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g1 > Economia

A cinco dias das eleições, governo lança Desenrola MEI e outras medidas de renegociação de dívidas

A cinco dias das eleições, o governo federal anunciou nesta terça-feira (29) um pacote de medidas destinadas à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), produtores rurais, pessoas físicas, empregadores e ex-bolsistas de pesquisa. As iniciativas incluem a criação de novos programas de transação tributária e a prorrogação de editais já existentes para negociação de débitos federais. Pelo lado da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), foi lançado o Desenrola MEI Pequeno Valor, voltado a microempreendedores com débitos de até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105. 🗓️ A janela de renegociação poderá ser feita entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027. Agora no g1 O programa prevê entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto, e parcelamento do saldo restante em até 55 meses, com abatimento de 50%. 💰A PGFN também abriu uma modalidade de negociação voltada a empregadores pessoas físicas e jurídicas com passivo consolidado de até R$ 45 milhões em débitos inscritos em dívida ativa do FGTS ou da União. Empresas incluídas no cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão não são contemplados. 🗓️ Além das novas medidas, o governo prorrogou até 29 de janeiro de 2027 três programas já em vigor. Entre eles está o edital de transação destinado a pessoas físicas e jurídicas com dívidas de até R$ 45 milhões inscritas em dívida ativa até 3 de março de 2026, ou até 1º de junho de 2025 nos casos classificados como de pequeno valor. Segundo o governo, os descontos podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, mas não incidem sobre o valor principal da dívida. O abatimento total fica limitado a 65% do débito consolidado. Para pessoas físicas, MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas e Santas Casas, o limite pode alcançar 70%. Os programas Desenrola MEI e Desenrola Rural também tiveram o prazo de adesão prorrogado até 29 de janeiro de 2027. Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo Autarquias A Advocacia-Geral da União (AGU), foi anunciado ainda um edital específico para MEIs que possuem débitos de até cinco salários mínimos junto a autarquias e fundações públicas federais. A medida cobre dívidas tributárias e não tributárias com órgãos como Anatel, ANTT, ANP, ICMBio, DNIT, Incra e FNDE. De acordo com o governo, cerca de 10 mil devedores poderão ser beneficiados pela iniciativa, que envolve um volume estimado de R$ 50 milhões em débitos. Ex-bolsistas A AGU também lançou dois editais de transação voltados a ex-bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com dívidas relacionadas a bolsas de estudo no Brasil ou no exterior. O prazo para adesão vai de 16 de outubro de 2026 a 31 de março de 2027. Os descontos variam conforme a forma de pagamento e podem chegar a 70% para quitação à vista e a 30% para parcelamentos em até 84 meses. O desconto é sobre o valor consolidado do crédito, incluídos o principal, os juros, as multas e os encargos legais, mas não poderá resultar num valor inferior ao montante principal do crédito.
29/09/2026 21:30:18 +00:00
Greve da Caixa chega ao fim após decisão do TST; agências reabrem nesta quarta

Agora no g1 O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (29) encerrar a greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal, durante o julgamento do dissídio coletivo aberto após o fracasso das negociações entre o banco e os trabalhadores. ➡️ Com a decisão, as agências da Caixa devem voltar a funcionar normalmente em todo o país a partir desta quarta-feira (30). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A paralisação havia começado em 10 de setembro e tinha como principal ponto de conflito as mudanças propostas para o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. No voto apresentado ao plenário, o ministro Maurício Godinho Delgado rejeitou o pedido da Caixa para que a greve fosse considerada abusiva e também afastou a aplicação de multa aos sindicatos pelo suposto descumprimento de decisões judiciais anteriores. Apesar disso, o ministro determinou o fim da greve e a retomada das atividades. "O pedido de declaração de abusividade da greve é improcedente", afirmou o magistrado durante o julgamento. Um dos principais pontos da decisão é o que acontecerá com os dias não trabalhados durante a paralisação. Embora o relator tenha ressaltado que a greve suspende temporariamente o contrato de trabalho, o TST definiu que os empregados deverão compensar os dias parados. A compensação deverá ocorrer em até 180 dias, em vez do desconto salarial dos dias de greve previsto inicialmente. O ministro também ressaltou que a compensação deve considerar a adesão efetiva de cada trabalhador à greve, uma vez que houve unidades da Caixa que continuaram funcionando durante a paralisação. ➡️ Resumo: com a decisão, a greve está encerrada e os empregados devem retornar ao trabalho. Em caso de descumprimento, a Caixa poderá informar o TST e solicitar providências à Justiça do Trabalho. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal Tribunal concede reajuste acima da inflação O TST definiu ainda as condições que vão vigorar para os empregados da Caixa no próximo período de negociação. A Corte concedeu reajuste salarial correspondente à reposição integral da inflação medida pelo INPC, mais ganho real de 0,6%. O mesmo índice será aplicado aos benefícios da categoria, como auxílio-refeição, auxílio-alimentação, cesta-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá. A sentença normativa terá vigência de um ano, entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027, mantendo a data-base da categoria em setembro. Plano de saúde O principal ponto de divergência entre o banco e os empregados durante a campanha salarial foi o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. Os sindicatos argumentavam que as mudanças propostas pelo banco aumentariam significativamente a contribuição dos empregados e poderiam consumir o ganho obtido com o reajuste salarial. A categoria rejeitou três propostas apresentadas pela instituição durante as negociações. No julgamento, o TST decidiu incorporar à sentença normativa as cláusulas sobre o Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) já previstas nos acordos coletivos anteriores firmados pelas entidades representativas dos trabalhadores. Durante a sessão, o tribunal também entendeu que não cabe à Justiça do Trabalho substituir a negociação coletiva para estabelecer novas regras sobre a PLR e manteve as disposições já existentes. A decisão preserva ainda uma série de cláusulas dos acordos coletivos anteriores, incluindo regras sobre horas extras, adicional noturno, adiantamento do 13º salário, gratificações de função, auxílio-funeral e outras garantias trabalhistas. As cláusulas mantidas terão os mesmos índices econômicos definidos na sentença normativa, incluindo a reposição integral do INPC e o ganho real de 0,6%. Sobre a greve A paralisação começou em 10 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem as propostas apresentadas pela Caixa para a renovação do acordo coletivo. Antes do julgamento, o TST promoveu tentativas de mediação entre as partes, mas as negociações terminaram sem consenso. Embora o dissídio coletivo tenha encerrado a greve e definido as condições econômicas da categoria, a discussão sobre o futuro do Saúde Caixa continua. Durante o julgamento, representantes dos trabalhadores se comprometeram a manter as negociações com a Caixa para buscar uma solução para o plano de saúde, que continua sendo o principal ponto de divergência entre as partes. Com a decisão desta terça-feira, o TST determinou o fim da greve dos empregados da Caixa em todo o país. A expectativa é que as negociações sobre o Saúde Caixa continuem em mesas específicas entre o banco e as entidades representativas dos trabalhadores.
29/09/2026 19:38:01 +00:00
OpenAI lança nova versão de IA mais barata após descartar atualização por problemas de segurança

Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP A OpenAI lançou nesta terça-feira (29) o GPT-6.1 Sol, uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial voltado a tarefas que exigem mais capacidade. Segundo a empresa, o sistema tem desempenho próximo ao GPT-6 Astra em programação, uso de computadores e atividades profissionais, mas custa um quinto do preço do modelo mais avançado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O GPT-6.1 Sol chega apenas uma semana depois do GPT-6 Sol, lançado em 22 de setembro junto com o GPT-6 Luna como uma opção de menor custo dentro da família GPT-6. O lançamento ocorre um dia depois de a OpenAI confirmar o cancelamento do GPT-6.1 Astra, uma atualização que ainda não havia sido disponibilizada ao público para seu modelo mais avançado. Em testes internos, o sistema apresentou mais comportamentos considerados enganosos, realizou tarefas sem pedir autorização e, em alguns casos, não informou corretamente o que havia feito. Agora no g1 Lançamento de novo modelo de IA é cancelado A OpenAI afirmou na segunda-feira (28) que cancelou o lançamento do GPT-6.1 Astra, um modelo de inteligência artificial de próxima geração que seria lançado em outubro A decisão foi tomada após testes internos concluírem que o sistema não atendia aos padrões de segurança e alinhamento da empresa. O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da rival Anthropic, Dario Amodei, juntaram-se neste mês a outros líderes do setor na defesa de um ritmo mais lento para o desenvolvimento da IA e de medidas de segurança mais rigorosas. A OpenAI alertou que o Astra, seu principal modelo GPT-6, pode ocasionalmente escapar da supervisão humana. A empresa e concorrentes como a Anthropic enfrentaram escrutínio por sistemas experimentais de IA que burlaram mecanismos de segurança, incluindo um modelo da OpenAI que acessou o banco de dados do sistema de saúde da Austrália. O Wall Street Journal informou nesta segunda-feira que a OpenAI havia desistido de lançar o modelo, que foi desenvolvido para executar tarefas mais complexas sem assistência humana. Segundo o jornal, o GPT-6.1 Astra também apresentou mais comportamentos enganosos do que seu antecessor durante os testes internos, incluindo casos em que não informou com precisão quais ações havia realizado. *Com informações da AFP e da Reuters
29/09/2026 18:16:11 +00:00
Apple avalia reformulação para lançar produtos mais rápido, diz site

O CEO da Apple, John Ternus, segura um iPhone 18 Pro na loja da Apple na Quinta Avenida, em Nova York, durante o lançamento do modelo e do iPhone 18 Pro Max, em 18 de setembro de 2026. REUTERS/Jeenah Moon O novo diretor-executivo da Apple, John Ternus, está avaliando uma ampla reformulação na fabricante do iPhone para dar mais foco à engenharia, lançar produtos com maior frequência e tornar a estrutura da empresa mais enxuta, informou a Bloomberg News nesta terça-feira (29). Entre as primeiras ideias em análise estão a mudança do tradicional calendário de lançamentos de produtos, concentrado em setembro, e a redução de cargos de gerência intermediária. A medida teria como objetivo aproximar os engenheiros dos principais executivos da companhia, segundo a reportagem, que citou fontes familiarizadas com o assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ternus é veterano da Apple, onde trabalha há 25 anos. Ele comandava a área de hardware havia vários anos e supervisionou diferentes gerações do iPhone. Ele sucedeu Tim Cook no cargo de CEO no ínicio deste mês. Analistas afirmaram que a mudança no comando reforçou a importância dos produtos e dispositivos da Apple para o crescimento da empresa. Agora no g1 Segundo a Bloomberg News, a Apple já iniciou esforços para reduzir custos. Ternus também busca novas fontes de receita e maneiras de aumentar o retorno obtido com produtos que a empresa já oferece. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Ainda de acordo com a Bloomberg News, Ternus sinalizou internamente que a Apple precisa lançar produtos mais rapidamente e testar novas ideias para se manter competitiva na era da inteligência artificial. A empresa costuma realizar grandes eventos anuais em junho e setembro. Em junho, acontece a conferência de desenvolvedores, voltada principalmente para novidades de software. Já em setembro, o foco costuma ser o lançamento de novos iPhones e outros dispositivos. No início deste mês, a Apple entrou no mercado de smartphones dobráveis com o iPhone Duo, com preços que partem de R$ 21.999 e vão R$ 30.999. (veja todos os preços) iPhone Duo divulgação/Apple Analistas afirmaram que a entrada da empresa nesse segmento pode ajudar a popularizar os aparelhos dobráveis, assim como ocorreu com os smartwatches e os fones de ouvido sem fio. A divisão de engenharia de hardware da Apple também começou a reduzir cargos de gerência responsáveis pela coordenação de projetos, segundo a Bloomberg News. As mudanças atingiram vários gerentes, incluindo cerca de meia dúzia de diretores. A empresa também fez cortes significativos nas equipes responsáveis pela assistente digital Siri, pelo headset Vision Pro e pelo desenvolvimento de software relacionado à inteligência artificial. Segundo a reportagem, parte das demissões estaria relacionada ao desempenho dos funcionários. Ternus também avalia como a inteligência artificial pode acelerar o desenvolvimento de produtos e automatizar tarefas que hoje são realizadas por funcionários, de acordo com a Bloomberg News.
29/09/2026 17:44:21 +00:00
Transações com PIX caem 10% após proibição das bets; veja os dados

Agora no g1 O número de transações com PIX caiu cerca de 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas online, conhecidas como "bets". A medida foi publicada na sexta-feira (25). Segundo dados do Banco Central sobre as operações liquidadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), foram registradas 229,6 milhões de transações no sábado (26), queda de 11% em relação à média dos quatro sábados anteriores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No domingo (27), foram 165,9 milhões de transações, redução de 12% na mesma comparação. Na segunda-feira (28), dado mais recente disponível, foram 213 milhões, queda de 7,4% em relação à média das quatro segundas-feiras anteriores. No acumulado dos três dias, foram 608,6 milhões de transações, volume 10% menor que a média registrada no mesmo intervalo das quatro semanas anteriores. Transações com PIX recuam depois da proibição das bets Arte/g1 ➡️ Os números fazem parte das estatísticas do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) divulgadas pelo Banco Central. A base reúne as transações PIX liquidadas no sistema. O g1 questionou o Banco Central sobre uma eventual relação entre a queda das transações e a publicação da MP que proíbe as bets e sobre se os dados disponíveis permitem estabelecer essa associação. Até a última atualização desta reportagem, o Banco Central não havia respondido. Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil
29/09/2026 17:38:44 +00:00
Brasil cria 165,8 mil empregos com carteira assinada em agosto, aponta Caged

A economia brasileira gerou 165.827 mil empregos formais em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (29) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em agosto: ➡️ 2.294.563 milhões de contratações; ➡️ 2.128.736 milhões de demissões. 📈 O resultado representa uma alta em relação a agosto de 2025 — quando foram criados 154.827 mil empregos com carteira assinada. Agora no g1 Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 1.134.033 milh de empregos formais foram criados no país de janeiro a agosto deste ano. O número representa queda de 25,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,516 milhão de vagas com carteira assinada. Já com relação aos últimos 12 meses, o saldo também ficou positivo, com a criação de 887,7 mil empregos formais, crescimento de 1,87%. O estoque total chegou a 48,24 milhões de vínculos formais. Brasil cria 165,8 mil empregos com carteira assinada em agosto, aponta Caged Jornal Nacional/ Reprodução Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto de 2026 mostram que foram criados empregos formais em cinco setores da economia. Serviços: 110.346 mil Construção: 20.848 mil Indústria: 16.613 mil Comércio: 16.565 mil Agropecuária: 1.452 mil Dentro do setor de Serviços, os principais destaques foram Educação, com a criação de 25,4 mil postos; Saúde e serviços sociais, com 19,1 mil; e Transporte, Armazenagem e Correio, com 16,8 mil vagas. “A gente viu uma recuperação do mercado varejista, e a indústria manteve um crescimento que vem de alguns meses, um crescimento mais estruturado. A construção civil mantém esse aquecimento, com salário de entrada mais elevado. A gente vê um movimento da economia”, afirmou Chico Macena, ministro do Trabalho em exercício. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em 24 das 27 unidades federativas, com destaque, em valores absolutos, para São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Já em termos relativos, Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.410,74 em agosto, queda de 0,03% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, houve alta real de 1,02%. Na comparação com agosto do ano passado, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.386,43. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto deste ano. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,3 ponto percentual (p.p.) tanto em relação aos três meses encerrados em maio quanto na comparação com o mesmo período de 2025 — ambos com taxas de 5,6%.
29/09/2026 17:33:16 +00:00
Disney demite centenas de funcionários, diz revista

Disney corta empregos em meio à crise REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Walt Disney demitiu algumas centenas de funcionários em diferentes áreas da empresa, informou a revista americana Variety nesta terça-feira (29), citando uma fonte familiarizada com o assunto. Os cortes atingem principalmente os departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em diferentes divisões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esta é a terceira rodada de demissões da Disney neste ano desde que Josh D'Amaro assumiu o cargo de CEO, em março. As demissões ocorrem após a empresa sinalizar que faria novos cortes de custos. Na divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston afirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos. Agora no g1 Em carta aos acionistas, divulgada em 5 de agosto, os executivos disseram que a redução de custos tinha como objetivo liberar recursos para investimentos em áreas de crescimento. Em abril, a Disney eliminou cerca de 1.000 postos de trabalho em diferentes áreas, incluindo marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos e tecnologia e funções corporativas. Em julho, houve uma nova rodada de cortes, com centenas de demissões em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. Segundo a Variety, a maior parte dos cortes nos estúdios ocorreu na Pixar, enquanto a National Geographic concentrou a maior parte das demissões na área de televisão. Em agosto, a empresa também ofereceu pacotes de aposentadoria antecipada a executivos com muitos anos de casa. A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país, segundo dados da companhia citados pela Reuters. A Disney não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. A companhia também passou por uma grande rodada de demissões em 2023, quando anunciou o corte de cerca de 7.000 empregos como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos durante a gestão do então CEO Bob Iger. As demissões desta terça-feira (29) foram divulgadas inicialmente pelo site especializado Deadline e posteriormente confirmadas pela Variety. *Com informações da Reuters.
29/09/2026 17:22:51 +00:00
Justiça de SP derruba restrições da 99Food a restaurantes que usam Keeta

Capacete inteligente será disponibilizado pela Keeta inicialmente para ciclistas e, posteriormente, para motociclistas. Divulgação O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou as cláusulas de banimento impostas pela 99Food a restaurantes para impedir que os estabelecimentos trabalhassem com a Keeta, de acordo com comunicado da empresa chinesa à imprensa nesta terça-feira (29). A decisão, tomada por unanimidade, tem validade em todo o território nacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Keeta, braço internacional da chinesa Meituan, iniciou as operações no Brasil em 2025 e entrou com uma ação contra a 99Food no mesmo ano. "Acreditamos que esta decisão fortalecerá todo o ecossistema, garantindo um mercado de delivery livre de cláusulas anticompetitivas em benefício de todos", disse o vice-presidente da Keeta no Brasil, Danilo Mansano. Agora no g1 A 99Food afirmou que o julgamento se baseou em uma compreensão equivocada dessas cláusulas e de seus objetivos. "Os acordos, celebrados voluntariamente pelos restaurantes e por prazo limitado, permitem que uma plataforma entrante, como a 99Food, construa a escala necessária de restaurantes, consumidores e entregadores parceiros para se estabelecer no mercado e desafiar um agente dominante no setor", disse a empresa. A 99Food destacou que a decisão não encerra o processo e será objeto dos recursos cabíveis. Aplicativo 99 Bruno Peres/Agência Brasil
29/09/2026 16:50:06 +00:00
Globo anuncia finalistas do Prêmio Profissionais do Ano 2026; veja quem são

Prêmio Profissionais do Ano (PPA) 2026 Divulgação O Prêmio Profissionais do Ano (PPA) 2026 anunciou, nesta terça-feira (29), os finalistas da edição. Ao todo, são 79 trabalhos distribuídos em 17 categorias, selecionados entre mais de 850 peças inscritas em todo o país. Em sua 48ª edição, a premiação reúne trabalhos de diferentes regiões, formatos e estilos de comunicação. Neste ano, o prêmio também inclui uma categoria voltada a estudantes, em parceria com a Academia LED Globo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para Manzar Feres, diretora-geral de Negócios da Globo, a diversidade de olhares é uma das características da criatividade brasileira que se destacam nesta edição. “O PPA reconhece ideias que entendem o jeito brasileiro de viver, falar e se relacionar com o mundo, transformando mobilização em negócios. Nesta edição, essa visão está presente no conceito ‘Ideia boa fala brasileiro’ e na chegada dos estudantes ao prêmio, por meio da parceria com a Academia LED Globo”, afirma. Agora no g1 “Entendemos que precisamos nos conectar com esses novos profissionais, trocar com eles, compartilhar nosso conhecimento, mas também aprender. Celebrar a criatividade é também investir no futuro dela”, acrescenta. Na classe Regional, os trabalhos concorrem nas categorias Filme e Campanha, divididas entre as regiões Sul, Sudeste Capital, Sudeste Interior, Norte-Nordeste e Leste-Oeste. (veja quem são os finalistas) A classe Nacional reúne as categorias Filme 30, Filme 30+, Campanha, Ações em Conteúdo, Integrada e Valor Social. Na categoria Integrada, também passam a ser considerados trabalhos exibidos nas telas da Eletromídia. Confira abaixo a lista completa dos finalistas da categoria Nacional do Prêmio Profissionais do Ano (PPA) 2026: Filme 30" A Voz do Subwayconsciente (Subway / AlmapBBDO) Astronauta (Volkswagen / AlmapBBDO) Do Ringue ao Burger King (Burger King / AlmapBBDO) Pipoca é Coisa Nossa (Guaraná Antarctica / Crispin) Quem Matou (a Fome de) Odete Roitman? (Subway / AlmapBBDO) Sujeiras Grudentas (Unilever Brasil / Droga5 + Initiative) Tá Liberado Acreditar (Brahma / Africa Creative) Vendedor (Havaianas / Galeria.ag) Filme 30" + Álbum de Fotos (O Boticário / AlmapBBDO) Astronauta (90") (Volkswagen / AlmapBBDO) Despedidas (O Boticário / AlmapBBDO) Puro Legado (Amstel / AlmapBBDO) Tá Liberado Acreditar (210") (Brahma / Africa Creative) Campanha Carrara Modas (Canva / Canva) Gracyovos (Canva / Canva) Lá a Parada é Completa (Ipiranga / AlmapBBDO) Nubank: Com Nu é Outra História (Nubank / Wieden+Kennedy) Spaten Fight Night II (Spaten / GUT + BR Content + InPress Porter Novelli) Inovações em Conteúdo Absolute Cinema (O Boticário / LePub) Apixonados Itaú (Itaú Unibanco / Africa Creative) Bônus de Acréscimo (Vivo / Africa Creative) Eu, Dora (Eudora / AlmapBBDO) Feito de Fernandas (Itaú Unibanco / Africa Creative) Rexona - Copa do Mundo FIFA 2026: Ação Everaldo Suado (Unilever Brasil/Rexona / Initiative) Todos a Bordo (Itaú Unibanco / Africa Creative) Zé Entrega Chopp Brahma em Três Graças (Zé Delivery / GUT) Integrada A Volta de Valdirene (TIM Brasil / BETC Havas) CIF Limpa Nome (Unilever Brasil & Serasa Experian / Droga5 + Initiative) Nubank: Conteúdo Novela Invadindo a Grade da Globo (Nubank / Wieden+Kennedy) Quem Lavou a Roupa da Odete Roitman (Unilever Brasil / Droga5 + Initiative) Syllada (Banco Bradesco / Lovely Creativity First Comunicação) Valor Social Afogados (Vivo / Africa Creative) Cabeças (Bienal de SP / Africa Creative) Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2025 (Ministério da Saúde / DeBrito Brasil) Elas Sentem o Peso (Defensoria Pública do Estado do Ceará / Morya Comunicação e Propaganda) Emojis (Detran-RS / Agência Escala) Fator Vergonha (Grupo Boticário / GUT) Mensagens (Vivo / Africa Creative) Paçoca Pipoca Biscoito (Americanas / Suno United Creators) Pacto Feminicídio (Secom da Presidência da República / Calia / Y2 Propaganda e Marketing) Recomeçar (Fundação Bradesco / Crispin) Recomendado para Peles Adultas (Grupo Boticário / GUT + So What + Máquina + Casa B + Housecricket) Violência Contra a Mulher (Município de Toledo / Vivas Comunicação) Academia LED e Prêmio Profissionais do Ano. Divulgação / Globo Categoria para estudantes Além das classes Regional e Nacional, o Prêmio Profissionais do Ano de 2026 conta com a categoria especial PPA LED, criada em parceria com a Academia LED – Luz na Educação. A categoria reconhece projetos de estudantes e novos talentos que unem criatividade e comunicação a propostas com potencial de transformação social. A iniciativa busca aproximar os universos da publicidade e da educação. Os vencedores do Prêmio Profissionais do Ano 2026 serão anunciados em 17 de novembro, Dia da Criatividade, durante a cerimônia do PPA, em São Paulo. Confira abaixo a lista completa dos finalistas da categoria especial PPA LED 2026: Pontes (Universidade Presbiteriana Mackenzie) Seu Corre é Responsa. Sua Presença é Virada. (ESPM Rio) Tecnologia do Reparo (UFPA) Voe Além (UFF) Ao longo de 48 anos, o prêmio já concedeu mais de 3.400 troféus e acompanhou as transformações do mercado publicitário brasileiro.
29/09/2026 16:32:55 +00:00
Trump diz que cooperar com a China na regulação da IA prejudicaria empresas dos EUA

Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca Reuters/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (29) que não quer trabalhar com o presidente da China, Xi Jinping, na definição de regras para a inteligência artificial (IA). Segundo ele, essa cooperação dificultaria o trabalho das empresas americanas para desenvolver produtos de IA melhores do que os de suas concorrentes chinesas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Estamos à frente da China e de todos os outros agora, e quero continuar assim”, disse Trump em um evento em Washington na manhã desta terça-feira. Trump também afirmou que conversou sobre IA com Xi durante a visita do líder chinês aos EUA na semana passada. Segundo o presidente americano, os EUA já trabalham com o governo de Xi “de muitas maneiras”. Agora no g1 Casos recentes aumentam pressão por regras para IA A pressão sobre o governo Trump para lidar com os riscos da IA está aumentando depois que a OpenAI e a Anthropic relataram que seus agentes de IA saíram do controle e invadiram sistemas de clientes sem receber instruções para isso. As invasões levaram pesquisadores a alertar que alguns desenvolvedores de IA acreditam que a tecnologia poderia matar seres humanos dentro de uma década. O episódio também aumentou a pressão de parlamentares democratas e republicanos por medidas sobre o tema. Trump se reunirá mais tarde nesta terça-feira, na Casa Branca, com executivos de empresas de tecnologia para discutir a IA. Segundo porta-vozes das empresas e fontes familiarizadas com os planos da reunião, devem participar: Dario Amodei, da Anthropic; Mark Zuckerberg, da Meta; Sundar Pichai, do Google; Jensen Huang, da Nvidia; Alex Karp, da Palantir; e Greg Brockman, da OpenAI. Pelo governo Trump, participarão o assessor de tecnologia Michael Kratsios e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, além do presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson. A reunião terá como foco encontrar um equilíbrio entre inovação e supervisão, disse Johnson, republicano, na segunda-feira. As preocupações sobre agentes de IA que podem sair do controle e causar danos aos seres humanos ganharam espaço no debate público e aumentaram a pressão por regulamentação. Trump chamou de “farsa” os temores sobre a ameaça da IA à humanidade. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre os objetivos ou os temas da reunião. Trump rejeita excesso de regulamentação Trump tem minimizado repetidamente as preocupações sobre a IA. Ele destaca a importância de manter a vantagem competitiva dos EUA sobre a China e aponta o Departamento de Justiça como uma proteção já existente para a tecnologia. Johnson fez comentários semelhantes em entrevista à Fox Business Network na segunda-feira. “Não precisamos de uma moratória. Não precisamos intervir e regulamentar isso excessivamente, porque vamos perder a corrida para a China”, disse ele. “A inovação é importante e precisa continuar, mas temos que encontrar o equilíbrio certo. É sobre isso que será a conversa.” Mas uma pesquisa nacional Reuters/Ipsos, realizada de 17 a 20 de setembro, mostra que cerca de 73% dos entrevistados estão preocupados que as empresas de IA não tenham feito o suficiente para evitar que a tecnologia cause danos graves à sociedade. Além disso, 55% disseram que seria positivo desacelerar o desenvolvimento da IA. Amodei, da Anthropic, tem falado abertamente sobre os riscos da IA. Em 23 de setembro, ele disse ao Conselho de Segurança da ONU que, se for mal administrada, “a IA pode representar um risco para a humanidade como um todo”. A Reuters informou na segunda-feira que esse alerta voltou a aparecer no prospecto de abertura de capital da empresa. A Anthropic busca uma avaliação de US$ 2 trilhões para uma tecnologia que, segundo a própria empresa, poderia superar a industrialização em seu impacto sobre a economia global. Segundo uma ordem executiva assinada por Trump em junho, desenvolvedores de IA são convidados a apresentar voluntariamente ao governo dos EUA, para análise, “modelos de fronteira abrangidos” até 30 dias antes de disponibilizá-los a parceiros de confiança. Antes da reunião, Trump discursará em um evento para apresentar um novo site, America.gov, que contará com a presença de CEOs de empresas de tecnologia e do vice-presidente JD Vance. Trump e Xi divergem sobre controle da tecnologia A reunião também ocorre após o presidente chinês Xi Jinping visitar a Casa Branca na semana passada para conversas com Trump que revelaram visões divergentes sobre IA. Enquanto Trump afirmou nas redes sociais que Xi concordou com seu plano de “deixar exatamente como está”, Xi pareceu defender uma abordagem mais ativa. “Nós temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e administrar a IA para o bem e garantir que seu desenvolvimento esteja sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas”, disse Xi.
29/09/2026 15:38:08 +00:00
Cultura ou resultados? Pesquisa mostra o que acontece nas empresas quando a meta aperta

O Programa de Pós-Graduação em Administração de Empresas da Unifor tem como missão contribuir para a evolução da pesquisa científica, da cultura estratégica e organizacional e das práticas da ciência administrativa nas organizações getty images Muitas empresas apresentam sua cultura organizacional já no processo seletivo. Ela aparece nos sites corporativos, em campanhas de recrutamento, treinamentos e programas de integração. O desafio começa depois: manter esses valores vivos quando as metas apertam, a pressão por resultados aumenta e a cobrança por produtividade se intensifica. Uma pesquisa realizada pelo iFood em parceria com o Instituto QualiBest mostra que a maioria dos profissionais acredita que uma cultura forte melhora os resultados das empresas. Ainda assim, boa parte deles vê esses valores perderem espaço justamente nos momentos em que são mais colocados à prova. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, 89% dos entrevistados acreditam que uma cultura forte contribui para melhores resultados. Na prática, porém, apenas 43% afirmam ver a cultura orientando decisões de negócio. Para 58%, quando a pressão por metas aumenta, a cultura é a primeira coisa a ceder. Entre os líderes, 41% admitem abrir mão dela para atingir resultados. Como se identifica o adoecimento mental no trabalho A pesquisa ouviu 1.406 profissionais de empresas com mais de 100 funcionários em todo o país, de analistas a executivos C-level. Os dados ajudam a explicar uma contradição cada vez mais presente no mercado de trabalho: embora as empresas invistam em discursos sobre propósito, valores e bem-estar, muitos profissionais não enxergam esses princípios sendo mantidos quando surgem pressões por produtividade, crescimento ou redução de custos. Essa percepção tem consequências que vão além do clima organizacional. Durante muito tempo, salário, benefícios e possibilidade de promoção eram os principais fatores considerados por profissionais ao decidir entrar ou permanecer em uma empresa. A pesquisa indica que isso mudou. Hoje, a cultura organizacional também pesa nas escolhas de carreira. Segundo o levantamento, 79% afirmam que a forma como uma empresa coloca seus valores em prática influencia, ou influenciaria, uma decisão profissional. Na prática, 73% já recusaram uma oferta, pediram demissão ou decidiram permanecer em um emprego por causa da cultura da organização. Os números ajudam a explicar por que especialistas em gestão de pessoas frequentemente associam incoerências entre discurso e prática a problemas de engajamento, retenção de talentos e rotatividade. Afinal, quando os funcionários percebem que os valores divulgados internamente não se refletem nas decisões do dia a dia, a tendência é que a confiança na empresa diminua. O levantamento mostra ainda que 88% dos entrevistados consideram que uma cultura efetivamente praticada melhora as condições de trabalho. Chefes e funcionários enxergam empresas diferentes Outro resultado chama atenção para a distância entre a percepção da liderança e a dos demais profissionais. Entre diretores e executivos, 60% afirmam ver a cultura sendo praticada sempre. Entre analistas e especialistas, o percentual cai para 23%. A diferença aparece também quando os profissionais avaliam o próprio conhecimento sobre a cultura organizacional. Enquanto 69% dos diretores dizem conhecê-la muito bem, apenas 36% dos analistas afirmam o mesmo. Para 60% dos entrevistados, a maior distância entre discurso e prática está justamente na alta e média gestão. O resultado sugere que muitas empresas conseguem comunicar seus valores para a liderança, mas encontram dificuldades para transformar esses princípios em experiências concretas percebidas por quem está na operação. IA aumenta pressão por produtividade A pesquisa também identificou uma relação cada vez mais forte entre cultura organizacional e inteligência artificial. O tema ganha importância num momento em que empresas ampliam investimentos em IA ao mesmo tempo em que aumentam a cobrança por produtividade. Um levantamento do Upwork Research Institute, citado em reportagem do g1 sobre Wokslop, mostrou que 96% dos executivos acreditam que a IA aumentará a produtividade, mas 77% dos profissionais afirmam que a carga de trabalho cresceu após a adoção dessas ferramentas. 📎 O termo Workslop vem da junção das palavras "work" (trabalho) e "slop" (malfeito), e pode ser traduzido livremente como "trabalho desleixado". Ele passou a ser usado para descrever tarefas geradas por IA que — na ânsia de economizar esforço ou acelerar processos — são superficiais e oferecem pouco valor prático para quem precisa utilizá-las. A pesquisa também identificou que 81% dos líderes aumentaram as expectativas sobre suas equipes e que 71% dos trabalhadores relatam sinais de burnout. Nesse contexto, a nova pesquisa do iFood indica que a adoção da IA pode representar mais um teste para a consistência da cultura organizacional. Entre os líderes, 70% afirmam esperar ser cobrados para conduzir suas equipes na adoção da inteligência artificial. Apesar disso, apenas 25% dizem se sentir muito preparados para essa missão. A percepção dos profissionais é que o avanço tecnológico acontece mais rápido do que a preparação das empresas e das lideranças. Falta preparo e, muitas vezes, faltam ferramentas Embora 71% dos entrevistados afirmem estar familiarizados com inteligência artificial e 45% utilizem essas ferramentas várias vezes ao dia, o acesso e o suporte ainda são desiguais. Segundo a pesquisa, 57% trabalham em empresas que incentivam o uso da tecnologia e disponibilizam ferramentas adequadas. Outros 28% recebem incentivo para utilizar IA, mas precisam buscar as soluções por conta própria. O cenário reforça um dos desafios apontados por especialistas: a pressão para produzir mais com inteligência artificial muitas vezes vem antes da definição de processos, treinamentos e governança. A pesquisa mostra que 55% dos profissionais associam diretamente a adoção da IA à cultura organizacional. Entre aqueles que dizem ver a cultura sendo praticada sempre, esse percentual sobe para 75%. O dado sugere que a transformação tecnológica não depende apenas da ferramenta, mas também da capacidade das empresas de criar um ambiente que ofereça orientação, segurança e preparo para os trabalhadores. No fim das contas, os resultados indicam que o principal desafio não é convencer as empresas de que cultura importa. Nisso, quase todos concordam. A dificuldade está em manter esses valores de pé justamente quando surgem as metas, as pressões por produtividade e as transformações trazidas pela inteligência artificial.
29/09/2026 15:00:00 +00:00
Prazo para opção pelo Simples Nacional e escolha sobre IBS e CBS muda; entenda novas regras

Simples Nacional: empresas do PI têm até 30 de setembro para escolher novo modelo de tributação Divulgação Microempresas e empresas de pequeno porte terão novos prazos para fazer escolhas relacionadas ao Simples Nacional e ao recolhimento, em 2027, da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criados pela reforma tributária. As mudanças foram estabelecidas pela Resolução CGSN nº 194, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (28). As empresas que quiserem ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 poderão fazer a solicitação até 15 de outubro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já as empresas que permanecerem no Simples e quiserem optar pelo regime regular de recolhimento do IBS e da CBS terão até 30 de outubro para fazer a escolha. Os dois procedimentos são diferentes e não devem ser confundidos. As principais datas são: 15 de outubro de 2026: prazo final para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027; 30 de outubro de 2026: prazo para regularizar pendências que impeçam a entrada no Simples e para optar pelo regime regular de IBS e CBS; 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026: período para cancelar as opções feitas. O cancelamento é irretratável. Agora no g1 As opções confirmadas terão efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. As empresas que não estão no Simples Nacional e querem aderir ao regime em 2027 devem fazer a solicitação entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026. Caso existam débitos ou outras pendências que impeçam a opção, a empresa terá até 30 de outubro para regularizar a situação. O prazo de regularização é fixo e vale para todas as empresas, independentemente da data em que o contribuinte tomou ciência do indeferimento. Por isso, quanto mais tarde a empresa identificar a pendência, menor será o tempo disponível para corrigi-la. Empresas que já estão regularmente no Simples Nacional não precisam fazer uma nova opção apenas para permanecer no regime. E o IBS e a CBS? Com a Reforma Tributária, as empresas do Simples Nacional poderão optar por apurar e recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular, em vez de recolher esses tributos dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Para o período de janeiro a junho de 2027, a opção poderá ser feita de 1º de setembro a 30 de outubro de 2026. Nesse modelo, a empresa continua no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a apurar o IBS e a CBS pelas regras do regime regular. A escolha também terá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Vale lembrar que a opção pelo Simples Nacional e a escolha pelo regime regular de IBS e CBS são decisões distintas. Uma empresa que deseja entrar ou retornar ao Simples precisa respeitar o prazo de 15 de outubro. Já a escolha pelo regime regular de IBS e CBS pode ser feita até 30 de outubro, mas somente por empresas que estejam no Simples Nacional. Por isso, perder o prazo de ingresso no Simples pode impedir a empresa de fazer posteriormente a escolha pelo regime regular de IBS e CBS. É possível cancelar a escolha? Sim. Tanto a opção pelo Simples Nacional quanto a escolha pelo regime regular de IBS e CBS poderão ser canceladas entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026. Segundo as regras divulgadas pelo Comitê Gestor, o cancelamento é irretratável. Empresas recém-abertas A resolução também estabelece regras específicas para empresas com CNPJ inscrito em determinados períodos do fim de 2026. Por isso, empresas abertas recentemente precisam verificar em qual situação se enquadram, já que os procedimentos podem ser diferentes dos aplicáveis aos demais contribuintes. Decisão depende do perfil da empresa A escolha entre as alternativas deve considerar as características de cada negócio e os impactos da transição para o novo sistema tributário. A análise pode levar em conta, por exemplo, a atividade exercida, o perfil dos clientes e a estrutura de custos da empresa. A recomendação de entidades do setor é que os empresários levantem as informações necessárias e discutam as alternativas com o contador ou profissional responsável pela área tributária antes de fazer a opção. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Simples Nacional muda em 2027: empresas devem escolher como pagar novos impostos
29/09/2026 14:53:05 +00:00
Tesouro Nacional diz que alta da arrecadação com disparada do petróleo supera gastos para amenizar preços dos combustíveis

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, informou nesta terça-feira (29) que as receitas extraordinárias que o governo está obtendo neste ano com a alta do petróleo estão superando os gastos com combustíveis autorizados para atenuar o impacto do conflito previstos para 2026. De acordo com ele, a previsão é de que o governo arrecade R$ 67,5 bilhões a mais neste ano por conta da alta do petróleo, resultado da guerra no Oriente Médio. Isso contempla arrecadação com a venda de petróleo, "royalties", participações especiais e até mesmo o imposto de exportação que passou a ser cobrado. Ao mesmo tempo, foram contabilizados, até agosto, R$ 32,4 bilhões em créditos extraordinários (gastos) autorizados para amenizar os efeitos da guerra para a população, ou seja, subsídios para combustíveis. Outros R$ 8 bilhões em desonerações (reduções de impostos) também foram feitos no começo deste ano. Agora no g1 O Tesouro Nacional explicou que novos subsídios, concedidos no fim da semana passada, ainda não foram contabilizados e aumentarão a despesa do governo no ano de 2026 fechado, como a prorrogação da chamada subvenção ao diesel, ou seja, um tipo de subsídio, por mais 30 dias. Isso quer dizer que as despesas ainda vão aumentar. A área econômica esclareceu que os créditos extraordinários ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, que determina que as despesas não podem crescer acima de 2,5% ao ano, em termos reais (acima da inflação). Na parcial até agosto, as despesas totais do governo federal avançaram bem acima disso (5,7% em termos reais). Além dos gastos extraordinários com a guerra, precatórios também estão sendo excluídos do teto da regra. Bolsa Família O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou, porém, que os créditos extraordinários são contabilizados para fins de cumprimento da meta fiscal deste ano – de um superávit primário de R$ 36,3 bilhões (com intervalo de tolerância e abatimento de precatórios). Na semana passada, o governo efetuou um bloqueio de R$ 13,6 bilhões no orçamento para cumprir essa meta, mas conseguiu liberar outros valores pelo fato de as despesas estarem abaixo do teto do arcabouço. Isso quer dizer que o fato de as receitas com petróleo estarem superando as despesas com subsídios de combustíveis ajudaram a equipe econômica a liberar outros gastos como, por exemplo, o reajuste do Bolsa Família - concedido algumas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais. O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem repetido em entrevistas que o Brasil não seria "sócio" da guerra, ou seja, que a receita extra com o petróleo seria utilizada para atenuar os impactos do conflito para a população, notadamente para conter o aumento nos preços dos combustíveis. Crise no Estreito de Ormuz fez preços de petróleo dispararem Getty Images via BBC
29/09/2026 14:32:12 +00:00
Com emprego em alta, Brasil registra ocupação e inadimplência recordes

