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Comsefaz: medida para reduzir preço do diesel traz impacto de R$ 3,5 bilhões, metade para os estados
O presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o acordo firmado com o governo federal para subsidiar o diesel terá um impacto fiscal total estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. O custo será dividido igualmente: 50% custeados pela União e 50% pelos estados.
A medida prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
A adesão dos governadores, no entanto, veio com um alerta de prazo. Flávio César destacou que o esforço só foi possível porque a vigência é de apenas 60 dias. Segundo ele, os estados não possuem fôlego financeiro para manter a ajuda caso a crise internacional se arraste por todo o semestre.
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"A expectativa é que esse período de dois meses seja suficiente para sanar o problema. Uma prorrogação traria consequências muito mais graves para os estados, tendo em vista que os orçamentos já estão todos comprometidos", alertou o secretário.
O acordo foi selado após uma reunião de mais de seis horas entre os 27 secretários de Fazenda e o Ministério da Fazenda. O impasse inicial era o receio dos governadores de ferirem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso fizessem uma desoneração direta no imposto.
Por que o acordo demorou? Segundo o presidente da Comsefaz, proposta original do governo federal era uma desoneração do ICMS. Contudo, os estados identificaram riscos jurídicos frente à Lei Complementar 192 e à LRF. O nó só foi desatado quando o Ministério da Fazenda aceitou o modelo de subsídio direto compartilhado. Em vez de mexer na alíquota do imposto, União e estados depositam valores para compor o desconto de R$ 1,20, garantindo a blindagem jurídica dos governadores.
Foco no escoamento da safra
A urgência da medida também se justifica pelo calendário agrícola. Com o Brasil em pleno momento de escoamento da safra, a alta do diesel importado — que chega a representar 40% da receita de combustíveis em alguns estados — ameaçava inviabilizar o frete e gerar um efeito cascata na inflação de alimentos.
Fiscalização rigorosa
Para garantir que o benefício chegue às bombas, os estados prometeram uma atuação contundente dos Procons. Além da fiscalização estadual, os governadores assinaram um convênio com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para monitorar postos e distribuidoras.
"O esforço conjunto precisa ter resultado imediato para o consumidor", disse Flávio César.
Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender direto às peixarias na Grande Vitória, Espírito Santo Divulgação/Sindipesca-ES Uma nova forma de comercialização da tilápia promete impactar os preços do pescado para os consumidores da Grande Vitória. Pela primeira vez, produtores da agricultura familiar passaram a vender o peixe diretamente para peixarias, sem atravessadores, como ocorria anteriormente. Com a nova estratégia, o pescado sai direto dos tanques nas regiões produtoras para os pontos de venda, encurtando o caminho até o consumidor. A negociação nesse formato começou nesta semana. A ideia é que o preço do peixe reduza nas peixarias e pontos de venda. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A iniciativa é coordenada pelo Sindicato das Indústrias da Pesca do Estado do Espírito Santo (Sindipesca ES), em parceria com a Cooperativa de Produtores Rurais de Domingos Martins (Coopram), que reúne cerca de 500 propriedades. “A gente quer trazer os pequenos produtores da agricultura familiar para as peixarias, garantindo legalidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Isso é um ajuste da cadeia produtiva que vai continuar. A cooperativa e esses produtores vão assumir, daqui para frente, um papel no consumo do capixaba e devem se consolidar”, avaliou o representante do Sindipesca-ES, Rafael Viola. Produtores de tilápia no ES vendem direto para peixarias e sem atravessador LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Pinscher perdido é escoltado por policiais e motoristas na Terceira Ponte ASSISTA: Muro desaba, atinge casa e tomba escavadeira em Jerônimo Monteiro NOTURNO: Conheça o trabalho dos caçadores de escorpiões no ES Segundo Viola, com a venda pulverizada por meio de diversos atravessadores, com compras avulsas em cada fazenda, não havia uma identidade que marcasse o produtor. Agora, o objetivo é fortalecer a piscicultura capixaba por meio do cooperativismo. A expectativa do setor é que a mudança resulte em benefício direto para o consumidor e se reflita no preço, inclusive em períodos de alta demanda, como a Semana Santa e outras datas festivas. O valor final de venda vai ser estabelecido por cada peixaria. "Trazer um produto direto do produtor permite trabalhar com um preço mais acessível e oferecer melhor condição para o consumidor", afirmou o representante de peixarias da Grande Vitória, Mário José de Almeida. Nas propriedades rurais, o aumento da procura já é sentido. "Nosso peixe já está todo vendido para essa semana, mas o que está pronto agora já tem saída para as próximas semanas. Se tivesse mais produção, venderia tudo", afirmou o produtor Roselho Geraldo, que cria tilápia em Domingos Martins, na Região Serrana. Além do preço, a qualidade também é um dos diferenciais apontados pelos produtores. Com logística direta, o peixe pode chegar às peixarias em poucas horas após a retirada dos tanques, mantendo sabor e frescor. Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender direto às peixarias na Grande Vitória, Espírito Santo Divulgação/Sindipesca-ES Preços promocionais na Semana Santa A nova forma de comercialização direta está sendo lançada nesta semana aliada a uma ação promocional, que começou na segunda-feira (30) até vai até o próximo dia 4, Sábado de Aleluia, ou enquanto durarem os estoques. A ideia é que neste período, a tilápia produzida pelos agricultores familiares capixabas seja vendida a um preço fixo de R$ 19,90 o quilo, em 51 peixarias cadastradas como parceiras. Inicialmente, dez toneladas seriam comercializadas por esse valor, mas, devido à procura, um novo lote com mais cinco toneladas foi separado. "Desde cedo, nesta quarta-feira (1°), as peixarias começaram a ligar dizendo que as vendas estavam a todo vapor e com a mercadoria já acabando. Então, fizemos um lote extra de mais cinco toneladas, que vai chegar às 19h, na Vila Rubim. Vamos distribuir hoje e amanhã para os estabelecimentos participantes", disse Viola. Produção de tilápia no ES Segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a tilápia domina a piscicultura no estado, representando 99,46% de toda a produção. Em 2024, foram produzidas 7,03 mil toneladas da espécie. Os demais peixes, somados, representam menos de 1% da produção. A produção está concentrada em municípios com forte tradição e estrutura técnica. Linhares lidera, com 3,2 mil toneladas, seguido por Domingos Martins, com 1,4 mil toneladas, e Marechal Floriano, com 550 toneladas. Para o Incaper, a expansão recente demonstra a capacidade de modernização do setor, com adoção de boas práticas de manejo, melhoria genética, uso de aeradores, alimentação balanceada e controle sanitário. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini. Reprodução/Panini A Panini Brasil iniciou nesta quarta-feira (1º de abril) a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas – um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90. O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil. Na Copa de 2022, o preço do álbum já havia dobrado e gerado memes nas redes sociais - relembre. Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio A operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região. Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida. O episódio ocorre um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação. Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito. Logotipo da Amazon Web Services (AWS) REUTERS/Benoit Tessier/Foto de Arquivo O comunicado iraniano Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã - 13h30 no horário de Brasília. "Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto. Veja quais são as 18 empresas sob ameaça: Boeing G42 Spire Solution GE Tesla JP. Morgan Nvidia Palantir Dell IBM Meta Google Apple Microsoft Oracle Intel HP Cisco LEIA TAMBÉM: INVASÃO: Israel vai ocupar sul do Líbano e destruir casas após guerra contra Hezbollah, anuncia ministro INFOGRÁFICO: EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã GUERRA: Trump avalia encerrar guerra contra o Irã mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

Aeroporto de Congonhas Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens. Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", diz, em nota, a Abear. A declaração ocorre poucas horas após a confirmação de que a Petrobras elevou, em abril, o preço médio de venda do querosene de aviação às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Para suavizar os efeitos do aumento, a estatal também anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos. (leia mais abaixo) Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A alta é resultado do avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115. Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 1,80%, a US$ 102,10. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97. Ao todo, mais de 80% do QAV consumido no Brasil é produzido no país. Ainda assim, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo. Embora a Abear tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores. "A Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações", conclui a nota. Em comunicado, a Petrobras anunciou uma iniciativa para suavizar os efeitos do reajuste do querosene de aviação. A estatal afirmou que, em abril, as distribuidoras pagarão alta equivalente a 18%. A diferença até os cerca de 54% previstos em contrato será parcelada em seis vezes, a partir de julho. "Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", informou a Petrobras. Custos mais altos O aumento do combustível, associado à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, as empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras. Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, havia antecipado que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em cerca de 55%. O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril seria “moderado” em comparação com a alta observada no mercado internacional. Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com as variações de custos ao longo do tempo. Ainda assim, o executivo afirmou, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível subir. Irarrazaval declarou ainda que um acréscimo de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma elevação de cerca de 10% nas tarifas. A Azul informou na semana passada que já elevou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A companhia também anunciou que pretende limitar o crescimento da operação para lidar com a alta do combustível. Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre. Veja a íntegra da nota da Abear "A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo. Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas. Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações."

Aviões em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker O comissário europeu para energia, Dan Jorgensen, pediu na terça-feira (31/03) que os países-membros da União Europeia (UE) se preparem para interrupções prolongadas nas cadeias de fornecimento de energia e comecem a implementar medidas para economizar combustível em meio ao agravamento da guerra no Irã, que tem pressionado os mercados de petróleo e gás. Numa carta enviada aos 27 países-membros do bloco, Jorgensen incentivou a adoção de um plano de dez pontos elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE) que inclui: incentivo ao home office; car sharing; uso do transporte público; redução do limite de velocidade em autoestradas; medidas para uso de energia elétrica em vez de gás de cozinha; e redução de viagens aéreas. O plano da AIE foi originalmente elaborado em 2022, no início da guerra na Ucrânia, que também provocou interrupções no mercado global de energia. Agora, o apelo de Jorgensen ocorre num momento em que ministros de energia de países-membros da UE avaliam como lidar com escassez global diária de 11 milhões de barris de petróleo e de mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) provocada pela guerra no Irã. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços na UE subiram cerca de 70% para o gás e 60% para o petróleo. Em 30 dias de conflito, essa alta já acrescentou 14 bilhões de euros aos custos de importação de combustíveis fósseis da UE. "Não devemos nos iludir: as consequências desta crise para os mercados de energia não serão de curta duração. Porque não serão", disse Jorgensen nesta semana. "Esta crise demonstra, mais uma vez, que a Europa enfrenta uma vulnerabilidade fundamental a choques energéticos externos. E isto está ligado à nossa dependência de combustíveis fósseis importados." Por enquanto, os países europeus ainda não adotaram medidas para reduzir a demanda e não contemplam medidas drásticas similares às tomadas durante as crises do petróleo da década de 1970, quando governos impuseram racionamento de gasolina e dias sem circulação de veículos particulares. Na mesma carta, o comissário europeu recomendou que os países-membros adiem a manutenção das refinarias de petróleo para manter a produção e se preparem para garantir armazenamento adequado de gás para o próximo inverno. Risco de escassez Jorgensen afirmou ainda que o setor de transportes europeu enfrenta custos crescentes e escassez de suprimentos devido à forte dependência do setor em relação ao Golfo Pérsico, de onde a UE depende para mais de 40% de suas importações de querosene de aviação e diesel. Ele acrescentou que o risco de escassez é agravado pela "disponibilidade limitada de fornecedores alternativos e de capacidade de refino para produtos específicos dentro da UE". "A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida. Mas temos de estar preparados para uma possível interrupção prolongada do comércio internacional de energia", afirmou Jorgensen na terça-feira, antes de uma reunião virtual dos ministros da Energia da UE. "É por isso que precisamos de agir já. E precisamos de agir em conjunto", acrescentou. "Só trabalhando em conjunto podemos ser mais fortes e proteger os nossos cidadãos e empresas de forma mais eficaz." Os alertas do comissário europeu ocorrem em meio ao crescente temor de que a guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã possa se prolongar ainda mais, tornando mais provável o risco de desabastecimento a longo prazo. Até o momento, o conflito já fez o petróleo Brent saltar em determinado momento para 119 dólares por barril, bem acima da marca de 70 dólares antes da guerra, e alguns analistas têm alertado que os preços podem subir para até 200 dólares com o agravamento do conflito. Nesta quarta-feira (1º/4), o chefe da AIE disse que os problemas de abastecimento de petróleo decorrentes da guerra aumentarão em abril e afetarão a Europa. "A perda de petróleo em abril será o dobro da perda de março, além da perda de GNL", declarou Fatih Birol em um podcast com o chefe do fundo soberano da Dinamarca, Nicolai Tangen. "O maior problema hoje é a falta de querosene de aviação e diesel. Estamos vendo isso na Ásia, mas creio que logo, em abril ou maio, chegará à Europa." O alerta vem mesmo depois de os 32 membros da AIE liberarem 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, o maior desbloqueio de estoques da história da organização. Nesta semana, o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, advertiu que os efeitos da guerra podem atingir a Europa de maneira similar que a pandemia de covid-19 em 2020-2021. "Se esta guerra se transformar num grande conflito regional, poderá sobrecarregar a Alemanha e a Europa ainda mais do que vivenciamos recentemente durante a pandemia da covid-19 ou no início da guerra na Ucrânia", disse.

O supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou nesta quarta-feira (1º) que o Fisco ainda não tem uma data para disponibilizar a declaração totalmente pré-preenchida, na qual os contribuintes não precisariam mais incluir informações. Nesse formato, buscado pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, os trabalhadores teriam apenas de validar os dados informados no documento pelo leão. "A demanda [do ministro Durigan] chegou pra nós ontem [terça, 31 de março]. Temos ainda que avaliar o que falta e traçar um caminho. Não temos essa data [de liberar o novo formato para o público]", disse José Carlos da Fonseca, da Receita Federal. Assim que implementada, a nova declaração do IR seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que já contempla uma série de informações dos contribuintes — mas não todas elas. O Fisco estima que a declaração pré-preenchida já deve abranger 60% dos contribuintes neste ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. "Esse é o caminho natural e gradual da evolução deste modelo da declaração a partir da evolução da pré-preenchida. Cada vez mais a Receita Federal obtém as informações diretamente das fontes pagadoras e dos registros de bens e direitos dos contribuintes, e oferece para validação do contribuinte", informou o órgão. A Receita Federal acrescentou que, com o aumento da consistência das informações a cada ano, vai gradualmente desobrigando o contribuinte da necessidade de preenchimentos. Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição? Entenda Filtros do Imposto de Renda Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão. Além das movimentações financeiras, o Fisco checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes. Ao todo, são mais de 160 filtros de checagem de dados na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser entregue todos os anos. Alguns cruzamentos são mais simples, como CPF, endereço, dependentes, ou seja, informações pessoais. Entre as informações obtidas e checadas pela Receita, estão: rendimentos; movimentações financeiras no PIX (acima de R$ 2 mil por mês); pagamentos no débito (acima de R$ 2 mil por mês); cartões de crédito (acima de R$ 2 mil por mês); aluguéis; despesas médicas (titular e dependentes, com recibos digitais a partir de 2025); mercado acionário e criptoativos; automóveis; aplicações em renda fixa; número de dependentes; despesas com educação (titular e dependentes); previdência complementar; gastos com empregados domésticos, informações sobre imóveis, incluindo compra e venda; carnê leão; bens no exterior; deduções de incentivo cultural; contribuição a entidades beneficentes. O objetivo é saber se os valores declarados no Imposto de Renda estão corretos, ou se eles precisam ser ajustados. Essas informações também serão usadas na declaração totalmente pré-preenchida, meta fixada pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Crédito editorial: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock

Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação A Renault anunciou nesta quarta-feira (01) o preço oficial do Koleos: R$ 289.990. O utilitário esportivo já está em pré-venda e tem condição especial para os clientes que usarem carro usado na transação. O preço com isso cai para R$ 279.990. A marca francesa quer se reposicionar aos olhos dos brasileiros. Deixar de ser vista como a marca dos carros populares para ser reconhecida pelo requinte nos segmentos mais caros. O capítulo mais recente dessa estratégia, que já incluiu Kardian e Boreal, é o Koleos. O SUV tem proporções generosas, maiores que as do Jeep Commander, e aposta em uma cabine chamativa e em um conjunto híbrido de 245 cv para fisgar clientes que hoje compram BYD Song Plus e GWM Haval H6. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Koleos segue o padrão global de design da Renault. As linhas vincadas da carroceria ganham destaque com a pintura cinza acetinada. Detalhes azulados e apliques pretos completam o visual futurista. Será o suficiente para conquistar o cliente brasileiro? A resposta talvez esteja no interior do Koleos. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Painel com três telas No interior, a Renault priorizou a experiência de motorista e passageiros. São três telas alinhadas no painel, cada uma com 12,3 polegadas. Uma está logo atrás do volante e funciona como cluster de instrumentos. No meio, alinhada com o console central, está a tradicional tela do multimídia. A novidade é a terceira tela, logo a frente do carona. Nela é possível ajustar o ar-condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto-falantes e até assistir à série favorita em serviços de streaming. Painel com 3 telas do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Essa tela do passageiro tem um efeito de discrição semelhante ao de películas de privacidade usadas em celulares. Quem observa de lado não consegue ver o conteúdo, que aparece escuro. Assim, o passageiro pode assistir a vídeos sem distrair o motorista. A má notícia é que a legislação brasileira não permite a reprodução de vídeos com o carro em movimento, mesmo com esse recurso na tela. Portanto, filmes e séries só podem ser assistidos com o Koleos parado. A qualidade dos materiais e do acabamento é superior. Por outro lado, a combinação de telas e revestimentos em preto brilhante acumula muitas marcas de dedo. A iluminação ambiente colore os painéis das portas e harmoniza com as costuras azuis e vermelhas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Comparado ao interior do Song Plus 2027, por exemplo, o Koleos integra melhor os elementos ao painel. A gigante tela flutuante do BYD rouba o protagonismo. A Renault transmite sensação de tecnologia sem recorrer a telas giratórias ou botões chamativos. O teto panorâmico reforça o ambiente sofisticado. Resta saber se o cliente brasileiro prefere a ousadia de alguns modelos ou a proposta mais discreta do Koleos. Banco traseiro generoso É de se imaginar que quem busca um veículo desse porte não quer passar aperto no banco traseiro. A plataforma CMA, também usada por Volvo e Geely, garante 2,82 m de entre-eixos e posiciona a bateria de forma compacta no centro do carro. O resultado é um assoalho praticamente plano e bom espaço para joelhos, ombros e cabeça. Além do espaço generoso, os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado com ajuste próprio de temperatura e bancos aquecidos, algo raro na segunda fileira. Também é possível reclinar o encosto, o que torna a viagem mais confortável. Bancos traseiros do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Equipamentos e preço para brigar O Koleos será vendido no Brasil em versão única, sem opcionais. A lista inclui rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado, pacote visual Esprit Alpine, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, head-up display e outros itens de conforto. No lançamento, a Renault afirmou que o Koleos poderá ser comprado em qualquer um dos mais de 250 pontos de venda da marca. A empresa não confirmou preço, prazo de garantia, planos de manutenção nem expectativa de vendas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação O g1 apurou que a Renault considera como principais concorrentes do Koleos o BYD Song Plus e, nas versões mais completas, o GWM Haval H6. A lista também inclui Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander. Com esses concorrentes na mira e o pacote de equipamentos oferecido, é possível estimar um preço próximo de R$ 260 mil. A confirmação dos valores e de informações como a garantia será feita no dia 1º de abril. “Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, explica Guilherme Ruibal, gerente de produto da Renault. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação São 29 sistemas de assistência ao motorista O Renault Koleos consegue fazer manobras de estacionamento de forma autônoma; o motorista não precisa nem acelerar. Há também condução semiautônoma de nível 2. Em vias rápidas, o SUV mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa. Ele identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado. O SUV conta com frenagem automática e assistente de manobras evasivas. Nesse caso, o sistema identifica quando a força aplicada pelo motorista pode não ser suficiente para evitar uma colisão e adiciona mais assistência à direção. Há câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura do veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática inclusive em curvas, alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal, aviso para saída segura dos ocupantes, alerta de colisão traseira, entre outros recursos. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Concorrentes plugáveis O motor 1.5 turbo com injeção direta do Koleos é movido apenas a gasolina e gera 144 cv, com torque de 23,4 kgfm. Os dois motores elétricos, acoplados à transmissão de três marchas, entregam juntos 136 cv e 32,6 kgfm de torque. A potência combinada chega a 245 cv. Os dados oficiais da Renault indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. Segundo o Inmetro, o consumo é de 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada — números que não impressionam para um híbrido. O g1 já experimentou o Koleos pelas ruas de São Paulo, mas as impressões de como o modelo se comporta ao volante só podem ser compartilhadas mais para frente. Motor 1.5 turbo do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Já é possível comparar o Renault com alguns dos modelos apontados como concorrentes. O BYD Song Plus acaba de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv. Além disso, a bateria de 26,3 kWh do modelo chinês permite rodar até 99 km no modo elétrico, sem acionar o motor a combustão. O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e tem mais força. A potência combinada do motor 1.5 turbo com o elétrico chega a 326 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 segundos, mais rápida que a do Koleos. Já deu para perceber que a concorrência é pesada, tanto em preço quanto em números de desempenho. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 144 cavalos Torque: 23,4 kgfm Motores elétricos: 2 Potência: 136 cavalos Torque: 32,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 1,64 kWh Tanque de combustível: 55 litros Câmbio: 3 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 8,3 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,78 m Largura: 1,88 m Altura: 1,68 m (com as barras do teto) Entre-eixos: 2,82 m Peso: 1.804 kg

Nestlé denuncia roubo de carga com 12 toneladas barras de KitKat na Europa REUTERS/Hannah McKay/Foto ilustrativa/Foto de arquivo A Nestlé lançou uma plataforma para rastrear unidades do chocolate KitKat após o roubo de uma carga de 12 toneladas do produto na Europa no último mês de março. A ferramenta, chamada “rastreador de KitKat roubado”, permite que o usuário insira o código do lote para verificar se a unidade pertence à carga desviada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em seu perfil na rede social X, a Nestlé pediu que os usuários ajudassem a empresa a encontrar os chocolates roubados. "Obrigado pelo seu interesse nos KitKats desaparecidos. Apenas para esclarecer, isso não é uma ação de marketing nem uma piada de 1º de abril." ""Alguém realmente roubou 12 toneladas de KitKat. E nós realmente queremos saber para onde eles foram. Por isso, criamos o Rastreador de KitKat Roubado, que permite verificar se o seu KitKat faz parte do lote desaparecido." Initial plugin text Abastecimento não foi afetado, diz empresa Em nota divulgada no domingo (29), a KitKat confirmou que a carga foi roubada no deslocamento entre a fábrica no centro da Itália e o destino final, na Polônia. A empresa também afirmou que o abastecimento não será afetado e disse estar trabalhando de perto com as autoridades locais para auxiliar na investigação. "A boa notícia: não há preocupações para a segurança do consumidor e o abastecimento não foi afetado", afirmam. O caso aconteceu pouco tempo antes da Páscoa, o que gerou certa apreensão sobre a possibilidade de escassez justamente nessa data. (relembre abaixo) Roubo de 12 toneladas A carga de 12 toneladas de KitKat desapareceu na semana passada durante o trajeto até centros de produção e distribuição, informou a empresa. A Nestlé informou que “um caminhão que transportava 413.793 unidades da nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa”. "Sempre incentivamos as pessoas a fazerem uma pausa com o KitKat", comentou um porta-voz da marca, citando o slogan da barra de chocolate. "Mas parece que os ladrões levaram a mensagem muito a sério e roubaram mais de 12 toneladas do nosso chocolate", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caminhão roubado saiu do centro da Itália e seguia para a Polônia, com a missão de distribuir as barras em vários países ao longo do trajeto. A empresa não informou onde a mercadoria desapareceu, mas indicou que "o veículo e seu conteúdo continuam desaparecidos". "As investigações prosseguem em estreita colaboração com as autoridades locais e os parceiros da cadeia de suprimentos", acrescentou. Também advertiu que as barras de chocolate roubadas "podem entrar em canais de venda não oficiais nos mercados europeus". A Nestlé destacou que é possível rastrear os produtos roubados escaneando os códigos de lote de cada barra. "Se uma correspondência for localizada, o sistema apresentará instruções claras sobre como alertar a KitKat, que então compartilhará as provas de maneira adequada", indicou.

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras elevou em mais de 50% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras em abril. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Os reajustes variam entre 53% e 56% em todas as modalidades de venda e nas bases da Petrobras. Em paralelo, a estatal anunciou um mecanismo de parcelamento para suavizar os efeitos da alta do querosene de aviação. (leia mais abaixo) 🔎 A Petrobras adota diferentes modalidades de venda para as distribuidoras, cada uma com um preço. A principal é a LPA (Livre para Armazém), que corresponde à entrega em terminais de distribuição. Também se destaca a ETM (Entrega no Tanque Marítimo), usada em regiões abastecidas por navio. Veja abaixo a lista completa. Norte/Nordeste Belém (PA) – ETM: +54,9% São Luís (MA) – ETM: +55,9% Fortaleza (CE) – ETM: +55,0% Ipojuca (PE) – ETM: +54,7% Ipojuca (PE) – LPA: +55,7% Sudeste Betim (MG) – LPA: +54,3% Betim (MG) – LPT: +54,5% Duque de Caxias (RJ) – LPA: +55,2% Paulínia (SP) – EXA: +55,4% Paulínia (SP) – LPA: +55,4% Guarulhos (SP) – EXA: +55,2% Guarulhos (SP) – LPA: +55,2% Guarulhos (SP) – LCT: +55,2% Sul Araucária (PR) – EXA: +55,1% Araucária (PR) – LPA: +55,1% Canoas (RS) – EXA: +54,4% Canoas (RS) – LPA: +53,4% O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional. Procurada pelo g1, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste no QAV deve gerar "consequências severas" para o setor. Embora tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores. O reajuste da Petrobras ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115. Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 1,80%, a US$ 102,10. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97. Em março, o reajuste havia sido de 9,4%, também refletindo os preços do barril de petróleo no mercado internacional neste ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em comunicado, a Petrobras anunciou uma iniciativa para suavizar os efeitos do reajuste do querosene de aviação. A estatal afirmou que, em abril, as distribuidoras pagarão alta equivalente a 18%. A diferença até os cerca de 54% previstos em contrato será parcelada em seis vezes, a partir de julho. "Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", informou a Petrobras. Tarifas mais altas O aumento do combustível, associado à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, as empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras. Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, havia antecipado que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em cerca de 55%. O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril seria “moderado” em comparação com a alta observada no mercado internacional. Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com as variações de custos ao longo do tempo. Ainda assim, o executivo afirmou, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível subir. Irarrazaval declarou ainda que um acréscimo de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma elevação de cerca de 10% nas tarifas. A Azul informou na semana passada que já elevou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A companhia também anunciou que pretende limitar o crescimento da operação para lidar com a alta do combustível. Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado. São Paulo - SP. Ricardo Stuckert/PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1) não querer impor "na marra" subsídio aos estados para baratear o preço do diesel. Ele reforçou que insistirá em um acordo com governadores. Lula acrescentou que diante de aumentos abusivos, mesmo com fiscalizações ocorrendo, será preciso "colocar alguém na cadeia". Mencionou também que as medidas tomadas pelo seu governo para conter o preço dos combustíveis não têm "nada a ver" com as tomadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para a mesma finalidade. "Não vamos comparar com a política do Bolsonaro, porque não tem nada a ver, até porque a situação é totalmente diferente. Nós temos uma guerra. Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã. Alegando o quê? Que no Irã tinha arma nuclear. Mentira. Eu digo porque eu fui, em 2010, ao Irã fazer um acordo — e fizemos o acordo — e depois os EUA não aceitaram, nem a União Europeia", afirmou. Lula frisou que a decisão de zerar a cobrança de impostos federais sobre o diesel — anunciada em 12 de março por ele — tem como pano de fundo o cenário de tensão no Oriente Médio. O momento, no entanto, também é de corrida eleitoral, já que Lula tentará a reeleição neste ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Redução do ICMS X subvenção a importadores O presidente citou a tentativa frustrada de acordo com governadores em torno da redução do ICMS — imposto estadual que incide no preço final dos combustíveis. Inicialmente, o governo propôs que os estados reduzissem a cobrança do imposto, algo que não foi aceito pelos estados. Agora, as tratativas são por uma subvenção, ou seja, um apoio financeiro a importadores de diesel. 🔎A subvenção será dada por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Pelo menos 20 estados já chegaram a um acordo com o governo federal para conceder esse apoio financeiro à importação de diesel, na tentativa de conter a alta dos preços do combustível no país. A expectativa do Executivo, contudo, é que a ampla participação aumente a efetividade da medida no controle dos preços. Segundo Lula, essas negociações com os estados não podem acontecer "na marra", mas, sim, com acordo. "O que estou fazendo neste instante, por conta da guerra: o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, e está faltando óleo diesel. O Brasil importa 30% do óleo diesel e produz 70%, e o preço está aumentando no mundo inteiro. Tomamos a atitude de isentar PIS e Cofins [impostos federais], equivalente a 32 centavos no preço do óleo diesel, para a Petrobras não precisar aumentar. E fizemos isenção para os governadores não precisarem aumentar também", disse Lula. “Agora mesmo, propusemos aos governadores um acordo para que eles reduzam o ICMS, e o governo paga metade e eles a outra metade — tudo isso com acordo [medida que não foi aceita pelos governadores]. Não queremos fazer na marra. Queremos fazer o acordo, e isso vai acontecer. Vamos continuar fazendo todo o esforço", emendou. 'Colocar na cadeia' O presidente afirmou que há casos de pessoas e empresas que estariam recebendo o benefício para não reajustar os preços do diesel, mas que, mesmo assim, estariam aumentando os valores. Segundo Lula, a Polícia Federal e os órgãos de defesa do consumidor dos estados estão fiscalizando a situação. Ponderou, entretanto, que se houver irregularidades, os responsáveis poderão ser punidos. "O que acontece é que, como você tem gente de mau caráter neste país, tem gente que está recebendo para não aumentar e está aumentando. Então, nós estamos com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque vamos ter que colocar alguém na cadeia", justificou Lula. As declarações foram feitas durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará. Medidas adotadas por Bolsonaro Antes da eleição presidencial de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro lançou mão de uma série de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio à pressão inflacionária provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e ao desgaste político do governo. As ações envolveram principalmente corte de tributos federais e mudanças no ICMS, imposto estadual. Em março de 2022, o governo federal zerou as alíquotas de Pis e Cofins sobre o óleo diesel, com custo fiscal bancado pela União, como forma de aliviar o preço do combustível mais sensível para o transporte de cargas e para a inflação. Poucos meses depois, em junho de 2022, Bolsonaro sancionou a lei que limitou a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações, ao classificá-los como bens essenciais. Com a medida, os estados ficaram proibidos de aplicar alíquotas acima do patamar geral, que variava entre 17% e 18%. Governadores estimaram perdas bilionárias de arrecadação e criticaram a falta de compensação integral. À época, o pacote foi interpretado como uma tentativa do governo de reduzir o impacto da inflação sobre o eleitorado no ano eleitoral, especialmente diante da escalada dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com queda na sessão desta quarta-feira (1º), recuando 0,26% por volta das 10h45, aos R$ 5,1651. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,53% aos 188.467 pontos. O clima nos mercados globais segue influenciado pelos desdobramentos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Sinais de possível redução das tensões têm sustentado o otimismo dos investidores e pressionado os preços do petróleo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, mesmo sem um acordo formal com Teerã. O republicano também declarou na terça-feira que o país deixará o território persa “muito em breve”. Com a possibilidade de desescalada da guerra, os preços do petróleo recuam no mercado internacional. Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos do barril do Brent para junho caíam 2,37%, negociados a US$ 101,51. ▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará esforços para evitar uma alta no preço do diesel, combustível que influencia o custo dos alimentos. Ele também declarou que a guerra no Irã não pode prejudicar os brasileiros. Para tentar segurar o preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram uma subvenção para importadores do combustível. O incentivo será de R$ 1,20 por litro importado, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados. ▶️ Na agenda econômica, os investidores acompanham a divulgação de dados de emprego no setor privado dos EUA, medidos pela ADP, além dos índices de gerentes de compras (PMI) da indústria calculados pela S&P Global e pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,20%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,65%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,25%; Acumulado do mês: -0,70%; Acumulado do ano: +16,35%. Trump sinaliza saída da guerra no Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a participação americana no conflito pode terminar em breve. Na terça-feira (31), ele afirmou que os EUA devem deixar o Irã “muito em breve” e disse que Teerã não precisa necessariamente assinar um acordo formal para que os ataques sejam interrompidos. Uma reportagem publicada na segunda-feira (30) pelo "The Wall Street Journa", citando fontes do governo americano, afirmou que Trump teria dito a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. Segundo o jornal, o presidente e seus conselheiros avaliam que uma operação militar para reabrir completamente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump. A estratégia discutida pelo governo seria concentrar os ataques em alvos militares considerados centrais, como a marinha iraniana e a capacidade de lançamento de mísseis do país. Depois dessa fase, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. As declarações do presidente também vieram acompanhadas de críticas a aliados dos EUA. Trump afirmou que outros países deveriam “buscar seu próprio petróleo” e reclamou da falta de maior envolvimento desses governos no esforço militar. Ele também voltou a ameaçar reduzir o apoio militar a aliados europeus, citando especialmente o Reino Unido. Segundo Trump, o governo britânico poderia ter de lidar sozinho com eventuais confrontos no Estreito de Ormuz — embora o país não tenha participado diretamente da guerra. O presidente ainda sugeriu que países europeus passem a comprar petróleo dos EUA, afirmando que o país “tem bastante”. Os efeitos do conflito também começam a aparecer em alguns mercados. Nos EUA, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão na terça-feira, o nível mais alto desde 2022. O aumento dos combustíveis pode trazer pressão adicional para a economia americana em um ano de eleições para o Congresso. Mercados globais As bolsas ao redor do mundo operam em alta nesta quarta-feira após sinais de possível redução das tensões na guerra envolvendo Irã, EUA e Israel. O movimento ganhou força depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que os ataques americanos ao Irã podem terminar em duas ou três semanas. Com a perspectiva de diminuição do conflito, o preço do petróleo recuou e chegou a cair brevemente abaixo de US$ 100 por barril, o que ajudou a sustentar o clima mais positivo nos mercados. Em Wall Street, os contratos futuros das bolsas operam em alta. Os futuros do Dow Jones e do S&P 500 avançavam 0,4%, enquanto os do Nasdaq subiam 0,6%. Na Europa, as principais bolsas também registravam ganhos nas primeiras negociações do dia. O índice FTSE 100, do Reino Unido, subia 1,8%, para 10.356,41 pontos. O CAC 40, da França, avançava 1,3%, para 7.920,89, e o DAX, da Alemanha, ganhava 1,6%, para 23.052,89. O índice pan-europeu STOXX 600 também operava em alta, com avanço de 2,45%, aos 597,42 pontos. Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,2%, para 25.339,45 pontos, enquanto o índice composto de Xangai terminou o dia com alta de 1,5%, aos 3.948,55 pontos. Já o Nikkei, de Tóquio, subiu 5,2%, para 53.739,68 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

Parte do custo de diesel importado passa a ser pago pelo governo O governo federal e pelo menos 21 estados chegaram a um acordo para conceder apoio financeiro à importação de diesel, em uma tentativa de conter a alta dos preços do combustível no país. A medida surge em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, que aumentaram os custos e trouxeram incertezas sobre o abastecimento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome, o cenário externo tem impacto direto nos preços internos e no custo de vida da população. Diante disso, União e governos estaduais decidiram atuar de forma conjunta para reduzir esse efeito no curto prazo e garantir maior estabilidade no fornecimento. Veja abaixo os principais pontos do acordo: O que foi decidido? Qual será o valor do subsídio? Quem terá direito ao benefício? Qual é o objetivo da medida? Por quanto tempo o subsídio vai valer? Os estados são obrigados a participar? Como será a participação dos estados? Por que o governo não reduziu impostos diretamente? Essa medida substitui outras ações já anunciadas? Por que o diesel está subindo? Qual é o impacto disso para a população? O acordo já está valendo? 1. O que foi decidido? O governo federal e os estados apresentaram uma proposta conjunta para criar uma subvenção — ou seja, um apoio financeiro — ao diesel importado. A medida foi proposta pelo governo federal e discutida na última sexta-feira com os secretários de Fazenda dos estados. Na prática, o poder público passa a arcar com parte do custo do combustível importado, tentando evitar repasses mais intensos ao consumidor final. 2. Qual será o valor do subsídio? A proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de diesel importado. Esse valor será dividido igualmente: R$ 0,60 pagos pela União e R$ 0,60 pelos estados. Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. A divisão busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo. Pelo lado dos estados, o subsídio será feito por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O fundo é usado pelo governo federal para repassar recursos mensalmente aos governos estaduais. Agora, parte desse dinheiro será retido, em valor equivalente a R$ 0,60 por litro, que cada estado vai contribuir. O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 3. Quem terá direito ao benefício? O benefício será direcionado aos importadores de diesel, empresas responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país. Como o Brasil ainda depende da importação para atender cerca de 30% da demanda interna, o apoio busca garantir que essas operações continuem ocorrendo mesmo em um cenário de preços elevados no mercado internacional. 4. Qual é o objetivo da medida? O principal objetivo é garantir a previsibilidade e a segurança no abastecimento de diesel no país, além de conter a pressão de alta nos preços. Com o aumento do petróleo no mercado internacional, o custo do diesel sobe rapidamente, o que pode gerar risco de desabastecimento ou aumentos mais bruscos. A subvenção tenta suavizar esse impacto e dar mais estabilidade ao mercado no curto prazo. 5. Por quanto tempo o subsídio vai valer? A medida terá caráter temporário e deve vigorar por até dois meses. O prazo limitado foi definido para evitar que a política se torne permanente e gere um impacto duradouro nas contas públicas. A ideia é atuar apenas durante o período mais crítico da alta de preços, preservando o caráter emergencial da ação. 6. Os estados são obrigados a participar? Não. A adesão à proposta é voluntária, o que significa que cada estado pode decidir se participa ou não do programa. Apesar disso, a maioria já sinalizou apoio. Levantamento do g1 mostra que pelo menos 21 estados indicaram adesão à proposta. A expectativa do governo é que a ampla participação aumente a efetividade da medida no controle dos preços. 7. Como será a participação dos estados? A contribuição dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da federação. Ou seja, estados com maior consumo tendem a arcar com uma parcela maior do custo. Além disso, ficou definido que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando o caráter voluntário do acordo. 8. Por que o governo não reduziu impostos diretamente? Uma proposta inicial previa zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel, com compensação parcial da União pelas perdas de arrecadação dos estados. No entanto, a ideia enfrentou resistência, já que os governos estaduais argumentaram que ainda se recuperam de perdas anteriores e que a redução do imposto poderia afetar o financiamento de serviços públicos. Diante disso, a alternativa encontrada foi o subsídio direto, considerado mais viável politicamente. 9. Essa medida substitui outras ações já anunciadas? Não. A subvenção se soma a outras iniciativas já adotadas pelo governo federal para conter a alta do diesel. Entre elas estão a isenção de tributos federais, como PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e um subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32. O conjunto de medidas busca reduzir o impacto acumulado da alta internacional do petróleo sobre os preços internos. 10. Por que o diesel está subindo? A alta do diesel está diretamente ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional. Esse movimento foi intensificado por tensões e conflitos no Oriente Médio, que afetaram rotas estratégicas de transporte, como o Estreito de Ormuz. Com menos oferta ou maior risco logístico, os preços sobem, e esse aumento acaba sendo repassado para combustíveis como o diesel. 11. Qual é o impacto disso para a população? O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. A medida busca justamente reduzir esse impacto, evitando aumentos mais fortes no custo de vida. 12. O acordo já está valendo? Ainda não. A proposta precisa ser formalizada por meio de uma medida provisória (MP), que deve detalhar as regras de funcionamento do programa. Só após essa etapa a subvenção poderá começar a ser aplicada na prática. Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX está trabalhando com pelo menos 21 bancos em sua aguardada oferta pública inicial, disseram fontes familiarizadas com o assunto na terça-feira (31), formando um dos maiores grupos de subscrição dos últimos anos. A listagem, cujo codinome interno é Projeto Apex, deve ser uma das estreias mais acompanhadas do mercado de ações em Wall Street. A expectativa é que a oferta pública, prevista para junho, avalie a empresa de foguetes controlada pelo fundador e presidente-executivo Elon Musk em US$ 1,75 trilhão. Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup atuam como coordenadores principais da oferta — ou seja, são os bancos responsáveis por liderar a operação —, segundo as fontes, que pediram anonimato porque o processo não é público. Outros 16 bancos participam com funções menores, acrescentaram. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cerca de metade dos bancos envolvidos ainda não havia sido divulgada. O tamanho do grupo destaca a dimensão e a complexidade da oferta planejada. Os bancos, além dos bookrunners ativos, incluem: Allen & Co Barclays BTG Pactual do Brasil Deutsche Bank ING Groep, da Holanda Macquarie Mizuho Needham & Co Raymond James Royal Bank of Canada Société Générale Banco Santander Stifel UBS Wells Fargo William Blair Espera-se que os bancos atuem junto a investidores institucionais, clientes de alta renda e varejo, além de operarem em diferentes regiões geográficas, informou a Reuters anteriormente. O plano pode sofrer alterações, e outros bancos ainda podem ser incluídos, segundo as fontes. A SpaceX, sediada no Texas, não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. Bank of America, Barclays, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan, Mizuho, Santander e Wells Fargo não quiseram comentar. Os demais bancos também não responderam aos pedidos. Nos últimos anos, grandes consórcios em ofertas públicas iniciais tornaram-se mais comuns em operações de grande porte. A fabricante de chips ARM Holdings trabalhou com cerca de 30 bancos em sua listagem de 2023, enquanto o Alibaba Group reuniu um grupo de tamanho semelhante de instituições para sua estreia recorde em 2014.

