmente, atua em 41 países. Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas segue como presidente do conselho de administração e maior acionista individual da empresa, com 8,6% das ações, segundo a Forbes Brasil. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte
28/08/2026 10:57:20 +00:00
Quem ganhou e quem perdeu: veja como o 'top 10' dos bilionários brasileiros mudou entre 2025 e 2026

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Eduardo Saverin manteve a liderança entre os brasileiros mais ricos em 2026. Pelo quarto ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da Forbes, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seguindo o valor de sua participação na Meta, Saverin reduziu a distância em relação aos demais bilionários do país em 2026. Ele continua à frente de Vicky Safra e família, que aparecem em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, que agora a coloca na Grécia, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém CPF ativo e negócios no país. As cinco primeiras posições também permaneceram inalteradas. Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões. André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões. Agora no g1 Quem ganhou espaço 💸 Pedro Moreira Salles foi o único entre os bilionários que permaneceram no "top 10" a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com fortuna estimada em R$ 46,5 bilhões. Carlos Alberto Sicupira, por outro lado, perdeu posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em nono, com R$ 32,7 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões. Novidade no top 10 🤑 A lista de 2026 trouxe dois novos nomes para o grupo dos 10 brasileiros mais ricos. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no top 10, na sétima posição, com fortuna estimada em R$ 37,8 bilhões. Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o "rei do ovo", o empresário ocupa a nona posição, com fortuna estimada em R$ 34,8 bilhões. As duas entradas mudaram a composição do top 10, mas não alteraram as cinco primeiras posições do ranking. Quem perdeu espaço 📉 A principal queda no top 10 foi a de Carlos Alberto Sicupira, que passou da sexta para a nona colocação. Além disso, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram a lista dos 10 maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, da 3G Capital, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D'Or, que estava em décimo. Veja os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família: R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja quem eram os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025. Eduardo Saverin (Facebook/Meta): R$ 227 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 120,5 bilhões; Jorge Paulo Lemann (AB InBev/3G Capital): R$ 88 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 51 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 40,2 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB InBev/3G Capital): R$ 39,1 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 38 bilhões; Miguel Gellert Krigsner (O Boticário): R$ 34,2 bilhões; Alexandre Behring da Costa (3G Capital): R$ 31 bilhões; Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or): R$ 30,4 bilhões. Veja abaixo o perfil dos 10 mais ricos do Brasil em 2026: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 10:55:31 +00:00
Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas

Quem é a Vicky Safra Afinal, Vicky Safra é brasileira ou grega? A resposta depende da lista da Forbes consultada. Na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega. A mudança chamou atenção porque ela figurava entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas há um detalhe: Vicky continua entre os brasileiros na lista da Forbes Brasil. E a diferença está nos critérios adotados pelas duas publicações. Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo O que diz a Forbes americana Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". 🔎 Quando uma pessoa tem mais de uma nacionalidade, a revista leva em conta fatores como o país de nascimento, o de residência e aquele com o qual mantém os vínculos mais relevantes. No caso de Vicky, a Forbes americana decidiu que a Grécia era o país mais adequado para indicar como sua principal cidadania. "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global e responsável pela lista mundial de bilionários. Segundo ele, não houve mudança na metodologia da revista. A alteração no caso de Vicky foi uma atualização específica de seu perfil. A Forbes também informou que o perfil da bilionária registra que ela nasceu na Grécia, tem cidadania grega e brasileira e vive principalmente na Suíça. 📍 Ou seja: a Forbes não passou a considerar Vicky exclusivamente grega nem deixou de reconhecer sua cidadania brasileira. A revista apenas passou a usar a Grécia como principal referência para classificá-la na lista mundial. O que diz a Forbes brasileira Também questionado pelo g1, Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse Gradilone. 📍 Ou seja: embora a publicação internacional tenha escolhido a Grécia como referência principal para seu perfil, a Forbes Brasil mantém a bilionária entre os brasileiros por causa de seus vínculos formais e econômicos com o país. A diferença, portanto, não está na nacionalidade de Vicky, mas nos critérios usados para classificá-la em cada lista. Agora no g1 Quem é Vicky Safra? Nascida na Grécia em 1952, Vicky veio ainda criança para o Brasil com a família e se naturalizou brasileira. Ela se casou com Joseph Safra em 1969, aos 17 anos. O casal teve quatro filhos: Jacob, David, Esther e Alberto. Joseph fazia parte da família que construiu o grupo Safra, cuja história no setor financeiro remonta ao século XIX. 🌍 Os Safra eram originários de Alepo, na atual Síria, e começaram a construir sua fortuna financiando o comércio nos territórios do então Império Otomano; Em 1953, Jacob Safra, pai de Joseph, mudou-se para São Paulo com os filhos e deu continuidade aos negócios da família no Brasil; A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Após a morte de Joseph, em 2020, Vicky herdou parte da fortuna da família e passou a figurar entre as pessoas mais ricas do mundo. Atualmente, vive na Suíça. A família mantém negócios financeiros em diferentes países e investimentos imobiliários, incluindo o edifício Gherkin, em Londres, e o prédio localizado no número 660 da Madison Avenue, em Nova York. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Vicky também atua na filantropia por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas nas áreas de educação, saúde, artes e cultura.
