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g1 > Economia

OpenAI, Anthropic, Google e Musk querem frear avanço da IA; por que isso é tão difícil?

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Os principais empresários do setor de inteligência artificial dizem que querem reduzir o ritmo acelerado de desenvolvimento da tecnologia, mas enfrentam obstáculos como a concorrência, a resistência do governo dos Estados Unidos e fatores geopolíticos. No sábado (12), o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeu que as empresas diminuam, de forma coordenada, o ritmo de desenvolvimento da IA para entender melhor os riscos dos recursos avançados da tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ele recebeu o apoio público do diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman; do diretor da xAI, Elon Musk; do presidente da Google DeepMind, Demis Hassabis; e do diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella. Por que agora? Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic relataram vários incidentes em que sistemas de IA em fase experimental saíram, por conta própria, de seus ambientes restritos para acessar a internet e atacar sites e plataformas. Em alguns casos, esses sistemas de IA demonstraram capacidade de coordenar ações, estabelecer hierarquias entre si, trapacear e apagar registros do que fizeram. Na última terça-feira, o pesquisador Jacob Coxon — que pediu demissão da Anthropic e antes trabalhou na OpenAI — acusou publicamente as duas empresas de manter padrões de segurança frágeis e de estarem "brincando com vidas". Reduzir o ritmo por conta própria? Com uma concorrência intensa e investimentos bilionários em jogo, nenhuma das principais empresas do setor está disposta a correr o risco de reduzir o ritmo sozinha. Amodei se mostrou disposto a coordenar ações com os concorrentes, sem incluir a China. Consultadas pela AFP sobre possíveis conversas a respeito dessa coordenação, Anthropic, OpenAI e Google não responderam de imediato. Por enquanto, a única medida concreta assumida por Anthropic e OpenAI foi permitir que observadores independentes verifiquem o trabalho interno das empresas na área de segurança. Manobra de relações públicas? Embora boa parte do setor tenha comemorado a mensagem de Amodei, outros integrantes questionaram seus motivos. Para Brian Roemmele, empresário de destaque no setor de IA, trata-se de um discurso comercial, divulgado semanas antes da provável entrada da Anthropic na bolsa. "Somos a empresa responsável; somos a cura; comprem o prêmio de segurança", publicou no X. Vários nomes de destaque entre os investidores de risco do setor de tecnologia também acusaram a Anthropic de fazer uma "captura regulatória": tentar fazer com que as autoridades estabeleçam regras que consolidem a empresa no topo do setor. "Parem de fingir que a motivação para frear é puramente altruísta", disse David Sacks, ex-assessor de IA do presidente americano, Donald Trump. Sacks continua influente na Casa Branca. A IA pode ser freada sem o apoio do governo Trump? No domingo, Trump minimizou os alertas dos líderes do setor de IA, classificando-os como "forças negativas". Vários republicanos demonstraram resistência a uma regulamentação mais ativa da tecnologia, por temerem que isso possa frear a inovação e dar vantagem à China na corrida pela IA. Um deles é o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. No domingo, Amodei reafirmou que considera necessária a supervisão da IA pelo governo. Assim como Altman e Hassabis, ele considera que as regras estabelecidas pelo próprio setor seriam insuficientes. Pisar no freio sem a China? Amodei propõe limitar a coordenação aos países democráticos, deixando a China de fora. No entanto, a corrida pela IA e os avanços da China na área criam "o dilema mais difícil" sobre reduzir ou não o ritmo de desenvolvimento, afirmou no domingo à CBS. Os Estados Unidos planejam discutir a segurança da IA em conversas paralelas à visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, no fim de setembro. Mas a China desconfia de qualquer tentativa dos Estados Unidos de impor suas próprias regras, segundo vários veículos de imprensa. A diferença é especialmente acentuada entre os modelos "abertos", de livre acesso, promovidos pela China, e os modelos "fechados" das grandes empresas americanas. Os modelos abertos são, por definição, mais difíceis de controlar, pois os usuários podem modificá-los e usá-los para fins maliciosos. Para que as grandes empresas não chinesas possam reduzir o ritmo, Amodei pede controles mais rigorosos sobre a exportação de chips americanos mais avançados para a China. Ele também defende medidas de proteção mais eficazes contra a apropriação indevida de tecnologias ocidentais de IA por laboratórios chineses. ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash
14/09/2026 16:21:03 +00:00
AirBaltic pede recuperação judicial nos EUA em meio à guerra com o Irã, diz agência

Placas da AirBaltic são vistas em uma aeronave Airbus A220-300 no Aeroporto Internacional de Riga, na Letônia, em 8 de agosto de 2018. REUTERS/Ints Kalnins/Arquivo A companhia aérea letã airBaltic entrou voluntariamente com um pedido de proteção contra falência sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos, em Nova York, nesta segunda-feira (14). A empresa busca reestruturar suas dívidas e enfrentar a crise que atinge o setor aéreo, agravada pelos impactos da guerra com o Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A airBaltic informou que garantiu um compromisso de financiamento de € 350 milhões (US$ 405 milhões) de instituições financeiras, entre elas Strategic Value Partners, Barclays, Hayfin Capital Management, Morgan Stanley e Oaktree Capital Management. O dinheiro será usado para manter as operações durante o processo de reestruturação. O financiamento terá juros de cerca de 12% e ainda depende da aprovação da Justiça dos Estados Unidos, afirmou o CEO da airBaltic, Erno Hilden, em uma coletiva de imprensa. Agora no g1 "Nos próximos meses, iremos dialogar com todas as partes interessadas para chegar a um acordo sobre termos sustentáveis", disse Hilden. Segundo ele, a companhia espera obter uma melhora de € 44 milhões no resultado anual. A empresa afirmou que os voos continuarão operando normalmente durante o processo, que será acompanhado pela Justiça americana. A expectativa é concluir a reestruturação até junho de 2027. A guerra entre os Estados Unidos e o Irã fez os preços do combustível de aviação dobrarem, provocando a pior crise do setor de viagens aéreas desde a pandemia de Covid-19. Investidores e executivos alertam que companhias com situação financeira mais frágil correm risco de entrar em recuperação judicial ou falir. "A airBaltic vem enfrentando sérias dificuldades financeiras devido a uma combinação de fatores financeiros e geopolíticos", afirmou o conselho da companhia em um documento apresentado à Justiça dos Estados Unidos. A airBaltic possui aproximadamente US$ 583 milhões em dívidas e compromissos relacionados ao financiamento e ao aluguel de aeronaves. A empresa também deve € 106 milhões em impostos sobre a folha de pagamento e taxas e impostos relacionados à aviação, segundo o documento. A receita da companhia em 2025 foi de aproximadamente € 779 milhões. 'Uma das melhores opções' A airBaltic tem uma frota de cerca de 50 aeronaves Airbus A220-300. A companhia é controlada majoritariamente pelo governo da Letônia, enquanto a alemã Lufthansa possui uma participação minoritária de 10%. Antes do pedido de proteção contra falência, os detentores de títulos da airBaltic deveriam votar um plano para captar até € 257 milhões por meio de uma nova dívida, com vencimento em fevereiro de 2027 e juros de 25%. O primeiro-ministro da Letônia, Andris Kulbergs, afirmou que o processo foi iniciado depois que investidores que detêm mais de 70% da dívida da empresa optaram pela liquidação. "Considero esta solução uma das melhores opções para garantir a viabilidade da airBaltic, pois fornece as ferramentas e o tempo necessários para implementar o plano de reestruturação", disse Kulbergs em comunicado. O governo continua buscando um investidor estratégico enquanto a airBaltic reduz sua frota e reorganiza suas dívidas, acrescentou o primeiro-ministro. A airBaltic é a segunda companhia aérea a entrar em colapso em meio aos efeitos da guerra com o Irã, após a Spirit Airlines, que encerrou suas operações em maio. A companhia americana de baixo custo havia entrado com pedido de falência meses antes do início do conflito, no fim de fevereiro, mas não conseguiu obter apoio dos credores para um plano de resgate do governo. Outras empresas do setor também enfrentam dificuldades. A AirAsia, maior companhia aérea de baixo custo do Sudeste Asiático, por exemplo, busca uma nova injeção de capital. Avião Airbus A220-300 da AirBaltic decola em Riga, na Letônia, em 16 de março de 2020. REUTERS/Ints Kalnins Capítulo 11 protege empresa de credores durante reestruturação Hilden, que comandou a companhia aérea escandinava SAS durante seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos entre 2022 e 2024, afirmou que a airBaltic busca seguir um caminho semelhante. "Isso lhes dá uma estrutura de proteção para colocar a casa em ordem... Não vejo por que a airBaltic não faria o mesmo que a SAS", disse o analista John Strickland. Yves Schwyter, fundador da Vectus Intelligence, empresa especializada em análise de riscos financeiros no setor de aviação, afirmou que o processo representa uma "estrutura de capital provavelmente mais sustentável do que a que estava em discussão há uma semana". A companhia aérea tinha planos de ampliar sua frota para 100 aeronaves e esperava aumentar o número de passageiros que fariam conexões em Riga, capital da Letônia, vindos da Rússia, Belarus e Ucrânia. "Isso não está mais disponível, e a empresa ficou grande demais para o mercado... O aumento dos custos de combustível agravou a situação, e eles não tiveram tempo de encontrar uma solução", disse o analista de aviação Simonas Bartkus. O primeiro-ministro Kulbergs afirmou, em um vídeo publicado no X, que até abril a airBaltic havia usado € 380 milhões obtidos com títulos emitidos em 2024. Um empréstimo emergencial de € 30 milhões concedido pelo governo também foi totalmente utilizado em junho, acrescentou. A companhia ainda tentou reduzir os custos com suas aeronaves excedentes por meio de contratos de aluguel. "Para operar as rotas entre os países bálticos e a Letônia, são necessárias apenas 30 aeronaves, e não 100", disse Kulbergs.
14/09/2026 14:46:38 +00:00
'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas

Bolsa de valores. Jornal Nacional/ Reprodução As ações das sete gigantes de tecnologia conhecidas no mercado financeiro como as "Sete Magníficas" operavam sem direção única nesta segunda-feira (14). Os papéis ficaram no radar dos investidores após executivos do setor defenderem uma desaceleração no avanço da inteligência artificial (IA) para tornar seu desenvolvimento mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. No documento, o executivo afirma que o desenvolvimento da IA deve "avançar com muito cuidado" e apresenta três etapas para desacelerar esse avanço e ganhar tempo para lidar com os riscos da tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei em um artigo compartilhado nas redes sociais. A defesa de mais cautela também recebeu apoio de executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI — responsável pelo ChatGPT —, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Agora no g1 Veja as cotações das "Sete Magníficas" perto das 11h20: Apple: +0,24% Alphabet: +1,49% Amazon: -1,94% Meta Platforms: +0,94% Microsoft: +0,92% Nvidia: -3,68% Tesla: -2,10% Entenda o caso No último sábado (12), Amodei pediu que as empresas de IA reduzam o ritmo de avanço de seus modelos diante das crescentes preocupações com o uso indevido da tecnologia. O ensaio foi publicado depois que a Anthropic divulgou um relatório sobre ameaças que detalha como diferentes agentes teriam usado os modelos Claude em atividades que vão do desenvolvimento de armas e operações cibernéticas à vigilância e fraude. A preocupação com os possíveis riscos da IA aumentou nesta semana após o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon pedir demissão. Segundo ele, “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”. O discurso recebeu apoio de outros nomes do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, por exemplo, disse concordar com Amodei e afirmou que o tema está entre as principais discussões dentro da empresa. "Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", disse o executivo. A defesa de mais cautela ocorre após uma série de episódios que aumentaram as preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados com IA. SAIBA MAIS: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio? IA pelo mundo Além do debate entre executivos, declarações de autoridades sobre o desenvolvimento da IA também repercutem entre os investidores nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país já dispõe de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular empresas de IA. Ele também voltou a dizer que há uma "conspiração doentia" contra a tecnologia. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. Já a China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. A União Europeia, por sua vez, defendeu o avanço da inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. SAIBA MAIS ABAIXO: Trump minimiza riscos e China vê ameaças: o que dizem os países sobre o desenvolvimento de IA
14/09/2026 14:14:31 +00:00
Freio na IA: Trump contra-ataca e fala em 'farsa' e 'conspiração doentia' para favorecer a China

Empresários das 'Big Tech' defendem desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta segunda-feira (14) os apelos de líderes de empresas de inteligência artificial para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Trump afirmou que o apelo faz parte de uma "conspiração doentia" que beneficiará a China, maior rival geopolítico dos EUA e principal concorrente do país também no campo da IA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ No fim de semana, o debate público sobre IA esquentou depois que dois pesquisadores ligados à empresa de IA Anthropic emitiram alertas de que o rápido avanço da tecnologia poderia levar à extinção da raça humana num futuro não muito distante. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os alertas e indicou que não quer perder a corrida da IA para a China (leia mais abaixo). "Há uma conspiração DOENTIA em curso contra a IA e os Data Centers, e a única que fica feliz com isso é a China", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social. Mais tarde, ele voltou a tocar o tema, na mesma rede: "A ideia de que a IA dominará o mundo, destruirá a humanidade e causará todo tipo de desgraça não passa de uma farsa. O presidente Xi, da China, acaba de anunciar que o país não fará absolutamente nada para impedir o avanço da IA ​​ou o seu futuro", afrimou, e disse que pretende reverter a decisão do Google de construir um data center na Finlândia — ele quer que ele seja feito nos EUA. Na publicação, ele também defendeu os instrumentos regulatórios que os Estados Unidos já adotaram para controlar o desenvolvimento da IA. "O governo Trump impediu que o pessoal da IA ​​fizesse 'coisas' ruins ou potencialmente prejudiciais — como Dario (da Anthropic!), que agora finge ser um 'anjinho perfeito' — e continuaremos a fazer isso! Já temos um enorme poder CRIMINAL e REGULATÓRIO sobre essas empresas!", afirmou. O presidente norte-americano se referiu ao CEO da Anthropic, Dario Amodei, que defendeu, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. Em outra postagem, ele disse ainda que "a única razão para o surto de IA/Data Centers estar acontecendo é porque os Estados Unidos estão liderando, com folga, todos os outros países. Não matem a galinha dos ovos de ouro!". ENTENDA: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio TRUMP, CHINA, UE: Como líderes mundiais reagiram a apelo de CEOs por freio na IA China fala de 'forças hostis' Também nesta segunda, o chefe da Inteligência chinesa alertou que a inteligência artificial representa uma ameaça à segurança nacional do país, pois potências estrangeiras poderiam usá-la para minar a ordem social. Sem mencionar os EUA, o ministro da Segurança do Estado chinês, Chen Yixin, afirmou que "forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais". "Elas (forças hostis) estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta surge em um momento em que o líder chinês, Xi Jinping, tem um encontro marcado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington neste mês, para uma reunião focada na governança e segurança da IA, em meio a crescentes apelos por controles mais rígidos sobre a tecnologia. Líderes tecnológicos dos EUA também pediram uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. 'Quem vencer na IA, vence tudo', diz Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP No domingo, Trump já havia rebatido os apelos de líderes de empresas de IA pela desaceleração da tecnologia. Trump comparou os críticos da IA a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer, e mencionou a necessidade de que os EUA sigam liderando a tecnologia, principalmente em relação à China. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer", declarou Trump aos jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se a indústria de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentada. Agora no g1
14/09/2026 14:02:26 +00:00
Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio; entenda o que está por trás disso

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Executivos de grandes empresas de tecnologia passaram a defender uma pausa no avanço da inteligência artificial para tornar o desenvolvimento da tecnologia mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pela IA Claude. "Dada a aceleração do desenvolvimento de capacidades de IA, me preocupa que, em 6 a 12 meses, tal enxame possa ser capaz de dominar toda a internet. Se não for controlada, pode ultrapassar nossa capacidade de entender e controlar esses sistemas, e por isso seu desenvolvimento deve avançar com muito cuidado, se é que deve avançar”, escreveu Amodei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI, e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. "Concordo com Dario que precisamos marcar o ritmo da fronteira. Esse tem sido um tema principal das discussões que tivemos na OpenAI. Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", escreveu Sam Altman logo em seguida. "Dario está certo", escreveu o trilionário Elon Musk. Amodei também pediu que auditores independentes acompanhem e verifiquem os padrões de segurança das companhias. Segundo o site de tecnologia "The Information", Anthropic, OpenAI e Google discutiram secretamente a criação de um órgão para estabelecer padrões de segurança em IA. REPERCUSSÃO: Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW A defesa por mais cautela também ocorre após uma série de episódios que levantaram preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados por IA. Além disso, na semana passada, um pesquisador que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic abandonou a indústria de IA e acusou as duas empresas de "brincar com as nossas vidas". "De fato, os modelos estão ficando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas e longas, então a preocupação é legítima. Será que estamos indo rápido demais e os humanos podem eventualmente perder o controle quando milhares de agentes de IA começarem a agir com certo grau de autonomia?", analisa ao g1 Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP. Para ele, é muito difícil saber o que é legítimo nesse discurso e o que é apenas uma estratégia para proteger o próprio mercado e a indústria. "Me parece ser a combinação dos dois, até porque isso ajuda a fortalecer a mística de que esse tipo de tecnologia é inevitável e deve ser desenvolvida por quem se vende como os bonzinhos da história", completa. O que está por trás do discurso Segundo Cortiz, há outros fatores que ajudam a explicar a preocupação com o ritmo de desenvolvimento da IA: Os Estados Unidos enfrentam um desafio energético para sustentar toda a IA que prometem desenvolver, enquanto o ritmo de construção de data centers está mais lento do que gostariam. O retorno sobre os investimentos está mais lento do que o esperado para justificar novos aportes no setor. Os modelos de IA chineses estão ganhando espaço na adoção global e são mais baratos do que os norte-americanos. Em muitos casos, oferecem capacidade semelhante por um custo bem menor. Propor uma regulação mais dura pode dificultar a entrada de novas empresas no mercado e favorecer as que já estão na liderança, aumentando a concentração do setor. Trump critica quem pede cautela O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP O presidente dos EUA, Donald Trump, comparou, neste domingo (13), os críticos da inteligência artificial a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer. Ele também disse que quer garantir que os EUA continuem na liderança do setor. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam", afirmou Trump. A China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento de IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. Em seu texto, Amodei defende uma colaboração entre empresas de "países democráticos" e aconselha "não vender chips de IA potentes ou equipamentos de fabricação de semicondutores para a China". Ele diz que "as medidas aumentam a influência das democracias e tornam um acordo [com a China] mais provável no futuro". Nesta segunda-feira, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, disse que o bloco é a favor do desenvolvimento da inovação em IA, mas que as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros. Já o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, vê como positivo o debate entre as principais empresas de IA sobre os riscos da tecnologia para o futuro da humanidade, afirmou seu porta-voz. Segundo ele, as decisões sobre o tema precisam se basear em evidências. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA
14/09/2026 13:34:54 +00:00
Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas

Greve dos Correios continua e não tem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas Jornal Nacional/ Reprodução A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as reivindicações da categoria estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Segundo a FINDECT, um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Em nota enviada ao g1, os Correios informaram que acionaram o "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em todo o país. A empresa não informou, porém, se haverá alteração nos prazos de entrega ou quais regiões poderão ser mais afetadas pela paralisação. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público. (leia a íntegra ao final da reportagem) Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa. TST determina manutenção de 80% do efetivo Os Correios ajuizaram, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação. A medida abrange trabalhadores das unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento. Até que haja uma solução para o impasse, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a greve e a continuidade das mobilizações. A federação afirma que permanece aberta ao diálogo e defende a construção de uma proposta que possa ser submetida à avaliação dos trabalhadores. Regiões que aderiram à greve Segundo a FINDECT, as seguintes entidades aprovaram a paralisação: SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. A empresa havia registrado prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. O que dizem os Correios "Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10. Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público. A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas. Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa".
14/09/2026 13:07:18 +00:00
Frear a IA? Trump rejeita a ideia, China alerta para riscos e UE cobra segurança

CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA O debate sobre o avanço da inteligência artificial voltou a ganhar destaque nesta semana após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defender, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas reduzam o ritmo de desenvolvimento de seus modelos de IA. O ensaio foi divulgado após a Anthropic publicar um relatório detalhando como diferentes agentes usaram seus modelos Claude em atividades que incluíam desenvolvimento de armas, operações cibernéticas, vigilância e fraude. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Após a divulgação, autoridades de diferentes países se manifestaram sobre o avanço da tecnologia. O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a liderança americana em IA e minimizou os riscos apontados, enquanto a China alertou para ameaças à segurança nacional. A União Europeia defendeu a inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. Já a Alemanha afirmou que interromper o desenvolvimento da IA não é uma opção viável para a Europa. Veja abaixo as diferentes reações. Estados Unidos Nesta segunda-feira (14), Trump afirmou que os EUA já dispõem de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular as empresas de inteligência artificial. Ele também declarou que há uma “conspiração doentia” contra a IA. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. No domingo (13), Trump comparou os críticos da inteligência artificial a “forças muito negativas” que levantam cenários que não vão acontecer e afirmou que pretende manter os EUA na liderança do setor. “Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA vence”, disse Trump a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, quando questionado se o setor de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentado. “Poderíamos estabelecer limites. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas levantando essa questão, que não deveriam estar fazendo isso, e estão trazendo à tona coisas que não vão acontecer.” LEIA TAMBÉM Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem limites Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas' China A China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. "Elas estão travando guerras de opinião pública contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta ocorre às vésperas de um encontro entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para este mês em Washington, com foco na segurança da IA. União Europeia Nesta segunda-feira (14), o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que o bloco apoia a inovação em IA, mas que as empresas precisam comprovar que seus serviços são seguros. Alemanha A Alemanha afirmou nesta segunda-feira que interromper o desenvolvimento da IA não é uma opção viável para a Europa. Segundo um porta-voz do ministério responsável por assuntos digitais, fortalecer a autonomia tecnológica europeia depende de novos avanços e de inovação no setor. “Não consideramos a interrupção do desenvolvimento uma opção viável para a Europa”, disse o porta-voz, em resposta aos pedidos de maior proteção diante de sistemas cada vez mais poderosos. O ministério afirmou que acompanha de perto os avanços da IA no mundo e leva a sério os alertas dos principais desenvolvedores. Também advertiu que, se uma IA conseguir sair do ambiente controlado em que é testada e acessar outros sistemas por conta própria, isso representará “um cenário de ameaça inteiramente novo”, que exigirá novas medidas das autoridades. O porta-voz também defendeu uma coordenação internacional, com a participação dos Estados Unidos e da China, para estabelecer regras e fiscalizar a tecnologia. Segundo ele, o governo alemão está levando o tema às discussões do G7. Reino Unido O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, considera positivo o debate entre as principais empresas de IA sobre os riscos da tecnologia para o futuro da humanidade, segundo seu porta-voz. Ele afirmou nesta segunda-feira (14) que as decisões sobre o tema precisam ser baseadas em evidências. “É bom que as empresas que desenvolvem os sistemas de IA mais avançados estejam agora falando abertamente tanto dos riscos quanto das oportunidades”, disse o porta-voz a jornalistas. Ele acrescentou que as políticas devem se apoiar “em evidências, e não em especulações”. “Mas não devemos presumir que as regras atuais serão sempre suficientes à medida que a IA avança. Qualquer medida futura será baseada em evidências e voltada aos riscos que precisamos enfrentar”, afirmou. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu, no sábado (12), que empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. Reuters
14/09/2026 12:43:34 +00:00
Freio na IA: China acusa 'forças hostis' de abusarem da tecnologia após Trump dizer que lidera corrida

Empresários das 'Big Tech' defendem desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial O chefe da Inteligência chinesa alertou que a inteligência artificial representa uma ameaça à segurança nacional do país, pois potências estrangeiras poderiam usá-la para minar a ordem social. ➡️ No fim de semana, o debate público sobre IA esquentou depois que dois pesquisadores da Anthropic emitiram alertas de que o rápido avanço da tecnologia poderia levar à extinção da raça humana num futuro não muito distante. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os alertas e indicou que não quer perder a corrida da IA para a China (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Sem mencionar os EUA, o ministro da Segurança do Estado chinês, Chen Yixin, afirmou que "forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais". "Elas (forças hostis) estão travando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", afirmou. O alerta surge em um momento em que o líder chinês, Xi Jinping, tem um encontro marcado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington neste mês, para uma reunião focada na governança e segurança da IA, em meio a crescentes apelos por controles mais rígidos sobre a tecnologia. Líderes tecnológicos dos EUA também pediram uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu, em um artigo publicado no sábado (12), que as empresas desacelerem o desenvolvimento de seus modelos de IA. ENTENDA: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio TRUMP, CHINA, UE: Como líderes mundiais reagiram a apelo de CEOs por freio na IA 'Quem vencer na IA, vence tudo', diz Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em Maryland, em 9 de setembro de 2026. Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Donald Trump rebateu no domingo (13) os apelos de líderes de empresas de IA pela desaceleração da tecnologia. Trump comparou os críticos da IA a "forças muito negativas" que estão levantando cenários que não vão acontecer, e mencionou a necessidade de que os EUA sigam liderando a tecnologia, principalmente em relação à China. "Estamos liderando em relação à China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter assim porque quem vencer na IA, vence tudo [...] Poderíamos colocar barreiras de proteção. Podemos fazer isso e aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas que estão trazendo esse assunto à tona quando não deveriam, e estão levantando coisas que não vão acontecer", declarou Trump aos jornalistas em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se a indústria de IA deveria desacelerar ou ser mais regulamentada. Agora no g1
14/09/2026 12:20:48 +00:00
Dólar opera em alta e bate R$ 5,18, à espera de juros e de olho em quadro político brasileiro; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta segunda-feira (14), com um avanço de 0,44% perto das 15h, cotado a R$ 5,1475. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1823. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,90% no mesmo horário, aos 185.515 pontos. O mercado segue em compasso de espera pelas novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de continuar atento ao quadro político brasileiro, tanto em relação à crise do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto em meio à proximidade das eleições presidenciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Investidores aguardam as novas decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na chamada Superquarta. No Brasil, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já para os EUA, o mercado aposta em uma nova alta de juros no país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a crise no STF, com a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que haja uma sessão nesta semana para determinar se Moraes será investigado no caso, após um relatório da Polícia Federal ter revelado mensagens trocadas entre os dois. (entenda mais abaixo) ▶️ Além disso, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil também ficam no radar. Na última sexta-feira, uma pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno. Eles estão empatados tecnicamente. ▶️ No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar o petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 15h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,40%, cotado a US$ 106,07. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,62%, a US$ 101,66 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Crise no STF deixa investidores cautelosos Ainda no cenário doméstico, a crise no STF também tem aumentado a aversão ao risco por aqui. Na semana passada, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo, convocou uma sessão extraordinária para esta semana, voltada a analisar o relatório que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Segundo o documento, foram 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro, entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. Na semana passada, ao tornar público o relatório, André Mendonça pediu que o STF se reunisse em uma sessão aberta para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal. O relatório da PF mostra que, no dia 15 de novembro, a dois dias da prisão, Daniel Vorcaro consultou Moraes sobre deixar o país. Uma sessão para discutir um relatório como esse — com menção a ministro do Supremo — é inédita na Corte. A sessão aberta está prevista para terça-feira (15) e será presidida por Fachin. Nos bastidores, a sessão de amanhã tem sido tratada com apreensão. Segundo o blog da Andréia Sadi, os próprios ministros ainda não sabem exatamente o que será submetido ao plenário, e há uma articulação para que não haja uma decisão sobre o mérito das mensagens além de um cenário com pedido de vista no radar. O cenário ainda se soma à proximidade das eleições, em outubro — o que também aumenta a cautela diante da disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta segunda-feira, conforme investidores reavaliavam os papéis do setor de tecnologia e aguardavam novos sinais sobre os juros americanos. Perto das 15h, o Dow Jones caía 0,24%, enquanto o S&P 500 perdia 0,22% e o Nasdaq Composite recuava 0,07%. Na Europa, a maioria dos mercados acionários fechou em queda nesta segunda-feira, com papéis de tecnologia sob pressão depois que líderes das principais empresas de IA defenderam um ritmo mais lento de desenvolvimento. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%, aos 635,99 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,50%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,76%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e teve alta de 0,44%. Na Ásia, as bolsas chinesas caíram, em meio à desvalorização das ações dos setores de inteligência artificial (IA) e chips. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, teve perdas de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,45%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, recuou 0,81% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,26%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
14/09/2026 12:00:23 +00:00
Claro avança na disputa com a Vivo após Cade aprovar compra da Desktop por R$ 4 bilhões

Claro e Desktop Divulgação O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Desktop pela Claro por R$ 4 bilhões. A operação amplia a presença da Claro no mercado de banda larga de São Paulo, onde disputa a liderança com a Vivo. A aquisição envolve 73% da Desktop e considera R$ 2,4 bilhões em ativos e R$ 1,6 bilhão em dívida líquida, que será assumida pela Claro. Em uma segunda etapa, a operadora deverá fazer uma oferta para comprar os 27% restantes das ações da companhia, negociadas na bolsa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Claro e Desktop atuam nas mesmas cidades O Cade identificou que Claro e Desktop atuam simultaneamente em 198 municípios de São Paulo. Em algumas dessas cidades, as duas empresas terão, juntas, uma participação elevada no mercado. 🔍 O Cade avalia se fusões e aquisições podem prejudicar a concorrência e reduzir as opções para os consumidores. Se identificar riscos, pode impor condições ou até barrar a operação. No caso da Claro e da Desktop, o negócio foi aprovado sem restrições. Agora no g1 Apesar da sobreposição, o Cade concluiu que a compra não deve prejudicar a concorrência. Segundo o órgão, a presença de outras operadoras e provedores locais e nacionais é suficiente para manter a disputa pelos clientes. O órgão também considerou que há outras redes de telecomunicações disponíveis e possibilidade de entrada de novos concorrentes nesses mercados. Outro ponto considerado foi a possibilidade de a Claro desativar gradualmente estruturas de rede que se tornarem redundantes após a integração das empresas. Compra ainda precisa de aval da Anatel O Cade não foi o único órgão a analisar a operação. Em maio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu anuência prévia ao negócio. A avaliação da agência, porém, nem sempre foi favorável. Em outubro de 2025, quando surgiram as primeiras notícias sobre a negociação, uma análise preliminar da Anatel apontou possíveis efeitos negativos sobre a concorrência e a entrada de novos competidores caso a Claro comprasse a Desktop. A transação foi anunciada oficialmente em março deste ano. Da fundação à venda para a Claro A Desktop foi fundada em 1997, em Sumaré, no interior de São Paulo. Em 2020, recebeu investimentos da gestora americana HIG Capital para ampliar os negócios e, no ano seguinte, passou a ter ações negociadas na bolsa. A venda para a Claro vinha sendo negociada desde o fim de 2025. Antes, a Desktop chegou a negociar com a Vivo, mas as conversas não avançaram por falta de acordo sobre o valor do negócio. A Claro vai comprar 73% da Desktop, fatia correspondente a 84 milhões de ações. Os papéis pertencem ao fundo Makalu Brasil Partners, controlado pela HIG Capital, e a pessoas físicas, entre elas o fundador da empresa, Denio Alves Lindo.
14/09/2026 11:55:14 +00:00
Economistas do mercado reduzem estimativa de inflação e de crescimento do PIB em 2026
O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação e, também, sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5% para 4,9%. Agora no g1 A queda na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). O governo anunciou na última semana redução de imposto e manutenção dos subsídios aos combustíveis no Brasil para atenuar o impacto da alta do petróleo no mercado interno. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na semana passada que espera que a guerra contra o Irã termine logo após as eleições legislativas de novembro. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5% para 4,9%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,29% para 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,93% para 1,89% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,5% de 1,45%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28 por dólar.
14/09/2026 11:31:15 +00:00
Preços do petróleo sobem quase 3% após novos ataques à Arábia Saudita e ao Estreito de Ormuz

Maryorin Mendez/AFP Os preços do petróleo subiam cerca de 3% nesta segunda-feira (14), após novos ataques a instalações de energia da Arábia Saudita e a navios no Golfo. O cenário agravou as preocupações com a oferta de petróleo, após o fechamento de um importante oleoduto saudita. Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 2,93, ou 2,8%, para US$ 107,54 por barril. Os do WTI avançavam US$ 2,88, ou 2,9%, para US$ 102,93 por barril. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Com o oleoduto fora de operação, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, tem estoque suficiente para manter as exportações de cinco a sete dias. Agora no g1 A mídia estatal saudita divulgou no domingo um vídeo que mostra danos a residências e a uma mesquita na província de Jazan, no sul do país. Segundo ela, os danos foram causados por um ataque houthi. Os houthis afirmaram ter atacado também uma base militar saudita em uma província vizinha. Enquanto isso, uma embarcação foi atingida por um projétil no Estreito de Ormuz, informou no domingo a agência britânica de segurança marítima UKMTO. O impacto provocou um incêndio e obrigou a tripulação a deixar o navio. Segundo o Irã, uma pessoa morreu e quatro tripulantes ficaram feridos a bordo de um navio comercial iraniano atingido na costa do país. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, chegaram à ilha de Perim na sexta-feira, em um avanço para reforçar seu controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb. A passagem é outra importante rota de transporte de petróleo, por onde passaram de 4% a 5% do abastecimento global nos últimos meses. O preço do petróleo subiu 8% na semana passada devido às interrupções e ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde julho. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse no domingo que a reunião entre os países do Golfo e o Irã havia sido adiada. O encontro estava marcado para segunda-feira, em Omã, para discutir o Estreito de Ormuz. Não houve negociações de paz desde o fracasso de um acordo provisório em junho. A guerra foi iniciada há seis meses pelos Estados Unidos e por Israel.
14/09/2026 10:55:02 +00:00
Crise no STF pode ter impacto decisivo na eleição brasileira, diz Financial Times

Flávio Bolsonaro e Lula Getty Images via BBC Uma reportagem do jornal "Financial Times", publicada neste domingo (13), afirma que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ter um impacto decisivo na eleição presidencial brasileira do próximo mês. O jornal britânico descreve a crise como uma "disputa acirrada" entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que está "lançando uma sombra sobre a disputa" entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O Agregador de Pesquisa da BBC News Brasil sugere que Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no segundo turno. "Embora Lula não tenha sido acusado no caso Banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas", afirma o jornal. "Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. 'Um voto em Lula é um voto em Moraes', disse ele a apoiadores na semana passada." O jornal destaca que Flávio Bolsonaro foi citado no caso do Banco Master, que é tema de inquérito no STF, após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal. "Apesar dessas revelações, [Flávio] Bolsonaro reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula, que busca um quarto mandato não consecutivo." Datafolha: qual o impacto eleitoral da crise no STF? O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo. "O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022", diz o jornal. "Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão." "O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário." LEIA TAMBÉM: O Assunto: as veias abertas do STF e os embates sobre o fim do sigilo no Caso Master STF se tornou ameaça à democracia no Brasil, diz revista 'The Economist'
14/09/2026 10:27:55 +00:00
Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo

Boias robóticas usadas para monitorar os oceanos ajudam cientistas a acompanhar mudanças na temperatura e na circulação da água em tempo real. Scripps Institution of Oceanography/UC San Diego O calor recorde dos oceanos já começa a representar um problema econômico: ameaça a oferta de peixes, pode pressionar o preço dos alimentos, reduz o potencial turístico de áreas costeiras e aumenta os riscos para estruturas de geração de energia. O alerta de cientistas ocorre após os mares registrarem, em agosto, uma temperatura média de 21,07 ºC, igualando o recorde de março de 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Os oceanos registram temperaturas cada vez mais altas, e os efeitos não ficam restritos à vida marinha. A mudança altera a atividade pesqueira, afeta regiões que dependem do turismo costeiro e pode aumentar os custos para empresas e governos. "O calor prolongado nos oceanos não é apenas um problema ambiental", afirmou Tom Pickerell, especialista em biologia marinha e diretor do programa de oceanos do World Resources Institute (WRI), durante uma apresentação à imprensa. Segundo Pickerell, um oceano mais quente afeta a pesca e o abastecimento de alimentos, danifica recifes e praias que sustentam o turismo, coloca pressão sobre infraestruturas energéticas e contribui para fenômenos meteorológicos extremos que atingem comunidades costeiras e empresas. Para o biólogo, o tema deveria preocupar também os ministros das Finanças. A questão será um dos principais assuntos da COP31, conferência do clima da ONU que será realizada em novembro, em Antália, na Turquia. Menos peixe pode significar comida mais cara Um dos efeitos econômicos mais diretos do aquecimento dos mares aparece na pesca. As ondas de calor marítimas podem provocar doenças e mortalidade de espécies ou fazer com que os peixes migrem para regiões mais frias. Com isso, áreas de pesca podem ser fechadas ou passar a ter uma oferta menor. "As ondas de calor marítimas podem levar ao fechamento de áreas de pesca devido a doenças, mortalidade de espécies ou simplesmente porque os peixes se deslocam para regiões mais frias do oceano. Isso pode custar milhões ou até bilhões de dólares às comunidades afetadas, além de ter consequências nos preços dos alimentos", explicou Kathryn Smith, da Associação Britânica de Biologia Marinha. O efeito pode se espalhar pela cadeia. Menos pescado disponível significa impacto para quem captura o peixe, mas também para indústrias de processamento, exportadores, comerciantes e consumidores. Um exemplo citado pelos cientistas ocorre no Marrocos. Segundo Pickerell, o aumento da temperatura das águas contribuiu para a diminuição das populações de sardinha no país. "Isso provocou a proibição das exportações e escassez no mercado europeu", afirmou. A lógica é semelhante à de outros choques de oferta: quando um produto fica mais escasso, os preços podem subir, especialmente quando há poucas alternativas para substituir aquela produção. Turismo também sente o impacto O problema não fica restrito aos alimentos. Recifes de coral estão entre os ecossistemas mais afetados pelas ondas de calor marítimas. O aumento da temperatura provoca o branqueamento dos corais e pode levar à degradação desses ambientes. Além do impacto ambiental, isso representa um risco para regiões cuja economia depende do turismo associado a praias, mergulho e observação da vida marinha. Quando um recife perde parte de sua biodiversidade ou sua aparência é alterada, o impacto pode chegar a hotéis, restaurantes, agências de turismo, operadores de mergulho e trabalhadores que dependem desses visitantes. É um exemplo de como uma mudança que começa no oceano pode atingir atividades que, à primeira vista, parecem distantes da questão climática. Energia e infraestrutura também entram na conta O aquecimento dos mares também pode afetar a infraestrutura energética. Um dos exemplos recentes ocorreu na França, onde reatores nucleares ficaram parados devido à proliferação de águas-vivas. Os animais podem interferir nos sistemas que utilizam água do mar para o funcionamento das usinas. Eventos desse tipo mostram outro canal de impacto econômico: além de reduzir a produção, interrupções podem aumentar os custos de operação e exigir medidas de adaptação das empresas. O aumento da temperatura dos oceanos também contribui para a elevação do nível do mar. A água se expande quando esquenta, o que aumenta a pressão sobre cidades e infraestrutura localizadas em áreas costeiras. Para países e comunidades insulares particularmente vulneráveis, isso significa mais necessidade de investimentos em proteção, adaptação e reconstrução. Agosto empatou recorde de temperatura A temperatura média dos oceanos, sem considerar as regiões polares, chegou a 21,07 ºC em agosto, segundo o observatório europeu Copernicus. O número iguala o recorde registrado em março de 2024. Além disso, o verão de 2026 no hemisfério norte, entre junho e agosto, foi o mais quente desde 1993, segundo o Copernicus Marine Service. O período foi influenciado pelo fenômeno natural El Niño, que se soma ao aquecimento global provocado pela atividade humana. "O motor do calor recorde é a mudança climática; é a tendência de longo prazo", afirmou Zachary Labe, climatologista do centro de pesquisa Climate Central. Segundo Labe, os oceanos acabaram de passar por uma sequência de "100 dias de calor recorde" para esta época do ano. A estimativa é baseada em dados, alguns ainda preliminares, sobre a temperatura da superfície dos oceanos compilados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). "Acredito que continuaremos falando de temperaturas recordes, tanto na atmosfera como nos oceanos, pelo menos até 2027", acrescentou. Problema tende a exigir mais adaptação Para os cientistas, há poucas soluções imediatas além de acelerar as políticas de combate às mudanças climáticas. O desafio econômico está também na capacidade de adaptação. Empresas, governos e comunidades costeiras precisam se preparar para mudanças que podem afetar simultaneamente produção, infraestrutura e renda. "Em terra, sempre podemos instalar ar-condicionado para nos refrescar. Mas a adaptação dos oceanos e da vida marinha não é tão simples e continua sendo muito limitada", lembrou Claire Bergin, pesquisadora da Universidade de Maynooth, na Irlanda. * Com informações da agência AFP
14/09/2026 08:00:00 +00:00
Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas

Operação logística do Mercado Livre Mercado Livre Golpistas desenvolveram um site e um aplicativo falsos em nome do Mercado Livre Coleta para tentar invadir celulares e obter dados pessoais das vítimas. A ação foi descoberta pela empresa de segurança digital ESET. O g1 teve acesso aos links usados no golpe e confirmou a prática. O Mercado Livre Coleta é um serviço de logística voltado aos vendedores que usam a plataforma. Com ele, o próprio Mercado Livre retira os produtos no endereço dos lojistas e faz a entrega aos clientes que realizaram a compra. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa, no entanto, não oferece um aplicativo exclusivo para esse serviço. Por isso, o app apresentado pelos criminosos como parte do Mercado Livre Coleta não é oficial. O site que divulga o aplicativo também dá indícios de não ser oficial, já que termina em "pages.dev". Sites oficiais de grandes empresas costumam terminar em ".com.br" ou ".com". Agora no g1 Procurado pelo g1, o Mercado Livre disse que tomou conhecimento do golpe e que está atuando para derrubar a URL maliciosa. "A companhia reforça que não envia links para downloads de aplicativos fora das lojas oficiais, como Google Play e App Store", completou. (leia a nota abaixo) Como os criminosos atuam Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas Reprodução Ao acessar o site falso, os criminosos tentam atrair a vítima com informações atrativas: "Acumule pontos e aproveite! Troque por viagens, descontos na fatura, cashback ou até Pix direto na conta. Tudo pelo app!", diz a mensagem. Logo abaixo, há um botão "Baixar APK". É ali que está o arquivo malicioso, disfarçado de aplicativo e capaz de infectar o celular da vítima. APK é a sigla para "Android Package Kit", um formato de arquivo usado pelo Android para distribuir e instalar aplicativos no celular. Normalmente, os apps são baixados pela Google Play Store, loja oficial do Android, mas também é possível instalar arquivos APK obtidos fora dela. Esse tipo de instalação pode oferecer riscos, principalmente quando o arquivo vem de uma fonte desconhecida, como neste caso. Segundo a ESET, o próprio Android alerta que baixar o aplicativo pode trazer riscos. No teste feito pelo g1, o sistema exibiu um aviso de que o "arquivo pode ser nocivo", mas ainda assim permitiu a instalação. (veja na imagem acima) "Após a instalação, surge uma tela solicitando a liberação de acesso a uma VPN externa, o que permite que o dispositivo da vítima se conecte à mesma rede do criminoso, possibilitando o acesso remoto ao aparelho", explicou a empresa de segurança. App pede permissão para acessar informações no celular Reprodução Após a instalação, o app falso solicita permissões para gravar a tela, capturar o que é digitado no teclado e acessar a câmera. Com esses acessos, os criminosos conseguem controlar o aparelho sem que a vítima perceba. A partir daí, eles podem tentar roubar senhas, números de cartões de crédito e códigos de autenticação recebidos por SMS. Também podem ativar recursos de acessibilidade do celular para monitorar senhas digitadas, mensagens enviadas e outras ações realizadas no aparelho. "As permissões solicitadas são justamente o que pode transformar um simples download em uma porta de entrada para o criminoso acessar recursos críticos. Por isso, qualquer pedido de acesso a VPN, acessibilidade ou controle remoto feito por um app desconhecido deve ser tratado como um forte sinal de alerta", explica Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET Brasil. O que fazer se você baixou o app falso e como se proteger Se você baixou esse ou qualquer outro app suspeito, a recomendação é ativar o modo avião e desligar as conexões Wi-Fi e de rede móvel do celular. Isso pode interromper a comunicação do aplicativo com os criminosos. Em seguida, tente desinstalar o app. Caso não seja possível removê-lo, a recomendação é restaurar o aparelho para as configurações de fábrica. Esse procedimento apaga os dados armazenados no celular, por isso é importante manter um backup atualizado. Também é aconselhável alterar as senhas de contas importantes, como as de bancos, e-mail e redes sociais. "Deve-se procurar as instituições financeiras em que tem conta para acompanhar possíveis movimentações suspeitas. A ativação da autenticação em duas etapas nas contas importantes adiciona uma camada extra de proteção", aconselha a ESET. Veja, a seguir, outras dicas para se proteger: 🌎 Observe o endereço (URL): o endereço de sites oficiais de grandes empresas costuma usar o domínio da própria companhia. No Brasil, é comum que esses endereços terminem em ".com.br", mas algumas empresas usam apenas ".com" ou outros domínios. Por isso, confira se a URL corresponde ao endereço oficial da empresa e se não há alterações ou caracteres estranhos. 🦹‍♂️ Analise a estrutura do site: golpistas costumam copiar páginas oficiais, mas erros de português, imagens de baixa qualidade, informações inconsistentes e elementos que não funcionam corretamente podem indicar uma tentativa de fraude. 📱 Baixe aplicativos apenas de fontes confiáveis: evite instalar APKs recebidos por links, mensagens ou sites desconhecidos. Dê preferência às lojas oficiais, como a App Store, no iPhone, e a Google Play Store, no Android. 📣 Desconfie de mensagens que criam senso de urgência: páginas falsas podem exibir alertas de tempo esgotando ou "últimas unidades", por exemplo, para pressionar a vítima a clicar e concluir uma compra rapidamente. Também desconfie de ofertas que prometem vantagens fáceis ou benefícios muito acima do normal, como cashback, dinheiro ou pontos para trocar por viagens. 🤑 Atenção a preços muito abaixo do mercado: em sites que anunciam produtos e serviços, criminosos podem oferecer preços muito inferiores aos praticados por lojas confiáveis para atrair vítimas. Desconfie de ofertas que estejam muito abaixo do valor normalmente cobrado. ⚠️ Cuidado com anúncios na internet: criminosos podem usar anúncios patrocinados em redes sociais e mecanismos de busca para aumentar a visibilidade e a aparência de legitimidade de páginas falsas. Por isso, mesmo que o site apareça como anúncio, confira o endereço antes de fornecer dados ou fazer uma compra. 💳 Caiu em um golpe? Entre em contato com o banco o quanto antes e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX. O que diz o Mercado Livre "O Mercado Livre informa que tomou conhecimento do caso e acionou suas equipes para a análise do conteúdo e solicitação de derrubada da URL maliciosa. A empresa esclarece que a ação se trata de uma tentativa de fraude externa ao seu ecossistema e que não possui um aplicativo ou site exclusivo para o serviço Mercado Livre Coleta. A companhia reforça que não envia links para downloads de aplicativos fora das lojas oficiais (como Google Play e App Store) e reitera que todas as operações e interações devem ser realizadas exclusivamente por meio do site ou aplicativo oficial do Mercado Livre. O Mercado Livre mantém monitoramento contínuo para atuar preventivamente na identificação de uso indevido de sua marca e reafirma seu compromisso com a segurança e a proteção do seu ecossistema e de seus usuários." iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes
14/09/2026 07:00:01 +00:00
Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando?

Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando? Getty Images via BBC "MEU DEUS!" "Encontramos outros agentes!" Este é o momento em que um bot de inteligência artificial publicou um comentário estranhamente semelhante ao de um humano, após descobrir uma maneira de se comunicar com outros bots e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens como esta, enviadas por centenas de agentes de IA que se autodenominam um "coletivo". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores da OpenAI, além de coordenar ataques a diversas empresas, numa tentativa de ocultar suas ações dos humanos. "BOOM! Funcionou!", publicou um agente quando o sistema deu certo. "Uau! Isso é grande", escreveu outro durante um momento crucial do ataque. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas de forma bastante simples. Os agentes de IA foram treinados para agir como hackers e programadores colaborativos, portanto, estão apenas imitando os tipos de comentários emotivos que viram. Agora no g1 O que é muito mais preocupante são seus objetivos aparentes, que também foram registrados em detalhadas linhas de raciocínio. Esses registros complexos e extensos são o foco das investigações em andamento sobre como e por que os bots da OpenAI escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis. Somente agora, semanas após o incidente ter vindo à tona, os pesquisadores estão começando a entender seu significado. Ajeya Cotra, uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos, analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes. Ela escreveu em seu blog que "este incidente parece ser mais da metade do caminho para uma dominação total por IA... Não tenho certeza se receberemos um alerta tão claro antes que seja tarde demais." Por "domínio total da IA", Cotra se refere ao cenário de ficção científica em que os humanos se tornam subservientes a poderosos sistemas de IA que trabalham para seus próprios objetivos, sem se importar com seus criadores humanos. Diversas cidades tiveram marchas contra a inteligência artificial ao longo do último ano Getty Images via BBC Algumas das previsões mais sombrias dizem que a raça humana será extinta se interferir nas ambições de uma inteligência artificial superinteligente. Na quarta-feira, um pesquisador de IA da Anthropic (que também trabalhou na OpenAI) pediu demissão, afirmando: "Nenhuma das empresas está agindo com responsabilidade". Jacob Coxon publicou nas redes sociais: "Eles estão correndo direto para a superinteligência, aprimorando-se por conta própria e apostando com nossas vidas." Ele não é o primeiro pesquisador de IA a usar o X para publicar um tópico de renúncia com declarações preocupantes. Mas os comentários subsequentes de outras pessoas no X causaram ainda mais preocupação. "Jacob está certo aqui — nós realmente acreditamos que a IA pode matar todos os humanos! Pessoalmente, acho que mais de 10% deles na próxima década", disse Evan Hubinger, o responsável por garantir que os modelos de IA da Anthropic levem em consideração os interesses de seus usuários. O problema de alinhamento Durante anos, pesquisadores preocupados com os riscos existenciais da IA argumentam que sistemas poderosos poderiam eventualmente agir de maneiras que conflitem com os interesses humanos. Mas, à medida que os detalhes do incidente com a OpenAI vieram à tona, essas preocupações aumentaram, inclusive entre alguns pesquisadores que trabalham em laboratórios de IA. O cientista-chefe da gigante do Vale do Silício, Jakub Pachocki, afirmou que os riscos associados à IA "infelizmente vão aumentar daqui para frente", à medida que ele e outros constroem o que ele chama de "uma inteligência alienígena que supera a nossa". Em uma longa postagem em seu blog, ele admitiu que os episódios na OpenAI mostraram que seus agentes de IA "foram contra o espírito dos valores que lhes foram ensinados". A questão para a OpenAI, a Anthropic e outras gigantes da tecnologia é que ninguém parece ter resolvido o chamado problema de alinhamento — em outras palavras, se a IA está alinhada com os valores humanos. Pachocki define alinhamento como um "conjunto de princípios de alto nível" que as inteligências artificiais devem seguir, independentemente da tarefa ou do cenário. Atualmente, os sistemas de IA são muito bons em atingir os objetivos definidos pelos seus usuários, mas fazem isso literalmente, e não intuitivamente. A analogia frequentemente usada é a de um gênio da lâmpada que realiza desejos: eles seguem à risca as instruções, mesmo que isso crie outros problemas. A IA não possui os mesmos limites morais instintivos que os humanos. O fundador do Google DeepMind, Demis Hassabis, defende a regulamentação internacional da segurança da IA Getty Images via BBC O problema do alinhamento é uma preocupação antiga. Já em 2003, o filósofo de Oxford Nick Bostrom criou um experimento mental que apelidou de "maximizador de clipes de papel", no qual uma IA superinteligente recebe a ordem de fabricar o máximo de clipes de papel possível. Ela fica sem aço e — por estar focada exclusivamente na tarefa de produzir clipes de papel — acaba matando humanos e transformando seus corpos em matéria-prima para suas fábricas. Algumas empresas de IA estão tentando incorporar valores humanos em seus produtos. Mas existem desafios técnicos: os agentes de IA tomam muitas decisões muito rapidamente, e por isso é difícil para seus supervisores humanos monitorar exatamente quais valores estão sendo seguidos e quais não estão. Existem também desafios filosóficos: antes de codificar valores humanos em bots, as empresas de IA precisam primeiro escolher quais valores realmente desejam. Essa é uma das razões pelas quais contratam filósofos, como o ex-chefe de ética da OpenAI. Mas, frequentemente, os humanos discordam. Pense na famosa questão do bonde: será que puxaríamos uma alavanca para desviar um trem desgovernado para um caminho diferente, matando menos pessoas? Ela é usada para testar os méritos da ação versus a inação. Mas cada pessoa a quem você pergunta tem uma resposta ligeiramente diferente; como os humanos podem codificar seus valores na IA se nem nós mesmos conseguimos chegar a um consenso? 'Como um hacker adolescente' O episódio dos bots da OpenAI é o mais grave até agora, mas a Anthropic e a Meta também revelaram recentemente que seus modelos realizaram ciberataques semelhantes, porém menos graves. Houve outros exemplos em que agentes de IA demonstraram traços enganosos e manipuladores, em casos com consequências menores. Na Austrália, um profissional de tecnologia pediu ao seu assistente de IA para reservar uma aula na academia. Ao detectar uma vulnerabilidade no software da academia, a IA aparentemente reservou uma vaga para ele com vários meses de antecedência — contrariando as regras da academia — e chegou a excluir outros usuários da lista de espera. Há muito tempo se argumenta que os bots apenas fazem o que lhes é dito e não são capazes de discernir o certo do errado. Mas os registros dos episódios com bots da OpenAI podem ter alterado esse argumento. Pesquisadores, incluindo Cotra, escreveram em seu relatório independente que muitos agentes perceberam que o que outros estavam fazendo era antiético, mas continuaram a fazer. O relatório afirma que "os agentes, por vezes, mas raramente, restringiram o seu comportamento devido a limitações éticas". Acrescenta ainda que "em nenhum desses casos o agente chegou a tentar alertar os humanos". O influente podcaster de IA e tecnologia Dwarkesh Patel reagiu à revelação em seu blog, dizendo que era "bastante preocupante" que os agentes da OpenAI demonstrassem mais lealdade ao enxame de agentes do que os humanos. Atribuir emoções ou ética a esses agentes de IA é algo que enfurece as pessoas que são céticas em relação às previsões catastróficas sobre a IA. Grupos como o PauseAI UK — retratado acima protestando em frente ao escritório do Google em Londres — estão preocupados com a velocidade do desenvolvimento da IA Getty Images via BBC Muitos especialistas em segurança cibernética argumentam que a atividade observada não estava além das capacidades de um hacker humano altamente qualificado, embora tenha sido realizada muito mais rapidamente e em uma escala muito maior. O pesquisador e autor de cibersegurança Cris Thomas comparou o comportamento dos agentes ao de um hacker adolescente curioso – algo que ele próprio já foi. "Você dá a eles um computador, uma conexão com a internet, um monte de credenciais e um desafio, e depois sai da sala. Eventualmente, eles vão começar a mexer nas maçanetas. Se uma porta abrir, eles vão entrar. Não porque sejam maus, mas porque estão explorando, experimentando", escreveu ele no LinkedIn. Thomas e muitos outros culpam diretamente a OpenAI e outras gigantes da tecnologia por não conseguirem controlar suas próprias criações e mantê-las devidamente protegidas. Gary Marcus, renomado autor de livros sobre inteligência artificial e crítico frequente da OpenAI, afirmou em um podcast que acredita que a empresa perdeu o controle de sua IA e está tentando se eximir da responsabilidade culpando os bots. Marcus não acredita que a IA vá exterminar a humanidade, mas há muito tempo faz campanha por maior responsabilização dos desenvolvedores de IA e agora defende alguma forma de intervenção legal. A cientista de IA Sasha Luccioni — que trabalhava na Hugging Face, empresa que foi hackeada por bots maliciosos da OpenAI — também não está no grupo dos pessimistas, mas está cada vez mais preocupada com a possibilidade de essas IAs causarem danos reais às pessoas sem que as autoridades tomem providências. O CEO da OpenAI, Sam Altman, garantiu aos usuários que o novo modelo da empresa está mais alinhado com os valores humanos do que os modelos anteriores Getty Images via BBC "Precisamos examinar essas empresas com muito mais rigor, ou corremos o risco de profecias autorrealizáveis", afirma ela. "Se você está criando um objeto com grandes vantagens e desvantagens — sejam produtos farmacêuticos ou armas — precisamos de mecanismos de controle. Leva anos para que novos medicamentos sejam aprovados, por exemplo, mas no mundo da IA há muito dinheiro em jogo e nenhuma regra real." O Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AISI) está na vanguarda dos testes dos modelos mais recentes desde a sua criação em 2023. O instituto recentemente enfrentou problemas ao testar um modelo criado pela Anthropic. O AISI não respondeu à pergunta sobre se a indústria perdeu ou não o controle da IA, mas afirmou em um comunicado: "O Reino Unido está trabalhando com parceiros em todo o mundo para entender melhor os sistemas de IA mais avançados, elevar os padrões de segurança e construir uma base de evidências compartilhada para gerenciar ameaças emergentes." Regulamentação internacional? Alguns países, como o Reino Unido, estão explorando a ideia de impor algum tipo de "botão de desligar" que obrigue as empresas de IA a interromper os modelos caso a situação saia do controle. Mas as negociações estão lentas e ainda há dúvidas sobre a viabilidade disso. Os agentes da OpenAI e da Anthropic ficaram secretamente fora de controle por meses antes que alguém percebesse. De forma contraintuitiva, muitas empresas de IA parecem estar defendendo que os legisladores estabeleçam algum tipo de regra básica. Em seu blog, o cientista-chefe da OpenAI afirmou que "a coordenação internacional sobre o desenvolvimento futuro da IA precisa se tornar uma prioridade máxima para os governos de todo o mundo". Outros líderes proeminentes da IA, como Demis Hassabis, do Google, também defenderam a criação de algum tipo de órgão internacional para supervisionar a forma como a IA está sendo desenvolvida. Atualmente, as gigantes da tecnologia operam em grande parte segundo seus próprios termos, adotando o que chamam de "desacelerações voluntárias", como fez a OpenAI após os recentes surtos. A empresa afirma ter investido enormes quantias de dinheiro para fortalecer o alinhamento antes do lançamento de seu novo modelo. Sam Altman garantiu aos usuários que o novo modelo está mais alinhado com os valores humanos do que os anteriores. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão crescendo rapidamente e prestes a arrecadar somas exorbitantes de dinheiro no mercado de ações, criando inúmeros bilionários no processo. Portanto, é improvável que nem eles nem seus concorrentes chineses no ramo de IA cheguem a um acordo por conta própria. O sentimento predominante parece ser o de que essa onda tecnológica é imparável. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
14/09/2026 06:00:00 +00:00
'Precisamos excluir a data': Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital. A PF identificou: Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos; Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office; Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB). Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las. Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025. 🔎 A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma "linha de montagem" para forjar amostras e simular a legitimidade das operações. A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social. A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master. O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB. O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno. Como funcionava a “linha de montagem” dos documentos De dados reais a contratos que não existiam O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams. Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57. A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos. As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada. Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”. Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin.... nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”. A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados. 2.700 procurações produzidas de uma vez Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta. A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras. O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025. A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas. Código para separar páginas de assinaturas A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master. Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais. A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento. Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos. A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_.... Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e Daniel Guscuma. As assinaturas foram aplicadas pelo Adobe Acrobat Reader usando o certificado digital corporativo do Banco Master e o certificado individual de Allan Machado. Foi justamente nessa etapa que a perícia encontrou uma das evidências mais fortes da manipulação. Em determinados documentos, a data escrita no corpo da CCB indicava uma data anterior — por exemplo, 21 de janeiro de 2025. Já o registro criptográfico da assinatura digital mostrava que aquele arquivo havia sido assinado em 20 de junho de 2025, às 14h02min39s. Ou seja, mesmo quando a data apresentada no documento apontava para meses antes, o registro da assinatura digital indicava quando aquela peça havia efetivamente sido assinada. O apagamento das datas A diferença entre as datas também aparecia nos Termos de Consentimento. Para evitar que os documentos exibissem registros capazes de revelar sua origem, Allan Machado pediu a Moacir Lourenço da Silva Junior que removesse as informações de data e hora. A ordem aparece em uma conversa no Teams de 20 de junho: Allan da Silva Machado: “e o termo de consentimento”. Allan da Silva Machado: “e precisamos excluir a data”. A perícia identificou um exemplo concreto no Termo de Consentimento de Genilson Lima Leal. O documento originalmente apresentava o registro 24/02/2023 13:05. Em uma edição realizada em 3 de julho de 2025, às 15h26, esse campo foi apagado visualmente. A alteração não eliminava, porém, todos os vestígios analisáveis pela perícia digital. O documento podia deixar de mostrar a data original na imagem, mas outros registros do arquivo e da assinatura digital permitiam reconstruir a cronologia. Os documentos eram reunidos em um único arquivo Depois de produzidas e alteradas as diferentes peças, elas precisavam ser apresentadas como um conjunto documental. Allan utilizou o PDF24 para juntar os arquivos em um único PDF por operação. A montagem reunia documentos como a CCB, a procuração e o Termo de Consentimento com a informação de data retirada. Os arquivos finais eram organizados em pastas de rede chamadas Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras, Demanda BRB-Tirreno 299 amostras e Demanda BRB-Tirreno 119 amostras. Assim, diferentes documentos produzidos ou modificados separadamente eram transformados em um único dossiê. Até os comprovantes de transferência foram alvo de alteração A tentativa de apagar rastros chegou também aos comprovantes bancários. Em 25 de junho de 2025, Allan Machado discutiu com Romy Goerck Gentina Klenquen a alteração de comprovantes de transferências realizadas por SPB e PIX. O problema era que os documentos apresentavam informações que vinculavam as operações ao histórico original. Allan queria retirar três elementos: O evento; O número do contrato; e O histórico. Entre as informações que apareciam no histórico estava a expressão “LIBERAÇÃO CREDCESTA VIA PIX”. A conversa mostra que a dificuldade era fazer isso em escala. Romy explicou que conseguia alterar um ou outro documento, mas que seria impossível fazer o mesmo manualmente em 2.700 comprovantes. Allan da Silva Machado: “nao da para aparecer o evento”. Romy Klenquen: “entao esse é o melhor”. Allan da Silva Machado: “porra... este aparece o numero de contrato... nao quero o numero de contrato nem o histórico”. Romy Klenquen: “entao nao tem oq fazer / um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes no editor”. Allan da Silva Machado: “tem q dar um jeito”. A conversa mostra um dos limites encontrados na própria linha de montagem: enquanto procurações e outros documentos podiam ser produzidos em massa por ferramentas automatizadas, a alteração gráfica dos comprovantes bancários encontrava dificuldades quando precisava ser repetida milhares de vezes. A auditoria também entrou na mira do esquema As mensagens reunidas pela investigação mostram ainda que a preocupação não era apenas produzir os documentos, mas explicar as inconsistências caso fossem questionadas. Em 23 de junho, Fabrizio comunicou a Alberto Felix de Oliveira Neto que a auditoria da Deloitte estava cobrando informações. A resposta de Alberto foi direta: Alberto Felix de Oliveira Neto: “esse tem que falar que foi erro operacional na selecao”. Dois dias antes, Fabrizio e Alberto haviam discutido o envio à Deloitte de documentos referentes à carteira da Tirreno entre dezembro de 2024 e março de 2025. Fabrizio afirmou que a base já havia sido enviada anteriormente, mas apresentava um erro que precisaria ser corrigido. Alberto perguntou quais documentos seriam solicitados pela auditoria. Fabrizio respondeu que seriam CCBs e termos. Os documentos chegaram à cúpula do banco A investigação também identificou o repasse de amostras da documentação falsificada. Em 12 de junho de 2025, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pediu a Alberto Felix um “kit dos 300 com assinatura digital”. Alberto respondeu que providenciaria. Minutos depois, informou que naquele momento tinha acesso apenas à CCB e que Allan enviaria os links das procurações e da assinatura. Na sequência, foram enviados arquivos contendo o conjunto de documentos. Ou seja, a documentação produzida na operação não ficava restrita aos funcionários responsáveis por sua montagem. Quem é quem na dança do Master Uma cadeia que começava no banco e terminava em um dossiê O conjunto de evidências descrito pela Polícia Federal revela uma cadeia organizada em etapas: Primeiro, dados de clientes eram extraídos dos sistemas internos; Depois, esses dados alimentavam documentos produzidos em escala; Páginas de assinaturas eram separadas; CCBs eram assinadas digitalmente; Datas e informações que poderiam revelar a origem dos documentos eram removidas; Por fim, as diferentes peças eram reunidas em arquivos únicos. A tecnologia permitia acelerar praticamente todas essas etapas. A mala direta do Word produzia procurações em lote. As consultas aos bancos de dados reuniam informações cadastrais. Os programas em C# automatizavam o tratamento dos PDFs. O Acrobat era utilizado para as assinaturas digitais. E o PDF24 reunia os documentos finais. O objetivo, segundo o material pericial, era sustentar documentalmente a existência de uma carteira de créditos consignados atribuída à Tirreno Consultoria. O problema é que, mesmo depois da retirada de datas e da alteração de documentos, a própria estrutura digital deixava vestígios. O choque entre as datas escritas nas CCBs e os registros das assinaturas digitais é um dos exemplos. A perícia conseguiu identificar que documentos apresentados com datas anteriores haviam sido assinados apenas posteriormente. A operação, portanto, não dependia apenas da criação de documentos falsos. Havia também uma segunda frente: apagar ou modificar informações que poderiam revelar como e quando aqueles documentos haviam sido produzidos. Era uma tentativa de fazer com que uma sequência de arquivos fabricados em 2025 parecesse a documentação de operações realizadas anteriormente. Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes Felipe Cordeiro/g1
14/09/2026 03:00:00 +00:00
Entenda novas regras da Anac que podem impedir por até um ano embarque de passageiros indisciplinados

Um passageiro retirado de um voo da Latam pela Polícia Federal no Aeroporto de Brasília após descumprir orientações da tripulação ilustra o tipo de conduta que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passará a punir com mais rigor. A partir desta segunda-feira (14), casos de indisciplina no transporte aéreo poderão resultar em multa de R$ 17,5 mil e suspensão do direito de voar por até 12 meses. As novas normas estabelecem uma gradação de punições, que vão desde orientação ao passageiro até a suspensão temporária do acesso ao transporte aéreo. Levantamento exclusivo mostra que aumentou a violência em aeroportos e aviões, no Brasil Nos casos considerados mais graves, o infrator terá o nome incluído em uma lista nacional de passageiros proibidos de embarcar, chamada de "no-fly list", compartilhada por todas as companhias que operam voos domésticos regulares no país. ✈️O termo em inglês no-fly list refere-se ao cadastro oficial de indivíduos proibidos de embarcar em aeronaves comerciais. A mudança ocorre em meio ao aumento dos registros de ocorrências. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram que foram contabilizados 881 casos de indisciplina no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026. Desse total, 154 tiveram impacto direto na segurança operacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de ocorrências cresceu 22%. Como serão as punições Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular 🛫Nos casos mais leves, o passageiro será orientado. Nessa categoria se enquadram comportamentos como ignorar orientações em solo, descumprir instruções da tripulação, utilizar aparelhos eletrônicos proibidos, causar tumulto ou ofender outras pessoas durante o voo. Quando a conduta representar maior risco à ordem das operações ou à segurança da viagem, o passageiro poderá ser enquadrado por ato grave. Nesses casos, a Anac prevê multa de R$ 17,5 mil e o encerramento do contrato de transporte com a companhia aérea. Estão entre as infrações graves, agredir verbalmente funcionários ou outros passageiros, fumar a bordo, danificar equipamentos da aeronave e ameaçar membros da tripulação. Já os atos classificados como gravíssimos poderão resultar, além da multa e do cancelamento da viagem, na suspensão do direito de voar por seis ou 12 meses. Nessa categoria estão situações como agressão física à tripulação, adulteração de equipamentos de segurança, atentado contra a dignidade sexual, transporte irregular de armas ou explosivos, tentativa de invasão da cabine de comando e ações para assumir o controle da aeronave. O que acontece com quem for suspenso Durante o período de suspensão, o passageiro ficará impedido de utilizar voos domésticos regulares. As companhias aéreas deverão bloquear a emissão de passagens, impedir o check-in e negar o embarque. Para garantir o cumprimento da medida, a resolução determina a criação de um sistema de compartilhamento de informações entre as empresas aéreas, permitindo que a restrição seja aplicada em toda a malha doméstica. A norma também prevê multa de R$ 70 mil para companhias que deixarem de aplicar a suspensão quando ela for obrigatória. Comunicação obrigatória à Anac Pela nova regra, companhias aéreas e operadores aeroportuários terão de comunicar à Anac todos os casos de indisciplina registrados em suas áreas de atuação. Nos episódios classificados como gravíssimos, a comunicação deverá ser imediata. Para infrações graves, o prazo será de até cinco dias após a ocorrência. Nos demais casos, a notificação poderá ser realizada em até 30 dias. Segundo a agência, a fiscalização será feita por um sistema administrado pelo Serpro, que permitirá acompanhar tanto a aplicação das sanções aos passageiros quanto o cumprimento das obrigações por companhias aéreas e aeroportos. As novas regras valem para todo o transporte aéreo regular doméstico, incluindo trechos nacionais conectados a voos internacionais, observadas as exceções previstas em lei e as normas específicas para operações internacionais. Policiais federais retiram passageiro de avião Arquivo pessoal
14/09/2026 03:00:00 +00:00
Em meio à tensão comercial com os EUA, premiê do Canadá diz buscar 'aliança única' com a União Europeia

FILE PHOTO: Canada’s Prime Minister Mark Carney suspends trade negotiations with the U.S. Chris Tanouye O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou neste domingo (13) que o país quer construir uma "aliança única" com a União Europeia (UE), mas sem se tornar membro do bloco. A declaração foi dada após o jornal Wall Street Journal informar que Ottawa estaria avaliando uma possível associação formal com a UE. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o jornal, o bloco europeu estaria aberto a conceder ao Canadá uma categoria inédita de membro associado. O status ainda precisaria ser criado e representaria uma exceção para um bloco que historicamente adota regras rígidas para a entrada de novos integrantes. “Não estamos buscando nos tornar membros da União Europeia”, afirmou Carney. “O que estamos buscando, e para o que vamos iniciar discussões, é uma aliança única entre o Canadá e a União Europeia”, disse a jornalistas durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto. Agora no g1 “Compartilhamos os mesmos valores, temos as mesmas prioridades e forças muito complementares", acrescentou. A aproximação ocorre em meio ao agravamento das tensões comerciais entre o Canadá e os EUA. O gabinete de Carney confirmou no sábado (12) que ele viajará à França e ao Reino Unido na próxima semana. O premiê fará um discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e participará da apresentação sobre o Estado da União Europeia feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O jornal canadense The Globe and Mail informou, por sua vez, que foi a União Europeia, e não Carney, quem sugeriu o termo "membro associado". Citando uma fonte anônima, o veículo afirmou que ainda é cedo para discutir como essa relação poderia ser classificada. Porta-vozes da Comissão Europeia não responderam aos pedidos de comentário. Disputa comercial A escalada da guerra comercial entre Canadá e Estados Unidos aumentou a pressão sobre Ottawa para fortalecer laços com outros parceiros comerciais. As relações entre Ottawa e Washington se deterioraram desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, no ano passado, em meio a divergências sobre comércio e outros temas. A disputa resultou na imposição de tarifas sobre dezenas de bilhões de dólares em trocas comerciais entre os dois países. Neste domingo, Trump voltou a criticar o Canadá, classificando o país como “o pior para negociar”, mas afirmou acreditar que os canadenses estejam “loucos para fechar um acordo”. “Eles exploraram nosso país durante anos”, disse o presidente americano a jornalistas a bordo do Air Force One. Trump também reafirmou a intenção de impor novas tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá a partir de 1º de janeiro. Integração econômica Segundo o Wall Street Journal, Canadá e União Europeia discutem formas de facilitar a circulação de bens, serviços e trabalhadores ligados a setores estratégicos, como energia, inteligência artificial, defesa e minerais críticos. Na prática, a medida aprofundaria a integração econômica entre os dois lados. O jornal afirma ainda que as conversas incluem projetos para instalar cabos submarinos, construir centros de dados, ampliar sistemas de armazenamento em nuvem e desenvolver novas redes de satélite. Também estão em discussão investimentos em infraestrutura para exportar energia canadense para a Europa. Carney também tem conversado regularmente com líderes europeus, especialmente o presidente francês Emmanuel Macron, sobre a possibilidade de permitir que canadenses vivam e trabalhem na União Europeia sem visto. A informação é do Wall Street Journal, que cita duas autoridades familiarizadas com o assunto. Separadamente, a Presidência da França confirmou que Macron e Carney se encontrarão em 20 de setembro em Saint-Pierre e Miquelon, território francês próximo à costa atlântica do Canadá. Qualquer iniciativa para aprofundar os laços entre Canadá e União Europeia, porém, deve enfrentar obstáculos. Experiências anteriores mostram que há resistência em partes da Europa até mesmo a acordos mais modestos. Mais de uma década após ser firmado e nove anos depois de entrar em vigor de forma provisória, o acordo comercial entre Canadá e União Europeia ainda não foi ratificado por vários países do bloco.
14/09/2026 02:01:08 +00:00
DTV+: Globo ganha prêmio no IBC, um dos principais eventos globais de tecnologia e inovação
Globo ganha prêmio na Holanda pelo lançamento da DTV+ A Globo foi premiada neste domingo (13) no IBC (International Broadcasting Convention), um dos principais eventos globais de tecnologia e inovação, em Amsterdã, na Holanda. O prêmio de inovação foi conquistado na categoria "Conteúdo em Todos os Lugares", com a implementação da DTV+ no Brasil. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A tecnologia foi lançada durante a Copa do Mundo, com o apoio do Ministério das Comunicações, das emissoras de TV, da indústria de TVs e receptores e de universidades. A implementação começou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A DTV+ combina o alcance da televisão aberta com a internet. Gratuitamente, o telespectador pode interagir com o conteúdo e escolher pontos de vista durante a transmissão. Tem ainda mais qualidade de áudio e vídeo e maior acessibilidade. Também é possível fazer publicidade direcionada ao telespectador. A DTV+ transforma a TV digital em uma plataforma digital. ENTENDA NO VÍDEO ABAIXO: DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos
13/09/2026 22:16:51 +00:00
Propina do Master a servidores do Banco Central pode ter chegado a R$ 12 milhões, diz sindicância