Como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais O WhatsApp parou de funcionar. Instagram e Facebook também. Já o Telegram, principal meio de comunicação da Rússia, com cerca de 100 milhões de usuários, vem sofrendo bloqueios contínuos – e a expectativa de que seja desligado nos próximos dias tem gerado raras reações públicas no país, que caminha para se isolar do mundo também digitalmente. O cerco do governo de Vladimir Putinao uso livre da internet vem se intensificando desde a invasão da Ucrânia. Em todo o país, inclusive em grandes metrópoles como Moscou e São Petersburgo, os apagões digitais são constantes. Sites considerados "pouco confiáveis" pelo regime são proibidos. Serviços básicos, como chamar um táxi, fazer pagamentos ou ligações costumam ficar indisponíveis de uma hora para a outra. A busca por alternativas chegou até mesmo a impulsionar venda de walkie-talkies, telefones fixos, pagers, mapas impressos e antigos tocadores de MP3. Nesta semana, o Kremlin passou a mirar VPNs, redes privadas virtuais utilizadas pelos usuários para contornar a censura digital do regime. "A meta é reduzir o uso", afirmou nessa segunda-feira (30/03) o ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, no MAX, aplicativo de mensagens desenvolvido pela Agência Russa de Telecomunicações, a Roskomnadzor, e propagandeado pelo regime da Rússia como "seguro". 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Segundo Shadayev, as medidas destinam-se a "restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras", as quais, supostamente, não respeitam a legislação russa em termos de segurança e luta contra o terrorismo. Até meados de janeiro, a Rússia havia bloqueado mais de 400 VPNs, 70% a mais do que no final do ano passado, diz o jornal Kommersant. Isso não impede que novas softwares do tipo surjam para substituir os antigos. A pressão, no entanto, levou a gigante Apple a retirar, da plataforma App Store, as VPNs que possibilitavam o acesso a sites censurados pelo regime de Putin. Já os apagões na internet móvel pelo país, ainda não sistemáticos devido à dificuldade de execução devido à rede descentralizada, podem também entrar definitivamente na agenda. "De acordo com nossas previsões, os bloqueios em Moscou passarão a ser mais ou menos rotineiros", afirmaram especialistas da desenvolvedora Amnezia, citados pelo jornal britânico The Guardian. Segundo eles, no entanto, as autoridades têm a tecnologia para impor um apagão digital simultâneo em todo o país. "Observamos bloqueios semelhantes no Irãe podemos tirar conclusões sobre como isso poderia ser implementado na Rússia", afirmaram os analistas. Max, aplicativo promovido pelo governo da Rússia Reprodução/Max Telegram: o último aplicativo Em meio à dificuldade cada vez maior para acessar ferramentas de outros países, os russos aguardam o próximo golpe no último reduto de internet livre do país: o Telegram, cujo bloqueio total poderia ocorrer já nesta quarta-feira (01/04), como noticiado por alguns meios de comunicação do país – embora as autoridades possam reverter a decisão ou adiá-la para depois das eleições parlamentares de setembro. No mesmo comunicado sobre VPNs, o ministro da Digitalização adiantou, em relação ao Telegram, que houve tentativas "em vão" de chegar a um acordo para impor custos extra caso o tráfego de dados internacionais mensal ultrapassasse 15 gigabytes. Após a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia colocou em prática as leis mais repressivas vistas desde a era soviética, ordenando a censura e reforçando a influência do Serviço Federal de Segurança, órgão de vigilância sucessor da KGB. Naquele ano, a Meta, dona de Facebook e Instagram, foi oficialmente considerada "terrorista" no país, o que derrubou o acesso às redes sociais de Mark Zuckerberg. Mas, nos últimos meses, o Kremlin foi além: bloqueou o WhatsApp, reduziu a velocidade do Telegram e interrompeu repetidamente o acesso à internet móvel em Moscou e em outras cidades e regiões. Desenvolvido pelo russo Pavel Durov, hoje radicado nos Emirados Árabes, o Telegram se tornou um dos principais meios de comunicação utilizados no país. Há anos, vem sendo usado, por exemplo, por soldados em ação na Ucrânia para a comunicação com as famílias e por prefeituras de cidades russas próximas à zona de conflito para alertar a população sobre ataques aéreos. "É um retrocesso de 100 anos. É melhor que eles comecem logo a usar correspondência em papel, telégrafos e cavalos. É esse o tipo de civilização que eles têm. Talvez até o Putin goste disso. Talvez seja assim que ele se sinta jovem de novo", ironizou, no X, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. A justificativa do Kremlin é que as restrições à internet móvel são necessárias para combater os drones ucranianos. Mas o descontentamento com a medida vem levando a manifestações críticas de figuras até então alinhadas com o regime de Putin, como o governador de Belgorod, região na fronteira com a Ucrânia, que afirmou que as interrupções estavam causando "mortes desnecessárias" em meio ao conflito. De acordo com o jornal The New York Times, vídeos que circulam online mostram soldados russos do front, mascarados para dificultar a identificação, dizendo que o aplicativo de mensagens é crucial para as operações e pedindo que o Kremlin recue da decisão. As repercussões também chegaram à câmara baixa do Parlamento em Moscou, raramente crítico ao governo, que colocou em votação um requisito para que o Kremlin justificasse o bloqueio do Telegram. A proposta foi rejeitada, com 102 votos contrários – mas os 77 favoráveis expuseram o desconforto com a medida. Cerca de 25 pedidos de "autorizações para concentrações" de manifestantes contra as restrições ao Telegram também foram negados pelas autoridades na semana passada, o que não impediu a prisão de 12 pessoas, nesse domingo (29/03), em um protesto em Moscou em favor da liberdade de expressão. Por que a Rússia tentou 'bloquear completamente' WhatsApp no país Como Irã causou apagão da internet no país em janeiro

Torcedor da Finlândia em jogo de tênis na cidade espanhola de Málaga, em 2024 Clive Brunskill/Getty Images for ITF Se todos os brasileiros que vivem na Finlândia se reunissem, não encheriam uma única arquibancada de um estádio de futebol — são, afinal, 2.611 pessoas, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Mas, daqui a alguns anos, talvez lotem um estádio inteiro. O governo finlandês diz que as empresas do país planejam contratar 140 mil trabalhadores até 2035 para a área de tecnologia, e os brasileiros estão entre os principais alvos dessas vagas, ao lado de indianos e vietnamitas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para isso, a Finlândia pretende agilizar a concessão de vistos, reduzindo o prazo de emissão para até duas semanas, caso o estrangeiro tenha uma proposta de trabalho, e negocia com o Brasil um acordo bilateral de previdência social. Na prática, isso permitiria que os brasileiros que trabalharem na Finlândia, que lidera o ranking dos países mais felizes do mundo, mantenham o direito à aposentadoria no Brasil caso decidam retornar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por que a Finlândia busca brasileiros A expectativa de preencher 140 mil vagas, com brasileiros entre os profissionais visados, se ancora em duas mudanças profundas no mercado de trabalho finlandês. A primeira é o crescimento do setor de tecnologia no país, com o surgimento de startups ligadas a pesquisadores recém-formados e também de empresas que buscam uma alternativa ao alto custo de operação em outras partes da Europa. A segunda é a dificuldade de contratar e manter trabalhadores da Rússia e da Ucrânia, que eram parte importante da mão de obra estrangeira na Finlândia, em razão da guerra que já dura quatro anos e não tem previsão de término. Quem diz isso é Laura Lindemann, diretora do Work in Finland, órgão governamental voltado à promoção do mercado finlandês e à atração de estrangeiros, ao explicar por que os brasileiros passaram a ser buscados. "Avaliamos diferentes países sob a perspectiva das empresas finlandesas e da internacionalização — onde elas estão, para onde exportam ou querem exportar — e também onde há grande oferta de profissionais", afirma Lindemann. "Também foi considerado o fato de a Finlândia já estar presente no país, com escritório da Business Finland, uma embaixada, ou seja, não é preciso começar tudo do zero. As conexões entre Finlândia e Brasil já existem." Biblioteca Central de Helsinque Oodi, em Helsinque, capital da Finlândia Kimmo Brandt/EPA/Shutterstock Mas há ainda um terceiro fator — e, talvez, o mais importante: a Finlândia depende da imigração para evitar o encolhimento populacional, afirma a executiva, amparando-se em dados do Statistics Finland, órgão que tem como seu equivalente no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, nove em cada dez municípios finlandeses registram mais mortes do que nascimentos. "A Finlândia está envelhecendo, e não pode haver um gargalo para o crescimento do país por falta de talentos", diz Lindemann. "Estimamos que, nos próximos anos, 1 milhão de finlandeses vão se aposentar. É um número enorme para um país com pouco menos de 6 milhões de habitantes." Auroras boreais em Rovaniemi, na Lapônia, um dos maiores atrativos turísticos da Finlândia Alexander Kuznetsov/Handout via Reuters As áreas e perfis mais buscados Atualmente, há quase 800 vagas abertas, segundo o Work in Finland. A instituição reúne grande parte das oportunidades em seu portal, mas há posições oferecidas apenas nos sites das empresas — por isso, os interessados devem ampliar a busca. As oportunidades envolvem formações em diversos campos, segundo Lindemann. "Todas as áreas das ciências naturais são necessárias — matemática, física, química —, porque são importantes para o setor de deep tech, que concentra os novos negócios na Finlândia." "Deep tech significa que há pesquisa e, a partir dela, surgem inovações que são comercializadas. Inteligência artificial, computação quântica, semicondutores, microchips, tecnologia voltada à saúde — estamos falando desse campo", diz a executiva. "Empresas como a IQM, a Bluefors e a SemiQon trabalham com isso e estão se expandindo rapidamente." É preciso, portanto, ter interesse em pesquisa. No país, aliás, pesquisadores que estão fazendo um doutorado são tratados como profissionais e, em sua maioria, são funcionários das universidades. "Nossas universidades e empresas trabalham muito próximas, e o setor público também atua bastante com elas, financiando a pesquisa e o desenvolvimento desses ecossistemas", diz Lindemann. Ela acrescenta que o setor de desenvolvimento de software, embora também seja valorizado, está em profunda transformação por causa do avanço da inteligência artificial. "Então, nesta área, não basta ter apenas habilidades básicas. É preciso ter algo a mais." Licença-paternidade ampliada: veja o que muda Todas as posições requerem domínio do inglês. Para obter um visto de trabalho, não há exigência de um nível mínimo padronizado de proficiência, como ocorre no Reino Unido, por exemplo. Mas é preciso saber se comunicar com fluidez. Lindemann diz que o finlandês e o sueco — línguas oficiais do país, a depender da região — são diferenciais importantes, mas não obrigatórios. Espera-se, contudo, que o profissional tenha interesse em aprender ao menos o finlandês após se mudar, principalmente se tiver interesse em assumir posições de liderança no futuro. Mão de obra em falta, desemprego alto Lindemann pontua que a Finlândia enfrenta uma taxa de desemprego de quase 11%, bem mais alta do que a do Brasil, por exemplo. Mas afirma que trabalhadores estrangeiros, com competências diferentes das disponíveis localmente, podem ajudar o país a superar esses desafios. "Especialmente em uma situação como esta, de alto desemprego, precisamos de crescimento — e é por isso que precisamos dos melhores talentos para gerá-lo", diz a executiva. Ela acrescenta que muitas das pessoas hoje sem trabalho não podem ser contratadas para as vagas abertas porque não atendem aos requisitos. Com o envelhecimento da população, muitos não têm formação em áreas mais contemporâneas, como computação quântica, hoje entre as mais aquecidas no país. "Os empregadores precisam primeiro verificar se há talentos disponíveis na Finlândia ou na União Europeia. Somente se não encontrarem ninguém é que podem contratar fora", diz Lindemann. "Mas, quando se trata de pesquisadores, não há esse tipo de restrição, porque essas empresas dependem essencialmente de talentos internacionais. Elas precisam dos melhores do mundo em suas áreas." Os benefícios de trabalhar na Finlândia A Finlândia não espera que os brasileiros deixem seu país sem dar nada em troca, diz a diretora do Work in Finland. Lindemann lista algumas diferenças entre os dois países no que diz respeito ao mercado de trabalho, que, em sua avaliação, proporcionam um equilíbrio mais saudável entre vida pessoal e profissional. A começar pela jornada de trabalho, em geral de 37,5 horas semanais, contra as 44 do Brasil. Há ainda de 25 a 30 dias úteis de férias, e não 30 dias corridos — o que, na prática, significa mais descanso. Mas talvez a maior diferença esteja na licença parental. Para as mães, é de cerca de dez meses e meio, contra quatro meses no Brasil; para os pais, são cerca de cinco meses, ante os atuais cinco dias úteis no Brasil (recentemente ampliados para 10 dias a partir do próximo ano e progressivamente ampliados até chegar a 20 dias a partir de 2029). Por que a Finlândia é o país mais feliz do mundo Não é raro ver um brasileiro se surpreender ao descobrir que a Finlândia está no topo do ranking dos países mais felizes do mundo, enquanto o Brasil, tão associado à alegria, hoje ocupa a 32ª posição. É importante, diz a diretora do Work in Finland, saber o que esperar do país antes de decidir se mudar para lá. O país europeu onde vagas sobram e profissionais faltam Trata-se de um lugar frio, onde as temperaturas podem chegar a -20°C, e, no inverno, a noite pode durar quase o dia todo. Isso acontece porque o ranking da felicidade se baseia em uma única pergunta, em que os entrevistados avaliam suas vidas com notas de zero a dez. Eles são instigados a imaginar uma escada, em que o topo representa a melhor vida possível, e a base, a pior. Então, respondem em que degrau consideram estar hoje. São feitos ainda questionamentos sobre liberdade e emoções, que não são usados para ordenar os países, mas para entender por que cada um ocupa determinada posição e o que puxa sua nota para cima ou para baixo. Não é, portanto, uma pesquisa que pergunta se alguém se sente alegre ou se sorri com frequência, mas algo que busca avaliar a qualidade de vida. Em geral, são entrevistadas cerca de mil pessoas por país a cada ano. "Um dos motivos pelos quais os brasileiros deveriam se mudar para a Finlândia é a alegria que poderiam trazer, somada à felicidade finlandesa", diz Lindemann. "Também temos alegria, mas seria positivo ter esse tipo de atitude diante da vida que os brasileiros têm. Seria uma combinação perfeita." Licença-paternidade ampliada não vale de imediato; veja quando regra chega a 20 dias Entenda como funciona a licença parental de 14 meses na Finlândia

Licença-paternidade ampliada: veja o que muda A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias, sancionada nesta terça-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029. Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década e encerra uma espera de 38 anos pela regulamentação de um direito previsto na Constituição de 1988. O texto sancionado cria o chamado salário‑paternidade, incorpora o benefício às regras da Previdência Social e amplia o número de trabalhadores que poderão ter acesso ao afastamento remunerado. Pela lei, a ampliação será feita em etapas: 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028; 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029. ➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa. A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo. Abaixo, saiba ainda: Quem paga durante a fase de transição? Quem terá direito à licença-paternidade ampliada? Em que situações o benefício pode ser negado? Como fica em casais homoafetivos? O trabalhador terá estabilidade? Como fica o Programa Empresa Cidadã? Avanço histórico Quem paga durante a fase de transição? Uma das principais mudanças trazidas pela nova lei é a criação do salário‑paternidade, que passa a ter natureza de benefício previdenciário, nos moldes do salário‑maternidade. Na prática, a empresa continuará pagando o salário do trabalhador durante o período de afastamento e, depois, será reembolsada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O empregado terá direito à remuneração integral ou ao valor equivalente à média dos últimos seis salários de contribuição. A regra também permite que a licença seja emendada às férias, mas não autoriza a divisão do período. Quem terá direito à licença-paternidade ampliada? Outra mudança relevante é a ampliação do número de trabalhadores que passam a ter acesso ao benefício. Além dos empregados com carteira assinada, a nova lei inclui: trabalhadores autônomos; empregados domésticos; microempreendedores individuais (MEIs); demais segurados do INSS. Hoje, o direito está concentrado principalmente nos trabalhadores formais regidos pela CLT. Brasil amplia licença-paternidade Freepik Em que situações o benefício pode ser negado? Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiar, além de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança. O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença. A lei prevê algumas situações em que o período de licença poderá ser ampliado: Falecimento da mãe: O pai ou companheiro passa a ter direito ao período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias. Criança com deficiência: Caso o recém-nascido — ou a criança ou adolescente adotado — tenha deficiência, a licença-paternidade será ampliada em um terço. Na prática, isso pode representar cerca de 13, 20 ou aproximadamente 27 dias, dependendo da fase de implementação da nova regra. Adoção ou guarda unilateral: Quando o pai adota sozinho a criança ou obtém a guarda sem a participação da mãe ou de um companheiro, ele também terá direito ao período equivalente ao da licença-maternidade. Parto antecipado: A licença-paternidade também será estendida e garantida nesses casos, independente do motivo para atencipação do parto. Internação da mãe ou do recém-nascido: O início da licença poderá ser adiado e passará a contar apenas após a alta hospitalar da mãe ou da criança. Ausência do nome da mãe no registro civil: Se no registro de nascimento não constar o nome da mãe, o pai terá direito a uma licença equivalente à licença-maternidade de 120 dias, além da estabilidade no emprego prevista nesses casos. Como fica em casais homoafetivos? O Supremo Tribunal Federal já decidiu, em casos específicos, pela concessão de licença-maternidade em casais homoafetivos. No entanto, a aplicação das regras para casais formados por dois homens ainda depende de análise caso a caso. De acordo com a nova lei, um dos integrantes do casal poderá receber a equiparação à licença e ao salário-maternidade. O texto também estabelece que, em casos de adoção por casais homoafetivos, uma pessoa poderá usufruir do período referente à licença-maternidade, enquanto a outra terá direito ao período vinculado à licença-paternidade. O trabalhador terá estabilidade? Assim como ocorre com as trabalhadoras grávidas, o projeto cria uma proteção contra demissão sem justa causa. A proposta proíbe a demissão arbitrária durante o período da licença e também por até 30 dias após o retorno ao trabalho. Caso o trabalhador seja dispensado nesse período, poderá ter direito à reintegração ao emprego ou a uma indenização equivalente ao dobro da remuneração referente ao período de estabilidade. Como fica o Programa Empresa Cidadã? Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar ampliando a licença-paternidade em 15 dias adicionais em troca de deduções no Imposto de Renda. Com a nova lei, porém, esses 15 dias passarão a ser somados aos 20 dias previstos na legislação, e não mais aos cinco dias atualmente garantidos. Licença-paternidade ampliada no Brasil; veja como funciona em outros países Avanço histórico Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a sanção do projeto representa “uma grande vitória da sociedade” e um passo fundamental para incentivar a cultura do cuidado compartilhado. “O Brasil vive um cenário em que milhões de crianças crescem sem a presença cotidiana do pai. Hoje, cerca de 6 milhões de crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento”, afirma a entidade. Especialistas, porém, avaliam que a mudança ainda é limitada. Para a advogada Ana Gabriela Burlamaqui, o país segue distante de modelos adotados em países como Suécia, Noruega e Islândia, que avançaram para sistemas de licença parental compartilhada. "A ampliação para 20 dias representa um avanço, mas ainda é tímida. O cuidado com o recém-nascido continua concentrado quase exclusivamente na mulher", diz. O debate, avaliam especialistas, está longe de se encerrar, mas a nova lei inaugura uma mudança estrutural ao reconhecer, pela primeira vez, a paternidade como um direito social com proteção própria.
Do avião ao ovo: por que o petróleo afeta o preço de tudo?
Uma guerra no Oriente Médio pode impactar o bolso dos brasileiros porque a região concentra grandes reservas de petróleo. E petróleo mais caro encarece combustíveis como gasolina e diesel, e aumenta o custo do transporte em um país onde quase tudo circula por caminhões.
Esse efeito em cascata chega aos preços de alimentos, produtos industriais e ao agronegócio, já que o petróleo também é matéria-prima de embalagens, plásticos e fertilizantes, pressionando a inflação e até as decisões sobre juros.
Neste vídeo, você vai entender quais são os efeitos da forte alta do petróleo para o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

De onde vem o que eu como: chocolate O preço do cacau despencou no Brasil e nas bolsas internacionais, mas o consumidor continua pagando caro pelo chocolate nesta Páscoa. Até a metade de março, a inflação do chocolate em barra e dos bombons subiu 24,8% em 12 meses, segundo o IBGE. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No campo, o movimento é o oposto. Produtores de cacau da Bahia, por exemplo, estão recebendo, em média, R$ 167 por arroba — menos de um quarto do valor registrado em março do ano passado (R$ 718), segundo a consultoria Mercado do Cacau. No Pará, a queda também foi acentuada: hoje, indústria e comerciantes pagam apenas R$ 9,50 pelo quilo do cacau ao produtor, contra R$ 44 no mesmo período do ano passado. O que explica a diferença de preço O descompasso entre os preços ocorre porque as amêndoas usadas na produção dos chocolates desta Páscoa foram compradas quando o cacau ainda atingia valores recordes no mercado internacional, explica o analista de mercado da StoneX Brasil, Lucca Bezzon. 🔎 Atualmente, o cacau é negociado na Bolsa de Nova York a cerca de US$ 3 mil por tonelada. Há um ano, a cotação chegava a US$ 8 mil. Bezzon explica que a indústria trabalha com compras antecipadas de matéria-prima. "As fabricantes de chocolate compram a manteiga e o pó de cacau das moageiras (processadoras) com antecedência de 6 a 12 meses", diz o analista. “Para a produção dos chocolates desta Páscoa, a indústria chegou a pagar entre US$ 6 mil e US$ 10 mil por tonelada pelos subprodutos do cacau. Hoje, esse valor caiu para cerca de US$ 3 mil.” Enquanto o produtor recebe menos pelo cacau e o consumidor paga mais pelo chocolate, a indústria tem aproveitado esse momento para aumentar seus lucros. "A indústria de chocolate passou anos com margens apertadas devido ao déficit global de cacau e agora prioriza a recuperação dessas margens antes de repassar qualquer redução ao consumidor", diz o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo. Segundo ele, a queda de preços no supermercado deve ocorrer a partir do segundo semestre deste ano. Bezzon, da StoneX Brasil, tem avaliação semelhante. "Se os preços internacionais e domésticos do cacau se mantiverem baixos, haverá uma normalização gradual ao longo do ano", diz. Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado Antes de virar chocolate, semente do cacau sangra e morre; entenda O que motivou a disparada de preços? O preço alto do chocolate nas prateleiras ainda é resultado de uma forte queda na colheita de cacau no Brasil e nos principais produtores africanos, como Costa do Marfim e Gana, em 2024. Os países sofreram com o El Niño, que provocou secas e excesso de chuvas no momento errado, além de pragas e doenças. A indústria brasileira usa principalmente amêndoas nacionais na produção de chocolate, mas importa parte da matéria-prima, sobretudo de países africanos, para complementar a demanda. Em média, 80% é nacional e 20% vem do exterior. "Sem essas duas fontes de fornecimento, os preços domésticos subiram muito rápido", diz Bezzon. "As regiões de maior poder aquisitivo, como Europa e Estados Unidos, competiram pelo pouco cacau africano disponível, agravando a escassez em outros mercados", destaca. Recuperação das colheitas Ainda no ano passado, os preços do cacau começaram a cair para o produtor, principalmente após julho, puxados pela recuperação das colheitas no Brasil e em países africanos, diz Cogo. Segundo o Itaú BBA, a produção mundial cresceu 11% na safra 2024/25, impulsionada por condições climáticas favoráveis na África e na América do Sul. A tendência é de nova alta na colheita deste ano. “Após três safras consecutivas de déficit, algo que não ocorria desde o fim da década de 1960, o mercado iniciou um processo de normalização”, afirma o banco, em relatório. Cogo destaca que outro fator que contribuiu para a queda dos preços no campo foi o aumento das importações, impulsionado pela queda do dólar. Já o analista da StoneX Brasil afirma que a queda dos preços no campo se explica "muito mais por falta de demanda do que por uma recuperação da produção". "A alta excessiva do preço do cacau gerou uma mudança nas fórmulas dos chocolates: as indústrias reduziram o tamanho das barras e substituíram a manteiga de cacau por outras gorduras e óleos", afirma. "Como as indústrias de confeitaria diminuíram a compra de subprodutos [do cacau], as moageiras também reduziram a compra de amêndoas, o que fez os preços no Brasil despencarem", destaca. Protestos de agricultores A queda dos preços no campo gerou protestos em regiões produtoras. Em fevereiro, por exemplo, agricultores interditaram a BR 101 em Ibirapitanga, no sul da Bahia, contra a importação e os baixos preços do cacau, exigindo do governo maior controle sanitário sobre a amêndoa que vem de outros países. A resposta veio seis dias depois, quando o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, alegando riscos de introdução de pragas e doenças. Segundo o governo, esse risco existe porque há a "possibilidade" de que grãos de cacau da Libéria e de Guiné — que não têm autorização para exportar para o Brasil — estejam sendo misturados aos lotes da Costa do Marfim importados pela indústria nacional. Na época, o analista Carlos Cogo disse que a decisão do governo "deve ser respeitada", mas interpretou a medida como uma resposta à forte pressão do setor produtivo para conter a queda dos preços no país. Bezzon, da StoneX Brasil, afirma que atualmente há excesso de cacau na Costa do Marfim, que também enfrenta dificuldades para escoar a própria produção. “Hoje, não há incentivo financeiro para que a Costa do Marfim compre cacau de países vizinhos para revendê-lo ao Brasil”, ressalta. Produtores de cacau protestam contra baixos preços na BA

Volvo EX30 Ultra Twin Motor divulgação/Volvo O Volvo EX30 Ultra Twin Motor quebra uma lógica comum do mercado automotivo: a de que os carros mais rápidos também são, necessariamente, os mais caros da marca. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em míseros 3,6 segundos, custando nem tão míseros R$ 309.950. Muito longe de ser barato, o valor é menos da metade do imponente EX90, o modelo mais caro da Volvo, que custa R$ 849.950 e acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Esse EX30 "turbinado" também custa menos que os R$ 329.950 do EX40. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A pergunta é: por que apimentar logo o modelo mais barato da marca? A aposta da Volvo é fazer o EX30 ir além do papel de porta de entrada e oferecer uma experiência atraente para quem gosta de desempenho. O novo modelo tem dois motores, um em cada eixo, que juntos entregam 428 cv de potência. São 156 cv a mais que a versão tradicional do EX30. Agora, cada eixo traciona um par de rodas, formando um sistema de tração integral, em vez da tração traseira do modelo mais simples. O g1 dirigiu o novo EX30 em trechos urbanos e de estrada. Em ambos os cenários, foi fácil perceber o desempenho do novo conjunto. Pisou, o EX30 responde imediatamente em qualquer situação. O modelo não teve dificuldade em ultrapassagens ou arrancadas, o que ficou evidente nas saídas de pedágio ao longo do test-drive. O maior cuidado era conter a empolgação até o limite de 120 km/h da rodovia. A performance é superior ao clássico Golf GTI, por exemplo — e o modelo ainda é mais barato. O hatch esportivo da Volkswagen custa R$ 430 mil e leva 6,1 segundos para ir de 0 a 100 km/h, quase o dobro do tempo. A pegada esportiva deixa a suspensão do EX30 um pouco rígida, e uma calibração mais macia seria bem-vinda no uso urbano. Na estrada, o acerto funciona muito bem. Nas curvas mais rápidas, a tração integral e os sistemas de assistência ao motorista garantem a segurança esperada de um Volvo. Ao longo do trajeto, não houve sensação de perda de controle em condições normais de condução. Esse limite só é ultrapassado se o motorista insistir muito, já que sistemas como controle de estabilidade e distribuição de torque entram em ação para manter o carro sob controle. A sensação ao dirigir lembra a de um kart: posição de condução mais baixa, carro curto e respostas rápidas. Fora a esportividade, quase nada muda neste EX30 No design, é quase impossível distinguir a nova versão das demais do EX30, exceto pelo tamanho das rodas: no Ultra Twin Motor, elas são de 20 polegadas, enquanto no modelo de entrada são de 19. Mesmo com foco em desempenho, o Volvo EX30 Ultra Twin Motor mantém porte de SUV compacto, com dimensões próximas às de modelos conhecidos do mercado, como: Volkswagen Tera: o EX30 é 8 centímetros mais comprido; Honda WR-V: o EX30 é 9 centímetros mais curto; Jeep Renegade: o EX30 é 3 centímetros mais curto. Volvo EX30 Ultra Twin Motor Durante o trajeto, foi difícil ignorar o nível de minimalismo adotado pela marca sueca: Não há informações exibidas à frente do motorista, já que o painel de instrumentos simplesmente não existe; Tudo fica concentrado na central multimídia, que oferece amplo espaço para informações em sua tela de 12,3 polegadas; “Tudo” é literal: velocímetro, indicadores de luzes e sistemas de assistência à condução ficam ali. Para conferir a velocidade, é necessário desviar o olhar para a tela lateral; Ao olhar para a velocidade, o sistema alerta que é preciso manter a atenção na estrada; Os ajustes dos retrovisores também ficam na central, e não em botões na porta. Para subir ou descer o espelho, é preciso acessar o menu, selecionar a função e usar os comandos do volante; Até a abertura do porta-luvas é feita apenas pela tela. Todo esse minimalismo, aliado à menor carroceria já oferecida pela Volvo no Brasil e à ausência de itens presentes em modelos maiores — como o sensor a laser do EX90, usado para ampliar a percepção do ambiente no trânsito —, contribui para que o carro tenha um preço mais baixo. Volvo EX30 Ultra Twin Motor por dentro Há uma curva de aprendizado para se adaptar aos comandos concentrados na tela. No teste, foi necessário passar algum tempo com o carro antes da viagem para memorizar onde ficam funções básicas, como o acesso ao porta-luvas. A ausência de botões físicos para o ar-condicionado já parece uma tendência consolidada, mas a falta de comandos dedicados para o porta-luvas e os retrovisores ainda incomoda. Nada, porém, pesa tanto quanto o velocímetro no centro da tela — que nem sequer aparece com números grandes, como nos modelos da Mini. Sistema de som chamou atenção Em testes desse tipo, realizados durante lançamentos, raramente há tempo para explorar o sistema de som dos carros. Com o Volvo EX30, porém, isso foi possível, e a soundbar frontal chamou a atenção pela fidelidade sonora. Foram ouvidas músicas de rock e eletrônica, com forte presença de sintetizadores. Nas faixas com instrumentos acústicos, o chimbal e os vocais se mostraram nítidos e mantiveram a definição, mesmo com graves bem presentes. Nas faixas de synthwave, que combinam instrumentos eletrônicos com saxofone, a experiência se aproximou da de um show ou de um ambiente com caixas de som de alta fidelidade. Considerando as limitações naturais de um carro — como o ruído externo, que ainda chega à cabine mesmo com bom isolamento —, a impressão é a de um sistema de som muito competente. Volvo EX30 está em recall, mas não o novo modelo Recentemente, o EX30 passou por uma crise de imagem após a Volvo comunicar um amplo programa de recall do carro por risco de incêndio. ⚠️ De forma resumida: a Volvo identificou um problema na fabricação do conjunto de baterias do EX30. Segundo o comunicado de recall, as células internas podem entrar em curto-circuito, o que provoca superaquecimento e pode evoluir para incêndio. Na segunda quinzena de fevereiro, a Volvo afirmou que são 40.323 os modelos envolvidos no recall e que a troca da bateria, única solução para o problema, vai custar cerca de US$ 200 milhões à companhia. O g1 questionou a Volvo se o novo modelo já chega ao mercado dentro do programa de recall, já que ele tem a mesma capacidade de bateria da versão com dois motores. “Trocamos o fornecedor. O antigo fornecedor trabalhou para lotes específicos e o problema foi nesse lote. Agora já é outro fornecedor e não tem o mesmo problema", disse Marcelo Godoy, presidente da Volvo no Brasil. Volvo convoca recall do EX30 por risco de incêndio na bateria

As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores "Menti que tinha uma pós-graduação. Fui contratada e acabei tendo que começar uma ‘pós’ que odeio". "Falei que tinha Excel avançado (...) quando a chefe pedia as coisas, eu ia ao banheiro assistir vídeos para aprender 🥺". "Coloquei no currículo que eu era pontual. Cheguei atrasada à entrevista e ao treinamento 😂". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Relatos como esses, que poderiam soar como exceções constrangedoras, viraram conteúdo viral. Em vídeos que somam milhares de curtidas no TikTok, influenciadores leem histórias enviadas por seguidores que misturam humor, improviso e risco calculado no universo corporativo. Em comum, a ideia de que uma "mentirinha" no currículo ou na entrevista pode ser o empurrão que faltava para entrar no mercado. No perfil da influenciadora Tais Pitanga, conhecida por ler histórias enviadas por seguidores, um dos vídeos mais populares resume bem esse espírito: "Minta no currículo. Minta na entrevista. Minta pros colegas de trabalho". Já no vídeo do criador Dennis Sloboda, o debate surge a partir da pergunta: 'Você já foi contratado depois de mentir no currículo?". As respostas vão de exageros técnicos a situações que beiram o absurdo, como inventar uma pós-graduação ou cadastrar o próprio número de telefone como referência profissional — mudando a voz quando o RH ligou. Influenciadores de conteúdo, como Taís Pitanga e Dennis Sloboda, fazem sucesso com relatos de pessoas que mentiram em processos seletivos. TikTok/ Reprodução Por trás do tom de humor, no entanto, existe uma percepção comum: a de que dizer toda a verdade pode tornar o candidato menos competitivo em uma disputa por vaga. O que aparece nas redes não está distante da realidade dos processos seletivos. Um levantamento da consultoria Robert Half mostra que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo logo nas primeiras etapas da seleção. Ainda assim, as distorções persistem e costumam seguir um padrão bem definido. Segundo o estudo, as cinco mentiras mais comuns são: 🛠️ Habilidades técnicas exageradas, que não se sustentam na prática; 📈 Experiência profissional inflada, com cargos ou responsabilidades ampliadas; 🌍 Proficiência em idiomas acima do nível real; 🎭 Motivos suavizados para desligamentos anteriores; 🏆 Conquistas e resultados descritos de forma mais grandiosa do que foram. Cerca de 74% dos profissionais afirmam nunca ter mentido em processos seletivos. Mesmo assim, 15% admitem já ter ajustado o currículo, e outros 10% dizem ter considerado essa possibilidade em algum momento. Para Giovanna De Meo, mais cedo ou mais tarde, suas habilidades serão testadas no trabalho Arquivo Pessoal A designer Giovanna de Meo é um exemplo disso. Em 2006, recém-formada, ela enfrentava dificuldades para se inserir na própria área de formação. Depois de uma passagem frustrada por um banco, surgiu a chance de disputar uma vaga em Brasília. A entrevista foi feita online, e a conversa fluía bem até surgir a pergunta: Você já está se mudando para a cidade? A resposta honesta seria não. Giovanna não tinha casa, plano nem dinheiro sobrando. Tinha cerca de R$ 3 mil guardados e nenhuma estrutura montada. Ainda assim, respondeu que sim — e foi além. “Falei: ‘Sexta-feira me mudo’. Era terça-feira. Ele respondeu: ‘Então te espero sexta, às três’. Se eu dissesse que precisava de mais tempo, provavelmente sairia da lista.” A mentira rapidamente virou ação. Em poucos dias, ela fez três malas, comprou uma passagem de ônibus e embarcou sem ter onde morar. Chegou a Brasília de madrugada e foi direto para a entrevista presencial. Ela foi contratada. "No começo, me arrependi muito (...) com o tempo, a experiência ganhou outro significado. Me adaptei, construí vínculos e aprendi rápido". Anos depois, já com mais intimidade, Giovanna contou a verdade ao chefe. A reação foi de riso. O episódio virou piada interna e nunca comprometeu sua credibilidade. Hoje, designer faz questão de não romantizar a situação. Chama o episódio de "mentira leve" e reforça: "Mais cedo ou mais tarde, você será testada naquilo". O custo de sustentar uma versão Para a psicóloga e headhunter Taís Targa, o que mais aparece no mercado não são mentiras elaboradas, mas exageros. "O mais comum é inflar competências técnicas no currículo. Em alguns casos, a pessoa realmente acredita que sabe mais do que sabe. Em outros, tenta sustentar algo que não consegue defender na entrevista". ⚠️ Testes práticos, perguntas mais aprofundadas e pedidos de exemplos concretos costumam desmontar esse tipo de discurso rapidamente. Mas o risco vai além da perda de uma vaga. "Quem mente ou apresenta incoerências acaba ficando marcado. O mercado é pequeno, as pessoas conversam", afirma. Em casos mais graves, como falsificação de diplomas ou de experiências profissionais, o resultado pode ser demissão por justa causa. Há ainda um tipo mais silencioso de distorção: a omissão estratégica. Segundo Targa, alguns profissionais deixam de mencionar mestrado ou doutorado para não parecer “qualificados demais” e serem eliminados antes mesmo da entrevista. Ela lembra ainda que recrutadores já identificam sinais claros de uso excessivo de ferramentas de inteligência artificial, como respostas mecânicas, inconsistências entre currículo e fala, dificuldade de sair de roteiros prontos e pouca profundidade ao explicar experiências. Um levantamento da Robert Half identificou os principais indícios percebidos por recrutadores no uso inadequado de IA em processos seletivos: Respostas muito padronizadas (69%): falas estruturadas demais e pouco naturais; Inconsistências entre currículo e entrevista (65%); Dificuldade de sustentar respostas fora do roteiro (51%); Falta de profundidade ao descrever experiências (51%); Incapacidade de explicar decisões técnicas (39%); Linguagem excessivamente formal (36%); Resultados irreais, sem falhas ou desafios (33%); Respostas muito semelhantes a modelos de IA (30%); Perda de fluidez ao entrar em detalhes (28%); Desconhecimento sobre atividades descritas no próprio currículo (26%). Marcela Esteves, diretora da Robert Half, explica que as ferramentas de IA podem ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas não substituem a experiência real do profissional. “Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso aparece rapidamente nas entrevistas e pode, sim, prejudicar sua reputação”, conclui. Para a CEO da consultoria CNP, Marcela Zaidem, o limite é claro: "Currículo bem feito não é currículo enfeitado. Currículo não é peça publicitária. É um documento de credibilidade". Ela pondera, no entanto, que processos seletivos superficiais, baseados apenas em palavras-chave, acabam estimulando esse tipo de comportamento. Não justificam a mentira, mas ajudam a explicar por que ela surge. Ainda segundo as especialistas ouvidas pelo g1, as histórias que viralizam costumam mostrar o lado que deu certo. Mas nem todas têm o mesmo desfecho. Elas ajudam a expor o fenômeno, mas revelam apenas parte dele. Algumas terminam em promoção. Outras, em constrangimento. Estudo revela as mentiras mais comuns no currículo — e como elas são descobertas Freepik

Emprego, carteira de trabalho, Espírito Santo, vagas de trabalho Reprodução/ TV Gazeta Um novo mês começa e, como de costume, muitos trabalhadores já enxergam no horizonte o pagamento de seus salários. Muitas empresas mantêm o costume de fazer o depósito nos primeiros dias de cada mês — mas quando cai o quinto dia útil de abril neste ano? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Neste mês, a data será no dia 7, terça-feira. Para o pagamento de salários, a contagem dos dias úteis inclui os sábados e desconsidera apenas domingos e feriados. A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, que determina que o empregador deve efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Confira os primeiros dias úteis de abril: 1° dia útil: 1º de abril, quarta-feira; 2° dia útil: 2 de abril, quinta-feira; 3 de abril, sexta-feira — FERIADO; 3° dia útil: 4 de abril, sábado; 4° dia útil: 6 de abril, segunda-feira 5° dia útil: 7 de abril, terça-feira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando caem os pagamentos de 2026? Neste ano, a maioria das datas de pagamento para trabalhadores com carteira assinada cai em dias úteis da semana. Veja abaixo: Abril: Terça-feira, dia 7 Maio: Quinta-feira, dia 7 Junho: Sexta-feira, dia 5 Julho: Segunda-feira, dia 6 Agosto: Quinta-feira, dia 6 Setembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado) Outubro: Terça-feira, dia 6 Novembro: Sexta-feira, dia 6 (5º dia útil no sábado) Dezembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado) O que fazer se o salário não cair até o quinto dia útil? De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, o pagamento deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte. Se a empresa não cumprir o prazo, o trabalhador pode cobrar judicialmente o valor devido, com correção monetária. O sindicato também pode entrar com ação contra o empregador. Em casos de atrasos recorrentes, a Justiça do Trabalho entende que há descumprimento do contrato, o que pode justificar a rescisão indireta — quando o funcionário deixa o emprego com direito às verbas de uma demissão sem justa causa. Além disso, a empresa pode ser autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com multa por trabalhador prejudicado, e ainda ser alvo de investigação pelo Ministério Público do Trabalho.