28/08/2026 10:48:25 +00:00
Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são

Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Vicky Safra, viúva e herdeira do fundador do Banco Safra, continua sendo a mulher mais rica do Brasil, segundo a lista de bilionários da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Com fortuna de R$ 130,6 bilhões, ela é a segunda pessoa mais rica do país, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que acumula R$ 162,9 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Vicky é viúva de Joseph Safra, fundador do Banco Safra, e herdou parte da fortuna construída pelo banqueiro. Após a morte do marido, em 2020, Vicky passou a administrar os negócios da família ao lado dos filhos. Ela também mantém investimentos em diferentes setores e atua em iniciativas filantrópicas, além de figurar entre as pessoas mais ricas do Brasil. Agora no g1 No ranking de bilionários brasileiros, o número de mulheres cresceu em relação à edição anterior. Ainda assim, elas representam uma parcela minoritária da lista e, juntas, acumulam R$ 329 bilhões. Veja as 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026: Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Itaú Unibanco): R$ 11,9 bilhões; Mariana Voigt Schwartz Gomes (WEG): R$ 8,6 bilhões; Cristina Junqueira (Nubank): R$ 8,1 bilhões; Neide Helena de Moraes (Votorantim): R$ 7,2 bilhões; Dora Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Lívia Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Vera Rechulski Santo Domingo (Grupo Santo Domingo/AB InBev): R$ 6,7 bilhões; Márcia Pascoal Marçal dos Santos (MMS/Marfrig): R$ 5,9 bilhões. Quem é a Vicky Safra Vicky Safra nasceu na Grécia e tinha 17 anos quando se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, onde os Safra atuavam no setor financeiro desde o século XIX. A história da família no Brasil começou em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, se mudou com a família para o país. A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph morreu em 2020, aos 82 anos. A viúva lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, fundação que apoia iniciativas nas áreas de saúde, educação, artes e cultura. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Brasileira ou grega? Uma curiosidade chama atenção: na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega, seu país de nascimento. A mudança chama atenção porque ela figurou entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global. Já Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse. Saiba mais sobre essa questão na reportagem abaixo. Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas
28/08/2026 10:26:31 +00:00
Polêmica do anti-spam: Anatel anuncia regras para sistemas de operadoras contra ligações abusivas

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu na quinta-feira (17) regras para sistemas anti-spam oferecidos por operadoras de telefonia com o objetivo de proteger usuários contra ligações abusivas. A medida foi adotada após ao menos sete empresas reclamarem do sistema anti-spam da Vivo desde junho. Elas alegaram que o recurso foi responsável por bloquear milhares de chamadas legítimas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a mudança, sistemas anti-spam deverão seguir critérios como quantidade e duração de ligações. As empresas precisarão ainda respeitar os princípios da proporcionalidade e da não discriminação ao decidir quais chamadas bloquear. Os serviços deverão ser ativados como padrão a todos os clientes e não poderão envolver cobranças adicionais. As empresas deverão informar previamente a ativação dos recursos e explicar como eles funcionam, além de oferecer a opção para desativar as ferramentas. Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel As novas regras proíbem bloqueios de números usados por serviços essenciais e de utilidade pública, como órgãos de saúde, segurança, defesa civil e bombeiros. Além disso, as operadoras deverão oferecer canais para que titulares de linhas bloqueadas solicitem informações ou peçam a liberação de seus números. As empresas terão até 10 dias para apresentar suas resposta. Segundo a Anatel, o objetivo é trazer segurança, padronização e efetividade para soluções oferecidas pelas operadoras. A agência afirmou ainda que a medida é apoiada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Disputa por anti-spam O "Vivo Anti-spam", que promete bloquear ligações indesejadas gerou uma disputa com operadoras em junho: a dona da ferramenta disse que ele protege consumidores, mas concorrentes afirmaram que ele impede chamadas legítimas. Segundo a Vivo, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes. Mas ao menos sete empresas abriram reclamações formais na Anatel em que apontam interrupções indevidas de ligações. Uma das empresas afirmou que mais de 16 mil ligações, incluindo as de hospitais e órgãos públicos, foram interrompidas pelo anti-spam da Vivo. Outra afirmou que o sistema bloqueou mais de 800 números de uma prefeitura no interior de São Paulo. Operadoras afirmaram ainda que a ferramenta bloqueou até mesmo ligações de números que tinham sido autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas. A Vivo disse não ter impedido ligações que seguem regras de seu anti-spam e do Origem Verificada. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação", afirmou a empresa ao g1, em junho. Na ocasião, a operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes". 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério
28/08/2026 08:03:39 +00:00
Casas Bahia, Habib’s, Braskem: o que está por trás da onda de recuperações em 2026

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Só nesta semana, duas grandes empresas recorreram à Justiça para reorganizar suas dívidas. O Grupo Gennius, dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, pediu recuperação judicial. Já a petroquímica Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial. Com os novos episódios, agosto já soma cinco casos emblemáticos: três de recuperação judicial e dois de recuperação extrajudicial. E há diversos fatores em comum entre eles. (entenda abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A lista deste mês inclui a Alliança Saúde, a Marabraz e as Casas Bahia. Considerando todo o ano de 2026, são 12 pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial. 🔎 A recuperação judicial permite que empresas renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. Já na recuperação extrajudicial, a companhia negocia a reorganização das dívidas diretamente com os credores. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e criar condições para que a empresa continue funcionando. Empresas que entraram em recuperação judicial e extrajudicial em 2026. Arte/g1 As dificuldades financeiras têm atingido empresas de diversos setores, como saúde, indústria e energia. A maior concentração de casos, no entanto, está no varejo e no consumo. “É no varejo de bens duráveis que dói mais, e por um motivo simples: ele é atingido pelas duas pontas do negócio ao mesmo tempo", afirma André Matos, CEO da MA7 Capital. O especialista explica que, de um lado, os varejistas enfrentam dívidas mais caras e precisam manter estoques elevados. Do outro, os consumidores dependem de parcelamentos para comprar. A combinação desses dois fatores pressiona o setor. Para Matos, porém, os pedidos de recuperação não representam um risco sistêmico. “Esses casos foram amplamente telegrafados, com ressalva de auditor, patrimônio negativo e reestruturação anterior. Ou seja, não foram surpresa.” Como ficam os consumidores? Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a onda de recuperações deve continuar, mas não representa, por ora, uma ameaça mais ampla a consumidores e à economia. "Se as medidas econômicas não forem firmes, até pode haver retrocesso em pontos como qualidade de emprego e renda. Mas não vejo como um risco imediato", aponta Júlio Moretti, CEO da NEOT, especializada em dados sobre recuperações na Justiça. Ele estima que o cenário turbulento para as empresas deve se prolongar pelos próximos 2 ou 3 anos. “É consenso que não se trata de algo que vai durar pouco tempo”, acrescenta. Casas Bahia, Habib's e Marabraz: as varejistas que entraram com pedido de recuperação judicial em 2026. Divulgação Por que tantas recuperações? Os pedidos de recuperação judicial e extrajudicial têm algumas causas em comum. Entre as principais estão: juros elevados; endividamento acumulado desde a pandemia; dificuldade de acesso ao crédito; e mudança no comportamento dos consumidores. Para Cristina de Mello, professora da PUC-SP, os problemas financeiros das empresas podem ter origens diferentes, ainda que alguns fatores se repitam. “A gente não pode associar a todas o mesmo problema. Tem causas comuns, sim, mas há causas muito específicas e muito particulares”, afirma. No caso da Marabraz, por exemplo, ela cita conflitos societários e familiares que comprometeram a renovação de linhas de financiamento e dificultaram o acesso a crédito. O cenário também é especialmente difícil para companhias do varejo porque muitas trabalham com margens estreitas. “São empresas que precisam muito de capital de giro”, diz Mello. 