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5 pontos sobre a reunião de Lula e Trump
A reunião entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu, na avaliação do governo brasileiro, ao menos um dos seus objetivos principais: ganhar tempo e evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos do país a pouco mais de cinco meses das eleições presidenciais.
Essa crença foi expressada por assessores do presidente Lula após o encontro.
Apesar de boa parte das tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros a partir de julho do ano passado ter sido retirada ao longo dos últimos meses, o Brasil é alvo de duas investigações com base na chamada seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que investiga supostas práticas comerciais irregulares do país.
Uma delas tem prazo para terminar em julho e, em tese, poderia servir de base para mais tarifas norte-americanas até mesmo antes desse tempo.
Mas, segundo o governo brasileiro, os dois presidentes determinaram a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão tarifária com um primeiro prazo de conclusão em 30 dias. Com isso, o governo brasileiro entende que ganhou pelo menos um mês com a garantia de que novas tarifas não serão aplicadas.
Interlocutores do presidente familiarizados com o teor da reunião afirmam que a questão tarifária foi, de fato, o único ponto em que houve alguma discordância entre as duas equipe técnicas que acompanharam os dois presidentes.
De acordo com eles, o representante-geral de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, teria sido o responsável por "tensionar" parte da reunião, defendendo que a tarifa média brasileira sobre produtos importados dos Estados Unidos ainda estaria em níveis elevados, o que justificaria a aplicação de tarifas a exportações brasileiras.
Segundo um assessor do presidente Lula ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado, Greer teria atuado como o "policial mau", responsável por colocar pressão nas negociações.
Segundo ele, esse comportamento de Greer já era esperado pela equipe brasileira uma vez que o oficial norte-americano é um notório defensor da política de tarifas. Sua atuação, no entanto, segundo a delegação brasileira, teria sido parcialmente contornada pela postura de Trump ao longo do encontro, que acatou a proposta brasileira de criar o grupo de trabalho para debater o tema.
A equipe econômica brasileira, liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, intervieram pontuando que o Brasil teria um deficit de pelo menos US$ 20 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos nos últimos anos. Nos cálculos dos próprios norte-americanos, segundo Rosa, esse déficit seria ainda maior: US$ 30 bilhões.
De acordo com o governo, os dados mostrariam que não haveria razões para os EUA sancionar um país com quem eles têm saldo positivo na sua balança comercial.
O que é a Seção 301
O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.
O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.
A investigação envolve um amplo conjunto de temas. Entre eles estão políticas brasileiras ligadas ao comércio digital, ao sistema Pix, regras de proteção de dados, propriedade intelectual, acesso do etanol americano ao mercado brasileiro, às tarifas preferenciais concedidas a outros parceiros comerciais, ao combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.
Na avaliação do governo americano, essas práticas podem criar barreiras ou distorções que prejudicam a competitividade de empresas dos EUA no Brasil.
A Seção 301 autoriza o governo americano a investigar, de forma unilateral, atos, políticas ou práticas de outros países que "onerem ou restrinjam" o comércio dos Estados Unidos.
Se o USTR concluir que houve prejuízo e que as medidas estrangeiras são "injustificáveis" ou "irracionais", a lei permite a adoção de medidas de retaliação, como tarifas, restrições comerciais ou a suspensão de benefícios.
O instrumento ganhou notoriedade nos últimos anos por ter embasado o "tarifaço" imposto pelos EUA à China durante o primeiro mandato de Donald Trump.
No caso brasileiro, a abertura do processo ocorre em um contexto de maior tensão política e comercial entre os dois países.
Além das críticas de setores empresariais americanos, a iniciativa também reflete uma estratégia do governo dos EUA de buscar bases legais mais robustas para ações comerciais, após decisões judiciais internas terem limitado o uso de outros mecanismos tarifários.
O governo brasileiro contesta a investigação e afirma que suas políticas são transparentes, não discriminatórias e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Itamaraty argumenta ainda que a Seção 301 é um instrumento unilateral, incompatível com o sistema multilateral de solução de controvérsias, e lembra que os EUA mantêm superávit comercial na relação bilateral.
A apuração segue um rito formal, com consultas entre os governos, audiências públicas e coleta de contribuições de empresas e entidades interessadas. O processo pode se estender por cerca de um ano.
Até sua conclusão, o principal impacto tende a ser a incerteza para exportadores e investidores, diante do risco de novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Surpresa: terras raras
Um dos pontos que mais chamou atenção da equipe brasileira foi a postura de Trump e sua equipe em relação a minerais críticos.
Segundo integrantes da comitiva do presidente, Trump demonstrou um interesse mediano pelo assunto, o que contrastou com a expectativa de que este fosse um assunto que dominaria, pela lado norte-americano, parte do debate.
Nos últimos meses, técnicos brasileiros e norte-americanos vinham mantendo reuniões sobre o assunto e uma proposta chegou a ser enviada pelos EUA a respeito do assunto.
Desde o início do governo Trump, o governo dos EUA vem tentando diminuir a dependência do país em relação à China no acesso a minerais críticos como as terras raras, usadas na produção de equipamentos para a transição energética e de produtos de alta tecnologia como telefones celulares, computadores e armamentos.
Neste contexto, o Brasil é visto como um potencial parceiro, pois o país detém a segunda maior reserva conhecida de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Em março, o governo dos EUA promoveu um fórum sobre minerais críticos envolvendo empresários brasileiros e norte-americanos, além de ter firmado um protocolo de intenções com o governo de Goiás relacionado à pesquisa e exploração desses minerais.
Por tudo isso, a equipe brasileira preparou documentos para atualizar os norte-americanos sobre o andamento do marco legal para a exploração desse material no Brasil.
Nesta semana, por exemplo, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que estabelece os primeiros parâmetros legais do Brasil sobre o tema.
Para o Brasil, a criação da política, que deve ser chancelada pelo Senado nos próximos dias, é vendido como um trunfo aos norte-americanos. Em entrevista coletiva, o presidente Lula disse que o Brasil está aberto a investimentos dos EUA no setor desde que não se limitem a explorar os minerais e a exportá-los apenas como matéria-prima. O governo quer que os investimentos priorizem o beneficiamento deles em território nacional.
Apesar disso, nenhum acordo sobre o assunto foi assinado pelas duas delegações.
A avaliação da equipe brasileira é de que a postura de Trump sobre o assunto durante a reunião possa ser resultado do fato de que, na prática, os norte-americanos já estejam avançando com seus projetos de extração de minerais críticos no Brasil a exemplo da compra de uma mineradora de terras raras em Goiás por uma empresa dos EUA, divulgada em abril.
Crime organizado
Um dos pontos que era tido como prioridade do governo brasileiro foi a pauta do combate ao crime organizado e a tentativa de evitar que os EUA classificassem as facções criminosas brasileiras como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Segundo Lula e um interlocutor familiarizado com o teor da reunião, a possível designação das facções brasileiras não foi debatida na reunião.
"Não discutimos isso. O que eu queria dizer eu entreguei por escrito. Cada assunto que eu discuti com o presidente Trump, além dos ministros falarem, eu entreguei a ele cada proposta nossa escrita em inglês. Pra que ele não ter dúvida sobre o que nós queremos, porque estamos levando muito a sério essa questão do crime organizado", disse Lula.
A intenção de designar as facções brasileiras como organizações terroristas havia sido expressa pelos EUA no início do ano, fazendo com que o governo brasileiro mobilizasse sua diplomacia para convencer os governo norte-americano a recuar pelo menos de forma temporária.
O governo alega que é contra essa ideia porque ela abriria brechas para ações militares, policiais e de inteligência norte-americanas em território nacional a exemplo do que acontece em outras regiões do mundo como na costa do Caribe, no Oriente Médio e na costa do Oceano Pacífico.
Durante o almoço entre as duas delegações nesta quinta-feira, o Brasil entregou uma nova proposta de cooperação internacional para o combate ao crime organizado focado em dois eixos: o combate à lavagem de dinheiro que financia organizações criminosas; e o tráfico de armas.
A proposta, segundo interlocutores brasileiros, vai ser analisada pelo governo norte-americano, mas ainda não há prazo para que uma resposta seja dada.
Lula chegou a dizer que na entrevista coletiva que uma das ações previstas seria a criação uma espécie de grupo internacional com países da América do Latina e de outras regiões para atuação em conjunto contra carteis e outras organizações criminosas. Ele citou o exemplo de um centro montado em Manaus que reúne representantes de polícias e forças de seguranças de todos os países da região amazônica.
"Eu disse a ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América Latina e quiçá, com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado", disse Lula.

Desenrola: confira as regras do novo programa de renegociação de dívidas Nesta semana, o governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, segunda edição de seu programa de renegociação de dívidas, voltado a aliviar a pressão financeira das famílias. A iniciativa prevê impactar até cerca de 20 milhões de pessoas, com a expectativa de renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas, entre débitos antigos e novos. O endividamento das famílias brasileiras — como financiamentos, cartões de crédito e empréstimos — segue em trajetória de alta e atingiu 80,9% em abril, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A inadimplência (que são as dívidas em atraso) também permanece elevada, em 29,6% das famílias. O cenário de alto endividamento contrasta com indicadores econômicos que, à primeira vista, sugerem um quadro favorável: desemprego em mínima histórica, renda média em alta e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pelo quinto ano consecutivo. No trimestre encerrado em março, o mercado de trabalho chegou a uma taxa de desemprego de 6,1% — o menor patamar para o período — e o rendimento médio mensal para acima de R$ 3.722, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🤔 Diante desse contraste, surge a pergunta: por que, mesmo com mais emprego e renda, o brasileiro continua no vermelho? A resposta vai além do salário, da oferta de emprego ou de uma economia aquecida. Fatores como o custo de vida elevado, o crédito caro e a dependência de financiamentos para sustentar o consumo ajudam a explicar o fenômeno. Aperto financeiro Após o impacto da pandemia na economia, o Brasil adotou juros historicamente baixos para estimular a economia. Em outubro de 2020, a taxa Selic chegou a 2% ao ano, o que facilitou o acesso ao crédito e ajudou a reaquecer a economia durante a crise. Mas, com a reabertura nos anos seguintes, entre 2021 e 2022, a inflação disparou. O Banco Central foi obrigado a mudar bruscamente de direção e subir os juros. A forma de conter os preços é encarecer novamente o crédito e reduzir o ímpeto de consumo do brasileiro. O ciclo de altas de juros foi agressivo, o que levou a Selic para 13,75% ao ano em agosto de 2022. Uma das heranças do incentivo ao consumo foi um maior endividamento das famílias Em maio de 2023, o governo federal lançou o primeiro Desenrola. O programa conseguiu reduzir temporariamente a inadimplência, com a renegociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas de 15 milhões de brasileiros. A aposta era que, com a queda dos juros iniciada naquele momento (de 13,75% para cerca de 10,50% ao ano até meados de 2024), as famílias conseguiriam reorganizar as finanças. Mas esse alívio não se sustentou. Ao longo de 2024 e, principalmente, em 2025, as incertezas na economia global — como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos — fizeram os preços subirem novamente. Resultado: o BC voltou a agir e a taxa básica de juros do país chegou a 15% ao ano em junho de 2025, o maior patamar desde 2006. Segundo o economista Flávio Ataliba, pesquisador do FGV Ibre, mesmo a melhora recente no mercado de trabalho não foi suficiente para aliviar o orçamento das famílias. Embora o desemprego tenha caído e a renda tenha crescido, o custo de vida continua maior que anos atrás e há o peso das dívidas. “É perfeitamente possível ter um mercado de trabalho aquecido e, ao mesmo tempo, famílias mais endividadas”, afirma. Muitas famílias ainda carregam dívidas acumuladas desde a pandemia. Dados do Banco Central indicam que o comprometimento da renda das famílias com dívidas, especialmente bancárias, chegou a 29,3% em janeiro deste ano, o maior nível da série histórica. Com mais dívidas a pagar, o orçamento continua apertado. Na prática, qualquer renda extra acaba sendo direcionada para despesas básicas, como alimentação, moradia, transporte e pagamento de dívidas acumuladas, sem gerar alívio financeiro. “Quando a família tem renda adicional, ela reforça o orçamento com alimentação, moradia e transporte e, quando possível, paga dívidas antigas. Isso não gera folga financeira”, explica o economista. Dados de uma pesquisa Quaest apontam que 71% dos brasileiros dizem conseguir comprar menos do que há um ano, enquanto 11% afirmam comprar mais e 17% não veem diferença. “As famílias sentem a economia principalmente pelos itens mais frequentes do orçamento, sobretudo os alimentos”, afirma. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, mostram esse cenário: 🥗 No início do Desenrola, em maio de 2023, a alta nos preços dos alimentos, considerando os 12 meses anteriores, acumulava 5,54%. Depois, o índice seguiu em trajetória de aceleração com algumas quedas pontuais e chegou a 7,81% em abril de 2025. No mesmo período, a inflação (a alta de preços em toda a economia) alcançou 5,53%, maior nível desde janeiro de 2023 (5,77%). Os dados do instituto também revelam forte volatilidade nos preços de vários alimentos básicos nos últimos anos, com alguns itens registrando picos de inflação muito acima da inflação geral. O arroz teve a maior alta, chegando a 74,14% no acumulado em 12 meses em janeiro de 2021, enquanto feijão, leite, frutas e hortaliças também registraram aumentos expressivos acima de 20% em diferentes períodos. Mais recentemente, as carnes passaram a liderar a inflação entre os alimentos básicos, com alta acumulada de 21,17% em janeiro de 2025. Além disso, os brasileiros estão com menos renda disponível após pagar pelas despesas básicas. Em março deste ano, os gastos com itens essenciais consumiam 41,8% do orçamento das famílias, pressionados principalmente por habitação, transportes, saúde, educação e alimentação, segundo dados do IBGE compilados pela Tendências Consultoria. Isso significa que uma parcela maior da renda das famílias está sendo usada para cobrir gastos básicos do dia a dia, sobrando menos dinheiro para consumo, lazer, poupança ou pagamento de dívidas. Com o orçamento mais pressionado, o poder de compra diminui e cresce a dificuldade para sair do endividamento. “Mesmo quando a inflação geral desacelera, isso não significa alívio no dia a dia. Se itens básicos sobem, a sensação é imediata de perda de poder de compra”, diz Flávio Ataliba. “E quem já tem parte da renda comprometida com dívidas sente esse impacto de forma mais intensa”, acrescenta. O papel da educação financeira Além do cenário econômico, o comportamento financeiro também ajuda a explicar por que o endividamento segue alto no país, mesmo com sinais recentes de melhora no emprego e na renda. Para a economista Olívia Resende, especialista em finanças e economia comportamental, o chamado viés do presente ajuda a explicar por que o consumo segue forte mesmo diante de juros elevados. “As pessoas não olham a taxa de juros nem o custo total da dívida, apenas se a prestação cabe no bolso naquele mês”, afirma. “Elas também dividem os gastos em ‘caixinhas’ e perdem a visão do todo. Pequenas parcelas parecem inofensivas isoladamente, mas, somadas, comprometem o orçamento.” Nesse contexto, ela afirma que o problema não está apenas no custo do crédito, mas na forma como ele é usado no dia a dia. “Mesmo com juros altos, muitas pessoas não ajustam o consumo, não reduzem despesas ou não buscam outras formas de renda. Elas seguem usando crédito porque olham mais para a parcela do que para o custo total da dívida.” Segundo Olívia, esse padrão se repete porque as decisões financeiras nem sempre são totalmente racionais e sofrem influência de estímulos externos. “As famílias acabam sendo impactadas por marketing, redes sociais e pela facilidade de acesso ao crédito digital”, afirma. Uma pesquisa recente realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box revela que 59% dos brasileiros começaram o ano sob pressão financeira, sendo 34% preocupados, 14% em recuperação e 11% sob forte pressão, enquanto apenas 39% afirmam ter iniciado o ano com sensação de controle sobre as finanças. 🔎A imprevisibilidade (32%), a falta de disciplina financeira (27%) e a limitação de renda (25%) aparecem entre os principais obstáculos para um planejamento financeiro eficiente no Brasil. Outros dados ajudam a explicar por que o endividamento não está ligado apenas à falta de renda. Segundo a CNC, em março, o cartão de crédito era a principal modalidade de dívida para 84,9% dos consumidores endividados com o uso recorrente do crédito no dia a dia, especialmente via parcelamento. Segundo Resende, a falta de educação financeira também ajuda a manter um ciclo de dependência do crédito. “Quando há entendimento de limites, a necessidade de recorrer ao crédito diminui”, afirma. “Sem isso, qualquer renegociação ou redução de juros tem efeito temporário, porque o padrão de consumo continua o mesmo.” “Se não houver educação financeira na escola e na formação das famílias, o problema tende a se repetir”, diz. “É uma mudança de mentalidade. A ideia é transformar a forma como as pessoas lidam com o dinheiro no dia a dia.” Normalização do endividamento A economista também chama atenção para o que define como “normalização do endividamento”. Como mostrou o g1, conteúdos que prometem atalhos para reduzir dívidas — especialmente as bancárias — têm ganhado força nas redes sociais, como a orientação de interromper pagamentos deliberadamente para recorrer à Lei do Superendividamento. Especialistas alertam, porém, que essas estratégias não funcionam como um cancelamento automático das dívidas. (veja aqui quem pode usar a Lei do Superendividamento) “Quando todo mundo está endividado, isso gera um certo conforto. A pessoa passa a achar que é normal e perde o senso de urgência para resolver o problema”, diz Olívia. Além disso, decisões financeiras muitas vezes são tomadas com base em emoções ou informações incompletas. “Os produtos bancários são complexos, e muita gente não entende exatamente o que está contratando. Às vezes, a decisão vem de um impulso ou de uma necessidade emocional, como ajudar um familiar”, afirma. Diante desse cenário, a economista defende que a educação financeira também é essencial para enfrentar o problema de forma estrutural. “Renegociar dívidas ajuda no curto prazo, mas, sem mudança de comportamento, o problema volta”, afirma. “Organizar o orçamento evita recorrer a crédito caro. Finanças não é só planilha, é entender hábitos e controlar gastos do dia a dia.” Na avaliação de Resende, a educação financeira deve começar cedo e envolver toda a sociedade, mas combinando alívio imediato com mudança de comportamento no longo prazo. “Sem isso, a gente só empurra o problema para frente”, diz. Endividamento das famílias segue em trajetória recorde e alcançou 80,4% em março, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Joédson Alves/Agência Brasil

Cai a área cultivada com alho Produtores de alho estão com dificuldade para vender a safra por causa do preço baixo do produto importado. Sem conseguir vender a produção, o agricultor Everson Tagliari, do Rio Grande do Sul, cogita jogar 50 toneladas de alho no lixo. Outros produtores preferem não vender a safra quando o valor pago não cobre os custos de cultivo. O Brasil consome cerca de 320 mil toneladas de alho por ano, mas colhe apenas 170 mil toneladas, segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa). A maior parte da produção fica nas regiões Centro-Oeste e Sul. Para suprir a demanda interna, o Brasil tem que importar. Cerca de 60% do alho consumido no Brasil vem da Argentina. O restante vem principalmente da China, o maior produtor do mundo. Desde a década de 90, o Brasil aplica uma tarifa extra pelo alho chinês que entra no país. Ainda assim, o alimento é vendido por R$ 10 o quilo. O valor é menor do que o custo de produção do alho brasileiro, que gira em torno de R$ 13 por quilo. Além disso, no ano passado, o governo brasileiro firmou um acordo com três exportadores chineses e definiu um preço mínimo para o produto. "No caso do alho chinês, já é comprovado um mercado desleal em função de práticas adotadas no país. Subsídios em armazenagem, em estrutura de comercialização, estruturas produtivas fazem com que o alho chinês chegue ao Brasil e cause um dano à indústria nacional", afirma Letícia Barony, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). No Rio Grande do Sul, produtores dizem enfrentar dificuldades por causa do alho argentino. Segundo a presidente da Associação dos Produtores de Alho do estado, Franchielle Motter, o prejuízo chega a R$ 5 por quilo vendido. A Anapa afirma que já enviou 35 ofícios a órgãos do governo federal denunciando concorrência desleal, mas ainda não recebeu resposta. Leia também: Como sementes usam o som da chuva para decidir quando germinar Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio é obrigatório e deve ser feito até 31 de maio no Portal do Empreendedor. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026

Concurso 3.005 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.005 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou em R$ 45 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 17 - 23 - 29 - 30 - 48 - 50 Segundo a Caixa, ninguém acertou os seis números. 5 acertos - 25 apostas ganhadoras: R$ 70.003,53 4 acertos - 2.594 apostas ganhadoras: R$ 1.112,08 Loterias Caixa sorteiam Mega-Sena Reprodução O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente Donald Trump durante evento na Flórida em 1º de maio de 2026 REUTERS/Nathan Howard A Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu, nesta quinta-feira (7), contra as tarifas globais de 10% impostas por Donald Trump. Segundo o tribunal, o presidente não tinha autoridade legal para aplicar esse aumento generalizado de impostos sobre importações. Apesar da decisão, as taxas seguem em vigor para os importadores. A corte bloqueou a medida apenas para algumas pequenas empresas americanas e para o estado de Washington. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão afirma que as tarifas globais de 10% não estão em conformidade com a Lei de Comércio de 1974, usada pelo governo como base para impor as medidas. O tribunal analisou ações movidas por pequenas empresas que contestaram as tarifas. O placar do tribunal foi de 2 a 1, com um dos juízes divergindo por considerar prematuro conceder vitória às companhias. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 As duas empresas que conseguiram derrubar as tarifas argumentaram que as cobranças eram uma tentativa de contornar uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA. Em 2025, a Corte suspendeu os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Depois disso, o republicano passou a aplicar tarifas globais de 10% com base em outro instrumento legal, a Seção 122. (leia mais abaixo) A decisão desta quinta-feira se refere a essas tarifas de 10%. No julgamento, o tribunal rejeitou emitir uma liminar que barrasse as taxas para todos os importadores. Esse pedido havia sido feito por um grupo de 24 estados, em sua maioria governados por democratas, mas a corte entendeu que eles não tinham legitimidade para solicitar esse tipo de medida. O tribunal decidiu que a maior parte dos estados que entrou com a ação — com exceção de Washington — não era formada por importadores que pagaram ou poderiam vir a pagar as tarifas da Seção 122. Já o estado de Washington apresentou provas de que recolheu as taxas por meio da Universidade de Washington, uma instituição pública de pesquisa. Com isso, as tarifas continuarão em vigor para os demais importadores enquanto o governo recorre da decisão. Tarifas globais de 10% Depois de ver o tarifaço derrubado, o governo anunciou, em fevereiro, o uso de um novo instrumento legal para aplicar uma tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato, duração de 150 dias e validade para todos os países. À época, Trump disse que ativaria a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, que permite ao presidente impor tarifas temporárias. O governo também afirmou que iria recorrer à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais. O que é a Seção 122 da Lei de Comércio A lei permite aplicar tarifas de até 15% por um período de até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas. E a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974? O regimento permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se forem confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses. Trump já utilizou esse instrumento em seu primeiro mandato para taxar importações chinesas, o que levou a uma disputa comercial prolongada entre os dois países. * Com informações da agência de notícias Reuters

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o Senado deve avançar rápido com a tramitação do projeto de lei que cria um marco legal dos minerais críticos e das terras raras. Segundo o parlamentar, a proposta deve ser votada ainda em maio. "Vamos avançar rápido com ela", disse Randolfe. Terras raras (que não são terras nem raras) colocam Brasil no meio de 'guerra fria' entre EUA e China; veja 10 perguntas e respostas O texto, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e medidas de estímulo ao setor no Brasil, foi aprovado na noite desta quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados. O presidente Lula disse que falou sobre a proposta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro nesta quinta-feira (7). Lula: 'Tratamos minerais críticos como questão de soberania nacional' "Disse ao presidente [Donald] Trump que não só fizemos uma coisa extraordinária aprovando na Câmara ontem a lei sobre a questão dos minerais críticos, como a aprovação de um Conselho sob a coordenação da Presidência da República, tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional", afirmou Lula em entrevista coletiva após o encontro com Trump. Agradecimento a Motta O governo chegou a pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o projeto fosse aprovado antes do encontro entre o presidente brasileiro e o presidente dos Estados Unidos. Após a aprovação na Câmara, Lula ligou para Motta e, na sequência, para o relator da matéria na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), para agradecer pela votação e elogiar o texto aprovado. Lula tinha acabado de chegar nos Estados Unidos quando fez a ligação. Câmara aprovou projeto em sessão nesta quarta-feira (6) Bruno Spada/Câmara dos Deputados Pouco antes da votação, durante um evento de comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se comprometeu a dar prioridade ao assunto na outra Casa. Senadores ouvidos pela GloboNews avaliam que o assunto deve, sim, ter tramitação acelerada no Senado, já que existe um entendimento de que o assunto está "acima de governo" e "é interesse de todos". Setor quer mudanças O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Pablo Cesário, elogiou a aprovação e disse que a proposta traz importantes medidas de apoio à industrialização – como crédito ao setor e a criação de um fundo de garantia para incentivar o processamento de minérios no país. "[As medidas de apoio] Estão aquém do que o mundo está fazendo, mas antes não tínhamos nada", disse à GloboNews. "Governo e oposição concordando num tema ultra complexo, isso é coisa de país maduro." Terras raras: tipos e usos Arte/g1 Contudo, Cesário diz que o setor deve trabalhar para fazer algumas modificações no Senado – em especial, mudanças no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. 🔎Pelo texto, o órgão será composto por 15 integrantes do Poder Executivo, além de representantes dos estados, municípios, do setor privado e de instituições de ensino superior. A proposta aprovada estabelece que o conselho será responsável por homologar a venda de mineradoras em áreas de minerais críticos e estratégicos, além de acordos e contratos internacionais. Na Câmara, o relator já havia feito uma concessão ao setor de mineração e trocou a exigência de análise prévia das negociações por uma homologação posterior. A chancela do órgão é considerada uma medida importante, tanto para o governo quanto para o relator, para garantir os princípios de soberania nacional. Já o presidente do Ibram avalia que a medida traz uma intervenção do estado no mercado de mineração. Segundo ele, é preciso estabelecer critérios para uma eventual negativa do conselho. "Não pode ser à vontade de quem está lá [no conselho]", disse. "Os governos duram quatro anos, projeto de mineração nunca levam menos de 10 anos." Outro ponto que o setor acredita que precisa ser modificado no Senado é o período de caducidade – ou seja, o prazo de autorização de pesquisa em áreas de minerais críticos a partir da licença de alvará. A primeira versão do relatório falava em um período de cinco anos, mas após pressão do setor Arnaldo Jardim ampliou para 10 anos. O presidente do Ibram defende que não haja prazo e argumenta que, muitas vezes, os projetos de mineração demoram por razões que não estão no controle do minerador – por exemplo, autorizações ambientais. Ainda segundo ele, o Código de Mineração já tem mecanismos para evitar a procrastinação deliberada na exploração das áreas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pediu vista – ou seja, mais tempo para análise – , levando à suspensão do julgamento das seis ações que tratam das regras de distribuição, entre os estados e municípios, dos recursos resultantes da produção do petróleo. O julgamento, iniciado na quarta-feira (6), voltou à pauta do tribunal nesta quinta-feira (7). O pedido de Dino suspendeu o julgamento logo após a ministra relatora das ações, Cármen Lúcia, apresentar seu voto. (veja mais abaixo) A relatora votou para invalidar trechos da lei que alterou a distribuição dos royalties do petróleo, aprovada em 2012 pelo Congresso mas suspensa por decisão liminar da ministra desde 2013. 🔎Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas petroleiras ao Estado brasileiro pelo direito de extrair petróleo e gás natural no território brasileiro. 🔎Já as participações especiais são uma compensação adicional, cobrada apenas de campos de petróleo e gás com grande volume de produção ou alta rentabilidade. Vídeos em alta no g1 Voto da relatora Primeira a votar no caso, a ministra Cármen Lúcia pontuou que a questão não envolve os aspectos políticos da decisão legislativa do Congresso. E que também "não se está a questionar absolutamente a necessidade de se dotar todas as entidades da federação brasileira com todos os recursos". Declarou que, embora eventuais danos ambientais tenham que ser suportados por estados e municípios, os prejuízos maiores e constantes se concentram principalmente nas regiões de exploração. "Nota-se que o recebimento dos valores pela União, estados e municípios contemplados pelas regras legislativas questionadas gera perda financeira juridicamente tutelada pela Constituição Federal àqueles que se põem como titulares do direito previsto na norma constitucional", afirmou Para a magistrada, as "normas impugnadas desestabilizam sistemática do equilíbrio federativo". A relatora do caso, ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. Rosinei Coutinho/STF Pedido de vista Na sequência, o ministro Flávio Dino pontuou a necessidade de analisar os pontos colocados pela relatora. Por isso pediu vista, o que levou ao adiamento do caso. Ainda não há data para a retomada do julgamento. Processos A Corte analisa as ações que discutem a validade da lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2012 que estabeleceu as regras para a partilha de recursos obtidos com a exploração do petróleo — royalties e participações especiais. O texto estabelecia distribuição mais igualitária das receitas arrecadadas entre produtores e não produtores de petróleo tanto de blocos em operação quanto para futuras áreas de produção. A proposta foi vetada pela então presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, os parlamentares derrubaram o veto e restabeleceram a lei. Ação do RJ O estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação no STF alegando que a lei é inconstitucional e, no início de 2013, a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar que suspendeu os efeitos da lei e manteve as regras que estão em vigor até hoje. O tribunal também recebeu ações de outros estados produtores, como Espírito Santo e São Paulo. A questão envolve saber se a norma em debate está de acordo com a Constituição. Os estados não-produtores de petróleo defendem que a lei é constitucional, já que reordena os critérios de distribuição de receitas de forma alinhada com os objetivos constitucionais de redução das desigualdades regionais. Royalties do petróleo: procurador do RJ afirma que mudança na lei seria fatal para finanças do estado Jornal Nacional/ Reprodução Já os estados produtores consideram que os recursos são uma forma de compensação pelos impactos causados pela exploração do petróleo. Portanto, seriam um direito dos locais onde acontecem as atividades. Impactos Uma eventual mudança na legislação teria impacto principalmente para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, principais estados produtores de petróleo. 💰Um estudo da Federação das Indústrias do Rio mostra que o estado e seus municípios perderiam R$ 21 bilhões por ano em royalties e participações especiais. Redistribuição Segundo a regra atual, a União recebe em torno de 30% do total de royalties. Se a lei de 2012 entrar em vigor, esse percentual cairá para 20%. A parte destinada a estados e municípios produtores de petróleo cairia de 61% para 26%, depois de um período de transição de sete anos. Já o Fundo Especial, destinado a estados e municípios não produtores, subirá de 8,75% para 54%. As parcelas das participações especiais também mudariam: ▶️União passaria de 50% para 46%; ▶️Estados e municípios produtores de 50% para 24%; ▶️Estados e municípios não produtores, que hoje não recebem nada, passariam a receber 30%.
Novo leilão da Receita tem dois PS5 por R$ 853 e carros a partir de R$ 1,9 mil; veja como participar

A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira (7) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será realizado no dia 11 de maio, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos 200 lotes estão smartphones, notebooks, câmeras, microfones, caixas acústicas, instrumentos musicais, entre outros. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os lotes com valores mais baixos, há uma opção com lance inicial de R$ 50 que inclui um tablet Samsung Tab S6 Lite. Também aparecem no leilão diferentes smartphones da marca Xiaomi, todos com preços a partir de R$ 62. O lote mais caro é o 200, formado por diversas esmeraldas e com lance inicial de R$ 375 mil. Outros destaques do leilão incluem: No lote 6, é possível adquirir dois carros: um Chevrolet Cobalt (2013) e um GM Astra sedan (2004), a partir de R$ 8,4 mil. Nos lotes 8 a 14, aparecem diferentes celulares da marca Xiaomi com preços a partir de R$ 249. No lote 47, há diversos produtos ligados a eletrônicos, como caixas acústicas, alto falantes, fones de ouvido, canetas inteligentes, entre outros, com lance mínimo a partir de R$ 1,5 mil. No lote 58, aparece uma bicicleta elétrica Foston City Power desmontada, com preços a partir de R$ 675. No lote 79, é possível adquirir uma motocicleta Yamaha Tenere (2017), a partir de R$ 1,5 mil. No lote 102, é possível adquirir uma série de equipamentos para máquina fotográfica, como flashes, lente e suporte para câmeras, com lance mínimo de R$ 1,6 mil. No lote 111, há dois videogames PlayStation 5 e 37 medidores de voltagem, com preços a partir de R$ 853. No lote 168, há uma scooter elétrica Evercross H5, com preços a partir de R$ 221. Um lote com esmeraldas pode ser arrematado no novo leilão da Receita Federal com lances a partir de R$ 375 mil. Reprodução/Receita Federal De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 11 de maio até as 21h do dia 15 de maio. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 19 de maio (horário de Brasília). Segundo o Fisco, os lotes compostos por veículos classificados como sucata são destinados "exclusivamente a empresas devidamente registradas nos órgãos de trânsito para praticar as atividades de desmontagem". Já o lote de resíduos é composto por mercadorias que devem ser destruídas ou inutilizadas, de forma que a sua arrematação implica, tão somente e se cumpridas todas as exigências legais e formalidades estabelecidas no edital. Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 11 a 15 de maio, nas cidades de Araraquara, Barueri, Bauru, Campinas, Guarujá, Guarulhos, Jacareí, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, Suzano e Taubaté. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000005/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. Receita Federal. Crédito editorial: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock

A balança comercial registrou superávit de US$ 10,53 bilhões em abril, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (7). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O saldo positivo registrou alta de 37,5% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7,66 bilhões. Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde o início da série histórica, em 1989. Vídeos em alta no g1 💵 Segundo o governo, em abril: As exportações somaram US$ 34,1 bilhões, com aumento de 14,3% pela média diária; As importações somaram US$ 23,6 bilhões, com aumento de 6,2% pela média diária. Acumulado do ano Nos quatro primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 24,78 bilhões, informou o governo. Nos quatro primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 24,78 bilhões, informou o governo Foto/divulgação Com isso, houve aumento de 43,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 17,27 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 116,55 bilhões – alta 9,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária. Já as importações somaram US$ 91,77 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, com alta de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Exportações em abril Os destaques das vendas externas em abril seguem sendo produtos básicos, como a soja, petróleo e minérios: Soja: US$ 6,96 bilhões, com aumento de 18,8% Óleos brutos de petróleo: US$ 4,79 bilhões, com alta de 10,6% Minério de ferro: US$ 2,46 bilhões, com aumento de 19,5% Carne bovina: US$ 1,57 bilhão, com crescimento de 29,4% Óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão, com alta de 19,1% Café não torrado: US$ 1,07 bilhão, com queda de 14,2% Já os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China: alta de 32,5%, para US$ 11,61 bilhões; União Europeia: queda de 1,7%, para US$ 4,69 bilhões; Estados Unidos: queda de 11,3%, para US$ 3,12 bilhões Mercosul: queda de 14,2%, para US$ 1,91 bilhões; Asean: alta de 36,6%, para US$ 2,7 bilhões; África: alta de 34,9%, para US$ 1,17 bilhão; Oriente Médio: queda de 3,5%, para US$ 1,05 bilhão; México: crescimento de 6%, para US$ 745 milhões.

A sede da OMC em Genebra. Getty Images via BBC Os Estados Unidos e outros 18 países, incluindo Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália, anunciaram nesta quinta-feira (7) um pacto próprio para não impor tarifas sobre o comércio eletrônico. O tratado foi firmado após a falta de um acordo para encerrar um impasse sobre o tema com o Brasil. As informações são da agência de notícias Reuters, com base em um documento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O fracasso de uma reunião de alto nível da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em março, em Camarões, marcou mais um retrocesso para o papel do órgão na definição das regras do comércio global. O tratado tinha como objetivo renovar a moratória de longa data sobre a cobrança de taxas para streaming e downloads transfronteiriços, mas foi barrado após oposição do Brasil. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A moratória, acordada em 1998 e renovada regularmente desde então, proíbe a cobrança de tarifas sobre transmissões eletrônicas internacionais, como streaming de músicas e filmes e o download de softwares. Membros da OMC com grandes economias digitais — incluindo Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Japão — argumentam que a medida proporciona previsibilidade ao comércio digital global e defendem que ela se torne permanente. Sem resolução no impasse com o Brasil, dezenove países — entre eles Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália, Noruega e Argentina — firmaram um acordo entre si para não impor taxas sobre transmissões eletrônicas por um período não especificado. O texto final confirma que o acordo entrará em vigor em 8 de maio e expressa desapontamento com a expiração da moratória multilateral. “No entanto, este grupo de membros continua comprometido em fazer o possível para oferecer às empresas e aos consumidores previsibilidade e segurança na ausência da moratória multilateral do comércio eletrônico”, diz o documento, datado de 7 de maio, que também convida outros membros da OMC a aderir ao acordo. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini. Reprodução/Panini A Fifa anunciou nesta quinta-feira (7) uma nova parceria para a produção de itens colecionáveis de suas competições, incluindo o tradicional álbum da Copa do Mundo. A mudança passa a valer a partir de 2031 e marca a saída da Panini. Em seu lugar, entra a empresa Fanatics Collectibles, por meio da divisão conhecida como Topps. A parceria entre a Fifa e a Panini teve início em 1970, ano da Copa do Mundo do México, quando o Brasil conquistou o tricampeonato. Com o fim do contrato, a relação entre as duas empresas terá durado 61 anos. Além da Copa do Mundo, a Fanatics ficará responsável pelos produtos colecionáveis de todas as competições da Fifa, incluindo os formatos digitais. Vídeos em alta no g1 O contrato entre a Fifa e a Fanatics também prevê a distribuição gratuita de US$ 150 milhões (cerca de R$ 740 milhões) em itens colecionáveis ao longo de toda a parceria. “Em todo o cenário esportivo, vemos que a Fanatics está promovendo uma enorme inovação em itens colecionáveis, oferecendo aos fãs uma nova e significativa forma de se engajar com seus times e seus jogadores favoritos”, disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A Fanatics já atua há anos na produção de itens colecionáveis ligados a diferentes modalidades esportivas. Entre os esportes e ligas com os quais a empresa trabalha estão: Fórmula 1; MLB, a principal liga de beisebol dos Estados Unidos; NBA, a principal liga de basquete dos Estados Unidos; NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos; WWE, organização de entretenimento e luta livre dos Estados Unidos; MLS, a principal liga de futebol masculino dos Estados Unidos. Na Copa do Mundo deste ano, a marca é responsável pela operação das vendas nos estádios e nos eventos promovidos pela Fifa.

