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g1 > Economia

Correios prorrogam validade de concurso com 3,5 mil vagas por mais um ano

Concurso dos Correios oferece mais de 3 mil vagas de nível médio e superior Correios/Divulgação Os Correios anunciaram a prorrogação por mais um ano da validade do concurso público com 3,5 mil vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior. A informação foi divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19). Com a decisão, a seleção ficará válida até 14 de abril de 2027. Na prática, os aprovados poderão ser convocados até essa data — embora a estatal ainda não tenha iniciado as chamadas. ➡️Edital de adiamento (Agente de Correios - carteiro) ➡️Edital de adiamento (Analista de Correios - nível superior) Os resultados finais do concurso dos Correios foram homologados e divulgados em abril do ano passado. Mais de 1 milhão de candidatos fizeram as provas em 2024, a maioria para o cargo de carteiro. Esta é a maior seleção da estatal dos últimos 13 anos. Ao todo, o concurso vai preencher 3.511 vagas imediatas. São 3.099 para o cargo de carteiro (agente de Correios), com salário inicial de R$ 2.429,26, e 412 para analista de Correios, de nível superior, cuja remuneração inicial é de R$ 6.872,48. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp A carreira de analista é dividida em várias especialidades. Há vagas para advogado, analista de sistemas, arquiteto, arquivista, assistente social e engenheiro. E elas estão distribuídas nas 28 superintendências estaduais (SE) dos Correios. Do total de vagas a serem preenchidas, 30% são reservadas para negros (pretos e pardos) e indígenas, e 10% para pessoas com deficiência. Além da remuneração, que aumenta conforme o tempo de serviço e o mérito do funcionário, os Correios oferecem uma série de benefícios que ajudam a complementar a renda dos trabalhadores selecionados, como: Vale-alimentação/refeição: quase R$ 1,4 mil por mês. Vale-transporte: disponível para todos os funcionários. Plano de saúde: possibilidade de adesão. Auxílio-creche/auxílio-babá: até R$ 714,72 para empregadas com filhos menores de 7 anos. Reembolso de despesas para filhos dependentes de cuidados especiais: até R$ 1.030,58. Adicional de atividades externas: 30% do salário-base (inicialmente R$ 728). Adicional por serviço no fim de semana: 15% do salário-base pelas horas trabalhadas. Gratificação de "quebra de caixa": R$ 267,64 para quem atua em guichês de agências. As vagas ofertadas estão distribuídas em cidades de todo o país, e os candidatos vão concorrer somente com os inscritos da mesma localidade, selecionada no momento da inscrição. (veja o mapa) ➡️ No caso do cargo de carteiro, as vagas foram divididas em "macrorregiões", que receberam o nome de uma cidade, mas englobam vários municípios naquela área. É possível ver essa relação no Anexo II do edital. Crise A demora no início das convocações está diretamente ligada à crise financeira enfrentada pelos Correios. De acordo com documento do Tesouro Nacional divulgado em fevereiro, a estatal pode registrar um rombo de R$ 9,1 bilhões em 2026. Além disso, a empresa acumula atrasos em pagamentos que somam R$ 3,7 bilhões, incluindo débitos com fornecedores, tributos e obrigações com funcionários, como repasses ao fundo de pensão Postalis e ao plano de saúde Postal Saúde. Nos últimos meses, a dívida da estatal também cresceu de forma significativa, com aumento em compromissos como INSS patronal e tributos como PIS/Cofins. Diante desse cenário, os Correios têm adotado medidas para reduzir custos, como o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que pode chegar a até 10 mil desligamentos somente neste ano. 📝 O maior concurso dos últimos 13 anos Os Correios não realizavam um concurso público em âmbito nacional desde 2011, quando 1,1 milhão de pessoas se inscreveram para mais de 9 mil oportunidades. Desta vez, foram 1,6 milhão de inscritos, e o processo preencherá mais de 3,5 mil vagas. No entanto, os sindicatos alegam que essa quantia não é suficiente para suprir o déficit de mão de obra na empresa. No ano passado, inclusive, a estatal abriu um Programa de Desligamento Voluntário, que viabilizou a saída de trabalhadores. Por isso, especialistas em concursos públicos acreditam que um número bem maior de candidatos será chamado para ocupar os cargos nos próximos meses, apesar de os editais publicados não especificarem oportunidades de cadastro reserva. Concurso dos Correios: resultado preliminar é divulgado; veja como acessar
19/03/2026 17:40:13 +00:00
Quem é Dario Durigan, que vai assumir Ministério da Fazenda no lugar de Haddad

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O secretário-executivo Dario Durigan, atual número dois na linha de comando do Ministério da Fazenda, deve chefiar a pasta até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esta quinta-feira (19) é o último dia de trabalho de Fernando Haddad à frente do Ministério. Ele vai deixar a linha de frente do Executivo para concorrer ao governo de São Paulo. O próprio ministro confirmou a informação nesta quinta-feira (19), num evento em São Paulo. Mesma cerimônia em que o presidente Lula pediu para Durigan se apresentar para as pessoas como substituto de Haddad. "Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí, levanta para as pessoas conhecerem o Dario. [Ele] será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", disse Lula. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trajetória Desde 2023 no Executivo, Durigan ajudou nas chamadas "medidas de recomposição de receitas", ou seja, nos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos, assim como na articulação e regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e no fechamento de uma renegociação sobre a dívida dos estados, entre outros temas. Antes da área econômica, trabalhou como consultor na Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e no setor privado, entre 2020 e 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Ele coordenava temas relacionados a políticas públicas e comunicação. Durigan também fez parte da equipe de Haddad em 2015 e 2016, na prefeitura de São Paulo. Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), o novo ministro da Fazenda tem perfil mais discreto, menos afeito aos holofotes. Entretanto, possui bom trânsito dentro do governo e é visto por interlocutores como bom articulador junto aos setores da economia real. Desafios na Fazenda À frente do Ministério da Fazenda, Dario Durigan terá de coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidencial de Lula à uma nova reeleição, período que costuma ser tenso, marcado por embates com a oposição e divulgação de notícias falsas. Temas como o fim da jornada 6 por 1, do Imposto de Renda sobre lucros e resultados dos trabalhadores, entre outros, devem entrar na pauta. A área econômica também citou, recentemente, a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma de encargos sobre a folha de pagamentos. Outro assunto da pauta econômica em 2026 é a regulamentação e a transição da reforma tributária. O governo trabalha para implementar a CBS, seu imposto sobre consumo, em 2027 e, para isso, divulga normas operacionais de transição neste ano (período de testes). Na regulamentação da reforma tributária, embora boa parte dos temas já tenham sido abordados pelo Congresso, um deles, extremamente polêmico, ainda terá de ser debatido no Legislativo: o imposto seletivo, chamado de imposto do pecado. Pelas regras, esse imposto será cobrado sobre produtos com externalidade negativa na economia, ou seja, que geram problemas sociais e repercussões de aumento de gastos, como bebidas alcoólicas e cigarros, entre outros. O problema é que tende a haver um aumento de preços desses produtos com a regulamentação, um debate que acontecerá em ano eleitoral. Além disso, Durigan também terá de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, período no qual o governo tem por meta retomar o superávit em suas contas (considerando os limites do arcabouço fiscal e o abatimento de precatórios). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da busca por receitas para cumprir a meta fiscal, o novo ministro também terá de lidar com as restrições impostas pelo arcabouço fiscal. Segundo analistas, o espaço para os gastos livres dos ministérios será apertado neste ano, o que tende a levar a bloqueios de despesas dos ministérios. 💵 A explicação é que há um limite para despesas totais fixado pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. As despesas não podem ter aumento real, corrigidas pela inflação, acima de 2,5% ao ano. 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. Para completar o quadro, Durigan terá de enfrentar um cenário internacional mais complicado diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo — que já disparou para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. O resultado direto é mais inflação neste ano, via contaminação dos dos preços dos combustíveis, e uma queda menor do juro, podendo afetar a geração de empregos. O Ministério da Fazenda já anunciou um pacote de medidas, entre elas redução de impostos e subsídios para o diesel.
19/03/2026 17:36:37 +00:00
Em evento em São Paulo, Lula confirma Dario Durigan como substituto de Haddad

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Com a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, o secretário-executivo Dario Durigan, número dois na linha de comando, deve chefiar a pasta até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pelo próprio presidente nesta quinta-feira (19), durante um evento em São Paulo de abertura da 17ª Caravana Federativa. O petista lia a nominata, antes de discursar, quando pediu para Durigan se levantar para as pessoas o conhecerem. "Queria cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí, levanta para as pessoas conhecerem o Dario. [Ele] será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olha bem para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", afirmou. Haddad estava presente na ocasião e também discursou em tom de balanço de gestão. Em sua declaração, ele destacou os desafios dos últimos anos na economia e agradeceu o apoio do Congresso Nacional na aprovação das pautas de interesse do governo (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Hoje, para mim é um dia especial, é um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda. E, hoje, eu queria agradecer as pessoas que estão aqui e vou explicar o porquê. Ontem [quarta], eu tive a alegria de visitar Câmara e Senado para agradecer o empenho que foi feito pelo Congresso Nacional em aprovar as medidas econômicas necessárias para trazer o Brasil até aqui", frisou. "Mas, eu faço questão de também cumprimentar os prefeitos do Brasil e de São Paulo, os governadores do Brasil, porque, sem o pacto federativo ter sido recuperado, nós teríamos chegado até aqui", reforçou. Trajetória de Durigan Desde 2023 no Executivo, Durigan ajudou nas chamadas "medidas de recomposição de receitas", ou seja, nos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos, assim como na articulação e regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e no fechamento de uma renegociação sobre a dívida dos estados, entre outros temas. Antes da área econômica, trabalhou como consultor na Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e no setor privado, entre 2020 e 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Ele coordenava temas relacionados a políticas públicas e comunicação. Durigan também fez parte da equipe de Haddad em 2015 e 2016, na prefeitura de São Paulo. Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), o novo ministro da Fazenda tem perfil mais discreto, menos afeito aos holofotes. Entretanto, possui bom trânsito dentro do governo e é visto por interlocutores como bom articulador junto aos setores da economia real. Desafios na Fazenda À frente do Ministério da Fazenda, Dario Durigan terá de coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidencial de Lula à uma nova reeleição, período que costuma ser tenso, marcado por embates com a oposição e divulgação de notícias falsas. Temas como o fim da jornada 6 por 1, do Imposto de Renda sobre lucros e resultados dos trabalhadores, entre outros, devem entrar na pauta. A área econômica também citou, recentemente, a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma de encargos sobre a folha de pagamentos. Outro assunto da pauta econômica em 2026 é a regulamentação e a transição da reforma tributária. O governo trabalha para implementar a CBS, seu imposto sobre consumo, em 2027 e, para isso, divulga normas operacionais de transição neste ano (período de testes). Na regulamentação da reforma tributária, embora boa parte dos temas já tenham sido abordados pelo Congresso, um deles, extremamente polêmico, ainda terá de ser debatido no Legislativo: o imposto seletivo, chamado de imposto do pecado. Pelas regras, esse imposto será cobrado sobre produtos com externalidade negativa na economia, ou seja, que geram problemas sociais e repercussões de aumento de gastos, como bebidas alcoólicas e cigarros, entre outros. O problema é que tende a haver um aumento de preços desses produtos com a regulamentação, um debate que acontecerá em ano eleitoral. Além disso, Durigan também terá de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, período no qual o governo tem por meta retomar o superávit em suas contas (considerando os limites do arcabouço fiscal e o abatimento de precatórios). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da busca por receitas para cumprir a meta fiscal, o novo ministro também terá de lidar com as restrições impostas pelo arcabouço fiscal. Segundo analistas, o espaço para os gastos livres dos ministérios será apertado neste ano, o que tende a levar a bloqueios de despesas dos ministérios. 💵 A explicação é que há um limite para despesas totais fixado pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. As despesas não podem ter aumento real, corrigidas pela inflação, acima de 2,5% ao ano. 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. Para completar o quadro, Durigan terá de enfrentar um cenário internacional mais complicado diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo — que já disparou para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. O resultado direto é mais inflação neste ano, via contaminação dos dos preços dos combustíveis, e uma queda menor do juro, podendo afetar a geração de empregos. O Ministério da Fazenda já anunciou um pacote de medidas, entre elas redução de impostos e subsídios para o diesel.
19/03/2026 16:49:26 +00:00
Estados devem recusar proposta do governo para reduzir ICMS nos combustíveis; Fazenda diz que está disposta a negociar

Estados não devem aceitar proposta para redução do ICMS A decisão do momento entre governadores é de não aceitar a proposta do governo federal para zerar a cobrança de ICMS sobre o diesel. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), apresentou uma contraproposta que deve ser analisada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O governo federal propôs aos estados, nessa quarta-feira (18), zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção do ICMS na importação do diesel custará R$ 3 bilhões por mês até o fim de maio, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1, 5 bilhão por mês aos estados. Mas, o entendimento dos governadores é rejeitar a proposta. Secretários de Fazenda de estados como Goiás, Distrito Federal e São Paulo, por exemplo, avaliam que não é possível abrir mão da arrecadação do ICMS sobre o combustível, por causa do impacto nas contas públicas. O imposto é uma das principais fontes de receita das unidades federativas. 🔎Como o ICMS é um imposto estadual, cada estado tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar o imposto. Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Em nota, o governo do Paraná informou que trabalha, junto ao Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), em soluções que não comprometam o equilíbrio das contas públicas, os repasses obrigatórios aos municípios e o setor produtivo. O estado defende que qualquer mudança na carga tributária do diesel seja precedida de consenso entre as unidades da federação. O governo paranaense também destacou que os estados ainda enfrentam perdas de arrecadação provocadas pelas leis complementares aprovadas em 2022, que reduziram as alíquotas sobre combustíveis. Já o Ministério da Fazenda afirmou, em nota, que mantém diálogo com os governadores para buscar um acordo, em consenso, sobre o tema. Gasolina e diesel ficam mais caros em Fortaleza na segunda semana de março, aponta ANP. Fabiane de Paula/SVM Lula reforçou pedido Mais cedo, em evento em São Paulo, o presidente Lula reforçou o pedido aos governadores para que reduzam o ICMS sobre os combustíveis. O presidente comentava sobre os impactos internos provocados pela guerra no Oriente Médio. Lula voltou a criticar aumentos no preço do álcool, da gasolina e as pessoas que, segundo ele, se aproveitam da situação. Lula já tinha feito um pedido público informalmente aos governadores, que rejeitaram a proposta. Depois disso, uma equipe do Ministério da Fazenda se reuniu com representantes dos estados para formalizar a demanda. Medidas do governo O governo tem se articulado para tentar diminuir os impactos internos provocados pelo aumento do preço do petróleo, em decorrência da guerra. O diesel, por exemplo, já ficou mais caros para os distribuidores. Na semana passada, o Executivo anunciou redução de impostos federais sobre o diesel, além de subsídios para produtores e importadores. A preocupação do Planalto é com os custos logísticos e seu impacto nos preços de alimentos e outros produtos. Ao mesmo tempo em que negocia com os estados, o governo preparou um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra. ➡️O Executivo, com isso, tem se articulado também para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel.
19/03/2026 16:47:52 +00:00
Lula diz estar 'triste' com decisão do BC de reduzir taxa de juros em 'só' 0,25 ponto percentual

Lula diz estar 'triste' com decisão do BC de reduzir taxa de juros em 'só' 0,25 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que está "triste" com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual apenas. O petista deu a declaração durante um evento do governo federal em São Paulo, um dia após a reunião do Copom que reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira diminuição desde maio de 2024. Lula disse que esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual, e lamentou a decisão do colegiado do Banco Central, que considerou os impactos da guerra no Irã para fixar a redução. "Hoje é um dia que eu poderia estar mais feliz, mas eu estou triste. Estou triste, Fernando Haddad, porque eu esperava que o nosso Banco Central abaixasse o juros em pelo menos 0,5, e abaixou só 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Porra, essa guerra até no nosso Banco Central, não é possível", criticou Lula. "Nós estamos fazendo um sacrifício, que vocês não têm noção, pra fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar os salários, vocês não têm noção. O Haddad vai passar para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso do país, porque ele conseguiu aprovar uma reforma tributária que há 40 anos se esperava", acrescentou o presidente. 🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. A decisão do Copom Na decisão sobre a redução da Selic, o Copom afirma que, no cenário atual, diz que é necessário reunir informações que permitam aumentar a clareza "sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo". O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Irã — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam "direta e indiretamente" a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos. O presidente Lula durante evento do governo federal em São Paulo Reprodução/CanalGov
19/03/2026 16:29:16 +00:00
China restringe exportações de fertilizantes; país é um dos principais fornecedores do Brasil

Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil A China está restringindo as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, segundo várias fontes do setor, informou a agência de notícias Reuters. A medida coloca pressão adicional sobre os mercados globais que já estão lutando contra a escassez causada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo dados do Comexstat, plataforma do Ministério do Comércio Exterior, o país representou 11,5% das compras brasileiras em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões. O país também é importante para o restante do mundo. Seus embarques foram avaliados em mais de US$13 bilhões no ano passado. Apesar disso, a China já tem um histórico de controle das exportações para manter os preços baixos para os agricultores. As remessas pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra, são responsáveis por cerca de um terço do suprimento por via marítima. Em meados de março, Pequim proibiu as exportações de misturas de fertilizantes de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato, disseram fontes à Reuters. A proibição, que não foi formalmente revelada, foi reportada no início desta semana pela Bloomberg News. Além das proibições existentes e das cotas de exportação de ureia, apenas alguns fertilizantes -- principalmente o sulfato de amônio -- podem ser exportados, disseram cinco fontes à Reuters. Isso significaria que cerca de metade das exportações da China no ano passado estão restritas, potencialmente até 40 milhões de toneladas, de acordo com uma estimativa da Reuters. "Esse padrão é consistente: a China restringe os suprimentos em vez de vir em socorro durante a escassez global", disse Matthew Biggin, analista sênior de commodities da BMI à Reuters. "As restrições à exportação existem por causa do equilíbrio interno apertado -- eles estão priorizando a segurança alimentar e isolando seu mercado interno dos choques de preços", disse. As restrições de Pequim, como a medida tomada na semana passada de proibir as exportações de combustível refinado, ocorrem no momento em que os governos limitam as exportações de produtos cujos insumos foram ameaçados pela interrupção da guerra, agravando a escassez e os preços mais altos em todo o mundo. Os preços internacionais da ureia aumentaram cerca de 40% em relação aos níveis anteriores à guerra. Na China, os futuros da ureia estão próximos de uma máxima de 10 meses. Apesar disso, para os produtores brasileiros, esse encarecimento deve afetar apenas as safras que são plantadas a partir do segundo semestre, aponta Paulo Pavinato, professor associado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP). Isso ocorre porque o fertilizante usado agora já foi comprado. Nos Estados Unidos, a situação é diferente: os produtores ainda estão adquirindo o produto e podem sentir o impacto de forma imediata. Saiba mais: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Por que fertilizantes são importantes? Os fertilizantes são essenciais para o crescimento das plantas e o rendimento das colheitas. Os preços mais altos podem levar à redução do uso, ou os agricultores podem mudar para culturas que exijam menos fertilizantes. No ano passado, a China enviou ao Brasil, à Indonésia e à Tailândia cerca de um quinto de suas importações de fertilizantes, e esse número ficou em um terço para a Malásia e a Nova Zelândia, de acordo com dados do International Trade Centre. Para a Índia, foi cerca de 16%, de acordo com dados comerciais. Entre metade e 80% dessas exportações estão agora restritas, de acordo com uma análise da Reuters dos dados alfandegários chineses. "Compradores esperavam que a China interviesse e preenchesse a lacuna de fornecimento, mas essa decisão apenas restringirá ainda mais o fornecimento", disse um funcionário de uma empresa de fertilizantes com sede em Nova Délhi, em referência às recentes restrições. O funcionário da empresa não quis se identificar devido à sensibilidade do assunto. ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Quando as exportações vão ser retomadas? Na quarta-feira, as Filipinas disseram que a China havia garantido que as exportações de fertilizantes não seriam restringidas. Questionado sobre os comentários um dia depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China encaminhou a questão para outros departamentos. A Administração Geral de Alfândega da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério do Comércio não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters. Em uma conferência sobre fertilizantes em Xangai na quarta-feira (18), cinco vendedores disseram que não esperavam que as proibições de fertilizantes fossem suspensas antes de agosto, após o período de pico de exportação da China, de junho a agosto. Os produtores estão atentos aos sinais do governo após o plantio da primavera para saber se as proibições poderiam ser estendidas. Por que a China devolveu cargas de soja do Brasil e uma grande exportadora cancelou embarques Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará
19/03/2026 16:12:34 +00:00
Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro

Governo federal propõe aos estados zerar o ICMS sobre a importação de diesel A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz já prejudicam o bolso do brasileiro. O centro do problema está no preço do barril de petróleo, que chegou a US$ 115 nesta quinta-feira (19), reforçando o aumento de preços de combustíveis e energia. Em uma semana, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz. O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026. “O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão. Outro fator que pressiona os preços é o dólar, que chegou à casa dos R$ 5,26, uma alta de 2,5% desde o início do conflito. Em momentos de tensão geopolítica, investidores tendem a buscar proteção em ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. Isso aumenta a demanda pelo dólar e faz a cotação subir. Um dólar mais caro encarece produtos importados e também aqueles que, embora produzidos no Brasil, têm preços definidos no mercado internacional — como combustíveis e diversas commodities. Além disso, muitos insumos usados pela indústria são cotados em dólar. Com a alta da moeda, esses custos das empresas sobem e acabam sendo repassados ao consumidor final, pressionando ainda mais a inflação. Entenda mais abaixo. Petróleo, indústria e agro Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o salto no preço do petróleo no mercado internacional foi o efeito mais marcante. Em relação ao fim de 2025, quando a commodity fechou cotada a US$ 60, o valor quase dobrou. “Quanto mais o conflito se prolongar e comprometer o fluxo de petróleo pelo mundo, maior será a tendência de alta nos preços do barril”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O petróleo é matéria-prima de combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e de diversos insumos, como plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Isso gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística da indústria e do agronegócio. Uma alta no preço do diesel, por exemplo, tende a elevar o custo do frete rodoviário, o que pode resultar em aumento nos preços de produtos transportados por estradas. “Além disso, a gasolina é um dos itens mais relevantes para a inflação, representando 5% do IPCA”, afirma o especialista. Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos — que também são parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano. Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas. Elas geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. “A indústria brasileira está inserida em cadeias globais, e qualquer instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz repercute nos fretes, nos seguros e na energia”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe. Por outro lado, o aumento nos preços do petróleo costuma favorecer a balança comercial do Brasil, já que o país é um grande exportador da commodity e seu valor influencia diretamente o resultado financeiro das petrolíferas. “Isso já pode pressionar por um ajuste no preço da gasolina. Se houver anúncio, é provável que o valor acompanhe a tendência do petróleo e permaneça elevado enquanto a commodity continuar em alta”, afirma André Braz. Pressão no dólar e nos juros 🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar. “O dólar normalmente se valoriza em momentos de incerteza e cautela internacional, o que pode aumentar a pressão inflacionária causada por insumos importados”, explica Lilian Linhares, da Rio Negro Family Office. Embora o impacto do dólar dependa de um período mais prolongado de valorização da moeda, a especialista diz que esse é um fator ao qual o BC deve estar atento ao definir a política de juros no país. “A projeção para a inflação no médio prazo continua alinhada à meta, o que permite que o Banco Central conduza a política monetária nesse cenário de incerteza, com cautela e atenção a eventuais choques de oferta”, afirma. Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte desde maio de 2024. Por outro lado, o BC deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões por conta da guerra no Oriente Médio. O conflito foi citado quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras. "No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", disse o Copom. O BC reforçou que a guerra no Oriente Médio afeta a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities, o que influencia a inflação no Brasil. Por isso, o comitê decidiu aguardar novos desdobramentos para avaliar quanto tempo o conflito vai durar e quais serão seus efeitos sobre a economia. "Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio", diz o comunicado. Juros mais altos também têm impacto direto no dia a dia da economia. Quando as taxas sobem, pegar crédito fica mais caro — seja no cartão, no financiamento ou no empréstimo. Com isso, famílias e empresas tendem a consumir e investir menos. Esse movimento esfria a atividade econômica e reduz o ritmo de crescimento, justamente como forma de conter a inflação.
19/03/2026 15:50:36 +00:00
Ataques a infraestruturas de gás e temor de escalada no Oriente Médio afetam bolsas mundiais

Trump ameaça destruir totalmente parte iraniana do maior campo de gás do mundo A escalada do conflito no Oriente Médio fez os preços do petróleo e do gás dispararem e levou as bolsas mundiais a operar em queda nesta quinta-feira (19). A tensão aumentou após novos ataques do Irã contra o Catar e ameaças de retaliação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com o risco de uma nova alta da inflação global, bancos centrais adotam cautela em relação a possíveis cortes nas taxas de juros. Na Europa, três das quatro principais bolsas europeias registravam quedas de 2% ou mais por volta do meio-dia. O índice de Frankfurt liderava as perdas, com recuo de 2,56%, seguido por Milão (-2,46%) e Londres (-2,19%). Em Paris, o índice CAC 40 caía 1,83%. Nos Estados Unidos, Wall Street também abriu em baixa. Os contratos futuros apontavam queda de 0,37% para o Dow Jones Industrial Average, 0,54% para o Nasdaq Composite e 0,38% para o S&P 500. Mesmo com alguma estabilização ao longo do dia, os preços da energia continuam pressionando os mercados. O Brent crude oil, referência global do petróleo, era negociado a US$ 113,92 por barril, alta de 6,09%. Mais cedo, o barril chegou a US$ 118,03, cerca de 10% acima do valor do dia anterior. Já o contrato futuro de gás natural TTF natural gas futures — referência na Europa — subia 17,47%, para € 64,21 por megawatt-hora. Instalações de produção de gás natural liquefeito da Qatar Energy em 2 de março de 2026 REUTERS/Stringer Escalada dos ataques Nas últimas 24 horas, importantes campos de petróleo e gás no Oriente Médio, ao redor do Golfo, foram alvos de ataques, aumentando os temores de uma crise de produção e abastecimento. "A escalada geopolítica atingiu um novo patamar", observou o analista John Plassard, chefe de estratégia de investimentos do Cité Gestion Private Bank. "Os mercados de ações estão sendo pressionados pelo medo, pelos ataques a instalações de GNL (gás natural liquefeito) no Catar e pelo fato de o Fed não ter pressa em socorrer os mercados", disse Neil Wilson, analista da Saxo Markets. "Israel atacou o campo de gás de South Pars, no Irã, provocando retaliação de Teerã, que lançou ataques contra o terminal de gás natural liquefeito de Ras Laffan, no Catar, e ameaçou realizar novos ataques contra outros países do Golfo", observou ele. No Kuwait, duas refinarias também foram incendiadas após um ataque com drones na manhã desta quinta-feira (19). Banco da Inglaterra mantém juros O Banco da Inglaterra (BoE) manteve sua taxa básica de juros inalterada em 3,75% nesta quinta-feira, seguindo a liderança do Fed no dia anterior, e adiando indefinidamente o retorno à meta de inflação, devido à disparada dos preços da energia. "A guerra no Oriente Médio elevou os preços da energia globalmente. Isso já é visível nos postos de gasolina e, se continuar, contribuirá para contas de energia mais altas para as famílias este ano”, alertou o presidente do Banco Central britânico, Andrew Bailey. Na quarta-feira, o Fed, manteve sua taxa básica de juros inalterada, mas o presidente, Jerome Powell, alertou que "as repercussões dos eventos no Oriente Médio sobre a economia dos EUA são incertas". "No curto prazo, o aumento dos preços da energia elevará a inflação geral", advertiu ele. Reunião do BCE Os mercados aguardam agora a reunião do Banco Central Europeu (BCE), na tarde desta quinta-feira. A expectativa é que as taxas de juros no bloco subam, diante da alta dos preços do petróleo e dos riscos de inflação na zona do euro. Mas a mensagem da presidente, Christine Lagarde, será analisada com atenção. "A declaração do BCE provavelmente será restritiva, possivelmente indicando um aperto da política monetária ainda este ano, dependendo da duração do conflito no Oriente Médio e de seu impacto a médio prazo nos preços do petróleo", prevê o analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote. O conflito levou a uma quase paralisação do Estreito de Ormuz pelo Irã – uma importante via navegável por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. O impacto já é sentido na Europa nos preços dos combustíveis e nas empresas, principalmente nas que consomem muita energia. Caso o conflito se prolongue, economistas alertam para o risco de crescimento ainda mais fraco combinado com inflação mais alta — um cenário especialmente desafiador para o BCE. LEIA TAMBÉM: Preço do petróleo ultrapassa US$115 após ataques a reservas de energia no Oriente Médio Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos? Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior
19/03/2026 15:41:04 +00:00
Após início da guerra no Oriente Médio, Tesouro Nacional recompra quase R$ 50 bilhões em títulos e ajuda a conter alta no juro futuro

A Secretaria do Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro, por conta dos efeitos da guerra no Oriente Médio. Trata-se da maior operação de recompra já realizada pela instituição. Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos". A taxa Selic, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que atualmente está em 14,75% ao ano, tem efeito somente no curto prazo. Já a curva de juros do mercado futuro, afetada pelos leilões do Tesouro Nacional, é definida pelas condições do mercado (oferta e demanda). O cenário global das últimas semanas, com a eclosão da guerra no Oriente Médio, pressionou para cima a curva de juros. 🔎Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como esses papeis têm prazos longos, seus juros servem de base para a chamada "curva", ou seja, as apostas do mercado para os próximos anos. A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros — que serve de base para o mercado fixar as taxas cobradas nos empréstimos a empresas e pessoas físicas. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters Impacto da guerra O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país pelo aumento do diesel, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes da gasolina. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. A preocupação imediata, segundo analistas, é com a falta de abastecimento de diesel no país, além do impacto do aumento dos preços no dólar e na inflação. O que já está resultando em um cenário de corte menor dos juros básicos da economia. Nesta quinta, o Banco Central (BC) avaliou que o cenário global "prospectivo" (futuro) "segue apresentando riscos que podem levar à materialização de cenários de reprecificação de ativos financeiros globais", ou seja, subida do petróleo, pressão sobre o dólar, os juros futuros e impacto na bolsa de valores - que opera em queda hoje. "As incertezas associadas ao reposicionamento das políticas econômicas, aos eventos geopolíticos e aos seus impactos sobre os ritmos de crescimento da atividade e da inflação se intensificaram. Somam-se a essas incertezas, aquelas relacionadas aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo, à sustentabilidade fiscal de economias centrais e à valorização dos ativos de risco", avaliou o BC.
19/03/2026 15:39:10 +00:00
Premiê do Catar diz que ataque do Irã a polo de gás tem 'impacto significativo' no fornecimento global de energia

Israel bombardeia campo de gás natural no Golfo Pérsico O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou nesta quinta-feira os ataques do Irã ao principal polo de gás do país. A ofensiva ocorreu um dia após Teerã lançar uma série de ações contra infraestruturas energéticas no Golfo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Este ataque tem repercussões significativas para o fornecimento global de energia. Ações como essa não trazem benefício direto a nenhum país; ao contrário, prejudicam e impactam diretamente as populações”, afirmou o premiê em entrevista coletiva. A declaração foi feita após danos extensos à instalação de Ras Laffan, considerada o principal centro de processamento e exportação de gás natural do país. Reunião de chanceleres de países do Oriente Médio X / Reprodução Guerra se espalha Ao contrário de conflitos recentes na região, como a guerra entre Irã e Israel de junho de 2025 e entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos e se alastrou pelo Oriente Médio. Os combates, que entram agora na terceira semana, tiveram início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. Uma escola com estudantes também foi atingida, entre outros alvos. Trump ameaça explodir campo de gás iraniano caso país não pare de atacar Catar O Irã lançou ataques retaliatórios pouco depois, não só contra Israel, mas também em direção a embaixadas, a bases americanas espalhadas pela região e também a alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos. Ao mesmo tempo, Hezbollah e Israel intensificaram as hostilidades em meio ao conflito, arrastando o Líbano, inclusive sua capital, Beirute, para o teatro de operações. De todos os países do Golfo, é o que costuma ter melhores relações com o Irã, já que tanto seu governo quanto sua população são de maioria xiita. O país, porém, também abriga a maior base aérea americana da região, atacada por Teerã. Doha interrompeu sua produção de gás natural depois de ter duas instalações danificadas por ataques iranianos. Dois caças do Irã também foram abatidos pela Força Aérea catari.
19/03/2026 15:23:07 +00:00
Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz

Ataque israelense provoca incêndio no campo de gás South Pars, no Irã Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão "prontos" para se juntar aos "esforços" para liberar a passagem pelo canal marítimo. Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. O preço do petróleo disparou após os novos ataques. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe todas as notícias sobre a guerra no Irã "Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito", diz a declaração. "Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando". A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de "ingratos". Estreito de Ormuz Arte/g1 O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. 👉 O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá. O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que "tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção". Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Não é nossa guerra' No início da semana, países da Europa haviam rejeitado o pedido de Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz e ajudassem na guerra contra o Irã. O ministro da Defesa da Alemanha, um dos países que haviam negado o pedido de Trump, disse que não ajudaria porque "esta não é a nossa guerra". "O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos", disse o ministro Boris Pistorius
19/03/2026 13:32:43 +00:00
Irã considera cobrar taxas de navios no Estreito de Ormuz, diz parlamentar

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. SAHAR AL ATTAR / AFP O Irã estuda cobrar taxas de embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, segundo um parlamentar do país. A medida pode representar uma tentativa de transformar em receita o controle estratégico da via, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás liquefeito comercializados no mundo. Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, Teerã tem interrompido o tráfego marítimo no estreito para embarcações que, segundo o governo, têm ligação com seus adversários e aliados. De acordo com a "Iranian Students' News Agency", o parlamentar afirmou que o Congresso analisa um projeto que prevê a cobrança de pedágios e taxas de países que utilizam a rota para transporte marítimo, energia e alimentos. Trump diz que EUA não precisam de ninguém para reabrir o Estreito de Ormuz Um assessor do líder supremo do Irã disse que um “novo regime para o Estreito de Ormuz” será implementado após o fim do conflito. A proposta permitiria ao país impor restrições marítimas a nações que adotaram sanções contra Teerã. “Ao usar a posição estratégica do Estreito de Ormuz, podemos sancionar o Ocidente e impedir que seus navios passem por essa via”, afirmou Mohammad Mokhber nesta quinta-feira, segundo a agência Mehr News Agency. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1
19/03/2026 12:57:39 +00:00
Dólar opera em alta com escalada de ataques no Oriente Médio e disparada do petróleo; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operava em alta de 0,04%, a R$ 5,2480, por volta das 15h. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,52%, a 1178.702 pontos. O dia segue marcado por cautela elevada, em meio à alta do petróleo e do gás natural após novos ataques do Irã a instalações de energia. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Irã anunciou uma nova fase da guerra, passando a mirar estruturas de energia no Golfo ligadas aos Estados Unidos, em retaliação ao ataque de Israel ao maior campo de gás do mundo em território iraniano. Ação provocou uma disparada nos preços do petróleo e do gás natural. 🔎 O Brent — referência do mercado — alcançou o maior nível em mais de uma semana e superando os US$ 115 por barril. Por volta das 8h20 desta quinta, o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 16%. Mais cedo, o gás chegou a subir 35% na região. ▶️No Brasil, o governo tenta conter uma alta do diesel em ano eleitoral, em meio à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A proposta é zerar o ICMS sobre a importação do combustível até o fim de maio, com metade das perdas dos estados compensada pela União. ▶️No campo político, os investidores analisam a indicação do secretário-executivo Dario Durigan, número dois na hierarquia da pasta, para comandar o ministério até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a saída de Haddad para concorrer ao governo de São Paulo. ▶️ Com poucos indicadores no cenário local, os investidores voltam a atenção para as decisões de juros ao redor do mundo, como os anúncios do Banco do Japão (BoJ), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA. ▶️Ainda no radar estão as as decisões de juros: no Brasil, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, enquanto, nos EUA, o Federal Reserve manteve as taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,18%; Acumulado do ano: -4,43%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,12%; Acumulado do mês: -4,85%; Acumulado do ano: +11,49%. Novos ataques no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase, segundo o Irã, que anunciou ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos como resposta aos bombardeios contra sua própria infraestrutura, atribuídos a Israel com apoio americano. A escalada teve início após o ataque ao campo de gás South Pars, no Irã — o maior do mundo —, e ganhou força com a retaliação iraniana, que atingiu estruturas energéticas em países como Catar e Arábia Saudita, incluindo uma importante unidade de processamento de gás no território catariano. Diante desse cenário, os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, com o barril superando US$ 115, enquanto o gás natural também subiu forte na Europa. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia. Nos EUA, o governo de Donald Trump teria apoiado a ofensiva inicial, mas tenta conter novos ataques a esse tipo de infraestrutura, enquanto avalia os próximos passos conforme a reação do Irã. Decisões de juros Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte desde maio de 2024, decisão já esperada pelo mercado. 👉 Mesmo com a queda, o BC sinalizou cautela e não indicou novos cortes por conta das incertezas com a guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo e os impactos na inflação. O comitê destacou que vai acompanhar os efeitos do conflito na economia antes de decidir os próximos passos. Com isso, o Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo, com 9,51%. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%. Enquanto isso, nos EUA, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Apesar das incertezas, o banco central americano ainda prevê um possível corte de 0,25 ponto ainda este ano, mas alertou que pode mudar de ideia se o cenário externo piorar com os conflitos. 👉 Juros altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar e podem impactar países como o Brasil, pressionando a inflação e dificultando a queda dos juros por aqui. Nesta quinta, o Banco da Inglaterra também decidiu manter os juros. A instituição avalia os riscos de inflação decorrentes da guerra, e alguns membros levantaram a possibilidade de um aumento. Mercados globais Em Wall Street, as principais bolsas abriram em queda, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio após novos ataques a ativos estratégicos do setor de petróleo. Por volta das 11h37 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,76%, enquanto o S&P 500 recuava 0,65% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,76%. Por lá, os investidores também avaliam os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram para 205 mil, abaixo do esperado, indicando um mercado de trabalho ainda estável, apesar das incertezas globais. Na Europa, os mercados também operam em queda, refletindo as tensões geopolíticas e a cautela com a inflação. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra votou por unanimidade pela manutenção dos juros, diante dos riscos inflacionários ligados à guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes, inclusive, sinalizou a possibilidade de novas altas, o que provocou uma forte venda de títulos públicos de curto prazo. Entre as bolsas, o índice britânico FTSE 100 recuava 2,40%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 2,41% e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores mais cautelosos diante da escalada do conflito e das incertezas sobre a economia global. Em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Também houve perdas na Coreia do Sul (-2,7%), Taiwan (-1,9%), Austrália (-1,6%) e Cingapura (-0,8%). *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar e real Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
19/03/2026 12:00:33 +00:00
Liquidação de instituições ligadas ao Master não gerou 'efeitos' no sistema financeiro, mas cenário global apresenta riscos, diz BC