🔎 Capital de giro é o dinheiro que uma companhia precisa para pagar suas contas e manter as operações. Segundo Eduardo Terra, fundador da BTR Retail, o momento em que as dívidas foram contraídas ajuda a explicar parte dos problemas. Ele afirma que diversas empresas cresceram no período pós-pandemia recorrendo a empréstimos na expectativa de recuperar os lucros de antes da Covid-19. Depois, porém, se depararam com um custo maior do que o previsto para pagar essas dívidas. “[A taxa Selic] veio aumentando por uma série de motivos econômicos e chegou a 15%. Agora, está em um ciclo lento de baixa. O problema é que o endividamento dessas empresas, que cresceram durante a pandemia, ficou muito caro”, explica. E não é só isso. O Grupo Gennius, do Habib's, afirmou em seu pedido de recuperação que a mudança no comportamento dos consumidores depois da quarentena foi um dos fatores responsáveis pela crise financeira. Para os restaurantes, o aumento dos pedidos por delivery e a menor circulação de pessoas nas unidades contribuíram para o fechamento de diversas lojas. Paula Sauer, professora da FIA Business School, afirma que a rede enfrenta custos elevados com matérias-primas, energia, salários e aluguel, enquanto atua em um segmento de preços baixos e com muitas opções para o consumidor. Relembre abaixo os casos e as empresas em dificuldades financeiras. Grupo Toky O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras desde a pandemia, quando fechou mais de 17 lojas, e afirmou que o cenário do setor de móveis e decoração agravou os problemas. Valor: cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Situação: o grupo afirmou que o caixa estava pressionado e pediu medidas urgentes para garantir a continuidade das operações. Mais de 2 mil funcionários tiveram os salários ameaçados pelo bloqueio de valores de vendas no cartão. Motivos: juros altos, endividamento das famílias, crédito mais restrito, queda nas vendas e dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia. Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly St Marche O Grupo Hortus, controlador do St Marche, entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 574,3 milhões em dívidas. A rede também acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, operação que depende da aprovação da Justiça e do Cade. Valor: R$ 574,3 milhões. Situação: a rede mantém 32 lojas em São Paulo. A venda para a Cencosud foi acertada paralelamente ao pedido de recuperação. Motivos: aumento do endividamento, juros altos, menor oferta de crédito e falta de caixa para cumprir compromissos de curto prazo. A empresa já havia tentado uma recuperação extrajudicial, suspensa em fevereiro. St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga Oncoclínicas Uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, a Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. Segundo a empresa, o processo não interrompe o atendimento aos pacientes nem as atividades do dia a dia. Valor: cerca de R$ 5,1 bilhões. Situação: credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano já haviam aderido. A empresa segue negociando com os demais. Motivos: queda no número de procedimentos, aumento dos custos, problemas com medicamentos, dívida elevada e dificuldade para gerar caixa. Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas Alliança Saúde A Alliança Saúde entrou na Justiça com um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. A proposta prevê diferentes formas de pagamento aos credores, incluindo a conversão da maior parte da dívida em participação na empresa. Valor: cerca de R$ 1,1 bilhão. Situação: mais de 83 credores já haviam aderido ao plano, representando cerca de 54% das dívidas incluídas. Motivos: endividamento elevado, falta de caixa, problemas na cobraça dos planos de saúde e mudança de controle da companhia. Justiça autoriza recuperação extrajudicial da Alliança Saúde, que tem dívida de R$ 1,1 bilhão Lojas Marabraz A rede de móveis Marabraz protocolou pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. A empresa afirmou que as lojas continuam funcionando normalmente. Valor: cerca de R$ 140 milhões. Situação: a empresa pretende preservar empregos e manter as relações com clientes, fornecedores e parceiros. Motivos: dificuldades no varejo, ruptura na estrutura familiar que dava suporte às operações e dificuldade de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões Casas Bahia O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida é resultado de um processo de reestruturação iniciado em 2023, que incluiu fechamento de lojas e redução de funcionários. Valor: cerca de R$ 17,3 bilhões. Situação: em agosto, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. No segundo trimestre, registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. Motivos: juros elevados, crédito restrito, aumento do custo financeiro, enfraquecimento do consumo e dificuldade para concluir operações de captação de