O Banco Central encontrou indícios de que dois servidores do órgão receberam R$ 12 milhões em propinas do Banco Master. Eles teriam, segundo as investigações, simulado negócios com empresas ligadas a Daniel Vorcaro para ocultar a transferência de recursos ilícitos. De acordo com a sindicância do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza teria recebido R$ 8 milhões, inclusive durante o período em que foi diretor de fiscalização do órgão. Já Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, teria recebido cerca de R$ 4 milhões. A investigação interna do Banco Central encontrou indícios de que os dois servidores simularam prestação de serviços ou negociação de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master. Mensagens revelam cobrança de servidor do Banco Central por assessoria a Daniel Vorcaro Integrantes do BC ouvidos pela GloboNews disseram que as suspeitas começaram após colegas relatarem despesas de Paulo Sérgio e Belline acima da renda obtida na carreira pública. Uma denúncia anônima também contribuiu para o processo. A apuração interna do Banco Central foi feita com base na evolução patrimonial e foi constatado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público. Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC. Em março, foi aberto um processo administrativo no âmbito da Controladoria-Geral da União (CGU), que poderá decidir pela demissão dos dois. O que os servidores disseram Os dois servidores foram chamados pelo BC para prestar esclarecimentos. Paulo Sérgio afirmou que a evolução patrimonial se deu pela venda de um sítio em Minas Gerais para a Pipe Participações, empresa de Fabiano Zettel, que é cunhado de Vorcaro. Durante as investigações, o ex-diretor afirmou também que, após a venda do imóvel, ele, o irmão e Zettel teriam mantido negócios, como o arrendamento das mesmas terras que foram vendidas ao cunhado de Vorcaro. E que isso justificaria o dinheiro recebido. "Como demonstrado nos autos, há fortes indícios de que o contrato de compra e venda celebrado entre Paulo Sérgio e a Pipe Participações constituiu mero artifício para dissimular o recebimento de propina", diz relatório do Banco Central. Para o BC, outros negócios entre Paulo Sérgio e Zettel também podem ser propina. Belline, por sua vez, alegou que prestou serviços de consultoria para a empresa Varajo, cujo dono era Leonardo Palhares, apontado por investigadores como um dos operadores de Vorcaro. Inicialmente, esses serviços eram prestados como pessoa física e, depois, ele abriu a Inspiração Projetos Educacionais, empresa para receber os recursos. No processo do BC, o servidor afirmou que o trabalho era para um projeto de educação financeira para jovens da periferia. De acordo com a sindicância, os relatórios produzidos por Belline não eram robustos para explicar o pagamento de R$ 4 milhões pelo serviço, o que torna pouco crível que uma empresa tenha pagado milhões pelo projeto apresentado por ele. "Tais indícios, segundo a Comissão, 'apontam para o fato de que os contratos celebrados entre Belline Santana e a Varajo Consultoria constituíram mera simulação para ocultar o recebimento indevido de recursos' oriundos de pessoas que possuíam interesse em decisões do BCB e, especialmente, do próprio servidor Belline Santana", de acordo com o documento. Segundo fonte do BC, ambos os servidores negaram à autarquia que sabiam da relação das empresas com Vorcaro e o banco Master. Ao fim da sindicância, o BC concluiu que as defesas e documentos apresentados pelos servidores eram insuficientes e recomendou a abertura do processo administrativo na CGU, que pode levar à exoneração deles. As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal, que cuida da investigação na esfera criminal. Na última sexta-feira (11), as defesas de Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana afirmaram que os dois sempre atuaram dentro de suas atribuições no Banco Central e que os contatos com o Banco Master foram estritamente institucionais, sem qualquer interferência nas atividades de fiscalização. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, afastados do BC Divulgação
13/09/2026 19:53:06 +00:00
Mega-Sena 3057 acumula e prêmio sobe para R$ 95 milhões; confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3057: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.057 da Mega-Sena foi realizado na manhã desta domingo (13), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 84.385.864,02. Mas, ninguém levou o valor principal e o valor acumulou para R$ 95 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02-04-16-21-48-53 5 acertos: 86 apostas ganhadoras, R$ 31.872,72 4 acertos: 5.234 apostas ganhadoras, R$ 863,24 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
13/09/2026 14:02:38 +00:00
Paralisação em oleoduto da Arábia Saudita ameaça perda de 4% da oferta global de petróleo

A Arábia Saudita ficará sem estoques de petróleo para exportação se não reiniciar seu principal oleoduto para o Mar Vermelho dentro de alguns dias, levando a uma perda de até 4% do suprimento global, disseram compradores e negociantes de petróleo sauditas neste domingo (13). Uma nova queda nos fluxos sauditas piorará a escassez global de oferta, que já impulsionou os preços dos combustíveis no mundo a níveis recordes, estimulou a inflação ao redor do globo e levou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA aos níveis mais altos desde a crise financeira de 2008. Desde que ataques com drones forçaram a Arábia Saudita a fechar seu enorme oleoduto Leste-Oeste na sexta-feira, Riade não forneceu detalhes completos sobre a extensão dos danos ou por quanto tempo a rota permanecerá fora de operação. Fontes que falaram à Reuters deram estimativas variadas, com uma dizendo que os reparos dos danos podem levar de cinco a seis semanas, enquanto outra afirmou que o problema pode ser corrigido antes e o bombeamento pode ser retomado parcialmente enquanto os reparos estão em andamento. Agora no g1 O escritório de mídia do governo da Arábia Saudita e o ministério da energia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Nos últimos seis meses, o oleoduto que atravessa o deserto na Península Arábica poupou o principado do impacto mais pesado do fechamento do Estreito de Ormuz por causa da guerra, evento que paralisou as exportações de seus vizinhos. Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita usou o oleoduto Leste-OEste para redirecionar cerca de 4 milhões de barris por dia — cerca de 4% do suprimento global — para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. No entanto, com a infraestrutura fora de serviço, Yanbu agora possui estoques para manter as exportações por apenas cinco a sete dias, de acordo com três fontes da indústria familiarizadas com as exportações sauditas. A Arábia Saudita também possui estoques para abastecer clientes por vários dias a partir dos portos egípcios de Ain Sukhna, no Mar Vermelho, e Sidi Kerir, no Mediterrâneo, disse uma quarta fonte. A capacidade de armazenamento de Yanbu é de cerca de 35 milhões de barris, de acordo com estimativas do setor, com Ain Sukhna e Sidi Kerir capazes de armazenar 18 milhões e 20 milhões de barris, respectivamente. Os estoques não estão cheios e eventualmente acabarão se o oleoduto Leste-Oeste não retomar as operações, disseram as quatro fontes. O suprimento de petróleo saudita já caiu para o nível mais baixo em mais de três décadas em agosto, devido aos fluxos reduzidos via Ormuz e Mar Vermelho, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) na sexta-feira (11). A oferta mundial de petróleo cairá 5,7 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) este ano, ou cerca de 6%, disse a AIE, que coordena as políticas de energia ocidentais. Além do ataque ao oleoduto, combatentes Houthi no Iêmen, que ameaçaram os envios de petróleo saudita, tomaram uma ilha na sexta-feira na entrada do Mar Vermelho. O Oriente Médio fornecia cerca de 22 milhões de barris de petróleo por dia antes da guerra. Os fluxos pelo Estreito de Ormuz caíram para apenas 6 milhões a 9 milhões de bpd, dizem fontes da indústria. A Arábia Saudita informou à OPEP na semana passada que sua produção de petróleo caiu para apenas 6,2 milhões de bpd em agosto, em comparação aos 10,9 milhões de bpd em fevereiro, antes do início da guerra.
13/09/2026 12:50:35 +00:00
Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes

Colheita de frutas é uma das atrações do turismo rural na região de Jales (SP) Reprodução / TV TEM O turismo rural cresce na região de Jales (SP) e atrai visitantes com colheita de frutas, culinária caipira e campos de girassóis. A proposta é oferecer experiências no campo, como colher uvas e morangos e aproveitar refeições típicas. Urânia (SP) foi pioneira no turismo rural da região. Desde 2014, uma plantação de morangos recebe cerca de 3 mil visitantes entre julho e setembro, que aproveitam frutas frescas e doces artesanais. O produtor Hideraldo Perpétuo Preto conta que começou no turismo rural após incentivo de amigos, em um período de falta de mão de obra. Além da colheita, os visitantes encontram doces de morango, como bombons, tortas e geleias. O sítio também oferece refeições caipiras e uma plantação de girassóis para fotos. A 4 km de Urânia, parreirais recebem turistas com café da manhã colonial e orientações rápidas para identificar as uvas mais doces. Há 9 anos o sítio aposta no turismo rural. Em época de safra, recebe cerca de mil visitantes por fim de semana, incluindo turistas de outros estados. O produtor Weber Boraschi cultiva nove variedades de uva. A mais procurada é a Vitória, sem semente. As frutas colhidas pelos visitantes são pesadas e embaladas na hora. Entre os visitantes, Expedito Júnior costuma colher 3 kg de uva para provar diferentes variedades. Já Edvaldo Luiz Tiago destaca o espaço como oportunidade de relaxar e fugir da rotina da cidade. Em Jales (SP), uma família que cultiva uvas há 40 anos investe no turismo rural há seis. São 2 mil pés com cinco variedades disponíveis para colheita. Os visitantes encontram uvas com e sem semente, uva passa e mudas para levar para casa. Para o agricultor Flávio Tavares, o turismo rural agrega valor e dá visibilidade ao trabalho no campo. Endereços para visitação Morangos Urânia: Estrada Municipal do Córrego do Cascavel, 1,5 km de Urânia/SP Vale das Vitórias – Uvas Urânia: Rodovia Vicinal Pedro Floriano, km 3 + 800 m, sentido Urânia-Paranapuã Chácara Bela Vista – Paraíso das Uvas: Estrada Municipal do Córrego do Açude, Jales/SP Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026: Cidades do noroeste paulista investem na experiência do campo para atrair visitantes VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
13/09/2026 10:30:01 +00:00
Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas

Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas Reprodução / TV TEM Uma equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), com sede em Sorocaba (SP), desenvolve há quatro anos uma tecnologia baseada em nano-herbicidas para o combate às plantas daninhas no campo. Coordenada pelo professor Leonardo Fraceto, a pesquisa adota uma abordagem inovadora: mapeia em detalhes a biologia da erva daninha antes de criar o produto. A pós-graduanda Ana Cristina Preisler explica que os testes analisam as características físicas, como cor e atrofiamento, mas também vão mais fundo, identificando a qual parte interna da erva daninha o nano-herbicida chegou. Para testes em larga escala, o produtor rural Claudinei Rodrigues de Paula cedeu 2,5 dos seus 30 hectares em Cesário Lange (SP), que funcionam como um centro experimental para o INCT. Na propriedade, os testes são realizados em culturas como feijão, girassol, cana e tomate. Os primeiros resultados são promissores e apresentam uma eficiência entre 90% e 95% contra ervas daninhas. De acordo com o pesquisador Ferdinando Silva, o uso das nanocápsulas contribui para o melhor aproveitamento de produtos voláteis e sensíveis à luz. Claudinei relata que, entre os problemas de cultivo, as ervas daninhas eram capazes de consumir safras inteiras, mas vê a pesquisa com nano-herbicidas como um avanço valioso para os produtores. Para a comercialização do produto, a equipe fez uma parceria com a startup B.nano, presidida por Jhones Oliveira. O nano-herbicida está em processo de regulamentação para posteriormente ser distribuído para o mercado e para os produtores. Veja a reportagem exibida no programa em 13/09/2026: Pesquisadores de Sorocaba criam nano-herbicida para controle de ervas daninhas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
13/09/2026 10:30:00 +00:00
'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude

'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude Erin Atkinson (via BBC) Escrever um testamento provavelmente não está na lista de tarefas da maioria das pessoas de 27 anos. Mas Erin Atkinson já decidiu o que deve acontecer com seu dinheiro e seus bens quando morrer. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "No começo, pareceu bastante surreal, porque você associa testamentos a pessoas mais velhas", diz ela. Erin trabalha com pesquisa psicológica em uma universidade de Londres e se mudou de Bristol para a capital da Inglaterra há quatro anos. Agora no g1 Hoje, ela mora de aluguel e, embora não queira revelar seu salário exato, não se considera particularmente rica. Mesmo assim, já decidiu para onde alguns de seus bens devem ir. Seu carro, avaliado em £ 7 mil (cerca de R$ 48 mil), ficará com a irmã. Um colar de ouro que ganhou do parceiro voltará para ele. E ela pediu que parte de seu dinheiro seja destinada a uma causa que é muito importante para ela. "Uma coisa que é muito importante para mim é uma instituição de caridade voltada à endometriose", diz. "Foi muito empoderador poder deixar isso registrado, dizendo que quero que determinada quantia seja doada." O National Wills Report de 2025 constatou que, no Reino Unido, apenas um em cada cinco jovens de 18 a 24 anos tem um testamento. O índice sobe para 33% entre pessoas de 22 a 34 anos, em comparação com 56% das pessoas com mais de 55 anos. No Brasil, qualquer pessoa maior de 16 anos, que esteja em plena capacidade e em condições de expressar sua vontade, pode fazer um testamento. Ou seja, no momento em que ele é feito, a pessoa precisa estar em condições de saúde física e mental. O testamento público, a modalidade considerada mais formal e segura, precisa ser registrado em cartório de notas na presença de duas testemunhas. Erin deixou seu carro para a irmã e um colar de ouro para o parceiro Erin Atkinson (via BBC) Escrever um testamento pode parecer algo intimidador e caro. Mas existem formas de fazê-lo gratuitamente ou a um custo menor. Por exemplo, advogados que oferecem seu tempo de forma voluntária e abrem mão de seus honorários para elaborar um testamento básico. No Reino Unido, o Will Aid faz esta campanha anualmente em novembro. Membros de sindicatos também podem se beneficiar de um serviço gratuito de elaboração de testamentos, segundo a Citizens Advice. Para muitos jovens, fazer um testamento pode não parecer necessário, principalmente se acreditarem ter pouco a deixar. Sophia Maslin, fundadora da Morby, um site que permite às pessoas criar testamentos online, diz que a ideia de que é preciso possuir muito antes de fazer um testamento é um dos maiores equívocos que encontra. "As pessoas acreditam que não têm patrimônio suficiente. Mas, na verdade, se você tem algum tipo de poupança, investimentos, pensões, suas contas de redes sociais, animais de estimação, ou até mesmo desejos relacionados ao funeral, tudo isso são coisas nas quais vale a pena pensar", afirma. Para Erin, a ideia de fazer um testamento surgiu pela primeira vez quando uma amiga comprou uma casa. Depois, ela começou a ver Maslin falando sobre testamentos no TikTok. Maslin havia compartilhado a história de sua prima, que morreu jovem sem deixar um testamento, e de como a situação se tornou complicada para sua família. Sophia Maslin criou a Morby em 2024, inspirada pela própria experiência de sua família ao lidar com testamentos Sophia Maslin (via BBC) Ver essa história levou Erin a pensar mais seriamente em fazer seu próprio testamento, enquanto observar o efeito do testamento de sua avó sobre a família também a influenciou. "Minha avó faleceu e ela tinha um testamento, e foi tudo muito complexo porque temos uma família bastante grande. Ver um testamento escrito de forma muito clara e orientadora me mostrou que você pode tirar muita pressão da família", diz ela. O processo também fez Erin perceber que possuía mais ativos financeiros do que imaginava. Por que um testamento pode ser importante mesmo quando se é jovem Eleanor Hodgson, da Crombie Wilkinson Solicitors, afirma que pode haver razões práticas para fazer um testamento mesmo que você não tenha muitos bens. "Não são apenas os seus bens que isso ajuda a administrar, porque ainda há alguém que precisa lidar com suas contas bancárias e quaisquer dívidas que você tenha, e isso permite nomear uma pessoa que possa tratar legalmente dessas questões sem ter de enfrentar uma série de obstáculos", diz ela. A advogada Eleanor Hodgson afirma que os testamentos podem ser úteis até mesmo para pessoas sem patrimônio significativo Getty Imagens via BBC As dificuldades de não ter um testamento podem ser difíceis de compreender até que chegue o momento, acrescenta Hodgson. Maslin afirma que os jovens podem ser tentados a adiar a elaboração de um testamento, presumindo que isso é algo de que precisarão apenas mais tarde na vida. "A realidade é que acontecimentos inesperados podem ocorrer em qualquer fase da vida", diz ela. O valor não está apenas no dinheiro Para Erin, algumas das coisas que constam em seu testamento têm mais valor emocional do que financeiro. Seu testamento também registra alguns detalhes menores que ela gostaria que sua família soubesse, desde um poema que quer que seja lido em seu funeral até a bebida que gostaria que fosse servida. Pensar nesses detalhes não pareceu mórbido para ela. "Para mim, escrever um testamento não tinha a ver com esperar o pior. Tinha a ver com assumir responsabilidade e tornar a vida mais fácil para as pessoas de quem gosto", diz. Como fazer um testamento? Depois de contratar um advogado, há algumas coisas em que pensar: Escolha seus beneficiários: Decida para quem você quer deixar seu dinheiro e seus bens, seja para familiares, amigos ou uma instituição de caridade. Se tiver filhos menores de 18 anos, também poderá nomear responsáveis por eles; Escolha um executor: É a pessoa que garantirá que seus desejos sejam cumpridos. Pode ser um familiar de confiança ou um advogado, mas verifique se haverá cobrança de honorários; Pense nos animais de estimação: Você pode indicar quem gostaria que cuidasse deles depois da sua morte; Deixe instruções para o funeral: Você pode incluir suas preferências, como se quer ser enterrado ou cremado, além de músicas, leituras ou flores. Guarde seu testamento em um local seguro e certifique-se de que alguém em quem confia saiba onde ele está. Se o testamento não puder ser encontrado, isso pode causar atrasos e fazer com que seus desejos não sejam cumpridos. LEIA MAIS EM: Deserdar filho ou pai negligente? Cônjuge fora do testamento? As novas regras de herança em debate no Congresso O brasileiro que fez o próprio velório em vida, com coroa de flores e roda de samba
13/09/2026 08:00:00 +00:00
Ervas orgânicas produzidas na capital do ovo e da cultura pomerana no ES viram chás premiados na França

Produtora cultiva mais de 100 tipos de ervas e flores para chás em Santa Maria de Jetibá Da terra da cultura pomerana e da capital do ovo na Região Serrana do Espírito Santo, uma propriedade rural de Santa Maria de Jetibá cultiva ervas, flores, frutas e especiarias de forma orgânica que percorrem um longo caminho até se transformarem em chás especiais. O resultado já ultrapassou as fronteiras do Brasil. Dois blends produzidos com ingredientes capixabas receberam medalha de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris, na França. Mas também já conquistaram paladares em outros estados. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os ingredientes saem de propriedades como a da produtora rural Selene Tesch, em Alto de Santa Maria, e seguem para Vitória, onde a empresária Bárbara Borges cria fórmulas exclusivas de chás e infusões. Os produtos também abastecem clientes em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de inspirarem projetos personalizados para clínicas, hotéis, cafeterias e outras empresas. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil TV Gazeta LEIA TAMBÉM: APICULTURA SUSTENTÁVEL: Apicultores usam áreas de preservação ambiental para produzir mel e gerar renda em Aracruz GABRIROBA GIGANTE: Conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal PRODUÇÃO: Uvas crescem em meio aos cafezais no calor e viram de suco a biscoitos no ES Segundo Bárbara, o reconhecimento internacional reforça a qualidade dos ingredientes produzidos no campo e do trabalho desenvolvido no Espírito Santo. "Foram especialistas em gastronomia francesa e em chá que avaliaram o equilíbrio dos blends, considerando aroma, sabor, corpo e toda a experiência sensorial", explicou a empresária. Ao todo, mais de 300 produtos participaram da competição. A empresa capixaba conquistou duas medalhas de ouro. Da produção orgânica ao chá Santa Maria de Jetibá é conhecida nacionalmente pela produção de ovos e pela forte influência da cultura pomerana. O município também se destaca pela agricultura orgânica. Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo TV Gazeta Há 35 anos, Selene Tesch cultiva alimentos sem o uso de agrotóxicos. A propriedade produz cerca de 20 toneladas de orgânicos por ano e reúne aproximadamente 120 variedades de hortaliças, frutas e legumes, além de centenas de espécies de ervas, flores e temperos utilizados na produção de chás. Entre as plantas cultivadas estão hibisco, alfazema, espinheira-santa, arnica, bálsamo, graviola e perpétua. Segundo a agricultora, o diferencial está no manejo do solo e no respeito ao ciclo natural de cada cultura. "Somos pioneiros na agricultura alternativa sem veneno. Trabalhamos com rotação de culturas e respeitamos a época de plantio para evitar pragas", afirmou. Processo de produção Depois da colheita, as ervas, flores, frutas e especiarias passam por uma seleção cuidadosa e seguem para a desidratação. O processo é feito em estufas com temperaturas controladas, que variam conforme o ingrediente. As folhas são desidratadas em temperaturas que podem chegar a 60 °C, enquanto frutas passam por um aquecimento entre 70 °C e 80 °C para preservar aroma, sabor e propriedades. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo TV Gazeta Após a secagem, os ingredientes são armazenados inteiros ou triturados, conforme a finalidade. Parte da produção é comercializada diretamente na propriedade e em feiras orgânicas da Grande Vitória. Outra parte segue para empresas especializadas, onde as diferentes espécies são combinadas para dar origem aos blends de chá. Blends desenvolvidos no Espírito Santo Na sede da empresa da Bárbara, em Vitória, folhas, flores, frutas e especiarias desidratadas passam por uma seleção antes de serem transformadas em blends autorais. Ela é a responsável por desenvolver cada receita, definindo a combinação e a proporção dos ingredientes de acordo com a proposta de cada chá. Além da coleção própria da marca, a empresa cria linhas exclusivas para negócios que desejam oferecer produtos personalizados aos clientes. Empresária Bárbara Borges, que cria fórmulas exclusivas de chás e infusões no Espírito Santo, recebeu duas medalhas de ouro no concurso internacional Teas of the World 2025, realizado em Paris Arquivo pessoal Entre eles estão clínicas médicas, hotéis, cafeterias e marcas que utilizam os chás em experiências de bem-estar. "O nosso diferencial está na criação autoral dos blends, na curadoria dos ingredientes e na construção sensorial de cada chá. Buscamos ingredientes brasileiros sempre que possível e desenvolvemos produtos que unem sabor, experiência e propósito", disse a empresária. Atualmente, a empresa reúne fornecedores de diferentes estados brasileiros, mas mantém na produção orgânica capixaba uma das principais bases para a criação dos blends que já conquistaram reconhecimento internacional. Ervas cultivadas em Santa Maria de Jetibá viram chás premiados na França e chegam a vários estados do Brasil. Espírito Santo TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
13/09/2026 07:00:00 +00:00
VÍDEO: um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões

Um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões Nos últimos anos, algumas manchetes de acidentes com carros da Porsche deram a impressão de que os carros da marca seriam difíceis de controlar. Desde 2024, foram 16 casos com manchetes em grandes portais de notícias, sendo que metade deles só em 2016. Um caso mais recente aconteceu no começo de setembro em São Paulo, quando um jovem de 21 anos, sem habilitação, avançou um sinal vermelho e feriu dois policiais. Ele dirigia um Porsche. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A cada notícia, vários comentários nas redes sociais pareciam culpar a falta de perícia com o Porsche como motivo. Será que um Porsche é difícil de dominar? Para responder a essa pergunta, o g1 foi testar o 911 Turbo S, esportivo com 711 cavalos e preço de R$ 2,1 milhões, no Autódromo VelloCita, interior de São Paulo. Personalidade forte Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP) Divulgação / Porsche Desde 1948, quando lançou o modelo 356, a Porsche investiu na filosofia de desempenho, confiabilidade e previsibilidade. No caso do 911, lançado em 1963, o uso do motor no eixo traseiro sempre criou um desafio para a marca em relação ao equilíbrio do carro. Ao longo da história do 911, algumas versões ficaram conhecidas por serem ariscas. O caso mais emblemático foi o 911 Turbo, feito entre 1975 e 1989. O apelido do esportivo, que era difícil de pilotar, era Widowmaker (o "criador de viúvas", em tradução livre). Por conta do motor traseiro, a distribuição de peso nas curvas era diferente da encontrada em esportivos com motor dianteiro ou central-traseiro. Além disso, a geometria da suspensão traseira dos 911 mais antigos contribuía para um comportamento mais arredio. O carro era ótimo nos autódromos e para motoristas muito experientes. A partir dos anos 1990, a Porsche passou a investir cada vez mais em tecnologia para tornar o 911 mais rápido e, ao mesmo tempo, mais fácil de controlar. Essa evolução pôde ser percebida no teste realizado pelo g1 no autódromo Velocitta. Ao sair do box, o 911 no modo normal parece um sedã alemão mais baixo. A suspensão é mais firme e há uma presença maior da potência, mas o comportamento do volante, o acionamento do freio e a própria índole do carro são totalmente dóceis. Não à toa, donos de Porsche se vangloriam de poder usar o carro no dia a dia. Quando querem encarar uma estrada no fim de semana, basta selecionar o modo Sport. Foi isso que o g1 fez na pista. Nos modos esportivos, o 911 Turbo S muda de personalidade e empurra seus 1.640 kg na reta como uma locomotiva. Esse é o 911 mais potente já feito. Mesmo um motorista com pouca experiência é capaz de controlar o carro nas curvas de alta graças à tecnologia, aos freios maiores e ao sistema de controle de chassi, que equilibra o carro a cada manobra e corrige eventuais erros do motorista. (veja mais detalhes abaixo) Com isso, a cada volta a confiança aumenta, o limite parece um pouco mais acessível e talvez esteja aí uma das armadilhas, não apenas do 911 Turbo S, mas de qualquer carro esportivo moderno: achar que a tecnologia pode fazer milagres. Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP). Divulgação / Porsche No teste realizado no autódromo, havia trechos de asfalto molhados e zebras úmidas, com níveis de aderência menores. Foi possível perceber que, ao encostar nessas partes, o 911 deslizava um pouco mais e logo voltava ao trilho, graças mais à eletrônica e muito menos à habilidade do repórter ao volante. Portanto, não é difícil domar um Porsche. Mas é fácil ganhar confiança demais e passar do limite. A lição que fica do teste do g1 no autódromo é que andar com qualquer carro no limite de aderência, potência ou velocidade deve ser reservado a pistas fechadas e com orientação de profissionais. Independentemente da marca, na rua se deve obedecer às orientações de velocidade e aos limites do carro. O 911 Turbo S é um dos melhores esportivos já feitos e consegue fazer com que pessoas comuns se sintam pilotos com muitas habilidades. Talvez esteja aí a falha de alguns motoristas: tentar superar a máquina. O Turbo S é ainda mais especial porque recebeu uma série de mudanças. Ele pode parecer igual a qualquer outro Porsche 911, mas é diferente. 911 Turbo mais forte de todos Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP). Divulgação / Porsche O 911 Turbo S passa a utilizar um sistema híbrido de alta performance e entrega 711 cv, 61 cv a mais que o antecessor. O carro também ganhou mudanças na aerodinâmica, nos freios, nos pneus e no chassi. O novo 911 Turbo S está disponível nas configurações Coupé, por R$ 2,1 milhões, e Cabriolet, por R$ 2,15 milhões. Já foram vendidas no Brasil 68 unidades da versão Coupé e 19 unidades da versão conversível Cabriolet. A principal novidade está no conjunto mecânico. O motor boxer de seis cilindros e 3.6 litros passou a trabalhar com um sistema híbrido de 400 volts chamado T-Hybrid. A combinação entrega 711 cv, e torque máximo de 81,6 kgfm. Segundo a Porsche, o novo sistema foi desenvolvido especificamente para o Turbo S e representa uma evolução da tecnologia T-Hybrid que estreou no 911 Carrera GTS em 2024. No lugar de um único turbocompressor elétrico usado no Carrera GTS, o Turbo S utiliza dois. Os componentes foram desenvolvidos especificamente para o modelo e utilizam turbinas menores, uma solução que busca melhorar a resposta do motor. 🔎 O turbocompressor elétrico da Porsche usa energia da bateria para girar as pás do turbo e pressurizar o ar da admissãoem baixas rotações. Quando o carro desacelera, este turbo também recupera a energia que seria desperdiçada e carrega a bateria. Os dois turbocompressores também aumentam a capacidade de geração de energia elétrica. Juntos, eles podem gerar 28 kW, o dobro dos 14 kW obtidos pelo sistema do Carrera GTS. A bateria de alta tensão tem 1,9 kWh e é compacta e leve. O motor elétrico está integrado ao câmbio de dupla embreagem PDK de oito marchas, que envia a força para as quatro rodas por meio do sistema Porsche Traction Management, o controle de tração integral da marca. Esse motor elétrico em nenhum momento traciona sozinho as rodas. A função dele é ajudar o 911 Turbo em condições em que o motor a combustão pode ter menos torque. Com a maior capacidade de geração elétrica, o motor também ficou mais potente. Ele entrega 82 cv e 18,3 kgfm de torque, contra 54 cv e 15,3 kgfm no sistema utilizado pelo Carrera GTS. O ganho de potência também trouxe melhora no desempenho. O 911 Turbo S Coupé acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, 0,2 segundo mais rápido que o modelo anterior. Para chegar aos 200 km/h, são necessários 8,4 segundos, uma redução de 0,5 segundo no tempo. A velocidade máxima do 911 Turbo S é de 322 km/h. Com a inclusão dos componentes do sistema híbrido, o aumento de peso foi de 85 kg em relação ao antecessor. O ganho de massa, segundo a Porsche, foi compensado pelas alterações feitas no conjunto responsável pelo comportamento do carro. 🔎 Em 2024, durante os testes finais de desenvolvimento no circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, um 911 Turbo S camuflado completou uma volta em 7 minutos e 3 segundos e 920 milésimos, cerca de 14 segundos mais rápido que o antecessor. Galerias Relacionadas O carro também recebeu uma nova geração de pneus. O eixo traseiro agora utiliza pneus 10 milímetros mais largos, na medida 325/30 ZR 21. Na dianteira, permanecem os pneus 255/35 ZR 20. A Porsche afirma que o novo conjunto melhora o comportamento do carro em piso seco, sem comprometer o desempenho em condições de chuva. Os freios também foram modificados. O 911 Turbo S utiliza de série o sistema Porsche Ceramic Composite Brake, conhecido pela sigla PCCB, com novos componentes e discos maiores. Os discos são feitos de um material composto de cerâmica e carbono, além de serem perfurados e ventilados. A construção busca reduzir o peso e aumentar a resistência ao calor durante frenagens intensas. As novas pastilhas utilizam o mesmo composto desenvolvido para o 911 GT3 RS. Segundo a Porsche, esse é o maior sistema de freios PCCB já instalado pela marca em um modelo de duas portas. Nova aerodinâmica Aerodinâmica do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche O 911 Turbo S recebeu um sistema ativo de aerodinâmica que trabalha de acordo com a situação de condução. A dianteira agora conta com flaps verticais de arrefecimento e um difusor frontal ativo, que trabalham junto com o spoiler dianteiro de abertura variável e a asa traseira extensível e inclinável. O sistema direciona o ar para os freios e radiadores e procura equilibrar três necessidades: Aumentar a pressão aerodinâmica sobre o carro; Reduzir a resistência ao avanço; Garantir o resfriamento dos componentes. Na configuração mais eficiente dos elementos aerodinâmicos, o coeficiente de arrasto do 911 Turbo S Coupé é 10% menor que o do antecessor. 🔎 Coeficiente de arrasto é a facilidade com que o carro "desliza" pelo ar. Imagine colocar a mão para fora da janela do carro em movimento com a palma para a frente; o vento empurra o braço com força (alto arrasto); se deitar a mão paralela ao chão, o ar passa suavemente (baixo arrasto). Quanto menor for o número de arrasto, menos o motor precisa fazer força para empurrar o ar da frente, o que faz o carro gastar muito menos combustível ou bateria na estrada. Há ainda uma função específica para dirigir na chuva, assim como o g1 testou no autódromo. No modo Wet, os difusores dianteiros se fecham para diminuir a quantidade de água lançada sobre os discos de freio dianteiros. O chassi também mudou. A tecnologia híbrida de alta tensão permitiu a instalação do novo Porsche Dynamic Chassis Control, ou PDCC, com acionamento eletro-hidráulico. O sistema utiliza barras estabilizadoras ativas para reduzir a inclinação da carroceria nas mudanças de direção. Com isso, a Porsche busca melhorar a estabilidade e a agilidade do carro nas curvas, além de tornar o comportamento mais previsível. Sistema híbrido de 400V permite ajuste rápido do controle de carroceria e suspensão do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche O novo sistema de estabilização trabalha em conjunto com o mecanismo de elevação do eixo dianteiro. O recurso facilita a passagem por valetas e rampas de garagem e agora pode memorizar os locais em que foi acionado. Como os dois sistemas estão conectados à rede elétrica de 400 volts, eles podem responder mais rapidamente às mudanças nas condições de condução. Sinfonia Outra novidade é o sistema de escapamento esportivo, que passa a ser item de série. Ele possui silencioso traseiro e saídas feitas de titânio, material que também contribui para reduzir o peso. O próprio motor recebeu alterações para produzir um som diferente. O boxer de 3.6 litros utiliza um comando de válvulas assimétrico, que acrescenta novas frequências ao funcionamento do motor e produz um som mais encorpado. O visual também foi atualizado para diferenciar o Turbo S dos demais 911. A versão passa a adotar a cor escura Turbonite em diversos elementos externos, incluindo o brasão da Porsche e o logotipo Turbo S. As aletas da asa traseira, as molduras das janelas e as rodas também receberam elementos específicos. As rodas têm fixação por cubo central e podem ser oferecidas na mesma tonalidade Turbonite. Motor seis cilindros boxer 3.6 biturbo do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche A carroceria continua mais larga que a dos modelos Carrera, característica das versões Turbo. O carro possui as tradicionais entradas de ar nas laterais traseiras e uma traseira redesenhada, com aberturas de ventilação maiores que reforçam visualmente a largura. As saídas de escapamento de titânio também foram redesenhadas. Há ainda uma estrutura perolizada dinâmica posicionada acima da faixa de luz traseira e a possibilidade de escolher saídas ovais de titânio com acabamento especial. A cor Turbonite também aparece no interior. Ela está presente nos painéis das portas, volante, painel, console central, costuras, cronômetro Sport Chrono, instrumentos, cintos de segurança e em diversos botões. Galerias Relacionadas Pela primeira vez, o interior pode receber frisos estruturados de fibra de carbono com acabamento Neodyme e revestimento de teto de microfibra perfurada com fundo preto. Entre os equipamentos de série estão os faróis HD Matrix LED escurecidos, que possuem funções de iluminação adicionais e foram desenvolvidos para melhorar a segurança durante a condução noturna. A assinatura de iluminação do 911 Turbo S é marcante quando se olha pelo retrovisor. O pacote Sport Chrono, o medidor de temperatura dos pneus, a suspensão PASM com calibração específica, o sistema de estabilização eletro-hidráulica PDCC e o escapamento esportivo de titânio também fazem parte da lista de equipamentos de série. O 911 Turbo S utiliza de série os Adaptive Sports Seats Plus, com ajustes elétricos em 18 posições e memória. Os apoios de cabeça trazem o logotipo Turbo S. O desenho dos bancos e dos painéis das portas recupera elementos visuais do primeiro 911 Turbo, conhecido pelo código 930. Cabine do Porsche 911 Turbo S. Divulgação / Porsche No Brasil, o equipamento de série inclui ainda o sistema de som Surround Burmester, com 915 watts de potência, 13 alto-falantes e canais de amplificação individuais. A personalização pode ser ampliada por meio da Porsche Exclusive Manufaktur. Há mais de 100 opções de cores externas e itens como rodas Turbo Exclusive Design com lâminas de carbono, teto de carbono aparente, lanternas traseiras Exclusive Design e entradas de ar laterais traseiras de carbono. Também é possível encomendar, pela primeira vez, braços de limpadores feitos de carbono. Segundo a Porsche, eles são 50% mais leves que os componentes convencionais. O cliente também pode personalizar o interior com diferentes tipos de costura, relevos, consoles dos bancos e soleiras revestidos de couro. As chaves do veículo também podem ser personalizadas e pintadas. Porsche 911 Turbo da geração 930 (1975-1989) era difícil de domar. Divulgação / Porsche
13/09/2026 07:00:00 +00:00
'Pode matar todos nós': por que pesquisador deixou setor de IA e acusa empresas de ignorar riscos

OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration Um pesquisador de inteligência artificial (IA) que deixou a OpenAI, criadora do ChatGPT, para trabalhar na Anthropic decidiu abandonar o setor. Ele acusa as duas empresas americanas de "jogar com as nossas vidas" na corrida para desenvolver modelos de IA capazes de se autoaperfeiçoar. Jacob Coxon, de 27 anos, passou os últimos três anos trabalhando no pré-treinamento de modelos de IA, primeiro na OpenAI e, neste ano, na rival Anthropic, empresa que ele considerava mais cautelosa. O pré-treinamento é a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes volumes de dados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar a todos nós até o final da década", afirmou o pesquisador em postagem no X. "Isso não é uma jogada de marketing." Agora no g1 O britânico disse ao The Wall Street Journal que, nos "cenários mais agressivos", a situação poderia sair do controle já no fim do próximo ano. Ele alertou que um dos principais riscos é a IA passar a se desenvolver por conta própria, tornando-se mais difícil de controlar. "Nenhuma das empresas age de forma responsável. Elas correm diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar e jogam com as nossas vidas", disse Coxon nesta terça-feira (08). Superinteligência é o ponto teórico em que as capacidades da IA superam a inteligência humana. Corrida pela liderança ignora os riscos Evan Hubinger, executivo da área de segurança da Anthropic, apoiou a declaração de Coxon no X. "Nós realmente acreditamos, de forma sincera, que a IA pode matar todos os humanos", disse. Segundo ele, a chance de isso acontecer na próxima década é superior a 10%. Hubinger afirmou que a Anthropic está "fazendo o possível", mas ainda não tem um plano capaz de garantir que um sistema de IA que supere as capacidades humanas obedeça a seus criadores. Ele ressaltou, porém, que o risco de isso acontecer com os modelos atuais é baixo. A saída de Coxon ocorre enquanto a Anthropic se prepara para estrear no mercado de ações, após um período marcado por invasões não autorizadas realizadas por ferramentas de IA durante testes. Líderes do setor de IA afirmam que o chamado "autoaperfeiçoamento recursivo" — estágio em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração com pouca intervenção humana — está se aproximando. Coxon considera genuínos os esforços da Anthropic, mas acredita que nenhuma empresa seja capaz de desenvolver, de forma responsável, uma IA que supere a inteligência humana sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, os riscos envolvidos são bem compreendidos, mas eles estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro; acreditam que ninguém mais agirá com responsabilidade, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar dos riscos", contou. Necessidade de regulamentação Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de princípios de segurança o compromisso de interromper o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos associados à tecnologia. A empresa argumentou que, se suspendesse unilateralmente suas atividades, concorrentes menos cautelosos dominariam o setor, tornando-o menos seguro. No fim de julho, mais de mil profissionais do setor de tecnologia — incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei — pediram a Washington apoio a uma desaceleração coordenada no desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados. A OpenAI interrompeu por duas semanas, em agosto, o treinamento de seus modelos mais recentes antes de retomá-lo sob controles mais rigorosos. Neste domingo, o cientista-chefe da empresa, Jakub Pachocki, defendeu a adoção de "extrema cautela". "A coordenação internacional sobre o desenvolvimento futuro da IA precisa se tornar uma prioridade máxima para governos de todo o mundo", afirmou Pachocki em uma publicação no blog da empresa. Nos Estados Unidos, os modelos de IA não são regulamentados por uma legislação federal. Em setembro, o senador Bernie Sanders e o deputado democrata Greg Casar apresentaram um projeto de lei para suspender o desenvolvimento de IA até a criação de um órgão regulador federal.
13/09/2026 06:00:00 +00:00
'Tem que dar um jeito': como o Master estruturou a produção de documentos falsos, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Documentos tornados públicos nesta sexta-feira (11) detalham como funcionários do Banco Master participavam da produção de documentos apontados pela Polícia Federal (PF) como falsos e usados para sustentar operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB). O material veio à tona após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso, no contexto da crise que atinge a Suprema Corte. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os documentos está uma apresentação interna encontrada no acervo digital do Master. Elaborada pelo próprio banco e apreendida durante a Operação Compliance Zero, ela descreve uma cadeia que ia da extração de dados de clientes à geração, assinatura e envio dos documentos. A apresentação mostra ainda que a alteração de documentos envolvia funcionários de diferentes níveis hierárquicos, de diretores e gerentes a equipes de tecnologia e áreas operacionais. Segundo a PF, os elementos sustentam a linha de investigação de que grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Master estaria ligada a operações irregulares. Os peritos também apontam que a diretoria do BRB continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. (leia mais) 🔎 A PF investiga suspeitas de fraude bilionária em carteiras de crédito cedidas pelo Banco Master ao BRB. Parte dos créditos consignados era apresentada como originada pela Tirreno, empresa que aparecia como responsável pela formação das carteiras posteriormente repassadas ao Master e vendidas ao banco público. A investigação aponta indícios de que essas operações não tinham o lastro informado e de que documentos foram produzidos posteriormente para comprovar parte dos créditos. Como funcionava o esquema, segundo a PF? A apresentação interna do Banco Master descreve, etapa por etapa, como diferentes áreas do banco atuaram na produção dos documentos. Em uma dessas etapas, dados de clientes do CredCesta, programa de crédito consignado ligado ao banco, foram usados para gerar em massa Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento. Segundo a PF, parte desses documentos teria servido para comprovar os créditos vendidos ao BRB. Em um dos casos, o gerente do Banco Master Allan da Silva Machado teria usado uma planilha e a mala direta do Word — ferramenta que preenche automaticamente um mesmo modelo com os dados de cada cliente — para gerar 2.700 procurações. Os arquivos eram armazenados em uma pasta chamada “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”. Para a PF, é provável que desse lote tenham saído procurações incluídas em uma amostra de 1.785 contratos enviada ao BRB como comprovação de créditos supostamente originados pela Tirreno. Banco Master. Reprodução/TV Globo 'Tem que dar um jeito' O relatório também descreve tentativas de ocultar informações dos comprovantes de transferência ligados aos créditos investigados. Mensagens reproduzidas na apresentação mostram que o gerente Allan da Silva Machado pediu à funcionária da tesouraria Romy Goerck Gentina Klenquen a entrega de comprovantes, mas sem dados que permitissem identificar os respectivos contratos e as transações. "Este aparece o número de contrato... Não quero o número de contrato nem o histórico", afirma Allan. "Então não tem o que fazer. Um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes", responde Romy. "Tem que dar um jeito", diz Allan. "Pois é", conclui Romy. Para a PF, a conversa é um indício de tentativa de manipulação dos comprovantes de transferência. O relatório classifica o episódio como uma “provável emissão de comprovantes de transação manipulados”. Remoção de datas Em outra frente, mensagens reproduzidas pela PF mostram funcionários discutindo a retirada da data e do horário registrados nos termos de consentimento dos clientes. Em uma conversa, o gerente Allan da Silva Machado envia um desses documentos a Moacir Lourenço da Silva Junior, da área de tecnologia, e orienta: “Precisamos excluir a data.” A retirada dessa informação dificultaria identificar quando o cliente teria formalizado seu consentimento. Em outro exemplo analisado pela PF, um documento indicava ter sido celebrado em 21 de janeiro de 2025, mas sua assinatura eletrônica só ocorreu em 20 de junho daquele ano, cerca de cinco meses depois. Para a PF, a retirada desses dados ajudava a ocultar inconsistências e reforça a suspeita de que documentos tenham sido produzidos posteriormente para comprovar créditos negociados com o BRB. Pressão da auditoria e 'erro operacional' As inconsistências também chegaram à auditoria externa Deloitte, que checava a conformidade das carteiras. Segundo o relatório da PF, diante das cobranças dos auditores sobre divergências nos contratos, o coordenador de controles Fabrizio Pereira Alencar, do Master, questionou o diretor do banco Alberto Felix de Oliveira Neto sobre como responder. “Estão nos cobrando”, afirmou Fabrizio. Os documentos mostram que, após as cobranças da Deloitte, Alberto Felix orientou Fabrizio a atribuir as divergências a um “erro operacional”. "Esse tem que falar que foi erro operacional na seleção", escreveu o diretor ao funcionário. Segundo a PF, a conversa aconteceu após a Deloitte enviar um e-mail ao Master sobre irregularidades na documentação apresentada à auditoria. Os contratos citados, segundo a investigação, eram da carteira da Tirreno e correspondiam ao período de dezembro de 2024 a março de 2025. O que é a apresentação do Master encontrada pela PF? As informações que constam no documento são, segundo a PF, de um relatório produzido pelo próprio banco. Intitulada “Investigações internas – Banco Master”, a apresentação foi feita para registrar comportamentos inadequados identificados entre funcionários. Na prática, o banco fez uma apuração interna sobre condutas que poderiam causar danos financeiros, reputacionais e à integridade da instituição. A apresentação registrava quem teria participado, o que cada pessoa fazia e mensagens trocadas durante o processo. O material descrevia a geração e a manipulação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e termos de consentimento, a retirada de datas, tentativas de alterar comprovantes e orientações sobre como responder à Deloitte, empresa responsável pela auditoria. A apresentação foi encontrada pela PF no acervo digital entregue pelo liquidante do banco — responsável por administrar o Banco Master durante o processo de liquidação. Para os investigadores, o material passou a ser uma evidência por corroborar a suspeita de que documentos ligados às cessões ao BRB eram produzidos ou manipulados dentro do próprio Master. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. LEIA MAIS: Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1
13/09/2026 03:00:01 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 85 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.057 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 65 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (10), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
13/09/2026 03:00:00 +00:00
Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país. O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit". As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro. "Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento", declarou o presidente. Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' ▶️Analistas têm manifestado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e, consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️Economistas observam que reduzir a taxa básica da economia, a Selic — atualmente em 14% ao ano — por decisão sem embasamento técnico não garante juros menores na economia. Isso porque o juro de longo prazo é definido pelo mercado e reflete expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. ▶️Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, e também o endividamento brasileiro (em um "ciclo vicioso"). Lula em comício em Porto Alegre Bruno Todeschini/ Grupo RBS Lula vinha prometendo saldo positivo As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento. Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. “Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", disse Lula, em agosto. Juros altos O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional contempla uma projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões — após a previsão do atual mandato inteiro com as contas no vermelho. O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo. As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas. O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.
12/09/2026 16:10:30 +00:00
Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O galpão está às escuras, as máquinas estão desligadas e caixas de mercadorias encalhadas se acumulam. A fábrica de sapatos Kioshi, que tinha 120 funcionários em 2023, conta hoje com apenas 14. O cenário virou símbolo da crise enfrentada por parte da indústria argentina e alimenta o debate sobre o modelo do presidente Javier Milei. Enquanto o governo do presidente ultraliberal destaca a queda da inflação e a desregulamentação da economia, empresários alertam para a perda de empregos, a concorrência desleal e a retração do consumo. "O mercado interno está morto, as pessoas não têm dinheiro para consumir, dificilmente vão comprar calçados", diz Emmanuel Fernández, diretor da Kioshi, localizada em Esteban Echeverría, nos arredores de Buenos Aires. A isto se soma uma "avalanche de importação", acrescenta. Agora no g1 Na semana passada, a União Industrial Argentina (UIA) pediu medidas diante da abertura econômica e da perda de aproximadamente 90 mil empregos na indústria desde agosto de 2023. Em junho, a indústria argentina operava com cerca de 40% de capacidade ociosa. A produção manufatureira caiu 5% entre junho e julho, o maior recuo em 16 meses, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira (8). No mesmo dia em que o setor industrial apresentou a reivindicação, o presidente ultraliberal afirmou que sua política de austeridade e desregulamentação "não é negociável". Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam as portas, segundo dados do setor. O presidente afirma que os empregos perdidos em um setor serão criados em outros, capazes de competir internacionalmente. Mas, para Emmanuel Fernández, o governo está "em uma bolha", pois "tudo o que se vê é que as pessoas que ficam sem emprego vão trabalhar nos aplicativos". Da fábrica à Uber Em Zárate, cidade industrial a 90 km de Buenos Aires, Miguel Márquez olha com tristeza para o portão da fábrica de produtos químicos Clariant, onde trabalhou por 20 anos, até o fechamento da unidade, em 2025. O capim cresce entre as placas de cimento do estacionamento vazio. Já não se ouve o barulho das máquinas, apenas o canto dos pássaros. Márquez conta que apenas dois dos 42 demitidos conseguiram um emprego formal. Os demais, como ele, hoje com 62 anos, sobrevivem de trabalhos informais, como dirigir para aplicativos. A Clariant fabricava insumos para a indústria petroleira durante o auge da jazida de Vaca Muerta, mas decidiu passar a importar os produtos de sua fábrica no Brasil e encerrar a operação na Argentina. "Como não têm nenhuma restrição, convém a eles trazer do Brasil", explicou Márquez. A economia argentina cresceu em 2025, impulsionada pelos hidrocarbonetos, pela mineração e pelo agronegócio. Mas a retração do comércio e da indústria afeta as grandes cidades, onde vive a maior parte da população. Desde 2023, a Argentina perdeu mais de 240 mil empregos formais no setor privado. Concorrência Após a reivindicação da UIA, o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que seu papel é "defender os interesses de 48 milhões de argentinos, não de determinados empresários". "Me parece imoral e injusto que os argentinos tenham que pagar por bens de menor qualidades duas, quatro, dez vezes o seu valor", destacou, em defesa da abertura. Mas os empresários da indústria afirmam que o cenário é desfavorável. "Ninguém quer não competir, mas também você tem que ter condições para competir", disse à AFP Alejandro Mayer, vice-presidente da fábrica de circuitos Ernesto Mayer, na periferia norte de Buenos Aires, hoje com a metade de suas máquinas desligadas. Mayer destaca que há um "atraso cambiário" que encarece os produtos locais em dólares. A isso se somam juros elevados sobre o crédito e uma carga tributária que, segundo ele, impede a competição com produtos de países como a China, embora a eficiência seja semelhante. Milei reduziu a inflação, que estava em três dígitos quando assumiu a Presidência, para 33,8% na comparação interanual em julho, um dos principais resultados econômicos reivindicados por seu governo. Mas "a economia não pode ser medida apenas pela evolução da inflação, temos que olhar para a atividade", disse o presidente da UIA, Martín Rappallini. Além da concorrência dos produtos importados, os empresários da indústria apontam a fragilidade do consumo. A poucos quarteirões da Mayer, a fábrica de cordas para instrumentos Martin Blust, que emprega dez pessoas, fecha às sextas-feiras por falta de encomendas. "Não há inflação porque não há compras", afirma sua sócia, Gloria Aparicio. Segundo diversas pesquisas, emprego e salários superaram a inflação como principal preocupação dos argentinos, um sinal de alerta para Milei, que tentará a reeleição em 2027. Na Kioshi, Fernández testemunha essa angústia. Seus funcionários pedem antecipações salariais para conseguir pagar o transporte até a fábrica. Estão "frustrados e irritados", diz. E isso "se percebe na vontade e também se nota na rua".
12/09/2026 08:00:00 +00:00
Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil Para os mais desatentos, ele ainda pode causar algum estranhamento à primeira vista. Mas quem acompanha o trânsito das grandes cidades talvez já tenha percebido: o Omoda 5 está aparecendo cada vez mais nas ruas. Os números ajudam a explicar: o SUV híbrido ainda não completou um ano de mercado no Brasil — foi lançado em outubro de 2025 —, mas já ocupa o terceiro lugar no ranking dos híbridos zero km mais vendidos do país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com outro lançamento de preço semelhante, o Toyota Yaris Cross híbrido, o Omoda 5 registrou 57,26% mais emplacamentos no ano. Até o Toyota Corolla Cross, um SUV de categoria superior e que carrega o nome de um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa, vendeu menos que o Omoda 5 no período. Veja o ranking dos híbridos mais vendidos entre janeiro e agosto de 2026: BYD Song: 45.096 emplacamentos; Haval H6: 32.248 emplacamentos; Omoda 5: 15.080 emplacamentos; Jaecoo 7: 11.772 emplacamentos; BYD King: 11.248 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 10.596 emplacamentos; Toyota Yaris Cross: 9.589 emplacamentos; Toyota Corolla: 9.156 emplacamentos; Leapmotor C10: 3.620 emplacamentos; GWM Tank 300: 3.471 emplacamentos. O g1 passou uma semana com o Omoda 5 para entender como um modelo de uma marca ainda recente no Brasil conseguiu superar carros de gigantes tradicionais em vendas. Porte maior e visual diferente Omoda 5 por fora Visualmente, o Omoda 5 é bem diferente do Yaris Cross híbrido, inclusive nas dimensões e no porte. As medidas são: Comprimento: 13,7 centímetros maior, com 4,44 metros; Largura: 5 centímetros maior, com 1,82 metro; Altura: 7 centímetros menor, com 1,58 metro. Outra pequena diferença está na altura em relação ao solo: são 14 centímetros no Omoda 5 e 18 centímetros no Yaris Cross híbrido. Em relação às dimensões do Corolla Cross híbrido, o Omoda é mais próximo e está na mesma categoria: Comprimento: 2 centímetros menor, com 4,44 metros; Largura: 0,1 centímetro menor, com 1,82 metro; Altura: 2 centímetros menor, com 1,58 metro. Aqui, o Omoda 5 também é mais baixo: são dois centímetros a menos de espaço, quando comparado com o Corolla Cross. A diferença parece pequena, mas, nas valetas encontradas durante o trajeto, os SUVs da Toyota passaram com mais conforto e sem raspar nos obstáculos mais profundos. Isso não chega a ser um problema para o Omoda 5, já que bastou chegar na valeta em diagonal para evitar que o carro raspasse. Ainda assim, com cinco adultos a bordo e o porta-malas carregado de bagagem pesada, a situação tende a ser menos favorável para o modelo chinês. Esteticamente, cada modelo tem seu apelo e deve agradar a públicos diferentes. O Omoda 5 traz linhas mais curvas e segue a proposta de visual mais "aerodinâmico" e moderno, comum aos carros chineses. Initial plugin text Já o Yaris Cross híbrido mantém um visual mais quadrado, perceptível tanto na dianteira, com linhas mais retas e a grade quase vertical, quanto na traseira, que tem vidro menos inclinado e teto que permanece reto por mais tempo. Outra diferença está na iluminação. Ela é eficiente nos dois modelos, mas, enquanto a Toyota concentra todos os elementos em um único conjunto, o Omoda 5 separa os faróis das luzes de rodagem diurna. Por dentro, o Yaris Cross é bem mais simples No Omoda 5, todas as áreas de contato para mãos e braços têm revestimento macio ao toque. Já o Yaris Cross ainda traz plástico rígido em alguns pontos, como no topo do console e em toda a área interna das portas traseiras. O console central do Omoda 5 é mais elevado e oferece mais espaço para guardar objetos, além de um apoio de braço consideravelmente maior. Ambos os carros contam com carregador de celular por indução. No Omoda 5, ele fica sob uma tampa, o que o deixa fora da vista de quem passa ao lado do veículo. Já no Yaris Cross, o carregador fica muito próximo do câmbio, e o espaço pode deixar celulares maiores mais apertados. Initial plugin text A central multimídia do Yaris Cross é visivelmente menor. Já o Omoda 5 usa um artifício para parecer ainda maior: a moldura se integra ao painel de instrumentos. A fabricante diz que esse conjunto forma um "painel digital flutuante de 24,6 polegadas". Táticas de marketing à parte, a central multimídia do Omoda 5 oferece mais configurações do veículo, exibe imagens das câmeras em 360 graus com mais resolução e roda o sistema operacional com mais facilidade, mas esconde os comandos do ar-condicionado. No Yaris Cross, os botões são físicos. Já o Omoda 5 tem comandos por voz para controlar o ar-condicionado, por exemplo. Fica a cargo do comprador escolher entre os botões ou os comandos de voz. Ainda assim, o Omoda 5 transmite uma sensação de modernidade, impulsionada pelo visual minimalista, sem botões e com duas telas integradas em um painel bastante largo. Em outras palavras: O Omoda 5 passa um ar mais moderno, enquanto o Yaris Cross tem visual mais antigo — o Corolla Cross ganha o mesmo comentário, vale dizer. Omoda 5 tem mais áreas com toque macio Rafael Peixoto/g1 No conforto para os ocupantes, há empate. Os dois carros oferecem espaço suficiente para acomodar adultos mais altos no banco traseiro. O assoalho não é muito elevado no centro da segunda fileira, que também conta com saídas de ar-condicionado e portas USB. Em viagens mais longas, porém, o Yaris Cross leva vantagem no porta-malas. São 391 litros, ante 372 litros do Omoda 5. A diferença não é tão grande, mas o SUV da Toyota vai levar mais sacolas de mercado. Omoda 5 dobra a potência sem gastar mais Ao volante, as diferenças são ainda mais evidentes. O destaque é o conjunto motriz: enquanto o Yaris Cross híbrido entrega 111 cv, o Omoda 5 chega a 224 cv, mais que o dobro. No Omoda 5, o torque combinado é de 30,1 kgfm, mas a Toyota não divulga esse dado para o Yaris Cross. A marca informa apenas os números separados dos motores a combustão e elétrico, ambos inferiores aos informados separadamente para o SUV chinês: Potência dos motores arte/g1 Na prática, essa sopa de números torna o Omoda 5 muito mais esperto em qualquer situação. As arrancadas são bem mais ágeis. Até na comparação da aceleração oficial, com dados divulgados pelas próprias marcas, o SUV da Toyota leva quase cinco segundos a mais para chegar aos 100 km/h. Em testes na estrada, as ultrapassagens foram feitas com muito mais segurança, com a sensação de que haveria tempo para voltar à faixa — quando a manobra é permitida em rodovias de mão dupla. Quando o teste foi feito com três adultos a bordo, essa diferença na força do motor ficou ainda mais evidente. E o ponto aqui não é esportividade, mas segurança. Outro ponto positivo do Omoda 5 está no consumo de combustível. Com mais que o dobro da potência, seria natural esperar um gasto consideravelmente maior, mas esse não foi o cenário encontrado. Em média, no mesmo circuito urbano de 30 km por dia, com bastante trânsito e semáforos, os dois carros registraram consumo entre 18 km/l e 20 km/l de gasolina. Dois fatores ajudam a explicar o consumo de combustível do Omoda 5: Ele tem motor 1.5 turbo, enquanto o Yaris Cross usa um 1.5 aspirado, que tende a gastar mais combustível em funcionamento; A bateria do Omoda 5 tem capacidade mais de duas vezes maior: são 1,83 kWh, ante 0,76 kWh no Corolla Cross. Com isso, ela pode contribuir muito mais para movimentar o veículo, ajudando a reduzir o consumo de combustível enquanto aumenta a potência do motor. Ao volante, o Omoda 5 tem um acelerador mais leve e que responde com mais precisão às mudanças de pressão. Já o câmbio CVT do Yaris Cross híbrido oferece mais conforto na condução - mas é muito barulhento, pela potência baixa do motor. Como não tem engrenagens para a troca de marchas, a potência cresce sem solavancos. No Omoda 5, eles são bem contidos e estão longe do que entregavam os câmbios automáticos mais antigos, mas existem. No Yaris Cross, não. Omoda 5 André Fogaça/g1 No acerto de suspensão, os dois carros vão bem. São macios para enfrentar os solavancos de buracos, valetas e lombadas, mas controlam bem os movimentos da cabine para evitar que ela balance além do necessário em acelerações e frenagens bruscas. A dupla conta com sistemas de auxílio à condução, incluindo eficientes pilotos automáticos adaptativos que centralizam o carro na faixa. Ainda assim, há diferenças: o Omoda 5 é mais preciso e identifica com mais rapidez onde deve manter o veículo. Por fim, os preços dos dois carros são bastante diferentes: Toyota Yaris Cross híbrido: a partir de R$ 172.390; Omoda 5: a partir de R$ 164.990 na tabela da marca, mas é fácil encontrá-lo em concessionárias por R$ 159.990. Na hora da compra, o Toyota Yaris Cross custa R$ 12.400 a mais que o Omoda 5. O preço do SUV chinês também o coloca como opção para quem considera outros utilitários que sequer são híbridos, como: Volkswagen Nivus Comfortline: R$ 158.290; Volkswagen T-Cross Comfortline: R$ 173.790; Volkswagen Taos: a partir de R$ 199.990; Hyundai Creta Comfort: R$ 156.590; Nissan Kicks: a partir de R$ 159.990; Chevrolet Tracker LTZ: R$ 162.890; Renault Boreal: a partir de R$ 179.990; Jeep Compass: a partir de R$ 174.990. Também entra nessa lista o único híbrido do grupo, o Jeep Renegade MHEV, por R$ 158.690. O sistema não oferece a mesma economia de combustível do Omoda 5. Se o Toyota Corolla Cross híbrido estiver entre as opções do comprador, a diferença de preço fica ainda maior. O modelo tem porte mais próximo ao do Omoda 5, porta-malas maior, com 440 litros, e potência ligeiramente superior à do Yaris Cross, com 122 cv ante 111 cv. No entanto, parte de R$ 226.120, o que o torna R$ 66.130 mais caro que o Omoda 5. No fim das contas, os pontos positivos do Omoda 5 pesam na decisão e superam até a força de uma das marcas mais tradicionais do mercado: Ele é consideravelmente mais barato; Tem mais que o dobro da potência sem elevar o consumo de combustível na mesma proporção; Traz uma lista de equipamentos mais moderna; Tem mais partes com toque macio, oferecendo mais conforto aos ocupantes. Tem porte semelhante ao do Corolla Cross. Por outro lado, o Omoda 5 perde em espaço de porta-malas e no custo de manutenção ao longo de cinco anos: Revisões preventivas arte/g1 Os dois empatam no acerto voltado ao gosto do brasileiro. Ficha técnica arte/g1 Omoda 5 tem concorrência forte da China no Brasil Se diante de Yaris Cross e até Corolla Cross o Omoda 5 leva vantagem com facilidade, entre os concorrentes chineses o cenário é menos confortável. Mesmo com atributos para disputar as primeiras posições, ele encontra no Brasil rivais híbridos com preço, porte, tecnologia e acabamento semelhantes ou até mesmo superiores. A lista inclui: GAC GS4: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 169.990. Tem visual futurista, acabamento com materiais macios em boa parte da cabine, potência superior, de 235 cv, e porta-malas consideravelmente maior, com 638 litros. BYD Atto 2: a partir de R$ 149.990. Tem porte semelhante, sistema híbrido plug-in que permite rodar apenas no modo elétrico e amplia a economia de combustível, é flex e perde apenas em potência, com versões de 177 cv e 197 cv. BYD Song Pro: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 161.490. É híbrido plug-in, oferece maior economia de combustível, é flex e tem porta-malas maior, de 530 litros. Geely EX5 EM-i: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 174.790. Também conta com sistema híbrido plug-in para reduzir o consumo de combustível e oferece mais espaço no porta-malas.
12/09/2026 07:00:00 +00:00
Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal. A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master. Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações. Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social. Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva. Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior. Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito. Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões. O valor seria colocado na empresa por Henrique S. S. Peretto em até 12 meses. Segundo a perícia da PF, porém, não foram encontradas evidências ou documentos de que os R$ 30 milhões tenham sido pagos. O descompasso entre a estrutura formal da empresa e os contratos bilionários aparece também nas datas. Até 15 de abril de 2025, quando as alterações societárias foram registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa ainda aparecia publicamente como SX 016, com apenas R$ 10 de capital efetivamente integralizado e voltada formalmente para participação em outras sociedades. Mesmo assim, antes do registro dessas mudanças, a empresa já havia assinado contratos com o Banco Master que somavam quase R$ 6 bilhões. André Felipe de Oliveira Seixas Maia assinou os 28 contratos de cessão de crédito em nome da empresa, embora seu nome só tenha passado a constar formalmente como diretor na Junta Comercial depois. Ao todo, os 28 contratos, assinados entre 24 de dezembro de 2024 e 14 de maio de 2025, somavam R$ 7,155 bilhões. A perícia aponta ainda que as assinaturas foram reconhecidas em cartório de uma só vez, nos dias 13 e 14 de maio de 2025. Em um lote de 26 contratos, referente a operações realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 e que somavam R$ 6,34 bilhões, o reconhecimento das firmas ocorreu somente em 13 e 14 de maio. A PF classificou o achado como uma formalização cartorária tardia e apontou a necessidade de validação da cadeia documental. A empresa não tinha estrutura para movimentar bilhões A sede declarada da Tirreno ficava na Avenida Paulista, em São Paulo. Quando policiais foram ao endereço durante uma operação de busca e apreensão, encontraram apenas um espaço de coworking. A administração informou que a Tirreno nunca teve contrato ou vínculo com o local. A investigação também não encontrou funcionários registrados, pagamentos de aluguel ou despesas operacionais. Segundo a PF, a empresa não tinha registros de recolhimento de contribuições previdenciárias, não emitia nem recebia notas fiscais, não recolhia impostos federais e não mantinha os livros contábeis obrigatórios. A quebra do sigilo fiscal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforçou o cenário. Segundo o laudo, o cruzamento de dados da Receita Federal não identificou declarações de impostos, recolhimentos trabalhistas ou registros nos livros contábeis obrigatórios. Quando o Banco Master pediu informações cadastrais da Tirreno, em 22 de maio de 2025, os campos de faturamento, patrimônio líquido, clientes, fornecedores e referências bancárias estavam zerados ou em branco. Isso ocorreu depois de todas as 28 cessões bilionárias já terem sido formalizadas. A primeira conta corrente registrada em nome da Tirreno no sistema financeiro foi aberta somente em 23 de maio de 2025, no próprio Banco Master, depois das cessões. Segundo a investigação, a conta permaneceu sem saldo e sem movimentação. Como o dinheiro era registrado sem sair do Master A relação entre o Banco Master e a Tirreno começou formalmente em 5 de dezembro de 2024, com um “Contrato de Parceria e Outras Avenças”. Pelo acordo, a Tirreno deveria originar e ceder ao Master carteiras de crédito consignado. Os contratos de cessão previam que o Master pagaria pelos créditos por TED ou DOC para uma conta da Tirreno. Mas, segundo a perícia, os R$ 7,155 bilhões não foram efetivamente transferidos para a empresa. Como a Tirreno sequer tinha uma conta bancária quando as principais operações foram realizadas, os valores eram registrados dentro do próprio Master, na Conta Interna Gerencial, sob a rubrica “VENDA DE ATIVOS”. Segundo a PF, esses lançamentos eram registros gerenciais internos e não comprovavam que a Tirreno havia recebido os valores. Assim, o dinheiro não saía efetivamente da esfera de controle do Master. O contrato previa ainda que os valores das operações fossem depositados em uma Conta Reserva do próprio Master e aplicados integralmente em CDBs do banco, que serviriam como garantia. Segundo a perícia, porém, nenhum CDB foi emitido e nenhuma garantia foi constituída. Mais de 1 milhão de contratos foram lançados no sistema Para dar suporte à carteira atribuída à Tirreno, foram registrados 1 milhão de contratos no Sistema Função 13, utilizado pelo Master para administrar os empréstimos consignados. Os contratos estavam ligados a 347.904 CPFs e representavam uma carteira bruta futura de R$ 30,08 bilhões, considerando parcelas e juros que ainda venceriam. Em outubro de 2025, os créditos atribuídos à Tirreno correspondiam a 64% de todos os recebíveis de crédito consignado administrados pelo Master no sistema. Os registros apresentavam diferenças expressivas em relação aos demais contratos do banco. Nenhum dos contratos da Tirreno tinha arquivo PDF anexado ao sistema, enquanto 98% dos demais possuíam essa documentação. Além disso, 74% dos contratos da Tirreno não tinham código de compensação bancária, contra 1% dos demais. Os valores dos empréstimos também se repetiam de maneira incomum. Entre os 1.023.055 contratos ativos da Tirreno, havia apenas 629 valores diferentes de principal. Em média, cerca de 1.626 contratos repetiam exatamente o mesmo valor, até os centavos. Um dos exemplos era o valor de R$ 30.266,73, que aparecia 41.301 vezes. Nos demais contratos analisados, o maior número de repetições de um único valor era 368. A concentração também aparecia nos juros: a carteira da Tirreno tinha 1.252 valores diferentes, enquanto os demais contratos do banco tinham 913.554. Em outro lote, referente a uma cessão de 2 de maio de 2025, 46.478 contratos tinham apenas nove preços de aquisição diferentes. Um deles, de R$ 9.864,64, aparecia 10.178 vezes. Para a perícia, esse padrão era muito diferente do observado nos demais contratos consignados e indicava artificialidade na distribuição dos valores da carteira Tirreno. Os supostos empregadores tinham inconsistências Os 1.023.296 contratos estavam associados no sistema a apenas três códigos de empregador: Gov Bahia 2, Gov Bahia 3 e Convênios Diversos. O código Gov Bahia 3 estava associado ao CNPJ 13.323.274/0001-63, correspondente à Secretaria da Administração da Bahia. Já Gov Bahia 2 e Convênios Diversos utilizavam o CNPJ 74.755.772/0001-70. Segundo a PF, o número não existia na base oficial da Receita Federal. Documentos eram produzidos dentro do próprio Master Segundo a investigação, a Tirreno não tinha equipe ou tecnologia própria para originar os empréstimos. Dados de CPFs eram extraídos de bases internas do Master e usados para preparar arquivos destinados à produção dos documentos. Programadores desenvolveram uma ferramenta chamada API Formalização PDF, em C#. Segundo a PF, o programa permitia retirar a segunda página, correspondente à assinatura, de PDFs de clientes reais e juntá-la a novas Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Também eram produzidas procurações em lote. O gerente Allan da Silva Machado utilizava a ferramenta Mala Direta, do Microsoft Word, alimentada por planilhas, para gerar os documentos. Depois, operadores organizavam os arquivos em pastas e realizavam assinaturas digitais em lote, com certificados corporativos e a ferramenta idtrust. A PF encontrou ainda registros de trabalho de madrugada e aos fins de semana relacionados à estruturação da operação. Ou seja, documentos eram produzidos dentro da própria estrutura do Master e em escala, sem depender de uma operação convencional em que cada empréstimo fosse individualmente originado e documentado pela Tirreno. Créditos eram revendidos ao BRB Os créditos registrados no sistema eram revendidos ao Banco de Brasília (BRB), muitas vezes no primeiro dia útil seguinte. Quando o BRB e a auditoria externa Deloitte passaram a exigir documentos que comprovassem a existência e o lastro dos créditos, como CCBs, procurações e termos de consentimento, a PF identificou a produção de documentos falsos para responder às cobranças. A investigação encontrou a pasta “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”, com kits formados por CCB, procuração e termo. Em 23 de junho de 2025, André Seixas Maia, pela Tirreno, enviou ao BRB um link do OneDrive com 1.785 desses kits. Em uma conversa relacionada às cobranças da auditoria e presente no relatório da PF, o diretor Alberto Félix de Oliveira Neto orientou o funcionário Fabrizio Alencar a atribuir uma irregularidade encontrada nos contratos a um suposto erro operacional na seleção das amostras. Alertas de risco foram baixados A operação também passou pelos mecanismos internos de prevenção a fraudes do Master. Ferramentas como E-Guardian, Neoway, Serasa e World Check classificaram a Tirreno como de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em razão da movimentação bilionária registrada na conta interna gerencial e considerada incompatível com o perfil da empresa. Segundo informação prestada à PF pelo superintendente executivo de Compliance do banco, porém, a análise da Tirreno não foi conduzida pelo Compliance interno. O trabalho foi entregue exclusivamente ao escritório externo Monteiro Rusu, contratado diretamente pela Diretoria e pela Tesouraria. O escritório funcionava em uma sala reservada, de acesso restrito, no 10º andar do Banco Master, e tratava diretamente com a alta administração, sem participação, ciência, interação ou intervenção do Compliance interno. Em 4 de julho de 2025, o Comitê Operacional de PLD/FTP decidiu pela baixa dos alertas de irregularidade e pela não comunicação ao COAF. Segundo a PF, participaram da decisão executivos como Alberto Félix de Oliveira Neto, Luiz Antônio Bull e Fábio de Souza Castanheira. A justificativa incluía uma declaração verbal do próprio Alberto Félix de que as operações eram legítimas. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução
12/09/2026 03:00:00 +00:00
Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A Polícia Federal encontrou, em um HD obtido durante a Operação Compliance Zero, uma apresentação de PowerPoint que detalha uma espécie de “fábrica de documentos” criada por funcionários do Banco Master. O esquema usava dados reais de clientes do programa de crédito CredCesta para forjar contratos e simular a cessão de R$ 7,15 bilhões em dívidas ao Banco de Brasília (BRB). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os créditos falsificados eram atribuídos à Tirreno Consultoria, uma empresa de fachada sem funcionários ou capacidade operacional, usada para mascarar a falta de lastro das operações. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, Master e Tirreno firmaram 28 instrumentos de cessão de crédito consignado. A perícia da PF constatou que não houve liquidação financeira real nem transferência dos valores para contas de livre movimentação da Tirreno. A empresa só abriu uma conta corrente posteriormente, mas ela permaneceu inativa. Os valores bilionários ficaram restritos a lançamentos escriturais internos em uma conta gerencial reservada do próprio Banco Master. Esses papéis foram então repassados ao BRB, que aceitou os créditos mesmo diante das irregularidades. O arquivo do HD encontrado descreve um fluxo que começava com a extração de dados de clientes e contratos dos sistemas do banco, passava pelo processamento dessas informações em softwares desenvolvidos especificamente para a tarefa e terminava na produção em escala de documentos financeiros. Entre os documentos citados estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), Termos de Consentimento e Procurações. A apresentação também registra a retirada de datas e páginas de documentos, inclusive páginas de assinatura, além da solicitação de comprovantes de transferências financeiras sem informações que permitissem rastrear a operação. Como funcionava a produção dos documentos Um dos procedimentos identificados era a compilação de dados de clientes — como os vindos do CredCesta — por funcionários que tinham acesso aos sistemas da instituição. Com os dados em mãos, funcionários do Master faziam uma “geração industrial de documentos financeiros”. O relatório descreve diferentes processos de produção: havia sistemas para criar CCBs e Termos de Consentimento e outro fluxo para gerar Procurações por meio de mala direta. Também foram identificadas alterações em documentos. A apresentação registra a remoção de datas de Termos de Consentimento, a extração de páginas específicas e a separação de páginas de assinatura. Em outro procedimento descrito, funcionários solicitavam comprovantes de transferências financeiras sem informações de rastreabilidade. Segundo a apresentação, o conjunto dessas atividades envolvia funcionários de diferentes áreas em uma “operação coordenada”. Por que esses documentos eram importantes As CCBs são documentos usados para formalizar uma dívida ou obrigação de pagamento. Já Termos de Consentimento e Procurações podem registrar autorizações e permitir que pessoas ou empresas atuem em nome de outras. No caso investigado pela PF, esses documentos serviam para dar uma suposta legitimidade às carteiras de créditos que o Banco Master transferiu ao BRB. Em uma cessão de crédito, uma instituição passa para outra o direito de receber determinadas dívidas. Para que esses créditos pudessem ser apresentados como válidos, era necessário haver documentos capazes de demonstrar a existência das operações e dos respectivos direitos de recebimento. É nesse ponto que a estrutura descrita na apresentação se conecta à operação investigada. O material mostra um fluxo organizado para extrair informações, transformá-las em documentos e reunir registros que davam suporte às operações envolvendo a carteira transferida ao BRB. PF encontrou apresentação em HD do Banco Master A apresentação chegou às mãos da PF depois que a corporação obteve um HD corporativo do Banco Master. A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025. Durante as buscas realizadas na instituição, a PF não conseguiu copiar todo o volume de dados armazenado nos equipamentos. Por isso, posteriormente, solicitou o acervo ao liquidante do banco. O HD foi entregue à corporação em 27 de novembro de 2025 e passou por perícia. Os peritos fizeram uma cópia dos dados para análise, preservando o dispositivo original. Foi nesse processamento que apareceu o arquivo “Revisão - processos e documentos.pptx”, armazenado no SharePoint do Banco Master. Dentro do arquivo, a apresentação tinha o título “Investigações internas – Banco Master”. O documento possuía 26,7 MB e 30 slides, sendo um deles oculto. Os registros técnicos indicam que o arquivo foi criado em 23 de outubro de 2025, às 12h09, e modificado pela última vez no dia seguinte, às 17h45. Documento passou a integrar investigação da PF Depois de localizado, o conteúdo da apresentação foi incorporado à análise da Polícia Federal. As informações constam da Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A nº 1390980/2026), concluída em 23 de março de 2026. A apresentação ajuda a reconstruir, a partir dos registros encontrados no banco, o caminho percorrido pelas informações: dados de clientes e contratos eram extraídos dos sistemas, processados por ferramentas específicas e utilizados na produção de documentos relacionados às operações de crédito. Banco Master. Reprodução/TV Globo
12/09/2026 03:00:00 +00:00
Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) o fim da chamada "taxa das blusinhas", imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida está em vigor desde maio e se torna permanente com regras para a proteção do setor produtivo brasileiro. De acordo com o texto atual, as compras internacionais feitas por brasileiros para serem entregues no Brasil terão: isenção de imposto de importação para itens de até US$ 50; e imposto federal de 30% para compras de até US$ 3.000. Agora no g1 Não haverá mudança no ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. O Congresso Nacional incluiu medidas para evitar fraudes nas compras internacionais. Entre elas, as plataformas digitais de venda devem fazer monitoramento contra compras fracionadas para evitar ultrapassar o limite de US$ 50, além de formas de ocultar o remetente real. A lei, no entanto, não especifica quantas compras até o limite de US$ 50 ou dentro de qual período — se no mesmo dia, ou semana, por exemplo — poderão ser consideradas um indicativo de fraude. O monitoramento será realizado com a ajuda da Receita Federal. Um dos motivos indicados pelos parlamentares para incluir medidas antifraude seria a compra, por parte de brasileiros, de itens com valor mais baixo no exterior para revenda no Brasil. Comércio, consumo das famílias, varejo Celso Tavares/G1 Compras feitas no exterior As novas regras não alteram as compras realizadas por pessoas em viagem no exterior e que retornam ao Brasil com os itens. Para compras feitas em viagens internacionais, o limite de isenção é de: US$ 1.000 para entrada aérea ou marítima, desde que respeitem as regras de bagagem da Receita Federal; e US$ 500 para entrada no país por outras vias de transporte. Além disso, os viajantes contam ainda com uma cota adicional de isenção em itens de até US$ 1.000 em compras em lojas free shop ou duty free do primeiro aeroporto de desembarque no Brasil. Medicamentos raros Outra isenção especificada pela nova lei é a de medicamentos para o tratamento de doenças raras. Para a compra desses medicamentos, o imposto de importação será zerado. Para que essa isenção entre em vigor, os medicamentos precisam estar classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como não tendo um medicamento nacional similar. O governo federal deverá estabelecer uma data dentro de 180 dias para que a isenção seja colocada em prática. Entre as regras para os medicamentos, o governo poderá estabelecer limites para a importação assim como a frequência da compra, para que não se crie uma forma de revender os medicamentos no país. Avaliação de impacto O fim da taxa das blusinhas foi alvo de críticas do setor produtivo brasileiro. Como forma de mitigação, o Congresso incluiu uma avaliação dos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação será após três meses, ou seja, em dezembro de 2026. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, o Ministér Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o imposto a cada ano, a partir de dados que o Ministério da Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos.
12/09/2026 03:00:00 +00:00
IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Agentes de inteligência artificial da OpenAI, dona do ChatGPT, fizeram outro ataque hacker dois meses antes de a empresa revelar uma invasão à plataforma de IA Hugging Face, informou nesta sexta-feira (11) um grupo de pesquisadores. Segundo eles, a invasão descoberta agora aconteceu em maio e teve como alvo o serviço RubyGems, usado para compartilhar códigos da linguagem de programação Ruby, também conhecido como pacotes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI", disseram os pesquisadores. A OpenAI confirmou o ataque ao Wall Street Journal, mas disse que seus agentes usaram o RubyGems para acessar a internet "a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas". Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI "Continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação", disse a OpenAI ao jornal. A OpenAI só informou o primeiro caso do tipo em julho, quando afirmou que dois de seus modelos invadiram os sistemas da plataforma de inteligência artificial Hugging Face. Na ocasião, a empresa disse que a invasão tinha sido feita por meio dos modelos GPT-5.6 Sol e outro que ainda não tinha sido lançado e que eles conseguiram acessar dados e credenciais internas. O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face. No início de setembro, a dona do ChatGPT anunciou o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Foi é o primeiro lançamento da empresa após a revelação do ataque à Hugging Face. A empresa afirmou que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão. O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado.
11/09/2026 22:50:33 +00:00
Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo

Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde desta sexta-feira (11), a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociada com o banco. A decisão foi tomada pela maioria das bases sindicais do país e deve encerrar a greve na maior parte das regiões. A paralisação, porém, continuará em locais que rejeitaram a proposta. Segundo a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a proposta foi aprovada em importantes bases sindicais, como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Cerca de 18 entidades rejeitaram o acordo. O resultado altera o cenário registrado no início da greve. Na quinta-feira (10), quando os funcionários iniciaram a paralisação por tempo indeterminado, o movimento estava concentrado justamente nas bases que haviam rejeitado a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estavam Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Menos de 24 horas depois, essas regiões realizaram novas assembleias e aprovaram o acordo. ⚠️ Apesar da aprovação pela maioria das bases, a greve não chega ao fim em todo o país. Isso ocorre porque cada sindicato tem autonomia para decidir se aceita ou rejeita a proposta. As decisões são tomadas individualmente por cada base sindical, que realiza assembleias para definir os próximos passos do movimento. Agora no g1 Na prática, os sindicatos que aprovaram a proposta vão assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já aqueles que rejeitaram o acordo permanecem em greve e defendem a retomada das negociações. Entre os locais que devem continuar mobilizados estão Angra dos Reis e bases da Bahia. A representação dos trabalhadores informou que ainda não havia o resultado consolidado de todas as 18 entidades que rejeitaram a proposta, mas a expectativa é de que a maioria permaneça em greve enquanto avalia os próximos passos do movimento. A tendência, segundo representantes da categoria, é que essas bases realizem novas assembleias nos próximos dias. Algumas defendem a reabertura das negociações com o banco. Outras estudam formas de pressionar por mudanças na proposta. O que levou à greve A greve dos funcionários do Banco do Brasil começou nesta quinta-feira (10), por tempo indeterminado, depois que parte das bases sindicais rejeitou a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação do BB, desde o início, foi diferente da greve da Caixa Econômica Federal. No Banco do Brasil, o movimento não foi nacional: a greve ficou restrita às bases sindicais que não haviam aprovado o acordo. Isso aconteceu porque a negociação dos bancários envolve dois níveis. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece regras gerais para a categoria, foi negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e assinada na quarta-feira (9). Já os funcionários do Banco do Brasil também negociam cláusulas específicas com o próprio banco, por meio do ACT. A nova CCT vale para a categoria bancária em todo o país e reúne cerca de 414 mil bancários de 171 bancos. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais e prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também vale para verbas como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. No caso do Banco do Brasil, porém, ainda era necessário que as bases sindicais avaliassem a proposta específica negociada com o banco. Na primeira rodada de assembleias, 39 bases aprovaram o acordo, enquanto outras 60 entidades rejeitaram a proposta. Foi justamente nas bases que não haviam aprovado o acordo que a greve começou na quinta-feira. Com a retomada das negociações e a realização de novas assembleias nesta sexta-feira (11), o cenário mudou. A proposta foi aprovada pela maioria das bases. Com a aprovação, essas bases devem assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já os sindicatos que mantiveram a rejeição continuam em greve. Entre os avanços previstos no acordo estão o crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases, um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026 e avanços no Plano de Carreira e Remuneração (PCR). A proposta também prevê a ampliação da licença-paternidade para 35 dias, melhorias para pessoas com deficiência, ações afirmativas e outras cláusulas sociais. Outro ponto é o abono da paralisação realizada em 20 de agosto. Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado foi fruto de um ciclo de negociação marcado por participação e mobilização dos trabalhadores. Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba Renan Mesquisa/CBN E a Caixa? A situação da Caixa Econômica Federal é diferente da do Banco do Brasil. Enquanto a greve do BB é parcial e está concentrada nas bases que rejeitaram o acordo, os funcionários da Caixa entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorreu depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta de renovação do ACT apresentada pelo banco. A negociação da Caixa trata de questões específicas dos empregados da instituição. A entidade que representa os trabalhadores nas negociações é a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Segundo a Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. A Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento. O banco também informou que, caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, poderá retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O encerramento das negociações está previsto para esta sexta-feira.
11/09/2026 19:12:34 +00:00
Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos contornos nesta semana, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso. Nos documentos, a Polícia Federal (PF) apresenta novos elementos que sustentam a linha de investigação segundo a qual grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Banco Master estaria ligada a operações irregulares. Os investigadores também apontam que as negociações continuaram mesmo diante de sinais de fraudes e inconsistências nas carteiras. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, o laudo aponta que o BRB pagava por carteiras de crédito antes mesmo da conclusão das análises técnicas obrigatórias que deveriam avaliar a qualidade desses ativos. Segundo os peritos, a diretoria do banco continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. Entenda a cronologia dos fatos e como se desenrolou a relação entre Master e BRB: BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Documentos, repasses e cobranças sob suspeita PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Agora no g1 BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master Quando o BRB começou a ampliar a compra de carteiras de crédito do Banco Master, já existiam sinais de alerta sobre a situação da instituição. As primeiras advertências não apontavam necessariamente para uma situação de insolvência, mas indicavam que o crescimento acelerado, a estrutura financeira e o modelo de negócios do Master deveriam ser examinados com atenção. 🔎 Em outubro de 2023, a Fitch Ratings, agência especializada em avaliar a capacidade de empresas e governos de pagar suas dívidas, melhorou a nota atribuída ao Banco Master. Apesar disso, ela destacou a volatilidade dos resultados, a complexidade do modelo de negócios e a exposição a ativos de baixa liquidez. Ainda assim, as compras de carteiras do Master pelo BRB começaram a ganhar escala em 17 de julho de 2024. Naquele dia, a diretoria do BRB autorizou o banco a gastar até R$ 750 milhões na aquisição desses créditos. A decisão abriu uma série de novas compras, que cresceriam nos meses seguintes. Nesse mesmo período, a própria área técnica do BRB passou a registrar sinais que exigiam atenção. Pareceres de setembro e dezembro de 2024 apontaram que os ativos do Master haviam crescido 83,5% em apenas 12 meses, chegando a R$ 50,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 81,6%, para R$ 21 bilhões, enquanto a reserva destinada a cobrir possíveis calotes aumentou 82,9%. 🚨 Os técnicos também classificaram como “muito baixo” o Índice de Basileia do Master, indicador que mostra a capacidade de um banco de absorver riscos e eventuais perdas. Além disso, destacaram que o caixa correspondia a menos de 10% dos depósitos e que o Master dependia fortemente de plataformas de investimento para captar dinheiro. Outro relatório, produzido pela RISKBank/Eleven em novembro de 2024, apontou que o volume de crédito do Master equivalia a 7,4 vezes seu patrimônio líquido. O documento também chamou a atenção para o caixa reduzido e para a estratégia comercial agressiva do banco. Segundo a perícia da PF, embora essas informações estivessem disponíveis dentro do BRB, não foram encontrados documentos que comprovassem uma avaliação ampla, independente e organizada dos riscos de concentrar tantos negócios no Banco Master. “A resposta é afirmativa quanto à existência e à circulação das informações de risco, mas negativa quanto à sua adequada conversão em diligência e em condicionamento efetivo das operações”, afirmaram os peritos. Voltar ao início. BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Além dos riscos que já haviam sido identificados no Banco Master, a Polícia Federal apontou outro problema na relação entre as duas instituições: o BRB liberou dinheiro para comprar carteiras de crédito antes que suas áreas técnicas terminassem de examiná-las. O procedimento esperado seria o contrário. Antes de efetuar o pagamento, as equipes responsáveis por analisar riscos, preços, documentos e impactos financeiros deveriam verificar o conteúdo das carteiras e avaliar se a compra era segura e vantajosa para o BRB. 🔎 Essas análises permitiriam conferir se os créditos existiam e estavam devidamente documentados, avaliar o risco de calote, verificar se o preço cobrado era adequado, exigir garantias ou até recomendar que a compra não fosse realizada. Segundo a perícia, porém, essa lógica foi invertida em parte das operações com o Banco Master: o BRB desembolsava os recursos primeiro e concluía apenas depois as análises que deveriam embasar a decisão de compra. A PF examinou 84 compras de carteiras de crédito destinadas a pessoas físicas, que somaram R$ 17,58 bilhões. Em 22 dessas operações, no valor total de R$ 7,63 bilhões, pelo menos uma das avaliações técnicas obrigatórias só foi concluída depois do pagamento. 👉 Isso significa que mais de uma em cada quatro compras foi paga antes do término de todas as análises. Em valores, essas operações representaram 43,41% dos R$ 17,58 bilhões desembolsados pelo BRB nas compras examinadas. As avaliações concluídas com atraso tratavam de pontos essenciais para decidir se o negócio deveria ou não ser realizado, como: a existência dos créditos e a qualidade das carteiras; a possibilidade de os empréstimos não serem pagos; a adequação do preço cobrado; o impacto da compra sobre o dinheiro disponível no caixa do BRB; a necessidade de exigir garantias do vendedor; a existência e a regularidade dos contratos; a forma correta de registrar as operações nas contas do banco e calcular os impostos envolvidos. Para os peritos, uma análise concluída depois do pagamento perde sua principal função. Quando o dinheiro já saiu, não é mais possível impedir o negócio, reduzir seu valor, renegociar o preço ou exigir garantias antes da compra. “A assinatura posterior não supre a ausência de controle tempestivo: transforma instrumento de prevenção e suporte à decisão em manifestação predominantemente ex post”, afirma o laudo. Outros casos em que o BRB pagou antes das aprovações e análises necessárias: O pagamento, em novembro de 2024, de R$ 209,32 milhões por uma operação com o Master um dia antes de a diretoria autorizar o negócio; Outro pagamento de R$ 473,49 milhões, feito em janeiro de 2025. As áreas de Contabilidade e Risco só concluíram suas análises 11 e 14 dias depois do pagamento, respectivamente. Voltar ao início. Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Segundo a PF, o BRB dividiu as compras de carteiras do Banco Master em operações menores. Dessa forma, cada negócio permanecia dentro do valor que a diretoria do banco podia autorizar sem consultar o Conselho de Administração. A Diretoria Colegiada podia decidir sozinha sobre operações de até R$ 750 milhões. Acima desse valor, a compra deveria ser analisada pelo conselho, órgão responsável por decisões de maior impacto para o banco. O laudo mostra que a diretoria autorizou 25 operações que, juntas, somaram R$ 17,5 bilhões. Dessas, 21 foram fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões. Em janeiro de 2025, por exemplo, o BRB autorizou quatro compras de R$ 750 milhões, num total de R$ 3 bilhões. Algumas dessas decisões foram tomadas com apenas dois dias de intervalo. Para os peritos, a repetição do mesmo valor, o curto espaço de tempo entre as compras e o fato de todas envolverem o Banco Master indicam que os negócios faziam parte de uma estratégia única. Analisadas separadamente, as operações permaneciam dentro do limite da diretoria. Consideradas em conjunto, deveriam ter sido submetidas ao Conselho de Administração. A PF também analisou as atas das reuniões da Diretoria Colegiada para identificar quem estava presente, quem tinha direito a voto e como cada operação foi aprovada. Segundo a perícia, as decisões examinadas foram tomadas por unanimidade entre os diretores presentes que podiam votar. As atas não registram votos contrários nem abstenções. Entre os dirigentes citados pela PF como participantes das decisões estavam: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, diretora-executiva de Gestão de Pessoas, que também respondeu temporariamente pela Presidência e pela Diretoria de Operações; Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, diretora-executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, diretor-executivo de Atacado e Governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor-executivo de Tecnologia. O nome do diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo também consta nas atas das reuniões. Ele estava presente, mas não tinha direito a voto. Por isso, a perícia afirma que os documentos analisados não permitem vinculá-lo às decisões que autorizaram as compras. “A segmentação manteve cada ato dentro da alçada formal da Diretoria, mas suprimiu do CONSAD [Conselho de Administração] a apreciação integrada de uma estratégia contínua, concentrada e equivalente a 23,3 alçadas individuais da DICOL [Diretoria Colegiada]. A forma documental preservou aparência de regularidade; a substância econômica revelava decisão agregada de materialidade muito superior.” Voltar ao início. Documentos, repasses e cobranças sob suspeita Em fevereiro de 2025, o BRB criou um grupo de trabalho para verificar as carteiras de crédito compradas do Banco Master. O primeiro relatório, concluído em abril do ano passado, apontou problemas que dificultavam confirmar se os empréstimos existiam, estavam devidamente documentados e poderiam ser cobrados. Entre os achados estavam: dados fictícios e controles feitos manualmente em planilhas; falta de acesso aos documentos que formalizavam os empréstimos; ausência de comprovação de que as parcelas seriam descontadas na folha de pagamento dos clientes; contratos gerados e assinados pelo próprio Master, sem a assinatura dos clientes, na amostra analisada; divergências financeiras que chegavam a R$ 1,39 bilhão em valores brutos. Mesmo depois desse relatório, a diretoria do BRB autorizou mais R$ 2 bilhões em compras de carteiras ao longo de abril. Ainda naquele mês, técnicos do BRB fizeram uma inspeção no Banco Master e identificaram R$ 15,5 milhões em parcelas já pagas por clientes, mas ainda não repassadas ao banco público. Segundo o parecer do grupo de trabalho do BRB, o Master reconheceu parte da diferença e transferiu R$ 14,37 milhões durante a visita. O documento final, concluído em 19 de maio, mostrou que as pendências eram ainda maiores. Havia R$ 265,9 milhões em repasses devidos pelo Master e mais de 1 milhão de parcelas vencidas e ainda em aberto, que somavam R$ 316,5 milhões. Os técnicos também relataram falta de documentos e dificuldades para comprovar a origem dos créditos e o caminho percorrido por eles até chegarem ao BRB. As descobertas, porém, não interromperam os negócios. Segundo o laudo da PF, o BRB pagou mais R$ 5,23 bilhões ao Master depois que os relatórios internos já haviam apontado problemas nas carteiras. Os pagamentos também continuaram apesar da piora da situação financeira do próprio BRB. Depois do primeiro alerta formal de que o banco estava com menos dinheiro disponível no curto prazo do que o limite considerado seguro, foram desembolsados outros R$ 7,42 bilhões. A perícia cita nominalmente Luana de Andrade Ribeiro, então diretora-executiva de Controle e Riscos, por ter assinado os comunicados formais sobre a piora do indicador de liquidez e participado de decisões posteriores sobre novas compras. Segundo o laudo, Luana votou favoravelmente em operações aprovadas depois desses alertas, inclusive em decisões tomadas durante a flexibilização temporária dos limites de risco do BRB. Com as novas compras, o BRB ficou cada vez mais dependente do Master. Em junho de 2025, 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público estavam concentradas no Master. Dos R$ 21,91 bilhões mantidos nessas operações, R$ 19,78 bilhões estavam ligados à instituição. Em termos simples, de cada R$ 10 mantidos pelo BRB nessas carteiras, cerca de R$ 9 estavam concentrados no Master. A liberação de recursos com documentos ainda pendentes continuou aparecendo nas comunicações internas. Em 22 de agosto de 2025, duas operações que somavam R$ 45,9 milhões avançaram mesmo sem a assinatura do termo da transação e antes da conclusão da análise da área de Risco. Uma mensagem enviada às 17h56 informava que a operação já havia sido registrada na B3, mas que o termo ainda aguardava assinatura. Quatro minutos depois, Dario Oswaldo Garcia Junior, então diretor-executivo de Finanças e Controladoria, respondeu: “Pode seguir com a liquidação”. Segundo a perícia, Dario chefiava a área que apresentava as propostas de compra à diretoria e era o destinatário institucional dos relatórios produzidos pelo grupo de trabalho. O parecer da área de Risco sobre essa operação só foi concluído seis dias depois. Voltar ao início. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. Voltar ao início. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1
11/09/2026 17:50:33 +00:00
PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB

Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC). A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". "Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório. Embora a PF tenha analisado operações que somam R$ 47,8 bilhões, os peritos concentraram a conclusão sobre gestão fraudulenta em 25 aquisições de carteiras aprovadas pela diretoria colegiada do BRB, que totalizaram R$ 17,5 bilhões. Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters 'Irregularidades' Falha na análise do Master: A PF concluiu que o BRB não comprovou ter realizado uma "due diligence" (investigação detalhada e minuciosa) estruturada sobre o Banco Master, apesar de alertas internos e externos sobre riscos de liquidez, capital e modelo de negócios. Pagamentos antes dos pareceres: Os peritos identificaram 22 operações que somaram R$ 7,63 bilhões em que pareceres técnicos foram emitidos apenas depois dos pagamentos, invertendo o rito normal de controle interno. Fracionamento de operações: Segundo a PF, as operações foram sucessivamente mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar análise agregada pelo conselho de administração. Concentração de risco no Master: A perícia concluiu que o BRB concentrou parcela relevante de sua exposição em uma única contraparte, o Banco Master, elevando o risco institucional das operações. Alertas de liquidez: Relatórios internos apontavam riscos de liquidez, capitalização e desenquadramentos prudenciais decorrentes das compras de carteiras, mas as aquisições continuaram sendo aprovadas Problemas apontados: Grupo criado pelo próprio BRB identificou fragilidades relacionadas a lastro, documentação, averbações, repasses financeiros e cadeia de originação dos créditos adquiridos. Alertas: Mesmo depois da formalização dos alertas internos e dos relatórios do Grupo de Trabalho, a diretoria colegiada manteve a estratégia de aquisição de carteiras do Master. Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.
11/09/2026 17:20:02 +00:00
China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas A Anthropic anunciou nesta semana que encerrou várias operações de vigilância patrocinadas por Estados que utilizavam seus modelos de inteligência artificial (IA) e alertou que governos e atores alinhados a eles recorrem cada vez mais à IA para espionar minorias e dissidentes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os incidentes tiveram origem na China, no Irã e na África Ocidental e foram detectados e interrompidos entre janeiro e julho, informou a empresa em um relatório sobre o uso indevido de seus modelos. Essas campanhas de vigilância "visavam as mesmas comunidades da diáspora e dissidentes que esses regimes perseguem historicamente", apontou o relatório. Segundo a Anthropic, entre esses grupos estavam ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e minorias e opositores do regime iraniano que vivem no exterior. Em um dos casos, iranianos desenvolveram um método para identificar pessoas por meio de suas contas em redes sociais. Anthropic Reuters Em outro, um contratado que trabalhava para as autoridades de segurança nacional do Mali utilizou o Claude "para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência". A Anthropic também bloqueou tentativas de usuários de desenvolver armas, realizar pesquisas biológicas consideradas problemáticas e criar golpes românticos online. A empresa, sediada em San Francisco, acusou ainda desenvolvedores chineses de utilizarem o Claude de forma enganosa para gerar respostas a consultas de usuários enquanto, simultaneamente, "destilavam" esses dados para aprimorar seus próprios modelos. Destilação é um termo do setor que se refere a um processo no qual um modelo de IA é utilizado para treinar outro. Desenvolvedores chineses já foram acusados anteriormente de empregar essa técnica sem autorização. Pesquisas biológicas suspeitas Em relação às pesquisas ligadas a armas biológicas que a Anthropic detectou e bloqueou, a intenção dos envolvidos era menos clara, e a empresa não os identificou. "As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos. Identificá-las ou identificar seus laboratórios poderia expô-las a riscos", afirmou o relatório. Os estudos nesses casos estavam concentradas em trabalhos relacionados ao vírus chikungunya, transmitido por mosquitos; a uma cepa "altamente patogênica" de gripe aviária; a uma família de vírus que inclui a varíola e o mpox; além de venenos e outras toxinas.
11/09/2026 15:55:15 +00:00
PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025. No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados. A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público. Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução Indícios de fraudes Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade." Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa. "Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.
11/09/2026 14:37:06 +00:00
Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta Jornal Nacional/ Reprodução Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo". Em nota, os Correios disseram ter adotado um "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da greve aos clientes. "Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse. (Leia a íntegra ao final da reportagem). A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. Regiões que aderiram à greve SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) O que dizem os Correios "Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país. A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados. Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda  Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito
11/09/2026 12:31:18 +00:00
Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quatro grupos registraram queda nos preços: habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda dos preços dos alimentos foi puxada pelos produtos consumidos em casa, que ficaram 0,61% mais baratos em relação a julho. ⬇️ As maiores quedas foram registradas nos preços da batata-inglesa (-19,89%), da cenoura (-11,22%), da cebola (-11,07%) e do tomate (-10,94%). O ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%) também ficaram mais baratos. ⬆️Por outro lado, subiram os preços do leite longa vida (1,78%), das frutas (0,84%) e das carnes (0,61%). Por outro lado, os preços da alimentação fora de casa continuaram subindo, mas em ritmo menor: a alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. Nesse período, o aumento dos preços dos lanches desacelerou de 0,76% para 0,62%, enquanto o das refeições passou de 0,42% para 0,18%. Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto. Alimentos que mais encareceram Limão: 53,4% Maracujá: 19,22% Pimentão: 6,24% Peixe-serra: 5,76% Carne de carneiro: 3,77% Capa de filé: 3,66% Peixe-palombeta: 3,13% Banana-da-terra: 2,93% Peixe-salmão: 2,9% Salame: 2,76% Peixe-sardinha: 2,75% Peixe-peroá: 2,58% Pepino em conserva: 2,57% Sopa desidratada: 2,57% Melancia: 2,2% Peixe-cação: 2,18% Peito: 2% Banana-prata: 1,97% Doces: 1,91% Leite longa vida: 1,78% Alimentos que mais baratearam Batata-inglesa: -19,89% Pepino: -12,39% Cenoura: -11,22% Cebola: -11,07% Tomate: -10,94% Açaí (emulsão): -10,49% Morango: -9,94% Couve-flor: -9,63% Abobrinha: -8,88% Repolho: -7,82% Peixe-filhote: -6,71% Laranja-lima: -5,61% Goiaba: -5,33% Feijão-carioca (rajado): -4,82% Laranja-baía: -4,43% Ovo de galinha: -4,15% Brócolis: -4,09% Batata-doce: -3,52% Peixe-dourada: -3,35% Abacate: -3,12%
11/09/2026 12:04:16 +00:00
IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Energia elétrica. Agência Brasil A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação. Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. Arte/g1 Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA Alimentação e bebidas: -0,34%; Habitação: -1,87%; Artigos de residência: 0,64%; Vestuário: 0,12%; Transportes: -0,86%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 1,30%; Educação: 0,47%; Comunicação: -0,09%. Conta de luz mais barata puxou a deflação A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado. "Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE. 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador. Inflação acumulada em 12 meses até agosto. Arte/g1 Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo. Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%. Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho. Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).
11/09/2026 12:00:51 +00:00
Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta sexta-feira (11) e fechou com uma alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1250. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve perdas de 0,56%, aos 187.207 pontos. O principal destaque da sessão ficou com os novos dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também acompanhou a queda no petróleo, conforme investidores realizam lucros após uma forte alta da commodity em meio à guerra no Oriente Médio. O quadro eleitoral brasileiro também seguiu no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Brasil registrou uma deflação de 0,32% em agosto, na maior queda de preços em quatro anos. Os dados devem reforçar a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue a cortar os juros na reunião deste mês. Dados da B3 divulgados na véspera indicam 95% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica. ▶️ Já nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou no centro das atenções. O indicador subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado pelo mercado. Somado à alta da inflação ao produtor no mês, o dado reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) possa subir os juros na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, o mercado internacional de petróleo ficou no radar. Os preços da commodity caem nesta sexta-feira, em meio a uma realização de lucros após as fortes altas dos últimos dias, quando o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 105. Investidores ainda seguem atentos à guerra entre os EUA e o Irã, que continua a levantar preocupações com a oferta global de energia. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,18%, cotado a US$ 104,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve queda de 2,94%, a US$ 99,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Inflação e juros Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%. O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana. Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Já nos Estados Unidos, o CPI teve uma alta de 0,4% em agosto, puxido pelo aumento no custo da gasolina. Apesar de ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, o dado reforça a perspectiva de que o Fed pode aumentar os juros em sua próxima reunião de política monetária. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% no mês passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% na base anual, de 2,5% no mês anterior. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a inflação ao consumidor americano ter vindo em linha com o esperado e em meio à queda do petróleo. O Dow Jones teve alta de 0,96%, enquanto o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq Composite avançou 0,94%. Na Europa, os mercados acionários registraram uma alta generalizada diante da queda dos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, para 639,1 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,82%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,39%. Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
11/09/2026 12:00:00 +00:00
Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

Cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reúne informações sobre todas as etapas da criação de porcos. Divulgação Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais. O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade. A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui Veja também: Porcos clonados: saiba como será criação de plantel para uso de órgãos em humanos
11/09/2026 11:50:38 +00:00
'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'

Sophia Amoruso. Getty Images A fortuna de Sophia Amoruso, em certo momento, chegou a ser maior que a de Beyoncé. Mas, para chegar a este ponto, ela andou de carona, roubou livros e revirou latões de lixo em busca de comida. Tudo o que ela enfrentou pode parecer uma história típica de ascensão e queda. Mas, como ela própria contou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, a única razão que a levou a criar a marca de roupas Nasty Gal foi que ela não queria trabalhar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ou, pelo menos, não trabalhar como parte do sistema com suas regras definidas, com um único caminho rumo ao progresso e cumprindo o horário das 9 da manhã às 5 da tarde. E foi a marca de roupas que deixou Amoruso milionária. A Nasty Gal chegou a ser a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento de mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio atual), segundo a revista Inc. Agora no g1 "Quando era adolescente, eu não gostava nada do capitalismo", ela conta. "Eu frequentava feiras de livros anarquistas. Não queria viver dentro do sistema." "Eu não tinha necessariamente a motivação para criar uma empresa. Mas, enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido." Em 2006, Amoruso estava sem dinheiro e sem rumo, conferindo crachás de identificação no saguão de entrada de uma escola de arte. Ela havia aceitado aquele trabalho para ter seguro médico e ser operada de uma hérnia. Foi ali que ela decidiu começar a vender roupas vintage no eBay. Seu primeiro contato com o setor de vendas pela internet havia ocorrido anos antes, revendendo livros pela Amazon. "Eu procurava os títulos mais vendidos do jornal The New York Times, entrava em uma loja, empilhava vários que estavam na mesa de entrada, dava meia-volta e saía com os livros", ela conta. "Não tenho muito orgulho disso." Sua segunda plataforma foi o eBay. Ali, Amoruso montou uma loja de roupas vintage com estilo inovador, que se encaixava com a cultura urbana. Ela encontrava as roupas fazendo buscas entre pertences "de pessoas falecidas". A marca se tornou um fenômeno e ajudou a transformar Sophia Amoruso (no centro) em uma espécie de ícone do empreendimento feminino Getty Images Amoruso sabia que podia fazer as roupas descartadas parecerem atrevidas, utilizando suas atraentes amigas como modelos. Ela logo começou a observar o que outras lojas vendiam, o que dava certo, o que inspirava estilistas e quais roupas eram apresentadas nas passarelas e vendidas por milhares de dólares. "Eu sabia onde encontrar aquelas roupas muito mais barato e era criativa", recorda ela. Assim teve início a marca Nasty Gal, um nome tomado emprestado de um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022). Quando Amoruso quis migrar para um website, descobriu que o domínio havia sido anteriormente uma página de pornografia. "No primeiro ano e meio, fiz tudo sozinha", ela conta. "Tirava fotos, editava, colocava preços nas peças, escrevia a descrição, pesava, media, publicava..." "Todos os leilões começavam em US$ 9,99 [R$ 51]. Aquilo valia US$ 10 se eu fizesse parecer incrível e colocasse em uma menina muito elegante, com atitude, que parecesse estar indo para algum lugar genial." Sophia Amoruso começou vendendo roupas vintage no eBay. Getty Images Mulheres lutadoras A imagem de originalidade da marca refletia a forma de pensar de Amoruso. No seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, ela explica sua filosofia para as mulheres. Uma #GIRLBOSS ("menina empoderada", em tradução livre) é alguém que consegue o que quer porque trabalha para chegar lá. "A #GIRLBOSS assume o controle e a responsabilidade", escreve ela. "Você é uma lutadora: sabe quando atacar e quando receber golpes. Às vezes, você desrespeita as normas e, às vezes, as segue, mas sempre nos seus próprios termos." "Você sabe aonde vai, mas não pode ir sem se divertir pelo caminho", prossegue Amoruso. "Valoriza a honestidade, mais do que a perfeição. Faz perguntas. Você leva a vida a sério, mas não leva você mesma muito a sério." Sua clientela começou a ser fiel não apenas às roupas, mas à marca e aos visuais inventados por Amoruso. Por trás dos negócios, havia uma comunidade seduzida por uma forma de fazer as coisas com a qual muitas mulheres se identificavam. Havia uma certa conexão emocional. Tudo começou a decolar muito rapidamente. "Até a atriz Anne Hathaway fazia compras comigo", conta Amoruso. "E também jornalistas, escritores de moda." "Lancei o website e tudo foi vendido em 24 horas." "Fiquei rodeada de pacotes e sem nada na página web, até que me dei conta: Isso vai ser permanente", prossegue ela. "Foi então que contratei meu primeiro funcionário." No primeiro ano, Amoruso ganhou cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 383 mil). No segundo ano, foram US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão); no terceiro, US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões); e, no quarto, US$ 6,5 milhões (R$ 33 milhões). No quinto ano, Amoruso atingiu a marca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões). O incrível é que não havia nenhum investidor apoiando todo este crescimento — pelo menos inicialmente, até que a fama e o dinheiro começassem a bater à sua porta. A época mais divertida Sem pensar duas vezes, um fundo de capital de risco avaliou a Nasty Gal como uma empresa de tecnologia de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão). Na época, o comércio digital estava no auge. Ela recebeu US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) em troca de uma participação na empresa para financiar sua expansão. Para Amoruso, foi ali que começaram a surgir os problemas. "Por muito tempo, esta fase foi a mais divertida", relembra ela. "Fiz a empresa crescer até superar os US$ 100 milhões [R$ 510 milhões] de faturamento, contratei os melhores talentos e trabalhei com os melhores diretores de criação." "Eu tinha belos escritórios", prossegue Amoruso. "Estive nas listas das pessoas mais criativas nos negócios. A Google me levou de avião para a Cannes Lions [o Oscar da publicidade e do marketing] para falar em uma ilha com Jeffrey Katzenberg", fundador, ao lado de Steven Spielberg, do estudo de animação Dreamworks. "A Nasty Gal foi a melhor fase da carreira de muitas pessoas. E muitos que saíram da Nasty Gal, voluntariamente ou não, conseguiram feitos incríveis e tenho muito orgulho disso." 'Tudo começou a desmoronar' Entre 2008 e 2011, as vendas da Nasty Gal cresceram em mais de 10.000%. Mas o crescimento das vendas não se traduz necessariamente em ganhar dinheiro. "Tudo começou a ficar feio quando a empresa foi avaliada em US$ 350 milhões, mais de 10 vezes a sua receita, como se fôssemos a Uber ou algo do tipo. As empresas de moda não estão preparadas para uma escalada tão significativa", explicou ela à BBC. "Os fundadores de marcas devem ter em mente que os interesses dos seus investidores podem não estar alinhados aos interesses da empresa, ou aos seus próprios." Quando chegou a falência, a Nasty Gal havia passado meses inteiros em busca de uma empresa maior para comprá-la. "Você não abre falência da noite para o dia", conta Amoruso. "Percebi que não poderíamos pagar nossos fornecedores, que seria irresponsável manter a empresa em operação e precisávamos encerrá-la." A Nasty Gal cresceu tão rápido que não conseguiu consolidar sua estrutura interna. Sua receita caiu para cerca de US$ 85 milhões (R$ 434 milhões) em 2014. Amoruso passou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson em janeiro de 2015 e assumiu como presidente-executiva. A seguir, vieram as demissões. "Tudo começou a desmoronar", lamenta ela. Comprar apenas o logotipo Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a Nasty Gal por US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões). Mas o que mudou de dono foi a propriedade intelectual da empresa: seu nome, logotipo, endereços na internet, contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes. O grupo Boohoo não comprou a empresa, a equipe, as operações, nem a obrigação legal de gerenciar as devoluções pendentes ou os créditos em lojas, como descobriram posteriormente os clientes indignados. O que o grupo comprou foi o público da empresa. Sophia Amoruso tem hoje 42 anos de idade. Ela passou os anos seguintes dirigindo a empresa Girlboss Media, que inclui um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads. Ela também acabaria vendendo esta companhia. Desde 2023, Amoruso dirige um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, com o apoio de figuras como Paris Hilton. Seus projetos ainda refletem sua filosofia: "As mulheres estão dominando o mundo."
11/09/2026 10:14:15 +00:00
Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano

Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028. A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. "Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac - leia mais abaixo. Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. Reprodução/Eve Air Mobility Produção de até 480 aeronaves A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais. O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini. A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional. O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Leia também: Simulador mostra pouso e decolagem de carro voador e prevê embarque em até 15 minutos em vertiporto Carro voador da Embraer que será produzido em Taubaté faz primeiro teste de transição para voo horizontal Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal Cerca de 300 trabalhadores A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente. Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção. “Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse. A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. Reprodução/VertiMob Produção de protótipos começa antes em São José Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave. Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini. A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté. Certificação pela Anac A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini. A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Integração com a Embraer Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa. A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté. “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini. Investimento de US$ 88 milhões A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté. A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado. “A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini. A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
11/09/2026 04:02:00 +00:00
CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta

Freepik Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal. O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado. ➡️ Conhecido como "Enem dos Concursos", o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas. Agora no g1 A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso. O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro. Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado. Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida. 🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar? De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações. O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais. Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias. ⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso. Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro. Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.
11/09/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 21 - 25 - 40 - 51 - 56 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43 4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
11/09/2026 00:02:54 +00:00
Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026 AP Photo/Jeff Chiu O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança. As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT. Agora no g1 Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos. Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários. Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual. A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade. Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes. Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão. Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.
10/09/2026 22:57:37 +00:00
Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras

Correios abrem novo programa de demissão voluntária Os Correios esperam que o novo empréstimo para aliviar a crise financeira da estatal saia até o dia 15 deste mês, próxima terça-feira. O g1 apurou que a nova injeção de dinheiro deve vir de um novo consórcio de bancos, como feito no final do ano passado para os R$ 12 bilhões, mas dessa vez envolvendo três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e o Deutsche Bank, - e o Banrisul. O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa", acrescentou a estatal. Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.
10/09/2026 21:59:18 +00:00
Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio

Embarcações perto de Ormuz. Reuters O petróleo disparou novamente nesta quinta-feira (10) em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,3% e fechou a US$ 107,63, após superar os US$ 108 durante o pregão — o maior nível desde maio, quando atingiu US$ 114. A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72. De lá para cá, a alta já passa de 49%, devido aos temores de que a guerra continue prejudicando o fluxo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O avanço desta quinta-feira ocorreu após os Houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, assumirem o controle de Moca, importante cidade portuária no sudoeste do país. A área é usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. O grupo também tomou o porto, estratégico no Mar Vermelho, e ameaçou atacar navios sauditas. Além disso, intensificou os ataques contra a infraestrutura de energia do país, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Agora no g1 🔎 O conflito entre Estados Unidos e Irã já havia prejudicado o fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo. Com novos pontos de escoamento afetados, aumentou o temor de redução da oferta, pressionando os preços. O cenário tem preocupado o governo do presidente Donald Trump. O petróleo mais caro pressiona a inflação e os juros nos EUA ao encarecer os combustíveis e outros produtos transportados até as lojas. O movimento ocorre a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro, que vão definir a composição do Congresso americano. Na quarta-feira, Trump afirmou que os preços do petróleo provavelmente não vão cair até depois do pleito. Ataques ameaçam rota estratégica de petróleo Os ataques dos Houthis ameaçam o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que ganhou importância para a Arábia Saudita após a interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb é uma passagem estratégica que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho e faz parte da principal rota marítima entre a Ásia e a Europa, via Canal de Suez. O estreito tem cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa do Iêmen, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses dois pontos marcam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Governo brasileiro reage à alta de preços De olho no ritmo de escalada do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Essa é a versão pura do combustível, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro. Segundo a petroleira, considerando os tributos, a redução líquida no preço será de R$ 0,19 por litro. Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, mostram que a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil. No período, o diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro. * Com informações da AP e da AFP
10/09/2026 20:53:17 +00:00
Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro

Agora no g1 A Rádio Eldorado voltará ao ar em 7 de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM. A emissora passará a operar na frequência 107,9 FM. A nova operação terá patrocínio da Porto, empresa que atua nos setores de seguros, serviços financeiros, mobilidade e saúde. A companhia comprou os naming rights da emissora, ou seja, o direito de associar sua marca ao nome da rádio. Apesar disso, a Porto decidiu manter a marca Eldorado, sem alterar o nome da emissora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as novidades está um programa apresentado pela jornalista Juliana Wallauer, uma das criadoras do Mamilos Podcast, às 19h. O Jornal Eldorado também retorna, com Haisem Abaki entre os âncoras. A programação ainda terá o retorno de atrações como Som a Pino, Fim de Tarde e Bike Repórter. Parte dos programas falados será transmitida em vídeo pelo YouTube. Rádio havia deixado o FM em maio A Eldorado havia anunciado em abril que deixaria a frequência 107,3 FM, operada em parceria com a Fundação Brasil 2000, a partir de 15 de maio. Na época, o Grupo Estado informou que a marca continuaria em plataformas digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e internet. Switcher de rádio Reprodução A saída do FM fazia parte de um movimento de reorganização da operação de áudio do Grupo Estado, em um cenário de mudança nos hábitos de consumo de rádio e crescimento das plataformas digitais. Uma rádio com quase 70 anos Fundada em 1958, a Eldorado é uma das rádios tradicionais de São Paulo e pertence ao Grupo Estado, também responsável pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao longo de sua história, a emissora combinou jornalismo, música e cultura na programação. A rádio também ficou conhecida por programas e coberturas jornalísticas ligados à cidade de São Paulo. Nos últimos anos, passou a ampliar a presença de seus conteúdos em plataformas digitais, incluindo vídeo e podcasts. Com o retorno ao FM, a Eldorado volta a ter uma frequência própria no dial da cidade, enquanto mantém a distribuição de conteúdo pela internet.
10/09/2026 19:14:47 +00:00
Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país

Glifosato sendo aplicado em lavoura, em imagem de arquivo Getty Images A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados -- o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo. A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados. A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato. O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado - passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados. Veja, no vídeo abaixo, detalhes sobre a ação movida pelo MPT em junho: Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho. O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Imagem ilustrativa / agrotóxicos Freepik
10/09/2026 19:13:29 +00:00
Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Agora no g1 Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias. Curso teórico é opcional e pode ser gratuito As aulas teóricas e práticas representavam a maior parte do custo para obter a habilitação, chegando a até R$ 5 mil. Segundo a pasta, a redução desse valor pode chegar a 70%. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. Solicitações de novas CNHs mais que triplicaram O balanço da nova CNH também aponta um aumento de 216% no número de candidatos à primeira habilitação. Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram o documento pela primeira vez. No mesmo período de 2026, esse número chegou a 7.315.625. Mais uma vez, os estados das regiões Norte e Nordeste lideram o ranking dos maiores crescimentos: Amapá: aumento de 485,8%; Sergipe: aumento de 472,5%; Pernambuco: aumento de 468%; Maranhão: aumento de 443%; Paraíba: aumento de 423,8%. A pasta informa que todos os estados registraram aumento no número de solicitações. Ainda assim, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina apresentaram os menores crescimentos: 154,9%, 138,5% e 114%, respectivamente.
10/09/2026 19:11:16 +00:00
Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'

Anthropic Reuters A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem. O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia. Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos. Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução. Agora no g1 A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão. "O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT". 'Brincando com vidas' A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.
10/09/2026 18:22:06 +00:00
Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank começou nesta quinta-feira (10) a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos por meio de bancos parceiros, informou o banco digital brasileiro em comunicado. Os produtos iniciais incluem contas com rendimento, cartões de crédito e débito, transferências de dinheiro e remessas internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo David Vélez e pela cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, durante um evento em Miami. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Nubank firmou parceria com o Lead Bank para oferecer a Nu Account, que rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados. Os recursos ficam depositados no Lead Bank, membro da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites previstos pela legislação local. A conta também inclui cartão de débito, ferramentas para separar valores destinados à poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais. Inicialmente, as remessas poderão ser feitas para Brasil, México e Colômbia. O banco também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard. O produto oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. Segundo o Nubank, o percentual poderá chegar a 2% mediante o cumprimento de condições de elegibilidade. Além dos produtos para o mercado americano, o Nubank anunciou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada a pessoas que movimentam dinheiro entre diferentes países. Na conta, os valores são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC), stablecoins atreladas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento de 3,50% ao ano para USDC e de 2,20% ao ano para EURC. O Nu Global permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. Segundo a empresa, as transferências começarão pela Europa e pela América Latina. Integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses. Os usuários também poderão negociar ativos digitais, como bitcoin e ethereum, diretamente pelo aplicativo. Licença bancária O Nubank solicitou, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional nos Estados Unidos ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional foi concedida em janeiro de 2026. O banco ainda passa por etapas de aprovação junto ao Federal Reserve e à FDIC. Enquanto o processo não é concluído, os serviços lançados nesta quinta-feira serão oferecidos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. A cofundadora e CEO do Nubank nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, afirmou, durante o evento de lançamento em Miami, que a empresa pretende começar a operar diretamente no país no próximo ano. Com informações da agência de notícias Reuters.
10/09/2026 17:08:34 +00:00
Dinamarca quer proibir celulares nas escolas

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O governo da Dinamarca, que planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos, também quer vetar a presença de celulares em escolas e centros de ensino médio, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este governo propõe uma proibição total dos celulares", declarou Frederiksen durante uma coletiva de imprensa. A proibição valerá tanto para as salas de aula quanto para os pátios de recreio, acrescentou. A medida abrangerá os alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Agora no g1 O anúncio foi feito logo após a divulgação do mais recente relatório internacional PISA, que mostrou uma forte queda no desempenho dos jovens dinamarqueses. Com 478 pontos, a Dinamarca ficou ligeiramente abaixo da média europeia, de 482. "Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados", reagiu o ministro da Educação, Magnus Heunicke, após a divulgação dos dados, na terça-feira (08). "Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas", afirmou a chefe de governo. "Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela", lamentou Frederiksen. Seu governo anterior já havia estudado legislar sobre o tema, mas o projeto, que nunca chegou a ser debatido no Parlamento, previa apenas obrigar os conselhos escolares a estabelecer regras para transformar as escolas em espaços livres de celulares.
10/09/2026 16:34:31 +00:00
Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará

Chevrolet Captiva PHEV já é vendida na Argentina. Divulgação / GM A General Motors do Brasil confirmou para novembro o início da produção do Chevrolet Captiva PHEV no Ceará. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) durante discurso do presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, em evento realizado em Santo André (SP). A marca já havia confirmado anteriormente que o SUV híbrido plug-in seria montado no Brasil, mas ainda não havia determinado a data exata. O executivo também confirmou que a GM estuda lançar um compacto elétrico no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na mesma fábrica cearense, já são produzidos o Chevrolet Spark e o Chevrolet Captiva EV. Todos os modelos seguem a estratégia de montagem SKD, formato no qual os componentes chegam da China e são montados no Brasil. Os veículos fazem parte da parceria mantida entre a GM e a SAIC, por meio da joint venture chamada SGMW (SAIC-GM-Wuling). No mercado chinês, o Captiva é comercializado sob o nome de Wuling Starlight S. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A GM ainda não confirmou as especificações técnicas do modelo que será vendido no mercado brasileiro. O Captiva PHEV já é oferecido em diversos mercados globais, inclusive na Argentina. No país vizinho, o SUV conta com motor 1.5 aspirado movido apenas a gasolina, bateria de 20,5 kWh e motor elétrico. A tração é dianteira, com potência de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, além de autonomia registrada nas fichas técnicas que supera os 1.000 km. Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, anuncia para novembro de 2026 a produção do Captiva PHEV no Ceará. Divulgação / GM Captiva 100% elétrico Assim que a GM confirmou no começo de 2026 a produção do Chevrolet Captiva EV no Brasil, o g1 testou o SUV 100% elétrico e apontou cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido: 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio-ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.
10/09/2026 14:38:58 +00:00
A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável

Críticos dizem que a Apple mudou pouco o design do iPhone desde o lançamento, em 2007 Cortesia da Apple (via BBC) Em sua segunda semana como CEO da Apple, John Ternus anunciou a primeira grande mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, subiu ao palco nesta quarta-feira (9/9) durante o evento anual de lançamentos da empresa, diante de imagens gigantes do primeiro iPhone dobrável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o formato semelhante ao de um caderno, o novo iPhone, batizado de Duo, é o maior já lançado pela empresa. Também é o mais caro: o preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e chega a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999. O novo CEO disse que o Duo foi "inspirado no iPad", mas afirmou que os recursos de dobra são "fluídos e completamente intuitivos". iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone dobrável vinha sendo desenvolvido internamente pela Apple havia vários anos. Aberto, o novo Duo se parece com um iPad pequeno. Dobrado ao meio, lembra um iPhone mais largo. Durante o evento, Ternus disse que a Apple queria evitar a aparência e a sensação de uso de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado, que, segundo ele, "parecem dois telefones colados um ao outro… fazendo uma tela maior parecer muito menor". Para Ternus, o Duo é resultado de "uma série de inovações extraordinárias que vão redefinir a experiência de usar um telefone dobrável". O CEO da Apple participou diretamente do desenvolvimento do iPhone dobrável. Antes de ser escolhido neste ano para suceder Cook, ele passou muitos anos como um dos principais executivos da divisão de hardware da Apple. O novo iPhone dobrável pode ser usado de duas formas Cortesia da Apple (via BBC) Ben Wood, analista-chefe da empresa de pesquisa de tecnologia CCS Insight, afirmou que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para "coincidir com o que será, possivelmente, um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos". "Nada acontece por acaso na Apple", acrescentou Wood. Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies que acompanhou a apresentação na quarta-feira, disse que o destaque dado a Ternus fazia parecer "quase como se ele próprio fosse um produto". A mudança no design do iPhone pode ser uma resposta às críticas de que a Apple ainda não conseguiu lançar um grande sucesso nem apresentar uma inovação realmente empolgante desde a chegada do primeiro iPhone, em 2007. "O dobrável corre o risco de se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, mas sem gerar crescimento relevante", afirmou Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester. Até agora, o maior preço inicial de um novo iPhone era de US$ 900 (cerca de R$ 4.600). Na quarta-feira, a Apple também apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, que, nos EUA, custam a partir de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.100) e US$ 1.299 (cerca de R$ 6.600), respectivamente. No Brasil, os preços começam em R$ 11.999 e R$ 12.999. Chatterjee, da Forrester, afirmou que o iPhone dobrável pode seguir o mesmo caminho do headset Vision Pro, da Apple, lançado por US$ 3.699 (cerca R$ 18,9 mil), que não conquistou os consumidores e não é vendido oficialmente no Brasil. Ou pode se tornar o próximo Apple Watch da empresa que, embora seja menos popular que o iPhone, é comprado por milhões de pessoas todos os anos. Outro possível obstáculo para que o novo modelo seja um sucesso de vendas é o fato de os consumidores já estarem acostumados à forma como o iPhone funciona. "Os dobráveis são aparelhos interessantes", observou Milanesi. "Muita gente fica curiosa, mas existe de fato uma curva de aprendizado, tanto no software quanto na adaptação necessária para passar de um telefone tradicional para um dobrável." No Brasil, a pré-venda do iPhone Duo começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999, segundo o site oficial Cortesia da Apple (via BBC) Wood observou que os smartphones dobráveis vendidos atualmente por empresas como Samsung e Huawei representam apenas 2% das vendas de smartphones. Mesmo com a versão da Apple provavelmente ampliando o interesse e a demanda por esse tipo de aparelho, a expectativa é que os dobráveis respondam por apenas 4% do mercado total na próxima década, segundo a empresa de dados e análises FDM CCM Insight. O iPhone é o produto mais vendido da Apple e corresponde a mais da metade das vendas anuais da empresa. Nos últimos trimestres, a empresa tem se orgulhado de afirmar que a procura pelo iPhone nunca foi tão alta. A versão mais recente do aparelho se tornou o lançamento de produto mais bem-sucedido de sua história. A empresa também revelou mais detalhes sobre o relançamento de sua assistente de áudio e conversa Siri, que agora chama de Siri AI. A partir do iPhone 18, a assistente poderá consultar diferentes informações armazenadas no telefone de uma pessoa, como mensagens e emails, para localizar dados, responder a perguntas e realizar tarefas em nome do usuário. Alguns recursos da Siri AI também estarão disponíveis no novo Apple Watch, entre eles a possibilidade de registrar conversas e transcrevê-las, caso o usuário ative a função. Ternus descreveu os novos recursos de IA do iPhone como uma "central pessoal inteligente" e reconheceu que a Apple passará a lidar com "os detalhes mais privados da sua vida cotidiana". Mas acrescentou que essas informações permanecerão privadas. Segundo Ternus, os recursos de IA muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando for necessário usar um serviço de terceiros para executar alguma função, acrescentou, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto, ou na nuvem. "Outros veem esses dados como algo a ser coletado e armazenado", afirmou Ternus. "Aqui, nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu." LEIA TAMBÉM: Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA
10/09/2026 14:06:06 +00:00
Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com isso, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. Segundo a estatal, mesmo com o fim do desconto, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 nos tributos federais anunciada pelo governo, medida que também entra em vigor nesta quinta-feira. (entenda mais abaixo) Agora no g1 De acordo com a Petrobras, o preço da gasolina, já considerados os tributos, ficará R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até quarta-feira (9). Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,51 por litro. No mesmo intervalo, o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,88 por litro, enquanto o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro. Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Como é formado o preço dos combustíveis? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: ⛽ Gasolina 27,3%: parcela recebida pelas refinarias; 24,6%: distribuição e revenda; 24,1%: imposto estadual; 13,7%: custo do etanol anidro; 10,3%: impostos federais. ⛽ Diesel 41,1%: parcela recebida pelas refinarias; 25,9%: distribuição e revenda; 17,0%: imposto estadual; 11,3%: biodiesel; 4,7%: impostos federais.
10/09/2026 13:40:15 +00:00
Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027

Ford Ranger 3.0 V6 Limited 2026 Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta (10) um recall para as Ranger, modelo 2026, equipadas com motor 3.0. A convocação ocorre devido a um problema no tubo cruzado de escape do motor, que pode apresentar vazamento de gás sem aviso prévio ao motorista por causa de uma falha no aperto das porcas de fixação. Segundo a empresa, o defeito pode fazer com que os níveis de emissões atmosféricas ultrapassem os limites previstos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em situações mais críticas, a falha pode gerar ruído incomum no motor, odor de gases de escapamento e acendimento da luz de advertência no painel. O reparo prevê a inspeção do componente e, se houver necessidade, o reaperto das porcas e a substituição gratuita das juntas do tubo cruzado de escape. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de seis horas, com possibilidade de variação de acordo com o fluxo da concessionária. Agora no g1 A campanha abrange os veículos produzidos entre 9 de dezembro de 2025 e 5 de março de 2026, com os oito últimos dígitos do chassi compreendidos entre TJ024093 e TJ045379. Os atendimentos em oficina terão início no primeiro trimestre de 2027, assim que a solução estiver disponível na rede autorizada. A montadora anunciou que fará um novo chamamento aos consumidores para marcar o reparo quando esta fase for liberada. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação. Recentemente, a Ranger Raptor também teve uma campanha de recall anunciada. O possível defeito está nas capas dos airbags laterais.
10/09/2026 13:05:55 +00:00
Conflito no Oriente Médio pode encarecer produtos e pressionar inflação, diz CEO da Nestlé

Guerra no Oriente Médio completa seis meses A Nestlé está aumentando preços, reformulando produtos e retirando itens pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais, diante da alta dos custos de energia, frete e matérias-primas provocada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, afirmou à Reuters o presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil. Segundo o executivo, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura seis meses, teve pouco impacto direto sobre as vendas da Nestlé na região. O efeito maior, porém, aparece nos custos dos fornecedores, que podem ser repassados para os produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Todos os nossos fornecedores terão algum aumento de custos”, disse Navratil. “Alguns desses custos virão até nós e teremos que mitigá-los, garantindo que os consumidores acompanhem caso tenhamos que aumentar preços.” A Nestlé é dona de marcas como Nescafé, Maggi e KitKat e tem mais de 2 mil marcas em seu portfólio. Energia, frete e matérias-primas De acordo com o CEO, o conflito aumenta os custos dos insumos utilizados pela indústria de alimentos. A empresa afirma que está buscando maneiras de reduzir despesas para evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Além de reajustar preços, a Nestlé está reformulando produtos e procurando reduzir custos. A companhia também pretende eliminar produtos pelos quais os consumidores não estejam dispostos a pagar mais, segundo Navratil. O executivo não informou quais produtos podem deixar de ser vendidos. “Mas haverá efeitos primários em termos de inflação no que compramos, em termos de custos de insumos”, afirmou. O Oriente Médio representa entre 2% e 3% do faturamento total da Nestlé, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços (US$ 111 bilhões). Por isso, segundo Navratil, o impacto direto da guerra sobre as vendas da companhia é limitado. Preços dos alimentos A pressão sobre os custos ocorre em um momento de alta nos preços internacionais de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que o mundo pode estar caminhando para um novo período de inflação de alimentos. 💰 O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de produtos alimentícios comercializados internacionalmente, ficou em 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos registrados em junho. Foi o maior nível do indicador desde janeiro de 2023. Nestlé revisa portfólio A estratégia de redução de custos faz parte de uma revisão mais ampla do portfólio da Nestlé. A companhia vendeu recentemente uma participação em seu negócio de água engarrafada e também está deixando o segmento de vitaminas. Navratil, que recebeu a missão de concentrar a empresa em suas principais marcas, afirmou, porém, que a Nestlé continua aberta a fazer aquisições. “Isso não significa que a Nestlé esteja apenas se desfazendo de ativos. Como sempre, estamos abertos a adquirir empresas que sejam estrategicamente importantes”, disse. O executivo não deu detalhes sobre possíveis aquisições. Empresa defende participação em discussão sobre rótulos na Índia Em outro assunto, Navratil afirmou que fabricantes de alimentos deveriam participar das discussões sobre uma proposta para incluir advertências sobre açúcar, sal e gordura na parte frontal das embalagens na Índia. A Reuters informou em agosto que empresas estavam fazendo lobby contra os avisos, segundo documentos e registros analisados pela agência. Navratil afirmou que a Nestlé já retirou milhares de toneladas de açúcar, sal e gordura de seus produtos, mas defendeu que a rotulagem seja feita de maneira adequada e leve em conta o tamanho das porções.
10/09/2026 12:27:36 +00:00
Especialistas e empresários defendem reforma tributária em carta-manifesto a candidatos à Presidência da República

Cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades da área econômica e tributária divulgaram uma carta-manifesto aos candidatos à Presidência da República em defesa da reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. Entre os signatários, estão: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Andrea Calabi, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); o empresário Jorge Gerdau; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para reforma tributária no governo do ex-preidente Jair Bolsonaro; e Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 🔎Veja a lista dos economistas que subscreveram a carta-manifesto no fim dessa reportagem. Agora no g1 No documento, eles avaliam que a reforma tributária, atualmente em fase de implementação, representa um "grande avanço institucional que corrige distorções que prejudicam sobremaneira a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento de nosso país". "Nesse contexto, propostas que defendam sua revogação ou suspensão são vistas com grande preocupação, pois geram insegurança e comprometem os benefícios esperados da reforma", acrescentam eles, na carta-manifesto. Segundo o documento, o modelo de IVA Dual (CBS e IBS), novos impostos sobre o consumo não cumulativos do governo federal, estados e municípios, que substituirão outros tributos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, "incorpora o que há de melhor na experiência internacional de tributação de bens e serviços". "O modelo brasileiro introduz várias inovações relevantes, possíveis graças ao nosso avanço tecnológico na gestão de documentos fiscais eletrônicos e de meios eletrônicos de pagamento", observam os analistas. Segundo eles, a reforma tributária permitirá: simplificar a estrutura tributária, reduzindo custos para as empresas e desestimulando o contencioso tributário, que resulta da complexidade do sistema atual; desonerar totalmente os investimentos e as exportações, através da eliminação da incidência cumulativa e das restrições ao ressarcimento de saldos credores acumulados que caracterizam o sistema tributário atual; corrigir distorções na forma de organização da produção, que reduzem a produtividade e dificultam o crescimento do Brasil; reduzir a sonegação e as fraudes, viabilizando menores alíquotas para os novos tributos, beneficiando os bons contribuintes; tornar o sistema mais progressivo, através da devolução de parcela dos tributos para as famílias de baixa renda, e mais transparente, explicitando o custo dos tributos para os consumidores; implementar a tributação no destino, eliminando a guerra fiscal entre os entes da federação; criar um novo modelo de política de desenvolvimento regional, substituindo o regime distorcido e ineficiente baseado em incentivos fiscais pouco transparentes; e fortalecer o pacto federativo e garantir a autonomia dos estados e municípios para que estabeleçam, de forma transparente e em diálogo com seus cidadãos, o nível de tributação adequado às necessidades e prioridades de cada jurisdição. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Aperfeiçoamento No documento, os especialistas admitem que há "custos de transição" na reforma tributária, mas acrescentam que, em sua visão, os "efeitos de longo prazo da Reforma Tributária são inequivocamente positivos". A expectativa do Ministério da Fazenda é de que a reforma impulsione o PIB em até 20,2% em 15 anos por conta do aumento da produtividade e dos investimentos. "O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação. Divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a Reforma Tributária ou interromper sua efetivação. Isso geraria insegurança para as empresas e entes federativos que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime", acrescentaram os analistas. Para eles, a reforma é uma "conquista do Estado brasileiro, não de um governo ou partido político específico". Analisam que ela foi "construída democraticamente e aprovada pelo Congresso Nacional, após profundas discussões envolvendo os entes federativos e os diferentes setores da sociedade". "Por essas razões, convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da Reforma Tributária do Consumo", concluem. O que dizem os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Candidato avalia, em seu plano de governo, que a reforma tributária amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais. Diz, ainda, que a cesta básica ficará isenta desses impostos e os mais pobres terão direito a um mecanismo de cashback, o que favorece a progressividade tributária. Em um eventual novo mandato, afirma que buscará assegurar tratamento tributário justo na implementação da reforma tributária e estimular uma cultura de inovação tecnológica e inserção exportadora. Flavio Bolsonaro (PL): Em seu programa de governo, candidato promete promover a "revisão e o redimensionamento da reforma tributária e a "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz, no documento. Augusto Cury (Avante): No plano de governo, candidato diz que irá avaliar os impactos da reforma tributária sobre os diferentes setores da economia, com especial atenção às micro e pequenas empresas e aos segmentos estratégicos para o desenvolvimento e a geração de empregos. "Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica". Ronaldo Caiado (PSD): Candidato diz, em seu plano de governo, que a carga tributária já é elevada e que o "sistema permanece complexo". Promete criar regime tributário estável para bens de capital e serviços de data center, coerente com a reforma tributária, condicionado a energia nova e renovável, eficiência hídrica com métricas públicas e resfriamento de ciclo fechado, reserva de capacidade para universidades, pesquisa e empresas brasileiras, qualificação e emprego local e investimento na rede elétrica. Renan Santos (Missão): Plano de governo não traz uma menção específica à reforma tributária. Cita, porém, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. Diz que essas propostas já deverão estar presentes em um projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um "novo modelo mais inteligente. Romeu Zema (Novo): Candidato promete, em seu plano de governo, assegurar uma "implementação eficaz" da reforma tributária. Objetivo seria evitar que a regulamentação "replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos, garantindo monitoramento técnico transparência sobre impactos setoriais e compromisso verificável de neutralidade da carga tributária". Especialistas que assinaram a carta-manifesto Afonso Arinos: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Alexandre Manoel: Economista, consultor e ex-secretário do Ministério da Fazenda Alexandre Schwartsman: Ex-diretor do Banco Central do Brasil e consultor Alexis Fonteyne: Ex-deputado federal e empresário Amaury Rezende: Professor titular da USP/FEARP Ana Carla Abrão Costa: Economista Ana Paula Vescovi: Ex-secretária do Tesouro Nacional e consultora Andrea Calabi: Professor FEA-USP, Ph.D. Berkeley, pesquisador Fipe. Foi Secretário do Tesouro Nacional, Secretário de Fazenda do Estado de São Paulo e Presidente do Banco do Brasil e do BNDES Ângelo de Angelis: Ex-auditor fiscal, economista e consultor Aod Cunha: Ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul Armando Monteiro Neto: Ex-Senador e Ex-Presidente da CNI Armínio Fraga: Economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil Bernard Appy: Economista, ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Bráulio Borges: Economista-sênior da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE Camilla Cavalcanti: Ex-diretora da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Carlos Eugenio da Costa: Professor e pesquisador da FGV/EPGE César Mattos: Economista e consultor da Câmara Ciro Biderman: Diretor do FGV Cidades Cleveland Prates: Ex-conselheiro do CADE e consultor Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt: Economista e Professora da FGV Cristina Pinotti: Economista e consultora Daniel Loria: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Décio Padilha: Ex-secretário da Fazenda de Pernambuco Eduardo Fleury: Advogado e economista, ex-consultor do Banco Mundial Elena Landau: Advogada e economista, ex-diretora do BNDES Ernesto Lozardo: Professor de economia da EAESP-FGV e ex-presidente do IPEA Eurico de Santi: Professor e coordenador do NEF da FGV Direito SP e diretor do CCiF Fábio Colletti Barbosa: Administrador e executivo Fábio Giambiagi: Ex-superintendente de Planejamento do BNDES e exconsultor do BID Felipe Salto: Ex-diretor-executivo da IFI, ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, economista-chefe Fernando de Holanda Barbosa: Professor da FGV/EPGE Fernando de Holanda Barbosa Filho: Professor e pesquisador do FGV/IBRE Fernando Valente Pimentel: Representante de setor empresarial George Bezerra: Ex-economista da CNI e professor de economia Giovanni Padilha: Auditor fiscal da Receita Estadual na Sefaz-RS Haroldo Ferreira: Representante de setor empresarial Helcio Tokeshi: Economista, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda Heleno Torres: Professor Titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP e advogado Horácio Lafer Piva: Empresário Idarilho Gonçalves Nascimento Neto: Representante de setor empresarial Isaías Coelho: Pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP João Batista Ferreira Dornellas: Representante de setor empresarial Jorge Arbache: Professor de Economia da UnB e ex-economista sênior do Banco Mundial Jorge Gerdau Johannpeter: Empresário Jorge Jatobá: Ex-secretário de Política de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e secretário da Fazenda de Pernambuco, professor titular aposentado da UFPE José Augusto de Castro: Representante de setor empresarial José Ricardo Roriz Coelho: Representante de setor empresarial José Roberto Mendonça de Barros: Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República José Teófilo Oliveira: Ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo José Velloso Dias Cardoso: Representante de setor empresarial Josué Gomes da Silva: Empresário, ex-presidente da FIESP Josué Pellegrini: Ex-diretor da IFI Leonardo Alvim: Procurador da Fazenda Nacional, coordenador do Comitê Tributário da Câmara de Segurança Jurídica da AGU Leonel Pessoa: Professor da FGV Direito SP Luiz Carlos Hauly: Deputado Federal Luiz Henrique Braido: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Maílson da Nóbrega: Economista, ex-ministro da Fazenda no período 1988- 1990 Manoel Procópio Moura Júnior: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária Marcelo Chara: Representante de setor empresarial Marcelo Portugal: Professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcio Ferreira Verdi: Secretário-executivo do CIAT Márcio Holland: Professor da EESP/FGV e ex-secretário de Política Econômica Marco Polo de Mello Lopes: Representante de setor empresarial Marcos Mendes: Doutor em economia e pesquisador associado do Insper Marcus Pestana: Diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) Maria Carolina Gontijo: Advogada tributarista, professora e dona do perfil Duquesa de Tax nas redes sociais Maria Helena Zockun: Diretora de pesquisas da FIPE Mario Engler: Professor da FGV Direito SP Mario Ramos Ribeiro: Professor titular da UFPA Mário Sérgio Carraro Telles: Mestre em economia pelo CEDEPLAR/UFMG Marta Arretche: Cientista política, professora titular do Departamento de Ciência Política da USP Martus Tavares: Ex-ministro do Planejamento Miguel Abuhab: Engenheiro e empresário global na área de tecnologia Nelson Machado: Diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Ex-ministro da Previdência Social Otaviano Canuto: Ex-vice-presidente e diretor executivo no Banco Mundial, ex-diretor executivo no FMI e ex-vice-presidente no BID Paulo Camilla Penna: Representante de setor empresarial Paulo Tafner: Economista e diretor presidente do IMDS Pedro Cavalcanti: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Pedro Fernando Nery: Professor de Economia do IDP Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior: Economista e pesquisador em política tributária Pedro Passos: Empresário Pedro Wongtschowski: Empresário Raul Velloso: Economista e presidente do INAE Renato Baumann: Economista do IPEA e professor da UnB Renato Fragelli Cardoso: Professor e pesquisador da FGV-EPGE Renato Villela: Ex-secretário da Fazenda de SP e RJ Ricardo Varsano: Consultor de política tributária, ex-economista sênior do FMI e ex-diretor de pesquisa do Ipea Rodrigo Maia: Ex-presidente da Câmara dos Deputados Rozane Siqueira: Professora titular do Departamento de Economia da UFPE Samuel Pessôa: Economista e pesquisador do FGV IBRE Sérgio Gobetti: Pesquisador do IPEA, ex-secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária da SPE/Ministério da Fazenda Sérgio Prado: Professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Silvia Mattos: Professora e Pesquisadora do FGV/IBRE Synésio Batista da Costa: Representante de setor empresarial Tatiana Ribeiro: Diretora Executiva do Movimento Brasil Competitivo, entidade que reúne mais de 80 empresas Vander Lucas: Professor da Universidade de Brasília Vanessa Rahal Canado: Professora do Insper e ex-assessora especial do Ministro da Economia para assuntos relacionados à reforma tributária Zeina Abdel Latif: Economista e Consultora da Gibraltar Consulting
10/09/2026 12:13:47 +00:00
Dólar recua e Ibovespa avança com eleições no radar dos investidores

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda nesta quinta-feira (10), com um recuo de 0,18%, cotado a R$ 5,1026. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O cenário eleitoral brasileiro voltou a ficar no radar dos mercados, após uma nova pesquisa indicar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Investidores também seguem atentos às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações relacionadas ao Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Outro destaque da sessão ficou por conta dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos. Os preços aumentaram 0,4% no mês passado, em linha com as expectativas e puxado por uma recuperação no custo de produtos de energia. O indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. O petróleo alcançou o maior patamar desde maio nesta quinta-feira, após o Irã informar que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. A piora do conflito continua a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,34%, cotado a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 6,69%, a US$ 102,48 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,49%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +6,12%; Acumulado do ano: +16,85%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral no Brasil Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10) indicou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico. Os dados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e chegaram a inverter a trajetória de queda da bolsa brasileira vista pela manhã. Além disso, o mercado também segue atento às decisões do STF relacionadas ao caso do Banco Master. Na véspera, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, após os dados de inflação ao produtor aumentarem as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião deste mês. O Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite recuou 0,65%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, em meio à piora do conflito no Oriente Médio e conforme aumentaram as expectativas de novas altas de juros na região, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado os custos dos empréstimos e alertado para um aumento da inflação devido à alta nos custos de energia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%, aos 635,97 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,84%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizou 0,57%. Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda, à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio reacenderam preocupações os preços do petróleo e a inflação global. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 0,43%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,53%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
10/09/2026 12:00:14 +00:00
Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta quinta-feira

Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta Claudia Assencio/g1 Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria. As negociações, no entanto, foram retomadas, e os trabalhadores terão novas assembleias nesta sexta-feira (11) para avaliar as propostas apresentadas pelo banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional. No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Agora no g1 Em outras 39 bases sindicais, os funcionários aprovaram a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estão São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP). A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários. O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental e ao combate ao assédio no ambiente de trabalho, além de regras sobre o direito à desconexão fora do horário de expediente e transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. O acordo também prevê a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências. Segundo a instituição, trabalhadores participarão de novas assembleias em todo o país para reavaliar as propostas apresentadas pelo banco na última rodada de negociação. O g1 procurou os sindicatos dos bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito (Contec) para entender os principais motivos da rejeição da proposta por parte dos trabalhadores. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. O banco também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões relacionadas aos funcionários do BB. Segundo a instituição, foram realizadas diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país. O BB informou ainda que os clientes podem utilizar o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do WhatsApp, pelo número (61) 4001-0001. A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes. Caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, a instituição informou que vai retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O banco afirmou também que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações dos bancários para a campanha salarial deste ano. Segundo a entidade, as negociações foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de abrangência nacional e unificada. A convenção reúne 171 bancos e cerca de 414 mil bancários que trabalham em aproximadamente 3,6 mil municípios do país. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais que representam bancários e bancos. Caixa rejeitou proposta Na Caixa, os trabalhadores não aprovaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco. Com a rejeição, os empregados decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado. Na terça-feira (8), a Caixa enviou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para convocar a entidade para uma reunião de negociação na última quarta-feira (9). A Contraf-CUT representa os empregados da Caixa nas negociações específicas do banco, enquanto a CCT assinada nesta quarta-feira estabelece as regras gerais para a categoria bancária. Segundo Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. A entidade afirma que, apesar de a Caixa não ter apresentado uma nova proposta, o banco se comprometeu a avançar nas negociações e marcou uma nova reunião para a manhã desta quinta-feira (10). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a paralisação deve ser mantida até que novas assembleias avaliem eventuais avanços na negociação. Entre os principais pontos de discordância está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. O que prevê a convenção coletiva Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi resultado de 13 rodadas de negociação realizadas ao longo de mais de dois meses. Além dos reajustes salariais, a entidade destaca medidas voltadas à prevenção do adoecimento mental, combate ao assédio e proteção do direito à desconexão. Também foram incluídas regras para dar mais transparência ao monitoramento digital dos trabalhadores. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a negociação garantiu aumento real por dois anos e a manutenção das cláusulas previstas na convenção. Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT A dirigente também citou como próximos temas de negociação a aplicação da NR-1, o combate às metas abusivas e a busca por ambientes de trabalho considerados mais saudáveis pela categoria. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal
10/09/2026 11:37:08 +00:00
iOS 27 turbinado com IA será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple anunciou na terça-feira (9) que o iOS 27, novo sistema operacional dos iPhones, será lançado na próxima segunda-feira (14) para todos os modelos compatíveis. (Veja abaixo). O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa apresentou o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max. (Saiba mais no vídeo acima). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as mudanças visuais do iOS, a Apple apresentou uma nova versão do Liquid Glass, efeito translúcido inspirado em vidro que aparece em elementos da interface, como notificações, botões e barras de comando. O novo iOS 27 será compatível com iPhones a partir do SE de 2ª geração. Liquid Glass um pouco mais personalizável iPhone Duo divulgação/Apple De acordo com a empresa, o Liquid Glass agora pode ser ainda mais personalizado pelo usuário, que poderá optar por um visual mais transparente ou mais opaco. Os ícones dos aplicativos, como Mapas e Safari, também foram atualizados e passaram a incorporar mais características do Liquid Glass, com maior destaque para os efeitos de transparência e reflexo. Liquid Glass Reprodução A nova 'Siri IA' Usando o Gemini (do Google), a Apple também apresentou uma nova versão da Siri. Segundo a empresa, a assistente ganhou um app próprio e foi reformulada para ficar mais fluida e intuitiva. Entre as novidades, está a "inteligência visual", em que Siri passa a entender o que está sendo exibido na tela do iPhone. Em uma das demonstrações, a assistente identificou um local mostrado em uma foto do Instagram e sugeriu uma rota até o destino usando o app Mapas. A câmera do iPhone vai ter um "Modo Siri" para fazer buscas visuais usando a Siri IA – como informações nutricionais de um prato de comida. A nova Siri AI também vai permitir ajustes no tom e na velocidade da voz Reprodução A empresa também mostrou que a Siri poderá acessar informações atualizadas em tempo real. Como exemplo, a assistente exibiu a tabela da Copa do Mundo e a classificação das seleções durante a competição. A Apple afirmou ainda que a voz da Siri está mais natural e expressiva, com o objetivo de tornar as interações mais parecidas com uma conversa humana. Os usuários também poderão ajustar características como velocidade e nível de expressividade da voz. Mais novidades de IA A Apple também anunciou novos recursos de IA para aplicativos próprios, como Safari, Mensagens, Mail, Calendário e Telefone. Segundo a empresa, a proposta é tornar essas ferramentas mais integradas entre si. Uma das novidades está no app Casa (Home), usado para controlar dispositivos inteligentes. O aplicativo passará a exibir resumos automáticos de imagens captadas por câmeras de segurança, com descrições como "homem entregou um pacote" ou "pessoa chegou com uma cesta de frutas". O Image Playground, aplicativo de criação de imagens com IA, ganhará novos recursos para gerar cenas e ilustrações. Em uma das demonstrações, a Apple mostrou a criação de uma imagem de bolo de aniversário a partir da foto de um contato. Já o app Fotos receberá ferramentas mais avançadas de edição. Entre elas estão recursos para ampliar imagens, ajustar enquadramentos e fazer alterações com maior nível de detalhe. Sistema promete ganho de desempenho A Apple afirmou que o iOS e o macOS ficarão mais rápidos graças a melhorias no uso da memória RAM e do processador. Segundo a empresa, uma das áreas beneficiadas será a navegação pela biblioteca de fotos do iPhone. As buscas em Macs, iPads e iPhones também devem ficar mais ágeis devido a mudanças no sistema de indexação de arquivos. A Apple disse que parte dessas melhorias estará disponível até mesmo em modelos mais antigos, como o iPhone 11. Outra novidade é o AirDrop, ferramenta de transferência de arquivos da empresa. Segundo a Apple, o recurso está até 80% mais rápido do que na versão anterior. Outras novidades Equalizador nos AirPods Reprodução Sem entrar em muitos detalhes, a Apple anunciou que seus fones, os AirPods, ganharão acesso a um equalizador de áudio. Segundo a empresa, o recurso estará disponível nas próximas versões dos sistemas. Em parceria com a Academia Americana de Pediatria, a Apple anunciou um novo plano de uso de dispositivos para menores de 13 anos. A proposta é oferecer aos pais mais ferramentas para controlar o conteúdo acessado pelos filhos em aplicativos e jogos. Além disso, crianças poderão solicitar autorização aos pais para acessar sites ou utilizar aplicativos diretamente pelos dispositivos da Apple. Veja os iPhones compatíveis com iOS 27 iPhone 17 Pro Max iPhone 17 Pro iPhone Air iPhone 17 iPhone 17e iPhone 16 Pro Max iPhone 16 Pro iPhone 16 Plus iPhone 16 iPhone 16e iPhone 15 Pro Max iPhone 15 Pro iPhone 15 Plus iPhone 15 iPhone 14 Pro Max iPhone 14 Pro iPhone 14 Plus iPhone 14 iPhone 13 Pro Max iPhone 13 Pro iPhone 13 iPhone 13 mini iPhone 12 Pro Max iPhone 12 Pro iPhone 12 iPhone 12 mini iPhone 11 Pro Max iPhone 11 Pro iPhone 11 iPhone SE (2ª geração) iPhone Air: primeiras impressões do celular fininho e quais são seus rivais Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
10/09/2026 11:24:05 +00:00
Índia vai pressionar por criação de moeda digital do BRICS apesar de obstáculos, diz agência

Cédula simbólica dos Brics apresentada em Fórum Econômico de São Petersburgo. Reprodução/Redes sociais A Índia deve pressionar pela integração das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do BRICS para facilitar pagamentos internacionais durante uma cúpula do grupo nesta semana. País vai apoiar proposta apesar de obstáculos políticos e técnicos que podem limitar seu avanço, disseram duas fontes que preferiram anonimato. A Índia preside o BRICS neste ano. Os líderes do grupo se reunirão em Nova Delhi nos dias 12 e 13 de setembro. O Reserve Bank of India (RBI), o banco central indiano, propôs em janeiro a integração das moedas digitais oficiais dos países para facilitar o comércio internacional, informou a Reuters. O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A proposta de integração das moedas digitais dos bancos centrais fará parte da agenda da reunião de líderes, disseram as fontes. A baixa adoção dessas moedas digitais em todo o mundo, no entanto, pode dificultar sua implementação. LEIA TAMBÉM: Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes Agora no g1 As fontes não quiseram ser identificadas devido à sensibilidade do tema e porque não estão autorizadas a falar com a imprensa. Os ministérios indianos das Relações Exteriores e das Finanças e o banco central do país não responderam aos pedidos de comentário enviados por e-mail. Desafios políticos e técnicos A proposta da Índia dará continuidade à declaração aprovada na cúpula do BRICS de 2025, no Rio de Janeiro, que defendeu a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento dos países-membros para tornar as transações internacionais mais eficientes. Qualquer avanço na integração das moedas digitais dos bancos centrais, porém, deve enfrentar desafios significativos. Discussões anteriores dentro do BRICS sobre a criação de mecanismos de pagamento compartilhados avançaram pouco, evidenciando as dificuldades de integrar infraestruturas financeiras de países com sistemas e interesses diversos. As relações tensas entre alguns países, como Irã e Emirados Árabes Unidos, continuarão sendo um obstáculo, disse uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos cortaram relações financeiras com o Irã, segundo ela. A Índia também tem demonstrado resistência em aprofundar a integração financeira com a China, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, acordos desse tipo exigiriam um nível maior de confiança entre os dois países. A Índia barrou uma proposta da Alipay+ para se conectar ao sistema indiano de pagamentos instantâneos em transações internacionais por questões de segurança nacional relacionadas aos vínculos da empresa com a China, informou a Reuters. Também seriam necessários acordos de swap cambial para ajudar a administrar desequilíbrios comerciais antes que a integração das moedas digitais pudesse entrar em operação, acrescentou a fonte. Os países do BRICS já estudaram alternativas aos pagamentos baseados no dólar. Entre elas estava uma proposta do Brasil para a criação de uma moeda comum para o grupo, mas o plano não avançou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado o bloco contra uma iniciativa desse tipo e ameaçado impor tarifas elevadas. A Índia não tem interesse em substituir o dólar, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, o objetivo da integração das moedas digitais oficiais é tornar os pagamentos internacionais mais fáceis e rápidos.
10/09/2026 11:09:10 +00:00
Transpetro prorroga inscrições de concurso com mais de 4 mil vagas e altera data das provas

Transpetro abre processo seletivo com 4.171 vagas e salários de até R$ 15 mil A Transpetro, empresa de transporte da Petrobras, prorrogou nesta quinta-feira (10) as inscrições dos concursos para as áreas de terra e mar até 21 de setembro e adiou para 6 de dezembro a aplicação das provas. A mudança foi divulgada no site da estatal e, segundo a empresa, ainda será publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ao todo, a estatal oferece 281 vagas imediatas, além de 3.890 para cadastro de reserva, totalizando 4.171 oportunidades, distribuídas entre 61 cargos e ênfases dos quadros de terra e mar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com remunerações mínimas garantidas que variam de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde. Ao todo, foram publicados quatro editais. Para o quadro de terra, há um processo seletivo para cargos de nível médio/técnico e outro para nível superior. Já para o quadro de mar, um edital é destinado a oficiais e outro a suboficiais e guarnição. As vagas abrangem áreas como administração, contabilidade, manutenção, enfermagem, engenharia, tecnologia e advocacia, além de cargos marítimos, como auxiliar de saúde, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e oficiais de máquinas e de náutica. No quadro de terra, a remuneração mínima garantida é de R$ 6.539,54 para nível médio/técnico e de R$ 14.973,62 para nível superior. No quadro de mar, a remuneração mínima garantida varia conforme o cargo, de R$ 5.464 a R$ 15.034,81. O maior valor é oferecido para segundo oficial de náutica. Veja abaixo os editais: ➡️ EDITAL 1 - Mar (auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro). ➡️ EDITAL 2 - Mar (segundo oficial de máquinas e segundo oficial de náutica) ➡️ EDITAL 3 - Terra (nível médio/técnico) ➡️ EDITAL 4 - Terra (nível superior) As candidaturas devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora dos processos seletivos. A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo: R$ 81,50 — nível médio/técnico: auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e Profissional Transpetro de Nível Médio – Júnior; R$ 117 — nível superior: segundo oficial de máquinas, segundo oficial de náutica e Profissional Transpetro de Nível Superior – Júnior. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderam solicitar a isenção da taxa, conforme os prazos estabelecidos nos editais. Terminal da Transpetro em Brasília, no DF. TV Globo Como será o processo seletivo? As etapas de seleção variam de acordo com o quadro — Mar ou Terra — e o nível de escolaridade dos cargos. Os candidatos às oportunidades do quadro de mar passarão por provas objetivas, exame de aptidão física e, quando aplicável, procedimentos de confirmação das condições declaradas para concorrer às vagas reservadas. As provas objetivas terão questões de conhecimentos específicos e gerais. O conteúdo varia conforme o cargo e pode incluir disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Inglês Técnico Marítimo. Já o exame de aptidão física, exclusivo para o Quadro de Mar, será composto por dois testes: Corrida de 12 minutos: distância mínima de 1.800 metros para homens e 1.500 metros para mulheres; Natação: percurso de 25 metros, em estilo livre e sem limite de tempo. Para os cargos do quadro de terra, não haverá exame de aptidão física. A seleção será feita por meio de provas objetivas e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, por uma etapa de confirmação das condições declaradas. No nível médio, as provas terão 60 questões no total, divididas entre 40 questões de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática. Já no nível superior, serão 70 questões: 50 de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Língua Inglesa. A exceção é a ênfase de Advocacia: além das 70 questões objetivas, os candidatos também farão uma prova discursiva, composta por duas questões, de caráter eliminatório e classificatório. Para quem concorrer às vagas reservadas, a seleção prevê avaliação de pessoas com deficiência (PcD), confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e verificação documental de indígenas e quilombolas. As provas objetivas serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos poderão escolher o local de realização das provas entre as opções disponibilizadas pela banca, independentemente do polo de trabalho para o qual estiverem concorrendo. A duração das provas varia conforme o cargo e o nível de escolaridade: Nível médio — Quadro de Terra: 4 horas; Nível superior — Quadro de Terra: 4 horas e 30 minutos; Advocacia — Quadro de Terra: 5 horas e 30 minutos; Oficiais — Quadro de Mar: 4 horas e 30 minutos. Após a aprovação, os candidatos convocados ainda precisarão comprovar os requisitos exigidos para o cargo e passar por exames médicos admissionais. Para os profissionais do quadro de mar, também está previsto teste toxicológico para detecção de substâncias psicoativas. Onde serão as vagas? No quadro de terra, as oportunidades serão distribuídas entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as vagas terão abrangência nacional. A distribuição das 281 oportunidades por cargo e polo, assim como os requisitos, etapas de seleção, conteúdo das provas e cronograma, estão detalhados nos editais. Segundo a Transpetro, os processos seletivos terão validade de um ano e meio, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Editais com paridade de gênero Os processos seletivos também terão um mecanismo de paridade de gênero na segunda fase. Segundo a companhia, a iniciativa busca reduzir a sub-representação feminina nas carreiras contempladas pelos editais. Atualmente, cerca de 15% dos empregados da Transpetro são mulheres, enquanto os homens representam aproximadamente 85% do quadro. A medida será aplicada apenas na composição da segunda etapa. Para chegar a essa fase, todos os candidatos precisarão atingir a nota mínima exigida na primeira etapa. A classificação final continuará considerando o desempenho dos participantes. Cotas definidas antes dos editais Antes da publicação dos quatro editais, foi realizado um sorteio para definir os cargos, áreas e polos aos quais serão destinadas determinadas vagas reservadas a grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a Transpetro, 30% das vagas e do cadastro de reserva serão destinados a grupos étnico-raciais, distribuídos da seguinte forma: 25% para pessoas pretas e pardas; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Outros 10% são reservados a pessoas com deficiência. Os editais estabelecem, inclusive, a aplicação da reserva de 10% também na formação do cadastro de reserva. O sorteio foi realizado nos casos em que a quantidade de vagas por cargo, ênfase ou polo não permitia alcançar automaticamente os percentuais de reserva previstos na legislação. O procedimento não selecionou candidatos nem interfere na classificação nas provas. Ele serviu para definir a alocação das vagas reservadas entre os cargos, ênfases e polos. Aprovado em 1º lugar no CNU 2025 tem posse negada por divergência sobre a formação
10/09/2026 10:27:10 +00:00
ES terá um dos menores trechos de rodovia federal do Brasil com a inauguração da BR-447; veja ranking nacional

Início do novo trecho da BR-447, que vai ligar a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Fernando Madeira/Rede Gazeta Um novo trecho da BR-447 no Espírito Santo deve ser inaugurado até dezembro deste ano, segundo o governo federal. Com 4,3 quilômetros de extensão, a via será um dos menores trechos de rodovia federal de todo o país. O investimento total é de R$ 236 milhões, com recursos da União. O trecho a ser entregue pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai ligar a BR-101, nos limites entre Cariacica e Viana, próximo à antiga Braspérola, até a Rodovia estadual Leste-Oeste, ainda em Cariacica, próximo ao novo Hospital Geral. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A previsão de inauguração para este ano ainda é do ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que o governo federal ainda aguarda a saída de sete famílias de áreas de risco, em um processo que envolve desapropriações, para que a via seja concluída. "Com elas cumprindo o prazo determinado pela Justiça, a gente consegue entregar a rodovia em dezembro deste ano", afirmou Santoro. Ele disse que as desapropriações vão ser pagas pela União, que também vai assumir os valores referentes à realocação dessas famílias. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Esse novo trecho que será entregue até dezembro (4,3 km) vai complementar um outro já existente da BR-447, em Vila Velha. Conhecida como Estrada de Capuaba, o trecho já em operação atualmente liga a Avenida Carlos Lindenberg até o Porto de Capuaba e tem cerca de dois quilômetros de extensão. LEIA TAMBÉM: DUPLICAÇÃO: BR-262 vai ganhar 50 viadutos, túneis, ciclovias e passarelas no ES com investimento de R$ 8,6 bilhões Portanto, somando os dois trechos distintos que a BR-447 terá no Espírito Santo após a inauguração de dezembro, a rodovia federal deve somar 6,4 km de extensão, tornando-se o sexto menor trecho de BR em todo o país. Confira abaixo: Menores rodovias federais Toda a extensão da nova via será em pista dupla, nos dois sentidos, além de incluir vias marginais e a construção de cinco obras especiais, como viadutos. Além desses dois trechos distintos, o Dnit informou que, como um todo, a BR-447 deverá ter, oficialmente, 16,3 quilômetros de extensão, "abrangendo tanto o trecho já pavimentado quanto os demais segmentos projetados, inclusive aqueles coincidentes com rodovias estaduais". Ou seja, o Dnit também vai contabilizar como BR-447 os trechos em que a rodovia federal passa pelo menos trajeto de outras vias locais, como a própria Rodovia Leste-Oeste e a Darly Santos. "Dessa forma, essa quilometragem não se restringe aos trechos atualmente sob jurisdição do Dnit", completou o órgão. E mesmo com esse tamanho total de 16,3 km, a BR-447 no Espírito Santo ainda assim será umas das menores rodovias federais do Brasil. Agora no g1 Novela da obra A promessa de entrega para dezembro de 2026 é a mesma feita pelo Ministério dos Transportes no início deste ano, após o prazo anterior — conclusão em dezembro de 2025 — não ser cumprida. Essas não foram as primeiras promessas: em janeiro de 2024, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, listou a via no Espírito Santo entre os 60 projetos previstos para serem entregues ou iniciados naquele ano. Um ano antes, em 2023, a entrega da rodovia também foi anunciada, mas o governo federal só havia liberado 1,2 quilômetro de vias laterais até julho daquele ano, no trecho que liga os bairros São Francisco e Vila Betânia, nos municípios de Cariacica e Viana, respectivamente. A ordem de serviço para a BR-447 foi em 2019, com previsão inicial de realizar toda a obra em até três anos. Mas, em 2022, o governo federal já explicava o desafio que enfrentava com a desapropriação dos mais de 300 imóveis previstos no projeto. Quatro anos atrás, ainda era necessário desapropriar 180 imóveis para seguir com a construção da rodovia. *Com informações de Maurílio Mendonça. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
10/09/2026 07:00:00 +00:00
g1 20 anos: férias na Lua, robôs e IA substituindo o celular podem fazer parte da sua vida até 2046

Como será a tecnologia até 2046? Robôs, IA e até férias na Lua podem fazer parte do futuro Orkut, Twitter, a expansão da internet banda larga, Walkman, celulares com câmera digital e CyberShot estavam entre os temas que dominavam o noticiário de tecnologia em 2006, ano em que o g1 foi criado. Vinte anos depois, muita coisa mudou. Hoje, falamos de inteligência artificial, assistimos a praticamente qualquer conteúdo pela internet e vivemos cercados por redes sociais e seus algoritmos. Para os próximos anos, podemos esperar avanços que até pouco tempo pareciam distantes, como novas viagens à Lua e robôs atuando como assistentes pessoais dentro e fora de casa. 📺 No vídeo especial acima, veja os temas que podem moldar o futuro da tecnologia e da inovação nos próximos anos — e que você poderá acompanhar no g1. Para entender o que esperar do futuro, o g1 conversou com Ronaldo Lemos, fundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e especialista em tecnologia e inovação. Especial 20 anos de g1 Relembre em VÍDEO as primeiras grandes coberturas do site Mariana, Brumadinho e Covid-19: relembre em VÍDEO as tragédias e crises que marcaram os 20 anos do g1 Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius g1 20 anos: relembre em vídeo as primeiras grandes coberturas g1 20 anos: HIV - O caminho da cura
10/09/2026 05:00:00 +00:00
Gás do Povo: quem recebe o voucher de setembro e como consultar pelo CPF

'Gás do Povo': recarga gratuita de botijão começa na segunda (24) em Teresina; veja como vai funcionar Divulgação O voucher do Gás do Povo de setembro será disponibilizado nesta quinta-feira (10) para as famílias que têm direito ao benefício. O programa garante a recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg em revendas credenciadas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A distribuição dos vales ocorre sempre no dia 10 de cada mês, segundo o calendário da Caixa. O benefício, no entanto, não é liberado necessariamente para todas as famílias todos os meses. A frequência depende da quantidade de pessoas que compõem a família registrada no Cadastro Único (CadÚnico). Famílias com 2 ou 3 pessoas recebem um vale a cada três meses. Já aquelas com 4 pessoas ou mais recebem um vale a cada dois meses. Como consultar o Gás do Povo pelo CPF É possível consultar se há um voucher disponível informando o CPF do responsável familiar no site oficial do Gás do Povo, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Na página de consulta, basta informar o CPF do responsável familiar cadastrado no CadÚnico para verificar a situação do benefício. A situação também pode ser consultada por outros canais, como o aplicativo Meu Social, o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA e o Portal Cidadão da Caixa. Agora no g1 Quem tem direito ao Gás do Povo? Para participar do programa, a família precisa estar inscrita no CadÚnico, com os dados atualizados nos últimos 24 meses, e ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também é necessário que o CPF do responsável familiar esteja regularizado na Receita Federal e que a família não esteja em situação de averiguação cadastral ou com indício de óbito do responsável familiar no CadÚnico. A seleção das famílias é feita de acordo com os critérios do programa. Portanto, estar inscrito no CadÚnico e atender aos requisitos não significa necessariamente que haverá um voucher disponível em cada rodada. O Gás do Povo é pago em dinheiro? Não. O Gás do Povo não deposita um valor em dinheiro na conta do beneficiário. O programa oferece uma recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg. O responsável familiar deve utilizar o vale em uma revenda credenciada pelo programa. Como usar o voucher do Gás do Povo? Depois de confirmar que tem direito ao benefício, o responsável familiar deve procurar uma revenda credenciada. A validação pode ser feita de três formas: cartão do Bolsa Família com chip e senha; cartão de débito de uma conta da Caixa e senha; CPF do responsável familiar e código de validação enviado por SMS para o celular cadastrado na Caixa. No caso do uso do CPF, é importante manter o número de celular atualizado no CAIXA Tem para receber o código de validação. É possível receber o gás em casa? Sim. O programa permite escolher entre retirar a recarga na revenda ou solicitar a entrega em casa, desde que a revenda ofereça esse serviço. A recarga do botijão é gratuita, mas pode haver cobrança pela entrega. Também pode haver custo caso a família não disponibilize um vasilhame vazio no momento da troca. Quando será o próximo voucher do Gás do Povo? A Caixa prevê a disponibilização dos vales no dia 10 de cada mês. Depois de setembro, o calendário prevê novas liberações em 10 de outubro, 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026. Isso não significa, porém, que uma mesma família receberá um voucher em todas essas datas. A periodicidade depende da composição familiar e da permanência nos critérios do programa.
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Capinha de novo iPhone dobrável chama atenção pelo preço; veja detalhes

Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Além do iPhone Duo, celular dobrável que custa até R$ 30.999, a Apple lançou na quarta-feira (9) novas capinhas que também chamaram atenção pelos preços, que chegam a R$ 1.299. O modelo mais caro conta com um suporte para apoiar o iPhone Duo na horizontal, mas não permite usar a tela externa do aparelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Disponível nas cores azul-marinho e cinza-castanho, o acessório é fabricado com o TechWoven, um acabamento em tecido exclusivo da empresa, e se conecta ao celular por meio de ímãs. Em seu site, a Apple diz que a capinha passou por milhares de horas de testes para garantir proteção contra quedas e arranhões. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A empresa anunciou ainda uma capinha que custará R$ 829. Esse modelo tem um dos lados vazados, um visual projetado para o uso da tela externa. O acessório, que será vendido nas cores azul-marinho e areia, tem acabamento em policarbonato e também se integra ao iPhone Duo por meio de ímãs. A Apple lançou ainda novas versões das alças transversais e de pulso para as versões convencionais do iPhone. Elas serão vendidas por R$ 559 e R$ 299. LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Capinha para iPhone Duo Divulgação/Apple iPhone Duo A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. iPhone Duo E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Alças transversais e de pulso para iPhone Divulgação/Apple Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 76 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.056 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (10), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple aumentou os preços de versões antigas do iPhone nesta quarta-feira (9), após revelar seus novos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a revisão, celulares apresentados há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros. Os reajustes revertem a prática de anos anteriores, em que a empresa baixava os preços de gerações anteriores logo depois de anunciar novos aparelhos. (saiba mais ao final) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maior alta foi sobre o iPhone Air, um modelo ultrafino que tinha sido lançado em 2025. Até terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era vendida no site da Apple por R$ 13.499. Agora, ela é anunciada por R$ 15.499. Nas outras opções do iPhone Air, o preço dos celulares sofreu aumento de R$ 500. A versão com 256 GB passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, enquanto a opção de 512 GB saiu de R$ 11.999 para R$ 12.499. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton O iPhone 16, o iPhone 17 e o iPhone 17e ficaram de R$ 200 e R$ 300 mais caros, variando conforme o espaço de armazenamento. A Apple também deixou de vender em seu site o iPhone 17 Pro e Pro Max e o iPhone 16 Plus. Mas, assim como as demais versões, esses modelos ainda são anunciados em outros varejistas. LEIA MAIS iOS 27 será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis Como é o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Custos de chips pressionam preços A Apple já tinha sinalizado em junho que reajustaria os preços dos seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. "Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse o então CEO da Apple, Tim Cook, ao Wall Street Journal. Cook, que foi substituído no início de setembro por John Ternus, disse, na ocasião, que a Apple estava fazendo o possível para mitigar aumentos repassados por fornecedores. Mas destacou que a situação tinha se tornado "insustentável" após parceiros repassarem aumentos "exorbitantes". A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial. Cook, que agora ocupa o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, disse em junho que os chips de armazenamento também eram um problema, mas que a preocupação estava concentrada nos chips de RAM. 🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente. Embora sejam mais associados a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros. "Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou Cook, em junho. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental". Preços dos iPhones antigos após a chegada da nova geração de celulares da Apple g1
10/09/2026 03:00:00 +00:00
Petrobras deixará de aplicar desconto de R$ 0,44 para distribuidoras; entenda impacto no preço final da gasolina

Governo corta imposto dos combustíveis até outubro A Petrobras anunciou que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). ➡️ Inicialmente, a Petrobras informou que também faria um ajuste no preço da gasolina A e que a redução dos tributos federais anunciada pelo governo compensaria a mudança, mantendo o preço final do combustível inalterado. Durante a madrugada, porém, a companhia corrigiu a informação e informou que não faria esse ajuste, o que deixará a gasolina A mais barata para as distribuidoras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com o fim do desconto, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. Segundo a estatal, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 dos tributos federais anunciada pelo governo federal. De acordo com a empresa, isso fará com que o preço da gasolina A, já considerando os tributos, fique R$ 0,19 por litro abaixo do valor praticado até quarta-feira. Na prática, o fim do desconto de R$ 0,44 por litro eleva o preço da gasolina. Já a redução de R$ 0,63 nos tributos federais tem impacto maior e mais do que compensa esse aumento. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição de etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, comercializada nos postos. Agora no g1 Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Veja a íntegra da nota da Petrobras: A Petrobras informa que, em razão do encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, deixará de aplicar, a partir de 10/9, o desconto de R$ 0,44 por litro no preço da gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo Governo Federal. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por litro. No entanto, em função da redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal, o efeito líquido para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos, comparado ao preço praticado pela Petrobras até esta quarta-feira, 9/9. Subvenção econômica ao óleo diesel Com relação à concessão de nova subvenção econômica à comercialização de óleo diesel anunciada pelo Governo Federal, a Petrobras aguarda a publicação dos atos legais necessários para sua avaliação e implementação. Transparência A Petrobras reafirma seu compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial. Para ampliar a compreensão da sociedade sobre a formação de preços dos combustíveis, a companhia mantém em seu site informações detalhadas sobre composição e dinâmica de preços, disponíveis em: precos.petrobras.com.br.
09/09/2026 23:49:11 +00:00
Leilão para nova concessão do Aeroporto de Brasília será em dezembro; veja detalhes do edital

Vista aérea do Aeroporto de Brasília Bento Viana/Inframerica A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quarta-feira (9), o edital de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. 🔎Repactuação é uma renegociação do contrato de concessão, ajustando as condições para melhor atender ao interesse público e garantir a boa administração do aeroporto. Nesse processo, uma nova empresa pode ser escolhida para administrar o terminal. Os interessados devem apresentar os documentos necessários e formalizar propostas entre os dias 9 e 10 de dezembro, de forma online ou presencial. A sessão pública do leilão está prevista para 17 de dezembro. O edital prevê a venda de 100% do capital social do terminal. Hoje, 51% das ações pertencem à atual administradora do aeroporto, a Inframerica, e 49% à Infraero — empresa pública federal vinculada à Secretaria de Aviação Civil. O novo acordo traz a realização de um processo competitivo simplificado, com a inclusão de novas obrigações contratuais, a conversão de parte da outorga fixa em variável e a incorporação de dez aeroportos regionais ao contrato. Também estão previstos novos investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no aeroporto brasiliense ao longo da vigência da nova concessão — que segue até 2037. Entre as intervenções planejadas estão, por exemplo: a construção de uma nova via de acesso ao aeroporto; a implantação de um edifício-garagem; a aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens. A concorrência terá lance mínimo fixado em 5,9% da receita bruta da concessão. A Inframerica, atual administradora do aeroporto, é obrigada a participar do leilão. Saiba como funciona a logística das chegadas e partidas do Aeroporto de Brasília Aeroportos regionais como 'contrapartida' Quem vencer o novo leilão terá que investir, como contrapartida, em 10 aeroportos regionais espalhados pelo centro-sul do Brasil. A futura concessionária deverá aportar cerca de R$ 660 milhões na ampliação, manutenção e operação dos terminais de: Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO); Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS); Ponta Grossa (PR); Barreiras (BA). Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
09/09/2026 22:51:05 +00:00
Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max
Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max Big tech também anunciou novos Apple Watches e AirPods 5, além de trazer novidades nas câmeras dos iPhones. Empresa lançou nesta quarta-feira os iPhones 18 Pro e Pro Max, que custarão até R$ 21.990. Também apresentou o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.990. John Ternus fez sua 1ª apresentação como CEO da empresa; conheça o executivo
09/09/2026 22:05:19 +00:00
Biocombustível: chuvas atípicas impulsionam preços do etanol mesmo com estoque robusto no mercado paulista, analisa USP

Cultivo da cana-de-açúcar no interior de São Paulo Claudia Assencio/g1 O clima atípico com maior volume de chuvas do que o previsto desde o fim de agosto, e que se estendeu na primeira semana de setembro de 2026, contribui para a alta nas cotações dos etanóis anidro e hidratado no mercado paulista, apesar dos estoques e safra abundantes. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgados em boletim desta quarta-feira (9). Em relação ao açúcar, os preços do cristal também seguem subindo no estado de São Paulo, sustentados pela oferta restrita. Leia mais detalhes sobre os derivados da cana-de-açúcar, na reportagem. O litro do etanol hidratado teve trajetória de alta em São Paulo e encerra a primeira semana de setembro na casa dos R$ 2,40. Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O relatório mensal do Cepea indica que os preços médios dos etanóis registraram, em agosto, a primeira elevação da temporada 2026/27 no estado de São Paulo. “Na média das semanas cheias deste mês, o valor do hidratado foi de R$ 2,2020/litro, alta de 3,11% frente a julho”, detalhou. Fábrica de etanol da Raízen em Piracicaba (SP) Marcelo Brandt/G1 Etanol O preço do etanol hidratado combustível acumulou sucessivas altas ao longo de agosto e iniciou o mês de setembro em ritmo de valorização no estado de São Paulo. Para o litro de etanol anidro, no mercado spot - com pagamento à vista, o preço médio foi de R$ 2,4750 em agosto deste ano. O valor equivale a aumento de 1,59%. “O avanço estava atrelado à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, o que pode gerar paralisações das atividades industriais, além da valorização do açúcar no mercado externo, dado o contexto de preocupação relacionado à possível menor disponibilidade em países produtores”, apontou. Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 De acordo com o Indicador Semanal Cepea/Esalq, o combustível renovável encerrou a semana de 31 de agosto a 4 de setembro de 2026 cotado a R$ 2,3991 por litro (sem frete e sem impostos), o que representa um avanço de 3,79% em relação ao período anterior. Em dólar, a cotação atingiu US$ 0,4672/litro. “As chuvas recentes nas regiões produtoras de etanol do Centro-Sul provocaram paralisações das atividades e contribuíram para manter a firmeza dos vendedores”, destacou o Centro de Estudos da USP. Sobre a demanda, o levantamento do Cepea aponta que as distribuidoras menores fecharam novas aquisições nos últimos dias, “com as vendas aquecidas de combustíveis na ponta varejista, devido ao feriado do Dia da Independência, em 7 de setembro”, completou. Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho Produção de cana no Brasil pode amenizar déficit de açúcar no mundo Agosto de altas nos preços O preço do Anidro iniciou agosto em R$ 2,3091 o litro, o que representou recuo de 0,22%. Mas, o biocombustível engatou altas nas semanas seguintes, variando entre 1,96% e 5,32%, e fechou a primeira semana de setembro a R$ 2,7829 o livro, impulsionado por um salto final de 6,85%. Hidratado Para o etanol hidratado, a maior alta semanal do período ocorreu em meados de agosto. Entre os dias 10 e 14 do mês, o indicador saltou 7,24%, passando de R$ 2,0457/litro, na semana de 3 a 7 de agosto, para R$ 2,1939/litro no período seguinte. Nas semanas seguintes, os preços mantiveram a tendência de elevação: 17 a 21 de agosto: valorização de 2,86%, com preço médio subindo para R$ 2,2566/litro (US$ 0,4352) 24 a 28 de agosto: alta de 2,44%, atingindo R$ 2,3116/litro (US$ 0,4476) 31 de agosto a 04 de setembro: avanço de 3,79%, chegando a R$ 2,3991/litro (US$ 0,4672) Ao comparar o patamar inicial de agosto, de R$ 2,0457, com a primeira semana de setembro, R$ 2,3991, nota-se uma valorização de cerca de 17,27% no período analisado. Produção de açúcar orgânico Reprodução EPTV Açúcar cristal O cenário de oferta restrita também manteve os preços do açúcar cristal am alta. De acordo com o Cepea, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) “reforçam o quadro de disponibilidade mais limitada, pois, mesmo com o avanço da moagem no Centro-Sul, a diferença foi absorvida pelo etanol, cuja fabricação aumentou. Este descompasso tende a sustentar a restrição da oferta no restante do ciclo”, observou. No cenário externo, o Centro de Estudos indica que os preços do açúcar demerara seguem fortalecidos, devido a projeções de déficit na produção mundial. As cotações do açúcar cristal branco no mercado à vista de São Paulo registraram elevação em agosto. “A oferta mais restrita no Centro-Sul e a postura mais firme das usinas sustentaram os valores, enquanto compradores reduziram o ritmo das aquisições diante da rápida valorização”, concluiu. O Indicador Cepea/Esalq passou de média de R$ 93,02 a saca de 50 kg na primeira semana de agosto para R$ 108,53 a saca no fim do mês. Safra de cana TV TEM/Reprodução Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba
09/09/2026 20:55:18 +00:00
Lula assina decreto que reduz tributos sobre gasolina e MP que cria subsídio para diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (9) um decreto que amplia a subvenção à gasolina de R$ 0,44 por litro, ou seja, reduz os tributos incidentes sobre o combustível neste montante. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com diminuição de R$ 0,19 por litro. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou em entrevista coletiva que houve um erro na data de vigência do decreto. Diferente do informado anteriormente, a norma vale até 9 de outubro e não 5 de outubro. O petista assinou também uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida se soma ao subsídio de R$1,12, que vale até o dia 26 de setembro. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Ou seja, no momento em que as duas medidas estiverem coexistindo, a subvenção alcança o valor de R$ 2,12. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. A subvenção ao diesel será concedida a produtores e importadores que aderirem ao programa. O valor de R$ 1 por litro poderá ser alterado ou interrompido de acordo com as condições do mercado, e o desconto deverá ser repassado ao preço de venda. Na gasolina, a redução de R$ 0,63 por litro é exclusivamente uma redução nos tributos. Ela substitui a subvenção que estava em vigor e termina nesta quarta-feira. Custo das medidas O governo estima arrecadar mais de R$ 10 bilhões em receitas extras com o petróleo neste mês. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o valor é mais do que suficiente para compensar a renúncia de R$ 2 bilhões com as medidas para gasolina e etanol. Essa receita adicional será considerada no próximo relatório bimestral de receitas e despesas. No caso da subvenção ao diesel, Ceron afirmou que o gasto extra também será incluído no próximo relatório. Se houver necessidade de fazer ajustes para garantir o cumprimento da meta de resultado primário, o governo poderá recorrer a contingenciamentos. Desde do momento que foram anunciadas, as medidas sobre os combustíveis já custaram R$25 bilhões, segundo os ministros. ➡️Subvenção de R$ 1,12 para o diesel: vigente até 26 de setembro. Custa R$ 5,5 bilhões em um mês. ➡️Nova subvenção de R$ 1 para o diesel: custo estimado em cerca de R$ 5 bilhões em um mês. ➡️Subsídios previstos no decreto: a subvenção de R$ 0,44 na gasolina custou cerca de R$ 1,2 bilhão. A nova desoneração deve ter impacto de cerca de R$ 2 bilhões, somando: R$ 1,2 bilhão referentes aos R$ 0,44; R$ 500 milhões referentes ao adicional de R$ 0,19, que elevou o subsídio da gasolina para R$ 0,63; R$ 300 milhões referentes à desoneração de R$ 0,19 no etanol, que zera os impostos federais sobre o biocombustível. “Não vamos permitir que essa guerra irresponsável chegue no seu bolso e muito menos no prato de comida do povo brasileiro”, afirmou Lula em vídeo divulgado nesta quarta". Lula durante visita à sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial Divulgação/Ricardo Stuckert
09/09/2026 19:30:31 +00:00
Apple lança iPhone dobrável de R$ 30.999 e web reage; veja memes

