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O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (12) que é contra o projeto de lei que prevê a quebra de patente do Mounjaro e o Zepbound, duas marcas de canetas emagrecedoras.
Nesta semana, a Câmara aprovou a urgência do projeto das canetas. O projeto dá o caráter de "interesse público" aos medicamentos Mounjaro e Zepbound.
🔎Com a quebra de patente, outras empresas poderiam fabricar medicamentos semelhantes e aumentar a oferta dos medicamentos.
Parlamentares contrários ao projeto afirmam que a quebra de patente representa insegurança jurídica para o setor farmacêutico.
"Quero começar destacando a posição do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços em relação a dois projetos de lei tramitando no poder legislativo. Um que ele faz o licenciamento compulsório. A nossa posição é contrária", afirmou Alckmin a jornalistas.
"Nós precisamos de inovação, de previsibilidade e de investimentos", completou.
O vice-presidente disse que "quando você quebra patente, você afasta investimento, reduz inovação no país".
Ele também afirmou que é contrário a outra proposta, que prorroga o prazo de patente.

Notas de real Reprodução/ RBS TV Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 67% dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil; outros 30% dizem que sim. Veja os números: Essa isenção beneficiou você ou sua família diretamente ou não? Beneficiou: 30% Não beneficiou: 67% Não sabe/não respondeu: 3% 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Além disso, 47% dos entrevistados disseram ter sentido o impacto da isenção na renda familiar. Desses, 15% avaliam que a renda aumentou significativamente em janeiro, primeiro mês da medida em vigor, e 32% afirmaram que renda aumentou, mas não muito. Outros 50% não sentiram diferença. Veja os números: Sim, a renda aumentou significativamente: 15% Sim, a renda aumentou, mas não muito: 32% Não sentiu diferença: 50% Não sabe/não respondeu: 3% O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Isenção do IR até R$ 5 mil mensais A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil por ano) passou a valer desde janeiro deste ano. Antes de entrar em vigor, a expectativa era de que os trabalhadores que recebem R$ 5 mil por mês tenham ganhos de R$ 312,89 na renda mensal. Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e comentarista do Jornal da Globo, a medida beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes. A lei, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula (PT), também conta com desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Os contribuintes que recebem acima dessa faixa não são impactados pelas mudanças e seguem pagando 27,5% de imposto de renda. O texto também estabelece uma cobrança para contribuintes de alta renda com ganhos acima de R$ 600 mil por ano - aplicada sobre o valor que exceder o limite. Por exemplo: Quem ganha R$ 600.001,00 paga cerca de R$ 0,10, com alíquota de 0,000017%; Com R$ 615 mil anuais, a alíquota chega a 0,25%, e o imposto mínimo será de R$ 1.537,50. Carazza calcula que um grupo estimado entre 140 mil e 150 mil pessoas — aquelas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano — passará a arcar com parte do custo da medida de isentar quem ganha até R$ 5 mil.

Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O Banco do Brasil informou na quarta-feira (11), na divulgação de seu balanço financeiro, que uma empresa do segmento atacado deu um calote de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o banco, por conta do impacto, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,17%. O resultado ficou acima dos 4,51% no terceiro trimestre e dos 3,16% um ano antes. Ao desconsiderar esse efeito, o índice seria de 4,88%, informou. 🔎 O índice de inadimplência acima de 90 dias mostra a fatia das operações de crédito em atraso e funciona como termômetro da saúde da carteira de crédito dos bancos, ao indicar risco de perdas e a capacidade de receber o dinheiro emprestado. Em seu balanço, o banco afirma apenas que o avanço da inadimplência reflete um caso específico na carteira de Títulos e Valores Mobiliários, ligado a uma empresa do atacado — sem revelar qual. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, comentou o caso em coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre. O executivo reforçou que não poderia divulgar o nome da companhia, mas sugeriu que é possível “fazer uma associação” a partir de informações já publicadas pela mídia. Segundo ele, trata-se de um caso antigo, considerado “problemático” e que já vinha sendo adequadamente provisionado pelo banco há alguns anos. “A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros”, afirmou. Os dados financeiros do Banco do Brasil foram divulgados na quarta-feira, após o fechamento dos mercados (veja outros detalhes abaixo). Nesta quinta-feira, por volta das 17h50, as ações do banco subiam 3,80%. Queda de 45,4% no lucro Em 2025, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição. O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024. O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período. No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões. Previsão para 2026 O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%. O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%. "Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa. "Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro." Carteira de crédito No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024. Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024. A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026. Retorno de dois dígitos O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%. O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período. A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%. O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%. O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar. * Com informações da agência de notícias Reuters

Carne: o que as cotas da China e do México significam para o BR? O Ministério da Agricultura discute com outros órgãos do governo federal a criação de um sistema para controlar o volume de carne que frigoríficos brasileiros podem exportar para a China. A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo, e confirmada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, em entrevista ao g1. A proposta de controlar as exportações passou a ser discutida após a China implementar, em janeiro, limites à importação de carne produzida em alguns países, incluindo o Brasil — maior fornecedor para o mercado chinês. ➡️Para o Brasil, a China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas, relacionada ao ano de 2026. Ou seja: essa é a quantidade máxima de carne brasileira que empresas chinesas podem comprar neste ano, pagando a mesma taxa de importação que era cobrada antes, de 12%. O que exceder esse volume terá uma taxa extra, de 55%. O receio do Ministério da Agricultura é de que isso cause uma "corrida desenfreada" de exportações, uma competição desigual entre as empresas, com alguns frigoríficos exportando mais que outros, por exemplo. O Ministério sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) discutiria o assunto nesta quinta, mas Rua afirmou ao g1 que o tema não entrou na pauta. O secretário disse ainda que o governo brasileiro pediu à China que redistribuísse as cotas remanescentes de outros países – ou seja, os volumes que não foram usados – entre aqueles que estourassem o limite. No entanto, ainda não houve resposta do governo chinês. "Esse tema ainda é inconclusivo", disse. "É difícil falar sobre isso agora. Talvez os chineses vão querer ver como funciona o sistema [de cotas]. Para eles, isso também é novo", afirmou. "Eles podem querer, antes, avaliar os impactos de mercado. Ver se esses outros players estão fazendo uso ou não da cota". "O que a gente se coloca, desde já, é à disposição dos chineses para que se, na eventualidade deles precisarem de volumes adicionais, o Brasil seguramente terá interesse em preencher esses volumes", concluiu. "A decisão final depende de análises jurídicas, normativas e até de sistemas de informática. Parece ser algo simples, mas, na verdade, possui muitas nuances e detalhes complexos". Saiba mais: China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil O que pode ser feito Segundo Rua, há várias formas de controlar o volume exportado por empresa. Uma das propostas do Ministério é fazer uma distribuição proporcional entre os exportadores privados de acordo com a performance recente das vendas para a China. "Essa é uma das alternativas que estão que está na mesa, que é baseada em práticas internacionais já consolidadas", afirma. A proposta prevê ainda um mecanismo de inclusão de novos e pequenos exportadores, por meio de uma reserva técnica específica para esse grupo. O controle das cotas seria feito via licenças de exportação, com travas automáticas para impedir embarques acima do volume permitido. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei O café não vai dar trégua em 2026

No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA Willam Roth/Secom-RR Os pedidos de falência de agricultores dos Estados Unidos cresceram 46% em 2025 na comparação com 2024, apontou a associação American Farm Bureau Federation (AFBF). Ao todo, foram registrados 315 pedidos. O número pode ser maior, já que nem todos os produtores se enquadram nas regras para fazer a solicitação. Conhecida como "Capítulo 12", a regra vale apenas para agricultores e pescadores familiares. Para pedir a recuperação, é preciso comprovar que a maior parte das dívidas está ligada à atividade rural. O pedido é visto como um último recurso para que o produtor consiga continuar trabalhando. Para o AFBF, a alta nos pedidos reflete a pressão financeira enfrentada por agricultores e pecuaristas, sem perspectiva de melhora no curto prazo. "São esperadas perdas significativas no setor de grãos por mais um ano, e vários segmentos da pecuária também operam com margens mais apertadas", diz a economista Samantha Ayoub, da associação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Perdas profundas em culturas comuns das regiões do Meio-Oeste e do Sudeste se acumularam após anos de queda nas receitas e alta nos custos", disse a economista. As duas regiões são as mais afetadas. Apenas no Meio-Oeste, o crescimento dos pedidos foi de 70%, no Sudeste, de 69%. De acordo com a associação, os pedidos de falência costumam aumentar em períodos de dificuldades prolongadas. Nessas situações, os produtores recorrem a empréstimos maiores e com prazos mais longos para pagamento. Somente no quarto trimestre de 2025, foram feitos 40% a mais de empréstimos para este fim do que no mesmo período em 2024. As dívidas devem continuar crescendo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a dívida total do setor agrícola subirá 5,2%, alcançando o recorde de US$ 624,7 bilhões em 2026. Segundo a AFBF, esse dinheiro está sendo usado para cobrir custos dos insumos e não para investir no crescimento do negócio. Leia também: Trump assina decreto para aumentar importações de carne da Argentina, diz Casa Branca Por que os agricultores estão endividados? Os agricultores são afetados por baixos preços de safra, custos mais altos de mão de obra e insumos, como fertilizantes e sementes. Além disso, as exportações de produtos, como soja, diminuíram no ano passado nos Estados Unidos, devido às disputas comerciais com outros países. Isso porque com o tarifaço agricultores americanos tiveram que pagar a conta de retaliações por parte de outros países, especialmente da China. As perdas agrícolas variam de US$35 bilhões a US$44 bilhões para as nove principais commodities, incluindo milho, soja, trigo e amendoim, disse Shawn Arita, diretor associado do Agricultural Risk Policy Center da North Dakota State University, em dezembro. Os pecuaristas também foram prejudicados. O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o USDA. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Além disso, o fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação para o norte da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado. Para aliviar a situação dos agricultores, o governo norte-americano anunciou em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões. A medida foi anunciada depois de produtores rurais pedirem apoio do governo para comprar sementes e fertilizantes para o próximo plantio. Saiba mais: Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul Tomate e pão francês pesaram no custo da cesta básica nas capitais em janeiro, diz Conab O café não vai dar trégua em 2026

Chevrolet Sonic chega no segundo trimestre de 2026 Divulgação/Chevrolet A Chevrolet anunciou nesta quinta-feira (12) que seu novo SUV subcompacto Sonic será lançado no segundo trimestre de 2026. A marca retoma o nome usado anteriormente em um hatch, mas para seu esperado "SUV do Onix". O Chevrolet Sonic é um SUV que deve apostar em um design mais fluido, com estilo cupê. As poucas imagens divulgadas pela Chevrolet mostram que o caimento do teto na parte traseira é mais acentuado, em uma proposta parecida com a de concorrentes como o Volkswagen Tera. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além disso, o modelo deve aproveitar alguns componentes da carroceria do Onix, como as portas. Essa estratégia acelera o desenvolvimento e reduz os custos de produção. A Volkswagen adotou solução semelhante no Nivus, que utiliza partes do Polo, assim como a Fiat no Pulse, que compartilha peças da carroceria com o Argo. Por isso, o Sonic deve ter cerca de 4,20 metros de comprimento e entre-eixos em torno de 2,60 metros, porte parecido com o Volkswagen Tera e do Renault Kardian. O motor será 1.0 turbo, mas ainda não foi confirmado se terá injeção direta, como no Tracker, ou multiponto, como no Onix. A potência estimada é de 115 cv, com torque em torno de 17 kgfm. O veículo será produzido na fábrica de Gravataí (RS), uma das cinco unidades da Chevrolet no Brasil. A planta gaúcha hoje concentra a produção do Onix, nas versões hatch e sedã, e passa a integrar a estratégia da montadora de ampliar o portfólio de SUVs no país. A unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024. A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa. Novidade era esperada Fabio Rua confirma que Chevrolet terá SUV para brigar com VW Tera e Fiat Pulse Em entrevista ao g1 em março, o vice-presidente da General Motors Brasil, Fabio Rua, havia revelado que esse seria um dos mais importantes movimentos da montadora: a entrada na disputa entre os SUVs de entrada, um dos segmentos que mais cresce em vendas no país. A briga entre SUVs compactos, com preços a partir dos R$ 100 mil, é das mais acirradas do mercado. Foram lançados do zero Volkswagen Tera, Nissan Kait, Renault Kardian e Citroën Basalt, que disputam com Fiat Pulse. “O investimento de R$ 1,2 bilhão que anunciamos para nossa planta de Gravataí (RS) será destinado à produção de um veículo em uma categoria na qual ainda não atuamos, e que será revelado este ano”, afirmou o executivo à época. Chevrolet Sonic já existiu e foi descontinuado Sonic hatch e sedã estreiam design inovador no Brasil Divulgação O nome Sonic não é novidade no Brasil. A Chevrolet lançou, em 2012, um hatch com esse nome, mas o compacto fez pouco sucesso por aqui. Posicionado acima do Onix, o Sonic era o único da linha a usar motor Ecotec 1.6 de 16 válvulas, com 120 cavalos. Isso fazia com que a manutenção tivesse custos diferentes dos demais modelos 1.0 e 1.4 da General Motors. Além disso, o carro, nas versões hatch e sedã, sempre foi importado: primeiro da Coreia do Sul e depois do México. Ele compartilha a plataforma com o já aposentado Cobalt e com a Spin, que segue no portfólio da Chevrolet. A construção do Sonic e a experiência ao volante eram boas, mas, para muitos clientes, o Onix entregava sensações parecidas por um preço mais baixo. Por isso, o modelo foi vendido por apenas dois anos no Brasil. Hoje, o compacto pode ser uma boa opção no mercado de seminovos, mas o fato de ter peças importadas afasta quem não quer correr riscos. Se no motor o hatch empolgava, no porta-malas deixava a desejar: eram apenas 265 litros. Na versão sedã, acomodava mais bagagem, com 477 litros. Em segurança, o Sonic se destacava por oferecer dois airbags e ABS desde as versões mais simples. Era possível comprar o hatch ou o sedã com câmbio automático ou manual.

Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein indicam que o bilionário — acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes — tem um CPF brasileiro. A informação sobre a existência do documento aparece em uma lista de arquivos divulgada pelo órgão americano nas últimas semanas, em uma pasta chamada “Arquivos diversos”, referente a Jeffrey Epstein. 🔎 Entenda, ao final desta reportagem, quem foi Jeffrey Epstein e o escândalo que envolve seu nome. Veja abaixo: CPF brasileiro de Jeffrey Epstein é citado entre os documentos apreendidos nos Estados Unidos. Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA O g1 confirmou a existência de um CPF registrado em nome de Jeffrey Epstein na Receita Federal, emitido em 2003 e ainda com situação regular. O cadastro também apresenta a data de nascimento do bilionário, 20 de janeiro de 1953. Veja abaixo: Situação cadastral do CPF de Jeffrey Epstein. Consulta feita em 12 de fevereiro de 2026, às 10h48. Reprodução/Receita Federal 🔎 As regras da Receita Federal permitem que estrangeiros sem residência no Brasil solicitem inscrição no CPF. O pedido pode ser feito pela própria pessoa ou por um procurador — alguém com autorização legal para representá-la. Procurada pelo g1, a Receita Federal afirmou apenas que a possibilidade de um estrangeiro solicitar inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024. O órgão destacou ainda que qualquer medida relacionada ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida — como é o caso de Epstein — só pode ser solicitada por: inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, no caso de haver bens a inventariar no Brasil; ou cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil. Cidadania brasileira O bilionário chegou a conversar com a empresária e investidora alemã Nicole Junkermann — cujo nome aparece em diversos documentos ligados ao caso — sobre a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em uma troca de e-mails datada de outubro de 2011, Junkermann perguntou a Epstein se ele já havia considerado essa alternativa. “Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, respondeu o bilionário. No mesmo dia, eles teriam se encontrado no Ritz, hotel de luxo da rede The Ritz-Carlton. Jeffrey Epstein e Nicole Junkermann conversam sobre a possibilidade de o bilionário obter cidadania brasileira. Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA O caso Epstein O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein tramitava há anos na Justiça americana. As primeiras denúncias formais contra o bilionário surgiram em 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida (EUA), o investigou por abuso sexual de menores. Na época, ele afirmou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Segundo a acusação, o bilionário abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, ele se declarou culpado pelo crime de exploração de menores e firmou um acordo para cumprir 13 meses de prisão e pagar indenizações às vítimas. Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou o acordo ilegal. Em julho do mesmo ano, Epstein foi preso e formalmente acusado de abuso de menores e de operar uma rede de exploração sexual. Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares para que meninas fossem até seus imóveis e realizassem atos sexuais. As jovens também eram incentivadas a recrutar outras garotas com o mesmo objetivo. Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a convidados em uma ilha particular no Caribe e em casas que ele mantinha em Nova York, na Flórida e no Novo México. De acordo com o governo dos EUA, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade. À época, promotores federais defenderam que Epstein deveria permanecer preso até o julgamento. Eles afirmaram que a “riqueza exorbitante” do empresário, além da posse de aviões privados e dos laços internacionais que mantinha, poderia facilitar uma fuga. Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes de morrer, o bilionário assinou um testamento deixando um patrimônio avaliado em mais de US$ 577 milhões. Após a morte do empresário, as acusações contra ele foram retiradas. No entanto, procuradores afirmaram que poderiam responsabilizar outras pessoas envolvidas no esquema. Advogados das vítimas também prometeram buscar indenizações na Justiça. Saiba mais na reportagem abaixo: Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução

Marciano Testa, fundador e controlador do Agibank Reprodução/Redes Sociais O fundador da fintech Agibank, Marciano Testa, é o mais novo brasileiro a entrar na lista de bilionários da Bloomberg após a estreia da empresa na Bolsa de Nova York. A companhia realizou uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta semana, a segunda de uma empresa brasileira desde 2021. As ações do Agibank fecharam o primeiro dia com queda de cerca de 10%, depois que a empresa reduziu, de última hora, o preço e o número de papéis ofertados. Mesmo assim, a fatia de 63% de Testa passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar disso, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o valor captado no IPO não reflete o tamanho total da empresa. As ações de classe A foram vendidas a US$ 12 cada, levantando cerca de US$ 240 milhões, mas esse montante corresponde apenas aos novos papéis colocados no mercado, e não ao conjunto de ações existentes do banco. "Como o CEO tem cerca de 63% do banco, considerando o fechamento da ação a US$ 10,75, essa participação vale aproximadamente US$ 1,1 bilhão. Esse valor está principalmente em ações de classe B, que não são listadas e não têm liquidez. Então, teoricamente, sim, ele se tornou bilionário." Natural do Rio Grande do Sul, Testa, de 49 anos, começou no setor financeiro ao criar a Agiplan, que deu origem ao Agibank. Sob sua liderança, a instituição uniu atendimento digital e pontos físicos e cresceu com foco no crédito consignado e em serviços voltados a clientes de renda mais baixa. Além do banco, ele é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, iniciativa privada voltada a acelerar a transformação digital no Rio Grande do Sul. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Formado em Ciências Econômicas pela Unisinos, com especialização em Finanças, Testa também participou do Executive Program da Singularity University e do programa Owner/President Management (OPM), da Harvard Business School. No ano passado, Testa ficou em 97º lugar na lista de bilionários brasileiros (em reais) da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 4,1 bilhões. Segundo grande IPO desde 2021 O IPO da fintech Agibank marca a segunda entrada de uma empresa brasileira na bolsa de valores desde 2021, em um movimento que indica a retomada das ofertas de companhias ligadas à maior economia da América Latina. Em janeiro, outra fintech brasileira, o PicPay, abriu a fila e listou suas ações na Nasdaq, também nos EUA. Antes, o último IPOde uma empresa brasileira havia sido o do Nubank, em 2021. Apesar da redução de sua participação após a oferta, Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Essas ações não são negociadas em bolsa, mas podem ser convertidas em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte da participação. O Agibank opera com uma plataforma digital combinada a mais de 1 mil pontos físicos e tem mais de 6,4 milhões de clientes ativos, segundo o site oficial da empresa. O foco da instituição é oferecer crédito consignado a aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS. Agibank Divulgação/Agibank

Os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores; com o fundo de pensão, o Postalis; com o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde; e em tributos federais. As informações foram divulgadas em um documento de análise da situação da empresa a que o g1 teve acesso com exclusividade. Ao longo dos últimos anos, os Correios vêm sofrendo de seguidas crises econômico-financeiras que impactaram diretamente o desempenho da empresa. Em função disso, vários planos de recuperação foram anunciados e um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência da estatal, foi criado em junho para lidar diretamente com a crise. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as decisões tomadas por este comitê foi a criação de uma política de postergação, ou seja, de atraso proposital no pagamento de obrigações em razão de um fluxo de caixa afetado por redução de receitas nos últimos anos. A medida foi tomada para tentar preservar a liquidez e reequilibrar o fluxo de caixa da estatal, que acumula seguidos trimestres em prejuízo. "A combinação entre a redução da receita e o aumento dos gastos acentuou o desequilíbrio financeiro", justificou a empresa. Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações: INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão; Fornecedores: R$ 732 milhões; Postal Saúde: R$ 545 milhões; Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões Remessa Conforme: R$ 346 milhões; Postalis: R$ 135 milhões. A empresa afirma que o adiamento aconteceu em função de um fluxo de caixa negativo. Nos primeiros nove meses de 2025 entraram R$ 16,94 bilhões nas contas e havia uma obrigação de pagar R$ 20,65 bilhões. "Caso os pagamentos tivessem sido realizados nas respectivas datas de vencimentos, os desembolsos teriam alcançado R$ 19,71 bilhões. Nesse cenário, o resultado seria um déficit operacional estimado em R$ 2,77 bilhões, superior à capacidade de cobertura com os recursos disponíveis no período", afirmou a estatal. Os Correios ainda ponderaram que parte do problema financeiro está também no acúmulo de dívidas ao longo de 2024 que foram empurradas ao longo dos meses e geraram dívidas ainda maiores para o ano de 2025. "A expressiva redução das saídas reflete, sobretudo, os efeitos das postergações de pagamentos e as limitações na captação de recursos em dezembro de 2024, que resultou em volume inferior ao originalmente estimado, comprometendo parcialmente a cobertura dos compromissos assumidos para o início do exercício", continua o documento. A empresa estima uma redução no prejuízo contábil de 2025. Apesar do 3º trimestre ter fechado com um prejuízo de R$ 6 bilhões, um documento da Diretoria Econômica-Financeira (DIEFI) aponta em um prejuízo de R$ 5,8 bilhões para todo o ano de 2025. Evolução da dívida Em julho, o g1 publicou uma reportagem apontado para outro documento que trazia o valor da dívida atrasada até então, R$ 2,75 bilhões. Desde a publicação da primeira reportagem, a dívida dos Correios aumentou em R$ 1 bilhão e os principais afetados foram com: INSS Patronal: R$ 696 milhões a mais (eram R$ 741 milhões); Tributos PIS/COFINS: R$ 249 milhões a mais (R$ 208 milhões); Postal Saúde: R$ 182 milhões a mais (eram R$ 363 milhões); Fornecedores: R$ 80 milhões a mais (eram R$ 652 milhões); Remessa Conforme: R$ 75 milhões a mais (eram R$ 271 milhões). Os atrasos no pagamento de PIS/COFINS mais que dobraram e a dívida com o INSS Patronal, um tributo obrigatório para financiar aposentadoria dos trabalhadores, quase duplicou em pouco mais de três meses. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução

Correios vedem imóveis para tapar rombo histórico nas contas Documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) aponta que a estimativa de prejuízo para 2025 é menor do que a empresa vinha mensurando ao longo do ano. Até o 3º trimestre do ano passado, a empresa projetava um déficit contábil-financeiro de R$ 6 bilhões. No mais recente documento da DIEFI, porém, a estimativa é que os Correios fechem 2025 com um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões. O documento foi obtido com exclusividade pelo g1. Para 2026, a diretoria estima que o rombo será maior que o do ano passado e deve atingir R$ 9,1 bilhões. “Executando o pagamento de todas as obrigações (despesas correntes) incluídas no Programa vigente de Dispêndios Globais, havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”, diz o documento. A diretoria financeira afirma que o reajuste na projeção de 2025 ocorreu após a decisão de postergar parte dos pagamentos para adequar o fluxo de caixa da empresa, uma das medidas tomadas para contornar os problemas financeiros da estatal (veja no vídeo acima). Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução “Como parte das ações de governança, foi instituído, em junho de 2025, um comitê de contingência para coordenar diretrizes de desembolso e assegurar a continuidade operacional. Até o encerramento do trimestre, o Comitê coordenou reprogramações de desembolsos alinhadas às prioridades estratégicas definidas pela Administração", justifica o documento. "Essas postergações foram adotadas para adequar o fluxo de caixa às prioridades definidas, assegurando a continuidade das operações e o cumprimento dos compromissos essenciais”, acrescenta. Segundo a empresa, a readequação financeira envolveu cerca de R$ 3,1 bilhões que seriam pagos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias. “Em suma, o aumento dos gastos e a não realização da receita conforme planejado nos anos de 2024 e 2025 (…) resultou no agravamento da liquidez dos Correios, fazendo com que a empresa entrasse em um ciclo cada vez mais adverso, com impacto contínuo na regularidade das operações e dos negócios”, aponta o documento. Além de postergar pagamentos, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos no ano passado para tentar melhorar a situação econômico-financeira. A maior parte dos recursos, no entanto, entrou no caixa apenas no penúltimo dia do ano.

Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação O BTG Pactual anunciou que vai comprar até 48% da fintech meutudo, empresa que atua na oferta de crédito pela internet. A operação ainda precisa ser aprovada pelos órgãos reguladores. O negócio faz parte da estratégia do banco para aumentar sua presença no atendimento a pessoas físicas, área conhecida como varejo. Com isso, o BTG quer ampliar a oferta de empréstimos digitais, usando a estrutura da meutudo, que já tem experiência nesse tipo de serviço. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Criada em 2019 por Márcio Feitoza, Marcelo Feitoza e Felipe Oquendo, a meutudo é uma plataforma que permite ao cliente contratar empréstimos de forma online. A plataforma utiliza sistemas próprios para analisar o perfil dos clientes antes da concessão do crédito. Desde que foi fundada, a fintech já concedeu mais de R$ 20 bilhões em empréstimos e atendeu mais de 19 milhões de clientes em todo o país, segudo informações da empresa. Desse total, mais de R$ 10 bilhões foram liberados na modalidade de consignado privado, em que as parcelas são descontadas diretamente do salário de trabalhadores do setor privado. A parceria entre o BTG Pactual e a meutudo já vinha acontecendo há alguns anos. Nesse período, o banco forneceu mais de 80% dos recursos usados para os empréstimos da fintech, ajudando a empresa a crescer com mais estabilidade. Segundo o presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti, a compra reforça os planos do banco de crescer no mercado de crédito para pessoas físicas. “Essa transação amplia nossa capacidade de oferecer crédito acessível, responsável e de alta qualidade para milhões de consumidores”, afirmou. Para Márcio Feitoza, CEO e cofundador da meutudo, a entrada do BTG como sócio fortalece o propósito da empresa. “O crédito, quando bem feito, ajuda as pessoas a alcançarem seus objetivos. O BTG sempre foi o parceiro que mais acreditou nessa visão, e essa parceria amplia nosso impacto para melhorar a vida financeira dos clientes”, disse. Lucro recorde Na últim,a segunda-feira (9), o BTG Pactual divulgou seus resultados financeiros do 4º trimestre, com lucro de quase R$ 4,6 bilhões ---- um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também bateu recorde de faturamento, com cerca de R$ 9,1 bilhões em receitas. Os números vieram um pouco acima do que o mercado esperava, o que foi visto como positivo por analistas. O crescimento veio de várias áreas: investimentos e operações na bolsa; crédito para empresas; gestão de recursos (fundos); e atendimento a clientes de alta renda. Na bolsa, porém, a ação caiu no dia da divulgação do balanço, após duas altas seguidas. Ainda assim, o papel acumula forte valorização nos últimos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,25% nesta quinta-feira (12), cotado a R$ 5,1998. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda na última hora do pregão, em linhas com os mercados internacionais. Na véspera, o índice alcançou os 190 mil pontos pela primeira vez na história. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️No Brasil, a agenda econômica contou com novos dados econômicos e balanços corporativos. Entre os destaques, o índice de serviços registrou uma queda de 0,4% em dezembro em relação ao mês anterior, abaixo das expectativas do mercado, que previam alta de 0,1% no período. ▶️Já no noticiário corporativo, os papéis do Banco do Brasil dispararam mais de 3% nesta quinta-feira, após o banco informar um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025. Apesar da queda na comparação anual (- 40,1%), o resultado representa um lucro acima do esperado ante os três meses anteriores (+51,7%) e foi bem recebido pelo mercado financeiro. ▶️A última pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada ontem, também continuou no radar dos investidores. A pesquisa indica que Lula lidera Flávio Bolsonaro por cinco pontos em um eventual segundo turno (43% a 38%), reforçando a percepção de maior competitividade eleitoral e possíveis impactos sobre a condução das contas públicas. ▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para os novos números de pedidos de auxílio-desemprego. O indicador recuou na semana passada, mas veio acima do esperado. Foram 227 mil solicitações na semana encerrada em 7 de fevereiro, ante previsão de 222 mil. Agora, investidores aguardam o índice de preços ao consumidor, previsto para sexta-feira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,39%; Acumulado do mês: -0,91%; Acumulado do ano: -5,26%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,69%; Acumulado do mês: +4,60%; Acumulado do ano: +17,73%. Pesquisa Quaest Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos. A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição. "A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição. Cenário Lula x Flávio: Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro); Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro); Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro). Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco. Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio. Agenda econômica Serviços no Brasil Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade. Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,8%. Mesmo com o recuo no fim do ano, o setor segue em nível elevado: está cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025. A queda mensal foi puxada principalmente pelo setor de transportes, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios. Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos. Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento. O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tem puxado o setor. Segundo ele, como esse segmento “tropeçou” em dezembro, o volume de serviços acaba sofrendo. "Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal." Auxílio-desemprego nos EUA O número de americanos que entraram com o pedido do seguro-desemprego caiu na semana passada, mas menos do que o mercado esperava. A redução foi pequena, possivelmente influenciada por tempestades de inverno que afetaram o país. Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão de economistas era de 222 mil solicitações no período. Essa queda compensou apenas parte da alta registrada na semana anterior, atribuída às fortes nevascas, às temperaturas muito baixas e a ajustes sazonais comuns no fim de ano e início de janeiro. Apesar disso, o mercado de trabalho segue relativamente estável. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%. Ainda assim, especialistas descrevem o cenário como de poucas contratações e poucas demissões. Quase todas as novas vagas criadas no mês vieram da área de saúde e assistência social. Economistas avaliam que políticas comerciais e de imigração têm limitado a oferta de trabalhadores, mas veem espaço para uma recuperação do emprego ao longo do ano, em parte por causa de cortes de impostos. Bolsas globais Os mercados em Wall Street começaram o dia influenciados pelo relatório de emprego divulgado ontem, que reduziu as expectativas de cortes nos juros no curto prazo. Além disso, investidores acompanham a temporada de resultados, que deve trazer balanços importantes na Europa, mantendo o clima de cautela e atenção. Antes da abertura, os índices futuros mostravam avanço. O Dow Jones subia 0,4%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq tinham alta de 0,3% cada. Na Europa, o foco do dia está dividido entre os balanços corporativos e a expectativa pelos números do PIB e da produção industrial do Reino Unido referentes ao quarto trimestre. Durante a manhã, os principais índices operavam em alta. O STOXX 600 avançava 0,27%, enquanto o DAX, na Alemanha, subia 1,08%. O FTSE 100, no Reino Unido, ganhava 0,21%, e o CAC 40, na França, avançava 0,53%. Já os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados. No fechamento, Xangai registrou alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos. Tóquio recuou 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro Karolina Grabowska/Pexels

Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo Lula Quase metade dos brasileiros considera que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Apenas 24% dizem que ela melhorou no mesmo período, enquanto 30% afirmam que não houve mudança. O resultado indica que dados como a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, o rendimento médio em nível recorde e a inflação mais controlada não foram suficientes para melhorar a percepção sobre a situação econômica. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para economistas ouvidos pelo g1, o aumento da taxa de juros — com a consequente desaceleração da economia e alta da inadimplência — foi determinante para reduzir o efeito positivo dos demais aspectos da economia. “Isso quer dizer o seguinte: o sujeito até está ganhando mais, o salário está indo bem, só que, dado o nível de endividamento das famílias, o dinheiro não rende”, diz o economista André Perfeito. “Para as empresas é a mesma coisa: estamos vendo boa parte do lucro empresarial sendo drenado para pagamento de juros, o que faz com que o sentimento empresarial não fique bom.” Para a economista Zeina Latif, os efeitos dos juros altos ainda aparecem na economia, com perda de ritmo em dados ligados ao consumo das famílias. "Não tem alívios. A classe média sente condições que não são ruins, mas também não há coisas positivas em curso. Mesmo no mercado de trabalho, é nítida a mudança de tendência na geração de vagas." "A inflação, principalmente a dos alimentos, tem efeito desigual. Quando vai bem, a confiança não melhora tanto. Em compensação, quando a inflação sobe, a confiança ou a aprovação no governo cai mais.” Veja os resultados da pesquisa A Quaest perguntou sobre a percepção dos entrevistados sobre a economia nos últimos 12 meses. As respostas foram: Piorou: 43% (eram 43% em janeiro); Melhorou: 24% (eram 24%); Ficou do mesmo jeito: 30% (eram 29%); Não souberam/Não responderam: % (eram 4%). Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses Kayan Albertin/Arte g1 Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, os entrevistados disseram que a economia deve: Melhorar: 43% (eram 48% em janeiro); Piorar: 29% (eram 28%); Ficar do mesmo jeito: 24% (eram 21%); Não sabem/não responderam: 4% (eram 3%) Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia Gabs/Arte g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Leia também: Quaest, 2º turno: Lula continua à frente, e menor diferença é contra Flávio Bolsonaro Quaest, 1º turno: Flávio se consolida como principal candidato da oposição 49% desaprovam e 45% aprovam o governo Lula, diz Quaest Preço dos alimentos subiu para 56% dos entrevistados A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos nos supermercados e nas feiras onde as pessoas costumam fazer suas compras. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18%% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais. Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro. Veja os números: No último mês, o preço dos alimentos: Subiram: 56% (eram 58% em janeiro) Ficaram iguais: 24% (eram 24%) Caíram: 18% (eram 16%) Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país. O resultado veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% em janeiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%. Para 43% dos brasileiros a situação da economia piorou nos últimos 12 meses; 24% dizem que melhorou VCA CONSTRUTORA A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro. Veja os números: Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar: Mais: 15% (eram 18% em janeiro) Menos: 61% (eram 61%) O mesmo tanto: 23% (eram 18%) Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%) Com relação ao preço dos alimentos no último mês, 56%% disseram que subiu e 18% que caiu. Outros 24% avaliam que o preço não mudou. 49% avalia que está mais difícil conseguir emprego Os entrevistados foram questionados ainda se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Para 49% está mais difícil, mas para 39% está mais fácil. Outros 5% responderam que está igual. Veja os números: Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses? Mais difícil: 49% Mais fácil: 39% Igual: 5% Não sabem/não responderam: 7% A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual.
Com a extinção do PIS, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) no fim deste ano, no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, cerca de R$ 40 bilhões em benefícios fiscais também deixarão de existir.
🔎Incentivos fiscais são valores que deixam de ingressar nos cofres públicos, por conta de leis aprovadas, beneficiando setores específicos da economia, regiões ou contribuintes por meio da isenção ou redução de tributos.
➡️Como esses tributos acabarão em 2026 e os benefícios não foram renovados, não será mais possível conceder incentivos com base neles no próximo ano — quando eles serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal sobre o consumo que entrará no lugar desses impostos, e pelo imposto seletivo (chamado também de "imposto do pecado").
De acordo com dados do Demonstrativo de Gastos Tributários (DGT) da Secretaria da Receita Federal, que consta no orçamento deste ano, os R$ 40 bilhões em benefícios fiscais que serão extintos representam cerca de 6,5% do valor total de R$ 612,8 bilhões (4,4% do Produto Interno Bruto).
O DGT, porém, não engloba todos os benefícios fiscais existentes. Estudo divulgado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) no fim do ano passado estimou, por exemplo, que os incentivos fiscais somarão quase R$ 1 trilhão em 2026.
▶️Se por um lado estes segmentos perderão benefícios fiscais, por outro todos os setores da economia serão beneficiados por uma premissa básica da reforma tributária, segundo o governo: a desoneração completa dos investimentos e das exportações.
▶️Ao mesmo tempo, como a reforma prevê um regime não cumulativo, as empresas também serão ressarcidas dos tributos pagos em cadeias anteriores da produção — algo que não acontece atualmente.
"O que o novo sistema vai fazer? Vai migrar, salvo as exceções, como o Simples Nacional, para um sistema não cumulativo. Não tem incidência no meio da cadeia, não tem incidência na origem, só no destino das exportações, e não tem incidência nos investimentos. A gente muda a lógica, e vai ficar transparente", afirmou o diretor de Programa da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Rodrigo Orair.
Empresas brasileiras têm desafio em 2026: as novas regras da Reforma Tributária
Qual o impacto?
Com o fim do PIS, Cofins e do IPI, e dos benefícios fiscais ligados a eles, em tese haverá aumento de arrecadação na mesma proporção no próximo ano, ou seja, de cerca de R$ 40 bilhões em 2027.
Outro fator que elevará a arrecadação no próximo ano será o imposto seletivo (chamado de "imposto do pecado") para produtos nocivos, como álcool, tabaco, bebidas açucaradas e combustíveis poluentes. O imposto seletivo ainda tem de ser regulamentado pelo Congresso Nacional.
➡️Em contrapartida, a reforma tributária manteve vários benefícios existentes, como o Simples Nacional e a Zona Franca de Manaus (ZFM), além de defensivos agrícolas, entidades filantrópicas, livros, equipamentos médicos, transporte coletivo e de passageiros, táxis e automóveis para portadores de deficiência. Mais de R$ 150 bilhões em benefícios foram mantidos pelo Congresso Nacional.
Ao mesmo tempo, o Legislativo também definiu reduções adicionais de impostos para cesta básica e medicamentos, além de ter estabelecido subsídios para alguns setores da economia.
"Na grande maioria dos casos, você uniformizou ou diminuiu [os benefícios]. Mas não é que acabaram todos os tratamentos favorecidos. Boa parte deles foram trazidos para o novo modelo. Em alguns casos, até ampliados. Por exemplo, a cesta básica e redução de alíquotas para medicamentos serão maiores do que hoje, são dois casos que aumentaram. E tem várias coisas que continuam, como o Simples e a Zona Franca", explicou Rodrigo Orair, do Ministério da Fazenda.
Serão beneficiados, por exemplo, produtos da cesta básica com alíquota zero, como carnes, peixes (com exceção de salmão, atum e bacalhau, entre outros), arroz leite e feijão, além de uma série de outros produtos. Vários itens, como amido de milho, óleos e pão de forma, por sua vez, terão tributação reduzida.
Uma lista com mais de 300 remédios também contará com isenção do futuro imposto sobre o consumo do governo federal, segundo texto aprovado pelo Legislativo. Na lista estão medicamentos populares como losartana (usado para o tratamento de pressão alta), insulina (para o controle da diabetes), isotretinoína (para controle da acne), além de remédios para ansiedade, como Diazepan. Há ainda outros medicamentos com imposto reduzido.
Outro fator que reduzirá a arrecadação será o chamado "cashback", a devolução de impostos, para a população carente. Serviços essenciais, como água, gás encanado e energia elétrica já terão desconto embutido nas faturas, e haverá devolução de parte do valor do imposto em compras em supermercados e farmácias, por exemplo.
Além disso, alguns setores foram beneficiados com alíquota reduzida (como serviços privados de saúde e educação), ou seja pagarão menos do que o restante da economia, assim como algumas categorias de profissionais liberais - reduzindo a arrecadação final do futuro imposto sobre o consumo.
Futura alíquota do imposto sobre o consumo
No fim das contas, tanto as reduções de incentivos e o imposto seletivo — que elevarão a arrecadação — e os novos benefícios (investimentos, exportações, cesta básica, remédios e setores da economia) aprovados pelo Congresso Nacional, atuando para reduzir as receitas, serão considerados para o cálculo da futura alíquota da CBS — novo tributo federal sobre o consumo que começará em 2027.
▶️O objetivo da reforma tributária é manter o atual peso dos impostos sobre o consumo que já existe — que é um dos maiores do mundo. Com isso, estimativas apontam que a futura alíquota da CBS e do IBS dos estados e municípios será com uma das maiores do planeta, em cerca de 28%.
💰A consequência da concentração maior da carga tributária brasileira sobre o consumo no Brasil é o alto grau de "regressividade" (se arrecada proporcionalmente mais de quem ganha menos).
▶️Em países mais desenvolvidos, há um peso maior da tributação sobre a renda, algo que não foi implementado no Brasil mesmo com a isenção de até R$ 5 mil no IR e a taxação dos mais ricos para compensar essa perda de arrecadação.
"Imposto seletivo mais a CBS vão ter que gerar o mesmo tanto de arrecadação que o PIS, Cofins e o IPI. Quanto mais benefícios eu dei, maior terá de ser a alíquota sobre os bens e serviços em geral. Como eu tenho a meta de arrecadação, se eu reduzir a alíquota para o serviço prestado pelo profissional liberal, vou ter que tributar mais a camiseta, o sabonete, o artigo mobiliário e assim sucessivamente", disse Orair, do Ministério da Fazenda.
▶️O cálculo da alíquota da CBS, que começa em 2027, está sendo feita pela Receita Federal com técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e será divulgado até meados deste ano.
▶️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios) - que terá alíquota cheia a partir de 2033.
Antes disso, o Congresso Nacional terá de regulamentar o imposto seletivo, fixando alíquotas adicionais para cada produto nocivo à saúde, para que a Receita e o TCU possam considerar esses valores para estimar a alíquota da CBS que valerá em 2027.
Com o início do futuro imposto federal sobre o consumo no ano que vem, os valores serão pagos pelas empresas de imediato, ou seja, no ato da compra dos produtos e serviços pela população. É o chamado "split payment", algo que reduzirá a sonegação de impostos.
Desde o início deste ano, uma mega plataforma do governo para operacionalizar o pagamento dos tributos, o "cashback" para a população de baixa renda e a devolução de impostos pagos em cadeira anteriores, já está em funcionamento em fase de testes.