recursos. Casas Bahia pede recuperação judicial: entenda a crise da varejista e quem faz parte do grupo Braskem A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. O valor chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões quando são incluídas dívidas entre empresas do próprio grupo. Valor: US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas incluídas na recuperação; cerca de R$ 187,1 bilhões considerando também as dívidas entre empresas do grupo. Situação: o pedido teve apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos. A empresa agora negocia para ampliar esse apoio. Motivos: custos relacionados ao desastre geológico em Maceió e piora do mercado petroquímico global, com aumento da produção, queda dos preços e menor força do consumo. Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Grupo Gennius Esse é o pedido de recuperação mais recente. Dono das marcas Habib's, Ragazzo e Tendall, o Grupo Gennius entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar R$ 265,2 milhões em dívidas. As lojas próprias continuam funcionando normalmente, enquanto as franquias ficaram fora do processo. Valor: R$ 265,2 milhões. Situação: o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. O grupo mantém 119 lojas próprias do Habib's, 26 do Ragazzo e seis unidades Tendall. Motivos: efeitos da pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e juros altos. Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
28/08/2026 08:03:34 +00:00
'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inteligência artificial

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte Um movimento curioso está acontecendo entre empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial: elas estão criando formas para que os próprios usuários denunciem conteúdos feitos com IA ou identificando com mais clareza quando uma publicação foi produzida com a tecnologia. 👀 A questão envolve a pressão por regulação, a tentativa de "limpar o feed", e até a sobrevivência do modelo de negócio dessas plataformas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma das questões centrais é a facilidade para criar conteúdos com IA. Segundo Elizabeth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pesquisadora de IA, as ferramentas são projetadas para serem simples de usar e atrair cada vez mais pessoas. Mas a falta de esforço fez com que esse tipo de material se espalhasse rapidamente, mesmo que a qualidade do resultado seja questionável. É o que analistas chamam de "AI slop". 🔎 O que é AI slop? É o nome dado à enxurrada de conteúdos de baixa qualidade feitos com IA. São textos, imagens, vídeos e músicas publicados em massa nas redes, muitas vezes sem sentido ou com pouco valor para quem consome, mas criados para atrair visualizações e gerar dinheiro para seus criadores. Plataformas estão mais 'dedo-duro' "Parece lixo de IA" Reprodução/LinkedIn Recentemente, o LinkedIn passou a exibir um botão para denunciar postagens feitas com IA. Em português, ele se chama... "Parece lixo de IA". "Estamos desenvolvendo uma série de classificadores novos e aprimorados que identificam se uma postagem é lixo de IA. Isso vai reduzir a quantidade de conteúdo de IA que você pode ver nas recomendações e fora da sua rede", defendeu o diretor de produto da empresa, Hari Srinivasan, em um post. A plataforma de newsletters Substack anunciou uma ferramenta que estima, em porcentagem, quanto de um texto foi escrito por IA. O leitor pode ver se o conteúdo foi produzido 100% por pessoas, se recebeu ajuda da tecnologia ou se foi totalmente gerado por ela. A novidade faz parte de uma parceria da empresa com o Pangram, software de identificação de textos produzidos por IA. O Claude, IA rival do ChatGPT, também gerou polêmica ao anunciar que passaria a identificar textos e imagens criados com sua tecnologia para se adequar ao AI Act, lei da União Europeia que estabelece regras para conteúdos feitos com inteligência artificial. Até o Snapchat disse, no fim de julho, que deixará de recomendar publicações totalmente geradas por IA. A nova regra vale para o Spotlight, um feed semelhante ao TikTok onde usuários publicam vídeos curtos e verticais. "Não se trata de rejeitar IA", afirmou o Snapchat. "Sabemos que ela desempenha uma parte importante do processo criativo e acreditamos que ela pode desbloquear novas formas incríveis de expressão. Portanto, conteúdos que foram aprimorados ou editados com IA do Snapchat continuarão elegíveis para recomendação e incluirão indicadores de transparência", completou. Em maio, o Google também anunciou que mais empresas adotariam o SynthID, tecnologia da companhia que ajuda a identificar imagens e vídeos criados por IA. Entre as parceiras estão a OpenAI, dona do