A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master, ou seja, sua retirada do mercado, não gerou efeitos no âmbito do sistema financeiro nacional, pois os mecanismos de proteção existentes foram acionados. Mas, o cenário internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, segue apresentando riscos. As avaliações constam na ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central. A reunião aconteceu em 11 e 12 de março, mas o documento foi divulgado somente nesta quinta-feira (19) pela autoridade monetária. "Os mecanismos de proteção existentes associados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro", diz o Banco Central, sobre a liquidação de bancos ligados ao Master. 🔎O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade. Sede do Banco Master, em São Paulo Getty Images via BBC Enquanto a Polícia Federal investiga irregularidades no Master, nove instituições financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, que está preso, foram liquidadas. São elas: Banco Master S/A Banco Master de Investimento S/A Banco Letsbank S/A Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários Reag Trust Will Financeira Banco Pleno Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A Banco Master Múltiplo S/A Antes do caso vir à tona, o FGC possuía patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões correspondiam a recursos líquidos em caixa, para o exercício de sua atividade. As liquidações do conglomerado, incluindo a do próprio Master, do Will Bank e do Pleno, estão consumindo R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo. Para capitalizar novamente o FGC, o BC anunciou, no início deste mês, resolução para que os bancos direcionem o fundo recursos recolhidos dos depósitos compulsórios. A medida poderá injetar cerca R$ 30 bilhões, no decorrer de 2026, no FGC. Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno Guerra no Oriente Médio Na outra frente da guerra, explosões sacudiram os subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com análise do Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central, o cenário global "prospectivo" (futuro) "segue apresentando riscos que podem levar à materialização de cenários de reprecificação de ativos financeiros globais", ou seja, subida do petróleo e mudanças no dólar, por exemplo. "As incertezas associadas ao reposicionamento das políticas econômicas, aos eventos geopolíticos e aos seus impactos sobre os ritmos de crescimento da atividade e da inflação se intensificaram. Somam-se a essas incertezas, aquelas relacionadas aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo, à sustentabilidade fiscal de economias centrais e à valorização dos ativos de risco", avaliou o BC. A autoridade monetária observou, porém, que o sistema financeiro internacional tem demonstrado "resiliência", apesar de a "incerteza de política econômica" permanecer elevada. "A materialização recente de riscos geopolíticos aumentou a volatilidade nos mercados. Até o momento, os efeitos concentram-se nos preços de commodities, sem contágio em mesma proporção para outros ativos financeiros. O regime de câmbio flutuante segue absorvendo choques e o sistema financeiro internacional segue em realocação ordenada de posições", concluiu.
19/03/2026 11:16:48 +00:00
Ferrari suspende entregas no Oriente Médio devido à guerra

Ferrari 296 GTB Divulgação/ Ferrari Segundo a Reuters, a montadora italiana de carros esportivos Ferrari suspendeu nesta quinta-feira (19) temporariamente as entregas no Oriente Médio, enquanto a guerra avança na região. “Estamos monitorando de perto os desdobramentos no Oriente Médio e as possíveis implicações para o nosso negócio”, afirmou a empresa em comunicado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Neste momento, suspendemos temporariamente as entregas na região, enquanto gerenciamos algumas entregas por via aérea”, acrescentou a companhia. A região do Oriente Médio é importante para o resultado de vendas da Ferrari. Segundo o balanço mais recente, de 2024, a marca italiana vendeu 479 carros naquele mercado. Pode não parecer muito, mas vamos comparar com a China, que só fica atrás do Estados Unidos no número de bilionários e tem população de 1,4 bilhão de pessoas. Os chineses compraram da 814 carros da Ferrari no mesmo período. Esses dados não incluem Hong Kong nem Taiwan. A Ferrari tem 10 pontos de venda no Oriente Médio, segundo dados da empresa. Número bem maior do que a soma de toda a América do Sul, que só tem quatro lojas da marca. Abu Dhabi tem parque temático da Ferrari Felipe Massa e Fernando Alonso na atração Formula Rossa do Ferrari World de Abu Dhabi em 2013 Divulgação / Ferrari A paixão pela Ferrari no Oriente Médio é tão grande, que a marca italiana tem um parque temático licenciado em Abu Dhabi. Lá é possível experiementar uma das montanhas russas mais rápidas do mundo. Chamada de Formula Rossa, a atração acelera de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos e alcança 240 km/h. Nas curvas, os ocupantes sentem os efeitos de até 4,8 g. Veja os vídeos que estão em alta no g1
19/03/2026 11:10:41 +00:00
Preço do petróleo ultrapassa US$115 após ataques a reservas de energia no Oriente Médio

Preço internacional do petróleo volta a subir Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19). O Brent — referência do mercado — atingiu o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril. A alta ocorreu após o Irã atingir instalações de produção de combustíveis em diferentes pontos do Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars, maior campo de gás natural do mundo. A escalada de tensão pressionou o mercado. Por volta das 12h05 desta quinta-feira (19), o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 14%. Mais cedo, chegou a subir 35% na região. SIGA as últimas atualizações da guerra 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em resposta ao ataque israelense, o Irã atingiu instalações de energia no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. No Kuwait, duas refinarias da estatal de petróleo foram atingidas por drones e tiveram incêndios. A QatarEnergy disse que um dos ataques do Irã destruiu 17% da capacidade de GNL do gás natural do Catar por três a cinco anos. No fim da noite de quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Catar não tiveram qualquer envolvimento no ataque e nem tinham conhecimento prévio da ação. Trump afirmou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars. Preço do petróleo Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam 6,58%, a US$ 114,45 por barril. Mais cedo, chegaram a subir quase US$ 8, atingindo o maior nível desde 9 de março, com pico de US$ 115,10 na sessão. Já o petróleo WTI, dos Estados Unidos, subia 1,05%, para US$ 96,46 por barril, após ter avançado quase US$ 4 mais cedo, sendo negociado a US$ 100,02. O WTI tem sido negociado com o maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, refletindo a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e custos mais altos de transporte. Ao mesmo tempo, os novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio reforçaram a pressão de alta sobre o Brent. “A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota. Reação nas bolsas de valores As tensões no Oriente Médio refletem negativamente no mercado financeiro. Nos EUA, o Dow Jones futuro caía 0,38%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,61%, por volta das 9h27 (de Brasília); Na Europa, o índice britânico FTSE 100 recuava 2,40%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 2,41% e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%. Na Ásia, em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Países árabes e islâmicos condenam ataques Chanceleres e autoridades de 12 países árabes e islâmicos condenaram, em reunião realizada em Riad, os ataques do Irã contra países da região e pediram a interrupção imediata das ofensivas. Em declaração conjunta, os governos criticaram o uso de mísseis e drones contra áreas civis e infraestrutura estratégica, defenderam o direito à legítima defesa e cobraram de Teerã o respeito ao direito internacional para conter a escalada. O encontro reuniu autoridades de Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Danos a instalações A estatal QatarEnergy informou que houve “danos extensos” após mísseis iranianos atingirem a cidade industrial de Ras Laffan, responsável por processar cerca de um quinto do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo. Na Arábia Saudita, um porto de petróleo no Mar Vermelho também foi atingido. Os bombardeios mostram que o Irã ainda consegue prejudicar a operação militar de Estados Unidos e Israel. Ao mesmo tempo, revelam falhas nos sistemas de defesa aérea em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de energia. Os ataques também sugerem falta de alinhamento entre Estados Unidos e Israel na condução da guerra, mesmo após quase três semanas de conflito. O governo de Trump avalia enviar mais tropas para o Oriente Médio e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Entre as alternativas discutidas está garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, principalmente com uso de forças aéreas e navais. Fontes afirmam, no entanto, que a missão também pode envolver o envio de tropas à costa iraniana. O governo americano também discute a possibilidade de deslocar forças terrestres para a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. Segundo autoridades, a operação seria de alto risco, já que o país tem capacidade de atingir a área com mísseis e drones. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters
19/03/2026 10:25:19 +00:00
Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior

Governo avalia pedir indenização contra distribuidoras e postos para conter preço do diesel Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação. O preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11% em uma semana, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 110. A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro. Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustívei Primeiro, anunciou a isenção de impostos federais e uma “ajuda de custo” (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, será aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo. Com esse “desconto” bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem que todo o impacto chegue ao consumidor. Assim, a empresa evita prejuízos com o custo mais alto da matéria-prima e divide com o governo o efeito do aumento na bomba. Até agora, as medidas ainda não mostraram efeito. A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto. O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20. Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassadas ao consumidor final”. Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado. Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. A decisão será tomada até o dia 28 de março. A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Por isso, o governo também reforçou a fiscalização da tabela do frete no Brasil, para garantir que os caminhoneiros não rodem “no prejuízo” e buscando impedir uma nova paralisação da categoria, que agravaria ainda mais a situação. O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026. “O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão.
19/03/2026 08:04:06 +00:00
Carros na Argentina ficam mais baratos mesmo sem a redução de imposto criada por Milei

Fiat Titano Endurance ganhou desconto de R$ 37 mil na Argentina Divulgação / Stellantis Mesmo sem participar da mais recente isenção de impostos, carros das marcas Volkswagen, Fiat, DS, Peugeot e Hyundai ficaram mais baratos na Argentina. Os descontos oferecidos neste mês de março chegam a até 10 milhões de pesos argentinos (R$ 37 mil, em conversão direta). Esse movimento ocorre por uma reorganização de preços após o fim do chamado “imposto do luxo”, um tributo interno que deixará de existir na Argentina a partir de abril de 2026. A decisão faz parte das medidas do presidente Javier Milei e resultou em reduções significativas em veículos mais caros. O Porsche 911 Turbo S, por exemplo, ficou mais de R$ 600 mil abaixo do valor anterior. Já o Ford Mustang Dark Horse teve queda próxima de R$ 200 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preços mais competitivos Na Volkswagen, o Vento GLI (Jetta GLI no Brasil) ficou 7% mais barato e agora custa 77,7 milhões de pesos argentinos (R$ 289 mil). As duas versões do Tiguan, Life e R-Line, tiveram redução de 8,7%. Toda a linha Amarok recebeu cortes de preço que, em média, chegaram a 6%. A Hyundai reduziu em US$ 2 mil (R$ 10.400) o preço do Tucson 1.6 Turbo, que agora parte de US$ 46 mil (R$ 239 mil). Os primeiros compradores ainda recebem ingressos para jogos da Argentina na Copa do Mundo. Volkswagen Vento GLI tem desconto de 7% na Argentina Divulgação / Volkswagen A Fiat também adotou condições especiais de financiamento e baixou os valores. A picape Titano, na versão Endurance manual 4x2, custa agora 39,9 milhões de pesos (R$ 148 mil), o que representa um desconto de R$ 37 mil. Modelos da Peugeot e da DS, ambas pertencentes à Stellantis, também ficaram mais baratos na Argentina. A Jeep, porém, ainda não revisou seus preços. Clientes podem ficar insatisfeitos Esse cenário de redução de preços e maior disponibilidade de estoque depende da estratégia de cada montadora e do contexto externo, explica Cássio Pagliarin, da Bright Consulting. Ele lembra que algo semelhante ocorreu na China, quando houve realocação de oferta após o fim dos incentivos para carros elétricos. As fabricantes passaram a direcionar seus modelos para outros mercados, como o Brasil. Mesmo com menor margem de lucro, empresas chinesas conseguem escoar a produção ao enviar veículos para o Brasil. Na Argentina, a margem também pode diminuir, mas as marcas buscam evitar acúmulo de estoque. O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional, no prédio do Congresso Nacional REUTERS/Agustin Marcarian Por outro lado, há efeitos negativos. O primeiro surge entre consumidores que compraram carros recentemente pagando valores mais altos e agora veem o preço do veículo cair rapidamente. “O consumidor sai perdendo com isso. O ideal é que a própria marca entre em contato com o cliente e busque alguma forma de reduzir a insatisfação”, afirma Pagliarin. Outro impacto ocorre no mercado de usados. Quem depende do carro atual para comprar um novo provavelmente terá de recalcular tudo. Já quem planejava vender um usado acordou com o veículo valendo menos. A estimativa é que, quando um carro zero quilômetro recebe desconto, cerca de 60% dessa queda é repassada imediatamente para os usados. Assim, se um modelo novo fica 5% mais barato, o seminovo perde cerca de 3% do valor, explica o consultor.
19/03/2026 07:02:08 +00:00
Chamado de 'inútil', jovem explica 'primeiro emprego' aos 27 anos e expõe debate: existe idade certa para trabalhar?

O texto, publicado por Matheus Tavares na rede X (antigo Twitter), ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucas horas. X/ Reprodução "Hoje é um dia especial. Pela primeira vez, nos meus 27 anos, consegui meu primeiro emprego". O texto, publicado por Matheus Tavares na rede X (antigo Twitter), ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucas horas. A mensagem emocionada, escrita no primeiro dia de trabalho, rapidamente viralizou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas, entre elogios e mensagens de apoio, também surgiram críticas: "Me pergunto como tu chegou nessa idade sem se sentir um completo inútil", escreveu um usuário. Diante da repercussão, Matheus voltou às redes para explicar o que não havia dito no primeiro post. Não se tratava de nunca ter trabalhado. Ao contrário: ele construiu uma trajetória longa, marcada por diferentes ocupações informais. Já foi office-boy, fotógrafo, garçom, vendedor, corretor, motoboy, motorista de aplicativo, mecânico, camelô, trabalhou com manutenção de celulares e chegou a abrir pequenos negócios. Ao g1, ele detalhou: o 'primeiro emprego" a que se referia era, na verdade, o primeiro vínculo com uma empresa — ainda que não seja no regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Aos 27 anos, nunca fui CLT. Mas agora tenho meu primeiro emprego formal, meu primeiro cargo, meu primeiro vínculo com uma empresa. Antes eu tinha trabalhos. Agora tenho um emprego”, resume. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Matheus, a oportunidade como engenheiro de software surgiu por meio de um contrato como pessoa jurídica (PJ) em uma empresa de São Paulo (SP). CLT: profissional contratado com carteira assinada, possui vínculo empregatício e tem acesso a direitos como férias, 13º salário e FGTS. PJ: contratado como pessoa jurídica, atua como prestador de serviços, emite nota fiscal e não tem vínculo empregatício nem benefícios previstos na CLT. Mas, apesar da explicação de Matheus, a repercussão já havia tomado grandes proporções. O tweet — acompanhado da foto no primeiro dia de trabalho — viralizou e extrapolou a história individual. A discussão ganhou novos contornos: existe idade certa para começar a trabalhar? Profissionais sem vínculo formal são mal vistos? É possível construir carreira fora da CLT? Mudar de área depois dos 25 anos é arriscado? Em um Brasil em que 38,5 milhões de pessoas ainda vivem na informalidade, segundo dados recentes do IBGE, e com o envelhecimento da população em andamento, histórias como a de Matheus ajudam a iluminar uma transformação mais profunda no mercado de trabalho. Trajetória fora do mercado formal Antes de chegar à tecnologia, Matheus percorreu um caminho irregular. Começou cedo: aos 14 e 15 anos, conciliava escola, cursinho e trabalho como office-boy no centro de São Paulo. Na época, queria seguir carreira militar, mas não conseguiu aprovação antes de atingir o limite de idade. Depois disso, vieram mudanças de cidade, trabalhos diversos e dificuldade para acessar o mercado formal. Em Canoas (RS), atuou como motoboy, teve os primeiros contatos com tecnologia e chegou a abrir uma loja de manutenção. Mais tarde, voltou a dirigir por aplicativo. Com problemas no carro e sem dinheiro para consertos, aprendeu mecânica por conta própria, o que acabou virando profissão por um período. Ao longo desses anos, Matheus afirma que nunca deixou de trabalhar. Mas também nunca teve um vínculo formal. O momento atual do mercado também influencia esse movimento, explica o economista da 4intelligence, Bruno Imaizumi. O desemprego atingiu o menor nível da série histórica do IBGE ano passado, indicando maior abertura de vagas. "No momento em que o Brasil se encontra (mercado de trabalho aquecido), todos os tipos de ocupação vem ganhando força, especialmente com carteira assinada e conta própria. Nos últimos anos, vimos o avanço da formalização do mercado de trabalho, mas ainda há muito para melhorar". Entre elogios e mensagens de apoio, post de Matheus Tavares também surgiram críticas X/ Reprodução Há uma idade certa para começar? O cenário exposto por Imaizumi ajuda a explicar por que trajetórias como a de Matheus são mais comuns do que parecem — e abre espaço para um debate que foi além do caso individual: afinal, ainda faz sentido falar em uma idade “certa” para começar uma carreira? Para o economista, a resposta passa por mudanças estruturais que vêm redesenhando o mercado de trabalho. O envelhecimento da população, o maior tempo dedicado aos estudos e a transformação do próprio conceito de carreira ajudam a explicar por que entradas mais tardias no mercado formal deixaram de ser exceção. "Hoje, buscamos pessoas com maior qualificação por meio do estudo. Há também diferenças no que significa sucesso profissional para um jovem de hoje em comparação com duas gerações atrás. Antes, sucesso estava ligado a fazer carreira em uma única empresa. Hoje, isso não é mais verdade". A avaliação é compartilhada pelo professor Edgard Rodrigues. Segundo ele, a ideia de um “timing ideal” perdeu força diante de trajetórias cada vez mais diversas. “As carreiras estão menos lineares, e o momento de entrada não define o potencial do profissional”, afirma. Na prática, isso significa que começar mais tarde não é, necessariamente, um problema — desde que haja preparo. Para Daniel Consani, CEO do Top RH, o mercado já começou a absorver essa mudança. “As pessoas entram, saem, mudam de área, empreendem. O que conta hoje não é quando você começou, mas o quanto está preparado agora", afirma. Matheus Tavares construiu uma trajetória longa, marcada por diferentes ocupações informais. Matheus Tavares Desafios para validar a experiência profissional A história de Matheus também expõe uma distinção importante — e muitas vezes invisível: a diferença entre trabalhar e ter um emprego formal. Durante anos, ele acumulou experiências, responsabilidades e aprendizados. Ainda assim, enfrentou barreiras ao tentar acessar o mercado formal, especialmente em processos seletivos. “Eu era barrado no RH antes de falar com o gestor técnico”, relata. A dificuldade revela um desafio comum a quem vem da informalidade: transformar experiência prática em algo reconhecido pelas empresas. Segundo Rodrigues, esse filtro ainda existe, mas vem mudando. “Empresas mais modernas estão migrando para modelos de recrutamento que focam mais em competências reais do que no histórico formal”, explica. Consani reforça que essa mudança já é perceptível no dia a dia do recrutamento. “A ausência de carteira assinada pode gerar questionamentos, mas não é mais um impeditivo. O que pesa é a consistência e a capacidade de gerar resultado.” Como apresentar experiências fora da CLT Se antes a informalidade era vista como fragilidade, hoje ela pode se transformar em vantagem competitiva — dependendo de como o profissional apresenta sua trajetória. “Quem trabalhou como PJ, freelancer ou em aplicativos desenvolveu habilidades como autonomia, gestão do tempo e relação com o cliente”, afirma Consani. Rodrigues complementa que até experiências consideradas simples podem gerar repertório relevante. O ponto central está na capacidade de traduzir essas vivências para a linguagem do mercado. Ou seja, mais do que listar atividades, é preciso mostrar impacto: o que foi feito, como foi feito e quais resultados foram alcançados. A repercussão do caso também evidenciou um julgamento ainda presente: a ideia de que quem não seguiu uma trajetória tradicional está "atrasado". Para os especialistas, esse tipo de visão persiste, sobretudo em ambientes mais conservadores. Mas vem perdendo espaço. “Empresas mais competitivas já perceberam que trajetórias diferentes contribuem para inovação”, diz Consani. Rodrigues acrescenta que novas gerações tendem a reduzir esse tipo de preconceito, inclusive em relação à idade e ao tempo de carreira. “Não adianta ter experiência se você não consegue organizá-la e comunicá-la”, ressalta Rodrigues. Consani concorda que o problema, muitas vezes, não está na trajetória, mas na forma como ela é apresentada. “Não é sobre quanto tempo você levou, mas sobre o que construiu nesse tempo.” Para ele, assumir a própria história, estruturar uma linha de evolução e destacar aprendizados e resultados pode mudar completamente a percepção do recrutador.
19/03/2026 07:01:28 +00:00
Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos?

Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos? BBC Guerras raramente têm vencedores claros. E as populações civis costumam pagar o preço mais alto. Com os mercados globais de energia e as cadeias de abastecimento desordenadas, alguns países estão se preparando para enfrentar severas consequências econômicas. Mas outros conseguiram encontrar novas oportunidades estratégicas em meio ao caos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã trazem consequências dramáticas para a região e para o mundo. Ela desestabilizou os países do Golfo e levou centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas em todo o Oriente Médio. Além da zona de guerra, o pico dos preços do petróleo e a interrupção do tráfego marítimo no Golfo, especialmente nas proximidades do Estreito de Ormuz, elevam os custos para empresas e consumidores. Mas quais países podem sair ganhando ou perdendo em meio à crise? Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rússia O Irã é um importante aliado e parceiro militar da Rússia. A morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei (1939-2026), marca mais um revés para Moscou no campo externo, após a deposição de Bashar al-Assad, na Síria, e a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, pelos Estados Unidos. Ainda assim, o conflito no Oriente Médio poderá oferecer à Rússia uma vantagem na sua própria guerra, afastando os recursos militares americanos da Ucrânia. "O esgotamento dos interceptadores e mísseis Patriot é benéfico para a Rússia, pois ele limita o que a Ucrânia pode conseguir no mercado", explica à BBC News Rússia a professora Nicole Grajewski, do Centro de Estudos Internacionais do Instituto de Estudos Políticos de Paris, na França. A morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, marca mais um revés diplomático para o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Anadolu via Getty Images via BBC Mas a maior demanda de drones iranianos Shahed por Teerã, provavelmente, não trará impactos significativos às capacidades de Moscou na Ucrânia, segundo especialistas. "A Rússia dependeu do Irã para cooperação no setor de defesa durante um período muito específico, no início da guerra na Ucrânia, quando o Irã forneceu drones Shahed e, o mais importante, a tecnologia de produção e licenças desses drones, em 2022-2023", explica à BBC News Hanna Notte, diretora para a Eurásia do Centro de Estudos sobre Não Proliferação, nos Estados Unidos. "Estamos, agora, em um estágio em que a Rússia não precisa do Irã para prosseguir com a guerra na Ucrânia", prossegue ela. "A Rússia pode produzir drones Shahed sozinha." Shahed-136, drone 'kamikaze' BBC Paralelamente, o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã tem asfixiado o transporte de petróleo e gás, fazendo os preços dos combustíveis dispararem. Isso pode dar um certo alívio financeiro para a Rússia, que sofre pressões significativas devido à guerra na Ucrânia. O orçamento federal da Rússia considera a exportação do petróleo do país a US$ 59 por barril. Mas, agora, o preço do petróleo bruto aumentou significativamente e chegou a atingir quase US$ 120 por barril. E, com a maior parte dos países do Golfo reduzindo sua produção, a Rússia pode conseguir exportar mais petróleo para mercados importantes, como a China e a Índia. Na última semana, o governo americano anunciou uma flexibilização de algumas sanções relacionadas ao petróleo da Rússia. A medida prevê uma isenção temporária de cerca de 30 dias para permitir que países comprem petróleo e produtos petrolíferos russos sancionados que já estavam em navios no mar, numa tentativa de conter a alta global dos preços da energia. Embora limitada, a medida pode facilitar temporariamente as exportações russas e gerar receitas adicionais para Moscou. China A China ainda não sofreu efeitos graves da guerra no Irã. Mas ainda irá sentir as pressões. Apenas cerca de 12% do petróleo bruto importado pela China vem do Irã, segundo o Centro de Política Energética Global. Além disso, Pequim detém estoques de petróleo suficientes para vários meses e poderá facilmente pedir ajuda à Rússia em seguida. Mas o "setor industrial orientado à exportação" da China também será atingido, segundo Fyfe. As exportações representam cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês — o valor total das mercadorias produzidas e dos serviços fornecidos pelo país. Por isso, elas se tornaram um importante motor da sua economia, prejudicada pela queda dos preços dos imóveis e pelo fraco consumo doméstico. A interrupção do tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz não é um grande problema para a China, mas chegar ao Oceano Atlântico é fundamental para os produtos chineses que se dirigem ao Ocidente. E, no outro lado da Península Arábica, o Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta a Ásia, a Europa e a África, sofreu ataques dos houthis do Iêmen, uma milícia armada apoiada pelo Irã. "É muito provável que o tráfego no mar Vermelho seja novamente muito prejudicado, com navios cargueiros de longo curso da Ásia que desejam chegar à bacia do Atlântico sendo desviados para contornar o sul da África e o Cabo da Boa Esperança", explica Fyfe. "Existe um alto custo a pagar por isso", afirma o especialista em Oriente Médio Neil Quilliam, do centro de estudos Chatham House, com sede em Londres. O trajeto "aumenta a viagem em 10 a 14 dias. E, dependendo da mercadoria, para um navio médio, o custo adicional é de cerca de US$ 2 milhões. Mas a guerra no Irã pode oferecer oportunidades diplomáticas para a China, que tenta se posicionar como um parceiro responsável em comparação com os Estados Unidos, segundo Philip Shetler-Jones, do Instituto Real de Serviços Unidos de Estudos de Defesa e Segurança (Rusi, na sigla em inglês). O presidente chinês, Xi Jinping, continuará projetando sua imagem como líder global estável e previsível, em oposição ao líder americano, Donald Trump. E o conflito poderá também ser uma chance para Pequim "procurar indicações" sobre como Trump pode reagir sobre outros temas polêmicos, como Taiwan, a ilha autogovernada reivindicada pela China. Economias emergentes Imensamente dependentes do petróleo e gás do Oriente Médio, os países do sudeste asiático devem ser fortemente atingidos pela guerra. Alguns deles já tomaram medidas drásticas de austeridade, na esperança de reduzir seus impactos econômicos o mais cedo possível. No Vietnã, o preço do óleo diesel já aumentou em 60% desde o início da guerra. E o governo pediu a todos que trabalhem de casa, quando possível. As Filipinas importam cerca de 95% do seu petróleo bruto do Oriente Médio. Os funcionários do setor público do país, agora, trabalham quatro dias por semana, exceto pelos serviços de emergência. Restrições similares foram impostas no Paquistão, com exceção dos bancos. Sempre que possível, foram emitidas ordens para que os funcionários trabalhassem de casa e as aulas das universidades ocorrem via internet. Em pronunciamento pela televisão, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif declarou que é fundamental conservar e racionar cuidadosamente as reservas de combustível do país. Em Bangladesh, o governo enfrenta o pânico dos consumidores. Longas filas nos postos de gasolina levaram ao racionamento. É permitida a compra de 10 litros por dia para os carros e apenas dois litros para as motocicletas. Mas as consequências da guerra podem ir muito além da falta de energia. Agricultores de todo o mundo dependem de fertilizantes para abastecer o solo com nutrientes necessários para o cultivo de alimentos e aumentar a resistência das safras. Qualquer interrupção pode gerar insegurança alimentar global. "30% da ureia do mundo, matéria-prima para a fabricação de fertilizantes, passa pelo Estreito de Ormuz", explica Quilliam. "A ureia vem de produtos petroquímicos, derivados do processo de refração de petróleo bruto." "Por isso, se você retirar 30% da ureia dos mercados globais, haverá impactos concretos sobre a segurança alimentar mundial." Após os ataques às suas instalações, a QatarEnergy — um dos maiores exportadores de gás do mundo e produtor de ureia para a fabricação de fertilizantes — precisou declarar força maior, uma medida de emergência que permite às empresas suspender temporariamente a produção e fornecimento. "Você poderá muito bem observar impactos em termos de segurança alimentar e inflação daqui a seis a nove meses", segundo Quilliam. "Pode ainda não se materializar, mas, à medida que a produção for prejudicada ou os agricultores enfrentarem dificuldades para conseguir fertilizantes, veremos um impacto de longo prazo." Com colaboração da BBC News Hindi e de Elizaveta Fokht, da BBC News Rússia.
19/03/2026 07:01:13 +00:00
O anticristo na porta do Vaticano: palestra de bilionário de IA em Roma causa mal-estar na Igreja

Peter Thiel na Conferência Bitcoin, em 7 de abril de 2022, em Miami Beach, Flórida. AP Photo/Rebecca Blackwell, Arquivo O bilionário de tecnologia Peter Thiel iniciou, neste domingo (15), uma série de palestras em Roma que geraram mal-estar na Igreja Católica. Os encontros, que duraram até esta quarta-feira (18), discutiram o conceito de anticristo. Segundo o jornal "The New York Times", nesta segunda-feira (16), o crachá dos convidados indicava que a conferência se chamava "O Anticristo Bíblico". O jornal afirmou ainda que ao menos um padre participou do evento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o jornal, embora Thiel já tenha realizado encontros semelhantes em outras cidades, a Igreja só começou a se manifestar por causa da proximidade do evento com o Vaticano. Na véspera da chegada de Thiel a Roma, o padre Paolo Benanti, que aconselha o papa sobre inteligência artificial, publicou um ensaio com o título: "Heresia americana: Peter Thiel deveria ser queimado na fogueira?". No texto, ele afirma que o bilionário atua como um "teólogo político" no Vale do Silício. "Toda a ação de Thiel pode ser vista como um ato prolongado de heresia contra o consenso liberal: um desafio aos próprios fundamentos da convivência civil, que ele agora considera ultrapassados", escreveu Benanti. Em outra frente, um jornal da Conferência Episcopal Italiana — que reúne bispos do país — também publicou textos com críticas a Thiel. Um artigo alertava que líderes de tecnologia não deveriam definir seus próprios limites éticos e defendia que governos garantam a supervisão democrática das plataformas digitais e combatam a disseminação de desinformação. Interesses de Thiel Conhecido por ter fundado a PayPal e a Palantir Technologies, Thiel vem ampliando o interesse por temas religiosos e filosóficos. Thiel já realizou encontros semelhantes em São Francisco e Paris. Nas palestras, o empresário discutiu cenários em que uma figura com características do anticristo poderia surgir no mundo. O empresário afirma se basear em profecias bíblicas para alertar que um anticristo poderia surgir ao tentar criar um governo mundial único, prometendo evitar desastres como guerras nucleares, avanços da inteligência artificial e mudanças climáticas. Os encontros desta semana foram fechados ao público e à imprensa, com participação restrita a convidados. O endereço não foi divulgado e, segundo os organizadores, o grupo reuniu participantes dos setores acadêmico, tecnológico e religioso.
19/03/2026 06:01:06 +00:00
‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras

Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará “A situação era precária. Banho era no igarapé, banheiro era o mato. Não tem o que fazer”, relata o caminhoneiro Álvaro José Dancini. Ele ficou dias parados dentro de um caminhão para chegar ao porto de Miritituba, no Pará, para escoar a safra de soja. Ele não foi o único: no fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, o equivalente a entre 1.200 e 1.500 caminhões, e invadiu a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso. Os motoristas ficaram sem ter onde dormir, sem água para beber ou banheiro perto. O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou o congestionamento. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto. “Quem tinha alguma coisa dentro do caminhão, comia. Quem não tinha, ficava com fome. Ainda bem que os postos ali mais próximos passavam com carro dando água para nós”, disse. Além do desconforto, os caminhoneiros também têm prejuízo financeiro. "A gente depende de fazer os fretes. Então, se você fica três dias parado numa fila, é três dias que você não está recebendo nada, porque eles não pagam a estadia. É só prejuízo”, conta Renan Galina. Da esquerda para a direita, os caminhoneiros Renan Galina, Álvaro José Dancini e Jefferson Bezerra Arquivo pessoal Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil: há muitos caminhões chegando aos portos ao mesmo tempo, porque a produção é grande e faltam armazéns para guardar os grãos; o transporte depende, principalmente, de caminhões, que carregam menos carga do que trens ou embarcações; muitas estradas não têm asfalto ou estão em más condições, o que deixa o transporte mais lento e caro. Dependência das rodovias deixa o transporte do agro mais caro Arte g1 Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Dependência de estradas ruins No caso das safras agrícolas, a dependência do transporte rodoviário pode gerar prejuízos, explica Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT). "Esse tipo de carga seria ideal para trafegar por modalidades que têm a vocação de transportar grandes volumes de carga, com um custo de transporte menor, que seriam as ferrovias e as hidrovias”, afirma. Isso não acontece com os caminhões. Eles transportam menos carga e consomem mais diesel. Um caminhão consome cerca de um litro a cada 2 km no transporte de grãos. Deste modo, em uma viagem de 2 mil km até o porto de Santos, o consumo pode chegar a 1 mil litros, exemplifica Thiago Péra, professor do grupo de pesquisa e extensão em logística da Esalq-USP. Esse gasto é agravado pelas distâncias percorridas, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais, explica o professor. "Essa é uma questão infraestrutural importante no transporte, que traz uma perda da competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Péra. No porto de Miritituba, onde os motoristas ficaram parados, o único acesso é por caminhão. "E os terminais não têm dado conta, nessa época, de todo o volume que chega de carga naquela região", relata. O motorista Jefferson Bezerra confirma essa situação. “Os portos não têm pátio suficiente para caminhão e usam a rodovia como área de espera”, diz. O problema da dependência das rodovias se agrava com a baixa qualidade das estradas. Apenas cerca de 12,4% são pavimentadas, segundo dados da CNT. "Você não tem opções de caminhos”, afirma Rezende. Existem ainda as chamadas estradas vicinais, que são aquelas sem asfalto que conectam as regiões de produção até as rodovias para fazer o escoamento. Além disso, buracos e má sinalização também são problemas. “Isso causa um aumento do custo de transporte. Porque, basicamente, as rodovias em condições precárias reduzem a velocidade do caminhão, aumentam gastos com pneu, com manutenção e, principalmente, aumenta o consumo de combustível”, afirma Péra. Para os caminhoneiros, as estradas ruins também causam danos. Bezerra, por exemplo, quebrou o caminhão em fevereiro, depois de passar por um buraco. “A estrada está se desmanchando em buraco [...] Histórias de prejuízo, todos os dias. É uma mola que quebra, é um eixo que quebra”, relata também Dancini. Sem ter onde armazenar Os caminhões chegam praticamente no mesmo momento aos portos por um motivo: faltam armazéns para guardar os grãos. “A gente bate recorde de produção, só que a infraestrutura não acompanha. Então, a gente tem um primeiro gargalo ali, ainda na lavoura”, afirma a diretora executiva Rezende. Segundo dados da CNT, o país consegue armazenar apenas cerca de 80% da produção agrícola. "Tudo que é produzido hoje tem que ser escoado de forma imediata. Então, acaba fazendo com que o caminhão vire um armazém”, afirma. “Aí vão todos os caminhões simultaneamente entregar para a exportação. Só que chega lá no porto, o ele não tem capacidade, muitas vezes, de recepção de todo esse volume”, afirma Péra. Muitos caminhões parados nas filas dos portos geram menos oferta de veículos para transporte. Com isso, o preço do frete dispara na época da colheita. Segundo o caminhoneiro Galina, o congestionamento acontece todos os anos durante a safra, entre janeiro e a primeira quinzena de março. " O caminhão que era para estar viajando, trabalhando, fica parado na fila. O faturamento cai até para menos da metade. A gente aguarda o ano todo para fazer essa safra, para pagar as dívidas do caminhão. Mas vem a fila, e na hora de pagar as contas, a gente não consegue faturar”, afirma o caminhoneiro Bezerra. Leia também: Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil Produtos mais caros O aumento do custo do transporte não afeta apenas empresas. Ele também pesa no valor dos alimentos. “Tudo isso encarece o nosso custo do Brasil, que é um conjunto de distorções que torna a nossa economia mais cara. Então a gente tem bens e serviços mais caros no país por conta dessa infraestrutura precária”, explica Péra. “O problema é que você tem que percorrer distâncias muito maiores para você chegar no mesmo destino”, afirma Rezende. Isso porque caminhos mais longos aumentam o tempo de viagem e o consumo de combustível. Por isso, ajustar a infraestrutura beneficiaria o Brasil internamente e no mercado internacional. “Isso gira mais o agronegócio brasileiro, a economia, geração de emprego, renda e uma série de fatores”, diz o professor da Esalq. Falta de investimento Segundo Péra, o Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura. "É muito baixo, principalmente quando comparado com Estados Unidos e China, que têm um percentual acima de 2%. O Brasil teria que chegar a no mínimo 2% para conseguir gerar infraestrutura e garantir uma maior competitividade”, afirma. Na comparação com o crescimento das safras, o transporte em outros modais, como ferrovia e hidrovia, vem caindo. “Porque basicamente o volume que a gente tem produzido e exportado tem aumentado mais do que o crescimento da infraestrutura ferroviária no país, por exemplo”, diz o professor. Ele explica que o mesmo acontece com os armazéns. Rezende concorda. Para ela, é preciso ampliar e recuperar a malha rodoviária existente e investir para aumentar as modalidades de transporte. "Quando você tem integração entre as modalidades, você faz com que esse transporte seja eficiente”, afirma. Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja brasileira Saiba também: Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda
19/03/2026 06:00:58 +00:00
Dois sistemas operacionais anunciam saída do Brasil e 'culpam' ECA Digital; entenda o que está em jogo

ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites Com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) na terça-feira (17), ao menos dois sistemas operacionais independentes anunciaram que não prestarão mais serviços no Brasil. Os avisos foram feitos pelos projetos de software livre e código aberto MidnightBSD e Arch Linux 32, que dizem não ter condições de cumprir as exigências do ECA Digital. Versões mais populares de sistemas abertos, como Ubuntu, Red Hat e Debian, seguem operando no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os MidnightBSD e o Arch Linux 32 são sistemas de nicho baseados nos sistemas FreeBSD e Linux, respectivamente. Não há números oficiais sobre a quantidade de usuários, mas o Arch Linux 32, por exemplo, tem somente 5.400 usuários cadastrados em seu fórum online. O ECA Digital determina, por exemplo, que sistemas operacionais e lojas de aplicativos devem aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Depois, a informação precisa ser enviada para plataformas como redes sociais, que devem oferecer experiência adequada. As decisões dos dois sistemas levaram tanto a críticas ao ECA Digital, conhecido como Lei Felca, quanto a avaliações de que a saída deles foi uma decisão precoce. LEIA MAIS ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária Google, Meta e TikTok explicam como verificam idade de usuários no Brasil Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes MidnightBSD, sistema operacional de código aberto que funciona como alternativa ao Windows Lucas Holt/Wikimedia Commons Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, disse que, como os sistemas têm código aberto, cada pessoa poderia modificar a programação e derrubar verificações exigidas pelo ECA Digital. "Qualquer um dos recursos exigidos pela Lei Felca, se implantados no sistema [de código aberto], podem ser modificados, adulterados, desligados ou até removidos pelo próprio usuário", afirmou. "A lei não dá garantias explícitas e não arbitrárias de que [os projetos] possam continuar desenvolvendo essa tecnologia com segurança jurídica e financeira no país". Paulo Rená, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS), afirmou que o ECA Digital estabelece sistemas operacionais como parceiros, e não como alvos, na fiscalização para proteger crianças e adolescentes. "Os sistemas operacionais não são nem mesmo apontados como a causa dos problemas das violações de direitos de crianças e adolescentes como a gente verifica, por exemplo, na dinâmica das redes sociais", disse. "O foco da lei não é derrubar o sistema operacional, é trazê-los como parceiros para auxiliar especificamente na questão da aferição de idade, sem nenhuma caça às bruxas". ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária O que dizem os sistemas O MidnightBSD classificou a verificação prevista no ECA Digital como uma "bobagem" e incentivou usuários a pedirem uma mudança da lei. "Jamais conseguiremos cumprir as exigências do Brasil". "Não somos uma empresa e não temos receita para pagar por serviços de verificação. Também não acreditamos nessas leis. Elas foram criadas para proteger grandes empresas, não crianças", disse o projeto. "Revisamos nossa licença para incluir jurisdições adicionais que implementem leis de verificação de idade. Residentes do Brasil não estão mais autorizados a usar o MidnightBSD". Apesar da declaração, até terça-feira (17), ainda era possível baixar o sistema operacional por meio do site oficial do projeto. O Arch Linux 32 é voltado para dispositivos de 32 bits, mais presentes em computadores antigos. Ele foi criado a partir do Arch Linux "padrão", destinado a máquinas mais modernas, de 64 bits, e muito mais usado que o sistema alternativo. Administradores do Arch Linux 32 suspenderam o site no Brasil e disseram que "não é possível prestar serviços na sua jurisdição". Eles citaram ainda uma restrição na Califórnia por conta de uma lei parecida com o ECA Digital. "Não possuímos a infraestrutura legal ou os recursos financeiros para implementar os mecanismos de 'garantia de idade auditável' e 'verificação de identidade' exigidos por essas leis", diz o comunicado. "Para evitar multas catastróficas que forçariam o encerramento permanente deste projeto globalmente, fomos obrigados a implementar este bloqueio regional". O bloqueio será mantido até as leis serem esclarecidas, revogadas ou alteradas para isentar projetos de software livre e de código aberto, segundo o Arch Linux 32. Arch Linux 32, sistema operacional de código aberto que funciona como alternativa ao Windows Reprodução ECA Digital exige representante no Brasil O ECA Digital também determina que os serviços tenham representante legal no Brasil para responder a eventuais intimações e questionamentos de autoridades. Isso não exige a criação de uma empresa no país. "Basta um representante que, nesse momento, pode ser uma pessoa física com CPF, um advogado. É só um ponto de contato que pode servir até para as comunidades descentralizadas", explicou Rená, do IRIS. Na avaliação de Ayub, da Sage Networks, a lei força as plataformas de código aberto a tomarem uma decisão: bloquear o acesso no Brasil para não descumprir as regras ou ignorar as exigências e torcer para escaparem de uma punição. "A maioria desses sistemas são desenvolvidos por programadores voluntários, sem financiamento ou receita. Ter um escritório ou advogado os representando no Brasil antes de terem desrespeitado qualquer outra lei além do ECA Digital é um custo proibitivo", avaliou. Pessoa digitando computador FreePik Ele apontou ainda para uma "insegurança jurídica" e disse que a exigência de aferição de idade em todos os sistemas e lojas de aplicativos pode afetar serviços como redes sociais e assistentes de inteligência artificial, por exemplo. Plataformas que não demonstrarem estar agindo para proteger crianças e adolescentes poderão ser punidas com advertência, multa de até 10% do faturamento ou R$ 50 milhões por infração, suspensão ou proibição no Brasil. "Qualquer inovação via internet, novo site, app, inteligência artificial ou serviço que surja de alguma garagem ou quarto universitário no mundo será, desde o seu nascimento, ilegal no Brasil e sujeita às sanções de multa e bloqueio de forma discricionária da ANPD". Rená, por outro lado, disse que sistemas podem terceirizar a aferição para parceiros, o que facilitaria a adequação à lei. E destacou que eventuais sanções seguem um rito, considerando a gravidade da violação e o direito à defesa. "Esse descumprimento vai ser analisado com o devido processo legal, com proporcionalidade e razoabilidade. Isso quer dizer que não é qualquer pequena violação que vai gerar um bloqueio", afirmou. ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens
19/03/2026 06:00:43 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.986 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (18), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, três apostas acertaram as seis dezenas e dividiram o prêmio de R$ 104,5 milhões. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
19/03/2026 03:01:01 +00:00
Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs

EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs O governo dos Estados Unidos registrou na quarta-feira (18) os domínios "alien.gov" e "aliens.gov", que terminam com uma extensão exclusiva para órgãos públicos do país. Os endereços surgiram um mês após o presidente Donald Trump ordenar a publicação de arquivos americanos sobre "vida alienígena". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles foram identificados por um perfil na rede social Bluesky que monitora endereços virtuais de órgãos federais dos EUA. E podem ser confirmados por meio do site who.is, que reúne dados sobre registros de domínios. Apesar do registro, ainda não é possível acessar nenhum site nos dois endereços. À imprensa dos EUA, a Casa Branca não deu detalhes além da expressão "fiquem atentos", seguida de um emoji de alienígena 👽. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos em foto de 17 de março de 2025 Reuters/Kylie Cooper Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Veículos de imprensa dos EUA têm ligado o endereço à ordem de Trump para abrir arquivos confidenciais sobre a suposta existência de extraterrestres. "Devido ao grande interesse demonstrado, instruirei o Secretário da Guerra e outros Departamentos e Agências relevantes a iniciarem o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)", disse Trump em fevereiro. A declaração foi feita dias após o ex-presidente Barack Obama comentar a possibilidade da existência de vida extraterrestre no podcast do apresentador Brian Tyler Cohen. "Eles são reais, mas eu não os vi, e não estão sendo mantidos na... 'Área 51'. Não há nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja essa enorme conspiração e eles tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos", disse Obama. A "Área 51" é uma instalação confidencial da Força Aérea dos EUA em Nevada que é tema de teorias da conspiração sobre a suposta presença de corpos de alienígenas e uma nave espacial. Arquivos da CIA divulgados em 2013 indicaram que o local servia para testes de aviões espiões ultrassecretos. Arquivos de E.T.s: Trump rebate Obama e manda revelar documentos sobre alienígenas Trump reclamou da declaração e acusou Obama de revelar informações sigilosas. "Ele cometeu um grande erro", disse o atual presidente. Críticos afirmaram que Trump está usando a discussão sobre existência de vida alienígena como estratégia para mudar o foco. "Eles lançaram mão da arma definitiva de distração em massa, mas os arquivos de Epstein não vão desaparecer, nem mesmo para alienígenas", disse o deputado republicano Thomas Massie, em fevereiro. O parlamentar acusou o governo de ser pouco transparente na divulgação de informações sobre o caso de Jeffrey Epstein, bilionário acusado de comandar uma rede de tráfico sexual de menores. O Pentágono, nos últimos anos, iniciou um esforço para investigar relatos de objetos voadores não identificados (OVNIs), e líderes militares de alto escalão disseram em 2022 que não encontraram evidências que sugerissem que alienígenas visitaram a Terra. Um relatório do Pentágono de 2024 disse que as investigações do governo dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial não encontraram evidências de tecnologia extraterrestre e que a maioria dos avistamentos era de objetos e fenômenos comuns identificados erroneamente. ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária
19/03/2026 03:00:54 +00:00
Jetour chega ao Brasil com SUVs híbridos a partir de R$ 199 mil

Jetour começa oficialmente operação no Brasil nesta quarta-feira (18) Carlos Cereijo / g1 A Jetour iniciou nesta quarta-feira (18) oficialmente as operações no Brasil. A marca chinesa chega já com três modelos: S06, T1 e T2. E já promete lançar mais três novidades até o fim de 2026. A marca manteve os preços promocionais de pré-venda, mas só até o fim de abril. A aposta da marca, que nasceu em 2018 como subsidiária da Chery, é ofererecer modelos bem equipados e com design que remete a aventura. Apesar disso, nenhum dos modelos apresentados tem tração nas quatro rodas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em fevereiro a Jetour já contava com 14 pontos de venda e, segundo a marca, a expectiva é chegar a 100 pontos, entre concessionárias e lojas, até o fim de 2026. Já existe um centro de distribuição de peças de reposição em Cajamar (SP). Todos os modelos contam com sistema ADAS, que integra sensores e auxiliares para mitigar acidentes. Veja a seguir mais detalhes dos modelos da Jetour que já podem ser comprados. Jetour S06 Divulgação / Jetour Jetour S06 a partir de R$ 199.900 O Jetour S06 chega como o modelo mais acessível da marca. Ele tem dimensões de SUV médio, concorre com BYD Song Plus e GWM Haval H6. Desenvolvido para ser o carro de maior volume da Jetour no Brasil, o S06 tem tecnologia de híbrido plug-in. O S06 usa um motor 1.5 turbo a gasolina com 135 cv e 20,4 kgfm e motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm. Em conjunto, o torque chega a 52 kgfm, permitindo acelerar de 0 a 100 km/h em 7,9 s. A bateria de 19,43 kWh garante 70 km de alcance elétrico, segundo o Inmetro. A autonomia total pode atingir 1.200 km, dependendo das condições de uso. Jetour S06 Divulgação / Jetour No ciclo de teste PBEV, do Inmetro, o S06 recebeu nota A. registrando 36,2 km/l em modo elétrico na cidade e 28,9 km/l no ciclo rodoviário. Em modo híbrido a média de consumo é de 13,4 km/l. A versão Advance, que custa R$ 199.900, chega com chave presencial com partida remota, ar‑condicionado digital de duas zonas e central multimídia de 12,8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O modelo ainda oferece câmera 360°, sensores de estacionamento traseiros, rodas de 18 polegadas, iluminação full LED e banco do motorista com ajustes elétricos. Para completar, traz carregador por indução, além de cinco conexões USB e mais itens. A versão Premium, que custa R$ 229.900, adiciona rodas diamantadas de 20 polegadas, a tela multimídia aumenta para 15,6" e o sistema de som Sony com nove alto‑falantes. Nesta configuração os bancos dianteiros passam a oferecer aquecimento e resfriamento, além de ajustes elétricos mais completos com memória para o motorista. O conjunto de itens ainda tem teto solar panorâmico. Ficha técnica do Jetour S06 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motor elétrico: 1 Potência: 204 cv Torque: 31,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 19,4 kWh Tanque de combustível: 60 litros Câmbio: 1 marcha Consumo gasolina PBEV : 14 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,8 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,61 m Largura: 1,91 m Altura: 1,69 m Entre-eixos: 2,72 m Peso: 1.746 kg Jetour T1 Divulgação / Jetour Jetour T1 a partir de R$ 249.900 O Jetour T1 é mais um híbrido plug‑in. Combina o motor 1.5 turbo de 135 cv e 20,4 kgfm com um motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm, totalizando 52 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,7 s, a transmissão tem só 1 marcha. Com bateria de 26,7 kWh toda carregada, o T1 oferece 88 km elétricos medidos pelo Inmetro. A autonomia combinada de até 1.200 km, somando tanque de 70 litros e bateria em 100%. Segundo Inmetro, registra o equivalente a 34,7 km/l elétrico na cidade e 26,8 km/l na estrada, com nota A. Em modo híbrido, a média de consumo combinado é de 13 km/l. No mercado, o T1 encara versões topo de linha de Jeep Compass, GWM Haval H6, BYD Song Plus e até Ford Bronco Sport. Interior do Jetour T1 Divulgação / Jetour A versão Advance, que custa R$ 249.900, vem com central multimídia de 15,6 polegadas, cluster digital de 10,3" e carregador sem fio para celular, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O modelo inclui ainda ar‑condicionado digital, rodas de 19 polegadas e conjunto de faróis e lanternas em LED. A versão Premium, que custa R$ 264.900, tem o seletor de marchas em cristal, o teto solar panorâmico elétrico e o porta‑malas com acionamento elétrico. O pacote inclui ainda o sistema de som com nove alto‑falantes, banco do motorista com memória e função de acesso, que facilita a entrada e saída do veículo ao recuar automaticamente. Para completar, o modelo oferece o Nap Mode, recurso que mantém o ar‑condicionado ligado com o carro estacionado, ideal para momentos de espera. Assim como o S06, o T1 tem 8 anos de garantia para bateria e motores elétricos, 7 anos para o veículo e 10 revisões com valores fixos. Ficha técnica do Jetour T1 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motor elétrico: 1 Potência: 204 cv Torque: 31,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 26,7 kWh Tanque de combustível: 70 litros Câmbio: 1 marcha Consumo gasolina PBEV : 13,6 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 8,7 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,70 m Largura: 1,97 m Altura: 1,84 m Entre-eixos: 2,80 m Peso: 2.000 kg Jetour T2 Divulgação / Jetour Jetour T2 a partir de R$ 289.900 Este SUV, que é o mais caro do portfólio, também é híbrido plug‑in. São três motores: 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm, além de dois motores elétricos, de 102 cv e 17,3 kgfm e 122 cv e 22,4 kgfm, respectivamente. Juntos, eles entregam 62,2 kgfm de torque. A transmissão é de 3 marchas, capaz de ajustar automaticamente a entrega de força para priorizar eficiência ou desempenho. Com esse conjunto, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, desempenho compatível com modelos turbo de maior cilindrada. Interior do Jetour T2 Divulgação / Jetour Equipado com uma bateria de 26,7 kWh e um tanque de 70 litros, o SUV alcança até 1.100 km de autonomia total, combinando os modos elétrico e híbrido. Nos testes do Inmetro no modo elétrico, o T2 marca o equivalente a 27,6 km/l na cidade e 23,4 km/l no ciclo rodoviário, conquistando nota A na classificação energética. Em modo híbrido tradicional, atinge média de 11 km/l. A versão Advance, que custa R$ 289.900, vem central multimídia de 15,6 polegadas, cluster digital de 10,3" e carregador sem fio, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O conjunto inclui ainda ar‑condicionado digital, rodas de 19 polegadas e faróis e lanternas em LED, e outros itens. Já a versão Premium, que custa R$ 299.900, adiciona o seletor de marchas em cristal, teto solar panorâmico elétrico e porta‑malas com acionamento elétrico, sistema de som com nove alto‑falantes, o banco do motorista com memória e função de acesso e o Nap Mode. Além de vários assistentes de segurança, como controle automático de velocidade adaptativo e frenagem de emergência autônoma. Uma versão com tração integral está nos planos da marca para o segundo semestre de 2026. Os concorrentes do T2 também são GWM Tank 300, BYD Song Plus Premium e Ford Bronco Sport. Ficha técnica do Jetour T2 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motores elétricos: 2 Potências: 122 cv e 102 cv Torques: 22,4 kgfm e 17,3 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 26,7 kWh Tanque de combustível: 70 litros Câmbio: 3 marchas Consumo gasolina PBEV : 11,4 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,5 segundos Velocidade máxima: 197 km/h Comprimento: 4,78 m Largura: 1,88 m Altura: 1,87 m Entre-eixos: 2,80 m Peso: 2.110 kg
19/03/2026 00:06:14 +00:00
Selic recua para 14,75%, mas Copom não projeta novos cortes em meio à guerra no Oriente Médio

Zeina: Corte de 0,25 ponto percentual na Selic mostra cautela do BC O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. É o primeiro corte desde maio de 2024. Por outro lado, o BC deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões por conta da guerra no Oriente Médio. O conflito foi citado quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", diz o Copom. O conflito tem pressionado o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril, elevando os preços dos combustíveis no país. O BC reforçou que a guerra no Oriente Médio afeta a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities, o que influencia a inflação no Brasil. Por isso, o comitê decidiu aguardar novos desdobramentos para avaliar quanto tempo o conflito vai durar e quais serão seus efeitos sobre a economia. "Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio", diz o comunicado. Mesmo assim, o Copom iniciou o ciclo de cortes porque o período prolongado de juros altos já mostrou efeitos na desaceleração da economia. Agora, o comitê indica que pode ajustar o ritmo dos cortes conforme novas informações tragam mais clareza sobre o conflito. O comitê entende que a decisão de cortar a Selic "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego". O que dizem os analistas Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, afirma que a decisão indica que o Banco Central está mais confortável com o comportamento da inflação, mas ainda atua com cautela. "A guerra pode se prolongar, o que pode frear os planos do Copom de continuar cortando a Selic de forma mais intensa. Isso porque tensões no Oriente Médio e no mercado de commodities tendem a pressionar custos e juros no mundo", diz. "Se, por outro lado, o conflito perder força e o risco geopolítico diminuir, é provável que a economia brasileira consiga levar a inflação para perto da meta de 3,3% no terceiro trimestre de 2027, mantendo juros mais baixos por mais tempo." Para Bruna Centeno, economista da Blue3 Investimentos, o principal ponto a monitorar será o aumento dos preços dos combustíveis e os efeitos ao longo da cadeia. Ela aguarda a ata do Copom, que deve trazer mais detalhes na próxima semana, sobre a possibilidade de manter cortes de 0,25 ponto ou adotar ajustes mais graduais. "Em relação à postura, vimos um comitê alinhado na estratégia, com a maioria defendendo o início dos cortes de 0,25 ponto. Não houve muitas surpresas", afirmou. LEIA MAIS Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano
18/03/2026 21:41:53 +00:00
Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024. Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. 🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O comitê entende que a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego". Por conta dos conflitos no Oriente Médio, o Comitê não indicou novos cortes nas próximas reuniões. Na decisão, o Copom afirma que, no cenário atual, "os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo". Copom reduz taxa juros para 14,75% ao ano, no primeiro corte em quase dois anos O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam "direta e indiretamente" a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos. "O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", diz o comunicado. Copom desfalcado A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. O governo ainda não indicou substitutos. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.
18/03/2026 21:34:06 +00:00
Brasil continua em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Copom reduz taxa juros para 14,75% ao ano, no primeiro corte em quase dois anos O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,51%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, em meio a preocupações com os gastos do governo. O cenário, segundo a instituição, ficou ainda mais incerto com a guerra no Oriente Médio. A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, permaneceu na quarta posição do ranking. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Queda da Selic Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Trata-se da primeira redução desde maio de 2024. O anúncio também marca o fim de um ciclo de cinco decisões seguidas pela manutenção da Selic. Zeina: Corte de 0,25 ponto percentual na Selic mostra cautela do BC Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição. Veja abaixo: Turquia: 37,00% Argentina: 29,00% Rússia: 15,50% Brasil: 14,75% Colômbia: 10,25% México: 7,00% África do Sul: 6,75% Hungria: 6,25% Índia: 5,25% Indonésia: 4,75% Chile: 4,50% Filipinas: 4,25% Israel: 4,00% Hong Kong: 4,00% Austrália: 3,85% Polônia: 3,75% Reino Unido: 3,75% Estados Unidos: 3,75% República Tcheca: 3,50% China: 3,00% Malásia: 2,75% Coreia do Sul: 2,50% Nova Zelândia: 2,25% Canadá: 2,25% Alemanha: 2,15% Áustria: 2,15% Espanha: 2,15% Grécia: 2,15% Holanda: 2,15% Portugal: 2,15% Bélgica: 2,15% França: 2,15% Itália: 2,15% Taiwan: 2,00% Suécia: 1,75% Dinamarca: 1,60% Tailândia: 1,00% Cingapura: 0,88% Japão: 0,75% Suíça: 0,00% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB
18/03/2026 21:34:04 +00:00
Brasil faz maior leilão de energia da história, com 19 GW e R$ 64,5 bilhões em investimentos

Torres de transmissão de energia REUTERS/Manon Cruz O Brasil negociou, em leilão nesta quarta-feira, 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas, garantindo negócios para empresas como Petrobras, Eneva, Axia e Copel. Foi a maior contratação já realizada pelo setor elétrico do país. Ao todo, 100 empreendimentos, novos e existentes, foram contratados, somando cerca de R$ 64,5 bilhões em investimentos, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com base em informações das empresas. A nova capacidade, equivalente a quase 10% do parque instalado atual, busca garantir a segurança no fornecimento de energia já a partir deste ano. Com o crescimento das energias eólica e solar nos últimos anos, o país passou a precisar também de usinas que possam entrar em operação rapidamente quando houver queda na geração dessas fontes, que variam conforme o clima. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O leilão viabilizou a recontratação de várias termelétricas já existentes, como Norte Fluminense e Santa Cruz, da Âmbar Energia (do grupo J&F), além de Nova Piratininga, Juiz de Fora, Seropédica, Termomacaé e Termobahia, da Petrobras. Também foram contratadas usinas flutuantes a gás da turca Karpowership, além de projetos a carvão mineral da Eneva em Itaqui e Pecém. Na área hidrelétrica, empresas como Axia, Engie Brasil, Copel e a chinesa SPIC garantiram contratos para instalar novas máquinas em usinas já existentes. Esse foi o maior leilão de geração de energia já realizado no Brasil, tanto em volume quanto em investimentos. O recorde anterior havia sido em 2009, com o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, de 11 GW de potência. Já o único leilão de capacidade realizado até então, em 2021, contratou 4,6 GW e garantiu R$ 5,98 bilhões em investimentos.
18/03/2026 21:30:33 +00:00
TCU determina que MEC suspenda pagamentos do Pé-de-Meia a beneficiários mortos

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério da Educação (MEC) suspenda os pagamentos de incentivos financeiros do programa Pé-de-Meia a beneficiários identificados com CPFs vinculados a pessoas falecidas entre 2009 e 2023. A decisão também prevê o bloqueio dos valores depositados em contas poupança desses beneficiários. A pasta terá 60 dias para realizar os bloqueios. A medida se estende ainda à suspensão de incentivos destinados a estudantes identificados como falecidos nos anos de 2024 e 2025. 📚 Criado em 2024, o programa Pé-de-meia oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio. Entre seus objetivos estão o combate à evasão escolar e a redução da desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho. Por meio do Pé-de-Meia, o estudante recebe um incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento Divulgação/Governo Federal O MEC também deverá analisar casos em que há indícios de renda familiar per capita superior ao limite estabelecido pelo programa. Caso seja confirmada a inelegibilidade, os pagamentos deverão ser interrompidos e os recursos já depositados em cadernetas de poupança bloqueados. Outras determinações envolvem estudantes beneficiados que não pertenciam a famílias inscritas no Bolsa Família e que ingressaram no Pé-de-Meia no primeiro semestre de 2024, antes da ampliação do programa. Se confirmado que esses estudantes não estavam inscritos no Bolsa Família em janeiro de 2024 e não integravam famílias de baixa renda à época da análise de elegibilidade, o MEC deverá suspender os pagamentos e bloquear os valores já creditados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também terá 60 dias para avaliar inconsistências relacionadas à utilização de CPFs de pessoas falecidas vinculados a beneficiários do Pé-de-Meia. Além disso, a pasta deverá reavaliar situações de beneficiários do Pé-de-Meia no primeiro semestre de 2024 que também recebem o Bolsa Família, mas cuja renda familiar per capita ultrapassa meio salário mínimo — limite previsto nas regras do programa. Confirmadas as inconsistências, e após eventual atualização cadastral, as famílias deverão ser desligadas do Bolsa Família. O ministério deverá ainda revisar casos em que a renda registrada na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de responsáveis por estudantes possa impactar o cálculo da renda familiar per capita no Cadastro Único (CadÚnico). Caso as irregularidades sejam confirmadas, o ministério deverá promover a correção ou atualização dos dados cadastrais, com o objetivo de garantir maior precisão e confiabilidade às informações utilizadas na execução de políticas públicas. As medidas foram tomadas após uma auditoria da Corte identificar inconsistências no programa. Também foram emitidas recomendações aos órgãos.
18/03/2026 21:12:08 +00:00
PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

PIX Reprodução/TV Globo Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta quarta-feira (18) para reclamar de instabilidade no PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 15h30. O pico foi atingido às 16h26, com 945 ocorrências. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O maior volume de reclamações veio de clientes do Nubank. Na plataforma, os relatos passaram de 700 por volta das 16h20. O g1 entrou em contato com o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo PIX. A instituição informou que seus sistemas funcionam normalmente. O Nubank, por sua vez, informou em nota que houve uma instabilidade temporária, que já foi "integralmente solucionada". Veja abaixo as reclamações de clientes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
18/03/2026 20:50:38 +00:00
Socorro da União a bancos em crise sem aval do Congresso opõe Fazenda e base de Lula na Câmara

A base do governo na Câmara articulou a retirada da previsão de socorro da União a bancos em crise sem aval do Congresso de um projeto sobre uma nova resolução bancária. A proposta está na pauta da Casa presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB) e pode ser votada nesta quarta-feira (18). A retirada da previsão de socorro da União sem autorização do Congresso contrariava a posição do Ministério da Fazenda, que, anteriormente, defendia a medida. Após críticas da base aliada, contudo, a equipe econômica decidiu ceder (leia mais aqui). O projeto, enviado ao Congresso pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a tramitar após a crise de insolvência do Banco Master. No texto, há previsão para empréstimos da União para bancos em crise. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o texto, em situações em que a inviabilidade dos bancos configure risco de crise sistêmica, risco de ameaça à solidez ou impacte a estabilidade ou o funcionamento regular do Sistema Financeiro Nacional, o Conselho Monetário Nacional poderá aprovar, por meio de norma infralegal, a realização de empréstimos da União. O entendimento inicial da Fazenda é que a autorização do Congresso poderia retardar o socorro a bancos em um momento de crise que demandaria resposta rápida. Mas o tema repercutiu mal entre os partidos de esquerda. Apesar do posicionamento inicial da Fazenda, a base governista é contra o socorro desde que o projeto entrou em pauta. “Quando o banco tem lucro, ele não distribui. Quando o banco tem prejuízo a sociedade paga a conta?", afirmou o líder do PT, Pedro Uczai (SC). “Se o relator não retirar esses artigos, vamos fazer obstrução. Quem vai colocar a digital ali de apoiar uma instituição financeira falida com dinheiro público?”, acrescentou o petista. O posicionamento é acompanhado pelo líder do PSB na Câmara, Jonas Donizete (PSB-SP). “Só irá [a voto], por parte do governo, se retirar os artigos que preveem colocar dinheiro público para cobrir o rombo [dos bancos]. Para a população é horrível. É como se o governo tivesse bancando", afirmou. O líder do PSOL na Casa, Tarcísio Motta (RJ), também se posicionou contra o socorro decidido apenas pela autoridade reguladora, alegando perda de prerrogativas do Congresso. "Nem mesmo no Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) foi aprovado socorro a bancos sem aprovação do Congresso. Nesse novo projeto, só há consulta posterior ao Senado", disse. O Proer foi um programa para recuperação de bancos instituído pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1995. "Ao dizer que a consulta é só ao Senado, o projeto impede que uma prerrogativa da Câmara, que é se posicionar sobre o empréstimo", disse Tarcísio Motta. Fazenda decidiu ceder Diante da insatisfação de partidos da base aliada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu ceder. “Nós concordamos em suprimir esses dispositivos, porque realmente não são necessários", disse Haddad nesta tarde, após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Numa situação extrema, como está previsto ali, você tem outros mecanismos [para o socorro]. Primeiro que [o empréstimo da União] é um mecanismo raríssimo. E, em segundo caso, nós podemos sentar com o congresso nacional e conversar", acrescentou o ministro. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende tributação maior das bets no Brasil. Reuters via BBC
18/03/2026 20:18:21 +00:00
Lula assina decretos que regulamentam ECA Digital; veja principais pontos

ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (18) três decretos para regulamentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. 🔎 O ECA Digital, sancionado por Lula em setembro do ano passado, obriga redes sociais a adotarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar. A lei que protege crianças e adolescentes na internet começou a valer nesta terça-feira (17) e precisava de decretos para regulamentar alguns pontos. Foram assinados três decretos: a regulamentação do ECA, com mais detalhamento das regras e das responsabilidades; a criação de um centro na Polícia Federal para receber denúncias de potenciais crimes contra crianças e adolescentes provenientes das plataformas; a nova estrutura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta. O decreto que detalha a regulamentação proibe as chamadas "práticas manipulativas" em contas de crianças e adolescentes nas redes sociais. Com isso, ficam vedados rolagem infinita de feed, reprodução automática de vídeos, sistemas de recompensa e notificações de jogos, por exemplo. Veja abaixo os principais pontos: Práticas manipulativas O decreto prevê que plataformas terão que adotar medidas concretas para evitar que crianças e adolescentes desenvolvam dependência digital. Serão proibidos recursos que "prendem" o usuário sem ele perceber, como a rolagem infinita de feed sem pausas naturais e a reprodução automática de vídeos, por exemplo. Também serão vedadas práticas manipulativas e que exploram fragilidades emocionais ou cognitivas dos jovens — criação senso de urgência falso ou usar pressão emocional para manter o usuário na plataforma, por exemplo. Além disso, jogos com caixas de recompensa, conhecidas como "loot boxes", precisarão verificar a idade e confirmar que o usuário não é menor de idade. Para que os jogos continuem disponibilizados para crianças e adolescentes, as empresas devem: oferecer uma versão do jogo sem a recompensa, realizar restrição geográfica no território brasileiro ou restringir totalmente a funcionalidade para usuários crianças e adolescentes. Caso adotem essas medidas, será dispensada a verificação de idade. Criança brinca com celular em Ribeirão Preto, SP telas ansiedade Reprodução/EPTV Verificação de idade com método confiável O decreto também vai exigir que as plataformas usem um método confiável de verificação de idade, a ser organizado pela ANPD. Com isso, não será mais possível que a criança informe uma data de nascimento falsa para acessar conteúdos proibidos, como conteúdo de exploração sexual, serviços de acompanhantes, entre outros. Os dados usados na verificação de idade deverão ser protegidos e não poderão ser compartilhados com terceiros. Além disso, serão removidos aplicativos que não possuam mecanismo de verificação de idade funcional. Influenciadores mirins Os “influenciadores mirins” — crianças e adolescentes que aparecem de forma habitual em conteúdos patrocinados ou impulsionados nas redes — ganhou uma regulamentação específica no decreto do ECA Digital. A partir de agora, plataformas que monetizem ou impulsionem conteúdos que explorem, de forma habitual, a imagem ou a rotina de uma criança ou adolescente precisam exigir dos responsáveis uma autorização judicial prévia. Canal único para denúncias de conteúdo ilegal Também será criado o Centro Nacional de Triagem de Notificações dentro da Polícia Federal para receber, filtrar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de conteúdos como abuso sexual infantil, sequestro e aliciamento de menores. Será a primeira unidade policial que irá concentrar e agilizar denúncias de crimes nas plataformas. Plataformas serão obrigadas a remover esse tipo de conteúdo imediatamente, sem precisar de ordem judicial, quando a denúncia vier: da própria vítima ou sua família, do Ministério Público ou de organizações da sociedade civil reconhecidas na área de defesa de criança. Fim da publicidade personalizada para crianças Plataformas não poderão mais usar o perfil comportamental de crianças, como gostos, histórico e tempo de tela, para direcionar anúncios publicitários a elas. O decreto proibe ainda técnicas como análise emocional, realidade aumentada e realidade virtual com fins publicitários voltados ao público infantojuvenil. Além disso, a ANPD deverá regulamentar formas de previnir e mitigar o acesso, a exposição, a recomendação ou a facilitação de contato de crianças com jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos e demais produtos e serviços de comercialização proibida a crianças e adolescentes. Contas em redes sociais Redes sociais com conteúdo impróprio para menores terão que escolher entre dois caminhos: criar uma versão do serviço sem esse conteúdo. Dessa forma, não será necessário mecanismos para verificar a idade; ou implementar meios de verificação de idade obrigatória, sendo proibida a autodeclaração. Quem navega sem cadastro também ficará sujeito à versão sem conteúdos impróprios. Bloqueio de apostas ilegais nas lojas de apps Lojas como App Store e Google Play deverão impedir a disponibilização de aplicativos que promovam, ofertem ou viabilizem o acesso a apostas que não tenham autorização dos órgãos reguladores brasileiro.
18/03/2026 19:39:11 +00:00
Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em meio à guerra no Oriente Médio