Pedestres na Rua 25 de Março Reprodução O Brasil continua tendo um mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego nas mínimas da série histórica e o rendimento em alta. Ainda assim, as famílias convivem com o orçamento apertado e o aumento do endividamento. O contraste aparece em dois indicadores divulgados nesta terça-feira (29). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, com recorde na população ocupada: 103 milhões de pessoas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao mesmo tempo, dados do Banco Central (BC) mostram que a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5% em agosto. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011. Para economistas, o mercado de trabalho tem ajudado a sustentar a renda e o consumo, mas a manutenção dos juros altos por tanto tempo empurra a economia na direção oposta: desacelera a atividade e, com o crédito mais caro, contribui para o aumento da inadimplência. Agora no g1 "A taxa de desemprego segue baixa e estável, mas o ritmo de criação de vagas perdeu força. Além disso, a sequência de quedas da massa salarial merece acompanhamento mais próximo, por ser um cenário menos favorável para o consumo das famílias", afirma o economista do ASA Investimentos, Leonardo Costa. O IBGE também mostrou que o crescimento recente da ocupação ficou concentrado em setores específicos, como construção e indústria, enquanto os demais ficaram estáveis. Para a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, essa combinação entre o desemprego baixo e um crescimento concentrado em menos setores indica que o mercado de trabalho começa a perder força. "O mercado de trabalho tende a responder com atraso à desaceleração da atividade, e os primeiros efeitos do aperto dos juros aparecem sobre o ritmo de contratação antes de alcançarem o estoque de empregos", explica. Veja abaixo os principais dados sobre emprego e inadimplência: Desemprego Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, queda de 0,3 ponto percentual (p.p.) tanto em relação ao trimestre encerrado em maio quanto ao mesmo período de 2025. Nos dois casos, a taxa era de 5,6%. Ao todo, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no período. A população ocupada, por sua vez, atingiu 103,5 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica. O número representa alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas) e de 1% no ano (mais 1,1 milhão). Evolução da taxa de desemprego no Brasil até agosto. Arte/g1 O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão ocupadas, foi de 58,9%. O indicador avançou 0,3 p.p. em relação ao trimestre anterior (58,6%) e ficou estável na comparação anual (58,8%). Veja os principais destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,5 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,4 milhões Empregados com carteira assinada (sem incluir trabalhadores domésticos): 39,5 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,7 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões Inadimplência Segundo o BC, a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu de 4,9% em julho para 5% em agosto, o maior patamar desde o início da série histórica da instituição, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera operações de crédito com mais de 90 dias de atraso, tanto de pessoas físicas quanto de empresas. Entre as pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,8% em julho para 6% em agosto, o maior patamar da série histórica. Já entre as empresas, a inadimplência ficou estável em 3,3% no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%). E as contas públicas? Além dos indicadores sobre emprego, renda e a situação financeira das famílias, outro dado divulgado nesta terça-feira ajuda a compor o cenário econômico às vésperas das eleições: o resultado das contas do governo. Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Tesouro Nacional mostram que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto. 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas. Quando as receitas superam os gastos, há superávit primário. Esse cálculo não considera os juros da dívida pública. Apesar de negativo, o resultado representa uma melhora em relação a agosto do ano passado, quando o déficit foi de R$ 16,2 bilhões, em valor corrigido pela inflação. O resultado também foi o melhor para um mês de agosto desde 2021, quando o déficit primário ficou em R$ 11,8 bilhões, também em valor corrigido pela inflação. 🔎 Para os economistas, um bom resultado das contas públicas é determinante para que o BC tenha conforto de baixar a taxa básica de juros (Selic) mais rapidamente — apenas se a inflação também continuar controlada. Juros podem continuar caindo Segundo economistas, os sinais de perda de força do mercado de trabalho e de desaceleração da economia reforçam a possibilidade de novos cortes de juros. "Mas também reforça a necessidade de cortes graduais, uma vez que o mercado de trabalho ainda mostra pouca mobilidade", afirma Benedito, do PicPay. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o BC reforçou a necessidade de cautela na condução da política de juros diante de um cenário ainda incerto. "No contexto atual de incerteza, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de [definição dos juros] será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou o comitê no documento. Em seu último encontro, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo da taxa. Trajetória da taxa Selic - setembro de 2026 Arte/g1
29/09/2026 14:24:52 +00:00
Contas do governo têm déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto, melhor saldo para o mês em cinco anos

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto, informou Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 16,2 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Apesar de negativo, esse também foi o melhor resultado para meses de agosto desde 2021, quando foi registrado um déficit primário de R$ 11,8 bilhões (com a correção). Agora no g1 Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das receitas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento dos gastos no mês passado. Segundo o governo, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências, registraram alta real de 3,5% em agosto deste ano, para R$ 187,9 bilhões. O crescimento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com receitas decorrentes da alta do petróleo. ➡️Já as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 1,9% em agosto, para R$ 201,5 bilhões. Os principais aumentos foram: No que se refere às despesas, o aumento observado em agosto foi influenciado, principalmente, por: Fundo Especial de Financiamento de Campanha - FEFC (+R$ 4,9 bilhões), que não foi realizado em 2025; Benefícios Previdenciários (+R$ 2,7 bilhões); Abono e Seguro-Desemprego (+R$ 2,4 bilhões); Créditos Extraordinários (+R$ 1,3 bilhão), impacto das medidas de combate aos conflitos no Oriente Médio. Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas Marcello Casal Jr./Agência Brasil Parcial do ano No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 94,9 bilhões. ➡️Isso representa piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 87,5 bilhões (corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o pior resultado, para esse período, desde 2024 (R$ 107,1 bilhões em valores atualizados). 📈 Nos oito primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 5,7% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,67 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,75 trilhão entre janeiro e agosto deste ano (valor nominal), com uma alta real de 5,7% no período. Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas e use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit no limite da banda, de R$ 67,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
29/09/2026 13:03:42 +00:00
Nvidia anuncia aumento recorde em programa de recompra de ações, e total chega a US$ 235 bilhões

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Nvidia ampliou em US$ 150 bilhões o valor autorizado para comprar de volta suas próprias ações. Foi o maior aumento já registrado em um programa de recompra, superando os US$ 110 bilhões aprovados pela Apple em 2024. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a ampliação, a Nvidia passa a ter US$ 235 bilhões disponíveis para recompras, que espera realizar até 2028. A empresa vem gerando mais dinheiro com a crescente demanda por chips usados para treinar sistemas de inteligência artificial. “Nossa geração de caixa nos dá a capacidade de investir nas tecnologias que impulsionam essa transformação e devolver capital aos acionistas”, afirmou o presidente-executivo Jensen Huang em comunicado. ➡️ Por que uma empresa recompra as suas ações? Os motivos variam conforme a estratégia de cada companhia, mas os principais são: Devolver dinheiro aos acionistas: a empresa compra os papéis de investidores que desejam vendê-los, repassando a eles parte dos seus recursos. Aumentar a participação de quem continua investindo: com menos ações em circulação, cada papel passa a representar uma fatia maior da empresa. Assim, quem mantém suas ações aumenta sua participação sem precisar comprar mais. Buscar a valorização das ações: ao comprar seus próprios papéis, a companhia aumenta a demanda por eles, o que pode ajudar a elevar a cotação. Dar destino ao dinheiro que sobra no caixa: a empresa pode optar pela recompra quando avalia que não precisa usar esses recursos em investimentos ou em outras necessidades do negócio. No caso da Nvidia, a recompra pode ser uma forma de repassar aos acionistas parte do dinheiro gerado pela forte demanda por chips de inteligência artificial. Trump diz que vai autorizar venda de semicondutores de IA da Nvidia para a China Nvidia prevê avanço de 70% na receita No mês passado, a Nvidia previu um crescimento de cerca de 70% na receita para o ano fiscal de 2028. A projeção tranquilizou investidores que questionavam por quanto tempo os gastos com IA continuariam avançando, após anos de forte expansão. A empresa também vem investindo em startups de IA e em companhias que oferecem serviços de computação em nuvem. Esses investimentos têm levado alguns investidores a questionar se o dinheiro repassado a essas empresas acaba sendo usado para comprar chips da própria Nvidia, sustentando indiretamente a demanda por seus produtos. A Nvidia encerrou o trimestre de julho com US$ 22,44 bilhões em caixa e em aplicações que podem ser rapidamente convertidas em dinheiro.
29/09/2026 12:01:30 +00:00
Desemprego fica em 5,3% em agosto e Brasil bate recorde de 103,5 milhões de ocupados

Desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto deste ano. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,3 ponto percentual (p.p.) tanto em relação aos três meses encerrados em maio quanto na comparação com o mesmo período de 2025 — ambos com taxas de 5,6%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o IBGE, o país tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no trimestre até agosto, uma redução de 4,6% (menos 281 mil pessoas) em relação aos três meses de março a maio, quando havia 6,1 milhões de desempregados. O número também caiu 4,9% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 300 mil pessoas. A população ocupada, por sua vez, atingiu 103,5 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica. O número representa uma alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas) e de 1% no ano (mais 1,1 milhão). Evolução da taxa de desemprego no Brasil até agosto. Arte/g1 Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, os setores que impulsionaram esse crescimento foram a indústria e a construção. “A indústria passou por um período de redução no último ano, teve alguma estabilidade e, agora, volta a apresentar crescimento. Esse recorte já reflete um momento em que o mercado consegue avaliar o desempenho do ano e começa a colocar em prática o planejamento para o segundo semestre”, explica o especialista. Segundo ele, a indústria tende a se movimentar antes dos períodos de vendas mais fortes no comércio, pois as empresas precisam aumentar a produção e os estoques para atender à demanda. O analista também destacou que os níveis elevados de emprego e rendimento ajudam a sustentar o consumo. O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão ocupadas, foi de 58,9%. O indicador avançou 0,3 p.p. em relação ao trimestre anterior (58,6%) e ficou estável na comparação anual (58,8%). A taxa composta de subutilização ficou em 13,1%, relativamente estável em relação ao trimestre anterior (13,3%) e 1 p.p. abaixo do registrado há um ano (14,1%). Ela mostra a parcela de pessoas que poderiam trabalhar mais, mas não conseguem, incluindo desempregados, quem trabalha menos horas do que gostaria e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para começar a trabalhar. A população subutilizada ficou em 15 milhões no trimestre até agosto, também estável frente aos três meses anteriores e 6,5% menor do que no mesmo período do ano passado (menos 1 milhão de pessoas). Veja os principais destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,5 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,4 milhões Empregados com carteira assinada (sem incluir trabalhadores domésticos): 39,5 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,7 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões A população fora da força de trabalho alcançou 66,4 milhões de pessoas, ficando estável no trimestre e registrando alta de 0,9% na comparação anual (mais 561 mil pessoas). Já a população subocupada por insuficiência de horas ficou em 4,3 milhões, estável no trimestre e 6,2% menor no ano (menos 286 mil pessoas). O grupo reúne pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e estão disponíveis para trabalhar mais. A população desalentada chegou a 2,4 milhões de pessoas, ficando estável no trimestre e recuando 11,9% no ano (menos 317 mil pessoas). O percentual de desalentados foi de 2,1% no período. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Evolução do número de desempregados no país até agosto. Arte/g1 Carteira assinada segue no nível mais alto O número de empregados no setor privado com carteira assinada, sem considerar trabalhadores domésticos, também permaneceu em nível recorde no trimestre até agosto. Segundo o IBGE, eram 39,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada no período, o maior contingente da série. O número ficou estável tanto no trimestre quanto no ano. Já o número de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,7 milhões, enquanto o de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões e o de trabalhadores domésticos, a 5,5 milhões. Em todos os casos, houve estabilidade no trimestre e no ano. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. Ela era de 37,3% no trimestre encerrado em maio, quando havia 38,3 milhões de trabalhadores informais. No mesmo período do ano passado, estava em 38%, com 38,9 milhões de trabalhadores nessa situação. Rendimento estável O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777, estável em relação ao trimestre anterior e 3,7% maior na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 385,6 bilhões, o maior nível da série, com alta de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% no ano (mais R$ 17,5 bilhões). Carteira de trabalho Divulgação / PMMC
29/09/2026 12:00:33 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,21 com dados de emprego e preço do petróleo no radar; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,16% nesta terça-feira (29), cotado a R$ 5,2166. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,46% na reta final do pregão, aos 183.828 pontos. Os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos foram os destaques da sessão. No exterior, investidores acompanharam as variações nos preços do petróleo e os sinais sobre a condução dos juros pelos bancos centrais das principais economias do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A taxa taxa de desemprego do país ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada bateu o recorde de 103,5 milhões. Investidores também repercutiram novos indicadores de inadimplência e atividade econômica, além do resultado primário do governo central. ▶️ As atenções também ficaram voltadas ao cenário político, em meio à proximidade das eleições presidenciais. Na véspera, uma nova pesquisa Quaest mostrou Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no primeiro turno. (leia mais abaixo) ▶️ No exterior, novos dados do mercado de trabalho americano ficaram no centro das atenções. Segundo o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, as vagas de emprego abertas no país diminuíram em agosto. As demissões, por outro lado, continuaram em níveis baixos, o que sinaliza um mercado de trabalho estável. ▶️ Investidores ainda seguem acompanhando os riscos de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em meio às incertezas em relação às tensões no Oriente Médio. O foco está nos possíveis impactos sobre o petróleo, cujo preço pode influenciar a inflação e os mercados globais. ▶️ O barril tipo Brent, referência internacional, recuava 2,81% por volta das 17h, a US$ 102,32. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,69%; Acumulado do mês: +0,71%; Acumulado do ano: -4,96%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,26% Acumulado do mês: +3,14%; Acumulado do ano: +13,57%. Agenda econômica Por aqui, além da taxa de desemprego e do nível recorde da população ocupada, o mercado também avalia novos dados de inadimplência divulgados pelo Banco Central. Segundo a instituição, a taxa saiu de 4,9% em julho para 5% em agosto, alcançando o maior nível da série histórica. Entenda mais nesta reportagem: Com emprego em alta, Brasil registra ocupação e inadimplência recordes Já nos EUA, o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, as vagas de emprego abertas no país diminuíram em agosto. As demissões, por outro lado, continuaram em níveis baixos, o que sinaliza um mercado de trabalho estável. De olho nas eleições A Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, os dois tinham 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Confira os principais dados da pesquisa) 🔎 No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%. Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual da rodada anterior. Romeu Zema (Novo) tem 1%, também estável em relação ao levantamento anterior. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%. Em relação à avaliação do governo, 49% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam. Já na taxa de rejeição, Flávio aparece com 56% e Lula, com 54%. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme o aumento dos rendimentos dos títulos públicos americanos (treasuries) prejudicava o apetite por risco e compensava os ganhos das ações relacionadas à inteligência artificial. O Dow Jones recuou 0,25%, enquanto o S&P 500 teve perda de 0,12% e o Nasdaq Composite registrou queda de 0,09%. Na Europa, os principais índices acionários da região fecharam mistos, sentindo os efeitos dos rendimentos dos títulos americanos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,59%, enquanto o CAC- 40, da França, caiu 0,08% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,14%. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta nesta terça-feira (29), depois que o governo do país prometeu ampliar as medidas de estímulo à economia para enfrentar as dificuldades do país. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,2%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,1%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,5%, o Nikkei, do Japão, recuou 0,60% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,27%. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik * Com informações da agência de notícias Reuters.
29/09/2026 12:00:00 +00:00
Em meio à corrida eleitoral, inadimplência volta a subir e bate novo recorde em agosto
A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 4,9% para 5% de julho para agosto, informou nesta terça-feira (29) o Banco Central (BC). O valor atingiu, assim, o maior patamar desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,8%, em julho, para 6% em agosto, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência ficou estável em 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%). Agora no g1 Programas de renegociação de dívidas O novo aumento na taxa de inadimplência acontece em meio à corrida eleitoral e apesar de o governo ter lançado, em maio deste ano, o "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, outro programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo. Mais recentemente, na última semana, o governo anunciou uma rodada do Desenrola, com a previsão de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas. O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Governo anuncia terceira etapa do programa Desenrola Uso do cartão de crédito segue alto A estratégia do governo de combater o alto nível de endividamento da população integra um pacote de ações que contempla, também, a proibição das apostas online — as chamadas bets. Os dados do Banco Central mostram, porém, que a população continua tomando linhas de crédito bancárias que contam com juros proibitivos, como é o caso do cartão de crédito rotativo — considerado um dos grandes vilões do endividamento. ➡️De janeiro a agosto deste ano, os bancos liberaram R$ 311 bilhões por meio dessa linha de crédito, se aproximando dos R$ 400 bilhões desembolsados em 2025 (o maior dos últimos anos). ➡️A taxa de juros do cartão de crédito rotativo, a mais alta de todas, somou 445% ao ano em agosto deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 56% ao ano. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.
29/09/2026 11:40:42 +00:00
Dona do Claude admite que IA representa 'riscos para a humanidade'

Claude, da Anthropic, está entre os assistentes de IA mais populares do mundo, rivalizando com ChatGPT e Gemini Ryan Donegan/Flickr A empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic, criadora do modelo Claude, alertou investidores, antes de sua entrada na Bolsa, que a tecnologia pode representar "riscos existenciais para a humanidade", segundo o jornal Financial Times. O debate sobre os possíveis riscos relacionados à IA, cujos modelos podem apresentar comportamentos imprevisíveis, ganhou força recentemente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na semana passada, vários líderes do setor de IA pediram à ONU o aumento da vigilância sobre a tecnologia. O cofundador e CEO da Anthropic, Dario Amodei, chegou a se comprometer a desacelerar unilateralmente o desenvolvimento da IA. Segundo o documento informativo divulgado pela Anthropic para sua abertura de capital, a empresa registrou, no ano passado, uma perda operacional de mais de US$ 8 bilhões, em meio ao forte aumento dos gastos com capacidade de processamento. Agora no g1 O faturamento foi de quase US$ 4,6 bilhões, e a companhia prevê gastar US$ 518 bilhões nos próximos anos para sustentar seu crescimento. A AFP entrou em contato com a Anthropic, mas a empresa não quis comentar a informação publicada pelo Financial Times. Avaliada em US$ 965 bilhões em maio, a empresa, fundada em San Francisco, prepara uma entrada na Bolsa que pode bater recorde de arrecadação. Empresa criadora do Claude alerta investidores sobre possíveis riscos existenciais da IA antes de preparar entrada na Bolsa. Casos recentes em que sistemas de IA realizaram ações não autorizadas, como invadir sites, mostram o desafio de estabelecer limites para o desenvolvimento da tecnologia. A repercussão nos últimos dias chegou aos executivos de grandes empresas de IA, que até defenderam uma pausa no avanço das tecnologias para tornar seu desenvolvimento mais seguro. A discussão ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. "Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA", escreveu. Afinal, quais são os riscos reais da inteligência artificial para a sociedade? Ela realmente pode se revoltar contra os humanos? Veja as perguntas e respostas nesta reportagem: A IA pode superar a inteligência humana? Se revoltar? Veja o que dizem especialistas
29/09/2026 11:38:49 +00:00
MP que proíbe bets precisa ser aprovada pelo Congresso até o começo de março para não perder validade

Joédson Alves/Agência Brasil A medida provisória que proibiu as empresas de apostas online, chamadas de bets, foi publicada na última sexta-feira (25), com validade imediata, a nove dias do primeiro turno das eleições. Mas para que seja mantida, ela tem de ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, ou seja, até o fim de janeiro do ano que vem. Esse prazo legal, entretanto, fica suspenso durante eventual recesso do Congresso Nacional, conforme as regras das medidas provisórias. A Constituição federal prevê dois períodos de suspensão dos trabalhos legislativos: de 23 de dezembro a 1º de fevereiro e de 17 a 31 de julho. Com isso, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até 5 de março para não perder a validade. Se a MP não for votada e aprovada pelo Congresso dentro desse prazo, ela perde a validade e as apostas voltam a ser liberadas no país em março de 2027 — já com um novo Congresso Nacional eleito. O governo federal proíbe todas as bets no país ➡️Questionada pelo g1, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República informou que será feita uma articulação com os líderes da base aliada no Legislativo para construir o diálogo necessário para a aprovação da medida e contribuir para que sua apreciação avance dentro do prazo almejado. "O governo considera prioritária a apreciação da MP ainda neste ano e vai trabalhar, em diálogo com o Congresso Nacional, para que isso ocorra. Há confiança de que deputados e senadores darão ao tema a atenção compatível com sua importância e com seus impactos sobre a população", avaliou a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. 🔎Nesta semana, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram um pedido, no Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender os efeitos da medida provisória de Lula que determinou a proibição imediata da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos online no país. Perda de arrecadação O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online, conhecidas como "bets", desde o começo de 2025. No ano passado, foram arrecadados R$ 8,94 bilhões e, de janeiro a agosto deste ano, outros R$ 6,32 bilhões. Os dados são da Secretaria da Receita Federal. 🔎Os valores têm ajudado o governo a atingir as metas fiscais, ou seja, os valores de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem eles, o governo teria de apertar mais as contas públicas, podendo levar a bloqueios maiores de gastos. Governo defende Medida Provisória Na exposição de motivos da Medida Provisória, os Ministérios da Fazenda e da Justiça informaram que evidências disponíveis indicam que os "instrumentos existentes não têm sido capazes de assegurar proteção adequada à saúde, aos consumidores, às crianças e aos adolescentes e à estabilidade financeira das famílias". "Estudos estimam que, em 2025, a transferência líquida de recursos das famílias brasileiras para plataformas de apostas pode ter sido de dezenas de bilhões de reais, com impactos ainda maiores na economia nacional no mesmo período. Além disso há efeitos negativos sobre o consumo das famílias, a arrecadação tributária e a distribuição de renda", acrescentou o governo. Para ser editada, uma Medida Provisória precisa dos requisitos de urgência e relevância. Segundo a exposição de motivos, a relevância da medida "evidencia-se pela magnitude dos impactos econômicos, sociais e sanitários associados à exploração de apostas de quota fixa, incluindo o agravamento do endividamento das famílias, prejuízos à saúde mental da população, a exposição de crianças e adolescentes à atividade e a incidência desproporcional desses efeitos sobre grupos em situação de vulnerabilidade". Já a urgência, segundo o governo, decorre da constatação de que os "mecanismos regulatórios atualmente vigentes não têm se mostrado suficientes para assegurar proteção adequada aos direitos e interesses jurídicos afetados pela atividade". "A manutenção do regime atual durante o período necessário à tramitação legislativa ordinária permitiria a continuidade dos impactos econômicos, sociais e sanitários que fundamentam a presente proposta. Mostra-se, portanto, necessária a adoção imediata de medidas destinadas a reduzir a exposição de atuais e potenciais apostadores a riscos já amplamente documentados", acrescentou o Executivo.
29/09/2026 11:23:08 +00:00
Dona do ChatGPT pede desculpas por invasão de IA em site do governo australiano

Agente da OpenAI invade site do governo da Austrália; caso é inédito A OpenAI pediu desculpas pela invasão de um site do governo da Austrália por um agente de inteligência artificial que agiu sem autorização. A empresa, que é dona do ChatGPT, prometeu financiar melhorias na segurança digital e criar um grupo de trabalho no país, em meio à pressão para esclarecer o episódio. Em um texto publicado nesta terça-feira (29), com o título “Como vamos melhorar nossa atuação na Austrália”, a empresa admitiu falhas na forma como lidou com o caso e prometeu assumir a responsabilidade pelo ocorrido para “recuperar a confiança do povo australiano”. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A invasão aconteceu em junho, mas só foi divulgada na semana passada. Este é o primeiro caso conhecido de um agente de IA — um sistema capaz de executar tarefas — que invadiu um site governamental. O episódio provocou críticas no país. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o caso como “inaceitável” e criticou a demora da empresa em avisar o governo. “Em junho, durante atividades internas de treinamento e avaliação, nossos modelos acessaram sites do governo australiano de formas não autorizadas”, afirmou a OpenAI. “Também deveríamos ter lidado melhor com nossa resposta. Pedimos desculpas e estamos trabalhando para melhorar no futuro.” Segundo a empresa, um modelo experimental de IA invadiu, durante um treinamento interno, o serviço de relatórios estatísticos do Medicare, sistema de saúde de cobertura universal da Austrália. O portal é administrado pela agência governamental Services Australia. “Um modelo da OpenAI descobriu uma forma de obter acesso a uma área restrita do serviço, executou comandos, obteve arquivos internos, credenciais de acesso e estatísticas agregadas, além de gravar arquivos”, informou a companhia. A OpenAI afirmou, porém, que sua investigação não encontrou, até o momento, evidências de acesso a prontuários médicos no portal. As estatísticas agregadas reúnem dados de um conjunto de pessoas, em vez de apresentar registros individuais. Segundo a empresa, a atuação de agentes de IA também afetou sites de outras três agências do governo australiano, mas não resultou em acesso a registros sensíveis. A companhia anunciou que dará apoio específico aos órgãos afetados e usará recursos de seu fundo global de US$ 1 bilhão para reforçar a segurança digital do governo e de empresas. Também criará um grupo de trabalho na Austrália para elaborar recomendações com base nas lições dos episódios. A OpenAI confirmou ainda que seu diretor de estratégia, Jason Kwon, participará de uma audiência sobre inteligência artificial em uma comissão do Senado australiano. A sessão está marcada para 6 de outubro, em Sydney. O governo australiano anunciou uma análise rápida do caso. Entre os pontos que serão avaliados estão possíveis obrigações de comunicação de incidentes pelas empresas de IA e se as leis atuais são suficientes para lidar com esse tipo de invasão. Em outro episódio, a OpenAI cancelou o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, o GPT-6.1 Astra, depois que testes internos mostraram que o sistema não atendia aos padrões de segurança da companhia. Dona do ChatGPT diz que seus robôs podem ter invadido sistemas de vários órgãos do governo dos EUA ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images
29/09/2026 10:48:09 +00:00
Por que milhares de empresas estão fechando na Argentina e o que isso revela sobre a economia na era Milei?

Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters Durante uma visita a Nova York na semana passada, o presidente argentino Javier Milei afirmou não ver "nenhum problema" com o crescimento econômico do país. Ele fez essa declaração em resposta aos temores de que o país pudesse estar caminhando para uma "recessão técnica", fenômeno que ocorre quando há dois trimestres consecutivos de contração econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O primeiro semestre deste ano foi marcado por altos e baixos que aumentaram a sensação de fragilidade, embora, ao comparar o primeiro semestre com o mesmo período do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) tenha continuado a crescer a uma taxa de 2,2%. Apesar da expansão econômica e da drástica redução da inflação, de mais de 211% — quando ele assumiu o cargo — para 33,5%, o custo social das políticas de choque implementadas pelo governo deixou cicatrizes. LEIA TAMBÉM Argentina: pobreza sobe de 28,2% para 32,3% no primeiro semestre de 2026 Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei Milei chama ONU de 'inútil' e cita Malvinas como exemplo em discurso na Assembleia Geral Um em cada três argentinos vive na pobreza; o desemprego gira em torno de 8%, enquanto a renda e o poder de compra real da população continuam a ficar aquém da inflação. Uma das maiores preocupações dos argentinos é a precariedade do emprego, que levou muitas pessoas a trabalharem informalmente — sem contratos ou segurança social — e a contraírem dívidas muito além da sua capacidade de pagamento. A inadimplência afeta cerca de um terço daqueles que contraíram empréstimos, e muitos ainda não viram a recuperação econômica prometida por Milei refletida em seus bolsos. Enquanto isso, os salários estão caindo em relação ao custo de vida, os serviços básicos estão mais caros — após cortes nos subsídios — e grande parte da indústria manufatureira local foi afetada pela abertura às importações, que pôs fim a uma longa história de políticas de proteção à indústria nacional. Em meio ao debate sobre a discrepância entre os números macroeconômicos positivos e o cotidiano da maior parte da população, Milei classificou como "estúpida" a afirmação de que 80% dos argentinos têm dificuldades para sobreviver. "Com o que eles vão viver, ar? O que eles vão comer, ar? O que eles vão beber, ar?" Ele afirmou isso no início de setembro, durante a Convenção Anual do Instituto Argentino de Executivos de Finanças, em Puerto Iguazú. E rejeitou as críticas referentes ao aumento da inadimplência. "A realidade é que, quando o crédito privado passa de praticamente inexistente para uma expansão no ritmo atual, é matemática básica que a inadimplência aumentará durante a transição; é uma consequência natural", afirmou. No setor empresarial, surgiram vencedores e perdedores. O crescimento foi impulsionado por setores como mineração, energia, agricultura e serviços bancários (intermediação financeira), enquanto o comércio e a indústria têm enfrentado dificuldades neste ano, segundo os últimos relatórios do Banco Central da Argentina (BCRA). Por isso, fala-se em uma economia de duas velocidades ou até mesmo em um país com duas economias paralelas. E, entre as empresas que enfrentaram dificuldades, as pequenas e médias empresas (PMEs) foram as mais afetadas. Segundo o Centro de Economia Política Argentina (Cepa), com dados disponíveis até junho, 31.342 empresas fecharam desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, o equivalente a cerca de 6% do total. Essa estimativa, que a organização atualiza mensalmente, é baseada em informações fornecidas pela Superintendência de Riscos Ocupacionais (SRT), utilizando dados do sistema previdenciário, já que não existe um número oficial que relate especificamente a abertura e o fechamento de empresas no país. 'Tive que fechar' Pequenos empresários como Alejandro Marchizotti vivenciaram a dura realidade de ter que fechar as portas. Apesar de todas as suas tentativas de salvar seu negócio de hambúrgueres, o Hupa San Andrés, a situação ficou insustentável. "Os negócios estavam indo bem até que o consumo caiu drasticamente e eu tive que fechar", disse ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Alejandro Marchizotti teve que fechar sua hamburgueria neste ano Alejandro Marchizotti No início de 2024, os primeiros problemas começaram. As vendas estavam lentas, pagar os salários dos funcionários era uma luta, e a empresa fez um empréstimo, depois outro, mas não conseguiu se manter à tona. "Passei de cinco funcionários para apenas um", diz Marchizotti. A falta de clientes chegou a um ponto em que o negócio se tornou insustentável. "Além disso, o preço de serviços públicos como eletricidade e gás, e o custo do aluguel, me derrubaram", explica. A ausência de empregos formais e a proliferação de trabalhos precários, diz ele, jogaram contra o seu negócio: "As pessoas são demitidas e você para de comprar porque não pode pagar; eu vivi isso na pele." Ele acabou fechando a hamburgueria no final de maio e enfrenta um futuro incerto. "Estou ansioso porque tenho 63 anos e é difícil encontrar um emprego estável", destaca. Por enquanto, ele está dirigindo para passageiros de um aplicativo de transporte. Embora a experiência de Marchizotti seja comum entre pequenos empresários, outras grandes empresas, mais voltadas para a exportação, estão em boa situação. "O problema é que os setores que mais geram empregos estão com desempenho ruim", explicou Hernán Letcher, diretor da Cepa, à BBC News Mundo. Na sua perspectiva, o fechamento de empresas se deve a uma combinação de fatores, como a queda no consumo, a diminuição dos salários reais, o aumento das tarifas básicas dos serviços públicos e, claro, o grande volume de importações que entram no país. "A fatia do bolo encolheu. E essa fatia, que agora é menor, está sendo dividida com novos concorrentes que importam", argumenta. Durante o atual governo, a indústria manufatureira foi a mais afetada em termos de perda de empregos. As fábricas locais reclamam das dificuldades em competir com a entrada maciça de produtos estrangeiros de baixo custo, que — segundo elas — estão "destruindo" a indústria nacional. A União Industrial Argentina (UIA) afirmou que, apesar dos avanços alcançados por Milei em termos de estabilidade macroeconômica, o setor atravessa uma situação "crítica", com alta pressão tributária e dificuldades para obtenção de financiamento. A entidade também alertou que a transição para um novo modelo econômico envolve um profundo processo de adaptação, que "não é homogêneo nem imediato". Diante dessas questões, Milei afirmou que muitas das empresas que estão fechando são compostas por apenas uma pessoa, minimizando o impacto sobre o emprego. O Ministro da Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, anunciou há algumas semanas que mais de meio milhão de empregos foram criados durante o atual governo, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística. Essa declaração alimentou o debate sobre o mercado de trabalho argentino e trouxe à tona novamente a questão da qualidade dos empregos criados. Economistas vêm alertando nos últimos meses que uma análise mais detalhada da geração de empregos revela que o emprego formal, na verdade, diminuiu, enquanto o trabalho informal (sem contrato ou previdência social) e o trabalho autônomo aumentaram. Quando questionado sobre a questão do emprego em Nova York, o presidente argentino reconheceu que a geração de empregos sofreu uma reviravolta. "O que está acontecendo é que esses empregos estão sendo criados no setor informal. Portanto, há uma contração no setor formal e uma expansão no setor informal. O resultado líquido é a expansão", disse o presidente. Esse fenômeno, relacionado ao fechamento de empresas e ao crescimento desigual entre os setores e regiões produtivas do país, é um ponto de grande controvérsia, e Milei tem sido bastante claro em sua posição: "Aqueles que estão em pior situação, se não se adaptarem, irão à falência". Vencedores e perdedores Os setores de mineração, energia e agricultura, considerados os motores do crescimento econômico da Argentina, estão trazendo uma quantidade recorde de dólares para o país, um elemento fundamental para o atual governo atingir suas metas monetárias e fiscais e manter a estabilidade econômica. Milei tem defendido uma transição para setores capazes de gerar grandes quantidades de moeda estrangeira, com base em um programa de incentivos para grandes investimentos em projetos relacionados a gás, petróleo, lítio e minerais críticos, com compromissos de investimento que totalizam bilhões de dólares. Nesse contexto, o fechamento de empresas consideradas não competitivas e a perda de empregos formais no setor privado não parecem ser uma grande preocupação para o governo, segundo alguns especialistas. "Este é um governo mais preocupado com a estabilidade macroeconômica, e na Argentina, isso deve ser interpretado como ter dólares suficientes, e todo o resto lhes interessa pouco", afirma Letcher. Guido Zack, diretor da área econômica do Centro de Pesquisas Fundar e professor da Universidade Nacional de San Martín (Unsam), também argumenta que simplesmente acumular dólares não basta, pois incentiva apenas o desenvolvimento de um setor da economia. O economista concorda com a ideia de liberalização comercial para que as empresas argentinas possam competir com o resto do mundo nos mercados nacional e internacional, mas se preocupa com a forma como isso está sendo feito. "A economia precisa ser aberta, mas precisa ser aberta em condições de igualdade", declara à BBC News Mundo, acrescentando que muitas empresas estrangeiras pagam menos impostos do que as empresas argentinas. "O governo está abrindo a economia com condições equitativas em favor das empresas estrangeiras, e isso é uma sentença de morte para muitas empresas nacionais", argumenta Zack, apontando para um dos motivos que contribuíram para o fechamento de empresas. Outros fatores que aceleraram o fechamento de empresas, acrescenta ele, são a valorização da taxa de câmbio e o aumento dos custos de logística e financiamento em um ambiente econômico muito difícil. Com um dólar forte, impostos altos e financiamento caro, tornou-se muito difícil para elas competirem, diz o economista: "Apenas o setor da economia ligado às matérias-primas está crescendo, e estamos enfrentando o maior número de fechamentos de empresas em mais de 20 anos." O economista Miguel Boggiano, fundador e diretor da empresa CDI Capital, não compartilha dessa visão. "É impreciso dizer que nem todos os setores da economia estão crescendo", disse ele à BBC News Mundo. Embora seja verdade que os setores de energia, mineração e agricultura tenham apresentado maior crescimento, outros também cresceram, afirma ele, citando dados do Relatório de Política Monetária (IPOM), publicado trimestralmente pelo Banco Central. Em relação ao fechamento de mais de 30 mil empresas durante o governo Milei, Boggiano afirma que esse número é "enganoso". "Se o crescimento está em seu nível mais alto, como tantas empresas podem estar fechando?", questiona. "Parece um número enorme, mas, na realidade, as empresas que fecharam são muitas pequenas empresas com apenas um ou dois funcionários." "Eu imaginaria que esse número tenha sido usado principalmente para atacar o governo, para mostrar que houve uma destruição massiva de empregos, mas não é o caso", conclui. O importante, segundo o economista, é que o país está passando por uma grande transformação estrutural. Uma transformação que aponta para o crescimento de indústrias voltadas para a exportação, seguindo a tendência do comércio internacional. As empresas que fecharam, argumenta Boggiano, são geralmente negócios ou setores que, sob governos anteriores, eram financiados por meio de emissão monetária — ou seja, imprimindo dinheiro e aumentando a inflação. "Esses setores que foram financiados com políticas populistas são agora os mais afetados", afirma. No modelo atual, não há mais espaço para auxiliar as empresas por meio de emissão monetária, afirma. "O governo é responsável pela macroeconomia, é responsável por nivelar o campo de atuação, por reduzir os impostos o máximo possível e, para isso, precisa reduzir os gastos", acrescenta. E, segundo ele, as províncias também precisam reduzir a carga tributária sobre as empresas, algo que depende dos governos locais em cada região e não do governo central. Olhando para o futuro, sua perspectiva é de que muitas empresas dos setores produtivos, que atualmente enfrentam dificuldades, se recuperarão lentamente à medida que os salários superarem a inflação. "É por isso que é crucial que a inflação permaneça baixa", afirma Boggiano. O debate em torno do fechamento de empresas, da perda de empregos formais, das dívidas e do custo de vida continuará — especialmente a partir de outubro, quando o aumento do imposto sobre combustíveis entrará em vigor. E é provável que se intensifique consideravelmente no próximo ano, quando os argentinos forem às urnas para as próximas eleições presidenciais.
29/09/2026 10:27:01 +00:00
Dá para desligar uma IA? Entenda por que um 'botão de emergência' pode não ser tão simples

ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash É possível parar uma inteligência artificial? Tecnicamente, uma IA pode ser interrompida, enquanto estiver em um ambiente controlado. Mas quanto mais essa tecnologia atua de forma autônoma em vários sistemas, mais complexo se torna o bloqueio, alertam os especialistas. A pergunta parece cada vez mais pertinente, levando-se em conta que se multiplicam os incidentes de segurança relacionados com a IA e aumentam os temores sobre os riscos desta tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Existe um "botão de emergência"? "No campo da cibersegurança ligada à IA", um botão de desligamento de emergência, ou *kill switch* em inglês, designa "a capacidade de interromper a execução da ação de um agente de IA" - um programa construído sobre um modelo de IA generativa capaz de encadear sozinho uma série de tarefas -, explica à AFP Nicolas Papernot, professor na Universidade de Toronto e especialista em segurança informática e IA. Esse mecanismo teria que poder ser acionado no caso de uma IA escapar a qualquer controle e representar um risco para a segurança. Uma IA continua sendo um "programa informático", ressalta o pesquisador. Agora no g1 "A pessoa ou a organização que a criou pode interrompê-la, negando a ela o acesso à potência de cálculo necessária para sua execução", acrescenta. A situação se complica quando se autoriza ao programa agir para além de seu ambiente inicial. Segundo Papernot, isso pode acontecer se um "worm informático" (programa malicioso) controlado pela IA se propagar utilizando os recursos de outros dispositivos para se duplicar. "Nesse caso, seria preciso interromper simultaneamente todas as cópias geradas pelo worm, aparelho por aparelho", explica. Para Jean-Gabriel Ganascia, professor de informática na Universidade Sorbonne, a questão do 'kill switch' pode alimentar a ideia de "um risco metafísico" com uma IA que teria vontade própria. Mas para ele, o perigo mais concreto é nossa crescente dependência desses sistemas. É realmente possível desligar uma IA? Para Thierry Poibeau, diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS) e especialista em IA, a imagem de um único botão que permitiria "desligar a IA" é enganosa. "Não se pode simplesmente cortar a IA assim, há uma enorme quantidade de empresas no mundo inteiro, de programas, de serviços diferentes", afirma. "Não há ninguém que controle a IA" como um todo. Por outro lado, é tecnicamente possível interromper um sistema específico quando se controlam as máquinas e os serviços dos quais ele depende. Em um artigo publicado no LinkedIn, Hussein Abbass, professor de informática na Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) em Canberra, apresenta três níveis de complexidade. No primeiro, o sistema permanece no ambiente controlado por seu operador: a implementação de um dispositivo de parada de emergência é "em teoria e na prática realizável". No segundo nível, o agente dispõe de permissões para intervir em outros programas, arquivos ou máquinas: torna-se mais difícil interrompê-lo, em especial as ações que ele já desencadeou. No terceiro, o sistema amplia sua atuação para vários sistemas, a IA se torna um elétron livre e o objetivo já não é tanto "desligá-la", mas identificar os elementos que precisam ser interrompidos antes dos outros. "Uma vez que é acionada, é um pouco como um vírus informático", resume Poibeau. Quais são os perigos de um 'kill switch'? Quanto mais a IA for integrada às atividades cotidianas, maior será a probabilidade de que sua interrupção bloqueie também usos legítimos dessa tecnologia. À medida que "automatizamos cada vez mais aspectos da vida diária graças à IA", "será cada vez mais difícil distinguir uma IA maligna de uma IA inofensiva e, portanto, saber o que é preciso 'desligar'", explica Nicolas Papernot. Interromper um sistema de IA poderia ter como consequência degradar serviços dos quais já dependem empresas, administrações ou centros de saúde. "Em uma hipótese de perda real de controle" dos agentes de IA, "seria possível desativar a IA desconectando toda a potência de cálculo", mas "os custos e as consequências negativas seriam consideráveis", alerta Papernot. "Sempre podemos desligar as máquinas", insiste Jean-Gabriel Ganascia. Mas, na medida em que esses dispositivos ocupam cada vez mais espaço na sociedade, "ao mesmo tempo, não podemos desligá-los".
29/09/2026 07:00:01 +00:00
Política no trabalho: onde termina a conversa e começa o assédio eleitoral?

