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g1 > Economia

Imposto de Renda 2026: Receita paga o 4º lote de restituição nesta segunda; veja como fazer

Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal paga nesta segunda-feira (31) o quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. Ao todo, serão pagas 521.935 restituições, que somam R$ 1.238.013.251,34. (veja abaixo como consultar) Do total de restituições deste lote: 16.850 são destinadas a idosos acima de 80 anos; 86.873 a idosos entre 60 e 79 anos; 9.029 a pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave; 26.769 a contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 338.912 a contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem pelo recebimento via PIX; 43.502 a contribuintes sem prioridade. Agora no g1 Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 31 de agosto Como fazer a consulta? O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
31/08/2026 03:01:14 +00:00
Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado após quase três meses

Próximo feriadão é só daqui a 3 meses; veja os feriados que ainda restam em 2026 Depois de um agosto inteiro sem uma folga extra no calendário, os trabalhadores já podem começar a contagem regressiva: falta uma semana para o próximo feriado nacional, após quase três meses sem um fim de semana prolongado. Na próxima segunda-feira (7), será celebrado o Dia da Independência do Brasil. Como a data cai no início da semana, quem não trabalha aos fins de semana terá três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças. O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
31/08/2026 03:01:05 +00:00
Judicialização de dívidas bate recorde e passa de 1,2 milhão ações; especialistas veem crédito fácil, bets e endividamento entre as causas

As cobranças judiciais de dívidas privadas chegaram ao maior patamar da série histórica em 2025, segundo levantamento feito pelo g1 com base no Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foram 1.239.537 novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais no ano passado. Em 2020, haviam sido 772.645. A alta no período foi de cerca de 60%. Quer sugerir uma história ou enviar uma denúncia? Fale com o g1. O crescimento ocorre em meio ao endividamento recorde das famílias. Em março, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas, maior percentual da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Percentual de famílias endividadas subiu de 77,1% para 80,4% entre março de 2025 e março de 2026 Equipe de Arte/g1 🔎 Os processos analisados pelo g1 podem envolver tanto consumidores quanto empresas. Eles são usados para cobrar dívidas privadas com base em documentos que já comprovam o débito, como contratos de empréstimo, financiamentos de veículos ou imóveis, dívidas de aluguel, cheques, duplicatas e outros títulos. A série mostra crescimento ano a ano: 2020: 772.645 novos processos; 2021: 838.701; 2022: 994.098; 2023: 1.131.730; 2024: 1.194.184; 2025: 1.239.537. Execuções de dívidas privadas chegaram a 1,2 milhão em 2025, maior número da série Equipe de arte/g1 Entre janeiro e março de 2026, já foram registrados 295.541 novos processos. Para Fernando Corrêa, coordenador do laboratório de jurimetria da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ), a judicialização costuma aparecer quando outras tentativas de recebimento já não funcionaram. “Execução é meio inefetiva, porque é difícil pegar os bens das partes. Não é que estão descobrindo essa opção como uma possibilidade de satisfazer melhor as dívidas. É meio que o último recurso”, afirma. Falta de renegociação Para a juíza Káren Rick Danilevicz Bertoncello, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o aumento das ações deve ser lido em meio à falta de uma cultura consolidada de renegociação antes da chegada do caso à Justiça. “Nós, no Brasil, ainda não temos uma cultura solidificada sobre renegociação voluntária extrajudicial. Embora nós tenhamos alguns canais muito efetivos, por exemplo, consumidor.gov, outras plataformas que são independentes ou mesmo canais como Procon e Defensoria Pública. Mas, de fato, nós não temos essa cultura no Brasil”, afirma. Endividamento de 80% das famílias acende o alerta em ano eleitoral Segundo a juíza, feirões e acordos isolados podem resolver uma dívida, mas não necessariamente ajudam quem deve para vários credores ao mesmo tempo. “Esses feirões bancários abrangem uma renegociação, mas não olham o conjunto das dívidas do consumidor. Então, ele renegocia pontualmente aquele credor que tem acesso ao feirão. Do ponto de vista do consumidor, acaba prejudicando o orçamento, porque ele não consegue ter esse olhar global para distribuir o que tem de capacidade de pagamento a todos os seus credores”, diz. No Rio Grande do Sul, o TJRS mantém um projeto de gestão de superendividamento para aproximar consumidores e credores e tentar construir acordos com base na renda, nas despesas básicas e na real capacidade de pagamento da pessoa endividada. A ideia é evitar que o consumidor faça acordos isolados que, somados, não cabem no orçamento. O projeto soma 31.075 processos, dos quais mais de 20 mil seguem ativos. Do total, 13.657 envolvem idosos. Ao todo, 6.273 acordos foram homologados. Crédito fácil, bets e refinanciamento Nos últimos anos, o governo federal lançou programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, para tentar limpar o nome de consumidores inadimplentes e facilitar acordos com credores. Em abril, o g1 mostrou que o governo Lula estudava uma nova proposta para socorrer brasileiros endividados. A ideia era reunir dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal e outras em uma só dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que poderia chegar, em alguns casos, a 80%. Também em 2026, o governo regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no Consignado CLT, modalidade de empréstimo com desconto direto no salário de trabalhadores com carteira assinada. Pela regra, o trabalhador pode autorizar o uso de parte do FGTS, da multa rescisória e de outros valores da rescisão para quitar ou abater a dívida em caso de demissão sem justa causa. Para especialistas, a renegociação pode aliviar o orçamento no curto prazo, mas não resolve o problema se vier acompanhada de nova concessão de crédito sem avaliação real da capacidade de pagamento do consumidor. Káren explica que o excesso de crédito tem papel importante no superendividamento das famílias. “Há um fenômeno de redução de renda. Os acidentes da vida, como divórcio, doença, desemprego, também colocam a pessoa numa situação de superendividamento. Mas o que mais nos chama a atenção é que nós temos um excesso de concessão de crédito”, afirma a magistrada. Segundo ela, a Lei do Superendividamento passou a impor a bancos e financeiras o dever de avaliar a real capacidade de pagamento do consumidor antes da concessão de crédito. “A lei trouxe o dever dos credores, dos bancos, das financeiras, de analisar quem é esse consumidor. Será que ele, de fato, tem condições de fazer esse empréstimo? Será que ele tem condições de comprar esse bem? Isso é dever expresso na lei. Ela coloca nos ombros do credor essa obrigação de saber com quem está contratando”, diz. Dados do Banco Central também mostram que as famílias comprometem quase 30% da renda mensal com o pagamento de dívidas. O endividamento total, considerado em relação à renda acumulada em 12 meses, chegou a 50% dos ganhos das famílias. Estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente: o endividamento inclui compromissos financeiros ainda em dia, enquanto a inadimplência considera contas vencidas. Em maio de 2026, as maiores taxas de inadimplência foram registradas no Amapá, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, segundo a Serasa. Estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente: o endividamento inclui compromissos financeiros ainda em dia, enquanto a inadimplência considera contas vencidas. Em maio de 2026, as maiores taxas de inadimplência foram registradas no Amapá, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, segundo a Serasa. Equipe de Arte/g1 Para a juíza, as bets também aparecem como fator de preocupação nas audiências de mediação do projeto do TJRS. Segundo ela, as apostas não entram diretamente nos processos de repactuação, mas aparecem nos relatos de consumidores que fazem empréstimos para continuar jogando. Viúva só descobriu dívida de quase R$ 1 milhão depois que policial morreu após vício em bets “Dentre os relatos que são feitos em audiência, na questão de mediação, embora as bets não estejam no processo de repactuação, porque nós sabemos que não há concessão de crédito direta, as pessoas acabam fazendo empréstimos para continuar jogando. É um fenômeno que nos preocupa muito. A população que tem utilizado, seja o seu salário, seja empréstimos pessoais, acaba entrando em uma espiral que não tem fim”, afirma. Empresas e produtores rurais Endividamento no campo: medidas ampliam renegociação de dívidas no Paraná No caso das empresas, a alta das execuções também deve ser vista em um cenário de crédito caro, afirma Fernando Corrêa, da ABJ. Segundo ele, juros altos e spread bancário maior, que é a diferença entre o custo que os bancos têm para captar dinheiro e a taxa cobrada nos empréstimos, dificultam a reorganização financeira de empresas endividadas. “O nível da taxa de juros no Brasil, o spread de crédito e consequentemente o comprometimento da saúde financeira são fatores bem importantes nessa dinâmica”, afirma. Corrêa cita os produtores rurais como um dos grupos que aparecem de forma relevante nas séries de insolvência, que é a situação em que uma empresa ou produtor não consegue cumprir suas obrigações financeiras. “Se você vê o aumento da insolvência dos produtores rurais, é um efeito muito claro nas séries de insolvência. O que aconteceu com eles foi o seguinte: teve algumas crises ocasionadas por eventos climáticos, guerra, etc. Só que a taxa de juros subiu. Então, os atores do mercado não conseguem ter acesso a crédito barato o suficiente para remediar a situação”, diz. Por meio do Observatório da Insolvência, mantido em parceria com a PUC-SP, a ABJ mapeia gargalos da crise empresarial. Os dados mostram que processos de falência no estado de São Paulo duram, em média, mais de 16 anos para serem encerrados. Também indicam que os credores recebem de volta apenas 6,1% do valor originalmente devido. Outro dado do observatório ajuda a mostrar quem costuma acionar a Justiça nesses casos: 91,9% dos pedidos de falência são feitos pelos próprios credores, sendo quase um terço por empresas do setor financeiro e de seguros. O que é superendividamento A Lei 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, alterou o Código de Defesa do Consumidor e criou mecanismos para prevenir e tratar situações em que a pessoa não consegue pagar suas dívidas sem comprometer o mínimo necessário para viver. Na prática, isso significa que a pessoa pode buscar uma renegociação global das dívidas, com todos os credores ao mesmo tempo, para preservar despesas básicas, como moradia, alimentação, água, luz, transporte e saúde. Para Káren, o problema não é apenas a inadimplência pontual, mas a situação em que a pessoa deixa de conseguir pagar as dívidas sem comprometer despesas básicas. “Você tem uma renda e não está conseguindo pagar as suas obrigações sem prejudicar a sua subsistência. Então, isso já é um sinal de alerta de que você está superendividado. Tem pessoas, por exemplo, que dobram ou triplicam a jornada de trabalho. Isso também já é um sinal de superendividamento”, afirma. Segundo Fernando Corrêa, da ABJ, a dívida dificilmente vira processo logo no começo da inadimplência, porque acionar a Justiça tem custo. No caso de contratos de empréstimo e duplicatas, por exemplo, o prazo para cobrar judicialmente costuma ser de até cinco anos. Mas ele afirma que, depois de cerca de um ano de atraso, a judicialização pode começar a se tornar mais vantajosa para o credor. “Judicializar é caro. Você vai pagar um percentual da dívida para ir atrás. Então, eu acho que é muito raro judicializar logo no começo. Depois de um ano, começa a ficar mais vantajoso”, afirma. O projeto do TJRS orienta que, nesses casos, o consumidor procure o projeto-piloto de tratamento do superendividamento na comarca. Onde não houver atendimento específico, a recomendação é buscar a Defensoria Pública, um advogado ou o Procon. Como o levantamento foi feito O g1 consultou o Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e levantou os novos processos classificados como execução de títulos extrajudiciais não fiscais. A série analisada vai de 2020 a 2025. Também foram considerados os dados parciais de janeiro a março de 2026, último período em que foi possível manter a mesma comparação. Desde junho, o painel passou a exibir a categoria de forma diferente, sem a separação usada neste levantamento para as execuções não fiscais. Por isso, os dados de 2026 não foram atualizados para os meses seguintes, para evitar comparar recortes diferentes. A categoria reúne processos usados para a cobrança judicial de dívidas privadas, com base em documentos que já comprovam o débito. Podem entrar nesse grupo cobranças contra consumidores e empresas, como contratos de empréstimo, financiamentos, dívidas de aluguel, cheques e duplicatas. Não entram no levantamento as execuções fiscais, como cobranças de tributos e dívidas com o poder público.
31/08/2026 03:00:55 +00:00
Os milhões de argentinos com dívidas em atraso e o que isso indica sobre a economia do país: 'Não tentamos mais refinanciar porque é impagável'

Eliana Yaynes e Iván Venencio se conheceram em uma manhã durante a transmissão de um programa de rádio. "Você veio devido à questão da dívida?", perguntou ela, com naturalidade. "Sim", respondeu ele. Ambos estavam ali para falar de um problema hoje bastante comum na Argentina. Segundo os números do Banco Central do país e de consultorias locais, mais de 20 milhões de cidadãos estão endividados e cerca de 6 milhões estão em mora, ou seja, com seus pagamentos em atraso ou simplesmente inadimplentes. A Argentina tem hoje pouco mais de 46 milhões de habitantes. Ou seja, um a cada três argentinos enfrenta problemas para liquidar a dívida adquirida com bancos, carteiras digitais, lojas de eletrodomésticos ou agiotas, como aponta a consultoria Analytica. No dia 20 de agosto, a Praça de Maio, em Buenos Aires, foi o cenário de um protesto contra o nível de endividamento da população. Getty Images No mesmo dia da entrevista de Yaynes e Venencio à emissora de rádio, em 20 de agosto, ocorreu na capital argentina, Buenos Aires, a primeira marcha de cidadãos endividados. Eles reivindicaram mecanismos para refinanciar suas dívidas e protestaram contra a decisão de não intervir na crise, que tem marcado o governo do presidente Javier Milei. Funcionários do governo argentino definiram esta situação como "uma questão entre entes privados". Milei atribuiu o aumento do número de endividados ao auge da compra de televisores para a Copa do Mundo de Futebol. Ele chegou até a perguntar, durante entrevista ao jornal argentino La Nación, se alguém havia colocado "uma pistola na cabeça" dos devedores para que eles se endividassem. A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) entrou em contato com a Presidência argentina, pedindo comentários sobre a declaração do mandatário do país, mas não houve resposta até o momento da publicação desta reportagem. Yaynes comemorou a vitória de Milei na última eleição presidencial argentina, quase três anos atrás. Agora, ela afirma que ouvir este tipo de raciocínio parece surreal. "Eles não podem pensar que alguém tenha se endividado por capricho", declarou ela, de Buenos Aires, à BBC News Mundo. "Tipo 'eu estava entediada e achei que o melhor para a minha vida seria me endividar'. Este menosprezo é muito triste e degradante." Yaynes e seu marido estão pagando quatro empréstimos. "Não fiz os cálculos exatos, mas, antes do quarto empréstimo, eu calculava que devia cerca de 10 milhões de pesos (US$ 6.620, cerca de R$ 34,1 mil)". "Se você não conseguir sanear as dívidas e quiser pagar, precisará contratar crédito", explica Venencio. Ele não votou em Milei, nem no seu adversário peronista, Sergio Massa, na última eleição presidencial. "O governo faz isso quando vai ao FMI [Fundo Monetário Internacional]. Por que nós, da microeconomia, não vamos fazer?" Ele e sua esposa devem hoje a bancos e a familiares. Entre os dois cartões do meu banco, devo 10 milhões de pesos [US$ 6.620, cerca de R$ 34,1 mil] em cada um", ele conta. "Nos dois cartões da minha mulher no banco dela, devemos 8 milhões [US$ 5.295, cerca de R$ 27,3 mil] em um e 9 milhões [US$ 5.957, cerca de R$ 30,7 mil], no outro." Dívida 'impagável' Venencio se lembra perfeitamente do dia em que tudo começou a sair de controle: 9 de fevereiro de 2025. Até então, ele e sua esposa trabalhavam como assalariados e ele ainda tinha outra renda, como motorista de aplicativo. Com esta renda adicional, eles conseguiram, por exemplo, tirar as férias no Brasil que haviam planejado para fevereiro. Mas, assim que chegaram ao território brasileiro, com sua "família misturada" (cada um com seu filho), ele ficou sabendo que seu sogro havia morrido. "Tiramos, então, passagens para minha mulher e o filho dela poderem voltar", ele conta. "Foi um gasto que não havíamos planejado e, obviamente, saiu do cartão." "Depois, minha esposa perdeu uma gravidez em março e isso, aliado à perda do seu pai, fez com que ela tirasse licença psiquiátrica no seu trabalho", conta Venencio, de Buenos Aires, para a BBC. Em agosto de 2025, o carro que ele usava para obter renda adicional pegou fogo. O seguro pagou apenas a metade dos gastos e ele precisou se endividar mais para fazer o conserto. Paralelamente, a renda do aplicativo era cada vez menor. "Muitas pessoas do país foram ficando sem trabalho e começaram a trabalhar com o carro", explica ele. "Para dar uma ideia, quando comecei, em 2021, eu ganhava cerca de 1,8 milhão de pesos [US$ 1.191, cerca de R$ 6,1 mil] trabalhando meio período. Em alguns meses, já estava faturando menos de um milhão [US$ 660, cerca de R$ 3,4 mil]. E o aluguel do apartamento, a luz e o gás continuavam subindo." Em novembro, Venencio entrou em depressão. Em seguida, ele e sua mulher ficaram sem trabalho. A esposa conseguiu recentemente um novo emprego e ele, agora, dirige seu carro entre 10 e 12 horas por dia para poder pagar os gastos mínimos da família, mas não sobra dinheiro para a dívida. "Quando você começa a olhar os juros, aquilo se tornou totalmente impagável. Não tentamos mais negociar refinanciamento porque não podemos pagar." O problema das dívidas em atraso O diretor do Centro de Economia Política Argentina (Cepa), Hernán Letcher, elaborou um relatório sobre o endividamento no país. Para ele, o número de 20 milhões de pessoas endividadas não é o dado mais preocupante. "Veja bem, se vou comer hoje à noite e pago com cartão, entre o momento do jantar e o pagamento, estou endividado", explica ele. "Para mim, o problema são os seis milhões de pessoas em mora, ou seja, que têm 90 dias de atraso no pagamento da sua dívida." Para agravar a situação, segundo Letcher, 55% dos quase seis milhões (cerca de 3,5 milhões de pessoas) detêm dívidas que, tecnicamente, são consideradas irrecuperáveis, como as de Venencio, que as chama de impagáveis. O outro fator que deve ser considerado é o motivo que leva as pessoas a se endividarem. Letcher destaca que, se alguém pede crédito para comprar um telefone celular, isso é positivo para a economia. Mas, se o empréstimo for para pagar as refeições do dia ou os serviços básicos, a situação é oposta. "Conversei com diversos presidentes de bancos que me confirmaram que cerca de 90% do atraso de pagamento de cartões de crédito são compras de supermercado — basicamente, alimentos", segundo ele. Na sua opinião, o alto número de devedores em atraso é consequência da queda da renda dos lares argentinos, que foi compensada pelo endividamento. "Veja, estou na cidade de Buenos Aires", explica Letcher. "Aqui, o metrô aumentou 2000%; o trem, 1800%; e os serviços, 850%. Mas os salários subiram 300%." "E estou falando de gastos que as pessoas precisam pagar sem terem opção, pois elas não podem deixar de pegar o transporte." "Então, quando faço uma dívida para pagar a luz, no mês seguinte preciso pagar a luz outra vez e ainda tenho a dívida", destaca ele. A dívida e suas consequências Eliana Yaynes não se lembra de um dia específico em que tudo saiu de controle. Seu processo foi mais gradual. No início de 2025, ela trabalhava como responsável por uma loja de decoração e revestimento. Mas, em busca de um salário melhor, ela conseguiu emprego no setor de vendas, em um atacadista. "O problema é que, quando comecei no meu novo emprego, meu corpo não respondeu", explica ela. "Trabalhei em vendas até completar 30 anos. Eu andava, saía, ia visitar clientes. Mas, agora, com 47, o corpo cobrou a conta. Todos os dias, eu saía, tentava e morria tentando, até que saí de lá." Paralelamente, seu marido trabalhava há anos como motorista de aplicativos. Ele viu sua renda ser reduzida, devido à quantidade de pessoas que também começaram a trabalhar atrás do volante. "Essa superpopulação fez com que, obviamente, nossa renda diminuísse muito", prossegue ela. "E, comigo sem trabalho, começamos a fazer pagamentos com cartão que, antes, não fazíamos, como os gastos do carro: combustível, peças de reposição, trocas de óleo e filtros." O cartão que eles usavam era o adicional do cartão do pai de Yaynes. E, com a falta de dinheiro, a única ferramenta que eles tinham para pagar era uma carteira digital. "O que fazíamos era tentar financiar tudo em parcelas", ela conta. "Mas, em algum ponto, era uma espécie de mentira imaginar que, parcelando, as parcelas são pequenas. Depois, por menores que sejam, se forem muitas, aquilo se torna uma bola de neve." Em janeiro deste ano, Yaynes foi diagnosticada com câncer de mama, que ela atribui, em parte, à angústia pelas finanças familiares. E a doença a surpreendeu sem plano de saúde privado. "Em outubro do ano passado, devido às complicações financeiras, deixamos de pagar a mensalidade do plano de saúde", explica ela. "Mas, agora, isso volta a ser prioridade e precisamos colocar estes pagamentos mais ou menos em dia." "Por isso, todos os meses, pagamos a mensalidade mais antiga que devemos, pois não temos dinheiro para colocar toda a dívida em dia." 'Culpa e vergonha' A Central Geral de Trabalhadores da Argentina (CGT) organizou a manifestação de 20 de agosto, em defesa dos trabalhadores endividados. Mas também participaram grupos como os Endividadxs Organizadxs, formados pela aproximação espontânea de pessoas com dívidas. Fernando Moyano é um dos três porta-vozes deste grupo. Ele contou à BBC que tudo começou com uma dívida que ele não conseguia liquidar. Moyano pensava que aquilo "era um fracasso pessoal meu, pura e simplesmente". Até que começou a entrar em contato com outras pessoas na mesma situação. Nos seus contatos com pessoas endividadas, ele encontrou desde jovens que não conseguem um trabalho formal com salário decente até aposentados que perderam o acesso a certos remédios no serviço público de saúde e se endividaram para pagar pelos medicamentos. Ele também conversou com pessoas que se endividaram com apostas esportivas, cassinos digitais e jogos no celular. "A questão do instantâneo, que permite, por exemplo, sacar um crédito em minutos no seu telefone para uma carteira digital, traz problemas similares aos do jogo", explica Moyano. "As pessoas tentam a sorte porque acham que isso não irá mudar muito sua situação financeira, até que chegam as dívidas de jogo e, com elas, a culpa e a vergonha." A principal reivindicação do grupo Endividadxs Organizadxs é uma declaração nacional de emergência de crédito, que reconheça oficialmente a existência da crise e leve à tomada de medidas para combatê-la, como a regulamentação dos juros que podem ser cobrados dos devedores. Moyano não espera uma reação positiva por parte do governo Milei, mas aposta nos projetos de lei apresentados por diversas bancadas no Congresso argentino. A precarização da dívida Hernán Letcherz, do Cepa, explica que os bancos, depois de 180 dias de atraso, podem renegociar a dívida com o cliente, não emprestar mais dinheiro enquanto a dívida não for paga ou vender a carteira para uma agência de cobrança terceirizada. Quando a pessoa não pode mais recorrer ao banco, sua outra alternativa, além dos familiares e amigos, é pedir emprestado a uma carteira digital ou fintech. Estas empresas fazem uso das inovações digitais para oferecer serviços financeiros rápidos, fáceis e acessíveis. "É muito fácil obter crédito nestes aplicativos", explica Letcher. "Abro o aplicativo, aperto um botão e tenho o dinheiro na minha conta. Depois, preciso pagar. Acredito que esta facilidade também ajudou a aumentar o nível de endividamento." O diretor da consultoria Analytica, Claudio Caprarulo, destaca que a adoção das carteiras digitais se consolidou na Argentina durante a pandemia. Estes fornecedores de serviços financeiros digitais se dedicaram, desde o princípio, ao setor informal em crescimento: trabalhadores sem contrato de trabalho seguro, direitos trabalhistas, previdência social e representação sindical. "A Argentina tem um problema de informalidade muito grande e o que as fintechs fazem é se dirigir a este público", explica Caprarulo. "Elas dizem aos bancos 'vou emprestar a alguém a quem você não empresta' e chamam isso de 'inclusão financeira'." Os níveis de atraso de pagamento dos devedores das carteiras digitais costumam ser mais altos que os dos bancos. E, como as entidades bancárias, as fintechs podem vender estas carteiras de devedores a empresas que se dedicam exclusivamente à sua cobrança. Estas empresas, segundo Letcher, podem telefonar para a pessoa endividada a qualquer momento e até divulgar sua condição de devedor. "É muito traumático, conheço muitos casos em que telefonaram para a empresa da pessoa dizendo que ela estava endividada", ele conta. O terceiro passo da precarização do endividamento, depois de não poder solicitar crédito ao banco, nem a uma carteira digital, é pedir dinheiro para agiotas, a taxas de juros totalmente desregulamentadas. A forma de cobrança pode fazer com que alguém entre na casa da pessoa em atraso para levar os móveis da cozinha ou o televisor, explica Letcher. O secretário de Segurança da província de Buenos Aires (governada pelo peronismo), Javier Alonso, declarou à imprensa local que este tipo de cobrança vem se tornando cada vez mais violento. "Os crimes (homicídios, tentativas de homicídio, ameaças, tiros nas pernas) causados por dívidas com criminosos, com pequenos traficantes que emprestam dinheiro, dobraram", ele afirma. "As famílias começam pedindo um milhão de pesos [US$ 660, cerca de R$ 3,4 mil] e, em cinco meses, devem 25 milhões" (US$ 16.545, cerca de R$ 85,3 mil). Os juros por trás da dívida A BBC News Mundo perguntou ao porta-voz do grupo Endividadxs Organizadxs quais são os obstáculos encontrados pelas pessoas que querem pagar suas dívidas, mas não conseguem. Fernando Moyano enumerou três deles: "As taxas de juros abusivas praticadas pelas carteiras digitais e mesmo pelos bancos; os salários, que estão congelados e defasados em relação à inflação; e as tarifas dos serviços básicos, que estão acima da inflação." Em relação às taxas de juros, Caprarulo destaca que, embora a política fiscal do governo Milei não tenha se alterado (ela continua apostando na sua "motosserra" e no corte de gastos), a política monetária e a gestão das taxas de juros foram mais erráticas. "Isso gerou saltos muito grandes das taxas de juros e muita volatilidade", explica ele. "Quando os atrasos de pagamento começaram a aumentar, as taxas de juros para as famílias ficaram em níveis muito altos em relação à inflação." O diretor da Analytica indica que a taxa nominal anual (TNA) está em 70% "nos bancos que emprestam mais barato", enquanto a inflação projetada para os próximos 12 meses é de cerca de 30%. Esta informação relativa aos bancos é mais precisa que a existente sobre outras instituições, como as carteiras digitais, explica Caprarulo. O motivo é que estes serviços muitas vezes modificam suas taxas dependendo do cliente e do empréstimo a ser concedido. "Você abre uma carteira digital no seu celular e ela dirá a você, por exemplo, que, devido ao seu registro de crédito e à sua renda, irá emprestar dinheiro a tal taxa, que pode ser melhor que a que ela irá oferecer para mim", segundo Caprarulo. "Ao mesmo tempo, o setor das fintechs empresta por prazos muito menores. Você pode sacar um empréstimo por 10 dias e, neste caso, a taxa é diferente." Para Lechter, "quando você passa de um banco para uma carteira, passa de um custo financeiro total [o valor total do crédito ou financiamento, incluindo as taxas de juros, os gastos de concessão, de liquidação, IVA e adicionais] de 180% para um custo financeiro total que pode chegar a 1500% e o nível de exigência na cobrança não é o mesmo." As fintechs costumam se defender indicando que emprestam dinheiro para pessoas do setor informal, com risco maior de não conseguir pagar os empréstimos. Por isso, quanto maior o risco, maior a taxa. A BBC entrou em contato com o Ministério da Economia da Argentina para conhecer a posição do ministro Luis Caputo sobre os níveis de endividamento do país, o papel do Estado e as taxas de juros cobradas pelas carteiras digitais. A porta-voz do Ministério nos indicou uma entrevista coletiva do último dia 13 de agosto. Consultado sobre as taxas de juros dos serviços financeiros digitais, que oscilam entre 400% e 700%, Caputo respondeu na ocasião: "Se estão cobrando taxas de 400% e 700%, elas obviamente são abusivas. Hoje, não há nada que os impeça de fazer isso. Esta é a realidade." Questionado se o Estado iria intervir, o ministro reiterou que se trata de uma "questão entre entes privados". "É preciso não confundir empatia com políticas públicas", concluiu Caputo.
30/08/2026 17:55:43 +00:00
Mega-Sena, concurso 3051: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3051: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.051 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ 29.343.361,52. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 21 - 15 - 20 - 48 - 38. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Segundo a Caixa, 35 apostadores acertaram a quina e levaram R$ 55.635,04 cada. Outras 2.706 apostas acertaram 4 números e levaram R$ 1.186,14 cada. O prêmio do próximo sorteio está estimado em R$ 36 milhões. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Sorteio Mega-Sena 3051 Reprodução Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/08/2026 14:02:21 +00:00
Presidente interina da Venezuela afirma manter 'soberania' em acordo petrolífero com os EUA; Trump fala em 'presente' para o povo americano

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa após a aprovação da Reforma da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos em frente ao Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em 29 de janeiro de 2026 AFP A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento na noite deste sábado (29) e afirmou que o país mantém o controle de seu petróleo. Na sexta-feira (28), o presidente Donald Trump anunciou um acordo que garantiria aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país. "Uma coisa deve ficar absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre seus recursos", disse Rodríguez em um discurso transmitido pela televisão estatal, quase nove meses após seu antecessor, Nicolás Maduro, ter sido deposto pelos militares dos EUA (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Em sua rede social, Donald Trump afirmou neste domingo (30) que vai reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais com o petróleo venezuelano e que isso é um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos. "Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais que, por culpa do sonolento Joe Biden, foram praticamente esvaziadas. O processo de reposição começará muito em breve e é um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos." EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela Na sexta (28), o presidente disse que o acordo acontecerá por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros. Trump disse ainda que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.; Trump fala em 'presente' para o povo americano O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos. Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas. Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters Deposição de Maduro Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
30/08/2026 10:54:13 +00:00
Leite passa por testes para garantir qualidade e segurança

Alunos de engenharia de alimentos e farmácia estudam a qualidade do leite e possíveis fraudes Reprodução / TV TEM Do campo à indústria, o leite é analisado em diferentes etapas para assegurar que chegue ao consumidor com qualidade e sem riscos. A atenção começa na ordenha, feita logo cedo. O leite é armazenado, pasteurizado e passa por novos testes em laboratório antes de ser liberado para consumo. Em Salto de Pirapora (SP), 33 vacas da raça Jersey recebem cuidados especiais para evitar estresse e garantir melhor qualidade do leite. São duas ordenhas por dia, que rendem cerca de 500 litros. A dieta das vacas inclui silagem de milho e grãos, que ajudam a manter o teor de gordura e proteína. Segundo a veterinária Isabelly Dornelas, antes de cada ordenha mecânica é feito o “teste da caneca preta”, que avalia características como a espessura do leite. O leite é mantido a 4 °C até chegar à fábrica, onde continua refrigerado. Essa qualidade é decisiva para o sabor, a textura e o reconhecimento dos queijos produzidos. Uma fábrica da região processa cerca de 3 mil litros de leite por dia, recebidos de oito produtores locais. Entre os produtos estão queijo fresco, meia cura e o maturado especial Estrada de Ferro, que já conquistaram sete medalhas nacionais. Se houver falhas na pasteurização ou presença de bactérias, o leite é descartado e não segue para a produção. Em Sorocaba (SP), alunos de engenharia de alimentos e farmácia estudam na prática a qualidade do leite e possíveis fraudes, com testes físico-químicos e microbiológicos. Nos laboratórios, os estudantes aprendem qual análise aplicar em cada etapa da produção e como identificar fraudes. Uma das mais comuns é a econômica, quando água ou soro são adicionados para aumentar o volume do leite. A coordenadora do curso de engenharia de alimentos, Eduarda Gonçalves, destaca que os testes são essenciais para garantir a segurança do consumidor. Segundo ela, avaliar o leite que chega à indústria é decisivo para saber se pode ser consumido. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Leite passa por testes para garantir qualidade e segurança VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:24 +00:00
Presidente Prudente recebe 7ª edição da Batatec

7ª edição da Feira Tecnológica da Batata Doce (Batatec) acontece em Presidente Prudente (SP) Reprodução / TV TEM Presidente Prudente (SP) recebe em 2026 a 7ª edição da Feira Tecnológica da Batata Doce (Batatec). O evento reúne 60 empresas que apresentam novidades em maquinários e soluções para aumentar a produtividade no campo. Segundo a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA), São Paulo é líder nacional na produção de batata doce, com estimativa de 152 mil toneladas. No oeste paulista, maior região produtora do estado, a previsão é colher 4 milhões de caixas de 24 quilos. A organizadora Lucy Rocha destaca o reconhecimento nacional da batata doce da região. O empresário Hélio Carlos Drape, presente desde a primeira edição, começou com um protótipo de arrancador e hoje oferece diversos implementos para atender às necessidades dos produtores. Entre as inovações apresentadas, o gestor industrial David de Carlo aposta em tecnologia para aproveitar 100% da batata doce na produção de etanol e ração animal. O objetivo é garantir rendimento total, incluindo batatas fora do padrão comercial. A pesquisa também impulsiona a diversidade de cultivos. O produtor Luiz Rocha planta seis variedades diferentes, da canadense às exóticas de polpa roxa e laranja. Com 50 hectares em estágios variados, ele produz o ano todo. Neste ano, a expectativa é colher 150 mil caixas. Luiz já utiliza uma plantadeira e pretende investir em uma colheitadeira, equipamentos desenvolvidos em Presidente Prudente. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Presidente Prudente recebe 7ª edição da Batatec VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:22 +00:00
Irrigashow reúne 5 mil visitantes em Paranapanema

14ª edição da Irrigashow aconteceu entre 26 e 28 de agosto em Paranapanema (SP) Reprodução / TV TEM A 14ª edição da Irrigashow aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto em Campos de Holambra, no município de Paranapanema (SP). O evento recebeu 5 mil visitantes com programação de palestras, exposições e tecnologia voltada à irrigação e agricultura irrigada. Organizada pela Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha (ASPIPP), a feira se consolidou como o maior evento de irrigação do estado de São Paulo. Neste ano, também celebrou os 40 anos da instalação dos primeiros pivôs de irrigação na cidade. O organizador Luiz Fernando Doneux destacou a importância da irrigação para diversificar cultivos e garantir renda aos produtores sem depender de uma única cultura. Em 2026, 60 expositores apresentaram inovações e implementos para auxiliar agricultores na irrigação das lavouras, conectando o trabalho no campo com empresas especializadas e profissionais de pesquisa. Entre os temas discutidos, o evento trouxe palestras sobre insumos, equipamentos, extensão rural e os desafios climáticos, como instabilidade do tempo e fenômenos como o El Niño. Veja a reportagem exibida no programa em 30/8/2026: Irrigashow reúne 5 mil visitantes em Paranapanema VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo
30/08/2026 10:30:21 +00:00
Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho?

Acidente fez Silvio Pinheiro abandonar temporariamente as entregas Vitor Serrano/BBC Após um acidente, o entregador Silvio Luiz Pinheiro pensou em desistir da profissão. Quando entrou na central para devolver uma bicicleta alugada, ele ainda estava machucado. O ombro doía, o braço quase não acompanhava os movimentos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pouco antes, na Avenida Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, o freio dianteiro da bicicleta elétrica havia travado de repente. Ele precisou desviar de pedestres que estavam no meio da ciclovia. Com areia perto da pista, a bicicleta perdeu a estabilidade, e ele caiu. "Para não machucar o rosto, eu coloquei o braço esquerdo na frente, um reflexo natural que a gente tem", conta. Entregadores e motoristas de aplicativo permanecem fora da previdência Ele levou a bicicleta alugada até o balcão da central de locação, em Pinheiros, também na Zona Oeste da capital paulista, explicou que estava devolvendo o equipamento porque havia sofrido um acidente e esperou alguma reação. Os funcionários fizeram os procedimentos necessários, confirmaram a devolução e encerraram o atendimento. A preocupação parecia ser apenas uma: registrar que a bicicleta havia voltado, diz ele. Este foi o momento em que Silvio quase desistiu da profissão. "Foi uma coisa muito fria", lembra. "A preocupação deles é você devolver a bicicleta, pagar e não gerar muita preocupação para o aplicativo." O resultado foi a clavícula e o cotovelo machucados, e uma recuperação mais lenta do que imaginava. "Eu achava que era uma lesão leve. Mas depois eu percebi que mexer com o ombro foi difícil até para voltar a fazer atividade física", diz. Hoje, ele avalia que está "99,9%" recuperado. Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho? Vitor Serrano/BBC A experiência fez Silvio abandonar temporariamente as entregas e voltar a um emprego de carteira assinada em um restaurante. "Voltei para a CLT por causa do convênio, porque a plataforma não te dá essa segurança." Hoje, ele voltou às entregas por aplicativo, atraído pelos benefícios de saúde do ciclismo. Pré-diabético, descobriu que passar o dia pedalando o ajudava a controlar o peso. E também lhe devolveu um prazer antigo, já que gosta da bicicleta muito antes de ela virar instrumento de trabalho. Silvio gosta de trabalhar depois das 20h, quando os carros deixam de disputar cada centímetro de asfalto. Há menos motoristas, menos calor e, segundo ele, um risco menor de voltar para casa machucado. Geralmente, sua jornada se estende até meia-noite. Em dias bons, continua pedalando até uma ou duas da manhã pelos bairros da República, da Santa Cecília e da Barra Funda. O acidente mudou sua forma de enxergar o trabalho, mas não eliminou os riscos. Enquanto pedala, ele divide a atenção entre trânsito, pedestres e notificações do aplicativo, tentando equilibrar velocidade e segurança a cada cruzamento. Todos os dias, sai de casa com uma meta: faturar, idealmente, R$ 200. No mínimo, R$ 100. "A gente anda com cuidado o tempo todo, mas é uma coisa que um dia pode acontecer. Desde que não seja fatal, pode acontecer com qualquer um." Os acidentes que o Brasil não consegue contar O trabalho por aplicativos segue em expansão no Brasil. Em 2024, eram 1,7 milhão de pessoas nessa modalidade, segundo o IBGE, o equivalente a 1,9% dos ocupados no setor privado. Em dois anos, houve um crescimento de 25,4%, com a entrada de mais 335 mil trabalhadores. A maioria atua no transporte de passageiros: são 58,3% (964 mil). Já os entregadores representam 29,3% — ou seja, 485 mil pessoas. O grupo não é homogêneo: os trabalhadores que atuam em entregas se dividem principalmente pela idade e pelo veículo utilizado. A renda média dos trabalhadores plataformizados, na época, era de R$ 2.996 com jornadas acima de 40 horas semanais. O rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025. Medir o tamanho dos riscos que os entregadores enfrentam ainda é um desafio. O principal obstáculo é a falta de dados oficiais que permitam identificar se uma pessoa acidentada estava trabalhando no momento da ocorrência. Sistemas estaduais registram acidentes de trânsito, e o Ministério da Saúde reúne notificações de atendimentos hospitalares. No Estado de São Paulo, um dos que mais concentram o uso de aplicativo, os dados do Detran indicam que acidentes fatais envolvendo ciclistas cresceram nos últimos cinco anos. Em 2021, foram registradas 320 situações que envolveram mortes. Já em 2025, 409 — um aumento de 27,8% em cinco anos. Esse número se refere a ciclistas em geral, não especificamente a entregadores de aplicativo, já que essas bases historicamente não diferenciam se os envolvidos nos acidentes estavam trabalhando ou não. Segundo o procurador do trabalho Rodrigo Castilho, coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), essa lacuna levou o órgão a criar um projeto estratégico voltado à subnotificação de acidentes de trabalho entre trabalhadores plataformizados. Os formulários do sistema de saúde (Sinan) não registravam se a vítima trabalhava para aplicativos — e, mais importante, se estava de fato em jornada de trabalho no momento do acidente. Após o projeto, o Ministério da Saúde publicou, em abril de 2025, uma nota técnica orientando profissionais de saúde a registrar essa informação. No Estado de São Paulo, um dos que mais concentram o uso de aplicativo, os dados do Detran indicam que acidentes fatais envolvendo ciclistas cresceram nos últimos cinco anos. Vitor Serrano/BBC Mesmo assim, um ano depois, não existem estatísticas consolidadas. "Não temos ainda o dado compilado para saber se realmente esses agravos estão sendo registrados", afirma Castilho. O próximo passo do MPT, segundo ele, é verificar se a orientação está sendo de fato aplicada pelas unidades de saúde. Para o procurador, essa ausência de dados impede que o país conheça a real dimensão do problema. "O senso comum é que esses agravos têm aumentado. Mas não temos os dados compilados para traçar o perfil desse aumento." Além das falhas nos registros de saúde, Castilho aponta um segundo obstáculo: a opacidade das próprias plataformas. "As empresas não vão fornecer o número de ciclistas acidentados trabalhando", diz, classificando a situação como incomum na atuação do MPT. "São as únicas empresas que o Ministério Público do Trabalho não tem nenhuma informação, porque, sob a alegação de que o algoritmo é como se fosse uma pedra filosofal, um segredo que ninguém pode saber por conta da concorrência, nenhum dado é prestado por essas empresas", continua o procurador do trabalho. "Nem ao menos o número de trabalhadores que estão ativos, quantos trabalhadores realizam entregas por mais de doze horas por dia, por dez horas, por oito horas. A gente não tem acesso a nenhum dado." Milhares de trabalhadores como Silvio seguem nas ruas todos os dias, em um setor que ainda busca regulamentação específica. Em março de 2024, o governo federal apresentou uma proposta de regulamentação para motoristas de aplicativo — mas os entregadores ficaram de fora, e as negociações sobre essa categoria seguem sem consenso. Embora muitos rejeitem a ideia de um vínculo empregatício tradicional, isso não significa satisfação com a ausência de proteção social. "Eu acho que o entregador poderia ter uma ajuda no sentido de um convênio. A plataforma tem condição de dar melhorias para o entregador e, às vezes, ela não dá. Seja para o motoboy, seja para o ciclista, seja para o motorista de carro", defende Silvio. Para Rodrigo Castilho, a vulnerabilidade não está apenas no atendimento imediato após um acidente, mas na ausência de rede de proteção de longo prazo: o empregado formal tem proteção previdenciária de aposentadoria e de afastamento por doença, acidente ou invalidez temporária — cobertura que os seguros oferecidos por algumas plataformas, geralmente restritos a morte, não substituem. Procuradas pela BBC News Brasil, as plataformas afirmaram que a segurança dos entregadores é prioridade. O iFood informou que não incentiva comportamentos de risco, que os tempos de entrega consideram trânsito e distância, que entregadores podem recusar pedidos sem prejuízo, e que oferece seguro para acidentes pessoais, auxílio financeiro durante afastamentos e canal de comunicação de acidentes. A 99Food disse que utiliza tecnologia para definir tempos de entrega, orienta o respeito às leis de trânsito e oferece seguro contra acidentes pessoais com cobertura durante o período conectado ao aplicativo. Já a Keeta afirmou que sua operação prioriza a segurança, que os prazos são calculados sem estimular excesso de velocidade, e que mantém políticas de prevenção de acidentes e cobertura securitária. Para Castilho, no entanto, falta comprovação: "A empresa alega. Mas eu não tenho como nem confirmar, nem desconfirmar, a informação. Quantos trabalhadores foram de fato beneficiados por essa assistência?" Entregadores de aplicativo trabalham no centro do Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil
30/08/2026 09:00:41 +00:00
Como um magnata excêntrico que tinha leão como animal de estimação se tornou o homem mais rico do mundo