JN na China: série especial chega ao destino final e mostra cidade que está na vanguarda da criação de robôs O Brasil foi o país que mais recebeu dinheiro de empresas chinesas para novos negócios e projetos em 2025, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Os aportes somaram US$ 6,1 bilhões no ano, impulsionados principalmente pelos setores de energia, mineração e mobilidade elétrica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com o levantamento, o Brasil respondeu por 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior em 2025, à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. O relatório mostra ainda que o Brasil foi o único país a permanecer entre os cinco destinos que mais receberam investimentos chineses nos últimos cinco anos. 💡O setor de eletricidade liderou os aportes, com US$ 1,79 bilhão (aproximadamente R$ 8,8 bilhões) — cerca de 29,5% do total investido — concentrados em projetos de energia renovável e transmissão. 🔨 Já a mineração foi o grande destaque do ano, segundo o estudo, com investimentos que mais que triplicaram em relação a 2024 e atingiram US$ 1,76 bilhão (cerca de R$ 8,6), impulsionados pelo interesse chinês em minerais críticos ligados à transição energética, como níquel, cobre e ouro. 🚘 A mobilidade elétrica também avançou. O setor automotivo recebeu US$ 965 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) em investimentos, alta de 66% na comparação anual, puxado pela expansão de montadoras chinesas no país. O relatório cita a inauguração das fábricas da BYD, na Bahia, e da GWM Brasil, em São Paulo, além da parceria entre a Geely Auto e a Renault Brasil. O setor de petróleo permaneceu entre os principais destinos dos investimentos chineses no Brasil em 2025, com aportes de US$ 804 milhões (cerca de R$ 3,9 bilhões). Apesar da queda de 24% em relação a 2024, a área respondeu por 13,3% do total investido pela China no país e ficou em segundo lugar em número de projetos. O principal movimento do ano foi a entrada da China National Petroleum Corporation (CNPC) na Foz do Amazonas. A estatal chinesa adquiriu nove blocos exploratórios na região, em consórcio com a Chevron, ampliando a presença chinesa no Norte do país. O avanço ajudou a região a alcançar participação recorde na atração de projetos chineses em 2025. O que explica a atratividade do Brasil Segundo o diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC e autor do estudo, Tulio Cariello, o avanço é resultado de uma combinação de fatores internos e externos. “Esse quadro reflete um cenário de maior atratividade relativa dos ativos brasileiros, em especial para investidores chineses, devido a fatores internos, como a depreciação do real frente ao dólar, o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a abundância de recursos minerais e energéticos e a matriz elétrica limpa do país”, afirmou. 🔎 A depreciação do real frente ao dólar significa que os ativos brasileiros ficam mais baratos para investidores estrangeiros. Como os investimentos são feitos em dólar, um câmbio mais alto aumenta o poder de compra das empresas chinesas no Brasil, reduzindo o custo relativo de fábricas, empresas, terras e projetos de infraestrutura. Isso tende a tornar o país mais atrativo para o capital externo. O relatório também aponta que as tensões geopolíticas e as restrições a investimentos chineses nos mercados dos Estados Unidos e da Europa têm contribuído para redirecionar parte do capital ao Brasil. Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade dos aportes em setores ligados à transição energética, tecnologia da informação, petróleo, mineração e manufaturas avançadas. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD

Chevrolet lança Sonic por R$ 129.990; veja os detalhes do novo SUV A Chevrolet lançou nesta quinta-feira (7) o Sonic. A montadora revelou preços e versões disponíveis. O utilitário esportivo já está disponível nas lojas da marca com preço inicial e promocional de R$ 129.990. O motor é 1.0 turbo com injeção direta com 115 cv e 18,9 kgfm de torque. O câmbio é automático de seis marchas. O SUV é produzido em Gravataí (RS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O modelo chega em duas versões: Premier e RS. O preço inicial é de R$ 129.990 para a versão Premier, a versão RS custa R$ 135.990. O Sonic, segundo a GM, vai ocupar o espaço entre o futuro Onix Activ e o Tracker. O design do SUV teve inspiração no Equinox EV. Por se tratar de um modelo que usa a mesma arquitetura do Onix, poderia parecer que o Sonic seria um carro com proporções acanhadas e similar ao irmão hatch. A novidade tem 4,23 metros de comprimento, largura de 1,77 metro e altura de 1,53 metro. Apresentação oficial do Chevrolet Sonic em São Paulo Carlos Cereijo / g1 O modelo pesa 1.139 kg e, segundo a marca, acelera de 0 a 100 km/h "na casa dos 10 segundos". Apenas o consumo rodoviário foi divulgado pela Chevrolet. Na estrada, o Sonic consegue 14,8 km/l na gasolina e 10,4 km/l no etanol. O SUV tem sistema start-stop, que desliga o motor quando o carro está parado. A engenharia da Chevrolet fez um acerto de suspensão específico para o Sonic, pois o modelo é mais alto que o Onix. São 20 cm de distância em relação ao solo se medir a partir do entre-eixos. “A base estrutural evoluiu para acompanhar essa proposta. A plataforma e elementos da carroceria foram reforçados, aumentando a rigidez e permitindo calibrações mais precisas de suspensão e direção”, explica Ricardo Fanucchi, diretor de engenharia da GM América do Sul. Chevrolet Sonic 2027 na versão Premier Divulgação / GM Design harmonioso O que se percebe é que a GM seguiu no Sonic uma filosofia parecida com a que a Volkswagen fez com o Nivus. Aproveitou alguns componentes do irmão menor, como, por exemplo, portas, mas rearranjou o design do carro para que fizesse sentido, criando assim um SUV compacto. Do ponto de vista do design, na dianteira, o carro tem traços mais fortes e marcados, seguindo a nova filosofia de design da General Motors. A grade, principalmente na versão RS, com acabamento preto, combina bem com os filetes em LED. Vale ressaltar que a iluminação da via não é feita pelos LEDs superiores, e sim pelos canhões de luz localizados abaixo, no para-choque. Um recurso de design já visto em vários modelos da Citroën e, recentemente, também na própria Chevrolet Spin. Galerias Relacionadas Na vista lateral, o destaque fica para as rodas de 17 polegadas, medida generosa para um modelo de grande volume. Já na traseira, o caimento do teto, junto com o spoiler com acabamento preto, proporciona uma sensação harmoniosa. O porta-malas com 392 litros é amplo, visando justamente igualar um dos argumentos que o Nivus tem em relação ao Polo, que é a maior capacidade para levar bagagem. Design, aparência e gosto são aspectos particulares, mas, apesar de usar componentes e base comuns a outros carros, o Sonic consegue ter uma personalidade própria. Interior do Chevrolet Sonic Divulgação / GM Interior iluminado Em relação ao interior, a GM segue levantando a bandeira da conectividade, com sistemas intuitivos e de fácil entendimento. Chamam a atenção as telas com fundo escurecido, detalhes em azul e ícones minimalistas. O cluster de instrumentos tem 8 polegadas e a tela do multimídia tem 11 polegadas. Elas formam o que a GM chama de Virtual Cockpit System. Outro destaque no interior é o novo logo da Chevrolet, que estreou justamente no Sonic. As pedaleiras são em alumínio. Dentro do carro, a posição de dirigir é um pouco mais alta se comparada com o Onix, o que já era esperado. Já o espaço na traseira para ocupantes com mais de 1,80 metro fica no limite. Chevrolet Sonic 2027 Divulgação / GM É o preço que se paga por uma carroceria visualmente mais harmoniosa, sem recorrer a outras medidas que poderiam deixar as proporções do carro desbalanceadas. Os materiais seguem o padrão encontrado no Chevrolet Tracker e, portanto, quem já está acostumado com modelos da General Motors não terá nenhuma surpresa negativa. O cluster e a tela de multimídia formam um conjunto só, dando foco no motorista. Como de praxe nos modelos mais equipados da marca, o Sonic tem recurso de Wi-Fi nativo e OnStar. Fitas finas de LED atravessam os revestimentos de porta e parte do painel. Volante segue o desenho tradicional de trapézio da Chevrolet. Outro destaque do Sonic são os sistemas de segurança ativa. O utilitário esportivo tem câmera dianteira que permite frenagem automática de emergência, auxiliar de permanência em faixa, auxiliar para evitar evasão de pista, alerta de ponto cego. Há ainda farol alto adaptativo, que se desativa na rodovia ao perceber outros veículos. Segundo a Chevrolet, a câmera de alta definição tem 40% mais área de cobertura se comparada a outros equipamentos. A expectativa é que esses recursos cheguem ao Onix em breve. A versão RS ainda conta com sistema que, quando acionado, detecta vagas paralelas ou perpendiculares. Ao encontrar um espaço compatível, o Sonic manobra por conta própria para dentro da vaga. O motorista apenas controla o acelerador, freio e seleção de marcha.

O logotipo da BioNTech em Marburg, Alemanha. Foto de 2 de fevereiro de 2023. REUTERS/Fabian Bimmer Há seis anos, uma empresa farmacêutica alemã quase desconhecida desenvolveu a primeira vacina contra a covid‑19 baseada em RNA mensageiro (mRNA) e mudou o rumo de uma pandemia global. Anteriormente, a BioNTech havia passado mais de uma década pesquisando imunizantes desse tipo para tratar câncer sem despertar grande interesse comercial. Com a experiência acumulada, a empresa se uniu à Pfizer em 2020 para concluir exames clínicos e lançar a vacina Comirnaty em tempo recorde. Em dezembro daquele ano, a britânica Margaret Keenan recebeu a primeira dose. Anteriormente, Rússia e China haviam aplicado imunizantes de vetor viral de forma emergencial, mas ainda sem estarem concluídas todas as fases de avaliação. Hoje, porém, a empresa de biotecnologia sediada na cidade alemã de Mainz enfrenta um duro acerto de contas. A companhia que um dia distribuiu bilhões de doses de vacina, creditada por evitar milhões de mortes por covid e permitir a reabertura de economias em lockdown, agora corre risco pela aposta em um produto único. Vídeos em alta no g1 Na terça‑feira (05/04), a BioNTech anunciou um amplo corte de custos após registrar prejuízo líquido trimestral de 532 milhões de euros (R$ 3 bilhões). Unidades de produção na Alemanha e em Singapura serão fechadas, e seus fundadores, Ugur Sahin e Özlem Türeci, devem deixar a empresa. No total, cerca de 1.860 empregos devem ser afetados. Por que a BioNTech está em crise? Analistas financeiros dizem que os problemas da BioNTech decorrem do fim previsível de um ganho temporário com a covid, que gerou dezenas de bilhões de euros em receita desde o fim de 2020. Isso, combinado com a natureza de alto risco da pesquisa e desenvolvimento no setor de biotecnologia, evidenciou o risco de depender de um único produto. Os problemas econômicos atuais da Alemanha, como os altos custos de mão de obra e energia, além da burocracia, contribuem para o cenário. Uma enfermeira segura um frasco da vacina da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 no Guy's Hospital, em Londres. ASSOCIATED PRESS A demanda pela vacina contra a covid da BioNtech, a Comirnaty, evaporou mais rápido do que o esperado, com a receita do primeiro trimestre de 2026 caindo para 118 milhões de euros (R$ 684 milhões) – um recuo de 35% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao anunciar os resultados, a empresa afirmou que "antecipa receitas menores com vacinas contra a covid‑19 em comparação com 2025, impulsionadas por quedas tanto nos mercados europeu quanto dos Estados Unidos". Analistas dizem que a companhia ampliou em excesso sua capacidade produtiva durante o boom e agora enfrenta fábricas ociosas. Como resultado, a Biontech afirma que transferirá toda a produção da vacina contra a covid para a Pfizer. Cortes miram a CureVac após aquisição A empresa também se envolveu em controvérsia com a aquisição de 1,25 bilhão de dólares (R$ 6,16 bilhões) da rival CureVac, em dezembro de 2025. A concorrente havia desenvolvido seu próprio imunizante candidato contra a covid, que apresentou baixa eficácia e foi abandonado. Ainda assim, isso não a impediu de processar a BioNTech e a Pfizer em 2022, alegando que a vacina Comirnaty infringia várias de suas patentes de mRNA. Ao comprar a rival — e suas patentes —, a farmacêutica conseguiu encerrar todos os litígios e evitar potenciais indenizações de vários bilhões de euros. Mas, em mais um golpe, quando a BioNTech anunciou nesta semana a reestruturação e os fechamentos, a antiga fábrica da CureVac em Tübingen, perto de Stuttgart, foi uma das incluídas na lista de cortes. O prefeito de Tübingen, Boris Palmer, acusou a empresa de adotar uma estratégia de "comprar primeiro e depois matar", acrescentando que o fechamento da planta foi um "golpe duro" para os "muitos funcionários altamente qualificados que sustentaram a CureVac por anos". A medida foi classificada como uma "abordagem planejada de terra arrasada" pela organização sindical IG BCE, que criticou o que chamou de "razões financeiras de curto prazo que prejudicariam a resiliência do polo de biotecnologia da Alemanha". A câmara de comércio local (IHK Reutlingen) alertou, em comunicado, que "know‑how tecnológico na forma de mentes brilhantes, patentes e resultados de pesquisa e desenvolvimento será perdido" com o fechamento da fábrica. Fundadores da Biontech vão deixar chefia da empresa. Christoph Hardt/Future Image/IMAGO A BioNTech consegue prosperar sem seus fundadores? Sahin e Türeci, que em março anunciaram que deixarão a empresa até o fim do ano para lançar um novo empreendimento de biotecnologia, não eram apenas os fundadores da Biontech, mas a principal força motriz por trás do sucesso da companhia. Como sinal de seu papel central, as ações da empresa despencaram cerca de 18% após o anúncio, com o banco de investimentos Leerink Partners, sediado em Boston e focado em saúde, questionando se a empresa conseguirá manter sua vantagem inovadora sem eles. "A empresa consegue efetivamente repetir e expandir sua abordagem sem a visão de seus fundadores?", questionaram analistas da Leerink em uma nota de pesquisa. A farmacêutica agora retoma seu foco em tratamentos de mRNA contra o câncer, incluindo novas terapias desenvolvidas com a Bristol Myers Squibb para câncer de mama, pulmão e outros tipos. Em sua atualização trimestral mais recente, a empresa disse que espera ter 15 ensaios clínicos de Fase 3 decisivos em andamento até o fim do ano. Sahin afirmou que a BioNTech "continuará focada em acelerar nossos principais programas estratégicos, enquanto permanecemos firmes em nossa visão de traduzir nossa ciência em sobrevivência para pacientes que vivem com câncer". Ao transferir a produção da vacina contra a covid para a Pfizer e fechar algumas fábricas, a BioNTechpretende economizar cerca de 500 milhões de euros (R$ 2,8 bilhões) por ano até 2029. A empresa diz que manterá uma pequena participação na nova startup que está sendo lançada por seus fundadores, que trabalhará em tecnologia de mRNA de próxima geração. Corte nos juros: 4 fatores que explicam a redução Promessas virais para quitar dívidas podem esconder armadilhas

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até a manhã desta quinta-feira (7), cerca de 20 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025. O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano. Deste modo, faltando cerca de três semanas para o fim do prazo de entrega, 24 milhões de contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. ➡️A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Vídeos em alta no g1 Como fazer a declaração Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas: Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil Quem é obrigado a declarar Os perfis de pessoas obrigadas a declarar são: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; quem deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, em evento no Ceará Thiago Gadelha/SVM O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (7), em Fortaleza, que o governo brasileiro busca ampliar parcerias com os Estados Unidos. A fala ocorreu horas antes do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca. Durante entrevista no 10º Salão do Turismo, Alckmin destacou que o Ceará pode se beneficiar das relações comerciais com os norte-americanos. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp “Hoje, nós estamos com metade da exportação brasileira para os Estados Unidos zerada. Não tem imposto. E 22% [das exportações para o Estados Unidos] com 10% [de imposto]. Então, isso também ajuda o estado Ceará, que é um estado importante, estado exportador, buscando outras parcerias com o governo americano”, declarou. Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro do ano passado, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Antes da viagem, os presidentes também conversaram por telefone na última sexta-feira (1º), em uma ligação classificada pelo governo brasileiro como “amistosa”. Durante o evento, o Governo Federal anunciou também uma nova linha de crédito voltada para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham pequenos negócios, como barracas de comida, vendedores ambulantes, lanchonetes e microempreendimentos ligados ao turismo. Fim do visto para chineses e turismo Na entrevista, Alckmin também falou sobre a decisão do governo brasileiro de acabar com a exigência de visto para turistas chineses. Segundo ele, a medida deve impulsionar o turismo internacional no país. Vídeos em alta no g1 “O brasileiro para ir para a China não tem visto, e o chinês para vir para cá também não tem visto”, afirmou o presidente em exercício. “O turismo, ele é criador de emprego e distribuidor de renda”. Alckmin destacou que a China possui 1,3 bilhão de habitantes e lembrou que o número de turistas chineses no Brasil já havia crescido mesmo antes da mudança. “O ano passado, mesmo com exigência do visto, cresceu 35%. Com o visto. E agora, a partir desta publicação de hoje, dispensa o visto para a China". Ele também citou o exemplo da Turquia para defender a medida. "A Turquia fez essa mesma movimentação e aumentou mais de 200% a atração de turistas chineses. A Turquia, que já teve a reciprocidade, não precisa ter visto. O [turismo] chinês aumentou mais de 200%", disse. Salão do Turismo em Fortaleza Geraldo Alckmin anuncia linha de crédito para inscritos no CadÚnico com pequenos negócios Thiago Gadelha/SVM Alckmin está em Fortaleza para participar da abertura do 10º Salão do Turismo, realizado no Centro de Eventos do Ceará. Esta é a primeira vez que o principal evento do setor turístico brasileiro acontece no Nordeste. O presidente em exercício afirmou que o evento funciona como uma vitrine para promover destinos turísticos brasileiros. “O turismo precisa ser divulgado, precisa ser conquistado. Então, é a primeira vez no Nordeste, no Ceará e aqui em Fortaleza”, disse. Também participaram da cerimônia o governador do Ceará, Elmano de Freitas; o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão; e ministros do governo federal. Durante o evento, Alckmin destacou ainda os números do turismo brasileiro. Segundo ele, o país recebeu 9,2 milhões de turistas estrangeiros em 2025 e registrou novo recorde no primeiro trimestre deste ano, com 3,4 milhões de visitantes internacionais. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (7) o "Plano de Integridade para o ciclo 2026-2027", no qual a autoridade monetária "reafirma a integridade como um dos valores centrais da instituição". Esse pilar é destacado ao lado de vários outros. São eles: excelência, foco em resultados, cooperação, abertura para mudanças, sustentabilidade e diversidade, além da empatia. O plano foi lançado após a instituição ter identificado, em março deste ano, indícios de "vantagens indevidas" recebidas por dois servidores da instituição. Eles foram alvos de operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro, dono do banco Master (leia mais abaixo). Vídeos em alta no g1 Os dois servidores foram afastados naquele momento. Paulo Sérgio Neves de Sousa é ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, é ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária. Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Master antes da liquidação do banco, ocorrida após o agravamento da crise da instituição, no fim de 2025. Nesta quinta, o BC avaliou que a integridade deve ser entendida como a atuação pautada pela ética, transparência e priorização do interesse público. E que isso vem sendo fortalecido por meio de uma governança sólida e da implementação de políticas institucionais relevantes, como a atualização da Política de Transparência do Banco Central e da Política de Conformidade (Compliance). "Nesse contexto, a gestão da integridade abrange a prevenção, a detecção, a responsabilização e a remediação de fraudes e atos de corrupção, bem como a promoção e a observância de valores, normas e princípios orientados à proteção do interesse público e ao respeito a direitos", acrescentou o BC. Tendo por base aprendizados do ciclo anterior, de acordo com a instituição, o novo plano de integridade prevê 36 ações distribuídas em sete eixos temáticos. Dentro do escopo dos eixos temáticos estão: transparência; ética; comunicação e treinamento; práticas de integridade nos processos de trabalho; tratamento de denúncias; responsabilização; e monitoramento contínuo. "O novo plano dá especial atenção ao avanço na adoção de medidas de tratamento a riscos de integridade, à capacitação de servidores, ao aprimoramento do tratamento de denúncias, ao fortalecimento dos procedimentos de responsabilização e à incorporação de ações voltadas à diversidade, equidade, inclusão e ao enfrentamento do assédio e da discriminação", informou o Banco Central. Prédio do Banco Central em Brasília Flickr do Banco Central Regras para servidores De acordo com o Banco Central, há regras relacionadas com cuidados no relacionamento interpessoal, prevenção de conflito de interesses, deveres e obrigações dos servidores. A instituição informo que adotará as seguintes ações: Conscientizar a comunidade do BC quanto à importância de manter padrões adequados de respeito e decoro nas interações, especialmente em ambientes corporativos virtuais. Divulgar orientações relacionadas à prevenção de conflito de interesses no exercício de atividades profissionais paralelas por meio de cartilha. Promover maior conhecimento dos deveres e proibições a que estão sujeitos os servidores do BC, com vistas a fortalecer a cultura de integridade da instituição, com a elaboração de perguntas e respostas sobre deveres e proibições. Também está sendo feita uma revisão do código de conduta dos servidores.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em leve alta de 0,05% nesta quinta-feira (7), cotado a R$ 4,9233. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 2,38%, aos 183.218 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️O encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump esteve no centro das atenções nesta quinta-feira (7). Os dois chefes de Estado conversaram sobre temas econômicos, voltados ao comércio, às tarifas impostas pelos Estados Unidos e a minerais críticos. (entenda mais abaixo) ▶️ Falas recentes de Trump, sobre o Irã estar disposto a negociar, também aumentaram a expectativa de um possível acordo entre os dois países — o que poderia permitir a retomada gradual da circulação de navios no Estreito de Ormuz. Com isso, o petróleo tipo Brent (referência internacional), subia 0,73% perto das 17h10, cotado a US$ 102,01 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,42%, a US$ 96,43 o barril. ▶️ Ainda no Brasil, a Polícia Federal iniciou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, está entre os alvos da investigação. ▶️ As ações da Petrobras ficaram entre os destaques negativos da bolsa de valores brasileira, com perdas de 2,22% na sessão, em meio às incertezas sobre a abertura do Estreito de Ormuz e seus efeitos no petróleo. O setor financeiro, que também tem grande peso no Ibovespa, também teve quedas relevantes, com destaque para o Bradesco e Itaú, que caíram 3,89% e 2,37%, respectivamente. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado do mês: -0,58%; Acumulado do ano: -10,30%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,19%; Acumulado do mês: -2,19%; Acumulado do ano: +13,71%. Encontro entre Lula e Trump O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidnete Donald Trump ficou entre os destaques desta quitna-feira. A reunião durou cerca de três horas e, segundo Lula, foram abordados principalmente temas relacionados ao comércio, às tarifas americanas sobre os produtos brasileiros e minerais críticos. Os presidentes, no entanto, não chegaram a abordar temas como a equiparação de facções criminosas a terroristas e o PIX, que é alvo de uma investigação comercial nos EUA. "Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível", afirmou Lula sobre o encontro. O presidente brasileiro ainda disse ter acordado com Trump a criação de um grupo de trabalho para debater a possibilidade de zerar as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil. "Falei: vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabaho e permitir que [...] apresentem propostas. Quem tiver errado vai ter que ceder. Se estivermos errados, nós vamos ceder, mas se vocês estiverem errados, terão que ceder também", disse Lula, reiterando que tem uma relação "muito boa" com o presidente americano. “Sabe aquela história de amor à primeira vista, aquele negócio da química? Foi isso que aconteceu, e eu espero que continue assim.” Após o encontro, Trump afirmou que Lula é "muito dinâmico", destacando que a reunião com o presidente brasileiro foi "muito boa". “A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.” Trégua no Oriente Médio Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações. Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas. Entre os principais pontos em discussão estão: suspensão temporária do programa nuclear iraniano; redução das sanções impostas pelos EUA; liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior; diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz. A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço. O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões. Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem. O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões. 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços. Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito. Mercados globais As bolsas globais fecharam sem direção única nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanham as negociações entre EUA e Irã e a possibilidade de retomada do transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico. Em Wall Street, os índices fecharam em queda. Enquanto o S&P 500 caiu 0,38%%, o Dow Jones perdeu 0,63% e a Nasdaq recuou 0,13%. Na Europa, o desempenho das bolsas locais também foi negativo. O índice STOXX 600 caiu 1,1%. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,02%, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 1,17%. Já em Londres, o FTSE 100 teve queda de 1,55%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,48%, aos 4.900 pontos. Em Xangai, o SSEC também subiu 0,48%, aos 4.180 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero da PF A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Entre os alvos está o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que é alvo de mandados de busca e apreensão em endereços em Brasília e no Piauí. O irmão do senador, Raimundo Nogueira, também é alvo das buscas. Com a nova fase da operação, a proximidade de Daniel Vorcaro com políticos começa a se tornar pública. A PF já avançou nas investigações, mas cada passo da operação é acompanhado de perto pelo relator do caso no STF, o ministro André Mendonça. Segundo o blog apurou, Ciro é o primeiro de outros políticos sob investigação. Na decisão obtida pelo blog, a PF afirma ter identificado “suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. O caso envolvendo Ciro Nogueira era um dos que reuniam maior quantidade de indícios já mapeados pelos investigadores. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido "em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados". O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Daniel Vorcaro em depoimento à Polícia Federal, em dezembro de 2025. PF via BBC
Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas
Os Estados-membros e o Parlamento Europeu fizeram um acordo nesta quinta-feira (7) para banir, na União Europeia (UE), ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que geram imagens sexuais falsas sem o consentimento das pessoas envolvidas.
A iniciativa surgiu após a introdução, há alguns meses, de uma funcionalidade no Grok, assistente de IA da xAI, empresa fundada por Elon Musk, que permite aos usuários solicitar a criação de imagens hiper-realistas (ou deepfakes) de adultos e crianças nus a partir de fotos reais, sem o consentimento das pessoas retratadas.
O recurso provocou um escândalo em vários países e levou à abertura de uma investigação na UE.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, denunciou a divulgação de fotos falsas com sua imagem geradas por IA e classificou o recurso como uma “ferramenta perigosa”.
Segundo o Parlamento Europeu, a nova proibição mira sistemas capazes de criar imagens, vídeos e sons de caráter pedopornográfico ou que representem as partes íntimas de uma pessoa identificável, além de conteúdos que mostrem alguém participando de atividades sexuais sem consentimento.
A nova regulamentação será aplicada a partir de 2 de dezembro de 2026. A partir dessa data, os serviços de IA deverão contar com medidas de segurança para impedir a geração desse tipo de conteúdo.
A medida foi adotada como parte de uma revisão da legislação europeia sobre IA, uma lei pioneira aprovada formalmente há dois anos.
Os 27 países-membros e os eurodeputados também concordaram em adiar a entrada em vigor das novas normas que regulamentam os chamados sistemas de IA de alto risco, usados em áreas sensíveis como segurança, saúde e direitos fundamentais.

Calculadora; empresa; gastos; dinheiro Freepik/cookie_studio As sextas-feiras eram sagradas para o empresário Delano Zonta: dia de apostar na loteria. Segundo ele, o jogo era uma tentativa de aliviar um orçamento já sufocado por dívidas. “Mesmo tendo boa renda, eu sempre acabava gastando tudo. Desde os meus 18 anos eu já era enrolado com dinheiro”, relembra. Mais de uma vez, Zonta misturou contas pessoais com as da empresa, e chegou a sacar todo o dinheiro do negócio para comprar um carro novo. Mas foi o uso desenfreado do cartão de crédito que fez sua vida financeira sair do controle. “Eu gastava no cartão mais do que conseguia pagar. Quando a fatura vinha, entrava no cheque especial e dizia para mim mesmo que depois tentaria resolver”, diz. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Com ajuda de um amigo gerente de banco, o empresário contratou novos empréstimos para quitar dívidas antigas. Assumiu parcelas maiores do que podia pagar e entrou em um novo ciclo de endividamento, somando cartão de crédito, cheque especial e novos empréstimos para cobrir os anteriores. Zonta já havia falido três vezes e acumulava mais de R$ 230 mil em dívidas. Até que a sorte bateu à porta do empresário: em um sábado, quando tinha apenas R$ 42 na conta, ganhou R$ 35 mil na quina da Mega-Sena. “O primeiro sentimento foi de alívio: eu ganhei na loteria! Peguei o dinheiro às 11h e comecei a pagar um pouco de cada dívida. Às 14h30, eu já não tinha mais nenhum real. Tinha dado tudo para o banco”, diz. Com as contas zeradas, o empresário ainda devia mais de R$ 216 mil. “Aquele foi um dos piores dias da minha vida, com um sentimento enorme de fracasso. Mas também foi o dia em que decidi que não dava mais para continuar assim”, afirma. Naquela noite, Delano começou a estudar o funcionamento do sistema bancário. Separou as dívidas, organizou o orçamento e passou a cuidar melhor do dinheiro. A esposa foi fundamental no processo. “Uma coisa que o endividado sente é solidão. A gente tem vergonha de falar, de assumir que está com um problema. Mas lidar com tudo isso sozinho é muito mais difícil”, afirma. Foram quase quatro anos até que Delano Zonta conseguisse honrar todos os seus compromissos: a última parcela, de R$ 316, foi paga em janeiro de 2020. No mesmo ano, o empresário iniciou a formação como planejador financeiro — e agora vive, justamente, de educação financeira. Zonta é um dos milhares de brasileiros que já ficaram endividados no país. Agora, como planejador financeiro, alerta: de nada adianta a renegociação para aqueles que continuam com os mesmos padrões de comportamento. "O problema do Brasil e do endividamento não é só a falta de crédito ou os juros altos. O problema é que as pessoas não aprendem 'na base' [quando crianças] a lidar com dinheiro, e isso se reflete na vida toda", diz. Endividamento crescente O debate sobre o nível de endividamento do país voltou a ganhar força após o governo federal lançar, no início da semana, o Desenrola 2.0 — novo programa de renegociação de dívidas. O programa promete reduzir débitos atrasados e ajudar a limpar o nome de milhões de brasileiros. Dados recentes do Serasa, por exemplo, indicaram mais de 80 milhões de endividados no país. Mas, para quem já esteve muito endividado e conseguiu se reorganizar, uma medida como essa tem efeito limitado. “O problema da dívida não está apenas na taxa de juros. Ele vem do excesso de crédito disponível para a população”, afirma a planejadora financeira Myrian Lund, reiterando que o novo programa do governo deveria ser associado a ações de educaçao financeira para gerar resultados mais permanentes na redução da inadimplência. “Para uma minoria, pode até ser positivo, porque vai liquidar a dívida e evitar novas quedas no endividamento. Mas, do ponto de vista estrutural, é apenas enxugar gelo”, completa. A planejadora financeira Mônica Cardoso concorda e diz que as renegociações demandam alguma cautela por parte dos endividados, para que uma dívida resolvida agora não se transforme em outra no futuro. “Infelizmente, uma reserva não vai sanar o problema. É preciso cuidado para não se endividar de novo depois de um ou dois anos”, diz. 'Crédito fácil é o canto da sereia' Segundo Wagner Pagliato, coordenador do curso de ciências contábeis da Unicid, casos de endividamento crônico costumam estar ligado à falta de alinhamento nas decisões de consumo e à pressão social para manter um padrão de vida acima da renda. Esse “sufocamento” financeiro pode afetar até a saúde. “O endividamento pode gerar estresse, ansiedade, sensação de culpa e até negação da situação financeira. A dívida deixa de ser apenas uma questão financeira e passa a envolver comportamento, hábitos e saúde emocional”, completa. “Eventos inesperados, como doenças, emergências familiares ou perda parcial de renda, também podem desorganizar rapidamente o orçamento. Assim, mesmo famílias com renda estável podem se tornar inadimplentes”, afirma. Fernanda* foi uma das vítimas de um imprevisto. Sua vida financeira mudou no fim de 2024, quando teve o celular roubado. Além de mais de R$ 40 mil em compras no cartão de crédito, criminosos também contrataram um empréstimo de R$ 150 mil em seu nome. Quando o empréstimo foi feito pelos criminosos, seu nome ficou negativado, e o banco usou todo o dinheiro disponível em conta para quitar parte da dívida. “Entrei no cheque especial e fui ficando cada vez mais no vermelho, principalmente por causa dos juros. Uma dívida de R$ 30 mil que eu tinha no cartão se transformou em R$ 112 mil”, conta. Fernanda afirma que avalia se inscrever no Desenrola 2.0 para tentar resolver o problema. “A verdade é que ninguém quer ficar com o nome sujo. Quero resolver essa situação”, comenta. Além de eventos imprevistos, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o endividamento muitas vezes ocorre por motivos emocionais ou familiares. A secretária Tatiana*, por exemplo, conta que viu suas finanças entrarem em colapso após um relacionamento que terminou mal. Ao tentar ajudar o então parceiro, ela acabou comprometendo seu benefício do INSS e assumindo dívidas maiores do que podia pagar. “Eu estava apaixonada e não percebi que fui induzida a pegar um empréstimo consignado para ajudá-lo a montar o negócio dele. Depois ainda fomos fazer uma viagem de cruzeiro em que eu acabei pagando tudo. Parcelei e fui me endividando”, conta ela. Apesar das dívidas no cartão de crédito, ela continuou tendo acesso ao crédito com facilidade. Pegou novos empréstimos para quitar débitos anteriores, com linhas de crédito pessoal e até um limite maior no cheque especial. “Crédito fácil é o canto da sereia. Peguei vários empréstimos pelo aplicativo do banco e, quando vi que estava com dificuldade, cheguei a ir à agência para falar com a gerente e ver como ela poderia me ajudar. Mas a saída que ela me deu foi aumentar meu limite para R$ 10 mil”, diz. Com uma dívida de quase R$ 100 mil, a secretária conta que precisou mudar hábitos de consumo e, com a ajuda de uma planejadora financeira, decidiu tirar as contas do débito automático. O objetivo era juntar recursos para tentar negociar melhores descontos com os bancos. Como sair do endividamento? Segundo especialistas, o primeiro passo para sair das dívidas é fazer um “diagnóstico financeiro” — um levantamento detalhado das dívidas e da renda disponível para quitá-las. “Em seguida, é preciso classificar os débitos conforme a taxa de juros, priorizando os mais caros”, explica Pagliato, da Unicid. Além disso, especialistas reforçam a necessidade de mudar padrões de consumo e hábitos que levaram ao endividamento. A planejadora financeira Mônica Cardoso conta que chegou a dever mais de R$ 50 mil, após uma perda repentina de renda e gastos excessivos no cartão de crédito. “Depois de uma compra alta, meu marido chegou a picotar nosso cartão de crédito. Ele já tinha quebrado uma vez e disse que não queria passar por aquilo de novo. É difícil: não dá para mudar 10 anos de hábitos ruins em 10 dias. Mas é preciso fazer sacrifícios e aprender a dizer não para se reerguer”, diz. Especialistas também destacam a importância de contar com o apoio de um profissional qualificado para definir o melhor momento de renegociar com os bancos. “É preciso entender que a negociação envolve várias etapas. Às vezes, você vai oferecer uma quantia ao banco que ele não aceita, e será necessário voltar para casa e continuar juntando”, afirma Myrian Lund. “O devedor precisa fazer o dever de casa. Não vai cair dinheiro do céu. É necessário fazer uma economia de guerra e tentar juntar o máximo possível para liquidar a dívida de uma vez”, completa. *Os nomes foram alterados a pedido das entrevistadas.