ChatGPT, além da Kakao e da ElevenLabs. Segundo a empresa, todas vão incorporar o SynthID a seus produtos. YouTube exibe informações sobre vídeos criados com IA. Reprodução/YouTube O YouTube, que vinha ampliando o uso de IA entre seus criadores, agora está mais cauteloso. A plataforma decidiu retirar a monetização de vídeos genéricos, com histórias repetitivas de IA e que não se diferenciam de outros conteúdos já publicados pelo mesmo canal, segundo o portal de tecnologia Mashable. Para o YouTube, os vídeos precisam trazer histórias diferentes, explicações e ensinamentos que realmente agreguem ao público. A mudança faz parte de uma estratégia para combater a produção em massa de conteúdos de baixa qualidade. Além desses casos, TikTok e Instagram já permitem que os usuários identifiquem, em suas próprias publicações, quando elas foram feitas com o auxílio de IA. O que está por trás dessas mudanças Rótulo de IA da Meta. Divulgação/Meta No dia 2 de agosto, entrou em vigor uma nova regra da União Europeia: o artigo 50 do AI Act (Regulamento de Inteligência Artificial da União Europeia), que determina que conteúdos gerados ou manipulados por IA sejam identificados de forma clara. A mudança ajuda a explicar por que tantas plataformas anunciaram novidades relacionadas à identificação de conteúdo gerado por IA nos últimos meses, analisa Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. "Toda plataforma grande que atende usuários europeus tinha esse prazo pela frente. A onda de anúncios entre maio e julho deste ano, como o rótulo da Meta em maio e o do LinkedIn em julho, acontece perto demais dessa data para ser coincidência de calendário de produto", afirma. Para o especialista, as big techs estão olhando para a ética, mas, principalmente, para os impactos financeiros de não deixarem claro o que é real e o que foi gerado artificialmente em seus serviços. "As plataformas entendem que, quando o feed enche de conteúdo genérico, a assinatura paga pelo usuário perde valor. Além disso, conteúdos feitos com IA e não identificados aumentam os riscos jurídicos, regulatórios e de reputação para elas", diz. Google anunciou IA no Google Earth. Divulgação/Google Essas empresas também estão preocupadas com a reputação de suas marcas. Quanto mais conteúdo ruim circula, maior é a impressão de que essas ferramentas só produzem publicações falsas, afirma Elizabeth Saad. Um episódio recente ajuda a ilustrar esses riscos. O Google lançou uma ferramenta de IA capaz de criar imagens falsas a partir de registros reais de satélite do Google Earth, serviço que permite visualizar imagens da Terra. A empresa voltou atrás e retirou o recurso após identificar que usuários estavam criando imagens de desinformação, como cenas falsas de guerras em locais reais. "Estamos revertendo esse recurso no Earth enquanto trabalhamos na implementação de proteções mais fortes", disse a empresa em comunicado. Tendência não deve terminar aqui Para a professora Elizabeth Saad, as pessoas aprendem a usar as novas ferramentas de IA com uma rapidez impressionante, o que acelera o ciclo de produção e consumo de conteúdos gerados pela tecnologia. Como ainda não há uma regulamentação ampla para essas ferramentas, muitas empresas já estão se antecipando a possíveis problemas legais e questionamentos, afirma. Mas a tendência é que esse movimento continue. Para o professor Edney Souza, a disputa entre quem cria modelos de IA e quem desenvolve ferramentas para identificá-los está longe de acabar. "Tem uma corrida escondida nisso também. Cada geração nova de detector esbarra numa geração nova de modelo melhor em escapar dele. Então, essa infraestrutura de rotulagem vai continuar mudando por um bom tempo e não deve se estabilizar em um padrão único tão cedo", diz. Elizabeth concorda. Segundo ela, o desenvolvimento de ferramentas para identificar conteúdos gerados por IA é contínuo e deve acompanhar a evolução dos próprios modelos. Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
28/08/2026 07:01:33 +00:00
Acordo com a Meta nos EUA abre frente em luta global contra danos gerados por redes sociais