O magnata fazia suas refeições em uma mesa de quase cinco metros de comprimento, acompanhado apenas por seu cão de guarda Getty Images via BBC Em julho de 1960, Jean Paul Getty organizou uma festa na qual gastou o equivalente a US$ 400 mil (em valores atuais) em Sutton Place, a mansão em estilo Tudor do século 16 localizada em Surrey, no sudeste da Inglaterra, que havia adquirido um ano antes. O evento contou com a presença de mais de 2 mil membros da alta sociedade, aristocratas e celebridades, e ganhou as manchetes quando um fotógrafo de imprensa insistente demais foi atirado na piscina. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O magnata do petróleo americano, que tinha medo de voar e de viajar em navios transatlânticos, viveu ali até sua morte, em 1976, aos 83 anos. Nessa casa, chegou a instalar orelhões para que seus convidados não acumulassem contas elevadas de chamadas de longa distância. Em 1963, Alan Whicker, da BBC, entrevistou Getty, conhecido por seu caráter reservado, naquela mansão que havia servido como residência de verão de Henrique 8º. Agora no g1 Getty vivia em um santuário privado no interior de uma mansão fortificada, onde colecionava obras dos grandes mestres da pintura. O bilionário fazia suas refeições em uma mesa de quase cinco metros de comprimento, acompanhado apenas por seu cão de guarda, um pastor alemão. E foi dessa extensa propriedade rural britânica, e não de um arranha-céu em Manhattan ou do palácio de um potentado no Oriente Médio, que Getty administrou seu vasto império petrolífero durante seus últimos anos. O bilionário americano admitia ser pão-duro Getty Images via BBC O homem mais rico do mundo Getty entrou para o livro do Guinness como o homem mais rico do mundo em 1966: havia ganhado seu primeiro US$ 1 milhão aos 24 anos, quando foi descoberto petróleo em um campo de sua propriedade em Oklahoma. Quando morreu, sua fortuna era estimada em cerca de US$ 4 bilhões (equivalentes a US$ 23,5 bilhões atuais), e ele ganhava por dia mais do que uma pessoa média ganhava ao longo de toda a vida. Uma das máximas do magnata para alcançar o sucesso era: "Acorde cedo, trabalhe duro e encontre petróleo". Em uma série de artigos para a revista Playboy, posteriormente publicados em livro sob o título How to Get Rich ("Como Ficar Rico"), Getty destacou "a importância de ter uma visão independente sobre as coisas e não se deixar influenciar pelo que os outros dizem". No entanto, ao refletir sobre sua fortuna em 1963, ele não conseguia determinar com exatidão o que lhe havia permitido acumular seus bilhões. "A diferença entre um empresário bem-sucedido e outro que talvez não tenha sucesso está no fato de que, para alcançar um grande sucesso, talvez sejam necessárias 37 qualidades distintas; se um homem possui 35 delas, seu sucesso será mais modesto. Mas não sei exatamente quais poderiam ser essas duas qualidades que faltam." Quando Whicker lhe perguntou por que ele havia tido sucesso enquanto outros tinham fracassado, respondeu: "Realmente não conheço nenhuma qualidade que eu possua e que muitos outros não tenham." Depois de mencionar características que acreditava compartilhar com outras pessoas, como ética de trabalho, inteligência e imaginação, acrescentou com modéstia: "Sempre desejei ter uma personalidade mais agradável, saber entreter melhor as pessoas e ser mais habilidoso na conversa. Sempre me preocupei em parecer um pouco entediante como companhia." Apesar de sua relutância em apontar uma chave para o sucesso nos negócios, ele reconhecia o pai como um fator fundamental. "Aconteceu porque meu pai havia construído um negócio muito sólido, um negócio próspero. Eu era filho único e tive de dar continuidade ao negócio." "Ele tem cães de ataque patrulhando a propriedade, um leão de estimação chamado Nero que circula por lá, além de guarda-costas", contou um de seus netos Getty Images via BBC Fortaleza O pai de Getty teve origem humilde, mas em 1903 adquiriu 1.100 acres no território indígena de Oklahoma por US$ 5 mil (equivalentes a US$ 190 mil atuais) e encontrou petróleo. Quando morreu, em 1930, aos 74 anos, possuía uma fortuna de US$ 10 milhões (US$ 200 milhões em valores atuais). Metodista e mais religioso do que seu único filho, deixou para Getty apenas US$ 500 mil (US$ 10 milhões atuais), descontente porque ele já havia se casado e se divorciado. Ao longo de seus cinco casamentos de curta duração, Getty teve cinco filhos, que, por sua vez, tiveram 19 descendentes. Um desses netos, John Paul Getty 3º, foi sequestrado na Itália em 1973. O bilionário se casou cinco vezes. Na foto, aparece com sua advogada, a inglesa Robina Lund Getty Images via BBC Quando lhe pediram o pagamento de um resgate de US$ 16 milhões (US$ 120 milhões em valores atuais), seu avô se recusou, dizendo: "Tenho outros 14 netos e, se eu pagar um centavo agora, então terei 14 netos sequestrados." O neto de Getty, de 16 anos, foi mantido em cativeiro por cinco meses e seus sequestradores cortaram sua orelha, enviando-a a um jornal. Um resgate de US$ 2,8 milhões (US$ 21 milhões em valores atuais) acabou sendo pago, mas a contribuição de Getty não foi divulgada. O bilionário falou sobre sua avareza em 1963, incluindo ocasiões em que esperava do lado de fora de exposições caninas para que o valor do ingresso caísse um pouco, e em que jantava tarde em restaurantes para evitar pagar a taxa adicional pela apresentação da orquestra. "Nunca tive a sensação de estar cheio de dinheiro", disse o magnata a Whicker. "Se eu vendesse tudo... então talvez tivesse algum dinheiro." Getty, no entanto, cercava-se de símbolos de riqueza. Entre as obras em Sutton Place, sua mansão de 72 cômodos, estavam pinturas de Veronese, Gainsborough, Renoir, Rembrandt e Rubens. Ele também tinha uma coleção de mais de 600 peças em sua propriedade em Malibu, que foi aberta ao público em 1954 como o Museu J. Paul Getty. Sua mansão inglesa, que havia sido a residência de verão de Henrique 8º, tinha 72 cômodos Getty Images via BBC Ele se sentia ameaçado a ponto de transformar sua mansão em estilo Tudor em uma espécie de fortaleza, depois de comprá-la, em 1959, após anos administrando seus negócios a partir de suítes de hotel em Londres e Paris. Todos os cômodos, incluindo cada um dos 14 banheiros, eram conectados a um elaborado sistema de segurança. As janelas e portas ganharam barras. Placas de "Proibida a Entrada" foram instaladas por toda a propriedade de 700 acres, com duas piscinas, que também contava com 30 casas e alojamentos, quadras de tênis e um riacho com trutas. Getty era evasivo ao explicar exatamente do que tinha medo, dizendo a Whicker: "Eu não diria que tenho medo de algo em particular. É apenas uma precaução necessária". Pressionado, explicou que poderia haver "malucos... explodindo o lugar com dinamite" e acrescentou: "Tenho os cães policiais principalmente porque gosto deles". Seu neto John Paul Getty 3º falou sobre esses temores em uma entrevista à revista Rolling Stone em 1974, pouco depois do sequestro. "Muitas coisas o assustam. É por isso que ele fica o tempo todo em seu castelo, vestido com seus ternos de três peças e suas camisas engomadas. Ele tem cães de ataque patrulhando a propriedade, um leão de estimação chamado Nero circulando por lá, além de guarda-costas e assessores. As cercas ao redor do castelo são eletrificadas e têm arame farpado no topo." Os melhores momentos da vida 'não me custaram nada' Fora de seu círculo de acompanhantes, o bilionário recluso era um homem solitário. Ainda assim, ele afirmou em 1963: "Eu não diria que alguma vez tenha me sentido especialmente sozinho." "Tenho estado ocupado demais para me sentir sozinho", disse o magnata Getty Imagens via BBC "Tenho estado ocupado demais para me sentir sozinho... como o esquilo na gaiola. Você corre para permanecer onde está." No entanto, ele não era uma pessoa especialmente otimista, argumentando que "grandes responsabilidades financeiras não são, de forma alguma, a chave para a felicidade". Quando Whicker lhe disse que ele muitas vezes parecia tão infeliz que as pessoas deviam acreditar que seu dinheiro não lhe trouxera felicidade, respondeu: "Bem, suponho que isso seja o efeito da responsabilidade. Acho que, desde que meu pai morreu e me deixou a responsabilidade pelos negócios, não tive mais a mesma sensação de leveza que tinha antes." Sobre o peso da riqueza, explicou: "Acho que alguns dos melhores momentos que vivi não me custaram dinheiro algum... na praia, em uma prancha de surfe, esperando uma grande onda chegar, surfando até a areia, sem gastar dinheiro com isso. As ondas são de graça. O sol é de graça."
30/08/2026 08:01:02 +00:00
'Efeito China': mais 4 marcas chinesas desembarcam no Brasil; veja os carros e os planos de cada uma

ICaur V27 está confirmado para o Brasil em 2027. Divulgação / iCaur O desembarque de marcas chinesas no Brasil continua. O g1 percorreu os estandes do Festival Interlagos nesta semana para mostrar os destaques de quatro novidades que chegam ao mercado brasileiro. Foram confirmadas ou detalhadas as operações de BAIC, iCAUR, DFM e IM — esta última, uma marca britânica de "DNA chinês". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Cada vez mais marcas chinesas vêm se instalando no Brasil. E não é à toa: dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a importação de veículos chineses para o Brasil mais que dobrou nos sete primeiros meses de 2026. Os embarques da China para o mercado brasileiro cresceram 105,4% contra o mesmo período do ano passado. O ritmo é muito mais forte que a média: no período, o Brasil importou 344,1 mil autoveículos ao todo até julho, volume 25,7% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025. Veja abaixo o que cada marca pretende nos próximos meses. Agora no g1 BAIC BAIC Arcfox T1 chega ao Brasil em 2026 Divulgação / BAIC A fabricante chinesa BAIC iniciou suas atividades no mercado brasileiro durante o Festival Interlagos. A montadora apresentou os crossovers Arcfox T1 e Arcfox T5, primeiros modelos confirmados para o Brasil. O Arcfox T1 chega em 2026 com foco em volume de vendas. O diretor de operações da BAIC no país, Oswaldo Ramos, disse que a meta é convencer o brasileiro a trocar o carro a combustão por um elétrico. O modelo ainda está em homologação. Na China, tem 95 cv. O modelo será lançado nos próximos meses, com entregas previstas para outubro, após a pré-venda. O preço ainda não foi divulgado, mas, na apresentação, o executivo posicionou o T1 acima de Jeep Avenger, VW Tera e Hyundai i20 e abaixo de Jeep Renegade, VW T-Cross e Hyundai Creta. Essa faixa de preço fica em torno de R$ 130 mil. A operação no Brasil inclui rede de concessionários, equipe local e planejamento comercial próprio. O grupo chinês BAIC confirmou que pretende lançar 10 carros no Brasil até 2028, incluindo uma picape, e também anunciou a construção de uma fábrica no país. A operação será dividida em três submarcas: BAIC, voltada a SUVs híbridos; Arcfox, focada em crossovers; e Stelato, destinada aos modelos de luxo. A marca já trabalha para adaptar alguns de seus modelos híbridos para rodar também com etanol. O primeiro será o BAIC X55. Segundo a empresa, a tecnologia será posteriormente aplicada a outros modelos. A estratégia de expansão da BAIC prevê a abertura de 150 pontos de venda no Brasil até o fim de 2027. Atualmente, 50 lojas já estão prontas e devem começar a funcionar em dezembro. BAIC Arcfox T5 Divulgação / BAIC A empresa pretende cobrir 112 zonas de influência. A estratégia é instalar lojas em cidades que também possam atender municípios próximos, ampliando a área de atuação da rede. A Stelato terá uma estratégia diferente das demais submarcas. A marca de luxo terá uma operação própria e será lançada somente depois que a rede da BAIC estiver estabelecida no país. Segundo Ramos, a fábrica anunciada pelo grupo terá um modelo de produção com importação das peças separadamente para montagem no Brasil. O sistema é o mesmo utilizado pela GWM, onde o executivo também trabalhou. Com isso, a operação não seguirá os modelos SKD e CKD utilizados por outras fabricantes, como a BYD, MG e Chevrolet. Ramos afirma que o objetivo é colocar a BAIC entre as 10 marcas mais vendidas no Brasil até 2028 e entre as cinco primeiras em 2030. Fundada em 1958, em Pequim, a BAIC tem cerca de 130 mil funcionários e presença comercial em mais de 130 países e regiões. Em 2025, o grupo vendeu 1,75 milhão de veículos no mundo, dos quais 308 mil foram enviados ao exterior. iCAUR iCAUR chega ao Brasil com o V27 no ano que vem. Divulgação / iCAUR A iCAUR, divisão do grupo Chery International, iniciou oficialmente sua operação no Brasil durante o Festival Interlagos, com a apresentação do SUV V27. O modelo tem linhas retas inspiradas em utilitários clássicos e inaugura entre os SUVs da marca o estilo de carroceria mais quadrado. As primeiras unidades devem chegar às concessionárias brasileiras no primeiro semestre de 2027. Na configuração Premium, o modelo usa um sistema elétrico de autonomia estendida (REEV), combinado a um motor 1.5 turbo a gasolina. O conjunto tem tração integral inteligente iAWD e dois motores elétricos que entregam 455 cv de potência e mais de 50 kgfm de torque. Essa combinação permite acelerar de zero a 100 km/h em 5,9 segundos. A bateria de lítio-ferro-fosfato tem capacidade de 34,31 kWh. A iCAUR faz parte da ofensiva do grupo Chery no Brasil, que prevê lançar a marca Lepas em 2027 e, depois, as marcas de luxo Freelander, Exeed e Luxeed. DFM DFM Box divulgação/DFM A montadora DongFeng anunciou sua estreia no mercado brasileiro sob o nome comercial DFM. A empresa prevê iniciar as entregas de veículos em meados de novembro e abrir 60 lojas em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira unidade ficará em Curitiba (PR). O presidente executivo da DFM para as Américas, Wang Jiong, afirmou que as concessionárias estarão prontas entre outubro e novembro. A marca vai oferecer garantia de sete anos ou 300 mil quilômetros para os veículos e de 10 anos, sem limite de quilometragem, para motores elétricos e baterias. Os primeiros modelos importados serão o hatch compacto Box e o SUV médio Vigo, ambos elétricos. DFM Vigo divulgação/DFM O Box tem motor elétrico dianteiro de 95 cv, 16 kgfm de torque e bateria de 43,8 kWh. O interior traz uma tela de 12,3 polegadas e painel de instrumentos digital. Já o SUV Vigo tem motor elétrico de 165 cv, 23 kgfm de torque e bateria de 51,8 kWh. O modelo tem tampa do porta-malas com acionamento elétrico e carregador de celular por indução. A empresa pretende iniciar a produção de veículos no Brasil entre o fim de 2027 e o início de 2028, com prioridade para versões híbridas plug-in. IM MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv Divulgação / MG A MG Motor Brasil apresentou o SUV elétrico IM6, modelo que marca a estreia da marca de luxo IM no país. A previsão da marca, controlada pela chinesa SAIC, é iniciar as vendas ainda em 2026. Na versão Performance, trazida para demonstração, o IM6 tem dois motores elétricos que entregam juntos 767 cv e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e tem velocidade máxima de 305 km/h. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG Na Inglaterra, a versão com um motor elétrico traseiro entrega 407 cv e tem bateria de 96,5 kWh. O g1 já testou a novidade no Autódromo de Interlagos. O interior do utilitário traz um painel composto por duas telas integradas, sendo uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas, além de um painel sensível ao toque no console central para ajustar as funções do carro. O veículo tem esterçamento das rodas traseiras para facilitar manobras, além de sistemas de assistência à condução voltados ao controle de estabilidade e à prevenção de colisões. SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras divulgação/MG
30/08/2026 08:00:53 +00:00
Por que governos têm tanta dificuldade para conter os danos das redes sociais

Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução Acordo nos EUA reforça pressão sobre plataformas, acusadas de adotar modelos de negócios e interfaces que incentivam uso compulsivo por jovens e favorecem problemas psicológicos. Vício, automutilação e suicídio estão entre alguns dos graves danos psicológicos associados à estratégia deliberada das redes sociais baseada em maximizar engajamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Essa conclusão, endossada por decisões judiciais em todo o mundo, tem forçado plataformas como Facebook, YouTube e TikTok a olhar para além de seus lucros e reformular suas políticas de proteção a jovens e crianças. A Meta, controladora do Facebook, por exemplo, registrou uma receita recorde de 196,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 1 trilhão) com publicidade no ano passado. Acusada de viciar crianças e adolescentes nas redes sociais, Meta vai pagar indenização bilionária nos Estados Unidos Esse modelo de negócios enfrenta agora importantes obstáculos jurídicos e regulatórios, com a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos disseminada em vários países e uma crescente onda de processos judiciais, sobretudo nos Estados Unidos. No caso mais recente de grande repercussão, 29 estados americanos, incluindo Califórnia, Colorado e Nova Jersey, processaram a Meta no início deste mês, alegando que a gigante das redes sociais projetou suas plataformas para viciar usuários jovens. Em um acordo anunciado na quarta-feira (26), a Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 97,4 bilhões) a 47 estados dos EUA, à capital, Washington, e a territórios americanos, incluindo um acordo separado de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) com o Texas. A empresa também concordou em implementar limites de uso e bloquear o acesso de adolescentes aos aplicativos durante a noite. Crescimento das redes superou a regulação Governos em todo o mundo passaram a última década endurecendo regras para o setor, mas os formuladores de políticas públicas têm dificuldade para acompanhar a rápida evolução da tecnologia. Diversos estudos importantes relacionam o uso de redes sociais por adolescentes ao aumento da ansiedade, da depressão e da insatisfação com a própria imagem corporal. Ao mesmo tempo, documentos internos da Meta divulgados em 2021 indicaram que pesquisadores da empresa haviam identificado ligações entre o uso do Instagram e preocupações com imagem corporal e saúde mental entre algumas adolescentes. Segundo a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, adolescentes americanos passaram cerca de 90 minutos por dia no TikTok em 2025. Testes realizados por organizações como a Anistia Internacional em 2023 mostraram que o algoritmo da plataforma pode recomendar vídeos relacionados à depressão e à automutilação para usuários que interagem com conteúdo sobre saúde mental. "Empresas que operam nessa escala e exercem tanta influência sobre a vida das pessoas precisam cumprir padrões básicos de segurança", disse à DW Camille Carlton, diretora sênior de estratégia e impacto da organização Center for Humane Technology. "Isso não é uma ideia radical", afirmou. "É o mesmo padrão que aplicamos a outros produtos, como carros, medicamentos e brinquedos infantis." Redes sociais podem causar dependência em crianças e adolescentes EUA rumo a regras mais rígidas de proteção infantil Após anos de impasse, cresce nos Estados Unidos o apoio bipartidário a regras mais duras para proteger crianças dos danos associados às redes sociais por meio da Lei de Segurança Online para Crianças (Kids Online Safety Act, ou Kosa). As propostas incluem configurações de segurança mais rigorosas por padrão para menores de idade e darão aos pais mais ferramentas para controlar as contas de seus filhos. "A tecnologia está avançando tão rapidamente, e as evidências dos danos estão surgindo tão depressa, que estou realmente otimista de que aprovaremos uma legislação importante na próxima sessão do Congresso", disse na semana passada o psicólogo social Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa, ao podcast The Conversation, da revista Politico. Embora a Kosa possa impor às gigantes da tecnologia um dever explícito de antecipar riscos previsíveis e desenvolver recursos para preveni-los, Carlton defende que os legisladores também submetam os produtos de redes sociais às regras americanas de proteção do consumidor e de responsabilidade por produtos. No Brasil, o debate sobre os efeitos das redes sociais também vem ganhando força. Em 2025, o governo federal sancionou o ECA Digital, que define mais responsabilidades das plataformas na proteção de crianças adolescentes de conteúdos impróprios. Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor de uma interpretação mais incisiva do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, sobre o dever de cuidado das redes sociais em relação ao conteúdo que nelas circula e decidiu por uma maior responsabilização das plataformas. Apoio a modelos alternativos, pelo menos em teoria Na Alemanha, Cornelia Sindermann, professora de psicologia da Universidade Charlotte Fresenius, estuda as atitudes dos usuários diante de modelos alternativos de redes sociais. Entre eles estão planos baseados exclusivamente em assinaturas para evitar publicidade, modelo que a Meta vem testando no Facebook e no Instagram nos 27 países da União Europeia e no Reino Unido. Uma pesquisa conduzida por Sindermann em 2024 constatou que mais da metade dos adultos e dois terços dos adolescentes estariam dispostos a pagar por uma versão de interesse público de uma rede como o Facebook, com mecanismos de proteção muito mais robustos. Embora as plataformas provavelmente venham a "reinventar aspectos de seus modelos de negócios e testar novas fontes de receita", Sindermann disse à DW que duvida que essas alternativas substituam as redes sociais mais populares. Investimentos em IA complicam regulação Outro desafio para os formuladores de políticas é que as mesmas plataformas utilizadas por bilhões de pessoas são também as que investem centenas de bilhões de dólares em projetos avançados de inteligência artificial (IA). Alguns analistas argumentam que os dados coletados pelas redes sociais fornecem informações valiosas sobre o comportamento humano no mundo real para o desenvolvimento da IA. À medida que essas gigantes da tecnologia se tornam mais poderosas, seus novos negócios ligados à inteligência artificial demonstram ser tão difíceis de regular quanto as próprias redes sociais. Especialistas manifestam preocupação crescente com a possibilidade de que práticas problemáticas observadas nas plataformas digitais estejam sendo incorporadas a produtos de IA muito mais poderosos. Assim, enquanto as redes sociais disputam nossa atenção, a inteligência artificial se encontra agora em posição de influenciar pensamentos, comportamentos e relacionamentos humanos de maneiras difíceis até mesmo de imaginar, observou Carlton. "Quando os incentivos que orientam um produto não estão alinhados com o bem-estar humano, não podemos esperar que as empresas priorizem de forma consistente, e por conta própria, o interesse público", alertou Carlton.
30/08/2026 07:01:51 +00:00
Uvas crescem em meio ao calor e aos cafezais e viram de suco a biscoitos no Norte do ES

Produtor desafia calor e cultiva uvas no Norte do Espírito Santo Longe das vinícolas italianas e dos vinhedos gaúchos, uma propriedade no Norte do Espírito Santo surpreende com parreirais cheios de cachos de uva crescendo em meio às lavouras de café e desafiando o clima quente típico da região. Entre os cafezais de conilon e as altas temperaturas (acima dos 30 graus), o produtor Francisco Santiago apostou nesse cultivo pouco comum em sua propriedade que fica no interior de Jaguaré. A diversificação vai além do cultivo: as frutas se transformam em sucos e até biscoitos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Essa experiência começou em 2018 e hoje já são mais de 400 árvores distribuídas em uma área de quase meio hectare. A aposta surgiu depois que Francisco conheceu uma propriedade que já trabalhava com a cultura da uva por meio de uma iniciativa de incentivo à produção rural. "Gostei, achei bonito e decidi plantar", relembrou. E a aposta deu certo. No início, a falta de informações sobre o cultivo e a incerteza sobre o retorno financeiro que a produção daria foram os principais obstáculos. Uvas produzidas em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu LEIA TAMBÉM: MÚUUUUSICA: vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda no ES; veja VÍDEO DIFERENTE: Pimenta-do-reino na cocada? Doce de sabor inusitado vira fonte de renda para produtores no ES EMPATIA: Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente Mas, com pesquisa e adaptação, além da insistência, o produtor conseguiu provar que a fruta poderia se desenvolver mesmo em um lugar inusitado. "Eu pensei que poderia não dar tão certo, e isso me incentivou a fazer as pesquisas e mostrar que é possível. [...] As variedades que eu tenho aqui deram bastante certo na nossa região", contou Francisco. Colheita e variedades Em vez de depender de apenas uma única colheita, Francisco trabalha com duas podas anuais, geralmente nos meses de fevereiro e agosto. Ele explicou que a quantidade de uva produzida varia conforme as condições climáticas de cada ano, mas o retorno é significativo: a cada safra, o produtor consegue colher de 2 mil a 5 mil quilos de uvas por planta. Três tipos de uvas são produzidos em meio ao calor e aos cafezais em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu Três variedades são cultivadas na propriedade: Niágara Rosada, Isabel Precoce e Bordô. O consultor técnico Douglas Gasparetto, do programa estadual Arranjos Produtivos, explicou as diferenças entre elas. A Niágara Rosada é voltada para o consumo in natura. Já a Isabel Precoce pode ser vendida "em banca", mas é mais utilizada na produção de vinhos. A Bordô, por sua vez, tem frutos menores, mas é doce e aromática, e pode ser usada em sucos e vinhos quando usada junto às outras variedades. Gasparetto ressaltou ainda que o beneficiamento das uvas que não são vendidas diretamente para o consumidor final também ajuda o agricultor a aumentar a produtividade e o lucro. "Isso potencializa o agroturismo local. O produtor não precisa vender só quando tem uva, mas também [pode vender os produtos beneficiados] durante o ano na feira, na merenda escolar, agregando também na renda da família", explicou o consultor técnico. Uvas movimentam o mercado A diversificação de culturas também é incentivada pelo município para fortalecer a economia local e para que os produtores não dependam apenas do café. A secretária de Turismo de Jaguaré, Vera Becker, contou que, nos últimos anos, a produção rural da cidade começou a se destacar. E parte desse novo cenário tem a ver com a diversificação das culturas nas roças. O município, um dos maiores produtores do conilon do Brasil, já conta com cerca de 20 marcas de café e outros produtos agroartesanais derivados. Agora, produtos como licor, geleia, biscoitos e até cocada feitos com as uvas se destacaram. O próprio Francisco também começou a fazer polpas para suco e garantiu que o produto faz sucesso. Biscoitos, polpas e até cocadas são feitos com uvas produzidas em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo Douglas Abreu "Isso vai trazendo um estímulo maior aos pequenos empreendedores e agricultores a diversificar, inovar e automaticamente melhorar a qualidade de vida e renda das famílias", ressaltou a secretária. Na cidade, a empreendedora Lúcia Fernandes, que já fazia biscoitos artesanais com café, passou a utilizar a uva como ingrediente. "Eu comecei para um auxílio de renda, mas foi evoluindo aos poucos. Graças a Deus, a procura está sendo cada vez maior. Estou me dedicando mais para conseguir atender a clientela que nós temos hoje, que são muitos, graças a Deus", contou Lúcia. Plantação de uvas no meio dos cafezais em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
30/08/2026 07:01:40 +00:00
O que as canetas emagrecedoras têm a ver com supermercados, PIB e combustível de avião?

Como as canetas emagrecedoras impactam a economia global As canetas emagrecedoras já provocam efeitos que vão além da saúde. Um estudo com famílias americanas mostrou que, após seis meses de tratamento, os gastos com supermercado caíram 5,3%, em média, enquanto as despesas em fast-foods, cafeterias e restaurantes de serviço rápido recuaram cerca de 8%. Na Dinamarca, o setor farmacêutico, impulsionado pelas vendas das canetas, respondeu por cerca de metade do crescimento real do PIB em 2023. Segundo o Banco Central dinamarquês, sem esse avanço, a economia teria ficado praticamente estagnada. Há ainda possíveis impactos em estudo: uma projeção estima que passageiros 10% mais leves poderiam reduzir em até 1,5% o consumo de combustível dos aviões. O fenômeno que começou mudando o apetite já afeta os hábitos de consumo e diferentes setores da economia. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
30/08/2026 05:01:39 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.051 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 30 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (30), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (27), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/08/2026 03:00:57 +00:00
Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos

'Split payment': medida da Reforma Tributária reduz capital de giro das empresas A equipe econômica concordou com o pagamento de R$ 0,39 por transação aos bancos no chamado "split payment". A decisão foi tomada por um grupo de trabalho interministerial criado para discutir a remuneração da rede arrecadadora de tributos federais no âmbito da reforma tributária. A decisão ainda não é definitiva. Está pendente uma "avaliação jurídica, orçamentária e de conveniência e oportunidade, que tratará inclusive do instrumento de formalização de eventual remuneração e o seu escopo", diz relatório do grupo de trabalho. De acordo com interlocutores, as tratativas iniciais envolviam valores maiores — rejeitados pelo governo. 💵 O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal, criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎 O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. O governo confirmou que o potencial de operações envolvendo o "split payment", assim que totalmente implementado, varia de 1,3 bilhão a 1,5 bilhão por ano, movimentando cerca de R$ 6 trilhões em recursos. Com a cobrança de R$ 0,39, a remuneração anual dos bancos ficaria entre R$ 507 milhões e R$ 585 milhões. A proposta em estudo contempla o pagamento após o desconto do chamado "float" dos bancos, período em que os recursos ficam no caixa das instituições financeiras antes de serem repassados ao governo — normalmente um dia. Nesse intervalo, as instituições financeiras também obtêm lucro ao aplicar o dinheiro. As instituições financeiras argumentam que a remuneração visa compensar "investimentos relevantes" do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança para acoplar os meios de pagamento ao sistema que viabilizará o "split payment". A deliberação sobre o valor a ser pago terá de ser feita até o fim deste ano, pois o chamado "split payment" entra em vigor a partir de 2027 de forma gradativa e opcional para as operações da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo tributo federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. "Cumpre destacar que por se tratar de instrumento destinado ao recolhimento tanto da CBS quanto do IBS, quaisquer definições sobre ele devem ser tratadas conjuntamente com o Comitê Gestor do Imposto Sobre Bens e Serviços - CGIBS, composto por representantes de todos os Estados, Distrito Federal e Municípios", acrescentou o governo federal. ➡️O g1 questionou o Comitê Gestor do Imposto Sobre Bens e Serviços (CGIBS) se houve concordância em pagar esse valor por transação às instituições financeiras, e se isso não vai beneficiar os bancos. Não houve manifestação até a última atualização dessa reportagem. Cédulas de real dispostas em ordem, da nota de R$ 2 até a nova nota de R$ 200 MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Investimento dos bancos Bruno Medeiros Durão, advogado tributarista e especialista também em direito bancário, diz que os bancos precisarão adaptar toda suas infraestruturas tecnológicas para dialogar em tempo real com a Receita no "split payment". Segundo ele, isso justificaria a cobrança de uma tarifa por transação. "O 'split payment' resolve um problema real, que é a sonegação na retenção de tributos, mas cria outro e alguém precisa pagar pela infraestrutura que viabiliza esse controle em tempo real. Quando essa conta cai sobre o sistema financeiro, ela tende a ser repassada, direta ou indiretamente, para quem está na ponta da cadeia, seja o lojista, seja o consumidor final", avaliou. Para o especialista, a discussão deverá estabelecer quem suportará esse custo e quais critérios serão utilizados para justificar a remuneração. "Para as empresas, a preocupação é evitar que uma nova despesa operacional seja incorporada ao custo das transações justamente durante o período de adaptação à reforma tributária", observou. Por fim, ele chamou atenção ainda para o risco de judicialização caso a metodologia de cálculo da tarifa não seja transparente. "É preciso justificar tecnicamente o valor cobrado, sob pena de a discussão migrar do campo técnico para o contencioso. O questionamento da própria CGU já é um sinal de que os critérios de remuneração ainda precisam ser melhor fundamentados antes da implementação definitiva", disse. ➡️O g1 perguntou à Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), que faz parte do grupo de trabalho sobre a remuneração aos bancos, se o valor de R$ 0,39 por operação não é alto, considerando que serão feitas bilhões de operações anualmente. A organização respondeu apenas que o setor financeiro segue em tratativas com o governo. "Essas discussões envolvem investimentos relevantes por parte do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança que serão necessários para colocar o sistema em operação", afirmou, sem citar números. A Controladoria Geral da União (CGU) também participa do grupo e teria sido contrária ao valor de R$ 0,39. Questionada pelo g1, não respondeu a uma série de perguntas sobre o assunto. Informou apenas que a "proposta em questão está em análise" no âmbito do grupo de trabalho. ➡️O Ministério da Fazenda afirmou que o relatório é "técnico e vai apenas subsidiar a decisão política do ministro [Dario Durigan]". Interlocutores da pasta informaram que a reforma tributária sobre o consumo estabelece uma remuneração às instituições por esse serviço — de modo que algo terá de ser pago aos bancos pelo investimento em sistemas.
30/08/2026 03:00:55 +00:00
Reforma tributária: Receita Federal diz que 'split payment' obrigatório deve começar só em 2028; entenda

Split payment começará gradualmente em empresas que vendem para outras empresas em 2027 DB Supermercados A Secretaria da Receita Federal informou ao g1 que o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas, o chamado "business to business" (B2B). Isso representa atraso em relação à expectativa inicial de que o "split payment" estaria disponível no início de 2027, quando entra em vigor a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo tributo federal da reforma tributária sobre o consumo. 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. LEIA TAMBÉM: Reforma tributária: cobrança de novos impostos sobre consumo começa em 2027; veja como vai funcionar e o que falta definir Segundo Juliano Neves, subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, o sistema do governo que viabilizará o "split payment" estará pronto no início do próximo ano. Mas isso não será suficiente para cobrar a obrigatoriedade de sua utilização a partir de 2027. ➡️Isso ocorre porque ele só será mandatório quando todos meios de pagamento, e instituições responsáveis por eles, estiverem dentro da plataforma. A expectativa é de que a adesão de mais de 200 instituições financeiras ocorra, gradualmente, ao longo do ano que vem. "A gente vai começar de forma opcional, meio de pagamento a meio de pagamento [com um cronograma]. Talvez, o primeiro deve ser a transferência eletrônica financeira, depois a gente vai começar com o PIX estático e a gente vai subindo modelos ao longo do ano. E aí eu não consigo precisar uma data [para o split obrigatório], porque depende do lado dos prestadores de serviços de pagamento estarem prontos", disse Juliano Neves, da Receita Federal. ➡️Somente após o término desse processo, que depende da adesão de todas instituições de pagamento, o que inclui, também, a negociação de uma remuneração por investimentos em sistemas e segurança ao setor financeiro, o "split payment" passará a ser cobrado. "Para as empresas que vão estar afetadas, a primeira coisa é: calma, que o 'split payment' não vai ser obrigatório instantâneo de uma vez. Então, ao longo de 2027, a gente vai começar a colocar opcionalmente por meios de pagamento, indo devagarzinho. Ninguém vai ser obrigado enquanto não estiver disponível para todos os meios de pagamento. Provavelmente, em 2027 não vai dar tempo", acrescentou o subsecretário de Gestão Corporativa do Fisco. ➡️A partir do momento em que os meios de pagamento, e consequentemente as instituições financeiras, forem sendo inseridas no sistema da Receita Federal, as empresas poderão escolher se querem fazer a venda com ou sem o "split payment". Isso valerá para cada transação. Como será feito o crédito da CBS? Uma das mudanças da reforma tributária sobre o consumo é o fim da cumulatividade, ou seja, a CBS federal, que começa já em 2027, assim como uma alíquota marginal do IBS dos estados e municípios, funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA). Vigente no resto do mundo, esse sistema permite que, ao longo da cadeia de produção, o imposto seja cobrado em cada etapa. Com isso, as empresas podem descontar o tributo pago anteriormente. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre as diferentes empresas da produção e da comercialização. ➡️Na ausência do "split payment" obrigatório a partir do início de 2027, a Receita Federal explicou que as empresas continuarão emitindo, normalmente, as notas fiscais por cada compra e venda. Ao fim do mês, elas emitirão um documento de arrecadação (Darf) para pagar os tributos devidos, como é feito atualmente. Depois de pagar os tributos, o ressarcimento relativo ao imposto de outras partes da cadeia de produção será creditado em, no máximo dois meses. Isso porque o tributo vence no último dia útil do mês seguinte. ➡️O Fisco informou, porém, que há um modelo alternativo para receber mais rapidamente os créditos tributários, chamado de "Recolhimento pelo Adquirente (RAD)". Nesse formato, a empresa compradora de um produto ou serviço recolhe diretamente o valor dos tributos da operação e, por isso, consegue obter o crédito tributário de forma mais rápida. A companhia vendedora, por sua vez, recebe o valor da venda já descontado o imposto. O que cada um deve fazer? E o Simples Nacional? ➡️A Receita Federal lembrou que todas empresas devem obrigatoriamente preencher os campos relativos aos impostos sobre o consumo na nota fiscal eletrônica em 2027. Para as empresas sujeitas ao regime não cumulativo, o aproveitamento de créditos poderá ser feito dessa forma no próximo ano: por meio do recolhimento normal, no fim do mês, e abatimento posterior pelo ressarcimento de tributos em outras fases da cadeia; pelo sistema do recolhimento pelo adquirente, com ressarcimento mais ágil; pelo "split payment", assim que for gradualmente implementado ao longo de 2027, com ressarcimento imediato de créditos. ➡️As empresas do Simples Nacional, ou seja, com rendimento anual de até R$ 4,8 milhões, terão a opção de permanecer no atual modelo de tributação simplificado (chamado de Simples "puro"), ou de migrar para um sistema híbrido (com aproveitamento de créditos). A escolha, para o primeiro semestre de 2027, terá de ser feita até o fim de setembro. Em março do ano que vem, o prazo de escolha será aberto novamente para as empresas do Simples, desta vez com validade para as vendas do segundo semestre de 2027. "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente. Aí talvez ela faça sentido pra ela sair do simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", explicou Juliano Neves, da Receita. O subsecretário da Receita Federal observou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final, não sendo necessário, nesse caso, optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). ➡️O microempreendedor individual não terá opção de escolha, ele permanecerá, necessariamente, no Simples Puro, pois realiza vendas diretas ao consumidor final. "O MEI, ele vai pagar um valor fixo de CBS e IBS e o MEI, ele não transfere crédito para frente. Então o MEI não entra nessa", disse o técnico do Fisco. ➡️A Receita Federal esclareceu, também, que nada muda para o consumidor final com a reforma tributária. "O consumidor final, ele nunca sequer vai ver diferença na vida dele se tem 'split' ou não tem 'split'. Nem hoje, nem amanhã, nem em 2035. Porque para pessoa que está fazendo a compra final, pra ele é irrelevante se por trás tem um 'split' ou não", concluiu Neves, do Fisco.
30/08/2026 03:00:53 +00:00
Bilionários brasileiros: quem subiu, quem caiu e quem estreou no top 10 da Forbes

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Eduardo Saverin manteve a liderança entre os brasileiros mais ricos em 2026. Pelo quarto ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da Forbes, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seguindo o valor de sua participação na Meta, Saverin reduziu a distância em relação aos demais bilionários do país em 2026. Ele continua à frente de Vicky Safra e família, que aparecem em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, que agora a coloca na Grécia, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém CPF ativo e negócios no país. As cinco primeiras posições também permaneceram inalteradas. Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões. André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões. Agora no g1 Quem ganhou espaço 💸 Pedro Moreira Salles foi o único entre os bilionários que permaneceram no "top 10" a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com fortuna estimada em R$ 46,5 bilhões. Carlos Alberto Sicupira, por outro lado, perdeu posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em nono, com R$ 32,7 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões. Novidade no top 10 🤑 A lista de 2026 trouxe dois novos nomes para o grupo dos 10 brasileiros mais ricos. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no top 10, na sétima posição, com fortuna estimada em R$ 37,8 bilhões. Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o "rei do ovo", o empresário ocupa a nona posição, com fortuna estimada em R$ 34,8 bilhões. As duas entradas mudaram a composição do top 10, mas não alteraram as cinco primeiras posições do ranking. Quem perdeu espaço 📉 A principal queda no top 10 foi a de Carlos Alberto Sicupira, que passou da sexta para a nona colocação. Além disso, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram a lista dos 10 maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, da 3G Capital, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D'Or, que estava em décimo. As mudanças na lista de bilionários da Forbes Brasil Arte/g1 Veja abaixo o perfil dos 10 mais ricos do Brasil em 2026: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
30/08/2026 03:00:45 +00:00
Correios fecham o primeiro semestre com prejuízo de R$ 5,6 bi; estatal busca empréstimo de R$ 7 bi

Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários Jornal Nacional/ Reprodução A Empresa de Correios e Telégrafos, os Correios, publicaram, neste sábado (29), as demonstrações financeiras do 1º semestre de 2026 com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Com isso, a empresa completa o 16º trimestre seguido apresentando déficit nas contas. Como adiantando pelo g1, o prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026. Correios abrem novo programa de demissão voluntária Na introdução das notas explicativas às demonstrações financeiras, os Correios informaram que estão em "estágio avançado" de estruturação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. A empresa não deu detalhes sobre como será o contrato, mas afirmou que a União será o fiador em caso de calote da dívida. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirma a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o Governo Federal para aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa." Nessas demonstrações do 1º semestre, a empresa reapresentou - informou novamente, após apurar detalhadamente - os saldos para o ano de 2025. Com isso, o prejuízo do 1º semestre de 2025 caiu de R$ 4,4 bilhões para R$ 4,3 bilhões. As receitas obtidas até 30 de junho deste ano reduziram em R$ 320 milhões em relação ao mesmo período de 2025. Já os dispêndios aumentaram em R$ 972 milhões. Receitas: R$ 7,87 bilhões em 2025 e R$ 8,19 bilhões em 2026; Despesas: R$ 13,4 bilhões em 2025 e R$ 12,4 bilhões em 2026. Desempenho das receitas Apesar das receitas dos Correios no semestre terem diminuído, alguns segmentos individuais tiveram melhora no desempenho quando analisados individualmente. O principal aumento se deu no campo da prestação de serviço de logística que a estatal oferece a empresas que envolvem o recebimento do pedido, como a preparação do pacote e envio de produtos ao comprador. A receita saiu de R$ 205 milhões em 2025 para R$ 423 milhões em 2026. Desempenho das receitas Por outro lado, as encomendas internacionais, que já representaram 22,2% de todas as receitas, agora representa apenas 4,3% do total ao atingir apenas R$ 355 milhões no semestre. O desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais. O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. Porém, mesmo com o fim da taxa das blusinhas, a empresa não viu as receitas aumentarem já que o programa Remessa Conforme continuou. Desempenho das despesas Com relação às despesas, os gastos com salários — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios — teve uma pequena redução de R$ 20 milhões no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, dando fim a uma sequência de altas com esses gastos. Ao todo, esse grupo de gastos atingiu R$ 5,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Valor 15% menor do que a previsão feita para esses gastos. Com a redução dos gastos com salários, os Correios ainda conseguiram economizar com despesas atreladas, como planos de saúde e previdência, que totalizaram R$ 260 milhões a menos do que o mesmo período do ano passado. Já os grupos de despesas que justificaram o aumento dos gastos continuam sendo os mesmos do 1º trimestre, as financeiras e com provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais que, posteriormente, viram precatórios. 🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica As despesas financeiras tiveram um aumento de 161%, passando de R$ 673 milhões em 2025 para R$ 1,7 bilhão em 2026. Aumento de R$ 775 milhões apenas no segundo trimestre deste ano e uma redução de quase R$ 225 milhões em relação ao primeiro trimestre. Nessa categoria estão incluídos gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões contratados pela estatal no fim do ano passado. A operação tem previsão de gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros ao longo de sua vigência. Já as despesas com provisões e perdas também ficaram acima do previsto, mantendo o aumento provocado no primeiro trimestre, que sozinho foi responsável por R$ 1,1 bilhão. Até junho a conta totalizou R$ 1,3 bilhão.
29/08/2026 23:39:22 +00:00
Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões para os Correios em 2027, afirma ministro

Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou ao g1 que o governo federal vai incluir um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios na Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027. O projeto será enviado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (31). 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. Apesar da confirmação de que um novo aporte será feito, o ministro não detalhou como será feito. Agora no g1 Afundados em uma crise econômico-financeira sem precedentes, os Correios acumulam prejuízos ao longo dos últimos três anos, com queda de receitas e aumento de despesas. No final do ano passado, Os Correios assinaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa. Correios assinam empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. Também no ano passado, a estatal anunciou um plano de reestruturação, que inclui corte de custos, Programa de Demissão Voluntária (PDV), venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, redução da jornada de trabalho, mudanças nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e lançamento de um marketplace próprio.
29/08/2026 18:27:44 +00:00
Justiça protege Casas Bahia de cobranças por 180 dias durante recuperação judicial

Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia A Justiça de São Paulo decidiu, na sexta-feira (28), antecipar os efeitos da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e suspender, por 180 dias, as ações de cobrança e execuções contra a empresa. A medida busca evitar que credores retirem recursos da companhia enquanto ela tenta reorganizar suas finanças. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo varejista entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. A medida abrange a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. Corrida de credores motivou decisão Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou o argumento apresentado pela companhia de que, após o pedido de recuperação judicial, houve uma "corrida de credores" para tentar receber valores da empresa. Em poucos dias, cerca de R$ 9 milhões foram bloqueados por decisões judiciais. Para a magistrada, deixar a empresa sem proteção nesse momento poderia comprometer a recuperação financeira e colocar em risco a continuidade das operações. Por isso, ela antecipou os efeitos da recuperação judicial antes mesmo da análise definitiva do pedido, concedendo o chamado stay period. 🔎 O stay period é a suspensão temporária das cobranças judiciais contra uma empresa em recuperação judicial, permitindo que ela negocie suas dívidas e tente reorganizar suas finanças. No caso da Casas Bahia, a Justiça determinou que o prazo de 180 dias seja contado a partir de 19 de agosto de 2026, com término previsto para 15 de fevereiro de 2027. Durante esse período, ficam suspensas a maioria das ações e execuções contra o grupo, embora a medida não alcance, por exemplo, execuções fiscais e alguns créditos que, por lei, não se submetem à recuperação judicial. Antes de decidir se aceita definitivamente o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou a realização de uma constatação prévia. Nessa etapa, uma empresa especializada fará uma análise da documentação e da situação financeira do grupo. O laudo deverá ser entregue em até 30 dias. Bancos e credenciadoras terão de liberar acesso a recursos A decisão também obriga o BTG Pactual a restabelecer o acesso da Casas Bahia às suas contas bancárias e determina que as empresas de meios de pagamento Cielo, Getnet e Redecard deixem de reter recursos da companhia apenas em razão do pedido de recuperação judicial. Em nota enviada ao g1, o BTG Pactual informou que o acesso às contas bancárias foi restabelecido no dia 25 de agosto. Caso descumpram a decisão, as instituições poderão pagar multa diária de R$ 100 mil. A Justiça aceitou o pedido da Casas Bahia para retirar a ação contra o Banco do Brasil. Em documento encaminhado à Justiça de São Paulo na sexta-feira, a varejista informou que está em negociação com a instituição financeira para buscar uma solução consensual para o caso e, por isso, retirou todas as solicitações feitas anteriormente contra o banco no processo de recuperação judicial. Na petição inicial, a Casas Bahia afirmou que o Banco do Brasil atuava como garantidor de contratos firmados com a Apple e a Mapfre Seguros. Segundo a empresa, após o pedido de recuperação judicial, essas garantias foram acionadas pelos credores e, em seguida, o banco teria debitado cerca de R$ 422 milhões das contas do grupo para reembolsar os valores pagos. O g1 procurou a Casas Bahia e o Banco do Brasil para comentar o processo. Até a publicação desta reportagem, a varejista não havia se manifestado. O BB informou que não comentará o caso. Juros altos e falta de crédito pressionaram a empresa Unidade da Casas Bahia: três lojas foram fechadas no Espírito Santo Varejo/Divulgação O Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e reorganizar sua estrutura financeira. A empresa atribui a decisão ao cenário de juros elevados, restrição ao crédito, aumento do custo financeiro e enfraquecimento do consumo, fatores que reduziram sua capacidade de gerar caixa. Segundo a companhia, tentativas de captar novos recursos, incluindo negociações com investidores nacionais e internacionais e uma possível oferta de ações, não avançaram, levando à necessidade de recorrer à recuperação judicial. O pedido ocorre após cerca de três anos de medidas para tentar reverter a crise. Desde 2023, a varejista fechou lojas consideradas deficitárias, cortou milhares de postos de trabalho e implementou um plano de redução de custos e aumento da eficiência. Em 2024, renegociou R$ 4,1 bilhões em dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial, mas avaliou que a piora do ambiente econômico impediu a recuperação das finanças. Já em agosto deste ano, anunciou o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 3 mil funcionários. Segundo a varejista, as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda continuarão funcionando normalmente durante o processo, que também busca preservar mais de 20 mil empregos.
29/08/2026 11:34:33 +00:00
Justiça suspende demissões de funcionários da Casas Bahia após fechamento de três lojas no ES

Unidade da Casas Bahia: três lojas foram fechadas no Espírito Santo Varejo/Divulgação A Justiça do Trabalho determinou a suspensão provisória das demissões em massa feitas pelas lojas do Grupo Casas Bahia no Espírito Santo. A decisão, publicada na quinta-feira (27), é da 1ª Vara do Trabalho de Vitória, em uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado do Espírito Santo (Sindicomerciários-ES). Em recuperação judicial, a empresa fechou 298 lojas em uma operação de abrangência nacional realizada entre os dias 13 e 14 de agosto e promoveu o desligamento de milhares de funcionários. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp No Espírito Santo, foram encerradas as atividades de três unidades na Grande Vitória: a Pontofrio no Shopping Vitória, e as lojas Casas Bahia nos shoppings Praia da Costa (Vila Velha) e Mestre Álvaro (Serra), com aproximadamente 100 funcionários desligados. Com a decisão, os trabalhadores demitidos nas condições apontadas pela ação deverão ter os vínculos empregatícios provisoriamente restabelecidos e ser reincluídos na folha de pagamento em até cinco dias após a intimação da empresa, ou seja, até o dia 1º de setembro. A medida garante salários futuros e benefícios contratuais. Entenda a decisão Em análise inicial, o juiz Luis Eduardo Soares Fontenelle considerou que houve indícios de descumprimento da exigência de intervenção sindical prévia estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para dispensas coletivas. Segundo o Tema 638 do STF, a participação do sindicato antes das demissões em massa é uma exigência procedimental, embora isso não signifique que a entidade tenha poder de veto sobre os desligamentos. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Supermercado é condenado por racismo após acusar cliente de furtar bandeja de carne ArcelorMittal anuncia investimento de até R$ 5 bi no ES; projeto deve gerar 3 mil empregos Justiça cancela dívida de R$ 23 mil de cliente de banco que foi vítima do golpe do falso gerente no ES Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade no trabalho A decisão foi tomada em caráter de tutela provisória de urgência, ou seja, não representa o julgamento definitivo da ação. O juiz destacou a necessidade de equilibrar a proteção aos trabalhadores com o princípio da preservação da empresa. O presidente do Sindicomerciários, Rodrigo Rocha, comemorou a decisão da Justiça, mas reforçou que a decisão ainda não é final. "A decisão representa uma vitória importante, mas é provisória e a luta ainda não terminou. Vamos fiscalizar rigorosamente o seu cumprimento para garantir o restabelecimento dos vínculos, salários, planos de saúde e demais benefícios", disse Rodrigo Rocha, presidente do Sindicomerciários. A reportagem entrou em contato com o Grupo Casas Bahia em busca de um posicionamento da empresa, mas não recebeu uma resposta até a última atualização desta reportagem. Quais são as garantias? Apesar de restabelecer os vínculos empregatícios, a decisão não determina a reabertura das lojas que foram fechadas. A Casas Bahia poderá realocar os funcionários em outras unidades que continuam em funcionamento no Estado ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto ocorre o diálogo com o sindicato. O magistrado ainda decidiu que valores rescisórios que já tenham sido pagos não precisam ser devolvidos imediatamente pelos trabalhadores. Os planos de saúde e demais benefícios assistenciais de caráter continuado também deverão ser restabelecidos em até 48 horas, mantendo as condições originais de custeio e coparticipação. A Justiça também proibiu novas dispensas coletivas ou em massa relacionadas à Fase 2 do Plano de Transformação no Espírito Santo sem a prévia e efetiva intervenção do sindicato. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 10 mil por empregado dispensado. Sindicato deverá ser consultado A Casas Bahia terá ainda 48 horas para convocar formalmente o Sindicomerciários para iniciar o procedimento de diálogo sindical sobre as medidas de reestruturação no Estado, prazo que se encerra neste sábado (29). A empresa deverá fornecer informações sobre os postos afetados e as medidas de mitigação, sem que seja obrigada a obter consenso com o sindicato. Outro ponto determinado pelo juiz é a preservação de documentos relacionados à reestruturação. A empresa deverá manter e-mails corporativos, arquivos eletrônicos, bases de dados de recursos humanos, registros de rescisões e deliberações da diretoria relacionados ao plano e aos desligamentos. A comprovação deverá ser apresentada no processo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 500 mil. Também em 48 horas, a empresa deverá apresentar à Justiça a relação das lojas fechadas no Estado, com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e localização, o número de empregados desligados por estabelecimento e as respectivas datas, além das alternativas de remanejamento avaliadas. A relação nominal dos trabalhadores dispensados, com informações como nome, Cadastro de Pessoa Física (CPF), cargo, remuneração e documentos rescisórios, deverá ser apresentada sob sigilo. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 500 mil. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
29/08/2026 07:01:24 +00:00
Energia de telhado: geração distribuída avança e desafia o equilíbrio do sistema elétrico

Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas Reprodução/Jornal Nacional O Brasil tem 4,6 milhões de consumidores que também são micro ou minigeradores de energia. Eles representam cerca de 5% do total de consumidores e produzem energia no próprio local de consumo ou bem próximo a ele.  Residências, estabelecimentos comerciais e propriedades rurais estão entre os locais que geram a própria energia por meio dos painéis solares. A chamada geração distribuída mudou a cara da matriz energética brasileira, com incentivos à expansão das fontes renováveis de energia (leia detalhes abaixo). Por outro lado, ela impôs desafios ao sistema elétrico, que precisa manter, a cada instante, o equilíbrio entre a quantidade de energia produzida e a quantidade de energia consumida. ☀️As energias renováveis, que incluem a solar e também a eólica, são fontes de eletricidade cuja geração depende de condições naturais, que não necessariamente coincidem com a necessidade de consumo de energia.  Por essa característica, elas são conhecidas como intermitentes. Períodos de elevada geração de energia podem contrastar com períodos de baixa demanda por energia, principalmente aos fins de semana. Em determinados horários, pode haver mais energia sendo produzida do que o sistema consegue absorver naquele momento. Como a energia não pode ser armazenada em larga escala para ser consumida depois, o ONS precisa adotar medidas para equilibrar geração e consumo e preservar a segurança da operação. No último domingo (23), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela segunda vez, um mecanismo para reduzir esse descompasso. O operador determinou que as distribuidoras cortassem cerca de 1 gigawatt (GW) de geração entre 11h e 13h30. Situação semelhante já havia ocorrido em junho, quando o instrumento foi acionado pela primeira vez.   Incentivo à geração distribuída  A expansão da geração distribuída está relacionada, segundo especialistas e entidades ouvidas pelo g1, ao incentivo dado àqueles que optam pela instalação dos painéis solares. De forma geral, o consumidor paga pela energia que consome, pelo custo da transmissão e pelos investimentos que uma distribuidora faz para montar a rede de distribuição. Mas quem gera a própria energia não paga pela distribuição como os demais consumidores.  O Marco Legal da Geração Distribuída, sancionado em 2022, estabeleceu que esse benefício vale até 2045 para quem solicitou o serviço até janeiro de 2023. Para quem fez a adesão depois, a lei fixou dois grupos de transição, dependendo da data da adesão (veja aqui). De forma gradual, o consumidor passou a ter uma cobrança pelo uso da infraestrutura elétrica quando ele injetar energia na rede. Para Clauber Leite, diretor de Energia Sustentável e Bioeconomia do Instituto E+ Transição Energética, os subsídios ajudaram a viabilizar a transformação da matriz energética brasileira, mas passaram a representar um desafio para o setor e um peso relevante na conta de luz. "Para se ter uma ideia, a Aneel estimou a CDE [Conta de Desenvolvimento Energético] em R$ 52,7 bilhões para 2026, sendo cerca de R$ 47,8 bilhões pagos diretamente via tarifa. A parte ligada à expansão da GD [geração distribuída] e a outros subsídios é o ponto mais sensível do debate, porque transfere custos para consumidores que, muitas vezes, não têm condições de instalar painéis", contextualiza.  💡A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) financia políticas públicas do setor, entre elas, o incentivo à geração distribuída. Os recursos vêm da União e, principalmente, dos consumidores, por meio dos encargos incluídos na conta de luz. Cortes de geração Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os cortes de geração para equilibrar oferta e demanda já são uma ocorrência rotineira no sistema elétrico brasileiro. Eles tendem a ser mais frequentes nas horas de maior geração solar e nos fins de semana, quando a demanda por energia costuma ser menor, especialmente por causa da redução das atividades comerciais e industriais. Segundo Roberto Brandão, diretor técnico-científico do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mesmo quando o ONS reduz a geração de fontes que consegue controlar, como hidrelétricas e termelétricas, ainda pode haver excesso de oferta. “O ONS tende a reduzir a geração hídrica ao mínimo, a térmica ao mínimo, mas, mesmo assim, tem mais geração do que consumo e vai cortando. Corta eólica, corta solar, centralizada”, explica Brandão. Nesses momentos, o ONS precisa agir para evitar problemas na operação do sistema. A atuação afeta as chamadas usinas tipo III, que normalmente não são despachadas diretamente pelo ONS. “São geradores que normalmente não são despachados pelo ONS. (O operador) não tem poder de reduzir a geração desses geradores. Então, montou-se um esquema para que as distribuidoras, que são quem efetivamente recebem essa geração, organizem o corte”, acrescenta ele.  Prejuízos ao setor A consultoria Volt Robotics estimou que, em 2025, os prejuízos decorrentes dos cortes na geração de energia solar e eólica somaram R$ 6,5 bilhões.   Para Joisa Dutra, do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (Cebi) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o excesso de energia e a consequente necessidade de cortes na geração comprometem o retorno dos investimentos realizados no setor. Segundo ela, o cenário provoca perdas financeiras relevantes e, em alguns casos, pode dificultar o cumprimento das obrigações assumidas por investidores. “Com isso, esses investimentos têm os seus retornos comprometidos. Isso já se traduz em perdas financeiras importantes e, em alguns casos, em dificuldades para honrar investimentos que foram feitos”, diz a pesquisadora.  Alternativas O ONS afirmou que avalia medidas para melhorar, no futuro, o equilíbrio entre carga e geração. Entre as ações estão a possibilidade de ampliar o uso de sistemas de armazenamento de energia, o fortalecimento contínuo da infraestrutura de transmissão e a incorporação de novas cargas eletrointensivas, como os data centers, que passam a ter participação crescente no Sistema Interligado Nacional. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) defende a adoção de sinais econômicos horários nas tarifas das distribuidoras e a exigência de mecanismos de supervisão e controle para consumidores com geração distribuída. A entidade cita ainda a restrição de novos acessos em áreas com capacidade esgotada e a instalação de sistemas de armazenamento no SIN. Outra frente apontada pela associação é o estímulo ao aumento da demanda por eletricidade. Entre as medidas defendidas estão a eletrificação da indústria, a expansão da mobilidade elétrica, o crescimento dos data centers e o desenvolvimento do hidrogênio verde.
29/08/2026 07:01:08 +00:00
Até 900 km de autonomia e 767 cv: veja 6 novos SUVs que chegam ao Brasil; VÍDEO

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nesta semana, o g1 esteve no Festival Interlagos, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), para mostrar as principais novidades anunciadas para o mercado automotivo. E não há como escapar de uma lista de SUVs. Confira a seguir seis destaques, com informações técnicas e, em alguns casos, preço já confirmado: BMW iX3; Leapmotor B10 REEV; Jaecoo 5; DFM Vigo; IM6; GAC GS9. BMW iX3 BMW iX3 O SUV totalmente elétrico inaugura a nova linguagem visual da marca alemã, com linhas mais quadradas e um toque de retrofuturismo dos anos 1980. No Brasil, já está disponível em versão única por R$ 582.950. O principal destaque é a autonomia proporcionada pela bateria de 108,7 kWh: são 570 km com uma única carga. No modo de máxima economia, a marca promete alcance de até 800 km, suficiente para percorrer os cerca de 600 km entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). No interior, chama a atenção uma tela que atravessa o painel de ponta a ponta, posicionada próxima à base do para-brisa. O efeito visual lembra um holograma, embora não seja um. Voltar ao início. Leapmotor B10 REEV Leapmotor B10 REEV O B10 REEV tem uma proposta mais simples que a do iX3. O SUV chega em setembro e ainda não tem preço divulgado. O utilitário tem o mesmo visual do Leapmotor B10 já lançado no Brasil, que é totalmente elétrico e custa entre R$ 164.390 e R$ 182.990. O desenho traz poucos ângulos retos e um interior minimalista: até o ajuste dos retrovisores é feito pela central multimídia. Nesta versão, o motor 1.5 aspirado a gasolina serve apenas para gerar energia. Quem movimenta as rodas é o motor elétrico, alimentado pela bateria. A Leapmotor promete até 900 km de autonomia com o tanque cheio e a bateria totalmente carregada. A distância equivale a cerca de 90% dos 1.000 km que separam São Paulo (SP) de Brasília (DF). Voltar ao início. Jaecoo 5 Jaecoo 5 Com uma proposta mais simples que a dos demais, o Jaecoo 5 também chega ao Brasil em setembro e ainda não teve o preço divulgado. Entre os modelos da lista, é o que tem o sistema de eletrificação mais simples: um híbrido pleno. Nesse tipo de híbrido, a bateria é menor e não precisa ser ligada à tomada ou a um eletroposto. Ela é recarregada automaticamente pelo próprio funcionamento do carro, inclusive durante as frenagens. É o mesmo tipo de sistema híbrido usado no Toyota Corolla Cross, por exemplo. Apesar do porte semelhante, o Jaecoo 5 tem quase o dobro da potência. O Jaecoo 5 entrega 224 cv, contra 122 cv do Corolla Cross híbrido. Voltar ao início. DFM Vigo DFM Vigo A DFM é uma marca inédita no Brasil, e os primeiros carros chegam entre outubro e novembro. O Vigo é um dos dois modelos de estreia. O SUV elétrico tem proposta mais discreta e chega ao Brasil a partir de outubro, ainda sem preço divulgado. O Vigo tem porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e ao do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta. Suas linhas mais retas também lembram o visual do SUV coreano. O interior é mais minimalista que o de outros carros chineses. Um exemplo é o painel de instrumentos digital, "escondido" entre dois vincos do painel. Voltar ao início. IM6 IM6 Entre os modelos mais luxuosos da lista, o IM6 marca a estreia da divisão de luxo IM no Brasil. O SUV elétrico de estilo cupê chega ao país no fim de 2026 e terá até 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. Para efeito de comparação, a potência supera os 541 cv do Porsche 911 GTS. O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também tem sistema de som e bancos que lembram poltronas. A marca não divulgou o preço, mas o g1 apurou que o modelo custará cerca de R$ 400 mil, aproximadamente um terço do valor cobrado pelo Porsche 911 GTS, que parte de R$ 1,2 milhão. Voltar ao início. GAC GS9 GAC GS9 Este é o maior e mais caro carro já lançado pela GAC no Brasil. O preço é de R$ 399.990, e o modelo já está disponível nas concessionárias da marca. Um dos destaques é a bateria de 44,5 kWh do sistema híbrido plug-in. A capacidade supera a do carro elétrico mais vendido do país, o BYD Dolphin Mini, que tem até 38,8 kWh. Segundo o Inmetro, o GS9 pode rodar até 114 km apenas no modo elétrico. A autonomia é suficiente para percorrer os cerca de 95 km entre São Paulo (SP) e Campinas (SP). O SUV acomoda seis pessoas, tem acabamento em couro nappa e oferece ventilação, aquecimento e até massagem nos bancos da primeira e da segunda fileiras. Os assentos também podem ser reclinados, em uma configuração que lembra a primeira classe de aviões. Voltar ao início. SUVs anunciados no Festival Interlagos arte/g1
29/08/2026 07:01:07 +00:00
Veja os 5 profissionais de tecnologia mais disputados pelos bancos; setor investirá R$ 3 bilhões em IA

IA nas eleições: MPE lançou ferramenta para tirar dúvidas e registrar crimes Os bancos estão ampliando a busca por profissionais especializados em tecnologia à medida que aumentam os investimentos em inteligência artificial, dados, computação em nuvem e segurança digital. Entre os cinco profissionais de tecnologia mais procurados pelos bancos estão desenvolvedor de software, engenheiro de IA, engenheiro de dados, arquiteto corporativo e engenheiro de DevOps — profissional que atua na integração entre o desenvolvimento de sistemas e as operações de tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A classificação considera os profissionais mais demandados pelas instituições em 2025. Segundo a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, o orçamento destinado à área deve chegar a R$ 50,4 bilhões em 2026, após crescer 12% no último ano. Dentro desse montante, os bancos estimam destinar R$ 2,97 bilhões para inteligência artificial, análise de dados e big data — um conjunto de tecnologias usadas para trabalhar com grandes volumes de informações. Orçamento em tecnologia Febraban A expansão da IA também aumenta a necessidade de profissionais capazes de desenvolver, implementar e manter essas soluções. O levantamento mostra que a formação e a atualização das equipes passaram a fazer parte da estratégia da maior parte das instituições. Os 5 profissionais mais procurados O desenvolvedor de software aparece em primeiro lugar entre os profissionais de tecnologia mais demandados pelos bancos. É quem atua na criação e evolução dos sistemas e aplicativos utilizados pelas instituições. Empregos em tecnologia crescem mais fora do Sul e Sudeste; salários chegam a R$ 40,5 mil Na sequência está o engenheiro de IA, profissional ligado ao desenvolvimento e à aplicação de soluções de inteligência artificial. O terceiro colocado é o engenheiro de dados, responsável por trabalhar com as informações utilizadas pelas instituições. Em seguida aparece o arquiteto corporativo, que atua na organização das estruturas de tecnologia das empresas. Em quinto lugar está o engenheiro de DevOps. A função está relacionada à integração entre o desenvolvimento de sistemas e as atividades necessárias para colocá-los em funcionamento e mantê-los disponíveis. Ranking das profissões mais buscadas pelos bancos. Febraban Tecnologia já reúne 11% dos profissionais dos bancos Em média, 11% dos profissionais dos bancos trabalham na área de tecnologia. Dentro dessas equipes, a maior concentração está em desenvolvimento, que representa 55% dos profissionais de tecnologia. A infraestrutura responde por 18% das equipes, enquanto compliance, gestão de riscos e governança representam 8%. Já análise de dados e inteligência de negócios correspondem a 7%, o mesmo percentual registrado por outras áreas. A segurança da informação e cibernética representa 5%. Capacitação acompanha avanço da IA A busca por profissionais especializados vem acompanhada de investimentos na capacitação das equipes. As principais prioridades dos bancos para a requalificação profissional são inteligência artificial e aprendizado de máquina, segurança cibernética e ciência e análise de dados, engenharia e arquitetura de software, ética e governança no uso de dados e IA e computação em nuvem. A pesquisa mostra que 39% dos bancos já têm estratégias de requalificação implementadas e em execução. Outros 22% estão estruturando essas estratégias, 9% ainda estão em uma fase inicial de discussão e 30% não possuem estratégias. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial
29/08/2026 07:01:05 +00:00
Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)

Reza Motalebpour elogia a facilidade de trabalhar remotamente na Cidade do Panamá Getty Images via BBC A pesquisa Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior), avaliou 31 países, em termos de qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais. Entre os vencedores deste ano, as avaliações de cordialidade e custo de vida foram as que causaram maiores impactos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Sete dos 10 primeiros destinos também ficaram entre os lugares mais fáceis para se estabelecer. E cinco eram os líderes mundiais no quesito finanças pessoais. A BBC conversou com expatriados dos cinco primeiros colocados, para saber por que eles se mudaram para aqueles países, como se adaptaram e o que os possíveis novos moradores devem saber antes de viajar. Agora no g1 1. Panamá O Panamá ocupa a liderança da pesquisa pelo terceiro ano consecutivo. O país foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais. Dentre os imigrantes pesquisados residentes no país, 87% estão felizes com a vida no exterior, em comparação com a média global de 70%. E 90% afirmam que é fácil encontrar moradia. Ariel Barrionuevo se mudou da Argentina para o litoral panamenho do Caribe oito anos atrás. Ele passou rapidamente a ter um sono mais profundo, acordar descansado e se sentir mais presente. "Percebi que não era porque eu estava de férias, mas porque este lugar tem um ritmo próprio", conta Barrionuevo. Agora, ele é diretor do Hotel La Coralina Island House, na ilha Colón. Seu dia típico inclui uma parada à beira-mar, caminhar pelo jardim tropical e ouvir o canto dos pássaros. "É um ritual simples, mas me lembra, todos os dias, por que decidi morar aqui", ele conta. Barrionuevo acha o custo de vida no Panamá mais baixo que na Argentina e destaca a estabilidade econômica, que faz com que o planejamento e os negócios sejam mais previsíveis. Reza Motalebpour se mudou do Canadá para a Cidade do Panamá em 2026. Ela conta que o trabalho remoto é fácil, com internet confiável disponível em casa e nos espaços de co-working. Motalebpour também percebeu que os serviços bancários são simples, especialmente porque a economia do país é dolarizada. A taxa de câmbio pode inicialmente fazer os custos parecerem altos para os canadenses. Mas ela explica que as contas dos serviços essenciais, prêmios de seguro e impostos sobre imóveis no Panamá são relativamente baixos. Com isso, o custo de vida em geral ainda é favorável. A vida no Panamá também tem seus atropelos. Barrionuevo menciona as entregas demoradas e o clima, que pode reverter rapidamente os planos na ilha onde ele mora. Mas ele não se arrepende de ter escolhido um estilo de vida mais lento. E incentiva os visitantes ou possíveis imigrantes a tomar a mesma decisão. Barrionuevo recomenda visitar Bluff Beach, comprar frutas frescas em uma barraca à beira da estrada e passar a tarde observando os surfistas em Paunch Beach. "Cheguei pensando que estava me mudando para um destino bonito", ele conta. "Agora, na verdade, vejo que estava adotando uma forma de vida diferente, que valoriza o tempo e não a velocidade, as experiências e não as posses e a conexão, não a atividade constante." 2. México Em primeiro lugar no quesito Facilidade de Acomodação, o México ocupa o segundo lugar geral e segue sendo o país mais fácil do mundo para que os expatriados se sintam em casa. Fazer amigos locais é fácil para 73% dos pesquisados, bem acima da média global de 39%. O círculo social é majoritariamente local para duas vezes a média global dos expatriados. "Fiz amigos melhores no exterior do que eu tinha em Chicago", afirma Kirsten Raccuia, responsável pelo blog de expatriados Sand in My Curls. Ela e seu marido se mudaram dos Estados Unidos para Puerto Vallarta, no oeste do México, em 2022. Eles dizem que o senso de comunidade e o baixo custo de vida os mantiveram naquele local. As praias e o forte senso de comunidade de Puerto Vallarta, no oeste do México, fizeram do local uma escolha popular entre os estrangeiros Getty Images via BBC Raccuia conta que os tacos de rua custam cerca de um dólar (R$ 5,20) e uma recente cirurgia de emergência de retirada de apêndice, incluindo a internação hospitalar, custou menos de US$ 4 mil (cerca de R$ 20,8 mil), um valor inimaginável nos Estados Unidos. Para vivenciar melhor a cidade, Raccuia recomenda tomar café da manhã nos mercados locais e visitar a praia no domingo, quando as famílias se reúnem. "Sim, é coisa de turista, mas os moradores locais também fazem", segundo ela. Uma ressalva: o México ficou em 25° lugar em segurança entre os 31 países pesquisados, com 68% dos expatriados avaliando positivamente sua segurança pessoal. A média global é de 81%. 3. Tailândia Terceira colocada em geral, a Tailândia recebe os expatriados mais felizes do mundo — 86% deles relatam satisfação com a vida no exterior. O país também recebeu a maior avaliação da pesquisa no quesito Custo de Vida, Foram 85% de opiniões positivas, mais que o dobro da média global. "Nós quatro comemos pelo equivalente a cerca de US$ 1,35" (cerca de R$ 7), conta Bethan Jeentipraphet, relembrando sua primeira refeição de rua na capital tailandesa, Bangkok. A britânica mãe de dois filhos se mudou de Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 2024, com seu marido tailandês. A intenção era ficar um ano, mas, "depois de duas semanas, eu sabia que não iria voltar". O custo de vida da Tailândia foi bem avaliado, com elogios também à comida, cultura e qualidade de vida do país Getty Images via BBC Jeentipraphet afirma que o sistema educacional da Tailândia transformou seu filho. "O respeito é enorme na cultura tailandesa e os estudantes, aqui, certamente têm o máximo respeito pela educação", ela conta. "Ele é uma criança totalmente nova." Aaron Henry se mudou de Los Angeles, nos Estados Unidos, 11 anos atrás. Para ele, Bangkok se modernizou sem mudar sua cultura. "A cidade preservou os aspectos únicos da cultura tailandesa e, especialmente na última década, explodiu em termos de cozinha internacional, parques excepcionais, galerias de arte e shopping centers de luxo", descreve Henry. Ele recomenda caminhar pelos bairros que recebem menos turistas, como Ari e Phra Khanong, para observar a cidade como fazem os moradores. Jeentipraphet recomenda que os recém-chegados se esforcem para compreender e respeitar os costumes locais, retirando os sapatos antes de entrar nas casas e ouvindo de pé, respeitosamente, o hino nacional, executado em público todos os dias, às 8 e às 18 horas. "Para os expatriados dispostos a adotar a cultura tailandesa e incorporar as normas culturais, a Tailândia pode ser um lugar extremamente recompensador para se viver." 4. Emirados Árabes Unidos Com altas notas em Perspectivas de Carreira e Necessidades Básicas para Expatriados (incluindo vistos e idioma), os moradores internacionais acomodam sua vida e constroem suas carreiras nos Emirados Árabes Unidos com facilidade. A InterNations realizou a pesquisa em fevereiro e março de 2026, pouco antes e depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, os resultados refletem seus impactos apenas parcialmente. Mas os expatriados que continuam morando nos Emirados afirmam que, apesar de alguns ajustes, a vida continuou praticamente inalterada. "O dia a dia em Dubai parece normal", segundo a consultora de imagem Michelle Sterling. Ela divide seu tempo entre Dubai e os Estados Unidos, mas, atualmente, prefere os Emirados. "Para mim, Dubai oferece um estilo de vida que parece mais seguro, mais confortável e mais barato." Os mercados do bairro tradicional de Bur Dubai e seus restaurantes mostram melhor o dia a dia da cidade aos visitantes Getty Images via BBC Nikita Oruganty se mudou de Londres para Dubai no início deste ano, para trabalhar em comunicações. Ela conta que o ambiente acolhedor continua fazendo dos Emirados Árabes Unidos um país atraente. "Outros países estão dificultando as regras de imigração, mas os EAU sempre receberam bem os expatriados", afirma ela. Oruganty reconhece como as autoridades do país tratam da segurança e das comunicações durante períodos de incerteza. "Esta sensação de estabilidade é muito importante quando se vive no exterior, sem a proximidade da sua família", ela conta. Para observar como os moradores realmente vivem, Oruganty recomenda passar pelo menos um dia longe da versão de luxo da cidade, andar de metrô na hora do rush, caminhar pelos bairros tradicionais de Bur Dubai e Deira, cruzar Dubai Creek de abra (a balsa de madeira tradicional) e comer em um pequeno restaurante indiano, filipino ou libanês. "É ali que você observa o dia a dia de Dubai, muito mais comum do que sugere sua imagem internacional", explica ela. Além de Dubai, a expatriada britânica Sharon Mckernan mora em Ras Al Khaimah há oito anos e nunca pensou em voltar. "Gosto do ritmo de vida simples e prático", segundo ela. "Não existe a correria constante, o tráfego é menor e, geralmente, há menos complicações diárias, o que nos oferece mais tempo com a família para ir à piscina, à praia ou visitar as montanhas por aqui." Mckernan também destaca que a assistência médica é rápida e eficiente e que fez amigos com facilidade, com pessoas de todo o mundo. Para os visitantes, ela sugere observar o pôr do sol em Jebel Jais, a montanha mais alta dos Emirados Árabes Unidos, ou visitar a aldeia histórica de Al Jazirah Al Hamra. "Ela oferece um lado dos Emirados que é diferente e relativamente desconhecido da maioria", segundo ela. 5. Brasil O Brasil aparece pela primeira vez entre os cinco primeiros, após ocupar a 15ª posição no ano passado. O país contou com altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa. "Você pode encontrar alguém pela primeira vez na quinta-feira e ir à casa daquela pessoa no sábado comer churrasco", conta Clint Manning. Ele se mudou de Barbados para São Paulo para abrir o seu negócio. "Como vim de Barbados, onde tive um estilo de vida similar, parece muito com a minha casa, mas em escala muito maior." O Ibirapuera, em São Paulo, é um dos maiores parques urbanos da América Latina Getty Images via BBC Manning relembra que nem todas as pessoas falam inglês no Brasil, o que ele considera uma vantagem. "Para alguém realmente interessado em aprender o idioma, é uma experiência fantástica, pois você é forçado a se comunicar em português por necessidade", conta ele. "Fiquei fluente com muito mais rapidez do que se estivesse tentando aprender dinamarquês ou alemão, na Dinamarca ou na Alemanha." Em São Paulo, Manning recomenda aos estrangeiros visitar os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, comer sushi no bairro japonês da Liberdade e praticar atividades físicas no parque do Ibirapuera, um dos maiores da América Latina. Mas, mais do que qualquer local ou cenário, os expatriados afirmam que os moradores locais criam a melhor sensação de pertencimento. "Eles são verdadeiramente interessados e curiosos para me conhecer e fazer com que eu me sinta incluído desde o princípio", conta Chris Kohl, que morou em São Paulo por 12 anos. "Em vez de fazerem com que eu me sentisse um estrangeiro, os brasileiros me fizeram sentir pertencimento." Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026 Panamá México Tailândia Emirados Árabes Unidos Brasil Espanha Singapura Portugal Malásia Luxemburgo Aeroporto de Brasília é o terminal de médio porte mais pontual do mundo Aeroporto de Brasília/Divulgação
29/08/2026 06:00:52 +00:00
Da Austrália à Europa: veja países que restringem acesso de crianças às redes sociais

França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida bloqueia o acesso a plataformas como YouTube, Instagram e Facebook. A seguir, um resumo das medidas adotadas ou em discussão em diferentes países para regulamentar o acesso às redes sociais, em meio às crescentes preocupações com os impactos dessas plataformas na saúde e na segurança de crianças e adolescentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Austrália Uma lei histórica obrigou as principais plataformas de redes sociais a impedir o acesso de menores de 16 anos a partir de 10 de dezembro de 2025. A medida é considerada uma das regulamentações mais rigorosas do mundo voltadas às grandes empresas de tecnologia. As empresas que não cumprirem as regras poderão ser multadas em até A$ 49,5 milhões (US$ 34,9 milhões). Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Grã-Bretanha O Reino Unido planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida deverá ser aprovada até o Natal e entrar em vigor por volta da primavera de 2027, segundo o ex-primeiro-ministro Keir Starmer, que fez a declaração em 15 de junho. As grandes empresas de tecnologia que operam no país também deverão impedir que crianças compartilhem imagens de nudez por meio de seus celulares. Caso contrário, poderão ser obrigadas a cumprir uma legislação específica, disse Starmer em 8 de junho. Pelos planos, empresas como Apple e Google teriam de desenvolver ou ativar recursos em smartphones e tablets capazes de detectar e bloquear imagens de nudez para crianças. Adultos ainda poderiam tirar, compartilhar ou visualizar esse tipo de conteúdo por meio de um sistema de verificação de idade. Reino Unido anuncia novas propostas para regular uso de IA e restringir acesso de menores de idade às redes sociais Jornal Nacional/ Reprodução China O órgão regulador do ciberespaço da China implementou um programa chamado "modo menor", que estabelece restrições nos dispositivos e regras específicas para aplicativos. O objetivo é limitar o tempo de uso de telas de acordo com a idade. Dinamarca Em novembro, a Dinamarca anunciou que proibiria o uso de redes sociais por menores de 15 anos. Os pais, no entanto, poderiam autorizar o acesso a determinadas plataformas a partir dos 13 anos. França Em 14 de agosto, o Supremo Tribunal da França bloqueou um projeto de lei que proibia o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Segundo a corte, a medida violava a liberdade de expressão. O Parlamento francês havia aprovado a proibição em julho, em meio a preocupações crescentes com o bullying virtual e os riscos das redes sociais para a saúde mental. Alemanha Menores de 13 a 16 anos só podem usar redes sociais com o consentimento dos pais. Defensores da proteção infantil, porém, afirmam que os controles existentes são insuficientes. Grécia A Grécia está "muito perto" de anunciar uma proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos, disse uma fonte de alto escalão do governo à Reuters em 3 de fevereiro. Índia Em janeiro, o principal conselheiro econômico da Índia defendeu a adoção de limites de idade para o uso de redes sociais. Ele classificou as plataformas como "predatórias" pela forma como mantêm os usuários conectados. Dois dias antes, o estado turístico de Goa havia anunciado que estudava adotar restrições semelhantes às da Austrália. Itália Crianças menores de 14 anos precisam de autorização dos pais para criar contas em redes sociais. A partir dos 14 anos, o consentimento não é mais necessário. Malásia A Malásia começou a impedir que menores de 16 anos criem contas em plataformas de redes sociais, informou seu órgão regulador de comunicações em 1º de junho. Nova Zelândia O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, está propondo proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As plataformas que descumprirem as regras poderão receber multas de até 10% de sua receita global. O projeto de lei exigiria que as empresas adotassem medidas razoáveis para verificar a idade dos usuários. Entre as possibilidades estão o uso de informações de contas existentes, tecnologia de reconhecimento facial e documentos de identidade digital. Noruega Em 2024, o governo norueguês propôs aumentar de 13 para 15 anos a idade mínima para que crianças possam dar consentimento aos termos de uso das redes sociais. Os pais ainda poderiam autorizar o acesso de menores. O governo também começou a elaborar uma legislação para estabelecer 15 anos como idade mínima absoluta para o uso dessas plataformas. Polônia O partido governista da Polônia está preparando uma legislação para proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos e responsabilizar as plataformas pela verificação da idade dos usuários, informou o governo em 27 de fevereiro. Eslovênia A Eslovênia está elaborando um projeto de lei que proibiria menores de 15 anos de acessar redes sociais, afirmou o vice-primeiro-ministro Matej Arcon em 6 de fevereiro. Espanha A Espanha pretende avançar com novas regras para tornar as redes sociais e a inteligência artificial mais seguras, apesar da forte pressão da indústria de tecnologia, afirmou o ministro da Transformação Digital, Oscar López, à Reuters em maio. Em fevereiro, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o país proibiria o acesso às redes sociais por menores de 16 anos e obrigaria as plataformas a adotar sistemas de verificação de idade. Suécia Uma comissão nomeada pelo governo sueco recomendou, em 2 de junho, a adoção de 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais. A proibição poderia ser estruturada de forma que as próprias plataformas fossem responsáveis pela verificação da idade dos usuários, afirmou a investigadora Lisa Englund Krafft em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro de Assuntos Sociais e Saúde Pública, Jakob Forssmed. Turquia Em 24 de abril, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei que proíbe menores de 15 anos de usar redes sociais e estabelece novas regras para plataformas digitais, incluindo empresas de jogos. Emirados Árabes Unidos Os Emirados Árabes Unidos aprovaram, em 18 de junho, uma resolução que estabelece 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais, informou o gabinete de imprensa do governo. O país se tornou o primeiro do mundo árabe a adotar uma medida desse tipo. A resolução proíbe menores de 15 anos de criar ou usar contas pessoais em redes sociais e restringe seu acesso às funcionalidades das plataformas. Estados Unidos Um projeto de lei nos Estados Unidos que obriga empresas de redes sociais a adotar mais medidas para proteger crianças e adolescentes superou um importante obstáculo político depois que o senador republicano Ted Cruz afirmou, em 12 de maio, que apoiaria a proposta. Cruz disse, durante um evento em Washington, que apoiaria o Kids Online Safety Act. O projeto exige que as empresas adotem "cuidados razoáveis" ao desenvolver recursos que possam contribuir para danos a menores. A proposta é independente da Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA), que já está em vigor e impede que empresas coletem dados pessoais de menores de 13 anos sem o consentimento dos pais. Vários estados americanos aprovaram leis que exigem autorização dos pais para que menores usem redes sociais. Essas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais com base no direito à liberdade de expressão. Legislação da União Europeia Em 12 de maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia buscaria reforçar a proteção de crianças contra recursos considerados prejudiciais nas redes sociais. Segundo ela, a Comissão Europeia pretende combater "práticas de design viciantes e prejudiciais" por meio da Lei de Equidade Digital, proposta que deverá ser apresentada ainda neste ano. Um painel de especialistas prepara recomendações sobre como a medida deverá ser implementada. Em novembro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que pede a proibição, em toda a União Europeia, do acesso de menores de 16 anos a plataformas online, sites de compartilhamento de vídeos e assistentes virtuais de inteligência artificial sem o consentimento dos pais. Para menores de 13 anos, a proposta prevê uma proibição total. Indústria de Tecnologia Plataformas como TikTok, Facebook e Snapchat afirmam que os usuários precisam ter pelo menos 13 anos para criar uma conta. Defensores da proteção infantil, porém, consideram os controles insuficientes. Dados oficiais de diversos países europeus mostram que um número significativo de crianças menores de 13 anos possui contas em redes sociais.
29/08/2026 06:00:51 +00:00
Quanto é preciso ganhar para dizer que você ganha bem?