Decreto que muda vale-alimentação e vale-refeição divide setores O vale-alimentação e o vale-refeição, que fazem parte do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), passaram a ter novas regras. Desde terça-feira (10), estão em vigor mudanças que limitam as taxas cobradas pelas operadoras, agilizam o repasse dos pagamentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha. As mudanças estão detalhadas no Decreto nº 12.712, assinado em 11 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afetam todos os envolvidos: trabalhadores que usam o benefício, empresas que contratam o serviço e estabelecimentos que recebem os pagamentos. Na prática, o decreto muda as regras do mercado de vale-alimentação e vale-refeição. A taxa cobrada de restaurantes e supermercados passa a ter um limite de 3,6%. A tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%, e qualquer valor acima desses percentuais está proibido. Outra mudança importante envolve o prazo de pagamento. A partir de agora, as operadoras devem transferir o dinheiro das vendas aos estabelecimentos em até 15 dias corridos. Antes, muitos negócios esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber. O valor do benefício não muda, e o uso continua restrito à compra de alimentos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as regras que já estão em vigor têm objetivos claros: reduzir abusos, padronizar práticas entre operadoras, dar mais previsibilidade a quem vende alimentos e garantir que o benefício continue destinado apenas à alimentação. O decreto também prevê mudanças que serão aplicadas de forma gradual nos próximos meses. Abaixo, veja as datas e as mudanças previstas. A partir de 10 de maio, começa uma mudança importante para o usuário: o cartão deixará de ficar restrito a uma única operadora. Isso significa que, aos poucos, o vale-alimentação ou o vale-refeição poderá ser aceito em diferentes maquininhas, independentemente da bandeira ou da empresa que o emitiu. Essa mudança será concluída em novembro, quando está prevista a integração total do sistema: qualquer cartão do PAT deverá funcionar em qualquer maquininha do país. O decreto também redefine o funcionamento das chamadas redes fechadas — situação em que o vale-alimentação ou o vale-refeição só pode ser usado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora. Ou seja, o cartão funciona apenas em uma lista limitada de restaurantes e supermercados. Essas redes continuam permitidas apenas para operadoras que atendam até 500 mil trabalhadores. Acima desse limite, o sistema deverá ser aberto em até 180 dias. Contratos que não seguem as novas regras não podem ser prorrogados. Além disso, há prazos de 90, 180 e 360 dias para que as empresas se adaptem, dependendo do tipo de exigência. Outra medida importante é o fim de vantagens financeiras entre empregadores e operadoras, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing — práticas que desequilibravam a concorrência. O governo afirma que as mudanças reforçam a segurança do programa, reduzem fraudes e garantem que o dinheiro não seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias ou serviços de saúde. O PAT completa 50 anos em 2026, e o governo considera o novo decreto uma atualização necessária para acompanhar as mudanças tecnológicas e econômicas do setor. vale-refeição e vale-alimentação Freepik

Contaminação em piscina: manobrista diz que recebia instruções do dono da academia No último sábado (7), a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após participar de uma aula de natação em uma academia. Outros cinco alunos, entre eles um adolescente e o marido dela, também apresentaram sinais de intoxicação. A principal suspeita das autoridades é que a manipulação de produtos químicos perto da área das aulas tenha afetado os frequentadores, já que o espaço é fechado e tem pouca ventilação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O estabelecimento não tinha um piscineiro. Segundo a investigação, a manutenção da piscina era feita por um manobrista da academia. Em depoimento à polícia, ele afirmou que fazia a limpeza seguindo orientações de um dos sócios, enviadas por mensagens de WhatsApp. De acordo com o depoimento obtido pela TV Globo, Severino José da Silva, de 43 anos, trabalha há cerca de três anos na academia, com registro em carteira como manobrista. Ele relatou, porém, que também era responsável por abrir a unidade e cuidar da manutenção das piscinas. Segundo Severino, o acúmulo de funções era determinado por um dos sócios da academia. O funcionário afirmou que nunca recebeu treinamento, habilitação técnica ou equipamentos de proteção individual (EPIs) para manusear produtos químicos. ⚠️ O caso levantou dúvidas entre trabalhadores sobre os limites das atribuições profissionais. O empregado pode ser obrigado a exercer tarefas para as quais não foi contratado? Segundo o artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalhador não pode ser obrigado a executar atividades diferentes das previstas no contrato, principalmente quando houver risco à segurança. “O funcionário pode realizar atividades compatíveis com sua função, desde que não exijam outra especialização, não causem prejuízo e respeitem os limites do contrato e da legislação”, afirma a advogada Luana Couto Bizerra, especialista em Direito Empresarial e Trabalhista da Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria. Além disso, ordens e orientações enviadas por WhatsApp podem ser consideradas comunicações de trabalho válidas e servir como prova na Justiça, desde que seja possível identificar quem enviou, a data e o contexto das mensagens. A validade depende da autenticidade e da integridade do conteúdo, e pode ser exigida autenticação em cartório ou por outros meios técnicos. Desvio de função x acúmulo de funções A advogada explica que o caso de Severino, contratado como manobrista e que também fazia a manutenção da piscina, pode ser caracterizado como acúmulo de funções. De acordo com a legislação trabalhista, o acúmulo ocorre quando o empregado é contratado para exercer determinada atividade e, sem alteração formal do contrato nem aumento de salário, passa a desempenhar ao mesmo tempo tarefas de outro cargo. A prática se torna ilegal quando configura uma alteração contratual prejudicial ao empregado, o que é proibido pelo artigo 468 da CLT. Segundo a especialista, é fundamental diferenciar acúmulo de funções de desvio de função. No desvio de função, o empregado deixa o cargo para exercer outro. Já no acúmulo de funções, ele continua na função original e assume tarefas extras. Segundo a advogada, o acúmulo de funções só é considerado regular quando as atividades extras já estavam previstas ou foram acordadas desde a contratação e são incompatíveis entre si. “É necessário avaliar se há incompatibilidade, se as novas tarefas exigem aumento da jornada de trabalho ou requerem qualificação técnica específica”, destaca. Quando o acúmulo gera sobrecarga, exige conhecimentos técnicos diferentes ou causa prejuízo ao trabalhador, a situação pode ser questionada na Justiça. Quem responde pelo caso? No caso da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, a responsabilidade, em regra, recai sobre o proprietário da academia. Segundo Tadeu Machado, sócio do Cascione Advogados e especialista em Direito Trabalhista, como o empregador assume os riscos do negócio, cabe a ele responder na esfera civil por eventuais danos decorrentes da atividade. “Isso vale especialmente quando o empregador permite que um funcionário exerça atividades de risco sem qualificação técnica ou treinamento adequado”, afirma. Nessas situações, a empresa pode ser responsabilizada pelas consequências. A responsabilização do empregado só ocorre em casos excepcionais, como quando há dolo — isto é, quando o trabalhador age de forma intencional e contrária às orientações do empregador. Ainda assim, cada situação é analisada individualmente pela Justiça do Trabalho, que avalia se houve orientação adequada e se a empresa cumpriu suas obrigações legais. Dá para recusar sem medo de justa causa? A advogada Luana Couto Bizerra afirma que o trabalhador pode — e deve — se recusar a cumprir ordens ilegais ou que coloquem em risco a própria saúde, a segurança ou a de terceiros. Essa recusa não é motivo para demissão por justa causa. Nesses casos, o chamado direito de recusa é considerado legítimo, especialmente quando o empregado age de boa-fé e respeita as normas trabalhistas e de saúde e segurança. Se a empresa aplicar justa causa nessas circunstâncias, a penalidade pode ser revista pela Justiça. “Quando fica comprovado que a recusa foi justificada e legítima, a demissão pode ser anulada e gerar direito a indenização”, explica a advogada. Tadeu Machado acrescenta que normas do Ministério do Trabalho e Emprego garantem ao trabalhador o direito de interromper as atividades sempre que identificar uma situação que represente risco grave e imediato à própria vida, à saúde ou à de terceiros. Como o trabalhador deve agir nessas situações? Segundo o advogado, ao receber uma ordem que envolva risco grave e iminente, o trabalhador deve comunicar imediatamente o superior. O ideal é que essa comunicação seja feita por escrito, sempre que possível, para que fique registrada. Quando a ordem envolve atividade fora da função contratada, a situação pode gerar dúvidas. A legislação permite a execução de tarefas compatíveis com a capacidade do trabalhador, desde que não sejam técnicas, perigosas ou muito diferentes da função original. Luana Couto Bizerra orienta que o trabalhador aja com cautela e registre todas as situações. “O recomendado é informar de forma respeitosa que a atividade parece insegura, está fora da função ou que não houve treinamento adequado, preferencialmente por escrito”, afirma. Ela também recomenda guardar as ordens recebidas e buscar orientação do Recursos Humanos (RH), da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), do sindicato ou de um advogado. “O trabalhador não deve executar tarefas que ofereçam risco grave e imediato à própria integridade ou à de terceiros sem o treinamento adequado”, reforça. Segundo a especialista, o medo de perder o emprego é compreensível, mas agir com boa-fé, transparência e manter registros ajuda a proteger o trabalhador e a demonstrar que a recusa foi legítima. O que diz a academia Os advogados da academia renunciaram ao caso e, até o momento, nenhum outro representante da C4 Gym foi encontrado para falar sobre o assunto. Nas redes sociais, a direção da academia “lamentou profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02) e informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que mantém contato direto com alunos e familiares para oferecer todo o suporte necessário”. A empresa disse que está “colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com todas as etapas da investigação em andamento”. Sobre a permissão de funcionamento, a empresa informou que possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), regularidade junto ao Conselho Regional de Educação Física (CREF) e alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023”. Piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste, onde professora fez aula de natação e teve problemas respiratórios que a levaram à morte. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre caso de aluna morta após aula de natação Morte de professora acende alerta sobre riscos ; veja sinais de perigo Prefeitura de SP inicia processo de cassação de licença de academia

Bolsa Família: veja as regras e dias de pagamentos em fevereiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de fevereiro do Bolsa Família 2026 nesta quinta-feira (12). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para fevereiro de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 12/2 Final do NIS: 2 - pagamento em 13/2 Final do NIS: 3 - pagamento em 18/2 Final do NIS: 4 - pagamento em 19/2 Final do NIS: 5 - pagamento em 20/2 Final do NIS: 6 - pagamento em 23/2 Final do NIS: 7 - pagamento em 24/2 Final do NIS: 8 - pagamento em 25/2 Final do NIS: 9 - pagamento em 26/2 Final do NIS: 0 - pagamento em 27/2 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Março: de 18/3 a 31/3; Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Sede do Banco do Brasil, em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição nesta quarta-feira (11). O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024. O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período. No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Previsão para 2026 O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%. O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%. "Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa. "Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro." Inadimplência piora No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,17%, ante 4,51% no terceiro trimestre e 3,16% um ano antes. O banco informou que o aumento reflete um caso específico na carteira de TVM de uma empresa do segmento Atacado, no valor de R$ 3,6 bilhões. Desconsiderando esse impacto, o índice seria de 4,88%. Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024. A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026. Retorno de dois dígitos O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%. O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período. A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%. O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%. O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar.

As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, Reprodução/Jornal Nacional Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro “muito promissor” na área de minerais críticos e estão explorando "ativamente" oportunidades para apoiar a capacidade produtiva do país. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na semana passada, os EUA reuniram o Brasil e outros países para apresentar um plano de formar um bloco comercial de minerais críticos. O Brasil, entretanto, ainda avalia se participará da iniciativa. "Os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, quanto pela sofisticação e diversificação da economia do país", afirmou Orr, em uma coletiva de imprensa online. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O secretário assistente, no entanto, evitou dar detalhes sobre os eventuais termos das negociações, inclusive sobre preços. Ele afirmou que o processamento dos minerais resultante de eventuais parcerias poderia ocorrer no Brasil ou nos Estados Unidos. "Nossa abordagem reconhece que as cadeias de suprimento exigem parcerias sólidas, seja por meio do processamento no Brasil, nos Estados Unidos ou em ambos, e esperamos continuar trabalhando com o Brasil." Segundo ele, os EUA estudam formas de apoiar o Brasil por meio de financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, conhecida como DFC. Ele destacou que dois projetos no Brasil já receberam apoio financeiro da DFC, das empresas Serra Verde e Aclara. O foco dos EUA em minerais críticos O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos EUA de minerais críticos após a China ter abalado os mercados globais no ano passado ao reter terras raras, essenciais para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais. Nesse cenário, o Brasil tem despertado interesse dos EUA e de outros países, devido ao seu grande potencial na exploração de minerais críticos, como terras raras, cobre, níquel e nióbio. Comissões de várias partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e agendado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor, como Vale, BHP e Anglo American. No caso de terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas poucos projetos em desenvolvimento. Na semana passada, Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA e US$2 bilhões em financiamento privado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na semana passada que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração. Minérios raros: o que são as matérias-primas do acordo comercial anunciado por Trump entre EUA e China

O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (11), por margem apertada, uma medida para encerrar as tarifas que o presidente Donald Trump impôs ao Canadá. O aval à proposta representa uma rara derrota política para o presidente e para as lideranças de seu partido na Câmara, onde os republicanos são maioria. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, os parlamentares aprovaram, por 219 votos a 211, uma resolução que encerra o uso de emergência nacional por Trump como justificativa para impor medidas comerciais punitivas a produtos canadenses. O texto segue agora para o Senado, onde tem boas chances de aprovação. Ainda assim, é improvável que haja apoio suficiente no Congresso para derrubar um eventual veto de Trump — que já é esperado. Por isso, há baixas expectativas de que a proposta se torne lei. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas redes sociais, Trump reagiu à votação. Ele criticou diretamente parlamentares republicanos e afirmou que aqueles que votarem contra suas tarifas sofrerão “sérias consequências” nas eleições, incluindo as primárias — quando se decidem os candidatos. O republicano afirmou que o déficit comercial do país foi reduzido em 78%, disse que os principais índices das bolsas dos EUA atingiram níveis “antes impossíveis” e atribuiu os resultados às tarifas de importação. "Além disso, as TARIFAS nos deram grande Segurança Nacional, porque a simples menção da palavra faz com que países concordem com nossos desejos mais firmes. As TARIFAS nos deram Segurança Econômica e Nacional, e nenhum republicano deveria ser responsável por destruir esse privilégio", escreveu. Trump critica proposta para barrar tarifas sobre o Canadá. Reprodução/Truth Social Trump também fez declarações sobre o Canadá. Ele afirmou que o país tem se “aproveitado” dos EUA no comércio “há muitos anos” e que está entre os “piores do mundo para negociar”, especialmente no que se refere à fronteira norte. "As TARIFAS são uma vitória para nós, SIMPLES. Os republicanos devem manter isso assim!", concluiu.
Entidades do setor financeiro criticam decisão de ministro do TCU que restringiu acesso do BC a documentos do caso Master
Um grupo de entidades que representa bancos, fintechs e instituições do mercado financeiro divulgou nesta quarta-feira (11) uma nota em que critica a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que restringiu o acesso do Banco Central aos autos do processo que apura a atuação do órgão na liquidação do Banco Master.
O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro, como praxe. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais.
A reclassificação foi de "sigiloso" para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”.
Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master. E disse que fez a reclassificação para evitar vazamentos.
No documento, as associações afirmam que, embora o sigilo possa ser necessário em alguns casos, a restrição ao Banco Central não tem “justificativa técnica clara e transparente”, especialmente por envolver o direito ao contraditório e à ampla defesa.
As entidades também dizem que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam ter motivação objetiva e ser acompanhadas de explicações à sociedade.
Duas notas em defesa do BC já foram divulgadas nos últimos meses pelas entidades, numa unificação do setor raramente vista.
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, por falta de condições de honrar seus papéis no mercado. O banco também é alvo de investigação da PF, que apura suspeitas de fraude financeira.
O TCU determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.
‘Impacto na estabilidade do sistema’
Na nota, as associações avaliam que o processo tem “relevância crítica” e pode gerar impactos sobre a estabilidade do sistema financeiro e a confiança nos mecanismos de supervisão e controle.
Segundo o grupo, nesses casos, a transparência é essencial para preservar a segurança jurídica e a credibilidade institucional.
“As entidades avaliam que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam de motivação e esclarecimentos objetivos à sociedade”, diz o texto.
Entidades pedem decisão colegiada
Outro ponto citado na nota é que decisões com efeitos “restritivos, institucionais e sistêmicos” deveriam ser colegiadas, e não tomadas de forma individual.
“Decisões com efeitos restritivos, institucionais e sistêmicos, além de serem fundamentadas, devem ser colegiadas e acompanhadas de transparência”, afirma o documento.
Quem assina a nota
Assinam a nota entidades como:
ABBC (Associação Brasileira de Bancos)
ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais)
Abracam (Associação Brasileira de Câmbio)
ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento)
Abecs (cartões de crédito e serviços)
Anbima (mercado financeiro e de capitais)
ABIPAG (instituições de pagamento)
Abranet (Associação Brasileira de Internet)
Acrefi (crédito, financiamento e investimento)
Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras)
Febraban (Federação Brasileira de Bancos)
OCB (Organização das Cooperativas do Brasil)
Zetta (associação do setor de tecnologia financeira)
As entidades afirmaram, ao final, que mantêm o compromisso com a estabilidade financeira e com as melhores práticas do sistema.
O governo federal autorizou, nesta quarta-feira (11), leilão de 18 novos blocos de pré-sal nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.
Exploração do petróleo na camada pré-sal no Brasil completa 20 anos em 2026
A estimativa de arrecadação é de até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimento.
"Com a medida, o país cria as condições para realizar a maior rodada do regime de partilha já organizada no Brasil, ampliando significativamente o número de áreas disponíveis para exploração", disse o Ministério de Minas e Energia em nota.
"O impacto esperado é direto sobre a economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gás, com efeitos positivos sobre emprego, renda e desenvolvimento regional", complementa.
Segundo a pasta, com a decisão, os 18 novos blocos se somam aos oito já previstos no edital, o que se concretiza em uma rodada inédita com 26 blocos.
Ministro do TCU restringe acesso do BC a processo sobre Master
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) enviou nesta quarta-feira (11) ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus um relatório sobre o procedimento técnico realizado em documentos do Banco Central (BC), no contexto do processo da liquidação extrajudicial do banco Master.
O documento, que é sigiloso, será analisado por Jhonatan de Jesus e equipe, o que deve ocorrer nos próximos dias. Na sequência será encaminhado ao plenário da Corte de Contas, mas não há uma data para esse envio.
Ministro restringe acesso a processo sobre Master
No mês passado, o TCU autorizou o procedimento. A inspeção foi determinada a pedido dos próprios técnicos, que queriam ter acesso aos documentos basearam a decretação da liquidação extrajudicial do Master pelo BC.
São arquivos relacionados ao início da fiscalização dos problemas econômicos do banco de Daniel Vorcaro, à descoberta de fraudes, a negociações de eventual venda e ao próprio processo de liquidação ordenado pelo BC.
Em parecer anterior, os técnicos concluíram que não houve inação por parte do BC na condução dos trabalhos.
Crise entre BC e TCU
A determinação da inspeção nos documentos do Banco Central pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus gerou uma crise entre as duas instituições.
No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro.
O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU.
Posteriormente, Jhonatan recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos.
Antes mesmo da determinação da inspeção, as explicações solicitadas por Jhonatan de Jesus já haviam sido alvo de críticas.
No mesmo dia em que mandou o BC responder, em até 72 horas, sobre o que fundamentou a liquidação do banco de Vorcaro, instituições do setor bancário reagiram.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos manifestou plena confiança na decisão do BC.

Entenda o que o consumidor e os estabelecimentos devem fazer Divulgação No dia 10 de fevereiro, começaram a valer as primeiras mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A principal novidade envolve a forma como são feitos os pagamentos com cartões de benefícios, como vale-refeição, vale-alimentação e vale-cultura. Com as novas regras, esses pagamentos passam a ser realizados exclusivamente pela função “voucher” nos terminais de pagamento. Isso significa que as transações não poderão mais ser feitas pelas opções tradicionais de crédito ou débito, como ocorria em alguns estabelecimentos até agora. Segundo a Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, a opção “voucher” já está totalmente disponível e funcionando no mercado. Ela foi criada em 2025, passou por um período de adaptação e se tornou obrigatória a partir de novembro do mesmo ano para cartões das bandeiras Visa, Mastercard e Elo usados no âmbito do PAT. O que o consumidor precisa fazer? Para o trabalhador, a mudança é simples: na hora de pagar com o cartão de benefício, é preciso selecionar a opção “voucher” na maquininha ou pedir ajuda ao atendente para escolher essa modalidade. A forma de uso do cartão continua a mesma, inclusive com pagamentos por aproximação e uso em carteiras digitais. O que muda para os estabelecimentos? Restaurantes, supermercados e outros comércios que aceitam benefícios do PAT precisam garantir que a opção “voucher” esteja habilitada em suas maquininhas, sistemas de pagamento (TEF) ou plataformas de e-commerce. Essa habilitação deve ser feita junto à empresa credenciadora ou aos fornecedores de tecnologia de pagamento. De acordo com a Abecs, o novo modelo aumenta a concorrência no setor de benefícios e pode trazer vantagens aos comerciantes, como a possibilidade de negociar taxas melhores. Além disso, as transações ficam mais padronizadas e transparentes, o que facilita a organização financeira e o cumprimento das regras do PAT. Mais aceitação e concorrência Com o chamado arranjo aberto, a expectativa é que os cartões de benefícios sejam aceitos em um número maior de estabelecimentos, usando a mesma infraestrutura e segurança dos cartões bancários tradicionais. Para o trabalhador, isso significa mais opções de onde usar o benefício no dia a dia. As mudanças fazem parte do Decreto nº 12.712/2025, que atualiza as regras do PAT e busca modernizar o funcionamento do programa, ampliando a concorrência e a eficiência no setor de benefícios. A Abecs A Abecs representa o setor de meios eletrônicos de pagamento no Brasil desde 1971, atuando como principal porta-voz do segmento junto ao mercado, ao poder público e à sociedade. A associação reúne hoje mais de 90 empresas, responsáveis por mais de 96% do mercado, entre instituições financeiras, bancos digitais, adquirentes, bandeiras, fintechs, marketplaces e companhias de tecnologia que integram o sistema de pagamentos. Além de ser referência nas discussões regulatórias, a Abecs promove a autorregulação do setor desde 2008. A entidade também consolida e divulga dados do mercado, organiza anualmente o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), estimula o desenvolvimento do setor por meio de comitês e grupos de trabalho e conduz campanhas de incentivo ao uso consciente dos cartões.
TCU arquiva processo que questionava indicação para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários
Ministro do TCU restringe acesso do BC a processo sobre Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar, por unanimidade, o processo que questionava a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido de apuração havia sido apresentado pelo Ministério Público junto à Corte.
No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica.
A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendiam a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política.
O processo foi relatado pelo ministro Bruno Dantas, que seguiu parecer da unidade técnica do Tribunal.
🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento.
À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e as responsabilidades do cargo.
O nome do indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o que ainda não tem uma data para ocorrer.
Caso Master
A atuação da CVM no caso Master é um dos focos do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações.
Segundo a Polícia Federal, fundos podem ter sido usados em esquemas fraudulentos que envolvem o banco e outras instituições, como a Reag Investimentos.
ES volta a ser 2ª maior produtor de petróleo do país Após seis anos, o Espírito Santo ultrapassou São Paulo e voltou a ser o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. O estado capixaba foi responsável por produzir 5,12% de todo o petróleo do país, segundo dados consolidados de 2025, da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O estado paulista produziu 4,89%. Já o Rio lidera com folga o ranking, com 87,8% de tudo o que é produzido no país. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Ao longo de todo o ano passado, 70,45 milhões de barris foram produzidos no estado capixaba, representando um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior, que tinha registrado 56,65 milhões de barris. Além da posição no ranking, o Espírito Santo tem um dos cinco campos que mais produziram petróleo no período. O Campo de Jubarte, no Sul do estado, teve uma média de 152 mil barris por dia, o que corresponde a 4,14% da produção nacional. Os outros maiores produtores foram o campo de Tupi (21,36%), de Búzios (20,47%), Mero (14,44%) e Itapu (4,19%). Os cinco, juntos, representam cerca de 65% da produção total marítima. LEIA TAMBÉM: INVESTIMENTOS: ES vai receber R$ 106 bi em investimentos até 2029; veja obras e valores por cidade NO NORTE DO ES: Vazamento de óleo em poço de petróleo atingiu área equivalente a 5 campos de futebol Segundo Nathan Diirr, gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), que analisou os dados, a expectativa é que, nos próximos meses, a produção seja reforçada com a retomada das operações do navio-plataforma Maria Quitéria, que tem capacidade de produzir diariamente até 100 mil barris de óleo. O navio da Petrobras foi um dos que contribuíram para o aumento da produção capixaba em 2025. Nos meses em que esteve em operação, a plataforma teve aumentos gradativos de produção. Desde 11 de dezembro de 2025, o Maria Quitéria sem produzir, em razão de uma parada programada para reparos no gasoduto. A expectativa é que retome a produção no final de fevereiro de 2026. O navio-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte, no Sul do Espírito Santo. Divulgação Yinson/ Agência Petrobras Produção brasileira bateu recorde A produção de petróleo no Brasil bateu recorde em 2025, tendo sido 12,3% maior que a de 2024. Por dia, foram 3,770 milhões de barris. O gás natural também teve produção maior, com média anual de 179 milhões de metros cúbicos por dia, o que representa crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Quase 80% da produção nacional de petróleo e gás é proveniente de reservatórios do pré-sal. Já o pós-sal e terrestre representam 15,45% e 4,92%. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Caso Master: comissão do Senado aprova reuniões com Vorcaro, PF, BC, TCU, CVM e ex-chefe do BRB
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, restringiu acesso do Banco Central aos documentos do caso Master, mas disse ao blog que a instituição poderá ter o material se fizer pedido ao gabinete dele. Jhonatan é relator da investigação no TCU sobre o processo de liquidação do Master, feito pelo BC.
Mais cedo, o jornal Valor Econômico mostrou que o ministro havia restringido o acesso do BC à documentação, em um movimento considerado incomum, já que mesmo as partes investigadas costumam ter acesso aos dados das apurações.
O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais.
A reclassificação foi de "sigiloso" para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”.
Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master.
Os documentos da área técnica estão previstos para chegar ao gabinete nesta quinta-feira (12).
Ele disse que impôs as restrições de acesso para evitar vazamentos.
Investigação no TCU
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, por falta de condições de honrar seus papéis no mercado. O banco também é alvo de investigação da PF, que apura suspeitas de fraude financeira.
O TCU determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que, para 43% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses. Outros 24% dizem que melhorou. Os percentuais são os mesmos da primeira pesquisa de 2026, divulgada em janeiro. Outros 30% avaliam que a economia ficou mesmo jeito no último ano (eram 29% em janeiro). Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, 43% avaliam que a economia vai melhorar, enquanto 29% acreditam que vai piorar e 24% acham que vai ficar do mesmo jeito. Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses Kayan Albertin/Arte g1 Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia Gabs/Arte g1 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Leia também: Quaest, 2º turno: Lula continua à frente, e menor diferença é contra Flávio Bolsonaro Quaest, 1º turno: Flávio se consolida como principal candidato da oposição 49% desaprovam e 45% aprovam o governo Lula, diz Quaest Preço dos alimentos subiu para 56% dos entrevistados A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais. Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro. Veja os números: No último mês, o preço dos alimentos: Subiram: 56% (eram 58% em janeiro) Ficaram iguais: 24% (eram 24%) Caíram: 18% (eram 16%) Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%. Para 43% dos brasileiros a situação da economia piorou nos últimos 12 meses; 24% dizem que melhorou VCA CONSTRUTORA A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% disseram que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro. Veja os números: Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar: Mais: 15% (eram 18% em janeiro) Menos: 61% (eram 61%) O mesmo tanto: 23% (eram 18%) Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%) 49% avaliam que está mais difícil conseguir emprego Os entrevistados foram questionados se ficou mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Veja os números: Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses? Mais difícil: 49% Mais fácil: 39% Igual: 5% Não sabem/não responderam: 7% A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. É o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto.

Tim divulgação As ações da TIM disparavam mais de 9% nesta quarta-feira (11), alcançando uma máxima intradia histórica, após a empresa informar um lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% ante o mesmo período de 2024. O resultado também veio acima das previsões no mercado. A companhia ainda informou que o seu conselho de administração aprovou um acordo com a IHS Fiber Brasil, que estabelece os termos para a compra de 51% da I-Systems Soluções de Infraestrutura pelo valor de R$ 950 milhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo um relatório divulgado pelo Citi a clientes, a teleconferência de resultados realizada pelos executivos da empresa de telecomunicações não trouxe grandes novidades. De acordo com os analistas, a empresa indicou que os resultados dos três últimos meses de 2025 foram beneficiados por despesas temporariamente menores, como gastos com interconexão — ligação entre redes de diferentes operadoras — e pagamentos de horas extras, incluindo alguns ajustes retroativos. A companhia reforçou, no entanto, que sua estratégia de eficiência é de longo prazo. Ainda segundo o Citi, a companhia também destacou que a concorrência no segmento móvel segue equilibrada. Os reajustes de preços previstos para 2026 estão, em geral, alinhados aos de 2025 e, até agora, a entrada de novos competidores não teve impacto relevante. Os analistas do Citi também destacaram que a empresa está renegociando contratos de aluguel. Essa e outras medidas devem ajudar a manter o crescimento da companhia em linha com a inflação. "A reação positiva das ações hoje parece refletir o entusiasmo dos investidores em relação às economias em custos operacionais, embora ainda tenhamos dúvidas quanto ao potencial de surpresa positiva antes da atualização do guidance [projeção] para três anos, prevista para 24 de fevereiro", afirmaram.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta quarta-feira (11) do anúncio de um pacote de investimentos para a ampliação e modernização de 11 aeroportos no Brasil. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto. Parte dos recursos, R$ 4,64 bilhões, são oriundos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão aplicados em terminais localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais (veja lista abaixo). O maior investimento, segundo o Planalto, será feito no Aeroporto de Congonhas (SP), um dos principais do país. Já o estado com mais aeroportos beneficiados será o Pará. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o país tem uma "dívida histórica" com o aeroporto de Congonhas. Por isso, a maior parte dos investimentos será destinado a ele que, nas palavras do ministro, "hoje é um hub de negócios". A expectativa é de melhoria nas operações do terminal. "Teremos novas operações em terminais, toda a requalificação do aeroporto, estacionamento. Será muito estratégico para a aviação de São Paulo", descreveu. O valor que será destinado a Congonhas não foi informado pelo Executivo. O terminal passará, segundo o governo, de uma capacidade de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros por ano. Para a ampliação dos terminais, o governo vai contar ainda com recursos de outras fontes além do BNDES, atingindo o investimento de R$ 5,7 bilhões. ✈️ Aeroportos contemplados São Paulo (SP): Congonhas; Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá; Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira; Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. As obras em parte dos aeroportos devem ser concluídas ainda em 2026, enquanto as melhorias no Aeroporto de Congonhas podem se estender até 2028. Os aeroportos brasileiros enfrentam desafios antigos, como, por exemplo, atrasos, problemas de infraestrutura e falhas em sistemas operacionais. O Aeroporto de Congonhas (SP), que receberá o maior aporte, é um exemplo, mesmo após a privatização em 2023, passageiros relatam cancelamentos e esperas. Cancelamento de voos deixou o saguão do Aeroporto de Congonhas lotado nesta quarta-feira (10) Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo Mais anúncios Silvio Costa Filho informou, ainda, que, no próximo mês, deve ser anunciado novos investimentos para o programa "Investe Mais Aeroportos", que visa impulsionar a criação de novos empreendimentos nos aeroportos, permitindo ampliação de fontes de renda para além das tarifarias. Ou seja, o programa incentiva empreendimento como hotéis e escolas, por exemplo. A medida foi antecipada ao g1. Em relação ao leilão do megaterminal de contêiners no Porto de Santos, o chamado Tecon Santos 10, deve ocorrer em maio, de acordo com Costa Filho. Há cerca de oito a 10 interessados, entre eles árabes e espanhóis. A cerimônia no Planalto terminou sem que o presidente Lula desse declaração pública.