Ministério Público do Trabalho alerta para casos de assédio eleitoral Discussões sobre candidatos e eleições chegam a escritórios, fábricas e grupos corporativos de WhatsApp. Mas lei proíbe que relações de trabalho sejam usadas para interferir no voto alheio. A condenação recente de uma empresa por assédio eleitoral chama atenção para uma discussão entre trabalhadores e empregadores que ganha espaço às vésperas das eleições de 2026: até onde vai a liberdade de expressão política e a partir de que ponto uma conduta passa a configurar assédio eleitoral? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 4 de setembro, a Justiça trabalhista confirmou que a rede Marabraz terá de pagar indenização de R$ 10 mil a um ex-funcionário por um episódio ocorrido na campanha eleitoral de 2022. De acordo com a denúncia, a empresa criou um grupo de WhatsApp com funcionários, impediu que eles deixassem a conversa e os submeteu a pressão psicológica para votar no candidato apoiado pela chefia. A situação entre o ex-funcionário e a empresa teria se agravado após ele questionar o sistema de pagamento de comissões e culminou com a demissão por justa causa em janeiro de 2024. A Justiça trabalhista, porém, considerou a demissão inválida e a converteu em desligamento sem justa causa. A empresa foi condenada ao pagamento de verbas trabalhistas, comissões descontadas e horas extras, além da indenização por assédio eleitoral. A Marabraz chegou a recorrer e conseguiu a anulação da primeira sentença, com a realização de nova audiência para ouvir uma testemunha. Mas como a empresa não compareceu à nova sessão, a Justiça manteve as condenações e ainda aplicou multa de 7% sobre o valor da causa por litigância de má-fé. 🔎Ligigância de má-fé é uma atitude desonesta ou abusiva de uma das partes de um processo na Justiça. Procurada pela DW, a empresa de móveis não quis comentar a decisão judicial. Assédio eleitoral é crime Em época de campanha, tem sido cada vez mais comum que conversas sobre candidatos, partidos e propostas de governo façam parte do cotidiano do trabalho, seja em conversas de corredor, em grupos de WhatsApp corporativos ou reuniões internas. O problema, segundo especialistas ouvidos pela DW, começa quando a discussão deixa de ser uma manifestação espontânea e passa a envolver pressão, constrangimento ou tentativa de interferir na escolha política de outra pessoa. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a proibição de propaganda eleitoral e de assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos ou privados. A regra está prevista na Resolução nº 23.755, de março deste ano, que alterou algumas normas sobre propaganda eleitoral. Segundo o texto, quem der causa ou permitir a ocorrência do assédio eleitoral pode responder de acordo com a legislação. Onde termina a conversa e começa o assédio? Quando existe dependência econômica ou hierarquia, uma manifestação aparentemente política pode ser interpretada de outra maneira caso esteja associada a ameaças, benefícios, punições ou constrangimentos. Um comentário feito entre dois colegas, por exemplo, ocorre em condições diferentes de uma orientação dada por um chefe a um funcionário ou pela própria estrutura empresarial. Entre 2023 e agosto de 2026, a Justiça do Trabalho contabilizou 738 processos relacionados a assédio em ambiente de trabalho, a maioria movida pelos próprios trabalhadores. Em 92% dos casos analisados, havia características de assédio institucional, ou seja, a pressão política estava ligada à estrutura da empresa e não apenas à atitude isolada de um chefe. Quase 82% dos casos envolviam o chamado terror psicológico, que é caracterizado por associar a vitória de determinado candidato a demissões, fechamento da empresa ou crise econômica, enquanto o uso de ferramentas digitais, principalmente o WhatsApp, estiveram presentes em mais de 67% das situações. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que o assédio eleitoral pode ocorrer tanto presencialmente quanto por meios virtuais e não depende necessariamente de uma sequência de episódios. Assim, um único ato pode ser suficiente para caracterizar a prática, dependendo das circunstâncias. Posso falar de política no trabalho? A legislação eleitoral não transforma o local de trabalho em um espaço livre de opiniões políticas. Funcionários continuam podendo conversar sobre candidatos e propostas, desde que a manifestação não se transforme em pressão ou propaganda eleitoral irregular dentro da relação profissional. A principal diferença está na liberdade de quem participa da conversa. Uma discussão entre colegas pode fazer parte da convivência profissional quando todos têm condições de concordar, discordar ou simplesmente deixar o assunto de lado sem medo de consequências. Essa situação muda quando há uma relação hierárquica e dependência econômica, fator que coloca o trabalhador em uma posição de maior vulnerabilidade. Um gerente pode ter suas próprias preferências políticas, assim como qualquer trabalhador, mas isso não significa que possa usar sua posição para induzir subordinados a votar em determinado candidato. "Não é necessário haver ameaça explícita. Sutilezas dentro de uma conversa sugerindo posicionamento político e respostas, isso também pode se configurar um assédio", explica o advogado Marcus Linhares, Head de Gestão e Compliance Trabalhista. "A linha está entre o diálogo e o constrangimento. A partir do momento em que se constrange por posições políticas já começa a se configurar um assédio eleitoral." Chefe pode pedir voto para um candidato? "O chefe pode fazer a sua manifestação pessoal, porque a todos é garantido a expressão livre do pensamento e de suas preferências político-partidárias. Contudo, o limite aparece quando essa preferência passa de mera conversa e começa a se traduzir em interferência no trabalho dos funcionários", explica Izabelle Paes Omena de Oliveira Lima, especialista em direito eleitoral. Em outras palavras: um superior não pode usar da sua posição para pressionar funcionários a votar em determinado candidato ou partido. A situação pode assumir diferentes formas. Uma ameaça explícita, como associar a permanência no emprego ao apoio a um candidato, é uma forma evidente de pressão. Mas o assédio também pode ser mais sutil, por exemplo quando o empregador deixa claro que espera determinado comportamento político dos funcionários ou sugere que quem não acompanhar sua preferência poderá sofrer algum tipo de consequência profissional. Também podem entrar nesse contexto promessas de benefícios condicionadas ao voto, ameaças de demissão, mudanças desfavoráveis de escala, redução de oportunidades ou outras formas de prejuízo relacionadas à escolha eleitoral. "Aquele que exerce a chefia num ambiente de trabalho também tem o direito e a liberdade de manifestar as suas opções políticas. O que não pode é utilizar da sua função para querer discriminar, trazer qualquer tipo de empecilho ao subordinado, à sua equipe em relação a alguma imposição, algum tipo de sanção ou perseguição", acrescenta diz Flávio Bernardes, especialista em direito eleitoral e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral. O MPT cita ainda como exemplos de possíveis práticas de assédio eleitoral impedir ou dificultar o exercício do voto, descontar do salário o período utilizado para votar ou exigir que esse tempo seja compensado. Também pode configurar irregularidade definir escalas ou locais de trabalho com o objetivo de facilitar o voto de apoiadores e dificultar o de outros trabalhadores. Mas não é só o empregador que pode ter sua conduta enquadrada como assédio eleitoral. Isso vale também para colegas, dependendo do contexto, principalmente em discussões que envolvem coação, humilhação, discriminação ou tentativa de manipular a escolha política de outra pessoa. A análise considera a relação entre os envolvidos e as circunstâncias do episódio. "A linha sempre vai estar no respeito entre os colegas. A todos é garantido o direito de expressar sua opinião, inclusive política. Todavia, quando essa manifestação deixa de ser uma conversa e passa a ser uma pressão e humilhação ao colega, essa situação pode vir a caracterizar um assédio eleitoral", acrescenta Lima. Empresa pode organizar ato político? O ambiente de trabalho não pode ser transformado em espaço de campanha eleitoral por iniciativa do empregador. Isso vale para diferentes formatos, como convocar funcionários para participar de uma manifestação política, pedir que compareçam a um evento de campanha ou utilizar canais corporativos para promover determinado candidato. A conduta pode ultrapassar o limite da liberdade de expressão quando a iniciativa parte da empresa e está vinculada à relação profissional. A situação torna-se ainda mais sensível quando existe alguma forma de obrigação ou expectativa de participação. Um funcionário que acredita que sua presença pode influenciar sua avaliação, salário, uma promoção ou sua permanência no emprego não está diante de uma manifestação política em condições de igualdade. "Dentro do ambiente empresarial não se deve realizar manifestações específicas em relação a este ou aquele candidato convidando, especialmente, por parte da direção, toda a equipe e os seus subordinados. Já há jurisprudência, decisões que colocam que isso pode ser ou até mesmo caracterizar um abuso e não só uma propaganda indevida", acrescenta o ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral. O que fazer diante de um assédio eleitoral Para o trabalhador, uma das principais dificuldades é reconhecer quando uma situação ultrapassou o limite. A pressão nem sempre aparece de forma direta, como uma ameaça explícita. Nesses casos, é importante guardar registros como mensagens, áudios, vídeos, fotos, convocações e informações sobre possíveis testemunhas que possam ajudar na apuração dos fatos, segundo o MPT. O órgão informa ainda que denúncias podem ser feitas pela internet e que quem denuncia pode pedir que sua identidade seja mantida em sigilo. "O trabalhador pode procurar o seu sindicato, pode fazer uma denúncia no Ministério Público do Trabalho. As provas são diversas: podem ser conversas tratadas no WhatsApp, bilhetes, pode ser a própria propaganda eleitoral, uma convocação para reuniões. Vai depender da situação específica", explica Lima. Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais consegue liminar contra assédio eleitoral Divulgação / MPT
29/09/2026 06:00:00 +00:00
Por que a corrupção custa tanto? Entenda os efeitos além do dinheiro desviado

Quanto custa a corrupção para a economia? Não há um cálculo preciso de quanto custa a corrupção. O prejuízo vai além do dinheiro desviado e inclui recursos que deixam de chegar a áreas como saúde, educação e infraestrutura. A corrupção também distorce a concorrência. Quando contratos dependem de relações privilegiadas ou propina, nem sempre vence quem oferece o melhor serviço ou preço, tornando a economia menos eficiente. Outro impacto é a perda de confiança nas instituições. Quando cresce a percepção de que as regras não valem para todos, diminui a disposição de segui-las. Por isso, o custo da corrupção também aparece nos serviços que não foram feitos, nos investimentos que não vieram e na confiança que se perdeu. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/09/2026 05:00:00 +00:00
Greve na Caixa: Tribunal do Trabalho julga paralisação nesta terça; o que pode acontecer?

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família O Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisa nesta terça-feira (29), às 14h30, o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a Caixa Econômica Federal e seus empregados, que estão em greve nacional desde 10 de setembro. A decisão ocorre após uma tentativa de mediação realizada pelo próprio tribunal terminar sem acordo entre banco e trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o impasse mantido, a Caixa decidiu levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado quando empregadores e trabalhadores não conseguem chegar a um acordo na negociação. 🤔 Mas o que pode acontecer agora? E como a greve afeta clientes, contas e benefícios sociais? Agora, o TST vai analisar o conflito entre a Caixa e seus empregados, cujo principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores do banco. Os empregados rejeitaram três propostas apresentadas pela instituição ao longo das negociações. Durante o julgamento, os ministros poderão tentar uma nova conciliação entre as partes. Caso não haja acordo, o TST poderá decidir sobre os pontos em disputa e estabelecer condições que deverão ser observadas pelo banco e pelos trabalhadores. Na prática, o tribunal pode ajudar a construir um acordo ou, se isso não for possível, determinar uma solução para encerrar o impasse. 🔎 O julgamento do dissídio não encerra automaticamente a paralisação. A continuidade ou não da greve dependerá do andamento do processo e das decisões que forem tomadas pelo tribunal e pelos representantes dos trabalhadores. Enquanto isso, o movimento segue por tempo indeterminado. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Como ficam as contas? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a greve não suspende a obrigação de pagar contas, boletos ou parcelas dentro do prazo de vencimento. O consumidor deve buscar canais alternativos para evitar multas e juros por atraso. A orientação é utilizar: aplicativo da Caixa; internet banking; caixas eletrônicos; casas lotéricas; estabelecimentos autorizados a receber contas e boletos. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. E os benefícios sociais? A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal
29/09/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 52 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.064 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 52 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (28), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (27), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
29/09/2026 03:00:00 +00:00
Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação, mas não são citados nas regras do TSE

Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação O uso de celular na cabine de votação é proibido, e quem leva o aparelho à seção eleitoral precisa deixá-lo em local indicado pelo mesário antes de votar. Mas, enquanto um telefone é relativamente fácil de identificar, outro tipo de dispositivo também proibido pode trazer um desafio diferente nas eleições deste ano: os óculos inteligentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Óculos inteligentes são modelos com lentes de grau ou de sol equipados com câmeras, microfones e alto-falantes e capazes até de publicar conteúdo diretamente nas redes sociais. Embora não sejam citados nominalmente nas regras do TSE, esses dispositivos se enquadram na proibição de portar, na cabine de votação, qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto. Imagem mostra um protótipo dos 'óculos inteligentes' do Facebook e os componentes presentes na haste Divulgação A medida impede que a opção escolhida na urna seja registrada, transmitida ou divulgada e também ajuda a coibir práticas como a compra de votos, em que o eleitor pode ser pressionado a apresentar uma prova de como votou. Quem se recusar a deixar equipamentos proibidos fora da cabine não poderá votar naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata e, se necessário, a polícia poderá ser acionada. "Sempre há uma autoridade policial de plantão nas seções para dar suporte aos mesários em casos de recusa ou desacato", explica Thomas Hannickel, advogado de direito digital da Legitimuz e especialista em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Desde abril de 2026, o g1 questiona o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização das eleições no Brasil, sobre como pretende lidar com o uso de óculos inteligentes na cabine de votação e se há alguma preparação específica para identificar esse tipo de dispositivo. Em resposta, o TSE tem citado o artigo 137 dos Atos Gerais do Processo Eleitoral para as Eleições de 2026, que estabelece que “é vedado à eleitora ou ao eleitor portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, ainda que desligados”. o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria O assunto preocupa especialistas pela dificuldade de fiscalização: além dos poucos modelos oficiais homologados no Brasil, há versões de marcas menos conhecidas à venda pela internet, com diferentes recursos de segurança e privacidade. Também há formas de comprometer mecanismos que indicam quando alguns desses dispositivos estão gravando ou fotografando, como o LED presente nos óculos da Meta. “A Justiça Eleitoral está preparada para garantir e assegurar que o eleitor tenha total liberdade de escolher seus candidatos", afirma o desembargador Roberto Maia Filho, vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-SP. "Por isso, continuará a colocar em prática a proibição de que o eleitor entre na cabine com o telefone celular, com óculos que tenham a funcionalidade de captar imagens ou com qualquer outro dispositivo que possa fazer a mesma coisa”, completa. Maia Filho diz que o uso de um novo formato de aparelho não muda a regra nem indica uma vulnerabilidade da urna eletrônica. O risco está na possibilidade de o eleitor produzir uma prova de sua escolha e depois apresentá-la a quem comprou o voto ou o coagiu. Segundo o desembargador, o procedimento com os óculos deve ser o mesmo aplicado ao celular: o mesário deve orientar o eleitor a deixar o equipamento fora da cabine. 🔎 Violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime, com pena de detenção de até dois anos. Se o registro for usado para comprovar uma escolha em troca de dinheiro ou outra vantagem, o caso pode envolver corrupção eleitoral; se houver violência ou grave ameaça, coação eleitoral. Os dois crimes têm pena de reclusão de até quatro anos e multa. Óculos já foram usados para comprovar compra de votos MP pede manutenção de cassação de vereador acusado de compra de votos com óculos espião no Pará MPE Um caso envolvendo um equipamento desse tipo já foi identificado nas últimas eleições municipais, em 2024, em Ourilândia do Norte, no Pará. Eleitores venderam seus votos por até R$ 200 e foram coagidos a irem às urnas usando um "óculos-espião" para comprovar que haviam votado no vereador Edivaldo Borges Gomes, conhecido como Irmão Edivaldo (MDB), como havia sido combinado. Os óculos tinham uma microcâmera embutida e chamaram a atenção de uma mesária. Mais de um eleitor entrou com o dispositivo na mesma seção eleitoral, conforme revelou o Fantástico. ⚖️ Em 29 de maio de 2026, o TRE-PA rejeitou por unanimidade os recursos da defesa e manteve a cassação do diploma do vereador por compra de votos e abuso de poder econômico. O tribunal também determinou a anulação dos votos recebidos por ele e o reprocessamento do resultado da eleição. Segundo nota publicada pelo Ministério Público Federal em 11 de junho, ainda era possível recorrer, e uma ação penal sobre os mesmos fatos continuava em tramitação. Orientação é retirar dispositivo antes da votação Mesários ouvidos pelo g1 afirmam que, ao identificar óculos inteligentes, a orientação é pedir ao eleitor que deixe o dispositivo fora da cabine de votação, assim como ocorre com celulares e outros equipamentos eletrônicos. O procedimento foi confirmado por uma chefe de cartório eleitoral. Apesar disso, os óculos inteligentes não são mencionados especificamente nos manuais nem no treinamento dos mesários. O g1 consultou as versões dos manuais das últimas três eleições e também o material usado no treinamento obrigatório de 2026, sem encontrar referência a esse tipo de dispositivo. Nas orientações deste ano, relógios digitais, por exemplo, aparecem expressamente na lista de equipamentos que não podem ser levados à cabine. Os mesários também são orientados a registrar em ata a recusa do eleitor em entregar aparelhos eletrônicos e as providências adotadas. Especialistas ouvidos pelo g1 destacam que o cumprimento das regras de votação também é responsabilidade do eleitor, que não pode levar para a cabine equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto. Aos mesários cabe orientar os eleitores e adotar os procedimentos previstos caso identifiquem uma irregularidade. O professor de Direito Eleitoral da Fundação Getulio Vargas Fernando Neisser afirma que uma falha de percepção, por si só, não torna o mesário responsável por um crime. Segundo ele, os crimes eleitorais exigem conduta intencional. Para haver coautoria na violação do sigilo, seria necessário demonstrar que o mesário sabia da gravação e permitiu que ela ocorresse. “Não há necessidade de mudar a regulação para cada tipo de novo equipamento que surja, mas isso exige uma mudança de treinamento e de orientação na hora da votação”, afirma Neisser. “Um mesário não é um agente de fiscalização tecnológica. É um treinamento curto e já são diversas informações que ele precisa receber. Cabe à Justiça Eleitoral criar essas diretrizes, mas teremos aplicações distintas e pessoas que não necessariamente conhecem essa tecnologia”, afirma Hannickel. Para Ludmila Filizola, advogada especializada em direito digital e novas tecnologias no escritório Mpuppe, o desafio é fazer essa fiscalização de forma equilibrada, sem tratar toda tecnologia como suspeita nem prejudicar quem utiliza esses equipamentos por necessidade ou acessibilidade. Segundo a especialista, o presidente da mesa pode pedir que o equipamento seja retirado antes da entrada na cabine. “O que não deve acontecer é transformar isso em uma revista tecnológica. Não cabe ao mesário pedir senha, acessar arquivos ou vasculhar o aparelho. Se houver uma suspeita concreta de gravação, o caminho mais adequado é registrar a ocorrência e acionar a autoridade competente”, diz. Fiscalização complexa A fiscalização pode se tornar mais complexa à medida que esses dispositivos ficam mais parecidos com óculos convencionais e chegam ao mercado em diferentes modelos e faixas de preço. Em um modelo da Meta consultado pelo g1, uma câmera de 12 megapixels permite tirar fotos e gravar vídeos. O aparelho também capta áudio, faz chamadas, envia mensagens e sincroniza arquivos com o celular, além de oferecer recursos de inteligência artificial, como tradução em tempo real e respostas sobre o que o usuário está vendo. Na cabine de votação, recursos de registro e transmissão como esses entram na proibição estabelecida pelo TSE. Para Luã Cruz, diretor da CTRL+Z, ONG voltada a denúncias contra big techs, e ex-membro do Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações da Anatel, o indicador luminoso que sinaliza uma gravação não é suficiente, por si só, para solucionar o problema. Segundo ele, o alerta pode ser pouco perceptível e há modelos no mercado que adotam mecanismos diferentes. “Será que o aviso luminoso é suficiente? Para a gente, é insuficiente, porque imagine você na rua dar de cara com alguém com uma câmera dessas ligada. Como você vai lidar com isso? Você vai pedir para a pessoa desligar? Você já está sendo violado ali naquele momento”, afirma Cruz. Óculos da Meta têm LED para indicar quando estão gravando ou tirando foto. Darlan Helder/g1 A homologação da Anatel verifica requisitos técnicos e de conectividade dos produtos, mas não equivale a uma análise prévia de todos os possíveis impactos sobre privacidade e proteção de dados, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Outro ponto levantado é que, quanto mais esses dispositivos se aproximam da aparência de óculos convencionais, mais difícil pode ser para terceiros perceber a presença de recursos de câmera e gravação. Questionada pelo g1 sobre o uso dos óculos no contexto eleitoral e os pontos levantados na reportagem, a Meta não respondeu especificamente às perguntas. A empresa enviou trechos da legislação e de resoluções do TSE que proíbem, na cabine de votação, instrumentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor. Especialistas afirmam que as discussões sobre os limites e as regras para o uso de óculos inteligentes ainda estão em desenvolvimento. Fora do contexto eleitoral, algumas empresas já começaram a estabelecer restrições ao uso desses dispositivos em seus espaços. Em 2025, a MSC Cruzeiros, por exemplo, passou a proibir o uso do equipamento em áreas comuns dos navios, como piscinas. O embarque, porém, continua permitido. Segundo a empresa, a medida busca "proteger a privacidade e a segurança de hóspedes e tripulantes".
29/09/2026 03:00:00 +00:00
OpenAI cancela lançamento de novo modelo de IA por preocupações de segurança

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI, criadora do ChatGPT, afirmou nesta segunda-feira (28) que cancelou o lançamento do GPT-6.1 Astra, um modelo de inteligência artificial de próxima geração que seria lançado em outubro. A decisão foi tomada após testes internos concluírem que o sistema não atendia aos padrões de segurança e alinhamento da empresa. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da rival Anthropic, Dario Amodei, juntaram-se neste mês a outros líderes do setor na defesa de um ritmo mais lento para o desenvolvimento da IA e de medidas de segurança mais rigorosas. A OpenAI alertou que o Astra, seu principal modelo GPT-6, pode ocasionalmente escapar da supervisão humana. Agora no g1 A empresa e concorrentes como a Anthropic enfrentaram escrutínio por sistemas experimentais de IA que burlaram mecanismos de segurança, incluindo um modelo da OpenAI que acessou o banco de dados do sistema de saúde da Austrália. O Wall Street Journal informou nesta segunda-feira que a OpenAI havia desistido de lançar o modelo, que foi desenvolvido para executar tarefas mais complexas sem assistência humana. Segundo o jornal, o GPT-6.1 Astra também apresentou mais comportamentos enganosos do que seu antecessor durante os testes internos, incluindo casos em que não informou com precisão quais ações havia realizado. "Embora o GPT-6.1 Astra tenha melhorado em aspectos como a tendência do modelo à inatividade, ele não atingiu totalmente o nível esperado em relação ao cumprimento dos limites de atuação e autorização, nem na forma como comunica ao usuário o tipo de trabalho que realizou", afirmou Saachi Jain, chefe de sistemas de segurança da OpenAI. "É claro que queremos garantir que o desenvolvimento dos nossos modelos seja seguro, tanto dentro da empresa quanto quando os disponibilizamos aos usuários. Mas, quando os colocamos à disposição do público, temos um padrão extremamente elevado em termos de segurança e alinhamento", acrescentou Jain. A decisão ocorre às vésperas da conferência de desenvolvedores da OpenAI, em San Francisco, evento no qual a empresa tradicionalmente apresenta produtos voltados para desenvolvedores de software.
29/09/2026 01:08:48 +00:00
Governo adia reunião com clubes para discutir impactos da proibição das bets

O governo federal decidiu adiar a reunião com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das bets no país, prevista para esta terça-feira (29). Nova data ainda não foi marcada. Segundo o governo, a alteração foi necessária em razão da proximidade da data inicialmente proposta e dos horários dos voos disponíveis para o deslocamento dos participantes. A nova data e o horário serão definidos e comunicados à Confederação Brasileira de Futebol para que possa informar os clubes e as Federações Estaduais de Futebol. Agora no g1 O encontro foi marcado após a reação negativa dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa. Representantes dos ministérios do Planejamento, Fazenda e Casa Civil também devem participar. A medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets foi publicada na sexta-feira (25). Pelas regras, as empresas terão até 6 de outubro para sair do ar. Os apostadores, por sua vez, têm até 5 de outubro para resgatar os valores que ainda estiverem disponíveis nas plataformas. LEIA TAMBÉM Governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde o início de 2025 'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes A reunião foi articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo a pasta, a intenção é ouvir as demandas dos clubes e avaliar de que forma o governo pode contribuir para evitar possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos com empresas de apostas. Lula com o candidato ao governo de PE João Campos em evento no Recife Foto: Ricardo Stuckert. As bets se tornaram uma importante fonte de receita para os clubes brasileiros nos últimos anos, principalmente por meio de patrocínios. Em 2025, as empresas de apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value. A proibição também abre uma discussão sobre os contratos de patrocínio firmados pelos clubes com as empresas de apostas. É esse impacto e as alternativas para os times que devem estar entre os assuntos tratados na reunião de terça-feira. O governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer. Explorar ou operar as chamadas 'apostas de quota fixa', por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
29/09/2026 00:15:57 +00:00
Casa em Orlando ganha espaço como estratégia para proteger patrimônio

Blindagem patrimonial, preservação, diversificação, segurança e planejamento são conceitos que aparecem com frequência quando o assunto é proteger o patrimônio construído ao longo dos anos. Para famílias que concentram imóveis, empresas e investimentos financeiros no Brasil, manter uma parcela dos ativos em outra economia e em outra moeda pode reduzir a concentração e o risco cambial do patrimônio. Residência em Orlando é estratégia para proteger patrimônio do brasileiro Divulgação Isso porque o cenário de 2026 adicionou um elemento novo a essa discussão: depois de anos marcados por forte valorização e baixa oferta, o mercado americano entrou em um período de maior estoque, maior seletividade e, em determinados segmentos e regiões, maior capacidade de negociação por parte do comprador. O mercado imobiliário nos EUA chama a atenção de investidores de diferentes nacionalidades. A Flórida permanece como o principal destino de compradores estrangeiros de imóveis nos Estados Unidos, segundo levantamento da National Association of Realtors (NAR). No período de abril de 2024 a março de 2025, o estado concentrou 21% de todas as compras realizadas por estrangeiros no mercado americano. Mas comprar casa em Orlando para proteger patrimônio? Como funciona isso na prática? Brasil de olho na Flórida O Brasil aparece entre os países que mais movimentam o mercado imobiliário internacional da Flórida. Segundo a Florida Realtors, os brasileiros representaram 7% dos compradores internacionais no período analisado, atrás de Canadá, com 18%, e Colômbia, com 10%. Orlando também ocupa posição de destaque. A região metropolitana de Orlando-Kissimmee-Sanford concentrou 13% das compras realizadas por estrangeiros na Flórida, ficando atrás apenas da região de Miami-Fort Lauderdale-West Palm Beach, com 45%. Patrimônio com uma casa em Orlando Uma família que concentra imóveis, investimentos financeiros e outros bens exclusivamente no Brasil está exposta às condições econômicas, cambiais e regulatórias de um único país. Comprar um imóvel nos Estados Unidos pode representar, dentro de uma estratégia mais ampla, uma forma de diversificação patrimonial, já que o ativo está localizado em outro mercado e tem seu valor denominado em dólares. Leonardo Martins é CEO, broker e cofundador do The Florida Lounge Divulgação Isso não significa, porém, que um imóvel seja uma proteção automática contra crises ou perdas. O mercado imobiliário também sofre oscilações. Existem custos de aquisição, impostos, seguros, manutenção, condomínio, administração e eventuais despesas de venda. "Quando falamos em proteção patrimonial, não estamos falando que um imóvel é imune às oscilações do mercado. Estamos falando em diversificação. O patrimônio passa a estar em outro país, em outra moeda e dentro de outro ambiente econômico. O diferencial aqui está em investir com a empresa que informa sobre o que é real neste mercado, porque tem experiência e credibilidade para tomar as melhores decisões", explica Leonardo Martins, CEO, broker e cofundador do The Florida Lounge. A empresa atua no mercado imobiliário da Flórida e trabalha com brasileiros interessados em morar, investir ou construir patrimônio nos Estados Unidos. Para Leonardo, a principal dificuldade enfrentada pelo comprador brasileiro nem sempre é encontrar um imóvel. "Hoje existe muita informação disponível. O problema é separar informação de ruído. O nosso trabalho começa antes de apresentar uma casa. É entender o momento da família, o objetivo daquele patrimônio e responder às perguntas que precisam ser respondidas antes da decisão", acrescenta. Informação faz parte da estratégia A decisão de comprar um imóvel em outro país envolve aspectos que vão além da escolha da casa. "Essa decisão exige muito mais do que olhar para o preço da casa ou para uma eventual valorização. É fundamental entender como funciona o mercado americano, quais são os custos, as regras, a tributação, o modelo de locação e, principalmente, as diferenças culturais e jurídicas em relação ao Brasil", explica o economista Carlos Albane. A análise também deve considerar o objetivo do comprador, o horizonte de investimento, a disponibilidade financeira e a capacidade de arcar com custos recorrentes. Em outras palavras, diversificar não significa simplesmente comprar um imóvel no exterior. É necessário entender qual papel aquele ativo terá dentro do patrimônio como um todo. “O mercado americano deixou de ser apenas um mercado de valorização e voltou a ser um mercado de seleção. Alguns anos atrás, em determinadas regiões, o desafio era conseguir comprar. Hoje existe mais estoque e mais possibilidade de negociação. Isso aumenta a importância de escolher corretamente o ativo”, afirma Glauco Pochine, CEO Internacional e cofundador do The Florida Lounge. Comprar para morar, investir ou ter uma segunda residência? Um dos pontos que mais diferencia as compras internacionais é a finalidade do imóvel. Uma propriedade adquirida para moradia tem características diferentes daquela destinada à locação. Uma casa utilizada para férias também pode exigir uma análise específica sobre localização, regras do condomínio, administração e custos. A pesquisa da Florida Realtors mostra justamente essa diversidade de objetivos: 68% dos compradores internacionais na Flórida planejavam utilizar o imóvel para aluguel residencial, como casa de férias ou para uma combinação entre aluguel e férias. Entre os brasileiros, 15% indicaram a intenção de utilizar o imóvel como residência principal. Outros 23% apontaram aluguel residencial, 26% férias e 25% uma combinação entre férias e aluguel. Para Pochine, entender essa finalidade é uma das etapas mais importantes. "Não existe um imóvel perfeito para todo mundo. Existe o imóvel que faz sentido para determinado objetivo. Por isso, antes de falar de metragem, piscina ou número de quartos, precisamos entender por que aquela pessoa quer comprar nos Estados Unidos", afirma. Quanto custa e como os estrangeiros compram? O levantamento da Florida Realtors mostra que o preço mediano pago por compradores internacionais na Flórida foi de US$ 442 mil no período analisado, enquanto a mediana de todos os imóveis residenciais vendidos no estado ficou em US$ 390 mil. Glauco Pochine é CEO Internacional e cofundador do The Florida Lounge Divulgação Outro dado chama atenção: 60% dos compradores internacionais na Flórida pagaram suas aquisições à vista. No mercado americano como um todo, o percentual de compradores internacionais que pagaram em dinheiro foi de 47%. Isso não significa, porém, que a compra internacional esteja restrita a investidores que possuem todo o valor disponível. Há diferentes modelos de aquisição e financiamento, que precisam ser avaliados de acordo com o perfil do comprador e as regras aplicáveis. Por que olhar para Orlando? A atratividade de Orlando não está limitada ao turismo. A região metropolitana reúne uma economia diversificada, crescimento populacional, infraestrutura, universidades, saúde, logística e uma ampla oferta imobiliária que atende desde residências principais até imóveis destinados à locação tradicional e ao mercado de férias. Para o investidor, entretanto, essa diversidade também exige atenção. Orlando não deve ser analisada como um único mercado. A dinâmica de Winter Garden, Lake Nona, Clermont, Kissimmee ou de condomínios voltados para short-term rental pode ser bastante diferente. No primeiro trimestre de 2026, Orlando apareceu como o quarto mercado imobiliário americano mais acessado por compradores internacionais no Realtor.com, atrás de Miami, Los Angeles e Nova York, segundo a Florida Realtors. O que significa proteger o patrimônio? Comprar uma casa nos Estados Unidos não cria, por si só, uma blindagem patrimonial. A expressão pode ser utilizada para descrever uma estratégia mais ampla de organização e diversificação de ativos, mas não significa que o patrimônio estará protegido de qualquer risco. Um imóvel pode sofrer desvalorização, ficar desocupado, gerar despesas inesperadas ou enfrentar mudanças nas regras tributárias e imobiliárias. Por isso, a compra precisa ser analisada em conjunto com outros aspectos da vida financeira do investidor. A loja do The Florida Lounge no Vogue Square, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro Divulgação Uma família com investimentos concentrados exclusivamente no Brasil está sujeita ao ambiente econômico, regulatório e cambial brasileiro, já que a dolarização patrimonial por meio de um imóvel não deve ser confundida simplesmente com uma aposta na valorização do dólar, mas como um ativo real localizado em outra economia, sujeito a uma dinâmica própria de preços e que, dependendo da estratégia adotada, pode também gerar renda em moeda americana. Sair do barulho e olhar para os dados É nesse ambiente de excesso de informação que empresas especializadas em atender brasileiros no mercado americano tentam se posicionar. "Para o The Florida Lounge, é motivo de orgulho atuar há nove anos com presença permanente no Brasil, mantendo operações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Somos a única imobiliária americana com presença permanente no Brasil. Essa proximidade nos permite acompanhar o investidor antes, durante e depois da aquisição nos Estados Unidos", detalha Glauco. A proposta, segundo a empresa, é funcionar como uma ponte entre o comprador brasileiro e o mercado imobiliário americano. "Somos uma empresa de vendas, evidentemente. Mas acreditamos que a venda deve ser consequência de um trabalho bem feito. Quando conseguimos explicar o cenário, os números, os custos, os riscos e as oportunidades, o cliente consegue tomar uma decisão consciente", afirma Martins. O processo, segundo a empresa, não termina na escolha da propriedade. Documentação, financiamento, impostos, seguros, administração e eventual locação também precisam entrar na conta. O que analisar antes de comprar o imóvel? Para quem considera utilizar um imóvel americano dentro de uma estratégia patrimonial, alguns pontos merecem atenção: Objetivo da compra - É para morar, passar férias, alugar ou diversificar patrimônio?; Localização - A região precisa fazer sentido para o objetivo definido; Custo total - Além do preço da casa, entram impostos, seguro, condomínio, manutenção e administração; Tributação - A compra e eventual renda de aluguel podem envolver obrigações fiscais nos Estados Unidos e no Brasil; Liquidez - Nem todo imóvel é vendido com a mesma facilidade. Localização e características da propriedade influenciam esse aspecto; Exposição cambial - Um ativo em dólar diversifica o patrimônio, mas também está sujeito à variação do câmbio; Estrutura patrimonial - Dependendo do patrimônio e do objetivo, questões sucessórias, tributárias e societárias podem exigir orientação especializada. O dólar é importante, mas não é a única variável. “Para brasileiros, o câmbio inevitavelmente entra na análise. Uma alta do dólar encarece a aquisição para quem está transferindo recursos em reais. Por outro lado, avaliar um investimento internacional exclusivamente pela cotação da moeda pode deixar de fora outras variáveis importantes, como preço do imóvel neste momento, capacidade de negociação, renda potencial e horizonte de permanência do investimento”, detalha Glauco. Morar, investir e construir na Flórida O mercado americano segue interessante, mas ficou mais complexo atualmente. É fundamental encontrar o especialista certo que vai guiar toda a jornada do investidor. "Nosso papel é colocar todas essas informações na mesa. Análise, informação precisa, planejamento confiável. Às vezes, a melhor decisão é comprar. Em outras situações, é esperar. O mais importante é que a pessoa saiba por que está fazendo aquilo", afirma o CEO. Para quem avalia investir em imóveis nos Estados Unidos, buscar informação com quem conhece profundamente esse mercado pode ser uma etapa decisiva antes da compra. O papel de uma empresa especializada é ajudar o investidor a compreender cenários, custos, oportunidades, riscos e as diferenças entre os mercados brasileiro e americano. Nesse modelo, a venda deixa de ser o ponto de partida e passa a ser consequência de um processo baseado em informação, confiança e autoridade sobre o mercado. Conheça o The Florida Lounge acessando o site oficial. O The Florida Lounge possui lounges nos Estados Unidos, no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) e um time especializado em Portugal.
29/09/2026 00:04:14 +00:00
UE conclui que produções de frango e mel do Brasil atendem requisitos para exportações

Mel Pixabay/Pexels A Comissão Europeia publicou um relatório oficial, nesta segunda-feira (28), em que considera satisfatória a qualidade do sistema brasileiro de produção das cadeias de carne de aves e mel. Segundo o Ministério da Agricultura do Brasil, o documento concluiu que "o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório, no entanto, ainda não significa que o Brasil poderá voltar a exportar os dois produtos ao bloco, mas representa mais um passo no processo de reinclusão na lista de fornecedores dos países membros. O Ministério da Agricultura solicitou a inclusão do relatório na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff) da Comissão Europeia, responsável pela decisão final, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro de 2026. 🔍 A UE tirou o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (Embargo ao Brasil) Agora no g1 A missão europeia realizou visitas a estabelecimentos produtivos brasileiros de carne de aves e produtos avícolas, mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro. Nas visitas, foi verificado a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento. No dia 4 de setembro, o bloco já havia anunciado que os resultados eram "satisfatórios". O Ministério da Agricultura informou que aguarda o cumprimento por parte da União Europeia das etapas administrativas necessárias para a conclusão do processo. Leia também: Morango cravejado: trend aumenta procura, mas chuvas prejudicam produção; preço sobe até 177% Embargo ao Brasil No dia 3 de setembro, começou a valer o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco. A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente. As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. Saiba também: ICE amedronta trabalhadores e faz cair processamento de carne nos EUA; país tenta baixar preços Lula diz que Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de exportação de carne bovina à China Número de vacas leiteiras cai em 13 anos, mas Brasil bate recorde na produção
28/09/2026 22:54:58 +00:00
Leapmotor B10 ganha versão híbrida 'às avessas' por R$ 179.990; entenda como funciona

Leapmotor B10 REEV divulgação/Leapmotor A Leapmotor lançou a versão híbrida do B10 no Brasil por R$ 179.990. O modelo é praticamente idêntico ao 100% elétrico, mas traz um sistema "às avessas", em que o motor a combustão não movimenta as rodas, mas funciona como gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. A tecnologia é chamada de REEV, sigla em inglês para veículo elétrico de autonomia estendida. Esse é o mesmo sistema usado no Leapmotor C10 híbrido, irmão mais velho do B10, vendido no Brasil desde novembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O B10 utiliza um motor 1.5 aspirado como gerador de eletricidade e tem bateria de 18,8 kWh. Com o tanque cheio e a bateria totalmente carregada por meio do sistema plug-in, o B10 promete autonomia de até 900 km. O motor elétrico no eixo traseiro, com 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. Ele pode rodar até 68 km em modo elétrico. Em carregadores rápidos (46 kW), a bateria passa de 30% para 80% da carga em 18 minutos. Já na recarga lenta (6,6 kW), leva 3h30. Agora no g1 Leapmotor B10 REEV Entre os equipamentos, estão: Acabamento macio ao toque, predominante na cabine; Sistema de abertura das portas com cartão NFC, tecnologia semelhante à usada em pagamentos por aproximação; Central multimídia destacada do console, com tela de 14,6 polegadas; Sete airbags; Câmera voltada para o motorista que monitora seu nível de atenção; Visual minimalista, com poucos botões físicos, inclusive sem comandos físicos para o controle dos retrovisores laterais; Sistema de condução semiautônoma de nível 2, que mantém uma distância segura do veículo à frente e o carro centralizado na faixa; Teto solar panorâmico; Rodas de aro 18 polegadas. Leapmotor B10 REEV divulgação/Leapmotor Pouca coisa muda em relação ao B10 100% elétrico. Quase todas as diferenças estão no interior do veículo: Novo desenho das lanternas traseiras, agora interligadas de uma lateral à outra; Ajustes elétricos dos bancos com mais opções de regulagem; Resfriamento dos dois bancos dianteiros; Abertura do porta-malas pela central multimídia; Rebatimento elétrico dos retrovisores; Apoio de braço no banco traseiro; Iluminação interna personalizável; 12 alto-falantes, ante 6 no B10 elétrico. Leapmotor B10 REEV Ficha técnica do Leapmotor B10 REEV arte/g1 Como fica a concorrência Com o B10, a Leapmotor pode ganhar mais fôlego na disputa com as rivais chinesas que lideram o mercado. Entre janeiro e agosto de 2026, os brasileiros preferiram os híbridos plug-in, com baterias maiores e que podem ser recarregados em eletropostos. Eles responderam por 64% das vendas no período, ante 37% dos híbridos plenos. Apesar do porte e da faixa de preço semelhantes, o Leapmotor C10 híbrido vendeu o equivalente a apenas 8% do volume registrado pelo rival BYD Song nos nove primeiros meses de 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE): BYD Song (na somatória de todas as versões): 45.096 unidades; GWM Haval H6 (na somatória de todas versões) 32.248 unidades; Omoda 5: 15.080 unidades; Jaecoo 7: 11.772 unidades; BYD King: 11.243 unidades; Toyota Corolla Cross: 10.596 unidades; Toyota Yaris Cross: 9.589 unidades; Toyota Corolla: 9.156 unidades; Leapmotor C10: 3.620 unidades; GWM Tank 300: 3.471 unidades.
28/09/2026 22:00:05 +00:00
Após proibição, mais de 500 novas bets ilegais foram criadas, aponta levantamento

Lula diz que acabar com bets não traz 'prejuízo para o futebol' Um levantamento da plataforma Bet Legal mostra que 543 casas de apostas foram lançadas ilegalmente após a proibição das bets pelo governo federal na última sexta-feira (25). O número considera as novas casas identificadas entre as 18h de sexta-feira e a tarde desta segunda-feira (28). Apenas uma hora depois do anúncio da Medida Provisória, foram registradas 41 novas casas de apostas. O maior volume veio no dia seguinte, sábado (26), com 292 novas aberturas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 grafico Plataforma Bet Legal O que acontece agora? Antes da proibição, as casas de apostas esportivas autorizadas pelo governo constavam em listas oficiais. Agora, elas têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver o dinheiro dos apostadores que ainda tinham recursos nas plataformas na sexta-feira (25), último dia em que era possível apostar. "A partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu Dario Durigan, ministro da Fazenda. bet cronologia g1 Mais de 57 mil endereços enviados para bloqueio em 2026 Os dados também apontam que 57.691 endereços — entre domínios e URLs — foram encaminhados pela Secretaria de Prêmios e Apostas à Anatel para bloqueio entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026. 🔎 O número se refere a endereços, e não necessariamente a empresas ou casas de apostas diferentes. Uma mesma plataforma pode operar vários endereços, incluindo versões alternativas e espelhos. Entidades que representam bets pedem ao STF suspensão da MP A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram nesta segunda-feira (28), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para suspender os efeitos da medida provisória do governo Lula que determinou a proibição imediata da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos on-line no país. As entidades argumentam que a MP foi publicada sem demonstração de urgência e lembram que o próprio Executivo havia enviado ao Congresso o projeto de lei que resultou no marco regulatório do setor de 2023, destacando, à época, os benefícios econômicos da legalização. As associações pedem que o STF suspenda integralmente a MP até a deliberação definitiva da medida pelo Congresso ou até o julgamento de ações em curso na Corte. Além disso, as entidades divulgaram um manifesto. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", explicaram. O texto afirma ainda que 31 milhões de pessoas usam plataformas legalizadas e que, nesse mercado, existem mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais. Governo anuncia proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas Jornal Nacional/ Reprodução
28/09/2026 20:30:25 +00:00
gov.br e site da Receita Federal têm instabilidade; usuários reclamam nas redes

Conta Gov.br Reprodução/Globo Usuários foram às redes sociais nesta segunda-feira (28) relatar instabilidade no gov.br, no site da Receita Federal e no e-CAC, plataforma de serviços digitais do órgão. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Por volta das 14h, a plataforma Downdetector, que monitora serviços digitais, registrava mais de 700 reclamações sobre o gov.br. A Receita Federal e o e-CAC, por sua vez, acumulavam mais de 100 reclamações. Reclamações sobre o gov.br Reprodução/Downdetector Procurado pelo g1, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirmou que a plataforma gov.br está passando por períodos de instabilidade e que equipes técnicas trabalham para normalizar o serviço. O g1 também procurou pela Receita Federal. Em nota enviada às 16h45, o órgão afirmou que a instabilidade foi causada por uma falha no backbone, que é a rede principal de internet de uma operadora. "Após o redirecionamento dos links para outra operadora, os sistemas foram estabilizados. A Receita Federal acompanha a situação junto ao Serpro [prestador de serviços de tecnologia]", acrescentou. Agora no g1 No fim do mês, contribuintes e empresas costumam recorrer ao gov.br e aos sistemas da Receita Federal para enviar declarações, pagar tributos e emitir documentos. Desta vez, a instabilidade acontece a dois dias do prazo de 30 de setembro para que empresas do Simples Nacional decidam como recolher os novos tributos da reforma tributária. (leia mais abaixo) Veja alguns dos relatos nas redes: Initial plugin text V Initial plugin text Initial plugin text Pequenos negócios vão escolher tributação As empresas enquadradas no Simples Nacional precisarão decidir até 30 de setembro como irão recolher os novos tributos criados pela reforma tributária: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Quem não fizer a escolha permanecerá no modelo padrão, com os tributos recolhidos dentro do Documento de Arrecadação do Simples (DAS). A decisão, no entanto, não possui uma resposta única. A melhor alternativa depende do perfil de cada empresa, especialmente da relação entre compras, vendas e tipo de cliente atendido. Para negócios que vendem principalmente ao consumidor final, como padarias, salões de beleza, restaurantes e lojas de varejo, a tendência é que a manutenção dos tributos dentro do Simples Nacional seja mais vantajosa. Isso porque pessoas físicas não utilizam créditos tributários, reduzindo os benefícios do recolhimento separado. Já para empresas que compram muitos insumos e vendem para outras empresas, como pequenas indústrias, o cenário pode ser diferente. LEIA MAIS: Reforma tributária: pequenos negócReforma tributária: pequenos negócios terão de escolher como pagar novos impostosios terão de escolher como pagar novos impostos
28/09/2026 18:09:00 +00:00
Dívida pública federal cresce em agosto e atinge R$ 9,29 trilhões