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
29/08/2026 05:00:26 +00:00
Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do Brasil, segundo a Forbes

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
29/08/2026 03:00:39 +00:00
Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo em reservas da Venezuela

EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela O presidente dos EUA, Donal Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que garante aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país. A Venezuela se encontra sob ampla influência americana desde que o governo Trump sequestrou e depôs Nicolás Maduro, em janeiro deste ano (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Sob minha orientação, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário de Guerra Pete Hegseth — trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e por meio de uma parceria com o setor privado — garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem qualquer custo para o contribuinte americano", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Esse controle ocorrerá, segundo Trump, por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros. Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos. Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas. Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters Deposição de Maduro Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
28/08/2026 22:52:53 +00:00
Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária amarela em setembro

A bandeira tarifaria de setembro será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28). Isso representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. A tarifa adicional está sendo aplicada desde maio. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados. [...] Diante desse cenário, a ANEEL reforça a importância do uso consciente da energia elétrica. Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz". Agora no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor Divulgação/CEEE Equatorial
28/08/2026 21:56:16 +00:00
ArcelorMittal anuncia investimento de até R$ 5 bi na unidade Tubarão, no ES; projeto deve gerar 3 mil empregos

ArcelorMittal irá instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, no Espírito Santo Divulgação A ArcelorMittal anunciou, nesta sexta-feira (28), a aprovação de um novo investimento bilionário no Espírito Santo. A empresa vai instalar um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, na Serra, Grande Vitória. O valor total estimado do projeto está entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Segundo a companhia, a nova linha de revestimento terá capacidade para produzir 560 mil toneladas de produtos por ano. O processo usará as bobinas a quente já fabricadas na própria unidade para gerar produtos laminados a frio e com revestimento metálico, que oferecem maior resistência à corrosão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As novas usinas vão entregar produtos de alto valor agregado para setores como automotivo, construção civil e linha branca. O objetivo, ainda de acordo com a ArcelorMittal, é fornecer materiais de elevado valor agregado para setores estratégicos, como a indústria automotiva, a linha branca (eletrodomésticos) e a construção civil. Geração de empregos A expectativa é que as obras tenham início ainda em 2026, com duração aproximada de três anos e meio. O empreendimento promete movimentar o mercado de trabalho capixaba, com geração de 3 mil vagas no pico das obras e aproximadamente 450 profissionais atuando na unidade na fase de operação, prevista para o primeiro semestre de 2030. LEIA TAMBÉM: Defesa do Consumidor do ES propõe à Fazenda que bets mostrem risco de perda para apostadores Grávida do ES é demitida por justa causa e Justiça confirma perda da estabilidade no trabalho Justiça cancela dívida de R$ 23 mil de cliente de banco que foi vítima do golpe do falso gerente com 'spoofing' no ES Estímulo à economia local O presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM, Jorge Oliveira, destacou o impacto do anúncio para a região. "Ao gerar oportunidades, atrair novos negócios e criar um efeito multiplicador positivo em toda a cadeia de valor, este projeto contribuirá para o crescimento econômico do Estado e reflete nossa confiança no futuro do Brasil". Unidade Tubarão da ArcelorMittal na Serra, no Espírito Santo Divulgação Consumo de aço no Brasil A iniciativa faz parte de uma estratégia de diversificação de portfólio da companhia, com foco em etapas avançadas de produção (downstream) e no potencial de expansão do mercado nacional. Segundo dados da empresa, o consumo de aço por pessoa no Brasil ainda é considerado baixo: a média nacional é de 122,5 kg ao ano por habitante, um volume 41% menor do que a média global, que chega a 209 kg. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
28/08/2026 20:18:07 +00:00
Chefe do Fed adota tom mais duro e sugere alta de juros nos EUA para conter inflação; veja impactos

Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em 22 de maio de 2026 Reuters/Evelyn Hockstein O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sugeriu nesta sexta-feira (28) que o banco central americano pode ter que aumentar as taxas de juros nos próximos meses para conter a inflação dos Estados Unidos. A declaração foi considerada um sinal mais claro em relação a comentários feitos anteriormente por Warsh sobre a situação dos EUA. O chefe do banco central americano disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Agora no g1 Warsh não sinalizou que uma alta dos juros esteja próxima, mas destacou que o combate à inflação continua sendo prioridade. O índice oficial de preços dos EUA permanece acima da meta de 2% definida pelo Fed. O presidente do BC americano afirmou ainda que não deseja fornecer o que analistas chamam de "orientação futura" sobre a taxa de juros, mas sugeriu que o patamar atual não restringe a atividade econômica dos EUA. Após a repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O BC se reunirá novamente para discutir a taxa de juros dos EUA nos dias 15 e 16 de setembro. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter os preços — e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, o efeito mais claro apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Impacto sobre os mercados O movimento aumenta a atratividade dos investimentos nos EUA, o que tende a fortalecer o dólar e enfraquecer as bolsas. Como reflexo, o dólar avançou 0,66% frente ao real nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa, porém, avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, apesar do discurso de Warsh e na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%), em meio às oscilações dos preços do petróleo, e Banco do Brasil (+1%). O resultado fez o dólar encerrar a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, também repercutindo o discurso de Kevin Warsh. O Dow Jones recuou 0,02%, aos 53.559,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,25%, aos 7.711,76 pontos, e o Nasdaq recuou 0,52%, aos 26.402,42 pontos. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros elevados nos EUA mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.
28/08/2026 19:21:38 +00:00
Brasil cria 58,5 mil empregos formais em julho, queda de 56% na comparação com mesmo mês de 2025

A economia brasileira gerou 58,mil empregos formais em julho deste ano, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em julho: ➡️2,26 milhões de contratações; ➡️2,2 milhões de demissões. 📈 O resultado representa recuo de 56,3% em relação a julho de 2025 — quando foram criados cerca de 133,9 mil empregos com carteira assinada. 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de julho desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de julho: 2020: 108,5 mil vagas abertas; 2021: 307 mil empregos criados; 2022: 225,4 mil vagas abertas; 2023: 142,4 mil vagas abertas; 2024: 191,8 mil empregos criados; 2025: 133,9 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 972,2 mil empregos formais foram criados no país de janeiro a julho deste ano. O número representa queda de 21% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1,38 milhão de vagas formais em meio à pandemia. Ao fim de julho de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 48,08 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com junho deste ano (48,02 milhões) e com relação a julho de 2025 (47,2 milhões). Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho de 2026 mostram que foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.419,23 em julho deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a junho de 2026 (R$ 2.404,10). Na comparação com julho do ano passado, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.370,85. Caged x Pnad Emprego novo: Como fazer um bom currículo usando IA Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho. De acordo com o IBGE, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica
28/08/2026 17:15:03 +00:00
Trump mira grandes frigoríficos em meio à alta de preços da carne nos EUA; JBS pode ser afetada

Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que está preparando uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores tenham o direito de processar seus próprios alimentos. Sem citar nomes, Trump afirmou que quatro empresas fazem produtores americanos terem uma vida miserável. "Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto", disse em sua rede social. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas disse ter autorizado a elaboração de documentos legais para quebrar o que ele classificou como um "poderoso monopólio". Segundo a Reuters, quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. As empresas não responderam a pedidos de comentários enviados pela agência de notícias. Agora no g1 A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que haverá "grandes anúncios" sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31), incluindo a ampliação da capacidade dos pecuaristas de vender seus produtos entre estados, maior apoio a pequenos processadores de carne e o cancelamento de "orientações desatualizadas". A declaração de Trump acontece dias após ele participar do podcast de Glenn Beck. O apresentador do programa sugeriu que as regras do Departamento de Agricultura dos EUA deixam pecuaristas dependentes da indústria de processamento de carnes. A fala também acontece em um momento em que consumidores americanos continuam a enfrentar um aumento de preços dos alimentos, meses antes das eleições de meio de mandato marcadas para novembro. Carne em crise nos EUA Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. A alta no preço da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços.
28/08/2026 16:14:08 +00:00
Veja como fazer análise do solo

Produtor precisa ficar atento aos nutrientes realmente necessários para a vida da planta em períodos de solo e ar mais úmidos Vereda Comunica A qualidade do solo é um dos fatores mais importantes para o sucesso dos cultivos. Para ajudar o produtor com isso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais lançou um material gratuito com dicas. Na cartilha, o agricultor poderá verificar a forma correta de retirar as porções de terra e aprender a identificar o material para a análise de nutrientes. Em seguida, é necessário enviar o conteúdo para um laboratório da região. 📱Acesse aqui Veja também: VÍDEO: Horta em casa - veja dicas de quem tentou e deu certo De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'
28/08/2026 15:30:49 +00:00
Quer comprar carro pelo Move Brasil? Governo amplia prazo de financiamento para 84 meses

Motorista de aplicativo, app, Uber, 99 Maksim Goncharenok/Pexels O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as condições de financiamento do programa Move Brasil para taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas. Agora, os veículos poderão ser financiados em até 84 meses, contra os 72 meses previstos anteriormente, e o valor máximo do automóvel passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mudança foi aprovada em reunião extraordinária do CMN nesta quinta-feira (27). O programa é voltado à compra de veículos novos usados no transporte individual de passageiros. O prazo maior permite que o valor financiado seja dividido em mais parcelas, o que pode reduzir o valor pago mensalmente pelos motoristas. O programa mantém a possibilidade de até seis meses de carência para o pagamento do valor principal — período em que o beneficiário não precisa começar a quitar essa parte da dívida. Move Brasil: após baixa procura, governo aumenta limite de crédito para motoristas de app comprarem carros Programa 'Move Brasil': Teto para financiar veículos sobe para R$ 200 mil Mais modelos de carros poderão ser financiados O aumento do limite de R$ 150 mil para R$ 200 mil amplia a quantidade de veículos que podem ser comprados pelo programa. Segundo levantamento do próprio ministério da Fazenda, feito com base nos emplacamentos de 2025, o limite anterior incluía cerca de 63% do mercado analisado. Com a inclusão dos carros que custam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a fazer parte do grupo de veículos que podem ser financiados pelo critério de preço. Com isso, a cobertura sobe para aproximadamente 88% do mercado considerado. A mudança também permite que os motoristas tenham acesso a mais modelos e versões de veículos, inclusive carros que atendem a categorias de aplicativos que exigem maior nível de conforto. Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Move Brasil tem baixa procura O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na última quarta-feira (20) que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite. “Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, disse Durigan.
28/08/2026 15:23:30 +00:00
Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE

Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE. Luiz Franco/g1 A população do Brasil é estimada em 214.211.951 habitantes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O dado representa um crescimento de 0,37% em relação a 2025. O levantamento considera uma contagem realizada até 1º de julho de 2026 e mostra a população total dos estados e municípios. (Veja o número de habitantes por estado). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No último Censo Demográfico, realizado em 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Na ocasião, o levantamento foi realizado dez anos após a edição anterior da pesquisa, devido à pandemia. Segundo o IBGE, os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo (SP), com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; e Brasília (DF), com estimativa de 3.009.996 pessoas. Agora no g1 O Brasil ainda conta com 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 20% da população brasileira, somando 49.886.420 pessoas. “[O levantamento] aponta ainda que, dessa lista, apenas Guarulhos e Campinas, no estado de São Paulo, não são capitais estaduais, com 1.351.284 e 1.189.761 habitantes, respectivamente”, diz o instituto. Os estados de Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram as maiores taxas de crescimento populacional: 3%, 1,5% e 1,5%, respectivamente. Veja os principais destaques por estado As 27 capitais estaduais concentram 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a quase um quarto (23,1%) da população brasileira. Boa Vista (RR) é a capital com maior taxa de crescimento populacional entre 2025 e 2026, com aumento de 3,2%. Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%) registraram redução populacional em relação às estimativas de 2025. O Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguido pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%). População por estado São Paulo: 46.179.008 Minas Gerais: 21.460.311 Rio de Janeiro: 17.225.410 Bahia: 14.889.472 Paraná: 11.952.456 Rio Grande do Sul: 11.233.317 Pernambuco: 9.583.176 Ceará: 9.302.211 Santa Catarina: 8.312.759 Pará: 8.756.324 Goiás: 7.495.033 Maranhão: 7.024.557 Amazonas: 4.360.926 Paraíba: 4.182.828 Espírito Santo: 4.150.692 Mato Grosso: 3.950.330 Rio Grande do Norte: 3.463.737 Piauí: 3.392.617 Alagoas: 3.221.128 Distrito Federal: 3.009.996 Mato Grosso do Sul: 2.946.317 Sergipe: 2.307.255 Rondônia: 1.757.338 Tocantins: 1.595.994 Acre: 887.794 Amapá: 809.953 Roraima: 761.012 Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Entenda como vai funcionar o alerta em publicidade de bets
28/08/2026 14:32:45 +00:00
Mesmo com Desenrola 2.0, inadimplência bancária sobe e bate recorde em julho

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu de 4,6% para 4,9% de junho para julho, informou nesta sexta-feira (28) o Banco Central (BC). O valor atingiu, assim, o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência subiu de 5,4%, em junho, para 5,8% em julho, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência subiu de 3,2% para 3,3% em no mês passado, o maior valor desde outubro de 2017 (3,4%). Agora no g1 Desenrola 2.0 O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta semana que o governo federal decidiu prorrogar a adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Sem a extensão, o programa terminaria no começo de agosto. Dívidas com cartões têm tirado sono de aposentada Reprodução/EPTV Endividamento De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma queda marginal — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses ficou estável em 49,8% em junho. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
28/08/2026 13:44:00 +00:00
Câmara deve votar na próxima segunda MP do fim da taxa das blusinhas; Congresso definiu aliada de Lula como relatora

O Congresso Nacional definiu nesta sexta-feira (28) o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente da comissão que vai analisar a medida provisória (MP) do fim da taxa das blusinhas. A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi escolhida como a relatora. Leila deve apresentar o parecer sobre a medida na segunda-feira (31) e a comissão vai votar o tema no mesmo dia, segundo Reginaldo Lopes. O deputado disse ainda que os deputados e senadores irão ouvir o setor produtivo, apesar do curto tempo, e não descartou mudanças no texto. “Estou com a minha agenda aberta para ouvir todos”, disse o presidente da comissão. Leila concordou, apesar de antecipar que é a favor do texto inicial do governo. Na segunda-feira, se aprovada pela comissão, a MP deve ser votada no plenário da Câmara, conforme pauta definida pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta sexta. Depois, será encaminhada para o Senado, para votação ainda nesta semana. A Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, foi publicada em maio e tem até 8 de setembro para ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso. Caso a votação não ocorra, o imposto voltará a ser cobrado em 9 de setembro. ‘Taxa das blusinhas’ pode voltar em setembro; entenda o que está em jogo Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50. Acordo entre Poderes Depois de chegar perto de caducar, a MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em um almoço na quarta-feira (26), eles anunciaram que o tema seria votado. "Eu faço compromisso, como foi com Motta, com o Brasil, que precisa dessa matéria em vigência, que na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, vamos deliberar, para sancionar e virar lei, para milhões de brasileiros e terem qualidade de vida melhor", declarou Alcolumbre. A pauta tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Por isso a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei. A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro. Crédito para motoristas Nesta sexta-feira (28), outra comissão mista do Congresso aprovou o parecer da MP que criou uma linha de financiamento para motociclistas, motoristas de aplicativo e taxistas. A medida segue, agora, para o plenário da Câmara. A relatora, deputada Amanda Gentil (PP-MA), fez mudanças no texto acatando emendas para incluir o transporte escolar nas medidas. O objetivo da MP facilitar o acesso ao crédito para a renovação da frota de trabalhadores do transporte de pessoas e de pequenas cargas em centros urbanos. Dep. Reginaldo Lopes (PT - MG) e Leila Barros (PDT-DF) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Edilson Rodrigues/Agência Senado
28/08/2026 13:22:25 +00:00
Quem são os cinco bilionários mais velhos do Brasil em 2026? Dois têm 97 anos

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa. A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões. Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil. Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025. A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país. Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026. Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026: João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões; Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão; Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões; Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões; Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões. Diferença geracional chega a 76 anos Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37. O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos. Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.
28/08/2026 13:00:00 +00:00
Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes em 2026

Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Reprodução Os cinco bilionários brasileiros mais jovens da lista da Forbes têm entre 21 e 28 anos e pertencem à mesma família. Todos são herdeiros da WEG, fabricante de máquinas e equipamentos, e têm fortunas estimadas entre R$ 5,6 bilhões e R$ 7,2 bilhões. A mais jovem é Amelie Voigt Trejes, de 21 anos. Segundo a Forbes, ela também é a bilionária mais jovem do mundo e desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais nova. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A lista dos bilionários brasileiros foi divulgada nesta sexta-feira (28) e reúne nomes como Eduardo Saverin (Meta/Facebook), Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) e Miguel Krigsner (Grupo Boticário). Veja abaixo quem são os cinco brasileiros mais jovens da lista: Agora no g1 1. Lívia Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Reprodução / Redes sociais Lívia Voigt de Assis, de 22 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela é uma das herdeiras da WEG, fabricante de motores elétricos cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Em 2024, ela foi considerada pela Forbes a bilionária mais jovem do mundo. Atualmente, cursa a universidade e não ocupa cargo executivo na companhia. 2. Dora Voigt de Assis: R$ 7,2 bilhões Dora Voigt de Assis, de 28 anos, tem fortuna estimada em R$ 7,2 bilhões (US$ 1,4 bilhão). Ela também é herdeira da WEG. Dora e a irmã, Lívia, detêm juntas cerca de 3,1% das ações da companhia. 3. Amelie Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 4. Pedro Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Pedro Voigt Trejes, de 23 anos, também figura entre os jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de máquinas e equipamentos elétricos. Seu patrimônio é estimado em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Felipe, e a irmã mais nova, Amelie. 5. Felipe Voigt Trejes: R$ 5,67 bilhões Felipe Voigt Trejes, de 23 anos, também está entre os jovens bilionários brasileiros ligados à WEG. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Ele também é acionista da WEG e divide a participação com o irmão gêmeo, Pedro, e a irmã mais nova, Amelie. Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Braskem diz que vai pedir recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões
28/08/2026 12:33:24 +00:00
Ibovespa sobe pela 8ª vez seguida e acumula alta de 2,7% na semana, apesar de fala do chefe do Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,66% nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%) e Banco do Brasil (+1%). Com os resultados, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta sexta-feira, o mercado reagiu à fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, de que o banco central americano pode ter que elevar os juros nos próximos meses para conter a inflação nos Estados Unidos. ▶️ A declaração de Warsh foi considerada mais clara sobre a possibilidade de alta dos juros nos EUA do que seus comentários anteriores. O chefe do Fed disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. ▶️ Ele afirmou que o BC americano ainda precisa avançar no combate à inflação e que, segundo ele, houve progresso modesto nos últimos dois anos. Ponderou, porém, que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos da política monetária. (veja mais abaixo) ▶️ No exterior, o petróleo operava em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem manter as exportações pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Por volta das 17h, o Brent, referência global, caía 0,43%, a US$ 89,31, e o WTI, referência nos EUA, recuava 0,08%, a US$ 83,46 ▶️ No Brasil, o mercado acompanhou os novos dados de emprego. Em julho, foram criados 58,6 mil postos formais, resultado de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões. O número representa queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando foram criadas 133,9 mil vagas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. 🔎 A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
28/08/2026 12:00:05 +00:00
'Rei do Ovo', irmãos Batista e mais: veja quem são os bilionários do agro brasileiro em 2026

Empresário Ricardo Castellar de Faria, presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins/Divulgação O agronegócio mantém forte presença entre as maiores fortunas do país, segundo o ranking de bilionários brasileiros da Forbes de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27). Ricardo Castellar de Faria, conhecido como o "Rei do Ovo", e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos de um dos maiores grupos do setor de carnes, estão entre os representantes do agronegócio que figuram na lista dos mais ricos do Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Faria, de 51 anos, estreou na lista em 2024, quando ocupava a 21ª posição do ranking nacional, com patrimônio estimado em R$ 17,45 bilhões. Hoje, o proprietário da Granja Faria tem patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, ocupa a 10ª posição. (veja mais sobre ele abaixo) Já os irmãos Batista, proprietários da JBS, têm fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões cada. Eles ocupam a 17ª posição no ranking brasileiro e aparecem em segundo e terceiro lugares na lista dos bilionários do agronegócio. Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Na quarta colocação entre os bilionários do agro está Alceu Elias Feldmann, fundador da Fertipar, com fortuna estimada em R$ 19,2 bilhões. A companhia responde por cerca de 15% do mercado brasileiro de fertilizantes e atende diferentes cadeias produtivas do campo. Segundo a lista de Bilionários do Agro da Forbes de 2026, os 37 bilionários ligados ao setor somam R$ 207,7 bilhões, o equivalente a 11,2% da fortuna total dos 255 brasileiros presentes no ranking. A distribuição geográfica dos bilionários do agronegócio revela concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera, com 18 nomes e fortuna conjunta de R$ 89,1 bilhões; Em seguida aparece o Sul, com 12 bilionários que somam R$ 57,7 bilhões; O Centro-Oeste, embora tenha apenas três representantes, concentra R$ 46,6 bilhões em fortunas, impulsionado por empresas dos segmentos de grãos e proteína animal. O Nordeste conta com três integrantes, enquanto um dos bilionários da lista mantém atuação sediada no exterior. Veja quem são os 10 maiores bilionários do agro em 2026: Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões; Joesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Wesley Batista (JBS): R$ 21,9 bilhões; Alceu Elias Feldmann (Fertipar): R$ 19,2 bilhões; Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper): R$ 7,9 bilhões; Blairo Maggi (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi): R$ 7,2 bilhões; Itamar Locks (Amaggi): R$ 6,7 bilhões; Rubens Ometto (Cosan/Raízen/Rumo): R$ 6,3 bilhões; Marcos Molina dos Santos (MBRF): R$ 6,1 bilhões. Ricardo Castellar de Faria Título informal é dado a Ricardo Faria, responsável por 24 granjas em todo o país Arquivo pessoal No topo da lista está Ricardo Castellar de Faria, com fortuna estimada em R$ 35,1 bilhões. O empresário ocupa a 10ª posição entre os brasileiros mais ricos e construiu sua fortuna com a expansão da produção de ovos e a internacionalização dos negócios. Em 2024, adquiriu a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão e, no ano seguinte, comprou o Grupo Hevo, da Espanha. Conhecido como "Rei do Ovo", Faria, de 51 anos, é proprietário da Granja Faria, com sede em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina. Ele também é fundador das empresas Insolo e RCF Capital e preside a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Fundada em 2006, a Granja Faria se tornou a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos do Brasil. Com 2,7 mil funcionários distribuídos em 34 unidades produtoras, a empresa produz cerca de 16 milhões de ovos por dia. Faria também fundou a Lavebras, empresa de higienização de têxteis vendida em 2017. A produção da Granja Faria está distribuída por Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo e São Paulo. Os produtos são exportados para 17 países, entre eles África do Sul, Alemanha e Arábia Saudita. Natural do Rio de Janeiro, Faria chegou a Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aos 3 anos, depois que o pai, médico, se mudou para o estado para atender vítimas de uma tragédia ocorrida na região, em março de 1974. Aos 8 anos, durante as férias escolares, passou a vender picolés na praia. Em entrevista à NSC, em setembro de 2023, o empresário contou que decidiu empreender ainda na infância. Aos 15 anos, fez intercâmbio na Califórnia, nos Estados Unidos. Inicialmente, Faria planejava seguir a carreira do pai e se tornar médico. No entanto, ao conhecer a produção de frutas na Califórnia, mudou de planos. De volta ao Brasil, cursou agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "No final da faculdade, decidi migrar da confecção para a locação. Ao invés de vender uniformes para a indústria, eu locava. Montei minha primeira empresa, que foi a Lavebras, que alugava roupas e lavava", disse. Wesley e Joesley Batista Irmãos Batista: Wesley Batista, à esquerda e Joesley, à direita. Divulgação/J&F Logo atrás de Faria estão os irmãos Joesley Batista, de 54 anos, e Wesley Batista, de 56. Eles são filhos de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, multinacional brasileira do setor de alimentos. Cada um possui fortuna estimada em R$ 21,9 bilhões e ocupa a 17ª posição no ranking nacional. A empresa ampliou sua atuação global nas últimas décadas por meio de aquisições no mercado de proteínas e, em 2025, passou a deter metade da produtora de ovos Mantiqueira. Os irmãos controlam a companhia por meio da J&F Investimentos, empresa que dividem em partes iguais. Segundo a Forbes, a JBS teve origem em um açougue fundado por José Batista Sobrinho em 1953. Os irmãos assumiram o controle da empresa no início dos anos 2000 e lideraram a aquisição da processadora americana de carnes Swift & Co. Outros destaques Além dos líderes do setor, o ranking mantém nomes historicamente ligados ao agronegócio brasileiro. É o caso de Blairo Maggi, da Amaggi, uma das maiores empresas de grãos do país, e de Rubens Ometto, controlador da Cosan, grupo com atuação em energia, logística e combustíveis. A presença desses empresários mostra a diversidade de segmentos ligados ao agronegócio, da produção agrícola e pecuária aos setores de fertilizantes, papel e celulose, logística e bioenergia. Segundo a metodologia da Forbes, o cálculo das fortunas considera principalmente participações em empresas de capital aberto com base nos valores de mercado registrados em 30 de junho de 2026.
28/08/2026 11:47:10 +00:00
Brasil ganhou 5 novos bilionários em 2026; veja quem são os estreantes da lista da Forbes

A empresária Luana Lopes Lara Fantástico/Reprodução A Lista Forbes Brasileiros 2026, divulgada nesta quinta-feira (27), ganhou cinco novos integrantes no grupo de bilionários brasileiros. Em sua 14ª edição, a lista identificou 255 pessoas com fortuna superior a R$ 1 bilhão. Juntos, os bilionários brasileiros somam R$ 1,86 trilhão. O estreantes representam 1,96% dos integrantes do ranking, com fortunas que variam de R$ 2,1 bilhões a R$ 13,4 bilhões. Confira abaixo quem são os novos bilionários da lista: Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ari de Sá Cavalcante Neto e família (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões; Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões; Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões; Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões. Agora no g1 Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo a Forbes. Ela tem fortuna estimada em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. (saiba mais aqui) Ari de Sá Cavalcante Neto (Arco Educação): R$ 3,9 bilhões Aos 47 anos, Ari de Sá Cavalcante Neto estreia na lista de bilionários da Forbes ao lado da família, com fortuna estimada em R$ 3,9 bilhões. O empresário cearense é um dos principais acionistas da Arco Educação e divide essa participação com a mãe, Margarida de Sá Cavalcante. A Arco reúne marcas do ensino privado como SAS, Positivo, Dom Bosco e COC. Em 2025, incorporou a International School ao portfólio. Ari é herdeiro de uma família tradicional do setor educacional. Seu pai, Oto de Sá Cavalcante, assumiu os negócios da família ainda jovem e fundou, em 2000, o Colégio Ari de Sá ao lado da esposa, Margarida. Oto morreu em junho deste ano, aos 80 anos. Rosangela Maggi Schmidt (Amaggi): R$ 3,5 bilhões Aos 68 anos, Rosangela Maggi Schmidt estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 3,5 bilhões. A empresária gaúcha tem sua riqueza ligada à Amaggi, uma das maiores companhias do agronegócio brasileiro. Filha de Lucia Maggi, Rosangela é acionista da empresa fundada por André Maggi, que se tornou um dos principais grupos produtores e exportadores de grãos do país. Carlos Moche Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 54 anos, Carlos Moche Dayan passa a integrar a lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é um dos principais acionistas e executivos da instituição financeira. Formado em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos tem sua fortuna ligada à participação da família no banco. Salim Dayan (Banco Daycoval): R$ 2,1 bilhões Aos 56 anos, Salim Dayan estreia na lista de bilionários da Forbes com fortuna estimada em R$ 2,1 bilhões, o mesmo valor atribuído ao irmão Carlos Moche Dayan. Filho de Sasson Dayan, fundador do Banco Daycoval, ele é executivo e um dos principais acionistas da instituição. Engenheiro de produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), Salim também tem mestrado em administração e finanças pelo Ibmec.
28/08/2026 11:47:08 +00:00
Luana Lopes Lara, da Kalshi, é a bilionária mais jovem a construir a própria fortuna; veja quem é

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do Brasil a construir a própria fortuna e se tornar bilionária, segundo o ranking da Forbes divulgado nesta sexta-feira (28). Cofundadora e diretora de operações da Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e cerca de 12% de participação na empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nela, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples, como "Vai acontecer ou não?", relacionadas a diversos temas, incluindo guerras, mudanças climáticas e eleições. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que construíram a própria fortuna após a Kalshi captar US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) em uma rodada de investimentos no fim de 2025. Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são A rodada foi liderada pela Paradigm, empresa de investimentos focada em criptomoedas, e contou com a participação de investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. Segundo a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado, passando de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em dezembro. Com a valorização da empresa, a fortuna dos cofundadores também cresceu. Além de Luana, o sócio Tarek Mansour passou a integrar a lista de bilionários. Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em ciência da computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e medalha de bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, mudou-se para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois passaram pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na gestora Bridgewater. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não havia uma forma direta de negociar com base nos resultados desses acontecimentos. Em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma para negociar contratos baseados no resultado de eventos específicos. Em 2020, a empresa recebeu autorização regulatória e se tornou a primeira bolsa totalmente regulamentada dos EUA para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), uma das principais agências reguladoras do mercado americano. Com o reconhecimento, passou a integrar a mesma categoria regulatória de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa solicitou autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o pedido foi negado. O argumento foi que haveria risco de manipulação e prejuízo à integridade das eleições nos EUA. A Kalshi recorreu à Justiça. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer legalmente negociações ligadas a resultados eleitorais nos EUA. Em entrevista à CNBC, Mansour, presidente da Kalshi, afirmou que a empresa avalia realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no fim de 2027 ou no início de 2028. Em julho, a plataforma anunciou que passou a oferecer contratos sobre ensaios clínicos e decisões regulatórias da agência de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA). Durante a Copa do Mundo, a Kalshi registrou US$ 27 bilhões (R$ 137,1 bilhões) em volume de negociações e alcançou a marca de três milhões de usuários durante o torneio, segundo a Reuters. As polêmicas envolvendo a Kalshi O crescimento dos mercados de previsão ao redor do mundo aumentou a discussão sobre se essas plataformas devem ser tratadas como mercados financeiros ou como empresas de apostas e jogos de azar. A Kalshi está no centro desse debate. Só neste ano, pelo menos quatro estados americanos tentaram impedir a atuação da companhia em seus territórios, alegando que a plataforma operava um negócio ilegal de jogos de azar. O caso mais recente envolve o procurador-geral de Nova York, que processou a plataforma no fim de julho sob a alegação de que a empresa viola as leis estaduais contra jogos de azar. A Espanha também bloqueou o site da Kalshi sob a alegação de que a plataforma operava sem licença para jogos de azar. No Brasil, o governo bloqueou, em abril, a Kalshi e outras 26 plataformas que oferecem previsões relacionadas a eventos esportivos, jogos online e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Segundo integrantes do governo, a medida busca evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem supervisão. A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe os brasileiros a riscos financeiros e opera em desacordo com a legislação do país. Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais
28/08/2026 11:21:09 +00:00
Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa é uma multinacional brasileira e uma das principais fabricantes de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria. A fortuna de Amelie está diretamente ligada às ações que possui da companhia, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. Agora no g1 Quem é Amelie Voigt Trejes? Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), por Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus — as iniciais dos sobrenomes dos três deram origem ao nome WEG. Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela faz parte do grupo de acionistas controladores por meio das empresas da família que possuem ações da WEG. Segundo os registros societários mais recentes, Amelie possui: 5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG; 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., empresa familiar dividida igualmente entre ela e os irmãos, Felipe e Pedro; 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa da família que detém patrimônio. Somando as ações que possui diretamente às participações por meio das empresas da família, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% da companhia. também integra o grupo de acionistas ligado à WPA Participações e Serviços S.A., empresa que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Por meio dessa estrutura, as famílias mantêm o controle da companhia e têm peso nas principais decisões tomadas pelos acionistas. A 'fábrica de bilionários' brasileira A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle da empresa concentrado nas famílias, o que levou diversos herdeiros a figurar entre os brasileiros mais ricos. Cinco dos seis brasileiros mais jovens da lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt: Dora Voigt de Assis, 28 anos: US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão; Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão; Amelie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão. Felipe e Pedro são irmãos de Amelie e compartilham com ela participações em empresas da família que fazem parte da estrutura de controle da WEG. Como nasceu a WEG Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, ampliou sua atuação para diferentes áreas de equipamentos elétricos e industriais. Hoje, a empresa produz: motores elétricos; geradores; transformadores; turbinas; painéis elétricos; sistemas de automação industrial; equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia; carregadores para veículos elétricos; tintas industriais e automotivas; componentes elétricos, entre outros produtos. Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos. A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil pessoas e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais nos cinco continentes. Em 2024, a empresa nomeou, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para sua diretoria executiva. Uma fortuna construída pela valorização da empresa A fortuna de Amelie está ligada principalmente à valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas. A companhia se tornou uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo e uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. A combinação entre a valorização da companhia e a estrutura de controle criada pelos fundadores permitiu que os herdeiros acumulassem participações bilionárias na WEG sem precisar ocupar cargos de gestão.
28/08/2026 11:13:47 +00:00
Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais

Operação mira grupo de apostas esportivas suspeito de movimentar R$ 5 bilhões e cometer crimes fiscais Receita Federal/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras para apurar suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas à exploração de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP). Segundo o MPF e a Receita, a investigação tem como foco um grupo empresarial responsável por uma plataforma de apostas esportivas que "teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025". Após as diligências, o MPF informou que as buscas ocorreram em endereços ligados ao grupo NSX, dona da BetNacional. A NSX Brasil disse, em nota, ter colaborado com a ação desta sexta e ter disponibilizado os documentos solicitados na ocasião. Acrescentou que antes da regulamentação do setor atuou de acordo com o marco jurídico vigente e com práticas adotadas no mercado, mas que depois da nova regulamentação, fez adequações (veja nota na íntegra abaixo). Agora no g1 Detalhes da investigação Segundo o MPF, há indícios de que o grupo criou uma empresa de fachada em Curaçao — ilha do Caribe — para simular que a operação da plataforma ocorria fora do Brasil antes da regulamentação do setor. Os investigadores suspeitam, porém, que empresas brasileiras ligadas ao grupo eram as verdadeiras responsáveis pelas atividades no país. Os órgãos também investigam a suspeita de envio de recursos para o exterior seguido do retorno de parte desse dinheiro ao Brasil por meio de pagamentos por serviços. Segundo os investigadores, o modelo poderia ter sido usado para justificar a entrada de recursos anteriormente remetidos para fora do país. As investigações apontam ainda o possível uso de "contas bolsão", modelo que concentra recursos de diferentes clientes em uma mesma conta. 🔎Segundo os investigadores, isso pode dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários finais das operações. Segundo a Receita e o MPF, as suspeitas não se limitam ao período anterior à regulamentação das apostas esportivas. A investigação apura se parte das estruturas utilizadas anteriormente foi adaptada para continuar permitindo mecanismos de sonegação fiscal após a entrada em vigor das novas regras do setor. Paralelamente às medidas judiciais, a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais para aprofundar a apuração das suspeitas. Segundo o órgão, a recuperação potencial de tributos é estimada em cerca de R$ 300 milhões. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda ainda avalia quais medidas poderá adotar, do ponto de vista técnico, em relação ao grupo investigado. De acordo com integrantes da pasta, a empresa citada na investigação já responde a dois processos administrativos em andamento. Conforme a legislação do setor, as penalidades podem variar de advertência à suspensão das atividades da companhia. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que está sendo investigado De acordo com o MPF e a Receita Federal, a operação busca esclarecer suspeitas de: sonegação fiscal; evasão de divisas; lavagem de dinheiro; uso de empresa de fachada no exterior; movimentação irregular de recursos entre Brasil e outros países; declaração de despesas supostamente fictícias para reduzir impostos. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF. Segundo os órgãos, a operação cumpre apenas mandados de busca e apreensão, não de prisão. Esta é a segunda grande operação conjunta da Receita Federal e do MPF voltada ao mercado de apostas esportivas em agosto. No dia 13, a Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e teve decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão. RELEMBRE: Governo divulga lista de 'bets' autorizadas a atuar no Brasil Os detalhes da operação foram apresentados em entrevista coletiva nesta manhã, na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram da coletiva: o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o subprocurador-geral da República e coordenador do Gaeco Nacional, José Adonis Callou de Araújo Sá; o procurador regional da República e coordenador-adjunto do Gaeco Nacional, Fábio George Cruz da Nóbrega; a coordenadora-geral de Fiscalização da Receita Federal, Vandreia Mota Rocha; e o coordenador-geral de Pesquisa e Investigação da Receita, Sérgio Luiz Messias de Lima. Operação Jogo de Sombras Reprodução/Receita Federal O que diz a empresa citada "A NSX Brasil informa que recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma diligência da Receita Federal em seu escritório, em Recife, no âmbito da Operação Jogo de Sombras. A companhia prestou integral colaboração à ação, disponibilizando os documentos solicitados, e seguirá à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Antes da regulamentação específica do setor de apostas, a empresa atuou de acordo com o marco jurídico então vigente e com as práticas adotadas pelo mercado naquele período. Após a entrada em vigor da nova regulamentação, promoveu as adequações necessárias e passou a cumprir rigorosamente as regras aplicáveis à operação do mercado brasileiro. A companhia mantém o compromisso com a transparência, o respeito às instituições e o cumprimento rigoroso de suas obrigações, confiando que os esclarecimentos necessários serão prestados pelos canais institucionais adequados." Jovens estão mais vulneráveis ao vício das apostas online Reprodução/EPTV
28/08/2026 11:12:06 +00:00
Elon Musk tem 2,4 vezes a fortuna dos 255 bilionários brasileiros juntos, mostra a Forbes

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Segundo a revista Forbes, o empresário Elon Musk acumula uma fortuna de US$ 870 bilhões. O valor equivale a cerca de 2,5 vezes a soma das fortunas dos 255 bilionários brasileiros que fazem parte do ranking nacional divulgado nesta quinta-feira (27). Os super-ricos brasileiros somam cerca de R$ 1,86 trilhão. Considerando o dólar a R$ 5,16, a fortuna do dono da SpaceX, Tesla e X chega a R$ 4,49 trilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Assim, o valor acumulado dos bilionários brasileiros não chega à metade da fortuna de Musk. Mais precisamente, representam 41,5% do patrimônio do empresário sul-africano naturalizado americano. A diferença fica ainda mais evidente na comparação com Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista. O cofundador do Facebook tem fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seriam necessárias cerca de 27,6 fortunas como a de Saverin para alcançar a de Elon Musk. Elon Musk, CEO da X e da SpaceX, se formou em 1997 na Upenn REUTERS/Gonzalo Fuentes Bilionários brasileiros Em sua 14ª edição, a lista de bilionários brasileiros conta com 255 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Pelo quarto ano consecutivo, o líder brasileiro é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja na reportagem abaixo o perfil do top 10: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 11:05:57 +00:00
Quem são os maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026, segundo a Forbes

Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York. Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo A Forbes divulgou, nesta sexta-feira (28), a lista dos maiores bilionários brasileiros do setor de tecnologia em 2026. No topo está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Saverin é conhecido por ter sido sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu na faculdade. Segundo a Forbes, sua fortuna caiu 28,24% em relação ao ano anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A revista atribui a queda ao aumento da concorrência entre empresas de inteligência artificial, que levou as ações da Meta a recuarem cerca de 16% e afetou a fortuna de Saverin. A lista deste ano também inclui José Roberto Nogueira, fundador e CEO do Grupo Brisanet, e Laércio Cosentino, maior acionista individual da Totvs. Agora no g1 1. Eduardo Saverin Patrimônio: R$ 162,9 bilhões Empresa: Facebook e B Capital Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna vem principalmente da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou após divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. A fortuna ganhou novo impulso nos anos seguintes, com a valorização da Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou o pagamento de dividendos pela primeira vez, contribuindo para ampliar o patrimônio de Saverin. 2. José Roberto Nogueira José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet Reprodução/TV Verdes Mares Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Brisanet Fundador e CEO do Grupo Brisanet, José Roberto criou a empresa em 1998, na cidade de Pereiro (CE), "com o sonho de transmitir sinal de internet a um custo acessível em pleno sertão", segundo relato publicado pela Forbes Brasil em 2025. A companhia se expandiu pelo Nordeste e se tornou líder em banda larga fixa na região, com atuação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Em julho de 2024, a empresa anunciou ter alcançado 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa. José Roberto também é sócio-diretor das empresas Nossa Fruta Brasil e Agritech, segundo seu perfil no LinkedIn. 3. Laércio Cosentino Laércio José de Lucena Cosentino, da Totvs Reprodução/LinkedIn Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Totvs Aos 23 anos, em 1983, Cosentino fundou a Microsiga ao lado do empresário Ernesto Haberkorn, que ocupa a quinta posição desta lista. A empresa passou a se chamar Totvs em 2005 e, no ano seguinte, abriu capital na Bolsa, iniciando um ciclo de aquisições. A companhia foi uma das pioneiras no Brasil no desenvolvimento e na implantação de softwares de gestão. Atualmente, atua em 41 países. Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas segue como presidente do conselho de administração e maior acionista individual da empresa, com 8,6% das ações, segundo a Forbes Brasil. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte
28/08/2026 10:57:20 +00:00
Quem ganhou e quem perdeu: veja como o 'top 10' dos bilionários brasileiros mudou entre 2025 e 2026

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Eduardo Saverin manteve a liderança entre os brasileiros mais ricos em 2026. Pelo quarto ano consecutivo, o cofundador do Facebook aparece no topo do ranking da Forbes, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Seguindo o valor de sua participação na Meta, Saverin reduziu a distância em relação aos demais bilionários do país em 2026. Ele continua à frente de Vicky Safra e família, que aparecem em segundo lugar, com R$ 130,6 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar da mudança na classificação de Vicky no ranking global da Forbes, que agora a coloca na Grécia, a empresária continua entre os bilionários brasileiros na lista da Forbes Brasil. Segundo a publicação, ela mantém CPF ativo e negócios no país. As cinco primeiras posições também permaneceram inalteradas. Jorge Paulo Lemann segue em terceiro lugar, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões. André Esteves, do BTG Pactual, continua na quarta posição, com R$ 66,1 bilhões. Fernando Roberto Moreira Salles manteve o quinto lugar, com R$ 50,3 bilhões. Agora no g1 Quem ganhou espaço 💸 Pedro Moreira Salles foi o único entre os bilionários que permaneceram no "top 10" a subir de posição em relação ao ano anterior. O empresário passou do sétimo para o sexto lugar, com fortuna estimada em R$ 46,5 bilhões. Carlos Alberto Sicupira, por outro lado, perdeu posições. O empresário, que ocupava o sexto lugar no ano passado, aparece agora em nono, com R$ 32,7 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, permaneceu na oitava colocação. Sua fortuna passou de R$ 34,2 bilhões para R$ 35,3 bilhões. Novidade no top 10 🤑 A lista de 2026 trouxe dois novos nomes para o grupo dos 10 brasileiros mais ricos. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, ligado à AB InBev e à 3G Capital, aparece pela primeira vez no top 10, na sétima posição, com fortuna estimada em R$ 37,8 bilhões. Outra novidade é Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e controlador da Global Eggs. Conhecido como o "rei do ovo", o empresário ocupa a nona posição, com fortuna estimada em R$ 34,8 bilhões. As duas entradas mudaram a composição do top 10, mas não alteraram as cinco primeiras posições do ranking. Quem perdeu espaço 📉 A principal queda no top 10 foi a de Carlos Alberto Sicupira, que passou da sexta para a nona colocação. Além disso, dois nomes que estavam no Top 10 em 2025 deixaram a lista dos 10 maiores em 2026: Alexandre Behring da Costa, da 3G Capital, que ocupava a nona posição, e Jorge Neval Moll Filho, da Rede D'Or, que estava em décimo. Veja os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família: R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja quem eram os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025. Eduardo Saverin (Facebook/Meta): R$ 227 bilhões; Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 120,5 bilhões; Jorge Paulo Lemann (AB InBev/3G Capital): R$ 88 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 51 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 40,2 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB InBev/3G Capital): R$ 39,1 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 38 bilhões; Miguel Gellert Krigsner (O Boticário): R$ 34,2 bilhões; Alexandre Behring da Costa (3G Capital): R$ 31 bilhões; Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or): R$ 30,4 bilhões. Veja abaixo o perfil dos 10 mais ricos do Brasil em 2026: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista
28/08/2026 10:55:31 +00:00
Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas

Quem é a Vicky Safra Afinal, Vicky Safra é brasileira ou grega? A resposta depende da lista da Forbes consultada. Na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega. A mudança chamou atenção porque ela figurava entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas há um detalhe: Vicky continua entre os brasileiros na lista da Forbes Brasil. E a diferença está nos critérios adotados pelas duas publicações. Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo O que diz a Forbes americana Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". 🔎 Quando uma pessoa tem mais de uma nacionalidade, a revista leva em conta fatores como o país de nascimento, o de residência e aquele com o qual mantém os vínculos mais relevantes. No caso de Vicky, a Forbes americana decidiu que a Grécia era o país mais adequado para indicar como sua principal cidadania. "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global e responsável pela lista mundial de bilionários. Segundo ele, não houve mudança na metodologia da revista. A alteração no caso de Vicky foi uma atualização específica de seu perfil. A Forbes também informou que o perfil da bilionária registra que ela nasceu na Grécia, tem cidadania grega e brasileira e vive principalmente na Suíça. 📍 Ou seja: a Forbes não passou a considerar Vicky exclusivamente grega nem deixou de reconhecer sua cidadania brasileira. A revista apenas passou a usar a Grécia como principal referência para classificá-la na lista mundial. O que diz a Forbes brasileira Também questionado pelo g1, Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse Gradilone. 📍 Ou seja: embora a publicação internacional tenha escolhido a Grécia como referência principal para seu perfil, a Forbes Brasil mantém a bilionária entre os brasileiros por causa de seus vínculos formais e econômicos com o país. A diferença, portanto, não está na nacionalidade de Vicky, mas nos critérios usados para classificá-la em cada lista. Agora no g1 Quem é Vicky Safra? Nascida na Grécia em 1952, Vicky veio ainda criança para o Brasil com a família e se naturalizou brasileira. Ela se casou com Joseph Safra em 1969, aos 17 anos. O casal teve quatro filhos: Jacob, David, Esther e Alberto. Joseph fazia parte da família que construiu o grupo Safra, cuja história no setor financeiro remonta ao século XIX. 🌍 Os Safra eram originários de Alepo, na atual Síria, e começaram a construir sua fortuna financiando o comércio nos territórios do então Império Otomano; Em 1953, Jacob Safra, pai de Joseph, mudou-se para São Paulo com os filhos e deu continuidade aos negócios da família no Brasil; A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Após a morte de Joseph, em 2020, Vicky herdou parte da fortuna da família e passou a figurar entre as pessoas mais ricas do mundo. Atualmente, vive na Suíça. A família mantém negócios financeiros em diferentes países e investimentos imobiliários, incluindo o edifício Gherkin, em Londres, e o prédio localizado no número 660 da Madison Avenue, em Nova York. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Vicky também atua na filantropia por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas nas áreas de educação, saúde, artes e cultura.
28/08/2026 10:48:25 +00:00
Forbes divulga ranking das 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026; veja quem são

Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Vicky Safra, viúva e herdeira do fundador do Banco Safra, continua sendo a mulher mais rica do Brasil, segundo a lista de bilionários da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27). Com fortuna de R$ 130,6 bilhões, ela é a segunda pessoa mais rica do país, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que acumula R$ 162,9 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Vicky é viúva de Joseph Safra, fundador do Banco Safra, e herdou parte da fortuna construída pelo banqueiro. Após a morte do marido, em 2020, Vicky passou a administrar os negócios da família ao lado dos filhos. Ela também mantém investimentos em diferentes setores e atua em iniciativas filantrópicas, além de figurar entre as pessoas mais ricas do Brasil. Agora no g1 No ranking de bilionários brasileiros, o número de mulheres cresceu em relação à edição anterior. Ainda assim, elas representam uma parcela minoritária da lista e, juntas, acumulam R$ 329 bilhões. Veja as 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026: Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões; Luana Lopes Lara (Kalshi): R$ 13,4 bilhões; Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Itaú Unibanco): R$ 11,9 bilhões; Mariana Voigt Schwartz Gomes (WEG): R$ 8,6 bilhões; Cristina Junqueira (Nubank): R$ 8,1 bilhões; Neide Helena de Moraes (Votorantim): R$ 7,2 bilhões; Dora Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Lívia Voigt de Assis (WEG): R$ 6,7 bilhões; Vera Rechulski Santo Domingo (Grupo Santo Domingo/AB InBev): R$ 6,7 bilhões; Márcia Pascoal Marçal dos Santos (MMS/Marfrig): R$ 5,9 bilhões. Quem é a Vicky Safra Vicky Safra nasceu na Grécia e tinha 17 anos quando se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, onde os Safra atuavam no setor financeiro desde o século XIX. A história da família no Brasil começou em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, se mudou com a família para o país. A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph morreu em 2020, aos 82 anos. A viúva lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, fundação que apoia iniciativas nas áreas de saúde, educação, artes e cultura. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. Brasileira ou grega? Uma curiosidade chama atenção: na edição de 2026 da lista mundial de bilionários, a Forbes americana passou a classificar Vicky Safra como grega, seu país de nascimento. A mudança chama atenção porque ela figurou entre os brasileiros mais ricos nos últimos anos e chegou a liderar o ranking nacional. Questionada pelo g1, a Forbes Global informou que classifica os bilionários de acordo com o que considera sua "cidadania principal". "Consideramos que a Grécia era o país mais apropriado para indicar como sua cidadania principal", afirmou Chase Peterson-Withorn, editor-assistente da Forbes Global. Já Cláudio Gradilone, editor da Forbes Brasil e responsável pela lista de bilionários brasileiros, afirmou que Vicky continua no ranking nacional de 2026. "A Vicky Safra segue na lista dos brasileiros, sim. Ela tem um CPF ativo e negócios no Brasil", disse. Saiba mais sobre essa questão na reportagem abaixo. Vicky Safra é grega ou brasileira? Forbes usa critérios diferentes em suas listas
28/08/2026 10:26:31 +00:00
Polêmica do anti-spam: Anatel anuncia regras para sistemas de operadoras contra ligações abusivas

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas Priscilla Du Preez/Unsplash A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu na quinta-feira (17) regras para sistemas anti-spam oferecidos por operadoras de telefonia com o objetivo de proteger usuários contra ligações abusivas. A medida foi adotada após ao menos sete empresas reclamarem do sistema anti-spam da Vivo desde junho. Elas alegaram que o recurso foi responsável por bloquear milhares de chamadas legítimas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a mudança, sistemas anti-spam deverão seguir critérios como quantidade e duração de ligações. As empresas precisarão ainda respeitar os princípios da proporcionalidade e da não discriminação ao decidir quais chamadas bloquear. Os serviços deverão ser ativados como padrão a todos os clientes e não poderão envolver cobranças adicionais. As empresas deverão informar previamente a ativação dos recursos e explicar como eles funcionam, além de oferecer a opção para desativar as ferramentas. Bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel As novas regras proíbem bloqueios de números usados por serviços essenciais e de utilidade pública, como órgãos de saúde, segurança, defesa civil e bombeiros. Além disso, as operadoras deverão oferecer canais para que titulares de linhas bloqueadas solicitem informações ou peçam a liberação de seus números. As empresas terão até 10 dias para apresentar suas resposta. Segundo a Anatel, o objetivo é trazer segurança, padronização e efetividade para soluções oferecidas pelas operadoras. A agência afirmou ainda que a medida é apoiada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Disputa por anti-spam O "Vivo Anti-spam", que promete bloquear ligações indesejadas gerou uma disputa com operadoras em junho: a dona da ferramenta disse que ele protege consumidores, mas concorrentes afirmaram que ele impede chamadas legítimas. Segundo a Vivo, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes. Mas ao menos sete empresas abriram reclamações formais na Anatel em que apontam interrupções indevidas de ligações. Uma das empresas afirmou que mais de 16 mil ligações, incluindo as de hospitais e órgãos públicos, foram interrompidas pelo anti-spam da Vivo. Outra afirmou que o sistema bloqueou mais de 800 números de uma prefeitura no interior de São Paulo. Operadoras afirmaram ainda que a ferramenta bloqueou até mesmo ligações de números que tinham sido autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas. A Vivo disse não ter impedido ligações que seguem regras de seu anti-spam e do Origem Verificada. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação", afirmou a empresa ao g1, em junho. Na ocasião, a operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes". 23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério
28/08/2026 08:03:39 +00:00
Casas Bahia, Habib’s, Braskem: o que está por trás da onda de recuperações em 2026

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? Só nesta semana, duas grandes empresas recorreram à Justiça para reorganizar suas dívidas. O Grupo Gennius, dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, pediu recuperação judicial. Já a petroquímica Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial. Com os novos episódios, agosto já soma cinco casos emblemáticos: três de recuperação judicial e dois de recuperação extrajudicial. E há diversos fatores em comum entre eles. (entenda abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A lista deste mês inclui a Alliança Saúde, a Marabraz e as Casas Bahia. Considerando todo o ano de 2026, são 12 pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial. 🔎 A recuperação judicial permite que empresas renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. Já na recuperação extrajudicial, a companhia negocia a reorganização das dívidas diretamente com os credores. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e criar condições para que a empresa continue funcionando. Empresas que entraram em recuperação judicial e extrajudicial em 2026. Arte/g1 As dificuldades financeiras têm atingido empresas de diversos setores, como saúde, indústria e energia. A maior concentração de casos, no entanto, está no varejo e no consumo. “É no varejo de bens duráveis que dói mais, e por um motivo simples: ele é atingido pelas duas pontas do negócio ao mesmo tempo", afirma André Matos, CEO da MA7 Capital. O especialista explica que, de um lado, os varejistas enfrentam dívidas mais caras e precisam manter estoques elevados. Do outro, os consumidores dependem de parcelamentos para comprar. A combinação desses dois fatores pressiona o setor. Para Matos, porém, os pedidos de recuperação não representam um risco sistêmico. “Esses casos foram amplamente telegrafados, com ressalva de auditor, patrimônio negativo e reestruturação anterior. Ou seja, não foram surpresa.” Como ficam os consumidores? Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a onda de recuperações deve continuar, mas não representa, por ora, uma ameaça mais ampla a consumidores e à economia. "Se as medidas econômicas não forem firmes, até pode haver retrocesso em pontos como qualidade de emprego e renda. Mas não vejo como um risco imediato", aponta Júlio Moretti, CEO da NEOT, especializada em dados sobre recuperações na Justiça. Ele estima que o cenário turbulento para as empresas deve se prolongar pelos próximos 2 ou 3 anos. “É consenso que não se trata de algo que vai durar pouco tempo”, acrescenta. Casas Bahia, Habib's e Marabraz: as varejistas que entraram com pedido de recuperação judicial em 2026. Divulgação Por que tantas recuperações? Os pedidos de recuperação judicial e extrajudicial têm algumas causas em comum. Entre as principais estão: juros elevados; endividamento acumulado desde a pandemia; dificuldade de acesso ao crédito; e mudança no comportamento dos consumidores. Para Cristina de Mello, professora da PUC-SP, os problemas financeiros das empresas podem ter origens diferentes, ainda que alguns fatores se repitam. “A gente não pode associar a todas o mesmo problema. Tem causas comuns, sim, mas há causas muito específicas e muito particulares”, afirma. No caso da Marabraz, por exemplo, ela cita conflitos societários e familiares que comprometeram a renovação de linhas de financiamento e dificultaram o acesso a crédito. O cenário também é especialmente difícil para companhias do varejo porque muitas trabalham com margens estreitas. “São empresas que precisam muito de capital de giro”, diz Mello. 🔎 Capital de giro é o dinheiro que uma companhia precisa para pagar suas contas e manter as operações. Segundo Eduardo Terra, fundador da BTR Retail, o momento em que as dívidas foram contraídas ajuda a explicar parte dos problemas. Ele afirma que diversas empresas cresceram no período pós-pandemia recorrendo a empréstimos na expectativa de recuperar os lucros de antes da Covid-19. Depois, porém, se depararam com um custo maior do que o previsto para pagar essas dívidas. “[A taxa Selic] veio aumentando por uma série de motivos econômicos e chegou a 15%. Agora, está em um ciclo lento de baixa. O problema é que o endividamento dessas empresas, que cresceram durante a pandemia, ficou muito caro”, explica. E não é só isso. O Grupo Gennius, do Habib's, afirmou em seu pedido de recuperação que a mudança no comportamento dos consumidores depois da quarentena foi um dos fatores responsáveis pela crise financeira. Para os restaurantes, o aumento dos pedidos por delivery e a menor circulação de pessoas nas unidades contribuíram para o fechamento de diversas lojas. Paula Sauer, professora da FIA Business School, afirma que a rede enfrenta custos elevados com matérias-primas, energia, salários e aluguel, enquanto atua em um segmento de preços baixos e com muitas opções para o consumidor. Relembre abaixo os casos e as empresas em dificuldades financeiras. Grupo Toky O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras desde a pandemia, quando fechou mais de 17 lojas, e afirmou que o cenário do setor de móveis e decoração agravou os problemas. Valor: cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Situação: o grupo afirmou que o caixa estava pressionado e pediu medidas urgentes para garantir a continuidade das operações. Mais de 2 mil funcionários tiveram os salários ameaçados pelo bloqueio de valores de vendas no cartão. Motivos: juros altos, endividamento das famílias, crédito mais restrito, queda nas vendas e dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia. Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly St Marche O Grupo Hortus, controlador do St Marche, entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 574,3 milhões em dívidas. A rede também acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, operação que depende da aprovação da Justiça e do Cade. Valor: R$ 574,3 milhões. Situação: a rede mantém 32 lojas em São Paulo. A venda para a Cencosud foi acertada paralelamente ao pedido de recuperação. Motivos: aumento do endividamento, juros altos, menor oferta de crédito e falta de caixa para cumprir compromissos de curto prazo. A empresa já havia tentado uma recuperação extrajudicial, suspensa em fevereiro. St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga Oncoclínicas Uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, a Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. Segundo a empresa, o processo não interrompe o atendimento aos pacientes nem as atividades do dia a dia. Valor: cerca de R$ 5,1 bilhões. Situação: credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano já haviam aderido. A empresa segue negociando com os demais. Motivos: queda no número de procedimentos, aumento dos custos, problemas com medicamentos, dívida elevada e dificuldade para gerar caixa. Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas Alliança Saúde A Alliança Saúde entrou na Justiça com um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. A proposta prevê diferentes formas de pagamento aos credores, incluindo a conversão da maior parte da dívida em participação na empresa. Valor: cerca de R$ 1,1 bilhão. Situação: mais de 83 credores já haviam aderido ao plano, representando cerca de 54% das dívidas incluídas. Motivos: endividamento elevado, falta de caixa, problemas na cobraça dos planos de saúde e mudança de controle da companhia. Justiça autoriza recuperação extrajudicial da Alliança Saúde, que tem dívida de R$ 1,1 bilhão Lojas Marabraz A rede de móveis Marabraz protocolou pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. A empresa afirmou que as lojas continuam funcionando normalmente. Valor: cerca de R$ 140 milhões. Situação: a empresa pretende preservar empregos e manter as relações com clientes, fornecedores e parceiros. Motivos: dificuldades no varejo, ruptura na estrutura familiar que dava suporte às operações e dificuldade de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões Casas Bahia O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida é resultado de um processo de reestruturação iniciado em 2023, que incluiu fechamento de lojas e redução de funcionários. Valor: cerca de R$ 17,3 bilhões. Situação: em agosto, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. No segundo trimestre, registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. Motivos: juros elevados, crédito restrito, aumento do custo financeiro, enfraquecimento do consumo e dificuldade para concluir operações de captação de recursos. Casas Bahia pede recuperação judicial: entenda a crise da varejista e quem faz parte do grupo Braskem A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. O valor chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões quando são incluídas dívidas entre empresas do próprio grupo. Valor: US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas incluídas na recuperação; cerca de R$ 187,1 bilhões considerando também as dívidas entre empresas do grupo. Situação: o pedido teve apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos. A empresa agora negocia para ampliar esse apoio. Motivos: custos relacionados ao desastre geológico em Maceió e piora do mercado petroquímico global, com aumento da produção, queda dos preços e menor força do consumo. Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Grupo Gennius Esse é o pedido de recuperação mais recente. Dono das marcas Habib's, Ragazzo e Tendall, o Grupo Gennius entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar R$ 265,2 milhões em dívidas. As lojas próprias continuam funcionando normalmente, enquanto as franquias ficaram fora do processo. Valor: R$ 265,2 milhões. Situação: o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. O grupo mantém 119 lojas próprias do Habib's, 26 do Ragazzo e seis unidades Tendall. Motivos: efeitos da pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e juros altos. Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
28/08/2026 08:03:34 +00:00
'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inteligência artificial

'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte Um movimento curioso está acontecendo entre empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial: elas estão criando formas para que os próprios usuários denunciem conteúdos feitos com IA ou identificando com mais clareza quando uma publicação foi produzida com a tecnologia. 👀 A questão envolve a pressão por regulação, a tentativa de "limpar o feed", e até a sobrevivência do modelo de negócio dessas plataformas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma das questões centrais é a facilidade para criar conteúdos com IA. Segundo Elizabeth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pesquisadora de IA, as ferramentas são projetadas para serem simples de usar e atrair cada vez mais pessoas. Mas a falta de esforço fez com que esse tipo de material se espalhasse rapidamente, mesmo que a qualidade do resultado seja questionável. É o que analistas chamam de "AI slop". 🔎 O que é AI slop? É o nome dado à enxurrada de conteúdos de baixa qualidade feitos com IA. São textos, imagens, vídeos e músicas publicados em massa nas redes, muitas vezes sem sentido ou com pouco valor para quem consome, mas criados para atrair visualizações e gerar dinheiro para seus criadores. Plataformas estão mais 'dedo-duro' "Parece lixo de IA" Reprodução/LinkedIn Recentemente, o LinkedIn passou a exibir um botão para denunciar postagens feitas com IA. Em português, ele se chama... "Parece lixo de IA". "Estamos desenvolvendo uma série de classificadores novos e aprimorados que identificam se uma postagem é lixo de IA. Isso vai reduzir a quantidade de conteúdo de IA que você pode ver nas recomendações e fora da sua rede", defendeu o diretor de produto da empresa, Hari Srinivasan, em um post. A plataforma de newsletters Substack anunciou uma ferramenta que estima, em porcentagem, quanto de um texto foi escrito por IA. O leitor pode ver se o conteúdo foi produzido 100% por pessoas, se recebeu ajuda da tecnologia ou se foi totalmente gerado por ela. A novidade faz parte de uma parceria da empresa com o Pangram, software de identificação de textos produzidos por IA. O Claude, IA rival do ChatGPT, também gerou polêmica ao anunciar que passaria a identificar textos e imagens criados com sua tecnologia para se adequar ao AI Act, lei da União Europeia que estabelece regras para conteúdos feitos com inteligência artificial. Até o Snapchat disse, no fim de julho, que deixará de recomendar publicações totalmente geradas por IA. A nova regra vale para o Spotlight, um feed semelhante ao TikTok onde usuários publicam vídeos curtos e verticais. "Não se trata de rejeitar IA", afirmou o Snapchat. "Sabemos que ela desempenha uma parte importante do processo criativo e acreditamos que ela pode desbloquear novas formas incríveis de expressão. Portanto, conteúdos que foram aprimorados ou editados com IA do Snapchat continuarão elegíveis para recomendação e incluirão indicadores de transparência", completou. Em maio, o Google também anunciou que mais empresas adotariam o SynthID, tecnologia da companhia que ajuda a identificar imagens e vídeos criados por IA. Entre as parceiras estão a OpenAI, dona do ChatGPT, além da Kakao e da ElevenLabs. Segundo a empresa, todas vão incorporar o SynthID a seus produtos. YouTube exibe informações sobre vídeos criados com IA. Reprodução/YouTube O YouTube, que vinha ampliando o uso de IA entre seus criadores, agora está mais cauteloso. A plataforma decidiu retirar a monetização de vídeos genéricos, com histórias repetitivas de IA e que não se diferenciam de outros conteúdos já publicados pelo mesmo canal, segundo o portal de tecnologia Mashable. Para o YouTube, os vídeos precisam trazer histórias diferentes, explicações e ensinamentos que realmente agreguem ao público. A mudança faz parte de uma estratégia para combater a produção em massa de conteúdos de baixa qualidade. Além desses casos, TikTok e Instagram já permitem que os usuários identifiquem, em suas próprias publicações, quando elas foram feitas com o auxílio de IA. O que está por trás dessas mudanças Rótulo de IA da Meta. Divulgação/Meta No dia 2 de agosto, entrou em vigor uma nova regra da União Europeia: o artigo 50 do AI Act (Regulamento de Inteligência Artificial da União Europeia), que determina que conteúdos gerados ou manipulados por IA sejam identificados de forma clara. A mudança ajuda a explicar por que tantas plataformas anunciaram novidades relacionadas à identificação de conteúdo gerado por IA nos últimos meses, analisa Edney Souza, professor da educação continuada da ESPM e especialista em tecnologia e inovação. "Toda plataforma grande que atende usuários europeus tinha esse prazo pela frente. A onda de anúncios entre maio e julho deste ano, como o rótulo da Meta em maio e o do LinkedIn em julho, acontece perto demais dessa data para ser coincidência de calendário de produto", afirma. Para o especialista, as big techs estão olhando para a ética, mas, principalmente, para os impactos financeiros de não deixarem claro o que é real e o que foi gerado artificialmente em seus serviços. "As plataformas entendem que, quando o feed enche de conteúdo genérico, a assinatura paga pelo usuário perde valor. Além disso, conteúdos feitos com IA e não identificados aumentam os riscos jurídicos, regulatórios e de reputação para elas", diz. Google anunciou IA no Google Earth. Divulgação/Google Essas empresas também estão preocupadas com a reputação de suas marcas. Quanto mais conteúdo ruim circula, maior é a impressão de que essas ferramentas só produzem publicações falsas, afirma Elizabeth Saad. Um episódio recente ajuda a ilustrar esses riscos. O Google lançou uma ferramenta de IA capaz de criar imagens falsas a partir de registros reais de satélite do Google Earth, serviço que permite visualizar imagens da Terra. A empresa voltou atrás e retirou o recurso após identificar que usuários estavam criando imagens de desinformação, como cenas falsas de guerras em locais reais. "Estamos revertendo esse recurso no Earth enquanto trabalhamos na implementação de proteções mais fortes", disse a empresa em comunicado. Tendência não deve terminar aqui Para a professora Elizabeth Saad, as pessoas aprendem a usar as novas ferramentas de IA com uma rapidez impressionante, o que acelera o ciclo de produção e consumo de conteúdos gerados pela tecnologia. Como ainda não há uma regulamentação ampla para essas ferramentas, muitas empresas já estão se antecipando a possíveis problemas legais e questionamentos, afirma. Mas a tendência é que esse movimento continue. Para o professor Edney Souza, a disputa entre quem cria modelos de IA e quem desenvolve ferramentas para identificá-los está longe de acabar. "Tem uma corrida escondida nisso também. Cada geração nova de detector esbarra numa geração nova de modelo melhor em escapar dele. Então, essa infraestrutura de rotulagem vai continuar mudando por um bom tempo e não deve se estabilizar em um padrão único tão cedo", diz. Elizabeth concorda. Segundo ela, o desenvolvimento de ferramentas para identificar conteúdos gerados por IA é contínuo e deve acompanhar a evolução dos próprios modelos. Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo
28/08/2026 07:01:33 +00:00
Acordo com a Meta nos EUA abre frente em luta global contra danos gerados por redes sociais

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A decisão da Meta de restringir o uso das redes sociais por adolescentes nos EUA mostra que as empresas têm ferramentas para proteger melhor os jovens na internet, afirmaram autoridades australianas nesta quinta-feira (27). A declaração ocorre enquanto o país enfrenta dificuldades para aplicar restrições semelhantes em seu próprio território. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo de até US$18 bilhões da Meta com quase todos os estados dos EUA em relação aos danos causados pelas redes sociais aos adolescentes abriu uma nova frente na luta global dos governos para proteger as crianças e coibir o vício em plataformas como Facebook e Instagram. Governos em todo o mundo estão tentando restringir o acesso de crianças a conteúdos online prejudiciais. A primeira proibição mundial do uso de redes sociais por menores de 16 anos aconteceu na Austrália, no final do ano passado. Agora no g1 A ministra australiana das Comunicações, Anika Wells, afirmou à Reuters que as empresas de redes sociais “têm à sua disposição as ferramentas para proteger os jovens contra seus recursos viciantes, mas optaram por não utilizá-las”. Além da multa, a Meta concordou em limitar o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes por meio de um acordo com quase todos os estados norte-americanos. A empresa é acusada de ter desenvolvido as plataformas de forma a estimular o uso compulsivo por crianças. A Meta negou qualquer irregularidade ao concordar com o acordo. O acordo traz mudanças radicais nas plataformas Facebook e Instagram nos EUA, incluindo a imposição de um limite padrão de duas horas dos aplicativos para usuários menores de 18 anos. Na Coreia do Sul, o órgão regulador da mídia afirmou que algumas das medidas da Meta deveriam ser aplicadas a jovens usuários em todo o mundo, e não apenas em mercados específicos. A Malásia, que proíbe menores de 16 anos de criarem contas em plataformas de mídia social, também acolheu a decisão como um sinal de que as plataformas devem ser responsabilizadas pelo que ocorre nelas. A Comissão Europeia afirmou que aguarda que a Meta apresente mudanças para limitar os designs que geram dependência em suas redes sociais. No início deste ano, o órgão já havia divulgado conclusões preliminares, indicando que a Meta violou a Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). Em julho, a Comissão Europeia afirmou que o Facebook e o Instagram deveriam desativar a reprodução automática e a rolagem infinita por padrão, introduzir intervalos no tempo de uso e alterar os sistemas de recomendação para reduzir os incentivos que mantêm os usuários engajados — medidas que vão além do acordo nos EUA. Em abril, a Comissão afirmou que a Meta não havia impedido que crianças menores de 13 anos abrissem ou mantivessem contas. O acordo nos EUA pode tornar mais difícil para a Meta argumentar que medidas mais rigorosas de verificação de idade são impraticáveis. “Fomos muito claros. Esperamos uma gestão adequada do tempo de uso e um controle parental adequado nessas plataformas”, disse o porta-voz Thomas Regnier. Leia também: Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo Questões de aplicação A aplicação das restrições na Austrália, no entanto, tem sido irregular até o momento. As primeiras evidências sugerem que a lei tem sido prejudicada por sistemas fracos de verificação de idade. Vários estudos, inclusive do órgão australiano regulador da internet, mostram que 80% dos menores ainda estavam nas redes sociais meses após a proibição entrar em vigor, em dezembro. Isso levou os parlamentares a dobrar a multa máxima e aumentar os poderes regulatórios. Na Ásia, países como China, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Indonésia e Filipinas também buscam uma supervisão mais rigorosa das redes sociais, bem como medidas restritivas, incluindo o bloqueio de supostos golpes e, em particular, a proteção das crianças. O secretário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicações das Filipinas, Henry Aguda, disse esperar que o acordo com a Meta ajude nas negociações com a empresa para discutir questões como abuso e exploração sexual de crianças online e golpes financeiros direcionados a filipinos. O escritório de advocacia australiano especializado em ações coletivas Shine Lawyers informou que está em negociações com Mark Lanier, advogado que atuou na ação movida na Califórnia contra a Meta, sobre uma possível ação semelhante. “Há anos, as famílias vêm perguntando se já foi feito o suficiente para proteger as crianças dos recursos das plataformas projetados para maximizar o engajamento”, disse Craig Allsopp, chefe de ações coletivas da Shine Lawyers. “Estamos agora analisando se questões jurídicas semelhantes se apresentam na Austrália, inclusive se crianças e famílias australianas podem ter reivindicações relacionadas ao design, à operação e à promoção de plataformas de mídia social. Se famílias australianas foram afetadas, elas merecem respostas”, disse. Saiba também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
28/08/2026 06:00:39 +00:00
Mais data centers, mais energia: por que a expansão da IA abre disputa sobre a conta de luz
A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
28/08/2026 06:00:31 +00:00
Equilíbrio fiscal: onde está o desafio e o que fazer para superá-lo? - O Assunto #1793

Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir. Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Peso da caneta do presidente é ‘bem menor’ que 20 anos atrás O que você precisa saber: Contas públicas têm déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho; ao incluir juros, rombo soma R$ 1,3 trilhão em doze meses; Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros; VÍDEO: Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo'; Arrecadação federal soma R$ 289 bilhões em julho, novo recorde para o mês; Mercado financeiro baixa projeção de crescimento da economia em 2026 para 1,95%; VÍDEO: Sem propostas econômicas nas campanhas, mercado financeiro piora previsões para o PIB; Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com IPCA-15, dívida pública e dados dos EUA; Ibovespa avança. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Ministério da Fazenda Agência Brasil
28/08/2026 03:30:15 +00:00
Guerra no Oriente Médio completa seis meses com impacto no petróleo, alimentos e mercados

Prazo de 60 dias do Memorando de Entendimento para terminar guerra entre EUA e Irã se aproxima do fim com um impasse A guerra no Oriente Médio completa seis meses nesta sexta-feira (28), com efeitos que ultrapassaram as fronteiras da região e atingiram os mercados de energia, alimentos e investimentos em todo o mundo. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Desde então, as restrições à passagem de petróleo e outros produtos pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, provocaram forte impacto nos mercados de energia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Petróleo e combustíveis mais caros A guerra afetou a produção de petróleo nos países do Golfo e reduziu fortemente o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 120 por barril em abril. O impacto também chegou aos combustíveis produzidos a partir do petróleo, como diesel e querosene de aviação. O diesel sofreu uma pressão ainda maior sobre os preços. Além da redução das exportações do Golfo, ataques ucranianos a refinarias russas diminuíram a oferta de combustíveis no mercado internacional. O combustível de aviação também foi afetado no início do conflito. Depois, o aumento da produção e das exportações das refinarias dos Estados Unidos ajudou a aliviar parte das preocupações com o abastecimento. Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda por energia tende a aumentar, novos problemas no Estreito de Ormuz ou na infraestrutura energética russa podem voltar a pressionar os combustíveis e a inflação. Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bolsas resistem ao impacto da guerra Apesar do choque no setor de energia, as bolsas globais resistiram aos efeitos da guerra e continuaram avançando. O valor das empresas que fazem parte do índice mundial de ações da MSCI, que reúne mercados de 47 países, atingiu neste mês o recorde de US$ 105 trilhões. São quase US$ 7 trilhões a mais, uma alta de 9%, desde o início da guerra. Um dos principais fatores que sustentaram as bolsas foi o forte volume de investimentos em empresas ligadas à inteligência artificial. A valorização das empresas de tecnologia ajudou a compensar parte das perdas provocadas pela guerra em outros setores e regiões, especialmente nos mercados do Golfo. Premiê de Israel chama governantes do Irã de 'selvagens': 'Um acordo não pode ser alcançado' Dólar, ouro e títulos não foram refúgios tão seguros Em momentos de crise, investidores costumam procurar ativos considerados mais seguros, como dólar, ouro e títulos do governo americano, na tentativa de proteger o patrimônio das oscilações dos mercados. Desta vez, porém, esses investimentos não tiveram um comportamento uniforme. O dólar acumula alta de cerca de 1,4% em relação a um conjunto das principais moedas do mundo desde o início da guerra. Já os títulos do governo dos Estados Unidos acumularam perda de cerca de 3,5%, considerando tanto a variação de preço quanto os rendimentos pagos aos investidores. O desempenho foi pressionado principalmente pela alta da inflação e pelas expectativas para os juros americanos. O ouro também oscilou bastante. Caiu quase 25% entre o início da guerra e julho, mas subiu mais de 15% somente neste mês, em meio às preocupações com o dólar. Guerra aumenta pressão sobre alimentos e fertilizantes Os efeitos do conflito também chegaram à produção de alimentos. A redução dos embarques pelo Estreito de Ormuz afetou o comércio internacional de fertilizantes, produtos usados nas lavouras para fornecer nutrientes às plantas e aumentar a produtividade. O problema se somou aos efeitos do El Niño e às interrupções no transporte de grãos provocadas pela guerra na Ucrânia. A combinação desses fatores aumentou a pressão sobre os preços dos alimentos. Segundo a Reuters, os preços globais da alimentação atingiram em julho o maior nível em mais de três anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O JPMorgan estima que, mesmo sem considerar os efeitos da guerra, um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,7 ponto percentual à inflação global dos alimentos no momento de maior impacto. O impacto tende a ser maior em países da Ásia, América Latina e África, onde as famílias gastam uma parcela maior da renda com alimentação. Países do Golfo são os mais atingidos Os países produtores de petróleo e gás do Golfo estão entre os mais afetados economicamente pela guerra. As exportações da Arábia Saudita caíram 10% do primeiro para o segundo trimestre. No Catar, a Oxford Economics estima que a economia encolha quase 30% neste ano, em razão dos danos ao complexo de gás de Ras Laffan. As bolsas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos caíram cerca de 14%, enquanto o mercado global de ações avançou no período. O mercado imobiliário de Dubai também sofreu forte impacto. Segundo estimativa do JPMorgan, as vendas de imóveis caíram entre 70% e 80%.
28/08/2026 03:01:26 +00:00
Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes

União Europeia exige que Meta mude o 'design viciante' do Facebook e do Instagram O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta quinta-feira (27). Nascido em São Paulo, em 1982, Saverin se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg durante a graduação em economia na Universidade Harvard e se tornou um dos cofundadores do Facebook, em 2004. Hoje, aos 44 anos, vive em Singapura com a esposa e o filho. O brasileiro fala inglês e português fluentemente e tem nível intermediário de espanhol. No início da rede social, Saverin ficou responsável pela área de negócios e fez o investimento inicial que permitiu o funcionamento da empresa, segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich. A participação no Facebook deu origem à sua fortuna. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua fatia na companhia. Foto de Eduardo Saverin ao lado da esposa, Elaine Andriejanssen (à direita), e de Justin Trudeau (à esquerda), educador e ex-primeiro ministro do Canadá Divulgação/Linkedin A participação de Saverin, porém, acabou menor do que a dos demais fundadores. Ele e Zuckerberg romperam a parceria ainda nos primeiros anos da empresa, em meio a divergências sobre os rumos do negócio. A disputa foi parar na Justiça e inspirou parte da trama do filme A Rede Social (2010), no qual o brasileiro é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Como Saverin foi 'varrido' do Facebook Enquanto Saverin cuidava da área de negócios, Zuckerberg se concentrava no desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente. Com a expansão da empresa, surgiram divergências entre os dois sobre a condução do Facebook. Segundo reportagem publicada em 2012 pelo Business Insider, Zuckerberg pretendia transferir o registro da empresa para o estado americano de Delaware, conhecido por ter uma legislação mais favorável às empresas. Ele também demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia. Em uma mensagem enviada ao cofundador Dustin Moskovitz, Zuckerberg afirmou que Saverin havia falhado em suas principais responsabilidades: estruturar a empresa, captar recursos e desenvolver um modelo de negócios. Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma nova empresa em Delaware para assumir o controle do Facebook. Em poucos meses, a participação de Saverin foi diluída de 65% para menos de 10%. O caso foi parar nos tribunais. O Facebook questionou um documento que garantiria mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin ficou com cerca de 5% da empresa. Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook, o brasileiro renunciou à cidadania americana e passou a viver oficialmente em Singapura, onde mora até hoje. Eduardo Saverin à esquerda, segurando um peixe com Johan Attby, ao seu lado (no meio da foto), sócio da Norrsken Evolve. Divulgação/Linkedin A carreira depois do Facebook Depois de deixar a gestão do Facebook, Saverin passou a investir em empresas de tecnologia em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, ex-executivo da Bain Capital e do Boston Consulting Group (BCG). Atualmente, Saverin é cofundador e copresidente da empresa, que investe em companhias de tecnologia, saúde e clima em diferentes países. Segundo a Forbes, a gestora administra mais de US$ 7 bilhões (R$ 35,77 bilhões) e mantém escritórios em cidades como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha. Sob a liderança de Saverin, a B Capital ampliou sua atuação nos últimos anos. Em 2022, levantou US$ 250 milhões para investir em startups em estágio inicial. Em 2024, captou outros US$ 750 milhões para empresas mais consolidadas. Em 2026, a empresa anunciou um novo fundo de US$ 500 milhões (R$ 2,58 bilhões) voltado ao financiamento de novos negócios de tecnologia, ampliando sua presença no mercado de investimentos em inovação.
28/08/2026 03:00:16 +00:00
Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026; confira a lista