A construção civil brasileira deve ter um desempenho melhor em 2026, após desacelerar no ano passado. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento de 2% para o setor, o terceiro ano seguido de expansão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a entidade, o avanço deve ser impulsionado pela expectativa de queda dos juros, pela maior oferta de crédito imobiliário e pelo aumento dos investimentos em infraestrutura. Entre os fatores que devem impulsionar o setor estão o orçamento recorde do FGTS para habitação, novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida, o novo modelo de financiamento imobiliário com recursos da poupança e iniciativas públicas voltadas à reforma de moradias. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um exemplo é o programa Reforma Casa Brasil, que prevê investimentos de cerca de R$ 40 bilhões. Além disso, a ampliação dos limites do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tende a aumentar a oferta de crédito para a compra de imóveis. “A expectativa é de um incremento no crédito imobiliário, com impactos positivos para o setor”, afirma a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos. Desafios para esse crescimento Apesar do cenário mais favorável, a construção civil ainda enfrenta obstáculos. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a CBIC, indica que a carga tributária elevada, os juros ainda altos e o custo da mão de obra — tanto qualificada quanto não qualificada — seguem entre os principais entraves ao setor. O desempenho recente também reflete um ambiente de juros restritivos. Em 2025, a construção cresceu 1,7% até o terceiro trimestre, na comparação anual, depois de ter avançado 4,2% em 2024, o que indica perda de ritmo ao longo do último ano. Ainda assim, Vasconcelos frisa que alguns indicadores continuaram positivos: o consumo de cimento alcançou 66,9 milhões de toneladas em 2025, alta de 3,68% frente a 2024, embora a confiança dos empresários tenha recuado, segundo a sondagem setorial. Desempenho em 2025 Em relação a 2025, a CBIC afirma que o desempenho do setor foi influenciado por um ambiente de juros ainda elevados Os custos da construção subiram acima da inflação geral: o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumulou alta de 5,92%, enquanto o IPCA ficou em 4,26%. A maior pressão veio da mão de obra, cujo custo avançou 8,98%. Mesmo assim, a atividade seguiu crescendo e gerando empregos. Ao final de 2025, a construção civil empregava 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um aumento de 3,08% em relação ao ano anterior. 🏗️ A construção de edifícios concentrou o maior número de empregados e liderou a criação de vagas formais. 📈 Entre 2020 e 2025, o setor abriu 886.709 postos de trabalho com carteira assinada. Os investimentos em infraestrutura também sustentaram a atividade. Em 2025, os aportes podem ter alcançado R$ 280 bilhões, cerca de 3% acima de 2024, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). O capital privado respondeu por 84% desse total. O PBQP-H é um programa que propõe-se a organizar o setor da Construção Civil em torno da melhoria da qualidade por meio da modernização produtiva Divulgação

Agibank Divulgação/Agibank A fintech Agibank informou nesta quarta-feira (11) que fixou o preço de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em US$ 12 por papel, movimentando US$ 276 milhões (R$ 1,4 bilhão) com a inclusão do lote adicional. A empresa colocou à venda 20 milhões de ações e deu aos bancos responsáveis pela oferta um prazo de 30 dias para comprar até 3 milhões de ações a mais, pelo mesmo preço. Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup atuam como coordenadores globais da oferta. O sindicato também conta com Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale e XP, além de Oppenheimer & Co. e Susquehanna Financial Group. O preço foi definido no limite inferior da faixa indicativa, entre US$ 12 e US$ 13, que já havia sido revisada para baixo em relação à proposta inicial, de US$ 15 a US$ 18. A empresa também reduziu o tamanho da oferta. O IPO do Agibank ocorre após o banco digital concorrente PicPay abrir capital na bolsa norte-americana Nasdaq no mês passado, na primeira oferta pública de uma empresa brasileira em mais de quatro anos. As ações do Agibank começam a ser negociadas nesta quarta-feira na Bolsa de Valores de Nova York, sob o código “AGBK”. Pedido protocolado em NY A fintech havia protocolado o pedido de IPO com distribuição primária e secundária na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) em 14 de janeiro deste ano. A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para "propósitos corporativos gerais", segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época. A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que "não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento". A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil. Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador. No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores. O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador. O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de entrevista à imprensa em Brasília 27/03/2025 Reuters O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que uma série de medidas está sendo estudada para aprimorar a supervisão do mercado e as regras do Fundo Garantidos de Créditos (FGC) após o caso do Banco Master. Entre as medidas, disse o presidente do BC, estão limites mais claros sobre até quanto uma instituição poderá ampliar seus investimentos usando recursos de terceiros, além de regras mais definidas sobre a obrigação de manter parte desses valores em reserva ou aplicá-los em ativos mais seguros — como títulos públicos, por exemplo — como forma de proteção. Galípolo também mencionou uma medida em consulta pública que trata da qualidade dos ativos, com o objetivo de evitar que instituições que captam recursos de pessoas físicas utilizem esse dinheiro de maneira incompatível — por exemplo, aplicando valores que podem ser sacados a qualquer momento em investimentos de longo prazo. "Não quero dizer que não possa voltar a ocorrer a liquidação de outro banco, mas isso é como polícia e ladrão: você fecha uma porta e eles tentam abrir outra", disse Galípolo em evento do BTG Pactual, reiterando a importância de o sistema financeiro adaptar suas regras para evitar novos casos. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente do BC também ressaltou a importância da colaboração do sistema financeiro e da Polícia Federal nos casos de fraude registrados no último ano. "Tivemos um evento específico, que foi o caso Master, mas também tivemos uma série de ataques que demandaram respostas rápidas e ativas do Banco Central, de entender por onde estava acontecendo aquele problema e de que maneira poderíamos apertar as regras", afirmou. Galípolo se referia, nesse caso, ao ataque cibernético que afetou pelo menos seis instituições financeiras quando, em julho do ano passado, a C&M Software — uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores e fintechs ao PIX — teve seus sistemas invadidos, gerando prejuízos de centenas de milhões de dólares. "Foi essencial contar com a parceria das principais instituições do mercado para que pudéssemos fazer um ajuste adequado: não prejudicar quem atua de forma regular e, ao mesmo tempo, impedir quem tenta fazer mau uso", afirmou Galípolo. "Isso é um trabalho contínuo." Cortes de juros e meta de inflação O presidente do BC afirmou que o atual momento do país e do mundo traz uma série de incertezas que podem influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Por isso, segundo ele, o órgão precisa aguardar dados que reforcem a confiança necessária para iniciar o ciclo de cortes de juros. "Estamos em um ambiente com diversas fontes de incerteza", afirmou Galípolo, destacando dúvidas sobre os rumos da geopolítica internacional, da política econômica dos Estados Unidos e de outros países, além da incerteza relacionada ao ano eleitoral brasileiro. "É uma correlação de variáveis econômicas que não têm sido bem comportadas. Então ainda que a política monetária tenha, sim, conseguido trazer o nível do crescimento da economia brasileira para um nível mais baixo, inflação corrente para um patamar mais baixo ainda temos outras variáveis no Brasil que dificultam extrair uma evidência mais clara [sobre o futuro dos juros]", disse. Galípolo afirmou ainda que a sinalização do Copom de que um ajuste nos juros só deve começar a partir de março visa justamente permitir que o comitê "reúna maior confiança" para iniciar o ciclo de cortes. Ele também defendeu a meta de inflação brasileira — de 3% em 2026, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — reiterando que o país "está em linha" com seus pares. "O que realmente precisa ser melhor debatido com a sociedade é o porquê de o Brasil precisar sustentar taxas de juros [que], comparativamente aos seus pares, são mais elevadas, para com muito esforço conseguir fazer uma convergência maior [da inflação] para a meta", disse durante evento. Galípolo reiterou que a resposta envolve fatores conjunturais (de curto prazo) e estruturais (de longo prazo) e que esse cenário não é exclusivo do Brasil. Segundo o banqueiro central, várias séries históricas — especialmente as do mercado de trabalho — ficaram distorcidas e mais difíceis de analisar desde a pandemia. Além disso, programas sociais e estímulos econômicos ampliaram significativamente a liquidez na economia, o que ainda impacta os dados. "Além disso, temos novas formas de empregabilidade associadas às plataformas [digitais] e, agora, a chegada da inteligência artificial. Ainda é bastante cedo para a gente conseguir ter algum tipo de conclusão [sobre os efeitos disso no mercado de trabalho]", afirmou. No caso do Brasil, disse Galípolo, ainda há sinais mistos no mercado de trabalho: o desemprego segue em níveis historicamente baixos, mas os ganhos de produtividade continuam reduzidos. "O tema central é como a gente consegue colaborar para um ambiente mais convidativo para que o investimento privado possa concorrer, e consiga manter a produtividade [em patamares] mais elevados. Essa é uma agenda central para que a gente consiga se desenvolver", completou.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 2,03% nesta quarta-feira (11), aos 189.699 pontos, e atingiu o 11º recorde em 2026. Ao longo do dia, superou os 190 mil pontos pela primeira vez na história. Já o dólar fechou em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1869 — no menor nível desde maio de 2024. A disparada da bolsa e o recuo da moeda americana refletem o forte fluxo de investimento estrangeiro, à medida que gestores globais reorganizam suas carteiras e reforçam posições em mercados emergentes, como o brasileiro. Nesse contexto, o destaque fica com as ações de grandes exportadoras de commodities, como Petrobras e Vale, que subiram mais de 3% na sessão e puxaram o Ibovespa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nesta quarta-feira, notícias do Brasil ganharam maior peso sobre o humor dos investidores. Pesquisa eleitoral Quaest divulgada às 14h mostrou que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno diminuiu para cinco pontos percentuais. 🔎 Nesse cenário, Lula aparece com 43%, contra 38% de Flávio. A distância era de sete pontos em janeiro e de dez em dezembro. Para o mercado, o resultado reforçou a percepção de maior competitividade eleitoral e de uma possível mudança de governo, elevando os ânimos em relação à condução futura das contas públicas. ▶️ Nos EUA, também foram divulgados dados relevantes. O relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro, bem acima da expectativa do mercado, de cerca de 70 mil. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, enquanto os salários subiram 0,41% no mês e 3,71% em 12 meses. Os números reforçam a leitura de uma economia ainda aquecida, o que tende a levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a adiar o início dos cortes de juros. 🔎 Em geral, a perspectiva de juros altos por mais tempo costuma pressionar os mercados. Desta vez, porém, parte dos investidores concentrou as apostas no lado positivo dos dados — a força da atividade econômica —, que melhora as perspectivas de resultados de empresas e sustenta o apetite por risco, beneficiando também mercados emergentes. ▶️ De volta ao Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o atual ambiente de incertezas no país e no exterior reforça a necessidade de a instituição aguardar novos dados antes de iniciar a redução da taxa de juros — hoje em 15% ao ano. Ainda assim, o mercado segue projetando o início do ciclo de cortes em março. ▶️ Os investidores também avaliavam uma nova rodada de resultados corporativos. A TIM registrou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% na comparação com o mesmo período de 2024 e acima das previsões do mercado. Papéis de Vale e Petrobras também se destacavam na sessão e ajudavam a sustentar a alta do Ibovespa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,64%; Acumulado do mês: -1,16%; Acumulado do ano: -5,50%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,69%; Acumulado do mês: +4,60%; Acumulado do ano: +17,73%. Pesquisa Quaest Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos. A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição. "A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco", afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes. A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição. Cenário Lula x Flávio: Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro); Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro); Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro). Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco. Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio. Agenda econômica Dados de emprego dos EUA A economia norte-americana abriu 130 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, após a criação de 48 mil empregos em dezembro, segundo dados do relatório de emprego (payroll). O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que previa cerca de 70 mil novas vagas. A criação de vagas de trabalho nos EUA acelerou em janeiro, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,3%, ante 4,4% em dezembro. Parte do resultado acima do esperado está ligada a fatores sazonais nas contratações. Setores como varejo e empresas de entrega contrataram menos temporários no fim do ano passado, o que reduziu o número de demissões em janeiro — período que costuma registrar mais cortes após as festas Bolsas globais Os mercados americanos fecharam em leve queda, com investidores repercutindo o relatório de emprego de janeiro dos EUA. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,13%, enquanto o S&P 500 teve leve queda de 0,01%. O Nasdaq, por sua vez, recuou 0,16%. Na Europa, a maioria dos índices acionários fechou em baixa nesta quarta-feira, com investidores ainda preocupados com os impactos da inteligência artificial sobre diversos setores. Ainda assim, o índice pan-europeu STOXX 600 conseguiu fechar em patamar recorde, com alta de 0,10%, aos 621,58 pontos, conforme ações ligadas a commodities compensaram as perdas do segmento de tecnologia. Entre os demais indicadores, o alemão DAX recuou 0,53%, enquanto o CAC 40, na França, perdeu 0,18%. O FTSE 100, do Reino Unido, destoou do movimento e subiu 1,14%. Na Ásia, o dia foi marcado por estabilidade na China, onde altas de empresas ligadas ao setor metalúrgico compensaram as quedas das companhias de semicondutores. O mercado também reagiu ao anúncio do banco central chinês, que prometeu aumentar o apoio financeiro para estimular a demanda interna, em meio a preocupações com excesso de produção e consumo fraco. No fechamento, Xangai registrou leve alta de 0,09%, aos 4.131 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,22%, para 4.713 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,31%, aos 27.266 pontos. Seul subiu 1,00%, chegando a 5.354 pontos; Taiwan ganhou 1,61%, aos 33.605 pontos; e Cingapura teve alta de 0,41%, para 4.984 pontos. Já Tóquio não abriu nesta sessão. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

CNT lança Guia Viagem Segura 2026 A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou nesta segunda-feira (9) o Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui) para orientar motoristas que vão pegar a estrada. Com a proximidade do carnaval, a entidade chama atenção para o calendário de 2026, que será marcado por uma sequência de feriados prolongados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O guia traz ainda uma pesquisa que mostra que mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema, como pavimento danificado, sinalização insuficiente e trechos considerados críticos, o que aumenta o risco de acidentes. O documento destaca a importância do planejamento da viagem, da escolha de rotas mais seguras, da manutenção preventiva do veículo e da prática da direção defensiva. O levantamento aponta um cenário preocupante: em 2025, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes, com 6.040 mortes e mais de 83 mil feridos — uma média de 198 ocorrências e 17 óbitos por dia. As colisões foram o tipo de acidente mais comum, e a principal causa de mortes continuou sendo o tráfego na contramão. “Conhecer antecipadamente o trajeto, incluindo as condições do pavimento e a sinalização disponível, é essencial para reduzir riscos e tornar a viagem mais segura”, informou a CNT. Veja recomendações da CNT para uma viagem segura: BR-277 Divulgação Antes de iniciar a viagem Documentação: certificar-se de que os documentos do veículo estão em dia e que a CNH está dentro da validade. Condutores das categorias C, D e E devem verificar se o exame toxicológico está vigente; Inspeção mecânica: avaliar itens essenciais como o funcionamento dos freios, as condições e calibragem dos pneus, o sistema de arrefecimento, os níveis de óleo, e os sistemas de suspensão e direção; Sistema de iluminação: conferir faróis, lanternas, setas, luzes de freio e de ré; Veículos Elétricos/Híbridos: avaliar cabos, baterias de tração e planejar a rota considerando a localização de pontos de recarga; Planejamento de rota: pesquisar as condições das rodovias para priorizar trechos em melhor estado e identificar antecipadamente pontos de parada para descanso e abastecimento. Durante o percurso Respeito às regras e sinalização: seguir rigorosamente os limites de velocidade e a sinalização vertical e horizontal; Ultrapassagens Seguras: realizar ultrapassagens apenas em condições de máxima segurança, sempre pela esquerda, e exclusivamente onde a sinalização permitir (faixas seccionadas). O tráfego na contramão é apontado como a principal causa de mortes; Atenção constante: manter foco total na via, abstendo-se do uso de celular, fones de ouvido, ou de comer e fumar enquanto dirige para evitar distrações. A ausência de reação do condutor é a causa mais recorrente de acidentes; Descanso: respeitar os períodos de repouso, parando em locais seguros (como os Pontos de Parada e Descanso - PPD) sempre que houver sinais de cansaço ou sonolência; Capacidade de carga: não trafegar com excesso de peso, o que amplia as chances de tombamentos e saídas de pista. Além do Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui), a entidade oferece ferramentas como o Painel CNT de Acidentes Rodoviários (veja aqui), que permite avaliar as condições das estradas, identificar pontos perigosos e apontar os melhores trajetos com base em critérios de segurança e conservação. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Garrafas de cerveja da marca Heineken REUTERS/Daniel Becerril A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que pretende cortar até 6.000 postos de trabalho em sua operação global e projetar um crescimento menor dos lucros em 2026 em relação ao ano anterior. A decisão ocorre em meio à demanda fraca por cerveja, cenário que também afeta seus principais concorrentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As demissões representam quase 7% do quadro global, formado por cerca de 87 mil funcionários. A empresa, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também busca um novo presidente-executivo após a renúncia inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro. Fabricante das marcas Tiger e Amstel, além da cerveja que leva seu nome, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, numa tentativa de responder às críticas de investidores que consideram a companhia menos eficiente do que seus rivais. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta queda nas vendas devido à pressão sobre o orçamento dos consumidores e a condições climáticas desfavoráveis registradas recentemente. A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos. Outras empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após vários anos de desempenho fraco nas vendas. As ações da Heineken subiam cerca de 4%, acumulando valorização de aproximadamente 7% desde o fim de 2025. Impulso à produtividade A companhia informou que seu programa de produtividade deve gerar economias e reduzir o número de funcionários em entre 5.000 e 6.000 pessoas nos próximos dois anos. “Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou o diretor financeiro Harold van den Broek durante uma teleconferência para apresentação dos resultados anuais. Segundo ele, parte dos cortes ocorrerá na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, com menor potencial de expansão. Outra parcela virá de medidas já anunciadas para a cadeia de suprimentos, a sede e as unidades regionais. Para 2026, a Heineken espera um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa projetada para 2025, de 4% a 8%. Na semana passada, a Carlsberg divulgou estimativa semelhante para o próximo ano. A empresa também informou que seu lucro operacional anual ficou acima das previsões: avançou 4,4% em 2025, superando a expectativa dos analistas, que era de 4%. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Apagão de mão de obra: estudo da Findes aponta impacto em todos os setores da economia Vagas de emprego disponíveis e falta de trabalhadores para preenchê-las. Esse é um problema que o Espírito Santo enfrenta atualmente, o chamado "apagão de mão de obra". A constatação é resultado de um estudo realizado pela Federação das Indústrias do estado, a Findes. Segundo a pesquisa, a dificuldade para contratar profissionais é causada por diversos fatores e, por consequência, acaba impedindo o crescimento da economia capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, afirmou que, no estado, foram identificados três pontos principais que resultam no apagão: novas tendências do mercado de trabalho; economia aquecida; e problemas estruturais. Novas tendências do mercado de trabalho Não é novidade que as tecnologias têm transformado a forma de trabalhar no mundo todo. E no Espírito Santo não é diferente. Segundo a Findes, o desafio provoca uma necessidade de requalificação para que os trabalhadores adquiram novas habilidades para lidar com a modernização dos processos. Além disso, o envelhecimento da população traz mudanças. Com a transição demográfica, aumenta a demanda por serviços voltados para a população mais velha e a necessidade de absorver essas pessoas. "Se há uma escassez de mão de obra e uma população que está envelhecendo e disponível para trabalhar, é preciso passar, mais uma vez, por uma requalificação, preparação, para que essas pessoas também possam ocupar esses espaços", disse a gerente executiva. LEIA TAMBÉM: TRINDADE: Ilha inabitada mais distante da costa brasileira recupera vegetação após exterminar cabras que devastaram área verde EMBOSCADA: Vaqueiro é morto a tiros enquanto ia para o trabalho em fazenda no ES FACÇÃO: Criminosos se disfarçam de trabalhadores rurais para transportar drogas e até fugitivo da BA para o ES Outra tendência que o estudo destaca é uma questão comportamental. Marília explicou que a geração Z, nascida entre os anos 1995 e 2010, chega ao mercado de trabalho com novas necessidades, maior preocupação com questões de diversidade e propósito. A flexibilidade também é uma demanda dos jovens, mas, neste caso, converge com o que buscam os mais velhos que, por conta da pandemia, encontraram novas maneiras de trabalhar: "Na pandemia, quando boa parte dos trabalhadores conseguiu ir para a casa, fazer home office, se introduziu no mercado de trabalho uma flexibilidade que hoje o trabalhador acaba buscando também". Trabalhadores buscam flexibilidade introduzida no mercado de trabalho durante a pandemia de covid-19. Divulgação Economia aquecida O mercado de trabalho capixaba também responde de forma lógica ao desempenho da economia, que está aquecida. Com a população consumindo mais, há maior demanda por produtos e serviços e, consequentemente, a produção precisa aumentar. "Mas hoje a taxa de desemprego no Espírito Santo é de 2,6%. Ou seja, eu procuro o trabalhador, mas ele já está empregado. Seja no mercado formal, cuja demanda está alta, seja no mercado informal", disse Marília Silva. A informalidade, muitas vezes, responde à necessidade de serviços mais flexíveis e com pagamentos mais rápidos, explica a gerente executiva do Observatório Findes. Segundo ela, as questões abrem espaço para uma discussão importante: "Será que o modelo que temos hoje de contratação formal está atendendo às necessidades da população?", questionou Marília. Trabalhadora; mulher segurada Carteira de Trabalho e Previdência Social Agência Brasil Problemas estruturais Além das transformações pelas quais passam o mercado de trabalho, há questões estruturais que dificultam o preenchimento de vagas. Uma delas é a alta taxa de informalidade. Marília Silva cita dados: "Quase metade dos ocupados trabalha no mercado informal. A maioria das pessoas que estão fora da força de trabalho são mulheres, ou muito jovens, ou com idade superior a 60 anos, com escolaridade baixa". Para a especialista, o cenário exige atenção ao perfil da mão de obra disponível. É preciso garantir, por meio de políticas públicas, que as pessoas disponíveis consigam acessar o mercado de trabalho, mas também é necessária a disposição das empresas para contratá-las. "A gente sabe que muitas mulheres não vão para o mercado de trabalho por questão de afazeres domésticos, de idade, problemas de saúde. Então, é preciso suprir essa necessidade antes para que aquela mão de obra se converta em uma oferta e o empresário possa contratar", apontou. "É um casamento entre política pública, que permita que a população coloque o seu trabalho à disposição, e a disposição do empresariado de estar atento a essas tendências", completou a gerente da Findes. A solução apontada pela pesquisadora envolve, sim, a oferta de bons salários, mas não só isso. Marília destaca que são atrativos o ato de pensar no que é possível fazer para que as demandas dos trabalhadores sejam atendidas, a existência de um plano de carreira e a possibilidade de qualificação. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho Em 2025, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) recebeu cerca de 142.814 novos processos por assédio moral no trabalho, um aumento de 22,3% em relação a 2024, quando foram registrados aproximadamente 116.732 casos. As denúncias também cresceram de forma significativa. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que, em 2025, foram recebidos cerca de 18.207 relatos de assédio moral, alta de 26,9% na comparação com 2024, ano em que houve 14.343 denúncias. Já o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), contabilizou 2.757 denúncias em 2025 — um crescimento de 49,8% frente a 2024, quando foram registrados 1.841 relatos. 🤔 Mas como identificar se uma situação desconfortável no trabalho é assédio? Como reconhecer se os comportamentos de chefes ou colegas configuram algum tipo de violência? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma Cartilha de Prevenção ao Assédio, publicada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), indica as características de cada tipo de agressão e dá recomendações a vítimas e testemunhas sobre o que deve ser feito quando o assédio é identificado. Violências, assédios e discriminações cometidas no ambiente de trabalho podem ser consideradas falta grave e levar à dispensa por justa causa em empresas privadas, ou à abertura de processo administrativo no caso de órgãos públicos. Além disso, o artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê a rescisão indireta do contrato de trabalho por falta grave do empregador, como em casos de assédio moral. (entenda como funciona) 🤔 Mas o que é rescisão indireta? Na prática, com a rescisão indireta, o funcionário se demite do emprego, mas garante todos os direitos trabalhistas que conseguiria caso tivesse sido desligado pela empresa (sem justa causa, é claro). Um projeto de lei tramita no Congresso para que o assédio moral também seja considerado crime, com pena de detenção e multa. Novos processos gerados na justiça trabalhista por assédio moral no trabalho Arte g1 Denúncias recebidas pelo Ministério Público por assédio moral no trabalho Arte g1 Denúncias recebidas pelo Disque 100 por assédio moral no trabalho Arte g1 Vale lembrar que em 2025, mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais, o maior número em pelo menos 10 anos. Dentre as causas para afastamento estão os clássicos efeitos do assédio moral no ambiente de corporativo. Para ampliar a responsabilização dos gestores, o governo anunciou a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a incluir os riscos psicossociais nas diretrizes de saúde mental no trabalho. A mudança permite que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplique multas em casos envolvendo metas excessivas, jornadas prolongadas, assédio moral e outras condições prejudiciais ao trabalhador. Após pressão do setor empresarial, porém, a pasta adiou a validade da medida por um ano. Embora tenha sido anunciada, a atualização vem sendo aplicada apenas de forma educativa, sem previsão de multas, e passa a valer a partir de maio deste ano. Veja abaixo os pontos do documento do TST e saiba como se proteger. O que é assédio moral no trabalho? Como as ‘microagressões’ podem ser identificadas? O que fazer se for vítima de assédio? Como denunciar? Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima Freepik O que é assédio moral no trabalho? O assédio moral é qualquer conduta que cause humilhação ou constrangimento no ambiente de trabalho, que ocorra frequentemente e que vise desrespeitar os direitos básicos dos funcionários. Situações isoladas podem causar dano moral, mas não necessariamente configuram assédio. As ações de assédio podem ser causadas por indivíduos específicos ou pela própria estrutura organizacional da empresa. É uma violência que produz danos à dignidade e integridade, prejudicando o ambiente de trabalho. Esse tipo de violação desestabiliza a atuação profissional e a parte emocional da vítima. Pode ocorrer tanto por ações diretas (como gritos, insultos e humilhações públicas) quanto por ações indiretas (propagação de boatos, isolamento social da vítima e recusa em se comunicar com ela). São exemplos de condutas que podem ser classificadas como assédio moral: Difamar ou atentar contra a dignidade de alguém: ações para desacreditar uma pessoa assediada perante as outras; Isolar e recusar comunicação: ações que impedem ou dificultam a comunicação e o contato social da pessoa assediada no trabalho; Espalhar rumores sobre a pessoa; Acusá-la de erros que não cometeu; Pôr em dúvida sua capacidade profissional, como no caso de pessoas com deficiência, que enfrentam estruturalmente este tipo de preconceito; Dirigir-se à pessoa por meio de apelidos depreciativos; Fazer insinuações para criar mal-entendidos; Impor novas tarefas com o objetivo de atrapalhar seu desempenho; Prescrever tarefas inferiores às competências da pessoa; Imposições vexatórias (“dancinhas”, “prendas”, “castigos”); Privar a pessoa assediada de possibilidades de comunicação; Ignorar sua presença; Excluí-la de eventos; Deixar de comparecer a eventos organizados pela pessoa assediada; Agir de forma a colocar os outros colegas contra ela; Impedi-la de trabalhar junto com outros colegas; Posicionar seu posto de trabalho distante dos outros; Dar instruções para que os colegas de trabalho parem de conversar, trabalhar ou socializar com a pessoa assediada; Ignorar a necessidade de oferecer formas alternativas de comunicação para pessoas com deficiência; Evitar a comunicação direta, dirigindo-se à vítima apenas pela via eletrônica, bilhetes ou terceiros e outras formas de comunicação indireta; Sonegar informações necessárias à realização das atividades da pessoa; Fazer piadas e comentários sobre características individuais, ainda que não se referindo diretamente a elas. É o caso, por exemplo, de “humor” em relação à raça/cor, etnia, orientação sexual ou deficiência da pessoa — o que tem se chamado “racismo recreativo” ou “homofobia recreativa” — entre outras formas de constrangimento; Controlar com rigor excessivo a jornada de trabalho; Retirar da pessoa tarefas e demandas que ela costumava executar ou repassá-las a outros, provocando a sensação de inutilidade e de incompetência; Retirar cargos e funções sem motivo justo, ainda que não haja prejuízo financeiro direto; Gritar ou falar de forma desrespeitosa; Tratar com ironia ou com gestos de desprezo; Atribuir resultados positivos obtidos pela pessoa a outro colega; Apontar supostos problemas psicológicos da vítima; Impedir a ascensão profissional da pessoa; Criticar o trabalho da pessoa (em público ou em particular), mesmo quando atender às demandas de forma satisfatória; Zombar de características pessoais; Criticar negativamente aspectos da vida pessoal; Jogar objetos na pessoa; Agredir por meio de palavras; Não levar em conta os problemas pessoais; Ignorar recomendações de ordem médica prescritas à pessoa; Imposições de metas inatingíveis; Convocar reuniões surpresa, sem nenhum resultado adicional a não ser humilhações e repreensões; Agir de forma arbitrária em benefício próprio, em detrimento dos objetivos legítimos da instituição e do respeito a colegas de trabalho, independentemente de relação hierárquica; Retirar a autonomia ou desrespeitar as decisões e visão de mundo da vítima; Sobrecarregar a pessoa com novas tarefas injustificadamente; Limitar o número de idas ao banheiro e monitorar o tempo de permanência; Impor a alguém condições e regras de trabalho personalizadas, diferentes das que são cobradas dos outros profissionais; Instigar o controle de uma pessoa por outra, criando um controle fora do contexto da estrutura hierárquica, para gerar desconfiança e reduzir a solidariedade entre colegas. Também pode configurar assédio fazer piadas ou comentários indesejáveis sobre: Raça, nacionalidade, origem étnica; Cor; Religião; Idade; Sexo, gênero, orientação sexual e expressão de gênero; Estado civil; Deficiência; Situação econômica; Qualquer condição que discrimine o indivíduo. Como as ‘microagressões’ podem ser identificadas? Segundo a cartilha da Justiça do Trabalho, as microagressões são comentários, perguntas ou pequenas ações dolorosas e hostis que questionam, depreciam ou desqualificam uma pessoa ou grupo minoritário, geralmente percebidas apenas pelas vítimas. Essas ações podem ocorrer de maneira velada e rotineira, diferenciando-se para pessoas ou grupos de minorias sociais. Alguns exemplos são comentários em tom de piada, como “ela deve estar de TPM”, “só podia ser mulher” ou “prefiro chefe homem”. De acordo com Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), os comportamentos que envolvem microagressões normalmente são mais repetitivos e sutis. “Normalmente essas situações refletem preconceitos culturais, estruturais, e daí por diante. O assédio moral, por sua vez, é uma conduta mais abusiva”, explica a especialista. Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho O que fazer se for vítima de assédio moral no trabalho? A cartilha do TST recomenda reunir provas sempre que possível. Caso seja vítima, as orientações são: Busque os canais de acolhimento da empresa (caso existam), a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPAA) ou o sindicato profissional, órgão representativo de classe e/ou a associação; Nos casos de assédio sexual, se for possível, comunique ao seu gestor ou gestora (imediato ou superior) sobre a atitude inapropriada e a sua reação; Também, se possível, compartilhe o ocorrido com alguém em quem você confie, pedindo-lhe para que tenha atenção às interações da pessoa assediadora com você; Procure a ajuda de um psicólogo ou de um médico fora do ambiente de trabalho. Isso poderá ajudar você a se cuidar e a reunir evidências do assédio; Evite ficar a sós com a pessoa assediadora. Caso isso não seja possível, prepare-se para registrar a conduta ou gravar o diálogo que revele o assédio; Avalie a possibilidade de ajuizar a ação nas esferas trabalhista, cível e criminal. A Justiça do Trabalho orienta guardar as provas originais. Por isso, é importante fotografar ou digitalizar as provas e armazená-las em um lugar seguro, como pendrive, e-mail ou serviço de armazenamento em nuvem. O trabalhador pode usar como prova: E-mails; Mensagens de aplicativo; Telefonemas (não se esqueça de registrar o dia e horário do contato); Diário funcional: é o registro da sua produtividade e rotina de trabalho, bem como da pessoa agressora. Neste diário é preciso documentar as falas, apelidos, tom de voz, conversas, pessoas que estavam no local, data e horário; Gravações ambientais (entre você e a pessoa agressora, sem a participação de terceiros); Avaliações de desempenho enviesadas, imprecisas ou excessivamente negativas; Imposição de ritmos e metas de trabalho muito diferentes dos demais, seja com a sua subutilização ou com a sobrecarga de trabalho; Testemunhas; Laudos médicos e psicológicos; Receitas médicas ou notas fiscais de farmácias e remédios; Bilhetes ou presentes recebidos. Para testemunhas de assédio no ambiente de trabalho, o TST orienta: Se você viu algo errado acontecer, pode ser útil perguntar à vítima se ela quer a sua ajuda. Faça isso de maneira discreta e respeitosa; Aconselhe a vítima a informar o fato nos canais de acolhimento e denúncias da organização ou de representação da categoria; Nos casos iniciais de violência, você pode ajudar a impedir e inibir posturas inadequadas; Se você presenciou alguma situação de discriminação, como piadas ofensivas, é importante se posicionar; Ofereça apoio à vítima. É importante demonstrar empatia nesse momento difícil; Incentive a vítima a buscar um atendimento médico e psicológico; Mostre-se disponível como testemunha; Comunique ao setor responsável ou ao superior hierárquico da pessoa assediada as situações de assédio, violência ou discriminação que presenciou. Como denunciar? Existem diversos canais para denúncias trabalhistas nos casos de empregados que estão passando por situações de assédio moral. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar um dos sistemas e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que os órgãos possam, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura em assédio moral e realizar as verificações no local de trabalho. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

Logotipo do Google é visto em escritório da empresa em Mountain View, na Califórnia Paresh Dave/Reuters O Google começou 2026 com um recado direto para parte de seus funcionários: quem não estiver confortável com o ritmo de trabalho ou pronto para seguir outro caminho pode sair da empresa com um pacote de desligamento. Segundo o portal Business Insider, a empresa está oferecendo programas de saída voluntária para alguns funcionários da sua organização global de negócios, conhecida como GBO, que reúne áreas como vendas, soluções e desenvolvimento corporativo. A informação consta em um e-mail enviado à equipe na terça-feira (10) pelo diretor de negócios do Google, Philipp Schindler, ao qual a Business Insider teve acesso. O g1 questionou o Google Brasil sobre a possibilidade de o programa se aplicar a funcionários no país, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No texto, Schindler teria afirmado que o Google entra no ano "em uma posição forte", graças aos resultados de 2025, mas destaca que o cenário é dinâmico e exige um ritmo acelerado. De acordo com a Business Insider, o executivo disse que todos na GBO precisam estar "totalmente comprometidos" com a missão da empresa e adotando a inteligência artificial para ampliar o impacto do trabalho. Para aqueles que não estão "curtindo o ritmo" ou que estão prontos para deixar o Google, a empresa passou a oferecer a possibilidade de saída voluntária com pacote de rescisão, mas apenas para determinadas funções nos Estados Unidos, segundo a Business Insider. Entre as áreas elegíveis estão equipes de soluções, vendas, desenvolvimento corporativo e outras funções dentro da GBO. Já grandes equipes de vendas para clientes na América e cargos diretamente voltados ao atendimento ao cliente não foram incluídos no programa. De acordo com a Business Insider, Schindler explicou que a decisão de excluir essas funções foi tomada para evitar impactos na relação com os clientes. “Embora todas as funções da GBO sejam essenciais para nossa estratégia de longo prazo, decidimos não oferecer o programa para esses cargos específicos para limitar ao máximo qualquer interrupção aos nossos clientes”, escreveu o executivo no e-mail. A iniciativa não é inédita dentro da empresa. Segundo a Business Insider, o Google já ofereceu pacotes de desligamento a funcionários de outras áreas ao longo do último ano. Em junho, a companhia fez ofertas semelhantes a alguns trabalhadores nos Estados Unidos enquanto reforçava sua política de retorno ao escritório. Em outubro, também ofereceu pacotes de saída a funcionários do YouTube como parte de uma reorganização interna.
Empresa com participação na Warner pressiona por abandono de acordo de venda com Netflix, diz jornal

Netflix e Warner Bros. Reuters A empresa Ancora Holdings, que tem uma participação que equivale a US$ 200 milhões na Warner Bros. Discovery, planeja se opor ao acordo de compra feito com a Netflix. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (10). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o jornal, o grupo prefere um acordo com a Paramount Skydance e considera que a Warner "não se engajou adequadamente no acordo" proposto pela competidora da Netflix. O jornal afirma que o grupo deve se manifestar nesta quarta-feira (11). Também nesta terça (10), a Paramount anunciou uma revisão estratégica em sua proposta para comprar a Warner. Além de oferecer US$ 30 por ação, em dinheiro, a empresa prometeu pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. Segundo a companhia, a nova proposta é mais previsível do que o acordo com a Netflix, já que o valor final da transação com a plataforma de streaming pode variar de acordo com a situação financeira da Warner no momento da separação das empresas. Em janeiro, a Netflix alterou os termos de sua proposta e ofereceu US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões) em dinheiro para adquirir a Warner. (leia mais abaixo). Desde então, a Paramount e a Netflix travam uma batalha pela aquisição. Supostas práticas anticompetitivas Na última sexta-feira (6), o jornal norte-americano também noticiou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao propor a aquisição. O veículo teve acesso a uma intimação civil relacionada ao caso. A apuração busca entender de que forma a Netflix concorre com outras plataformas e se a fusão com a Warner poderia aumentar seu poder de mercado a ponto de configurar um monopólio. Nos EUA, a legislação antitruste dá às autoridades amplos instrumentos para impedir fusões que possam reduzir a concorrência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Proposta ousada da Netflix Em 20 de janeiro, a Netflix anunciou que alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO. Na prática, a mudança buscou dificultar a entrada de concorrentes no negócio, especialmente da Paramount. A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel. 👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixariam de receber participação acionária na Netflix e passariam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado. David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou na ocasião que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”. “Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.” No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação. A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros.

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos Reuters/Bruno Domingos A Petrobras aumentou as vendas de combustíveis no mercado brasileiro em 2025 na comparação com o ano anterior, mesmo com queda na produção de derivados no período. O resultado foi possível com o reforço das importações, segundo dados publicados pela companhia nesta terça-feira (10). No ano passado, a companhia vendeu 1,747 milhão de barris por dia (bpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% em relação a 2024, puxada pela forte demanda por diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV), que juntos responderam por 74% das vendas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As vendas de diesel da Petrobras — combustível mais comercializado no Brasil — cresceram 5,2% no período, para 763 mil bpd, impulsionadas pela atividade econômica mais forte e pelo aumento das safras de grãos, que elevaram o consumo no campo e no transporte de cargas. As vendas de gasolina, por sua vez, avançaram 2% em 2025 na comparação com o ano anterior, para 409 mil bpd. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por outro lado, a produção de derivados da companhia recuou 2,9% no mesmo período, para 1,732 milhão de bpd, acompanhando uma leve redução no nível de uso das refinarias (FUT). A produção de diesel da companhia caiu 4,5% em 2025, na comparação anual, para 683 mil bpd, enquanto a de gasolina recuou 1,2%, para 415 mil bpd. As importações de diesel, por sua vez, cresceram 91,7% na mesma comparação, para 115 mil bpd, enquanto as compras externas de gasolina avançaram 18,2%, para 13 mil bpd. O parque de refino da Petrobras operou com fator de utilização (FUT) de 91% no ano passado, ante 93% em 2024. A companhia ponderou, entretanto, que manteve “um patamar elevado de uso dos ativos, com segurança operacional e bom rendimento na produção de derivados médios”. "A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo nosso foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado", afirmou a empresa, no relatório. Vendas totais e recorde de exportação de petróleo Somando petróleo, gás e derivados, a Petrobras vendeu 3,12 milhões de barris por dia (bpd) no ano passado, alta anual de 7,2%, impulsionada pelo crescimento de 10,8% na produção total de óleo e gás, segundo dados da estatal. No quarto trimestre, as vendas avançaram 19,1% na comparação com o mesmo período de 2024, para 3,37 milhões de bpd. A produção de petróleo da companhia alcançou 2,4 milhões de bpd em 2025, com a entrada em operação de novos navios-plataforma em importantes campos do pré-sal, como a própria empresa já havia informado no mês passado. Com isso, as exportações de petróleo da empresa atingiram recorde anual de 765 mil bpd em 2025 e também um novo recorde trimestral, ao alcançar o patamar de 1 milhão de bpd no quarto trimestre.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2971 O sorteio do concurso 2.971 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 55 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 27 - 39 - 40 - 46 - 56 5 acertos - 33 apostas ganhadoras: R$ 65.041,25 4 acertos - 2.294 apostas ganhadoras: R$ 1.542,26 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (12). Mega-Sena, concurso 2.971 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
Os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros ligados ao petróleo bruto venezuelano no início de janeiro. Getty Images via BBC O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu nesta terça-feira (10) uma licença geral que autoriza o envio de bens, tecnologia, softwares e serviços americanos para a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás na Venezuela. A informação foi divulgada pela agência Reuters. A medida era aguardada e pode contribuir para o aumento da produção no país. Washington vem flexibilizando, desde 2019, as sanções impostas à indústria de energia venezuelana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O movimento ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas no início de janeiro e a formação de um governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que posteriormente firmou com os EUA um acordo de fornecimento de petróleo no valor de US$ 2 bilhões. Segundo o Tesouro, empresas que atuam no setor precisam de autorização dos EUA para usar equipamentos especializados na Venezuela e importar plataformas necessárias para ampliar a produção de petróleo, hoje próxima de 1 milhão de barris por dia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A licença determina que contratos firmados com o governo venezuelano ou com a estatal PDVSA sigam as leis dos EUA, com disputas a serem resolvidas no país. Também estabelece que pagamentos a entidades sancionadas sejam feitos em um fundo supervisionado pelos EUA. O documento afirma ainda que não está autorizada a formação de novas joint ventures ou de outras entidades na Venezuela para explorar ou produzir petróleo ou gás. Foram autorizadas transações destinadas à manutenção das operações de petróleo ou gás, incluindo reparos de equipamentos usados na exploração e na produção. Autoridades americanas elaboraram um plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera venezuelana, que prevê a expansão de produtores estrangeiros e a entrada de novos participantes, incluindo prestadores de serviços. Os EUA já concederam outras licenças gerais para facilitar a exportação, o armazenamento, a importação e a venda de petróleo da Venezuela. Parceiros e clientes da PDVSA, como Chevron, Repsol, ENI e a refinaria Reliance Industries, também solicitaram licenças individuais para ampliar a produção ou exportação. Segundo fontes, o grande número de pedidos individuais ao governo dos EUA atrasou o avanço dos planos para expandir as exportações e acelerar investimentos no país.