Trump se irrita com preço de carne e manda investigar frigoríficos nos EUA O governo dos Estados Unidos afirmou nesta semana que pagará uma recompensa a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por práticas comerciais abusivas. (CORREÇÃO: o g1 errou ao informar que os EUA pagarão uma recompensa de mais de US$ 1 milhão a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por práticas comerciais abusivas. O valor pode variar de 15% a 30% da multa se ela ultrapassar US$ 1 milhão. A informação foi corrigida às 9h35). A JBS e a National Beef, controlada pela Marfrig nos Estados Unidos, são alvos da investigação. Além delas, as norte-americanas Cargill e Tyson Foods também são analisadas desde novembro do ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação começou por solicitação do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou as quatro empresas de elevarem os preços da carne bovina "por meio de conluio ilícito". Segundo o governo, entre 1980 e 1990, a fatia de gado comprada por esses frigoríficos passou de um terço para mais de 80% do total nacional. O Departamento de Justiça informou que revisou mais de 3 milhões de documentos e ouviu centenas de pessoas do setor, como pecuaristas e produtores. A recompensa pode variar de 15% a 30% do valor das multas se elas ultrapassarem US$ 1 milhão. O pagamento será feito a quem fornecer informações sobre possíveis crimes concorrenciais ou fraudes. Em nota, a MBRF afirmou que respeita as leis de defesa da concorrência. A empresa acrescentou que, nos EUA, a National Beef atua em sociedade com 700 produtores locais, que detêm cerca de 18% do capital da companhia. O g1 procurou a JBS, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Exportação de carne bovina do Brasil pode cair 10% em 2026 com restrição da China, diz Abiec Foco nas empresas brasileiras A JBS é a maior produtora de carne nos EUA, segundo a empresa. Já a National Beef é a quarta maior e é reconhecida como a mais lucrativa do setor no país, segundo a Marfrig. A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou na segunda-feira que a propriedade estrangeira de grandes processadores de carne representa uma ameaça ao país. "Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita", disse a secretária. Ela também associou a empresa a casos de corrupção, cartéis e trabalho escravo, citando denúncias recentes. "O que já é ruim o suficiente por si só, mas também é em detrimento dos grandes pecuaristas independentes e consumidores da América", declarou. No dia 29, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões por trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária. Na ocasião, a empresa disse que "não foi notificada sobre as ações mencionadas". Além de Rollins, o conselheiro do presidente Trump, Peter Navarro, disse que o lobby da carne, representado por brasileiros, teria "ameaçado silenciosamente a Casa Branca" em resposta ao tarifaço. Segundo ele, isso teria resultado no desvio de carne dos EUA para a China. Em agosto, os EUA aplicaram uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para o país, incluindo carne. O Brasil é o principal fornecedor do produto para a indústria norte-americana. Saiba também: Marfrig e BRF criam Sadia Halal e preparam entrada na bolsa na Arábia Saudita Menos gado no pasto Os estoques de gado nos EUA caíram ao nível mais baixo em quase 75 anos, após fazendeiros reduzirem seus rebanhos devido a uma seca prolongada, que prejudicou as pastagens e elevou os custos de alimentação. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, há um ano, a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para suprir a demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. A baixa oferta obrigou frigoríficos a pagar mais pelo gado destinado à produção de hambúrgueres e bifes. Em dezembro, a JBS informou que fecharia de forma permanente uma fábrica nos arredores de Los Angeles, responsável por preparar carne bovina para venda em supermercados dos Estados Unidos. O frigorífico rival Tyson Foods também anunciou, em janeiro do ano passado, o fechamento de uma importante fábrica de abate de gado em Nebraska, que emprega cerca de 3.200 pessoas. Pecuaristas insatisfeitos Pecuaristas norte-americanos criticam Trump desde outubro, após o presidente sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina. Na ocasião, ele disse que usaria a medida para reduzir os preços nos EUA, que atingiram níveis recordes. Os produtores viram o comentário como uma ameaça, em um momento de preços elevados do gado e forte demanda dos consumidores americanos. Trump respondeu às críticas nas redes sociais e afirmou que eles estão em boa condição econômica graças ao tarifaço imposto ao Brasil e a outros países. "Os pecuaristas, que eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo bem, pela primeira vez em décadas, é porque eu impus tarifas sobre o gado que entra nos EUA, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil", disse Trump em sua rede social. Saiba também: Como sementes usam o som da chuva para decidir quando germinar Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes Trump e carne bovina CNA e Reuters

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.004 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 36 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (7), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (5), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Por que o PIX virou alvo de Trump em investigação comercial contra o Brasil? O PIX deve ser assunto central do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que ocorre nesta quinta-feira (7). O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta na em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump. No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro. O PIX é o único sistema do governo com essa finalidade. "O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Já neste ano, em abril, um relatório divulgado pela Casa Branca ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio. Veja, nos tópicos abaixo, os possíveis motivos apontados por especialistas para Trump questionar o PIX. Concorrência com empresas dos EUA PIX Internacional, 'efeito Brics' e ameaça ao dólar Sucesso do PIX vira vitrine para o Brasil Ofensiva dos EUA contra sistemas de pagamentos Exigências legais do Brasil — e apoio às big techs Concorrência com empresas dos EUA O PIX é gratuito para pessoas físicas e tem custo baixo para empresas, representando forte concorrência para grandes operadoras de cartão de crédito americanas, como Visa e Mastercard, afirma Jorge Ferreira dos Santos Filho, economista e professor da ESPM. "O sistema também compete com fintechs americanas. Enquanto nos EUA a regulação permite a cobrança por transferências instantâneas, no Brasil essas empresas são obrigadas a integrar o PIX para operar", diz. Segundo o professor, as regras forçam as companhias a ajustarem seus modelos de negócio diante da possível perda de receita, já que empresas de alta tecnologia lucram com taxas sobre transações. O cenário também afeta big techs que oferecem serviços de pagamento, como o Google. Para Ralf Germer, CEO da PagBrasil, o PIX é um sistema tecnologicamente avançado que promove uma concorrência saudável no mercado. Ele não acredita, porém, que o sistema conflite diretamente com os interesses dos EUA, nem que isso justifique a investigação do governo americano. "O PIX não foi criado para concorrer ou substituir outros meios de pagamento, como o cartão de crédito. Desde o lançamento do sistema, as demais formas de pagamento, especialmente os cartões, continuaram crescendo", afirma. "Além disso, houve tempo suficiente para que se adaptassem e desenvolvessem soluções capazes de competir com as vantagens do PIX, seja em custo, experiência do usuário ou do comércio", acrescenta. Voltar ao índice. PIX é investigado nos EUA a pedido de Trump por configurar possível 'prática desleal' PIX Internacional, 'efeito Brics' e ameaça ao dólar Entre as novidades do PIX, o Banco Central do Brasil (BC) segue trabalhando para adotar, no futuro, o PIX Internacional, que já é aceito de forma limitada em alguns países, como Argentina, EUA (Miami e Orlando), Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o uso atual do PIX em outros países é "parcial", restrito a estabelecimentos específicos. A expectativa é que, no futuro, os pagamentos transfronteiriços sejam realizados de forma definitiva, interligando sistemas de pagamento instantâneo. Nesse sentido, especialistas acreditam que a possibilidade de uso do PIX Internacional como meio de pagamento entre países do Brics, por exemplo, pode ter incomodado os EUA por ameaçar a paridade do dólar nas negociações, comprometendo a hegemonia da moeda no sistema financeiro global. "Esse pode ser o ponto que mais incomoda o governo americano: a criação de uma moeda única do Brics e o possível uso do sistema PIX para reduzir a influência do dólar nas negociações entre esses países", diz Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. 🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã. Durante o tarifaço, o presidente Donald Trump ameaçou, em mais de uma ocasião, aplicar taxas de 10% às nações integrantes do grupo. Ele é contra a criação de uma nova moeda ou meios de pagamento que substituam o dólar — uma das prioridades do Brasil dentro do grupo. Segundo o professor Jorge Ferreira, da ESPM, o PIX Internacional pode enfrentar resistência dos EUA, já que concorreria diretamente com o sistema SWIFT — rede global de transferências financeiras adaptada, inclusive, para cumprir sanções internacionais, especialmente dos EUA e da União Europeia. Voltar ao índice. Sucesso do PIX vira vitrine para o Brasil Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo e fundador do RegLab, afirma que a principal queixa dos EUA parece ser a percepção de que o governo brasileiro teria favorecido seu próprio sistema de pagamento eletrônico — prejudicando, assim, empresas privadas norte-americanas. Ele avalia que, quando o regulador também atua como operador bem-sucedido — como o Banco Central do Brasil com o PIX —, é natural que surja uma “pressão internacional” nesse cenário de competição. "De uma forma ou de outra, o PIX se tornou um modelo de inovação estatal eficiente, que pode ser replicado por outros países — o que representa uma possível ameaça ao domínio de empresas americanas no mercado global de meios de pagamento", explica. Para o especialista, o sucesso massivo do PIX também virou uma vitrine e confere ao Brasil peso geopolítico para influenciar padrões e negociar aberturas no mercado internacional. “É um grande modelo a ser seguido em termos de infraestrutura pública digital de pagamentos.” Diversos países buscam entender os mecanismos de funcionamento do sistema. Voltar ao índice. Ofensiva dos EUA contra sistemas de pagamentos Pedro Henrique Ramos, do RegLab, lembra que os EUA têm um histórico de contestar políticas que favorecem infraestruturas domésticas, citando os casos da Indonésia, Índia e China (com a UnionPay). Ao anunciar tarifas de 32% sobre produtos importados da Indonésia, no ano passado, os EUA também alegaram "prática comercial injusta", citando impacto em empresas americanas como Visa, Mastercard e Amex. Segundo Ramos, esse tipo de infraestrutura pública de baixo custo, criado por países emergentes, é adotado como instrumentos de inclusão social e financeira, e de redução da dependência de redes atreladas ao dólar. "Então, você tem um atrito geopolítico claro entre interesses comerciais e também com os discursos políticos que são usados para fundamentar e fomentar essas infraestruturas digitais soberanas dos países", afirma. Ralf Germer, da PagBrasil, destaca que os EUA têm sistemas semelhantes, como o Zelle — criado por grandes bancos, com possíveis taxas conforme a instituição — e o FedNow, do Federal Reserve, que permite cobrança de taxas pelos bancos, mas geralmente não repassadas ao consumidor final. Os sistemas norte-americanos, no entanto, não chegaram nem perto do sucesso do PIX, afirma Pedro Henrique Ramos, do RegLab. "A adesão ao FedNow, por exemplo, foi opcional. Nenhum dos grandes bancos americanos aderiu. Então, de uma forma ou de outra, o PIX virou um modelo, uma vitrine", diz. Voltar ao índice. Exigências legais do Brasil — e apoio às big techs Os questionamentos dos EUA sobre os pagamentos eletrônicos fazem parte de uma discussão mais ampla que envolve big techs americanas, como Google e Meta (WhatsApp ), que operam seus próprios sistemas de pagamento e podem ver o PIX como concorrente. "Empresas americanas do setor frequentemente resistem a determinadas decisões do Supremo Tribunal Federal [STF], especialmente sobre exigências legais como a proibição de veicular certos conteúdos", diz Lia Valls, pesquisadora associada do FGV Ibre e professora da UERJ. Segundo a especialista, apesar de não ter relação direta, o conflito com as big techs também contribui para as alegações de Donald Trump, que em diversas ocasiões tentou pressionar a Suprema Corte brasileira. Também no ano passado, por exemplo, a maioria dos ministros do STF votou a favor de responsabilizar as redes sociais pelo conteúdo publicado por seus usuários — como discursos de ódio, fake news ou prejudiciais a terceiros. No mesmo dia, o Google, dono do YouTube, afirmou que "abolir regras que separam a responsabilidade civil das plataformas e dos usuários não contribuirá para o fim da circulação de conteúdos indesejados na internet [como fake news]". Já a Meta, proprietária do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, manifestou preocupação com "as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil". Além disso, há o caso específico do WhatsApp. Em junho de 2020, antes mesmo do lançamento do PIX, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam a função de pagamentos e transferências por meio do aplicativo no Brasil. Na época, o BC determinou que as bandeiras Visa e Mastercard, que viabilizavam as transações, suspendessem a função de pagamentos para que o órgão avaliasse riscos e garantisse o bom funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já o Cade apontava possíveis riscos à concorrência. Em 2023, com o PIX já em funcionamento, o BC autorizou o WhatsApp a oferecer pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pago. Em dezembro, porém, a empresa descontinuou no Brasil a função de pagamento entre pessoas com cartão de débito no aplicativo. Em nota enviada ao g1 em novembro de 2024, a empresa informou que a decisão de suspender a função com cartão de débito no país teve como objetivo priorizar as transações via PIX. Voltar ao índice. Aplicativo bancário para pagamento financeiro em PIX. Bruno Peres/Agência Brasil

Câmara cria comissão para debater fim da escala 6x1 O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) na Câmara dos Deptados, Léo Prates (Republicanos-BA), disse nesta quarta-feira (6) que o tema deverá ser dividido em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei. “O caminho hoje ficou claro para a gente da PEC com o PL (projeto de lei)”, disse o deputado. A declaração foi após audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com outros membros da comissão que analisa o assunto, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP). “Eu disse o formato. Hoje o ministro Marinho trouxe uma posição que é uma posição que eu considero interessante. Eu acho que o presidente Alencar também considera interessante”, afirmou o relator. No entanto, Prates e Santana não confirmaram se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição. O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6x1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV No entanto, especificidades de alguns setores e até eventual regra transição para adoção da medida poderão ser tratados no projeto de lei. Ontem, o relator havia anunciado que a PEC deve ser analisada pela comissão especial da Câmara no dia 26 de maio. Hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, que é tema central do debate sobre o fim da escala 6x1. Motta elogiou o cronograma da Comissão Especial da Câmara que prevê a votação ainda neste mês. O governo enviou um projeto de lei que trata do tema. Porém, já tramitava na Câmara propostas constitucionais sobre o assunto. Portanto, a declaração do relator indica uma solução para o impasse sobre como o fim da escala seria encaminhada. “A PEC é importante e não briga com o PL. Na PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país a partir dessa aprovação dessa PEC. Quais as regras gerais, mas as especificidades têm papel do PL. Portanto, não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro Marinho.

Ilustração de logo do Bradesco. Reuters O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% na base trimestral, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira. A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, para quase R$ 10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, ante 14,4% um ano antes. Previsões de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 6,7 bilhões e ROE de 15,6%. "Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos. Seguiremos em frente, 'step by step'", disse o presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, em comunicado à imprensa sobre o balanço, acrescentando que o avanço ocorreu com cautela. "O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade." Vídeos em alta no g1 Crédito A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas. Nesse segmento, houve aumento de 3,3% nas grandes companhias e de 14,4% nas micro, pequenas e médias empresas. Na base trimestral, a carteira expandida ficou quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física e queda de 1,1% em pessoa jurídica — recuo de 0,2% nas grandes empresas e de 2,3% nas MPMEs. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% um ano antes e no quarto trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, o resultado foi influenciado pelas operações de capital de giro com garantias, que têm dinâmica específica de recuperação e impactaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual. No começo da semana, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, para quase R$ 9,7 bilhões. O banco afirmou que o movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito no varejo. No atacado, a PDD expandida somou R$ 800 milhões, ante R$ 300 milhões no trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes. No varejo, a PDD expandida foi de R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 7,4 bilhões um ano antes, impactada por "operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada". Na movimentação da carteira por estágios, o montante no estágio 1 somava R$ 715,7 bilhões, enquanto no estágio 2 totalizava R$ 40,0 bilhões e, no estágio 3, R$ 57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram de R$ 712,4 bilhões, R$ 37,2 bilhões e R$ 59,4 bilhões, respectivamente. O banco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 entre 8,5% e 10,5%. Eficiência As receitas totais do banco atingiram R$ 36,9 bilhões, alta de 14% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. As receitas com prestação de serviços cresceram 6,2%, para R$ 10,4 bilhões. As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual. O índice de eficiência ficou em 49,2%, ante 51,8% um ano antes. O resultado de seguros mostrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual, com ROAE de 21,6%. Em fevereiro, o banco e a Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, conglomerado formado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações. "Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a organização. Seu potencial em saúde é grande, e há também benefícios para o grupo", acrescentou Noronha. O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%. Os ativos totais somavam quase R$ 2,48 trilhões. Ao fim de março, o banco tinha 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Em dezembro, eram 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento.

A Tesla anunciou, nesta quarta-feira (6), um recall de 218.868 veículos nos Estados Unidos devido a uma falha na imagem da câmera de ré. Segundo a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA), órgão equivalente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) no Brasil, em alguns veículos a imagem da câmera de ré pode demorar a aparecer ao se engatar a marcha à ré, o que reduz a visibilidade do motorista. "Em uma pequena porcentagem dos veículos afetados, no momento em que o veículo é ligado, a placa do computador do carro pode sofrer um curto-circuito, resultando na perda da funcionalidade da câmera de ré", diz a Tesla no recall. Vídeos em alta no g1 O recall envolve alguns veículos dos modelos: Tesla Model 3 de 2024 até 2025; Tesla Model Y de 2023 até 2025; Tesla Model S de 2024 até 2025; Tesla Model X de 2023 até 2025. Tesla Model 3 divulgação/Tesla A Tesla informou que já disponibilizou uma atualização de software remota para corrigir o problema. No mês passado, a NHTSA encerrou uma investigação que envolvia cerca de 2,6 milhões de veículos da Tesla, relacionada a um recurso que permitia movimentar os carros à distância, após concluir que os casos estavam ligados apenas a incidentes em baixa velocidade.

'O parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas', aponta Kauê Lopes dos Santos AFP via Getty Images O investimento em programas de renegociação de dívidas mostra que o governo brasileiro está atento aos problemas da população e funciona como uma injeção de renda para permitir a volta ao consumo, afirma o geógrafo Kauê Lopes dos Santos, que estuda a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo. Por outro lado, diz o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), programas como o Desenrola, que teve sua segunda versão lançada oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana, podem criar uma cultura de renegociação de débitos que não resolve o problema estrutural causado pelo consumo via crédito no Brasil. "Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo", diz Lopes dos Santos, autor do livro Parcelado (Editora Fósforo). Desenrola 2.0: Bancos dizem que vão iniciar após ajustar operações "Mas, como muitas políticas públicas, tem um impacto de curto e médio prazo." Segundo o pesquisador, programas como o Desenrola 2.0 podem criar uma cultura de renegociação que podem "complexificar o jogo". "Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais", diz. A iniciativa, lançada oficialmente na segunda-feira (4), prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. O programa é uma reedição do pacote de medidas que operou entre 2023 e 2024. O hábito do crédito Em Parcelado, Kauê Lopes dos Santos analisa como o consumo via crédito passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico das famílias brasileiras, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência. "Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda", disse em entrevista à BBC News Brasil. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 80,4% das famílias brasileiras se encontravam endividadas em março, um recorde na série histórica do levantamento. Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13. O geógrafo aponta que o sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, "construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas", tornando o cenário cada vez mais complexo para as famílias de baixa renda. "Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência." E se por um lado o acesso ao crédito se transforma em inclusão social e maior acesso a produtos, ele também compromete o futuro financeiro de parte da população, diz o autor. "Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento." Nos últimos anos, afirma Lopes dos Santos, a situação se agravou ainda mais diante da disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets. "Frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito etc.", diz. ➡️ Leia, a seguir, a entrevista completa com Kauê Lopes dos Santos, editada para maior clareza e concisão. BBC News Brasil - Por que resolveu estudar o endividamento da população brasileira? Kauê Lopes dos Santos - Eu resolvi estudar o tema, na verdade, em decorrência de uma pesquisa que desenvolvi no mestrado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), que objetivava entender os contrastes materiais perceptíveis na periferia de São Paulo. Quando fazia visitas de campo, observava nos bairros periféricos a presença de um conjunto de infraestruturas e serviços muito precários, como rede de saneamento básico, rede de eletricidade e telecomunicações, equipamentos de infraestrutura e lazer e etc. Só que, ao mesmo tempo, nas moradias, observava uma presença de bens considerados modernos, como televisões, geladeiras, mais recentemente celulares, computadores e assim por diante. Esse contraste me chamava a atenção e, quando fui tentar entender o motor por trás desse contraste, cheguei na questão do crédito. BBC News Brasil - No seu livro, o senhor fala em endividamento crônico. O que isso significa? Lopes dos Santos - O endividamento crônico é aquele que está ligado a uma lógica de repetição. Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda. Vamos supor que eu tenha um orçamento de um salário mínimo, mas não consiga comprar várias das coisas que tem na minha casa com esse valor. Então eu parcelo a geladeira, depois o fogão, depois a televisão. E aí chega um momento que algo como, por exemplo, uma roupa, que eu poderia comprar com o meu salário mínimo e estaria dentro do meu orçamento, já não está mais porque parte da minha renda está comprometida com as outras parcelas. Então o que eu faço? Parcelo a roupa também. Parcelo até o supermercado. Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento. Governo Lula anunciou segunda fase do Desenrola Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil BBC News Brasil - O senhor entrevistou centenas de famílias. Com o que as pessoas se endividam no Brasil hoje? Lopes dos Santos - Na minha pesquisa, o foco principal são equipamentos elétricos e eletrônicos, mas em paralelo acompanho dados de outras pesquisas maiores, de institutos, que têm mais condições de ampliar a análise. E o que observo é que o parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas. Há também o uso para emergências, como um conserto de carro. Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência. Mais recentemente, também temos visto o crescimento das bets, que drenam o orçamento e fazem com que as pessoas se endividem cada vez mais. E, frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito, etc. BBC News Brasil - Hoje quase metade da renda dos brasileiros está comprometida em dívidas com instituições financeiras, segundo o Banco Central (BC). Como chegamos a esse ponto? Lopes dos Santos - O Brasil construiu nos últimos 25 ou 30 anos uma sociedade cujo consumo é catalisado pelo crédito. O consumo já acontecia, obviamente, mas agora o sujeito na periferia, que não era bancarizado e não tinha acesso a crédito, pode não só comprar sem ter o dinheiro em reserva, mas em uma velocidade muito maior. E o sistema foi percebendo ao longo do tempo que o mais pobre paga – há situações de calote, de insolvência, mas a grande maioria da população paga porque é importante ter o nome limpo, até para poder continuar consumindo. O sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas, o que torna a situação cada vez mais difícil de resolver, pois mesmo que você tenha chegado ao fim de um parcelamento, ainda tem a parcela de um outro produto que você comprou. E aí, eventualmente, pode até acontecer de você terminar de pagar uma televisão, por exemplo, e aquela televisão já estar obsoleta e você ter comprar outra. Ou então nesse período você simplesmente cansou daquela TV, já quer comprar uma mais moderna porque a publicidade te convenceu. Por isso também acredito que, quando falamos do endividamento crônico, duas dimensões importantes estão juntas na estruturação da sociedade do consumo brasileira: a obsolescência programada das mercadorias, ou seja, as mercadorias, que têm um prazo de validade; e a publicidade, que faz com que mesmo que a sua mercadoria não esteja estragada, você queira consumir outras novas. Há ainda um conjunto de variáveis de ordem macroeconômica que são muito problemáticas. Inclusive, porque com a população sempre com o orçamento no limite, qualquer alteração de ordem macroeconômica, como por exemplo aumento do desemprego, ou a diminuição da renda, vai aumentar muito o número de pessoas em situação de inadimplência e insolvência. Endividamento crônico é 'variante nociva' da inclusão financeira, vê pesquisador Getty Images BBC News Brasil - Até que ponto o acesso ao crédito se converteu em inclusão social e aumento do poder aquisitivo no Brasil? Lopes dos Santos - Essa questão é importante, porque o termo inclusão financeira é muito celebrado como algo positivo, pois tínhamos uma população que anteriormente estava excluída desse sistema e passa a ser incluída. Mas me parece importante qualificar essa inclusão. O que eu fui descobrindo com a pesquisa, a partir dos entrevistados, é que eles identificam que houve uma melhora na vida deles a partir do consumo via crédito – do ponto de vista objetivo e subjetivo. Por exemplo, uma família poder ter acesso a uma geladeira para conservar alimentos significa melhora na qualidade de vida em uma dimensão objetiva. Já do ponto de vista subjetivo, temos a percepção do sujeito cuja família vive num bairro que tem uma infraestrutura precária, mas agora consegue comprar uma coisa moderna. Ou seja, chega a lugares que nunca tinha chegado antes, ou acessa produtos a que nunca teve acesso Mas, ao mesmo tempo, na forma como essa inclusão financeira acontece, ela também pode ser negativa. As taxas de juros empregadas vão comprometer o orçamento e vão comprometer o futuro dessas famílias. O endividamento crônico, para mim, é uma variável nociva dessa inclusão financeira. Por isso que eu chamo de capilarização do crédito, porque as regras do sistema são verticais: elas são decididas e a população tem que acatar, e a taxa de de juros não é negociável. BBC News Brasil - Existe espaço para algum tipo de reforma ou maior regulação no mercado de oferta de créditos? Lopes dos Santos - Economistas são melhores para formulação de políticas públicas de curto prazo, nas humanidades fazemos mais a leitura crítica de construção de estrutura. Mas têm muitos caminhos para serem pensados, nem todos eles de fácil resolução. Por exemplo, redução de taxas de juros não é uma coisa tão simples de ser de ser construída. Ou então educação financeira, que é muito importante, mas como isso seria feito? Se for apenas para gente em idade escolar, como é que garantimos que a maior parte da população economicamente ativa e que é tomadora de crédito vai ter acesso a esse conhecimento? E esse letramento financeiro deveria ser crítico, né? Não adianta só explicar como deve ser o orçamento da família, esse sujeito precisa também saber ler a estrutura, conhecer o sistema financeiro, os bancos, as taxas de juros cobradas. Outra política importante, que se conecta com o debate da escala 6x1, é a questão de aumento da renda do trabalhador. Isso daria maior segurança em termos de não entrada em circuitos de insolvência. Mas tudo tem que ser feito de uma forma combinada, não dá para apostar só em uma dessas políticas. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, na apresentação do Desenrola 2.0 Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil BBC News Brasil - O novo Desenrola Brasil foi lançado oficialmente pelo governo Lula no dia 4 de maio. Como o senhor avalia a primeira iniciativa do Desenrola, em 2023, e quais são suas perspectivas para a nova edição? Lopes dos Santos - Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo. Mas como muitas políticas públicas, tem um impacto de curto e médio prazo. O Desenrola 1 teve um papel importante como um primeiro exercício de atenção para essa questão do endividamento, ao mesmo tempo em que serviu como uma garantia para os bancos, já que a forma como foi arquitetado gera menor risco nas operações do crédito. Mas há também uma leitura crítica, ligada sobretutudo ao fato de que o sujeito vai receber um desconto em sua dívida para depois voltar a consumir. Entre o Desenrola 1 e o Desenrola 2.0., mais de 9 milhões de pessoas voltaram para a condição de super endividamento, o que mostra o quão complexa é a situação. Em termos gerais, eu entendo [as iniciativas] como algo positivo no curto prazo. No médio prazo é uma questão para ser analisada, pois pode criar uma cultura de renegociação que pode complexificar todo o jogo. Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais. Não vamos conseguir resolver efetivamente o problema [do endividamento e do parcelamento], pois o Brasil me parece um dos países que adotaram com mais força essa lógica. Os países europeus, nos quais os inspiramos para muita coisa, não tem essa mesma lógica operante. O Desenrola, na verdade, é feito para lidar com as situações de inadimplência e insolvência – que são produtos do endividamento –, sobretudo para populações de baixa renda que teriam menores condições de resolver isso por conta própria. Essa injeção de verba do Estado não deixa de ser uma injeção de rendimento para essas pessoas positivem a sua situação no mercado de crédito e voltem a consumir mais. BBC News Brasil - Mas e a percepção pessoal em relação ao estado da economia? Sabemos o peso que o endividamento tem para as famílias brasileiras, então do ponto de vista pessoal, o programa pode ter impacto na percepção sobre o estado do país e aprovação do govermo? Lopes dos Santos - A minha hipótese é de que isso vai ter um efeito positivo na leitura da população em relação ao governo – e a expectativa do governo também é essa. Mas um ponto interessante em relação a essa discussão é que, nos anos 2000 e 2010, durante a ascensão da nova classe C, havia uma euforia em relação ao consumo. Essa população teve acesso, pela primeira vez, a uma TV de plasma, a um computador. Só que, com o tempo, essas pessoas entram em um novo ciclo de consumo, de obsolescência programada, de crédito, e não há mais a mesma euforia. Aqueles bens já não são mais uma novidade e o eleitor de hoje já naturalizou a presença desses objetos no seu cotidiano. Mas claro, o parcelamento compromete o orçamento familiar, muitas famílias vivem em situação de inadimplência e insolvência, comprometendo seu bem-estar. Isso também impacta na leitura da população diante da própria situação do consumo. BBC News Brasil - Uma das possibilidades da nova iniciativa é o uso de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar as dívidas. Mas há uma preocupação de alguns setores de que isso possa comprometer a função original do FGTS de aquisição da casa própria e proteção em caso de demissão. Qual sua visão? Lopes dos Santos - Isso tem gerado uma disputa entre empresários e diferentes setores de economia. A construção civil, por exemplo, não gosta do uso do FGTS para garantir negociação com o sistema financeiro porque o fundo é um recurso que pode ser historicamente capturado por esse setor. Outra frente é o debate sobre o sistema financeiro ter mais uma forma de capturar o rendimento dos trabalhadores. Na verdade, se pararmos para pensar, o sujeito na periferia já está pagando as maiores taxas de juros, e está trabalhando e gerando renda que é drenada pelo sistema. Muitas vezes ele já terminou e pagar o preço do produto à vista e segue pagando parcelas referentes apenas ao juros. Isso não deixa de ser uma captura de recursos. Agora, além dessa captura de recursos pelo sistema, temos o FGTS, que seria mais um braço para extração de renda do trabalhador. BBC News Brasil - O presidente Lula afirma que quem aderir ao novo Desenrola ficará bloqueado de apostar em bets por um ano. Te parece uma boa solução para a crise de endividamento gerada pelas apostas? Lopes dos Santos - Me parece, pelo menos, um exercício de conscientização. Em alguns países se proíbe apostas a partir de um horário específico, e eu acho corretíssimo. São jogos azar, o próprio nome já diz muito né? E, claro, chega de forma muito irresponsável para populações em situação de maior vulnerabilidade, que vão ter seu orçamento também drenado por isso. Inclusive porque, no começo, chegou-se a vender [as bets] como uma possibilidade de renda extra, o que já foi proibido. Chega a ser imoral.

Home office em extinção? O movimento acontece aos poucos, mas já é perceptível: há mais gente no trânsito, elevadores cheios e escritórios voltando a ganhar movimento. Depois que o home office virou regra para milhares de empresas durante a pandemia da Covid-19, companhias passaram a puxar o retorno ao presencial — e os dados indicam que essa mudança já está em curso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Um estudo da WeWork, em parceria com a Offerwise, divulgado nesta quarta-feira (6), ajuda a dimensionar essa mudança. Hoje, 63% dos entrevistados trabalham de forma presencial — e, para a maioria (79%), isso não é uma escolha, mas uma exigência. Quando a decisão depende do profissional, apenas 42% optariam por trabalhar exclusivamente no escritório. Os demais preferem modelos híbridos ou totalmente remotos. ⚠️ Esse desencontro já aparece na prática. Em São Paulo, a taxa de vacância de imóveis corporativos atingiu 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível em 14 anos, segundo a consultoria imobiliária JLL. No mercado de trabalho, o cenário é semelhante: vagas remotas diminuem, enquanto oportunidades presenciais e híbridas avançam, sendo que elas já superam as totalmente remotas, segundo plataformas de recrutamento como a Gupy. O Nubank, por exemplo, enfrentou resistência ao anunciar o fim do modelo 100% remoto no ano passado. Em carta, trabalhadores citaram impactos diretos, como a necessidade de mudar de cidade e reorganizar a rotina. 🤔 Mas o que explica esse movimento? Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e na cultura organizacional. Por outro lado, embora faça sentido para as empresas, o retorno ao presencial encontra resistência entre os trabalhadores. O custo silencioso A resistência ao retorno não está, necessariamente, no escritório em si, mas no que ele exige. O principal fator é o deslocamento. Para 65% dos trabalhadores, o tempo gasto no trajeto é a maior desvantagem do modelo presencial — um desgaste diário que afeta diretamente a vida pessoal. 🚄 A maioria dedica entre 30 minutos e 1 hora por dia ao trajeto entre casa e trabalho. É um custo silencioso, explica Beatriz Kawakami, gerente de negócios da WeWork Brasil. Não aparece no salário, mas aumenta o cansaço, reduz o tempo livre e interfere na rotina fora do expediente. Há também impacto financeiro. Mais da metade dos profissionais, 53%, relata aumento de gastos com transporte, alimentação e outras despesas associadas ao trabalho presencial. E, ao chegar ao escritório, nem sempre a experiência compensa. Ambientes barulhentos (57%) e a falta de espaços de descanso (53%) estão entre as principais reclamações. Busca por flexibilidade Nesse contexto, a flexibilidade ganha novo peso. Quando retirada, deixa de ser um benefício e passa a atuar como fator de saída: 44% dizem que a perda da flexibilidade gera desmotivação e 38%, ansiedade. Essa insatisfação se conecta a uma transformação mais ampla. O mercado de trabalho brasileiro em 2026 já não aceita o emprego como um “pacote fechado”, afirma Kawakami. O trabalho passou a ser avaliado pelo impacto na vida das pessoas. Segundo o estudo da WeWork, 93% dos profissionais consideram essencial equilibrar vida pessoal e trabalho. Além disso, 64% afirmam que trocariam de emprego por melhor qualidade de vida, mesmo com salário menor. A pesquisa, feita com 2,5 mil profissionais em todo o país, mostra predominância de millennials (37%) e da geração Z (32%). Esses grupos priorizam propósito e flexibilidade, enquanto a geração X, com 26%, mantém o papel de estabilidade nas equipes. A própria geração Z ajuda a ilustrar essa mudança. A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a perder força. “As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos”, afirma o sociólogo Ricardo Nunes. O escritório precisa competir com a casa Mesmo diante das críticas, o trabalho presencial não perdeu totalmente o valor. Para 55% dos profissionais, ele ainda é importante para a integração das equipes, e 49% destacam o fortalecimento das relações interpessoais. ➡️ Mas, para competir com o trabalho remoto, é preciso oferecer mais. “O escritório não compete mais apenas com outras empresas — ele compete com o conforto do lar”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam. Para metade dos trabalhadores, itens básicos como café, lanches e espaços amplos são essenciais. Quando há investimento em melhorias, como escritórios maiores e mais bem estruturados, o nível de satisfação pode chegar a 96%. Para a WeWork, a lógica é direta: o tempo de deslocamento precisa ser compensado por uma experiência superior no destino. Segundo Beatriz Kawakami, as empresas têm adotado uma combinação de estratégias para tornar o presencial mais atrativo e reduzir resistências, especialmente relacionadas ao tempo de deslocamento. A principal delas é a flexibilização dos modelos de trabalho. Equipes com maior autonomia tendem a buscar formatos híbridos, com horários ajustáveis à realidade de cada time, em vez de uma regra única para toda a companhia. A lógica, explica Beatriz, é reconhecer as diferenças entre áreas e funções. Quando as decisões são tomadas por time, e não de forma padronizada, a produtividade tende a aumentar. Essa flexibilidade inclui a possibilidade de trabalhar em outros prédios ou unidades mais próximas de casa, reduzindo o tempo gasto no transporte. Outra frente é a escolha de escritórios em complexos multiuso, que concentram diferentes serviços no mesmo local. 🏋️♀️ Esses espaços costumam ter comércio no térreo, restaurantes, academias, cabeleireiros e outros serviços, o que facilita a rotina e reduz a necessidade de novos deslocamentos ao longo do dia. Esse tipo de solução, segundo Beatriz, já ganha força no mercado. Levantamentos do setor indicam que cerca de 70% dos novos projetos corporativos seguem essa lógica, baseada em quatro pilares: flexibilidade de horários, diversidade de local de trabalho, integração com serviços e estímulo à convivência urbana. A tendência, afirma, é que esse modelo se torne cada vez mais comum. Ou seja, mesmo com a pressão pelo retorno, ainda há espaço para negociação. Ainda segundo o estudo, 82% aceitariam trabalhar mais dias no escritório em troca de salário maior. Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo Gladstone Campos/ Conta Simples

Ted Turner, fundador da CNN Internacional, morre aos 87 anos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a morte do fundador da rede de TV CNN, Ted Turner. Turner morreu aos 87 anos nesta quarta-feira (6), segundo informou a emissora. Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de "um dos maiores de todos os tempos". "Ele fundou a CNN, vendeu-a e ficou pessoalmente devastado com o negócio, pois os novos proprietários pegaram a CNN, seu 'xodó', e a destruíram (...); De qualquer forma, ele foi um dos maiores nomes da história da radiodifusão e um amigo meu. Sempre que precisei dele, ele estava lá, sempre disposto a lutar por uma boa causa!", escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais. ➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede dos EUA dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa. O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo. Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996. Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes. Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU). Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda, e também se destacou no mundo dos esportes. Na década de 1970, foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo. Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001. A Forbes estimou a fortuna de Turner atual em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões). "Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista. O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. Reuters

Aplicativo da CNH do Brasil Divulgação / Serpro O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou nesta quarta-feira (6) novas funcionalidades da CNH do Brasil. O aplicativo passa a mostrar ao aluno instrutores habilitados e autoescolas, que podem ser filtrados por geolocalização, CEP ou endereço. No aplicativo agora também é possível dar avaliação de zero até cinco estrelas para o instrutor e autoescola. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os instrutores passam a ter dentro do aplicativo uma Credencial do Instrutor de Trânsito. Segundo o ministro, essa credencial facilita a identificação do instrutor por parte das autoridades de fiscalização. A habilitação dos instrutores continua sob responsabilidade de cada Detran estadual. Vídeos em alta no g1 As aulas são cadastradas no aplicativo e geram um certificado para o aluno. Os instrutores podem registrar essas aulas como autônomos ou quando estão a serviço de uma autoescola. Todas as atualizações feitas no aplicativo serão inscritas de maneira imediata no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) com comunicação automática com os Detrans. Segundo dados do ministério, hoje existem 170 mil instrutores habilitados no Brasil. Ainda segundo o órgão, apenas 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos. O restante das aulas é feito por instrutores a serviço de autoescolas. Sem reserva de mercado Segundo Adrualdo Catão, secretário nacional de trânsito, as atualizações do aplicativo colocam em pé de igualdade instrutor e autoescola. “O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) diz que o instrutor é essencial na formação do condutor. Ele tem de contratar um instrutor autorizado. Vinculado ou não a uma autoescola”, explica o secretário. Catão explica que a dinâmica anterior criava uma reserva de mercado. Instrutores somente podiam ministrar aulas em autoescola e alunos não tinham liberdade de contratar fora da autoescola. De acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro, as atualizações do aplicativo são uma mudança de cultura e procedimento. “Serve para estimular a competição entre instrutor e autoescola. Quem tem de escolher é o aluno, qual ele achar melhor. Queremos estimular os empreendedores”, diz o ministro.