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano manteve a taxa no mesmo nível. Em 28 de janeiro, o Fed interrompeu um ciclo de três cortes seguidos, citando incertezas nas perspectivas econômicas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global tiveram grande destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país. (leia mais abaixo) Apesar do cenário incerto, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026. Dos 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), 12 projetam ao menos uma redução, enquanto sete preveem a taxa no nível atual. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) A decisão desta quarta-feira foi a décima desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano. O que disse o Fomc O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a atividade econômica dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, enquanto a criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mudou pouco nos últimos meses. O colegiado destacou que a inflação continua "um pouco elevada" e citou incertezas em relação à economia, em meio à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. "A incerteza sobre a perspectiva econômica continua elevada. As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas", diz o texto. O Fomc afirmou ainda que "continuará monitorando as implicações das informações recebidas para a perspectiva econômica" e que está "preparado para ajustar a postura da política monetária, conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance de seus objetivos". Jerome Powell pondera projeções Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters Apesar da previsão de um corte nos juros ainda em 2026, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que “vários participantes” da reunião desta semana sugeriram que o próximo movimento pode ser de alta, sinalizando uma inclinação mais dura entre os dirigentes. “Isso surgiu hoje”, disse, em entrevista a jornalistas após a decisão. “A possibilidade de que nosso próximo movimento possa ser uma alta foi mencionada na reunião, assim como ocorreu na reunião anterior.” Powell ponderou que a alta dos preços de energia deve pressionar a inflação no curto prazo. "Ainda é cedo, no entanto, para saber a dimensão e a duração dos possíveis efeitos sobre a economia", afirmou. O presidente do Fed acrescentou que a política monetária está “bem posicionada para determinar a extensão e o momento de novos ajustes na taxa de juros, com base nos dados recebidos, nas perspectivas em evolução e no balanço de riscos”. Impactos da guerra no Oriente Médio Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a atingir US$ 120, o maior valor desde 2022. Depois, recuou, mas segue na casa dos US$ 100, ainda em nível bastante elevado. Trump passou, então, a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais) Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre os preços de diversos produtos nos EUA. O cenário preocupa, em especial, o Fed, que tem mandato duplo: controlar a inflação e manter o mercado de trabalho aquecido. "O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e em trazer a inflação de volta ao objetivo de 2%", declarou o Fomc nesta quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 2,4% no acumulado em 12 meses. Dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu quase 25% desde que o republicano iniciou a guerra, atingindo o maior valor desde outubro de 2023. 🚢 O fator central da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros. O fluxo da commodity na região passou a preocupar Trump, que pediu apoio de outros países para monitorar e "cuidar" da passagem — solicitação rejeitada por seus aliados europeus e asiáticos. Trump reagiu à negativa dizendo que não precisa da ajuda “de ninguém” para seguir na guerra contra o Irã e controlar Ormuz. “Nós não precisamos deles [países da Otan, aliança militar liderada pelos EUA], mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo." Ele também declarou que "não demorará muito" para a liberação da rota do petróleo, em um cenário que permanece incerto. Pressão sobre o Fed Enquanto isso, a pressão do presidente dos EUA por cortes de juros continua. Nesta semana, ele afirmou que o Fed deveria realizar uma “reunião especial” para reduzir as taxas “imediatamente”. A declaração foi feita poucos dias depois de um juiz federal americano bloquear, na última sexta-feira (13), intimações contra Jerome Powell, no âmbito de uma disputa judicial relacionada à sua atuação à frente do Fed. Trump é um crítico recorrente de Powell, cujo mandato se encerra em maio. Esta deve ser a penúltima decisão de juros do Fed sob seu comando. Para substituí-lo, o republicano indicou o economista Kevin Warsh, considerado por Trump o nome ideal para conduzir cortes nas próximas reuniões. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado e, se confirmada, Warsh pode já presidir a decisão de junho. Busca por cadeiras No segundo semestre de 2025, Trump intensificou as críticas ao Federal Reserve e passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria da instituição. Em setembro, o republicano nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída e deixou o cargo em agosto. Enquanto isso, a Suprema Corte ainda analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed , além do presidente da instituição. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Mais uma vez, a decisão de juros nesta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, nove diretores votaram para manter a taxa inalterada. Apenas Stephen Miran, nomeado por Trump, se posicionou a favor de um corte de 0,25 ponto percentual. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters
18/03/2026 18:00:13 +00:00
'Temos proposta de acordo em nível federal', diz encarregado dos EUA sobre minerais críticos no Brasil

Gabriel Escobar, encarregado de negócios dos EUA no Brasil Reprodução/X @EmbaixadaEUA Mesmo com algumas tensões diplomáticas entre os países, os Estados Unidos e o Brasil estão com negociações abertas para fechar um acordo sobre as cadeias de suprimento de minerais críticos. Quem afirmou, nesta quarta-feira (18), que as conversas estão em andamento foi Gabriel Escobar, encarregado de negócios norte-americano por aqui. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A declaração foi feita à agência Reuters após a assinatura de um acordo preliminar separado com o estado de Goiás e antes de um evento promovido pela embaixada dos EUA que reuniu investidores americanos e empresas brasileiras interessadas na produção de minerais críticos. Entre os participantes estavam Citi e Anglo American. “Temos uma proposta de acordo em nível federal. Já tivemos discussões iniciais, mas ainda estamos aguardando avanços”, disse Escobar, durante o evento. Os EUA têm buscado ampliar o acesso a reservas de minerais críticos, especialmente às cadeias de terras raras, hoje amplamente dominadas por empresas da China. Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos Tensão diplomática As negociações ocorrem em meio a um momento de atrito entre Washington e Brasília, que acabou esvaziando o evento da embaixada. Autoridades brasileiras se retiraram após o desgaste nas relações, intensificado quando um integrante do governo americano pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão — o que foi interpretado pelo governo brasileiro como tentativa de interferência em assuntos internos. O pedido foi barrado sob a justificativa de “falsificação” dos motivos da visita. Amostras de terras raras: Óxido de cério, Bastnasita, óxido de neodímio e carbonato de lantânio REUTERS/David Becker Segundo a Reuters, o Brasil recebeu em fevereiro uma proposta de memorando de entendimento. O documento, no entanto, teria sido enviado inicialmente com o nome de outro país, erro posteriormente corrigido. As negociações seguem com o escritório do representante de Comércio dos EUA e podem avançar em uma eventual visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. Um encontro entre Lula e Donald Trump, que estava previsto para este mês, foi adiado em meio ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além das tensões bilaterais. Os bastidores Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro criticaram a decisão dos EUA de firmar acordo direto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adversário político de Lula. A iniciativa foi vista como uma tentativa de contornar o governo federal. O acordo prevê cooperação em áreas como mapeamento de potencial mineral, conexão de mineradoras locais com tecnologia americana e aprimoramento regulatório, segundo o governo estadual. Goiás concentra reservas de lítio e nióbio e abriga a única empresa em operação comercial de terras raras no país, a Serra Verde, com apoio dos EUA. De acordo com o governo estadual, a parceria busca estimular o processamento local e a agregação de valor, incluindo a separação de terras raras — uma prioridade também para o governo Lula, segundo um integrante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Autoridades americanas veem potencial para investimentos bilionários e já identificaram mais de 50 projetos de mineração no Brasil que podem ajudar a diversificar a oferta global e reduzir a dependência da China nesse mercado estratégico.
18/03/2026 17:04:57 +00:00
Ministério dos Transportes diz que vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete

Ministério dos Transportes diz que governo vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete O Ministério dos Transportes informou nesta quarta-feira (18) que está intensificando, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o cerco contra empresas que descumprem a tabela do frete. 🚚A Tabela do Frete, oficialmente chamada de Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, é uma norma que estabelece o valor mínimo que deve ser pago pelo serviço de transporte de cargas no Brasil. O objetivo é impedir que o frete seja negociado por valores que não paguem nem o custo da viagem. Segundo o governo, a fiscalização tem gerado autuações em cerca de 20% das abordagens, revelando um cenário de irregularidade no setor. Somente nos dois primeiros meses de 2026, 40 mil infrações foram registradas. A lista das empresas que acumulam os maiores valores em multas por descumprimento da tabela inclui companhias do setor de alimentos, bebidas e logística. VALDO: aumento do diesel irrita e preocupa Lula Novas Medidas O ministro Renan Filho destacou que o objetivo agora é transformar a multa, que hoje é vista por muitas empresas apenas como um "custo operacional" ou "passivo regulatório", em uma punição com impacto real. Para isso, o governo prepara um instrumento jurídico para aumentar a capacidade de aplicação da lei ("enforcement") do ambiente regulatório. A principal mudança será o impedimento de contratar frete. Caso a empresa seja reincidente ou apresente um volume alto de irregularidades, tanto o embarcador – quem vende o produto – quanto o transportador poderão ser proibidos de operar. "O cumprimento da tabela do frete é fundamental para que os custos da entrega estejam compensados. Muitos caminhoneiros sentem um achatamento no valor recebido, o que compromete a renda, a segurança e a sustentabilidade da atividade", afirmou o ministro Renan Filho. Segundo o governo, o pacote de medidas prevê: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes. Atualmente, a ANTT não possui instrumento legal para suspender as atividades de transporte como forma de sanção direta por multas de tabela. Com a nova regulamentação, a ideia é que a irregularidade deixe de ser vantajosa financeiramente. A responsabilidade será estendida a toda a cadeia, garantindo que o contratante também responda pelo valor justo do serviço prestado ao caminhoneiro. Motoristas de caminhão têm demonstrado insatisfação com a elevação do preço do diesel, uma consequência da guerra no Irã. O governo já anunciou medidas para conter impactos do conflito no Oriente Médio nos preços, e tenta fazer com que as ações sejam refletidas nas bombas dos postos de combustíveis. Ministro dos Transportes, Renan Filho Reprodução/RPC Motta diz que alta de preços 'preocupa' O presidente da Câmara, Hugo Motta (União-PB), disse que a alta no preço dos combustíveis é motivo de preocupação por parte do parlamento, mas que o governo tem adotado medidas para tentar equilibrar os valores e evitar o impacto para o consumidor. "O que posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também quando tivemos as tarifas impostas ao Brasil", argumentou. Nesse contexto, o presidente da Câmara disse que não descarta a adoção de medidas para auxiliar na manutenção da estabilidade dos preços, entretanto ele não detalhou que tipo de medidas seriam essas. "Penso que o momento é de união. Não queremos desequilíbrios nos preços do país, queremos que a estabilidade seja mantida. Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados pela alta do petróleo", afirmou.
18/03/2026 15:47:00 +00:00
Governo propõe que estados isentem ICMS na importação de diesel até maio, com compensação de metade das perdas

Governo tenta conter alta no diesel, resultado do conflito no Oriente Médio Marcelo Camargo/Agência Brasil O governo federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União. A informação é do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que se reuniu mais cedo, de forma virtual, com os secretários de Fazenda desses entes federativos. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção do ICMS na importação do diesel custará R$ 3 bilhões por mês até o fim de maio, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1, 5 bilhão por mês aos estados. A decisão, segundo ele, será tomada até o dia 28 de março, quando está marcada uma reunião presencial sobre o assunto em São Paulo. 🔎Como o ICMS é um imposto estadual, cada estado tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar o imposto. "Há um desafio em razão da guerra da importação de diesel. O Brasil tem de importar 27% do diesel consumido no Brasil, e a importação tem se descasado do preço interno por conta a guerra, do 'brent' [preço do petróleo], do frete e do seguro. O que tem dificultado fechar os contratos"[de importação], disse Durigan, do Ministério da Fazenda. Durigan também pediu aos secretários de Fazenda dos estados que eles enviem, ao governo, a lista de devedores contumazes (empresas que recorrentemente não pagam tributos) - na esteira da lei aprovada pelo Congresso Nacional sobre o assunto. Outro pedido é que as unidades da federação disponibilizem à Agência Nacional do Petróleo (ANP) suas notas fiscais de venda de combustíveis em tempo real, com o objetivo de ajudar na fiscalização de abusos nos preços cobrados. Segundo ele, 21 estados concordaram com o pedido. Governadores se manifestaram Nesta terça-feira (17), antes do encontro de hoje, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) negou pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS sobre o diesel (veja mais abaixo nessa reportagem) O governo tenta conter o aumento no preço do diesel, que já ficou mais caro para os distribuidores. Na semana passada, o Executivo anunciou redução de impostos federais sobre o diesel, além de subsídios para produtores e importadores. A preocupação do Planalto é com os custos logísticos e seu impacto nos preços de alimentos e outros produtos. Ao mesmo tempo em que negocia com os estados, o governo preparou um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra. ➡️O Executivo, com isso, tem se articulado também para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel. O que dizem os estados Petrobras anuncia aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio Em manifestação pública divulgada no início desta semana por meio do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) avaliou que a redução do ICMS sobre o combustível prejudicaria o financiamento de políticas públicas. Os governos estaduais alegaram, ainda, que cortes no imposto estadual sobre o combustível "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. O Comsefaz acrescentou que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
18/03/2026 15:40:16 +00:00
Trump suspende lei centenária que impõe restrições ao transporte marítimo de petróleo durante guerra no Oriente Médio

Plataforma de petróleo em Sergipe Jeová Luiz/TV Sergipe O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu temporariamente nesta quarta-feira (18) uma lei marítima centenária para tentar conter a alta nos custos de energia após a escalada da guerra no Oriente Médio. A medida ocorre depois que ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ampliaram o conflito na região. A decisão concede uma isenção de 60 dias da chamada Jones Act. Durante esse período, navios com bandeira estrangeira poderão transportar cargas entre portos dos EUA. Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a medida busca reduzir “interrupções de curto prazo no mercado de petróleo” provocadas pela guerra. “Essa ação permitirá que recursos vitais, como petróleo, gás natural, fertilizantes e carvão, cheguem com mais facilidade aos portos americanos pelos próximos 60 dias”, afirmou em comunicado. LEIA TAMBÉM: Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo conforme guerra corta fornecimento
18/03/2026 15:38:46 +00:00
Após ouvir 'não', Trump ameaça deixar aliados resolverem bloqueio do Estreito de Ormuz sozinhos

Países europeus e asiáticos se recusam a enviar militares para reabrir Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (18) que poderia deixar os aliados dos Estados Unidos garantirem por conta própria a livre passagem pelo Estreito de Ormuz. O Irã fechou o estreito em resposta aos ataques americanos e israelenses, fazendo o preço do petróleo disparar. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Irã ➡️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma faixa marítima liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico. Cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo passa pela região, além de entre 20% e 25% do comércio global de gás natural. Grande parte dessa energia segue para países asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Índia e China. EUA não precisam de Ormuz? Em uma mensagem em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que seu país não precisa do estreito e, portanto, vai "deixar que os países que o utilizam" encontrem uma solução. "Eu me pergunto o que aconteceria se 'acabássemos' com o que resta do Estado terrorista iraniano e deixássemos os países que o utilizam - e não nós - responsáveis pelo chamado 'Estreito'. Isso despertaria alguns de nossos 'aliados' indiferentes", escreveu. Apesar da fala de Trump, uma interrupção prolongada no fluxo de navios no Estreito de Ormuz deve provocar efeitos diretos na economia global - incluindo a dos EUA. U.S. President Donald Trump speaks as he meets with Irish Taoiseach (Prime Minister) Micheal Martin at the White House in Washington, D.C. REUTERS/Evan Vucci Os aliados europeus e asiáticos dos EUA recusaram os repetidos pedidos de Trump por navios caça-minas e outros equipamentos para liberar o estreito. Esta última declaração na Truth Social sugere que os Estados Unidos podem abandonar a situação por completo, deixando que outros países lidem com as consequências. O Irã tenta usar seu controle sobre a passagem marítima como forma de pressionar os Estados Unidos e Israel contra ataques que dizimaram sua Marinha, atingiram milhares de alvos em todo o país e mataram seus principais líderes. Embora apenas algumas embarcações comerciais tenham sido atingidas por fogo iraniano, a ameaça foi suficiente para paralisar a navegação, fazendo com que os preços mundiais do petróleo disparassem.
18/03/2026 14:43:08 +00:00
Governo federal descarta ajudar BRB em capitalização de recursos

O Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto descartam uma federalização do Banco de Brasília (BRB) ou mesmo o uso de recursos públicos para auxiliar na capitalização do banco controlado pelo governo do Distrito Federal. Nas últimas semanas, o BRB chegou a procurar diretamente a Caixa Econômica Federal, segundo fontes do governo ouvidas pelo blog, mas qualquer decisão teria que vir do governo federal, já que a Caixa é 100% estatal. Outra solução aventada no mercado financeiro seria a entrada do Banco do Brasil (BB) no negócio, via federalização, mas o governo também descarta a possibilidade. Questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o BB negou haver qualquer estudo sobre federalização (leia mais abaixo). BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master Integrantes do governo relataram ao blog que o tamanho do rombo no BRB é desconhecido pela Fazenda. Levantamento A atual administração do banco reconheceu a necessidade de capitalização acima de R$ 8 bilhões, mas investidores do mercado financeiro já falam em cifras que ultrapassam R$ 15 bilhões. A credibilidade do banco junto ao mercado financeiro é essencial para que investidores comprem cotas do fundo imobiliário que o BRB tenta viabilizar com imóveis repassado pelo GDF, mas que são tema de polêmica jurídica. O BRB precisa apresentar, até o fim de março o orçamento de 2025, números que serão dissecados pelo mercado e pelo Banco Central para determinar a viabilidade do banco seguir com liquidez para continuar atuando. A crise no BRB ficou exposta a partir das investigações da tentativa de compra do Master pelo BRB, negada pelo Banco Central. Há indícios de que o Master vendeu ao BRB R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas ou sem lastro. Justiça do DF determina suspensão da lei que permite uso de terrenos públicos como garantia para empréstimos do BRB Jornal Nacional/ Reprodução
18/03/2026 14:42:26 +00:00
Brasil registra maior abate de bovinos da história pelo 2º ano consecutivo

Brasil registra maior abate de bovinos da história pelo 2º ano consecutivo Gustavo Wanderley/g1 Pelo segundo ano consecutivo, o abate de bovinos no Brasil atingiu o maior nível da série histórica. Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças, um aumento de 8,2% em relação a 2024. O crescimento foi registrado em todos os trimestres do ano na comparação com os mesmos períodos do ano anterior, reforçando a trajetória de alta observada desde 2022. O resultado também supera o recorde anterior, alcançado em 2024. Um dos principais fatores por trás do avanço foi o aumento no abate de fêmeas, que subiu pelo quarto ano consecutivo. Em 2025, a alta foi de 18,2% na comparação anual. O aumento dos abates foi um dos fatores que segurou o aumento de preço de carne bovina ao consumidor, no ano passado. Resultado por estado No total, foram abatidas 3,25 milhões de cabeças a mais do que em 2024. O avanço ocorreu em 26 das 27 unidades da federação. Entre os estados com maior participação na produção nacional, os maiores aumentos foram registrados em: São Paulo: +629,22 mil cabeças Pará: +472,77 mil cabeças Rondônia: +364,43 mil Goiás: +244,87 mil cabeças Mato Grosso: +199,21 mil cabeças Mato Grosso do Sul: +175,09 mil cabeças O Mato Grosso manteve a liderança no ranking nacional de abate de bovinos, com 17,1% de participação. Em seguida aparecem São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%). No recorte do 4º trimestre de 2025, foram abatidas 11,04 milhões de cabeças. O número representa alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024, mas queda de 2,7% frente ao 3º trimestre do próprio ano. Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará
18/03/2026 14:10:32 +00:00
Chinesa GAC anuncia produção de veículos no Brasil a partir de 2027

GAC GS3 Divulgação / GAC A GAC confirmou nesta quarta-feira (18) que vai iniciar a produção de veículos no Brasil a partir de 2027. A fábrica é da HPE Automotores e está localizada em Catalão (GO). Lá já são produzidos modelos da Mitsubishi. A previsão é de uma capacidade de produção de até 50 mil veículos da GAC por ano. Segundo a montadora, já existe uma equipe de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A missão desse time é adaptar os produtos ao mercado nacional e às necessidades dos clientes. A GAC já conta com centro de distribuição de peças em Cajamar (SP) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para estabelecar a marca e operação no Brasil, a GAC diz que vai investir US$ 1,3 bilhão até 2030 (R$ 6,76 bilhões, em conversão direta). Fábrida da HPE em Catalão (GO) vai produzir modelos da GAC Divulgação / GAC "A produção local no Brasil representa um passo importante em nossa estratégia global e reforça nossa confiança no potencial do setor industrial brasileiro”, afirmou Lu Guojie, vice-presidente da GAC International. Segundo o executivo, a cooperação com a HPE Automotores vai combinar a experiência de manufatura local com a tecnologia global da GAC. Como é o GAC GS3 GAC GS3: SUV 'esconde' origem chinesa para disputar mercado de carros a combustão O GAC GS3 ainda não foi confirmado como o primeiro carro a ser produzido na fábrica brasileira, mas é o modelo que marca a estreia dos veículos totalmente a combustão entre as chinesas que chegaram recentemente ao Brasil. O modelo já está à venda no Brasil, com preços a partir de R$ 139.990. Na fase de pré-venda, limitada a 1.000 unidades, há um desconto de R$ 10.000. Nas dimensões, o GS3 tem porte de SUV que já virou figurinha comum nas ruas brasileiras. No visual, porém, mira em um caminho pouco explorado tanto por chinesas como por marcas tradicionais: a esportividade. Isso fica claro no escapamento com ponteira dupla cromada na traseira, junto de difusores — solução típica de carros esportivos. GAC GS3 Divulgação / GAC Outro elemento que reforça a proposta esportiva está nas linhas. As curvas são raras: quase tudo é marcado por ângulos retos. Isso aparece nos vincos da carroceria, no aerofólio traseiro, no desenho dos faróis e das lanternas, e chega até aos retrovisores. Lembra o visual cheio de linhas retas das Lamborghinis mais antigas, como a Diablo? É mais ou menos esse o caminho. Há também um toque de retrofuturismo, que traz o DMC DeLorean na lembrança, famoso pelo desenho quase todo formado por ângulos retos. GAC GS3 Divulgação / GAC Comparar o novo SUV com modelos americanos ou europeus não é por acaso. Por fora, o GS3 foge do minimalismo tão associado aos carros chineses. Para quem vê rapidamente, ele pode até lembrar modelos recentes da Hyundai, Peugeot ou da Renault, sobretudo pela grande tomada de ar frontal. Para completar o pacote esportivo, o GS3 chega ao Brasil com uma única motorização. É um motor 1.5 turbo que gera 170 cv, aliado a um câmbio automatizado de dupla embreagem. Entre SUVs de dimensões semelhantes, perde apenas para o 1.6 turbinado do Hyundai Creta na versão mais cara. GAC GS3 Divulgação / GAC Além do visual ousado, as dimensões colocam o GS3 20 centímetros à frente do Volkswagen T-Cross em comprimento, com 9 centímetros a mais de largura e o mesmo entre-eixos. Na prática, pela fita métrica, ele se aproxima mais de SUVs médios como o Volkswagen Taos. Se por fora o GS3 não parece chinês, por dentro a origem aparece apenas no minimalismo das texturas do acabamento do painel. No restante, a inspiração é claramente ocidental. GAC GS3 Divulgação / GAC Lista de equipamentos do GAC GS3 No Brasil o GS3 chega em duas versões, onde a única diferença está na quantidade de itens de série em cada uma: GAC GS3 Premium, por R$ 139.990 Central multimídia de 14,6 polegadas; Painel de instrumentos digital; Faróis de LED com acendimento automático; Câmera de ré; Freio de estacionamento eletrônico; Rodas de liga leve com 18 polegadas; Chave presencial. GAC GS3 Elipte custa R$ 159.990 e tem todos os itens acima, mais: Piloto automático adaptativo; Frenagem automática de emergência; Assistente de permanência em faixa; Câmera 360 graus; Teto solar panorâmico; Rodas de liga leve com 19 polegadas.
18/03/2026 13:09:41 +00:00
Petrobras faz nova descoberta de gás em poço exploratório na Colômbia

Poço Sirius-2 na Colômbia Divulgação/Petrobras A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (18) a descoberta de uma nova reserva de gás natural em águas profundas da Colômbia. O poço Copoazu-1 fica a cerca de 36 quilômetros do litoral, em uma área de mar profundo, com quase 1 mil metros de profundidade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele também está próximo de outros dois poços importantes já perfurados na região, o Sirius-1 e o Sirius-2, a cerca de 8 quilômetros de distância. 🔎 A Petrobras explora gás natural para garantir o abastecimento de energia, reduzir a dependência de importações, gerar receita e aproveitar recursos encontrados junto ao petróleo, além de contribuir como uma alternativa menos poluente no processo de transição energética. Segundo a companhia, a nova descoberta indica que há ainda mais gás disponível no local do que se imaginava, o que pode ajudar a garantir o abastecimento de energia no futuro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A perfuração começou em novembro de 2025 e continua em andamento. A Petrobras informou que a presença de gás foi confirmada por testes feitos durante a exploração e que novas análises ainda serão realizadas para entender melhor o volume e a qualidade desse recurso. A Petrobras atua no bloco como operadora, com participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56%. A descoberta faz parte da estratégia da Petrobras de encontrar novas reservas de petróleo e gás, especialmente fora do Brasil, para atender à demanda de energia nos próximos anos. Maior descoberta de gás da Colômbia Em 2024, a Petrobras e a Ecopetrol confirmaram a maior descoberta de gás da história da Colômbia no poço Sirius-2, com volume estimado acima de 6 trilhões de pés cúbicos. O achado poderia elevar em até 200% as reservas do país. O projeto, localizado em águas profundas, ainda entraria nas etapas de desenvolvimento e licenciamento. À época, a expectativa era iniciar a produção em cerca de três anos, com potencial de abastecer o mercado por uma década. O consórcio também previa investimentos bilionários para viabilizar a exploração e o transporte do gás até a costa. Veja a nota completa da Petrobras A Petrobras informa uma nova descoberta de acumulação de gás no poço exploratório Copoazu-1, no Bloco GUA-OFF-0, localizado em águas profundas da Colômbia. Esta descoberta consolida a província gasífera e o potencial de gás no offshore colombiano, ao mesmo tempo em que adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região. O poço Copoazu-1 encontra-se a aproximadamente 36 quilômetros da costa, a uma lâmina d’água de 964 metros e a uma distância de 8 quilômetros dos poços Sirius-1 (descobridor) e Sirius-2 (de avaliação), o que ressalta sua relevância dentro do contexto exploratório do Bloco Gua-Off-0. A perfuração do poço Copoazu-1 foi iniciada em 11/11/2025 e segue de maneira segura, em respeito ao meio ambiente e às pessoas. Os intervalos portadores de gás foram constatados por meio de perfis elétricos e amostragem de fluido, confirmando presença de gás em outro objetivo além do objetivo principal, tornando a descoberta ainda mais relevante. Os intervalos portadores de gás serão posteriormente caracterizados por análises laboratoriais. A atuação da Petrobras no Bloco GUA-OFF-0 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética. A Petrobras, por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB COL), atua como operadora do consórcio (participação de 44,44%), em parceria com a Ecopetrol S.A. (participação de 55,56%).
18/03/2026 12:33:17 +00:00
Elas abriram o próprio negócio para dar conta de tudo, enfrentam jornada dupla e mesmo assim dizem não ao CLT

Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para conciliar a rotina Freepik Antes de se consolidar como negócio, o nanoempreendedorismo feminino no Brasil tem funcionado, em muitos casos, como uma estratégia de adaptação à realidade econômica e social. É o que mostra uma pesquisa inédita do Consulado da Mulher, em parceria com a Vert.se e a Be.Labs, que analisou as condições em que essas atividades são desenvolvidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Não se trata de pequenos negócios no sentido tradicional, mas de uma engrenagem de sobrevivência — marcada pela informalidade, pela sobreposição de jornadas, pela baixa possibilidade de crescimento e pela falta estrutural de apoio. "O que encontramos não foi um grupo de empreendedoras no sentido tradicional", diz a diretora-executiva do Consulado da Mulher, Adriana Carvalho. "Foi um contingente de mulheres criando soluções econômicas em um cenário de limitações". Nanoempreendedores são pessoas físicas que atuam em pequena escala, com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, como trabalhadoras informais ou autônomas. Criada pela reforma tributária, a categoria reduz burocracias, dispensa CNPJ e garante isenção do novo imposto sobre consumo como forma de incentivar a formalização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O levantamento foi realizado em duas etapas, com 120 mulheres em grupos qualitativos e 371 participantes em um questionário nacional, e indica que esse “empreender” quase sempre começa antes do negócio: começa na vida. Mais de 85% dessas mulheres têm filhos, e 29% cuidam de três ou mais. Mais da metade convive com crianças em idade escolar ou pré-escolar. Ao mesmo tempo, muitas assumem responsabilidades com outros membros da família, especialmente idosos. Não por acaso, 61% têm entre 30 e 49 anos — faixa associada à chamada geração sanduíche, marcada pela sobreposição de demandas de cuidado. “Essa mulher está no auge da pressão de tempo”, afirma Adriana. “Ela não tem margem. Então, o trabalho precisa caber na vida — e não o contrário. Com o empreendedorismo, elas têm autonomia para decidir: ‘no dia tal, não vou aceitar a encomenda’ ou ‘não vou fazer porque tenho outra prioridade’". Essa dinâmica ajuda a explicar por que o empreendedorismo surge menos como escolha e mais como adaptação. Para 75% das entrevistadas, abrir o próprio negócio foi uma resposta direta a crises como desemprego, queda de renda, maternidade ou dificuldade de conciliar um emprego formal com a rotina doméstica. Mesmo quando existe a possibilidade de um emprego formal, ele não elimina o problema. A origem da sobrecarga não está apenas no mercado de trabalho, mas na estrutura social. Cerca de 70% das entrevistadas são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico. Entre as 60% que vivem com parceiros, a divisão de tarefas segue desigual. Em muitos casos, a presença de um companheiro não reduz a carga de cuidado. “Há uma ideia de que é uma escolha ficar em casa empreendendo. Não é”, diz Adriana. “É o que cabe dentro de uma rotina em que tudo depende dela.” A pesquisa também evidencia recortes raciais e sociais. Segundo o levantamento, 71% das nanoempreendedoras são mulheres negras, proporção superior à observada no empreendedorismo feminino em geral. E diferentemente do estereótipo, segundo a pesquisa, o grupo não é marcado por baixa escolaridade. Quase 40% têm ensino superior completo ou pós-graduação. “Elas têm formação, mas não têm condições de permanecer no mercado”, diz Adriana. “O problema não é preparo. É sustentação — especialmente pela falta de creches e políticas públicas de cuidado.” Faturamento Essa ruptura entre formação e inserção se reflete na renda. Embora 78% dos negócios faturem até R$ 3 mil por mês e 83% das famílias vivam com até três salários mínimos — sendo mais da metade abaixo de dois. Para Adriana, os dados indicam uma fragilidade estrutural: o faturamento do negócio frequentemente se confunde com a renda familiar. Em mais da metade dos casos, não há separação entre finanças pessoais e do negócio. Custos operacionais, tempo de trabalho e despesas indiretas não entram no cálculo. “O dinheiro entra e sai no mesmo lugar”, afirma Adriana. “E isso cria uma sensação de ganho que não corresponde à realidade.” O resultado é um modelo de subsistência, com baixa capacidade de acumulação e crescimento limitado — um retrato do chamado “piso pegajoso”, que mantém essas mulheres na base da pirâmide econômica. Ainda assim, os negócios apresentam longevidade. Mais de 78% existem há mais de três anos, 41% ultrapassam seis anos e cerca de 20% têm mais de uma década de atividade. Grande parte se concentra em atividades de baixa barreira de entrada e compatíveis com a rotina doméstica. O setor de alimentação reúne 51% dos casos. Somados alimentação, artesanato, costura e manufatura, predominam atividades manuais e intensivas em trabalho. Jornada exaustiva Mais de 60% dedicam mais de cinco horas diárias ao negócio, e 31% trabalham mais de oito horas por dia. Quando somadas às atividades de cuidado — às quais 37% destinam mais de cinco horas diárias —, as jornadas podem ultrapassar 10 horas por dia. Mais da metade afirma trabalhar mais hoje do que quando tinha emprego formal. “Elas trabalham o tempo inteiro”, diz Adriana. “A flexibilidade existe, mas vem acompanhada de uma carga contínua.” ⚠️ Mesmo diante de uma rotina exaustiva, marcada por sobrecarga e instabilidade financeira, cerca de 60% das entrevistadas afirmam não desejar voltar ao regime CLT, sobretudo pela falta de flexibilidade. A pesquisa também identificou impactos na saúde em três dimensões: mental, física e social. Na saúde mental, 59% relatam ansiedade, estresse ou depressão, e 44% afirmam que esses quadros surgiram após o início do negócio. A instabilidade da renda e a responsabilidade integral pela sustentação da casa aparecem como fatores centrais. Na saúde física, 46% relatam dores ou limitações, principalmente na coluna, pescoço, pernas e braços — padrão associado a atividades repetitivas e longas jornadas sem suporte ergonômico. Já na dimensão social, a pesquisa aponta o papel das redes de apoio informais. Mais de 80% se identificam como cristãs e, para 92%, a fé é um elemento importante para lidar com as dificuldades do negócio. Em muitos casos, a igreja também funciona como espaço de sociabilidade e apoio prático, sendo citada por 53% como canal de divulgação e venda de produtos. Apesar de cumprirem um papel relevante no cotidiano dessas mulheres, as redes informais têm alcance limitado quando se trata de garantir estabilidade e crescimento dos negócios. Dificuldade de formalização Ainda de acordo com a pesquisa, a formalização ainda avança de forma limitada. Cerca de 44% estão formalizadas, enquanto 47,7% permanecem na informalidade. Entre os principais obstáculos estão o custo fixo, citado por aproximadamente um terço das entrevistadas, além da insegurança em relação à estabilidade da renda. Entre as mulheres que participaram de programas de capacitação oferecidos pelo Consulado da Mulher, os resultados indicam mudanças relevantes. Nesse grupo, 83% relataram aumento de renda, 66% passaram a se considerar mais independentes financeiramente e mais de 80% apontaram avanços no desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, 70% afirmaram ter conseguido melhorar o equilíbrio entre trabalho e família. Segundo Adriana, o impacto vai além da renda. “O que muda é a forma como elas se enxergam. Elas deixam de se ver como alguém que faz um complemento de renda e passam a se reconhecer como alguém que tem um negócio.” O estudo 'Nanoempreendedoras em Foco' faz parte das ações da Whirlpool, responsável pelo Consulado da Mulher. Nos último 10 anos, a empresa investiu R$ 89 milhões em projetos que reforçam o compromisso com a inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em contextos de vulnerabilidade. Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos
18/03/2026 12:28:49 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,24, de olho em decisões de juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,90% nesta quarta-feira (18), cotado a R$ 5,2457. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,43%, aos 179.640 pontos. O dia foi marcado por cautela elevada, com investidores em busca de ativos considerados seguros, como a moeda americana. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A maior expectativa ficou em torno da decisão de juros no Brasil. Grande parte dos analistas projeta um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução desde maio de 2024 — após quase dois anos. ▶️ Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Apesar do cenário incerto com a guerra no Oriente Médio, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026 ▶️ Até agora, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. 🛢️ Por volta das 17h, o barril do tipo petróleo Brent subia 6,35%, a US$ 109,77, enquanto o WTI avançava 2,33%, a US$ 98,54. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,18%; Acumulado do ano: -4,43%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,12%; Acumulado do mês: -4,85%; Acumulado do ano: +11,49%. 'Superquarta' Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. Foi a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano manteve a taxa no mesmo nível. Em 28 de janeiro, o Fed interrompeu um ciclo de três cortes seguidos, citando incertezas nas perspectivas econômicas. A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global tiveram grande destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país. Apesar do cenário incerto, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026. Dos 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), 12 projetam ao menos uma redução, enquanto sete preveem a taxa no nível atual. O presidente do Fed, Jerome Powell, no entanto, ponderou que “vários participantes” da reunião desta semana sugeriram que o próximo movimento pode ser de alta, sinalizando uma inclinação mais dura entre os dirigentes. “Isso surgiu hoje”, disse, em entrevista a jornalistas após a decisão. “A possibilidade de que nosso próximo movimento possa ser uma alta foi mencionada na reunião, assim como ocorreu na reunião anterior.” Powell afirmou que a alta dos preços de energia deve pressionar a inflação no curto prazo. "Ainda é cedo, no entanto, para saber a dimensão e a duração dos possíveis efeitos sobre a economia", afirmou. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, após já ter eliminado, na véspera, Ali Larijani, uma das principais figuras do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando um casal de idosos, segundo a imprensa local. Já o Exército israelense também bombardeou o centro de Beirute, no Líbano, deixando seis mortos e 24 feridos, de acordo com autoridades locais. Os Estados Unidos também intensificaram a ofensiva e utilizaram uma bomba de penetração contra posições iranianas no Estreito de Ormuz. Acompanhe aqui a cobertura a vivo da guerra. Combustíveis O governo quer apertar a fiscalização para garantir que caminhoneiros recebam um valor mínimo justo pelo frete. Empresas que pagarem menos poderão ser punidas, até com suspensão das atividades. A medida será anunciada nesta quarta (18) e faz parte de um esforço para evitar uma nova greve de caminhoneiros, diante da alta do diesel. Apesar da redução de impostos federais, o governo avalia que o impacto no preço ainda é limitado sem a colaboração dos estados na queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS), o que mantém a pressão sobre a categoria. Nesta tarde, o governo federal propôs que estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas. A medida pode custar R$ 3 bilhões por mês, sendo R$ 1,5 bilhão bancado pela União. A decisão deve sair até 28 de março. ▶️Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins. ▶️Nesta semana, porém, os governadores informaram que não reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas, e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúne nesta quarta com estados para discutir o assunto. Ele também confirmou hoje que deixará o ministério na sexta-feira (20). O g1 preparou uma reportagem especial que reúne 10 gráficos sobre seu período à frente da economia. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices tiveram forte queda após a decisão de juros nos EUA e a demonstração de preocupação de Powell com o progresso no combate à inflação. O Dow Jones recuou 1,64%, o S&P 500 caiu 1,35% e o Nasdaq teve perdas de 1,46%. As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta, pressionadas pela alta do petróleo após um ataque a um campo de gás no Irã, o que reacendeu temores sobre a guerra no Oriente Médio. O índice STOXX 600, um dos principais índices de referência da Europa, caiu 0,70%, interrompendo dois dias de ganhos. Entre os principais mercados: Londres recuou 0,94%, Frankfurt caiu 0,96%, Paris perdeu 0,06%, Milão caiu 0,33% e Lisboa recuou 0,44%. Na contramão, Madri subiu 0,29%. Na Ásia, as bolsas também fecharam em alta, impulsionadas pelo otimismo com inteligência artificial após resultados do Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia da China. Por conta disso, o índice de Xangai avançou 0,32%, enquanto o CSI300 fechou em alta de 0,45%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,61%. Em outros mercados, os ganhos foram mais fortes: o Nikkei, do Japão, saltou 2,87%, e o Kospi, da Coreia do Sul, disparou 5,04%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar e real Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
18/03/2026 12:00:33 +00:00
Governo prepara medidas para endurecer fiscalização do frete; anúncio deve ser feito nesta quarta