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Paramount Skydance anunciou nesta terça-feira (10) uma revisão estratégica em sua proposta para comprar a Warner Bros. Discovery, que atualmente negocia uma fusão com a Netflix. Além de oferecer US$ 30 por ação, em dinheiro, a empresa prometeu pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026. A Paramount também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix. Segundo a companhia, a nova proposta é mais previsível do que o acordo com a Netflix, já que o valor final da transação com a plataforma de streaming pode variar de acordo com a situação financeira da Warner no momento da separação das empresas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Paramount afirmou ainda que já avançou na obtenção de autorizações regulatórias nos Estados Unidos e na Alemanha para viabilizar o negócio. Em comunicado, a empresa pediu que o conselho e os acionistas da Warner Bros. rejeitem o acordo com a Netflix, alegando que sua proposta deixaria o grupo mais forte para competir no mercado de streaming. O presidente e CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que a oferta reforça o compromisso da empresa com os acionistas da Warner. “A oferta integral em dinheiro de US$ 30 por ação demonstra claramente nosso forte e inabalável compromisso em entregar o valor total que os acionistas da WBD merecem por seu investimento. Estamos implementando melhorias significativas, respaldando esta oferta com bilhões de dólares, oferecendo aos acionistas certeza quanto ao valor, um caminho regulatório claro e proteção contra a volatilidade do mercado”, disse. Em dezembro, o cofundador da Oracle, Larry Ellison, entrou na disputa pela Warner ao oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.

O tomate teve recuo de 16,96% em São Luís Freepik A cesta básica ficou mais cara em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro e janeiro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) tiveram as maiores altas. Os preços subiram 4,44%, 3,37% e 3,22%, respectivamente. Entre os itens da cesta básica, o tomate e o pão francês foram os que mais ficaram caros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do tomate, o maior preço foi observado em Cuiabá (MT), com elevação de 63,54%. A razão para isso é uma menor oferta de frutos de qualidade, segundo a Conab. A alta dos preços foi observada em 26 capitais. O pão francês ficou mais caro em 22 capitais. Manaus teve a maior alta, de 3,06%. Segundo o levantamento, o aumento está ligado à alta nos custos de energia e da principal matéria-prima: a farinha de trigo importada. Apesar das altas, alguns produtos ficaram mais baratos. O leite integral, por exemplo, teve queda de preço em todas as capitais. Em Campo Grande (MS), a redução foi de 8%. Segundo a Conab, a queda ocorreu por causa dos altos estoques de derivados lácteos. De acordo com a Conab, 46% da renda do brasileiro que recebe um salário mínimo foi usada para a compra de alimentos básicos em janeiro. Apesar do número elevado, representa uma queda de 2% na comparação com dezembro. Além da cesta básica, a categoria de alimentação e bebidas ficou 0,23% mais cara em janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Neste índice, que considera uma média nacional, o tomate também foi o alimento que mais encareceu (20,52%), seguido pelas carnes (0,84%). Saiba mais: Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026 Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria O café não vai dar trégua em 2026

Agibank Divulgação/Agibank O Agibank reduziu em mais de 50% sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (10). A empresa agora planeja vender 20 milhões de ações, em comparação à previsão anterior, de cerca de 43,6 milhões de papéis. O grupo será listado na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo "AGBK". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup são os coordenadores globais da oferta. Outros bancos também participam da estruturação da oferta, entre eles Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co., de acordo com os documentos apresentados ao regulador. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pedido protocolado em NY A fintech havia protocolado o pedido de IPO com distribuição primária e secundária na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) em 14 de janeiro deste ano. A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para "propósitos corporativos gerais", segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época. A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que "não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento". A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil. Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador. No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores. O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador. O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. O banco digital PicPay também protocolou a documentação necessária para uma abertura de capital na Bolsa de Nova York em janeiro.

Imagem do Parlamento Europeu. Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) medidas para proteger seus produtores rurais do acordo de comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Na prática, o bloco poderá suspender temporariamente benefícios tarifários para produtos agrícolas sul-americanos, caso um aumento das importações prejudique agricultores europeus. A proposta já tinha sido aprovada pela Comissão europeia no fim de 2025 e, agora, segue para análise do Conselho. Se o Conselho aprovar, as regras só passarão a valer quando o acordo de comércio UE-Mercosul entrar em vigor. O tratado foi assinado no dia 17 de janeiro deste ano, mas ainda precisa do aval do Parlamento europeu e dos congressos nacionais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Quatro dias depois da assinatura, o Parlamento enviou o acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação do tratado por pelo menos seis meses. Enquanto essa análise não é concluída, o Parlamento não pode ratificar os textos. Por outro lado, a Comissão Europeia tem autonomia para aplicar o acordo provisoriamente se pelo menos um país do Mercosul concluir seu processo de ratificação. Acordo UE-Mercosul: o que está em jogo para o agro brasileiro Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como foi a votação e quais são as medidas As medidas de proteção, conhecidas como salvaguardas, tiveram 483 votos a favor, 102 contra e 67 abstenções no Parlamento europeu. Elas estabelecem que a Comissão Europeia poderá abrir uma investigação sobre a necessidade de se proteger quando as importações de produtos agrícolas considerados sensíveis aumentarem 5% na média de três anos. O percentual é inferior aos 10% ao ano propostos inicialmente pela própria Comissão. Além disso, será preciso que, ao mesmo tempo, os preços dos produtos importados estejam 5% abaixo do preço praticado no mercado europeu. Entre os produtos listados como sensíveis estão carne de frango, carne bovina, ovos, frutas cítricas e açúcar. A abertura de investigação também poderá ser solicitada por um Estado-membro, por uma pessoa física ou jurídica que represente o setor afetado, ou ainda por uma associação que atue em nome da indústria, caso haja ameaça de prejuízo grave. O texto determina ainda que, pelo menos uma vez a cada seis meses, a Comissão Europeia apresente um relatório ao Parlamento Europeu avaliando o impacto das importações de produtos sensíveis. Relator permanente para o Mercosul, o eurodeputado espanhol Gabriel Mato afirmou que as salvaguardas vão garantir que o acordo entre os dois blocos seja acompanhado por um mecanismo de proteção “equilibrado e confiável” para o setor agrícola europeu. Segundo ele, as medidas reforçam o monitoramento de mercado, estabelecem critérios claros e objetivos para identificar distorções e permitem uma resposta mais rápida para produtos sensíveis quando houver indícios de prejuízo. Ele disse ainda que as regras devem oferecer aos agricultores “estabilidade e previsibilidade”, preservando o equilíbrio geral do acordo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista no Hotel Brasília Palace, em 3 de junho de 2025. WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso Master mostrou que a legislação atual não foi "suficientemente robusta" para evitar uma fraude de R$ 12 bilhões e que uma reforma "mais estrutural" do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está sendo discutida após o episódio. "Ninguém quer passar por esse aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa, que colocou muita coisa em risco. Felizmente não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu mais de uma instituição", comentou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Haddad disse ainda que o Banco Master teve, até 2024, um crescimento acelerado, que foi interrompido assim que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tomou posse. "O Banco Central tem técnicos que estão conversando com o sistema regulador para encontrar um denominador comum [...], porque depois do que aconteceu, ninguém pode querer manter as regras que permitiram esse descalabro [prejuízo]. Temos que fechar as brechas que permitiram essa fraude", completou o ministro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Juros e Banco Central O ministro também defendeu a estrutura do arcabouço fiscal — conjunto de regras que controla os gastos do governo —, mas disse concordar com a preocupação do mercado financeiro em relação ao funcionamento dessas normas. "Todo mundo tem razão quando fala que a dinâmica preocupa, porque tem coisas no Orçamento que ainda estão fora do espírito do arcabouço. Eu até tentei fazer [essa mudança] no final de 2024 com o Congresso, mas é muito difícil você convencer as pessoas a mexer no que é considerado tabu", afirmou. O ministro também comentou o atual patamar dos juros reais (descontados da inflação) no país, afirmando que “não há justificativa” para que a taxa continue subindo. "Entendo que, com um juro real desses, você não consegue contrapor nenhum nível de superávit primário [quando as receitas superam as despesas]. Então você tem que continuar tomando medidas necessárias para equilibrar as contas", disse Haddad. O ministro reiterou que, ao criticar os altos juros reais, não pretende manchar a reputação do Banco Central e afirmou ser fundamental “cuidar” da instituição. Haddad também comentou a sugestão dos nomes de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, para a diretoria do BC. "Recebi dessas duas pessoas a sinalização que tinham disposição para colaborar com o Brasil nessa posição. [...] Mas quando a gente sugere um nome, é para avaliação. Não existe indicação", completou. Por fim, o ministro afirmou que ainda não existe uma data exata para sua saída do governo e disse, sem dar mais detalhes, que deve atender a alguns pedidos feitos pelo presidente Lula antes do fim de seu mandato no Ministério da Fazenda. Gastos sociais Haddad também defendeu nesta terça-feira uma reformulação dos gastos sociais do governo, especialmente os voltados à assistência social. Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo conduzidos para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. "Está sendo discutido se, com o atual nível de investimento em Previdência Social, não seria o caso de repetir o que o Lula fez em 2003, quando havia vários programas e o Bolsa Família nasceu como um grande guarda-chuva [que os unificou]", afirmou o ministro. "Talvez estejamos em uma situação que permita [um novo formato] dos gastos sociais", completou o ministro, reiterando que o novo modelo precisaria ser mais eficiente e moderno, mas sem necessariamente diminuir os gastos, uma vez que o crescimento da economia também permite uma trajetória mais sustentável das despesas públicas. Haddad acrescentou que a discussão sobre um possível programa de renda básica também segue nessa direção. "Todo mundo defende a renda básica porque ela parece mais racional, à luz das inúmeras demandas sociais que existem", disse. "Eu entendo, olhando para o orçamento, que o Brasil talvez esteja maduro para essa nova alternativa".

Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters O Brasil começou a analisar o acordo comercial entre os Estados Unidos e a Argentina anunciado na última semana, informou a Reuters. A avaliação acontece em meio a preocupações de que o tratado viole regras do Mercosul. Diplomatas brasileiros estão analisando minuciosamente o documento divulgado por Washington na sexta-feira (6) para determinar o escopo do acordo. À primeira vista, ele parece ir além dos limites estabelecidos para acordos bilaterais pelos membros do Mercosul, disseram duas das fontes à agência de notícias. Para fortalecer o poder de negociação do bloco, o Mercosul restringe até onde os membros podem ir na assinatura de seus próprios pactos comerciais com países terceiros. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, em meio às tensões comerciais globais provocadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a Argentina solicitou e obteve uma expansão temporária das isenções à tarifa externa comum do bloco. Brasil e Argentina receberam 150 isenções cada, enquanto o Uruguai e o Paraguai receberam cotas maiores. Questionado sobre a análise brasileira do acordo, um funcionário argentino disse que "as reduções tarifárias anunciadas para produtos dos EUA estão dentro da lista de 150 exceções a que a Argentina tem direito". Mas autoridades brasileiras disseram à Reuters que o novo acordo entre os EUA e a Argentina parece abranger cerca de 200 itens. "Estamos analisando isso com muito cuidado para que possamos ser justos”, disse uma das fontes à Reuters. Os governos de Brasil e Uruguai preferiram não comentar. Os ministérios das Relações Exteriores de Paraguai e Argentina não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Mercosul enfrenta repetidas tensões Segundo as fontes disseram à Reuters, o pacto comercial bilateral pode esbarrar em outras questões não tarifárias, como as regras de origem do Mercosul para bens, serviços e barreiras técnicas. Além disso, a iniciativa do presidente da Argentina, Javier Milei, um dos aliados mais próximos de Trump na região, de iniciar negociações unilaterais com Washington dificultaria acomodar o acordo dentro das exceções concedidas no ano passado. Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira, quando questionado se o Mercosul poderia obstruir o acordo, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse que o bloco comercial não impede seus membros de firmar tais acordos. Ele disse que Milei poderia implementar partes do acordo por decreto, embora o pacto comercial e de investimento geral exija a aprovação do Congresso. O Mercosul, fundado há 35 anos, tem enfrentado tensões repetidas, pois seus membros têm buscado expandir laços comerciais de forma independente, embora nenhum deles tenha anteriormente seguido adiante com um acordo paralelo. O Uruguai quase assinou um acordo de livre comércio com os Estados Unidos em 2006, antes de recuar por temer ser expulso do bloco. Montevidéu também buscou um acordo de livre comércio com a China, gerando atritos com Argentina, Brasil e Paraguai. Em 2019, sob o comando do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçou deixar o bloco, acusando-o de impedir as ambições comerciais do Brasil. Nem Bolsonaro nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomaram medidas formais para romper com o Mercosul. Questionado sobre as possíveis consequências se o acordo da Argentina exceder o escopo permitido, um funcionário brasileiro disse que "há regras que devem ser seguidas". "Se isso realmente acontecer, teremos que chamar de volta o Conselho do Mercosul e decidir o que o bloco fará", acrescentou o funcionário. A próxima cúpula do grupo está marcada para o final de junho, em Assunção, quando o Paraguai passará a presidência rotativa do bloco para o Uruguai. A resposta terá que ser decidida nos altos escalões do governo brasileiro, disse outra fonte em Brasília, mas a questão ainda não foi levada a Lula.

IPCA fica em 0,33% em janeiro O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete a mesma variação registrada em dezembro de 2025. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,44%, acima dos 4,26% registrados no período anterior. Em janeiro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,16%. O resultado de janeiro veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% no mês e de 4,43% no acumulado em 12 meses. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebidas: 0,23%; Habitação: -0,11%; Artigos de residência: 0,20%; Vestuário: -0,25%; Transportes: 0,60%; Saúde e cuidados pessoais: 0,70%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,02%; Comunicação: 0,82%. 🚌 Transportes puxam inflação de janeiro O grupo Transportes registrou alta de 0,60% em janeiro e foi o principal responsável pelo resultado do índice no mês, com impacto de 0,12 ponto percentual. A principal pressão veio dos combustíveis, que subiram 2,14%, especialmente a gasolina, com alta de 2,06% e o maior impacto individual no índice (0,10 ponto percentual). "Embora tenha ocorrido uma redução de preços para as distribuidoras no final de janeiro (cerca de 5,20% no dia 27), esse alívio não foi totalmente captado no índice de janeiro e deve impactar mais o mês de fevereiro", afirma Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Também houve aumento no etanol (3,44%), no óleo diesel (0,52%) e no gás veicular (0,20%). Ainda em Transportes, o ônibus urbano teve alta de 5,14% em janeiro, influenciado por reajustes de tarifas em várias capitais. Fortaleza: reajuste de 20,00% (impacto de 15,87%), em vigor desde 1º de janeiro. São Paulo: alta de 6,00% (9,18%), a partir de 6 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados. Rio de Janeiro: reajuste de 6,38% (5,32%), válido desde 4 de janeiro. Salvador: aumento de 5,36% (5,19%), a partir de 5 de janeiro. Belo Horizonte: alta de 8,70% (3,99%), em vigor desde 1º de janeiro, incluindo a gratuidade aos domingos e feriados, iniciada em 14 de dezembro de 2025. Vitória: reajuste de 4,16% (2,70%), a partir de 12 de janeiro. O metrô avançou 1,87%, puxado por reajustes em Brasília e São Paulo, que também afetaram o trem e a integração entre modais de transporte público na capital paulista. Já o táxi subiu 1,47%, refletindo aumentos de tarifas em Rio Branco, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador. Na direção oposta, alguns itens ajudaram a conter a alta do grupo. As tarifas de transporte por aplicativo caíram 17,23%, e as passagens aéreas recuaram 8,90%, depois de terem registrado fortes altas em dezembro. Outras variações em janeiro O grupo Comunicação registrou alta de 0,82% em janeiro, puxado principalmente pelo aumento dos preços de aparelhos telefônicos (2,61%) e por reajustes em planos de serviços, que influenciaram os subitens TV por assinatura (1,34%) e combos de telefonia, internet e TV (0,76%). Em Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,70% e teve a segunda maior variação entre os grupos, os principais destaques foram artigos de higiene pessoal (1,20%) e planos de saúde (0,49%). O grupo Alimentação e bebidas desacelerou levemente, de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro — a menor variação para o mês desde 2006. A alimentação no domicílio variou 0,10%, abaixo dos 0,14% do mês anterior, influenciada pelos seguintes movimentos de preços: Quedas: 🥛 Leite longa vida: -5,59% 🥚 Ovo de galinha: -4,48% Altas: 🍅 Tomate: 20,52% 🥩 Carnes (média): 0,84% - 🥩 Contrafilé: 1,86% - 🥩 Alcatra: 1,61% O grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, puxado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, que foi o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 ponto percentual). 🟡 Em dezembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. 🟢 Em janeiro, a bandeira passou a ser verde, sem custo adicional ao consumidor. Também houve influência do reajuste de 10,48% em Rio Branco, em vigor desde 13 de dezembro. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 2,56%, refletindo reajustes em várias capitais, como São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, com aumentos que variaram de 2,64% a 9,75%, em vigor entre dezembro e janeiro. Já o gás encanado teve alta de 0,95%, influenciado pelo reajuste de 4,10% em São Paulo, vigente desde 10 de dezembro, parcialmente compensado pela redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro, em vigor desde 1º de janeiro. Em relação aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,83%) e da passagem aérea (-11,01%). No acumulado de 12 meses, Vitória e Porto Alegre registraram inflação de 5,06%, enquanto São Paulo acumulou 4,92%. Rio Branco apresentou 4,47% no período, e Salvador, 3,94%. Processo desinflacionário O resultado da inflação de janeiro foi considerado levemente acima do esperado pelo mercado, mas sem alterar a leitura geral de que os preços seguem em desaceleração. Para os especialistas ouvidos pelo g1, o dado confirma que a inflação continua perdendo força, embora haja pressões em alguns itens, principalmente combustíveis, serviços e bens industriais. André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sicredi, chama atenção para a composição do índice. Segundo ele, houve pressão em preços administrados, alimentos e nos núcleos de inflação. Em sua análise, a gasolina subiu após reajustes no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), enquanto a queda mais forte na conta de luz não foi suficiente para compensar esse movimento. Por outro lado, Nunes destaca que os alimentos seguem ajudando a conter a inflação, apoiados por uma safra favorável, e que os preços dos serviços continuam em uma trajetória compatível com o teto da meta, sem indicar piora do cenário. “Já os serviços subjacentes e a média dos núcleos vieram acima do esperado, mas seguem em trajetória comportada, compatível com o teto da meta, sem alterar nossa avaliação de inflação mais benigna no curto prazo”, avalia. Lucas Ghilardi, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, afirma que a inflação deixou de cair na velocidade desejada por causa do comportamento de alguns grupos específicos, com destaque para transportes e serviços, além de habitação e alimentos. Ainda assim, ele considera que a composição do índice reforça a confiança no controle da inflação. “Não estamos vendo um ‘repique’, que seria uma reversão clara da tendência de queda com altas generalizadas, mas sim uma resistência técnica”, diz o analista. Na avaliação dele, o cenário abre espaço para ajustes na política de juros ao longo do ano, com cortes mais intensos, caso a situação fiscal permita. Já Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, atribui a surpresa principalmente a bens industriais e serviços, com destaque para itens mais voláteis, como produtos de higiene pessoal, automóveis e conserto de veículos. Segundo ele, parte desse movimento pode refletir reajustes concentrados em janeiro e ajustes após promoções prolongadas ao longo de 2025. Barbosa observa que, apesar dessas pressões, os preços de alimentos seguem comportados e ajudam a manter a inflação em trajetória de queda ao longo do ano. Em sua avaliação, o dado de janeiro deve ser interpretado como neutro pelo Banco Central. “Apesar das surpresas para cima no Headline e uma composição um pouco pior, os industriais subjacentes e os serviços subjacentes foram surpreendidos para cima por itens um pouco mais voláteis e por esse efeito, talvez, esse efeito sazonal que eu comentei”, afirma. Ele acrescenta que não espera a continuidade desse padrão de pressão nos próximos meses e projeta uma trajetória mais favorável da inflação ao longo de 2026. MP move 33 ações contra postos de Manaus por suspeita de combinar preço da gasolina Divulgação

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,16% nesta terça-feira (10), negociado a R$ 5,1962, um dia depois de fechar no menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,17%, aos 185.929 pontos. ▶️ No Brasil, o destaque ficou com a divulgação do IPCA, índice oficial de inflação. Segundo o IBGE, os preços subiram 0,33% em janeiro e acumulam alta de 4,44% em 12 meses, um pouco acima das projeções do mercado, que apontavam avanço de 0,32% no mês e de 4,43% no acumulado anual. 🔎 O resultado reforçou a percepção de investidores de que o Banco Central (BC) pode ser mais cauteloso nas decisões sobre cortes de juros, o que pressionou o Ibovespa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um evento promovido pelo BTG Pactual também ficou no radar. Em seu discurso, Haddad defendeu um novo desenho para os gastos sociais e fez comentários sobre o caso Master. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent também esteve presente no evento. ▶️ Nos EUA, investidores avaliaram uma série de indicadores econômicos e falas recentes de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A presidente da distrital do Fed em Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta terça que os juros do país devem permanecer inalterados "por um bom tempo". ▶️ Entre os indicadores americanos, as vendas no varejo permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram gastos com veículos e outros itens de alto valor. Dados de preços de importados e dos estoques de empresas e do petróleo também ficam no foco, em meio à espera pelo relatório de empregos (payroll), previsto para amanhã (11). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,50%; Acumulado do mês: 2,38%; Acumulado do ano: 15,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,63%; Acumulado do mês: +2,52%; Acumulado do ano: +15,39%. De olho no Haddad Durante evento promovido pelo banco BTG Pactual nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma reformulação dos gastos sociais do governo, especialmente os voltados à assistência social. Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo conduzidos para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. O ministro ainda citou a possibilidade de um molde semelhante ao feito no Bolsa Família, que unificou uma série de benefícios. "Talvez estejamos em uma situação que permita [um novo formato] dos gastos sociais", completou o ministro, reiterando que o novo modelo precisaria ser mais eficiente e moderno, mas sem necessariamente diminuir os gastos, uma vez que o crescimento da economia também permite uma trajetória mais sustentável das despesas públicas. O ministro também afirmou que o caso Master mostrou que a legislação atual não foi "suficientemente robusta" para evitar uma fraude de R$ 12 bilhões e que uma reforma "mais estrutural" do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está sendo discutida após o episódio. "Ninguém quer passar por esse aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa, que colocou muita coisa em risco. Felizmente não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu mais de uma instituição", comentou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual. Agenda econômica IPCA No primeiro Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano, o IBGE mostrou que os preços subiram 0,33% em janeiro, resultado levemente acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%, maior que os 4,26% registrados no período anterior. O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 0,60%, puxado pela alta dos combustíveis — especialmente a gasolina, que subiu 2,06% — e por reajustes nas tarifas de ônibus em diversas capitais. Em contrapartida, passagens aéreas e transporte por aplicativo tiveram queda. Também pesaram no índice os grupos Comunicação (0,82%) e Saúde e cuidados pessoais (0,70%). Já Habitação recuou 0,11%, influenciada pela queda da energia elétrica com a mudança da bandeira tarifária para verde. Na alimentação, houve desaceleração: os preços subiram 0,23%, com quedas no leite e nos ovos, mas forte alta do tomate. Entre as capitais, Rio Branco registrou a maior variação mensal, enquanto Belém teve a menor. Vendas no varejo dos EUA Outro destaque ficou com as vendas no varejo dos Estados Unidos, que permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram os gastos com veículos e outros itens de alto valor, o que pode levar o consumo e a economia americana a um crescimento mais lento no início deste ano. As vendas aumentaram 2,4% em dezembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os números de vendas de outubro foram revisados, passando a apresentar uma queda de 0,2% em vez da estimativa anterior de 0,1%. A revisão dos dados de outubro sugerem, ainda, uma fadiga do consumidor em meio aos crescentes desafios do custo de vida, que foram parcialmente atribuídos aos preços mais altos devido às tarifas de importação. O relatório fraco, juntamente com um aumento marginal nos estoques empresariais , levou os economistas a revisarem para baixo suas estimativas de crescimento econômico para o quarto trimestre. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam sem direção única, de olho em falas de representantes do governo Trump e dados econômicos americanos. O Dow Jones avançou 0,10% e alcançou seu terceiro recorde consecutivo. Já o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,36% e 0,59%, respectivamente, após a divulgação de dados que indicaram desaceleração nas vendas do varejo, enquanto investidores aguardam o relatório mensal de empregos dos EUA. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, conforme investidores avaliaram o noticiário corporativo. O índice recuou 0,07%, aos 620,97 pontos. Os principais índices da região fecharam mistos, por sua vez. Entre os destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,31%, aos 10.353,84 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,11%, aos 24.987,85 pontos e o Ibex-35, de Madri, recuou 0,40%, aos 18.122,10 pontos. Na Ásia, as bolsas da China fecharam levemente em alta nesta terça-feira, com as ações de empresas de comunicação e mídia subindo mais do que as perdas das empresas do setor imobiliário. O bom desempenho veio, principalmente, do entusiasmo com uma nova tecnologia de inteligência artificial da ByteDance (dona do TikTok), que animou investidores no setor de mídia e entretenimento. Já as empresas ligadas a imóveis caíram, refletindo dificuldades ainda presentes nesse mercado. O movimento foi fraco porque muitos investidores estão evitando negociar antes do feriado do Ano Novo Lunar, um dos mais importantes da China, que dura cerca de uma semana. Em outros mercados da Ásia, o dia foi de altas na maioria das bolsas. Japão e Taiwan registraram fortes altas, com o Nikkei avançando 2,3% e o Taiex subindo 2,06%. Hong Kong também fechou em alta, com o Hang Seng ganhando 0,58%. A Coreia do Sul teve desempenho praticamente estável, com o Kospi em alta de 0,07%. Já Singapura e Austrália encerraram o dia em leve queda: o Straits Times recuou 0,07% e o S&P/ASX 200 caiu 0,03%. Além disso, notícias de uma possível melhora nas relações entre Estados Unidos e China ajudaram a reduzir a tensão no mercado. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (10) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,27 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até dezembro do ano passado. Deste total: R$ 7,97 bilhões são recursos de 49,59 milhões de pessoas físicas; R$ 2,29 bilhões são valores de 5,02 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,35 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.

Caso Master: Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação O grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações do caso Master já tem um foco inicial dos trabalhos: a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Segundo o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o grupo deve deliberar nesta terça-feira (10) requerimentos para audiências iniciais com representantes da CVM. A justificativa para a decisão é que "cabia ao órgão fiscalizar os fundos", segundo o alagoano. A CVM é responsável por regular fundos de investimentos, que, segundo a Polícia Federal, podem ter sido usados em esquemas de fraude envolvendo o banco Master e outras instituições, como a Reag Investimentos. 🔎A autarquia atua com autonomia administrativa e financeira, sem subordinação hierárquica direta, visando a eficiência do mercado financeiro. Ela não fiscaliza bancos (função do Banco Central), mas sim as empresas que negociam ações, debêntures e fundos. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil A possível audiência com representantes da CVM ocorre no momento em que a CAE ainda precisa aprovar duas indicações ao órgão feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma delas é a do presidente interino da instituição, Otto Lobo. A escolha de Lobo para permanecer na presidência da CVM gerou forte reação do mercado financeiro por ser apontada como uma decisão política, com forte influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, no entanto, rechaça a tese e, reservadamente, alega não ser “pai” da indicação. Em paralelo, requerimentos que poderiam ser analisados pelo GT para pedir acesso a informações sigilosas das investigações em andamento devem ficar para depois. Renan quer, primeiro, apresentar os pedidos diretamente às autoridades competentes para manter a boa relação. Atuação do Grupo de Trabalho (GT) Nesta quarta-feira, uma comitiva do GT terá reuniões com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O intuito é pedir acesso, inclusive, a dados de operações anteriores ao inquérito do banco Master, como é o caso da Carbono Oculto. Na última semana, o grupo da CAE já teve encontros presenciais com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Nas duas ocasiões, Renan diz ter recebido sinais positivos sobre o acesso ao material. Na avaliação de auxiliares de Renan, os dados do BC e do TCU já poderiam ser suficientes. LEIA TAMBÉM: CPI do Banco Master: entenda o que falta para comissão ser instalada no Congresso Por se tratar de um GT e não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o acesso a dados sigilosos é visto como mais complexo. Ainda assim, Renan e aliados alegam ter como base a lei 105 de 2021, que diz que as comissões parlamentares de inquérito "obterão as informações e documentos sigilosos de que necessitarem, diretamente das instituições financeiras, ou por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários". O texto diz ainda que “o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, e as instituições financeiras fornecerão ao Poder Legislativo Federal as informações e os documentos sigilosos que, fundamentadamente, se fizerem necessários ao exercício de suas respectivas competências constitucionais e legais”. No caso de o requerimento envolver uma nova quebra de sigilo, a legislação determina que a questão teria que passar pelo plenário, algo que Renan quer evitar. “As solicitações de que trata este artigo deverão ser previamente aprovadas pelo Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ou do plenário de suas respectivas comissões parlamentares de inquérito.” A avaliação de senadores é que há resistência da cúpula do Congresso para a criação de uma CPI do Master neste momento. Por isso, a ideia é buscar outras alternativas, inclusive através do GT. Se houver negativa no acesso aos dados, pessoas próximas a Renan não descartam aproveitar a CPI do Crime Organizado, já instalada, para propor requerimentos. CVM também se movimenta Enquanto o Senado concentra esforços para cobrar explicações sobre a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso Master, o órgão regulador também passou a organizar internamente suas frentes de apuração. Nesta semana, a CVM instalou um grupo de trabalho e determinou o levantamento das áreas envolvidas e das análises já realizadas sobre o banco. Na primeira reunião do grupo de trabalho interno da CVM, criado para analisar as ações do Banco Master, foi determinada a identificação das áreas internas do órgão que atuam em temas relacionados ao conglomerado comandado por Daniel Vorcaro. Segundo fontes ligadas ao GT, nesta segunda-feira (9) foi “formalmente disparado o comando” para que as diferentes superintendências da CVM indiquem quais subáreas e servidores trabalham com temas e modalidades em que o Banco Master e a gestora Reag atuam. A orientação inclui, ainda, o envio de um detalhamento das medidas e análises realizadas até agora nesses casos. A CVM é estruturada em superintendências, cada uma responsável por um conjunto específico de atribuições. A decisão tomada na reunião desta segunda prevê o mapeamento das unidades que tratam de temas relacionados à atuação do Banco Master, com o objetivo de informar ao GT as providências já adotadas e os processos em andamento. Nova investigação A Comissão de Valores Mobiliários iniciou nesta segunda uma nova investigação sobre as ações do Banco Master, da gestora de fundos Reag e de outras entidades conexas — ou seja, outras empresas ligadas ao caso ou aos fatos sob análise. A apuração interna deve durar cerca de três semanas. Apesar disso, o colegiado da CVM ainda não tem reunião formal marcada antes da próxima semana para avaliar os dados que serão levantados a partir das determinações feitas nesta segunda-feira. Uma fonte próxima ao Grupo de Trabalho afirmou, no entanto, que a expectativa é que as informações sejam analisadas à medida que forem recebidas. De acordo com a CVM, o objetivo do GT é consolidar e sistematizar fatos, processos e informações para aprimorar o diagnóstico institucional, fortalecer o acompanhamento integrado das ações em curso e garantir maior prestação de contas à sociedade.

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP MrBeast, o criador de conteúdo mais seguido do mundo no YouTube, anunciou nesta segunda-feira (9) a compra de um aplicativo de serviços financeiros voltado ao público jovem, segundo a agência de notícias France Presse. O influenciador soma 466 milhões de inscritos em seu canal, onde publica vídeos com desafios extravagantes e ações filantrópicas. As produções costumam custar milhões de dólares e envolvem uma equipe de quase 300 pessoas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Jimmy Donaldson, seu nome verdadeiro, informou que adquiriu, por meio de sua empresa Beast Industries, a plataforma digital Step, que reúne quase sete milhões de usuários. “Ninguém me ensinou sobre investimentos, como criar um histórico de crédito ou administrar dinheiro quando eu era mais jovem”, afirmou Donaldson, de 27 anos. “Quero oferecer a milhões de jovens a base financeira que eu nunca tive”, completou. O valor da transação não foi divulgado pela Beast Industries nem pela Step. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário, segundo a AFP. Apesar de oferecer cartões de débito e crédito, além de contas remuneradas, a Step não é oficialmente um banco. A empresa atua como plataforma de serviços financeiros e é apoiada pelo Evolve Bank & Trust. “Estamos entusiasmados com o potencial desta aquisição para expandir nossa plataforma e levar novos produtos aos clientes”, afirmou em nota o fundador e diretor-executivo da Step, C.J. MacDonald. Fundada em 2018, a Step já captou mais de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões, na cotação atual) em investimentos, sendo US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) em crédito e o restante em participação acionária. A popularidade de MrBeast nas redes sociais também resultou em um programa de competição exibido no Amazon Prime Video e em um parque de diversões temporário na Arábia Saudita, batizado de Beast Land. Outra empresa do grupo, a marca de chocolates Feastables, fatura centenas de milhões de dólares por ano, valor semelhante ao gerado por seus vídeos no YouTube. Entre os conteúdos recentes do canal estão desafios como “Sobreviva 20 dias acorrentado ao seu ex por US$ 250 mil” e “30 celebridades disputam US$ 1 milhão”. Investimento bilionário Em janeiro deste ano, a empresa de criptomoedas BitMine Immersion Technologies anunciou um investimento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na Beast Industries. A negociação também prevê a incorporação de um sistema de finanças descentralizadas (DeFi) — tecnologia que permite realizar operações econômicas, muitas vezes, sem a intermediação de bancos — à plataforma de serviços financeiros anunciada pela Beast Industries. Em outubro do ano passado, ao solicitar o registro da marca “MrBeast Financial”, o youtuber anunciou que o novo braço do grupo passaria a oferecer serviços bancários, de investimentos e de criptomoedas. Segundo a revista "Forbes", MrBeast teve um faturamento na casa dos US$ 85 milhões (cerca de R$ 456 milhões) entre abril de 2024 e abril de 2025. Quem é MrBeast Jimmy Donaldson se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social. MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo. Um de seus vídeos mais recentes chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas. Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras. Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos Estados Unidos em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo. O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões. O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Macron diz que acordo com Mercosul é 'mau negócio' O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) tenha um mecanismo de empréstimo conjunto, por exemplo, por meio de eurobônus, o que permitiria à UE investir em grande escala e desafiar a hegemonia do dólar americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Macron acredita que a Europa precisa proteger melhor suas próprias indústrias e reforçou sua opinião sobre o acordo da UE com o Mercosul ser um "mau negócio". As declarações ocorreram durante entrevistas a jornais franceses, que foram publicadas nesta terça-feira (10). As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters. "A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave", declarou Macron a vários jornais, incluindo o Le Monde. O presidente francês também afirmou que a Europa precisa simplificar e aprofundar seu mercado interno, pois "os planos para tornar a Europa mais soberana não estão progredindo rápido o suficiente." Também disse que a Europa não deve confundir uma trégua nas tensões com Washington com uma mudança duradoura, apesar do aparente fim das disputas sobre a Groenlândia, o comércio e a tecnologia. “Quando há um ato claro de agressão, acho que o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Acho que tentamos essa estratégia há meses. Não está funcionando”, disse Macron. Macron afirmou que o governo Trump estava sendo "abertamente antieuropeu" e buscando o "desmembramento" da UE. O líder francês acredita também que os EUA podem retaliar contra países da UE, incluindo França e Espanha, que planejam proibir crianças de usar redes sociais. As declarações ocorrem antes da reunião dos chefes de Estado e de governo europeus, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, para discutir a competitividade. Futuro avião de combate europeu Emmanuel Macron em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro de 2025. Reuters/ Eduardo Munoz Macron avaliou que o projeto do futuro avião de combate europeu (SCAF) é “um bom projeto” e que “as coisas devem avançar”, apesar das tensões entre as indústrias francesa e alemã. “É um bom projeto e não tive nenhuma manifestação alemã para me dizer que não é um bom projeto. Quando os industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa, mas não cabe a nós endossá-las”, declarou a vários meios de comunicação europeus, entre eles Le Monde e The Economist, assegurando que voltará a discutir o tema com o chanceler alemão Friedrich Merz. Questionado se o projeto FCAS estava morto, Macron respondeu: "Não". Em dezembro, fontes disseram à Reuters que uma reunião entre os ministros da Defesa da França, Alemanha e Espanha não conseguiu chegar a um acordo sobre o resgate do problemático programa, no âmbito do qual os países construiriam um caça para substituir os Rafales da França e os Eurofighters da Alemanha e da Espanha. Ele acrescentou que espera que o projeto FCAS avance.