Ted Turner, fundador da CNN Internacional, morre aos 87 anos O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora. ➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA. A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico constante da CNN, lamentou a morte. O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo. Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996. Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes. Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU). Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda. E ainda se destacou no mundo dos esportes: Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo. Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001. A Forbes estimou a fortuna atual de Turner em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões). "Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista. O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. Reuters Início difícil na TV, expulso da faculdade, pioneirismo no uso de satélite Registrado como Robert Edward Turner III, Ted Turner nasceu na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio, em 1938. Depois, mudou-se para o sul dos EUA e foi enviado para escolas militares, onde se tornou um campeão de debates e iatismo. Na juventude, irritou seu pai ao ir estudar literatura clássica na Universidade Brown em vez de administração. Mas Turner sofreu punições da universidade por colocar uma namorada em seu quarto no dormitório da Brown, entre outras infrações, e nunca se formou. Ele foi então ajudar o pai a tocar os negócios de sua família em Savannah, no estado da Geórgia, vendendo espaços em outdoors. Aos 24 anos, assumiu o comando da empresa após seu pai cometer suicídio. O negócio foi vendido para pagar dívidas, mas após uma disputa familiar na qual Turner saiu vitorioso, ele recomprou a empresa e a tornou um sucesso. Em 1970, contrariando a recomendação de seus consultores, ele comprou uma emissora de televisão UHF em dificuldades em Atlanta, hoje chamada WTBS, por US$ 2,5 milhões. Após um início difícil, Turner finalmente tornou a emissora lucrativa com programação 24 horas de baixo custo. A sorte da emissora melhorou em 1976, após uma decisão federal que permitiu que sistemas de televisão a cabo utilizassem sinais de satélite para programação. Ao ser um pioneiro no uso de satélites, Turner ajudou a WTBS a se tornar a primeira "superestação", com sua programação sendo transmitida por sistemas de TV a cabo locais em todo o país. Vídeos em alta no g1 Em 1980, ele fundou a CNN na cidade de Atlanta, na Geórgia. A proposta de Turner, à época, era combater a cobertura que ele chamava de "sensacionalista" das principais redes de televisão. Oferecendo baixos salários, mas com a promessa de aventura, Turner contratou jornalistas e equipe técnica que enfrentaram deboches de que a rede não prosperaria. Em vez disso, prosperou como o primeiro canal de notícias 24 horas, estabeleceu um modelo para a cobertura jornalística mundial de guerras, julgamentos, revoluções e desastres naturais e provocados pelo homem. "A menos que haja problemas com o satélite, não vamos sair do ar até o fim do mundo", disse Turner em uma entrevista à CNN em 2013. Em 2018, em meio ao turbulento primeiro mandato do presidente Donald Trump, Turner disse em uma entrevista que raramente assistia à emissora que fundara, alegando que ela se concentrava demais em política. Como "televisionário", Turner foi nomeado Homem do Ano em 1991 pela revista Time por "influenciar a dinâmica dos eventos e transformar telespectadores em 150 países em testemunhas instantâneas da história". Em 1996, a Time Warner Inc. comprou a Turner Broadcasting System, empresa de Turner, por US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 37 bilhões) criando a maior empresa de comunicações do mundo, com marcas como HBO, o estúdio de cinema Warner Bros., a revista Time, a CNN, o Cartoon Network e o Turner Classic Movies. Em 2001, a Time Warner fundiu-se com a provedora de internet AOL, um negócio de US$ 99 bilhões (cerca de R$ 489,4 bilhões) que contou com o voto favorável de Turner. No entanto, na reorganização subsequente, ele foi destituído do cargo de responsável pelas redes de TV a cabo que havia criado e acabou perdendo bilhões com a queda do valor das ações da empresa. Em 2003, Turner renunciou ao cargo de vice-presidente.
Operação da PF mira grupo suspeito de fraudar seguro-desemprego; prejuízo estimado é de R$ 8 milhões

PF faz operação contra grupo suspeito de fraudar Seguro-Desemprego Divulgação Uma força-tarefa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (6), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar o seguro-desemprego com a criação de empresas fictícias. Batizada de “Labor Fictus”, a operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em cidades do Paraná e na região metropolitana de São Paulo. Segundo as investigações, o grupo teria feito quase 1.200 pedidos fraudulentos do benefício usando 69 empresas de fachada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O prejuízo aos cofres públicos é estimado em cerca de R$ 8 milhões, segundo o Ministério do Trabalho. As investigações foram conduzidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho, em conjunto com a Polícia Federal em Maringá (PR). Vídeos em alta no g1 Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telemático dos investigados, o que permite acesso a dados de comunicações e registros digitais, como e-mails, aplicativos e conexões usadas pelos suspeitos. A Justiça também autorizou o sequestro de bens dos envolvidos, mecanismo usado para bloquear ou apreender patrimônios que possam ter sido adquiridos com recursos das fraudes. Os suspeitos poderão responder por estelionato majorado contra a administração pública e por organização criminosa, crimes previstos no Código Penal e na Lei nº 12.850/2013. Segundo o governo, o nome da operação faz referência à criação de vínculos empregatícios falsos para obter indevidamente o seguro-desemprego. A investigação começou após uma denúncia recebida pela Polícia Federal em Maringá e contou com o apoio da inteligência do Ministério do Trabalho para identificar os responsáveis pelas fraudes. A operação mobilizou 40 policiais federais e quatro servidores da área de inteligência trabalhista do MTE. PF faz operação contra grupo suspeito de fraudar Seguro-Desemprego Divulgação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que não abre mão do programa Remessa Conforme, que regularizou e controlou a importação de produtos de baixo valor no país, mas admitiu que o fim da chamada "taxa das blusinhas" está em discussão dentro do governo. ➡️ A "taxa das blusinhas" é uma alíquota de 20% em imposto de importação sobre as encomendas internacionais com valores abaixo de US$ 50 — a cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. A informação foi divulgada durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo Durigan, o Remessa Conforme passou a controlar a entrada das importações de baixo valor no país, observando, por exemplo, se brinquedos estão de acordo com as regras de segurança, assim como se os demais produtos estão em linha com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vídeos em alta no g1 O ministro disse que não pretende acabar com o programa, mas reavaliar a "taxa das blusinhas". "Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]", declarou Durigan. ➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" é alvo de críticas de parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo. ➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor. Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. A "taxa das blusinhas" também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas. Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos três primeiros meses deste ano, a arrecadação subiu de 21,8%, atingindo R$ 1,28 bilhão. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial O Grupo Pão de Açúcar anunciou, na noite de terça-feira (6), que concluiu a renegociação com credores do plano de recuperação extrajudicial referente a uma dívida de R$ 4,57 bilhões. Segundo o comunicado, o grupo espera reduzir em mais de 50% o valor total das obrigações incluídas no plano ao longo do tempo, além de alongar o prazo médio de pagamento para 6,4 anos e diminuir o custo médio da dívida. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as medidas previstas, o plano inclui a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis — títulos de dívida que podem ser transformados em ações da empresa —, no valor de até R$ 1,1 bilhão, além de um novo financiamento para a companhia, de até R$ 200 milhões. A nova versão do plano contou com o aval de credores que representam 57,49% dos créditos incluídos, informou o grupo. O plano foi aprovado pelo conselho de administração e será protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. "Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período," disse o GPA. “O plano firmado nesta data permitirá uma solução estruturada para os desafios financeiros da companhia, ao tratar ao mesmo tempo da liquidez no curto prazo e da sustentabilidade financeira no longo prazo.” O GPA acrescentou que suas operações seguem saudáveis e que a empresa está em dia com suas obrigações com fornecedores. Entenda a crise O Grupo Pão de Açúcar enfrenta uma crise financeira desde 2022, com prejuízos recorrentes causados principalmente pela queda no consumo, alta da inflação de alimentos e juros elevados, que encareceram suas dívidas. (saiba mais aqui) A empresa também foi impactada por custos com mudanças de gestão, pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas e fechamento de lojas com baixo desempenho. Mesmo com alguma melhora recente, o GPA continuou no vermelho. No fim de 2025, o grupo acumulava um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão, pressionado por dívidas com vencimento próximo, e chegou a alertar o mercado sobre dúvidas em relação à sua capacidade de continuar operando no longo prazo. Diante desse cenário, a empresa passou a adotar medidas para reorganizar as finanças, como renegociar dívidas, reduzir custos e buscar reforço de caixa, culminando no plano de recuperação extrajudicial. *Com informações da Reuters Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação

Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho. Unsplash/Sanket Mishra A Meta anunciou na terça-feira (5) que vai usar IA para analisar imagens de usuários e verificar se eles são menores de idade no Instagram e no Facebook. A tecnologia vai "ler" características como altura e estrutura óssea para identificar contas de pessoas com menos de 13 anos. A novidade chega ao Brasil, nos EUA e na União Europeia. ➡️ A Meta afirma que é preciso ter ao menos 13 anos para criar uma conta no Instagram e no Facebook. Segundo a empresa, o sistema não fará reconhecimento facial, ao contrário de outras redes que usam esse tipo de tecnologia para verificar a idade dos usuários. Muitas plataformas passaram a exigir selfies ou documentos de identificação em meio à pressão por medidas que reforcem a segurança de crianças e adolescentes online. ECA Digital: menores de 16 anos terão que vincular suas redes com as de seus pais "Essa tecnologia permite que nossa IA escaneie fotos e vídeos em busca de pistas visuais sobre a idade de uma pessoa que o texto possa não perceber. Nossa IA analisa temas gerais e pistas visuais, por exemplo altura ou estrutura óssea, para estimar a idade geral de alguém", afirmou a empresa. Vídeos em alta no g1 A Meta explica que a IA fará uma análise do perfil do usuário "em busca de pistas contextuais". Como exemplo, a empresa cita publicações sobre aniversários e até menções a notas escolares. "Buscamos esses sinais em vários formatos, como postagens, comentários, biografias e legendas, e continuamos expandindo essa tecnologia para partes adicionais dos nossos aplicativos como Instagram Reels, Instagram Live e grupos do Facebook", explicou. Caso a Meta identifique que a conta pertence a um menor de idade, ela será desativada, e o usuário precisará enviar um comprovante de idade para evitar a exclusão. A companhia diz que saber a idade de alguém no ambiente online " é um desafio complexo e de toda a indústria" e cita casos em que alguns menores informam um aniversário de adulto ao criar uma conta em rede social. Por isso, diz estar usando tecnologia sofisticada para identificar essas pessoas. LEIA TAMBÉM: Imposto bilionário, prisão e briga familiar: os dramas por trás da sucessão na Samsung ONG denuncia LinkedIn na Áustria pela venda de dados dos usuários Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas' Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,9206. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,50%, aos 187.691 pontos. O dia foi marcado pela intervenção do Banco Central, que realizou um leilão que funciona como uma espécie de “compra” de dólar no mercado futuro. Esse tipo de operação influencia a cotação da moeda e, em geral, tende a pressionar o dólar (leia mais abaixo). Além disso, investidores acompanharam o alívio no cenário da guerra no Oriente Médio. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira com a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Sinais de manutenção do cessar-fogo e declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações diminuíram o risco de um conflito maior entre os dois países. 🔎 O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou 11%, cotado a US$ 98. ▶️Esse movimento acontece junto com a reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial e um dos pontos centrais do atual coflito. Nesta manhã, autoridades do Irã afirmaram que a navegação voltou a ser segura após a suspensão de operações militares dos EUA na região. ▶️ Na agenda do dia, o destaque foi o setor de serviços no Brasil, que subiu de 50,1 em março para 52,3 em abril. Também saiu o fluxo cambial, de abril, indicador que mostra a entrada e saída de dólares no país, que ficou positivo em US$ 9,291 bilhões, revertendo a saída de US$ 6,350 bilhões registrada em março. ▶️ Ainda por aqui, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do programa “Bom dia, Ministro” e disse que o governo estuda incluir crédito para informais e ampliar o Desenrola para quem está em dia, mas paga juros altos, com possível lançamento nas próximas semanas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,63%; Acumulado do mês: -0,63%; Acumulado do ano: -10,35%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,20%; Acumulado do mês: +0,20%; Acumulado do ano: +16,49%. Intervenção do BC faz dólar subir Durante a manhã, o dólar abriu em queda, acompanhando um cenário externo mais tranquilo, e chegou a ser cotado na faixa de R$ 4,90. Ao longo do início do dia, porém, o movimento perdeu força e a moeda passou a oscilar sem uma direção clara, até fechar em alta. Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, esse comportamento reflete a incerteza no cenário internacional, especialmente em relação à guerra no Irã. “O dólar opera sem direção muito definida após o alívio da sessão de ontem, de olho nos desdobramentos da guerra no Irã”, afirma. Segundo a especialista, apesar de o ambiente externo indicar maior disposição ao risco neste momento, parte do movimento recente da moeda também está ligada à atuação do Banco Central. Nesse contexto, ela avalia que ajustes nas cotações ao longo do dia são esperados. “É natural alguma correção pontual, dado que o ambiente continua incerto.” Pouco antes das 9h30, a autarquia realizou um leilão de 10 mil contratos de swap reverso — uma operação no mercado futuro, onde são negociados contratos com base no preço do dólar —, com montante equivalente a US$ 500 milhões. 🔎 Esse tipo de leilão funciona como se o BC estivesse “comprando dólar” nesse mercado futuro. Isso tende a puxar os preços desses contratos para cima. Como esse mercado é o mais movimentado e serve de referência, o efeito acaba se espalhando e influencia também o dólar “de verdade”, negociado à vista, fazendo a cotação subir. Outro ponto importante é que, desta vez, o BC não vendeu dólares no mercado à vista ao mesmo tempo — uma estratégia que costuma suavizar esse impacto. Ao atuar apenas no mercado futuro, o efeito de alta ficou mais evidente. Mas por que o Banco Central faria isso? Em alguns momentos, a autoridade monetária pode ter interesse em evitar uma queda muito forte do dólar. 💱 Isso porque uma moeda americana mais barata pode trazer efeitos indesejados, como desestimular exportações ou gerar movimentos bruscos no mercado financeiro. 🏛️ Ao atuar, o BC busca reduzir oscilações mais intensas e manter um certo “equilíbrio” nas cotações. Trégua no Oriente Médio Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações. Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas. Entre os principais pontos em discussão estão: suspensão temporária do programa nuclear iraniano; redução das sanções impostas pelos EUA; liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior; diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz. A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço. O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões. Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem. O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões. 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços. Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito. Mercados globais Os índices em Wall Street atingiram máximas recordes nesta quarta-feira, ampliando os ganhos impulsionados pelo entusiasmo sustentado em torno da inteligência artificial e pela perspectiva de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. O Dow Jones subiu 1,24%, para 49.910,59 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,46%, a 7.365,03 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 2,03%, para 25.838,94 pontos. Na Europa, o movimento também foi positivo. O índice STOXX 600 fechou em alta de 2,2%, a 623,25 pontos. Entre as principais bolsas, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,12%, a 24.918,69 pontos; o FTSE 100, de Londres, avançou 2,15%, a 10.438,66 pontos; e o CAC 40, de Paris, ganhou 2,94%, a 8.299,42 pontos. Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo federal estuda uma nova linha de crédito dentro do Desenrola 2.0 para os trabalhadores informais, a ser lançada no fim de maio ou começo de junho, e que o programa também poderá englobar pessoas que estejam em dia com seus empréstimos — mas que pagam juros altos. A informação foi divulgada durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). "A gente tem um primeiro momento agora do Desenrola para quem está inadimplente. Ela não tem crédito, não cartão de crédito, está com nome negativado. Mas estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos", explicou o ministro. "Uma pessoa informal, por exemplo, um olhar que a gente tem com muito cuidado. Ele não tem renda fixa por mês, não tem salário recorrente, uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Tem de ganhar seu dia a dia de maneira pontual. Estamos estudando linha para informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho", detalhou. Saiba como funciona e quem pode participar do novo Desenrola Brasil Desenrola 2.0 Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá: Descontos entre 30% e 90%; Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; Até 48 meses de prazo; Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Adesão dos bancos Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustam seus sistemas para viabilizar a implementação. O programa tem o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim desta segunda-feira (4) — e, com isso, já passou a valer. 📱O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

Guerra no Irã é um dos fatores de preocupação citados pelo BC na ata da reunião do Copom Os preços do petróleo caíram mais de 10% no mercado internacional diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. 🔎 Por volta das 8h (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent era negociado próximo de US$ 98, em queda de 11,60%. Às 13h34, o recuo havia perdido força, mas ainda era de 7,62%, com o preço a US$ 101,50. Já o WTI caía 11,93%, cotado a US$ 89,13. Ao mesmo tempo, bolsas de valores ao redor do mundo subiam e os juros de títulos públicos caíam, em um sinal de otimismo dos investidores com a possível redução das tensões — e do risco de problemas no abastecimento de energia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a agência Reuters, os dois países estão próximos de fechar um acordo inicial, em formato de um documento curto, com apenas uma página. A proposta já havia sido antecipada pelo site Axios, com base em fontes do governo americano e pessoas que acompanham as negociações. Além disso, o Paquistão, que sediou a única rodada de conversas até agora, no mês passado, continua atuando como intermediário entre os dois lados. Autoridades dos Estados Unidos e do Irã não comentaram oficialmente o assunto, de acordo com a agência. No entanto, uma emissora americana informou que o governo iraniano está analisando uma proposta dos EUA com 14 pontos. A expectativa é que o Irã responda aos principais pontos do acordo nas próximas 48 horas. Entre as medidas em discussão estão a suspensão temporária do programa nuclear iraniano e, em troca, a redução de sanções impostas pelos EUA, além da liberação de recursos financeiros do Irã que estão bloqueados no exterior. Outro ponto central é o Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo do mundo. O acordo prevê a redução das restrições à circulação de navios na região. Nesta manhã, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura". "Agradecemos aos capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz e por contribuírem para a segurança marítima regional. Com as ameaças do agressor neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito", diz mensagem divulgada nas redes sociais e também na mídia estatal iraniana. De acordo com a Reuters, o documento inicial do acordo serviria para encerrar o conflito e abrir um prazo de 30 dias para negociar um acordo mais completo, com regras detalhadas sobre o programa nuclear do Irã, o fim das sanções e a normalização do transporte marítimo. Durante esse período, tanto as restrições do Irã à navegação quanto o bloqueio naval dos Estados Unidos seriam reduzidos gradualmente. Caso as negociações fracassem, porém, as medidas podem ser retomadas. Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou a suspensão de uma operação militar que escoltava navios na região. A missão não conseguiu restabelecer o fluxo de embarcações e acabou aumentando as tensões, com novos ataques. No episódio mais recente, um navio de uma empresa francesa foi atingido na região, deixando tripulantes feridos. Desde o fim de fevereiro, o Estreito de Ormuz enfrenta restrições, o que elevou o risco para o transporte de petróleo e ajudou a pressionar os preços do combustível. Por isso, qualquer sinal de acordo tem impacto imediato no mercado global. Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters

Prova de concurso público. Reprodução/Freepik O ano de 2026 começou em ritmo acelerado para quem busca uma vaga no serviço público. Nos primeiros meses, diversos concursos tiveram editais publicados, inscrições encerradas e até provas aplicadas, concentrando boa parte das oportunidades no primeiro trimestre. Mesmo assim, o cenário está longe de esfriar. Órgãos federais seguem com seleções previstas para os próximos meses e, em paralelo, várias instituições mantêm pedidos de autorização em análise no governo. 🔎 Levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) aponta a previsão de mais de 230 mil oportunidades ao longo do ano, considerando seleções federais, estaduais e municipais. Entre os processos com avanços mais concretos está o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passou por mudanças no planejamento. Vídeos em alta no g1 Outros órgãos, como Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central do Brasil (BCB), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), seguem aguardando aval do Ministério da Gestão. Na prática, isso significa que ainda há espaço para novos editais em 2026 — mas com maior grau de incerteza, já que tudo depende de autorização formal. Outro fator que influencia o ritmo dos concursos neste ano é o calendário eleitoral. A legislação não impede a realização de concursos públicos. Editais podem ser publicados, provas aplicadas e resultados homologados normalmente. A restrição eleitoral vale apenas para nomeações e posses nos três meses que antecedem a eleição. Nesse período, só podem ser nomeados os candidatos aprovados em concursos homologados até três meses antes do pleito. Como o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026, fica proibida a nomeação de aprovados entre 4 de julho de 2026 e 5 de janeiro de 2027 — exceto nos casos em que o concurso tenha sido homologado até 4 de julho. Já os concursos homologados até 4 de julho permitem a nomeação dos aprovados normalmente durante o período eleitoral. Na prática, a regra tende a concentrar os esforços dos órgãos públicos no primeiro semestre, tanto para a publicação de editais quanto para a conclusão das etapas dos concursos. Vale lembrar que, mesmo após a homologação do concurso, ainda é necessária a autorização de provimento por parte do Ministério da Gestão (MGI). Só depois dessa liberação os órgãos podem dar sequência às próximas etapas, como convocação, nomeação e posse dos aprovados. ➡️ Veja abaixo o que se sabe sobre os principais concursos previstos. IBGE O concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue como um dos mais aguardados do ano, mas passou por ajustes. Inicialmente, estavam previstas 39.108 vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário e no levantamento da população em situação de rua. Agora, o total foi reduzido para 36.946 vagas. Segundo o instituto, o número anterior era uma estimativa máxima e foi revisado após ajustes técnicos, considerando critérios operacionais e o uso de recursos públicos. Outro ponto alterado foi o cronograma da banca organizadora. A contratação, prevista para março, foi adiada para abril. As empresas interessadas puderam enviar propostas entre os dias 6 e 17. A expectativa é de que o edital seja publicado em maio, com resultados finais até novembro. A seleção será feita por processo seletivo simplificado, com provas objetivas — geralmente com cerca de 60 questões de múltipla escolha. O IBGE estima atrair cerca de 364 mil inscritos. CGU A Controladoria-Geral da União informou que mantém em andamento um pedido de autorização para novo concurso público. A solicitação prevê vagas para os cargos de auditor federal de finanças e controle e técnico federal de finanças e controle. Até o momento, não há definição sobre o número de vagas nem previsão de edital, já que o processo depende de autorização do Ministério da Gestão. AGU A Advocacia-Geral da União também aguarda resposta do governo para realizar um novo concurso. O pedido contempla: 265 vagas para carreiras jurídicas; 403 vagas para cargos administrativos. As oportunidades administrativas incluem funções como analista técnico-administrativo, administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro, jornalista e médico. Segundo o órgão, os pedidos foram enviados ao Ministério da Gestão ao longo de 2025 e seguem sem resposta. Anac A Agência Nacional de Aviação Civil informou que encaminhou pedido de autorização em maio de 2025, mas ainda não há confirmação da realização do concurso em 2026. A proposta prevê: 228 vagas para especialista em regulação; 104 para analista administrativo; 103 para técnico em regulação; 60 para técnico administrativo. Além disso, há previsão de formação de cadastro de reserva. O órgão afirma que aguarda manifestação do governo para avançar no processo. Banco Central O Banco Central do Brasil mantém o pedido de concurso enviado em 2025. A solicitação prevê 560 vagas, distribuídas entre: técnico; auditor; procurador. De acordo com o BC, a necessidade está ligada à redução do quadro de servidores, principalmente devido a aposentadorias. O pedido ainda aguarda autorização. Abin A Agência Brasileira de Inteligência também confirmou que há um pedido em análise para carreiras de inteligência. Até agora, não há definição sobre o número de vagas, cargos ou prazo para publicação de edital. O órgão ressalta que a realização do concurso em 2026 ainda é incerta.

Dívida e inadimplência: entenda a diferença e como escapar da bola de neve Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda. Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações. Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos. Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Na hora de declarar o Imposto de Renda 2026, quem tem previdência privada precisa redobrar a atenção às regras, que mudam conforme o tipo de plano. Isso porque existem dois tipos principais de planos — o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) — que seguem lógicas distintas tanto na forma de declaração quanto na tributação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 PGBL x VGBL O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é indicado para quem utiliza a declaração completa, já que permite deduzir as contribuições feitas ao longo do ano, limitadas a 12% da renda tributável. “O PGBL permite que o contribuinte deduza as contribuições realizadas ao longo do ano da base de cálculo do imposto, o que pode resultar em uma redução do valor a pagar ou em uma restituição maior”, explica Jhonny Martins, especialista na área contábil, jurídica e vice-presidente do SERAC. Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não permite dedução no Imposto de Renda, mas pode ser vantajoso no longo prazo. Segundo Martins, é mais indicado para quem usa o modelo simplificado ou já atingiu o limite de dedução do PGBL. "O VGBL apresenta uma vantagem relevante no futuro: a tributação incide apenas sobre os rendimentos, e não sobre o total investido”, afirma. Como funciona a tributação Na hora de declarar a previdência privada, outro ponto importante é o regime de tributação escolhido, que pode ser progressivo ou regressivo. Na tabela regressiva, as alíquotas diminuem conforme o tempo de aplicação, começando em 35% e chegando a 10% após 10 anos. Veja abaixo: 35% para recursos com prazo de acumulação inferior ou igual a dois anos; 30% para recursos com prazo de acumulação superior a dois anos e inferior ou igual a quatro anos; 25% para recursos com prazo de acumulação superior a quatro anos e inferior ou igual a seis anos; 20% para recursos com prazo de acumulação superior a seis anos e inferior ou igual a oito anos; 15% para recursos com prazo de acumulação superior a oito anos e inferior ou igual a 10 anos; 10% para recursos com prazo de acumulação superior a 10 anos. Já na tabela progressiva, o imposto segue as faixas tradicionais do IR, com ajuste anual. Veja abaixo: Segue a mesma lógica do Imposto de Renda tradicional, com alíquotas que vão de 0% a 27,5%; No resgate, há desconto de 15% na fonte, mas esse valor é apenas uma antecipação; O acerto final acontece na declaração anual, podendo gerar imposto a pagar ou restituição; No caso de aposentadoria (benefício), a tributação também segue a tabela do IR mês a mês. Uma mudança recente na legislação trouxe mais flexibilidade na declaração da previdência privada no Imposto de Renda 2026. Com a Lei 14.803/2024, o contribuinte não precisa mais decidir o regime tributário apenas na contratação. Em muitos casos, passou a ser possível escolher entre progressivo e regressivo até o momento do primeiro resgate ou do recebimento do benefício. Como declarar cada plano PGBL: deve ser informado na ficha “Pagamentos Efetuados” (códigos 36 ou 37) VGBL: deve ser declarado na ficha “Bens e Direitos” (grupo 99, código 06) No resgate: No PGBL, o imposto incide sobre o valor total (contribuições + rendimentos) No VGBL, incide apenas sobre os rendimentos Erros comuns e como evitar Erros no preenchimento ainda são comuns e podem levar à malha fina. “Entre os equívocos mais frequentes estão a confusão entre PGBL e VGBL, a tentativa de deduzir valores sem atender aos requisitos legais e o desrespeito ao limite de 12% da renda tributável. A fiscalização é intensificada pelo cruzamento de dados realizado pela própria Receita Federal”, alerta Martins. Para evitar problemas, o contribuinte deve: Conferir todos os dados antes do envio; Guardar comprovantes por pelo menos cinco anos; Corrigir rapidamente eventuais erros com declaração retificadora. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Campanha incentiva doação do IR ao Fundo da Criança em São Pedro Reprodução/TV Globo

Bruno Carazza: Primeiro 'Desenrola' trouxe alívio temporário no endividamento O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal na segunda-feira (4), deve aliviar de imediato o orçamento de famílias endividadas, mas levanta preocupações econômicas estruturais e não impede o agravamento do endividamento no futuro. Essa é a avaliação de especialistas em finanças ouvidos pelo g1, que elencaram prós e contras da nova medida do governo para reduzir as dívidas de famílias e empresas no país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O programa prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos — o equivalente a R$ 8.105 —, com possibilidade de uso de parte dos recursos do FGTS. A medida provisória que cria o Novo Desenrola foi editada na noite de segunda-feira, enquanto a portaria que regulamenta o programa foi publicada nesta terça-feira (5), dando base legal para que os bancos comecem, de fato, a operar as renegociações. Como mostrou o g1, até esta terça-feira, as instituições financeiras haviam apenas indicado portais oficiais para pré-cadastro de interessados. No início da noite, a Febraban informou que o sistema seria liberado ainda na terça, permitindo o início das negociações pelos bancos. Veja abaixo os principais pontos positivos e negativos do programa, segundo especialistas. Positivos: Alívio no bolso ajuda no controle das contas Programa ataca dívidas com juros elevados Inclusão do Fies beneficia jovens endividados Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos Bloqueio às bets melhora o controle de gastos Negativos: Alivia agora, mas não resolve a causa do problema Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso Risco de mais consumo e novo endividamento Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação Bom pagador pode acabar sendo 'penalizado' Pontos positivos 1. Alívio no bolso ajuda no controle das contas O benefício mais imediato é a melhora no humor e na saúde financeira da população. O economista e professor de finanças do Insper Alexandre Chaia afirma que o programa traz um "alívio das famílias" em um cenário em que a renda cresce, mas o endividamento ainda compromete a qualidade de vida. "Quando você cria um programa que melhora a relação da dívida e reduz os juros, esses são pontos positivos", afirma, ressaltando que a medida abre mais espaço no orçamento. O especialista afirma que contrair dívida não é necessariamente negativo. Ele cita compras parceladas como uma "forma de adquirir um bem que não seria possível comprar à vista, usando o sistema financeiro para financiar". "O problema é o custo da dívida, que hoje é elevado no Brasil por causa dos juros." 2. Programa ataca dívidas com juros elevados Os juros estão diretamente ligados ao alívio no bolso. O Novo Desenrola prevê descontos de 30% a 90% nas dívidas, a depender do tempo de atraso e do tipo de crédito. (leia mais) A planejadora financeira Carol Stange afirma que a renegociação "representa uma saída real" para quem está preso a um ciclo de juros que pode chegar a 400% ao ano. "A renegociação com desconto de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês representa uma saída real. O alívio no orçamento mensal é imediato para quem aderir", diz. 3. Inclusão do Fies beneficia jovens endividados A inclusão de dívidas estudantis é vista por especialistas como um acerto estratégico. Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, a renegociação envolvendo o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) alcança um problema estrutural relevante da educação superior. "Isso pode evitar que um passivo de longo prazo continue travando a vida financeira de jovens e recém-formados", diz. O programa prevê descontos de até 99% nas dívidas do Fies. Estarão aptos a receber os descontos estudantes com parcelas vencidas e não pagas há mais de três meses. (leia mais) 4. Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos A possibilidade de usar o saldo do FGTS é vista como uma troca racional, embora traga preocupações no médio e longo prazo. (leia mais nos pontos negativos) Para o economista Alexandre Chaia, inicialmente, o uso pode ser positivo ao "trocar um dinheiro que rende pouco por uma dívida que tem um custo alto". Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil, segue na mesma linha. Para famílias com pouco dinheiro disponível, o fundo funciona como um "respiro financeiro imediato", sem a necessidade de novos empréstimos. O Novo Desenrola permite usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou reduzir dívidas. (leia mais) 5. Bloqueio às bets melhora o controle de gastos O programa prevê o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento. Especialistas veem a medida como positiva para conter gastos compulsivos e vincular a renegociação da dívida a um mecanismo comportamental. "Faz sentido, já que parte do endividamento atual tem relação direta com o crescimento das bets", afirma a planejadora financeira Carol Stange. Pontos negativos 1. Alivia agora, mas não resolve a causa do problema Há consenso entre os especialistas de que o Novo Desenrola não resolve o problema estrutural do endividamento. No centro da questão estão a falta de educação financeira e os juros elevados no país. Com a taxa Selic em 14,50% ao ano, o acesso ao crédito fica mais caro. Nesse cenário, o Brasil tem o segundo maior juro real do mundo. "O programa trata a consequência, que é a dívida já acumulada, mas não elimina o fator que empurra as famílias para o vermelho, como crédito caro, renda apertada e juros altos", diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil. Ou seja, sem mudanças estruturais, parte das famílias tende a se endividar novamente. O economista Bruno Carazza, comentarista do Jornal da Globo, lembra que o primeiro Desenrola, em vigor de junho de 2023 a maio de 2024, trouxe um alívio temporário no endividamento. Ele observa, no entanto, que a curva de endividamento voltou a subir após o período. (veja o vídeo no topo desta reportagem) 2. Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso Os especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que as garantias públicas usadas nas renegociações feitas pelos bancos podem aumentar a pressão sobre as contas do governo. A equipe econômica informou que vai usar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Novo Desenrola. “O governo vai usar um dinheiro que não é dele. Então, vai ter que repor em algum momento”, diz Chaia, do Insper. Esse risco levanta a preocupação de que o problema esteja apenas sendo empurrado para frente, sem ser resolvido de fato. Com mais gastos públicos para sustentar o programa, aumenta a pressão sobre as contas do governo e sobre a taxa básica de juros (Selic), o que mantém os juros altos e faz o ciclo se repetir. "O governo dá subsídios para ajudar as famílias, o que aumenta o endividamento público e faz o Banco Central manter os juros altos para conter a inflação — o que, no fim, acaba prejudicando as próprias famílias", resume Chaia. 3. Risco de mais consumo e novo endividamento Outra preocupação é também com o aumento do consumo. O alívio no orçamento e a volta do acesso ao crédito podem estimular novos gastos, transformando esse fôlego momentâneo em risco de novas dívidas. “O problema é que as famílias vão voltar a se endividar, porque, no fim das contas, o alívio tem como objetivo estimular mais consumo — criando mais dívida no longo prazo”, alerta Chaia. Na visão do professor, há um caráter eleitoreiro na medida, já que o programa busca melhorar o humor da população a cerca de seis meses da disputa e, de alguma forma, elevar a popularidade do governo. 4. Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação Apesar de dar um alívio imediato, o uso do FGTS reduz o dinheiro que o trabalhador tem guardado para momentos críticos, como uma demissão, enfraquecendo sua proteção financeira. Para os especialistas, isso acaba sendo trocar uma reserva de segurança por uma solução que resolve só o curto prazo. "Usar até 20% desse saldo para pagar dívida é uma decisão que precisa ser calculada com cuidado, e não tomada no impulso do alívio imediato. Para quem tem emprego instável, pode ser trocar uma vulnerabilidade por outra", alerta a planejadora financeira Carol Stange. Além do impacto individual, o uso do FGTS também preocupa pelo efeito no financiamento da habitação popular. O fundo é uma das principais fontes de recursos do programa Minha Casa Minha Vida e pode diminuir a capacidade de sustentar o programa. “O governo vai ter que entrar com dinheiro público para substituir os recursos do FGTS que estão sendo usados para manter o Minha Casa Minha Vida funcionando”, diz Chaia, do Insper. 5. Bom pagador pode acabar sendo 'penalizado' Especialistas também avaliam que a medida pode reforçar a expectativa de que novos programas de renegociação ou perdão de dívidas voltem a ocorrer com frequência, o que pode enfraquecer a disciplina de pagamento de parte dos devedores. "Esse é o chamado risco moral, que é um argumento comum contra esse tipo de política", diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil. Nesse cenário, há o risco de que o custo dessas iniciativas, financiadas com recursos públicos, seja diluído para toda a sociedade, inclusive para quem mantém as contas em dia. O economista Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, já havia avaliado o tema antes do lançamento do Novo Desenrola. Para ele, o Brasil não estimula o bom pagador e, pelo contrário, acaba premiando o mau pagador. ENTENDA NO VÍDEO ABAIXO: Daniel Sousa: 'O Brasil não estimula o bom pagador. Pelo contrário: premia o mau pagador'

Desenrola 2.0: governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas Bancos consultados pelo g1 ainda não dão prazo de início para as renegociações do Novo Desenrola Brasil. Embora a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diga que o setor financeiro está pronto para iniciar as operações, as instituições afirmavam, até a noite desta terça-feira (5), que ainda aguardavam definições operacionais e ajustavam seus sistemas para viabilizar o programa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo Desenrola foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o crédito no país. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites e agências. Para isso, o governo precisava publicar uma portaria com as regras, o que foi feito pelo Ministério da Fazenda, que também já ativou os sistemas para as renegociações. O g1, então, procurou os principais bancos brasileiros. A seguir, veja as últimas respostas de cada instituição. Itaú Unibanco Santander Bradesco BTG Pactual e Banco Pan C6 Bank Banco do Brasil Nubank Caixa Econômica Federal Banco Inter Itaú Unibanco O Itaú Unibanco informa que está pronto para disponibilizar as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação. O banco ressalta que as ofertas estarão disponíveis aos clientes tão logo sejam finalizadas todas as questões técnicas de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO). As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. Santander “O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Novo Desenrola Brasil. O Banco está preparado para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. Além disso, possui condições diferenciadas para os clientes que não se enquadram nos critérios do Desenrola 2.0, com taxas e prazos especiais. Os canais de atendimento estão à disposição do público para esclarecimento de eventuais dúvidas." Bradesco O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população. (...) O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal. BTG Pactual e Banco Pan "O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais." C6 Bank O C6 Bank informa que está trabalhando na implementação dos fluxos e procedimentos para viabilizar a renegociação de dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil. Quando essa forma de renegociação estiver habilitada, o banco vai comunicar aos clientes elegíveis em seus canais oficiais. A contratação, quando o produto estiver no ar, será feita por meio dos canais oficiais de atendimento do banco – aplicativo oficial do C6 Bank, WhatsApp (11 2832-6049) e telefone (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-660-6116 para demais localidades). Enquanto a conexão com o programa Desenrola não é estabelecida, é possível conferir as condições de renegociação já oferecidas pelo C6 Bank via central de atendimento ou app. No aplicativo, basta digitar “renegociação” no campo “Posso te ajudar”, localizado no topo da tela inicial, e seguir as orientações. Banco do Brasil Clientes do Banco do Brasil já podem manifestar interesse em renegociar suas dívidas pelo Desenrola. O Banco do Brasil atuará no Novo Desenrola e aguarda as regulamentações para iniciar a oferta. De forma antecipada, os clientes já podem verificar se atendem às condições do Programa e manifestar o seu interesse pela renegociação no site do BB (https://www.bb.com.br/site/pra-voce/desenrola-brasil/). Quando estiverem vigentes, as renegociações poderão ser feitas pelo WhatsApp da instituição (61 4004-0001), no aplicativo, Internet Banking, nos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências. “Os compromissos do BB com a educação financeira, a inclusão bancária e o apoio à reorganização financeira das famílias se materializam em mais uma iniciativa do Governo do Brasil, o Desenrola, para o qual estamos oferecendo canais digitais acessíveis e atendimento especializado para apoiar a retomada do equilíbrio financeiro dos nossos clientes”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil. O BB oferece ainda condições especiais aos clientes que não estejam contemplados nas características do Programa. A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o Banco chegou a renegociar R$1,7 bilhão, com mais de 180 mil acordos, em março. A iniciativa reforça o compromisso do Banco do Brasil com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito, além de promover a educação financeira como um dos seus pilares de atuação. Nubank O Nubank confirma sua participação no Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias e à reorganização financeira de milhões de brasileiros. Como um dos principais parceiros privados da iniciativa, a instituição oferecerá condições especiais a clientes elegíveis, reforçando sua estratégia de ser o principal aliado na vida financeira das pessoas. As ofertas serão enviadas aos clientes gradualmente pelos canais oficiais. A jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento, e conclui o acordo em poucos toques. Em complemento ao Novo Desenrola Brasil, o Nubank lança também uma campanha própria voltada a clientes que não se enquadram nos critérios do programa federal — seja por renda acima do limite estabelecido, seja pelo tipo ou pela data da dívida. A iniciativa também oferece descontos expressivos, conforme análise individualizada de cada caso, e as ofertas são enviadas pelos canais de comunicação oficiais ao cliente. Clientes que aderirem a qualquer das duas campanhas, além de regularizar a dívida, poderão ter o cartão de crédito reativado, desde que atendam aos critérios internos de elegibilidade e passem por nova análise de crédito. (...) O modelo de renegociação do Nubank opera com ofertas baseadas na capacidade de pagamento de cada cliente, políticas internas que limitam o crescimento da dívida ao longo do tempo e campanhas recorrentes com descontos e prazos mais longos, acompanhadas de conteúdos educativos sobre organização financeira. Caixa Econômica Federal "A CAIXA participará ativamente das medidas do Governo do Brasil para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e atuará no Novo Desenrola Brasil. A partir desta terça-feira (5), os clientes da CAIXA já podem procurar os canais do banco, através do telefone Alô CAIXA (4004 0104 para capitais e regiões metropolitanas e 0800 104 0104 nas demais regiões), nas agências, pelo site do banco, e a partir de amanhã pelo WhatsApp CAIXA (0800 104 0104), para manifestar interesse em renegociar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal." Banco Inter "O Inter participará do programa Desenrola Brasil (2.0), iniciativa que contribui para a organização financeira dos brasileiros e amplia as alternativas de renegociação de dívidas. A instituição aguarda as definições do governo sobre a operacionalização da nova fase e reforça que já disponibiliza, em seus canais, opções de renegociação com condições competitivas para seus clientes." TIRE TODAS AS SUAS DÚVIDAS SOBRE O DESENROLA 2.0: Desenrola 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa

Avião da Latam Gabriel Magacho/Divulgação Aeroporto da Zona da Mata A Latam Airlines Group reduziu entre 2% e 3% os voos previstos para junho no Brasil em meio à alta dos preços do combustível de aviação, que já levou a companhia a rever projeções e estimar custos adicionais superiores a US$ 700 milhões no segundo trimestre. Segundo o presidente-executivo da Latam Brasil, Jerome Cadier, os ajustes na malha são pontuais e refletem o encarecimento do querosene e o preço atual das passagens. Ele afirmou que, até agora, não houve cancelamentos significativos de viagens em abril e maio, mas alertou que, se a guerra no Oriente Médio se prolongar, a empresa pode antecipar revisões para o terceiro e quarto trimestres. De acordo com Cadier, a Latam Brasil está pagando atualmente o dobro por litro de combustível em relação a fevereiro, com alta acumulada de cerca de 100% nos últimos três meses. "Hoje, aqui no Brasil, a Latam Brasil está pagando o dobro para cada litro de combustível de aviação do que estava pagando em fevereiro deste ano. O aumento acumulado nos últimos 3 meses é de 100%." Vídeos em alta no g1 O cenário já aparece nos resultados do grupo. Em balanço divulgado, a Latam reportou lucro líquido de US$ 576 milhões no primeiro trimestre, com margem operacional ajustada de 19,8% e ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 1,3 bilhão. A companhia transportou 22,9 milhões de passageiros no período, alta de 9,1% na comparação anual, após ampliar a capacidade em 10,4%. Mesmo com o desempenho positivo, a empresa destacou o impacto da alta do combustível, que já gerou cerca de US$ 40 milhões em custos adicionais no trimestre. Diante da volatilidade, a Latam revisou suas projeções para 2026 e passou a estimar ebitda ajustado entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões. A companhia afirmou ainda que pretende compensar parte dos impactos com medidas como ajustes de capacidade, controle de custos e gestão de receitas, além de manter a liquidez acima de US$ 4 bilhões. Apesar do aumento dos preços, a empresa disse não ver risco de desabastecimento nos destinos em que opera. *Com informações da Reuters.