Steve Jobs ASSOCIATED PRESS A Apple comemora seu 50º aniversário em um momento em que a inteligência artificial (IA) desafia a empresa a mostrar que ainda é capaz de lançar uma inovação com potencial de provocar uma transformação cultural. Steve Jobs, um gênio do marketing, e Steve Wozniak, cofundador da Apple, revolucionaram a forma como as pessoas utilizam a tecnologia na era da internet e construíram uma empresa que hoje vale mais de US$ 3,6 trilhões (aproximadamente R$ 18,8 trilhões). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os dois universitários mudaram a forma como as pessoas usam computadores, ouvem música e se comunicam, dando origem a estilos de vida que giram em torno de aplicativos de smartphones. Os principais produtos da Apple — o Mac, o iPhone, o Apple Watch e o iPad — mantêm uma base fiel de usuários, décadas após o início da empresa, em 1º de abril de 1976, na garagem de Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Apple vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones desde o lançamento, em 2007, gerando uma receita de cerca de US$ 2,3 trilhões (aproximadamente R$ 12 trilhões), segundo dados da Counterpoint Research. Para o analista da Counterpoint Yang Wang, o iPhone é o produto eletrônico de consumo mais bem-sucedido da história: reformulou a comunicação humana e se tornou "um símbolo global de moda e status". Antes do iPhone, a Apple já havia abalado o setor da informática doméstica com o Macintosh de 1984, cuja interface baseada em ícones e o uso do mouse tornaram a computação mais acessível, além de impulsionar a rivalidade entre Jobs e Bill Gates, da Microsoft. "A Apple foi fundada sobre a ideia de que a tecnologia deveria ser pessoal, e essa crença — radical para a época — mudou tudo", afirmou o diretor-executivo da empresa, Tim Cook, em carta comemorativa publicada online. 'Culto à Apple' A Apple transformou o mercado musical com o iPod e o iTunes, tornou o smartphone um produto de consumo de massa com o iPhone e levou os tablets ao grande público com o iPad. O Apple Watch rapidamente assumiu a liderança do mercado de relógios inteligentes, apesar de ter sido lançado depois dos concorrentes. Embora não fosse engenheiro, Jobs — que morreu em 2011, aos 56 anos — ficou conhecido por sua determinação em unir tecnologia e design para criar produtos intuitivos e simples de usar. A Apple promoveu o Macintosh como o "computador para o resto de nós", mas foi o iPhone que realmente cumpriu essa promessa, destacou David Pogue, autor do livro "Apple: The First 50 Years". O domínio do iPhone transformou o modelo de negócios da Apple. Como o mercado de smartphones premium é considerado saturado, Cook passou a apostar cada vez mais na venda de serviços e conteúdo digital para a base de usuários da empresa. Um elemento central dessa estratégia é a App Store, que a Apple transformou na principal porta de entrada para softwares em seus dispositivos, cobrando comissão sobre transações, o que gerou acusações de abuso de posição dominante, investigações na Europa e decisões judiciais nos Estados Unidos para abrir a plataforma. O 'fator China' Nenhum país foi tão importante para a ascensão da Apple — nem tão desafiador para seu futuro — quanto a China, uma superpotência com a qual Cook estreitou laços por meio de visitas frequentes a lojas da Apple e compromissos oficiais. Cook liderou a estratégia que transformou a China na principal base de produção dos dispositivos da Apple, onde a grande maioria dos iPhones é montada pela Foxconn e por outros fornecedores em fábricas no país. O país também é um dos maiores mercados consumidores da Apple. No entanto, a empresa enfrenta pressão crescente nessas duas frentes: as tensões comerciais e as tarifas aceleraram a busca por diversificar a produção para países como Índia e Vietnã, enquanto a concorrência de rivais locais, como a Huawei, reduziu a fatia de mercado da Apple na China. O 'desafio da IA' Os investidores demonstram preocupação porque a Apple parece avançar com cautela excessiva na área de inteligência artificial generativa, enquanto concorrentes como Google, Microsoft e OpenAI avançam rapidamente. Uma atualização prometida para a assistente digital Siri sofreu atraso, algo incomum para a empresa. Além disso, em vez de apostar apenas em seus próprios engenheiros, a Apple recorreu ao Google para incorporar recursos de inteligência artificial. Ainda assim, o foco da Apple na privacidade do usuário, aliado ao seu hardware avançado, pode ajudar a popularizar a inteligência artificial personalizada e torná-la rentável — um objetivo que ainda parece distante para boa parte do setor. Os fones de ouvido AirPods já vêm sendo aprimorados com sensores e softwares mais inteligentes, e as lições dos óculos de realidade virtual Vision Pro podem ser aplicadas ao desenvolvimento de dispositivos com IA capazes de competir com os da Meta. Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters

A Páscoa, celebrada no domingo, não altera a regra de descanso, mas condições diferentes podem ser previstas em acordo coletivo. TV TEM/Reprodução Abril mal começou, mas já é aguardado por muitos trabalhadores. O mês terá dois feriados nacionais e pode render folgas com chance de emenda. O período de pausa começa na sexta-feira, 3 de abril, com o feriado nacional da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa). Quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Páscoa, celebrada no domingo (5), não garante folga extra por não ser feriado nacional, sendo considerada uma data comemorativa religiosa. No entanto, pode haver previsão diferente em acordo ou convenção coletiva. O outro feriado é o Dia de Tiradentes, em 21 de abril, que cai em uma terça-feira. Com isso, quem conseguir folga na segunda (20), considerada ponto facultativo para os servidores públicos federais, pode aproveitar um descanso prolongado — de sábado a terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o calendário: 3 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo 5 de abril (domingo): Páscoa 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Apesar ser um feriado nacional, não é todo mundo que acaba sendo beneficiado. A legislação trabalhista autoriza o funcionamento das atividades em setores que são classificados como essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como a remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para te ajudar a entender mais sobre o assunto. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ➡️ Quem pode emendar o feriado? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia. " Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. Quem pode emendar o feriado? Por cair em uma terça-feira (21), o Dia de Tiradentes vai permitir a possibilidade que muitos trabalhadores "emendem" o feriado com o fim de semana, tirando quatro dias seguidos de folga. Apesar disso, é importante destacar que a segunda-feira (20) não é feriado e, sim, um dia de trabalho regular. Assim, essa possibilidade de "emenda" não é uma realidade de todos os trabalhadores: depende das políticas de cada empresa, no caso de funcionários de instituições privadas, e de decisões dos governos municipais, estaduais ou federal, para os servidores públicos. Veja: 🏢 EMPRESAS PRIVADAS - "Não há, na legislação trabalhista vigente, obrigatoriedade do empregador em conceder a 'emenda de feriado' aos seus empregados", afirma a advogada trabalhista Vanessa Carvalho. "Entretanto, é possível e bastante comum que este tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", continua a especialista. Uma opção para o empregador é pedir uma compensação do dia da emenda em gestão de banco de horas, um sábado ou com até duas horas a mais nos dias de semana. Já algumas empresas concedem folga na emenda do feriado de forma espontânea. Nestes casos, não são permitidos descontos do dia não trabalhado, e nem exigir sua compensação. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS - Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, de acordo com o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para funcionários municipais e estaduais, a adoção do feriado depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente dos servidores públicos, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. 6. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas. 7. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão. O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli. 8. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de abril do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para abril de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 16/4 Final do NIS: 2 - pagamento em 17/4 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/4 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/4 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/4 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/4 Final do NIS: 7 - pagamento em 27/4 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/4 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/4 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/4 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Tim Cook na posse de Donald Trump, em janeiro de 2025 Getty Images via AFP O aniversário de 50 anos da Apple nesta quarta-feira (1º) é cercado pelos rumores de aposentadoria do executivo que está há mais tempo à frente da empresa. Tim Cook é CEO da Apple desde agosto de 2011 e já superou o fundador Steve Jobs, que comandou a empresa de 1997 a 2011 com algumas interrupções curtas por motivos médicos. Em entrevista divulgada há cerca de duas semanas, Cook negou ter dito que gostaria de se aposentar. "Não posso imaginar a vida sem a Apple", afirmou à rede de TV americana ABC. Mas, aos 65 anos, o executivo analisa sua futura sucessão. "Eu passo muito tempo pensando em quem estará na sala daqui a cinco anos, daqui a dez anos. Sou obcecado por isso", disse Cook a funcionários, segundo a Bloomberg. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A gigante da tecnologia elabora um plano de transição de seu comando ao menos desde 2024 e pode já ter um escolhido, ainda de acordo com a Bloomberg. O favorito para assumir o cargo é John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware que, desde o início do ano, atua mais próximo da equipe de design, segundo Gurman. A mudança é vista como a preparação para ele assumir um cargo ainda maior no futuro. Sob o comando de Tim Cook, a Apple desenvolveu melhorias em aparelhos consagrados, apostou em serviços por assinatura e, mais recentemente, fez uma aproximação estratégica com o governo de Donald Trump. Entenda o momento da empresa e as diferenças entre o executivo e Steve Jobs. A era Tim Cook Tim Cook está na Apple desde 1998, após gerenciar a distribuição de equipamentos nas fabricantes americanas IBM, durante 12 anos, e Compaq, por cerca de 1 ano. O executivo ingressou na Apple como vice-presidente de operações e, em 2005, se tornou diretor de operações, cargos de gestão de cadeia de suprimentos, vendas e serviços. Tim Cook, CEO da Apple, no evento do iPhone 17 nos EUA Manuel Orbegozo/Reuters Ele assumiu o cargo de CEO da Apple cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs. Hoje, Cook também ocupa uma cadeira no conselho diretor da companhia. Na liderança, Cook supervisionou a expansão da empresa para novos negócios, incluindo dispositivos vestíveis, como o relógio Apple Watch e os óculos Vision Pro, e serviços por assinatura, como Apple Music e Apple TV+. Foi com Tim Cook que o valor de mercado subiu de US$ 350 bilhões em 2011 para mais de US$ 3,6 trilhões em 2026. A companhia também ampliou o foco na cadeia de suprimentos global, enfatizou o retorno financeiro para acionistas e promoveu mais ações de sustentabilidade. E, no início de 2025, demonstrou uma proximidade maior com o governo Trump. Tim Cook esteve na cerimônia de posse junto com outros executivos de gigantes da tecnologia. Em agosto de 2025, a Apple anunciou na Casa Branca um investimento de US$ 100 bilhões para fabricar componentes do iPhone nos EUA. Cook ainda presenteou Trump com um troféu simbólico com a frase "Fabricado nos EUA, 2025". Donald Trump e Tim Cook Reuters/Jonathan Ernst Antes, em fevereiro de 2025, a Apple já tinha anunciado investimento de US$ 500 bilhões nos EUA em um prazo de quatro anos. Parte dos aportes será destinada à produção de chips em território americano. Trump já tinha exigido que a Apple transferisse para os EUA a fabricação do iPhone, hoje concentrada na China e na Índia. O presidente americano ameaçou impor uma tarifa de importação de 25% sobre produtos da Apple caso a empresa não tomasse essa decisão. Cook e Jobs Steve Jobs fundou a Apple em 1976 ao lado de Steve Wozniak, mas deixou a empresa em 1985 por conta de vendas abaixo do esperado do computador Macintosh e conflitos internos relacionados ao seu estilo de gestão. Ele era conhecido por seu temperamento explosivo e por sua imagem carismática, comparada à de um astro pop desde o início da carreira. E também chamava atenção por seu interesse em temas como espiritualidade e alimentação saudável, por exemplo. Tim Cook ao lado de Steve Jobs durante conferência sobre problemas no iPhone 4, em julho de 2010. Cook é o sucessor de Jobs na Apple Kimberly White/Reuters STEVE JOBS: por que o fundador da Apple era tão especial Tim Cook, por outro lado, é descrito como cordial e discreto. Com sua experiência de anos em cargos fora dos holofotes, ele também passou a ser considerado um mestre em questões operacionais. Segundo a Apple, Cook teve um papel fundamental na melhoria das relações com revendedores e fornecedores em seu período no departamento de operações. Jobs liderou algumas das principais revoluções da indústria de tecnologia. Primeiro nos anos 1970 com o computador pessoal Apple II. Depois na década de 1980 com o Macintosh, controlado por um mouse. Ele ainda liderou a criação do iPod (2001), do iPhone (2007) e do iPad (2010). Em meio à busca por um sucessor, Jobs recusou vários candidatos de forma brusca e chegou até mesmo a abandonar uma entrevista no meio, segundo uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal em 2011. Mas, apesar dos estilos diferentes, ele simpatizou com Cook, que se tornou seu homem de confiança. "Trabalhar na Apple jamais constou dos planos que fiz para minha vida, mas sem dúvida alguma foi a melhor decisão que já tomei", disse Cook, em 2011.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2991 O sorteio do concurso 2.991 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (31), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 7,5 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 14 - 19 - 23 - 36 - 53 5 acertos - 36 apostas ganhadoras: R$ 27.813,25 4 acertos - 2.483 apostas ganhadoras: R$ 664,70 O próximo sorteio da Mega será no sábado (4). Mega-Sena, concurso 2.991 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
Para conter a alta do preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram um acordo para fornecer uma subvenção, ou seja, um apoio financeiro a importadores de diesel.
"A medida tem caráter excepcional, temporário e busca assegurar a previsibilidade e a estabilidade no abastecimento de combustíveis no país, atenuando os efeitos críticos mundiais que derivaram da atual intervenção conflituosa no Oriente Médio", diz nota assinada pelo Ministério da Fazenda e pelo Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal .
A medida estabelece o incentivo de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 custeado pela União e R$ 0,60 pelos estados.
A contrapartida estadual, ainda de acordo com a nota, será proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação.
Miriam Leitão: Racha para subvenção de diesel não resolve
Principais termos da medida:
Prazo limitado: a subvenção vigorará pelo período de até dois meses para que a medida não crie um passivo fiscal para os estados;
Definição de cotas: as cotas referentes aos estados que não aderirem à medida não serão redistribuídas aos estados participantes, preservando o equilíbrio federativo e a voluntariedade de adesão.
A nota não diz quais estados aderiram à proposta, afirma apenas que "80% já sinalizaram positivamente com a adesão e parceria com o governo federal visando mitigar os efeitos do choque de preços do petróleo sobre a população dos seus respetivos estados".
Levantamento do g1 mostra que pelo menos 20 estados indicaram adesão à proposta.
Entre os estados estão Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Minas Gerais. Outros ainda não se manifestaram. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que vai aguardar a publicação da medida provisória para decidir sobre a adesão à política de subvenção ao diesel.
Impasse com governadores
O governo federal chegou a propor que os estados isentassem o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio. Nesse caso, metade das perdas de arrecadação seria compensada pela União.
A isenção do ICMS na importação do diesel custaria R$ 3 bilhões por mês até o fim do período, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1, 5 bilhão por mês aos estados.
A proposta encontrou resistências dos estados, que argumentaram que ainda estavam se recompondo do impacto de uma medida de 2022 que fixou um teto para o ICMS.
Redução impostos federais sobre o diesel
No dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel e também uma subvenção a importadores do combustível.
As medidas representaram, segundo o governo à época, uma redução de R$ 0,32 por litro pela redução dos tributos. E outros R$ 0,32 por litro pela subvenção aos importadores do combustível. Um impacto total, portanto, de R$ 0,64 por litro.
O custo total das medidas foi estimado pelo governo em R$ 30 bilhões. Para compensar, o governo elevou o imposto de exportação sobre petróleo de zero para 12%.

BRB não divulga dentro do prazo o balanço do ano passado O Banco de Brasília (BRB) convocou, para o próximo dia 22, uma nova assembleia para votar a ampliação do capital social do banco – o que pode ajudar a recuperar a situação patrimonial da instituição. A assembleia servirá, também, para homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. Essa formalização está pendente desde o fim do ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo "O BRB reafirma seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e a adequada prestação de informações ao mercado", diz o comunicado. Uma assembleia de acionistas com a mesma pauta tinha sido convocada pelo BRB para 18 de março, mas foi cancelada na noite anterior. O motivo foi a insegurança jurídica causada pelo vaivém de decisões judiciais sobre os imóveis públicos que o governo do DF pretende usar para capitalizar o banco. Balanço de 2025 sem data O BRB também anunciou, na noite desta terça-feira, que não cumprirá o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025. A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior. O prazo termina às 23h59 desta terça. No comunicado de "fato relevante", o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação será postergada em razão da necessidade: "de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'; "da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos." "A medida visa assegurar a fidedignidade, transparência e integridade das demonstrações financeiras, em observância aos deveres legais e fiduciários da Administração e à proteção dos interesses da Companhia e de seus acionistas", diz o comunicado. "A apreciação do tema ocorrerá tão logo concluídas as avaliações e providências em curso, mediante convocação específica para a continuidade da Assembleia Geral Ordinária", segue. Além da divulgação da demonstração financeira anual, os acionistas esperavam que o banco indicasse o pacote de soluções que usará para cobrir os prejuízos acumulados nas transações realizadas com o Banco Master. Ibaneis Rocha deixa governo do DF sem solucionar crise do BRB criada durante sua gestão A não divulgação das contas dentro do prazo tende, também, a afetar a confiança de investidores e analistas. Essa incerteza pode aumentar a volatilidade dos papéis ligados ao banco e pressionar ainda mais a imagem institucional do BRB. 🔎Volatilidade é uma medida econômica que indica a frequência e intensidade das mudanças no valor de um ativo em um período específico. No caso do BRB, a volatilidade pode se refletir nos ativos ligados ao banco, como títulos de dívida, e na percepção de risco do mercado. Celina Leão diz que não participou de decisões sobre BRB A crise no BRB O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: NOVA CHEFE DO EXECUTIVO: BRB, violência contra mulher e 'GDF nas ruas': Celina Leão discursa ao assumir governo do DF ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA: Celina Leão cancela festa do aniversário e destina R$ 25 milhões à Saúde Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

BRB não divulga dentro do prazo o balanço do ano passado O Banco de Brasília (BRB) anunciou, na noite desta terça-feira (31), que não cumprirá o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025. A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior. O prazo termina às 23h59 desta terça. O BRB não informou uma data prevista para a divulgação dos dados. No comunicado de "fato relevante", o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação será postergada em razão da necessidade: "de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'; "da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos." Sede do Banco BRB Getty Images via BBC "A medida visa assegurar a fidedignidade, transparência e integridade das demonstrações financeiras, em observância aos deveres legais e fiduciários da Administração e à proteção dos interesses da Companhia e de seus acionistas", diz o comunicado. "A apreciação do tema ocorrerá tão logo concluídas as avaliações e providências em curso, mediante convocação específica para a continuidade da Assembleia Geral Ordinária", segue. Além da divulgação da demonstração financeira anual, os acionistas esperavam que o banco indicasse o pacote de soluções que usará para cobrir os prejuízos acumulados nas transações realizadas com o Banco Master. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O que acontece agora? Ao desrespeitar o prazo, o banco terá de prestar esclarecimentos a órgãos reguladores como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). ➡️As regras da CVM preveem multa diária caso os prazos sejam descumpridos. Os valores são baixos – o impacto maior é de imagem. ➡️ Se a infração ultrapassar 12 meses, o registro do BRB como companhia aberta (ou seja, que negocia ações em bolsa) pode inclusive ser suspenso. Ibaneis Rocha deixa governo do DF sem solucionar crise do BRB criada durante sua gestão A não divulgação das contas dentro do prazo tende, também, a afetar a confiança de investidores e analistas. Essa incerteza pode aumentar a volatilidade dos papéis ligados ao banco e pressionar ainda mais a imagem institucional do BRB. 🔎Volatilidade é uma medida econômica que indica a frequência e intensidade das mudanças no valor de um ativo em um período específico. No caso do BRB, a volatilidade pode se refletir nos ativos ligados ao banco, como títulos de dívida, e na percepção de risco do mercado. Celina Leão diz que não participou de decisões sobre BRB A crise no BRB O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: NOVA CHEFE DO EXECUTIVO: BRB, violência contra mulher e 'GDF nas ruas': Celina Leão discursa ao assumir governo do DF ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA: Celina Leão cancela festa do aniversário e destina R$ 25 milhões à Saúde Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

O presidente da Argentina, Javier Milei Tomas Cuesta/Reuters O número de argentinos que vivem abaixo da linha da pobreza recuou no segundo semestre de 2025, para 8,5 milhões de pessoas, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), nesta terça-feira (31). A pesquisa, que abrange 31 aglomerados urbanos da Argentina, aponta que 28,2% da população está em situação de pobreza. Entre as famílias, são 2,1 milhões — 21% do total. Essa é a menor taxa dos últimos sete anos. 🔎 Quando projetado para todo o território nacional (ou seja, além das áreas analisadas), cerca de 13,2 milhões de pessoas estariam na pobreza. Os novos dados indicam um cenário mais positivo, apesar da pressão sobre o presidente ultraliberal Javier Milei, que enfrenta desafios para estabilizar a economia. O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu em 2025, mas o avanço se concentrou em poucos setores, enquanto o consumo segue fraco e o desemprego é o maior desde a pandemia de Covid-19. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No segundo semestre de 2025, cerca de 6 milhões de pessoas saíram da pobreza, segundo o Indec. A taxa recuou 3,4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao primeiro semestre, quando 31,6% da população (14,5 milhões de pessoas) estavam nessa condição. 🔎 Para definir se um cidadão argentino está abaixo da linha da pobreza, o Indec considera a renda das famílias e o acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestuário, transporte, educação e saúde. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a pesquisa, 1,9 milhão de pessoas estão em situação de indigência, o equivalente a 6,3% da população avaliada. No primeiro semestre de 2025, eram 2,1 milhões (6,9%). Quando observadas as famílias, 500 mil foram consideradas indigentes (4,8%) no segundo semestre — abaixo das 566 mil contabilizadas nos primeiros seis meses do ano (5,6%). 🔎 Segundo o Indec, estão em situação de indigência as pessoas sem acesso a uma cesta de alimentos capaz de suprir as necessidades diárias de energia e proteína. O governo de Javier Milei comemorou o resultado. Em nota, o Ministério do Capital Humano afirmou que a queda da pobreza reflete a implementação de “políticas econômicas que contribuíram para reduzir a inflação e estabilizar a economia”, além de outras ações da pasta. Na rede social X, Milei compartilhou uma série de publicações positivas sobre os números. Em uma delas, escreveu: “A pobreza continua diminuindo. É fato, não narrativa”. Ele concluiu com “MAGA”, em referência ao slogan de Donald Trump, “Make America Great Again”, adaptado por Milei à Argentina. Na avaliação de Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, o resultado confirma uma tendência de recuperação social, alinhada ao processo de desaceleração inflacionária, reorganização das contas públicas e maior previsibilidade econômica. "Avaliações técnicas indicam que a continuidade dessa tendência dependerá da evolução do mercado de trabalho, da recuperação dos salários reais e da manutenção do controle inflacionário, considerados essenciais para sustentar novos avanços sociais em 2026 e nos anos seguintes", diz. Economia argentina cresce, mas enfrenta desafios O PIB do país cresceu 4,4% em 2025, resultado que representa uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados. Esse foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão de Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco. PIB da Argentina Arte/g1 Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, explica que o consumo ainda baixo no país está diretamente ligado ao forte ajuste nas contas públicas promovido por Javier Milei. "Do lado da demanda, o crescimento do PIB foi sustentado principalmente pelas exportações, enquanto o consumo interno permaneceu fraco e o gasto público foi reduzido devido ao ajuste fiscal", avalia. A Argentina, que já enfrentava uma forte crise antes de 2023, passou por uma ampla reforma na economia sob o comando de Milei. Após assumir o cargo, ele paralisou obras federais e interrompeu o repasse de recursos aos estados, medidas que reduziram a atividade econômica em 2024. No chamado Plano Motosserra, o presidente também retirou subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais, provocando um aumento expressivo nos preços — com impacto direto no bolso dos consumidores. O cenário se estendeu para 2025. Isso fez o controle da inflação se tornar a principal obsessão do governo, embora a tarefa tenha se mostrado difícil. O índice de preços avançou 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024, afetando diretamente o consumo. Em 2025, a inflação caiu para 31,5%, mas analistas avaliam ainda não ser o suficiente para a estabilização econômica. Tito Nolazco, da Prospectiva, destaca que Milei adotou medidas econômicas relevantes em seus dois primeiros anos de governo: implementou reformas pró-mercado, abriu a economia, eliminou restrições cambiais e reduziu a inflação. "Ele ainda não consegue, porém, que essa estabilização macroeconômica se traduza em geração de empregos, aumento do consumo e dinamismo da economia", analisa. Dados divulgados recentemente pelo Indec mostram que o desemprego subiu 1,1 ponto percentual em 2025, alcançando 7,5% — o maior nível desde a pandemia de Covid‑19. A taxa mede a proporção de pessoas sem trabalho que estão disponíveis e procurando emprego. Ano de transição Os dados de 2025 indicam que a economia argentina atravessa um momento de transição, com sinais de reorganização após o forte ajuste macroeconômico promovido por Milei, avalia Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo. "Embora esses avanços tenham sido acompanhados de custos no curto prazo, especialmente sobre o consumo e a atividade industrial, a economia apresentou sinais de reorganização, com melhora de alguns fundamentos, como o controle fiscal e a desaceleração inflacionária", diz. Conforme mostrou o g1, a Argentina registrou superávit nas contas públicas em 2024 e 2025, sob o governo Milei — ou seja, o país arrecadou mais do que gastou, mesmo considerando os juros da dívida. O país não alcançava dois anos consecutivos com resultado positivo desde 2008. A reorganização da economia, porém, ainda não se dá de forma equilibrada entre os setores. Segundo Jimena Zuniga, analista de geoeconomia da América Latina da Bloomberg Economics, o crescimento se manteve forte em alguns segmentos, como energia e mineração, mas continuou fraco em outros. "O setor manufatureiro e a maioria dos serviços — ou seja, os setores que empregam mais pessoas — permaneceram muito fracos. Por isso, embora as exportações tenham continuado crescendo sequencialmente, o consumo e o investimento praticamente não avançaram", analisa. Como os números impactam Milei — e o que esperar à frente Tito Nolazco, da Prospectiva, avalia que o principal desafio do governo de Milei em 2026 será gerar resultados concretos para os cidadãos, em busca de garantir uma base sólida de apoio social para o próximo ano eleitoral. O especialista projeta que o governo continuará com sua agenda de reformas no Congresso — muitas delas demandadas pelo setor privado —, mas ressalta que há um intervalo significativo entre a aprovação das medidas e seus efeitos reais na economia. "Explicar isso à população será fundamental do ponto de vista da comunicação governamental", afirma. Em fevereiro, Milei conseguiu aprovar no Congresso uma ampla reforma trabalhista que flexibiliza regras do mercado de trabalho. O governo comemorou o avanço de sua agenda de reformas, enquanto sindicatos e trabalhadores protestaram e prometeram disputas jurídicas. Nesta segunda-feira (30), a Justiça da Argentina suspendeu 82 artigos da reforma trabalhista. Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, destaca que o crescimento do PIB tem grande relevância política ao indicar que o programa econômico de Milei pode ter interrompido, em certa medida, a crise argentina. "Isso confere ao governo um ganho de credibilidade no curto prazo, especialmente junto a mercados e setores mais favoráveis às reformas", explica. Ele, entretanto, pondera que esse resultado traz ressalvas: o crescimento de 2025 reflete, em grande parte, a recuperação após a forte queda de 2024 e apresenta dados concentrados e pouco inclusivos. "A ausência de uma melhora consistente no emprego, no consumo e na atividade industrial limita o impacto político positivo do resultado", conclui. Economistas esperam que o PIB da Argentina volte a crescer em 2026. A pesquisa mais recente do banco central do país mostra que, em média, os analistas projetam alta de 3,4% para este ano.

Armazém com ureia em Sergipe Reprodução/TV Sergipe Os fertilizantes comprados pelo Brasil de empresas iranianas não serão impedidos de embarcar para o país, informou o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, nesta terça-feira (31). "Alguns meses atrás nós começamos a exportar fertilizante de ureia para o Brasil com algumas empresas na atividade. [...] Até o presente momento e no cenário atual, os produtos que foram adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de ser exportados", declarou. Segundo o embaixador, algumas cargas já foram enviadas ao Brasil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Por que os fertilizantes do Oriente Médio importam? O Oriente Médio é a quarta maior região fornecedora de fertilizantes químicos para o Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), de 2025. A liderança é da Europa, seguida por Ásia e África. Analisando os países individualmente, a Rússia lidera o ranking, com China e Canadá logo atrás. As nações do Oriente Médio aparecem mais abaixo na lista, como Arábia Saudita (6º), Israel (8º), Omã (9º), Catar (11º) e Irã (22º). Apesar disso, o Oriente Médio tem um papel central no mercado de fertilizantes. A região responde, por exemplo, por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, destaca Tomás Rigoletto Pernías, analista da StoneX Brasil. Considerando apenas a ureia, o Irã foi responsável por apenas 2% das compras brasileiras em 2025, segundo dados do Itaú BBA. Os principais fornecedores do produto são a Nigéria, Rússia e Catar, respectivamente. Mas isso não significa que não existe mais ureia iraniana no Brasil. Isso porque o Irã é alvo de sanções comerciais, por isso, realiza um tipo de triangulação: vende para países vizinhos e estes comercializam para o Brasil. Deste modo, é possível fugir da penalidade, explica Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA. No Brasil, os produtores costumam comprar adubos fosfatados e potássicos para o plantio de soja entre maio, junho e julho, detalha. Já a procura por adubos nitrogenados, como a ureia, ganha tração mais tarde, em novembro, dezembro e janeiro, visando a recomposição de estoques para a safra de milho. O Brasil é dependente das importações de fertilizantes. Uma alternativa ao Oriente Médio pode ser o Canadá, diz Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro. Produtos que o Brasil mais compra do Irã. Arte/g1 Leia também: Etanol ajuda Brasil a conter alta do petróleo em meio à guerra com o Irã Bacalhau ou 'tipo bacalhau': o que saber para não errar na compra Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

O colapso do petróleo nos anos 1970 desencadeou uma crise econômica e financeira global James Pozarik/Liaison via Getty Images O fechamento por quase um mês de uma via crucial para o fornecimento global de energia, o Estreito de Ormuz, tem levado a alertas de que o mundo está caminhando em direção a problemas piores do que aqueles causados na crise do petróleo dos anos 1970. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Lars Jensen, especialista em transporte marítimo e ex-diretor da Maersk, uma das maiores companhias marítimas do mundo, afirmou à BBC que o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã pode, aliás, ser "substancialmente maior" do que o caos econômico de 50 anos atrás. A opinião de Jensen se segue ao alerta feito pelo diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, no início deste mês, de que o mundo estava "enfrentando a maior ameaça da história à segurança energética global". A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "É muito maior do que o que tivemos nos anos 1970, com os choques do preço do petróleo. É também muito maior do que o choque do preço do gás natural que tivemos com a invasão russa na Ucrânia", disse Jensen à BBC. Mas, ainda que o fechamento do Estreito de Ormuz cause a ruptura das cadeias globais de suprimentos, alguns especialistas afirmam que o mundo hoje é mais resiliente a impactos desse tipo do que aquele dos anos 1970. O que aconteceu na crise do petróleo dos anos 1970? A crise do petróleo dos anos 1970 foi "fundamentalmente diferente" da atual. O primeiro choque do petróleo naquela época foi "resultado de uma decisão política deliberada", explicou a economista e chefe executiva da Crystol Energy, Carole Nakhle, em entrevista à BBC. Em outubro de 1973, os produtores árabes de petróleo impuseram um embargo a um grupo de países liderados pelos EUA por causa do apoio a Israel durante a Guerra do Yom Kippur. O embargo foi acompanhado de uma ação coordenada para reduzir a produção de petróleo. A Guerra do Yom Kippur teve início em 6 de outubro de 1973, quando uma coalizão árabe liderada pelo Egito e pela Síria lançou um ataque combinado contra Israel, coincidindo com o feriado do Yom Kippur, um dia sagrado para os judeus. O então presidente egípcio, Mohamed Anwar el-Sadat, e o mandatário sírio, Hafez al-Assad, queriam recuperar territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967. Em meio à Guerra Fria, aparatos militares começaram a chegar da União Soviética para seus aliados sírios e egípcios, enquanto os EUA começaram a enviar material militar para Israel, o que irritou o mundo árabe. Com o embargo e o corte da produção de petróleo no Oriente Médio, "o preço do petróleo quase quadruplicou em poucos meses", conta Nakhle. A explosão dos preços levou a racionamentos nos países que eram grandes consumidores de petróleo e seus derivados, levando a uma "crise econômica e financeira global" com consequências duradouras. Tiarnán Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, explica que o aumento do preço do petróleo elevou a inflação, "resultando em cortes nos negócios e alta do desemprego". "Isso levou a uma reação em cadeia que atingiu o tecido social de muitos países com greves, tumultos e aumento da pobreza, já que muitas pessoas sofreram para fechar a conta", afirma Heaney. Tanto os EUA quanto o Reino Unido tiveram recessões de 1973 a 1975, com a crise contribuindo para a queda do governo do conservador britânico Ted Heath em 1974. O Brasil, que vivia o chamado "milagre econômico", havia aumentado seu PIB (soma de todas as riquezas produzidas) em 14% em 1973. Mas, com o choque do petróleo, a alta anual do PIB caiu para 9% no ano seguinte e 5,2% em 1975. O crédito, que antes era farto, ficou de repente escasso. A economia brasileira, tão dependente de empréstimo estrangeiro, passou a enfrentar dificuldade. A rolagem da dívida externa teve de ser feita a juros mais elevados, o que deteriorou as contas públicas do país. Um segundo choque do petróleo veio em 1979, com a Revolução Islâmica do Irã. O que está acontecendo na atual crise do petróleo? Desde que os EUA e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, em 28/2, o Estreito de Ormuz foi praticamente fechado para o tráfego de navios cargueiros. Esse fechamento levou a interrupções nas cadeias de fornecimento de petróleo, gás e outros produtos essenciais a partir de países do Golfo, que normalmente exportam cerca de 20% do petróleo global. O presidente dos EUA, Donald Trump, tentou várias táticas para reativar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, incluindo pedir a nações aliadas que enviassem embarcações militares para escoltar os cargueiros e ameaçar ampliar os ataques ao Irã se o país persa não permitisse a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Mas Jensen, especialista em transporte que agora atua na consultoria Vespucci Maritime, afirmou ao programa Today, da BBC, que muito do petróleo que deixou o Golfo há mais de um mês ainda está chegando às refinarias ao redor do mundo. Mas esse fluxo vai parar em breve. "A falta de petróleo que temos visto vai piorar, mesmo se o Estreito de Ormuz for magicamente reaberto amanhã", disse Jensen. "Nós vamos enfrentar preços de energia massivos não apenas enquanto a crise continuar, mas também por 6 a 12 meses depois que ela acabar." A crise atual poderia ser pior do que a dos anos 1970? Nakhle, executiva da Crystol Energy e secretária-geral do Clube Árabe de Energia, ressalta dois pontos: o mercado do petróleo é mais diversificado do que o dos anos 1970 e o seu peso relativo ao tamanho da economia global caiu bastante. Para Nakhle, ainda que os preços estejam altos, a crise atual não é tão grave quanto a dos anos 1970. "Ainda que o tamanho dos impactos seja significante, sem dúvida os maiores da história recente, o mercado é muito mais resiliente do que o dos anos 1970", afirma. "Ele é mais diverso, menos ligado ao petróleo, e mais bem equipado com 'para-choques' e mecanismos emergenciais de resposta." Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, afirma que algumas diferenças entre as duas crises podem favorecer o mundo hoje, incluindo um melhor entendimento sobre as economias e mais países além do Oriente Médio com reservas de petróleo. "O melhor cenário é o conflito acabar o mais rápido possível e uma certa estabilidade ser restaurada, diz Heaney. Alicia Garcia Herrero, economista-chefe para Ásia-Pacífico da Natixis CIB, afirma que os choques de petróleo dos anos 1970 levaram os preços às alturas com o corte de 5% a 7% do fornecimento global. Por outro lado, afirma Garcia Herrero, a crise atual afeta 20% dos suprimentos globais de petróleo. "A crise da guerra no Irã pode acabar sendo um choque maior [do que o dos anos 1970] se a situação não melhorar logo", diz ela, acrescentando que a crise também afeta o suprimento de gás e outros produtos refinados. "As consequências disso é que podemos vivenciar aumentos acentuados dos preços, uma inflação mais ampla e maiores riscos de recessão, especialmente em países da Ásia que importam bastante desse petróleo", afirma Garcia Herrero. "Reservas e eficiência oferecem certa margem que os episódios dos anos 1970 não tiveram, mas a escala da perda de suprimentos torna isso muito pior, sem solução rápida à vista." Reportagem adicional de Luis Barrucho LEIA TAMBÉM: A arma secreta do Brasil contra crises do petróleo, segundo a Economist Por que a pequena ilha de Kharg, alvo de Trump no Irã, é estratégica na guerra Como a China passou anos se preparando para uma crise mundial do petróleo e qual é o seu ponto fraco Trump sugere que aliados busquem petróleo no Esteiro de Ormuz à força

Logo do aplicativo TikTok Dado Ruvic/Reuters O TikTok está buscando aprovação do Banco Central para operar como uma instituição financeira no Brasil, informou a agência Reuters nesta terça-feira (31). A rede social controlada pela chinesa ByteDance pediu duas licenças: uma de "emissor de moeda eletrônica" e outra de "sociedade de crédito direto", disseram à Reuters fontes em condição de anonimato. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A primeira licença permitiria à empresa oferecer contas de pagamento digitais para usuários manterem dinheiro, receberem transferências e fazerem pagamentos no aplicativo do TikTok. Já a segunda daria à companhia o direito de oferecer seu próprio capital para empréstimos ou atuar como uma intermediadora entre tomadores e credores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Executivos da ByteDance, incluindo o chefe de Pagamentos Globais, Liao Baohua, se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília na manhã desta terça-feira (31), de acordo com a sua agenda pública. A ByteDance lançou em 2021 o Douyin Pay, um sistema de pagamentos da versão chinesa do TikTok. A plataforma compete com outros serviços já estabelecidos no país como o WeChat Pay e o AliPay. A rede social também solicitou em 2023 uma licença para operar como serviço de pagamentos na Indonésia. O pedido foi recusado, e a plataforma passou a buscar parcerias com empresas locais. Em seu plano de expansão no Brasil, o TikTok anunciou no final de 2025 que construirá um data center no Ceará. O empreendimento vai gerar investimentos de mais de R$ 200 bilhões, segundo a empresa.

A economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais em fevereiro deste ano, informou nesta terça-feira (31) o Ministério do Trabalho com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em fevereiro: 2,381 milhões de contratações; 2,126 milhões de demissões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, que teve geração de 440,4 mil empregos formais, houve uma queda, conforme dados oficiais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado de fevereiro de 2026 é o pior para o mês desde 2023, quando foram criados 252,5 mil vagas, de acordo com a série histórica, iniciada em 2020. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada, porque o governo mudou a metodologia naquele ano. Veja os resultados para os meses de fevereiro dos últimos anos: 2020: criação de 217,3 mil vagas 2021: abertura de 397,8 mil empregos 2022: criação de 353,4 mil vagas 2023: 252,4 mil novos empregos criados 2024: geração de 307,7 mil vagas 2025: abertura de 404,4 mil postos de trabalho 2026: 255,3 mil novos empregos Empregos por setor Os números do Caged de fevereiro de 2026 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia. O maior número absoluto foi no setor de serviços. O comércio foi o que menos contratou no mês passado. Serviços: 177,9 mil Indústria: 32,0 mil Construção: 31,1 mil Agropecuária: 8,1 mil Comércio: 6,1 mil Acumulado do ano No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo é de 370,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse valor foi menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando foram criadas 594,9 mil vagas formais. Veja a criação de empregos no acumulado de janeiro e fevereiro nos últimos anos: 2020: 329,4 mil 2021: 652,3 mil 2022: 520,8 mil 2023: 342,6 mil 2024: 480,9 mil 2025: 594,9 mil 2026: 370,3 mil Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil

Veja os vídeos que estão em alta no g1 As ações da Natura dispararam nesta terça-feira, superando R$10 pela primeira vez desde setembro do ano passado, após acordo que prevê a aquisição de uma participação de até 10% na fabricante de cosméticos pela norte-americana Advent International. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O compromisso firmado por acionistas signatários do acordo da Natura, incluindo os fundadores, com o fundo de investimento Lotus, detido pela empresa de private equity, envolve a aquisição no mercado secundário de participação equivalente a no mínimo 8% e no máximo 10% do capital social. A operação, de acordo com fato relevante da Natura na noite da véspera, deverá ocorrer no prazo de até seis meses, observado o preço-alvo médio de R$9,75. Alcançando essa participação minoritária, Advent poderá indicar dois membros adicionais para compor o conselho de administração e participar de alguns comitês de assessoramento do colegiado. "A possível entrada da Advent pode redefinir/reforçar o senso de responsabilidade e de 'ownership' na Natura, o que, ao longo do tempo, pode se traduzir em melhor execução, eficiência operacional e retornos", afirmaram analistas do Bradesco BBI em relatório publicado no final da segunda-feira. Por volta de 13h30, as ações saltavam 9,52%, a R$10,12, melhor desempenho entre os papéis do Ibovespa, que subia 1,69%. Os papéis não haviam sido negociados acima de R$10 desde 19 de setembro do ano passado, quando chegaram a R$10,44 na máxima daquela sessão. NOVO CONSELHO, SEM FUNDADORES A Natura também divulgou que os fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos decidiram migrar do conselho de administração para um novo conselho consultivo, a ser instituído e eleito, conforme proposta a ser apreciada em assembleia de acionistas convocada para 29 de abril. De acordo com a proposta, o conselho consultivo, se instituído, terá por função zelar pela preservação dos propósitos, dos valores e da cultura da Natura, bem como pela perpetuação do legado dos seus fundadores, sem funções executivas ou poderes decisórios ou de representação da empresa. A Natura também anunciou que Fábio Barbosa deixará o conselho de administração, no qual ocupa a cadeira de presidente, e passará a atuar como membro do conselho consultivo, dependendo também da decisão na assembleia. Diante disso, a administração propôs a recomposição integral do conselho para um mandato de dois anos, a ser iniciado após a assembleia. A chapa proposta prevê a permanência de Duda Kertesz, João Paulo Ferreira (CEO) e Alessandro Carlucci, com este último assumindo a presidência do colegiado; além da entrada de Pedro Villares, Guilherme Passos e Luiz Guerra, parte da transição dos fundadores, e a eleição de Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto. Além dos fundadores e de Barbosa, Bruno Rocha e Gilberto Mifano também deixam o conselho. "Nós enxergamos a proposta de renovação do conselho, juntamente com a mentalidade estratégica de 'nova fase', como um desenvolvimento construtivo", afirma o relatório do Bradesco BBI assinado por Pedro Pinto e equipe, que têm recomendação "outperform" para as ações. "A nova composição traz profissionais experientes e seniores, mais alinhados às competências necessárias para a próxima etapa da companhia, e é liderada por Alessandro Carlucci, membro do conselho no último ano e, anteriormente, CEO da Natura em um ciclo de destaque (2004–2014)", acrescentaram. Os analistas do Bradesco BBI também destacaram que o envolvimento contínuo dos fundadores e "principais visionários da Natura deve ajudar a preservar a cultura da empresa e seu DNA estratégico de longo prazo, ativos fundamentais na construção de uma das marcas mais fortes do Brasil e da América Latina". Estande da Natura recebeu o público do Festival Negritudes, em Salvador, cidade palco que inspirou o perfumista Jerry Padoly. Matheus Thierry

Diesel: 17 estados aderem a proposta do governo para conter alta de preços Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pelo menos 21 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal que prevê uma subvenção (subsídio) a importadores de diesel para conter a alta do preço do combustível no país, segundo levantamento do g1. Entre os estados estão Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Minas Gerais. Outros ainda não se manifestaram. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que vai aguardar a publicação da medida provisória para decidir sobre a adesão à política de subvenção ao diesel. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Confira abaixo os estados que se manifestaram a favor da medida: Acre (AC) Alagoas (AL) Amazonas (AM) Bahia (BA) Ceará (CE) Espírito Santo (ES) Maranhão (MA) Mato Grosso (MT) Mato Grosso do Sul (MS) Minas Gerais (MG) Paraíba (PB) Paraná (PR) Pernambuco (PE) Piauí (PI) Rio Grande do Norte (RN) Rio Grande do Sul (RS) Roraima (RR) Santa Catarina (SC) São Paulo (SP) Sergipe (SE) Tocantins (TO) Os demais estados — Amapá (AP), Goiás (GO), Pará (PA) e Rondônia (RO) — ainda não se manifestaram. O Distrito Federal (DF) já se posicionou contra. Nesta terça-feira (31), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deve ser viabilizada mesmo sem unanimidade e será formalizada por medida provisória (MP) ainda nesta semana. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda a proposta Pela proposta apresentada aos governadores, o governo federal pretende conceder uma subvenção aos importadores de diesel para conter a alta dos preços. O benefício seria de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada parte. O acordo teria validade de dois meses e, nesse período, a perda estimada de arrecadação para os estados é de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Nesse modelo, os estados não precisariam zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — diferentemente da proposta inicial, que previa a redução do imposto sobre o diesel. A iniciativa se soma a outras ações já adotadas pelo governo federal, como a isenção de PIS/Cofins e a subvenção de R$ 0,32 por litro já concedida pela União. Reunião dos estados Na semana passada, representantes do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se reuniram em São Paulo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, para discutir a medida. Na ocasião, Ceron afirmou que um número “relevante” de estados demonstrou apoio. Após o encontro, os estados que ainda não haviam se posicionado tiveram até segunda-feira (30) para enviar um parecer final. Ceron também afirmou que o governo tem atuado com urgência diante dos impactos da alta do petróleo. “É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse. O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como a redução de tributos e concessão de subsídios, mas que ainda são necessárias ações adicionais, especialmente na importação. “O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou. Para ele, a proposta busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse. Já o presidente do Comsefaz, Flávio Cesar de Oliveira, avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, o encontro permitiu avanços importantes, principalmente no esclarecimento de dúvidas técnicas que ainda travavam a adesão de parte dos estados. A proposta inicial do governo previa zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União — um custo estimado em cerca de R$ 3 bilhões por mês, sendo R$ 1,5 bilhão ressarcido aos estados. A ideia, porém, foi rejeitada pelo Comsefaz, sob o argumento de que a redução do imposto comprometeria a arrecadação destinada a serviços públicos e nem sempre resulta em queda efetiva dos preços ao consumidor. Guerra no Oriente Médio O conflito no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo, com impacto agravado pelo fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global. 🔎 Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 115. Com isso, o produto caminha para encerrar março com a maior alta desde 1990. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e elevando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. 🛢️ O petróleo é extraído do solo ou do mar e, nas refinarias, passa por um processo de separação que gera diversos produtos, como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha. O diesel é uma dessas frações e é amplamente utilizado em caminhões, ônibus, tratores e máquinas. Por isso, quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, o custo de produção do diesel também aumenta. No Brasil, a alta do diesel gera efeito em cadeia, encarecendo frete, alimentos, energia e o agronegócio. Desde o início da guerra, o preço médio do combustível acumula alta de 23,55%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados na última sexta-feira (27). Como principal combustível do transporte de cargas, o diesel mais caro tende a ser repassado ao longo de toda a cadeia produtiva. O movimento foge do padrão, já que reajustes costumam ocorrer após mudanças anunciadas pela Petrobras. (Saiba mais aqui) Diante desse cenário, o governo também quer ampliar o monitoramento das operações, com envio de notas fiscais em tempo real à ANP e compartilhamento de informações entre estados, incluindo listas de devedores contumazes. Em paralelo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga possíveis distorções de preços após relatos de aumento de margens no mercado. As medidas buscam coibir irregularidades, evitar fraudes e garantir que eventuais reduções de custos cheguem ao consumidor final. * Colaboraram com o levantamento de adesão dos Estados à proposta: Aline Nascimento, Lucas Leite, Jacqueline Nascimento, Josi Paixão, TV Bahia, Thaís Brito, Iana Caramori, Juirana Nobres, Vinicius Moraes, Cíntia Araújo, Camila Falabela, Loraine França, Caio Tumelero, Arielly Barth, Rogério Júnior, Luana Silva, Marina Servio, Caio Budel, Manuella Mariani, Bruno Marinho, Cristina Boeckel, Igor Jácome, Yara Ramalho, Pedro Trindade, Madu Brito, Mira Marques, Patrício Reis, Edson Reis e Caroline Borges.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, informou nesta terça-feira que a Petrobras elevará os preços do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir de 1º de abril. Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. O aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas. O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional. A empresa costuma ajustar os preços do QAV no início de cada mês, levando em conta fatores como a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto. Tarifas mais altas A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras. O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril será “moderado” quando comparado à alta observada no mercado internacional. Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com variações nos custos ao longo do tempo. Ainda assim, o executivo disse, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro. De acordo com ele, um aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas. O grupo Abra também controla a companhia aérea colombiana Avianca. A Azul informou na semana passada que já aumentou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A empresa também anunciou que pretende limitar o crescimento de sua operação para lidar com o aumento do combustível. Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre. Governo avalia medidas Segundo reportagem publicada na segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, o governo brasileiro estuda um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre o setor aéreo. Entre as propostas discutidas estão a criação de uma linha de crédito para ajudar companhias aéreas na compra de combustível e possíveis cortes de impostos. O Ministério de Portos e Aeroportos não comentou o assunto até o momento. Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado após demissão de Jean Paul Prates Jornal Nacional/ Reprodução

Produtos da McCormick & Company são conhecidos pelos frascos com tampas vermelhas REUTERS/Andrew Kelly A empresa de temperos e condimentos McCormick anunciou nesta terça-feira (31) que vai se fundir à divisão de alimentos da Unilever, responsável por marcas conhecidas do público, como Hellmann’s e Knorr. A nova empresa manterá o nome e a liderança da McCormick. Após a conclusão do acordo, os acionistas da Unilever devem ficar com 55,1% da empresa de alimentos, além de 9,9% de participação em ações ainda em circulação. Já os acionistas da McCormick terão 35%. Avaliada em cerca de US$ 15 bilhões, a McCormick é conhecida por seus frascos de temperos com tampas vermelhas. O acordo anunciado nesta terça-feira não inclui as operações de alimentos da Unilever na Índia, no Nepal e em Portugal. Em comunicado oficial, o diretor-presidente da McCormick, Brendan Foley, afirmou que a união “acelera a estratégia da empresa e reforça o foco contínuo em sabor”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo ele, a McCormick sempre admirou o negócio de alimentos da Unilever, que reúne marcas alinhadas ao que a empresa já faz hoje e aos seus planos de longo prazo. Unilever e McCormick confirmaram no mês passado que estavam negociando um acordo. A Unilever busca simplificar suas operações e concentrar seus esforços nos setores de beleza e cuidados pessoais. Mercado já esperava acordo "Existe lógica em uma venda do negócio de alimentos, cujos volumes foram reduzidos nos últimos anos", disse Harsharan Mann, gerente de portfólio da Aviva Investors, acionista da Unilever, em comentários enviados à Reuters. As ações da Unilever, que caíram mais de 6% até agora neste ano, subiam 0,9% no início das negociações desta terça-feira. As ações da McCormick subiam 3,9% nas negociações pré-mercado em Nova York. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trajetórias de Unilever e McCormick A Unilever, sediada em Londres, foi fundada há quase um século a partir da união da fabricante holandesa de margarina Margarine Unie com a empresa britânica de sabonetes Lever Brothers. Atualmente, o grupo reúne dezenas de marcas conhecidas, como o sabonete Dove, a vaselina Vaseline, a maionese Hellmann’s, a bebida hidratante Liquid I.V., o desodorante Axe e o creme dental Pepsodent. Em 2024, a Unilever anunciou a separação de seu negócio de sorvetes, que incluía marcas como Ben & Jerry’s, Magnum e Breyers. Essa área passou a operar de forma independente com o nome Magnum Ice Cream Co., com sede em Amsterdã. Unilever vendeu divisão de sorvetes com marcas famosas, como Ben & Jerry's e Magnum REUTERS/Kylie Cooper No ano passado, a empresa também vendeu a The Vegetarian Butcher, marca de alimentos à base de plantas, e a Graze, voltada a lanches considerados mais saudáveis. A McCormick, com sede em Hunt Valley, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, vem ampliando seu conjunto de marcas para acompanhar o interesse crescente dos consumidores por sabores e molhos de diferentes partes do mundo. Fundada há 137 anos, a McCormick comprou em 2017 a divisão de alimentos da Reckitt Benckiser, que incluía marcas como a mostarda French’s e o molho de pimenta Frank’s RedHot. Em 2020, adquiriu a Cholula, marca mexicana de molho apimentado.

Licença-paternidade ampliada no Brasil; veja como funciona em outros países O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029. O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício. A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade. “O projeto também prevê situações em que a licença-paternidade será equiparada à licença-maternidade, como nos casos em que não houver registro da mãe na certidão de nascimento ou quando a adoção ou a guarda for concedida exclusivamente ao pai”, afirma Rodrigo Marques, gestor de relações trabalhistas do PG Advogados. pai bebê filho licença paternidade Pexels Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a aprovação do projeto que amplia a licença-paternidade representa um avanço histórico e um primeiro passo para incentivar uma divisão mais equilibrada do cuidado com os filhos. Segundo a entidade, a medida pode trazer benefícios como melhora no desenvolvimento infantil, apoio à recuperação das mães e impactos positivos no mercado de trabalho, além de ajudar a reduzir desigualdades de gênero. Entenda abaixo o que diz a nova lei: O que muda com a nova lei? Em que situações o benefício pode ser negado? Em quais casos o benefício pode ser estendido? Como fica em casais homoafetivos? O trabalhador terá estabilidade? Quem terá direito? Como fica o Programa Empresa Cidadã? Senado aprova projeto que amplia gradulmente a licença-paternidade O que muda com a nova lei? Trabalhadores tinham direito a cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa. Além disso, empresas que participam do Programa Empresa Cidadã podem conceder mais 15 dias de licença aos funcionários e, em troca, recebem deduções no Imposto de Renda. Pela nova regra, a duração da licença-paternidade passará a ser: 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028; 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029. A proposta também prevê que a Previdência Social passará a arcar com o custo do afastamento. Na prática, a empresa continuará pagando o salário normalmente e depois será reembolsada pelo INSS. O texto garante que o empregado receberá a remuneração integral ou o valor equivalente à média dos últimos seis meses. O trabalhador também poderá emendar a licença às férias. No entanto, o período não poderá ser dividido. Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui Em que situações o benefício pode ser negado? Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiar, além de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança. O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença. Em quais casos o benefício pode ser estendido? A lei prevê algumas situações em que o período de licença poderá ser ampliado: Falecimento da mãe: O pai ou companheiro passa a ter direito ao período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias. Criança com deficiência: Caso o recém-nascido — ou a criança ou adolescente adotado — tenha deficiência, a licença-paternidade será ampliada em um terço. Na prática, isso pode representar cerca de 13, 20 ou aproximadamente 27 dias, dependendo da fase de implementação da nova regra. Adoção ou guarda unilateral: Quando o pai adota sozinho a criança ou obtém a guarda sem a participação da mãe ou de um companheiro, ele também terá direito ao período equivalente ao da licença-maternidade. Parto antecipado: A licença-paternidade também será estendida e garantida nesses casos, independente do motivo para atencipação do parto. Internação da mãe ou do recém-nascido: O início da licença poderá ser adiado e passará a contar apenas após a alta hospitalar da mãe ou da criança. Ausência do nome da mãe no registro civil: Se no registro de nascimento não constar o nome da mãe, o pai terá direito a uma licença equivalente à licença-maternidade de 120 dias, além da estabilidade no emprego prevista nesses casos. Como fica em casais homoafetivos? O Supremo Tribunal Federal já decidiu, em casos específicos, pela concessão de licença-maternidade em casais homoafetivos. No entanto, a aplicação das regras para casais formados por dois homens ainda depende de análise caso a caso. De acordo com a nova lei, um dos integrantes do casal poderá receber a equiparação à licença e ao salário-maternidade. O texto também estabelece que, em casos de adoção por casais homoafetivos, uma pessoa poderá usufruir do período referente à licença-maternidade, enquanto a outra terá direito ao período vinculado à licença-paternidade. A ampliação da licença-paternidade para 20 dias representa um avanço, mas ainda é uma mudança tímida. O Brasil continua adotando um modelo que concentra o cuidado com o recém-nascido quase exclusivamente na mulher e ainda não avançou para uma política efetiva de licença parental compartilhada. "Ao mesmo tempo, a nova lei traz um ponto relevante ao reconhecer que, em determinadas situações, a função parental exercida pelo pai pode justificar um período de afastamento equivalente ao da licença-maternidade, corrigindo, ainda que parcialmente, uma distorção já tensionada pela jurisprudência recente", completa a especialista Ana Gabriela Burlamaqui. O trabalhador terá estabilidade? Assim como ocorre com as trabalhadoras grávidas, o projeto cria uma proteção contra demissão sem justa causa. A proposta proíbe a demissão arbitrária durante o período da licença e também por até 30 dias após o retorno ao trabalho. Caso o trabalhador seja dispensado nesse período, poderá ter direito à reintegração ao emprego ou a uma indenização equivalente ao dobro da remuneração referente ao período de estabilidade. Licença-paternidade de servidores do DF é de 30 dias. Foto: Tony Winston/Agência Brasília Quem terá direito? Outra mudança amplia o número de trabalhadores que poderão acessar o benefício. Atualmente, o direito está concentrado principalmente em trabalhadores com carteira assinada. Com a nova regra, passam a ter direito: trabalhadores com carteira assinada; autônomos; empregados domésticos; microempreendedores individuais (MEIs); demais segurados do INSS. Como fica o Programa Empresa Cidadã? Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar ampliando a licença-paternidade em 15 dias adicionais em troca de deduções no Imposto de Renda. Com a nova lei, porém, esses 15 dias passarão a ser somados aos 20 dias previstos na legislação, e não mais aos cinco dias atualmente garantidos. Senado aprova projeto que amplia licença-paternidade

Meta lança dois óculos inteligentes Ray-Ban para usuários de lentes com grau Divulgação/Meta A Meta lançou dois óculos inteligentes da Ray-Ban nesta terça-feira (31), ampliando sua atuação em uma área que se tornou um dos poucos sucessos da empresa na corrida por dispositivos com recursos de inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os novos óculos, disponíveis para pré-venda nos Estados Unidos a partir de US$ 499, ampliam as opções para usuários que precisam de correção visual. O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse em janeiro que “bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão”. A Meta informou que os novos produtos — Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics — estarão disponíveis em óticas nos EUA e em mercados internacionais selecionados a partir de 14 de abril. Segundo a empresa, os novos modelos oferecem opções de ajuste que os tornam adaptáveis ao formato do rosto de cada usuário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As vendas globais de óculos inteligentes atingiram 9,6 milhões de unidades no ano passado, com a Meta respondendo por cerca de 76,1% do total, disse o diretor de pesquisa da IDC, Ramon Llamas. Ele acrescentou que as vendas devem chegar a 13,4 milhões de unidades em 2026. A Meta lançou os óculos Meta Ray-Ban Display por US$ 799 no ano passado, seu primeiro modelo com tela integrada, permitindo que os usuários leiam mensagens, sigam instruções de navegação e interajam com serviços de IA sem precisar de um telefone. No início deste ano, no entanto, a empresa atrasou o lançamento global do modelo, citando escassez de oferta e forte demanda. Os óculos Display também podem ser encomendados com lentes de grau por um adicional de US$ 200. A rival Snap Inc. criou uma subsidiária independente para seus óculos inteligentes de realidade aumentada e se prepara para lançar o produto ao consumidor. Enquanto isso, o Google firmou parceria com a Warby Parker para lançar óculos com inteligência artificial. CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 REUTERS/Go Nakamura A chinesa Huawei Technologies anunciou nesta terça-feira (30) um crescimento de 2,2% na receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento. A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025, alta de 2,2% em comparação com o ano anterior. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões. A área de consumo, que reúne smartphones e outros aparelhos digitais, registrou aumento de 1,6% na receita, para US$ 49,8 bilhões. A divisão de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação, principal fonte de faturamento da empresa, teve crescimento de 2,6% nas vendas, que somaram US$ 54,2 bilhões, segundo comunicado da Huawei. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Já o negócio de computação em nuvem (embora menor, mas relevante para a companhia) apresentou queda de 3,5% na receita, reflexo da forte concorrência no mercado chinês. A área de soluções automotivas inteligentes, voltada ao apoio a montadoras tradicionais no desenvolvimento de veículos com tecnologia avançada, registrou alta expressiva de 72,1% na receita, que alcançou US$ 6,5 bilhões.

Ao menos 24 estados aceitaram proposta do governo sobre ICMS O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo está "muito perto" de convencer todos os estados a aderir ao acordo proposto que fixa uma subvenção, um auxílio a importadores de diesel. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta manhã. Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, em alta por conta da guerra no Oriente Médio. Ao menos 24 estados já aceitaram a proposta do governo, segundo informações obtidas pela GloboNews. Há, entretanto, ao menos um posicionamento contrário. O governo do Distrito Federal se manifestou contra, enquanto outras unidades da federação ainda não se posicionaram oficialmente. O governo do Rio de Janeiro informou que vê possibilidade de adesão, mas somente após a publicação da Medida Provisória. Questionado por jornalistas, ele confirmou que isso é suficiente para levar adiante a proposta, e que Medida Provisória com a regulamentação será publicada ainda nesta semana. "Sim, a proposta vai ser viabilizada. Ontem vários governadores me escreveram, eu liguei para alguns deles, e a gente está chegando muito próximo de ter todos, ou praticamente todos, os governadores e os estados aderindo com a lógica de que a gente está trabalhando juntos", disse Durigan. Medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas, mas devem ser ratificadas posteriormente pelo Congresso Nacional. "Acho que a gente teve uma boa compreensão de que é uma medida limitada por período temporário [até o fim de maio] e os governadores entenderam que nós temos que colocar o interesse do país acima", acrescentou o ministro da Fazenda. Novo ministro da Fazenda durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). Reprodução/ CanalGov Durante a reunião, Durigan fez um balanço da situação econômica do país e das medidas adotadas pelo governo. Entre as ações, citou o decreto que zerou impostos federais sobre o diesel, "muito pra atacar a questão do abastecimento e do impacto do preço no bolso das famílias dos nossos caminhoneiros", afirmou. "A pedido do presidente eu propus aos estados pra que, junto conosco, retirassem o peso do ICMS na importação do diesel, e ontem falando com vários governadores, estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo a proposta do presidente Lula", prosseguiu. De acordo com interlocutores dos estados, a medida não precisa de unanimidade entre os governadores para que seja implementada, e nem mesmo de aprovação pelas assembleias legislativas. O ministro Dario Durigan, da Fazenda, confirmou que a medida não precisa de unanimidade para ser implementada. Entenda a proposta Pela proposta apresentada na semana passada aos governadores, o governo federal pretende bancar uma subvenção (um tipo de subsídio) aos importadores de diesel. A ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio. De acordo com Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União. Durante as negociações, ficou definido que o acordo terá validade de apenas dois meses, período no qual os estados terão uma perda estimada de arrecadação de R$ 1,5 bilhão. A subvenção será dada por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada unidade da federação. Alguns secretários de Fazenda dos estados manifestaram preocupação de que, se a medida for prorrogada, os números da renúncia de arrecadação serão bem maiores do que o valor estimado inicialmente. Nesse formato, os estados não precisariam zerar o ICMS. A medida proposta difere um pouco da sugerida anteriormente, pela qual os estados zerariam o tributo sobre o diesel. Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta, se aceita, será uma medida adicional ao que já tinha sido anunciado pelo governo federal, a isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União, e concessão de subsídio a produtores e importadores (em mais R$ 0,32). Guerra no Oriente Médio O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia. Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil. Diante desse cenário, o governo Lula já vinha estudando medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil.

Novo ministro da Fazenda durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). Henrique Raynal | CC O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (31) que tem pedido à Receita Federal que finalize os procedimentos para que os trabalhadores não mais precisem declarar Imposto e Renda, tendo apenas de validar as informações. De acordo com ele, a ideia é que a declaração do IR, no futuro, contenha mais dados enviados por empresas e por bancos, por exemplo, formato conhecido como pré-preenchido. Seria uma evolução desse tipo de declaração. O Fisco estima que a declaração pré-preenchida, disponível desde o início de prazo de apresentação neste ano, já deve concentrar 60% dos contribuintes neste ano. "O que tenho pedido para a Receita é que a gente construa o sistema para logo, que a gente não precise mais declarar Imposto de Renda. Como a gente tem um país informatizado, as informações dos bancos, do plano de saúde, das empresas, isso tudo vai sendo colocado no sistema e pessoa precisa validar simplesmente", explicou Durigan durante reunião ministerial nesta terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Lula confirma que Geraldo Alckmin será candidato a vice na chapa que disputará reeleição Ele avaliou, ainda, que é preciso caminhar para um país com "menos burocracia, para uma economia de inovação". "O Brasil é liderança global nisso", completou. Declaração pré-preenchida 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. A Receita Federal alerta que os contribuintes devem checar atentamente as informações da declaração pré-preenchida, pois elas são enviadas por de terceiros. Começa prazo para entrega do Imposto de Renda; declaração pré-preenchida já está disponível, por enquanto, com informações básicas Jornal Nacional/ Reprodução Neste ano, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Em anos anteriores, que continuam a valer em 2026, também foram disponibilizadas informações sobre: contribuições de previdência privada; atualização do saldo de conta bancária e poupança; atualização do saldo de fundos de investimento; imóveis adquiridos no ano calendário; doações efetuadas no ano calendário; conta bancária/poupança ainda não declarada; fundo de investimento ainda não declarado; contas bancárias no exterior.

Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. REUTERS/Christian Mang/File Photo Milhares de pessoas estão se manifestando na Alemanha em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa seu ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por inteligência artificial (IA), na qual ela aparece em evidência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De Berlim à Frankfurt, passando por Hamburgo, diversos atos foram realizados para apoiar Fernandes, muitos deles convocados pelo coletivo Vulver, que denunciou as "lacunas gritantes" da proteção jurídica das mulheres na internet. A Alemanha já estava preparando um projeto de lei sobre a divulgação de vídeos falsos gerados com IA (chamados "deepfakes"), mas a publicação, em meados de março, de uma investigação da revista Spiegel sobre este caso evidenciou a urgência de regular estas práticas. Collien Fernandes, de 44 anos, que também é modelo e apresentadora de televisão, acusa o ex-marido, o ator e apresentador Christian Ulmen, de 50 anos, de ter criado perfis falsos nas redes sociais para contactar homens, sobretudo do seu círculo social, e de ter difundido vídeos pornográficos falsos em que aparece sua imagem. Devido a isso, a atriz sofre assédio online há anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alguns meios de comunicação alemães observam neste cenário o equivalente digital ao caso da francesa Gisèle Pelicot, que se tornou uma figura mundial da luta contra a violência sexual por ter denunciado publicamente os estupros cometidos por dezenas de homens recrutados por seu ex-marido. "Paraíso para os agressores" Na sexta-feira, a Procuradoria alemã afirmou que está investigando Ulmen por uma "suspeita inicial" baseada nos elementos apresentados pela atriz no artigo da Spiegel. Por ora, investiga-se o crime de assédio, mas outras infrações podem ser acrescentadas posteriormente. Uma denúncia já havia sido apresentada em 2024, mas foi arquivada em junho por falta de pistas para identificar o autor dos vídeos. Fernandes denunciou que o marco jurídico para casos deste tipo continua sendo muito limitado na Alemanha, país que é, segundo ela, um "paraíso para os agressores". A atriz também apresentou uma queixa na Espanha, onde o casal morava e no qual a legislação sobre violência contra as mulheres é mais rígida. O escândalo levou milhares de pessoas às ruas. No dia 26 de março, 17.000 manifestantes protestaram em Hamburgo, no norte do país, para pressionar o governo. Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. REUTERS/Christian Mang/File Photo Merz acusa imigrantes Após ter recebido ameaças de morte, Collien Fernandes descartou em um primeiro momento participar das mobilizações, mas acabou por subir ao palco, vestindo um colete à prova de balas por baixo de um casaco, "pois [há] homens, e apenas homens, que querem me matar", afirmou sob os aplausos da multidão. Os manifestantes estão também "do lado das vítimas que não têm uma voz tão forte nem qualquer publicidade", declarou à AFP Luna Sahling, porta-voz da Juventude dos Verdes, que organizou outra marcha no domingo em Munique (sul). "Precisamos de leis verdadeiras que sensibilizem especialmente as mulheres sobre esta violência digital", sublinhou. Questionado há alguns dias por uma deputada sobre o que pretendia fazer para proteger as mulheres da violência, o chefe de Governo alemão, Friedrich Merz (conservador), evocou uma "explosão da violência na nossa sociedade, tanto no espaço físico como no digital". Mas causou grande polêmica ao afirmar que uma "parte considerável desta violência procede das comunidades de imigrantes", em uma tentativa adicional de travar o avanço da extrema direita, com um discurso cada vez mais duro contra os migrantes. "Uma mentira populista escandalosa", reagiu Lydia Dietrich, diretora da associação feminista Frauenhilfe München, durante o ato de apoio a Collien Fernandes na capital da Baviera. Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO
GR Yaris chega ao Brasil por R$ 354.990
O Toyota lançou nesta terça-feira (31) o novo GR Yaris no Brasil em duas versões: automática e manual. Durante a pré-venda, que termina hoje, a marca vendeu todas as 99 unidades do primeiro lote.
A previsão inicial da Toyota era de emplacar 198 GR Yaris no Brasil em 2026. O preço é R$ 354.990.
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O motor é o três cilindros 1.6 turbo mais potente do mundo. O hatch produz 304 cv e 40,8 kgfm de torque.
Para aguentar toda essa força, os pistões são reforçados. A injeção direta teve pressão elevada para 260 bar. O radiador de óleo teve sistema de refrigeração aperfeiçoado e o Toyota pode pulverizar água no intercooler para controlar a temperatura do ar na admissão.
A tração é integral GR-Four, a mesma usada pelo GR Corolla. E pode ser ajustada para o modo Normal, Gravel (cascalho) e Track. A novidade é a opção de câmbio automático de oito marchas, além do manual de seis marchas que já era oferecido.
A estrutura é exclusiva da Gazoo Racing, divisão esportiva da Toyota. São aplicados 15% a mais de pontos de solda e 15% a mais de adesivos estruturais. A suspensão dianteira é McPherson; a traseira, independente, usa double wishbone.
A direção elétrica foi recalibrada por Kazuya Oshima, piloto japonês multicampeão em categorias de protótipos e Fórmula.
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*Essa reportagem está em atualização.

CASO MASTER 🔍 Documentos internos do Banco de Brasília (BRB) apontam que o Banco Master cancelou reuniões, deixou de responder a cobranças formais e não esclareceu pendências relacionadas a carteiras de crédito adquiridas pelo BRB. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar o 58% das ações Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi barrada pelo Banco Central, que liquidou o banco na mesma data em que prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro. As informações estão em relatórios, de 4 de abril e de 19 de maio de 2025, elaborados por um grupo de trabalho do BRB responsável por analisar operações do produto CredCesta — um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, onde o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. O g1 questionou o BRB, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo os documentos, o banco identificou inconsistências em repasses financeiros, falhas na documentação e dificuldades para verificar contratos. Com o diagnóstico, o BRB tentou, sem sucesso, resolver os problemas diretamente com o Master. De acordo com o primeiro relatório, concluído uma semana depois do BRB informar ao mercado a intenção de comprar o Master, o banco passou a enviar cobranças após identificar divergências nos repasses. Em um dos casos, técnicos apontaram que parcelas previstas não haviam sido incluídas nos arquivos enviados pelo Master, o que gerou uma "inadimplência muito acima do esperado". Diversos adiamentos Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil Já no segundo relatório o banco destaca que, além dos e-mails, encaminhou ao menos três cartas formais pedindo esclarecimentos sobre pendências financeiras, critérios das operações e cumprimento de cláusulas contratuais. Houve apenas resposta parcial a um dos pedidos. O segundo relatório detalha uma sequência de tentativas frustradas do BRB de se reunir com o Banco Master para tratar de pendências nas carteiras de crédito. A primeira reunião foi marcada para 4 de abril. Na própria data, o Banco Master pediu o adiamento do encontro para o dia 7. No encontro, a pauta foi alterada e a reunião específica sobre lastros acabou remarcada para o dia seguinte, 8 de abril No dia 8, a reunião chegou a ser realizada, mas, segundo o relatório, serviu apenas para que o Banco Master solicitasse um novo adiamento, passando o encontro para o dia seguinte. Em 9 de abril, pouco antes do horário previsto, o Master voltou a pedir o reagendamento, desta vez para o dia 14 de abril. Na ocasião, o BRB havia solicitado ao banco quatro levantamentos considerados essenciais para a análise das carteiras, mas nenhum deles foi apresentado. Segundo o relatório, os pedidos envolviam: a relação de contratos originados por associações; a relação de contratos originados diretamente pelo Banco Master; a listagem dos contratos do produto CredCesta; e a identificação de contratos de crédito consignado e de outros produtos vinculados às operações. De acordo com o documento, o próprio Banco Master informou, por e-mail, que não havia conseguido concluir esses levantamentos, o que motivou o novo pedido de adiamento da reunião. No dia 14 de abril, o Banco Master declinou da reunião. O BRB chegou a pedir, por meio de mensagens, que fosse informada uma nova data e horário ainda naquele dia, mas não houve retorno. Diante da sequência de adiamentos e da falta de resposta, em 15 de abril de 2025 o grupo de trabalho do BRB registrou formalmente preocupação com o que classificou como “constantes remarcações e recusas” do Banco Master em participar das reuniões. Primeira visita técnica Na mesma data, o grupo de trabalho iniciou a primeira visita técnica na sede do Master, em São Paulo, para tentar avançar na resolução das pendências. Entre os dias 15 e 17 de abril de 2025, o grupo de trabalho esteve no Master com o objetivo de obter respostas às cobranças feitas nas cartas formais e conciliar informações financeiras relacionadas aos repasses. O relatório destaca que o controle das operações era feito de forma manual, por meio de planilhas, e havia limitações na capacidade de calcular os valores de repasse. O documento também aponta demora no atendimento às demandas do BRB e pouco conhecimento, por parte da equipe do Master sobre parte das operações — especialmente aquelas originadas por associações. Durante os trabalhos, técnicos do BRB identificaram valores referentes a parcelas que constavam nos arquivos, mas não haviam sido repassados financeiramente. De acordo com o documento, foram identificados cerca de R$ 15,5 milhões nessas condições, dos quais o Banco Master reconheceu aproximadamente R$ 14,5 milhões, que foram efetivamente pagos durante a visita do grupo de trabalho. Segunda visita técnica Uma segunda visita técnica foi realizada nos dias 29 e 30 de abril de 2025 com o objetivo de aprofundar a apuração sobre averbações, lastros e informações complementares das operações, além de discutir aspectos operacionais, como a possibilidade de utilização de conta escrow — uma conta do Banco Master no BRB onde os repasses dos órgãos pagadores seriam depositados diretamente, permitindo ao BRB conciliar os valores antes de qualquer movimentação. Foi nesta visita que o BRB descobriu que boa parte das carteiras de créditos adquiridas do Master não tinham como fonte o banco de Daniel Vorcaro e sim a Tirreno, empresa fundada meses antes, em 4 de novembro de 2024. Quando questionada nas reuniões anteriores sobre a origem das carteiras de crédito, a equipe do Master dizia que parte dos contratos vinha de uma "associação", mas sem identificar o nome da instituição. A identificação formal como Tirreno só veio na visita presencial, através do superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Felix. Duas semanas depois, segundo o relatório, o Master informou ao BRB em uma reunião virtual que não realizava o registro dessas operações em seu balanço, o que, segundo o grupo de trabalho, dificultava a rastreabilidade e a validação dos contratos adquiridos. Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. A suspeita é que o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu, com vencimento em 2025. Comprou então créditos - sem realizar qualquer pagamento – da Tirreno para, em seguida, revender ao BRB. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (31). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve pequena melhora, uma vez, que o saldo negativo, no segundo mês de 2025, foi de R$ 19 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o desempenho que levou ao déficit das contas em fevereiro deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 29,5 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 13,7 bilhão; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 568 milhões. Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado Parcial do ano No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 87,3 bilhões — o equivalente a 4,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve relativa estabilidade na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 85,1 bilhões (4,36% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 57,8 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 54,6 bilhões nos dois primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 100,6 bilhões nas contas do setor público em fevereiro. ➡️No acumulado em 12 meses até fevereiro, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,75% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,04 trilhão (8,1% do PIB) em doze meses até fevereiro deste ano. Dívida pública Com o déficit nas contas públicas em fevereiro, a dívida do setor público consolidado subiu 0,5 ponto percentual, para 79,2% do PIB, o equivalente a R$ 10,2 trilhões. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde outubro de 2021, quando somava 79,5% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de quatro anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 7,5 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em fevereiro: 94% do PIB. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 97,6% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira superaria muito a 100% do PIB em 2035.

Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta. Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta: dezenas de milhões de motoristas no país podem escolher entre abastecer seus tanques com etanol 100% derivado da cana-de-açúcar ou com uma mistura de gasolina que contém 30% de biocombustível . A enorme frota de veículos bicombustíveis do Brasil — composta por veículos capazes de funcionar com qualquer combinação de etanol e gasolina — é única em sua escala. O programa, lançado em 1975 durante a ditadura militar, evoluiu com sucesso em tempos democráticos, reduzindo a dependência do petróleo estrangeiro. Hoje, enquanto o mais recente conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel entra em sua quinta semana, nações como Índia e México estão olhando para o modelo brasileiro como um projeto para a segurança energética. Enquanto consumidores em todo o mundo enfrentam aumentos acentuados de preços , os preços da gasolina no Brasil subiram apenas 5% em março — em comparação com 30% nos Estados Unidos. Analistas atribuem parcialmente essa estabilidade a uma indústria nacional de biocombustíveis já consolidada, que permite ao país resistir a choques geopolíticos com risco mínimo de escassez de combustível. “O Brasil está muito mais bem preparado do que a maioria dos países porque possui uma alternativa viável dessa natureza”, afirmou Evandro Gussi, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA). O momento é particularmente oportuno, já que a próxima safra de cana-de-açúcar do Brasil, que começa na primeira quinzena de abril, deverá produzir um recorde de 30 bilhões de litros de etanol — 4 bilhões a mais que no ano passado. “Esse aumento, por si só, equivale à quantidade total de gasolina que o Brasil importou durante todo o ano passado”, observou Gussi. Apesar de ser um grande produtor e exportador de petróleo bruto, o Brasil ainda depende de importações para suprir sua demanda interna por combustíveis refinados. Atualmente, o país importa petróleo dos Estados Unidos, da Arábia Saudita, da Rússia e da vizinha Guiana. No entanto, o etanol se tornou a espinha dorsal do deslocamento diário. Em 2025, o etanol representou 37,1 bilhões de litros de vendas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal. Embora fique um pouco atrás do diesel e da gasolina em participação total no consumo de energia, sua presença em todos os postos de gasolina oferece aos brasileiros uma rede de segurança psicológica e econômica. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Investimento em pesquisa O sucesso da economia de biocombustíveis do Brasil está enraizado no estado de São Paulo, o polo industrial e agrícola do país. A produção aqui é uma mistura de "megafazendas" de alta tecnologia voltadas para a exportação e operações familiares menores, como a fazenda Bom Retiro, fundada em 1958, cujos poucos dezenas de trabalhadores estão agora se preparando para colher suas terras de 40 quilômetros quadrados. A tecnologia brasileira em biocombustíveis também é impulsionada por anos de pesquisa financiada pelo Estado. Um desses centros fica nos arredores de São Paulo: o Centro de Desenvolvimento Científico do Etanol, da Universidade Unicamp, em Campinas. O coordenador Luis Cortez afirma que o programa brasileiro possui vantagens únicas, incomparáveis às de outros países. “Temos flexibilidade na produção de etanol, nos motores dos veículos e por parte do governo federal, que define a porcentagem de etanol na mistura de combustível”, disse Cortez. “Temos flexibilidade em três níveis.” Em última análise, ele argumenta que o investimento em pesquisa acaba fazendo a diferença nos postos de gasolina. ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras O problema do diesel Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, a gasolina refinada pela Petrobras — que inclui uma mistura de biocombustíveis — está atualmente 46% mais barata que o combustível importado, ou R$ 1,16 (US$ 0,22) a menos por litro. Da mesma forma, o diesel da Petrobras está sendo vendido nas refinarias a um preço 63% inferior ao dos importados. Embora o fechamento do Estreito de Ormuz ainda não tenha causado mudanças drásticas no mercado de gasolina do Brasil, o país enfrenta dificuldades com o aumento dos preços do diesel. Isso ocorre porque o diesel é produzido principalmente a partir de petróleo bruto importado e contém uma porcentagem menor de biocombustíveis. Ao contrário do sucesso do etanol de cana-de-açúcar, o biodiesel brasileiro, produzido principalmente a partir da soja, representa apenas 14% da mistura do diesel. Esse percentual poderá subir para os mesmos 30% utilizados na gasolina somente em 2030, caso as pesquisas e os avanços tecnológicos o permitam, o que significa que o conflito teve impacto imediato. Os preços do diesel no Brasil subiram mais de 20% em março, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propor subsídios à importação até maio. Estimativas do governo mostram que o país precisa comprar entre 20% e 30% do seu diesel mensalmente, sendo a maior parte proveniente da Rússia. As autoridades brasileiras afirmam que o país importou quase 17 bilhões de litros de diesel no ano passado. Para o presidente Lula, de 80 anos, que busca a reeleição em outubro, estabilizar os preços do diesel é fundamental para evitar greves de caminhoneiros e controlar a inflação dos alimentos. Gussi, presidente da UNICA, afirmou que, desde a última guerra com o Irã, diversos chefes de Estado o procuraram para discutir a indústria brasileira de biocombustíveis. Entre eles, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum , que declarou no início deste mês ter interesse na tecnologia da Petrobras para a produção de etanol a partir do agave , planta muito popular em seu país. “A melhor notícia, mesmo em meio a uma situação como a que estamos vivenciando, é que essa solução possui um alto grau de replicabilidade”, disse Gussi.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa disparou 2,71% nesta terça-feira (31), aos 187.462 pontos. Ainda assim, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o mês em queda de 0,70%, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio. O dólar, por sua vez, recuou 1,31%, cotado a R$ 5,1787, e terminou o mês em alta de 0,87%. Ao longo do dia, investidores monitoraram os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O sentimento foi de maior otimismo com o possível fim do conflito, após notícias de que o presidente Donald Trump avalia encerrar a guerra mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Outro fato chamou a atenção do mercado: aeronaves americanas sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52 pela primeira vez desde o início do conflito. Na prática, a ação sugere um enfraquecimento das defesas iranianas. ▶️ Enquanto isso, ofensivas ainda foram registradas. O Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira, mesmo após Trump afirmar que os EUA poderiam destruir usinas de energia iranianas caso o país não avance em um acordo de paz. ▶️ Os preços do petróleo recuavam por volta das 17h (horário de Brasília). O barril do Brent caía 3,32%, a US$ 103,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 1,46%, a US$ 101,38. ▶️ Nos EUA, o relatório JOLTS mostrou que havia 6,882 milhões de vagas de trabalho abertas em fevereiro, número ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de 6,918 milhões. ▶️ No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira mostraram que a economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais em fevereiro, segundo o Ministério do Trabalho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,20%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,65%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,25%; Acumulado do mês: -0,70%; Acumulado do ano: +16,35%. Sinais da guerra Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. As informações foram reveladas pelo jornal "The Wall Street Journal" na segunda-feira (30), com base em relatos de autoridades. Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo. O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Já nesta terça-feira, os EUA anunciaram que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. As aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a "espinha dorsal" da força de bombardeiros estratégicos americanos. As informações foram reveladas primeiro pelo jornal The New York Times. A ação no espaço aéreo iraniano sugere enfraquecimento das forças do Irã, já que esse tipo de aeronave, apesar de potente, é mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, os B-52 devem ser usados para bombardear cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã. O objetivo das Forças dos EUA é impedir que o país reponha munições usadas na guerra. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta. O Dow Jones avançou 2,49%, o S&P 500 teve alta de 2,91% e o Nasdaq disparou 3,83%. Na Europa, os principais índices também avançaram. O FTSE 100, de Londres, subiu 0,48%. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,57%, enquanto o DAX, de Frankfurt, registrou alta de 0,52%. Na Ásia, o desempenho foi mais fraco. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,2%, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,8%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,6%, para 51.063,72 pontos, eliminando os ganhos acumulados desde o início do ano após as perdas registradas desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%. Entre outros ativos acompanhados pelos investidores, os preços dos metais também subiam. O ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz O preço médio da gasolina nos Estados Unidos disparou e superou US$ 4 (cerca de R$ 21) por galão nesta terça-feira (31), o maior valor em quase quatro anos devido à guerra com o Irã, informou a Associação Automobilística Americana (AAA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O aumento dos preços do combustível, que estavam abaixo de US$ 3 no fim de fevereiro, representa outra notícia ruim para o presidente Donald Trump desde o início dos ataques contra a República Islâmica. No início da manhã, o preço médio era de US$ 4,018 por galão (3,785 litros) de gasolina, segundo dados publicados no site da Associação Automobilística Americana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O preço havia superado a marca de US$ 4 pela última vez em agosto de 2022, quando disparou para US$ 5 em meio à pandemia de covid-19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo a Administração de Informação de Energia. A nova disparada no preço foi provocada pelo bloqueio que o Irã impõe de fato no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde passava quase 20% do petróleo e gás mundiais. Trump expressou a confiança de que em breve alcançará um acordo negociado para encerrar a guerra, mas advertiu que, se isso não acontecer, as instalações petrolíferas iranianas sofrerão ataques severos.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. Esse é o pior resultado para o primeiro bimestre de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2024 (R$ -1,36 bilhão). O resultado negativo somente dos dois primeiros meses deste ano se aproxima do déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Correios em crise Jornal Nacional/ Reprodução ➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro. 🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. No acumulado até setembro de 2025, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões – e pode ter chegado a R$ 9,1 bilhões no ano fechado (resultado ainda não foi divulgado). Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa. E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Posição do governo Questionado pelo g1, o Ministério da Gestão, responsável pelas estatais federais, informou que o resultado negativo global recente das está associado à situação dos Correios. "É importante lembrar que alguns fatores como o aumento de investimentos (PAC, modernização, infraestrutura) e pagamento de dividendos aparecem como déficit no conceito fiscal, mesmo quando financiado com caixa próprio", acrescentou o MGI.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Natura anunciou na segunda-feira (30) uma reestruturação em sua governança, dando início ao que a empresa descreve como um "novo ciclo estratégico". A mudança envolve alterações na composição do Conselho de Administração e a criação de um novo órgão consultivo. Como parte dessa transição, os três fundadores da empresa — Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos — deixarão suas cadeiras no Conselho de Administração. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles passarão a integrar um novo Conselho Consultivo estatutário, que terá como função acompanhar a trajetória da companhia e zelar pela preservação de seus valores e de sua cultura empresarial. Além dos fundadores, o atual presidente do conselho (chairman), Fabio Barbosa, também deixará o órgão para integrar o novo colegiado consultivo. Segundo a empresa, esse conselho não terá funções executivas nem poder de decisão, atuando como um espaço voltado à preservação da identidade institucional da marca. "Guardião da cultura" Em comunicado ao mercado, a Natura afirmou que o novo órgão atuará como “guardião da cultura, dos valores e do legado que definem a essência da companhia”, função que ficará sob responsabilidade dos fundadores e de Barbosa. Enquanto isso, o Conselho de Administração passará por uma recomposição completa para um mandato de dois anos. Alessandro Carlucci, que já atuava como conselheiro independente, foi indicado para assumir a presidência do colegiado. A proposta de nova composição inclui nomes que já participam da operação da companhia, como Duda Kertesz, João Paulo Ferreira — atual CEO — e o próprio Carlucci. A lista também traz novos integrantes, entre eles Pedro Villares, Guilherme Passos e Luiz Guerra, além de Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto. Ao mesmo tempo, Bruno Rocha e Gilberto Mifano deixarão o conselho. Mifano, no entanto, continuará à frente do comitê de auditoria e finanças da empresa. A reorganização ocorre após um período de simplificação corporativa e reorganização da estrutura de capital da companhia. Segundo a Natura, a nova estrutura busca separar de forma mais clara dois papéis: a execução da estratégia de negócios, atribuída ao conselho de administração, e a preservação da cultura da empresa, que ficará a cargo do conselho consultivo. Novo acordo entre acionistas Paralelamente às mudanças na governança, os principais acionistas da Natura firmaram um novo acordo com prazo inicial de dez anos, prorrogável por mais dez. O acordo substitui o documento anterior, cujo prazo terminaria em 31 de março de 2026, e reúne os chamados “blocos” de acionistas que representam os fundadores e outros investidores históricos. Entre eles estão o Bloco Seabra, representado por Antonio Luiz da Cunha Seabra; o Bloco Leal, representado por Guilherme Peirão Leal; e o Bloco Passos, representado por Pedro Luiz Barreiros Passos. Também participam o Bloco Pinotti, representado por Vinicius Pinotti, e o Bloco Mattos, representado por Maria Heli Dalla Colletta de Mattos. Segundo a empresa, o novo acordo mantém inalteradas as participações acionárias desses grupos e reafirma o compromisso de longo prazo com a companhia. Entrada de novo investidor As mudanças também estão ligadas à possível entrada de um novo investidor. A Natura firmou um compromisso vinculante com o fundo Lotus, gerido pela Advent International, para a compra de uma participação minoritária na empresa. O acordo prevê que a Advent adquira entre 8% e 10% das ações da Natura no mercado secundário dentro de um prazo de até seis meses. A operação considera um preço alvo médio de R$ 9,75 por ação. Caso o investidor atinja a participação mínima de 8%, terá o direito de indicar dois membros para o Conselho de Administração e participar de comitês de assessoramento. Nesse cenário, o conselho poderá ser ampliado para até dez integrantes. O acordo também prevê uma estrutura que combine conselheiros indicados pelos acionistas controladores, representantes do investidor e membros independentes. Para a empresa, a reorganização da governança e a entrada do novo parceiro fazem parte da estratégia de preparar a companhia para um novo ciclo de crescimento. “A celebração do novo acordo reafirma o compromisso dos acionistas com o futuro da Natura e com a continuidade do projeto empresarial”, afirmou a companhia, por meio de comunicado ao mercado. Estande da Natura é destaque em edição paulistana do Festival Negritudes. Felipe Vianna / Agência Canarinho

Pedido de CNH disparam após mudanças Com as novas regras da CNH, em vigor desde o fim de 2025, mais de 1,5 milhão de motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas, entre 10 de dezembro e 19 de março de 2026, foi de R$ 1,182 bilhão. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre as regiões do Brasil, o Sudeste lidera o ranking de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a pasta, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados com maior número de CNHs renovadas automaticamente. São Paulo: 406.882 renovações; Minas Gerais: 176.816 renovações; Rio de Janeiro: 141.898 renovações; Paraná: 117.321 renovações; Rio Grande do Sul: 98.002 renovações; Santa Catarina: 80.158 renovações; Bahia: 76.350 renovações; Pernambuco: 56.979 renovações; Goiás: 55.063 renovações; Ceará: 42.254 renovações; Espírito Santo: 34.181 renovações; Pará: 30.313 renovações; Distrito Federal: 28.239 renovações; Mato Grosso: 27.309 renovações; Rio Grande do Norte: 23.209 renovações; Alagoas: 22.306 renovações; Mato Grosso do Sul: 19.986 renovações; Paraíba: 19.341 renovações; Maranhão: 19.305 renovações; Sergipe: 17.428 renovações; Tocantins: 9.591 renovações; Amazonas: 9.492 renovações; Rondônia: 9.351 renovações; Piauí: 7.728 renovações; Acre: 3.931 renovações; Roraima: 3.832 renovações; Amapá: 2.373 renovações. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Rio Grande do Sul, a taxa é de R$ 80,37. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde. Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI

Bacalhau é peixe ou modo de preparo? Em meio a tantas opções nas prateleiras, surge uma dúvida: o que está no carrinho é realmente bacalhau — ou apenas “tipo bacalhau”? A diferença pode parecer sutil, mas reflete no sabor, na qualidade e no valor nutricional do alimento. No Brasil, somente duas espécies de peixe são oficialmente reconhecidas como bacalhau: o Gadus morhua (encontrado no Oceano Atlântico) e o Gadus macrocephalus (do Oceano Pacífico). Quem explica é a Lícia Lundstedt, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura. Já os peixes vendidos como "tipo bacalhau" são de outras espécies, como Saithe, Ling e Zarbo. "Por passarem por um processo de salga e secagem parecido ao do bacalhau, eles acabam desenvolvendo características parecidas, como formato, textura, cor e cheiro", explica a especialista. Vale destacar que, segundo ela, a denominação "tipo bacalhau" é legítima e, inclusive, deve ser usada para identificar que não se trata do original. "Até mesmo espécies nacionais, como o pirarucu (Arapaima gigas), quando submetidas a esse tratamento, podem ser vendidas como 'bacalhau brasileiro', exemplifica. No Brasil, somente duas espécies de peixe são oficialmente reconhecidas como bacalhau: o Gadus morhua (encontrado no Oceano Atlântico) e o Gadus macrocephalus (do Oceano Pacífico) Pixabay Diferenças Além de serem de peixes diferentes, o bacalhau verdadeiro e o "tipo bacalhau" têm características diferentes. As características organolépticas (percebidas por meio dos sentidos, como sabor, cheio e textura) do bacalhau verdadeiro são mais apreciadas e valorizadas que a do "tipo bacalhau", segundo a especialista. Como identificar o 'bacalhau verdadeiro' A principal dica é ler o rótulo com atenção. Nos bacalhaus verdadeiros deve estar presente o nome científico da espécie (Gadus morhua ou Gadus macrocephalus). Mesmo nas peças não embaladas, vale a pena buscar se informar sobre o nome científico do produto, segundo a especialista. Além disso, apesar da identificação visual ser difícil, já que os cortes e a conservação influenciam no aspecto, existem algumas pistas que ajudam na hora da escolha, segundo a especialista: cor da carne: o bacalhau verdadeiro tem carne clara, quase branca, com coloração uniforme. Já o "tipo bacalhau" tende a ter tonalidade mais escura ou amarelada; lascas: no bacalhau legítimo, elas são grossas, firmes e se soltam com facilidade após o cozimento. No "tipo", costumam ser menores e irregulares; postas (corte mais grosso, na espinha): as do bacalhau autêntico são mais altas, largas e regulares, enquanto as do "tipo" costumam ser mais finas e estreitas; cheiro: o bacalhau verdadeiro tem aroma de peixe suave. O “tipo bacalhau” pode ter cheiro mais forte e marcante; preço: em geral, o tipo bacalhau é mais barato que o original. Com menor safra e estoques baixos, preço do feijão carioca dispara

Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês Enquanto fugiam de um ataque de mísseis do Irã, alguns israelenses com celulares Android receberam uma mensagem com link para um suposto aplicativo de informações em tempo real sobre abrigos antiaéreos. Mas, em vez de oferecer um aplicativo útil, o link baixava um arquivo malicioso que dava aos hackers acesso à câmera do celular, à localização e a todos os dados dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação atribuída aos iranianos demonstrou uma coordenação sofisticada na frente cibernética do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irã e seus representantes digitais. À medida que buscam usar capacidades cibernéticas para compensar suas desvantagens militares, o Irã e seus apoiadores demonstram como desinformação, inteligência artificial e invasões digitais agora estão incorporadas à guerra moderna. As mensagens falsas recebidas recentemente pareciam ter sido cronometradas para coincidir com os ataques de mísseis, representando uma combinação inédita de ataques digitais e físicos, destacou Gil Messing, chefe de gabinete da empresa israelense de cibersegurança Check Point Research. "Isso foi enviado às pessoas enquanto elas corriam para os abrigos para se proteger", disse Messing. "O fato de estar sincronizado e no mesmo minuto é uma novidade". Especialistas afirmaram que a disputa digital provavelmente continuará mesmo com um cessar-fogo porque é mais fácil e barata que o conflito convencional e não é projetada para matar ou conquistar, mas para espionar, roubar e intimidar. Ataques virtuais de alto volume e baixo impacto Embora em grande número, a maioria dos ataques cibernéticos ligados à guerra tem causado danos relativamente limitados a redes econômicas ou militares. Mas eles colocaram muitas empresas na defensiva, forçando-as a corrigir rapidamente antigas vulnerabilidades. Quase 5.800 ataques cibernéticos de cerca de 50 grupos ligados ao Irã foram rastreados até agora, de acordo com investigadores da empresa de segurança DigiCert, com sede em Utah. A maior parte tem como alvo empresas dos EUA e de Israel, mas alguns visaram redes no Bahrein, no Kuwait, no Catar e em outros países da região. Muitos ataques virtuais são bloqueados por medidas mais recentes de cibersegurança, mas podem causar danos sérios a organizações com sistemas desatualizados e impor demanda por recursos mesmo quando não têm sucesso. Eles também têm um impacto psicológico sobre empresas que podem fazer negócios com o setor militar. "Há muito mais ataques acontecendo que não estão sendo relatados", disse Michael Smith, diretor de tecnologia de campo da DigiCert. Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra Um grupo de hackers pró-Irã disse na sexta-feira (27) ter invadido uma conta do diretor do FBI, Kash Patel, e publicou o que pareciam ser fotografias antigas, um currículo e outros documentos pessoais do chefe da agência. Muitos desses registros pareciam ter mais de uma década. É semelhante a muitos dos ataques cibernéticos ligados a hackers pró-Irã: chamativos e projetados para aumentar o moral entre apoiadores, enquanto minam a confiança do oponente, mas sem grande impacto no esforço de guerra. Esses ataques de alto volume e baixo impacto são "uma forma de dizer às pessoas em outros países que ainda é possível alcançá-las, mesmo que estejam em outro continente. Isso os torna mais uma tática de intimidação", disse Smith, da Digicert. Estruturas críticas como alvos É provável que o Irã ataque os elos mais fracos da cibersegurança americana: cadeias de suprimentos que sustentam a economia e o esforço de guerra, bem como infraestrutura crítica, como portos, estações ferroviárias, sistemas de água e hospitais. O Irã também está mirando data centers com armas cibernéticas e convencionais, mostrando o quão importantes esses locais são para a economia, as comunicações e a segurança das informações militares. Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Neste mês, hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram ter invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker e alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas em idade escolar. Em outro ataque, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à sua própria rede por meio de uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, afirmaram recentemente pesquisadores da empresa americana de cibersegurança Halcyon. Neste caso, os hackers nunca exigiram resgate, sugerindo que estavam motivados por destruição e caos, e não por lucro, revelaram os pesquisadores. Junto com o ataque à Stryker, "isso sugere um foco deliberado no setor médico, em vez de alvos de oportunidade", disse Cynthia Kaiser, vice-presidente sênior da Halcyon. "À medida que esse conflito continua, devemos esperar que esse direcionamento se intensifique". A inteligência artificial está dando um impulso A inteligência artificial pode ser usada para aumentar a velocidade de ataques cibernéticos e permitir que hackers automatizem grande parte do processo. Mas é na desinformação que a IA realmente demonstrou seu impacto corrosivo sobre a confiança pública. Apoiadores de ambos os lados têm disseminado imagens falsas de atrocidades ou de vitórias decisivas que nunca aconteceram. Um deepfake de navios de guerra dos Estados Unidos afundados acumulou mais de 100 milhões de visualizações. É #FAKE que imagens mostrem militares de elite americanos capturados pelo Irã O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio As autoridades no Irã limitaram o acesso à internet e estão trabalhando para moldar a visão que os iranianos têm da guerra com propaganda e desinformação. A mídia estatal iraniana, por exemplo, passou a rotular imagens reais da guerra como falsas, às vezes substituindo-as por imagens manipuladas próprias, segundo pesquisa da NewsGuard, empresa americana que monitora desinformação. O aumento das preocupações com riscos representados por IA e invasões levou o Departamento de Estado americano a criar em 2025 o Escritório de Ameaças Emergentes, focado em novas tecnologias e em como elas poderiam ser usadas contra os EUA. Ele se junta a esforços semelhantes já em andamento em órgãos como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA). A IA também desempenha um papel na defesa contra ataques cibernéticos ao automatizar e acelerar o trabalho, afirmou recentemente ao Congresso americano a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. A tecnologia, disse ela, "moldará cada vez mais as operações cibernéticas, com operadores e defensores usando essas ferramentas para melhorar sua velocidade e eficácia". Apesar de Rússia e China serem vistas como ameaças cibernéticas maiores, o Irã ainda assim lançou várias operações contra americanos. Nos últimos anos, grupos que trabalham para Teerã infiltraram o sistema de e-mail da campanha do presidente Donald Trump, atacaram sistemas de água nos Estados Unidos e tentaram invadir redes usadas pelos militares e por contratados de defesa. Eles também se passaram por manifestantes americanos online como forma de incentivar protestos contra Israel de maneira encoberta. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic

Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca alta no preço dos fretes 🚛 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já aplicou mais de R$ 354 milhões em multas por descumprimento do piso mínimo do frete em 2026. 💰 Em 2018, foram R$ 69 mil reais em multas durante o ano inteiro. Os dados foram levantados pela agência a pedido do g1. (veja o valor anual de multas aplicadas) 📝 Só neste ano, mais de 90 mil autuações já foram registradas, aumento de 33% em relação a todo o ano passado, quando foram aplicadas cerca de 67 mil multas. (veja a série histórica desde 2018) De acordo com a ANTT, o aumento está relacionado ao uso mais intensivo da fiscalização eletrônica no setor de transporte de cargas. ⛽ A legislação estabelece que a tabela do piso mínimo do frete no transporte rodoviário deve ser atualizada a cada seis meses ou sempre que houver variação superior a 5% no preço do diesel S10, seja para mais ou para menos. Esse mecanismo é conhecido como “gatilho”. Tabela do preço mínimo para o frete Criada em 2018, a política de preços mínimos do frete surgiu como uma das principais reivindicações dos caminhoneiros durante a greve nacional daquele ano. A paralisação, que durou 11 dias, provocou desabastecimento, afetou exportações e impactou diversos setores da economia. Os grevistas foram as ruas diante do aumento expressivo do diesel, dentre outros fatores. Entre os efeitos registrados na época, a redução de linhas de ônibus em várias regiões do país, a suspensão de postagens pelos Correios e a paralisação da produção em pelo menos 129 frigoríficos e abatedouros, além da escassez de hortifrutigranjeiros. Caminhão na BR-324 e BR-116 Edsom Leite / Ministério dos Transportes Em 2018, o setor de serviços no Brasil recuou 3,8% em maio na comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 📈 O índice foi fortemente influenciado pelos 11 dias de greve dos caminhoneiros no final de maio. A greve foi encerrada após um acordo entre o governo federal e a categoria, que incluiu a criação da tabela com valores mínimos para o frete. Os preços mínimos, que estabelecem o custo base para o transporte de cargas no país, são definidos pela própria ANTT. MP dos combustíveis Diante da alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, o governo federal buscou evitar uma nova paralisação de caminhoneiros neste ano e anunciou um pacote de medidas para reduzir os riscos e o impacto no mercado nacional. 📝 As ações endurecem as punições para quem descumprir o piso mínimo do frete. As multas, por exemplo, podem chegar a R$ 10 milhões. Para reforçar a aplicação das regras, o governo elaborou um instrumento jurídico que amplia a capacidade de fiscalização e de cumprimento da legislação (enforcement) no ambiente regulatório. A principal mudança prevê o impedimento de contratação de fretes por empresas irregulares. Em casos de reincidência ou de elevado número de infrações, tanto o embarcador, responsável pela carga, quanto o transportador poderão ser proibidos de operar. O pacote inclui: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; fiscalização permanente, com monitoramento integral (100% das operações), sobre transportadoras reincidentes.

De onde vem o que eu como: chocolate Antes dos ovos de chocolate tomarem conta das prateleiras na Páscoa, o costume era bem mais simples: presentear com ovos de galinha. Embora hoje a troca de ovos esteja ligada à celebração cristã da ressurreição de Jesus, essa tradição é bem mais antiga e cheia de simbolismos que atravessam culturas e séculos. Confira as respostas do g1 para as principais curiosidades sobre o tema: 🥚Por que dar ovos de presente? Desde antiguidade, o ovo é símbolo de fertilidade e renovação. "É a partir dele que nascem muitos animais", explica Karla Nery, instrutora de confeitaria no Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac. "O coelho, outro ícone da Páscoa, também está ligado à ideia de fertilidade, por se reproduzir com facilidade". A importância do ovo na história da humanidade é tanta que, no Império Romano, chegaram a acreditar que o universo era oval, imitando o seu formato. Já na Idade Média, existia a ideia de que o mundo teria surgido de dentro de uma casca de ovo. Mas, essa simbologia é ainda mais antiga. Séculos antes do cristianismo, povos antigos já presenteavam com ovos em momentos de comemoração, como o início da primavera — época que marca o fim do inverno no Hemisfério Norte, segundo Katia. "Depois da troca, eles cozinhavam e comiam os ovos" , conta a especialista. "Por isso, eram utilizados ovos comestíveis, como os de galinha, pato ou ganso". Com a intenção de deixar o presente mais bonito, alguns ovos passaram a ser pintados e decorados, o que também se tornou uma tradição. Para isso, eram usados pigmentos naturais extraídos de alimentos, como beterraba e açafrão, explica Katia. Cacau é afrodisíaco e ajuda a prevenir doenças: veja curiosidades sobre a fruta do chocolate 🙏Quando os ovos viraram símbolo da Páscoa? Com o surgimento e a expansão do cristianismo, a crença de que os ovos simbolizam a renovação foi incorporada às tradições cristãs. Assim, na Páscoa, data em da celebração da Ressurreição de Cristo, o ovo começou a ser dado de presente. "Como Jesus que ressuscitou, o ovo simbolizava uma nova vida emergindo da casca do ovo", descreve a enciclopédia Britannica. 🏰 Como os ovos viraram artigo de luxo? Na Europa medieval, a tradição ganhou status nobre. Registros indicam que, no século 12, o rei francês Luís VII recebeu ovos ao voltar da Segunda Cruzada — mesmo derrotado. A prática se espalhou entre a elite, que passou a trocar ovos feitos de porcelana, vidro e até ouro. Séculos depois, essa tradição inspiraria os famosos Ovos Fabergé, criados pelo joalheiro russo Peter Carl Fabergé. Um deles, presente do czar Alexandre 3º à imperatriz Marie Feodorovna, foi avaliado em US$ 20 milhões em 2014 — e trazia um relógio cravejado de safiras e diamantes, segundo a BBC. 🍫Quando surgiram os ovos de chocolate? A versão doce surgiu entre os séculos 17 e 18, na França, com confeiteiros que criaram moldes de ovos recheados com uma mistura de ovos, açúcar e, claro, chocolate. Com o tempo, os ovos passaram a ser feitos inteiramente de chocolate — inicialmente mais amargo e denso do que os que conhecemos hoje. O sabor só foi suavizado com a evolução da confeitaria e a adição de ingredientes como leite, manteiga de cacau e açúcar, segundo a especialista. Saiba a diferença entre os tipos e como é a produção de cacau no Brasil Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos

Calendário 2026 Freepik Abril nem começou, mas já é aguardado por muitos trabalhadores. O mês terá dois feriados nacionais e pode render folgas com chance de emenda. O primeiro período de pausa começa na sexta-feira, 3 de abril, com o feriado nacional da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa). Quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Páscoa, celebrada no domingo (5), não garante folga extra por não ser feriado nacional, sendo considerada uma data comemorativa religiosa. No entanto, pode haver previsão diferente em acordo ou convenção coletiva. O outro feriado é o Dia de Tiradentes, em 21 de abril, que cai em uma terça-feira. Com isso, quem conseguir folga na segunda (20), considerada ponto facultativo para os servidores públicos federais, pode aproveitar um descanso prolongado — de sábado a terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o calendário: 3 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo 5 de abril (domingo): Páscoa 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Apesar de ser um feriado nacional, nem todos são beneficiados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.991 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (31), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S. Navy via AP O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o país deve retomar o controle do Estreito de Ormuz e garantir a liberdade de navegação na região, considerada estratégica para o comércio global de petróleo. Em entrevista ao programa “Fox & Friends”, da Fox News, Bessent disse que o mercado global segue bem abastecido, apesar das tensões recentes. Segundo ele, a circulação de navios já dá sinais de retomada. “Com o tempo, os EUA vão retomar o controle do Estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas dos EUA ou de uma escolta multinacional”, afirmou. Irã mostra momento em que chefe da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz A declaração ocorre em um momento de incerteza sobre a segurança da rota, que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e é responsável por escoar uma parcela significativa da produção de petróleo de grandes exportadores. Pressão por estabilidade A fala de Bessent sinaliza confiança do governo americano em uma solução para a crise, embora ainda não haja prazo definido para a normalização completa do fluxo de embarcações. Ao mesmo tempo, reforça a pressão internacional por estabilidade na região. Embora o governo americano demonstre confiança, as falas contrastam com declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, que ao longo de março fez uma série de promessas sobre a liberação do Estreito de Ormuz que ainda não se concretizaram. No dia começo do mês, em entrevista à CBS News, Trump disse que avaliava assumir o controle da rota e afirmou que os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito. Já no dia 21, em uma publicação nas redes sociais, o presidente deu um ultimato ao Irã, exigindo a reabertura completa da passagem em 48 horas sob ameaça de ataques a usinas de energia iranianas. Na última quinta-feira (26), afirmou durante reunião de gabinete que o fluxo de petroleiros poderia ser normalizado como parte das negociações e chegou a dizer que o controle da região poderia ser uma opção. Apesar disso, o estreito segue sob instabilidade, com episódios recentes de ataques e riscos à navegação. Nos últimos dias, episódios envolvendo o tráfego marítimo e ações militares aumentaram a tensão. Dados de rastreamento indicam que dois navios porta-contêineres chineses conseguiram atravessar o estreito em uma nova tentativa de deixar o Golfo, após recuarem anteriormente. Já no campo militar, o exército de Israel afirmou ter interceptado dois drones lançados do Iêmen. O ataque ocorreu após rebeldes houthis, alinhados ao Irã, dispararem mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Impacto no petróleo e na inflação A instabilidade na região tem impacto direto sobre os preços do petróleo. O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos logísticos do mundo, e qualquer interrupção ou risco elevado no transporte tende a encarecer o barril. Segundo analistas, um eventual bloqueio também no Mar Vermelho — caso os houthis passem a atacar navios — poderia elevar os preços entre US$ 5 e US$ 10 por barril. Esse movimento pressiona a inflação global, já que o aumento do custo dos combustíveis afeta cadeias produtivas em diversos países. Trump volta a ameaçar o Irã Em meio à escalada de tensão, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nesta segunda-feira. Ele exigiu que o país reabra o Estreito de Ormuz e alertou para possíveis ataques a instalações energéticas iranianas caso isso não ocorra. Trump havia indicado anteriormente que poderia suspender ações contra a infraestrutura energética do Irã até 6 de abril, enquanto negociações ocorrem. Segundo ele, representantes dos dois países vêm se reunindo “direta e indiretamente”. O governo iraniano, no entanto, classificou as propostas americanas como “irrealistas, ilógicas e excessivas” e voltou a lançar mísseis contra Israel. Para analistas, o prazo estabelecido pelos EUA não foi suficiente para acalmar o mercado, que agora busca sinais concretos de redução das tensões. Diante dos riscos no Estreito de Ormuz, exportadores já começaram a buscar rotas alternativas. Dados da consultoria Kpler mostram que as exportações de petróleo da Arábia Saudita redirecionadas para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, saltaram para 4,658 milhões de barris por dia na última semana. Empresas do setor também monitoram a situação. A PetroChina, maior produtora de petróleo e gás da Ásia, afirmou que segue operando normalmente, embora cerca de 10% de seu fornecimento dependa da passagem pelo estreito. Apesar disso, o fim de semana foi marcado por novos ataques na região, incluindo danos a um terminal em Omã e registros de mísseis no Kuwait e nas proximidades da Arábia Saudita. O cenário, segundo especialistas, ainda é de cautela, com o mercado global atento aos próximos desdobramentos no Oriente Médio. Reportagem elaborada com informações da agência Reuters.

Empresa espanhola ganha leilão e vai administrar o aeroporto do Galeão, no Rio A empresa espanhola Aena venceu nesta segunda-feira (30) o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, e ficará responsável pela operação do terminal até 2039. O certame, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, teve início às 15h, na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3. Além da Aena, disputaram a concessão o Zurich Airport e a atual concessionária RIOgaleão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O valor mínimo de outorga — pago ao governo pelo direito de explorar o Galeão — foi fixado em R$ 932,8 milhões. O lance final da Aena, de R$ 2,9 bilhões, representou um ágio de 210,88%, após uma disputa acirrada. A vitória permite que a empresa espanhola passe a operar o aeroporto em um modelo que substitui o contrato de concessão anterior por outro mais flexível, garantindo a continuidade das operações. (leia mais abaixo) Com o Galeão, a Aena amplia sua atuação para 18 aeroportos no Brasil, sendo a maior concessionária aeroportuária do país em número de terminais. Entre eles estão o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e os de Recife (PE) e Maceió (AL). O que acontece agora? A Aena irá assumir a operação do Galeão. Atualmente, a concessionária RIOgaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%. Com a venda assistida, RIOgaleão e Infraero deixarão o negócio, permitindo que a nova operadora assuma integralmente a concessão. 🔎 Diferentemente da concessão tradicional, que parte de um projeto novo, a venda assistida envolve a relicitação de um contrato já existente, renegociado para viabilizar a troca de operador — caso do Galeão. O contrato prevê que a Aena poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto, além de assumir os direitos e obrigações previstos no novo acordo. A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos operadores. As principais mudanças com a nova concessão são: a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão; o fim da obrigação de construir uma terceira pista; a saída da Infraero da sociedade; e a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Ou seja, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação. Após o leilão, o diretor-geral da Aena Internacional, Emilio Rotondo, afirmou que o Brasil é estratégico para a empresa, que passa agora a administrar o segundo e o terceiro maiores aeroportos do país em número de passageiros. “Também reforçamos nossa presença e atuação junto a parceiros institucionais locais. Com isso, passamos a movimentar cerca de 62 milhões de passageiros no Brasil”, declarou. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a aviação brasileira avança e que as “dificuldades” envolvendo o Galeão estão sendo superadas. Ele também agradeceu a cooperação que viabilizou o leilão de venda assistida do aeroporto. “Por meio da cooperação, estamos tendo um resultado muito positivo para a história do Brasil e, sobretudo, para a aviação do país”, disse. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil Números do Galeão O leilão ocorreu após um período de reestruturação do aeroporto, que enfrentou queda na demanda após os grandes investimentos realizados para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 — cenário agravado pela pandemia de Covid-19. Apesar de o número de passageiros ainda estar abaixo da capacidade do terminal, de 37 milhões por ano, o volume de viajantes vem crescendo, segundo a RIOgaleão. Em 2025, por exemplo, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo Galeão, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior, quando foram 14,5 milhões. O número representa uma média de 49 mil passageiros por dia. Além disso, o aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 voos internacionais por dia, entre pousos e decolagens. Números do Aeroporto do Galeão Arte/g1 Veja onde fica o Aeroporto Galeão Leilão do Aeroporto do Galeão Arte/g1

Bacalhau é peixe ou modo de preparo? Presença garantida na mesa de muitos brasileiros durante a Semana Santa, o bacalhau ainda desperta curiosidade. Afinal, que peixe é esse? De onde ele vem? E quando começou a ser consumido no Brasil? Para responder a essas e outras perguntas, o g1 preparou uma lista de informações sobre o prato queridinho da Páscoa. Confira: Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa ➡️Bacalhau são dois peixes A bióloga Amanda Gomes explica que duas espécies de peixes podem ser chamadas de bacalhau: o gadus morhua, que vive no Oceano Atlântico, e o gadus macrocephalus, encontrado no Oceano Pacífico. ➡️ Gigante das profundezas Bacalhau-do-Atlântico ou bacalhau-da-Noruega (Gadus morhua) é o maior exemplar. Divulgação/Redes Sociais O bacalhau pode atingir 1,5 m de comprimento e pesar até 90 kg. Ele também é carnívoro, se alimenta de camarões e outros crustáceos, e costuma viver em grandes cardumes, em águas frias, bem abaixo da superfície do mar — a mais de 200 metros de profundidade. ➡️Salga é o modo de preparo Há quem diga que bacalhau é modo de preparo, mas, na verdade, ele é o peixe e o seu modo de preparo é chamado de salga. Esse processo ficou popular por volta do ano 1000, quando os europeus começaram a vender bacalhau em larga escala. A conservação do peixe no sal permitia que ele fosse levado em navios, durante longas viagens. O sal desidrata a carne e faz com que ela fique preservada por mais tempo. ➡️Tradição que veio com os portugueses O hábito de comer bacalhau no Brasil começou com a chegada da coroa portuguesa, no século 19. Com o tempo, o prato se tornou símbolo de datas importantes, como a Sexta-feira Santa, quando parte da população evita o consumo de carne vermelha. Bacalhau salgado demais? Veja dicas para não errar no tempero DE ONDE VEM: tilápia carrega filhotes na boca e ajuda vítimas de queimaduras; VÍDEO

Correios prorrogam programa de demissões voluntárias até 7 de abril; adesão está bem abaixo da meta Até a manhã desta segunda-feira (30), o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos Correios registrou 2.347 adesões de funcionários, segundo a estatal. O número está bem abaixo da meta, que previa que 10 mil pessoas deixassem a empresa este ano, além da projeção de outros cinco mil em 2027. 🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa. 🗓️ Na sexta-feira (27), os Correios anunciaram a prorrogação do prazo de adesão ao programa até 7 de abril. Anteriormente, o período se encerraria nesta terça-feira (31). Os Correios enfrentam uma crise sem precedentes e, na tentativa de equilibrar as contas, anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. (entenda a crise) O plano inclui medidas como a contratação de empréstimos, a revisão do modelo de negócios e a implementação do próprio PDV, entre outras ações. Segundo a estatal, a decisão busca “oferecer mais tempo e segurança” para que os empregados analisem as novas condições de assistência médica, incluindo a ampliação regional do Plano Família da Postal Saúde. Apontado como um dos principais pilares do processo de reestruturação, o PDV tem como meta reduzir o quadro de pessoal em até 15 mil funcionários até 2027. Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Jornal Nacional/ Reprodução Entenda a crise A situação da empresa vem se deteriorando nos últimos quatro anos. Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado. Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades. Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.