CVM abre nova apuração sobre fraudes no Banco Master A liquidação do Banco Master e as investigações sobre o seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, não deixaram apenas as elites financeira e política do Brasil preocupadas. Longe da avenida Faria Lima, em São Paulo, ou da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, milhares de contribuintes brasileiros correm o risco de ter de arcar com um possível prejuízo causado pelas transações envolvendo o Master. O Banco Master ganhou os holofotes em novembro do ano passado, quando ele foi liquidado e Vorcaro preso na primeira fase da Operação Compliance Zero suspeito de ter crimes contra o sistema financeiro nacional, o que sua defesa nega. As liquidações do Master, em novembro, e do Will Bank — que pertencia ao Master —, em janeiro, geraram um rombo de aproximadamente R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma associação privada que funciona como um tipo de "seguro" e que prevê o reembolso em caso de liquidação de investimentos de até R$ 250 mil. Como o FGC é mantido por contribuições dos próprios bancos, não há previsão de aporte de dinheiro público para cobrir esse "buraco". Mas ainda assim, os cofres públicos, aposentados, pensionistas e funcionários públicos de Estados como Amazonas, Amapá e Rio de Janeiro poderão ter que arcar com os possíveis prejuízos causados pelo Master. Este possível prejuízo é resultado de negócios feitos com o Banco Master em duas frentes. A primeira delas é que a reúne os fundos de previdência que investiram em títulos emitidos pelo Master com a promessa de bons retornos no futuro. A segunda é relativa ao prejuízo que o Banco de Brasília, controlado pelo Governo do Distrito Federal, poderá ter por conta da aquisição de carteiras de crédito vendidas pelo Master ao banco e que hoje está sob investigação. Estimativas de representantes do Banco Central apontam que o BRB pode precisar de uma injeção de capital de até R$ 5,5 bilhões. Até o momento, no entanto, ainda não é possível falar em "prejuízo" consolidado porque ainda não está claro se, mesmo liquidado, o Master irá honrar os investimentos que foram feitos pelos fundos de previdência em títulos emitidos por ele. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, alertam que os investidores como fundos de pensão poderão enfrentar dificuldades para reaver o valor aplicado. Também ainda não está claro se o BRB vai ou não precisar de aportes públicos para equilibrar suas contas, apesar de o próprio banco admitir essa possibilidade em nota divulgada na semana passada. Segundo especialistas, caso os prejuízos ao banco e aos fundos de pensão se concretizem, o rombo terá de ser ressarcido, de uma forma ou de outra, com dinheiro público. Em relação aos fundos de pensão, perdas causadas por investimentos no Master poderão obrigar servidores da ativa ou aposentados a aumentarem suas contribuições ou fazer com que o Estado ou município responsável pelo fundo tire dinheiro de outras fontes orçamentárias para repor o prejuízo. No caso do BRB, caso o banco não encontre uma solução junto ao mercado, o banco poderá precisar de uma "injeção" de recursos públicos para reorganizar sua contabilidade. "É a socialização do prejuízo", diz o advogado especialista em direito tributário e professor universitário Kleber Galerani à BBC News Brasil. Aposentadorias em risco? O Banco Master ficou conhecido no mercado financeiro nos últimos anos por adotar uma estratégia agressiva de atrair investidores com promessas de pagar juros por investimentos acima da média do mercado. Em geral, esses ativos eram oferecidos por corretoras de investimentos a pessoas físicas e privadas e, caso fossem até R$ 250 mil, os recursos estariam "segurados" pelo FGC em caso de liquidação do banco. Mas a estratégia também foi usada em outro mercado: o dos regimes de previdência própria, conhecido como RPPS. Trata-se de um regime separado do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) voltado, em geral, para servidores públicos. Para pagar as aposentadorias dos beneficiários, funcionários da ativa, aposentados e os entes responsáveis (Estados ou municípios) fazem contribuições mensais a um fundo. Esses recursos, por sua vez, são investidos no mercado financeiro para gerarem lucro que será, depois, usado para pagar os benefícios. Foi nesse mercado que o Master também atuou. Dados do Ministério da Previdência Social obtidos pela BBC News Brasil apontam que, desde 2023, 19 fundos de previdência própria fizeram investimentos em ativos do Banco Master. O caso mais conhecido até agora é o da Rioprevidência, responsável pelos benefícios de aposentados e pensionistas do governo do Rio de Janeiro. Em oito meses, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Letras financeiras são títulos de renda fixa que o investidor "compra" com o compromisso de receber seu dinheiro de volta no futuro corrigido por uma determinada taxa de juros. Mas esses investimentos, ao contrário dos cobertos pelo FGC, não têm garantia de ressarcimento e a liquidação do Banco Master levantou ainda mais dúvidas sobre se a empresa terá ou não condições de arcar com seus compromissos. "Quando há a liquidação de um banco, é difícil imaginar que ele vai conseguir honrar os investimentos que foram feitos nele. No caso dos fundos de pensão, o mais provável é que eles busquem a justiça para ter o seu dinheiro de volta", disse o economista e coordenador do programa de pós-graduação em finanças do Insper, Ricardo Rocha. Rioprevidência, responsável pelos benefícios de aposentados e pensionistas do governo do Rio de Janeiro, fez investimentos em fundos do Banco Master Getty Images via BBC Os investimentos de fundos de pensão no Master entraram no radar da Polícia Federal, que prendeu o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por suspeita de obstrução de justiça e ocultação de provas no caso que investiga possíveis irregularidades nos investimentos da instituição. Os investigadores querem saber o que levou a Rioprevidência a fazer investimentos milionários no Banco Master. Na semana passada, a PF deflagrou uma operação no Amapá para investigar os investimentos feitos pela Amprev (autarquia que gere o fundo de pensão dos servidores do Amapá) no banco. No Rio de Janeiro, o cenário deixou parte dos aposentados fluminenses preocupados. A Rioprevidência é responsável pelo pagamento de pensões a mais de 240 mil pessoas. "A gente não sabe qual o tamanho do prejuízo, mas nosso medo é de que esse rombo seja pago pelo contribuinte", diz a secretária para assuntos relacionados a aposentados do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE), Odisseia Carvalho, à BBC News Brasil. Ela conta que, em 2016, pensionistas e aposentados do governo do Rio de Janeiro chegaram a ficar três meses sem receber por conta de uma crise financeira envolvendo o Estado fluminense e a Rioprevidência. "Nós tínhamos que organizar doações de alimentos porque as pessoas não tinham o que comer. Nosso medo é que essa situação se repita agora por conta desses investimentos duvidosos no Banco Master", completa. O analista da Instituição Fiscal Independente (IFI), Pedro Henrique Oliveira, é um especialista em regimes de previdência próprio. Segundo ele, caso os investimentos feitos pelos fundos em ativos do Master vire prejuízo, os caminhos para sanar esse "rombo" poderão recair tanto sobre os servidores fluminenses quanto sobre todo os outros contribuintes do Rio de Janeiro. "A primeira forma de resolver um prejuízo desse tipo é aumentando as contribuições dos servidores da ativa, dos inativos e, também, a parcela que o Estado paga por cada servidor. A ideia é que esse aumento nas contribuições reequilibre as contas do fundo no médio prazo para ver se ele volta a ficar positivo", conta o analista. "Outra alternativa seria o ente governamental, sozinho, fazer um aporte no fundo. O prejuízo seria dividido por todos os contribuintes do Estado ou do município porque ele teria que tirar recursos dos cofres públicos aumentando impostos ou cortando investimentos. Isso pode aumentar o endividamento público e prejudicar serviços públicos", complementa Oliveira. Para o professor Kleber Galerani, o prejuízo sai da esfera privada e entra na pública. "Como o ente tem a obrigação constitucional de pagar os benefícios de uma forma ou de outra, esse prejuízo entra nas contas públicas e é pago pela coletividade. É a socialização do prejuízo", diz. A BBC News Brasil enviou questionamentos aos governos do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, cujos fundos de previdência investiram, juntos, R$ 1,42 bilhão em papeis do Banco Master. Em nota, o governo do Amapá disse que a Amapá Previdência (autarquia que gere o fundo dos pensionistas do Estado) se "sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida". A nota diz ainda que o órgão "ingressou com medidas judiciais cabíveis" e que os investimentos feitos pela Amprev no Banco Master representam 4,7% de todo o patrimônio do fundo. O governo do Rio de Janeiro e a Rioprevidência enviaram uma nota conjunta dizendo que, na época em que os investimentos no Master foram feitos, o banco "possuía autorização de funcionamento e detinha rating atribuído por agência internacional independente (Fitch Ratings), requisito previsto pela própria regulação para mitigação de risco". Eles disseram ainda que os investimentos nas letras financeiras do Master representam 7,41% do patrimônio da instituição e que instaurou uma sindicância interna para apurar os "efeitos" dos investimentos no banco. O governo do Amazonas não respondeu aos questionamentos enviados pela BBC News Brasil. Procurada, a defesa do Banco Master e de Vorcaro afirmou que não comentaria o assunto. O caso BRB Sede do Banco BRB Getty Images via BBC A outra ponta do possível prejuízo causado no rastro do caso Master está no Banco de Brasília (BRB). Vorcaro também é suspeito de ter sido um dos responsáveis por transações fraudulentas envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito para o BRB, vinculado ao governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, parte dessas carteiras eram falsas ou não valiam o que o Master dizia valer. Sua defesa, no entanto, alega inocência. O BRB tem afirmado, por meio de nota, que vem procurando revender as carteiras compradas do Master junto a atores do mercado financeiro como forma de se livrar do potencial prejuízo. Apesar disso, o diretor de fiscalização do Banco Central, Aílton Aquino, disse em depoimento à Polícia Federal que, por conta das transações com o Master, o BRB poderá ter que receber uma injeção de capital de R$ 5,5 bilhões para sanar suas contas. Em nota divulgada pelo BRB na semana passada, o banco admitiu que uma das alternativas para resolver um eventual prejuízo passa por um repasse do governo do Distrito Federal, maior acionista e controlador do banco. "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco", diz um trecho da nota. Um aporte 100% público do governo do Distrito Federal para o BRB dependeria, no entanto, de uma autorização da Câmara Distrital do Distrito Federal, onde o governador Ibaneis Rocha (MDB), já enfrenta críticas por seus supostos encontros com Vorcaro às vésperas da tentativa de compra do Master pelo BRB. Procurada pela BBC News Brasil, a assessoria de imprensa do BRB disse que ainda não seria possível quantificar o tamanho do prejuízo causado pelas transações com o Master, mas que o banco estaria "adotando medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar seus interesses e mitigar eventuais impactos, envolvendo fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas". O BRB disse ainda que enviou um plano para a recomposição do seu capital ao Banco Central prevendo medidas a serem adotadas nos próximos 180 dias. A defesa de Vorcaro e do Master disse que não comentaria o assunto. Sede do Banco Master, em São Paulo Getty Images via BBC

Veja como é produzida a carne de jacaré Você já viu ovo de jacaré? Ele é áspero, comprido e "falante". Estes animais, pouco antes de nascer, conseguem emitir sons ainda dentro dos ovos. Veja no vídeo acima. Em Porto Feliz, no interior de São Paulo, se encontra o único criatório de jacarés do estado. Lá, o nascimento do animais acontece entre entre o fim do verão e o início do outono. A criação, que é da espécie de jacaré-do-papo-amarelo, envolve desde a reprodução do animal até a comercialização da carne, que pode ser consumida em churrascos ou crua, em ceviches. De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil Chapéu na roça não terá que ser trocado por capacete; veja o que diz a lei Escolha do sexo do animal Em São Paulo, os ovos são postos no final de novembro, segundo o veterinário da propriedade Luís Basseti. Cada ninhada rende cerca de 25 ovos, que vão para uma incubadora quente e úmida. Neste ambiente, o criador consegue escolher com qual sexo deseja que os animais nasçam, tendo 90% de acerto. Isso se faz por meio do ajuste da temperatura. As mais baixas, entre 28°C e 29°C, e as mais altas, entre 33°C e 34°C geram machos. Já as temperaturas intermediárias, entre 30° e 32°C produzem fêmeas. Isso acontece porque a temperatura influencia o metabolismo celular dos embriões. Os ovos ficam em uma caixa de palha por até três meses, quando ocorre o nascimento. Quanto custa para comer jacaré? A carne de jacaré é vendida para supermercados, churrascarias e restaurantes por cerca de R$ 125 o kg. Os principais cortes são as costelas, os filés da cauda e do lombo, as iscas a partir do pescoço e das patas e o jacaré inteiro para grandes eventos. Além disso, todas as aparas, ossos e vísceras viram ração. Já a gordura é ingrediente dos embutidos de jacaré.

É #FAKE que a Receita vai suspender contas bancárias e cartões de crédito Reprodução Circula nas redes sociais posts que afirmam que a Receita Federal suspenderá contas bancárias e cartões de créditos dos contribuintes por supostas pendências inscritas na Dívida Ativa da União. É #FAKE. selo fake g1 Veja, abaixo, respostas a estas 3 perguntas: Como são as publicações falsas? Por que isso é mentira? O que é Dívida Ativa da União? 🛑 Como são as publicações falsas? Elas circulam em dezenas de posts com milhares de visualizações no X nesta segunda-feira (9), mas há posts com o mesmo teor também no Facebook e no TikTok. Elas reproduzem a frase: "Receita federal suspenderá todas as contas bancárias e cartões de créditos dos contribuintes na base de dados". Os textos que acompanham os posts mentem ao citar que a Receita poderia suspender, como "medida preventiva", contas bancárias e cartões de crédito de contribuintes supostamente inscritos "na base de dados" da Dívida Ativa da União. Voltar para o índice ⚠️ Por que isso é mentira? Nesta segunda, a Receita publicou em seu site oficial um comunicado com o seguinte título: "Receita Federal desmente fake news sobre suspensão de contas bancárias e cartões de crédito de contribuintes". "Isso simplesmente não existe, nem pode existir no Brasil. A Receita Federal não tem atribuição, instrumentos, nem interesse nessa suposta suspensão, que seria ilegal e inconstitucional. Quem divulga essas notícias falsas ajuda organizações criminosas, que aproveitam a desinformação para aplicar golpes, fazendo-se passar pela Receita e exigindo pagamentos indevidos. Denuncie sites e veículos de “notícias” criminosos que mentem e favorecem bandidos. Se você sofrer alguma cobrança com ameaça de suspensão de conta ou cartão, denuncie à polícia: é golpe!", diz a nota. O desmentido foi publicado também nos perfis do Instagram da Receita e do Ministério da Fazenda. "Receita Federal vai suspender contas bancárias e cartões de crédito?" questiona o post. "É mentira", ele mesmo responde. "Recebeu ameaça de bloqueio? Não pague nada. Denuncie à polícia", complementa. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o Fato ou Fake publicou três checagens que desmentiram esse tipo de ameaça: É #FAKE mensagem de WhatsApp que cobra pagamento de 'Dívida Ativa com a União'; trata-se de golpe. É #FAKE mensagem de WhatsApp em nome da Receita Federal com link para pagamento de dívidas de impostos; trata-se de golpe É #FAKE mensagem sobre cobrança de 'Dívida Ativa da União' vinculada a CPF; trata-se de golpe Voltar para o índice 📌 O que é Dívida Ativa da União? Na entrevista ao Fato ou Fake em novembro passado, o coordenador-geral da Dívida Ativa da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Eduardo Sadalla Bucci, explicou que dívida ativa é um débito não pago ao governo federal, como Imposto de Renda, contribuições e multas. Quando vence o prazo de pagamento, o débito é inscrito para cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O contribuinte pode negociar, parcelar, transacionar ou fazer o pagamento dentro do ambiente seguro. Bucci esclareceu que a PGFN não cancela PIX ou bloqueia bens: "Em nenhuma hipótese, de nenhum tipo de cobrança, há a possibilidade de cancelamento do seu PIX. Igualmente, nenhum tipo de constrição que não seja autorizada pelo Poder Judiciário vai ser feita. "Você não vai perder qualquer tipo de bem, a não ser por uma decisão judicial, em que você será citado, terá oportunidade de ter um advogado e todas as tramitações do devido processo legal". Voltar para o índice É #FAKE que a Receita vai suspender contas bancárias e cartões de crédito Reprodução Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Jogo de hóquei nas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026. Reuters Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que começaram na última sexta-feira (6) em Milão e Cortina, na Itália, reúnem cerca de 2,9 mil atletas de mais de 90 países, distribuídos em 116 provas. Para a maioria, a disputa está longe de ser financeiramente vantajosa — e pode resultar em prejuízo, diante dos altos custos de viagem e treinamento. Há, porém, um grupo seleto com ganhos suficientes para cobrir com folga as despesas da competição. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A lista dos mais bem pagos é liderada pela americana Eileen Gu, que representa a China, país de origem de sua mãe. A esquiadora acumulou cerca de US$ 23 milhões (R$ 119,5 milhões) no último ano, sobretudo com patrocinadores e ações de marketing, segundo a revista Forbes. (leia mais abaixo) Embora os Jogos de Inverno não reúnam estrelas badaladas da NBA, do golfe ou do tênis, a edição deste ano concentra salários elevados em esportes coletivos. Destaque para os atletas da NHL, liga de hóquei no gelo, cujos ganhos individuais podem superar US$ 700 mil (R$ 3,6 milhões) por ano. Segundo o levantamento da Forbes, a maior parte dos ganhos se concentra em salários, patrocínios e acordos comerciais firmados fora das pistas, quadras e rinques. Veja abaixo os atletas mais bem pagos dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. 1. Eileen Gu - US$ 23 milhões (R$ 119,5 milhões) Jogos de Inverno: Ailing Eileen Gu, da China, no pódio. Reuters A atleta olímpica mais bem paga de 2026 é Eileen Gu. Nascida nos Estados Unidos e representante da China, a esquiadora de estilo livre acumulou cerca de US$ 23 milhões nos últimos 12 meses, segundo a Forbes. Apenas cerca de US$ 100 mil vieram de premiações. O restante tem origem em contratos de patrocínio com marcas como Anta, Bosideng, Mengniu Dairy e Luckin Coffee. 2. Auston Matthews - US$ 20 milhões (R$ 103,9 milhões) Auston Matthews, centro do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção dos Estados Unidos. Reuters No hóquei no gelo, o atleta mais bem pago é Auston Matthews, centro do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção dos Estados Unidos. Segundo a Forbes, ele soma mais de US$ 20 milhões em ganhos, sendo cerca de US$ 15 milhões pagos pelo clube e aproximadamente US$ 5 milhões vindos de contratos comerciais com marcas como Nike, Prime, Uber Eats e Mito Red Light. 3. Lindsey Vonn - US$ 8 milhões (R$ 41,5 milhões) Esquiadora americana Lindsey Vonn. Reuters A esquiadora americana Lindsey Vonn, de 41 anos, disputa sua quinta edição dos Jogos de Inverno. Apesar de lesões graves no joelho ao longo da carreira, conquistou três medalhas olímpicas. Ela trabalha com mais de uma dúzia de marcas, incluindo Delta Air Lines, Land Rover e Rolex, o que lhe garante uma renda anual estimada em US$ 8 milhões, segundo a Forbes. 4. Chloe Kim - US$ 4 milhões (R$ 20,8 milhões) A snowboarder americana Chloe Kim. Reuters A snowboarder americana Chloe Kim, de 25 anos, disputa sua terceira edição dos Jogos de Inverno. Apesar de uma lesão no ombro em janeiro, que deixou seu status em dúvida, ela mantém grande presença nas pistas e nas redes sociais. Kim trabalha com marcas como Breitling, Monster Energy e Nike, o que contribui para sua renda anual estimada em US$ 4 milhões, segundo a Forbes. 5. Ilia Malinin - US$ 700 mil (R$ 3,6 milhões) O patinador artístico americano Ilia Malinin. Reuters O patinador artístico americano Ilia Malinin, de 21 anos, é conhecido por ser o primeiro a executar sete saltos quádruplos em um programa e o único a completar um quádruplo axel — um salto no patinação artística em que o atleta gira quatro voltas e meia no ar antes de aterrissar. Apesar de ainda estar no início de sua carreira, Malinin tem construído seu portfólio de patrocínios desde o ouro no Mundial de 2024, com marcas como Coca-Cola, Samsung e Honda, o que lhe garante uma renda anual estimada em US$ 700 mil, segundo a Forbes. Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno

Brasil tem 1,6 milhão de crianças no trabalho infantil; fiscalização alcança 0,2% Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil em 2024. Apesar da dimensão do problema, menos de 1% desse total foi alcançado pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Segundo o Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil (Radar SIT), do MTE, apenas 2.745 crianças e adolescentes foram afastados dessa condição em ações da auditoria fiscal ao longo de 2024. Isso corresponde a 0,2% do número estimado pelo IBGE. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No mesmo ano, apenas o Disque 100 recebeu cerca de 4,2 mil denúncias envolvendo trabalho infantil, segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Em 2025, esse número foi ainda maior, com o registro de mais de 5,1 mil denúncias, alta de 19,4%. Denúncias de trabalho infantil no Disque 100 Arte g1/ Kayan Albertin Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) também indicam alta nos indicadores em 2025. O número de denúncias chegou a 7,9 mil, frente a 5,8 mil em 2024, um aumento de 36,6%. Os dados do MPT mostram ainda que São Paulo liderou o número de denúncias em 2025, com 2.124 registros, seguido por Minas Gerais (918) e Paraná (529). Denúncias de trabalho infantil recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) Arte g1/Kayan Albertin Por que menos de 1% é alcançado? 🤔 Apesar do aumento das denúncias e da dimensão revelada pelo IBGE, o número de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil segue muito abaixo do total estimado. Segundo a coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Katerina Volcov, esse descompasso não indica redução do problema, mas limitações estruturais da fiscalização e da rede de proteção. Como mostrou o g1 neste fim de semana, o país ampliou bastante o número de auditores-fiscais do trabalho após o Concurso Nacional Unificado (CNU), mas déficit ainda é considerável em relação aos parâmetros de referência da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, a auditoria fiscal do trabalho atua prioritariamente nas piores formas de trabalho infantil, descritas no decreto 6.481 do governo federal e que lista mais de 90 atividades, envolvendo risco à saúde, à vida e à dignidade de crianças e adolescentes. Entre elas estão situações de exploração sexual, tráfico de drogas, trabalho em rua, atividades insalubres e, mais recentemente, modalidades no ambiente digital, como influenciadores mirins. Segundo o IBGE, o número cai para 560 mil crianças e adolescentes nas piores formas de trabalho infantil em 2024. A maioria são meninos, pretos ou pardos, com idade entre 16 e 17 anos. Piores formas de trabalho infantil em queda Arte/g1 Embora o contingente tenha atingido o menor patamar da série histórica, após queda de 5,1% em relação a 2023, a especialista alerta que os dados não captam toda a realidade, pois não incluem crianças em situação de rua, exploração sexual, tráfico de drogas ou formas ocultas de trabalho infantil. São situações que colocam em risco imediato a vida, a saúde física e mental e a dignidade de crianças e adolescentes. Diante de recursos limitados, é preciso concentrar esforços onde o dano é mais grave e urgente. Segundo a especialista, o baixo número de afastamentos resulta de uma combinação de fatores estruturais: Déficit de auditores-fiscais do Trabalho, mesmo após a entrada recente de cerca de 829 novos servidores via Concurso Nacional Unificado (CNU), o que limita a capacidade de fiscalização. Fragilidade da assistência social nos municípios, marcada pela falta de profissionais concursados e alta rotatividade nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e demais serviços socioassistenciais. Falta de capacitação técnica de profissionais da rede de proteção para identificar e caracterizar corretamente situações de trabalho infantil. Naturalização social do trabalho infantil, presente tanto na sociedade em geral quanto entre profissionais da própria rede de proteção, o que reduz denúncias e intervenções. Descumprimento das cotas de aprendizagem por empresas, apesar de a aprendizagem ser uma das principais estratégias de prevenção ao trabalho infantil. Causas estruturais e desigualdades históricas, como o racismo estrutural — cerca de 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são negros. Pobreza e insegurança alimentar, que levam famílias a depender da renda gerada pelo trabalho de crianças e adolescentes como estratégia de sobrevivência. Outro ponto destacado por Katerina Volcov são os problemas no fluxo de denúncias. O Disque 100 é um dos principais canais e encaminha os casos prioritariamente ao Ministério do Trabalho. Para que a fiscalização seja eficaz, no entanto, a denúncia precisa conter informações como local, atividade exercida, datas e descrição da situação. Segundo a especialista, muitas denúncias são mal qualificadas, com ausência de dados básicos, o que dificulta a atuação dos fiscais. “Quanto mais completas as informações, maiores são as chances de a fiscalização acontecer. O problema é que muitas denúncias se perdem por falta de informação ou por encaminhamentos incorretos”, explica. Ela também aponta a alta rotatividade de atendentes do Disque 100, o que contribui para falhas no encaminhamento. Além disso, o número de denúncias segue muito baixo quando comparado ao total estimado de crianças em situação de trabalho infantil, o que é reflexo da naturalização do problema pela sociedade. “Existe a ideia de que é melhor a criança estar trabalhando do que brincando, ou de que o trabalho forma caráter, mas isso é uma violação de direitos. A criança tem direito ao brincar, ao desenvolvimento pleno, e o trabalho precoce compromete esse processo”, completa Katerina Volcov. Além do Disque 100, há o Sistema Ipê Trabalho Infantil e os canais do Ministério Público do Trabalho, mas os dados não podem ser somados diretamente devido ao risco de duplicidade. (veja abaixo como denunciar) Trabalho infantil: 1,6 milhão de crianças e adolescentes estavam nessa situação em 2024 Reprodução/TV Globo Alta nos afastamentos em 2025 📉 Apesar da persistência do problema, o Ministério do Trabalho registrou que 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil. Desse total, cerca de 80% estavam submetidos às piores formas de exploração, caracterizadas por graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à moral — justamente o foco prioritário da auditoria-fiscal do Trabalho. Os dados de 2025 mostram que o maior número de crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil foram registrados em Minas Gerais (830 casos) e São Paulo (629), estados mais populosos do país e com maior estrutura de fiscalização, o que tende a resultar em mais ações e identificações. Em seguida aparecem Pernambuco (232), Mato Grosso do Sul (235), Rio Grande do Sul (204), Espírito Santo (173), Bahia (165) e Rio de Janeiro (161). Também chamam atenção os registros vinculados a ações nacionais, como o Grupo Móvel de Trabalho Infantil (GMTI), responsável por 290 afastamentos, e a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), com 72 casos, indicando a relevância de operações articuladas em âmbito federal. Crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil Arte g1 Entre os avanços, destaca-se a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI). Em 2025, o grupo passou a contar, pela primeira vez, com equipe fixa de fiscalização, com atuação em todo o território nacional e foco em regiões e setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos. A atuação ocorre de forma articulada com outras políticas públicas, permitindo não apenas o afastamento imediato das vítimas, mas também o encaminhamento à rede de proteção social, com acesso a direitos e serviços essenciais. (entenda abaixo como funciona) De acordo com o coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha, o aumento das fiscalizações não deve ser analisado de forma automática em relação aos dados gerais de trabalho infantil. “A auditoria-fiscal do Trabalho atua em todas as situações, mas o nosso foco principal são as piores formas, especialmente aquelas ligadas a atividades econômicas”, afirma. Padilha ressalta que, embora os dados de 2024 indiquem um aumento de 2,1% no trabalho infantil no país, houve redução de cerca de 5% nas piores formas. Ele destaca ainda que os resultados do IBGE foram obtidos em um contexto de efetivo reduzido, já que cerca de 829 novos auditores-fiscais do trabalho só tomaram posse em dezembro. “Esses avanços fazem parte de um plano de aprimoramento e fortalecimento da inspeção do trabalho, com uma atuação mais proativa, baseada em dados, evidências e inteligência fiscal”, diz. Como exemplo, ele cita o sistema Ipê Trabalho Infantil, voltado ao recebimento de denúncias específicas, e operações planejadas do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que em uma ação de apenas sete dias, realizada no ano passado, identificaram 107 casos de trabalho infantil. Empresária é condenada a pagar R$ 75 mil a mulher vítima de trabalho infantil e análogo à escravidão, no Ceará. TRT-7/Reprodução Afastamento e reincidência ⚠️ Quando a Auditoria Fiscal do Trabalho identifica uma criança ou adolescente em situação irregular, ocorre o afastamento imediato da atividade. A partir desse momento, entra em funcionamento um fluxo intersetorial de atendimento, coordenado pelo Ministério do Trabalho, que envolve diferentes órgãos da rede de proteção. Após o afastamento, crianças e adolescentes são encaminhados a políticas públicas voltadas a evitar o retorno ao trabalho precoce. O atendimento inclui, entre outros, conselhos tutelares, secretarias de assistência social e de educação e serviços de saúde, responsáveis por avaliar possíveis acidentes de trabalho, situação vacinal e condições físicas e mentais. A especialista do FNPETI ressalta que não há uma única instituição responsável por esse acompanhamento. Segundo ela, a proteção integral depende da atuação articulada de diferentes políticas públicas, que precisam funcionar de forma simultânea e contínua. Katerina Volcov destaca que muitas crianças trabalham por necessidade econômica, seja para complementar a renda familiar ou para evitar a fome. Por isso, o enfrentamento ao trabalho infantil exige medidas estruturais, como: Políticas de geração de renda para as famílias – como a Bolsa Família; Ampliação da oferta de creches e educação em tempo integral; Ações públicas contínuas, e não iniciativas pontuais ou sazonais. Segundo a representante do FNPETI, não há dados consolidados que indiquem quantas crianças e adolescentes retornam ao trabalho infantil após o afastamento. A ausência de monitoramento e avaliação permanentes das políticas públicas dificulta esse acompanhamento, especialmente após crises socioeconômicas, como a pandemia, que voltou a elevar os índices de trabalho infantil no país. Katerina avalia que a reincidência é possível, sobretudo em contextos de pobreza extrema, e aponta que muitos planos e programas existem apenas no papel, com ações descontinuadas e sem acompanhamento de longo prazo. Para a especialista, fiscalização isolada não é suficiente para enfrentar o trabalho infantil. O combate ao problema exige financiamento público permanente, com investimentos em educação integral, geração de renda, creches, concursos públicos, fortalecimento dos conselhos tutelares e formação continuada dos profissionais da rede. “Não dá para falar de enfrentamento ao trabalho infantil sem falar de orçamento. É fundamental que os governos assegurem financiamento público permanente para essas políticas, com recursos contínuos para educação, assistência social e fiscalização, para que as ações não sejam apenas pontuais, mas estruturantes”, afirma. Ela reforça que o trabalho infantil deve ser tratado como violação de direitos, e não como solução para a pobreza ou como instrumento de “formação de caráter”. Segundo Katerina, o enfrentamento do problema passa por políticas estruturais, orçamento garantido e responsabilização do Estado. Como denunciar 📞 A denúncia de trabalho infantil pode ser feita de forma anônima e gratuita pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos), que funciona 24 horas por dia. Também é possível denunciar pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil, canal específico do Ministério do Trabalho, ou procurar o Conselho Tutelar da região. Em casos de exploração, o Ministério Público do Trabalho também recebe denúncias. Mais de 1,6 milhão de criança estão em trabalho infantil

Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática. Veja abaixo a lista completa de infrações. Clique ou toque em cada uma das quatro categorias para ver todos os erros que compõem cada tipo de infração: Veja os principais pontos que mudam com o novo manual: O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento; A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada; O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O primeiro reteste passa a ser gratuito; O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático; Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação; Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real; Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas. O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto. "O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local", diz o manual. O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não: O volume de circulação de outros veículos; A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis; As condições de visibilidade do local; A sinalização existente no local; As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento. Voltar ao início. A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada. Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo. Voltar ao início. O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”. "Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame", diz o manual. As vagas reservadas para o estacionamento e a baliza dos carros precisam ter as dimensões do veículo acrescidas de 50% desse espaço. Assim, um carro com 4,5 metros de comprimento e 2 metros de largura será avaliado em uma vaga com 6,75 metros de comprimento e 3 metros de largura. Voltar ao início. O primeiro reteste passa a ser gratuito Em caso de reprovação, o candidato poderá realizar um novo teste sem pagar por outro exame prático. A depender da agenda do dia, esse novo exame de direção pode acontecer no mesmo dia, inclusive logo após a notificação da reprovação. Se a agenda do dia não permitir o reteste, o candidato poderá agendar uma nova tentativa em outra data. Voltar ao início. O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático O exame agora pode ser realizado em veículos com qualquer tipo de transmissão, seja manual ou automática. Quando o veículo for fornecido pelo órgão executivo de trânsito, cabe a ele garantir que o carro esteja estacionado no local da prova e em conformidade com as regras de trânsito, como estar devidamente emplacado, com os itens obrigatórios de segurança e, segundo o manual, “em condições de uso”. No caso de veículo do candidato, a responsabilidade é exclusiva dele. O candidato só pode estar no carro nas seguintes situações: Quando um instrutor devidamente autorizado estiver presente no veículo; Quando outra pessoa já habilitada dirigir o veículo e o posicionar no local da prova. Voltar ao início. Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP O manual estabelece que quatro servidores são responsáveis pela avaliação do candidato no momento do exame: Preposto: agente que acompanha o candidato na prova prática e é responsável por transmitir instruções durante o trajeto, indicar deslocamentos e assegurar a segurança do candidato. Comissão de Exame de Direção Veicular: formada por três agentes que, como uma banca avaliadora, participam do exame apenas para a avaliação técnica e a definição do resultado final. Todos os membros são servidores públicos, e ao menos um deles deve possuir habilitação na categoria da prova. Voltar ao início. Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real Segundo o manual, o percurso deve seguir critérios técnicos rigorosos para evitar “pegadinhas” para "induzir o erro do candidato ou para impor dificuldades artificiais dissociadas da finalidade do exame". "Não é admissível a adoção de trajetos ou situações intencionalmente estruturadas como armadilhas, com o objetivo de elevar indevidamente o grau de reprovação ou de submeter o candidato a desafios desproporcionais e incompatíveis com a avaliação da condução segura em vias públicas", diz o manual. Assim, o trajeto deve seguir uma progressão de dificuldades naturais de um ambiente real, permitindo que o candidato evolua de forma mais gradual. "Essa progressividade é especialmente relevante em razão do contexto avaliativo do exame, no qual o candidato se encontra submetido a maior carga de estresse e ansiedade," aponta o manual. Voltar ao início. Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas O manual aponta algumas situações que não são aceitas durante o teste de direção. São elas: Vias expressas ou de trânsito rápido; Estradas; Trechos com obras em andamento; Desvios provisórios; Sinalização temporária instável ou intervenções viárias que alterem de forma significativa a previsibilidade da circulação; Áreas com elevada concentração de carga e descarga; Zonas logísticas; Centros de abastecimento; Trechos com alto índice de veículos pesados; Túneis; Pontes; Viadutos; Passagens em desnível; Travessias ferroviárias; Ruas sem saída. O objetivo dessas restrições é evitar surpresas para o candidato, especialmente em situações para as quais ele não foi devidamente treinado. Segundo o manual, esses cenários dificultam excessivamente o trajeto e exploram situações excepcionais. Voltar ao início.