Fachada do Itaú Divulgação O Itaú Unibanco reportou nesta terça-feira lucro líquido recorrente de R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 0,3% na comparação trimestral. O presidente-executivo do banco, Milton Maluhy, destacou que o ano começou com um cenário que exige disciplina no crédito. A margem financeira cresceu 4% na comparação anual, para R$ 32,3 bilhões. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio consolidado (ROE) ficou em 24,8%, acima dos 22,5% registrados um ano antes e dos 24,4% do quarto trimestre de 2025. No Brasil, o ROE foi de 26,4%. Estimativas de analistas compiladas pela LSEG indicavam lucro de R$ 12,5 bilhões e ROE de 24,29%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado do chamado “produto bancário” — que reúne a margem financeira, as receitas de prestação de serviços e os segmentos de seguros, previdência e capitalização, antes das despesas com sinistros e comercialização — totalizou R$ 46,8 bilhões, alta de 4,5% na comparação anual e queda de 1,7% no trimestre. A carteira de crédito atingiu R$ 1,48 trilhão ao final de março, alta de 7,2% em relação ao ano anterior e queda de 0,5% na comparação trimestral. Excluindo o efeito da variação cambial, o crescimento foi de 9% no ano e de 1,2% no trimestre. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Na comparação anual, o portfólio de pessoas físicas cresceu 6,8%; o de micro, pequenas e médias empresas avançou 10,9%; e o de grandes empresas teve alta de 6,9%. No trimestre, essas carteiras registraram variação de 1,1%, queda de 0,1% e recuo de 0,2%, respectivamente. O custo do crédito do banco aumentou 4,5% na comparação anual e 2,5% no trimestre, totalizando R$ 9,95 bilhões. O índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, estável tanto no trimestre quanto na comparação anual. Já o índice de inadimplência entre 15 e 90 dias encerrou o trimestre em 1,7%, ante 1,6% no quarto trimestre e 1,8% um ano antes. O banco ressaltou que seu indicador de NPL Creation — saldo das operações de crédito que se tornaram inadimplentes acima de 90 dias no trimestre — em relação à carteira de crédito manteve-se em 0,7%, com relativa estabilidade em todos os segmentos. Com isso, acrescentou, o NPL Creation caiu na comparação trimestral e encerrou o período em R$ 9,69 bilhões. "Começamos 2026 em um cenário que exige cautela e disciplina no crédito", afirmou Maluhy, em comunicado à imprensa sobre o resultado. "Nos últimos ciclos, antecipamos ajustes para proteger nossos clientes nos momentos mais complexos. É essa visão preventiva que nos dá segurança hoje para seguir apoiando famílias e empresas, mantendo um crescimento sustentável e oferecendo o suporte necessário em qualquer fase do ciclo econômico", acrescentou. Na véspera, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população. O Itaú reiterou previsão de expansão de 5,5% a 9,5% da sua carteira de crédito total — e de 6,5% a 10,5% no portfólio do Brasil — em 2026, bem como de custo de crédito de R$38,5 bilhões a R$ 43,5 bilhões, entre outras estimativas divulgadas em fevereiro. O banco também fechou o primeiro trimestre com quase R$ 3,2 trilhões em ativos, índice de Basileia de 14,8% e índice de capital principal de 12%. O índice de eficiência ficou em 37,1%, de 37% um ano antes. Ao final de março, o Itaú tinha 2.367 agências e pontos de atendimento bancário, de 2.529 no final de dezembro e de 2.795 no mesmo período de 2025.

Concurso 3.004 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.004 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (5), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 7.078.285,80. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 05 - 07 -22 - 50 - 59 Segundo a Caixa, ninguém acertou os seis números. O prêmio agora vai a R$ 36 milhões. 5 acertos - 32 apostas ganhadoras: R$ 39.390,35 4 acertos - 2.740 apostas ganhadoras: R$ 758,29 Mega-Sena concurso 3004 Reprodução / Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril deste ano, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Novo limite de renda e imóveis de até R$ 600 mil: o que mudou no Minha Casa, Minha Vida O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta terça-feira (5) novas condições financeiras para o programa Reforma Casa Brasil, modalidade do Minha Casa, Minha Vida que utiliza recursos do Fundo Social para financiar melhorias habitacionais. 📊 A taxa de juros nominal foi reduzida para 0,82% ao mês. Além disso, o prazo máximo para financiamento e amortização foi estendido de 60 para 72 meses. Antes, os juros iam de 1,17% ao mês até 1,95% ao mês. (veja quem pode pegar o financiamento) 💰 A principal fonte de recursos para o programa é o Fundo Social. Para o exercício de 2026, a dotação orçamentária prevista é de R$ 24,8 bilhões. 💵 Somente em 2025, já foram empenhados R$ 10,7 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões já estão sob gestão da Caixa Econômica Federal para operacionalização imediata das linhas de crédito. 🔎 O Fundo Social é um fundo soberano criado em 2010 para receber recursos de royalties do petróleo, funcionando como uma espécie de "poupança" para financiar saúde e educação, além de garantir o desenvolvimento nacional. Outra mudança na regulamentação vincula automaticamente o limite de renda do financiamento de reformas às atualizações do Ministério das Cidades, garantindo que o programa acompanhe a realidade econômica da população sem necessidade de novas resoluções burocráticas. As novas regras entram em vigor na data de publicação da resolução no "Diário Oficial da União". Apartamento do programa Minha Casa, Minha Vida em Teresina Jonas Carvalho/Rede Clube Quem pode ser beneficiado O programa Reforma Casa Brasil, operado pela Caixa Econômica Federal, destina-se a famílias com renda mensal bruta de até R$ 9.600,00 para reformas urbanas. O programa oferece crédito entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, com foco em melhorias habitacionais, segurança e acessibilidade, exigindo aprovação de crédito e imóveis em áreas não sujeitas a risco. O programa funciona para quem se encaixa nas seguintes faixas de renda: Faixa 1 (até R$ 3.200); e Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 9.600). Impacto econômico O governo projeta que as mudanças no Reforma Casa Brasil terá "um impacto expressivo na geração de renda e emprego no setor da construção civil". "Estima-se que a ampliação do prazo gere um subsídio implícito de aproximadamente R$ 567 milhões (valor presente), investimento este já assegurado no orçamento, sem impacto no resultado primário da União", diz nota do CMN. O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Parlamentares defenderam, em evento promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo nesta terça-feira (5), em Brasília, o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que substitui a contribuição previdenciária patronal sobre a folha de salários por uma alíquota única de 1,4% sobre a receita bruta de todas as empresas do país, independente do setor ou do tamanho da companhia.
A proposta, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE) e que vem sendo chamada de "PEC do Emprego", está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se aprovada, a mudança passaria a valer a partir de 2027.
O sistema tributário atual exige que as empresas paguem ao INSS uma alíquota calculada sobre o valor total gasto com salários e demais remunerações dos trabalhadores.
A PEC pretende acabar com essa exigência e trocá-la por uma contribuição baseada no faturamento da empresa, sem considerar a quantidade de empregados.
Segundo Laércio Oliveira (PP-SE), a alíquota universal de 1,4% partiu de uma consulta formal ao Ministério da Fazenda. "A PEC coloca todos no mesmo lugar. Coloca quem gera emprego e quem não gera no mesmo ambiente", afirmou o relator.
"É justo que quem gera emprego, quem faz folha de pagamento todos os meses, inclusive empresas com grande potencial de geração de emprego, paguem na Previdência Social, e aquelas empresas de alta tecnologia que têm um número reduzido de funcionários pague menos previdência social? Por outro lado, tem um faturamento muitas vezes 20, 30 ou 40 vezes superior a empresas com forte intensidade de mão de obra. Não é justo", acrescentou Laércio Oliveira.
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Reoneração da folha
Lei aprovada em 2024 prevê a reoneração gradual da folha de pagamentos de empresas de 17 setores da economia que mais empregam no Brasil. Segundo o texto, a desoneração deve ser totalmente eliminada até 2028.
Pelas regras em vigor até então, as empresas podiam substituir a contribuição previdenciária (20% sobre os salários dos empregados) por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento (entre 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado).

Desenrola: confira as regras do novo programa de renegociação de dívidas A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse nesta terça-feira (5) que o setor financeiro está pronto para oferecer o Novo Desenrola Brasil e que a liberação dos sistemas pelo Ministério da Fazenda deve ocorrer ainda hoje. Segundo a entidade, a previsão do ministério era de que a infraestrutura do fundo fosse liberada a partir das 18h. Segundo a Febraban, o setor financeiro está "em estágio avançado de mapeamento" para oferecer o programa a clientes elegíveis, e os bancos já estão aptos a disponibilizar as condições de renegociação em canais digitais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A entidade afirma que algumas instituições já oferecem as condições, enquanto outras coletam pedidos de adesão. Também afirma que as instituições financeiras realizaram testes de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO) durante o fim de semana. "Os testes realizados foram, em sua maioria, bem-sucedidos, tendo sido registradas intercorrências pontuais, prontamente identificadas pelas equipes técnicas envolvidas, normais em iniciativas dessa magnitude e complexidade", disse a Febraban. "Os aprendizados obtidos nessa etapa foram aproveitados para a calibragem da nova versão, contribuindo para um lançamento mais robusto, ágil e seguro. O programa encontra-se agora cumprindo as etapas finais do processo para seu funcionamento integral (...)." A Febraban afirmou que, durante o período de adesão, todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar suas dívidas dentro das condições do programa. O g1 mostrou, contudo, que nenhum banco consultado ao longo desta terça-feira (5) confirmou uma data para iniciar as renegociações. As instituições financeiras aguardavam a publicação das regras do novo Desenrola pelo Ministério da Fazenda, o que ocorreu apenas na tarde desta terça-feira. SAIBA MAIS ABAIXO Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses Ministério da Fazenda Veja a nota na íntegra O programa Novo Desenrola Brasil, conduzido pelo Ministério da Fazenda, é uma iniciativa de abrangência nacional com potencial para alcançar a repactuação de R$ 100 bilhões em dívidas e 27 milhões de brasileiros em atraso. O setor financeiro encontra-se em estágio avançado de mapeamento em suas bases de dados, para garantir a oferta a todos os clientes elegíveis e os bancos estão em condições operacionais para se conectar ao programa e disponibilizá-lo em seus canais digitais. O processo de negociação, inclusive, já se iniciou: algumas instituições já estão ofertando as condições de repactuação e outras coletando pedidos de seus clientes para participar do Novo Desenrola Brasil. O programa ganhará celeridade gradual na sua execução, mesmo considerando a dimensão e a complexidade operacional. O novo Desenrola Brasil foi construído a várias mãos, inclusive com a participação da Febraban e outras entidades do setor financeiro. A construção iniciou-se com o desenho e a definição das condições financeiras, como faixas de descontos, prazos e taxas de juros, bem como das regras necessárias para o correto e sustentável funcionamento da iniciativa, em um trabalho técnico cuidadoso que buscou conciliar o alcance social do programa com a sua viabilidade econômica e operacional. Após o consenso entre o setor e o Ministério da Fazenda, as instituições financeiras avançaram nas etapas de desenvolvimento técnico para operacionalização do programa, mobilizando equipes multidisciplinares e garantindo a integração dos seus sistemas internos às infraestruturas do fundo garantidor. No último fim de semana, as instituições financeiras realizaram testes de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que foram realizados na infraestrutura original do Desenrola, que serviu de base para a construção da nova edição do programa. Os testes realizados foram, em sua maioria, bem-sucedidos, tendo sido registradas intercorrências pontuais, prontamente identificadas pelas equipes técnicas envolvidas, normais em iniciativas dessa magnitude e complexidade. Os aprendizados obtidos nessa etapa foram aproveitados para a calibragem da nova versão, contribuindo para um lançamento mais robusto, ágil e seguro. O programa encontra-se agora cumprindo as etapas finais do processo para seu funcionamento integral, incluindo algumas formalidades: publicação dos normativos do Ministério da Fazenda, realização da assembleia geral do FGO, publicação do edital e ajustes em seu regimento. O Ministério da Fazenda comunicou à Febraban que a previsão é de que a liberação da infraestrutura do FGO, para registro das operações, ocorrerá ainda hoje, a partir das 18hs. A Febraban reitera seu compromisso de que, no prazo de adesão, todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar suas dívidas nas condições do Novo Desenrola. A entidade segue à disposição do Governo Federal e da sociedade para colaborar com o pleno êxito desta importante iniciativa de recuperação financeira da população brasileira.

Desenrola: confira as regras do novo programa de renegociação de dívidas O Ministério da Fazenda publicou, nesta terça-feira (5), uma portaria que regulamenta a medida provisória que criou o Desenrola 2.0. O programa foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o endividamento dos brasileiros. Pelas regras, o programa estabelece descontos mínimos para a renegociação de dívidas conforme o tempo de atraso. Os percentuais variam de acordo com o tipo de crédito e aumentam quanto maior for a inadimplência. As instituições financeiras deverão seguir os percentuais para participar do Desenrola, em faixa de atraso, que variam de 30% a 90%. Veja abaixo as faixas. 1. Cartão rotativo e cheque especial 40%: para atraso entre 91 a 120 dias; 45%: para atraso entre 121 a 150 dias; 50%: para atraso entre 151 a 180 dias; 55%: para atraso entre 181 a 240 dias; 70%: para atraso entre 241 a 300 dias; 85%: para atraso entre 301 a 360 dias; 90%: para atraso entre 361 a 720 dias; 2. Cartão parcelado e crédito pessoal 30%: para atraso entre 91 a 120 dias; 35%: para atraso entre 121 a 150 dias; 40%: para atraso entre 151 a 180 dias; 45%: para atraso entre 181 a 240 dias; 60%: para atraso entre 241 a 300 dias; 75%: para atraso entre 301 a 360 dias; 80%: para atraso entre 361 a 720 dias. As regras definem que esses percentuais são o piso obrigatório para negociação. As instituições financeiras podem oferecer descontos maiores, mas não inferiores. A quitação das dívidas poderá ser feita com recursos próprios, por meio da contratação de um novo crédito ou com recursos do FGTS. Veja abaixo as regras do Desenrola 2.0 Bancos esperavam a regulamentação O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5), traz os critérios de participação das instituições financeiras no programa, as condições para uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as normas operacionais para a transferência de recursos do orçamento ao Fundo Garantidor de Operações (FGO). O ato normativo era aguardado pelos bancos para dar início às renegociações. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação, e algumas já começaram a divulgar os canais pelos quais a renegociação deve ocorrer. Os bancos procurados pelo g1 não informaram uma data para o início das operações. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências. Veja abaixo o que dizem os bancos.
O Ministério da Fazenda publicou nesta terça-feira (5) portaria que regulamenta a medida provisória que criou o Desenrola 2.0, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o nível de endividamento dos brasileiros.
O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5), traz os critérios de participação das instituições financeiras no programa, as condições para utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as normas operacionais para a transferência de recursos do orçamento ao Fundo Garantidor de Operações (FGO).
O ato normativo era aguardado pelos bancos para que pudessem dar início às renegociações.
As instituições financeiras precisarão observar os percentuais de desconto, de acordo com a modalidade da operação e com a faixa de atraso, podendo variar de 30% a 90% (veja abaixo).
Os descontos, ainda de acordo com a portaria, terão que ser aplicados sobre o valor da dívida original.
A quitação das obrigações financeiras poderá ser feita com recursos próprios, por meio de concessão de nova operação de crédito, ou com dinheiro do FGTS.
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Veja como poderão variar os descontos:
🪪Cartão de crédito rotativo e cheque especial
40%: para atraso entre 91 a 120 dias;
45%: para atraso entre 121 a 150 dias;
50%: para atraso entre 151 a 180 dias;
55%: para atraso entre 181 a 240 dias;
70%: para atraso entre 241 a 300 dias;
85%: para atraso entre 301 a 360 dias;
90%: para atraso entre 361 a 720 dias.
💳Cartão de crédito parcelado e crédito pessoal
30%: para atraso entre 91 a 120 dias;
35%: para atraso entre 121 a 150 dias;
40%: para atraso entre 151 a 180 dias;
45%: para atraso entre 181 a 240 dias;
60%: para atraso entre 241 a 300 dias;
75%: para atraso entre 301 a 360 dias;
80%: para atraso entre 361 a 720 dias.
Regras para uso do FGTS
O governo liberou o uso de até 20% do FGTS para quitar ou para reduzir o tamanho das dívidas. Para isso, segundo a portaria do Ministério da Fazenda, a instituição financeira que desejar participar do programa deverá informar à Caixa Econômica Federal qual será a destinação do saldo disponível na conta do beneficiário.
Após essa comunicação, os recursos serão transferidos ao banco do cidadão que estiver em processo de renegociação de sua dívida. A Caixa terá até 30 dias para liberar o recurso, em uma operação, portanto, entre bancos.

Como funciona a Mega-sena O concurso 3.004 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (5), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp O g1 passou a transmitir, desde todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Negociação de dívida Marcos Santos/USP Imagens Os bancos participantes do "Novo Desenrola Brasil" têm 30 dias para limpar nomes de pessoas com dívidas de até R$ 100. O prazo foi estabelecido em portaria publicada nesta terça-feira (5) pelo Ministério da Fazenda. ➡️O programa, lançado nesta segunda-feira (4), foi lançado com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. Como anunciado pelo governo federal nesta segunda (4), uma contrapartida para as instituições financeiras é retirar, de forma permanente, o nome dos devedores de listas de inadimplências. A medida não exclui a dívida. Ou seja, o devedor não estará mais com o "nome sujo", mas ainda deverá pagar o que deve. LEIA MAIS: Veja perguntas e respostas sobre o novo programa Além da desnegativação das dívidas de até R$ 100, os bancos também devem: Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado; Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado. O programa Desenrola: confira as regras do novo programa de renegociação de dívidas O "Novo Desenrola Brasil", também chamado de "Desenrola 2.0", consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados. Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores (leia mais abaixo). Novo Desenrola terá veto a apostas e uso do FGTS Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para: famílias Fies empresas agricultores rurais "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. Descontos do Novo Desenrola Apresentação do Ministério da Fazenda Fontes de recurso O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo. Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano. "É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento", afirmou Lula durante coletiva. "Estamos tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça", prosseguiu o presidente. Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses Ministério da Fazenda Cenário político e eleitoral O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026. Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo. Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

As exportações de carne bovina do Brasil, maior exportador mundial, podem cair cerca de 10% em 2026 em comparação com 2025, devido a restrições tarifárias impostas pela China, afirmou nesta terça-feira (5) o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa. Em conversa com jornalistas, Perosa afirmou também que a produção de carne bovina voltada ao mercado chinês deve ser interrompida por volta de junho, em razão da tarifa. Segundo ele, será necessário aumentar o consumo interno para compensar o volume que deixará de ser exportado ao país asiático. A China, principal destino da carne bovina brasileira, adotou neste ano uma cota de 1,1 milhão de tonelada isenta da tarifa mais elevada, de 55%, como forma de proteger sua produção interna. Esse volume está perto de ser atingido, pois as empresas aceleraram os embarques para a China a fim de evitar a tarifa mais alta. O total inclui ainda cargas enviadas no fim de 2025 e que chegaram ao país asiático no início de 2026. Vídeos em alta no g1 Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, das quais 1,7 milhão de toneladas tiveram a China como destino, segundo dados da Abiec. "Não há mercado que substitua a China", disse Perosa. No início do ano, a Abiec trabalhava com um cenário mais otimista, prevendo relativa estabilidade nas exportações, com base na possível abertura de novos mercados e no redirecionamento das vendas para outros destinos. Segundo Perosa, havia expectativa em relação à abertura do mercado da Coreia do Sul para a carne bovina brasileira, o que não deve mais ocorrer em 2026. Perosa disse ainda manter expectativa quanto à possível abertura do mercado japonês, que poderia ajudar a reduzir o impacto da queda nos embarques para a China. Projeto agro - boi Gustavo Wanderley/g1 Sobre a possível abertura do mercado da Turquia, que também poderia impulsionar as exportações, Perosa afirmou que o avanço depende de um “convencimento técnico”. Segundo ele, as autoridades turcas exigem testes em toda a carne brasileira, o que tornaria o processo inviável. O Brasil, por sua vez, negocia para que as análises sejam feitas por lotes.

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta terça-feira (5) um plano de trabalho que prevê a votação do parecer sobre o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) na comissão especial da Câmara no dia 26 de maio. Leia mais sobre as propostas em discussão aqui 🔎 Há duas propostas em análise na Câmara, além de um projeto de lei apresentado pelo governo do presidente Lula. Atualmente, a jornada semanal máxima de trabalho é de 44 horas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora tramita em uma comissão especial, destinada a discutir o conteúdo do texto. Após a análise no colegiado, a etapa seguinte será a votação no plenário. Se aprovado na Câmara, o tema seguirá ao Senado. “Os objetivos principais são estudar impactos socioeconômicos, sociais e jurídicos, ouvir trabalhadores, comparar experiências internacionais e buscar consensos”, afirmou o relator. Vídeos em alta no g1 Prates planejou o trabalho da comissão em 11 reuniões, com encontros às terças e quartas em Brasília e audiências nos estados às quintas. O primeiro estado a ser visitado será a Paraíba, reduto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “A ideia é votar nesta comissão no dia 26 de maio. No dia 27 de maio é compromisso do presidente Hugo Motta colocar para votação no plenário”, afirmou. O cronograma prevê a realização de cinco audiências públicas com os temas: diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho; aspectos econômicos sobre a redução da jornada de trabalho; aspectos sociais e a importância do diálogo social para a redução da jornada de trabalho no Brasil; limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho – perspectiva dos empregadores; limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora. A apresentação e a leitura do relatório está prevista para o dia 20 de maio. Também está no cronograma a realização de seminários em Belo Horizonte e São Paulo. “O Brasil do futuro não é mais o meu Brasil. É o Brasil de quem tem 16, 17 e 18 anos. Precisamos entender o valor sociológico que essas pessoas carregam. O que eles esperam do nosso país. O maior luxo que eles consideram hoje é o tempo”, afirmou o relator. Propostas em debate A comissão especial deve se debruçar sobre duas PECs: um proposto pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no ano passado, que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra; a segunda PEC é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi apresentada em 2019. O texto reduz a jornada de trabalho a 36 horas semanais, com prazo de 10 anos para entrada da norma em vigor. 🔎 Paralelamente, o governo Lula apresentou um projeto de lei — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição – que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado. Elevação de custos Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que uma redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, por exemplo, pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade. Um estudo de fevereiro deste ano do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que o fim da escala 6x1 aumentará em 7,84% o custo médio do trabalho celetista, no caso de uma jornada de 40 horas semanais. Na indústria e no comércio, o efeito estimado é inferior a 1% do custo operacional total, segundo a pesquisa. O governo estima que 37,2 milhões de trabalhadores no Brasil têm jornadas acima de 40 horas semanais, ou seja, 74% dos profissionais com carteira assinada. E que, em 2024, o Brasil registrou 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho — o que gera gastos para a Previdência. Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística. Apresentação do plano de trabalho e votação de requerimentos. Dep. Leo Prates Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Cinco editoras e o autor Scott Turow processaram a Meta e seu CEO nesta terça-feira (5). Eles acusam a empresa de usar, sem autorização, milhões de livros e artigos protegidos por direitos autorais para treinar seu sistema de inteligência artificial, o Llama. A ação foi apresentada em um tribunal federal em Manhattan e abre uma nova frente na disputa entre o setor editorial e empresas de tecnologia que desenvolvem ferramentas de IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os autores, Zuckerberg e a Meta seguiram o lema “agir rápido e quebrar coisas” ao utilizar um grande volume de obras sem permissão para alimentar o sistema. Vídeos em alta no g1 Além disso, eles afirmam que o uso desse material ocorreu sem pagamento ou autorização dos criadores. “Os réus reproduziram e distribuíram milhões de obras protegidas por direitos autorais sem autorização, sem oferecer qualquer compensação a autores ou editoras e com pleno conhecimento de que sua conduta violava a lei”, diz um trecho da ação. “O próprio Zuckerberg autorizou pessoalmente e incentivou ativamente a infração.” Meta rebate acusações e disputa se intensifica Entre os autores publicados pelas editoras que movem a ação — Elsevier, Cengage, Hachette Book Group, Macmillan e McGraw Hill — estão nomes como Scott Turow, Donna Tartt e também Yiyun Li e Amanda Vaill, vencedoras do Prêmio Pulitzer de 2026. Em nota divulgada na segunda-feira, a Meta afirmou que pretende “defender-se vigorosamente” das acusações. “A inteligência artificial está impulsionando inovações transformadoras, produtividade e criatividade para indivíduos e empresas, e tribunais têm reconhecido que o treinamento de IA com material protegido por direitos autorais pode se enquadrar como uso justo”, diz parte do comunicado. Nos últimos anos, disputas desse tipo têm se tornado mais frequentes. Autores e editoras passaram a acionar a Justiça para contestar o uso de suas obras no treinamento de sistemas de inteligência artificial. Em 2025, a própria Meta concordou em encerrar uma ação coletiva movida por escritores, e a decisão final desse acordo deve ser analisada na próxima semana. Mark Zuckerberg, CEO da Meta Reuters

James Murdoch fala no Parlamento britânico em 10 de novembro de 2011 Reuters James Murdoch, um dos filhos do fundador do conglomerado de mídia Fox, estaria perto de comprar a revista "New York", segundo reportagem do "Wall Street Journal". O jornal também afirma que o empresário tem interesse nos podcasts do grupo. Apesar disso, fontes ligadas ao assunto afirmam que a negociação ainda está longe de ser concluída. Segundo as informações, a aquisição está sendo tratada por meio da Lupa Systems, empresa de investimentos fundada por Murdoch em 2019. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Caso avance, a operação ampliará o portfólio de ativos de mídia do empresário e de sua esposa, Kathryn Murdoch, que já inclui participações em iniciativas culturais e jornalísticas. A possível venda ocorre em um momento desafiador para empresas de mídia digital nos Estados Unidos, que enfrentam pressão crescente no setor. Vídeos em alta no g1 Nos últimos anos, o setor tem enfrentado um mercado de publicidade mais fraco, mudanças nos algoritmos de busca e aumento da concorrência, fatores que obrigaram grupos como Vox, BuzzFeed e Vice a rever estratégias e reduzir custos. O que está em negociação? A negociação envolve dois ativos específicos: a revista "New York" e a divisão de podcasts da empresa. Fundada em 1968, a publicação foi adquirida pela Vox em 2019 e mantém uma edição impressa quinzenal, além de uma forte presença digital. O título reúne marcas conhecidas, como "The Cut", "Vulture" e "Grub Street", que ajudaram a expandir seu alcance online. Já a área de podcasts concentra produções apresentadas por jornalistas, acadêmicos e outras figuras públicas, em um formato que ganhou espaço nos últimos anos. O interesse por esse tipo de conteúdo tem crescido, mesmo diante de um ambiente mais difícil para empresas de mídia. A Vox Media, por sua vez, deve manter outros veículos relevantes em seu portfólio, como "The Verge", "SB Nation" e "Thrillist", que não fazem parte da negociação. Nem a Vox Media nem representantes de Murdoch comentaram oficialmente o assunto.

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Uma das principais mudanças foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58. Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal: Curso teórico é opcional e pode ser gratuito Antes das mudanças, o candidato precisava cumprir pelo menos 45 horas de aulas teóricas. Com as novas regras, essa exigência deixou de existir, e o curso teórico passou a não ter carga horária mínima. Ele pode ser feito tanto em autoescolas quanto em casa, além de escolas públicas de trânsito, instituições especializadas em ensino a distância (EaD) ou órgãos que fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito. Também é possível realizar o curso teórico pelo aplicativo CNH do Brasil ou pelo site do Ministério dos Transportes. Nesse formato, todo o conteúdo é digital e inclui aulas sobre regras de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e cuidados com o meio ambiente. Apesar de o curso teórico poder ser gratuito, a prova aplicada ao candidato continua sendo paga. Em São Paulo, por exemplo, o custo é de R$ 52,83. Já em Pernambuco, o valor é menor: R$ 38,17. Aprovado na prova teórica, o candidato já pode iniciar as aulas práticas de direção.

Desenrola 2 terá limite de R$ 15 mil para dívida e desconto de até 90% O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (4) que o calendário eleitoral deve dificultar o avanço de medidas de revisão de gastos no Congresso nos próximos meses e defendeu que a política fiscal não é a principal responsável pelo nível elevado dos juros no país. Segundo ele, o ambiente político entre maio e outubro reduz o espaço para discutir propostas mais sensíveis. “De maio a outubro é praticamente impossível que o Ministério da Fazenda, a equipe econômica, apresente uma medida de revisão de gastos”, afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar disso, Durigan disse que o debate precisa continuar. “É importante abrir um debate civilizado, muito diferente do que aconteceu em 2022, para projetar quais são as opções daqui para frente, como diminuir a pressão das despesas obrigatórias e tornar o arcabouço fiscal mais sólido e crível. Esse debate precisa ser feito”, acrescentou. O ministro também contestou a avaliação de que o cenário fiscal seja o principal fator por trás dos juros altos e afirmou que há outros elementos mais relevantes, especialmente no cenário internacional. “Acho que há outros fatores. Por exemplo, o que pressiona a política monetária hoje não é o fiscal, é a guerra. Em outros momentos, como na crise no Rio Grande do Sul ou nas tarifas impostas por Trump, a pressão também não veio do fiscal. Isso é importante notar”, disse. O Banco Central do Brasil (BC) reduziu recentemente a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, e indicou que seguirá avaliando novos dados, em meio a guerra no Irã. A autoridade monetária também tem defendido a necessidade de alinhamento entre as políticas fiscal e monetária. No entanto, na avaliação de Durigan, os gastos do governo têm pouca influência direta na definição dos juros e que as regras fiscais adotadas desde 2023 vêm ajudando, aos poucos, a melhorar as contas públicas. Ele destacou que o modelo atual de regras fiscais segue válido e pode ser ajustado, mas não precisa ser substituído. “O arcabouço permite ajustes, funcionou, não envelheceu e ainda está no começo, gerando resultados”, afirmou. Durigan afirmou ainda que o governo deve manter uma estratégia gradual de ajuste das contas públicas, com foco na contenção de despesas obrigatórias e na melhoria da qualidade do gasto. Além disso, existe a possibilidade de retomar propostas como a revisão de repasses federais, mas reiterou que não há espaço para avançar com esse tipo de medida antes das eleições. O ministro acrescentou que o governo busca evitar propostas que aumentem despesas sem compensação no Congresso e manter uma agenda econômica considerada responsável. Segundo ele, eventuais tensões políticas não devem comprometer esse compromisso. Na avaliação de Durigan, os efeitos da guerra no Oriente Médio podem se prolongar e exigirão atenção do governo. Por conta disso, medidas emergenciais, como a redução de tributos sobre combustíveis, podem ser estendidas, desde que respeitem a neutralidade fiscal, com compensação por meio de receitas extras, como as ligadas ao petróleo. Novo Desenrola O governo lançou nesta segunda o Desenrola 2.0 para enfrentar o alto endividamento das famílias. A nova versão simplifica o acesso, com bancos fazendo a negociação direta, e foca em dívidas como cartão de crédito e cheque especial, com descontos, juros menores e parcelamento mais longo. Também permite uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e prevê medidas para evitar nova inadimplência, como educação financeira e restrição a apostas. Na avaliação do ministro, a primeira versão do programa perdeu efeito com a retomada da alta dos juros, o que acabou revertendo parte da melhora no endividamento. Ele afirma que a nova etapa incorpora ajustes, como um processo mais simples para renegociar dívidas e a proibição de apostas online por um ano para quem aderir. Durigan afirmou que o programa não deve pressionar a inflação. “Eu não acho que o montante que nós estamos viabilizando vai ter impacto na política monetária a ponto de atrapalhar (...) Me parece bem circunscrito”, disse, destacando que “nem tudo” o que for economizado será convertido em consumo. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR

Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas' O governo aumentou a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos após uma nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontar a presença de conteúdo prejudicial para menores de idade na plataforma. A mudança faz parte do ECA Digital e tem como objetivo indicar a faixa etária recomendada para o uso de serviços online (saiba mais abaixo). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️O que muda na prática? A medida indica que o YouTube não é recomendado para menores de 16 anos. O documento do MJSP determina que, onde quer que o serviço seja oferecido na internet, o selo de 16 anos deve estar visível, como nas lojas de aplicativos, e o usuário deve ser informado da classificação antes de acessá-lo. Além de informar a nova faixa etária (16 anos), a plataforma deve indicar, junto da classificação, quatro tipos de conteúdo que justificam a nota: conteúdo sexual, drogas, violência extrema e linguagem imprópria. 'Novela das frutas' viralizou nos últimos meses nas redes sociais Reprodução/YouTube A nota técnica também afirma que a reclassificação tem caráter apenas informativo e não busca "impor censura ou proibição de exibição", o que significa que os conteúdos continuam disponíveis na plataforma. O documento que reclassifica o YouTube cita a circulação de animações como um dos fatores para a revisão e menciona a "Novela das frutas", conteúdo feito com uso de IA que viralizou nos últimos meses, como exemplo. Segundo o documento, esse tipo de vídeo tem aparência inofensiva, mas aborda temas como tráfico, violência doméstica e abuso, o que exige mais cuidado na classificação. O YouTube, que pertence ao Google, pode recorrer da decisão em até dez dias após a publicação no Diário Oficial da União. O g1 entrou em contato com a empresa e aguarda resposta. No início do ano, outras plataformas também foram reclassificadas: TikTok, Kwai e WhatsApp, por exemplo, passaram a ter classificação indicativa de 16 anos (veja a lista). LEIA TAMBÉM: Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Meta amplia proteção para adolescentes na União Europeia e nos EUA ONG denuncia LinkedIn na Áustria pela venda de dados dos usuários 'Novela das frutas' influenciou decisão Além dessas animações de IA, a nota técnica traz uma análise sobre conteúdos de violência no YouTube, com exemplos que vão de situações fictícias a cenas mais intensas. O documento aponta a presença de imagens detalhadas de ferimentos, sangramentos, mutilações e execuções de personagens. Também cita o uso de recursos visuais, como câmera lenta e enquadramentos fechados, que podem aumentar o impacto dessas cenas. “Cabe citar uma nova leva de animações que tem sido amplamente difundidas na plataforma, conhecida pelo público brasileiro como ‘novelas de frutas’. Os personagens são frutas e vegetais com características humanas, geralmente com aparência atrativa para o público infantojuvenil, com traços semelhantes aos de animações populares”, diz a nota. “Contudo, as histórias apresentam temas complexos, como apelo sexual, violência doméstica, preconceito, assassinatos, estupros, tráfico de drogas e uso de entorpecentes”, completa o documento. O que o ECA Digital determina? Proíbe a autodeclaração de idade em sites e serviços digitais restritos a maiores de 18 anos. Exige que redes sociais ofereçam versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada e que contas de menores de 16 anos sejam vinculadas às de seus responsáveis. Determina que marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos verifiquem a idade no cadastro ou no momento da compra e bloqueiem automaticamente o acesso de menores a itens proibidos. Impõe que plataformas de apostas impeçam o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes. Obriga buscadores a ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e a exigir verificação de idade para o desbloqueio. Exige que provedores de conteúdo pornográfico adotem verificação de idade, proíbam a autodeclaração e removam contas identificadas como pertencentes a menores. Determina que jogos eletrônicos com caixas de recompensa bloqueiem o acesso de menores ou ofereçam versões sem essa funcionalidade. Estabelece que serviços de streaming cumpram a classificação indicativa e disponibilizem perfis infantis, mecanismos de bloqueio e ferramentas de controle parental. Plataformas que têm mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados devem enviar relatórios mostrando como apuraram denúncias e quais medidas de moderação de conteúdo foram adotadas. A mudança também afeta a estrutura do governo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. As empresas também poderão ter as atividades suspensas temporária ou definitivamente. Novas classificações Kwai: de 14 anos para 16 anos TikTok: de 14 anos para 16 anos Instagram: de 16 anos para 16 anos LinkedIn: de 12 anos para 16 anos WhatsApp: 12 anos para 14 anos X (Twitter): de 18 anos para 18 anos Pinterest: de 12 anos para 16 anos Messenger: de 12 anos para 14 anos Threads: segue em 16 anos Reddit: segue em 18 anos Discord: segue em 18 anos Poosting: segue em 18 anos Twitch: segue em 18 anos Snapchat: 12 anos para 16 anos Bluesky: segue em 18 anos Quora: de 12 anos para 18 anos ‘Novelas de frutas' divertem, mas acendem alerta de psicólogos

Bruno Carazza: Primeiro 'Desenrola' trouxe alívio temporário no endividamento A Serasa Experian informou nesta terça-feira (5) que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa de proteção ao crédito informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana. 🧾Segundo o Serasa, 21% das dívidas estão relacionadas a contas básicas, como contas de água, luz e gás. Outros 11,5% do endividamento são com o setor de serviços. De acordo com a empresa: há 338,2 milhões de dívidas registradas; o valor médio de dívida por pessoa é de R$ 6.728,51; o valor médio de cada dívida é de R$ 1.647,64 (há pessoas com mais de uma dívida). Mapa da inadimplência do Serasa Reprodução "O programa Desenrola gera um alívio temporário, que é importante que aconteça para que as pessoas possam buscar educação financeira e a melhor opção de crédito. Mas não pode se encerrar ali, tem que ter um movimento em torno da educação financeira para que isso não seja temporário", avaliou Fernando Gambaro, gerente de Comunicação da Serasa. 📄Levantamento do Serasa em abril com 1.904 pessoas de todo o Brasil mostrou que: 38% das dívidas com o setor financeiro referem-se ao desemprego ou perda de renda; 16% são relativas a gastos emergenciais; 13% estão ligadas à desorganização financeira; 10% ao apoio a familiares e amigos; e 7% ao atraso no pagamento. Plataforma de renegociação A Serasa também informou que terá uma plataforma voltada para renegociação de dívidas dentro do Desenrola 2.0. Segundo o órgão, 7,7 milhões de ofertas do Novo Desenrola já estão disponíveis no ecossistema de renegociação. As ofertas também estão disponíveis no aplicativo do Serasa. Entre os participantes, estão o Itaú, o Santander, o Bradesco, o Banco Pan, o Banco BMG, o BV, o Neon e o NU. Desenrola 2.0 Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá: Descontos entre 30% e 90%; Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; Até 48 meses de prazo; Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas Adesão dos bancos Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustam seus sistemas para viabilizar a implementação. Leia aqui o que os principais bancos disseram sobre aderir ao programa O programa tem o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim desta segunda-feira (4) — e, com isso, já passou a valer. Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos. 📱O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências. Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução

Caneta emagrecedora Reprodução/TV Globo A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais. A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes. “Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo. No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”. No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso. Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde. 🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina. Outros fatores também pesam na inflação médica Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes. 🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados. Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes. "Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato", diz. A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos. Desaceleração Apesar da alta projetada para 2026, especialistas avaliam que a inflação médica deve desacelerar em relação ao ano passado — reflexo de um esforço maior das operadoras para combater fraudes e controlar custos após o aumento das despesas no pós-pandemia. Dados do Relatório de Tendências Globais de Custos Médicos da Aon, por exemplo, apontam alta de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil — uma queda de 3,2 pontos percentuais em relação aos 12,9% projetados para 2025. Segundo o diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios, Marcelo Borges, esses esforços se concentraram em duas frentes: mudanças na coparticipação e maior controle sobre reembolsos e rede credenciada. De um lado, o aumento da coparticipação ajudou a reduzir o uso indevido dos planos — como idas frequentes ao pronto-socorro sem urgência, excesso de exames e repetição de consultas sem necessidade. Já as regras mais rígidas para reembolsos, diz o executivo, surgiram após a identificação de casos de fraude, em que beneficiários tentavam obter ressarcimentos indevidos. “O processo não se tornou impeditivo, mas ficou mais rígido. Antes, o beneficiário apresentava a despesa e a prévia, e a seguradora já fazia o pagamento. Agora, é preciso apresentar o comprovante, e o valor do reembolso segue tabelas definidas para cada procedimento”, afirma Borges. Por fim, o executivo explica que, nos últimos anos, houve um processo de renegociação das operadoras com hospitais e clínicas da rede credenciada. Na prática, isso significa que as operadoras revisaram contratos e passaram a adotar medidas para segurar os custos, como pacotes fechados de procedimentos e regras mais claras para diárias hospitalares. O diretor de Health & Talent da Aon no Brasil, Fabio Martinez, reforça que, mesmo com a desaceleração, o setor ainda enfrenta o desafio de incentivar o uso mais eficiente dos planos de saúde. “A gestão de custos em saúde precisa levar em conta o acesso a tratamentos mais eficazes, mas também mais caros, principalmente com a inclusão frequente de novas tecnologias e medicamentos no rol da ANS”, conclui.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar caiu 1,12% nesta terça-feira (5), cotado a R$ 4,9121, o menor valor desde 26 de janeiro de 2024 (R$ 4,9105). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,62%, aos 186.754 pontos. ▶️ O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que detalha a decisão de reduzir a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano. Segundo o BC, a guerra no Oriente Médio elevou as projeções de inflação para o ano, mas não deve interromper a trajetória de queda dos juros. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O mercado também avalia o impasse entre Estados Unidos e Irã, que mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz e pressiona os preços do petróleo. Por volta das 17h, o barril Brent (referência internacional) caía 3,74%, cotado a US$ 110,16. ▶️ Na bolsa, o destaque foi a Ambev, com alta de mais de 15% — segunda maior alta em um dia desde a criação da companhia em 1999. A empresa reportou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil. Além disso, o presidente-executivo da empresa, Carlos Lisboa, afirmou que o ano deve ser positivo para o setor, impulsionado pela sequência de feriados prolongados e pela Copa do Mundo. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -0,80%; Acumulado do ano: -10,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,30%; Acumulado do mês: -0,30%; Acumulado do ano: +15,91%. Resultado da Ambev A Ambev divulgou mais cedo lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre, além da distribuição de cerca de R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio, a serem pagos até dezembro. Analistas do Itaú BBA afirmaram mais cedo que a Copa pode sustentar o momento positivo da Ambev e que a melhora dos fundamentos neste ano pode destravar o potencial de valorização das ações da companhia. O desempenho da companhia nos três primeiros meses de 2026 ocorre após a empresa ter citado, no fim do ano passado, problemas com o clima desfavorável ao consumo de cerveja como um dos principais fatores de preocupação. Lisboa afirmou nesta terça-feira, durante conferência com analistas sobre os resultados, que a companhia espera um arrefecimento de custos a partir do segundo trimestre e que está confiante no cumprimento das estimativas para as operações de cerveja no Brasil ao longo deste ano. A Ambev projeta crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro da operação de cerveja no Brasil entre 4,5% e 7,5% em 2026, excluindo depreciação, amortização e o marketplace do grupo. Tensão no Oriente Médio A frágil trégua na guerra no Oriente Médio está ameaçada nesta terça-feira (5), um dia após Estados Unidos e Irã trocarem agressões no Golfo Pérsico, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira que as violações do cessar-fogo de quatro semanas pelos EUA "e seus aliados" colocaram em risco o transporte marítimo e o fluxo de energia pela hidrovia. Apesar da declaração, foi Teerã quem fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios comerciais durante a guerra. "Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou Qalibaf. As Forças Armadas dos EUA informaram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após o presidente Donald Trump enviar a Marinha para escoltar navios-tanque retidos no estreito, em uma operação chamada de "Projeto Liberdade". A tensão no mar e nas declarações continuou na tarde desta terça-feira, quando Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA. A fala foi dada em entrevista à emissora americana Fox News. O republicano também afirmou, na Truth Social, que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano. “Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão”, escreveu Trump ao comentar o episódio. Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que passaram pelo estreito até o momento. Mercados globais Os mercados globais operavam alta nesta terça-feira, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,73%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq tinha ganho de 1,03%. Na Europa, o movimento também foi de recuperação. O Stoxx 600 fechou em alta de 0,7%, após registrar, na véspera, sua maior queda em um mês. Entre as principais bolsas, o CAC 40, de Paris, avançou 1,08% e o DAX, de Frankfurt, teve alta de 1,71%, enquanto o FTSE 100, de Londres, seguiu na contramão, e fechou em queda de 1,40%. Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por conta de feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região. Dólar opera em baixa Freepik

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (5) que após o início da guerra no Oriente Médio, as expectativas de inflação subiram para este a para os próximos anos. Mesmo assim, concluiu que esses "eventos recentes não impediriam o prosseguimento" do ciclo de corte de juros e avaliou que uma redução de 0,25 ponto percentual, como registrado na semana passada, seria "mais adequada". A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 14,75% para 14,5 ao ano. Foi o segundo corte seguido da Selic, que serve de referência para os juros bancários (leia mais abaixo). Vídeos em alta no g1 "As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes", informou o Banco Central. Acrescentou que, desde março, "ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028". Mesmo assim, o BC julgou ser apropriado continuar cortando os juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, que durou até março de 2026, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos. A autoridade monetária também não deu indicação de suas próximas decisões sobre a taxa de juros. Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, na ata do Copom. Os economistas do mercado financeiro projetam novos cortes na taxa básica de juros da economia. A previsão dos analistas é de que a Selic termine esse ano em 13% ao ano. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%. Veja outas análises do Copom A incerteza com relação ao cenário externo seguiu em níveis elevados, informou o Banco Central. "Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos", acrescentou. A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, ou seja, de desaceleração, algo buscado pelo Banco Central. "O Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta". A política fiscal, ou seja, de gastos públicos, tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, ou seja, de pressão inflacionária. "Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta", avaliou. O BC reafirmou que no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, "serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo de tempo".

Sahand embala um terminal da Starlink sendo preparado para envio ao Irã via BBC "Se uma só pessoa conseguir ter acesso à internet, acho que tivemos sucesso e que valeu a pena", afirma Sahand. O iraniano está visivelmente nervoso ao conversar com a BBC, mesmo estando fora do Irã. Ele explica cuidadosamente que faz parte de uma rede de contrabando, que transporta clandestinamente tecnologia de internet via satélite (que é ilegal no Irã) para dentro do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sahand é um nome fictício. Ele receia pelos seus familiares e outros contatos que estão em território iraniano. "Se eu for identificado pelo regime iraniano, eles poderão fazer as pessoas com quem tenho contato no Irã pagarem o preço", explica ele. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O Irã vive um apagão digital há mais de dois meses. O governo do país mantém um dos mais longos bloqueios nacionais de internet já registrados em todo o mundo. O apagão atual começou após os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. O acesso à internet havia sido parcialmente restaurado apenas um mês antes dos ataques, após outro apagão digital imposto em janeiro, durante a repressão do regime aos protestos que se espalharam pelo país. Naquela ocasião, mais de 6,5 mil manifestantes foram mortos e 53 mil foram detidos, segundo a Agência de Notícias Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos. As autoridades afirmam que o governo desligou a internet durante a guerra por razões de segurança, indicando que o objetivo é evitar vigilância, espionagem e ciberataques. Sem acesso a fontes de informação independentes, os iranianos dependem dos meios de comunicação estatais, administrados pelo regime ou próximos ao governo AFP via Getty Images Os aparelhos da Starlink que Sahand envia para o Irã são uma das formas mais confiáveis de escapar do apagão. Os terminais podem ser acoplados a roteadores e fornecem acesso à internet por conexão com a rede de satélites da empresa SpaceX, de Elon Musk. Eles permitem aos usuários evitar totalmente a internet doméstica iraniana, altamente controlada. Sahand explica que várias pessoas podem se conectar a cada terminal ao mesmo tempo. Ele conta que ele e outras pessoas da rede compram os aparelhos e "os contrabandeiam pelas fronteiras" em uma "operação muito complexa". Mas ele se recusa a fornecer mais detalhes. Sahand afirma que já enviou uma dúzia de aparelhos para o Irã desde janeiro e "estamos buscando ativamente outras formas de levar mais". A organização de defesa dos direitos humanos Witness estimou em janeiro que havia pelo menos 50 mil terminais Starlink no Irã. Mas os ativistas afirmam que o número provavelmente aumentou. A BBC entrou em contato com a SpaceX para obter mais detalhes sobre o uso da Starlink no país, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. No ano passado, o governo iraniano aprovou leis sujeitando o uso, compra ou venda de aparelhos da Starlink a até dois anos de prisão. E as penas por distribuir ou importar mais de 10 aparelhos podem atingir até 10 anos. A imprensa afiliada ao Estado iraniano relatou diversos casos de pessoas sendo presas por vender e comprar terminais Starlink, incluindo quatro pessoas (duas delas, estrangeiros) que foram presas no mês passado por "importar equipamento de internet via satélite". Os meios de comunicação estatais iranianos também noticiaram que algumas das prisões se referem a acusações de posse ilegal de armas e envio de informações para o inimigo. Manifestantes em Londres participaram dos protestos reivindicando acesso à internet sem restrições no Irã SOPA Images/LightRocket via Getty Images/BBC Mas o mercado para os terminais no Irã persiste, por exemplo, em um canal público do Telegram em idioma persa, chamado NasNet. Um voluntário de fora do Irã envolvido no canal contou à BBC que foram vendidos cerca de 5 mil terminais Starlink por meio do canal nos últimos dois anos e meio. O Irã tem um longo histórico de controle da informação, tanto promovendo suas próprias narrativas antiamericanas e anti-israelenses pelos meios de comunicação estatais, quanto restringindo a cobertura das medidas repressivas do regime contra seus críticos. Durante os protestos de janeiro, mesmo com a internet desligada, houve vazamento de relatos e vídeos de execuções extrajudiciais, prisões e agressões. As organizações de defesa dos direitos humanos sabem ou acreditam que grande parte dessas informações vieram de pessoas que tiveram acesso às plataformas de redes sociais via Starlink. O sistema atual de internet do Irã é descrito como sendo "em camadas". Todos os iranianos têm acesso a uma rede doméstica controlada pelo Estado. Nela, operam serviços como bancos, transporte e delivery de alimentos, além da imprensa estatal. Antes dos apagões, os iranianos também tinham acesso à internet global. Mas muitos sites e serviços como o Instagram, Telegram, YouTube e WhatsApp foram bloqueados e o governo criou preços de acesso superiores aos da rede doméstica. Muitos iranianos contornaram as restrições usando redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês), que conectam os usuários aos sites através de servidores remotos, ocultando suas localizações. Mas a assinatura destes serviços também aumentava os custos. Agora, com o apagão, apenas algumas autoridades selecionadas e outros indivíduos, incluindo os jornalistas que trabalham para a imprensa estatal, têm acesso à internet sem restrições, usando os chamados "cartões SIM brancos". Os satélites de propriedade da SpaceX (na foto, sendo transportados por um foguete Falcon 9) são usados pela Starlink para fornecer serviços de internet Getty Images via BBC Em 2022, Elon Musk anunciou a ativação da Starlink no Irã após graves cortes na internet, durante os protestos gerados pela morte de uma mulher iraniana em custódia, Mahsa Amini. Desde então, o uso do serviço aumentou, especialmente durante os apagões. Agora, com as autoridades em busca cada vez mais dos terminais Starlink, Sahand e sua rede aconselham os usuários a empregar VPNs com a tecnologia via satélite, para permanecerem incógnitos. Mas muitas pessoas não podem pagar por este serviço, especialmente em uma época de crise econômica. Sahand é uma das três pessoas que declararam à BBC que estão envolvidas no transporte clandestino de aparelhos da Starlink. Ele conta que a operação da qual ele faz parte, incluindo a compra dos terminais, é financiada por iranianos no exterior e por outras pessoas que querem ajudar a fazer os aparelhos chegarem ao país. Sahand afirma que não recebe fundos de nenhum Estado estrangeiro. Os terminais são enviados para indivíduos que, segundo eles acreditam, irão usar os aparelhos para compartilhar informações em nível internacional. "As pessoas precisam da internet para poderem compartilhar o que está acontecendo no país", explica Sahand. "Acreditamos que estes terminais devem estar nas mãos de quem realmente precisa deles para fazer a mudança." Os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel ao Irã continuaram durante os apagões da internet EPA/Shutterstock via BBC Um grupo de defesa dos direitos digitais, que pede para permanecer incógnito, declarou à BBC estimar que pelo menos 100 pessoas tenham sido detidas pela posse dos terminais. Sahand afirma que também conhece pessoas que foram presas por terem acesso ou possuírem aparelhos, mas nenhuma delas adquiriu dele o terminal. Yasmin, cidadã americana-iraniana também com nome fictício, contou à BBC que um homem, seu parente, foi preso no Irã e acusado de espionagem por possuir um terminal Starlink. A BBC perguntou à Embaixada iraniana em Londres por que apenas algumas pessoas têm autorização de acesso à internet no país e por que as penas pelo uso da Starlink são tão severas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O governo iraniano reconheceu que o apagão prejudicou muito algumas empresas. Em janeiro, um ministro declarou que cada dia de apagão da internet custa pelo menos 50 trilhões de rials (US$ 35 milhões, cerca de R$ 175 milhões) para a economia do Irã. O país lançou recentemente um sistema chamado "Internet Pro", que oferece acesso parcial à internet global a algumas empresas. Um homem que trabalha para uma companhia iraniana contou à BBC que recebeu acesso por meio desta iniciativa. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, declarou que a intenção é "manter a conectividade das empresas durante a crise". Ela também afirmou que o governo "se opõe totalmente à injustiça nas comunicações" e que, assim que as condições voltarem ao normal, "a situação da internet também irá se alterar". "Os apagões das comunicações são uma clara violação dos direitos humanos e não têm justificativa", declarou ao Serviço Mundial da BBC, em função do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), a diretora de defesa e política regional do grupo de defesa dos direitos digitais Access Now, Marwa Fatafta. Ela alerta que os apagões da internet estão se tornando um "novo normal". Segundo a Access Now, houve 313 apagões em 52 países em 2025, o maior número global desde o início do rastreamento, em 2016. Cidadãos de Mianmar, Índia, Paquistão, Rússia e Irã vivenciaram o maior número de apagões da internet no ano passado, segundo o grupo de defesa dos direitos digitais. A diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos Abdorrahman Boroumand, Roya Boroumand, afirma que o vácuo informativo no Irã "permite que o Estado transmita sua narrativa, retratando os manifestantes como pessoas violentas ou agentes estrangeiros, enquanto suas vítimas, incluindo aquelas sentenciadas à morte, e as fontes de informação permanecem silenciadas". Esta é uma motivação importante para Sahand. "O regime iraniano comprovou que, durante um apagão, eles podem matar", afirma ele. "É super fundamental para os iranianos poder retratar o quadro real da situação." Ele destaca que as pessoas que se apresentam voluntariamente para ajudar no transporte ilegal dos aparelhos "estão conscientes do risco". Mas Sahand acrescenta que esta "é uma luta" e que "sentimos que precisamos intervir e ajudar, de alguma forma".

A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" Reuters Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5). Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump. A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado. O governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos: as investigações do governo Trump sobre o Pix; o fim das tarifas restantes do chamado "tarifaço" que ainda incidem sobre exportações brasileiras; investimentos em minerais críticos. Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump. Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da "temperatura" que a Casa Branca dará à reunião. Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto. Pix na mira de Trump A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix. A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano. Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração. As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento. O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta. Apesar disso, o assunto voltou à tona em março deste ano. O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas. O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026. "O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas." Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix. Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação. A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país. O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas Marcello Casal Jr/Agência Brasil Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump. Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional. "O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia. Guerra tarifária Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos. Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano. Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros. À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governo Trump chamou o processo de "caça às bruxas". A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente. O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia. Em novembro, o governo Trump retirou parte das tarifas que incidiam sobre produtos brasileiros. Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o "tarifaço" de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país. Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos. Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997. As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras. Minerais críticos Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos. "Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos", disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico. De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos. Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima. Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar. O Brasil possui as maiores reservas de terras raras do mundo depois da China Getty Images Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites. Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras. Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos. Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China. Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos. O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos. O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos. A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril. Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia. A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões. Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos. Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD). Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional. Vídeos em alta no g1

Daniela da Silva é ex-diretora do WhatsApp no Brasil CTRL+Z/Rebeca Figueiredo O Brasil acaba de ganhar uma ONG voltada a receber denúncias contra big techs. A CTRL+Z permite que usuários que tiveram problemas com plataformas como Instagram, Facebook, Google e X registrem seus casos e tenham acesso a suporte de advogados sem custo. A iniciativa também abre espaço para que funcionários dessas empresas façam denúncias e revelem práticas que ainda não vieram a público. 🔎 O que são big techs? O termo, em inglês, se refere às grandes empresas de tecnologia. Fazem parte desse grupo companhias como Apple, Amazon, Google, Microsoft e Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp). Em comum, elas dominam o mercado digital, concentram milhões de usuários e estão entre as maiores empresas do mundo. Por enquanto, a iniciativa está em fase de testes, o que significa que o suporte ainda pode demorar, segundo as fundadoras da ONG, as jornalistas Tatiana Dias e Daniela da Silva. Além delas, a CTRL+Z também tem como fundador Luã Cruz, especialista em direitos digitais. Vídeos em alta no g1 Daniela era chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e deixou a empresa após Mark Zuckerberg anunciar o fim do programa de checagem de fatos na companhia. (saiba mais abaixo) Em conversa com o g1, Daniela afirmou que o objetivo da CTRL+Z é criar uma cultura de responsabilização das big techs. Segundo ela, a ONG busca parcerias e já conta com uma equipe de advogados para atuar nos casos. "E já surgiram ofertas. Começamos a receber várias mensagens de escritórios de advocacia interessados em fechar parceria", disse. Tatiana Dias é uma das fundadoras da ONG CTRL+Z. CTRL+Z/Rebeca Figueiredo Como funciona É possível fazer uma denúncia gratuitamente pelo site oficial da ONG (https://ctrlz.org.br/add/). Segundo as responsáveis, as vítimas podem relatar casos como encerramento de conta sem aviso, perfil falso, vazamento de dados pessoais, bloqueio temporário injustificado ou perda de acesso, por exemplo, em situações de conta hackeada. Daniela citou como exemplo o caso de uma pessoa que teve uma conta do Google, usada há 20 anos, suspensa de forma equivocada, segundo ela, sob suspeita de uso de imagem de exploração infantil. Ela explica que, por causa do login único da empresa, a suspensão da conta principal pode levar à perda de acesso a diversas plataformas e ferramentas essenciais. "Além dos prejuízos financeiros, pois muita atividade econômica hoje está diretamente ligada a essa presença online", afirmou. Segundo ela, após a atuação da ONG, o acesso foi recuperado. 🗣️ Para denunciar, no site oficial tem um formulário onde as vítimas devem informar o nome da plataforma e descrever o problema, relatando o que aconteceu, se houve contato com a empresa e se teve respostas. 🔍Também é possível anexar provas e fornecer dados pessoais, como nome, cidade e e-mail. Ao final, a pessoa pode indicar se autoriza o contato de um advogado para tirar dúvidas e prestar auxílio, além de decidir se permite ou não a divulgação pública do caso. Segundo as fundadoras, a ONG preferiu não usar formulários de big techs, como Google Forms e Microsoft Forms, para impedir que essas empresas tenham acesso ao conteúdo das denúncias. Por isso, utiliza um sistema com criptografia de ponta a ponta, uma camada de proteção em que apenas remetente e destinatário conseguem acessar as informações enviadas. Já o #VazaBigTech é o programa criado pela ONG para incentivar funcionários de big techs a denunciar casos de interesse público. Embora a plataforma possa ser acessada por navegadores comuns, as fundadoras destacam que o nível máximo de segurança e anonimato só é garantido com o uso do navegador Tor, que dificulta o rastreamento na internet. O objetivo é reunir relatos, documentos e informações sobre decisões consideradas arbitrárias ou negligências com potencial interesse público. Tatiana Dias afirma que a ferramenta permite o envio de denúncias anônimas. Nesse caso, "nem a gente tem como saber quem é", diz, ressaltando que a identidade da fonte permanece protegida. ONG foi criada por ex-chefe do WhatsApp no Brasil Mark Zuckerberg anuncia que Meta vai encerrar sistema de checagem de fatos Daniela da Silva deixou a Meta no início de 2025. Ela era diretora de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e atuou no cargo entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025. A saída dela ocorreu após Mark Zuckerberg anunciar, em um vídeo, o fim da checagem de fatos nos EUA. Na ocasião, o executivo também disse que a Meta passaria a pressionar governos, em parceria com a administração Trump, contra o que classificou como tentativas de censura a companhias americanas. Ao g1, Daniela disse que já havia sinais de aproximação da Meta com o governo Trump, mas que a forma como isso se concretizou internamente, por meio do vídeo de Zuckerberg, foi uma surpresa. Ela disse que ficou sabendo da mudança "junto com todo mundo", ou no máximo uma hora antes da divulgação ao público. A brasileira expôs sua indignação em uma publicação no LinkedIn, onde também anunciou sua demissão. "A velocidade e a intensidade dessa virada retórica da Meta, e a adesão a uma base ideológica tão distinta dos valores que orientavam meu o trabalho até então (pensando nas medidas de integridade e segurança implementadas no WhatsApp nos últimos anos), isso simplesmente não é algo que eu possa compreender, muito menos apoiar", escreveu ela no LinkedIn. Daniela afirmou ao g1 que sua saída não foi planejada. "Foi inesperada e eu não tinha exatamente um plano do que fazer depois, eu não estava saindo de uma empresa indo para outra". Ela também disse que a decisão de deixar a Meta e criar uma ONG foi motivada pela percepção de que há insatisfação dentro das big techs. "Muitos funcionários dessas empresas pensam diferente do que a companhia defende e estão preocupados, mesmo trabalhando lá dentro". Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio

Usuários de transporte público nas capitais e regiões metropolitanas economizariam, juntos, R$ 45,6 bilhões por ano se pudessem circular de graça nos ônibus e metrôs. A conclusão é de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo o levantamento, sem essa despesa com passagem, os trabalhadores gastariam como outras coisas, como supermercados, farmácias e serviços locais, fazendo o dinheiro circular na economia. O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, faz parte da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”. A pesquisa é coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e foi divulgada nesta terça-feira (05). Uma das conclusões é que a medida vai além da mobilidade urbana e pode funcionar como instrumento de distribuição de renda, dinamização econômica e redução de desigualdades sociais. Impactos da Tarifa Zero nas capitais. Juan Silva/Arte g1 Para chegar aos números, os pesquisadores cruzaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade (PEMOB 2024), do IBGE e de operadoras de transporte coletivo, incluindo sistemas de ônibus e metroferroviários nas 27 capitais e suas regiões metropolitanas. Se fossem incluídos R$ 14,7 bilhões, que é a estimativa das gratuidades já existentes para idosos, estudantes e pessoas com deficiência, por exemplo, o potencial bruto de injeção anual na economia com a Tarifa Zero seria de R$ 60,3 bilhões por ano. "O valor certamente é ainda maior, porque nosso estudo só olha para as 27 capitais e seus sistemas metropolitanos de transporte”, disse Trindade. O estudo compara o efeito da medida ao de grandes programas sociais como o Bolsa Família, que paga R$ 57,9 bilhões por ano aos beneficiários de capitais e regiões metropolitanas. Já a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil faz os trabalhadores economizarem R$ 25,4 bilhões. De acordo com Trindade, o valor médio da passagem no país girava em torno de R$ 4,50 — número baseado em levantamento de 2024 da Associação Nacional dos Transportes Urbanos. “As pessoas economizariam entre R$ 8 e R$ 10 por dia, considerando a ida e volta. Mas essa é apenas uma estimativa, porque houve aumentos expressivos no começo do ano”, afirmou. ‘Ricos não querem pobres circulando pela cidade’ Além do impacto econômico, os pesquisadores destacam o caráter redistributivo da Tarifa Zero. O estudo aponta que o transporte pesa mais no orçamento das famílias de baixa renda, o que faz com que a gratuidade beneficie proporcionalmente mais a população vulnerável, moradores de periferias e a população negra. O debate envolve também uma mudança cultural sobre o direito à mobilidade urbana. “Está muito enraizado na nossa cultura social que, para as pessoas se locomovam pela cidade, elas têm que pagar a tarifa. A gente criou uma lógica onde você só pode circular se tiver dinheiro”, disse Trindade. Sem despesa com passagem, os trabalhadores gastariam com supermercados, farmácias e serviços locais, diz estudo. Fernando Frazão/Agência Brasil Segundo ele, essa visão começou a mudar a partir de 2015, quando o transporte foi incluído como direito social na Constituição Federal, por meio de um a emenda da deputada Luiza Erundina (Psol/SP), devido às manifestações de junho de 2013. “A gente está vivendo um processo de mudança de chave no debate sobre o transporte público”, disse o pesquisador. Mas ainda há resistência à política de Tarifa Zero. Na avaliação de Trindade, isso acontece por uma questão de interesse de classe e de controle social. "É algo similar ao debate sobre o fim da escala 6 por 1. As classes mais ricas não gostam da ideia de que as pessoas pobres tenham liberdade de circulação pela cidade. A tarifa é um instrumento de controle social, porque quando você cobra, você impede milhões de pessoas de circularem, afirmou Trindade. Empresas pagariam R$ 250 por funcionário Um estudo anterior, divulgado em novembro de 2025, analisou as possíveis formas de financiamento da Tarifa Zero e apontou como alternativa a substituição do vale-transporte por uma contribuição das empresas, inspirada no modelo francês conhecido como Versement Mobilité. Pela proposta, empresas de cidades com mais de 50 mil habitantes — cerca de 706 municípios —contribuiriam com um valor fixo mensal por funcionário. O modelo prevê isenção para empresas com até nove empregados, o que, segundo o estudo, beneficiaria cerca de 83% dos CNPJs do país. Com uma contribuição estimada em cerca de R$ 250 por trabalhador, seria possível arrecadar aproximadamente R$ 80 bilhões por ano — valor suficiente para financiar a política sem necessidade de novos impostos ou recursos adicionais do governo. O estudo também compara essa proposta com uma alternativa de gratuidade focalizada apenas para a população de baixa renda. Nesse cenário, atender cerca de 24 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico custaria aproximadamente R$ 58 bilhões por ano — cerca de 75% do necessário para a implementação universal. Apesar do custo menor, os pesquisadores destacam que a Tarifa Zero universal tem maior potencial de simplificação, inclusão e redução das desigualdades no acesso ao transporte público.
Presidente americano, Donald Trump, anuncia aumento de tarifas para veículos da União Europeia
A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou o tamanho da economia do país e já supera os US$ 31 trilhões, segundo novos dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis.
De acordo com a estimativa preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre de 2026, a economia americana somou US$ 31,22 trilhões entre abril de 2025 e março de 2026. No mesmo período, a dívida em poder do público chegou a US$ 31,27 trilhões, o equivalente a 100,2% do PIB.
Esse patamar está bem acima da média histórica, alerta o Committee for a Responsible Federal Budget, (Comitê para um Orçamento Federal Responsável, CRFB). Fora um breve período no início da pandemia de Covid-19, quando o PIB caiu temporariamente, a dívida só havia superado o tamanho da economia por dois anos, no fim da Segunda Guerra Mundial. Nas duas décadas seguintes, essa relação caiu para cerca de 34%.
Atualmente, a projeção é que a dívida alcance 125% do PIB até 2036. Uma reportagem do The Wall Street Journal destaca que o endividamento deve continuar crescendo, já que o governo gasta cerca de US$ 1,33 para cada dólar arrecadado.
Para Maya MacGuineas, presidente do CRFB, o cenário é preocupante.
“Ouvimos muitos alertas nos últimos anos sobre o rumo fiscal, mas este soa especialmente alto. A questão é saber se os líderes em Washington vão ouvir”, afirmou.

Arroz orgânico do MST em Viamão Celso Tavares / g1 O som da chuva pode funcionar como um sinal de alerta para sementes à espera de germinar. É o que indica o trabalho de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Na prática, é como se as sementes sentissem ou "ouvissem" a chuva por meio das vibrações que ela produz. Os cientistas descobriram que algumas delas germinam mais rapidamente por causa disso.. Para chegar à conclusão, os pesquisadores do MIT realizaram testes com sementes de arroz. Eles descobriram que as vibrações acústicas das gotas de chuva tiraram as sementes do estado de dormência e fizeram com que brotassem mais cedo do que ocorreria em outras condições. Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports, oferecendo a primeira evidência direta de que sementes de plantas podem perceber sons e agir com base neles. Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil Como "motor de jato no ar" Os pesquisadores expuseram milhares de sementes de arroz a gotas de água em um ambiente controlado, simulando chuvas de diferentes intensidades, de leves a fortes. As sementes ficaram submersas em água rasa — condições típicas do cultivo de arroz. As sementes expostas ao som da queda das gotas germinaram de 30% a 40% mais rápido do que as que foram mantidas em silêncio. Tudo se resume à física. Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, a pressão que ela provoca cria vibrações ou ondas de pressão, que se propagam e podem ser percebidas como som. Na água, essas vibrações podem ser particularmente intensas. Nicholas Makris, pesquisador do MIT e coautor do estudo, compara as ondas de pressão captadas pelas sementes, a apenas alguns centímetros do impacto de uma gota de chuva, ao som que uma pessoa ouve "a poucos metros de um motor a jato no ar". Leia também: Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos Sementes "ouvem" a chuva? Sabe-se que as plantas respondem a uma variedade de estímulos ambientais. Algumas reagem ao toque, outras a substâncias químicas, e a maioria, à luz. A ciência também já estabeleceu também que elas podem ser capazes de perceber a gravidade. No caso das gotas de chuva, a ideia de que as plantas "ouvem" sugere que existe uma parte da planta que está "escutando” e agindo de forma cognitiva com base no que "ouve”. E há um certo fundo de verdade. Outros estudos sugerem que sementes de plantas podem ter "centros de decisão", que funcionam como pequenos "cérebros vegetais". "Sabemos que as plantas são verdadeiros organismos vivos”, explica Frantisek Baluska, professor emérito de fisiologia vegetal e biologia celular vegetal da Universidade de Bonn. "As plantas estão emergindo como organismos cognitivos." Assim como na ideia de plantas ouvirem a chuva, as plantas não pensam da mesma forma que nós, humanos, entendemos o "pensar". Mas é possível, segundo Baluska, que as sementes decidam sobre a germinação com base numa forma de "avaliação cognitiva". Saiba também: melhoramento genético impulsiona produtividade do arroz no Brasil Sensibilidade à gravidade Os autores do estudo acreditam que as vibrações atuam sobre pequenas estruturas internas conhecidas como estatólitos. As organelas densas, semelhantes a grãos de areia, estão presentes dentro das células vegetais e ajudam a detectar a gravidade. Os estatólitos se depositam no fundo das células, permitindo que a semente saiba qual é o sentido de cima e de baixo — assim, as raízes crescem para baixo e os caules crescem para cima. No entanto, a pesquisa da equipe sugere que a energia das vibrações induzidas pela chuva interfere no funcionamento normal dos estatólitos. Sementes que respondem a essas vibrações provavelmente estão próximas da superfície, onde há umidade disponível, mas não tão profundas a ponto de os brotos emergentes não conseguirem alcançar a luz. Isso significa que o som da chuva pode ajudá-las a avaliar se estão em uma posição ideal para crescer. "A audição humana é adaptada para ser vantajosa aos seres humanos”, diz Makris. "O que descobrimos é que as sementes e mudas das plantas fazem algo que aparentemente também é vantajoso para elas." Segundo ele, é provável que sementes de outras plantas respondam ao som da chuva de maneira semelhante. Veja também: Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro

Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. Godofredo A. Vásquez/AP Photo Elon Musk fechou um acordo na ação civil movida pela Securities and Exchange Commission (SEC), que acusava o acusa de demorar para divulgar suas primeiras compras de ações do Twitter (atual X), em 2022. Um fundo em nome de Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão, segundo o acordo divulgado nesta segunda-feira (4) em um tribunal federal de Washington, D.C. 🔎 A Securities and Exchange Commission (SEC) é a agência do governo dos Estados Unidos responsável por regular e fiscalizar o mercado financeiro. Musk não admitiu irregularidades e não terá que devolver os US$ 150 milhões que supostamente economizou com o atraso. O acordo ainda precisa ser aprovado pela juíza distrital Sparkle Sooknanan, que em fevereiro rejeitou o pedido de Musk para encerrar o caso. A decisão encerra mais de sete anos de disputas entre Musk e o regulador, iniciadas em setembro de 2018, quando a SEC o acusou de fraude por publicar que havia garantido financiamento para fechar o capital da Tesla. Musk resolveu aquele caso pagando US$ 20 milhões, permitindo que advogados da Tesla revisassem alguns de seus posts no Twitter e deixando o cargo de presidente do conselho da empresa. “O sr. Musk agora foi inocentado de todas as questões relacionadas ao atraso no envio de formulários na aquisição do Twitter, como dissemos desde o início”, afirmou seu advogado, Alex Spiro, em nota. A SEC se recusou a comentar. Saiba mais: Elon Musk é considerado culpado por fraudar acionistas antes de comprar o Twitter Musk comprou ações a preços artificialmente baixos, diz regulador Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft Na ação de janeiro de 2025, a SEC afirmou que o atraso de 11 dias na divulgação da participação inicial de 5% no Twitter, no fim de março e início de abril de 2022, permitiu a Musk comprar mais de US$ 500 milhões em ações a preços artificialmente baixos, antes de revelar uma fatia de 9,2%. O órgão defendia que Musk pagasse multa e devolvesse os US$ 150 milhões supostamente economizados às custas de investidores. Musk alegou que o atraso foi involuntário e acusou a SEC de violar sua liberdade de expressão ao persegui-lo. A ação foi apresentada seis dias antes de o ex-presidente Joe Biden deixar a Casa Branca e ser substituído por Donald Trump. O atual presidente da SEC, Paul Atkins, tem redirecionado as prioridades do órgão. “É um dia embaraçoso para a SEC”, disse Amanda Fischer, ex-chefe de gabinete de Gary Gensler. Segundo ela, o acordo “deveria levar o público a questionar se a SEC está protegendo aliados da Casa Branca em detrimento de investidores comuns”. Musk liderou o Departamento de Eficiência Governamental no governo Trump, voltado à redução de custos, antes de deixar o cargo em maio passado. Robert Frenchman, sócio do escritório Dynamis, em Nova York, disse que a multa de US$ 1,5 milhão é “modesta para a pessoa mais rica do planeta”, mas pode desestimular violações semelhantes. “É uma mensagem ao mercado de que as regras se aplicam a todos, inclusive a Elon Musk”, afirmou. Musk concluiu a compra do Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022. Posteriormente, integrou o Twitter à sua empresa de inteligência artificial xAI e, depois, incorporou a xAI à sua empresa espacial SpaceX. A revista Forbes estima que Musk tenha patrimônio de US$ 789,9 bilhões. Acordo após troca na chefia da SEC As duas partes informaram em 17 de março que estavam em negociações para um acordo, um dia após a chefe de fiscalização da SEC, Margaret Ryan, deixar o cargo após pouco mais de seis meses. A saída ocorreu após divergências com outros líderes da agência sobre a condução de casos, segundo fontes. Um advogado de Ryan não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A multa aplicada a Musk é a maior já imposta pela SEC para esse tipo de infração, segundo uma fonte com conhecimento do acordo. O caso é separado de outra ação civil, na qual um júri de San Francisco considerou Musk responsável, em 20 de março, por fraudar acionistas do Twitter após anunciar a compra da empresa. Os acionistas alegaram que Musk questionou a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma, os chamados bots, para forçar uma renegociação do preço ou desistir da aquisição. Segundo eles, as declarações derrubaram o valor das ações, causando prejuízos. As perdas podem chegar a US$ 2,5 bilhões. Os advogados de Musk, incluindo Spiro, pedem a anulação da decisão ou um novo julgamento, classificando o veredito como “resultado de viés e preconceito contra um réu polarizador”. *Com informações da Reuters.