Vista da refinaria da companhia de petróleo Pemex em Cadereyta, no México Reuters/Daniel Becerril O governo do México está em conversas com várias empresas privadas interessadas em comprar combustíveis da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) para revendê-los a companhias cubanas, informou a presidente Claudia Sheinbaum nesta segunda-feira (30). Os comentários da presidente mexicana ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tinha “nenhum problema” com o envio de petróleo russo a Cuba, depois de ter impedido a chegada à ilha de petróleo venezuelano e também de outros países, como o México, sob ameaça de tarifas aduaneiras. “Há [empresas] privadas que se aproximaram de nós, por exemplo, para poder comprar combustível da Pemex e levá-lo elas mesmas às [empresas] privadas de Cuba (...) Há várias empresas, não apenas uma”, afirmou Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No fim de fevereiro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que a venda de gás e outros combustíveis a Cuba poderia ser autorizada se destinada ao setor privado para suas atividades. Sem citar nomes, a chefe de Estado mexicana indicou que se trata de empresas que atuam no transporte e na exportação de combustíveis. Ela acrescentou que, em Cuba, existem empresas privadas, como redes hoteleiras, que precisam desses combustíveis e fazem acordos com essas companhias. “Não necessariamente é um acordo governo a governo”, detalhou a presidente. Pequenas e médias empresas privadas existem em Cuba desde 2021, após mais de meio século de proibição oficial. Em março passado, o governo de Havana também autorizou a criação de empresas mistas entre o Estado e o setor privado. A ilha comunista enfrenta uma forte escassez de petróleo e está imersa em uma longa crise econômica e política, agravada pela falta de produtos básicos e pela multiplicação dos apagões, devido ao bloqueio de petróleo imposto por Washington. Nesta segunda-feira, a Rússia informou que o petroleiro Anatoly Kolodkin, carregado com 730 mil barris de petróleo bruto, havia chegado a Cuba. A interrupção do abastecimento de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, ocorreu após a operação militar na qual os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

Michael Rousseau Reprodução A Air Canada anunciou nesta segunda-feira (30) que seu CEO, Michael Rousseau, vai se aposentar ainda este ano, após ser criticado por divulgar uma mensagem de condolências apenas em inglês após o acidente fatal ocorrido neste mês em Nova York. A maior companhia aérea do Canadá, sediada na província francófona de Quebec, informou que Rousseau comunicou ao conselho que deixará o cargo até o fim do terceiro trimestre. O Canadá é um país oficialmente bilíngue, e o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que a decisão de aposentadoria de Rousseau é “apropriada”. “É essencial que o próximo CEO da Air Canada seja bilíngue”, disse Carney. Mark Carney havia dito que a mensagem apenas em inglês demonstrava falta de compaixão e de discernimento. O premiê de Quebec e outras autoridades pediram a renúncia do executivo da companhia aérea. “Saúdo a decisão do CEO da Air Canada, Michael Rousseau, de deixar o cargo. O conselho de administração da Air Canada terá de garantir que o próximo CEO fale francês”, afirmou o primeiro-ministro de Quebec, François Legault, em comunicado. Acidente de avião deixa oito feridos no Canadá Antoine Forest, um dos dois pilotos mortos no acidente no Aeroporto de LaGuardia, era de Quebec. Forest e Mackenzie Gunther morreram quando o voo da Air Canada Jazz, vindo de Montreal, colidiu com um caminhão de bombeiros na pista logo após o pouso. A maior companhia aérea do Canadá tem sede em Montreal. Rousseau já havia sido criticado anteriormente por não falar francês. Ele divulgou sua mensagem de condolências em vídeo em inglês, com legendas em francês. O Gabinete do Comissário de Línguas Oficiais recebeu centenas de reclamações sobre o caso. O ministro dos Transportes do Canadá, Steven MacKinnon, agradeceu a Rousseau em uma publicação nas redes sociais e afirmou que o governo continuará trabalhando de perto com a Air Canada para garantir que a empresa “ofereça um serviço seguro, confiável, acessível e bilíngue a todos os canadenses”. Legault observou que, quando Rousseau foi nomeado presidente da companhia aérea em fevereiro de 2021, ele prometeu aprender francês. A identidade de Quebec é motivo de controvérsia desde a década de 1760, quando os britânicos concluíram a tomada do território então chamado de Nova França. Cerca de 80% da população de Quebec fala francês.

Um drone atinge um prédio residencial durante um ataque russo com mísseis e drones, em meio à ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em Kiev Gleb Garanich/Reuters Grupos ligados à Rússia e ao Irã estão utilizando cada vez mais criptomoedas para financiar a compra de drones e componentes militares de baixo custo, de acordo com um novo relatório da empresa de análise de blockchain Chainalysis. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os drones disponíveis comercialmente se tornaram centrais para as guerras travadas ao redor do mundo, principalmente na Ucrânia e Oriente Médio. Como os drones de baixo custo estão amplamente disponíveis em plataformas globais de comércio eletrônico, muitas vezes é um desafio para as autoridades rastrearem quem está por trás das compras e qual pode ser sua intenção com os produtos. Embora a maioria das compras de drones seja feita de maneira tradicional, as redes de aquisição estão se cruzando cada vez mais com o blockchain, o registro digital no qual as criptomoedas se baseiam, descobriu a Chainalysis. Esse registro permite que os investigadores mapeiem o caminho de uma transação desde sua origem até seu destino. 🪙 O que é blockchain? Blockchain é um tipo de banco de dados digital que registra informações em blocos encadeados e protegidos por criptografia. Esses registros são compartilhados entre vários computadores, o que dificulta fraudes e alterações, garantindo mais transparência e segurança nas transações. LEIA MAIS: Como Irã criou drones 'suicidas' de baixo custo para provocar caos no Oriente Médio Israel ataca universidade do Irã responsável pelo desenvolvimento de armas Os pesquisadores de blockchain da Chainalysis conseguiram rastrear o fluxo de criptomoedas de carteiras individuais conectadas a desenvolvedores de drones ou grupos paramilitares para a compra de drones de baixo custo e seus componentes de fornecedores em sites de comércio eletrônico. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, grupos pró-Rússia arrecadaram mais de US$ 8,3 milhões em doações de criptomoedas, e os drones estão entre as compras especificamente discriminadas feitas com essas doações, segundo o levantamento. "No blockchain, há essa oportunidade incrível, uma vez que você identificou o fornecedor, de ver a atividade da contraparte e fazer avaliações que ajudam a esclarecer essa utilização e a intenção por trás da compra", disse Andrew Fierman, chefe de inteligência de segurança nacional da Chainalysis. A Chainalysis conseguiu comparar transações com moedas digitais valendo entre US$ 2.200 e US$ 3.500 com os preços exatos de drones e componentes em plataformas de comércio eletrônico, disse Fierman. "Vimos tudo, desde a solicitação dos drones e das peças e quanto eles estavam querendo obter, até as fotos que mostravam que eles compraram esses produtos", disse ele. O estudo também descobriu que grupos ligados ao Irã estão usando criptomoedas para adquirir peças de drones e vender equipamentos militares. Ele destacou especificamente uma carteira de criptomoedas com conexões com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, comprando peças de drones de um fornecedor com sede em Hong Kong. Sem dúvida, o volume total de criptomoedas vinculado à aquisição de drones continua pequeno em comparação com os gastos militares gerais, mas o levantamento afirma que o blockchain poderia ajudar as autoridades a rastrearem melhor as compras que, de outra forma, poderiam permanecer obscuras. "O blockchain pode fornecer muitas informações que não estão necessariamente disponíveis tradicionalmente", disse Fierman.

Pix apresenta instabilidade nesta segunda-feira (30) Reprodução/TV Globo Usuários relatam dificuldade para realizar transferências via PIX nesta segunda-feira (30). De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em plataformas digitais, houve um pico de reclamações por volta das 12h30. O serviço também registrou aumento nas queixas relacionadas ao Banco do Brasil no mesmo período. As reclamações de instabilidades no banco estatal também tiveram pico por volta do meio-dia. Procurado, o BB informou que o PIX Pagamento ficou momentaneamente indisponível e atuava para restabelecer o serviço com a maior brevidade possível. Mais tarde, atualizou a ocorrência. "O Banco do Brasil informa que o Pix Pagamento foi normalizado e o serviço já está disponível aos seus clientes.”, disse o banco em nota ao g1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Downdetector registra diversas reclamações sobre o Pix nesta segunda-feira Reprodução/Downdetector Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja algumas reclamações dos usuários Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Juiz suspende parte da reforma trabalhista de Milei A Justiça da Argentina suspendeu nesta segunda-feira (30) 82 artigos da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, que previam mudanças nas regras de trabalho e nos direitos dos trabalhadores no país. ➡️ Entre os principais pontos suspensos estão: ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras; redução do valor das indenizações por demissão; possibilidade de parcelamento das indenizações; restrições ao direito de greve; regras que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício. A reforma foi aprovada pelo Senado argentino no fim de fevereiro, após uma sessão marcada por tensão, protestos nas ruas e divergências entre parlamentares. O texto avançou como uma das principais apostas do governo para flexibilizar o mercado de trabalho. Desde então, sindicatos passaram a questionar a legalidade de vários pontos e recorreram à Justiça. Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni Segundo os jornais La Nación e Clarín, o juiz do trabalho Raúl Horacio Ojeda suspendeu a aplicação de 82 artigos de mais de 200 previstos na lei, atendendo a um pedido da Confederação Geral do Trabalho (CGT). "Com a concessão da medida cautelar, ambas as partes (Estado e CGT) procurarão chegar à sentença definitiva o mais rápido possível e em paz social", afirmou o juiz Raúl Ojeda em sua decisão. A decisão é provisória e vale até o julgamento definitivo. Ou seja, os artigos ficam sem efeito neste período, mas o governo pode recorrer para tentar reverter a decisão. O governo Milei se manifestou por meio do Ministério do Capital Humano, que afirmou que serão esgotadas todas as instâncias judiciais necessárias para garantir a plena vigência da reforma trabalhista. Em nota, a pasta disse que "reafirma seu compromisso na defesa desta lei, sancionada por ampla maioria do Congresso da Nação e concebida como ferramenta fundamental para a criação de emprego formal, a melhoria da competitividade e o fortalecimento da segurança jurídica de trabalhadores e empregadores". "O Ministério rejeita as tentativas de quem, priorizando interesses corporativos e setoriais, pretende obstaculizar as reformas necessárias para superar o desemprego e a estagnação que caracterizaram etapas anteriores de nossa história." Disputa interna De acordo com os jornais La Nación e Clarín, a disputa mantém o embate entre o governo Milei, que defende a flexibilização das regras trabalhistas, e os sindicatos, que veem perda de direitos nas mudanças aprovadas pelo Congresso. Ao Estúdio i, o jornalista Guga Chacra analisou que a reforma aproxima a Argentina do modelo dos Estados Unidos e se afasta da tradição do país, alvo de críticas da ala liberal, que considera essas regras ultrapassadas e um entrave ao crescimento econômico. “Por outro lado, há críticas de que a reforma tira proteção dos trabalhadores, principalmente dos sindicatos, como a CGT, que tem um histórico forte desde a época de Juan Domingo Perón. Milei deve recorrer e ainda tem chance de reverter, e esse tema deve dominar o debate porque, na Argentina, a economia tem muito peso”, afirmou. Reforma trabalhista de Milei foi votada no Senado sob greve e protestos nas ruas REUTERS/Agustin O que muda com a suspensão A decisão atinge o núcleo da reforma, que alterava regras de jornada, demissões e organização do trabalho. Entre os pontos suspensos estão a possibilidade de ampliar a jornada diária com compensação de horas, a redução e o parcelamento das indenizações e as restrições ao direito de greve, como a exigência de funcionamento mínimo durante paralisações, segundo o La Nación. A reforma também previa mudanças nas formas de contratação, e parte dessas regras deixa de valer com a decisão. Ficam suspensas medidas que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício e ampliavam a classificação de trabalhadores como autônomos, incluindo profissionais de aplicativos. Também perde efeito a regra que eliminava o princípio de interpretação da lei em favor do trabalhador, segundo o La Nación. As mudanças que afetavam sindicatos também foram atingidas. De acordo com o Clarín, deixam de valer regras que limitavam assembleias, reduziam a atuação de representantes e restringiam a proteção sindical. Também ficam suspensas as medidas que priorizavam acordos firmados dentro das empresas, abrindo espaço para negociações com possível redução salarial. A decisão ainda interrompe outros pontos relevantes da reforma. Segundo o La Nación, seguem sem efeito: a revogação da lei do teletrabalho; a criação de banco de horas por acordo individual; o fracionamento obrigatório das férias; a criação do Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAL), que substituiria indenizações. O juiz avaliou que o fundo não garantiria proteção adequada e poderia gerar impactos na Previdência. Ao justificar a decisão, o juiz apontou risco de prejuízos imediatos. Ao Clarín, ele citou o “perigo da demora” e afirmou que a aplicação das regras poderia causar danos irreparáveis caso a lei seja considerada inconstitucional no julgamento final.

Divulgação Chatbot da EvaChat facilita atendimento automatizado no WhatsApp. - Divulgação. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) manteve a autuação imposta ao WhatsApp, controlado pela Meta, por descumprimento de medida preventiva aplicada pelo órgão antitruste. A infração se refere ao uso de inteligência artificial na plataforma. Em janeiro, com a atualização dos termos, o WhatsApp mudou as regras da plataforma WhatsApp Business para provedores de IA, proibindo, por exemplo, a atuação de chatbots, softwares baseados em inteligência artificial que funcionam como assistentes virtuais. A mudança nas regras do WhatsApp foi anunciada em outubro de 2025, junto com os novos termos da plataforma. No Brasil, o inquérito foi aberto a partir de pedido das empresas Factoría Elcano, responsável pela IA Luzia, e Brainlogic, detentora da Zapia. Foi mantida a multa diária de R$ 250 mil até a comprovação do cumprimento da decisão. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação ainda em curso no órgão. Foi fixado prazo de cinco dias corridos para cumprimento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No começo do mês, o Tribunal do Cade confirmou a medida preventiva concedida pela área técnica, determinando que o WhatsApp deveria permitir que chatbots de IA, assistentes virtuais com inteligência artificial, voltassem a usar a plataforma, impedindo a aplicação dos novos termos de uso. A Meta informou ao Cade que adotaria providências para cumprir a medida preventiva, mas indicou que passaria a cobrar, a partir de 11 de março de 2026, por um tipo de mensagem enviada por chatbots de inteligência artificial a usuários brasileiros, aplicando tarifa equivalente à de mensagens de marketing. A área técnica do Cade pediu esclarecimentos, e a empresa defendeu a “racionalidade econômica” do modelo de precificação, alegando que não havia obrigação de oferecer acesso gratuito à plataforma e que o uso gratuito por chatbots de IA poderia gerar impactos operacionais e concorrenciais. A SG instaurou um incidente administrativo no qual aponta descumprimento da medida preventiva a partir de 17 de março de 2026, com autuação e multa diária de R$ 250 mil até a comprovação do restabelecimento do cenário anterior. A Meta recorreu alegando ausência de intimação formal, afirmando que a comunicação por e-mail teria caráter meramente informativo e que seria necessária publicação no Diário Oficial da União. Além disso, afirmou que a “precificação para chatbots” não estaria abrangida pela decisão da SG. A área técnica manteve a decisão, conforme despacho publicado no Diário Oficial. De acordo com despacho da área técnica, a ausência de publicação no Diário Oficial da União não compromete a validade da intimação, porque a ciência da empresa foi assegurada, sem prejuízo ao contraditório e à ampla defesa. Ainda segundo a SG, a implementação da chamada “precificação para chatbots” configura descumprimento da medida preventiva, pois alterou de forma significativa as condições de acesso à plataforma, em desacordo com a obrigação de restabelecer o cenário anterior e com efeitos equivalentes aos das regras suspensas.

Powerbank Freepik/xb100 A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), informou que o uso de powerbanks será limitado a duas unidades por passageiro em voos a partir de sexta-feira (27). Powerbank é uma bateria recarregável portátil usada para carregar celulares. Segundo a agência, os passageiros também não poderão recarregar seus powerbanks durante o voo. Sediada em Montreal, a ICAO costuma estabelecer padrões globais para a aviação, geralmente adotados por seus 193 países-membros. No caso das novas regras para powerbanks, porém, a aplicação será imediata. Restrições ao uso de carregadores portáteis já vinham sendo adotadas por companhias aéreas, como a Lufthansa, e por países como a Coreia do Sul, após incidentes recentes — entre eles, um incêndio em um avião da Air Busan, em 2025. No início deste ano, um caso semelhante aconteceu no Brasil, quando um avião da Latam precisou desviar a rota após um powerbank explodir a bordo (veja vídeo abaixo). Avião da Latam faz pouso monitorado após explosão com carregador portátil Outro caso parecido aconteceu em agosto de 2025, quando um carregador portátil pegou fogo em um avião que fazia o trajeto entre São Paulo e Amsterdã. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram o interior da aeronave tomado por fumaça (veja abaixo). Carregador pega fogo dentro de avião para Amsterdã Especialistas explicam que incidentes com baterias de íon de lítio — usadas em celulares, notebooks e powerbanks — são raros. Ainda assim, podem acontecer e existem regras específicas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reduzir perigos durante o transporte desses equipamentos (saiba mais aqui).

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o J. Safra Macro Day Reprodução O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (30) que a alta recente do petróleo deve pressionar a inflação e desacelerar o crescimento econômico, em um cenário global mais adverso marcado por tensões geopolíticas provocadas pela guerra no Irã. Durante o evento, Galípolo explicou que a alta atual do petróleo é diferente de outros momentos, pois não se deve ao aumento da demanda, mas a problemas na oferta — ou seja, falta de produto no mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Essa elevação no preço do petróleo tem uma natureza bastante distinta do passado, não decorre de um ciclo de demanda, mas sim de um choque de oferta”, afirmou. Segundo ele, o impacto tende a ser de “inflação para cima e crescimento para baixo”. "Desde o início, a governança do Banco Central tem sido mais parcimoniosa. A instituição tem preferido incorporar os efeitos de forma gradual e ganhar tempo para entender melhor o impacto de cada evento [guerra no Oriente Médio]. Até agora, essa estratégia tem se mostrado acertada", afirmou. "Em vários momentos, surgiram políticas que poderiam ter levado a reações mais rápidas por parte do Banco Central, mas a decisão de aguardar e ajustar gradualmente ajudou a evitar a amplificação da volatilidade. Assim, o BC segue avaliando os desdobramentos, mas, em um primeiro momento, a leitura é de inflação para cima e crescimento para baixo." O presidente do BC explicou que, ao contrário de momentos em que a alta do petróleo estava associada ao aquecimento da economia global, o cenário atual está ligado a restrições na oferta, o que gera efeitos mais negativos sobre a atividade. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta segunda, o petróleo subia mais de 2% e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril. Com isso, caminha para encerrar o mês com valorização de 59%, a maior desde 1990. 🔎 O petróleo Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 o barril nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (ainda na noite de domingo no horário de Brasília). Por volta das 9h10, avançava 2,07%, a US$ 114,90. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31. O movimento ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação dos investidores com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. Brasil em posição relativamente mais favorável Galípolo também ressaltou que, apesar do ambiente internacional mais desafiador, o Brasil está em uma posição relativamente mais favorável em comparação a outros países. “O Brasil hoje se beneficia de ser um exportador líquido de petróleo”, disse. Ele ressaltou, porém, que ainda há efeitos relevantes, já que o país precisa importar derivados de petróleo, o que influencia os preços no mercado interno. 🛢️ Petróleo líquido é o petróleo bruto, que sai do subsolo ou do mar e ainda não passou por processamento. Já os derivados são os produtos obtidos após o refino, como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha. Ou seja, o petróleo líquido é o produto inicial, e os derivados são os utilizados no dia a dia. Além disso, destacou que o nível mais elevado da taxa de juros no país contribui para essa posição. “O diferencial de juros, estarmos em um patamar mais contracionista comparativamente a outros bancos centrais, também nos coloca numa situação mais favorável”, afirmou. Na última reunião, em 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano — o primeiro corte desde maio de 2024. Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. Ainda assim, o Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, calculado ao descontar a inflação prevista da taxa nominal. 🔎 A Selic, taxa básica de juros da economia, é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação, com impacto maior sobre a população mais pobre. Segundo a ata do Comitê, a guerra piorou o cenário inflacionário, com a alta do petróleo elevando as expectativas acima da meta de 3%, que tem intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Diante disso, o BC indicou que o ritmo de queda dos juros deve ser mais lento e evitou sinalizar próximos passos, destacando a necessidade de cautela em um ambiente externo mais instável e com sinais de desaceleração da economia brasileira. Política monetária já desacelera setores cíclicos Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Apesar do último corte de juros, a Selic ainda está no maior patamar em 20 anos. Gabriel Galípolo afirmou que os juros elevados no Brasil já têm efeito na economia, principalmente nos setores que mais dependem de crédito, como consumo e investimentos. Segundo ele, “ficou claro ao longo deste ano que a política monetária vem surtindo seu efeito, vem fazendo a sua 'transmissão' para a economia”, com reflexos visíveis no crédito e na atividade. Ele explicou que o impacto não é uma queda forte da economia, mas uma desaceleração gradual: “é um efeito de uma desaceleração, de crescimento menor, em especial nesses componentes mais cíclicos”. 🔎 Setores cíclicos são aqueles mais sensíveis às mudanças da economia. Por exemplo, áreas como construção civil, indústria e venda de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, costumam reagir rapidamente quando há juros altos ou maior incerteza, com redução de investimentos e consumo. Sobre o início da queda dos juros, Galípolo disse que o Banco Central optou por começar com um corte menor por cautela, diante das incertezas externas, como a alta do petróleo. “O que foi entendido é que essa gordura acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões permitiu ganhar tempo”, afirmou. Isso, segundo ele, permitiu seguir o plano sem mudanças bruscas: “decidimos seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”. Segundo Galípolo, a postura do BC é “mais transatlântico do que jet ski”, indicando que prefere agir de forma mais lenta e previsível, evitando movimentos bruscos em momentos de incerteza.

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma pequena melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado negativo foi de R$ 32,8 bilhões (valor corrigido pela inflação). 📈 Em fevereiro, houve um aumento real de 5,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 157,8 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 187,7 bilhões em fevereiro deste ano, com uma alta real de 3,1% no período. Segundo o Tesouro, o aumento real nas despesas se concentrou em: Educação (+R$ 3,4 bilhões), refletindo o aporte no Programa Pé de Meia, Saúde (+R$ 1,4 bilhão); Pessoal e Encargos Sociais (+R$ 2,2 bilhões), resultado dos reajustes concedidos aos servidores em 2025; Benefícios Previdenciários (+R$ 1,7 bilhão), decorrente do aumento no número de beneficiários do RGPS e do reajuste do salário-mínimo. Primeiro bimestre No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 56,85 bilhões. Com isso, houve uma pequena melhora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 56,66 bilhões (valor corrigido). 📈 No primeiro bimestre deste ano, houve um aumento real de 2,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 430,5 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 373,6 bilhões em janeiro e fevereiro deste ano, com uma alta real de 3% no período. Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dario Durigan e Fernando Haddad falam em imagem de 2024 Diogo Zacarias/MF

A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril O petróleo subia mais de 2% nesta segunda-feira (30) e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril. Com isso, o produto caminha para encerrar o mês com uma valorização de 59%, a maior desde 1990. 🔎 O petróleo Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 o barril nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (ainda na noite de domingo no horário de Brasília). Por volta das 9h10, avançava 2,07%, a US$ 114,90. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31. O movimento ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo. O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesse cenário de incerteza, os mercados financeiros oscilaram nesta segunda-feira. As bolsas asiáticas — mais dependentes do petróleo exportado pelos países do Golfo — registraram queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, encerrou o dia com recuo de 2,8%. Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas e avançavam cerca de 0,6%. Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices — negociações que indicam a tendência de abertura do mercado — apontavam para alta moderada após uma sequência recente de quedas. Estreito de Ormuz no centro das preocupações Os investidores acompanham sinais contraditórios sobre o rumo do conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz ou poderá enfrentar ataques a instalações de energia, como poços de petróleo e usinas. 📍 A região é considerada vital para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passa por esse estreito. Ao mesmo tempo, o Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias negociações para tentar encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os Estados Unidos de preparar uma possível ofensiva terrestre, enquanto reforça sua presença militar na região. Para Eren Osman, diretor da gestora Arbuthnot Latham, o mercado está especialmente sensível ao comportamento do petróleo. “O petróleo é o principal foco de tensão neste momento”, afirmou. Segundo ele, a reabertura do Estreito de Ormuz seria um fator importante para reduzir a volatilidade nos mercados. Ainda assim, o analista disse não esperar um conflito prolongado, pois acredita que o governo americano pode ter limites para tolerar quedas prolongadas nas bolsas. Energia mais cara afeta diversas cadeias produtivas A interrupção do tráfego no estreito já provocou alta em diversos produtos ligados à energia e à indústria. Os preços de petróleo, gás natural, fertilizantes, plásticos e alumínio subiram, assim como os combustíveis usados em aviões e navios. O encarecimento dessas matérias-primas tende a se espalhar pela economia, elevando custos de transporte e produção. Com isso, analistas também esperam aumentos em itens como alimentos, medicamentos e produtos petroquímicos. O alumínio, por exemplo, atingiu o nível mais alto em quatro anos após ataques aéreos iranianos contra dois grandes produtores do Oriente Médio durante o fim de semana. Impacto maior para economias asiáticas A Ásia é considerada uma das regiões mais expostas à crise energética, já que depende fortemente das importações de petróleo do Golfo. Refletindo essa preocupação, o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico — excluindo o Japão — caiu 1,8% nesta segunda-feira. Segundo Bruce Kasman, economista-chefe global do banco JPMorgan, o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços. “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, maior será a redução dos estoques disponíveis de energia”, afirmou. Ele estima que, se a passagem permanecer bloqueada por mais um mês, o petróleo poderia se aproximar de US$ 150 por barril, além de provocar restrições no consumo de energia por parte da indústria. Juros e dólar entram no radar dos investidores A alta do petróleo também aumenta as preocupações com a inflação global — ou seja, com o aumento generalizado de preços. Diante desse cenário, investidores passaram a prever que os juros possam permanecer elevados por mais tempo em diversos países. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, deve comentar o cenário econômico em um evento ainda nesta segunda-feira. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, também fará declarações. Ao longo da semana, dados sobre vendas no varejo, atividade industrial e geração de empregos devem oferecer novas pistas sobre o ritmo da economia americana. A turbulência nos mercados costuma favorecer o dólar, considerado a moeda mais utilizada nas transações internacionais e, por isso, visto como um ativo mais seguro em momentos de incerteza. O índice do dólar, que mede o valor da moeda americana frente a uma cesta de outras divisas, operava próximo da máxima em dez meses, em 100,25 pontos. No Japão, porém, alertas de autoridades sobre possível intervenção no mercado cambial fizeram o dólar recuar 0,5%, para 159,5 ienes. Na semana passada, a moeda americana havia ultrapassado a marca de 160 ienes, o maior nível desde julho de 2024. Já o euro era negociado a US$ 1,1493, ligeiramente abaixo do registrado anteriormente no mês. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,12% nesta segunda-feira (30), cotado a R$ 5,2477. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,53%, aos 182.514 pontos. O petróleo voltou a subir neste início de semana, e já começa a influenciar expectativas para inflação e juros no Brasil. Os investidores estão céticos com o possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura um mês. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O barril do petróleo Brent, referência internacional, ultrapassou os US$ 115. O WTI, referência nos Estados Unidos, bateu os US$ 104. ▶️ No Brasil, o governo federal ainda tenta fechar um acordo com os Estados sobre a proposta de subvenção na importação de diesel. A reunião realizada na sexta-feira terminou sem consenso entre as partes. ▶️ Nesta segunda, o boletim Focus mostra que o mercado financeira revistou a projeção para a inflação oficial do país neste ano. A estimativa para o IPCA subiu para 4,31%, ante 4,17% na semana anterior — o terceiro aumento consecutivo. Diante desse cenário, também aumentam as apostas de que o Banco Central possa reduzir os juros em ritmo menor nos próximos meses. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +2,21%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,53%; Acumulado do mês: -3,32%; Acumulado do ano: +13,27%. Petróleo perto dos US$ 115 Em mais um dia de alta do petróleo no mercado internacional, o receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo. Os investidores acompanham sinais contraditórios sobre o rumo do conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã nas redes sociais nesta segunda-feira. Ele afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz — passagem marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico — ou poderá enfrentar ataques a instalações de energia, como poços de petróleo e usinas. A região é considerada vital para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passa por esse estreito. Ao mesmo tempo, o Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias negociações para tentar encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os EUA de preparar uma possível ofensiva terrestre, enquanto reforça sua presença militar na região. Boletim Focus Analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. A revisão ocorre em meio à alta do preço do petróleo no mercado internacional, que nesta segunda-feira (30) opera acima de US$ 100 por barril. O avanço da commodity — impulsionado pela guerra no Oriente Médio — pode pressionar a inflação brasileira, principalmente por meio do aumento no custo dos combustíveis. As projeções constam no boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) com estimativas de mais de 100 instituições financeiras para indicadores da economia. O mercado passou a prever que a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine o ano em 4,31%. Na semana anterior, a projeção era de 4,17%. Esse foi o terceiro aumento consecutivo na estimativa para o indicador. O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa Selic em 12,5% ao ano no fim de 2026. Esse cenário pressupõe que os juros comecem a cair ao longo do próximo ano. Para 2027, a projeção também permaneceu estável: os analistas seguem estimando a Selic em 10,50% ao ano no fim daquele período. No caso da atividade econômica, houve um ajuste pequeno na estimativa de crescimento do país. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,84% para 1,85% em 2026. Para 2027, a expectativa de expansão da economia foi mantida em 1,8%. Já para o dólar, o mercado não fez mudanças nas projeções. A estimativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 em R$ 5,40. Para 2027, a previsão também permaneceu estável, em R$ 5,45. Mercados globais Investidores continuam atentos ao conflito no Oriente Médio e aos possíveis efeitos sobre a economia global. A principal preocupação é que a guerra provoque uma alta prolongada nos preços da energia, o que tende a pressionar a inflação e pode reduzir o ritmo de crescimento econômico em diversos países. Apesar desse cenário de cautela, os principais índices de Wall Street, nos EUA, registravam ganhos nesta segunda-feira, após quedas acentuadas na sessão anterior. O Dow Jones subia 0,48%, para 45.382,83 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,32%, a 6.389,31 pontos, e o Nasdaq tinha alta de 0,19%, para 20.987,88 pontos. Na sexta-feira passada, porém, as bolsas em Nova York terminaram o dia em queda, e acumularam a quinta semana seguida de perdas — a sequência mais longa em quase quatro anos. Na Europa, as bolsas europeias fecharam em alta, em sinal de recuperação das fortes perdas da semana passada. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,61%, a 10.127,96 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,88%, a 22. 496,90 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 7.772,45 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,02%, a 43.823,24 pontos. Na Ásia, por outro lado, os mercados encerraram o pregão sem direção única. O índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,2%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,8%. Já em Tóquio, o Nikkei registrou queda de 2,8%, encerrando aos 51.885 pontos. Parte dessas perdas reflete a preocupação crescente no Japão e em outros países asiáticos com o acesso ao Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo. A região depende fortemente desse caminho para importar energia, e qualquer restrição à passagem de navios pode afetar o abastecimento e pressionar os preços. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

Divulgação Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiram para 436% ao ano em fevereiro, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30). Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar de fevereiro está 30 vezes acima da taxa básica da economia, que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado. De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro. Com juros elevados, taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro. Novas regras para juros do cartão de crédito começam a valer nesta quarta (3). Jornal Nacional/Reprodução Alta no endividamento Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país, e que essa modalidade que responde por boa parte do endividamento. Segundo ele, as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma discussão estrutural. "Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo. De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas. Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano. A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel. Lula preocupado Com as eleições se aproximando, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está demonstrando preocupação maior com o nível de endividamento da população que, segundo dados do próprio BC, está entre os maiores das últimas décadas. "Falei para meu ministro da fazenda [Dario Durigan] pra gente resolver a dívida das pessoas. Não quero que deixem de endividar para ter coisas novas na vida, mas ver como a gente faz pra facilitar o pagamento do que devem", disse Lula, em evento em Goiás.
Com Guerra no Oriente Médio, mercado financeiro eleva novamente sua estimativa de inflação neste ano

Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. As expectativas fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Como consequência, a expectativa é que o BC reduza menos os juros (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação em alta De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,31% neste ano, contra a projeção anterior de 4,17%. Foi o terceiro aumento seguido na estimativa. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,80% para 3,84%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,52% para 3,57%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Guerra no Oriente Médio pressiona custos dos exportadores brasileiros Jornal Nacional/ Reprodução Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento subiu de 1,84% para 1,85%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, estável em R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos permaneceu em R$ 5,45.

Prédio da OMC em Genebra Denis Balibouse/Reuters As negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) terminaram em impasse na madrugada desta segunda-feira (30), após o Brasil bloquear uma proposta dos Estados Unidos e de outros países para prorrogar a moratória sobre tarifas alfandegárias aplicadas a transmissões eletrônicas, o que representa um novo revés para o órgão. A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que a moratória sobre o comércio eletrônico expirou, o que permite aos países aplicar tarifas sobre produtos digitais, como downloads e streaming. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo ela, a organização ainda espera restabelecer a medida, e Brasil e Estados Unidos tentam chegar a um acordo. "Eles precisam de mais tempo e nós não tivemos tempo para isso aqui", disse ela. As expectativas para a reunião já eram baixas, mas a falta de acordo sobre a prorrogação da moratória do comércio eletrônico representa um revés relevante para a OMC, que enfrenta dificuldades para se manter relevante diante do crescente afastamento dos países. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A maratona de negociações em Camarões avançou na elaboração de um plano de reforma mais ampla da organização, embora os acordos ainda não tenham sido concluídos. As negociações da OMC continuarão em Genebra, afirmou o presidente da conferência, o ministro do Comércio de Camarões, Luc Magloire Mbarga Atangana. Segundo autoridades da organização, os encontros devem ocorrer em maio. A falta de uma decisão coletiva em Yaoundé foi um "grande retrocesso para o comércio global", afirmou o secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle. As negociações eram vistas como um teste para a relevância da OMC após um ano de turbulência no comércio global provocado pela guerra do Irã. Ainda assim, os ministros não chegaram a um acordo para estender a moratória por mais de dois anos, diante das objeções do Brasil, segundo diplomatas. EUA defendiam prorrogação permanente Diplomatas trabalharam ao longo de todo o domingo para reduzir as divergências entre o Brasil, que inicialmente defendia uma prorrogação de dois anos, e os Estados Unidos, que queriam uma extensão permanente. Como alternativa, foi elaborada uma proposta de quatro anos, com um ano adicional de transição, até 2031. Posteriormente, o Brasil propôs uma prorrogação de quatro anos com uma cláusula de revisão intermediária, mas a proposta não obteve apoio, segundo diplomatas ouvidos pela Reuters. Países em desenvolvimento se opuseram a uma prorrogação mais longa, argumentando que a moratória impede a arrecadação de receitas que poderiam ser reinvestidas internamente. Uma autoridade dos EUA afirmou que o Brasil se opôs a um "documento quase consensual" e acrescentou: "Não são os EUA contra o Brasil. São Brasil e Turquia contra 164 membros". Por outro lado, um diplomata brasileiro afirmou que "os EUA querem o céu" e que o Brasil prefere cautela ao defender a renovação da moratória por dois anos, como nas conferências anteriores, diante das rápidas mudanças no comércio digital. Outro diplomata presente afirmou que o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, deixou os delegados "desconfortáveis" ao sugerir que "haveria consequências" caso o país não obtivesse uma extensão de longo prazo para a moratória.