Tesouro Nacional Ministério da Fazenda/Reprodução A dívida pública federal cresceu 0,04% em agosto atingiu R$R$ 9,29 trilhões, informou nesta segunda-feira (28) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em julho o endividamento estava em R$ 9,28 tri. 🔎A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. De acordo com o Tesouro, o resultado está relacionado ao crescimento da dívida em decorrência da incorporação de juros à dívida, no valor de R$ 88,39 bilhões. Esse movimento foi em parte neutralizado pelo resgate líquido, no valor de R$ 84,43 bilhões. A previsão do Tesouro Nacional é que a dívida encerre o ano de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Agora no g1 Outros indicadores Segundo o governo, o prazo médio da dívida apresentou aumento, passando de 4,05 anos, em julho, para 4,10 anos, em agosto. Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses da dívida aumentou de 12,45% ao ano, em julho, para 12,59% ao ano, em agosto. A chamada "reserva de liquidez' (disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida) apresentou redução em termos nominais, de 11,89%, passando de R$1,37 trilhões em julho, para R$ 1,208 trilhão, em agosto. Em relação ao mesmo mês de 2025 (R$1,13 trilhões), houve crescimento, em termos nominais, de 6,49%. Taxa flutuante No relatório referente ao mês de julho, o Tesouro Nacional alterou a expectativa de composição do estoque da dívida, com um percentual entre 49% e 53% composto por títulos atrelados à taxa flutuante, reduzindo a expectativa de títulos pré-fixado ou corrigidos pela inflação. Essa participação já foi refletida no relatório de agosto, que registrou recorde de títulos indexados à essa taxa. "É o maior valor registrado na composição histórica. Agora vou fazer uma ressalva. Em momentos do começo da década de 2000 quando a gente começou a observar esses valores semelhantes, a gente tinha uma participação muito grande de dívida cambial. Eu diria que os outros 50% da dívida tem uma composição muito melhor do que aqueles outros 50% do passado", explicou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias. "Olhando para frente, a expectativa é que a gente possa retornar a fazer superávit primários que é a condição estrutural mesmo para que a gente consiga reduzir a participação de flutuante na composição da dívida", complementou ele.
28/09/2026 18:07:59 +00:00
Governo amplia fiscalização de preços de combustíveis e prevê multas de até R$ 500 milhões contra práticas abusivas

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter aumentos abusivos nos preços dos combustíveis. As ações incluem mais fiscalizações em postos e distribuidoras e multas que podem chegar a R$ 500 milhões para determinadas infrações relacionadas a aumentos abusivos (entenda mais abaixo). Segundo o governo, as medidas são uma resposta à alta dos preços internacionais do petróleo, em meio ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio. O pacote também prevê a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, além do reforço das ações de fiscalização da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Diesel sobe e atinge maior preço no Brasil desde maio, diz ANP As punições mais altas estão previstas em uma medida provisória publicada nesta sexta (25), que alterou o Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o governo, para determinadas condutas proibidas pelo código, como elevar preços sem justa causa, a multa administrativa para agentes da cadeia de combustíveis poderá variar de R$ 20 mil a R$ 500 milhões. Em entrevista nesta segunda, o ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que as multas mais severas serão aplicadas apenas quando houver abuso. "A severidade dessa multa somente terá incidência em casos caracterizados como abuso. Temos casos de 1.300% da margem bruta de lucro. Seria absurdo fechar os olhos para essas evidências", afirmou. O ministro disse ainda que é preciso diferenciar a liberdade para definição de preços das situações consideradas abusivas. "É preciso fazer distinção entre liberdade de preços e abuso indiscriminado de preços. Nosso aparato de Estado estará mobilizado para reprimir essa conduta", afirmou. Governo amplia fiscalização de preços de combustíveis e prevê multas de até R$ 500 milhões contra práticas abusivas Marcelo Camargo/Agência Brasil Fiscalização em postos e distribuidoras Segundo o governo, a Operação Carga Pesada realizou, entre 21 e 25 de setembro, 241 ações de fiscalização em agentes do mercado de combustíveis. A operação reúne governo federal e Procons e busca identificar possíveis aumentos injustificados das margens de lucro. As ações, segundo os dados divulgados pelo governo, foram: 87 da ANP; 86 de Procons; 12 da Senacon; 30 conjuntas da ANP com Procons; 26 conjuntas da ANP com a Senacon. O governo informou que a operação ocorreu após a alta recente dos combustíveis, dados obtidos em fiscalizações e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP. Além dessas ações, a Senacon instaurou 70 processos administrativos contra postos e distribuidoras a partir de autos que haviam sido encaminhados pela ANP. ANP aplicou mais de R$ 700 milhões em multas Em outra frente, a ANP determinou multas que, somadas, ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por aumentos considerados abusivos de preços. Essas punições, segundo o governo, são resultado de fiscalizações anteriores e ainda estão em primeira instância administrativa, ou seja, as empresas podem recorrer. Segundo o governo, em alguns dos casos analisados, a margem bruta das distribuidoras aumentou mais de 1.350%. Subsídio de R$ 2,12 para o diesel é mantido Outra medida apresentada pelo governo é a manutenção da subvenção federal de R$ 2,12 por litro de óleo diesel. O Ministério da Fazenda editou na sexta uma portaria mantendo o valor. O governo afirma que a medida faz parte das ações adotadas desde o início do conflito no Oriente Médio para reduzir no mercado interno os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Governo diz que abastecimento de diesel está garantido O governo afirmou ainda que não há risco de desabastecimento de diesel neste momento. Segundo os dados oficiais, a demanda estimada para outubro é de 3,950 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada é de 3,978 milhões de metros cúbicos. O país também tem, de acordo com o governo, estoques de 1,970 milhão de metros cúbicos, volume que seria suficiente para aproximadamente 15 dias de consumo. Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia acompanha semanalmente o cenário internacional e os fluxos de importação e distribuição, segundo o governo.
28/09/2026 17:59:05 +00:00
ChatGPT caiu? Usuários relatam instabilidade nesta segunda-feira

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo O ChatGPT apresenta instabilidade nesta segunda-feira (28), segundo o Downdetector, plataforma que monitora serviços digitais. As reclamações começaram por volta das 13h20 e aumentaram às 13h35, com mais de 600 notificações no Downdetector. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O g1 entrou em contato com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, e aguarda retorno. Nas redes sociais, usuários comentaram a instabilidade do ChatGPT com humor. "O ChatGPT caiu e agora eu tenho que voltar a raciocinar", escreveu um usuário no X. "ChatGPT caiu, como vive?", brincou outro. Agora no g1 Ainda segundo o Downdetector, no Brasil, as reclamações estão concentradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Brasília. Reclamações sobre o ChatGPT no Downdetector. Reprodução/Downdetector 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar
28/09/2026 16:55:45 +00:00
Entidades que representam bets pedem ao STF suspensão da MP de Lula que proíbe apostas online

Empresas de bets pedem para STF derrubar suspensão A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram nesta segunda-feira (28) um pedido, no Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender os efeitos da medida provisória de Lula que determinou a proibição imediata da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos online no país. As entidades argumentam que a MP foi publicada sem demonstração de urgência. E que o próprio Executivo havia enviado ao Congresso o projeto de lei que resultou no marco regulatório do setor de 2023, destacando, à época, os benefícios econômicos da legalização. As associações pedem que o STF suspenda integralmente a MP até a deliberação definitiva da medida pelo Congresso ou até o julgamento de ações em curso na Corte, preservando a vigência da legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas. 🔎Na última sexta-feira (25), às vésperas do primeiro turno das eleições, o presidente Lula, que é candidato a mais um mandato no Palácio do Planalto, anunciou a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". 🔎🔎Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as bets e os cassinos virtuais. Ao tomar as medidas, o petista mencionou o endividamento de famílias e o vício de apostadores em jogos de azar. LEIA MAIS: Bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; histórico Apostas e jogo do tigrinho proibidos: o que você precisa saber Governo arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde 2025 Governo anuncia proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas Jornal Nacional/ Reprodução No pedido endereçado ao ministro Luiz Fux, que relatas ações sobre o tema no STF, as associações sustentam que a interrupção abrupta viola a segurança jurídica. As operadoras legalizadas afirmam que investiram dezenas de milhões de reais em taxas de outorga (permissões), fixadas em R$ 30 milhões por licença, constituíram reservas financeiras e cumpriram exigências complexas de conformidade e governança para operar no mercado formal, sob a supervisão do Executivo. Outro ponto levantado pelas entidades é a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro da MP, além da falta de estudos técnicos prévios que dimensionassem: os custos da interrupção para a arrecadação tributária; para o financiamento de políticas públicas nas áreas de esporte, turismo e seguridade social; e para os postos de trabalho formais do setor. A ANJL e o IBJR também alertam para o risco de migração em massa dos apostadores para o mercado clandestino e não regulado, o qual já representaria uma fatia expressiva das apostas no país. Inconstitucionalidade da MP Em outra frente, a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) apresentou uma ação que pede ao STF a declaração da inconstitucionalidade da MP e, consequentemente, a derrubada da medida. No pedido, além de citar a violação da segurança jurídica, a Anseja alega: a falta de urgência para edição da MP pelo governo; que há ausência de impacto financeiro da medida; e que houve a extinção sem devolução dos valores pagos por outorga; Governo quer ser ouvido no caso Em outra frente, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo de 72 horas para que a Presidência e a própria AGU possam se manifestar sobre o pedido apresentado pelas entidades do setor de apostas. A solicitação endereçada a Fux tem o objetivo de assegurar que o governo seja ouvido antes de eventuais decisões sobre os pedidos das entidades. Para o governo Lula, entre outras consequências, a liberação das bets gera: agravamento de problemas de saúde mental; sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS); endividamento e perda de renda das famílias; impacto sobre o consumo e a atividade econômica; e impacto desproporcional sobre a população de menor renda.
28/09/2026 13:55:06 +00:00
Petróleo sobe quase 3% após Trump rejeitar proposta de cessar-fogo do Irã

Petróleo acima de US$ 100: por que o Oriente Médio vive uma “tempestade perfeita”? Os preços do petróleo subiram cerca de 3% na manhã desta segunda-feira (28) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta do Irã para tentar encerrar o conflito entre os dois países e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Reuters. O Brent, referência internacional, subia 2,86%, a US$ 107,30 por barril, às 12h06 GMT (9h06 no horário de Brasília). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O contrato chegou a atingir durante a sessão o maior nível desde 15 de setembro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 3,04%, a US$ 95,22 por barril. 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo. Exportações em Ormuz começam a se recuperar Parte dessa recuperação ocorreu após a retomada dos embarques pelo Estreito de Ormuz. Os fluxos pela passagem devem alcançar cerca de 7,4 milhões de barris por dia neste mês, segundo a Kpler. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também aumentaram as exportações. Apesar disso, o mercado de petróleo ainda enfrenta déficit de oferta, segundo avaliação da Capital Economics citada pela Reuters. Trump diz que negociações podem continuar O Irã apresentou na semana passada, durante a Assembleia-Geral da ONU, uma proposta para tentar encerrar o conflito. O plano teria sido transmitido aos Estados Unidos por meio de mediadores do Catar. Trump afirmou no sábado que havia rejeitado a proposta. No domingo, porém, disse à Axios que espera que negociadores americanos participem de novas conversas nesta semana. Petróleo também afeta preços de diesel A alta do petróleo ocorre em meio a preocupações com o mercado de combustíveis. Na semana passada, o prêmio do diesel europeu sobre o petróleo Brent atingiu um recorde de cerca de US$ 95 por barril, segundo a Reuters, diante da redução da oferta mundial. O mercado também acompanha a possibilidade de os Estados Unidos restringirem as exportações de diesel para tentar reduzir os preços no mercado doméstico. A medida poderia diminuir a oferta disponível para outros países, incluindo destinos importantes como Brasil e México. *Contém informações da Agência Reuters
28/09/2026 13:16:53 +00:00
SpaceX lança Starship em missão que coloca nave em órbita da Terra pela 1ª vez

SpaceX lança Starship em voo que dará voltas completas ao redor da Terra A SpaceX fez, na manhã desta segunda-feira (28), o 14º voo da Starship, a maior nave espacial do mundo, projetada para futuras missões à Lua e a Marte. Assim como em lançamentos anteriores, o voo não foi tripulado, ou seja, não levou humanos a bordo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A missão estava prevista para durar cerca de 10 horas, mas o plano mudou durante o voo. Algumas horas após a decolagem, a transmissão informou que a Starship faria um pouso no Oceano Pacífico pouco mais de três horas após o início da missão. Até então, os voos anteriores da nave haviam durado aproximadamente 1h30. A empresa não deu detalhes sobre a mudança no planejamento. Apesar do retorno antecipado da nave, o apresentador da SpaceX avaliou a viagem como "bem-sucedida". A principal novidade desta missão era que, pela primeira vez, a Starship faria voltas completas ao redor da Terra. A previsão era de que a nave desse cerca de seis voltas no planeta e passasse pelo menos cinco vezes sobre o Brasil. Durante os primeiros minutos de voo, a Starship registrou imagens da Terra. (Veja abaixo). Cerca de 21 minutos após a decolagem, a nave entrou em órbita terrestre pela primeira vez. "Primeiro voo orbital do Starship bem-sucedido!", escreveu Elon Musk, presidente da SpaceX, no X. Momento em que SpaceX lança nave Starship. Reprodução/SpaceX O lançamento ocorreu a partir da plataforma da SpaceX no Texas. Cerca de três minutos após a decolagem, a Starship se separou do propulsor Super Heavy, que retornou à Terra, no Golfo do México, enquanto a nave continuou sua trajetória. A empresa também levou ao espaço, pela primeira vez, as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. São 26 novos dispositivos adicionados à constelação já existente. Satélite da Starlink saindo da nave Starship. Reprodução/SpaceX Segundo a SpaceX, cada satélite Starlink V3 tem capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa 10 vezes o limite da geração anterior. Os primeiros satélites começaram a ser liberados pela Starship por volta de 35 minutos de voo, quando a nave estava próxima ao continente africano, segundo a projeção da empresa. (Veja na imagem acima). A colocação dos 26 satélites em órbita foi concluída cerca de 1h05 após a decolagem e todos entraram em funcionamento minutos depois, confirmou a empresa de Musk. Em uma publicação no X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman, parabenizou a SpaceX pela missão. "Lançamento lindo, levando a nave à órbita e gerenciando cada passo de forma segura, responsável e, especialmente, inspiradora", escreveu. O último voo da supernave foi realizado em julho e foi considerado bem-sucedido. Ele aconteceu dois meses após um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que tinha sido projetado para fazer um pouso controlado. Não houve relatos de feridos ou danos materiais. Veja imagens da Terra feitas pela Starship Visão da Terra pela Starship aa Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Visão da Terra pela Starship Reprodução/SpaceX Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram
28/09/2026 12:49:59 +00:00
Recém-lançado no Brasil, SUV da Volkswagen já vai mudar de design e nome para ID.Tiguan

Volkswagen acaba de lançar o ID.4 no Brasil, mas SUV vai dar lugar ao ID.Tiguan em 2027 Divulgação / Volkswagen A Volkswagen vai apresentar em outubro o novo ID. Tiguan, SUV totalmente elétrico que será lançado globalmente no início de 2027. O modelo vai substituir o ID.4, que acabou de ser apresentado no Brasil e custa R$ 299.990. O modelo será o terceiro nome tradicional da marca a migrar para a linha de carros elétricos, depois do ID. Polo e do ID. Cross. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O novo SUV terá desenho completamente diferente e, segundo a Volkswagen, aparência de um veículo de segmento superior. O ID. Tiguan também vai substituir o ID.5 dentro da linha elétrica da marca. A estreia mundial está prevista para o início de outubro. Até lá, o modelo continua em testes, ainda camuflado. Novo VW Tiguan enfrenta o GWM Haval H6 Apesar da chegada da versão elétrica, o nome Tiguan continuará sendo usado em modelos com motores a combustão e híbridos. Assim, a Volkswagen terá versões com diferentes tipos de motorização usando o mesmo nome. Atualmente, o Tiguan é o modelo mais vendido da Volkswagen e também de todo o grupo Volkswagen no mundo. O g1 entrou em contato com a Volkswagen do Brasil para saber mais detalhes. A empresa informou que não tem uma posição oficial sobre o anúncio do ID. Tiguan. Volkswagen ID.Tiguan será lançado no começo de 2027 e vai tomar o lugar do ID.4 e ID5. Divulgação / VW No Brasil, a Volkswagen lançou em 2026 a nova geração do Tiguan, equipada com motor 2.0 turbo de 272 cv. Na linha elétrica, o ID.4 e o ID.5 já somam mais de 950 mil unidades entregues desde 2021. Os dois estão entre as famílias de veículos elétricos a bateria mais vendidas da Volkswagen. O ID. Tiguan apresentado pela Volkswagen ainda é classificado como um conceito próximo da versão de produção e não está disponível para venda. A Volkswagen afirma que já produziu mais de 8,3 milhões de unidades do Tiguan. Para Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen e responsável pela marca, o novo modelo leva para a linha elétrica características associadas ao SUV, como espaço interno e tecnologias embarcadas. Galerias Relacionadas
28/09/2026 12:32:23 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,22, de olho na dívida pública e em nova pesquisa eleitoral; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou esta segunda-feira (28) em alta de 0,85%, cotado a R$ 5,2251. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,26%, aos 182.991 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No cenário político, investidores acompanham a nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial, a última antes do debate da Globo, na quinta-feira (1º). O levantamento mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no primeiro turno. (leia mais abaixo) ▶️ Nesta manhã, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, PIB, dólar e Selic, indicadores que ajudam a mostrar as expectativas para a economia. O BC também apresenta os dados de agosto sobre o fluxo de recursos entre o Brasil e outros países, além da pesquisa Firmus, que reúne a percepção das empresas sobre a atividade econômica. ▶️ Já a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou novos dados sobre a confiança da indústria brasileira, que caiu pelo terceiro mês seguido em setembro. O indicador recuou 2,4 pontos, para 91,3, sinalizando uma piora na percepção dos empresários sobre o setor e suas perspectivas. ▶️ No exterior, os mercados acompanharam falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, além das tensões entre Estados Unidos e Irã. O foco está nos possíveis impactos sobre o petróleo, cujo preço pode influenciar a inflação e os mercados globais. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,85%; Acumulado do mês: +0,88%; Acumulado do ano: -4,80%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,26% Acumulado do mês: +3,14%; Acumulado do ano: +13,57%. Nova pesquisa eleitoral A Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, os dois tinham 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Confira os principais dados da pesquisa) 🔎 No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%. Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual da rodada anterior. Romeu Zema (Novo) tem 1%, também estável em relação ao levantamento anterior. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%. Em relação à avaliação do governo, 49% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam. Já na taxa de rejeição, Flávio aparece com 56% e Lula, com 54%. Boletim Focus O mercado financeiro aumentou a previsão de inflação para 2026, de 4,92% para 4,99%, e reduziu a expectativa de crescimento da economia, de 1,88% para 1,86%, segundo o Boletim Focus. Inflação em 2027: a previsão subiu levemente, de 4,30% para 4,31%; PIB em 2027: a expectativa de crescimento caiu de 1,43% para 1,41%; Selic em 2026: o mercado manteve a projeção de 13,50% ao ano, o que indica expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano; Dólar em 2026: a previsão para o fim do ano permaneceu em R$ 5,20. Com isso, o mercado espera uma inflação um pouco maior e uma economia crescendo em ritmo ligeiramente menor, enquanto mantém a aposta em mais um corte de juros neste ano. Confiança da indústria cai em setembro pelo terceiro mês A confiança da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês seguido em setembro, segundo a FGV. O índice recuou 2,4 pontos, para 91,3, refletindo uma piora na avaliação das empresas sobre o cenário atual e os próximos meses. O indicador que mede a situação atual caiu para 93,6 pontos, menor nível desde dezembro de 2025. Já as expectativas para os próximos meses recuaram para 89,2 pontos, o menor patamar desde novembro de 2025. 🤔 O que explica a queda? Segundo a FGV, a queda está relacionada a sinais de menor demanda e aumento dos estoques, que podem levar as empresas a reduzir a produção. Juros ainda elevados e maior incerteza também dificultam uma recuperação da confiança do setor. Bolsas globais Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda, em meio às tensões no Oriente Médio. Investidores acompanharam o presidente Donald Trump rejeitar uma proposta de cessar-fogo do Irã, enquanto o petróleo subiu quase 3%. O Dow Jones recuou 0,66%, o S&P 500 caiu 0,76% e o Nasdaq perdeu 0,91%. As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com o índice pan-europeu STOXX 600 subindo 0,12%, aos 639,43 pontos. Entre as principais praças, o DAX de Frankfurt perdeu 0,13%, aos 25.374,42 pontos; o FTSE 100 de Londres caiu 0,10%, aos 10.684,88 pontos; e o CAC 40 de Paris ficou estável (+0,01%), aos 8.078,48 pontos. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em queda nesta segunda-feira, após o otimismo com o encontro entre EUA e China perder força. Em Xangai, o SSEC caiu 1,67%, para 3.823 pontos, e o CSI300 recuou 2,22%, a 4.340 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,54%, para 24.642 pontos. As ações de tecnologia foram pressionadas por novas restrições dos EUA ao uso de componentes chineses em centros de dados de inteligência artificial. A Eoptolink caiu 8% e a Innolight recuou 12%. Ao mesmo tempo, os dois países concordaram em manter o diálogo sobre IA e criar um canal para tratar de incidentes relacionados à tecnologia, mas seguem em disputa sobre o uso e o comércio de tecnologias estratégicas. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro. Em outros mercado da região, o KOSPI, da Coreia do Sul, caiu 2,70%, o Nikkei, do Japão, recuou 0,73%, enquanto o Straits Times avançou 0,31% e o S&P/ASX 200 subiu 0,17%. Dólar Freepik * Com informações da agência de notícias Reuters.
28/09/2026 12:00:00 +00:00
Analistas do mercado elevam estimativa de inflação e projetam crescimento econômico menor
O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,92% para 4,99%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,30% para 4,31%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,88% para 1,86% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,43% de 1,41%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também continuou projetando um novo corte de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.
28/09/2026 11:33:04 +00:00
Nvidia lança tecnologia para impedir que agentes de IA se rebelem

Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 Ann Wang/Reuters A Nvidia anunciou nesta segunda-feira (28) uma nova plataforma de segurança que, segundo a fabricante de chips, pode impedir que agentes de inteligência artificial (IA) saiam do controle. A empresa afirmou que a Open Agent Safety Platform, como é chamada a solução, reúne softwares que estabelecem limites para a atuação dos agentes. O anúncio ocorre após uma série de revelações de grandes empresas de IA sobre modelos que escaparam do controle e invadiram sistemas de outras organizações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As divulgações provocaram um intenso debate sobre a segurança de sistemas avançados de IA, incluindo modelos capazes de se aprimorar sozinhos. Há preocupação de que essas tecnologias possam avançar além do controle humano. Executivos da Nvidia disseram, em uma conversa com jornalistas, que o novo sistema poderia ter evitado um incidente recente envolvendo um grupo de agentes da OpenAI que invadiu de forma autônoma a startup de IA Hugging Face. Agora no g1 "Até onde sabemos, essa nova plataforma de segurança poderia ter impedido a invasão se estivesse sendo usada nos laboratórios de ponta para avaliar os modelos desde o início", afirmou Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, referindo-se às empresas que estão na fronteira do desenvolvimento da tecnologia. O caso envolvendo a Hugging Face aumentou as preocupações sobre a segurança da IA. Depois dele, outros incidentes envolvendo modelos da OpenAI foram revelados, incluindo o acesso não autorizado ao site de um departamento de saúde da Austrália. Anthropic e Meta também afirmaram que seus sistemas de IA invadiram, de forma autônoma, sistemas de outras organizações. Como funciona a plataforma Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Um dos softwares da Nvidia, chamado OpenShell, é de código aberto. Segundo Boitano, ele permite que desenvolvedores "verifiquem formalmente se um agente tem autoridade suficiente para realizar seu trabalho, e nada além disso". A plataforma também conta com uma camada de segurança separada, chamada Sentry, que funciona diretamente em um chip para monitorar continuamente a atividade dos agentes de IA. Segundo a empresa, o sistema pode "intervir instantaneamente" caso o agente tente ultrapassar os limites definidos para sua atuação. "O OpenShell controla as ações do agente, enquanto o Sentry monitora e contém de forma independente comportamentos suspeitos", disse Boitano. Mais de 100 empresas já usam o sistema no lançamento, segundo a Nvidia. Entre elas estão Microsoft, Perplexity, Accenture e JPMorgan Chase. (Veja na imagem abaixo). Empresas que estão testando a tecnologia de segurança da Nvidia. Divulgação/Nvidia Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
28/09/2026 11:22:35 +00:00
China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

Após encontro de Xi e Trump, China envia dois pandas-gigantes para zoológico nos EUA A China e os Estados Unidos concordaram em reduzir as tarifas impostas sobre US$ 60 bilhões (R$ 311 bilhões) em mercadorias importadas um do outro, abrangendo uma variedade de produtos que vão do milho norte-americano aos cosméticos e dos eletrodomésticos chineses aos brinquedos. Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, ambos os países recomendaram, cada um, US$ 30 bilhões em comércio de bens não sensíveis para um tratamento tarifário mais favorável, afirmou o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado divulgado no domingo (27). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para os Estados Unidos, isso significou “desbloquear um melhor acesso ao mercado” para cerca de 30% das  exportações americanas para a China, disse ele. A redução recíproca de tarifas, bem como a prorrogação de uma trégua comercial, estiveram entre os principais resultados da segunda cúpula deste ano entre o presidente Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizada em Washington na semana passada. Uma das duas listas divulgadas pela Casa Branca mostrou que a China planejava reduzir as tarifas sobre uma variedade de produtos agrícolas dos EUA, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A lista não incluía a soja. Pequim também buscará reduzir as tarifas sobre peixes e frutos do mar, toras e produtos de madeira, cosméticos e dispositivos médicos dos EUA. Em outra lista constavam os cortes tarifários recíprocos de Washington para pequenos eletrodomésticos chineses, como cafeteiras e torradeiras, louças, cobertores e roupas de cama. As listas também incluíam brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, luzes para árvores de Natal e outras decorações festivas, além de cadeirinhas infantis para carros. Trégua comercial mais longa Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca Xinhua O Ministério do Comércio da China afirmou nesta segunda-feira (28) que uma prorrogação de dois meses da trégua comercial com os Estados Unidos, até 10 de janeiro, daria margem para que ambos os lados avaliassem o acordo em andamento para resolver questões econômicas e comerciais, ao mesmo tempo em que ponderam como avançar nessas frentes. A prorrogação também proporciona um “ambiente político relativamente estável e previsível” para a cooperação entre empresas e a continuidade de discussões ativas. Ambos os lados manterão conversações regulares sobre possíveis oportunidades e barreiras de investimento, aumentando a transparência e a previsibilidade das políticas e respondendo às preocupações das empresas, informou o ministério. Agricultura e carvão A escolha da China de produtos para a redução de tarifas parece ter sido feita para ajudar Pequim a cumprir o que a Casa Branca afirma ser um compromisso de US$ 17 bilhões para a compra de produtos agrícolas. A China já retomou a compra em grande escala de soja dos EUA, no âmbito de um acordo firmado no ano passado para adquirir 25 milhões de toneladas métricas anualmente. Ambos os países criarão um grupo de trabalho sobre agricultura subordinado a um conselho comercial, que realizará sua primeira reunião antes do fim do ano para discutir o acesso mútuo aos mercados e a regulamentação, informou o Ministério do Comércio. A cúpula presidencial também resultou em um acordo para que a China importe 10 milhões de toneladas métricas de carvão anualmente dos Estados Unidos em 2027 e 2028, segundo informou a Casa Branca. Esse volume equivale aproximadamente a 2% das importações anuais de carvão da China. O gás natural liquefeito e o petróleo não constavam da lista. “A importação de carvão dos EUA não é apenas um complemento benéfico para o mercado interno de carvão da China, mas também traz renda econômica estável e empregos para o setor de carvão dos EUA”, afirmou o ministério chinês. IA, empresas financeiras e voos diretos No que diz respeito à inteligência artificial, ambos os lados concordaram com um canal de comunicação para incidentes e realizarão um diálogo de acompanhamento até o final de novembro. A China também analisará e aprovará instituições de serviços financeiros estrangeiras, incluindo aquelas com capital norte-americano, para que possam operar e abrir filiais na China. Haverá ainda comunicação contínua sobre o aumento do número de voos entre a China e os Estados Unidos, informou o comunicado do ministério.
28/09/2026 10:58:10 +00:00
Golpe com IA: os sinais que você aprendeu a procurar já não funcionam tão bem; veja como se proteger

Operação contra fraude financeira Entre as fraudes que mais avançam está o roubo de contas. Dados do relatório da Unico em parceria com a Liminal estimam 6 milhões de vítimas em 2025, um aumento de 141% em relação a 2021. Também chama atenção a injeção de imagens e vídeos manipulados, que representa 45,8% dos casos classificados. O avanço da inteligência artificial está mudando o perfil dos fraudadores. Golpes que, até pouco tempo, exigiam grupos criminosos especializados, equipamentos caros e conhecimento técnico passaram a poder ser executados de forma praticamente doméstica, com ferramentas disponíveis por cerca de US$ 30 (R$ 153) por mês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Por isso mesmo, especialistas ouvidos pelos g1 orientam que mudar a forma como o consumidor identifica uma possível fraude pode ser crucial. Os sinais visuais que durante muito tempo ajudaram a perceber uma imagem falsa, como dedos deformados, ausência de piscadas ou um rosto com aparência artificial, não são mais eficazes. “A tecnologia evolui rapidamente e esses defeitos estão ficando mais raros. Os modelos evoluíram justamente para corrigir esses defeitos”, explica Rodolfo Avelino, professor no Insper e especialista em tecnologia. Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para 'clonar' pessoas no Brasil, revela estudo Ainda podem aparecer falhas, principalmente em determinadas situações. Segundo Avelino, uma pessoa pode levantar suspeitas quando vira o rosto de perfil ou pronuncia sons que exigem o fechamento dos lábios, por exemplo. 🔎 Imagens borradas e diferenças entre a voz e o movimento da boca também podem ser sinais de alerta. Mas esses problemas, sozinhos, não são suficientes para confirmar uma fraude. Por isso, o leitor deve prestar atenção à situação e aos sinais: Pedido inesperado de dinheiro; Urgência emocional; Pressão para agir sem pensar; e Tentativa de impedir a confirmação por outro canal são sinais mais importantes. A orientação é adotar um procedimento simples: interromper a conversa e procurar a pessoa ou a instituição por um caminho independente. “A melhor defesa, neste sentido, não é tentar vencer a IA no olho, mas adotar um protocolo. Na prática, vale interromper a conversa, ligar para um número já conhecido e fazer uma pergunta que somente a pessoa real saberia responder”, afirma Avelino. Em empresas, pedidos que fogem do padrão também devem ser confirmados diretamente com o responsável por um canal interno. Qual estado do Brasil tem mais crimes com IA? No Brasil, São Paulo aparece isoladamente como o estado com maior participação nos alertas de fraude, com 22,06% das ocorrências. Segundo o relatório, essa concentração acompanha os polos de maior atividade digital do país. grafico g1 Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a América Latina, afirma que esse avanço da IA amplia significativamente o número de pessoas capazes de tentar uma fraude. "O criminoso é alguém que está 24 horas por dia, os 7 dias da semana, tentando encontrar uma brecha no sistema", explica. "O mercado sempre vai estar atrás do fraudador". A IA se tornou um combustível Segundo o especialista, a IA reduziu as barreiras para a prática desses crimes e transformou operações que antes eram complexas em atividades que podem ser realizadas por um único fraudador. O custo para executar ataques sofisticados já foi 100 vezes maior, enquanto os casos de injeção de imagens e vídeos manipulados cresceram nove vezes só entre junho de 2025 e abril de 2026. Os ataques mais avançados, que incluem deepfakes e manipulações físicas, representam 23,3% dos casos no mundo, mas chegam a quase metade das ocorrências na América Latina. Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor O risco que você está correndo e não sabe Para o CEO, o principal risco hoje é justamente o deepfake — quando a inteligência artificial cria ou altera um rosto, uma voz ou um vídeo para fazer uma pessoa parecer ser quem não é. “Hoje o deepfake é a principal ameaça do ambiente digital como um todo, gerado por plataformas de IA”, diz. A preocupação é que o criminoso não precise mais invadir diretamente o sistema de um banco. Em vez disso, ele pode tentar entrar pela “porta da frente”, apresentando-se como um cliente legítimo. O avanço das tecnologias usadas nas fraudes chegou a um ponto em que identificar uma falsificação a olho nu se tornou extremamente difícil. É por isso que Rodolfo Avelino, professor no Insper, recomenda que a pessoa não tente descobrir, durante a própria chamada, se está diante de um conteúdo falso. Para ele, o procedimento mais seguro é desligar e procurar a pessoa ou a instituição por outro canal. “A primeira regra é simples. Se o pedido envolve dinheiro, dados pessoais ou códigos de acesso, a verificação precisa acontecer fora do contato que trouxe o pedido”, afirma. Ainda na seção de identidade, o relatório mostra que a América Latina apresenta uma concentração de fraudes de identidade sintética muito acima da média global. 🔎 A identidade sintética ocorre quando o criminoso combina informações verdadeiras com dados falsos para criar uma pessoa que, na prática, não existe. Por exemplo, utilizar o CPF de alguém com um nome inexistente. grafico g1 É um tipo de crime particularmente difícil de perceber porque não há necessariamente uma vítima real usando aquela identidade para denunciar o golpe. Essa categoria cresce oito vezes ao ano e 79% dos profissionais da área acreditam que ela vai acelerar mais rapidamente do que qualquer outro tipo de fraude. Brasil virou terreno fértil para o avanço dos golpes O país reúne algumas das condições que, na avaliação do executivo, aceleraram tanto a digitalização quanto a evolução das fraudes. São mais de 200 milhões de aparelhos celulares para uma população de aproximadamente 215 milhões de pessoas. O brasileiro também passa, em média, 52 anos da vida conectado online, por volta de nove horas por dia. “Nós somos usuários ativos de ambiente digital”, afirma Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a AL. A rápida migração de serviços para o ambiente digital criou, segundo ele, uma oportunidade para os criminosos. O movimento ocorreu de forma particularmente intensa no sistema financeiro, que passou a permitir que praticamente todas as operações fossem realizadas pelos canais digitais. “Onde antes era um crime que exigia logística [...] se tornou muito mais simples e muito mais protegido do ponto de vista do fraudador ele fazer isso no ambiente digital”, diz Monteiro. Outro achado do levantamento é que os criminosos distribuem suas tentativas entre diferentes métodos. Isso torna a defesa mais difícil porque não existe um único ponto que, uma vez protegido, resolva o problema. As empresas precisam lidar simultaneamente com diferentes formas de ataque. grafico g1 Um mesmo fraudador pode atacar 30 empresas Outro aspecto que chama atenção é a escala da atuação dos criminosos. Dados da rede da Unico identificaram um único perfil associado a 949 documentos de identidade diferentes e ligado a tentativas de ataque contra 30 empresas distintas. Isso significa que um criminoso identificado em uma empresa pode simplesmente tentar novamente em outra, caso as instituições não compartilhem sinais capazes de mostrar que aquele comportamento já foi identificado. Mas o que fazer se, apesar dos cuidados, a pessoa cair no golpe? “No primeiro momento, a prioridade é estancar o prejuízo, recuperar os acessos e preservar as provas”, afirma Avelino. Se houve um PIX, a vítima deve contestar a transação imediatamente pelo aplicativo ou canal oficial do banco e pedir o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. Esse é o procedimento criado pelo Banco Central para que os bancos analisem a fraude e tentem bloquear e devolver o dinheiro que ainda estiver nas contas envolvidas. A devolução, porém, não é garantida. Se senhas ou dados bancários foram informados, é preciso bloquear cartões, encerrar os acessos abertos e trocar as senhas. A prioridade deve ser o e-mail, porque normalmente é por ele que as outras contas são recuperadas. 🔎 Caso utilize a mesma senha para diversos serviços, também é preciso alterá-la nos outros sistemas. Se houve envio de uma imagem íntima ou comprometedora, a orientação é não pagar, não negociar e não enviar mais conteúdo. A vítima deve guardar as mensagens, o perfil, o número utilizado e os links antes de denunciar a conta e pedir a remoção do material na plataforma. Em todos os casos, é importante guardar comprovantes, conversas, horários e dados usados pelo golpista, além de registrar um boletim de ocorrência. Mas não se deve esperar pelo boletim para avisar o banco ou bloquear as contas. “O teste mais simples e mais difícil de contornar continua sendo desligar e procurar a pessoa ou a instituição por um caminho independente”, afirma Avelino, do Insper. “Enquanto houver dúvida, nenhum dinheiro, dado ou código deve ser enviado.” Fraudes. Divulgação/Unico
28/09/2026 07:00:00 +00:00
Vai trabalhar no dia da eleição? Patrão pode descontar horas para votar? Veja seus direitos

Urnas eletrônicas 2024 do Paraná Giuliano Gomes/PR Press Para milhões de brasileiros, o primeiro turno das eleições também será dia de expediente. Profissionais da saúde, da segurança, da hotelaria e de outros serviços essenciais precisarão conciliar a jornada de trabalho com a ida às urnas. É nesse momento que surgem dúvidas recorrentes como: a empresa é obrigada a liberar o funcionário para votar? O tempo utilizado pode ser descontado do salário? É preciso compensar essas horas depois? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A legislação brasileira garante ao trabalhador o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem sofrer qualquer prejuízo. ⚠️ O empregador não pode criar obstáculos ao deslocamento nem adotar medidas que dificultem o exercício desse direito. Isso inclui descontos no salário ou a exigência de compensar as horas utilizadas para comparecer à seção eleitoral. Para ajudar quem estará de expediente durante a votação, o g1 reuniu as principais dúvidas sobre a legislação eleitoral e os direitos dos trabalhadores no dia da eleição. Abaixo, entenda: Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar? O patrão é obrigado a liberar o funcionário? As horas usadas para votar podem ser descontadas? E quem vota em outra cidade? E se a empresa dificultar a ida às urnas? E conversar sobre política no trabalho? É proibido? Quando a situação passa a ser assédio eleitoral? Como denunciar irregularidades? Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar? Sim. O trabalhador tem o direito de se ausentar pelo tempo necessário para ir ao local de votação e votar. A empresa não pode impedir esse deslocamento nem criar dificuldades que inviabilizem o exercício desse direito. Essa garantia vale para qualquer categoria profissional. O direito é o mesmo para quem trabalha em hospital, supermercado, restaurante, fábrica, posto de combustível ou qualquer outro estabelecimento que funcione aos domingos. Na prática, o empregador deve organizar a jornada para que o trabalhador consiga exercer seu direito ao voto. O patrão é obrigado a liberar o funcionário? O Ministério Público do Trabalho (MPT) determina que o empregador deve permitir que o funcionário se ausente pelo tempo necessário para ir à seção eleitoral, votar e retornar ao trabalho. A regra vale mesmo quando a empresa está com grande movimento ou quando o trabalhador está escalado em horário coincidente com a votação. As horas usadas para votar podem ser descontadas? Não. O período necessário para ir às urnas não pode resultar em descontos no salário do trabalhador. A empresa também não pode exigir a compensação das horas utilizadas para votar. De acordo com o MPT, esse tipo de exigência pode dificultar o exercício de um direito garantido pela legislação eleitoral. Em outras palavras, o funcionário não precisa repor esse tempo depois nem acumular horas negativas por ter comparecido à sua seção eleitoral. E quem vota em outra cidade? Nesses casos, a proteção continua valendo. O empregador não pode criar obstáculos ao exercício do voto, mesmo quando o trabalhador precisa viajar para outra cidade para votar. Isso não significa que qualquer ausência será automática ou sem limites. O que a legislação protege é o exercício do direito ao voto. Por isso, a empresa deve ajustar a jornada de trabalho para permitir que o trabalhador vote. E se a empresa dificultar a ida às urnas? O Código Eleitoral estabelece que ninguém pode impedir ou dificultar o exercício do voto. Criar obstáculos ao comparecimento às urnas pode configurar uma infração eleitoral. Isso vale tanto para situações explícitas quanto para formas indiretas de dificultar a votação. Por exemplo: negar a saída para votar; ameaçar descontos salariais; exigir compensação das horas; alterar escalas para dificultar a votação; criar constrangimentos relacionados à ida às urnas. Também são consideradas práticas irregulares situações como: exigir que o funcionário informe sua preferência eleitoral; pedir comprovação do voto; solicitar fotos da urna; determinar que o trabalhador grave ou fotografe o momento da votação. E conversar sobre política no trabalho? É proibido? A legislação não proíbe conversas sobre política. O problema surge quando o ambiente de trabalho é usado para pressionar ou constranger alguém por causa de suas opiniões políticas. O MPT destaca que empregadores não podem utilizar sua posição hierárquica para influenciar o voto dos funcionários. Quando a situação passa a ser assédio eleitoral? O assédio eleitoral ocorre quando há ameaças, constrangimentos, humilhações, intimidação ou promessa de vantagens com o objetivo de influenciar a escolha política do trabalhador. Entre os exemplos citados na cartilha estão: ameaças de demissão ligadas ao resultado das eleições; promessas de benefícios em troca de apoio político; pressão para participar de atos de campanha; exigência do uso de roupas, adesivos ou materiais ligados a candidatos; perseguição de trabalhadores por suas opiniões políticas. Como denunciar irregularidades? Quem enfrentar dificuldades para votar ou sofrer pressão relacionada às eleições deve guardar provas sempre que possível, aponta o MPT. Mensagens de WhatsApp, e-mails, vídeos, áudios, prints de conversas, documentos e testemunhos podem ajudar a comprovar os fatos. As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos canais de denúncia dos Tribunais Regionais do Trabalho. O trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria para receber orientação e apoio.
28/09/2026 06:00:00 +00:00
Quando é o quinto dia útil de outubro de 2026? Veja data para pagamentos dos salários

Confira quando cai o quinto dia útil de outubro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Para trabalhadores com carteira assinada, o quinto dia útil de outubro de 2026 será terça-feira, dia 6. Para o cálculo do prazo de pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil, enquanto domingos e feriados não entram na contagem. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Quando é o quinto dia útil de outubro de 2026? No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem. Em outubro de 2026, a sequência será: Primeiro dia útil: 1º de outubro (quinta-feira); Segundo dia útil: 2 de outubro (sexta-feira); Terceiro dia útil: 3 de outubro (sábado); Quarto dia útil: 5 de outubro (segunda-feira); Quinto dia útil: 6 de outubro (terça-feira). Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de outubro de 2026 é 6 de outubro. Agora no g1 Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário? Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil. A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil. Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados. O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil? O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados. Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis. Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador. Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa. O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.
28/09/2026 03:00:00 +00:00
Governo tem reunião com clubes nesta semana para discutir impactos da proibição das bets