O governo federal deve anunciar na manhã desta quarta-feira (18), no Ministério dos Transportes, um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra. O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio (veja detalhes abaixo). O Executivo tem se articulado para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel. 🔎Preço mínimo do frete: É uma tabela obrigatória, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, que estabelece quanto um frete precisa custar no mínimo, dependendo do tipo de carga, distância percorrida, número de eixos e outras variáveis. Foi criada para impedir que caminhoneiros rodem “no prejuízo”. LEIA TAMBÉM: Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel; veja resultado Levantamento do Procon aponta aumento de 20,24% no preço do diesel em Poços de Caldas Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, o pacote prevê: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela; cassação do registro em caso de reincidência; divulgação pública, ainda hoje, dos nomes das principais empresas infratoras; fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes. De acordo com auxiliares do Ministério dos Transportes, a avaliação é que a baixa efetividade da fiscalização atual facilita que empresas paguem fretes abaixo do piso. O governo quer alterar essa lógica para atender uma das reivindicações centrais da categoria. Ministro dos Transportes, Renan Filho, durante uma coletiva de imprensa. TV Globo/Reprodução Medidas sobre diesel Apesar da desoneração federal anunciada na semana passada — que zerou PIS e Cofins sobre o diesel — o governo reconhece que o efeito prático da medida pode ser pequeno se os estados não reduzirem o ICMS. Governadores resistem à ideia e alegam perdas fiscais acumuladas. Ao fazer o anúncio na semana passada sobre as medidas relativas ao imposto do diesel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido para que os estados baixassem o ICMS de combustíveis. Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se reunirá com estados para pedir novamente a redução sobre o ICMS. Interlocutores da área econômica avaliam que, sem a colaboração dos estados, o preço final do diesel seguirá alto, alimentando a insatisfação da categoria e aumentando o risco de greve.
18/03/2026 11:44:07 +00:00
Haddad se reúne nesta quarta com estados para falar sobre combustíveis; Lula quer redução do ICMS estadual

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo pretende levar uma proposta para a reunião com os estados sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre diesel. Ele não antecipou o que será proposto. ▶️Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins. ▶️Nesta semana, porém, os governadores informaram que não reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas, e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Temos reunião hoje com o Confaz, [que reúne governo e secretários de Fazenda dos estados] vamos fazer uma proposta para eles, mas não vou antecipar para não ser deselegante com os proprietários", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a jornalistas. "Nós estamos tratando isso do ponto de vista federativo, numa reunião convocada para esse fim, com audiência de toda a imprensa, para que vocês possam acompanhar", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎Com a redução de impostos federais, caso do PIS e Cofins, pelo governo, houve um questionamento de Lula se os governadores também baixariam os impostos estaduais, caso do ICMS. Cada estado, entretanto, tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar impostos. Haddad não confirmou diretamente que pedirá redução do ICMS sobre combustíveis, conforme proposta do presidente Lula rejeitada pelos estados, mas observou que ações do governo já estão elevando a arrecadação do tributo estadual. São elas: A ação contra o crime organizado, no setor de combustíveis, que está retirando empresas irregulares do setor, que não recolhiam corretamente os tributos, dando lugar a outras que funcionam corretamente. "Nós temos um trabalho a fazer em relação a ICMS, que é justamente o combate a essas quadrilhas, a essas organizações criminosas que estão sendo expulsas do mercado. Então isso é um dado positivo, que a arrecadação aumenta sem que o imposto aumente", declarou o ministro. O trabalho de fiscalização que está sendo implementado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), medida anunciada na semana passada com o objetivo de garantir o repasse da redução dos impostos federais ao preço do combustível. "Vejam você que a gasolina [preço] nao foi alterada no caso da Petrobras. A Petrobras não mudou a preço da gasolina. No entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação e prejudicando a economia popular", disse Haddad. Fernando Haddad concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (25) Reprodução/ TV Globo Estados rejeitaram pedido de Lula Nesta terça-feira, antes da reunião do Confaz, que acontece nesta quarta, os governadores informaram que não reduziriam o ICMS sobre combustíveis. A justificativa do Comitê é que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final". "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. O Comsefaz acrescentou que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. Questionado nesta quarta-feira se o governo vai propor uma compensação aos estados por uma eventual redução do ICMS sobre o diesel, o ministro Haddad não respondeu. Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
18/03/2026 11:38:20 +00:00
Quaest: 71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (17) mostra que 71% dos entrevistados são contra a proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. O ministro Guilherme Boulos anunciou que o governo pretende propor um valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km. A pesquisa questionou se os entrevistados já conhecem a proposta: 76% disseram que sim, conhecem, e 24% não conhecem. Para 78% dos entrevistados, essa mudança levaria a um aumento de preços nos pedidos de entrega por aplicativo. Outros 17% acreditam que o preço ficaria igual, enquanto 5% acham que vai diminuir. Além disso, 86% dizem que a mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres, contra 14% que acreditam que o impacto seria maior sobre os mais ricos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O levantamento foi realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) e ouviu 1.031 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Fernando Blower, Presidente Executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) a regulamentação dos entregadores é necessária mas deve ser feita com equilíbrio, "pensando em soluções que protejam os trabalhadores e a sustentabilidade do setor". "A própria pesquisa mostra que a população não apoia a proposta colocada, especialmente diante do potencial impacto nos preços. Medidas como a fixação de valores mínimos podem afetar os consumidores, sobretudo os mais vulneráveis, e pressionar a operação de bares e restaurantes, em especial os de pequeno porte, que dependem do delivery”, aponta Blower. Veja os resultados: Você diria que é a favor ou contra essa proposta de taxa mínima para os pedidos de entrega de empresas como Ifood, 99food, Rappi, Aiqfome e Keeta, entre outras? A favor: 29% dos entrevistados; Contra: 71%. Você acredita que, se essa proposta for aprovada, o preço dos pedidos feitos por aplicativo vai subir, ficar igual, ou diminuir? Subir: 78% os entrevistados; Ficar igual: 17% Diminuir: 5%. Na sua opinião, quem será mais afetado pelo aumento no custo das entregas: as pessoas mais pobres ou as pessoas mais ricas? As pessoas mais pobres: 86% dos entrevistados; As pessoas mais ricas: 14% O levantamento perguntou aos entrevistados se estariam dispostos a pagar mais pelas entregas de aplicativo caso essa proposta seja aprovada e os preços subam: 29% disseram que sim, pagaria mais pelas entregas, enquanto 71% responderam que não pagaria. Questionados se o governo federal deveria se preocupar mais ou se preocupar menos em criar novas regras para o trabalho das empresas brasileiras, 40% responderam que deveria se preocupar mais, enquanto 60% disseram que deveria se preocupar menos. Entregadores de aplicativo se concentram na porta de supermercados da Zona Sul do Rio Marcos Serra Lima/G1
18/03/2026 11:06:23 +00:00
Nvidia retoma produção de chips para clientes da China

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang, após a empresa americana receber pedidos autorizados pela China. "Estamos retomando a fabricação", anunciou Huang, em entrevista coletiva realizada paralelamente à conferência anual da Nvidia. No mês passado, uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que ainda não havia sido realizada nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas, uma situação que mudou, segundo Huang. Como um ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa da história a atingir US$ 5 trilhões em valor Além da autorização do governo americano, essas operações exigem a aprovação de autoridades chinesas. Segundo vários veículos, Pequim pretende aprová-las gradualmente, para limitar a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos. Em abril de 2025, o governo americano proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana que prevê o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro. Desde então, no entanto, as entregas estavam paralisadas. No fim do mês passado, a Nvidia anunciou que não esperava nenhuma receita do mercado chinês no trimestre atual. Para cumprir as restrições impostas pelo governo americano, que se recusa a permitir que a Nvidia venda seus produtos mais avançados para empresas chinesas, o grupo desenvolveu uma nova versão do processador H200. O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
18/03/2026 11:01:27 +00:00
Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso

Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso Getty Images via BBC O tão aguardado ciclo de queda dos juros no Brasil — que muitos esperavam que começaria nesta quarta-feira (17) — pode não mais acontecer agora, ou ser mais lento do que se imaginava. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Desde junho do ano passado, a Selic está em 15% — seu patamar mais alto em quase 20 anos. O motivo dessa alta era a preocupação com a inflação brasileira, que dava sinais de que poderia ultrapassar a meta tolerada no país, de 4,5% ao ano. Como as expectativas de inflação vinham caindo esse ano, esperava-se que o juro — principal instrumento das autoridades monetárias para segurar aumentos de preço na economia — também caísse. O próprio Banco Central havia dito em janeiro, a sua primeira reunião deste ano, que os juros poderiam começar a cair agora em março. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse a ata da reunião do Copom da ocasião. No entanto o "cenário esperado" citado na nota não se confirmou. Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel atacaram o Irã, dando início a uma guerra que vem provocando aumento no preço internacional do petróleo, diante das incertezas sobre o fornecimento global de combustíveis. Antes da guerra, o preço referência do barril de petróleo estava abaixo de US$ 80 — agora ele tem sido cotado acima de US$ 100 em vários dias. E essa incerteza já teve repercussões na economia brasileira. A Petrobras anunciou na semana passada o aumento do preço do diesel — para colocar os preços domésticos em linha com os custos internacionais. E o governo federal anunciou a isenção que alguns tributos, na tentativa de conter grandes aumentos de preço. O temor do governo é que, se a guerra durar por muito tempo e o preço internacional do petróleo seguir em patamar elevado, a alta de combustíveis no Brasil provoque inflação. Combustíveis são um componente importante no preço de diversos produtos, como alimentos. "Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, ao anunciar as medidas do governo. Desde o começo da guerra no Irã, agentes de mercado passaram a acreditar que haverá aumento da inflação no Brasil. O mais recente boletim Focus do Banco Central — que reúne expectativas de mais de cem instituições financeiras do Brasil — divulgado na segunda-feira (17/3) mostra que o mercado espera que a inflação IPCA termine o ano em 4,1%. Há uma semana, a previsão do mercado era de 3,91%. Já a expectativa do mercado para a Selic no final de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% em uma semana. Isso significa que se o mercado entende que o ciclo de queda dos juros será menos intenso do que se previa antes da guerra. Entre corretoras havia uma expectativa antes do início da guerra de que haveria um corte de 0,5 ponto percentual nos juros brasileiros. Esta semana algumas instituições revisaram suas previsões para um corte mais gradual, de 0,25 ponto percentual. E outras já esperam que o Copom sequer promova qualquer corte. "Acreditamos que o Copom manterá a taxa Selic em 15% nesta semana", diz um relatório da XP publicado na segunda-feira. "Acreditamos que, se o Copom não estiver confiante para cortar a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, é melhor deixá-la inalterada e fazê-lo com mais embasamento em abril." Mas afinal, o que é exatamente o juro Selic e como ele afeta na prática o bolso das pessoas? O que é a taxa básica de juros? A taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como referência para todas as taxas de juros do mercado brasileiro e é definida pelo Copom, grupo composto pelo presidente e diretores do Banco Central. Eles se reúnem para definir a trajetória da Selic. A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo Banco Central para controlar a inflação. O Banco Central tem autonomia em relação ao governo federal para definir a Selic. Quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e no cartão ficam mais altos e isso desencoraja o consumo — o que, por sua vez, estimula uma queda na inflação. Por outro lado, se a inflação está baixa e o BC reduz os juros, isso barateia os empréstimos e incentiva o consumo. Para definir o que fazer com a Selic, o BC avalia as condições da inflação, da atividade econômica, das contas públicas e o cenário externo — sempre com o objetivo de manter a inflação dentro da meta. O instrumento é usado por todos os governos e autoridades monetárias. O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, define os juros básicos da economia americana. O Banco Central Europeu faz o mesmo com os juros nos países que compõem a zona do euro. Desde a pandemia, o mundo passou por um aumento da inflação — como reflexo de desequilíbrios na cadeia de produção combinados com um aumento do consumo. Nesses anos, a inflação bateu recorde de mais de quatro décadas em países europeus e nos EUA. No Brasil, um ciclo de alta começou em março de 2021 e durou até agosto de 2023, com escalada do juro de 2% para 13%. Por um ano depois disso, o juro chegou a cair para 10,5%. Mas desde setembro de 2024, o juro vem subindo, no atual ciclo de alta. Foram oito aumentos consecutivos na Selic, atingindo em junho do ano passado o patamar de 15%, que se mantém inalterado desde então. Esse nível é o maior registrado no Brasil desde julho de 2006. O objetivo do Copom é fazer a inflação brasileira ficar dentro da meta, que também é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Juros elevados encarecem crédito e tendem a reduzir consumo Getty Images via BBC O que é a meta de inflação? O regime de metas de inflação, o câmbio flutuante e a meta fiscal compõem o chamado "tripé macroeconômico", anunciado em 1999 como a nova estrutura da política econômica brasileira. Isso depois de o Brasil ter superado, com o Plano Real (1994), um período traumático de hiperinflação, durante o qual os preços chegavam a aumentar 80% em um único mês. A ideia da meta é que uma inflação previsível, estável e baixa possa ajudar a economia a crescer mais, reduzindo as incertezas. Se não houvesse aumento nos juros, as pessoas estariam expostas à inflação alta, o que provocaria uma queda nos padrões de vida de todos. Os preços de bens e serviços subiriam, e os salários das pessoas não acompanhariam essa alta. A meta, inicialmente fixada em 8% ao ano em 1999, foi sendo gradualmente reduzida ao longo dos anos. Para 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação anual em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais. O que significa que o CMN "tolera" uma inflação de 4,5% em 2026. Antigamente o cumprimento da meta era avaliado ao final de cada ano. Mas desde 2024, a meta é contínua, ou seja, precisa ser cumprida mês a mês. A meta é considerada descumprida quando a inflação acumulada em doze meses se desvia por seis meses consecutivos do intervalo de tolerância. Quando ela é descumprida, a autoridade monetária precisa publicar uma carta e uma nota técnica explicando os motivos do desvio da inflação, as providências para assegurar o retorno aos limites estabelecidos e o prazo estimado desse retorno. Efeitos de juros altos na prática Juros elevados têm dois efeitos claros no cotidiano das pessoas: Fica mais caro pegar dinheiro emprestado Torna-se mais atraente poupar e investir dinheiro em renda fixa Sobre empréstimos, juros altos afetam principalmente pessoas que tomam financiamentos para comprar casa ou carro — e também consumidores que têm dívidas com cartão de crédito. O mesmo acontece com empresas: juros altos não incentivam tomada de empréstimos para realizar investimentos. Se há menos investimentos, geram-se menos emprego e, consequentemente, renda. E governos também sofrem: juros elevados prejudicam as finanças públicas, já que os países também tomam empréstimos ao emitir títulos de dívida (uma das formas como governos se financiam — a outra é arrecadação de impostos). Juros mais altos acabam sendo vantajosos para quem tem dinheiro para emprestar e investir. Mas é preciso tomar cuidado. Os investimentos e poupanças precisam ter taxa de retorno superior à inflação para que haja um ganho real. Por outro lado, para quem não tem dinheiro guardado, a vida fica bem mais difícil, e o fosso entre ricos e pobres tende a aumentar. Por isso, quando os juros estão elevados, a desigualdade sobe. "Classes de renda inferiores se prejudicam mais com maiores taxas de inflação já que não contam com instrumentos de proteção financeira", diz nota do ministério da Fazenda que explica o regime de metas do país. * Com informações de Luis Barrucho
18/03/2026 10:12:39 +00:00
PIB acima do esperado, dívida em alta: o balanço da gestão Haddad em 10 gráficos

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo Fernando Haddad (PT) deixará o Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (20). Ao longo de sua gestão, a economia apresentou resultados melhores do que o esperado — com crescimento do PIB, inflação controlada e mercado de trabalho aquecido. Mesmo assim, a relação entre o ministro e o mercado financeiro ficou marcada por altos e baixos. Pouco mais de três anos após assumir a pasta, economistas avaliam que Haddad não avançou em reformas importantes para melhorar a economia no longo prazo. O principal problema foi a dificuldade de controlar os gastos públicos, marcada por revisões e mudanças nas metas. Nesta reportagem, veja o que os números da economia mostram sobre a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O calcanhar de Aquiles Embora Haddad tenha conquistado parte do mercado financeiro no início do mandato — com um discurso focado em melhorar as contas públicas e controlar gastos — seus planos acabaram enfrentando resistências dentro do próprio governo. Nos primeiros dias de governo, em 2023, Haddad chegou a afirmar que “não aceitaria” o déficit previsto para aquele ano e que trabalharia para reduzi-lo. “Um dos méritos de Haddad é que ele sempre buscou dialogar com o mercado e com analistas, explicando a agenda econômica e os objetivos do governo”, afirma Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria. A aprovação do arcabouço fiscal, ainda em 2023, foi um passo importante para mostrar o compromisso do ministro com as contas públicas. Mas o resultado fiscal daquele ano — com déficit de R$ 249 bilhões — acabou pesando na avaliação do mercado. Segundo o economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, embora Haddad tenha herdado despesas do governo Bolsonaro (PL) que precisaram ser pagas em 2023, o ministro também tem parte da responsabilidade pelo aumento dos gastos naquele ano. “Ele manteve regras que aumentam despesas automaticamente e não discutiu mudanças em benefícios como aposentadorias, abono salarial, seguro-desemprego e BPC. Isso também aumentou a pressão sobre as contas públicas”, afirma Salto. No ano seguinte, o déficit caiu para R$ 47,6 bilhões — uma redução de mais de 80% em relação a 2023. Mesmo assim, problemas no orçamento, dificuldade para cortar gastos e a autorização de despesas fora da meta fiscal voltaram a reduzir a confiança do mercado em Haddad. Contas do setor público consolidado Arte/g1 Em abril de 2024, por exemplo, o governo propôs reduzir as metas de superávit primário para os anos seguintes no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com isso, o superávit que era esperado para 2025 passou a ser previsto apenas para 2026. A medida abriu espaço para aumento dos gastos públicos e foi duramente criticada pelo mercado financeiro. “A mudança foi mal recebida pelo mercado, e com razão. Ela mudou o caminho esperado para as contas públicas e reacendeu a percepção de que o governo poderia recorrer a manobras contábeis para ajustar o resultado fiscal”, afirma Salto, da Warren. Arrecadação em alta – e gastos também Apesar dos esforços de Haddad para manter a confiança nas contas públicas, especialistas dizem que faltaram medidas concretas para cortar despesas. O ministro fez uma nova tentativa de cortar gastos em novembro de 2024, ao anunciar um pacote de medidas que previa economizar R$ 70 bilhões em dois anos. O gesto, porém, não foi suficiente para recuperar a confiança do mercado. Isso porque também foi anunciado, no mesmo dia, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A promessa de campanha de Lula foi vista imediatamente como um novo gasto. “O governo também enfrentou dificuldades para reduzir gastos por causa do Congresso. Haddad tentou discutir várias propostas, mas muitas acabaram sendo enfraquecidas pelos próprios parlamentares”, diz André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica. Entre as medidas que ajudaram a aumentar a arrecadação estão mudanças em impostos, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a chamada “taxa das blusinhas”, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Peso dos impostos na economia. Arte/g1 Arrecadação federal Arte/g1 “Ainda que o ministro tenha adotado algumas medidas corretas para aumentar a arrecadação, elas não foram suficientes para mostrar estabilidade da dívida. O ponto mais sensível, que seria controlar o crescimento das despesas obrigatórias, não foi enfrentado”, diz Ribeiro, da Tendências. Segundo dados do Banco Central, desde o início do mandato de Haddad a dívida bruta do governo em relação ao PIB subiu cerca de sete pontos percentuais, para 78,66%. Para este ano, a previsão do Tesouro Nacional é que a dívida chegue a 83,6%. “Não chegamos a uma situação fiscal desastrosa, mas o déficit primário do governo ainda não é compatível com uma trajetória sustentável da dívida”, completa Salto. Tamanho da dívida do governo em relação à economia do país. Arte/g1 PONTO A PONTO: Entenda o que impulsionou a dívida pública nos últimos anos Dos males, o menor Apesar das dificuldades para cortar gastos, os especialistas ouvidos pelo g1 reconhecem o mérito de Haddad na defesa e na aprovação da reforma tributária, após três décadas de discussões no Congresso. A reforma, aprovada em dezembro de 2023, criou um imposto sobre valor agregado (IVA), definiu uma cesta básica nacional isenta de tributos e estabeleceu o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. ENTENDA: Veja a reforma tributária em 7 pontos “Essa é uma reforma extremamente difícil e que, no início, poucos acreditavam que sairia do papel. Ainda não é o modelo ideal, mas deve gerar efeitos positivos para a economia ao longo do tempo e conta a favor de Haddad”, afirma Ribeiro, da Tendências. Os especialistas, porém, dizem que ainda há um longo caminho para completar a reforma tributária no país. Segundo o economista e coordenador do curso de administração pública da Fundação Getulio Vargas (FGV), Nelson Marconi, uma parte importante que ainda precisa ser discutida é a reforma sobre a renda. “O governo poderia ter feito uma reforma tributária mais ampla, que também incluísse a tributação da renda e a revisão de despesas e desonerações. A taxa de 10% sobre a renda dos mais ricos é um passo, mas ainda é insuficiente”, afirma. Contra as previsões, crescimento A dificuldade para implementar um plano de gastos mais alinhado ao que o mercado esperava, porém, não impediu que Haddad entregasse crescimento e inflação melhores do que o previsto. Durante seu mandato, o PIB cresceu acima das projeções do mercado em todos os anos. A inflação também ficou dentro do intervalo de tolerância da meta em dois dos três anos em que esteve à frente da Fazenda — muito em virtude do rigor do Banco Central em manter juros mais altos, apesar das pressões do governo federal. “A economia tem apresentado um desempenho positivo, com crescimento elevado. Mesmo com a desaceleração em 2025, a atividade ainda cresceu bastante para o padrão recente do país”, avalia Salto. Evolução da atividade econômica brasileira (PIB). Arte/g1 Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa uma desaceleração em relação ao ano anterior, mas marcou o quinto ano seguido de crescimento da economia. Parte dessa desaceleração também é reflexo dos juros elevados, que estão em 15% ao ano desde junho de 2025. "A política monetária restritiva [juros altos] e o alto endividamento das famílias, que bateu recorde no ano passado, têm puxado um pouco o consumo para baixo", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do instituto, em coletiva de imprensa para falar sobre o resultado do PIB. Segundo ela, o alto nível da Selic foi o "vilão" do PIB no ano passado. Apesar dos juros elevados, o mercado financeiro avalia que o BC fez bem em não ceder. “Além disso, o fato de Haddad ter respeitado a autonomia do Banco Central e permitido que a instituição atuasse sem interferência também é um ponto positivo”, afirma Salto. Nesse ponto, o ministro também ajudou a manter a inflação controlada nos últimos anos — mesmo com uma meta considerada exigente, de 3%. Comparação entre a inflação acumulada em 12 meses e a evolução da taxa básica de juros. Arte/g1 “Hoje vemos as expectativas caminhando para níveis mais baixos, e em nenhum momento houve descontrole da inflação ou sinal de que o governo tenha abandonado o compromisso de mantê-la sob controle”, completa. Por fim, os especialistas consultados pelo g1 também destacam os bons resultados do mercado de trabalho e da renda como parte do legado de Haddad. “Esse é um indicador ligado ao crescimento da economia e que também ficou melhor do que o mercado previa. O mercado de trabalho está realmente muito positivo”, avalia Alessandra Ribeiro, da Tendências. Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025 — o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. Já o rendimento médio real das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024. Dados de desemprego e renda. Arte/g1
18/03/2026 08:03:52 +00:00
Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado

Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado Em 2025, o Guia de Compras comparou o preço de 15 ovos de Páscoa com os valores de 2024 para entender qual foi o aumento percentual do setor entre esses dois anos. Agora, o g1 voltou a pesquisar preços para trazer uma nova comparação entre 20 ovos de 2025 e 2026, considerando a alta do chocolate usado para a Páscoa. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Veja 25 opções de ovos de Páscoa (até para pets) para presentear por até R$ 185 As pesquisas em ambos os anos foram feitas um mês antes da Páscoa. Em 2025, a celebração foi em 20 de abril. Neste ano, vai cair em 5 de abril. Considerando os menores valores encontrados nessa comparação, a maioria ficou mais cara de um ano para cá, e só houve redução de preço para um modelo. Veja na tabela abaixo. A maior variação encontrada de um ano para outro foi de 36,36%, contra 25% no ano passado. Esse percentual não considera a inflação acumulada que, nos últimos 12 meses, foi de 3,81%, pelo IPCA. O índice de março só será divulgado em abril. Variação de preços dos ovos de Páscoa Os maiores aumentos percentuais foram verificados para os ovos Lacta Favoritos 540g, que passou de R$ 88 para R$ 120 (36,36%), e o Lacta Sonho de Valsa 277g, que subiu de R$ 42 para R$ 57 (35,7%). Já os menores aumentos foram os dos ovos Nestlé KitKat 332g, que saiu de R$ 68 para R$ 70 (2,94%) e teve uma alta percentual abaixo da inflação, e o Ferrero Rocher 225g, que foi de R$ 107 a R$ 115 (7,47%). Também houve redução de preço no ovo Arcor Tortuguita Baunilha 120g, que passou de R$ 43 para R$ 40 (-6,97%), após um aumento de 22,8% entre os anos de 2024 e 2025. A seguir, veja onde comprar os ovos listados na tabela. Ferrero Rocher Garoto Kinder Lacta Nestlé Ferrero Rocher Ferrero Rocher 225g Garoto Garoto Baton 204g Garoto Crocante 227g Talento Avelã 227g Kinder Kinder Maxi Natoons 150g Lacta Lacta ao leite 157g Lacta Trakinas com Biscoito 190g Lacta Sonho de Valsa 277g Lacta Oreo Tripla Camada 320g Nestlé Nestlé Classic ao leite 199g Nestlé Galak 199g Nestlé Alpino 349,5g Comércio de ovos de Páscoa; supermercado; vendas; mercado; chocolate Marcelo Camargo/Agência Brasil Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
18/03/2026 07:01:48 +00:00
Por que a China devolveu cargas de soja do Brasil e uma grande exportadora cancelou embarques

Colheita de soja no Piauí. Divulgação Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês. Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 80% das exportações do produto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China recentemente por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático. Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema. Na terça-feira (17), o ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, disse em coletiva de imprensa que a qualidade da soja brasileira “é inquestionável”, mas que a preocupação dos chineses é legítima. Ele afirmou ainda que vai propor à China a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja. Quando a pressão começou Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil. "O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos", diz Bulascoschi. "Recentemente, a China voltou a cobrar o Ministério da Agricultura de forma mais dura, o que levou o governo a adotar uma 'postura de tolerância zero' para evitar tensões diplomáticas e a emitir certificados fitossanitários com mais rigor", acrescenta. Na prática, diz ele, o Ministério passou a fazer inspeções mais frequentes e deixou de emitir certificados para carregamentos que não cumprem as exigências. "Sem esse certificado, as empresas ficam impedidas de entregar a carga na China e de receber o pagamento", explica. Interrupção da Cargill Segundo Bulascoschi, foi nesse contexto que a Cargill decidiu interromper as exportações para a China. O g1 procurou a companhia, que informou que suas entidades representativas — a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) — publicariam uma nota conjunta. No entanto, as entidades não têm dado explicações. Na nota conjunta, publicada na quinta-feira (12), disseram apenas que acompanham "de forma atenta" os "recentes desdobramentos" das exportações de soja. (veja no final da reportagem) O Ministério da Agricultura disse ao g1 que se reuniu com as principais tradings (comercializadoras de grãos) e associações do país e que, juntos, atuam para "superar eventuais dificuldades" e "assegurar os elevados padrões de qualidade dos produtos brasileiros". Fávaro ressaltou que, após essa reunião, nenhuma regra de inspeção foi flexibilizada. Ele disse isso após rumores de que o governo teria afrouxado normas. Segundo o ministro, se tivesse ocorrido um “alívio” da parte do ministério, “os navios estavam navegando”, em referência a embarcações que não tiveram o certificado. Impacto para as exportações Analistas da Hedgepoint Global Markets avaliam que o caso é pontual e não deve afetar o volume de soja exportado para a China. "A fila de navios nos portos brasileiros continua forte, com cerca de 17 milhões de toneladas de soja, sendo 10 milhões destinadas à China", afirma Thais Italiani, gerente de Inteligência de Mercado. "Até agora, não há registro de atrasos relevantes na saída de navios, o que indica que se trata de ajustes pontuais no processo de inspeção das cargas", acrescentou. Luiz Fernando Gutierrez Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos e Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, afirma que 20 navios com cargas de soja representam entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas. "É pouco diante das 112 milhões de toneladas que o Brasil deve exportar no total no ano", conclui. Nota da Abiove e da Anec "A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) informam que estão acompanhando, de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês. Diante desse cenário, a ABIOVE e a ANEC reafirmam que seguem atuando de forma colaborativa e mantendo diálogo constante com as autoridades competentes e com as demais entidades da cadeia produtiva para buscar soluções que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade." Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
18/03/2026 07:01:25 +00:00
Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes

Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF Reprodução/Rosinei Coutinho/STF Programas usados em investigações da Polícia Federal podem desbloquear celulares e recuperar o conteúdo de conversas no WhatsApp. Em alguns casos, conseguem até acessar imagens apagadas pelo dono do aparelho. Na investigação do caso Master, a PF realizou uma análise técnica para obter mensagens trocadas em 17 de novembro entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou o jornal "O Globo" em 6 de março. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A conversa incluía prints com mensagens escritas pelo banqueiro no aplicativo de bloco de notas e enviadas pelo WhatsApp como imagens de visualização única. O jornal afirmou que teve acesso ao conteúdo obtido por um software da PF que exibe, de forma conjunta, mensagens e arquivos, o que permitiu reverter a visualização única. Em nota enviada anteriormente, Moraes afirmou que os prints de mensagens de Vorcaro não aparecem como enviados a ele e que uma análise técnica indicou que as imagens de visualização única não correspondem aos contatos do ministro. Vorcaro falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master O perito em segurança digital Wanderson Castilho explicou ao g1 que a estratégia de Vorcaro de criar capturas de tela do bloco de notas para ocultar o conteúdo das conversas pode, na prática, ter contribuído para criar mais evidências. "É até mais fácil recuperar imagens do que a conversa propriamente dita. Quando ele transformou a conversa em imagem, deixou um rastro maior", afirmou. Segundo o especialista, as imagens enviadas por Vorcaro podem ter sido recuperadas de locais como: O aplicativo bloco de notas; A galeria de fotos que armazena a captura de tela; Pastas ocultas que podem manter arquivos temporariamente no dispositivo. Tanto o bloco de notas quanto a galeria de fotos possuem lixeiras que guardam arquivos excluídos por alguns dias. Mesmo depois de removidos da lixeira, esses arquivos podem deixar rastros na memória do aparelho. "Conseguimos analisar todas essas correlações e chegar à mensagem de visualização única que, em tese, ninguém mais conseguiria ver", disse Castilho. A estrutura do WhatsApp, que armazena as conversas no próprio aparelho e não em um servidor externo, permite que autoridades recuperem mensagens quando estão com o dispositivo em mãos, explicou o perito. O WhatsApp usa criptografia de ponta a ponta, que impede o acesso às mensagens por terceiros, incluindo a própria plataforma. As conversas são protegidas por uma espécie de cadeado, aberto apenas com as chaves armazenadas no celular de cada usuário. "A segurança está no caminho que as mensagens percorrem. Quando chegam aos aparelhos, elas são descriptografadas e ficam legíveis para qualquer pessoa", resumiu o perito. Como funcionam os programas usados pela PF Programas como o israelense Cellebrite e o americano GrayKey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e celulares Android mesmo quando estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele faz varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia conforme a condição do dispositivo: Se estiver com a tela bloqueada, podem ser usados programas como GrayKey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha e baixar informações ao se conectar ao aparelho por cabo USB; Se estiver desligado ou danificado, pode-se usar a técnica chamada chip-off, na qual o chip de memória é removido do aparelho e as informações contidas nele são transferidos para outro dispositivo. Apesar de arquivos e mensagens não desapareçam imediatamente da memória, o ideal é que a extração com esses programas seja feita o quanto antes. Foto de visualização única no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Peritos têm pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, explicou Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, por exemplo. Alguns celulares são reiniciados automaticamente para dificultar a extração da senha. A empresa que criou o GrayKey informou em 2024 que uma atualização do iPhone faz o aparelho reiniciar automaticamente se permanecer bloqueado por mais de três dias. Busca por mensagens O IPED, criado pela Polícia Federal, facilita a busca por informações em um celular e consegue até extrair texto de imagens. O sistema usa um princípio semelhante ao de radares de trânsito que fotografam placas e transformam os números em texto para identificação no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro. "Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. (veja no vídeo abaixo) O programa permite fazer buscas por padrões, como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. Ele também consegue analisar mensagens apagadas, mas não as que têm visualização única. O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que desenvolvedores contribuam com melhorias na ferramenta. Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF
18/03/2026 06:01:04 +00:00
Fundo da Reag recebeu R$ 1 bilhão de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do PCC

Comunicados bancários enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontam que o Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o fundo é administrado, controlado, gerido, custodiado e distribuído pela Reag, administradora de fundos de investimentos e que é apontada pela Polícia Federal em envolvimentos no esquema de fraudes do Banco Master. Os dados foram enviados pelo Coaf à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. As transações correspondem a um período entre 2023 e 2025. Ao todo, os valores recebidos somam R$ 1 bilhão. Segundo publicações feitas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Fundo Gold Style tem um ativo de R$ 2 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dentre o que foi repassado à Gold Style, estão R$ 759,5 milhões feitos pela Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis ligada ao PCC. De acordo com as investigações da operação Carbono Oculto, a distribuidora era usada na engrenagem do grande esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos em todo o setor de combustíveis de oito estados brasileiros. O comunicado foi feito pelo Banco do Brasil, em agosto de 2024, antes da deflagração da operação. Além da Aster, a Gold também recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, uma fintech apontada pelas investigações da Polícia Federal como um dos núcleos financeiros usados pelo PCC para lavar dinheiro. O fundo também recebeu R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento, fintech apontada em comunicados bancários ao Coaf como uma instituição que movimentou mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas pela Operação Carbono Oculto. Um comunicado feito ao Caof pela Reag, administradora do fundo, informou que, além dos valores recebidos, a Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024. O comunicado foi feito uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025. A Reag A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que investiga o Banco Master e que levou o banqueiro Daniel Vorcaro à prisão em 4 de março. Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos Reprodução/Instagram A suspeita dos investigadores é que a empresa atuou na estruturação e administração de uma "ciranda" de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. A empresa também foi alvo da operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, atribuído a integrantes PCC. A suspeita é que o PCC utilizou a estrutura de fundos da Reag para lavar dinheiro com um único cotista. O mecanismo dificulta a identificação dos beneficiários finais desses recursos.
18/03/2026 04:00:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição?