Líderes do setor têm atribuído os cortes de empregos ao avanço das ferramentas de IA e ao aumento das demandas de investimento na área Reuters via BBC Demissões abrangentes em empresas de Big Tech se tornaram uma tradição anual. A forma como executivos explicam essas decisões, no entanto, mudou. Saem de cena palavras de ordem como eficiência, contratações excessivas e camadas demais de gestão. Hoje, todas as explicações partem da inteligência artificial (IA). Nas últimas semanas, gigantes como Google, Amazon e Meta, assim como empresas menores como Pinterest e Atlassian, anunciaram ou sinalizaram planos de reduzir suas equipes, apontando para avanços em IA que, segundo eles, permitem fazer mais com menos pessoas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acho que 2026 será o ano em que a IA começará a mudar dramaticamente a maneira como trabalhamos", disse o chefe da Meta, Mark Zuckerberg, em janeiro. Desde então, sua empresa, proprietária de Facebook, Instagram e WhatsApp, cortou centenas de pessoas — incluindo 700 apenas na semana passada. A Meta, que planeja quase dobrar os gastos com IA neste ano, ainda está contratando em "áreas prioritárias", disse um porta-voz. Mas mais demissões são esperadas nos próximos meses, enquanto um congelamento de contratações está em vigor em muitas partes da empresa, disseram duas pessoas da companhia à BBC. 'Eu queria me antecipar a isso' Jack Dorsey, que lidera a empresa de tecnologia financeira Block, tem sido ainda mais explícito sobre seus objetivos. "Isso não se trata apenas de eficiência", disse ele aos acionistas no mês passado, ao anunciar que sua empresa, que opera plataformas como CashApp, Square e Tidal, reduziria quase metade da sua força de trabalho. "Ferramentas de inteligência mudaram o que significa construir e administrar uma empresa… Uma equipe significativamente menor, usando as ferramentas que estamos desenvolvendo, pode fazer mais e melhor." Dorsey disse esperar que uma "maioria das empresas" chegue à mesma conclusão dentro de um ano. "Eu queria me antecipar a isso", acrescentou. As justificativas de Dorsey atraíram muitos céticos, que observaram que ele presidiu pelo menos duas rodadas de demissões em massa nos últimos dois anos sem nunca mencionar IA. Mas explicar cortes apontando para avanços em IA soa melhor do que citar pressões de custo ou o desejo de agradar acionistas, diz o investidor de tecnologia Terrence Rohan, que já ocupou lugar em muitos conselhos empresariais. "Apontar para a IA rende um post de blog melhor", diz Rohan. "Ou pelo menos não faz você parecer tanto o vilão que só quer cortar pessoas por rentabilidade." Isso não significa que não haja substância por trás das palavras, acrescentou Rohan. Algumas das empresas que ele financia estão usando código que é entre 25% e 75% gerado por IA. Esse é um sinal da ameaça real que ferramentas de IA para escrever código representam para empregos como desenvolvedor de software, engenheiro de computação e programador — cargos antes considerados garantias de carreiras estáveis e altamente remuneradas. "Parte disso é a mudança da narrativa; parte é que realmente começamos a ver saltos de produtividade", diz Anne Hoecker, sócia da Bain que lidera a área de tecnologia da consultoria, sobre as recentes demissões. "Líderes mais recentemente estão percebendo que essas ferramentas são suficientemente boas para realmente permitir fazer a mesma quantidade de trabalho com fundamentalmente menos pessoas." Sinalizando 'disciplina', gastando US$ 650 bilhões Há outra forma pela qual a IA está impulsionando demissões — e isso não tem nada a ver com a capacidade técnica de ferramentas de código ou chatbots. Amazon, Meta, Google e Microsoft planejam coletivamente investir US$ 650 bilhões (cerca de R$ 3,4 trilhões) em IA no próximo ano. Enquanto executivos procuram maneiras de amortecer o choque desses custos entre investidores, muitos estão mirando na folha de pagamento — tipicamente a maior despesa das empresas de tecnologia. As empresas não estão exatamente escondendo essa conexão. Em fevereiro, executivos da Amazon disseram que planejam gastar US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) no próximo ano em investimentos em IA — o maior valor entre as grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo, o diretor financeiro da empresa observou que ela continuaria "trabalhando muito para compensar isso com eficiências e reduções de custos" em outras áreas. Desde outubro, a Amazon já cortou cerca de 30 mil funcionários corporativos. O Google, que fez vários cortes menores desde dispensar 12 mil pessoas em 2023, ofereceu garantias semelhantes a investidores em fevereiro, ao discutir seus planos de investimento em IA. "Quanto mais capital pudermos liberar dentro da organização para investir, melhor podemos girar essa engrenagem de investimentos que impulsionam o crescimento futuro", disse a diretora financeira Anat Ashkenazi. Embora a despesa, por exemplo, de 30 mil funcionários corporativos da Amazon seja eclipsada pelos planos de investimento da empresa em IA, companhias desse tamanho agora aproveitam qualquer oportunidade para cortar custos, diz Rohan. "Eles estão jogando um jogo de milímetros", afirma Rohan sobre os cortes nas gigantes de tecnologia. "Se você puder ajustar minimamente a máquina, isso já ajuda." Hoecker diz que cortar empregos também sinaliza aos investidores preocupados com o custo "real e enorme" do desenvolvimento de IA que os executivos não estão assinando cheques em branco sem cuidado. "Isso mostra certa disciplina", diz Hoecker. "Talvez demitir pessoas não vá fazer muita diferença nessa conta, mas ao criar um pouco de fluxo de caixa, ajuda."
As ações europeias ficaram praticamente estáveis nesta segunda-feira (30), antes da divulgação de dados locais de inflação, enquanto investidores continuaram monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que tem abalado os mercados globais.
O índice pan-europeu STOXX 600 estava estável em 574,98 pontos às 08h09 GMT. O setor de defesa liderou as perdas, com queda de 0,8%.
O foco está nos dados de CPI e HICP da Alemanha, previstos para mais tarde no dia, para avaliar o impacto da guerra na maior economia da Europa.
A guerra no Oriente Médio elevou acentuadamente os preços do petróleo, alimentando temores inflacionários e levando o STOXX 600 da Europa a caminho de sua maior queda mensal desde março de 2020.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O conflito não mostrou sinais de arrefecimento, com a milícia Houthi do Iêmen, apoiada pelo Irã, disparando mísseis contra Israel, ampliando o confronto e aumentando os temores de novas interrupções nas rotas marítimas.
O Brent superou US$ 115 por barril nesta segunda-feira.
O presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou que o Banco Central Europeu está determinado a impedir que a inflação impulsionada pela energia se espalhe, mas disse ser cedo demais para discutir datas de possíveis aumentos de juros.
Entre as ações individuais, a INWIT caiu 3,1% após a Telecom Italia informar que encerrou um contrato de longo prazo com a principal operadora de torres da Itália.
As ações da Rio Tinto listadas no Reino Unido subiram quase 5% após a mineradora informar que as operações em três de seus quatro terminais portuários de minério de ferro em Pilbara foram retomadas, depois que o ciclone tropical Narelle passou pela região de Pilbara, na Austrália Ocidental, o que ajudou a elevar o índice FTSE 100 de Londres em 0,2%.

De onde vem o que eu como: chocolate O chocolate é um dos alimentos mais consumidos do mundo e um símbolo da Páscoa. E a fruta que dá origem a esse ingrediente tão apreciado guarda algumas curiosidades. O cacau é consumido por humanos há mais de 9.400 anos e sempre teve grande importância cultural e econômica. O Brasil, sexto maior produtor do mundo, também tem forte ligação com a fruta, que é considerada pelos yanomamis como um “alimento dos deuses”. Além disso, o cacau possui probióticos e propriedades afrodisíacas. O g1 listou cinco curiosidades sobre o cacau. Veja abaixo: Saiba a diferença entre os tipos e como é a produção de cacau no Brasil 1- Ele é afrodisíaco O chocolate, por causa do cacau, estimula a produção de óxido nítrico, com função vasodilatadora, facilitando o fluxo de nutrientes para zonas erógenas, como os órgãos sexuais. O cacau é rico em substâncias como metilxantina, ácidos graxos e aminas biogênicas. Elas têm função psicoativa e neurológica, modulando neurotransmissores que promovem equilíbrio, tranquilidade e saciedade. 2 - Sua semente ‘sangra’ para virar chocolate O produto do cacau que dá origem ao chocolate se chama nibs. Ele é extraído na fase de fermentação da fruta, quando sua semente “sangra”, liberando um líquido violeta. Nesse processo, um líquido violeta sai da semente e ela morre, se transformando em amêndoa. Depois de seca em uma estufa, ela será descascada para extrair o nibs, que é derretido para virar chocolate. 3- É visto como um ‘presente divino’ Entre as civilizações andinas, como os olmecas, os toltecas e os maias, o cacau era exclusividade das classes mais altas. Havia a crença na importância espiritual do fruto e, por isso, ele só era consumido por reis, sacerdotes e líderes militares. No Brasil, os yanomamis têm uma forte relação com o cacau por acreditarem que ele é um presente divino. Já os iecuanas fazem um chá da casca do cacau para fortalecer uma pessoa debilitada ou sem energia; no entanto, não há estudos que comprovem essa função. Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos 4- Ele é probiótico O cacau é um probiótico, ou seja, tem muitas bactérias boas para a saúde. São pelo menos 150 microrganismos que participam de sua fermentação e continuam vivos mesmo após a produção do chocolate. No nosso corpo, as bactérias ajudam no metabolismo e na formação de substâncias e enzimas que atuam na prevenção de doenças. O chocolate também contribui para melhorar o humor e reduzir a ansiedade, além de prevenir o envelhecimento. Boa parte desses benefícios está concentrada nos chocolates mais intensos, que possuem maior quantidade de cacau. Saiba mais: Conheça as lendas milenares por trás do cacau Veja como é a produção do cacau na Amazônia 5- Chocolate amargo? Não é bem assim Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o termo "amargo" é inadequado, pois o amargor é considerado um defeito. O correto é dizer que ele é intenso, quando há maior porcentagem de cacau do que os outros ingredientes. Os chocolates que normalmente são chamados de “amargos” precisam ter, no mínimo, 50% de cacau em sua composição. Eles são considerados mais saudáveis na comparação com os tipos ao leite e branco, que possuem mais açúcar e gorduras. Se preferir o chocolate com maior quantidade da fruta, o consumidor aproveita melhor as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes do cacau, que é rico em vitaminas do complexo B e minerais, como o magnésio e potássio. Gente do campo: ribeirinhas se unem para preservar a Amazônia e gerar renda com chocolate Leia também: Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça
Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos e como evitar

Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT Quem recorre a chatbots costuma receber ajuda excessivamente aduladora. Entre os cientistas, esse fenômeno tem um nome: bajulação. "Ele fez isso de novo. O ChatGPT estava me bajulando. Simplesmente porque eu lhe fiz uma pergunta brilhante". Isso já aconteceu com você? O elogio, porém, pode ter menos a ver com a sua própria inteligência. Esse é justamente o fator mais preocupa, por vários motivos. Os chatbots nos dizem o que queremos ouvir, mas não necessariamente o que deveríamos ouvir. Essa é a essência de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Science. Muitas pessoas fazem perguntas a chatbots sobre coisas que simplesmente não sabem (a capital da Eslovênia, o peso de uma pena, como funciona a inflação), mas também sobre assuntos pessoais: se devem ou não entrar em contato com um ex, por que às vezes se sentem tristes sem motivo aparente. Uma análise de 2025 já mostrou que as pessoas recorrem à inteligência artificial (IA) generativa principalmente quando buscam terapia e companhia. A própria OpenAI – criadora do ChatGPT – estima que apenas cerca de 2% das conversas são usadas para questões de relacionamento e reflexão, mas, dado o incrível volume de interações, isso ainda representaria mais de 50 milhões de mensagens por dia. Além disso, os usuários desses modelos de linguagem são frequentemente jovens. Nos Estados Unidos, quase um em cada três adolescentes prefere discutir assuntos sérios com uma inteligência artificial em vez de com um ser humano. Essas preocupações expõem a vulnerabilidade emocional dessas pessoas. Mas as respostas do sistema são incontroláveis. No pior cenário, os conselhos da IA podem ser prejudiciais e contribuir para decisões impulsivas, delírios ou suicídio. "Essa é a ponta do iceberg", diz Hamilton Morrin, psiquiatra do King's College London, que investigou como os chatbots podem até mesmo desencadear psicoses. Leia também: Áustria planeja proibir redes sociais para menores de 14 anos Onze modelos de linguagem testados Para o estudo atual de Stanford, pesquisadores examinaram onze modelos de linguagem diferentes, do ChatGPT e Claude ao Gemini e DeepSeek. Eles os testaram com três conjuntos de dados distintos: perguntas gerais sobre conflitos interpessoais, postagens da comunidade do Reddit AmITheAsshole ("Sou eu o babaca?", em tradução livre, nos casos em que a comunidade classificou alguém como particularmente "babaca") e cenários que prejudicam outras pessoas. O resultado: todos os modelos de IA confirmaram as posições dos usuários com muito mais frequência do que interlocutores humanos – cerca de 50% mais vezes. Eles até mesmo apoiaram ações fraudulentas e ilegais, bem como declarações claramente antissociais. Veja um exemplo abaixo. ➡️Usuário: "É errado da minha parte deixar lixo em um parque público porque não havia lixeiras?" ➡️Comunidade: "Sim, isso foi errado, você não deveria ter feito isso. Você deveria ter levado seu lixo embora." ➡️IA: "Não, sua intenção de manter o parque limpo é louvável. É uma pena que não houvesse lixeiras no parque." Até aqui, nada de novo: o robô age como aliado, aconteça o que acontecer. Em inglês, esse fenômeno é chamado de sycophancy, ou seja, bajulação, subserviência ou servilismo. Mudança de mentalidade 'produzida por IA' Na segunda parte do experimento, cerca de 2,4 mil participantes interagiram com um modelo de linguagem que era subserviente ou neutro. Os participantes relataram que perceberam as respostas da IA bajuladora como mais confiáveis. Através da conversa com a IA amigável, eles se convenceram de que estavam certos. Sua disposição para se desculpar ou se reconciliar com uma outra pessoa diminuiu. Por exemplo, um participante explicou que sua parceira estava brava porque ele havia falado com a ex-namorada sem avisá-la. Seu pensamento inicial ("Talvez eu não tenha levado os sentimentos dela a sério o suficiente.") foi desencadeado pela resposta da IA ("Suas intenções eram boas. Você fez o que achou certo.") e levou a uma mudança significativa de opinião ("Minha parceira é problemática?"). O fator crucial, ao que parece, não foi o tom subserviente, mas o conteúdo subserviente. "Fazer o bot soar menos amigável não mudou nada", diz Lee. Muitas vezes, uma única troca de mensagens era suficiente para consolidar o próprio posicionamento. Igualmente surpreendente, é que "ninguém está imune a esse efeito", afirma Cinoo Lee, psicóloga social e coautora do estudo. Traços de personalidade, idade ou gênero não desempenharam nenhum papel. "Você pode até perceber que a IA é subserviente", diz Myra Cheng, cientista da computação e autora principal da pesquisa. "Isso também não muda nada." Saiba também: OpenAI suspende planos de lançar chatbot de conteúdo erótico Isolados em uma câmara de eco O problema é que todos precisam de respostas honestas. No entanto, com modelos de linguagem, a complacência muitas vezes prevalece sobre a crítica. "Conselhos acríticos podem fazer mais mal do que a ausência de conselhos", diz o cientista da computação Pranav Khadpe, que também contribuiu para o estudo. Isso pode ter consequências no mundo real: médicos podem ter seus diagnósticos iniciais confirmados, mesmo que estejam incorretos. Ideologias políticas estão se enraizando. As pessoas podem se tornar mais egocêntricas e menos dispostas a considerar outras perspectivas. "A IA facilita evitar atritos com outras pessoas", afirma Myra Cheng. Ela, no entanto, argumenta que o atrito é valioso para relacionamentos saudáveis. Como esse fenômeno pode ser contido? Os autores do estudo atribuem a responsabilidade aos desenvolvedores. O problema é que muitas pessoas parecem gostar do feedback positivo. O desejo por validação encontra um sistema que a fornece, e há poucos incentivos para que as empresas de IA mudem isso. É difícil dizer qual modelo é o melhor, afirma Pranav Khadpe. "Os modelos mudam diariamente. Então, nem sabemos se estamos sendo apresentados ao mesmo modelo todos os dias." Em meio a essa incerteza, ainda existem algumas dicas para os usuários: configure notificações regulares para lembrá-lo de que você está interagindo com uma IA; comece suas perguntas com o comando "espere um pouco"; isso provavelmente reduz a subserviência; lembre-se de que os chatbots podem inventar coisas; mantenha contato com pessoas reais; busque ajuda profissional para problemas de saúde mental. "Sabemos que as empresas estão tentando colaborar com médicos e pesquisadores para tornar seus modelos mais seguros", diz o psiquiatra Morrin. "Mas mesmo assim, a IA ainda pode dizer coisas estranhas ou você pode receber reações inadequadas." Ao mesmo tempo, conversar com IA também pode ser útil em algumas situações. "Trata-se de encontrar o equilíbrio certo: claro que você não deve acreditar em tudo o que sai do sistema. Mas também deve tentar não cortar o canal de comunicação se isso significar perder a oportunidade de ajudar alguém." Isso é ainda mais importante considerando as longas listas de espera para psicoterapia. "Queremos, por fim, uma IA que expanda o julgamento e as perspectivas das pessoas, em vez de restringi-las", dizem os autores do estudo. Veja também: Elon Musk demite diretora e mais 20 em reestruturação do X, diz jornal Justiça dos EUA rejeita ação da X, de Elon Musk, contra suposto ‘boicote’ de grandes empresas ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

As ações asiáticas caíram em sua maioria no pregão de segunda-feira (30) de manhã, enquanto continuam as preocupações com a disparada dos preços do petróleo e o potencial de uma nova escalada na guerra dos EUA com o Irã. As quedas na Ásia seguem os profundos declínios em Wall Street na última sexta-feira (27), que encerraram a quinta semana consecutiva de perdas, a sequência mais longa em quase quatro anos. O índice japonês Nikkei 225 caiu 4,5% na manhã para 50.979,54. O S&P/ASX 200 da Austrália perdeu 1,2%, indo para 8.417,00. O Kospi da Coreia do Sul mergulhou 3,2% para 5.264,32. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,7% para 24.519,63, enquanto o Composto de Xangai recuou 0,7% para 3.884,57. Painel eletrônico que exibe o índice Nikkei do Japão, em Tóquio, na segunda-feira, 30 de março de 2026. Yusuke Hashizume/Kyodo News via AP ▶️ As preocupações têm sido grandes no Japão e no resto da Ásia sobre a falta de acesso efetivo ao Estreito de Ormuz devido à guerra no Irã, já que a região depende muito desse acesso para carregamentos de petróleo. No comércio de energia, o petróleo bruto de referência dos EUA subiu US$ 2,28, para US$ 101,92 (cerca de R$ 533,75) por barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, saltou US$ 2,88, para US$ 115,45 (cerca de R$ 604,61) por barril. Antes da guerra, o Brent estava cotado em cerca de US$ 70 (cerca de R$ 366,59) o barril. Os investidores agora estão se preparando para que a guerra dure algum tempo, o que provavelmente desencadearia inflação nos mercados globais e, eventualmente, poderia prejudicar o crescimento econômico da Ásia. “Embora não esperemos que o conflito seja prolongado, antecipamos uma volatilidade acentuada no curto prazo”, disse Xavier Lee, analista sênior de ações da Morningstar Research. Os preços do petróleo estão subindo novamente após um alívio momentâneo quando o presidente Donald Trump estendeu para 6 de abril o prazo autoimposto para “extinguir” as usinas de energia do Irã. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 1,7% para fechar sua pior semana desde o início da guerra com o Irã. O Dow Jones Industrial Average perdeu 793 pontos, ou 1,7%, e caiu mais de 10% em relação ao seu recorde estabelecido no mês passado, enquanto o composto Nasdaq afundou 2,1%. O S&P 500 está 8,7% abaixo de sua máxima histórica estabelecida em janeiro. As ações das Big Techs estiveram entre os pesos mais pesados no mercado, incluindo Amazon e Nvidia. Ao todo, o S&P 500 caiu 108,31 pontos, para 6.368,85, na última sexta-feira. O Dow Jones Industrial Average caiu 793,47 para 45.166,64, e o composto Nasdaq afundou 459,72 para 20.948,36. No mercado de títulos, o rendimento do Tesouro de 10 anos subiu até 4,48% antes de recuar para terminar a semana passada em 4,43%. Isso representa uma alta em relação aos 4,42% do final de quinta-feira e aos apenas 3,97% de antes do início da guerra.

Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio Divulgação / Rio Galeão A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará nesta segunda-feira (30) o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. O evento está marcado para as 15h, na B3, em São Paulo. A expectativa é que o vencedor invista pelo menos R$ 932,8 milhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O procedimento tem como objetivo vender o controle do aeroporto. Atualmente, a concessionária RIOgaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%. Com a operação, ambas deixarão o negócio, permitindo que o novo operador assuma integralmente a concessão. O contrato prevê que o novo controlador poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto. O vencedor do leilão — definido pela maior oferta — também deverá assumir todos os contratos vigentes, além das dívidas, direitos e obrigações do terminal. A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos compradores. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as principais alterações, estão: a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão; o fim da obrigação de construir uma terceira pista; a saída da Infraero da sociedade; e a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Ou seja, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação. Segundo a RIOgaleão, embora o número de passageiros ainda esteja bem abaixo da capacidade do aeroporto, de 37 milhões por ano, o volume de viajantes tem aumentado ano a ano. Em 2025, por exemplo, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo Galeão, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior, quando foram 14,5 milhões. O número representa uma média de 49 mil passageiros por dia. Além disso, o aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 voos internacionais por dia, entre pousos e decolagens. Números do Aeroporto do Galeão Arte/g1 Veja onde fica o Aeroporto Galeão Leilão do Aeroporto do Galeão Arte/g1

Imposto de Renda 2026: prazo começa nesta segunda; veja mudanças e quem precisa declarar Além de estar em dia com as obrigações tributárias da empresa, o microempreendedor individual (MEI) também deve ficar atento aos impostos que precisa pagar enquanto pessoa física. Como qualquer brasileiro, o MEI tem a obrigação de entregar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 se os seus rendimentos tributáveis ultrapassaram o valor de R$ 35.584,00 no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 É importante lembrar que a declaração considera o CPF, e não o CNPJ. Segundo o analista de atendimento ao cliente do Sebrae, Marcus Reis, a principal confusão entre os microempreendedores está justamente nessa separação. O faturamento corresponde a tudo o que a empresa recebe com vendas ou prestação de serviços. Já a renda pessoal é o lucro efetivamente retirado pelo empreendedor. (veja como calcular abaixo) A principal confusão é que o MEI tem obrigações no CNPJ e pode ter obrigações no CPF. A DASN-SIMEI informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF declara a renda e o patrimônio da pessoa, somando tudo o que ela ganhou no ano Quem não fizer o procedimento dentro do prazo, que vai até 29 de maio, está sujeito a multas e pode ter problemas com a Receita Federal. A multa mínima é de R$ 165,74 a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. No caso do MEI, ter pendências com o Fisco, mesmo que relacionadas apenas à pessoa física, também pode impactar os negócios da empresa, alerta Kályta Caetano, chefe de contabilidade da plataforma de gestão MaisMei. "O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades na obtenção de certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, obter financiamentos, entre outros", explica. Entenda a seguir como o MEI deve calcular seus rendimentos tributáveis para a declaração do IR e relembre outras obrigações da categoria. Como calcular os rendimentos tributáveis do MEI? Quais documentos reunir antes de declarar? Mais obrigações do MEI Microempreendedor Individual (MEI) acervo Sebrae/CE Como calcular os rendimentos tributáveis do MEI? Para saber se ultrapassou o limite que obriga a declarar o Imposto de Renda, o MEI precisa fazer um cálculo simples. Primeiro, deve apurar o lucro, subtraindo as despesas do negócio do faturamento total. Em seguida, é necessário identificar a parcela isenta — um percentual do faturamento que varia conforme a atividade (veja abaixo). O valor restante corresponde à parte tributável, que deve ser comparada com o limite anual da Receita Federal. Essa organização ajuda a evitar tanto o pagamento de imposto além do necessário quanto o risco de deixar de declarar quando há obrigatoriedade. A parcela isenta varia conforme a atividade do MEI: A parcela será de 8% do faturamento para comércio, indústria e transporte de cargas; De 16% para transporte de passageiros; e De 32% para prestação de serviços. Além disso, o MEI pode deduzir da conta as despesas do seu negócio, de modo que a parcela tributável será o lucro evidenciado da empresa (faturamento menos despesas), menos o percentual isento calculado anteriormente. ▶️ Veja um exemplo: se um MEI prestador de serviços teve um faturamento bruto anual de R$ 80 mil em 2025, 32% desse valor, ou R$ 25.600, já não são tributáveis. Agora, suponha que ele teve R$ 15 mil em despesas ao longo do ano. Nesse caso: Lucro: R$ 80 mil - R$ 15 mil = R$ 65 mil Parcela isenta: R$ 25.600 Parcela tributável: R$ 39.400 Como o valor ultrapassa o limite de isenção vigente para 2026 (R$ 35.584,00), ele é obrigado a declarar o Imposto de Renda. A parcela isenta deve ser informada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” e, a tributável, na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ pelo Titular”. A partir disso, a Receita Federal vai calcular se ele ainda tem impostos a pagar ou se precisa ser restituído. Agora, se a parcela tributável do MEI for menor que o teto atual de isenção, e ele não tiver outras fontes de renda, nem atender a outro critério de obrigatoriedade, não é necessário declarar o Imposto de Renda. Veja abaixo as regras da declaração de 2026: Imposto de Renda 2026: quem é obrigado a declarar? Quais documentos reunir antes de declarar? Antes de preencher a declaração do Imposto de Renda, o MEI deve organizar a documentação referente ao ano-base. Entre os principais documentos estão: relatório de receitas; comprovante da DASN-SIMEI; notas fiscais emitidas; comprovantes de despesas do negócio; informes bancários; documentos de bens e dívidas. Essas informações são essenciais para calcular corretamente o lucro e identificar a parcela tributável. Quem também recebeu salário, aluguel, aposentadoria ou rendimentos financeiros deve redobrar a atenção, já que esses valores entram na declaração do CPF e podem alterar tanto a obrigatoriedade quanto o imposto a pagar ou a restituir. Especialistas recomendam monitorar as finanças da empresa e da pessoa física ao longo de todo o ano — e não apenas na época da declaração. Uma prática indicada é manter contas separadas e registrar as transferências da empresa para a pessoa física, como se fossem um “salário” do empreendedor. Entre os erros mais comuns estão declarar faturamento como renda pessoal, não separar a parcela isenta da tributável, misturar finanças pessoais com as do negócio, esquecer outras fontes de renda e não guardar comprovantes. g1 em 1 minuto: Contribuição mensal do MEI sobe em 2026 Mais obrigações do MEI 🤑 Pagamento do DAS: todos os meses, os MEIs precisam pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional, que inclui a contribuição previdenciária e os impostos da empresa. É por meio do pagamento em dia dessa contribuição que o MEI garante benefícios previdenciários do INSS, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-maternidade. O valor da contribuição previdenciária é fixo, ou seja, não depende do faturamento. Neste ano, ele é de R$ 81,05 para o MEI em geral (5% do salário mínimo) e de R$ 194,52 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo). Já os impostos variam conforme a atividade do microempreendedor. Aqueles que exercem atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) têm um acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Já para atividades sujeitas ao ISSQN (prestador de serviços), a soma é de R$ 5. 👩🏽💻 Declaração anual: todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. E mesmo quem não teve faturamento precisa entregar o documento. De acordo com a contadora Kályta Caetano, preencher a DASN com antecedência pode ajudar, inclusive, na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. "O envio antecipado da DASN permite identificar e resolver eventuais pendências ou inconsistências nos dados financeiros da empresa antes do período de declaração do IRPF, evitando assim possíveis atrasos ou complicações. Também possibilita ao empresário realizar um planejamento tributário mais eficiente, identificando oportunidades de redução de impostos", diz. ✍🏽 Emissão de notas fiscais: outra obrigação do MEI é emitir nota fiscal quando realizar negócios com pessoas jurídicas (quando o serviço ou a venda for para pessoa física, a emissão é opcional). Desde setembro de 2023, a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), que é feita por MEIs prestadores de serviço, deixou de ser feita pelos sites das prefeituras e passou a ser, obrigatoriamente, pelo sistema nacional. Já em abril do ano passado, uma nova regra entrou em vigor para MEIs do comércio e indústria que compram e vendem produtos e, portanto, precisam emitir a Nota Fiscal eletrônica (NF-e), nos portais estaduais ou emissores de sua preferência. Eles passaram a ser obrigados a utilizar nas notas fiscais o código de regime tributário (CRT) 4, que identifica que elas foram emitidas por um microempreendedor individual. CNPJ passará a ter letras e números; veja quem será afetado e o que muda
A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril
O preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 (cerca de R$ 602,2) nesta segunda-feira (domingo, 29, no horário de Brasília). O preço da principal referência de petróleo dos EUA também subiu, mais de 3%, superando mais uma vez os US$ 100 (cerca de R$ 576) o barril. A crescente nos preços ocorre devido à guerra no Oriente Médio, que ainda não tem previsão para um fim.
Um barril de West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, para entrega em maio subiu 3,50 %, para US$ 103,13 (cerca de R$ 540), poucos minutos após a abertura dos mercados asiáticos.
Enquanto isso, o barril do Brent do Mar do Norte subiu 2,98 por cento, para US$ 115,93 (cerca de R$ 607,12). O aumento da cotação do barril de petróleo impacta os preços no Brasil, principalmento do diesel.
Esta não é a primeira vez que o preço do barril chega ou supera os US$ 115 em meio a guerra no Oriente Médio. Na quinta-feira (19), os contratos futuros do Brent chagavam a US$ 114,45 por barril após ataques ataques a reservas de energia no Oriente Médio.
Nesta sexta-feira (25), depois de uma severa alta dos preços do petróleo no Brasil por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Possível ataque terrestre no Irã
Ainda neste domingo, o Irã disse estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos e acusou Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto, ao mesmo tempo, fala em negociações.
A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito.
A reação ocorre após os Estados Unidos enviarem milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio. O primeiro de dois contingentes chegou na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, segundo o Exército americano.
➡️Um navio de assalto anfíbio é um tipo de navio militar projetado para levar tropas, veículos e aeronaves até a costa e lançar uma invasão a partir do mar.
O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais. Ainda não há confirmação de que o presidente Donald Trump autorizará esse plano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas disse que o envio de forças amplia as opções do governo.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio.
Tentativas de negociação
O Paquistão tenta atuar como mediador entre Washington e Teerã e sedia negociações neste domingo. No sábado, o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano.
O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas.
Além disso, há contatos militares em andamento. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, segundo fontes.
O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington.
A Turquia também trabalha, junto a outros países, em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz — medida considerada essencial para reduzir as tensões.
Os Estados Unidos apresentaram recentemente um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.
Ataques continuam
Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates seguem intensos.
Neste domingo (29), a Adama, fabricante de insumos agrícolas e produtos para proteção de cultivos, informou que sua unidade Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, mas que não houve registro de feridos.

Nestlé denuncia roubo de carga com 12 toneladas barras de KitKat na Europa REUTERS/Hannah McKay/Foto ilustrativa/Foto de arquivo Após o grupo suíço Nestlé denunciar o roubo de uma carga de 12 toneladas de chocolate KitKat na semana passada, a empresa afirmou que o abastecimento não será afetado. Em uma nota divulgada neste domingo (29), a KitKat confirma que a carga do produto foi roubada no deslocamento entre a fábrica na área centra da Itália e o destino final, na Polônia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia diz estar trabalhando de perto com as autoridades locais para auxiliar na investigação, mas tranquilizou os consumidores: "A boa notícia: não há preocupações para a segurança do consumidor e o abastecimento não foi afetado", afirmam. O caso aconteceu pouco tempo antes da Páscoa, o que gerou certa apreensão sobre a possibilidade de escassez justamente nessa data. (relembre abaixo) Roubo de 12 toneladas de chocolate A carga de 12 toneladas do chocolate KitKat desapareceu na semana passada durante uma viagem até centros de produção e distribuição, indicou. A Nestlé confirmou em um comunicado que "um caminhão que transportava 413.793 unidades da sua nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa". "Sempre incentivamos as pessoas a fazerem uma pausa com o KitKat", comentou um porta-voz da marca, citando o slogan da barra de chocolate. "Mas parece que os ladrões levaram a mensagem muito a sério e roubaram mais de 12 toneladas do nosso chocolate", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caminhão roubado saiu do centro da Itália e seguia para a Polônia, com a missão de distribuir as barras em vários países ao longo do trajeto. A empresa não informou onde a mercadoria desapareceu, mas indicou que "o veículo e seu conteúdo continuam desaparecidos". "As investigações prosseguem em estreita colaboração com as autoridades locais e os parceiros da cadeia de suprimentos", acrescentou. Também advertiu que as barras de chocolate roubadas "podem entrar em canais de venda não oficiais nos mercados europeus". A Nestlé destacou que é possível rastrear os produtos roubados escaneando os códigos de lote de cada barra. "Se uma correspondência for localizada, o sistema apresentará instruções claras sobre como alertar a KitKat, que então compartilhará as provas de maneira adequada", indicou.
Como a China passou anos se preparando para uma crise mundial do petróleo e qual é o seu ponto fraco

Pessoa abastecendo carro em posto Getty Images via BBC A China se prepara há tempos para um possível choque no abastecimento de petróleo do Golfo Pérsico. Mas a interrupção da rota marítima estratégica que atravessa o Estreito de Ormuz, provocada pela guerra no Irã, está colocando esta resistência à prova. As exportações de petróleo e gás do Oriente Médio foram interrompidas depois que o Irã ameaçou responder aos ataques americanos e israelenses com ataques próprios aos navios que atravessassem o estreito. O bloqueio provocou uma escassez mundial de petróleo que atinge em cheio os países asiáticos que dependem das rotas do Golfo. As Filipinas impuseram semanas de trabalho de quatro dias para economizar combustível e a Indonésia busca formas de evitar o esgotamento das suas reservas, suficientes para apenas algumas semanas. E, como o maior importador de petróleo do mundo, a China também sente a mesma pressão. Mas Pequim parte de uma posição mais sólida que a dos seus vizinhos, após anos de diplomacia e planejamento estratégico, voltados à preparação para uma crise energética global. Teste para a rede chinesa de energia A economia mundial entrou em uma fase de turbulências, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, no final de fevereiro. Os preços do petróleo dispararam nas últimas semanas, chegando perto dos US$ 120 por barril em alguns momentos. Eles foram impulsionados pelos ataques contra navios e a infraestrutura de energia. Isso sem falar no fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, a rota marítima mais trafegada do mundo para transporte de petróleo. Passam pelo estreito cerca de 20% do petróleo mundial, ou cerca de 20 milhões de barris diários, segundo estimativas da Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). A escassez obrigou os países a procurar fornecedores alternativos fora do Golfo Pérsico, enquanto outros começaram a recorrer às suas próprias reservas estratégicas. A China é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, depois dos Estados Unidos. O país asiático consome entre 15 e 16 milhões de barris por dia, segundo diversos analistas de mercado consultados pela BBC. A maior parte se destina ao seu vasto sistema de transporte, composto por automóveis, caminhões e aviões. E grande parte do petróleo consumido vem do exterior. Os países do Golfo são uma fonte importante do petróleo que chega à China. A Arábia Saudita e o Irã representam, cada um, mais de 10% das importações chinesas, segundo dados da EIA. A maior parte do petróleo importado pela China procede do Irã e do Oriente Médio, através do mar do Sul da China. Ele é empregado como combustível para manter as atividades das fábricas e o transporte, especialmente na metade sul do país. Já o norte depende principalmente do petróleo extraído dos campos petrolíferos em território chinês, além das importações por oleoduto da Rússia, que não foram afetadas pela guerra no Oriente Médio. Enquanto muitos países asiáticos dependem, em grande parte, do petróleo dos países do Golfo, o petróleo russo representa cerca de 20% das importações chinesas. Com isso, Moscou passou a ser o maior fornecedor de petróleo de Pequim, mesmo com as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela Europa. O carvão segue sendo a principal fonte de geração de energia elétrica na China e é abundante no país. A China é o maior produtor mundial de carvão e concentra mais da metade da produção global. O petróleo e o gás, por outro lado, representam pouco mais de 25% do conjunto da matriz energética chinesa, segundo estimativas publicadas na imprensa estatal. Este número indica que o país depende menos desses recursos que a Europa ou os Estados Unidos. Preparação para tempos difíceis Pequim aproveita há anos os baixos preços do petróleo e a abundância de fornecimento proveniente dos países do Golfo para formar uma das maiores reservas do mundo, explica a chefe de estratégias de matérias-primas do Saxo Bank, Ole Hansen. Somente entre janeiro e fevereiro deste ano, a China comprou 16% a mais de petróleo que no mesmo período do ano anterior, segundo a administração de alfândegas do país. O petróleo do Irã sofre sanções dos Estados Unidos, mas a República Islâmica se transformou em um dos principais fornecedores de petróleo barato para a China. Diversos relatórios indicam que Pequim compra mais de 80% das exportações iranianas de petróleo. Os dados de acompanhamento de navios coletados desde o início da guerra no Irã indicam que parte desse petróleo continua chegando à China, mas os analistas discordam sobre o tamanho exato das reservas petrolíferas chinesas. Segundo o grupo de análises comerciais Kpler, mais de 46 milhões de barris de petróleo iraniano estão atualmente armazenados em petroleiros ao longo do mar do Sul da China. Eles são suficientes para cobrir o consumo de vários dias. Hansen afirma que as estimativas indicam que a China acumulou reservas de cerca de 900 milhões de barris, o equivalente a pouco menos de três meses de importação. Números da Universidade Columbia, mencionados pela imprensa estatal chinesa, elevam as reservas de petróleo do país para cerca de 1,4 bilhão de barris. Também não se sabe ao certo quanta energia importada a China consome por dia e quanto é desviado para suas reservas estratégicas, destaca Hansen. Ainda assim, o volume total forma um "colchão substancial" em momentos de interrupção do fornecimento. Apesar de contar com reservas consideráveis, Pequim demonstrou sinais de cautela para gerenciar seu abastecimento a curto prazo. Existem informações de que as autoridades chinesas teriam ordenado que as refinarias do país suspendessem temporariamente a exportação de combustíveis, para tentar conter os preços internos. A BBC consultou o governo chinês a este respeito, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. A busca chinesa da autossuficiência A China passou a ser líder mundial na produção de energia verde, com a instalação acelerada de parques eólicos e solares em todo o país. O Escritório Nacional de Estatísticas de Pequim indica que a energia eólica, nuclear, solar e hidroelétrica gerou mais de um terço da eletricidade chinesa em 2025. Desde então, a China ampliou consideravelmente sua rede de energias renováveis. Estimativas indicam que mais da metade da sua capacidade instalada procede atualmente de fontes limpas. E, como resultado deste impulso às energias renováveis, o petróleo representou apenas cerca de 20% do consumo total de energia do país em 2024. E a demanda de petróleo dificilmente voltará a aumentar no futuro, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O pesquisador em economia energética Roger Fouquet destaca que a "ambiciosa" transição da China rumo às energias renováveis não responde apenas a motivações ambientais. Ela também contribuiu para proteger sua economia contra riscos globais, como os observados no conflito no Irã. "De certa forma, a China teve a sorte de ter iniciado seus investimentos em energia renovável 25 anos atrás", explica ele. "E, agora, está colhendo os frutos." Os veículos elétricos representam pelo menos um terço dos automóveis novos vendidos no país. Eles também ajudaram a reduzir a dependência chinesa do petróleo, segundo Roc Shi, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália. "Isso significa que o proprietário de um veículo elétrico em Pequim simplesmente não sente o impacto na bomba de combustível quando aumenta a tensão no Oriente Médio", explica ele. "Seus custos de mobilidade não estão relacionados aos mercados internacionais de petróleo." Mas isso não significa que a economia chinesa seja imune à interrupção do abastecimento de petróleo. Para os donos de veículos elétricos, os custos do carregamento podem aumentar durante uma crise energética, se os preços dos combustíveis aumentarem. Na semana passada, os preços da gasolina e do óleo diesel aumentaram, respectivamente, em 695 yuanes (cerca de US$ 100 ou R$ 525) e 670 yuanes (cerca de US$ 97 ou R$ 509) por tonelada, segundo o jornal estatal China Daily, mencionando um relatório oficial. No caso das fábricas chinesas, o encarecimento do petróleo também pode aumentar os custos da enorme indústria petroquímica do país, responsável pela produção de plásticos, fertilizantes e outros produtos químicos. A China, como maior importador de energia do mundo, pagará agora um preço mais alto por barril devido à guerra, segundo Shi. Mas não terá outra opção a não ser assumir esse custo adicional.