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A decisão da Meta de restringir o uso das redes sociais por adolescentes nos EUA mostra que as empresas têm ferramentas para proteger melhor os jovens na internet, afirmaram autoridades australianas nesta quinta-feira (27). A declaração ocorre enquanto o país enfrenta dificuldades para aplicar restrições semelhantes em seu próprio território. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo de até US$18 bilhões da Meta com quase todos os estados dos EUA em relação aos danos causados pelas redes sociais aos adolescentes abriu uma nova frente na luta global dos governos para proteger as crianças e coibir o vício em plataformas como Facebook e Instagram. Governos em todo o mundo estão tentando restringir o acesso de crianças a conteúdos online prejudiciais. A primeira proibição mundial do uso de redes sociais por menores de 16 anos aconteceu na Austrália, no final do ano passado. Agora no g1 A ministra australiana das Comunicações, Anika Wells, afirmou à Reuters que as empresas de redes sociais “têm à sua disposição as ferramentas para proteger os jovens contra seus recursos viciantes, mas optaram por não utilizá-las”. Além da multa, a Meta concordou em limitar o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes por meio de um acordo com quase todos os estados norte-americanos. A empresa é acusada de ter desenvolvido as plataformas de forma a estimular o uso compulsivo por crianças. A Meta negou qualquer irregularidade ao concordar com o acordo. O acordo traz mudanças radicais nas plataformas Facebook e Instagram nos EUA, incluindo a imposição de um limite padrão de duas horas dos aplicativos para usuários menores de 18 anos. Na Coreia do Sul, o órgão regulador da mídia afirmou que algumas das medidas da Meta deveriam ser aplicadas a jovens usuários em todo o mundo, e não apenas em mercados específicos. A Malásia, que proíbe menores de 16 anos de criarem contas em plataformas de mídia social, também acolheu a decisão como um sinal de que as plataformas devem ser responsabilizadas pelo que ocorre nelas. A Comissão Europeia afirmou que aguarda que a Meta apresente mudanças para limitar os designs que geram dependência em suas redes sociais. No início deste ano, o órgão já havia divulgado conclusões preliminares, indicando que a Meta violou a Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). Em julho, a Comissão Europeia afirmou que o Facebook e o Instagram deveriam desativar a reprodução automática e a rolagem infinita por padrão, introduzir intervalos no tempo de uso e alterar os sistemas de recomendação para reduzir os incentivos que mantêm os usuários engajados — medidas que vão além do acordo nos EUA. Em abril, a Comissão afirmou que a Meta não havia impedido que crianças menores de 13 anos abrissem ou mantivessem contas. O acordo nos EUA pode tornar mais difícil para a Meta argumentar que medidas mais rigorosas de verificação de idade são impraticáveis. “Fomos muito claros. Esperamos uma gestão adequada do tempo de uso e um controle parental adequado nessas plataformas”, disse o porta-voz Thomas Regnier. Leia também: Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo Questões de aplicação A aplicação das restrições na Austrália, no entanto, tem sido irregular até o momento. As primeiras evidências sugerem que a lei tem sido prejudicada por sistemas fracos de verificação de idade. Vários estudos, inclusive do órgão australiano regulador da internet, mostram que 80% dos menores ainda estavam nas redes sociais meses após a proibição entrar em vigor, em dezembro. Isso levou os parlamentares a dobrar a multa máxima e aumentar os poderes regulatórios. Na Ásia, países como China, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Indonésia e Filipinas também buscam uma supervisão mais rigorosa das redes sociais, bem como medidas restritivas, incluindo o bloqueio de supostos golpes e, em particular, a proteção das crianças. O secretário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicações das Filipinas, Henry Aguda, disse esperar que o acordo com a Meta ajude nas negociações com a empresa para discutir questões como abuso e exploração sexual de crianças online e golpes financeiros direcionados a filipinos. O escritório de advocacia australiano especializado em ações coletivas Shine Lawyers informou que está em negociações com Mark Lanier, advogado que atuou na ação movida na Califórnia contra a Meta, sobre uma possível ação semelhante. “Há anos, as famílias vêm perguntando se já foi feito o suficiente para proteger as crianças dos recursos das plataformas projetados para maximizar o engajamento”, disse Craig Allsopp, chefe de ações coletivas da Shine Lawyers. “Estamos agora analisando se questões jurídicas semelhantes se apresentam na Austrália, inclusive se crianças e famílias australianas podem ter reivindicações relacionadas ao design, à operação e à promoção de plataformas de mídia social. Se famílias australianas foram afetadas, elas merecem respostas”, disse. Saiba também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
28/08/2026 06:00:39 +00:00
Mais data centers, mais energia: por que a expansão da IA abre disputa sobre a conta de luz
A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
28/08/2026 06:00:31 +00:00
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