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.971 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (10), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi O Banco de Brasília (BRB) comunicou nesta segunda-feira (9) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, apresentou sua carta de renúncia. Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a saída está prevista para o próximo sábado (14). "O BRB reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado informados, de forma tempestiva, sobre quaisquer atos ou fatos relevantes", informou o banco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O BRB não detalhou a saída de Melo e ainda não anunciou seu substituto. A renúncia ocorre em meio à crise de credibilidade que atingiu o banco público após seu envolvimento no caso do Banco Master. (leia mais abaixo) Veloso de Melo foi nomeado diretor jurídico do BRB em agosto de 2024 para assumir o restante do mandato 2022‑2024, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente o cargo em dezembro daquele ano. Antes disso, já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria. PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta Pós-graduado em Direito Tributário pela Associação de Ensino Unificado do DF e pelo IBET, Melo também integrou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e comissões de Direito Tributário e de apoio a advogados iniciantes da OAB. Paralelamente à renúncia, o BRB anunciou nesta segunda-feira a posse de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos (DICOR). Teixeira atuou no Banco do Brasil como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cibersegurança, além de ter ocupado cargos de liderança em grandes instituições financeiras, informou o banco. "A posse reforça o fortalecimento da governança corporativa, da integridade institucional e do comprometimento com a gestão de riscos e controles internos do BRB", disse o BRB em fato relevante. BRB e caso Master As mudanças ocorrem em meio à crise que atingiu o BRB após o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Desde o fim de 2024, o BRB havia investido bilhões na aquisição de carteiras de crédito do Master. Meses depois, investigações apontaram que essas carteiras tinham sido adquiridas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. Além disso, as apurações apontam que o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Em paralelo, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para o banco, e o BRB chegou a negociar a aquisição do Master — o que gerou questionamentos. A operação, então, foi vetada pelo Banco Central em setembro. As investigações sobre o caso apontaram transações e carteiras de crédito suspeitas, causando prejuízos e desgaste institucional para o BRB. O caso Master também impactou fundos de pensão de diversos estados. Para conter os efeitos da crise e garantir a solidez da instituição, o BRB apresentou um plano de capital na última sexta-feira (6). O documento, que inclui medidas para reforçar o patrimônio do banco se necessário, afirma que os valores exatos só serão confirmados após a conclusão das investigações sobre o caso Master. Segundo estimativas do Banco Central, porém, o aporte mínimo deve ser de R$ 5 bilhões, considerando a situação atual da instituição. O plano foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília, sem entrevistas aos jornalistas. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo local é acionista controlador do BRB, com cerca de 72% do capital da instituição. LEIA TAMBÉM: Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1

Praga quarentenária caruru-palmeri é encontrada na região de São José do Rio Preto (SP) Divulgação / Ministério da Agricultura A praga quarentenária caruru-palmeri, também conhecida como caruru-gigante, foi encontrada pela primeira vez no estado de São Paulo. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a planta invasora Amaranthus palmeri foi localizada na região de São José do Rio Preto (SP). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ainda conforme o Ministério da Agricultura, até então, a praga estava presente somente em outras regiões do Brasil, como nos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT). 🔎 Praga quarentenária pode ser um inseto, planta, fungo, bactéria, ou outro organismo, que traz alto risco para a agricultura e, por isso, é monitorada e controlada oficialmente pelo governo. Na região de São José do Rio Preto, a propriedade rural onde houve a detecção da praga foi interditada e ficou proibida a saída de material vegetal da espécie, de resíduos de limpeza de vegetais e de produtos vegetais, de fragmentos do solo e de restos de culturas, como, por exemplo, grãos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somente após a eliminação da praga, a colheita da soja no talhão onde houve a detecção da praga será autorizada. No momento, os procedimentos são acompanhados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo. Em 2015, a planta invasora foi detectada pela primeira vez no país, em MT, onde está presente em pelo menos oito municípios, segundo o Mapa. A propagação da praga ocorre por meio de maquinários agrícolas e implementos, bem como em misturas com outras sementes. Initial plugin text O que é a caruru-palmeri Ainda conforme o Mapa, o caruru-palmeri é uma das plantas invasoras mais difíceis de serem controladas por conta de suas características biológicas. Ela é resistente a venenos com diferentes tipos de ação. Além de agressiva, a planta é de fácil adaptação a diversos solos, resultando em perda significativa da produtividade da área afetada. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Cuba vai suspender fornecimento de querosene em aeroportos As autoridades cubanas anunciaram a suspensão do abastecimento de querosene de aviação no país a partir desta terça-feira (10), devido à crise energética. A medida obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” no retorno para garantir o reabastecimento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Kremlin denunciou nesta segunda-feira (9) os “métodos” dos Estados Unidos que "asfixiam" Cuba. “A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais abastecimento de Jet Fuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira (10) às 0h” no horário local (5h GMT), declarou o dirigente de uma empresa aérea europeia. Os voos regionais deverão continuar operando normalmente. O escritório da Air France em Havana informou que sua rota está mantida, com uma escala técnica prevista em outro país do Caribe. Crise energética Cuba enfrenta uma grave crise energética após o fim do fornecimento de petróleo pela Venezuela, interrompido sob pressão dos Estados Unidos, que ameaçam aplicar tarifas aos países que venderem o produto para a ilha. O governo cubano anunciou na sexta-feira (6) uma série de medidas emergenciais para enfrentar o problema. Elas incluem semana de quatro dias, trabalho remoto para repartições públicas e estatais e restrições à venda de combustíveis, reduções nos serviços de ônibus e trens entre províncias e o fechamento de alguns estabelecimentos turísticos. Nas escolas, as aulas serão mais curtas, e as universidades funcionarão de forma semipresencial. As medidas visam economizar combustível para priorizar “a produção de alimentos e a geração de eletricidade” e garantir “a continuidade das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga na televisão estatal. Após interromper o envio de petróleo desde a Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro no início de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto permitindo que os EUA imponham tarifas aos países que venderem petróleo para Havana. Segundo ele, o México, fornecedor de petróleo a Cuba desde 2023, também interromperá a distribuição do produto. Para justificar essa política, Washington alega que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, já que a ilha caribenha fica a apenas 150 km da costa da Flórida. Havana acusa Donald Trump de tentar “asfixiar” a economia cubana, onde apagões e falta de combustível, frequentes nos últimos anos, tornaram-se ainda mais intensos. Kremlin denuncia “métodos” dos EUA O Kremlin denunciou nesta segunda-feira os “métodos” dos Estados Unidos, após o anúncio de Cuba. “A situação em Cuba é de fato crítica”, declarou o porta-voz Dmitri Peskov durante sua coletiva de imprensa diária. “Os métodos asfixiantes dos Estados Unidos causam muitas dificuldades ao país”, lamentou, acrescentando que a Rússia mantém discussões com as autoridades cubanas para prestar assistência. “Estamos em contato com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos (...) e discutimos possíveis soluções para esses problemas, ao menos algum tipo de ajuda”, acrescentou Peskov. Um homem empurra um carrinho com bagagem no Aeroporto Internacional José Martí em Havana, Cuba Reuters/Norlys Perez

BBB 26: o que a dinâmica da semana tem a ver com economia As teorias econômicas mais uma vez tiveram protagonismo no Big Brother Brasil (BBB) — agora, com uma dinâmica inédita que influenciou a formação inicial do quarto Paredão da edição de 2026. Chamada de “Duelo de Risco”, a dinâmica contou com duas fases principais. A primeira, na sexta-feira (6), fez com que os confinados apontassem quem eles gostariam de enfrentar no Paredão. Já a segunda fase, no sábado (7), colocou Sol Vega e Juliano Floss em um conceito bastante conhecido no mundo da matemática aplicada: o Dilema dos Prisioneiros, explicado na Teoria dos Jogos. O economista Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, explicou nas redes sociais como a dinâmica do BBB se encaixa na teoria matemática e como tudo isso tem a ver com o filme “Uma mente brilhante”. (veja no vídeo acima) Em 2021, ele também chamou atenção nas redes sociais quando, durante sua estadia na casa mais vigiada do Brasil, conversou com os participantes sobre a Curva de Phillips. Entenda nesta reportagem como a teoria foi fundamental para desenhar a formação inicial do Paredão desta semana. A Teoria dos Jogos e o Dilema dos Prisioneiros Como Gil explicou, o que aconteceu na dinâmica deste sábado se assemelha muito com o Dilema dos Prisioneiros, que é um conceito clássico da Teoria dos Jogos. 🔎 Teoria dos Jogos é o estudo de decisões estratégicas em situações em que o resultado depende das escolhas de dois ou mais participantes. A palavra jogo não é usada no sentido convencional, mas descreve uma situação que envolva resultados positivos ou negativos determinados por essas escolhas. O que diz o Dilema dos Prisioneiros? O modelo descreve uma situação em que duas pessoas precisam tomar uma decisão de forma independente, mas o resultado vai depender da combinação das escolhas dos dois. Gil dá o exemplo de dois criminosos que cometeram um crime juntos e são interrogados separadamente, sem poder se comunicar. São duas opções: serem leais um ao outro e não confessarem os crimes ou trair o parceiro e delatá-lo. Se nenhum dos dois confessar o crime, ambos conseguirão uma pena leve. Se os dois delatarem um ao outro, a pena de prisão seria maior para os dois, mas não tão pesada quanto poderia ser. Agora, se apenas um dos prisioneiros delatar o parceiro e o outro permanecer em silêncio, quem delatou sai impune, enquanto o outro pega uma pena mais pesada e pode ficar anos na cadeia. O dilema, portanto, está entre a racionalidade individual e o bem coletivo. Isso porque, embora a escolha pelo bem coletivo fosse dar uma pena mais leve para os dois criminosos, não saber o que o outro escolheria faz com que a traição sempre pareça a melhor opção do ponto de vista individual. “O dilema mostra que duas pessoas, mesmo sendo racionais, quando elas pensam no interesse próprio elas acabam falhando em cooperar”, diz Gil. Ou seja, a cooperação até poderia ser melhor para todos, mas o pensamento individual tende a levar pela escolha da traição. 🔎O Equilíbrio de Nash, conceito criado por John Nash — que inspirou o filme “Uma mente brilhante”, citado por Gil do Vigor — determina que existe ao menos um conjunto de estratégias em que nenhum jogador tem incentivo a mudar sua decisão sozinho, dado o comportamento dos outros. Em consenso, Sol Vega e Juliano Floss indicam Samira para o 4º Paredão no Duelo de Risco do BBB 26 Reprodução/TV Globo E como isso se aplica ao BBB? A dinâmica do último sábado colocou Sol Vega e Juliano Floss em quartos separados e sem comunicação um com o outro. Lá, eles deram início ao chamado Duelo de Risco, para o qual teriam que escolher entre dois cartões: “Imunidade” ou “Nós indicamos”. O resultado final, assim como na Teoria dos Jogos, dependeria da escolha de cada um. Veja abaixo: Caso os dois escolhessem “Imunidade”: ambos estavam Emparedados. Caso um escolhesse “Imunidade” e o outro escolhesse “Nós indicamos”: o primeiro estaria Imune e o outro Emparedado, respectivamente. Caso os dois escolhessem “Nós indicamos”: eles deveriam entrar em consenso para indicar alguém ao Paredão. Nesse caso, os dois escolheram “Nós indicamos” e precisaram enviar alguém para o Paredão – a escolha foi a gaúcha Samira, que depois conseguiu escapar da votação do público pela Prova Bate e Volta. Segundo Gil, quando os dois participantes escolheram essa opção, eles optaram por minimizar a perda entre eles. "Eles ainda fizeram isso sem saber quem era o outro jogador. Essa escolha mostra uma compreensão — consciente ou intuitiva — de que arriscar a cooperação era menos perigoso do que ambos tentarem se proteger e acabarem voltando para o Paredão juntos", afirmou o economista ao g1. 🤔 E como fica o Equilíbrio de Nash nessa situação? Ao g1, Gil explicou que essa foi a grande diferença entre o dilema clássico dos prisioneiros e o Duelo de Risco do BBB. Isso porque, enquanto o dilema clássico tem apenas um Equilíbrio de Nash — que considera que ambos os participantes resolvem trair o parceiro e delatá-lo porque não conseguiriam ter um resultado melhor — o Duelo de Risco conta com dois Equilíbrios de Nash: se Sol escolhesse "Imunidade" e Juliano escolhesse "Nós indicamos", ou vice-versa. "Por que esses são equilíbrios? Porque uma vez que eles estejam nessa situação, nenhum dos dois consegue melhorar seu resultado mudando de estratégia sozinho", explica o economista.

'Minha Casa, Minha Vida' vai entregar mais de mil apartamentos em Teresina Divulgação/Governo Federal O governo não pretende reduzir os juros do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo com a expectativa de queda da taxa básica (Selic) neste ano, afirmou o ministro das Cidades, Jáder Filho, nesta segunda-feira (9). "Não há previsão de baixar mais os juros", disse, durante evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o ministro, as taxas de juros do MCMV já estão no menor nível da história, enquanto a Selic permanece em 15%, o maior patamar em quase 20 anos. “Estamos na menor taxa de juros da história do programa. Na Faixa 1 — que inclui famílias com renda de até R$ 2.850 — a taxa é de 4% ao ano no Norte e Nordeste, e de 4,25% nas demais regiões”, afirmou. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro acrescentou que os resultados do programa mostram que as taxas de juros atuais estão “atendendo à necessidade do povo brasileiro”. A previsão da pasta é assinar 1 milhão de novos contratos do MCMV neste ano e manter esse ritmo em 2027. A expectativa do governo é encerrar o mandato com 3 milhões de contratos assinados no Minha Casa, Minha Vida. Juros elevados devem conter a economia O Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter a taxa básica de juros inalterada em sua última reunião de política monetária, no fim de janeiro. Com isso, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom), porém, sinalizou que pode iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, prevista para março, diante da expectativa de inflação mais controlada. "O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", escreveu o Copom na decisão de janeiro. Os juros elevados, no entanto,já começam a impactar o mercado de crédito. Como o g1 já mostrou, a taxa média cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais (p.p.) em 2025 — e fechou o mês de dezembro em 47,2% ao ano. O avanço de 6,5 pontos percentuais registrado em 2025 foi o maior desde 2022, quando a taxa média de juros dos bancos subiu 7,8 pontos percentuais. Com a alta dos juros, o volume total de crédito bancário desacelerou em relação a 2024, quando havia avançado 11,5%. Ainda assim, cresceu 10,2% em 2025, alcançando R$ 7,12 trilhões. Outro efeito foi o aumento no número de pessoas que não conseguiram pagar suas dívidas. Segundo o BC, a taxa média de inadimplência no crédito bancário fechou 2025 em 4,1%, acima dos 3% registrados no fim de 2024.
Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (9) o envio da Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo o parlamentar, após a análise do texto pelo colegiado, a proposta será encaminhada para debate em uma comissão especial da Casa. O deputado declarou que todos os setores serão ouvidos, "com equilíbrio e responsabilidade", para que a melhor legislação seja entregue à sociedade.
"O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás", disse Motta.
O presidente da Câmara juntou uma proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que acaba com a escala 6x1 a um texto apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), para análise em conjunto.
⏰O objetivo central do texto de Erika Hilton é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso — chamada de 6x1.
A iniciativa da deputada nasceu de uma mobilização do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou força nas redes e somou 1,5 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que pede à Câmara dos Deputados a revisão da escala 6x1.
A PEC, que agora poderá ser discutida na Câmara, pretende alterar um trecho da Constituição que trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.
A proposta de Erika Hilton prevê estabelecer que a jornada de trabalho normal:
➡️não poderá ser superior a 8 horas diárias;
➡️não poderá ultrapassar 36 horas semanais; e
➡️será de 4 dias por semana.
Segundo o texto, as mudanças entrariam em vigor depois de 360 dias da eventual promulgação da PEC.
O governo e partidos da base do presidente Lula já disseram ser favoráveis a uma redução da jornada de trabalho. O encaminhamento anunciado por Motta nesta segunda é também um aceno ao Palácio do Planalto.
No Senado, uma PEC com teor semelhante ao texto de Erika Hilton já foi aprovado pela CCJ da Casa, mas ainda não foi pautado no plenário pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP).
Governo defende votação neste ano, diz Boulos
Durante entrevista em São Paulo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o governo quer a votação do fim da escala 6x1 ainda neste ano, preferencialmente, no primeiro semestre.
Ele disse também que o Executivo estuda a possibilidade de enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso, o que, na avaliação de Boulos, permitiria uma análise mais rápida e facilitada do tema pelo Congresso na comparação com uma PEC.
"Queremos é que seja o caminho mais rápido. Porque trabalhadores têm urgência em ter dois dias de descanso, ter melhores condições de trabalho e dignidade. Então nosso entendimento hoje – um projeto de lei com regime de urgência – dá mais rapidez pra que isso possa ser aprovado", afirmou.

Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central do Brasil (BC), Gilneu Vivan, afirmou nesta segunda-feira (9) que o órgão deve incluir, entre as entregas previstas para este ano ou para o início de 2027, a revisão de parte das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Vivan acrescentou que a agenda também deve incluir novas regras para a distribuição de títulos e normas adicionais voltadas à prevenção de fraudes. Vivan também mencionou, sem dar detalhes, uma possível “revisão das questões de tarifas”. As declarações ocorrem em meio ao pagamento de mais de R$ 40 bilhões em garantias pelo FGC a credores do Banco Master e do Will Bank — ambos em processo de liquidação extrajudicial. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional. No caso do Banco Master, o BC justificou a liquidação pelo agravamento da situação financeira da instituição, pela falta de recursos para honrar compromissos e pelo descumprimento de normas do sistema bancário e de determinações do próprio Banco Central. Já a liquidação do Will Bank foi determinada após a piora de sua situação financeira e pela incapacidade de pagar dívidas, agravada por sua ligação de interesses com o Banco Master. Segundo Vivan, no entanto, os problemas recentes ficaram restritos às instituições envolvidas e o Banco Central não identificou mudanças nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte. Ele também disse que o caso do Banco Master trouxe lições para o BC. Segundo Vivan, o processo até a decretação da liquidação demorou mais do que ele gostaria — e ainda hoje é alvo de questionamentos. Outro ponto citado por Gilneu foi a "magnitude do processo". "No caso do Master, a gente tem 1 milhão de correntistas. E no caso da Will, são quase 7 milhões. Evidentemente, o debate é complexo", pontuou. Operações irregulares Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A crise começou com suspeitas sobre operações financeiras realizadas pela instituição, o que levou o BC a decretar sua liquidação extrajudicial. A decisão, porém, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre os fundamentos da medida. 🔎 O avanço das investigações ocorre em um momento em que o caso deixou de se limitar ao campo policial. O episódio passou a envolver debates sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado. Desde então, as investigações passaram a apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos segue sob sigilo no STF. Entenda mais na reportagem abaixo: Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos *Com informações da agência de notícias Reuters.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Divulgação/ABBC O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que o caso do Banco Master gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição e disse que oferecer juros acima do mercado não é, por si só, motivo para intervenção. Segundo ele, não há regra que proíba bancos de captar recursos pagando taxas mais elevadas, como fazia o Master. O problema central era a combinação de dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo as carteiras de crédito do banco de Daniel Vorcaro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Muita gente comentava essa questão de captar acima do CDI. E, como se sabe, não existe nenhuma regra que proíba fazer captações a uma taxa como aquela", disse. "Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso”, completou. Galípolo participou pela manhã do evento Estabilidade Financeira e Perspectivas para 2026 e 2027, promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). No evento, ele detalhou os motivos que levaram à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Time da 'terceira divisão' causou comoção Galípolo afirmou que o caso do Banco Master precisou ser analisado com cautela e de forma diferente das grandes crises bancárias do passado, que envolveram instituições com relevância sistêmica para o país. Segundo ele, a repercussão não se explica pelo tamanho do banco, mas pelo fato de o episódio ter ido além do debate financeiro e envolver suspeitas que exigiram atuação conjunta com autoridades de investigação. Ao explicar como funciona um banco, Galípolo disse que o negócio depende do equilíbrio entre o que a instituição paga aos investidores e o que recebe de quem toma empréstimos. “Você precisa receber mais juros do que você paga e receber o dinheiro antes do que você tem que pagar”, afirmou, ao mencionar o chamado “casamento” entre ativo e passivo. Segundo ele, mesmo sem captar novos recursos, um banco pode manter a solvência se essa estrutura estiver bem organizada. “Se o passivo e o ativo dele estão bem casados, os empréstimos que ele já fez vão começar a voltar (…) para que dê conta de pagar o passivo”, disse. No caso do Master, Galípolo afirmou que o debate público deveria ter se concentrado na qualidade dos ativos, e não apenas no custo de captação. Na avaliação dele, a discussão deu peso excessivo ao quanto o banco pagava aos investidores, quando os problemas estavam nos ativos mantidos pela instituição. Ao diferenciar o episódio de crises bancárias históricas, ele lembrou que Bamerindus, Econômico e Nacional tinham relevância sistêmica, o que tornava os processos de intervenção e liquidação mais complexos. No caso do Master, disse, tratava-se de uma instituição de menor porte, comparável a “um time da terceira divisão”. “A pergunta dos meus pares é: por que um time da terceira divisão está causando esse tipo de comoção?”, afirmou. Segundo ele, a resposta está no fato de o caso ter extrapolado a regulação financeira. “Esse é um tema que transcende o tema financeiro”, disse, ao mencionar a necessidade de colaboração com a Polícia Federal e o Ministério Público. “É bastante importante tomar cuidado com as palavras. O Banco Central não faz notícia de crime. O Banco Central noticia fatos”, afirmou, ao explicar o envio das informações às autoridades competentes. Cassio Von Gal, presidente do conselho de administração da ABBC, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Leandri Vilain, CEO da ABBC Divulgação/ABBC Calibragem e cautela nos juros Sobre a trajetória da taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano na última reunião do Copom, Galípolo afirmou que as sinalizações de corte a partir de março não devem ser interpretadas como uma “volta da vitória” no combate à inflação. Segundo ele, o Banco Central entrou em uma fase de calibragem da política monetária, em que o foco é observar os dados e ajustar o grau de restrição necessário para garantir a convergência da inflação à meta. Galípolo reconheceu que houve melhora da trajetória de inflação desde o fim do ciclo de alta dos juros, com melhora tanto nas expectativas quanto na inflação corrente. Ao mesmo tempo, destacou que a atividade econômica se mostrou mais resistente do que o esperado, mesmo com a taxa básica em um patamar restritivo. “A atividade se mostrou mais resiliente do que se esperava naquele momento do que se esperava para uma taxa de juros no patamar de contração que a gente colocou”, disse. Segundo ele, o Banco Central não persegue um nível específico de juros reais, mas ajusta a política a partir da leitura dos dados. “Não fazer um reconhecimento de que a gente está numa situação diferente (…) faria pouco sentido, mas também esta não é uma volta da vitória”, afirmou. Segundo ele, o Banco Central não persegue um nível específico de juros reais, mas ajusta a política a partir da leitura dos dados. “O ponto pra gente é menos sobre isso e mais reforçar a parcimônia, a cautela que a gente vai ter para ir colhendo os dados e podendo dosar o nível de restrição da política monetária pra gente ter segurança que a gente pode produzir uma convergência da inflação para a meta”, disse. Ele também apontou que as expectativas de inflação seguem acima da meta, especialmente em prazos mais longos, o que gera preocupação. “Incomoda também bastante a gente, a gente vê essa desancoragem (…) nos horizontes mais longos”, afirmou. Segundo ele, esse quadro reforça a necessidade de uma estratégia gradual e cuidadosa na condução dos juros.

Flávio Bolsonaro escala núcleo econômico para campanha, mas ainda sem 'Posto Ipiranga' De olho na eleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou a montar nos bastidores um núcleo de conselheiros na área econômica formado por nomes que passaram pela gestão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os interlocutores que hoje orbitam o projeto estão Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Adolfo Sachsida, ex-secretário do Ministério da Economia. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp Segundo aliados ouvidos pelo blog, o grupo ainda busca uma figura capaz de concentrar a agenda econômica e dar identidade ao projeto — um nome com o peso político e simbólico que Paulo Guedes teve na campanha de Bolsonaro. Ou seja, Flávio ainda não encontrou o seu próprio "Posto Ipiranga". O "sonho de consumo" do grupo do senador seria Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, mas essa hipótese hoje é considerada fora de cogitação. Campos Neto não embarca no projeto de Flávio, tanto por seu reposicionamento no setor privado — atualmente, ele é executivo do Nubank —, quanto pela relação próxima que mantém com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação interna é que, embora já exista um embrião de equipe econômica na campanha, Flávio ainda não encontrou um nome com estatura política suficiente para ocupar o papel de principal formulador e porta-voz da área: e busca preencher essa lacuna vista como estratégica para setores do mercado e empresários. Leia também: Flávio e candidatos do PSD articulam trégua no 1º turno e jogam 'resta um' nos bastidores O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caminha após visitar seu pai no prédio da Polícia Federal, onde o ex-presidente está sob custódia após violar as regras da tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 25 de novembro. Jorge Silva/Reuters

Sede do Conselho Nacional de Justiça. Rômulo Serpa/Agência CNJ A terceira edição do Exame Nacional dos Cartórios (ENAC), prova que serve como pré-requisito para a inscrição em concursos de cartório em todo o país, teve o edital publicado nesta segunda-feira (9). Para participar, é necessário ter diploma de bacharel em Direito de uma instituição reconhecida pelo MEC ou ter exercido, por pelo menos 10 anos, função em serviços notariais ou de registro. As inscrições começam às 16h do dia 19 de fevereiro e seguem até as 16h do dia 23 de março, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do exame. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp A taxa de inscrição é de R$ 150, com pagamento até 24 de março. Podem solicitar isenção candidatos inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea e pessoas de baixa renda, entre 19 e 23 de fevereiro. A prova está prevista para o dia 14 de junho, das 14h às 19h (horário de Brasília), e será aplicada em todas as capitais brasileiras. O conteúdo programático consta no Anexo I do edital. A avaliação terá permanência mínima de três horas. São permitidos apenas caneta esferográfica azul ou preta, de material transparente, e documento oficial com foto. É proibido portar materiais de consulta ou aparelhos eletrônicos. O ENAC tem caráter exclusivamente eliminatório e não é utilizado para classificação ou preenchimento direto de vagas. LEIA MAIS Titulares de cartórios aos 23 e 24 anos: casal viaja o Brasil para concursos e coleciona aprovações Aprovado em cinco concursos de cartório usou ChatGPT para estudar Casal viaja o Brasil para concursos e coleciona aprovações O que é o ENAC? A criação do ENAC foi aprovada em agosto de 2024 pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A norma estabelece que o exame deverá ser realizado ao menos duas vezes por ano. A primeira edição do exame abriu inscrições no fim de janeiro de 2025, com provas aplicadas em abril e resultado final publicado no início de julho. Já a segunda edição teve inscrições abertas em julho de 2025, com provas aplicadas em setembro e resultado final publicado em dezembro. O ENAC terá sempre uma única etapa: uma prova com 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada, sobre diversas áreas do Direito. O exame terá perguntas de Direito Notarial e Registral, Constitucional, Administrativo, Tributário, Processual Civil, Civil, Empresarial, Penal, Processual Penal, além de Conhecimentos Gerais. Será aprovado quem acertar pelo menos 60 questões ou, no caso de pessoas negras, indígenas ou com deficiência, 50 questões. Cada tribunal constituirá uma comissão própria de heteroidentificação para receber as comprovações dos inscritos como pessoa negra em sua unidade da federação. Depois disso, o participante estará habilitado a se inscrever em concursos públicos de cartório, que são realizados pelos Tribunais de Justiça dos estados e, se aprovado, poderá se tornar titular de um deles. 🔎 Titulares de cartório estão entre os profissionais mais bem remunerados do Brasil, de acordo com dados da Receita Federal sobre as declarações de Imposto de Renda. Em 2021, o rendimento médio era de R$ 136,4 mil por mês. Segundo o CNJ, o objetivo do ENAC é "promover a formação de uma base comum de conhecimento nas delegações em todo o país, além de fortalecer a transparência no processo de titularização dos serviços notariais e de registro". O resultado definitivo do concurso será divulgado em 31 de julho, junto com as decisões finais sobre heteroidentificação e análise documental. A homologação do resultado final ocorre em 3 de agosto, e o certificado de habilitação digital será emitido pelo CNJ em até 45 dias, permitindo a inscrição em concursos de cartório. O certificado de habilitação obtido no ENAC tem validade de seis anos, contados a partir da divulgação do resultado definitivo do exame. 📆 Confira o cronograma oficial Inscrições: 19 de fevereiro a 23 de março (até 16h) Solicitação de isenção da taxa: 19 e 23 de fevereiro Pagamento da taxa de inscrição: 24 de março Publicação no site dos locais de prova: 08 de Junho Aplicação da prova: 14 de junho Gabarito preliminar: 16 de junho Resultado preliminar da prova objetiva: 15 de julho Resultado definitivo (prova e análises de documentos): 31 de julho Homologação do resultado final: 3 de agosto Veja como estudar legislação para concurso: Como estudar legislação para concurso?

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,1878 — o menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,80%, aos 186.241 pontos, e atingiu um novo recorde de fechamento. ▶️ A moeda americana perdeu força após notícias de que reguladores chineses estão recomendando que os bancos do país diminuam os investimentos nas Treasuries (títulos do Tesouro americano) para diminuir riscos. As informações foram divulgadas pela Bloomberg News. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A notícia reforçou a percepção no mercado de que investidores estrangeiros estão evitando ativos dos Estados Unidos e procurando oportunidades em outras economias, como o Brasil. ▶️ Ainda no exterior, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett afirmou que o crescimento do emprego poderá ser menor nos EUA nos próximos meses, o que pode abrir espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja mais favorável a cortes de juros. ▶️ A política internacional também ficou no radar dos mercados. Foram destaques a vitória de António José Seguro como novo presidente de Portugal e a conquista de dois terços do Parlamento japonês pelo Partido Liberal Democrata (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi. ▶️ No Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comentou a situação do Banco Master e reiterou que o caso gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição. Também afirmou que a política de juros passa por uma calibragem. O economista disse que as sinalizações de corte a partir de março não devem ser interpretadas como uma “volta da vitória” no combate à inflação. ▶️ Por fim, o Boletim Focus mostrou uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. A temporada de balanços corporativos também segue no radar, com destaque para o BTG Pactual, que divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,62%; Acumulado do mês: -1,14%; Acumulado do ano: -5,48%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,80%; Acumulado do mês: +2,69%; Acumulado do ano: +15,59%. Caso Master no radar Os desdobramentos do caso do Banco Master continuam a ficar no centro das atenções. Nesta segunda-feira, o destaque ficou com os comentários do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que participou de um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Galípolo afirmou que o caso do Banco Master gerou confusão e desinformação no debate público, sobretudo sobre a legalidade de oferecer rendimentos acima do mercado — o que, por si só, não justificaria uma intervenção do BC, segundo o banqueiro central. Isso porque, segundo ele, não existe uma regra que proíba bancos de captar recursos pagando juros mais altos, como fazia o Master. "Aquilo não configuraria um objeto para você liquidar o banco”, disse. “Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso", completou. Na avaliação do presidente do BC, o problema central estava na combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo carteiras de crédito, o que levou à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024. Os prejuízos ligados ao caso, no entanto, continuam a aumentar. Um levantamento feito pela GloboNews com base nos balanços mais atualizados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social, pelo menos oito fundos previdenciários estaduais e municipais que investiram em letras financeiras do Banco Master estão deficitários. Eleições internacionais Portugal Portugal elegeu António José Seguro, do Partido Socialista, como novo presidente no segundo turno da eleição no país. Com quase todos os votos apurados, ele teve cerca de 67% dos votos, contra 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega. Seguro venceu com apoio de partidos de centro e se apresentou como um candidato moderado, defensor da democracia e contrário ao discurso radical e anti-imigração do rival. Ventura reconheceu a derrota, mas disse que seu partido continua crescendo no país. A eleição ocorreu em meio a fortes tempestades, que adiaram a votação em algumas cidades. Mesmo assim, a maioria dos portugueses conseguiu votar normalmente. Japão Já o partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, venceu a eleição antecipada e garantiu pelo menos dois terços das cadeiras do Parlamento, segundo a emissora pública NHK. Com essa maioria, o governo ganha força para aprovar suas propostas com mais facilidade. Takaichi, primeira mulher a governar o país, é conservadora, tem apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, e defende posições duras sobre segurança, economia e imigração. Ela dissolveu o Parlamento em janeiro para tentar ampliar sua base política — e conseguiu. A votação aconteceu em meio a nevascas, que dificultaram o acesso de eleitores às urnas em algumas regiões. Apesar disso, o resultado confirmou as pesquisas, que já apontavam ampla vitória do partido da premiê. Agenda econômica e corporativa Temporada de balanços corporativos A divulgação dos resultados corporativos do quarto trimestre continua no radar dos mercados. Por aqui, o BTG Pactual informou nesta manhã que teve um lucro recorde no fim de 2025. Entre outubro e dezembro, o banco ganhou cerca de R$ 4,6 bilhões, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também faturou mais, com R$ 9,1 bilhões em receitas, superando as expectativas do mercado. Agora, o mercado volta a atenção para os próximos resultados previstos para esta semana, com destaque para o Banco do Brasil, que divulga seus números na quarta-feira (11) e a Vale, na quinta-feira (12) A expectativa é que os executivos da mineradora comentem sobre o caso mais recente envolvendo o nome da companhia. Nesta segunda-feira, a Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação de todas as operações da empresa no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central do estado. Segundo a decisão, as atividades só poderão voltar após comprovação da segurança das estruturas. Por enquanto, ficam permitidas apenas ações para reduzir riscos e evitar danos ambientais. Boletim Focus Outro destaque do dia ficou com o Boletim Focus. Segundo o documento, o mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a previsão de inflação para 2026, de 3,99% para 3,97%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Se confirmada, a taxa ficará abaixo da inflação registrada em 2025 (4,26%). As projeções para os anos seguintes foram mantidas: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029. Para os juros, a expectativa é de queda da Selic, hoje em 15% ao ano, para 12,25% no fim de 2026. O crescimento do PIB em 2026 segue estimado em 1,8%, abaixo do ritmo projetado para 2025. Já o dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,50, segundo as previsões do mercado. Bolsas globais Nos Estados Unidos, o clima nos mercados financeiros foi bastante positivo nesta segunda-feira, conforme empresas de tecnologia recuperavam boa parte das perdas da última semana, e à medida que investidores aguardam novos indicadores importantes da atividade econômica do país. Em Wall Street, o Dow Jones teve alta de 0,10%, enquanto o S&P 500 subiu 0,42% e o Nasdaq avançou 0,98% Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 atingiu um novo recorde de fechamento nesta segunda-feira, acompanhando uma recuperação global do mercado acionário. O índice avançou 0,70%. Entre os demais índices da região, destaque para o DAX, na Alemanha, que avançou 1,19%. Em Madri, o Ibex-35 teve alta1,40%, enquanto o PSI20, de Lisboa, subiu 1,13%. Na Ásia, os mercados tiveram um dia de forte recuperação, impulsionados pelo desempenho recorde de Wall Street na sexta-feira, e pela alta das bolsas japonesas após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi no fim de semana. As ações chinesas também reagiram bem, com o melhor resultado em um mês. Analistas recomendaram que os investidores mantivessem suas posições antes do feriado do Ano Novo Lunar, avaliando que a recente queda — de mais de 4% desde o pico de 29 de janeiro — pode ter chegado ao fim. No fechamento, os índices da região registraram altas expressivas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,76%, para 27.027 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 1,41%, para 4.123 pontos, e o CSI300 ganhou 1,63%, chegando a 4.719 pontos. No Japão, o Nikkei disparou 3,9%, para 56.363 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 4,10%, para 5.298 pontos, enquanto Taiwan registrou alta de 1,96%, para 32.404 pontos. Em Cingapura, o Straits Times avançou 0,54%, para 4.960 pontos. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 3,99% para 3,97% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Esse foi o quinto recuo seguido do indicador. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,8%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.

Nelson Tanure foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF durante a segunda fase da Operação Compliance Zero Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados via BBC O grupo de medicina diagnóstica Alliança Saúde informou no sábado (7) que o fundo Opus passou a deter cerca de 49% das ações da empresa após assumir os papéis dados como garantia de uma dívida pelo empresário Nelson Tanure. 🔎 Tanure usou ações da Light e da Alliança Saúde como garantia de empréstimos. Como os compromissos não foram cumpridos nas condições previstas, credores, como o fundo Opus, ficaram com esses papéis para tentar recuperar os valores. A participação do empresário nessas companhias é indireta, por meio de fundos de investimento e outras empresas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No mesmo dia, a empresa também comunicou que outro fundo, o Prisma Infratelco VD, passou a ter cerca de 10,7% das ações da Alliança Saúde, também como execução de garantia. Com essa mudança, o fundo Fonte de Saúde e a empresa Lormont Participações, ligados a Tanure, deixaram de ter o controle da Alliança Saúde. Agora, juntos, eles possuem apenas 6,96% das ações da companhia. Os dois fundos que receberam essas ações informaram que não pretendem continuar como donos da empresa e que vão vender suas participações. Nelson Tanure assumiu o controle da Alliança Saúde em 2023, após concluir uma oferta pública de aquisição de ações (OPA). O processo começou em 2022, quando fundos ligados a ele passaram a comprar participações na empresa. Em um comunicado separado, a companhia de energia Light informou que o fundo Opus também passou a ter cerca de 9,9% das ações da empresa, igualmente por causa da execução de garantia. O fundo disse que também pretende vender essa participação. Tanure e o caso Master No mês passado, Tanure foi um dos alvos de busca e apreensão na segunda fase da operação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Os policiais foram até a casa de Tanure, mas não o encontraram no local. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular foi apreendido. Ao todo, os agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro envolvendo a concessão de supostos créditos fictícios pelo Master. À época, os advogados publicaram uma carta escrita pelo empresário negando o envolvimento de Tanure com supostas irregularidades do caso Master. "Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes", diz um trecho da carta. A 1ª fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões. No ano passado, Tanure também foi alvo de uma investigação da Polícia Federal, aberta a pedido do Ministério Público Federal, para apurar se ele seria o verdadeiro controlador do Banco Master, mesmo sem aparecer oficialmente como dono. Segundo os investigadores, ele teria usado uma rede de empresas, fundos e estruturas financeiras para influenciar o banco sem a autorização do Banco Central. À época, o empresário negou qualquer vínculo societário ou poder de controle sobre a instituição. Em agosto de 2025, a Receita Federal deflagrou a maior operação já realizada contra esquemas de lavagem de dinheiro no mercado financeiro, envolvendo centenas de fintechs, fundos e gestoras. Embora Tanure não tenha sido acusado formalmente nessa operação, o episódio reacendeu questionamentos sobre a estrutura dos fundos ligados ao seu nome e sua proximidade com instituições sob investigação. Quem é Nelson Tanure Nelson Tanure é um empresário brasileiro conhecido por comprar empresas em dificuldade financeira e tentar recuperá-las. Nascido em Salvador, em 1951, é formado em Administração pela UFBA e começou a carreira na empresa imobiliária da família. Ao longo das décadas, ficou conhecido por investir em setores como energia, petróleo, telecomunicações, saúde, infraestrutura e mídia. Entre as empresas nas quais já teve ou tem participação estão Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO (antiga PetroRio), TIM Brasil e Ligga Telecom. Nos anos 2000, também assumiu jornais tradicionais como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil durante a crise do setor. Tanure costuma aparecer no noticiário por disputas societárias e reestruturações de empresas endividadas, estratégia que gera resultados, mas também controvérsias. Mais recentemente, passou a ser citado em investigações ligadas ao Banco Master, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Ele nega irregularidades e diz que não controla o banco. Reservado na vida pessoal, Tanure tem quatro filhos e mantém ligação com a música clássica e a ópera, tendo sido vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Alambiques preservam a tradição da cachaça artesanal TV TEM/Reprodução A produção artesanal de cachaça começa com a colheita da cana. Depois, ela é lavada e moída para se obter a garapa, o caldo da cana. Avelino dos Santos Modelli, proprietário de um alambique em Vera Cruz (SP) cuida de todo o processo para manter a qualidade. "A garapa vem com o teor de açúcar um pouco mais alto. Aqui na sala de destilação, vamos abaixar o teor de açúcar para entre 14% e 16%, que é o ideal para o fermento trabalhar", explica Avelino. Depois de abaixar o teor adicionando água, ele adiciona fermento para iniciar a fermentação. É a transformação do açúcar em álcool. O fermento trabalha até zerar o teor de açúcar. Nessa fase, o caldo passa a se chamar mosto. Trabalhar com produção de cachaça requer conhecimento e paciência. O tempo é aliado do mestre alambiqueiro. Só a fermentação leva de 24 a 28 horas, dependendo da temperatura. Depois que o caldo é bombeado para o alambique de cobre, são mais duas horas em temperatura entre 90°C e 95°C, até passar pela serpentina de resfriamento. A etapa seguinte é a destilação. O processo tem três etapas: cachaça de cabeça, cachaça coração e cachaça cauda (ou rabo). Depois de destilada e separada a cachaça coração, ela é enviada para tonéis de diferentes tipos de madeira para envelhecer. São usadas madeiras como carvalho, amburana, jequitibá rosa e amendoim. Há também um tonel com blend de jequitibá rosa e amendoim. Em Ourinhos (SP), o Sítio Engenho Velho é tocado por Álvaro Peixoto. O que começou como hobby virou negócio. Álvaro, engenheiro agrônomo que sempre trabalhou no setor sucroenergético, conta que comprou o sítio em 2007. Já existia uma estrutura de alambique no local. Com o tempo, a cachaça produzida ali passou a ser apreciada não só por amigos e parentes, mas também por especialistas. E aí vieram as premiações. O alambique faz parte da Câmara Setorial da Cachaça. No concurso Cachaça SP, do governo estadual, a cachaça premium do sítio ganhou ouro. Recentemente, no Chile, em um concurso global, a cachaça envelhecida 36 meses no carvalho ganhou prata. Com a premiação no Chile, o produtor afirma com orgulho que Ourinhos tem uma das melhores cachaças do mundo. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Alambiques preservam a tradição da cachaça artesanal VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Sistema de cria de peixes ao 'céu aberto', do piscicultor Rafael Mazuchelli Reprodução/TV TEM Assim que a ração cai na água, as tilápias se agitam. Esse momento ajuda o piscicultor a observar o comportamento dos peixes e, ver como estão de saúde. Em Regente Feijó (SP), Rafael Mazzucchelli cria mais de um milhão de tilápias e trabalha com dois sistemas em seus tanques, o RAS, em tanques coberto, e o tanque escavado, que fica a céu aberto. Um dos principais cuidados que o piscicultor deve ter é com a oxigenação da água. Cada tanque tem aproximadamente 30 mil litros e suporta até 700 quilos de peixe. Quando os níveis de oxigênio estão corretos, os animais crescem melhor e é possível manter mais peixes por metros cúbicos. A alimentação também exige uma atenção, já que o excesso de chuva pode diminuir a temperatura da água, dificultar o manejo e aumentar os custos da produção. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), grande parte da piscicultura brasileira é feita a céu aberto, o que deixa o setor mais vulnerável ao clima. Por isso, acompanhar as mudanças do tempo faz parte da rotina. O ponto de abate da tilápia começa com 730 gramas, mas o ideal é que o peixe chegue a um quilo, garantindo filés de melhor qualidade. Em Presidente Prudente (SP), o zootecnista e dono de pesqueiro Haroldo Takahashi também monitora os tanques diariamente, usando um oxímetro para medir o oxigênio da água, que deve ficar acima de 4,5. Se cair muito, o peixe perde o apetite e pode até morrer. Seja em tanques fechados ou abertos, a atenção ao manejo, ao clima e à qualidade da água é essencial para reduzir riscos e manter a produção em dia. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Excesso de chuva pode causar prejuízos na piscicultura VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Quiabo é selecionado ainda na roça antes de seguir para a Ceagesp em São Paulo TV TEM/Reprodução O quiabo, alimento tradicional da culinária brasileira, também é símbolo de trabalho intenso no campo. Em Piacatu (SP), a produção envolve colheitas frequentes, seleção criteriosa e transporte rápido para garantir que o fruto chegue em boas condições ao mercado. Nutritivo e de fácil preparo, o quiabo pode ser consumido cru, em saladas, conservas ou frito. Mas até chegar à mesa do consumidor, o caminho é longo. A colheita precisa ser feita até três vezes por semana para evitar que o fruto passe do ponto e perca valor comercial. O produtor Luca Vendrame trabalha com quiabo há cerca de 30 anos. Ele atua em sistema de parceria com agricultores da agricultura familiar: arrenda a terra, faz o plantio e divide os lucros com os produtores responsáveis pela colheita. Todo o quiabo é selecionado ainda na roça. Segundo ele, o que define o preço não é a quantidade, mas a qualidade. O fruto precisa ter entre nove e 12 centímetros, ser verde-escuro, liso e sem manchas. Quiabos grandes, tortos ou manchados perdem valor e têm menor aceitação no mercado. Em Piacatu, cerca de 200 agricultores produzem, juntos, entre 3 mil e 4 mil caixas de quiabo por semana. Por ser um produto perecível, toda a produção precisa chegar rapidamente ao destino. O quiabo colhido na região é enviado para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo. Outra área acompanhada pertence ao produtor rural Francisco Aparecido Siqueira, que cultiva quiabo há mais de 30 anos. A lavoura, com oito hectares, é nova e foi implantada em solo argiloso, escolhido pela maior firmeza das raízes e menor risco de fungos. Com menos de 90 dias, os pés ainda estão em fase inicial. A primeira colheita, feita como teste, foi prejudicada por excesso de chuva e períodos de sol forte, o que causou prejuízos. Apesar disso, a lavoura jovem já apresenta flores e frutos, indicando expectativa de boa produção nas próximas semanas. Na hora da compra, a orientação do produtor é simples: escolher quiabos firmes, macios ao toque, sem manchas e sem coloração amarelada. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Produtores paulistas colhem safra de quiabo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Safra da uva atrasa no Sudoeste de SP TV TEM/Reprodução Enquanto em outras regiões do estado, a safra já terminou. Em São Miguel Arcanjo, tem muita fruta para ser colhida. O produtor Roney Gonçalves, que cultiva as variedades Núbia, Itália, Benitaka e Brasil, vive uma preocupação constante com o tempo. "Não pode ter muita chuva, não pode ter muito frio, não pode ter muito o sol, porque pode acabar queimando as uva na fase da acidez", explica o agricultor. E, neste ano, o clima não veio como esperado. O frio fora do previsto mudou o cenário no campo. As baixas temperaturas atrasaram o desenvolvimento da uva. “As frutas não deram o calibre certo. Tem cachos que estão menores e outros maiores”, conta. Na plantação de Valdir Xisto, que tem sete hectares, o clima também vem dificultando a colheita das uvas. O agricultor diz que o mercado está difícil. Os parreirais recebem um manejo cuidadoso, e os cachos são protegidos por saquinhos para garantir uma melhor qualidade da fruta. Valdir vende o quilo da uva Itália por R$8, preço um pouco maior do que o que é pago por outras variedades. No entanto, ainda está inferior do que a família considera ideal. A previsão é que a colheita continue até o final de fevereiro. Já no sítio de Rafael Denardi, a colheita já terminou e o produtor está satisfeito com a safra. A plantação de uvas de mesa e uvas finas ocupa cinco hectares. No entanto, as frutas não são vendidas diretamente ao consumidor. “Essa fruta vai pra fábrica, e nós produzimos suco de uva. As variedades mais tardias vão para a produção de vinho”, explica o agricultor. Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026: Safra da uva atrasa no sudoeste de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