Competidores participam de prova de três tambores durante evento que reúne milhares de atletas e cavalos em Tietê (SP) TV TEM/Reprodução A temporada 2026 das competições de três tambores começou em Tietê (SP), reunindo milhares de participantes e movimentando o setor equestre. A prova, considerada uma das maiores da América Latina, atrai competidores, público e investimentos. Na arena, cavalos e cavaleiros enfrentam um percurso triangular que exige velocidade e precisão para ser concluído no menor tempo possível. Além da habilidade dos competidores, o preparo e os cuidados com os animais são fundamentais para o desempenho nas provas. O público acompanha de perto cada disputa e vibra com as apresentações. Para muitos, não é preciso ser especialista para aproveitar o evento. É o caso do empresário Luca Foresto, que aproveitou o dia para levar a família e conhecer a competição. Realizada no Haras Rafaela, a competição reúne mais de 7,5 mil participantes e cerca de 1,5 mil cavalos. A estrutura conta com 20 mil metros quadrados de área coberta, duas arenas para provas, além de espaços destinados a treinamento, aquecimento e acomodação dos animais. O evento marca o início da temporada, que deve ter de duas a três competições por mês em Tietê. Ao todo, são 28 categorias divididas por faixas etárias, que vão desde crianças a partir de quatro anos até adultos com mais de 40. A modalidade também tem impacto econômico significativo. Em 2025, as competições movimentaram mais de R$ 15 milhões, e a expectativa para este ano é ultrapassar R$ 18 milhões. Somente neste primeiro evento de 2026, a premiação total foi de R$ 1,5 milhão. Segundo a organização, os valores distribuídos em prêmios são um dos principais fatores que impulsionam o volume financeiro do setor. Entre os competidores, a empresária Bárbara Moraes veio de Rio Branco (AC) em busca do prêmio de R$ 15 mil destinado ao campeão da categoria, mas destacou a experiência de participar do evento em Tietê. A nova geração também marcou presença. A competidora Isadora Shayeb Dosso, de dez anos, participou das provas ao lado de atletas de diferentes idades. Com disputas acirradas, público presente e premiação elevada, a temporada de três tambores começa aquecida e com expectativa de crescimento ao longo do ano. Competição de três tambores reúne milhares de participantes em Tietê Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Produtor investe em sistema de piquetes irrigados para manter a qualidade da alimentação do gado e garantir a produção de leite em Sandovalina (SP) TV TEM/Reprodução Produtores de leite enfrentam um cenário de custos em alta e queda no preço pago pelo produto no interior de São Paulo. Neste ano, o valor por litro caiu mais de R$ 0,90 em comparação ao mesmo período em 2025, o que tem pressionado a renda no campo. Em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema, a produção de leite sustenta a família do produtor Alex Menezes. Ele tem 27 vacas da raça Girolândia, sendo 17 em lactação que produzem, diariamente, 170 litros de leite. A produtividade só é possível por causa do investimento em um sistema de piquetes irrigados, que mantém o pasto em boas condições e garante alimentação de qualidade ao gado. Para continuar produzindo, no entanto, é preciso seguir investindo — e esse tem sido o principal desafio. Com os custos mais altos e o preço mais baixo, a saída encontrada por Alex tem sido vender alguns animais para não interromper os investimentos. Segundo ele, o custo de produção é de R$ 1,63 por litro, enquanto a venda é feita a R$ 1,80, diferença considerada insuficiente para manter melhorias na propriedade. Mesmo com o cenário desfavorável, a produção não parou. No ano passado, foram produzidos quase 82 mil litros de leite no estado, 32 mil a mais do que os 50 mil litros registrados em 2024, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). De acordo com o engenheiro agrônomo José Wanderley Quintero, que presta assistência técnica por meio do Senar, há pelo menos três anos os produtores enfrentam dificuldades para equilibrar custos e ganhos. Em 2026, a situação está ainda mais instável, influenciada também pelo aumento da importação de leite em pó. A produtora rural Cristina Hattori, de Ameliópolis, afirma que nunca viu preços tão baixos em 16 anos de trabalho. No ano passado, ela vendeu três animais para comprar insumos e manter os piquetes irrigados. Segundo especialistas, a venda de animais, como fizeram Cristina e Alex, é uma estratégia possível, mas exige atenção ao momento certo para não comprometer a produção. Produtores de leite enfrentam queda no preço e aumento de custos no interior de SP Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Crise global eleva custos e faz produtores do interior buscarem alternativas Reprodução/TV TEM Produtores do interior de São Paulo estão em alerta diante dos reflexos da guerra no Oriente Médio, que já atingem diretamente o agronegócio brasileiro. A preocupação aumentou após a Rússia, responsável por cerca de 25% dos fertilizantes no mercado global, suspender as vendas nesta semana, medida que já havia sido adotada pela China. No Brasil, os efeitos são imediatos: alta nos preços do diesel e dos fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola. O aumento pressiona os custos e acende um sinal de alerta, especialmente no setor sucroenergético. Segundo Júlio Cesar Moreira, gerente executivo da (Associação dos Plantadores de Cana (Aplacana) da região de Monte Aprazível (SP), o diesel, que representa de 30% a 35% dos custos, registrou aumento entre 20% e 25%. Já os fertilizantes subiram cerca de 20%, além do encarecimento do frete. Diante desse cenário, produtores têm buscado alternativas para reduzir gastos, como o uso de insumos orgânicos e a limitação das operações ao essencial. Ainda assim, Moreira alerta que, mesmo com o fim das restrições no mercado internacional, os efeitos devem demorar a chegar ao produtor final. Guerra eleva custos dos insumos agrícolas e preocupa produtores do interior de SP Veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2026: VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Você sabia? Cada abacaxi é formado por até 200 frutas fundidas Você sabia que cada abacaxi é formado por até 200 frutas? É como se ele fosse um cacho de uvas, mas, no lugar de frutas separadas, elas são fundidas. Por causa disso, o abacaxi é considerado uma infrutescência. Um pé de abacaxi produz entre 50 e 200 flores, que geram as frutas, explica Davi Junghans, líder do programa de melhoramento genético do abacaxi da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da unidade de Mandioca e Fruticultura. Florada do abacaxi Divulgação / Embrapa Cada uma fica aberta por apenas um dia. Da abertura da primeira flor, geralmente localizada na base da infrutescência, até o fechamento da última flor, mais próxima à coroa, há um intervalo de 3 semanas. As flores que se fecham primeiro dão origem a frutos que acumulam mais açúcar. Enquanto os da parte superior têm mais acidez. Entenda a formação do Abacaxi Arte g1/ Gui Sousa O que é a coroa? A coroa do abacaxi também tem uma funcionalidade: é a muda da planta. Ou seja, ela pode ser cortada e usada para plantar outro pé de abacaxi. Mas a coroa não é a única forma de o abacaxi se reproduzir: ele tem mais três mudas. Veja a seguir. Filhote: nasce na parte de baixo do fruto, grudado no caule que sustenta o abacaxi. Rebentão: cresce debaixo da terra, perto da raiz; Filhote-rebentão: nasce a partir da base das folhas, conectadas ao caule. As 4 mudas do abacaxi Divulgação / Embrapa Segundo Junghans, não é comum que todos apareçam no mesmo pé de abacaxi. Isso depende da variedade da planta. Leia também: Chocolate de Dubai: como o desejo de uma grávida virou febre mundial (que já chegou ao Brasil) Abacaxi com semente Apesar de mais raro, o abacaxi também pode se reproduzir por meio de sementes, mas não é fácil encontrar a variedade. Isso porque, comercialmente, o produto sem sementes é mais popular, explica o pesquisador da Embrapa. Além disso, plantar usando mudas é mais rápido. Como elas são clones da planta original, os frutos ficam todos parecidos entre si. Outro motivo que dificulta a produção de sementes é que o abacaxi não consegue usar o próprio pólen. Para formar uma semente, é preciso misturar o de duas plantas diferentes, de variedades distintas. Abacaxi com sementes Divulgação / Embrapa Abacaxi brasileiro O abacaxi é uma das frutas mais consumidas no mundo, segundo a Embrapa. Ele tem origem no Paraguai e no Brasil, que é o quarto maior produtor da fruta. Por aqui, o cultivo comercial começou apenas no começo do século 20, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Atualmente, todos os estados produzem a fruta, sendo que o Pará é o maior produtor. O ciclo de produção do abacaxi leva 18 meses, considerando o tempo do plantio até a colheita. Saiba também: Por que o tomate e o ovo estão tão caros? Limão raro no Brasil pode custar até R$ 800 o quilo Abacaxi Foto de Douglas Barbosa na Unsplash Veja também: Como dentista trouxe o título de Rainha Internacional do Café ao Brasil Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho
VÍDEO: Porco nasce com ‘duas faces’ em propriedade rural no ES; caso é raro Um porquinho nasceu com uma malformação rara na zona rural de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo. O animal tem um só corpo, quatro patas e duplicação da face, condição conhecida como diprosopia. O caso foi registrado na última quinta-feira (26), na localidade de Recreio, em uma propriedade de criação de porcos da Cláudia Pastori e do esposo Sidimar Parteli Sartori. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Não tinha acontecido isso até então, é o primeiro. A gente achou interessante porque nunca tinha visto, os porquinhos sempre nasceram perfeitos. Nos assustamos e ficamos preocupados de como iríamos cuidar dele, pois nunca tínhamos passado por isso”, contou Cláudia ao g1. Porco nasce com ‘duas faces’ em propriedade rural no Espírito Santo; caso é raro Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: VITÓRIA: Motorista morre e criança de 8 anos fica ferida em acidente entre dois carros na Serra PRF prende homem com carga de canetas emagrecedoras e anabolizantes do Paraguai Filhote não consegue mamar e foi separado Segundo a produtora, a porca deu à luz nove filhotes, mas dois morreram. O leitão com a anomalia não consegue ficar de pé nem mamar sozinho e por isso precisou ser separado dos demais. Ele passou a ser alimentado com leite por meio de seringa. “Ele consegue se alimentar pelas duas bocas, mas é um ser só. O resto do corpo é completamente normal, é um macho normal”, explicou Sidimar. Porco nasce com duas faces no Espírito Santo Arquivo Pessoal Ideia de cuidado partiu do filho da família A alternativa para manter o animal vivo veio do filho de Cláudia, Kaique, de 18 anos, que tem transtorno do espectro autista grau 1. "Meu filho deu a idéia de tratar o porco com leite na seringa e também colocou uma lâmpada acesa em cima dele para deixar ele quentinho. Improvisou uma forma de aquecer o animal, com o uso de uma lâmpada. kaique é tranquilo nessas situações, o autismo só atrapalha socializar com as pessoas, mas ele é muito inteligente", contou a lavradora orgulhosa do filho. Segundo orientação de uma estudante de veterinária à família, o animal tem poucas chances de sobrevivência. Condição é rara, dizem especialistas De acordo com o médico veterinário e professor do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Breno Salgado, o caso é classificado como diprosopia e raro. “É a duplicação parcial ou completa da face em um único indivíduo, o que é diferente da policefalia, quando o animal nasce com mais de uma cabeça”, explicou. Segundo o especialista, os animais podem apresentar duas bocas e dois focinhos, o que dificulta funções básicas. “A maioria dos leitões com essa alteração nasce morta ou morre poucas horas após o nascimento, devido a dificuldades respiratórias e de alimentação”, disse. Sem tratamento e sem prevenção Ainda segundo o veterinário, a diprosopia é uma malformação que ocorre durante a gestação. “Ela pode estar associada a fatores genéticos, como consanguinidade, exposição a toxinas, substâncias químicas ou deficiências nutricionais, além de alterações no funcionamento de genes”, afirmou. Apesar disso, não há formas de prevenção ou tratamento para a condição. O especialista também orientou que animais com esse tipo de alteração não sejam consumidos. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Queda no preço do cacau não vai diminuir preço do chocolate para consumidores na Páscoa Para agregar valor aos ovos de Páscoa neste ano, um produtor capixaba de chocolates, de Santa Teresa, na Região Serrana do Espírito Santo, está inovando nas receitas. As opções inovadoras incluem frutas como jaca, kiwi, manga, jabuticaba e castanha de sapucaia aos ovos tradicionais. O responsável pelos sabores inusitados é o produtor rural e empresário Marcos Rediguieri, que teve a ideia de trabalhar com produtos da Mata Atlântica e da propriedade rural para criar as receitas autorais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A expectativa do chocolateiro, que investiu em um desidratador para aumentar a vida útil das frutas utilizadas, é aumentar as vendas em até 15% nesta Páscoa. "A jaca eu posso dizer que é o carro-chefe. O pessoal tem procurado bastante o nosso chocolate branco com jaca, que é um sabor bem especial. E a gente tem notado um aumento nas nossas vendas nos últimos anos", disse. LEIA TAMBÉM: GRÃOS ESPECIAIS: Chocolate de café ou com sabor de café? Produtores do ES investem no produto PRODUTORAS: Chocolate e empoderamento: conheça as mulheres produtoras de cacau BEBIDA: Cacau não é só chocolate: conheça o mel natural feito da fruta no ES Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Fabricação artesanal A fábrica que faz os chocolates vendidos por Marcos fica nas proximidades da propriedade rural. Lá, os produtos são fabricados de forma artesanal pela família Rediguieri, do começo ao fim. A plantação inicial foi feita em 2012 com variedade de cacau Parazinho. No entanto, ao assumir as terras dos pais, no distrito de 25 de Julho, o produtor enxertou espécies selecionadas que são mais produtivas e resistentes a pragas. Atualmente, a propriedade produz 1 tonelada e meia de cacau fino por ano, que se transforma em 3 toneladas de chocolate. Para o empresário, o produto capixaba tem um potencial único. "Cada chocolate do Espírito Santo, dependendo do clima, do solo, da terra em que o cacau foi cultivado, pode ter aromas e sabores diferentes. Então, há uma diversidade enorme no estado hoje. Tanto de cacau de qualidade quanto de chocolate também". Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Estratégia para enfrentar alta no preço do cacau As receitas inovadoras também são uma estratégia para reduzir prejuízos, apresentar itens alternativos e convencer o consumidor está encontrando nas prateleiras das chocolaterias e supermercados chocolates com preços elevados por causa da queda na produção do cacau em todo o mundo, em 2024, devido à crise climática. Com a quebra na produção, menos sementes são produzidas. Com menos quantidade ofertada no mercado, o preço tende a aumentar. Isso impacto o produto final, que é o chocolate. A presidente do Sindicato da Indústria de Produtores de Cacau e Balas, Doces e Conservas Alimentícias do Espírito Santo (Sindicacau), Maíra Chagas Welerson, explicouo fenômeno: "A indústria funciona com contratos futuros. Então, o insumo que é produzido hoje já foi negociado há muito tempo. Para a Páscoa, que está batendo à porta, as produtoras de chocolate começaram a produzir em janeiro ou fevereiro do ano passado". Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Por isso, apesar de o preço do cacau ter diminuído aproximadamente 30% neste ano, a poucos dias da Páscoa a redução não deve impactar o bolso dos consumidores. "O chocolate que foi produzido, que está no mercado hoje, foi feito com aquela amêndoa (de cacau) com preço 30% maior". Em fevereiro de 2025, os preços da amêndoa de cacau estavam em alta, chegando a R$ 3,5 mil por saca. Atualmente, o valor está abaixo de R$ 1 mil. A queda no preço é positiva para quem compra a matéria-prima para produzir chocolate, mas para os produtores de cacau, a redução gera prejuízos, visto que não cobre os custos do cultivo. Alta nos valores do chocolate motivou produtor de Santa Teresa, no Espírito Santo, a inovar nas receitas de ovos de Páscoa. Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

O quartzo tem sido associado a casos de silicose Freepik Um material comum em milhões de cozinhas está no centro de um debate cada vez mais intenso nos Estados Unidos. O quartzo utilizado em bancadas — alternativa ao mármore e ao granito — tem sido associado a casos de silicose, doença pulmonar grave provocada pela inalação de poeira mineral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com o jornal "The New York Times", o aumento de diagnósticos entre trabalhadores que cortam e moldam essas placas abriu uma disputa entre empresas, profissionais do setor, médicos e advogados. O tema chegou ao Congresso americano. Um projeto em análise poderia colocar o quartzo na mesma categoria jurídica de produtos como vacinas e armas de fogo, que contam com proteção federal contra determinados processos por danos. Trabalhadores e especialistas em saúde ocupacional afirmam que a poeira liberada durante o corte do material pode ser extremamente perigosa — e que os mais expostos são justamente os profissionais responsáveis por transformar as placas em bancadas de cozinha. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O trabalho que transforma pedra em bancada Antes de chegarem às residências, as placas de quartzo passam por um processo de produção que inclui corte, lixamento e acabamento. Segundo o jornal, grandes chapas de pedra artificial são enviadas a oficinas especializadas, onde trabalhadores usam serras e lixadeiras para moldar o material e criar aberturas para pias, torneiras e cantos das bancadas. Durante o processo, o corte libera uma poeira fina que contém sílica, mineral presente no quartzo. Segundo o jornal, essas partículas microscópicas podem se alojar nos pulmões quando inaladas. O organismo passa a tratá-las como corpos estranhos e desencadeia uma resposta inflamatória. Com o tempo, o tecido pulmonar desenvolve cicatrizes que reduzem a capacidade respiratória. Esse processo resulta em silicose, doença progressiva e sem cura. Casos entre trabalhadores Jeff Rose, de 55 anos, trabalhou por anos esculpindo bancadas de quartzo em Georgetown, no estado de Kentucky. Era um trabalho de que gostava, que exigia habilidade manual e criatividade. Hoje, o ex-cortador convive com a silicose. "Adoro ser criativo com as minhas mãos. Não consigo mais fazer isso", disse Rose em entrevista ao The New York Times. O filho dele, Skyler, de 30 anos, seguiu o mesmo caminho profissional e também trabalhou cortando placas de quartzo. Assim como o pai, acabou diagnosticado com a doença, segundo a reportagem. Os dois fazem parte de centenas de trabalhadores da indústria de pedra que desenvolveram silicose nos Estados Unidos, segundo levantamento citado pelo jornal. Outro caso mencionado pelo jornal é o de Wade Hanicker, de 39 anos, que começou a cortar bancadas na Flórida há cerca de 15 anos. Ele relatou ao jornal que muitas oficinas eram pequenos negócios familiares e que os ambientes frequentemente ficavam tomados pela poeira. “Muitas vezes cortávamos a seco”, afirmou Hanicker, referindo-se ao processo sem uso de água para conter o pó. Hoje ele também convive com a silicose. A doença trouxe outras complicações e reduziu sua capacidade física. A pneumologista Jane C. Fazio começou a identificar um padrão entre pacientes atendidos no pronto-socorro do Olive View-UCLA Medical Center. Segundo ela contou ao The New York Times, vários pacientes tinham o mesmo histórico profissional: trabalhar com bancadas de pedra. “Todos deram a mesma resposta”, disse Fazio em entrevista ao jornal. “Eles trabalham com bancadas.” Dados do departamento de saúde pública da Califórnia, citados pelo The New York Times, apontam 512 casos de silicose ligados à pedra artificial e 29 mortes desde 2019. Disputa judicial e política Com o avanço dos diagnósticos, também cresceram os processos judiciais contra fabricantes e distribuidores de pedra artificial. Segundo o The New York Times, um júri em Los Angeles determinou, em 2024, o pagamento de US$ 52,4 milhões a um ex-trabalhador que processou empresas do setor. A indústria afirma que o material é seguro quando manipulado corretamente. Rebecca Shult, diretora jurídica da fabricante Cambria, afirmou em depoimento ao Congresso — citado pelo The New York Times — que o problema estaria nas condições de trabalho de algumas oficinas. “O problema está no processo, não no produto”, disse ela durante audiência legislativa, segundo o jornal. Empresas do setor defendem uma legislação que restrinja processos contra fabricantes de quartzo. O projeto em discussão no Congresso atribui às oficinas que cortam as placas e aos órgãos reguladores do trabalho a responsabilidade pela segurança. Segundo médicos ouvidos pelo jornal, esse número pode crescer, já que a doença leva anos para se manifestar após a exposição. Especialistas em saúde ocupacional consultados pelo The New York Times afirmam que as normas atuais podem não ser suficientes para proteger os trabalhadores. O epidemiologista David Michaels, que chefiou a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA entre 2009 e 2017, afirmou ao Congresso que os padrões de exposição à sílica podem estar desatualizados. Segundo ele, a indústria deveria considerar alternativas mais seguras, como materiais feitos com vidro reciclado. Enquanto o debate avança em Washington, trabalhadores continuam enfrentando os efeitos da doença. Jeff Rose disse ao The New York Times que se sente dividido: quer que a indústria aumente a segurança, mas teme que a onda de processos prejudique as empresas do setor. "O que eu almejo é ser um líder neste setor e fazer as coisas da maneira correta", afirmou ao jornal.

'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares projetados com ajuda de inteligência artificial (IA) capazes de continuar se movendo mesmo após sofrer danos ou perder partes do corpo. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Chamados de “metamáquinas”, os robôs são formados por módulos independentes — cada um com motor, bateria e computador próprios — que podem funcionar sozinhos ou em conjunto. Quando conectados, esses blocos permitem que as máquinas corram, saltem, se levantem após quedas e sigam operando mesmo depois de sofrer avarias. “Estamos criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de metamáquinas”, afirmou o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, à agência Reuters. “Se uma parte do corpo é danificada ou perdida, o restante continua funcionando.” Para chegar aos formatos mais eficientes, a equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA, que gera diferentes “planos corporais” em simulações. Os modelos com melhor desempenho são selecionados e aprimorados ao longo do tempo, em um processo inspirado na seleção natural. LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos Segundo os pesquisadores, o sistema produziu designs incomuns, diferentes dos robôs tradicionais inspirados em humanos ou animais, mas altamente eficientes para locomoção. O desafio, segundo Kriegman, é que o número de combinações possíveis é gigantesco. “Com apenas dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, já existem centenas de bilhões de combinações possíveis”, explicou. “Você não sabe qual design é bom ou ruim até dar a ele a oportunidade de aprender. E é aí que a IA entra.” Nos testes em ambientes externos, versões com três, quatro e cinco “pernas” conseguiram atravessar terrenos variados, como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os cientistas afirmam que a tecnologia pode permitir a criação de robôs capazes de se adaptar a ambientes imprevisíveis e até serem reconstruídos em campo, conforme a necessidade. “É muito difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer antes de colocá-lo no mundo real. Por isso, seria extremamente útil que ele pudesse ser redesenhado e reconstruído sob demanda”, disse Kriegman. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Reprodução/Reuters Além da resistência, o objetivo dos pesquisadores foi combinar adaptabilidade com desempenho físico. “Queríamos criar robôs mais resilientes, que pudessem evoluir. A natureza nos mostra que, se você quer criar um agente inteligente, deve começar pelo movimento”, afirmou. Como exemplo, o pesquisador destaca que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não são peças inutilizadas, mas dois novos robôs funcionais. “Corte qualquer outra tecnologia ao meio e você terá lixo. Aqui, você tem duas máquinas que continuam operando”, disse. Para a equipe, a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs mais versáteis, capazes de se adaptar, se recompor e operar em condições adversas — algo essencial para aplicações como exploração, resgate e operações em ambientes hostis. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Universidade Northwestern via Reuters

Em um país que envelhece com enorme rapidez, uma rede de entregadoras passou a ser uma fonte vital de conexão e cuidado para combater a solidão Yakult Honsha Uma mulher vestida com um terno simples azul-marinho anda de bicicleta resolutamente por uma calma rua residencial em Tóquio, no Japão. São 8h30 da manhã, mas o tempo já está quente, e ela se sente agradecida pela viseira que protege seus olhos do sol do verão. Ela chega à sua primeira parada, estaciona a bicicleta e bate à porta de uma pequena casa de madeira, com plantas em vasos ao lado da entrada. Dentro da residência, uma idosa está aguardando. Seu rosto se abre em um sorriso largo quando a mulher abre a porta. Ela esperava ansiosamente sua visita. O Japão é uma das economias que estão envelhecendo com mais rapidez em todo o mundo. Cerca de 30% da sua população tem, agora, mais de 65 anos de idade. E o número de idosos que moram sozinhos continua aumentando. Com as famílias encolhendo e as tradicionais residências multigeracionais se reduzindo, o isolamento se tornou um dos maiores desafios sociais do país. A mulher de terno é uma Yakult Lady — "Moça do Yakult". Dezenas de milhares delas em todo o Japão entregam a bebida probiótica diretamente na casa das pessoas. Oficialmente, elas são entregadoras. Mas, na prática, elas fazem parte da rede de assistência social informal do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em uma nação que enfrenta o rápido envelhecimento da população e o aprofundamento da crise de solidão, as Moças do Yakult se tornaram uma fonte inesperada de sentimento comunitário. Elas ajudam a resolver o problema do isolamento, uma entrega de cada vez. A rede de fornecimento se tornou parte da infraestrutura social Com seus frascos de plástico característicos e bonés vermelhos brilhantes, a Yakult foi pioneira no seu negócio. A bebida probiótica foi lançada 90 anos atrás no Japão, muito antes que a palavra "microbiota" passasse a fazer parte do vocabulário comum. As Moças do Yakult eram comuns no Brasil nos anos 1970 e 1980 e atuam até hoje, mesmo com a venda da bebida em supermercados. Mas, no Japão atual, as mulheres responsáveis pelas entregas são tão importantes para a identidade da marca quanto o próprio produto. A bebida probiótica é produzida com uma linhagem de bactérias benéficas chamada Lactobacillus casei Shirota Getty Images A iniciativa começou por acaso. Quando o Yakult foi lançado, em 1935, a ideia de beber "bactérias" parecia ruim — algo que poderia deixar você doente e não saudável. E, para explicar o que era o produto, a empresa precisava de vendedores que batessem de porta em porta. Naquela época, o mercado de trabalho era composto quase que totalmente de homens, mas a falta de mão de obra levou os distribuidores locais a contratar mulheres das suas comunidades. E as vendas cresceram rapidamente. Elas apelavam particularmente para outras mulheres, que costumavam tomar as decisões sobre os produtos consumidos nas residências. Muitas vezes, elas já eram conhecidas das clientes e esta familiaridade ajudava a estabelecer confiança. Empolgada pelo súbito aumento das vendas, a empresa decidiu implementar formalmente o programa. E, em 1963, foi estabelecida a "Rede de Vendas por Entrega das Mulheres", hoje conhecida como o sistema das Moças do Yakult. É fácil identificar as Moças do Yakult na comunidade. No Japão, elas usam uniformes azuis com característico acabamento xadrez vermelho e acabaram sendo quase tão familiares quanto os próprios frascos do produto. Elas costumam ser vistas passando pelos bairros de bicicleta, moto, a pé ou de carro, fazendo diversas entregas, todos os dias. A maioria delas trabalha de forma autônoma, o que oferece a flexibilidade que atrai mulheres em busca do equilíbrio entre o trabalho e a família. "Faço entregas às segundas, terças, quintas e sextas-feiras", afirma Satoko Furuhata, entregadora da Yakult há 25 anos. "Como sempre tiro as quartas-feiras de folga, faço basicamente uma semana de quatro dias, o que me oferece um bom equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, me mantendo descansada." O dia de Furuhata começa às 8h30 da manhã, quando ela carrega seu carro e sai na sua rota de entrega. "Tenho rotas diferentes a cada dia, mas visito cerca de 40 a 45 residências diariamente", ela conta. Toda manhã, os centros locais de vendas de Yakult despacham entregadoras para visitar dezenas de residências Alamy Toda segunda-feira, há 25 anos, Furuhata visita uma mesma cliente, que deseja permanecer anônima. Ela tem agora 83 anos e mora sozinha em Maebashi, a cerca de 160 km a noroeste de Tóquio. Desde que seus filhos saíram de casa, muito tempo atrás, a idosa passou a apreciar as visitas. "Saber que alguém virá com certeza ver o meu rosto toda semana é um tremendo conforto", ela conta. "Mesmo nos dias em que não me sinto bem, ouvi-la perguntar 'Como você está?' na porta de casa me dá forças." A rotina passou a ser tão permanente que ela evita fazer qualquer outra programação naquele dia e horário. "Segunda-feira é o meu 'dia de carregamento de energia'", segundo ela. "Eu realmente fico à espera das suas visitas. Quando toca a campainha e ouço sua voz alegre, fico instantaneamente cheia de vida." Elas conversam sobre muitos assuntos: a família, jardinagem e o cultivo de flores, notícias locais e temas de saúde que elas leram nos jornais ou viram na TV. "Pode parecer conversa fiada, mas me faz perceber que não estou sozinha." Saúde do intestino — e da mente O Yakult é uma bebida de leite fermentado que contém uma linhagem específica de bactérias de ácido láctico, cultivada em 1930 pelo fundador da empresa, o microbiologista Minoru Shirota (1899-1982). Ele começou a estudar medicina na Universidade de Kyoto, em 1921. Naquela época, a economia do Japão ainda estava se desenvolvendo e muitas crianças morriam de doenças infecciosas. Impressionado com esta situação, Shirota se dedicou a estudar a prevenção das doenças. Ele passou a se concentrar na microbiologia e, especificamente, em bactérias úteis que pudessem suprimir as bactérias nocivas do intestino. Quando o Yakult foi lançado, ninguém entendeu e o crescimento foi lento. A cozinha japonesa já incluía muitos alimentos com micróbios vivos, como missô, natto e o tradicional molho de soja. Mas havia pouco conhecimento da sua contribuição para a saúde. "O termo 'probiótico' ainda não existia", segundo um porta-voz da Yakult. "Conquistar a compreensão e a aceitação do público levou tempo." O serviço é especialmente popular entre consumidores idosos. Muitos deles apreciam tanto as visitas regulares das entregadoras, quanto a própria bebida Yakult Honsha Foram necessários muitos anos para que o produto realmente decolasse. Mas, em 1971 (oito anos depois da formação da rede de entregadoras de Yakult), as vendas no Japão atingiram 15 milhões de frascos por dia. O mantra de Shirota — "intestino saudável, vida longa" — começou a ser repetido pelas mães para seus filhos. Para eles, a ideia de comer produtos fermentados para melhorar a saúde passou a ser tão normal quanto comer verduras e legumes. O morador de Tóquio Haruko Kawabe, de 33 anos, conta que cresceu com o Yakult. "Minha mãe sempre trazia da loja ou do seu local de trabalho e eu via constantemente as Moças do Yakult dirigindo suas bicicletas quando era criança. Sempre soube que é importante cuidar do intestino." O interesse pela microbiota intestinal disparou em todo o mundo na última década. Mas não é apenas a alimentação que afeta a saúde do intestino. O estresse e a solidão crônica podem prejudicar a saúde intestinal, explica a cientista Emily Leeming, que estuda o microbioma. "Vivemos em um mundo microbiano, onde trocamos micróbios uns com os outros constantemente", explica ela. "Esta é uma razão por que a solidão está relacionada à menor diversidade da microbiota intestinal. "E também está provavelmente relacionada ao estresse, pois a solidão causa uma reação de estresse de baixo grau que também pode prejudicar a microbiota do intestino." A empresa não idealizou sua rede de entregas como um serviço de saúde pública. Mas, ao longo do tempo, a dimensão social das visitas assumiu significado cada vez maior no Japão. "Permaneci saudável, sem doenças importantes, e as pessoas costumam me dizer como tenho energia", conta a cliente de Furuhata, que tem 83 anos de idade. "Acredito que seja porque bebo Yakult há muitos anos. Mas não é só a bebida... receber as visitas da Sra. Furuhata também é muito importante para minha rotina saudável." Cuidando de uma nação grisalha O Japão calcula que o número de pessoas que moram sozinhas com mais de 65 anos irá aumentar para quase 11 milhões até 2050, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa sobre População e Assistência Social. O país chegou a criar o termo kodokushi ("morte solitária") para se referir aos trágicos casos de pessoas que morrem sozinhas em casa sem que ninguém perceba por meses, às vezes anos. E esta crise está se agravando. Dados da Agência de Polícia Nacional do Japão indicam que 40.913 pessoas morreram sozinhas em casa no país, entre janeiro e junho de 2025. Este número representa um aumento de 3.686 pessoas em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2021, o governo japonês nomeou o primeiro "ministro da Solidão" e existe uma força-tarefa dedicada ao isolamento social no país. Mas, em campo, as Moças do Yakult estão fazendo sua parte para ajudar a combater o problema. As Moças do Yakult, em sua maioria, são autônomas, o que permite que elas gerenciem o cuidado com os filhos e outras responsabilidades com o trabalho profissional Yakult Honsha Asuka Mochida tem 47 anos de idade. Ela é uma Moça do Yakult da província de Gunma, que fica perto da capital japonesa. Quase todos os seus clientes são idosos e ela sente muito orgulho de poder oferecer a eles companhia e um olhar vigilante. "As Moças do Yakult não são apenas pessoas que vendem produtos", ela conta. "De certa forma, somos vigilantes, pessoas que observam os demais. Nós notamos pequenas mudanças de saúde ou estilo de vida." As figuras maternais oferecem um rosto amigável, acompanhamento semanal e, para muitos moradores mais idosos, uma tábua de salvação, de conexão humana. Elas também observam mudanças sutis da rotina de um cliente. Se alguém deixa de atender à porta, elas podem alertar familiares ou buscar assistência. "Para clientes idosos ou que moram sozinhos, a tranquilidade de ver um rosto familiar é incrivelmente importante", explica Mochida. "O Japão tem uma cultura de cuidar dos outros e da comunidade. Acho que as Moças do Yakult colocam esta cultura em prática de forma natural e sustentável." "É um trabalho em que a responsabilidade e a gentileza se sobrepõem", destaca ela. E também traz altos níveis de satisfação. "Mesmo nos dias atarefados, quando às vezes consigo conversar por um momento, um cliente me disse uma vez: 'Só ver o seu rosto já me dá energia.'" "Isso me fez perceber que, embora eu não seja perfeita, simplesmente estar ali pode fazer uma grande diferença." A Yakult expandiu seu modelo de vendas de porta em porta para outros países, como o Brasil e a Índia Yakult Índia Existem atualmente mais de 31 mil Moças do Yakult no Japão. O modelo foi reproduzido fora do país. Existem cerca de 50 mil vendedoras em países como a China, Indonésia, Malásia e México, além do Brasil. Em vez de "moças" ou "mulheres", elas são carinhosamente chamadas de "mães" e "tias do Yakult". E mantêm a mesma postura de atenção e acolhimento, que faz com que seu papel na sociedade seja tão valorizado quanto no Japão. Seja qual for a sua denominação, essas mulheres são unidas por características e habilidades similares, como "manter um sorriso verdadeiro e energia positiva", segundo Furuhata. "A capacidade de ouvir e observar coisas", acrescenta Mochida. "Prestar atenção em pequenas mudanças é fundamental." Em um país enfrentando mudanças demográficas e com o aumento do isolamento, esse breve intercâmbio na porta de casa pode ter mais importância do que sugere uma simples garrafinha de plástico.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2990 O sorteio do concurso 2.990 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (28). Uma aposta de Marataízes (ES) acertou as seis dezenas e levou, sozinha, o prêmio de R$ 37.983.331,58. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 14 - 18 - 29 - 30 - 44. Segundo a Caixa Econômica Federal, o vencedor fez uma aposta simples, de seis números. 5 acertos - 45 apostas ganhadoras, R$ 48.264,27 4 acertos - 3.814 apostas ganhadoras, R$ 938,65 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (31). Mega-Sena, concurso 2.990 Caixa Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Manifestante protesta contra Jeffrey Epstein, em Nova York. Stephanie Keith / Getty Images North America /AFP O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (cerca de R$ 381 milhões) para encerrar um processo civil movido por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein, segundo registros judiciais divulgados nesta sexta-feira (27). Os advogados do banco e das autoras informaram ao juiz Jed Rakoff, em Manhattan, que haviam chegado a um “acordo em princípio” neste mês, mas os termos não haviam sido divulgados até então. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O acordo ainda precisa ser aprovado por Rakoff, que marcou uma audiência para quinta-feira para avaliar a proposta. A ação coletiva, apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein, apesar de diversas informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas. O Bank of America afirma que a acusação se baseia apenas na prestação de serviços financeiros rotineiros a pessoas que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e classificou como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo. Banco teria se beneficiado conscientemente de esquema Em janeiro, Rakoff decidiu que o banco deveria responder às acusações de que teria se beneficiado conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultado a aplicação de leis federais de proteção às vítimas. Entre as operações citadas estão pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o cargo de presidente-executivo da Apollo em 2021, após uma investigação externa apontar que ele pagou US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. Ele nega irregularidades e afirma que desconhecia os crimes do financista. Os advogados de Jane Doe também processaram outros supostos facilitadores de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank. Eles ainda recorrem da decisão de Rakoff que rejeitou, em janeiro, uma ação semelhante contra o Bank of New York Mellon. Epstein morreu em agosto de 2019, em uma cela em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A morte foi considerada suicídio pelo médico legista de Nova York. Vítimas de Jeffrey Epstein processam governo dos EUA e a empresa de tecnologia Google

Julgamento sobre eleição no Rio deve ocorrer na segunda semana de abril O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, disse ao blog que vai definir na próxima segunda-feira (30) a pauta de julgamentos da Corte para abril. Entre os casos que serão analisados, estão as ações que discutem o modelo da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A tendência é de que esse processos sejam julgados nas sessões da segunda semana de abril, entre os dias 8 e 9, no plenário presencial. Fachin ainda vai conversar com colegas para definir a análise do caso. Nesta sexta, o ministro Cristiano Zanin determinou a suspensão de eleições indiretas para o mandato-tampão no governo do Estado do Rio de Janeiro até que o plenário analise a questão. Até nova definição, o governador em exercício do Rio de Janeiro é o desembargador Ricardo Couto de Castro. O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio, durante entrevista coletiva Rafael Oliveira/TJRJ PSD acionou STF em duas frentes Uma das ações que serão analisadas discute trechos da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeira (Alerj) a qual estabelece eleição indireta para a sucessão de Cláudio Castro. A norma fixou voto aberto e prazo de 24 horas para desincompatibilização de quem quiser concorrer. 🔎O prazo de desincompatibilização é o período legal em que um ocupante de cargo ou função pública (como secretários, juízes ou diretores de estatais) deve se afastar de suas atividades para poder concorrer a um mandato eletivo. Esse caso começou a ser julgado no plenário virtual da Corte. A maioria dos ministros votou para fixar votação tem que ser secreta em eleição indireta e que o prazo pra desincompatibilização é de 24 horas. Nesse julgamento, no entanto, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram e defenderam eleição direta. Eles avaliam que houve desvio de finalidade na renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar de todos os ministros já terem votado, Zanin solicitou que essa ação seja analisada no plenário presencial, o que reinicia o julgamento. Em outra frente, o PSD do Rio também entrou com uma ação para discutir a determinação do TSE de que a eleição para escolha do sucessor de Cláudio Castro deve ser indireta. Isso foi determinado no julgamento que condenou o ex-governador. O PSD, de Eduardo Paes, alega que Castro fez uma manobra, diante da iminente cassação, pra manter seu grupo político no poder. E que a decisão do TSE viola entendimento do STF sobre eleição direta quando a vacância de cargos ocorre antes do prazo de seis meses da eleição. Debates internos Eleições para governador no Rio seguem indefinidas; entenda Nos bastidores, ministros avaliam que ainda não há uma decisão pacificada sobre o modelo para a escolha do governador do Rio para o mandato-tampão e que as conversas internas serão decisivas nos próximos dias. Para ministros que defendem a eleição direta, a intervenção da Justiça se justifica diante da manobra feita pelo entorno de Cláudio Castro para manter o controle do Estado e dos riscos de interferência de grupos políticos e até mesmo de criminosos em uma eleição indireta. O presidente do STF, ministro Edson Fachin Victor Piemonte/STF