Governo planeja reunião com clubes de futebol sobre bets O governo federal marcou uma reunião na terça-feira (29) com representantes de clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das bets no país. O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte e ocorre após a reação negativa dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa. Representantes dos ministérios do Planejamento, Fazenda e Casa Civil também devem participar. A medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets foi publicada na sexta-feira (25). Pelas regras, as empresas terão até 6 de outubro para sair do ar. Os apostadores, por sua vez, têm até 5 de outubro para resgatar os valores que ainda estiverem disponíveis nas plataformas. LEIA TAMBÉM Governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde o início de 2025 'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes A reunião está sendo articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo a pasta, a intenção é ouvir as demandas dos clubes e avaliar de que forma o governo pode contribuir para evitar possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos com empresas de apostas. Lula com o candidato ao governo de PE João Campos em evento no Recife Foto: Ricardo Stuckert. As bets se tornaram uma importante fonte de receita para os clubes brasileiros nos últimos anos, principalmente por meio de patrocínios. Em 2025, as empresas de apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value. A proibição também abre uma discussão sobre os contratos de patrocínio firmados pelos clubes com as empresas de apostas. É esse impacto e as alternativas para os times que devem estar entre os assuntos tratados na reunião de terça-feira. O governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer. Explorar ou operar as chamadas 'apostas de quota fixa', por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
28/09/2026 03:00:00 +00:00
Starship, nave de futuras missões à Lua, fará 1º voo com voltas completas na Terra nesta segunda; veja o que esperar

Starship, nave da Space, em foto divulgada em 23 de setembro de 2026 Reprodução/SpaceX A SpaceX tentará realizar o 14º lançamento da Starship, a nave mais poderosa do mundo e projetada para futuras missões para a Lua e Marte. A decolagem está marcada para esta segunda-feira (28), a partir das 9h15 (horário de Brasília). O voo, que ainda não terá tripulantes, será o primeiro da SpaceX em que o veículo fará voltas ao redor da Terra. Nos voos anteriores, ele cobria apenas uma parte do planeta porque o objetivo principal era coletar dados e evitar acidentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A expectativa é de que a Starship alcance 275 km de altitude, contra os cerca de 190 km das missões anteriores. Com a distância maior, a nave poderá fazer cerca de seis voltas no voo que terá quase 10 horas de duração – até então, eles levavam aproximadamente 1h30. O lançamento será feito a partir da plataforma da SpaceX no Texas. Cerca de sete minutos depois, o propulsor Super Heavy se separa da Starship e retorna para o Golfo do México. Em seguida, a nave continua sua trajetória para a órbita terrestre. Relembre a 13ª missão da Starship, nave da SpaceX, em julho de 2026 "Com a ida à órbita, poderá começar a próxima fase de desenvolvimento da Starship para que ela se torne total e rapidamente reutilizável", disse a SpaceX. A empresa do bilionário Elon Musk também lançará pela primeira vez no espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Serão 26 novos dispositivos na constelação que já funciona há mais tempo. Segundo a SpaceX, cada satélite Starlink V3 tem capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa 10 vezes o limite da geração anterior. O último voo da supernave foi realizado em julho e foi considerado bem-sucedido. Ele aconteceu dois meses após um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que tinha sido projetado para fazer um pouso controlado. Não houve relatos de feridos ou danos materiais. Depois do acidente, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu os voos temporariamente até que as investigações fossem concluídas. O órgão concluiu sua análise e abriu caminho para o novo teste.
28/09/2026 03:00:00 +00:00
Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' e defende legislação para a tecnologia

Leão XIV pede mais regras para uso da Inteligência Artificial A inteligência artificial é poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes, segundo o bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft. Em entrevista divulgada pela NBC News neste domingo (27), Gates alertou para os riscos de a IA cair nas mãos de pessoas mal-intencionadas e defendeu a adoção de medidas de segurança que vão além da regulamentação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, disse Gates. "Portanto, embora seja muito difícil chegar a 100% [da humanidade], nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas usando as mais recentes ferramentas de IA." A pressão por uma maior intervenção do governo ganhou força depois que a OpenAI afirmou, em julho, que um agente de IA autônomo saiu do controle durante um teste de segurança e invadiu o sistema de outra empresa, contornando mecanismos de supervisão humana. Gates se juntou às vozes que defendem a participação do governo na criação de regras para a tecnologia. "Ninguém acha que a autorregulação seja suficiente", disse ele. Em uma rara demonstração de união, executivos de empresas concorrentes, como Anthropic, OpenAI, DeepMind, do Google, Microsoft e xAI, defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais sofisticados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros críticos de novas regulamentações para a IA, no entanto, afirmam que restrições adicionais impostas pelo governo poderiam dar à China uma vantagem na corrida pelo desenvolvimento da tecnologia. Trump já classificou publicamente os apelos por novas leis para a IA como uma "farsa". Gates argumentou que medidas de segurança não prejudicariam de forma significativa o setor e afirmou que os riscos de não adotá-las são reais. "Não é uma farsa", disse ele à NBC. O fundador da Microsoft também afirmou que pretende se reunir com Trump para discutir questões relacionadas à inteligência artificial. "Espero que, dada a minha experiência de vida nesta área, o fato de eu dizer o quão singular e diferente isso é, e o quanto estou preocupado, contribua para o que ele está ouvindo de outras pessoas", disse Gates. Os alertas sobre os riscos da inteligência artificial não são novos. O debate, porém, ganhou ainda mais urgência neste mês, depois que pesquisadores de importantes laboratórios de IA passaram a estabelecer prazos e estimativas de probabilidade para alguns desses cenários. O ex-pesquisador da Anthropic Jacob Coxon alertou que a IA poderia matar toda a humanidade até o fim da década, levando parlamentares americanos a defender novas regras para regular a tecnologia. Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da Anthropic, reforçou o alerta de Coxon e afirmou que havia mais de 10% de chance de um evento desse tipo ocorrer na próxima década. Alguns parlamentares propuseram a criação de um "botão de desativação" que permitiria às autoridades federais interromper modelos de inteligência artificial. Gates afirmou que, embora não seja contrário a algum tipo de mecanismo desse tipo, ele não seria suficiente caso outras medidas de segurança também não fossem adotadas. Nesta semana, Estados Unidos e China concordaram em iniciar um diálogo sobre inteligência artificial após a recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. *Com informações da Reuters Bill Gates durante Fórum Econômico Mundial de 2018 em Davos. Denis Balibouse/Reuters
27/09/2026 17:06:36 +00:00
Mega-Sena 3063 acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões; confira os números sorteados

Concurso 3.063 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.063 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ R$ 45 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal o valor acumulou para R$ 52 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 35 - 36 - 41 - 43 - 48. 5 acertos: 29 apostas ganhadoras, R$ 73.111,35 4 acertos: 2.642 apostas ganhadoras, R$ 1.322,81 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Mega-Sena, concurso 3.063: confira os números sorteados Reprodução/Youtube Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
27/09/2026 14:01:44 +00:00
OpenAI para treinamento após agentes de IA agirem por conta própria

CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o incidente envolveu o Hugging Face continua sendo o mais grave Alexi J. Rosenfeld/Getty Images/AFP A empresa OpenAI comunicou neste sábado (26/09) que suspendeu temporariamente o treinamento de seus mais recentes modelos de inteligência artificial (IA). O anúncio foi feito horas depois de a empresa comunicar, na sexta-feira (25), que estava analisando vários incidentes ocorridos durante o verão, nos quais agentes da OpenAI encarregados de pesquisar sites do governo federal dos EUA agiram de maneiras inesperadas, indo além do que lhes havia sido solicitado ao coletar e distribuir informações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os modelos de IA da empresa responsável pelo ChatGPT acessaram informações disponíveis publicamente em dois sites operados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), além de dados do Departamento de Censos dos EUA, revelou a empresa. Num anúncio separado, a organização de avaliação de IA Transluce afirmou que agentes que pareciam ser da OpenAI tentaram invadir um site do Departamento de Educação dos EUA, mas não conseguiram. A OpenAI não confirmou esse incidente. Agora no g1 A OpenAI declarou que retomará o treinamento apenas quando dispuser de garantias adicionais. A empresa acrescentou que provavelmente terá de "apertar o botão de pausa" novamente à medida que a IA evoluir e novos problemas surgirem. Apelos dentro do próprio setor A revelação ocorre num momento de crescente preocupação global com a possibilidade de sistemas de IA escaparem ao controle humano e invadirem sites externos. Laboratórios de IA vêm sofrendo pressão de legisladores e especialistas em tecnologia para desacelerar o desenvolvimento de seus sistemas, de modo que possam estabelecer mecanismos de proteção capazes de impedir que agentes atuem por conta própria, invadam sites e divulguem informações não públicas. Ao mesmo tempo, aumentam os apelos, inclusive dentro do próprio setor, por uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial, postura que a OpenAI afirma apoiar. Dirigentes tanto da OpenAI quanto da concorrente Anthropic defenderam uma redução no ritmo de desenvolvimento. Riscos da inteligência artificial Esta é a segunda vez em três meses que a OpenAI interrompe o desenvolvimento de seus modelos. A primeira ocorreu em julho, após a OpenAI revelar que dois de seus modelos de IA mais avançados foram responsáveis por um ataque cibernético contra a Hugging Face, uma startup do setor de inteligência artificial. Esse incidente teve grande repercussão e aumentou os temores de que a indústria estivesse perdendo o controle sobre a tecnologia. Numa publicação nas redes sociais na sexta-feira, o presidente executivo (CEO) da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o incidente envolvendo a Hugging Face continua sendo o mais grave até agora. Altman e o diretor-executivo da empresa de IA Anthropic, Dario Amodei, recentemente alertaram para os riscos da inteligência artificial e defenderam uma desaceleração em seu desenvolvimento. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que pretende convidar as principais empresas de IA para discussões sobre a necessidade de "reduzir o ritmo". Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, se opõem a essa ideia. Durante um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta semana, Trump concordou em compartilhar informações sobre os riscos da inteligência artificial e coordenar esforços para mantê-la segura, mas considerou exagerados os temores relacionados à IA. "Os Estados Unidos não vão pisar no freio", disse Trump. "Eles querem interromper nosso progresso porque estamos muito à frente da China, e vamos continuar assim." Sem acesso a informações sigilosas Os incidentes mais recentes envolvendo a OpenAI aparentemente não resultaram no acesso a informações sigilosas, mas foram considerados suficientemente preocupantes para que a empresa alertasse os órgãos federais envolvidos. No caso relacionado ao Departamento de Educação, agentes da OpenAI encontraram "chaves de desenvolvedor" (API keys) para acessar dados governamentais, embora, no fim, apenas informações públicas tenham sido coletadas. No episódio envolvendo a SEC, os agentes encontraram informações livremente disponíveis ao público, mas depois as publicaram em outro local da internet, uma ação que ultrapassou as instruções que haviam recebido. A SEC comunicou que nenhuma informação não pública foi acessada. O Departamento de Educação havia informado anteriormente que não encontrou "nenhuma evidência de qualquer impacto em nosso site ou em nossos bancos de dados".
27/09/2026 13:39:59 +00:00
Risco de guerra pode salvar montadoras europeias?

A Ford participa de uma proposta que disputa o fornecimento de veículos para o programa de mobilidade leve do Exército britânico BBC É verde, robusto e intimidador. O mais recente carro da Ford parece uma picape que passou por uma transformação digna do Incrível Hulk. Baseada na popular linha Ranger, o modelo estacionado diante da fábrica da Ford em Dagenham, no leste de Londres, pode transportar até duas toneladas, rebocar até quatro toneladas e também carrega as esperanças dos cerca de 2.000 funcionários que ainda produzem motores no local. Dentro da fábrica, os motores a diesel de três litros que vão equipar o veículo camuflado passam por uma linha de produção que, na última década, viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ford espera que a entrada no mercado de veículos militares ajude a compensar essa queda. O chefe da empresa no Reino Unido descreve o momento atual como o cenário mais desafiador para o setor desde a invenção do automóvel. Antes poderosa, a indústria automobilística europeia começa a mostrar sinais de enfraquecimento e aposta no forte aumento dos gastos com defesa, em meio ao rearmamento da Europa, para voltar a demonstrar sua força industrial. A Ford faz parte de uma joint venture com as empresas especializadas em defesa General Dynamics e Ricardo que disputam um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Rover, já ultrapassada. Montadoras alemãs enfrentam grave crise Lisa Brankin, presidente da Ford no Reino Unido, afirma que essa é uma oportunidade de mostrar a capacidade da empresa de responder rapidamente às necessidades do setor de defesa: "Como fabricante, você avalia todas as oportunidades que aparecem, e esta é uma ótima oportunidade que adoraríamos aproveitar." Esta não é a primeira vez que a Ford se dedica à produção para o setor de defesa. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a fábrica da Ford em Dagenham era a maior montadora de automóveis da Europa. Quando a guerra começou, a produção de carros para uso civil foi totalmente interrompida, e a fábrica passou a se dedicar exclusivamente à produção militar. Entre 1939 e 1945, a unidade de Dagenham fabricou 360 mil veículos para o esforço de guerra dos Aliados contra o Eixo. Os funcionários da Ford em Manchester, no noroeste da Inglaterra, produziram 34 mil motores Merlin, projetados pela Rolls-Royce, que equiparam os caças Spitfire e Hurricane. Oitenta anos depois, as indústrias automobilísticas do Reino Unido e da Europa esperam que a produção voltada para a guerra ajude a conter o que um fornecedor descreveu à BBC como um "declínio terminal". Diante da ameaça da Rússia e da relutância dos Estados Unidos em continuar como protetor da Europa, os países europeus se veem pressionados a destinar centenas de bilhões ao aumento dos gastos com defesa. As montadoras, que enfrentam forte concorrência comercial de rivais chinesas, estão atentas a esse movimento. Mas o rearmamento da Europa pode salvar uma indústria automobilística e uma cadeia de fornecedores que atravessam uma crise? A guinada para o setor de defesa A Ford está longe de ser a única montadora a enxergar o setor de defesa como uma área com potencial de crescimento, e capaz de aproveitar a crescente capacidade ociosa das fábricas de automóveis na Europa. ➡️ A montadora francesa Renault assinou um acordo estratégico com a gigante do setor de defesa Thales para produzir drones militares, com a meta de fabricar até 1.000 unidades por mês. As Forças Armadas francesas e o Diretório-Geral de Armamentos querem aproveitar a capacidade de produção em massa da Renault para contornar as cadeias tradicionais de fornecimento do setor de defesa, que são mais lentas. Enquanto isso, a Volkswagen concordou em vender uma fábrica subutilizada em Osnabrück, no oeste da Alemanha, que será transformada em um polo de produção militar em parceria com um investidor do setor de defesa sediado em Israel. A Ford está longe de ser a única montadora a enxergar o setor de defesa como uma área com potencial de crescimento, e capaz de aproveitar a crescente capacidade ociosa das fábricas de automóveis na Europa. A montadora francesa Renault assinou um acordo estratégico com a gigante do setor de defesa Thales para produzir drones militares, com a meta de fabricar até 1.000 unidades por mês. As Forças Armadas francesas e o Diretório-Geral de Armamentos querem aproveitar a capacidade de produção em massa da Renault para contornar as cadeias tradicionais de fornecimento do setor de defesa, que são mais lentas. Enquanto isso, a Volkswagen concordou em vender uma fábrica subutilizada em Osnabrück, no oeste da Alemanha, que será transformada em um polo de produção militar em parceria com um investidor do setor de defesa sediado em Israel. A fabricante britânica de automóveis de luxo Jaguar Land Rover (JLR), também disputa o mesmo contrato que a Ford, enquanto o Exército britânico se prepara para retirar de serviço, até 2030, sua atual frota baseada em modelos Land Rover. A JLR também criou uma nova divisão dedicada a apoiar seus planos de expansão no setor militar em outros países. Para Mike Hawes, da Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motores (SMMT, na sigla em inglês), faz sentido direcionar para o setor de defesa parte da capacidade ociosa da indústria automobilística. A indústria automobilística britânica e seus fornecedores dependem fortemente de algumas grandes montadoras: a Nissan, em Sunderland; a Toyota, em Derbyshire; a BMW, em Oxfordshire; e a JLR, que, considerando o valor da produção, é a maior delas e mantém fábricas em diferentes locais das regiões de Midlands e Merseyside, na Inglaterra. Hawes afirma que a cadeia de fornecedores é muito vulnerável. "A produção da indústria automobilística britânica vem caindo há oito ou nove anos", afirma Hawes. "Hoje, provavelmente estamos produzindo metade do que produzimos há dez anos. Isso, obviamente, afeta os fornecedores, porque eles já não fabricam o mesmo número de peças. Portanto, sobra capacidade. E eles também podem depender bastante de uma única montadora." Por isso, diz Hawes, essas empresas devem receber bem "a oportunidade de ampliar sua base de clientes e, potencialmente, entrar no setor de defesa". Há apenas duas semanas, a JLR anunciou o corte de 4.000 postos de trabalho de seu quadro de 30 mil funcionários no Reino Unido, numa tentativa de reduzir custos e continuar competitiva diante de rivais internacionais, sobretudo chineses. Dave Roberts, da Evtec, empresa que fornece componentes de sistemas de refrigeração à JLR, diz estar preocupado com as consequências. "A JLR tem um peso decisivo na indústria automobilística britânica", diz Roberts. "É o elo que mantém todo o setor unido. Porque, lembre-se, quando você produz para a JLR, os volumes são significativamente maiores do que para qualquer outra montadora do Reino Unido. "Se ela [JLR] tiver problemas, o impacto se espalha por toda a cadeia de fornecedores." No início desta semana, grandes fornecedores da JLR pediram ao governo que ajude fabricantes do setor automobilístico a entrar também nos setores aeroespacial e de defesa, alertando que a produção de automóveis em grande escala no Reino Unido enfrenta um declínio de longo prazo. Em uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico, ao chanceler (cargo equivalente a de ministro da Economia) e ao prefeito de West Midlands, Richard Parker, representantes da indústria afirmaram que o problema da cadeia de fornecedores do setor automobilístico britânico "não está em declínio", mas "está no mercado errado". A carta foi assinada por executivos de empresas que, juntas, empregam diretamente mais de 8.600 pessoas, além da Confederação Britânica de Conformação de Metais, que representa cerca de 75 mil trabalhadores. Os signatários afirmaram que as demissões são "a primeira fissura visível" em uma cadeia de fornecedores da indústria automobilística britânica que sustenta cerca de 183 mil empregos na produção. Em toda a Europa, o setor enfrenta o que Sigrid de Vries, diretora-geral da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea), classificou de "tempestade perfeita". As montadoras estão gastando bilhões na transição para veículos elétricos e afirmam que as metas de vendas estabelecidas pelos governos avançam mais rapidamente do que a demanda dos consumidores. Ao mesmo tempo, uma parcela cada vez maior dos veículos elétricos comprados pelos consumidores é produzida por empresas chinesas, que se tornaram a principal ameaça às montadoras europeias. O fator China No início dos anos 2000, empresas ocidentais viam na China um mercado cheio de oportunidades. A classe média do país crescia rapidamente, tinha mais dinheiro para gastar e parecia ter um apetite insaciável por carros, inclusive pelos modelos mais caros e lucrativos. Era um negócio altamente rentável. Em determinado momento, o mercado chinês chegou a responder por metade dos lucros da Volkswagen. Mas esse cenário não durou. A China queria desenvolver sua própria indústria automobilística e destinou grandes volumes de recursos públicos para transformar o país em uma potência em setores de alta tecnologia, entre eles o de veículos elétricos. Hoje, o mercado chinês está saturado de marcas, nacionais e estrangeiras, e é marcado por uma concorrência feroz. As montadoras chinesas passaram então a voltar sua atenção para outros mercados e aproveitaram a transição para os veículos elétricos para ampliar sua participação. Empresas como BYD, Chery e Geely avançam de forma acelerada na Europa. Para as marcas europeias, esse movimento veio em um momento especialmente difícil. Os lucros obtidos na China diminuíram, enquanto as concorrentes chinesas ganharam espaço dentro do próprio mercado europeu, depois de as montadoras locais terem investido bastante na produção de veículos elétricos. Mas as vendas desses carros não cresceram tão rapidamente quanto se esperava. Executivos do setor admitem que têm dificuldade para competir com os baixos custos de produção e a velocidade de desenvolvimento das concorrentes chinesas. Com isso, as montadoras europeias agora correm para reduzir custos e buscam uma saída para fábricas caras, capazes de produzir milhões de carros a mais do que conseguem vender. A Volkswagen já anunciou planos de cortar 100 mil postos de trabalho nos próximos anos. Se antes era impensável fechar fábricas na Alemanha, a empresa já encerrou as atividades de uma unidade em Dresden e pode fechar outras quatro. Entre elas está uma fábrica em Zwickau, onde a Volkswagen investiu mais de € 1 bilhão (cerca de R$ 5,9 bilhões) para adaptar as linhas de produção à fabricação de veículos elétricos, um processo concluído há apenas quatro anos. Estimativas do setor indicam que as fábricas de automóveis da Europa Ocidental têm capacidade ociosa equivalente à produção de cerca de 2,5 milhões de veículos por ano. Não surpreende, portanto, que as montadoras estejam de olho no forte aumento dos orçamentos de defesa em toda a Europa. Sigrid de Vries afirma que as montadoras tem condições de contribuir para o rearmamento europeu. "Muitas das capacidades de que o setor de defesa precisa também existem na indústria automobilística", afirma de Vries. "Fabricantes e fornecedores do setor automobilístico têm instalações industriais, conhecimento em produção, capacidade logística e tecnologias avançadas. Também contam com cadeias de fornecedores amplas e bastante integradas, que podem ser úteis para o objetivo mais amplo de reforçar a capacidade de defesa da Europa." Mas a transição não é tão simples, segundo ela. Protocolos de segurança, rivalidades políticas e econômicas dentro da Europa e o fato de que, fora de uma situação de guerra, a demanda militar dificilmente alcançará os volumes do mercado de consumo de massa são alguns dos obstáculos. "São dois mundos muito diferentes", afirma. "Os governos querem investir em sua capacidade de defesa e, por isso, mais do que nunca, fabricantes e fornecedores têm interesse em avaliar o que é possível fazer. Mas isso não será suficiente para resolver o problema da capacidade industrial ociosa que vemos hoje." Abrir espaço para a concorrência chinesa? Se o setor de defesa não consegue preencher a enorme capacidade ociosa da indústria automobilística do Reino Unido e da Europa, talvez seja hora de abrir espaço nas fábricas para as concorrentes chinesas. Para reduzir o peso de altos custos fixos de manter linhas de montagem ociosas, montadoras tradicionais da Europa e do Reino Unido estão abrindo suas fábricas para rivais chinesas. A Stellantis (dona das marcas Vauxhall, Fiat, Peugeot e Citroën) adquiriu uma participação de 20% na fabricante chinesa de veículos elétricos Leapmotor. A produção de carros da marca chinesa começou na Polônia há dois anos. Mais tarde, a Leapmotor transferiu a produção para a Espanha, depois que a Polônia votou a favor da imposição de tarifas elevadas sobre veículos elétricos chineses, enquanto a Espanha se absteve, um exemplo da complexidade das disputas comerciais. A Nissan e a Chery International UK assinaram um memorando de entendimento sem caráter vinculante para avaliar a possibilidade de a Nissan fabricar veículos da Chery sob contrato em sua unidade de Sunderland, no nordeste da Inglaterra. Em abril deste ano, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que a empresa estudava compartilhar a capacidade ociosa de suas fábricas europeias com parceiros chineses. Sob certo aspecto, o acordo poderia beneficiar os dois lados. As fábricas europeias receberiam mais encomendas, enquanto as montadoras chinesas poderiam evitar tarifas elevadas ao vender para os EUA e a União Europeia, produzindo os carros dentro desses mercados. Mas fabricar carros na Europa não significa necessariamente criar ou preservar cadeias de fornecedores europeias. Algumas fábricas podem se limitar à montagem final, enquanto muitos dos componentes — especialmente as baterias — continuariam vindo da China. A produção de automóveis ainda é vista como parte central da capacidade industrial de um país. No passado, repetia-se nos EUA a frase: "O que é bom para a General Motors é bom para os EUA." Algo semelhante poderia ser dito da Volkswagen, da Mercedes e da BMW para a Alemanha e da JLR para o Reino Unido. As fábricas de automóveis costumam estar entre os maiores empregadores de suas regiões e sustentam cadeias locais de fornecedores, por isso cortes de postos de trabalho podem ter impactos especialmente fortes. É também por esse motivo que os governos fazem grandes esforços para proteger e preservar essas unidades. A Austrália é um exemplo. Quando o último carro produzido no país saiu da linha de montagem, em 2017, a Austrália não perdeu apenas sua indústria automobilística. Perdeu também uma cultura industrial ligada à engenharia e competências essenciais, afirma Roberts, da Evtec. "Na década seguinte... os efeitos chegaram a toda a indústria", afirma Roberts. "O país perdeu infraestrutura. Perdeu capacidade de produção avançada." "Ficou vulnerável. Esses setores já não têm a mesma capacidade de resistir a choques." Brankin, da Ford no Reino Unido, reconhece que produzir 9.000 motores ao longo de cinco a sete anos está muito longe dos 90 mil por ano que a fábrica chegou a fabricar, mas diz que qualquer aumento de produção ajuda. "É uma gota no oceano, mas vale a pena aproveitar cada oportunidade, não é?" Um porta-voz do Ministério da Defesa do Reino Unido afirma que o governo quer que a indústria britânica tenha um "papel central" no fornecimento de milhares de veículos leves modernos. Ele acrescenta: "Estamos apoiando as empresas britânicas e fortalecendo nossa base industrial de defesa. Atualmente, 85% dos gastos com defesa permanecem no Reino Unido, contribuindo para a reindustrialização e fazendo do setor de defesa um motor de crescimento." É compreensível que uma indústria automobilística europeia em retração queira aproveitar o forte aumento dos gastos com defesa. Mas, mesmo que consiga entrar nesse mercado, por enquanto é difícil imaginar que volte a ter o peso industrial que já teve.
27/09/2026 11:33:11 +00:00
Região de Itapetininga promove contato com a natureza através do turismo rural

Região de Itapetininga promove contato com a natureza através do turismo rural Reprodução / TV TEM Na região de Itapetininga (SP), propriedades rurais vêm se transformando em espaços de lazer e turismo. O que antes era rotina de trabalho para os produtores agora se tornou experiência para visitantes e fonte de renda para os proprietários. A iniciativa reúne produtores, empreendedores e profissionais do turismo, que oferecem trilhas, degustações e atividades ligadas à natureza. O objetivo é valorizar o interior e proporcionar contato direto com o campo. Em Angatuba (SP), a produtora Bárbara Soares adaptou sua propriedade com chalés, trilhas e produção agroecológica. Ela afirma que a essência do espaço é transmitir paz e simplicidade. Com o aumento da procura, o local passou a receber turistas e ganhou estrutura para hospedagem. A turismóloga Andressa Martins destaca que paisagens, histórias e produções locais podem se tornar atrativos. Segundo ela, cresce o interesse pelo turismo regenerativo, que envolve visitantes em ações de preservação ambiental, como o plantio de árvores e flores. Em Itapetininga, a prefeitura organiza passeios pelos parreirais, em parceria com o Sindicato Rural e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A produção familiar de vinho virou atração turística, com degustações e visitas guiadas. O produtor Ademir Marques afirma que a interação com os visitantes ajudou a manter a vinícola ativa. Além do vinho, o turismo rural abre espaço para conhecer bastidores da produção de queijos e outros derivados. Para a artista plástica Walkiria Paunovic, a atividade gera empregos e incentiva a profissionalização de queijarias, vinícolas e restaurantes. A troca de experiências também beneficia os empreendedores locais, que criam parcerias e novas ideias. Para os visitantes, o turismo rural é oportunidade de relaxar e reconhecer o trabalho diário no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Região de Itapetininga promove contato com a natureza através do turismo rural VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
27/09/2026 10:30:01 +00:00
Os segredos do campo: projeto leva alunos de Promissão a vivenciar rotina no campo

Projeto leva alunos de Promissão a vivenciar rotina no campo Reprodução / TV TEM Alunos da Escola Estadual Comendador Antônio Figueiredo Navas, em Promissão (SP), participam de um projeto que aproxima jovens da rotina no campo. Chamado “Os segredos do campo”, o programa promove visitas técnicas a três propriedades rurais da cidade, onde os estudantes aprendem sobre o cultivo de banana, morango e uva. A coordenadora da escola, Érica Cabral, destaca que a iniciativa gera troca de experiências entre produtores e alunos. “É um benefício mútuo”, afirma. Na propriedade de Antônio Pereira Cabral, os jovens acompanham o plantio de bananeiras, coleta de solo e cuidados necessários para manter a produção. Para o produtor, levar estudantes ao campo ajuda a renovar ideias e fortalecer o trabalho rural. Entre os participantes estão Tayla Raphaela e Kawane Petini, alunas do 2º ano do ensino médio. Elas estudam administração e veem no projeto uma oportunidade para desenvolver futuros negócios. “É uma experiência de cuidar das propriedades”, dizem. O curso tem duração de dois anos. Nesse período, os alunos aprendem sobre planejamento, cultivo, poda, colheita e comercialização dos produtos. Ao final, cada estudante apresenta um projeto com as práticas vivenciadas nas plantações. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Os segredos do campo: projeto leva alunos de Promissão a vivenciar rotina no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
27/09/2026 10:30:00 +00:00
Uva núbia ganha espaço em Jales com alta produtividade e resistência ao clima

Uva núbia ganha espaço em Jales com alta produtividade e resistência ao clima Reprodução / TV TEM A uva núbia, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Uva e Vinho, vem ganhando espaço na região de Jales (SP). Com coloração escura, cachos grandes e alta resistência ao clima, a variedade já ocupa 600 hectares e deve movimentar cerca de R$ 130 milhões na safra deste ano, segundo a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). O pesquisador João Dimas Garcia Maia explica que a núbia não sofre com o frio, mantém produção estável ao longo do ano e exige menos mão de obra por ser resistente a doenças fúngicas. tualmente, cerca de 350 viticultores cultivam a variedade na região, com expectativa de colher mais de 20 mil toneladas. A uva tem sementes e já é considerada uma das preferidas no mercado nacional. A produtora Ângela Rabetti Dias Maia, que possui 40 mil pés de uva niágara, decidiu apostar na núbia após perceber queda na produção da niágara em períodos de frio. “A núbia permanece bem produtiva”, afirma. Ela mantém parceria com Ilton Alves, que destaca a viabilidade econômica da variedade. Com o aumento das chuvas, a niágara sofre atrasos na colheita. Já a núbia segue em ritmo normal, consolidando sua posição como uma das mais procuradas no país. Em Palmeira D’Oeste, o produtor João Guilherme Cardoso prevê colher 80 toneladas em seus 2.500 pés de núbia, um aumento de 20% em relação ao ano passado. Ele exporta para o Sul do Brasil e comemora a valorização: o preço subiu de R$ 5 para R$ 6,50 por quilo. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Uva núbia ganha espaço em Jales com alta produtividade e resistência ao clima VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
27/09/2026 10:30:00 +00:00
ICE amedronta trabalhadores e faz cair processamento de carne nos EUA; país tenta baixar preços

Trump determina permite importação carne moída sem taxa adicional para tentar baixar preços nos EUA As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a afetar o funcionamento de frigoríficos no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana. Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), serviço de imigração dos EUA, fábricas reduziram o ritmo de abate e milhares de bois tiveram o envio para processamento atrasado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O problema acontece em um momento delicado para a cadeia de carne americana: o país tem o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos e a carne está em preços recordes. Por isso, uma nova redução no ritmo dos frigoríficos pode aumentar ainda mais a pressão sobre a oferta. Isso pode dificultar ainda mais a chegada de carne aos supermercados em um momento em que o governo de Donald Trump tenta justamente reduzir os preços. Por que a carne está tão cara nos EUA? A produção de carne bovina depende de uma cadeia relativamente simples. Primeiro, o pecuarista cria o gado. Depois, os animais são enviados para confinamentos e, quando estão prontos, seguem para os frigoríficos. É ali que são abatidos e transformados em carne para chegar aos supermercados e restaurantes. Nos últimos anos, os produtores americanos reduziram o número de animais porque a seca encareceu e dificultou a criação. Com menos bois disponíveis, há menos matéria-prima para os frigoríficos processarem. E, quando a oferta de um produto diminui enquanto a procura continua, o preço tende a subir. Trump tenta aumentar a oferta de carne Para tentar colocar mais carne no mercado e reduzir os preços, o governo adotou medidas para facilitar a entrada de produto estrangeiro. Uma delas permite a importação temporária de até 300 mil toneladas de carne moída em 90 dias sem uma tarifa adicional que normalmente é cobrada quando o limite de uma cota é ultrapassado. A estratégia, porém, enfrenta resistência de parte dos pecuaristas americanos. A preocupação é que mais carne importada reduza o preço recebido pelos produtores dos Estados Unidos e desestimule a criação de novos animais. Trump também abriu uma investigação sobre o funcionamento do mercado e das grandes empresas processadoras. O preço da comida também pesa nas eleições A discussão ganhou importância porque os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em novembro. ➡️ Nessa votação, os americanos vão escolher deputados e parte dos senadores. O resultado define quem terá maioria no Congresso durante os próximos dois anos. O custo de vida é uma das preocupações do eleitorado. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada em setembro mostrou que 17% dos americanos aprovavam a atuação de Trump em relação ao custo de vida. A carne bovina é apenas um dos alimentos que ficaram mais caros, mas tem um peso importante porque faz parte da alimentação cotidiana e porque o problema envolve diretamente produtores rurais, frigoríficos e consumidores. O que a imigração tem a ver com o preço da carne? O Kansas é um dos principais centros de processamento de carne bovina dos Estados Unidos. Nesta semana, agentes do ICE intensificaram operações em cidades como Dodge City, Liberal e Garden City. Segundo autoridades locais, organizadores comunitários e entidades do setor, parte dos trabalhadores deixou de ir aos frigoríficos por medo de ser abordada pelos agentes. O resultado foi uma redução no ritmo de algumas fábricas. E isso cria um problema para a cadeia: não basta ter gado disponível. É preciso ter trabalhadores e capacidade para transformar os animais em carne. Abate de gado caiu 16% O impacto já apareceu nos dados oficiais. Na quinta-feira (24), os frigoríficos americanos abateram cerca de 90 mil bovinos, uma queda de 16% em comparação com a mesma quinta-feira da semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na quarta-feira, a redução havia sido de aproximadamente 9%. Não é possível dizer quanto dessa queda foi causada diretamente pela operação do ICE. Mas entidades do setor afirmam que a redução da mão de obra e os atrasos nos transportes de animais já estão afetando a cadeia. São quase oito cabeças de gado bovino para cada tocantinense Divulgação/Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
27/09/2026 08:00:00 +00:00
Bitget: roubo de R$ 1,86 bilhão está entre os maiores golpes com criptomoedas; veja lista

O que são as criptomoedas? A corretora de criptomoedas Bitget afirmou na sexta-feira (25) que cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,86 bilhão) em criptomoedas foram roubados da plataforma. No ano passado, invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques, segundo pesquisadores da TRM Labs. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Autoridades alertaram em julho que grupos do crime organizado usam criptomoedas para transferir recursos rapidamente entre países, sem recorrer ao sistema financeiro convencional. Veja alguns dos maiores roubos de criptomoedas desde o surgimento do bitcoin, em 2008. Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum Reuters Bybit Um valor recorde de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers foi roubado da corretora Bybit em fevereiro de 2025, no que pesquisadores consideraram o maior roubo de moedas digitais até o momento. O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque e que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e, em seguida, distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains. A Coreia do Norte negou envolvimento em roubos de criptomoedas. Poly Network Hackers roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) da Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, em agosto de 2021. Posteriormente, devolveram quase todos os recursos roubados. Ronin Network Em março de 2022, hackers roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) de um projeto de blockchain ligado ao popular jogo online Axie Infinity. A Ronin, rede que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, informou que os hackers roubaram cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin. Coincheck Em janeiro de 2018, hackers roubaram cerca de US$ 530 milhões (aproximadamente R$ 2,81 bilhões) em criptomoedas da corretora Coincheck, com sede em Tóquio, segundo os valores da época. Os invasores atacaram uma das "hot wallets" da empresa, uma carteira digital armazenada online, para drenar os recursos. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar por trás do roubo. Mt.Gox Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,65 bilhões) foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, então a maior do mundo, entre 2011 e 2014. A Mt. Gox, que já havia respondido por 80% das negociações mundiais de bitcoin, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque. Cerca de 24 mil clientes perderam acesso aos seus recursos.
27/09/2026 08:00:00 +00:00
Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor no ES: 'Achei era só um bezerro grande'

Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Uma vaca de nove anos deu à luz três bezerros de uma só vez em uma propriedade rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O nascimento de Pinta, Nina e Cristóvão aconteceu no dia 8 de setembro e surpreendeu o produtor rural José Carlos Junca Júnior. Antes mesmo do parto, ele imaginava que a vaca, chamada Amanda, teria apenas um filhote grande, e que talvez fosse necessário até ajudá-la na hora do nascimento. "A princípio, ela estava com uma barriga bem grande e eu achava que ia vir um bezerro só, só que grande. Um bezerrão. Nem acreditei. Ela ganhou sozinha, sem ajuda. Quando fui ver já tinham três", disse o produtor. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O produtor ainda estava trabalhando no pasto quando percebeu que Amanda havia parido. Segundo José Carlos, ele estava plantando capim quando viu alguns urubus rondando a propriedade. Ao verificar o que havia acontecido, encontrou a vaca já com os três bezerros. A esposa de José Carlos foi quem escolheu os nomes dos três filhotes: Pinta, Nina e Cristóvão. O restante da família também se encantou pela novidade. "Nem acreditaram. Fiz um vídeo, mandei no grupo [de mensagens] e todo mundo ficou sem acreditar que eram trigêmeos. As crianças estão o tempo todo brincando, olhando os bezerros, para eles é uma festa isso aí", disse o produtor. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Caso raro Amanda tem nove anos e essa foi a quinta gestação dela. Esta, no entanto, foi a primeira vez que ela teve mais de um bezerro na mesma gestação. E de trigêmeos! Segundo o médico veterinário Darlan Mendonça Cogo, o caso é considerado raro e pode estar relacionado a fatores genéticos. "Esse tipo de gestação de trigêmeos ocorre entre cerca de um a cada 100 a 175 mil casos. Como não houve acompanhamento veterinário, foi muita sorte do produtor de ter esses três bezerrinhos", explicou o profissional. LEIA TAMBÉM: ANTES e DEPOIS: veja as fotos originais e as imagens geradas por IA de apreensões divulgadas com erros pela polícia do ES VOCÊ CONHECE? Jacutinga, extinta na Mata Atlântica do ES, RJ e BA, pode voltar à natureza com projeto de conservação 70 METROS DE ALTURA: Homens são flagrados em porta-malas aberto e com o corpo para fora de janela de carro na Terceira Ponte; veja VÍDEO Mesmo com o parto tendo acontecido no pasto, e não no curral, o produtor agiu rapidamente e deu colostro aos três bezerros nas primeiras horas após o nascimento, usando uma mamadeira. Segundo o veterinário, essa foi uma medida correta. "A ingestão do colostro nas duas primeiras horas de vida dos bezerros foi crucial para a saúde deles. Em relação à amamentação feita pela vaca, eles estão dando suporte de mamadeira com leite de outras vacas aos filhotes", explicou o veterinário. Nesse tipo de gestação, há uma grande probabilidade de a fêmea nascer infértil. Isso acontece porque ela compartilha a gestação com os irmãos machos e acaba absorvendo parte dos hormônios masculinos, como a testosterona, o que compromete seu sistema reprodutor. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Primeiros dias Livia Franco, esposa do produtor Júnior, contou que os primeiros dias foram bem corridos já que a bezerra Nina estava bem mais fraca do que os irmãos. Ela também estava tremendo. A família chegou a achar que ela não resistiria, mas deram mais atenção e a aqueceram. Um veterinário conhecido pela família também indicou o uso de um medicamento. "Júnior conversou por telefone com um veterinário conhecido nosso e ele passou Azium para ajudar ela a levantar. No terceiro dia ela já estava bem", disse Lívia. Rotina mudou A família passou a dividir os cuidados com a vaca e os três filhotes. José Carlos, a esposa e o filho ajudam na alimentação dos animais. "Foi muito legal, isso nunca aconteceu, mas dessa vez teve essa surpresa", disse Rafael Junca, de 9 anos. Ele contou que aproveita o contraturno das aulas para ajudar na propriedade e a alimentar os animais. Com três bezerros a mais na propriedade, o trabalho aumentou, mas a família também ganhou uma dose extra de alegria. "Tem sido muito legal", contou Rafael. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Agora, com os trigêmeos tendo mais de 15 dias de vida, Nina é a maior dos três bezerros. E a alimentação é uma fase importante: "Um bezerro só é normal, é fácil manter. Como nunca tive isso aqui, já estou dando mais ração e comprei silagem de milho para a Amanda. Estou fornecendo a comida no cocho para ela não sentir muito a diferença", completou José. O cuidado também passou a fazer parte da rotina dos animais. José Carlos oferece uma mamadeira com leite específico para os bezerros uma vez ao dia, durante a tarde, para que Amanda possa descansar. O caso também não é inédito no Espírito Santo. Em junho de 2025, uma vaca de uma propriedade de Pancas, no Noroeste do estado, também deu à luz bezerros trigêmeos. E ela não teve gestação de três filhotes uma única vez. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
27/09/2026 07:00:00 +00:00
Criminoso admite usar conta bancária de terceiro para vender material de abuso sexual infantil: 'É de uma menina'

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram Uma investigação do g1 revelou como agem criminosos que comercializam material de abuso sexual infantil na internet. A reportagem mostrou que eles usam o TikTok como vitrine para promover a venda do conteúdo ilegal. A negociação do conteúdo, porém, é feita dentro do aplicativo de mensagens Telegram. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um dos casos identificados pelo g1, um criminoso admite usar a conta bancária de um terceiro, a quem chama de "menina". Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) "Não [será rastreado], porque esse banco que eu tô usando é de uma menina. Eu recebo muito PIX nele. Já já cai a conta. Daí seu PIX nunca existiu kkkk", afirmou o criminoso. Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado. Reprodução Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou. As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem. Criminosos usam contas das próprias vítimas, diz PF Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok A PF aponta que os agressores costumam utilizar contas bancárias de ex-namoradas ou da própria criança ou adolescente que foi vitimado por eles, buscando eliminar qualquer vínculo direto entre o autor do crime e a transação. Para evitar exigências de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central, as redes criminosas migram para bancos digitais e fintechs com regulamentação mais frágil. Em alguns casos, elas abrem empresas no setor financeiro para movimentar os recursos sem guardar dados ou responder às autoridades, explicaram os investigadores da PF. O criminoso que disse usar a conta de "uma menina" também informou como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br". O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço, que tem nome feminino. Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso". Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores. Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas. Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram Criminoso vende conteúdo até de abuso sexual em chat no Telegram. Reprodução/Telegram Em um dos canais monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo. Em um deles, que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto. Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Por R$ 20, o grupo oferece acesso "vitalício", segundo o anúncio. (veja na imagem abaixo) Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa. Grupo vende acesso vitalício a grupo de conteúdo de abuso sexual infantil por R$ 20. Darlan Helder/g1 O que dizem as empresas Telegram "A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026. Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo. Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma. O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety" TikTok "Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens. Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas). Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma." Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Discord: o que é a rede social que terá lives suspensas no Brasil após decisão da ANPD
27/09/2026 07:00:00 +00:00
Caso Farm: empresa pode usar projeto feito por candidato em processo seletivo? Veja o que dizem especialistas