É mentira que nova portaria impede chapéu na roça e obriga uso exclusivo de capacete Pexels Produtores rurais estão preocupados com uma série de notícias que afirmam que uma nova lei obriga o uso de capacete no lugar do acessório. Contudo, a informação não é verdadeira. A legislação que trata da segurança do trabalhador rural já existe há mais de 20 anos. Ela foi criada em 2005 e é conhecida como Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31). Segundo a norma, o empregador deve fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A escolha depende da atividade exercida e de análises técnicas sobre os riscos envolvidos. É considerado o uso de: 👩🌾chapéus como uma proteção contra o sol, chuvas e respingos; 👷🏻capacete para prevenir impactos causados por quedas ou objetos. Ou seja, o uso de ambos é previsto pela lei. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Em nota, o Ministério do Trabalho informou que a norma não determina o uso obrigatório e indiscriminado de capacete para todos os trabalhadores rurais. "Não há qualquer dispositivo normativo que determine sua adoção universal no meio rural. A norma prevê, na verdade, a implementação de medidas de prevenção proporcionais aos riscos identificados", diz a nota. Um dos objetivos da NR-31 é estabelecer regras para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) na propriedade, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O programa exige a identificação dos perigos nas atividades rurais e a definição das medidas para controlar esses riscos. "Assim, se em determinada atividade o risco avaliado for de trauma craniano por queda ou impacto (por exemplo, ocorre com os peões de rodeios), a medida de prevenção indicada no PGRTR poderá ser o uso do capacete de segurança, como EPI adequado", explica a CNA. Da mesma forma, quando há grande exposição ao sol, o chapéu é o equipamento mais indicado. Apesar de, ao longo dos anos, a NR-31 passar por atualizações, nenhuma delas determinou a proibição do chapéu pelo produtor rural, aponta a CNA. De mesmo modo, nenhuma profissão ou atividade específica é citada na lei e o uso dos equipamentos é sempre relacionado aos tipos de riscos que os profissionais são expostos. O Ministério do Trabalho explica que a prevenção de riscos segue três etapas: primeiro, a eliminação ou redução do risco na origem; depois, a adoção de medidas de proteção coletiva; e, por último, quando isso não for suficiente, o uso do EPI adequado. Todos os equipamentos de proteção devem ser fornecidos pelo empregador. Alguns vídeos que circulam no TikTok afirmam que não houve mudança na lei, mas sim uma alteração na interpretação da fiscalização, o que tornaria obrigatório o uso de capacete para peões. Segundo o Ministério do Trabalho, essa informação também não é verdadeira. Em nota, o diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, disse que a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho é "pautada por critérios técnicos e legais, com foco na proteção da saúde, da segurança e da vida dos trabalhadores, sem imposições arbitrárias ou desconectadas da realidade das atividades rurais". Leia também: Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas Entenda a regra que pode mudar nomes de alimentos no Brasil

Petróleo em 2026: excesso de oferta deve manter preços mais baixos As tensões envolvendo os Estados Unidos, o Irã e a Venezuela causaram preocupações no mercado de petróleo, mas não foram suficientes para mudar as expectativas para os preços do produto ao longo deste ano. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o mercado internacional de petróleo vive um momento de excesso de oferta nos países produtores, o que deve ajudar a manter os preços mais baixos nos próximos meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do mercado é que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 60 e US$ 65 em 2026. Esse patamar está próximo do limite necessário para que os investimentos das empresas do setor sigam sendo viáveis, especialmente os projetos mais caros. No Brasil, o petróleo mais barato costuma ajudar a segurar os preços da gasolina e do diesel, o que tende a aliviar a inflação. Por outro lado, também pode prejudicar as contas públicas, já que uma boa parte da arrecadação vem dos impostos das cadeias de combustíveis e exportação de petróleo. (entenda mais abaixo) Efeito Trump? Grande parte dos eventos geopolíticos que influenciaram o preço do petróleo está relacionada ao presidente dos EUA, Donald Trump. Nos primeiros dias de 2026, Trump ordenou um ataque contra a Venezuela, em uma ação que resultou na prisão do presidente do país, Nicolás Maduro. A operação abriu caminho para um maior acesso dos EUA ao petróleo venezuelano. Ainda no fim de semana, Trump afirmou que os EUA passariam a administrar a Venezuela de forma temporária e assumiriam o controle das vendas de petróleo do país. Houve impacto imediato nos mercados, mas o efeito durou pouco. Na segunda-feira, o barril do petróleo Brent — referência para o mercado — subiu 1,6%, para US$ 61,76. Na terça-feira, despencou 7%, para US$ 60,70. Os dados são da consultoria Elos Ayta. No Irã, que enfrentava uma onda de protestos desde 28 de dezembro, as tensões também aumentaram depois que Trump sugeriu a possibilidade de atacar o país. 🔎 O Irã é um dos países fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o 5º maior produtor de petróleo do mundo. Além disso, o país fica próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Com a ameaça de Trump, investidores passaram a temer interrupções na produção iraniana e no tráfego pelo Estreito de Ormuz. O petróleo subiu mais de 4%, de US$ 63,87 para US$ 66,52. Mas os preços voltaram a cair após o recuo do presidente americano dois dias depois. Entenda a escalada dos protestos no Irã O vaivém do presidente americano é uma característica conhecida. Desde então, ele voltou a ameaçar o regime iraniano dos aiatolás e afirmou que o país deveria fechar um acordo para evitar um novo ataque. Agora, Trump diz querer negociar o programa nuclear iraniano. Representantes dos dois países chegaram a se encontrar na última sexta-feira (6), em uma "atmosfera muito positiva", segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. “Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, disse Araqchi à TV estatal iraniana, acrescentando que as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas decidiremos posteriormente sobre as modalidades e o cronograma”. Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt, apesar de as incertezas geopolíticas terem provocado o sobe e desce no curto prazo, ainda não está claro se elas vão afetar a oferta de petróleo no futuro. “O preço do petróleo já vinha em trajetória de baixa. Mas é normal que as notícias tragam oscilações”, diz. Sem pânico Apesar das tensões geopolíticas, analistas acreditam que a dinâmica de oferta e demanda ainda prevalece nas análises do mercado. E a oferta segue elevada. “O mercado tem uma expectativa de baixa para os preços do petróleo. Há um consenso de que os balanços de oferta e demanda para 2026 indicam excesso de oferta”, diz o responsável pela cobertura de óleo e gás da XP, Régis Cardoso. O especialista acrescenta que a situação envolvendo o Irã aumenta o risco para produtores que dependem do Estreito de Ormuz, mas ressalta que esse risco já está incorporado aos preços. Mesmo que algo aconteça, o impacto tende a ser limitado. "Isso ainda é uma discussão sobre riscos futuros. O que aconteceu até o momento não teve efeito sobre os balanços de oferta e demanda do mercado", completa. No caso da Venezuela, mesmo que os EUA passem a controlar as vendas de petróleo do país, os efeitos tendem a ser apenas de curto prazo. Como mostrou o g1, seriam necessários investimentos bilionários das petroleiras e um aumento consistente da produção para que houvesse mudanças duradouras. Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), lembra ainda que o tipo de petróleo produzido na Venezuela é mais pesado e mais difícil de processar. “Algumas refinarias conseguem processar, mas isso exige tecnologia e conhecimento técnico. E essa é uma capacidade que a Venezuela hoje não tem”, diz. Segundo estudos do IBP, seriam necessários cerca de dois anos para iniciar projetos de retomada da produção no país e pelo menos oito anos para recuperar os níveis que a Venezuela já teve no passado — o país chegou a produzir mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia nos anos 1970. E o Brasil? Caso os preços do petróleo realmente fiquem entre US$ 60 e US$ 65 neste ano, o Brasil encara dois efeitos principais. 1️⃣ Por um lado, uma parte relevante das contas públicas depende do petróleo. Quando o preço cai, a arrecadação também diminui. Isso afeta: Royalties e participações especiais: quanto menor o preço do barril no mercado internacional, menor é a arrecadação para a União, os estados e os municípios produtores; Dividendos da Petrobras: preços mais baixos reduzem os lucros da empresa e, consequentemente, os dividendos distribuídos. Isso afeta o governo, acionista controlador. Além disso, preços mais baixos tendem a reduzir o número de projetos das petroleiras, já que o retorno deixa de compensar o volume de investimento necessário. 2️⃣ Em contrapartida, preços mais baixos ajudam a conter a inflação ao reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis. 🤔 Mas, se os preços do petróleo estão mais baixos, por que a gasolina continua cara? Segundo especialistas consultados pelo g1, parte da explicação está na política de preços da Petrobras. “A Petrobras tem buscado reduzir a volatilidade nos preços da gasolina e do diesel, e por isso existe a impressão de que a queda dos preços não se reflete na bomba”, explica Cardoso, da XP. Ele acrescenta que o preço final pago pelo consumidor depende de vários fatores, e não apenas do preço do petróleo. “De modo geral, os preços da Petrobras têm oscilado em torno da paridade com o preço internacional”, afirma. No fim de janeiro, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,14 no preço médio da gasolina A, após três meses sem alterações. A última mudança havia sido anunciada em outubro de 2025. Segundo a companhia, os preços praticados pela empresa representam apenas um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos. Exploração de petróleo em Sergipe Agência Sergipe

Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. Jeenah Moon/Reuters Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software. As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda. “O mercado entende que a aposta na expansão da IA — e a forma como esses ganhos foram antecipados por muitos anos — ficou cara demais”, disse à agência Reuters Andrew Wells, diretor de investimentos da SanJac Alpha, em Houston. “Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios. A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020. O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro. “Manchetes que, no auge do otimismo com a IA, teriam levado as ações a novos recordes agora estão sendo interpretadas com muito mais cautela pelos investidores”, disse à Reuters Carlota Estragues Lopez, estrategista de ações da St. James’s Place, em Londres. “Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado”, acrescentou. Impacto sobre empresas de análise de dados Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic. As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas. A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período. A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado. O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia. A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis. “Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado", disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown. "Mas isso não foi suficiente para desviar a atenção do mercado de seus planos elevados de investimento”, concluiu. Drones de guerra, robôs humanoides e disputa EUA x China: confira retrospectiva dos avanços da Inteligência Artificial em 2025

Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno Berço de grifes como Prada e Dolce & Gabbana, Milão é acostumada a ditar tendências nas passarelas. Nas próximas semanas, porém, o cenário muda. A cidade italiana será palco da edição de 2026 dos Jogos Olímpicos de Inverno, em uma combinação de alta costura e performance. É nesse cruzamento entre dois mundos que marcas disputam visibilidade, assinam uniformes e reforçam suas imagens ao lado das potências do gelo. Mas, em meio a estratégias previsíveis, uma marca decidiu fugir do roteiro. Enquanto nomes tradicionais apostam em delegações consagradas, a Moncler escolheu um caminho diferente: associar-se a atletas brasileiros e, ao mesmo tempo, reposicionar sua identidade no universo da alta performance. O nome no centro dessa estratégia é Lucas Pinheiro Braathen. Nascido na Noruega, filho de mãe brasileira, foi considerado uma das maiores promessas do esqui alpino até 2023. Marca de luxo descarta equipes consagradas para patrocinar Brasil em Olimpíadas de Inverno Moncler/ Divulgação Na época, Braathen surpreendeu ao anunciar uma aposentadoria precoce, em meio a conflitos com a federação norueguesa e restrições a contratos de patrocínio. Após um ano afastado das competições, decidiu voltar ao circuito — mas representando o Brasil. Braathen passou parte da infância no Brasil, fala português, tem familiares por aqui e costuma citar a cultura brasileira como parte essencial de sua identidade. Agora, carrega a possibilidade de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história brasileira. Hoje, Braathen ocupa a vice-liderança do ranking da Copa do Mundo no slalom e no slalom gigante — justamente as duas provas que disputará nos Jogos de Milão-Cortina, entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Essa narrativa, que atravessa continentes e rompe padrões tradicionais do esporte, foi um dos elementos que aproximou o atleta da Moncler. ⚠️ Mas a escolha não se explica apenas pelo atleta. Ela está diretamente ligada à estratégia da marca. Braathen é patrocinado pela Moncler Grenoble, linha de alta performance da grife, voltada ao universo do esporte e da montanha. Mais do que uma coleção, a Grenoble representa a tentativa da Moncler de reafirmar sua identidade em um mercado dominado por marcas especializadas em performance. O nome não é casual. Grenoble foi a cidade francesa que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968 — a última edição em que a Moncler esteve associada de forma direta ao evento. Ao resgatar essa herança, a marca busca reconectar passado e futuro. Para Victor Dellorto, especialista em marketing e CEO da Deskfy, o desempenho de Braathen reforça o valor simbólico da escolha. "A história de Lucas é, por si só, um ativo estratégico. Ele combina performance real com uma narrativa cultural potente, algo que marcas de luxo buscam cada vez mais", afirma. Moncler, marca de luxo italiana, escolheu patrocinar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 Moncler/ Divulgação Nesse contexto, a história de Braathen se torna um ativo simbólico. Não se trata apenas de apoiar um atleta, mas de associar a linha Grenoble a uma trajetória que combina reinvenção e identidade — valores que dialogam com o posicionamento da marca. “Hoje, as marcas não disputam apenas medalhas, mas significado”, diz Dellorto. “Narrativas autênticas geram vínculo, diferenciação e memória de marca.” Além do patrocínio ao esquiador, a Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira. Os trajes incluem referências sutis à identidade nacional, como estrelas inspiradas na bandeira incorporadas ao design técnico dos macacões usados nas provas. A estratégia reforça um movimento crescente no mercado de luxo: a valorização de histórias que dialogam com autenticidade, não apenas com medalhas. Para Marcos Henrique Bedendo, especialista em branding, a escolha pode ter sido menos ideológica e mais pragmática. “Talvez não exista um aceno ao Brasil. A Moncler pode ter identificado uma oportunidade rara: um atleta competitivo, com potencial de medalha, disponível em uma delegação menos disputada por patrocinadores”, afirma. Riscos A decisão de apostar em um atleta brasileiro não é isenta de riscos. O Brasil não tem tradição em esportes de inverno, e o desempenho competitivo pode não render tanta exposição quanto apoiar atletas de países que lideram os quadros de medalhas. A visibilidade garantida por pódios e transmissões tende a ser mais limitada, pontua Bedendo. Ainda assim, o risco pode ser menor do que parece. Segundo Dellorto, a aposta vai além do esporte. "Mesmo que o resultado não venha, a Moncler já ganha por demonstrar sensibilidade cultural e proximidade com o público brasileiro", afirma. Moncler também assina os uniformes da equipe brasileira Moncler/ Divulgação Ao vincular sua imagem a uma trajetória improvável, multicultural e fora do eixo tradicional, a Moncler se diferencia em um cenário no qual muitas marcas disputam os mesmos territórios narrativos. Bedendo acrescenta outra camada à análise: o custo-benefício. “Patrocinar seleções tradicionais é caro e disputado. Ao apostar no Brasil, a marca pode ter conquistado exposição global e o direito de assinar um uniforme olímpico com investimento menor”, diz. E, em um mercado em que diferenciação pesa tanto quanto performance, essa estratégia pode render resultados de longo prazo. O Brasil, além disso, é um mercado estratégico: grande, em expansão e com crescente apetite pelo consumo premium. Associar-se a um atleta brasileiro em um evento global reforça a presença da marca na região e cria pontes com públicos ainda pouco explorados. Ou seja, o caso evidencia uma mudança no branding esportivo: cada vez mais, marcas buscam histórias capazes de gerar identificação e conversa, não apenas troféus. No caso de Braathen, há identidade dupla, reinvenção e uma trajetória que desafia padrões — elementos atraentes para uma marca posicionada entre a moda e a alta performance. Se Braathen conquistar uma medalha, o feito será histórico para o Brasil e ampliará o impacto da estratégia da Moncler, completa Bedendo. Mas, mesmo sem pódio, a marca já ocupa um espaço singular: o de quem escolheu contar uma história diferente. Ou, como sugerem os especialistas, de quem soube explorar uma oportunidade rara entre narrativa, performance e mercado. E, em um cenário como o dos Jogos Olímpicos de Inverno, em que tantas marcas apostam nas mesmas potências, às vezes a narrativa mais forte nasce justamente da escolha menos óbvia.

Will Lewis, editor e CEO do The Washington Post, posa para um retrato em Washington, domingo, 5 de novembro de 2023. Matt McClain/The Washington Post via AP O editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, disse no sábado (7) que está deixando o cargo, encerrando um período conturbado três dias depois de o jornal anunciar a demissão de um terço de sua equipe. Lewis anunciou sua saída em um e-mail de dois parágrafos enviado aos funcionários, afirmando que, após dois anos de transformação, “agora é o momento certo para eu me afastar”. O diretor financeiro do Post, Jeff D’Onofrio, foi nomeado editor-executivo interino. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nem Lewis nem o bilionário dono do jornal, Jeff Bezos, participaram da reunião com funcionários que anunciou as demissões na quarta-feira (4). Embora esperados, os cortes foram mais profundos do que o previsto e resultaram no fechamento da renomada editoria de esportes do Post, na eliminação da equipe de fotografia e em fortes reduções no pessoal responsável pela cobertura de Washington metropolitana e do exterior. Esses cortes se somam a uma saída generalizada de profissionais nos últimos anos no jornal, que perdeu dezenas de milhares de assinantes após a decisão de Bezos, no fim da campanha presidencial de 2024, de recuar de um endosso planejado a Kamala Harris, além de uma posterior mudança da seção de opinião para uma linha mais conservadora. Martin Baron, primeiro editor do Post sob o comando de Bezos, criticou o antigo chefe nesta semana por tentar agradar o presidente Donald Trump e classificou o que ocorreu no jornal como “um estudo de caso de destruição de marca quase instantânea e autoinfligida”. Um manifestante segura um recorte de papelão com o rosto de Jeff Bezos em frente à agência do Washington Post após uma demissão em massa, na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em Washington. AP/Allison Robbert Nascido no Reino Unido, Lewis foi um alto executivo do The Wall Street Journal antes de assumir o Post em janeiro de 2024. Seu período no cargo foi turbulento desde o início, marcado por demissões e por um plano de reorganização fracassado que levou à saída da então editora-chefe Sally Buzbee. A escolha inicial de Lewis para substituir Buzbee, Robert Winnett, desistiu do cargo após surgirem questionamentos éticos sobre ações dele e de Lewis quando trabalhavam na Inglaterra — incluindo o pagamento por informações que renderam grandes reportagens, prática considerada antiética no jornalismo americano. O atual editor-executivo, Matt Murray, assumiu pouco depois. Lewis também não conquistou a simpatia dos jornalistas do Post ao falar de forma direta sobre o trabalho deles, chegando a afirmar, em uma reunião, que mudanças eram necessárias porque poucas pessoas estavam lendo suas matérias. As demissões desta semana levaram a pedidos para que Bezos aumente seus investimentos no jornal ou o venda a alguém que tenha um papel mais ativo. Em sua nota, Lewis elogiou Bezos: “A instituição não poderia ter tido um dono melhor”, afirmou. “Durante meu mandato, decisões difíceis foram tomadas para garantir um futuro sustentável para o Post, para que ele possa, por muitos anos, publicar jornalismo de alta qualidade e apartidário para milhões de leitores todos os dias”, disse Lewis. O Washington Post Guild, sindicato que representa os funcionários, afirmou que a saída de Lewis demorou a acontecer. “Seu legado será a tentativa de destruição de uma grande instituição do jornalismo americano”, disse o sindicato em nota. “Mas ainda dá tempo de salvar o Post. Jeff Bezos deve reverter imediatamente essas demissões ou vender o jornal a alguém disposto a investir em seu futuro.” Bezos não mencionou Lewis em comunicado no qual afirmou que D’Onofrio e sua equipe estão posicionados para levar o Post a “um próximo capítulo empolgante e próspero”. “O Post tem uma missão jornalística essencial e uma oportunidade extraordinária”, disse Bezos. “Todos os dias, nossos leitores nos dão um roteiro para o sucesso. Os dados nos dizem o que é valioso e onde focar.” D’Onofrio, que entrou no jornal em junho passado após passagens pela empresa de gestão de anúncios digitais Raptive, pelo Google, pela Zagat e pela Major League Baseball, disse em mensagem à equipe que “estamos encerrando uma semana difícil de mudanças com mais mudanças”. “Este é um momento desafiador para todas as organizações de mídia, e o Post infelizmente não é exceção”, escreveu. “Tive o privilégio de ajudar a traçar o rumo tanto de empresas disruptivas quanto de instituições culturais tradicionais. Todas enfrentaram ventos econômicos contrários em setores em transformação, e estivemos à altura desses momentos. Não tenho dúvida de que faremos o mesmo, juntos.” Polícia americana faz busca e apreensão em casa de jornalista do Washington Post

Quando o mercado de trabalho aquece, a relação entre empresas e empregados muda. No cenário atual do Brasil, o trabalhador passa a ter mais espaço para negociar salários e benefícios. É o que explica Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE. "Esse desequilíbrio [na relação entre empregado e empregador] reduz um pouco. Quando a gente chega nesse momento de um mercado de trabalho mais aquecido, quem ganha poder de barganha é o próprio trabalhador, porque ele acaba vendo que é uma mão de obra escassa, que está com um pouco mais de poder." "Então, se ele trabalha em um determinado local e abre uma vaga, da mesma vaga, da mesma atuação, numa empresa vizinha, vamos dizer assim, ele pode negociar um salário mais alto, ele pode negociar mais benefícios. Então, isso faz com que o trabalhador tenha um poder de escolha maior." Tobler falou em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (5). Ouça, no player acima, a partir de 16:42. Segundo o economista, quando as empresas falam em aumentar benefícios, a mudança vai além de vale-transporte e vale-alimentação, e incluem, muitas vezes, mudança de carga horária - e, claro, remuneração. "A gente vê alguns dos setores que têm essas escalas mais elevadas, como a gente pode citar aqui, por exemplo, o setor do supermercado, foi um dos que mais subiu o salário de admissão nesse ano de 2025." Ouça a íntegra do episódio aqui. O que você precisa saber: Falta de mão de obra faz empresas oferecerem mais benefícios para atrair funcionários IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025 Mais equilíbrio entre empregado e empregador O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil

A 60ª edição do Super Bowl acontece neste domingo (8) e marca o encerramento da temporada da NFL. Além da disputa entre Seattle Seahawks e New England Patriots, o evento também se destaca fora do gramado. Ano após ano, o jogo consolida sua posição como o espaço publicitário mais valioso da televisão americana. Em 2026, os anúncios de 30 segundos renderam, em média, cerca de US$ 8 milhões, com alguns contratos ultrapassando a marca de US$ 10 milhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a NBC, emissora responsável pela transmissão do Super Bowl LX, todos os espaços comerciais disponíveis durante a partida foram vendidos ainda no terceiro trimestre do ano passado. O resultado reforça uma tendência observada em edições recentes: a antecipação das negociações e a intensificação da disputa por inserções nos intervalos do jogo mais assistido dos Estados Unidos. Para Peter Lazarus, vice-presidente executivo de publicidade e parcerias esportivas e olímpicas da NBC Universal, os números refletem a combinação entre amplo alcance de público e alto nível de engajamento concentrado em poucas horas de transmissão. “O Super Bowl continua sendo um dos raros momentos em que marcas conseguem falar, ao mesmo tempo, com dezenas de milhões de pessoas”, afirmou o executivo, em comunicado divulgado pela emissora. 📺 Além da TV aberta, o Super Bowl deste ano também será exibido em plataformas de streaming acessíveis ao público brasileiro, como YouTube TV e NFL+, além de serviços como Peacock, Hulu + Live TV e Tubi. 📺 No Brasil, a TV Globo transmite os melhores momentos depois do BBB 26. O sportv e a getv transmitem ao vivo. Trump acompanha o Super Bowl 2025, em Nova Orleans, nos EUA. Kevin Lamarque/Reuters Bad Bunny fala sobre show no intervalo do Super Bowl: 'Fazendo o que eu amo' Por que o Super Bowl atrai tantos anunciantes? A forte demanda por publicidade está diretamente ligada ao tamanho da audiência do evento. 📊 Em 2025, o Super Bowl registrou um recorde de 127,7 milhões de telespectadores nos EUA, somando TV e streaming, segundo dados da Nielsen, com pico de 137,7 milhões durante o segundo quarto da partida. 🏈 No ano anterior, mais de 123 milhões de pessoas acompanharam o jogo, o que ajuda a explicar o interesse de anunciantes de diferentes setores em associar suas marcas ao evento. Nos dias que antecedem a partida, parte dos anúncios costuma ser divulgada de forma parcial. As marcas liberam teasers com cenas curtas, pistas sobre o enredo ou a participação de celebridades, mas mantêm o conteúdo completo sob sigilo até a exibição oficial durante os intervalos. A estratégia alimenta a expectativa do público e transforma os comerciais em um elemento central do espetáculo. Veja os comerciais do Super Bowl de 2026 que já foram divulgados Pringles Dove Kinder Bueno Pepsi Hellmann’s Squarespace Toyota Grubhub Google Budweiser Uber Eats Oakley Meta Bosch RITZ Crackers Pokemon

G1 | Loterias - Mega-Sena 2970 O sorteio do concurso 2.970 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 22 – 32 – 37 – 41 – 42 – 59. 5 acertos - 22 apostas ganhadoras: R$ 103.128,37 4 acertos - 2.828 apostas ganhadoras: R$ 1.322,42 O próximo sorteio da Mega será realizado na terça-feira (10). Mega-Sena, concurso 2.970 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
Aplicativos de bancos apresentam instabilidade por cerca de duas horas e geram reclamações nas redes

Apps de bancos apresentaram instabilidade e geraram reclamações neste sábado Clientes de diversos bancos relataram dificuldades para acessar aplicativos e realizar operações entre a manhã e início da tarde deste sábado (7). As falhas perduraram por cerca de duas horas — a maior parte dos serviços começou a voltar ao normal a partir das 13h30. Segundo o site Downdetector, que monitora a instabilidade de serviços digitais, foram registradas mais de 10 mil reclamações envolvendo instituições como Itaú, Santander, Nubank, Banco Inter, C6 Bank, PicPay, Banco do Brasil e Bradesco. O banco Inter disse que houve instabilidade em serviços de computação em nuvem, e o C6 Bank disse que a função Pix ficou indisponível temporariamente por conta de uma falha em um fornecedor externo. As reclamações sobre falhas nos serviços dos bancos aconteceram junto com notificações de erros no serviço de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), que confirmou ter registrado instabilidade entre 11h36 e 12h09 (horário de Brasília). Novas regras que aumentam segurança do Pix entram em vigor em fevereiro Reprodução/TV Globo "Experimentamos problemas intermitentes de conectividade de rede entre duas Zonas de Disponibilidade na Região SA-EAST-1 [em São Paulo]", disse a AWS. "O problema foi resolvido e todos os serviços estão operando normalmente". O g1 procurou o Banco Central, o qual afirma que seus sistemas estão operando normalmente. Os outros bancos e fintechs também foram questionados, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. As notificações de erro se concentraram entre as 11h30 e 13h30 e incluem relatos de falhas no login, lentidão e indisponibilidade de serviços, o que gerou uma onda de críticas nas redes sociais. As primeiras reclamações começaram a surgir por volta das 11h30, quando usuários passaram a relatar dificuldades para acessar os aplicativos e realizar transações no internet banking, especialmente via Pix. Em nota, o C6 Bank afirmou que o aplicativo da instituição funciona normalmente no momento. Segundo o banco, a função Pix ficou indisponível entre 11h45 e 13h10 devido a uma falha em um fornecedor externo, que impactou diversas instituições financeiras. Já o Inter informou que, após instabilidades em serviços de infraestrutura em nuvem que afetaram o mercado, o aplicativo da instituição está plenamente disponível e que todos os serviços já foram normalizados para os clientes. Captura de tela mostra erro ao acessar os aplicativos do Itaú e Santander Reprodução Veja as reclamações dos clientes nas redes sociais: Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos nas redes sociais Reprodução/X Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos Reprodução/Dowdetector Usuários relatam instabilidade em aplicativos de bancos Reprodução/Dowdetector Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Uma plataforma sul-coreana de câmbio de criptomoedas pediu desculpas neste sábado (7) após transferir por engano mais de US$ 40 bilhões (R$ 209 bilhões) em bitcoins para seus usuários, o que provocou uma breve onda de vendas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Bithumb afirmou que enviou acidentalmente um total de 620.000 bitcoins, pelo qual bloqueou as operações e os saques dos 695 usuários afetados durante 35 minutos após a falha ocorrida na sexta-feira. Segundo a imprensa local, a plataforma pretendia enviar cerca de 2.000 wons (US$ 1,37 ou R$ 7,15, na cotação atual) a cada cliente como parte de uma promoção, mas transferiu por engano aproximadamente 2.000 bitcoins por usuário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados aos nossos clientes devido à confusão ocorrida durante o processo de distribuição deste evento (promocional)", disse a empresa em um comunicado publicado neste sábado. A plataforma afirmou que recuperou 99,7% dos bitcoins enviados por engano e que utilizaria seus próprios ativos para cobrir integralmente o montante perdido no incidente. Admitiu, ainda, que a falha provocou brevemente uma "forte volatilidade" nos preços desta criptomoeda na plataforma, visto que alguns destinatários venderam os tokens, e acrescentou que a situação foi controlada em cinco minutos. A Bithumb enfatizou que o incidente "não estava relacionado a ataques cibernéticos externos ou a violações de segurança". O bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, despencou nesta semana e apagou os ganhos provocados pela vitória eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2024.