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Veja mais perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
18/03/2026 03:01:22 +00:00
BC deve cortar juros pela 1ª vez em quase dois anos nesta quarta, mas disparada do petróleo freia intensidade

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (18) e deve iniciar o ciclo de corte da Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em 15% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024, ou seja, em quase dois anos. Mas também há analistas que projetam manutenção do juro. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O começo do processo de queda dos juros no Brasil deverá acontecer apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito. A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo O que dizem analistas Sem o fator guerra, os economistas dos mercado financeiro projetavam um corte maior na taxa de juros nesta semana, de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Mas ajustaram suas projeções para uma redução de menor intensidade, para 14,75% ao ano. Foi o que aconteceu com a estimativa do Itaú, que passou a projetar uma redução menor dos juros "em meio à incerteza mais elevada e a um balanço de riscos menos favorável, associado à alta relevante nos preços do petróleo". "Como de costume, a condução da política monetária diante desse tipo de choque dependerá da avaliação quanto à sua persistência e à propagação por meio de efeitos de segunda ordem (...) O balanço de riscos se tornou altista para 2026-2027, mas com alguns atenuantes, como medidas tributárias voltadas à mitigação do aumento de preços de combustíveis no mercado doméstico", informou o Itaú, em comunicado. A equipe de macroeconomia do ASA também reduziu de 0,5 ponto para 0,25 ponto sua projeção de corte na Selic, para 14,75% ao ano, ou seja, com um "início de ciclo de flexibilização mais cauteloso" por conta da alta no preço do petróleo. "Em nossa leitura, esse choque deve elevar a projeção do Banco Central para o IPCA no horizonte relevante, que passaria a se aproximar de 3,6% no terceiro trimestre de 2027 [o chamado horizonte de relevância da política de juros] afastando-se do centro da meta [central de 3%]. Esse deslocamento, por si só, já reforça a conveniência de um início de ciclo mais parcimonioso" avaliou o ASA. ▶️Mesmo com a guerra, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação, continue a recuar nos próximos meses — chegando a 12,25% ao ano no fim de 2026. Banco Central pode começar ciclo de corte de juros nesta quarta-feira Adriano Machado/ Reuters Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.
18/03/2026 03:01:20 +00:00
INSS inicia pagamento de benefícios de março; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de março na próxima quarta-feira (25). O calendário é organizado conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Depois, começam os depósitos para quem recebe acima do piso nacional. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 25/3 Final 2: 26/3 Final 3: 27/3 Final 4: 30/3 Final 5: 31/3 Final 6: 1º/4 Final 7: 2/4 Final 8: 6/4 Final 9: 7/4 Final 0: 8/4 Veja as datas de pagamento para quem ganha acima de um salário mínimo: Finais 1 e 6: 1º/4 Finais 2 e 7: 2/4 Finais 3 e 8: 6/4 Finais 4 e 9: 7/4 Finais 5 e 0: 8/4 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Pedido de adesão é feito pelo aplicativo do INSS INSS/Divulgação
18/03/2026 03:01:11 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de março começam nesta quarta; veja calendário

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em março de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de março do Bolsa Família 2026 nesta quarta-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para março de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/3 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/3 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/3 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/3 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/3 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/3 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/3 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/3 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/3 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/3 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
18/03/2026 03:01:10 +00:00
ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária Alguns sites pornográficos como RedTube e Pornhub seguem aceitando apenas a autodeclaração de maioridade nesta terça-feira (17), um dia após entrar em vigor o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que proíbe esse tipo de prática. Ao g1, que verificou os casos, os sites mencionados disseram que estão "comprometidos a trabalhar com autoridades para chegar a uma solução efetiva"'. A nova lei determina que plataformas com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes, como as de conteúdo pornográfico, adotem mecanismos mais robustos de verificação de idade — e não apenas o botão “Sim, tenho mais de 18 anos”. Além disso, o ECA Digital também estabelece que plataformas com acesso por crianças e adolescentes, como redes sociais, devem adotar medidas para evitar a exposição a conteúdos inadequados. Na prática, porém, pouca coisa mudou. O g1 verificou que plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, X e Discord (plataforma que permite jogar ao vivo com outros usuários) ainda não passaram a exigir, de forma ampla, métodos mais rigorosos, como envio de documentos ou reconhecimento facial. Ao acessar esses serviços, não há mudanças visíveis em relação aos dias anteriores. Em fevereiro, o Discord informou que passaria a exigir reconhecimento facial ou o envio de um documento de identificação quando um perfil tentasse acessar conteúdos com restrição etária, além de usar um sistema para estipular a idade do usuário. Mas, em um teste realizado nesta terça-feira (17), o g1 conseguiu acessar conteúdos impróprios sem que nenhuma verificação de idade fosse realizada. Já o YouTube e o Tiktok também disseram usar um sistema para estimar a idade do usuário, a partir do comportamento dele na rede social e restringir conteúdos inadequados para menores. Sites pornográficos pedem autodeclaração de idade Reprodução 🔎O fato de muitas dessas plataformas serem originalmente estrangeiras não muda a obrigação, segundo advogado especialista em regulação digital e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) Francisco Brito Cruz. “Se o serviço tem público no Brasil, monetiza aqui ou oferece conteúdo em português, ele precisa cumprir a lei brasileira”, afirma. ECA Digital: Google e Meta explicam como é a verificação de idade em suas plataformas Plataformas devem verificar idade de usuários a partir desta terça com o ECA Digital; veja como vai funcionar Por que as mudanças do ECA digital ainda não apareceram? Segundo Cruz, na prática, ainda não é possível ver grandes mudanças com a nova lei porque ela ainda está em "um momento intermediário" de aplicação. “Tem coisa que vai mudar a partir de hoje? Tem. Mas provavelmente não é tudo”, afirma. Ele explica que o ECA Digital funciona como uma base geral, que depende de outras etapas para sair do papel. O próximo passo é a publicação de um decreto que deve detalhar parte das regras. A expectativa é que ele seja assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias. Depois disso, segundo o especialista, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) — responsável por fiscalizar e aplicar punições — ainda deve definir regras específicas sobre como isso será feito na prática. “A gente só vai saber exatamente quem pode ser multado ou não depois dessas regras mais detalhadas”, afirma. A expectativa, segundo Cruz, é que as mudanças aconteçam de forma gradual, à medida que a regulamentação avance. Verificação de idade é algo complexo Criança no celular Canva Um dos pontos centrais da nova lei é justamente a verificação de idade — e também um dos mais complexos. No caso de sites pornográficos, onde o conteúdo é claramente voltado para adultos, a necessidade de adaptação é mais imediata, segundo o especialista. “Nesses casos, é o mínimo a ser feito”, afirma Brito Cruz. Já nas redes sociais, a implementação tende a ser mais complexa, porque as exigências devem variar de acordo com o nível de risco para crianças e adolescentes. Na prática, caberá à ANPD definir quando será necessário exigir medidas mais ou menos rigorosas. A lei prevê que a verificação pode ser feita por diferentes métodos, como: 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário; 🤳 envio de selfie, que estima a idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial; 🪪 envio de documentação, que permite confirmar a idade exata. “Esse tipo de regra não é imediata. A lei traz uma diretriz geral, mas a aplicação depende da regulamentação”, afirma Cruz. Veja mais: ECA Digital: menores de 16 anos terão que vincular suas redes sociais com as de seus pais O que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens
18/03/2026 03:01:04 +00:00
Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônio; emissão de ações foi adiada

BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master O Banco de Brasília (BRB) adiou, na noite de terça-feira (17), uma assembleia de acionistas que tinha sido convocada para a manhã desta quarta (18). O adiamento, com menos de 24 horas de antecedência, foi anunciado em fato relevante ao mercado e antecipado pelo blog da Camila Bomfim no g1. Segundo o blog, o BRB avaliou que o impasse jurídico sobre o uso de imóveis do governo do Distrito Federal (acionista controlador) para reforçar o caixa do banco afugentou investidores (entenda abaixo). Na pauta da assembleia, estava a intenção do BRB de captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias – aquelas que dão direito a voto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A intenção é aumentar o capital social do banco e, na prática, reenquadrar o balanço patrimonial do BRB nos limites prudenciais previstos pela lei brasileira. "[...] o Banco entendeu como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a Companhia", afirmou o BRB no comunicado ao mercado. Por que a assembleia foi adiada? Em entrevista exclusiva à GloboNews, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, creditou o adiamento da assembleia do BRB ao impasse sobre a lei que autorizou a entrega dos imóveis públicos do DF ao banco. Uma decisão liminar da Justiça do DF suspendeu a validade da lei na manhã de segunda-feira (16). Um dos argumentos era de que o governo não poderia ter sancionado a lei antes de aprovar a medida na assembleia de acionistas do BRB. A liminar foi derrubada na noite desta terça (17) pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF, desembargador Roberval Belinati. Mas, segundo o presidente do BRB, esse impasse gerou "temor" nos investidores. "Essa suspensão da lei 7.845 gerou, eu diria, um certo temor nos investidores qualificados. Todo aquele trabalho que nós fizemos na Faria Lima de buscar os grandes investidores – fizemos um roadmap, tivemos uma lei, um roadshow, e já tínhamos vários [investidores]", declarou à GloboNews. "Com isso, com essa insegurança jurídica que foi criada, foi um desserviço para a capitalização do BRB", seguiu. Presidente do BRB explica cancelamento da assembleia de acionistas E agora, o que o BRB vai fazer? Além dessa captação no mercado financeiro, o BRB trabalha com pelo menos outros quatro mecanismos principais para restabelecer seu patrimônio: a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões – mecanismo já autorizado em uma lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB); a oferta desses mesmos imóveis como garantia em um empréstimo a ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – autorizada na mesma lei; a venda de ativos do próprio BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas; a securitização de ativos do governo como a dívida ativa, recebíveis da Terracap e dividendos da Caesb e da CEB – ou seja, transformar esses créditos em ações e antecipar o recebimento do dinheiro. Em entrevista exclusiva, presidente do BRB fala sobre medidas para recompor o banco Parte desse "cardápio" já constava no plano "preventivo" entregue pelo BRB ao Banco Central em fevereiro, segundo apurou o g1. O documento segue em sigilo. O BRB tem até o fim do mês para divulgar o balanço do segundo semestre de 2025. O mercado financeiro espera que, junto com esse documento, o banco divulgue também as soluções concretas que serão tomadas para recompor o capital – como forma, inclusive, de manter uma imagem de solidez. LEIA TAMBÉM: SEM GARANTIA: com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá União como avalista em empréstimo PATRIMÔNIO, VENDA E FEDERALIZAÇÃO: saiba quais riscos o BRB corre GESTÃO FRAUDULENTA: BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 Sede do Banco BRB Getty Images via BBC O que a assembleia ia votar? Se (ou quando) a assembleia de acionistas do BRB aprovar a emissão de ações nas próximas semanas, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️Todo esse plano precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do DF , que detém 71,92% do capital do banco do BRB. ➡️Se novas ações forem emitidas, os atuais acionistas terão "direito de preferência". Ou seja, poderão comprar ações suficientes para manter o mesmo nível atual de participação no capital do banco. ➡️Até o momento, o governo do DF não indicou se vai exercer seu direito de preferência, e de onde tiraria esse dinheiro. Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
18/03/2026 03:00:42 +00:00
Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel; veja resultado

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto. Alain Jocard/AFP A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou nesta terça-feira (17) uma fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos em postos de combustíveis em nove estados e no Distrito Federal. A ação foi conduzida por fiscais da agência, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons municipais e estaduais. Há denúncias de que alguns postos tenham aproveitado o contexto da guerra no Oriente Médio para elevar preços sem justificativa. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a ANP, foram analisados 42 postos e uma distribuidora de combustíveis em 22 cidades. A operação resultou em 13 autos de infração por "motivos diversos". A agência informou que, nesses casos, notificou os estabelecimentos para que enviem notas fiscais de compra de combustíveis de períodos recentes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esses dados serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos, poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos, multas", acrescentou, em nota, a agência. Em caso de irregularidades, as multas podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da conduta e do porte do infrator. A aplicação pode ser feita pela ANP ou por seus órgãos conveniados. O que motivou a operação Segundo a agência, o objetivo da fiscalização é acompanhar a evolução do preço do diesel, especialmente após a publicação da Medida Provisória 1.340, na última sexta-feira (13). A MP zerou os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel, reduzindo o preço em R$ 0,32 por litro. Um decreto complementar determinou o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores do combustível, também no valor de R$ 0,32 por litro. As medidas foram adotadas em meio à guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo no mercado global. Até a publicação da MP, o diesel já havia subido 11,8%, chegando a R$ 6,80 por litro. A operação de fiscalização, porém, ocorreu após denúncias de que redes de postos estariam aproveitando o contexto internacional para elevar o preço do diesel de forma abusiva, antes mesmo de a Petrobras anunciar reajustes às distribuidoras. A operação desta terça-feira foi realizada nos seguintes estados: Amazonas; Bahia; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; São Paulo. Além dos preços do diesel, a fiscalização também verificou a quantidade de combustível fornecida pelas bombas e a qualidade do produto.
18/03/2026 00:48:01 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.985: três apostas levam prêmio e dividem R$ 104,5 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2985 O sorteio do concurso 2.985 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (17), em São Paulo. Três apostas acertaram as seis dezenas e vão dividir o prêmio de R$ 104.568.157,59. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 08 - 21 - 32 - 41 - 60 Os vencedores são de Camocim (CE), Catalão (GO) e Presidente Castelo Branco (PR). Com a divisão do prêmio, cada um vai levar R$ 34.856.052,53. Segundo a Caixa Econômica Federal, todos os ganhadores fizeram apostas simples, de seis números. A quina teve 96 apostas vencedoras, rendendo R$ 34.815,62 para cada. Já a quadra teve 4.494 ganhadores, que vão levar R$ 1.225,92 cada. O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (19), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões. Mega-Sena, concurso 2.985 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
18/03/2026 00:03:21 +00:00
Ministro da Justiça diz que PF vai investigar preços abusivos de combustíveis

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta terça-feira (17) que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar preços abusivos de combustíveis. Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou os Procons de todos os estados para a fiscalização. "É inaceitável que a falsa alegação de impacto da guerra seja fator para incremento dos preços", disse o ministro. Segundo ele, desde a semanada passada, foram quase 669 postos de gasolina, 64 distribuidores e uma refinaria fiscalizados pelos Procons. Segundo o ministro, o Ministério de Minas e Energia e os ministérios públicos estaduais também participam do trabalho de fiscalização. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou, nesta terça, uma operação de fiscalização em nove estados e o Distrito Federal (DF) para verificar eventuais preços abusivos. De acordo com os dados preliminares, foram fiscalizados hoje 43 agentes econômicos, sendo 42 postos e uma distribuidora de combustíveis, nessas 22 cidades. Foram lavrados 13 autos de infração por motivos diversos. A ANP realizou notificações para envio, pelos postos à Agência, das notas fiscais de aquisição dos combustíveis dos últimos períodos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além dos valores, a qualidade dos combustíveis e quantidade fornecida pelas bombas também estão na mira da fiscalização. As equipes envolvidas na ação estão nos estados do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Na semana passada, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores. As medidas assinadas por Lula foram: um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo; uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32, por litro; a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população; um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. Prodecon autua 10 postos de combustíveis em fiscalização sobre preço da gasolina em Petrolina Divulgação/Ascom PMP O pacote de ações entrou em vigor com a publicação dos textos no "Diário Oficial da União", em edição extra na quinta-feira (12). Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas. “A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na ocasião. De acordo com o governo federal, com o decreto que zera o PIS/Cofins sobre o diesel, são eliminados os dois únicos impostos federais cobrados sobre o combustível. A renúncia fiscal com a medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões.
17/03/2026 22:24:28 +00:00
ECA Digital: Google, Meta e TikTok explicam como verificam idade de usuários no Brasil

ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites O Google, a Meta, o TikTok e o Reddit detalharam nesta terça-feira (17) como verificam a idade de usuários. As empresas se manifestaram no mesmo dia em que o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) entrou em vigor. A lei determina que plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade". As redes sociais não pedirão para todos os usuários enviarem documentos de identificação ou selfies para comprovar a idade. Em vez disso, elas devem fazer uma "verificação silenciosa", em que a atividade do usuário leva a uma estimativa de faixa etária. Em comunicado, o Google disse que está implementando no Brasil um modelo de estimativa de idade, que analisa a atividade dos usuários, como as buscas realizadas ou as categorias de vídeos assistidos. "Esses sinais nos ajudam a determinar se aquela pessoa provavelmente tem mais ou menos de 18 anos e a aplicar proteções automáticas em nossos produtos, incluindo bloquear conteúdo com classificação 18+ no YouTube e Google Play, além da ativação do SafeSearch e o bloqueio de resultados inapropriados na Busca", disse a empresa. Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outras Menores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais O Google, que controla a loja de aplicativos Play Store, também afirmou que está expandindo o acesso de desenvolvedores a uma ferramenta que fornece sinais de faixa etária para aplicativos. O ECA Digital determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais devem tomar medidas para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Essa informação precisa ser repassada para plataformas como redes sociais, que precisarão oferecer experiência adequada para cada usuário. A Meta, por sua vez, disse que usuários precisam informar a data de nascimento ao se cadastrarem. Segundo a empresa, quando existem suspeitas de declaração incorreta ou tentativa de aumentar a idade na plataforma, usuários precisam fazer uma verificação com o envio de um documento ou de uma selfie em vídeo. A empresa informou ainda que vai usar novos sinais de idade que serão obtidos por meio das lojas de aplicativos e que usuários podem denunciar contas suspeitas de serem de crianças. O TikTok disse que só permite o cadastro de usuários com, no mínimo, 13 anos e que adota uma abordagem em camadas para detectar casos em que pessoas não informaram a data de nascimento correta. "Empregamos uma combinação de modelos de detecção que analisam uma série de sinais, incluindo, mas não se limitando a, informações de perfil da conta e conteúdo postado pelo usuário, para avaliar a probabilidade de que uma conta pertença a um usuário menor de 13 anos", disse a rede social. Ainda segundo o TikTok, casos suspeitos podem ser denunciados por outros usuários e revisados por moderadores humanos. O Reddit, que funciona como um fórum de discussão, disse que fará estimativas de idade para cumprir a legislação brasileira. A plataforma afirmou ter implementado "métodos de garantia de idade para restringir totalmente o acesso a usuários menores de 16 anos e impedir que menores de 18 anos acessem conteúdo adulto". Menores de 13 anos continuarão proibidos de usar a plataforma, e usuários com idade estimada entre 13 e 16 anos ficarão suspensos temporariamente até receberem consentimento dos pais. Por fim, usuários com idade estimada entre 16 e 17 anos precisam da verificação apenas para acessar conteúdo adulto na plataforma. Proteção extra A Meta afirmou que, a partir desta semana, pais poderão ativar a supervisão da conta dos filhos sem precisar da aprovação do adolescente. Adultos que já monitoram as contas não precisam adotar medidas adicionais. Pais também terão a opção de limitar transações financeiras de seus filhos e bloquear assinaturas, contribuições para arrecadações e compras de selos virtuais. A supervisão é habilitada na seção Contas de Adolescentes, disponível para Instagram, Facebook, Messenger e Threads. A Meta também destacou o novo recurso do WhatsApp para pais limitarem quem pode falar com seus filhos. O Google afirmou que menores de 16 anos precisarão ter o recurso de supervisão dos pais ativado para publicar vídeos ou comentários na plataforma. A empresa destacou ainda que pais e adolescentes podem vincular suas contas no YouTube por meio da seção Central da Família e que adultos podem controlar tempo de tela e aplicativos baixados no aplicativo Family Link. Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial AP/Reuters
17/03/2026 20:27:25 +00:00
Ministra da Gestão diz que governo federal deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta terça-feira (17), que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027. Além disso, afirmou que a estatal avalia uma nova captação de empréstimo. Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa. "Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27", disse a ministra. "Mas eles estão vendo eventualmente de algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado", complementou a ministra durante a apresentação do balanço da segunda edição do CNPU. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Dweck, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo. Relembre o caso O empréstimo faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. Ao detalhar o plano de reestruturação dos Correios, no final do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que ainda seria necessário o empréstimo adicional de R$8 bilhões em 2026. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon. Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas Jornal Nacional/ Reprodução Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎 O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.
17/03/2026 20:21:40 +00:00
Congresso Nacional promulga acordo entre Mercosul e União Europeia

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O acordo, assinado em 17 de janeiro no Paraguai após mais de 25 anos de negociação, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Além disso, estabelece regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Apesar do acordo entre os dois blocos, é necessário que cada país internalize as regras para que essas possam valer. O tratado entre os dois blocos foi aprovado no Senado Federal em 4 de março, concluindo o processo de votação no parlamento brasileiro iniciado na Câmara dos Deputados. Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O acordo criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado que atinge de 700 milhões de pessoas. A expectativa é que o tratado comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, ampliando o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Salvaguardas bilaterais Na mesma data da votação no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais", mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária. A medida foi uma resposta a regulamentação de salvaguardas feita pelo Parlamento Europeu após a assinatura do acordo. No caso brasileiro, no entanto, as regras valem para tratados comerciais no geral e não apenas para a relação bom a União Europeia. Série especial do JN mostra como o agronegócio brasileiro está enfrentando as mudanças climáticas Jornal Nacional/ Reprodução Acordo enfrenta resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial. Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O texto final tenta equilibrar esses interesses, com salvaguardas para a agricultura europeia e exigências ambientais mais rígidas. Para o Mercosul, o Brasil tem papel central: precisa comprovar avanços em sustentabilidade e controle ambiental para facilitar a ratificação e ampliar o acesso ao mercado europeu.
17/03/2026 19:21:34 +00:00
Guerra no Irã: companhias aéreas sobem tarifas e cancelam voos após disparada do preço do querosene

Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos nesta semana e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. "Dada a situação atual no Oriente Médio, incluindo o aumento acentuado e repentino nos preços globais de combustível, estamos adotando medidas para fortalecer nossa resiliência", declarou a SAS em comunicado à AFP. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais. Na Ásia-Pacífico, empresas seguem na mesma direção. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens, com alta média de cerca de 5% nos voos internacionais, segundo a imprensa local. A Thai Airways também estuda aumentos entre 10% e 15%, dependendo da evolução dos preços. Já a Air India informou que vai ampliar a cobrança de sobretaxas de combustível em voos domésticos e internacionais. A taxa chegará a US$ 125 em rotas para a Europa e a US$ 200 para a América do Norte. Além dos preços mais altos, companhias também reduziram operações no Oriente Médio por razões de segurança. LEIA TAMBÉM Trump quer tomar Cuba: entenda a pressão americana, os apagões e os sinais de que o regime pode ceder População do Irã vai às ruas protestar contra a guerra após convocação do governo; VÍDEO Diretor de Centro de Contraterrorismo dos EUA renuncia: 'Não posso apoiar a guerra em curso no Irã' Petróleo Um Boeing 787 Dreamliner da Air India com matrícula VT-ANB sobrevoa Tóquio, Japão, em 27 de abril de 2025 Koki Takagi via REUTERS O avanço dos preços do querosene explica a pressão. O combustível, que representa cerca de 40% dos custos das aéreas, dobrou de valor desde o início do ano. Na segunda-feira, o preço médio global chegou a US$ 173,91 por barril, segundo o índice Platts — mais que o dobro do registrado em janeiro. A alta é mais intensa do que a do petróleo bruto porque o querosene depende de refino e tem menor prioridade que gasolina e diesel, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O barril de Brent, referência global do petróleo, gira em torno de US$ 100 após a escalada do conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, agravou a crise de oferta. As companhias afirmam que os reajustes são necessários para evitar prejuízos. A Air India, por exemplo, declarou que sem a aplicação de sobretaxas, alguns voos não cobririam os custos operacionais e teriam de ser cancelados. *Com RFI e AFP. VÍDEOS: mais assistidos do g1
17/03/2026 19:01:33 +00:00
Mulheres se aproximam da metade entre aprovados do CNU 2025; veja números

Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, conduziu a coletiva MGI O governo federal apresentou, nesta terça-feira (17), o balanço oficial da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), conhecido como "Enem dos concursos". A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, conduziu a coletiva e detalhou os dados de desempenho. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Ao todo, o CNU 2025 registrou 761.545 inscritos. Os índices de abstenção chamaram atenção: 42% dos candidatos faltaram à primeira prova, e 21% não compareceram à segunda etapa. Embora a taxa ainda seja considerada alta, houve melhora em comparação com o CNU 1, que havia registrado 54% de faltas. Os dados consolidados também mostraram a predominância feminina entre os participantes: 60% dos inscritos eram mulheres. Além disso, 33% concorreram por vagas reservadas a políticas de ação afirmativa. A edição recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades. Governo prorroga validade da 1ª edição do CNU e amplia prazo para convocação de aprovados Perfil das pessoas aprovadas O governo divulgou ainda os primeiros recortes sobre quem conseguiu aprovação para as 3.649 vagas ofertadas em 32 órgãos: Foram selecionadas pessoas de 578 cidades de todos os 27 estados, o que reforça o caráter nacional da seleção. 40,5% das pessoas aprovadas pertencem aos grupos de pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência — um avanço em relação ao CPNU anterior, que registrou 33,6% nesse segmento. 48,4% das pessoas aprovadas são mulheres, percentual superior ao registrado no CPNU 1, que havia sido de 37%. Segundo o balanço, os aprovados estão distribuídos por todas as regiões do país: 34,5% são do Sudeste, 29,3% do Nordeste, 25,3% do Centro-Oeste, 5,7% do Sul e 5,2% do Norte. Ao todo, houve aprovação de pessoas que realizaram a prova em 196 cidades — um recorte dentro das 228 localidades que sediaram a aplicação do CNU 2. Perfil dos candidatos aprovados no CNU 2025 Arte g1 Ainda segundo o governo, o concurso recebeu inscrições de 4.951 municípios, com provas aplicadas em 228 cidades. A proposta central da seleção — ampliar o acesso, padronizar regras e democratizar a entrada no serviço público federal — foi destacada como um dos pilares da edição. A organização do CNU 2 foi conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A execução das provas e fases do concurso foi responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Concurso Unificado integra um esforço de recomposição da força de trabalho federal. Desde 2023, políticas públicas foram reativadas após a reconstrução das capacidades estatais, de acordo com o MGI. No campo da recomposição, o governo aponta saldo positivo de 2.835 vagas desde 2023. E projeta que, entre 2026 e 2030, cerca de 70 mil servidores devem se aposentar, aumentando a necessidade de novas seleções. Esther Dweck reforçou que a reposição de pessoal tem impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população. Segundo a pasta: Houve avanços em emprego, renda, saúde, assistência e planejamento público graças à recomposição das equipes. Mais profissionais estão atuando em políticas sociais, econômicas, regulatórias e na segurança pública. Comparativos entre as duas edição do CNU Arte g1 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação
17/03/2026 18:30:03 +00:00
Governo fará nova rodada de corte de tarifas de importação após pedidos de empresas, diz secretário do MDIC

Imagem de drone do Porto de Santos (SP) Reuters O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizará uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, revertendo, ainda que de forma temporária, parte das elevações de tarifas aplicadas anteriormente neste ano, afirmou à Reuters o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira. A redução das tarifas a zero será aplicada imediatamente, por até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovarem a ausência de produção nacional dos itens. O governo terá um prazo para avaliar cada pedido e decidir se o corte será mantido posteriormente, explicou. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Se for comprovada a ausência de produção nacional, a tarifa ficará em zero. Esse processo inicial é automático: a empresa que fizer o pedido e comprovar que não há produção local terá a redução de imediato”, afirmou. Segundo o secretário, esse direito se aplica aos itens que antes tinham alíquotas inferiores a 7,2% e que, pela nova regra, passaram a ser taxados em 7,2%. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O prazo para envio das solicitações pelas empresas vai até 31 de março, quando todos os pedidos serão encaminhados ao Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex). A validação dos cortes ocorrerá em reunião extraordinária do colegiado, segundo o secretário, que prevê a chegada de “muitos” pedidos. O aumento do Imposto de Importação foi decidido em fevereiro e inicialmente atingiu mais de 1.200 bens de capital, informática e telecomunicações, com o argumento de estimular a indústria nacional, medida que gerou reação política negativa. Cerca de 350 itens passaram a ter alíquota de 7,2%, enquanto o restante permaneceu com tarifas mais altas, de até 20%. No fim de fevereiro, o governo já havia revertido o aumento de tarifas para 125 produtos, sendo que 105 retomaram a alíquota zero. Para 15 itens, a mudança foi definitiva, enquanto os demais ainda serão avaliados para decidir se o benefício temporário será mantido. O aumento do imposto de importação também gera mais receita para o governo, segundo uma fonte da área econômica, que afirmou que o tema foi discutido com esse objetivo. No entanto, Moreira negou essa interpretação na entrevista. “O governo nunca considerou essa medida sob a perspectiva de arrecadação”, defendeu. “O documento que fundamentou a decisão foca exclusivamente no mérito da política industrial e na preocupação com a perda de densidade produtiva.” Segundo o secretário, as importações de bens de capital e tecnologia pelo Brasil cresceram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, contribuindo para a deterioração das transações correntes e impactando a produção nacional. O debate sobre a produção de itens com tecnologia incorporada ocorre em meio a incertezas sobre a implementação do Redata, política destinada a atrair data centers ao país, que foi criada por medida provisória, mas perdeu validade no Congresso Nacional. Na entrevista, Moreira afirmou que o governo ainda avalia juridicamente o tema para que a política volte a vigorar. Segundo ele, a solução pode envolver o envio de um projeto de lei complementar ao Legislativo, que só passa a valer após aprovação pela maioria absoluta de deputados e senadores, seguida da sanção presidencial.
17/03/2026 17:48:12 +00:00
Lycra entra com pedido de recuperação judicial sob dívida de US$ 1,2 bilhão

Fábrica da The LYCRA Company localizada em Paulínia (SP) Divulgação A The Lycra Company, fabricante de spandex — popularmente conhecido como Lycra — e outros tecidos elásticos, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos nesta terça-feira (17), com uma dívida de US$ 1,2 bilhão (US$ 6,2 bilhões). Os credores concordaram em fornecer US$ 75 milhões em novos financiamentos e eliminar a maior parte dos US$ 1,53 bilhão em dívidas existentes, segundo registros do tribunal. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa afirmou que a reestruturação não afetará suas operações, clientes, fornecedores ou funcionários. A Lycra disse contar com apoio quase unânime dos credores e espera concluir o processo de recuperação em até 45 dias. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sediada em Wilmington, estado norte-americano do Delaware, a empresa vinha enfrentando dificuldades há anos, após sua aquisição em 2019 pela chinesa Ruyi Textile e pela Fashion International Group Limited, segundo registros judiciais. Os credores assumiram o controle em 2022, depois que a companhia deixou de pagar suas dívidas. Ainda assim, a empresa continuou a apresentar desempenho inferior devido à queda na demanda, à concorrência de produtos genéricos de spandex mais baratos, a tarifas nos EUA e a disputas legais com os antigos proprietários na China. 🔎 Fundada em 1958, a The Lycra Company é uma empresa americana criada originalmente como parte da DuPont e que se tornou líder mundial na produção de fibras elásticas, especialmente o spandex, popularmente conhecido como Lycra. Ao longo dos anos, a Lycra conquistou outros segmentos, como moda praia, moda fitness e vestuário de desempenho. A companhia mantém oito fábricas, três laboratórios de pesquisa e 11 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul, empregando cerca de 2 mil pessoas no mundo todo. No Brasil, a companhia possui fábrica em Paulínia (SP) e escritório na cidade de São Paulo (SP). Lycra pede recuperação judicial e busca reduzir dívida bilionária Reprodução/Facebook
17/03/2026 16:22:49 +00:00
Petróleo do Oriente Médio se torna o mais caro do mundo conforme guerra corta fornecimento

Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Os índices de referência do petróleo do Oriente Médio atingiram níveis recordes e se tornaram os mais caros do mundo, mesmo com a queda nas negociações causada pela guerra no Irã. Parte dos traders avalia que esses indicadores perderam relevância diante das interrupções no fornecimento. A alta desses índices, usados para definir o preço de milhões de barris exportados para a Ásia, tem elevado os custos das refinarias da região, que começam a buscar alternativas ou até reduzir a produção nos próximos meses. O petróleo Dubai à vista foi cotado a um recorde de US$ 157,66 por barril na terça-feira, para cargas de maio, segundo a S&P Global Platts, superando o recorde histórico do Brent, de US$ 147,50 em 2008. Com isso, o prêmio do Dubai em relação aos swaps subiu para US$ 60,82 por barril na segunda-feira (16), ante uma média de US$ 0,90 em fevereiro, segundo a Reuters. Na mesma linha, o petróleo de Omã também atingiu recorde, a US$ 152,58 por barril, elevando seu prêmio frente aos swaps de Dubai para US$ 55,74 — ante cerca de US$ 0,75 em fevereiro. Os preços de Dubai estão distorcidos, em parte, pela grande diferença em relação ao petróleo Murban, cotado a US$ 114,03 por barril na terça-feira, segundo fontes do mercado. As exportações de petróleo do Oriente Médio para a Ásia caíram para 11,7 milhões de barris por dia em março, ante quase 19 milhões em fevereiro, uma queda de cerca de 32% na comparação anual, segundo a consultoria Kpler. O recuo está ligado às interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz. Diante desse cenário, várias refinarias asiáticas reduziram o ritmo de operação. Oferta reduzida Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos Reuters Fontes do setor de refino atribuem a alta dos preços à menor oferta disponível durante o processo de negociação da Platts, após a retirada de três tipos de petróleo que passam pelo estreito. Uma das fontes afirmou que a formação de preços ficou distorcida, já que os tipos restantes — Omã e Murban — não representam bem o mercado usado como referência para o petróleo do Oriente Médio e parte do petróleo russo. Outra fonte afirmou que o comércio de petróleo do Oriente Médio para maio foi paralisado, devido ao descompasso entre as referências de Dubai e Omã. As fontes falaram sob condição de anonimato. “O Platts Dubai continua refletindo o valor do petróleo do Oriente Médio no mercado à vista”, afirmou um porta-voz da S&P Global Energy, acrescentando que a atividade foi forte neste mês, com várias cargas entregues. Apesar disso, traders afirmam que a TotalEnergies tem sido a principal compradora nas negociações da Platts. A empresa francesa comprou 42 cargas de petróleo de Omã e Murban neste mês, somando cerca de 21 milhões de barris, segundo dados do mercado. Na segunda-feira, a Platts informou que busca avaliações do mercado sobre a capacidade de entrega do petróleo do Oriente Médio e sobre sua metodologia de referência para o Dubai. África e Américas em busca de suprimento alternativo Os prêmios do petróleo das Américas e da África subiram, à medida que refinarias asiáticas buscam garantir fornecimento. Segundo traders, os prêmios do petróleo brasileiro atingiram recordes, entre US$ 12 e US$ 15 por barril acima do Brent. Os prêmios do petróleo da África Ocidental para abril subiram cerca de US$ 1 por barril em relação ao mês anterior, com a maior parte das cargas já vendida, segundo um dos traders.
17/03/2026 13:15:21 +00:00
Grupo 3corações compra dona das marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões

Fábrica da General Mills em Pouso Alegre (MG) Divulgação A General Mills anunciou nesta terça-feira (17) a venda de sua operação no Brasil para o grupo 3corações por R$ 800 milhões, em um movimento que faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia. O acordo inclui marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos, e ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, com conclusão prevista até o fim de 2026. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a 3corações, a aquisição reforça a estratégia de diversificação do portfólio e amplia sua presença nas diferentes ocasiões de consumo. “Estamos entusiasmados com a chegada das marcas amadas pelo consumidor Yoki e Kitano. Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirmou o presidente do grupo, Pedro Lima. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O executivo também destacou a integração das equipes. “Entendemos que o sucesso das nossas marcas é reflexo direto da dedicação do nosso povo. Estamos felizes por acolher os profissionais apaixonados pelo que fazem, que se juntarão à nossa família para continuar encantando os consumidores brasileiros. Que essa união gere valor para todos”, disse. Para a General Mills, a venda faz parte de uma estratégia global de reestruturação, com foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. A companhia afirma que a operação deve contribuir para melhorar margens (lucro)e concentrar esforços em negócios mais estratégicos. Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais. Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país. Segundo o comunicado da General Mills, as operações no Brasil contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025. Já a 3corações tem forte atuação na produção e distribuição de café — torrado e moído, solúvel e em cápsulas — e vem avançando na diversificação do portfólio. O grupo reúne marcas conhecidas como 3 Corações, Santa Clara, Café Pimpinela e Kimimo, além de atuar em categorias como chás, cappuccinos e achocolatados.
17/03/2026 13:13:37 +00:00
Governadores rejeitam pedido de Lula, não diminuem ICMS de combustíveis e dizem que cortes não chegam ao consumidor

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou nesta terça-feira (17) uma manifestação pública na qual informa que não reduzirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre combustíveis. A justificativa do Comitê é que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassadas ao consumidor final". Na semana passada, o governo federal anunciou que, diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, não cobrará impostos (PIS e Cofins) sobre esse combustível. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, também, "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS sobre combustíveis. Foram anunciados, ainda, aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel e ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor (leia mais abaixo). Aumento do valor do diesel para as distribuidoras já está valendo "Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura", diz o Comsefaz, em nota. 🔎Com a redução de impostos federais, caso do PIS e Cofins, pelo governo, houve um questionamento de Lula se os governadores também baixariam os impostos estaduais, caso do ICMS. Cada estado, entretanto, tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar impostos. O Comsefaz acrescenta que a "reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final". E cita publicação do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) do fim de 2025, segundo a qual "parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas". "Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social", dizem os secretários de Fazenda dos estados. O Comitê avalia que o resultado de uma redução no ICMS faria com que a população acabasse "arcando com uma dupla perda". "De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis", acrescenta a entidade. No caso da redução do PIS e Cofins, anunciada pelo governo federal na última semana, o Ministério da Fazenda informou que não haverá perda de arrecadação, pois a redução das alíquotas dos impostos sobre o diesel será compensada, neste ano, pelo aumento do imposto de exportação de petróleo. Se houvesse perda de receita, a União teria mais dificuldade em atingir a meta de superávit em suas contas neste ano (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios). Gasolina e diesel ficam mais caros em Fortaleza na segunda semana de março, aponta ANP. Fabiane de Paula/SVM Guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada. O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
17/03/2026 12:25:11 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,19 com foco na guerra no Oriente Médio; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,58% nesta terça-feira (17), cotado a R$ 5,1991, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e impactos sobre o petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,30%, aos 180.410 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os impasses em relação ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento do petróleo no mundo, fizeram os preços da commodity disparar novamente nesta terça — após um leve recuo ontem. No entanto, sinais de melhora surgiram após declarações da Casa Branca de que navios petroleiros estão “começando a passar aos poucos” pela região. ▶️ A afirmação do assessor econômico Kevin Hassett aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir que países enviem militares ao Estreito de Ormuz para escoltar navios de petróleo sob risco de ataques pelo Irã. Apesar da pressão americana, governos como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram participação, afirmando que o conflito não é deles. 🔎 Para investidores, a passagem de navios pela região sinaliza maior segurança no abastecimento, o que tende a conter a disparada dos preços do petróleo e favorecer investimentos em ações e outros ativos de maior risco. 🛢️ Por volta das 17h o barril do tipo petróleo Brent subia 3,22%, a US$ 103,44, enquanto o WTI avançava 2,71%, a US$ 96,02. ▶️ A agenda econômica desta terça trouxe novos dados de inflação no Brasil, com a divulgação do IGP-10 de março pela manhã. Nos EUA, os destaques foram os números de emprego, as vendas de imóveis e os estoques semanais de petróleo, além de um leilão de títulos de 20 anos do Tesouro. ▶️ Os investidores também continuaram na expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA, que serão anunciadas nesta "Superquarta" (18). ▶️ No cenário político, o mercado avaliou a pesquisa Genial/Quaest divulgada desta terça-feira. O levantamento mostra que 56% dos brasileiros dizem já ter definido em quem vão votar para presidente, enquanto 43% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. Petróleo volta a disparar Após uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira. Embora o apelo de Trump pela reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz e a liberação de reservas estratégicas por outros países tenham reduzido a pressão sobre a commodity, o efeito durou pouco. Ao menos três países europeus recusaram nesta segunda-feira (16) o pedido do presidente dos EUA para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz. Ao longo do dia, Trump recebeu negativas de vários aliados, com destaque para a Alemanha, que rejeitou qualquer participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise. Nesta terça, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à emissora "CNBC" que petroleiros estão "começando a passar aos poucos" pelo Estreito de Ormuz, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra com o Irã deve durar semanas, e não meses. No entanto, ataques recentes à infraestrutura energética de outros países em meio à guerra vêm comprometendo o escoamento global de petróleo. Segundo a Reuters, o carregamento no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias provocar incêndio no terminal de exportação, enquanto o campo de gás Shah segue com operações suspensas. Com isso, a produção do terceiro maior produtor da Opep caiu mais da metade, intensificando a pressão sobre os preços da energia e agravando a crise no mercado internacional. Guerra no Oriente Médio Enquanto isso, a guerra continua. Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e uma das principais figuras do regime, em um bombardeio de precisão em Teerã. A ação teria ocorrido na noite de segunda-feira, segundo autoridades israelenses, mas não foi confirmada pelo governo iraniano. Aliado próximo da liderança do país, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio à guerra contra EUA e Israel, que seguem realizando ataques frequentes ao território iraniano. Agenda econômica IGP-10 O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%. 👉 O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor. Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas. Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada. Pesquisa eleitoral Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato. O nível de decisão é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% afirmando que a escolha é definitiva. Já entre apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema, predomina a possibilidade de mudança de voto. O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira. O índice Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 avançou 0,25% e Nasdaq avançou 0,47%. Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco. Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
17/03/2026 12:00:33 +00:00
BC anuncia liquidação do Banco Master Múltiplo, antes sob regime especial de administração

O Banco Central anunciou nesta terça-feira (17) a liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo, parte do conglomerado do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição financeira, que foi retirada do sistema financeiro nacional. 🔎A liquidação é adotada quando a situação é irrecuperável e a interrupção do funcionamento da instituição não compromete a estabilidade financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até então, o banco Master Múltiplo estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET), que não afetava as atividades normais da instituição. O RAET havia sido decretado em 18 de novembro do ano passado, com duração de 120 dias. Esse tipo de regime é adotado, segundo o BC, quando o banco, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou a quando a paralisação abrupta do seu funcionamento possa causar riscos à estabilidade financeira. "Trata-se de instituição pertencente ao Conglomerado Master que não possuía captação de depósitos do público e que foi submetida ao Raet na tentativa de se viabilizar a continuidade dos negócios de sua controlada Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Financeira)", informou o Banco Central. A autoridade monetária argumentou que, com a decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira, em de janeiro deste ano, "não mais subsistem motivos para o prosseguimento do Raet do Banco Master Múltiplo". "O BC continua adotando as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. A indisponibilidade dos bens dos controladores e dos administradores decorrentes da decretação do Raet é mantida com a decretação da liquidação extrajudicial', concluiu a instituição, por meio de nota.
17/03/2026 11:10:15 +00:00
INSS suspende consignado do C6 por cobranças indevidas e cobra devolução de R$ 300 milhões

Fachada do C6 Bank Divulgação O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a liberação de novos empréstimos consignados do C6 após identificar cobranças indevidas a aposentados e pensionistas. Segundo o órgão, o banco também terá que devolver cerca de R$ 300 milhões aos beneficiários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão foi publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU) e ocorre depois do descumprimento de regras previstas em um acordo firmado entre o banco e o órgão. As irregularidades foram apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e confirmadas por áreas técnicas do próprio INSS. Segundo o instituto, o banco vinha cobrando valores por serviços não autorizados — como seguros e pacotes adicionais — descontados diretamente dos benefícios dos segurados. Auditoria da CGU identificou pelo menos 320 mil contratos com indícios dessas cobranças, o que reduzia o valor líquido efetivamente recebido pelos beneficiários, prática considerada grave. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mesmo após uma série de reuniões entre as partes nos últimos meses, não houve acordo para solucionar o problema. Com isso, o C6 fica impedido de oferecer novos empréstimos consignados a beneficiários do INSS até que devolva os valores cobrados indevidamente, com correção. O INSS também determinou que o banco interrompa imediatamente esse tipo de cobrança. Caso a ordem não seja cumprida, os repasses financeiros poderão ser suspensos. Além disso, o órgão informou que adotará medidas junto à Dataprev para garantir o cumprimento da decisão. Em nota, o INSS reforçou que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, seguros ou qualquer encargo que não faça parte da operação de crédito consignado. A regra, segundo o instituto, existe para preservar a margem consignável e proteger a renda de aposentados e pensionistas. A suspensão vale até que todos os valores descontados indevidamente sejam ressarcidos aos beneficiários. Em nota ao g1, o C6 afirmou que “discorda integralmente da interpretação do INSS e que buscará seu direito de defesa na esfera judicial”, além de sustentar que “não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes”. Veja a nota do C6 O C6 discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes. O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios. Operação sem desconto Aplicativo Meu INSS, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) INSS/Divulgação Além da fiscalização sobre descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), autoridades intensificaram as investigações sobre o tema. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta terça-feira, a Operação Indébito, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo. Também durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema. O g1 procurou a defesa dos investigados, mas não obteve resposta. A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que já apura irregularidades no sistema de cobrança vinculada a benefícios previdenciários. Ao todo, policiais federais e auditores cumprem 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo as investigações, o objetivo é aprofundar a apuração de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa e estelionato previdenciário. Também são investigados possíveis atos de ocultação e dilapidação de patrimônio ligados ao esquema.
17/03/2026 10:44:01 +00:00
Desvios no INSS: PF mira deputada e associação do Ceará em nova fase da Operação Sem Desconto

PF mira deputada e associação do Ceará em nova fase da Operação Sem Desconto A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito — um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de desvios não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo. Também durante a operação, a PF prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema (entenda mais abaixo). Durante a operação, a PF também cumpriu mandados contra Alan Santos, diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev. Ele foi afastado do cargo. Outros três servidores do INSS também foram afastados das funções no órgão, mas não tiveram os nomes divulgados. 🔎As investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. A defesa da parlamentar informa que ela "não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos" (veja na íntegra mais abaixo). Leia também: Quem é a deputada federal Gorete Pereira, alvo de operação da PF Deputada Gorete Pereira (MDB-CE) suplente em exercício na Câmara dos Deputados em discurso em 2019 Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça. O objetivo, de acordo com a PF, é aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Prisões de investigados A PF cumpriu dois mandados de prisão nesta terça-feira (17). Foram presos: Natjo de Lima Pinheiro, empresário; Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). Segundo relatório da PF divulgado pela Comissão Mista Parlamenta de Inquérito (PCMI) do INSS, "o empresário Natjo de Lima Pinheiro foi beneficiário de aproximadamente R$ 400 mil em múltiplas operações advindas das empresas de Cecilia Rodrigues Mota, uma das operadoras do esquema fraudulento, investigada pela PF". A informação consta no requerimento de depoimento apresentado pela CPMI para convocação do empresário, em agosto do ano passado. A deputada Gorete Pereira teria ligação com o esquema da associação Aapen, presidida por Cecília, para os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo as investigações, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes e recebeu amplamente recursos originados nos desvios. Ela também teria aberto empresas em nomes de laranjas para facilitar o esquema. Depoimento à CPMI do INSS Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), durante depoimento à CPMI do INSS em novembro de 2025. Jefferson Rudy/Agência Senado Cecília Rodrigues Mota prestou depoimento à CPI do INSS em novembro do ano passado. Na oitiva, ela admitiu conhecer parte das pessoas citadas nas investigações da Operação Sem Desconto. Também reconheceu ser proprietária de várias empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais, mas negou que esses recursos tenham origem ilícita. O que dizem as defesas O g1 procurou as defesas dos investigados. Veja os posicionamentos já enviados à reportagem: Maria Gorete Pereira (MDB-CE) "A deputada federal Gorete Pereira reitera que não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos. Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão. O advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso. Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência." Natjo Pinheiro "O advogado Bruno Queiroz responsável pela defesa de Natjo Pinheiro considera a prisão preventiva decretada medida desnecessária e desproporcional. Desde abril de 2025, o investigado já havia sido alvo de busca e apreensão e bloqueio judicial de bens, medidas que se mostraram plenamente satisfatórias. Os descontos investigados encontram-se paralisados, inexistindo risco de continuidade, e o próprio cumprimento do mandado em sua residência afasta qualquer alegação de risco de fuga. A defesa ingressará com os instrumentos jurídicos cabíveis para revogação da prisão preventiva".
17/03/2026 09:48:29 +00:00
Lula deve assinar decreto que regulamenta ECA Digital nos próximos dias; veja principais pontos

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve assinar nos próximos dias decretos para regulamentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. A previsão era de assinatura nesta terça-feira (17), mas o evento foi cancelado. Interlocutores do Planalto justificaram a decisão alegando necessidade de mudanças no formato da cerimônia. 🔎 O ECA Digital, sancionado por Lula em setembro do ano passado, obriga redes sociais a adotarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar. Devem ser assinados três decretos: a regulamentação do ECA, com mais detalhamento das regras e das responsabilidades; a criação de um centro na Polícia Federal para receber denúncias de potenciais crimes contra crianças e adolescentes provenientes das plataformas; a nova estrutura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O decreto que detalha a regulamentação deve proibir as chamadas "práticas manipulativas" em contas de crianças e adolescentes nas redes sociais. Com isso, ficam vedados rolagem infinita de feed, reprodução automática de vídeos, sistemas de recompensa e notificações de jogos, por exemplo. O documento deve ser assinado nesta terça, quando a lei passa a valer. O g1 teve acesso ao material, que pode sofrer algumas alterações. Veja abaixo os principais pontos: Práticas manipulativas O decreto prevê que plataformas terão que adotar medidas concretas para evitar que crianças e adolescentes desenvolvam dependência digital. Serão proibidos recursos que "prendem" o usuário sem ele perceber, como a rolagem infinita de feed sem pausas naturais e a reprodução automática de vídeos, por exemplo. Também devem ser vedadas práticas manipulativas e que exploram fragilidades emocionais ou cognitivas dos jovens — criação senso de urgência falso ou usar pressão emocional para manter o usuário na plataforma, por exemplo. Além disso, jogos com caixas de recompensa, conhecidas como "loot boxes", precisarão verificar a idade e confirmar que o usuário não é menor de idade. Para que os jogos continuem disponibilizados para crianças e adolescentes, as empresas devem: oferecer uma versão do jogo sem a recompensa, realizar restrição geográfica no território brasileiro ou restringir totalmente a funcionalidade para usuários crianças e adolescentes. Caso adotem essas medidas, será dispensada a verificação de idade. Criança no celular Canva Verificação de idade com método confiável O decreto também deve exigir um método confiável de verificação de idade, a ser organizado pela ANPD. Com isso, não será mais possível que a criança informe uma data de nascimento falsa para acessar conteúdos proibidos, como conteúdo de exploração sexual, serviços de acompanhantes, entre outros. Os dados usados na verificação de idade deverão ser protegidos e não poderão ser compartilhados com terceiros. Além disso, serão removidos aplicativos que não possuam mecanismo de verificação de idade funcional. Canal único para denúncias de conteúdo ilegal Também deve ser criado o Centro Nacional de Triagem de Notificações dentro da Polícia Federal para receber, filtrar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de conteúdos como abuso sexual infantil, sequestro e aliciamento de menores. Será a primeira unidade policial que irá concentrar e agilizar denúncias de crimes nas plataformas. Plataformas serão obrigadas a remover esse tipo de conteúdo imediatamente, sem precisar de ordem judicial, quando a denúncia vier: da própria vítima ou sua família, do Ministério Público ou de organizações da sociedade civil reconhecidas na área de defesa de criança. Fim da publicidade personalizada para crianças Plataformas não poderão mais usar o perfil comportamental de crianças, como gostos, histórico e tempo de tela, para direcionar anúncios publicitários a elas. O decreto deve proibir ainda técnicas como análise emocional, realidade aumentada e realidade virtual com fins publicitários voltados ao público infantojuvenil. Além disso, a ANPD deverá regulamentar formas de previnir e mitigar o acesso, a exposição, a recomendação ou a facilitação de contato de crianças com jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos e demais produtos e serviços de comercialização proibida a crianças e adolescentes. Contas em redes sociais Redes sociais com conteúdo impróprio para menores terão que escolher entre dois caminhos: criar uma versão do serviço sem esse conteúdo. Dessa forma, não será necessário mecanismos para verificar a idade; ou implementar meios de verificação de idade obrigatória, sendo proibida a autodeclaração. Quem navega sem cadastro também ficará sujeito à versão sem conteúdos impróprios. Bloqueio de apostas ilegais nas lojas de apps Lojas como App Store e Google Play deverão impedir a disponibilização de aplicativos que promovam, ofertem ou viabilizem o acesso a apostas que não tenham autorização dos órgãos reguladores brasileiro.
17/03/2026 08:23:07 +00:00
Haddad deixa o Ministério da Fazenda nesta semana; veja os principais marcos da gestão

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Três anos e dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro. À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo — aprovada após três décadas de discussões no Congresso Nacional — e a criação do arcabouço fiscal, na tentativa de reorganizar e equilibrar as contas públicas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou, em um cenário de juros elevados e inflação controlada. Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo que limitaram o alcance de sua agenda. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como a regra de reajuste real do salário mínimo. Assim, a estratégia de Haddad passou a se apoiar mais no aumento da arrecadação e de impostos do que na redução de despesas. Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público — quando os ganhos superam os gastos. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair. Esse cenário enfraqueceu sua imagem e levou economistas e investidores a vê-lo, em determinados momentos, como uma voz isolada na condução do ajuste das contas públicas. Não à toa, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que Haddad deixa o cargo com demonstrações de capacidade técnica e habilidade política, mas com atuação marcada pelas limitações impostas pelo Palácio do Planalto. O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles resume a avaliação: para ele, a gestão de Haddad ficou aquém do que o país precisa no controle das contas públicas, mas teve papel importante para evitar uma deterioração maior da dívida. “Comparado ao que era necessário e ao que ainda precisará ser feito a partir de 2027, a avaliação não é positiva. Por outro lado, considerando todas as pressões que sofreu, fez o melhor possível e conteve ao máximo o aumento de gastos”, afirma Meirelles. Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, faz avaliação semelhante. “Mesmo em um contexto muito adverso, Haddad conseguiu segurar as rédeas. Ele não alcançou a política fiscal ideal, mas também não deixou que o país caminhasse para a insolvência ou para um cenário mais arriscado”, analisa. Veja abaixo esses e outros detalhes da trajetória de Haddad à frente do Ministério da Fazenda. Desconfiança do mercado Ex-ministro da Educação (2005–2012) e ex-prefeito de São Paulo (2013–2016) pelo PT, além de aliado próximo de Lula, Haddad assumiu a equipe econômica em janeiro de 2023, em meio à forte polarização política e a incertezas sobre os rumos da economia brasileira. Sua nomeação ocorreu ainda durante a transição de governo, período em que o Congresso aprovou a PEC da Transição. Na prática, a medida abriu espaço bilionário nas contas públicas, fora da regra do teto de gastos, e permitiu alterar um orçamento insuficiente deixado pela gestão anterior. 🔎 Por um lado, o governo pôde avançar em promessas de campanha, como a ampliação do valor pago aos beneficiários do Bolsa Família. Por outro, aumentaram os receios de agentes do mercado quanto ao compromisso com os gastos da nova administração. “Haddad partiu de um diagnóstico complicado. Ele precisava dar uma sinalização inicial de contenção de despesas e mudança de regras, mas demorou muito para reconhecer isso”, afirma a economista Zeina Latif, em entrevista ao g1. Os gastos públicos federais, ampliados durante a pandemia de Covid-19, também estavam no centro das preocupações, enquanto economistas apontavam a necessidade de reformas estruturais para conter o avanço da dívida pública. Latif lembra que o ministro herdou problemas relevantes da gestão anterior. Um deles foi o impasse dos precatórios, que são dívidas da União reconhecidas pela Justiça, mas cujo pagamento havia sido adiado durante o governo de Jair Bolsonaro. Na prática, isso empurrou para os anos seguintes uma fila bilionária de valores a serem pagos pelos governos seguintes. Em novembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o governo federal a usar um modelo alternativo até 2026 para quitar precatórios atrasados por meio de créditos extraordinários. Outro ponto foi a compensação aos estados pela Lei Kandir, legislação dos anos 1990 que isentou exportações de ICMS. A regra prevê que a União ressarça as perdas de arrecadação. Após anos de disputas, um acordo firmado em 2020 definiu pagamentos ao longo do tempo, com impacto duradouro nas contas públicas. Tamanho da dívida do governo em relação à economia do país. Arte/g1 As marcas da gestão À frente da Fazenda, Haddad liderou a reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. A proposta unifica tributos e busca simplificar a cobrança de impostos no país, com a promessa de tornar o sistema mais transparente e eficiente, sem alterar a carga tributária total. A aprovação do texto — após mais de 30 anos de discussões em diferentes governos — é considerada uma das principais conquistas do ministro, que articulou apoio político no Congresso para viabilizar o avanço da proposta. “O Brasil amadureceu e entrou em compasso com o que há de mais moderno no mundo”, afirmou Haddad após a aprovação. Para André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, a aprovação do texto evidencia a capacidade de articulação do ministro, especialmente diante de um Congresso que nem sempre está alinhado às pautas do governo. “Fazer o volume de reformas que Haddad fez à frente do Ministério da Fazenda é algo elogiável. Ele é um político muito habilidoso. Não por acaso, em diversos momentos de estresse, foi ele quem conectou o Poder Executivo ao Legislativo”, diz. Meses antes, em março de 2023, o ministro havia apresentado e aprovado o arcabouço fiscal, regra que substituiu o teto de gastos com o objetivo de reequilibrar as contas públicas. 🔎 O arcabouço passou a permitir crescimento real das despesas dentro de limites atrelados ao avanço da arrecadação. Já o teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer em 2016, restringia a expansão das despesas à inflação do ano anterior. Inicialmente, o arcabouço foi bem recebido pelo mercado por sinalizar preocupação do governo com as contas públicas. Com o tempo, porém, perdeu credibilidade à medida que determinados gastos passaram a ser excluídos da regra. “O problema maior é que muitas despesas começaram a ser feitas, mas retiradas do arcabouço. Elas deixaram de contar para a regra”, afirma Henrique Meirelles. Ele acrescenta que esse movimento, somado às revisões das metas fiscais, acabou frustrando agentes do mercado financeiro. O ex-ministro, criador do teto de gastos, avalia que o novo modelo é menos eficaz que o anterior também por permitir aumento das despesas acima da inflação. O arcabouço permite elevar as despesas em até 70% do crescimento da receita, mas também determina que o avanço real do gasto fique entre 0,6% e 2,5% ao ano. Crescimento acima do esperado Enquanto isso, indicadores econômicos e sociais estiveram entre os pontos positivos da gestão Haddad. A redução do desemprego, o aumento do rendimento médio da população e a ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família, ajudaram o país a registrar os menores níveis de pobreza e desigualdade em três décadas. Felipe Salto, da Warren, lembra que o crescimento do PIB, especialmente nos dois primeiros anos, foi elevado para os padrões brasileiros. "Inclusive, se discutiu se o potencial de expansão era maior do que muitos economistas estimavam. De fato, o crescimento surpreendeu." Evolução da atividade econômica brasileira (PIB). Arte/g1 "A inflação também permaneceu controlada — é preciso lembrar que a meta de 3% é exigente. Ainda assim, as expectativas vêm convergindo para níveis mais baixos, e não houve descontrole inflacionário nem sinal de abandono do compromisso com seu controle", acrescenta Salto. A viabilização de promessas de campanha do presidente Lula, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, também é apontada como uma vitória da gestão no campo social. Válida a partir de 2026, a medida prevê que salários abaixo dessa faixa — cerca de 10 milhões de contribuintes — não paguem mais Imposto de Renda. Os descontos também serão menores para quem ganha até R$ 7,5 mil. Foi um ganho imediato de renda em um cenário em que a taxa média de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, o menor nível da série histórica. Dados de desemprego e renda. Arte/g1 Taxação da alta renda Desde o início do mandato, Haddad defendeu medidas para aumentar a tributação da alta renda e rever regras que, na avaliação do governo, favorecem os mais ricos. Entre as medidas aprovadas estão a taxação de fundos exclusivos — utilizados principalmente por investidores de maior renda — e a cobrança periódica sobre rendimentos no exterior (offshores). O ministro também propôs alterações nas regras de Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo amplamente usado por grandes empresas para reduzir a carga tributária. O texto, porém, foi modificado durante a tramitação no Congresso. Outra iniciativa foi a proposta de tributação de lucros e dividendos, que ainda enfrenta resistência no Legislativo. Ao levar o tema ao G20, em fevereiro de 2024, Haddad sustentou que a tributação da alta renda exige respostas coordenadas no plano internacional. Para o ministro, apenas uma ação conjunta entre os países permitiria garantir que essa parcela da população contribua de forma mais justa. Galhardo, da Análise Econômica, afirma que uma das principais prioridades do ministro foi tornar o sistema tributário mais progressivo — ou seja, cobrar mais de quem ganha mais. “A ideia nunca pareceu ser tirar dinheiro do empresário ou desestimular investimentos — como parte do mercado sugeriu —, mas trazer mais equilíbrio a um sistema tributário que é muito ruim e oneroso para quem tem pouca renda”, diz. Crise de confiança A confiança na condução das contas públicas, por outro lado, foi abalada após a revisão das metas fiscais pelo governo e por declarações recorrentes que colocaram em dúvida seu cumprimento — apesar das regras anuais previstas no arcabouço fiscal. A economista Zeina Latif afirma que os receios começaram logo no início da gestão Haddad, quando o ministro sinalizou que a meta fiscal para 2023 não seria cumprida, em meio à aprovação da PEC da Transição. “A meta de 2023 já nasceu abandonada. Desde o início ficou claro que não era um compromisso crível, apesar das sinalizações ao mercado. Prometer uma meta que já se sabia, de largada, que não seria cumprida cobra um preço. Isso gera desgaste.” O tão aguardado anúncio do pacote de corte de gastos de Haddad, após a implementação do arcabouço fiscal, parecia ser a resposta para conter o temor de agentes do mercado financeiro. A medida, no entanto, foi recebida com frustração e aprofundou a crise de confiança. Embora o pacote previsse cortes de R$ 70 bilhões em dois anos, o anúncio veio acompanhado da promessa de campanha de Lula de isentar do Imposto de Renda trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. À época, especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que a economia projetada seria insuficiente para atender às necessidades do ajuste e, consequentemente, para reduzir a dívida bruta em relação ao PIB. Também houve frustração com o anúncio de uma renúncia de arrecadação junto com uma medida de corte. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que o episódio é um exemplo de que o titular da área econômica exerce influência, mas não tem o poder decisório final — que, nesse caso, cabe ao presidente da República e ao Congresso Nacional. "Ele pode debater a viabilidade dos projetos. Mas, se o presidente e outros ministros avaliam que a medida é fundamental do ponto de vista político, ele pode até discordar, mas não tem poder para impedir", diz. Meirelles, que também foi presidente do Banco Central, lembra que os cargos possuem dinâmicas diferentes. “No BC, uma decisão do Copom independe do que o presidente pensa. Ele pode reclamar, mas não pode intervir.” “No caso da política fiscal, é o presidente quem decide com o que quer ou não gastar”, acrescenta. Ele pondera que o Congresso também passou a exercer papel mais relevante no Orçamento com o aumento das emendas parlamentares. Além desse episódio, Haddad enfrentou outros momentos de desgaste público. Um deles foi o aumento do IOF anunciado no ano passado. A medida enfrentou forte reação no Congresso, que tentou barrar parte das mudanças, levando a disputa ao Supremo Tribunal Federal (STF). A tributação de compras de até US$ 50 em plataformas internacionais de comércio eletrônico — apelidada de “taxa das blusinhas” — também rendeu ao ministro o apelido de “Taxad”, junção de “taxa” com Haddad, nas redes sociais. Os dados da carga tributária só estão disponíveis até 2024, mas houve aumento em relação ao ano anterior. Peso dos impostos na economia. Arte/g1 Passagem de bastão — e o que esperar à frente A economista Zeina Latif afirma que Haddad já deu sinais de que não será o ministro da Fazenda em um eventual governo Lula 4. “Acredito que esse movimento já indique uma transição para um próximo nome”, afirma. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, surgiu como sucessor natural. “Nesse período de transição, é natural que, dentro do acordo de saída de Haddad, haja uma espécie de blindagem ao ministro interino”, diz Felipe Salto, da Warren. “Ele é da mesma escola de Haddad, foi treinado por ele, tem experiência e já trabalhou ao seu lado na Prefeitura de São Paulo. É um quadro bastante experiente.” Salto, que é especialista em contas públicas, acrescenta que, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais, a agenda de revisão de gastos ficou inevitavelmente para 2027. Henrique Meirelles concorda e faz um alerta: “A dívida pública está aumentando e, a partir de 2027, vamos ter um acerto de contas. Ou se controla essa expansão a partir desse momento ou o país poderá enfrentar, mais adiante, uma crise fiscal.”
17/03/2026 08:04:03 +00:00
Receber dinheiro para pedir demissão? Entenda por que empresas fazem isso

Carteira de trabalho Divulgação/Governo de São Paulo Receber uma indenização maior, manter benefícios por mais tempo e sair da empresa por escolha própria. Essa é a lógica dos programas de demissão voluntária (PDV), mecanismo cada vez mais usado por empresas que precisam reduzir equipes ou reorganizar suas operações. Nos últimos meses, organizações de diferentes setores voltaram a adotar com frequência esse tipo de estratégia. O Banco da Inglaterra, por exemplo, ofereceu pacotes de desligamento que chamou atenção no mundo todo: £ 150 mil (cerca de R$ 900 mil) para funcionários que aceitaram sair voluntariamente da instituição. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo reportagem da Bloomberg, cerca de 446 funcionários devem deixar o banco britânico e um em cada seis participantes do programa recebeu o valor máximo da indenização. O agência também informou que os pagamentos foram calculados com base no salário final e no tempo de serviço de cada funcionário — o equivalente a um décimo do salário anual multiplicado pelos anos trabalhados. Em média, os funcionários receberam cerca de £ 81 mil (R$ 560 mil), o que levou a um custo total estimado em £ 36 milhões (R$ 251 milhões). Os empregos que mais devem crescer em 2026, segundo o ranking do LinkedIn Gigantes da tecnologia também têm recorrido a estratégias semelhantes. No início de 2026, o Google passou a oferecer pacotes de saída voluntária para parte dos funcionários da sua organização global de negócios, conhecida como GBO, que reúne áreas como vendas, soluções e desenvolvimento corporativo. A iniciativa foi comunicada em um e-mail enviado pelo diretor de negócios da empresa, Philipp Schindler. O executivo afirmou que a companhia entra em 2026 “em posição forte”, mas que o cenário continua dinâmico e exige adaptação constante — especialmente diante da expansão da inteligência artificial. De acordo com o Business Insider, o programa foi direcionado apenas a determinadas funções nos Estados Unidos. Equipes que atuam diretamente no atendimento a clientes ficaram de fora da iniciativa para evitar impactos na relação com os consumidores. Esses exemplos ilustram uma estratégia cada vez mais comum no mundo corporativo: usar programas de demissão voluntária para ajustar o tamanho das equipes ou o perfil dos funcionários sem recorrer diretamente a cortes obrigatórios. 🔍 O programa de demissão voluntária é um mecanismo pelo qual a empresa oferece incentivos financeiros ou benefícios adicionais para que o próprio funcionário opte por encerrar o vínculo de trabalho. Na prática, ele funciona como uma alternativa às demissões obrigatórias. Segundo Daniel Consani, CEO do Grupo Top RH, esse tipo de programa costuma aparecer em momentos de transformação organizacional. “Normalmente ele surge em contextos de reestruturação, queda de receita, fusões ou mudanças estratégicas que exigem reorganização da força de trabalho”, afirma. Embora a redução de custos seja um fator importante, Consani explica que o PDV geralmente faz parte de mudanças mais amplas dentro das empresas. “Muitas organizações utilizam o programa para redesenhar estruturas, reduzir funções sobrepostas ou adaptar a equipe a novas prioridades estratégicas”, diz. Em setores que passam por mudanças tecnológicas rápidas, por exemplo, o mecanismo pode facilitar a transição para novos modelos de negócio. Ou seja, nem sempre o PDV é aberto a todos os funcionários. Em muitos casos, a empresa direciona o programa para áreas ou cargos específicos. Segundo Consani, isso acontece porque o instrumento normalmente está ligado a um reposicionamento estratégico da organização. “Empresas tendem a oferecer pacotes voluntários em departamentos que serão reduzidos, automatizados ou substituídos por novas competências.” O caso do Google ilustra essa lógica. A empresa direcionou o programa para determinadas funções dentro da sua organização global de negócios, enquanto manteve outras equipes fora da iniciativa. Segundo o Business Insider, cargos ligados diretamente ao atendimento de clientes não foram incluídos no programa justamente para evitar impactos na relação com os consumidores. Esse tipo de segmentação permite que a empresa ajuste sua estrutura sem comprometer áreas consideradas críticas para o futuro. No Brasil, a implementação desse tipo de iniciativa segue regras específicas. Para que o PDV seja oferecido, o plano deve estar previsto em acordo ou convenção coletiva firmados entre a empresa e o sindicato da categoria. O programa também precisa ser formalizado por escrito. Além disso, a adesão deve partir do próprio trabalhador — ou seja, cabe ao funcionário manifestar interesse em participar. Essa característica reforça o objetivo do mecanismo: transformar um momento delicado em uma negociação estruturada entre empresa e trabalhador. Demissão voluntária bate recorde no Brasil Vantagens e desvantagens Uma das principais vantagens do programa de demissão voluntária é reduzir o impacto social e organizacional das demissões. Quando o desligamento ocorre por adesão voluntária, o processo tende a gerar menos conflitos trabalhistas e menos desgaste na relação entre empresa e colaboradores. Outro benefício importante é a previsibilidade financeira. Ao oferecer incentivos previamente definidos, a empresa consegue estimar melhor o custo das saídas e planejar com mais clareza a reorganização das equipes. Além disso, programas desse tipo costumam reduzir o risco de disputas judiciais ligadas aos desligamentos. Para que isso funcione, porém, a forma como o processo é conduzido faz diferença. Segundo Consani, o papel do RH é fundamental para garantir que o programa seja transparente. “O colaborador precisa entender exatamente o que está sendo oferecido e não pode se sentir pressionado a aderir. Também é importante que exista suporte ao funcionário durante o processo.” Essa abordagem também ajuda a evitar interpretações equivocadas sobre a iniciativa. “Quando o processo é conduzido de forma humanizada, fica claro que não se trata de uma decisão em que apenas a empresa sai ganhando”, afirma. Apesar disso, programas de demissão voluntária também apresentam riscos. Um dos principais é a perda inesperada de profissionais estratégicos. Em muitos casos, trabalhadores mais qualificados ou com maior empregabilidade são justamente os que têm mais facilidade para aderir ao programa e encontrar novas oportunidades. “Existe o risco de saída de talentos importantes e de perda de conhecimento estratégico”, afirma Consani. Isso pode gerar impactos na continuidade operacional da empresa e dificultar a transferência de conhecimento entre equipes. Outro problema possível é a perda da chamada memória organizacional — o conjunto de experiências acumuladas pelos profissionais ao longo dos anos. Esse fator pode ser especialmente crítico em empresas com processos técnicos ou regulatórios complexos, explica Consani. Programas de demissão voluntária também podem influenciar o ambiente de trabalho. “Quando existe transparência e comunicação clara sobre os motivos da decisão, o efeito tende a ser mais controlado.” Por outro lado, quando o programa é percebido apenas como uma tentativa de reduzir custos, ele pode gerar insegurança entre os funcionários que permanecem na empresa. Isso acontece porque o PDV frequentemente sinaliza um período de mudanças e incertezas dentro da empresa. Quando o PDV pode não fazer sentido O programa também não é uma solução universal. Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência. Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência. Além disso, o instrumento pode ser inadequado em setores que já enfrentam escassez de mão de obra qualificada. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que áreas como tecnologia, engenharia e saúde convivem com déficit de profissionais. Nesses casos, estimular saídas voluntárias pode gerar mais dificuldade para repor talentos do que economia efetiva. O que avaliar antes de aceitar? Para os trabalhadores, a decisão de aderir a um programa de demissão voluntária exige análise cuidadosa. Segundo Consani, o ideal é avaliar o pacote com uma visão estratégica de carreira — e não apenas financeira. “Muitas pessoas olham primeiro para o valor da indenização. Mas é fundamental considerar quanto tempo pode levar para se recolocar no mercado.” Ainda de acordo com o CEO do Grupo Top, o trabalhador deve considerar fatores como plano de saúde, previdência complementar e estabilidade financeira da família. “Um pacote que parece vantajoso no curto prazo pode não ser suficiente se o profissional não tiver um plano claro de transição de carreira”, afirma. Por outro lado, há grupos que tendem a ser mais beneficiados por esse tipo de programa. Profissionais próximos da aposentadoria, por exemplo, costumam avaliar o programa como uma oportunidade de antecipar a saída do mercado de trabalho com segurança financeira. O pacote também pode ser interessante para trabalhadores que já planejavam mudar de carreira ou abrir um negócio próprio. Em muitos casos, profissionais utilizam os recursos da rescisão como capital inicial para iniciar um novo projeto profissional. Ainda assim, especialistas recomendam planejamento antes de tomar a decisão. Consani afirma que o erro mais comum é tomar a decisão de forma precipitada. Muitos se concentram apenas no valor imediato da indenização e deixam de avaliar fatores importantes, como planejamento financeiro, custo de vida e chances de recolocação. “Em momentos de transição profissional, decisões impulsivas podem gerar impactos duradouros na trajetória de carreira”, afirma Consani.
17/03/2026 07:01:38 +00:00
Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