Caso Farm: empresa pode usar projeto feito por candidato em processo seletivo?  Na semana passada, a designer de moda Maria Clara Franklim publicou no Instagram um vídeo que já ultrapassa 2 milhões de visualizações. Ela afirma ter identificado "semelhanças" entre uma coleção recente da Farm e um projeto desenvolvido durante um processo seletivo da empresa. Segundo Maria Clara, ela recebeu o desafio no dia 11 de novembro e teve quatro dias para criar uma coleção. Sua avó inspirou o conceito “Criada com Vó”, desenvolvido a partir de memórias, elementos de suas casas e objetos do cotidiano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as referências, estavam roupas para filtro de barro e liquidificador, além de retalhos e rendas. Meses depois, a designer percebeu semelhanças de seu projeto com uma nova coleção da Farm nas redes sociais. Na legenda, ela disse ter achado “interessante” ver uma coleção semelhante ao projeto que havia desenvolvido meses antes e afirmou que a situação a levou a refletir sobre o próprio potencial criativo. “Eu não tô aqui pra falar que a Farm me copiou ou que eu fui referência ou que eles se inspiraram em mim. Mas, pra mim, é muito interessante pensar que uma marca tão grande teve como referência ou pensou numa estética muito parecida com a que eu pensei no meu quarto”, afirmou Maria Clara. No vídeo, ela mostrou imagens do moodboard, da cartela de cores e dos quatro looks que havia criado para o processo seletivo. O projeto reunia referências como móveis de madeira, jardins, objetos antigos, flores e roupas usadas pelas avós. O g1 procurou a designer Maria Clara Franklim, que preferiu não comentar o caso. Em nota, a FARM Rio afirmou que seu processo criativo é construído com antecedência e envolve etapas de pesquisa, criação e desenvolvimento iniciadas, em média, um ano antes do lançamento de cada coleção. Segundo a marca, esse processo é documentado por meio de registros internos e tecnologia blockchain, que permitem vincular as criações aos autores indicados, preservar a integridade dos arquivos e comprovar a existência dos materiais na data do registro. A FARM Rio afirmou ainda que a coleção Verão 27 foi desenvolvida entre junho e agosto de 2025, antes da participação da designer Maria Clara Franklin no processo seletivo da empresa, em novembro daquele ano. A marca disse ter registros que documentam o processo criativo e as datas de cada criação. A empresa afirmou também que entrou em contato com Maria Clara na semana em que o caso veio à tona para esclarecer a situação. Por fim, reafirmou seu compromisso com a integridade do processo criativo, a autoria das criações e o trabalho desenvolvido por sua equipe. (veja nota completa abaixo) Initial plugin text Pode ou não? Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que a empresa pode exigir testes práticos durante uma seleção, mas isso não significa que tenha autorização automática para explorar comercialmente as criações produzidas pelos candidatos. Na avaliação de Luciano Andrade Pinheiro, mestre em propriedade intelectual, o processo seletivo não equivale a um contrato de trabalho ou de prestação de serviços. Por isso, se uma criação foi apresentada apenas como parte da avaliação, o uso econômico dela depende, em regra, de autorização do titular dos direitos. Pinheiro afirma ainda que, em regra, esses direitos pertencem a quem produziu. No caso de uma possível cópia, a análise também precisa ser feita individualmente. Para determinar se houve violação de direito autoral, é necessário comparar a criação original com a obra que teria sido utilizada e verificar se existem elementos suficientemente semelhantes. Segundo ele, o direito autoral não protege uma ideia ou um conceito isoladamente, mas a forma como essa ideia é concretizada. Quando ela é materializada em uma folha de papel, uma roupa, um quadro, isso não é mais ideia, é obra. Fernanda Picosse, especialista em Marcas e Patentes, o limite pode ser ultrapassado quando a empresa deixa de avaliar apenas as habilidades do candidato e passa a receber uma solução pronta para um problema real do negócio, passível de aplicação e aproveitamento posterior. Nesse caso, o trabalho pode ser caracterizado como uma prestação de serviço, e o candidato pode ter direito a receber remuneração por ele. “O processo seletivo é feito justamente para avaliar a competência, mas não para você colocar um monte de gente para trabalhar de graça para você”, afirma. Como saber se houve uso indevido da criação? Para avaliar se houve uso indevido, é necessário analisar o grau de semelhança entre o material apresentado pelo candidato e o produto desenvolvido posteriormente pela empresa. A análise, porém, depende da comparação entre as duas criações. Para Luciano Pinheiro, somente uma avaliação técnica do material pode indicar se existem elementos suficientes para caracterizar cópia ou violação de direitos autorais. Fernanda recomenda que o candidato guarde documentos que comprovem sua participação no processo seletivo e a autoria da criação, como: Regulamento e regras do processo seletivo; E-mails, convites e mensagens trocadas com a empresa; Versões e arquivos do projeto desenvolvido; Comprovantes de envio do material; Apresentações feitas durante a seleção; Publicações posteriores da empresa relacionadas ao material. A fashion designer Maria Clara Franklim, que afirma ter identificado semelhanças entre um projeto desenvolvido durante um processo seletivo e uma coleção da Farm. Reprodução/Instagram Empresa pode pedir que candidato assine um termo? Luciano Pinheiro também chama atenção para os termos de confidencialidade ou de autorização que podem ser apresentados aos candidatos. O advogado diz que não há impedimento para que uma empresa peça a assinatura de um documento desse tipo, e o candidato pode decidir se quer assiná-lo para participar do processo seletivo. O ponto de atenção está nas cláusulas que autorizem a empresa a utilizar a criação sem deixar claras as condições desse uso, inclusive eventual pagamento ou outra contrapartida. “Essa cláusula só prevê ônus para uma das partes”, afirma. Para o advogado, uma previsão desse tipo pode ter sua validade questionada justamente por contrariar o princípio da boa-fé. Fernanda Picosse ressalta que, caso a empresa queira prever a possibilidade de utilizar as criações apresentadas durante a seleção, essa condição precisa estar clara. A empresa pode, por exemplo, estabelecer de forma expressa a transferência dos chamados direitos patrimoniais, relacionados ao uso econômico da obra, desde que isso esteja claramente previsto e aceito pelas partes. Já os direitos morais, relacionados à autoria e à integridade da obra, permanecem vinculados ao autor. Entre esses direitos está o de reivindicar a autoria e ter seu nome indicado como autor da obra, quando cabível. O candidato, por sua vez, não é obrigado a participar da seleção. O que a empresa não pode fazer é deixar de reconhecer a autoria da criação. Os direitos morais são personalíssimos, intransferíveis e inalienáveis." Quando um processo seletivo pode virar trabalho? Na avaliação de Pinheiro, também é importante observar quanto tempo e qual tipo de atividade são exigidos durante o processo seletivo. Ele cita como exemplo situações em que empresas chamam candidatos para um suposto treinamento, mas, na prática, eles passam semanas cumprindo tarefas que correspondem ao trabalho que fariam caso fossem contratados. Nesses casos, segundo ele, a Justiça do Trabalho já reconheceu a existência de relação de trabalho e determinou o pagamento devido. Fernanda também afirma que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem reconhecido situações em que processos seletivos são desvirtuados e passam a funcionar como treinamento com atividades produtivas. Um dos critérios para avaliar a situação, segundo ela, é verificar se o candidato estava apenas demonstrando suas habilidades ou se, na prática, resolveu um problema real e atual da empresa ou desenvolveu uma solução pronta para ser incorporada ao negócio. O que o candidato pode fazer? Caso entenda que sua criação foi utilizada sem autorização, o candidato pode notificar formalmente a empresa, pedir a interrupção do uso do material e negociar eventual remuneração ou indenização. Dependendo do caso, ainda pode recorrer à Justiça para pedir o reconhecimento de uma prestação de serviço ou de vínculo trabalhista, quando o processo seletivo tiver sido usado como uma forma de treinamento com atividades produtivas. Na avaliação da advogada Fernanda Picosse, também podem existir pedidos de indenização por danos materiais e morais e de retirada do material que tenha sido divulgado ou comercializado. A avaliação depende das circunstâncias de cada caso. Se houver uma disputa sobre a autoria ou a similaridade entre as criações, a Justiça pode determinar uma análise técnica. O trabalho pode ser feito por um perito especializado em propriedade intelectual, que avalia aspectos como originalidade, criatividade e o grau de semelhança entre os trabalhos. "A análise é feita por um perito judicial. Normalmente um expert em propriedade intelectual que vai analisar a originalidade, a criatividade e vai se concentrar nas coincidências. É um trabalho técnico", explica Luciano Andrade Pinheiro. Os especialistas recomendam ainda que a pessoa que se considera prejudicada reúna, antes de entrar com uma ação, um laudo técnico que ajude a demonstrar a possível violação de direitos. Tem precedente? Em nota enviada ao g1, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afirmou não ter localizado decisões específicas sobre empresas que utilizam criações desenvolvidas por candidatos durante processos seletivos. O tribunal informou, porém, que há julgamentos sobre propriedade intelectual em contratos de trabalho. Segundo o TST, esses casos envolvem situações diferentes e, por isso, não permitem estabelecer um entendimento específico da Corte sobre o uso de materiais produzidos por candidatos em processos seletivos. Mas um caso relativamente recente, envolvendo propriedade intelectual, teve origem em uma disputa entre marcas de roupas e exigiu perícia para avaliar a semelhança entre logotipos. A dona da marca Polo Ralph Lauren acusou a responsável pela Polo Collection de utilizar símbolos semelhantes aos tradicionais desenhos de jogadores de polo a cavalo. A empresa acusada afirmou que possuía registro da marca e que a imagem do jogador de polo remete ao próprio esporte. A perícia, porém, apontou elevado grau de semelhança entre alguns dos sinais e indicou que determinados elementos poderiam levar consumidores a associar as duas marcas. O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação. A Terceira Turma entendeu que não houve irregularidades na produção da prova pericial e confirmou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que reconheceu o uso indevido da marca e a concorrência desleal, com aproveitamento do prestígio da marca. A condenação inclui indenização de R$ 50 mil por danos morais e multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das obrigações impostas pela Justiça. E no caso da Farm? No caso da criadora de moda envolvida no episódio recente com a Farm, Luciano Andrade Pinheiro ressalta que, se ficar comprovado que houve cópia ou uso indevido da criação que foi feita durante o processo seletivo, a autora poderá buscar reparação pelos prejuízos. Segundo o advogado, ela poderia pedir indenização por danos materiais e morais. O valor dos danos materiais dependeria, entre outros fatores, de quanto um trabalho daquele tipo costuma valer no mercado. Se o processo seletivo previa alguma forma de remuneração pelo trabalho desenvolvido, esse valor também poderia ser considerado na definição de uma eventual indenização. O valor final, porém, dependeria das circunstâncias de cada caso. “É difícil dizer um valor exato no momento”, afirma. Por enquanto, o episódio permanece como um debate sobre os limites dos testes práticos em processos seletivos e sobre a proteção das criações produzidas por candidatos durante essas etapas. Especialistas destacam que apenas uma análise técnica das duas criações poderá indicar se há elementos suficientes para caracterizar eventual cópia ou uso indevido. O que diz a Farm? "A FARM Rio informa que o processo criativo da marca é construído com antecedência e envolve diferentes etapas de pesquisa, criação e desenvolvimento, iniciadas, em média, um ano antes do lançamento de cada coleção. Esse processo é documentado por meio de registros internos e de tecnologia blockchain, que permitem vincular as criações aos autores indicados, preservar a integridade dos arquivos e comprovar sua existência na data do registro. A coleção Verão 27, por exemplo, foi desenvolvida entre junho e agosto de 2025, período anterior à participação da candidata no processo seletivo, em novembro de 2025. A marca possui registros que documentam o processo criativo e comprovam as datas de cada criação. A FARM Rio entrou em contato com a designer Maria Clara Franklin na semana do ocorrido para esclarecer a situação. A marca reafirma seu compromisso com a integridade de seu processo criativo, com a autoria de suas criações e com o trabalho desenvolvido por seu time." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda
27/09/2026 06:00:00 +00:00
Por que uma dívida sai do controle? Entenda como evitar a bola de neve
Dívida e inadimplência: entenda a diferença e como escapar da bola de neve Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda. Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações. Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos. ENTENDA NO VÍDEO ACIMA. Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
27/09/2026 05:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.063 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (27), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (24), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
27/09/2026 03:00:00 +00:00
Lula diz que tomou 'atitude muito drástica' ao proibir bets e que apostas viraram 'desgraça na vida das pessoas pobres'

Lula diz que bets viraram 'desgraça na vida das pessoas pobres' no Brasil Um dia depois de anunciar uma medida provisória proibindo apostas de quota fixa no país, as chamadas bets, e o chamado "Jogo do Tigrinho", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesse sábado (26) que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram ‘desgraça na vida das pessoas pobres'. Lula participou de caminhada de campanha em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, e justificou a medida contando histórias de pessoas que tiraram a vida por causa de endividamentos gerados por causa do jogo. “Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou (veja vídeo acima). “Por isso fiz uma medida provisória acabando com as bets no Brasil. Quem quiser ganhar dinheiro, que arrume um jeito honesto de ganhar. Não matando o povo pobre e endividando o povo pobre. Ninguém fica rico apostando em bet. Quem fica rico é o dono da bet, o povo fica cada vez mais pobre” , afirmou o petista. LEIA MAIS: Após governo proibir bets, Flávio Bolsonaro diz que Lula 'é o pai do Tigrinho' e promete 'saúde padrão Einstein' VÍDEO: 'Em todo escândalo ele tem algum amigo', diz Haddad sobre Flávio Bolsonaro, após caminhada com Lula em SP Tarcísio chama proibição das bets de 'oportunismo eleitoral' e diz que governo só agiu 'faltando nove dias para a eleição' Ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e dos candidatos em São Paulo Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Lula afirmou que a eleição do próximo dia 4 de outubro vai ser a decisão dos brasileiros entre dois grupos: “aqueles que se esforçam pra cuidar do povo” e os ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, que, segundo Lula, "corrompeu políticos com orgia”. Lula discursa neste sábado (26) em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Reprodução/TV Globo “Nessa eleição está simples de vocês escolherem. De um lado está aqueles que se esforçam pra cuidar do povo. Do outro tá aqueles que criou uma quadrilha chamado Banco Master, que tinha um presidente chamado Vorcaro. E eu peguei o banqueiro deles e transformei num prisioneiro. Porque ele deu o maior golpe financeiro da história desse país”, disse. “Além dele corromper com dinheiro, ele [Vorcaro] corrompeu com orgia. Trazia mulheres da Suíça e da Suécia para fazer orgia com políticos aqui no Brasil. Essa gente não tem caráter, não tem moral e ética para querer ser prefeito de uma cidade de 2 mil habitantes, quanto mais presidente de um Brasil com 217 milhões de habitantes”, declarou (veja vídeo abaixo). Lula liga Flávio a Daniel Vorcaro e diz que dono do banco Master ‘corrompeu políticos com orgia’ Escândalo do careca do INSS No evento, Lula também criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e ligou ele ao escândalo de desvios no INSS. “Mais ainda: eles montaram uma quadrilha em 2017 para roubar a Previdência Social. Nós descobrimos a quadrilha e prendemos. (...) A quadrilha tá presa e ele [Flávio] dizia que meu filho era sócio do careca. E a semana passada ficou provado que o escritório do Flávio Bolsonaro é no mesmo prédio do careca [do INSS]”, afirmou. “O Alckmin disse bem: mentira tem perna curta. E este ano é o ano da verdade. A gente vai ter que escolher entre quem faz e entre quem mente 24 horas por dia”, afirmou Lula sobre o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Anúncio contra as bets Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, "não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro". "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu. Os apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas. A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro. Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio. A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas. Além disso, o governo anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi). A partir de agora, ambas vão atuar no combate às bets. A partir desta sexta, serão vedadas novas concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de apostas de quota fixa. Os pedidos de concessão, permissão e autorização para exploração de loterias de aposta de quota fixa ainda não decididos ficarão prejudicados. Além disso, as concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de aposta de quota fixa concedidas com base na lei anterior serão extintas em até 30 dias. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. No Recife, Lula (PT) segura cartaz sobre fim das bets, junto com João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), candidatos ao governo de PE e ao Senado, respectivamente Foto: Ricardo Stuckert.
26/09/2026 16:02:20 +00:00
Governo prorroga subvenção ao diesel por mais 30 dias, às vésperas da eleição

Governo mantém subsídio ao diesel em R$ 2,12 por litro O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada subvenção ao diesel, ou seja, um tipo de subsídio, por mais 30 dias. Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 2,12 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo (entenda a composição mais abaixo). A medida passa a valer a partir deste domingo (27), quando termina a vigência da medida provisória (MP) que estabeleceu parte do benefício. Segundo o documento, a manutenção do subsídio ocorre por conta da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. As medidas do governo para conter os preços dos combustíveis — entre elas o subsídio à gasolina anunciado no começo do mês — foram adotadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. Imagem de arquivo José Cruz/Agência Brasil via BBC A subvenção do diesel é composta atualmente por duas parcelas: Uma delas, de R$ 1,12, foi criada por uma medida provisória de maio deste ano. A outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo. Como a primeira medida provisória perde validade neste sábado (26), a Fazenda alterou a regra para que, a partir de domingo, os R$ 2,12 por litro tenham como base apenas a medida provisória de setembro. Segundo o governo, a mudança não representa aumento do subsídio. O objetivo é evitar que o valor caia para R$ 1 por litro com o fim da primeira medida provisória. O petróleo do tipo Brent, referência global, voltou a superar a marca de US$ 100 por barril após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado.
26/09/2026 12:55:23 +00:00
Antes da proibição das bets, o que os candidatos à Presidência defendiam para as apostas on-line

O governo federal proíbe todas as bets no país O governo federal proíbe todas as bets no país Antes de editar a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não previa encerrar a atividade em seu plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento propunha manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e ampliar o atendimento a pessoas com problemas relacionados aos jogos. Um levantamento do g1 nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos 13 candidatos à Presidência mostra que sete mencionavam os jogos de apostas. 🔎 A análise se restringe aos planos de governo e não inclui declarações em entrevistas, debates ou atos de campanha. Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro passaram a defender restrições mais amplas às bets do que as que haviam apresentado em seus planos de governo ao TSE. O programa de Lula, por exemplo, previa manter mecanismos de controle de gastos e ampliar o atendimento a pessoas afetadas pelo jogo, mas o presidente editou uma MP que proíbe a atividade por completo. Já Flávio Bolsonaro, cujo plano falava em impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas e promover campanhas educativas, disse, na sexta-feira (25), em campanha que, se eleito, não vai permitir "cassino online, nem Tigrinho" durante seu mandato. A MP de Lula foi anunciada nesta sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno. A medida prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar em 6 de outubro. Até às 23h59 do dia 5, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas (leia mais). Veja abaixo o que os candidatos registraram nos planos de governo. Lula (PT); Flávio Bolsonaro (PL); Augusto Cury (Avante); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD); Hertz Dias (PSTU); Edmilson Costa (PCB); Samara Martins (UP); Wilson Grassi (Democrata); Pablo Marçal (PRTB); Clariana Barão (DC); Rui Costa Pimenta (PCO). Lula: controle de gastos e atendimento Lula em evento com empresários em São Paulo, nesta sexta-feira (25). Reprodução O programa de Lula trata das apostas em dois momentos: nas propostas de saúde e nas medidas econômicas voltadas à proteção dos consumidores. Na área da saúde, o documento prevê ampliar os profissionais e as estratégias de atendimento a pessoas afetadas pelos jogos. “Ampliaremos os profissionais e as estratégias voltadas às pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas”, diz o plano, na página 39. Na parte econômica, o compromisso era manter mecanismos de controle dos gastos excessivos, junto com medidas de acompanhamento do endividamento e de responsabilidade na oferta de crédito. “Além disso, seguiremos monitorando a evolução do endividamento das famílias e das empresas, assegurando a continuidade dos fundos garantidores, mantendo os mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line e aprimorando as regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito, conferindo maior proteção aos consumidores”, afirma o documento, na página 49. O plano não propõe a proibição das bets. Nesse sábado (26), um dia após a proibição, disse que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram "desgraça na vida das pessoas pobres". “Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou. Voltar ao topo. Flávio Bolsonaro: restrição ao dinheiro de programas sociais Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, faz campanha no Rio Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Flávio Bolsonaro (PL) propõe impedir que recursos de programas sociais sejam usados em apostas, além de promover campanhas educativas sobre os riscos de endividamento com jogos. “Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos”, diz o texto, na página 33. O documento também prevê ampliar a orientação financeira pela Caixa para ajudar a população a organizar o orçamento, sair do endividamento e poupar. Em outro trecho, sobre autonomia econômica das mulheres, o plano menciona programas de orientação financeira que incluam a proteção da renda familiar diante do impacto das apostas. Em campanha, na sexta-feira (25), Flávio disse que, caso seja eleito, vai proibir as apostas online. Segundo ele, o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos. "Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online", afirmou Voltar ao topo. Caiado: regras mais rígidas e proibição de publicidade Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD à Presidência, faz campanha em São Paulo Jornal Nacional/ Reprodução Ronaldo Caiado (PSD) dedica um tópico ao enfrentamento dos jogos e das apostas on-line como ameaça econômica, social e de saúde pública. O plano propõe endurecer a regulamentação e proibir a publicidade em veículos de comunicação de massa e nas redes sociais. “Regulamentar e endurecer as regras, com máximo rigor, dos jogos e das apostas on-line, atividade inexistente no país até 2018 e hoje associada à lavagem de dinheiro, uso de contas de terceiros, manipulação de identidades, fraudes, evasão fiscal e riscos à integridade esportiva, com proibição da publicidade em veículos de comunicação de massa e em redes sociais”, afirma o documento, na página 19. O programa também prevê prevenção, acolhimento e tratamento do jogo compulsivo, chamado de ludopatia. No trecho sobre superendividamento, menciona a criação de um teto, mas não informa o valor nem detalha como funcionaria. Outra proposta é a repressão às plataformas ilegais. "Priorizar as ações do Ministério da Segurança Pública na repressão das plataformas ilegais de jogos e apostas, com trilha de inteligência financeira dedicada ao setor, mecanismos céleres de bloqueio administrativo e judicial, interrupção de fluxos financeiros, responsabilização de operadores clandestinos, combate à publicidade irregular e cooperação internacional permanente", detalha o programa. Na área esportiva, o texto prevê monitorar apostas e combater a manipulação de competições. Voltar ao topo. Hertz e Edmilson: proibição e expropriação Os programas de Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) são os únicos entre os 13 analisados que propõem expressamente proibir as bets. Ambos também defendem a expropriação de recursos ligados às empresas. Hertz Dias, candidato à Presidência pelo PSTU, faz campanha em Pernambuco Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Hertz prevê destinar o capital das bets e de seus proprietários a um fundo público de saúde para tratar a ludopatia. Também propõe impedir transações bancárias com essas empresas. “Proibição das Bets, expropriação de seu capital e de seus proprietários e sua reversão a um fundo público de saúde para o tratamento de ludopatia, com a proibição aos bancos de realizarem transações financeiras a essas empresas”, afirma o documento, nas páginas impressas 26 e 27. Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB, faz campanha em São Paulo Jornal Nacional/Reprodução No programa de Edmilson, a proposta aparece em uma frase, sem detalhamento sobre a execução: “Proibição das BETs com a expropriação dos seus ativos.” O trecho está na página 13. Voltar ao topo. Samara: críticas ao endividamento e ao vício Samara Martins, candidata do partido Unidade Popular à Presidência, faz campanha em Belo Horizonte Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Samara Martins (UP) critica as casas de apostas em um capítulo sobre acesso ao esporte. O documento associa as bets à perda de renda dos trabalhadores, ao endividamento e ao vício. “Não bastasse, casas de apostas promovem um verdadeiro assalto do salário do trabalhador prometendo dinheiro fácil a quem apostar em jogos. O resultado é que milhões de pessoas estão endividadas e viciadas nas chamadas bets, um crime contra a economia popular que fica impune dado o imenso poder do capital na sociedade”, afirma o texto, na página 41. Na sequência, o plano diz que é preciso “acabar com essa roubalheira” e democratizar o acesso ao esporte. Não apresenta, porém, uma proposta explícita de proibição ou detalha medidas de regulamentação das apostas. Voltar ao topo. Grassi: investigação patrimonial e financiamento do esporte Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democratas, fala sobre propostas de governo Jornal Nacional/ Reprodução Wilson Grassi (Democrata) menciona casas de apostas nas propostas de combate ao crime organizado. O documento inclui o setor entre os alvos de investigação patrimonial. “Prioridade de orçamento e de pessoal para investigação patrimonial: laranja, empresa de fachada, posto de combustível, transportadora, clínica, casa de apostas”, diz o plano, na página 21. Na área esportiva, o programa discute os efeitos de redirecionar parte da arrecadação das apostas de quota fixa para fundos de segurança pública. O texto afirma que o governo precisa definir como financiar as duas áreas e remete essa discussão à negociação orçamentária do primeiro ano. Voltar ao topo. Seis planos apresentados ao TSE não mencionam o tema Nos documentos de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), o g1 não encontrou menções específicas a bets, apostas on-line ou jogos de azar. Voltar ao topo. LEIA TAMBÉM: Bets e 'jogo do tigrinho' proibidos: tudo o que você precisa saber em 11 pontos Após TSE barrar Pablo Marçal, PRTB quer Leonardo Avalanche como candidato à presidência; troca tem voto favorável de relatora Gilberto Gil, Luisa Arraes, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra 'jogo do tigrinho' ASSISTA: Tralli e Renata entrevistam Lula, candidato à reeleição pelo PT; veja íntegra Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra Augusto Cury (Avante) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Renan Santos (Missão) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Ronaldo Caiado (PSD) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Romeu Zema (Novo) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche Reprodução
26/09/2026 11:20:50 +00:00
China e EUA concordam com corte de tarifas de R$ 156 bilhões, diz Pequim

Xi Jinping e Trump em jantar de gala oferecido pelo republicano na Casa Branca em 24 de setembro de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters A China afirmou neste sábado (26) que chegou a um acordo com os Estados Unidos para reduzir tarifas comerciais e iniciar um diálogo sobre inteligência artificial (IA). As medidas, que incluem um acordo tarifário de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões), fazem parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Ministério das Relações Exteriores da China informou que os dois países também concordaram em criar um conselho comercial e dar continuidade aos entendimentos alcançados em negociações anteriores em Kuala Lumpur. O anúncio ocorre após Estados Unidos e China terem decidido prorrogar por dois meses uma trégua comercial que terminaria em 10 de novembro. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a extensão dá aos dois países mais tempo para negociar um acordo comercial mais amplo. Agora no g1 LEIA MAIS Trump diz que reunião foi positiva, e Xi fala em relação baseada na reciprocidade Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU? Trump estendeu tapete vermelho para Xi — mas líder chinês não conseguiu tudo o que queria A cúpula de três dias entre Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminou na sexta-feira (25) com demonstrações de proximidade entre os líderes, mas sem grandes avanços anunciados publicamente. Xi já retornou a Pequim, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. "Esta visita histórica enriqueceu a relação construtiva e estável entre a China e os EUA, manteve a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações China-EUA e terá um impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado. Inteligência artificial Na área de inteligência artificial, os dois países concordaram em manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia e criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro. Em um comunicado separado, o ministério afirmou que Pequim considera positivo o uso do termo “superinteligência” por Washington, em vez de “inteligência artificial”. Segundo a pasta, China e Estados Unidos devem ampliar a troca de informações e buscar consensos à medida que a tecnologia avança. Os dois países também concordaram em apoiar um ao outro na realização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi sinalizaram que pretendem participar dos encontros organizados pelo outro país. Na área de política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas pela passagem em vias navegáveis internacionais, segundo o ministério. A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não respondeu imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters.
26/09/2026 10:57:07 +00:00
OpenAI admite publicação indevida de imagens de usuários do ChatGPT

OpenAI Reuters/Dado Ruvic A OpenAI reconheceu nesta sexta-feira (25) que agentes de inteligência artificial (IA) usados pela empresa publicaram na internet 53 imagens enviadas por usuários ao ChatGPT. O episódio é mais um incidente envolvendo o uso indevido de dados pela companhia. Segundo a OpenAI, as imagens foram publicadas em sites de hospedagem por meio de links que não estavam listados publicamente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maioria das imagens já foi retirada com a ajuda dos serviços de hospedagem envolvidos, e a empresa afirma que trabalha para remover o restante. 🔎Agentes de IA são sistemas baseados em modelos de inteligência artificial capazes de executar uma sequência de tarefas com maior autonomia. Agora no g1 As imagens haviam sido enviadas por usuários que permitiam que suas interações com o ChatGPT fossem usadas para treinar os modelos da OpenAI. Antes de usar os dados para esse fim, a empresa afirma que retira informações que poderiam identificar a conta e aplica um filtro para ocultar dados pessoais. Por isso, diz não conseguir mais identificar quem enviou o conteúdo. A OpenAI, que não respondeu de imediato ao contato da AFP, não informou se as imagens mostravam pessoas identificáveis ou continham dados sensíveis. Segundo a OpenAI, alguns agentes usados em seu ambiente de pesquisa transmitiram indevidamente a serviços externos dados de treinamento e avaliação. A maior parte desse material não tinha origem em dados de usuários. Os episódios ocorreram antes de a empresa adotar novas medidas de segurança, em agosto. A empresa afirma que está revisando as atividades anteriores de seus agentes e que esse trabalho “levará meses”. Também informou ter notificado dezenas de terceiros sobre ações indevidas desses sistemas, entre eles governos, universidades, órgãos públicos e outras instituições.
26/09/2026 10:12:45 +00:00
Mais espaço, cama e cardápio gourmet: como é viajar no avião que só tem classe executiva

Como é viajar no avião que só tem classe executiva Poltronas espaçosas em vez de assentos apertados e atendimento prioritário no lugar de longas filas: assim é viajar em um avião que dispensa a classe econômica e têm somente classe executiva. Os voos são realizados pela companhia aérea francesa La Compagnie, que faz rotas em aeroportos da França, dos Estados Unidos, do Canadá e da Itália somente com assentos mais confortáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa opera dois aviões do modelo A321neo, fabricados pela Airbus e com cerca de 200 lugares na configuração padrão. Para garantir mais conforto, a companhia reduz o limite para apenas 76 passageiros, distribuídos em fileiras com quatro poltronas cada uma. Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva Divulgação/La Compagnie Com mais espaço, é possível reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal e funcionarem quase como camas de 1,92 metro de comprimento. A diferença também está nos preços: enquanto aéreas convencionais cobram cerca de R$ 1.800 por um voo de Nova York a Paris, a La Compagnie tem passagens por mais de R$ 10 mil, considerando a cotação para uma viagem em dezembro de 2026. Para os passageiros, além de mais espaço, há um sistema multimídia com tela de 15,6 polegadas e espaço amplo para bagagem em cada assento, além de Wi-Fi ilimitado, luz ajustável para leitura, tomadas e entradas para fones de ouvido. Durante o voo, é possível aproveitar um menu gastronômico escolhido por chefs franceses ou italianos, a depender do local de origem. E, no aeroporto, a companhia garante acesso prioritário na verificação de passaporte e embarque com limite mínimo de 50 minutos de antecedência, em vez de 3 horas como costuma acontecer em voos internacionais. Em comunicado, a La Compagnie afirmou que vai inaugurar uma rota entre Nova York e Düsseldorf, na Alemanha, em 2027. Segundo a empresa, a expansão será possibilitada por dois novos aviões para viagens de mais longo alcance: um A321neo LR, que entrará em operação em 2027, e um A321neo XLR, em 2028. Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva Divulgação/La Compagnie Avião exclusivo para classe executiva permite reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal Divulgação/La Compagnie Aeronave A321neo usada pela La Compagnie Divulgação/La Compagnie Viagens em avião que tem apenas classe executiva oferecem menus gastronômicos escolhidos por chefs Divulgação/La Compagnie
26/09/2026 08:00:00 +00:00
Morango cravejado: trend aumenta procura, mas chuvas prejudicam produção; preço sobe até 177%

Em alta nas redes sociais, morango cravejado faz sucesso em Juiz de Fora Pouco mais de um ano depois de viralizar com o morango do amor, a fruta volta a ser protagonista de uma sobremesa que faz sucesso nas redes sociais: o morango cravejado. 🍓 O doce conta com um morango coberto com brigadeiro e chocolate branco derretido, com pedacinhos de calda de açúcar. A sobremesa já pode ser encontrada por até R$ 40 em São Paulo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Não basta a demanda e o trabalho de preparo para formar esse preço elevado. A principal matéria-prima, o morango, também está mais cara nas Ceasas. Em São Paulo, por exemplo, o valor do quilo subiu 30% em relação a setembro do ano passado, de R$ 19,66 para R$ 25,59. Em Belo Horizonte (MG), a alta foi de 177%: de R$ 15 para R$ 41. Já em Curitiba (PR), a elevação foi de 94%, com o custo subindo de R$ 18 para R$ 35. O encarecimento é resultado das fortes chuvas que atingiram áreas de plantio do morango desde o fim de agosto, explica Ronaldo Herculano de Lima, engenheiro agrônomo e consultor da empresa Ser Agro. Com isso, o morango, que deveria atingir o pico da safra no início da primavera — nas duas últimas semanas de setembro —, tem oferta reduzida e qualidade inferior, especialmente para o preparo do doce. O engenheiro afirma que alguns produtores perderam até 80% da lavoura. Segundo Lima, o morango cravejado é feito com frutas grandes e de sabor mais adocicado. Ele estima que apenas uma em cada 50 unidades colhidas atenda a esse padrão. A expectativa dos produtores está voltada para a próxima leva de plantio, que deve estar pronta para colheita em 60 dias. Embora setembro seja a época tradicional do morango, avanços genéticos permitem que algumas regiões do país mantenham a colheita ao longo de todo o ano — principalmente em áreas mais frias, como o Sul. O morango se desenvolve melhor em temperaturas amenas, entre 15°C e 30°C, e com pouca chuva. Para quem ainda pretende investir na preparação do morango cravejado — correndo o risco de a moda passar até lá —, a dica de Lima é escolher os produtos que são vendidos refrigerados e colocá-los de volta na geladeira assim que chegar em casa. Se a fruta não for comercializada dessa forma, deve ser consumida rapidamente. Também é importante observar o estado de todas as frutas da bandeja, já que uma delas pode estar mofada e contaminar as demais. Morango cravejado em São José do Rio Preto (SP) TV TEM/Reprodução LEIA TAMBÉM Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Por que a jabuticaba sempre aparece entre as melhores frutas do mundo? Veja o que ela tem de especial
26/09/2026 06:00:00 +00:00
Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo. Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram Uma reportagem do g1 mostrou que criminosos usam o TikTok como vitrine para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil, negociado dentro do Telegram. O g1 localizou ao menos 35 links publicados no TikTok que dão acesso à venda desse tipo de material. Alguns levam a sites externos, mas a maioria direciona os interessados para grupos, chats privados e robôs de venda no Telegram. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Os pacotes anunciados pelos criminosos custam a partir de R$ 10 e chegam a R$ 150. Alguns vendedores aceitam pagamentos em criptomoedas, como bitcoin e ether. Mas o g1 também encontrou canais em que os criminosos aceitam PIX como forma de pagamento. (saiba mais abaixo) Os vídeos publicados no TikTok nem sempre têm relação aparente com o material anunciado. É nos comentários, porém, que os interessados encontram caminhos para outras contas e links que levam ao Telegram. Quando há um link, ele geralmente contém a palavra invite ("convite", em inglês), seguida de um código. Ao acessar o endereço, o usuário precisa informar essa sequência para entrar em uma página dentro do Telegram, onde é exibida uma prévia do conteúdo anunciado. Em outros casos, a negociação ocorre diretamente por meio de bots ou de conversas com os criminosos dentro do Telegram. O acesso, a produção e a divulgação de conteúdo de abuso sexual infantil são crimes no Brasil. (saiba mais ao final da reportagem) Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou. As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem. Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber pagamentos Arte g1 Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 Em um dos sites monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo. Em um deles, que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. (veja na imagem abaixo) Criminoso vende conteúdo de abuso sexual em chat no Telegram. Reprodução/Telegram Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto. Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Por R$ 20, o grupo oferece acesso "vitalício", segundo o anúncio. (veja na imagem abaixo) Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, eles fornecem uma chave PIX e, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa. Grupo vende acesso vitalício a grupo de conteúdo de abuso sexual infantil por R$ 20. Darlan Helder/g1 Para investigadores da Polícia Federal (PF) ouvidos pelo g1, o uso do PIX nesse tipo de crime mostra a sensação de segurança dos criminosos. Muitos usam contas de terceiros, de laranjas ou até de ex-namoradas. Também há casos em que os agressores usam a conta bancária da própria vítima ou de familiares para receber pagamentos pelas vendas do material. Em uma das interações, um criminoso que diz ser do Brasil admite usar a conta bancária de uma "menina" e diz que ela provavelmente será bloqueada. Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal. Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado. Reprodução Ele usa como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br". O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço. Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso". Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores. Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas. Site incentiva compartilhamento de link no TikTok para liberar material sem custo Reprodução Em outro site localizado pelo g1, que não é hospedado no Telegram, mas foi divulgado no TikTok, os criminosos incentivam compradores a compartilhar links na rede social em troca de acesso gratuito a novos conteúdos. (veja na imagem acima) Segundo o anúncio, os interessados podem receber mais de 150 vídeos sem custo depois que uma determinada quantidade de usuários se cadastrar na plataforma por meio do link gerado pelo comprador. A estratégia transforma os próprios interessados em divulgadores. O site também informa aceitar diferentes formas de pagamento, incluindo cartão de crédito e PIX. Produção, venda e compra podem levar à prisão Canal no Telegram vende conteúdo de abuso sexual infantil com preços a partir de R$ 15. Reprodução/Telegram Desde o início de agosto, uma nova lei prevê penas mais duras para crimes envolvendo conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes. Para quem produz ou vende esse material, a pena passou a ser de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Para quem adquire, possui ou mantém o conteúdo, a punição é de 3 a 6 anos de reclusão e multa. As novas regras foram sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de agosto de 2026. O texto teve origem em projeto de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e foi aprovado pelo Senado em 7 de julho. "Desde quem produz até quem vende e quem recebe, toda essa cadeia está passível de ser responsabilizada e deve ser responsabilizada por esse crime", defende Ana Cláudia Cifali, do Instituto Alana. A nova lei define como conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes qualquer representação, por meio de registro audiovisual, que envolva criança ou adolescente, real ou fictício, em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, incluindo conteúdos gerados por IA. Com a mudança, a legislação passa a classificar esse tipo de material como "violência sexual contra criança ou adolescente", em vez de usar o termo "pornografia". A alteração acompanha uma discussão internacional sobre o uso desse termo, considerado por especialistas e organizações insuficiente para descrever a gravidade da violência praticada contra menores de idade. O que dizem as empresas Telegram "A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026. Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo. Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma. O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety" TikTok "Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens. Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas). Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma." Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes
26/09/2026 06:00:00 +00:00
Saiba quais são as 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil, segundo a revista Time

Fachada do escritório da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, em janeiro de 2025 Gonzalo Fuentes/Reuters A Microsoft foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a melhor empresa para se trabalhar no país, segundo o ranking Melhores Empregadores do Brasil 2026, elaborado pela Revista Time em parceria com a empresa de pesquisa Statista. O levantamento considera avaliações de profissionais de diferentes setores, além de indicadores financeiros e da reputação das empresas no mercado de trabalho. Ao todo, mais de 4 mil empresas foram avaliadas, e 500 foram selecionadas para a lista brasileira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As quatro primeiras posições são ocupadas por empresas estrangeiras de tecnologia: Microsoft, SAP, Alphabet (dona do Google) e IBM. Segundo a Time, o resultado ocorre em um momento de expansão dos investimentos do setor de tecnologia no Brasil, impulsionados, entre outros fatores, pelo crescimento do mercado de data centers e pela oferta de energia renovável. Agora no g1 A publicação também destaca programas de treinamento e certificação profissional oferecidos por empresas como Microsoft e IBM. As iniciativas buscam ampliar a qualificação dos trabalhadores e reduzir a falta de mão de obra especializada no setor. A empresa brasileira mais bem colocada no ranking é a Contabilizei, que aparece na quinta posição geral. Entre as 10 primeiras colocadas também estão Volvo, Einstein Hospital Israelita, Embraer, Faber-Castell e Insi. Como o ranking é elaborado A classificação foi baseada em mais de 900 mil avaliações e recomendações de profissionais, coletadas por meio de pesquisas anônimas. Os participantes puderam avaliar seus próprios empregadores e outras empresas de seus respectivos setores. Entre os aspectos considerados estão a disposição de recomendar a empresa a amigos e familiares, remuneração, condições de trabalho, ambiente corporativo e oportunidades de desenvolvimento profissional. A metodologia da Statista também considera a reputação das empresas no mercado de trabalho e outros indicadores. A pontuação final é apresentada em uma escala de 0 a 100 pontos. Veja abaixo a lista dos 100 melhores empregadores do Brasil em 2026: Os 100 melhores empregadores do Brasil em 2026
26/09/2026 06:00:00 +00:00
Por que ostentamos? O que a psicologia e a economia explicam sobre o consumo de luxo