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai analisar na próxima quarta-feira (11) uma representação do Ministério Público junto à Corte que solicita o envio de alerta ao Senado Federal sobre a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A informação consta no processo. Com isso, os ministros do tribunal vão analisar se a representação pode ser objeto de apuração ou se arquivam. No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica. A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendem a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Isso porque, apontam, que seria uma indicação em aceno ao Centrão e que o Lobo já tomou decisões polêmicas, como no caso do banco Master. 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários, que inclui ações, debêntures, fundos de investimento e outros ativos financeiros. À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e responsabilidades do cargo. O nome do indicado ainda será submetido a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) CVM/Reprodução Redes Sociais

De resto de açougue a iguaria , pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil "Eu acho engraçado que quando os meus pais vieram para o Brasil, em 1998, o pé de galinha era dado de graça no açougue. Tinha muita sobra, minha mãe pegava um monte". A lembrança é da chef Jiang Pu, hoje moradora da zona sul da cidade de São Paulo, onde já chegou a pagar R$ 14 pelo quilo do pé de galinha, muito tradicional e valorizado na cultura alimentar de sua família. No atacado, o produto tem saído mais em conta. Em 2026, o preço médio praticado no estado chegou a R$ 5,75. Ainda assim, o valor é 41,3% mais alto que a média registrada em 2020, início da série histórica levantada pelo analista Fernando Iglesias, do Safras & Mercado. A valorização reflete um dos efeitos que a abertura comercial da China teve sobre a indústria brasileira, há mais de duas décadas. Em 2009, o país asiático autorizou o Brasil a exportar carne de frango e, desde então, o que antes era resto para açougues e frigoríficos virou um negócio lucrativo, conta Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Só no ano passado, a indústria nacional faturou US$ 221 milhões com a venda do pé de galinha para a China, principal comprador do miúdo, segundo o Ministério da Agricultura. O valor representou um aumento de 9,5% em relação às vendas de 2024. "A China é o mercado que melhor remunera o pé de galinha, pagando cerca de US$ 3 mil por tonelada", diz Santin. A África do Sul, segunda maior compradora do produto brasileiro, paga em média US$ 2 mil pela tonelada. Apesar de importar bem menos que a China, o país mais que quadriplicou as compras em 2025, na comparação com 2024, atingindo US$ 49 milhões. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Mas a valorização do pé de galinha não tem a ver só com a exportação. O aumento de preço também é explicado pelo crescimento da indústria pet no Brasil, que usa o pé de frango para produzir farinhas de ração animal, destaca Santin. "O pé de galinha que não é exportado, é destinado principalmente à indústria pet", diz. Pé de galinha como snack na China Pés de frango embalados a vácuo e prontos para consumo. Haikou, Hainan, China. Anna Frodesiak No país asiático, o pé de galinha é bastante apreciado na forma de petisco, como um "snack" para enganar a fome e "passar o tempo", cumprindo um papel semelhante ao do amendoim para um brasileiro. "Você come o pé de galinha chupando, roendo ele, então demora um pouquinho. É para quando está com vontade de mastigar alguma coisa", conta Jiang. Na China, o produto já é vendido embalado e temperado, em pacotes individuais, e pode ser encontrado com facilidade em lojas de rua, como rotisseries, e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers. Em reuniões familiares, Jiang prefere usar o pé de galinha como entrada, geralmente em saladas. “Ele nunca é servido como prato principal. Não é um alimento que sustente uma refeição”, explica a consultora, que ficou nacionalmente conhecida durante a sua participação no MasterChef Brasil, em 2015. Para prepará-lo, ela retira todos os ossos e mantém apenas a pele. “A textura fica crocante, lembra um pouco pele de porco”, compara. Além do consumo direto, o pé de galinha também é usado na culinária chinesa para engrossar caldos. Rico em colágeno, ele ajuda a dar textura mais densa e gelatinosa às sopas, que depois podem servir de base para outros preparos. Além da China, o pé de galinha também é consumido em outras regiões da Ásia, como Hong Kong, Vietnã, Coreia do Sul e Filipinas — destinos para os quais o Brasil exporta volumes bem menores em comparação ao mercado chinês. A criatividade da cozinha sul-africana Imagem do prato sul-africano Maotwana. Picknpay/Reprodução/Instagram Na África, o Brasil também exporta pé de galinha para Libéria, Serra Leoa, Moçambique e Guiné, mas o principal mercado é mesmo a África do Sul. No país, o pé de galinha é protagonista em diversos pratos, como no “walkie-talkie”, nome que faz referência às partes do frango usadas na receita: o pé, associado ao verbo inglês walk (andar), e a cabeça, ligada a talk (falar). No país, ele também pode ser encontrado pelos nomes "runaway" ou "Maotwana". "Diferente da China, onde o pé é apreciado na textura crocante, na África do Sul ele é bem cozidinho e ensopado, lembra o ensopado mineiro", conta Mariana Bahia, representante da Câmara de Comércio Brasil - África do Sul. Cozinha de resistência Os walkie-talkies, como muitos pratos populares da culinária da África do Sul, estão ligados ao período colonial. O país foi invadido pelos holandeses em 1652 e, mais tarde, no século 19, colonizado pelos britânicos. "Devido à segregação, a população negra não tinha acesso aos cortes de carne considerados 'nobres'. Então eles desenvolveram uma série de possibilidades para o uso de miúdos na cozinha, como pé e pescoço. É uma culinária muito criativa", diz Mariana. "Os pratos são bem caprichados e temperados, com muitas especiarias como curry, páprica moída, cúrcuma e gengibre", acrescenta. No país, os pés de galinhas também são servidos com o "pap", uma polenta de milho, que funciona como base de carboidrato para acompanhar carnes e miúdos. Ela destaca que, em todo o continente africano, é comum que as pessoas consumam todas as partes de um animal devido às "dificuldades históricas de acesso a alimentos." Essa prática também está na base da cultura chinesa, diz Jiang. "A China é um país com uma longa história, atravessada por muitas guerras e desastres naturais. Isso forçou as pessoas a fazerem o melhor possível com o que tinham, aprendendo a aproveitar frutas, legumes e carnes de forma integral", conta Jiang. De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil. Hayley Ryczek Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia

Diretora do BRB recomendou atenção à liquidez do Master 4 dias antes de tentativa de compra Como o g1 mostrou na nesta semana, alguns clientes que contrataram empréstimos ou serviços financeiros no Will Bank ou no Banco Master encontraram dívidas registradas como ativas ou em atraso nos sistemas do Banco Central. Os relatos apontam o Banco de Brasília (BRB) como responsável pelos registros, em casos de dívidas que já foram quitadas junto ao Master ou ao Will Bank e até de débitos que nunca existiram, de clientes que nunca tiveram conta no banco brasiliense. Os clientes perceberam a situação ao consultar o Registrato, sistema do BC que permite acessar relatórios com informações pessoais ou de empresas. Esses documentos reúnem dados que bancos e instituições financeiras compartilham com o Banco Central. O BC já vinha acompanhando indícios de irregularidades na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB. Entre os indícios de fraudes está a ausência de transferências bancárias comprovando que as pessoas de fato pegaram o empréstimo. Com isso, empréstimos que não foram contratados podem aparecer como ativos no sistema de informações do Banco Central. Segundo apuração da TV Globo, 40 mil pessoas estão nessa situação. 🔎 ACONTECEU COM VOCÊ? MANDE O SEU RELATO PARA A REPORTAGEM DO G1 Nesta reportagem, o g1 te explica mais sobre o caso e mostra como consultar seu nome. Veja abaixo: Por que essas dívidas apareceram? Como os contratos do Will Bank e do Master foram parar no BRB? Como saber se eu fui afetado? Como faço para acessar o Registrato? Tenho uma dívida indevida ou inexistente registrada no meu nome, e agora? Veja a nota do BRB na íntegra Por que essas dívidas apareceram? Segundo o BRB, após a liquidação do Will Bank, o banco “deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas”. O banco também afirmou que, pelas regras, a instituição que concedeu os empréstimos ou serviços é responsável por acompanhar os pagamentos e repassar os valores correspondentes ao BRB. “Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante, de modo que o BRB ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem”, informou o BRB em nota. Veja a nota do BRB na íntegra ao final desta reportagem. O g1 tentou contato com Eduardo Bianchini, liquidante nomeado pelo Banco Central para o Will Bank e o Banco Master, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Volte ao menu. Relembre a tentativa do BRB de comprar do Banco Master: Relembre a tentativa do BRB de comprar o Banco Master Como os contratos do Will Bank e do Master foram parar no BRB? O vínculo se deu porque o BRB vinha comprando carteiras de crédito do Master desde 2024 e chegou a anunciar um acordo para comprar o banco em março de 2025, em uma operação estimada em R$ 2 bilhões. A transação, no entanto, foi vetada pelo Banco Central em setembro. Após a liquidação extrajudicial do Master, uma operação da Polícia Federal passou a investigar um suposto esquema de fraudes bilionárias do banco de Daniel Vorcaro, em que o BRB teria comprado R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixa qualidade, pertencentes ao Master e sem garantia financeira. Como compensação pelas carteiras problemáticas vendidas anteriormente, o Master transferiu novas carteiras ao banco brasiliense. Nelas, parte dos empréstimos teria sido originada pelo Will Bank. É daí que, supostamente, teriam surgido os dados dos clientes que estão sendo notificados pelo BRB sobre essas dívidas. Volte ao menu. Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1 Como saber se eu fui afetado? Qualquer pessoa pode acessar o Registrato do Banco Central usando o CPF para consultar suas informações financeiras. Pelo sistema, é possível saber quais empréstimos existem em seu nome, em quais bancos você tem conta, quais chaves PIX estão cadastradas, além de registros de cheques sem fundos e de operações de compra ou venda de moeda estrangeira feitas em seu nome. Além disso, é possível verificar se você tem valores a receber e acompanhar pedidos de informação, reclamações e registros feitos nas ouvidorias do Banco Central. Empresas também podem acessar as informações vinculadas ao seu CNPJ. Volte ao menu. Como faço para acessar o Registrato? Para acessar o sistema e fazer a consulta, é preciso entrar com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada. Não é possível acessar o Registrato sem uma conta gov.br. SAIBA MAIS: Veja como abrir uma conta gov.br A conta gov.br precisa estar em níveis mais altos porque eles indicam que a identidade do usuário foi verificada com mais segurança — e o Registrato reúne dados financeiros sigilosos. Veja o passo a passo: Faça login no sistema com a conta gov.br com a verificação em duas etapas habilitadas; Clique na opção "Empréstimos e Financiamentos (SCR)"; Selecione a opção "Solicitar novo relatório"; Escolha a opção para visualizar o relatório resumido, baixar o documento ou recebê-lo por email; O documento contará com todas as informações de dívidas abertas ou vencidas contratados. Volte ao menu. Tenho uma dívida indevida ou inexistente registrada no meu nome, e agora? De acordo com especialistas consultados pelo g1, a orientação é que o consumidor entre em contato com a instituição e solicite, por escrito, o contrato, o valor atualizado, quem está fazendo a cobrança e de qual banco veio a dívida. “Se não há contrato, trata-se de uma cobrança indevida. Nesses casos, o consumidor deve formalizar a reclamação junto à instituição, gerar um protocolo e exigir a interrupção da cobrança”, diz Pedro Ramunno, professor de direito empresarial do Mackenzie. Se a situação não for resolvida, o ideal é que o consumidor registre reclamações em órgãos competentes — como Procon e Consumidor.gov — e, se necessário, avalie recorrer à Justiça. “Pode ser que a situação seja regularizada com o tempo, mas isso pode demorar ou nem acontecer. Nesses casos, o consumidor pode ter que recorrer à Justiça, seja por meio do Juizado Especial ou da Justiça comum”, completa Gustavo Kloh, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito do Rio de Janeiro. Volte ao menu. Veja a nota do BRB na íntegra O BRB informa que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB. Após a liquidação, esse fluxo não foi retomado ainda pelo liquidante de modo que o Banco ainda não dispõe de informações suficientes para a baixa das operações. Por essa razão, alguns contratos apareceram como ativos ou inadimplentes no Sistema de Informações de Créditos (SCR), mesmo já tendo sido pagos no banco de origem. O BRB realizou conciliações internas e encaminhou comunicados ao liquidante solicitando a retomada do processo, por parte dele. O Banco destaca, ainda, que a compra das carteiras seguiu todas as regras e contratos, e lembra que toda operação de crédito é registrada no SCR. O Banco segue atuando junto ao liquidante para normalizar a situação, tomando medidas internas e está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação. Seguimos acompanhando o tema de perto e cobrando os responsáveis pelo envio das informações para que a normalização ocorra no menor prazo possível. Volte ao menu. Banco Central do Brasil (BC) Marcello Casal/Agência Brasil

Começam a valer novas regras do PIX para combater fraudes O Banco Central (BC) registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025. Um recorde. O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões. A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências. O Banco Central também prevê novidades no principal meio de pagamento dos brasileiros para 2026 (veja mais abaixo nessa reportagem). Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta. "É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião. Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do PIX pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro. “Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado. Evolução nos últimos anos Reconhecido internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Entre elas: 📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente. 💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos. 📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira. 📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital. 🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos. 🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular. Golpes, fraudes e a corrida pela segurança A evolução do sistema de pagamentos também trouxe a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de segurança da ferramenta. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX. Uma das medidas mais recentes é a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo a abertura de contas com identidades falsas. "O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento", afirmou o diretor do BC, Renato Gomes. ➡️Mais recentemente, o BC passou a exigir que os bancos sigam novas regras para viabilizar a restituição de recursos em casos de fraude e de falha operacional. Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio. Novidades em estudo ➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano. Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico. ➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central: PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. A ideia é interligar sistemas de pagamento instantâneos. PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A ideia é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX - possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis. PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G. ➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. 💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido. Divulgação

Número de auditores-fiscais do Trabalho é insuficiente no Brasil Em dezembro do ano passado, 829 novos Auditores-fiscais do Trabalho (AFT) tomaram posse após aprovação na primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Com isso, o efetivo da carreira passou de aproximadamente 1,8 mil para cerca de 2,7 mil profissionais, o maior número registrado nos últimos 10 anos. Apesar do reforço, o número de AFTs ainda é considerado insuficiente. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já indicou, em seus estudos, parâmetros de referência para a proporção de inspetores em relação ao número de trabalhadores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Considerando que a população economicamente ativa brasileira, que ultrapassa 108 milhões de pessoas, estimativas da OIT indicam que o país deveria contar com ao menos 5,5 mil Auditores-fiscais do Trabalho em atividade. No entanto, o país nunca chegou a esse número. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), a carreira dispõe atualmente de 3,6 mil cargos. Somados aos 1,8 mil anteriores, a primeira edição do CNU previa 900 vagas imediatas e outras 900 para cadastro de reserva. Mesmo que a reserva fosse empossada, o déficit seria de mais de 2,7 mil servidores, pelos critérios da OIT. Dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal, mostram que o maior patamar histórico de Auditores-Fiscais do Trabalho em atividade foi registrado em 1996, quando o país contava com 3.423 servidores na carreira — resultado das convocações do concurso realizado em 1994. Desde então, o quadro encolheu sem reposição suficiente. Hoje, o Brasil tem o menor número de Auditores-Fiscais do Trabalho em pelo menos 30 anos, o que compromete a fiscalização e o combate a violações como trabalho escravo e infantil. Efetivo de Auditores-Fiscais do Trabalho dos últimos 35 anos Arte g1/Dhara Pereira O primeiro CNU empossou apenas 829 auditores porque os demais foram reprovados no curso de formação, eliminados por irregularidades ou desistiram do cargo por motivos pessoais. De acordo com a lista de espera do CNU 2024, o cadastro reserva reúne cerca de 1.770 candidatos. Com isso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) terá de convocar cerca de 70 candidatos remanescentes do cadastro de reserva para um novo curso de formação, que ainda não tem data definida. A convocação depende da publicação de uma portaria assinada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), que autorize a abertura do curso e a chamada dos candidatos do cadastro de reserva. Cerca de 38 candidatos estão com a situação sob análise da Justiça. Eles foram eliminados ou se consideraram prejudicados pela banca examinadora e, após recorrerem, obtiveram decisões liminares que garantiram a permanência no concurso. Apesar disso, os candidatos ainda não tomaram posse. A nomeação não ocorreu por entraves no Ministério do Trabalho. Um dos candidatos afirmou que procurou o Ministério da Gestão por meio do canal FalaBR e recebeu a seguinte resposta: “A respeito do assunto, a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) informou que a nomeação do candidato depende de publicação do Ministério do Trabalho e Emprego. Como já foi aprovado em curso de formação, deve aguardar novas homologações do Ministério.” O g1 procurou o Ministério do Trabalho, que informou inicialmente que a gestão de novas etapas ou de novos concursos é de responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O MGI explicou que já autorizou a nomeação dos aprovados na primeira edição do CNU e que agora cabe ao Ministério do Trabalho dar andamento às próximas etapas. Auditor fiscal do Ministério do Trabalho (MTE) autua granja em Capela do Alto (SP), onde trabalhador sofreu acidente na segunda (25): interdição de 48 horas Ministério do Trabalho e Emprego/Divulgação Por que é tão importante ter Auditores-fiscais do Trabalho? A escassez de Auditores-fiscais do Trabalho não é apenas um problema administrativo. Tem impacto direto na proteção dos trabalhadores. O profissional é responsável por fiscalizar o cumprimento das normas trabalhistas pelas empresas, inclusive no que diz respeito à segurança e à saúde dos trabalhadores, por meio de inspeções nos ambientes de trabalho. Esses profissionais também atuam na promoção de condições dignas de trabalho, desenvolvendo ações para melhorar os padrões de saúde e segurança, além do combate ao trabalho infantil e ao trabalho em condições análogas à escravidão. Essas violações seguem sendo uma realidade no país. Apenas em 2025, cerca de 2,7 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão — um aumento de 26,8% em relação a 2024, quando 2,1 mil pessoas foram encontradas nessas situações. No mesmo ano, o país registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo da série histórica: foram mais de 4,5 mil denúncias, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Pelo Sistema Ipê, portal do governo federal gerido pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), foram registradas cerca de 4,8 mil denúncias desse tipo em 2025 — o maior número dos últimos cinco anos. A atuação dos auditores-fiscais também é fundamental na prevenção de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho. Em 2025, mais de 546 mil afastamentos foram concedidos por questões de saúde mental, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. A maior parte dos casos está concentrada em dois diagnósticos: ansiedade e depressão — transtornos diretamente relacionados aos riscos psicossociais, que também estão no escopo da fiscalização trabalhista. No mesmo ano, o governo federal recebeu mais de 803 mil registros de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que notificam acidentes e agravos relacionados ao emprego — um aumento de quase 10% em relação a 2024. Além das inspeções, os auditores podem determinar embargos e interdições quando identificam risco grave e iminente à saúde e à segurança dos trabalhadores. Também são responsáveis por aplicar multas em casos de informalidade e assegurar o cumprimento dos direitos trabalhistas. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a elevada taxa de informalidade no Brasil está relacionada à redução da capacidade de fiscalização do Estado, provocada pela queda no número de Auditores-fiscais do Trabalho. O estudo usa dados da PNAD Contínua do IBGE de 2024, que mostrava que, apesar de o desemprego ter recuado para 6,6% naquele ano — o menor nível desde 2012 —, a taxa de informalidade entre os assalariados do setor privado e trabalhadores domésticos atingiu 31,77%, o maior patamar da série histórica. Entre 2012 e 2024, o número de trabalhadores desse grupo cresceu 11,4%, enquanto o total de Auditores-fiscais do Trabalho caiu 34,1%, elevando a proporção de cerca de 19 mil para 34,2 mil trabalhadores por auditor — aumento de quase 80%. Alerta para um possível “apagão” na fiscalização Auditores alertam ainda para um possível “apagão” na fiscalização do trabalho análogo à escravidão. Documentos obtidos pelo g1 e relatos de profissionais indicam que, em janeiro deste ano, ações foram canceladas, deixando ao menos 78 denúncias sem apuração. Segundo os auditores, o cenário reflete insatisfação com a condução da política de fiscalização pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, especialmente após decisões de revisar pessoalmente processos de inclusão de empresas na chamada “lista suja” do trabalho escravo. Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que as fiscalizações não foram paralisadas e que dificuldades pontuais na participação da Polícia Federal afetaram apenas operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel. Apagão no combate ao trabalho escravo: operações são canceladas em janeiro Concurso virou caso de polícia Na primeira edição do CNU, o cargo de Auditor-fiscal do Trabalho (AFT) foi um dos mais disputados. Além das 900 vagas imediatas, a remuneração inicial é de R$ 22.921,70, a maior de todo o concurso. Outro fator que chamou atenção foi a aceitação de candidatos graduados em qualquer área de formação, desde que com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). O cargo atraiu cerca de 315 mil inscritos. Mais de 166 mil candidatos compareceram às provas, o que resultou em 184,8 candidatos por vaga — concorrência superior à do curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O processo seletivo foi alvo de investigações da Polícia Federal após a identificação de fraudes, incluindo candidatos com respostas idênticas nas provas. As apurações atrasaram a convocação dos aprovados, que foram os últimos nomeados da primeira edição do concurso, em dezembro. 36 bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas de costura em São Paulo Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Pressão por novas convocações Ainda no ano passado, o Ministério do Trabalho chegou a enviar um ofício ao Ministério da Gestão defendendo a reestruturação da Inspeção do Trabalho e afirmando que as 900 vagas abertas no CNU são insuficientes. No documento, o ministério solicitou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 preveja a criação, transformação ou remanejamento de 2 mil cargos de Auditor-fiscal do Trabalho, além do provimento integral dos aprovados no cadastro de reserva. No mês passado, o movimento Amplia AFT enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertando para a falta de Auditores-fiscais do Trabalho e os impactos no combate a acidentes de trabalho, informalidade, trabalho infantil e trabalho análogo à escravidão. Segundo o grupo, mesmo após a convocação dos aprovados no CNU 2024, o Brasil ainda enfrenta um déficit superior a 50% em relação aos parâmetros indicados pela OIT. Na carta, o movimento defende a criação ou transformação de 2 mil cargos, a nomeação de todos os aprovados no cadastro de reserva, a prorrogação da validade do concurso e uma audiência com o presidente. O documento também destaca que a carreira gera mais arrecadação do que custos aos cofres públicos. De acordo com Jennifer Toniolo, integrante do cadastro de reserva do CNU de 2024 e uma das lideranças do Amplia AFT, o cenário tende a se agravar nos próximos anos. Números de dezembro de 2025 do Portal de Dados Abertos do Governo Federal indicam que cerca de 350 auditores recebem abono de permanência e podem se aposentar a qualquer momento. “São profissionais que ingressaram na carreira no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. A saída deles pode agravar ainda mais o déficit”, afirma. Apesar da entrada de novos auditores em 2025, Jennifer avalia que o problema segue estrutural. O último concurso antes de 2024 ocorreu em 2013 e, desde então, a carreira acumulou mais de 1,2 mil aposentadorias e desligamentos. “Essas nomeações não repõem nem mesmo as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. Ainda que todos os aprovados no cadastro de reserva sejam chamados, o país continuaria abaixo do mínimo de auditores recomendado pela OIT. Atualmente, o concurso nacional realizado em 2024 conta com cerca de 1.770 pessoas no cadastro de reserva”, afirma a líder do movimento. Ela destaca que regiões como Norte e Nordeste concentram os maiores vazios de fiscalização. Os setores afetados vão da agropecuária em áreas remotas a atividades em grandes centros urbanos, como oficinas de costura em São Paulo, onde há exploração de mão de obra imigrante e infantil. Segundo Jennifer, a escassez de auditores compromete a fiscalização de direitos básicos. Dados do IBGE indicam que 1,65 milhão de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil em 2024, mas apenas 2.745 casos foram identificados em ações fiscais — o equivalente a 0,2% da estimativa. Isso não significa que o problema diminuiu, mas que o Estado não consegue enxergar o que está acontecendo. Para Mario Diniz, Auditor-fiscal do Trabalho há 19 anos e integrante da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (ANAFITRA), o ingresso recente de novos servidores evitou um colapso na fiscalização, mas está longe de resolver o problema estrutural. Segundo ele, a falta de auditores afeta todas as áreas da fiscalização, das piores violações de direitos, como trabalho escravo e trabalho infantil, à área de saúde e segurança do trabalho, que registra recordes de acidentes e adoecimento. Na avaliação do auditor, a chegada dos novos servidores apenas impediu que alguns setores ficassem totalmente sem fiscalização. Na Bahia, por exemplo, apenas um auditor é responsável pela fiscalização do trabalho infantil em todo o estado. “Um grande contingente de auditores que ingressou no concurso de 1994 já reúne condições para se aposentar. Se o cadastro de reserva não for convocado, esse reforço será rapidamente neutralizado”, afirma. Diniz critica a falta de decisão política para enfrentar o problema. “Não é falta de recursos. A carreira é arrecadatória e cada auditor se paga em poucos anos com o aumento da arrecadação do FGTS e do INSS. O que falta é visão política”, diz. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), Bob Machado, afirmou que a entidade atua para viabilizar a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso de 2024 diante do déficit na carreira. “A medida é necessária após um longo período sem concursos, que sobrecarregou os auditores em atividade. Mesmo com a nomeação de novos auditores, o total de cargos vagos não foi preenchido”, afirmou. Na última quinta-feira (5), a deputada federal Denise Pessôa (PT-RS) enviou um ofício à ministra da Gestão, Esther Dweck, pedindo avanço no concurso de Auditor-fiscal do Trabalho e recomposição urgente da carreira. No documento, a parlamentar afirma que o quadro vive o menor efetivo da história, o que compromete o combate ao trabalho escravo e infantil, a prevenção de acidentes, além da arrecadação do FGTS e da Previdência. Auditor-fiscal do trabalho é responsável por fiscalizar se as normas trabalhistas estão sendo cumpridas AFT/ Divulgação

O robô humanóide com inteligência artificial Ameca observa o estande da empresa Engineered Arts durante o maior encontro mundial de robôs humanóides em Genebra, na Suíça em 2023 Fabrice Coffrini/AFP A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA. Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de investir, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano. É um aumento de 60% em relação aos gastos de 2025, segundo o "Financial Times". As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa divulgar a intenção de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo de 2026. Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, tinha feito uma declaração semelhante, aprofundando a venda de ações de tecnologia e levando o índice Nasdaq, da bolsa de Nova York, a fechar em seu nível mais baixo em mais de dois meses. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Nem tudo foi pessimismo na semana: os planos de mais gastos com IAs animaram as ações das Nvidia e da AMD, principais fabricantes de chips para essa tecnologia, na sexta. E, depois de três dias de perdas, empresas de software e serviços de dados também conseguiram amenizar na sexta a queda provocada pelo temor de que a IA pudesse prejudicar a demanda por negócios tradicionais. Essa preocupação afetou empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP, e foi considerada "ilógica" pelo CEO da Nvidia, na última quarta (4). “Existe essa noção de que as ferramentas no setor de software estão em declínio e serão substituídas pela IA... É a coisa mais ilógica do mundo, e o tempo provará isso”, disse Jensen Huang em um evento da empresa Cisco. O pensamento foi repetido ao longo da semana por outros líderes de big techs, que têm essas empresas como clientes. Sundar Pichai, do Google, afirmou que "assim como ela [a IA] tem sido uma ferramenta capacitadora para nós em nossos produtos e serviços (…) acho que as empresas de [software] que estão aproveitando o momento… têm a mesma oportunidade pela frente". A Nasdaq terminou a semana com queda acumulada de quase 2%. Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Nervosismo se justifica? "Assim como em qualquer grande inovação tecnológica, há um estágio em que existe um entusiasmo quase descarado e, em seguida, há um período de maior discernimento", avaliou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group, em entrevista à Reuters. Em 2025, a forte demanda por ações de empresas vinculadas à IA fez com que os principais índices da bolsa americana avançassem. Porém, no fim de janeiro, as preocupações com os resultados financeiros desses investimentos fizeram a Microsoft perder US$ 400 bilhões em valor de mercado em um dia, segundo a France Presse, depois da divulgação de seus resultados trimestrais. A empresa informou que, pela primeira vez, a receita com serviços em nuvem passou dos US$ 50 bilhões, mas a margem de lucro diminuiu, devido aos investimentos em massa em data centers para IA. Já o temor de que a IA possa minar outros negócios, como ferramentas de software e serviços análise de dados, cresceu nesta semana com o lançamento de novos softwares pela Anthropic, dona do Claude, concorrente do ChatGPT. As novidades foram voltadas para usos corporativos específicos, como a automação da revisão de contratos jurídicos. “Antes, era como se a 'IA levantasse todos os barcos'", disse Matthew Miskin, coestrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock também à Reuters. “Agora, há preocupações de que essa aceleração massiva no setor de tecnologia possa fazer com que outros negócios não tenham o mesmo ritmo de crescimento que tiveram antes." Huang, "chefão" da Nvidia, tentou afastar esse temor em sua fala na conferência da Cisco. "Se você fosse um humano ou um robô, robótica artificial geral, usaria ferramentas ou reinventaria ferramentas? A resposta, obviamente, é usar ferramentas... É por isso que os últimos avanços em IA são sobre o uso de ferramentas, porque as ferramentas são projetadas para serem explícitas", concluiu.

Argentina x China: Javier Milei mudou drasticamente de discurso sobre o gigante asiático O presidente americano, Donald Trump, não deixa de criticar aliados dos Estados Unidos pela reaproximação com a China. Para Javier Milei, seu principal parceiro ideológico na América Latina, a situação é delicada, diante dos laços comerciais estratégicos da Argentina com Pequim. Esse dilema voltou a ficar evidente quando Milei declarou, no início de janeiro, que pretende viajar à China ainda este ano, em um momento em que Trump pressiona para reforçar a influência dos EUA nas Américas. Durante a campanha que o levou à presidência, em 2023, Milei prometeu que não faria “negócios com a China” nem “com nenhum comunista”. Após a eleição, no entanto, passou a adotar uma postura mais pragmática. 🔎 A China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina, depois do Brasil, e investe milhões em energia, lítio e infraestrutura no país. 📈 O comércio com Pequim está em ascensão e representou 23,7% das importações argentinas e 11,3% das exportações no ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters Essa mudança se consolidou com a renovação, em 2024 e 2025, da parte ativa do acordo de swap cambial com a China, no valor equivalente a US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões). O swap é uma troca temporária de moedas entre países, usada para reforçar as reservas internacionais, um dos objetivos fundamentais do governo de Milei. A parceria é tamanha que Milei tem reiterado os planos de visitar a China. Até agora, nem a Presidência da Argentina nem a embaixada chinesa em Buenos Aires responderam aos questionamentos da AFP sobre a viagem. Acontece que, ao mesmo tempo, o autoproclamado anarcocapitalista mantém um alinhamento firme com os Estados Unidos sob a administração Trump, que busca reduzir a presença da China na região. “Esse alinhamento total com os Estados Unidos e Israel, que é uma posição praticamente única no mundo, entra em conflito com a tentativa de estreitar relações com a China”, disse à AFP Patricio Giusto, diretor do Observatório Sino-Argentino. Doutrina Donroe Os Estados Unidos pretendem reafirmar sua hegemonia regional por meio de uma releitura da Doutrina Monroe, defendida por Trump e apelidada de “Doutrina Donroe”, segundo a qual Washington pode intervir na América Latina se considerar que seus interesses estão ameaçados. “A Argentina é um país-chave no hemisfério, e não apenas no continente, nessa busca por legitimidade de liderança que Donald Trump está conduzindo”, disse à AFP Florencia Rubiolo, diretora do Insight 21, centro de análises da Universidade Siglo 21. Nas últimas semanas, Milei elogiou ações militares dos Estados Unidos na Venezuela que levaram à captura de Nicolás Maduro e disse estar honrado em assinar o Conselho da Paz idealizado por Trump. Em outubro, Milei recebeu uma linha de ajuda financeira de 20 bilhões de dólares (107,6 bilhões de reais, na cotação da época) de Washington, um forte endosso em meio a uma crise política e cambial antes das eleições legislativas, que seu partido venceu. Em outubro, Milei recebeu uma linha de ajuda financeira de US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões, na cotação da época) de Washington, um forte apoio em meio a uma crise política e cambial antes das eleições legislativas, vencidas por seu partido. "Não queremos outro Estado falido ou liderado pela China na América Latina", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na época. Milei dança Y.M.C.A em evento nos EUA Governo da Argentina Durante o mandato de Milei, dois comandantes do Comando Sul dos Estados Unidos visitaram uma base argentina em construção em Ushuaia, a cidade mais ao sul do país. Na semana passada, parlamentares americanos também visitaram Ushuaia, em um momento em que a China amplia sua presença no Polo Sul. Eles também visitaram o campo de xisto de Vaca Muerta, em Neuquén, a segunda maior reserva mundial de gás não convencional e a quarta maior de petróleo de xisto, acompanhados por representantes da petroleira estatal YPF. “Milei tenta separar a relação econômica, especialmente os laços comerciais com a China, de seu alinhamento geopolítico com os EUA. O dilema é saber se essa separação pode se sustentar ao longo do tempo, principalmente se Trump passar a impor condições também ao comércio”, disse Giusto. "Impraticável" Milei afirmou em Davos, em janeiro, que “a China é uma grande parceira comercial”, que oferece “muitas oportunidades para expandir mercados”, e que isso “não entra em conflito” com seu alinhamento com os Estados Unidos. “Governo para 47,5 milhões de argentinos e tomo as decisões que melhor beneficiam os argentinos”, disse ele na ocasião. “Quero uma economia aberta”, enfatizou. Para Giusto, a relação com a China avança por causa da “forte complementaridade econômica” entre os dois países. Segundo o Indec, 70% das exportações argentinas para a China em 2025 foram de soja, carne bovina e lítio. A abertura econômica do governo Milei facilitou a entrada de produtos de consumo chineses. Em 2025, as importações “door to door” (porta a porta), lideradas por Temu e Shein, cresceram 274,2%, segundo dados oficiais. Outro exemplo foi a chegada, em janeiro, de cerca de 5 mil carros elétricos da marca chinesa BYD. “Para a Argentina, romper laços com a China é absolutamente impraticável, porque a China é uma parceira insubstituível”, observou Rubiolo. Javier Milei, presidente da Argentina, e Xi Jinping, presidente da China AFP PHOTO / ARGENTINIAN PRESIDENCY

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.970 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 40 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (7), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Preço da carne em um supermercado em Los Angeles, em 27 de maio de 2022. Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (6) um decreto para elevar temporariamente as importações de carne bovina argentina com tarifas reduzidas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto determina um aumento de 80 mil toneladas métricas na cota de importação do produto em 2026. A medida vale apenas para aparas magras de carne bovina especificamente do país sul-americano. 🥩 As aparas magras são retalhos menores de carne com baixo teor de gordura. Os pedaços geralmente sobram do processo de desossa e corte de peças maiores do boi. A decisão, que tem o objetivo de baratear o alimento, ocorre em meio às críticas ao governo Trump pelo avanço do custo de vida, tema que ajudou a impulsionar vitórias eleitorais de candidatos democratas em 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços da carne bovina atingiram níveis recordes nos EUA no ano passado, impulsionados pela forte demanda e pela queda na oferta de gado. O cenário beneficiou os pecuaristas — que em grande parte apoiaram Trump — mas aumentou a pressão sobre os consumidores. "Como Presidente dos EUA, tenho a responsabilidade de garantir que trabalhadores americanos consigam alimentar a si e suas famílias", disse Trump em seu decreto. Segundo o republicano, a medida foi tomada após conversas com o secretário de Agricultura americano e tem o objetivo de aumentar a oferta de carne moída para os consumidores dos EUA. Economistas ouvidos pela agência Reuters, porém, afirmam que o aumento das importações do produto argentino deve ser incapaz de reduzir de forma significativa os custos aos americanos. Quem tende a se beneficiar, na verdade, são as empresas de alimentos. Enquanto isso, os representantes do setor pecuário — que já haviam se manifestado contrários a decisões semelhantes — criticaram a medida. “Em vez de importações que prejudicam pecuaristas americanos, deveríamos focar em soluções que reduzam a burocracia, diminuam custos de produção e apoiem a expansão do nosso rebanho”, disse a senadora republicana Deb Fischer, de Nebraska, um importante estado produtor de gado. Ao todo, os EUA importaram cerca de 33 mil toneladas métricas de carne bovina argentina em 2024, o que representou 2% das importações totais, segundo dados do governo. Acordo comercial e exploração de minerais críticos Na quinta-feira (5), os EUA e a Argentina assinaram um acordo comercial com previsão de redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos. O entendimento também abrange materiais críticos, em linha com a estratégia de Trump de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa. Segundo o texto, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — da exploração ao refino, processamento e exportação. O embaixador norte-americano e negociador comercial Jamieson Greer anunciou o acordo após reunião com o ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, Pablo Quirno. “O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, afirmou Greer. Ainda segundo o representante comercial americano, o acordo "reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores" dos EUA. A expectativa, acrescentou, é expandir negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas. O documento divulgado pelo governo dos EUA indica que o acordo não entra em vigor no momento da assinatura. Ele passa a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito confirmando a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países acordarem. Após passar a valer, o acordo prevê que a Argentina zere tarifas ou as reduza para cerca de 2% em milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens. A abertura comercial também prevê o fim da taxa estatística argentina — uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros — em até três anos. As reduções tarifárias serão graduais, aplicadas todos os anos em 1º de janeiro. Em nota oficial, o governo de Javier Milei comemorou o acordo e afirmou que o texto consolida uma “relação estratégica” entre os países, baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e “em uma visão moderna da complementaridade comercial”. "A assinatura deste acordo, alcançada graças à visão de abertura e de integração regional do Presidente Javier G. Milei, e à sua excelente relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, é mais um pilar que permite que hoje a Argentina volte a ser parte do mundo ocidental", diz o comunicado. Outros investimentos Além dos minerais críticos, o Acordo entre os Estados Unidos e a República Argentina sobre Comércio Recíproco e Investimento (ARTI) amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores estratégicos da economia argentina. Entre eles: Energia: com facilitação de aportes em toda a cadeia, da exploração e produção ao refino, transporte e geração elétrica, com foco em segurança energética e industrialização. Infraestrutura: com investimentos em telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval e navegação. Tecnologia e comunicações: com abertura para aportes em infraestrutura de informação e comunicação, como redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos. Bens de capital: com facilitação da entrada de máquinas e equipamentos, inclusive usados e remanufaturados, para construção, agricultura, mineração e saúde. Defesa: com simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial no setor. Financiamento: com possibilidade de apoio de agências dos EUA, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado. Conversas com o Brasil A Reuters revelou que o Brasil participou de uma reunião nos EUA, na quarta-feira (4), na qual o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, apresentou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se irá integrar o grupo, apurou a agência. O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como se daria uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro afirmou à agência que o país está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada rapidamente.

Termina nesta sexta o prazo para o BRB enviar plano de recomposição de R$ 5 bilhões ao BC O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central nesta sexta-feira (6) o "Plano de Capital" – documento com medidas para reforçar, se necessário, o patrimônio da instituição. O BRB diz que os valores necessários só serão confirmados após a conclusão das investigações. O Banco Central, no entanto, estima que o aporte será de pelo menos R$ 5 bilhões, considerando a situação atual do banco. O documento foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em uma reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília. Os participantes deixaram o prédio sem dar entrevista. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo do DF é o acionista controlador do BRB e detém cerca de 72% do capital da instituição. Segundo o BRB, o documento "apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro". "O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento", diz o comunicado. Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio. Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria. Leia a nota completa divulgada pelo BRB: "O BRB informa que entregou, na tarde de hoje, ao Banco Central, o Plano de Capital da instituição. O documento foi entregue pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza. A reunião contou também com a participação do Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal, acionista controlador do Banco, com as medidas apresentadas e com a solidez do Banco. O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades." Por que esse plano foi montado? O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master. ➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. ➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas "inconsistências" fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para "socorrer" a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário. LEIA TAMBÉM: CAMILA BOMFIM: PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta + CAMILA: BRB diz que entregou à PF e ao BC relatório com 'achados relevantes' de auditoria IMPACTO NA CAPITAL: governo do DF já sinalizou aporte para cobrir prejuízos com o banco Master PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução O que deve constar no plano? Os detalhes do Plano de Capital ainda são mantidos em sigilo pelo BRB e pelo Banco Central. No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio. Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte direto dos controladores. O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver "aporte direto", o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário. Investigação do Banco Master ➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. ➡️ O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Saiba como ter login na plataforma gov.br do tipo 'prata' ou 'ouro' A conta gov.br dá acesso aos serviços digitais do governo como, por exemplo, INSS, carteira de trabalho digital, Receita Federal, eSocial, entre outros. A conta gov.br dá acesso a serviços digitais do governo, como INSS, Carteira de Trabalho Digital, Receita Federal, eSocial, entre outros. Essas contas são divididas em “bronze”, “prata” e “ouro”. Ao criar o cadastro, o acesso normalmente começa no nível “bronze”. Já os níveis “prata” e “ouro” exigem mais segurança, como reconhecimento facial, e permitem acessar bancos credenciados e serviços mais sensíveis — como o resgate de valores esquecidos em bancos. Passo a passo A criação da conta gov.br é gratuita. Quem ainda não possui, pode fazer o cadastro pelos seguintes caminhos: Site Acesso (https://sso.acesso.gov.br) App gov.br (link iOS ou link Android) Conta gov.br dá acesso aos serviços digitais do governo Reprosução Como aumentar o nível da conta gov.br? Página em que é possível aumentar o selo de confiabilidade da conta Reprodução A conta gov.br tem três níveis de segurança e acesso: bronze, prata e ouro. Ao ser criada via formulário online do INSS ou da Receita Federal, por exemplo, a conta gov.br costuma iniciar no nível bronze, que dá acesso apenas parcial aos serviços digitais do governo e cujo grau de segurança é considerado apenas básico. Ao fazer o login no gov.br, o cidadão já é informado do nível da conta. Para aumentar o nível, basta seguir as instruções ou entrar em "Privacidade/Selos de Confiabilidade". No app, ao fazer o login no gov.br, o cidadão já é informado do nível da conta. Reprodução Como obter nível prata O nível prata é obtido por meio de: Validação facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH) Validação dos dados pessoais via internet banking de um banco credenciado Validação dos dados com usuário e senha do SIGEPE, se o cidadão for servidor público federal Como obter nível ouro O nível máximo de segurança pode ser através de: Validação facial pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Justiça Eleitoral Validação dos seus dados com Certificado Digital compatível com ICP-Brasil Para concluir o cadastro é preciso autorizar o uso de dados pessoais Reprodução