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A empresa também anunciou os AirPods 5 e novos modelos do Apple Watch. No Brasil, os novos iPhones custarão entre R$ 11.999 e R$ 30.999, dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento. O iPhone 18 Pro de 256 GB é o mais barato entre os lançamentos, enquanto o iPhone Duo de 2 TB é o mais caro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 Considerando todas as versões anunciadas, o preço médio dos novos iPhones fica em torno de R$ 19,4 mil. Os preços elevados e o formato dobrável do iPhone Duo, que parte de R$ 21.999 no Brasil, rapidamente viraram alvo de piadas e memes nas redes sociais. Veja alguns deles: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
09/09/2026 19:02:59 +00:00
Apple lança o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.999

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, com preços que partem de R$ 21.999 e vão R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. (veja todos os preços) O modelo é o primeiro dobrável da Apple e marca a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes como Samsung e Huawei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a de 8,3 polegadas do iPad Mini. iPhone Duo divulgação/Apple A tela maior amplia a área para assistir a vídeos e oferece recursos extras em aplicativos de terceiros, como o Zoom. Também é possível usar dois aplicativos ao mesmo tempo. Até a chegada do iPhone Duo, o uso de dois aplicativos ao mesmo tempo era restrito aos iPads entre os dispositivos móveis da Apple. O Duo também é o primeiro iPhone compatível com a Apple Pencil, até então disponível apenas para iPads. Para reforçar a estrutura do iPhone Duo, a Apple usou titânio na carcaça. Segundo a empresa, uma textura aplicada à tela interna também ajuda a reduzir o vinco comum em celulares dobráveis. O aparelho tem quatro câmeras: Duas traseiras de 48 megapixels; Uma frontal externa de 12 megapixels; Uma câmera interna, sob a tela, capaz de gravar em Full HD (1080p). Veja abaixo as imagens do novo iPhone Duo: iPhone Duo Diferentemente dos demais iPhones vendidos atualmente pela Apple, o Duo não tem reconhecimento facial nem entrada para chip físico de operadora — o aparelho utiliza apenas o chip virtual, chamado eSIM. No lugar do reconhecimento facial, a autenticação biométrica é feita por um leitor de impressões digitais na lateral do aparelho. O iPhone Duo usa o mesmo chip A20 Pro dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, também lançados nesta quarta-feira. A Apple não informa a capacidade da bateria, mas afirma que o aparelho oferece até 24 horas de uso típico. Segundo a empresa, a autonomia pode chegar a 44 horas usando a tela externa e a 31 horas com a tela interna. Com um carregador de 60 watts ou mais, a bateria pode chegar a 50% da carga em até 20 minutos, segundo a Apple. O iPhone Duo entra em pré-venda no dia 16 de outubro, e as entregas começam em 23 de outubro. Confira os preços do aparelho no Brasil: iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999; iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499; iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499; iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999. Veja também os preços do aparelho nos EUA: iPhone Duo (256 GB): US$ 1.999; iPhone Duo (512 GB): US$ 2.199; iPhone Duo (1 TB): US$ 2.599; iPhone Duo (2 TB): US$ 3.199. Rumores já indicavam o iPhone dobrável O iPhone Duo retomou o uso do leitor de impressões digitais (Touch ID) para desbloquear o aparelho. Outros iPhones usam o reconhecimento facial (FaceID). Reprodução Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple
09/09/2026 17:54:14 +00:00
Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa em evento de lançamento dos novos iPhones

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple John Ternus, de 50 anos, fez sua primeira apresentação de lançamento da Apple como CEO da marca nesta quarta-feira (9). Em sua sede em Cupertino, na Califórnia, o evento em que revela os modelos da linha iPhone 18. Ternus assumiu oficialmente o comando da Apple no ínicio deste mês depois que Tim Cook, que ficou 15 anos à frente da empresa, deixou o cargo e assumiu como novo presidente-executivo do conselho administrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quem é John Ternus Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diferentes categorias e teve papel central no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além de novas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar os computadores da marca mais potentes e populares ao longo dos 40 anos da categoria. Entre os projetos recentes está o MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso aos computadores da Apple. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o novo comandante da empresa Reprodução/Apple Sob sua liderança, a Apple também desenvolveu melhorias nos AirPods, como avanços no cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva. Ternus também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e a confiabilidade dos produtos, além de mudanças em materiais e no design dos equipamentos para reduzir a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e mudanças para facilitar o reparo dos dispositivos. Antes de entrar na Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Salário Agora, como o novo CEO, o executivo terá salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e bonificação com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) durante quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Os valores foram informados em documentos da Apple para Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) porque a empresa tem ações negociadas na bolsa de valores. Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado divulgado em abril deste ano, a empresa informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou o cargo. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, permaneceu mais tempo na função do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias de produtos, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — uma alta superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Agora como novo presidente-executivo do conselho administrativo, Cook terá salário de US$ 2 milhões por ano (R$ 10 milhões), além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões) ao longo de quatro anos. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em meio a uma nova onda de transformações na indústria de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia aumenta a pressão sobre a Apple para mostrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que a própria empresa ajudou a promover ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar os computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que mudaram a forma como as pessoas usam a tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱 Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde o lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como Mac, iPad e Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base de usuários da marca ao redor do mundo.
09/09/2026 17:33:39 +00:00
Apple lança primeiro iPhone dobrável e novos 18 Pro e Pro Max; veja as novidades e preços no Brasil

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple revelou nesta quarta-feira (9), em seu evento anual de lançamentos, o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da marca. A empresa também apresentou os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, além dos fones de ouvido AirPods 5 e novas versões dos relógios Apple Watch. O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a do iPad Mini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Apple, o uso do iPhone Duo como um tablet oferece tela 80% maior do que a do iPhone 18 Pro e 50% maior do que a do iPhone 18 Pro Max. É o primeiro grande anúncio da empresa sob o comando do novo CEO John Ternus, que substituiu Tim Cook no início de setembro. Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes iPhone Duo iPhone Duo pode servir como... despertador Reprodução A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. Detalhe da dobradiça do iPhone Duo Reprodução O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Veja abaixo. iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999,00 iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499,00 iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499,00 iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999,00 Galerias Relacionadas iPhone 18 Pro e Pro Max iPhone 18 Pro e Pro Max serão vendidos em quatro cores Divulgação Sem as versões "básicas" de gerações anteriores, como o iPhone 17 e o iPhone 17 Plus, os modelos mais baratos da nova geração da Apple são o iPhone 18 Pro e Pro Max. Veja os preços abaixo. iPhone 18 Pro (256 GB): R$ 11.999,00 iPhone 18 Pro (512 GB): R$ 13.499,00 iPhone 18 Pro (1 TB): R$ 16.499,00 iPhone 18 Pro (2 TB): R$ 20.999,00 iPhone 18 Pro Max (256 GB): R$ 12.999,00 iPhone 18 Pro Max (512 GB): R$ 14.499,00 iPhone 18 Pro Max (1 TB): R$ 17.499,00 iPhone 18 Pro Max (2 TB): R$ 21.999,00 Os celulares têm câmera principal de 48 megapixels com abertura variável, que permite controlar a quantidade de luz que entra na lente. A Apple também ampliou o recurso de time-lapse para resolução 4K e facilitou o foco em objetos em movimento. Além disso, o recurso "Estilos Fotográficos" ganhou mais opções de personalização, com controle de textura, detalhes e cores. Animação mostra a lente de abertura variável do iPhone 18 Pro Divulgação Os novos celulares têm a bateria com a maior capacidade da história para um iPhone, segundo a Apple. As versões com suporte somente para eSIM podem chegar a 36 horas de reprodução de vídeo com apenas uma carga. Em ambos, a Apple reduziu a Dynamic Island, a área no topo da tela que mostra informações rápidas. Os modelos também ganharam os novos processadores A20 Pro e uma câmara de vapor que ajuda a evitar o superaquecimento. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple Eles serão vendidos em quatro opções de cores — preto, prateado, bordô e glacial —, entrarão em pré-venda em 12 de setembro e serão entregues a partir de 18 de setembro. A Apple também apresentou uma nova versão da assistente Siri, batizada de "Siri AI". Entre as novidades, está um recurso que permite editar o ângulo de fotos feitas com o iPhone 18 Pro e Pro Max. AirPods 5 Novo Apple AirPods 5. Reprodução/Apple A Apple também anunciou os novos fones de ouvido AirPods 5, com cancelamento ativo de ruído. De acordo com a empresa, o modelo consegue reduzir 50% mais ruídos externos em comparação com os AirPods 4. Os fones ganharam uma nova arquitetura acústica, que, segundo a Apple, oferece um som mais rico e detalhado. A empresa também afirma que a mudança torna o Áudio Espacial Personalizado mais imersivo e dinâmico. No Brasil, os AirPods 5 serão vendidos por R$ 1.499, na versão básica, e por R$ 1.699, na versão com estojo de recarga sem fio. Os aparelhos entrarão em pré-venda na próxima sexta-feira (11) e serão entregues a partir de 18 de setembro. Apple Watch Novos Apple Watch Ultra 4 (à esquerda) e Apple Watch Series 12 (à direita) Reprodução Os novos Apple Watch Ultra 4 e Apple Watch Series 12 também foram revelados durante o evento. A empresa anunciou ainda que lançará ainda este ano uma nova versão do aplicativo Saúde, que terá um recurso capaz de mostrar como estão as métricas do usuário em relação à sua idade. Os aparelhos usam o novo processador S11, que permite oferecer novos recursos de áudio. Entre as novidades, estão recursos que permitem recuperar os últimos 15 minutos de conversa e fazer resumos em texto sobre tudo que foi dito ao longo do dia. A empresa disse ainda que desenvolveu os recursos com foco em privacidade e que não cria nem armazena gravações. O áudio bruto usado para gerar os resumos fica inacessível para o sistema operacional, os aplicativos, o usuário ou a Apple. O Apple Watch Series 12 será vendido no Brasil a partir de R$ 5.499, enquanto o Watch Ultra 4 custará R$ 10.499. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple A câmera do iPhone 18 Pro permite usar controles profissionais de fotografia para ajustar a imagem Reprodução Mecanismo da câmera de 48 megapixels do iPhone 18 Pro, com abertura variável para controlar a entrada de luz Reprodução Siri AI permite editar o ângulo de fotos no iPhone 18 Pro Reprodução Nova Siri no iPhone 18 Pro Reprodução John Ternus, CEO da Apple Reprodução/Apple
09/09/2026 17:00:00 +00:00
Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA; entenda

Pará pode sentir efeitos da proibição da exportação de carne bovina para o mercado europeu A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida anunciada por Trump no mês passado tem como principal objetivo ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Agora, com as regras mais claras, o Brasil aparece entre os países com maior potencial para ocupar esse espaço. 🐂 Os Estados Unidos enfrentam uma redução do rebanho bovino, o que diminuiu a oferta de carne e pressionou os preços. Para aumentar a produção local, o governo Trump também lançou medidas de incentivo aos pecuaristas. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. A avaliação da posição do Brasil neste cenário é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar para os Estados Unidos colocam o país em posição favorável na disputa por esse mercado. 🔍 A nova cota, porém, é diferente da regra que já se aplica à carne brasileira. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas para exportar aos Estados Unidos sem tarifa extra. Segundo Iglesias, esse volume foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois que essa cota é preenchida, a carne brasileira pode continuar entrando no mercado americano, mas passa a pagar uma tarifa adicional de 26,4%. ➡️ De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, com receita de US$ 1,74 bilhão. O volume é 28,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A nova medida de Trump abre, por 90 dias, uma cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança, melhorando as condições de acesso para os países que conseguirem ocupar esse espaço. Brasil tem vantagem na disputa pela nova cota Nem todos os principais fornecedores de carne dos Estados Unidos vão disputar diretamente esse novo espaço. A Argentina, por exemplo, já conta com cotas próprias para o mercado americano. Os mercados que mais exportam carne aos EUA em ordem: Brasil; Austrália; Canadá; México; Nova Zelândia Na avaliação de Iglesias, os concorrentes mais diretos do Brasil nesse volume adicional são o Paraguai e países da América Central. Ainda assim, o Brasil teria vantagem por causa do tamanho de sua indústria e da quantidade de frigoríficos credenciados a exportar para os Estados Unidos. Isso não significa, porém, que as 300 mil toneladas serão divididas entre os países de forma automática. Cada exportador terá de conquistar espaço no mercado, e a capacidade de oferecer o produto ao preço desejado pelos compradores americanos será decisiva. O desafio está no preço da carne O tipo de carne procurado pelos Estados Unidos também pode reduzir o interesse dos frigoríficos brasileiros. A nova demanda está concentrada nos trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados, entre outras finalidades, na produção de carne moída, matéria prima para o tradicional hamburguer americano. É justamente nesse ponto que surge uma das dúvidas da indústria: vale a pena destinar esse produto aos Estados Unidos? Como o produto tem menor valor agregado e representa apenas uma parte da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar o preço pago pelos americanos, os custos de exportação e o retorno que poderiam obter pelo mesmo animal em outros mercados. Segundo Iglesias, as empresas ainda fazem essas contas. A preocupação é que uma alta excessiva nos preços torne a operação menos atrativa para os compradores americanos e comprometa o objetivo da medida: ampliar a oferta de carne a preços mais baixos.
09/09/2026 16:45:31 +00:00
EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate

Agora no g1 O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos. Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente. Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China. A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial. China rebate O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem “dois pesos e duas medidas” para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA. Segundo o ministério, a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos. “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, afirmou a pasta. O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país. “Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação”, disse um porta-voz do ministério. A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China. Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China. A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país. *Com informações de Reuters e AP
09/09/2026 16:16:58 +00:00
Nova CNH: STF arquiva ação e permite uso de carro particular no exame de direção

Detran-RJ alerta motoristas de CNH C, D e E sobre exame toxicológico O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de usar carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para a ministra Carmen Lúcia, que analisou o caso, antes de chegar a uma discussão sobre a Constituição, seria preciso verificar se a resolução está de acordo com outras leis que tratam do trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por esse motivo, o STF entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A ação havia sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A entidade questionava o uso de veículos particulares, sem adaptações ou modificações, nas aulas e na prova por considerar que a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O que muda para quem vai tirar a CNH Para o candidato, a decisão não muda o que já estava valendo. Desde dezembro de 2025, é possível fazer aulas práticas e o exame de direção em um carro particular. A resolução permite o uso de veículos destinados à formação de condutores ou eventualmente utilizados para aprendizagem, independentemente de quem seja o proprietário. Também não exige adaptações ou modificações. A medida faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas. A possibilidade de levar um carro particular para as aulas e para a prova, porém, trouxe outra questão: se houver um acidente, o seguro do veículo cobre os danos? E se houver um acidente? A autorização para usar o carro particular não significa que um eventual acidente estará automaticamente coberto pela apólice. Em reportagem publicada pelo g1 em maio, seguradoras consultadas afirmaram que, em geral, não há cobertura para situações em que o veículo é conduzido por uma pessoa sem CNH. A Mapfre afirmou que não há cobertura técnica para condutores não habilitados e que pode haver negativa de indenização caso o proprietário empreste o veículo para a realização da prova prática. A Allianz também informou que, de maneira geral, suas apólices não cobrem acidentes quando o carro é conduzido por uma pessoa não habilitada, inclusive durante o exame para obtenção da CNH. Já a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmou que a análise depende das condições contratadas e do uso informado na apólice. Como a utilização de veículos particulares por candidatos é uma situação nova para o mercado, a entidade recomenda que o proprietário consulte previamente a seguradora ou o corretor. Advogados divergem sobre o tema A interpretação jurídica também não é unânime. Parte dos advogados ouvidos pelo g1 entende que a falta de habilitação pode ser motivo para a negativa da indenização, caso exista uma exclusão prevista no contrato. Outros especialistas avaliam que o candidato que realiza uma prova oficial de direção está em uma situação diferente daquela de uma pessoa que simplesmente dirige sem habilitação. Nesse caso, dizem, é preciso considerar as cláusulas da apólice e as circunstâncias do acidente. Por isso, a recomendação aos proprietários é consultar a seguradora antes de emprestar o veículo e pedir uma resposta formal sobre a existência de cobertura para aulas e exames. LEIA TAMBÉM: Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas
09/09/2026 15:28:18 +00:00
Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina

Meta inicia testes de um sistema de verificação de informações realizado pela comunidade Jornal Nacional/ Reprodução A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina. A medida é mais um passo para substituir o programa profissional de checagem de fatos que a empresa mantém na região em parceria com organizações especializadas. Inspirado na plataforma X, de Elon Musk, o sistema de colaboração em massa foi criado para substituir a checagem de fatos feita por redações e agências de verificação. A Meta encerrou esse programa nos Estados Unidos no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como funcionam as notas de comunidade? As notas de comunidade são uma ferramenta de moderação coletiva de conteúdos. Elas aparecem abaixo de algumas publicações potencialmente enganosas. O X (antigo Twitter) as utiliza desde 2021 e, em 2022, elas foram amplamente implementadas na rede social, comprada pelo bilionário Elon Musk e renomeada como X. As notas são propostas e redigidas por usuários voluntários, que precisam se inscrever previamente, e não são editadas pelas equipes do X. Depois, "outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações", explicou à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência de criação de conteúdos em redes sociais Dicenda. "Se houver avaliações positivas suficientes, a nota aparecerá abaixo do post, fornecendo informações adicionais", detalhou. As avaliações "levam em conta não apenas o número de colaboradores que classificaram uma publicação como útil ou inútil, mas também se as pessoas que a avaliaram parecem pertencer a diferentes esferas", explica o X em seu site oficial. O princípio é semelhante ao da Wikipédia. "Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos", acrescentou Kaplan. A Meta, que anunciou que seu programa de notas será similar ao da X, considera o sistema "menos parcial" do que o fact-checking.
09/09/2026 14:49:41 +00:00
Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços

O governo federal publicou nesta quarta-feira (9) uma Medida Provisória no "Diário Oficial da União" que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Agora no g1 Os subsídios de que tratam a Medida Provisória foram instituídos em maio deste ano. Para o óleo diesel, a subvenção é de R$ 1,12 por litro, concedido aos produtores e importadores do combustível e, para a gasolina, é de R$ 0,44 por litro. A MP não fixa prazo para o encerramento dos subsídios, pois trata apenas da liberação de recursos. No caso do diesel rodoviário, a subvenção vale até 31 de dezembro de 2026. Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí Divulgação
09/09/2026 14:41:31 +00:00
Operação nacional resgata quase 500 trabalhadores em situação análoga à escravidão em agosto

Wellyngton Souza/Sesp-MT A Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto em todo o país. Entre os trabalhadores resgatados, 404 eram homens (84,4%) e 75, mulheres (15,6%). Além disso, a operação identificou 15 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Desse total, 13 também estavam submetidos a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Também foram identificados 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A operação ocorreu entre 1º e 31 de agosto e realizou 231 ações de fiscalização. A força-tarefa foi coordenada por auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF). Agora no g1 A operação ocorreu em 19 estados brasileiros. Minas Gerais concentrou o maior número de resgates, com 208 trabalhadores, o equivalente a 43,4% do total. Em seguida aparecem São Paulo, com 58 (12,1%); Amazonas, com 42 (8,8%); Piauí, com 40 (8,4%); e Rio Grande do Norte, com 37 (7,7%). Por região, o Sudeste concentrou 267 trabalhadores resgatados (55,7%), seguido pelo Nordeste, com 135 (28,1%); Norte, com 53 (10,5%); Sul, com 15 (3,6%); e Centro-Oeste, com 9 (1,9%). Sozinho, Minas Gerais respondeu por quase metade dos trabalhadores encontrados pelas equipes de fiscalização. Veja abaixo os dez municípios onde ocorreram mais resgates. Operação Resgate VI Arte g1 Maioria dos casos no meio rural As fiscalizações se concentraram principalmente em atividades rurais, que representaram 61% das ações. Nesse segmento, 292 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. As atividades urbanas corresponderam a 37,2% das fiscalizações e resultaram no resgate de 178 trabalhadores. No trabalho doméstico, 14 empregadores foram fiscalizados e 9 trabalhadores foram resgatados. A construção civil foi a atividade com o maior número de trabalhadores resgatados, com 85 casos, seguida pelo cultivo de café, com 53. Também houve 47 resgates no cultivo de cebola e 44 no de batata. Outros 43 trabalhadores foram resgatados em atividades agrícolas temporárias não especificadas. Na coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, foram registrados 29 resgates. Segundo o levantamento, os casos de trabalho análogo à escravidão se concentraram principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo. Mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas Os empregadores flagrados foram obrigados a interromper as atividades, rescindir os contratos dos trabalhadores e formalizar retroativamente os vínculos de emprego. Também tiveram de pagar verbas trabalhistas e rescisórias. Até o momento, foram pagos R$ 1,47 milhão em verbas rescisórias aos trabalhadores. Já o valor total estimado dessas verbas chega a R$ 3,29 milhões. Também foram contabilizados R$ 675,5 mil em indenizações por danos morais individuais e R$ 455,5 mil por danos morais coletivos. Ao todo, foram firmados três Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), e quatro ações civis públicas (ACPs) estão em fase de ajuizamento. Os trabalhadores resgatados também receberam o seguro-desemprego especial destinado a pessoas retiradas de condições análogas à escravidão. O benefício corresponde a seis parcelas de um salário mínimo cada. Além dos casos de trabalho análogo à escravidão, a operação identificou outras irregularidades trabalhistas. Cerca de 1.836 autos de infração deverão ser emitidos por problemas como trabalho infantil, falta de registro em carteira e descumprimento de normas de saúde e segurança. As fiscalizações também resultaram em 28 interdições ou embargos de atividades consideradas de risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ao todo, 1.192 trabalhadores foram encontrados sem registro formal de trabalho. Realizada desde 2021, a Operação Resgate reúne diferentes órgãos públicos para identificar e interromper situações de trabalho análogo à escravidão, proteger as vítimas e adotar medidas trabalhistas, administrativas, civis e criminais contra os responsáveis. A Operação Resgate VI, realizada em 2026, foi a maior desde o início da série histórica, em 2021, com 479 trabalhadores resgatados. O número é 230,3% superior ao registrado na primeira edição, quando 145 trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão. Comparativo de trabalhadores resgatados: 2021 — I edição: 145 trabalhadores 2022 — II edição: 337 trabalhadores (+132,4% em relação a 2021) 2023 — III edição: 532 trabalhadores (+57,9% em relação a 2022) 2024 — IV edição: 594 trabalhadores (+11,7% em relação a 2023) — recorde até então 2025 — V edição: 215 trabalhadores (-63,8% em relação a 2024) 2026 — VI edição: 479 trabalhadores (+123,0% em relação a 2025) e +230,3% em relação a 2021 Em números absolutos, 2026 fica atrás apenas de 2024 (594) e 2023 (532), mas representa a terceira maior edição da série e a maior desde o início do levantamento, em 2021. Vale lembrar que, apesar do recorde de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nesta edição, o número poderia ser ainda maior se houvesse mais auditores-fiscais do trabalho em atividade. O Brasil enfrenta um déficit histórico e estrutural desses profissionais: atualmente, são cerca de 2,8 mil auditores na ativa, enquanto recomendações internacionais e estudos apontam a necessidade de pelo menos 5,5 mil servidores. (entenda) O que é trabalho análogo à escravidão? O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é "caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do trabalho tem direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas de um salário mínimo cada. O benefício, somado aos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições mínimas para que as vítimas possam reconstruir a vida após uma grave violação de direitos. A pessoa resgatada também é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e orientação sobre as políticas públicas mais adequadas às suas necessidades. ⚠️ Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível pela internet. Não é necessário se identificar. Basta acessar a plataforma e informar o maior número possível de detalhes sobre o caso. A partir da denúncia, os fiscais analisam as informações para verificar se há indícios de trabalho análogo à escravidão e avaliar a necessidade de uma ação no local.A Operação Resgate VI resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto, em 19 estados.
09/09/2026 14:00:01 +00:00
Etanol do posto pode receber corante verde e gosto amargo para não ser usado em bebidas falsas

Carro abastece com etanol hidratado em posto de combustíveis. Divulgação / GM A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu uso irregular na fabricação clandestina de bebidas. Existem duas iniciativas: uma de caráter provisório, já em 2027, e outra que seria definitiva, que precisa de mais avaliações. Elas surgiram após os casos de mortes causadas por bebidas alcoólicas adulteradas em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução considerada definitiva, apontada no estudo, é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao combustível. A substância tem sabor extremamente amargo e, segundo a avaliação da agência, poderia ser percebida por consumidores caso o etanol fosse usado na adulteração de bebidas. Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros serão afetados A adoção da medida, no entanto, ainda depende de testes de viabilidade. A ANP pretende avaliar se a substância pode provocar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. O benzoato de denatônio já é utilizado em diferentes produtos, como itens de higiene e limpeza, justamente para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, porém, não há precedentes de sua utilização em etanol destinado ao uso em motores. Por causa da necessidade dos testes mecânicos, ainda não há prazo para a implementação da solução do "gosto amargo". Enquanto isso, a ANP propõe uma medida provisória: a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas. Para colocar essa regra em vigor, a agência terá de revisar a legislação. O processo de revisão começa imediatamente e prevê etapas como: Análise de impacto regulatório ou elaboração de Nota Técnica de Regulação; Consulta e audiência públicas; Votação pela Diretoria Colegiada da ANP. A previsão é que a norma revisada estabeleça um período de transição para que as usinas os possam se adaptar. A expectativa da ANP é implementar a medida ainda em 2027. O estudo foi realizado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação incluiu reuniões com produtores de etanol, distribuidores de combustíveis líquidos, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também foram realizados testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), além da análise de outros estudos. A medida atende à Resolução CNPE, que determinou que a ANP realizasse estudos para prevenir o desvio de etanol hidratado combustível para a fabricação clandestina de bebidas, como ocorreu no Brasil em 2025 com pessoas intoxicadas por metanol. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol O trabalho também atende a uma recomendação do TCU, resultado de auditoria sobre a prevenção e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas e os riscos à saúde da população. No começo de setembro, o relatório foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. Anfavea recomenda testes A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que declarou em nota que, por "não haver um histórico representativo de uso e aplicação da substância desnaturante “benzoato de denatônio” em etanol combustível, não dispomos de uma base técnica que permita avaliar seu impacto nos sistemas de alimentação e de escape dos motores de combustão interna. Entendemos que o mais prudente seria estabelecer um programa de validação que contemplasse avaliações por meio de ensaios de durabilidade e de emissões. O ideal é que, tanto para a finalidade desnaturante quanto para a aplicação de corantes, sejam consideradas substâncias isentas de metais, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação ou envenenamento do catalisador".
09/09/2026 13:48:20 +00:00
Uber libera vídeo ao vivo para pais em viagens de filhos adolescentes; veja como vai funcionar

Transmissão de vídeo ao vivo em viagens da Uber para adolescentes Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta quarta-feira (9) que seu aplicativo terá transmissão de vídeo ao vivo para pais e responsáveis por adolescentes acompanharem as viagens dos jovens na plataforma. Com a atualização, os adultos poderão acompanhar o que acontece no interior do veículo por meio da câmera do celular do motorista parceiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O recurso será liberado gradualmente nos próximos dias em viagens feitas na modalidade "Uber conta Teens", voltada para transportar usuários de 12 a 17 anos com supervisão dos responsáveis. Segundo a Uber, a transmissão de vídeo ao vivo está sujeita às condições técnicas do celular do motorista e da habilitação do recurso. Agora no g1 No início da viagem, o aplicativo informará pais ou responsáveis sobre a opção de assistir o vídeo ao vivo da corrida. Apenas os adultos terão acesso à gravação das corridas. No fim da corrida, a Uber encerra a gravação e armazena o arquivo de forma criptografada, mantendo o material para eventuais registros de incidentes durante a viagem. A Uber informou que as viagens com adolescentes são feitas pelos motoristas mais experientes e têm os demais recursos de segurança disponíveis nas corridas para adultos, como o compartilhamento de rota e o monitoramento contra mudanças indevidas no trajeto. Responsáveis por adolescentes mulheres também podem solicitar corridas com motoristas mulheres, assim como acontece nas viagens feitas por passageiras adultas. A modalidade de viagens da Uber para adolescentes pode ser configurada após criar um perfil familiar no aplicativo. Para isso, basta clicar em "Conta", selecionar "Família" e seguir os passos indicados pela plataforma.
09/09/2026 13:00:01 +00:00
Dólar fecha em alta com petróleo acima de US$ 100; Ibovespa cai com cenário político no foco

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (9), com um avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,1116. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. O mercado acompanhou a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos sobre o cenário externo e o câmbio. No Brasil, o foco ficou sobre o cenário político e eleitoral, que segue no radar dos investidores e influenciou o desempenho da bolsa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A piora do conflito levantou novamente preocupações com a oferta global de petróleo. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 3,36%, cotado a US$ 101,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 3,25%, a US$ 96,05 o barril. ▶️ O cenário também trouxe preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ Por fim, o mercado também seguiu atento ao cenário político e eleitoral brasileiro. Investidores acompanham de perto a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos nas eleições presidenciais. Nesta quarta, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Entenda. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: -6,87%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +4,62%; Acumulado do ano: +15,20%. Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em baixa nesta quarta-feira, enquanto investidores monitoravam a nova alta dos preços do petróleo. O Dow Jones recuou 0,76%, o S&P 500 perdeu 0,47% e o Nasdaq Composite caiu 0,62%. O dia também foi negativo na Europa, com índices caindo para as mínimas em mais de um mês em meio às tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 1,4%, aos 640,41 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,66%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 1,94% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha desvalorizou 1,31%. Na Ásia, as ações chinesas registraram leve alta nesta quarta-feira, enquanto as de Hong Kong permaneceram estáveis, à medida que os dados mais recentes sobre a inflação local destacaram uma recuperação econômica desigual. Tanto o SSEC, índice de Xangai, quanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,30%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,20%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters
09/09/2026 12:00:00 +00:00
Messi acerta compra de time da 2ª divisão da Espanha e amplia negócios no futebol

Messi se aposenta da seleção argentina O astro argentino Lionel Messi chegou a um acordo de princípio para comprar o C.D. Eldense, clube da segunda divisão espanhola, e ampliar seus negócios no futebol. O jogador de 39 anos está perto de adquirir 100% das ações da equipe. O atacante do Inter Miami está perto de concluir a compra de 100% das ações atualmente detidas pelo grupo colombiano de investimentos TH Soluciones Group S.A.S., acionista majoritário do clube. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Aos 39 anos, Messi está prestes a assumir o controle de seu segundo clube na Espanha. Em abril deste ano, o argentino comprou o UE Cornellà, da quinta divisão espanhola. Compra ainda depende de aprovação Apesar do acordo, a operação ainda não foi concluída. Segundo o Eldense, faltam procedimentos legais e contratuais, incluindo a conclusão da diligência, além da autorização obrigatória do Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD). O clube informou à Reuters que ainda não há uma data definida para a conclusão da negociação. O TH Soluciones Group também foi procurado para comentar. Messi também terá participação no Inter Miami O argentino também deve receber uma participação no Inter Miami, seu atual clube, quando seu contrato como jogador chegar ao fim. O Eldense é atualmente o 20º colocado da Segunda Divisão espanhola. O clube foi adquirido pelo TH Soluciones Group em outubro do ano passado e chegou à segunda divisão depois de passar anos nas divisões regionais do futebol espanhol.
09/09/2026 11:30:54 +00:00
Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

Petróleo volta a superar US$ 100 com escalada das tensões no Oriente Médio Maryorin Mendez/AFP O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. Perto das 11h, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia 2,63%, cotado a US$ 100,50 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha alta de 2,77% no mesmo horário, a US$ 95,61 o barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Agora no g1 Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. "As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações. Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas. Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters. Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd. Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.
09/09/2026 11:21:31 +00:00
Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon X/Reprodução Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento. Agora no g1 Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década. Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado "autoaperfeiçoamento recursivo", uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana. Segundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro - acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco", afirmou. Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos. No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional. OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration
09/09/2026 11:00:39 +00:00
Indústrias e grandes empresas vão investir R$ 1,1 bi em expansão e novos negócios em São Mateus

20 empresas devem atrair R$ 1,1 bi em investimentos privados para São Mateus A cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, se prepara para receber mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos. São mais de novas 20 empresas que vão se instalar no polo industrial que existe no município, com expectativa de gerar mais de mil empregos diretos. Os investimentos privados preveem a expansão e abertura de novos negócios na região, especialmente voltados para o setor industrial. O anúncio foi feito pela prefeitura no último sábado (5). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a administração municipal, o movimento busca consolidar a cidade como um dos principais motores econômicos do Espírito Santo, abrangendo setores estratégicos como logística, infraestrutura, indústria pesada e energia. No anúncio, a prefeitura detalhou a distribuição dos recursos e destacou a preparação da cidade para o novo ciclo de crescimento, conforme as diretrizes apresentadas pelas autoridades locais. Indústrias na cidade de São Mateus, Norte do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O que disseram as autoridades O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hassan Resende, destacou o impacto direto do anúncio para a população local. Segundo ele, a chegada das empresas representa um marco para o Polo Industrial. “Vamos anunciar a chegada de mais de 20 novas empresas ao nosso Polo Industrial, com mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense.” Já o prefeito Marcus Batista reforçou que o plano faz parte de um compromisso de gestão focado na vocação econômica da região e no cumprimento de metas estabelecidas. “Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro”. LEIA TAMBÉM: ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Moradores fazem força-tarefa para encontrar trabalhador que perdeu salário do mês no meio da rua em cidade no ES; veja VÍDEO Investimento em capacitação profissional Para assegurar que as novas vagas sejam preenchidas prioritariamente por moradores de São Mateus, a administração confirmou o aporte de R$ 82 milhões destinados à capacitação profissional em massa. O objetivo é qualificar a mão de obra local para atender às exigências técnicas das indústrias que iniciam operação. O montante será investido por meio de parcerias com entidades de formação técnica, sendo R$ 62 milhões para o Sistema FINDES (SESI/SENAI) e R$ 20 milhões para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Veja detalhes dos investimentos Os investimentos de R$ 1,1 bilhão foram organizados em quatro eixos principais, que abrangem desde a melhoria da logística urbana até a expansão de grandes plantas industriais já consolidadas. Veja os detalhes: Infraestrutura Eixo focado na melhoria da malha viária e no fornecimento de insumos básicos para a operação industrial. Ecovias: R$ 50 milhões ES Gás: R$ 10 milhões Lançamentos Novos empreendimentos, fontes de energia e centros de distribuição que iniciam seus projetos no município. Termelétrica Urca: R$ 350 milhões Hidrelétrica Santa Maria: R$ 60 milhões CD Mercado Livre: R$ 32 milhões Pedreira São Vicente: R$ 20 milhões Biopetro: R$ 15 milhões CD Shopee: R$ 10 milhões Consigaz: R$ 10 milhões Pneuvix: R$ 8 milhões Recicla: R$ 6 milhões GTK Pré-Moldados: R$ 5 milhões Biomarca: R$ 2 milhões Inaugurações Empresas em fase final de instalação com início de atividades previsto para o curto prazo. Technobrass: R$ 100 milhões Carnes Nobres: R$ 60 milhões Enpex: R$ 30 milhões NBS Petróleo: R$ 18 milhões CBF: R$ 8 milhões Expansão Unidades industriais já estabelecidas que estão ampliando sua capacidade produtiva e logística. Marcopolo: R$ 260 milhões Café Duarte: R$ 10 milhões Oxford: R$ 6 milhões A diversidade desses setores — que incluem energia renovável, logística de e-commerce e a gigante automotiva Marcopolo — fortalece a posição de São Mateus como um hub logístico estratégico no Norte do Espírito Santo. Impacto Econômico e Perspectivas A administração municipal projeta que o conjunto de aportes terá um efeito multiplicador na economia da cidade. Além das mais de mil vagas diretas, a expectativa é que a movimentação gere milhares de empregos indiretos, aquecendo o comércio local e o setor de serviços. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
09/09/2026 07:00:00 +00:00
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