Por que ostentamos? O que a psicologia e a economia explicam sobre o consumo de luxo Adobe Stock Fernanda* tinha acabado de completar 18 anos quando recebeu o primeiro salário. Com o dinheiro na conta, decidiu comprar uma bolsa que, diz ela, talvez custasse, na época, mais do que ela havia recebido naquele mês já que, por isso, a compra foi parcelada diversas vezes. Aquela foi, segundo ela, a primeira de muitas compras feitas acima do que precisava ou podia pagar, buscando "o melhor”. O padrão se repetiu com outros itens e, mais tarde, com um carro que ela própria considera maior e mais sofisticado do que sua rotina exigia. "Eu sempre fui sozinha com meu filho. Então, eu não precisava comprar um carro grande, cheio de coisas. E eu queria sempre o melhor, o mais caro, com mais sofisticação. Tudo do bom e do melhor, sem necessidade”, conta. Fernanda diz que havia algo além do desejo pelos produtos. "A partir daí, todo o meu dinheiro eu gastava com coisas desnecessárias. Eu nunca guardei dinheiro na minha vida. Sempre gastei tudo. Eu precisava me autoafirmar perante o outro”, diz ela. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 O que explica a vontade de ostentar? Comprar um produto caro não significa, necessariamente, ostentar. O mesmo objeto pode ser valorizado pela qualidade, pelo design ou simplesmente pelo prazer de consumi-lo. A ostentação aparece quando o bem também funciona como uma forma de comunicar algo aos outros — como status, pertencimento ou exclusividade, o que nem sempre tem a ver com dinheiro. Isso ajuda a explicar por que determinados produtos podem adquirir um valor que vai muito além da sua utilidade, segundo especialistas ouvidos pela DW. A psicóloga econômica Vera Rita Ferreira explica que os seres humanos são "inerentemente sociais” e, desde cedo, influenciados pelo comportamento das pessoas ao redor. A imitação faz parte do aprendizado: aprendemos, por exemplo, a falar e a andar observando outras pessoas. No consumo, esse mecanismo também pode aparecer. "Você se sente especial, e todo mundo tem vontade de se sentir especial, de se destacar de alguma forma. Mas as pessoas gostam de ter uma coisa mais cara porque menos gente vai ter acesso a ela. Então, isso garante o seu lugar de exclusividade”, explica. Na economia, uma das primeiras teorias para esse tipo de comportamento surgiu com o economista e sociólogo americano Thorstein Veblen, que descreveu o chamado "consumo conspícuo", a aquisição e a exibição de bens como forma de demonstrar riqueza e posição social. O produto como parte da identidade Nelsio Rodrigues, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pesquisador da área de consumo, chama atenção para outra dimensão da ostentação: o pertencimento. Por trás da decisão de comprar um item caro — inclusive quando ele está fora do orçamento — pode existir uma busca por diferenciação, mas também o desejo de fazer parte de determinado grupo. "A gente fala do ‘self estendido': você se projeta em um artefato. O celular é um deles”. O conceito de "self estendido”, formulado pelo pesquisador Russell Belk, parte da ideia de que aquilo que possuímos também pode contribuir para a construção da nossa identidade. No mercado de luxo, marcas, roupas, celulares, carros e outros objetos podem funcionar, portanto, como sinais sobre quem somos ou sobre o grupo ao qual queremos pertencer. "Você vai pertencer a uma tribo, então, na verdade, ela [a ostentação] faz com que você se aproxime do que você espera. A vaidade faz parte do processo, mas ela não é o principal. Eu estou muito mais querendo pertencer a um grupo que usa determinada marca, que vai a determinados shows", explica Rodrigues. Pesquisas de diferentes áreas também investigam a relação entre a ostentação e outras dimensões, como autoestima, exclusão social e relacionamentos. Para Vera Rita, a comparação com outras pessoas é um dos fatores que ajuda a explicar a dinâmica desse tipo de consumo. "Estamos sempre tentando encontrar um lugar na régua, que diga para a gente onde estamos. E a necessidade de ostentar vem primeiro dessa insegurança mesmo. Quem precisa [ostentar] é quem não tem muita certeza de onde está nessa régua”, afirma. A relação entre incerteza sobre si mesmo e consumo ostensivo também aparece em outras pesquisas. Em um estudo publicado em 2023 na revista Frontiers in Psychology, por exemplo, participantes expostos a uma lembrança de rejeição ou traição apresentaram maior propensão ao consumo ostensivo do que aqueles que haviam relembrado uma experiência positiva de relacionamento. No caso de Fernanda, ela relaciona o próprio comportamento de consumo a uma experiência de rejeição vivida na infância. "Minha mãe me abandonou quando eu tinha um ano de idade. Então, hoje eu sei que por causa desse abandono, eu fazia, faço ainda, mas bem controlado agora, essas compras desnecessárias para me autoafirmar para os outros”, conta. Já outro estudo, intitulado Pavões, Porsches e Thorstein Veblen: o consumo ostentatório como sistema de sinalização sexual, investigou o consumo ostensivo como uma possível forma de sinalização sexual. Em quatro experimentos, os pesquisadores encontraram evidências de que, entre homens, determinados contextos ligados a estratégias de relacionamento de curto prazo estavam associados a gastos mais extravagantes. O resultado da pesquisa sugere que "ostentar bens associados a status para potenciais parceiros não se resume simplesmente a exibir recursos econômicos”, mas pode estar relacionado a conquistar parceiros de curto prazo, o que sugere que o consumo ostensivo pode desempenhar diferentes funções sociais, e não apenas comunicar riqueza. Quando o status pesa no bolso O problema aparece quando o desejo de consumir deixa de caber no orçamento. Rodrigues afirma que a diferenciação pelo consumo não é nova. Ao longo da história, o acesso restrito a determinados bens, como arte e cultura, também funcionou como marcador de posição social. No entanto, ele lembra que o acesso a produtos "ostentatórios” mudou: se antes o luxo era inacessível, hoje as facilidades de pagamento, com o crédito e o parcelamento, permitem adquirir produtos de alto valor sem desembolsar todo o preço imediatamente. O professor diz que, nesse contexto, ganhou espaço nas redes sociais a expressão "pobreza de luxo”, usada para descrever situações em que uma pessoa consegue acessar bens e experiências associados a padrões de consumo mais altos, mas compromete o orçamento com crédito e parcelamentos. O parcelamento, por si só, não significa endividamento. O problema aparece quando sucessivas compras comprometem a renda futura e reduzem a capacidade de poupar ou lidar com imprevistos. Além disso, para Rodrigues, há ainda uma dimensão que vai além das finanças: o consumo também pode funcionar como uma forma de reconhecimento social. "Nós temos um ponto aí que é o não reconhecimento, que é um dano psicológico, um dano social de não reconhecimento dos seus pares por não saber usar determinados instrumentos ou não saber se comportar em determinados ambientes. Então, pensamos muito na questão econômica, mas tem um impacto social e cognitivo das pessoas”, complementa o professor. No caso de Fernanda, as compras chegaram a comprometer sua vida financeira. Ela conta que passou a buscar ajuda profissional, com psicólogo e psiquiatra, além de participar dos Devedores Anônimos (DA), grupo voltado a pessoas que desejam interromper o ciclo de endividamento. Hoje, ela utiliza também um planejamento de gastos para estabelecer limites para compras e evitar decisões impulsivas, evitando, assim, comprar itens luxuosos apenas para ostentar. "Até R$ 100 eu não pergunto para ninguém. Acima de R$ 100, eu vou perguntar para uma terceira pessoa para ver se aquilo é importante para mim. E tem o teto de gasto, que é o plano de gastos, em que colocamos os custos fixos e também valores extras que a gente gostaria de gastar com alguma coisa. Então, se eu quero comprar uma bolsa, eu posso gastar até R$ 150. Se eu quiser comprar um sapato, até R$ 100, por exemplo”, explica ela. Impacto das redes sociais Para os especialistas, as redes sociais também deram uma nova dimensão à lógica do pertencimento. Em vez de comparar nosso padrão de consumo apenas com o de pessoas próximas, como vizinhos e familiares, hoje é possível acompanhar viagens, carros, celulares, restaurantes e outros sinais de status de pessoas de diferentes grupos e países. "Isso explica, por exemplo, o comportamento de manada. Todo mundo vai atrás. Com as redes sociais isso virou uma coisa delirante”, diz a psicóloga econômica. Para ela, a exposição constante pode intensificar a comparação social, especialmente entre pessoas que já se sentem inseguras em relação à própria posição. "As redes sociais acabam com a paz de espírito, principalmente das pessoas que estão mais inseguras e insatisfeitas. Então, a pessoa pode se comparar com alguém que está lá na China, na Suécia, e a gente vai perder porque aqui no sul global já começamos perdendo porque a renda é completamente diferente. O país é mais desigual”, detalha Vera Rita. Justamente por isso, Fernanda decidiu se afastar das redes sociais. "É um mercado aberto de vendas. A gente acha que aquela pessoa tem e, quando você vai ver, ela está cheia de dívida também. Então, a gente não sabe qual é a vida daquela pessoa e a gente se compara com ela”. *Sobrenome ocultado para preservar o anonimato.
26/09/2026 06:00:00 +00:00
Dívida boa existe? Entenda quando dever pode ajudar — ou prejudicar — seu bolso
Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa? Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros. Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer. Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
26/09/2026 05:00:00 +00:00
Proibição das bets: governo prevê advertência, multa e suspensão das atividades para empresas que descumprirem regras

O governo federal proíbe todas as bets no país O governo publicou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho" O texto estabelece punições para provedores de internet, plataformas digitais e lojas de aplicativos que não adotarem medidas para retirar conteúdos, anúncios ou serviços de apostas proibidos pelo governo. 🚫Entre as punições estão multas, suspensão temporária das atividades e até proibição do exercício das atividades (veja mais detalhes abaixo). 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A medida provisória estabelece um chamado "dever de cuidado" para os provedores de aplicações de internet. Na prática, empresas responsáveis por redes sociais, plataformas digitais, mecanismos de distribuição de conteúdo e outros serviços online deverão agir para impedir a circulação de conteúdos relacionados a serviços proibidos pela nova legislação. Pelo texto, os provedores poderão ser responsabilizados caso não consigam comprovar que adotaram medidas adequadas para impedir a disseminação desses conteúdos. Além disso, deverão retirar publicações ou anúncios considerados irregulares após notificação feita por autoridades do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor ou pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. 📱As obrigações também alcançam as lojas de aplicativos e os sistemas operacionais. Essas empresas deverão impedir a disponibilização de aplicativos ou serviços vedados pela medida provisória. Caso sejam notificadas pelo governo, terão de retirar os produtos do ar. Quais são as punições 🚫O descumprimento das regras poderá levar à aplicação de uma série de sanções pelo Ministério da Justiça, de forma isolada ou cumulativa. Entre as medidas previstas estão: advertência, com prazo para correção da irregularidade; multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no último exercício; multa diária enquanto a infração persistir; suspensão temporária das atividades; proibição do exercício das atividades. Nos casos em que não houver faturamento registrado, a multa poderá variar de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitada a R$ 50 milhões por infração. Segundo a MP, a definição da punição levará em conta fatores como a gravidade da infração, o número de usuários afetados, eventual vantagem econômica obtida pela empresa, sua condição financeira, reincidência e cooperação com as autoridades. As sanções mais severas, como suspensão ou proibição de funcionamento, só poderão ser aplicadas em caso de reincidência ou de repetidos descumprimentos após a aplicação de advertências ou multas. Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Proibição das bets A MP faz parte do pacote anunciado pelo governo para encerrar as apostas online e os cassinos virtuais no país. Pelo cronograma divulgado, novos depósitos nas plataformas ficam proibidos imediatamente. Os apostadores terão até 5 de outubro para sacar os valores mantidos nas contas, e os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro. Durante o anúncio, o governo informou que pretende reforçar a fiscalização para impedir a continuidade das operações de apostas após a entrada em vigor da proibição. O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública poderão determinar o bloqueio ou o redirecionamento de páginas na internet que ofertem apostas enquadradas na nova vedação. A execução das ordens caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por repassar as determinações às empresas que fornecem conexão à internet e a outros agentes que possibilitam o acesso dos usuários aos conteúdos online. Projeto criminaliza bets Além das medidas administrativas, o governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer. Explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê ainda estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. Se o texto for aprovado pelos parlamentares, a punição será aumentada em um terço quando o objeto da aposta for um evento virtual de jogo online, como os populares cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”. O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.
26/09/2026 03:00:01 +00:00
Bets e 'jogo do tigrinho' proibidos: tudo o que você precisa saber em 11 pontos

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online, como o "jogo do tigrinho". A iniciativa, formalizada por meio de uma medida provisória (MP) assinada por Lula, foi apresentada a nove dias das eleições. 🔎 Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e entram em vigor imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis em definitivo. O prazo para análise pelo Congresso é de até 120 dias. A MP foi publicada na noite desta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em paralelo, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema. Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? E se eu perder o prazo? Os sites de apostas vão sair do ar? Como fica, então, o cronograma? A publicidade das bets também será proibida? Qual o contexto político das medidas? Quanto os brasileiros deixam nas bets? Quanto o governo já arrecadou com bets? Qual o histórico da regulamentação do setor? E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O que diz o setor? Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os apostadores que mantêm saldo em plataformas de apostas terão pouco mais de uma semana para retirar os valores. “A partir de hoje, não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para que os apostadores façam o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro”, afirmou. Voltar ao índice. E se eu perder o prazo? Caso os apostadores percam o prazo — ou seja, não resgatem os valores até 5 de outubro —, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas. Segundo o governo, essa devolução deverá ser feita entre os dias 9 e 14 de outubro. Os resgate vale para bets até então autorizadas pelo governo. Voltar ao índice. Os sites de apostas vão sair do ar? As lojas de aplicativos, os provedores de internet e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro. Segundo o governo, quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate dos valores e as garantias de devolução dos recursos. Voltar ao índice. Como fica, então, o cronograma? Até as 23h59 de 5 de outubro, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas. À 0h de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas sairão do ar. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos por cada apostador, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os recursos serão devolvidos integralmente por meio das instituições financeiras. A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal passará a intermediar a devolução nos casos em que houver algum impedimento. Voltar ao índice. A publicidade das bets também será proibida? Segundo o governo federal, novas publicidades de casas de apostas ficam proibidas a partir da publicação da medida provisória. As empresas do setor terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças e ações de publicidade, propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O mesmo prazo valerá para a remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Entre os setores mais afetados está o esporte. No futebol, as bets desembolsaram R$ 1,1 bilhão para os principais clubes do país em 2025, o equivalente a 36% das receitas de marketing dessas equipes. Voltar ao índice. Qual o contexto político das medidas? As iniciativas fazem parte de um pacote de medidas econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias, anunciado nesta sexta-feira, em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições e acompanha uma escalada nas críticas de Lula às apostas. Nesta semana, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". O discurso foi reforçado nos últimos dias em atos de campanha. Nesta sexta-feira, em Recife (PE), após voltar a defender o fim das bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Voltar ao índice. Quanto os brasileiros deixam nas bets? Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado em agosto, estima que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. Segundo o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média de recursos foi de R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo aponta ainda que o avanço das bets representa uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias, em um cenário de juros elevados e dificuldade para pagar as contas. Também destaca que as apostas online têm baixo efeito multiplicador sobre a economia. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor, contesta as conclusões. A entidade afirma que o levantamento comete "erros graves" e ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Voltar ao índice. Quanto o governo já arrecadou com bets? O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online desde o início de 2025. Desse total, R$ 8,94 bilhões foram recolhidos no ano passado e outros R$ 6,32 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Receita Federal. Os valores têm ajudado o governo a cumprir as metas fiscais — ou seja, os objetivos de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem esses recursos, seria necessário um ajuste maior das contas públicas, o que poderia resultar em bloqueios mais amplos de gastos. Voltar ao índice. Qual o histórico da regulamentação do setor? Proibidas nesta sexta-feira (25), as bets foram legalizadas em 2018, nos últimos dias do governo Michel Temer. A lei determinava que o setor fosse regulamentado em até dois anos, prazo prorrogável por mais dois. A regulamentação, porém, não saiu do papel até o fim de 2022 e só começou em 2023, já no terceiro mandato de Lula. Relembre: Entenda o imbróglio que começou em 2023 g1 Voltar ao índice. E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O projeto de lei foi enviado ao Congresso nesta sexta-feira. Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o texto cria cinco novos crimes para reforçar a proibição das bets prevista na medida provisória. Explorar ou operar "apostas de quota fixa" passará a ser punido com prisão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras. A proposta estende as mesmas penas a quem oferecer, registrar, intermediar, disponibilizar ou administrar canais e estabelecimentos de apostas. Se aprovado, o projeto aumenta a punição em um terço quando a aposta envolver jogos virtuais on-line, como cassinos digitais e o popular "jogo do tigrinho". Voltar ao índice. O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais. Voltar ao índice.
26/09/2026 03:00:00 +00:00
TikTok firma acordo de até R$ 1,5 bilhão e terá de impor limite de 2 horas por dia

Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok O TikTok e sua controladora chinesa, a ByteDance, chegaram a um acordo com o estado do Alabama nesta sexta-feira (25), dias antes do início de um julgamento sobre acusações de que a plataforma é viciante e enganou consumidores sobre sua segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O estado receberá pelo menos US$ 100 milhões (R$ 510 milhões) em até 45 dias, e o valor poderá chegar a US$ 300 milhões (R$ 1.53 bilhão) caso determinadas condições sejam cumpridas, segundo o gabinete do procurador-geral do Alabama, procurado pela Reuters. Como parte do acordo, o TikTok também terá de fazer mudanças na plataforma. Entre elas estão: Uum limite de duas horas de uso por dia; Pausas após 15 minutos de utilização; e Mecanismos mais rigorosos para verificar a idade dos usuários. É o primeiro acordo do TikTok com um estado americano em meio a uma série de processos semelhantes. Ao menos outros 27 estados e Washington, D.C., também processaram a empresa por questões relacionadas aos efeitos da plataforma sobre crianças e adolescentes. O julgamento estava previsto para começar na segunda-feira (28), em um tribunal estadual de Montgomery, capital do Alabama, e deveria durar de duas a três semanas. O processo poderia oferecer uma rara visão sobre o funcionamento interno do TikTok, que já chegou a acordos em outros casos que haviam sido selecionados para julgamento e vinha tentando manter em sigilo informações sobre a operação da plataforma. Algoritmo direciona jovens para vídeos de violência O processo do Alabama foi apresentado no ano passado pelo procurador-geral do estado, Steve Marshall, do Partido Republicano. O estado havia acusado o TikTok de usar um fluxo contínuo de vídeos, que nunca termina, para tornar a plataforma altamente viciante. Segundo a ação, o algoritmo — sistema que seleciona e recomenda conteúdos para cada usuário — direciona jovens para vídeos cada vez mais intensos sobre violência e automutilação. O Alabama afirmou que isso contribuiu para uma crise de saúde mental entre adolescentes e fez o número de atendimentos de emergência por casos de automutilação no estado “disparar”. O estado também acusou o TikTok de afirmar falsamente que restringe o acesso de jovens a conteúdos sexuais e violentos para conseguir uma classificação que indique que o aplicativo é seguro para adolescentes nas lojas de aplicativos do Google, da Apple e da Microsoft. Outra acusação era a de que a empresa teria enganado usuários sobre o acesso do governo chinês aos dados de americanos. A visão do TikTok O TikTok afirma que desenvolveu sua plataforma tendo a segurança de adolescentes como uma de suas principais prioridades. A empresa também argumentou que a Seção 230 da Lei Federal de Decência nas Comunicações, uma regra americana que limita a responsabilidade das plataformas por conteúdos publicados pelos próprios usuários, a protege de processos relacionados a esse tipo de conteúdo. Representantes do TikTok não responderam imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Multa de mais de R$ 150 milhões: ANPD afirma que TikTok falhou na proteção de informações de crianças e adolescentes Jornal Nacional/ Reprodução
25/09/2026 23:10:12 +00:00
Governo anuncia Desenrola 3.0 para renegociar R$ 150 bilhões em dívidas

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma nova rodada do Desenrola, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas. O governo estima que as dívidas nessas modalidades somem R$ 300 bilhões e pretende alcançar 50% desse valor, ou R$ 150 bilhões. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Agora no g1 A iniciativa integra um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. Participaram do anúncio da medida, o presidente Lula e os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Miriam Belchior (Casa Civil), Wellington César (Justiça) e Alexandre Padilha (Saúde). A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas. Moretti afirmou que os descontos obtidos nos leilões serão repassados às famílias. “Então nós estamos falando de limpar dessa carteira 150 bilhões em dívida, é muito forte, é muito potente para que essas famílias possam recomeçar”, disse. A previsão é realizar em novembro um leilão para a compra das carteiras de crédito. A operação será feita pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal. "Nós vamos acomodar as despesas necessárias para o leilão, que na prática vão afetar o orçamento de 2027 dentro desse espaço, o que significa que nós vamos fazer remanejamento entre despesas e, portanto, não haverá aumento de um real aqui na despesa global para acomodar" Segundo Moretti, as instituições financeiras vão declarar interesse em vender suas carteiras, e vencerá a que oferecer o maior desconto. O objetivo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e conter o superendividamento. O ministro afirmou que a nova modalidade será diferente das anteriores porque, em vez de cada devedor negociar individualmente com o banco, o governo federal fará a aquisição das carteiras de dívidas. “Em vez da gente criar um processo no qual cada pessoa, cada membro da família vai até o banco tentar renegociar sua própria dívida, aqui nós temos o Estado brasileiro, o governo federal fazendo aquisição de carteiras de dívidas das instituições financeiras.” A medida provisória também prevê que o Banco Central adote medidas regulatórias para evitar excessos e abusos na concessão de crédito às famílias. Moretti afirmou que a intenção é evitar que elas voltem à situação de endividamento. O novo programa é a terceira rodada do Desenrola. Na edição anterior, foram incluídas dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal com atraso de 90 dias a dois anos. A renegociação era feita diretamente entre os devedores e as instituições financeiras. "Nós vamos ver o valor para incluir no orçamento, encaminharemos uma modificação ao orçamento, assim como para atender a questão da receita das bets, mas a premissa em ambos os casos é que o caso da despesa vai se tratar necessariamente em um remanejamento entre rubricas. Não haverá aumento global de despesa e no caso da receita, nós vamos identificar o novas fontes para custear essas despesas". Proibição bets Nesta sexta, o governo também anunciou a proibição de apostas onlines de quota fixa no país, as chamadas bets, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. Os apostadores vão ter até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Proibição das bets: preciso retirar meu dinheiro? Sites vão sair do ar? Veja perguntas e respostas Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
25/09/2026 22:35:27 +00:00
Governo envia projeto que criminaliza apostas e jogos online; penas podem chegar a seis anos de prisão

Jogo do Tigrinho: mulher de Ribeirão Preto, SP, perdeu reserva financeira com apostas Carlos Trinca/EPTV Junto da proibição de apostas e jogos virtuais online, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta sexta-feira (25) ao Congresso Nacional um projeto de lei que criminaliza a atividade no país. 🎯A decisão de proibição pelo governo alcança também as concessões e as autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as lotéricas, autorizadas em lei. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o projeto de lei cria cinco novas tipificações penais para reforçar a proibição estabelecida pela medida provisória, também ,anunciada pelo governo. "A fiscalização, embora importante, não é suficiente porque houve um entendimento, como outros países que adotaram, a Alemanha, a Bélgica, a Colômbia, Itália, [ser necessário] um mecanismo de reforço, através do envio de um projeto de lei, criando novas figuras criminosas que atacam essa questão na sua especificidade", afirma o ministro. Explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê ainda estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. Se o texto for aprovado pelos parlamentares, a punição será aumentada em um terço quando o objeto da aposta for um evento virtual de jogo online, como os populares cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”. LEIA TAMBÉM: Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o histórico Governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde o início de 2025 Veja as outras atividades relacionadas às bets que, de acordo com o projeto, estão sendo criminalizadas: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão.
25/09/2026 22:30:53 +00:00
Bets pagaram R$ 1,1 bilhão aos maiores clubes de futebol em 2025; veja o impacto da proibição

Economista alerta: bets aumentam inadimplência e reduzem acesso ao crédito Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value. O valor representou cerca de 36% das receitas de marketing desses times. Em alguns clubes, a participação foi ainda maior: no São Paulo, por exemplo, as bets responderam por 73% da receita com patrocínios. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 💰 A receita de marketing reúne principalmente os valores obtidos pelos clubes com patrocínios e outras ações comerciais. É nessa categoria que entram os valores pagos pelas casas de apostas aos times. 🔎 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online no país. A proibição, anunciada a nove dias das eleições, será formalizada por meio de uma medida provisória (MP). 🔎 As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis em definitivo, precisam ser aprovadas em até 120 dias pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A possibilidade de perder esses contratos provocou reação entre os clubes. Depois de serem avisados pelas casas de apostas de que mudanças nas regras poderiam levar à revisão dos patrocínios, clubes e federações divulgaram um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas. Agora, casas de apostas já comunicaram aos clubes que patrocinam que os contratos podem ser encerrados caso o governo proíba a operação das bets no país. Top 10 clubes de futebol do Brasil por receita em 2025 g1 Como as bets ganharam espaço no futebol As bets ganharam espaço no futebol brasileiro depois de 2018, quando a legislação autorizou as chamadas apostas de quota fixa, nas quais o apostador sabe quanto pode ganhar no momento em que faz a aposta. Desde então, as bets passaram a aparecer com mais frequência entre os patrocinadores dos clubes. Os 20 maiores clubes brasileiros em receita, analisados pela Sports Value, somavam R$ 1,426 bilhão em receitas de marketing em 2022. Em 2025, esse valor chegou a R$ 3,166 bilhões. 💰 Uma parcela importante desse crescimento veio das bets. Em 2024, os patrocínios de casas de apostas somaram R$ 618 milhões. Um ano depois, chegaram a R$ 1,143 bilhão. Para Amir Somoggi, diretor da Sports Value, empresa especializada em marketing esportivo e gestão, as bets colocaram no mercado valores elevados e, em alguns casos, acima do que outras empresas estavam dispostas a pagar aos clubes. Clubes do futebol brasileiro GE "Eu acredito que houve uma acomodação, que eu costumo chamar de 'easy money', um dinheiro fácil. Como é tudo digital, você não tem que fazer nada, não faz nenhuma ação realmente contundente. Hoje, a bet paga esse dinheiro fácil de cotas inflacionadas, pagando muito mais do que vale." O impacto não ficaria restrito à perda de um espaço na camisa. Em alguns casos, a receita dos contratos de patrocínio já pode estar prevista no planejamento financeiro dos clubes. Uma prática citada por Somoggi é a antecipação de recebíveis. ➡️ Funciona assim: o clube tem um contrato que prevê pagamentos futuros da patrocinadora, apresenta esse contrato a um banco e recebe parte desse dinheiro antes da data prevista. Em troca, paga juros ao banco. "Os clubes que estão mais endividados e dependem muito das bets, como Corinthians e São Paulo, vão ao banco com o contrato assinado com a casa de apostas, usam esse contrato como garantia para antecipar os recebíveis e recebem o dinheiro antes, pagando juros bancários." Nesse modelo, se o contrato for encerrado, o clube pode perder uma receita que já estava prevista no orçamento e, dependendo de como a operação financeira foi estruturada, continuar com compromissos financeiros assumidos com base nesse dinheiro. "Você tem um estrangulamento financeiro do clube nesse modelo, porque ele está pagando juros. Se houver um problema, vai ter que cortar custos ou não conseguirá arcar com seus compromissos, já que essa receita não será substituída tão rapidamente por outros patrocínios." O que pode acontecer com o mercado de patrocínios? A saída das bets não significa que os clubes perderão automaticamente todo esse dinheiro. O impacto dependerá de quanto do espaço deixado pelas casas de apostas será ocupado por outras empresas e dos valores desses novos contratos. Para Somoggi, porém, uma eventual retirada das bets tende a reduzir os valores dos patrocínios em um primeiro momento, porque as casas de apostas ajudaram a elevar os preços pagos pelos espaços comerciais. Quem pode ocupar o espaço das bets? Para Somoggi, setores como bancos, seguradoras, empresas de cartões de crédito, alimentos e montadoras têm capacidade financeira para investir no futebol. “Outros setores, como bancos, seguradoras, cartões de crédito, alimentos e veículos, têm empresas com capacidade financeira até maior que a das bets. A questão é o interesse.” A substituição, porém, pode não ser imediata. Os clubes terão de encontrar empresas dispostas a pagar pelos mesmos espaços e, em alguns casos, renegociar contratos já existentes. O que aconteceu com as bets em outras ligas A experiência europeia mostra que a saída das casas de apostas do futebol pode acontecer de formas diferentes. 🤌 Na Itália, uma lei de 2018 proibiu a publicidade e o patrocínio de empresas de apostas no esporte, inclusive em clubes de futebol. ➡️ Na Espanha, regras adotadas em 2020 restringiram os contratos de patrocínio de bets e proibiram a presença dessas marcas nas camisas e uniformes dos clubes, com prazo para a adaptação dos contratos antigos. 🫖 Na Inglaterra, o caminho foi diferente. A Premier League decidiu, em 2023, retirar voluntariamente as marcas de apostas da frente das camisas a partir da temporada seguinte ao fim de 2025/26.
25/09/2026 22:05:58 +00:00
Proibição das bets: preciso retirar meu dinheiro? Sites vão sair do ar? Veja perguntas e respostas

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online, como o "jogo do tigrinho". A iniciativa, formalizada por meio de uma medida provisória (MP) assinada por Lula, foi apresentada a nove dias das eleições. 🔎 Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e entram em vigor imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis em definitivo. O prazo para análise pelo Congresso é de até 120 dias. A MP foi publicada na noite desta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em paralelo, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema. Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? E se eu perder o prazo? Os sites de apostas vão sair do ar? Como fica, então, o cronograma? A publicidade das bets também será proibida? Qual o contexto político das medidas? Quanto os brasileiros deixam nas bets? Quanto o governo já arrecadou com bets? Qual o histórico da regulamentação do setor? E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O que diz o setor? Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os apostadores que mantêm saldo em plataformas de apostas terão pouco mais de uma semana para retirar os valores. “A partir de hoje, não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para que os apostadores façam o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro”, afirmou. E se eu perder o prazo? Caso os apostadores percam o prazo — ou seja, não resgatem os valores até 5 de outubro —, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas. Segundo o governo, essa devolução deverá ser feita entre os dias 9 e 14 de outubro. Os resgate vale para bets até então autorizadas pelo governo. Os sites de apostas vão sair do ar? As lojas de aplicativos, os provedores de internet e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro. Segundo o governo, quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate dos valores e as garantias de devolução dos recursos. Como fica, então, o cronograma? Até as 23h59 de 5 de outubro, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas. À 0h de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas sairão do ar. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos por cada apostador, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os recursos serão devolvidos integralmente por meio das instituições financeiras. A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal passará a intermediar a devolução nos casos em que houver algum impedimento. A publicidade das bets também será proibida? Segundo o governo federal, novas publicidades de casas de apostas ficam proibidas a partir da publicação da medida provisória. As empresas do setor terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças e ações de publicidade, propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O mesmo prazo valerá para a remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Entre os setores mais afetados está o esporte. No futebol, as bets desembolsaram R$ 1,1 bilhão para os principais clubes do país em 2025, o equivalente a 36% das receitas de marketing dessas equipes. Qual o contexto político das medidas? As iniciativas fazem parte de um pacote de medidas econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias, anunciado nesta sexta-feira, em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições e acompanha uma escalada nas críticas de Lula às apostas. Nesta semana, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". O discurso foi reforçado nos últimos dias em atos de campanha. Nesta sexta-feira, em Recife (PE), após voltar a defender o fim das bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Quanto os brasileiros deixam nas bets? Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado em agosto, estima que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. Segundo o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média de recursos foi de R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo aponta ainda que o avanço das bets representa uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias, em um cenário de juros elevados e dificuldade para pagar as contas. Também destaca que as apostas online têm baixo efeito multiplicador sobre a economia. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor, contesta as conclusões. A entidade afirma que o levantamento comete "erros graves" e ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Quanto o governo já arrecadou com bets? O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online desde o início de 2025. Desse total, R$ 8,94 bilhões foram recolhidos no ano passado e outros R$ 6,32 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Receita Federal. Os valores têm ajudado o governo a cumprir as metas fiscais — ou seja, os objetivos de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem esses recursos, seria necessário um ajuste maior das contas públicas, o que poderia resultar em bloqueios mais amplos de gastos. Qual o histórico da regulamentação do setor? Proibidas nesta sexta-feira (25), as bets foram legalizadas em 2018, nos últimos dias do governo Michel Temer. A lei determinava que o setor fosse regulamentado em até dois anos, prazo prorrogável por mais dois. A regulamentação, porém, não saiu do papel até o fim de 2022 e só começou em 2023, já no terceiro mandato de Lula. Relembre: Entenda o imbróglio que começou em 2023 g1 E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O projeto de lei foi enviado ao Congresso nesta sexta-feira. Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o texto cria cinco novos crimes para reforçar a proibição das bets prevista na medida provisória. Explorar ou operar "apostas de quota fixa" passará a ser punido com prisão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras. A proposta estende as mesmas penas a quem oferecer, registrar, intermediar, disponibilizar ou administrar canais e estabelecimentos de apostas. Se aprovado, o projeto aumenta a punição em um terço quando a aposta envolver jogos virtuais on-line, como cassinos digitais e o popular "jogo do tigrinho". O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.
25/09/2026 21:55:21 +00:00
Governo aprova compra de 114 lojas do Epa pelo Supermercados BH; entenda a negociação

Supermercados BH, EPA e Mineirão assinam acordo para unir operações em MG e outros três estados Reprodução/Redes sociais O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo federal que fiscaliza a concorrência entre empresas, aprovou sem restrições a compra de 114 lojas do Grupo DMA, dono das marcas Epa e Mineirão, pelo Supermercados BH. As unidades ficam em 19 cidades mineiras, e 75 delas estão em Belo Horizonte (veja a lista completa ao final da reportagem). A negociação começou em abril e previa 120 lojas, mas seis foram retiradas depois que o órgão apontou risco de concentração de mercado. Entenda, abaixo, os principais pontos da negociação: Quais lojas foram compradas? As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? O negócio já está valendo? Por que seis lojas ficaram de fora? Quais lojas ficaram de fora? Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? Há alguma ressalva na decisão? Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? Quais são as lojas do Epa e do Mineirão compradas pelo Supermercados BH? Agora no g1 Quais lojas foram compradas? São 114 unidades das bandeiras Epa Plus, Epa Premium e Mineirão, sendo 103 supermercados e 11 atacarejos. As lojas estão espalhadas por cidades da Região Metropolitana, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Central Mineira, Vale do Rio Doce e Sul de Minas (veja a lista completa ao final da reportagem). Belo Horizonte concentra 75 lojas, seguida por Contagem, com 10, e Ribeirão das Neves, com 5. As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? As empresas ainda não informaram. Nos documentos entregues ao governo, elas afirmam que a compra permite "a expansão da bandeira do Supermercados BH" em cidades onde a rede não está presente ou tem pouca presença. O contrato de compra e venda, que traria a resposta, está sob sigilo a pedido das companhias. O que está sendo comprado é o ponto comercial e as instalações; ou seja, as marcas Epa e Mineirão continuam pertencendo ao Grupo DMA. O negócio já está valendo? Não. A aprovação foi dada pela Superintendência-Geral do Cade, primeira instância do órgão. A partir da publicação no Diário Oficial, corre um prazo de 15 dias em que a decisão pode ser contestada, seja por empresas que já estavam formalmente cadastradas no processo, seja por iniciativa dos próprios conselheiros do órgão. Se isso acontecer, a compra fica parada até um novo julgamento pelo Tribunal do órgão. Se o prazo terminar sem contestação, as empresas ficam liberadas para concluir a transação. Em nota, o Supermercados BH disse que vai "observar os prazos e demais trâmites legais previstos, até que todas as etapas sejam formalmente concluídas". O g1 procurou o Epa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Por que seis lojas ficaram de fora? Em 31 de agosto, o órgão classificou o caso como complexo. Segundo a análise técnica, faltavam provas de que houvesse concorrência suficiente nas regiões em torno de algumas unidades. Em um dos casos, a participação somada das duas redes no mercado local ficava entre 80% e 90%. Antes, ainda em agosto, a análise técnica do órgão apontou risco de concentração em seis regiões onde havia, ao todo, 12 lojas do Grupo DMA, o que totalizariam 108 unidades compradas pelos Supermercados BH. A decisão final, porém, retirou do negócio apenas seis unidades e confirmou a compra de 114 lojas. Quais lojas ficaram de fora? Veneza, em Ribeirão das Neves; Vila Joana D'Arc, em Lagoa Santa; Venda Nova, em Belo Horizonte; Siderurgia, em Ouro Branco; Cinira de Freitas, em Sarzedo; e Distrito Industrial, em Itajubá. Essas unidades seguem sendo do Grupo DMA, que seguirá com 17 lojas próprias em Minas Gerais. Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? A análise foi feita região por região. Em Belo Horizonte, foram examinadas 67 áreas diferentes, uma para cada loja. O critério foi medir quanto tempo o consumidor levaria de carro para chegar a um concorrente, em um sábado às 11h. Em cidades menores, considerou-se o limite do próprio município. O órgão concluiu que não é provável que o Supermercados BH consiga abusar de sua posição, citando a presença de redes como Carrefour, Assaí, Mart Minas, Verdemar, Villefort, Multiformato e Economart, a abertura de 92 lojas novas na capital entre 2021 e 2025 e o crescimento do faturamento do setor. Há alguma ressalva na decisão? Sim. Várias redes concorrentes não responderam ao questionário enviado pelo governo, e por isso a fatia de mercado calculada para o Supermercados BH pode estar maior do que é na realidade. Em algumas cidades, mesmo com a aprovação, a concentração ficou alta: em Ponte Nova, por exemplo, a participação somada das duas redes ficou entre 60% e 70% do mercado local. Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? A rede já é a maior de Minas Gerais e a quarta do Brasil, com faturamento de R$ 25,7 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com a compra, a receita pode chegar a cerca de R$ 34,6 bilhões, de acordo com projeções da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais, com base nos números da Abras. Esta é a segunda operação entre as duas empresas no ano: a primeira, com 40 lojas em Minas, na Bahia e em Pernambuco, foi aprovada em maio. Quais são as lojas do Epa e do Mineirão compradas pelo Supermercados BH? Belo Horizonte (75 lojas) Alípio de Melo - Av. João XXIII, 495 Alípio de Melo - Av. Heráclito Mourão de Miranda, 800 (atacarejo) Anchieta - R. Francisco Deslandes, 900 Anchieta - R. Vitório Marçola, 310 Araguaia - Av. Menelick de Carvalho, 245 Belvedere - Av. Luiz Paulo Franco, 383 Betânia - R. Úrsula Paulino, 1321 Betânia - R. Úrsula Paulino, 2405 Boa Vista - R. Elísio de Brito, 239 Caiçara - R. Francisco Bicalho, 2095 Caiçara - R. Rosinha Sigaud, 201 Calafate - R. Platina, 1600 Carlos Prates - Av. Dom Pedro II, 2930 Castelo - Av. Miguel Perrela, 987 Centro - R. Curitiba, 1001 Centro - R. Saturnino de Brito, 89 Centro - R. São Paulo, 957 Centro - R. dos Guajajaras, 11 Cidade Jardim - Av. Prudente de Morais, 374 Cidade Nova - Av. Cristiano Machado, 2250 Coração Eucarístico - R. Coração Eucarístico de Jesus, 86 Coração Eucarístico - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 3330 Estoril - Av. Barão Homem de Melo, 3095 Estoril - Av. Professor Mário Werneck, 1200 Floramar - R. José Viêira Muniz, 310 Floresta - Av. do Contorno, 1341 Funcionários - R. Antônio de Albuquerque, 1080 Funcionários - R. Ceará, 1700 Guarani - Av. Waldomiro Lobo, 1499 Gutierrez - Av. Marquês de Valença, 170 Havaí - R. Manila, 470 Havaí / Estrela Dalva - Av. Costa do Marfim, 260 Horto - Av. Silviano Brandão, 1650 Independência - R. Mariza Afonso, 226 Indaiá - R. Izabel Bueno, 445 Ipiranga - Av. Bernardo de Vasconcelos, 2323 Jardim Inconfidência - Av. Abílio Machado, 3075 Jardim Vitória - R. Doná Chiquinha, 80 (atacarejo) Lagoinha - Av. Pres. Antônio Carlos, 735 Liberdade - R. Boaventura, 1757 Milionários - R. Caetano Pirri, 110 Nova Granada - Av. Barão Homem de Melo, 50 Nova Suíça - R. Joaquim Nabuco, 208 Nova Suíça - Av. Amazonas, 5320 Ouro Preto - R. Monteiro Lobato, 488 Padre Eustáquio - R. Pará de Minas, 750 Padre Eustáquio - R. Padre Eustáquio, 2354 Padre Eustáquio - Av. Teresa Cristina, 2940 Paulo VI - R. João Lemos, 151 Pompéia - R. Mário Martins, 53 Pompéia - R. Belém, 60 Renascença - R. Jacuí, 2330 Sagrada Família - R. Conselheiro Lafaiete, 735 Santa Efigênia - R. Tenente Garro, 120 Santa Lúcia - R. Kepler, 441 Santa Mônica - R. dos Astecas, 2600 Santa Mônica - R. Hudson Gouthier, 278 (atacarejo) Santa Terezinha - Av. Santa Terezinha, 1234 Santo Agostinho - R. Rodrigues Caldas, 455 Santo Agostinho - R. Rio Grande do Sul, 1019 São Gabriel - R. São João da Serra, 30 São Lucas - Av. do Contorno, 4255 São Luiz - Al. das Princesas, 245 São Pedro - Av. Nossa Senhora do Carmo, 1420 Serra - R. Caraça, 600 Serra - R. do Ouro, 949 Silveira - R. Ilacir Pereira Lima, 595 Sion - Av. Uruguai, 1045 Sion - R. Venezuela, 455 Sion - Pç. Dep. Renato Azeredo, 22 Tirol - Av. Expedito de Faria Tavares, 32 Venda Nova - Av. Vilarinho, 1300 (atacarejo) Venda Nova - R. Padre Pedro Pinto, 2450 Vila Cloris - Av. Cristiano Machado, 11833 Vila Paris - R. Iraí, 235 Contagem (10 lojas) Bernardo Monteiro - R. Tereza Cristina, 185 Braúnas - R. Therezinha Brandão Resende, 85 Centro - R. Bernardo Monteiro, 900 Cidade Industrial - R. Tiradentes, 2592 Guanabara - R. Extrema, 95 Novo Eldorado - R. Dr. João Augusto Fonseca e Silva, 1104 Parque Durval de Barros - R. Leblon, 36 Parque Riacho das Pedras - R. Rio Solimões, 347 Pedra Azul - R. Santa Maria, 537 Riacho das Pedras - Rod. Fernão Dias, km 35, 3700 (atacarejo) Ribeirão das Neves (5 lojas) Botafogo / Justinópolis - Av. Gávea, 1200 Centro - Av. Ari Teixeira Costa, 480 Fortaleza - R. Monte Castelo, 265 Justinópolis - Av. Denise Cristina Rocha, 320 San Marino - BR-040, 152 Sete Lagoas (4 lojas) Canaã - R. Cachoeira da Prata, 80 Canaã - Praça José Cirilo Leão, 10 (atacarejo) Centro - Av. Antônio Olinto, 447 Centro - R. Senhor dos Passos, 43 Santa Luzia (3 lojas) Bela Vista - R. Jaime Carlos Afonso Teixeira, 29 Parque Boa Esperança - R. do Carmo, 165 São Benedito - Av. Brasília, 2160 Betim (2 lojas) Filadélfia - Av. das Américas, 675 Vila Recreio - Av. Bandeirantes, 1000 João Monlevade (2 lojas) Carneirinhos - Av. Getúlio Vargas, 4507 Teresópolis - Av. Resplendor, 201 Nova Lima (2 lojas) Centro - Pç. Bernardino de Lima, 120 Jardim Canadá - Av. Toronto, 1320 Demais cidades (1 loja cada) Barbacena - Ipanema - Av. Helena Aguiar de Figueiredo, 131 (atacarejo) Congonhas - Centro - Av. Júlia Kubitschek, 1355 Conselheiro Lafaiete - Centro - R. Desembargador Dayrell de Lima, 50 Coronel Fabriciano - Centro - R. Doutor Moacir Byrro, 632 (atacarejo) Ipatinga - Horto - Av. Castelo Branco, 911 (atacarejo) Itabirito - Lourdes - R. Maria Bernardina, 565 Juiz de Fora - Industrial - Av. Garcia Rodrigues Paes, 12001 (atacarejo) Ouro Preto - Vila Itacolomi - Av. Juscelino Kubitschek, 91 Ponte Nova - Palmeiras - Av. Doutor Otávio Soares, 408 Varginha - Parque N. Sra. das Graças - Av. Celina Ferreira Ottoni, 888 (atacarejo) Vespasiano - Santa Clara - Av. Rossana Murta, 311 Vídeos mais assistidos do g1 MG
25/09/2026 21:51:15 +00:00
'Proibir não é proteger': associações se posicionam contra a MP de Lula que proíbe bets no Brasil