Lançamento do novo Desenrola Brasil O Novo Desenrola Brasil, lançado nesta segunda-feira (4) cria novas formas de renegociação de dívidas, amplia prazos de pagamento e facilita o acesso ao crédito. Nesta edição, passa a atender também empresas. Segundo o governo, o endividamento elevado afeta o consumo e compromete a atividade produtiva quando atinge pequenos negócios. Esse grupo concentra a maior parte dos empregos no país e costuma enfrentar mais dificuldades para acessar crédito em momentos de aperto financeiro. Veja abaixo como vai funcionar o segmento que atende os empresários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Categorias de negócios O Desenrola Empresas opera a partir de mudanças em políticas já existentes, principalmente no Pronampe e no Procred, que passam a ter regras mais flexíveis, prazos maiores e maior tolerância a atrasos. A mudança inclui negócios negativados ou com pequenos atrasos, possibilitando a troca de dívidas de curto prazo e juros elevados por financiamentos mais fáceis de administrar. 📎 O público-alvo inclui microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, dentro dos limites de faturamento estabelecidos em lei. As condições de acesso variam de acordo com o porte do negócio. Microempresas Para negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, atendidas principalmente pelo Procred, o novo Desenrola prevê mudanças na estrutura dos financiamentos. Uma das principais alterações é a ampliação do prazo de carência, período em que a empresa ainda não começa a pagar as parcelas. Esse intervalo passa de até 12 para até 24 meses, criando uma margem maior para que o empreendedor reorganize as finanças. O prazo total do financiamento também foi ampliado. Antes limitado a 72 meses, agora pode chegar a 96 meses. Com isso, o valor das parcelas é diluído ao longo do tempo, reduzindo a pressão mensal sobre o caixa do negócio. Outro ponto é o aumento da tolerância a atrasos. Pelas regras anteriores, empresas com mais de 14 dias de atraso já encontravam obstáculos para contratar novas operações. Com o novo Desenrola, o limite passa a ser de 90 dias, levando em conta que oscilações temporárias de caixa são comuns entre pequenos negócios. O limite de crédito disponível também foi ampliado. O teto deixa de ser 30% do faturamento anual e passa para 50%, com valor máximo de R$ 180 mil por empresa. 👩🏻💼 No caso de microempresas comandadas por mulheres, esse percentual pode chegar a 60% do faturamento, como forma de incentivo ao empreendedorismo feminino. Micro e pequenas empresas Para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, as mudanças se concentram no Pronampe, linha criada durante a pandemia e que se consolidou como uma das principais fontes de crédito para esse segmento. O prazo de carência foi ampliado para até 24 meses, e o prazo máximo de pagamento passou de 72 para 96 meses. A proposta é dar fôlego para que empresas endividadas consigam se reorganizar antes de retomar os desembolsos. A tolerância a atrasos também foi ampliada, passando de 14 para 90 dias. A medida evita o bloqueio automático do acesso ao crédito em situações de dificuldade financeira temporária. Outra mudança é o aumento do limite máximo de crédito, que sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Segundo o governo, a intenção é ampliar o acesso a recursos para capital de giro e criar condições para que empresas substituam dívidas mais caras, como cheque especial empresarial ou empréstimos de curto prazo, por financiamentos com juros menores e prazos mais longos. Como funcionam as garantias Um dos principais elementos do Desenrola Empresas é o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O fundo funciona como uma proteção para os bancos, ao assumir parte das perdas em caso de inadimplência. Com isso, o risco das operações diminui. Com menor risco, as instituições financeiras conseguem oferecer juros mais baixos e prazos mais longos, mesmo para empresas com histórico recente de atrasos ou com restrições no nome. Esse modelo diferencia o novo Desenrola de uma renegociação comum entre banco e cliente. Ao assumir parte do risco, o governo tenta ampliar o acesso ao crédito para quem enfrenta mais barreiras no mercado. Como participar? As empresas interessadas não precisam acessar um site do governo nem se cadastrar em uma plataforma centralizada. O acesso ocorre diretamente nas instituições financeiras participantes, pelos canais habituais de crédito. Cabe ao banco verificar se a empresa se enquadra nos critérios, como faturamento, programa aplicável e tipo de operação, e apresentar as condições previstas nas novas regras. O governo não renegocia as dívidas diretamente, mas estabelece os parâmetros para que esse redesenho do crédito seja feito. No caso dos microempreendedores individuais, a situação pode variar. Dependendo do tipo de dívida, o MEI pode acessar tanto as condições destinadas a pessoas físicas quanto as linhas voltadas a empresas, desde que cumpra os critérios de cada frente. Além da linha empresarial, o programa mantém frentes voltadas às famílias, com renegociação de dívidas de consumo e descontos que podem chegar a 90%, aos estudantes com débitos do Fies, com abatimentos que podem alcançar 99% para inscritos no CadÚnico, e aos agricultores familiares, com a prorrogação do Desenrola Rural até 2026. Essas frentes seguem regras próprias e funcionam de forma paralela à linha voltada às empresas. SAIBA MAIS SOBRE O DESENROLA 2.0 Desenrola Brasi Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Quais são os próximos feriados de 2026? Spoiler: restam seis Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga. Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A oportunidade mais próxima é o Corpus Christi, em 4 de junho. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso. Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Das 27 capitais brasileiras, 19 decretaram Corpus Christi como feriado, 4 adotaram o ponto facultativo e 4 ainda não publicaram decretos sobre o assunto. (veja a lista abaixo) Consideram feriado Macapá (AP) Manaus (AM) Salvador (BA) Fortaleza (CE) Brasília (DF) Vitória (ES) Goiânia (GO) São Luís (MA) Cuiabá (MT) Campo Grande (MS) Belo Horizonte (MG) Curitiba (PR) Teresina (PI) Rio de Janeiro (RJ) Natal (RN) Boa Vista (RR) Florianópolis (SC) São Paulo (SP) Aracaju (SE) Consideram ponto facultativo Rio Branco (AC) Maceió (AL) Belém (PA) Porto Velho (RO) Sem decreto João Pessoa (PB) Recife (PE) Porto Alegre (RS) Palmas (TO) Corpus Christi: ruas do país ganham tapetes coloridos confeccionados por fiéis Reprodução/TV Globo O que é ponto facultativo? Em dias de ponto facultativo, os servidores públicos são dispensados do trabalho sem prejuízo na remuneração. Essa medida costuma ser adotada em dias úteis que ficam entre feriados e fins de semana. No setor privado, como a data é considerada ponto facultativo e não feriado, as empresas não são obrigadas a dispensar seus funcionários. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 *Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins. LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução O Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas anunciado nesta segunda-feira (4) pelo governo federal, traz como novidade a possibilidade de os trabalhadores usarem parcela da sua poupança no FGTS não somente para quitar dívidas, mas também para reduzir seu endividamento. O trabalhador poderá usar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Antes de usar o FGTS, porém, o trabalhador deverá aderir ao programa de refinanciamento de sua dívida, em contaro com as instituições financeiras. De acordo com o governo, essa regra tem como objetivo proteger o trabalhador, uma vez que obriga o banco a dar os descontos sobre a dívida original. Os valores resgatados do FGTS poderão alcançar o limite global de R$ 8,2 bilhões. Início da renegociação O Ministério da Fazenda informou que o programa entrou em vigor e os interessados poderão procurar seus bancos e instituições financeiras para a renegociação das dívidas com a publicação da Medida Provisória nesta segunda-feira (4). O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e a troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. “Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas. Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Lula. ➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

Desenrola 2.0: governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação e algumas já começaram a divulgar os canais por onde a renegociação deve acontecer. (veja mais abaixo) O programa foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim do dia — e, com isso, já passou a valer. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências. Veja nesta reportagem o que disseram as instituições: Itaú Unibanco Santander Bradesco BTG Pactual e Banco Pan C6 Bank Banco do Brasil Nubank Caixa Econômica Federal Banco Inter O Novo Desenrola prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. (leia mais abaixo) A expectativa do governo é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes. Veja abaixo o que disseram os bancos. O presidente Lula, acompanhado dos ministros Paulo Henrique Rodrigues, Miriam Belchior, Dário Durigan e Bruno Moretti, assina Medida Provisória que cria o Novo Desenrola Brasil. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Itaú Unibanco O Itaú Unibanco informa que está pronto para disponibilizar as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação. O banco ressalta que as ofertas estarão disponíveis aos clientes tão logo sejam finalizadas todas as questões técnicas de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO). As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. Em relação à restrição de envio de recursos a plataformas de apostas para clientes que aderirem ao programa, o Itaú seguirá as diretrizes definidas pelo Governo Federal e informará os detalhes operacionais assim que forem estabelecidos. Santander “O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Desenrola 2.0. O Banco está realizando os testes necessários para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. A Instituição coloca seus canais à disposição dos clientes para atendimento e esclarecimento de eventuais dúvidas.” Bradesco "O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população. (...) O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal." BTG Pactual e Banco Pan "O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais." C6 Bank "O C6 Bank confirma que vai aderir ao programa Novo Desenrola Brasil. Assim que estiverem devidamente estabelecidas as ferramentas tecnológicas (APIs) que permitem a conexão das instituições financeiras com o FGTS e o FGO, o C6 Bank oferecerá ao cliente a possibilidade de renegociação de dívida por meio do programa. Os requisitos para aderir ao Novo Desenrola são os determinados pelo governo – a pessoa precisa ter renda de até 5 salários-mínimos (R$ 8.105) e dívidas, contratadas até 31 de janeiro de 2026, atrasadas entre 90 dias e 2 anos com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O cliente que desejar renegociar dívidas e se enquadrar nessa faixa poderá procurar o banco nos canais oficiais de atendimento: no app ou no telefone (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-660-6116 para demais localidades)." Banco do Brasil Clientes do Banco do Brasil já podem manifestar interesse em renegociar suas dívidas pelo Desenrola. O Banco do Brasil atuará no Novo Desenrola e aguarda as regulamentações para iniciar a oferta. De forma antecipada, os clientes já podem verificar se atendem às condições do Programa e manifestar o seu interesse pela renegociação no site do BB (https://www.bb.com.br/site/pra-voce/desenrola-brasil/). Quando estiverem vigentes, as renegociações poderão ser feitas pelo WhatsApp da instituição (61 4004-0001), no aplicativo, Internet Banking, nos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências. “Os compromissos do BB com a educação financeira, a inclusão bancária e o apoio à reorganização financeira das famílias se materializam em mais uma iniciativa do Governo do Brasil, o Desenrola, para o qual estamos oferecendo canais digitais acessíveis e atendimento especializado para apoiar a retomada do equilíbrio financeiro dos nossos clientes”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil. O BB oferece ainda condições especiais aos clientes que não estejam contemplados nas características do Programa. A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o Banco chegou a renegociar R$1,7 bilhão, com mais de 180 mil acordos, em março. A iniciativa reforça o compromisso do Banco do Brasil com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito, além de promover a educação financeira como um dos seus pilares de atuação. Nubank "O Nubank confirma sua participação no Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias e à reorganização financeira de milhões de brasileiros. Como um dos principais parceiros privados da iniciativa, a instituição oferecerá condições especiais a clientes elegíveis, reforçando sua estratégia de ser o principal aliado na vida financeira das pessoas. As ofertas serão enviadas aos clientes gradualmente pelos canais oficiais. A jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento, e conclui o acordo em poucos toques. Em complemento ao Novo Desenrola Brasil, o Nubank lança também uma campanha própria voltada a clientes que não se enquadram nos critérios do programa federal — seja por renda acima do limite estabelecido, seja pelo tipo ou pela data da dívida. A iniciativa também oferece descontos expressivos, conforme análise individualizada de cada caso, e as ofertas são enviadas pelos canais de comunicação oficiais ao cliente." Caixa Econômica Federal "A CAIXA participará ativamente das medidas do Governo do Brasil para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e atuará no Novo Desenrola Brasil. A partir desta terça-feira (5), os clientes da CAIXA já podem procurar os canais do banco, através do telefone Alô CAIXA (4004 0104 para capitais e regiões metropolitanas e 0800 104 0104 nas demais regiões), nas agências, pelo site do banco, e a partir de amanhã pelo WhatsApp CAIXA (0800 104 0104), para manifestar interesse em renegociar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal." Banco Inter "O Inter participará do programa Desenrola Brasil (2.0), iniciativa que contribui para a organização financeira dos brasileiros e amplia as alternativas de renegociação de dívidas. A instituição aguarda as definições do governo sobre a operacionalização da nova fase e reforça que já disponibiliza, em seus canais, opções de renegociação com condições competitivas para seus clientes." Veja abaixo os principais pontos do programa Quem pode participar Quais são as frentes do programa Quais dívidas entram na renegociação Quais são as condições oferecidas FGTS na renegociação Pequenas dívidas Bloqueio em bets Quem pode participar Poderão participar do Desenrola Famílias todos os brasileiros endividados e que tenham renda máxima de até cinco salários-mínimos (R$ 8.105). Além disso, estudantes que tenham dívidas em atraso há mais de 90 dias também poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies. Micro e pequenas empresas e agricultores familiares também terão acesso ao novo programa. Quais são as frentes do programa O Desenrola 2.0 reúne diferentes iniciativas, cada uma voltada a um público específico. Entre elas estão: Desenrola Famílias Desenrola Fies Desenrola Empresas Desenrola Rural Além disso, o pacote inclui mudanças nas regras do crédito consignado para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. Quais dívidas entram na renegociação O programa abrange dívidas: Contratadas até 31 de janeiro de 2026; Com atraso entre 90 dias e dois anos; Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Quais são as condições oferecidas O programa prevê uma combinação de descontos, prazos alongados e juros limitados para facilitar a renegociação de dívidas. Na prática, a proposta tenta equilibrar duas frentes: reduzir o valor devido e tornar o pagamento possível dentro da renda do consumidor. As principais condições são: Descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida; Parcelamento em até 48 meses; Prazo de até 35 dias para começar a pagar; A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF, por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados; Juros de até 1,99% ao mês. FGTS na renegociação Os trabalhadores poderão usar 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000 — o que for maior. O uso será permitido apenas após a renegociação, para garantir a aplicação dos descontos. Pequenas dívidas Pessoas com dívidas de até R$ 100 terão o nome retirado automaticamente dos cadastros de inadimplência. Quem renegociar também terá o nome limpo após o acordo. Bloqueio em bets O programa também prevê o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento. TIRE TODAS AS SUAS DÚVIDAS: Desenrola 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa

Enel realiza campanha de negociação de dívidas no Ceará. Thiago Gadelha/SVM O percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas em atraso chegou a 12,3% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O indicador mantém trajetória de alta nos últimos anos. Em março de 2023, o índice era de 11,5%; em 2025, passou a 12,2%. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Ao mesmo tempo, o endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%, acima dos 77,1% registrados em março de 2025. O endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%. Gui Sousa/Arte g1 Apesar de uma leve melhora na comparação mensal, o nível de inadimplência segue elevado. Em março, 29,6% das famílias tinham contas em atraso, percentual superior ao de um ano antes, quando era de 28,6% . A pesquisa é realizada mensalmente pela CNC com cerca de 18 mil consumidores nas capitais dos estados e no Distrito Federal. Percentual de famílias com dívidas em atraso. Gui Sousa/Arte g1 Veja o raio-x da inadimplência no Brasil Diante desse quadro, o governo federal lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas (leia mais abaixo). Crédito pessoal avança e muda perfil da dívida O cartão de crédito saiu de 86% da principal fonte de endividamento em março de 2023, para 84,9% em março deste ano. O movimento mais relevante no mesmo período está no avanço do crédito pessoal, cuja participação no total das dívidas subiu de 8,6% para 12,6%. Quase 70% dos brasileiros têm dívidas; 41% não pagaram familiares e amigos após empréstimo, diz Datafolha O mesmo acontece com crédito imobiliário, que saiu de 8,7% para 9,7%, e financiamento automotivo, que aumentou de 8,7% para 9,1%. Cartão de crédito é a principal dívida dos brasileiros. Gui Sousa/Arte g1 Atraso recorde e renda ainda pressionada Em março de 2026, o atraso médio no pagamento de dívidas chegou a 65,1 dias. Ao mesmo tempo, houve mudanças no perfil dessas dívidas, com redução da parcela de atrasos muito longos e aumento dos prazos médios de pagamento. Ainda assim, o comprometimento da renda permanece elevado. Endividamento dos brasileiros avança e entra na agenda dos pré-candidatos na eleição de 2026 Em média, as famílias destinam 29,6% da renda mensal ao pagamento de dívidas e levam cerca de 7,2 meses para quitá-las, o que indica um ciclo prolongado de endividamento, segundo a CNC. 12% das famílias não conseguem pagar dívidas em atraso. Gui Sousa/Arte g1 Desenrola 2.0 prevê renegociação e uso do FGTS Nesse contexto, o Desenrola 2.0 foi apresentado como tentativa de conter o avanço da inadimplência. O programa prevê renegociação de dívidas com descontos que podem chegar a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Também permite o uso de até 20% do saldo do FGTS, ou um mínimo de R$ 1 mil, para pagamento de débitos. A iniciativa é voltada principalmente a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e inclui dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies. A estimativa do governo é liberar até R$ 8,2 bilhões para os trabalhadores. Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas Para garantir que os recursos sejam usados na quitação de dívidas, o valor do FGTS será transferido diretamente ao banco credor. Quem aderir ao programa também ficará impedido de fazer apostas online por um ano. Primeira versão renegociou R$ 53 bilhões A primeira edição do Desenrola, lançada em 2023, renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas de 15 milhões de pessoas. Também houve a retirada de cerca de 10 milhões de registros negativos relacionados a débitos de até R$ 100. Segundo o governo, o programa ajudou a reduzir a inadimplência no período em que esteve ativo, mas o efeito perdeu força ao longo do tempo. Governo Federal lança novo pacote para renegociação de dívidas nesta segunda-feira (4)

Foto de arquivo da primeira-dama da Califórnia, Anne Gust Brown (à esquerda) ao lado de Doris Fisher, fundadora da rede de lojas de roupas Gap Inc. Hector Amezcua/Pool/Reuters Doris Fisher, que cofundou a icônica rede de roupas Gap Inc. em 1969 ao lado de seu marido Don Fisher, morreu aos 94 anos. Fisher morreu no sábado (2) cercada por sua família, confirmou um porta-voz da empresa na segunda-feira. A companhia, com sede em San Francisco, não informou a causa da morte. O casal fundou a Gap após uma experiência frustrante de compra, quando Don Fisher não conseguiu encontrar um jeans que servisse, segundo a varejista. Eles abriram uma pequena loja na Ocean Avenue, em San Francisco. Inicialmente, apenas jeans masculinos da Levi's e fitas de música eram vendidos. Com o tempo, a marca se tornou a base de um império global do varejo e ajudou a moldar a moda americana com foco em roupas casuais simples, como calças cáqui, jeans, camisetas e conjuntos de suéter. A rede se expandiu posteriormente para outras marcas, como Banana Republic e Old Navy, e hoje gera mais de US$ 15 bilhões em vendas globais. Fisher atuou como responsável pela área de moda da empresa por quase quatro décadas, enquanto seu marido cuidava do lado empresarial. Segundo a companhia, foi ela quem criou o nome da marca, com a ideia de reduzir o “gap geracional” entre pais e filhos. Don Fisher morreu em 2009. Vídeos em alta no g1 “Simplesmente não há igual a Doris Fisher”, afirmou o CEO e presidente da Gap, Richard Dickson, em comunicado divulgado na segunda-feira (4). “Ela foi uma verdadeira original. Doris foi parceira integral na fundação da empresa e uma empreendedora pioneira em uma época em que isso era altamente incomum para mulheres. Ela entendia de perto o valor da autoexpressão, diversidade e inclusão.” Dickson, que lidera um processo de recuperação da empresa após anos de queda nas vendas, disse ainda que Fisher “trabalhou incansavelmente para garantir que a Gap fosse mais do que uma vendedora de roupas”. A empresa destacou que a influência de Doris Fisher foi além do merchandising e do design das lojas. Ela ajudou a moldar o tom cultural da publicidade da marca e o desenvolvimento de produtos, mantendo presença constante na expansão da companhia e incentivando o foco nas necessidades dos clientes. A Gap abriu capital em 1976. Os Fishers também atuaram em iniciativas filantrópicas. O casal reuniu uma das maiores coleções privadas de arte moderna e contemporânea dos Estados Unidos. Em 2009, a família doou mais de 1.100 obras ao San Francisco Museum of Modern Art, uma das maiores doações do tipo. Doris Fisher também defendia o acesso à educação para estudantes de baixa renda. Ela integrou o conselho do Knowledge Is Power Program, uma rede de escolas charter voltada a ampliar oportunidades para alunos em situação de vulnerabilidade. Nascida em San Francisco em 1931 como Doris Feigenbaum, cresceu em uma família “marcada por valores de empreendedorismo, cultura e serviço comunitário”, segundo a empresa. Formou-se em economia pela Stanford University em 1953. Ela deixa três filhos - Robert, William e John — que deram continuidade aos compromissos empresariais e filantrópicos da família, além de 10 netos e 13 bisnetos.

Brasil e Vietnã se igualam à China em terras raras, mas ficam atrás em exploração O relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou nesta segunda-feira (4) um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$5 bilhões para estimular projetos na área. O texto teve a urgência aprovada e está na pauta da Câmara dos Deputados desta semana, com previsão para ser analisado na terça-feira (5). 💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada. 🚜 Também serão cotistas outras empresas que tiverem receita a partir da pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais críticos e estratégicos. Conforme o relator, o BNDES estima que sejam necessários R$5 bilhões para destravar os projetos. “Esse fundo é muito importante. Quando recentemente o BNDES fez uma chamada sobre projetos vinculados a processamento e beneficiamento de minerais críticos, o volume foi muito significativo”, afirmou o relator. Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos Divulgação/Serra Verde O governo pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tente aprovar nessa semana o projeto sobre as terras raras e um projeto sobre o excedente de arrecadação com a alta do petróleo, em função da alta nos preços nos últimos dias. Segundo fontes do governo, Lula quer chegar na reunião com Donald Trump, esta semana em Washignton, com o projeto das terras raras aprovado pelos deputados, pelo menos. O governo apoia o texto de Arnaldo Jardim. Motta disse ao governo que vai avaliar a viabilidade. Argumentou que ainda está na fase de construção dos relatórios e que não poderia garantir que o texto fosse votado ainda esta semana. Incentivos ao processamento Conforme o relator, o projeto cria condicionantes para desestimular a exportação de commodities e incentivar o processamento e agregação de valor no Brasil. O texto não define, mas segundo o relator, abre a possibilidade de ser criar impostos para inibir a exportação “Isso não é uma novidade. Hoje, pela legislação, o governo tem a possibilidade de estabelecer imposto sobre exportação. A legislação permite. Isso pode ser visto (Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos – CMCE) pontualmente para alguns minerais e outros não”, disse Jardim. A proposta cria crédito fiscal vinculado a agregação de valor para as empresas. De acordo com o relator, os créditos podem ser concedidos para empresas que firmem contrato de longo prazo, de no mínimo cinco anos. Somente terão acesso aos créditos os projetos considerados prioritários e o percentual do crédito fiscal concedido poderá ser proporcional à agregação de valor na cadeia dos minerais. O texto estabelece créditos fiscais para o processamento de minérios em: concentrados; concentrados em grau bateria; concentrados em grau adequado para a produção de ímãs permanentes para motores elétricos. Quanto maior se subur na cadeia, maior será o crédito. Soberania O texto fixa o que considera princípios de soberania nacional, da supremacia do interesse público e da segurança jurídica. Segundo a proposta, o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), instituído pelo projeto, fará uma análise prévia de operações societárias que impliquem a venda de mineradoras que atuam em áreas de minerais críticos e estratégicos. O Conselho também avaliará: contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam fornecimento dos minerais críticos e estratégicos em condições que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do Brasil; alienação, cessão ou oneração de ativos minerais críticos e estratégicos pertencentes, direta ou indiretamente, à União. O CMCE, conforme o texto, será formado por até 15 representantes de órgãos do Poder Executivo, assegurada a participação de, com direito a voto: um representante dos Estados e do Distrito Federal; um representante dos Municípios; dois representantes do setor privado com notório conhecimento em política mineral; um representante de instituições de ensino superior, com notório conhecimento do setor mineral Acesso a incentivos Para acessar os incentivos previsto pela Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), as empresas deverão cumprir requisitos como a contratação de mão-de-obra e serviços das comunidades afetadas pelo empreendimento, bem como aquisições no comércio local e da indústria nacional. Além disso, o texto prevê: apoio a iniciativas de desenvolvimento local e inclusão social; adoção de tecnologias disponíveis e práticas mundiais de segurança de barragens e empilhamento de estéreis e rejeitos; manutenção de diálogo contínuo e transparente com as comunidades afetadas; adoção de medidas de prevenção, mitigação e compensação de impactos das operações, para fins de proteção do meio ambiente e da qualidade de vida das comunidades locais; geração de valor agregado e inovação industrial em território nacional, bem como desenvolvimento regional. O que são terras raras e minerais críticos? As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos. Conforme o texto, a lista de minerais será elaborada pelo Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos e revisada a cada 4 anos. Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora. As terras raras fazem parte de um grupo mais amplo conhecido como minerais críticos. Entre eles estão o lítio, o cobalto, o níquel e o grafite, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. Esses minerais se tornaram ainda mais vitais para a economia global, porque podem ser usados no contexto da transição energética, incluída a mobilidade de baixo carbono, e do avanço da inteligência artificial e da digitalização das empresas. Hoje, cerca de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A principal mina do mundo é Bayan Obo, no norte do país. Atualmente, o Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita, segundo em terras raras, com 21 milhões de toneladas e o terceiro maior em reservas de níquel.

Pouco menos de uma semana após a última decisão de juros de Jerome Powell à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Donald Trump publicou, nesta segunda-feira (4), uma imagem de Powell caindo dentro de uma lata de lixo. "“Tarde demais” é um DESASTRE para os EUA! Juros altos demais!", escreveu Trump na Truth Social. Trump publica imagem de Jerome Powell sendo jogado no lixo. Reprodução/Redes Sociais LEIA MAIS: Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em última decisão com Powell na presidência A relação entre Powell e o presidente norte-americano foi um verdadeiro cabo de guerra. Desde que o republicano tomou posse de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, não poupou críticas ao banqueiro. Trump insistiu diversas vezes em juros menores nos EUA, enquanto Powell se manteve resiliente às pressões. Em um ano e cinco meses, promoveu apenas três reduções — a última em dezembro do ano passado. Veja abaixo as diversas vezes em que Trump pressionou o presidente do Fed. Primeiro semestre de 2025: pressões iniciais e encontros Março de 2025 Trump criticou a decisão do Fed de manter os juros estáveis e afirmou que a instituição estaria “muito melhor se cortasse as taxas”. Abril de 2025 No chamado “Dia da Libertação”, defendeu que juros menores ajudariam a economia a lidar com novas tarifas de importação. Maio de 2025 Durante o primeiro encontro presencial na Casa Branca, Trump disse a Powell que ele cometia um “erro” ao não reduzir os juros. Resposta de Powell: Ressaltou que decisões sobre a política monetária dependeriam apenas de dados econômicos e reafirmou em comunicado que o Fed age “conforme determina a lei… isento de influência política”. Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo Junho de 2025 Trump intensificou ataques em redes sociais, chamando Powell de “burro” e “teimoso”, e sugeriu que o Congresso deveria agir contra ele. Resposta de Powell: Em audiência no Congresso, ignorou os ataques pessoais e disse que “não precisamos ter pressa” para reduzir os juros devido à incerteza inflacionária. Segundo semestre de 2025: escalada verbal Julho de 2025 Trump chamou Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, afirmando que a política monetária estava “prejudicando as pessoas”. Outubro de 2025 Referiu-se a Powell como “chefe incompetente do Fed” e “cara ruim”, afirmando que ele sairia do cargo em poucos meses. Novembro de 2025 A Casa Branca classificou Powell como “mula de teimosia” por não reduzir as taxas enquanto a inflação permanecia acima da meta. Vídeos em alta no g1 Janeiro de 2026: investigação criminal e novo capítulo da disputa O conflito atingiu um novo patamar com a abertura de investigação criminal pelo Departamento de Justiça (DOJ) contra Powell, por suposta má administração e mentiras ao Congresso sobre reformas nos prédios do Fed. 11 de janeiro de 2026 Trump negou envolvimento direto na ação do DOJ, mas criticou Powell: “ele certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom na construção de edifícios”. Resposta de Powell: Em vídeo, acusou o governo de usar a investigação como “pretexto” para intimidação política e afirmou que “a ameaça de processos criminais é consequência do Fed definir as taxas com base no interesse público, não nas preferências do presidente”. 14 de janeiro de 2026 Trump disse à Reuters que não tinha planos imediatos de demitir Powell, mas que era “muito cedo” para decidir. 29 de janeiro de 2026 Após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75%, Trump chamou Powell de “idiota” e disse que ele estava “prejudicando o país e a segurança nacional”, afirmando ainda que o Fed “está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em juros totalmente desnecessários”. 30 de janeiro de 2026 Trump anunciou que indicaria um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio, com Kevin Warsh como principal cotado.

Profissão Repórter Procura: Caco Barcellos está em busca de um novo talento do jornalismo O "Profissão Repórter Procura", quadro que estreia no Fantástico no segundo semestre, entrou em sua última semana de inscrições. Os candidatos podem se inscrever até o próximo domingo, 10 de maio, por meio do site movimentoled.com.br. O novo quadro vai colocar jovens repórteres diante dos desafios reais da profissão. Os candidatos farão reportagens na rua e nos estúdios, ao vivo, e serão avaliados por Caco Barcellos e por outros jornalistas da Globo. Se você é estudante de jornalismo, chegou a sua vez. SE INSCREVA AQUI! Podem se inscrever estudantes de Jornalismo (ou Comunicação Social com ênfase em Jornalismo) que estejam no último ano da faculdade e que sejam maiores de 18 anos. É necessário ter disponibilidade para participar do projeto durante o mês de julho de 2026, período das gravações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para inscrição, o candidato deve enviar uma reportagem inédita sobre uma manifestação popular brasileira, como culinária, folclore, literatura, dança, artesanato ou música. O material pode ser gravado com celular, em formato horizontal, sem necessidade de equipamentos profissionais. Em uma primeira fase, 20 estudantes serão selecionados pela Academia LED Globo – Jornalismo na Universidade para um pitching e entrevistas individuais com Caco e uma banca da Globo. Desses, seis candidatos avançam para a seletiva que será exibida no novo quadro, composto por cinco episódios. A avaliação passa por critérios como as escolhas feitas em campo, a construção da narrativa, a relevância da pauta, a sensibilidade no trato com as histórias, entre outros fatores. Além do resultado das reportagens, o quadro também acompanha os bastidores do processo de decisão, registrando as reflexões, dúvidas e debates que fazem parte do exercício do jornalismo diário. A construção da reportagem acontece a partir das decisões que os candidatos tomam na rua, enfrentando imprevistos, limitações e escolhas editoriais reais. Cada episódio será inspirado em um programa do Jornalismo da Globo e Caco Barcellos estará presente em todos eles, recebendo jornalistas convidados para participar das análises e discussões. Os estudantes selecionados vão viajar para São Paulo e Rio de Janeiro com tudo pago e encarar desafios inspirados no trabalho de jornalistas da Globo, além de participar de workshops e conversas com repórteres, apresentadores e editores. Aquele que se destacar terá uma oportunidade de trabalhar como jornalista da Globo. Caco Barcellos Reprodução

Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. Godofredo A. Vásquez/AP Photo Elon Musk entrou em contato com o presidente da OpenAI, Greg Brockman, para avaliar o interesse em um acordo dois dias antes do início de um julgamento nos Estados Unidos em que o bilionário acusa da criadora do ChatGPT de ter traído sua missão original de desenvolver inteligência artificial sem fins lucrativos. Quando Brockman sugeriu que ambas as partes desistissem de suas reclamações, Musk teria dito: "Até o final desta semana, você e Sam serão os homens mais odiados dos EUA. Se você insistir, assim será", segundo consta em um novo documento incorporado ao processo após ser apresentado no domingo. O bilionário se referiu a Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI. Musk afirmou na quinta-feira passada que leu apenas o título de um termo de compromisso de 2017 relacionado à mudança da OpenAI de uma estrutura sem fins lucrativos para uma organização com fins lucrativos. O bilionário afirma que os líderes da OpenAI lucraram indevidamente com suas contribuições de caridade, quando a empresa ainda operava em um esquema sem fins lucrativos. Vídeos em alta no g1 O fundador da SpaceX está buscando mudanças na liderança da OpenAI e US$150 bilhões em indenizações da empresa e da Microsoft, uma das maiores investidoras da criadora do ChatGPT. O julgamento perante a juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers em Oakland, Califórnia, começou em 28 de abril e deve durar várias semanas, com um veredicto podendo ocorrer em meados deste mês. Musk, seu advogado e a OpenAI não responderam imediatamente a pedidos da Reuters para comentar o assunto.

Lançamento do novo Desenrola Brasil O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, em uma tentativa de reduzir o nível de endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A proposta combina renegociação de dívidas com a oferta de crédito mais barato, mirando principalmente pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes. Veja perguntas e respostas sobre o novo programa: O que é o Novo Desenrola Brasil? Quem pode participar? Quais são as frentes do programa? O que é o Desenrola Famílias? Quais dívidas entram na renegociação? Quais são as condições oferecidas? Onde o consumidor deve buscar o programa? O que muda para quem tem dívidas pequenas? Há contrapartidas para quem participa? O que muda para os bancos? Como funciona o Desenrola Fies? Quais são os descontos para o Desenrola Fies? O que é o Desenrola Empresas? O que é o Desenrola Rural? Como fica o consignado para aposentados e pensionistas? E o consignado para servidores? Qual é o papel do Fundo Garantidor de Operações (FGO)? De onde vêm os recursos do fundo? O FGTS pode ser usado na renegociação? 1. O que é o Novo Desenrola Brasil? O Novo Desenrola Brasil é uma iniciativa do governo federal, com duração de 90 dias, voltada à renegociação de dívidas em atraso. A proposta é facilitar a regularização da vida financeira dos consumidores, com possibilidade de reduzir o valor devido e retomar o acesso ao crédito. O programa também estabelece novas condições para os acordos, com foco em tornar o pagamento mais viável no dia a dia. Entre os principais pontos: 💸 possibilidade de descontos sobre o valor da dívida; 📉 definição de limites para os juros nas renegociações; 🔄 incentivo à troca de dívidas mais caras por opções com custos menores. Na prática, a medida busca aliviar o orçamento do consumidor ao substituir débitos mais onerosos por condições mais acessíveis. Voltar ao início. LEIA TAMBÉM: Baixa renda, mulheres e regiões Norte e Nordeste: veja o raio-x da inadimplência no Brasil 2. Quem pode participar? Poderão participar do Desenrola Famílias todos os brasileiros endividados e com renda máxima de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Além disso, estudantes que tenham dívidas em atraso há mais de 90 dias também poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies, bem como agricultores familiares inadimplentes (veja mais abaixo). Micro e pequenas empresas, bem como servidores, aposentados e pensionistas, também terão acesso ao novo programa. Desenrola 2.0: governo reduz para 40% margem do consignado de servidores e aposentados Novo Desenrola inclui empresas: veja como funciona e quem pode acessar o programa Voltar ao início. 3. Quais são as frentes do programa? O Desenrola 2.0 reúne diferentes iniciativas, cada uma voltada a um público específico. Entre elas estão: 👨👩👧👦 Desenrola Famílias 🎓 Desenrola Fies 🏢 Desenrola Empresas 🌾 Desenrola Rural Voltar ao início. 4. O que é o Desenrola Famílias? Essa é a principal frente do programa, voltada a pessoas físicas com dívidas em atraso. A proposta permite renegociar débitos bancários e não bancários por meio da contratação de um novo crédito — na prática, como se fosse um "novo empréstimo" — com garantia pública. Assim, o valor do novo empréstimo será usado para: 💳 quitar dívidas antigas, geralmente com juros mais altos; 📦 reunir diferentes débitos em um só lugar; 📅 concentrar o pagamento em uma única parcela mensal; 📉 buscar condições mais viáveis para pagamento. Voltar ao início. 5. Quais dívidas entram na renegociação? O programa abrange dívidas: 📅 Contratadas até 31 de janeiro de 2026; ⏳ Com atraso entre 90 dias (3 meses) e dois anos; 🏦 Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Voltar ao início. 6. Quais são as condições oferecidas? O programa prevê uma combinação de descontos, prazos alongados e juros limitados para facilitar a renegociação de dívidas. Por isso, a proposta tenta equilibrar duas frentes: reduzir o valor devido e tornar o pagamento possível dentro da renda do consumidor. As principais condições são: 💰 Descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida; 🧾 Parcelamento em até 48 meses; ⏰ Prazo de até 35 dias para começar a pagar; 👤 A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF em cada instituição financeira, já considerando os descontos aplicados; 💲 Juros de até 1,99% ao mês (aproximadamente 26% ao ano). E por falar na taxa de juros, esse é um ponto que os consumidores endividados devem ter atenção, visto que é ela que determina quanto a dívida custará ao longo do tempo. Hoje, a taxa básica da economia (Selic) está em 14,5% ao ano, um patamar considerado alto, mas que ainda é inferior ao teto de juros previsto no programa. Isso indica que o Novo Desenrola não oferece, necessariamente, as taxas mais baixas do mercado. Mesmo assim, ele pode ser uma alternativa em situações mais difíceis de negociação, já que parte dos débitos com instituições financeiras costuma ter custos muito mais elevados — como no rotativo do cartão de crédito, que pode ultrapassar 400% ao ano. Voltar ao início. 7. Onde o consumidor deve buscar o programa? A adesão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências. O governo não centraliza a contratação nem atua como intermediador do processo. Embora a medida já esteja em vigor, o início efetivo das renegociações depende da adesão de cada banco ao programa. Isso significa que a oferta pode não estar disponível de forma imediata para todos os clientes. Já posso renegociar dívidas no Desenrola 2.0? Bancos dizem que vão iniciar após ajustar operações Voltar ao início. 8. O que muda para quem tem dívidas pequenas? Pessoas com dívidas de até R$ 100 terão o nome retirado automaticamente dos cadastros de inadimplência. Para valores acima disso, o nome também é regularizado após a renegociação, desde que o acordo seja firmado. Voltar ao início. 9. Há contrapartidas para quem participa? Uma das medidas previstas é o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento. Voltar ao início. 10. O que muda para os bancos? As instituições financeiras deverão: Destinar parte dos recursos para educação financeira; Restringir o uso de crédito para apostas; Garantir a retirada do nome de quem renegociar dívidas. Voltar ao início. 11. Como funciona o Desenrola Fies? Voltado a estudantes com dívidas em atraso no Fies, programa que financia cursos no ensino superior, o Desenrola prevê descontos conforme o tempo de inadimplência e a participação em programas sociais. Segundo as regras do programa, o desconto máximo estará disponível apenas para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias. Voltar ao início. 12. Quais são os descontos para o Desenrola Fies? As condições incluem: Pagamento à vista com eliminação de juros e multas e desconto no principal; Parcelamento com retirada de juros e multas; Reduções maiores para dívidas antigas, podendo chegar a até 99%. Nas estimativas do governo, mais de 1 milhão de estudantes podem ser beneficiados. Voltar ao início. 13. O que é o Desenrola Empresas? O programa amplia prazos e condições de crédito para micro e pequenas empresas. Veja abaixo: Carência máxima sobe de 12 para até 24 meses; Prazo de pagamento sobe de 72 para até 96 meses; Tolerância máxima de atraso sobe de 14 para 90 dias; Valor total de crédito para microempresas do Procred* sobe de até R$ 150 mil para até R$ 180 mil; Valor total de crédito para micro e pequenas empresas do Pronampe* sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil. 🔎 *O Procred e o Pronampe são linhas de crédito voltadas a micro e pequenas empresas, criadas pelo governo para ampliar o acesso a financiamento com condições mais acessíveis, como taxas reduzidas e maior prazo de pagamento. Voltar ao início. 14. O que é o Desenrola Rural? Voltado a agricultores familiares inadimplentes, o Desenrola Rural busca regularizar dívidas e permitir que esses produtores voltem a ter acesso ao crédito para manter ou retomar suas atividades no campo. Para isso, o programa reabriu o prazo de renegociação, permitindo a regularização de débitos antigos até 20 de dezembro de 2026. Até o momento, cerca de 507 mil produtores já foram beneficiados. Com a ampliação do prazo, a expectativa é alcançar outros 800 mil agricultores, totalizando até 1,3 milhão de pessoas atendidas. Voltar ao início. 15. Como fica o consignado para aposentados e pensionistas? Para aposentados e pensionistas do INSS, o Desenrola 2.0 traz mudanças no crédito consignado com dois objetivos principais: ampliar o acesso a empréstimos mais baratos e reduzir, aos poucos, o nível de endividamento. Entre os principais pontos: 🔻 Menor limite de desconto no benefício: o percentual que pode ser comprometido caiu de 45% para 40%, o que reduz o espaço para novas dívidas. 💳 Mudança nas regras dos cartões: deixa de existir um limite separado para cartão de crédito e cartão benefício. Agora, cada um pode ocupar até 5% dentro do total. ⏳ Mais tempo para pagar e início adiado das parcelas: o prazo subiu de 96 para 108 meses, e o pagamento pode começar em até 90 dias. Além disso, o limite de desconto deve cair 2 pontos por ano até chegar a 30%. Voltar ao índice. 16. E o consignado para servidores públicos? Para servidores públicos, as mudanças seguem a mesma lógica: reduzir o peso das parcelas no orçamento e dar mais tempo para quitar as dívidas. Veja o que muda: 🔻 Redução do limite de desconto: a margem do consignado também caiu de 45% para 40% da renda, já incluindo os cartões. 💳 Fim do limite exclusivo para cartão: o cartão consignado deixa de ter um espaço separado e passa a fazer parte do limite total. ⏳ Prazo maior e início mais flexível: o tempo para pagamento foi ampliado de 96 para 120 meses, e as parcelas podem começar em até 120 dias. O limite de desconto também será reduzido gradualmente, em 2 pontos por ano, até atingir 30%. Voltar ao índice. 17. Qual é o papel do Fundo Garantidor de Operações (FGO)? O FGO funciona como uma garantia para os bancos que concedem o novo crédito. Isso reduz o risco das operações e permite a oferta de juros mais baixos. Voltar ao início. 18. De onde vêm os recursos do fundo? O fundo será abastecido por recursos já disponíveis, novos aportes e valores esquecidos por consumidores em instituições financeiras. Esses valores incluem saldos de contas encerradas e cobranças indevidas, com parte reservada para eventuais resgates futuros. Voltar ao início. 19. O FGTS pode ser usado na renegociação? Sim. Trabalhadores poderão usar 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior. O uso será permitido apenas após a renegociação, para garantir a aplicação dos descontos. Voltar ao início. Dinheiro, real, economia, salário mínimo, pagamento, PIB, reais, auxílio, notas, dívidas, contas, endividamento Natalia Filippin/G1

Lançamento do novo Desenrola Brasil O governo propôs nesta segunda-feira (4), por meio do "Novo Desenrola" — também chamado de "Desenrola 2.0"— programa de renegociação de dívidas, novas regras para linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas, que contam com juros subsidiados. ➡️Houve ampliação dos limites, prazos e da carência. Para as microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, o Procred, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças: A carência irá de máximos 12 para 24 meses. É mais fôlego ao microempreendedor que precisou de crédito; O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa do microempreendedor; A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias; Aumento do valor total do crédito de 30% do faturamento (com teto de R$ 150 mil) para 50% (com novo teto em R$ 180 mil); Para empresas lideradas por mulheres, o limite sobe de 50% do faturamento para 60% (com novo teto em R$ 180 mil). Já para as micro e pequenas empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, o Pronampe, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças: A carência sairá de até 12 meses para até 24 meses, dando fôlego ao quem precisou de crédito; O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa da empresa; A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias; Aumento do valor total do crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0. Ricardo Stuckert/ Presidência da República Linhas gerais da nova fase O Desenrola 2.0 é um programa do governo federal criado para ampliar a renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes e micro e pequenas empresas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação financeira desses grupos. A nova fase do programa prevê descontos expressivos em contratos do Fies, com potencial de abatimento de dezenas de bilhões de reais, além de condições mais favoráveis para micro e pequenas empresas, como aumento dos limites de renegociação, prazos mais longos e períodos de carência ampliados. O programa também autoriza o uso de parte do saldo do FGTS para a quitação de dívidas, seguindo regras específicas, e prevê a utilização de recursos classificados como valores esquecidos para ajudar a custear as renegociações, com reserva de uma parcela para eventuais pedidos de resgate. Segundo o governo, a iniciativa busca aliviar o orçamento de famílias e empreendedores endividados, facilitar a regularização de débitos em atraso e permitir a retomada do acesso ao crédito em condições mais sustentáveis.