São Paulo lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Reprodução Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar para comprar comida? Ou que porcentagem do salário mínimo é gasta com alimentos básicos? A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz esse cálculo para cada capital do país, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório de fevereiro mostrou que São Paulo é a capital onde as pessoas precisam trabalhar mais horas por mês para comprar alimentos da cesta básica: 115 horas e 45 minutos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14). Na outra ponta do ranking está Aracaju, onde são necessárias 76 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Veja a lista completa abaixo. Gráfico mostra as horas de trabalho gastas por mês para adquirir alimentos. Arte/g1 Peso da alimentação no salário mínimo Em fevereiro deste ano, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer, em média, 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas. O cálculo considera o salário já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social. São Paulo também lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Já Aracaju aparece no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido (veja abaixo). O relatório também estima qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor deveria ter sido de R$ 7.164,94 — cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621. O cálculo é feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Porcentagem do salário mínimo utilizada para comprar comida. Arte/g1 Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
17/03/2026 06:01:04 +00:00
ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens em redes sociais, jogos e sites

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet A lei que protege crianças e adolescentes na internet entra em vigor nesta terça-feira (17). O texto, que ficou conhecido como ECA Digital, foi sancionado pelo presidente Lula em setembro e tinha prazo de seis meses para começar a vigorar. As normas passam a valer para todo produto ou serviço digital que possa ser acessado por crianças ou adolescentes, independentemente do setor ou modelo de negócio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, o ECA Digital cria um marco jurídico para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com medidas voltadas à segurança online, proteção de dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos e práticas abusivas. Alguns trechos ainda precisam de regulamentação para detalhar atribuições e formas de aplicação da lei. O decreto com essas regras deve ser publicado ainda nesta terça-feira. A partir de hoje, a nova legislação: Proíbe a autodeclaração de idade em sites e serviços digitais restritos a maiores de 18 anos. Exige que redes sociais ofereçam versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada e que contas de menores de 16 anos sejam vinculadas às de seus responsáveis. Determina que marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos verifiquem a idade no cadastro ou no momento da compra e bloqueiem automaticamente o acesso de menores a itens proibidos. Impõe que plataformas de apostas impeçam o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes. Obriga buscadores a ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e a exigir verificação de idade para o desbloqueio. Exige que provedores de conteúdo pornográfico adotem verificação de idade, proíbam a autodeclaração e removam contas identificadas como pertencentes a menores. Determina que jogos eletrônicos com caixas de recompensa bloqueiem o acesso de menores ou ofereçam versões sem essa funcionalidade. Estabelece que serviços de streaming cumpram a classificação indicativa e disponibilizem perfis infantis, mecanismos de bloqueio e ferramentas de controle parental. Plataformas que têm mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados devem enviar relatórios mostrando como apuraram denúncias e quais medidas de moderação de conteúdo foram adotadas. A mudança também afeta a estrutura do governo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O órgão ainda deverá publicar regras para detalhar pontos-chave da lei, como a verificação de idade e a vinculação de contas de adultos com menores de 16 anos. Punições O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. As empresas também poderão ter as atividades suspensas temporária ou definitivamente. Responsabilidade do governo, família e plataformas digitais O ECA Digital prevê que a proteção de crianças e adolescentes na internet seja uma responsabilidade compartilhada entre pais, Estado e plataformas digitais. Para Igor Luna, coordenador do grupo de trabalho de Crianças e Adolescentes da Câmara Brasileira da Economia Digital, a proteção de menores no ambiente digital deve ser uma responsabilidade compartilhada. "O poder público estabelece regras e coordena políticas de proteção. As plataformas devem aplicar ferramentas e mecanismos de segurança adequados. Já famílias e educadores têm papel importante no acompanhamento do uso da tecnologia e no desenvolvimento do letramento digital", afirma. Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana, afirma que a entrada em vigor do Estatuto reafirma, no ambiente digital, o princípio da prioridade absoluta e da proteção integral de crianças e adolescentes. Ela também ressalta que a responsabilidade do Estado não se limita apenas à agência que vai regular as regras. "A ANPD agora se torna uma agência. A ideia é que tenha mais autonomia e mais força para acompanhar o processo de adequação das empresas. A fiscalização é fundamental, não apenas por parte da ANPD, mas também do sistema de Justiça", diz a especialista. "De forma mais ampla, a comunidade escolar também precisa discutir o tema e se apropriar dessa nova lei, produzindo reflexões e materiais sobre seu conteúdo para gestores, famílias e para as próprias crianças e adolescentes."
17/03/2026 03:01:12 +00:00
Imposto de Renda 2026: quem é obrigado a declarar?

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
17/03/2026 03:00:58 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 105 milhões nesta terça-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.985 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 105 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (17), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
17/03/2026 03:00:54 +00:00
Plataformas devem verificar idade de usuários a partir desta terça com o ECA Digital; veja como vai funcionar

ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet Redes sociais e outros serviços online com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes devem verificar a idade de usuários a partir desta terça-feira (17). E não podem usar bloqueios simples, como o botão "Sim, tenho mais de 18 anos". A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), sancionado em setembro de 2025. Ele também ficou conhecido como Lei Felca porque a aprovação aconteceu após o vídeo do influenciador sobre adultização. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O ECA Digital determina que as plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade". A lei determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais devem tomar medidas para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Essa informação deverá ser enviada para plataformas como redes sociais, que precisarão oferecer experiência adequada para aquela pessoa. Mas o ECA Digital diz que as plataformas também são responsáveis por impedir o acesso indevido de crianças e adolescentes. A autodeclaração – o botão "Sim, tenho mais de 16 anos" – está proibida pela lei. Um decreto presidencial deve exigir métodos de verificação confiáveis, a serem definidos pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Entre os métodos de verificação mais robustos, estão: 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário; 🤳 envio de selfie, que estima a idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial; 🪪 envio de documentação, que permite confirmar a idade exata. O Google, por exemplo, disse que está implementando no Brasil um modelo de estimativa de idade, que analisar a atividade dos usuários, como as informações que ele buscou ou as categorias de vídeos que ele assistiu. "Esses sinais nos ajudam a determinar se aquela pessoa provavelmente tem mais ou menos de 18 anos e a aplicar proteções automáticas em nossos produtos, incluindo o bloquear conteúdo com classificação 18+ no YouTube e Google Play, além da ativação do SafeSearch e o bloqueio de resultados inapropriados na Busca", disse a empresa. A verificação não acontecerá em todas as plataformas, mas será exigida em serviços online que podem colocar menores de idade em risco, disse ao g1 a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli. "Ela será utilizada para os provedores de aplicação direcionados a crianças e adolescentes e para os que oferecem risco à integridade física e mental, possibilidade de exploração e vendem produtos não adequados para crianças e adolescentes", afirmou. Configuração de privacidade TikTok Reprodução Ao exigir a verificação de idade em determinados serviços sem autodeclaração, o ECA Digital cria um novo fator de proteção a crianças e adolescentes na internet, avaliou Mielli. "As lojas de aplicativos precisam adotar medidas para vedar o acesso irrestrito de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados. Há uma combinação entre a aferição da idade, a classificação indicativa da aplicação e a supervisão parental", afirmou. Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outras Menores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais Ainda de acordo com o ECA Digital, a verificação deve garantir a privacidade dos usuários e não pode usar os dados para fins além da verificação de idade. Plataformas que não demonstrarem estar agindo para proteger crianças e adolescentes poderão ser punidas com advertência, multa de até 10% do faturamento ou R$ 50 milhões por infração, suspensão ou proibição no Brasil. A aplicação da lei será monitorada pela ANPD, que fez um levantamento sobre diferentes ferramentas de verificação de idade na internet, como a inferência a partir do tipo de conteúdo acessado e a análise de documentos. O ECA Digital entraria em vigor em setembro de 2026, mas foi antecipado para 17 de março por uma medida provisória do presidente Lula, aprovada pelo Congresso. As plataformas não serão prejudicadas por essa diminuição do prazo porque eventuais sanções serão aplicadas em etapas, disse Mielli, do CGI.br. E, como acontece com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas têm o direito de se defender em processos administrativos. "Para aplicar qualquer sanção pecuniária [financeira], existem sanções anteriores. Tem um processo que precisa ser seguido com procedimentos de fiscalização, notificação e advertência", explicou. "A lei não foi feita apenas para redes sociais e jogos online, mas é claro que são esses grandes players que representam o maior risco para crianças e adolescentes. Essas empresas possuem ferramentas para [realizar] aferição de idade em outras praças nas quais elas prestam esse serviço, então, não é uma novidade para nenhuma delas". Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular
17/03/2026 03:00:39 +00:00
Petrobras compra fatia da Petronas em Tartaruga Verde e Espadarte por US$ 450 milhões

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (16)que informou à Petronas sua decisão de exercer o direito de preferência para comprar participações de 50% nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. Após a conclusão da operação, a Petrobras voltará a deter 100% dos ativos e seguirá como operadora. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III) produzem atualmente cerca de 55 mil barris de óleo por dia e estão conectados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes — uma espécie de navio-plataforma que produz, armazena e transfere petróleo. A assinatura do contrato de compra e venda ocorrerá em breve, acrescentou a companhia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na assinatura do contrato e US$ 350 milhões no fechamento da operação — sujeito a ajustes relacionados à data efetiva da transação. Outras duas parcelas, de US$ 25 milhões cada, serão pagas em 12 e 24 meses após o fechamento. "A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, adiciona flexibilidade decisória na gestão de portfólio da companhia e está em consonância com o seu Plano de Negócios, reforçando o direcionamento estratégico voltado ao segmento de óleo e gás", disse a Petrobras. A aquisição anunciada hoje permitirá à Petrobras conectar outros poços no campo de Tartaruga Verde aos novos ativos, disse uma fonte à Reuters. A estatal não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência. A Petrobras fez uma descoberta nas proximidades do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde em novembro, considerada "maravilhosa" por Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da empresa. A Brava anunciou em janeiro um acordo para comprar as participações da Petronas como parte de sua "estratégia de longo prazo", antes de a Petrobras decidir exercer sua opção. A Brava e a Petronas não responderam de imediato aos pedidos de comentário sobre o fracasso do acordo anterior.
17/03/2026 00:41:55 +00:00
Nubank entra para a Febraban, entidade que reúne os maiores bancos do país

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters O Nubank passou a integrar o quadro associativo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), informou a entidade nesta quarta-feira (16), que também convocou uma assembleia para abril para eleger a nova administração. Fundado há 12 anos, o Nubank se consolidou como uma das maiores plataformas digitais de serviços financeiros do mundo, com 131 milhões de clientes. Em 2025, a empresa registrou receita de US$ 16,3 bilhões e lucro líquido de US$ 2,9 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Febraban, o grupo foi responsável por incluir 29 milhões de pessoas no sistema financeiro nos últimos anos. O pedido de filiação do Nubank foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Diretor da Febraban, na primeira reunião ordinária de 2026, após recomendação favorável do conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente-executivo do Itaú Unibanco. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A iniciativa do Nubank evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade, do debate qualificado e da construção setorial de soluções em um ambiente representativo e diverso", disse o presidente-executivo da entidade, Isaac Sidney, no comunicado sobre a decisão. "Ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro, além de seguirmos comprometidos em reduzir a complexidade da indústria e simplificar a vida dos nossos clientes", acrescentou a presidente-executiva do Nubank no Brasil, Livia Chanes. O Nubank afirmou que seguirá participando ativamente de outras entidades setoriais, como Zetta, ABBC e Anbima. Nova administração Com a proximidade do fim do mandato de três anos da atual gestão, o presidente do Conselho Diretor da entidade, Luiz Carlos Trabuco, também convocou assembleia para a eleição dos conselheiros e das instituições financeiras que vão compor as instâncias de governança da Febraban entre 2026 e 2029. Trabuco, que preside o conselho de administração do Bradesco, também afirmou que Maluhy Filho registrará chapa única, liderando a lista de instituições associadas e dirigentes que vão compor a nova gestão da Febraban como conselheiros e diretores executivos. A assembleia está prevista para 9 de abril, em reunião presencial na sede da federação, quando serão anunciados os novos integrantes do Conselho Diretor, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.
16/03/2026 21:49:37 +00:00
Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal

Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal Reprodução/TV Verdes Mares A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que os ganhos com as chamadas apostas online (bets) em 2025, assim como o saldo remanescente nos aplicativos pelos apostadores no fim do ano passado, terão de ser informados na declaração do Imposto de Renda de 2026. Pelas regras, a prestação das informações é obrigatória para quem ganhou acima de R$ 28.467,20 em apostas em bets e loterias de quota fixa no ano passado (em todas as empresas). Saldos em conta também têm de ser declarados. "Essas pessoas apuram e pagam o imposto, conforme está na lei, e têm de informar esse rendimento na declaração. Apareceu esse campo na declaração. Elas devem fazer apuração dos ganhos das bets. Na página da receita, tem um formulário onde as pessoas preenchem e, se for superior a esse valor, tem um imposto a ser pago. Essa apuração tem de ser colocada na declaração do IR, pois isso é um ganho", explicou o supervisor do IR da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. Segundo o Fisco, o prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão fazer o download do programa já na próxima sexta-feira (20). IR: saem as novas regras para declaração A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa no valor mínimo de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% (vinte por cento) do imposto sobre a renda devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem seu nome social na declaração; aumento de informaçoes disponibilizadas na declaração pré-preenchida; redução no número de restituições feitas pelo Fisco ao longo do ano, de cinco para quatro lotes; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram alguma retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (Entenda mais abaixo) A expectativa do Fisco é que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Sites de aposta esportiva não regurizados são considerados ilegais Getty Images (via BBC)
16/03/2026 17:06:22 +00:00
Trump diz que Fed deveria realizar uma reunião para cortar juros 'agora mesmo'

O presidente Donald Trump fala com repórteres a bordo do Air Force One, no domingo, 15 de março de 2026, a caminho de West Palm Beach, Flórida, para a Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. AP/Mark Schiefelbein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Federal Reserve (banco central do país) deveria realizar uma "reunião especial" para cortar as taxas de juros "agora mesmo". As falas de Trump vem apenas poucos dias depois de um juiz americano ter bloqueado as intimações emitidas em uma investigação conduzida pelo governo Trump contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell, na última sexta-feira (13). A decisão do juiz americano James Boasberg atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros. Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas. "O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente", escreveu o juiz. "O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta." Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação sobre possíveis custos excessivos nas reformas da sede do banco central, afirmou que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão. 'Nenhuma evidência de qualquer tipo' Os acontecimentos de sexta‑feira deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex‑governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio. Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros. Powell — frequentemente alvo de críticas de Trump — tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed. A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg, em coletiva de imprensa, de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações. "Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade", disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos. O Conselho de Governadores do Fed solicitou ao juiz a anulação das intimações, que pediam informações sobre as reformas de dois prédios históricos no complexo da instituição em Washington e também o depoimento de Powell, previsto para julho de 2025, no Comitê Bancário do Senado. Powell defendeu os gastos com as reformas, classificando-os como necessários, e recebeu legisladores — incluindo o próprio Trump — em uma visita ao Fed para acompanhar o andamento do projeto. Desde que reassumiu a presidência no ano passado, Trump pressiona o Fed a reduzir as taxas de juros de forma mais rápida e intensa. Powell, porém, mantém uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, diante das contínuas preocupações com a inflação. Trump nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas, desde então, tem atacado publicamente o presidente do Fed, chegando a chamá-lo de “imbecil”. O juiz concordou com Powell sobre a natureza da investigação. Segundo Boasberg, uma “montanha de evidências” indica que as intimações tinham como objetivo pressionar o presidente do Fed a reduzir as taxas de juros ou até a renunciar ao cargo. "O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o Presidente Powell. Aliás, as suas justificativas são tão frágeis e infundadas que o Tribunal só pode concluir que são pretextuais", escreveu Boasberg. Por enquanto, a decisão deve dificultar a continuidade da investigação conduzida pelo Departamento de Justiça. De acordo com documentos oficiais divulgados na sexta‑feira, os promotores afirmaram estar analisando se Powell teria feito declarações falsas ao Congresso ou cometido fraude. Um porta-voz do Fed se recusou a comentar. Senadores republicanos defendem Powell O senador republicano Thom Tillis prometeu usar sua posição na Comissão Bancária do Senado para barrar qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a investigação estiver ativa, afirmando que as declarações feitas por Powell ao Congresso não configuram crime. A mesma avaliação é compartilhada por outros republicanos na Comissão Bancária do Senado, incluindo seu presidente, Tim Scott, que conduziu o interrogatório de Powell sobre as reformas que são o foco da investigação de Pirro. Segundo Tillis, um eventual recurso do Departamento de Justiça contra a decisão “apenas atrasará a confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed”. Como parte de sua pressão sobre a liderança do banco central, Trump também tentou, em agosto passado, demitir a governadora do Fed, Lisa Cook, usando alegações não comprovadas de fraude hipotecária — negadas por ela — como justificativa para sua remoção. Foi a primeira tentativa de um presidente de destituir um integrante do Conselho de Governadores do Fed desde a criação do banco central, em 1913. Cook afirmou ainda que as acusações de fraude hipotecária foram apenas um pretexto usado por Trump para removê-la devido a divergências sobre política monetária. Em 21 de janeiro, juízes da Suprema Corte dos EUA demonstraram ceticismo diante da tentativa de Trump de demitir Cook. O tribunal ainda não deu uma decisão final sobre o caso. A decisão de sexta‑feira representa mais um revés judicial para o Departamento de Justiça sob Trump, que continua investigando críticos e opositores do presidente. Em novembro, um juiz rejeitou as acusações contra o ex‑diretor do FBI James Comey e contra a procuradora‑geral de Nova York, Letitia James, ambos responsáveis por investigações anteriores envolvendo Trump. Boasberg, indicado pelo ex‑presidente democrata Barack Obama, escreveu em sua decisão que ser um adversário político de Trump “se tornou arriscado nos últimos anos”. Boasberg entrou em conflito diversas vezes com o governo Trump nos casos que supervisionou, e o presidente chegou a pedir ao Congresso, no ano passado, que iniciasse um processo de impeachment contra ele. No ano passado, Boasberg abriu um processo por desacato contra o governo após constatar que funcionários haviam violado sua ordem de emergência que barrava o uso de poderes extraordinários para deportar imigrantes. O processo foi posteriormente suspenso por um tribunal federal de apelações.
16/03/2026 16:55:38 +00:00
Imposto de Renda 2026: veja 10 perguntas e respostas sobre prazos, mudanças e quem é obrigado a declarar

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão baixar o programa a partir da próxima sexta-feira (20). ⚠️ A entrega da declaração após o prazo legal terá multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem o nome social na declaração; aumento das informações disponíveis na declaração pré-preenchida; redução no número de lotes de restituição, de cinco para quatro; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (entenda mais abaixo) A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 2. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 3. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 4. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março. 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 5. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 6. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 7. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 8. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
16/03/2026 16:21:50 +00:00
Bank of America firma acordo em ação coletiva movida por vítimas de Epstein

Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução O Bank of America fechou um acordo em um processo civil movido por mulheres que acusam o banco de ter facilitado os abusos cometidos por Jeffrey Epstein. As informações constam em documentos judiciais divulgados nesta segunda‑feira (16). A ação coletiva foi apresentada em outubro do ano passado por uma mulher identificada pelo pseudônimo Jane Doe. Ela acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações financeiras suspeitas ligadas a Epstein, mesmo diante de uma “abundância” de informações sobre seus crimes. Segundo a denúncia, o banco teria feito isso priorizando o lucro em vez da proteção das vítimas. O Bank of America afirmou que Doe apenas alegou que o banco prestou serviços de rotina a pessoas que, na época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e que qualquer sugestão de envolvimento mais profundo era “frágil e sem fundamento”. Em janeiro, o juiz distrital Jed Rakoff, de Manhattan, determinou que o Bank of America deve responder às acusações de Doe de que se beneficiou conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultou a aplicação da Lei Federal de Proteção às Vítimas do Tráfico de Pessoas. Rakoff ainda precisa aprovar o acordo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre as transações citadas por Doe estavam pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o comando da Apollo em 2021, depois que uma auditoria externa concluiu que ele havia pago US$ 158 milhões (R$ 830,2 milhões) a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. O executivo negou qualquer irregularidade e afirmou não ter conhecimento das atividades criminosas de Epstein. A expectativa era a de que Black prestasse depoimento sob juramento em 26 de março, a pedido dos advogados de Doe e do Bank of America. O depoimento não deve mais ocorrer por causa do acordo. O julgamento, previsto para 11 de maio, também será cancelado caso Rakoff aprove a resolução. Os advogados de Doe também moveram ações contra outros supostos cúmplices do esquema de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão) com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões (R$ 394 milhões) com o Deutsche Bank em nome das vítimas. Epstein morreu em uma cela de prisão em Manhattan em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte foi considerada suicídio pelo médico‑legista de Nova York.
16/03/2026 15:13:18 +00:00
Governo de Cuba diz que vai permitir que expatriados voltem a investir no país

Cuba reabre negociações com Estados Unidos Em um gesto histórico, o governo cubano afirmou nesta segunda-feira (16) que vai passar a permitir que cidadãos expatriados voltem a investir no país. A flexibilização faz parte do diálogo que Cuba afirmou estar mantendo com os Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em entrevista à rede de TV norte-americana NBC, o vice-primeiro-ministro de Cuba, Oscar Pérez-Oliva Fraga, sobrinho-neto de Fidel Castro, disse que os cubanos que deixaram o país por conta do regime de Castro poderão "em breve" participar em empresas privadas ou ainda ter seus próprios negócios na ilha. Foi a primeira vez que o regime cubano sinalizou flexibilidade com os expatriados, a maioria em cidades como Miami, nos Estados Unidos, e Madri, na Espanha. Até agora, eles são proibidos de enviar dinheiro ao país e de manter qualquer relação comercial com Cuba. Na entrevista, o vice-premiê, que é também o ministro de Comércio Exterior cubano, afirmou que seu governo está ainda disposto a manter "boas relações" com empresas dos Estados Unidos. “Cuba está aberta a ter uma relação comercial fluida com empresas americanas”, disse o vice-premiê na entrevista, segundo a NBC. "Também queremos manter relações com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes". Ainda de acordo com a NBC, o governo cubano fará o anúncio de forma oficial na noite desta segunda. 👉 Na semana passada, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou que seu país vem travando negociações com o governo dos Estados Unidos para desbloquear os embargos econômicos que os EUA mantêm sobre a ilha desde a década de 1960 — parte deles caiu durante um acordo na gestão do ex-presidente dos EUA Barack Obama, mas a maioria permanece. “O bloqueio nos priva do acesso a financiamento, acesso à tecnologia, acesso a mercados e, nos últimos anos, tem sido especificamente direcionado a privar nosso país do acesso a combustíveis.” Na sexta-feira (13) Cuba começou a libertar presos políticos, como parte das negociações. Já no domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar chegar a um acordo com Cuba "em breve". Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington CTK Photo/IMAGO via DW Ainda assim, as tensões internas vêm crescendo. Além da crise econômica, que vem gerando apagões constantes e deixando parte da população sem energia, manifestantes atacaram, também no fim de semana, uma sede do Partido Comunista cubano. O ataque ocorreu na cidade de Morón, durante um protesto por conta dos apagões, que também vêm gerando desabastecimento de alimentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1
16/03/2026 14:41:08 +00:00
Receita Federal divulga regras do Imposto de Renda 2026
Receita Federal divulga regras do Imposto de Renda 2026 O prazo para entregar a declaração começa em 23 de março e se estenderá até 29 de maio. Receita Federal divulga nesta segunda-feira (16) regras do Imposto de Renda de 2026, ano-base 2025. . O prazo para entregar a declaração começa em 23 de março e se estenderá até 29 de maio. . Já as restituições serão pagas em quatro lotes, o primeiro será no fim de maio. Veja o calendário completo.. As mudanças na faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026.
16/03/2026 14:31:52 +00:00
Prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS termina nesta sexta-feira (20)

Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Termina nesta sexta-feira (20) o prazo para o adesão ao acordo que vai devolver o dinheiro descontado ilegalmente das contas de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo dados da Previdência, 760 mil pessoas que já contestaram os descontos ainda precisam formalizar a adesão ao acordo para receber o dinheiro. Esses beneficiários tiveram o direito à devolução reconhecido pelo INSS, mas ainda não concluíram o procedimento necessário para o ressarcimento. Eles só vão receber de volta o dinheiro que foi descontado indevidamente depois que voltarem ao site ou aplicativo Meu INSS, ou a uma agência dos Correios, para fazer a adesão formal ao acordo. Ressarcimento do INSS Os descontos indevidos foram feitos por organizações sindicais e entidades associativas, que passaram a ser investigadas e também respondem judicialmente pelas irregularidades. No total, mais de 5 milhões de beneficiários tiveram direito à restituição. Desde que o escândalo dos descontos indevidos veio à tona, em abril de 2025, quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos a aposentados e pensionistas. Quem acredita que sofreu descontos não autorizados e ainda não procurou o INSS também pode fazer a contestação até sexta-feira (20). O pedido pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, nas agências dos Correios ou pelo telefone 135. Como aderir ao acordo Para receber os valores, o beneficiário precisa acessar o aplicativo ou site Meu INSS, entrar com CPF e senha e seguir o caminho: acessar a aba “Consultar pedidos”; clicar em “Cumprir exigência”; rolar a tela até o final e selecionar a opção "aceito receber" E selecionar "sim" e "enviar". O valor será depositado na mesma conta em que o beneficiário recebe aposentadoria ou pensão. Alerta para golpes Autoridades também alertam para novos golpes envolvendo falsos aplicativos que prometem ressarcimento. Um dos exemplos é um aplicativo chamado “INSS Reembolso”, que aparece principalmente em celulares com sistema Android. O INSS reforça que o único aplicativo oficial para esse serviço é o “Meu INSS”. Especialistas também orientam os segurados a não clicarem em links enviados por e-mail ou mensagens de celular que prometam a devolução de valores. Segundo o instituto, toda a comunicação oficial é feita exclusivamente pela plataforma Meu INSS, e o órgão não entra em contato por telefone, SMS ou mensagens para tratar de acordos. Quem entrou na Justiça Beneficiários que já entraram na Justiça para pedir ressarcimento também podem aderir ao acordo administrativo. Nesse caso, porém, será necessário abrir mão da ação judicial. Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Reprodução/TV Globo
16/03/2026 14:24:05 +00:00
Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções
A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025 – e informou os limites para as deduções que podem ser feitas pelos contribuintes. O prazo para a entrega das declarações começa em 23 de março e vai até 29 de maio. A declaração pré-preenchida estará disponível desde o início do prazo legal. O Fisco lembra que os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada Veja os vídeos que estão em alta no g1 A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. A lista de despesas médicas que podem ser deduzidas inclui pagamentos a: médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias.
16/03/2026 14:23:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: contribuinte terá opção de informar nome social

IR: saem as novas regras para declaração A Receita Federal informou nesta segunda-feira (16) que os contribuintes poderão informar seu nome social na declaração do Imposto de Renda 2026, ano-calendário 2025. Até o ano passado, isso não podia ser feito. Segundo a Receita, o nome social poderá ser informado por pessoas travestis, transexuais ou transgêneras. O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) passou a adotar, em 2024, o uso dos campos ‘nome social’, ‘orientação sexual’ e ‘identidade de gênero’ após uma ação do Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC). Desde 2024, o uso do nome social também é permitido nos concursos públicos federais do país. Além do nome social, também será possível incluir informações sobre raça e cor do contribuinte e de seus dependentes na declaração do Imposto de Renda 2026. "A inclusão de campos como o nome social e dados de raça e cor reflete o avanço dos serviços públicos digitais brasileiros em direção a uma experiência mais inclusiva e aderente à realidade da população", disse Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro. Segundo ela, essas informações também ajudam em diagnósticos para a formulação de políticas públicas, contribuindo para que decisões governamentais sejam cada vez mais baseadas em dados. A Receita Federal informou nesta manhã que o prazo para entrega da declaração começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. A entrega depois do prazo legal terá o valor mínimo de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% (vinte por cento) do imposto sobre a renda devido. As mudanças na faixa de isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5 mil, e redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎Isso porque a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos no ano passado, o chamado "ano-base" da declaração. A ampliação da faixa de isenção terá efeitos na declaração anual de ajuste somente em 2027. A entrega da declaração anual de ajuste do IR 2026 poderá ser feita pela internet, mediante a utilização do programa de transmissão, ou em mídia removível, às unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente. Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1
16/03/2026 13:54:39 +00:00
Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida estará disponível a partir do início do prazo de entrega

IR: saem as novas regras para declaração A Receita Federal começa a receber neste ano a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, ano-base 2025, desde o início do prazo de entrega — divulgado nesta segunda-feira (16). Com isso, os contribuintes poderão usar esse sistema, caso optem por ele, a partir do dia 23 de março. No ano passado, a recepção da declaração pré-preenchida começou somente 13 dias após o início do prazo de envio do IR pelo método tradicional, que foi em 17 de março. A expectativa da Receita Federal é que 60% dos contribuintes apresentem a declaração do IR em 2026 pelo sistema pré-preenchido. Em 2025, o formato foi adotado por 50% dos declarantes (leia mais abaixo). 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. A Receita Federal alerta que os contribuintes devem checar atentamente as informações da declaração pré-preenchida, pois elas são enviadas por de terceiros. Neste ano, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Em anos anteriores, que continuam a valer em 2026, também foram disponibilizadas informações sobre: contribuições de previdência privada; atualização do saldo de conta bancária e poupança; atualização do saldo de fundos de investimento; imóveis adquiridos no ano calendário; doações efetuadas no ano calendário; conta bancária/poupança ainda não declarada; fundo de investimento ainda não declarado; contas bancárias no exterior. Contribuintes poderão usar declaração pré-preenchida, caso opte por ela, desde o dia 23 de março. Getty Images via BBC
16/03/2026 13:35:27 +00:00
Juiz rejeita intimações contra Powell e aponta tentativa de pressionar o Fed; governo Trump vai recorrer

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O juiz americano James Boasberg bloqueou, na última sexta-feira (13), as intimações emitidas em uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, conduzida por uma promotoria indicada pelo presidente Donald Trump. A decisão atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros. Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas. "O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente", escreveu o juiz. "O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta." A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação sobre possíveis custos excessivos nas reformas da sede do banco central, afirmou que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Nenhuma evidência de qualquer tipo' Os acontecimentos de sexta‑feira deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex‑governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio. Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros. Powell — frequentemente alvo de críticas de Trump — tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed. A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg, em coletiva de imprensa, de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações. "Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade", disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos. O Conselho de Governadores do Fed solicitou ao juiz a anulação das intimações, que pediam informações sobre as reformas de dois prédios históricos no complexo da instituição em Washington e também o depoimento de Powell, previsto para julho de 2025, no Comitê Bancário do Senado. Powell defendeu os gastos com as reformas, classificando-os como necessários, e recebeu legisladores — incluindo o próprio Trump — em uma visita ao Fed para acompanhar o andamento do projeto. Desde que reassumiu a presidência no ano passado, Trump pressiona o Fed a reduzir as taxas de juros de forma mais rápida e intensa. Powell, porém, mantém uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, diante das contínuas preocupações com a inflação. Trump nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas, desde então, tem atacado publicamente o presidente do Fed, chegando a chamá-lo de “imbecil”. O juiz concordou com Powell sobre a natureza da investigação. Segundo Boasberg, uma “montanha de evidências” indica que as intimações tinham como objetivo pressionar o presidente do Fed a reduzir as taxas de juros ou até a renunciar ao cargo. "O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o Presidente Powell. Aliás, as suas justificativas são tão frágeis e infundadas que o Tribunal só pode concluir que são pretextuais", escreveu Boasberg. Por enquanto, a decisão deve dificultar a continuidade da investigação conduzida pelo Departamento de Justiça. De acordo com documentos oficiais divulgados na sexta‑feira, os promotores afirmaram estar analisando se Powell teria feito declarações falsas ao Congresso ou cometido fraude. Um porta-voz do Fed se recusou a comentar. Senadores republicanos defendem Powell O senador republicano Thom Tillis prometeu usar sua posição na Comissão Bancária do Senado para barrar qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a investigação estiver ativa, afirmando que as declarações feitas por Powell ao Congresso não configuram crime. A mesma avaliação é compartilhada por outros republicanos na Comissão Bancária do Senado, incluindo seu presidente, Tim Scott, que conduziu o interrogatório de Powell sobre as reformas que são o foco da investigação de Pirro. Segundo Tillis, um eventual recurso do Departamento de Justiça contra a decisão “apenas atrasará a confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed”. Como parte de sua pressão sobre a liderança do banco central, Trump também tentou, em agosto passado, demitir a governadora do Fed, Lisa Cook, usando alegações não comprovadas de fraude hipotecária — negadas por ela — como justificativa para sua remoção. Foi a primeira tentativa de um presidente de destituir um integrante do Conselho de Governadores do Fed desde a criação do banco central, em 1913. Cook afirmou ainda que as acusações de fraude hipotecária foram apenas um pretexto usado por Trump para removê-la devido a divergências sobre política monetária. Em 21 de janeiro, juízes da Suprema Corte dos EUA demonstraram ceticismo diante da tentativa de Trump de demitir Cook. O tribunal ainda não deu uma decisão final sobre o caso. A decisão de sexta‑feira representa mais um revés judicial para o Departamento de Justiça sob Trump, que continua investigando críticos e opositores do presidente. Em novembro, um juiz rejeitou as acusações contra o ex‑diretor do FBI James Comey e contra a procuradora‑geral de Nova York, Letitia James, ambos responsáveis por investigações anteriores envolvendo Trump. Boasberg, indicado pelo ex‑presidente democrata Barack Obama, escreveu em sua decisão que ser um adversário político de Trump “se tornou arriscado nos últimos anos”. Boasberg entrou em conflito diversas vezes com o governo Trump nos casos que supervisionou, e o presidente chegou a pedir ao Congresso, no ano passado, que iniciasse um processo de impeachment contra ele. No ano passado, Boasberg abriu um processo por desacato contra o governo após constatar que funcionários haviam violado sua ordem de emergência que barrava o uso de poderes extraordinários para deportar imigrantes. O processo foi posteriormente suspenso por um tribunal federal de apelações.
16/03/2026 13:26:48 +00:00
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