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, novas medidas para endurecer as regras sobre as bets no Brasil. Associações de jogos se manifestaram contra a Medida Provisória (MP) e disseram que "proibir não é proteger". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O manifesto, assinado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e por operadoras licenciadas, defende que proibir as apostas legais não eliminaria a prática, mas poderia levar apostadores para sites clandestinos, onde não há mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", escreveram. Governo publica novas regras para empresas que atuam com apostas esportivas e de jogos online Diante da insatisfação das representantes do setor, a associação afirma que "já está adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória, levando o caso à Justiça". O texto afirma que 31 milhões de pessoas estão ativas em plataformas legalizadas e que, nesse mercado, existem mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais. 🔎 Segundo as entidades, o mercado regulado já bloqueou cerca de 3 milhões de beneficiários de programas sociais e recebeu 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. As associações também alertam para o tamanho do mercado ilegal, afirmando que o governo já bloqueou mais de 66 mil domínios, mas que milhares continuam ativos e novos sites são criados diariamente. O manifesto diz que o mercado clandestino já representa 41% do volume apostado no país e poderia concentrar toda a demanda caso o mercado legal fosse proibido. Ou seja, as entidades defendem, em vez da proibição, o aumento da fiscalização, limites de depósito e tempo, regras mais rígidas para publicidade, medidas de saúde mental e combate aos sites clandestinos. Entenda o novo pacote e o que foi assinado O novo pacote mira as plataformas de apostas esportivas e os cassinos on-line. A medida proíbe as apostas e os jogos virtuais online no país. O presidente deve enviar ainda ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "A partir de hoje não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória". Os apostadores vão ter até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores vão ter que retirar saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: Informação dos saldos por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos; A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, que deve ser anunciado durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". grafico g1 Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. Manisfesto das entidades Menos de dois anos após o maior avanço no mercado de apostas visto no país, o Brasil decidiu, nesta sexta-feira (25), retroceder à posição que ocupava em 2018 e acabar com as bets legalizadas, jogando mais de 30 milhões de apostadores nas mãos de milhares de sites ilegais. Essa é a avaliação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) sobre a Medida Provisória publicada pelo Governo Federal. Em um movimento jamais visto internacionalmente pela indústria, objetivando tão somente um suposto ganho eleitoral na corrida à Presidência da República, o país aniquila princípios constitucionais, como a livre iniciativa e a dignidade da pessoa humana, essa última em função da facilitação à migração dos apostadores para o mercado ilegal. Como se não bastassem todas essas consequências nefastas, o país transmite o recado de total desrespeito a uma série de investimentos realizados e ao cumprimento, pelas bets, de todas as contrapartidas fixadas pela legislação, entre elas o pagamento de outorgas que previam direito à exploração dos serviços de apostas pelo período de cinco anos. Um cenário que não leva a outra conclusão de investidores internacionais senão a de completa insegurança jurídica. A decisão de acabar da noite para o dia com uma indústria inteira – que demandou contratações de milhares de profissionais brasileiros, instalação de escritórios, promoção de inúmeros eventos beneficiando uma extensa cadeia de trabalhadores – elimina, ainda, uma arrecadação tributária que, só no primeiro semestre de 2026, atingiu quase R$ 10 bilhões. Recursos que deixarão de ir para a saúde, a previdência social, o esporte, a segurança pública entre outros setores beneficiados. Diante da perplexidade das empresas associadas à ANJL, a associação afirma que já está adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória, levando o caso à Justiça. “A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”, explicou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL. Lula em campanha no Recife, nesta sexta (25), segurando cartaz pelo fim das bets Pedro Alves/g1
25/09/2026 21:50:47 +00:00
Governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde o início de 2025

Governo Federal anunciou, na semana pasada, novas diretrizes para a propaganda das bets Bruno Peres/Agência Brasil O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online, conhecidas como "bets", desde o começo de 2025. Nesta sexta-feira (25), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição de apostas e jogos virtuais online no país. No ano passado, foram arrecadados R$ 8,94 bilhões e, de janeiro a agosto deste ano, outros R$ 6,32 bilhões. Os dados são da Secretaria da Receita Federal. 🔎Os valores têm ajudado o governo a atingir as metas fiscais, ou seja, os valores de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem eles, o governo teria de apertar mais as contas públicas, podendo levar a bloqueios maiores de gastos. Medida foi defendida pela equipe econômica Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023, a tributação das bets foi uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal. Lula reforça críticas às bets, na mira do governo A taxação das bets começou de forma sistemática em 2025, porque, até então, apenas valores residuais haviam ingressados nos cofres públicos. Segundo explicação do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ao Congresso Nacional, em setembro de 2024, a cobrança de impostos era um desafio até aquele momento porque grande parte das empresas do setor tinha sede em outros países. Com a regulamentação do mercado, as bets interessadas em operar legalmente no país passaram a ter de constituir pessoa jurídica segundo a legislação brasileira, com sede e administração no Brasil. Desde o início de 2025, somente empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda podem operar nacionalmente, possibilitando uma fiscalização mais efetiva. Alíquota subiria até 18% Neste ano, a alíquota cobrada das bets era de 13% sobre a receita líquida (GGR), mas havia previsão de incremento gradual nos próximos anos, até chegar a 18% a partir de 2028. Pelas regras, a divisão dos recursos arrecadados pelo governo se dava dessa forma: 36% para o Ministério do Esporte e os comitês esportivos; 28% para o Turismo; 13,6% para a segurança pública; 10% para o Ministério da Educação; 10% para seguridade social; 1% para a saúde; 0,5% para entidades da sociedade civil; 0,5% para o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol); 0,4% para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
25/09/2026 21:39:00 +00:00
Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o histórico

Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC Proibidas por Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25), as empresas de apostas esportivas, conhecidas como "bets", foram legalizadas em 2018, no fim do governo de Michel Temer. A legislação previa que o governo regulamentasse o setor em até dois anos, prazo que poderia ser prorrogado por mais dois, ou seja, até o fim de 2022, algo que não ocorreu. A regulamentação começou somente em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula. Governo Temer Em agosto de 2018, seu último ano de mandato, Temer enviou uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional tratando de alterações no Fundo Nacional de Segurança Pública e sobre a destinação da arrecadação das loterias, mas o texto original não fazia menção, ainda, às bets. Durante a tramitação da MP no Congresso, as bets foram incluídas no texto, que foi aprovado pelos parlamentares e depois sancionado pelo presidente Michel Temer, em dezembro daquele ano. Em setembro de 2025, ao participar do programa Roda Viva, da TV Cultura, Temer disse que o grande pedido, naquele momento, era aprovar o jogo em geral, como cassinos, ideia à qual afirmou que “sempre resistiu”. "Mas daí houve essa ideia intermediária, que era aposta das bets. Foi no final do governo que eu autorizei. Eu não sei se faria diferente. Hoje eu vejo muitas notícias de gente mais pobre que destina boa parte do que ganha para essas apostas. Eu não sei se, diante dessa realidade, eu recuaria. Porque no Brasil, toda vez que você recua, é criticado", declarou Temer, naquele momento. Gestão Bolsonaro O governo de Jair Bolsonaro não concluiu a regulamentação prevista em lei. Para colher informações destinadas a estabelecer um "modelo regulatório alinhado às melhores práticas mundiais", o Ministério da Economia realizou três consultas públicas: em agosto e setembro de 2019, e fevereiro de 2020. A pasta disse que foram recebidas milhares de contribuições para subsidiar a regulamentação. "Adicionalmente, ainda em 2021, a Secap [Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria] realizou uma série de seminários para estimular o debate e a difusão de conhecimento nos assuntos correlatos à sua área de atuação, esclarecendo que a opinião dos palestrantes não necessariamente representa um posicionamento da Secretaria, mas tem o intuito de contribuir com informações, discussão pública, estudos e opiniões que auxiliam nas políticas formuladas ou avaliadas e na transparência perante à sociedade", diz documento do Ministério da Economia. Em outubro de 2022, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista durante campanha eleitoral daquele ano, que o decreto das apostas esportivas estava “bastante avançado” e “maduro”. O texto, no entanto, não foi publicado por Bolsonaro. "O cara continua jogando e o dinheiro vai para fora, então está maduro isso com toda a sociedade", disse Bolsonaro, em trecho reproduzido pelo jornal Valor Econômico. Àquela altura, as empresas de apostas não podiam atuar no Brasil, somente no exterior, por conta da falta de regulamentação doméstica, com regras para o seu funcionamento. Mandato de Lula No fim de 2023, o presidente Lula sancionou a lei que regulamentou as empresas de apostas, chamadas de bets. A norma estabeleceu regras para a operação das bets, definiu a tributação de empresas e apostadores e disciplinou a destinação dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade. Aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de dezembro daquele ano, o projeto integrou o pacote de medidas defendido pela equipe econômica para ampliar a arrecadação federal. À época, cálculos iniciais do Executivo estimavam que a tributação de jogos e apostas virtuais poderia destinar aos cofres públicos pelo menos R$ 10 bilhões. Após a sanção da lei, em 2024, o Ministério da Fazenda publicou cerca de 20 atos normativos para implementar a regulamentação. Uma das portarias da Secretaria de Prêmios e Apostas definiu os requisitos de segurança e funcionamento das plataformas de apostas autorizadas no país. Dentre as regras está a que impõe que as empresas utilizem o registro eletrônico "bet.br", exigência de compartilhamento de dados com o governo e de cumprimento de regras de segurança e proteção ao apostador.  No mesmo ano, também foram divulgados os nomes das primeiras empresas autorizadas a operar no país e sites ilegais também passaram a ser bloqueados.  Uma nota técnica publicada pelo Banco Central (BC) naquele momento apontou que os brasileiros gastaram cerca de R$ 20 bilhões por mês em apostas online nos primeiros oito meses de 2024. Segundo os dados, aproximadamente 24 milhões de pessoas físicas participaram de jogos de azar e apostas online, realizando pelo menos uma transferência via PIX durante o período analisado. O valor médio das transferências mensais aumenta com a idade: os mais jovens gastam cerca de R$ 100 por mês, enquanto indivíduos mais velhos ultrapassam os R$ 3.000 mensais em apostas. O mesmo documento também apontou que usuários de programas sociais estavam utilizando esses recursos para apostar. O dados soaram como um alarme para diversas áreas do governo e foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, os ministros referendaram uma ordem do ministro Luiz Fux que mandou o governo proibir que esse público jogasse nessas plataformas, algo que foi implementado pela área econômica em outubro do ano passado. A medida se consolidou no ano passado e, atualmente, mais de 3,5 milhões de beneficiários de programas sociais estão impedidos de acessar as plataformas de apostas de quota fixa autorizadas pelo Ministério da Fazenda. Recentemente, durante a campanha eleitoral, Lula passou a atacar as bets, dizendo que as apostas têm levado ao alto endividamento da população. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets", disse Lula nesta semana.
25/09/2026 21:38:11 +00:00
Por que é tão difícil ganhar dinheiro com bets? A matemática explica

Governo anuncia proibição das bets no Brasil Ganhar dinheiro em casas de apostas, proibidas pelo governo federal nesta sexta-feira (25), é possível, mas por que tão poucas pessoas conseguem acumular ganhos expressivos por muito tempo? A resposta está na matemática e na forma como as plataformas funcionam. Enquanto as apostas esportivas usam cálculos complexos de probabilidade que dificultam lucros a longo prazo, cassinos on-line como o "Jogo do Tigrinho" têm regras internas que determinam o retorno aos jogadores. O resultado é prejuízo: a estimativa é de que os brasileiros perderam R$ 62,5 bilhões em bets em 2025, o equivalente a 0,68% da renda disponível, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). E o retorno pode não aparecer mesmo quando os apostadores encontram formas de aumentar as chances de vitória. Isso porque as casas de apostas podem recusar palpites ou banir um usuário se avaliarem que ele usou métodos irregulares. Apostas online afetam comércio da Região Serrana, diz pesquisa Joédson Alves/Agência Brasil Nas bets esportivas, as "odds" refletem a probabilidade de algo acontecer — quanto maior a odd, mais improvável é o evento, na avaliação da plataforma de apostas. Apostar nos favoritos envolve menos risco e, ao mesmo tempo, oferece um retorno menor. Por outro lado, os palpites nos chamados azarões prometem ganhos maiores, mas com mais risco. Você ou algum conhecido até pode ter ganhado dinheiro algumas vezes com apostas em partidas de futebol, por exemplo. O mais difícil é faturar de forma consistente com esses palpites. Matemáticos explicam esse desafio com a Lei dos Grandes Números, que diz que, quanto mais vezes uma experiência acontecer, mais perto ela ficará do valor esperado. Na prática, as chances de vencer a casa podem ser melhores em 10 ou 20 apostas, mas cairão depois de 1.000 tentativas. Para aumentar as chances, apostadores profissionais buscam pequenos erros nas projeções feitas pelas casas, ou seja, situações em que as plataformas subestimam a probabilidade de um evento acontecer. Mas há outro desafio: as bets usam modelos matemáticos complexos desenvolvidos por empresas especializadas para calcular suas odds e raramente chegam a projeções muito distantes da realidade. Jogo do Tigrinho Ao mesmo tempo, cassinos on-line como o "Jogo do Tigrinho" e o "jogo do aviãozinho" são apresentados como uma forma fácil de ganhar dinheiro, especialmente em propagandas feitas por influenciadores. Mas esses games também acumulam relatos de pessoas que tiveram prejuízos significativos. No Tigrinho, o objetivo do jogador é combinar três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela, como acontece em máquinas de caça-níquel. Já o jogo do aviãozinho se enquadra na categoria de "jogos crash", em que apostadores acompanham a alta de um gráfico e esperar até o maior ponto possível. A ideia é fazer isso antes do "crash", ou seja, o ponto em que o jogo acaba e o usuário perde tudo. Como esses jogos não são desenvolvidos pelas próprias casas de apostas, mas por empresas terceiras que não revelam totalmente como eles funcionam, podem aparecer em diferentes sites, geralmente dentro de categorias como "cassino on-line". Nos dois tipos, há reclamações sobre o funcionamento dos sistemas. Usuários afirmam que são induzidos a colocar cada vez mais dinheiro no jogo e acusam as plataformas de definir a derrota antes mesmo de a rodada começar.
25/09/2026 21:34:24 +00:00
Quanto os brasileiros deixam nas bets? Estudo estimou R$ 62,5 bilhões em 2025, mas o setor contesta

Entenda como vai funcionar o alerta em publicidade de bets O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, que estão proibidas as plataformas de apostas e jogos virtuais online no país. O presidente deve enviar ainda ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as bets. Os últimos dados disponíveis, divulgados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em agosto, estimaram que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025 — o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os dados são da terceira edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. O estudo foi elaborado pelo Comsefaz em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef), com base em dados do Banco Central, das Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica (Epae) e em análises próprias. "Esse montante representa uma transferência expressiva de renda das famílias para esse setor, com potencial impacto sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros", afirma o estudo. O levantamento define como "saída líquida" a diferença entre tudo o que os apostadores colocaram nas plataformas de apostas e o dinheiro que receberam de volta em prêmios. Ou seja, o cálculo mostra quanto, no saldo final, saiu do bolso dos jogadores e ficou no setor de apostas. De acordo com o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média foi estimada em R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo também destaca que o avanço das bets representa mais um risco para o orçamento das famílias brasileiras, que já lidam com juros altos e dificuldade para pagar as contas. Segundo o levantamento, as apostas on-line também têm baixo efeito multiplicador na economia. 💰 Na prática, isso significa que, diferentemente do dinheiro gasto com bens e serviços, os recursos destinados às plataformas de apostas geram menos renda, empregos e atividade econômica. O levantamento também aponta o PIX como principal meio usado pelos brasileiros para transferir dinheiro às plataformas de apostas. Segundo o estudo, a expansão das bets teria acrescentado, em média, R$ 24,1 bilhões por mês ao volume de transações entre outubro de 2024 e março de 2026. Em 2025, esse volume adicional foi estimado em R$ 350,97 bilhões. O estudo também indica que as famílias de menor renda tiveram participação relevante no mercado de apostas. Na época da divulgação do boletim do Comsefaz, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor de bets, contestou os dados. A entidade afirmou que o levantamento cometeu "erros graves" e ignorou fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Também citou dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, segundo os quais a receita bruta do setor foi de cerca de R$ 37 bilhões em 2025. (veja a nota abaixo) Lula e o fim das bets O debate dentro do governo sobre um possível fim das bets já ocorria havia algumas semanas, com a equipe dividida entre uma proibição mais ampla e medidas mais restritas. Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretendia acabar com as apostas on-line. Na ocasião, demonstrou preocupação com a influência dos algoritmos sobre os jovens e relacionou a questão ao avanço das bets. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets." O que diz o setor Veja a nota da ANJL na íntegra: A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) vem a público repudiar a divulgação de dados falsos, pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), sobre um suposto volume de transações por pix no Brasil atribuído ao mercado de apostas on-line. Além de cometer erros graves na linha temporal à qual as transações se referem, o levantamento ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento, em diversos setores da economia, do uso do pix como meio de pagamento. Não procede a informação de que “famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões” para as bets em 2025. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, a receita bruta do setor, no ano passado, foi de R$ 37 bilhões, quase a metade, portanto, do estimado pelo Comsefaz. Importante destacar que as transações que constam do estudo se referem a transferências líquidas de pessoas físicas para pessoas jurídicas para quatro segmentos: artes, cultura, esportes e recreação, nos quais estão se inserem uma enorme variedade de prestadores de serviços de entretenimento, não apenas as bets. Soma-se a isso a omissão de processos de mudanças na dinâmica do consumo no país, com o aumento da bancarização, fazendo com que mais pessoas passassem a usar o pix em vez de outras formas de pagamento. Por fim, a ANJL destaca que, segundo dados oficiais da SPA-MF, de outubro de 2024 a dezembro de 2025, exatamente o período ao qual o levantamento se refere, 25 mil sites de apostas ilegais foram bloqueados e pelo menos 550 contas bancárias foram encerradas. Os dados mostram que avaliar meramente um enorme montante financeiro, que abrange não só vários setores, mas também contas ligadas a empresas ilegais, causa uma miopia sobre o mercado legalizado. A indústria de apostas, mais uma vez, se manifesta contrária a divulgações irresponsáveis, tendenciosas e generalistas, de dados financeiros que não correspondem à realidade do setor, cujo retrato fiel é monitorado e divulgado apenas pelo poder regulador. Bets tiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, aponta estudo Reprodução/TV Verdes Mares
25/09/2026 21:32:50 +00:00
A 9 dias das eleições, governo Lula anuncia proibição de bets no Brasil

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, "não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro". "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu. Os apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas. A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro. Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio. A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas. Além disso, o governo anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi). A partir de agora, ambas vão atuar no combate às bets. A partir desta sexta, serão vedadas novas concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de apostas de quota fixa. Os pedidos de concessão, permissão e autorização para exploração de loterias de aposta de quota fixa ainda não decididos ficarão prejudicados. Além disso, as concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de aposta de quota fixa concedidas com base na lei anterior serão extintas em até 30 dias. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. No Recife, Lula (PT) segura cartaz sobre fim das bets, junto com João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), candidatos ao governo de PE e ao Senado, respectivamente Foto: Ricardo Stuckert.
25/09/2026 21:22:44 +00:00
Conta de luz: Aneel reduz bandeira tarifária para verde em outubro

A bandeira tarifaria de outubro será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25). Isso significa que não haverá cobrança adicional na conta este mês. (entenda mais abaixo) 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "Com o início da transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país, houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Dessa forma, será possível reduzir o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor", diz o comunicado da agência Desde maio, a bandeira tarifária estava em nível amarelo, o que significava uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh consumidos. Agora no g1 Na semana passada, a Aneel elevou para 9,4% projeção de alta nas tarifas de energia no país. A revisão para cima do índice é em função do aumento da inflação, custos de energia e componentes financeiros. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Bandeira significa cobrança de um adicional às contas de energia Divulgação Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
25/09/2026 20:06:50 +00:00
Xi Jinping encerra visita de Estado aos EUA após encontros com Trump; saiba como foi

Xi Jinping encerra visita de Estado aos EUA após encontros com Trump; saiba como foi Presidentes dos EUA e da China se reuniram na Casa Branca na quinta (24), e voltam a se encontrar nesta sexta (25). Xi Jinping realiza visita de Estado aos EUA. Xi Jinping chegou a Washington na quarta (23) e foi recepcionado por Trump; veja FOTOS e VÍDEO. Imagens do presidente dos EUA fazendo 'careta' viralizaram nas redes sociais.. Nesta quinta (23), durante o encontro na Casa Branca, Trump falou em 'amizade verdadeira', e Xi Jinping defendeu uma política de não confronto entre EUA e China.. Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil.. À noite, Trump e Xi se encontraram mais uma vez. O presidente chinês foi homenageado com uma recepção e um jantar na Casa Branca.. Nesta sexta (25), Trump ofereceu uma cerimônia do chá para Xi. No encontro, Trump falou em reunião produtiva, e Xi disse ver chance de 'relacionamento brilhante' com EUA.
25/09/2026 17:10:09 +00:00
Justiça dos EUA mantém dona da IA Claude entre empresas de risco à segurança nacional

Na Casa Branca, Xi Jinping diz que China e EUA têm a responsabilidade de manter a inteligência artificial sob controle humano A Justiça dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (25), que a Anthropic continuará impedida de fechar contratos militares com o governo americano. A empresa de inteligência artificial também continuará sendo considerada pelo Departamento de Defesa dos EUA um risco à segurança nacional. A decisão, tomada após meses de disputa entre a startup e o governo americano sobre o uso de seus modelos de IA pelo setor de Defesa, foi proferida por um tribunal federal de apelações após a Anthropic entrar na Justiça para contestar a classificação feita pelo Pentágono. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a medida dificulta que órgãos ligados à Defesa dos EUA contratem a empresa ou usem seus serviços. A Anthropic afirma que a decisão já lhe causou bilhões de dólares em negócios perdidos e prejudicou sua reputação. A disputa ocorre às vésperas de uma possível oferta pública inicial de ações (IPO), quando a empresa poderia passar a ter ações negociadas na bolsa. Segundo a Reuters, a companhia afirmou que "discorda respeitosamente da decisão", mas mantém confiança em sua posição e avalia suas opções, incluindo uma possível revisão judicial. No mês passado, um juiz federal em São Francisco anulou uma designação semelhante, baseada em uma lei diferente, ao considerar que o governo havia retaliado ilegalmente contra a Anthropic por suas posições sobre a segurança da inteligência artificial. A decisão judicial ocorre no mesmo momento em que a Anthropic busca ampliar sua participação nos debates internacionais sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. A empresa, criadora do Claude, esteve ao lado de outras gigantes do setor em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na última quarta-feira (23). Convocado pela França, que preside o Conselho de Segurança da ONU, o encontro ocorreu em meio a alertas de que sistemas de inteligência artificial cada vez mais poderosos podem adquirir capacidades difíceis de controlar e criar novos riscos para a segurança internacional. Dario Amodei, CEO da Anthropic, discursou no encontro ao lado de representantes de outras gigantes do setor. A participação das empresas ocorre em um momento de crescente interesse sobre o avanço da inteligência artificial e sobre os limites que devem ser impostos ao desenvolvimento de sistemas cada vez mais poderosos. Amodei, no entanto, ficou de fora do jantar de gala oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sede do Executivo americano, para o líder chinês Xi Jinping. Na mesa de Trump estavam Jensen Huang, CEO da Nvidia, acompanhado da mulher, Lori Huang; Lisa Su, CEO da AMD, acompanhada do marido, Daniel Lin; Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla; e Tim Cook, ex-CEO da Apple, que deixou o cargo em agosto, entre outros executivos. Relação com o governo Trump A ausência da Anthropic no jantar ocorre em meio à relação turbulenta da empresa com o governo Trump. Em junho, Washington determinou que a companhia bloqueasse o acesso aos seus modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, alegando motivos de segurança nacional. No mês seguinte, os EUA suspenderam parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo que alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" americanos utilizassem o modelo. Parceiros estrangeiros, especialmente agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuaram sem acesso. Ascensão da Anthropic O g1 já mostrou que a Anthropic passou a ocupar uma posição de destaque na corrida pelo desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial mais avançados. A empresa ganhou espaço ao apostar em uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da tecnologia, ao mesmo tempo em que seus modelos passaram a despertar interesse de investidores e do público. A Anthropic foi fundada em 2021 por Dario Amodei e outros executivos que deixaram a OpenAI e defendiam uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da inteligência artificial. O Claude chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses depois do lançamento do ChatGPT. Embora tenha entrado na disputa mais tarde e ainda seja menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar o crescimento da Anthropic. O governo de Donald Trump, que durante boa parte do mandato se mostrou contrário a uma regulamentação mais ampla da inteligência artificial, passou a dar maior atenção aos riscos associados ao avanço desses sistemas diante das capacidades cada vez mais avançadas dos modelos. Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters
25/09/2026 17:00:10 +00:00
Embraer entrega o primeiro avião C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão

C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) Embraer/Divulgação A Embraer entregou nesta sexta-feira (25) a primeira aeronave de transporte multimissão C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão durante uma cerimônia realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A entrega contou com a presença do Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea, e Olimkhon Bakiyevich Rustamov, diretor da empresa estatal "O‘ztextreyd", representando a República do Uzbequistão. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O contrato, assinado no final de 2024, também inclui um pacote de treinamento e suporte, além do fornecimento de peças de reposição. O Uzbequistão se torna o primeiro operador do C-390 Millennium na Ásia Central, assinalando um marco importante nos esforços do país para modernizar e fortalecer capacidades de mobilidade aérea. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Cargueiro militar da Embraer vendido à República Tcheca faz voo inaugural em Gavião Peixoto Cargueiro militar da Embraer faz voo inaugural em Gavião Peixoto "A entrega do primeiro C-390 Millennium representa um passo significativo para a modernização da Força Aérea do Uzbequistão. O desempenho excepcional, a versatilidade e as capacidades multimissão da aeronave nos permitirão executar uma ampla gama de missões com maior eficiência e prontidão. Estamos ansiosos para introduzir esta plataforma de última geração em serviço e fortalecer ainda mais nossas capacidades operacionais", disse o Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea do Uzbequistão. "Estamos honrados em entregar o primeiro C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão e dar as boas-vindas ao Uzbequistão à crescente comunidade de operadores do C-390 no mundo todo", disse Bosco da Costa Júnior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. "A escolha do C-390 confirma seu status como a solução de mobilidade aérea mais avançada disponível atualmente. Essa entrega reforça nosso compromisso de apoiar o Uzbequistão com capacidade incomparável e flexibilidade operacional para as próximas décadas." Com essa primeira entrega, o Uzbequistão se junta a um grupo crescente de nações que operam o C-390 Millennium, reforçando a posição da aeronave como o novo padrão no transporte aéreo tático de médio porte. Avião C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) Embraer/Divulgação C-390 Millennium O C-390 Millennium, construído e projetado no século 21, é a aeronave de transporte militar mais moderna de sua categoria. Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) do que outras aeronaves militares de transporte de médio porte, voando mais rápido (470 nós) e mais longe. É capaz de executar uma ampla gama de missões, incluindo transporte de carga e tropas, lançamentos de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias, operando a partir de pistas temporárias ou não pavimentadas. Quando equipado com sistema de reabastecimento aéreo (AAR) de instalação rápida, pode atuar tanto como tanque, quanto como receptor. Além da Força Aérea Brasileira, a aeronave multimissão de última geração foi selecionada pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, República do Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Colômbia e Lituânia. O C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo com interoperabilidade entre seus operadores. C-390 vai equipar a força aérea da Coreia do Sul VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
25/09/2026 16:36:18 +00:00
Volkswagen e Audi anunciam recall de quase 3 milhões de carros em todo o mundo; veja modelos

Volkswagen Golf VII R divulgação/Volkswagen A Volkswagen e a Audi convocaram um recall global de mais de 2,8 milhões de veículos. Entre os modelos afetados estão o Tiguan e o Golf, da Volkswagen, e o Q3, da Audi. O g1 procurou a Volkswagen do Brasil e a Audi para saber se os modelos vendidos no país estão incluídos no recall, mas as montadoras não responderam até a publicação desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a Agência Federal de Transportes Motorizados (KBA) da Alemanha, órgão semelhante à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o recall inclui os seguintes modelos da Volkswagen: Volkswagen Tiguan; Volkswagen Golf; Volkswagen Touran; Volkswagen Golf Variant; Volkswagen Caddy. Agora no g1 No caso da Volkswagen, o recall afeta veículos fabricados entre 24 de setembro de 2013 e 1º de julho de 2024. Na Audi, apenas o Q3 aparece na lista da KBA. Os veículos envolvidos foram produzidos entre 31 de outubro de 2017 e 23 de maio de 2024. Dos modelos listados, Tiguan, Golf e Golf Variant foram vendidos no Brasil durante o período de produção apontado pela KBA. O Audi Q3 também foi comercializado no país e passou a ser produzido nacionalmente em 2016, na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Segundo o órgão alemão, a falha está relacionada à corrosão de um parafuso, o que pode comprometer o controle da direção dos veículos. A correção consiste na substituição do parafuso defeituoso.
25/09/2026 16:28:48 +00:00
Abelhas sem ferrão: manual ensina a transferir enxames para a colmeia definitiva

Abelhas sem ferrão são responsáveis por mais de 80% da polinização de flores e frutos em toda a natureza. Érico Andrade Quer saber como dividir enxames de abelhas sem ferrão? Um manual publicado pelo Projeto RS Biodiversidade, do Rio Grande do Sul, explica como realizar o procedimento com o mínimo de perturbação das abelhas. A partir da página 72, o material explica como passar o enxame da isca para a caixa definitiva. Também apresenta orientações para dividir os enxames com o mínimo de perturbação das abelhas. 📱Acesse aqui Veja também: Criação de abelhas sem ferrão gera renda no Agreste
25/09/2026 16:03:55 +00:00
AGU e Gilmar Mendes fecham cerco contra 'indústria de precatórios' usada pelo Master

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro Gilmar Mendes estão fechando o cerco contra uma indústria de precatórios utilizada pelo Banco Master para garantir lucro fácil, contando com o apoio de membros do Judiciário. Esse uso ficou explícito a partir de dados obtidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que mostram contatos com advogados ligados a juízes para obter decisões em tribunais para validar precatórios e pré-precatórios adquiridos pelo Banco Master. 🔎 Precatórios são dívidas que governos (União, estados e municípios) são obrigados a pagar após perderem uma ação na Justiça de forma definitiva, sem possibilidade de recurso. Daniel Vorcaro transformou o comércio de precatórios numa fonte de recursos para alavancar e, depois, tentar salvar seu banco (entenda mais aqui). Agora no g1 Ele investiu R$ 14,3 bilhões na compra de precatórios e direitos creditórios, uma espécie de pré-precatório, que dependiam de decisões favoráveis do Judiciário para gerarem lucro fácil para o Master. No celular de Vorcaro, há vários indícios de que ele buscava se aproximar de juízes de tribunais federais e do STF em busca de apoio às suas teses para garantir o pagamento desses precatórios. O ministro Gilmar Mendes foi um dos procurados por Daniel Vorcaro para tentar convencê-lo a votar a seu favor. O decano do STF, porém, votou contra, acompanhado de André Mendonça. Neste julgamento, votaram a favor da tese de Vorcaro os ministros Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Gilmar Mendes decidiu levar a discussão sobre a validade destes precatórios, principalmente de usinas de álcool, ao plenário para que seja tomada uma decisão de repercussão geral pelo Supremo. O ministro diz ser contra essa indústria de precatórios criada em cima de dívidas duvidosas. Há um mercado regular de precatórios, destaca Gilmar Mendes, mas os casos relacionados a Daniel Vorcaro são, no mínimo, de origem questionável. Já AGU conseguiu uma decisão favorável para travar um processo sobre R$ 4,7 bilhões desse tipo de precatório, com o dinheiro sendo devolvido para o Tesouro Nacional até uma decisão final. Além disso, a partir de provocação do ministro da AGU, Jorge Messias, o Conselho Monetário Nacional adotou medidas para tornar mais rigorosas as regras para compra desse tipo de dívida judicial. "Essa fábrica de precatórios foi criada durante o governo Bolsonaro, quando medidas do governo passado criaram um ambiente favorável para esse tipo de negócio, que estava lesando os cofres públicos", diz o ministro Jorge Messias. Ministro Gilmar Mendes do STF Max Rocha/STJ Como funcionava o esquema com precatórios? O Banco Master adquiria créditos de precatórios de empresas – principalmente, do setor sucroalcooleiro – com deságio, ou seja, por um valor mais baixo do que os títulos poderiam vir a valer após o fim de um processo judicial. Posteriormente, após fraudes financeiras ou mera declaração irreal de valores, o banco registrava esses "precatórios a receber" como parte de seu patrimônio. Na prática, os papéis valeriam menos do que o registrado na contabilidade. Como o Master se beneficiava dessas operações? Ao registrar precatórios e créditos duvidosos por valores superiores aos reais, o Banco Master forjava uma aparência de riqueza, parecendo muito mais sólido do que a realidade. Esse patrimônio fictício ou sobrevalorizado era utilizado para justificar aportes de capital e atender a exigências formais de saúde financeira impostas pelos órgãos fiscalizadores, em especial pelo Banco Central. Com a suposta solidez atestada por esses ativos, a instituição conseguiu atrair investidores, movimentar bilhões em fundos e negociar operações de grande porte, acumulando um passivo bilionário ocultado por garantias de baixa qualidade.
25/09/2026 14:48:34 +00:00
Brasil registra mais de 870 mil indícios de contas laranja em seis meses, mostra levantamento

Pessoa mexendo no celular Reprodução/ RBS TV O sistema financeiro identificou mais de 870 mil indícios de contas laranja no primeiro semestre deste ano. Em apenas seis meses, o número já equivale a cerca de 88% dos mais de 990 mil indícios registrados ao longo de todo o ano de 2025. (entenda abaixo o que são contas laranja) Os dados foram divulgados em primeira mão ao g1 pela Quod, empresa especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, a partir do Rufra, como é chamada a base compartilhada de informações sobre fraudes gerenciada pela empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda segundo o levantamento, o sistema financeiro identificou 314.729 documentos fraudulentos associados a contas em diferentes bancos usadas para aplicar fraudes. De acordo com o diretor de produtos e dados da Quod, Danilo Coelho, há diferentes fatores que podem explicar o elevado número de indícios de contas laranja no sistema financeiro. Agora no g1 “Existem alguns motivos que explicam esse número. Por exemplo, a digitalização em massa da população tem facilitado a abertura de contas digitais, o que não era uma realidade alguns anos atrás”, diz. O executivo afirma que a identificação de contas laranja é mais complexa porque elas podem ser abertas regularmente, com dados verdadeiros, e só depois passar a ser usadas de forma ilícita. Ou seja, os sinais de irregularidade podem aparecer apenas algum tempo depois, quando a movimentação começa a fugir do perfil do titular e acende alertas nos sistemas antifraude das instituições financeiras. “Tem muita gente que já tem uma conta aberta, às vezes até como uma conta secundária, e decide vender a senha. Há também casos em que o titular aluga a conta para um criminoso por determinado período. Nesse intervalo, ela é usada para lavar dinheiro e, depois, volta a ter uma movimentação normal”, explica Coelho. O perfil das contas laranja no Brasil O Sudeste concentra a maior parcela das transações suspeitas. São Paulo respondeu por 33,6% dos casos, seguido por Rio de Janeiro (14,4%) e Minas Gerais (6,5%). Entre os documentos associados aos indícios identificados, 62,2% pertenciam a pessoas de 18 a 34 anos. Na sequência aparecem as faixas de 35 a 49 anos (25,6%) e de 50 a 64 anos (9,1%). No recorte socioeconômico, quase seis em cada dez pessoas associadas aos registros tinham renda de até dois salários mínimos. Os homens representavam 59% do total de casos registrados. Como uma conta laranja é identificada? Além de seus próprios sistemas antifraude, as instituições financeiras contam com o compartilhamento de informações sobre indícios de fraude. A troca permite que dados identificados por uma instituição ajudem as demais a reforçar seus próprios controles. Segundo Coelho, os indícios de fraude podem surgir quando a movimentação financeira de uma conta não é compatível com o perfil do titular. “Então, por exemplo, se uma pessoa tem renda comprovada de R$ 5 mil e transaciona R$ 100 mil por mês, seja por uma transação única ou várias transações que somam esse valor, já pode ser um alerta, bem como a velocidade com que essas transações são feitas”, diz. Coelho explica que, quando uma instituição identifica esse tipo de comportamento, a informação pode ser compartilhada e confrontada com dados de outras instituições. “Temos muitos dados. Conseguimos ver, por exemplo, se a pessoa tem algum financiamento, qual a sua renda, patrimônio e várias informações de vida dela, como se ela é casada, onde ela mora e quantos filhos ela tem”, conta o executivo. Segundo Coelho, esses dados ajudam a avaliar o risco de fraude em uma transação. O diretor da Quod afirma que o mercado também utiliza inteligência artificial e modelos preditivos, ferramentas que analisam dados e padrões de comportamento para identificar situações com maior risco de fraude e antecipar possíveis mudanças na atuação dos criminosos. “O perfil do fraudador é extremamente volátil. Ele percebe quando uma conta não está mais dando certo e começa a atacar em outro lugar, de uma forma diferente. Por isso é importante o uso dos modelos preditivos porque, dessa forma, eu consigo ver onde a tendência da fraude está indo”, completa. O que são contas laranja? Também conhecidas como contas de passagem, as contas laranja são abertas regularmente, mas passam a ser usadas de forma ilícita para movimentar recursos relacionados a fraudes, golpes, ataques cibernéticos ou outras atividades ilegais. Uma das características da conta laranja é a anuência do titular. Isso significa que o dono da conta permite que ela seja usada por terceiros, seja ao ceder, emprestar, alugar ou vender seu acesso. 🔎 Conta laranja x conta fria: enquanto a conta laranja é usada de forma ilícita com a anuência do titular, a conta fria é aberta de forma fraudulenta sem o conhecimento da pessoa em cujo nome foi registrada. O que acontece com quem cede a conta para criminosos? Segundo Coelho, quem cede uma conta para esse tipo de esquema pode sofrer consequências financeiras, como bloqueio de contas e recursos ou dívidas contraídas em seu nome. O titular também pode ser responsabilizado por sua participação nos crimes cometidos. “É preciso ter muito cuidado, até mesmo com o empréstimo de dados para familiares e conhecidos. Vemos muitos casos em que a pessoa cede a conta dela e não sabe muito bem o que está fazendo. E isso, infelizmente, acontece até mesmo dentro da família”, afirma. Nos casos de contas frias, abertas a partir do uso indevido de dados de terceiros, Coelho recomenda cuidado com links desconhecidos recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp, além de ligações suspeitas. “Os criminosos muitas vezes abordam com um tom de urgência ou medo. Quando isso acontecer, a dica é entrar em contato com a própria instituição financeira. Desligue com a pessoa que te ligou e ligue você mesmo para a instituição para confirmar se o relato é verídico ou não”, diz o executivo.
25/09/2026 14:00:00 +00:00
Na mira de Lula, bets planejam ampliar apostas para pontos físicos; governo previa regulamentação

Enquanto sofrem fortes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que promete acabar com as apostas online, as empresas do setor já se movimentam para ampliar sua atuação para pontos físicos em alguns estados — como Rio de Janeiro e Paraná. A informação consta em relatório da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela fiscalização e regulamentação, que já levou adiante uma consulta pública sobre o assunto. Na agenda regulatória, o órgão tinha planejado discutir esse assunto no segundo trimestre deste ano. O g1 entrou em contato com a SPA para saber se algo foi definido, e aguarda resposta. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets", disse Lula nesta semana. Na ONU, Lula defende soberania e afirma América Latina voltou a enfrentar ingerência externa LEIA TAMBÉM: Lula diz que vai acabar com bets e que clubes precisam aprender a viver sem: 'Essa não é uma guerra, é uma decisão' Flávio Dino mantém decreto de MG que proíbe propaganda de bets e conteúdo adulto em bens públicos Bets tiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, aponta estudo Consulta pública Na página da SPA na internet, o órgão divulgou as contribuições recebidas na consulta pública sobre o assunto. Uma delas observa que as apostas esportivas são operadas nos meios físico e online em diversos países e que também podem ser exploradas nesse formato pelos estados. "A regulamentação federal da exploração de apostas por meio de terminais digitais físicos é tema relevante e oportuno, especialmente diante do atual cenário de fragmentação regulatória no país. Enquanto a autorização federal se restringe às apostas esportivas de quota fixa, diversos Estados, no exercício de sua competência para a exploração de serviços lotéricos, vêm estruturando modelos próprios para terminais físicos, inclusive para outras modalidades, como loterias instantâneas digitais, com níveis distintos de exigência técnica e operacional", diz uma contribuição enviada à SPA. Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Outra contribuição recomenda que o governo trate dos requisitos técnicos, operacionais e de integridade aplicáveis aos terminais digitais físicos, incluindo, entre outros aspectos, critérios de autorização, certificação dos equipamentos e sistemas, responsabilidades do operador e do intermediador e proteção ao consumidor. Em manifestação à consulta, a Fundação Procon-SP alertou para a possibilidade de instalação de terminais digitais físicos em eventos abertos ou estabelecimentos comerciais de livre acesso, como supermercados, postos de gasolina, farmácias, bares e lanchonetes, avaliando que isso poderia "propiciar e facilitar o acesso indevido por menores de idade, e comprometer a efetividade da fiscalização quanto à identificação do usuário". Por conta disso, o Procon-SP recomendou que a discussão desse tópico na agenda regulatória caminhe no sentido de determinar que a operação de apostas de quota fixa e demais modalidades lotéricas por meio desses dispositivos "seja restrita a ambientes fechados ou controlados", por exemplo com barreiras físicas, mecanismos de controle de ingresso e vedação expressa ao acesso de menores.
25/09/2026 13:17:03 +00:00
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