Em março, o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, o maior número de inadimplentes em toda a série histórica da avaliadora de crédito Serasa Getty Images via BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (4/5) a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil, pacote de medidas para a renegociação de dívidas, também chamado de Desenrola 2.0. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em março, o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, o maior número de inadimplentes em toda a série histórica da avaliadora de crédito Serasa. "Estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente", disse Lula, no lançamento do programa, mencionando que parte da população se endividou durante a pandemia de covid-19 e ainda não conseguiu se livrar da dívida. Uma das medidas será liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. Vídeos em alta no g1 O público-alvo do programa são aqueles ganham até cinco salários-mínimos mensais, ou seja, R$ 8.105. Podem entrar na renegociação dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. LEIA TAMBÉM: Desenrola 2.0: programa prevê desconto de dezenas de bilhões de reais para devedores do Fies Desenrola 2.0: estudantes do Fies podem ter descontos de até 99% com novo programa; veja regras 'Desenrola 2.0': dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos 1. FGTS para quitar dívida A primeira etapa do Desenrola Brasil começou em julho de 2023 para quem tinha débitos com bancos e renda mensal bruta de até R$ 20 mil. Agora, além da mudança de faixa salarial do público-alvo, uma das novidades será a possibilidade de usar parte do FGTS para quitar a dívida. Pelas regras, o trabalhador poderá usar 20% do saldo da conta para pagar parcial ou integralmente dívidas. Os valores resgatados poderão alcançar o limite global de R$ 8,2 bilhões, segundo o governo. Para garantir que os recursos serão mesmo destinados à quitação das dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá fazer a transferência do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Lançamento do novo Desenrola Brasil 2. Bloqueio em casas de apostas Os descontos para a renegociação das dívidas vão de 30 a 90%, de acordo com a linha de crédito e o prazo. A taxa de juro máxima é de 1,99% ao mês e haverá até 48 meses de prazo para pagar. O limite da nova dívida (após descontos) é, no máximo, R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. E cabe aos bancos aderirem ou não ao programa. O programa também prevê contrapartidas: o endividado terá o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses. 3. Fundo com 'dinheiro esquecido' Para oferecer garantias às instituições financeiras que participarem do programa, o governo prevê utilizar recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) Para isso, o governo deve fazer um aporte de R$ 5 bilhões, que serão somados aos R$ 2 bilhões que já estão disponíveis no fundo. Além disso, serão utilizados entre R$ 5 e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Esses recursos esquecidos — ou não resgatados — estão atualmente disponíveis na tesouraria das instituições financeiras, como devolução de tarifas cobradas indevidamente e não resgatadas, contas pré- ou pós-pagas encerradas com saldo, entre outras. O Ministério da Fazenda vai publicar um edital para que interessados possam reclamar os recursos no período de 30 dias. Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO. Na primeira edição do Desenrola, anunciado em 2023 e que durou até maio de 2024, foram renegociados R$ 53,2 bilhões em empréstimos de 15 milhões de pessoas. 4. Dívida estudantil Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, esta edição do Desenrola foi dividida em quatro categorias voltadas para famílias, estudantes — por meio do Financiamento Estudantil (FIES) — empresas e agricultores rurais. No caso do FIES, as dívidas foram classificadas conforme o tempo que foram contraídas: Dívidas vencidas e não pagas há mais de 90 dias: se o pagamento for à vista, desconto de 12% da dívida, além de desconto da totalidade dos juros e multas. Para pagamentos parcelados, é possível dividir em até 150 vezes e obter desconto da totalidade dos juros e multas. Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes fora do CadÚnico: desconto de até 77% do valor total da dívida, dos juros e multa, com liquidação integral do saldo devedor. Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes do CadÚnico: desconto de até 99% do valor total da dívida, dos juros e multa, com liquidação integral do saldo devedor. Com isso, o governo prevê beneficiar mais de um 1 milhão de estudantes. 5. Tempo para as empresas Para as microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o programa concederá carência para o início do pagamento das parcelas de até 24 meses. Anteriormente, esse prazo era de 1 ano. O prazo máximo da quitação da dívida subiu de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso para concessão de novos créditos, de 14 para 90 dias. Haverá também o aumento do valor total do crédito, de 30% do faturamento (com teto de R$ 150 mil) para 50% (com novo teto em R$ 180 mil). Para empresas lideradas por mulheres, o limite sobe de 50% do faturamento para 60% (com novo teto em R$ 180 mil). Para atender micro e pequenas empresas, ou seja, empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, as alterações são as mesmas, com a diferença do aumento do valor total do crédito, de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

O governo divulgou nesta segunda-feira (4) que por meio do Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas, pretende dar um desconto bilionário a estudantes com dívidas vencidas há mais de um ano no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Pela proposta, serão concedidos descontos de 77% para dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes que não estão inscritos no Cadastro Único Para Programas Sociais (CadÚnico), e de 99% para estudantes inscritos no cadastro. As regras estão em uma medida provisória que foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira. Assim que publicadas, medidas provisórias entram em vigor, mas posteriormente precisam ser ratificadas pelo Congresso Nacional. Lançamento do novo Desenrola Brasil Segundo a equipe econômica, mais de um milhão de estudantes serão beneficiados com a renegociação de suas dívidas. De acordo com dados do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhada em abril ao Congresso Nacional, a dívida do Fies somou R$ 90 bilhões no fim do ano passado. Desse valor total, R$ 61 bilhões estão com o débito vencido há mais de um ano, situação na qual, pelo programa de renegociação de dívidas divulgado nesta segunda-feira, haverá um desconto de 77% a 99%. O desconto proposto, portanto, será superior a R$ 46 bilhões. O próprio governo avalia, no projeto da LDO, que os valores devidos pelos estudantes são de difícil recuperação. "De acordo com os critérios estabelecidos para a classificação de cada operação de crédito em função dos dias de atraso desconsiderando o impacto de eventuais instrumentos mitigadores de risco, o valor do ajuste para perdas estimadas no âmbito do Fies, para fins contábeis, alcançou cerca de R$ 56 bilhões para os contratos celebrados até 2017", diz o governo. Um milhão de estudantes serão beneficiados com descontos em dívidas do Fies, diz governo Reprodução/TV Globo
Desenrola 2.0: novo programa para renegociar dívidas é lançado pelo governo Trabalhadores que ganham até R$ 8.105 pode aderir ao programa. Governo lança 'Desenrola 2.0', programa que vai liberar parte do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas.. Pessoas com salário de até R$ 8.105 vão poder aderir ao novo programa.. Quem tiver dívidas de até R$ 100 não vai ficar com o nome sujo.. Além disso, governo reduziu para 40% a margem do consignado de servidores e aposentados.. Dinheiro esquecido em bancos será usado para garantir renegociação de dívidas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retomou, nesta segunda-feira (04), o leilão para as subfaixas de 700 MHz (708–718 MHz e 763–773 MHz), que visa acelerar a expansão da cobertura móvel em áreas rurais ou distritos distantes dos centros urbanos. O certame foi realizado após uma decisão judicial. Ao todo, os lotes vencedores somam cerca de R$ 23 milhões em outorgas para operadoras regionais. 🔎O sinal de 700 MHz percorre longas distâncias e atravessa obstáculos físicos com mais facilidade. Também exige menos antenas para cobrir grandes áreas. Por isso, é uma opção para zonas rurais e de rodovias. Veja os vencedores: Lote A1 (Norte e São Paulo): Amazônia Serviços Digitais, outorga mínima de R$ 7 milhões Lote A2 (Nordeste) Brisanet Serviços de Telecomunicações, outorga mínima de R$ 6,2 milhões Lote A3 (Centro-Oeste, exceto Triângulo Mineiro): Brisanet Serviços de Telecomunicações, outorga mínima de R$ 1,8 milhão Lote A4 (Sul): Unifique telecomunicações, outorga mínima de R$ 3,4 milhões Lote A5: (Sudeste, exceto SP): IEZ! Telecom, outorga mínima de R$ 4,4 milhões Vídeos em alta no g1 De acordo com a Anatel, o modelo adotado não é arrecadatório, pois o leilão exigirá das empresas vencedoras compromissos diretos de investimento em infraestrutura e modernização de redes, para garantir serviços mais estáveis. Entenda o leilão O edital estabelece a obrigatoriedade de cobertura em mais de 6,5 mil quilômetros de rodovias federais distribuídas por 16 estados. O foco são as chamadas “zonas de silêncio”, trechos sem sinal de telecomunicações, que incluem vias estratégicas como as BR-101, BR-116, BR-135, BR-163, BR-242 e BR-364. A licitação dá prioridade a provedores regionais que já venceram lotes no Edital do 5G de 2021, na faixa de 3,5 GHz. De acordo com a Anatel, a oferta da faixa de 700 MHz a esses investidores cria melhores condições técnicas para competir com as operadoras nacionais. Isso porque essas empresas já detêm autorizações em outras porções dessa faixa, além de frequências com características de propagação semelhantes, como a de 850 MHz. Sem acesso à faixa de 700 MHz, avalia a agência, novos entrantes enfrentariam custos mais elevados para cobrir grandes áreas utilizando apenas frequências mais altas, o que, em alguns casos, poderia inviabilizar a operação, especialmente em regiões de menor atratividade econômica e baixo potencial de receita. O investimento previsto é de cerca de R$ 2 bilhões, com potencial para beneficiar mais de 864 localidades, sobretudo em áreas rurais e remotas. Segundo a Anatel, o objetivo é assegurar cobertura contínua de voz e dados nas rodovias, contribuindo para a eficiência logística e ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência. O edital também prevê a possibilidade de outorga do Serviço Móvel Pessoal (SMP), com o objetivo de ampliar a concorrência e elevar a qualidade dos serviços no setor de telecomunicações. BR-101 Região Serrana do Rio Divulgação

Lançamento do novo Desenrola Brasil O Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de débitos lançado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), vai oferecer descontos de até 99% para dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A estimativa é que a medida beneficie mais de 1 milhão de estudantes. Segundo as regras do programa, o desconto máximo estará disponível apenas para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias. Os descontos serão aplicados sobre a dívida principal e incluem juros e multas. Veja abaixo como vai funcionar: Dívidas vencidas e não pagas há mais de 90 dias Estudantes com dívidas do Fies vencidas e não pagas há mais de três meses estarão aptos a receber descontos. Se o pagamento for à vista na renegociação, o programa oferecerá desconto de até 12% sobre o valor principal da dívida. Multas e juros também não serão cobrados. O estudante também poderá optar pelo parcelamento da dívida em até 150 vezes. Nesse caso, o desconto fica apenas sobre os juros e multas, que não serão cobrados. Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes que não estejam no CadÚnico Estudantes fora do CadÚnico que tiverem dívidas vencidas e não pagas há mais de um ano estarão aptos a receber descontos de até 77% sobre o valor total devido — incluindo juros e multas. Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes do CadÚnico Estudantes do CadÚnico que tiverem dívidas vencidas e não pagas há mais de um ano estarão aptos a receber descontos de até 99% sobre o valor total devido — incluindo juros e multas. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação (MEC) e tem como objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores em instituições particulares Ares Soares O programa Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para: famílias; estudantes do Fies; empresas; agricultores rurais. "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro. O programa também prevê a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas. Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS ou até R$ 1 mil — o que for maior —, para pagar débitos. A estimativa é que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores. 💰 Para garantir que os recursos sejam usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS diretamente para o banco em que o trabalhador tem débitos. Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os percentuais variam conforme a linha de crédito e o prazo. Haverá uma calculadora para que os trabalhadores simulem o desconto. O pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população foi anunciado pelo presidente na última quinta-feira (30). O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras — ou seja, o dinheiro da União cobrirá eventual inadimplência dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões. Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. "Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente. No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de brasileiros tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Divulgação/Petrobras A produção de petróleo do Brasil registrou recorde pelo segundo mês consecutivo em março de 2026, ao atingir 4,25 milhões de barris por dia (bpd), alta de aproximadamente 17% em relação a março de 2025, com impulso de novas plataformas no pré-sal, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O volume do terceiro mês do ano superou em mais de 4% o recorde anterior, registrado em fevereiro, de 4,06 milhões de bpd. O desempenho de fevereiro e março seguiu puxado pelo pré-sal, que respondeu por cerca de 80% do total produzido no país em março, atingindo 3,41 milhões de bpd de petróleo. O resultado vem também após o Brasil ter produzido um volume médio recorde de petróleo em 2025 de 3,77 milhões de bpd, com alta de cerca de 12% ante 2024. Com isso, a Petrobras manteve a liderança na produção nacional. Considerando os dados por concessionário, a estatal somou 2,57 milhões de bpd de petróleo em março, alta de 15% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a ANP. Alta do barril de petróleo eleva risco de recessão, além de pressionar a inflação em todo o mundo A Shell, segunda maior produtora do Brasil e principal sócia da Petrobras no pré-sal, produziu 427,5 mil bpd em março, avanço de 10,8% na mesma comparação. Já a TotalEnergies produziu 201,75 mil bpd no mês, crescimento de 22,6%, segundo o boletim da ANP. A produção nacional de gás natural também aumentou, alcançando 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) em março, avanço de 23,3% frente ao mesmo mês de 2025 e alta de 3,3% na comparação com fevereiro. Mas nem todo o gás produzido é vendido: em março de 2026, 67,39 milhões de m³/d foram disponibilizados ao mercado, enquanto 112,02 milhões de m³/d foram reinjetados nos campos produtores. Além disso, houve consumo interno em plataformas de 19,25 milhões de m³/d e queima de 5,46 milhões de m³/d. Considerando petróleo e gás natural, a produção total brasileira chegou a um recorde de 5,53 milhões de barris de óleo equivalente por dia em março, contra 4,66 milhões de boe/d em março de 2025.

Lançamento do novo Desenrola Brasil O avanço do endividamento das famílias brasileiras voltou ao centro das preocupações da economia e já mobiliza bancos, varejistas e o governo. Em fevereiro, o indicador atingiu 49,9% da renda — o maior nível da série histórica do Banco Central do Brasil (BC), iniciada em 2005. É nesse cenário que o governo lança, nesta segunda-feira (4), o “Novo Desenrola Brasil”, um pacote para destravar renegociações e aliviar o peso das dívidas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida chega em um momento de forte expansão do crédito: hoje, 130 milhões de pessoas — cerca de 74% da população com relacionamento bancário — têm limite disponível. Em quatro anos, 32 milhões passaram a acessar esses produtos, um salto de 34%, segundo o relatório de Cidadania Financeira, do BC. O g1 reuniu dados para traçar o perfil dos endividados e inadimplentes no país. Panorama do endividamento no Brasil No fim de 2024, mais de 73 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado, segundo dados do Banco Central. As dívidas com bancos e cartões de crédito concentram 27,4% desse total. Em março deste ano, esse número chegou a 82,8 milhões de pessoas, segundo a Serasa. Além disso, o número de pessoas com dificuldades mais graves para pagar dívidas também cresceu. Em dezembro, cerca de 16% dos brasileiros com crédito ativo estavam com atrasos superiores a 90 dias. Entre 2020 e 2024, esse grupo aumentou em 6 milhões de pessoas, chegando a 18,9 milhões — um avanço de 47% no período, acima do crescimento do acesso ao crédito. Quem são os mais afetados 41 a 60 anos: adultos representam a maior fatia, com 35,5%; Baixa renda: pessoas inscritas no CadÚnico têm taxa de 18%; Até 2 salários mínimos: concentram 73% dos casos mais graves; Regiões: Norte (19%) e Nordeste (17%) lideram os índices; Gênero: mulheres são mais endividadas (50,6%). Região Norte lidera inadimplência no país Dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, publicado em março pela Serasa, mostra que o problema está longe de ser uniforme pelo país. Hoje, o estado do Amapá lidera o ranking, com 65,1% da população inadimplente. Na sequência aparecem Distrito Federal (62,7%), Amazonas (60,1%) e Mato Grosso do Sul (59,5%). Na outra ponta, Santa Catarina tem o menor índice: 40,4%. 👉 Veja abaixo a representatividade (%) de inadimplentes na população adulta por estado. Passe o mouse ou clique na unidade da federação para consultar o percentual, e use o zoom para ampliar a visualização: Tipos de dívida com mais risco Em março de 2026, o valor médio das dívidas por pessoa no Brasil era de R$ 6.728,51, alta de 1,98% em relação ao mês anterior, segundo a Serasa. Cada dívida tinha, em média, valor de R$ 1.647,64, enquanto o total devido no país somava cerca de R$ 557 bilhões. As dívidas mais difíceis de pagar estão, em geral, nas formas de crédito mais caras. O principal exemplo é o cartão de crédito. Entre os jovens, quase 40% atrasam pagamentos no rotativo — quando se paga só uma parte da fatura e o restante vira uma dívida com juros altos — ou no parcelamento. O empréstimo consignado, que costuma ter juros menores, também preocupa: entre os jovens, o atraso é mais que o dobro do registrado entre adultos. No geral, a maior parte das dívidas no país está concentrada em bancos e cartões (27,3%). Depois vêm contas do dia a dia, como luz, água e gás (21%), além de financeiras (20,2%) e serviços (11,5%). Na hora de negociar essas dívidas, quem mais fecha acordos são empresas que compram débitos atrasados (21,9%), seguidas por operadoras de telefonia (8,5%) e bancos (7,9%). Um dado que chama atenção é o da população em situação de rua. Segundo o Banco Central, quase 37% têm dívidas em atraso, muitas vezes antigas. 🔎Segundo o relatório do Banco Central, o cartão de crédito é o principal motor do superendividamento no Brasil por reunir juros muito altos — especialmente no rotativo, que pode passar de 400% ao ano — e grande impacto no orçamento das famílias, que chegam a comprometer mais da metade da renda com esse tipo de gasto. Diferença entre faixas de renda e idade A inadimplência grave varia bastante conforme a idade e é mais alta entre os mais jovens. Jovens (18 a 34 anos): cerca de 19% têm atrasos graves; Adultos (35 a 59 anos): ficam próximos da média, em torno de 16%; Idosos (60+): cerca de 9%, o menor nível. Os dados mostram que os jovens lideram a inadimplência em todas as faixas de renda, mesmo entre os que ganham mais. Até 2 salários mínimos: 17,4% inadimplentes; De 2 a 5 salários mínimos: 13,8%; Acima de 5 salários mínimos: 10%. Parte disso está ligada à entrada mais recente no sistema financeiro (a idade média caiu de 35 anos, em 2020, para 20 anos em 2024) e ao maior uso de crédito sem experiência suficiente. Já os adultos concentram o maior uso de crédito e comprometem cerca de 26% da renda com dívidas. Os idosos, por outro lado, são mais cautelosos e têm menor inadimplência, mas enfrentam outras limitações, como menor uso de ferramentas digitais e maior vulnerabilidade financeira. Diferenças entre homens e mulheres Segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa, as mulheres são maioria entre os inadimplentes no Brasil, com 50,6% do total, enquanto os homens representam 49,4%. Já os dados do BC mostram que o acesso ao crédito é parecido entre os gêneros — 75% das mulheres e 73% dos homens —, assim como a inadimplência grave, que atinge 16% em ambos os casos. Ainda assim, outros indicadores mostram maior pressão financeira sobre elas. As mulheres comprometem uma parcela maior da renda com dívidas (25,3%, ante 24,1% dos homens). No cartão de crédito, destinam 7,1% da renda ao pagamento de juros, enquanto os homens comprometem 5,6%. Também são mais frequentes entre os chamados “endividados de risco”, com maior chance de superendividamento (15,4%, contra 12,1%). Além disso, dados indicam que elas tendem a contratar crédito a juros mais altos. No dia a dia, essa pressão aparece na prática: mulheres relatam maior dificuldade para lidar com as contas e níveis mais altos de estresse financeiro: 60% dizem enfrentar forte pressão com dinheiro, ante 40% dos homens. Novo Desenrola Brasil O novo Desenrola prevê a renegocição de dívidas de pessoas com renda de até R$ 8.105. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para: famílias Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) empresas agricultores rurais A iniciativa vale para débitos feitos até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e até o Fies. A proposta prevê descontos de 30% a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Além disso, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS para reduzir a dívida, com transferência direta entre bancos, mediante autorização. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Para aderir, será necessário procurar os canais oficiais das instituições financeiras. Quem participar ficará impedido de usar plataformas de apostas online por um ano. (Saiba mais sobre o programa) Raio-X da inadimplência no Brasil Arte/g1 Com dívida em alta recorde, governo lança novo Desenrola Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Negociação de dívida Marcos Santos/USP Imagens O "Novo Desenrola Brasil", anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100. Ou seja, eles não estarão mais com o "nome sujo". Atualização: anteriormente, o ministro da Fazenda Dario Durigan falou, durante o lançamento do programa, que as dívidas de até R$ 100 seriam perdoadas. Mais tarde, porém, a informação foi corrigida pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ele afirmou que o nome dos devedores serão apenas desnegativados. Ou seja, a dívida continua válida, mas o devedor não ficará mais com o nome sujo. Além da desnegativação das dívidas de até R$ 100, os bancos também devem: Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado; Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado; Segundo o ministro, é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam. Por conta disso, as instituições financeiras enfrentam contrapartidas com o programa. O programa O "Novo Desenrola Brasil", também chamado de "Desenrola 2.0", consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados. Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores (leia mais abaixo). Novo Desenrola terá veto a apostas e uso do FGTS Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para: famílias Fies empresas agricultores rurais "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. Descontos do Novo Desenrola Apresentação do Ministério da Fazenda Fontes de recurso O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo. Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano. "É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento", afirmou Lula durante coletiva. "Estamos tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça", prosseguiu o presidente. Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses Ministério da Fazenda Cenário político e eleitoral O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026. Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo. Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

Empréstimo consignado: veja o que muda com nova regra para quem tem desconto direto no salário ou na aposentadoria Jornal Nacional/ Reprodução Entidades do setor bancário manifestaram nesta segunda-feira (04) "grande preocupação, surpresa e insegurança" com a decisão do Tribunal de Contas da União, na semana passada, que suspendeu todas as modalidades de crédito consignado do INSS. "É indispensável mitigar riscos de fraudes, coibir contratações indevidas e corrigir fragilidades operacionais no ecossistema do consignado", afirmaram a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta, associação que reúne fintechs e instituições de pagamento. "No entanto, a paralisação do consignado do INSS, por decisão inesperada do poder público, interrompe um mercado regulado que movimenta cerca de R$100 bilhões por ano, com aproximadamente R$9 bilhões em descontos mensais, e penaliza sobretudo uma população de baixa renda e alta vulnerabilidade financeira." Na última quarta-feira (29), decisão cautelar do TCU determinou ao INSS e às instituições financeiras conveniadas a suspensão temporária da concessão de novos empréstimos consignados aos beneficiários do sistema previdenciário até que sejam implantadas e comprovadas travas de segurança e controles automatizados no sistema eConsignado, bem como suspensão das modalidades cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício. Vídeos em alta no g1 Na nota conjunta, ABBC, a Febraban e a Zetta citam que cerca de 4 em cada 10 aposentados e pensionistas — aproximadamente 17 milhões de beneficiários do INSS — têm empréstimos consignados e que a carteira total do consignado do INSS (empréstimos e cartão) reúne 65,4 milhões de contratos ativos e R$283,9 bilhões em crédito. Também citam que a taxa média do consignado do INSS é de 1,82% ao mês, uma das mais baixas disponíveis para os segmentos de menor renda. As entidades também afirmaram ser indispensável calibrar as medidas para proteger o planejamento financeiro dos beneficiários e assegurar a estabilidade e a previsibilidade de um ecossistema regulado, com contratos vigentes e múltiplos participantes, públicos e privados. A ABBC, a Febraban e a Zetta destacaram que buscarão a modulação dos efeitos da decisão cautelar, com base em um compromisso firme das instituições financeiras associadas de continuar implementando, de forma gradual e verificável, todas as medidas e controles compatíveis com o racional definido pelo Tribunal.
A equipe econômica anunciou nesta segunda-feira (4) mudanças nas regras dos empréstimos consignados, ou seja, com desconto na folha de pagamentos, para os servidores públicos e para os aposentados e pensionistas.
➡️A principal delas é a redução da margem de consignação, ou seja, o comprometimento da renda mensal que os trabalhadores e aposentados poderão utilizar: o limite passou de 45% para 40%.
➡️O governo informou que esse limite continuará recuando nos próximos anos, em dois pontos percentuais por ano, até que atinja 30% em cinco anos.
Vídeos em alta no g1
Consignado do INSS
De acordo com o governo, as mudanças no consignado dos aposentados "darão mais acesso e ajudarão o aposentado e o pensionista que precisa desse crédito".
Veja as mudanças
Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios (5% e 5%), que é dívida cara, e o limite de consignação total que antes era de 45% (5% do cartão de crédito, 5% do cartão de benefícios e 35% geral) passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada;
Ampliação do prazo da operação de 96 para 108 meses;
Fim da vedação à carência e permissão para que ela seja de até 90 dias;
Além da redução de 45% para 40%, haverá redução gradual da margem consignável de 2 pontos percentuais ao ano até atingir 30%.
Consignado dos servidores
A equipe econômica diz que as mudanças no consignado do servidor "melhoram as condições do endividamento para o servidor público que precisou tomar crédito".
Entenda o que mudou:
Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado, que é dívida cara, e o limite de consignação total que antes era de 45% (10% consignado do cartão e 35% geral) passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão a no máximo 10%;
O prazo máximo da operação irá de 96 para 120 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no orçamento familiar do servidor;
Haverá autorização de carência de até 120 dias;
Além da redução de 45% para 40%, haverá redução gradual da margem consignável de 2 pontos percentuais ao ano até atingir 30%.
'Desenrola 2.0'
Além da mudança no consignado, o governo também anunciou nesta segunda (4) um novo programa de renegociação de dívidas, chamado de 'Desenrola 2.0'.
O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã.
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Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre China, Estados Unidos e Brasil quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor. Uma comparação de itens básicos mostra o contraste. Na China, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75. No Brasil, o mesmo produto sai por aproximadamente R$ 12. Já nos Estados Unidos, o preço pode chegar a R$ 50. A diferença se repete em outros alimentos: Arroz: o quilo na China está R$ 5, valor semelhante ao Brasil, e até R$ 14 nos EUA Tomate: R$ 5 na China, R$ 10 no Brasil e R$ 14 nos EUA Peixe: R$ 18 na China, R$ 40 no Brasil e R$ 60 nos EUA O impacto desses preços aparece também no prato. Cada chinês consome, em média, mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano. Nos Estados Unidos, o número cai para cerca de 130 quilos. Além disso, em um almoço farto para várias pessoas em Xangai, a conta surpreende: cerca de R$ 50 por pessoa, com sobra de comida. Por que a China tem comida fresca e barata, e os EUA cara e ultraprocessada? Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China Reprodução/TV Globo Modelo chinês: comida fresca, barata e próxima O modelo chinês combina forte atuação do Estado com incentivo à produção local. Em grandes cidades como Xangai, alimentos frescos são vendidos em feiras e pequenas barracas próximas às casas — muitas vezes com aluguel subsidiado pelo governo para manter os preços baixos. Além disso, há investimento pesado em tecnologia agrícola, subsídios à produção e controle indireto de preços. O país também mantém estoques estratégicos de alimentos e políticas para equilibrar oferta e demanda, o que ajuda a evitar oscilações bruscas. Outro fator é a logística: a cadeia é mais curta, com menos intermediários. A margem de lucro de atacadistas gira em torno de 3%, bem abaixo dos cerca de 15% nos Estados Unidos. Estados Unidos: comida cara e mais industrializada Do outro lado, os Estados Unidos enfrentam um cenário oposto. Milhões de pessoas vivem nos chamados “desertos alimentares”, áreas onde é preciso dirigir pelo menos meia hora para encontrar comida fresca. O que sobra, muitas vezes, são produtos ultraprocessados. A preocupação com o custo de vida domina o debate político. Programas como o SNAP (os “vales-alimentação”) ajudam cerca de 40 milhões de americanos, mas consomem cifras muito maiores do que programas similares no Brasil — e ainda assim não impedem a escalada dos preços. O Brasil no meio do caminho O Brasil aparece como um ponto de equilíbrio nessa comparação. Em vários itens básicos, os preços brasileiros ficam entre China e Estados Unidos. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas enfrenta gargalos históricos de logística, desigualdade e renda. Enquanto a China atua fortemente na origem — produção, transporte e oferta —, Brasil e EUA concentram esforços no consumo, com programas de transferência de renda para garantir acesso à comida. No Brasil, o Bolsa Família atende cerca de 50 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, o país ganha espaço no tabuleiro global: com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a soja brasileira avançou, tornando-se ainda mais estratégica para alimentar o mercado chinês. Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e Chin Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

O governo federal informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. Esse dinheiro irá para um fundo público para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Balanço divulgado no mês passado pelo Banco Central mostra que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. Deste total: R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas; R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas. Vídeos em alta no g1 Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Segundo o Ministério da Fazenda, será publicado um edital para que interessados possam reclamar os recursos esquecidos no período de 30 dias. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo. O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, "passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas". 🔴 Lula assina Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil Reprodução

Lançamento do novo Desenrola Brasil O programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, lançado nesta segunda-feira (4), tem como público-alvo pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105. Nele, serão renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Segundo o governo, para entrarem no programa, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos. SAIBA MAIS: Governo reduz para 40% margem do consignado de servidores e aposentados Dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos Governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas O programa Descontos do Novo Desenrola Apresentação do Ministério da Fazenda Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para: famílias Fies empresas agricultores rurais "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado, seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro. O programa também prevê a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores. 💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos. Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população foi anunciado pelo ele na última quinta-feira (30). ➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões. Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. "Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente. Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100. No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras. Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas Jornal Nacional/ Reprodução Cenário político e eleitoral O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026. Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo. Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters Os países da União Europeia estão pressionando pela rápida implementação da parte do bloco em um acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado para evitar a ameaça de tarifas automotivas mais altas, disseram diplomatas da UE nesta segunda-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Representantes do Parlamento Europeu e do Conselho, o órgão que representa os governos da UE, retomarão na quarta-feira as negociações sobre a legislação para reduzir as tarifas da UE sobre produtos importados dos EUA, com a assembleia da UE querendo estabelecer várias salvaguardas. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que aumentará as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25% na próxima semana porque a UE não está cumprindo os termos do acordo firmado em seu resort de golfe Turnberry, na Escócia, em julho. Nove meses depois, a UE ainda não removeu as tarifas sobre os produtos industriais importados dos EUA, conforme acordado entre as duas partes. A legislação para isso foi suspensa duas vezes pelo Parlamento Europeu após as ameaças de Trump de impor novas tarifas aos aliados europeus que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e sua nova taxa de importação. Vídeos em alta no g1 O chanceler alemão, Friedrich Merz, cujo país provavelmente será o mais afetado por um aumento nas tarifas de automóveis, disse à emissora ARD: "Os norte-americanos já finalizaram o acordo, e os europeus não - e é por isso que espero que possamos chegar a um acordo o mais rápido possível." Os membros da UE querem um acordo rápido entre o Parlamento e o Conselho sobre a implementação da parte do bloco no acordo, disseram os diplomatas. Manfred Weber, chefe do Partido Popular Europeu, de centro-direita e o maior grupo no Parlamento da UE, também disse que deve haver uma conclusão rápida das negociações para permitir que o Parlamento dê sua aprovação final neste mês. Esse seria um cronograma ambicioso. Bernd Lange, que preside o comitê de comércio do Parlamento e liderará as negociações para a assembleia da UE, disse que o comportamento de Trump é inaceitável e que as várias salvaguardas buscadas são ainda mais necessárias. Lange disse que organizará uma reunião com outros parlamentares na quarta-feira para discutir os próximos passos.

Nubank adquire naming rights do estádio do Palmeiras Divulgação/Nubank O acordo de naming rights entre o Nubank e a WTorre, gestora do estádio do Palmeiras, deve ser um dos mais caros do Brasil. O novo nome oficial da arena, Nubank Parque, foi anunciado nesta segunda-feira (4), após votação popular. Pela estimativa anual, o contrato já nasce no topo: o banco digital deve desembolsar cerca de R$ 50 milhões por ano para estampar seu nome em uma das principais arenas do país — o maior valor já pago nesse tipo de acordo no Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Se o contrato for cumprido até 2044, o total deve chegar a cerca de R$ 900 milhões, tornando este o segundo maior acordo de naming rights de estádios do país. (veja o ranking abaixo) 🔎 Em português, naming rights significa “direitos de nome”, prática em que empresas pagam para rebatizar espaços e associar suas marcas a eles. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O montante do Nubank Parque só perderia para o Mercado Livre Arena Pacaembu, estimado em R$ 1 bilhão ao longo de 30 anos — cerca de R$ 33,3 milhões por ano. Os dados foram compilados pelo especialista em gestão e marketing esportivo Fernando Trevisan, da Trevisan Escola de Negócios. Segundo o levantamento, a Neo Química Arena, estádio do Corinthians, ocupa a terceira posição, com contrato de 20 anos firmado em 2020 e valor total previsto em R$ 300 milhões. O Allianz Parque, que cede lugar ao Nubank Parque, tinha contrato previsto também em R$ 300 milhões. O acordo, porém, foi encerrado antecipadamente, levando a estimativa final a R$ 195 milhões após 13 anos de naming rights. 📝 O estudo considera valores históricos divulgados pela imprensa, sem correção pela inflação. Os totais foram estimados a partir das cifras anuais multiplicadas pelo prazo dos contratos. Veja abaixo o ranking dos maiores naming rights no país até agora: Maiores contratos de naming rights em estádios brasileiros Arte/g1 Novo nome e valores históricos O novo contrato prevê que o Nubank detenha os naming rights da arena até 2044. As estimativas indicam que o banco deve pagar cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) por ano pelo direito. Valores oficiais não foram divulgados. Para Fernando Trevisan, o acordo reforça que a febre dos naming rights segue em alta no mercado brasileiro — especialmente nos estádios, que continuam entre os principais ativos. “O valor anual estimado é o maior da história no Brasil, coerente com o estádio do Palmeiras, um dos que mais recebem shows no mundo. São mais de dois eventos musicais por mês, em média, além dos jogos do Palmeiras e de eventos corporativos”, afirma. O novo nome do estádio, após 13 anos sob a marca Allianz, foi anunciado nesta segunda-feira, após votação popular entre três opções: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank. LEIA MAIS: Estádios, cinemas, casas de shows e até estações de metrô: entenda a febre dos 'naming rights' Por que empresas optam por naming rights? A visibilidade da marca é um dos principais atrativos desses acordos. Mas o impacto vai além: depende de uma série de frentes que compõem a estratégia, afirmam especialistas em marketing ouvidos pelo g1. “Nas negociações de naming rights, também pode ficar acertado que, dentro do espaço, a empresa instale lojas, pontos de venda ou outras operações, em uma presença que vai muito além de dar nome ao local”, explica Idel Halfen, que já liderou equipes de marketing de grandes companhias. Contratos recentes no país seguem essa lógica. Além de rebatizar estádios, empresas têm garantido o direito de operar suas marcas nesses espaços, criando um ecossistema de contato direto com o público. Especialistas também destacam que, para gerar efeito, a exposição precisa ser contínua. Por isso, os contratos são longos, muitas vezes por décadas. É esse horizonte que permite consolidar a presença da marca e aprofundar a relação com o público. Foco no esporte e no entretenimento A premissa dos naming rights é simples: associar a marca a locais com grande fluxo de pessoas, de preferência alinhados ao perfil de público que a empresa quer atingir. Com o tempo, porém, o modelo se mostrou mais aderente a espaços de esporte e entretenimento, como estádios, casas de shows e teatros. Isso não acontece à toa. Esses ambientes costumam estar ligados a momentos de lazer e alegria, em que o público vive experiências marcadas por emoção e cria memórias — um contexto que favorece a conexão com as marcas. “Quando vamos a um show ou a um jogo, existe ali um ambiente mágico, em que você está bem aberto a sensações e emoções. Por isso é tão especial se associar a um equipamento desse tipo”, conclui Fernando Trevisan.