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, mantém pelo quarto ano consecutivo o posto de brasileiro mais rico. É o que aponta o ranking anual de bilionários da Forbes, divulgado nesta quinta-feira (27). Com fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões, Saverin ficou conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, a quem conheceu ainda na faculdade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nascido em São Paulo e residente em Singapura, Saverin apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. Ele segue como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook, e também atua no mercado de capital de risco, investindo em empresas com potencial de crescimento. ➡️ Formado em economia por Harvard, Saverin conheceu Mark Zuckerberg na universidade e ajudou a criar o Facebook em 2004. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, ele fez o investimento inicial que ajudou a viabilizar as operações da empresa. Na segunda posição está Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e a mulher mais rica do país. Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela acumula R$ 130,6 bilhões, segundo a Forbes — patrimônio ligado à sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020. Na terceira posição está Jorge Paulo Lemann, empresário e um dos principais acionistas da AB InBev e da 3G Capital. Segundo a Forbes, ele acumula R$ 103,5 bilhões — patrimônio construído principalmente a partir de investimentos no mercado financeiro e em grandes empresas. Na 14ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 255 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Juntos, eles acumulam uma fortuna de R$ 1,86 trilhão. Entre os bilionários listados, 57,25% ampliaram suas fortunas no último ano, enquanto 30,2% registraram queda. Apenas um manteve o mesmo patrimônio. A edição também traz cinco novos integrantes no grupo de bilionários. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões; Vicky Safra e família: R$ 130,6 bilhões; Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões; André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões; Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões; Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões; Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões; Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões; Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões. Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026 1. Eduardo Saverin: R$ 162,9 bilhões Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo Idade: 44 anos Onde mora: Singapura Empresa: Facebook Setor: Tecnologia Saverin nasceu em 1982, em São Paulo, e foi criado nos Estados Unidos. Formou-se em economia por Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook, em 2004. Sua fortuna vem principalmente da participação que manteve na empresa, que se valorizou nos anos seguintes. A relação com Zuckerberg, porém, se deteriorou após divergências sobre os rumos da companhia. O conflito chegou à Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012, Saverin também fez o investimento inicial que ajudou a colocar o Facebook em operação. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011. A fortuna ganhou novo impulso nos anos seguintes, com a valorização da Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Em 2024, a empresa também anunciou o pagamento de dividendos pela primeira vez, contribuindo para ampliar o patrimônio de Saverin. 2. Vicky Safra: R$ 130,6 bilhões Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Idade: 74 anos Onde mora: Suíça Empresa: Banco Safra Setor: Finanças Nascimento: Grécia; naturalizada brasileira Vicky Safra nasceu na Grécia e tinha 17 anos quando se casou com Joseph Safra, que viria a se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, onde os Safra atuavam no setor financeiro desde o século XIX. A história da família no Brasil começou em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, se mudou com a família para o país. A Safra Financeira foi fundada no Brasil em 1967. Após a compra de outras instituições financeiras, o Banco Safra se estabeleceu no país em 1972. Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph morreu em 2020, aos 82 anos. Entre os filhos, Jacob e David administram negócios do Safra no Brasil e no exterior. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. 3. Jorge Paulo Lemann: R$ 103,5 bilhões O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Idade: 86 anos Onde mora: Suíça Empresa: 3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém entre os mais ricos do Brasil, mesmo após perdas com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, que aplica recursos na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade e é filho de suíços que imigraram para o Brasil no início do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, formou-se em economia em Harvard. Lemann iniciou a carreira em bancos e financeiras e, em meados da década de 1960, tornou-se sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Depois, tornou-se sócio da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle. No início da década de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou um título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio passou a investir em uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a companhia comprou a SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons. 4. André Esteves: R$ 66,1 bilhões Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo REUTERS/Nacho Doce Idade: 58 anos Onde mora: Brasil Empresa: BTG Pactual Setor: Finanças O banqueiro André Esteves começou a carreira em 1989, no banco de investimentos Pactual. Quatro anos depois, tornou-se sócio da instituição. Em 2006, o Pactual foi vendido ao banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando o UBS Pactual. Esteves assumiu como CEO da instituição. Em 2008, deixou o UBS e fundou a BTG Investments. No ano seguinte, a BTG adquiriu o UBS Pactual, formando o BTG Pactual. O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, o BTG Pactual comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan após adquirir a participação que pertencia à CaixaPar, subsidiária da Caixa Econômica Federal. 5. Fernando Roberto Moreira Salles: R$ 50,3 bilhões Idade: 80 anos Onde mora: Brasil Empresa: Itaú Unibanco/CBMM Setor: Finanças/Mineração Fernando, filho mais velho do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, durante uma reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João e passou a deter 50% da E. Johnston, que possui cerca de 33% das ações do Itaú. 6. Pedro Moreira Salles: R$ 46,6 bilhões Pedro Moreira Salles Crédito: Divulgação Idade: 65 anos Onde mora: Brasil Empresa: Itaú Unibanco Setor: Finanças Pedro Moreira Salles nasceu no Rio de Janeiro e é filho de Walther Moreira Salles, banqueiro que fundou o Unibanco e também foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Formado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), seguiu a trajetória da família no setor financeiro e se tornou uma das principais figuras do Itaú Unibanco. Sua fortuna está ligada principalmente à participação no Itaú Unibanco e aos investimentos da família na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), uma das maiores produtoras de nióbio do mundo. Pedro também é copresidente da Cambuhy, empresa de investimentos criada em 2011, que reúne participações em empresas de diferentes segmentos. A trajetória no setor bancário ganhou um novo capítulo em 2008, quando o Unibanco se uniu ao Itaú, formando uma das maiores instituições financeiras da América Latina. 7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles: R$ 38,8 bilhões Idade: 30 anos Onde mora: Nova York Empresa: AB InBev/3G Capital Setor: Investimentos Max Van Hoegaerden Herrmann Telles é o filho mais novo do bilionário Marcel Herrmann Telles. Segundo a Forbes, ele está assumindo a participação do pai na AB InBev, maior cervejaria do mundo e controladora da Ambev. 8. Miguel Krigsner: R$ 35,7 bilhões Idade: 76 anos Onde mora: Brasil Empresa: Grupo Boticário Setor: Cosméticos Nascido na Bolívia, Miguel Krigsner fundou o Grupo Boticário, que se tornou uma das maiores empresas de cosméticos do Brasil. O grupo está presente em mais de 50 países, e Krigsner detém individualmente cerca de 80% do negócio. Seu cunhado, Artur Grynbaum, entrou na companhia como assistente financeiro e chegou à presidência do Grupo Boticário em 2008. Grynbaum possui aproximadamente 20% da empresa e, atualmente, atua como vice-presidente do conselho consultivo, enquanto Krigsner ocupa a presidência do colegiado. Em 1990, Krigsner criou a Fundação Grupo Boticário, voltada à proteção ambiental. A entidade recebe cerca de 1% do lucro líquido anual do grupo. 9. Carlos Alberto Sicupira: R$ 35,4 bilhões Brasil, São Paulo, SP, 11/11/2010. O empresário Beto Sicupira durante a noite de autógrafos da jornalista Patrícia Broggi, do livro "Falando de grana " um guia para pais", na Livraria da Vila do Itaim, zona sul da capital paulista. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Idade: 77 anos Onde mora: Suíça Empresa: 3G Capital Setor: Bebidas/Investimentos A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, na qual possui cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário também é um dos principais sócios da 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles. Filho de uma dona de casa e de um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com a venda de carros usados. Cursou administração de empresas na UFRJ e também fez especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo. 10. Ricardo Castellar de Faria: R$ 35,1 bilhões Empresário Ricardo Castellar de Faria, presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins/Divulgação Idade: 51 anos Onde mora: Brasil Empresa: Granja Faria/Global Eggs Setor: Produção de ovos Ricardo Faria é fundador e CEO da Global Eggs, grupo do qual faz parte a Granja Faria, e ficou conhecido no agronegócio como o "Rei do Ovo". Formado em engenharia agronômica, o empresário criou a companhia em 2018 e detém cerca de 82% do grupo. Antes de entrar no mercado de produção de ovos, Faria fundou, em 1997, uma empresa de lavanderia industrial voltada a hotéis e uniformes. Quase duas décadas depois, vendeu o negócio para o grupo francês Elis e passou a concentrar os investimentos na expansão da Granja Faria.
28/08/2026 02:32:46 +00:00
Mega-Sena 3050 acumula e prêmio vai a R$ 30 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.050 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 23,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 30 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 14 - 30 - 38 - 49 - 55 5 acertos: 26 apostas ganhadoras, R$ 55.536,51 4 acertos: 1.682 apostas ganhadoras, R$ 1.415,06 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3050 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
28/08/2026 00:02:26 +00:00
Meta é denunciada por suposta ação publicitária sobre Instagram em frente a escolas

Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução A Meta foi denunciada nesta quinta-feira (27) ao Ministério Público de São Paulo depois de realizar ações publicitárias em frente a escolas da capital paulista. O objetivo da campanha era promover recursos do Instagram voltados para crianças e adolescentes. A denúncia foi feita por três organizações: Instituto Alana, de proteção de crianças e adolescentes, CTRL+Z, que monitora a atuação de grandes empresas de tecnologia, e Plataforma 12, que se concentra nos direitos digitais de menores de 18 anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As entidades alegam que a campanha da Meta descumpriu o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusiva a propaganda que explora a deficiência de julgamento e experiência de crianças. A Meta afirmou que sua ação próximo a escolas não teve natureza comercial. "Essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis", afirmou a empresa, em nota. Agora no g1 Registros apresentados na denúncia apontaram que representantes da Meta instalaram estandes e realizaram dinâmicas perto de ensino fundamental e médio. O objetivo era divulgar a funcionalidade conhecida como "Contas de Adolescente". Segundo as organizações, os integrantes da campanha chegavam minutos antes do horário de saída dos alunos e distribuíram brindes sem consultar a direção das escolas ou pedir autorização dos pais ou responsáveis pelos jovens. As entidades pedem que o MP-SP analise as condutas da Meta e determine que a empresa preste esclarecimentos sobre a ação realizada nas escolas, bem como a interrupção da campanha e a aplicação de multa por violações aos direitos de crianças e adolescentes. A denúncia é protocolada um dia após a Meta fechar um acordo para pagar até US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar um processo que a acusava de incentivar a dependência de menores de idade em redes sociais. Leia a íntegra do comunicado da Meta: "Não é verdade a alegação de que a ação da Meta fora de escolas teve natureza comercial. Como parte de nosso compromisso com o ECA Digital, temos o dever de informar a sociedade sobre os recursos disponíveis em nossos aplicativos para proteger jovens no ambiente online. E essa ativação educativa foi parte de uma campanha mais ampla da Meta direcionada a adolescentes, pais e responsáveis. Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram." Campanha da Meta sobre recurso do Instagram para adolescentes Reprodução
27/08/2026 23:01:00 +00:00
Jatinho sai da pista e cancela voos no Santos Dumont: saiba os direitos dos passageiros

Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Um avião de pequeno porte saiu da pista na tarde desta quinta-feira (27) no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Até as 20h58, 15 chegadas foram alteradas para o Galeão e 66 partidas foram canceladas. Entre os afetados estão voos da ponte aérea. Quando um voo é cancelado ou atrasado, por qualquer motivo, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência aos passageiros. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Dependendo do caso, o cliente pode pedir reembolso ou ter direito a hospedagem, alimentação e acesso à internet, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O especialista em Direito Aeronáutico Felipe Bonsenso lembra que a lei exige apoio imediato, mesmo quando o atraso ou cancelamento não é culpa direta da empresa. "Todos os passageiros devem procurar imediatamente as companhias aéreas e também podem recorrer à Justiça em busca de indenizações, em caso de perdas de eventos ou reuniões, por exemplo", diz. Avião de pequeno porte sai da pista e Santos Dumont interrompe operações Reprodução/Youtube Aviation TV 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lugar no voo é garantido? Veja o que as companhias aéreas podem fazer (ou não) O que a empresa deve fazer em caso de atraso ou cancelamento? Segundo a resolução 400 da Anac, a companhia deve avisar o passageiro assim que souber do atraso ou cancelamento. Além disso, ela precisa adotar outras medidas: manter o passageiro informado, a cada 30 minutos, sobre a previsão de partida; oferecer assistência gratuita de acordo com o tempo de espera; garantir reacomodação, reembolso integral ou transporte alternativo, quando o atraso for maior que 4 horas ou em caso de cancelamento. A opção deve ser escolhida pelo passageiro. Em caso de atraso, a assistência varia conforme o tempo de espera: a partir de 1 hora: comunicação (internet, telefone ou outros meios); a partir de 2 horas: alimentação (voucher ou refeição); a partir de 4 horas: hospedagem (em caso de pernoite no aeroporto) e transporte. Se o voo for na cidade de residência do passageiro, a empresa pode oferecer apenas o transporte até a casa e de volta ao aeroporto. Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae) e seus acompanhantes têm direito a hospedagem em qualquer situação. Leia também: Companhia pode colocar passageiro em quarto com estranhos? Entenda as regras Veja as possíveis consequências para passageiros que brigam em voos Saguão do Santos Dumont fica cheio após interrupção de voos no aeroporto Isa Leite/GloboNews O que fazer se a empresa não cumprir? Se a companhia aérea não oferecer as assistências, isso é considerado um descumprimento do contrato de transporte aéreo, segundo a Anac. O passageiro deve primeiro procurar os canais de atendimento da empresa. Se não resolver, pode registrar reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, usada pelo governo federal. As queixas registradas nesse canal ajudam a Anac a identificar falhas e reforçar a fiscalização. E a indenização, como funciona? Caso o passageiro tenha prejuízos maiores, como a perda de uma entrevista de emprego ou de um casamento, pode pedir indenização além do reembolso. Para isso, deve acionar o Procon. Se ainda assim ele se sentir insatisfeito, o caminho pode ser a Justiça, que seria o último recurso. Além da resolução 400 da Anac, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também garante indenização por danos patrimoniais ou morais. Especialistas dizem que ele pode ser utilizado pelos passageiros que se sentirem prejudicados. “No caso de cancelamento de voo, o artigo 14 do CDC estabelece que o prestador de serviço responde pelos danos que causa ao consumidor”, diz o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro e do consumidor.
27/08/2026 21:07:20 +00:00
Meta só pagará o valor integral de multa se YouTube e TikTok também fecharem acordo nos EUA; entenda

Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, fechou um acordo para pagar US$ 18 bilhões (cerca de R$ 92,9 bilhões) a estados americanos para encerrar o processo que a acusa de incentivar a dependência de adolescentes das redes sociais. O valor, no entanto, só será pago integralmente se o TikTok e o YouTube também fecharem acordos. Segundo a Meta, o dinheiro deve ser usado para financiar atividades de segurança online para jovens e "outras prioridades estaduais". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pagamento será dividido em duas partes. A primeira, equivalente a 70% do valor (cerca de US$ 12,7 bilhões ou R$ 65,6 bilhões), será feita em parcelas ao longo de 10 anos. Os 30% restantes (cerca de US$5,3 bilhões ou R$ 27,4 bilhões) só serão liberados se duas condições forem cumpridas: implementação de restrições para adolescentes no YouTube e TikTok, sendo elas o limite diário de uma hora de uso, modo noturno e medidas de verificação de idade; YouTube e TikTok pagarem, cada um, um valor equivalente à parcela de 30%. A Meta exige que metade dos recursos restantes esteja vinculada ao pagamento do YouTube e a outra metade ao do TikTok. Além do pagamento, a Meta também concordou em adotar novas regras para usuários menores de 18 anos que usam Facebook e Instagram nos Estados Unidos. As medidas deverão ser mantidas por 10 anos. Veja abaixo quais são. Limite de tempo: adolescentes só poderão passar duas horas por dia no Facebook e no Instagram (o tempo de uso nas duas plataformas será somado). O limite só poderá ser desativado com autorização dos pais. Modo noturno: os aplicativos serão bloqueados entre meia-noite e 6 horas da manhã. Modo escolar: as notificações serão silenciadas por padrão entre 8 horas da manhã e 15 horas da tarde. Lembretes regulares: adolescentes receberão avisos a cada 15 minutos de uso contínuo do Facebook e do Instagram. Também haverá lembretes aos 60 e 90 minutos de uso. Controle do feed algorítmico: os usuários poderão optar por um feed sem personalização baseada no sistema de recomendações da Meta. Controle de reprodução automática: a função poderá ser desativada. Curtidas ocultas: adolescentes não verão, por padrão, o número de curtidas e reações nas publicações. Desativação de filtros de cirurgia plástica e maquiagem extrema. Verificação de idade: a Meta implementará medidas para identificar e remover crianças menores de 13 anos de suas plataformas. Restrições de conteúdo adequado à idade: a empresa usará feedback e classificações de filmes para garantir que o conteúdo seja apropriado para cada faixa etária e impedirá que adolescentes sigam ou interajam com contas inadequadas. Contato indesejado de estranhos: as contas serão definidas como privadas por padrão. Denúncias e proteção contínua contra conteúdo prejudicial: : a Meta oferecerá mecanismos simples para denunciar conteúdos inadequados para adolescentes. Fortalecimento dos controles parentais: a plataforma incentivará os pais a configurar ferramentas de supervisão. Fim dos processos O acordo encerra ações movidas por 29 estados americanos e põe fim a um julgamento federal considerado um dos principais testes, até agora, das acusações de que redes sociais prejudicam crianças e adolescentes, segundo a agência Reuters. O julgamento começou em 12 de agosto e reunia ações judiciais iniciadas em 2023. Ao aceitar o acordo, a empresa de Mark Zuckerberg não admitiu ter cometido irregularidades. O acordo também encerra processos movidos por Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., relacionados ao escândalo Cambridge Analytica. O caso envolveu a coleta de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook pela empresa de consultoria. Esses estados receberão US$ 459,3 milhões para encerrar os processos. Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta afirmou que os quatro estados buscavam multas de até US$ 1,4 trilhão. Os estados não divulgaram um valor específico, mas disseram, antes do início do julgamento, que a quantia estaria mais próxima de US$ 200 bilhões. Também pediam indenizações adicionais e mudanças nas plataformas da Meta, incluindo medidas para impedir que crianças criassem contas. Apesar do acordo, a Meta ainda enfrenta outras ações em tribunais federais e estaduais dos EUA, segundo a Reuters. Nessas ações, a empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para aumentar o tempo que crianças e adolescentes passam nas plataformas, provocando dependência e contribuindo para problemas de saúde mental. Leia também: Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT
27/08/2026 20:06:16 +00:00
Do Habib's às Casas Bahia, por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega que razão para a alta de recuperações judiciais seja somente as taxas de juros EPA-Shutterstock Habib's, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Grupo Toki (Tok&Stok e Mobly), Grupo CVLB (Casa & Vídeo e Le Biscuit), St. Marché. A lista de grandes empresas no Brasil que entraram com pedido de recuperação judicial ou extrajudicial só este ano é grande e deve aumentar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de 2026 — desse total, 21% são do varejo, 19,6% são da indústria de transformação e 17,5% são do agronegócio, os setores mais atingidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na recuperação judicial, pela qual passa a Americanas desde 2023, por exemplo, todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça; na recuperação extrajudicial, a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário. Ambas são alternativas para a empresa não entrar em falência, quando a Justiça constata que a companhia não consegue mais pagar suas dívidas e deve encerrar suas atividades, como aconteceu com a Oi na última terça-feira (25/8). Agora no g1 O papel do juros e de outros fatores O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o varejo é pressionado pela alta taxa de juros, uma vez que depende do crédito tanto para comprar dos fornecedores quanto para revender aos consumidores, mas negou uma crise generalizada. "Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", disse em entrevista à Globonews no último dia 21. Segundo ele, por se tratar de um período eleitoral, a oposição quer tratar o assunto como uma crise que atinge toda a economia. De acordo com especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, a atual onda de pedidos de recuperação empresarial, que atinge mais fortemente o setor de varejo, está calcada em três fatores principais: A alta prolongada da taxa básica de juros, hoje em 14% ao ano, que aumenta de maneira exponencial o passivo das empresas e diminui a oferta de crédito ao consumidor; Erros na gestão das empresas, que cortaram milhares de posições gerenciais na última década, a fim de reduzir custos e ganhar agilidade, mas concentraram poder nas mãos de poucos, o que torna decisões equivocadas fatais para os negócios; As mudanças no mundo do trabalho: menos gente deseja seguir carreira em uma companhia, diante de baixos salários e perspectivas, enquanto as empresas valorizam cada vez menos as "pratas da casa" e sofrem com apagões de mão de obra. "A causa deste fenômeno de recuperações judiciais e extrajudiciais tem uma composição híbrida e parece longe do fim", diz Fabian Salum, professor titular e pesquisador líder de estratégias competitivas da FDC, a Fundação Dom Cabral. "De um lado, estão fatores externos à companhia, como a dificuldade de acesso ao capital, os bancos restringindo cada vez mais as linhas de financiamento e de capital de giro, a alavancagem [peso dos empréstimos] que subiu muito no pós-pandemia, quando a Selic passou de 2% para 15%." Crise nas empresas tem sido usada por adversários de Lula para criticar a condução econômica do governo às vésperas das eleições, mas especialistas dizem que motivos são variados e não se limitam ao que acontece em Brasília EPA-Shutterstock Os erros de gestão, como expansão e cortes mal calculados Além disso, é preciso levar em conta o alto endividamento dos consumidores, com 39% da população inadimplente. "O recuo no consumo faz com que as empresas não alcancem metas. Com isso, elas reduzem investimentos, incluindo qualificação de pessoal", diz Salum, doutor em administração de empresas e conselheiro de companhias de médio e grande porte. "Diante da dificuldade de sustentar o ciclo financeiro da companhia, o que ela precisa? De gente com mais habilidade, competência e conhecimento no corpo gerencial para encontrar soluções. Mas a média gerência compõe justamente o segmento mais afetado." Esses profissionais são responsáveis por fazer a ponte entre o nível tático, a base da companhia (supervisores, coordenadores, analistas, operadores) e o estratégico, da diretoria. No entanto, deixam de ser treinados e se tornam dispensáveis ou, diante da falta de um plano de carreira, saem da empresa para se tornarem consultores, diz. Segundo Salum, o movimento de pressão sobre a média gerência é diferente do "downsizing" dos anos 90, quando diversos níveis hierárquicos foram cortados. "O que se vê hoje é um acúmulo de tarefas para quem fica no topo da hierarquia: um vice-presidente ou diretor de recursos humanos, por exemplo, também responde por ESG, inovação, segurança e medicina do trabalho; ou então é diretor administrativo, financeiro, de marketing e tecnologia. "Algumas dessas áreas podem até ser sinérgicas, mas requerem uma atenção especial, especialmente no momento em que as companhias precisam tomar decisões cada vez mais rápidas. É preciso gerente para liderar, não para supervisionar." Durante a pandemia de coronavírus, por exemplo, a maioria das empresas aumentou o investimento em tecnologia e criou ou expandiu as operações de comércio eletrônico. Os especialistas concordam que era uma medida necessária, mas foi tomada de forma afoita e sem levar em conta que a Selic poderia subir. "As empresas em dificuldade hoje ainda se ressentem de decisões tomadas entre 2020 e 2021, um período de muita incerteza", diz Isabella Vasconcellos, professora do curso de administração da ESPM, a Escola Superior de Propaganda e Marketing. Houve gente que investiu demais ou que cortou muito também. Entre 2020 e 2025, o Brasil eliminou 322 mil vagas de gerência e diretoria, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), acrescenta Vasconcellos. O saldo de contratações para esses cargos ficou negativo em 112 mil postos. Nos casos de recuperações empresariais, os cortes e ajustes devem ser muito bem pensados para não desmontar a capacidade da companhia de se reerguer. "É preciso tomar cuidado para não perder gente qualificada", afirma André Pimentel, sócio da consultoria Performa Partners. O varejo é uma área que demanda muito do profissional e é mais difícil encontrar gestores bem preparados neste meio, diz. "Os melhores executivos partem para outros setores, porque não querem trabalhar sete dias por semana". Decisões envolvendo a expansão dos negócios são sempre muito críticas em momentos de instabilidade como os dos últimos anos, que envolvem não só fatores macroeconômicos, como geopolíticos. "As empresas buscam um ritmo de crescimento incompatível com a sua geração de caixa, perseguem uma realidade que não existe. E na ânsia de apresentar resultados para acionistas e investidores, vão buscar capital a um custo muito alto", diz ele. "Não só os CEOS têm se aventurado em planos de crescimento exagerado, como os próprios conselhos de administração vêm sendo pouco cuidadosos na hora de aprovar os planos". Na Casas Bahia, por exemplo, diz, eram mais de 1.000 lojas espalhadas pelo Brasil. Com a recuperação judicial, foram fechadas 298 e demitidos 1.900 funcionários - mas a Justiça determinou a reintegração provisória das equipes."Talvez a empresa até precisasse fechar mais lojas", afirma Pimentel. "Muitos desses pontos já deviam ter sido encerrados ou, em última análise, nem deveriam ter sido abertos, porque não se sustentam. Mas o que temos visto são menos varejistas preocupadas com a rentabilidade do negócio e mais em demonstrar desempenho, se aventurando em um crescimento acelerado". Isso porque existe um conflito de interesses por parte dos próprios executivos, que recebem bônus por atingirem metas de expansão. A maioria das empresas, no entanto, deveria reduzir de tamanho para retomar a rentabilidade, diz Pimentel. "Existe também a pressão dos investidores, que temem ver o valor das suas ações depreciado caso haja um movimento de enxugamento das lojas". Mas com o avanço do comércio eletrônico e das novas tecnologias, diz, é isso que a maioria deveria fazer. Para a psicóloga Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional e sócia da consultoria BTA Associados, a tecnologia tem gerado mais incertezas do que soluções no mundo corporativo e feito com que muitos gestores promovam cortes mal calculados. "É mais fácil para as empresas cortar pessoal se os resultados não vêm, do que projetar a expansão de modo racional", afirma. "Eliminar de 10% a 20% da mão de obra, como vimos nas crises recentes, é um erro gigante, sobrecarrega quem fica e compromete a qualidade." Vasconcellos diz que o corte de pessoal qualificado compromete o futuro das empresas, em um momento extremamente delicado para os negócios. "A estrutura de capital das companhias vai continuar comprometida, com a previsão de juros em dois dígitos pelo menos até o final de 2028. Mesmo quando as empresas vendem mais e aumentam a receita, a despesa financeira [custos da dívida] cresce e consome o caixa. E se as vendas desaceleram, como estamos vendo agora, a situação se agrava", afirma a doutora em negócios, que não enxerga uma solução no curto prazo. Felipe Tanus, diretor de crédito da Allianz Trade Brasil, diz que qualquer taxa de juros acima de dois dígitos eleva o risco de insolvência das empresas. Mas a má gestão é igualmente preocupante. "Assistimos a casos de fraude, como a da Americanas, ou de uma expansão mal calculada, como a da Raízen, o que chama a atenção para a necessidade de boa governança", diz o executivo, que concede seguro de crédito a empresas. Lojas Americanas está em recuperação judicial desde 2023. Reuters via BBC Neste modelo de negócio, o fornecedor de uma varejista em recuperação judicial, por exemplo, cliente da Allianz Trade Brasil, recebe entre 90% e 95% do total em até 30 dias após o deferimento do pedido pela Justiça. Embora as vendas da companhia tenham crescido 6% no primeiro semestre deste ano, o aumento dos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial causam reflexos para todo o mercado: o limite de crédito cai e fica mais caro, diz. Armando Castelar, pesquisador associado do FGV IBRE, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, reforça que a conjuntura econômica afeta não só as empresas, mas as famílias. "Vemos trabalhadores cujo salário está sendo engolido por empréstimos consignados", diz Castelar, doutor em economia. Segundo ele, é um cenário que pode levar a mais pedidos de recuperação judicial, o que aumenta a pressão sobre o Banco Central para reduzir a taxa de juros.
27/08/2026 19:32:15 +00:00
Contas do governo registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho

As contas do governo federal registraram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27). O acumulado do ano é de déficit. (Veja mais detalhes) 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️ Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi registrado déficit de R$ 59,1 bilhões, em valores nominais. ➡️ Esse também foi melhor resultado para meses de julho desde 2022. Receitas e despesas Segundo o governo, as despesas totais em julho, no montante de R$ 215,5 bilhões, tiveram uma diminuição real de R$ 56,4 bilhões em relação ao mesmo mês do ano passado, em que foi registrado R$ 271,8 bilhões, puxados por: Sentenças judiciais e precatórios (custeio e capital), redução de R$ 37,1 bilhões; Créditos extraordinários, aumento de R$ 4,2 bilhões; Benefícios previdenciários, redução de R$ 18,1 bilhões; Pessoal e encargos sociais, redução de R$ 4,2 bilhões. Já as receitas líquidas registraram alta real de 7,7% em julho deste ano, para R$ 226,3 bilhões. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 81,3 bilhões, com alta real de 12,4%. Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 70,3 bilhões. 📈 Nos sete primeiros meses de 2026, houve um aumento real na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,5 trilhão, sem correção. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,5 trilhão entre janeiro e julho deste ano, com uma alta real de 10,9% no período, em valores nominais. Ministério da Fazenda Agência Brasil
27/08/2026 19:15:34 +00:00
Justiça do DF suspende imposto de exportação de 12% sobre petróleo; arrecadação já chega a R$ 7,9 bilhões

A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, provisoriamente, nesta quinta-feira (27) a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. 🔎Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, utilizadas na produção de combustíveis e derivados de petróleo. A decisão de suspensão é do juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, e atende a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar determina que a Receita Federal se abstenha de exigir o imposto das empresas representadas pela associação. Agora no g1 A cobrança havia sido estabelecida pela Resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) nº 938/2026, publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias. 🔎O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo e decisório da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o órgão responsável por formular, implementar e monitorar a política de comércio exterior e a política tarifária brasileira. A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões de acordo com a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução renovou uma cobrança criada pela Medida Provisória 1.340/2026, que perdeu eficácia no mesmo dia por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional. Para ele, a manutenção da alíquota por meio de uma resolução do Gecex pode representar uma tentativa de contornar o processo legislativo. "Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo", disse. O juiz também apontou questionamentos sobre a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto pode não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo. A decisão, no entanto, é liminar e ainda haverá julgamento definitivo do processo. Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea
27/08/2026 18:58:37 +00:00
Gestão Trump negocia com governo interino da Venezuela para assumir parte das reservas de petróleo do país, diz site

Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao Andres Martinez Casares/Reuters A gestão Trump está conversando com o governo interino da Venezuela para assumir uma participação acionária nas enormes reservas de petróleo do país, segundo o site americano Axios. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O site diz ter ouvido dois altos funcionários da Casa Branca. A Venezuela possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento. Agora no g1 Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA. Marco Rubio Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026. Kevin Lamarque/Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas. O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos. Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.
27/08/2026 17:13:41 +00:00
Brasil assina acordo para ampliar comércio com a Índia enquanto aguarda retomada de negociação para reduzir tarifaço dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação da Indústria Indiana assinaram nesta quinta-feira (27) um memorando de entendimento para aproximar os setores produtivos do Brasil e da Índia. A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal de intensificar a diversificação de parceiros comerciais para diminuir os impactos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Paralelamente à abertura de novos mercados, o governo prepara a retomada do diálogo com a gestão de Donald Trump. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reunirá virtualmente na próxima segunda-feira (31) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro contará também com a participação do chanceler Mauro Vieira. A reabertura das conversas ocorre após um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano. Segundo Márcio Elias Rosa, a ligação foi decisiva para destravar a mesa de negociação sem que o Brasil precisasse fazer concessões prévias unilaterais. Estrutura de cooperação Brasil e EUA retomam negociações sobre 'tarifaço' na próxima segunda-feira O Memorando de Entendimento firmado nesta quinta-feira (27) entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas estabelece uma estrutura de cooperação para ampliar as relações comerciais e de investimentos entre Brasil e Índia. O acordo prevê o intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, o compartilhamento de boas práticas, a promoção de feiras e o incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs). O memorando não tem caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações para as partes. A proposta é aproximar empresas brasileiras e indianas e facilitar novos negócios. O documento também prevê uma base institucional para o desenvolvimento de projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios entre os dois países. “O governo do presidente Lula definiu claramente como uma diretriz obrigatória a diversificação de mercado. O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disso. A necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa. De acordo com o ministro, a diretriz estabelecida pelo Palácio do Planalto é ampliar as rotas de exportação nacional. Nos últimos anos, segundo ele, a relação comercial com a Índia registrou alta de 82%. Entre os pontos destacados no diálogo bilateral com o país asiático, está a expansão do atual acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia — hoje restrito a 450 linhas de produtos Segundo Márcio Elias Rosa, há interesse dos dois países em setores como a indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos. O Brasil também busca parcerias para exploração de minerais críticos, que devem levar em consideração o desenvolvimento de tecnologia nacional. "O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro", ressaltou Rosa. Diálogo com os EUA Para a reunião virtual da próxima segunda-feira com autoridades norte-americanas, o Márcio Elias Rosa disse que podem ser abordadas listas de exceções tarifárias. A possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade também estará na pauta de discussão, segundo o ministro. O ministro enfatizou que o país manterá a postura de defesa dos interesses locais, mantendo o apoio a empresas afetadas por meio de medidas emergenciais, como o programa Brasil Soberano. "Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional", pontuou Márcio Elias Rosa. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC
27/08/2026 16:48:40 +00:00
OpenAI abre operação no Brasil após país se tornar 3º maior mercado do ChatGPT

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (27) o lançamento de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. A decisão ocorre após o país se tornar o terceiro maior mercado do ChatGPT no mundo. Segundo a empresa, o número de usuários brasileiros do chatbot quase dobrou no último ano. A OpenAI não informou quantas pessoas usam a ferramenta no país, mas afirmou que os brasileiros enviam 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Esse é um compromisso de longo prazo: trabalhar lado a lado com o ecossistema brasileiro para garantir que a IA gere valor econômico e social significativo em todo o país. Estou muito entusiasmado com o que podemos construir juntos no Brasil", escreveu Sam Altman, CEO da OpenAI, em nota. Brasil é um dos queridinhos da big tech Em número de desenvolvedores que usam a API da OpenAI, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo. O país também é o maior mercado do Codex na América Latina. Desde o início de 2026, o número de usuários semanais do Codex no Brasil cresceu mais de 11 vezes, enquanto as interações diárias aumentaram quase 30 vezes. Além disso, o país também lidera mundialmente na taxa de uso de imagens no ChatGPT, de acordo com a companhia. O país ainda está entre os cinco maiores mercados para os recursos de voz e ditado. Segundo a OpenAI, o número de usuários semanais de voz no Brasil dobrou no último ano. Como parte da expansão, a empresa anunciou uma parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para oferecer contas a estudantes e créditos para o uso de recursos de suas ferramentas de programação. Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar A OpenAI também informou que está desenvolvendo, em parceria com a startup brasileira Enter, um programa voltado a advogados. A iniciativa prevê treinamentos que utilizarão o ChatGPT. Além disso, a empresa assinou um memorando de entendimento com a Prodam, empresa de processamento de dados da cidade de São Paulo, para disponibilizar ferramentas de inteligência artificial. *Com informações da Reuters
27/08/2026 15:27:32 +00:00
Honda Prelude volta ao Brasil após 25 anos por R$ 380 mil; Senna já foi garoto-propaganda do esportivo

Honda lança Prelude no Brasil Divulgação / Honda O Honda Prelude foi apresentado nesta quinta-feira (27) no Festival Interlagos 2026. As vendas começam hoje, por R$ 380 mil. O cupê volta ao mercado brasileiro após 25 anos. Na década de 1990, o modelo teve Ayrton Senna como garoto-propaganda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A sexta geração do Prelude tem um sistema híbrido que combina dois motores elétricos com um motor 2.0 a gasolina. O propulsor a combustão utiliza ciclo Atkinson e injeção direta, tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de combustível. O conjunto entrega 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque. O modelo também utiliza componentes do chassi do esportivo Civic Type R. Entre eles estão a suspensão independente nas quatro rodas, com sistema multilink na traseira e duplo eixo na dianteira, além de amortecedores adaptativos, que ajustam seu funcionamento de acordo com as condições de condução. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Equipamentos O Prelude será vendido em versão única. Entre os equipamentos estão rodas de 19 polegadas com pneus 235/40 R19, pedaleiras esportivas, painel digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 9 polegadas com Google Assistente, Apple CarPlay e Android Auto. O modelo também traz carregador de celular por indução, sistema de som Bose com oito alto-falantes, alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro. A carroceria tem configuração cupê 2+2, com dois bancos dianteiros e dois lugares atrás. O banco traseiro é rebatível. Na frente, os bancos são esportivos, revestidos de couro claro e têm apoios de cabeça integrados e ajustes de posição. Na prática, os bancos traseiros são mais adequados para trajetos curtíssimos e não oferecem conforto para quem tem mais de 1,80 m. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos Divulgação / Honda Segurança O Prelude vem equipado com o Honda SENSING, pacote de tecnologias que auxiliam o motorista durante a condução. Entre os recursos estão: Frenagem automática para reduzir o risco ou a gravidade de colisões; Correção de saída involuntária da pista; Assistentes de permanência e centralização em faixa; Ajuste automático dos faróis; Controle de cruzeiro adaptativo, que ajusta a velocidade para manter distância do veículo à frente. O carro também tem discos de freio dianteiros de 350 mm e pinças de quatro pistões Brembo. As pinças são pintadas de azul em referência ao sistema híbrido. Produzido no Japão, o Prelude tem carroceria baixa e larga. O desenho inclui teto com duas elevações, para-lamas alargados e elementos aerodinâmicos na dianteira e na tampa do porta-malas. O modelo será oferecido no Brasil nas cores Crystal Black Pearl, Rallye Red e Moonlit White Pearl. Cabine do novo Honda Prelude Divulgação / Honda A garantia do veículo é de seis anos, sem limite de quilometragem. Para a bateria e os motores do sistema elétrico, a cobertura é de oito anos ou 160 mil quilômetros. A pré-venda começa em 27 de agosto e segue até o fim de setembro. Os 50 compradores terão benefícios como capa de proteção, porcas antifurto, tapetes, condições especiais de pagamento e seguro, miniatura do Prelude, proteção para a pintura e experiências de direção promovidas pela Honda. Propaganda do Honda Prelude no Japão em 1991 com Ayrton Senna reprodução/redes sociais Prelude em Interlagos Uma das principais novidades é o sistema S+ Shift. Acionado por um botão no console central, ele simula o funcionamento de um câmbio com trocas de marcha, embora o sistema híbrido não faça essas trocas da maneira convencional. Para criar o efeito, o carro controla eletronicamente o funcionamento dos motores elétrico e a combustão. O sistema também simula reduções de marcha e até o efeito do punta-tacco, técnica usada em carros esportivos para ajustar a rotação do motor durante uma redução. O S+ Shift funciona com os quatro modos de condução: Comfort, GT, Sport e Individual. Os modos alteram características como a resposta do motor, o peso da direção, a rigidez dos amortecedores, o som reproduzido na cabine, as informações do painel e o funcionamento do controle de cruzeiro adaptativo. Galerias Relacionadas O g1 testou o Honda Prelude no Autódromo de Interlagos, palco de algumas das principais conquistas de Ayrton Senna, que também foi garoto-propaganda do modelo. O primeiro ponto é que o Prelude não tem a mesma proposta do Civic Type R. Com câmbio manual e foco maior no desempenho, o Type R foi desenvolvido para buscar tempos rápidos em autódromos. O Prelude tenta combinar esportividade com conforto para o uso cotidiano. Nos primeiros quilômetros, com o modo Comfort selecionado, o Prelude mostrou uma condução confortável para duas pessoas. O sistema híbrido também tem como proposta reduzir o consumo de combustível. Honda lança no Brasil o novo Prelude Divulgação / Honda O conjunto formado pelo motor 2.0 a combustão e pelo sistema híbrido é o mesmo utilizado no Honda Civic. O g1 já testou o modelo no Brasil e também mostrou por que ele desapareceu das lojas e das ruas. Por dentro, a cabine segue o padrão de outros modelos da Honda. O quadro de instrumentos apresenta as informações de forma clara, com visual predominantemente em preto e branco. O couro claro com costuras azuis é um dos elementos que mais chamam atenção. No modo Sport, o comportamento fica mais esportivo. O som do motor a combustão é reforçado artificialmente pelo sistema de áudio Bose, criando na cabine a sensação de um escapamento mais ruidoso. Honda Prelude no Autódromo de Interlagos A suspensão e a direção também funcionaram bem no circuito. Os componentes derivados do Civic Type R ajudam o Prelude a entrar e sair das curvas com facilidade e a manter a carroceria bem apoiada no asfalto. Durante o teste, o conjunto de suspensão e chassi passou a impressão de que poderia lidar com mais potência sem comprometer o equilíbrio nas curvas. Com a função S+ Shift, a experiência muda. O sistema cria artificialmente a sensação de trocas e reduções de marcha, mesmo em um conjunto híbrido no qual o motor elétrico tem papel central na movimentação do carro. O efeito lembra o funcionamento de um câmbio esportivo nas acelerações e retomadas. Na pista, a simulação é convincente. As mudanças no som e na resposta do carro dão a sensação de que um câmbio está realizando trocas de marcha, embora o funcionamento real do sistema seja diferente. A conclusão é que o Prelude pode encontrar seu público no Brasil. E a Honda poderá ampliar a oferta dependendo da procura pelo modelo. Entre os potenciais compradores estão consumidores atraídos pelo visual e pela história do Prelude, especialmente aqueles que acompanharam o modelo nas décadas de 1980 e 1990. Cerca de 25 anos depois, esse público volta a ter a opção de comprar um Prelude no Brasil, agora com uma proposta que combina esportividade e conforto para o uso cotidiano. Honda Prelude Preço: R$ 380 mil; Comprimento: 4,52 m; Largura: 1,88 m; Altura: 1,35 m; Entre-eixos: 2,60 m; Porta-malas: 264 litros; Peso: 1.469 kg; Rodas: 19 polegadas; Pneus: 235/40 R19; Suspensão dianteira: independente McPherson; Suspensão traseira: independente multilink; Freios dianteiros: discos ventilados; Freios traseiros: discos; Direção: elétrica; Tipo de híbrido: convencional, sem recarga externa; Motor a combustão: 2.0 DI DOHC 16V; Combustível: gasolina; Potência do motor a combustão: 143 cv a 6.000 rpm; Torque do motor a combustão: 19,1 kgfm a 4.500 rpm; Potência do motor elétrico: 184 cv; Torque do motor elétrico: 32,1 kgfm; Potência combinada: 203 cv; Transmissão: e-CVT; Tração: dianteira; Consumo urbano: 17,9 km/l; Consumo rodoviário: 15,7 km/l; Tanque de combustível: 40 litros.
27/08/2026 14:32:40 +00:00
Vitória lidera ranking de cidades mais competitivas do país pela primeira vez; veja municípios do top 10

Cidade de Vitória, capital do Espírito Santo Felipe Mota A cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, assumiu pela primeira vez o topo do Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP) divulgado nesta quinta-feira (27). A seleção avaliou 423 municípios com mais de 80 mil habitantes e mostrou quais cidades estão mais preparadas para oferecer boas condições de vida, serviços públicos eficientes e um ambiente favorável para moradores e empresas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em 2026, Vitória desbancou a sequência de três anos de Florianópolis, Santa Catarina, no primeiro lugar. A capixaba também alcançou o topo da seleção entre as capitais. No ano anterior, em 2025, a cidade ultrapassou São Paulo e se tornou a 2ª cidade mais competitiva do Brasil. Já no ano anterior, a capixaba ocupava a terceira posição do ranking. Outras cidades capixabas que se destacaram em 2025 tiveram resultados diferentes em 2026. Serra e Vila Velha, na Grande Vitória, haviam ocupado a 4ª e a 5ª posições, respectivamente, na dimensão Instituições. Neste ano, Vila Velha subiu para a 4ª, enquanto Serra caiu para a 26ª posição. Mais detalhes podem ser conferidos no site do Ranking de Competitividade dos Municípios aqui. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: NORTE DO ES: Polícia prende 25 pessoas durante operação contra facções e crimes violentos MATERNIDADE: Miss perde título após anunciar gravidez: 'Sou uma futura mãe e isso não cancela minha história' Ranking de Competitividade dos Municípios O ranking é composto por 13 pilares temáticos e três dimensões principais: Instituições (com 19,5% do peso) Sociedade (com 42,4% do peso) Economia (com 38,1% do peso) No levantamento de 2026, Vitória somou as notas 81,01 em Instituições; 65,72 em Sociedade; e 54,13 em Economia, alcançando o 1° lugar geral do Brasil. Em 2026, a cidade se destacou especialmente em Funcionamento da Máquina Pública, em que subiu quatro posições e alcançou o topo nacional; Capital Humano, em terceiro lugar do Brasil; e Acesso à Saúde, na quinta posição do país. Confira os 10 dos municípios mais competitivos do Brasil em 2026: Vitória (ES) Barueri (SP) Jaraguá do Sul (SC) Campinas (SP) Maringá (PR) São Caetano do Sul (SP) São Paulo (SP) Curitiba (PR) Porto Alegre (RS) Florianópolis (SC) O CLP destaca que considerar uma cidade “mais competitiva” não significa necessariamente dizer que é a “melhor cidade para morar” em todos os aspectos. Segundo a organização, o levantamento é uma ferramenta para comparar o desempenho dos municípios em diferentes áreas e identificar onde cada um se destaca ou precisa melhorar. "A competitividade municipal é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida [...] O estudo identifica experiências que podem inspirar gestores públicos de todo o Brasil a tomar decisões baseadas em evidências", destacou o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
27/08/2026 14:19:43 +00:00
MG apresenta o elétrico IM6 no Brasil, SUV de luxo para encarar a Porsche; g1 já testou

MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG A MG Motor Brasil apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV elétrico IM6. O modelo marca a estreia da divisão de luxo IM Motors no país, que tem início previsto de vendas até o fim de 2026. A marca britânica — que pertence à SAIC e produz carros na China — já confirmou uma linha de montagem no Brasil. A fábrica no Ceará é a mesma utilizada pela Chevrolet para montar Spark e Captiva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Thiago Marques, gerente de marketing da MG Motor, a empresa identificou espaço no Brasil para uma nova marca de luxo voltada a um volume menor de vendas. Os carros da IM serão vendidos em espaços exclusivos dentro das lojas da MG. Primeiro modelo apresentado no Brasil, o IM6 é um SUV elétrico com porte do Porsche Cayenne. A marca ainda não divulgou quais versões serão vendidas no Brasil, quando começam as entregas nem as condições de venda. Durante o Festival Interlagos, porém, trouxe a configuração mais potente do IM6. Agora no g1 Na configuração Performance, o SUV tem dois motores elétricos que entregam 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e atinge velocidade máxima de 305 km/h. A reportagem do g1 pode fazer uma volta rápida no autódromo com uma configuração menos potente. A expectativa é que essa versão custe cerca de R$ 400 mil. Na Inglaterra, a versão do IM6 com um único motor elétrico, instalado no eixo traseiro, tem os seguintes números: Potência: 407 cv; Torque: 51 kgfm; Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,4 segundos; Velocidade máxima: 235 km/h; Capacidade da bateria: 96,5 kWh. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG Entre os recursos tecnológicos estão sistemas de assistência ao motorista (ADAS), tecnologias para evitar colisões e capotamentos, controle de estabilidade para reduzir o risco de aquaplanagem e esterçamento das quatro rodas, que permite que as rodas traseiras também mudem de direção para ajudar nas manobras e na estabilidade. O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também conta com sistema de som e bancos com formato semelhante ao de poltronas. IM6 na pista Mesmo com o centro de gravidade mais alto, característica comum aos SUVs, o IM6 se saiu bem nas curvas do circuito. O comportamento foi previsível, inclusive nas acelerações na saída das curvas, e mostrou que o modelo pode ser divertido de dirigir. Como o asfalto de Interlagos é liso, ainda não foi possível avaliar como o IM6 reage às irregularidades comuns nas ruas e estradas brasileiras. O acabamento da cabine é de boa qualidade, mas o modelo exagera na quantidade de telas. O painel de instrumentos se estende em direção ao centro da cabine e forma, junto à central multimídia, uma grande superfície digital. SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras divulgação/MG No console central, os botões físicos também dão lugar a uma tela usada para controlar diferentes configurações do carro. Apesar do excesso de telas, os comandos usados durante a condução respondem bem. A direção, por outro lado, transmite pouca sensação do que acontece entre as rodas e o asfalto. Durante o teste, ficou evidente a atuação dos sistemas eletrônicos para controlar o comportamento do carro. A suspensão faz ajustes para reduzir os movimentos da carroceria e manter o veículo equilibrado nas curvas. No banco traseiro, o espaço para a cabeça é mais limitado. Isso ocorre porque o teto desce em direção à traseira, característica comum aos SUVs cupês e presente também em modelos de marcas como BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche. MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv. Divulgação / MG
27/08/2026 12:19:01 +00:00
Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, e número de pessoas ocupadas bate recorde histórico

Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Com o resultado, a taxa de desemprego caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado entre fevereiro e abril deste ano, quando estava em 5,8%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado (maio a julho de 2025), a queda foi de 0,3 ponto percentual, de 5,6% para 5,3%. No trimestre encerrado em julho, o Brasil tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas, uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril, quando 6,3 milhões de pessoas procuravam trabalho. Agora no g1 Na comparação com o mesmo período do ano passado, havia 299 mil desempregados a menos, o que representa uma queda de 4,9%. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Em relação ao trimestre anterior, foram 1 milhão de trabalhadores a mais. Na comparação com o ano passado, o aumento foi de 0,9%. 🔎 Com mais gente empregada, também aumentou a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada. Esse índice, chamado de nível de ocupação, ficou em 58,9%, acima do registrado no trimestre anterior (58,4%). Evolução da taxa desemprego no Brasil - Trimestre encerrado em julho Fonte: IBGE Outro indicador que melhorou foi o de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, aquelas que gostariam de trabalhar mais horas e as que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. A taxa ficou em 13% no trimestre encerrado em julho. Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa situação. O contingente caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado. Veja os principais destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,3% População desocupada: 5,8 milhões de pessoas População ocupada: 103,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,4 milhões População desalentada: 2,3 milhões Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões A população fora da força de trabalho somou 66,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,1%, o equivalente a 721 mil pessoas a mais. A população desalentada ficou em 2,3 milhões. Em relação ao trimestre anterior, esse contingente caiu 9,7%, o equivalente a 248 mil pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,1%, o que representa 380 mil pessoas a menos. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Evolução do número de desempregados no país Arte g1 Vínculos, informalidade e renda O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, sem contar os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. O total ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou para 13,8 milhões, com alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o contingente permaneceu praticamente estável. Somando trabalhadores com e sem carteira assinada, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, outro recorde da série histórica. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, sem mudanças significativas na comparação trimestral e anual. Já o total de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas 236 mil pessoas menor do que no mesmo período de 2025. A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada. Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em situação de informalidade, percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres. Renda O rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas ficou 3,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica do IBGE. O total ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação ao mesmo período de 2025, alta de R$ 15,1 bilhões. Emprego por setor Entre os setores da economia, apenas a construção ampliou o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O setor ganhou 371 mil vagas, alta de 5,1%. Veja a comparação com o mesmo período do ano passado em cada setor: 🔨 Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%). 🚚 Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%). 🏛️ Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%). 🏠 Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%). Em relação aos salários, o rendimento médio ficou praticamente estável na maioria dos setores na comparação com o trimestre anterior. A única exceção foi o segmento de alojamento e alimentação, onde a renda caiu 5,1%, o equivalente a R$ 128. Na comparação com o mesmo período de 2025, os rendimentos aumentaram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Nos demais setores, não houve variações significativas. Considerando a posição dos trabalhadores no mercado, o rendimento médio também permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve aumento para empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.
27/08/2026 12:00:33 +00:00
Dólar mais baixo e férias escolares impulsionam gastos de brasileiros no exterior a US$ 2,45 bilhões em julho, recorde em mais de 30 anos

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (27). Trata-se do maior valor já registrado desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995. O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2014 (US$ 2,41 bilhões). ➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana. O dólar fechou julho em R$ 5,0696, com queda de 7,64% na parcial do ano. Agora no g1 Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. ➡️Também acontece em um mês de férias escolares, considerado "alta temporada", quando as viagens familiares se intensificam. ➡️Outro fator que costuma influenciar os gastos no exterior é o crescimento da economia brasileira. Embora em desaceleração neste ano, a expectativa dos analistas é de nova expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 15,1 bilhões — valor que também representa recorde histórico para o período. Entenda como a perda de valor do dólar pelo mundo tem impacto no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Contas externas Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 9,6% nos sete primeiros meses deste ano. 🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 35,97 bilhões de janeiro a julho deste ano, em comparação com um rombo de US$ 39,78 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Somente em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 8,11 bilhões, contra US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado. Investimentos diretos sobem O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento nos sete primeiros meses de 2026. Os estrangeiros trouxeram US$ 54,44 bilhões em investimentos entre janeiro e julho de 2026, contra US$ 43,74 bilhões no mesmo período do ano passado. Com isso, os investimentos foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado de janeiro a julho meses deste ano. Somente em julho, os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram US$ 7,46 bilhões, contra US$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2025.
27/08/2026 12:00:14 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,16, de olho na taxa de desemprego e na alta do petróleo; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21% nesta quinta-feira (27), cotado a 5,1620. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,31%, aos 175.135 pontos. No Brasil, investidores ficaram de olho nos novos dados de emprego e seus efeitos sobre as expectativas para os juros. No exterior, petróleo e ações de tecnologia ficaram no radar dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior, segundo o IBGE. O mercado de trabalho mais aquecido pode pesar na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, já que uma economia mais forte pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica. 🔎 Na prática, uma mudança nos juros pode afetar o custo de empréstimos e financiamentos para consumidores e empresas. ▶️ Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho, o maior valor para um único mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. O recorde anterior era de US$ 2,41 bilhões, em julho de 2014. O resultado ocorre em meio à queda do dólar, que fechou julho a R$ 5,0696, tornando viagens ao exterior mais baratas. ▶️ No exterior, os mercados acompanharam as negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio às conversas, o preço do barril tipo Brent, referência mundial, avançava. Por volta das 17h30, a alta era de 2,05%, para US$ 89,64. O WTI, referência nos EUA, subia 1,68%, para US$ 83,61. ▶️ O movimento beneficiou as ações da Petrobras, que subiram mais de 3% na sessão. ▶️ Nos Estados Unidos, os resultados da Nvidia reduziram as dúvidas sobre a procura por produtos e serviços ligados à inteligência artificial. A empresa dobrou o lucro líquido e a receita no segundo trimestre. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,34%; Acumulado do mês: +1,82%; Acumulado do ano: -5,95%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,40%; Acumulado do mês: -1,61%; Acumulado do ano: +8,70%. Desemprego cai em julho A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a PNAD Contínua, do IBGE. É a menor taxa para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O número de desempregados caiu de 6,3 milhões para 5,8 milhões, enquanto o total de pessoas trabalhando chegou a 103,3 milhões, recorde da série. 🔎 Os dados do mercado de trabalho também são considerados pelo Copom, do Banco Central, na definição da taxa básica de juros. Um mercado de trabalho mais aquecido pode ser levado em conta na avaliação das pressões sobre a inflação, enquanto sinais de enfraquecimento da atividade podem pesar de outra forma na decisão. A taxa de desemprego, no entanto, é apenas um dos indicadores analisados pelo Copom. A decisão sobre manter, reduzir ou elevar os juros considera também a trajetória da inflação e outros dados sobre a economia. Impasse sobre Ormuz mantém petróleo em alta Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira (27), após terem recuado mais cedo, em meio à incerteza sobre as negociações entre Irã e Omã para definir as condições de navegação no Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi a Teerã nesta quinta-feira para tentar retomar as negociações e reduzir as tensões. O país atua como mediador informal entre Irã e EUA e participou da negociação de um cessar-fogo em junho. As conversas envolvem uma proposta para criar temporariamente um corredor marítimo entre Irã e Omã pelo estreito e realizar um projeto conjunto para retirar minas da hidrovia. Apesar de a Guarda Revolucionária iraniana ter afirmado que houve um acordo, uma fonte de alto escalão disse que os detalhes ainda estão sendo negociados. 🔎 A situação é acompanhada de perto pelos mercados porque o Estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo. O fluxo pela região caiu para cerca de 5 milhões de barris por dia, ante aproximadamente 20 milhões antes da guerra. Bolsas globais Os mercados em Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (27), após a Nvidia divulgar uma previsão de resultados que reforçou a confiança dos investidores na demanda por inteligência artificial. O índice Dow Jones subiu 0,20%, o S&P 500 avançou 0,72 e o Nasdaq teve ganhos de R$ 1,57%. Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira. O índice STOXX 600 recuou 0,72%. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,79%; em Paris, o CAC 40 perdeu 1,68%; enquanto, em Frankfurt, o DAX avançou 0,31%. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,72%, aos 651,70 pontos. O DAX, de Frankfurt, destoou e subiu 0,31%, aos 26.367,24 pontos; o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,79%, aos 10.792,54 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve queda de 1,68%, aos 8.319,87 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com o resultado da Nvidia também favorecendo empresas ligadas à inteligência artificial e à fabricação de equipamentos para o setor na China. Hong Kong foi a exceção, encerrando o pregão em baixa. Em Xangai, o SSEC subiu 1,13%, aos 3.956 pontos, e o CSI300 avançou 0,86%, aos 4.630 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,34%, aos 25.565 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,20%, aos 66.131 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
27/08/2026 12:00:08 +00:00
Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos

Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, vai pagar indenização bilionária em processo por vício em redes sociais A Polônia solicitou à Comissão Europeia que imponha uma multa de € 250 milhões (cerca de R$ 1,50 bilhão) à Meta, dona do Instagram e do Facebook, disse o ministro de Assuntos Digitais do país nesta quinta-feira (27). Ele acusa a empresa de não combater adequadamente anúncios fraudulentos. Esta é a mais recente crítica às práticas da Meta após a gigante de tecnologia dos EUA ser obrigada a pagar US$ 16 bilhões em um acordo com estados americanos, anunciado na quarta-feira (26), para resolver alegações de que projetou suas plataformas de mídia social para viciar crianças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada. "Temos provas concretas de que a plataforma não age no melhor interesse dos usuários, mas sim em seu próprio interesse, o que lhe permite monetizar publicidade enganosa", disse o ministro polonês de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, em uma coletiva de imprensa. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Em uma carta datada de 26 de agosto à Comissão Europeia, o ministro citou testes conduzidos pela CERT Polska, a equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança, que identificou 122 anúncios classificados como fraudulentos. Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover os anúncios. Apenas 10 anúncios foram removidos, enquanto em seis casos não houve resposta. "Já passou o tempo de dizermos 'melhorem'. Eles dizem 'estamos melhorando', mas os cidadãos ainda não sentem isso. Agora chegou a hora dos pênaltis", disse Gawkowski. Ele também pediu à Meta que "introduza imediatamente ferramentas eficazes para eliminar golpes, publicidade enganosa e a promoção de aplicativos ilegais". A Meta, em um comunicado fornecido à Reuters, afirmou que está fazendo todo o possível para impedir fraudes em suas plataformas. "Golpistas são criminosos persistentes que usam táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso continuamos investindo fortemente em tecnologias e parcerias — com a indústria e as forças de segurança — para encontrar, remover e, em última instância, deter golpistas", disse o comunicado. Gawkowski disse que, durante a próxima cúpula do G20, buscaria persuadir líderes europeus a se manifestarem conjuntamente contra o que ele descreveu como práticas da Meta. "Esta deve ser uma iniciativa conjunta que demonstre que temos argumentos fortes e estamos determinados a conter as ações da Meta", disse ele. Considerando a escala das operações da Meta e os danos causados aos usuários na Polônia, Gawkowski disse que uma multa de € 250 milhões "poderia constituir uma medida real e dissuasora de fiscalização". Em 2024, o bilionário polonês Rafal Brzoska processou a Meta por anúncios falsos no Facebook e Instagram, alegando que eles exibiam seu rosto e traziam informações falsas sobre sua esposa. O tribunal de apelação de Varsóvia decidiu em abril deste ano que a Meta era responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas. A empresa argumentou no tribunal que não era responsável pelas ações fraudulentas de seus usuários. ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
27/08/2026 11:28:49 +00:00
Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão

Lula determina que diretor-geral da PF procure André Mendonça para reduzir tensão O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve se reunir nos próximos dias com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, numa tentativa de distensionar uma relação atualmente marcada pela desconfiança. Mendonça é o relator de dois inquéritos considerados hoje os de maior potencial de desgaste político e eleitoral para o governo: os casos Dark Horse/Master e INSS/Lulinha (entenda mais abaixo). O blog apurou que o encontro deve ocorrer depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que Andrei procure o ministro do STF. O encontro será mediado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O pano de fundo da reunião é a crescente desconfiança entre integrantes da PF e o gabinete do ministro sobre o ritmo das investigações desses casos e também sobre vazamentos de informações. Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF Divergência entre ministros Dentro do STF, a condução dos inquéritos também expôs divergências entre ministros. A diferença de visão é mais evidente entre o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes, e André Mendonça, responsável pelos processos com maior repercussão política no momento, especialmente o caso Master, que também afeta ministros da corte. Nesse contexto, decisões e movimentos do diretor-geral da PF relacionados ao andamento das apurações, à designação de delegados e à alocação de recursos para as equipes passaram a ser alvo de críticas. Entre interlocutores de parte a parte ouvidos pelo blog, são citadas a desconfiança na PF por vazamentos, pelo interesse do governo em desacelerar investigações do caso Lulinha e acelerar aquelas relacionadas ao caso Dark Horse e ate a proximidade de Andrei Rodrigues com Alexandre de Moraes. Também aparece a desconfiança sobre o relator dos casos no STF e sua proximidade com nomes de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro — Mendonça foi indicado por ele — que desejam uma investigação mais lenta do caso Dark Horse. Investigações A investigação sobre o filme Dark Horse é um desdobramento do caso Master, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O inquérito relatado por André Mendonça passou a investigar repasses para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro após a revelação de mensagens nas quais o senador Flávio Bolsonaro pedia recursos a Vorcaro para financiar o longa. A Polícia Federal apura a origem dos recursos, a eventual existência de contrapartidas políticas e suspeitas de que parte do dinheiro tenha sido utilizada para custear atividades de aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso também provocou uma disputa sobre a relatoria no STF. Enquanto setores ligados ao PT defendiam a condução do tema por Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que a investigação tinha conexão direta com o caso Master, sob responsabilidade de André Mendonça. O entendimento prevaleceu e o processo permaneceu com Mendonça. Nos bastidores do STF, o avanço das investigações passou a se misturar a divergências entre grupos de ministros e a disputas sobre o ritmo das apurações, compartilhamento de provas e definição das estratégias investigativas. Já o caso INSS/Lulinha reúne inquéritos abertos a partir de desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações alcançaram o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e são consideradas uma das principais preocupações políticas do governo no atual ciclo eleitoral. Por envolver personagens com potencial impacto na disputa presidencial de 2026, os casos Master, Dark Horse e INSS/Lulinha são considerados hoje alguns dos processos de maior repercussão política em tramitação na Corte.
27/08/2026 11:20:50 +00:00
A corrida da IA pode encarecer sua conta de luz? Entenda o impacto dos data centers

A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
27/08/2026 06:00:25 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.050 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 25 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (27), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (25), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
27/08/2026 03:02:07 +00:00
Governo não espera solução rápida para tarifaço, mesmo com a volta das negociações com os EUA

Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço Apesar da retomada das negociações sobre o tarifaço, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não esperam uma redução rápida das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 🔎 No mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afirmaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio. 🔎 Também anunciaram outra sobretaxa, de 12,5%, resultado de uma investigação para punir países que adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. (leia mais abaixo) Segundo negociadores brasileiros, dificilmente será possível chegar a um acordo antes do fim das eleições, em outubro deste ano. O governo brasileiro espera que assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentem uma proposta com os pontos a serem negociados. Ou seja, os EUA devem dizer o que esperam do Brasil para dar início às tratativas. O comércio e as tarifas sobre o etanol estavam no centro das discussões para tentar evitar o novo tarifaço de Trump. Atualmente, o Brasil cobra tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos EUA. Antes do novo tarifaço, os americanos aplicavam uma taxa de 12,5% sobre o etanol brasileiro. Segundo integrantes do governo Lula que participam das negociações, o Brasil estaria disposto a reduzir a alíquota cobrada sobre o etanol norte-americano se os Estados Unidos reduzirem as barreiras à entrada do açúcar brasileiro. Um eventual acordo dependeria dos termos apresentados pelos negociadores de Trump. O mercado americano opera com cotas de importação de açúcar com tarifa reduzida. O Brasil, maior produtor mundial da commodity, pode exportar 155 mil toneladas por ano com tarifa menor, volume considerado pequeno pelo governo brasileiro. O volume que ultrapassa essa cota pode ser taxado em 100%, segundo o governo brasileiro. Além das tarifas americanas, Brasil enfrenta barreiras de outros parceiros comerciais importantes Jornal Nacional/ Reprodução Reunião O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro será a primeira etapa de uma agenda definida pelos dois países para retomar as negociações técnicas sobre as barreiras comerciais impostas pelos EUA. LEIA TAMBÉM: Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro A retomada das negociações ganhou força após o telefonema realizado na semana passada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Na conversa, que durou cerca de 1h20, os dois trataram principalmente das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. No encontro virtual, o governo brasileiro deve apresentar um roteiro para dividir a discussão por setores. Assim, será possível aprofundar as negociações de acordo com a realidade de cada segmento. A ideia é começar pelos bens de capital, seguir para o setor automotivo e depois para o químico. No entanto, a reunião de segunda-feira deve servir como preparação para conversas mais técnicas e futuras discussões entre ministros. Reciprocidade Há poucas semanas, o governo brasileiro informou ter iniciado o processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os EUA em resposta às tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. (veja os próximos passos) O tema deve entrar na pauta da nova rodada de negociações com o governo norte-americano. Segundo interlocutores de Lula, o governo deve insistir que o tempo está passando, as tarifas seguem em vigor e a lei pode ser acionada, se considerado necessário. O discurso a ser adotado é que, se não houver acordo nos próximos meses, o processo de análise da aplicação da lei da reciprocidade será concluído e o Brasil terá de decidir sobre o tema. Nesse cenário, o país poderá aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos. Tarifaço Os EUA aplicaram, neste ano, duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A primeira acrescentou 25% sobre parte das exportações brasileiras após uma investigação do governo americano concluir que o país adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os pontos citados pelos americanos estavam o PIX e a regulação das plataformas digitais. Posteriormente, os americanos anunciaram uma segunda tarifa adicional, de 12,5%, após outra investigação comercial. Com isso, parte dos produtos brasileiros passou a enfrentar uma alíquota total de 37,5% para entrar no mercado dos EUA. Apesar disso, milhares de produtos ficaram fora da cobrança adicional, incluindo itens relevantes para as exportações brasileiras, como petróleo, café e carne bovina. Já setores como calçados, máquinas, madeira e açúcar continuaram submetidos à tarifa máxima. Agora, a aposta do governo brasileiro é que a retomada das negociações técnicas abra caminho para ampliar a lista de exceções e para um possível acordo que reduza os efeitos do tarifaço sobre as exportações do país.
27/08/2026 03:00:48 +00:00
Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O que acontece agora?

Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, teve o pedido de recuperação judicial aceito nesta terça-feira (25), pela Justiça de São Paulo. O grupo declarou dívidas de R$ 265,2 milhões, e o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. Segundo o pedido apresentado à Justiça, a crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores principais: os efeitos da pandemia, as mudanças no comportamento dos consumidores e a alta dos juros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundado em 1987, o Habib’s se tornou uma das principais redes de alimentação do país e ficou conhecido principalmente pelas esfihas e outros produtos de inspiração árabe. São 119 lojas no Brasil. O grupo também controla o 26 lojas do Ragazzo, voltado principalmente a massas, salgados e lanches, seis churrascarias da rede Tendall, além de empresas que atuam na estrutura de franquias e em outras etapas da operação. Nessa matéria, você vai ver: Os 3 motivos que levaram o grupo à crise Os restaurantes vão fechar? O que acontece com os funcionários? Qual a recomendação para os franqueados? Dívida chega a R$ 265,2 milhões Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial O que acontece agora Os 3 motivos que levaram o grupo à crise A pandemia afetou especialmente as lojas localizadas em grandes centros urbanos. Segundo o grupo, as restrições de circulação reduziram o movimento nesses locais. Mesmo depois da reabertura da economia, o avanço do trabalho remoto e híbrido mudou a rotina de consumidores que antes frequentavam regiões comerciais e shoppings. Ao mesmo tempo, o crescimento dos serviços de entrega mudou a forma de consumir refeições. Mais clientes passaram a fazer pedidos por aplicativos e outras plataformas digitais, em vez de frequentar os restaurantes. O delivery ajudou a manter as vendas, mas, segundo o grupo, também pressionou os resultados das lojas físicas. O terceiro fator foi a alta dos juros. Segundo o grupo, dívidas contraídas para sustentar as operações ficaram mais caras com o aumento da taxa básica de juros, a Selic. Com isso, uma parcela maior do dinheiro gerado pelos restaurantes passou a ser usada para pagar juros e dívidas, reduzindo os recursos disponíveis para manter o negócio. Os restaurantes vão fechar? "Não há determinação de fechamento das lojas. Pelo contrário: a recuperação judicial existe justamente para tentar manter a empresa funcionando enquanto reorganiza suas dívidas", explica Fernando Moreira, advogado especialista em direito do consumidor e professor da FGV. A empresa informou que o atendimento e as operações seguem normalmente e reiterou que empresas franqueadas não integram o processo. Entretanto, vale ficar atento. O advogado explica que "dentro de uma reestruturação, pode haver futuramente o fechamento de unidades deficitárias, venda de ativos ou outras medidas previstas no plano, mas isso dependerá da estratégia de recuperação que vier a ser apresentada". Ao aceitar o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou a suspensão temporária de parte das ações e cobranças contra as empresas, respeitadas as exceções previstas em lei. Também proibiu que credores interrompam contratos apenas porque o grupo entrou em recuperação. O que acontece com os funcionários? A recuperação judicial não significa demissão automática nem encerramento dos contratos de trabalho. "A lógica da recuperação é justamente preservar a atividade empresarial, os empregos e a fonte produtora", afirma Moreira. Segundo ele, os salários correntes continuam tendo de ser pagos normalmente. Eventuais dívidas trabalhistas anteriores ao pedido de recuperação são congeladas e entram no processo, observadas as regras e prioridades previstas na lei. Por exemplo, se a empresa pedir recuperação judicial em agosto e tiver uma rescisão de contrato de julho em aberto, esse valor é considerado uma dívida anterior ao pedido e entra na recuperação judicial. Já as demissões após agosto são pagas normalmente. Qual a recomendação para os franqueados? O primeiro passo é não tomar nenhuma medida precipitada. "A recuperação judicial da franqueadora não extingue automaticamente os contratos de franquia e também não autoriza, por si só, o franqueado a deixar de pagar royalties ou outras obrigações contratuais", enfatiza o professor da FGV. "Minha recomendação é que cada franqueado revise seu contrato e a COF [Circular de Oferta de Franquia], acompanhe o processo e, principalmente, documente qualquer falha concreta da franqueadora". São consideradas falhas concretas: Falta de produtos; Problemas de abastecimento; Interrupção de sistemas, publicidade, treinamento ou suporte operacional. Na falha desses itens, poderá existir fundamento para discutir a relação contratual judicialmente ou em arbitragem. Dívida chega a R$ 265,2 milhões O grupo declarou R$ 265.207.959,83 em dívidas no pedido de recuperação judicial. Desse total, R$ 22,3 milhões correspondem a dívidas trabalhistas. Outros R$ 241,7 milhões são devidos a credores sem uma garantia específica de pagamento, grupo que reúne grande parte das dívidas com bancos, fornecedores e outros parceiros comerciais. Há ainda R$ 1,15 milhão devido a micro e pequenas empresas. Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial Antes de pedir a recuperação judicial, o Grupo Gennius tentou negociar diretamente com os credores. Em 25 de junho, o grupo pediu à Justiça proteção temporária contra cobranças enquanto negociava com os credores por meio de uma mediação. A medida previa um período de 60 dias para que as partes tentassem chegar a um acordo. A estratégia, porém, não foi suficiente para resolver a crise financeira. O grupo relatou que instituições financeiras estavam retendo recursos e que havia risco de interrupção de serviços e fornecimentos essenciais para manter as lojas funcionando. Entre os problemas apontados estava o risco de interrupção dos sistemas de tecnologia usados pelo grupo. Segundo a empresa, a suspensão desses serviços poderia prejudicar vendas, gestão e outras atividades necessárias ao funcionamento das lojas. Sem conseguir chegar a um acordo com os credores, o Grupo Gennius pediu recuperação judicial na segunda-feira (24). A Justiça aceitou o pedido no dia seguinte. O que acontece agora Das esfihas à dívida: trajetória do Habib's "O grande desafio será conciliar a renegociação da dívida com a geração de caixa necessária para manter a operação funcionando", explica Fernando Moreira, advogado do direito do consumidor. A KPMG Corporate Finance foi nomeada administradora judicial. Ela será responsável por acompanhar a recuperação, fiscalizar as informações apresentadas pelo grupo e auxiliar a Justiça durante o processo. O grupo terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. O documento deverá mostrar como pretende pagar ou renegociar as dívidas e manter as empresas funcionando. Se o plano não for apresentado no prazo, o processo poderá ser convertido em falência. Enquanto isso, o grupo deverá apresentar relatórios financeiros mensais e prestar contas à Justiça sobre a evolução de sua situação. A recuperação judicial não significa que o Habib’s vai fechar as portas. O objetivo do processo é justamente permitir que as empresas continuem funcionando enquanto tentam reorganizar as dívidas e evitar a falência. O futuro do grupo dependerá principalmente do plano que será apresentado aos credores e da capacidade das empresas de voltar a gerar dinheiro suficiente para manter as operações e pagar as dívidas renegociadas. Crime ocorreu na unidade do Habib's de Guarujá Sílvio Luiz/A Tribuna Jornal Saiba mais sobre o funcionamento da recuperação judicial: Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos
27/08/2026 03:00:40 +00:00
Crimes online, falha em moderação e falta de acordo: por que o Discord foi processado em R$ 500 milhões pelo governo

Governo processa Discord e pede multa de R$ 500 milhões O processo de R$ 500 milhões do governo federal contra o Discord leva em conta uma série de crimes realizados por usuários na plataforma, falhas para tirar do ar conteúdos nocivos e a falta de um acordo para o serviço se alinhar às leis brasileiras. A Advocacia-Geral da União (AGU) registrou na terça-feira (25) uma ação civil pública para tentar forçar o Discord a adotar medidas que protejam crianças, adolescentes, mulheres e animais na internet, e a pagar a indenização por dano moral coletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A ação pede que a plataforma tenha uma verificação de idade mais robusta e seja mais ativa contra os conteúdos que incentivem automutilação, suicídio, violência e assédio, por exemplo. Também busca melhorias na moderação e nos canais de denúncia da rede social. Segundo o governo, a decisão pela ação civil pública foi tomada porque a plataforma ainda apresenta falhas em seus mecanismos de proteção de usuários e não chegou a uma proposta satisfatória para resolver o problema. O processo foi aberto cerca de três semanas depois de uma adolescente tirar a própria vida em uma live no Discord. Após o caso, a primeira-dama, Janja da Silva, defendeu que a plataforma deveria ser retirada do ar "imediatamente". A ação da AGU não pede o banimento da rede social no Brasil. Ela é diferente da decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou a suspensão de lives do Discord no Brasil. Discord Ivan Radic/Flickr O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que antes da abertura do processo, a AGU buscou durante duas semanas um acordo com o Discord por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que a plataforma assumiria obrigações voluntariamente. "A empresa, num primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Não nos restou outra saída que não o ingresso de uma ação civil pública", disse. Segundo a procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto, o governo federal e o Discord assinaram um termo de confidencialidade antes de começarem a negociação em torno do TAC. Por isso, o órgão não revelou o que fez a plataforma desistir do acordo. "O que eu posso dizer, sem quebrar o termo de confidencialidade, é que o nosso padrão de exigência da segurança de criança e adolescentes, lamentavelmente, não foi aceito pela empresa e, por isso, tivemos que encerrar a mesa de negociação", afirmou. Ainda de acordo com Clarice, a quantia solicitada para a indenização leva em conta a gravidade e o número das infrações que teriam sido cometidas pelo Discord, bem como o faturamento da rede social, que, segundo a avaliação da AGU, gira em torno de R$ 4 bilhões por ano. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse que a ação contra o Discord é uma resposta de Estado. "É uma resposta que busca fazer valer que qualquer plataforma, nacional ou estrangeira, não venha a descuidar dos limites impostos pela lei". ‘Não podemos tolerar cracolândias digitais’, diz Messias sobre Discord O Discord afirmou que o processo da AGU é desproporcional e não reflete a abordagem da plataforma em relação à segurança e ao cumprimento da legislação brasileira. "Temos mantido, de forma consistente e de boa-fé, um diálogo com a Advocacia-Geral da União e apresentamos uma proposta detalhada para reforçar a segurança no Discord por meio de mudanças técnicas e de um investimento financeiro em segurança online no Brasil", disse a plataforma. "Acreditamos que há um caminho melhor e seguimos comprometidos em trabalhar com as autoridades competentes para chegar a uma solução que amplie a segurança na plataforma e, ao mesmo tempo, permita que os brasileiros continuem utilizando o Discord", completou. Indução à violência Segundo o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Fernandes, o Discord demonstrou lentidão para atuar no caso da adolescente que tirou a própria vida em uma live na plataforma. Um relatório do ministério apontou que a live começou por volta de 2h20. A empresa foi alertada pela Polícia Civil de São Paulo às 3h50, mas só derrubou o grupo em que a transmissão estava sendo realizada às 4h15. O Discord só baniu os investigados às 15h20 do dia seguinte. Ainda segundo o secretário, esse não é um episódio isolado. Discord Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Reprodução internet Entre 2025 e 2026, foram produzidos mais de 115 relatórios envolvendo casos de indução ao suicídio, automutilação, maus-tratos e sacrifícios de animais no Discord. O levantamento foi feito pelo Ciberlab, centro de inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado de São Paulo registra, em média, cinco denúncias por dia relacionadas a indução ao suicídio e à automutilação, estupro e outros crimes contra menores de idade, segundo um relatório divulgado em fevereiro pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo. O mesmo órgão destacou que, em 2026, foram registrados mais de 385 casos de maus tratos e sacrifícios de animais no Discord. "As plataformas não podem mais esperar que o Estado tenha que notificá-las para que elas tomem providência. Elas têm que adotar medidas proativas de detecção e remoção desse conteúdo. Nada disso foi observado nesse caso", afirmou Fernandes. Para ele, os números mostram que o Discord tem um problema sistêmico por conta de sua arquitetura que inclui servidores fechados, transmissões ao vivo com criptografia, ausência de verificação etária para administradores de grupos e facilidade para promover grupos por meio de links. "Uma série de funcionalidades técnicas da plataforma acaba convergindo para a criação do ambiente de espetacularização da violência e de extremismo nessa rede", afirmou. "O Discord é uma plataforma muito singular e muito diferente das outras em termos da quantidade de incidentes". Falhas na moderação O diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Otávio Margonari Russo, afirmou que o órgão monitora grupos do Discord, em que pessoas trocam mensagens. Antes da suspensão pela ANPD, os espaços também eram usados no Brasil para acompanhar transmissões ao vivo. Segundo Russo, a Polícia Federal já identificou casos de automutilação de meninas e de maus tratos a animais que eram acompanhados por centenas de pessoas. "O que a gente tem visto hoje em dia, especialmente nessa plataforma, é muito mais difícil do que a gente vinha vendo antes", afirmou. "A gente, quando trata desse assunto, está falando de coisas que, mesmo para nós que somos policiais federais, que somos treinados pra isso, é difícil de enfrentar". Ainda segundo ele, o Discord atende aos pedidos da Polícia Federal para derrubar grupos nocivos, mas permite que os mesmos participantes criem rapidamente novos canais com nomes parecidos. "A gente quer ver eles trabalharem na arquitetura da plataforma para prevenir e não deixar acontecer não só nas lives, como nas conversas. Começou a conversar sobre automutilação? Cai a conversa, bane tudo e comunica à polícia", afirmou.
27/08/2026 03:00:24 +00:00
Lucro da Nvidia dispara 126% no 2º trimestre, para US$ 59,7 bilhões, e CEO diz que demanda por chips segue forte

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A gigante americana de semicondutores Nvidia voltou a superar as expectativas no segundo trimestre de seu exercício fiscal. O CEO da empresa, Jensen Huang, afirmou que a demanda, impulsionada pela inteligência artificial (IA), continua crescendo. A empresa de maior valor de mercado do mundo registrou lucro líquido de US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões) no segundo trimestre. O resultado foi 126% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (26). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O lucro por ação, indicador de referência para os investidores, foi de US$ 2,22 (R$ 11,44), acima dos US$ 2,09 (R$ 10,77) projetados pelos analistas consultados pela FactSet. "A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis", disse Huang, que busca reduzir as dúvidas, principalmente entre as empresas, sobre os benefícios econômicos da IA. Agora no g1 "A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor", acrescentou. A receita da empresa atingiu US$ 96,2 bilhões, alta de 106% em relação ao ano anterior. Apesar de os números terem superado as previsões, o resultado não impressionou o mercado. No pós-fechamento, a ação da empresa caía 0,27%. “Isso mostra o quão alto está o sarrafo” para a Nvidia, observou o analista Jacob Bourne, da eMarketer. Para ele, a falta de entusiasmo dos investidores se deve principalmente às dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter o ritmo de crescimento. O mercado também se preocupa com os valores elevados que a Nvidia destina a estruturas que permitem a seus clientes investir em IA. Para alguns especialistas, esses investimentos podem estar inflando artificialmente a demanda.
27/08/2026 01:16:48 +00:00
Caixa tem lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, alta de 5,9%

Fachada da Caixa Econômica Federal. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo relatório da administração divulgado nesta quarta-feira (26). O resultado foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A captação e as receitas de prestação de serviços também contribuíram para o desempenho no trimestre, segundo a Caixa. A carteira imobiliária atingiu R$ 1,01 trilhão, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. As carteiras comercial, de infraestrutura e de agronegócio totalizaram R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente. Agora no g1 O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 0,98 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, para 3,64%. Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 7 bilhões, alta de 97,6% na comparação anual. O Índice de Basileia ficou em 15,5%, ante 16% no segundo trimestre de 2025.
27/08/2026 00:51:01 +00:00
Chinesa DFM chega ao Brasil em outubro com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM

A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o início de suas operações no Brasil sob o nome DFM. Segundo representantes da marca, que anteciparam a informação ao g1, a fabricante chega ao país com uma rede de 60 lojas já autorizadas a operar em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira concessionária da marca será inaugurada em Curitiba (PR). "Estamos aqui para ficar, investir e crescer", revelou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas. Ao g1, Wang Jiong revelou que as lojas devem ficar prontas entre outubro e novembro deste ano. "A gente tem expectativa de que a maioria das lojas fique pronta em meados de outubro. Os carros chegam em outubro para preparativos e as entregas começam em meados de novembro", disse o executivo. Para compensar o fato de ainda ser uma marca pouco conhecida no Brasil, a DFM oferece sete anos de garantia para o veículo, ou até 300 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro. Para a bateria e o motor, a cobertura é de dez anos, sem limite de quilometragem. A estratégia da DFM não é atuar com apenas uma marca de veículos, mas diversificar sua operação por meio de subsidiárias voltadas para diferentes segmentos: DFM: voltada para veículos de passeio; Voyah: marca de luxo de carros de passeio 100% elétricos, desempenhando um papel semelhante ao da Denza para a BYD ou a Audi para a Volkswagen; MHero: divisão de luxo dedicada a veículos 100% elétricos voltados para o uso fora de estrada; DFM: também utiliza a mesma marca em sua divisão de veículos comerciais, que inclui caminhões. Em um primeiro momento, oferecerá apenas veículos 100% elétricos. Os primeiros modelos serão o hatch Box e o SUV Vigo. No futuro, a empresa pretende ampliar seu portfólio com novas opções de motorização e iniciar a fabricação nacional entre o último trimestre de 2027 e o início de 2028. Os primeiros modelos dessa nova fase serão os híbridos plug-in, com híbridos plenos na sequência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Box chega ao Brasil para disputar espaço com dois dos três modelos movidos a bateria mais vendidos do país em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que consideram os emplacamentos entre janeiro e julho deste ano: BYD Dolphin Mini: 42.945 unidades vendidas; Geely EX2: 20.678 unidades vendidas. Agora no g1 Entre eles aparece o BYD Dolphin, maior e mais potente, com 24.546 unidades zero km vendidas, mas posicionado em uma faixa acima da do DFM Box. O Box tem motor elétrico no eixo dianteiro, com 95 cv de potência e 16 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 43,8 kWh. DFM Box divulgação/DFM Por fora, o carro adota traços já conhecidos de modelos chineses, com iluminação diurna em LED bastante fina na dianteira, faróis menos destacados e predominância de curvas sobre ângulos retos — uma receita já vista em modelos de marcas como BYD, GWM, Leapmotor e GAC. Já a traseira faz jus ao nome Box (caixa, em inglês) e tem linhas menos curvas, mas ainda sem pontas marcadas, como as vistas no Hyundai HB20, por exemplo. Esse visual, somado às maçanetas embutidas na carroceria, contribui para a aerodinâmica e ajuda a ampliar a autonomia da bateria. No interior, a fórmula adotada por fabricantes chinesas também aparece em elementos como: Ausência de botões físicos para controle do ar-condicionado, com todos os comandos concentrados na central multimídia; Volante com botões minimalistas, alguns deles com mais de uma função; Central multimídia destacada de 12,3 polegadas; Acabamento nas portas e no painel que remete às costuras de um sofá de couro; Câmbio na coluna de direção. DFM Box por dentro divulgação/DFM O painel digital, porém, chama atenção. A interface lembra a exibida no BYD Dolphin, mas a tela é quadrada, e não retangular. Já o Vigo é um SUV de porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta, por exemplo, já que suas linhas mais retas lembram o visual do utilitário coreano. DFM Vigo divulgação/DFM Ele é consideravelmente mais potente que o Box, com 165 cv e 23 kgfm de torque entregues pelo motor elétrico. A bateria tem 51,8 kWh de capacidade e, por dentro, os atributos também são mais sofisticados. O painel de instrumentos deixa de ser quadrado e assume um visual mais minimalista, ao ficar “encaixado” entre dois vincos que percorrem toda a parte frontal. O Vigo também traz carregador de celular por indução e abertura elétrica do porta-malas. Outra diferença marcante no Vigo está no acabamento, que dispensa a textura que simula costuras. No SUV, ele é mais sóbrio, sem grandes alterações visuais ou táteis pela cabine. DFM Vigo por dentro divulgação/DFM Quem é a DFM? Novata no Brasil, a marca chinesa chega ao país após a onda de conterrâneas como BYD e GWM. Na China, a empresa foi fundada em 1969, na cidade de Wuhan, e é uma das maiores montadoras do país. Na China, a DongFeng também fabrica veículos de marcas como Nissan, Peugeot, Citroën, Honda, Jeep e Kia. A produção ocorre por meio de parcerias entre a montadora chinesa e essas fabricantes internacionais. Entre essas marcas, há modelos da Peugeot em desenvolvimento na China que serão comercializados no Brasil. A marca tem 127 mil funcionários em todo o mundo e já vendeu 62 milhões de veículos em mais de 100 países. Desse total, 1,2 milhão de unidades foram comercializadas fora da China. A marca está em diferentes segmentos, como veículos elétricos, híbridos, comerciais leves e pesados, incluindo caminhões e vans. Para isso, conta com divisões internas como Voyah e Mhero, estratégia que também será adotada na operação brasileira.
26/08/2026 23:01:15 +00:00
Hackers ligados à China atacaram NASA, Senado e órgãos dos EUA, diz Justiça americana

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (26) que interromperam uma operação de hackers ligada à China. Segundo o Departamento de Justiça americano, o grupo invadiu ou tentou invadir sistemas da Justiça, da NASA, do Federal Reserve (banco central dos EUA), do Senado e de outras instituições importantes do governo. O Departamento de Justiça informou que apreendeu os domínios — os endereços usados na internet — de duas plataformas de invasão, chamadas QScan e QTRouter. Segundo as autoridades, as ferramentas faziam parte da operação. Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. O governo chinês costuma negar envolvimento em ataques virtuais. Segundo o Departamento de Justiça, as plataformas eram administradas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. As autoridades americanas afirmam que entre os clientes da empresa estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular. A Nanjing Xinjiuwei também não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência feito fora do horário comercial. Hackers tentam invasão há pelos menos 8 anos De acordo com o documento apresentado à Justiça, os hackers usam ferramentas próprias para tentar invadir redes consideradas importantes e outros sistemas sensíveis nos Estados Unidos e em outros países desde pelo menos 2018. O nível de acesso obtido pelos invasores variou. Em agosto de 2019, por exemplo, eles tentaram, sem sucesso, entrar em redes da NASA explorando uma falha em um sistema usado para permitir acesso remoto. Em setembro de 2024, segundo o documento, os hackers conseguiram invadir sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança. Representantes dos órgãos e organizações citados pelo Departamento de Justiça como alvos não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Hackers invadem contas de prefeitura e desviam R$ 1,5 milhão Empresas privadas atuam para o governo chinês, dizem especialistas Nos últimos anos, grupos de hackers ligados à China foram associados a invasões de redes do governo e de empresas privadas nos Estados Unidos. Em março, o FBI informou ao Congresso que hackers haviam conseguido entrar em determinadas redes de órgãos públicos relacionadas a pessoas que estavam sendo investigadas pela agência. Reportagens publicadas posteriormente atribuíram a invasão à China. Criminosos ligados ao país também foram associados à invasão de redes de comissões da Câmara dos Representantes dos EUA e de várias grandes empresas de telecomunicações nos últimos anos. Especialistas que acompanham as atividades de hackers chineses afirmam que empresas privadas são contratadas com frequência para realizar invasões em nome de diferentes órgãos do governo chinês. “Na última década, o número de empresas que oferecem serviços especializados de invasão aumentou muito”, afirmou Dakota Cary, analista sobre a China da empresa de segurança digital SentinelOne. *Com informações da Reuters
26/08/2026 22:34:03 +00:00
Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA

Festival Recife Burger Gourmet Gustavo Steffen/Divulgação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a importação de carne bovina com imposto menor, informou a Casa Branca. A medida tem o objetivo de aumentar a oferta e tentar conter os preços da carne para os consumidores norte-americanos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova cota vale apenas para carnes consideradas magras, usadas na produção de carne moída e para a preparação de hambúrgueres. A ampliação será válida por 90 dias a partir de 1º de setembro e permitirá a entrada de até 100 mil toneladas por mês. Agora no g1 Segundo a Casa Branca, a medida estabelece uma redução em 25% do preço da carne no mercado norte-americano em relação aos valores atuais. Além disso, o governo Trump acredita que ela aumentará em 10% a oferta do produto no país. A ampliação não altera os acordos de livre-comércio com os EUA e não se aplica a países que possuem cotas específicas de carne bovina. Na última sexta-feira (21), Trump já havia anunciado nas redes sociais que ampliaria a cota de importação da carne bovina. Brasil pode ser beneficiado? A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou ao g1 que o Brasil será contemplado pela medida, "embora não seja o único país que poderá se beneficiar da ampliação". Contudo, os ganhos da indústria devem ser limitados, uma vez que a proclamação estabelece a comercialização com valores menores aos consumidores. Para o Ministério da Agricultura, a medida representa uma "vantagem econômica significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela". O zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria Felipe Fabbri concorda que o Brasil deve se beneficiar da medida. Segundo o especialista, uma ampliação da cota ou uma redução das tarifas aumentaria a competitividade da carne bovina brasileira no mercado norte-americano e poderia abrir espaço para um volume maior de embarques aos Estados Unidos. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores dos EUA, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Depois que esse volume é esgotado, a carne brasileira continua podendo entrar no país, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%. Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil deve melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano. A medida de Trump acontece em um momento em que o Brasil diminuiu os embarques para o seu maior cliente, a China, depois de atingir o limite de cotas de comercialização sem a tarifa adicional. As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para a Abiec, a medida não substitui o mercado chinês, uma vez que China e Estados Unidos demandam produtos com características e perfis distintos. Leia também: China reduz importação de alimentos e amplia produção agrícola Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. Fabbri explica que a alta da carne bovina nos Estados Unidos está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção, em um cenário de demanda ainda aquecida. O rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, enquanto o preço do gado atingiu níveis recordes, movimento que acabou sendo repassado ao consumidor. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, diante de preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga que infesta o gado. Apesar de também serem grandes produtores, os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda dos consumidores, que se manteve firme e pressionou os preços. Ele aponta que o impacto da medida sobre o preço ao consumidor ainda é incerto e dependerá da estratégia adotada pelas indústrias locais. “É difícil afirmar que o preço do hambúrguer cairá para o consumidor americano, mas a expectativa é que a medida ajude, ao menos em parte, a conter novas altas e a reduzir o custo de produção das indústrias locais”, afirma. Nesta quarta-feira (26), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A afirmação feita no programa de Glenn Beck ocorreu depois que o apresentador sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. Brasil já é um dos principais fornecedores Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para o país, alta de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 1,54 bilhão, crescimento de 33,1% na comparação anual, segundo dados da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos. Devido aos altos preços, Trump solicitou a abertura de uma investigação contra os quatro maiores frigoríficos atuantes no país, a JBS, a National Beef, controlada pela Marfrig, e as norte-americanas Cargill e Tyson Foods. Na época, o presidente afirmou que o encarecimento aconteceu "por meio de conluio ilícito". Saiba mais: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Irmãos Batista compram fabricante de armas de guerra Avibras Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1
26/08/2026 21:37:55 +00:00
Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio

Governo é contra a exploração de terras raras em Goiás por empresa americana e avalia como rever negócio O governo federal é contra a exploração de terras raras em Minaçu, norte de Goiás, por uma empresa americana. A USA Rare Earth firmou um acordo para adquirir participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina no município. O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção de ímãs — da extração à fabricação — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado. Ainda é necessária, porém, a aprovação dos acionistas em assembleia marcada para sexta-feira (28). O ponto do contrato mais criticado pelo governo é a previsão de envio de 100% da produção inicial para os Estados Unidos. Serra verde - mineradora de terras raras em Goias Divulgação O Brasil ainda não tem uma Política Nacional de Minerais Críticos. Uma proposta para criar essas regras aguarda aprovação do Congresso Nacional. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e ainda aguarda aval do Senado Federal. Nesta terça-feira (26), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que o projeto deverá ser votado na próxima semana. Exploração em Goiás Segundo integrantes do governo federal, está em estudo uma estratégia para rever o contrato de exploração entre as empresas em Goiás. Segundo esses interlocutores de Lula, as terras raras estão no subsolo, sendo,ãoportanto, patrimônio da União. Nessa avaliação, o negócio poderia ser revisto após a aprovação do projeto de lei, já que a empresa não teria direito adquirido de exploração desses recursos da União. A proposta da Política Nacional de Minerais Críticos prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Esse Conselho será responsável por definir diretrizes do setor e também por validar os projetos de mineração no país. Se a aprovação do projeto demorar no Congresso, o Conselho não será instalado no curto prazo. Nesse cenário, integrantes do governo avaliam que podem acionar a Justiça contra a exploração das terras raras pela empresa americana. Prioridade do governo As regras para exploração de terras raras e minerais críticos estão entre as prioridades do governo Lula. Ministros do presidente afirmam que a política de exploração deve incentivar investimentos privados nacionais - e que pode haver capital estrangeiro, desde que os minerais sejam transformados no Brasil. A ideia é, por exemplo, que os recursos passem por um processo de industrialização para se tornarem produtos de alta tecnologia, como chips, baterias ou equipamentos de defesa nacional.
26/08/2026 21:29:03 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial; veja quais são os próximos passos

Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), com dívidas de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, "com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo". "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. Veja abaixo qual é o rito da recuperação judicial. Quais são os próximos passos da recuperação judicial? E depois que o plano é apresentado? Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? O passo a passo da recuperação judicial Saiba mais na reportagem abaixo. Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões Quais são os próximos passos da recuperação judicial? Depois que a Justiça aceita o pedido de recuperação judicial, é nomeado um administrador para acompanhar e fiscalizar a empresa. Nesse momento, também começa a fase de elaboração do plano de recuperação, que será apresentado aos credores. Segundo o advogado e doutor em direito civil Vanderlei Garcia Junior, a fase de reorganização é uma das etapas mais delicadas do processo. Em geral, a empresa tem cerca de 60 dias corridos, contados da publicação da decisão, para apresentar esse plano. “Essa etapa é fundamental para identificar quem são os credores, que tipo de dívida cada um tem — como trabalhista, sem garantia ou com garantia — e o peso de cada grupo nas decisões que serão tomadas ao longo do processo”, explica. O plano de recuperação precisa ser viável na prática. A empresa deve explicar de forma clara as causas da crise, as medidas para reorganizar suas operações e como pretende pagar, renegociar ou reorganizar suas dívidas. Além disso, o plano pode detalhar outras medidas que a empresa pretende adotar para melhorar as contas, como a venda de ativos, o fechamento de unidades ou mudanças na estrutura societária. “Esse plano não é apenas um documento formal, mas um compromisso legal e financeiro que a empresa assume com seus credores”, afirma Garcia Junior. Volte ao índice. E depois que o plano é apresentado? Depois que o plano é apresentado, os credores analisam o documento e podem aprovar a proposta ou indicar pontos de discordância. Essa fase tem um prazo legal de 30 dias. Quando é preciso discutir esses pontos, é convocada uma Assembleia Geral de Credores (AGC). Na reunião, os credores votam o plano e podem aprová-lo, com ou sem mudanças, ou rejeitá-lo. “Diferentemente das etapas iniciais, essa fase não tem um prazo único e previamente definido, porque sua duração depende de fatores como o número de credores envolvidos, a complexidade das medidas previstas no plano e o nível de negociação necessário”, explica Garcia Junior. Na prática, essa etapa pode durar meses. Ela tende a ser mais rápida quando há consenso entre os credores e mais longa quando as divergências entre as partes são maiores. Se o plano for aprovado, a empresa passa a colocá-lo em prática, sob a fiscalização da Justiça. 🤔 E se o plano for rejeitado? Caso a assembleia rejeite o plano, a consequência prevista em lei é a decretação da falência da empresa. Isso ocorre porque a Justiça entende que não há um consenso mínimo para a continuidade das atividades nos termos propostos. Em algumas situações previstas em lei, o juiz pode aprovar o plano mesmo sem o apoio dos credores. Esse procedimento é conhecido como “cram down”. Nesses casos, a lei exige o cumprimento de alguns critérios rigorosos, como: O respeito a um tratamento equilibrado entre os credores; A aprovação de credores que representem mais da metade do valor das dívidas e que tenham participado da assembleia; A ausência de abuso de direito; A comprovação de que o plano é economicamente viável, entre outros pontos. Volte ao índice. Quanto tempo a empresa permanece em recuperação judicial? Segundo o especialista, depois que o plano é aprovado pela Justiça, a empresa permanece em recuperação judicial por um período mínimo de dois anos. “Esse prazo corresponde à fase de supervisão judicial mais intensa, na qual o juiz e o administrador judicial acompanham de perto o cumprimento das obrigações assumidas, especialmente as previstas para o curto prazo”, diz Garcia Junior. O advogado destaca, no entanto, que a duração financeira do plano pode ser bem maior, a depender das obrigações estabelecidas, como parcelamentos, prorrogação de dívidas ou condições especiais de pagamento. As propostas podem se estender por 10 a 20 anos, por exemplo, variando conforme a complexidade do caso e a capacidade de geração de caixa da empresa. Mas é preciso ter a aprovação dos credores para alongar a dívida por tanto tempo. “Na prática, muitos planos de recuperação judicial têm um horizonte financeiro entre cinco e 10 anos, mas a fiscalização judicial direta se concentra, como regra, nos primeiros dois anos após a concessão da recuperação”, completa. Depois de encerrar a recuperação judicial, a empresa retoma sua autonomia de gestão e deixa de estar submetida à fiscalização do Poder Judiciário e do administrador judicial. Isso, no entanto, não significa que a empresa deixe de ter responsabilidades em relação ao que foi acordado durante a recuperação judicial. Segundo o advogado, a empresa permanece “juridicamente obrigada a cumprir integralmente todas as condições e obrigações assumidas no plano aprovado” e pode ser responsabilizada caso não cumpra esses compromissos. Volte ao índice. E como ficam clientes e investidores nesse meio tempo? A recuperação judicial é um processo criado para permitir que a empresa continue funcionando. A proposta é manter contratos ativos e garantir a entrega de produtos e serviços, mesmo diante de dificuldades financeiras. Na prática, os clientes comuns tendem a não sentir impactos. “Novos contratos podem ser firmados normalmente, e os serviços essenciais costumam ser mantidos. Esse processo é importante para gerar receita e viabilizar o plano de recuperação”, diz Garcia Junior. Quem costuma ser mais afetado são investidores e credores, já que os pagamentos ficam suspensos, pelo menos, até a aprovação do plano de recuperação. No documento, ficam definidos os prazos de pagamento para cada grupo de credores e eventuais reduções no valor das dívidas. Por isso, os credores precisam acompanhar as informações oficiais do processo, participar das decisões nas assembleias e verificar se a empresa está cumprindo o que foi acordado. O bom andamento da recuperação judicial depende do cumprimento desse cronograma. Segundo Garcia Junior, a recuperação torna o processo mais “transparente e previsível”, ao estabelecer uma negociação coletiva acompanhada pela Justiça. “Isso reduz a falta de informação entre as partes e limita decisões tomadas de forma isolada, trazendo mais segurança jurídica para todos os envolvidos”, conclui. Volte ao índice. O passo a passo da recuperação judicial A empresa apresenta o pedido formal de recuperação judicial, explicando as razões da crise financeira. A Justiça analisa o pedido e, se aceitar, nomeia um administrador judicial para acompanhar e fiscalizar a empresa. Com a aprovação da Justiça, a empresa tem cerca de 60 dias para elaborar um plano, no qual detalha as causas da crise, como pretende reorganizar suas operações e sua gestão e de que forma vai pagar, renegociar ou reorganizar as dívidas. O plano é analisado pelos credores. Caso haja discordâncias, o juiz pode convocar uma assembleia geral de credores para que o texto seja votado. Depois de aprovado, o plano passa a ser colocado em prática pela empresa. A empresa sai da recuperação judicial quando cumpre todas as medidas previstas no plano de recuperação. Volte ao índice. Loja do Habib's em São Paulo Divulgação/Habib's
26/08/2026 20:30:42 +00:00
Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Entenda os motivos que levaram o Habib's a entrar em recuperação judicial O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), declarando uma dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, “com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”. As lojas continuam abertas. "As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", afirmou o grupo. O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall. O grupo também possui uma ampla rede de franquias. Essas unidades não estão incluídas nesses números nem fazem parte da recuperação judicial. No pedido à Justiça, o grupo atribuiu parte da crise aos efeitos da pandemia de Covid-19, que reduziu o movimento em shoppings e centros urbanos onde estavam concentradas muitas de suas lojas. “Ali, sem dúvida, começou a se verificar um descompasso entre os investimentos feitos — lojas e mais lojas do Grupo Gennius para atender à demanda nos grandes centros de aglomeração, como shopping centers e centros urbanos das principais cidades brasileiras — e a receita obtida”, diz o documento. Ainda segundo a companhia, a expansão do delivery mudou os hábitos de consumo e reduziu o movimento nos restaurantes. O Grupo Gennius também citou a alta dos juros, que tornou suas dívidas mais caras em um momento de menor movimento nas lojas. Com menos dinheiro entrando e mais recursos destinados ao pagamento das dívidas, o grupo afirma que passou a ter dificuldades para pagar fornecedores. 🔎 A recuperação judicial é um processo que permite a uma empresa com dificuldades financeiras ganhar tempo para negociar suas dívidas e tentar evitar a falência. Durante esse período, parte das cobranças e ações dos credores fica suspensa. Em regra, essa proteção dura 180 dias, enquanto a empresa apresenta e negocia um plano para pagar as dívidas. Além das empresas responsáveis pelas lojas próprias, o processo inclui os controladores do Grupo Gennius, Alberto Saraiva e Belchior Saraiva Neto, e companhias responsáveis pela gestão das marcas, do patrimônio, da produção de insumos, do marketing e de outras áreas. Habib's e Ragazzo, do Grupo Gennius. Divulgação/Habib's Quais os próximos passos? Com a aceitação do pedido pela Justiça, parte das cobranças e ações contra o grupo fica temporariamente suspensa, dando tempo para que as empresas tentem reorganizar as finanças. A KPMG, nomeada administradora judicial, terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas. Também deverá analisar o pedido para que as dívidas das diferentes empresas do grupo sejam tratadas de forma conjunta no processo. Em seguida, será publicada a lista de pessoas e empresas que têm valores a receber do grupo. Os credores terão 15 dias para apontar eventuais erros nos valores ou pedir a inclusão de dívidas que não apareçam na relação. O grupo terá 60 dias, a partir da publicação da decisão, para apresentar um plano explicando como pretende reorganizar e pagar as dívidas. Se o documento não for apresentado no prazo, a recuperação judicial poderá ser convertida em falência. SAIBA MAIS Habib’s em recuperação judicial: veja quais são os próximos passos Estratégia de preços baixos O Habib’s foi fundado em 1987 pelos irmãos Alberto e Belchior Saraiva. Desde o início, a rede apostou em preços baixos e grande volume de vendas para crescer no mercado de alimentação rápida. Para sustentar a estratégia, o grupo passou a produzir parte dos ingredientes e produtos usados nas próprias lojas, em vez de comprar tudo de fornecedores externos. A estrutura inclui indústrias, laticínios e panificadoras. Com o crescimento do Habib’s, o grupo ampliou sua atuação para outras marcas. Criou o Ragazzo, focado em coxinhas e outros lanches, e as churrascarias Tendall, voltadas ao segmento de rodízio de carnes. Com isso, expandiu os negócios para além da rede de comida árabe.
26/08/2026 19:49:03 +00:00
Carro zero mais barato do Brasil, preço do Renault Kwid cai quase R$ 12 mil e parte de R$ 71.190

Renault Kwid 2027 divulgação/Renault A Renault anunciou nesta quarta-feira (26) que a linha 2027 do Kwid terá o preço reduzido em R$ 11,6 mil, partindo de R$ 71.190 até R$ 84.890. Assim, o hatch segue sendo o carro zero mais barato do Brasil. Veja abaixo. Renault Kwid: entre R$ 71.190 e R$ 84.890; Fiat Mobi: entre R$ 85.490 e R$ 87.990; Citroën C3: entre R$ 88.990 e R$ 116.990. O hatch compacto também ganhou novo visual e uma central multimídia maior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Por fora, as mudanças são sutis e aparecem principalmente na dianteira. A grade de entrada de ar está mais fina, e há mais plástico preto fosco, que agora sobe a partir do para-choques e reduz o destaque dos faróis. No modelo anterior, eles eram envolvidos pela pintura na cor da carroceria. Outro detalhe é o logo atualizado da Renault. Ele segue o padrão já adotado em Boreal, Koleos e Kardian. Nesses modelos, o emblema tem linhas mais finas e abre mão do losango com preenchimento interno. Agora no g1 Internamente, as mudanças são mais visíveis: A central multimídia passa de 8 para 10,1 polegadas, deixa o centro do console e passa a ficar no topo, integrada ao painel de instrumentos; O painel de instrumentos ganha uma tela maior, colorida e personalizável; O volante passa a ter botões para controlar a mídia e personalizar as informações exibidas no painel digital. Renault Kwid 2027 divulgação/Renault O porta-malas continua com 290 litros, capacidade que o coloca à frente dos 200 litros do Fiat Mobi e atrás dos 310 litros do Citroën C3. O porte e o motor do novo Kwid também seguem inalterados (veja a ficha técnica abaixo). O consumo, porém, mudou conforme o cenário. A diferença é bastante pequena, mas, na cidade, o novo Kwid faz: Gasolina: 14,7 km/l, contra 14,4 km/l; Etanol: 10,2 km/l, contra 10,4 km/l. Já na estrada, foi para: Gasolina: 15 km/l, contra 15,4 km/l; Etanol: contra 10,6 km/l, contra 10,7 kml. Renault Kwid 2027 Mesmo com preços mais baixos, os carros de entrada não vendem tanto. Entre janeiro e julho de 2026, dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que esses modelos responderam por menos de 10% das vendas de carros zero quilômetro no país.
26/08/2026 19:30:04 +00:00
O que muda nas redes nos EUA após acordo bilionário da Meta

Adam Mosseri, chefe do Instagram, deixa o Tribunal após julgamento em que a Meta está sendo processada por 'incentivar' vício de adolescentes nas redes sociais. KARL MONDON/AFP A Meta fechou um acordo no qual aceitou pagar em torno de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões) e adicionar medidas de segurança mais robustas para proteger as crianças em suas plataformas Facebook e Instagram. A decisão encerra um julgamento histórico nos Estados Unidos sobre o vício em redes sociais entre adolescentes e resolve as ações movidas por 47 dos 50 estados americanos, anunciaram na quarta-feira (26) os procuradores-gerais estaduais. O caso buscava responsabilizar a gigante da tecnologia pelo papel que suas plataformas desempenharam na deterioração da saúde mental das crianças. A Meta foi acusada de contribuir para a crise de saúde mental juvenil ao projetar deliberadamente recursos que viciam crianças em suas plataformas e escondê-los do público. Os reclamantes também argumentaram que a empresa violou leis federais ao coletar rotineiramente dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais O acordo selado nesta quarta-feira deve encerrar o processo judicial envolvendo os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que estavam entre os 29 que processaram a Meta em 2023. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, estava entre os que deveriam depor perante um júri em um tribunal federal na Califórnia. Os casos em outros estados devem ir a julgamento posteriormente. Além disso, nove procuradores-gerais entraram com ações judiciais em seus respectivos estados. O julgamento começou na semana passada em Oakland, Califórnia, com a juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, supervisionando os procedimentos. A Meta estimou o valor do acordo em cerca de US$ 18 bilhões, número que aparentemente inclui uma indenização para o estado do Texas. Acordo "encerra práticas perigosas" da Meta "Durante anos, a Meta enganou intencionalmente o público sobre os recursos de design viciantes e prejudiciais que causaram estragos na saúde mental dos jovens", disse o procurador-geral da Virgínia, Jay Jones. O acordo, segundo ele, "colocará um fim a essas práticas perigosas e proporcionará um alívio significativo que protegerá as crianças de danos online". O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que o dinheiro será pago ao longo de dez anos, com seu estado recebendo pelo menos US$ 1,5 bilhão se o acordo for aprovado pelo tribunal. Nova Jersey espera receber pelo menos US$ 525 milhões, enquanto Massachusetts poderá receber pelo menos US$ 366 milhões. A parte que cabe à Virgínia é de US$ 353 milhões. A Meta afirmou em uma postagem que estava "dando continuidade aos nossos esforços de longa data para capacitar pais e apoiar adolescentes". "Garantir que os adolescentes tenham uma experiência segura e produtiva em nossas plataformas é um imperativo absoluto para a Meta", disse a empresa. "Queremos acertar isso junto a pais e adolescentes, e é por isso que firmamos parceria com procuradores-gerais estaduais para estabelecer um novo padrão do setor." A empresa incentivou seus concorrentes, TikTok e YouTube, a adotarem medidas de segurança semelhantes. O acordo de US$ 17 bilhões representa uma fração da receita da Meta em 2025, de US$ 201 bilhões. Meta fecha acordo judicial de US$ 16,6 bilhões nos Estados Unidos O que diz o acordo Nos termos do acordo proposto, a Meta concordou em adotar uma série de recursos de segurança, incluindo limites diários de tempo de uso e pausas obrigatórias para crianças que usam o Instagram e o Facebook. A empresa eliminará as notificações push durante o horário escolar em dias de semana e implementará medidas robustas de verificação de idade e controles de conteúdo apropriados para cada faixa etária, a fim de prevenir o bullying e a disseminação de material prejudicial sobre temas como distúrbios alimentares e automutilação. As notificações push também deverão ser desativadas entre as 22h e as 7h. Haverá controles parentais mais fortes e fáceis de usar, além de limites para recursos de comparação social, como a contagem de curtidas. Um auditor independente avaliará como a Meta está implementando os recursos de segurança e qual a sua eficácia. Como serão feitos os pagamentos A Meta deverá pagar o valor estipulado em dez parcelas anuais, totalizando cerca de US$ 11,7 bilhões, com outros US$ 5,3 bilhões a serem pagos aos estados somente se plataformas concorrentes assinarem acordos semelhantes. Isso atingiria um máximo de US$ 16,7 bilhões. Separadamente, a empresa pagaria US$ 75 milhões para cobrir os custos legais dos estados e US$ 459 milhões para resolver antigas reivindicações relacionadas ao escândalo de dados da Cambridge Analytica – caso de uso indevido de dados pessoais de milhões de usuários do Facebook para influenciar eleições e veicular propaganda política, revelado em 2018. No entanto, a empresa afirmou que 30% do valor total – cerca de US$ 5,3 bilhões – só serão liberados para os estados se as concorrentes YouTube e TikTok cumprirem duas condições: implementar recursos de segurança semelhantes, incluindo um limite diário de uma hora, um bloqueio noturno e medidas de verificação de idade; e pagar valor equivalente, dividido entre as duas empresas. A Alphabet, proprietária do Google e do YouTube, e o TikTok não se pronunciaram imediatamente sobre o acordo desta quarta-feira. Espera-se que os estados gastem o dinheiro em programas de saúde mental para jovens, linhas de apoio em crises, atividades extracurriculares e alfabetização digital, embora as decisões finais caibam às assembleias legislativas estaduais. Limite diário e bloqueio noturno Dentro de seis meses, os perfis de adolescentes deverão ser bloqueados no Facebook e no Instagram da meia-noite às 6h. As mensagens e as configurações permaneceriam disponíveis, mas com recursos limitados para que os jovens não possam usá-las para acessar o restante do aplicativo. As contas teriam um limite padrão de duas horas de uso diário cumulativo nos aplicativos da Meta, reiniciando à meia-noite. Mensagens e vídeos longos não contam para o total. O toque de recolher e o limite não podem ser alterados por um adolescente sem a aprovação dos pais. Se plataformas concorrentes adotarem compromissos equivalentes, o bloqueio noturno se estenderá das 22h às 7h e o limite diário cairá para 60 minutos por aplicativo, com um máximo de duas horas no total. Dentro de quatro meses, os adolescentes deverão ter acesso a um feed que não é personalizado por algoritmos. A contagem de curtidas seria ocultada e os filtros de cirurgia plástica seriam bloqueados. Verificação de idade A Meta tem um ano para implementar um sistema preciso de verificação de idade. As ferramentas de verificação não devem identificar erroneamente mais de 3% dos jovens de 13 a 15 anos como adultos, e não mais de 10% dos jovens de 16 e 17 anos. Novos perfis cuja idade não for verificada após 14 dias serão tratados como contas de adolescentes, independentemente da idade declarada. Para usuários menores de 13 anos, que são proibidos de usar as plataformas de acordo com a legislação dos EUA, a Meta deve presumir que uma conta denunciada é de menor de idade, a menos que haja evidências em contrário, além de verificar as redes de amigos de contas excluídas em busca de outros usuários menores de idade. O papel dos pais Os pais que supervisionam uma conta de adolescente receberão notificações diárias sobre o tempo gasto, lembretes para revisar as configurações e a possibilidade de ajustar o horário escolar. A Meta deve responder às denúncias de conteúdo ilegal ou ofensivo feitas por adolescentes em até seis horas em pelo menos 90% dos casos registrados em inglês ou espanhol. Um auditor independente, escolhido em conjunto pela Meta e por um comitê de estados e pago pela empresa, deverá monitorar o cumprimento do acordo geral durante dez anos. Uma decisão separada impede a Meta de fazer declarações falsas ou enganosas sobre seus recursos de segurança.
26/08/2026 19:12:42 +00:00
Trump analisa regras da carne bovina enquanto produtores se opõem a tarifas; JBS e MBRF estão no setor

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26), no programa de Glenn Beck, que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A declaração ocorreu depois que Beck sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. O governo Trump tem adotado medidas para reduzir regulamentações em diferentes áreas do governo. ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Beck pediu a Trump que "analisasse o cartel que é o setor de processamento de carne" e sugeriu que a redução das regulamentações do Departamento de Agricultura facilitaria o processamento de carne bovina por pecuaristas de menor porte. "Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas", disse Trump. "Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso -- são quatro empresas, e é um monopólio." Quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co. Duas delas, JBS USA e National Beef, são controladas pelas brasileiras JBS e MBRF. No ano passado, o Departamento de Justiça informou que investigava se as empresas de frigoríficos estavam elevando ilegalmente os preços da carne bovina para os consumidores. Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços, que estão em níveis recordes. "Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota", disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Preço da carne pode subir? Medida é criticada e pecuaristas pedem que Trump volte atrás A medida foi criticada por grupos agrícolas, incluindo a principal entidade de lobby do setor, a American Farm Bureau Federation. O presidente da AFBF, Zippy Duvall, pediu a Trump, em uma carta enviada na terça-feira (25), que reconsiderasse o plano. Segundo ele, a medida "prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas". A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca, na terça-feira, que não sabia quais países estavam incluídos no anúncio de Trump. Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. *Com informações da Reuters ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
26/08/2026 18:34:45 +00:00
Dívida pública federal cresce 0,22% em julho e atinge R$ 9,28 trilhões

A dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$R$ 9,28 trilhões, informou nesta quarta-feira (26) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em junho o endividamento estava em R$ R$ R$ 9,26 trilhões. A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. De acordo com o Tesouro, o resultado está relacionado ao crescimento da dívida em decorrência do aumento dos juros, no valor de R$ 85,53 bilhões. Esse movimento foi em parte neutralizado pelo resgate líquido, no valor de R$ 65,14 bilhões. Segundo o governo, o prazo médio da dívida apresentou aumento, passando de 4,01 anos, em junho, para 4,05 anos, em julho. Agora no g1 Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses da dívida reduziu de 12,68% ao ano em junho, para 12,45% ao ano, em julho. A chamada "reserva de liquidez' (disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida) apresentou aumento, em termos nominais, de 1,89%, passando de R$ 1,34 trilhão em junho, para R$ 1,37 trilhão, em julho. Em relação ao mesmo mês de 2025 (R$ 988,35 bilhões), houve crescimento, em termos nominais, de 38,74%. A previsão do Tesouro Nacional é que a dívida encerre o ano de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional O dado consta no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado nesta quarta-feira (26). Ainda em relação ao PAF, o Tesouro revisou a composição esperada da dívida. A expectativa do Tesouro é que entre 49% e 53% do estoque da dívida seja composto por títulos atrelados à taxa flutuante, reduzindo a expectativa de títulos pré-fixado ou corrigidos pela inflação.
26/08/2026 18:09:44 +00:00
Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro

Governo prorroga subsídio à gasolina até 9 de setembro O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada "subvenção" à gasolina, ou seja, um tipo de subsídio, até 9 de setembro. Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 0,44 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo. 🔎Essa subvenção é uma ajuda financeira dada pelo governo para reduzir o preço de um produto ou serviço. No caso da gasolina, o governo federal está pagando parte do aumento de custos para evitar que a alta do petróleo seja repassada integralmente aos consumidores. Anunciado inicialmente em maio e renovado em julho, o subsídio foi definido para tentar conter os efeitos da guerra na economia brasileira. A explicação é que, com a alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia. Sem o subsídio para conter o preço, haveria impacto inflacionário maior. "A prorrogação da medida decorre da avaliação de que ainda persiste um cenário externo de instabilidade, marcado por recentes oscilações no mercado internacional de petróleo e seus derivados, e seus potenciais reflexos sobre os preços domésticos dos combustíveis. A manutenção do valor de R$ 0,44/litro se mostra compatível para mitigar o repasse da volatilidade de preços a população", afirmou o Ministério da Fazenda. Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Devido à subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro. Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em julho a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP
26/08/2026 17:09:05 +00:00
Jeep lança Série Especial 85 Anos para Renegade, Avenger, Compass e Commander

Jeep Avenger da série especial 85 anos. Divulgação/Stellantis A Jeep apresentou nesta quarta-feira (26) a Série Especial 85 Anos durante o Festival Interlagos, em São Paulo. A linha comemorativa abrange toda a gama produzida no país: o novo utilitário esportivo Avenger e os modelos Renegade, Compass e Commander. As vendas começam em setembro em todas as concessionárias do Brasil, com produção restrita a até 500 unidades por modelo. Preços não foram divulgados, mas, segundo a Stellantis, quando as unidades chegarem às lojas, os valores serão comunicados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A nova opção toma como base a versão Longitude nos modelos Avenger, Renegade e Compass, enquanto o Commander utiliza como partida a versão Limited. Agora no g1 As mudanças visuais e os itens exclusivos da Série Especial 85 Anos incluem: Pintura externa em dois tons com teto preto e rodas em tom Preto Opaco no Avenger; Emblemas comemorativos de 85 anos fixados na carroceria; Grade dianteira e protetores de para-choque em tom Preto Onyx para o Compass e em Dark Chrome para o Commander; Logotipos externos com acabamento em preto brilhante exclusivos do Commander; Cabine com costuras de contraste no tom Mayan Gold nos assentos, nas portas e no painel em todos os veículos; Volante com acabamento em tom escuro e manopla de câmbio na cor preta; Revestimento interno com detalhes em suede na cabine do Commander; Faróis com iluminação Matrix e grade dianteira iluminada no Avenger. Além das novidades de design, a série comemorativa do Avenger incorpora assistente de voz com tecnologia ChatGPT, câmeras de visão em 360 graus e sensores de estacionamento na frente. Itens que já foram apresentados no lançamento do produto. O que é o Jeep Avenger Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis A reportagem do g1 já testou o Jeep Avenger, lançamento mais importante da marca nos últimos anos. O SUV começa é fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990. O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado às primeiras mil unidades. É possível ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades. As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais. O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel. Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento. O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema híbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina. O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Ficha técnica - Jeep Avenger Limited Assentos: 5 Comprimento: 4,08 m Largura: 1,77 m (sem retrovisor) Altura: 1,58 m Entre-eixos: 2,55 m. Porta-malas: 320 litros (VDA) Peso: 1.280 kg Rodas: 18 polegadas Pneus: 215/55 R18 Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora Suspensão traseira: Eixo de torção Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: Disco sólido Direção: Elétrica Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV Combustível: Gasolina / Etanol Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina) Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina) Câmbio: Automático, CVT Marchas: 7 marchas simuladas Tração: Dianteira Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l Consumo urbano etanol: 8,8 km/l Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l Tanque de combustível: 47 litros Capacidade de carga: 400 kg Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Design forte Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse. A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saída e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas características tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada. O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca. As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustível na parte traseira dos jipes durante os combates. Jeep lança o Avenger no Brasil Divulgação / Stellantis Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimídia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot. Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores. A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos. Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990 Divulgação / Stellantis Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai. Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos. Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços. Jeep Avenger Altitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades) Design Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16; Bancos revestidos em tecido; Console central com apoio de braço, porta-copos removível, porta-celular e porta-objetos; Lanternas escurecidas em LED; Maçanetas e retrovisores externos na cor preta. Tecnologia e conforto Faróis em LED + Automatic High Beam; Ar-condicionado; Cluster de 7" full digital Multimídia 10"; 1 entrada USB e 1 USB-C; Freio de estacionamento elétrico; Partida do motor sem chave; Seletor de terrenos (Selec-Terrain); Sensor de chuva; Sensor de estacionamento traseiro; Volante multifuncional; Hill Descent Control (assistente de descida de rampa). Segurança 6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais; Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera; Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA); Controle de estabilidade (ESC); Detector de fadiga do motorista; Controle automático de velocidade de cruzeiro; Reconhecimento de placas de trânsito (TSR). Opcional Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990): Barras de teto Câmera de ré Jeep Avenger Longitude Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990 Tudo da versão Altitude + Design Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17; Bancos revestidos em tecido e vinil; Barras longitudinais no teto; Maçanetas na cor do veículo; Retrovisores em black piano; Volante multifuncional em couro e acabamento black piano. Tecnologia e conforto Ar-condicionado digital automático; Faróis de neblina com função de iluminação em curva; Walk away lock (veículo trava quando a chave se afasta); Keyless + Entry N'go (veículo destrava com aproximação da chave); Câmera de ré; Carregador de celular sem fio; Aletas para trocas de marcha atrás do volante. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC); Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera. Opcionais Pacote Convenience Pack com: Entradas USB e USB-C traseiras; Retrovisor Frameless (sem moldura) Espelhos rebatíveis; Detector de ponto cego (Blind Spot Detection); Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais. Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence Teto solar; Cluster Full Digital 10,25"; Jeep Connect + ChatGPT embarcada. Jeep Avenger Limited Divulgação / Stellantis Jeep Avenger Limited — R$ 145.990 Tudo da versão Longitude + Design Grade de sete fendas iluminada; Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18; Bancos revestidos em vinil; Teto preto; Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico; Ambient Light - 8 cores; Iluminação interna em LED; Retrovisores em Black Piano. Tecnologia e conforto Farol LED Matrix; Jeep Connect + ChatGPT embarcada; Câmera 360°; Retrovisores externos com rebatimento automático; Cluster full digital 10,25"; Sensor de estacionamento frontal; Navegação embarcada; Porta USB para passageiros traseiros. Segurança Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa; Sistema de monitoramento de ponto cego. Opcional Teto solar
26/08/2026 17:04:09 +00:00
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